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O que é Suframa

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O que é Suframa?

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é uma Autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que administra a Zona Franca de Manaus - ZFM, com a responsabilidade de construir um modelo de desenvolvimento regional que utilize de forma sustentável os recursos naturais, assegurando viabilidade econômica e melhoria da qualidade de vida das populações locais.

Com quatro decênios de existência, a Suframa viabilizou a implantação dos três pólos que compõem a ZFM - comercial, industrial e agropecuário - e promove a interiorização do desenvolvimento por todos os estados da área de abrangência do modelo, identificando oportunidades de negócios e atrai investimentos para a região tanto para o Pólo Industrial de Manaus quanto para os demais setores econômicos da sua área de atuação.

Com recursos arrecadados com a prestação de serviço das empresas beneficiadas com os incentivos fiscais do modelo ZFM, a Suframa faz parcerias com governos estaduais e municipais, instituições de ensino e pesquisa e cooperativas, financia projetos de apoio à infra-estrutura econômica, produção, turismo, pesquisa & desenvolvimento e de formação de capital intelectual. O objetivo é minimizar o custo amazônico, ampliar a produção de bens e serviços voltados à vocação regional e, ainda, capacitar, treinar e qualificar trabalhadores.

Apresentação

Atendendo orientação do Sistema de Planejamento institucional, a SUFRAMA revisa a versão do Plano Estratégico de 2003, em momento histórico extremamente propício, na medida em que o cenário de atuação da autarquia passou por profundas modificações. A convergência digital como foco organizador da eletrônica de consumo se consolidou no Brasil, com as iniciativas para implantação da TV Digital; a percepção de que educação, ciência, tecnologia e inovação – E&C&T&I são elementos chaves para sustentar um processo de desenvolvimento regional passou a se refletir em dezenas de iniciativas conduzidas por entes públicos e privados; as demandas por mais desenvolvimento para os estados da área de atuação da autarquia se materializaram com a ampliação nas possibilidades produtivas das áreas de livre comércio e por aprovações de zonas de

processamento de exportação; a busca por mais enraizamento regional dos fatores de produção do Pólo Industrial de Manaus ganhou materialidade com o advento de segmentos industriais novos como biocosméticos, biotecnologia e outros; a consolidação das preocupações ambientais inseriram na agenda regional a necessidade de dinâmicas econômicas mais associadas à proteção do bioma amazônico; a oportunidade do avanço cientifico-tecnológico que sinalizar novas dinâmicas econômicas com base no aproveitamento dos insumos e saberes da floresta, e outros.

Em meio a essa intensa mutação do seu entorno a instituição buscou manter-se como protagonista relevante. Qualificou sua atuação demonstrando por meios cabais a excelência da política pública que gere; apresentou-se nos diversos fóruns nacionais e internacionais, públicos e privados, acadêmicos e produtivos, afirmando a importância de sua atuação na região; transformou-se em voz respeitada nas discussões sobre os rumos e políticas regionais, convertendo-se, por isso, em ator indispensável no encaminhamento das questões relativas ao desenvolvimento na Amazônia.

Assim, a missão da autarquia ganha um maior refinamento, qual seja: “promover o desenvolvimento econômico regional, mediante geração, atração e consolidação de investimentos, apoiado em ciência, tecnologia e inovação, visando à integração nacional e inserção internacional competitiva”. Ao ratificar sua visão de futuro de buscar “ser uma agência padrão de excelência na indução do desenvolvimento sustentável, reconhecida no país e no exterior”, sinalizou que o desenvolvimento que deseja está inserido na lógica da sustentabilidade. Ao adicionar a perspectiva da integração, incorpora a exigência de que o desenvolvimento não só se volta para o comércio exterior, mas absorve os conceitos dos mercados regional e nacional. Essa trajetória está pautada sob a égide da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Os Fatores Críticos de Sucesso e os Objetivos Estratégicos foram re-consolidados. Assim, todas as ações necessárias vinculadas à estrutura organizacional e seu modus operandi restaram expressas no conteúdo crítico “desenvolvimento

organizacional em contínuo aprimoramento”. Por sua vez, Objetivos Estratégicos qual “intensificar o processo de articulação e de parceria com órgãos e entidades públicas e privadas” foram considerados de caráter funcio nal, bem como o “contribuir para a conscientização e consolidação do conceito de desenvolvimento sustentável na região” foi considerado inserido no Fator Crítico de Sucesso “atuação consistente com o desenvolvimento sustentável”.

As Áreas Estratégicas foram ampliadas com a finalidade de albergar iniciativas históricas e hodiernas, contemplando além do desenvolvimento organizacional, da logística, da tecnologia e inovação, atração de investimentos, inserção internacional e desenvolvimento econômico, adotou-se a gestão de incentivos fiscais e, capital intelectual e empreendedorismo.

Igualmente ampliado restaram os Grandes Temas Regionais, cujas temáticas incluem TIC, mudanças climáticas, biodiversidade, integração continental, recursos hídricos, urbanização, cultura, educação e convergência tecnológica. Tais temas

deverão ser o foco de estudos da Suframa, no sentido de monitorar o impacto que pode ser determinante no desenvolvimento econômico regional.

A revisão do seu Plano Estratégico, portanto, além de posicionar a SUFRAMA nessa vanguarda dos acontecimentos, no sentido de mitigar ameaças e potencializar oportunidades, fortalece institucionalmente a cultura do planejamento. Nesse sentindo, a sua atualização, além de atender os fundamentos legais que o balizam, atende também um imperativo dessa realidade em permanente modificação e a exigir constante atenção para com seus insuspeitos desafios.

Este trabalho de revisão não foi trivial. Envolveu a busca de novas percepções sobre questões importantes na vida institucional como é o caso da necessidade de intensificar parcerias com os demais estados da Amazônia Ocidental, especialmente quanto a oportunidade de encetar esforços no processo de industrialização das Áreas de Livre Comércio; o tratamento diferenciado entre a instituição Suframa e a política que esta gere – a Zona Franca de Manaus, especialmente na perspectiva da sua metamorfose numa agência de desenvolvimento; o entendimento do Modelo de Desenvolvimento da ZFM como sendo a dinâmica central de uma política federal mais ampla para a região; a busca por distinguir papéis de sua execução direta e de outros na qual deve atuar como fonte de apoio e fomento; e assim sucessivamente.

Nesse sentido é que o trabalho envolveu idas e vindas nos estados da área de atuação da entidade, além de atores de referência nacional; encontros e debates com todos os segmentos de sua esfera de interesse, como entidades empresariais e acadêmicas, representações políticas, de órgãos públicos e de agências de desenvolvimento; prospecção dos encaminhamentos para as grandes questões regionais em gestação nas esferas federais e mapeamento das preocupações recorrentes da agenda internacional sobre a Amazônia; consulta aos agentes locais,

colaboradores e servidores mediante aplicação da metodologia Delfhi e entrevistas, dentre outros.

Assim, o Plano Estratégico Revisado e aprovado pelo Comitê de Planejamento – Coplan – e pelo Conselho de Administração da Suframa - CAS alberga esse universo de questões que demandarão especial atenção. Dessa forma, este documento configura-se como base e orientação para as ações da Autarquia nos próximos anos, ensejando-lhe elementos suficientes para a gestão estratégica de sua atuação em prol do desenvolvimento amazônico.

FLAVIA SKROBOT BARBOSA GROSSO Superintendente

Visão de Futuro

“Ser

uma

agência

padrão

de

excelência

na

indução

do

desenvolvimento

sustentável, reconhecida no país e no exterior.

Logística

Visa proporcionar infra-estrutura necessária ao desenvolvimento de projetos voltados aos setores industrial, comercial e agropecuário, propiciando a

consolidação e fortalecimento do Pólo Industrial de Manaus – PIM, além de induzir à interiorização do desenvolvimento na Amazônia Ocidental.

O programa pretende:

 

Melhorar a cadeia de suprimentos de insumos; Fomentar o surgimento de operadores logísticos com concessão de terrenos, organização de seminários para disseminar o potencial de movimentação de cargas, e outros recursos.

Estimular a criação de centros de distribuição da produção;

Estimular a criação de pool de empresas operando logisticamente para indústrias e varejistas.

 

Dar infra-estrutura às saídas de Manaus: Hidrovia do rio Amazonas, ligando Manaus a Belém – Brasília com ligação para o Sul e Sudeste;

 

Rodovia BR-174- saída para o Caribe, passando por Boa Vista/RR; Rodovia Br-319/364, ligando Manaus ao Sul e Sudeste, passando por Porto Velho e Cuiabá. Estratégias:

1. Identificação das necessidades de infra-estrutura vinculada aos fatores limitantes das potencialidades regionais e do Pólo Industrial de Manaus para a dinamização do PIM.

2. Manutenção, ampliação e modernização da infra-estrutura das áreas pioneira e de expansão do Distrito Industrial destinadas a atender à implantação de novos empreendimentos industriais.

3. Manutenção dos limites territoriais dos Distritos Industrial e Agropecuário dotando-os de guarda e vigilância que assegurem a proteção do patrimônio da autarquia.

4. Implantação, ampliação e conservação da infra-estrutura rural do Distrito Agropecuário viabilizando a expansão das atividades agroindustriais naquela área.

5. Implementação de complexo de armazenagem e comercialização de mercadorias na ZFM capazes de fortalecer as atividades econômicas do setor comercial, melhorar a competitividade das indústrias do PIM e incrementar o nível de negócios na Região.

6. Implantação física do CBA/Probem (Centro de Biotecnologia da Amazônia) em articulação com os Ministérios do Meio Ambiente dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal (MMA) e, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Governo do Estado do Amazonas, para viabilizar a formação de um Pólo de Bioindústrias na Região.

7.

Interação

com

os

fiscos

estaduais

da

Amazônia

Ocidental

e

Macapá/Santana/AP, através de um sistema próprio (SINTEGRA) que possibilite o controle das mercadorias ingressadas nas áreas incentivadas e administradas pela Suframa.

Foram

concluídos

em

2006,

os

estudos

para

demonstrar

os

efeitos

da

transformação do Aeroporto Eduardo Gomes em HUB Internacional, uma espécie de portal logístico da e para a América do Sul, iniciativa já em curso sob o comando da INFRAERO. O estudo tomou como suposição, de forma conservadora, que apenas 5% dos vôos internacionais seriam distribuídos para Manaus. Considerou, também, apenas venda de passagens, movimento de cargas, consumo de querosene e consumo de passageiros em trânsito e de turistas. Considerou cada turista estrangeiro gastando apenas R$2.000,00 e nacional apenas R$1.000,00. Com essas suposições haveria injeção na economia regional de um montante próximo de R$2 bilhões, espraiando-se por toda cadeia de negócios com efeitos em toda economia.

Interiorização do Desenvolvimento

Interiorização do Desenvolvimento é a forma que a Suframa encontrou a partir dos últimos quatro anos, de distribuir parte da riqueza gerada no Pólo Industrial para o interior da Amazônia Ocidental. É um programa executado em parcerias com outros órgãos e mediante a assinatura de convênios de comparticipação financeira com os Governos Estaduais e Municipais da região, para obras de infra-estrutura, saneamento, estímulo à produção rural. Uma das diretrizes para interiorizar o desenvolvimento é promover o aproveitamento das potencialidades regionais, apoiando programas que assegurem a continuidade deste processo e a atração de novos investimentos para a Amazônia

Ocidental, a partir da divulgação de estudos e implementação de ações que tornem possível a auto-sustentabilidade, a geração de emprego e renda e a melhor distribuição de riqueza na região. Outra diretriz desse programa é a promoção do desenvolvimento sustentável local com a adoção de um modelo para a Amazônia capaz de, ao mesmo tempo, preservar a capacidade produtiva dos recursos naturais, viabilizar economicamente o uso, e dar qualidade de vida aos habitantes da região. Estratégias: 1. Ampliação e manutenção do banco de dados do projeto de potencialidades regionais identificadas em estudos anteriores, para orientar empreendedores nacionais e internacionais que desejem investir na Região. Em meados da década de 90, a Suframa em parceria com o Instituto Superior de Administração e Economia da Amazônia – ISAE, da Fundação Getúlio Vargas, fez o levantamento dos produtos da região com potencial econômico, viabilidade de exploração e fontes das financiamento. Os resultados foram reunidos num estudo detalhado das potencialidades regionais que tem sido posto à disposição dos Governos Estaduais e Municipais da Amazônia Ocidental e de Macapá e Santana, no Amapá, para que sejam parceiros da Suframa na atração de investidores.

2. Articulação para elaboração de sistema contábil para gestão ambiental , que possibilite a inserção de dados e registros sobre o patrimônio ambiental, observando preceitos fundamentais de ciências contábeis, econômicas, jurídicas e naturais.

3. Atuação estratégica integrada para áreas de fronteira buscando convergir mecanismos disponíveis na Suframa, cabíveis à Áreas de Livre Comércio, às ações de outros órgãos governamentais, especialmente do Projeto Calha Norte, a fim de promover atividades conjuntas direcionadas ao desenvolvimento sócio-econômico das regiões de fronteira.

4. Apoio à elaboração das Contas Regionais dos Estados da Amazônia Ocidental e

Amapá, prosseguindo no trabalho desenvolvido pela Suframa, em parceria com o IBGE, para promover a capacitação técnica das Secretarias de Planejamento e Órgãos de Estatística da Amazônia Ocidental e Amapá, visando à construção das Contas Regionais Anuais.

5. Treinamento e reciclagem das associações e Cooperativas da Amazônia Ocidental para aprimorar as gestões administrativas dos projetos de produção financiados a título de gestão, emprego e renda, possibilitando a emancipação.

6. Fomento a projetos de infra-estrutura econômica e social na Amazônia Ocidental e Amapá, que promovam o desenvolvimento da Região.

7. Elaboração de estudos econômicos agropecuários e agroindustriais capazes refletir a situação do setor agropecuário nos e agroindustrial, segmentos para do subsidiar setor.

investidores

interessados

diferentes

8. Zoneamento econômico-ecológico do Distrito Agropecuário de Manaus indicando os potenciais e as áreas aproveitáveis sob os pontos de vista técnico, econômico e ambiental, com ênfase nas atividades previstas para aquela área.

9. Ações de apoio à implantação do Projeto Piloto de Colonização em Grupo, no Distrito Agropecuário, que prevê o assentamento de famílias de produtores rurais em áreas previamente preparadas, dotadas da infra-estrutura necessária ao suporte dos colonos, inclusive escolas, postos de saúde, etc.

Desenvolvimento Institucional

Na execução das suas atividades e cumprimento da Missão Institucional a Suframa procura manter e aprimorar sua máquina administrativa, buscando de forma contínua o desenvolvimento organizacional. O procedimento se aplica aos seus

recursos humanos como aos logísticos, isto é, a sede física, os equipamentos, as instalações, as condições de trabalho.

No desenvolvimento dos seus recursos humanos a Suframa assegura:

1. Funcionamento das atividades de recursos humanos;

2. Capacitação e formação de recursos humanos, em níveis técnico, administrativo e gerencial promovendo o aperfeiçoamento e a reciclagem de conhecimentos;

Manutenção

de

um do

Programa ensino de e

de

estágio

de a

estudantes, estudantes, cultural,

propiciando em termos e

a de de

complementação treinamento

aprendizagem

prático

aperfeiçoamento

técnico,

científico

relacionamento humano.

3. Manutenção do Programa Qualidade de Vida no Trabalho , promovendo a melhoria do inter-relacionamento profissional e pessoal dos servidores, dando estímulo à vida saudável, melhoria do ambiente de trabalho, bem como a prevenção de doenças.

4. Compartilhamento de informações gerenciais, difundindo as estratégias da Instituição e do projeto Zona Franca de Manaus junto aos servidores e colaboradores, nivelando consciência e discurso das políticas e diretrizes da Administração.

No período de 2003 a 2006, a Suframa apoiou a implantação de 05 doutorados, 10 mestrados, 07 especializações, em áreas que incluem Engenharia de Produção, Patologias Tropicais, Informática, Transporte e Logística, Biotecnologia e outras.

Está em vias de implantação a “nota fiscal eletrônica” nas rotinas de controle dos fluxos de mercadorias detentoras de incentivos. Trata-se de mecanismo poderoso

que vai fechar muitas portas para desvios de agentes econômicos com intenções fraudulentas, somente combatidos eficazmente, com esforço hercúleo e por conta das boas parcerias da Suframa com Policia Federal, Receita Federal e outros órgãos de controle, compartilhando os bancos de dados para garantir que tentativas menos dignas sejam identificadas e punidas.

Desenvolvimento regional sustentável
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Responsável

pelas

políticas

de

fortalecimento do Polo Industrial de Manaus (PIM) e estímulo ao desenvolvimento de sua área de atuação, a SUFRAMA identifica

potencialidades regionais e cria condições para transformá-las em oportunidades de negócios.

Com recursos da Taxa de Serviço Administrativo (TSA), arrecadada junto às empresas beneficiadas com os incentivos fiscais do modelo ZFM, a SUFRAMA faz parcerias com governos estaduais e municipais, instituições de ensino e pesquisa, entidades de classe e cooperativas para viabilizar projetos de apoio à infraestrutura econômica, produção, turismo, pesquisa e desenvolvimento, formação de capital intelectual e ainda capacitação, treinamento e qualificação profissional.

Dessa forma, o modelo ZFM é um exemplo bem-sucedido de desenvolvimento da Amazônia Ocidental e Amapá em bases sustentáveis. Somente o Estado do

Amazonas mantém intactos 98% da sua cobertura vegetal, uma marca inigualável que prova que é possível harmonizar alto grau de avanço tecnológico e respeito ao meio ambiente.

Feira Internacional da Amazônia (FIAM)

Realizada a cada dois anos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, por intermédio da SUFRAMA, a FIAM integra o calendário oficial de exposições e feiras do governo federal. Tem como objetivo promover o potencial econômico da região, incluindo produtos industrializados e regionais que utilizam matéria-prima da biodiversidade amazônica, bem como os atrativos turísticos e o estímulo ao intercâmbio científico e tecnológico, visando o desenvolvimento sustentável.

Investimento em Ciência, Tecnologia e Inovação

A formação de capital intelectual e o estímulo à Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na Zona Franca de Manaus também se destacam como ações prioritárias da SUFRAMA, viabilizadas por meio de convênios e acordos de cooperação técnica. Entre os mais expressivos está o que resultou na implantação do escritório do instituto alemão Fraunhofer IZM, o maior em pesquisa de alta tecnologia da Europa.

Na unidade implantada em Manaus – a terceira fora da Alemanha (as outras estão na Ásia e América do Norte) – são realizadas atividades de captação de projetos de P&D nas áreas de sistemas microeletromecânicos, nanoeletromecânicos e biomicrooptoeletromecânicos, para fabricação de sensores e encapsulamento, equipamento de medição ambiental e microtecnologias ambientais compatíveis.

Em outra ação pioneira, a SUFRAMA passou a ser a primeira na América Latina a

fazer parte da organização alemã IVAM, a maior associação de companhias e instituições de micro e nanotecnologia e que reúne seleto grupo de 228 membros em todo o mundo. Para o Polo Industrial de Manaus, a adesão significa poder atrair empresas de um segmento que movimenta bilhões de dólares.

Implantada no Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), a Design House Manaus, um dos cinco laboratórios para desenvolvimento de circuitos integrados dentro do Programa CI-Brasil, do Ministério da Ciência e Tecnologia, entrou em operação em 2007. A equipe inicial da Design House foi treinada por meio de acordo de cooperação técnica entre a SUFRAMA, através do Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação do Polo Industrial de Manaus (CT-PIM), e o Inter-University Microelectronics Center (IMEC), da Bélgica.

A autarquia renovou ainda, em 2007, acordo para formação de recursos humanos na área de micro e nanotecnologia e desenvolvimento de MEMS, com o Le Pôle Minatec – Laboratoire d’Electronique de Technologie de l’Information (Leti -Minatec), da França. O novo acordo prevê a implantação de uma unidade do laboratório francês em Manaus.

Com investimento de R$ 1,5 milhão da SUFRAMA e de R$ 750 mil da Samsung, também foi inaugurado, em 2007, o Centro de Tecnologia de Eletrônica e da Informação (Ceteli), a fim de fomentar a produção de softwares para o programa brasileiro de TV digital. O convênio para implantação do Centro foi firmado com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Outros R$ 89 milhões em investimentos da autarquia permitiram a criação de dezenas de doutorados, mestrados e cursos de graduação em instituições de ensino e pesquisa da região.

Zona Franca de Manaus, opção viável de investimento na Amazônia

A Zona Franca de Manaus (ZFM) é um modelo de desenvolvimento regional que foi

implantado pelo governo brasileiro, em 1967, com a finalidade de criar uma base econômica na Amazônia Ocidental e promover a integração socioeconômica da região ao restante do País, como forma de diminuir as disparidades regionais e de garantir a soberania nacional sobre as suas fronteiras territoriais.

Sua área de abrangência corresponde aos Estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima e as cidades de Macapá e Santana, no Amapá.

Além de sua importância econômica, social e ambiental para a região, a Zona Franca representa uma considerável fonte de recursos para o governo brasileiro, tendo sido responsável, no ano de 2008, por mais de 58,60% de toda a arrecadação da 2ª Região Fiscal, formada por todos os estados do Norte, menos Tocantins.

A base de sustentação desse modelo é o Polo Industrial de Manaus (PIM), que atualmente conta com mais de 600 empresas instaladas, que faturaram mais de US$ 30,1 bilhões, em 2008, e geram mais de 100 mil empregos diretos e mais de 400 mil indiretos. O PIM auxilia o Amazonas a alcançar a terceira posição no ranking de estados brasileiros que mais arrecadam com o setor industrial.

O

PIM

reúne

indústrias

nacionais

e

multinacionais

com

alto

grau

de

competitividade, capazes de atender ao mercado nacional e ajudar o Brasil a ampliar a sua inserção no mercado internacional.

As empresas instaladas no Polo fazem parte, principalmente, dos segmentos de eletroeletrônicos, bens de informática, duas rodas, termoplástico, químico,

metalúrgico, mecânico, descartáveis (isqueiros, canetas, barbeadores), entre outros.

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