BIBLIOGRAFIA ILUSTRADA – José David Lucas Batista

Proposta de José Rabaça Gaspar aos interessados em colaborar e ir completando… 2013 07

Créditos - Foto Rui Esteves – org. joraga.net

Proposta de José Rabaça Gaspar

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Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista

José Rabaça Gaspar Proposta a interessados em colaborar e ir completando… 2013 07

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Corroios Julho de 2013

Proposta de José Rabaça Gaspar

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Ficha Técnica título autor/es edição execução colaboração apoios depósito legal data Manteigas –José David Lucas Batista - uma BIBLIOGRAFIA ilustrada – José Rabaça Gaspar – arranjo e proposta aberta a mais colaborações… scribd 2013 07 (1º em 1012 09) joraga Pedida a Família e interessados…

2013 07 01

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista

BIBLIOGRAFIA – CAPA e TÍTULO – AUTOR – EDITORA E ANO Nº TÍTULO / CAPA AUTOR / DADOS
1.

ANO / EDITORA 2005 CM Manteigas

DISPERSÁLIA Estudos vários locais e regionais

José David Lucas Batista

5

Vida e obra por Justino mendes de Almeida http://www.cmmanteigas.pt/municipio/publicacoes/Doc uments/Manteigas_Municipal/29/Jose_D _L_Batista.pdf

Proposta de José Rabaça Gaspar
2.

DIVERSÁLIA Escritos próprios e, alguns, alheios

José David Lucas Batista

2002 Ed. Notícias de Manteigas

6
Vida e obra por Justino mendes de Almeida http://www.cmmanteigas.pt/municipio/publicacoes/Doc uments/Manteigas_Municipal/29/Jose_D _L_Batista.pdf

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
3.

A Santa casa da Misericórdia de Manteigas de 1646 a 1920

José David Lucas Batista

2002

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Proposta de José Rabaça Gaspar
4.

Poemas de Vida e de Morte

José David Lucas Batista

1999 Ed. Notícias de Manteigas

8
Vida e obra por Justino mendes de Almeida http://www.cmmanteigas.pt/municipio/publicacoes/Doc uments/Manteigas_Municipal/29/Jose_D _L_Batista.pdf

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
5.

Notas Etimológicas e Toponímicas

José David Lucas Baptista

1998 Revista Altitude

9
Monografia / 1998 Sep. da Revista Altitude, Ano LVII, nº3 - 3ª Série, 1998. Vida e obra por Justino mendes de Almeida http://www.cmmanteigas.pt/municipio/publicacoes/Documents /Manteigas_Municipal/29/Jose_D_L_Batista.pdf Trabalho do Prof. Doutor Justino Mendes de Almeida – Professor e Amigo do Dr. José David Lucas Batista, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Proposta de José Rabaça Gaspar
6.

Toponímia do Concelho de Manteigas

José David Lucas Baptista

1994 CM Manteigas

10

Monografia / 1994 Editor - Manteigas Câmara Municipal, 1994 Vida e obra por Justino mendes de Almeida http://www.cmmanteigas.pt/municipio/publicacoes/Doc uments/Manteigas_Municipal/29/Jose_D _L_Batista.pdf

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
7.

Do Ermínio à Serra da Estrela

José David Lucas Baptista

1993 Ed. CMManteigas PNSE

11
1993 Editor CM de Manteigas e Parque Natural da Serra da Estrela, 1990

Proposta de José Rabaça Gaspar
8.

Manteigas, uma vila da Serra da Estrela de 1136 a 1527

José David Lucas Baptista

1990 PNSE Manteigas

12
Monografia / 1990 Editor Manteigas Parque Natural da Serra da Estrela, 1990

Vida e obra por Justino Mendes de Almeida http://www.cmmanteigas.pt/municipio/publicacoes/Doc uments/Manteigas_Municipal/29/Jose_D _L_Batista.pdf

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
9.

O Povoamento da Serra da Estrela de 1055 a 1223 e outros estudos

José David Lucas Baptista

1988 Instituto de Cultura de Língua Portuguesa Lisboa

13
Monografia / 1988 Editor Lisboa Inst. de Cultura e Língua Portuguesa ; 1988 Vida e obra por Justino mendes de Almeida http://www.cmmanteigas.pt/municipio/publicacoes/Doc uments/Manteigas_Municipal/29/Jose_D _L_Batista.pdf

Proposta de José Rabaça Gaspar
10.

Notas sobre a História de Manteigas

José David Lucas Batista

1984 CM Manteigas

14
Vida e obra por Justino mendes de Almeida http://www.cmmanteigas.pt/municipio/publicacoes/Doc uments/Manteigas_Municipal/29/Jose_D _L_Batista.pdf

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
11.

Património Cultural e Património Natural do Concelho de Manteigas

José David Lucas Batista

1984 CM Manteigas

15
Série “Estudos”. [Manteigas]: Câmara Municipal, 1984. 3 exempl. Vida e obra por Justino mendes de Almeida http://www.cmmanteigas.pt/municipio/publicacoes/Doc uments/Manteigas_Municipal/29/Jose_D _L_Batista.pdf

Proposta de José Rabaça Gaspar
12.

Tombo dos Bens Móveis e de Raiz do Concelho de Manteigas em 1560

José David Lucas Batista

1984 CM Manteigas

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Vida e obra por Justino mendes de Almeida http://www.cmmanteigas.pt/municipio/publicacoes/Doc uments/Manteigas_Municipal/29/Jose_D _L_Batista.pdf

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
13.

Nomes de Lugar do Concelho de Manteigas: subsídios para o seu estudo

José David Lucas Baptista

1958 Revista A GRANJA

17
Monografia / 1958 Sep. de : A Granja Nº 3 e 4 - XVI Ano Vida e obra por Justino Mendes de Almeida http://www.cmmanteigas.pt/municipio/publicacoes/Doc uments/Manteigas_Municipal/29/Jose_D _L_Batista.pdf

Proposta de José Rabaça Gaspar Algumas obras relacionados com a sua investigação
Foral Manuelino de Manteigas
Manteigas – Câmara Municipal

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Documento produzido pela chancelaria régia, por Fernão de Pina, que o assina juntamente com "El Rey" e destinado à Câmara Municipal de Manteigas
Representação digital

1514 CM Manteiga s 1987

http://digitarq.adgrd.dgarq.gov.pt/viewer?id =1279815

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
14.

Alvará do Rei D. João III – 1524 Dezembro 04

Manteigas – Câmara Municipal

1524

http://www.cmmanteigas.pt/municipio/servicosprojectos/ mostradocumental/Paginas/DocumentoSete mbro.aspx

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Proposta de José Rabaça Gaspar
15.

Desagravo – D. Manuel I

Manteigas – Câmara Municipal

1520

20

http://www.cmmanteigas.pt/municipio/servicosprojectos/ mostradocumental/Documents/Documento %20de%20Novembro%20-%20Net.pdf

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
16.

Tombo

Manteigas – Câmara Municipal

1560 1766

http://www.cmmanteigas.pt/municipio/servicosprojectos/ mostradocumental/Paginas/TresladoTombo-bens-moveis-1560.aspx

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Proposta de José Rabaça Gaspar
17.

Padroados

Manteigas – Câmara Municipal

1499 07 01

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http://www.cmmanteigas.pt/municipio/servicosprojectos/ mostradocumental/Paginas/cedncia-ao-reidos-padroados-das-igrejas.aspx

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista

José David Lucas Batista Zé David e OUTROS – testemunhos… José David e a procura das RAÍZES fundas da nossa IDENTIDADE de naturais de Manteigas… (1921 09 16 – 2003 08 03)
Manteigas – 2014 03 04? ou durante as comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino…

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(Testemunhos e pistas a desenvolver…) A ABRIR: Quanto mais evoluirmos respeitado a nossa IDENTIDADE, maior será a nossa projecção global e não o contrário… JRG - 2013 07. Ao Zé DAVID, talvez pudéssemos aplicar os versos de Fernando Pessoa Alberto Caeiro, sobre Cesário Verde: «Ele era um camponês / Que andava preso em liberdade pela cidade.» …mas, ta lvez ao contrário… O Zé, ‘que pena eu tenho dele!’, era um erudito de conhecimentos e dimensão superior, abrangente, que se veio encarcerar e prender, mas sempre em movimento, na sua Terra, encravada na Serra, entre montanhas, para aplicar os seus conhecimentos e semear até no meio das pedras e barrocos…

Proposta de José Rabaça Gaspar

00 - Zé David – Heinz Kröll –

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http://books.google.pt/books/about/Designa%C3%A7%C3%B5es_portuguesas_para_embriague.html?id=h-2oOgAACAAJ&redir_esc=y

Heinz Kroll (24 de Abril 1919 em Colónia, † 03 de Outubro 1999, em Wiesbaden) foi um alemão linguista e Lusitanista. Vida e Obra Kröll foi Professor de alemão em Coimbra, em 1944 -1951, onde se encontrou, em 1947, com o Max Leopold Wagner com quem colaborou cientificamente. Kroell doutorou-se, em 1951, em Heidelberg com Harri Meier, com o trabalho onomasiológicos: contribuições para o povo Português e vernacular, e foi, em 1953-1968 Professor de Francês e Português, em Mainz. Lá, completou sua habilitação em 1966, com Edmund Schramm, com os advérbios em Português (Wiesbaden, 1968) e, em 1970, foi Professor de Linguística Românica. ‘Designações Portuguesas para "embriaguez"’, Coimbra, 1955 (também in: Revista Portuguesa de filologia 5 -7) Português, Bonn 1965 http://de.wikipedia.org/wiki/Heinz_Kr%C3%B6ll#Leben_und_Werk

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
01 - Zé David – (Visto pelo Prof. Doutor Justino Mendes de Almeida) «Justino Mendes de Almeida (Benavente, 1924- Lisboa, 18 de Julho de 2012) foi um professor universitário português. Licenciou-se em Filologia Clássica da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e doutorou-se em Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Nesta ensinou Grego e Latim. Foi inspector das bibliotecas e arquivos do Ministério do Ultramar e, desde 1962 foi director-geral do ensino do Ultramar até à Revolução dos Cravos.» http://pt.wikipedia.org/wiki/Justino_Mendes_de_Almeida José David Lucas Batista José David Lucas Batista (Visto pelo Prof. Doutor Justino Mendes de Almeida) José David Lucas Batista Perfil humano e cultural de um natural estudioso da Beira - Serra Prof. Doutor Justino Mendes de Almeida (Professor e Amigo do Dr. José David Lucas Batista, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.) O tempo, na sua caminhada imparável, se lança no ouvido milhares de pessoas e de acontecimentos, também reforça a lembrança de outros cuja memória se torna cada vez mais viva, e mais nos faz sofrer. José David Lucas Batista é um dos que não esquecemos. Quando há mais de cinquenta anos o conhecemos, como estudante do primeiro ano da licenciatura em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, longe estávamos de prospectivar que se iniciava ali um convívio com quem viria a ser, pela vida fora, um Amigo dilecto. Na Faculdade, tinha a meu cargo, entre outras, a regência da cadeira de Grego Elementar,

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Proposta de José Rabaça Gaspar
nesse tempo de frequência obrigatória para os alunos de Germânicas. Era um martírio, para eles e para mim, mas entendíamo-nos bem, porque havia respeito mútuo. José David começava os estudos universitários um tanto fora da idade normal, porque entretanto tinha percorrido outras sendas académicas e profissionais. Na Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra tinha concluído o respectivo curso. Era, portanto, Regente Agrícola (hoje seria Engenheiro Técnico Agrícola), quando se dispôs a fazer uma licenciatura na Faculdade de Letras já que o curso que tirara e lhe proporcionara uma excelente preparação agrária, de que veio mais tarde a servir-se, era insuficiente para quem manifestava uma ânsia de outros conhecimentos e um desejo ardente de enriquecimento cultural, em áreas bem diferentes das que até então cultivara. Em todo o caso, a acumulação de saber, adquirido com o exercício de práticas agrícolas e com a erudição que lhe foi transmitida na Universidade, fez dele um aluno excepcional, muito diferente da maioria dos colegas de curso. Mas, com José David deve ter-se passado o que se verificou com a maioria de nós. Entra-se na Universidade cheios de ilusões e saímos desiludidos. Alguma coisa fica, porém, se a semente não é lançada em terreno de todo sáfaro, e a acumulação de conhecimentos de ordem diversa fizeram de José David um aluno invulgar. Por tudo isto, foi sem dificuldade que concluiu a sua licenciatura, tendo apresentado como dissertação um estudo intitulado: Poesia de desengano em John Clare. Subsídios para o estudo da influência da Revolução Agrária na literatura inglesa. Conhecendo-se os seus antecedentes escolares não se estranhará que tivesse reunido no mesmo trabalho áreas de investigação à primeira vista diferentes, como também não é estranho que viesse a interessar-se por estudos na Alemanha, país onde veio a desempenhar as funções de leitor de português na Universidade de Mainz. Antes, já se tinha ocupado de O mercado importador de arroz da Alemanha Ocidental. Em Mainz exercia funções de professor catedrático o Doutor Heinz Kröll, antigo leitor de alemão na Universidade de Coimbra, nosso grande amigo e estudioso, durante a vida inteira, da cultura portuguesa e, em especial, de certos aspectos particulares do português quotidiano como seja, por exemplo, o que escolhera para tese de doutoramento: ‘Designações portuguesas para

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Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
embriaguez’. Voltando ainda a fase de José David como estudante da Faculdade, devo recordar aqui os colegas com quem mais convivia e em quem encontrou maior apoio: primeiro que todos, Fernando de Mello Moser que, como aluno distintíssimo, veio a atingir a categoria de professor catedrático da mesma Faculdade e que, tal como José David, começara tarde os seus estudos universitários, mas já possuía um curriculum profissional brilhante, em particular nas áreas da tradução, da interpretação e do turismo; outro, também com actividades profissionais importantes, era o José Sampaio que desempenhava as funções de director de serviços no Banco Português do Atlântico; ainda um outro, mais novo é certo, na idade escolar normal, mas que convivia muito bem com os seus colegas, de quem muito aprendeu, era o António Aguiar Ferreira. Tratava-se, na verdade, de um grupo que se impôs à admiração dos colegas, entre os quais havia outros alunos de boa qualidade, como vieram a demonstrar na vida prática. Dissemos atrás que José David se entusiasmou pelo alemão, de tal maneira que concorreu á vaga de leitor de português em Mainz, através do Instituto de Alta Cultura. Lugares como este eram de grande importância para a difusão de Portugal, através da língua e da cultura em geral no estrangeiro, mas não ligavam, só por si, o professor aos quadros da função pública. Por essa razão, o Dr. Lucas Batista teve de regressar a Portugal para concorrer a um lugar dos quadros públicos, que lhe concedesse direito a reforma, e assim aconteceu no ensino secundário de Manteigas, sua terra natal. Nunca deixou, porem, de estudar, investigar e publicar, aliando sempre os seus conhecimentos da ciência agrária ao culto das literaturas germânicas e também da literatura, da toponímia e da etnografia portuguesas. Viveu com um extraordinário entusiasmo de estudioso tudo o que lhe interessava sobre Manteigas, regiões circunvizinhas e, de forma muito particular, tudo o que respeitava à Serra da Estrela. Nos últimos anos de vida foi destruído por um desgosto fatal com a morte do filho único em quem depositava todas as esperanças. Ainda assim continuou a trabalhar. Revelou-se até num aspecto que para nós, seus amigos, era inédito: o poeta multilingue, pela facilidade que demonstrou possuir na composição em verso português, inglês e alemão. Manteigas, sua terra natal, deve-lhe grande parte dos seus estudos e seria um acto de justiça

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Proposta de José Rabaça Gaspar
recordar, da forma que se entenda mais adequada, o seu nome como um dos seus mais interessados naturais. Porque, para além do estudioso, cuja lista de trabalhos anexamos a estas notas, dará uma ideia mais ampla do que foi José David Lucas Batista. Como Homem, nós que o conhecemos bem, temo-lo como exemplo para não esquecer.

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Prof. Doutor Justino Mendes de Almeida (Professor e Amigo do Dr. José David Lucas Batista, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.) Trabalhos de José David Lucas Batista Ano Título 1947 (23 anos?) n. 1924? 1951 1952 1954 1957 1958 1958 Publicação In: “A Granja". Ano 2, série 2, ano 6

Características comerciais de algumas formas cultivadas de arroz. Subsídios para o seu estudo

Alguns dados sobre a cultura do arroz em Portugal Algumas notas sobre a influência dos descobrimentos portugueses na difusão de plantas úteis Nomes de lugar do concelho de Manteigas: subsídios para o seu estudo Objectos do mundo físico em imagens e metáforas no “Cancioneiro Geral de Garcia de Resende” Máquinas para a laboração de arroz fabricadas

ln: “A Granja”. Ano 10, n.° 2 e ano 11, n.° 1 In: “A Granja". Ano 13, n. 4, p. 3-30 ln: “A Granja". Ano 16. n.° 3-4. p. 123-160 - (revista e separata) ln: “Revista de Portugal”, série A, Língua Portuguesa, vol, 23 ln: “A Granja". Ano 17, n.° 1-4,

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
na Alemanha Ocidental O mercado importador de arroz da Alemanha Ocidental Poesia de desengano em John Clare. Subsídios para o estudo da influência da Revolução Agrária na literatura inglesa. Dissertação para licenciatura em Filologia Germânica Documentos para a história da agricultura em Portugal (em colaboração com Jorge de Macedo) Notas sobre a origem de Manteigas Notas sobre a história de Manteigas A flora e a vegetação da Serra da Estrela Património cultural e património natural do concelho de Manteigas Tombo dos bens móveis e de raiz do concelho de Manteigas em 1560. Cópia de 1766. (introd., comentários e notas de José David Lucas Batista) O povoamento da Serra da Estrela de 1055 a 1223 e outros estudos Manteigas, uma vila da Serra da Estrela de 1136 a 1527 p. 3-32 In: “A Granja". Ano 17, n.° 1-4, p. 33-100 Lisboa, 1959

1958 1959

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ln: “A voz da lavoura". N. 14, 15, 17, 20, 24, 34 e 34/36. [Manteigas Câmara Municipal, 1980] Manteigas: [Bombeiros Voluntários de Manteigas, 1980] 2 exemplares Manteigas: Câmara Municipal, 1982 Série “Estudos". [Manteigas]: Câmara Municipal, 1984. 3 exempl. Série “Documentos". [Manteigas]: Câmara Municipal, 1984. 2 exempl. Lisboa; Manteigas: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa; P. N. Serra Estrela Manteigas: Parque Natural da Serra da Estrela, 1990

1960 1961 1980 1980 1982 1984 1984

1988 1990

Proposta de José Rabaça Gaspar
1993 1994 Do Ermínio à Serra da Estrela. Notas sobre uma alteração toponímica e outros estudos Toponímia do concelho de Manteigas Toponímia do concelho de Manteigas. Segunda parte Notas etimológicas e toponímicas Influências inglesas no ruralismo de Alexandre Herculano A minha proposta de divisão regional Poemas de vida e de morte. Originais e traduções Manteigas: A Santa Casa da Misericórdia na Vila de Manteigas de 1646 a 1929. Primeira parte (1646 1700) A Santa Casa da Misericórdia na Vila de Manteigas de 1646 a 1929 Diversalia. Escritos próprios e, alguns, alheios Manteigas: C, M, de Manteigas: Parque Natural da Serra da Estrela, 1993 Manteigas: C. M. de Manteigas; Parque Natural da Serra da Estrela, 1994 Manteigas: C, M. de Manteigas, 1998 ln: “Revista Altitude". Guarda, 1998 ln: “Lusorama", n.° 37, Outubro de 1998, p. 62-88 - Fotocópia ln: "Revista Altitude". n.° 58, 4, serie 3. Guarda Notícias de Manteigas, 1999 Manteigas: Santa Casa da Misericórdia de Manteigas, 1999 Manteigas: Santa Casa da Misericórdia de Manteigas, 2002 Manteigas: Notícias de Manteigas, 2002 [S.l.: s.n., 2002]

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1998 1998 1998 1998 1999 1999 2002 2002 [2002]

Bem hajam ( co-autora: Maria Teresa Neves Fraga Lucas Batista) Fotocópia Artigos Diversos [19??] Cooperativa Florestal de Manteigas

ln: “Ecos de Manteigas"

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
[19??] 1969 1973 1978 1984 Ainda a Cooperativa Florestal de Manteigas A propósito de uma moeda romana encontrada em Manteigas Sobre o ensino secundário em Manteigas Algumas considerações sobre cooperativismo Colaboração no Suplemento Cultural do número especial do “Notícias de Manteigas", de Dezembro de 1984 Estrada sim? Estrada não? Contra a ameaça de poluição e de destruição constituida pela abertura da estrada Vale das Éguas Torre Proposta de constituição de Comissão de Apoio Cultural junto da Câmara Municipal de Manteigas Património da firma Mattos Cunha, Ldf' Criação de um museus dos têxteis e de uma reserva natural Análise da acção da Câmara Municipal de Manteigas, em 1983/1984, na defesa do património cultural deste concelho. Reformulação e alargamento do âmbito das acções a efectuar. Proposta de trabalhos a serem apresentados, em 1988, nas comemorações do VIII centenário do concelho de Manteigas Propostas para a efectivação de trabalhos a serem apresentados nas comemorações, em ln: “Ecos de Manteigas” ln: “Ecos de Manteigas", 12-011969 ln: “Ecos de Manteigas” In: “Notícias de Manteigas”, 30 de Abril e 30 de Maio de 1978 [In: “Noticias de Manteigas", Novembro de 1992]

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Proposta de José Rabaça Gaspar
1988, do I centenário da entrega dos baldios de Manteigas aos Serviços Florestais. Alguns pequenos problemas ecológicos, Teoria e realidade Alguns pequenos problemas ecológicos. Irmão Lobo/Irmão camponês In: “Notícias de Manteigas”, Dezembro de 1992 Lugares de interesse arqueológico e etnográfico da freguesia de Sameiro, Manteigas Manteigas e a terceira invasão francesa Acção camarária e defesa dos interesses do concelho de Manteigas Manteigas, Llogar Metido no meio da Serra da Estrela honde as gentes areceavam acentar vivenda Sobre castanheiros e castanhas Variações luso-espanholas sobre Don Quijote dela mancha, de Miguel Cervantes

1992 1992

In: “Notícias de Manteigas", Novembro de 1992

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[199?] 1995 1995 1996 [199?] [199?]

In: "Noticias de Manteigas" ln: “Boletim Municipal de Manteigas“; n.° 1, Janeiro de 1995 In: 'Boletim Municipal de Manteigas": n.° 2, Maio de 1995 In: “Boletim Municipal de Manteigas“; n.° 5, Maio de 1996 ln: “Noticias de Manteigas". ano 21, n.°248 ln: “Noticias de Manteigas" (a publicar em Saavedra Novembro/Dezembro de 1999?)

Trabalhos prontos para publicação (já publicados?) Considerações sobre um documento de D. Teresa, de 1122, respeitante à Serra da Estrela. Poucas certezas e algumas dúvidas Divagações sobre Centocelas Castelo Redadeiro, Derradeiro e Deladeiro Considerações sobre um documento de D.

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
Afonso Henriques de 1132: a doação do Castelo de Luzes à Se de Braga. Muitas dúvidas e poucas Toponimia de Moimenta da Serra Toponímia de Paços da Serra Toponimia do Sabugueiro Os limites do Couto de S. Romão entre 1138 e 1258 Dispersalia (Obra a publicar pela Camara Municipal possivelmente em 04-03-2005 Dia do Feriado Municipal
[O presente trabalho faz parte integrante da Revista Manteigas Municipal N.º 29 - Dezembro 2004] (Prof. Doutor Justino Mendes de Almeida (Professor e Amigo do Dr. José David Lucas Batista, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.)

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Proposta de José Rabaça Gaspar

02 - Zé David – D. Albino Mamede Cleto
(D. Albino Mamede Cleto (Manteigas, 3 de Março de 1935 — Coimbra, 15 de Junho de 2012) foi um bispo católico português.)

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Albino_Mamede_Cleto In Título POEMAS DE VIDA E DE MORTE Autor José David Lucas Batista Fotografias Do autor Execução Gráfica G. C. - Gráfica de Coimbra, Lda. Depósito Legal 135380/99

APRESENTAÇAO

(o meu primo Zé Morais)

«Também poeta? Esta foi a minha exclamação quando, tempos atrás, o autor me deu a ler alguns dos poemas que agora publica. Sempre conheci, habitualmente em primeira mão, projectos e escritos que vão nascendo dos seus interesses e dos seus serões: a história e a toponímia, os costumes e a flora local, a agricultura serrana e a respectiva economia, esses sim, são temas que bem conheço nos já numerosos artigos e ensaios do autor. É verdade que ele também gosta de se espraiar por assuntos de arte e literatura... mas, veia poética, essa nunca lha adivinhara, nas décadas que já levamos de paleio cultural! Refiro-me à produção escrita, porque na sensibilidade e emoção, aí sempre conheci nele um homem vibrante, afectivo, amante do que é belo e capaz de se extasiar... Devo então concluir que o poeta sempre lá esteve, na alma e no coração do meu primo Zé Morais, nome por que é mais conhecido em Manteigas, mas só agora colhemos dele alguns frutos! Antes de os comentar, manda a prudência que adiante dois avisos. O primeiro: não é meu propósito ensaiar qualquer análise estética ou linguística dos textos. Estudei essas artes há já bastantes anos, mas, tomado de outros amores, destreinei-me da crítica literária, muito embora continue sensível à

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
boa cadência rítmica de uma “sussurrante canção de embalar”, à linguagem paradoxal de quem me fala de “agitação calma de horas mortas cheias de vida”, ou ao encanto metafórico de um “rio sorrindo silêncios parados”. Seguidamente quero alertar para que os laços de família que me ligam ao autor podem atraiçoar a minha consideração pelos textos, que li e reli. E é grande o gosto com que o faço, é muito o prazer que me dá tal leitura. Por isso felicito o meu “compadre e amigo”, como ele gosta de repetir, censurando-o apenas por não nos presentear com mais meia dúzia de poemas seus. Por todos quantos lemos, originais ou traduzidos, perpassa o apreço e a contemplação da Vida. E os poemas sobre a morte não são mais que a Vida mirada pelo avesso, em “Contraponto” ou antevista em descanso que é “beatífico começo ” em “Cidade Tranquila”. A serra e as crianças, que percorrem os textos da primeira à última página, são ainda, no seu milenar reflorir e na sua inocência cativante, maravilhosos retratos onde o autor contempla e beija a Vida. Julgo, por isso, muito feliz o título da Obra - “Poemas de Vida e de Morte” - e penso que só os amantes da serra serão capazes de apreciar em profundidade algumas das composições que o título cobre. Por amantes da serra não entendo os que a conhecem da estrada, onde passam a correr; compreendo sim os que a contemplam e escutam no grandioso silêncio do carvalhal de S. Lourenço, quando, em cada ano, ela volta a ser “renovadamente Primavera”. Para o autor, que a conhece palmo a palmo, e para cada um de nós, serranos, a serra é alguém com quem se medita o fluxo e refluxo da vida, como acontece entre “ dois amigos estremecidos”, no dizer de John Clare em “A fonte do carvalho redondo”. Mas a Vida não é só a força mágica da primavera serr ana; pedaços de vida são-no também as “horas mortas” em que recordamos “Memórias da Morte”, olhando a “lareira acesa em Inverno de arminho”. É assim que eu sinto o tema da morte nas repetidas referências de diversos poemas e na evocação de amigos que partiram e eu também conheci: Fernando Moser, José Rabaça... Aliás, neste livro, mais do que em adultos é em crianças que a morte se medita, ainda aqui pela mão de Jonh Clare, o poeta inglês que mereceu a tese de licenciatura em germânicas de J. D. Lucas Baptista: “Túmulos de criança são escadas de anjos”. Esta é uma bela maneira de afirmar que morrer é sentir a Vida a gritar; de dizer que estão certos os sinos de Manteigas quando repicam porque “ morreu um anjinho” e não era desacertado que a Música toca sse uma valsa quando, pelas mãos de criança, se levava o anjnho para São Marcos. Daí que eu leia com unção religiosa alguns destes poemas, onde ecoa um creio na Vida; daí que eu reze com o autor: “Se Deus é recta justiça/ É também infinita misericórdia./ Nele me confio”.

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Proposta de José Rabaça Gaspar
Mas não é fácil esta meditação da vida e da morte, ainda que ajudada pelo “Arco-Íris de Outono” ou pela “Baga de tramazeira em Verão vermelho”. Viver é dizer com Clare: “Labuto sobre a terra”; combate difícil, tanto mais que “por desgraça, não acontece / Que riqueza e honra mundanas, / Em conjunto com a graça de Deus / Se encontrem num só coração”, acrescenta Walter von der Wogelweide. E, pelos vistos, também o autor o sente, conforme se conclui dos três aforismos, onde se nota certa crispação de desencanto. Parece-me, no entanto, que o meu “compadre e amigo”, confessando-se embora “homem cheio de temor das suas lágrimas”, deixa nestas páginas exemplo nobre de fortaleza na luta. Talvez tenha aprendido isso mesmo nos bancos da Escola Agrícola desta cidade em que vivo agora, onde tirou o seu curso de regente agrícola, o primeiro que fez. De certo o assimilou mais ainda nos acontecimentos dolorosos da sua infância, nas saudades sentidas em Francoforte do Meno e Würzburg, onde foi Leitor de Português, ou convivendo com as fragas e os castanheiros, de quem ele tanto gosta... Estes são alguns traços biográficos que bem descubro na escolha dos poemas traduzidos. Da fidelidade da tradução não sei julgar, já que não sou entendido em inglês nem tão pouco em alemão. Mas que este breve livro é um retrato primoroso de uma existência, isso sei eu testemunhá-lo. Como testemunho também que os poemas são um hino ao mistério da Vida e à força perene da serra. Obrigado ao “pilriteiro” por esta “coisa boa” que nos deu. ALBINO CLETO Bispo Coadjutor de Coimbra (1999?) Este livro tem como dedicatória: À Teresa e ao Jorge «Pilriteiro dás pilritos Porque não dás coisa boa? Cada um dá o que tem, Conforme a sua pessoa. (Quadra popular)

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Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista

03 - Zé David – Dr. Albino Massano Leitão (Presidente da Câmara de Manteigas, de Janeiro de 1983 a Dezembro de 1993). In Património Cultural e Património Natural do Concelho de Manteigas José David Lucas Batista

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Série “Estudos”. [Manteigas]: Câmara Municipal, 1984. PREFÁCIO «A Cultura dum Povo retrata-se na sua História. E, sendo os factos e os comportamentos do passado a causa do evoluir das Comunidades, eles mesmo representam muito mais os ideais da vida e a identidade dos Homens. Mesmo em comunidades pequenas, ressaltam acontecimentos e ideias dignas do realce da História. Não seria possível, há uma década, dar o relevo devido a tais acontecimentos. Hoje, porém, dada a vivência democrática e os renovados ideais da Liberdade, tal tarefa é não só possível como imperiosa. Por isso, é bem digno de mérito o actual contributo daqueles que, no passado das suas gentes,

Proposta de José Rabaça Gaspar
encontram as raízes do que hoje somos. E assim, constitui dever das Comunidades dar o maior relevo e difusão a tais contributos. Nesta matéria, têm os Órgãos do Poder Local grande responsabilidade. Felizmente que, em Manteigas, da prática dos últimos anos tem nascido o incremento e o incentivo para o estudo e o conhecimento da nossa História. Daqui decorre a necessidade de tornar públicos os trabalhos que constituem já documentos válidos sobre o nosso Município. Nessa perspectiva e após recolha criteriosa dos trabalhos existentes, decidiu a Câmara Municipal, iniciar, com esta publicação, tal tarefa. Trata-se duma iniciativa global que pretende incluir a maior diversidade possível de estudos, de documentos e de outros temas com interesse, desde que, todos, tenham por objecto comum o Município de Manteigas, na caracterização da sua história e das suas Gentes. No presente caso, patrocina a Câmara uma obra do nosso Municipe, Dr. José David Lucas Batista, que, no âmbito das Jornadas Culturais efectuadas em Março e Junho de 1982, foi objecto duma conferência sobre o mesmo tema. A guardar-se-á que, a seu tempo, outras iniciativas vão complementando as intenções do Executivo Municipal.» Manteigas e Paços do Concelho, 24 de Janeiro de 1984. O PRESIDENTE DA CÂMARA Albino Massano Leitão

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Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista

04 - Zé David – Dr. Albino Massano Leitão (Presidente da Câmara de Manteigas, de Janeiro de 1983 a Dezembro de 1993). In Tombo dos Bens Móveis e de Raiz do Concelho de Manteigas em 1560 Cópia de 1766 José David Lucas Batista

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Série “Documentos”. [Manteigas] 1984

APRESENTAÇÃO «Pela segunda vez no decorrer do ano de 1984, patrocina a Câmara Municipal de Manteigas, a publicação de uma obra com interesse para a história do Município. Com a presente iniciativa, pretende agora dar-se início à divulgação de múltiplos e variados documentos existentes nos arquivos municipais.

Proposta de José Rabaça Gaspar
Nesse sentido e para além dos trabalhos neste campo já realizados, encontram-se em curso algumas outras acções de leitura de documentos municipais, que, se espera, o tempo venha a revelar. Trata-se, no entender da Câmara, de trabalho inadiável, dado não só o perecimento a que a documentação está sujeita, como também o seu valor intrínseco, em termos históricos.

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Aqui fica, pois, um testemunho do que pode ser feito neste campo, desta vez com a vinda a público do “Tombo dos bens móveis e de raiz em 1560”, onde, nas suas referências, muito se encontra de ligação e história ao que hoje é Manteigas.» Manteigas e Paços do Concelho, 25 de Julho de 1984 O PRESIDENTE DA CÂMARA Albino Massano Leitão

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista

05 - Zé David – por José Martins Leitão, in A Santa Casa da Misericórdia de Manteigas de 1646 a 1920 (José David - «…investigador minucioso, divulgador empenhado e historiador seguro…»)

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PREFÁCIO Tão meritória tem sido a acção das Misericórdias, que desfrutam de prestígio ímpar entre instituições que lhes são mais ou menos aproximáveis. Tal prestígio é a consagração pública das benemerências que, em cinco séculos, prodigalizaram ao país inteiro. A primeira Misericórdia nasceu na Sé de Lisboa em 1498. Ela - e todas as outras em que refloriu - acolheram da excelsa rainha D. Leonor, esposa de Dom João II, o espírito vivicador que caracterizou o universalismo lusíada. Só assim se compreende a unidade de acção conseguida pelas 388 Santas Casas que funcionam em Portugal. Umas em cidades vibrantes, outras em recantos pacatos - todas no exaltante empenhamento de fazerem o bem. Há quem pense que o tempo das Misericórdias já passou. Que isso é errado, provao, o imenso que fazem. Mais: aqui e ali há no país populações que pedem a criação de novas Misericórdias. Este livro vem divulgar o 1° período da acção desenvolvida por uma daquelas instituições, fundada há 384 anos em Manteigas - então um remoto burgo serrano. Dos esforços despendidos nos primeiros 54 anos dão testemunho exacto os elementos sintetizados nos 24 quadros, 12 mapas e 3 gráficos. A elaboração de tão minuciosos elementos ocupou ao autor incontáveis horas de pesquisa, ordenação e alinhamento. E - redobrado mérito - o judicioso comentário de tudo, para facilitar qualquer análise de pormenor. Embora esteja averiguado que a Misericórdia de Manteigas funcionou desde 1618, a actividade descrita abarca os anos de 1646 a 1700. Um 1° volume, como consta da capa. A data de 1929 que integra o título já pressupõe porém um 2°, de publicação desejavelmente próxima.

Proposta de José Rabaça Gaspar
Adiante-se desde já que, no período em estudo, os sucessivos Gestores da Misericórdia de Manteigas revelaram “elevada capacidade, quase sem quebras”. Outra abonação a Manteiguenses anota-a o Dr. José David Lucas Batista, um pouco à margem do tema deste livro mas com palpável orgulho: num período de 130 anos anotou que 32 “homens notáveis do Reino” a exercerem nele altos cargos, eram naturais de Manteigas: um médico, um oficial do exército e 30 clérigos. Destes, 5 tinham sido lentes; outro havia sido Dom Abade em Alcobaça - Fr. Francisco Botelho. (Conclusão, a referir: de há muito que o nosso Concelho é alfobre de sacerdotes e canteiro de dignitários da Igreja...). Capítulo curioso também é aquele que o Autor dedica a alterações gráficas e fonéticas que detectou nos documentos consultados. É uma erudita dissertação. Algumas das variantes terão ainda, talvez, eco em falares da região. A moeda do reino era então os reis. As cifras em que as contas se expressam pouco têm a ver com os referentes actuais. Mas as especificações e os correspondentes comentários ajudam a recuar no tempo e a interpretá-lo. Produtos regionais como o centeio, o vinho e a castanha ajudavam às transacções. Eram aceites como Receitas e Despesas. Troca de produtos por produtos como se de dinheiro se tratasse. As receitas da Misericórdia provinham de testamentos, doações e legados; de esmolas o rendas (em dinheiro ou produções agrícolas) e de “levas” - enterramento dos mortos. É uma palavra de características húngaras (Lev), que não se sabe como entrou, com o significado que se lhe dá, no vocabulário português. Fundos havia que eram conseguidos pelos mamposteiros - “homens de opa vara e compromisso” que iam pelas portas, pelas quintas, pelas eiras e pelos lagares, recolher dádivas para a Santa Casa. As Despesas envolviam nomeadamente os encargos com o hospital e (a seu tempo) com a “botica”; o expediente e o pessoal (muito reduzido); apoios prestados a pobres e presos; e despesas de culto. Nestas avultavam a festa de Santa Isabel e as cerimónias da Semana Santa. Para os respectivos sermões, a Misericórdia primava em escolher pregadores de nomeada: já então Manteigas exigia nível... A título de mera curiosidade: no período em apreço, a gestão caracterizou-se por um “aumento continuado e progressivo de Receitas”: 66.671 Réis no balanço de 1646/47 e 159.408 no de 1699/1700 (54 anos). Naturalmente também as despesas aumentaram: 52.913 Réis e 157.140 respectivamente. Num campo e no outro, passos cautelosos para serem firmes. Dos dados que valorizam o livro, vindimo para aqui três: ao artista que executou o retábulo do altar-mor da igreja - com os valiosos quadros de S. Luís de Tolosa e de S. Pedro Mártir - foram pagos 5.000 reis; o magnífico púlpito da mesma

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Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
igreja custou 8.350; e as contas de 679/80 incluem a compra de um “oratório para o Cristo”: trata -se do crucifixo que pende da parede-topo na capela mortuária. A edição encerra com dois anexos. O 2° fornece a relação completa dos Provedores Escrivães e Tesoureiros da Santa Casa da Misericórdia de Manteigas durante os 54 anos estudados. A longa permanência de certos nomes naquela lista por vezes mudando apenas de função - mostra que já nessa época não abundavam as dedicações gratuitas em prol da comunidade. Maior reconhecimento deve pois creditar-se ao Dr. José David Lucas Batista: com mais este livro confirma os talentos de investigador minucioso, divulgador empenhado e historiador seguro. Com esta louvável edição ele acentua uma vez mais o entranhado amor que generosamente dedica ao berço natal - a sua muito amada Manteigas Amadora Agosto 2002 José Martins Lopes

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Proposta de José Rabaça Gaspar

06 - Zé David – sobre Zé Rabaça (O olhar do Zé David sobre o Zé Rabaça, pode-nos algo dos dois… - talvez a lucidez e a elevação do nível cultural de Manteigas…)

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In - Recordando José Rabaça - 1926 – 1998 Amizade convergente José David Lucas Baptista «Entre mim e o Zé Rabaça, José de Bastos Rabaça de seu nome completo, uma diferença de idade, que na juventude poderia ter algum peso. Sucedia também que ele vivia na Granja, a dois quilómetros de Manteigas, o que não favorecia contactos nessa fase das nossas vidas. Tanto um como outro saímos daqui bastante novos. Estas circunstâncias não impediram que nos tornássemos amigos e quando nos encontrávamos procedêssemos de acordo com a afeição que sentíamos um pelo outro. Ambos acabámos por nos fixar em Manteigas. Ele nos começos da década de cinquenta do passado século, eu um tanto mais tarde, concretamente em 1972. O Zé Rabaça exercia as funções de administrador da empresa de lanifícios Sotave. Eu era professor na então Escola Preparatória de Manteigas. As consequências foram que nós passámos a encontrar-nos mais frequentemente, embora estivéssemos ligados a “tertúlias” diferentes. A dele era a do jogo do 31, no café, depois do almoço, a minha era a dos petiscos, cerca das 6 horas da tarde. Zé Rabaça era um homem com visibilidade e projecção local e nacional. Trabalhou algum tempo como jornalista, continuando a escrever, em diversos periódicos e para a rádio até ao fim da sua vida. Empenhou -se politicamente, no

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Partido Socialista e no movimento Renovador Democrático. Pela minha parte, não tinha qualquer espécie de notoriedade. Significa isto tudo que eu conhecia melhor o Zé Rabaça, tendo então por ele a consideração que as suas qualidades intelectuais e de carácter me mereciam. Creio ter sido este desequilíbrio o responsável pela excessivamente favorável opinião que ele rapidamente ganhou a meu respeito. Claro que não se trata de factores exclusivos, pois outros houve que bastante contribuíram para o afinamento e ampliação do nosso conhecimento e amizade mútuos. O meu casamento com uma prima dele, Teresa Fraga, e o facto de a neta, a Joana Rabaça Gíria, me ter transfonnado no seu professor ideal e preferido, como minha aluna no ciclo preparatório do ensino liceal, ampliaram o âmbito das nossas relações. Juntávamo-nos mais e conversávamos mais. Devo sublinhar que os pais e irmãos de um e outro, eram de frequência múltipla das respectivas residências. Ambos nos reformámos em datas bastante próximas. Os grupos ou tertúlias onde nos incluíamos tinham desaparecido no vórtice do 25 de Abril. Eu depois de casado, por influência da minha mulher, tinha deixado de tomar café em casa a seguir ao almoço, frequentando o café do meu vizinho do lado. O Zé Rabaça acabou por ir lá parar, por razões que não conheço. As duas famílias agruparam-se, constituindo um núcleo a que, ocasionalmente, se agregavam outras pessoas. Gostávamos os dois de conversar e ambos nos entendíamos bastante bem. Muitas vezes estávamos de acordo, outras nem tanto. Quando discordávamos, depois de necessária troca de impressões, entendíamos, de comum acordo que seria melhor parar com o debate! Devo acentuar que nas nossas conversas cada um interpretava perfeitamente o que o outro queria dizer. Alhos eram entendidos como alhos, e bugalhos como bugalhos. Do ponto de vista intelectual, feito mais de acordo do que divergências, havia um lote de conhecimentos adquiridos coetaneamente de que, por vezes ambos não tínhamos consciência e viemos a reconhecer, em várias ocasiões. Falando-se do cão-da-serra-da-Estrela, referi eu ter visto nas Astúrias cães com características muito semelhantes às dos cães desta desta região. Acrescentei que no “Diálogo de los Perros”, das Novelas Exemplares, de Cervantes, um dos cães era um mastim. Acudiu logo o meu amigo Zé Rabaça: “Era, Eral!” Alçada Baptista dá conta, num dos seus escritos, das recomendações comportamentais e mesmo de natureza religiosa, que uma “patroa” da casa de passe entendia fazer às suas meninas. Informou -me o meu amigo que se situava num prédio da Rua da Misericórdia, cujo número me indicou. Depois de comentar as ditas recomendações, afirmei que no mesmo prédio havia mais dois estabelecimentos do mesmo ramo. O facto mereceu a confirmação do Zé Rabaça. Estes são os extremos da escala. Em zona intermédia, se eu citava a Linha de Rumo, indicava ele logo o autor, o engenheiro

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Proposta de José Rabaça Gaspar
Ferreira Dias. Se eu mencionava qualquer opinião do engenheiro Araújo Correia, acorria ele a referir os “Relatórios de Contas Gerais do Estado”. Nas nossas deambulações pelas redondezas, e nestas incluo as zonas fronteiriças, dum lado e doutro da raia, trocávamos impressões sobre paisagem ou outros aspectos de interesse. Como sucedia ser eu o mais conhecedor da área, talvez falasse mais e ele ouvisse mais. Por vezes eu interrogava-me, desconfiado de sua geral conformidade com que ele me ouvia. Tanto que por vezes imaginava que ele me estava a desfrutar. No entanto, a avaliar por apreciações de familiares, creio que esta vadiagem luso-espanhola lhe agradava de sobremaneira. O Zé Rabaça nunca tinha visitado o Museu de Arte Contemporânea de Abel Manta, em Gouveia. Este museu tem um recheio epocal de valor, e tanto eu como ele conhecíamos parte das obras ali apresentadas, só que ele conhecia pessoalmente os seus autores. Claro está que para mim as informações biográficas assim recebidas aumentaram o valor da visita. A sua capacidade de admiração valorativa não tinha limites, quando para tal havia razões. Em Moimenta da Serra, Gouveia, além do Museu Laura dos Santos, que aliás visitámos, havia o aglomerado urbano com diversos valores arquitectónicos, casas, capelas e duas igrejas. Destes destaca-se, em minha opinião, a igreja da Misericórdia por duas particularidades. A primeira respeita ao seu valor estético exterior como templo do século XVIII. A segunda, pela circunstância de no seu interior encontrarmos uma estrutura em estilo gótico tendencialmente flamejante. Um empreiteiro local, cheio de boa vontade, decidiu melhorar a igreja, a tal ponto que cobriu tudo quanto fosse de pedra com argamassa e salpicos de tinta a imitar o granulado de granito original. Limitei-me a informar o Zé Rabaça que se lhe iria deparar uma desagradável surpresa no arranjo da igreja. Para meu espanto, ele ultrapassa a barbaridade cometida, sentindo a realidade e a beleza estéticas à mesma subjacentes. Note-se que a recuperação se toma possível, bastando picar a massa que cobre pilares, nervuras e fechos da abóbada. Nas nossas deambulações não nos preocupávamos apenas com o valor espiritual da paisagem e do património cultural acumulado pelo tempo e pelo homem. Com alguma frequência entrávamos em locandas, conhecidas ou desconhecidas, para satisfazer o apetite e apreciar os pitéus que punham à nossa disposição. Limito-me a citar um almoço de sardinhas fritas e arroz de tomate, em Valverde del Fresno, de uma carne entremeada magra, junto ao entroncamento das Aldeias, perto de Gouveia, e de uma chouriça frita às rodelas fininhas, num restaurante das vizinhanças de Manteigas. Isto sem deixar de mencionar um almoço familiar alargado, de uma espécie de cozido galego, que ele organizou em Ciudad Rodrigo. Ele tinha frequentado hotéis e restaurantes caros deliciava-se com os

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petiscos que nos fomeciam. Sei que ao chegar a casa nao deixava de exprimir a sua satisfação por ter passado por todas estas experiências “na companhia do meu amigo Zé David”. Não posso deixar de salintar o enorme sentido de afctividade com as crianças em geral e não apenas em relação às que lhe diziam familiarmente respeito. Uma vez, o bisneto, o Pedro, conseguiu, quando eu me encontrava sentado num sofá, espalhar-se todo por cima do meu tórax e abdómen, de barriga para baixo, mostrando um contentamento tão grande pelo menos como o que eu sentia. So que o Zé Rabaça atingiu um estado que eu diria quase de beatitude que ultrapassava os intervenientes na brincadeira. O mesmo sucedeu, noutra ocasião, no café, quando viu o Pedro seu bisneto, e o Pedro, neto dos donos do café, contentíssimos encavalitados nos meus joelhos. Olhou para mim, impressionado pela agradável surpresa de me ver mostrar algum jeito para lidar com crianças. Não posso esquecer a enorme amizade que ele dedicava ao meu filho, Jorge David, à qual este retribuía em iguais termos. “Jorgel” – dizia ele – 2olha que ser bom é uma coisa, mas não deves ser parvo!” Ambos partiram deste mundo, chamados por Deus. No alto lugar a que ambos foram chamados devem ter continuado o debate sobre entre ser bom e ser parvo. Eu creio que devem ter chegado a um empate porque no reino dos céus há lugar em qualquer dos casos, isto é para os bons e também para os pobres de espírito. José David Lucas Baptista, falecido (2003 08 03), era professor de História.

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Proposta de José Rabaça Gaspar

07 – Câmara Municipal de Manteigas – medalha de ouro – 2009 02 25 (2009 03 04)

Câmara Municipal de Manteigas

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http://www.cmmanteigas.pt/informacoes/reunioes_executivo/Documents/Distin%C3%A7%C3%B5es%20Municipais.pdf
Minuta da deliberação da Câmara Municipal de Manteigas tomada na reunião ordinária realizada no dia 25 de Fevereiro de dois mil e nove, no concernente Aprovação de Propostas de Distinções Municipais. Distinções de Honra do Município Nos termos do Regulamento das Distinções Municipais, N.º 2 do Artigo 4.º, a distinção de Honra do Município “destina-se a agraciar pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras, que tenham prestado ao Município de Manteigas serviços de excepcional relevância”. No Artigo 5.º do mesmo Regulamento estipula-se que tal distinção será apenas de grau ouro e no Artigo 7.º se determina a sua entrega em cerimónia solene. Considerando a importância e o reconhecimento dos serviços de excepcional relevância prestados, propõe-se a Distinção de Honra do Município, cuja entrega ocorrerá na sessão solene do Dia do Concelho de 4 de Março de 2009, às seguintes entidades: ….

Manteigas – Bibliografia Ilustrada – José David Lucas Batista
Dr. José David Lucas Batista A distinta figura e a valiosa obra do Sr. Dr. José David Lucas Batista perdurarão para sempre na memória colectiva dos Manteiguenses. Sobre a sua vida, há a salientar, desde logo, que, contrariando o percurso de tantos outros ilustres manteiguenses do seu tempo, foi em Manteigas que preferiu viver e foi na sua e nossa terra natal que encontrou o mote e a causa de criação de tantos dos seus pensamentos e escritos. Soube, por isso, celebrar Manteigas e a sua História como ninguém mais o conseguiu fazer na sua época. Iniciou a sua actividade literária, desde muito novo, no domínio das áreas científicas em que se licenciou: a Agricultura e a Filologia. Mas o seu maior mérito centrou-se na investigação histórica reportada a Manteigas e à região da nossa Serra da Estrela. Neste domínio, deixou publicadas várias e meritórias obras, cujo conhecimento é hoje lapidar e decisivo para a compreensão da nossa História colectiva e da nossa actual realidade. Logo em 1958, como que augurando a profícua obra que começava a nascer, publicou o seu primeiro trabalho intitulado “Nomes de Lugar do Concelho de Manteigas”. Referencia-se especialmente este trabalho porque o seu tema marcou, durante décadas, toda a sua pesquisa histórica sobre Manteigas, culminando brilhantemente com as publicações, em 1994 e em 1998, dos dois volumes da obra “Toponímia do Concelho de Manteigas”. Estas obras - a primeira e as últimas por si publicadas - constituem hoje não só marcos de referência, esclarecida e científica, da génese das nossas vidas e da vida colectiva do povo de Manteigas como também a interpretação adequada de tantos factos e acontecimentos da nossa História. Mas, de permeio, o Sr. Dr. José David Lucas Batista, decerto conscientemente, abandonou a sua intervenção literária no domínio das suas especialidades profissionais e preferiu dedicar o seu saber e trabalho à História de Manteigas. Neste âmbito, pois, a sua mestria deixou-nos, entre outras, mais as seguintes obras: “Notas sobre a Origem de Manteigas” (1980); “Notas sobre a História de Manteigas” (1980); “A Flora e a Vegetação da Serra da Estrela” (1982);”Património Cultural e Património Natural do Concelho de Manteigas” (1984); “Tombo dos Bens Móveis e de Raiz do Concelho de Manteigas em 1560” (1984);

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“O Povoamento da Serra da Estrela de 1055 a 1223 e Outros Estudos” (1988); “Manteigas, uma Vila da Serra da Estrela, de 1136 a 1527” (1990); “Do Ermínio à Serra da Estrela (1993). É manifesto que todas estas obras têm um denominador comum que é Manteigas. Por isso, bem se poderá concluir que a verdadeira paixão do Sr. Dr. José David Lucas Batista foi, em termos de criação intelectual, a sua e a nossa Terra. E essa paixão não tem similar nem sequer comparação com qualquer outra pessoa da sua época e da sua geração. Destaca-se, assim, o Sr. Dr. José David Lucas Batista como o Manteiguense que, na segunda metade do século XX, mais escreveu, com saber e rigor científico, sobre Manteigas e a Serra da Estrela, tendo, assim, prestado, pela forma mais distinta e brilhante, serviços de excepcional relevância ao Município. Por isso, o Sr. Dr. José David Lucas Batista ficará na História como o primeiro Historiador que, duma forma profícua, organizada e científica, centrou a sua actividade criativa tendo Manteigas como razão.

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08 - Zé David – Homenagem “De Uma Vida”, no dia da Freguesia de Santa Maria – Manteigas a 8 de Dezembro de 2012 A título póstumo, presta-se homenagem ao ilustre e saudoso Sr. Doutor José David Lucas Batista, que nasceu em Manteigas a 16-09-1921 e faleceu a 03-082003. Foi um Manteiguense genuíno, exemplo vivo de um extraordinário entusiasmo pelo gosto e anseio em adquirir conhecimento e enriquecimento cultural. Homem com formação universitária, foi Eng.º. Técnico Agrícola e Professor Doutor em Filosofia Germânica. Exerceu as funções de professor e de leitor de Português na Universidade de Mainz na Alemanha, lugar de grande utilidade e prestígio para a difusão da língua e cultura Portuguesa. Regressado à sua terra natal, foi em Manteigas que preferiu viver e onde encontrou inspiração para tanta da sua criatividade intelectual e escrita de livros. Fundou a Escola Preparatória de Manteigas, da qual foi o 1º director, tendo desempenhado ainda as funções de professor de Português e Inglês, na escola E B 2º e 3º Ciclos de Manteigas. ---- Homem estudioso com elevado perfil de humanista dedicado à cultura, é-lhe reconhecida uma grande paixão pela Serra da Estrela, tendo vivido sempre integrado na comunidade da Freguesia de Santa Maria como um cidadão erudito de elevado capital cultural e investido o seu conhecimento nas lidas agrárias e na investigação da história da vila de Manteigas e da região da Serra da Estrela, o que lhe confere o respeito e admiração por parte da comunidade Manteiguense que nele vê um conterrâneo que se interessou pela história da sua terra e desta região serrana, deixando-nos uma vasta obra literária e de investigação que hoje é matéria de consulta e de estudo para quem pretende conhecer a história da nossa terra e da nossa gente. O distinto e inesquecível Dr. José David Lucas Baptista foi um Exemplo edificante como Homem Bom e Pai de família modelar. As suas virtudes, o seu mérito e a sua obra estão visivelmente comprovados e são-lhe reconhecidos: foi o Manteiguense que mais produção literária nos deixou sobre o concelho de Manteigas e a região da Serra da Estrela, como atestam as dezenas de livros, opúsculos e artigos por ele publicados. -----------------------O Sr. Doutor José David Lucas Batista merece, por tudo quanto atrás se evidenciou, o reconhecimento público Homenagem “de uma Vida” da Junta de Freguesia de Santa Maria. Por estas razões e por muitas outras que não estão

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Proposta de José Rabaça Gaspar
aqui descritas, deliberou-se por unanimidade a 16 de Novembro de 2012 proceder ao acto Homenagem “De Uma Vida”, no dia da Freguesia de Santa Maria – Manteigas a 8 de Dezembro de 2012------------------------------- Para constar e devidos efeitos, se lavrou a presente acta que depois de lida vai ser assinada. Esta acta foi aprovada em minuta para produzir efeitos imediatos. ------------------------------

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O Presidente __________________________________ Paulo Manuel dos Santos Costa O Secretário __________________________________ Bernardo da Graça Bicha de Lemos Santos O Tesoureiro __________________________________ Maria Adelaide dos Santos Salvado Tacanho

http://jfsmaria.pt/documents/actas/2012/13ATAExtraordin%C3%A1riaNovembrode2012.pdf

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CONTINUA… COM… Nota: Teresa Fraga e Amigos do Zé David (ou Zé Morais, como diz D. Albino?): Não sei se será acertado mandar este ‘apanhado’ inicial, para as pessoas e entidades que tenham algo a dizer e a sugerir para dar uma continuidade adequada ao imenso trabalho que o Zé nos legou e às imensas pistas de trabalhos a desenvolver que nos propõe nas suas diversas obras… ABRAÇO: José Rabaça Gaspar Corroios, 01 de Julho de 2013

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trabalho realizado por @ JORAGA Vale de Milhaços, Corroios, Seixal 2013 ABRIL / MAIO

JORAGA

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Crédito foto – Rui Esteves – manteigasemimagens joraga.net