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A brisa que nos carrega engraada essa passagem para a vida adulta.

. Seu nmero de amigos j no to grande e boa parte deles est muito ocupada para poder sair, apesar de agora quase todo mundo poder dirigir e da nossa antiga crena de que partir disso ns iramos ficar super prximos. Comeam a nascer um ou dois fios brancos e voc sabe que no adianta muito arrancar, porque questo de tempo at ficarmos escravos de tinta ou deix-los aparecer mesmo. Passar o dia comendo biscoito e doce no parece mais to atraente, j que ningum tem mais tanto pique para pular corda o dia todo ou brincar de apertar a campainha de todos os andares e sair correndo, alis, isso nem seria suficiente para gastar todas as calorias. Nosso metabolismo j no l o mesmo. Provavelmente todo mundo j se decepcionou com o amor ao menos uma vez, teve vontade de fugir para bem longe e de morrer outras tantas. Fomos jogados sem paraquedas para escolher um profisso que no final ningum sabe se vai dar certo ou se realmente aquilo que nos faz feliz. Alis, o que nos faz feliz? Quantas vezes j pensamos nisso... Se casar? Ter filhos? Morar s? Viajar? "No, eu s vou casar l pros 30! Filho? S depois de viajar muito." Falamos isso com a mesma certeza de uma criana que acredita que o Papai Noel na noite de Natal ir deixar l o presente que tanto sonhou. Comeamos a imaginar como seria a nossa futura casa e quantas coisas poderamos fazer com o nosso prprio dinheiro. Planos, planos, planos... No fundo, apenas ganhamos uma passagem de ida sem volta para um lugar chamado "responsabilidade". Ningum tem mais tempo a perder, afinal tempo dinheiro e dinheiro aquilo que nos ensinaram que precisaramos para ter uma vida "digna". A vamos comear a lembrar como era boa a poca da faculdade, assim como, quando estamos na faculdade, temos saudades da poca de colgio. O tempo passa e os sonhos se diluem no meio da correria do dia-a-dia. A brisa passa e nos carrega... Para onde? No sei. H de existir um dia que teremos mais respostas do que perguntas e, se ele chegar, vou logo me apressar e questionar: Por que estamos aqui mesmo? Thais Carioca Sampaio 23/02/2013