COMUNIDADE t DEMOCRACIA

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eriência Ja llália moderna
COMUNIDADE t DEMOCRACIA
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eriência Ja llália moderna
Rober� D. Pu�nam
conz Robert Leonardi e Rajfaella 1 Nanetti
Ö´ edição
Tradução:
Luiz Alberto Monjarti1n
FUNOAÇÂO Gt1UiIO VAkGA5
Í·¹´¹
ISBN 85-225-0210-2
Copyright © 1993 by Princeton University Press
Making democracy work: civic traditions in modem Italy
Direitos desta edição reservados à
EDITORA FGV
Rua Jornalista Orlando Dantas, 37
22231-010 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil
Tels.: 0800-021-7777 - 21-3799-4427
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Impresso no Brasil / Printed in Bra=il
Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada desta publicação, no todo
ou em parte, constitui violação do copyright (Lei nº 9.610/98).
Os conceitos emitidos neste livro são de inteira responsabilidade do autor.
1 ª edição - 1996
2ª edição - 2000
3ª edição - 2002
4ª edição - 2005
5ª edição - 2006
1 ª reimpressão - 2007
2ª reimpressão - 2008
3ª reimpressão - 2009
Revisão: Aleidis de Beltran e Fatima Caroni
Capa: Tira linhas studio
Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca
Mario Henrique Simonsen/FGV
Putnam, Robert D.
Comunidade e democracia: a experiência da Itália modernaobert D.
Putnam, com Robert Leonardi e Raffaella Y. Nanetti; tradução Luiz Al­
berto Monjardim. - 5 ed. - Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.
260p.
Tradução de: Making denocracy work: civic traditions in modem
Italy.
Inclui índice.
I. Regionalismo - Itália. 2. Descentralização administrativa -
Itália. 3. Democracia - Itália. I. Leonardi, Robert, 1945 - II. Nanetti,
Rafaella. III. Fundação Getulio Vargas. IV. Título.
CDD 301.592
Pe r A l b e r t o e d a l t r i

3 UN A R I 0

Lista de figuras
Lista de tabelas
Prefácio
Capítulo Í
Introdução: estudo do desempenho institucional
Uma viagem exploratóriÇ
Mapeamento da viagem
Métodos de investigação
Sinopse do livro
Capítulo <
Mudança das regras: duas décadas de desenvolvimento
institucional
Criação do governo regional
A elite política regional: UH novo modo de fazer política"
A ampliação da autonomia regional
Criando raízes: a região e seus eleitores
Conclusões
Capítulo o
û
JJ
JU
19
19
23
27
30
33
34
41
53
61
74
Avaliação do desempenho institucional 77
Doze indicadores do desempenho institucional 79
Coerência e fidedignidade do índice de desempenho institucional 87
Desempenho institucional e avaliação do eleitorado 89
Conclusões 94
Capítulo ¬
Explicação do desempenho institucional
M ode midade sócio-econômica
A conumidade cívica: algumas . especulações teóricas
A comunidade cívica: verifcação da teoria
Vida social e política na comunidade cívica
Outras explicações para o bom desempenho institucional ?
97
97
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8 º . v / - .
Capítulo O
Origens da comunidade cívica
O legado cívico da Itália medieval
Tradições cívicas após a uniicação
Durabilidade das tradições cívicas
Desenvolvimento econômico e tradições cívicas
Capítulo O
Capital social e desempenho institucional
Dilemas da ação coletiva
Capital social, confiança e associações de crédito rotativo
Regras de reciprocidade e sistemas de participação cívica
História e desempenho institucional: dois equilíbrios sociais
Lições da experiência regional italiana
Apêndice A
Métodos de pesquisa
Apêndice |
Dados estatísticos relativos a mudanças de atitude
entre os conselheiros regionais
Apêndice C
Desempenho institucional, 1978-85
Apêndice |
Abreviaturas das regiões usadas nas figuras
Apêndice L
Desempenho do govetno local (1982-86) e
desempenho do governo regional (1978-85)
Apêndice /
Tradições de participação cívica, 1860-1920
Notas
Índice
133
133
147
158
162
173
173
177
181
186
190
195
200
203
205
206
210
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Z4û
' O U¬ AB
!|al i a. uma viagcm cxplora|oria
I.I Es|udo das rcgiõcs i|al ianas, I ºT0-Sº
l.I Dcspolarizaçáo csqucrda-dirci|a, I ºT0-Sº
l.l Simpa|ia pclos advcrsarios polí|icos cn|rc os consclhciros
rcgionai s, I ºT0-Sº
l.J 1cndcncias da opiniáo dos consclhciros
s obrc os confli|os, I ºT0-Sº
l.1 !nfl ucncia dos lídcrcs par|idarios cm |rcs
campos cspccíficos, I ºT0-Sº
l.5 Di mi nuiçáo do apoio a disciplina par|idaria nacional, I ºT0-Sº
I S

45
4T
50
54
5G
l.5 Con|a|os rcgionais c l ocais dos consclhciros rcgionais, I ºT0-Sº 5 S
l.Z A|i |udc dos consclhciros cm rclaçao ao govcrno
ccn|ral , I ºT0- Sº
l.5 Sa|isfaçáo publica com os govcrnos rcgionais do
Nor|c c do Sul , IºTT- SS
l.J Sa|isfaçáo dc nor|is|us c suli s|as com os govcrnos nacional,
rcgional c local , I ºSS
l.IO O|imismo quan|o ao govcrno rcgional . conscl hciros,
lídcrcs comuni|arios c clci|orcs, I ºT0-Sº
l.II Apoi o ao govcrno subnaci onal . Alcmanha ¸ I º52-TS)
c !|ali a ¸ I ºTG-ST)
J.I Dcscmpcnho ins|i|uci onal, I ºT0-TG c I ºTS- S5
J.l Dcscmpcnho ins|i|uci onal ¸ I ºTS-S5) c
sa|isfaçáo popular ¸ I ºTT-SS)
J.J Sa|isfaçáo com o govcrno rcgional, por dcscmpcnho
govcrnamcn|al c fidclidadc par|idariu
J.1 Dcscmpcnho ins|i|uci onal ¸ I ºTS-S5) c sa|isfaçáo dos
lídcrcs comuni|ari os ¸ I ºS2)
1.I Dcscmpcnho ins|i|ucional nas rcgiõcs i|ali anas , I ºTS-S5
1.l Modcrnidadc ccon0mica c dcscmpcnho ins|i|ucional
1.J Comparccimcn|o a rcfcrcndos c vo|o prcfcrcncial
1.1 A comunidadc cívica nas rcgiõcs i|alianas



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ºI
º2
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ºº
I 0º
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1 0 . º·/ . - - o . -/ º
1.5 Comunidadc cívica c dcscmpcnho ins|i|uci onal
1.5 Clicn|clismo c comunidadc cívica
1.Z Con|a|os par|icularcs com clci|orcs c comunidadc cívica
1.5 Apoi o dos lídcrcs a i gualdadc poIí|ica c comunidadc cívica
1.J Comuni dadc cívica c rcpublicani smo, I º4G
1.IO Comuni dadc cívica c rcíormismo clci|oral, IººI
1.II Rcsis|cnci a dos lídcrcs a |ransigir c comunidadc cívica
1.Il Clcricali smo c comunidadc cívica
1.IJ Scn|imcn|o dc i mpo|cncia c grau dc ins|ruçáo dos cidadáos
c comunidadc cívica
1.I1 Sa|isíaçáo com a vida c comuni dadc cívica
5.I Jradiçõcs rcpublicanas c au|ocra|icas . !|alia, c. I J00
5.l Jradiçõcs cívicas nas rcgiõcs i|alianas, I SG0- l º20
5.J Jradiçõcs cívicas c comunidadc cívica con|cmporånca
5.1 Jradiçõcs dc par|icipaçáo cívica, l SG0- I º20, c dcscmpcnho
i ns|i|uci onal, IºTS-S5
5.5 'ir|uais i n|craçõcs dc civismo, dcscnvolvimcn|o socio-ccon0mico c
dcscmpcnho ins|i|uci onal: !|ali a, dccada dc I º00-dccada dc I ºS0
5.5 Rcai s in|craçõcs dc civi smo, dcscnvolvimcn|o socio-ccon0mico c
dcscmpcnho ins|i|uci onal. !|ali a, dccada dc I º00-dccada dc I ºS0
¡.I Dcscmpcnho dos govcrnos rcgional c l ocal
¡.l Sa|isíaçáo com os govcrnos rcgi onal c local
I I 2
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1.l
1.J
1.1
1.5
5.I
5.l
B.I
Oas|os das rcgiõcs i|alianas ¸por sc|or), I ºSº
Componcn|cs do índicc dc qucsi|os csqucrda-dirci|a
Dcspolarizaçáo dos consclhciros rcgionais, IºT0-Sº
Jcndcncias da cul|ura polí|ica du cli|c, I ºT0-Sº
Opiniáo dos lídcrcs comuni|arios sobrc a admi nis|raçáo
rcgional , I ºS2
A|i|u dcs dcmocra|icas cn|rc os adminis|radorcs nacionais
c rcgionais, IºT I -TG
A|i|udc dos clci|orcs c dos lídcrcs comuni |arios i|alianos
cm rcl açáo a au|onomia rcgional , I ºS2
Sa|isíaçáo publica com o govcrno rcgi onal , I ºTT- SS
Avaliaçõcs sobrc a rcíorma rcgi onal , I ºG0 a I ºST-Sº
Avali açáo da i novaçáo lcgisl a|iva
Índicc dc dcscmpcnho ins|i|ucional, IºTS- S5
Avaliaçáo do govcrno rcgi onal pcl os lídcrcs
comuni|arios, IºS2
Associaçõcs l ocais na !|alia. csícras dc a|ividadc
Índicc dc comparccimcn|o a rcícrcndos, I ºT4- ST
Índicc dc vo|o prcícrcncial, l º5J-Tº
Índicc dc comunidadc cívica
Honcs|idadc, coníiança, obscrvåncia da lci c
comunidadc cívica
Jradiçõcs dc par|icipaçáo cívica, I SG0- I º20
Jradiçõcs cívicas c dcscnvolvimcn|o socio-ccon0mico
Diminuiçáo do cx|rcmismo idcologico, I ºT0-T5 c I ºT5- S0.
rcnovaçáo, polí|ica nacional ou convcrsáo!
B.l Mai or simpa|ia in|crpar|idaria, I ºT0-T5 c I ºT5-S0.
rcnovaçáo, polí|ica nacional ou convcrsáo!
B.J Mcnor rclcvåncia do coníli|o, I ºT0-T5 c IºT5- S0.
rcnovaçáo, pol í|ica nacional ou convcrsáo!
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C.I
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In|crcorrclaçõcs (r) cn|rc componcn|cs do índlcc dc
dcscmpcnho l ns|l|uclonal, IºTS- S5
Componcn|cs do índlcc dc dcscmpcnho do govcrno
local, IºS2-SG
!n|crcorrclaçõcs (r) dos componcn|cs do índlcc dc
|radlçõcs dc par|lclpaçáo cívlca, I SG0- I º20
204
20T
2I 0
¯ ¬ c ¯ AC ' O
Es¡iocNoo as rcgl õcs da !|alla, cs|c llvro cxaml na ccr|as qucs|õcs íundamcn|als
a|l ncn|cs a vlda cívl ca Iol cscrl|o |cndo cm vls|a dols |lpos mul|o dlícrcn|cs dc
puhllco lcl|or ÷ os quc par|llham do mcu íascínlo pclas su|l lczas da vlda l |a-
l lana c os quc, scm chcgar a |an|o, |odavla sc ln|crcssam pcl a |corla c a pra|lca
da dcmocracl a
A l dcl a da pcsqulsa nasccu cm convcrsas quc man|lvc com Ic|cr Iangc c Ic-
|cr Wcl|z na prlmavcra dc l ºT0, quando nos cncon|ravamos os |rcs cm Roma cs-
|udando varlos aspcc|os da polí|lca l|al l ana 1nopl nadamcn|c, o govcrno l|al l ano
dccldlu p0r cm pra|lca um dlsposl|lvo cons|l|uclonal ha mul|o rclcgado ao cs-
quccl mcn|o, o qual prcvla o cs|ahclcclmcn|o dc govcrnos rcglonal s Como as no-
vas lns|l|ulçõcs |crlam quc scr crladas a par|lr do nada nos dlvcrsas rcglõcs
l |allanas, cssa cra uma rara opor|unldadc para lnlclar um cs|udo dcmorado c sls-
|cma|lco sohrc como as lns|l |ulçõcs sc dcscnvol vciu c sc adap|am ao scu mclo
soclal Con|udo, sc cu souhcssc quc |al pcsqulsa dcmorarla quasc um quar|o dc
sccul o c acaharla mc conduzlndo aos rcmo|os domínlos da |corla dos ¡ ogos c da
hl s|orl a mcdlcval , náo scl ao ccr|o sc cu scrla capaz dc avcn|urar-mc a |an| o
Com o lnccn|lvo do íalccldo proícssor Alhcr|o Sprcaílco c o apolo ílnancclro
da Unlvcrsldadc dc Mlchlgan, no ou|ono dc l ºT0 conduzl uma prlmclra sonda-
gci ¡ un|o aos consclhclros rcccm-clcl|os cm varlas rcglõcs da pcnínsula Ios-
|crl ormcn|c, dc vol|a a Ann Arhor, comcccl a anall sar cssas cn|rcvl s|as com a
a¡uda dc dols ¡ ovcns colcgas |alcn|osos, Rohcr| Iconardl c Raííaclla Nanc||l Em
l ºTº, quando íol clcl |o um novo grupo dc consclhclros, Boh c Raííl cs|avam cm
ou|ros lugarcs lcclonando clcncla pol í|lca c planc¡ amcn|o rcglonal, rcspcc|lva-
mcn|c Concordamos cm somar csíorços para rcallzar uma scgunda scrlc dc cn-
|rcvl s|as, íormallzando asslm uma colahoraçáo cs|rcl |a, duradoura c proíícua
Nas dccadas suhscqucn|cs , nos |rcs passamos ccn|cnas dc horas ¡ un|os, pla-
nc¡ando c lcvando a caho a pcsqulsa dcscrl|a ncs |c llvro Nas c|apas pos|crl orcs,
Boh c Raííl íoram os prl nclpal s rcsponsavcl s pcl a cxaus|lva pcsqulsa dc campo
Rc|ornamos , |odos os |rcs , scguldas vczcs a s scl s rcglõcs quc cons|l|uíam o ccrnc
dc nossa pcsqulsa Alcm dlsso, quando nosso cs|udo |ornou-sc mals conhccldo
na !|all a, varl os ou|ros govcrnos rcglonals convl daram-nos a rcallzar cs|udos pa-
ralclos sohrc suas a|lvldadcs
Algumas puhllcaçõcs suhscqucn|cs ao pro¡c|o |lvcram co-au|orl a,
|
cnquan|o
ou|ras ,como cs|c ll vro c os varlos ou|ros quc Boh c Raííl puhl lcaram)
¯
íoram
cscrl |as lndlvldualmcn|c, cmhora val cndo-sc dc lníormaçõcs c ldcl as gcradas cm
con¡ un|o Ncnhum dos ou|ros dols cs|udlosos c rcsponsavcl pclas |cscs dcscn-
vol vldas ncs |c llvro, mas scus nomcs ílguram na íolha dc ros|o cm slnal dc rc-
conhccl mcn|o c gra|ldáo pcl os mal s dc 20 anos dc colahoraçáo, crl a|lvldadc,
|rahalho dcdlcado c amlzadc
1 4 -=--/.·.
A cvoluçáo conccl|ual dcs|c pro¡ c|o íol pcl o mcnos |áo complcxa quan|o o
dcscnvolvlmcn|o dos proprlos govcrnos rcglonal s. Ocralmcn|c consldcra-sc quc
cm clcncl a soclal dcduzcm-sc hlpo|cscs dlrc|amcn|c da |corla, colc|am-sc dados
c cml|cm-sc ¡ uízos . Emhora |corla c dados |cnham sldo lmpor|an|cs ncs|c pro-
¡c|o, sua cvoluçáo mals parccc a dc uma ahsorvcn|c hls|orla pollclal cm quc va-
rl os suspcl |os surgcm c sáo dcscar|ados, gas|a-sc mulj
a sola dc sapa|o cm pls|as
íalsas, novas |ramas sccundarlas sc ma|crlal lzam, ccr|os pal pl|cs sc conílrmam,
suspcl|as an|crlor
¸
s sáo rcvls|as a l uz dc novos ía|os , cada cnlgma sol uclonado
propõc al nda ou|ro c o dc|c|lvc nunca sahc ao ccr|o aondc val dar a |rl lha.
Inlclal mcn|c nossa pcsqulsa conccn|rou-sc nacon|lnuldadc c na mudança, va-
lcndo-sc das cn|rcvls|as ícl|as cm I 9T0 como rcícrcnclal para aícrlr o dcscnvol -
vlmcn|o lns|l |uclonal . Dcpols, a mcdlda quc sc |ornavam mal s pa|cn|cs as
dlícrcnças dc dcscmpcnho cn|rc os varl os govcrnos rcglonal s, vol |amos nossa
a|cnçáo para as comparaçõcs no cspaço c náo mals no |cmpo. Aos poucos íol
ílcando claro quc cssas dlícrcnças cn|rc as rcglõcs |lnham proíundas raízcs hls-
|orlcas . ,Rc|rospcc|lvamcn|c, como cm mul|os con|os pollclals, a rcspos|a parccc
|áo ohvla quc dcvíamos |cr dcsvcndado o mls|crlo mul|o an|cs. ) Essas con|lnul-
dadcs hls|oiicas suscl |aram qucs|õcs |corlcas cu¡ a rclcvåncla ul|rapassa cm mul|o
as íron|clras l|all anas, pols rcmc|cm a aspcc|os íundamcn|al s da dcmocracl a, do
dcscnvolvlmcn|o ccon0mlco c da vlda cívlca
A organl zaçáo dcs|c llvro rcílc|c a cvoluçáo da pcsqulsa, pol s comcçamos
cxamlnando dc|ldamcn|c os govcrnos rcgl onals c dcpols alargamos gradual mcn|c
o íoco dc modo a lncl ulr o slgnlílcado mals ampl o dc nossas dcscohcr|as . No
|odo, o ll vro cnccrra uma |csc sohrc dcmocracla c comunldadc quc ¡ ul go scr
|amhcm rclcvan|c para os quc sc scn|cm dcscon|cn|cs com a Amcrlca con|cm-
porånca, mas cscl arcccr |als lmpl lcaçõcs c |arcía quc prcílro dclxar para o íu|uro .
'arlos pcsqul sadorcs colahoraram ncs|c pro¡c|o por mal s dc duas dccadas ,
mas cahc íazcr mcnçáo cspcclal a Iaolo Bcl l uccl , Shcrl Bcrman, Olovannl Coc-
chl, Br¸an Iord, Nlgcl Oaul|, Ccl l nda Iakc, Iranco Iavonccllo c Claudla Radcr.
En|rc os mul |os cs|udl osos c íunclonarl os l|al lanos quc nos dcram orlcn|açáo
c assls|cncla, gos|arla dc agradcccr cspccl almcn|c a Canuclo Azzara, Scrgl o Bar-
|olc, Olaníranco Bar|ollnl, Sahlno Casscsc, Iranco Cazzola, Olaníranco Claurro,
Iconardo Cuoco, Alíonso Dcl Rc, Iranccsco D' Onoírl o, Marccllo Icdclc, Ello
Ol zzl , Iuclano Oucrzonl, Andrca Manzcll a, Nando Jasclo||l , Ianíranco Jurcl ,
hcm como as ccn|cnas dc lídcrcs local s, rcglonals c naclonals quc conosco con-
vcrsaram anonlmamcn|c ncsscs anos.
Ncs|c pro¡ c|o, asslm como cm mul|os ou|ros cs|udos sohrc a I|alla con|cm-
porånca, couhc a Alhcr|o Sprcaílco um papcl slngular. Alhcr|o aprcscn|ou-mc a
I|alla ha um quar|o dc sccul o, o Coml |a|o pcr lc Sclcnzc Soclall , por clc íun-
dado, rccchcu-mc cm varlas ocaslõcs , c scu valloso c gcncroso apolo íol íun-
damcn|al nas prlmclras íascs dcs|c pro¡c|o. A dcdl ca|orl a dcs|c llvro rcílc|c
mlnha grandc dívl da para com Alhcr|o c |an|os ou|ros l|all anos gcncrosos c lm-
huídos dc clvlsmo quc mc a¡udaram cm mcus csíorços para comprccndcr os ma-
ravl lhosos ml s|crl os dc sua complcxa soclcdadc.
-=--/ .·. 15
Ao l ongo dcsscs anos, mul |os colcgas ílzcram ohscrvaçõcs pcrsplcazcs L cri-
|crl osas sohrc os prlmclros cshoços c vcrsõcs dcs|c |rahalho. Qucro agradcccr cm
par|lcul ar a Alhcr|o Alcslna, Iamcs Al|, Rohcr| Axclrod, Edward C. Banílcld,
Samucl H. Barncs, Mlchacl Barzclay, Jcrry Nlchols Clark, Iohn Comaron, Ich
Irl cdcn, Iaul Olnshorg, Rlchard Oold|hwal|c, Raymond Orcw, Ic|cr A. Hal l ,
Icns Ioachlm Hcssc, Iohn Hollandcr, S|cvcn Kclman, Rohcr| O. Kcohanc, Rohcr|
Kll|gaard, Iacck Kuglcr, Danlcl Icvl nc, Marc Ilndcnhcrg, Olcnn C. Iou¸, Char-
lcs Malcr, Iohn D. Mon|gomcry, Kcnnc|h A. Shcpslc, Iudl|h N. Shklar, Malcohu
Sparrow, Icdcrlco 'arcsc, Icíí W. Wcln|rauh, 'lnccn| Wrlgh|, Rlchard Zcckhau-
scr c varlos rcvl sorcs an0nlmos O valloso consclho dc Aaron Wll davsky para
'cx|ralr da pcdra do cu mal s al guns gramas dc crla|lvldadc' l cvou-mc a náo con-
clulr o |rahalho prcma|uramcn|c, c o cons|an|c c solícl|o apolo dc Wal|cr Ilp-
plnco|| man|cvc mcu cn|usl asmo nos momcn|os mal s crí|lcos .
'crhas para as varlas c|apas da pcsqul sa íoram gcncrosamcn|c conccdldas
por Unlvcrsldadc dc Mlchlgan, Na|l onal Sclcncc Iounda|l on ,doaçõcs OS-JJS I 0,
SOCTG- I 4G90 c SES-T920004) , Ocrman Marshall Iund oí |hc Unl|cd S|a|cs,
Unlvcrsl dadc dc Harvard, Iohn Slmon Ouggcnhclm Mcmorlal Iounda|lon, Is|l-
|u|o Carl o Ca||anco, Ircsldcnza dcl Conslgllo dcl Mlnls|rl , Europcan Unlvcrsl|y
Ins|l|u|c Comlssáo da Comunldadc Europcla c al guns govcrnos rcglonal s ,Ba-
sll lca|a,
'
Irlul l-'cncza Olul l a, Emllla-Romagna, Marchc, Joscana c ]mhrla) .
A Unlvcrsldadc dc Mlchlgan, a Unlvcrsldadc dc Harvard ,cm cspcclal o Ccn-
|ro dc Assun|os In|crnacl onal s) , o Ccn|ro dc Es|udos Avançados cm Clcncl as do
Compor|amcn|o, o Ccn|ro In|crnaclonal dc Acadcmlcos Woodrow Wll son, o Ccn-
|ro dc Conícrcnclas Bcll aglo da Iundaçáo Rockcícl lcr c o Ccn|ro dc Es|udos Eu-
ropcus do Nuííl cl d Coll cgc, Unlvcrsldadc dc Oxíord, |odos cs|cs conccdcram-mc
gcncrosa hospl|al l dadc duran|c as varlas c|apas dc mcu |rahal ho.
Roscmary, Iona|han c Iara Iu|nam colahoraram ncs|c pro¡ c|o por |an|o |cmpo
quan|o nos c dado lcmhrar, vla¡ando pclas rcglõcs, a¡ udando a anal l sar os dados,
comcn|ando lncon|avcl s cshoços c par|l lhando dc mcu cn|uslasmo por nossas
dcscohcr|as . Ior lsso c mul|o mal s, sou-lhcs proíundamcn|c gra|o.
COVu|l|^|L L |LVOC|^Cl^.
^ L/|L|l||Cl^ |^ l1A.l^ VO|L||^

·a. a .a« a,÷÷·, .·a··· a
C A ¯ '1 ¹ 'O
I ntrodução:
est udo do desempenho i nsti tuci onal
Ioº QUE al guns govcrnos dcmocra|icos |cm hom dcscmpcnho c ou|ros náo! Essa
pcrgun|a, cmhora an|iga, c opor|una A mcdida quc nosso scculo |umul |uado sc
aproxima do íi nal, váo csíri ando os grandcs dcha|cs idcologicos cn|rc os dc-
mocra|as l ihcrai s c scus advcrsarios Ironicamcn|c, a suprcmacia íil osoíica da
dcmocraci a l ihcral sc íaz acompanhar dc uma crcsccn|c insa|isíaçáo com scus
rcsu l|ados pra|icos Dc Moscou a

Eas| Sai n| Iouis , da Cidadc do Mcxico ao
Cairo, aumcn|a o dcscspcro com as ins|i|uiçõcs puhl icas Enquan|o as i ns|i|ui-
çõcs dcmocra|icas nor|c-amcricanas ingrcssam cm scu |crcciro sccul o dc cxi s-
|cncia, gcncraliza-sc no país a imprcssáo dc quc nosso pro¡ c|o nacional dc
au|onomia cs|a vacilando Na ou|ra mc|adc do mundo, os cx-paíscs comunis|as
da Eurasia sc vccm ohrigados a crigir si s|cmas dcmocra|icos dc govcrno a par|ir
do nada Em |oda par|c, homcns c mulhcrcs huscam sol uçõcs para scus pro-
hl cmas comuns ÷ ar mcnos pol uído, cmprcgos mais cs|avcis, cidadcs mais sc-
guras Sc poucos acrcdi|am quc podcmos prcsci ndir do govcrno, pouquíssimos
sáo os quc ainda |cm ccr|cza dc quc sahcmos rcalmcn|c o quc íaz os govcrnos
íuncionarcm dirci|o
O oh¡ c|ivo dcs|c livro c con|rihuir para nossa comprccnsáo do dcscmpcnho
das ins|i|uiçõcs dcmocra|icas Dc quc modo as ins|i|uiçõcs íormais inílucnciam a
pra|ica da pol í|ica c do govcrno! Mudando-sc as ins|i |uiçõcs, mudam-sc |amhcm
as pra|icas! O dcscmpcnho dc uma ins|i|uiçáo dcpcndc do con|cx|o social , cco-
n0mico c cul|ural ! Sc |ransplan|armos as ins|i|uiçõcs dcmocra|icas , clas sc dc-
scnvol vcráo no novo amhicn|c |al como no an|i go! Ou scra quc a qualidadc dc
uma dcmocracia dcpcndc da qualidadc dc scus cidadáos, c por|an|o cada povo
|cm o govcrno quc mcrccc! Nosso oh¡ c|ivo c |corico Nosso mc|odo c cmpírico
c |ira l içõcs da cxpcricncia singular dc rcíorma ins|i|ucional rcalizada cm rcgiõcs
da I|alia nos ul|imos 20 anos Nossas invcs|igaçõcs nos íaráo mcrgulhar na na-
|urcza da vida cívica, na logica aus|cra da açáo colc|iva c na his|oria mcdi cval,
mas a ¡onada |cm início na di vcrsidadc da I|alia con|cmporånca
UMA VI AGEM EXPLORATÓRI A
Na autostrada quc galga os mon|cs Apcni nos da I|alia, um via¡an|c aprcssado
podc pcrcortcr num l ongo di a os ST0 quil 0mc|ros quc scparam Scvcso, no nor|c,
dc Iic|rapcr|osa, no sul , primciro colcando os movimcn|ados suhurhi os indus|ri-
ais dc Miláo, cruzando rapidamcn|c o ícr|il valc do Io, passando pcl as sohcrhas
z. . / - : . . .
capl |als rcnasccn|ls|as dc Bolonha c Florcnça, con|ornando o s |rls|cs c so|urnos
arrcdorcs dc Roma c dcpols Napolcs, c ílnalmcn|c suhlndo as dcsoladas mon-
|anhºs da Baslllca|a, lsolada no dorso da ho|a l |allana
|
Iara o ohscrvador a|cn|o,
porcm, cssa raplda vlagcm c mcnos l mprcsslonan|c pcl a dls|åncla pcrcorrlda do
quc pclos con|ras|cs hls|orlcos cn|rc o pon|o dc par|lda c o pon|o ílnal
Em I 9TG, Scvcso, pcqucna cldadc modcrna sl |uada no cln|uráo mls|o lndus-
|rlal c agrícola I G qull0mc|ros ao nor|c dc Mlláo, |ornou-sc mundlal mcn|c ía-
mosa como local dc um grandc dcsas|rc ccologlco, quando uma íahrlca dc
produ|os químlcos cxpl odlu, vcr|cndo dloxl na |oxlca sohrc casas, lo¡ as, campos
c hahl|an|cs A|c mul|os mcscs dcpol s, os mo|orls|as passavam pcla au|o-cs|rada
quc cor|a Scvcso cm al|a vclocldadc, com as ¡ancl as hcm ícchadas, olhando cm-
hashacados as casas cohcr|as com |apumcs c os slnls|ros vul |os dc capuzcs hran-
cos c mascaras |rahalhando na dcscon|amlnaçáo da cldadc c scus arrcdorcs Em
|odo o mundo lndus|rl allzado, Scvcso passou a slmhol lzar os rl scos crcsccn|cs dc
dcsas|rc ccologlco Iara as pcrplcxas au|orldadcs puhl lcas local s, a ca|as|roíc dc
Scvcso íol como quc o prcnunclo dos grandcs dcsaílos quc as aguardam no sc-
culo XXI
¯
Do pon|o dc vls|a da govcrnança puhl lca, vl a¡ ar dc Scvcso a Ilc|rapcr|osa
nos anos T0 cra como rccuar scculos no passado Mul|os pietrapertosesi alnda
vlvlam cm caschrcs dc pcdra dc um ou dols c0modos grudados nas cncos|as sl -
|uadas l ogo ahal xo do plco rochoso írcqucn|ado por scus anccs|rals lucanos ha
mul|as gcraçõcs Nas ccrcanl as , os agrlcul|orcs alnda dchulhavam os ccrcal s com
as máos, |cndo a a¡ uda-los somcn|c o vcn|o soprando a|ravcs dos dcn|cs dc scus
ancl nhos, como ílzcram duran|c mllcnlos os camponcscs do Mcdl|cr1ånco Mul-
|os homcns da local l dadc havlam procurado cmprcgo na Europa sc|cn|rlonal , c o
succsso oh|ldo por uns poucos cra a|cs|ado pclas placas alcmás dos carros cs-
|aclonados logo ahal xo da aldcla Ia os mcnos aíor|unados |lnham como mclo dc
|ranspor|c os hurros quc compar|ll havam dc scus ahiigos rochosos, ¡un|amcn|c
com algumas gall nhas c ga|os csqucl c|lcos Nas cncos|as mals ahal xo, alguns
cml gran|cs quc havl am rcgrcssado cons|ruíram casas dc |alpa com cncanamcn|o
complc|o, mas para a malorla dos aldcõcs a íal|a dc ahas|ccl mcn|o dc agua c ou-
|ros scrvlços puhl lcos con|lnuava scndo o prohl cma mals prcmcn|c, como íora na
mal or par|c da Europa |rcs ou qua|ro sccul os an|cs
Asslm como scus compa|rlo|as dc Scvcso, os hahl |an|cs dc Ilc|rapcr|osa cn-
írcn|avam os gravcs prohlcmas daqullo quc os cconomls|as chamam dc ¨hcns
puhllcos' c ¨malcs puhllcos'. Os rccursos ccon0mlcos, soclals c admlnl s|ra|lvos
das duas cl dadcs cram radlcalmcn|c dls|ln|os, hcm como as par|lcul arldadcs dc
scus prohlcmas, mas os hahl |an|cs dc amhas ncccssl|avam da a¡uda do govcrno
No lníclo dos anos T0, a prl nclpal rcsponsahll ldadc pcl a sol uçáo dcsscs dlvcrsos
prohlcmas dc saudc c hcm-cs|ar puhllcos, c |amhcm dc mul|as ou|ras qucs|õcs
dc ln|crcssc do povo l |allano, íora suhl|amcn|c |ransícrlda da admlnls|raçáo na-
clonal para varlos govcnos rcglonal s rcccm-crlados c cl cl |os Iara rcsolvcr scus
prohlcmas comuns, os cl dadáos dc Scvcso c dc Ilc|rapcr|osa |lnham agora quc
rccorrcr as cl dadcs vlzlnhas dc Mlláo c Io|cnza, c náo a longínqua Roma Iara
sahcr sc cssas lns|l|ulçõcs a|cndcram hcm a scus clcl|orcs, c por quc, cxaml na-
·=. . .¸/. 21
rcmos qucs|õcs haslcas a|lncn|cs a vlda cívlca c a colahoraçáo para @ ¡çg _@,
mum
Os l lml|cs dos novos govcrnos cor¡cspondlam cm grandc par|c aos tepitcrics
dc rcglõcs hls|orlcas da pcnínsula, como os cclchrcs prl nclpados da 1oscana ç da
Iomhardl a Mas dcsdc a unlílcaçáo l|al lana, cm I ST0, sua cs|ru|ura aJministta-
|lva cra mul|o ccn|ral lzada, nos moldcs da França napolc0nlca Há mul|o quc os
íuncl onarlos l ocal s cram con|rolados por prcícl|os dlrc|amcn|c suhordlnados a
Roma Iamal s cxls|lra um nívcl dc govcrno corrcspondcn|c as rcglõcs Assl m, o
ía|o dc os prohlcmas puhllcos dc Scvcso c Ilc|rapcr|osa, hcm como dc mll harcs
dc ou|ras comunldadcs l |allanas, grandcs c pcqucnas, passarcm a scr rcsolvl dos
por govcrnos rcglonals nunca an|cs |cs|ados rcprcscn|ava para scus cldadáos uma
cxpcrlcncla dc consldcravcl lmpor|åncla pra|lca

A par|lr dc I 9T0, pudcmos acompanhar dc pcr|o a

cvoluçao �c varlas

d

ssas
s|l |ulçõcs rcgl onal s cmcrgcn|cs quc rcprcscn|am os drvcrsos mcros cconomrcos,
in

soclals , cul|urals c polí|lcos da pcnínsula l |all ana Nossas rcpc|rdas v¡sr|as as va-
rl as capl|al s rcgl onals logo rcvcl aram dlícrcnças marcan|cs no |ocan|c ao dcscm-
pcnho lns|l|uclonal

o slmplcs ía|o dc cncon|rar um íunclonarl o do govcrno rcgronal da Iugha na
capl |al dc Barl rcvcl ou-sc um dcsaílo para nos, assl m �omo o �pa�a os j

oprl os
hahl |an|cs da cldadc Jal como o pcsqulsador íoras|crro, o crdadao apulm |

c�u
prlmclramcn|c quc locallzar a lnslgnlílcan|c scdc rc�l �nal quc

ílc

a

alct

do pa|m
da ícrrovla Na luguhrc an|c-sala rcícs|clam-sc vanos íuncmnanos mdolcn�cs,
mas quc normalmcn|c so cs|áo al l uma ou duas horas por dla c
`
mcsmo a

ssr m,
lmpassívcls o vlsl |an|c mal s lnsl s|cn|c podcra vcr qu

c nas dcmais

al as cxr stcm
apcnas íllclras ían|asmagorlcas dc cscrlvanl

n|,as

vazias Um prcícr|o,

ír

�s|rado
com a lmposslhllldadc dc oh|cr alguma providcncia dos hurocra|as daicgiao, cx-
pl odl u conosco. ¨El cs náo rcspondcm as car|as , náo a|cndcm o |clcío

c c, q

ian-
do vcnho a Barl conclulr al gum |rahal ho, |cnho quc |razcr comigo mmha
maqulna dc cscrcvcr c mcu da|llograío!' Um arralgado sls|cma cllcn|cll s|� mlna
a cílclcncl a adml nls|ra|lva. um íunclonarlo asslm rcspondcu ao scu supcnor cm
| ' E |
nossa prcscnça. ¨\occ náo podc mc dar ordcnsl Jcnho cos|as qucn cs nqua�o
so os chcícs da rc¤l áo cnvolvcm-sc cm rlxas par|ldarlas para oh|cr nomcaçocs
is , c

c cargos, íazcndo promcssas rc|orlcas dc rcnovaçáo rcgl ona� �uc


'
arcccm ¡a

ais
concrc|lzar-sc Sc a Iugl la vlcr a |onar-sc ¨uma nova Cal ríorma

, como �rzcm
as vczcs os oposlcl onls|as l ocal s, scra apcsar do novo govcrno rcgmnal c

nao por
causa dclc Os apul l os náo cscondcm scu dcsprczo por scu govcrno rcgronal ; na
vcrdadc, ncm cos|umam consldcra-lo como ¨scu'
.
o con|ras|c com a cílclcncla do govcrno da Eml lla-Romagna cm Bol onha c
marcan|c \lsl|ar L prcdlo dc vldro da scdc rcgl onal c como cn|rar numa
'�
-
dcrna ílrma high-tech. Uma rcccpclonl s|a dlllgcn|c c cor|cs cncamlnha os ,isr-
|an|cs a sala aproprl ada, ondc ccr|amcn|c o íunclonarl o cnc

arrc�ado cl�amara no
compu|ador os dados rcícrcn|cs a prohlcmas c polí|l cas rcgronars A pwzza ccn-
|ral dc Bol onha c íamosa por scus dcha|cs no|unos, cm quc sc rcvczam cons-
|an|cmcn|c dlvcrsos grupos dc cldadáos c mlll|an|cs polí|lcos, c cssa dlscussáo
apalxonada das qucs|õcs quc cs|áo na ordcm do dla val ccoar nas salas do con-
zz . / - : . . .
sclho rcglonal Ilonclro lcglsl a|ivo cm mui|as arcas, o govcrno da Emili a passou
da pal avra a açáo, c sua cíicacla c a|cs|ada por dczcnas dc crcchcs c parqucs in-
dus|riais, |ca|ros c ccn|ros dc íormaçáo proíissional cspalhados pcla rcgiáo Os
cldadáos quc dcha|cm na piazza dc Bolonha náo dclxam dc crl|icar o scu go-
vcrno rcgl onal , mas cs|áo mui|íssimo mai s sa|isíci |os do quc os apuli os Ior quc
a nova lns|l|uiçáo |cvc hom dcscmpcnho na Emill a-Romagna c na Iugl l a náo!
A qucs|áo ccn|ral quc sc coloca cm nossa vlagcm cxplora|oria c a scguin|c.
Quais são as condições necessárias para criar instituições fortes, responsáveis e
eficazes? A cxpcrlcncla rcgi onal l|al i ana oícrccc uma opor|unidadc uni ca para
rcspondcr a cssa qucs|áo É uma rara opor|unldadc para cs|udarmos si s|cma|l-
camcn|c o nasclmcn|o c o dcscnvolvimcn|o dc uma nova ins|i|uiçáo.
Irimciro, cm i·¯o, criaram-sc slmul |ancamcn|c l 5 novos govcrnos rcgi onais
com cs|ru|uras c manda|os cons|i |ucionai s hasicamcn|c idcn|icos. Em i·¯t/¯¯,
apos a acirrada lu|a polí|i ca quc scra dcscrl |a no capí|ulo z, |odas as rcgiõcs pas-
saram a |cr au|oridadc sohrc uma ampla gama dc assun|os puhlicos. Em con-
|ras|c parcial com cssas l 5 rcglõcs 'ordinarl as', ou|ras cinco rcgiõcs 'cspccial s'
|lnham si do crl adas alguns anos an|cs , com podcrcs cons|i|ucional s um pouco
mai s amplos Essas cinco rcgiõcs sl |uavam-sc cm arcas llmí|roícs quc íoram
amcaçadas por um movimcn|o scpara|is |a no íi nal da T Oucna Mundial Em ccr-
|os aspcc|os, os govcrnos rcglonal s cspcclals sc dls|lngucm pcl o ía|o dc scrcm
mal s an|igos c |crcm podcrcs mals amplos No mals, porcm, podcm scguramcn|c
ílgurar ao lado das 15 rcgiõcs ordl narias. Dc modo gcral, ncs|c llvro valcmo-nos
dc dados rcícrcn|cs a |odas as zo rcgiõcs.
No lnício dos anos ·o, os novos govcrnos , mal con|ando duas dccadas dc
cxis|cncla, gas|avam quasc um dcclmo do produ|o ln|crno hru|o l |all ano. 1odos
os govcrnos rcgionals |l nham sc |ornado r

csponsavcis por arcas como assun|os
urhanos, agricul|ura, hahl |açáo, hospl|als c scrvl ços dc saudc, ohras puhl lcas , cn-
slno proíissionallzan|c c dcscnvol vimcn|o ccon0mlco. Emhora os rcgi onal is|as
con|lnuasscm sc quclxando das liml |açõcs lmpos|as pcl as au|orldadcs ccn|rais, |o-
das as novas lns|i|uiçõcs¡ a dlspunham dc au|orldadc suílcicn|c parascrcm pos|as
a prova No papcl, cssas zo lns|l|ulçõcs sáo pra|lcamcn|c i dcn|i cas c di spõcm
vir|ualmcn|c dos mcsmos podcrcs
Em scgundo lugar, porcm, os con|cx|os social , ccon0mico, polí|ico c cul|ural
cm quc íoram impl an|adas as novas ins|i|uiçõcs cram radicalmcn|c dis|in|os. So-
cial c cconomicamcn|c, ccr|as rcglõcs, como a Basllica|a dc Iic|rapcr|osa, cqul-
paravam-sc aos paíscs do 1crcclro Mundo, ao passo quc ou|ras, como a
Iomhardia dc Scvcso, ¡a cs|avam sc |ornando pos-indus|ri alizadas. Dc pcrmcio
com os aspcc|os llgados ao dcscnvolvlmcn|o, havia as dlícrcn|cs |radiçõcs po-
lí|l cas As vlzl nhas \cnccla c Emlll a-Romagna, por cxcmpl o, |inham pcr!is cco-
n0mlcos scmcl han|cs cm i·¯o, mas a \cnccla cra ícrvorosamcn|c ca|ollca,
cnquan|o a Emll l a-Romagna, a ílvcla do 'Cin|uráo \crmcl ho' da !|al ia ccn|ral,
cra con|rol ada pclos comunis|as dcsdc l945 Ccr|as rcgiõcs |inham hcrdado po-
lí|lcas cllcn|cl is|as quc pcrmancci am mais ou mcnos inal |cradas dcsdc os |cmpos
mcdlcval s. Ou|ras havlam sido |ransíormadas pcl as grandcs ondas dc migraçáo c
mudanças soclai s quc varrcram a !|al ia duran|c il boom dos anos 50 c to.
··:=. . .¸/. zs
A cxpcricncla rcgi onal i |allana íol ícl|a soh mcdida para um cs|udo compa-
ra|ivo da di nåmica c da ccologla do dcscnvolvimcn|o ins|i|uci onal . Assim como
L ho|ånico podc cs|udar o dcscnvolvimcn|o das pl an|as mcdindo o crcscimcn|o
dc scmcn|cs gcncti camcn|c idcn|icas cm |crrcnos diícrcn|cs, |amhcm o cs|udioso
do dcscmpcnho govcrnamcn|al podc cxaminar a cvoluçáo dcssas novas organi-
zaçõcs, íormalmcn|c idcn|icas, cm scus divcrsos amhl cn|cs sociais
¸
ccon0mlcos,
cul|urais c polí|icos. Scraquc as novas organizaçõcs sc dcscnvolvcnam rcalmcn|c
dc íorma ldcn|ica cm solos |áo diícrcn|cs quan|o os dc Scvcso c Iic|rapcr|osa!
Sc náo, quc clcmcn|os scri am rcsponsavcls pclas diícrcnças! As rcspos|as a cssas
pcrgun|as |cm uma lmpor|åncla quc |ransccndc as íron|clras da !|alia, ¡a q�c cs-
|udiosos, polí|icos c cidadáos comuns dc |odos os paíscs do mundo ÷ mdus-
|ri alizado, pos-indus|rl ali zado c prc-lndus|rlallzado ÷ cs|áo cmpcnhado� cm
dcscohrir como as ins|i|ulçõcs rcprcscn|a|ivas podcm íunclonar dc modo círcaz.
MAPEAMENTO DA VIAGEM
A cicncia pol í|ica |cm-sc ocupado das ins|i |uiçõcs dcsdc a An|l guidadc, mas rc-
ccn|cmcn|c os |corlcos passaram a ahordar as qucs|õcs i ns|l|ucionais com vigor
c cri a|ivi dadc rcnovados, cm nomc do 'novo ins|l|ucl onal lsmo'. Iara |an|o scr-
vlram-sc da |coria dos ¡ogos c da cons|ruçáo dc modclos dc cscolha raclonal,
concchcndo as l ns|i |ulçõcs como '¡ogos cm íorma cx|cnsiva', nos quais o com-
por|amcn|o dos a|orcs c dcíinldo pcl as rcgras do ¡ogo.
¹
1con�os

da

org�ni�açáo
salicn|aram os papci s c as ro|inas, os símholos c os dcvcrcs ms|r |ucmnas !ns-
|i|ucl onal is|as his|oricos dc|cc|aram con|lnuidadcs no govcrno c na pol í|ica c dcs-
|acaram a cronol ogla c as scqucncl as no dcscnvolvlmcn|o ins|i |ucional .
¯
Os novos i ns|i |ucional i s|as divcrgcm cn|rc sl com rclaçáo a mul|os pon|os,
|an|o |coricos quan|o mc|odol ogicos Mas cs|áo dc acordo cm dois pon| os íun-
damcn|al s.
1. As instituições moldam a política. As ce.aas e es µ.eeee|aec.es eµe.ae|eca| s .iµ|ees

¡+e eeaµëea as |cs.|.+|¸ëes ee|xaa s+a aa.ea ces .es+l.aees µeli.|ees ca aee|ea ea
¡+e es..+.+.aa e eeaµe..aaec.e µeli.|ee Os .es+l.aees cãe µeeea se. ae.a

nec.e .e-
e+z|ees + |c.e.a¸ãe ee je,e ee ||l|a. ees |ce|vie+es cea + |c.e.se¸ãe eas te.¸as se-
e|a|s ,e.a|s As |cs.|.+|¸ëes |cíl+ece|aa es .es+l.aees µe.¡+e aeleaa a |eec.|eaee, e
µeee. e a es..a.é,|a ees a.e.es
z As instituições são moldadas pela história. lceeµeceec.eaec.e ee e+..es ía.e.es ¡+e
µessaa |cíl+ece|a. a s+a íe.aa, as |cs.|.+|¸ëes .ea |cé.e|a e .e|+s.ez¨ �e..ac.e
ee.µe· ñeaa ..aje.é:·as ||s.é:· eas e aeaec.es eee|s|ves A ||s.é.|a

é |aµe..act· µe.-
¡+e se,+e +aa ..aje.é.|a e ¡+e eee..e ac.es ,aesae ¡+e .ec|a s.ee ee ee..e aeee
ae|eec.al¨) eece|e|eca e ¡+e eee..e eeµe|s Os |ce|vie+es µeeea eseel|e.¨ s+as
|cs.| .+|¸ëes, aas cãe e íazea ea e|.e+cs.+ce|as ¡+e eles aesaes e.|a.aa, e s+as es-
eel|as µe. s+a vez |cíl+ece|aa as .e,.as eec..e eas ¡+a|s se+s s+eesse.es íazea s+as
eseel|as
z+ ./ - : . . .
Nosso cs|udo da cxpcrlcncla rcglonal l|allana vlsa a con|rl bulr com cvldcnclas
cmpírlcas dcsscs dols |oplcos. 1omando as lns|l|ulçõcs como varlavcl l ndcpcn-
dcn|c, lnvcs|lgamos cmplrlcamcn|c como a mudança lns|l|uclonal lníl ucncl a a
l dcn|ldadc, o podcr c a cs|ra|cgla dos a|orcs polí|lcos Dcpols , |omando as lns-
|l|ulçõcs como varlavcl dcpcndcn|c, cxaml namos como o dcscmpcnho lns|l|u-
clonal c condlcl onado pcla hls|orla.
E

n|rc cssas duas c|apas, porcm, lncluúuos uma |crcclra, quc |cm sldo ncgll-
gcnciada nos cs|udos rcccn|cs sobrc as lns|l|ul çõcs O dcscmpcnho pra|lcodas
lns|l |ul çõcs, scgundo prcsumlmos, c moldado pclo con|cx|o soclal cm quc cl as
a|uam
Asslm como um lndlvíduo podc dcílnlr c dcícndcr scus ln|crcsscs dlícrcn|c-
mcn|c cm dlícrcn|cs con|cx|os lns|l |uclonal s, |ambcm uma lns|l|ulçáo íormal po-
dc a|uar dlícrcn|cmcn|c cm dlícrcn|cs con|cx|os Conquan|o náo |cnha sldo
dcs|acado nas |corlas rcccn|cs, cssc pon|o c íamlllar a malorl a dos quc cs|udam
as lns|l|ulçõcs c a rcíorma lns|l|ucl onal As Cons|l |ulçõcs no cs|llo Wcs|mlns|cr
quc os lnglcscs dclxaram para |ras ao dcsl s|lr do lmpcrlo |lvcram dcs|lnos mul|o
dlícrcn|cs cm dlícrcn|cs par|cs do mundo !ndo mal s alcm dcssa gcncrallzaçáo
scgundo a qual 'o con|cx|o c lmpor|an|c', vamos avcrlguar quc carac|crís|l cas do
con|cx|o socl al cxcrccm mal or lnílucncla no dcscmpcnho lns|l |uclonal
Quc cn|cndcmos por 'dcscmpcnho lns|l|ucl onal'? Iara ccr|os |corlcos, as lns-
|l|ulçõcs polí|lcas rcprcscn|am basl camcn|c 'as rcgras do ¡ogo', as normas quc
rcgcm a |omada dc dcclsõcs colc|lva, o palco ondc os coníll|os sc manlícs|am
c ¸as vczcs) sc rcsolvcm
õ
¸As |corlas dcssc |lpo gcralmcn|c |omam como mo-
dclo o Congrcsso nor|c-amcrlcano ) 1cr 'cxl |o', para cssc |lpo dc lns|l|ulçáo, slg
nlílca capacl|ar os a|orcs a rcsolvcr suas dlvcrgcnclas da manclra mals cílclcn|c
possívcl , consldcrando suas dlícrcn|cs prcícrcnclas 1al conccpçáo das lns|l |ul çõcs
polí|lcas c pcr|lncn|c, mas náo csgo|a o papcl das lns|l|ulçõcs na vlda publlca
As lns|l |ulçõcs sáo mccanlsmos para alcançar propósitos, náo apcnas para al-
cançar acordo. Qucrcmos quc o govcrno faça colsas, náo apcnas decida col sas
÷ cducar as crlanças , pagar os aposcn|ados , colblr o crlmc, gcrar cmprcgos,
con|cr a al|a dos prcços, lncu|lr valorcs íamlllals c assiu por dlan|c Náo cs
|amos |odos dc acordo sobrc qual dcssas col sas c mals urgcn|c, ncm sobrc como
clas dcvcm scr ícl |as, ncm mcsmo sobrc s c |odas valcm a pcna Mas |odos nos,
cxcc|o os anarquls|as , concordamos quc as lns|l|ulçõcs govcrnamcn|als |cm quc
agir pclo mcnos al gumas vczcs com rclaçáo a pcl o mcnos algumas dcssas qucs-
|õcs 1al ía|o dcvc condlclonar a noçáo quc vcnhamos a |cr dc cxl|o ou íracasso
lns|l |ucl onal
Ncs|c cs|udo, o conccl|o dc dcscmpcnho l ns|l|ucl onal bascla-sc num modclo
bcm slmplcs dc govcrnança. dcmandas soclals � ln|craçáo polí|lca � govcrno
� opçáo dc pol í|lca � lmplcmcn|açáo As lns|l|ulçõcs govcnamcn|als rccc-
bcm subsídlos do mclo soclal c gcram rcaçõcs a cssc mclo Ials quc |rabalham
íora procuram crcchcs accssívcls, comcrclau|cs prcocupam-sc com lur|os cm
sua

lo¡ as , vc|crauos dc gucrra cxccram a mor|c do pa|ri o|lsmo Os par|l dos
poh|icos c ou|ros grupos ar|lculam csscs l u|crcsscs, c as au |orldadcs, quando
mul|o, dcl lbcram sobrc o quc íazcr En|áo, ado|a-sc uma polí|lca ¸quc podc scr
·:=. 5 . ,/. z-
apcnas sl mbollca).

A mcnos quc cssa polí|lca sc¡a 'nada a íazcr', cla |cm quc
scr lmplcmcn|ada ÷ crlar novas crcchcs ¸ou lnccn|lvar a lnlcla|lva prlvada a
íazc-l o), p0r mals guardas na ronda, has|car bandclras com mals írcqucncla
Iara |cr um bom dcscmpcnho, uma lns|l|ulçáo dcmocra|lca |cm quc scr oo
mcsmo |cmpo scnsívcl c cílcaz. scnsívcl as dcmandas dc scu clcl|orado e cíl-
caz na u|l l l zaçáo dc rccursos l lml|ados para a|cndcr a cssas dcmandas
Essc c um campo chclo dc complcxldadcs Iara scr cílcaz, por cxcmpl o, o
govcrno mul|as vczcs |cm quc scr prcvldcn|c c an|cclpar-sc a dcmandas quc aln-
da náo íoram ar|lculadas Iolcmlcas c lmpasscs podcm obs|rulr o proccsso a
qual qucr momcn|o. Os rcsul|ados da açáo govcrnamcn|al , mcsmo quando cla c
bcm planc¡ ada c l mplcmcn|ada, podcm náo scr aquclcs quc os proponcn|cs cs-
pcravam Con|udo, o dcscmpcnho lns|l |uclonal c lmpor|an|c porquc aíl nal Ü qua-
l ldadc do govcrno l n|crcssa a vlda das pcssoas . conccdcm-sc bolsas dc cs|udo,
pavlmcn|am-sc cs|radas, vaclnam-sc crlanças ÷ ou cn|áo ¸sc o govcrno íalhar)
nada dlsso acon|ccc
¸
Ha mul|o quc a clcncla soclal compara|lva cmpcnha-sc cm comprccndcr a
dlnåmlca do dcscmpcnho lns|l|ucl onal Na ll|cra|ura cxls|cn|c, podcmos l dcn|l-
ílcar |rcs manclras prlnclpals dc cxpllcar cssc dcscmpcnho A prlmclra corrcn|c
dc pcnsamcn|o cnía|lza o profeta institucional. Essa |radlçáo dcrlva dos cs|udos
¡urídlcos íormals, um modo dc anall sc polí|lca surgl do da cícrvcsccncla cons-
|l|uclonalls|a do sccul o X!X
°
O |rabalho 'Consl dcraçõcs sobrc o govcrno rcprc-
scn|a|lvo', dc Iohn S|uar| Mll l , rcílc|c a crcnça dcssa corrcn|c dc pcnsamcn|o
na 'lnvcn|lvldadc cs|ru|ural c proccssual'.9 O cclcbrc |ra|ado dc Mll l vcrsa
prl nclpalmcn|c sobrc a cngcnharl a cons|l|uclonal , a lnvcs|lgaçáo das íormas
lns|l |uclonal s mals adcquadas a um govcrno rcprcscn|a|lvo cílcaz
1 0
Essa cor-
rcn|c dc pcnsamcn|o con|lnuou domlnando a anal l sc do dcscmpcnho dcmocra-
|lco a|c a prlmclra mc|adc do scculo XX. 'Em gcral adml|la-sc ¸ncssas anall scs]
quc o govcrno rcprcscn|a|lvo vlavcl ¸. ) dcpcndla ¸. ) apcnas da boa arrumaçáo
dc suas par|cs íormals c dc uma razoavcl dosc¸dc sor|c na vlda ccon0mlca c
nas qucs|õcs lns|l|uclonals, c quc uma boa cs|ru|ura suprlrla a|c mcsmo a íal|a
dc sor|c '
1 1
O íracasso das cxpcrlcnclas dcmocra|lcas na !|alla c n a Alcmanha n o pcríodo
cn|rc gucrras c o lmoblllsmo da 1crcclra c Quar|a Rcpubllcas íranccsas, ¡ un|o
com a crcsccn|c scnslbllldadc cm rclaçáo as bascs socl al s c ccon0mlcas da po-
lí|lca, conduzlram a uma vl sáo mals pondcrada da manlpulaçáo lns|l|ucl onal O
pro¡c|o csmcrado náo garan|la o bom dcscmpcnho Na cpoca con|cmporånca, po-
rcm, |an|o os dcícnsorcs do 'novo lns|l|uclonal l smo' como os rcíormadorcs
pragma|lcos passaram a dar a|cnçáo novamcn|c aos dc|crmlnan|cs organl zacl onals
do dcscmpcnho lns|l |ucl onal Rcda|orcs dc |cx|os cons|l|ucl onal s,

consul |orcs ad-
mlnls|ra|lvos c cspcclalls|as cm dcscnvolvl mcn|o dáo mul|a a|cnçáo ao pro¡ c|o
lns|l|ucl onal cm suas rccomcndaçõcs para mclhorar o dcscmpcnho. Ar|uro !sracl ,
cspcclall s|a cm dcscnvolvlmcn|o do 1crcclro Mundo, dl z quc c mal s íacll cons-
|rulr uma cs|rada do quc íormar uma organlzaçáo para man|cr cssa cs|rada Em
scu rcccn|c |rabalho sobrc dcscnvolvlmcn|o lns|l |uclonal, clc chama a a|cnçáo pa-
ra as llml|açõcs dc ordcm admlnl s|ra|lva c organlzaclonal na lmplcmcn|açáo c rc-
zs ./- : . . .
comcnda mclhorias no projc|o ins|i|ucional para aumcn|ar as possibilidadcs dc
cxi|o.
l !
Elinor Os|rom c uma obscrvadora a|cn|a das ins|i |uiçõcs in|crcssadas cm
supcrar o ¨drama dos bcns comuns' ÷ o dilcma da açáo colc|iva quc amcaça
¨rccursos comuns' como aguadas, pcsquciros c|c. Ao comparar varias inicia|ivas
ncssc scn|ido, íracassadas ou bcm-succdidas, Os|rom cx|rai algumas liçõcs sobrc
como projc|ar ins|i |uiçõcs quc íuncioncm dirci|o.
l 1
Nossa pcsqui sa so di z rcspci|o indirc|amcn|c a cssas qucs|õcs rcl a|ivas ao
projc|o ins|i|ucional. Dc ía| o, cm nosso cs|udo , o modclo ins|i |ucional sc man-
|cvc cons|an|c. criaram-sc simul |ancamcn|c govcrnos rcgionais com cs|ru|ura or-
gani zaci onal simil ar. O quc vari ou cm nossa pcsquisa íoram ía|orcs ambicn|ais,
como o con|cx|o ccon0mico c a |radiçáo polí|ica. Como |ai s ía|orcs sáo mais di-
ííccis dc scrcm manipul ados por cvcn|uai s rcíormadorcs, pcl omcnos a cur|o pra-
zo, nossa pcsquisa náo dcvc con|cr íormulas para o cxi|o ins|i |uci onal . Ior ou|ro
l ado, o ía|o dc o modclo ins|i|uci onal scr uma cons|an|c na cxpcri cnci a rcgional
i|al iana si gniíica quc podcmos idcn|iíicar mai s scguramcn|c a i níl ucncia dc ou-
|ros ía|orcs no cxi|o i ns|i|ucional.
Náo cxaminamos dirc|amcn|c os cíci |os do projeto i ns|i|ucional no dcscm-
pcnho, mas ncm por isso dcixamos dc |ra|ar das conscqucncias da mudança i ns-
|i|uci onal . Nossa anal i sc da cvoluçáo dos govcrnos rcgionais cm scus doi s
primciros dcccni os i ncl ui uma comparaçáo ¨an|cs c dcpois' quc nos ajuda a
avaliar o i mpac|o da rcíorma ins|i|uci onal . Como a ins|i|uiçáo c suas lidcranças
íoram aprcndcndo c sc adap|ando com o passar do |cmpo ÷ a ¨biologia dc-
scnvolvimcn|is|a', por assim dizcr, do crcsci mcn|o ins|i|uci onal ÷ c |cma quc
sc inclui cm nossa pcsquisa. Jcria a criaçáo dos novos govcrnos rcgionai s acar-
rc|ado mudanças na pra|ica da polí|ica c do govcrno na !|al i a! A mudança i ns-
|i|uci onal inílucnciou a mancira pcla qual os lídcrcs c os cidadáos col aboram c
di vcrgcm no |ocan|c as polí|icas publ icas? Como c a|c quc pon|o, na pra|ica, as
rcíormas ins|i|ucionais modiíicam o compor|amcn|o! 'ol|arcmos a cssas qucs-
|õcs no capí|ul o 2.
A scgunda corrcn|c dc pcnsamcn|o no quc sc rcícrc ao dcscmpcnho das i ns-
|i|uiçõcs dcmocra|icas cnía|iza osfatores sócio-econômicos. Dcsdc Ari s|o|clcs , os
sociol ogos polí|icos aíirmam quc as pcrspcc|ivas da vcrdadcira dcmocraci a dc-
pcndcm do dcscnvolvimcn|o social c do bcm-cs|ar ccon0mico. Jcoricos con|cm-
poråncos , como Robcr| A. Dahl c Scymour Mar|in Iipsc|, |ambcm dcs|acaram
vari os aspcc|os da modcrnizaçáo ¸saudc, cducaçáo c|c. ) cm suas analiscs das
condiçõcs basicas do govcrno dcmocra|ico cs|avcl c cíicaz.
l 4
A|c mcsmo para o
obscrvador casual , c mais do quc cvidcn|c quc a vcrdadcira dcmocraci a cs|a cs-
|rci|amcn|c associ ada a modcrnidadc socio-ccon0mica, |an|o no |cmpo quan|o no
cspaço. Os cicn|i s|as soci ai s dcdicados ao cs|udo do dcscnvolvimcn|o ins|i|u-
cional no Jcrcciro Mundo cnía|izaram igualmcn|c os ía|orcs soci o-ccon0micos.
Ar|uro !sracl, por cxcmpl o, aíirma quc ¨a mclhoria do dcscmpcnho ins|i|uci onal
c par|c csscncial do proccsso dc modcrnizaçáo. A náo scr quc sc modcrni zc, um
país náo |cra um dcscmpcnho a al|ura dos padrõcs hojc vigcn|cs no mundo dc-
scnvolvido'.
l5
Os diícrcn|cs nívcis dc dcscnvolvimcn|o socio-ccon0mico das rc-
·:=. . .¸/. z·
gmcs i |ali anas nos pcrmi|cm obscrvar dirc|amcn|c a complcxa iclaçáo cn|rc
modcrnidadc c dcscmpcnho ins|i|ucional .
A |crccira concn|c dc pcnsamcn|o dcs|aca a i mpor|ånci a dos fatores sacio­
culturais no dcscmpcnho das i ns|i |uiçõcs dcmocra|icas. Essa |radiçáo |ambcm sc
arroga uma origcm i lus|rc. Diz Il a|áo, cm A República, quc os govcrnos variam
dc acordo com a disposiçáo dc scus cidadáos. Mai s rcccn|cmcn|c, os cicn|is|as
sociais rccorrcram a cul|ura polí|ica para cxplicar a divcrsidadc dc si s|cmas po-
lí|icos nacionai s . O cs|udo dc Almond c 'crba sobrc a cultura cívica, um mo-
dcrno classico dcssc gcncro, procura cxpli car as diícrcnças dc govcrno dc-
mocra|ico nos Es|ados Unidos, na Orá-Brc|anha, na !|alia, no Mcxico c na
Alcmanha, cxaminando as a|i|udcs c as oricn|açõcs polí|i cas agrupadas na rubri ca
dc 'cul|ura cívica' .
l õ
Irovavclmcn|c o cxcmplo mais ilus|rc da |radiçáo scci o-
cul|ural da analisc polí|ica ¸c quc c cspcci almcn|c pcr|incn|c para o nosso cs-
|udo) con|inua scndo Da democracia na América, dc Alcxis dc Jocqucvil lc.
l ¯
Jocqucvillc rcssal|a a concxáo cn|rc os cos|umcs dc uma socicdadc c suas pra-
|icas polí|icas. As associ açõcs cívicas, por cxcmpl o, rcíorçam os ¨habi|os do co-
raçáo' quc sáo csscnci ai s as ins|i|uiçõcs dcmocra|icas cs|avcis c cíi cazcs. Es|a c
ou|ras proposiçõcs do gcncro |cráo papcl ccn|ral cm nossa anal i sc.
Quando procuravamos cx|rair dos dc|alhcs da cxpcri cncia i|aliana algumas li-
çõcs dc i mpor|åncia gcral , dc mui|o nos valcram as advcr|cncias dc um an|i go
cs|udi oso do dcscnvolvi mcn|o i ns|i|ucional l ocal . Em scu consagrado cs|udo TVA
and the grass roots, Ihilip Sclznick obscrvou quc ¨a invcs|i gaçáo |corica, quando
sc conccn|ra cm dc|crminada cs|ru|ura ou cvcn|o his|orico, c scmprc ani scada.
!sso por causa da|cnsáo cons|an|c cn|rc a prcocupaçáo dc aprccndcr c in|crprc|ar
plcnamcn|c como hi s|oria o ma|crial invcs|igado c a prcocupaçáo cspccial dc in-
duzi r rcl açõcs abs|ra|as c gcrais'.
l °
Mcsmo procurando náo violcn|ar as ricas
par|i cularidadcs da cxpcri cncia i|al iana, dcvcmos |ambcm íazcr jus|i ça as impli-
caçõcs mais amplas quc cl a vcnha a |cr para a nossa comprccnsáo do govcrno
dcmocra|ico.
MÉTODOS DE I NVESTI GAÇÃO
A vcrdadc, di ssc Karl Dcu|sch, sc acha na conílucncia dc íluxos dc cvidcnci as
indcpcndcn|cs . O cicn|i s|a soci al prudcn|c, assim como o i nvcs|idor cxpcricn|c,
|cm quc rccorrcr a divcrsiíicaçáo para aumcn|ar o po|cncial dc um unico ins-
|rumcn|o, compcnsando assim suas dcíicicncias. Eis a maxima mc|odol ogica quc
scguimos ncs|c cs|udo. Iara cn|cndcr como íunci ona uma i ns|i|ui çáo ÷ c |am-
bcm como diícrcn|cs ins|i|uiçõcs íunci onam diícrcn|cmcn|c ÷, |cmos quc cm-
prcgar varias |ccnicas.
Jomamos dc cmprcs|imo aos an|ropologos c aos jornali s|as |arimbados a |cc-
nica da cri|cri osa obscrvaçáo dc campo c do cs|udo dc caso. Num proccsso dc
¨imprcgnaçáo c invcs|i gaçáo', como dcíinc Richard Icnno, o pcsqui sador |cm
quc cmbcbcr-sc das minuci as dc uma ins|i|uiçáo ÷ a íim dc conhcccr scus cos-
z- . / - : . . .
|umcs c suas pra|icas, scus íor|cs c scus íracos, |al como íazcm os quc vivcm
o scu dia-adi a. Essa imcrsáo aguça nossas i n|uiçõcs c íornccc mui |as pis|as para
cn|cndcrmos como a ins|i|uiçáo sc man|cm c sc adap|a ao scu mci o. Ircqucn-
|cmcn|c nosso rcla|o sc valc dc cxcmplos c insights colhidos ao longo dc duas
dccadas dc i nquiriçáo pcl as rcgiõcs da !|al ia c dc imprcgnaçáo do ambicn|c local .
Os cicn|is|as sociai s nos lcmbram, porcm, quc cxis|c uma diícrcnça cn|rc in-
|uiçáo c cvidcnci a. Nossas imprcssõcs con|ras|an|cs do govcrno cm Bari c cm
Bolonha, por mai s vívidas quc sc¡ am, |cm quc scr comprovadas, assim como
nossas cspccul açõcs |coricas |cm quc scr di sci plinadas por mci o dc ri gorosa vc-
riíicaçáo. As |ccnicas quan|i|a|ivas podcm alcr|ar-nos quando nossas imprcssõcs,
bascadas cm um ou dois casos mais no|avcis , sáo cnganosas ou inconsi s|cn|cs.
!gual mcn|c impor|an|c c a anal isc cs|a|ís|ica, quc nos pcrmi|c comparar simul-
|ancamcn|c vari os casos diícrcn|cs c mui|as vczcs dcscobiir coníiguraçõcs mais
su|is porcm signiíica|ivas , assim como um quadro pon|ilhis|a dc Scura| podc scr
mcl hor aprcciado quando nos dis|anciamos mai s da |cla.
A l ogica dc nossa invcs|igaçáo cxigc a comparaçá
¸
simul|ånca dc l 5 ou zo
rcgi õcs cm mul|iplos aspcc|os, c |ccnicas como a rcgrcssáo mul |ipla c a analisc
ía|orial simpl iíicam mui|o cssa |arcía. Con|udo, procuramos minimizar a i n|ro-
missáo dc mc|odos cs|a|ís|i cos complicados cm nosso rcla|o, gcralmcn|c rccor-
rcndo a pcrccn|uai s c graíicos . Os rcsul|ados aqui aprcscn|ados passaram náo so
nos |cs|cs convcnci onais dc signiíicånci a cs|a|ís|ica, mas |ambcm no íamoso ¨|cs-
|c |rauma|ico in|crocular' dc John Jukcy.
¡-
Assim como num romancc polici al , para dcsvcndarmos o mis|crio do dcscm-
pcnho ins|i|uci onal , |cmos quc invcs|igar o passado ÷ ou mclhor, os divcrsos
passados das varias rcgi õcs. Em sc |ra|ando dc ccr|as cpocas, os hi s|oriadorcs da
!|al ia dcixaram rcl a|os cx|raordinariamcn|c ricos quc sáo impor|an|íssimos para
nossa |arcía, dc modo quc nos valcmos amplamcn|c dc scu |rabalho. Alcm di sso,
no quc sc rcícrc aos ul|imos iooanos, dcscobrimos um vas|o ma|crial cs|a|ís|ico
quc nos pcrmi|iu quan|iíicar, c assim |cs|ar com mai or rigor, algumas dc nossas
concl usõcs mai s surprccndcn|cs. Náo somos his|oriadorcs dc proíi ssáo, c nossos
csíorços ncssc campo sáo rudimcn|arcs, mas, cm qual qucr anali sc ins|i|ucional
quc sc prczc, as ícrramcn|as do his|ori ador sáo um compl cmcn|o i ndi spcnsavcl
dos mc|odos an|ropologicos c compor|amcn|ais.
Em suma, a divcrsi dadc dc nossos proposi|os cxi gi a mc|odos quc propicias-
scm náo so abrangcncia ÷ a capacidadc dc abordar diícrcn|cs problcmas c suas
|ransíormaçõcs num dado pcríodo ÷, mas |ambcm uma anali sc mais proíunda
dc ccr|os |cmas, rcgiõcs c pcríodos da rcíorma. Qucríamos rcunir cvidcnci as sis-
|cma|icas |an|o no |cmpo quan|o no cspaço para proccdcrmos a uma analisc |an-
|o longi|udi nal quan|o dc cor|c |ransvcrsal.
Iara íorncccr cssc |ipo dc iníormaçáo, rcali zamos uma scric dc cs|udos sc-
parados quc a piincípio íocali zaram scis rcgiõcs cscolhidas para rcprcscn|ar a am-
pla divcrsidadc cxi s|cn|c na pcnínsul a i|al iana. ¸A íigura l . l da uma visáo gcral
dos lugarcs pcsquisados. ) Nossos cs|udos, dc|alhados no apcndicc A, incl uíram.
·:=. 5 . ,/. .-
L Q+a|te |a|et|as ee ea|tev|s|as ¡essea|s eea eeasel|e|tes te,|eaa|s aas se|s te,|ëes es-
eel||eas, ea|te l -¯c e l -·- As aa|s ee ¯cc ea|tev|s|as teal|zaeas ae lea,e ee ¡+ase
zc aaes íetaeeetaa-aes +a te|ta|e |aée||e eas |as|||+|¸ëes te,|eaa|s ee ¡ea|e ee v|s|a
ee se+s ¡te|a,ea|s|as
o 1tes |a|et|as ee ea|tev|s|as ¡essea|s eea lieetes eea+a||at|es aas se|s te,|ëes esee-
l||eas , ea|te l -¯é e l -·-, e +aa seaea,ea aae|eaal ¡et v|a ¡es|al ]+a|e a esses l i·
eetes ea l -·¯ 8aa¡+e|tes e lieetes t+ta|s, ¡teíe||es e ] etaal|s|as, lieetes |ta|al||s|as
e te¡tesea|aa|es ea elasse ea¡tesat|al - esses ea|tev|s|aees eea|ee|aa |ea se+ ,e·
vetae te,|eaal e eetaa-aes a ¡ets¡ee||va ee ¡+ea es|a ee íeta e é |aíetaaee
L se|s seaea,eas aae|eaa|s es¡ee|alaea|e a+|et|zaeas e |aa|éa vat|as eezeaas ee e+|tas
seaea,eas ] +a|e ae ele||etaee ea|te l -é· e l -·· 1a|s ea|tev|s|as ¡eta|||taa

aes te-
,|s|tat as e|íetea¸as te,|eaa|s ea |etaes ee v|sãe ¡eli||ea e ea,a]aaea�e �ee

: a�, |ea
eeae eea|eeet as e¡|a|ëes ees ¡+e se íazea te¡tesea|at ¡elas aevas ms|: |m¸ees
F i g ura 1. 1
Est udo d as r egi ões i t al i anas , 1 970- 89
Regiões
selecionadas
Outras regiões
s. ./- : . . . :
o Lxaae a| aae| ese ee | aaaetes | ae| eaeetes es|a||s||ees ee eesea¡ea|e | as|| |ae| eaal ea
|eeas as !c te,|ëes, eeae eese.| |e ae ea¡||ale ¯
o Lx¡e.| eae|a aa|ea, teal|zaea ea l -·¯ e ee|al|aea ae ea¡||ale ¯, v| saaee a |es|at a sel|·
e| |aee ee ,evetae ea a|eaeet a eeasal |as ee e|eaeães eea+as ea |eeas as !c te,| ëes
o Ls|aees ee ease a|eteaaee ¡el||| ea |as|| |+e|eaal e ¡laae]aaea|e te,|eaal aas se| s te·
,|ëes eseel|| eas , ea|te l -¯é e l -·-, e |aa|éa aaa aaal| se a| aae| es a ea le,| sl a¸ãe
¡tee+z| ea ea |eeas as !c te,| ëes ee l -¯c a l -·+ 1a|s ¡te] e|es aãe sé íemeeetaa·
aes aa|e.·al ¡ata aval|at e exete|e| e e|a.. e ea ¡el||| ea e ee ,evetae aas te,| ëes, aas
|aa|éa a]aeataa-aes a | a|et¡te|at eaees es|a||s||ees aa| s aa|| -sé¡|| ees ,|ess as v| s| |as
te,al ates a eaea aaa eas se| s te,|ëes eseel|| eas ¡eta|||taa-aes |aa|éa v| veae|at e
eevas|aeet |etteae|e ¡ae a||a,| a e s+l ea l|al| a ea l -·c, |ea eeae saas eease¡aea·
e| as ) La s+aa, ¡assaaes a eea|eeet |ea essas te,|ëes e seas ¡te|a,ea| s|as
SI NOPSE DO LI VRO
Nos anos T0, um |umul |uado pcríodo dc rcíorma rompcu com a sccul ar |radiçáo
i|aliana dc govcrno ccn|ral i zado, dclcgando aos novos govcrnos rcgionais podcrcs
c rccursos scm prcccdcn|c. No capí|ulo 2, invcs|igamos como disscminou-sc o
proccsso dc rcíorma c quai s as suas conscqucncias para a pra|ica da polí|ica c
do govcrno no nívcl local . Como sc cíc|uou a rcíorma, consi dcrando a i ncrcia
das vclhas ins|i|uiçõcs! Scra quc a nova ins|i|ui çáo al|crou rcalmcn|c a na|urcza
da l idcrança polí|i ca c o modo pcl o qual os polí|icos cxcrccm scu oíício! Jcra
cla modiíicado a dis|ribuiçáo da inílucncia c do podcr polí|icos! Scra quc acar-
rc|ou mudanças pcrccp|ívci s para os clci|orcs dos novos govcrnos, c, ncssc caso,
qual a imprcssáo dclcs a cssc rcspci|o! Quc indíci os cxis|cm da i níl ucncia quc
a mudança ins|i|ucional supos|amcn|c cxcrcc no compor|amcn|o polí|ico!
O pri ncipal ob¡ c|ivo dcs|c cs|udo c cxaminar as origcns do govcrno cíicaz.
Iara íundamcn|ar a pcsquisa, o capí|ulo J aprcscn|a uma analisc compara|iva c
ahrangcn|c dos proccssos c dccisõcs rcícrcn|cs a adoçáo dc polí|icas cm cada
uma das 20 rcgi õcs. Enquan|o o capí|ul o 2 cxamina as mudanças ao l ongo do
|cmpo, o capí|ulo J ¸c scguin|cs) íaz comparaçõcs no åmbi|o cspacial. Quáo cs-
|avcis c cíici cn|cs sáo os govcrnos das vari as rcgiõcs! Quáo inovadoras sáo as
suas lcis! Quáo cíicaz c a implcmcn|açáo dc suas polí|i cas cm arcas como sau-
dc, habi|açáo, agricul|ura c dcscnvolvimcn|o indus|rial ! Acaso cl cs sa|i síazcm
pron|a c cíc|ivamcn|c as cxpcc|a|ivas dc scus cidadáos! Em suma, quc i ns|i |ui -
çõcs |ivcram bom dcscmpcnho c quc ins|i|uiçõcs náo |ivcram!
O capí|ul o 4, quc dc ccr|o modo cons|i |ui o ccrnc dc nosso cs|udo, procura
cxplicar cssas diícrcnças dc dcscmpcnho ins|i|uci onal. Ncl c cxaminamos a co-
ncxáo cn|rc modcrni dadc ccon0mica c dcscmpcnho ins|i|uci onal . E, o quc c mais
impor|an|c, cxami namos a rclaçáo cn|rc dcscmpcnho c na|urcza da vida cívica ÷
o quc chamamos dc 'comunidadc cívica'. Como íoi obscrvado na i n|crprc|açáo
classica da dcmocraci a amcricana íci|a por Jocqucvi ll c c cm ou|ros cs|udos so-
brc a vir|udc cívica, a comuni dadc cívica sc carac|criza por ci dadáos a|uan|cs c
·:=. . . ,/. s:
imbuídos dc cspíri|o publico, porrclaçõcs polí|icas iguali |arias, por uma cs|ru|ura
social íirmada na coníiança c na colaboraçáo. Ccr|as rcgiõcs da !|alia, como pu-
dcmos cons|a|ar, sáo íavorccidas por padrõcs c si s|cmas dinåmicos dc cnga¡a-
mcn|o cívico, ao passo quc ou|ras padcccm dc uma polí|ica vcr|icalmcn|c
cs|ru|urada, uma vida social carac|crizada pcla íragmcn|açáo c o isolamcn|o, c
uma cul|ura dominada pcl a dcsconíiança. Jais diícrcnças na vida cívica sáo íun-
damcn|ais para cxplicar o òxi |o das ins|i|uiçõcs .
A íor|c rclaçáo cn|rc dcscmpcnho ins|i|ucional c comuni dadc cívica lcva-nos
i ncvi|avclmcn|c a indagar por quc ccr|as rcgiõcs sáo mais cívicas do quc ou|ras.
Essc c o |cma do capí|ul o 5. Buscando uma rcspos|a, rcmon|amos a um pcríodo
impor|an|c, quasc um milcnio a|ras, quando sc cs|abclcccram cm diícrcn|cs par-
|cs da !|ali a dois rcgimcs con|ras|an|cs c i novadorcs ÷ uma podcrosa monarquia
no Sul c um no|avcl con¡ un|o dc rcpublicas comunai s no Ccn|ro c no Nor|c.
Dcsdc csscs primciros |cmpos mcdicvais a|c a uniíicaçáo i|al iana no sccul o X!X,
pudcmos cncon|rar diícrcnças rcgionais sis|cma|icas nos modclos dc cnga¡amcn|o
cívico c sol idaricdadc social . Jais |radiçõcs |ivcram conscqucncias dcci sivas para
a qual idadc dc vida, |an|o publica quan|o privada, ho¡c cxi s|cn|c nas rcgiõcs i|a-
l ianas.
Ior ul|imo, o capí|ulo t avcri gua por quc os modcl os c si s|cmas dc cnga-
¡ amcn|o cívico inílucnciam |an|o as pcrspcc|ivas dc um govcrno cíicaz c rcs-
ponsavcl, c por quc as |radiçõcs cívicas sc man|cm cs|avcis por |an|o |cmpo. A
abordagcm |corica aqui dcscnvolvida, íundamcn|ada na logica da açáo colc|iva c
no concci |o dc 'capi|al social ', visa náo apcnas a cxplicar o caso i|aliano, mas
|ambcm a con¡ ugar pcrspcc|ivas his|oricas c dc cscolha racional dc modo a quc
possamos comprccndcr mclhor o dcscmpcnho i ns|i|ucional c a vida publica cm
mui|os ou|ros casos. Nossas conclusõcs rcílc|cm o podcr da mudança ins|i |ucio-
nal para rcmodcl ar a vida polí|ica c as podcrosas rcs|riçõcs quc a his|ori a c o
con|cx|o social impõcm ao cxi|o ins|i|ucional. Es|c livro náo sc prc|cndc um ma-
nual pra|ico para rcíormadorcs dcmocra|icos , mas ccr|amcn|c íormula os grandcs
dcsaíios com quc |odos nos dcíron|amos.
C A ¯ ' 1 ¹ ' O 2
Mudança das regras: duas décadas
de desenvol vi mento i nsti tuci onal
A EXPERIÊNCIA rcgi onal i|al iana inaugurada cm l 9T0 con|inua scndo, como ob-
scrvou Si dncy Jarrow, 'uma das raras |cn|a|ivas rcccn|cs dc cri ar novas ins|i-
|uiçõcs rcprcscn|a|ivas nos Es|ados-naçõcs do Ocidcn|c'.
¡
Numa cpoca dc maio-
rcs cspcranças dc dcmocra|izaçáo cm ou|ras par|cs do gl obo, as liçõcs da
cxpcricncia i |ali ana sáo cspcci almcn|c pcr|incn|cs, pois a qucs|áo c sabcrcomo as
mudanças nas ins|i|uiçõcs íormais induzcm mudanças no compor|amcn|o poll|i-
co.
!
Nos Es|ados quc dci xaram dc scr au|ori|ari s|as, cvcn|uai s rcíormadorcs sc
vccm di an|c dc um cni gma. sabcr sc a mudança nas rcgras do jogo sur|ira cs
cíci|os dcscjados ÷ sc c quc sur|ira algum cíci|o ÷ no modo cm quc rcalmcn|c
clc c jogado. A cxpcricncia rcgi onal i|al iana podc ajudar-nos a cscl arcccr cssa
impor|an|c qucs|áo.
O novo i ns|i|ucionalismo sus|cn|a quc a poll|ica c cs|ru|urada pclas ins|i |ui -
çõcs Jamcs March c Johan Olscn assim rcsumcm cssa |coria sobrc o papcl das
ins|i|uiçõcs
A e.,ac| za¸ãe ea v| ea µeli.|ea é |aµe..ac.e, e as | cs.| .+| ¸ëes | cíl+ece| aa e íI +-
xe ea || s.é.|a , ) As eee| sëes .eaaeas ce +a|| .e eas | cs.| . +| ¸ëes µeli.|eas ae-
e| í| eaa a e| s..| |+| ¸ãe ee | c.e.esses, .ee+.ses e µ.eee|.es µeli.| ees, ca aee| ea ea
¡+e e.| aa ceves a.e.es e | eec.| eaees, | ce+.ea ces a.e.es a ce¸ãe ee ex| .e e í.a-
easse, íe.a+laa .e,.as ee eece+.a aµ.eµ.|aea e eecíe.ea a ee..es | ce| vie+es, e
cãe a e+..es, a+.e.|eaee e e+..es .|µes ee .ee+.ses As | cs.| .+| ¸ëes | cíl+ece| aa a
aace| .a µela ¡+al | ce|vie+es e ,.+µes se .e.caa a.+ac.es eec..e e íe.a eas | cs-
.| .+| ¸ëes es.a|elee| eas, e ,.a+ ee eecí|ac¸a ec..e e| eaeães e liee.es, as asµ|.a¸ëes
eea+cs ea eea+c| eaee µeli.|ea, e | e|eaa, es e.|.é.| es e es µ.eee| .es µa..|l|aees
µela eea+c| eaee, e e s| ,c| í| eaee ee eecee| .es eeae eeaee.ae|a, j+s.|¸a, l| |e.-
eaee e |,+aleaee ¨³
Sc as rcíormas ins|i |ucionai s sur|cm cíci|os |áo proíundos, isso c bom para
os rcíormadorcs.
Jodavia doi s sccul os dc cl aboraçáo cons|i|ucional cm |odo o mundo advcr|cm-
nos dc quc os idcalizadorcs dc novas ins|i|uiçõcs náo raro cscrcvcm na agua. A rc-
íorma ins|i|ucional ncm scmprc al|cra padrõcs íundamcn|ais da poll|ica Como dis-
sc Dcschancl a rcspci|o da poll|ica c do govcrno na Quar|a Rcpublicaíranccsa 'A
rcpublica cm cima c o impcrio cmbaixo'.
4
''inho vclho cm garraías novas' cssa
cra a expcc|a|iva gcral na !|alia com rclaçáo ao cs|abclccimcn|o das rcgiõcs, pois
os i|alianos ja conhcciam dc sobra mudanças ins|i|uci onais quc dcram cm nada.
5
Quc as rcíormas ins|i|ucionais modiíicam o compor|amcn|o c uma hipo|csc c náo
s+ ./- : . . ..
um axuma. Ial|a aos |coricos um ccnario con|rol ado, no qual possam vcriíicar cm-
piricamcn|c os cíci|os da mudança das rcgras.
Dian|c disso, a cxpcricnci a rcgional i|aliana adquirc cspccial in|crcssc. Ncs|c
capí|ulo, iniciamos nossa anali sc dcssa cxpcricncia c dc suas conscqucncias avc-
riguando como as novas ins|i |uiçõcs íoram criadas c como clas cvoluíram nos
scus primciros zc anos. Jcra rcalmcn|c cssa rcíorma modiíicado a i dcn|idadc dos
a|orcs polí|i cos , rcdis|ribuído os rccursos polí|icos c incu|ido novas nc!as, co-
mc prcvccm os ins|i|ucionalis|as! Dc quc modo as novas ins|i|uiçõcs inílucncia-
ram as pra|icas cos|umciras do govcrno i |ali ano! Aíinal, íoram clas al|cradas dc
alguma íorma pcrccp|ívcl !
CRIAÇÃO DO GOVERNO REGI ONAL
Ior|cs i dcn|idadcs rcgionais c locai s íazcm par|c do lcgado his|orico da !|ali a. As
cn|idadcs rcgionai s ÷ gcograíicamcn|c dcíinidas, pol i|icamcn|c i ndcpcndcn|cs,
cconomicamcn|c diícrcnciadas c cm gcral dominadas por uma cidadc íor|c ÷ ío-
ram íios procmi ncn|cs na |rama da his|oria i |aliana por mai s dc um milcnio.
õ
Na
vcrdadc, quando o Es|ado i|al iano íoi proclamado cm i·tc, a divcrsidadc lin-
guís|i ca cra |áo pronunciada quc náo mais dc ic~ dc |odos os ¨i|ali anos' ¸c |al-
vcz apcnas z, ¯~) íalavam o idioma naci onal.
¯
Iara os monarquis|as picmon|cscs
quc uniíicaram a !|alia, as diícrcnças rcgi onais cram o principal obs|aculo ao dc-
scnvolvimcn|o naci onal. Fatta l 'Italia, dobbiamo fare gli italiani cra o scu l cma.
¨Ici|a a !|alia, rcs|a íazcr os i|alianos'. O modclo íranco-napolc0nico, al|amcn|c
ccn|ralizado, cra a ul|ima palavra cm cicncia adminis|ra|iva. A scu vcr, uma íor|c
au|oridadc ccn|ral cra a soluçáo ncccssari a para a dcbil i n|cgraçáo do novo Es-
|ado-naçáo.
°
Uns poucos rcclamavam a criaçáo dc govcrnos rcgionais au|0nomos. Mas , |c-
mcndo as |cndcncias rcacionarias da !grc¡ a c do campcsina|o, bcm como o a|raso
do Sul , a mai oria dos cdiíicadorcs da !|alia modcrna ¸assim como dos Es|ados
cmcrgcn|cs do a|ual Jcrcciro Mundo) insis|i a cm quc a dcsccn|ralizaçáo cra in-
compa|ívcl com a prospcridadc c o progrcsso polí|ico. Os ccn|ralizadorcs náo |ar-
daram a vcnccr o dcba|c. As al|as au|ori dadcs locais cram dcsignadas pclo
govcrno nacional cm Roma. Os impasscs polí|icos l ocais ¸ou mcsmo as divcr-
gcnci as com rclaçáo a polí|ica naci onal) podiam acarrc|ar anos dc domínio por
um comissario nomcado pcl o govcrno nacional.
-
Ircíci|os íor|cs, nos moldcs do
sis|cma íranccs, con|rolavam o íuncionalismo c as polí|icas dos govcrnos locais,
aprovando |odas as pos|uras, orçamcn|os c con|ra|os, náo raro cm scus mínimos
dc|alhcs.
l 0
A mai oria das csícras da polí|ica publica, da agricul|ura a cducaçáo,
passando pclo planc¡ amcn|o urbano, cra gcrida por al|os íuncionarios da buro-
cracia romana.
Na pra|ica, o rigor dcssa cx|rcma ccn|ralizaçáo adminis|ra|iva cra modcrado
pclas |ípicas acomodaçõcs polí|icas i|alianas. Iara man|cr scu íragil rcspaldo po-
lí|ico no novo Iarlamcn|o, os lídcrcs i |alianos dcscnvolvcram a pra|ica do tras-
v . ./ · ,/ ./s =- c=/s 35
formismo, pcl a qual íaziam conchavos com os no|avcis l ocais. Ob|inha-s
¿
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qi o
ao govcmo dc coali záo nacional cm |roca dc a¡ us|cs na polí|ica nacional quc
convicsscm as condiçõcs l ocais ¸ou pcl o mcnos aos podcrosos locais). Os prc-
íci|os, cmbora incumbidos dc con|rolar o govcrno local , incumbiam-sc |ambcm
dc conciliar as |radici onais cli |cs locai s, cspcci al mcn|c no Sul. O si s|cma vcr|ical
dc rclaçõcs cli cn|cli s|as |ornou-sc uma íorma dc alocar obras publicas c a|cnuar
a ccn|ralizaçáo adminis|ra|iva. O trasformismo pcrmi|ia quc as cli|cs locai s c os
rcprcscn|an|cs nacionai s barganhasscm in|crcsscs locai s c dirc|rizcs nacionai s cm
|roca dc apoio clci|oral c parlamcn|ar.
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Os canais polí|i cos dc l igaçáo com o
ccn|ro cram mai s impor|an|cs do quc os canai s adminis|ra|ivos , cm |odo caso,
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porcm, o csscncm cra o vmcuo com o ccn o.
Essc sis|cma ncgoci ado c diícrcnciado dc con|rolcs ccn|rais sobrcvivcu de
facto duran|c |odo o in|crl udi o íascis|a. Aboliram-sc as clciçõcs, os par|idos c as
l ibcrdadcs polí|icas, mas os orgáos |radicionai s do Iodcr Exccu|ivo c boa par|c
da an|iga classc dominan|c pcrmancccram no podcr.
l 1
Apcsar das ins|i |uiçõcs
íormais al|amcn|c ccn|ral izadas, a rcalidadc da govcrnança i|aliana incorporava
ccr|a solici|udc implíci|a para com as cli|cs l ocais. Con|udo, sob a Monarqui a,
sob o íascismo c por mai s dc duas dccadas sob a Rcpublica pos-íasci s|a, para
as au|oridadcs locai s |odos os caminhos l cvavam a Roma.
Somcn|c apos a li Oucrra Mundi al , com o advcn|o da polí|ica dcmocra|ica c
a crcsccn|c rcvol|a dos movimcn|os l ocais con|ra a ccn|ralizaçáo cx|rcma, íoi quc
comcçou a rcssurgir o scn|i mcn|o rcgional i s|a. Novamcn|c íor|alccidos , os par-
|idos polí|i cos, |an|o dcmocra|as cris|áos dc ccn|rodirci|a quan|o sociali s|as c co-
muni s|as a csqucrda, como scmprc sc opuscram ao govcrno naci onal c cm gcral
rcclamavam mai or dcsccn|ralizaçáo. Sob sua cgidc, a nova Cons|i |uiçáo dc i.+·
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. .
l 4
cs|a c cccu c ciçocs irc|as para govcrnos rcgmnais.
Essc mandado cons|i |ucional íoi cumprido quasc imcdi a|amcn|c cm cinco rc-
giõcs ¨cspcciais' , si|uadas nas íron|ciras nacionais c nas ilhas da Sicíl i a c da
Sardcnha, arcas amcaçadas pclo scpara|ismo c por problcmas c|nicos.
l5
Iorcm a
criaçáo das dcmais rcgiõcs ¨ordinarias', abrigando ·¯~ da populaçáo da !|alia,
cxigi a lcgislaçáo compc|cn|c c íoi pro|clada dcvido a íor|c rcsi s|cncia polí|ica. A
admini s|raçáo ccn|ral na|uralmcn|c rclu|ava cm privar-sc dc qual qucr au|ori dadc
signiíica|iva. E o quc c mai s impor|an|c, os dcmocra|as cris|áos, agora prcdo-
mínan|cs no plano nacional, |cmiam, com razáo, quc vari as rcgiõcs do Cin|uráo
'crmclho do Ccn|ro-Nor|c da !|al i a caísscm cm máos dos comunis|as. Ior mais
dc zc anos, a disposiçáo cons|i|ucional sobrc govcrnos rcgionais pcrmancccu lc-
|ra mor|a, c o con|rolc ccn|ral con|inuou scndo a rcgra.
Em mcados dos anos tc, porcm, mui|a coisa comcçara a mudar. O pano dc
íundo cra a incrívcl rapidcz da |ransíormaçáo social c ccon0mica na !|alia do
pos-gucrra. Nos zcanos dccorridos cn|rc i.¯cc i.¯c, a cconomia crcsccu mais
dcprcssa do quc nunca na hi s|ori a i |aliana c mai s dcprcssa do quc cm qual qucr
ou|ro país oci dcn|al. Milhõcs dc i |ali anos mi graram do Sul cmpobrccido para o
Nor|c indus|ri al.
l õ
A par|icipaçáo da agricul|ura na íorça dc |rabalho dcspcncou
dc +zpara i¯~ na mc|adc do |cmpo rcqucrido por mudanças scmclhan|cs ocor-
ridas cm ou|ros l ugarcs ao longo da hi s|ori a ccon0mica do Ocidcn|c. Os padrõcs
ss ./ - : . . .z
nu|rlclonal s mclhoraram, o analíabc|lsmo c a mor|alldadc l nían|ll dlmlnuíram cm
dols |crços, as blclclc|as íoram subs|l|uídas por 'cspas, c as 'cspas por Il a|s.
Mllhõcs dc l|allanos mudaram dc cmprcgo, dc casa c dc cs|l lo dc vlda. A !|alla,
asslm como a mal orl a dc suas rcglõcs c dc scus cldadáos, conhcccu um dos mals
ln|cnsos pcríodos dc mudança soclal ¡a rcgls|rados.
A pol í|lca c o govcrno náo acompanharam |als mudanças soclals c ccon0-
mlcas. Jodavla a csclcrosc cada vcz mals írus|ran|c da admlnls|raçáo ccn|ral l |a-
llana, um novo ln|crcssc pcl o planc¡amcn|o rcglonal c uma gulnada a csqucrda
na pol í|lca naclonal sc comblnaram para |razcr novamcn|c a bal l a a qucs|áo dos
govcrnos rcgl onal s. Em ícvcrclro dc i.t·, apos uma obs|ruçáo rccordc promo-
vlda por oposlcl onl s|as conscrvadorcs, o Iarlamcn|o aprovou uma lcl crl ando
mccanl smos clcl|oral s para as rcgl õcs ordlnarlas . Dols anos dcpols aprovou-sc
um pro¡c|o dc l cl dlspondo sobrc íl nanças rcglonals, o qual pct!l|lu clcgcr, cm
¡ unho dc i.¯c, os prlmclros consclhos rcglonal s ¸con|ando dc ·c a ·c mcmbros,
dcpcndcndo da populaçáo da rcgláo). Nos mcscs subscqucn|cs, cada conscl ho,
scgulndo as convcnçõcs do sl s|cma parlamcn|ar par|ldarlo l |all ano, clcgcu um
prcsldcn|c rcgl onal c uma ¡ un|a (giunta) c claborou um 'cs|a|u|o` rcglonal, dc-
íl nlndo a organlzaçáo, as normas c as arcas dc ¡urlsdlçáo rcglonal su¡ cl |as aos
dlsposl|lvos cons|l|uclonals c a lcgl sl açáo naclonal compc|cn|c.
Os dcícnsorcs das novas lns|l |ulçõcs aprcscn|aram |oda uma scrlc dc argu-
mcn|os . Os populls|as sus|cn|avam quc os govcrnos rcgl onal s clcvarlam os níveis
dc dcmocracla ao promovcr a par|lclpaçáo dos cl dadáos c o a|cndlmcn|o das nc-
ccssldadcs local s. Os modcrados alcgavam quc a dcsccn|rall zaçáo íarla aumcn|ar
a eficiência administrativa. Os sul ls|as acrcdl|avam quc o govcrno rcglonal po-
dcrl a acclcrar o desenvolvimento social e econômico, rcduzlndo asslm as dcsl-
gual dadcs rcgl onal s. A autonomia regional ln|crcssava a qualsqucr grupos quc
porvcn|ura cs|lvcsscm a margcm da polí|lca naclonal ÷ como os comunls|as cm
mcados do scculo c os ca|ol lcos algumas dccadas an|cs. Os |ccnocra|as progrcs-
sls|as aílnuavam quc as rcglõcs cram ncccssarl as ao planejamento sócio-econô­
mico racl onal , podcndo lcvar a um "novo modo de fazer política", mals prag-
ma|lco do quc o |radl clonal cs|ll o polí|lco ldcol oglco l|allano.
Os dcícnsorcs do rcgl onal lsmo acrcdl|avam no podcr da mudança lns|l|uclo-
nal para rcíormul ar a pol í|lca. !n|crprc|avam o dcs|l no dos novos govcrnos dc
modo quasc mcsslånlco, acrcdl|ando quc 'a crlaçáo dc govcrnos rcglonals poll-
|lcamcn|c au|0nomos scrla rcsponsavcl por uma proíunda rcnovaçáo soclal c po-
l í|lca do país`.
| ¯
Em nossa prlmclra scrlc dc cn|rcvls|as com os conscl hclros
rcccm-clcl |os cm i.¯c, clcs sc mos|raram cspcrançosos c cn|uslasmados . O|l-
mls|as quan|o ao íu|uro da rcíorma, cn|cndlam quc as rcglõcs rcprcscn|avam um
duro dcsaílo para as au|orldadcs ccn|ral s. Aquclcs íoram anos dc ldcallsmo c cu-
íorla cn|rc os rcglonall s|as l|all anos.
Iorcm a l u|a para garan|lr as vcrbas c a au|orldadc ncccssarlas as novas rc-
glõcs cs|ava apcnas comcçando. Ioram prcclsos mals dols anos para quc o go-
vcrno ccn|ral balxassc dccrc|os |ransícrlndo podcrcs, rccursos c íunclonarl os para
as rcgl õcs , dc modo quc os novos govcrnos so pudcram rcal mcn|c arrcgaçar as
mangas cm i° dc abrll dc i.¯z. E o quc cra pl or, no plano rcglonal, os dccrc|os
v . ./·,/ ./º =- c=/º
dc i.¯z íoram consl dcrados |o|almcn|c lnadcquados pcl os rcprcscn|antcs dc qua-
sc |odos os par|ldos c pcl a oplnláo publlca, bcm como pcl as proprl as au|qrldaJcs
local s. Ncsscs prlmclros anos, uma allança dc polí|lcos naclonals conscrvadorcs,
uma burocracl a naclonal íor|cmcn|c arralgada c um Judlcl arlo |radlclonalls|a
comblnaram-sc para lmpor as rcglõcs lnumcras rcs|rlçõcs dc ordcm l cgal, adml -
nls|ra|lva c íl scal . As au|orldadcs ccn|ral s, quc man|lvcram podcrcs gcrals dc 'dl-
rcçáo c coordcnaçáo` sobrc os assun|os rcgl onals, náo hcsl |aram cm íazcr uso
dcsscs podcrcs. Ior cxcmplo, ccrca dc um quar|o dc |odas as l cl s aprovadas pc-
las rcglõcs na prlmclra l cglsl a|ura íol vc|ado pcla admlnls|raçáo ccn|ral . Alcm
dlsso, o govcrno ccn|ral con|rolava com máo dc ícrro o coírc dos novos go-
vcrnos. As pro¡ cçõcs dc gas|os publl cadas cm i.¯z prcvlam alocaçõcs pra|lca-
mcn|c íl xas para as rcglõcs nos |rcs anos subscqucn|cs , ao passo quc as dcspcsas
da burocracla ccn|ral aumcn|arlam cm zc~. A cuíorla |ransíormou-sc cm dcså-
nlmo c lrrl|açáo, quando os rcglonall s|as pcrccbcram quc a vcrdadclra dclcgaçáo
dc podcrcs lrla cxl glr uma lu|a polí|lca com o ccn|ro.
Ildcradas pclos dcs|cmldos govcrnos rcgl onal s da Iombardla ¸sob con|rolc
dos dcmocra|as crls|áos progrcssls|as) c da Emll la-Romagna ¸sob con|rolc dos
comunls|as), c lnsuíl adas pcla onda csqucrdls|a na polí|lca naclonal cm i.¯+/¯¯,
as íorças rcglonal l s|as vol|aram a carga. Oovcrnos rcgl onals dc varlos ma|lzcs ÷
Nor|c c Sul , csqucrda c dlrcl|a ÷ ccrraram íllclras na chamada 'írcn|c rcgl o-
nalls|a` . Essa collgaçáo ganhou alnda o rcspaldo dos novos orgáos nacl onals quc
havl am sldo crlados pcl a rcíorma orlglnal ÷ o Mlnls|crlo das Rcglõcs c a Co-
mlssáo !n|crparlamcn|ar das Rcglõcs. A mudança lns|l |uclonal comcçava a ga-
nhar lmpulso proprl o.
Em¡ul ho dc i.¯¯, l ogo apos umaíor|c gulnada a csqucrda no scgundo |urno
das clclçõcs rcglonal s, os rcglonalls|as conscgulram íazcr passar no Iarlamcn|o
a Icl n° · ·z, au|orlzando a dcsccn|rallzaçáo dc novas c lmpor|an|cs íunçõcs cm
íavor das rcgl õcs . A ílm dc mudar o pal co das dccl sõcs c lmpcdlr novas obs-
|ruçõcs por par|c da burocracl a ccn|ral , a Icl n° · ·z cxl gla quc o govcrno ob-
|lvcssc no Iarlamcn|o a aprovaçáo dos dccrc|os cxccu|lvos. A claboraçáo dcsscs
dccrc|os consumlu mal s dols anos dc ncgoclaçõcs ln|cnsas c as vczcs pcnosas
cn|rc o govcrno naclonal, as au|orldadcs rcglonal s c a Comlssáo Iarlamcn|ar das
Rcgl õcs, bcm como |odos os par|ldos polí|lcos. Em nossa ba|crl a dc cn|rcvls|as
rcal lzada cm i.¯t, os cn|rcvl s|ados mos|raram-sc bcm mcnos conílan|cs na ca-
pacldadc das rcglõcs para aílrmar sua au|onomla. Dccl araram havcr mal s coníll|o
cn|rc o ccn|ro c a pcrlícrla c mal s con|rolc ccn|ral do quc havlam prcvls|o scls
anos an|cs. Scu o|lmlsmo quan|o a capacldadc das novas lns|l |ul çõcs para ll dar
com problcmas soclal s c ccon0mlcos prcmcn|cs cra agora mals comcdldo, c logo
acusaram Roma dc íazcr corpo molc. Na|uralmcn|c as rcl vl ndlcaçõcs dc au|o-
nomla |lnham agora mul|o mal s prlorldadc cm sua agcnda.
Jal como succdc com as rclaçõcs ln|crgovcrnamcn|als cm |oda par|c, cssc¡ogo
cn|rc ccn|ro c pcrlícrla cra ¡ogado slmul|ancamcn|c dc dols modos dl s|ln|os porcm
rclaclonados. 'um con|ra um` c '|odos con|ra um`. Na vcrsáo um con|ra um, cada
rcgláo |cn|ava cvl|ar ou dlmlnulr os con|rolcs ccn|rals sobrc dccl sõcs cspccíílcas .
Na vcrsáo |o! os con|ra um, os govcnos rcgl onal s lu|avam cm bloco para mudar
s- ./- : . . .z
as rcgras dos ¡ ogos um con|ra um, a íim dc aumcn|ar scu podcr dc barganha. Ncs-
scs pnmciros anos, a mai ona das ba|alhas um con|ra umrcdundou cm vi|orias aca-
chapan|cs das au|oridadcs ccn|rais. Jodos os lados rcconhcccram quc as rclaçõcs
cn|rc ccn|ro c pcriícna ncsscs anos cram íormalis|as, an|ag0nicas c improdu|ivas.
Mas sc as ba|alhas um con|ra um íavorcciam o ccn|ro, as ba|alhas |odos con-
|ra um a|ingiram um clímax mais íavoravcl as rcgiõcs . Numa longa scric dc rcu-
niõcs cn|rc rcprcscn|an|cs dos pri ncipais par|idos cm ¡ unho c ¡ ulho dc l 9TT,
chcgou-sc a um acordo quan|o ao paco|c dc mcdidas ¸os chamados G l G dccrc|os)
quc dcsman|clava a burocracia nacional, |ransícrindo as rcgiõcs 20 mi l pos|os,
inclusivc par|c considcravcl dc vari os minis|cri os, como o Minis|crio da Agri-
cul|ura, c |ambcm ccn|cnas dc dcpar|amcn|os sociais scmipublicos . Dclcgou-sc as
rcgi õcs ampla au|oridadc lcgisla|iva cm varias arcas i mpor|an|cs, como scrviços
sociais c planc¡ amcn|o |crri|orial . As disposiçõcs íiscais dos G l G dccrc|os con-
ícriram as rcgi õcs rcsponsabi li dadc por aproximadamcn|c um quar|o dc |odo o
orçamcn|o naci onal ÷ ou um |crço, scgundo al gumas cs|ima|ivas ÷, incluindo-
sc aí mcdidas i ndcpcndcn|cs quc |ransícriram as rcgiõcs pra|icamcn|c |oda a rcs-
ponsabi li dadc pclos sis|cmas nacionais dc assis|cncia mcdica c hospi |al ar. A|c
l 9S9, somcn|c cssc sc|or rcspondia por mais da mc|adc dc |odas as dcspcsas rc-
gionai s ¸c, como scmprc succdc com a polí|ica dc saudc, por bcm mais quc a
mc|adc dos problcmas adminis|ra|ivos) .
Essa vi|oria rcgionali s|a dcvcu-sc cm par|c a mo|ivos polí|icos naci onai s. O
par|ido da Dcmocracia Cris|á ¸DC) soíria o asscdio dos comunis|as ¸IC!) , cu¡ a
cs|rcl a subia rapidamcn|c cm mcados dos anos T0. Apoi ado pclos sociali s|as c
pcla ala csqucrda da DC, o IC! ba|i a-sc pcla maior dcsccn|rali zaçáo cm íavor
das rcgiõcs. Os G l G dccrc|os rcprcscn|aram uma conccssáo do primciro-minis|ro
Oiulio Andrco||i , da DC, visando a man|cr o apoi o comunis|a ao scu govcrno.
!gual mcn|c impor|an|c, porcm, a cxi s|cnci a dc govcrnos rcgionais clci|os dirc|a-
mcn|c gcrara íor|cs prcssõcs c inccn|ivos polí|icos para quc houvcssc maior dcs-
ccn|ralizaçáo. A írcn|c rcgi onal is|a vi |oriosa |irou provci|o dc íorças quc íoram
dcscncadcadas c, cm ccr|os casos, a|c mcsmo gcradas pcla rcíorma inici al .
A dclcgaçáo dc podcrcs cons|i|ui i ncvi|avclmcn|c um proccsso dc ncgociaçáo
c náo mcro a|o ¡ urídico. O arcabouço ¡urídico c cons|i |ucional, o arcabouço ad-
minis|ra|ivo ¸con|rolcs, podcrcs dclcgados, modcl os pcssoais c|c. ) c as íinanças
rcprcscn|am náo apcnas os principai s rccursos do ¡ogo a|ual , mas |ambcm os rc-
sul |ados dc¡ogos an|criorcs . Iara os lídcrcs rcgionai s, os mai orcs |runíos das au-
|oridadcs ccn|rais cram o con|rolc das vcrbas c o con|rolc da dclcgaçáo dc
au|oridadc íormal ÷ o coírc c o rcgulamcn|o. Os lídcrcs das rcgiõcs do Nor|c,
mai s ricas c ambiciosas, cs|avam mais i n|crcssados no rcgul amcn|o, ao passo quc
o Sul cs|ava mai s prcocupado com o coírc.
Di an|c da rccalci|råncia do ccn|ro, rcíorçada pcl o scu con|rolc sobrc as lcis,
os rcgulamcn|os c as vcrbas, as rcgi õcs rccorrcram a cxpcdicn|cs polí|icos mcnos
íon+ais . Con|avam sobrc|udo com a solidaricdadc in|cr-rcgional c com o apoi o
dos grupos dc in|crcssc rcgi onais c locais, da imprcnsa c da opini áo publica. Os
sulis|as dcpcndiam mais dc cs|ra|cgias ¨vcr|icai s', como o rccurso a algum pis-
|oláo nacional, cnquan|o os nor|is|as cs|avam mai s dispos|os a rccorrcr a açáo
v . 5/ · ,/ 5/º =- c=/º s-
colc|iva �'�orizon|
.
al' por mcio dc
·
�ma a�pla írcn|c rcgi onalis|a. ¸Essa dis|i nçáo
cn|rc pol|ica vcr|ical no Sul c poh|rca honzon|al no Nor|c |ornara a aparcccr sob
varias íormas ao longo dcs|c livro. ) O coníron|o íinal com as au|oridadcs ccn-
|rais íoi li dcrado pri ncipalmcn|c pclos nor|is|as. Como vcrcmos mais adian|c ncs-
|c capí|ul o, cm mcados dos anos T0, os clci|orcs c os lídcrcs comuni|arios do
Nor|c c do Sul |inham abraçado a causa da rcíorma rcgional, ai nda quc pudcs-
scm vcr com rcscrva a a|uaçáo dc scu proprio govcrno rcgi onal . O movimcn|o
pcla dclcgaçáo dc podcrcs ganhara cníim au|onomi a.
Os G l G dccrc|os rcílc|iram a vi|oria das rcgi õcs na l u|a crucial para cs|abc-
lcccr sua au|oridadc íormal. A l u|a mcnos drama|ica, porcm mai s diíícil , para ía-
zcr uso dos novos podcrcs c dispor dos ncvos rccursos ainda cs|ava por scr
|ravada. A vi |ori a dc |odos con|ra um das rcgiõcs íora |áo arrasadora quc cl as
¡a náo |inham mais como culpar as au|oridadcs ccn|rais por suas proprias dcíi-
cicnci as. Iodcndo cn|áo íazcr um rc|rospcc|o, di ssc-nos um lídcr rcgional cm
l 9S l . ¨Elcs nos a|iraram na aguacon|ando quc soubcsscmos nadar' . Uma íigura
dcs|acada da burocracia romana valcu-sc dc uma imagcm mais cínica porcm
mais acurada. ¨Com os dccrc|os dc l 9TT, dcmos íinalmcn|c as rcgi õcs bas|an|c
corda com quc pudcsscm sc cníorcar' .
A mudança da guarda na cupula dc varias rcgiõcs impor|an|cs duran|c a sc-
gunda lcgisl a|ura ¸ l 9T5-S0) simbolizou os novos dcsaíi os quc aguardavam as rc-
giõcs. Iídcrcs cari sma|icos como Iicro Bassc||i , prcsidcn|c da Iombardi a ¸DC) ,
Ouido Ian|i, prcsidcn|c da Emilia-Romagna ¸IC!) , c Iclio Iagorio, prcsidcn|c
socialis|a ¸IS!) da Joscana, asccndcram da polí|ica rcgional c íoram subs|i |uídos
por adminis|radorcs mai s prosaicos.

A nova divisáo dc au|oridadc cn|rc o ccn|ro c as rcgiõcs ainda cs|ava l ongc
dc scr ícdcral . A mai oria dos rccursos rcgi onai s provinha do ccn|ro, c as au-
|oridadcs ccn|rai s man|inham podcr dc vc|o sobrc a lcgisl açáo rcgional . Mas as
rcgi õcs cram mais podcrosas do quc o govcrno l ocal ¡ amais havi a sido na !|al ia
uniíicada. A au|oridadc lcgisl a|iva das rcgi õcs agora abrangi a arcas como saudc,
habi|açáo, planc¡ amcn|o urbano, agricul|ura, obras publicas c ccr|os aspcc|os da
cducaçáo. Alcm disso, os cs|a|u|os rcgionais haviam submc|ido a sua¡ urisdiçáo
o pl anc¡ amcn|o |crri|orial , ccon0mico c cs|ru|ural. As amplas a|ividadcs da Cassa
pei· il Mezzogiorno ¸Iundo para o Sul ), rcsponsavcl por maciços invcs|imcn|os
publicos no Sul , cs|avam su¡ci|as a um maior con|rolc por par|c dos rcprcscn-
|an|cs dos govcrnos rcgionai s.
Detavac|e as te,|ëes, e+ as a+c| e|¡al|eaees se| s+¡etv. sae te,| ecal, ¡eeet|aa
et|at s+as ¡té¡t|as seete|at|as see|a|s e ee|a-las ee ¡esseal , ,et|t se+s ¡te,taaas
ee s+|s|e| es ¡ata a,t|e+l |etes e at|esães, e et,ac|zat s+as eee¡eta||vas e etee|es
eseelates leeet|aa íeta+lat ¡laces te,| eca|s ee +t|ac|za¸ãe e a¡teve| |aaec|e ee
|ettas, ass+a| t e eec|tele eas e+aatas ee eeaéte| e , . . .). O aa|s | a¡tess| ecac|e eta
|alvez a eele,a¸ãe ea |ateía v| |al ee zelat ¡ela aetal ¡||l | ea , e+ seja, e ¡eeet
ee eeceeeet l | eec¸as a eeces ee tes|a+tac|e, lej| s|as, ae|et| s|as ee |ax| , ¡et|aeetes
ee ataas e|e Ls|es etaa eíe||vaaec|e ¡eeetes ee í|seal | za¸ãe A| es|ava, ecí| a,
+aa tevel+¸ãe ce ,evetce '
·s
+. . / - : . . . z
A rcsponsabl ll dadc por mul|os aspcc|os do govcrno quc dlzlam rcspcl|o a vl-
da do cl dadáo comum l |all ano ÷ mul|as das íunçõcs basl cas quc os succsslvos
govcrnos naclonal s havl am dclxado dc cumprlr ÷ íol asslm |ransícrlda as rc-
gl õcs.
Os rccursos quc os govcrnos rcgl onals agora con|rolavam dáo bcm uma
mcdlda dc sua lmpor|åncl a. Dczcnas dc mllharcs dc pos| os admlnls|ra|l vos ío-
ram crl ados para scrvlr aos novos govcnos c, duran|c a ícbrc dc dcsccn|ra-
llzaçáo no lnlclo dos anos T0, mllharcs dc íuncl onarlos íoram |ransícrldos da
burocracl a ccn|ral para as rcglõcs. A|c abrll dc l 9S l , as l 5 rcglõcs ordlnarl as
cmprcgavam 4G. 2T4 íunclonarl os adml nl s|ra|lvos, numcro quc aumcn|ara TG%
nos clnco anos an|crlorcs . ¸As clnco rcglõcs cspcclals cmprcgavam ou|ros
29. JSJ íunclonarl os. )
¡-
Ta b e l a 2 . 1
Gast os das i t al i an as ( por set or) , 1 989
...a ...a+÷
..··÷.÷ .a, .a :..a :..a ÷
ºa.+÷ +- ..- z z zs- . -: .+- - s. z.- -s s
/_· .. ..·a z ..+ s + --- . s -.. . - .z- . s
:·as,.·.÷s + -s: . : s+s - s z.- s + -z- s -
/+¬ s.·a¸÷._÷·a + -.+ s : .-- . - -ss s + sz- s -
-a· .a¸÷./.··as,.· .as : z: . - : +- + - z.: : s -+z - -
-+..a¸÷. z zsz + s-- + z s: . - : -.- z -
v÷ .a¬· ÷.÷ s+. s : -ss . z z.+ s : s.. z +
/ss s.-. as.. a : ss+ + -s- . : -.s + : s-. z :
·+.s.· a/a·.÷saa.. z-z s : -: s - : .-s - : s.- z .
..¬-·. ./..· s¬. ++. - --s + : s+s - --. : -
....·a +z- + s-s . - : - + --+ . -
º÷·« ¸.+a+« +a . . szz . szz . +-+ . .
...·.s : .: : z z zsz - s -.+ : z --. + +
cas..s...a s s. : +- s zs +-. . -. s+. s ss .s+ : .. .
` Total em bi l hões de l i ras.
Total em US$ bi l hões.
O |o|al dc rccursos dlsponlvcl s para as rcgucs aumcn|ou cxponcnclalmcn|c
nos anos T0 c S0, passando dc ccrca dc US$ l bllháo cm l 9TJ para aproxl ma-
damcn|c US$9 bllhõcs cm l 9TG, US$22 bllhõcs cm l 9T9 c mal s dc US$G5 bl -
v . ./·,/ ./º =- c=/º
+:
lhõcs cm l 9S9, a malor par|c dos qual s provcnlcn|c do govcrno ccntial sob
íorma dc |ransícrcnclas para íl nal ldadcs gcrals c cspcclílcas
¯0
(^ |ahcl a 2. 1
mos|ra o pcríll dos gas|os rcglonals cm l 9S9.) A|c o lnlcl o dos anos 90, os gc-
vcrnos rcglonal s cs|avam gas|ando quasc um dcclmo do produ|o ln|crno lru|c
l |al lano, parccla um pouco lnícrlor aqucl a corrcspondcn|c aos cs|ados nor|c-amc-
rl canos . Iara organlzaçõcs quc cxls|l am apcnas no papcl ha ccrca dc l 5 anos , as
rcgl õcs |lnham passado a con|rolar mon|an|cs cx|rcmamcn|c clcvados. Dc ía|o,
na malor par|c dos anos T0 c S0, avolumaram-sc cm quasc |oda par|c as do-
|açõcs náo-u|lll zadas quc cram |ranspor|adas dc um cxcrclclo para ou|ro, ¡ a quc
os rccursos canallzados para as rcglõcs cxccdlam sua novcl capacldadc adml-
nls|ra|lva.
Alcm dc dcílnlr a organlzaçáo c os mc|odos da nova l ns|l|ulçáo, nos prl-
mclros anos a lcgl slaçáo rcglonal ocupou-sc sobrc|udo da dls|rlbulçáo dc vcrbas
÷ crcdl|o para coopcra|lvas agrlcol as , bolsas para cs|udan|cs carcn|cs, assl s|cncla
a Jcílclcn|cs, subsldlos para 0nlbus l n|crurbanos , subvcnçõcs para o Scola c|c.
Buscando apolo publ lco, mas carcccndo da ncccssarl a lníra-cs|ru|ura admlnl s|ra-
|lva c náo raro dc au|orldadc lcgal para cfc|uar l mpor|an|cs rcíormas soclal s, a
mal orl a das rcglõcs sc cmpcnhava cm íazcr poll|lca dls|rl bu|lva ÷ gcralmcn|c da
manclra dlspcrslva quc os l |all anos chamam dc leggine ¸lcls mcnorcs) c inter­
venti a pioggia ¸pro¡ c|os quc 'chovlam' lndl scrl mlnadamcn|c sobrc a rcgláo).
Ior ou|ro lado, ccr|as rcglõcs rcalmcn|c cíc|uaram rcíormas l mpor|an|cs cm
arcas como o pl anc¡ amcn|o urbano, a pro|cçáo ambl cn|al c os cao|lcos scrvlços
soclals c dc saudc l |al lanos . 'arlas rcgl õcs íoram pl onclras na l n|roduçáo da cs-
|ru|ura organlzaclonal lndlspcnsavcl a ul|crlor rcíorma naclonal da saudc c da as-
sls|cncla socl al a 'unldadc local dos scrvlços soclals c dc saudc' A mal orla dos
cspcclall s|as concordou cm quc o planc¡ amcn|o urbano mclhorou scnslvclmcn|c
dcpols quc a rcsponsabllldadc por cssa íunçáo íol |ransícrl da do ccn|ro para as
rcglõcs . Em algumas arcas 'novas' da pol l|lca publlca, como cncrgla c mclo am-
blcn|c, mul|as rcglõcs ocuparam o vazlo dclxado pclos paquldcrmlcos mlnl s|crl os
romanos, quc cus|aram a adap|ar-sc as novas dcmandas publlcas c soclals Nos
proxlmos capl|ulos vol |arcmos a uma lmpor|an|c qucs|áo sabcr sc a au|orldadc
lcglsl a|lva das rcglõcs cxccdla a sua capacldadc admlul s|ra|lva Bcm ou mal , po-
rcm, a poll|l ca ln|crna l|al lana fora cm graudc par|c rcglouallzada O govcno rc-
glonal |ornara-sc, na sugcs|lva cxprcssáo clc Max Wcbcr, 'uma lcu|a pcrfuraçáo
clc |abuas duras'.
¯¡
A Ec' TE ¯Oc|T' CA ¬EO' O¹Ac
¨OV ¹OvO VO0O 0E ¯A¿E¬ ¯Oc|T' CA
Nasduas dccadas apos l 9T0, al|craram-sc as rcgras do¡ogo do govcno ua!|all a
Cabc agora lndagar quc cícl |o |lvcram cssas mudauças lus|l |ucloual s no modo oc
íazcr poll|lca c no modo pclo qual os l|al lauos cram govcn+dos
42 . / - : . . . 2
Scgundo Mon|csquicu, nos primordios dc uma nova íorma dc organi zaçáo po-
lí|ica, os lídcrcs moldam as i ns|i|uiçõcs, mas pos|criormcn|c as ins|i|uiçõcs mol-
dam os lídcrcs. A i n|craçáo dc mudança i ns|i |ucional c cli|c polí|ica |cm um
impor|an|c papcl na his|oria da cxpcri cncia rcgional i|al i ana.
No dcba|c quc an|cccdcu a criaçáo das rcgiõcs, ccr|os crí|icos haviam pro-
íc|izado quc os consclhos sc |ornariam um an|ro dc poli|iquciros dccadcn|cs . Al-
guns rcgional i s|as u|opi cos, por sua vcz, prcviram o surgmcn|o das bascs
rcgi onai s dc um grupo dc cidadáo-polí|icos ncoíi|os. No caso, ncnhuma dcssas
cxpcc|a|ivas sc jus|iíicava. Dcsdc o i nício, os novos consclhos íoram cons|i|uídos
por polí|icos cm asccnsáo, capazcs, ambiciosos c al|amcn|c proíissi onai s.
!!
Con|ando ccrca dc 45 anos ao clcgcr-sc, o consclhciro |ípico ja acumulou pc-
lo mcnos 25 anos dc cxpcricncia cm qucs|õcs par|idari as . Em mcdia os consc-
lhciros sáo alguns anos mais moços c mcnos cxpcricn|cs do quc os mcmbros do
Iarlamcn|o nacional, mas cm ou|ros aspcc|os scu pci!il sc asscmclha mai s ao dc
um parlamcn|ar quc ao dc um consclhciro municipal. Jan|o assim quc, cn|rc
l 9T0 c l 9S5 , pclo mcnos 20% dos consclhciros rcgionai s ¸c mais dc um |crço
dos quc ocuparam algum pos|o dc lidcrança rcgional) |rocaram scu cargo por
uma cadcira no Iarlamcn|o nacional .
!1
Na carrcira polí|ica i|al i ana, o cargo dc
conscl hciro rcgional |ornou-sc uma c|apa impor|an|c, marcando claramcn|c a pas-
sagcm do polí|ico amador para o polí|ico proíissional .
A nova cli|c polí|ica rcgional c compos|a principalmcn|c dc homcns quc sc
íizcram por si mcsmos . ¸Mcnos dc 5% dos consclhciros rcgionais sáo mulhcrcs,
i ndcpcndcn|cmcn|c dc sua accssibi l idadc no |ocan|c a ou|ros aspcc|os i mpor|an-
|cs, o conscl ho rcgional , assim como a polí|ica i |ali ana cm gcral, con|inua scndo
um mundo dominado pcl os homcns.) As origcns soci ai s dos consclhciros sáo
mai s modcs|as quc as dos parlamcn|arcs nacionais, mas mui|o supcriorcs as dos
conscl hciros municipai s. Salvo uma cxccçáo, os lcgisladorcs rcgionais sáo mui|o
l igados as ci dadcs c aldci as dc suas rcspcc|ivas rcgi õcs.
!4
Ccrca dc J5-40% dos
conscl hciros rcgionai s sáo íil hos dc opcrarios, ar|csáos ou agricul|orcs, mas so-
mcn|c l 5-20% dclcs chcgaram a cxcrccr |ai s ocupaçõcs . Mais da mc|adc dos
pai s dos consclhciros náo íoi alcm do curso primario c somcn|c l 0- l 5 % írc-
qucn|aram a univcrsidadc. En|rc os proprios conscl hciros, porcm, a grandc mai o-
ria ¸TT% cm l 9S9) írcqucn|ou a univcrsi dadc, índicc quc sc aproxima da mcdia
vcriíicada cn|rc os parlamcn|arcs c quc c pra|icamcn|c o dobro da mcdi a dos
consclhciros muni cipais i|ali anos.
Os consclhciros rcgi onai s sáo polí|icos |arimbados, com larga cxpcricnci a cm
qucs|õcs par|idarias c dc govcrno local. Mais dc |rcs quar|os cxcrccram cargos
clc|ivos an|criormcn|c, c mais dc qua|ro quin|os ocuparam um dcs|acado pos|o
dc l idcrança cm scu par|i do polí|ico. O consclho municipal con|inua scndo um
|rampolm impor|an|c para o consclho rcgional, poi s dois |crços dos consclhciros
rcgi onai s ja havi am scrvido ao govcrno municipal . Nos dois primciros dcccnios
do govcrno rcgi onal, a propria rcgiáo subs|i|ui u a província ¸a unidadc admi-
nis|ra|iva cn|rc a rcgiáo c o govcrno l ocal) como cscaláo crucial da hicrarqui a
polí|ica i|ali ana. En|rc l 9T0 c l 9S9, o numcro dc cx-ocupan|cs dc cargos pro-
vinciai s cn|rc os consclhciros rcgionai s diminuiu dc 45 para 20%, c o numcro dc
v . ./ · ,/ ./º =- c=/º 43
an|i gos ou a|uai s lídcrcs par|idarios provinci ais caiu dc S5 para G5%. Ja c nu-
mcro dc consclhciros quc ocuparam ¸ou hojc ocupam) um pos|o impor|an|c cm
sua organizaçáo par|idaria rcgional aumcn|ou dc 2G% cm l 9T0 para 59% cm
l 9S9. Essa |cndcncia nas |rajc|orias polí|icas rcílc|c a progrcssiva ¸porcm ainda
incomplc|a) ¨rcgionali zaçáo' das organizaçõcs par|idarias i|alianas c cons|i |ui c
primciro indício dc um novo cursus honorem polí|ico rcgional .
Iouco a pouco o consclhciro rcgional passou a vcr o scu cargo como uma
a|ividadc dc |cmpo in|cgral ÷ sinal dc maior ins|i|ucionalizaçáo.
!5
O numcro dc
consclhciros quc con|inuam a cxcrccr alguma ou|ra ocupaçáo alcm dc scu cargo
no govcrno rcgional cai u dc G9% cm l 9T0 para 45% cm l 9S9 O consclho rc-
gional passou a scr rcconhccido como um campo dc a|uaçáo para polí|icos pro-
íi ssi onais .

O primciro |cs|c para uma nova i ns|i|uiçáo polí|ica c quc cs|a sc
mos|rc capaz dc mobi lizar as aspiraçõcs c ambiçõcs dc pol í|icos scri os. Os go-
vcrnos rcgionais i|alianos passaram ncssc impor|an|c |cs|c.
E, o quc c ainda mais impor|an|c, o govcrno rcgional |ransíormou a cul|ura
polí|ica da cli|c. A maior mc|amci!osc na polí|ica rcgional obscrvada cm nossas
cn|rcvi s|as com consclhciros c lídcrcs comuni|ari os cn|rc l 9T0 c l 9S9 c uma no-
|avcl dcspolarizaçáo idcologica, aliada a uma íor|c |cndcncia a uma abordagcm
mais pragma|ica das qucs|õcs publicas.
A dcspol arizaçáo i dcologica sc dcvc pri ncipal mcn|c a uma convcrgcncia a di -
rci|a dc opiniõcs quan|o a uma scri c dc qucs|õcs con|rovcrsas, rcsul|an|c dc uma
íor|c |cndcnci a o modcraçáo cn|rc os comunis|as c ou|ros polí|icos dc csqucrda.
O numcro dc csqucrdis|as ¸IC!, IS! c ou|ros grupos dc csqucrda minori|ari os)
quc considcram, por cxcmplo, quc ¨o capi |alismo rcprcscn|a uma amcaça a !|a-
lia' caiu dc modo accn|uado c progrcssivo dc 9T% cm l 9T0 para TG% cm l 9TG,
54% cm l 9S l/S2 c íinalmcn|c 2S% cm l 9S9.

Ncssa c cm mui|as ou|ras qucs-
|õcs scmclhan|cs, por sua vcz, os dcmocra|as cris|áos c os polí|icos dc ou|ros
par|idos dc ccn|ro-dirci|a mos|raram uma |cndcnci a conscrvadora mui|o mais mo-
dcs|a c bcm mcnos uniíormc. O numcro dc ccn|ri s|as c dirci|i s|as quc sus|cn|am,
por cxcmplo, quc ¨os si ndica|os |cm dcmasiado podcr na !|alia' passou dc GT%
cm l 9T0 para T4% cm l 9TG c SG% cm l 9S l/S2, vol|ando a G5% cm l 9S9. As-
sim, o íosso cxis|cn|c cn|rc os par|idos csqucrdis|as c dirci|is|as diminuiu con-
sidcravclmcn|c cn|rc l 9T0 c l 9S9.
O cíci|o dcssas mudanças cs|a rcsumido na íigura 2. l , quc mos|ra a di s-
|ri bui çáo dos polí|icos scgundo um índice de quesitos esquerda-direita, bascado
cm pcrgun|as sobrc capi|al i smo, podcr sindical, di s|ribuiçáo dc rcnda, divorcio
c grcvcs nc sc|or publ ico. ¸A |abcla 2. 2 cnumcra os componcn|cs do índice de
quesitos esquerda-direita. ) Em l 9T0, as opiniõcs dcsscs políIicos cs|avam di s-
|ri buídas dc uma |ípica mancira bimodal polarizada, cnvicsada para a cx|rcma
csqucrda. Sci s anos dcpois, a di s|ribuiçáo con|inuava bimodal, mas diminuíra a
di s|ånc¡a cn|rc os modos. Em l 9S l/S2, o ccn|ro dc gravidadc dcslocara-sc para
a dirci|a, dc modo quc a dis|ri buiçáo, mcsmo náo scndo mais |áo polarizada,
ainda cra bas|an|c ampla. Em l 9S9, o pcndulo vol |ara para o ccn|ro, dc modo
quc a di s|ribuiçáo cra arquc|ipicamcn|c ¨normal ', com o modo no ccn|ro da
++ ./ - : . . ..
dls|rl hulçáo c uma dlspcrsáo csqucrda-dlrcl|a mul|o mcnor do quc duas dccadas
an|cs
¯°
A |ahcla 2. J aprcscn|a a mcsma cvldcncla num íorma|o llgclramcn|c dlíc-
rcn|c, mos|rando uma accn|uada rcduçáo no numcro dc consclhclros quc dcícn-
dlam poslçõcs cx|rcmas, sc¡a a csqucrda ou a dlrcl|a do índice de quesitos
esquerda-direita; a proporçáo dc cx|rcml s|as dcspcncou dc 42% cm l 9T0 para
apcnas l 4% cm l 9S9. Em scus dol s prlmclros dcccnlos dc cxls|cncla, a nova
lns|l |ulçáo rcgls|rou uma íor|c c progrcsslva |cndcncla ccn|rípc|a na polí|lca rc-
gl onal.
A mcdlda quc dlmlnuíam as dls|ånclas ldcologlcas , aumcn|ava a |olcråncla
cn|rc as dlícrcn|cs llnhas par|ldarlas. Em cada sondagcm, pcdimos aos polí|lcos
quc lndlcasscm sua slmpa|l a ou an|lpa|l a cm rclaçáo aos dlvcrsos par|ldos po-
lí|lcos classlílcando-os numa cscala dc 0 ¸|o|al an|lpa|la) a l 00 ¸|o|al slmpa|l a) .
A ílgura 2. 2 mos|ra os pon|os a|rlhuídos a cada par|ldo por polí|lcos advcrsarl os
Os rcsul|ados rcvclam uma ílrmc |cndcncla a malor accl|açáo mu| ua cn|rc pra-
|lcamcn|c |odos os par|ldos Em mcdla, a sl mpa|la dos náo-comunl s|as pcl o Iar-
|ldo Comunls|a !|all ano aumcn|ou dc 2G cm l 9T0 para 44 cm l 9S9, por cxcm-
pl o, cnquan|o a slmpa|la pclos dcmocra|as crl s|áos cn|rc os consclhclros dos
dcmals par|ldos aumcn|ou dc 2S cm l 9T0 para J9 cm l 9S9. Somcn|c o Movl-
mcn|o Soclal Ncoíascls|a !|al lano c, cm mcnor grau, a Dcmocracla Irolc|arla dc
cx|rcma csqucrda pcrmancccram os|raclzados pclo rcs|o da cll |c polí|lca, mas a|c
mcsmo cssa rc¡ clçáo ¡a cra mcnos radl cal cm íl ns dos anos S0 do quc no co-
mcço dos anos T0
Ira|lcamcn|c |odos os pon|os a|rlhuídos sl|uam-sc na mc|adc l nícrlor da cs-
cal adc slmpa|l a-an|l pa|la, pols náo sc podc cspcrar quc num sls|cma compc|l |l vo
os polí|lcos manlícs|cm mul|a consl dcraçáo pcl os scus advcrsarl os. A slmpa|la
pclos par|l dos rlval s ¸mcsmo pclo rcla|lvamcn|c hcm-accl |o Iar|ldo Soclal l s|a !|a-
llano) parccc chcgar no maxlmo a uma ncu|ralldadc 50-50. Nos primclros 20
anos da cxpcrlcncla rcglonal , porcm, as íor|ísslmas |cnsõcs quc scmprc carac|c-
rlzaram a polí|lca par|ldarla l|allana dl ssl param-sc gradualmcn|c, scndo suhs|l |uí-
das por um crcsccn|c rcspcl|o mu|uo
A a|cnuaçáo do scc|arl smo cn|rc a cl l |c polí|lca rcgl onal náo rcílc|lu somcn|c
as ampl as mudanças opcradas na soclcdadc l |al lana. Em sondagcns paralclas ¡un-
|o a oplnláo puhllca cons|a|amos quc, no ílnal dos anos T0, cmhora cs|lvcssc ha-
vcndo um dcgcl o nas rclaçõcs ln|crpar|ldarlas no scl o da cl l |c polí|lca rcglonal,
a hos|ll ldadc par|ldarla cs|ava na vcrdadc aumcn|ando cn|rc os clcl|orcs comuns
l |allanos Nos anos S0, cssc scc|arl smo cn|rc as massas comcçou a dl mlnulr Jal
cronologl a condlz com a ln|crprc|açáo dc quc a dcspol arl zaçáo da polí|lca l |a-
llana íol lnlcla|lva da cll|c, cmhora sc¡ a ncccssarlo cíc|uar mals pcsqul sas para
conílrmar |o|almcn|c cssa hlpo|csc. Sc¡ a como íor, quando da crlaçáo dos go-
vcrnos rcglonal s, havla malor hos|ll ldadc cn|rc os conscl hclros rcccm-clcl|os dos
dlícrcn|cs par|l dos do quc cn|rc scus rcspcc|lvos clcl|orcs . Duas dccadas dcpol s,
cssa |cndcncl a lnvcr|cra-sc |o|almcn|c, c as rclaçõcs ln|crpar|ldarlas cram consl-
dcravclmcn|c mal s ahcr|as c |olcran|cs cn|rc os polí|lcos rcglonals do quc cn|rc
os clcl|orcs.
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1 b
1 Û
v . ./·¸/ . /º =- c=/º +-
F i g u r a 2 . 1
Des pol ar i zação esq uer da- di re i t a, i 970- 89
c.-.--·..·-,.-». (%)
1 970
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1 981 /82
-+.-+-|.-...
-.|.-·+»·+·-»
1 989
-+.- +- |.-...
-.|.-·+»·+·-»
+s ./ - : . . . z
Tab e l a 2 . 2
Component es do í nd i ce de q ues i t os es querda- di r ei ta
: ·a+ s.· ·. ¸÷.+÷·÷+a.s.·a·a a+.·÷s·÷a ¬÷.÷÷s.÷.÷¬s..a¸÷.+÷s·a«.·a«÷
,....·+a,
z .ss + .a..s.-¬+÷¬as a+.,.+÷·a .a a,+ s..·+a,
s / s. .. ¸÷.+.+«··. .a .a a-s a+÷,·.,·÷ss. ,....·+a,
+ ·.ss÷·« ¸.s,.· ..s,,.·÷·÷¬, . ,as .·as,.·.÷s,.+ ·÷ ..+÷,·÷«÷+÷«÷· as÷· ¬.a+.
,+ s..·+a,
- ..a, .a s¬.·÷,·÷s÷.a.¬aa¬÷a¸a,a·aa .a a ,....·+a,
Nota: Em cada quesi to obti veram-se as respostas: "concordo i ntei ramente" , "concordo mai s ou menos" , "di s­
cordo mai s ou menos" ou "di scordo i ntei ramente". O índi ce é cumul ativo em todos os ci nco quesi tos. Nos quesi ­
tos 2 e 4 a contagem de pontos é i nverti da para garanti r o al i nhamento esquerda-di rei ta.
Ta b e l a 2 . 3
Des pol ar i zação d o s con s e l h e i ros r eg i onai s , 1 9 70- 89
-÷·.÷..a
: -·. : -·s : --: /-z : ---
-···÷¬ s.a +z s: z: : +
v.+÷·a+. -- s- ·- -s
: .. : .. : .. : ..
(·.¬÷·., ,·z, , : -+, , : -: , , : ss,
Nota: Extremi smo e moderação são medidos pela pontuação no índice de quesi tos esquerda-di rei ta. As pon­
tuações nas quatro categorias "externas" da fi gura 2.1 (duas na extrema esquerda e duas na extrema di reita)
equi val em a "extremi sta" , enquanto as pontuações nas cinco categori as do meio equi val em a " moderado". O
í ndi ce e os pontos críticos são constantes nas quatro baterias de entrevistas.
v . ./·¸/ ./º =- c=/º +:
F i g u r a 2 . 2
Si mp at i a pel os adver sár i os pol ít i cos ent r e o s consel hei ros r egi on ai s ,
1 970- 89
º ¬,a. a,÷. ,a·. +. + .a+. ,¬-+ a
s. �����-----�-�-------
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vº v.« ¬÷.. º.. a .a a.
: ---
Uma conscqucncia impor|an|c dcssa |cndcncia para a polí|ica rcgi onal c quc
a hos|ilidadc par|idaria dcixou dc rcprcscn|ar um obs|acul o a con|cmporizaçáo no
|ocan|c a qucs|õcs pra|icas. Corrobora cssa conclusáo o ía|o dc o cs|ilo idcolo-
gico dc íazcr pol í|ica |cr cn|rado cm dccadcncia ncssas duas dccadas. Os polí-
|icos rcgionais ja náo vccm o mundo somcn|c cm prc|o c branco, mas cm
|onal idadcs mais acinzcn|adas ¸c mais passívcis dc ncgociaçáo).
+- ./ - . . ..
Ta b e l a 2 . 4
Tendênci as da cu l t ur a pol ít i ca da e l i te , 1 970- 89
-÷·.÷..a +÷....·+a. a
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÷s.÷.+÷a..·+. : -.. : -.s : --: /-. : ---
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-·.+a¬÷.a |.÷as..s +÷·a¸.÷s
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+÷«÷¬s÷÷« .a·,.s ¸.÷s÷·.·÷¬a+as
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-¬. . ¬aaa s÷ a ÷a +a+÷a.s
... +a+÷.s-¬a s ¬,.·.a.÷+.
|.÷a ÷a +a+÷a.,a·. +. s- .. -+ -+
,·.¬÷·.a,·.· ¬a+., .., : .-, : .+, : .: ,
A |abcla 2. 4 mos|ra como a cul |ura poll|ica dos consclhciros rcgionais sc mo-
diíicou cn|rc 1 970 c 1 989. A proporçáo dc consclhciros quc cn|cndiam quc ¨nas
a|uais qucs|õcs sociais c ccon0micas c íundamcn|al quc as considcraçõcs |ccnicas
|cnham maior pcso quc as considcraçõcs poll|icas` sal|ou dc 28% cm 1 970 para
63% cm 1 989. A proporçáo daquclcs para qucm ¨|ransigir com o advcrsario po-
ll|ico c pcrigoso porquc gcrahucn|c implica |raiçáo ao proprio par|ido` dcspcncou
dc 50% cm 1 970 para 29% cm 1 989. Os quc aconscl havam modcraçáo, cn|cn-
dcndo quc, ¨nas con|rovcrsias poll|icas, cm gcral dcvcm-sc cvi|ar posiçõcs cx|rc-
madas porquc a mclhor soluçáo cos|uma cs|ar no ccn|ro`, aumcn|aram dc 57%
cm 1 970 para 70% cm 1 989. A proporçáo dos quc sus|cn|am quc, ¨cm ul|ima
anal isc, a lcaldadc aos concidadáos c mais impor|an|c do quc a lcaldadc ao par-
|ido` subiu dc 68% cm 1 970 para 94% cm 1 989. Ncsscs anos, a idcia dc p0r a
lcaldadc clvica acima da lcaldadc par|idaria dcixou dc scr uma proposiçáo dis-
cu|lvcl para |ornar-sc um l ugar-comum Examinando a|cn|amcn|c as mudanças dc
ano para ano indicadas na |abcla 2. 4, no|a-sc quc cssa mc|amorlosc da cul|ura po-
ll|ica da cl i|c cs|ava pra|icamcn|c concl ulda no inlcio dos anos 80.
Em pouco mais dc I 0 anos ¡a sc íaziam scn|ir os cíci|os corrc|ivos c mo-
dcradorcs do cnvolvimcn|o no govcno rcgionaì, c a in|ransigcncia idcologica ia
ccdcndo o passo a uma valorizaçáo das vir|udcs da con|cmporizaçáo c da cx-
pcricnc| a |ccn| ca Sol ici |ados a classiíicar o pcríil dc sua rcgiáo numa cscala dc
cinco pon|os, vari ando dc ¨idcol ogico` a ¨pragma|ico' ' , a proporçáo dc consc-
v . ./·¸/ ./º =- c
lhci ros quc consi dcraram cssc pcríil ni |idamcn|c idcol ogico cai u d c 26% cm
1 979 para 2 1 % cm 1 976, 1 4% cm 1 981 /82 c apcnas 1 0% cm 1 989. O prag-
ma|ismo náo cra mai s uma pccha c sim um modo dc ncgociar.
A comparaçáo das cn|rcvis|as íci|as com os consclhciros cm 1 970, 1 976 c
1 98 1 182 rcvcl a algumas mudanças in|crcssan|cs no modo dc cl cs anal i sarcm dc-
|crminadas qucs|õcs rcgionais, como scrviços sociais ou dcscnvolvimcn|o ccon0-
mico
10
Em comparaçáo com nossa primcira scric dc cn|rcvi s|as, pos|criormcn|c
os consclhciros íormularam suas anal i scs mcnos cm |crmos dc íi ns prcclpuos c
mai s cm |crmos dc mcios pra|icos . Elcs passaram a vcr-sc mcnos como mcdia-
dorcs c mai s como rcsponsavci s, mcnos como |ribunos cloqucn|cs das causas po-
pularcs c mais como dcícnsorcs compc|cn|cs do in|crcssc publico. Apos uma
dccada dc govcno rcgional, os lldcrcs rcgi onais sc havi am |ornado mcnos |co-
ricos c u|opicos c mcnos prcocupados cm dcícndcr os in|crcsscs dc ccr|os grupos
rcgi onai s cm dc|rimcn|o dc ou|ros. As qucs|õcs pra|icas dc cunho adminis|ra|ivo,
lcgisla|ivo c íinancciro adquiriram mai or rclcvo Agora os consclhciros íalavam
mai s cm prcs|açáo cíicicn|c dc scrviços c invcs|imcn|o cm cs|radas, c mcnos cm
¨capi|al ismo` ou ¨socialismo`, ¨l ibcrdadc` ou ¨cxploraçáo`.
Jais |cndcncias ccr|amcn|c cs|avam ligadas ao scnso dc prioridadcs ins|i |ucio-
nais dos lldcrcs. Nos anos 80, ao íalarcm das qucs|õcs mais impor|an|cs cnírcn-
|adas pclo govcrno rcgi onal c dc suas cspcranças para o íu|uro, os consclhciros
dcram mcnos a|cnçáo a ¡us|i ça, a igualdadc c a rcíorma social do quc haviam da-
do cm 1 970. Agora clcs sc conccn|ravam mais na rcíorma adminis|ra|iva, poll|ica
c rcgimcn|al. A au|onomia lcgisla|iva c a cíicicncia adminis|ra|iva ¸ou, mais írc-
qucn|cmcn|c, a incíicicncia admini s|ra|iva) ganharam cvidcncia cm suas anal iscs
sobrc o govcrno rcgional, ao passo quc a prcocupaçáo com a ¨|ransíormaçáo so-
ci al radi cal` dos primciros anos mcssiåni cos íora pra|icamcn|c csquccida.
Ao cn|rarcm pcl a primcira vcz na cåmara do consclho, os novos lcgisladorcs
viam a poll|ica c as rclaçõcs sociais basicamcn|c como um ¡ogo dc soma zcro,
girando cm |orno dc coníli|os quc cm ul|ima ins|åncia cram inconciliavcis Jal
vi sáo, arraigada nas lu|as sociais c i dcologicas do passado i |aliano, prcdi spunha
os conscl hciros a discordia c impcdia a colaboraçáo pra|ica. Essc modo dc cn-
carar os coníli|os sociais c poll|icos |ransíormou-sc singularmcn|c no primciro
dcccnio da cxpcri cncia rcgi onal A íigura 2. 3 mos|ra quc ncssc pcrlodo a cníasc
dos conscl hciros no coníli|o inconcil iavcl diminui u, ao passo quc a cníasc no
conscnso aumcn|ou progrcssi vamcn|c
A poll|ica na arcna rcgional c gcralmcn|c modcrada. Ao longo dcsscs 20
anos, a maioria dos conscl hciros aíirmou quc cra posslvcl coníiar cm scus co-
lcgas, mcsmo cm scus ri vai s poll|icos Ccrca dc dois |crços sus|cn|am quc ad-
vcrsari os idcol ogicos podcm chcgar a conscnso sobrc probl cmas pra|icos da
rcgiáo Jrcs quar|os dizcm quc as a|ividadcs do consclho sáo mais marcadas pcla
colaboraçáo do quc pcl o coníli|o, opiniáo quc c compar|i lhada pcl a csmagadora
maioria dos lldcrcs comuni|arios com qucm convcrsamos.
-. ./- : . . . z
F i g u r a 2 . 3
Ten dênci as da opi n i ão dos con s e l h e i r os sobre os conf l i tos , í 9 70- 89
: ..
-.
s.
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.
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-.
s.
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Opinião dos conselheiros sobre conflitos sociais
e interesses comuns, 1 979 a 1 98 1 /82
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C ·÷·÷ss÷s .·.s
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Opinião dos conselheiros sobre sua região, 1 970-89
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: -.. : -.s : -- : /-z : ---
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C .·s÷s.a
Rl /·as as .· sas
• .·· ·.·sa
!sso cvidcn|cmcn|c náo signiíica quc |odos cs|cjam dc acordo cm |odas as
qucs|õcs. Na vcrdadc a discordåncia a rcspci|o dc ccr|os assun|os aumcn|ou dc-
pois dc 1 977, quando a |ransícrcncia dc au|oridadc c rccursos do govcrno ccn|ral
ícz com quc os lídcrcs rcgi onais sc vi sscm pcla primcira vcz dian|c dc opçõcs
concrc|as c, logo, dian|c dc qucs|õcs concrc|as cm rclaçáo as quais podi am dis-
ccdar. A con|rovcrsia náo dcsaparcccu da polí|icarcgional ¸como vcrcmos no ca-
pí|ul o 4), ncm o proprio coníli|o c incompa|ívcl com o bom govcrno. Jodavia,
v . 5/ · ,/ 5/º - - c - /º - :
con|rariamcn|c a s |radiçõcs d a polí|ica i|aliana, o s consclhos rcgionais cada vcz
mais sc carac|crizam por um par|idarismo 'abcr|o' cm vcz dc ''ícchado' . o plu-
ralismo da polí|ica par|idaria nas rcgiõcs náo c o 'pluralismo polarizado' quc du-
ran|c |an|o |cmpo carac|crizou a polí|ica nacional i|aliana.
1 l
Os lídcrcs aprcndcram
a discordar scm sc dcscn|cndcr c aprcndcram a rcspci|ar scus advcrsari os.
As cvidcncias acumuladas sáo mprcssionan|cs. nas duas primciras dccadas da
cxpcncncia rcgional houvc uma mudança radical na a|mosícra c na cul|ura polí|i-
cas, passando-sc do coníli|o idcologico a colaboraçáo, do cx|rcmismo a modcraçáo,
do dogma|ismo a |olcråncia, da dou|rina abs|ra|a a gcs|áo pra|ica, da ar|iculaçáo dc
in|crcsscs a agrcgaçáo dc in|crcsscs, da rcíorma social radical ao 'bom govcno'.
^lguns tcgionalis|as l amcn|am 'o rclaxamcn|o das |cnsõcs idcali s|as', c dc
ccr|o modo simpa|izamos com cssa qucixa. A passagcm do i dcalismo a mcra
'compc|cnci a' podc acabar lcvando a uma |ccnocraci a ari da, insípida c i nscnsí-
vcl.
1!
No con|cx|o i |aliano, porcm, cn|cndcmos quc as |cndcncias aqui dcscri|as
assi nal am uma impor|an|c c|apa na |ransíormaçáo da polí|ica i|aliana. Bcm ou
mal , as '|cnsõcs idcalis|as' sc rclaxaram, c os novos lídcrcs rcgionais váo lc-
vando adian|c a |arcía dc cons|ruir a nova ins|i |ui çáo.
Como íoi quc a cul|ura polí|ica das cli|cs rcgionais sc modiíicou |an|o ncssas
duas dccadas! Náo c nada íacil cxplicar cssas |cndcncias a par|ir dc uma pcrs-
pcc|iva gcral dos s uccssivos consclhos rcgionai s. En|rc as varias al|crna|ivas, |rcs
hipo|cscs sc dcs|acam.
11
o Renovação eleitoral. 1alvez es aea|tes aa| s ex|tea|s|as ees ¡t|ae|tes eeasel|es aãe
|ea|aa eease,+| ee teele,et-se, seaee s+|s|| |+iees ¡et aeeetaees aa|s ae ,es|e ees
ele||etes e+ ees ¡+e laa¸avaa eaae| ea|+tas es|aaee íeta ce ,evetae te,|eaal seaee
ass|a, a aea|al|eaee aãe es|at| a a+eaaee, aas a eea¡es| çãe ees eeasel|es, s|a le·
eeaes avet| ,+at essa ||¡é|ese eea¡ataaee es eeasel|e|tes teeéa-ele| |es ea l -¯: e
l -·c eea es ¡+e ee| xataa e cat,e aesses aaes
o Política nacional. 1alvez as a+eaa¸as ¡+e ee|ee|aaes ea|te es eeasel|e|tes te,| eaa| s
teíle|| ssea +aa ees¡elat|za¸ãe aa ¡el||| ea aae|eaal 1alvez es ¡el||| ees | |al|aaes ea
,etal - aãe apeaas a¡+eles e|te|aaea|e eavelv| ees ae ,evetae te,|eaal - |ea|aa se
|etaaee aa| s eea|t|s|as e ¡ta,aá||ees aes aaes ¯c e ·c Ceae ] á ass| aalaaes, |al |a·
|et¡te|a¸ãe é ¡es|a ea eav|ea ¸ele ìa|e ee ¡+e a ¡elat|za¸ãe ¡at||eat|a ea|te es ele|·
|etes | |al| aaes ¡ets | s|i + e a|é aesae a+aea|e+ e+taa|e a aa| et ¡at|e eesse ¡et|eee
|ãe e| s¡eaes ee eaees e| te|aaea|e eea¡atave| s se|te a a+eaa¸a ee ¡etí|l ees ¡e·
l|||ees aae| eaa| s, aas ¡eeeaes avet|,+at ael|et essa || ¡é|ese eea¡ataaee as e¡| a| ëes
ees eeasel|e|tes teeém-ele| |es ea l -¯: e l -·c eea as e¡| a| ëes | a| e| a| s ee se+s ee·
le,as e| aee aaes aa|es. set| aa es s+eess| ves eea||a,ea|es ee aeva|es aa| s aeeetaees,
| ae| eaaee ass|a ¡+e e eleaee aae| eaal ee eaae| ea|es, ee ¡+al esses aeva|es |az|aa
¡at|e, es|at| a se |etaaaae aa| s aeeetaee:
o Socialização institucional. 1alvez e ¡té¡oe eave| v| aea|e ae ,evetae teg| eaai |ea|a
levaee se+s ¡te|a,ea| s |as a |teeatea e ee,aa|| sae | eeelé,|ee ¡et +a ¡ta,aa|| sae
aa| s eeaseas+al Das |tês | a|et¡te|a¸ëes al|etaa|| vas , es|a é a aa|ea ¡+e | a¡l|ea ¡+e
a ¡té¡t|a teíetaa |ast| |+e| eaal |te+xe |a¡et|aa|es eease¡aeae| as ¡ata a ¡eli|| ea te,|c-
-. ./- : . . ..
ea| , e.· aeee aa íé:aa ee ¡aal es l|ee:es ¡el|:| ees ¡ee| aa e|e,a: a aa aee:ee ¡aae:e
aes ¡:e|leaas ¡:á:|ees ee saa :e,| ãe A eea¡:eva¸ãe eessa || ¡é:ese ee¡eeee ee aaa
eea¡a:a¸ãe e| :e:a eas e¡| e| ëes ees eeesel|e|:es ¡ae eee:|eaa:aa ee ea:,e ea 1 97 :
e 1980 eea suas próprias e¡| e| ëes e| eee aees ae:es
Nossa scric dc sondagcns, nas quais cn|rcvis|amos mui|os dos mcsmos indi-
vlduos cm 1 970 c 1 976 c novamcn|c cm 1 98 1 /82, lança luz sobrc cssas in|cr-
prc|açõcs al|crna|ivas, mas náo podcmos rcsolvcr a qucs|áo dcíini|ivamcn|c.
14
Nosso cs|udo, conquan|o mc|icul oso, náo íoi um cxpcrimcn|o cicn|uico |o|almcn-
|c con|rolado. Iodcmos íazcr uma comparaçáo ¨an|cs c dcpois' dos consclhciros
clci |os, mas náo di spomos dc um grupo dc con|rol c dos poll|icos íora da ins-
|i|uiçáo rcgional . Con|udo, nossos dados conoboram as scguin|cs conclusõcs .
15
o A :eeeva¸ãe ele|:e:al ¡:a:|eaaee:e ea eaea eee::| |a| a ¡a:a a e:eseee:e aeee:a¸ãe
ees eeesel|es :e,|eea| s La ,e:al es eeesel|e|:es :eeéa-ele|:es eãe e:aa aa|s ae·
ee:aees ee ¡ae a¡aeles a ¡aea sa|s:| :a|aa, ea ve:eaee, es eeva:es e:aa +s vezes me­
nos aeee:aees ee ¡ae seas ae:eeesse:es |ãe :a:e a :eeeva¸ãe ees:aaava eee:e: a
:eeeeee| a + aeee:a¸ãe, e eãe aeele:á-la A aeee:a¸ãe eãe e:a | a¡es:a + | es:| :a| ¸ãe
¡eles ele| :e:es eea ¡eles ¡ae l ae¸avaa eaee| ea:a:as es:aeee íe:a ee ,eve:ee
o As :eeeeee| as eae| eea| s, aesae eãe seeee íae| laee:e e| s:|e,a|ve| s eas :eeeeee| as es·
¡ee| üeaaee:e | es:| :ae|eea| s, ¡a:eee ¡ae eee::||a|:aa aeees:aaee:e Os saeess| ves
eee:| e,ee:es ee eeva:es ee eeesel |e e:aa aa| s eee::| s:as ee ¡ae seas ¡:eeeeesse:es
tinham sido inicialmente, ¡e:éa aeees eee::|s:as ee ¡ae es:es haviam agora se tor­
nado. As | eñaeee|as eae| eea|s eãe íe:aa | a¡e::ae:es ee::e 1 970 e 1 976, aas eesses
eaees | ee|eaa ¡ae a ees¡ela:|za¸ãe ee ¡l aee eae|eeal aeele:ea-se ees e| eee aees sa|-
se¡+ee:es , :e:eaeee-se aa| s |eílaee:e ea ¡el |:| ea :e,| eeal
o A see| al | za¸ãe | es:| :ae|eeal , | s:e é, a eeeve:sãe ees :|:al a:es ee ea:,e, íe| | a¡e::ae:e
e ex¡l | ea ea ,:aeee ¡a::e a :eeeeee| a + aeee:a¸ãe 1a|s | eílaeee| as | es:| :ae| eea| s íe-
:aa aa| s íe::es ees ¡:|ae| :es aees ea :eíe:aa, ¡aaeee es eeves l|ee:es :e,| eea| s | e| -
e|alaee:e ::ava:aa eee:a:e aes eea es ea::es e :aa|éa eea es ¡:e|leaas eeaaes
Os aesaes eeesel|e| :es ¡ae, ae ele,e:ea-se ¡el a ¡.·ae|:a vez, ee:aa aes::as ee ex-
::ea|sae | eeelé,|ee e see:a.· sae :evela:aa-se aa| s aeee:aees e|eee ea I O aees ee-
¡e| s A e:eseee:e aeee:a¸ãe e|se:vaea ee aaa le,|sl a:a:a ¡a:a ea::a eeeeee::ava-se
¡:ee|saaee:e ea¡ael es ¡ae se aae:| ve:aa ee ea:,e Os aea|:es ea ¡:|ae| :a ,e:a¸ãe
¡ae e|e,a:aa ae :e:ee|:e aaeea:e ,a¡:ex| aaeaaee:e aa :e:¸e ee ,:a¡e e:| ,| eal) es-
:avaa ee::e es aa| s ex::ea|s:as e ee,aá:| ees ¡aaeee se ele,e:aa ¡el a ¡:| ae| :a vez,
+ é¡eea ee eessa :e:ee|:a sé:|e ee ee::ev| s:as, ¡e:éa, eles se |eel a|aa ee::e es aa| s
aeee:aees e :ele:ae:es Os ¡ae e:aa | e| e| alaee:e ¡a::|eá.· es íe::ee|es íe:aa :aa|éa
es ¡ae ¡e:aaeeee:aa ee eeesel|e ¡e: aa|s :ea¡e, + aee| ea ¡ae se :e:eavaa aa|s
eevelv| ees eea a | es:| :a| ¸ãe, eles | aa eeeeeee + saa |etl aeee| a aeee:aee:a
A conclusáo mais razoavcl a scr |irada dcsscs dados por vczcs prccari os c
quc a nova ins|i |ui çáo rcgional íomcn|ava cn|rc scus mcmbros um pragma|ismo
|olcran|c c col abora|ivo. Na !|ali a dos anos 70 c 80, a mudança poll|ica sc pro-
ccssava dcn|ro c íora dos conscl hos rcgi onai s, mas cra:ais rapida c mai s abran
v . 5/ · ,/ 5/º - - c - /º -s
gcn|c dcn|ro dclcs, sobrc|udo nos primciros anos. A poll|ica i |aliana scmprc sc
carac|crizara pcl o dogma|ismo idcologico c pcl o par|idarismo ícchado.

A dura
cxpcricncia das rcalidadcs pol l|icas dos govcrnos rcgionais con|ribuiu para mudar
cssc quadro. Os anos dcdi cados a l aboriosa |arcía dc cons|ruir jun|os uma nova
organi zaçáo cnsinaram aos consclhciros rcgionais as vir|udcs da pacicncia, do
scnso pra|ico c da |cmpcrança. Jal como cspcravam os scus dcícnsorcs , a rc-
íorma rcgional cri ou ¨um novo modo dc íazcr poll|ica'.
A AMPLI AÇÃO DA AUTONOMI A REGI ONAL
'As ins|i|uiçõcs poll|icas sáo au|0nomas na mcdida cm quc scus propri os i n|c-
rcsscs c valorcs sc dis|ingucm daquclcs dc ou|ras íorças sociai s. '

Es|aráo os
govcnos rcgi onais i |alianos sc |ornando ins|i|uci onal izados ncssc scn|ido? Havcra
uma |cndcncia a um sis|cma poll|ico au|cn|icamcn|c regional, dis|in|o das íorças
sociais c poll|icas l ocais c nacionai s? Jcra a mudança das rcgras al|crado o cíc-
|ivo cqui llbiio dc podcr c in|crcsscs na poll|ica c no govcrno i|al ianos?
A qucs|áo c pcr|incn|c porquc as rcgiõcs nasccram cncurraladas por podcrosas
íorças nacionais c locai s. Como vimos, as rcgiõcs íoram cm par|c um subprodu|o
da pol l|ica par|idaria nacional , c a pol l|ica rcgi onal con|i nua scndo inílucnciada
pclo ambicn|c poll|ico naci onal. Ior ou|ro l ado, a primcira gcraçáo dc consc-
lhciros rcgionai s cs|ava íor|cmcn|c li gada a poll|i ca l ocal . Naquclcs primciros
anos, as i ndicaçõcs para o consclho rcgi onal cram con|roladas sobrc|udo pclas or-
ganizaçõcs par|idarias l ocais, c os principais con|a|os poll|icos dos consclhciros
cram locai s. No inlcio as rcgiõcs cram csscncialmcn|c uma criaçáo nacional do-
minada por poll|icos locai s. Iara |ornar-sc uma ins|i|uiçáo inílucn|c c podcrosa,
c náo mcramcn|c cons|ar do rol dc organismos publicos moribundos da !|alia, o
govcrno rcgi onal |cria quc supcrar suas origcns. Scus novos lldcrcs |criam quc
adquirir maior indcpcndcncia dc scus an|i gos pis|olõcs locais c nacionai s.
Nosso cs|udo mos|ra quc a au|onomia c a idcn|i dadc ins|i|uci onai s rcgionais
sc íirmaram sobrc|udo apos 1 976. Ior cxcmpl o, cm cada sondagcm pcdimos aos
conscl hciros c aos l ldcrcs comuni|arios quc avali asscm a inílucncia dc uma l onga
lis|a dc a|orcs, dc no|avcis locai s a mini s|ros nacionai s, dc organizaçõcs agrlcol as
a sindica|os |rabal his|as, do mundo dos ncgocios a !grcja, c do prcsidcn|c da rc-
giáo aos burocra|as l ocais. Uma |cndcncia c incqulvoca a asccndcncia dos cxc-
cu|i vos rcgionais. O prcsidcn|c da rcgiáo, os mcmbros do gabinc|c rcgional, os
l ldcrcs par|idari os rcgionai s, os adminis|radorcs rcgi onais , |odos clcs ganharam
prcs|lgio cn|rc 1 970 c 1 989. Em compcnsaçáo, pra|icamcn|c |odos os grupos dc
íora pcrdcram inílucncia, indcpcndcn|cmcn|c dc sua oricn|açáo poll|ica agricul-
|ura, sindica|os, cmprcsari ado, imprcnsa, !grcja, parlamcn|arcs nacionais c l i dc-
ranças par|idarias locai s. lssas succssivas sondagcns rcvclam uma cl ara |cndcncia
ao prcdomlnio das l idcranças rcgionai s, cada vcz mais indcpcndcn|cs das íorças
cx|crnas ¸mas náo imuncs a clas), prccisamcn|c no scn|ido dcíinido por Hun-
|ing|on. Dcn|ro dos limi|cs da dcmocracia rcprcscn|a|iva, cada vcz mais compc|ia
aos lldcrcs da nova ins|i|uiçáo conduzir scu proprio dcs|i no.

-+ ./- : . . ..
As mudanças na cs|ru|ura dc podcr dos par|idos polí|icos coníirmam a i ns-
|i|ucional izaçáo da polí|ica rcgional. !ndagamos rcgularmcn|c dos consclhciros
sobrc a inílucncia dos lídcrcs par|idari os nacionai s, rcgionais c l ocais cm |rcs
campos cspccííicos. i ndicaçõcs para o conscl ho, ncgociaçõcs para a íormaçáo do
gabinc|c rcgional c dccisõcs sobrc lcgislaçáo pcran|c o conscl ho. Em |odos os
campos c pra|icamcn|c cm |odas as rcgiõcs, o podcr dos lídcrcs rcgi onais au-
mcn|ou cons|an|cmcn|c dc 1 970 a 1 989, ao passo quc o podcr dos lídcrcs na-
cìonais c l ocais diminuiu ¸vcr íigura 2. 4) .
F i g u r a 2 . 4
I nf l uênci a d o s l í der es part i dár i os e m t r ês
campos es pecíf i cos , 1 970- 89
Influência nas indicações para o conselho regional
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Influência na formação do gabinete regional
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Influência na legislação regional
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,··,· ·s .·s÷ ÷ ··s
O monopolio ou|rora incon|cs|c dos caciqucs l ocais no |ocan|c as indicaçõcs
para o consclho íoi abalado, ao passo quc aumcn|ou o podcr dos lídcrcs rcgionai s
para indicar candida|os, mui|o cmbora a inílucncia dos chcícs locai s ainda íossc
considcravcl cm 1 989. Os lídcrcs nacionais raramcn|c cnvolviam-sc nas i ndica-
çõcs, mas mui|as vczcs procuravam inílucnciar a íormaçáo dc coali zõcs. Na Sar-
dcnha, por cxcmpl o, a cupula nacional da DC impcdiu por varios mcscs a
íc!açáo dc um gabinc|c, |cmcndo quc uma ali ança com o IC! ¸apoiado pclos
dcmocra|as cris|áos darcgiáo) vicssc a prcjudicar a cs|ra|cgia nacional do par|ido.
Con|udo, como mos|ra a íigura 2. 4, |ambcm ncssc campo a au|onomi a rcgional
sc ampliou nas duas ul|imas dccadas. Ior íim, a au|oridadc rcgional sobrc os pro-
gramas lcgi sla|ivos |ornou-sc i ncon|cs|c. Ncssc sc|or, a mudança mais marcan|c
nos ul|imos anos íoi a crcsccn|c indcpcndcnci a dos propri os consclhciros cm rc-
laçáo aos lídcrcs par|idarios rcgi onai s dc íora do conscl ho. Essa |cndcncia vcm
corroborar a nossa |csc sobrc a crcsccn|c au|cn|icidadc da ins|i|uiçáo rcgional .
Em conscqucncia dcssa ampl iaçáo do podcr c da au|onomia rcgionais, os po-
lí|icos rcgionais |ornaram-sc mai s rclu|an|cs cm scguir a oricn|açáo par|idaria na-
cional quando cla con|rariava os in|crcsscs rcgionai s. Nosso índice de apoio à
disciplina partidária nacional ¸vcr íigura 2.5) mos|ra como, cspccialmcn|c dcpois
dc 1 976, as opiniõcs |cndcram a íavorcccr uma i ndcpcndcncia mai or cm rclaçáo
as dirc|rizcs par|idarias nacionais . No início dos anos 70, o numcro dc dcícn-
sorcs da di sciplina par|idaria naci onal cra mai s dc duas vczcs maior quc o dc
oposi|orcs , ao passo quc cm 1 989 o numcro dc oposi|orcs cra mai s dc qua|ro vc-
zcs mai or quc o dc dcícnsorcs. Essa mudança dc opini áo parcccu rcílc|ir-sc |am-
bcm no compor|amcn|o. Marccllo Icdclc rcla|a quc a proporçáo dc coalizõcs
-s ./- : . . . .
govcnamcn|al s regionais quc sc al |craram cm íunçáo dc crlscs mmr s|cnas na-
clonals dlmlnulu accn|uadamcn|c cn|rc 1 970 c 1 990. Uma conscqucncl a dlsso c
quc a duraçáo mcdl a dos govcrnos rcglonals aumcn|ou dc 525 dlas cm 1 970-75
para mals dc 700 dlas cm 1 985-90, cm comparaçáo com uma mcdla dc apcnas
250 dl as para os gahlnc|cs nacl onals duran|c cssc pcríodo.
1-
Jamhcm ncssc cam-
po aumcn|ou a au|onomla rcglonal.
F i g u r a 2 . 5
Di mi n u i ção do apoi o 3 di sci pl i n a part i dár i a naci onal , 1 970- 89
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a s·.÷·s + s.··+aa s·.÷·s·.+ s.··+a ·÷ ·a÷·÷ . + .÷ -...
a·«· ·s |.a··· ·÷s
O advcn|o dc um sls|cma polí|lco rcgl onal au|0nomo sc rcílc|c nos con|a|os
dlarlos dos conscl hclros rcglonal s. Scndo prlmclramcn|c uma ílgura local quc
v . 5/ · ,/ 5/º - - c - /º -.
passou a cxcrccr um cargo rcglonal , o consclhclro |ornousc uma ílgura gcnul -
namcn|c rcglonal , mcsmo man|cndo, como |odo ocupan|c dc cargo clc|l vo, uma
hasc pol í|lca local . Como mos|ra a ílgura 2. 6, cm 1 970 os con|a|os dc um con-
scl hclro |íplco íoram mals írcqucn|cs com rcprcscn|an|cs dc grupos locals do quc
com rcprcscn|an|cs dc grupos rcgl onal s c |amhcm mal s írcqucn|cs com adml-
nls|radorcs l ocal s do quc com admlnls|radorcs rcglonal s. Nos anos 80 cssa |cn-
dcncl a lnvcr|cu-sc, sohrc|udo no caso dos con|a|os com admlnls|radorcs.
40
Es|a
lmplícl|o ncsscs graílcos o advcn|o dc um sls|cma polí|lco rcglonal au|0nomo,
cs|ando vcrdadclramcn|c cm jogo dcclsõcs ¸como a|cs|am os con|a|os cn|rc con-
scl hclros c admlnls|radorcs rcglonals) c havcndo vcrdadclramcn|c um csíorço pa-
ra lnílucnclar |als dcclsõcs ¸como a|cs|am os con|a|os cn|rc conscl hclros c grupos
dc ln|crcssc rcglonals) .
Condlz com cssa crcsccn|c au|onomla a oplnláo dos consclhclros accrca da
mudança nos ía|orcs quc l nílucncl am o compor|amcn|o clcl|oral . Em 1 970, dlzla-
sc quc os vínculos par|ldarlos |radlclonals c os programas nacl onal s dos par|ldos
dc|crmlnavam o rcsul|ado das clclçõcs rcglonals, scndo os proprlos candl da|os
rcgl onal s consldcrados cs|rl|amcn|c sccundarlos . Nos anos suhscqucn|cs, porcm, a
ílgura do candlda|o ganhou rclcvo, cnquan|o dlmlnulu a l mpor|åncl a da l dcn|l-
ílcaçáo par|l darl a c das pla|aíormas nacl onals dos par|ldos. En|rc 1 970 c 1 989,
a proporçáo dos consclhclros quc apon|avam a ldcn|lílcaçáo par|l darl a como ía|or
mals lmpor|an|c nas dcclsõcs dos clcl|orcs calu dc 72 para 48%, cnquan|o a pro-
porçáo dos quc cnía|lzavam os programas naclonals dos par|l dos cal u dc 55 para
24%. A proporçáo dos quc consl dcravam a ílgura do candlda|o o ía|or prlnclpal
sal |ou dc 3 8 para 57%, assumlndo asslm o prlmclro l ugar.
4 |
Ccr|amcn|c náo dls-
pomos dc dados conclusl vos sohrc os crl|crlos dos clcl|orcs, mas no mundo pra-
|lco da polí|lca as pcrccpçõcs sáo l n|rlnsccamcn|c lmpor|an|cs . Os consclhclros
vccm as cl clçõcs rcglonals cada vcz mcnos como rcícrcndos a mcdlo prazo sohrc
a polí|lca nacl onal . Elcs cs|áo cada vcz mal s convcncl dos dc quc scu dcs|lno po-
lí|lco cs|a cm suas proprlas máos.
Na polí|lca cs|rl|amcn|c ln|crgovcrnamcn|al , as rclaçõcs cn|rc as rcgmcs c as
au|orldadcs ccn|ral s mclhoraram accn|uadamcn|c nos anos 80. Os 6 1 6 dccrc|os
promulgados cm 1 977 rcprcscn|aram, como vlmos an|crlormcn|c ncs|c capí|ulo,
um dl vlsor dc aguas nas rcl açõcs cn|rc o Es|ado c as rcglõcs . As ha|alhas |ra-
vadas duran|c a crlsc gcrada pclo íor|alcclmcn|o rcgl onal cram colsa do passado.
A grandc cruzada dos anos 70 para |raçar a l lnha dlvl sorl a cn|rc as au|orldadcs
ccn|ral c rcglonal ccdcra o passo nos anos 80 a cscaramuças dc íron|clra mcnos
rcnhldas. Uma vcz cs|ahl ll zadas as llnhas dc ha|al ha nas írcn|cs ccn|ralls|a c rc-
glonall s|a, a ncccssldadc dc lnsls|lr ua au|onomla rcgl onal dclxou dc scr prc-
mcn|c. Nos anos 80, |an|o consclhclros quan|o lídcrcs comunl |arlos dcílnlram scu
rclacl onamcn|o com as au|orldadcs ccn|ral s como scndo mal s |ranqullo do quc
aquclc dcscrl|o por scus an|cccssorcs cm mcados dos anos 70. Em compcnsaçáo,
as dcíl clcnclas pra|lcas das rcglõcs |onaramsc mals cvldcn|cs para scus prln-
clpals a|orcs, como vcrcmos adl an|c cm mal orcs dc|al hcs. Com a promul gaçáo
dos 6 1 6 dccrc|os , os admlnl s|radorcs rcgl onals náo mal s podl am a|rlhulr suas ía-
lhas a cxccssl va ccn|rallzaçáo.
-- ./ - : . . . .
F i g u r a 2 . 6
Contatos r egi onai s e l ocai s d os con s el h ei r os r egi onai s , 1 970- 89
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Freqüência de conta tos dos conselheiros com
os administradores locais e regionais
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• va s··÷|.÷·÷ .· ·÷,·as
Freqüência de contat os dos conselheiros com
grupos de interesse locais e regionais
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v . 5/ · ,/ 5/º - - c - /º --
Uma conscqucnci a dcssas mudanças íoi quc a animosidadc para com as au-
|oridadcs ccn|rai s diminuiu cn|rc os consclhciros c os lídcrcs comuni|ari os. Ior
cxcmpl o, cn|rc l 9TG c l 9 S9, a proporçáo dc consclhciros quc concordavam quc
¨o govcrno ccn|ral dcvc cxcrccr rigorosamcn|c os scus dirci|os dc con|rolar as
a|ividadcs da rcgiáo' aumcn|ou dc J9para 5S%, cnquan|o a proporçáo dc lídcrcs
comuni|ari os quc aíirmavam cnía|icamcn|c quc ¨o cargo dc prcíci |o podc c dcvc
scr cx|i n|o' cai u dc G0 para J2%. Combi nadas numa unica cscala ¨an|igovcrno
ccn|ral ', cssas duas qucs|õcs rcvcl am uma |cndcncia marcan|c nas a|i |udcs dos
conscl hciros, como ilus|ra a íigura 2. T. Enquan|o os ccn|rali s|as ícrrcnhos con-
|inuaram cons|i|uindo uma pcqucna minoria ncssas duas dccadas ¸conccn|rada na
cx|rcma dirci|a), o numcro dc oposi |orcs ícrrcnhos do govcrno ccn|ral cai u para
mcnos da mc|adc, c a proporçáo dos rcgionalis|as modcrados dobrou. As |cnsõcs
ligadas a criaçáo dos govcrnos rcgionais diminuíram progrcssivamcn|c, c hojc a
cli |c rcgi onal cs|a mcnos prcocupada com a qucs|áo da au|onomia rcgional do
quc ha duas dccadas.
F i g u r a 2 . 7
At i t ude d o s con s el h ei r os e m r el ação ao gover no cent r al , 1 9 70- 89
-÷·.÷·.a +÷.·s÷ ÷ ··s
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E -÷, ·a s·a·÷··÷·
O v·+÷·a+·
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/nd/ce deopos/çãoaocon!ro/e pe/o governo cen!ra/
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« +a+÷s +as ·÷, .÷s ,+ s.··+a,
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a·«· ÷a··s·s ·÷s
s. . / - : . . . .
I ccr|o quc |an|o no ccn|ro quan|o na pcrlícrla al nda sc ouvcm quclxas írc-
qucn|cs sobrc dcsaca|os as rcspcc|lvas jurl sdlçõcs dos govcrnos naclonal c rc-
glonal. Jals acusaçõcs íazcm par|c das con|rovcrslas normals lncrcn|cs a |odo
sls|cma dc govcrno vcrdadclramcn|c dcsccn|ral lzado. As au|orl dadcs naclonals,
prcocupadas com os crcsccn|cs dcílcl|s quc clas a|rlbucm a lncílclcncl a lrrcs-
ponsavcl das rcglõcs ÷ ¨rcprcscn|açáo scm |rlbu|açáo' ÷, qucrcm cor|ar subs-
|anclamcn|c as vcrbas rcglonals . As au|orldadcs rcglonals alcgam quc a mal or
par|c dos rccursos quc rcccbcm do govcrno cs|a dcmasl ado vlnculada a progra-
mas cspcculcos, chcgando-sc mcsmo a dcílnlr os |lpos dc produ|os agrícol as cuja
prqduçáo podc scr subsldlada. Os mlnls|crlos nacl onals , dl zcm clas, cos|umam
vcr as rcgl õcs como mcras sccrc|arlas da admlnls|raçáo ccn|ral .
4!
Iara os amcrlcanos, acos|umados as rccl amaçõcs dos govcrnadorcs sobrc as
subvcnçõcs c os con|rolcs ícdcral s, cssas quclxas das au|orldadcs rcgl onals l|a-
l lanas soam íamll larcs. Anal ogamcn|c, os mcmbros do Iarlamcn|o l|allano vccm
as au|orldadcs rcgl onals como rlvals com qucm dlspu|am o con|rolc do cllcn|c-
llsmo, l ns|l |ulçáo polí|lca quc c |áo lmpor|an|c cm grandc par|c da !|all a. A|c
mcsmo os polí|lcos dc csqucrda, ldcologlcamcn|c compromc|ldos com a dcsccn-
|rall zaçáo, |rabalham nos bas|ldorcs do Iarl amcn|o, dlzcm, para rcs|rlnglr a la-
|l|udc do govcno rcglonal . Jal rl vall dadc cn|rc l cglsl adorcs ícdcrals c au|orldadcs
cs|aduals c l ocal s cvldcn|cmcn|c c mul|o comum na polí|lca ln|crgovcrnamcn|al,
scja cm Chlcago ou na Bavl cra
En|rc|an|o, quando as rcgl õcs comcçaram a cxcrccr scus novos podcrcs dc su-
pcrvlsáo dos govcnos local s, o an|lgo coníll|o ccn|ro-pcrlícrla íol ccdcndo o
passo a dlspu|as cn|rc os govcnos rcglonal c local. No |rlpc ln|crgovcrnamcn|al
íormado pcl as au|orldadcs ccn|rals, rcglonal s c local s, comcçaram a surglr novas
collgaçõcs c compllcadas |rlangulaçõcs cs|ra|cglcas.
41
Iara a cons|crnaçáo dc ccr-
|os jurl s|as l|allanos, as rclaçõcs ln|crgovcrnamcn|als no sls|cma l |allano |cndc-
ram para o modclo do bolo marmorlzado c náo para o modcl o mal s ordcnado
do bol o cm camadas.
44
Em vcz dc uma slmplcs dlspu|a sobrc jurl sdlçáo ccn|ral c rcglonal , a malorl a
das qucs|õcs suscl|ava agora uma coníron|açáo mul |l angul ar cnvolvcndo govcr-
nos l ocal s, íunclonarlos dc par|ldos dc varlos nívcls c a|c mcsmo cn|ldadcs prl -
vadas .
45
Em vcz dc uma ní|lda dlvl sáo dc rcsponsabllldadcs a|rlbuídas unlca c
cxcl usl vamcn|c a dc|crmlnado nívcl , mul|os programas cm arcas como agrlcul-
|ura, habl|açáo c saudc sáo na vcrdadc par|l lhados pcl os nívcls nacl onal , rcglo-
nal c l ocal . Iolí|lcos c admlnls|radorcs dos |rcs nívcls consul |am-sc l níormal-
mcn|c c ncgoclam cn|rc sl , cm gcral aclrradamcn|c, mcsmo quando a dcclsáo
compc|c apcnas a um dos nívcl s. No l níclo dos anos 80, crlara-sc quasc uma
ccn|cna dc coml|cs conjun|os para coordcnar as polí|lcas rcglonals c naclonals
cm ccr|os sc|orcs.
Ior ou|ro l ado, as rcglõcs procuravam aumcn|ar a sua lníl ucncla cm Roma
cm arcas quc íormaLucn|c náo cram dc sua alçada, como polí|lca ccon0mlca na-
clonal c a|c mcsmo comcrcl o l n|crnacl onal . Cada rcgláo abrlu um cscrl|ono cm
Roma para rcprcscn|ar scus ln|crcsscs c prcsslonar o govcrno nacl onal. Em 1 98 1 ,
a cupula cxccu|lva dc |odas as rcgl õcs crl ou uma Conícrcncla dc Ircsldcn|cs pcr-
v . 5/ · ,/ 5/º - - c - /º s:
mancn|c, cspcclc dc íorum para |ransml|lr suas opmmcs ao govcrno ccn|ral. Em
1 983, cssc grupo ja cs|abclcccra vínculos l ns|l |uclonals com o consclho mlnls-
|crl al , no l n|ul |o dc mclhorar a coordcnaçáo cn|rc as au|orl dadcs ccn|rals c rc-
glonal s. Com as mcdldas |omadas cm 1 992 no åmbl|o da Comunldadc Europcla
para aumcn|ar a l n|cgraçáo, as rcglõcs passaram |ambcm a qucrcr l nílucnclar dl-
rc|amcn|c as dcclsõcs cm Bruxclas .
Scrla no mínlmo prcma|uro proclamar uma ¨cra dc cn|rosamcn|o' cn|rc os
govcrnos rcglonal c nacl onal, pols como dlssc Jamcs Madlson a scus compa|rlo-
|as na lnauguraçáo do sls|cma ícdcral nor|c-amcrlcano, a dlvl sáo dc podcrcs lm-
pl lca pcrmancn|c con|rovcrsla. Jampouco o sls|cma l|all ano dc govcrno |ornou-
sc |o|amcn|c ícdcral, pol s cons|l |uclonal c poll|lcamcn|c as rcglõcs l |allanas sáo
mcnos au|0nomas do quc, por cxcmpl o, os cs|ados nor|c-amcrlcanos ou os Lan­
der alcmács . Jodavla a dls|lnçáo cn|rc sls|cma ccn|ral lzado c sl s|cma ícdcral c
um continuwn, c náo uma dlco|omla.

Nos dols ul|lmos dcccnl os a !|all a |cndcu
para a cx|rcmldadc dcsccn|ral lzada daqucla dlmcnsáo, náo so cm |crmos íormals,
mas |ambcm cm |cnnos dc pra|lca polí|lca c admlnls|ra|lva.
Os lídcrcs rcglonal s |l nham mals lníl ucncla lndcpcndcn|c no ílnal dcssc pc-
ríodo do quc scus an|cccssorcs cxcrccram no lníclo. Embora as novas cs|ru|uras
náo |cnham dc|crml nado rcl açõcs dc podcr l níormal s cm ncnhum scn|ldo, as mu-
danças nas cs|ru|uras íormals íoram gradualmcn|c rcmodclando as rcl açõcs ln-
íormals . Nas duas ul|lmas dccadas, a rcgláo |ornou-sc uma csícra au|cn|lca, au-
|0noma c cada vcz mal s pccul lar da polí|lca l |al lana.
CRIANDO RAÍZES: A REGI ÃO E SEUS EI,.EI TORES
¨Agora |odas as passca|as dc pro|cs|o sc dlrlgcm para a scdc rcglonal c náo mals
para a prcícl |ura', coníldcnclou-nos um prcícl|o sull s|a. Na Baslllca|a, uma das
rcglõcs mals a|rasadas da !|alla, num mcsmo dla dc novcmbro dc 1 980 ¯ al l as,
apcnas dol s dlas an|cs dc o govcrno rcglonal vcr-sc a braços com a dcvas|açáo
causada por um grandc |crrcmo|o ÷ a lmprcnsa vclculou no|íclas sobrc um pro-
jc|o |urís|lco rcglonal no mar J0nl o, um pro|cs|o dc dcíl clcn|cs ííslcos con|ra a
lncrcla das au|orldadcs rcgl onals, rclvlndlcaçõcs dc assl s|cncla ílnancclra rcgl onal
a lnvcs|ldorcs dc um cmprccndlmcn|o lndus|rl al íal ldo c a |rabalhadorcs |cmpo-
rarlamcn|c dlspcnsados dc uma sldcrurglca c dc um supcrmcrcado local , a rc-
ccn|c lnauguraçáo dc um asl lo para ldosos ílnanclado por vcrbas rcglonal s c
crí|lcas a par|l clpaçáo da rcgláo num projc|o pc|roquímlco propos|o. O novo dcs-
|lno da passca|a dc pro|cs|o slmbollza su|llmcn|c a crcsccn|c lmpor|åncla do go-
vcrno rcglonal na polí|lca l |all ana.
Ja cm 1 976, lídcrcs comunl|arl os dc |oda a !|al l a, como prcícl|os munlcl-
pal s, lídcrcs |rabalhl s|as , banquclros, l ndus|rl al s , ruralls|as c jornal l s|as , cs|a-
vam cm cs|rcl|o con|a|o com os novos govcrnos rcgl onal s. Quasc mc|adc dos
lídcrcs comunl |arl os com qucm convcrsamos rcunla-sc rcgularmcn|c com mcm-
bros do gabl nc|c, consclhclros c admlnls|radorcs rcgl onal s. Jals con|a|os cram
s. . / - : . . ..
mai s írcqucn|cs com os íuncionarios rcgionais do quc com os do govcrno l ocal
ou dc dcpar|amcn|os do govcrno ccn|ral . ¸Uma conscqucncia da rcgi onal izaçáo
do govcrno i |aliano c quc, nos ul|imos anos, mui|as organi zaçõcs naci onai s, i n-
cl ui ndo ícdcraçõcs sindicais c organizaçõcs cmprcsariais c rurais , bcm como
par|idos polí|i cos, |ambcm sc rcorgani zaram cm bascs rcgionais. ) Nos anos 80,
a mai ori a dos lídcrcs comuni|ari os sondados ¸ccrca dc 60%) cn|cndia quc o
i mpac|o da adminis|raçáo rcgional cm sua arca íora ¨grandc' ou ¨razoavcl ', ao
passo quc mcnos dc um cn|rc 1 0 aíirmou náo |cr havido ncnhum impac|o. Em-
bora ¸como vcrcmos mais dc|alhadamcn|c a scguir) csscs lídcrcs comuni |arios
náo raro íi zcsscm crí|icas a novai ns|i|ui çáo, ccrca dc doi s |crços consi dcravam
quc |al impac|oíora íundamcn|almcn|c posi|ivo. Em mcnos dc uma dccada, os
novos govcrnos |inham comcçado a criar raízcs .
A|c aqui nossa dcscriçáo da cxpcricncia rcgi onal i|ali ana cnía|izou |cndcnci as
compa|ívcis com os proposi|os dc scus i dcalizadorcs . Mas quasc |odos os lados
cnvolvidos no dcba|c rcgionalis|a concordam quc o cíc|ivo dcscmpcnho admi-
nis|ra|i vo da mai oria dos novos govcrnos |cm sido problcma|ico. Em mui|as rc-
giõcs, a adminis|raçáo publica rcvclou-sc uma combinaçáo kaíkiana dc apa|i a c
caos.
No íinal dos anos 70 c ao longo dos anos 80, ins|al ou-sc cm mui|os dcpar-
|amcn|os rcgionai s um scn|imcn|o dc írus|raçáo c i nu|ilidadc, dc dcspcrdício dc
|cmpo c opor|unidadcs, sobrc|udo no Sul , mas náo somcn|c la. O pcssimismo
com rcl açáo ao abi smo cn|rc as clcvadas aspiraçõcs dos rcgionali s|as c scus mo-
dcs|os rcsul|ados pra|icos comcçou a alas|rar-sc. Em 1 976, 42% dos consclhciros
c 67% dos lídcrcs comuni|arios aprovavam as polí|icas rcgionais nas arcas quc
mai s lhcs in|crcssavam, mas somcn|c 24% dos consclhciros c J5% dos lídcrcs
comuni|ari os aprovavam a implcmcn|açáo dcssas polí|icas. Embora a mai ori a dos
govcrnos rcgionai s |cnha dado priori dadc maxima ao plancjamcn|o rcgional , cm
1 976 dois |crços dos consclhciros considcravam os csíorços dc sua rcgi áo ma-
l ogrados, c mc|adc dcs|cs, ¨|o|almcn|c' mal ogrados. A crí|ica mais comum cra
a íal|a dc con|inuidadc adminis|ra|iva dc programas promissorcs dos govcrnos rc-
gionai s.
Os lídcrcs comuni|arios ampli aram cssas crí|icas, conccn|rando-sc nas dcíici-
cncias adminis|ra|ivas do govcrno rcgional . Ncs anos 80, mai s da mc|adc dos lí-
dcrcs comuni|ari os por nos cn|rcvi s|ados (55oo cm 1 982 c 60% cm 1 989) opinou
quc ¨a adminis|raçáo rcgional c dccididamcn|c i ncíici cn|c'.

A rcgi onali zaçáo
do sis|cma nacional dc saúdc, o maior sc|or |ransícrido a jurisdiçáo rcgi onal nas
rcíormas dc mcados dos anos 70, íoi por mui|os considcrada um íiasco admi -
ni s|ra|i vo. Em cn|rcvis|as com lídcrcs comuni|ari os c cidadáos comuns, somcn|c
um |crço opinou quc ¨a rcgi onal izaçáo produzi u rcsul|ados posi|ivos', c apcnas
5- l 0% acci|aram scm rcssalvas cssa avaliaçáo o|imis|a.
A |abcla 2. 5 mos|ra as qucixas dos l ídcrcs comuni|ari os.

Os proccdi-
mcn|os burocra|icos ¸gcralmcn|c calcados nas pra|icas da admi nis|raçáo ccn|ral)
sáo cxaspcran|cmcn|c lcn|os c i ncíicicn|cs, |olhidos por con|rolcs quc vi sam a
garan|i r a rcgularidadc c náo a vcrdadcira cíi caci a. Os admini s|radorcs rcgio-
nai s cos|umam scr dcsmo|ivados, pouco proíi ssi onai s, incíicicn|cs c dcsprcpa-
v . 5/ · , / 5/º - - c - /º ss
rados . Os orgáos do govcrno rcgional i gnoram-sc mu|uamcn|c, náo havcndo
coordcnaçáo cn|rc clcs ncm com ou|ros nívcis dc govcrno. Os projc|os pro-
pos|os pclos íunci onari os rcgi onais írcqucn|cmcn|c sáo pouco pra|icos c i nvia-
vcis. Os lídcrcs cmprcsari ai s c |rabalhis|as sáo acordcs cm rcconhcccr quc
ni ngucm no govcrno rcgional c capaz dc discu|ir i n|cligcn|cmcn|c planos dc
dcscnvol vi mcn|o rcgional . E o pior dc |udo c quc sc lcva uma c|crni dadc para
ob|cr uma rcspos|a ÷ qual qucr rcspos|a ÷ da admi ni s|raçáo rcgi onal . Os íun-
cionari os rcgi onais , rcconhcccm os lídcrcs comuni |ari os, cs|áo ansi osos por ob-
|cr a sua col aboraçáo, c mui|as vczcs as dirc|ri zcs ado|adas sáo cxcclcn|cs, mas
mui|os orgáos rcgionai s mos|raram-sc i ncapazcs dc p0r cm pra|i ca csscs ob-
jc|ivos comuns.
4-
Judo consi dcrado, dizcm csscs lídcrcs comuni|ari os, os go-
vcrnos rcgionais sanno ascoltare, ma non sanno fare ÷ ¨sabcm ouvir, mas náo
sabcm agir".
Tab e l a 2 . 5
Opi ni ão dos l íd er es comun i tár i os sobre a admi ni stração r egi onal , 1 982
/s,÷.·.s+asa·« +a+÷s+.,.«÷·.·÷, .a ·
5s,.s ,÷.,a·a+ a .,a·..s.a.·,a.a,÷.
5 ·÷·· .÷s,·.,·aa· .as
..a · .a,÷.÷+ ,-. a+.,÷ss.a
...·+÷a,÷....,.«÷·. ..a
v a· +a+÷+.s,·.,÷·.s·÷, .a s
:÷,.·÷|.÷· +.,a·a·÷s.«÷·..as.
·.÷·.a,·.· a+.,
-÷·.÷·.a+÷ +÷·÷s
·a..a«÷ ÷·÷.. .·.
sa· s·÷ ·.s
55
4!
s.
.-
.s
! 5
s..,
´ Perguntou-se aos partici pantes da sondagem: " Está sati sfei to com esses sei s aspectos das ati vi dades do
governo regi onal em sua regi ão
?
"
Mui|as das diíiculdadcs adminis|ra|ivas das rcgiõcs dcrivam dc problcmas dc
pcssoal . Nos anos 80, quasc dois |crços dos lídcrcs comuni|arios com qucm ía-
lamos con|cs|aram a aíirmaçáo dc quc ¨os íuncionarios publicos dcs|a rcgiáo sáo
capaci|ados c conscicnciosos'. Jcmcndo a hipcr|roíia burocra|ica ¸c |alvcz ambi-
valcn|c cm rclaçáo ao íor|alccimcn|o das rcgiõcs) , o Iarlamcn|o naci onal cs|ipu-
lara quc o íuncionalismo dos govcrnos rcgionais scria cons|i|uído principamcn|c
dc burocra|as |ransícridos dc minis|crios nacionais c orgáos scmipublicos, rcs|rin-
gindo assim a capacidadc dos govcrnos rcgionais dc scl cci onar scu pcssoal. Iior
ainda, o sis|cma dc |ransícrcncia náo inccn|ivava os orgáos nacionai s a do|arcm
as rcgiõcs dc pcssoal rcalmcn|c capaci|ado, compromc|ido com o cxi|o da rcíorma
rcgional. O sis|cma pra|icamcn|c garan|ia a dcsignaçáo dc íunci onarios inadcqua-
s+ ./- : . . ..
dos para adminis|rar a ¨radical rcnovaçáo soci al c polí|ica' com quc sonhavam os
rcgionalis|as.
Náo sc podc dizcr quc, di spondo dc maior au|oridadc, as rcgiõcs sabcriam cxcr-
cc-la com disccrnimcn|o. O clicn|clismo c a íiliaçáo par|idaria, c náo a capacidadc
c a cxpcricncia, cram os principais cri|crios para o provimcn|o dc cargos quando
as dccisõcs cabiam as au|oridadcs rcgionai s. Os polí|icos rcgionais cs|avam pron|os
a rcclamar au|onomi a, porcm mcnos pron|os a lidar com cssa au|onomi a quando
a conquis|avam. Em mui|as rcgiõcs, os par|idos viam os novos govcrnos como
uma nova c lucra|iva íon|c dc dinhciro c cmprcgos. Sobrc|udo no Sul cmpobrc-
cido, a cíicicncia adminis|ra|iva con|a mcnos cm |cnuos clci|orais do quc o vclho
cl icn|cl ismo. Oas|ara-sc dinhciro dcmais com por|ciros, mo|oris|as c |odo |ipo dc
íuncionarios ían|asmas. Ncm o sis|cma nacional dc |ransícrcncia ncm o sis|cma rc-
gional dc provimcn|o dc cargos produziu um quadro dc íuncionarios rcalmcn|c ca-
paz dc implcmcn|ar polí|icas rcgionais inovadoras.
O primciro cscal áo do Exccu|ivo rcgional mui|as vczcs rcconhccc a pcr|i-
ncnci a dcssas crí|icas . Dc ía|o, 88% dos adminis|radorcs rcgionai s quc cn|rcvis-
|amos cm 1 981 /82 considcraram a íal|a dc prcparo do íunci onal ismo rcgional um
impor|an|c obs|acul o a cíicicncia adminis|ra|iva cm sua rcgiáo, c 8 1 % cxprcs-
saram opi niáo scmclhan|c accrca da coordcnaçáo cn|rc os dcpar|amcn|os rcgio-
nais. Como dissc um dclcs, ¨cm mui|os aspcc|os rcproduzimos os mcsmos dc-
íci|os da mcn|ali dadc romana' .
Em íacc dcssa crí|ica scvcra, c curi oso quc os lídcrcs comuni|ari os ¸como
mos|ra a |abcla 2. 5) sc mos|rcm gcralmcn|c sa|isíci|os com a accssibilidadc da
admini s|raçáo rcgional, o quc cs|abclccc uma ní|ida diícrcnça cn|rc as rcgiõcs c
a admini s|raçáo nacional . As organi zaçõcs rcgionais c locais |cm conscguido ía-
zcr com quc os íuncionarios do govcrno rcgional ouçam suas qucixas c sugcs-
|õcs. Em nossas qua|ro ba|crias dc cn|rcvis|as com lídcrcs comuni|ari os, |rcs
cn|rc qua|ro concordaram quc os ¨con|a|os com a admi ni s|raçáo naci onal sáo
mai s írus|ran|cs do quc com a adminis|raçáo rcgional `. Apcsar dc suas qucixas
1 -
'
1
.
R
· 50
com rc açao a cs|a u |nua, oma c mui|o pmr.
Uma das principais causas da mai or accssibili dadc dos adminis|radorcs rcgio-
nais c, cvidcn|cmcn|c, a proximidadc simplcsmcn|c c mais íaci l ir a capi|al rc-
gional do quc a Roma. Iorcm a cul|ura admini s|ra|iva podc scr |áo i mpor|an|c
quan|o a gcograíia, pois os burocra|as rcgionai s parcccm |cr uma visáo mai s dc-
mocra|ica quc a dos burocra|as nacionai s. Icsquisa íci|a cm 1 97 1 sobrc a cl i |c
burocra|ica rcvclou quc ¨o |ípico mcmbro da cli|c adminis|ra|iva i |aliana jc] cs-
scnci almcn|c um burocra|a classico ÷ lcgalis|a, ili bcral, cli|i s|a, inícnso aos mc-
|odos c as pra|icas da polí|ica pl uralis|a, íundamcn|almcn|c an|idcmocra| ico'.
5 l
En|rc os admini s|radorcs rcgionai s quc cn|rcvis|amos cinco anos an|cs, porcm,
cncon|ramos mui|o mai s rcccp|ividadc a polí|ica pcmocra|ica. Como mos|ra a |a-
bcla 2. 6, os admi nis|radorcs rcgi onais parcccm mais sa|isíci|os com o govcrno
v . 5 / · ,/ 5/º - - c - /º
s-
dcmocra|i co do quc cos|uma scr a rcgra na burocracia nacicnal da qual muitos
dclcs sáo provcnicn|cs.
Ta b e l a 2 . 6
At i t udes democr át i cas ent r e o s ad mi n i st r ador es
naci onai s e r egi onai s , 1 97 1 - 76
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Em suma, cm |crmos po|cnci ai s a admi nis|raçáo rcgi onal rcprcscn|a um avan-
ço considcravcl cm rclaçáo a adminis|raçáo ccn|ral , mas cm |ct!os dc rcsul |ados
dcixa mui|o a dcscjar. Os lídcrcs rcgionais podcm |cr aprcndido um ¨novo modo
dc íazcr polí|ica', mas a maiori a dclcs prccisa ainda dcscobrir um ¨novo modo
dc admini s|rar'. Curiosamcn|c, os proprios íuncionari os rcgionais cri|icam as dc-
íicicncias adminis|ra|ivas rcgionais da mcsma íorma quc os lídcrcs comuni|arios
dc íora do govcrno.
O julgamcn|o do clci|orado i |aliano sobrc a rcíorma rcgional c prcjudi cado
pcla ignoråncia. Nos primciros anos , o publico cus|ou a |omar conhccimcn|o da
nova ins|i|uiçáo rcgional . Em 1 972, quando as rcgiõcs pra|icamcn|c so cxis|iam
no papcl , uma sondagcm nacional rcvclou quc dois |crços do clci|orado pouco ou
nada sabi am a rcspci|o dc scu propri o govcrno rcgional , c dcs|cs, 43 % o igno-
ravam complc|amcn|c. A nova ins|i |uiçáo ganhou cvidcncia cm mcados dos anos
70, quando os grandcs dcba|cs sobrc o novo govcrno rcgional passaram a |cr
dcs|aquc no plano nacional c as camadas pol i|icamcn|c mcnos conscicn|izadas sc
|ornaram iníormadas a cssc rcspci|o. Dcsdc cn|áo a|ingiu-sc um ccr|o nívcl dc
conhcci mcn|o publico, cmbora a a|cnçáo dada aos govcrnos rcgi onai s |cnha di -
minuído um pouco no Sul , ondc ¸como vcrcmos) as novas ins|i|uiçõcs dcmora-
ram mais a sc íazcr no|ar.
5!
A|c o íinal dos anos 80, dois |crços dos clci|orcs
do Sul c |rcs quar|os dos clci|orcs do Nor|c sabiam pcl o mcnos alguma coisa a
rcspci|o dc scu govcrno rcgional . O con|a|o dos govcrnos rcgionais com a vida
co|i diana dos cidadáos náo c |áo imcdia|o quan|o o do govcrno l ocal , c a a|cn-
çáo quc clcs rcccbcm da mídia náo c a mcsma dcdicada aos assun|os nacionais.
ss ./- : . . . .
Assim como os cs|ados nor|c-amcricanos, as rcgmcs |alvcz cs|cjam íadadas a
pcrmancccr mcnos visívcis para o publico do quc os nívcis dc govcrno si|uados
aci ma c abaixo dcl as.
51
Em |crmos absolu|os, os i|al ianos cs|áo l ongc dc scn|ir-sc sa|isíci|os com o
dcscmpcnho dc scus govcrnos rcgi onai s. No i níci o dos anos 80, somcn|c um|cr-
ço dos i |ali anos cra dcícnsor cn|usi as|ico da adminis|raçáo rcgional , dizcndo-sc
¨mui |o' ou ¨razoavclmcn|c' sa|isíci|o com suas a|ividadcs, mc|adc cs|ava dcs-
con|cn|c, dcclarando-sc ¨pouco' sa|isíci|a, c um cn|rc scis i|ali anos cs|ava i n-
dignado, ou scja, ¨nada' sa|isíci|o. Jais numcros cram pra|icamcn|c os mcsmos
para os lídcrcs comuni|arios c os clci |orcs comuns. A maioria concordava com
o prcíci|o muni cipal quc nos dccl arou cm 1 976: ¨As dirc|rizcs gcrais sáo boas,
mas a rcalidadc pra|ica, náo'.
Jan|o os lídcrcs quan|o os clci|orcs mos|ram-sc mcnoscrí|icos cm rclaçáo aos
govcrnos rcgi onais quando considcram a al|crna|iva dc govcrno ccn|ralizado. Náo
c dc hojc quc os i |ali anos dcposi|am pouquíssima coníiança cm suas ins|i |uiçõcs
publi cas . Jal alicnaçáo aumcn|ara jus|amcn|c quando as novas i ns|i|uiçõcs cs|a-
vam scndo cri adas no iníci o dos anos 70. Na vcrdadc, o proprio dcscncan|o dos
i |alianos com a adminis|raçáo ccn|ral |alvcz |cnha aumcn|ado as cxpcc|a|ivas
com rcl açáo aos novos govcrnos rcgionais. Em |odo caso, apcsar da insa|isíaçáo
com os rcsul |ados da rcíc!a rcgional , |an|o clci|orcs quan|o lídcrcs comuni|a-
ri os íizcram mcnos crí|icas ao dcscmpcnho dos novos govcrnos rcgi onai s do quc
ao dcscmpcnho do govcrno nacional . Em 1 98 1 /82, por cxcmplo, 34% dos i|a-
lianos cs|avam pclo mcnos ¨razoavclmcn|c' sa|isíci|os com scu govcrno rcgional,
con|ra apcnas 15% no caso do govcrno naci onal , cn|rc os lídcrcs comuni|arios,
os índiccs cram 29% para o govcrno rcgi onal c S% para o govcrno nacional .
Numa comparaçáo dirc|a, os dcícnsorcs dos govcrnos rcgi onai s supcravam os
pai1idarios do govcrno nacional numa proporçáo dc oi|o para um. Os lídcrcs co-
muni |arios quc prcícriam |ra|ar com as au|oridadcs rcgi onai s supcravam aquclcs
quc davam prcícrcncia aos adminis|radorcs naci onais numa proporçáo dc |rcs pa-
ra um. Num clima dc rcjciçáo gcral das ins|i|uiçõcs publicas, o govcrno rcgional,
mcsmo con|ando apcnas uma dccada dc cxis|cncia, ja cra mai s rcspci|ado do quc
o govcrno naci onal.
Mcsmo cri |icando duramcn|c as dcíicicncias dc scus govcrnos rcgionais, os
i |alianos prcícrcm uma juri sdiçáo c uma au|onomia rcgionais mais amplas a au-
|oridadc ccn|ral . A |abcla 2. 7 aprcscn|a dados ilus|ra|ivos das sondagcns quc rca-
lizamos cm 1 982.
54
A mai oria dos i|alianos qucr man|cr a lci c a ordcm cm
máos do govcrno ccn|ral , mas aproximadamcn|c a mc|adc dclcgaria maiorcs po-
dcrcs as rcgiõcs cm sc|orcs hojc dominados pclo Es|ado, como cducaçáo c dc-
scnvol vimcn|o indus|rial , c ccrca dc dois |crços dcícndcm a prcpondcråncia
rcgi onal cm arcas como saudc, agricul|ura c mcio ambicn|c. Qua|ro cn|rc ci nco
i |alianos apoiam as rcivindicaçõcs dos adminis|radorcs rcgionais no scn|ido dc
maior au|onomia íinanccira cm íacc do Es|ado. En|rc os lídcrcs comuni|arios, as
mai orias íavoravcis as rcgi õcs no |ocan|c a csscs pon|os sáo ainda mais cxprcs-
v . 5 / · ,/ 5/º - - c - /º s.
sivas . Apcsar dc suas crí|icas aos govcrnos rcgi onai s , os i |ali anos qucrcm L íor-
|alccimcn|o das rcgiõcs c náo o scu cníraquccimcn|o.
55
Ta b e l a 2 . 7
At i t u de d o s e l e i tore s e dos l íd er es comu n i tár i os i tal i anos
e m r el ação 3 auton omi a r egi on al , 1 982
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·Perguntou-se aos parti ci pantes da sondagem: " Ei s uma l i sta de coi sas que di zem respei to ao Estado e à
regi ão. Em quai s desses setores é preferível que o Estado ou a regi ão di sponha de mai s poderes?"
A sa|i síaçáo dos clci|orcs com o dcscmpcnho do govcrno rcgional aumcn|ou
dc mancira lcn|a porcm cons|an|c ao longo dcs anos 80, como vcmos na |abc-
l a 2. 8. En|rc 1 977 c o íinal dc 1 988, a proporçáo dc i|al ianos pclo mcnos ¨ra-
zoavclmcn|c' sa|i síci|os passou dc 33 para 45%. Essas mcdias nacionais cnco-
brcm impor|an|cs disparidadcs cn|rc as rcgiõcs . Em íins dc 1 988, como mos|ra
a íigura 2. 8, 57% do clci|orado nor|i s|a cs|avam razoavclmcn|c sa|isíci|os com
scu govcrno rcgional, cm comparaçáo com apcnas 29% do clci|orado sulis|a.

No íinal dos anos 80, quase todos os govcrnos rcgionais nor|i s|as ¸novc cn|rc
1 0) cs|avam sa|isíazcndo a maioria dc scus cidadáos, mas nenhum das rcgiõcs
mcridionai s aproximava-sc dcssa mc|a.

s- . / - : . . . .
Ta b e l a 2 . 8
Sat i sfação pú bl i ca com o gover no r egi onal , 1 9 77- 88
-÷·.÷·.a
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´ Perguntou-se aos parti ci pantes da sondagem: " Está sati sfei to com as atividades do governo regi onal aqui ?"
A ílgura 2. 9 ÷ quc compara a sa|lsíaçáo dos clcl|orcs com os govcrnos na-
clonal, rcglonal c local ÷ dclxa claro quc, para a malorla dos l|all anos, a cíl-
cacla dos |rcs prlnclpals nívcls dc govcrno aumcn|a a mcdlda quc sc passa do
nívcl mal s dls|an|c c mal s dcsacrcdl|ado ¸govcrno naclonal) para o nívcl mals
proxlmo c mals acrcdl|ado ¸govcrno l ocal) No Nor|c, porcm, os clcl|orcs vccm
uma ní|lda dlícrcnça cn|rc o govcrno ccn|ral , com o qual a malorla dclcs cs|a
cx|rcmamcn|c lnsa|lsícl|a, c os govcrnos rcglonal c local, com os quals a mal orla
cs|a razoavcl mcn|c sa|lsícl|a. Ja os sulls|as cs|áo lnsa|lsíc¡|os com |odos os nívcls
dc govcrno, c as au|orldadcs rcgl onal s c locals náo sáo mul|o mcnos crl|lcadas
do quc as au|orldadcs ccn|rals

As pcrgun|as sobrc lncílclcncla admlnls|ra|l va c lncílcacla lcglsl a|lva sal lcn-
|am as dlícrcnças cn|rc o Nor|c c o Sul Ao longo dos anos 80, aproxlmada-
mcn|c 60% do clcl|orado sull s|a concordavam quc ¨ncs|a rcgláo a admlnls|raçáo
c dcílnl|lvamcn|c lncílclcn|c', cm comparaçáo com ccrca dc 35% do clcl|orado
nor|l s|a. Ior ou|ro lado, ccrca dc 60% dos nor|ls|as concordaram quc, ¨|udo con-
sldcrado, a|c agora o consclho dcs|a rcgláo |cm íunclonado sa|lsía|orl amcn|c',
cm comparaçáo com apcnas 35% dos sull s|as
Apcsar das dcílclcnclas da nova admlnls|raçáo rcglonal, os l|all anos do Nor|c
prcícrcm scr govcrnados a par|lr dc uma scdc mals proxlma Iara mul |os su-
lls|as, ao con|rarl o, scr govcrnado a par|lr dc Barl ou dc Rcgglo Calabrla náo c
mul|o mcl hor do quc scr govcrnado a par|lr dc Roma, alcm dlsso, o govcrno rc-
glonal |crl a �lnda a dcsvan|agcm dc scr dcsconhccldo "É mclhor um mal quc ja
sc conhccc do quc um mal novo' c um dl|ado quc alnda sc ouvc as vczcs no
Sul , mas náo no Nor|c
v . 5/ · ,/ 5/º - - c - /º
s-
F i g u r a 2 . 8
Sat i sf ação pú bl i ca com os gover nos r eg i onai s do Norte e do Sul
1 977- 88
I
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: -.. : --: : --. : --. : ---
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F i g u r a 2 . 9
Sat i sfação de nort i stas e s u l i stas com o s gover nos n aci onal ,
r eg i onal e l ocal , 1 988
v. ·· ·. ·a.·a«÷ ÷·÷ sa· s·÷ ··s ÷,
- ÷···÷s ··· s·as
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F i g u r a 2 . 1 o
Ot i mi s mo q uant o ao gover no r egi onal : con s el h ei ros ,
l í der es comu n i t ár i os e e l e i t or es , 1 970- 89
.· s·as ·+÷·a+·s ÷ .·« .··s ÷,
: -.. : -.s : --: /-z : --.·--
.·s÷ ÷ ··s ·÷, ·a s
.+÷·÷s .·. ·a· ·s
- ÷···÷s
/nd/ce de ot/m/smo quanto ao governo reg/ona/
: ·· ··+· a·- a,··a · .·s÷ ·÷s·a·÷, ÷· ·÷·.. ·a+· sa·s·a··· a÷·÷
.·.··+a,
z -÷a s· .a÷·÷·a a+· ÷s·a·÷,÷·-+ ·. ,·÷«÷·,·a+÷s·÷a .a,.÷s+· ,··
«÷·· ·÷, ·a + s.··+a,
- a··s ·s ·÷s ,÷·,.··.·s÷ a·s ÷··÷« s·a+·ss÷ ÷ ÷s .·.··+a ·÷ ·a÷·÷ .··
.··+aa s ·.÷·s + s.··+aa s·.÷·s·. + s.··+a ·÷ ·a÷·÷ . + .÷
- ...a·«· ·s +· s ·÷s
Essa ní|i da diícrcnça cn|rc o Nor|c c o Sul no |ocan|c a sa|isíaçáo popular
c coníirmada por ou|ros indicadorcs dc dcscmpcnho dos varios govcrnos rcgio-
nais, dc modo quc |ornarcmos ai nda algumas vczcs a cssc |opi co nos proximos
capí|ulos . Ior ou|ro l ado, a íigura 2. 8 |ambcm mos|ra quc, no íinal dc 1 988, |an-
|o no Sul quan|o no Nor|c, os govcrnos rcgi onai s cs|avam mai s prcs|igiados do
quc nunca jun|o ao scu clci |orado.
Iodcmos rcsumir boa par|c da dinåmica do govcrno rcgional nas duas ul -
|imas dccadas comparando dirc|amcn|c as opiniõcs mu|avcis dos consclhciros
rcgi onais com as dc scus clci|orcs, scjam lídcrcs comuni |ari os ou cl ci |orcs co-
muns ¸vcr íigura 2. 1 0). Nos primciros anos da rcíorma, os consclhciros, scndo
v . 5/ · ,/ 5/º - - c - /º . :
os pri ncipais a|orcs da nova ins|i|ui çáo, mos|ravam-sc o|imis|as c cn|usiasma-
dos. En|rc 1 970 c 1 989, porcm, cssa grandc cuíoria com o projc|o dc íor|a-
lccimcn|o i ns|i|ucional íoi scndo subs|i|uída por uma avali açáo cruamcn|c
rcal i s|a dos dcsaíios pra|icos dc íazcr o novo govcrno íuncionar. Os lídcrcs co-
muni|ari os c os clci |orcs, por sua vcz, mos|raram-sc mui |o mais cc|icos i ni -
ci almcn|c, mas s uas duvi das íoram aos poucos ccdcndo o passo a um o|imismo
modcrado.
5-
No íinal dos anos 80, como sc vc no graíi co, |odos os cs|ra|os
da vida polí|ica rcgi onal cs|avam convcrgi ndo para um o|imismo modcrado
mas ainda cspcrançoso.
Dc ía|o, apos 20 anos dc cxpcricnci a, podcm-sc íormul ar duas qucs|õcs di-
ícrcn|cs ao cidadáo comum i |ali ano.
l Cees| ee:a ¡ae sea ,eve:ee :e,|eeal es:á :eeee aa eesea¡ee|e sa:| sía:éue:
! Ceeee:ea eea a | eé| a ea :eíe:aa :e,| eeal:
Mui |os i |ali anos, sobrc|udo no Sul , rcspondcm ncga|ivamcn|c a primcira qucs-
|áo, mas aíirma|ivamcn|c a scgunda. Scndo assim, podcmos dcíini-los como ¨crí-
|icos simpa|izan|cs'. Jal dis|inçáo c poli|icamcn|c impor|an|c, pois cmbora suas
crí|icas chamcm a a|cnçáo para a ncccssidadc dc mcl horias si gniíica|ivas nos go-
vcrnos rcgionai s, sua íor|c simpa|ia pcla idcia da rcíorma dcs|aca a ncccssidadc
dc rcíorçar a au|oridadc dcsscs govcrnos. A insa|isíaçáo com o dcscmpcnho pra-
|ico do govcrno rcgional náo minou o apoio popular a uma i ns|i|uiçáo rcgi onal
íor|c c au|0noma. Essa combinaçáo paradoxal dc aguçado scnso crí|ico c íor|c
apoio íundamcn|al c |ípica sobrc|udo da gcraçáo mai s nova dc clci|orcs , bcm co-
mo dos lídcrcs comuni|ari os.
õ0
A grandc mai oria ¸cspcci almcn|c cn|rc a gcraçáo
mai s nova) dcscja mclhorar a ins|i |uiçáo rcgional c náo dcsprcs|igia-la ou subs-
|i|uí-l a.
O quc os i |alianos qucrcm náo c um govcrno rcgional mais limi|ado, c sim
um govcrno rcgional mai s cíicaz. E isso principalmcn|c porquc a maioria dos i |a-
lianos c ainda mais cc|ica cm rclaçáo ao dcscmpcnho das au|oridadcs ccn|rais do
quc cm rclaçáo as rcgiõcs. Mas |ambcm podc scr quc mui|os cidadáos ainda cs-
|cjam dispos|os a conccdcr o bcncíício da duvida a nova i ns|i |uiçáo rcgi onal . A
crcsccn|c sa|isíaçáo dos i|alianos com os govcrnos rcgionais c o ía|o dc clcs prc-
ícrircm o govcrno rcgional ao nacional corrcspondcm a rcais dlícrcnças no |o-
can|c ao dcscmpcnho. 'alc lcmbrar, por cxcmpl o, quc os govcrnos rcgionais sáo
duas vczcs mais cs|avci s quc os govcrnos nacionais c quc a cs|abi lidadc dos pri-
mciros vcm aumcn|ando cons|an|cmcn|c.
õl
A |abcla 2. 9 aprcscn|a alguns dados adicionai s qucsi n|c|i zam cssa conclusáo .
A pcrgun|a basica aqui rcsumida íoi íci|a aos i |ali anos ao longo dc quasc 30
anos , dcsdc mui|o an|cs do advcn|o das rcgiõcs ordinarias.
õ!
Náo causa surprcsa
o ía|o dc quc, nos primciros anos, boa par|c do publico simplcsmcn|c náo sabia
o quc cspcrar, c mui |os ou|ros |cmiam o pior. Nos anos subscqucn|cs, o numcro
dc opiniõcs íavoravcis aumcn|ou cons|an|cmcn|c cm rclaçáo ao numcro dc opi-
niõcs dcsíavoravci s, |an|o assim quc, cm 1 987 ¸ul|imo ano para o qual dispomos
.z . / - : . . . z
dc dados comparavci s), o numcro dc clci |orcs i |ali anos quc aprovavam a rcíorma
rcgi onal ( 41 %) cra quasc 2,5 vczcs mai or quc o numcro dos quc a dcsaprovavam
( 1 7% ) . En|rc os lídcrcs comuni|ari os, o balanço c ainda mais íavoravcl a rcíorma
rcgi onal , apcsar das scvcras crí|icas as a|i vidadcs pra|icas do govcrno rcgional.
Nos anos 80, os dcícnsorcs do rcgional ismo supcravam os crí|icos numa pro-
porçáo dc aproximadamcn|c sci s para um.
õ1
Dadas as qucixas dos suli s|as com
rclaçáo as a|ivi dadcs pra|icas do govcrno rcgional, convcm sali cn|ar quc, dc mo-
do gcral , cl cs apoiam a rcíorma rcgi onal .
õ4
Tab e l a 2 . 9
Aval i ações s obr e a r efor ma r egi on al , 1 960 a 1 987- 89
-÷·.÷·.a
., ÷·,.· .a· : -s. : -ss : -.s : -.- : --: : --z : --.
va s·÷÷·. ·s+·|.÷,·÷, ..·s : - s : s- s: s: s: 4:
·÷·÷÷·. ·s÷,·÷,..·s s : : : s z- s. z- s.
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´ Perguntou-se aos parti ci pantes da sondagem: '' criação das regi ões trouxe [em 1 960 e 1 963: ' deverá
trazer' ) mai s benefíci os do que prejuízos ou mai s prejuízos do que benefíci os?"
´ Índi ce a favor-contra ¨ (Mais benefícios do que prejuízos -mais prejuízos do que benefícios) .
Criar uma nova ins|i|uiçáo polí|i ca náo c |arcía rapida ncm íacil . Em ul |i ma
analisc, náo sc podc avaliar o cxi |o cm alguns anos, mas cm dccadas . Cabc aqui
v . 5/ · ,/ 5/º - - c - /º
uma pausa para íazcrmos uma rapida comparaçáo com as a|itudcs dos alcmács
cm rclaçáo aos govcrnos cs|aduais (Ldnder) criados cm 1 949. Em 1 952, scgundo
uma pcsquisa dc opiniáo publica, 49% dos alcmács cram íavoravcis a cx|inçáo
dos Ldnder c 21 % sc opunham a cssa i dci a. Ja cm 1 960, cons|a|ou-sc quc uma
pcqucna maioria ( 42% con|ra 24%) passara a apoi ar as novas i ns|i |ui çõcs, |cndo
cssc apoi o sc man|ido modcrado por mai s dc uma dccada. Jrcs dccadas apos sua
criaçáo, porcm, os Ldnder ¡a con|avam com cxprcssivo apoio da populaçáo, c cm
1 978 o numcro dc scus dcícnsorcs cra bcm maior quc o dc scus oposi |orcs (7 1 %
con|ra 1 0% ).
õ1
F i g u r a 2 . 11
Apo i o ao gover no s ubnaci onal :
Al emanha ( 1 952- 78) e I t ál i a ( 1 976- 87)
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A í| gura 2. 1 1 mos|ra o aumcn|o gradual do apoio a um go\c·o suhu+c| o-
nal íor|c ua Alcmanha, cm comparaçáo com |cndcncias scmc| hao|cs ohsct\ad+s
uos primciios anos dc cxi s|cnci a das rcg| õcs i|alianas A í| gui+ ·c\c| + quc as
icg| õcs conqui s|aram o apo| o do c| c| |oiado ainda ma| s ccdo que os Uinder a| c-
mács c quc, + pai| | i d+|, o apo| o puh| | co as rcgmcs cresceu el e moJo ·c| +| | -
\amcu|c l cu|o Náo sc podc garan|| i, é c| +io , quc o +¸o| o às | '| a o+ s
.+ ./ - : . . . z
aumcn|ara nos proxuuos anos, scguindo a |rajc|oria |raçada pclos Ldnder, ncm
quc cl as sc |ornaráo |áo cíc|ivas c duradouras quan|o suas congcncrcs alcmás
mai s podcrosas . Mas a cxpcricnci a alcmá dc íor|alccimcn|o dos govcrnos s ub-
naci onais nos mos|ra quc as novas i ns|i|uiçõcs , mcsmo aqucl as bcm-succdidas ,
so gradualmcn|c acabam adquirindo lcgi|imidadc popul ar. !sso nos íornccc um
cri|crio scnsa|o c rcalis|a para avaliar náo so as mudanças dc a|i|udc do clci-
|orado cm rclaçáo aos govcrnos rcgi onais i |ali anos, mas |ambcm as novas ins-
|i|uiçõcs dcmocra|icas quc cs|áo scndo criadas cm ou|ras par|cs do mundo.
CONCLUSÕES
O dcscnvolvimcn|o dc uma i ns|i|uiçáo humana náo podc scr avaliado dc uma sc-
mana para ou|ra, ncm dc um mcs para ou|ro, c as vczcs ncm mcsmo dc um ano
para ou|ro. Os ri|mos da mudança ins|i |ucional sáo l cn|os. Náo ruro c prcci so
quc varias gcraçõcs passcm por uma nova ins|i|uiçáo par� quc sc pcrccba cla-
ramcn|c os cíci |os dcla sobrc a cul|ura c o compor|amcn|o. Modismos cícmcros
ou capiichos i ndividuais dc scus mcmbros cncobrcm |cndcncias mai s proíundas .
Ior vczcs, nos pnmciros anos dc nossa pcsqui sa rcgi onal , julgavamos |cr pcr-
ccbido sinai s dc alguma mudança impor|an|c, mas cis quc nossas cxpcc|a|ivas
náo sc coníirmavam na visi|a scguin|c. Os quc cdiíicam novas ins|i|uiçõcs c os
quc as aval i am prccisam

scr pacicn|cs ÷ ci s uma das mais i mpor|an|cs liçõcs
quc pudcmos |irar da cxpcri cncia rcgional i|aliana.
Jodavia, as |cndcncias cxaminadas ncs|c capí|ulo sc man|ivcram por vanas
dccadas cm mcio ao |umul|o polí|ico i |aliano. Nossos mc|odos dc pcsquisa nos
pcrmi|cm comparar dirc|amcn|c as a|i|udcs c o compor|amcn|o dc hojc com os
dc uma dccada ou duas a|ras, scm rccorrcr a rcminisccncias vagas ou crr0ncas .
Iodcmos comparar o quc um lídcr pcnsa hojc a rcspci|o da discipli na par|idari a,
do capi|al i smo ou da cíicicncia rcgional com o quc clc ¸ou scus an|cccssorcs) rc-
amcn|c nos dccl arou anos a|ras, c náo simplcsmcn|c com o quc as pcssoas sc
lcmbram a|ualmcn|c a rcspci|o das opiniõcs cn|áo prcvalcccn|cs .
Ha por|an|o indícios incquívocos dc quc a rcíorma rcgi onal inílucnciou sig-
niíica|ivamcn|c a polí|ica local na !|al i a. Oraças a cssa mudança i ns|i|uci onal ,
agora os lídcrcs polí|icos i|al ianos scgucm ou|ras |rajc|orias cm suas carrciras,
dcícndcm ou|ros idcai s, l idam dc ou|ro modo com os problcmas sociai s, cnírcn-
|am ou|ros advcrsarios c colaboram com ou|ros parcciros . Cidadáos c lídcrcs co-
muni |arios cobram açáo govcrnamcn|al dc ou|ros orgáos. E sc ncm scmprc os
scrviços prcs|ados sáo mclhorcs, cl cs |cm ou|ros íuncionari os a qucm dirigir suas
qucixas . Mui|a coisa mudou por causa da rcíorma rcgional .
Hojc, |ranscorridos 20 anos dc cxpcricncia rcgional , o papcl do govcrno sub-
nacional nas pri ncipais qucs|õcs publ icas c bcm mais impor|an|c do quc cm
1 970. As novas ins|i|uiçõcs dci |aram raízcs, ganharam au|onomia c conquis|aram
¸lcn|amcn|c) o apoio do clci|orado. A|raíram um quadro dc compc|cn|cs polí|icos
proíissionai s. Essa rcíorma ins|i|ucional inílucnciou proíundamcn|c o modo dc
v . 5/ · ,/ 5/º - - c - /º .-
agir dos polí|icos c do govcrno i |ali anos. Mas qual o balanço das novas i ns|i-
|uiçõcs no |ocan|c a qualidade dos polí|icos c do govcrno!
Do l ado posi|i vo, as novas ins|i |uiçõcs cs|áo mais pcr|o do povo, como prc-
viam scus i dcal i zadorcs. Os govcrnos rcgi onais sáo mais aíci |os as rcalidadcs ic-
gionais c mais accssívcis as dcmandas rcgionais do quc os dis|an|cs minis|cri os
romanos cujo lugar clcs |omaram. Iuncionam como mul|ipl os l abora|orios para
mcdidas inovadoras ¸como vcrcmos mais dc|alhadamcn|c no capí|ulo 3) . Con-
|ribucm para criar um cs|ilo modcrado, pragma|ico c |olcran|c dc pl ancjamcn|o
c dc adminis|raçáo dc conHi|os ÷ ¨um novo modo dcíazcr polí|ica' . Mobilizam
os i n|crcsscs dc grupos soci ai s rcgionais c lídcrcs comuni|arios c pouco a pouco
váo conquis|ando o apoio cau|closo do clci|orado.
Do lado ncga|ivo, cabc dcs|acar dois pon|os i mpor|an|cs. Irimciro, a cíici-
cnci a adminis|ra|iva propalada pcl os rcíormadorcs rcgi onalis|as náo sc concrc|i-
zou. Ao con|rario, qualqucr juri imparcial condcnari a mui|as das rcgiõcs por ma
adminis|raçáo. Scgundo, c |alvcz mais impor|an|c para o íu|uro da polí|ica i |a-
liana, a rcíorma rcgional parccc cs|ar agravando, c náo a|cnuando, a his|orica
disparidadc cn|rc o Nor|c c o Sul . A rcíorma livrou do paralisan|c domíni o ro-
mano as rcgiõcs mais adi an|adas, mas dcixou quc os problcmas das rcgiõcs mais
a|rasadas sc agravasscm.
Ao consi dcrar cssas duas crí|icas , porcm, dcvcmos |cr cm vis|a al |crna|ivas
concrc|as c náo i dcai s inalcançavcis . Apos ouvirmos por uma hora as crí|icas
con|undcn|cs c mi nuci osas dc um prcíci|o munici pal sul i s|a a sua rcgiáo, pcr-
gun|amos- lhc sc as coi sas cram mclhorcs sob o rcgimc ccn|ral i zado. Iarc-
ccndo a|0ni|o com a ingcnuidadc dc nossa pcrgun|a, clc cxcl amou. ¨Ior Dcus ,
náo ' '
No iníci o da |crccira dccada dc cxis|cncia das rcgiõcs , uma nova cra rc-
gi onal i s|a parccia cs|ar dcspon|ando. Embora mui|os cs|ivcsscm dcccpci onados
com o ía|o dc os govcrnos rcgionais náo |crcm ccicspondi do as cxpcc|a|i vas
i niciais , uma nova onda dc i nsa|isíaçáo com o govcrno ccn|ral acabou por
rcaccndcr os dcba|cs cm |orno dc uma maior ¨rcgi onal i zaçáo' do Es|ado i |a-
l i ano. Nas prospcras rcgiõcs do Nor|c, novas ¨ligas' rcgi onal i s|as , como a
Lega Lombarda c a Lega Veneta, conqui s|aram cxprcssiva vo|açáo nas clci-
çõcs rcgionais c l ocais dc 1 990 c 1 99 1 c nas cl ciçõcs naci onai s dc 1 992. O
orgul ho rcgional , a irri|açáo com a incíi cicnci a dc Roma, a rcvol|a con|ra o
suborno dc sul i s|as c um racismo vclado íavorcci am a asccnsáo das l i gas. A
Lega Lombarda, quc prcgava a ¨libcr|açáo da naçáo l ombarda', ob|cvc mais
dc 20% dos vo|os na rcgiáo mais ri ca c popul osa do país . 'ari os goVcrnos
rcgionais rcclamaram um rcIcrcndo nacional para dclcgar mai orcs podcrcs ao
nívcl rcgional .
Em 1 99 1 , a Comissáo para Assun|os Cons|i|uci onai s da Cåmara dos Rc-
prcscn|an|cs aprovou pra|i camcn|c por unanimidadc uma cmcnda cons|i|uci onal
quc cx|inguia vari os minis|cri os naci onais impor|an|cs ¸como Educaçáo, Saudc,
Agri cul |ura, Assun|os Sociais c Assun|os Urbanos), |ransícri ndo suas rcspon-
sabi lidadcs para as rcgiõcs c aumcn|ando para quasc 70% ¸mais quc o dobro)
a par|icipaçáo das rcgiõcs cm |odo o orçamcn|o naci onal .
õõ
Em ccr|os aspcc-
.s ./- : . . .z
|os, |ais aspiraçõcs íaziam lcmbrar o cl i ma rcinan|c nos anos T0, quando íoram
criadas as rcgiõcs , cmbora no Nor|c o cl ima íossc mai s carrcgado c houvcssc
mai s rcsscn|imcn|o do quc an|cs, quando o o|i mi smo cra mai or. A hi s|ori a da
rcíorma govcrnamcn|al na !|ali a sugcrc-nos cau|cla na i n|crprc|açáo dcsscs ía-
|os, poi s sc as au|ori dadcs ccn|rais sc opuscram íirmcmcn|c a i dci a dc dclcgar
mai s podcrcs, as prcssõcs rcgi onal i s|as con|inuaram aumcn|ando, sobrc|udo no
Nor|c. Mais uma pagi na cs|ava para scr virada na hi s|ori a do govcrno rcgi onal
i |al i ano .
!ndcpcndcn|cmcn|c do quc vcnha a ocorrcr no proxi mo capí|ul o, ja |cmos
i ndíci os dc quc por ora qualqucr jul gamcn|o cocrcn|c sobrc a cxpcri cnci a rc-
gi onal c i lusori o, dada a hc|crogcncidadc das rcgi õcs c dc scu dcscmpcnho. I
hora dc aval i ar o proprio dcscmpcnho i ns|i |uci onal c dc cxami nar cssas di -
ícrcnças .
C A - ' 1 ¹ ' O 3 ------
Aval i ação do desempenho i nsti tuci onal
As DUAS qucs|õcs basi cas da crcncia polí|ica sáo. ¨qucm govcrna!' c ¨quáo
bcm!'. !sso |raz a baila qucs|õcs dc dis|ribuiçáo c rcdi s|ri bui çáo. ¨qucm ob|cm
o quc, quando c como!' . Nas ul|imas dccadas, |ais qucs|õcs ganharam dcs|aquc
nos dcba|cs dcssa arca. Ior ou|ro lado, raras sáo as avaliaçõcs rigorosas sobrc
o dcscmpcnho i ns|i|ucional , mui |o cmbora o ¨bom govcrno' |cnha |ido pri ori-
dadc cm nossa pau|a. A i ncgavcl mcscl a dc jul gamcn|os norma|ivos cm qual qucr
cxamc do dcscmpcnho c da cíicaci a ícz com quc nos ul|imos 40 anos a mai oria
dos cs|udi osos sc |ornassc rclu|an|c cm abordar cssas qucs|õcs. de gustibus non
disputandwn est, pclo mcnos numa cicncia social i scn|a, ¨objc|iva'. Mui |o cm-
bora os cicn|i s|as polí|icos, como cidadáos comuns, quasc scmprc cs|cjam dis-
pos|os a julgar o dcscmpcnho dc um govcrno, sua discipl i na pron|amcn|c abri u
máo dcssc i mpor|an|c pa|rim0ni o da cicncia polí|ica ÷ dcssc an|igo dcvcr dc
nosso oííci o
¡
÷ cm íavor dos íilosoíos polí|icos c dos jornali s|as.
Qucríamos íazcr uma avali açáo mul|iíacc|ada dc cada um dos 20 govcrnos
rcgi onais i |ali anos como in|roduçáo a nossa avcri guaçáo das causas do cxi |o ou
íracasso i ns|i |uci onal . Mas como comcçar! Quc cri |crios dcvcm nor|car uma ava
l i açáo ri gorosa, i mparcial c convinccn|c do cxi |o i ns|i |ucional ! Dc ía|o, como |cr
ccr|cza dc quc ccr|os govcrnos sáo sistematicamente mai s cíicazcs do quc ou|ros,
dc |al modo quc possamos íalar gcncricamcn|c dc ¨cxi |o i ns|i |uci onal '!
A i ns|i |ui çáo quc prc|cndcmos aval i ar c um govcrno rcprcscn|a| ivo. Jcmos
por|an|o quc aval iar sua scnsibi l idadc as dcmandas do clci|orado c sua cíicicncia
na gcs|áo da coi sa publica.
¯
Scgundo os |coricos da dcmocraci a, dc Jolu S|uar|
Mi l l a Robcr| Dahl , ¨a pri nci pal carac|crís|ica dc uma dcmocraci a c a cons|an|c
scnsibi li dadc do govcrno cm rclaçáo as prcícrcnci as dc scus cidadáos' ` A dc-
mocraci a conccdc aos cidadáos o dirci |o dc rcccrrcr ao scu govcrno na cspc-
rança dc al cançar al gum objc|ivo par|icul ar ou soci al , alcm di sso, rcqucr,uma
concorrcnci a lcal cn|rc as diícrcn|cs vcrsõcs do i n|crcssc publico Jodavi a Q) bom
govcrno c mais do quc um íorum para grupos concorrcn|cs ou uma caixa dc rcs-
sonånci a para rcclamaçõcs, na vcrdadc, clc manda íazcr as coisas. Um bom go-
vcrno dcmocra|ico náo so considcra as dcmandas dc scus cidadáos ¸ou scja, c
scnsívcl ) , mas |ambcm agc com cíicaci a cm rcl açáo a |ais dcmandas ¸ou scja,
c cíi caz)
Iara cs|udar o dcscmpcnho i ns|i|ucional, |cmos quc avali a-l o dc mancira cri-
|cri osa c convi nccn|c. An|cs dc podcnnos avcriguar dc modo rigoroso por que
o novo govcno rcgional prospcrou na Emil ia-Romagna mas íracassou na Iugli a,
pri mci ramcn|c prcci samos mos |rar quc |ais aval iaçõcs náo sáo mcramcn|c ían-
. - ./- :. . . s
|asiosas ou imprcssionis|as. \ma avali açáo cri|cri osa do dcscmpcnho govcrna-
mcn|al |cm quc prccnchcr qua|ro rcqui si|os rigorosos.
l 1ea ¡ae se: abrangente. Os ,eve:ees íazea aa|:as ee|sas - ¡:eaal,aa le|s, ,as:aa
a|e|e|:e, ¡:es:aa se:v|¸es e aaa| e| s::aa saas a:| v|aaaes | e:e:eas Lvee:aalaee:e eles
vãe aléa aessas :e:| eas ¡a:a ea¡:eeeae: :eíe:aas | eevaae:as, se] a ae es¡ae:aa, eeue
a ae Lyeaee ¡e|esee, se]a ae a|:e|:a, eeae a ae |a:,a:e: 1|a:e|e: |essa aval | a¸ãe
:ea ¡ae a|:ae,e: :eaas essas a:| v| aaaes, :ae:e as eeeveee|eea|s ¡aae:e as eevas
Aléa a|sse, es ,eve:ees :ea :es¡eesa|| l | aaaes ea aa| :as á:eas a|íe:ee:es - saaae,
a,:| eal:a:a, e|:as ¡a|l |eas, eaaea¸ãe, se:v|¸es see|a|s, aeseevelv|aee:e eeeeêa| ee e:e
la:a se: a|:ae,ee:e, eesse exaae :ea ¡ae eees|ae:a: :eaes esses eaa¡es |ãe ¡e-
aeaes ¡:e:eeae: aval| a: as a|e|aas ee|sas ¡ae es !c ,eve:ees :e,|eea| s í|ze:aa ea
aaas aéeaaas, aas :eaes ¡ae ¡:eea:a: e|:e: aaa aaes::a :ãe aa¡l a ¡aae:e ¡ess|vel
ae saa eüeáe| a
! 1ea ¡ae se: internamente coerente. l:ee| saaee:e ¡e: íaze:ea :ae:as ee| sas a|íe:ee:es,
es ,eve:ees eãe :ea aa ae|ee :esal:aae í|eal¨, eeae e lae:e eaaa ea¡:esa ea¡|-
:al | s:a Deeae a ¡ess|||l|aaae ae a|íe:ee:es ,eve:ees s|a¡lesaee:e se:ea |ees ea a|-
íe:ee:es á:eas ~ aes se aes:aeaa ea saaae, ea::es ea eees::a¸ãe ae es::aaas, aes
l |aaa ael|e: eea as le|s, ea::es eea a aaa| e| s::a¸ãe e ass|a ¡e: a|ae:e 1eaes ¡ae
a:ee:a: ¡a:a a eea¡a:|||l |aaae ee::e es vá:|es |ea|eaae:es e¡e:ae|eea| s ae aesea¡ee|e
|es:| :ae|eeal e :aa|éa ¡a:a es |ea|e|es ae aal :|a|aees| eeal|aaae¨ sé ¡eae:eaes ía-
l a: saaa:|aaee:e ae ex|:e ea í:aeasse aa | es:| :a| ¸ãe se e somente se eesses a|ve:ses
| ea| eaae:es elass| üea:ea ea¡|:|eaaee:e as :e,|ëes aa|s ea aeees ae aesae aeae
¯ 1ea ¡ae se: confiável. la:a ¡eae:aes ::aaaz|-le ea :e:aes ,eeé:|ees, e aesea¡ee|e
| es:| :ae|eeal :ea ¡ae se: :azeavelaee:e aa:aaea:e e eãe |es:ável É ae se es¡e:a: ¡ae
|a]a al,aaa va:| a¸ãe ae lee,e ae :ea¡e, se|:e:aae ees ¡:|ae|:es aees ae aaa | es-
:|:a|¸ãe ua ,eve:ee ¡eae ::e¡e¸a: e ea::e ,ae|a: |a¡alse |as ¡aaeae a e:aea ae
elass| üea¸ãe aas :e,|ëes aaaa eale|aesee¡|eaaee:e ae aa aee ¡a:a e ea::e, eeevéa
:eve: eesse eeeee|:e |ás|ee ae aesea¡ee|e | es:| :ae|eeal le:éa ¡aaeae as aesaas :e-
,|ëes sãe |ea ,eve:eaaas aee a¡és aae, |sse |ea|ea ¡ae e aesea¡ee|e eãe se aeve
a¡eeas a aaa aeaee:+eea eees:ela¸ãe ae íe:¸as ¡el|:|eas ea + ea¡ae|aaae ,ea se::e)
ae aa ae:e:a| eaae aaeaa:á.| e
+ 1ea ¡ae corresponder aos objetivos e aos critérios dos protagonistas e dos membros
da instituição. Aí|eal, ::a:a-se ae ,eve:ees democráticos, :es¡eesáve| s ¡e:ae:e es e|-
aaaães aas vá:|as :e,| ëes |ãe aeveaes |a¡e: ¡aa:ëes ¡ae se]aa es::ae|es a esses
aea|:es 1eaes ¡ae eea¡a:a: ea|aaaesaaee:e eesses |ea|eaae:es e|]e:| ves¨ ae ae-
sea¡ee|e eea as e¡|e| ëes ae ele|:e:es e l|ae:es eeaae| :á:|es ae :eaas as :e,| ëes ¡á
v|aes ee ea¡|:ale ae:e:|e: ¡ae a sa:| sía¸ãe va:|ava eees| ae:avelaee:e ae aaa :e,|ãe
¡a:a ea::a Ae:es ae ea|:| : aa ] al ,aaee:e se|:e a ¡aal| aaae aa ,eve:eae¸a eas vá:.as
:e,| ëes, :eaes ¡ae ee:e] a: eesses |ea|eaae:es eea as e¡|e| ëes aas ¡esseas ea ue-
l ee|a e ua:|, sevese e l|e::a¡e::esa
Es|c capí|ulo visa a prccnchcr csscs qua|ro rcquisi|os.
4
Comcçamos cxami-
nando cada um dos 1 2 indicadorcs da cíicacia govcrnamcn|al nas 20 rcgiõcs. Em
scguida avcriguamos as corrclaçõcs cxis|cn|cs cn|rc csscs 12 i ndicadorcs c vcri-
/v/. /,/. 5 .5 - º - v - - · - . · º : : . . . · / . . -
íicamos sc nossa avaliaçáo sin|c|ica do dcscmpcnho c cs|avcl ao longo d o |cmpo.
Ior íim, comparamos nossas avaliaçõcs, rcgiáo por rcgi áo, com as opiniõcs dos
clci|orcs c lídcrcs comuni|arios i|alianos. Essc proccsso rigoroso c um primciro
passo csscncial para podcrmos comprccndcr o cxi|o ou o íracasso da i ns|i|uiçáo.
DOZE I NDI CADORES DO DESEMPENHO I NSTI TUCI ONAL
Em cada govcrno rcgional, procuramos avaliar. a) a con|i nuidadc adminis|ra|i va,
b) as dclibcraçõcs sobrc as polí|icas, c c) a i mplcmcn|açáo das polí|icas.
A cíicacia dc uma ins|i |uiçáo dcpcndc sobrc|udo dc sua capacidadc dc bcm
conduzir scus ncgocios in|crnos . Assim, podcmos aval i ar, por cxcmpl o, a cs|a-
bi li dadc do apara|o dcci sorio dc uma i ns|i|uiçáo, a cíc|ivi dadc dc scu proccsso
orçamcn|ario ou a cíicacia dc scus sis|cmas dc iníormaçõcs adminis|ra|ivas.
5
¸'cr
indicadorcs 1 -3 , p. 80-1 . ) Basicamcn|c, cssc grupo dc indicadorcs indaga. indc-
pcndcn|cmcn|c do quc mais cs|c¡ a íazcndo, cssa ins|i|uiçáo conduz suas pri nci-
pais a|i vidadcs in|crnas com rcgularidadc c prcs|cza!
Iorcm, anali sar o dcscmpcnho dos govcrnos signiíica anali sar |ambcm as po-
lí|icas c os programas. Scra quc os govcrnos conscgucm idcn|iíicar as ncccssi-
dadcs sociais c propor sol uçõcs inovadoras ! Scra quc a l cgi slaçáo sancionada
pclos govcrnos rcílc|c rcalmcn|c uma capacidadc para lidar dc modo abrangcn|c,
cocrcn|c c cria|ivo com os problcmas quc sc aprcscn|am! ¸'cr i ndicadorcs 4-5,
p. 8 1 -3. )
Ior ílm, nossa analisc dcvc passar das palavras aos a|os. Jcmos quc avaliar
o dcscmpcnho dcsscs govcrnos cm sua íunçáo dc solucionadorcs dc problcmas c
prcs|adorcs dc scrviços. Es|áo os govcrnos rcgionais sabcndo usar os rccursos dis-
ponívci s para a|cndcr as ncccssi dadcs dc uma socicdadc quc sc |ransíorma rapi-
damcn|c! Conscguiram clcs rcalizar os ob¡c|ivos a quc sc propuscram ÷ criar
pos|os dc saudc, cons|ruir crcchcs c assim por dian|c! A|c quc pon|o sáo cíicicn-
|cs no a|cndimcn|o das dcmandas dos cidadáos! ¸'cr indicadorcs 6- 12, p. 84-7 . )
Nossa avaliaçáo do govcrno |cm quc lcvar cm con|a as açõcs, c náo apcnas
as pal avras, mas dcvcmos cs|ar a|cn|os para náo rcsponsabili zar os govcrnos por
coi sas quc íogcm ao scu con|rolc.
õ
Qucrcmos avaliar os ¨produ|os' c náo os 'rc-
sul|ados' ÷ os scrviços dc saudc c náo as |axas dc mor|ali dadc, a polí|ica am-
bicn|al c náo a qualidadc do ar, os programas dc dcscnvolvimcn|o ccon0mico c
náo os l ucros das cmprcsas. A saudc, a qual idadc do ar c os lucros ccr|amcn|c
sáo lmpor|an|cs, mas a razáo para cxcluí-los dc nossa avaliaçáo c simplcs os rc-
sul|ados sociais sáo inílucnci ados por mui|as coisas alcm do govcrno. A saudc
dcpcndc dc ía|orcs quc íogcm ao con|rolc dirc|o dc qualqucr govcrno dcmocra-
|ico, como rcgimc alimcn|ar c cs|i lo dc vida. A qualidadc do ar c inílucnciada
pclas condiçõcs clima|icas c dcmograíicas c pcla indus|ria, alcm da polí|ica go-
vcrnamcn|al . Os lucros dcpcndcm da capacidadc cmprcsarial, do cmpcnho dos
|rabalhadorcs, das condiçõcs ccon0micas mundiais c assim por dian|c. !ncluir os
rcsul|ados sociais numa avaliaçáo do dcscmpcnho govcrnamcn|al c incorrcr na
- . ./- : . . .s
'íalacla do mllagrc dc Massachusc||s' somcn|c uma pcqucna par|c da prospcrl-
dadc rclnan|c na Nova !ngl a|crra nos anos 80 ¸c uma parccla lgualmcn|c pcqucna
da culpa pcla rcccssáo ul|crlor) podl arcalmcn|c scr a|rlbuída ao govcrno cs|adual ,
cmbora a rc|orlca da campanha prcsldcnclal dc 1988 aílrmassc o con|rarl o.
Dcccr|o quc avallar produ|os compara|lva c quan|l |a|lvamcn|c c |arcía com-
pl cxa quc cnvolvc numcrosas aícrlçõcs. Iara scrcm conílavcls, os l ndlcadorcs do
dcscmpcnho admlnls|ra|lvo |cm quc scr razoavclmcn|c ncu|ros cm rclaçáo a dl -
ícrcnças nas prl orl dadcs baslcas . Náo c íacl l comparar, por cxcmpl o, a orlgl na-
lldadc, a cílcacla c a lmpor|åncla soclal dc um programa dc bol sas dc cs|udo
com as dc um programa dc lrrl gaçáo. No con|cx|o dc nosso cs|udo, porcm, rc-
duzlmos |al s diílculdadcs a nívcls con|rolavcl s. Dc modo gcral , íocallzamos os
mcsmos assun|os cm nossas cn|rcvls|as com admlnls|radorcs c lídcrcs comunl-
|arl os dc |oda a !|all a. Embora a urgcncla dc ccr|os proqlcmas varlassc dc uma
rcgl áo para ou|ra, |odos os govcrnos rcglonals |lvcram quc |ra|ar l nlclalmcn|c dc
qucs|õcs scmcl han|cs, como saudc publlca, cnslno proílsslonallzan|c c obras pu-
bllcas. Mas cssas qucs|õcs náo íoram |ra|adas com a mcsma prcs|cza ou abran-
gcncla, com a mcsma cílcacla ou crla|lvl dadc, ncm os rcsul|ados sa|lsílzcram
lgual mcn|c as au|orldadcs publlcas c scus clcl|orcs . Como dlssc Ecks|cl n `I ab-
surdo cspcrar quc os govcrnos rcallzcm al go quc náo qucrcm rcallzar, mas ccr-
|amcn|c c razoavcl cspcrar quc sc cmpcnhcm cm íazcr aqul lo quc dc ía|o
cons|l |ul uma prcícrcncla'
¸
Nossa avall açáo crl|crlosa do cxl |o lns|l|uclonal bascl a-sc cm 1 2 dlícrcn|cs ln-
dlcadorcs quc abrangcm a con|lnul dadc adml nls|ra|lva, as dcllbcraçõcs sobrc as
polí|lcas c a lmplcmcn|açáo das polí|lcas cm dlvcrsos sc|orcs. Em sua malorla,
csscs lndlcadorcs sc rcícrcm ao pcríodo dc 1 978 a 1 985, ou sc¡ a, dcpols quc a
Icl n° 382 dc 1 976 c os 6 1 6 dccrc|os dc 1 977 dclcgaram podcrcs consl dcravcls
c |ransícrlram rccursos subs|anclals a |odas as rcglõcs. Jal pcríodo abrangc a
mal or par|c da scgunda lcglsl a|ura c |oda a |crcclra lcglsl a|ura das novas l ns|l-
|ulçõcs. Alguns lndlcadorcs sáo quan|l|a|lvamcn|c prccl sos, mas sua llgaçáo com
rcsul|ados concrc|os c lndlrc|a. Ou|ros cs|áo nl|ldamcn|c rclacl onados com o dc-
scmpcnho lns|l|ucl onal, mas sua quan|lílcaçáo c mcnos cxa|a. Jomado l sol ada-
mcn|c, ncnhum lndlcador c suílclcn|c para cs|abclcccr uma cl asslílcaçáo
lmparclal das rcglõcs . Con¡ un|amcn|c, porcm, os l ndlcadorcs proplclam uma so-
l lda aval l açáo do cxl |o ou íracasso das lns|l |ulçõcs.
Comcçamos com |rcs lndlcadorcs rcla|lvos a con|lnul dadc admlnls|ra|lva c
proccdlmcn|os ln|crnos cs|ahl ll dadc do gablnc|c, prcs|cza orçamcn|arla c scrvlços
cs|a|ís|lcos c dc lníormaçáo.
1 . Estabilidade do gabinete
Asslm como o govcno naclonal l|all ano, cada govcno rcglonal c dlrlgldo por
um gabl nc|c quc ncccssl|a man|cr o apolo da malorla no Icglsl a|lvo. Algumas
rcgl õcs |l vcram gabl nc|cs bas|an|c cs|avcls c com lsso pudcram scgulr uma l l nha
/v/. / ,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º : : . . . · /.
- :
polí|lca cocrcn|c. Ja ou|ras |lvcram dlílculdadc náo so para íc!ar uma coliga-
çáo, mas |ambcm para man|c-la. Aqul nosso lndlcador c o numcro dc dlícrcn|es
gablnc|cs cons|l|uídos nas lcglsla|uras dc 1 975- 80 c 1 980-85. Jal numcro vailou
dc dols gablnc|cs num pcríodo dc 10 anos cm Jrcn|l no-Al|o Adlgc c na ]mbrla
a novc gablnc|cs num mcsmo pcríodo na Slcíll a, na Sardcnha c na Campånla. "
Embora sc¡ a o mals slmplcs dc nossos lndlcadorcs dc dcscmpcnho, cs|c c |am-
bcm um dos mals slgnlílca|lvos .
2. Presteza orçamentária
A par|lr dc 1 972, |odas as rcglõcs dcvcrlam cs|ar com scu orçamcn|o anual
aprovado a|c 1 ° dc ¡ anclro, lníclo do cxcrcícl o. Ira|lcamcn|c ncnhuma dclas
cumprl u cssa mc|a, c no comcço dos anos 80 |odas as rcglõcs íoram prc¡ udl-
cadas por a|rasos no clclo orçamcn|arlo naclonal quc íuglam ao scu con|rol c.
Mcsmo assim o a|raso mcdl o varlou consldcravclmcn|c dc uma rcgláo para ou-
|ra. Aqul nosso l ndlcador íol slmplcsmcn|c cs|c. cm mcdla, no pcríodo 1 979-85,
cm quc da|a o orçamcn|o íol rcalmcn|c aprovado pcl o consclho rcglonal ! Os rc-
sul|ados varl aram dc 27 dc ¡ anclro ¸varlas scmanas dc a|raso) cm Irlul l -'cncza
Olulla a 7 dc agos|o ¸quando ¡a havlam |ranscorrldo quasc dols |crços do cxcr-
cícl o) na Cal abrl a.
-
3. Serviços estatísticos e de informação
Man|ldas as dcmals condlçõcs, um govcrno mal s bcm lníormado sobrc os clcl-
|orcs c scus problcmas podc scrvl -los dc modo mal s cílcaz. Asslm, |odas as 20
rcgl õcs íoram classlílcadas dc acordo com o nívcl dc scus scrvlços cs|a|ís|lcos
c dc lníormaçáo. Em ul|lmo l ugar ílcaram scl s rcgl õcs quc náo dlspunham dc
ncnhum dcsscs scrvlços ÷ Abruzos, Cal abrla, Campånl a, Marchc, Mollsc, Iuglla
c Slcílla. Em prlmclro ílcaram clnco rcgl õcs ÷ Emll l a-Romagna, Irl ull-'cncza
Ol ulla, Iaclo, Iombardla c Joscana ÷ com bons scrvlços dc lníormaçáo, ln-
clul ndo pos|os dc colc|a dc dados local s, proccssamcn|o dc cs|a|ís|lcas c anall sc
por compu|adorcs.
| 0
Em scgulda, passamos da anall sc dos lndlcadorcs dc con|lnul dadc c proccdl-
mcn|os ln|crnos a lnvcs|lgaçáo do con|cudo das dcllbcraçõcs sobrc as polí|lcas. Os
dols lndlcadorcs scguln|cs basclam-sc num amplo cxamc da lcglslaçáo rcgl onal .
4. Legislação reformadora
Examl namos |oda a produçáo lcglsl a|lva dc cada rcgláo no pcríodo 1 978- 84 cm
|rcs arcas dc a|uaçáo dcscnvolvlmcn|o ccon0mlco, planc¡ amcn|o |crrl|orlal c
amblcn|al c scrvlços soclal s. Os |opl cos dcssc vas|o con¡ un|o dc lcls váo dcsdc
- z ./ - : . . . s
zoncamcn|o urbano c hcmodial i sc a|c capaci|açáo no cmprcgo para assi s|cn|cs
sociais c ccn|ros rcgionais para pcsqui sa c comcrci ali zaçáo indus|riais. Em nossa
analisc u|i lizamos |rcs cri |cri os gcrais dc avaliaçáo.
o A abrangência ea le,|sla¸ãe, | s:e é, se e eee] ae:e eas l e| s :e,|eea| s ¡:eaal ,aeas ees-
se ¡e:|eee ::a:ea ee aaa ,aaa aa¡l a ea es::e|:a ee eeeess| eaees see|a|s
o A coerência ea le,|sla¸ãe, | s:e é, se as vá:|as | e|e| a:|vas l e,|sl a:é:|as íe:aa eee:ee-
eaeas e eee:ee:es | e:e:eaaee:e, ¡e: exea¡l e, aa ¡:e,:aaa ee aj aea + ¡e¡aeea ea-
¡:esa eee:eeeaee eea ¡:e] e:es |eí:a-es::a:a:a|s e ee ea¡ae|:a¸ãe ee ea¡:e,e eee:ea
aa| s ¡ee:es ee ¡ae aa ¡:e,:aaa ¡ae ,eeae e|zea es | :ali aees) íez e|eve:¨ sa|-
vee¸ëes |ee|se:|ai eaeaaee:e ea :eea a :e,| ãe
o A criatividade ea le,|sla¸ãe, |s:e é, se ela | eee:| íieea eevas eeeess|eaees, ex¡e:iaee-
:ea eeves se:v|¸es ea e:|ea | eeee:|ves ¡a:a eevas íe:aas ee | e| e| a:|va ¡:| vaea
Cada rcgiáo rcccbcu dc 1 a 5 pon|os cm cada um dos |rcs sc|orcs. A soma
dos pon|os variou dc 1 5 para a Emilia-Romagna, rcprcscn|ando cxcclcn|c dc-
scmpcnho cm |odos os |rcs sc|orcs, a 3 para a Calabria c Mol isc, i ndicando íraco
dcscmpcnho nos |rcs . Essas aícriçõcs da lcgisl açáo sáo um pouco mai s imprcs-
sionis|as c mcnos prccisas do quc os indicadorcs an|criormcn|c mcncionados, po-
rcm rcílc|cm náo so uma analisc cri|cri osa do con|cudo da polí|ica rcgi onal, mas
|ambcm ¸como vcrcmos dcpois) as opi niõcs dos cidadáos dc cadarcgi áo. Na pra-
|ica, nossos cri|cri os para aval iar a lcgisl açáo rcíormadora náo parcccm diícrir
mui|o dos cri|crios ado|ados pcl os clci |orcs i|al i anos.
| |
5. Inovação legislativa
Na !|alia assim como nos Es|ados Unidos, mui|as idcias lcgi sla|i vas cos|umam
propagar�sc pcl os govcrnos subnacionais, a mcdida quc ccr|as inovaçõcs i n|ro-
duzi das por um consclho rcla|ivamcn|c progrcssis|a váo scndo assimil adas c
| !
.
1 2 d í / . aprovadas cm rcgi õcs mcnos adi an|adas. Exammamos t crcn|cs |optcos nos
quai s surgiram lcgislaçõcs scmclhan|cs cm varias rcgiõcs. poluiçáo do ar c da
agua, íomcn|o da pcsca, pro|cçáo ao consumidor, assi s|cncia mcdica prcvcn|iva,
rcgul amcn|açáo da mincraçáo dc supcnícic, classiíicaçáo dc ho|cis, pro|cçáo a
íauna c|c. Apcsar das diícrcn|cs ncccssidadcs c pri oridadcs l ocais, ccr|as rcgiõcs
cs|avam sis|cma|icamcn|c adian|adas ou a|rasadas cm quasc |odos csscs |opicos,
com apcnas |rcs ou qua|ro cxccçõcs. ¸As rcgiõcs adi an|adas c as rcgiõcs a|ra-
sadas cm a|cndimcn|o psiquia|rico, ombudsmen rcgional c promoçáo do scrviço
vol un|ario náo sc cnquadraram nos padrõcs gcrai s . A |abcla 3 . 1 mos|ra o con-
jun|o das lcis modclarcs. )
| 1
Aqui nosso indicador c o scgui n|c. cm mcdia, ncssas
1 2 arcas, asslm quc surgi u uma lci modcl ar, quan|o |cmpo lcvou a rcgi áo para
ado|a-la! A|ribuúuos 1 00 pon|os a rcgiáo quc in|roduziu dc|crminada lci c zcro
a rcgiáo quc simplcsmcn|c náo a ado|ou.
| 4
A pon|uaçáo mcdia variou dc 74 para
/v/. /,/.5 . 5 - º - v - - · - . · º : : . . . · /.
- s
a Emilia-Romagna a 4 para a Cal abri a. Na vcrdadc, somcn|c uma dcssas 1 2 lcis
modclarcs chcgou a scr aprovada na Calabria, cnquan|o a Emilia-Romagna apro-
vou |odas as 1 2 c in|roduziu cinco dcl as.
Tab e l a 3 . 1
Aval i ação da i novação l e gi s l at i va
..·÷.+.+a ÷ .+÷ a·
-÷,. a÷·a,÷.+a ÷·a,÷.+÷s.,÷··. ÷
.÷·.+a,÷s.a
..··. ÷+a,. . ,÷.+.a·÷+aa,.a
. ass · .a,÷.+÷.·- s
/ss s·-. a-+ .a,·÷«÷· «a
-·.·÷,÷.à ·a.a
-a. .a .a,÷.+...-·. .
-·.·÷,÷.a...s. +.·
v. ·.·a,÷.+.÷·.a+.+÷··a·a .
-·..,÷.+.s÷·« ,.«. .·a· .
Ombudsmen ·÷, .a s
/·÷+ ÷·.,s |. a·· ..
.a·,a·a·.· a
. -: z
. -.s
. ..s
. .-s
. .: -
. ss-
. sz+
. -.:
. +sz
. s-z
. zzz
·. .zs
Em scguida, passamos do campo das dclibcraçõcs sobrc as polí|icas para o
da i mplcmcn|açáo das pol í|icas. Os scis indicadorcs scguin|cs aícrcm a capa-
cidadc da rcgiáo para cxccu|ar polí|icas cm pra|icamcn|c |odos os principais sc-
|orcs da a|ividadc govcrnamcn|al rcgional, como saudc publi ca, prcvidcncia
social, dcscnvolvimcn|o indus|rial c agrícola, c pol í|ica habi|acional c urbana.
Os doi s pri mciros indicadorcs rcprcscn|am prcs|açáo dirc|a dc scrviços, o |cr-
cciro rcprcscn|a o clcnco dc ins|rumcn|os dc polí|ica u|ilizados pcla rcgiáo, c os
|rcs ul|imos avcri guam a cíicacia com quc os govcrnos rcgionais aplicam os rc-
cursos quc lhcs íoram |ransícridos pclo govcrno ccn|ral ¸¨capacidadc dc cíc|uar
gas|os') .
A capaci dadc dc cíc|uar gas|os ncm scmprc c um bom indicador do dcscm-
pcnho ins|i|ucional . Con|udo, ncsscs |rcs casos ¸agricul|ura, saudc c habi |açáo),
como cra ampl amcn|c rcconhcci da a ncccssidadc dc i nvcs|imcn|os adicionais, |o-
das as rcgi õcs ob|ivcram pron|amcn|c das au|ori dadcs ccn|rais o cus|cio i n|cgral
das dcspcsas. Jodavia, ccr|os govcrnos rcgionais acumularam um cnormc mon-
|an|c dc vcrbas náo dcspcndidas (residui passivi) , ja quc náo dispunham da ca-
pacidadc organi zacional c da iníra-cs|ru|ura admi ni s|ra|iva ncccssarias para
|raduzir cm açáo cssc crcsccn|c po|cncial íinancciro Ior ou|ro l ado, as rcgiõcs
mai s cíicicn|cs conscguiram gas|ar |udo quan|o cspcravam gas|ar no momcn|o
cm quc o haviam plancjado.
- + ./- : . . . 3
6. Creches
Uma das primciras c mais bcm-succdidas inici a|ivas dos novos govcrnos rcgi o-
nais íoi a criaçáo dc crcchcs publicas . Em 1 977, o govcrno ccn|ral l ibcrou um
considcravcl mon|an|c dc vcrbas para cssc íim, dc modo quc o 'cus|o dc opor-
|unidadc' do programa íoi insigniíican|c para as rcgi õcs. A|c 1 983, is|o c, scis
anos dcpois, al gumas rcgiõcs haviam criado uma ampla rcdc dc crcchcs, cn-
quan|o ou|ras náo |inham íci|o pra|icamcn|c ncnhum progrcsso. Aqui nosso in-
dicador c o numcro dc crcchcs man|i das pcla rcgiáo quc cs|avam cm íunci o-
namcn|o a|c dczcmbro dc 1 983, cm rclaçáo a coor|c dc crianças dc zcro a cinco
anos.
| 1
Essa c uma boa mancira dc aícrir a capacidadc da rcgiáo para i mplc-
mcn|ar polí|icas no nívcl local, con|ando com rccursos cx|crnos. Os índi ccs va-
riaam dc uma crcchc por 400 cri anças na Emili a-Romagna a uma crcchc por
1 2.560 cri anças na Campånia.
7. Clínicas familiares
No sc|or dc saudc, uma impor|an|c cxpcricncia, originariamcn|c sanci onada pcla
lcgi slaçáo cm 1 974, íoi a clínica íami liar (consultoria familiare). Uma boa mcdida
da capacidadc da rcgiáo para implcmcn|ar rcíormas dc polí|icas c o numcro dc clí-
nicas íamili arcs quc cs|avam cm íuncionamcn|o a|c maio dc 1 978, cm rclaçáo a
popul açáo rcgional . Aqucla cpoca, a ]mbria (primcira col ocada ncssa cl assiíica-
çáo) |i nha uma clínica íamiliar por 15 mil habi|an|cs, a Iuglia |inha prccisamcn|c
uma clínica para a|cndcr a scus 3 . 850. 000 habi|an|cs , c as rcgiõcs dc Jrcn|ino-Al-
|o Adigc, Mol i sc c 'allc d'Aos|a náo haviam criado ncnhuma clínica.
| ´
8. Instrumentos de política industrial
Em 1 970, como vimos no capí|ul o 2, a cspcrança gcral dc quc os novos go-
vcrnos rcgionais promovcriam um rapido crcscimcn|o ccon0mico cons|i|uía im-
por|an|c inccn|ivo a rcíorma ins|i|ucional . Assim quc os rccursos sc |ornaram
disponívci s, al gumas rcgiõcs simplcsmcn|c op|aram pclo clicn|cl ismo, conccdcn-
do subsídi os a dc|crminadas cmprcsas. Ou|ras, mais adian|adas, prcs|aram apoio
iníra-cs|ru|ural , mclhoraram os scrviços publicos c inccn|ivaram parccrias cn|rc
os sc|orcs publico c privado.
| ¯
O grau dc soíi s|icaçáo alcançado pclas rcgiõcs na
arca da polí|ica indus|rial podc scr aícri do pcl a quan|idadc dc ins|rumcn|os quc
cl as cíc|ivamcn|c u|i li zaram.
O ¡laee .e,| eeal ee eeseevelv|aee:e eeeeêa|ee
o ¡laee .e,| eeal ee a:| l | za¸ãe ea :e..a
/v/. /,/.5 .5 - º - v - - · - . · º : : . . . · / . - -
o ¡a.¡aes | eeas:.| a| s
o a,eee| as ee t|eaee| aaee:e ee eeseevelv|aee:e .e,|eeal
o eeesé.e| es ee eeseevelv| aee:e e eeae.e| al | za¸ãe | eeas:.| a| s
o ¡.e,.aaas ee ea¡ae| :a¸ãe ee ea¡.e,e
Em 1 984, algumas rcgiõcs , como por cxcmplo Iriuli-'cncza Oiulia, haviam
u|ilizado |odos csscs sci s ins|rumcn|os. Ia a Calabri a so u|i li zara dois.
| °
9. Capacidade de efetuar gastos na agricultura
Em 1 977, o govcrno ccn|ral dcs|inou a cadarcgiáo uma vcrba subs|ancial (ao |o-
do ccrca dc US$400 milhõcs) para invcs|imcn|o na agri cul |ura, incluindo-sc aí ir-
rigaçáo, rcflorcs|amcn|o, pccuari a, hor|icul|ura c vi|icul|ura. O Iaci o, por cxcm-
pl o, usou sua parccl a dos rccursos nacionai s para modcrnizar a produçáo dos
vinhos dc Irasca|i . Ior ou|ro lado, os cn|ravcs dc na|urcza polí|ica c a i ncíicicn-
cia adminis|ra|i va íizcram com quc varias rcgiõcs sc visscm impcdidas dc aplicar
as vcrbas di sponívci s, mui|o cmbora a agricul|ura íossc para clas uma a|ividadc
ccon0mica crucial . A capaci dadc da rcgiáo para implcmcn|ar pol í|icas ncssc im-
por|an|c sc|or da cconomia podc scr aícri da pcla parccla dos rccursos quc lhc ío-
ram dcs|inados c quc cla rcalmcn|c u|ilizou nos |rcs anos subscqucn|cs ( 1 978- 80)
|al como havi a planc¡ado. Os índiccs vari aram dc 97% cm 'al l c d' Aos|a a 0%
na Calabtia c cm Mol i sc.
| -
1 O. Gastos com unidade sanitária local
Em |crmos íinancciros, a mais impor|an|c rcsponsabilidadc dclcgada as rcgiõcs apos
1 977 íoi o scrviço dc saudc nacional , incluindo-sc aí hospi|ais, clínicas c scguro-
saudc. A principal inovaçáo organizacional para a implcmcn|açáo dcssas novas rcs-
ponsabilidadcs, scgundo a lcgislaçáo nacional dc 1 978, cra a Unidadc Sani|aria Io-
cal ( Unità Sanitaria Locale ou USI). Uma mcdida da prcs|cza com quc cada
rcgiáo dcsincumbiu-sc dc suas rcsponsabilidadcs ncssa arca nos c dada pclos gas|os
per capita com USI cm 1 983, cinco anos apos a promulgaçáo do cs|a|u|o nacional.
(Mais uma vcz, as au|oridadcs íinanciaram in|cgralmcn|c as dcspcsas com os scr-
viços dc saudc. Como os gas|os com USI cs|áo negativamente rclacionados com
os índiccs dc morbidadc c dc mor|alidadc inían|il , os rcsul|ados náo compor|am a
in|crprc|açáo dc quc as rcgiõcs quc gas|aram pouco |inham mcnos ncccssidadc dc
scrviços publicos dc saudc. ) Na con|agcm dc pon|os, cm primciro lugar íigura a
Joscana, quc gas|ou 34% a mais do quc a mcdia nacional, vindo por ul|imo a Si-
cíli a c a Basilica|a, cada qual com gas|os 25% iníctiorcs a mcdia nacional
¯0
- s ./- : . . .s
1 1. Habitação e desenvolvimento urbano
Nossas sondagcns rcvclaram quc a habi |açáo íoi al|amcn|c priori|aria para as au-
|oridadcs rcgionais cm |oda a !|alia, sobrc|udo nos anos 80. A par|ir dc 1 97 1 , c
cspcciamcn|c apos 1 978, o govcrno ccn|ral oícrcccu as rcgiõcs abundan|cs rc-
cursos para subvcncionar a habi|açáo ¸|an|o publ ica quan|o privada) , rccupcrar
moradias c adquirir |crrcnos para a cxpansáo urbana. As rcgiõcs |ivcram quc íor-
mular planos habi |aci onais quadricnais c cs|abclcccr cri|crios para a alocaçáo dc
vcrbas . Colc|amos dados cm 1 979, 1 98 1 , 1 985 c 1 987 rcícrcn|cs a capacidadc
das rcgiõcs para u|il izar |ais rccursos, |omando por basc a parccl a dos rccursos
libcrados pclas au|oridadcs ccn|rais quc a rcgiáo cíc|ivamcn|c dcspcndcu. ¸Ncssc
caso, a capacidadc dc cíc|uar gas|os cs|a positivamente rclaci onada com indica-
dorcs mai s an|igos da qual i dadc habi|aci onal , dcscar|ando-sc assim a i n|crprc|a-
çáo dc quc o mcnor volumc dc gas|os simplcsmcn|c rcílc|ia mcnorcs ncccssi-
dadcs. ) O índicc compos|o abrangcndo o quadricnio vari a, cm mcdia, dc 67% na
Emili a-Romagna a 32% na Sicíl ia c na Campånia.
! |
A|c agora |odos o s nossos indicadorcs dc dcscmpcnho ado|aram a pcrspcc|iva do
adminis|rador. o proccsso orçamcn|ario c cíicicn|c! A lcgislaçáo c inovadora! Quan-
|as crcchcs ou clínicas íamiliarcs íoram criadas! Quan|os cmprcs|imos para a agri-
cul|uraíoram conccdidos! O quc cs|a íal|ando cm nossaanalisc c uma avaliaçáo do
govcrno rcgional do pon|o dc vis|a do cidadáo quc cnírcn|a algum problcma.
12. Sensibilidade da burocracia
Para aval iar a scnsibi lidadc dos govcrnos cm íacc das dcmandas do cidadáo co-
mum, usamos dc um cxpcdicn|c algo ar|iíicioso porcm inocuo c al|amcn|c rc-
vclador.
!!
Em ¡anciro dc 1 983, colcgas nossos i|alianos íizcram con|a|o com as
burocraci as rcgionais para ob|cr iníormaçáo sobrc |rcs problcmas cspccííicos ¸po-
rcm íic|íci os).
o laea,ea- se ee ee¡a::aaea:e ee saaee se|:e eeae ¡:eeeee: ¡a:a e|:e: :eea|else ee
ees¡esas aée|eas |aee::|eas ¡aaaee e sel|e| :aa:e se ae|ava aasea:e ee ré:| as
O laea,ea-se ee ee¡a::aaea:e ee eas|ae ¡:eíi ss|eaal |zaa:e se|:e eeae e|:e: ::e| aaaea:e
ae ea¡:e,e ¡a:a aa |:aãe¨ ¡ae es:ava eeael a|aee e ea:se seeaaeá:| e
o laea,ea- se ee ee¡a::aaea:e ee a,:| eal :a:a, ea ¡a::e ee aa aa|,e a,:|eal:e:¨, se|:e
eeae e|:e: ea¡:és:|aes e sa|s|e|es ¡a:a eal :|ves ex¡e:| aea:a| s
Os con|a|os i ni ciais íoram íci|os pcl o corrci o, c as rcspos|as íoram avaliadas
cm íunçáo dc sua rapidcz, clarcza c dc|alhamcn|o. Na íal|a dc rcspos|a, íizcram-
sc con|a|os |clcí0nicos c ¸quando ncccssario) visi |as pcssoai s. Em ambos os casos,
avaliaram-sc a qualidadc c a solici|udc das rcspos|as. Jal cxpcdicn|c pcrmi|iu-nos
claborar um índicc compos|o da scnsibilidadc dc |rcs impor|an|cs dcpar|amcn|os,
/v/. /,/.5 . 5 - º - v - - · - . · º : : . . . · /. - .
comparavcl nas 20 rcgiõcs.
!1
Nas rcgiõcs mais cíicicn|cs ¸Emilia-Romagna c 'al-
lc d'Aos|a), duas das |rcs solici |açõcs ob|ivcram rcspos|as complc|as no prazo dc
uma scmana, a con|ar do primciro con|a|o pcl o concio, c a |crccira cxigiu uma
unica chamada |clcí0nica. Nas rcgiõcs mcnos cíicicn|cs ¸Calabria, Campånia c
Sardcnha) , ncnhuma das car|as rcccbcu qualqucr rcspos|a, c duas das |rcs soli-
ci|açõcs lcvaram mui |as scmanas c cxigiram varias chamadas |clcí0nicas c uma
visi|a pcssoal para scrcm a|cndidas .
COERÊNCI A E FI DEDI GNI DADE
DO Í NDI CE DE DESEMPENHO I NSTI TUCI ONAL
Nossa scnc dc 1 2 indicadorcs procura dar uma noçáo da divcrsi dadc dc coisas
quc os govcrnos modcrnos íazcm para os cidadáos c pcl os cidadáos. Em |ciios
absolu|os, sáo no|avci s as diícrcnças nos nívcis dc dcscmpcnho rcvcladas pclos
i ndicadorcs. gabinc|cs quc duram cinco vczcs mai s numa rcgiáo do quc cm ou-
|ra, orçamcn|os quc a|rasam |rcs scmanas numa rcgiáo c sc|c mcscs cm ou|ra,
rcgi õcs ondc ha mui|o mai s crcchcs, clínicas íamiliarcs, cmprcs|imos para a agri-
cul|ura c subsídi os a habi|açáo do quc cm ou|ras ¸mcsmo havcndo i gualdadc dc
accsso aos rccursos) , rcgiõcs ondc as solici|açõcs dos cidadáos sáo pron|amcn|c
a|cndidas c rcgiõcs ondc clas simplcsmcn|c sáo i gnoradas.
Mcsmo assim, inici amos nossa pcsquisa dcscrcn|cs da cocrcncia dc |odos cs-
scs indicadorcs dc dcscmpcnho ins|i|uci onal, dcvido as imprccisõcs na mcnsu-
raçáo, as diícrcnças nas prioridadcs rcgi onais c as mul |ipl as inílucncias cxcrcidas
cm cada uma das a|ividadcs ins|i|ucionai s. Por cxcmplo, a qucda dc um gabinc|c
rcgi onal podc normalmcn|c rcprcscn|ar ins|abil idadc ins|i|ucional , mas podc |am-
bcm scr causada pcla mor|c prcma|ura dc um lídcr. Scgundo cn|cndíamos, a cria-
|ivi dadc lcgisla|iva podcria náo |cr ncnhuma rclaçáo com a con|inuidadc ad-
minis|ra|iva. Ou, qucm sabc, algumas rcgiõcs dáo a|cnçáo cspccial a habi|açáo,
ao passo quc ou|ras priorizam a agricul|ura. Ncnhum indicador i sol adamcn|c po-
dc cspclhar com absolu|a íidclidadc |odas as diícrcnças no dcscmpcnho ins|i|u-
cional, c |alvcz o cxi|o ob|ido num sc|or náo |cnha mui|o quc vcr com o cxi|o
alcançado cm ou|ros.
Scndo assim, |ivcmos a sa|i síaçáo dc cons|a|ar ¸como sc vc no apcndicc C)
quc havia uma no|avcl cocrcncia cn|rc os nossos 12 indicadorcs do dcscmpcnho
i ns|i |ucional.
!4
As rcgiõcs quc |cm gabinc|cs cs|avcis, quc aprovam scu orça-
mcn|o dcn|ro do prazo, quc u|ilizam scus rccursos coníormc o planc¡ ado c quc
in|roduzcm novas l ci s cos|umam scr as mcsmas quc oícrcccm crcchcs c clínicas
íamiliarcs, |cm um planc¡amcn|o urbano dc|alhado, conccdcm cmprcs|imos aos
agricul |orcs c rcspondcm pron|amcn|c as car|as quc lhcs cnviam os cidadáos.
Com basc ncsscs 12 i ndi cadorcs, claboramos um índicc sin|c|ico do dcscmpcnho
ins|i |ucional . A |abcla 3. 2 con|cm a l i s|a complc|a dos indicadorcs c mos|ra co-
mo cada um dclcs cs|a rclaci onado com cssc índicc sin|c|ico.
- - ./ - : . . . s
As ligaçõcs cn|rc csscs indicadorcs dc dcscmpcnho ins|i |ucional cs|áo l ongc
dc scr pci!ci |as A maiori

das rcgiõcs sc sai mclhor cm ccr|as arcas do quc cm
ou|ras Quando cxaminac[o microscopicamcn|c, o cxi|o ins|i |ucional |cm quc scr
aícrido cm mais dc um
_
dimcnsáo. Dc modo gcral , porcm, nossa |ccnica dc
combinar os divcrsos indicadorcs num so índicc rcduz o impac|o idiossincrasico
dc uma so aícriçáo. E o quc c mai s impor|an|c, como |ambcm a|cs|am os dados,
ccr|as rcgi õcs ob|cm boa classiíicaçáo pra|icamcn|c sob |odos os paråmc|ros, ao
passo quc ou|ras aprcscn|am maus rcsul |ados cm quasc |odas as aícriçõcs. Nosso
índicc compos|o c abrangcn|c c in|crnamcn|c cocrcn|c
A|c quc pon|o scra duravcl cssa avaliaçáo! Scra quc o dcscmpcnho ins|i|u-
cional, |al como nos o avali amos, c uma carac|crís|ica duradoura dos govcrnos
rcgi onai s! Ou scra quc dc um ano para ou|ro as rcgiõcs sobcm c dcsccm alca-
|oriamcn|c na classiíicaçáo!
Tab e l a 3 . 2
Í
nd i ce d e
+ .a+··+÷+÷s÷,÷·
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i n st i t uci on al
cas··s.·. +a+÷sa ·a· a ·.a : --s
.a,a. +a+÷+÷÷·÷·.a·,as··saa,· .. ·.·a : -.-·-.
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` A pontuação nos i tens estabi l i dade do gabi nete e presteza orçamentári a foi i nverti da em rel ação à descri ta
no texto, a fi m de que uma pontuação el evada em termos absol utos corresponda a um bom desempenho.
Nos primciros anos da cxpcricnci a rcgi onal i |ali ana, logo apos o cnccr:amcn|o
da primcira lcgisla|ura, lizcmos uma avaliaçáo prcliminar do dcscmpcnho das 1 5
rcgi õcs 'ordinari as`
,1
Jal avali açáo s c bascava cm indicadorcs dc dcscmpcnho
bas|an|c parccidos com os quc dcscrcvcmos ncs|c capí|ul o, mas os dados cram
rcfcrcn|cs ao pcríodo 1 970-76 c por|an|o náo coi ncidiam com os dados quc cs-
|ivcmos aqui cxaminando Alcm disso, a anal isc prcliminar náo u|i li zava |an|os
paråmc|ros como a quc dcscrcvcmos ncs |c capí|ulo, mai s cspccificamcn|c, como
os govcnos rcgionai s |inham apcnas iniciado suas a|ividadcs, náo havia como
avaliar a implcmcn|açáo dc suas pol í|icas
/v/ . / ,/. 5 . 5 - º - v - - . - . . º : : . . . . /. - -
A íigura 3 . 1 , quc compara o s rcsul |ados das duas anal iscs, mos|ra uma no-
|avcl cs|abil idadc no dcscmpcnho aprcscn|ado. Dc modo gcral, as rcgiõcs quc
ob|ivcram bons rcsul|ados na primcira avaliaçáo íiguram no |opo do scgundo ín-
dicc, mais plcno, dc dcscmpcnho ins|i|ucional, c as quc ob|ivcram as ul |imas co-
l ocaçõcs na primcira avaliaçáo con|inuaram scndo as ul|imas |ambcm na scgun-
da. Cabc dcs|acar algumas cxccçõcs . a Iombardia, quc an|cs íicara pcr|o do
|opo, cai u um pouco na scgunda classiíicaçáo, cnquan|o o Picmon|c ícz no|avcl
progrcsso Mcsmo assim c 0agran|c a cs|abi lidadc gcral Jal imobilidadc |alvcz
sc¡ a dcsalcn|adora para os govcrnos mal colocados, mas c |coricamcn|c impor-
|an|c c mc|odologicamcn|c |ranquili zadora. As diícrcnças no dcscmpcnho i ns|i -
|ucional, |al como íoram aqui apuradas, sáo razoavclmcn|c cs|avcis c po1an|o
mcrcccm cxplicaçáo .
6
1
C
0
C
E
0
v
0
L
F i g u r a 3 . 1
Des empenho i n st i t uci onal , 1 970- 76 e 1 9 78- 85
Ver no apêndice O a lista das abreviaturas dos nomes
das regiões usadas nas figuras deste livro.

.


v ÷
va
.
.a /·
.a -
-.

+ .÷ +÷ +÷s÷,÷· s· ·.. ·a i -.-·--
.···÷ a,÷· r " . .-
.
-
DESEMPENHO I NSTI TUCI ONAL E AVALI AÇÃO DO ELEITORADO
O índicc si n|c|ico rcílc|c diícrcnças impor|an|cs c congrucn|cs no |ocan|c ao dc-
scmpcnho ins|i|ucional. Mas scráo clas compa|ívcis com as avaliaçõcs dos pro|a-
gonis|as c dos dcmai s mcmbros das ins|i|uiçõcs! Acaso os indicadorcs ¨ob¡ c|ivos'
do dcscmpcnho ins|i|ucional corcspondcm a visáo quc os i |alianos |cm dc scus
00 ./- : . .. s
govcrnos rcgi onais! Ou scráo os cri|crios dc avaliaçáo |áo idiossincrasicos c im-
prcgnados dc rcla|ivismo cul|ural quc |orncm o nosso ¡ulgamcn|o incompa|ívcl
com o ¡ulgamcn|o dos clci|orcs c lídcrcs comuni |arios i|alianos!

A qucs|áo náo c íacil , pois náo sc podc cs|abclcccr comparaçõcs ¡ udiciosas
cn|rc os govcrnos rcgionais |omando por basc uma unica rcgiáo, ncm sc podc
garan|ir quc os habi|an|cs dc diícrcn|cs rcgiõcs |cnham os mcsmos cri|crios ou
nívcis dc sa|isíaçáo.

Por ou|ro lado, cm nossas cn|rcvi s|as, os cmprcsarios, as
au|oridadcs municipais, os lídcrcs sindicais, os ¡ ornalistas c ou|ros lídcrcs co-
muni |arios c a|c mcsmo um bom numcro dc cidadáos comuns dcmons|raram co-
nhcccr mui|o bcm as qualidadcs c os dcíci|os dc scus govcrnos rcgionai s . Alcm
disso, como csscs govcrnos sáo ins|i|uiçõcs rcprcscn|a|ivas, a opiniáo do clci|o-
rado c dc cspccial impor|åncia para a avaliaçáo dc scu dcscmpcnho.
Na vcrdadc, o índicc dcdcscmpcnho ins|i|ucional c bas|an|c condizcn|c com o
¡ulgamcn|o dos obscrvadorcs mais a|cn|os c do clci|orado cm gcral . 'c¡ amos pri-
mciramcn|c como os cidadáos comuns i|alianos avaliam scus govcnos rcgionai s
Por scis vczcs cn|rc ¡anciro dc 1 977 c dczcmbro dc 1 988, ou aproximada-
mcn|c uma vcz a cada dois anos, pcrgun|amos aos i|alianos sc clcs cs|avam sa-
|isíci|os ou insa|isíci|os com o govcrno dc sua rcgiáo. Embora nas rcgiõcs
mcnorcs o univcrso pcsquisado cm cada sondagcm íossc mui|o pcqucno para sc
ob|cr cs|ima|ivas |o|almcn|c scguras, cm gcral as opiniõcs sobrc os govcrnos rc-
gionais sc man|ivcram cons|an|cs dc um ano para ou|ro, dc modo quc podcmos
combinar as scis sondagcns para ob|cr uma unica cs|ima|iva bcm mai s scgura da
sa|isíaçáo popular, rcgiáo por rcgiáo.

Es|amos pois cm condiçõcs dc comparar nossa avaliaçáo ¨ob¡c|iva' do dcscm-
pcnho dosgovcrnos rcgionais com a opiniáo dc scus clci|orcs. A íigura J 2mos|ra
a no|avcl coincidcncia cn|rc as duas aícriçõcs Salvo num unico caso, o da rcgiáo
¨cspccial¨ dc Trcn|ino-Al|o Adigc, os cidadáos das rcgiõcs i|alianas concordam
plcnamcn|c com nossa avaliaçáo dcsscs govcrnos
!-
A cíicacia c a scnsibilidadc
÷ dois paråmc|ros íundamcn|ais do govcrno dcmocra|ico ÷ mos|raram-sc ¸pclo
mcnos ncssc caso) cs|rci|amcn|c in|crligadas. Os govcrnos rcgionais quc ado|am
lcis inovadoras, implcmcn|am scus orçamcn|os como o planc¡ado, cons|rocm crc-
chcs, rcspondcm as car|as quc lhcs sáo cnviadas c assim por dian|c gozam dc
maior popularidadc cn|rc o clci|orado do quc os quc náo o íazcm
10
O dcscmpcnho ins|i|ucional, |al como o avaliamos, c na vcrdadc o unico indi-
cador scguro da sa|isíaçáo ou insa|isíaçáo com o govcrno rcgional Nas scis son-
dagcns por nos rcalizadas, a aprovaçáo das a|ividadcs do govcno rcgional náo cs|a
rclacionada com nenhuma das ca|cgorias sociologicas |radicionais. Aqui náo ha di-
ícrcnça cn|rc lc|rados c ilc|rados, ricos c pobrcs, populaçáo urbana c rural, íazcn-
dciros c donas-dc-casa, cmprcsanos c |rabalhadorcs, homcns c mulhcrcs, ¡ovcns c

idosos.
1|
Lm ou|ras palavras, nas rcgiõcs quc |cm bom dcscmpcnho scgundo nossos
cti|cnos ¨ob¡c|ivos', pcssoas dc |odas as condiçõcs cs|áo rcla|ivamcn|c sa|isíci|as,
cnquan|o nas rcgiõcs com mau dcscmpcnho a maicia das pcssoas cs|a insa|isíci|a.
Aparcn|cmcn|c o quc diícrcncia csscs govcrnos náo c |an|o os in|crcsscs par|icuIarcs
a quc clcs scrvcm, c sim quáo bcm clcs scrvcm ao in|crcssc comum.
.
/v/ . /,/. 5 .5 - º - v - - · - . · º : :. . . · /.
C
J
C
0
C
E
C
0
0
L
F i g u r a 3 . 2
Des empe n ho i nst i tu ci onal ( í 9 78- 85) e
sat i sfação popu l ar ( í 977- 88)
.
ºa -.
º
.
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ºa·s·a,÷· ,·,. a·
.···÷ a,÷· r " . -+
0 !
-

Os quc apoiam o par|ido da si|uaçáo, como cra dc sc cspcrar, dcmons|ram
mai s sa|isíaçáo com o dcscmpcnho do govcrno rcgional do quc os oposicionis-
|as. Mas a íidclidadc par|idaria c ía|or mcnos dcci sivo para o grau dc sa|isíaçáo
do quc o dcscmpcnho ¨ob¡ c|ivo' do govcrno. Nas sci s sondagcns rcalizadas cn-
|rc 1 977 c 1 988, os defensores do par|ido da si|uaçáo nas rcgiõcs com mau dc-
scmpcnho mos|raram-sc mcnos sa|isíci |os com o govcrno rcgional do quc os
par|idarios da oposição nas rcgiõcs com bom dcscmpcnho Como mos|ra a íigu-
ra J . J, cm mcdia, 42% dos oposicionistas nas rcgiõcs com bom dcscmpcnho cs-
|avam razoavclmcn|c sa|isíci|os com o dcscmpcnho do govcrno, con|ra apcnas
JJ% da situação nas rcgiõcs com mau dcscmpcnho.
1!
Omi|indo o dcscmpcnho,
a íidclidadc par|idaria c rcsponsavcl por uma diícrcnça dc ccrca dc 1 4 pontos
pcrccn|uais no grau dc sa|isíaçáo, ao passo quc, omi |i ndo a íidclidadc par|idari a,
o dcscmpcnho c rcsponsavcl por uma diícrcnça dc ccrca dc 24 pontos. Em ou-
|ras palavras, as diícrcnças ob¡c|ivas no |ocan|c ao dcscmpcnho sáo quasc duas
vczcs mai s impor|an|cs do quc a íidclidadc par|idaria para cxpli car o grau dc sa-
tisíaçáo dos clci |orcs i |al i anos com scus govcrnos rcgionai s.
A sondagcm naci onal quc rcalizamos cm 1 982 com lídcrcs comuni|ari os ÷
is|o c, prcsidcn|cs dc provínci as, prcíci|os dc grandcs c pcqucnas cidadcs, ban-
quciros, lídcrcs sindicai s, ¡ornal i s|as c rcprcscn|an|cs da i ndus|ria, do comcrcio,
do ar|csana|o, da agricul|ura c das coopcra|ivas ÷ oícrccc-nos ai nda ou|ra pcrs-
- z ./- : . . .s
pcc|lva das a|lvldadcs dos govcrnos rcglonal s. Mal s da mc|adc dcsscs lídcrcs
aflrma cs|ar rcgul armcn|c cm con|a|o com au|orldadcs rcglonals , c 59% dlzcm
quc o govcrno rcglonal |cvc um lmpac|o ¨mul|o lmpor|an|c' ou ¨razoavclmcn|c
l mpor|an|c' nos ln|crcsscs da organlzaçáo quc clcs rcprcscn|am. Por|an|o a mal o-
rl a dcssas pcssoas podc falar com conhcclmcn|o dc causa sobrc o dcscmpcnho
dc scus govcrnos rcglonal s.
F i g u r a 3 . 3
Sat i sfação com o gover no r eg i onal ,
por des empenho gover name ntal e f i del i dad e part i dár i a
- ÷ ···÷s +a5.¬ -. . ·· ·. ·.·a«÷ ÷·÷ sa· s·÷··s ÷,
s. ÷ a· ,·«÷··
-.
+.
s.
z.
: .
.· va.
5÷s÷,÷· +· ,·«÷·· ·÷, ·a
Os lídcrcs comunl|arlos cs|áo scmprc cm con|a|o com scus govcrnos rcglo-
nal s. Os prcfcl|os munlclpals buscam aprovaçáo para as pos|uras dc zoncamcn|o.
Os lídcrcs rurals sc lnformam a rcspcl|o dc pro¡c|os dc lnigaçáo. Os cmprcsarl os
dlscu|cm o planc¡amcn|o ccon0mlco rcglonal com as au|orldadcs rcglonals. Os lí-
dcrcs |rabalhl s|as fazcm consul|as a rcspcl|o dc programas dc capacl|açáo no cm-
prcgo. Pudcmos asslm valcrnos da cxpcrlcncla dcssas pcssoas para avall ar
dc|alhadamcn|c as a|lvldadcs da lns|l|ulçáo rcglonal. Como vlmos no capí|ulo 2,
l ndagamos sobrc a accsslbllldadc das au|orldadcs rcglonal s, sobrc as dlrc|rlzcs
programa|lcas das polí|lcas rcglonal s, sobrc a vlabllldadc dc dc|crmlnados pro¡c|os
rcglonal s, sobrc a prcs|cza com quc a burocracla rcgl onal dcspachava casos cs-
pcculcos, sobrc a coordcnaçáo cn|rc os govcrnos rcgl onal c local, c sobrc as qua-
llflcaçõcs |ccnlcas c o scnso dc rcsponsabllldadc dos admlnls|radorcs rcgl onal s.

A
malorla dos lídcrcs comunl |arlos crl |lcou duramcn|c a lncapacldadc do govcrno
rcgl onal para lmplcmcn|ar polí|lcas, cmbora |cnha sc mos|rado mals compl accn|c
com as dlrc|rlzcs programa|lcas c a accsslbllldadc da nova admlnls|raçáo.``
/v/ . /,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º : : . . . ·
Os ¡ulgamcn|os a rcspcl|o dc |odos csscs dlfcrcn|cs aspcc|os do dcscmpcnho
lns|l |ucl onal mos|raram-sc compa|ívcls cn|rc sl , na mcdlda cm quc cada govcrno
rcgl onal fol cocrcn|cmcn|c avallado dc modo favoravcl ou dcsfavoravcl cm |odos
os scls aspcc|os cspccíflcos do dcscmpcnho govcrnamcn|al . As rcglõcs consldc-
radas mals crla|lvas cm |crmos programa|l cos |ambcm foram |ldas como mals
propcnsas a aglr pron|amcn|c c a ouvlr com a|cnçáo. Comblnamos as avallaçõcs
l ndlvlduals num unlco índlcc abrangcn|c dc aval laçõcs dos lídcrcs comunl|arlos,
como mos|ra a |abcla J J. Suas rcspos|as nos dáo mal s uma mcdlda da cflcacla
c da cflclcncla dos govcrnos rcglonals.
Tab e l a 3 . 3
Aval i ação do gover no r egi onal pel os l íder es comu n i t ár i os , 1 982
/s,÷.··s+asa· « +a+÷s+·,·«÷···÷, ·a
va· +a+÷+·s,··,÷··s·÷, ·a s
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` Índi ce si ntéti co baseado nas respostas à segui nte questão: " Está sati sfei to com esses sei s aspectos das
ati vi dades do governo regi onal nesta regi ão?"
Como cada unlvcrso rcglonal pcsqulsado ncssa sondagcm cra mul|o pcqucno,
con|ando cm mcdl a com apcnas 15 lídcrcs por rcgláo, os rcsul|ados ob|l dos por
qual qucr das rcglõcs podcm cs|ar prc¡ udlcados por crro dc amos|ragcm. `
+
Jo-
davla c ln|crcssan|c comparar csscs ¡ulgamcn|os, rcgláo por rcgláo, com nosso
índlcc dc dcscmpcnho lns|l|ucl onal . A flgura 3 . 4 mos|ra quc ambos cs|áo cs-
|rcl |amcn|c corrcl acl onados, sobrc|udo dcvldo aos cfcl|os rcdu|orcs das amos|ras
dlmlnu|as . Nossa avallaçáo do dcscmpcnho lns|l |uclonal gcralmcn|c condlz com
o ¡ ul gamcn|o das pcssoas quc lldam dlarlamcn|c com csscs govcnos. ``
A cs|rcl|a corrclaçáo cxls|cn|c cn|rc nossa avallaçáo lmpcssoal c ¨ob¡c|lva'
dcsscs govcrnos c a opl nláo dc scu proprlo clcl|orado náo c apcnas mc|odol o-
glcamcn|c gra|lflcan|c. Ela |ambcm cvl dcncl a os rlscos do rcl a|lvlsmo cul|ural
excessivo, bcm como os pcrlgos dc avallar os rcsul |ados do govcrno pcla o|lca
da chamada ¨prcfcrcncla manlfcs|a'. a prcmlssa dc quc o povo |cm o govcrno
quc dcsc¡ a. Dl z-sc as vczcs quc cm ccr|as par|cs da !|alla ÷ c cm mul |as ou|ras
par|cs do mundo, allas ÷ o govcrno c lc|arglco, lncflclcn|c c conup|o ¨porquc
o povo dc la prcfcrc quc sc¡a asslm' . As flguras J . 2 c 3. 4 mos|ram cxa|amcn|c
o con|rarl o. Pcl o mcnos na !|alla, cm |oda par|c o povo sabc dl s|lngulr o bom
govcrno do mau govcrno, usando baslcamcn|c os mcsmos crl|crl os dc cflclcncla,
crl a|lvldadc, cocrcncla, scnslbllldadc c rcsul|ados pra|lcos. O povo gos|a do bom
- + ./- : . . . s
govcrno c rc¡ci|a o mau govcrno. !sso náo signiíica, c claro, quc |odos concor-
dcm a rcspci|o das polí|icas priori|arias a scrcm ado|adas ou dc como clas dc-
vcm scr implcmcn|adas, ou quc ha¡ a uma íorma idcal dc govcrnar ou quc o
govcrno sc rcduza a |ccnicas. Si gniíica, isso sim, quc a diícrcnça cn|rc bom c
ruim c amplamcn|c rcconhccida.
C
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Si
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F i g u r a 3 . 4
Desempenho i nst i t uci onal ( 1 9 78- 85) e
sat i sfação dos l íder es comun i tár i os ( 1 982)
-
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CONCLUSÕES
Tr
F r
Quc aprcndcmos ncs|c capí|ulo! Ccr|os govcrnos rcgionais íoram sis|cma|ica-
mcn|c mai s bcm-succdidos do quc ou|ros ÷ mais cíicicn|cs cm suas a|ividadcs
in|crnas, mai s cria|ivos cm suas polí|icas c mais cíicazcs na cxccuçáo dcssas po-
l í|icas. Essas diícrcnças no dcscmpcnho man|ivcram-sc cs|avcis por mai s dc uma
dccada. Sáo amplamcn|c rcconhccidas pcl os clci|orcs, sc¡am cs|cs cidadáos co-
muns ou lídcrcs comuni|arios.
Ccr|as rcgiõcs sáo mai s bcm govcrnadas do quc ou|ras, mcsmo quando os
govcrnos cm qucs|áo |cm a mcsma cs|ru|ura c con|am com os mcsmos rccurs os
/v/. /,/.5 . 5 - º - v - - · - . · º : : . . . · /. - -
¡ urídicos c íi nancciros.

Alcm disso, c a cíicacia i ns|i|ucional c mgcral quc va-
ri a cocrcn|cmcn|c dc uma rcgiáo para ou|ra, c náo o ía|o dc o govcrno |cr num
dc|crmi nado ano um programa dc crcchcs mais amplo ou um orçamcn|is|a mais
cíicicn|c.
Scíor assim, cn|áo uma das mais urgcn|cs prioridadcs dos cicn|i s|as polí|icos,
bcm como dos cidadáos in|crcssados, c cn|cndcr por quc. Scm duvida havcra in-
|crcsscs por |ras das a|ividadcs quc a nosso vcr |ivcram mau dcscmpcnho. Um
zoncamcn|o dcíicicn|c, por cxcmplo, podc vir a íavorcccr íirmas cons|ru|oras c
imobiliarias. Jodavi a c possívcl idcn|iíicar-sc um bom govcrno ÷ o govcrno quc
na maior par|c do |cmpo scrvc aos i n|crcsscs da maiori a das pcssoas. Algumas
dcssas novas ins|i |uiçõcs cs|áo aprcscn|ando um bom dcscmpcnho, ao passo quc
ou|ras, náo. O quc cxplica cssas diícrcnças no dcscmpcnho i ns|i|uci onal! Eis a
qucs|áo quc abordarcmos a scguir.
C A ¯ ' 1 ¹ ' O +
Expl i cação do desempenho i nsti t uci onal
CoJv|v i niciarmos uma viagcm cxplora|orla munidos dc um mapa. A íigura 4. 1
mos|ra o nívcl dc dcscmpcnho ins|i|uci onal dc cada uma das 20 rcgi õcs i|alianas.
A carac|crís|ica mais marcan|c dcssc mapa c o íor|c con|ras|c cn|rc o Nor|c c
o Sul . Embora a corrclaçáo cn|rc la|i|udc c dcscmpcnho ins|i |ucional náo sc¡a
pcnci|a, |omados cm con¡ un|o os govcrnos rcgi onai s do Nor|c aprcscn|aram mc-
lhor dcscmpcnho quc os do Sul . A bcm dizcr, |al cons|a|açáo náo causa nc-
nhuma surprcsa. Como ¡a íoi di|o mil »czcs, ¨o Sul c diícrcn|c'.
Jcrcmos ocasiáo dc vol|ar a cssc ílagran|c con|ras|c cn|rc o Nor|c c o Sul
nos capí|ulos 5 c 6. Mas como nosso in|cn|o náo c mcramcn|c dcscrcvcr c si m
comprccndcr, cssa obscrvaçáo apcnas rcíormula nosso problcma. O quc c quc di -
ícrcnci a as rcgi õcs do Nor|c com bom dcscmpcnho das rcgiõcs do Sul com mau
dcscmpcnho c, cm cada uma dcssas par|cs, as mai s prospcras das mcnos pros-
pcras7 Como insinuamos no primciro capí|ulo, conccn|rar-nos-cmcs aqui cm duas
possibilidadcs gcncricas .
o |eeem|eaee sée|e-eeeaêa| ea, |s:e é, as eease¡aeae|as ea kevela¸ãe laeas::| al
o Ceaaa| eaee e|v|ea¨, | s:e é, es ¡ae:ëes ee ¡a::| e|¡a¸ãe e|v|ea e sel|eaneeaee see|al
Mais para o íim dcs|c capí|ul o |ambcm cxaminarcmos sucin|amcn|c varias
ou|ras cxpl icaçõcs plausívci s, quc sc rcvclaram mcnos convinccn|cs .
MODERNI DADE SÓCI O-ECONÔMI CA
O mai s impor|an|c acon|cci mcn|o social c ccon0mico vcriíicado na socicdadc
ocidcn|al nos ul|imos scculos íoi a Rcvol uçáo !ndus|rial c suas conscqucncias ,
cssc grandc divisor dc aguas da his|ori a da humanidadc quc ha mai s dc 1 00 anos
íasci na os |coricos soci ai s, sc¡am clcs marxis|as ou náo. Orandcs mul|idõcs mu-
daram-sc do campo para as íabricas. Os padrõcs dc vida mclhoraram dc mancira
quasc i nacrcdi|avcl . As cs|ru|uras das classcs sociai s sc |ransíomaram. O capi|al
íísico c humano sc avolumou. Os nívcis dc cducaçáo c os padrõcs sani|arios sc
clcvaram. A capacidadc ccon0mica c |ccnologica sc mul|ipli cou.
Os sociologos polí|icos dcsdc ha mui|o sus|cn|am quc as pcrspcc|ivas dc um
govcrno dcmocra|ico cs|avcl dcpcndcm dcssa |ransíoiaçáo social c ccon0mica.
Empiricamcn|c íal ando, poucas gcncralizaçõcs sáo |áo íundamcn|adas quan|o
aqucla quc diz cxis|ir uma corrclaçáo cn|rc a vcrdadcira dcmocraci a c a mo-
-- . / - : . . . 4
dcrnizaçáo socio-ccon0mica.
l
Examinando a incidcnci a dc dcmocracias bcm-su-
ccdidas no mundo, por cxcmplo, Kcnnc|h Bol lcn c Robcr| Iackman dizcm quc
¨o nívcl dc dcscnvolvimcn|o ccon0mico cxcrcc um cíci|o pronunciado sobrc a
dcmocraci a polí|ica, mcsmo quando sc lcvam cm con|a ía|orcs náo-ccon0micos.
¸. . . ) o PNB c a principal variavcl cxplana|ori a'.
!
A riqucza diminui os cs|orvos,
|an|o publicos quan|o par|icul arcs, c íacili|a a acomodaçáo soci al. A cducaçáo
íaz aumcn|ar o numcro dc proíissionai s qualiíicados c o grau dc soíis|icaçáo dos
cidadáos. O crcscimcn|o ccon0mico incrcmcn|a a classc mcdia, bal uar|c da dc-
mocracia cs|avcl c cíicaz. Apos cxaminarcm os cxi|os c os íracassos dos go-
vcrnos urbanos cm |odo o mundo, Robcr| C. Iricd c Irancinc Rabinovi|z con-
cluíram quc ¨dc |odas as |corias conccbidas para cxplicar as diícrcnças dc dc-
scmpcnho, a mais convinccn|c c a da modcrnizaçáo'.`
F i g u r a 4 . 1
Des empen h o i n st i t uci onal n as r egi ões i t al i an as , 1 978- 85
v÷ ·· +÷s÷,÷·
5÷s÷,÷· -+ ·
- ·· +÷s÷,÷·
Na !|alia, boa par|c dcssa |ransíormaçáo ocorrcu nos ul|lmos zoanos, cmbora
cla |cnha comcçado no íinal do sccul o passado. A mudança a|ingiu |odas as par-
|cs da pcnínsula, mas como pudcmos cons|a|ar cm nossa viagcm da Scvcso pos-
indus|rial a Pic|rapcr|osa prc-indus|rial , o Nor|c c bcm mai s adian|ado do quc o
Sul . Cus|a crcr quc cssc con|ras|c marcan|c cn|rc os nívcis dc aílucncia c mo-
- · - . ./,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º: : . . . ·/.
--
dcrnidadc cconomica náo sc¡ a uma das pri ncipai s razõcs - sc náq ç única
das diícrcnças obscrvadas no dcscmpcnho dos govcrnos rcgionai s.
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F i g u r a 4 . 2
Moder ni dade econ ômi ca e des empen h o i nst i t uci onal
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A íigura 4. 2, quc dispõc as rcgiõcs i|alianas dc acordo com scu nívcl dc mo-
dcrnidadc ccon0mica c dc dcscmpcnho ins|i|uci onal, ilus|ra a íorça c |ambcm as
limi|açõcs dcssa i n|crprc|açáo dc nosso cnigma.
4
As rcgiõcs do Nor|c, mai s ricas c mai s modcrnas ¸conccn|radas no quadran|c
supcrior dirci|o da íigura 4. 2) , cs|áo mui|o a írcn|c dc suas congcncrcs mai s po-
brcs cm |crmos dc rccursos ma|criais c humanos. Jal van|agcm c slmbolizada
pclas scdcs dos rcspcc|ivos govcrnos rcgionais. Bas|a vcr o con|ras|c cn|rc os
prcdi os insigniíican|cs cm piazzas cncardidas quc sc vccm nas rcgi õcs sulis|as c
o arranha-ccu dc ·o andarcs no ccn|ro dc Mi láo quc abriga o govcrno da Iom-
bardia, cons|ruído originariamcn|c para a mul|inacional Pirclli. O pcssoal da sau-
dc publica ou os adminis|radorcs dc obras publicas nas rcgi õcs do Nor|c | cm a
sua disposiçáo |odos os rccursos dc uma das cconomias mais adian|adas do mun-
do. Scus col cgas do Sul |cm quc cnírcn|ar os gravcs problcmas do subdcscn-
volvi mcn|o con|ando com pouca assis|cncia l ocal . Jomcmos um unico cxcmpl o,
porcm rcvclador. nos anos ¯o, havia ccn|cnas dc cmprcsas dc proccssamcn|o dc
dados cm Mi l áo, porcm quasc ncnhuma cm Po|cnza. Os adminis|radorcs rcgio-
: .. . / - : . . .4
nais quc ncccssi |am dc a¡ uda para dimcnsionar scus problcmas ou gcrir scu pcs-
soal cs|áo mui|o mais bcm scrviJos na Iombardia do quc na Basi li ca|a.
¯
Dcccr|o a diícrcnça dc dcscmpcnho cn|rc o Nor|c c o Sul náo sc dcvc sim-
pl csmcn|c aos rccursos íinancciros disponívcis aos govcrnos rcgionai s. As au|o-
ridadcs ccn|rais alocam vcrbas a csscs govcrnos dc acordo com uma íoiiula
rcdi s|ribu|iva quc íavorccc as rcgiõcs mais pobrcs. Dc ía|o, nossa analisc do dc-
scmpcnho i ns|i |ucional rcvclou quc mui |as das rcgiõcs mai s a|rasadas dispõcm dc
mai s rccursos do quc sáo capazcs dc dcspcndcr. Con|udo, a íigura 4. 2 mos|ra
quc cssa rcdis|ribuiçáo íiscal aparcn|cmcn|c náo bas|a para compcnsar as cnor-
mcs diícrcnças na iníra-cs|ru|ura socio-ccon0mica c |ccnologica.
Porcm, quan|o mais dc|i damcn|c sc cxamina a disposiçáo da íigura 4. 2, mais
cvidcn|cs sc |ornam as limi|açõcs dcssa in|crprc|açáo. As rcgiõcs cs|áo divi didas
cm doi s quadran|cs, as ricas c as pobrcs, c os govcrnos dcs|as ul|imas sáo ¡ us-
|amcn|c os quc aprcscn|am os nívcis mai s baixos dc dcscmpcnho. Mas as accn-
|uadas diícrcnças dc dcscmpcnho obscrvadas dentro dc cada quadran|c sáo abso-
lu|amcn|c incxplicavci s cm |crmos dc dcscnvolvimcn|o ccon0mico.
õ
A Campåni a,
a rcgiáo cm |orno dc Napolcs, c cconomicamcn|c mais adian|ada do quc Molisc
c a Basilica|a, quc íiguram cm ul|imo na cscala dc dcscnvolvimcn|o, mas os go-
vcrnos dcs|as duas sáo visivclmcn|c mai s cíicazcs quc o da Campånia. A Iom-
bardi a, o Picmon|c c a Iiguria ÷ as |rcs pon|as do cclcbrc |ri ångulo indus|rial
do Nor|c ÷ sáo mais ricos do quc a Emilia-Romagna c a ]mbri a ¸ou pclo mc-
nos assim cra no i nício dos anos 70), mas o dcscmpcnho dos govcrnos dcs|as
ul|i mas c ni|idamcn|c supcrior. A riqucza c o dcscnvolvimcn|o ccon0mico náo
cxplicam |udo.
A modcrnidadc ccon0mica cs|a dc algum modo associada ao bom dcscmpc-
nho das i ns|i|uiçõcs publicas ÷ isso cs|a claro. O quc nossa analisc a|c agora
náo csclarcccu c sc a modcrnidadc c uma das causas do dcscmpcnho ¸|alvcz uma
cn|rc varias), sc o dcscmpcnho c |alvcz dc ccr|a ícia uma das causas da mo-
dcrnidadc, sc ambas as coi sas sáo inílucnciadas por um |crcciro ía|or ¸c a as-
sociaçáo cn|rc clas c dc ccr|o modo cspuria) ou sc a rclaçáo cn|rc modcrnidadc
c dcscmpcnho c ainda mais complcxa. Essas qucs|õcs mais complicadas ÷ c
mai s i n|crcssan|cs ÷ scráo novamcn|c abordadas mai s adian|c c nos proximos
dois capí|ul os.
A COMUNI DADE CÍVI CA: ALGUMAS ESPECULAÇÕES TEÓRI CAS
Na Ilorcnça do sccul o X'!, anali sando a his|oria agi|ada das i ns|i|uiçõcs rcpu-
blicanas na An|iguidadc c |ambcm na !|al ia rcnasccn|is|a, Maquiavcl ¸Niccolo
Machi avclli) c vari os con|cmporåncos scus concluíram quc o cxi |o ou o íracasso
das ins|i|uiçõcs l ivrcs dcpcndia do cara|cr dos cidadáos, ou sc¡a, dc sua ¨vir|udc
cívica'.
¯
Scgundo uma in|crprc|açáo consagrada do pcnsamcn|o polí|ico angl o-
amcricano, cssa cscola ¨rcpublicana' dc humanis|as cívi cos íoi pos|crioicn|c
supcrada por Hobbcs, Iockc c scus succssorcs l ibcrais. Enquan|o os rcpublicanos
- · - . ./,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º : : . . . · /. : .:
cnía|izavam a comunidadc c as obrigaçõcs dos cidadáos , os libcrais rcssal |avam
o individual ismo c os dirci|os individuais.
°
Em vcz dc prcssupor cidadáos vir-
|uosos c imbuídos dc cspíri|o publico, a Cons|i|uiçáo nor|c-amcricana, dizia-sc,
com scus 'Trcios c con|rapcsos', íora conccbida por Madi son c scus colcgas li-
bcrais prccisamcn|c para |ornar a dcmocracia scgura para os náo-vir|uosos. A
con|ribuiçáo dos rcpubli canos cívicos para nossa comprccnsáo da dcmocracia
modcrna cs|ari a, poi s, in|ciramcn|c ul |rapassada.
Nos ul|imos anos, porcm, uma onda rcvisionis|a vancu a íil osoíia polí|ica an-
gl o-amcricana. ¨A mai s dras|ica rcvi sáo ¸da his|oiia do pcnsamcn|o polí|ico] dos
ul|imos 25 anos', obscrva Don Hcrzog, c ¨a dcscobcr|a ÷ c a cclcbraçáo ÷ do
humanismo cívico. '
-
Scgundo os rcvi si oni s|as, cxis|c uma impor|an|c |radiçáo rc-
publicana ou comuni|aria quc vcm dcsdc os grcgos c Maquiavcl , passando pcla
!ngla|crra do scculo X'!!, a|c os cons|i|uin|cs amcricanos.
| 0
Em vcz dc cxal-
|arcm o individuali smo, os novos rcpublicanos cvocam a cloqucn|c cxor|açáo co-
muni |aria dc Iohn Win|hrop aos cidadáos dc sua ¨cidadc no al|o da colina'.
¨Dcvcmos nos comprazcr mu|uamcn|c, íazcr nossas as condiçõcs dos ou|ros, rc-
gozi¡armo-nos ¡ un|os, pran|car ¡un|os, |rabalhar c soírcr ¡un|os , |cndo scmprc cm
mcn|c nossa comunidadc, como mcmbros do mcsmo corpo'.
| |
Os novos |c0ri cos rcpubl icanos náo íicaram scm rcspos|a. Os par|idarios do
i ndivi dualismo libcral classico sus|cn|am quc a noçáo dc comuni dadc cxal|ada
pclos novos rcpublicanos c um ¨idcal pcrigoso c anacr0nico'.
| !
Curiosamcn|c,
a|c agora cssc amplo dcba|c |ranscorrcu quasc in|ciramcn|c scm alusáo a pcs-
qui sa cmpírica sis|cma|ica, sc¡a no mundo anglo-amcricano ou cm ou|ros l ugarcs.
Mcsmo assim clc con|cm a scmcn|c dc uma |coria da cíc|iva govcrnança dc-
mocra|ica. 'A mcdida quc aumcn|a signiíica|ivamcn|c o numcro dc cidadáos
náo-vir|uosos, diminui progrcssivamcn|c a capaci dadc das socicdadcs libcrai s pa-
ra íuncionar bcm" .
| 1
Qucrcmos invcs|i gar cmpiricamcn|c sc o cxi |o dc um go-
vcrno dcmocra|ico dcpcndc dc quáo proximo scu mci o sc acha do idcal dc uma
¨comuni dadc cívica'.
| 4
Mas quc vcm a scr cm |crmos pra|icos cssa ¨comunidadc cívica' ! Jomando
por basc os |coiicos rcpublicanos, podcmos comcçar cscol hcndo alguns dos prin-
cipais |opicos do dcba|c íilosoíico.
Paricipação cívica
Numa comunidadc civica, a cidadania sc carac|criza primciramcn|c pcla par|i ci-
paçáo nos ncgocios publicos. ¨O in|crcssc pclas qucs|õcs publicas c a dcvoçáo
as causas publicas sáo os principais sinais dc vir|udc cívi ca', diz Michacl
Walzcr.
| ¯
Dcccr|o ncm |oda a|ividadc polí|ica mcrccc scr qualiíicada como ¨vir-
|uosa' ou con|ribui para o bcm gcral. O si gniíicado basico da vir|udc cívica pa-
rccc rcsidir cm ¨um rcconhccimcn|o c uma busca pcrscvcran|c do bcm publico
a cus|a dc |odo i n|crcssc puramcn|c i ndividual c par|i cular'.
| õ
: .z . / - : . . . +
Pcdc mui|c bcm havcr um cxagcrc na dicc|cmia cn|rc in|crcssc propric c al-
|ruísmc, pcis ncnhum mcr|al c ncnhuma sccicdadc bcm-succdida pcdcm prcs-
cindir dc pcdcrcsc cs|ímulc dc in|crcssc propri c. Os cidadács da ccmunidadc
cívica nác |cm quc scr al|ruís|as . Mas na ccmunidadc cívica cs cidadács buscam
c quc Jccqucvillc chamava dc ¨in|crcssc propric ccrrc|amcn|c cn|cndidc', i s|c c,
c i n|crcssc propric dcíinidc nc ccn|cx|c das ncccssidadcs publicas gcrais, c i n-
|crcssc propric quc c ¨csclarccidc' c nác ¨mícpc', c i n|crcssc propric quc c scn-
sívcl acs i n|crcsscs dcs cu|rcs .
| ¯
Um cxcmplc d a íal|a dc vir|udc cívica c c ''íamilismc amcral' quc Edward
Baníicld diz scr c ethos prcdcminan|c cm Mcn|cgranc, cidadczinha nác mui|c
dis|an|c da ncssa Pic|rapcr|csa. ¨Maxmizar a van|agcm ma|crial c i mcdi a|a da
íamília nuclcar, supcr quc |cdcs cs cu|rcs agirác da mcsma ícrma'.
| °
A par-
|icipaçác numa ccmunidadc cívica prcssupõc mai s cspíri|c publicc dc quc cssa
a|i|udc, mais vcl|ada para van|agcns par|ilhadas. Os cidadács dc uma ccmuni-
dadc cívica nác sác san|cs abncgadcs, mas ccnsidcram c dcmínic publicc al gc
mai s dc quc um campc dc ba|alha para a aíirmaçác dc in|crcssc pcsscal.
Igualdade política
Na ccmunidadc crvr ca, a cidadania implica dirci|cs c dcvcrcs iguai s para |cdcs.
Jal ccmuni dadc sc man|cm uni dapcrrclaçõcs hcri zcn|ais dc rcciprccidadc c cc-
cpcraçác, c nác pcr rclaçõcs vcr|icais dc au|cridadc c dcpcndcncia. Os cidadács
in|cragcm ccmc iguai s, c nác ccmc pa|rcncs c clicn|cs cu ccmc gcvcrnan|cs c
rcqucrcn|cs . Ccr|amcn|c ncm |cdcs cs |coriccs rcpublicancs classiccs cram dc-
mccra|as . Jampcucc uma ccmunidadc cívica ccn|cmpcrånca pcdc prcscindir das
van|agcns da divisác dc |rabalhc cu dc l idcrança pclí|i ca. Ncssa ccmunidadc, pc-
rcm, cs lídcrcs dcvcm scr c |ambcm ccnsi dcrar-sc rcspcnsavcis pcr scus ccnci-
dadács. Jan|c c pcdcr absclu|c quan|c a íal|a dc pcdcr pcdcm lcvar a ccrrupçác,
pcis as duas ccisas incu|cm um scnsc dc irrcspcnsabilidadc.
| -
Jal ccmunidadc
scra |an|c mai s cívica quan|c mai s a pclí|ica sc aprcximar dc idcal dc igualdadc
pcl í|ica cn|rc cidadács quc scgucm as rcgras dc rcciprccidadc c par|icipam dc
gcvcrnc.
Solidariedade, confiança e tolerância
Em mui|cs aspcc|cs, cs cidadács dc uma ccmunidadc cívica sác mai s dc quc
mcramcn|c a|uan|cs, imbuídcs dc cspíri|c publicc c iguai s. Os cidadács vir|uc-
scs sác prcs|a|ivcs, rcspci |cscs c ccníian|cs uns ncs cu|rcs, mcsmc quandc di-
vcrgcm cm rclaçác a assun|cs impcr|an|cs . A ccmunidadc cívica nác cs|a l ivrc
dc ccníli|cs, pcis scus cidadács |cm cpiniõcs íirmcs scbrc as qucs|õcs publicas,
mas sác |clcran|cs ccm scus cpcncn|cs. ¨!ssc c prcvavclmcn|c c quc mai s sc
asscmcl ha aqucla ' amizadc' quc, scgundc Ari s|o|cl cs, dcvc carac|crizar as rc-
- · - . ./ ,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º: :. . . · /.
: .s
l açõcs cn|rc cs mcmbrcs dc uma ccmunidadc pclí|ica', diz Michacl Walzcr.
!0
Ccmc ccmcn|cu Oi anírancc Pcggi accrca da |ccri a da gcvcrnança dcmccra|ica
dc Jccqucvillc. ¨A ccníi ança mu|ua c |alvcz c prccci|c mcral quc mais nc-
ccssi|a scr diíundidc cn|rc as pcsscas, casc sc prc|cnda man|cr a sccicdadc rc-
publicana'.
! |
A|c mcsmc as |ransaçõcs quc aparcn|cmcn|c visam ac in|crcssc propric as-
sumcm um cara|cr diícrcn|c quandc inscridas num ccn|cx|c sccial quc prcmcvc
a ccníiança mu|ua, ccmc vcrcmcs mais dc|alhadamcn|c nc capí|ulc G. As rc-
laçõcs dc ccníiança pcrmi|cm a ccmunidadc cívi ca s upcrar mais íacilmcn|c c
quc cs cccncmis|as chamam dc ¨cpcr|unismc', nc qual cs i n|crcsscs ccmuns
nác prcvalcccm pcrquc c i ndivíduc, pcr dcsccníiança, prcícrc agir i scladamcn|c
c nác cclc|ivamcn|c.
!!
Anal isc rcccn|c scbrc inicia|ivas ccmuni|arias na Amc-
ri ca Ia|ina rcssal |a a impcr|åncia sccial da cccpcraçác lccal c da mcbil izaçác
pclí|ica ÷ mcsmc quandc nác sc lcgram rcsul |adcs pra|iccs imcdia|cs ÷ ¡ us-
|amcn|c pcr ccn|ribuírcm indirc|amcn|c para ¨ccmba|cr c i scl amcn|c c a dcs-
ccníiança mu|ua'.
!1
Associações: estruturas sociais da cooperação
Ccr|as cs|ru|uras c pra|icas scciais inccrpcram c rcícrçam as ncrmas c cs valcrcs
da ccmunidadc cívica. Ncssc campc, c |coricc sccial mais impcr|an|c ccn|inua
scndc Alcxis dc Jccqucvillc. Ac analisar as ccndiçõcs scciais quc sus|cn|avam
a Denwcracia na América, Jccqucvillc a|ribuiu grandc impcr|åncia a prcpcnsác
dcs amcricancs para ícrmar crganizaçõcs civis c pclí|icas .
Aae:| eaees ee :eeas as | eaees, ee :eeas as eeee|¸ëes e ee :eees es :ea¡e:a-
aee:es es:ãe sea¡:e íe:aaeee assee|a¸ëes Lx|s:ea eãe sé assee| a¸ëes eeae:e|a|s
e |eeas::|a|s ee ¡ae :eees íazea ¡a::e, aas :aa|éa ea::as ee a| l e|íe:ee:es :| ¡es
- :el |,|esas , ae:a| s, sé:|as, ía:e| s, |as:ae:e ,eeé:|eas e |as:ae:e l |a| :aeas, | aee·
saaee:e ,:aeees e aa| :e ¡e¡aeeas , ) Ass|a, e ¡a|s aa|s eeaee:á:|ee ee aaeee
é |e]e a¡ael e eeee es |eaees leva:aa a:aalaee:e + aax|aa ¡e:íe| ¸ãe a a::e ee
aleae¸a: ea eee] ae:e e al ve eas as¡|:a¸ëes eeaaes e a¡l |ea:aa essa eeva :éee| ea
ae aa| e: eaae:e ee e|] e:|ves ¨
:+
Di z-sc quc as asscciaçõcs civi s ccn|ribucm para a cíi cacia c a cs|abi l i dadc
dc gcvcrnc dcmccra|icc, nác so pcr causa dc scus cíci|cs ¨i n|crncs' scbrc c
indivíduc, mas |ambcm pcr causa dc scus cíci |cs ¨cx|crncs' scbrc a sccic-
dadc.
Nc åmbi|c i n|crnc, as asscciaçõcs incu|cm cm scus mcmbrcs habi|cs dc
cccpcraçác, scl idaricdadc c cspíri|c publ i cc. Jccqucvillc aíirmcu quc ¨scmcn|c
a açác quc cs hcmcns cxcrccm uns scbrc cs cu|rcs rcncva cs scn|imcn|cs c
as idcias , cngrandccc c ccraçác c prcmcvc c cn|cndimcn|c'.

!ssc c ccrrc-
bcradc pcr dadcs cx|raídcs dc pcsqui sas scbrc cultura cívica rcali zadas ccm
cidadács dc ci ncc paíscs , i ncluindc a !|al ia, mcs|randc quc cs mcmbrcs das
: .+ ./- :. . .+
associaçõcs |cm mais conscicncia polí|ica, coníiança social, par|icipaçáo polí-
|ica c 'compc|cncia cívica sub¡ c|iva'.

A par|icipaçáo cm organizaçõcs cívi-
cas dcscnvolvc o cspíri|o dc coopcraçáo c o scnso dc rcsponsabilidadc comum
para c om os cmprccndimcn|os colc|ivos. Alcm di sso, quando os i ndivíduos
pcr|cnccm a grupos hc|crogcncos com diícrcn|cs |ipos dc ob¡ c|ivos c mcmbros ,
s uas a|i|udcs s c |ornam mais modcradas cm vir|udc da i n|craçáo grupal c das
mul|iplas prcssõcs.

Jais cíci|os, c bom quc sc diga, náo prcssupõcm quc o
ob¡ c|ivo maniícs|o da associ açáo sc¡ a polí|i co. Iazcr par|c dc uma socicdadc
o!c0nica ou dc um clubc dc orni |oíi l os podc dcscnvolvcr a au|odisciplina c
o cspíri|o dc col aboraçáo.

No åmbi|o cx|crno, a 'ar|iculaçáo dc in|crcsscs' c a 'agrcgaçáo dc in|crcs-
scs', como chamam os cicn|is|as polí|icos dcs|c sccul o, sáo in|cnsiíicadas por
uma dcnsa rcdc dc associ açõcs sccundari as . Como diz Jocqucvillc.
¨Qaaaae aua assee| a¸ãe te¡tesea|a al,aua eettea|e ae e¡|a|ãe, ela |eu ¡ae as·
sau|t aua íetua ua|s aeí| a| aa e ua| s ¡tee| sa Ll a |eu seas aae¡|es e es ea,a]a
eu saa eaasa, esses aae¡|es |tavau eea|ee|uea|e ea|te s| , e ¡aaa|e ua| et e sea
aauete, ua|et e ea|as| asue uua assee|a¸ãe eea,te,a as eaet,|as ae es¡|t||es a|·
vet,ea|es e í|tueuea|e es et|ea|a ¡ata au e|]e||ve el atauea|e aeíi a| ae ¨
::
Dc acordo com cssa |csc, uma dcnsa rcdc dc associaçõcs sccundarias ao mcs-
mo |cmpo incorpora c promovc a col aboraçáo social . Assim, con|radizcndo o rc-
ccio dc scc|arismo maniícs|ado por pcnsadorcs como Ican-Iacqucs Rousscau,
numa comunidadc cívica as associaçõcs dc indivíduos quc pcnsam da mcsma
íoia con|ri bui para um govcrno dcmocra|ico cíicaz.
10
Mai s rcccn|cmcn|c, uma linha i ndcpcndcn|c dc pcsquisa vcio rcíorçar a
idcia dc quc o associacionismo c prccondiçáo ncccssaria para o govcrno dc-
mocra|ico. Si n|c|izando os rcsul|ados dc cs|udos dc caso sobrc dcscnvolvimcn-
|o no Jcrcciro Mundo, Mil|on Esman c Norman Uphon conclucm quc as
associ açõcs locai s |cm papcl crucial nas cs|ra|cgias dc dcscnvolvimcn|o rural
bcm- succdidas.
¨É esseae|al eea|at eeu aua vas|a teae ae assee|a¸ëes ¡ata ¡eaet vetaaae|ta·
uea|e eeu|a|et a ¡e|teza eu uassa aas eeaa| ¸ëes ¡ae aevetãe ¡tevaleeet aa
ua| et|a aes ¡a|ses eu aeseavelv|uea|e aau ía|ate ¡tev|s|vel , ) Lu|eta se] au
aeeessánes ea|tes eleuea|es - | aves||uea|es eu |aíta-es|ta|ata, ¡el|||eas ¡a|l|eas
sa|s|a|át|as, |eeaele,|as a¡te¡t|aaas e |as|| |a| ¸ëes |ateetá||eas e ae ueteaae -,
aãe ¡eaeues eeaee|et aea|aua es|ta|é,|a ae aeseavelv|uea|e tatal ¡ae eeu||ae
aauea|e ae ¡teaa||v|aaae eeu au¡la a|s|t| |a|¸ãe ae |eaeûe| es aa ¡aal as et,a-
a| za¸ëes ¡at|| e| ¡a|| vas leea|s aãe |ea|au ¡a¡el aes|aeaae ¨³
·
!níclizmcn|c, do pon|o dc vis|a da cngcnharia soci al , Esman c Uphon
cons|a|am quc as organizaçõcs l ocai s 'implan|adas' dc íora aprcscn|am clc-
vado índicc dc íracasso. As organi zaçõcs l ocai s mai s bcm-succdidas rcprcscn-
|am inicia|ivas au|oc|oncs par|icipa|ivas cm comuni dadcs l ocais rcl a|ivamcn|c
cocsas.
1,
- · - . ./,/. 5 . 5 - º - v - - . - . . º: : . . . . /. :.-
Embora Esman c Uphon náo o digam cxplici|amcn|c, suas conclusõcs sáo
condizcn|cs com a in|crprc|açáo dc Baníicld accrca da si|uaçáo cm Mon|cgrano,
'ondc a pobrcza c o a|raso sc dcvcm cm grandc par|c ¸mas náo in|ciramcn|c) a
incapacidadc dc scus habi|an|cs dc agir cm con¡ un|o pclo bcm comum ou mcsmo
visando a qual qucr ob¡c|ivo quc |ransccnda aos in|crcsscs ma|criais imcdia|os da
íamília nuclcar'.
11
Os crí|i cos dc Baníicld discordam dc sua i dcia dc a|ribuir a
um ethos cssc compor|amcn|o, mas náo rcíu|am sua dcscri çáo da incxis|cncia dc
colaboraçáo cm Mon|cgrano, a incrívcl íal|a dc 'açáo dclibcradamcn|c pac|uada'
vi sando a mclhorar as condiçõcs da comunidadc.
14
Jan|o os dcícnsorcs quan|o os crí|icos do rcpublicanismo cívico íizcram pro-
posiçõcs íil osoíicas in|crcssan|cs. 'amos, pois, abordar a qucs|áo quc a|c agora
náo íoi |ra|ada cmpiricamcn|c. cxi s|c alguma concxáo cn|rc o civismo dc uma
comunidadc c a qual idadc dc sua govcrnança!
A COMUNI DADE CÍVI CA: VERI FI CAÇÃO DA TEORI A
Na íal|a dc dados c|nograíicos dc|al hados sobrc as ccn|cnas dc comunidadcs
cxis|cn|cs nas rcgiõcs i|al ianas, como sabcr a|c quc pon|o a vida social c pol í|ica
dc cada rcgiáo sc aproxima do idcal dc uma comunidadc cívica! Quc cvidcncias
sis|cma|icas cxis|cm dos padrõcs dc soli daricdadc social c dc par|icipaçáo cívica!
Aprcscn|arcmos aqui dados rcícrcn|cs a qua|ro indicadorcs do civismo da vida
rcgi onal ÷ dois quc corcspondcm dirc|amcn|c a conccpçáo gcral dc Jocqucvillc
accrca do quc chamamos dc comunidadc cívica c dois quc sc rcícrcm mai s prc-
cisamcn|c ao compor|amcn|o polí|ico.
Um indicador basico da sociabili dadc cívica c a vibraçáo da vida associa|iva.
Icl izmcn|c, um l cvan|amcn|o dc |odas as associaçõcs da !|ali a, locais c nacio-
nais, pcrmi|c-nos cspcciíicar prccisamcn|c o numcro dc clubcs dc íu|cbol ama-
dor, socicdadcs o!c0nicas, clubcs dc cxcursionis|as, grupos dc orni|oíi l os, grc-
mios li|crarios, associaçõcs dc caçadorcs, Iions Clubs c|c. cxis|cn|cs cm cada co-
munidadc c rcgiáo i|alianas.
11
A |abcla 4. 1 rcl aciona as pri ncipais arcas dc a|i-
vidadc dcssas associaçõcs rccrca|ivas c cul|urais.
Dcixando dc lado por cnquan|o os sindica|os |rabalhis|as, os clubcs dcs-
por|ivos sáo dc longc o |ipo mais comum dc associaçáo sccundaria cxis|cn|c
cn|rc os i|alianos, mas ou|ras a|ividadcs cul|urais c rccrca|ivas |ambcm ocupam
l ugar dc dcs|aquc. Padronizados cm íunçáo das diícrcnças populacionai s, csscs
dados mos|ram quc, no |ocan|c a cícrvcsccncia dc sua vida associ a|iva, ccr|as
rcgiõcs i |alianas ri vali zam com a Amcrica dc agrcmiadorcs na|os dcscri|a por
Jocqucvillc, ao passo quc os habi |an|cs dc ou|ras rcgi õcs corrcspondcm pcr-
íci|amcn|c ao |ípico 'íamilis|a amoral' isolado c dcsconíi ado da Mon|cgrano
dc Baníicld. Nas 20 rcgiõcs i |alianas, a quan|idadc dc clubcs dcspor|ivos vari a
dc um clubc por 377 habi |an|cs cm 'allc d' Aos |a c 549 cm Jrcn|ino-Al|o Adi-
gc a um clubc por 1 . 847 habi |an|cs na Pugl i a. Os numcros rcícrcn|cs a ou|ras
associaçõcs quc náo cl ubcs dcspor|ivos variam dc 1 . 050 habi|an|cs por grupo
:.s ./-:o.. +
cm Jrcn|l no-Al|o Adlgc c 2. 1 1 7 na Il gurl a a 1 3 . 1 00 habl |an|cs por grupo na
Sardcnha. Els as prlmclras pl s|as para sabcrmos quc rcglõcs sc aproxlmam
mals do ldcal da comunldadc cívlca.

Ta·be l a 4 . 1
Associ ações l ocai s n a I t ál i a: esf er as de at i vi dade
-s·÷·a+ ÷ a· « +a+÷
. .·÷s+÷s,··· «·s
..··asass·. a,.÷s
-··÷as|.a s
-÷.·÷a,÷·
/· « +a+÷s.. ·.·a s÷. ÷·· .as
v.s .a÷·÷a···
:-. .as·.÷.· .as
ºa.+÷÷s÷·« ,·ss·. as
..··as
-÷·.÷·.a+÷
ass·. a,.÷s
.s
z.
+z
z:
: -
+
+
: .
Fonte: Mortara, Alberto (ed. ) . Le associazioni italiane. Mi l ano, Franco Angel i , 1 985. p. 57.
Jocqucvlllc |ambcm dcs|acou a concxáo cxls|cn|c na soclcdadc modcrna cn|rc
vl|alldadc cívlca, assocl açõcs c pcrlodlcos local s.
¨Qaaaae ] á aãe ua| s ex|s|eu l a¸es ñtues e aataaeates a aa|t es |eueas, é |u·
¡ess|vel e||et a eee¡eta¸ãe ae au |eu aauete ael es, a aãe set ¡ae se eeas|,a
eeaveaeet eaaa |eueu ea]e aax|l|e é aessát|e ae ¡ae ele es|atá setv|aae aes seas
µté¡nes |a|etesses aa|aae vel aa|at|auea|e seas esíet¸es aes ae |eaes es aeua| s
l sse aãe ¡eae set íe||e |a|||aaluea|e e eeavea|ea|euea|e seu e aaxü|e ae au
] emal seuea|e au ]etaal ¡eae a¡tesea|at a u|l le| |etes e uesue ¡easauea|e ae
uesue |eu¡e , ) let|aa|e aua assee|a¸ãe aeueetá||ea a|ñe|luea|e ¡eae ¡tes-
e|aa|t ae au ] etaal ¨³¹
No mundo con|cmporånco, ou|ros mclos dc comunlcaçáo dc massa |ambcm
suprcm a íunçáo do prcgoclro publlco, mas na !|all a dc ho¡c, cm par|lcular, os
¡ ornals con|l nuam scndo o mclo quc rcscrva malor cspaço as qucs|õcs comu-
nl|arlas. Os lcl|orcs dc ¡ ornals sáo mals l níormados do quc os náo-lcl|orcs c
por|an|o |cm mal s condlçõcs dc par|lclpar das dcllbcraçõcs cívlcas . Asslm, o
numcro dc lcl|orcs dc ¡ ornals rcílc|c o l n|crcssc dos cldadáos pclos assun|os co-
munl |arl os.
O publlco lcl|or dc¡ornal s varla mul|o cn|rc as rcglõcs l|al lanas.

Em 1 975,
a proporçáo dc íamíllas cm quc pcl o mcnos um dc scus mcmbros l l a um¡ornal
dlarlo varlava dc 80% na Ilgurla a 35% cm Mollsc. Es|c c, pols, o scgundo da-
- · - . ./,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º : : . . . · / . : .:
do para avcrlguarmos a|c quc pon|o a vlda polí|lca c soclal nas rcglõcs l|all anas
sc aproxima dc uma comunldadc cívlca.
Normalmcn|c o índlcc dc comparcclmcn|o as urnas da uma mcdlda da par-
|lclpaçáo polí|lca. Na !|alla, porcm, o numcro dc vo|an|cs nas clcl çõcs gcrals náo
c um bom lndlcador da par|lclpaçáo cívlca por varlas razõcs .
o A|é teeea|euea|e, ¡ela le| | |+l| aaa, |eae e|aaaãe eta e|t|,aae a ve|at aas el e|¸ëes ,e·
ta| s, eu|eta e eau¡t|uea|e aessa le| íesse |tte,alat, ¡tevaveluea|e ela l evava +s at·
aas ua||as ¡esseas ea] a ue||va¸ãe aãe eta ¡te¡t|auea|e ´e|v|ea¨
o Ceue as et,aa|za¸ëes ¡at||aát|as e|v| auea|e |eu ue|| ves ¡ata |añaeae| at as el e| ¸ëes,
e eeu¡atee|uea|e +s ataas ¡tevaveluea|e vat|a ae aeetae eeu a íet¸a aes ¡at||aes,
|aae¡eaaea|euea|e ae ea,a] auea|e e|v|ee aes ele||etes
o Lu ua||as ¡at|es aa ¡ea|asal a eaae ¡teaeu| aa a ¡el||| ea ae el |ea|el|sue, ve|at aas
ele|¸ëes ,eta|s é ua||e ua| s au quid pro quo eavelveaae vaa|a,eas ¡essea|s |ue·
a| a|as ae ¡ae au s|aal ae ¡at||e|¡a¸ãe ¨e|v|ea¨
A par|lr dc 1 974, porcm, vlsando a dlrlmlr uma scrlc dc qucs|õcs con|rovcrsas,
passou-sc a rcco:cr a um dlsposl |lvo cons|l|uclonal a|c cn|áo ¡ amals u|lllzado c
quc prcvl a a rcallzaçáo dc rcícrcndos naclonal s. Algumas dcssas dcllbcraçõcs, co-
mo a vo|açáo dc 1 974 para lcgallzar o dlvorclo, mcxcram com crcnças rcllglosas
proíundamcn|c arralgadas. Ou|ras, como o rcícrcndo dc 1 985 sobrc a cscala movcl
dos salarlos naclonals, aíc|aram o bolso dc mul|os clcl|orcs c provocaram clsõcs
nas cl asscs soclals. Ou|ras alnda, como o plcl|o dc 1 98 1 sobrc as lcls an|l|crro-
rlsmo ou o dc 1 987 sobrc a cncrgla nuclcar, cngcndraram novas íacçõcs no quadro
polí|lco. Em cada rcícrcndo os cldadáos cram chamados a manlícs|ar-sc a rcspcl|o
dc uma lmpor|an|c qucs|áo publlca.
A vo|açáo ncsscs rcícrcndos íol bcm mcnor quc nas clclçõcs gcrals, ccr|a-
mcn|c por l ncxls|lrcm as mo|lvaçõcs ¨náo-clvls¨ an|crlormcn|c mcnclonadas. Nas
ul|lmas dccadas, o comparcclmcn|o as urnas íol , cm mcdla, s upcrlor a 90%, ao
passo quc nos succsslvos rcícrcndos clc calu dc 86% no prlmclro rcícrcndo cm
1 974 para 64% no ul|lmo rcícrcndo cm 1 987. Como obscrvou o mal or cspccla-
l ls|a cm rcícrcndos da !|alla. ¨Os quc u|lllzam o vo|o como lns|rumcn|o dc ' |ro-
ca' |cm poucos mo|lvos para comparcccr as urnas quando a clclçáo ¸como no
caso do rcícrcndo) náo lhcs oícrccc a possl bl ll dadc dc ob|cr van|agcns pcssoal s
lmcdl a|as¨.
1-
A princlpal mo|lvaçáo dc qucm vo|a num rcícrcndo c a prcocupa-
çáo com as qucs|õcs publlcas, aumcn|ada |alvcz por um scnso mals aguçado do
dcvcr cívlco, dc modo quc o numcro dc vo|an|cs num rcícrcndo oícrccc uma mc-
dlda rcla|lvamcn|c ¨dcpurada¨ da par|lclpaçáo cívlca.
As dlícrcnças rcglonals no numcro dc vo|an|cs nos succsslvos rcícrcndos rc-
vclaram-sc marcan|cs c cs|avcl s, mcsmo quando as mcdlas naclonals dccaíram
O índlcc dc comparcclmcn|o as unas nos clnco prl nclpal s rcícrcndos rcallzados
cu|rc 1 974 c 1 987 ¯ cu¡ os rcsul|ados sc acham dlsponívcls para cada rcgláo
÷ fol cm mcdla dc 89% na Emll la-Romagna, con|ra 60% na Calabrl a. Alcm
! 0c ./- :. . .4
di sso, a class¡íicaçáo rcgional no |ocan|c ao índicc dc comparccimcn|o íoi pra-
|icamcn|c i dcn|ica cm |odos os rcícrcndos. divorcio ( 1 974) , íinanci amcn|o pu-
blico dos par|idos ( 1 978) , |crrori smo c scgurança publica ( 1 98 1 ) , cscal a movcl
dos salari os ( 1 985) c cncrgia nuclcar ( 1 987) . Em suma, os cidadáos dc ccr|as
par|cs da !|alia dccidiram par|icipar a|i vamcn|c das dclibcraçõcs publicas s obrc
uma ampla gama dc qucs|õcs, ao passo quc os dc ou|ras rcgiõcs prcícriram
omi |ir-sc. Assim, para ob|crmos uma |crccira mcdida da par|icipaçáo cívica, cla-
boramos um indicador sin|c|ico do comparccimcn|o as urnas cm cinco dcsscs
rcícrcndos ¸vcr |abcla 4. 2) .
40
Ta b e l a 4 . 2
Í
n di ce de compar eci me nt o a r ef er endos , 1 974- 87
/· /ss.·· .a·,a·a··· a
! 0¯4 .÷,a .a,÷·+·+«··. · 0, 000
! 0¯c a. a÷··,.· .·+·s,a·· +·s 0, 0cc
! 0c! º÷,.·a,a,.· .a÷a· ·÷···· s· 0, 00ö
! 0c5 -s.a a·«÷ +·ssa -· ·s 0, 00!
! 0c¯ -÷·, a..÷a· 0, 0¯ö
Embora o numcro dc vo|an|cs nas clciçõcs gcrais náo sc¡ a uma boa mcdida
da mo|ivaçáo cívica, o suíragio i |aliano |cm uma carac|crís|ica cspccial quc íor-
nccc iníormaçõcs impor|an|cs sobrc as pra|icas polí|icas rcgionai s. Nas clciçõcs
naci onais , |odos os vo|an|cs |cm quc clcgcr uma unica chapa par|idaria, c as ca-
dciras do Icgisla|ivo sáo dis|ribuídas cn|rc os par|idos por rcprcscn|açáo pro-
porci onal . Alcm disso, porcm, os clci|orcs podcm, sc quiscrcm, indicar sua
prcícrcncia por um dc|crminado candida|o in|cgran|c da chapa quc cscolhcram.
No plano nacional , somcn|c uma minoria dc clci|orcs cxcrcc cssc ¨vo|o prcíc-
rcncial ', mas , nas arcas ondc as lcgcndas par|idarias basicamcn|c scrvcm dc bi-
ombo para a pra|ica do cl icn|clismo, o vo|o prcícrcncial c avidamcn|c dispu|ado
pclas íacçõcs rivai s. Ncssas arcas, o vo|o prcícrcncial |orna-sc csscncial para as
rclaçõcs dc clicn|cli smo.
No cn|cndcr dos cs|udiosos da polí|ica i |ali ana, a inci dcncia do vo|o prcíc-
rcncial c rcconhccidamcn|c um indicador scguro do pcrsonali smo, do scc|arismo
c da polí|ica dc clicn|cli smo, c mais adian|c aprcscn|arcmos ou|ros dados quc
corroboram cssa in|crprc|açáo.
4 |
Iogo, o vo|o prcícrcncial podc scr considcrado
um si nal da incxis|cncia dc uma comunidadc cívica. As diícrcnças rcgi onai s no
|ocan|c ao uso do vo|o prcícrcncial man|ivcramsc cs|avcis por dccadas, vari ando
dc 1 7% na Emili a-Romagna c na Iombardia a 50% na Campånia c na Cal abri a.
A |abcla 4. 3 aprcscn|a um índicc compos|o do vo|o prcícrcncial cm scis clciçõcs
naci onais , dc 1 953 a 1 979, quc scrvc como quar|o clcmcn|o para avali ar o ci-
vismo das rcgi õcs i|alianas.
4!
- · - . ./,/.5 . 5 - º - v - - · -
Tab e l a 4 . 3
Í
nd i ce de voto p ref er enci al , 1 953- 79
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v···,·÷·÷·÷. a ! 053
v···,·÷·÷·÷. a ! 05c
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v···,·÷·÷·÷. a ! 0¯2
v···,·÷·÷·÷. a ! 0¯ö
v···,·÷·÷·÷. a ! 0¯0
0, 0¯!
0, 0c2
0, 0c4
0, 0c2
0, 0¯0
0, 0¯c
Sc nossa analisc das mo|ivaçõcs c das rcalidadcs polí|icas sub¡ accn|cs a vo-
|açáo nos rcícrcndos c ao vo|o prcícrcncial cs|ivcr corrc|a, cn|áo ambos dcvcm
cs|ar ncga|ivamcn|c corrcl aci onados ÷ um rcílc|i ndo a polí|ica do dcba|c c o
ou|ro, a polí|i ca do clicn|cli smo. É o quc mos|ra a íigura 4. 3. Em ccr|as rcgiõcs
os cidadáos comparcccm maciçamcn|c as urnas para maniícs|ar-sc a rcspci|o dc
uma ampla gama dc qucs|õcs publicas , mas abs|cm-sc do vo|o prcícrcncial pcr-
sonalizado nas clciçõcs gcrais. Em ou|ras, os cidadáos sc dcixam cnvolvcr pcl o
clicn|clismo. Ocralmcn|c clcs dcixam passar a opor|unidadc dc maniícs|ar-sc so-
brc as qucs|õcs publicas, uma vcz quc considcram o vo|o basicamcn|c uma |roca
numa rclaçáo dc dcpcndcncia imcdi a|is|a c al|amcn|c pcrsonalizada.
7
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F i g u r a 4 . 3
Compareci ment o a r efer endos e vot o pr ef erenci al
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Tab e l a 4 . 4
Í
n di ce de comu n i dade cívi ca
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-s:ass÷.+÷a..·.-,.-.+-.,.··.as÷:.·.·a s ! 0c!
.a·,a·a·.· a
- 0,04¯
0 ,044
0, c03
- 0 c0!´
´ Como i ndi cado no texto, a pontuação nessa variável é fei t a de modo a que um número el evado corresponda
a uma quanti dade menor de associações.
·÷·:.··÷ a,.÷s(r) ÷··÷:.,.÷·÷s+.
+ :÷+÷:.. +a+÷:« :a
v,·÷· -÷·÷· ..· /ss.·
v,·÷· ! , 00 -0, 0! -0, ¯¯ 0 , c2
-÷·÷· -0 0! ! , 00 0 ¯0 -0 ¯ö
..· -0 ¯¯ 0, ¯0 ! 00 -0 ¯3
/ss.· 0, c2 -0 ¯ö -0, ¯3 ! 00
Nota: Todas as correlações acima são estatisticamente rel evantes no nível 0,001 ou mai s.
Ambos os ç|ºpcs cs|áo dc cci1o modo ¨par|icipando da polí|ica'. Náo c |an|o
a quantidade J+ p+r|icipaçáo c sim a qualidade quc os dis|inguc. O cara|cr da
pa1icipaçáo v+ri+ pcrquc a na|urcza da polí|ica c mui|o dlícrcn|c nas duas arcas.
O compor|amca|c pclí|ico cm ccr|as rcgiõcs prcssupõc quc a polí|ica i mplica dc-
libcraçáo colc|i\+ scbrc as qucs|õcs publi cas. Ia cm ou|ras, a polí|ica c hicrar-
quicamcn|c orç+ai/+da c liga-sc mais dirc|amcn|c a van|agcns pcssoais. Por que
cxis|cm cssas Jilc|cnças rcgi onai s c quais as suas conscqucncias para a govcr-
nança rcgion+l s1c qucs|õcs quc cm brcvc ircmos abordar.
Dc acordc :cr a idcia quc íazcmos da comunidadc cívica, cxis|c dc ía|o
uma cs|rci|a:c||cl+çáo cu|rc os nossos qua|ro indicadorcs , na mcdida cm quc as
rcgiõcs ondc c r+:iço o comparccimcn|o as urnas nos rcícrcndos c incxprcssivo
o uso do vo|c p|clcrcncial sáo pra|icamcn|c as mcsmas ondc cxis|cm uma dcnsa
rcdc dc asscci +¸ccs civis c um clcvado numcro dc lci|orcs dc ¡ ornai s Iogo, po-
dcmos convcaica|cmcn|c combinar os qua|ro indicadorcs num unico índicc dc
comunidadc cí\i.+, como sc vc na íigura 4. 4. É claro quc, isol adamcn|c, qual -
quct i ndicadc| do civismo podc sct cnganoso, mas cssc índicc compos|o rcílc|c
um padtáo siçaili.+|ivo c coctcn|c.
- · - . ./,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º: : . . . · / . ! ! !
F i g u r a 4 . 4
A comu ni dade cív i ca nas r egi ões i tal i an as
va s :«:a
v-+ a
v÷.s :« :a
A íigura 4. 4, por sua vcz, ilus|ra os nívcis dc civismo nas 20 rcgi õcs i|alianas.
Nas rcgiõcs mais cívicas, como a Emilia-Romagna, os cidadáos par|icipam a|i-
vamcn|c dc |odo |ipo dc associaçõcs locais ÷ grcmios li |crari os, c!cõcs locais,
clubcs dc caçadorcs c assim por dian|c. Acompanham com in|crcssc os assun|os
cívicos vciculados na imprcnsa local c cnvolvcm-sc na polí|ica por nu|rircm con-
vicçõcs programa|icas. Ia nas rcgiõcs mcnos cívicas, como a Calabria, os clci |orcs
comparcccm as urnas náo para sc maniícs|ar sobrc as qucs|õcs publicas, mas por
causa das rclaçõcs hicrarquicas dc clicn|clismo A incxis|cnci a dc associaçõcs cí-
vicas c a cscasscz dc mci os dc comunicaçáo locais ncs|as ul|imas rcgi õcs signi-
íicam quc os cidadáos raramcn|c sc cnvolvcm nos assun|os comuni |ari os.
A vida publ ica c mui|o diícrcn|c ncsscs doi s |ipos dc comunidadc Numa rc-
giáo cívica, quando dois cidadáos sc cncon|ram na rua, provavclmcn|c ambos ¡ a
lcram cmcasa o ¡ ornal daquclc dia, numa rcgi áo mcnos cívica, quando duas pcs-
soas sc cncon|ram, provavclmcn|c nenhuma dclas lcu o ¡ ornal . Mais da mc|adc
dos cidadáos das rcgiõcs cívicasjamais cxcrccu o vo|o prcícrcncial cm sua vida,
mais da mc|adc dos clci|orcs das rcgiõcs mcnos cívicas diz quc sempre vo|ou as-
sim
41
Scr mcmbro dc clubcs dcspor|ivos, grupos cul|urais c rccrca|ivos , orga-
ni zaçõcs comuni|arias c íilan|ropicas, associaçõcs cduca|ivas c ¡uvcni s, cn|rc ou-
|ros, c aproxlmadamcn|c duas vczcs mai s comum nas rcgi õcs mai s cívicas do
quc nas rcgiõcs mcnos cívicas.
44
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F i g u r a 4 . 5
Comu n i dade cí vi ca e des empenho i n st i t uci onal
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Mcsmc uma rapida ccmparaçác da íi gura 4. 4 ccm a íi gura 4. 1 mcs|ra uma
nc|avcl cci ncidcncia cn|rc c dcscmpcnhc dc um gcvcrnc rcgicnal c c grau dc
par|icipaçác na vi da sccial c pclí|ica da rcgiác. A ícrça dcssa rclaçác aparccc
ccm clarcza mcridiana na íigura 4. 5. Nác so c civismc dis|inguc as rcgiõcs
ccm bcm dcscmpcnhc si|uadas nc quadran|c supcricr dirci |c das rcgiõcs a|ra-
sadas quc íiguram nc quadran|c inícricr csqucrdc, ccmc a|c mcsmc as diíc-
rcnças mais su|i s dc dcscmpcnhc dentro dc cada quadran|c guardam cs|rci |a
rclaçác ccm ncssa avaliaçác da vida ccmuni|ari a.

Ncssc scn|idc, a ccmuni-
dadc cívica c um dc|crmi nan|c mais ícr|c quc c dcscnvclvimcn|c cccn0micc,
|al ccmc indicadc na íi gura 4. 2. Quan|c mais cívica a rcgiác, mais cíicaz c
scu gcvcrnc.
Essa rclaçác c |ác ícr|c quc, quandc lcvamcs cm ccn|a c ct vt smc dc uma
rcgi ác, a rclaçác an|cricrmcn|c cbscrvada cn|rc dcscnvclvimcn|c cccn0micc c
dcscmpcnhc i ns|i |uci cnal íica i n|ciramcn|c cíuscada.

Em cu|ras palavras , pa-
rccc quc as rcgiõcs cccncmicamcn|c mais adian|adas |cm gcvcrncs rcgicnais
mais cíi cicn|cs simplcsmcn|c pcrquc nclas ha maicr par|icipaçác cívica. Ccr�
|amcn|c a l i gaçác cn|rc ccmunidadc cívi ca c dcscnvclvimcn|c cccn0mi cc c cm
si mcsma in|crcssan|c c impcr|an|c, c |crnarcmcs a cxami na-la ncs capí|ul cs 5
c 6. Pcr cra c suíi cicn|c rcccnhcccr quc c dcscmpcnhc dc um gcvcrnc rcgi cnal
cs|a dc algum mcdc cs|rci |amcn|c rcl acicnadc ccm c cara|cr cívicc da vi da sc-
- · - . ./,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º: : . . . · /.
: : s
cial c pcl í|i ca da rcgiác. As rcgiõcs cndc ha mui|as asscci açõcs ctvtcas, mui|cs
lci|crcs dc ¡ crnai s, mui|cs clci|crcs pcli|izadcs c mcncs clicn|clismc parcccm
ccn|ar ccm gcvcrncs mais cíicicn|cs. Quc |cm dc |ác cspccial cssas ccmuni-
dadcs!
VI DA SOCI AL E POLÍTI CA NA COMUNI DADE CÍVI CA
Em mui|cs aspcc|cs, a vi da numa ccmuni dadc cívica c íundamcn|almcn|c sm-
gular. Pcdcmcs ccmprccndcr mclhcr as implicaçõcs scciai s c pcl í|icas dc civi s-
mc valcndc-ncs dcs dadcs cb|idcs cm ncssas scndagcns ¡un|c acs pclí|iccs
rcgicnai s, acs lídcrcs ccmuni|ari cs c ac publicc cm gcral .
Ccnsidcrcmcs primciramcn|c alguns dadcs quc ccrrcbcram a ncssa aíirmaçác
dc quc a par|icipaçác pclí|ica nas rcgiõcs mcncs cívicas c induzi da pcl a pra|ica
dc cli cn|clismc pcrscnalis|a c nác pcr ccmprcmisscs prcgrama|iccs ccm as qucs-
|õcs publicas. Em 1 982, indagamcs dc lídcrcs ccmuni|arics dc |cdc c país sc
clcs ccnsidcravam a vida pclí|ica cm suas rcspcc|ivas rcgiõcs razcavclmcn|c
'prcgrama|ica' cu razcavclmcn|c ¨clicn|clis|a'. A prcpcrçác dcs quc a dcscrc-
vcram ccmc cl icn|clis|a vari cu dc 85% cm Mclisc a 1 4% cm Iriul i-'cncza Oiu-
lia. A íigura 4. 6 mcs|ra quc cssas dcscriçõcs da pclí|ica rcgicnal guardam
cs|rci|a rclaçác ccm ncssc índicc dc ccmunidadc cívica ¸par|icularmcn|c sc lc-
va!cs cm ccn|a a a|cnuaçác cs|a|ís|ica prcduzida pcr amcs|ras mui|c rcduzidas
c c ccnscqucn|c crrc dc amcs|ragcm) . As rcgiõcs cndc cs cidadács usam c vc|c
prcícrcncial, mas nác vc|am ncs rcícrcndcs, ncm pcr|cnccm a asscciaçõcs cívi -
cas, ncm lccm ¡ crnais sác as mcsmas cu¡ cs lídcrcs dcscrcvcm a pclí|ica rcgi cnal
ccmc clicn|cli s|a, cm vcz dc prcgrama|ica.
Cidadács c pclí|iccs ncs ícrncccm subsídics para cs|abclcccr a incidcncia da
pclí|ica dc clicn|cli smc pcrscnal i zadc. Os ci dadács das rcgiõcs mcncs cívicas di -
zcm |cr ccn|a|cs pcsscai s mui|c mai s írcqucn|cs ccm scus rcprcscn|an|cs dc quc
cs ci dadács dc Ncr|c, cndc ha maicr ci vismc.

Al cm di ssc, |ai s ccn|a|cs cn-
vclvcm princi palmcn|c assun|cs pcsscai s, cm vcz dc qucs|õcs publicas dc i n|c-
rcssc gcral . Na scndagcm quc rcalizamcs cm 1 988, 20% dcs clci|crcs das
rcgiõcs mcncs cívicas admi |uam quc ccasicnalmcn|c 'pcdcm a¡uda a algum pc-
l í|icc para cb|cr liccnças, cmprcgcs c assim pcr dian|c', ccn|ra apcnas 5% dcs
clci|crcs nas rcgiõcs mai s cívicas. Essc ¨ccn|a|c par|icular' nác c dc|crmi nadc
pclcs ía|crcs dcmcgraíiccs ncrmalmcn|c asscci adcs a par|icipaçác pclí|ica, ccmc
cducaçác, classc sccial , rcnda, cnga¡amcn|c pclí|i cc, par|idarismc ou íaixa c|aria,
pcrcm c mui|c mais ccmum cm todas as ca|cgcrias scci ai s nas rcgiõcs mcncs
cívicas. Essa ícrma dc par|icipaçác parccc dcpcndcr mcncs dc quem vccc c dc
quc dc onde vccc cs|a.

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F i g u r a 4 . 6
Cl i ente l i s mo e comu ni dade c ívi ca
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F i g u r a 4 . 7
Cont atos part i cu l ar es com el e i t or es e comu n i dade cívi ca
c·a. +÷ .·. +a+÷
- · - . ./,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º: : . . . · /.
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Os subsídi os ob|idos cm nossas sondagcns ¡ un|o aos consclhciros rcgionais
sáo in|ciramcn|c condizcn|cs com cssc quadro. Pcrgun|amos a cada consclhciro
quan|os cidadáos o havi am procurado na scmana an|crior c por quc mo|ivo Os
rcsul|ados dc |odas as nossas qua|ro ba|crias dc cn|rcvi s|as íoram pra|icamcn|c
idcn|icos. Os consclhciros da Emilia-Romagna, a rcgiáo mais cívica, di sscram
quc cos|umam rcccbcr mcnos dc 20 clci|orcs numa sc
g
ana normal, ao passo quc
os consclhciros das rcgiõcs mcnos cívicas rcgis|ram dc 55 a 60 con|a|os por sc-
mana. ¸A íigura 4. 7 mos|ra os rcsul|ados cm |odas as scis rcgiõcs. )
Nas rcgiõcs mcnos cívicas, a csmagadora maioria dcsscs cncon|ros cnvolvc
pcdi dos dc cmprcgo c pis|oláo, cnquan|o na Emilia c mais ¡rovavcl quc os con-
|a|os digam rcspci|o a assun|os lcgai s ou da adminis|raçáo. Na Puglia ou na Ba-
silica|a, normamcn|c um consclhciro rcccbc diariamcn|c ccrca dc oi |o a 1 0
pcdi dos dc cmprcgo ou ou|ros íavorcs, con|ra ccrca dc um pcdido dcsscs por dia
na Emilia-Romagna. Por ou|ro l ado, o consclhciro da Emili a diz rcccbcr ccrca dc
um cidadáo por di a para |ra|ar dc alguma qucs|áo dc in|crcssc publico, um |ipo
dc assun|o quc pra|icamcn|c nunca c |ra|ado com um consclhciro da Pugl i a ou
da Basili ca|a. Em s uma, os ci dadáos das rcgiõcs mai s cívicas procuram scus rc-
prcscn|an|cs com mui|o mcnos írcqucncia c, quando o íazcm, normalmcn|c c pa-
ra íalar dc polí|ica c náo dc pis|olõcs.
A|c agora nosso cxamc das carac|crís|icas quc dis|ingucm as comunidadcs cí-
vicas das mcnos cívicas conccn|rou-sc no compor|amcn|o do cidadáo comum,
mas cxis|cm |ambcm diícrcnças rcvcladoras no quc diz rcspci|o ao cara|cr das
cli|cs polí|icas nos doi s |ipos dc rcgiáo. Nas rcgiõcs mcnos cívicas, como vimos,
a polí|ica sc carac|criza por rclaçõcs vcr|icais dc au|oridadc c dcpcndcncia, |al
como corporiíicadas no sis|cma cl icn|clis|a. A polí|ica ncssas rcgiõcs c íunda-
mcn|almcn|c mais cli|is|a. As rclaçõcs dc au|oridadc na csícra polí|ica cspclham
íiclmcn|c as rcl açõcs au|ori|arias num con|cx|o social mai s amplo.
4-
Náo c dc admirar, po1an|o, quc os lídcrcs polí|icos das rcgiõcs mcnos cívicas sc-
¡am provcnicn|cs dc um scgmcn|o mais cs|rci|o da hicrarquia social . No Sul, mcnos
cívico, os nívcis dc ins|ruçáo cn|rc os cidadáos comuns sáo ligciramcn|c inícriorcs
aos do Nor|c, cm 1 971 , apcnas 2, 6% dos habi|an|cs sulis|as |inham nívcl supcrior,
con|ra 2, 9% dos nor|is|as En|rc as cli|cs polí|icas, porcm, os nívcis dc ins|ruçáo sáo
considcravclmcn|c mais altos no Sul. Somcn|c 1 3% dos consclhciros na Puglia c na
Basilica|a náo |cm íoiaçáo univcrsi|aria, con|ra 33-40% no No1c, ondc as rcgiõcs
sáo mais cívicas. Em ou|ras palavras, a cli|c rcgional das rcgiõcs mcnos cívicas c
quasc |oda provcnicn|c do scgmcn|o mais privilcgiado da populaçáo, ao passo quc
mui|os lídcrcs polí|icos das rcgiõcs mais cívicas sáo dc ongcm mais modcs|a.
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Os lídcrcs polí|icos das rcgiõcs cívicas apoiam mais cn|usi as|icamcn|c a
igual dadc polí|ica do quc scus colcgas das rcgiõcs mcnos cívi cas. Em nossos pri-
mciros cncon|ros com os consclhciros rcccm-clci|os cm 1 970, os das rcgiõcs
mai s cívicas, como a Emilia-Romagna c a Iombardia, mos|raram-sc mai s sim-
pa|icos a idcia da par|icipaçáo popular nos assun|os rcgionai s, cnquan|o os lí-
dcrcs das rcgiõcs mcnos cívicas mos|raram-sc mais cc|icos.
¯ |
Naquclcs piimciros anos, os lídctcs polí|icos das tcçiõcs mais cívicas cxal|avam
a rcíorma rcgional como uma opor|unidadc para ampliar a dcmocracia popular na
! ! ö ./- :. . . 4
!|alia, mas os lídcrcs das rcgrccs mcnos cívicas cs|avam a|urdidos com cssa rc-
|orica populis|a quc rcclamava mai s podcrcs para o povo. A mcdida quc a nova
ins|i|uiçáo i a amadurcccndo nos anos 70 c a cuíoria i nicial sc csvanccia, os lídcrcs
rcgionai s i|alianos quc an|cs cnal|cciam a dcmocracia dirc|a íoram-sc |ornando
mai s circunspcc|os. Em |odo o país, os csíorços para aumcn|ar a par|icipaçáo po-
pular no govcrno rcgional íoram ccdcndo o passo a prcocupaçáo com a cíicicnci a
c a cíicacia adminis|ra|i vas. Mcsmo assim, con|inuou havcndo ní|idas diIcrcnças
cn|rc os lídcrcs das divcrsas rcgiõcs no |ocan|c ao apoio dado a igualdadc polí|ica.
Algumas dcssas diícrcnças dc pct!il podcm scr cap|adas a|ravcs dc qua|ro
i |cns quc submc|cmos aos consclhciros rcgionais cm |odas as qua|ro sondagcns
rcalizadas dc 1 970 a 1 988 c com os quai s clcs dcvcriam simplcsmcn|c concordar
ou discordar. Os rcsul|ados íoram por nos combinados num unico índicc dc
apoio a igual dadc polí|ica. Os consclhciros quc mai s somaram pon|os ncssc ín-
dicc sáo igual i|arios conícssos. Ia os quc íizcram mcnos pon|os no índicc dc
apoi o a igual dadc polí|ica sc mos|ram cc|icos quan|o ao di sccrni mcn|o do ci da-
dáo comum c chcgam as vczcs a duvidar a|c do suíragio univcrsal. Para clcs dc-
vc havcr uma lidcrança íor|c, cspccial mcn|c por par|c das cli|cs |radicionai s.
A íigura 4. 8 mos|ra as ní|idas diícrcnças cn|rc as scis cli|cs rcgionais no quc
di z rcspci|o ao apoi o a igual dadc polí|ica, o quc rcílc|c quasc pcnci|amcn|c o ci-
vismo da comunidadc rcgional. Ondc as associaçõcs prospcram, ondc os cidadáos
sc in|crcssam pclas qucs|õcs comuni|arias c vo|am por convicçáo c náo por cli-
cn|cli smo, aí c quc vamos |ambcm cncon|rar lídcrcs quc acrcdi|am na dcmocra-
cia c náo na hicrarquia social c polí|ica.
F i g u r a 4 . 8
Apoi o dos l í der es 3 i gu al dade pol ít i ca e comu n i dade cívi ca
.+÷·÷s ÷, |.÷a, a a ,.a +a+÷ ,· · .a
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/no/ce oe apo/o à /gua/oaoe po//!/ca
! /s ,÷ss·as +÷«÷ ,·+÷· «··a· ÷s· |.÷ ÷· ·÷a + s.÷· ÷·· ,a·a
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z -·..as ,÷ss·as sa·÷ +÷·a·· · |.÷ - ÷ ··,a·a÷ as a ·,· ,·a.· ·
s .÷··as ,÷ss·as ÷s·÷· a s .a,a.·a+asa +÷·a· ÷s·÷,as ÷« ··.+÷+÷ s.as
··a+ ,.÷s ÷ ·· ,÷s·a a·÷s ·
+ º÷,·÷ s÷·a ÷.÷ssa· · .··a· .·a ,.s +«+.·s ····÷s ÷ .a,a.÷s |.÷
sa ·a.·a+a· ·
· ·÷ss÷s ·÷s a ,··.a,÷· - «÷·sa
Essas diIcrcnças rcgionais no quc sc rcícrc a au|cidadc polí|ica |ivcram uma in-
ílucncia proíunda c duradoura nas a|i|udcs popularcs pcran|c a propria cs|ru|ura do
govcrno i|aliano. Dois cpisodios, scparados porquasc mcio

scculo, ilus|ra� magni-
íicamcn|c cssc ía|o. o plcbisci|o dc 1 946 para man|cr ou nao a monarqua c o rc-
ícrcndo dc 1 991 sobrc rcíonua clci|oral, um vas|o con¡un|o dc propos|as visando a
inibir a ¨compra dc vo|os' c ou|ras íc!as dc clicn|clismo. Como mos|ram as íiguras
4. 9 c 4. 1 0, quan|o mais cívica cra a vida social c polí|ica dc uma rcgiáo nos anos 70,
maior a probabilidadc dc cla |cr vo|ado a íavor da rcpublica c con|ra �mon
.
arqu�a
·
3
.
0
anos an|cs, c maior a probabilidadc dc cla |cr apoiado a rcíc!a clci|oral igual|ana
mais dc uma dccada dcpois. Os cidadáos das rcgiõcs mais cívicas, assim como scus
lídcrcs, |cm uma avcrsáo gcncralizada pclas cs|ra|uras dc podcr hicrarquizadas.
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25
F i g u r a 4 . 9
Comu n i dad e cívi ca e r epu bl i can i s mo, 1 946

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Em suma, o civismo |cm a vcr com igualdadc c |ambcm com cnga¡ amcn|o.
É impossívcl cspcciíicar as complcxas concxõcs causais sub¡accn|cs a cssc con-
¡ un|o dc rclaçõcs cn|rc cli |c c massa. É inu|il indagar o quc vcm primciro ÷ o
compromisso dos lídcrcs com a igualdadc ou o compromisso dos cidadáos com
o cnga¡amcn|o. Náo podcmos sabcr a|c quc pon|o os lídcrcs cs|áo simplcsmcn|c
rcagi ndo a compc|cnci a c ao cn|usi asmo cívico ¸ou a íal|a dcs|c) do clci|orado,
ncm a|c quc pon|o o cnga¡ amcn|o cívico dos cidadáos íoi inílucnciado pcl a dis-
posiçáo ¸ou rclu|åncia) das cli|cs para |olcrar a igualdadc c inccn|ivar a par|i-
cipaçáo. As a|i|udcs da cli|c c das massas sáo na vcrdadc os doi s lados dc uma
mcsma mocda c combinam-sc num cquilíbrio quc sc rcíorça mu|uamcn|c.
No capí|ulo 5 mos|rarcmos quc cssas rclaçõcs cn|rc cli |c c massa vcm cvo-
l uindo dcsdc ha mui|o. Assi m, scria dc cs|ranhar sc as a|i |udcs dc ambas náo
íosscm congrucn|cs . Uma si|uaçáo cm quc ha¡ acli|cs au|ori|arias c massas agrcs-
sivas náo podc cons|i|uir um cquilíbrio cs|avcl , assim como uma con¡un|ura dc
lídcrcs comcdidos c scguidorcs complaccn|cs diíicilmcn|c scria mai s duradoura.
Os quadros mai s cs|avcis dc rclaçõcs cli |c-massa com quc rcalmcn|c nos dcpa-
ramos pcrmi|cm-nos comprccndcr mclhor a dinåmica da polí|ica nºs rcgi õcs cí-
vicas c mcnos cívicas. A cíicacia do govcrno rcgi onal cs|a cs|rci|amcn|c
rclaci onada com o grau cm quc o in|crcåmbio cn|rc cl i|c c massa na vida da rc-
giáo sc organiza hori zon|al ou hicrarquicamcn|c A igualdadc c uma carac|crís|ica
csscncial da comunidadc cívica
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Os lídcrcs pol í|icos das rcgmcs cívicas |ambcm sc mos|ram mais propcnsos
a |ransi gir do quc os lídcrcs das rcgiõcs mcnos cívicas. Como vcrcmos cm brc-
vc, nada prova quc a polí|i ca nas rcgiõcs cívicas cs|c¡ a mcnos su¡ ci|a a coníli|os
c con|rovcrsias, mas scus lídcrcs cs|áo mai s dispos|os a dirimir scus conHi |os. As
rcgi õcs cívicas sc carac|crizam náo pcla íal|a dc par|idarismo, mas por um par-
|idarismo abcr|o. Essc impor|an|c con|ras|c cn|rc pol í|ica cívica c polí|ica mcnos
cívica c vi sívcl na íigura 4. 1 1 , quc mos|ra a rcaçáo dos consclhciros ÷ nas qua-
|ro sondagcns por nos rcalizadas ao longo dc mai s dc 20 anos ÷ a scguin|c pro-
posiçáo. ¨Jransigir com advcrsarios polí|icos c pcri goso porquc normalmcn|c sc
acaba |raindo o proprio lado`. Na rcgiáo mais cívica, somcn|c 1 9% dos lídcrcs
polí|icos concordaram ÷ mcnos da mc|adc do índicc vcriíicado cn|rc os polí-
|icos das rcgiõcs mcnos cívicas. Os pol í|icos das rcgi õcs cívicas náo ncgam a
rcalidadc dos in|crcsscs conHi|an|cs, mas náo rccciam íazcr acordos cria|ivos.
¯1
!sso |ambcm íaz par|c das carac|crís|icas dacomunidadc cívica quc a¡udam a cx-
plicar por quc o govcrno íunci ona mclhor num |al con|cx|o.
Em |crmos opcracionai s, a comunidadc cívica sc dcíinc cm par|c pcla dcn-
sidadc da malha dc associaçõcs cul |urais c rccrca|ivas locai s. Jal dcíiniçáo cx-
clui , porcm, |rcs aíiliaçõcs quc sáo impor|an|cs para mui |os i |alianos ÷ os
sindica|os, a !grc¡ a c os par|idos polí|icos. O con|cx|o cívico cxcrcc cíci|os dis-
|in|os no |ocan|c a aíi li açáo a csscs |rcs diícrcn|cs |ipos dc organizaçáo.
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F i g u r a 4 . 11
Re s i st ênci a dos l í der es a t r an s i gi r e comu n i dade cívi ca
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! 20 ./ - :. . .4
Sindicatos
Em mui |os paíscs ¸cspccialmcn|c naquclcs ondc a si ndicali zaçáo c obrigatoria), a
aíiliaçáo aos si ndica|os c basicamcn|c invol un|aria c por|an|o |cm pouca i mpor-
|åncia cívica. Na !|al ia, porcm, a sindicalizaçáo c volun|aria c signiíica mui|o
mai s do quc simplcsmcn|c podcr |cr um dc|crminado cmprcgo.
¯4
A íragmcntaçáo
i dcologica do movimcn|o sindi cal i |aliano oícrccc um amplo lcquc dc opçõcs dc
aíil iaçáo polí|ica ÷ comunis|a, ca|olica, ncoíascis|a, socialis|a ou ncnhuma dcs-
|as . Os sindi ca|os dc |rabalhadorcs rurais c dc ¨colarinho branco' sáo mais im-
por|antcs na !|al ia do quc cm mui|os ou|ros paíscs, o quc |orna maiorcs as
possibil idadcs dc aíil iaçáo. Salva|orc Coi aíuia quc ¨a mo|ivaçáo política c a
|radiçáo idcologica' sáo mai s i mpor|an|cs do quc a cs|ru|ura ccon0mica na dc-
|crminaçáo da aíi liaçáo sindical na !|al ia.
¯¯
Iogo, a sindicalizaçáo |cm mai or im-
por|ånci a cívica na !|al i a do quc cm ou|ros paíscs.
A aíiliaçáo si ndical c mui|o mais comum nas rcgiõcs mais cívicas . Na vcr-
dadc, sua i ncidcncia c ccrca dc duas vczcs mai or nas rcgiõcs mais cívi cas, con­
siderando a ocupaçáo dos rcspondcn|cs. entre os colarinhos brancos , entre os
agricul |orcs, entre os proíissionai s libcrai s, entre os cmprcsarios au|0nomos c|c. ,
o índicc dc sindicali zaçáo c mai s clcvado nas rcgiõcs mais cívicas. Por ou|ro la-
do, a aíiliaçáo sindical náo cs|a rcl acionada com o grau dc ins|ruçáo, ncm com
a íaixa c|aria, ncm com a urbanizaçáo, c as diícrcnças por classc social sáo mc-
norcs do quc sc podcria cspcrar. A sindical i zaçáo c quasc |áo comum cn|rc os
proíissionai s libcrais c os cxccu|ivos nas rc

iõcs cívicas quan|o cn|rc os |raba-
lhadorcs manuais nas rcgiõcs mcnos cívicas. 5 O con|cx|o cívico c quasc |áo im-
por|an|c quan|o o status socio-ccon0mico como ía|or dc|ciiinan|c da si ndica-
lizaçáo na !|al i a. Nas rcgiõcs cívicas, a solidaricdadc no l ocal dc |rabalho íaz
par|c do con|cx|o mai s amplo dc solidaricdadc soci al .
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Igreja e religiosidade
A rcl igiáo organizada, pclo mcnos na !|al ia ca|olica, c uma al|crna|iva a comu-
ni dadc cívica c náo um cl cmcn|o in|cgran|c dcs|a. Ao longo da his|oria i|aliana,
a prcscnça do papado cm Roma inílucnci ou íor|cmcn|c a !grc¡ a i|aliana c suarc-
l açáo com a vida cívica. Por mai s dc J0 anos apos a uniíicaçáo, o non expedit
papal proibi u |odos os ca|ol icos dc par|iciparcm da vida polí|ica naci onal, mas
dcpoi s da !! Oucrra Mundial a !grc¡ a sc |ornou a principal parccira do par|ido
da Dcmocracia Cri s|á. Apcsar das rcíormas promovidas pclo Concílio 'a|icano !!
c do surgimcn|o dc varias corrcn|cs idcol ogicas divcrgcn|cs cn|rc os íici s, a !grc-
¡a i|aliana conscrva boa par|c do lcgado da Con|ra-Rcíorma, como por cxcmpl o
a cnfasc na hicrarqui a cclcsi as|ica c nas |radici onais vir|udcs da obcdicncia c da
acci|açáo, pclos íici s, dc sua propri a condiçáo social .
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Os vínculos vcr|i cais dc
au|oridadc sáo mais carac|crís|i cos da !grc¡ a i|ali ana do quc os vínculos hori-
zon|ais dc solidaricdadc.
No plano rcgional, |odas as maniícs|açõcs dc rcli gi osi dadc c clcrical ismo ÷
comparccimcn|o a mi ssa, casamcn|o rcligi oso ¸cm oposiçáo ao civil) , rc¡ciçáo do
divorci o, mos|ras dc idcn|idadc rcl igiosa nas pcsquisas ÷ cs|áo ncga|ivamcn|c rc-
laci onadas com o cnga¡amcn|o cívico. ¸A íigura 4. l 2 il us|ra cssc ícn0mcno. ) Jam-
- · - . ./,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º: : . . . · /. ! 2!
bcm no plano individual, parccc havcr i ncompa|ibili dadc cn|rc scn|imcn|os
rcl igiosos c cnga¡amcn|o cívico. Dos i|alianos quc váo a missa mais dc uma vcz
por scmana, 52% dizcm quc raramcn|c lccm ¡ ornais c 5 l % dizcm quc ¡ amai s dis-
cu|cm polí|i ca, cn|rc os a|cus conícssos, os índiccs corrcspondcn|cs sáo l J c
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Os quc váo a missa dcmons|ram maior sa|isíaçáo com a vida c com o rc-
gimc pol í|ico vigcn|c do quc os dcmais i|ali anos. Elcs parcccm cs|ar mai s prco-
cupados com a cidadc dc Dcus do quc com a cidadc dos homcns.
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Carga
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Nas duas primciras dccadas apos a H Oucrra Mundial, mui|os i|alianos íilia-
ram-sc a Açáo Ca|olica, uma ícdcraçáo dc associaçõcs ca|olicas laicas prcs|igiada
pcla !grc¡ a, quc buscava cn|áo sc sin|onizar com a !|alia rcccm-dcmocra|izada.
Maior organizaçáo dc massa do país aqucla cpoca, cm scu augc a Açáo Ca|olica
congrcgava quasc um dccimo da populaçáo i|aliana ÷ homcns, mulhcrcs c crian-
ças ÷ cm sua rcdc dc a|ividadcs cul |urais, rccrca|ivas c cducacionais. Essa aíi-
liaçáo |inha uma dis|ribuiçáo rcgional quc cra quasc o inverso daqucla aprcscn|ada
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pclo clcricalismo na íigura 4. 1 2. A Açáo Ca|olica cra duas ou |rcs vczcs mais íor-
|c nas rcgiõcs do Nor|c, mais cívicas c mais propcnsas ao associacionismo, do quc
nas arcas mcnos cívicas do Mczzogiorno. Ocograíicamcn|c íalando, a Açáo Ca-
|olica cra a vcrsáo ¨cívica' do ca|olici smo i|aliano. Nos anos G0, porcm, com a
rapida sccularizaçáo da socicdadc i|aliana c a agi|açáo rcinan|c na !grc¡ a apos o
Concílio 'a|icano H, a Açáo Ca|olica soírcu uma grandc dcrrocada, pcrdcndo dois
|crços dc scus mcmbros cm apcnas cinco anos c mal dcixando algum vcs|ígio a
cpoca dc nosso cs|udo.
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Na !|alia dc ho¡c, assim como na !|alia dos humanis|as
cívicos da cscola dc Maquiavcl, a comunidadc cívica c uma comunidadc sccular.
Paridos
Os par|idos polí|icos i|ali anos soubcram adap|ar-sc mui|o bcm aos con|cx|os con-
|ias|an|cs ÷ náo-cívico c cívico ÷ cm quc a|uavam. Por isso os cidadáos das rc-
giõcs mcnos cívicas sáo |áo cnga¡ ados na polí|ica par|idaria c |áo in|crcssados cm
polí|i ca quan|o os cidadáos dasrcgiõcs mais cívicas.
õ |
A aíiliaçáo aospar|idos po-
lí|icos c quasc |áo comum nas rcgiõcs mcnos cívicas quan|o nas mai s cívicas. Os
clcitorcs das rcgiõcs mcnos cívicas provavclmcn|c scn|cm-sc |áo idcntiíicados com
um par|ido quan|o os clci|orcs dasrcgiõcs mais cívi cas. Elcs íalam dc polí|ica |an-
|o quan|o os cidadáos das rcgiõcs cívicas c, como vimos, provavclmcn|c |cm mui-
|o mais con|a|o pcssoal com os lídcrcs polí|i cos. Os cidadáos das rcgiõcs mcnos
cívicas náo sáo mcnos par|idarios ncm mcnos poli|izados.
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Porcm a aíiliaçáo par|idaria c o cnga¡ amcn|o polí|ico |cm um signiíicado dis-
|in|o nas rcgiõcs mcnos cívicas. Era principalmcn|c no Mczzogiorno quc sc cos-
|umava dizcr quc a sigla PNI imprcssa nas ccdulas duran|c a cra íascis|a náo
signiíicava Partito Nazionale Fascista ¸Par|ido Nacional Iascis|a) c sim per ne­
cessità familiare ¸por ncccssidadc íamiliar). Ob|cr o íavor dos podcrosos con|inua
scndo mai s impor|an|c nas rcgiõcs mcnos cívicas . Ia os ¨con|a|os' sáo cruciais
para a sobrcvivcncia, c os mclhorcs con|a|os sáo os vcr|icai s, dc dcpcndcnci a c
dominaçáo, c náo os horizon|ai s, dc colaboraçáo c solidaricdadc. Eis como Si d-
ncy Jarrow dcscrcvc o Mczzogiorno cmpobrccido c scm scnso cívico. ¨A capa-
cidadc polí|ica no Sul da !|alia c altamente desenvolvida . . . ¸O i ndivíduo] c ao
mcsmo |cmpo al|amcn|c poli|izado c rcsis|cn|c a associaçáo sccundaria horizon|al .
Ncssc scn|ido, |odas as suas rcl açõcs sociais sáo ' pol í|icas'' .
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Em |crmos or-
ganizacionais, os par|idos polí|icos sáo inílucn|cs mcsmo nas rcgi õcs mcnos cí-
vicas, apcsar da cscasscz dc associaçõcs sccundarias, porquan|o ncssc con|cx|o
|odos os par|idos cos|umam |ornar-sc ins|rumcn|os da polí|ica do clicn|clismo.
Como vimos an|criormcn|c, náo c o grau dc par|icipaçáo polí|ica quc dis|inguc
as rcgiõcs cívicas das náo-cívicas, c sim a na|urcza dcssa par|icipaçáo.
Atitudes cívicas
A dcspci|o dc sua poli|izaçáo, os cidadáos das rcgiõcs mcnos civicas scn|cm-sc
cxplorados, alicnados, impo|cn|cs. A íigura 4. 1 3 mos|ra quc ¸cm íacc do nívcl ra-
zoavclmcn|c clcvado dc alicnaçáo obscrvado cn|rc os i|alianos) a íal|a dc i nstru-
çáo c o ambicn|c pouco cívico accn|uam o scn|imcn|o dc cxploraçáo c impo|cn-
- · - . ./,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º: : . . . · /. : zs
cia. Em |oda comuni dadc, os mais ins|ruídos scn|cm-sc mai s cíicazcs, pois a cdu-
caçáo rcprcscn|a status soci al , capacidadc pcssoal c conta|os. Mas mcsmo cssas
van|agcns náo suprcm in|ciramcn|c o cinismo c a alicnaçáo quc impcram nas rc-
giõcs mcnos cívicas da !|alia. Os cidadáos ins|ruídos das rcgiõcs mcnos cívicas
scn|cm-sc quasc táo impo|cn|cs quan|o os cidadáos mcnos i ns|ruídos das rcgiõcs
mais cívicas. A íigura 4. 1 3 mos|ra |ambcm quc o ambicn|c comuni|ario inílucncia
ainda mais a cíi caci a cn|rc os mcnos ins|ruídos do quc cntrc os mais i ns|ruídos.
Nasrcgiõcs mcnos cívicas accn|uam-sc as diícrcnças dc classc no |ocan|c ao scn-
|imcn|o dc i mpo|cncia do cidadáo.
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Náo prcci samos claborar in|crprc|açõcs psi-
codinåmicas |or|uosas accrca dcssc dcscon|cntamcnto. Con|rariamcntc ao quc su-
ccdc na comunidadc cívica mais iguali|aria c coopcra|iva, a vida numa comu-
nidadc vcr|icalmcn|c cs|ru|urada c horizon|almcn|c scgmcn|ada oícrccc a |odo
ins|an|c uma ¡us|iíi ca|iva para os scn|imcn|os dc cxploraçáo, dcpcndcncia c írus-
|raçáo, sobrc|udo na cx|rcmidadc inícrior da cscala social, mas |ambcm cm nívcis
um pouco mai s clcvados .
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F i g u r a 4 . 13
Sent i me nt o de i mpotênci a e gr au de i ns tr ução
dos ci dadãos e comu ni dade cívi ca
+ .÷ +÷ ,··-. a .« .a ÷a ··,
/ ·· v-+ · a ·· v-+ · ·a ·· .a ··
+.÷ +÷ .·. +a+÷ .«.a
/nd/ce de /mpo!énc/a c/v/ca
~ ·· " .·.··+a .· ··+·s ·s |.a··· ·÷s s÷,. ·÷s
! / a ·· a+as ,÷ss·as |.÷·..,a.a·,·s +÷ a.··· +a+÷·÷·a÷·, ··a·«·.-
z v·.- s÷ s÷

·÷ ÷·. .+· +· |.÷ ÷s·a a.··÷.÷+· à s.a«· ·a
3 . |.÷ «·.- ,÷sa ÷· .··a.··
4 /s ,÷ss·as |.÷+ · ,÷ · ,as ÷· ÷s·÷· ·÷a ÷·÷ ,·÷·..,a+as .· · |.÷
a.··÷.÷ a «·.-
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Honcs|ldadc, conílança c obscrvåncla da lcl sáo aspcc|os cnía|lzados na
malorla das dcílnlçõcs íl l osoílcas da vlr|udc cívlca. Dlz-sc quc na comunl dadc
cívlca os cldadáos proccdcm corrc|amcn|c uns com os ou|ros c cspcram rc-
ccbcr cm |roca o mcsmo |ra|amcn|o. Espcram quc scu govcrno sl ga padrõcs
clcvados c obcdcccm dc bom grado as rcgras quc lmpuscram a sl mcsmos. Nu-
ma |al comunldadc, dlz Bcn¡ aml n Barbcr, ¨os cldadáos náo íazcm ncm podcm
íazcr o quc bcm cn|cndcm, pols sabcm quc sua llbcrdadc c uma conscqucncla
dc sua dlsposlçáo para dcllbcrar c aglr dc comum acordo'.
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Numa comunl-
dadc mcnos cívlca, ao con|rarl o, ha mal or l nscgurança, os cldadáos sáo mals
dcsconíl ados , c as lcls , conccbldas pclos mal orals , sáo ícl|as para scr dcso-
bcdccldas.
Essa dcscrlçáo da comunldadc cívlca c |alvcz grandlloqucn|c, mas |ambcm
lrrcalls|a c a|c mcsmo pl cgas , como sc íora o cco dc algum compcndlo cívlco
cscol ar ha mul |o csquccldo. Curl osamcn|c, porcm, os dados rcícrcn|cs as rc-
glõcs l |allanas parcccm compa|ívcls com cssa vlsáo. As rcglõcs mcnos cívl cas
s áo as mals su¡cl |as a vclha praga da corrupçáo pol í|lca. Elas sáo o bcrço da
Maíla c dc suas varl an|cs rcgl onals.
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Embora náo sc¡ a íacl l ob|cr l ndl cadorcs
¨ob¡ c|lvos' da honcs|ldadc pol í|lca, cm nossas sondagcns naclonals pcdlmos
aos l ídcrcs comunl|arl os quc dl sscsscm sc a pol í|lca cm suas rcspcc|lvas rc-
glõcs cra mals honcs|a ou mals corrup|a do quc o normal . Os lídcrcs das rc-
glõcs mcnos cívlcas mos|raram-sc mul |o mals lncllnados a dcíl nlr como
corrup|a a sua pol í|lca rcgl onal do quc os lídcrcs das rcglõcs mals cívlcas . O
mcsmo con|ras|c p0dc scr obscrvado nas pcsqul sas dc oplnláo publlca quc rca-
l lzamos cm |oda a pcnínsul a cm l 9ST c l 9S S , como mos|ra a |abcl a 4. 5. Nas
rcglõcs cívlcas os cldadáos dcmons|raram malor coníl ança soclal c malor íc na
dl sposl çáo dc scus concldadáos para obcdcccr a lcl do quc nas rcgl õcs mcnos
cívlcas .
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Por ou|ro l ado, os cl dadáos das rcglõcs mcnos cívlcas íoram os quc
mals l nsl s|lram cm quc as au|orldadcs dcvcrl am l mpor mal or rcspcl|o a lcl c
a ordcm cm suas comunldadcs .
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Jal s dlícrcnças , no|avclmcn|c cocrcn|cs, cs|áo na ralz da dls|lnçáo cn|rc co-
munl dadcs cívl cas c comunldadcs náo-cívlcas. A vlda colc|lva nas rcglõcs cívlcas
c íaclll|ada pcla cxpcc|a|lva dc quc os ou|ros provavclmcn|c scgulráo as rcgras.
Sabcndo quc os ou|ros aglráo asslm, o mals provavcl c quc o cldadáo íaça o
mcsmo, sa|lsíazcndo asslm as cxpcc|a|lvas deles. Nas rcglõcs mcnos cívlcas,
quasc |odos cspcram quc os dcmal s vlolcm as rcgras. Parccc |ollcc obcdcccr as
rcgras do |rånsl|o, as lcl s do ílsco ou as normas prcvldcnclarlas quando sc cspcra
quc os dcmal s vcnham a dcsobcdccc-las. ¸Em l |al lano, o |ci!o usado para dc-
ílnlr cssc compor|amcn|o lngcnuo cfesso, quc |ambcm slgnlílca ¨corno'. ) En|áo,
vocc |ambcm cngana, c asslm as cínlcas c íuncs|as cxpcc|a|lvas dc |odos acabam
sc conílrmando.
- · - . ./ ,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º: : . . . · /. 1 25
Tab e l a 4 . 5
Hon est i dade , conf i ança, obs ervânci a da l e i e comu n i dade O|v' O3
+ .÷+÷... :ac÷.«.a
.|.÷÷ .·+÷· ÷a,. · .a÷s·a·÷, ÷.
.÷s· +a+÷ .. ..··.,,÷.
/ ·.
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/,.s+.÷|.÷÷,÷·a ,.+÷.s..·a·as,÷ss.as
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³Í ndi ce composto de apoi o a mai or ri gor na manutenção da l ei e da ordem:
1 . A pol íci a deve t er mai s poder para defender a l ei .
2. O governo não faz o bastante par a garanti r a ordem públ i ca.
3. Hoje em di a a autori dade não é devidamente respei tada.
4. A pol íci a tem demasi ado poder na Itál i a. (Di scorda i ntei ramente. )
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Por náo |crcm a mcsma au|odlsclpllna conílan|c dos cldadáos das rcglõcs cí-
vlcas, as pcssoas das rcglõcs mcnos cívlcas |cm quc apclar para o quc os l|all anos
chamam dc ¨íorças da ordcm', l s|o c, a pol ícla. Por mo|lvos quc cxamlnarcmos
mals dc|alhadamcn|c no capí|ulo G, os cldadáos das rcglõcs mcnos cívlcas náo dls-
põcm dc ou|ro rccurso para soluclonar o dllcmahobbcslano íundamcn|al da ordcm
publlca, pols carcccm dos vínculos horlzon|als dc rcclprocldadc colc|lva quc íun-
clonam mals cílclcn|cmcn|c nas rcglõcs cívlcas. Na íal|a dc solldarlcdadc c au-
|odlsclpllna, a hlcrarqula c a íorça cons|l|ucm a unlca al|cna|lva a anarqula.
No rcccn|c dcba|c íll osoílco cn|rc comunl|arls|as c l lbcrals, cos|uma-sc dlzcr
quc cxls|c um an|agonl smo cn|rc comunldadc c llbcrdadc. Scm duvl da lsso as
vczcs c vcrdadc, como succdcu cm Salcm, Massachusc||s. Porcm o caso l|all ano
mos|ra quc os cldadáos das rcglõcs cívlcas podcm scr mals l lbcrals ¡ us|amcn|c
por dcsíru|arcm das van|agcns do comunl|arl smo. Por lronla, sáo os l ndlvldua-
lls|as amorals das rcglõcs mcnos cívlcas quc clamam pclo cumpiimcn|o mals rl-
goroso da lcl .
! 2ö . / - :. . .4
Jodavia, o círculo vici oso cs|rci|a-sc ainda mai s. nas rcgmcs mcnos civicas,
mcsmo um govcrno com máo dc ícrro - o agcn|c quc íaz cumprir a lci ÷ aca-
ba cníraquccido pclo con|cx|o social pouco cívico. O proprio cara|cr comuni|ario
quc lcva os ci dadáos a rcclamarcm um govcrno mais íor|c |orna mcnos provavcl
a cxis|cncia dc um govcrno íor|c, ao mcnos num rcgimc dcmocra|ico. ¸Essa c
uma in|crprc|açáo razoavcl , por cxcmplo, dos i nu|cis csíorços cmprccndi dos pcl o
Es|ado i |aliano na Sicíli a nos ul|imos 50 anos, visando a comba|cr a Maíia. ) Ia
nas rcgiõcs cívicas, o govcrno brando c na|uralmcn|c mais íor|c porquc podc
con|ar com a mai or coopcraçáo c a maior au|odisciplina dos cidadáos.
Os dados quc cxaminamos i ndicam claramcn|c quc a coi sa publica c mais
bcm adminis|rada nas rcgiõcs mais cívicas . Por|an|o náo admira quc os ci dadáos
das rcgiõcs cívicas gcralmcn|c cs|c¡ am mais sa|isíci|os com a vida do quc os ci-
dadáos das rcgiõcs mcnos cívicas. Numa scrlc dc sondagcns naci onais rcalizadas
cn|rc 1 975 c 1 989, pcrgun|amos a ccrcadc 25 mil pcssoas sc cs|avam ¨mui|o sa-
|isíci|as, razoavclmcn|c sa|isíci |as, náo mui|o sa|isíci|as ou nada sa|isíci|as com a
vida quc l cvam'. A íigura 4. 1 4 mos|ra quc os cidadáos das rcgiõcs cívicas cs|áo
mui|o mai s sa|isíci|os com a vida. A íclici dadc mora numa comunidadc cívica.
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Sat i sfação com a v i da e comu n i dade cívi ca

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No plano i ndividual , os pnncipai s dc|crminan|cs da sa|isíaçáo com a vida sáo
a rcnda íamiliar c a rcligiosidadc, mas a conclaçáo com a comunidadc cívica c
- · - . ./,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º: : . . . · /. ! 2¯
b

õ-
o d pra|icamcn|c |áo íor|c quan|o csscs a|n u|os pcssoas. civts�o guar a

uma
rclaçáo |áo cs|rci|a com o dcscmpcnho lns|i|ucional c o dcscnvolvimcn|o rcgional
quc cs|a|is|icamcn|c c diíícil dis|inguir cn|rc os |rcs, sc bcm quc, marginalmcn|c,
L civismo c dc |odos o maior dc|ciiinan|c da sa|isíaçáo com a vida. Em |odo
caso, como vcrcmos mais dc|alhadamcn|c nos proximos capí|ulos, cssas |rcs ca-
rac|crís|icas da vida comuni|aria coníiguram um quadro cs|rci|amcn|c in|crligado.
A íigura 4. 1 4 mos|ra quc, ncssc scn|ido, o cara|cr dacomuni dadc cm quc sc vivc
c |áo impor|an|c quan|o as circuns|ånci as pcssoais para |razcr íclicidadc pcssoal.
O con|ras|c cn|rc comunidadcs mais cívicas c comuni dadcs mcnos cívicas quc
cmcrgc dcssc con¡ un|o dc dados c, cm mui |os aspcc|os, condizcn|c com as cs-
pcculaçõcs dos íil osoíos polí|icos . No |ocan|c a um aspcc|o impor|an|c, porcm,
nossas pcsquisas con|radizcm a maioria dos cs|udos classicos . Mui|os |coricos as-
sociaram a comuni dadc cívica a ccr|as comunidadcs prc-modcrnas, pcqucnas c
cocsas, mui|o diícrcn|cs dc nosso mundo modcrno ÷ a comunidadc cívica scria
um mundo quc ¡a pcrdcmos .
¯;
O pcnsamcn|o social con|cmporånco |omou cmprcs|ada ao sociologo alcmáo
do scculo passado Icrdi nand Jcnnics a dis|inçáo cn|rc Gemeinschaf c Gesells­
chaft ÷ is|o c, cn|rc uma conumidade |radicional , diminu|a, in|imis|a, bascada
num scnso univcrsal dc solidaricdadc, c uma sociedade modcrna, raci onalis|a,
impcssoal , bascada no cgoísmo. Jal pcrspcc|iva conduz i mcdi a|amcn|c a idci a dc
quc a comunidadc cívica c um a|avismo íadado a dcsaparcccr, dando l ugar as
grandcs aglomcraçõcs modcrnas, |ccnologicamcn|c avançadas porcm dcsumani -
zadas, quc i nduzcm a passividadc cívica c ao i ndividualismo cgoís|a. A modcr-
ni dadc c i nlmiga da civilidadc.
Nossos cs|udos mos|ram o con|rario. As arcas mcnos cívicas da !|alia sáo
prccisamcn|c as |radicionais aldcias sulis|as. Náo sc dcvc idcalizar o ethos cívico
das comuni dadcs |radicionais. A vida cm grandc par|c da !|alia |radicional c ho¡c
carac|crizada pcla hicrarquia c a cxploraçáo, c náo pcla solidaricdadc. Iamcs
Wa|son, um cs|udioso da Calabria, o bico da bo|a da !|alia c a mcnos cívica dc
|odas as 20 rcgiõcs, sal icn|a a íal|a dc coníiança cívica c dc associaçõcs .
¨A ¡t|ue|ta eatae|et|s||ea ¡ae e|aua a a|ea¸ãe ae au e|setvaaet aa Cal á|t|a é
a aeseeaí| aa¸a, aãe a¡eaas aeseeaí|aa¸a ae íetas|e| te, uas |au|éu aea|te aa ¡té·
¡t|a eeuaa|aaae, a|é uesue aes v|late]es A eeaí|aa¸a aãe é au at||,e a|aaaaa·
|e ( ) U| s|et|eauea|e, |á aua eateae|a ¡aase a|sel a|a ae assee|a¸ëes aa see| e·
aaae e| v| l , a aãe set ¡et au ea ea|te ela|e see| al l eeal (Circolo delta Caccia, dei
Nobili e|e ) ¨
¹ ·
Por ou|ro l ado, a Emi lia-Romagna, a rcgrao mai s cívi ca dc |odas, cs|a l ongc
dc scr uma 'comunidadc' no scn|ido classico ÷ a aldcia in|i mis|a i dcali zada pc-
la mcmori a popular. Ao con|rari o, a Emi lia-Romagna c uma das soci cdadcs mais
modcrnas, dinåmicas, abas|adas c |ccnologicamcn|c dcscnvolvidas da íacc da |cr-
ra. E no cn|an|o abri ga uma cx|raordinaria conccn|raçáo dc rcdcs dc s ol idaric-
dadc social c uma populaçáo do|ada dc um cspíri|o publico cx|raordinariamcn|c
dcscnvolvido ÷ um vcrdadciro complcxo dc comunidadcs cívicas. A Emilia-Ro-
! 2c ./- :. . .4
magna náo c habi |ada por an¡ os, mas, dcn|ro dc suas íron|ciras ¸c |ambcm nas
rcgi õcs vizinhas do Ccn|ro-Nor|c da !|al i a) , |odo |ipo dc açáo col c|iva, incl usivc
o govcrno, c íacili|ado por normas c sis|cmas dc cnga¡ amcn|o cívico. Como vc-
rcmos no capí|ul o 5, |ais normas c sis|cmas cs|áo proíundamcn|c arrai gados nas
|radiçõcs rcgi onais, mas scria absurdo classiíicar a Emi lia-Romagna como uma
socicdadc ¨|radi ci onal '. As rcgiõcs mais cívicas da !|al ia ÷ as comunidadcs on-
dc os cidadáos sc scn|cm ap|os a par|icipar da dclibcraçáo colc|iva sobrc as op-
çõcs publicas c ondc cssas opçõcs mcl hor sc |raduzcm cm polí|icas publicas
cíc|ivas - abrigam algumas das cidadcs mais modcrnas da pcnínsula. A mo-
dcrnizaçáo náo indica ncccssariamcn|c o ocaso da comunidadc cívica.
Podcmos rcsumir dc modo bcm simplcs as cons|a|açõcs quc íizcmos a|c ago-
ra ncs|c capí|ul o. Em ccr|as rcgi õcs da !|alia cxis|cm mui|as socicdadcs o!c0-
nicas, clubcs dc íu|cbol, cl ubcs dc orni |oíilos c Ro|ary Clubs. A maiori a dos
cidadáos dcssas rcgiõcs acompanha a|cn|amcn|c os assun|os comuni|ari os nos
¡ ornais di ari os. El cs sc cnvolvcm nos ncgocios publ icos, mas náo dcvido a po-
l í|ica pcrsonal is|a ou clicn|cl is|a. Coníiam cm quc |odos proccdam conc|amcn|c
c obcdcçam a lci . Ncssas rcgiõcs, os lídcrcs sáo razoavclmcn|c honcs|os. Acrc-
di|am no govcrno popular c dispõcm-sc a cn|rar cm acordo com scus advcrsarios
polí|icos. Jan|o os cidadáos quan|o os lídcrcs cn|cndcm quc a igualdadc c con-
gcnial. As rcdcs sociai s c polí|icas sc organizam horizon|almcn|c c náo hicrar-
quicamcn|c. A comunidadc val oriza a soli daricdadc, o cnga¡ amcn|o cíico, a
coopcraçáo c a honcs|idadc. O govcrno íunciona.
¯!
Náo admira quc ncssas rc-
giõcs o povo cs|c¡a con|cn|c '
No ou|ro polo cs|áo as rcgiõcs ¨náo-cívicas', dcvidamcn|c carac|crizadas pclo
|crmo íranccs incivis me '¹ Nclas a vida publica sc organiza hicrarquicamcn|c, cm
vcz dc hori zon|almcn|c, c o proprio concci |o dc ¨cidadáo' c dcíormado. Do pon-
|o dc vis|a do indivíduo, a coisa publica c problcma dos ou|ros ÷ i notabili, ¨os
chcíõcs' , ¨os pol í|icos' ÷ c náo mcu. Poucos qucrcm |omar par|c das dclibc-
raçõcs sobrc o bcm publico, c poucas opor|unidadcs cxis|cm para isso. A par-
|icipaçáo polí|ica c mo|ivada pcla dcpcndcnci a ou ambiçáo pcssoai s, c náo pclo
in|crcssc colc|ivo. A aíi li açáo a associaçõcs sociais c cul|urais c i ncxprcssiva. A
rcli giosidadc individual subs|i |ui o in|crcssc publico. A corrupçáo gcralmcn|c c
considcrada a norma, mcsmo pcl os polí|icos, c cs|cs sáo cínicos com rclaçáo aos
pri ncípios dcmocra|icos . ¨Jransigir' so |cm cono|açáo ncga|iva. As lcis ¸no cn-
|cndcr da maioria) sáo íci|as para scrcm dcsobcdccidas, mas, por |cmcrcm a in-
subordinaçáo dos ou|ros, as pcssoas cxigcm mai or disciplina. Prcsos ncssa cadcia
dc círculos vici osos, quasc |odos sc scn|cm impo|cn|cs, cxplorados c i níclizcs .
Considcrando |udo isso, náo c dc admirar quc ncssas rcgiõcs o govcrno sc¡ a mc-
nos cíicaz do quc nas comuni dadcs mais cívicas .
Jal cons|a|açáo susci|a duas novas qucs|õcs impor|an|cs . com_o as regiões cí­
vicas vieram a tornar-se o que são ? c como as normas e os sistemas de en­
gajamento cívico alicerçam o bom governo ? Abordarcmos cssas qucs|õcs nos
doi s proximos capí|ulos, mas primciramcn|c cabc dizcr algumas palavras sobrc
ou|ras possívci s cxplicaçõcs para o bom ou mau dcscmpcnho dos govcrnos rc-
gi onai s .
- · - . ./,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º : : . . . · / . ! 20
OUTRAS EXPLI CAÇÕES PARA O BOM DESEMPENHO I NSTI TUCI ONAL?
Em gcral considcra-sc quc a dcsarmonia social c o coníli|o polí|ico sáo inimigos
da boa govcrnança. O conscnso c |ido como prc-rcquisi|o da dcmocracia cs|avcl.
Jal visáo |cm origcns i lus|rcs . Cíccro dissc quc ¨cn|áo, o bcm comum c da rcs-
ponsabilidadc do povo, c povo náo c qualqucr grupo dc homcns, associados dc
qual qucr mancira, c sim a rcuniáo dc um numcro considcravcl dc homcns quc
cs|áo l igados por um conscnso accrca da lci c dos dirci|os c |ambcm pcl o dcsc¡ o
dc usuíruir van|agcns rccíprocas'.
¯4
Abalado com o cspcc|ro do coníli|o social
na Irança rcvolucionaria, Edmund Burkc aíirmou quc a socicdadc bcm organi -
zada dcvc scrvis|a como uma parccria, ¨umaparccria cm |odas as cicncias, uma
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parccria cm |odas as ar|cs, uma parccna cm |o a vrr|u c c cm |o a pci ciçao .
Essc pon|o dc vis|a |ambcm ganhou adcp|os ilus|rcs cn|rc os cicn|i s|as sociais
do sccul o XX. Oabricl Almond cxal |ou a cul |ura polí|ica ¨homogcnca' dos sis-
|cmas polí|icos ¨anglo-amcricanos', aíirmando porcm quc o |ipo ¨con|incn|al'
íragmcn|ado dc si s|cma polí|ico cs|a ¨associado ao imobilismo' c c cons|an|c-
mcn|c amcaçado pcl as ¨invcs|idas do ccsarismo'.
¯õ
Oiovanni Sar|ori sus|cn|ou
quc a polarizaçáo idcologica c a íragmcn|açáo sáo |ípicas dc dcmocracias i nc-
íicicn|cs c ¨propcnsas ao colapso'.
¯¯
Quan|o maior a divisáo numa socicdadc ou
num Es|ado, mais diíícil c íormar um govcrno cs|avcl quc |cnha o conscn|imcn|o
dos govcrnados . Quan|o maior a divcrgcncia cm rclaçáo a qucs|õcs impor|an|cs,
mcnor a possibilidadc dc sc ado|ar algum programa cocrcn|c. ¨Sc |odos |ivcsscm
as mcsmas prcícrcncias polí|icas, a |arcía dc íormular programas scria mui|o
mai s íaci l '.
¯°
A supos|a rcl açáo cn|rc cocsáo social , haiioni a polí|ica c bom govcrno náo
raro cs|a implíci|a cm varias dcíiniçõcs da comunidadc cívica.
´lata keasseaa e es te¡a|l|eaaes eláss|ees eu ,etal, _e sea||uea|e ¡a|né|| ee e a
¡at||e|¡a¸ãe ¡el|||eaJ |ase|au-se e sé ¡eaeu |aseat-se aa aa|aaae see| al , tel|,|

esa
e eal |atal sãe a ex¡tessãe ¡el|||ea ae au ¡eve |eue,eaee leae-se uesue a|zet
¡ae, ¡ata eles, e e|v|sue sé é ¡ess|vel eaae ueaes se íaz aeeessát| e, eaae a ¡e·
l |||ea aãe é seaãe a ex|easãe + esíeta ¡a|l |ea ae aua v|aa eeuau ¡ae eeue¸a
|
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e ¡tesse,ae ex|etaauea e
Jai s idcias sugcriram ao nosso cs|udo uma scric dc hipo|cscs accrca dc como
a unidadc social c o conscnso polí|ico podcm cs|ar l igados ao dcscmpcnho i ns-
|i|ucional . !níclizmcn|c, nossas cxpcc|a|ivas absolu|amcn|c náo sc coníirmaram.
O bom ou mau dcscmpcnho dos govcrnos rcgionais i|al ianos mos|rou-sc |o|al -
mcn|c dcsvinculado dc quasc |odos os indicadorcs rcl a|ivos a íragmcn|açáo po-
l í|ica, pol arizaçáo idcologica c coníli|o social .
o Lxau|aaues a ¡elat|za¸ãe laeelé,|ea ae s| s|eua ¡at||aát|e - |euaaae ¡et |ase a
íet¸a aes ¡at||aes e a e¡|a|ãe aes l |aetes te,|eaa|s -, aa sa¡es|¸ãe ae ¡ae ¡aaa|e
ua| et e íesse ea|te a es¡aetaa e a a|te||a, e ¡aaa|e ua|s íet|es as eettea|es ex|te·
u| s|as, ua|s a| ûe| l set| a íetuat au ,evetae eñeaz
! 30 ./- :. . .4
o Lxau| aaues a e¡|a| ãe aes ele||etes se|te |u¡et|aa|es ¡aes|ëes see. as e eeeae:ueas,
¡tesau|aae ¡ae ¡aaa|e ueaet e eeasease aeetea aes ¡t|ae|¡a|s assaa|es, ua|et a|-
í|ealaaae |et|au es l|aetes ae ,evetae ¡ata íetualat aua es|ta|é,|a eeetea|e
o Lxau|aaues a íta,uea|a¸ãe ae s| s|eua ¡at||aát|e te,|eaal, aetea||aaae ¡ae aua ual-
||¡l|e| aaae ae ¡e¡aeaes ¡at||aes e¡es| e|ea|s|as ¡eaet|a eeu¡teue|et a es|a|| l| aaae ae
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o Lxau|aaues aaaes teíetea|es a eeaíl||es eeeaeui ees, eeue íte¡aeae| a ae ,teves, ] al -
,aaae ¡ae as |easëes see| a| s ¡eaet|au a|alat a eí|eáe| a ae ,evetae
o Lxau|aaues as a|s¡at|aaaes ,ee,táñeas ae |eeaa|e ae aeseavel v|uea|e eeeaeuiee e
+ aeue,taí|a ae eaaa teg| ãe, ¡easaaae ¡ae es ,taas ex|teues ae ueaeta|aaae e a|ta-
se ea as |easëes ea|te aua ue|té¡ele e as áteas tata|s v|z|a|as ¡eaet|au a| ñeal |at
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o lea|ues aes l|aetes eeuaa| |át|es ¡ae elass|í|easseu saas te,|ëes se,aaae aua eseala
¡ae vat| ava ae ¨eeatl ||aesa¨ a ¨eeaseasaal¨ e eeu¡ataues es tesal|aaes eeu aesses
|aa| eaaetes ae aeseu¡ea|e | as|| |ae| eaal, sa¡eaae ¡ae eaae |eavesse ua|s eeatl | |es
set| a ua|s a|í|e|l e||et eee¡eta¸ãe ¡ata aleaa¸at e|] e||ves eeuaas, e ¡ae ¡te] aa|eat|a
e ,evetae
Nenhuma dcssas invcs|i gaçõcs, porcm, oícrcccu o mcnor rcspaldo a |coria dc
quc o coníli|o social c polí|ico c incompa|ívcl com o bom govcrno. Cons|a|amos
quc ha rcgiõcs com o|imo dcscmpcnho c pouco con0i|o, como a 'cnccia, mas
|ambcm cncon|ramos rcgiõcs con0i |uosas com bom dcscmpcnho, como o Pic-
mon|c. 'criíicamos quc cxis|cm rcgiõcs com mau dcscmpcnho c mui|os coníli-
|os, como a Campånia, mas |ambcm dcscobrimos rcgiõcs conscnsuai s cu¡ os
govcrnos aprcscn|aram dcscmpcnho abaixo damcdia nacional, como a Basilica|a.
Jais conclusõcs |ambcm dcixam i mplíci|o o ía|o dc náo |crmos cncon|rado
ncnhuma corrclaçáo cn|rc coníli|o c comunidadc cívica. A comunidadc cívica
náo c cm absolu|o harmoniosa ncm |ipicamcn|c livrc dc |cnsõcs. O concci |o dc
¨dcmocracia íor|c' íormulado por Bcn¡ ami n Barbcr cap|a a na|urcza da comu-
nidadc cívica |al como cla sc maniícs|a no con|cx|o i|aliano por nos pcsquisado.
¨ A aeueetae|a íet|e |ase| a-se aa | aé|a ae aua eeuaa| aaae aa|êaeua ae e| aaaães
¡ae es|ãe aa|aes ueaes ¡et |a|etesses |eue,eaees ae ¡ae ¡el a eaaea¸ãe e|v|ea,
e ¡ae sãe ea¡azes ae |aseat e|]e||ves eeuaas e ae a,|t eeu tee| ¡tee|aaae ,ta¸as
ae sea es¡|t||e e|v|ee e +s saas |as|||a| ¸ëes ¡at||e| ¡a|| v as, e aãe ae sea al|ta|sue
ea + saa |ea |aaele A aeueetae|a íet|e é eeu¡a||vel, ea uel|et, ae¡eaae aa ¡e-
l |||ea ae eeaíl||e, aa see|el e,| a ae ¡latal| sue e aa se¡ata¸ãe ea|te as esíetas ae
a¸ãe ¡a|l | ea e ¡t| vaaa ¨
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'arias ou|ras possívcis cxplicaçõcs para o dcscmpcnho ins|i|ucional |ambcm
sc rcvclaram inconsi s|cn|cs quando coníron|adas com os dados dcrivados da cx-
pcricncia rcgional i |aliana.
- · - . ./,/. 5 . 5 - º - v - - · - . · º: : . . . · /. ! 3!
o A estabilidade social íe| ¡et vezes assee| aaa + eí|eáe|a ,evetaauea|al Ale,ea-se ¡ae
as tá¡|aas uaaaa¸as see| a| s a,tavau as |easëes see| a| s, a| laeu a sel|aaneaaae see| al
e ¡et|at|au as aetuas e as et,aa|za¸ëes ¡ae sãe e es|e|e ae ,evetae Lu aessa aaá-
l | se ¡tel|u|aat ae aeseu¡ea|e te,| eaal, eu l -¯é, eaeea|tátaues ¡teváve|s |aa|e| es ae
¡ae a |as|a||l|aaae aeue,táñea e a uaaaa¸a see| al ¡te] aa|eavau e aeseu¡ea|e,
°·
uas |al tela¸ãe aãe se eeaí|tuea eu aaál |ses al|enetes ua|s eeu¡le|as
o A educação é au aes ía|etes ¡ae ua|s |añaeae| au e eeu¡et|auea|e ¡el|||ee eu ¡aa-
se |eaa ¡at|e, |ael a|aae a l|ál| a Cea|aae, es a|aa|s a|ve|s eaaeae| eaa|s aãe ex¡l | eau
as a|íetea¸as ae aeseu¡ea|e ea|te as te,|ëes | |al|aaas É |as|,a|í|eaa|e a eettela¸ãe
ea|te e aeseu¡ea|e |as|| |ae| eaal e a ¡ateel a aa ¡e¡al a¸ãe te,| eaal ¡ae eea||aaea es-
|aaaaae ae¡e|s aes l+ aaes, |aaae u|a|ua ¡ata ae|xat a eseela A Lu| l | a- keua,aa,
te,|ãe ua|s e|v|ea e eeu e uel|et aeseu¡ea|e, e a Cal á|t|a, te,|ãe ueaes e|v| ea e
eeu e ¡|et aeseu¡ea|e, a¡tesea|au aauetes ¡ta||eauea|e | aea|| ees ae ease aesse | a-
a| eaaet ae eseelat|za¸ãe ,+é' eea|ta +:')
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U| s|et|eauea|e, a eaaea¸ãe aeve |et
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o Al ,aas ea|eaaeu ¡ae a urbanização é ae al,aua íetua |u¡et|aa|e ¡ata e aeseu-
¡ea|e |as|||ae|eaal uua vetsãe aessa || ¡é|ese leu|ta e eeuea|át|e ae |atx aeetea
aa es|a¡| aez aa v| aa tatal e sa,ete ¡ae e |eu aeseu¡ea|e aas | as|| |a|¸ëes ¡eae es|at
¡es| || vauea|e telae|eaaae eeu a at|aa|za¸ãe se,aaae au ¡tevét||e ¡e¡al at, ae ¡aal
]á alaa|ues, aas alae|as |taa|e|eaa| s |u¡eta a v| t|aae e|v|ea, e aa e|aaae, e v|e|e lsse
| u¡l|ea ¡ae e aeseu¡ea|e |as|||ae|eaal set|a ¡|et aas te,|ëes ua|s at|aa|zaaas Oa|ta
|eet|a ua|s sa||l v| aeala e |eu aeseu¡ea|e |as|| |ae|eaal ,e |alvez uesue a eeua-
a| aaae e|v|ea) +s e|aaaes uéa| as, eaae aãe |á e aaea|ua|e aa ue|té¡ele ueaetaa
aeu e |selauea|e aa zeaa tatal letéu e ía|e é ¡ae aãe eaeea|taues aeahau ||¡e
ae tela¸ãe ea|te e |auaa|e aas e|aaaes ea a aeas|aaae aeue,táí|ea e e |eu ea uaa
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·
o A estabilidade de pessoal eatae|et|za a |as|||a|¸ãe eeu |eu aeseu¡ea|e, se,aaae eet-
|as |eet| as se|te a |as|| |ae|eaal|za¸ãe A |a| xa te|a||v|aaae s|,a|ñea ¡ae es ueu|tes
es|ãe eeu¡teue||aes eeu a |as|||a|¸ãe e sea saeesse A es|a|| l|aaae ae ¡esseal |au-
|éu ,ataa|e a a|s¡ea|||l| aaae ae aau| a|s|taaetes |at|u|aaes Ceas|aeta-se ¡ae a al|a
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Cea|aae, a¡és exau|aatues aaaes ae|al|aaes teíetea|es +s se|s te,|ëes ¡et aés
selee|eaaaas, aãe eaeea|taues aea|aua eettela¸ãe ¡es||| va ea|te |eu aeseu¡ea|e |as-
|| |ae|eaal e es|a||l | aaae ae ¡esseal , se] a ae eeasel|e te,|eaal ea ae ,a||ae|e Os ae| s
eeasel|es te,| eaa|s eeu e ueaet |eu¡e uéa| e ae ¡etuaaeae|a ae eat,e ae ¡et|eae
l -¯c-·· íetau e aa Lu| l | a-keua,aa e e aa Veaée| a, ¡ae e|||vetau ¡ta||eauea|e as
uel|etes el ass| íi ea¸ëes eu aessa aaál |se ae aeseu¡ea|e |as|| |ae|eaal As l|aetaa¸as
¨aevas¨ sãe |ãe |u¡et|aa|es ¡aaa|e as l|aetaa¸as ¨ex¡et|ea|es¨ ¡ata ex¡l| eat e |eu ae-
seu¡ea|e aas |as|| |a|¸ëes
o O |eu aeseu¡ea|e ae eet|as te,ues íe| ¡et vezes a|t||a|ae ae Partido Comunista
Italiano (PC/). Lu |etues aeset||| ves, eet|auea|e aesses aaaes sãe eeu¡a||ve|s eeu
a e¡|a|ãe, l at,auea|e a|íaaa|aa ea|te as eettea|es ¡at|| aánas aa l|ál |a, ae ¡ae as te-
,| ëes eeuaa|s|as sãe ua|s |eu ,evetaaaas ae ¡ae a ua|et|a aas ea|tas lsse é +s ve-
! 32 ´/-: . .. +
zes a|t||a|ae a aaa es|ta|é,| a retaal aaa ¡ele lCl ¡ata |a¡et-se ae ¡l aae aae|eaal
aes|taaae set ea¡az ae ,evetaat |ea aes ¡laaes te,|eaal e leeal se,aaae aaa vet·
sãe aa|s e|a| ea, e lCl s| a¡lesaea|e |et| a s|ae ¡ea¡aae aes ere||es eetta¡|etes ae
exete|e|e ae ¡eaet ae a|vel aae| eaal Os ¡té¡t|es eeaaa| s|as a|t||aea sea |ea ae·
sea¡ea|e aaa|a|s|ta||ve a aa esret¸e s| s|eaá||ee ¡ata teeta|at ¡aaates eea¡e|ea|es
ea aesae a aa sease ae aetal|aaae aa|s el evaae 1eaas essas |a|et¡te|a¸ëes ea·
eettaa al,aaa vetaaae, aas es|aaes aa|s |ael |aaaes a aee||at a ¡t|ae|ta
|essa aaál |se |a|e|al, a|taa,eaae e ¡et|eae l -¯c-¯ é, sa,ete ¡ae essa a|retea¸a ae·
vea-se ae ra|e ae es eeaaa| s|as |etea assaa|ae e ¡eaet ea te,|ëes ¡at||eal ataea|e
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te,|ëes aeaes ravetee| aas ¡ela |taa|¸ãe e|v| ea, e aelas e aesea¡ea|e |eaaea teal·
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¡ea|e | as|| |ae|eaal, a eettela¸ãe ea|te ret¸a ae lCl e aesea¡ea|e | as|| |ae|eaal aãe
eta |e|alaea|e a|t||a|vel + vat|a¸ãe s|aal |âaea eea a eeaaa|aaae e|v| ea
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let ea|te
l aae, aataa|e e ¡et|eae ae aessa ¡es¡a|sa, es eeaaa| s|as ¡etaaaeeetaa aa e¡es| ¸ãe
ea ¡aase |eaas as te,|ëes, se|te|aae ae sal, eaae as eeaa| ¸ëes e|v|eas e eeeaêa| eas
sãe aeaes ravetáve| s + |ea ,evetaaa¸a seaea|e ¡aaaae e lCl ,a,eta te|a||zaae
¨lat||ae Deaeetá||ee aa Ls¡aetaa¨) assaa|t e ¡eaet ea |a| s e|teaas|âae| as aavetsas
setá ¡ess|vel aaal | sat a aíi taa¸ãe ae ¡ae e ¡at||ae aea|aaa|e |ea tela¸ãe eea a ¡aa·
l |aaae ae ,evetae

Com a possívcl cxccçáo parcial do govcrno do PC!, ncnhuma dcssas cxpli-
caçõcs suplcmcn|arcs a¡uda a comprccndcr mclhor por quc ccr|os govcrnos íun-
cionam c ou|ros náo. Os dados anali sados ncs|c capí|ulo sáo i ncquívocos. o
con|cx|o cívico c impor|an|c para o íunci onamcn|o das i ns|i |uiçõcs. O pri ncipal
ía|or quc cxpli ca o bom dcscmpcnho dc um govcrno c ccr|amcn|c a|c quc pon|o
a vida social c polí|ica dc uma rcgiáo sc aproxima do idcal da comunidadc cí-
vica. As rcgiõcs cívicas sáo pcculiarcs cm mui|os aspcc|os. A proxima qucs|áo
c. por quc ccr|as rcgiõcs sáo mais cívicas do quc ou|ras!

C A ¯ ' 1 ¹ ' O 5 -
----
Ori gens da comun i dade cívi ca
Nosso ESTUDO sobrc o dcscmpcnho dos govcrnos rcgi onais i|al ianos nos anos 70
c 80 assi nal ou o cara|cr singul ar da vida cívica cm ccr|as rcgiõcs. Scguindo L
íio dcssa mcada, vamos agora nos aproíundar no passado con|ras|an|c das rc-
giõcs da !|al i a. Nossa his|oria comcça num impor|an|c momcn|o dc |ransiçáo vc-
riíicado na pcnínsula i |aliana ccrca dc mil anos a|ras, quando os i|al ianos
cs|avam cmcrgi ndo do obscuran|i smo da !dadc Mcdi a. A !|ali a dos |cmpos mc-
dicvais, quando |cm início nossa his|oria, cs|ava mais proxima da Roma an|iga
do quc dc nossa cpoca, náo so cronologicamcn|c mas |ambcm no quc sc rcícrc
aos modos dc vida do co|idiano. Jodavi a, os padrõcs sociais quc rcmon|am a !|a-
lia mcdicval sáo íundamcn|ais para cxplicar por quc, no limi ar do sccul o XX!,
ccr|as comunidadcs sc mos|ram mai s ap|as do quc ou|ras para gcrir a vida co-
lc|iva c man|cr ins|i|uiçõcs cíicazcs.
l
O LEGADO CÍVI CO DA I TÁLI A MEDI EVAL
Os govcrnos rcgionais íoram criados cm 1 970, |cndo como pano dc íundo uma
admini s|raçáo nacional quc duran|c scculos íora al|amcn|c ccn|ralizada, mas as
proprias rcgiõcs |i nham ori gcns his|ori cas mui|o mais rcmo|as. Por um milcnio
c mci o, dcsdc a qucda dc Roma a|c mcados do scculo X!X, a !|al i a íora, nas
palavras pcrcmp|orias do cs|adis|a aus|ríaco Mc||crni ch, mcramcn|c ¨uma cx-
prcssáo gcograíica', uma congcric dc pcqucnas ci dadcs-Es|ados c domíni os sc-
micoloniais dc impcri os cs|rangciros. No con|cx|o curopcu dc modcrnos
Es|ados-naçõcs, cssa íragmcn|açáo condcnava os i |al ianos ao a|raso ccon0mico
c a marginalizaçáo pol í|i ca.
Ncm scmprc íora assim. No pcríodo mcdicval , a !|alia criara as cs|ru|uras po-
lí|icas mai s adian|adas do mundo cri s|áo. Dc ía|o, por vol|a dc 1 1 00, surgiram
cm diícrcn|cs par|cs da pcnínsula dois rcgimcs polí|icos ni|idamcn|c dis|in|os c
i gual mcn|c i novadorcs, quc vicram a |cr amplas conscqucncias sociai s, ccon0-
micas c polí|icas.
¨|e séeale Xl, ea |eaa a ¡ea|asala, e aa||,e s| s|eaa |a¡et|al ae ,evetae ~ || ·
zaa||ae ae sal e ,etaâa|ee ae Net|e - ¡assea ¡et aaa rase ae |easãe e ae·
|| l| aaae ¡ae aea|ea ¡et levá-le + aetteeaaa, ae|xaaae e ¡eaet ea aães aas ret¸as
leea| s |e sal , e eel a¡se ae ,evetae eea|tal re| tela||vaaea|e eat|e, |eaae sat,|ae
aa ¡eaetese te|ae aetaaaae al|eet¸aae aas |taa|¸ëes ||zaa||aas e áta|es , ]á ae
|et|e, |eaas as |ea|a||vas ae tes|aatat e ¡eaet |a¡enal aale,tataa, ¡tevaleeeaae
¡aase ¡ae |a|e|taaea|e e ¡t|ae|¡|e ae aa|eaea| a leeal |essa te,| ãe, ¡ae se es-
! 3 4 ./- : . . . 5
:eaae ae keaa a:é es Al¡es, as eatae:et|s:| eas aa see|eaaae |:al| aaa aea|eval ¡a·
aetaa evela| t aa|s ¡leaaaea:e, l á as eeaaaas se :etaataa vetaaae|tas e| aaaes-
Ls:aaes, ae aeae ¡ae a te,|ãe ¡eae eea ¡te¡t|eaaae set aeaea|aaaa l :ál | a ee·
aaaal ¨
:
O novo rcgimc do Sul , íundado por mcrccnari os normandos do nor|c da
Europa c scdiado na Sicília, cra si ngularmcn|c adian|ado, |an|o cm |crmos ad-
mi ni s|ra|ivos quan|o ccon0micos . ¨O grandc sobcrano Rogcrio !!, quc uniíicou
a Si cíli a, a Apul i ac a Calabria cm 1 1 30, conscrvou as i ns|i|uiçõcs dc scus prc-
dcccssorcs bi zan|inos c muçulmanos, sobrc|udo o cíi cicn|c si s|cma |ribu|ario. '
1
Apos um pcríodo dc |urbulcncia, scu succssor, Ircdcrico !!, rcs|abclcccu scu
domínio sobrc |oda a !|alia ao sul dos Es|ados papais cmcrgcn|cs c i mp0s uma
csclarccida c ampl amcn|c admirada ¨mis|ura dc burocraci a grcga c ícudal i smo
normando, porcm mais plcnamcn|c i n|cgrada num unico Es|ado do quc a cpoca
dc scus prcdcccssorcs'
+
Em 1 23 1 , Ircdcri co promulgou uma nova Cons|i|ui-
çáo, quc incluiu a primcira codiíicaçáo do dirci|o adminis|ra|ivo na Europa cm
sc|c sccul os c an|ccipou mui |os dos pri ncípi os do Es|ado au|ocra|ico ccn|ral i -
zado quc dcpoi s sc propagou no con|incn|c. As Constitutiones dc Ircdcrico rc-
prcscn|avam a aíuiaçáo do monopolio da monarquia sobrc a provi sáo da
¡ us|iça c da ordcm publica, bcm como um cnía|ico cndosso aos pri vi lcgios da
nobrcza ícudal .
¯
No con|cx|o hobbcsiano dc violcncia c anarquia gcncralizadas
quc prcdominava cm |oda a Europa mcdicval , a suprcma íunçáo do govcrno
cra impor a ordcm social.
Surprccndcn|cmcn|c, para a cpoca, o rcino normando pra|icava a |olcråncia
rcl i gi osa c dava libcrdadc dc cul|o a muçulmanos c ¡ udcus . Os rci s normandos
pa|rocinaram um cx|raordinario Horcsci mcn|o das ar|cs grcga, arabc, ¡ udai ca,
l a|ina c i |ali ana, bcm como da arqui |c|ura c das cicncias, |an|o assi m quc, dc
Rogcrio !! a Ircdcrico !!, a cor|c as vczcs cra chamada dc ¨rcpublica dos sa-
bi os'. Em 1 224, Ircdcrico íundou cm Napolcs a primcira univcrsidadc publica
curopcia, ondc sc íoiavam os íuncionarios da maquina adminis|ra|iva quc clc
mon|ara, aprovci|ando as bascs lançadas por Rogcrio no scculo an|cri or. ¨No
scu apogcu , a Sicíl i a normanda possuía a mais adian|ada burocracia do mundo
ocidcn|al . '
õ
Na csícra ccon0mica, o rcino |inha varias cidadcs quc cram prospcros ccn|ros
dc comcrci o, como Palcrmo, Amalíi, Napolcs, Mcssina, Bari c Salcrno. Ircdcrico
ampliou scus por|os c criou uma armada c uma mari nha mcrcan|c, cmbora ¸íicl
ao scu idcal au|ocra|ico) insis|issc no monopol io cs|a|al dc boa par|c do comcr-
cio do rcino, polí|ica quc náo a|cndcri a aos mclhorcs in|crcsscs do rcino no íu-
|uro. Mili|ar-diploma|a arro¡ado, orni|ologo capaz, poc|a dc |alcn|o c govcrnan|c
cria|i vo, Ircdcrico cra |ido por scus con|cmporåncos como stupor mundi, ¨a ma-
ravil ha do mundo'.
¯
¨No íinal do scculo X!!, a Sicíl ia, quc con|rol ava as ro|as
marí|imas do Mcdi|crrånco, cra o Es|ado mais ri co, mai s adi an|ado c mais or-
gani z
¿
do da Europa. '
°
No campo social c polí|ico, porcm, o Sul cra c con|i nuaria scndo cs|ri|amcn|c
au|ocra|i co, modclo dc au|oridadc quc íora rcíorçado pclas rcíormas dc Ircdc-
. - c - · º 5 / . . v . · 5/ 5 - . v ./ ! 3 5
rico. Suas Constitutiones rcaíirmaram os plcnos dirci|os ícudais dos barõcs c dc-
clararam ¨sacrilcgio' qucs|ionar as dccisõcs do sobcrano. ¨Por sua abrangcnci a c
minucia, c sobrc|udo por scu concci|o dc au|oridadc rcal , as lcis dc Ircdcrico
i lus|ram a singularidadc da Sicília na Europa ocidcn|al . O regnum pcr|cnci a ao
impcrador por von|adc dc Dcus. '
-
Jal como scu ilus|rc an|cccssor Rogcrio l,
Ircdcrico |inha uma conccpçáo mís|ica c scmidivina do papcl da monarqui a, c
scu govcrno cra bascado no rcspci|o aliado ao |cnor c, por vczcs, a crucldadc.
Quando iniciou uma campanha mili |ar con|ra as comunas do Nor|c, dissc quc o
íazia para dar uma liçáo aos quc ¨prcícriam o luxo dc uma vaga l ibcrdadc a paz
duradoura'.
| 0
As cidadcs do Su l chcgaram a dar mos|ras dc quc dcsc¡avam a au|onomia,
mas l ogo íoram incorporadas ao rcino normando c subordinadas a uma comissáo
dc íuncionarios ccn|rais c l ocais rcsponsavcl somcn|c pcran|c o rci . Os barõcs,
assim como os cidadáos, cram con|rolados pcl a adminis|raçáo rcal , mas íornc-
ciam as íorças mili|arcs quc rcspaldavam o rcgimc. Os his|oriadorcs discu|cm sc
o rcino scria mclhor dc¡
i nido como ''ícudal ', ¨burocra|ico' ou ¨absolu|i s|a', po-
rcm o mais accr|ado c dizcr quc rcunia íor|cs carac|crís|icas dc |odos csscs |rcs
rcgimcs. Em |odo caso, quai squcr vclcidadcs dc au|onomia comunal íoram cli-
minadas |áo l ogo sc maniícs|aram. A vida cívica dos ar|csáos c dos comcrcian|cs
cra ordcnada a par|ir do ccn|ro c dc cima, c náo dc dcn|ro ¸como no Nor|c). Co-
mo conclui Dcnis Mack Smi |h.
¨A s| e|l| a eta a| aaa aaa te,|ãe |as:aa:e t|ea, eaae se ¡eaet| a es¡etat ¡ae |ea·
vesse aaa v|aa at|aaa a|aâa|ea, aas a vetaaae é ¡ae l á aaaea |eave aaaa ¡a·
tee|ae eea as eeaaaas |aae¡eaaea:es ¡ae ex|s:| aa ae Net:e aa l:ál | a, |sse eta
:alvez aa aete teñexe aa ral:a ae |a|e|a:| va e|v|ea, aas aev|a-se :aa|éa ae ra:e
ae ¡ae a aeaat¡a| a aetaaaaa eta :ãe ret:e e aa:et|:át|a ¡ae aãe ¡tee|sava |a·
eea:|vat as e|aaaes eea:ta e |ateaa:e , . . ) lteaet|ee sa|eta| aea as e|aaaes ae Ls·
:aae, a|aaa ¡ae a¡atea:eaea:e | sse s|,a|r|easse saet|r|eat a eeeaea| a + ¡el|:| ea A
|| s:ét|a s| e| l| aaa eas|aata-l|e ¡ae a ¡tes¡et|aaae aav| a|a ae aaa tealeza ret:e, e
a:é eet:e ¡ea:e el e es:ava eet:e seaea:e es evea:es ¡es:et|etes v|t|aa aes:tat ¡ae
e aeseavelv|aea:e eeeaêa|ee aa s|e|l | a eessea ] as:aaea:e ¡aaaae as e|aaaes aa·
t|:|aas |aae¡eaaea:es ea ea:tas te,|ëes aa l:ál |a eeae¸ataa a ex¡aaa|t-se e ea-
t|¡aeeet ¨
· |
Quando, apos a mor|c dc Ircdcrico, o podcr rcal comcçou a dccair, os barõcs
do Sul ganharam podcr c au|onomia, porcm o mcsmo náo ocorrcu com as ci-
dadcs da rcgiáo. Com o passar dos scculos , a pronunciada hicrarqui a social |or-
nou-sc mai s c mai s dominada por uma aris|ocracia rural do|ada dc podcrcs
ícudais, cnquan|o na basc as massas camponcsas pcnavam miscravclmcn|c nos li-
mi|cs da s obrcvivcncia íísica. En|rc csscs dois scgmcn|os sociai s acanhava-sc
uma impo|cn|c c diminu|a classc mcdia dc adminis|radorcs c proíi ssi onais. Nos
sc|c scculos scgui n|cs, o Sul da !|alia scria al vo dc acirradas dispu|as cn|rc varias
dinas|ias cs|rangciras ¸sobrc|udo Espanha c Irança), mas mcsmo assim cssa cs-
|ru|ura hicrarquica pcrmancccria basicamcn|c inal|crada. O rcgimc con|inuou scn-
do uma monarqui a ícudal , náo impor|ando quáo csclarccido íossc o sobcrano, c
! 3 ö ./- : . . . 5
cn|rc cs succsscrcs dc Ircdcrlcc !! cssc a|rlbu|c rcvclcu-sc bcm mal s rarc dc quc
a ganåncla.
En|rc|an|c, nas cldadcs da !|alla sc|cn|rl cnal c ccn|ral ÷ ¨casls na sclva ícu-
dal'

÷ cs|ava surglndc uma ícrma dc gcvcrnc au|0ncmc scm prcccdcn|c. Essc
rcpubl lcanl smc ccmunal ícl acs pcuccs sc ccns|l|ulndc na prl nclpal al|crna|lva
ac rcglmc dc vassalagcm ícudal prcdcmlnan|c nc rcs|c da Eurcpa mcdlcval . A
rcspcl|c dcssa par|c da !|alla, cscrcvcu c cmlncn|c hls|crladcr Ircdcrlc Ianc. ¨Dc
sccul c `!! ac sccul c X'!, a prl nclpal carac|crís|lca quc dls|lngula a scclcdadc
l |allana das dc cu|ras rcglõcs cra a íaculdadc quc |lnham cs cldadács dc cs-
|abclcccr, scbrc|udc a|ravcs da pcrsuasác, as l cl s c as dcclsõcs quc gcvcrnavam
sua� vldas'.
l 1
Asslm ccmc c rcglmc au|ccra|lcc dc Ircdcrlcc !!, c ncvc rcglmc rcpubllcanc
ícl uma rcaçác a vlcl cncla c a anarqula quc lmpcravam na Eurcpa mcdlcval,
pcls as crucls vcndc|as cn|rc as íamíllas arls|ccra|lcas havl am asscl adc as cl da-
dcs c c campc |an|c nc Ncr|c quan|c nc Sul . Icrcm a scl uçác cnccn|rada nc
Ncr|c ícl bcm dlícrcn|c, cs|andc bascada mcncs na hlcraqul a vcr|lcal c mal s na
cclabcraçác hcrlzcn|al . As ccmunas |lvcram crlgcm nas asscclaçõcs vcl un|arlas
quc scícrmaram quandc grupcs dc vlzlnhcs¡ uraram auxll lar-sc mu|uamcn|c ccm
vl s|as a prc|cçác ccmum c a cccpcraçác cccn0mlca. ¨Embcra sc¡a cxagcrc dcs-
crcvcr as prlmclras ccmunas ccmc asscclaçõcs prlvadas, ¡a quc dcsdc c lníclc
dcvcm |cr cs|adc cnvclvldas ccm a crdcm publlca, c ía|c c quc clas sc prcc-
cupavam prlnclpalmcn|c ccm a prc|cçác dc scus mcmbrcs c dc scus ln|crcsscs
ccmuns, nác cs|andc crganlcamcn|c l lgadas as lns|l|ulçõcs publlcas dc an|lgc rc-
glmc. '
l 4
Icr vcl|a dc sccul c XH, cm Ilcrcnça, 'cncza, Bclcnha, Ocncva, �llác
c pra|lcamcn|c |cdas as prl nclpal s cldadcs da !|alla sc|cn|rlcnal c ccn|ral haviam-
sc ícrmadc ccmunas cu¡ as crlgcns hls|orlcas rcmcn|avam a csscs ccn|ra|cs sc-
clals prlmcrdlals.
Essas ccmunas cmcrgcn|cs nác cram dcmccra|lcas nc scn|ldc mcdcrnc dc
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N |crmc, pcl s scmcn|c uma mlncrl a da pcpulaçac |m a rrcr|cs pc 1 r ccs. a
vcrdadc, uma |íplca carac|crís|lca da sín|csc rcpubllcana cra a abscrçác da nc-
brcza rural pcla arl s|ccracla urbana para ícrmar um ncvc |lpc dc cl l |c scclal .
Icrcm c grau dc par|lclpaçác pcpul ar ncs n

goclcs publlccs cra cx|racrdlnarl c
scb qualsqucr crl|crlcs . Danlcl Wal cy dcscrcvc as ccmunas ccmc ¨c paraísc dc
hcmcm publlcc' c dlz quc cm Slcna, cldadc ccm aprcxlmadamcn|c 5 ml l hc-
mcns adul|cs, havl a 860 cargcs publlccs dc mclc cxpcdlcn|c, cnquan|c cm cl-
dadcs mal crcs c ccnsclhc munlclpal chcgava a ccn|ar varlcs ml l harcs dc
mcmbrcs, mul|cs dcs qual s par|lclpavam a|lvamcn|c das dcllbcraçõcs .
l õ
Ncssc
ccn|cx|c, ¨c cxl|c dc rcpubl lcanlsmc ccmunal dcpcndl a da dlspcsl çác dc scus
lídcrcs para dl vl dl r c pcdcr ccm cs cu|rcs cm pc dc lgualdadc'.
l ¯
Os mcmbrcs
dc Exccu|lvc da ccmuna cram clcl|cs scgundc ncrmas quc varlavam dc uma
cldadc para cu|ra.
l °
Os gcvcrnan|cs dc uma rcpubllca ccmunal rcccnhcclam cs
l lml |cs l cgl |lmamcn|c lmpcs|cs ac scu pcdcr. ¨Ircmul garam-sc lcls mlnuclcsas
para cclblr a vlclcncla dcs pcdcrcscs. '
l -
Asslm, a cs|ru|ura dc pcdcr nas rc-
publ lcas ccmunals cra íundamcn|almcn|c mals l lbcral c lguall|arla quc a dcs
rcglmcs ccn|cmpcrånccs curcpcus , l ncl ulndc, c cl arc, c proprlc S ul da !|alla.
. - c - · º 5/ .. v . · 5/ 5 - . v ./ ! 3 ¯
Ccm a cvcluçác da vlda ccmunal , ar|csács c ccmcrclan|cs crlaram gulldas
para mu|ua assl s|cncla, ccm ílns nác apcnas scclals mas |ambcm cs|rl|amcn|c
prcílsslcnal s.
¯0
O mals an|lgc cs|a|u|c dc gullda c c dc 'crcna, quc da|a dc
1 303 , mas ccr|amcn|c ícl ccpladc dc al gum cu|rc cs|a|u|c bcm mal s an|lgc. Els
algumas das cbrl gaçõcs dcs mcmbrcs. ¨assl s|cncla íra|cnal cm |cdc |lpc dc nc-
ccssldadc', ¨hcspl |al ldadc para ccm cs ícras|clrcs quc passam pcla cldadc' c
¨cbrlgaçác dc cícrcccr a¡ uda cm casc dc dccnça'.
¯ l
¨A vlclaçác dcs cs |a|u|cs
lmpllcava bclcc|c c cs|raclsmc scclal '
¯¯
Em brcvc csscs grupcs, ¡un|amcn|c ccm cu|rcs cldadács , passaram a rclvln-
dlcar uma rcícrma pclí|lca mal s ampla, ¨algum sl s|cma dc rcprcscn|açác c ccn-
|rclc quc garan|lssc a crdcm. ' a |ranqullldadc c a paz da cldadc'' .
¯1
¨|a ¡nae|ta ae|aae ae séeale Xlll, as ,a| laas |etaataa-se a es¡| a|a aetsal ae
aev|aea|es ¡el|||ees taa|ea| s ¡ae la|avaa ¡el a a|s|t||a|¸ãe ae ¡eaet aas eeaa·
a| aaaes ea |ases aa| s aa¡las ae ¡ae aa|es , ) A¡te¡t|ataa-se ae |etae popolo
_¡eve] eea saa ret|e eeae|a¸ãe aeaeetá|| ea let vel|a ae l !:c, e popolo eea·
¡a| s|ata aaa ¡es|¸ãe ae aes|a¡ae aas eeas|||a| ¸ëes aas ¡t|ae| ¡a| s eeaaaas ¨
:+
Asslm, cnquan|c Ircdcrlcc !! ícr|alccla a au|crldadc ícudal nc Sul , c pcdcr
pcl í|lcc nc Ncr|c ccmcçava a ul |rapassar c åmbl |c da cll|c |radlclcnal . Icr
cxcmpl c, ¨Ia cm 1 220, c ccnsclhc dc Mcdcna ccn|ava mul |cs ar|csács c lc-
¡ ls|as, ccmc pclxclrcs c rcmcndclrcs cu |rapclrcs ¸. . . ), alcm dcs scmprc nu-
mcrcscs ícrrclrcs'.
¯¯
As pra|lcas dc rcpubllcanlsmc cívlcc prcplclaram um
grau dc par|lclpaçác pcpular nas dcl lbcraçõcs publ lcas scm paralclc nc mundc
mcdlcval .
Jal s mudanças pclí|lcas íazlam par|c dc ¨dcsabrcchar da vlda assccla|lva,
ccm c surglmcn|c dc ccmunas , gulldas, scclcdadcs ccmcrclals ¸. . . ) , ncvas ícrmas
dc scl ldarlcdadc ¸quc] cxprcssavam um scn|lmcn|c mals vívldc dc lgualdadc'.
¯õ
Alcm das gulldas , crganlzaçõcs lccals ccmc vicinanze ¸assccl açõcs ccmunl|arlas) ,
populus ¸crganlzaçõcs parcqulals quc gcrlam cs bcns da lgrc¡ a l ccal c clcglam
scu parccc), ccnírarlas ¸scclcdadcs rcllglcsas para mu|ua assls|cncla) c consor­
terie ¸scclcdadcs ícrmadas para cícrcccr scgurança mu|ua) |lnham papcl prcdc-
+ ×
1

¯¯
mman|c ncs ncgccms ccas.
Os ¡ uramcn|cs dc mu|ua assl s|cncla ícl|cs pclcs mcmbrcs dcssas asscclaçõcs
cm |cdcs cs sc|crcs da scclcdadc cram mul|c parccldcs ccm cs da gullda vc-
rcncsa an|cs mcnclcnada. Em 1 1 96, cs mcmbrcs dc uma consorteria dc mag-
na|as bclcnhcscs prcmc|cram ¨a¡ udarmc-ncs uns acs cu|rcs scm dclc c a bca-
íc ¸. . . ) ncs|a scclcdadc c ¡ urarmcs quc ncnhum dc nos aglra ccn|ra cs dcmals dl-
rc|amcn|c cu pcr mclc dc |crcclrcs'. Os cs|a|u|cs da Spade ¸Espada] compagnia
( 1 285), uma das mul|as asscclaçõcs vclun|arlas dcs arrcdcrcs dc Bcl cnha, rcza-
vam quc scus mcmbrcs ¨dcvcm apclar c dcícndcr-sc uns acs cu|rcs ccn|ra |cdcs
cs hcmcns, dcn|rc da ccmuna c ícra dcl a'. A |als prcmcssas scgula-sc scmprc
um rcla|c mlnuclcsc das ncrmas da asscclaçác, lnclul ndc a a¡uda pra|lca a scr
prcs|ada acs mcmbrcs, bcm ccmc dcs mc|cdcs para dlrlmlr dlspu|as cn|rc cs
mcmbrcs.
¯°
¨Os lncvl|avcls ccníll|cs gcradcs nc sclc dcssas ccmunldadcs mals
! 3 c ./- : . . .5
ccmplcxas, cu nicsmc cn|rc clas , cxr gram advcgadcs, mcdladcrcs c cs|adls|as
ccmpc|cn|cs cu a|c uma ncva mcralldadc cívlca para lmpcdlr quc a scclcdadc
cmcrgcn|c sc dcsln|cgrassc cm l u|as l n|cs|lnas. '
¯-
Essa rlca |cssl|ura da vlda as-
sccla|l va c cs ncvcs ccs|umcs rcpubllcancs ccnícrlram a ccmuna l|allana mcdlc-
val um cara|cr slngular c anal cgc aqullc quc dcncml namcs ¸nc capí|ul c an|crlcr)
¨ccmunldadc cívlca'.
A admlnl s|raçác publlca nas rcpubllcas ccmunal s ganhcu cara|cr prcílsslcnal.
Um grupc dc cspcclalls|as cm gcvcrnc munlclpal dcscnvclvcu sls|cmas cx|rc-
mamcn|c avançadcs dc ílnanças publlcas ¸lnclulndc um mcrcadc dc |í|ul cs pu-
bl lccs ncgccl avcls a lcngc prazc), sancamcn|c dc |crras, dlrcl|c ccmcrclal,
ccn|ablll dadc, zcncamcn|c, saudc publlca, dcscnvclvlmcn|c cccn0mlcc, cducaçác
publlca, pcllclamcn|c c ccmlssõcs gcvcrnamcn|als, scmprc |rccandc ldclas ccm
cclcgas dc cldadcs vl zl nhas. Bcl cnha, ccm sua rcncmada csccla dc dlrcl|c, dc-
scmpcnhava c papcl dc ¨capl|al da !|alla ccmunal , c cssa prlmazla lnícmal sc
bascava nác nc pcdcrl c mlll|ar cu na rlqucza, mas na lldcrança ln|clcc|ual'.
10
A
ílgura da podestà, magls|radc l|lncran|c al|amcn|c capacl|adc c clcl|c pcr prazc
dc|ci!lnadc, |crncu-sc csscnclal ncs ncgoclcs ccmunal s.
1 l
Os ccnvcnlcs c cs ccn|ra|cs cram íundamcn|als cm |cdcs cs aspcc|cs davl-
da rcpubl l cana, havcndc uma mul |l dác dc |abcllács, advcgadcs c ¡ uízcs para la-
vrar, l n|crprc|ar c íazcr cumprlr |als accrdcs . Es|lma-sc quc Bclcnha, cldadc
ccm ccrca dc 50 mll habl|an|cs, |lnha 2 mll |abcll ács'

Icdc-sc, c cl arc, vcr
csscs numcrcs ccmc um índlcc dc l l|íglcs na rcpubllca, mas clcs slgnlílcam
prlnclpalmcn|c uma cxccpclcnal ccnílança ncs accrdcs cscrl|cs, na ncgcclaçác
c na l cl . Nada mcs|ra mals claramcn|c a ccn|rlbulçác slngul ar das rcpubllcas
ccmunals dc quc ls|c. numa cpcca cm quc a ícrça c a íamíll a cram as unlcas
scl uçõcs para cs dll cmas da açác cclc|lva cm cu|ras par|cs da Eurcpa, cs cl-
dadács das cldadcs-Es|adcs l |allanas ccnccbcram um ncvc mcdc dc crganlzar
a vlda cclc|lva.
A au|crldadc cclcslas|lca nas rcpubllcas ccmunals cra mínlma, nác pcrquc a
rcll glcsldadc |lvcssc sldc subs|l|uída pclc sccularlºmc, mas pcrquc a hlcrarqula
da !grc¡ a ícra supl an|ada pclas asscclaçõcs lclgas.
¨sea ¡aes||eaatea a sa¡teaae| a |eét|ea ae ¡a¡a, es e| aaaães, ¡ata |eaas as r|·
aal| aaaes ¡tá||eas, ees|aaavaa eearet|t + l,te] a, ass|a eeae aes ,evemes seea·
l ates, aaa a|aeasãe leeal , ) Lles v| aa es elét|,es aãe eeae sa¡et|etes aes
ea|tes |eaeas, aas ¡t|ae|¡alaea|e eeae setv|aetes aas eeaaa|aaaes ea] as ae·
eess|aaaes es¡|t| |aa|s eles aev|aa sa|| srazet , ) |as | sse aãe aeve set |eaaae
eeae s| aal ae al,aaa a|a|aa|¸ãe ae retvet tel |,|ese Os séeales XlV e XV retaa
aa vetaaae aaa é¡eea ¡eeal |ataea|e tel | ,| esa aa ||s|ét|a aa l|ál |a, aas essa ae·
ve¸ãe aa¡a| t|ta aa eatá|et es¡ee| al Ll a se ex¡na| a a|tavés ae eeartanas l e| ,as
l eea|s es¡ea|aaeaaea|e eeas|| |a|aas ¡ata a ¡tá||ea ea eeaaa ae a||v|aaaes |e·
aeñeea|es e tel |,|esas ¨
··
Judc lssc sc |raduzlu num grau dc cnga¡ amcn|c cívlcc l n|cnsc c scm prc-
ccdcn|c.
. - c - . º 5/ . . v . . 5/ 5 - . v ./ ! 3 0
¨Ae lea,e aas aat,eas ae Aoe e aas ¡tex|a|aaaes ae lé, se]a aa Veaée|a ea
aa L|,at| a, es e|aaaães ||a|aa aa retvetese zele ¡et saas e|aaaes, ¡ela eear|·
,ata¸ãe ae seas aes||aes ¡el||| ees, e esse sea||aea|e se|tev|vea + keaaseea¸a , )
Desae es ¡t|aéta|es aa eeaaaa, es |eaeas v|taa ¡ae, a,te,aaae-se, || a|aa et·
aea e ¡te|e¸ãe Cea e etese|aea|e aa eeaaaa, eaaa vez aa|s a v| aa aes e||a-
a| aes ¡assea a ,|tat ea |etae aas aee|sëes e aes ¡téa| es ret||r|eaaes ae ,evetae
l eeal O sea||aea|e ae ¡ae es aes||aes |etteae e raa|l| at aes |eaeas es|avaa l | ·
,aaes aes aes||aes aa eeaaaa |etaea-se ea|taa|aae a ¡ea|e ae aes¡et|at aaet e
éa|e |a|eases ¨
·+
O rapldc crcsclmcn|c dc ccmcrcro cs|ava ln|lmamcn|c assccladc a cxpansác
dc rcpubllcanlsmc cívl cc. Uma vcz cs|abclcclda a crdcm cl vll , mcrcadcrcs cu-
sadcs c amblclcscs dl l a|aram suas rclaçõcs ccmcrclal s, prlmclrc nas lmcdlaçõcs
da cldadc-Es|adc c dcpcl s chcgandc grada|lvamcn|c acs ccnílns dc mundc cc-
nhccldc. ¨Esscs mcrcadcrcs, dcncs dc ccmcrcl c mundlal , íundadcrcs dc capl-
|allsmc curcpcu, cs|cndcram scu lmpcrlc ccmcrcla| da Chlna a Orccnlåndl a. '

Iara quc mcrcadcs ccm | al ccmplcxldadc pudcsscm dcscnvclvcr-sc, cra lndls-
pcnsavcl havcr ccmunldadcs dc ccmcrclan|cs cs|rcl |amcn|c l n|cgradas, capazcs
dc man|cr l ns|l|ulçõcs ¡ urídlcas cu scml¡urídlcas para dlrlmlr ccn|rcvcrslas, |rc-
car lnícrmaçõcs c par|llhar rlsccs.

A prcspcrldadc gcrada pclc ccmcrcl c, pcr
sua vcz, a¡ udcu a mcldar c man|cr as lns|l|ul çõcs cívlcas das rcpubllcas . ¨Das
1 0 ' Ar|cs Mal crcs ' ¸cu gulldas) quc assumlram c gcvcrnc dc Ilcrcnça nc sccu-
lc X!!!, sc|c cram l l gadas ac ccmcrclc cx|crlcr. '

O dcscnvclvl mcn|c mcrcan|ll ícl vl|al para a cccncmla das rcpubl l cas. S uas
l ns|l|ulçõcs íundamcn|als ÷ mcrcadcs, dlnhclrc c lcls ÷ rcprcscn|aram a rc-
|cmada dc pra|lcas quc havlam sldc rcla|lvamcn|c bcm dcscnvclvldas nc mun-
dc cl asslcc . Ou|ra lns|l|ulçác cccn0mlca l gualmcn|c l mpcr|an|c, pcrcm, cra
l n|clramcn|c ncva. c crédito ícl lnvcn|adc nas rcpubllcas l |allanas mcdlcval s .

Ac mcsmc |cmpc cm quc c rclnc ncrmandc dc Mczzcglcrnc gczava dc uma
ncva prcspcrldadc allccrçada na hlcrarqula scclal c pclí|l ca, c rcpubllcanlsmc
cívlcc das cldadcs dc Ncr|c lançava as bascs dc uma das grandcs rcvcl uçõcs
cccn0mlcas da hls|orla mundlal , scmcn|c ccmparavcl ¸scgundc alguns hl s|crla-
dcrcs) a scdcn|arl zaçác cccrrlda nc Ncclí|lcc c a pcs|crl cr Rcvcluçác !n-
dus|rl al .
¨Nc ccn|rc dcssa |ransíc!açác cs|ava um aumcn|c cxpcncnclal dc crcdl|c. '
1-
Em cpccas an|crlcrcs, nác lmpc1a quác grandlcsas cu quác cbscuras, ccmc hcu-
vcssc apcnas mccanlsmcs rudlmcn|arcs para vlncular pcupança c l nvcs|lmcn|c, as
pcrspcc|lvas dc dcscnvclvlmcn|c cccn0mlcc cram llml|adas. Scm c crcdl|c, as ía-
míllas pcdlam acumular grandcs ícr|unas cu c Es|adc anccadar rccurscs mcdlan|c
a |iibu|açác c lnvcs|l-lcs cm grandcs cbras publlcas, ccmc as plråmldcs cu c Iar-
|cncn, mas nác havcndc mclcs dc ln|ci!cdlaçác cílclcn|c cn|rc pcupadcrcs lndl-
vlduals c lnvcs|ldcrcs lndcpcndcn|cs, c cncrmc pc|cnclal da acumulaçác dc capl|al
pr+vadc nác pcdla scr aprcvcl|adc nc crcsclmcn|c cccn0mlcc. Iara quc cssa lm-
pcr|an|c lnvcnçác scclal lcgrassc cxl|c, c ccn|cx|c slngular prcplcladc pclas rcpu-
bllcas ccmunals rcvclcu-sc íundamcn|al
! 4 0 ./- :. . .5
A dlícrcnça da rlqucza dc rcl nc sl cl l l anc, bascada na |crra, a crcsccn|c
prcspcrldadc das cldadcs-Es|adcs dc Ncr|c da !|al la advl nha das ílnanças c
dc ccmcrcl c.
40
As a|lvldadcs bancarlas c c ccmcrclc cx|crlcr dcpcndlam dc
cr�dl |c, c cs|c, para scr ícrnccl dc dc manclra cíl cl cn|c, rcqucrla ccnílança
mu|ua c a ccr|cza dc quc cs ccn|ra|cs c as l cl s quc cs rcgulavam scrlam
cxccu|adcs dc ícrma lmparclal . ¸E|l mcl cglcamcn|c, ¨crcdl|c' dcrlva dc cre­
dere, ¨crcr'. ) Icr mc|lvcs quc cxaml narcmcs mal s a íundc nc proxl mc ca-
pí|ul c, as l ns|l|ulçõcs dc rcpubl l canl smc cívl cc, a rcdc dc asscclaçõcs c a
scl l darlcdadc para alcm dcs l açcs dc parcn|cscc, carac|crís|lcas pccul l arcs as
ccmunas dc Ncr|c, ícram cruclals para quc cssa ccnílança c cssa ccr|cza sc
ccnscl l dasscm.
Ncssc scl c rlcc dc clvlsmc brc|aram mul|as lncvaçõcs na pra|lca ccmcrclal
quc ccn|rlbuíram para a prcspcrldadc, publlca c prlvada, dc Ilcrcnça c cu|ras cl-
dadcs duran|c c Rcnasclmcn|c.
¨A a|rasãe ae e:éa||e e e ua|e: ase aes eea|:a|es re:au ra|e:es aee|s|ves ¡a:a a
aeeela,eu aas e|aaaes aa l|ál | a se|ea|neaal e eea|:al aes séeales Xl e Xll Lu
Geaeva, l| sa, Veaeza e, ¡eaee ae¡e|s, lle:ea¸a, ea|:a:au eu ve,a aevas es|:a·
|é,|as ¡a:a l evaa|a: ea¡||al e e:|a: see|eaaaes. Ceue e:a ae se es¡e:a:, as :ela¸ëes
ae ¡a:ee:|a e:au au ¡:elea,auea|e aes la¸es rau|l|a:es le: vel|a ae séeale Xll
¡e:éu, aae|a:au-se ré:ualas eea|:a|aa| s ua| s ñex|ve|s, ¡assaaae-se a aee||a: �
eea|:| |a| ¸ãe ae eleuea|es ex|e:aes 1a|s uaaaa¸as :esal |a:au aa ena¸ãe aa com­
pagnia, aa commenda _eea|:a|es ua:||| uesJ, ae |aaee ae ae¡és| |es, aa ueeaa r|·
aae| á:|a e aa le|:a ae e:éa||e Ceu as aevas ¡:á||eas e a e:,aa|zaeãe aa a|| v|aaae
eeue:e| al , u| a|u|za:au-se es :|sees e au¡l|a:au-se as e¡e:|aa|aaaes ae eee¡e·
:a¸ãe e lae:e , ). Lssa ua| e: eear| aa¸a |:aaaz|a-se aa ¡aeaa aas |axas ae ] a:es
e ae aauea|e aes ae¡és| |es e |:aasre:eae|as |aaeá:|es uu es¡|:||e ae colabora­
ção ea|:e ua|aá:|es e ua|aaa|es eeue¸ea a a|raaa|:-se aas e|aaaes aa l |ál|a se·
|ea|:|eaal e eea|:al ¨

Mcdlan|c csscs c cu|rcs mccanlsmcs, a|c mcsmc cs pcqucncs pcupadcrcs pc-
dlam lnvcs|lr ncs grandcs cmprccndlmcn|cs ccmcrclal s.
¨O ra|e |ás|ee aa || s|é:|a eeeaêu|ea ea:e¡é|a ae séeale Xl l eu a|aa|e re| a ue·
||l|za¸ãe aa ¡ea¡aa¸a ¡a:a r|as ¡:eaa||ves aau ,:aa | a|ua,| aável eu séeal es aa·
|e:|e:es , . ). le| e sease eeuau ae |eaes||aaae, re:|alee|ae ¡ele sea||uer|e ae
¡e:|eaee: a aua eeuaa|aaae |a|e,:aaa, |aae¡eaaea|euea|e aas e|:|,a¸ëes eea|:a·
|aa| s, ¡ae |e:aea ¡ess|vel a |eae ||¡e ae ¡esseas ¡a:|| e| ¡a: ae ¡:eeesse ¡:eaa||ve
eeu saa ¡ea¡aa¸a ¨
+:
Em suma, nas rcpubllcas ccmunals dc Ncr|c da !|alla mcdlcval , as ncrmas c
cs sls|cmas dc par|lclpaçác cívlca pcsslbl ll |aram grandcs mclhcramcn|cs na vlda
cccn0mlca c |ambcm nc dcscmpcnhc gcvcrnamcn|al . Mudanças rcvcluclcnarlas
nas l ns|l|ulçõcs íundamcn|als da pcl í|lca c da cccncmla rcsul |aram dcssc ccn-
|cx|c scclal slngular, ccm scus vínculcs hcrlzcn|als dc cclabcraçác c scl ldarlc-
. - c - · º 5 / . . v . · 5/ 5 - . v ./ !4!
dadc cívlca, c csscs prcgrcsscs pclí|lccs c cccn0ml ccs, pcr sua vcz, ícr|alcccram
a ccmunldadc cívlca.
Nác dcvcmcs cxagcrar c lgual l |arlsmc das ccmunas ncm sua capacldadc para
rcsclvcr c ccníllIc scclal c ccn|rclar a vlclcncla. Icsslvclmcn|c mc|adc da pc-
pulaçác rcsldla cm balncs mlscravcl s .
41
Duran|c |cdc c pcrícdc a ncbrcza ccn-
|lnucu scndc um scgmcn|c lmpcr|an|c da scclcdadc, alnda quc cada vcz mals
l n|cgrada c subcrdlnada a vlda darcpubllca. Iamíllas cllgarqulcas |lnham umpa-
pcl íundamcn|al na vlda dc rcpubllcas ccmc 'cncza c Ilcrcnça, cmbcra scu pc-
dcr ícssc mcncs lncs|rl|c dc quc nc Sul . Os ncbrcs man|l nham suas cllcn|cl as.
O scc|arlsmc cra ccrrcn|c. As vcndc|as cn|rc cs clás c a vlclcncl a ¸lncluslvc ccr-
|c |lpc dc gucna dc guci1l lhas) ¡amals dcsaparcccram da vlda publlca. As |crrcs
c cs pal aclcs ícr|lílcadcs quc alnda crnamcn|am Bclcnha c Ilcrcnça lcmbram as
dcslgualdadcs scclal s c a lnscgurança gcncrallzada quc carac|crlzavam a|c mcsmc
as ccmunas mals prospcras.
Jcdavla, a mcbl lldadc scclal nas rcpubllcas cra malcr dc quc cm qual qucr
cu|ra par|c da Eurcpa aqucla cpcca. Alcm dlssc, c papcl da sclldarlcdadc cc-
l c|lva na manu|cnçác da crdcm cívlca |crncu as cl dadcs dc Ncr|c sui generis.
Icr cxcmpl c, cm 1 29 1 , um crcnls|a an0nl mc rcla|cu l accnlcamcn|c. ¨Jcndc ha-
vldc ccr|c dl s|urblc cm Iarma, qua|rc ccrpcraçõcs, ls|c c, cs açcuguclrcs, cs ícr-
rclrcs , cs sapa|clrcs c cs pclclrcs, ¡un|amcn|c ccm cs ¡uízcs c cs nc|arlcs c as
dcmals ccrpcraçõcs da cldadc, ¡uraram apclar-sc mu|uamcn|c, c, uma vcz |cma-
das ccr|as mcdldas, |cdc dls|urbl c lcgc ccsscu. '
44
Asslm, nc lníclc dc scculc X!', a !|all a prcduzlra nác apcnas um, mas dcls
mcdclcs dc gcvcrnc lncvadcrcs ccm suas rcspcc|lvas carac|crís|lcas scclal s c cul -
|urals ÷ a íamcsa arls|ccracla ícudal ncrmanda dc Sul c c ícr|ll rcpubllcanlsmc
ccmunal dc Ncr|c. ¨Os l|al l ancs ícram plcnclrcs na ar|c dc gcvcrnar, c cs Es-
|adcs l|al l ancs cm gcral |lnham mals pcdcrcs burccra|lccs para, bcm cu mal , ln-
|crvlr na vlda dc scus cldadács dc quc cs dcmals Es|adcs aqucla cpcca. '

Na
vlda cccn0mlca c scclal , asslm ccmc na pclí|lca, |an|c a mcnarqul a quan|c a rc-
publlca havlam supcradc cs dllcmas da açác cclc|lva c cs prcblcmas da vl da cc-
l c|lva quc al nda cn|ravavam c prcgrcssc cm cu|ras par|cs da Eurcpa. O
plcnclrl smc da !|all a na Eurcpa |raduzl a-sc cm |crmcs nác apcnas pclí|lccs , ccc-
n0mlccs c ar|ís|l ccs , mas |ambcm dcmcgraílccs. Ialcrmc, nc Sul, c 'cncza c
Ilcrcnça, nc Ncr|c, cada qual ccm mals dc 1 00 mll habl |an|cs , cram as |rcs
mal crcs cldadcs da Eurcpa.

Jcdavl a, cs sls|cmas lnvcn|adcs nc Ncr|c c nc Sul cram bas|an|c dlícrcn|cs,
|an|c nc quc sc rcícrc a sua cs|ru|ura ccmc as suas ccnscqucnclas. ¨Aqul sc dc-
írcn|avam duas scclcdadcs c mcdcs dc vlda dlícrcn|cs', ccncl ul c hls|crl adcr
Ichn Iarncr.

Nc Ncr|c, cs víncul cs ícudals dc dcpcndcncl a pcsscal cs|avam
dcbl ll|adcs, nc Sul , cs|avam ícr|alccl dcs. Nc Ncr|c, havla cldadács, nc Sul , vas-
sal cs. Nc Ncr|c, a au|crldadc lcgí|lma cra ¨apcnas dclcgada ¸pcl a ccmunldadc]
a íunclcnarl cs publlccs quc cram rcspcnsavcls pcran|c aquclcs quc lhcs havl am
ccníladc scus ncgoclcs'.

Nc Sul , a au|crl dadc lcgí|lma cra mcncpcll zada pcl c
rcl , quc ¸cmbcra pudcssc ccnílar |arcías admlnls|ra|lvas a scus íunclcnarlcs c
ccnílrmar cs prlvll cglcs dcs ncbrcs) so cra rcspcnsavcl pcran|c Dcus. Nc Ncr|c,
: + z ./- : . . ..
c scn|imcn|c rcl igicsc ccn|i nuava ícr|c, mas a !grc¡a cra apcnas uma cn|rc mui-
|as ins|i |uiçõ__ civis, nc Sul , a !grc¡ a cra um pcdcrcsc c ricc prcpric|aric na cr-
dcm ícudal . Nc Ncr|c, cs íundamcn|ais ccmprcmisscs c accrdcs scciai s
pclí|iccs c a|c rcl igicscs cram hcrizcn|ai s, ac passc quc nc Sul cram vcr|icai s
A

ccl abcra¸ác, a mu|ua assis|cncia, c scnsc cívicc c mcsmc a ccníiança - nác
umvcrsal , c cl arc, mas ul|rapassandc cs limi|cs dc parcn|cscc, mai s dc quc cm
qualqucr cu|ra par|c daEurcpa ncssacpcca ÷ cram as carac|crís|icas pcculiarcs
dc Ncr|c. Ia nc Sul , a pri ncipal vir|udc cra a impcsiçác da hicrarqui a c da cr-
dcm a anarquia la|cn|c.
A qucs|ác scci al prccmincn|c da !dadc Mcdia, c sine qua non dc |cdc L
prcgrcssc, cra a crdcm publ i ca. O rcubc c a cx|crsác cram ccmuns . Jal ccmc
nc rcin� ncrmandc, cabi a ac scbcranc abscl u|c cu ac mais pcdcrcsc barác l c-
cal �ícrc�cr prc|cçác c abri gc. Ou cn|ác cb|i nha-sc scgurança a|ravcs dc pac-
|cs m|crhgadcs dc assis|cnci a mu|ua cn|rc iguais - cs|ra|cgi a mais ccmplcxa
adc|ada nas rcpubl icas ccmunai s. Em ccmparaçác ccm c rcs|c da cris|andadc
ambcs cs rcgi mcs prcduziram prcspcridadc c gcvcrnc cíici cn|c, mas ¡a nc sc�
cu� c X!!! ccmcçaram a |crnar-sc cvidcn|cs as l i mi|açõcs das scl uçõcs h icrar-
qucas adc|adas nc S ul para cs dil cmas da açác ccl c|i va. Enquan|c 1 00 ancs
an|cs c Sul �á� cra cm gcral ccnsi dcradc mcncs adian|adc dc quc c Ncr|c,
agcra as rcpubhcas ccmunai s cs|avam rapidamcn|c |cmandc a di an|cira c a
suprcmacia dc Ncr|c ccn|i nuaria aumcn|andc ncs sccul cs scgui n|cs . Ic�cc a
pcucc sc ícram |crnandc cvidcn|cs as ccnscqucncias das diícrcnças cn|rc a
!|ali a ícudal c a !|ali a rcpublicana nc |ccan|c a vida ccmuni |ari a c a cs|ru|ura
scci al .
´|e uaaae reaaal , ¡tevalee|a aua etaeu vet||eal eu ¡ae as tela¸ëes ea|te es |e-
ueas etau a| |aaas ¡eles eeaee||es ae reaae e ¡tes|a¸ãe ae setv|¸es, | aves||aata
e |eueaa,eu, sea|et, vassale e setve |as e|aaaes, sat,|a aua etaeu |eozea|al
eatae

|et|zaaa ¡ela eee¡eta¸ãe ea|te |,aa| s A guilda; a confraria; a universidade
e, ae.ua ae |aae, a ,a| l aa aas ,a|laas, a aa|ãe ]atauea|aaa ae |eaes es |at,aeses,
a comuna, |eaas elas etau | as|| |a| ¸ëes et|aaas ¡ele aeve eea|ex|e e ¡ae teñe|| au
es aeves |aea| s ¨
·a
Nc scculc X!', c scc|arismc c a ícmc, a Ics|c Ncgra c a Oucrra dcs Ccm
Ancs ccmcçaram a minar c cspíri|c da ccmunidadc cívica c a cs|abili dadc dc
gcvcrnc rcpubl icanc. A dcvas|açác causada pcl a Ics|c Ncgra íci cx|racrdi naria.
mai s dc um |crçc dc |cda a pcpulaçác i|aliana - c prcvavclmcn|c mais da mc-
|adc da pcpul açác urbana - pcrcccu duran|c c |ci1ívcl vcrác dc 1 348, c sc-
brcvicram cpidcmias rcccrrcn|cs quc dcprimiram a a|ividadc cccn0mica pcr mais
dc um sccul c. Jampcucc a lidcrança pclí|ica das rcpublicas ccmunais íci pcu-
pada. dcs mcmbrcs dc Ccnscl hc dcs Sc|c clci|c cm Orvic|c nc íinal dc ¡unhc
dc 1 348, sci s ¡a haviam mcnidc cm agcs|c ÷ dizimaçác quc nác cra absclu-
|+�cn|c i nusi|ada. A ca|cdral dc Si cna, ainda inacabada quandc grasscu a pcs|c,
assrm p

crm�n

cccu - |aci|c |cs|cmunhc dc quan|c a Ics|c Ncgra havia csgc|adc
a cncrgra civrca c abaladc a vida cívica.
¯ |
. - c - · º 5 / .. v . · 5/ 5 - . v ./ : + s
Adcmais, c clamcr dcs cmba|cs cn|rc ícrças rcl igi csas c mili|arcs cx|ramurcs
rcsscava cada vcz mais al|c nas proprias rcpublicas. ¨A his|oria das ccmunas nác
pcdcri a scr scnác |urbulcn|a, pcis clas |cn|avam cxcrccr c gcvcrnc dcn|rc dc
princípi cs ccnci liarcs numa sccicdadc quc ccn|inuava scndc ícr|cmcn|c hicrar-
quica. '
¯¯
Em quasc |cda par|c, guclícs, gibcl incs c uma ccn|cna dc cu|ras íac-
çõcs cs|avam scmprc cnvclvidcs cm in|rigas c nác rarc cm l u|as sangrcn|as.
Ccn|andc ccm cxcrci|cs mcrccnari cs , cs dcspc|as [signori] c suas íamílias ga-
nharam asccndcnci a pclí|i ca. £ssas ncvas |iranias scri am ¨cx|rcmamcn|c dura-
dcuras, |cndc a signoria mcdicval cvcluídc impcrccp|ivclmcn|c a|c |ransícmar-

d
.
'
¯1
sc nc pnncrpa c rcnasccn|r s|a .
Nc inícic dc scculc X!', mais dc 200 ancs apos scu advcn|c, cs gcvcrncs
ccmunai s rcpublicancs ccmcçaram a sucumbir ac dcmínic scnhcrial, cmbcra cs
dcspc|as gcralmcn|c ccn|inuasscm prcs|igi andc as ícrmas c cs i dcais dc gcvcrnc
rcpublicanc.
¯4
Uma nc|avcl cxccçác a cssc cspc|acul c dc dccadcnci aíci um gru-
pc dc cidadcs si|uadas na !|alia sc|cn|ricnal c ccn|ral , dcsdc 'cncza nc mar
Adria|icc, passandc pcl a Emilia c a Jcscana, a|c Ocncva nc mar Jincnc, nas
quai s as |radiçõcs rcpublicanas rcvclaram-sc mais duradcuras dc quc cm cu|rcs
l ugarcs mai s ac ncr|c.
¯¯
Assim ccmc a ccru¡ a dc Mi ncrva, símbcl c da sabcdcria, so vcava nc cs-
curc, cs íil oscícs pcl í|i ccs so ccmcçaram a ar|icular as vir|udcs csscnciai s da
vi ta civil e ¸vida cívica] nc scu ccasc. O dcs|inc das ccmunas lcvcu cs |coriccs
pclí|iccs rcnasccn|is|as, scbrc|udc Maqui avcl , a rcílc|ircm scbrc as prcccndiçõcs
dc gcvcrnc rcpubl icanc cs|avcl , ccnccn|randc-sc cspccialmcn|c nc cara|cr dcs
cidadács, sua virtú civile.
Num |rcchc sumamcn|c impcr|an|c para ncssa |cn|a|iva dc ccmprccndcr c
cxi|c cu c íracassc das ins|i |uiçõcs, Maquiavcl aíirma quc c gcvcrnc rcpublicanc
¸mcsmc scndc a mclhcr ícrma dc gcvcrnc cndc íci pcssívcl i mpl an|a-l c) cs|ava
íadadc ac íracassc cndc nác hcuvcssc ccndiçõcs scci ais prcpícias. Mai s cspc-
ciíicamcn|c, cndc cs hcmcns carcciam dc vir|udc cívica c cndc a vida sccial c
cccn0mica cs|ava crganizada a mancira ícudal , ¨nunca hcuvc ncnhuma rcpublica
cu ncnhuma vida pcl í|ica, pcis cs hcmcns nascidcs cm |al mcic sác |c|almcn|c
inícnscs a qualqucr ícrma dc gcvcrnc cívicc. Nas prcvíncias assim crganizadas
¸ccmc Napclcs, clc acrcsccn|a] , ncnhuma |cn|a|iva dc cs|abclcccr uma rcpublica
pcdcri a vingar' . Ia na Jcscana, sua |cna na|al, as ccndiçõcs scciai s cram |ác ía-
vcravcis ¨quc um hcmcm sabic, íamiliarizadc ccm as an|igas ícrmas dc gcvcrnc
cívicc, ccnscguiria íacilmcn|c in|rcduzir aí uma ccns|i|uiçác cívica'. O |í|ulc dc
capí|ul c dc Maquiavcl rcsumc pci!ci|amcn|c c quc pcdcríamcs dcncminar a ¨ícr-
rca lci da ccmunidadc cívica'. ¨Quc c mui|c íacil gcrir cs ncgoci cs num Es|adc
cm quc as massas nác sc¡ am ccrrup|as , c quc, cndc cxi s|c igualdadc, c impcs-
sívcl cs|abclcccr um principadc, c cndc cl a nác cxis|c, c impcssívcl cs|abclcccr
/bl ' '
¯õ
uma rcpu rca .
As cbras dc Maqui avcl , Ouicciardi ni c cu|rcs ¨cxprcssam uma vi sác da
ccmunidadc cívica ccmc uma cn|idadc ccncrc|a c duradcura quc c i ndcpcn-
dcn|c dcs hcmcns c dcs gcvcrncs nc pcdcr cm qual qucr cpcca c digna da
aíciçác, da l cal dadc c dc apcic dc |cdcs nos'.
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Nc c
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nc dcssa i dccl cgi a da
í
: + + ./- : · . ..
vita civile cs|avu c idcal dc 'cidadác mcdcl c, diri gindc scus propri cs ncgo-
ci cs na cidadc c nc campc c par|icipandc ccnscicnci csamcn|c dcs ncgocics dc
Es|adc'.
¯ °
En|rc|an|c, nc scculc X!!!, c papadc adquirira pcdcr |cmpcral scbrc c |cr-
ri|ori c si|uadc cn|rc c rcinc da Si cília nc Sul c c dcmínic das rcpublicas cc-
munais nc Ncr|c. O papa gcvcrnava cssas |crras ccmc um mcnarca ícudal,
dcsignandc príncipcs para cs ícudcs cm |rcca dc íidclidadc, mas scu gcvcrnc cra
mcncs ccn|ralizadc c cíicicn|c quc c dc rcgimc ncrmandc dc Sul .
¯-
Dadc c pc-
dcr |cmpcral um |an|c quan|c ambíguc dc papa, quc íicara ainda mai s cníra-
quccidc nc pcrícdc dcs papadcs dc Avi gncn cn|rc 1 305 c 1 377, cs Es|adcs
papais cnglcbavam uma grandc varicdadc dc cs|ru|uras scciais c dc pra|icas pc-
lí|icas. Em ccr|as cidadcs cs |irancs l ccais rcsi s|iam a in|ci!crcncia papal , cn-
quan|c cm cu|ras ¨cs ncbrcs l u|avam cn|rc si , l cvandc c |crrcr ac campc c
íazcndc c quc bcm cn|cndcsscm, c cs bandidcs |crnavam |cda a rcgiác inscgu-
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i a . c ncrc, pcr cu rc a c, cs |crn|cncs papars Ì\ uam crma mcn|c vanas
cidadcs ccm ícr|cs |radiçõcs ccmunais, ccmc Icrrara, Ravcna, Rimini c pri nci-
palmcn|c Bcl cnha.
A íigura 5 . 1 mcs|ra cs varics rcgimcs quc carac|crizavam a !|alia nc iníci c
dc sccul c X!'
õ|
Nc mapa nc|am-sc claramcn|c qua|rc íaixas dividindc a pc-
nínsula, as quai s ccrrcspcndcm acs dlícrcn|cs graus dc rcpubl icanismc c au|c-
cracia. Dc sul para c ncr|c, sác clas .
. A ueaa:¡a|a reaaal raaaaaa ¡eles ae:uaaaes ae |ezze,|e:ae
. Os Ls|aaes ¡a¡a| s eeu saa u| s|a:a ae reaaal| sue, || :aa| a e :e¡a|l | eaa| sue
o O eea|:e ae :e¡a|l | eaa| sue, | s|e é, as eeuaaas ¡ae |av| au eease:vaae as | as|| |a| ¸ëes
:e¡a|l| eaaas ae séeale XlV
. As aa||,as á:eas :e¡a|l | eaaas ua|s ae ae:|e, ¡ae |av| au ea|ãe saeau|| ae ae aeuia| e
sea|et| al
Ha uma nc|avcl scmclhança cn|rc cssa ccníiguraçác c a dis|ribuiçác das ca-
rac|crís|icas cívicas ncs ancs 70, |al ccmc mcs|rada na íigura 4. 4. Os |cni|orics
suli s|as cu|rcra gcvcrnadcs pcl cs rci s ncrmandcs ccns|i |ucm prcci samcn|c as sc-
|c rcgiõcs mcncs cívicas ncs ancs 70. Ccm quasc a mcsma cxa|idác, cs Es|adcs
papai s ¸cxcc|c as rcpublicas ccmunais da par|c ncr|c dcs dcmínics dc papa) ccr-
rcspcndcm as |rcs cu qua|rc rcgi õcs quc vcm a scguir na cscala dc civismc ncs
ancs 70. Nc cu|rc cx|rcmc da cscala, c ccn|rc dc rcpubl icanismc cm 1 300
curicsamcn|c ccrrcspcndc as rcgiõcs mais cívicas dc hc¡ c, scguidas dc pcr|c pc-
las arcas mais ac ncr|c cu¡as |radiçõcs rcpublicanas, cmbcra gcnuínas, rcvcla-
ram-sc um pcucc mcncs rcsis|cn|cs. Iara sabcrmcs sc cssa in|rigan|c ccrrclaçác
rcprcscn|a uma vcrdadcira ccn|inuidadc his|orica cu simpl csmcn|c uma curi csa
ccincidcncia, |crcmcs quc cxami nar a cvcluçác da vida sccial c pclí|i ca i |al iana
duran|c cssc in|crvalc dc sc|c sccul cs.
. - c - · º 5/ . . v . · 5 / 5 - . v ./
: + -
F i g u r a 5 . 1
Tr ad i ções r epu bl i can as e aut ocr át i cas : I t ál i a, c . 1 300
-÷,.· .as
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..¬.a s
-s·a+.s ,a,a s
-÷ . +a º . a
.·÷s .a··a. .., c÷.···÷, & º·.÷ ·.·¬a ,÷+s , The Times ��las
.
of wor�d histor
s ÷+ ..+. : ¬÷s ...·s : --- , : z+ -,+÷ . K. Society and polttlcs h medteval ltaly:
the evolution of the civil fite, 1000-1 350. ..+. va.¬ a : -.s ¬a,a + ÷ .a·÷· ..
ftaly in the age of Dante and Petrarch: 1 21 6- 1 380. ·÷..·· ..,¬a : --. , : s.·-.
Nc sccul c X' c inícic dc scculc X'!, ncvas a|ribul açõcs ícram iníli gidas
a pcnínsul a, quandc a Espanha, a Irança c cu|ras pc|cnci as cmcrgc�|c� da Eu-
rcpa passaram a |ravar scus sangrcn|cs duclcs dinas|iccs na arcna t
.
|ahan�. As
ccnscqucncias dcmcgraíicas c cccn0micas dcssas i nvasõcs cs|r�an�cuas

�un|a-
mcn|c ccm as cpidcmias dcvas |adcras c as pcr|urbaçõcs nc ccmcrcro vcnírcadas
nc sccul c an|cricr, ícram cspccialmcn|c |rauma|icas para as ccmunas dc Ncr|c.
As pcpulaçõcs dc Brcscia c Iavia, pcr cxcmpl c, diminuíra� rcspcc|ivam�n|c
ccrca dc dcis |crçcs ncs primcircs ancs dc sccul c X'!, dcvrdc acs succssrvcs
a|aqucs c pilhagcns. Scmcn|c nc scculc X!X as cidadcs dc Ncr|c rccupcrariam
scus nívcis pcpulacicnais da !dadc Mcdia. Ia c Sul íci pcupadc dc |amanha dcs-
|ruiçác. Napcl cs,. pcr cxcmpl c, |cvc sua pcpul açác dupl icada nc scculc �' c
mais quc rcduplicada na primcira mc|adc dc scculc X'!, |crnandc-sc ¸dcp�t s �c
Iari s) a scgunda maicr cidadc curcpcia. Ac ccn|raric dcs íluxcs pcpulacronars
: + s ./- : . . . .
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:e+a|a4e |¸+a| s ea na|+a se||4a:|e4a4e Ne :+| , a ¡e|i||.a .|| ea|e|| s|a e:ana|s
¡e:seaa||s|a, aa| s ex¡|e:a4e:a, aa| s |:aas||éna, aeaes .|v|| ¨
Ne sé.+|e XViii, e :e|ae 4e Ná¡e|es, ¡+e .ea¡:eea4|a 4+as ¡a:|es , +na
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|ru|ura sccial sulis|as duran|c pclc mcncs um milcni c.
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|an|cs dc cnga¡amcn|c cívicc nc Ncr|c c nc Sul . Jcdavi a, cssc ccn|ras|c gcncricc
cnccbrc diícrcnças impcr|an|cs c pcrsis|cn|cs nc in|cricr dc cada uma dcssas par-
|cs dc país, diícrcnças dc uma rcgiác para cu|ra c a|c mcsmc dc uma prcvíncia
para cu|ra. Icr cxcmpl c, cm sua minucicsa dcscriçác da vida cm |rcs arcas da
Calabria nc scculc X!X, Iinc Arlacchi ccn|ras|a c pa|cn|c au|cri|arismc dc Crc-
|cna c a vi cl cncia cli garquica dc Oicia Jaurc ccm a surprccndcn|c |radiçác dc cc-
cpcra|ivas c mu|ua assis|cncia na vizinha Ccscn|inc. Arlacchi rclacicna cssas
|radiçõcs ccn|ras|an|cs ccm as accn|uadas diícrcnças nc |ccan|c a cs|abilidadc sc-
cial c ac prcgrcssc cccn0micc quc carac|cri zaram cssas |rcs arcas nc pcrícdc dc
pos-gucna.
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vicas cn|rc as divcrsas rcgiõcs dc Ncr|c. Iara cs|abclcccrmcs dc mcdc mais sis-
|cma|icc cs ncxcs su|is cn|rc cssas |radiçõcs c a incidcnci a da ccmunidadc cívica
dcscri|a nc capí|ulc an|cricr, |cmcs quc passardcs csbcçcs quali|a|ivcs as analiscs
quan|i|a|ivas. Jcmcs quc impcr as ncssas idcias a disciplina dcs numcrcs.
Os dadcs cs|a|ís|iccs dispcnívcis ccníirmam as ní|idas diícrcnças cbscrvadas
dc uma rcgiác para cu|ra nc |ccan|c ac asscciacicnismc c a sclidari cdadc cc-
lc|iva um sccul c a|ras. Em 1 904, pcr cxcmpl c, c numcrc dc sccicdadcs dc mu|ua
assis|cncia nc Iicmcn|c cra mai s dc sc|c vczcs maicr dc quc na Iuglia, prc-
pcrci cnal mcn|c a pcpulaçác. Em 1 915 , c numcrc dc cccpcra|ivadcs per capita
cra 1 8 vczcs maicr na Emili a-Rcmagna dc quc cm Mclisc. Jais ccnccn|raçõcs
rcgi cnai s dcpcndiam pcr sua vcz das |radiçõcs dc cclabcraçác c scciabilidadc
prccxi s|cn|cs. Nác rarc uma an|iga guilda rccncarnava numa asscciaçác rcli gicsa
nc scculc X'!ü, quc pcr sua vcz |ransícrmava-sc numa sccicdadc dc mu|ua as-
sis|cncia, a qual inccn|ivava a ícrmaçác dc cccpcra|ivas quc mai s |ardc viriam
a ccns|i|uir a basc dcs sindica|cs c dcs par|idcs pclí|iccs dc massa.
Jcdas cssas mcdcrnas maniícs|açõcs dc sclidaricdadc scci al c mcbili zaçác
pclí|ica vcriíicadas nas scis dccadas ccmprccndidas cn|rc 1 860 c 1 920 ¯ sccic-
dadcs dc mu|ua assi s|cncia, cccpcra|ivas c par|idcs pclí|iccs dc massa ÷ cs|a-
vam cs|rci|amcn|c rcl acicnadas cn|rc si. Elas |ambcm guardavam rclaçác ccm
cu|ras maniícs|açõcs dc cnga¡amcn|c cívicc c scciabil idadc, ccmc par|icipaçác
clci|cral c asscciaçõcs cul|urais c rccrca|i vas . Os i ndicadcrcs quan|i|a|ivcs nacic-
nais dc par|icipaçác cívica nc sccul c X!X sác cs scgui n|cs .
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As imprcssicnan|cs ccrrclaçõcs cxis|cn|cs cn|rc css,s varics indicadcrcs
1 lc X!X c iníci c dc
(mcs|radas cm dc|alhc nc apcndicc I) rcvcam quc, nc

sccu
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lc XX as mcsmas rcgi õcs quc man|inham cccpcra|ivas c crfcccs ciam |am-
sccu ,
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bcm as quc davam maicr apcic as sccicdadcs dc mu|��assis|cnci a c a�s

par-
|idcs dc massa, c quc cs cidadács dcssas mcsmas rcgmcs cram cs ma�
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m|c-
rcssadcs cm cxcrccr L dirci|c dc vc|c icccm-adquiridc. Ia cm cu|ras rc�i.cs,
-
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apa|ia c cs an|igcs vínculcs vcr|i cai s dc c�icn|clism� rcs|ri ngiam a pa�|rcipaçac
cívica c inibiam as maniícs|açõcs vclun|anas c hcnzcn|almcn|c crgamzadas dc
sclidaricdadc sccial .
Iara avcriguar cs an|cccdcn|cs his|oriccs dc civismc na �|alia ccn|cmpcrånca,
ccmbinamcs csscs cincc i ndicadcrcs num unico csccrc ía,cnal quc rcpr���n|a �s
|radiçõcs dc par|icipaçác cívica nc scculc X!�,

cc�c s� �c na |�bcla 5 . 1 . A �i-
gura 5 . 2 mcs|ra ccmc cssas |radiçõcs dc par|rcipaçac ct·ica vanavam cn|rc as ic-
giõcs i|alianas nc mcic scculc ccmprccndidc cn|rc aprcxima�amcn|c 1 860 c 1 9�0.
Mcsmc uma rapida ccmparaçác da íigura 5. 2 ccm a íigura 4.4 a|cs|a a im-
prcssicnan|c ccns|ånci a das |radiçõcs rcgicnais dc par|icipaçá� cí�ica ac lcngc dc
dc um scculc dc grandcs mudanças scci ais. Icdcmcs visualizar mclhcr cssa
mai s
.
·
ccn|inuidadc na íigura 5. 3, quc mcs|ra a ccrrclaçác quasc pcríci|a cn|rc ncs�c m-
dicc dc ccmunidadc cívica para cs ancs 70 c 80 c cs numcrcs rcícrcn�cs a
·
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·
a um scculc an|cs
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Nác cbs|an|c as grandcs cndas migra|cnas,
|rcipaçac civic a
×
as mudanças cccn0micas c as ccnvulsõcs scciais vcriíicadas na pcmnsula ncssc
in|crvalc as ncrmas c cs ccmpcr|amcn|cs cíviccs ccn|cmpcrånccs rcprcduzcm
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das
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|radiçõcs rcgicnai s quc cs|avam dcsdc a mu|c cs a c cci .
Tab e l a 5 . 1
Tr adi ções d e p ar ti ci pação cívi ca, 1 860- 1 920
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F i g u r a 5 . 2
Tr ad i ções cív i cas n as r egi ões i t al i anas , 1 860- 1 920
Ondc um scculc a|ras cs i|aliancs cs|avam mais ícr|cmcn|c cnga¡ adcs cm nc-
vas ícrmas dc sclidaricdadc sccial c mchi lizaçác cívica, prccisamcn|c aí cs i |a-
liancs dc hc¡c dcmcns|ram mai cr civismc cm sua vida pclí|ica c sccial. E
¡ us|amcn|c ncssas rcgiõcs a vida publica cra |ipicamcn|c cívica ha quasc um mi-
lcni c, scndc a vida ccmuni|aria i gualmcn|c cícrvcsccn|c, ccm suas guildas, con­
sorterie, asscciaçõcs lccai s c cu|ras ícrmas dc par|icipaçác cívica. A íal|a dc
dadcs cs|a|ís|i ccs adcquadcs ncs impcdc dc dcmcns|rar cssa maicr ccn|i nui dadc
ccm a mcsma prcci sác quan|i|a|iva quc c pcsívcl cm sc |ra|andc dc pcrícdc mais
rcccn|c, cmbcra as íiguras 5 . l , 5 . 2 c 4. 4 rcvclcm i ndíci cs dcssa ccn|inuidadc pcr
vcl|a dc l J00, l 900 c l 9T0. Em |cdc casc, c ri|ual cbscrvadc na íundaçác, na
vcspcra dc Na|al dc l SG5, da primcira cccpcra|iva cm Al|arc sugcrc quc cssa
ccn|inuidadc his|orica nác passcu dcspcrccbida acs proprics mcmbrcs.
Quc impcr|åncia |cm hc¡c para c dcscmpcnhc ins|i |ucicnal cssas anaigadas
|radi çõcs dc civismc! A íigura 5 . 4 aprcscn|a a ccrrclaçác cxis|cn|c cn|rc c dc-
scmpcnhc ins|i|ucicnal ncs ancs S0 c as |radiçõcs cívicas cm l SG0- l 920. A |cn-
dcncia c clara. |cria sidc pcssívcl prcvcr ccm cx|racrdinaria cxa|idác c cxi|c cu
c íracassc dc gcvcrnc rcgi cnal na !|al ia ncs ancs S0 |cmandc pcr basc c grau
dc par|icipaçác cívica cxi s|cn|c quasc um scculc an|cs.
l 11
. - c - . º 5 / . . v . . 5/ 5 - . v ./ !ö !
F i g u r a 5 . 3
Tradi ções cívi cas e comu n i d ade cívi ca cont empor ânea
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F i g u r a 5 . 4
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Tr adi ções de part i ci pação cívi ca, 1 860- 1 920,
e des empenho i n st i t uci onal , 1 978- 85
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DESENVOLVI MENTO ECONÔMI CO E TRADI ÇÕES CÍVI CAS
Na cicnc

i a sccial quan|i|a|iva, c rcamcn|c rarc dcsccbrir |cndcncias |ác pcdc-
rcsas ÷ quasc mcsmcri cas ÷ ccmc cssas quc vimcs dc cxaminar. Ac lci|cr
a|cn|c, pcrcm, ccr|amcn|c nác |cra cscapadc uma impcr|an|c l acuna cm ncssa ar-
gumcn|açác. Na !|alia ccn|cmpcrånca, a ccmuni dadc cívica cs|a cs|rci|amcn|c li-
gada acs nívcis dc dcscnvclvimcn|c sccial c cccn0micc. Dc mcdc gcral , as
rcgi õcs quc hc¡c sác cívicas sác |ambcm prospcras, i ndus|rializadas c |cm bcas
ccndiçõcs sani |ari as. !ssc pcdcria mui|c bcm signiíicar, para cs mais cc|iccs , quc
a ccmunidadc cívica c mcramcn|c cpiícncmcnal quc scmcn|c c bcm-cs|ar
cccn0micc pcdc sus|cn|ar uma cul|ura dc par|icipaçác cívica. Hc¡ c, assim ccmc
ha um scculc, c diíícil um campcncs pcbrc c dccn|c |cr cspíri|c cívicc. Acasc
nác scri a a ccn|inuidadc da cs|ru|ura cccn0mica c sccial a rcspcnsavcl pcla apa-
rcn|c ccn|i nuidadc da vida cívica! A |al ccrrclaçác mcsmcrica scra |alvcz íala-
cicsa. O quc impcr|a c a cccncmia c nác c civismc.

Os an|cccdcn|cs hi s|ori ccs aqui aprcscn|adcs põcm cm duvida |al aíirmaçác,
pcis as pcrsis|cn|cs |cndcnci as dc ccn|i nuidadc c mudança sác inccmpa|ívcis ccm
um mcrc dc|crminismc cccn0micc. Em primcirc l ugar, c advcn|c dc rcpublica-
nismc ccmunal nác parccc |cr sidc ccnscqucncia dc um nívcl i nccmum dc ri-
qucza. O dcscnvclvimcn|c cccn0micc da !|alia sc|cn|ricnal naquclc pcrícdc cra
bas|an|c i ncipicn|c, mui|c inícricr ac dc Mczzcgicrnc dc hc¡c c |alvcz mui|c i n-
ícricr ac dc Sul naqucla cpcca.
l 14
Ccmc vimcs, a prcspcridadc das rcpublicas
ccmunai s scria pcssivclmcn|c a ccnscqucnci a, |an|c quan|c a causa, das ncrmas
c dcs mccani smcs dc par|icipaçác cívica.
i 1¯
Em scgundc l ugar, as diícrcnças cívicas cn|rc c Ncr|c c c Sul ncssc mi-
lcnic parcccm |cr si dc mais ccns|an|cs dc quc as diícrcnças cccn0micas. A dc-
íasagcm cccn0mica cn|rc as duas rcgi õcs parccc quc aumcn|cu c diminuiu c
a|c mcsmc i nvcr|cu-sc cm vari cs pcrícdcs, scbrc|udc cm íunçác dcs accn|c-
cimcn|cs cx|crncs. Nc scculc X!!, c rcinc ncrmandc cra quasc |ác adian|adc
quan|c c Ncr|c, mas , ccm c advcn|c dc rcpublicanismc ccmunal, c Ncr|c (cm
cspccial as cidadcs dc Ccn|rc-Ncr|c, bcrçc dc civismc) passcu a crcsccr mais
rapi damcn|c pcr vari cs sccul cs. A par|ir dc scculc X', pcrcm, ccm a pcs|c,
a invasác cs|rangcira, as mudanças nc ccmcrcic mundial c cu|rcs chcqucs cxo-
gcncs, a supcricridadc dc Ncr|c diminuiu, |cndc |alvcz dcsaparccidc ccmplc-
|amcn|c nc scculc X'!. Bas|a lcmbrar cs migran|cs quc nc sccul c X'!
dci xavam c Ncr|c cm busca dc mclhcrcs ccndiçõcs dc vi da na prospcra Na-
pclcs. Icr cu|rc l adc, cmbcra sc¡ a diíícil mcdir ccm prccisác c hia|c cul |ural
ac l cngc dcsscs scculcs, nác cnccn|ramcs ncnhuma prcva dc quc ncsscs 1 o sc-
culcs c Sul |cnha si dc |ác cívicc quan|c c Ncr|c cm suas ncrmas c mcdclcs
dc asscciaçác.
As rcgi õcs cívi cas nác ccmcçaram scndc mai s ricas c ncm scmprc ícram
mais ricas, mas, |an|c quan|c pcdcmcs aíirmar, pcrmancccram invari avclmcn|c
mai s cívicas dcsdc c scculc X!. Jais ía|cs diíicilmcn|c ccndizcm ccm a ncçác
dc quc a par|icipaçác cívica c mcra ccnscqucncia da prcspcridadc.
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Ta b e l a 5 . 2
Tr ad i ções cív i cas e desenvo l vi mento s óci o- econ ômi co
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+ .a+.·÷s+÷+÷s÷«. « ÷·.s·..·÷....
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- 0, 22 0 , ! 4 -0, 22
- 0, 2ö
-0, 43 0, 52 -0, 20
- 0, 52 0, ö4 -0, 44
-0, 5ö 0, öö -0, 5c
-0, c4 0, c4 -0, ö¯
Quan|c ac pcrícdc dcccrridc dcsdc a uniíicaçác, dispcmcs dc maicr quan|idadc
dc dadcs quan|i|a|ivcs para avcriguar sc c dcscnvclvimcn|c cccn0micc c causa cu
prcccndiçác das ncrmas c ai1iculaçõcs cívicas. O primcirc dadc cs|a|ís|icc quc ccn-
|cs|a c mcrc dc|crminismc cccn0micc c c scguin|c. a ícr|c ccrrclaçác hc¡c cxis-
|cn|c cn|rc cccncmia c civismc nác cxis|ia um scculc a|ras. Icdcmcs dcmcns|rar
cssc impcr|an|c ía|c ccm indicadcrcs rcla|ivcs a indus|rializaçác (mcdida pclc nívcl
dc cmprcgc na agricul|ura c na indus|ria) c ac bcm-cs|ar sccial (mcdi dc pcla |axa
dc mcr|alidadc inían|il), para cs quais dispcmcs dc dadcs íidcdigncs scbrc as rc-
giõcs i|alianas ncs ul|i mcs 1 00 ancs (vcr |abcla 5. 2).
Duran|c |cdc cssc pcrícdc, a cs|ru|ura cccn0mica c c bcm-cs|ar sccial |cr-
naram-sc cada vcz mai s a¡ us|adcs acs padrõcs pra|icamcn|c i nvariavcis dc par-
|icipaçác cívica. Ccmc um pcdcrcsc campc magnc|i cc, as ccndiçõcs cívica>
ícram gradual pcrcm inclu|avclmcn|c a¡us|andc as ccndiçõcs socic-cccn0micas,
dc |al mcdc quc ncs ancs 70 a mcdcrnidadc socic-cccn0mica mcs|ra-sc cs|rci-
|amcn|c rcl acicnada ccm a ccmunidadc cívica.
l 1õ
Iara mclhcr avaliarmcs cssa |cndcncia, ccmparcmcs duas rcgiõcs quc, na vi-
rada dc scculc, scb mui|cs aspcc|cs cram ccmparavcis cm |ci!cs dc cs|ru|ura
cccn0mica c bcm-cs|ar scci al . Em 1 901 , a Emil ia-Rcmagna cs|ava apcnas dcn|rc
da mcdia naci cnal cm |ci!cs dc indus|rial izaçác, ccm 65% da ícrça dc |rabalhc
nc campc c scmcn|c 20% nas íabiicas. À gui sa dc ccmparaçác, a Cal abri a cra
l igciramcn|c mais indus|riali zada dc quc a Emilia-Rcmagna (ccm 63% dc sua
ícrça dc |rabalhc na agricul|ura c 26% na indus|ria). Na vcrdadc, a cccncmia da
Calabri a cra ¨palcc-indus|rial', pci s la a indus|ri a cra primi|iva c cs cidadács
cram mai s pcbrcs c mcncs i ns|ruídcs, cnquan|c na Emilia-Rcmagna a agricul|ura
cra rcla|ivamcn|c prospcra. Icr cu|rc l adc, a |axa dc mcr|alidadc inían|il naEmi-
: s + ./- : . . ..
lia-Rcmagna na primcira dccada dcs|c sccul c cra picr quc a mcdia nacicnal, cn-
quan|c a da Calabria cra um pcucc mclhcr quc cssa mcdi a, mui|c cmbcra as-
sus|adcra cm |crmcs absclu|cs.
l 1¯
!ndcpcndcn|cmcn|c das diícrcnças socic-
cccn0micas marginais cn|rc clas, ambas cram rcgiõcs a|rasadas.
Ia nc |ccan|c a par|icipaçác pclí|i ca c a sclidaricdadc sccial, a Emilia-Rc-
magna |i nha na virada dc scculc ¸ccmc |cm ai nda hc¡ c c ccmc aparcn|cmcn|c
|cvc quasc um milcnic an|cs) a cul|ura mais cívica dc |cda a !|alia. Icr sua vcz
a Calabria |inha ¸c ainda |cm) pcssivclmcn|c a mcncs cívica das cul|uras rcgi c-
nai s i|ali anas ÷ ícudal, íragmcn|ada, alicnada c isclada.
Nas ci|c dccadas subscqucn|cs, cticu-sc cn|rc as duas rcgiõcs um hia|c sccial
c cccn0micc dc nc|avcisprcpcrçõcs. En|rc 1 901 c 1 977, a parccla daícrça dc |ra-
balhc na indus|ria dupliccu na Emilia ¸dc 20 para 39% ), mas cíc|ivamcn|c dimi-
nuiu na Calabria ¸dc 26 para 25%) , unica rcgiác da !|alia cndc issc cccrrcu.
Oraças acs prcgrcsscs na mcdicina c na saudc publica, a mcr|alidadc inían|il di-
minuiu subs|ancialmcn|c cm |cda a !|alia, mas a Calabria pcrmancccu bcm a|ras da
Emilia-Rcmagna.
l 1°
Ncs ancs 80, a Emilia-Rcmagna, ccm uma das mais dinåmi-
cas cccncmias dc mundc, cs|ava cm vias dc |crnar-sc a mai s rica rcgiác i |aliana
c uma das mais adian|adas da Eurcpa, ac passc quc a Calabiia cra a rcgiác mais
pcbrc da !|alia c uma das mais a|rasadas da Eurcpa. Dc 1 970 a 1 988, cn|rc as 80
rcgiõcs da Ccmunidadc Eurcpcia classiíicadas pcl c I!B per capita, a Emilia-Rc-
magna pulcu dc 45º para 1 7º lugar, c maicr sal|c¡ amais rcgis|radc pcr umarcgiác
daEurcpa, cnquan|c a Calabria ccn|i nucu cs|acicnada nc ul|imc lugar duran|c |cdc
c pcrícdc.
l 1-
Jai s ccrrclaçõcs sugcrcm uma hipo|csc curi csa. |alvcz as |radiçõcs rcgicnais
dc par|icipaçác cívica nc ul|imc scculc a¡ udcm a cxplicar as a|uai s diícrcnças nc
nívcl dc dcscnvclvimcn|c. Em cu|ras palavras, |alvcz c civi smc a¡udc a cxplicar
a cccncmia, c nác c invcrsc.
Apcsar da prccaricdadc dcssas cs|a|ís|icas his|oricas, pcdcmcs usar cs dadcs
dispcnívci s para cxaminar mais dirc|amcn|c as in|crdcpcndcncias cn|rc c dcscn-
vclvi mcn|c socic-cccn0micc c as |radiçõcs dc par|icipaçác cívica.
l 40
Um |cs|c
cmpíricc simplcs c ccmparar dci s ccn¡ un|cs dc prcvi sõcs u|ilizandc cm cada ca-
sc c mcsmc ccn¡ un|c dc variavcis indcpcndcn|cs .
l l:eve: e a|vel ae aeseavel v|uea|e eeeaêu|ee aes aaes ¯c |euaaae ¡e: |ase e ae·
seavelv|uea|e e a ¡a:||e|¡a¸ãe e|v|ea ¡e: vel |a ae l -cc
! l:eve: e ,:aa ae ¡a:||e|¡a¸ãe e|v|ea aes aaes ¯c |euaaae ¡e: |ase es uesues |a-
a|eaae:es ae aeseavelv|uea|e e ¡a:||e|¡a¸ãe e|v|ea aa v| :aaa ae séeale
Sc c dc|ci!inismc cccn0micc cs|ivcr ccrrc|c, c nívcl dc dcscnvclvi mcn|c da
cccncmia nc primcirc pcrícdc prcgncs|icara c grau dc civi smc nc scgundc pc-
rícdc. Sc, pcr cu|rc ladc, a par|icipaçác cívi ca |ivcr ccnscqucncias cccn0micas,
cn|ác c grau dc civismc nc primcirc pcrícdc a¡udara a prcvcr c nívcl dc dc-
scnvclvimcn|c cccn0micc nc scgundc pcrícdc. ¸Em ambcs cs cascs, ha quc cmi-
|ir cs nívci s an|cricrcs da variavcl dcpcndcn|c, u

a vcz quc prcsumivclmcn|c c
. - c - · º 5/ .. v . · 5 / 5 - . v ./ : s .
mcl hcr prcgncs|icadcr dc uma variavcl nc scgundc pcrícdc c cs|a mcsma vana-
vcl nc primcirc pcrícdc ÷ c chamadc cíci|c ¨au|c-rcgrcssivc'. ) Em princípi c, c
clarc, ambcs cs cíci |cs pcdcm cpcrar simul|ancamcn|c, implicandc ccr|a i níl u-
cnci a rccíprcca cn|rc civi smc c cccncmia. A íigura 5.5 ilus|ra cs vari cs ncxcs
causais pcssívci s.
F i g u r a 5 . 5
Vi rt uai s i nt er ações de ci vi s mo , des envol vi me nto sóci o- econ ômi co
e d es e mpenho i n st i t uci onal : I tál i a, d écada de 1 900- década de 1 980
.« s.
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As |ccrias quc dác pricridadc a cs|ru|ura socic-cccn0mica i mpli cam quc as sc-
|as a c b sc¡am bcm ícr|cs ¸cspccialmcn|c b), cnquan|c a |ccria dc quc c civi smc
|cm ccnscqucncias socic-cccn0micas cnía|iza as sc|as a c c ¸cspccialmcn|c c) .
Icdcmcs |cs|ar ambas as |ccrias ccm parcs dc rcgrcssõcs mul|i plas, usandc as
|radiçõcs cívicas c uma dada variavcl socic-cccn0mica, |al ccmc cs|i madas pcr
vcl|a dc 1 900, para prcgncs|icar as |cndcncias cívicas c a mcsma variavcl socic-
A • I | d 70
l 4|
cccncmrca, | a ccmc csima as ncs ancs .
Os rcsul|adcs dcssc parcc cs|a|ís|icc sác incquívcccs c imprcssicnan|cs. Em
primcirc lugar, as |radiçõcs cívicas ¸|al ccmc cs|imadas nc pcrícdc 1 860- 1 920)
sác um pcdcrcsc dc|crminan|c da ccmunidadc cívica ccn|cmpcrånca, c ¸cmi |indc
as |radiçõcs cívicas) i ndicadcrcs dc dcscnvclvimcn|c socic-cccn0micc, ccmc i n-
dus|rializaçác c saudc publica, nác |cm qualqucr impac|c nc civismc. Ou sc¡ a,
a sc|a a c mui|c ícr|c, c a sc|a b c uniícrmcmcn|c incxis|cn|c. Quandc, na virada
dc scculc, civi smc c cs|ru|ura socic-cccn0mica cram inccmpa|ívcis ¸a rcgiác cra
cívica mas rcla|ivamcn|c pcbrc, agraria c ccm mas ccndiçõcs sani|ari as , cu cn|ác
nác cra cívi ca mas cra rcla|ivamcn|c rica, indus|rializada c |inha bcas ccndiçõcs
sani|ari as) , nác hcuvc ncnhuma |cndcncia subscqucn|c nc scn|i dc dc rcícrmular
d I ¨ d ¯ b

'
l 4!
as |radiçõcs cívicas para a ap|a- as a ccn rçccs c � c|ivas .
1 6 6 CAP Í T U L O 5
Por outro l ado, as tradições cívicas revel am-se um poderoso determinante dos
atuais níveis de desenvolvimento sóci o-econômico, mesmo se mantivermos cons­
tantes os níveis anteriores de desenvolvimento. Consideremos nossas variávei s
sócio-econômicas, cada qual por sua vez.
Os i ndicadores mais obj etivos de desenvolvimento sócio-econômico são o em­
prego na agricultura e o emprego na indústria. Tai s dados refletem cl aramente
a revolução industrial ocorrida na Itália neste sécul o. No período de 1 901 a
1 977, a parcela médi a da força de trabalho empregada na i ndústria aumentou de
19 para 34%, enquanto a parcela média empregada na agricultura nas 20 regiões
diminuiu de 66 para 1 9%. Durante todo esse período, as diferenças regionai s fo­
ram bastante acentuadas: em 1 977, o nível de emprego na agri cultura variou de
5% na Lombardia a 43% em Moli se, enquanto o nível de emprego na indústria
variou de 22% em Molise a 54% na Lombardia. No período entre 1 901 e 1 977,
a classificação das regiões foi razoavelmente estável, com correlações de apro­
ximadamente r = 0,4; convencional mente, esse número seri a i nterpretado como
um sinal de detetmini smo econômico (ou, talvez, centro-periferia) .
Mas quando tomamos por base as tradições cívicas e o desenvolvimento só­
cio-econômico registrado no passado para prever o atual desenvolvimento eco­
nômico, constatamos que o civismo é na verdade muito melhor prognosticador
do desenvolvimento sócio-econômico do que o próprio desenvolvimento. Por
exempl o, para prever a proporção da força de trabalho de uma região empregada
na agri cul tura em 1 977, vale muito mais conhecer as condições culturai s dessa
região em 1 860- 1 920 do que sua força de trabalho empregada na agri cul tura em
1 901 - 1 1 . Na verdade, as tradições cívicas oitocentistas são um detetminante tão
poderoso da industrialização no século 20 que, mantendo-se constantes as tra­
dições culturais , não há simplesmente nenhuma correlação entre o nível de em­
prego na indústria em 1 901 - 1 1 e o nível de emprego nesse setor em 1 977. Em
outras palavras , a seta c é bastante forte, e a seta d, bastante fraca.
1 43
No caso do bem-estar público, a conclusão é idênti ca: as tradições cívicas, tal
como estimadas em 1 860- 1 920, prognosticam muito melhor a mortalidade i n­
fantil no final dos anos 70 do que a mortalidade infantil em 1 901 - 1 0; de fato,
mantendo-se constante a cul tura cívica, a correlação entre a mortalidade infantil
ao l ongo dessas seis décadas é desprezível . Em outras pal avras, no caso da mor­
tal i dade infantil, a seta d é insignificante, mas a seta c é bastante forte.
1 44
Em suma, a economia não serve para prognosticar o ci vismo, mas o civismo
certamente serve para prognosticar a economia, mais até do que a própri a eco­
nomia.
1 45
A figura 5. 6 si ntetiza nossas conclusões. A seta b (efeito da economia
sobre o civismo) é inexistente, enquanto a seta c (efeito do civi smo sobre a eco­
nomia) é forte - mai s forte até do que a seta d. Além disso, a seta a (con­
tinuidade cívi ca) é bastante forte, enquanto a seta d (continuidade sócio­
econômica) é geralmente fraca. As possibilidades de desenvolvimento sócio-eco­
nômico de uma região neste século dependeram menos de seu potencial sócio­
econômico i nici al do que de seu potencial cívi co. Tanto quanto podemos jul gar
por essa simples análise, a atual correlação entre civismo e economia reflete
. .
1 .
d
. .
b
.
-
.
1 46
pnnctpa mente o 1mpacto o ctvtsmo so re a economia, e nao o mverso.
O R I G E N S DA CO M U N I DA D E C Í V I CA 1 6 7
F i g u r a 5 . 6
Reai s i nter ações d e c i vi s mo, d esenvol vi me nto sóci o- eco nô mi co
e des empenho i n st i t uci onal : I t ál i a, década de 1 900- década de 1 980
Ci vi smo
década de 1 900
a b
Desenvol vi mento sóci o-econômico
década de 1 900
d
Desenvol vi mento sóci o-econômi co
década de 1 970
A força das tradições cívicas é deveras persistente. Além disso, como demons­
traram as conclusões do capítulo anterior, é a atual participação cívica (seta e), e
não o atual desenvolvimento sócio-econômico (seta f, que influencia diretamente
o desempenho do governo regional. Temos agora mais provas de que tal efeito
não é falacioso. Ao contrário, tais resultados indicam que as tradições cívicas po­
dem influenciar fortemente o desenvolvimento econômico e o bem-estar social ,
bem como o desempenho i nstitucional .
A sindicali zação, como vimos no capítulo anterior, é tida mai s como um
complemento da participação cívica do que como mera reação a circunstânci as
econômicas. A análise das tendências regionais no tocante à sindicalização ob­
servadas logo após a I Guerra Mundial vem corroborar essa interpretação.
1 47
Os
índices agregados de sindicali zação em 1 921 guardam forte correlação com as
antigas tradi ções cívicas (r = 0, 84). Essa ligação é tão forte que, omitindo as tra­
dições cívicas, não há nenhuma correlação entre industrialização e sindicali za­
ção. A força do sindi calismo adveio dos padrões de solidariedade cívica e não
d - d d 1
.
"
.
1 48
dos pa roes e esenvo v1mento economtco.
Essa · relação inesperada e fundamental entre civi smo e economia lança nova
luz sobre o velho debate acerca do descompasso econômico entre o Norte e o
Sul , não apenas na Itália mas também no plano gl obal . O crescente hiato entre
o Norte e o Sul é a questão fundamental da história moderna ital i ana, de modo
que vale a pena evocar os acontecimentos marcantes que despertaram tamanha
paixão entre estudiosos e ativistas. À época da unificação i taliana, nem o Norte
nem o Sul haviam sido realmente atingidos pela Revolução Industri al . Já em
1 88 1 , cerca de 60% dos italianos trabalhavam no campo (um pouco mais no
Norte) , enquanto menos de 1 5% (um pouco mais no Sul ) trabalhavam na ma-
! ö c ./- : . . . 5
nuía|ura, inclui ndc a i ndus|ria ar|csanal. Mas ccmc nc Ncr|c cs cs|abclccimcn|cs
agríccl as cram mais prcdu|ivcs, la a rcndaper capita cra prcvavclmcn|c 1 5-20%
mai s al|a a cpcca da uniíicaçác. A par|ir dc 1 896, pcrcm, c Ncr|c íci-sc |cr-
nandc bcm mais adi an|adc, graças a indus|rializaçác, cnquan|c c Sul rcalmcn|c
íiccu mcncs urbanizadc c mcncs i ndus|riali zadc cn|rc 1 87 1 c 1 9 1 1 . Assim, cm
1 91 1 c hia|c Ncr|c-Sul ampliara-sc ccnsi dcravclmcn|c. as rcndas nc Ncr|c cram
ccrca dc 50% mai s al |as.
l 4-
Ac lcngc dc scculc XX, c hia|c Ncr|c-Sul aumcn|cu i ncxcravclmcn|c, nác
cbs|an|c as csci laçõcs da ccn¡ un|ura mundial (gucna c paz, a Orandc Dcprcssác
c c boom dc pos-gucna), as dras|icas mudanças ccns|i|uci cnai s (mcnarquia, ías-
cismc c dcmccracia parlamcn|ar) c as grandcs mudanças na pclí|ica cccn0mica
(|cn|a|iva íasci s|a dc au|c-suíicicnci a cccn0mica, in|cgraçác curcpcia c c nác mc-
ncs impcr|an|c prcgrama dc i nvcs|imcn|cs publiccs nc Mczzcgicrnc ncs ul|imcs
40 ancs). Nas ul|imas dccadas c Sul aprcscn|cu um dcscnvclvimcn|c mcdcradc,
mas cn|rcmcn|cs c Ncr|c |cvc um dcs mais cx|racrdinari cs sur|cs dc crcscimcn|c
da his|oria cccn0mica ccidcn|al , dcixandc c Sul cada vcz mais para |ras. Em
mcadcs dcs ancs 80, a rcnda per capita cra mai s dc 80% mais al|a nc Ncr|c.
l ¯0
Icuccs |opiccs da his|cricgraíia i|aliana susci |aram |an|c dcba|c quan|c cssc
crcsccn|c dualismc ÷ a chamada ¨qucs|ác sulis|a'. Na vcrdadc, a |ccria ccc-
n0mica ccnvcnci cnal prcvc c gradual nivcl amcn|c das rcgiõcs dc um país, c quc
so aumcn|a a pcrplcxidadc causada pclc dualismc i|alianc.
l¯ l
Ia sc aprcscn|aram
mui|as cxpl icaçõcs pcssívci s.
o Desvaa|a,eas r.s| eas ae sal , eeae a| s|+ae| a aes aeteaaes, |etteae aesravetável e es·
eassez ae teeatses aa|ata| s
o lel.|| eas ,evetaaaea|a|s e¡a|veeaaas, se|te|aae ae íiaal ae séeale XlX, eeae ¡et
exea¡le
a) ¡el.|| ea eeaete|al ,¡t|ae|te e l | vte eeaéte|e, ¡ae aa| ¡a| l ea a | ae| ¡| ea|e | aaas|t| a sa·
l | s|a, e ae¡e| s e ¡te|ee| ea| sae, ¡ae | aeea||vea a |aaas|t|a aet||s|a),
|) ¡el.||ea í| seal ,|a¡es|es elevaaes ae sal e ravetee|aea|e ae |et|e aes ,as|es eea
eaaea¸ãe, aeresa e saaeaaea|e ae |ettas - ea|eta ae üaal ae séeal e ¡assaae a eat,a
|t| |a|át|a |e|al aãe resse ¡te¡ete|eaalaea|e aa|s elevaaa ae sal
· ·:
e e ,evetae aa·
e|eaal ]á ||vesse eeae¸aae a |aves||t sa|s|aae| alaea|e ea e|tas ¡a|l| eas aa¡aela te·
,| ãe), e
e) ¡el.|| ea | aaas|t|al ,¡ae |eaeüe| ea e |et|e ae ¡teaevet aaa al | aa¸a ea|te a | aaas|t| a
¡esaaa e es ,taaaes |aaees)
o As ex|etaal|aaaes ae aeteaae, a ¨eeeaea| a aa a,leaeta¸ãe¨ e e ¨a¡teaa|zaae aa ¡tá·
| |ea¨ aa¡l | ataa as aeaes|as vaa|a,eas | a| e| a| s ae |et|e
| ··
O A ¨¡e|teza aetal¨ e a eateae| a ae ea¡| |al |aaaae ae |ezze,|etae, ]aa|aaea|e eea
a eal |ata ae el |ea|el | sae
| ·+
. - c - . º 5/ . . v . . 5/ 5 - . v ./ ! ö 0
Jan|c c hia|c Ncr|c-Sul na !|alia quan|c as |ccrias quc sc ícrmularam para
cxplica-l c rcílc|cm c dcba|c mais amplc scbrc c dcscnvclvimcn|c nc Jcrccirc
Mundc. Icr quc |an|cs paíscs pcrmancccm subdcscnvclvidcs! !nsuíicicncia dc
rccurscs! Errcs dc gcvcrnc! Dcpcndcncia ccn|rc-pcriícria! !mpci!ciçõcs dc mcr-
cadc! ¨Cul|ura'! É ¡ us|amcn|c pcr cssa razác quc cs cs|udcs scbrc a cxpcricncia
i |aliana pcdcm a¡ udar-ncs a ccmprccndcr pcr quc |an|cs (mas ncm |cdcs) paíscs
dc Jcrccirc Mundc pcrmancccm incvi|avclmcn|c c i ncxplicavclmcn|c a|cl adcs na
pcbrcza.
Mas ccmc dissc rcccn|cmcn|c Jcnicl c a rcspci|c dc dcba|c i |ali anc. ¨|cda cs-
sa abundåncia dc idcias c in|crprc|açõcs nác sc ícz accmpanhar ÷ ncm cn|ác
ncm dcpcis ÷ dc ncccssaric cmpcnhc nc campc da analisc quan|i |a|iva (. . . ) .
Embcra cs l ivrcs dcdicadcs a ¸¨qucs|ác sulis|a'] ccupcm |cda uma bibl ic|cca,
mui|as das qucs|õcs lcvan|adas pclcs cccncmis|as quan|c a cx|cnsác c as causas
dc dualismc cccn0micc i|ali anc (. . . ) ccn|inuam scm rcspcs|a'.
l ¯¯
Os dadcs hi s|oriccs, |an|c dc cpccas rcmc|as quan|c rcccn|cs , ncs lcvam a
suspci|ar (assim ccmc cu|rcs) quc cs ía|crcs scci ccul|urai s |cm papcl impcr|an|c
na cxplicaçác.
l ¯õ
A bcm dizcr, qualqucr in|crprc|açác bascada num uni cc ía|cr
ccr|amcn|c scra cquivccada. As |radiçõcs cívicas pcr si so nác dcscncadcaram
(ncm, ncssc scn|i dc, ¨causaram') c rapidc c duradcurc prcgrcssc cccn0micc dc
Ncr|c nc scculc passadc, |al dccclagcm dcvcu-sc a mudanças nc ccn|cx|c na-
cicnal, in|crnaci cnal c |ccnclogicc. Icr cu|rc l adc, as |radiçõcs cívicas a¡ udam a
cxplicar pcr quc c Ncr|c ccnscguiu rcagir mai s cíicazmcn|c dc quc c Sul acs dc-
saíics c cpcr|unidadcs dcs scculcs X!X c XX.
Ccmc cssc vínculc ¨macrc' cn|rc civismc c cccncmia sc maniícs|aria nc ní-
vcl ¨micrc'! Icr mcic dc quc mccanismcs as ncrmas c ins|i|uiçõcs da ccmu-
nidadc cívica ccn|ribuiriam para a prcspcridadc cccn0mica! Essa qucs|ác íun-
damcn|al mcrccc scr invcs|igada mais a íundc (c ainda vcl|arcmcs a cla nc
proximc capí|ulc), mas c pcssívcl cx|rair algumas ccnclusõcs i mpcr|an|cs dc ccr-
|as pcsquisas rcalizadas scparadamcn|c pcr cccncmi s|as pclí|iccs i |aliancs c ncr-
|c-amcricancs. Arnaldc Bagnascc primciramcn|c chamcu a a|cnçác para c ía|c dc
quc, alcm das ¨duas !|al ias' scbc¡amcn|c ccnhccidas , is|c c, c |riångulc indus|rial
ncr|i s|a c c Mczzcgicrnc a|rasadc, cxis|i a uma ¨|crccira !|al ia' ccns|i|uída pcr
uma ¨cccncmia diíusa' ÷ dc pcqucna cscala pcrcm |ccncl cgicamcn|c adian|ada
c al|amcn|c prcdu|iva.
|¯¯
Michacl Iicrc c Charlcs Sabcl aprcíundaram cssa ana-
lisc, aprcscn|andc numcrcscs cxcmplcs, nc Ccn|rc-Ncr|c da !|alia, dc uma ¨cs-
pccializaçác ílcxívcl' dc |ipc ar|csanal ÷ as cmprcsas |cx|cis dc al|a-ccs|ura dcs
arrcdcrcs dc Ira|c, as miniaciarias dc Brcscia, a íabrica dc mc|cnc|as dc Bc-
lcnha, cs fabrican|cs dc ladrilhcs dc Sassuclc c|c. Jcmandc cmprcs|adc um ccn-
cci |c dc um dcs íundadcrcs da mcdcrna cicncia cccn0mica, Alírcd Marshall , cs
cspccialis|as passaram a chamar cssas arcas dc ¨dis|ri|cs indus|ri ai s'.
| ¯s
Uma das carac|crís|icas dis|in|ivas dcsscs dis|ri |cs indus|riais dcsccn|ralizadcs
pcrcm in|cgradcs c a ccmbinaçác aparcn|cmcn|c ccn|radi|ori a dc ccnccrrcncia
ccm cccpcraçác. As cmprcsas ccmpc|cm acirradamcn|c nc campc da cíicicncia
c da incvaçác cm prcdu|cs, mas cccpcram ncs scrviçcs adminis|rò|ivcs, na aqui-
siçác dc ma|crias-primas , nc íi nanciamcn|c c na pcsquisa. Essas pcqucnas cm-
! ¯ ;
./- : . . . 5
prcsas ccmbi nam bai xa in|cgraçác vcr|ical ccm al|a in|cgraçác hcri zcn|al, sub-
ccn|ra|andc para |rabalhc cx|ra ccnccrrcn|cs |cmpcrariamcn|c subcmprcgadcs.
Asscciaçõcs indus|riais prcs|am assis|cncia adminis|ra|iva c a|c mcsmc íinanccira,
cnquan|c cs gcvcrncs lccais prcpiciam a iníra-cs|ru|ura c cs scrviçcs scciai s in-
dispcnsavci s, ccmc |rcinamcn|c prcíi ssicnal , inícrmaçác scbrc mcrcadcs dc cx-
pcr|açác c |cndcncias mundiais da mcda c|c. O rcsul|adc c uma cs|ru|ura ccc-
n0mica |ccnclcgicamcn|c adian|ada c al|amcn|c Hcxívcl, quc sc mcs|rcu a mais
i ndicada para ccmpc|ir nc dinåmicc mundc cccn0micc dcs ancs T0 c S0. Nác
admira quc ncssas duas dccadas cssas rcgi õcs dc cspccializaçác Hcxívcl |cnham
gczadc dc uma prcspcridadc acima da mcdia.
l ¯-
Essacs|ru|ura cccn0mica pccul i armcn|c prcdu|iva |cm pcríulcrc um ccn¡ un|c
dc mccanismcs ins|i |ucicnais quc pcssibi l i|a a cccxis|cnci a da ccmpc|içác ccm a
cccpcraçác, na mcdida cm quc impcdc c cpcr|unismc. ¨Uma vas|a rcdc dc as-
scciaçõcs cccn0micas privadas c dc crganizaçõcs pclí|icas (. . . ) gcrcu um ambi-
cn|c prcpícic acs mcrcadcs, prcmcvcndc a cccpcraçác c prcpiciandc as pcqucnas
cmprcsas a iníra-cs|ru|ura quc clas sczinhas nác |criam ccmc cb|cr.'
l õ;
Ncs dis|ri|cs indus|riais ha grandc mcbilidadc sccial . cs |rabalhadcrcs dcixam
dc scr assal ariadcs para |crnarcm-sc au|0ncmcs c vicc-vcrsa. Os sindi ca|cs gc-
ralmcn|c sác ícr|cs c as grcvcs nác sác raras , mas c ¨pac|c scci al ' inccn|iva a
ílcxibilidadc c a incvaçác. I ccmum havcr mu|ua assis|cncia, c as incvaçõcs |cc-
nicas prcpagam-sc rapidamcn|c dc uma cmprcsa para cu|ra. A impcr|åncia da cc-
cpcraçác hcrizcn|al cn|rc as pcqucnas cmprcsas c cs |rabalhadcrcs-prcpric|arics
ccn|ras|a ccm c prcdcmínic da au|cridadc c da ccmunicaçác vcr|icais nas gran-
dcs cmprcsas ccnvcncicnais dc cu|ras par|cs da !|alia. Em suma, a diícrcnça das
cccncmias dc cscala ¨i n|crnas' cnía|izadas pclas |ccrias cmprcsari ai s classicas, cs
dis|ri |cs i ndus|riais marshal li ancs pricrizam as ¨cccncmias cx|crnas'. ¨O rigcr
das idcias cccn0micas al ia-sc ac calculc mcncs prccisc das van|agcns cclc|ivas,
criandc um scnsc dc sclidaricdadc prcíissicnal quc scrvc dc panc dc íundc c li-
mi|c a ccnccrrcncia cn|rc as cmprcsas. '
| õl
Ii crc c Sabcl ccnclucm quc ¨a cccsác dai ndus|ri a rcpcusa scbrc um scnsc
ccmuni|aric mais íundamcn|al , dc qual as vari as ícrmas i ns|i|ucicnais dc cc-
cpcraçác sác an|cs c rcsul |adc dc quc a causa (. . . ). Uma das ircnias dc rcs-
surgi mcn|c da prcduçác ar|csanal c quc c cmprcgc da mcdcrna |ccncl cgi a
dcpcndc dc rcvigcramcn|c das aíi liaçõcs quc cs|ác asscciadas ac passadc prc-
i ndus|ri al '.
| õ!
Em gcral ccnsidcra-sc quc as ncrmas dc rcciprccidadc c cs si s|cmas dc par-
|ici paçác cívi ca sác a chavc dc succssc dcs di s|ri|cs indus|ri ai s, sc¡ a na !|ali a cu
cm cu|rcs paíscs . Jais si s|cmas íaci l i|am c íluxc dc inícrmaçõcs scbrc cs avan-
çcs |ccnclogiccs, a capaci dadc crcdi|ícia dc cvcn|uai s cmprcsari cs, as qual iíica-
çõcs dc cada |rabal hadcr c|c. A incvaçác dcpcndc da ¨ccns|an|c in|craçác in-
ícrmal ncs caícs, ncs barcs c nas ruas' . As ncrmas scciais quc ccíbcm c
cpcr|unismc sc acham |ác in|crnalizadas quc c prcblcma dc cpcr|unismc a cus|a
dc dcvcr ccmuni |aric c aqui mcncs írcqucn|c dc quc nas arcas carac|crizadas pc-
lcs sis|cmas vcr|icais c clicn|clis|as. O íundamcn|al ncsscs di s|ri|cs dc pcqucnas
indus|ri as, scgundc a maicri a dcs cbscrvadcrcs, c a ccníiança mu|ua, a cccpc-
. - c - · º 5/ .. v . · 5/ 5 - . v ./ ! ¯!
raçác sccial c c ícr|c scnsc dc dcvcr civicc ÷ cm suma, c apanagu da cc-
munidadc cívica.
| õ1
Nác admira quc csscs dis|ri|cs al|amcn|c prcdu|ivcs cs|c¡am
ccnccn|radcs naquclas mcsmas rcgiõcs da !|alia sc|cn|ri cnal c ccn|ral quc apcn-
|amcs ccmc ccn|rcs das |radiçõcs cívicas, da ccmuni dadc cívica ccn|cmpcrånca
c dc gcvcrnc rcgicnal dc al|c dcscmpcnhc.
En|cndcmcs quc cssas ccns|a|açõcs a rcspci|c dcs an|cccdcn|cs cul|urais dc
dcscnvclvimcn|c cccn0micc sác mais i ns|igan|cs dc quc prcpriamcn|c ccnclusi-
vas. Scria ridículc supcr quc as |radiçõcs cívicas cxaminadas ncs|c capí|ulc sác
c unicc ÷ cu mcsmc c mais impcr|an|c ÷ ía|cr dc|crminan|c da prcspcridadc
cccn0mica. Na vcrdadc, ccmc aíirmam cs gcograícs his|oriccs bri|åniccs Ichn
Iang|cn c R. I. Mcrri s, ¨sc c c lcgadc cul|ural cu c dcscnvclvi mcn|c cccn0micc
quc ccns|i|ui um clcmcn|c indcpcndcn|c c algc quc dcpcndc mui|c da cscala
|cmpcral na qual sc ccnccbc c prcccssc his|oricc. Obviamcn|c ambcs in|cragcm,
inílucnciandc-sc mu|uamcn|c. Nác ha uma rclaçác dc causa c cíci|c, mas um
prcccssc dialc|icc dc rcciprccidadc'.
l õ4
Ncssc mcdclc dc duas variavci s (íigura
5 . G) c dcmasiadc simplcs para dar ccn|a dc |cdcs cs ía|crcs capazcs dc i níl u-
cnci ar c prcgrcssc cccn0micc rcgicnal , |ais ccmc rccurscs na|urais, si|uaçác cm
rclaçác acs piincipais mcrcadcs c pclí|icas cccn0micas nacicnai s. Scriam ncccs-
sarics cs|udcs mui |c mais aprcíundadcs (inclusivc cs|udcs nc nívcl sub-rcgicnal )
para ccrrcbcrar a argumcn|açác his|orica aqui ícrmulada.
Jcdavia, cs dadcs aprcscn|adcs ncs|c capí|ul c nác dcixam duvida quan|c ac
pcdcr das ccn|inui dadcs his|oricas para inílucnciar c dcscmpcnhc i ns|i|ucicnal.
A|c mcsmc ncssas simplcs ccnclusõcs implicam quc, na mcdida cm quc |cnha-
mcs ncgligcnciadc a(s) vcrdadcira(s) causa(s) dc dcscnvclvimcn|c cccn0micc ÷
chamcmc-l a(s) dc ía|cr X ÷, cn|ác c ía|cr X dcvc cs|ar mais dirc|amcn|c rc-
l acicnadc ccm as |radiçõcs cívicas dc quc ccm c dcscnvclvimcn|c cccn0micc
an|cricr. A prcspcridadc, uma vcz al cançada, pcdc rcícrçar c civismc, ac passc
quc a pcbrcza prcvavclmcn|c c dcscs|imula, numa ccmbinaçác dc círculcs vi-
cicscs c vir|ucscs. Mas ncsscs dadcs a|cs|am quc, ncssas i n|craçõcs, c ncxc
¨cccncmia ÷> civismc' nác c prcdcminan|c. As ncrmas c as i ns|i|uiçõcs cívicas
nác sác mcramcn|c a cs|cira dcixada pclc prcgrcssc cccn0micc.
Ncs ul|imcs I0 scculcs ÷ c scbrc|udc nas ul|imas dccadas ÷ a !|alia passcu
pcr grandcs mudanças cccn0micas, scciais, pclí|icas c dcmcgraíicas. Mi lhõcs dc
i|aliancs migraram dc uma rcgiác para cu|ra, mais dc 9 milhõcs dclcs (cu aprc-
ximadamcn|c um dccimc dc |cda a pcpulaçác) ncs I 5 ancs dcpcis dc I 955.
l õ¯
Ncs primcircs I 00 ancs apos a uniíicaçác i|aliana, as rcgiõcs sc al|cuaram nas
mclhcrcs pcsiçõcs da cscala socic-cccn0mica. As rcgiõcs cu¡a cccncmi a cra rcla-
|ivamcn|c indus|rializada cm I 9T0 nác |inham sidc ncccssaiamcn|c as rcgiõcs in-
dus|rializadas dc um scculc an|cs, c as rcgiõcs quc aprcscn|avam bcas ccndiçõcs
sani|arlas cm I 9T0 nác |inham sidc aquclas ccm cs mclhcrcs nívcis dc salubridadc
cm I ST0.
Apcsar dcssc |urbilhác dc mudanças, as rcgiõcs carac|crizadas pcla par|ici-
paçác cívica nc íinal dc scculc XX sác quasc prccisamcn|c as mcsmas cndc as
cccpcra|ivas, as asscciaçõcs culturais c as sccicdadcs dc mu|ua assis|cncia cram
mai s abundan|cs nc scculc X!X, c cndc as asscciaçõcs ccmuni |arias, as ccníra-
! ¯ 2 ./- : . . . 5
rlas rcllglcsas c as gulldas havlam ccn|rlbuídc para c advcn|c das rcpubllcas cc-
munals nc scculc X!!. Essas rcglõcs cívlcas nác cram cspcclalmcn|c adl an|adas
um scculc a|ras, mas ícram lnvarlavclmcn|c ul |rapassandc as rcgl õcs mcncs cí-
vlcas, sc¡ a cm |crmcs dc dcscnvclvlmcn|c cccn0mlcc (pclc mcncs dcsdc a crla-
çác dcs gcvcrncs rcgl cnais) cu dc qual ldadc dc gcvcrnc. A imprcssl cnan|c
rcsls|cncla das |radlçõcs cívlcas a|cs|a a ícrça dc passadc.
Maspor que c passadc c assim |ác ícr|c! Quc círculcs vlr|ucscs prcscrvaram
nc Ncr|c cssas |radlçõcs dc clvlsmc a|ravcs dc scculcs dc dras|lcas mudanças sc-
clals , cccn0mlcas c pclí|lcas! Quc círculcs vlcl cscs pcrpc|uaram nc Sul a cx-
pl craçác c a dcpcndcncla! Iara rcspcndcr a cssas qucs|õcs, |cmcs quc pcnsar
nác apcnas cm |crmcs dc causa c cícl|c, mas cm |crmcs dc cqullíbrics sccial s.
Els c quc ncs prcpcmcs a íazcr nc proximc capí|ulc.
Capital soci al e desempenho i nsti tuci onal
DI LEMAS DA AÇÃO COLETIVA
NA8 ÞLCl0L8 mcncs cívicas da !|alla, a vlda cclc|lva ílccu a|rcílada pcr mals dc
um mllcnlc. Icr quc! Dcccr|c nác scra pcrquc cs habl|an|cs prcílram vivcr sc-
l l|arla c rcslgnadamcn|c na pcbrcza.
|
A cprcssác cs|rangcira pcdc |cr s idc cu-
|rcra parclalmcn|c rcspcnsavcl pcr cssa sl|uaçác, mas a cxpcrl cncl a rcgicnal
mcs|ra quc a au|cncmla nác c ncnhuma panaccia. É c casc dc ncs pcrgun|armcs
cxaspcradcs. scra quc as pcsscas quc vlvcm ncssas rcglõcs prcblcma|lcas nác
aprcndcram absclu|amcn|c nada ccm sua |rls|c cxpcrlcncla! Ccr|amcn|c clas dc-
vcm pcrccbcr quc sua sl|uaçác scrl a mclhcr sc |cdcs cccpcrasscm para c bcm
ccmum.
!
Davld Humc, íll oscíc csccccs dc scculc X'!!!, ccn|a-ncs uma pcqucna pa-
rabcl a quc rcílc|c c dll cma íundamcn|al quc ccrroi c cspírl|c cívlcc racl cnal .
¨1ea a| l|e es|á aaaate |e]e, e aea es|atá aaaa|ã É vaa|a]ese ¡ata aés ae|s
¡ae ea |e a]aae a eel|e-l e |e]e e ¡ae |a ae a]aaes aaaa|ã |ãe |ea|e aa|zaae
¡et || e se| ¡ae |aa|éa aãe |eas ¡et a|a let|aa|e aãe rate| aea|aa esret¸e ea
|ea ravet, e se| ¡ae se ea |e a¦aaat, es¡etaaae al,aaa te|t| |a|¸ãe, eet|aaea|e ae
aeee¡e| eaate| , ¡e| s aãe ¡eaete| eea|at eea |aa ,ta|| aãe La|ãe, ae|xe ae a] aaat·
|e, e |a ae ¡a,as aa aesaa aeeaa As es|a¸ëes aaaaa, e aés ae|s ¡etaeaes
eessas eel|e||as ¡et ral |a ae eear| aa¸a aa|aa ' '
·
A lncapacldadc dc cccpcrar para c mu|uc prcvcl|c nác slgniílca ncccssarla-
mcn|c l gncråncla cu lrracl cnalldadc. Os cspccialls|as cm |ccrla dcs ¡cgcs cs|u-
daram cssc dllcma íundamcn|al cm dlvcrsas circuns|åncl as .
o |e drama dos bens comuns, aa et| aaet ae ,aae eãe ¡eae l | a| |at e ¡as|ete|e aes te·
|aa|es aes aeaa| s se ele l | a| |at sea ase aas ¡as|a,eas eeaaas, seaea|e el e sa| tá
¡etaeaae |as e ¡as|ete|e exeess| ve aes|té| e teeatse eeaaa ae ¡ae ae¡eaae a sa|·
s| s|eae| a aes aeaa| s
o ua bem público, eeae e at ea aa aa||ee|e aes¡ela.aes, ¡eae set aesrta|aae ¡et |e·
aes, aesae ¡eles ¡ae eãe eee|t||aea ¡ata ¡tevet esse |ea Le,e, aetaalaea|e a| a-
,aéa é |aeea|| vaae a ¡tevet aa |ea ¡a|l| ee, e a ral|a ae | a| e| a|| va é ¡te] aa| e| al a
|eaes
o lel a eat|a lógica da ação coletiva, |eae |ta|al|aaet set| a |eaeñe| aae se |eaes íizes·
sea ,teve ae aesae |ea¡e, aas ¡aea |eaa a | a| e| a||va ae aev| aea|e eette e t| see
! ¯4 ./- : . . .s
ae set |ta|ae ¡et aa rata-,teve sa|emaae, ass|a, |eaes a,aataaa, eea|aaae || tat ¡te-
ve||e aa | a¡taaeae| a ae al,aéa
D |e dilema do prisioneiro, ae|s eaa¡l | ees sãe aaa||aes | aeeaaa| eáve| s, e a|z-se a ea-
aa aa aeles ¡ae, se aela|at e eea¡aa|e|te, ,aa|atá a l | |etaaae, aas se ,aataat s|-
l eae| e, e e ea|te eearessat, teee|etá aaa ¡aa| ¸ãe es¡ee| alaea|e seveta se aa|e

s
aaa|| vessea s| leae| e, set|aa ¡aa|aes leveaea|e, aas, aa |a¡ess| || l |aaae ae eea|| -
aatea saas vetsëes, eaaa ¡aal raz ael|et ea ael a|at, independentemente do que o ou­
tro venha a fazer.
Em |cdas cssas sl |uaçõcs, asslm ccmc na slngcla parabcla dc Humc, ambas
as par|cs |crlam a ganhar sc cccpcrasscm. Na íal|a dc um ccmprcmlssc mu|uc
ccnílavcl, pcrcm, cada qual prcícrc dcscr|ar, |crnandc-sc um cpcr|unls|a. Raclc-
nalmcn|c, cada um cspcra quc c cu|rc dcscr|c, íazcndc-c ¨bancar c |rcuxa'.
¨Jals cxcmplcs sác ¸. . . ) cx|rcmamcn|c u|cls para mcs|rar ccmc l ndlvíducs pcr-
ícl|amcn|c raclcnal s pcdcm prcduzlr, scb ccr|as clrcuns|ånclas, rcsul|adcs quc
nác sác 'raclcnal s ' dc pcn|c dc vls|a dc |cdcs cs quc cs|ác cnvclvldcs. '
4
Essc dllcma nác dcrlva dc malcvclcncla cu mlsan|rcpla, cmbcra scu |rls|c
dcsícchc pcssa dcspcr|ar |als scn|l mcn|cs. Mcsmc quc ncnhuma das par|cs quclra
prc¡ udlcar a cu|ra, mcsmc quc ambas cs|c¡ am ccndlclcnalmcn|c prcdlspcs|as a
cccpcrar ÷ sc vccc ílzcr, cu íaçc ÷, nác ha garan|la dc quc nlngucm lra ¨rccr
a ccrda', sc nác hcuvcr um ccmprcmlssc quc pcssa scr ccbradc. Ilcr alnda, ca-
da um sabc quc c cu|rc sc acha na mcsma sl|uaçác. ¨Iara havcr cccpcraçác c
prcclsc nác so ccnílar ncs cu|rcs, mas |ambcm acrcdl|ar quc sc gcza da ccn-
ílança dcs cu|rcs. '
¯
Ncssas clrcuns|ånclas, |cdcs ccnsldcram lrraclcnal cccpcrar,
c nc ílnal c rcsul|adc c aquclc quc nlngucm dcsc¡ a÷ cclhcl|a sacrlílcada, pas-
|crclc cxccsslvc, lmpassc nc gcvcrnc.
Iara cs íazcndclrcs dc Humc, c prlnclpal prcblcma c a íal|a dc punlçác para
qucm dcscr|a. ccmc |cr ccr|cza dc quc c cu|rc nác íal|ara a palavra dlan|c da
|cn|açác dc dcscbrlgar-sc! Ccn|cx|cs mals ccmplcxcs, ccmc cs mcdcrncs gc-
vcrncs ¸cu cs mcdcrncs mcrcadcs), |cm alnda a agravan|c da ílscallzaçác. ccmc
pcdc um agcn|c sabcr sc c cu|rc slnccramcn|c csícrçcu-sc pcr man|cr a palavra,
cm íacc dc |an|as lnccr|czas c prcssõcs ccn|rarl as ! Jan|c a lnícrmaçác prcclsa
quan|c a cxccu|crlcdadc sác íundamcn|als para uma cíc|lva cccpcraçác.
O dcscmpcnhc dc |cdas as lns|l|ulçõcs scclal s, dcsdc cs mcrcadcs dc crcdl|c
l n|crnacl cnal s cu cs gcvcrncs rcglcnals a|c as íllas dc 0nlbus, dcpcndc dc ccmc
csscs prcblcmas sác rcsclvldcs. Num mundc habl|adc pcr san|cs, |alvcz cs dl -
lcmas da açác cclc|l vanác cxls|lsscm, mas c al|ruísmc unlvcrsal c uma prcmlssa
qulxc|csca para qual squcr açõcs cu |ccrlas scclal s. Quandc cs a|crcs sác l nca-
pazcs dc assumlr ccmprcmlsscs cn|rc sl, clcs |cm quc rcnunclar ÷ pcsarcsa-
mcn|c, pcrcm raclcnal mcn|c ÷ a mul |as cpcr|unldadcs dc prcvcl|c mu|uc.
Hcbbcs , um dcs prlmclrcs grandcs |corlccs scclal s a ccnírcn|ar-sc ccm |al
pcrplcxldadc, prcp0s a scluçác classlca. a cccrçác dc um |crcclrc. Sc ambas as
par|cs ccnícrlrcm ac Icvla|á pcdcrcs para cs|abclcccr a harmcnla cn|rc clas , a
rcccmpcnsa scra a mu|ua ccnílança ncccssarla a vlda clvl l . O Es|adc pcsslblll|a
./- :/ . º . . /. - 5 - º - v - - · - . · º: :. . . · / . ! ¯5
acs scus cldadács íazcrcm aqul lc quc nác pcdcm íazcr pcr ccn|a proprla ÷ ccn-
ílarcm uns ncs cu|rcs. ¨Cada um pcr sl c c Es|adc pcr |cdcs'. cls ccmc Ilc|r
Krcpc|kln, c anarqul s|a russc, dcílnlu cc|lcamcn|c c prlncíplc crlcn|adcr da sc-
clcdadc mcdcrna.

!nícll zmcn|c, a scl uçác c dcmasladc ícrmal. Ncr|h cxpõc c prcblcma sucln-
|amcn|c.
¨La ¡t|ae.¡| e, a eeet¸ãe ae aa |etee|te te¡aetet| a aaa ¡at|e aea|ta ¡ae ¡aaesse,
sea êaas, aval | at es a|t||a|es ae aa eea|ta|e e, |aa|éa sea êaas, razet eaa¡t|t
es aeetaes ae aeae a ¡ae a ¡at|e |arta|eta sea¡te ||vesse ¡ae | aaea| zat a ¡at|e
lesaaa ae |al retaa ¡ae l|e tesal|asse eaetese v|elat e eeatta|e É é|v| e ¡ae ae
aaaae teal set| a a| r.e| l , se aãe |a¡ess.vel, ¡teeae|et |a| s eeaa|¸ëes ¨
·
Iar|c da dlílcul dadc ccnsl s|c nc ía|c dc quc a cccrçác c cncrcsa. ¨As sc-
clcdadcs quc cnía|lzam mul|c c usc da ícrça ccs|umam scr mcncs cílclcn|cs,
mal s sacrlílcan|cs c mcncs sa|l sía|orlas dc quc aquclas cndc a ccnílança c man-
|lda pcr cu|rcs mclcs'.
s
O mal cr prcblcma, pcrcm, c quc a cccrçác imparclal c
cm sl mcsma um bcm publlcc, cs|andc su¡cl|a ac mcsmc dll cma baslcc quc cla
busca rcsclvcr. A cccrçác dc um |crcclrc cxlgc quc cs|c sc¡ a ccnílavcl , mas quc
ícrça garan|c quc c pcdcr scbcranc nác lra ¨dcscr|ar'! ¨Em suma, sc c Es|adc
|cm ícrça cccrcl|lva, cn|ác cs quc c dlrlgcm usarác cssa ícrça cm prcvcl|c pro-
prl c, a cxpcnsas dc rcs|c da scclcdadc. '
-
A hls|orla mcs|rcu acs l|allancs mciidlcnals a lnvlabllldadc da scluçác hcbbc-
slanapara cs dllcmas da açác cclc|lva. ¨Os |radlclcnals ciiadcrcs dc l ns|l|ulçõcs ÷
mcnarcas ÷ pcr vczcs ciiaram lns|l|ulçõcs quc prcmcvcram c bcm-cs|ar, mas |am-
bcm crlaram lns|l|ulçõcs quc lcvaram a dccadcncla cccn0mlca. '
l 0
Nc ¡ argác da
|ccrla dcs ¡ cgcs, a cccrçác lmparclal dc um |crcclrc nác ccns|l|ul gcralmcn|c um
¨cqullíbrlc cs|avcl', ls|c c, aquclc cm quc ncnhum ¡ cgadcr |cm mc|lvcs para mc-
diílcar scu ccmpcr|amcn|c.
Ia nc classlcc dllcma dc prlslcnclrc c ncs dllcmas cci1cla|cs da açác cclc-
|lva, a dcscrçác é uma cs|ra|cgla dc cqul líbrlc cs|avcl para |cdcs cs par|l clpan|cs.
¨A dcscrçác c a unlca a|l|udc o|lma, qucr dl an|c dc l gual a|l|udc, qucr dlan|c dc
todas as cs|ra|cglas, puras cu mls|as . '
l l
Icr plcrcs quc sc¡am as ccnscqucnclas
para |cdcs cs l n|crcssadcs , |ransgrcdlr ccn|lnua scndc uma a|l|udc racl cnal para
qualqucr lndlvíduc.
Mas, ccmc ¡a sc cbscrvcu, cssa |ccrla subcs|lma a cccpcraçác vclun|arl a. À
íal|a dc cccpcraçác cn|rc cs íazcndclrcs da parabcla dc Humc dcvcmcs ccn|ra-
pcr a aiutarella ha mul|c pra|lcada pclcs mcclrcs da !|alla ccn|ral cu as cclc|as
para a ccns|ruçác dc cclclrcs nc Ocs|c amcrlcanc, quc sác alnda mals surprc-
cndcn|cs a luz da loglca lmplacavcl da açác cclc|lva. ¨Dcvcríamcs pcrgun|armc-
ncs pcr quc c ccmpcr|amcn|c nác-cccpcra|lvc nác sc manlícs|a ccm |an|a írc-
qucncla quan|c prcvc a |ccrla dcs ¡cgcs. ' '
¦ !
Essa qucs|ác |cm mcbl ll zadc as cncrglas crladcras dc mul|cs cs|udlcscs ncs
ul|lmcs ancs. Em gcral cs cspcclalls|as cm |ccrla dcs ¡ cgcs ccnccrdam cm quc
a cccpcraçác |crna-sc mals íacll quandc cs ¡cgadcrcs par|lclpam dc¡cgcs quc sc
: .s ./- :. . .s
rcpc|cm indcíinidamcn|c, dc mcdc quc c dcscr|cr c punidc nas succssivas rc-
dadas. Essc princípic c íundamcn|al para um maicr aprcíundamcn|c ncssc cam-
pc. (Uma dc suas vcrsõcs, ccmc cm gcral sc admi|c, c c chamadc |ccrcma
pcpular. )
| 1
Jccricamcn|c, ha cu|ras ccndiçõcs incrcn|cs ac propric ¡ cgc quc pc-
dcm íavcrcccr a cccpcraçác ccmc, pcr cxcmplc, numcrc limi|adc dc ¡ cgadcrcs,
inícrmaçác abundan|c scbrc c ccmpcr|amcn|c passadc dc cada ¡ cgadcr c c ía|c
dc c íu|urc nác scr cxccssivamcn|c dcsccn|adc pcl cs ¡cgadcrcs. Jcdcs csscs ía-
|crcs sác impcr|an|cs . Mas ac quc parccc clcs implicam quc a cccpcraçác im-
pcsscal sc¡a rara, cmbcra aparcn|cmcn|c cla sc¡ a ccmum nc mundc mcdcrnc. Icr
quc!
| 4
Uma impcr|an|c linha dc pcsquisa, cxcmpliíicada pclc |rabalhc dccccncmi s|a
Olivcr Wi lliamscn, cnía|iza a impcr|ånci a das ins|i|uiçõcs ícrmais para diminuir
cs ¨cus|cs dc |ransaçác' (is|c c, cs cus|cs dc íiscalizar c íazcr cumprir cs accr-
dcs), pcrmi|i ndc assim acs agcn|cs li darcm mclhcr ccm cs prcbl cmas dc cpcr-
|unismc c dcscrçác.

Ccmc vimcs nc capí|ulc 1 , Elincr Os|rcm dcmcns|rcu
rcccn|cmcn|c a impcr|åncia dcssc cnícquc ac ccmparar as inici a|ivas dc gcs|ác
cccpcra|iva dc rccurscs ccmuns ccmc pas|agcns, aguadas c pcsqucircs . Icr quc,
pcrgun|a cl a, ccr|as i ns|i|uiçõcs ccnscguiram supcrar a l ogi ca da açác cclc|iva c
cu|ras nác! Dc suas ccmparaçõcs cmcrgcm alguns rcquisi|cs para c prc¡ c|c i ns-
|i|uci cnal ccmc, pcr cxcmplc, a clara dcíiniçác dcs limi|cs da ins|i|uiçác, a par-
|icipaçác das par|cs in|crcssadas na dcíi niçác das rcgras, a adcçác dc sançõcs
grada|ivas para cs |ransgrcsscrcs, a cxi s|cnci a dc mccanismcs pcucc cncrcscs pa-
ra a scluçác dc ccníli|cs c|c.
| õ
Icrcm cssa vcrsác dc ¨ncvc ins|i|ucicnalismc' dcixa cm abcr|c uma qucs|ác
crucial . ccmc c pcr quc sc ícrmam as ins|i |ui çõcs ícrmai s quc a¡ udam a supcrar
cs prcblcmas da açác cclc|iva! Ac quc parccc cs proprics par|icipan|cs nác pc-
dcm criar a ins|i|uiçác, pcla mcsma razác dc quc ncccssi |am dcla primciramcn|c,
c a íigura dc ¨lcgisladcr' imparcial c |ác prcblcma|ica quan|c c pcdcr scbcranc
imparcial dc Hcbbcs.
| ¯
¨|ãe s e ¡eae l avtat aa eea|ta|e ,|s|e é , aaa eeas|| |a| ¸ãe) ea eeareta| aaae eea
a aessa eeas|||a|¸ãe sea |aeettet aaaa |ar| a| |a tevetsãe ae |a| s eea|ta|es Os ae·
eaa| saes retaa| s ae eea|tele see| al aevea set at¡ae|| ¡|eaaea|e ¡te¡eases ae
e¡et|aa| sae, ¡e|s se as a| aet| as aea|aaa|es sel a¡aa a eeas|| |a| ¸ãe, e| aaaães
|ea- |a:eae|eaaaes ae|xaa a ea|tes e êaas ae ¡el | e| at esses asat¡aaetes, e es | a·
rta|etes eea|aaazes seae,aa seas | a¡es|es e avaa¸aa es s| aa| s ae |t+as| |e ¨
· s
Dc ía|c, cs iníra|crcs, cs aprcvci|adcrcs c as mincrias dcminan|cs inícs|am
mui|as sccicdadcs, ccmc pcdcm a|cs|ar cs cidadács das rcgiõcs mcncs cívicas da
!|alia. No cn|an|c parccc quc cm cu|rcs lugarcs as ins|i|ui çõcs ccl abcra|ivas íun-
cicnam mais cíc|i vamcn|c. Icr quc! Iara rcsclvcr cssc cnigma, |cori ccs cbs|i -
nadcs vcl|aram-sc para c quc Rcbcr| Ba|cs dcncmina scluçõcs ¨ccnci liadcras',
ccmc ccmunidadc c ccníiança. ¨Num mundc cndc cxis|cm dilcmas dc prisic-
ncirc, as ccmunidadcs cccpcra|ivas pcrmi|irác acs i ndivíducs racicnais supcrarcm
cs dilcmas cclc|ivcs'.
| -
./ - :/ . º . . /. - 5 - º - v - - · - . · º: :. . . · / . : ..
CAPI TAL SOCI AL, CONFI ANÇA
E ASSOCIAÇÕES DE CRÉDI TO ROTATIVO
A supcraçác dcs dilcmas da açác cclc|iva c dc cpcr|unismc ccn|raprcduccn|c daí
rcsul|an|c dcpcndc dc ccn|cx|c sccial mai s amplc cm quc dc|crminadc ¡ cgc c
dispu|adc. A cccpcraçác vclun|aria c mais íaci l numa ccmunidadc quc |cnha hcr-
dadc um bcm cs|cquc dc capi|al sccial scb a ícrma dc rcgras dc rcciprccidadc
c sis|cmas dc par|icipaçác cívica.
!0
Aqui c capi |al sccial diz rcspci|c a carac|crís|icas da crganizaçác sccial, cc-
mc ccníi ança, ncrmas c sis|cmas, quc ccn|ribuam para aumcn|ar a cíicicncia da
sccicdadc, íacil i|andc as açõcs cccrdcnadas .
¨Ass| a eeae ea|tas retaas ae ea¡| |al , e ea¡||al see| al é ¡teaa||ve, ¡ess| || l | |aaae
a teal|za¸ãe ae eet|es e|]e|| ves ¡ae set|aa | aal eaa¸áve| s se el e aãe ex| s|| sse , . . . ) .
let exea¡le, aa ,ta¡e ea]es aea|tes aeaeas|tea eear|a|| l | aaae e ¡ae ae¡es| ·
|ea aa¡l a eear| aa¸a aas aes ea|tes é ea¡az ae teal | zat aa||e aa| s ae ¡ae ea|te
,ta¡e ¡ae eate¸a ae eear| a|| l| aaae e eear|aa¸a , . . . ). |aaa eeaaa| aaae tatal , )
eaae aa a,t| eal |et a] aaa e ea|te a earataat e sea reae e eaae es | a¡l eaea|es
a,oeelas sãe tee|¡teeaaea|e ea¡tes|aaes, e ea¡| |al see| al ¡eta||e a eaaa a,:| eal·
|et teal | zat e sea |ta|al|e eea aeaes ea¡| |al r.s|ee se| a retaa ae a|eas.l|es e
e¡ a| ¡aaea |e ¨

O capi|al sccial íacil i|a a cccpcraçác cspcn|ånca. Um bcm cxcmpl c dcssc
pri ncípic c a ins|i|uiçác dc pcupança inícrmal , largamcn|c diíundida ncs qua|rc
ccn|incn|cs, chamada associação de crédito rotativo. Jal asscciaçác ccnsi s|c num
grupc ¨quc acci|a ccn|ri buir rcgularmcn|c para um íundc quc c dcs|i nadc, in-
. .
1 d '
!!
D N ´
.
` E
|cgral cu parcialmcn|c, a cada ccn|nbum|c a |crna amcn|c . a rgcna a s
cocia, dc Icru ac 'ic|ná, dc Iapác ac Egi|c, dcs imigran|cs an|ilhancs dc lcs|c
dcs Es|adcs Unidcs acs chicanas dc ccs|c, dcs ilc|radcs aldcõcs chincscs acs
bancari cs c acs anali s|as cccn0miccs da Cidadc dc Mcxi cc, rarc c cndc nác sc
|cnha nc|ícia das asscci açõcs dc crcdi|c rc|a|ivc. Mui |as sccicdadcs ncr|c-amc-
ri canas dc pcupança c cmprcs|imcs ccmcçaram ccmc asscciaçõcs dc crcdi |c rc-
|a|ivc.
!1
Numa asscciaçác dc crcdi|c rc|a|ivc ccm 20 mcmbrcs, pcr cxcmpl c, cada um
ccn|ribui ccm um mcn|an|c mcnsal cquivalcn|c a um dolar, c |cdc mcs um
mcmbrc diícrcn|c rcccbc csscs 20 dolarcs para gas|ar ccmc bcm cn|cndcr (para
cus|car um casamcn|c, ccmprar uma bi cicl c|a cu uma maquina dc ccs|ura, rc-
ncvar c cs|cquc dc uma lc¡ a) .
!4
Es|c mcmbrc pcrdc c dirci|c as proximas dis-
|ribuiçõcs, mas ccn|inua ccn|ri bui ndc rcgularmcn|c a|c quc |cdcs cs dcmais
|cnham pcr sua vcz rcccbidc c ¨bclc'. As asscciaçõcs dc crcdi|c rc|a|i vc variam
bas|an|c cm |amanhc, ccmpcsiçác sccial , crganizaçác c cri|crics para dc|crminar
as ccn|ribuiçõcs. Jcdas clas ccmbinam scci abilidadc ccm ícrmaçác dc capi|al cm
pcqucna cscala.
As asscci açõcs dc crcdi|c rc|a|ivc, pcr mais amcnas quc sc¡ am as suas rcu-
niõcs, rcprcscn|am algc mais dc quc cn|rc|cnimcn|c sccial cu al|ruísmc. Occr|z di z
! ¯c . / - : . . . 6
�uc
,
cm Ia�a,
-
pc�
·
,xcmplc, c arisan (|crmc quc significa ¨csfcrçc cccpcra|ivc' cu
mu|ua a�srs|cncra ) rcflc|c ¨nác |an|c um cspíri|c gcral dc cccpcraçác ¯ cs cam-
pc�cscs ¡avancscs, ccmc |an|cs cu|rcs, ccs|umam vcr ccm dcsccnfiança grupcs
�acrcs dc
·
q�c aquclc ccns|i|uídc pclcs parcn|cs mais proximcs ÷, mas um ccn-
¡un|c dc pra|rcas

cxplíci|as c ccncrc|as dc pcrmu|a dc scrviçcs, capi|al c bcns dc
ccns�mc, as qua�s sc �rcs|�m a |cdcs cs aspcc|cs da vida. ( . . ) A cccpcraçác sc
bas�t� numa ncç,c mu|c ,r

va da impcr|åncia rccíprcca dcssa cccpcraçác para cs
par|rcrpan|cs, c nac numa c|ica gcral da uniác cn|rc cs hcmcns cu numa visác cr-
gånica da sccicdadc'.

~s �sscciaçõcs dc crc�i�c rc|a|ivc ccn|radizcm claramcn|c a logica da açác
cclc|rva. pcr quc um par|rcrpan|c nác dcscr|a apos |cr rcccbidc c ¨bcl c'! Icr-
ccbcndc cssc ri scc, pcr quc algucm scri a c piimcirc a ccn|ri buir! ¨Obviamcn|c
�ma asscciaçác dc crcdi|c rc|a|ivc so pcdc funcicnar sc |cdcs cs mcmbrcs ccn-
|muarcm �ump
·
rindc sua�cbrigaçõcs. '

Mcsmc assim |ai s asscciaçõcs prcspcram
quandc nac ha um Icvm|á prcn|c para punir a dcscrçác.
o�par|icipan|cs cs|ác pcr1ci|amcn|c cicn|cs dc ri scc dc dcscumprimcn|c, c cs
crgamzadcrcs |cm ccr|c cui dadc ac cscclhcr cs mcmbrcs. Assim, c impcr|an|c
p��a qual qucr cvcn|ual par|icipan|c |cr uma rcpu|açác dc hcncs|idadc c ccnfia-
�r l)a�c. A par|i cipaçác an|cricr numa cu|ra asscciaçác dc crcdi|c rc|a|ivc ccns-
|i|u, c clarc, um dadc impcr|an|c scbrc a rcpu|açác dc candida|c, c criar uma
bca r�pu|açác c uma d�s van|agcns dc par|icipar A inccr|cza quan|c a rcpu|açác
c c nsc? dc dcscumpr�rmcn|c sác minimizadcs pcr ncrmas rígidas c pcr uma
dcnsa |cra dc �cmp,c

mrsscs rccíprcccs. Jác scvcras pcdcm scr as pcnas para cs
f�l|cscs, quc ha nc|r cr a dc mcmbrcs quc chcgaram a prcs|i|uir suas filhas cu sui-
crdar-sc pcr cs|arcm prcs|cs a fal|ar ac dcvcr.

Numa ccmunidadc pcqucna c al|amcn|c pcrscnalizada, ccmc uma aldcia !bc
na Nigcri�, a am
,
caça dc �xclusác d

c si�|cma soci c-cccn0micc c uma sançác pc-
sada c cfrcaz. Ia na sccrcdadc mas drfusa c impcsscal da Cidadc dc Mcxicc
ccn|�mpcrånca, c prccisc havcr uma cadcia mai s ccmplcxa dc rclaçõcs dc mu|ua
ccnfrança para dar rcspal dc as asscciaçõcs dc crcdi|c rc|a|ivc 'cl cz-!bañcz rc-
l a|cu quc

varias asscciaçõcs dc crcdi|c rc|a|ivc mcxicanas prcspcraram graças a
uma c�dct a dc rclaçõcs scci ai s bascadas na confanza (rcciprccidadc gcncralizada
c

ccnfmnça Ju|ua). ¨Os l açcs dc confianza |an|c pcdcm scr dirc|cs quan|c in-
duc|cs c

vanam cm qual idadc c dcnsi dadc Em mui|cs cascs, cs mcmbrcs |cm
quc ccnfrar na ccnfia·i li dadc dcs cu|rcs para cumprir ccm suas cbrigaçõcs, pcis
pcucc sabcm a rcspcr|c dcl cs . Ccmc dissc algucm, ' cmprcs|asc ccnfiança mu-
|uº
·
'

A d d I

L •
,
ca ,r a c rc açcc� scctars pcrmi|c |ransmi|ir c disscminar ccnfiança.
ccnfm cm vccc pcrquc ccnfm ncla, c cla mc garan|c quc ccnfia cm vccc.
As asscci açõcs dc crcdi|c rc|a|ivc mcs|ram ccmc cs dilcmas da açác cclc|iva
p?dcm scr supcradc�mcdia�|c c aprcvci|amcn|c dcfcn|cs cx|crnas dc capi|al sc-
cral

·
u��vcz quc |as assccraçõcs ¨u|ilizam as rcl açõcs scciais¡ a cxi s|cn|cs cn|rc
�s mdrvrducs para |cn|ar ccn|crnar cs prcblcmas dc infcmaçác c cxccu|cricdadc
madcquadas'.
!-
Assim ccmc c capi |al ccnvcncicnal nc casc dcs mu|uarics ccn-
vcncicnais, c capi |al sccial scrvc ccmc uma cspccic dc garan|ia, cs|andc pcrcm
dispcnívcl para cs quc nác |cm accssc acs mcrcadcs dc crcdi|c rcgularcs.
10
Nác
./- :/ . º . . / . - 5 - º - v - - · - . · º: :. . . · / . ! ¯0
dispcndc dc bcns físiccs para dar cm garan|ia, cs par|icipan|cs na vcrdadc cm-
pcnham suas rclaçõcs scciai s. Assim c capi|al sccial c usadc para ampliar cs scr-
viçcs dc crcdi|c dispcnívcis ncssas ccmunidadcs c para aumcn|ar a cficicncia
ccm quc aí cpcram cs mcrcadcs.
Nác rarc as asscci açõcs dc crcdi|c rc|a|ivc cs|ác ligadas a cccpcra|ivas c cu-
|ras fcrmas dc mu|ua assis|cncia c sclidaricdadc !ssc sc dcvc cm par|c ac fa|c
dc |cdas cssas fcrmas dc cccpcraçác vclun|aria sc valcrcm dc mcsmc vir|ual cs-
|cquc dc capi|al sccial Ccmc diz Os|rcm a rcspci|c dcs fundcs ccmuns (IC) dc
pcqucna cscala. ¨|cndc vividc cm |ai s si|uaçõcs pcr |cmpc ccnsidcravcl c dc-
scnvclvidc ncrmas c padrõcs dc rcciprccidadc, cs indivíducs passam a dispcr dc
capi|al sccial para criar cs mccanismcs ins|i|uci cnais indispcnsavcis a scluçác
dcs dilcmas dcs IC'.
1 l
Ira|icas d c mu|ua assis|cncia ccmc as asscciaçõcs d c crcdi|c rc|a|ivc rcprc-
scn|am |ambcm invcs|imcn|cs cm capi|al sccial. O arisan ¡ avancs ¨ccs|uma scr
vi s|c pcr scus mcmbrcs nác |an|c ccmc uma ins|i|uiçác cccn0mica, c s im ccmc
uma i ns|i|uiçác sccial cu¡ a final i dadc prccípua c fcr|alcccr a sclidaricdadc cc-
muni |aria'. Jambcm nc Iapác ¨c ko c apcnas uma das mui|as fcrmas |radicicnais
dc mu|ua assi s|cncia cxi s|cn|cs nas aldcias ¡apcncsas, incluindc-sc aí a pcrmu|a
dc scrviçcs, a |rcca dc prcscn|cs, c mu|irác para ccns|ruir c rcfcrmar casas , c
amparc da ccmunidadc cm cascs dc mcr|c, dccnça c cu|rcs |rans|crncs c|c. Icr-
|an|c, assim ccmc nas arcas rurais dc Iava, a asscciaçác dc crcdi|c rc|a|ivc c
mai s dc quc uma simplcs ins|i |uiçác cccn0mica. c um mccanismc quc fcr|alccc
a sclidaricdadc ccmuni|aria'.
1!
Jal ccmc succdc ccm c capi|al ccnvcncicnal , cs quc dispõcm dc capi|al sc-
cial |cndcm a acumul ar mai s ¨Uma vcz |cndc criadc suas primciras i ns|i |uiçõcs
dc pcqucnc pcr|c, um grupc dc indivíducs pcdc u|ili zar c capi|al sccial assim
gcradc para sclucicnar prcblcmas dc maicr mcn|a a|ravcs dc mccanismcs ins-
|i|ucicnai s mais ccmplcxcs. As a|uais |ccrias scbrc a açác ccl c|iva dcixam dc cn-
fa|izar c prcccssc dc acumulaçác dc capi|al ins|i|ucicnal.'
11
Mui|as das fcrmas dc capi|al scci al cxis|cn|cs ÷ ccnfiança, pcr cxcmpl c ÷
sác c quc Albcr| Hirschman¸dcncmincu ¨rccurscs mcrai s', is|c c, rccurscs cu¡a
cfcr|a aumcn|a ccm c usc, cm vcz dc diminuir, c quc sc csgc|am sc não fcrcm
u|ìlizadcs
14
Quan|c mais duas pcsscas ccnfiam uma na cu|ra, maicr a sua ccn-
fiança mu|ua.

Icr cu|rc ladc.
¨uaa ¡teraeaa aeseeer| ae¸a a| t. e| l aee|e é el | a| eaaa a|tavés aa ex¡et| eee| a, ¡et·
¡aae|e ea el a | a¡eae as ¡esseas ae |etca a ex¡et|eee| a see| al aae¡aaaa, ea, e
¡ae é ¡|et, |eaaz a a|||aaes ¡ae valet| zaa a ¡té¡t| a aeseeer|ae¸a , ) uaa vez
| es|al aaa a aeseeer|ae¸a, le,e se |etea |a¡ess|vel sa|et se eta ae ra|e ] as|| ñeaaa,
¡e| s el a |ea a ea¡ae| aaae ae satisfazer a si própria. "
36
Jambcm cu|ras fcrmas dc capi|al sccial , ccmc as ncrmas c as cadcias dc rc-
l açõcs scciai s, mul |ipli cam-sc ccm c usc c minguam ccm c dcsusc

Icr |cdcs
csscs mc|ivcs, cabc cspcrar quc a criaçác c a dilapidaçác dc capi |al sccial sc ca-
rac|crizcm pcr círculcs vir|ucscs c círculcs vici cscs
! c0 . / - :. . . ö
Uma carac|crís|ica cspccííica dc capi|al sccial ÷ ccníiança, ncrmas c cadcias
dc rclaçõcs scciai s ÷ c c ía|c dc quc clc ncrmalmcn|c ccns|i|ui um bcm publicc,
ac ccn|ratic dc capi|al ccnvcncicnal, quc ncrmalmcn|c c um bcm privadc. ¨Icr scr
um a|ribu|c da cs|ru|ura sccial cm quc sc i nscrc c indivíduc, c capi|al sccial nác
c prcpricdadc par|icular dc ncnhuma das pcsscas quc dclc sc bcncíiciam. '

Assim
ccmc |cdcs cs bcns publiccs, c capi|al sccial ccs|uma scr insuíicicn|cmcn|c va-
lcrizadc c supridc pclcs agcn|cs privadcs. Icr cxcmpl c, minha rcpu|açác dc crc-
dibilidadc bcncíicia |an|c a mim quan|c a vccc, ¡a quc ncs pci!i|c cs|abclcccr uma
cccpcraçác mu|uamcn|c ccmpcnsadcra. Mas cu dcsccn|c cs bcncíícics quc a mi-
nha crcdibilidadc |raz para vccc (cu cs cus|cs quc a minha íal|a dc crcdibilidadc
acat+c|a para vccc), c pcr|an|c invis|c insuíicicn|cmcn|c na ícrmaçác dc ccníian-
ça.
1-
!ssc signiíica quc c capi|al sccial, a diícrcnça dccu|ras ícrmas dc capi|al , gc-
ralmcn|c |cm quc scr gcradc ccmc subprcdu|c dc cu|ras a|ividadcs scciai s.
40
A ccníiança c um ccmpcncn|c basicc dc capi|al scci al . Ccmc di ssc Kcnnc|h
Arrcw. ¨Ira|icamcn|c |cda |ransaçác ccmcrcial c

ccrra um clcmcn|c dc ccn-
íiança ÷ qualqucr |ransaçác rcalizada num pcrícdc dc |cmpc, bcm cn|cndi dc.
Icdc-sc mui |c bcmaíirmar quc bcapar|c dc a|rasc cccn0micc nc mundc s c dc-
vc à íal|a dc ccníiança'.
4l
An|hcny Iagdcn lcmbra as sabias palavras dc um
cccncmis|a napcli |anc dc scculc X'!!!, An|cnic Ocncvcsi .
¨|ãe |aveaae eear|aa¸a, a|z ele _Geaeves| J , aãe ¡eae |avet eet|eza ¡aaa|e aes
eea|ta|es aea, ¡et|aa|e, v| ,eae| a aas le|s ' , e aaa see| eaaae aessas eeaa| ¸ëes ve·
se ere|| vaaea|e teaaz|aa a aa es|aae ae sea| |at|á.· e , ) _|a |á¡el es ae Ge·
aeves| J as a¡él| ees e a|é aesae e a|a|e| te, ]á ¡ae |av|a |aa|a ral s| üea¸ãe, ae|·
xataa ae set l | vteaea|e aee| |es, e es aa¡el| |aaes v|taa-se teaaz|aes + |at|át|e
aeae| eaaaa ¡et Geaeves| , sé aaaae eea a aãe a| te| |a se ae aesae |ea¡e te·
ee|essea eea a es¡aetaa ¨
+:
Nas rcgi õcs cívicas da !|al ia, a diícrcnça dc Napclcs, a ccníiança sccial scm-
prc íci um clcmcn|c basicc dc ethos quc sus|cn|cu c di namismc cccn0micc c c
dcscmpcnhc gcvcrnamcn|al .
41
Ocralmcn|c c ncccssaric havcr cccpcraçác ÷ cn-
|rc c Icgisla|ivc c c Exccu|ivc, cn|rc cs cpcrarics c cs admini s|radcrcs, cn|rc cs
par|idcs pclí|iccs, cn|rc c gcvcrnc c a i nicia|iva privada, cn|rc as pcqucnas cm-
prcsas c assim pcr di an|c. Jcdavia, a cxplici |açác dcs ccn|ra|cs c da íi scali zaçác
ncsscs cascs c amiudc cncrcsa cu impcssívcl , c a cccrçác dc um |crccirc c i n-
vi avcl . A ccníiança prcmcvc a cccpcraçác. Quan|c mai s clcvadc c nívcl dc ccn-
íi ança numa ccmunidadc, mai cr a prcbabilidadc dc havcr cccpcraçác. E a
propria cccpcraçác gcra ccníiança. A prcgrcssiva acumulaçác dc capi|al sccial c
uma das pri ncipais rcspcnsavci s pcl cs círculcs vir|ucscs da !|ali a cívica.
A ccníiança ncccssaria para ícmcn|ar a cccpcraçác nác c uma ccníi ança cc-
ga. A ccníiança implica uma prcvi sác dc ccmpcr|amcn|c dc um a|cr i ndc-
pcndcn|c. ¨'ccc nác ccníia cm quc uma pcssca (cu uma cn|idadc) íara alguma
ccisa simplcsmcn|c pcrquc cla di ssc quc ira íazcr. 'ccc so ccníia pcrquc, cc-
nhcccndc a dispcsiçác dcla, as al|crna|ivas dc quc di spõc c suas ccnscqucncias,
a capaci dadc dcl a c |udc c mai s, vccc cspcra quc cla preferirá agir assi m. '
44
. / - :/ . º . . /. - 5 - º - v - - · - . · º: :. . . · / .
! c!
Em ccmuni dadcs pcqucnas c cccsas, |al prcvi sác pcdc bascar-sc nc quc Bcrnard
Williams dcncmina ¨ccníiança irrcs|ri |a', cu sc¡a, a quc rcsul|a dc ccnvívi c ín-
|imc ccm aquela pcssca. Em ccn|cx|cs mais amplcs c ccmplcxcs, pcrcm, c prc-
d í
. .
l
.
d |

c '
ci sc havcr uma ícrma c ccn iança mais i mpcssca cu 1 irc a. cmc scra
quc a ccníiança pcsscal sc |ransíc!a cm ccníiança scci al7
REGRAS DE RECI PROCI DADE
E SI STEMAS DE PARTI CI PAÇÃO CÍVI CA
Em ccn|cx|cs mcdcrncs c ccmplcxcs, a ccníiança scci al pcdc manar dc duas ícn-
|cs ccncxas. as rcgras dc rcciprccidadc c cs sis|cmas dc par|icipaçác cívica.

As
rcgras scci ais, scgundc Iamcs Cclcman, |ransícrcm dc a|cr para cu|rcm c dirci|c
dc ccn|rclar uma açác, ncrmalmcn|c pcrquc |al açác |cm ¨cx|cualidadcs', i s|c c,
ccnscqucncias (pcsi|ivas cu ncga|ivas) para cu|rcm. As vczcs as cx|crnalidadcs pc-
dcm scr cap|adas a|ravcs dc uma |ransaçác dc mcrcadc, mas issc raramcn|c ccct+c.
Es|abclcccm-sc rcgras quandc ¨uma açác |cm as mcsmas cx|crnalidadcs para cu-
|rcm, mas nác sc criam |ácíacilmcn|c mcrcadcs para c dirci|c dc ccn|rclar a açác,
c ncnhum a|cr pcdc iscl adamcn|c cíc|uar ccm prcvci|c uma |ransaçác para adquirir
L dirci|c dc ccn|rclc'.

As rcgras sác incu|idas c sus|cn|adas |an|c pcr mcic dc
ccndicicnamcn|c c sccial izaçác (pcr cxcmplc, cducaçác cívica) quan|c pcr mcic dc
sançõcs.

Jal vcz um cxcmplc csclarcça mclhcr. ccmc aqui ccs|uma vcn|ar mui|c cm
ncvcmbrc, minhas íclhas pcdcm ir parar nc ¡ardi m dcs cu|rcs. Ccn|udc nác c
plausívcl quc mcus vizinhcs mc pagucm para cu varrc-las . Icrcm a rcgra dc
man|cr limpcs cs gramadcs c rigcrcsa cm minha ccmunidadc c ccns|rangc a mi-
nha dccisác dc passar a |ardc dc sabadc vcndc |cl cvi sác. Essa rcgra nác chcga
a scr cnsinada nas cscclas lccai s, mas as pcsscas a mcnci cnam quandc algucm
sc muda para ca c a rci|cram nác apcnas nas írcqucn|cs ccnvcrsas cu|cnai s, cc-
mc |ambcm varrcndc cbscssivamcn|c scus ¡ ardi ns . Os |ransgrcsscrcs ccrrcm c
ri scc dc vcrcm-sc cxcl uídcs dcs cvcn|cs ccmuni|ari cs, c raramcn|c algucm dcixa
dc varrcr as íclhas. Embcra a ncrma nác |cnha ícrça lcgal , c cmbcra cu prcíira
vcr |clcvisác a rccclhcr íclhas, ccs|umc aca|ar a rcgra.
Nc!as ccmc cssas, quc ícr|alcccm a ccníiança sccial, vingam pcrquc rcduzcm
cs cus|cs dc |ransaçác c íacili |am a cccpcraçác.
4-
A mais impcr|an|c dcssas rcgras
c a da rcciprccidadc. Exis|cm dcis |ipcs dc rcciprccidadc, pcr vczcs chamadcs dc
rcciprccidadc ¨balanccada' (cu ¨cspccííica') c rcciprccidadc ¨gcncralizada' (cu
¨diíusa').
¯0
A primcira di z rcspci|c a pcrmu|a simul |ånca dc i|cns dc igual valcr,
pcr cxcmplc, quandc cclcgas dc |rabalhc |rccam scus dias dc íclga cu quandc pc-
lí|iccs ccmbinam apciar-sc mu|uamcn|c. A rcciprccidadc gcncralizada diz rcspci|c
a uma ccn|ínua rclaçác dc |rcca quc a qualqucr mcmcn|c aprcscn|a dcscquilíbric
cu íal|a dc cc)cspcndcncia, mas quc supõc cxpcc|a|ivas mu|uas dc quc um íavcr
ccnccdidc hc¡c vcnha a scr rc|iibuídc nc íu|urc. A amizadc, pcr cxcmplc, quasc
scmprc implica rcciprccidadc gcncrali zada. Cíccrc (na|ural, alias, da !|alia ccn|ral)
! c2 ./- :. . . ö
ícrmulcu ccm admiravcl clarcza a rcgra da rcciprccidadc gcncralizada. ¨Ncnhum
dcvcr c |ác indispcnsavcl quan|c c dc rc|ribuir um íavcr. Jcdcs dcsccníiam dc
qucm sc csquccc dc um bcncíícic prcs|adc'.
¯ l
A rcgra da rcciprccidadc gcncralizada c u m ccmpcncn|c al|amcn|c prcdu|ivc
dc capi |al scci al . As ccmunidadcs cm quc cssa rcgra c cbcdccida |cm mclhcrcs
ccndiçõcs dc ccibir c cpcr|unismc c sclucicnar cs prcblcmas da açác ccl c|iva.
¯!
A rcciprcci dadc cra a basc das consorterie c cu|rcs |ipcs dc sccicdadcs quc a¡ u-
daram a scl ucicnar c dilcma da scgurança cnírcn|adc pcl cs cidadács das rcpu-
blicas ccmunais dc Ncr|c da !|alia mcdicval , assim ccmc das asscciaçõcs dc
mu|ua assis|cncia criadas para cnírcn|ar cs ri sccs cccn0miccs nc scculc X!X. A
rcgra da rcciprccidadc gcncralizada scrvc para ccnciliar in|crcssc propric ccm sc-
lidaricdadc.
¨|aa s| s|eaa ae tee|¡tee|aaae, |eae a| e |aa| v|aaal geralmente se eatae|et|za ¡et
aaa eea||aa¸ãe ae ¡ae se ¡eaet|a e|aaat ae al|ta.sae a eat|e ¡taze e |a|etesse
¡té¡t| e a l ea,e ¡taze ea |e a] aae a,eta aa ex¡ee| a|| va ,¡ess| velaea|e va,a, | a-
eet|a e |a¡teaea||aaa) ae ¡ae ae a] aaatás ra|ataaea|e A tee|¡tee|aaae é re| |a ae
aaa sét| e ae a|es ¡ae | selaaaaea|e sãe al|ta.s||ees a eat|e ¡taze ,|eaeñe| aa ea-
|tea + eas|a ae al|ta|s|a), aas ¡ae |eaaaes ea eea]aa|e normalmente |eaeñe| aa
|eaes es ¡at|| e|¡aa|es ¨
··
A bca rcgra da rcciprccidadc gcncralizada cm gcral cs|a asscciada a um am-
plc sis|cma dc in|crcåmbic sccial . Nas ccmunidadcs cm quc as pcsscas acrcdi-
|am quc a ccníiança scra rc|ribuída, scm quc dcla vcnham a abusar, cxi s|c maicr
prcbabilidadc dc havcr i n|crcåmbic. Icr cu|rc l adc, c in|crcåmbic ccn|ínuc ac
lcngc dc |cmpc ccs|uma inccn|ivar c cs|abclccimcn|c dc uma rcgra dc rcciprc-
cidadc gcncrali zada.
¯4
Alcm dissc, ccr|cs sis|cmas dc in|crcåmbic sccial pcr si
mcsmcs íacili |am a scluçác dcs dilcmas da açác ccl c|iva. Mark Orancvc||cr as-
sinal cu quc a ccníiança c i nccn|ivada c a ma ccndu|a dcscs|imul ada, quandc cs
accrdcs cs|ác ¨inscridcs' numa cs|ru|ura mais ampla dc rclaçõcs pcsscais c i n-
|crcåmbi cs scci ai s.
¯¯
A i n|craçác pcsscal c um mci c cccn0micc c scgurc dc cb|cr inícrmaçõcs
accrca da ccníiabilidadc dcs dcmais a|crcs. Ccmc ncs l cmbra c |ccrcma pcpular
da |ccria dcs ¡cgcs, as rcl açõcs scciais cxi s|cn|cs ícmcn|am a ccníiança. Alcm
di ssc, as rcl açõcs ccn|inuadas ''írcqucn|cmcn|c sc rcvcs|cm dc um s i gniíicadc
sccial quc cnccrra ícr|cs cxpcc|a|ivas dc ccníiabi li dadc c abs|cnçác dc cpcr|u-
ni smc (. . . ). Os Dil cmas dc Iri sicncirc sác (. . . ) amiudc ncu|rali zadcs pcla ícrça
das rclaçõcs pcsscais' .
¯õ
Icl a o|ica da inscrçác, a ccmbinaçác dc crdcm c dc-
scrdcm, dc cccpcraçác c cpcr|unismc numa sccicdadc ira dcpcndcr dcs i n|cr-
cåmbi cs scciai s prccxi s|cn|cs.
Jcda sccicdadc ÷ mcdcrna cu |radicicnal , au|cri|aria cu dcmccra|ica, ícudal
cu capi|al i s|a ÷ sc carac|criza pcr sis|cmas dc i n|crcåmbic c ccmunicaçác i n-
|crpcsscai s, |an|c ícrmai s quan|c i nícrmai s. Al guns dcsscs sis|cmas sác basica-
mcn|c ¨hcri zcn|ai s', ccngrcgandc agcn|cs quc |cm c mcsmc status c c mcsmc
pcdcr. Ou|rcs sác basicamcn|c ¨vcr|i cai s', ¡un|andc agcn|cs dcsiguai s cm rcla-
. / - :/ . º . . /. - 5 - º - v - - · - . · º: :. . . · / . ! c3
çõcs assimc|ricas dc hicrarquia c dcpcndcncia. Na rcalidadc, quasc |cdcs clcs
ccmbinam ambas as carac|crís|icas. a|c mcsmc uma cquipc dc bcl ichc |cm um
capi |ác, c nas prisõcs cs guardas cvcn|ualmcn|c ccníra|crnizam ccm cs i n|crncs.
Na pra|ica, cs si s|cmas dc rclaçõcs scciais quc carac|crizam uma crganizaçác pc-
dcm scr i nccmpa|ívci s ccm a idcclcgia quc a inspira.
¯¯
Icr cxcmplc, |çdcs cs
grupcs rcl igicscs mis|uram hicrarquia ccm igualdadc, mas nas ccngrcgaçõcs prc-
|cs|an|cs cs sis|cmas dc rclaci cnamcn|c ccs|umam scr ccnsidcradcs mais hcri-
zcn|ais dc quc na i grc¡ a ca|olica.
¯s
Icrcm a diícrcnça basica cn|rc as cadci as
hcrizcn|ais c as cadcias vcr|icai s, cn|rc cs sis|cmas ¨rc|iculadcs' c cs sis|cmas
¨has|cadcs' c razcavclmcn|c clara.
Os sis|cmas dc par|icipaçác cívica, assim ccmc as asscci açõcs ccmuni|arias,
as sccicdadcs críc0nicas, as cccpcra|ivas, cs clubcs dcspcr|ivcs, cs par|idcs dc
massa c similarcs cxaminadcs ncs capí|ulcs 4 c 5, rcprcscn|am uma i n|cnsa in-
|craçác hcrizcn|al . Os sis|cmas dc par|icipaçác cívica sác uma ícrma csscncial dc
capi |al sccial. quan|c mai s dcscnvclvidcs ícrcm csscs si s|cmas numa ccmuni da-
dc, maicr scra a prcbabilidadc dc quc scus cidadács sc¡am capazcs dc cccpcrar
cm bcncíícic mu|uc. Icr quc, cxa|amcn|c, cs sis|cmas dc par|icipaçác cívica
cxcrccm cssc pcdcrcsc cíci|c sccundaric7
o Ll es aaaea|aa es eas|es ¡e|eae|a|s ¡ata e |taas,tesset ea ¡aal ¡aet |taasa¸ãe | aa| ·
v| aaal O e¡et|aa| sae ¡ëe ea t| see es |eaer.e| es ¡ae ele es¡eta e||et ea |eaas as
aeaa| s |taasa¸ëes ea ¡ae es|á eavelv|ae, |ea eeae es |eaer.e| es ae ra|atas |taa·
sa¸ëes |e ] at,ãe aa |eet|a aes ]e,es, es s| s|eaas ae ¡at|| e| ¡a¸ãe e.v|ea aaaea|aa a
| |eta¸ãe e a | a|eteeaexãe aes ] e,es
·:
o Ll es ¡teaevea sél | aas te,tas ae tee|¡tee|aaae Os eea¡a|t|e|as ¡ae |a|eta,ea ea
aa| |es eea|ex|es see| a| s ¨|ea a raealaaae ae es|a|eleeet sél|aas te,tas ae |ea eea·
¡et|aaea|e e ae |taasa||| t aas aes ea|tes saas aa|aas ex¡ee|a||vas ea aal || ¡l es eea·
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aese]es e e|] e||ves aes |eaeas ae Ls|aae ¨
· ·
Emsuma, grupcs mais numcrcscs c mais ícr|cs si gniíicam um gcvcrnc íracc.
Sccicdadc ícr|c, Es|adc íragi l .
Ncssc cs|udc ccn|radiz ambas as |cscs |an|c cm |crmcs cmpíriccs quan|c |co-
riccs. Ac lcngc da his|oria, ccmc aíirmamcs nc capí|ulc 5, as ncmas c cs sis-
|cmas dc par|icipaçác cívica prcmcvcram c crcscimcn|c cccn0micc, cm vcz dc
ini bi-lc. Jalcíci|cpcrsis|c a|c hc¡c. Nas duas dccadas |ransccnidas dcsdc a criaçác
dcs gcvcrncs rcgicnai s, as rcgiõcs cívicas crcsccram mai s rapidc dc quc as rcgiõcs
cndc ha mcncs asscciaçõcs c mais hicrarqui a, omitindo seu nível de desenvolvi­
mento em 1970. Dc duas rcgiõcs igualmcn|c adian|adas cccncmicamcn|c cm l 9T0,
aqucla cu¡cs sis|cmas dc par|icipaçác cívica cram mais dcscnvclvidcs crcsccu ccn-
sidcravclmcn|c mai s rapidc ncs ancs subscqucn|cs.
¯!
Analcgamcn|c, ccmc vimcs
nc capí|ulc 4, cxis|c uma ícr|c cc1claçác cn|rc asscciaçõcs cívicas c ins|i|u|çõcs
publicas cíicazcs . A |ccria ícrmulada ncs|c capí|ulc a¡uda a cxplicar pcr quc c ca-
pi|al sccial, ccrpcriíicadc cm sis|cmas hcrizcn|ais dc par|icipaçác cívica, íavcrccc
c dcscmpcnhc dc gcvcnc c da cccncmia, c nác c cpcs|c. sccicdadc ícr|c, ccc-
ncmia ícr|c, sccicdadc ícr|c, Es|adc ícr|c.
HI STÓRI A E DESEMPENHO I NSTI TUCI ONAL:
DOI S EQUI LÍBRI OS SOCI AI S
Rcsumindc a argumcn|açác a|c aqui aprcscn|ada, cm |cdas as sccicdadcs cs di-
lcmas da açác cclc|iva cbs|am as |cn|a|ivas dc cccpcrar cm bcncíícic mu|uc, sc¡a
na pclí|ica cu na cccncmia. A cccrçác dc um |crccirc c uma scluçác i nadcquada
para cssc prcblcma. A cccpcraçác vclun|aria (pcr cxcmplc, asscci açõcs dc crcdi|c
rc|a|ivc) dcpcndc dc capi|al sccial . As rcgras dc rcciprccidadc gcncralizada c cs
si s|cmas dc par|icipaçác cívica cs|imulam a cccpcraçác c a ccníiança sccial pcr-
quc rcduzcm cs inccn|ivcs a |ransgrcdir, diminucm a inccr|cza c ícrncccm mc-
dclcs para a cccpcraçác íu|ura. A propria ccníiança c uma prcpricdadc dc si s|cma
sccial , |an|c quan|c um a|ribu|c sccial . Os indivíducs pcdcm scr ccníian|cs (c nác
simplcsmcn|c crcdulcs) pcr causa das ncrmas c dcs sis|cmas cm quc sc inscrcm
scus a|cs.
¯1

Os cs|cqucs dc capi|al sccial , ccmc ccníi ança, ncrmas c sis|cmas dc par|i-
cipaçác, |cndcm a scr cumula|ivcs c a rcícrçar-sc mu|uamcn|c. Os círculcs vir-
|ucscs rcdundam cm cquilíbrics scciais ccm clcvadcs nívci s dc cccpcraçác,
ccníiança, rcciprcci dadc, civismc c bcm-cs|ar cclc|ivc. Eis as carac|crís|icas quc
dcíincm a ccmunidadc cívica. Icr cu|rc l adc, a i ncxis|cncia dcssas carac|crís|icas
./- :/ . º . . /. - 5 - º - v - - · - . · º: :. . . · / . i c¯
na ccmunidadc nác-civtca |ambcm c algc quc |cndc a au|c-rcícrçar-sc. A dc-
scrçác, a dcsccníiança, a cmissác, a cxplcraçác, c isclamcn|c, a dcscrdcm c a
cs|agnaçác in|cnsiíicam-sc rcciprccamcn|c num miasma suíccan|c dc círculcs vi-
cicscs. Jal argumcn|açác sugcrc quc dcvc havcr pclc mcncs dois cquilíbri cs gc-
rais para cs quais |cdas as scci cdadcs quc cnírcn|am cs prcblcmas da açác
cclc|iva (cu sc¡a, todas as sccicdadcs) |cndcm a cvcluir c quc, uma vcz a|in-
gidcs , |cndcm a au|c-rcícrçar-sc.
A cs|ra|cgia dc ¨¡ amais cccpcrar' ccns|i|ui um cquilíbric cs|avcl, pclcs mc-
|ivcs ¡ a circuns|anciadcs nas vcrsõcs habi|uais dc dilcma dc pri sicncirc.
¯4
Uma
vcz ncssa si|uaçác, pcr mais quc i ssc rcprcscn|c cxpl craçác c a|rasc, c irraci c�
nal c i ndivíduc buscar uma al|crna|iva quc impl iquc maicr ccl abcraçác , a nác
scr, |alvcz, nc scic da íamíli a. O ¨íamilismc amcral ' cbscrvadc pcr Baníicld nc
Mczzcgicrnc nác c, na vcrdadc, irracicnal , c sim a uni ca cs|ra|cgia raci cnal pa-
ra scbrcvivcr ncssc ccn|cx|c sccial.
¯¯
Ncssc cquilíbric sccial , cs a|crcs pcdcm
a|c pcrccbcr quc sc acham cm picr si|uaçác dc quc num cquilíbric mais cc-
cpcra|ivc, mas sác impc|cn|cs para alcançar |al cs|adc.
Ncssc ccn|cx|c, c dc sc cspcrar quc prcdcminc a scluçác hicrarquica hcb-
bcsiana para cs dilcmas da açác cclc|iva ÷ cccrçác, cxplcraçác c dcpcndcnci a.
Essa si|uaçác cprcssiva c ni|idamcn|c inícricr a uma scluçác cccpcra|iva, pcis
ccndcna a sccicdadc a um a|rasc quc so |cndc a pcrpc|uar-sc. Jcdavia issc ainda
c prcícrívcl ac ¨cs|adc na|ural' puramcn|c anarquicc, ccmc scmprc íiccu cl arc
para cs i |aliancs mcridi cnai s dcsdc a cpcca mcdicval a|c cs dias dc hc¡ c. A sc-
l uçác hcbbcsiana |cm ac mcncs a vir|udc dc cs|ar ac alcancc dc indivíducs quc
sác incapazcs dc ccníiar ncs cu|rcs. Um mínimc dc scgurança, mcsmc quc cn-
vclva cxplcraçác c incíicicncia, nác chcga a scr algc dcsprczívcl para qucm sc
vc impc|cn|c.
A diíiculdadc dc rcsclvcr cs di lcmas da açác cclc|iva ncssc cquil íbric hcb-
bcsianc signiíica quc a sccicdadc sc acha cm picr si|uaçác dc quc nc rccursc a
cccpcraçác. O prcblcma c |alvcz ainda maicr num ccmplcxc ccn|cx|c indus|ria-
lizadc cu pos-indus|rializadc ÷ cm quc a cccpcraçác impcsscal c indi spcnsavcl
÷ dc quc numa simplcs sccicdadc agríccla. Ccmc cbscrvcu Dcuglass Ncr|h, |co-
ricc argu|c da his|oria cccn0mica, ¨as van|agcns dc cpcr|unismc, da |rapaça c da
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.
d |ransgrcssác aumcn|am nas sccrc a cs ccmp cxas . ssrm, a tmpcranci a c ca-
pi|al sccial (para ccibir c cpcr|unismc, a |rapaça c a |ransgrcssác) aumcn|a a mc-
dida quc prcsscguc c dcscnvclvimcn|c cccn0micc. !ssc |alvcz a¡udc a cxplicar pcr
quc ncs ul|imcs l 00 ancs aumcn|cu c ícssc cxis|cn|c cn|rc c Ncr|c cívicc c c Sul
nác-cívicc.
O gcvcrnc au|cri|aric, c clicn|clismc, a cccrçác ilcgal c quc¡ andcs rcprcscn-
|am a scluçác subo|ima da ¨cmissác'. a|ravcs dclcs cs indivíducs ccnscgucm al-
guma |rcgua na gucrra dc |cdcs ccn|ra |cdcs, scm buscar c scnhc impcssívcl da
cccpcraçác. A ícrça c a íamíl ia sác um succdåncc primi|ivc da ccmunidadc cí-
vica. Essc cquilíbric íci c |ragicc dcs|inc da !|ali a mcridicnal pcr um milcnic.
Havcndc um cs|cquc adcquadc dc capi|al scci al , pcrcm, c pcssívcl cb|cr-sc
um cquilíbric mais sa|isía|oric. Supcndc quc cs dilcmas dc prisicncirc sc¡am i|c-
radcs c in|crligadcs (ccmc sác numa ccmuni dadc cívica), a ¨rcciprccidadc ccra-
! cc . / - :. . .ö
¡ csa' c |ambcm uma cs|ra|cgia dc cqui l ízric cs|avcl, ccmc mcs|rcu rcccn|cmcn|c
Rcbcr| Sugdcn, cspccialis|a cm |ccria dcs ¡ cgcs. ¨Cccpcrc ccm as pcsscas quc
cccpcram ccm vccc (cu quc cccpcram ccm pcsscas ccmc vccc), c nác sc¡ a c pri-
mcirc a |ransgrcdir'. Mais cspcciíicamcn|c, Sugdcn mcs|ra quc, nc quc clc dc-
ncmina ¨¡cgc dc mu|ua a¡uda' (uma ícrmalizaçác dc |ra|c quc cs|a implíci|c nas
sccicdadcs dc mu|ua assis|cncia, nas cccpcra|ivas, nas asscciaçõcs dc crcdi|c rc-
|a|ivc, na parabcla dcs dcis íazcndcircs dc Humc c|c. ), c pcssívcl man|cr a cc-
cpcraçác indcíi ni damcn|c. É bcm vcrdadc quc, mcsmc num ¡ cgc dc mu|ua a¡uda
rcpc|idc indcíinidamcn|c, ¨dcscr|ar scmprc' c também um cqui líbric cs|avcl , mas
sc a sccicdadc ccnscguir dc algum mcdc passar a scluçác cccpcra|iva, cs|a |cn-
dcra a au|c-rcícrçar-sc.
¯¯
Numa sccicdadc carac|crizada pcr amplcs sis|cmas dc
par|icipaçác cívica, na qual a maicria aca|a as ncrmas cívicas, c mais íacil i dcn-
|iíicar c punir a cvcn|ual ¨cvclha ncgra', dc mcdc quc a |rangrcssác |crna-sc mais
aniscada c mcncs |cn|adcra.
A anali sc dc Sugdcn lcva a ccncl usác dc quc |an|c ¨dcscr|ar scmprc' quan|c
¨rcciprccar a¡uda' sác ccnvcnçõcs ícr|ui|as ÷ cu sc¡ a, rcgras quc sc dcscnvcl -
vcram cm ccr|as ccmuni dadcs c quc, |cndc-sc dcscnvclvidc dcssaícrma, sác cs-
|av�is, mas pcdcriam |cr-sc dcscnvclvidc diícrcn|cmcn|c. Em cu|ras palavras,
|an|c rcciprccidadc/ccníiança quan|c dcpcndcncia/cxplcraçác pcdcm man|cr unida
a sccicdadc, mas ccm diícrcn|cs nívcis dc cíicicncia c dcscmpcnhc i ns|i|uci cnal .
Uma vcz inscridcs num dcsscs dci s ccn|cx|cs , cs a|crcs racicnai s |cm mc|ivcs
para agir ccnícrmc suas rcgras. A his|oria dc|crmina qual dcsscs dci s cquilíbri cs
cs|avci s ira carac|crizar uma dada sccicdadc.
Assim, mcmcn|cs hi s|ori ccs dccisivcs pcdcm |cr ccnscqucncias cx|rcmamcn|c
duradcuras. Ccmc cnía|izaram cs ¨ncvcs ins|i|ucicnali s|as', as ins|i |uiçõcs ÷ c
cabcria acrcsccn|ar, cs ccn|cx|cs scciais quc ccndici cnam scu íuncicnamcn|c ÷
dcscnvclvcm-sc ac lcngc da hi s|ori a, mas nác a|ingcm scguramcn|c um unicc c
cíicicn|c cqui l íbri c.
¯°
A his|oria ncm scmprc c cíicicn|c, nc scn|idc dc suprimir
pra|icas scciais quc impcçam c prcgrcssc c inccn|ivcm a irracicnal idadc cclc|iva.
Jal incrcia |ampcucc pcdc scr dc algum mcdc a|ribuída a irracicnali dadc indi-
vidual . Ac ccn|raric, pcr rcagircm racicnalmcn|c ac ccn|cx|c sccial quc l hcs íci
lcgadc pcla his|ori a, cs indivíducs acabam rcícrçandc as pa|cl cgias scciai s.
Jconccs da his|oria cccn0mica apclidaram rcccn|cmcn|c cssa carac|crís|ica dcs
si s|cmas scciai s dc ¨subcrdinaçác a |ra¡c|oria'. c lugar a quc sc pcdc chcgar dc-
pcndc dc lugar dc cndc sc vcic, c si mplcsmcn|c c impcssívcl chcgar a ccr|cs l u-
garcs a par|ir dc cndc sc cs|a.
¯-
A subcrdinaçác a |ra¡c|oria pcdc prcduzir
diícrcnças duradcuras cn|rc c dcscmpcnhc dc duas sccicdadcs, mcsmc quandc nc-
l as cxis|cm i ns|i|uiçõcs ícrmais, rccurscs, prcçcs rcla|ivcs c prcícrcncias indivi-
duais scmclhan|cs. !ssc |cm prcíundas implicaçõcs para c dcscnvclvimcn|c
cccn0micc (c pclí|icc). ¨Sc c prcccssc pclc qual chcgamcs as a|uais i ns|i|uiçõcs
c rclcvan|c c ccns|rangc as cpçõcs íu|uras, cn|ác nác so a his|oiia c impcr|an|c,
ccmc |ambcm c mau dcscmpcnhc pcrsis|cn|c c as |cndcncias divcrgcn|cs dc dc-
scnvclvi mcn|c a lcngc prazc dcrivam dc uma causa ccmum'.
°0
Dcuglass Ncr|h ilus|rcu cssc pcn|c ac rcmcn|ar as cxpcricncias pos-cclcniais
das Amcricas dc Ncr|c c dc Sul acs scus rcspcc|ivcs lcgadcs cclcni ai s.
°l
Apos
. / - :/ . º . . /. - 5 - º - v - - · - . · º: :. . . · / . ! c0
a indcpcndcncia, |an|c cs Es|adcs Unidcs quan|c as rcpublicas la|i nc-amcricanas
dispunham dc car|as ccns|i|ucicnai s, rccurscs abundan|cs c idcn|icas cpcr|unida-
dcs in|crnacicnai s, pcrcm cs ncr|c-amcri cancs ícram bcncíiciadcs pclas |radiçõcs
i nglcsas dc dcsccn|ralizaçác c parlamcn|arismc, cnquan|c cs l a|inc-amcricancs
ícram prc¡ udicadcs pclc au|cri|arismc ccn|ralizadc, c íamilismc c c clicn|clismc
quc havi am hcrdadc da Espanha mcdicval. Em ncssc¡ argác, cs ncr|c-amcricancs
hcrdaram |radi çõcs dc civi smc, ac passc quc acs la|inc-amcricancs ícram lcgadas
|radiçõcs dc dcpcndcncia vcr|ical c cxplcraçác. Nác quc as prcícrcnci as cu prc-
dilcçõcs dc ncr|c-amcri cancs c la|i nc-amcricancs ícsscm diícrcn|cs, c ía|c c quc
ccn|cx|cs scci ais his|cricamcn|c dc|crminadcs prcpiciaram-lhcs diícrcn|cs cpcr-
|unidadcs c mc|ivaçõcs. É nc|avcl c paralclismc cn|rc cssc ccn|ras|c Ncr|c- Sul c
c casc i|alianc.
°!
Emprcgandc c |ci!c ¨ins|i|uiçác' cm scn|idc ampl c para dcsignar ¨as rcgras
dc ¡ cgc numa sccicdadc', Ncr|h assinala quc cs mcdclcs ins|i|ucicnais |cndcm
a au|c-rcícrçar-sc, mcsmc quandc sác sccialmcn|c incíici cn|cs.
°1
Irimcirc, quasc
scmprc c mai s íacil para um agcn|c individual adap|ar-sc as rcgras dc ¡cgc vi-
gcn|cs dc quc |cn|ar mcdiíica-las. Na vcrdadc, |ai s rcgras ccs|umam induzir a
ícrmaçác dc crganizaçõcs c grupcs in|crcssadcs cm suas impci!ciçõcs. Scgundc,
dcpcis quc c dcscnvclvimcn|c |cma dc|crminadc rumc, a cul|ura crganizacicnal ,
cs ccs|umcs c cs mcdcl cs mcn|ais dc mundc sccial rcícrçam cssa |ra¡ c|oria. A
cccpcraçác cu a cmissác c a cxpl craçác |crnam-sc cn|ranhadas. As rcgras i n-
íc!ais c a cul|ura nác so mudam mais lcn|amcn|c dc quc as rcgras ícrmai s, cc-
mc |cndcm a rcmcdcla-las, dc mcdc quc a impcsiçác cx|crna dc um ccn¡ un|c
ccmum dc rcgras ícrmais acarrc|a rcsul|adcs amplamcn|c divcrgcn|cs. Jcdas cs-
sas hipo|cscs ccndizcm ccm as ccn|inuidadcs cxaminadas nc capí|ulc 5 .
Jcdcs c s capí|ul cs dcs|c livrc ccmcçaram ccm uma pcrgun|a c |crmi naram
ccm cu|ra. O capí|ulc 2 ccmcçcu pcrgun|andc ¨ccmc as ncvas ins|i |uiçõcs rc-
gicnais inílucnciaram a pra|ica da pclí|ica' c |crmincu pcrgun|andc ¨ccmc íci c
dcscmpcnhc dc cada ins|i|uiçác nc gcvcrnc'. O capí|ulc 3 rcspcndcu a cssa pcr-
gun|a, lcvandc-ncs na|uralmcn|c a indagar ¨pcr quc ccr|as ins|i|uiçõcs |cm mc-
lhcr dcscmpcnhc dc quc cu|ras!'. O capí|ulc 4 rclaci cncu as diícrcnças nc
dcscmpcnhc ccm as diícrcnças na par|icipaçác cívica, c quc pcr sua vcz susci|cu
a qucs|ác ¨qual a crigcm dcssas diícrcnças nc civismc!'. O capí|ul c 5 a|ribuiu
|ai s diícrcnças as divcrsas |radiçõcs quc rcsis|iram pcr quasc um milcnic, lc-
van|andc assim cu|ra qucs|ác. ¨pcr quc |ais diícrcnças rcvclaram-sc |ác cs|a-
vcis'! O capí|ul c 6 cxpliccu cs círculcs vicicscs c vir|ucscs quc rcdundaram cm
cquilíbrics scciai s ccn|ras|an|cs, subcrdinadcs a |ra¡ c|oria.
Jal cxpl icaçác, ccnquan|c ccnvinccn|c, susci|a ainda cu|ra qucs|ác. ¨pcr quc
c Ncr|c c c Sul scg

uiram |ra¡ c|orias divcrgcn|cs nc scculc X!!'. O rcgimc hic-
rarquicc nc!andc dc Sul dcsdc lcgc pcdc scr vis|c ccmc c rcsul|adc da ccn-
qui s|a pcr |rcpas mcrccnarias cx|rcmamcn|c ccmpc|cn|cs. Mai s prcblcma|icas c
|alvcz mais i n|crcssan|cs sác as crigcns das rcpublicas ccmunai s. Ccmc íci quc
cs habi|an|cs da !|alia sc|cn|ricnal c ccn|ral passaram a buscar scluçõcs cccpc-
ra|ivas para cs scus dilcmas hcbbcsiancs! A rcspcs|a a cssa pcrgun|a cs|a a cxi -
gi r cs|udcs mai s aprcíundadcs, a|c pcrquc, scgundc cs hi s|cri adcrcs, cl a cs|aria
: -. ./ - : . . . ö
pcrdlda nas brumas da !dadc Mcdla.
°4
Ccn|udc, ncssa ln|crprc|açác rcssal |a a cx-
|rcma l mpcr|åncla dc |cn|ar-sc dlsslpar cssas brumas.
Os clcn|ls|as scclal s ha mul|c dl scu|cm c quc causa c quc. cul|ura cu cs-
|ru|ura. Nc ccn|cx|c dc ncssa argumcn|açác, cssc dcba|c dl z rcspcl |c ac ccm-
pllcadc ncxc causal cn|rc as ncrmas c a|l |udcs cul |ural s c as cs|ru|uras scclals
c cs padrõcs dc ccmpcr|amcn|c quc ccnílguram a ccmunldadc cívlca. Aícra a
ambl guldadc dc ¨cul |ura' c ¨cs|ru|ura', pcrcm, |al dcba|c parccc cs|ar mal cc-
lccadc. A malcrla dcs cs|udlcscs l scn|cs rcccnhccc quc as a|l|udcs c as pra|lcas
ccns|l |ucm um cqullíbrlc dc mu|uc rcícrçc.
°¯
As lns|l|ulçõcs dc cunhc cccpc-
ra|l vc rcqucrcm ap|ldõcs c ccnílança ln|crpcsscal s, mas cssas ap|ldõcs c cssa
ccnílança sác lgualmcn|c lnculcadas c rcícrçadas pcla cclabcraçác crganl zada.
As ncrmas c cs sls|cmas dc par|lclpaçác cívlca ccn|rlbucm para a prcspcrldadc
cccn0mlca c sác pcr sua vcz rcícrçadcs pcr cssa prcspcrldadc.
Jcdavla as qucs|õcs dc causaçác llncar nác dcvcm cxclulr a anallsc dc cqul -
líbrl c. Ncssc ccn|cx|c, c dcba|c dc |l pc¨ ccvc cu a gallnha' scbrc cul|ura versus
cs|ru|ura c csscnclalmcn|c lníru|ucrc. Mals lmpcr|an|c c cn|cndcr pcr quc a hl s-
|orla íaclll|a ccr|as |ra¡ c|orlas c cbs|rul cu|ras. Dcugl ass Ncr|h assl m rcsumc cs
dcsaílcs quc sc ncs aprcscn|am.
¨A sa|eta| aa¸ãe + |ta] e|ét|a s| ,a| r| ea ¡ae a || s|ét| a tealaea|e | a¡et|a É | a¡es-
s|vel eea¡teeaaet as e¡¸ëes ae |e]e ,e ¡tee| sá-las aa aeaela,ea ae aesea¡ea|e
eeeaêa|ee) sea |aves||,at a evela¸ãe |aeteaea|a| aas | as|| |a| ¸ëes |as es|aaes
a¡eaas eeae¸aaae a |a¡et|aa|e |atera ae ¡es¡a| sat as |a¡l| ea¸ëes aa sa|eta| aa¸ãe
+ |ta]e|ét| a , ) As tes|t|¸ëes retaa| s tealaea|e |a¡et|aa lata ael |et tes¡eaaet
a essas ¡aes|ëes, ¡tee|saaes sa|et aa| |e aa|s se|te as aetaas ae eea¡et|aaea|e
aet|vaaas aa eal|ata e se|te eeae elas |a|eta,ea eea as aetaas retaa| s Ls|aaes
a¡eaas eeae¸aaae a es|aaat a raaae as | as|| |a| ¸ëes ¨
°
s
LI ÇÕES DA EXPERI ÊNCI A REGI ONAL I TALI ANA
O sccul c XX chcga ac ílm ccm as mcsmas clcvadas asplraçõcs ccm quc cc-
mcçcu. cs|cndcr cs bcncííclcs dc gcvcrnc dcmccra|lcc a um numcrc cada vcz
mal cr dc hcmcns c mulhcrcs .
°¯
Quc ía|crcs vlrác lnílucnclar a ccncrc|lzaçác
dcssas cspcranças ! Ncssc cs|udc cxamlncu c pc|cnclal da rcícrma l ns|l|uclcnal
ccmc cs|ra|cgla para a mudança pclí|lca c |ambcm as rcs|rlçõcs quc c ccn|cx|c
scclal l mpõc ac dcscmpcnhc l ns|l |uclcnal. Jransccrrldcs 20 ancs dcsdc c cs|a-
bclcclmcn|c dc gcvcrnc rcglcnal na !|alla, c quc cssa cxpcrlcncla ncs cnslncu
scbrc a crlaçác dc ncvas lns|l|ulçõcs dcmccra|l cas!
Duran|c pclc mcncs 10 sccul cs, c Ncr|c c c Sul adc|aram mc|cdcs dlvcr-
gcn|cs para lldar ccm cs dllcmas da açác ccl c|lva quc aíll gcm |cdas as scclc-
dadcs. Nc Ncr|c, as rcgras dc rcclprccldadc c cs sls|cmas dc par|l clpaçác civica
ccrpcrlílcaram-sc cm ccnírarl as, gul ldas, scclcdadcs dc mu|ua assl s|cncla, ccc-
pcra|lvas , slndlca|cs c a|c clubcs dc íu|cbcl c grcml cs l l |crarl cs. Esscs víncul cs
cívlccs hcrlzcn|als prcplclaram nívcls dc dcscmpcnhc cccn0ml cc c l ns|l|uclcnal
./ - :/ . º . . /. - 5 - º - v - - · - . · º: : . . . · / . : -:
mul |c mals clcvadcs dc quc nc Sul , cndc as rclaçõcs pclí|lcas c scclals cs|ru-
|uraram-sc vcr|lcalmcn|c. Embcra cs|c¡ amcs accs|umadcs a ccnccbcr c Es|adc c
L mcrcadc ccmc mccanlsmcs al|crna|lvcs para a scl uçác dcs prcblcmas scclal s,
a hls|orla mcs|ra quc |an|c cs Es|adcs quan|c cs mcrcadcs íunclcnam mcl hcr
cm ccn|cx|cs cívlccs .
Essc cqullíbrlc cívlcc rcvclcu nc|avcl cs|abllldadc, ccmc vlmcs nc capí|ulc5,
cmbcra scus cícl|cs |cnham sldc dc vcz c mquandc prc¡ udlcadcs pcr cpldcmlas ,
gucrras c |ransícrmaçõcs nc ccmcrclc mundlal. Nc Sul , c cqullíbrlc hcbbcslanc,
cm |udc cpcs|c ac prlmclrc, mcs|rcu-sc alnda mal s cs|avcl , pcrcm mcncs prc-
íícuc. A dcsccnílança mu|ua c a |ransgrcssác, a dcpcndcncl a vcr|lcal c a cx-
plcraçác, L lsclamcn|c c a dcscrdcm, a
.
c�lmlnal ldad� c c a|rasc rcí�rçaram-sc
mu|uamcn|c ncs ln|crmlnavcl s círculcs vicioscs cxammadcs ncs|c capi|ul c c nc
an|crlcr. Icr mal s dc um mllcnl c, cm Bclcnha c Barl , cm Ilcrcnça c Ial crmc,
as pcsscas scgulram loglcas dls|ln|as na vlda ccmunal .
Asslm, quandc vclc a rcícrma rcglcnal cm 1 970, as ncvas lns|l|ulçõcs ícram
l mpl an|adas cm c�n|cx|cs scclal s mul|c dlvcrscs . Ccmc vlmcs

nc
-
capí|ul� 4, as
rc¤l õcs cívlcas sc carac|crlzavam pcr uma dcnsa rcdc dc asscci açccs l ccais , pcla
a|�a par|lclpaçác ncs ncgoclcs ccmunl|arl cs, pcr mcdclcs dc p�l í|lca lgual�|�-
rl cs, pcla ccnílança c cbscrvåncla da lcl . Nas rcglõcs m�ncs cí

vicas , a par|ici-
paçác pclí|lca c sccl al crganlzava-sc vcr|lc�lmcn|c, c nac
.
hcnzc?|almcn|c. �
dcsccnílança mu|ua c a ccnupçác cram ccnsidcradas ncrmais. Havia pcuca pa� -
|lcl paçác cm asscclaçõcs cívlcas. A llcgalldadc cra prcvlsívcl . N�ssas ccmuni-
dadcs as pcsscas scn|lam-sc lmpc|cn|cs c cxplcradas. E

�cm razac.

Esscs ccn|cx|cs sccl al s ccn|ras|an|cs lnílucnclaram visivclmcn|c c íunci ona-
mcn|c das ncvas l ns|l |ulçõcs. Ccmc vlmcs nc capí|ulc 3, |cmandc pcr basc ln-
dlcadcrcs cb¡ c|l vcs dc cílcacla c lndlcadcrcs sub¡ c|lvcs dc sa|lsíaçác pcpular,
ccns|a|cu-sc quc c dcscmpcnhc dc ccr|cs gcvcrncs cra nl|ldamcn|c s upcrlcr ac
dc cu|rcs . Ira|lcamcn|c scm cxccçác, quan|c mals cívlcc c ccn|cx|c, mclhcr c
gcvcrnc. Nc ílnal dc scculc XX, asslm ccmc nc lníclc dc scculc X!!, as lns-
|l|ulçõcs ccl c|lvas íuncl cnavam mclhcr na ccmunl dadc cívlca. Ncs ancs 80, c
Ncr|c |ambcm ccnquls|ara larga margcm dc supcrlcrldadc cm |crmc� dc capi

|al
ííslcc c humanc, c quc c accn|uadc c cm par|c cxpllcadc pcla an|iga supcnc-
rldadc dc scu capl|al sccl al .
Els uma llçác a scr |lrada dc ncssa pcsqulsa. o contexto social e a história
condicionam profundamente o desempenho das instituições. Quandc c sclc rc-
glcnal c ícr|ll , as rcgl õcs sus|cn|am-sc das |radlçõcs rcglcnals, mas quandc c sclc
c rulm as ncvas lns|l|ulçõcs dcílnham. A cxls|cncla dc lns|l|ulçõcs cílcazcs c rcs-
pcnsav
,
cls dcpcndc, nc ¡argác dc humanlsmc cívlcc, da� vlr|udc�

c p�a|lcas rc-
publlcanas. Jccqucvlllc |lnha razác. dlan|c dc uma sccicdadc civil vigcrcsa, c
gcvcrnc dcmccra|lcc sc ícr|alccc cm vcz dc cníraqucccr.
Iclc l adc da dcmanda, cs cldadács das ccmunldadcs cívlcas qucrcm um bcm
gcvcrnc c (cm par|c pcl cs scus propncs csícrçcs) ccnscgucm |c-l c. Elcs cxlgcm
scrvlçcs publlccs mals cílcazcs c cs|ác dlspcs|cs a aglr cclc|lvamcn|c para al-
cançar scus cb¡ c|lvcs ccmuns. Ia cs cldadács das rcglõcs mcncs cívlcas ccs|u-
mam assumlr c papcl dc supllcan|cs cínl ccs c allcnadcs.
! 02 ./- : . . . ö
Iclc ladc da cícr|a, c dcscmpcnhc dc gcvcrnc rcprcscn|a|ivc c íavcrccidc pc-
la iníra-cs|ru|ura sccial das ccmuni dadcs cívicas c pclcs valcrcs dcmccra|iccs
|an|c das au|cridadcs quan|c dcs cidadács. O quc c mais íundamcn|al para a cc-
muni dadc cívica c a capaci dadc sccial dc cclabcrar visandc a in|crcsscs ccmuns.
A rcciprccidadc gcncralizada (nác c ''íarci i ssc para vccc pcrquc vccc |cm mais
pcdcr dc quc cu', ncm c ¨íarci issc para vccc agcra, sc vccc íizcr aqui lc para
mim agcra', mas c ' 'íarci i ssc para vccc agcra, sabcndc quc um dia vccc íara
algc para mim') gcra vul |csc capi|al sccial c rcícrça a cclabcraçác.
As harmcni as dc um grupc dc can|c ccral ilus|ram ccmc a cclabcraçác vc-
l un|aria c capaz dc criar valcrcs quc ncnhum indivíduc, pcr mai s ri cc cu as|u|c
quc sc¡a, pcdc prcduzir sczinhc. Na ccmunidadc cívica as asscciaçõcs prcliíc-
ram, as aíil i açõcs sc scbrcpõcm c a par|icipaçác sc alas|ra pcr mul|iplas csícras
da vida ccmuni|aria. O ccn|ra|c sccial quc sus|cn|a cssa cclabcraçác na ccmu-
nidadc cívica nác c dc cunhc lcgal , c sim mcral . A sançác para qucm |ransgridc
nác c pcnal, mas a cxclusác da rcdc dc sclidaricdadc c cccpcraçác. As ncrmas
c as cxpcc|a|ivas cumprcm aí impcr|an|c papcl . Ccmc dizcm Jhcmpscn, Ellis c
Wildavsky. ¨Os mcdcs dc vida sc íazcm viavcis pcla classiíicaçác dc ccr|cs
ccmpcr|amcn|cs ccmc cl cgiavcis c dc cu|rcs ccmc indcsc¡avcis cu mcsmc im-
pcnsavci s'.
°°
A ccnsci cncia quc cada um |cm dc scu papcl c dc scus dcvcrcs cc-
mc cidadác, aliada ac ccmprcmissc ccm a igual dadc pclí|i ca, ccns|itui c cimcn|c
cul|ural da ccmunidadc cívica.
Quandc nác cxi s|cm ncrmas c sis|cmas dc par|icipaçác cívica, as pcrspcc|ivas
dc açác cclc|iva parcccm dcsalcn|adcras. O dcs|i nc dc Mczzcgicrnc scrvc hc¡c
dc liçác ac Jcrccirc Mundc c scrvira amanhá acs cx-paíscs ccmunis|as da Eu-
rasia, ainda cm |ransiçác para c rcgimc dcmccra|icc. O cquilíbri c sccial carac-
|crizadc pclc ¨dcscr|ar scmprc' pcdc vir a scr c íu|urc dc bca par|c dc mundc
cndc c capi|al humanc c cscassc cu incxi s|cn|c. Iara a cs|abilidadc pcl í|ica, para
a bca gcvcrnança c mcsmc para c dcscnvclvimcn|c cccn0micc, c capi|al sccial
pcdc scr mais impcr|an|c a|c dc quc c capi |al íísicc cu humanc. Mui|as das cx-
sccicdadcs ccmunis|as |i nham parcas |radiçõcs cívicas an|cs dc advcn|c dc cc-
munismc, c c |c|ali|arismc malbara|cu a|c mcsmc cssc cscassc capi|al sccial.
Scm rcgras dc rcciprccidadc c scm si s|cmas dc par|icipaçác cívica, a scluçác
hcbbcsiana quc prcvalcccu nc Mczzcgicrnc íamilismc amcral, clicn|clismc,
ilcgalidadc, dcsgcvcrnc c cs|agnaçác cccn0mica ÷ parccc scr mais prcvavcl dc
quc a dcmccra|izaçác c c dcscnvclvimcn|c cccn0micc. Ialcrmc pcdcra rcprc-
scn|ar c íu|urc dc Mcsccu.
A ccmunidadc cívica |cm prcíundas raízcs his|oricas . Es|a c uma aíirmaçác
dcprimcn|c para cs quc vccm a rcícrma ins|i |ucicnal ccmc cs|ra|cgia dc mudança
pclí|ica. O prcsi dcn|c da Basilica|a nác pcdc |ransícrir scu gcvcrnc para a Emi-
lia, c c primcirc-minis|rc dc Azcrbai¡ác nác pcdc |ransícrir scu país para c Bal -
|icc. ¨Uma |ccria da mudança quc dc pricridadc ac ethos pcdc |cr ccnscqucncias
dcsas|rcsas (. . . ). Icdc acabar sclapandc as inicia|ivas dc mudança pcr acrcdi|ar-
sc quc as pcsscas cs|ác inapclavclmcn|c cnrcdadas num ethos. "89 Mais dc um rc-
gicnalis|a i |ali anc dcclarcu-ncs cm par|icular quc a divulgaçác dc ncsscs rcsul -
|adcs pcdc indcl ibcradamcn|c prc¡ udicar c mcvimcn|c da rcícrma rcgi cnal . Um
CAP I TAL S O C I AL E D E S E MP E N HO I N S T I TU C I O NA L ! 08
ccmpc|cntc prcsi dcntc dc uma rcgiác nác-cívica c partidaric da rcícrma rcgi cnal
cxclamcu ac cuvir ncssas ccnclusõcs. ¨!ssc c accnsclhar c dcscspcro' O quc vc-
ccs cs|ác mc dizcndc c quc nada quc cu vcnha a íazcr mclhcrara ncssas pcrs-
pcc|ivas dc cxi|c. O dcstinc da rcícrma ¡a cstava |raçadc ha sccul cs'.
-0
Nc |cdc, pcrcm, cs rcsuItadcs da rcícrma rcgicnal cstác lcngc dc scr um
ccnvi |c a i ncrcia. Ac ccn|raric, a scgunda liçác a scr |irada da cxpcricncia rc-
gicnal (ccmc mcs|ra c capí|ulc 2) c quc mudando-se as instituições formais po­
de-se mudar a prática política. A rcícrma |cvc ccnscqucncias palpavcis c cm sua
maicria bcncíicas para a vida pclí|ica rcgicnal. Ccmc prcviam cs i ns|itucicna-
lis|as, a mudança i nsti |ucicnal rcílc|iu-sc (gradualmcn|c) na mudança dc i dcn|i-
dadcs, valcrcs, pcdcrcs c cs|ra|cgias. Jais |cndcncias maniícs|aram-sc nác apcnas
nc Ncr|c, mas |æbcm nc Sul . Jan|c nc Sul quan|c nc Ncr|c, as ncvas i ns|i -
tuiçõcs nu|riram cn|rc as cli|cs uma cul|ura mai s mcdcrada, pragma|ica c |clc-
ran|c. Jan|c nc Sul quan|c nc Ncr|c, a rcícrma mcdiíiccu as an|igas cstruturas
dc pcdcr c prcduzi u uma au|cntica au|cncmia subnacic

al ccmc ¡ amais sc vira
na !talia uniíicada. Jan|c nc Sul quan|c nc Ncrtc, a propna rcícrma gcrcu prcs-
sõcs, dcn|rc c ícra dc gcvcrnc, nc scn|idc dc maicr dcsccntralizaçác. Jan|c nc
Sul quantc nc Ncrtc, lídcrcs ccmuni|arics c clci|crcs ccmuns ccnsidcram c gc-
vcrnc rcgicnal mclhcr dc quc as ins|i |uiçõcs quc clc vci c subs|i|uir ccr|a-
mcn|c mai s accssívcl c prcvavclmcn|c mais cíicaz. A rcícrma rcgi cnal prcpicicu
aprcndizadc scci al , ¨aprcndizadc naprati ca'.
- (
A mudança ícrmal induziu a mu-
dança inícrmal c |crncu-sc au|c-sus|cn|ada.

A ncva i ns|i|uiçác ainda nác sa|isícz as mais clcvadas cxpcc|ativas dc scus
par|idarics c|mis|as . O scctarismc c a cs|agnaçác, a i ncíicicncia c a mcra in-
ccmpc|cncia ainda assclam mui|as rcgiõcs . !ssc cccrrc scbrc|udc nc Sul, quc |i-
nha mui|c mcncs ccndiçõcs dc quc c Ncr|c para |irar prcvci|c dcs ncvcs
pcdcrcs. Jan|c c Ncr|c quan|c c Sul íizcram prcgrcsscs ncs ul|imcs 20 ancs,
mas, cm ccmparaçác ccm c Ncr|c, as rcgiõcs mcridicnais náccs|ác hc¡ c cmmc-
lhcr si|uaçác dc quc cm l 9T0. Nc cn|an|c c Sul csta hc¡c mui|c mclhcr dc quc
cs|aria scm a rcícrma rcgicnal. Essa c a cpiniác da maicria dcs sulis|as.
Jcra a rcícrma ccmcçadc |ambcm a suprimir cs círculcs vici cscs an|icíviccs
quc pcr um milcnic man|ivcram c Mczzcgicrnc a|cladc nc a|rasc7 Nác sabc-
ríamcs dizcr, pcis a ul |i ma liçác dcssa pcsquisa c quc a história institucional
costuma evoluir lenta�ente. Nc quc sc rcícrc ac ícr|alccimcn|c das i nsti |uiçõcs
(c nác a mcra cl abcraçác dc car|as ccns|i|ucicnai s), c |cmpc c mcdidc cm dc-
cadas. Assim íci ccm c Linder alcmác, assim íci ccm as rcgiõcs italianas c, an-
|cs dcl as, ccm as rcpublicas ccmunais, c assim s�ra ccm cs cx-paíscs ccmunistas
da Eurasia, mcsmc ncs ccnarics mais c|imis|as.
A his|oria cvcl ui |alvcz ainda mai s lcn|amcn|c quandc sc |rata dc i nsti tuir rc-
gras dc rcciprccidadc' c sis|cmas dc participaçác cívica, mui|c cmbcra íaltcm-ncs
paråmc|rcs para aíirma-lc ccm ccr|cza. Icr ccnvcnicncia, pcdcmcs rcmon|ar a
íundaçác das rcpubl icas ccmunai s c dc rcinc ncrmandc ÷ c, lcgc, c inícic da
divisác cívica da !|alia cn|rc Ncr|c c Sul ÷ ac anc (digamcs) l l 00. Mas c dc
| cdc mprcvavcl quc a rcalizaçác dc pcsquisas ¡un|c a ncbrcs, campcncscs c ci -
tadincs dc|cc|assc cs cs|agics i nici ai s da divisác Ncrtc-Sul . Duas dccadas sác
: -+ . / - ·. . .s
|cmpc suíicicn|c para dc|cc|ar c impac|c da rcícrma i ns|i|ucicnal nc ccmpcr|a-
mcn|c pclí|icc, mas nác para rcl acicnar scus cíci|cs ccm padrõcs mais arraigadcs
dc cul|ura c cs|ru|ura sccial .
Os guc sc i n|crcssam pcla dcmccracia c c dcscnvclvimcn|c nc Sul dcvcriam
cs|ar crigindc uma ccmunidadc mais cívica, mas dcvcriam mirar alcm dcs rc-
s ul |adcs imcdia|cs . Ccnccrdamcs ccm a prcscriçác da hi s|cnadcra cccn0mica i|a-
l iana' cra Zamagni, guc insis|c na |ransícrmaçác lccal das cs|ru|uras l ccai s,, para
nác dcpcndcr das i ni cia|ivas nacicnais.
.
'É aua ¡et| ,esa | lasãe aetea||at ¡ae e |ezze,|etae ¡essa v|t a set uaaaae ae
reta, apesar aa es|ta|ata ¡el|||ea, eeeaêu|ea e see| al v|,ea|e , . ) Seu aav|aa, a
¡ets¡ee||va |eu¡etal aessa tevel a¸ãe ¡el|||ea e eal|atal é ae lea,e ¡taze |as aãe
aes ¡ateee ¡ae a |ta]e|éna se,a|aa a|é a,eta, eeu es tesal|aaes ¡ae el a ¡teaaz|a,
|ea|a s| ae ua| s eat|a ¨
+:
.
.
Criar capi|al sccial nác scra íaci l , mas c íundamcn|al para íazcr a dcmccracia
íuncicnar.
Métodos de pesqu i sa
A||v oos indicadcrcs cs|a|ís|iccs dc dcscmpcnhc i ns|i |ucicnal mcncicnadcs nc
capí|ulc 3 , cs|c cs|udc valcu- sc dc variadc ins|rumcn|al mc|cdclogicc da mc-
dcrna cicncia sccial .
Sondagens de conselheiros regionais
Em 1 970, 1 976, 1 98 1 /82 c 1 989, rcalizaram-sc varias cn|rcvis|as ccm cs ccn-
sclhcircs rcgicnais dc uma amcs|ra dc rcgiõcs sclccicnada dc mcdc a rcprcscn|ar
cs divcrscs padrõcs socic-cccn0miccs c pclí|iccs das rcgiõcs i |alianas . As bascs
dc ncssc cs|udc ícram l ançadas cm 1 970, quandc cn|rcvis|amcs 1 1 2 ccnsclhcircs
rcgicnai s rcccm-clci |cs da Icmbardia, da Emil ia-Rcmagna, dc Iacic, da Iuglia
c da Basili ca|a. ¨Ialc-ncs a rcspci|c dcs pri ncipais prcblcmas cnírcn|adcs pcr cs-
|a rcgiác', pcdimcs-lhcs . ¨Quais sác cs cb¡c|ivcs da rcícrma rcgi cnal c ccmc
íunci cnam c ccnsclhc rcgicnal c c gcvcrnc rcgicnal! Qucm |cm inílucnci a c sc-
brc c quc! Ccmc sác as rclaçõcs ccm as au|cridadcs ccn|rai s! Qual c a íunçác
dc ccnsclhcirc rcgicnal ! Ccmc íuncicnam cs par|idcs agui !'
Ccmc as rcgiõcs ainda so cxis|iam basicamcn|c nc papcl , ncssc principal cb-
¡c|ivc cra sabcr c quc cs ccnsclhcircs cspcravam quc ícssc accn|cccr ncs mcscs
c ancs subscqucn|cs a |ransícrcncia dc pcdcrcs pclc gcvcrnc ccn|ral . Alcm dcssa
cn|rcvis|a abcr|a, ccm duraçác dc 90 minu|cs, aprcscn|amcs varics qucs|icnarics
pcr cscri|c, pcdi ndc inícrmaçõcs scbrc a|i|udcs cm rclaçác a qucs|õcs nacicnais
c rcgi cnai s, carac|crís|icas basicas da cul|ura pclí|ica das cli|cs c ícrmaçác pcs-
scal c pclí|ica dcs ccnsclhcircs.
Sci s ancs dcpci s, cm ¡ unhc-¡ ulhc dc 1 976, vcl|amcs para rcalizar uma sc-
gunda ba|cria dc cn|rcvis|as ccm cs ccnsclhcircs. ¸Dcssa vcz acrcsccn|amcs a
'cnccia a ncssa amcs|ra dc rcgiõcs scl ccicnadas, para incluir uma rcgiác cndc
havi a uma subcul |ura ca|olica dcminan|c. ) Essa scgunda ba|cria i ncl ui u 1 94 cn-
|rcvis|as ccm dci s |ipcs diícrcn|cs dc ccnsclhcirc rcgicnal . O piimcirc grupc
ccmpunha-sc dc ccnsclhcircs quc ¡a haviam sidc cn|rcvi s|adcs cm 1 970, i ndc-
pcndcn|cmcn|c dc |crcm clcs ccnscguidc rcclcgcr-sc cu nác cm 1 97 5. Dcs 1 1 2
cn|rcvi s|adcs cm 1 970, ccnscguimcs rccn|rcvis|ar 95, cu sc¡ a, 85%. ¸Dcs cn|rc-
vis|adcs na primcira ba|cria, 69 ai nda ccupavam c cargc cm 1 976; 26 nác sc rc-
clcgcram. ) A cssa scndagcm dc grupc acrcsccn|amcs cn|rcvi s|as ccm 99 ncvcs
par|icipan|cs, sclcci cnadcs dc mcdc a guc, nc |cdc, ncssa amcs|ra ícssc igual-
mcn|c rcprcscn|a|iva dcs ccnsclhcs |i|ularcs das sci s rcgiõcs.
l
! 0ö / - . · 5 . - /
Em 1 981 /82, rcalizamos uma |crccira ba|cria dc cn|rcvis|as com 234 consc-
l hciros rcg�onai s, incluindo 135 dos consclhciros cn|rcvis|ados cm 1 976 ¸dos
qu�i s 75 amda cs|avam no cargo) c 99 rcccm-clci|os. Ior íim, cm 1 989, con-
clui�os uma quar|a rodad� dc 1 78 cn|rcvis|as com consclhciros das scis rcgiõcs
scl�crcnadas, dcssa vcz dctxando dc rccn|rcvis|ar os quc haviam par|icipado an-
|�n

ormcn|c da sondagcm c conccn|rando-nos apcnas nos quc cs|avam no cxcr-
ctcto da íunçáo.
!
Sondagens de líderes comunitários
Em 1 976, cn|rcvi s|amos nas scis rcgiõcs sclccionadas uma amos|ra dc 1 1 5 lí-
dcrcs comuni |ari os, incluindo-sc aí¡ ornalis|as dc pcri odicos indcpcndcn|cs das di-
vcr�as |cndcncias polí|icas, prcíci|os dc uma cidadc grandc ¸quc náo a capi|al
r�gt
.
onal )
·
c dc uma cidadc pcqucna, cada qual pcr|cnccn|c a uma linha polí|ica
dts|i�|�, hdcrcs dc grupos dc in|crcssc rcprcscn|ando sindica|os, agricul|orcs, i n-
�us|nats c
·
�anquci ros, prcsidcn|cs provinciais, íuncionarios publicos rcgionai s, c
h)crc� pol|icos . A |odos clcs pcdiu-sc quc avaliasscm a polí|ica c c govcrno rc-
gio�ais
.
c prcs|asscm iníormaçõcs dc|alhadas sobrc sua par|icipaçáo nos ncgocios
rcgmnat s.
Em 1 98 1/82, cn|rcvis|amos uma scgunda amos|ra dc 1 1 8 lídcrcs comuni|ari os
ado|ando um mc|odo dc amos|ragcm scmclhan|c aquclc u|il izado cm 1 976 s.
,uc subs|i |u
.
i ndo os lídcrcs pol í|icos por mais rcprcscn|an|cs dc grupos dc i
,
n|c-
t cssc. Ior cm 1 989 vol|amos para cn|rcvis|ar uma |crccira amos|ra dc 1 98
lídcrcs comuni |arios.
¹
Ao |odo, cn|rcvis|amos mais dc 400 lídcrcs comuni|ari os
�as |rcs ba|crias. As |ranscriçõcs das cn|rcvis|as c os qucs|ionarios íoram ana-
lisados da mcsma íorma quc no caso dos consclhciros.
Sondagem por via postal de lderes comunitários
Na primavcra dc 1 983, cs|cndcmos a ou|ras rcgiõcs quc náo as scis sclccionadas
nossa pcsquisa �c o
,
p�niáo cn|rc
.
lídcrcs comuni|arios. Iara |an|o cnviamos por via
pos|al um qucs|rcnano a aproximadamcn|c 25 rcprcscn|an|cs dc grupos dc in|c-
rcssc c dc gov�rnos locais cm cada uma das 20 rcgiõcs do país, pct!azcndo uma
amos|ra dc mais dc 500 pcssoas. Jal como no caso das cn|rcvis|as com lídcrcs
comuni|ari
.
os das scis rcgiõcs sclcci onadas, as ca|cgorias pcsquisadas incluíram lí-
�cr

s lo�ats
.
c
.
provinciai s , lídcrcs rural is|as, lídcrcs sindicai s, ¡ornalis|as, banquci-
m
·
s , � pnnctpats rcprcscn|an|cs das cåmaras dc comcrci o, da grandc c pcqucna in-
dus|na, d� a�|�sana|o
.
c das coopcra|ivas. Ioram rcspondidos 308 ¸mais dc 60%)
dos qucs|i�nanos cnviados, índicc cx|raordinariamcn|c clcvado para uma sonda-
gcm

por vta pos|al ,
.
an�l iscs dc|a�hadas coníirmaram quc as rcspos|as propici aram
u� t �|ra|o cx|raordmanamcn|c ítcl da opiniáo csclarccida sobrc as qucs|õcs rc-
gionai s. Como nas cn|rcvis|as íci|as an|criormcn|c com os lídcrcs comuni |arios íi-
v - :. 5 .º 5 - - - º . . º/ ! 0¯
cou dcmons|rado quc sc |ra|ava dc um grupo bcm-iníormado, cm nossa sondagcm
por via pos|al pudcmos solici|ar i níormaçõcs dc|alhadas sobrc as a|ividadcs do
govcrno rcgional, bcm como rcproduzir ou|ras pcrgun|as íci|as cm nossas ou|ras
sondagcns da opiniáo da cli |c c da massa. A dcsvan|agcm dc |cr apcnas um nu-
mcro limi|ado dc rcspondcn|cs cm cada rcgiáo íoi mais do quc compcnsadapclo
alcancc nacional da amos|ra.
Sondagens de opinião pública
O i ns|i|u|o dc pcsquisas dc opiniáo Doxa rcal i zou, a nosso pcdido, sondagcns na-
cionais cm 1 977, 1 98 1 , 1 982 c 1 988; alcm di sso, |ivcmos accsso aos rcsul |ados
dc sondagcns scmclhan|cs íci|as com ou|ras íinalidadcs pcl o Doxa cm 1 979 c
1 987. Ncssas sondagcns, o Doxa cn|rcvis|ou uma amos|ra nacional dc aproxi -
madamcn|c 2 mil ci dadáos, pcdindo-lhcs sua opiniáo sobrc as rcgi õcs c a cvo-
l uçáo da rcíorma rcgional. As pcrgun|as íci|as nas sondagcns dc opi ni áo publica
íoram scmclhan|cs aqucl as íormuladas nas cn|rcvis|as com as cli|cs porquc qui-
scmos comparar as a|i|udcs das cli|cs c das massas cm rclaçáo a rcíorma rcgio-
nal. !n|crcssou-nos par|icularmcn|c aícrir o grau dc conhccimcn|o c a s a|isíaçáo
ou insa|i síaçáo do publico cm gcral no quc diz rcspci|o a cssc |opico. Mui|as das
sondagcns i ncluíram |ambcm pcrgun|as accrca dc qucs|õcs polí|icas c sociais
mai s amplas, o quc nos pcrmi|i u avaliar a a|mosícra c a cul|ura polí|icas nas di-
vcrsas rcgiõcs c dc|cc|ar as mudanças dc a|i|udc do clci|orado ao longo dc mais
dc uma dccada.
Alcm dcssas sondagcns cspccialmcn|c cncomcndadas, pudcmos cx|rair iníor-
maçõcs vali osas das 29 sondagcns do Eurobaromc|cr para a Comissáo Europcia
cn|rc 1 975 c 1 989.
4
Ira|icamcn|c |odas as sondagcns scmcs|rais do Eurobaro-
mc|cr incluíram pcrgun|as padronizadas sobrc a oricn|açáo c a par|icipaçáo po-
l í|icas, bcm como sobrc as carac|crís|icas do mci o social . Alcm disso, íizcram-
sc com ccr|a rcgularidadc pcrgun|as sobrc consumo dc mídi a, rcligiosidadc, alic-
naçáo c aíiliaçáo a associaçõcs sccundarias. Cada sondagcm do Eurobaromc|cr
inclui uma amos|ra rcprcscn|a|iva dc mais dc mil i |alianos. Assim, para as pcr-
gun|as padroni zadas, nossa amos|ra agrcgada pcnaz um |o|al dc mai s dc 30 mil ,
c para aspcrgun|as mai s ocasi onais, como asrcícrcn|cs a aíi liaçáo a associ açõcs,
nossa amos|ra agrcgada gcralmcn|c pcríaz um |o|al dc 4 mil a 10 mi l .
¯
Como
nossa analisc agrcga rcspos|as dc diícrcn|cs anos, cuidamos sis|cma|icamcn|c pa-
ra quc as diícrcnças |cmporais náo inílucnciasscm nossas conclusõcs.
Ior ílm, valcmo-nos dc duas impcr|an|cs sondagcns nacionai s do clci|orado
i |aliano dirigidas pclo proícssor Samucl H. Barncs cm 1 968 c por cs|c c o pro-
ícssor Oiacomo Sani cm 1 972. Jais sondagcns íoram cspccialmcn|c u|cis na mc-
dida cm quc cons|i |ucm um rcícrcncial das a|i|udcs polí|icas c do compor|amcn|o
cívico a cpoca do início da cxpcricnci a rcgional .
õ
! 0c /- . . 5 . - /
Estudos de caso institucionais/polticos
En|rc 1 976 c 1 989, rcalizamos cs|udos dc caso sobrc a polí|ica i ntcrna das i ns-
|i|uiçõcs rcgi onai s c sobrc os dcsdobramcn|os polí|icos cm cada uma das scis rc-
giõcs sclccionadas. 'isi|amos pcriodicamcn|c as scis rcgi õcs para |ravar con|a|o
com lídcrcs polí|icos, rcprcscn|an|cs dc par|idos, íunci onarios dc al|o cscaláo, lí-
dcrcs dc grupos dc in|crcssc c outros. Iicamos conhcccndo pcssoalmcn|c os pro-
|agonis|as da vida polí|i ca c ccon0mica da rcgiáo, dc qucm ob|ivcmos um rcla|o
circuns|anciado das manobras polí|icas i n|crnas c das pcrsonalidadcs quc anima-
ram a polí|ica rcgional nos dois ul|imos dcccni os .
A i mprcnsa local íoi ou|ra impor|an|c íon|c dc iníc!açáo sobrc os acon|c-
cimcn|os polí|i cos rcgionai s. Jambcm as |ranscriçõcs dos dcbatcs do consclho rc-
gional rcvclaram-sc uma rica íon|c dc dados pormcnorizados sobrc as manobras
polí|icas mcncionadas nas cn|rcvis|as. A mcdida quc nosso cs|udo prosscguia, ío-
mos aumcn|ando o numcro dc rcgiõcs ordinarias ondc colhíamos cssc |ipo dc i n-
íormaçáo, dc modo a i ncluir a Joscana, a ]mbri a c Marchc, c, como mcn-
cionamos a scguir, concl uímos um cs|udo mais aproíundado sobrc uma das
rcgi õcs cspcciais, Iriul i -'cncza Oiulia.
Análise da legislação
Es|udamos |oda a l cgislaçáo rcgional dc 1 970 a 1 984, com dcs|aquc cspccial
para as scis rcgiõcs sclccionadas , no i n|ui |o dc avali ar o dcscmpcnho rcgi onal
ncssa arca. O papcl da rcgiáo como pri ncipal corpo lcgisl a|ivo no nívcl sub-
nacional ¡ us|iíica a a|cnçáo cspccial conícrida ao |cor da produçáo lcgisla|iva.
¸O capí|ul o 3 dcscrcvc pc!cnorizadamcn|c cssas anali scs. )
Estudos de caso sobre planejamento regional
Em 1 976, i niciamos nas scis rcgiõcs scccionadas cstudos dc caso sobrc planc-
¡ amcn|o rcgional soci al c ccon0mico, cm scn|i do amplo, os quais sc cs|cndcram
por mai s dc uma dccada. Nosso ob¡ c|ivo cra rccons|i|uir o proccsso dc íc!u-
l açáo dc polí|icas pclo lado da dcmanda, acompanha-lo a|ravcs da ¨caixa prc|a'
do govcrno c vcriíicar o scu progrcsso na c|apa dc implcmcn|açáo adminis|ra|iva
c o scu i mpac|o íinal na socicdadc. As iníc!açõcs para tai s cs|udos íoram co-
l hidas cm vi si|as pcri odicas as scis rcgiõcs sclccionadas para convcrsar com íun-
cionarios publicos rcgionai s c locai s c rcprcscn|an|cs dos sc|orcs cm qucs|áo,
bcm como com lídcrcs dos círculos cul|urais c acadcmicos, c |ambcm para co-
lhcr um rico accrvo dc dados documcn|ai s c cs|a|ís|icos. Ios|criormcn|c cssc pro-
ccsso cs|cndcu-sc a |rcs ou|ras rcgiõcs . Joscana, ]mbria c Marchc.
.
v - :. 5 .º 5 - - - º . . º/ ! 00
Experiência de contato com o cidadão
A íim dc avaliar os 20 govcrnos rcgionai s do pon|o dc vis|a do cidadáo comum,
cm ¡ anciro-ícvcrciro dc 1 983, a|ravcs da rcdc Iolis dc pcsquisadorcs corrcspon-
dcn|cs do !ns|i |u|o Carl c Ca||anco, rcalizamos uma cxpcricncia dc ¨con|a|o com
o cidadáo', obscrvando como as burocracias rcgionai s a|cndiam a solici|açáo dc
iníc!açõcs por par|c dc cidadáos comuns da rcgiáo. ¸O capí|ulo 3 dcscrcvc
mai s dc|alhadamcn|c a cxpcricnci a. )
Estudo especial sobre Friuli-Veneza Giulia
Em 1 983, o govcrno dc Iriuli -'cncza Oiul ia ¸uma das cinco rcgiõcs ¨cspcciais')
convidou-nos a rcalizar ali um cs|udo scmclhan|c aquclcs cíc|uados nas scis rc-
giõcs sclcci onadas, inclui ndo sondagcns¡un|o a consclhciros c lídcrcs comuni|arios,
cs|udos dc caso sobrc planc¡amcn|o c lcgislaçáo rcgionais, c analiscs polí|icas gc-
rai s. Os rcsul|ados ob|idos cm Iriuli -'cncza Oiulia náo |cm a mcsma abrangcncia
|cmporal daquclcs dos cs|udos sobrc as rcgiõcs sclccionadas, mas pci!i|iram-nos
ul|rapassar o åmbi|o das rcgiõcs ¨ordinarias' cm nossa pcsquisa, abordando os dc-
saíios par|icularcs com quc sc dcíron|am as cinco rcgiõcs cspcciais.
NOTAS
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Joural of Política! Science, z1 +é¯--+, l -¯-
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A ¯ c ' D ' C c 3
Dados estatísti cos rel ati vos a mudanças
de ati tude entre os consel hei ros regi onai s
As TABELAS a scguir contcm dados cstatísticos quc corroboram as conclusõcs do
capítul o 2 no quc s c rcícrc a cxpli caçõcs altcrnativas para o íato dc os succs-
sivos consclhos rcgionais sc tcrcm tornado mai s modcrados.
Iodc-sc avaliar os cícitos da rcnovaçáo comparando as atitudcs dos consc-
l hciros quc cntraram c saíram num dctcrminado ano. Ior cxcmplo, a tabcla B. I a
mostra quc JT% dos consclhciros quc sc clcgcram pcla primcira vcz cm I 9T5
cxprcssaram opiniõcs cxtrcmistas, scgundo o índice de quesitos esquerda-direita,
nas cntrcvistas dc I 9TG, contra 2S% dos cx-ccnsclhciros rccntrcvistados no mcs-
mo ano. A tabcla B. Ja mostra quc 44% dos consclhciros rcccm-clcitos cm I 9T5
cníatizaram o conílito soci al i nconci liavcl, contra apcnas JI % daquclcs a qucm
havi am substituído. Em ambos os casos, os quc dcixaram o consclho mostraram-
sc mais modcrados quc scus substitutos .
As mudanças indivi duai s cntrc os consclhciros titul arcs podcm scr dirctæcn-
tc aval iadas atravcs dos rcsultados da sondagcm. Ior cxcmplo, a tabcla B. I a
mostra quc, dos consclhciros rcclcitos cm I 9T5 , 45% tinham opiniõcs cxtrcmi stas
cm I 9T0, mas somcntc 2S% mantivcram tal atitudc na scgunda batcria dc cn-
trcvi stas rcalizada scis anos dcpoi s. Comparaçõcs analogas nas subtabclas das ta-
bclas B. I , B. 2 c B. J mostram quc, no plano individual , vcriíicou-sc uma tcn-
dcncia sistcmatica a modcraçáo cntrc I 9T0 c I 9TG, c novamcntc cntrc I 9TG c
I 9S I/S2, náo raro mais accntuada do quc as mudanças obcrvadas no consclho
cm gcral . A tabcl a B. I a, por cxcmpl o, mostra quc cntrc I 9T0 c I 9TG a pro-
porçáo dos cxtrcmistas csqucrda-dircita cai u I I % cntrc todos os titularcs, mas
I T% cntrc os rccl citos. Em outras palavras , as mudanças globai s sc conccntraram
cntrc cstcs ulti mos.
A comparaçáo cntrc as mctadcs supcrior. c inícrior dc cada tabcla mostra quc
a social i zaçáo i nstituci onal íoi particularmcntc accntuada cm I 9T0-T5, i sto c, du-
rantc a primcira lcgisl atura dos novos govcrnos. Alcm diºso, a convcrsáo indi-
vidual íoi mais marcantc cntrc os conscl hciros rcclcitos do quc cntrc os quc
haviam dcixado o cargo a cpoca dc nossas cntrcvistas subscqucntcs. Þa tabcla
B. I a, por cxcmpl o, cntrc os quc dci xaram o consclho cm I 9T5, o cxtrcmismo so
cai u dc J5% cm I 9T0 para 2S% cm I 9TG, mas cntrc os quc conti nuaram no car-
go o cxtrcmismo diminuiu dc 45% cm I 9T0 para 2S% cm I 9TG.
As tcndcncias políticas nacionai s podcm scr cm partc avali adas tomando-sc
os consclhciros rcccm-clcitos como uma cspccic dc grupo dc controlc. (ÞoIc-sc
quc cntrc o clci torado nacional ÷ outro tipo dc grupo dc controlc ÷ náo sc ob-
scrvou ncnhum sinal dc dcspol arizaçáo durantc csscs anos. ) Admitindo-sc quc os
5 /5 . º - º:/: º : . .º 20!
conscl hciros rcccm-clcitos cm I 9T5 tivcsscm cm I 9T0 opi niõcs comparavcis as
dos cntáo rcccm-clcitos consclhciros ÷ mas quc csscspolíti cos ai ndanáo clcitos
náo cstavam su¡citos a socializaçáo i nstitucional ÷, cntáo boa partc das mu-
danças i ndividuais obscrvadas podcria scr atribuída a socializaçáo i nstituci onal,
náo obstantc o provavcl cícito das tcndcncias nacionai s. Þa tabcla B. I a, por
cxcmpl o, JT% dos novatos dcram mostras dc cxtrcmismo cm I 9T5, cm compa-
raçáo com 42% dc scus colcgas cinco anos antcs, o quc rcprcscnta um ¨ganho'
dc cinco pontos, contra um ¨ganho' dc IT pontos cntrc os consclhciros rcclcitos,
scndo pcl omcnos I2 dcsscs pontos atribuívcis a cícitos institucionai s. Coníormc
o cxposto, a socializaçáo insti tucional scria rcsponsavcl por quasc dois tcrços das
convcrsõcs individuais cntrc I 9T0 c I 9TG c por quasc mctadc dcl as cntrc I 9TG
c I 9S I/S2, scndo o rcstantc atribuívcl , cm ambos os casos, as tcndcncias nacio-
nais. Obviamcntc, para obtcr uma cstimativa mai s dircta c prccisa das tcndcncias
naci onais scri a ncccssario rcalizar sondagcns scmclhantcs ¡unto a políticos quc
náo íaçam partc do govcrno rcgional.
Ta be l a 8 . 1
Di mi n u i ção d o ext r emi s mo i deol óg i co , 1 970- 75 e 1 9 75- 80 :
r enovação , pol ít i ca n aci onal ou conver s ão?
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Nota: Extremi smo é aqui defi ni do com base n o índice de quesitos esquerda-direita, expl i cado nas tabel as 2. 2
e 2. 3 e na f i gura 2. 1 . Os números subl i nhados representam os consel hei ros em exercício nos anos i ndi cados.
z.z / - . · 5 . - .
Tab e l a 8 . 2
Mai or s i mpat i a i nt er part i dár i a, 1 970- 75 e 1 975- 80:
r enovação, pol ít i ca naci onal ou conver são?
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Nota: Si mpati a i nterparti dári a é a si mpati a médi a ( numa escal a de U a 1 00) mani festada pel os entrevistados
em rel ação a todos os partidos que não o seu, como i ndi cado na f i gura 2. 2. Os números subl i nhados represen­
tam os consel hei ros em exercício nos anos i ndi cados.
Tab e l a 8 . 3
Menor r el evânci a do conf l i t o , 1 970- 75 e 1 9 75- 80:
r enovação, pol ít i ca naci onal ou conver são?
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Nota: Ênfase no confl i to i nconci l i ável medi da pel a pergunta da f i gura 2. 3a. Os números subl i nhados represen­
tam os consel hei ros em exercício no ano i ndi cado.
A ¯ c ' D ' C c C
Desempenho i nsti tuci onal , 1 978-85
COMPONENTES DO Í NDI CE DE DESEMPENHO I NSTI TUCI ONAL, 1978-85
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va·a«÷ s -s·a· +a+÷+._a· ÷·÷: -.-·--
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va·a«÷ : z .a,a. +a+÷+ ÷ ÷·÷·.a·_as·.s a a_· .. ·.·a : -.--.
´ Não exi stem dados sobre a vari ável 5 no caso das ci nco " Regi ões Especi ai s" (Val l e d' Aosta, Trenti no-Aito
Adi ge, Fri ul i -Veneza Gi ul i a, Si cíl i a e Sardenha).
A pontuação nas vari ávei s 6 e 10 foi i nverti da em rel ação àquel a descri ta no texto, a fi m de que a uma pon­
tuação el evada em termos absolutos corresponda um bom desempenho.

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Desempenho do governo l ocal ( 1 982-86) e
desempenho do governo regi onal ( 1 978-85)
EsTE ESTUDO íocaliza o dcscmpcnho do govcrno rcgi onal . No cn|an|o, podcr-
sc-ia pcrgun|ar a|c quc pon|o a qualidadc do govcrno no nívcl rcgi onal cs|a
rclaci onada ¸sc c quc cs|a) com a qual i dadc dos govcrnos locais numa mcsma
rcgi áo. Sc o dcscmpcnho dc um govcrno rcgi onal íor dc|crmi nado principal-
mcn|c por ía|orcs ¨cndogcnos', como cs|ra|cgias c al|crna|ivas ado|adas por
dc|crmi nados |i |ularcs, cn|áo náo íaz mui|o scn|ido cspcrar quc clc cs|c¡ a rc-
lacionado com o dcscmpcnho dos govcrnos l ocais da mcsma arca. Mas sc os
ía|orcs ¨ccol ogicos', como a cs|ru|ura social ou ccon0mi ca dc uma rcgi áo ou
suas |radiçõcs cívi cas , íorcm dc|crmi nan|cs mai s impor|an|cs, cn|áo cl cs dc-
vcm i nHucnciar |ambcm a qual i dadc dos govcrnos l ocais dcssa mcsma rcgi áo.
Evidcn|cmcn|c, íogc ao åmbi|o dcs|a pcsquisa íazcr uma avali açáo cabal da
qualidadc dos govcrnos l ocais i |alianos. Jodavi a, c possívcl |irar algumas con-
clusõcs impor|an|cs dos vari os cs|udos naci onai s sobrc o dcscmpcnho do govcrno
l ocal cncomcndados pcla Corte dei Conti i |aliana, um |ri bunal adminis|ra|ivo na-
cional. Jai s cs|udos cxami naram os nívci s dc a|ividadc do govcrno local cm cada
rcgiáo, avaliando uma ampla varicdadc dc programas c scrvi ços, dcsdc |rcina-
mcn|o dc pcssoal c ins|alaçõcs dcspor|ivas a|c can|inas cscolarcs, dcsdc sccrc-
|arias dc planc¡amcn|o urbano a|c scrviços dc colc|a dc lixo c rcdcs dc csgo|os,
dcsdc bibl io|ccas a|c sis|cmas municipais dc abas|ccimcn|o dc agua. Iun|ando |o-
dos csscs dados c possívcl íazcr uma avaliaçáo gcral das a|ividadcs do govcrno
l ocal, rcgi áo por rcgi áo. A |abcla E. I con|cm uma li s|a complc|a dos indicadorcs
cm qucs|áo.
|
Corroborando parci almcn|c os cs|udos da Corte dei Conti, cssc indicador
sin|c|ico do dcscmpcnho do govcrno local cs|a cs|rci|amcn|c rclaci onado ao
grau dc sa|i síaçáo popular com o govcrno local, globalizado no nívcl rcgi onal .

Em ou|ras pal avras, a Corte dei Conti c o clci |orado i|ali ano cm gcral con-
cordam quan|o a qualidadc do govcrno l ocal cm cada uma das rcgiõcs , cmbora
os dados disponívcis náo nos pcrmi|am vincul ar o dcscmpcnho dc um dc|cr-
minado govcrno local a avaliaçáo quc os cidadáos íazcm dcssc govcrno. A íi-
gura E. l mos|ra quc o dcscmpcnho do govcrno l ocal , aícri do cm íunçáo dos
scrviços prcs|ados, cs|a por sua vcz cs|rci|amcn|c rcl aci onado a qual idadc do
govcrno rcgional . Analogamcn|c, nossas sondagcns popularcs mos|ram quc as
opiniõcs do clci |orado sobrc scus govcrnos l ocais c rcgi onais cs|áo in|imamcn|c
rclaci onadas . A íi guia E. 2 mos|ra quc a sa|isíaçáo global com o govcrno local
5 - º - v - - · - . 5 . º c.v - - · . º . ../ . - - - c . · / .
z.·
Tab e l a E . 1
Component es d o í ndi ce d e des empenho d o gover no l ocal ,
1 982- 86
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F i g u r a E . 1
Des empenho dos gover nos r egi on al e l ocal
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F i g u r a E . 2
Sat i s fação com o s g over nos r eg i onal e l ocal
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Satisfação com o governo l ocal
Correl ação: r " 0 , 90
Em
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guarda íor|c rclaçáo com a sa|isíaçáo global com o govcrno rcgional .
1
¸Ior ou|ro
lado, a sa|isíaçáo global com o govcrno nacional náo |cm corrclaçáo com a sa-
|isíaçáo com o govcrno rcgional ou local, cm ou|ras palavras , a mai or sa|isíaçáo
com o govcrno rcgional ou local náo rcIlc|c simplcsmcn|c cri|crios dc avali açáo
mais |olcran|cs nas rcgiõcs com bom dcscmpcnho. ) Em suma, nos c os clci|orcs
i |alianos somos acordcs cm quc quan|o mclhor o dcscmpcnho do govcrno rcgi o-
nal numa dada rcgiáo, mai or a qualidadc dc scus govcrnos lccai s. Bomgovcrno
rcgi onal c bons govcrnos locai s váo dc par, |al como cabc cspcrar sc sc admi|c
quc o dcscmpcnho govcrnamcn|al c dc|cminado pclas |radiçõcs cívicas c pclo
capi|al social .
NOTAS
l 1a| s |aietaa¸ëes |ea eeae rea|es. Primo rapporto sullo stato dei poteri locali/1984.
keaa, s| s|eaa letaaaea|e a| setv| z| , l -·+ ¡ - l , l l ·, l !l , XIII rapporto/1979 sulla si­
tuazione sociale del paese, eeas| s t|eetea keaa, leaaaz|eae Ceas| s, l -¯- ¡ : l -, e
Quarto rapporto sullo stato dei poteri locali/1987. keaa, s| s|eaa letaaaea|e a| setv| z| ,
l -·¯ ¡. +·-: l Qa| aze |aa| eaaetes ae setv|¸es retaa eea||aaaes aaa aa| ee |aa|ee ra-
|et|al |aseaae aaaa aaál | se aes ¡t| ae| ¡a| s eea¡eaea|es
D E S E M P E N H O D O S GOV E R N OS L OCA L E R E G I O NA L
209
! A eettela¸ãe |ta|a ea|te sa|| sra¸ãe aéa| a eea e ,�vetae ;eeal e ae�se |aa| ee ae ae-
sea¡ea|e ae ,eveme l eeal , ,le|al | zaae ae a|vel te,|caal , e r = c, ¯!, ¡aaaae ¡e��e-
taaa ¡ele |aaaa|e aa aaes|ta, ¡ata eea¡easat ettes ae aaes|ta,ea aas te,iees
aeaetes, r = 0, 83.
3 . La aessas ¡aa|te seaaa,eas teal|zaaas aes aaes ·c,

a eettela¸ãe �éa| a ae a|vel in­
dividual ae aaál| se ea|te as aval| a¸ëes aes ,evetaes te,|caal e l eeal e r = c, é!
A ¯ c ' D ' C c ¯
Tradi ções de parti ci pação cívi ca, 1 860- 1 920
Variável 1
Variável 2
Variávei S
Variável 4
Variávei S
ndice
Var 1
Var 2
Var 3
Var 4
Var 5
COMPONENTES DO Í NDI CE DE TRADI ÇÕES DE
PARTI CI PAÇÃO CÍVI CA, 1 860-1 920
Força dos parti dos soci al istas e populares , 1 91 9-21
Quanti dade de cooperativas per capita , 1 889- 1 91 5
Afi l i ação a soci edades de mútua assi stênci a, 1 873- 1 904
Compareci mento às urnas, 1 91 9-21
Associações l ocai s fundadas antes de 1 860
Ta b e l a F. 1
l nter cor r el ações (r) dos component es do í ndi ce
de t r adi ções de part i ci pação cívi ca, 1 860- 1 920
ndi ce Var 1 Var 2 Var 3 Var 4
1 , 000 0, 973* 0, 931 * 0, 906* 0, 782*
0, 973* 1 , 000 0, 901 * 0, 877* 0, 707*
0, 931 * 0, 901 * 1 , 000 0, 764* 0, 676*
0, 906* 0, 877* 0, 764* 1 , 000 0, 609*
0, 782* 0, 707* 0, 676* 0, 609* 1 ,000
0, 563* 0, 539 0, 494 0, 464 0, 1 31
" Si gni f i cânci a (uni l ateral ) ~ 0, 01 .
Var 5
0, 563*
0, 539
0, 494
0, 464
. 1 31
1 , 000
' O 1 A 3
Prefáci o
l Vet la|aaa, ke|et| D , Leeaata|, ke|et| & |aae||| , kanael l a Y A||| |aae s|a||l | |y
aaea, l|al | aa el | |es American Joural of Political Science, z1 +é¯--+, Aa, l -¯-, la|aaa,
ke|et| D , Leeaata| , ke|et| & |aae||| , kanaella Y Le te,|eae ¨a| sata|e¨ I Mulino,
z1 !l ¯-+¯, |at/A¡t l -·c, Leeaata| , ke|et|, |aae||| , karraell a Y & la|aaa, ke|et| D
Devela||ea as a ¡el . || ea| ¡teeess ||e ease er l|aly Publius, II -:- l l ¯, w|a|et l -· l , la|-
aaa, ke|et| D , Leeaata|, ke|et|, |aae||| , karrael l a Y & laveaeelle, ltaaee sal tea·
a|aea|e ael l e | s|| |az| ea| |l ease ae| ,evem| te,|eaal | | |al | aa| Rivista Trimestrale dei
Diritto Pubblico, z +¯·-¯-, l -· l , la|aaa, ke|et| D , Leeaata| , ke|et|, |aae||| , karraell a
Y & laveaeel l e, ltaaee L'evalaa||ea ae l ' ae||v| |e te,|eaale l e eas | |al | ea Pouvoirs,
I v ¯--: ·, l -· l , la|aaa, ke|et| D , Leeaata| , ke|et| & |aae|||, karraell a Y L' | s|| |az|e·
aal| zzaz|eae aelle te,|eae |a l|al| a Le Regioni, I 9 l c¯·- l c¯, aev/a| e l -·!, la|aaa,
ke|et| D , Leeaata| , ke|et|, |aae||| , kanaella Y & laveaeelle, ltaaee Lx¡l a|a|a, |a·
s|| |a||eaal saeeess ||e ease er l|al| aa te,|eaal ,evetaaea| American Political Science Re­
view, ¯¯::-¯+, l -·¯, la|aaa, ke|et| D , Leeaata| , ke|et| & |aae||| , karrael l a Y L
pianta e le radici: il radicamento dell 'istituto regionale nel sistema politico italiano. 8e·
l e,aa, ll |al|ae, l -·:, Leeaata|, ke|et|, la|aaa, ke|et| D & |aae||| , kanael l a Y I
caso Basilicata: l 'efetto regione da! 1970 a! 1986. 8ele,aa, ll |al|ae, l -·¯, |aae||| , kar·
rael l a Y; Leeaata| , ke|et| & la|aaa, ke|et| D The management of regional policies: en­
dogenous explanations of peJformance. la I|eata, Lea|s A & zat| s|| , ka¡|ael ,eas )
Subnational politics in the 1980s: organization, reorganization and economic development.
|ew Yet|, ltae,et, l -·¯ ¡ lc¯- l ·, la|aaa, ke|et| D , Leeaata| , ke|et| & |aae|||, kar·
rael l a Y laaa,| a| sal ,evetae te,|eaal e ae| lt| al| -Veaez| a G| al| a la A,ael l | , Ataa|ae &
8at|ele, set,| e ,eas ) La regione Friuli- Venezia Giulia. 8ele,aa, ll |al|ae, l -·¯ ¡ +---
:é¯, Leeaata| , ke|et|, |aae||| , karrael l a Y & la|aaa, ke|et| D l|aly - |ett| |et|al ¡el·
| || es | a ||e ¡es|-wat yeats ||e ease er te,|eaal tereta la k|eaes, k A w & wu,||,
V|aeea| ,eas ) Tensions in territorial politics of Wester Europe. Leaaea, ltaa| Cass,
l -·¯ ¡ ··- l c¯
! Vet, ea es¡ee| al , |aae||| , kañael l a Y Growth and territorial policies: the ltalian
model of social capitalism. |ew Yet|, l|a|et, l -··, Leeaata| , ke|et| & wet|aaa, Dea·
,las A ltalian Christian Democracy: the politics of dominance. Leaaea, |aea| llaa,
l -·-, Leeaata| , ke|et| & |aae||| , karraella Y ,eas ) The regions and European inte­
gration: the case of Emilia-Romagna. |ew Yet|, l|a|et, l --c, Leeaata| , ke|et| Regions
and the European Community: the regional response to the single market in the under­
developed parts of the EC. Leaaea, ltaa| Cass, l --!
Capítul o 1
I ntrodução: estudo do desempenho i nsti tuci onal
I . Vet e aa¡a aessa v| a,ea aa ¡á,|aa l ·
! lata aa tel a|e ¡etaeaet|zaae ae aesas|te ae sevese e saas eease¡aeae| as, vet
ke| e|, || e|ael k Toxic politics: responding to chemical disasters. l||aea, Cetaell ua| ·
vets| |y ltess, l -- l ¡ -·- l ¯-
2i 2 · .:/º 5/º - /c · /º 2 3 - 6
¯ Vet |ee, 1etty | 1|e aew eeeaeu|es er et,aa| za|| ea American Joural of Po­
litical Science, ¯8 ¯¯--¯¯, |ev l -·+, 8teaaaa, Geerrtey & 8ae|aaaa, ¡aues | The
reason of rufes: constitutional political economy. |ew Yet|, Cau|t|a,e ua|vets| |y ltess,
l -·:, s|e¡sle, keaae|| A las|| |a||eaal e¡a| l||t|a aaa e¡a|l| |t| au |as|||a|| eas la we|s-
|et,, Uet|et| l ,ec ) Política! science: the science of politics. |ew Yet|, A,a||ea
ltess, l -·é ¡ : l - · l , Os|teu, Ll|aet Aa a,eaaa ret ||e s|aay er |as|| |a|| eas Public
Choice, 18 ¯-!:, l -·é, s|e¡sl e, keaae|| A s|aay|a, |as|| |a|| eas seue lesseas rteu ||e
ta|| eaal e|e|ee a¡¡teae| Joural of Theoretical Politics, I l ¯ l -¯, l -·-, |ee, 1etç |
lel | || eal | as|| |a|| eas ||e ae,lee|ea s|ae er ||e s|ety Joural of Law, Economics, and Or­
ganization, 6 !l ¯-:¯, l --c, e |et||, Dea,lass C las|||a|| eas aaa a |taasae|| ea ees|s ||e-
ety er exe|aa,e la Al |, ¡aues L & s|e¡sle, keaae|| ,eas ) Perspectives on positive
political economy. |ew Yet|, Cau|t|a,e ualvets||y ltess, l --c ea¡ ¯
+ Vet |ate|, ¡aues G & Ol sea, ¡e|aa l Rediscovering institutions: the organi­
zational basis of politics. |ew Yet|, ltee ltess, l -·-, e lewell, wal |et w & D|ua,,|e,
laal ¡ ,eas ) The new institutionalism in organizational analysis. C|| ea,e, ua|vets||y er
C||ea,e ltess, l -- l
: Vet s|ewteae|, s|e¡|ea Building a new American State. |ew Yet|, Cau|na,e
ua|vets||y ltess, l -·!, Lvaas, le|et 8 , kaese|eueyet, D|e|ne| & s|ee¡el, 1|eaa ,eas )
Bringing the State back in. |ew Yet|, Cau|t|a,e ua|vets||y ltess, l -·: , e Ual l , le|et
Govering the economy: the politics of State intervention in Britain and France. |ew
Yet|, Oxreta ua|vets| |y ltess, l -·é
é lata aua ex¡l|ea¸ãe elata e eeav|aeea|e aessa |a|et¡te|a¸ãe, vet s|e¡sle, s|aay|a,
| es|| |a|| eas
¯ lata aua a|seassãe ua|s a raaae aa aval |a¸ãe ae aeseu¡ea|e |as|| |ae| eaal, vet
e ea¡||al e ¯
· lata aua a| seassãe aeetea aa evel a¸ãe aes es|aaes ] at|a|ees retua| s e ae |as||·
|ae|eaal|sue eeue retuas ae aaál |se ¡el||| ea, vet Le|s|e|a, Uatty & A¡|et, Dav|a ,eas )
Comparative politics: a reader. Leaaea, ltee ltess er Gleaeee, l -é¯ ¡ l c- l
- l|| a , ¡ l cc
l c Vet, eu ¡at||ealat, a aaál | se ae || l l se|te te¡tesea|a¸ãe ¡te¡ete|eaal, retuas ae
ve|a¸ãe, e e ¡a¡el e a eeu¡es|¸ãe aes ,evetaes ¡auauea|ates eu ¨Ceas|aeta¸ëes se|te
e ,evetae te¡tesea|a || v e¨
l l Le|s|e|a & A¡|et, Comparative politics. ¡ -· Oa|tes exeu¡les ae ,eaete sãe
8tyee, ¡aues Modem democracies. |ew Yet|, |aeu| llaa, l -! l , e Las||, Uatela A
grammar of politics. + ea Leaaea, Geet,e Allea aaa uaw|a, l -¯· La|te a ,eta¸ãe ae
aeaaeu|ees |auaeae|aaes ¡el es evea|es l| ,aaes + ll Gaetta |aaa|al, |etaea-se ¡e¡al at
aua eet|a vetsãe ae es|aaes |as|| |ae| eaa|s ¡ae sal|ea|ava e ¡a¡el v| |al aeseu¡ea|aae ¡ele
s| s|eua ele| |etal aa ae|etu|aa¸ãe ae tesal|aaes ¡el ||| ees Vet, ¡et exeu¡le, Uetuees, F
A Democracy or anarchy? A study of proportional representation. |e|te Daue, laa| aaa,
1|e kev|ew er lel | || es, l -+l , e Davet,et, |aat|ee Political parties: their organization
and activity in the modem State. |ew Yet|, ¡e|a w|ley, l -:+
l ! lstael , At|ate lnstitutional development: incentives to pe1jormance. 8al ||uete,
¡e|es Ue¡||as ua|vets| |y liess , l -·¯
l ¯ Os|teu, Ll |aet Govering the commons: the evolution of institutions for collective
action. |ew Yet|, Cau|t|a,e ua|vets||y ltess, l --c lata aua aaál |se ua|s ae|al|aaa
aes a|leuas aa a¸ãe eele|| va, vet ea¡||ale 6.
l + Da|l , ke|et| A Polyarchy: participation and opposition. |ew Uavea, Yal e ua|-
vets||y ltess , l -¯ l , L|¡se|, seyueat |at|| a Political man. |ew Yet|, Dea|leaay, l -éc
l : lstael , lnstitutional pe1jormance. ¡ l l !
· .:/º 5/º - /c · /º 2 7 - 3 4 2i 3
l é Alueaa, Ga|t|el A & Vet|a, s|aaey The civic culture: political attitudes and de­
mocracy in five nations. lt|aee|ea, lt|aee|ea ua|vets| |y ltess, l -é¯ lata aaál|ses ¡el|||-
eas eeu¡ata||vas a|taa,ea|es eeu |ase eu vat| áve|s see|eeal|ata| s, vet, ea|te ea|tes,
Le|s|e| a, Uatty & Gatt, 1ea ke|et| Patters of authority: a structural basis for political
inquiry. |ew Yet|, ¡e|a w|ley aaa seas, l -¯:, 8eet, sauael British politics in the col­
lectivist age. |ew Yet|, |et|ea, l -·!, k|a,, Aa||eay laeas, |as|| |a|| eas aaa ||e ¡el|e|es
er ,evetauea| British Journal of Political Science, 1 !-l - ¯ l ¯, l -¯¯, la,le|at|, keaal a
Culture shit in advanced industrial society. lt|aee|ea, | ¡ , lt|aee|ea ua|vets| |y ltess,
l --c, 1|eu¡sea, ||e|ael , Lll | s, k|e|ata & w|laavs|y, Aatea Cultural theory. saa ltaa-
e|see, wes|v|ew ltess, l --c, e Le|s|e|a, Uatty Regarding politics: essays on political
theory, stabilit and change. 8et|eley, ua|vets||y er Cal|reta|a ltess, l --! ea¡s ¯- ·
l ¯ 1ee¡aev|lle, Alex| s ae Democracy i n Ame rica. La||ea |y ¡ l |ayet aaa |taas
|y Geet,e Lawteaee Gataea C| |y, | Y, Aae|et 8ee|s, l -é-
l · sel za|e|, l|| l | ¡ TVA and the grass roots: a study in the sociology of formal or­
ganization. 8et|eley, Cal|rem|a, ua|vets||y er Cal|rem| a ltess, l -:¯ ¡ !:c Vet |au|éu
ke||aa, s|e| a 1|e s|tae|at| a, er uass ¡el|||es | a ||e sual l Late¡eaa aeueetae|es Com­
parative Studies in Society and History ,l c) l ¯¯, l -é·, ¡ata aua a| seassãe ae a|leua ea-
rtea|aae ¡ele e|ea||s|a see|al, ¡ae se ve ea|te ¨_aJ e|t|,a¸ãe ae teaaz|t a |a|el ae ra|es
eu¡|t|ees a au eet¡e ae ¡te¡es|¸ëes ,eta|s ¡ate|uea|esauea|e et,aa|zaae _e aJ ¡tessãe
¡ata |ta|at eaaa ease sui geheris eeue aua eear|,ata¸ãe s|a,al at ¡ae raz ] as a aua | a-
|et¡te|a¸ãe ¡té¡t| a¨
l - Os tesal|aaes ¡assau aesse |es|e ¡aaaae aeet|au e ¡es¡a|saaet ae ue| e aes el|es
Capítul o 2
Mudança das regras: duas décadas de desenvol vi mento i nsti tuci onal
l 1attew, s| aaey Leeal eeas|ta|a|s ea te,|eaal teretu a eeu¡at|sea er l|aly aaa
ltaaee Comparative Politics, ¯ ¯é, Oe| l -¯+
! lata a eláss| ea a|seassãe se|te |as|| |ae| eaal|za¸ãe e aeseavelv|uea|e ¡el||| ee, vet
Uaa||a,|ea, sauael l Political arder in changing societies. |ew Uavea, Yal e ua|vets||y
ltess, l -é·
¯ |ate|, ¡aues G & Ol sea, ¡e|aa l Rediscovering institutions: the organizational
basis of politics. |ew Yet|, ltee ltess, l -·- ¡ l :-, l é+
+ A¡aa Le|s|e| a, Uatty lel| || ea| eal |ate aea e|aa,e American Political Science
Review, 81 !:+, l --c lata au exaue aas eease¡aeae| as aas |ea|a|| vas ae et| at aevas
| as|| |a| ¸ëes sa|aae|eaa| s aa ltaa¸a ea|te l ·¯c e l --c, vet se|u|a|, V|v|ea A De­
mocratizing France: the political and administrative history of decentralization. |ew
Yet|, Cau|t|a,e ua| vets| |y ltess, l --c
: Al l au, letey A & Auye|, G ke,| eaal| su |a l|al y el a w|ae | a aew |e||l es: Par­
liamentary Afairs, z1 :¯-¯·, w|a|et l -¯c/¯ l
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D| |elre ,eas ) Regionalismo e centralizzazione. A aee| sãe aes aa|ñeaaetes aa l|ál | a ae
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- Cl at|, |at.| a Modem Italy 1871-1982. |ew Yet|, Lea,uaa, l -·+ ¡ :·, lt|ea,
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uneven development. U| asaale, lll|ae|s, Dtyaea ltess, l -¯! ¡ l !l -!
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laal A history of contemporary ltaly: society and politics 1 943-1988. Leaaea, lea,a| a
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2 1 6 N OTAS DAS P ÁG I NAS 5 1 - 6 0
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relations: a comparative analysis of West European unitary States. 8evetly U|lls, sa,e,
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American Political Science Review, 61 :!¯-¯:, l -¯c
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|âae|a aas seaaa,eas re||as aes aaes ·c
:: Ceue ae¡e| s a¡tesea|ateues ua|s ¡tevas aa ]as||r|eaaa |asa|| sra¸ãe sal |s|a eeu as
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21 8 · . :/º 5/º - /c · /º 6 7 - 7 7
:¯ 1al ,eaetal |za¸ãe terete-se aes ¡ae a|ssetaa es|at ¨aa| |e¨ e a ¨tazeavelaea|e¨ sa-
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Alleas|ae|, las|| |a| rat Deaes|e¡| e, l -é¯ ¡ +:·, |eelle-|eaaaaa, Ll | sa|e|| The Ger­
mans: public opinion polls, 1967-1980. wes|¡et|, Ceaaee||ea|, Cteeaweea ltess, l - · l
¡ l ¯ : , e tesal |aaes el e||eta|s aleaães aãe-¡a|l | eaaes ¡ae aes retaa retaee|aes ¡ele
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Cetaaay rtea ee-e¡eta ||ve reaetal|sa |e ] e|a| ¡el|ey-aa||a, la k|eaes & wt|,||
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éé Vet Il Messaggero. keaa, l c-·- l -- l ¡ l !, La Repubblica. keaa, !c- l l - l -- l
¡ l ¯ , e Ottavo rapporto sullo stato dei pote ri locali/1991 . ¡ l ·--
Capítul o 3
Aval i ação do desempenho i nsti tuci onal
l Da|l, ke|et| A 1|e evalaa||ea er ¡el|||eal sys|eas la leel, l|||el ae sela ,ea )
Contemporary political science: tmvard empirical theory. |ew Yet|, |eCtaw-U| l l , l -é¯
¡ l ¯-
! s|e¡sle, keaae|| kes¡eas|veaess aaa ,evetaaaee Political Science Quarterly,
I 91 +él - ·+, lal| l -··
¯ Da|l , ke|et| Polyarchy: participation and opposition. |ew Uavea, Yale ua|vet-
s||y ltess, l -¯ l ¡ l Vet |aa|éa || l l , ¡e|a s|aat| Or ||e ¡te¡et raae||eas er te¡te-
sea|a||ves |ea|es la |aeCal laa, k 8 ,ea ) "On liberty " and " Considerations Ol!
representa tive goverment ". Oxreta, 8as|l 8l ae|wel l, l -+·
· .:/º 5/º-/ c · /º 7 8 - 8 4 2 1 9
+ |e ] at,ãe aa ae|eaele,|a es|a||s|| ea, esses ¡aa|te te¡ms.|es eettes¡eaaea a vali­
dade aparente ,es | aa|eaaetes ¡ateeea areot as¡ee|es |a¡et|aa|es ae aesea¡ea|e ias||-
|ae|eaal :), validade intera ,es |aa| eaaetes es|ãe |a|et-telae|eaaaes ae aa aeae |a|el i ,|vel
¡ae aes ¡eta||a eea||aá-les aaa sé |aa|ee:), precisão comprovada ,e |aa|ee aaa|éa-se
tela||vaaea|e es|ável ae lea,e ae |ea¡e:) e validade extera ,es aéaetes ae |aa|ee es|ãe
es|te||aaea|e tel ae|eaaaes eea | aa|eaaetes ae aeseaµea|e |as|| |ae|eaal |aae¡eaaea|es:)
: Le|s|e| a, Uatty 1|e eval ea||ea er ¡el | || eal ¡etretaaaee ¡te|leas aaa a| aeasieas
Sage Professional Papers in Comparative Politics, z, l - l ¯) , l -¯ l , e Catt, 1ea ke|et| &
|eClel laaa, | lel ||| eal ¡etretaaaee a |welve-aa||ea s|aay Sage Professional Papers in
Comparative Politics, z¸ l - l ·), l -¯ l
é leaaee|, ¡ kelaaa lel | || eal aevele¡aea|, ¡el |||eal sys|eas, aaa ¡el||| eal ,eeas
World Politics, 18. +!l , l -éé
¯ Le|s|e| a, Lval aa|| ea er ¡el |||eal ¡etretaaaee ¡ ·
· Ceae es e| eles el e||eta| s aas e|aee ¨te,|ëes es¡ee| a| s¨ se,aea aa ealeaaát|e
l| ,e|taaea|e a|retea|e, asaaes es aaaes tela||ves aes ¡et|eaes le,| sl a||ves ¡ae eettes¡ea-
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,eaetesaaea|e ¡ês + aessa a|s¡es|¸ãe es aaaes se|te es|a|| l|aaae ae ,a||ae|e ¡teve-
a|ea|es ae ¡te] e|e aeae|eaaae ea ¨l ¡teeess| ¡el|||ee-| s|| |az|eaal | ae| s| s|ea| te,| eaal | ¨
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,keaa, s|s|eaa letaaaea|e a| setv| z| , l -·: ¡ l é¯), eea¡leaea|aaes ¡et aaaes eel || aes
a|te|aaea|e eea es ,evetaes te,|eaa| s
l O. XV rapporto 1 981 sulla situazione social e de! paese, eeas| s t|eetea keaa, ltaaee
Aa,el | , l - · l ¡ :c-
l l Vet ae|a ¯c lata aaa aeseo¸ãe ae|al |aaa ae aesses aé|eaes ae aval |a¸ãe, ] aa-
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átea ae a|aa¸ãe, vet la|aaa, ke|et| D La pianta e le radici: il radicamento dell ' istituto
regionale nel sistema politico italiano. 8ele,aa, ll |al|ae, l -·: ¡ !c¯-¯· lata aa te-
l a|e aas | a| e|a|| vas ¡el |||eas televaa|es aas aa|s eñe| ea|es aas !c te,iëes, vet |aae||| ,
karraell a Y see| al , ¡l aaa| a,, aaa eav|teaaea|al ¡el| e| es | a a ¡es|- |aaas|t|al see|e|y l a.
Leeaata| , ke|et| & |aae|||, karrael l a Y ,eas ) The regions and European integration:
the case of Emilia-Romagna. |ew Yet|, l|a|et, l --c ¡ l +:-¯c Cea|e + ¡teresseta
|aae||| aeseavelvet essa ¡at|e ae aesse ¡te]e|e
l ! Vet wal|et, ¡ae| L 1|e a| rras|ea er |aaeva||eas aaea, ||e Aaeoeaa s|a|es
American Political Science Review, 61 ··c---, l -é-
l ¯ A ¨eat,a ra|et| al ¨ aa |a|ela ¯ l terete- se + eettel a¸ãe ea|te aa iaa| eaaet es¡e-
e|r|ee e e |aa|ee eea¡es|e, ¡ae é aa eseete ra|eoal |aseaae aaaa aaál | se ae eea¡e-
aea|es ¡t| ae|¡a|s aes l ! sa|eseetes Lssa é a aaae|ta aa| s vál |aa e eear|ável ae
eea||aat aél ||¡les |aa|eaaetes ae aaa vaoável |eét|ea aaa éa|ee |aa| ee, vet zellet, k
A & Cata| aes, L C Measurement in the social sciences. |ew Yet|, Caa|t| a,e ua| -
vets||y ltess, l -·c Todos os índices deste livro baseiam-se nessa técnica.
l + A o,et, aessa ¡ea|aa¸ãe |ase|a-se ae ¡eteea|aal ae aeses ea ¡ae aaa ae|et-
a| aaaa le| aeaelat es|eve ea v| ,et ea|te a aa|a ae saa a¡teva¸ãe aaaa te,|ãe e aezea-
|te ae l -·+, ¡aaaae eaeettaaes a eele|a ae aaaes ¡ata essa ¡at|e ae ¡te] e|e A ¡at||t
ae aezea|te ae l -·+, aetaalaea|e a le| aeaelat ¡assea a v|,etat ea aa|s aa ae|aae
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l : Lsses aaaes se|te etee|es retaa ex|ta|aes ae aa paper |aéa| |e a¡tesea|aae ¡et
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setv|¸es ¡ea|á|t|ees, 8elea|a, l¯ a l -- l c- l -·+
220 · . :/º . /º - /c · /º 8 4 - 9 0
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l ¯ lata aua aeset|¸ãe ae|al |aaa aa ¡el|||ea |aaas|t| al ae aua te,|ãe, vet 8ell| a| ,
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l · À é¡eea, lt| al | -Veaeza G|al | a e a Calá|t| a || a|au ,evetaes ae eea|te, aeaae se
eeaela| ¡ae esse |aa|eaaet aãe terle|e uetauea|e a ¡tea|s¡es| ¸ãe | aeelé,|ea ae ,a||ae|e
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l - Primo rapporto sullo stato dei poteri locali 1984. ¡ :c- l
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l -· l ¡ +l ¯, Cassese, sa|| ae ,ea ) Annuario 1985 delle autonomie loca/i. keua, La|-
z|eae celle Aa|eaeuie, l -·+ ¡ l c¯ , XXI rapporto 1987 sulfa situazione sociale de!
paese, eeas| s :|eetea keua, ltaaee Aa,el | , l -·¯ ¡ ¯-+
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Public policy evaluation. 8evetly U|l l s, Cal|reta|a, sa,e, l -¯: ¡ l ·:-! l : ,sa,e Yeat-
|ee| er lel|||es aaa la|l |e lel |ey) , kess| , le|et ë 8et|, k| e|ata A Leeal tee|s er |l ae|
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8 D|ssa|| srae|| ea w| || e||y setv|ees | s taee aa |u¡et|aa| rae|et: la Ua|a, Uatlaa ,ea )
People and politics in urban society. 8evetly U| lls, Cal|reta|a, sa,e, l -¯! ¡ ¯é---!
lata aua aval | a¸ãe ae,a||va aa |u¡et|âae|a aa e¡|a| ãe ¡e¡alat, vet s|| ¡a|, 8t| aa C| ||zea
sa|| srae||ea w||| at|aa setv|ees ¡e|ea||al u|sase as a ¡etretuaaee |aa|ea|et Public Ad­
ministration Review, 1v+é-:!, ¡aa/le| l -¯-
· . :/º ./º - /c · /º 9 0 - 5 221
!¯ s|| ¡a|, C| ||zea sa|| srae||ea w||| at|aa setv|ees
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!- |ãe ea|eaaeues |eu ¡et ¡ae es e|aaaães ae 1tea||ae-Al |e Aa|,e ues|tau-se
ua|s sa||sre||es eeu sea ,evetae te,|eaal ae ¡ae ea|et| a es¡etat ae sea aeseu¡ea|e
Cea|aae, ex|s|e aessa te,|ãe al¡|aa aua u|ae:| a é|a|ea ae l |a,aa aleuã ¡ata a ¡aal

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vetae te,|eaal te¡tesea|a au ,taa s|,a|r|ea||ve ae aa|eaeu|a é|a|ea e au teeea|ee|uea|e
ae saa eeaa|¸ãe es¡ee|al 1al vez esses Südtimler es|e] aa ¡at|| ealatuea|e sa||sre||es eeu
e s|u|el| sue aessa te,|ãe ¨es¡ee| al ¨, |aae¡eaaea|euea|e ae sea aeseu¡ea|e eu |etues
ae aau| a| s|ta¸ãe ¡a|l|ea Lxela|aae-se aes eáleales essa te,|ãe, a eettela¸ãe ea|te sa-
||sra¸ãe ¡e¡alat e aesse |aa|ee ae aeseu¡ea|e |as|| |ae|eaal aauea|a

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¯c A sa||sra¸ãe ¡e¡alat es|á ex¡tess|vauea|e telae|eaaaa eeu ¡t

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(r ea|te ¡atea|eses) | aeva¸ãe le,|sla||va ¸c, ·-), es|a|| l |aaae ae ,a||ae|e ,c, ·c), le,| sl a¸ãe
teretuaaeta ¸c,¯+) e seas||| l | aaae aa |ateetae|a (c, ¯¯)
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¯ l Lssa ,eaetal|za¸ãe é vál| aa entre as te,|ëes e |au|éu dentro ae eaa

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a sa||sra¸ãe eeu todos es a|ve|s ae ,evetae - aae| eaal, te,|eaal e leeal - eteseea au
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¡l| ea¸ãe ¡ata esse eat| ese reaêueae, uas |sse aãe e|e,a a ¡te] ua|eat aessa at,auea-
|a¸ãe
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exela|tau-se aessa r|,ata es ¡at||aát|es ae lCl e a� DC
¯¯ Vet |a|ela ! :
¯+ |e|eaele,|eauea|e, e ere||e aas aues|tas teaaz|aas e ae ette ae aues|ta,eu é
ae¡t|u| t ,¨a|eaaat¨) at||íi e| al uea|e as eettel a¸ëes , eet:| ,|aae-se essa a|eaaa¸ãe, aauea-
|at|a a eet:el a¸ãe ea|te as e¡|a|ëes aes l|aetes e aesse |aa|ee Lu ea|tas ¡alavtas, es aa-
aes aa r|,ata ¯+ a|u|aaeu a vetaaae|ta eettel a¸ãe
.
¯: Aaál |ses se¡ataaas aas te,|ëes ¨es¡ee|a|s¨ e ¨eta|aát|as¨ aa r|,ata ¯ + i

a|eau
|:aaeae|as l| ,e|tauea|e a|retea|es aes ae| s ,ta¡es, eu|eta as aues|tas se]au um|e ¡e-
¡aeaas ¡ata ¡ae se ¡essa |et eet|eza O |u¡ae|e ¡ae ae|etu| aa

aa a|retea
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¡ea|e exetee se|te e ,taa ae sa|| sra¸ãe ¡ateee set au ¡eaee


a

ut aas te,
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a

s
ae ¡ae aas te,|ëes eta|aát| as, |alvez ¡et¡ae es l|aetes eeuam|anes aas te,iees es¡e

ia|s
|ea|au ||ae ua|s |eu¡e ¡ata |etaateu-se aavetsát|es eeav|e|es ea aereasetes eeav|e|es
ae ,evetae te,|eaal Cea|aae, aea|te ae eaaa ¸ta¡e ae te,|ëes, sa|| sra¸ãe e aeseu¡ea|e
es|ãe es|te||auea|e eettel ae|eaaaes
¯é o aeseu¡ea|e ae ,evetae te,|eaal e a sa|| sra¸ãe aes e| aaaães eeu se

,evetae
te,|eaal |au|éu es|ãe es|te||auea|e tel ae|eaaaes eeu e aeseu¡ea|e e a ¡e¡alanaaae �es
,evetaes l eea|s aessas te,|ëes, eeue aeueas|ta e a¡eaa|ee L lsse |aa| ea ¡ae es ¡na-
e| ¡a| s ae|etu|aaa|es ae aeseu¡ea|e ,evetaauea|al |eu ueaes l|

a¸ãe eeu as ¡el||| eas e
a ¡etseaal| aaae ae eet|as aa|e:|aaaes ae ¡ae eeu e eea|ex|e see| al let ea|te l aae, a sa-
||sra¸ãe ,le|al eeu e ,evetae nacional aãe ,aataa tel a¸ãe eeu aea|aua aessas ea|tas
aval | a¸ëes, as te,|ëes eaae e ¡eve es|á tela||vauea|e sa||sre||e eeu es ,evetaes te,|eaal
222 · .:/º 5 /º -/ c · /º 9 5 - 1 0 1
e leeal aãe sãe s|u¡lesuea|e |a|| |aaas ¡et |aa|v|aaes eeu¡laeea|es. 1a|s ra|es sãe |a-
|e|tauea|e eeaa|zea|es eeu a |a|et¡te|a¸ãe eea|ex|aal ae aeseu¡ea|e ae ,evetae a¡te-
sea|aaa aes ea¡||ales +-é
Capítul o 4
Expl i cação do desempenho i nsti tuci onal
l . Da|l , ke|et| A Democracy and its critics. |ew Uavea, Y+le ua|vets| |y ltess,
l -·- ¡ !: l -+. Vet |au|éu Da|l , Polyarchy. ¡ é!-·c. A rea|e aes |ta|al|es eu¡|t| ees
ua|s teeea|es aessa átea é L|¡se|, seyucat |at||a. Political man. |ew Yet|, Dea|leaay,
l -éc ea¡ !. uu |eu a¡aa|aae aes |ta|al|es re| |es aes aaes éc se|te ueaeta|za¸ãe e
aeueetae|a é Caaaae, C. F & |ea|aaet, D. Empírica! democratic theory. C|| ea,e,
|at||au, l -é-. lata aua aaál| se teeea|e e señs||eaaa eu ¡ae se eear|tua a eettela¸ãe
ea|te aeseavel v|uea|e eeeaêu|ee e aeueetae| a, vet Uell |wel l , ¡elw Lu¡|neal l |a|a,es
|e|weea aeueetaey aaa eeeaeu|e ,tew|| Cau|t|a,e, |ass , |a||eaal 8ateaa er Lee-
aeu|e keseate|, l --! ,||et wet|| a, la¡et, + céé. )
! 8ellea, keaae|| A & ¡ae|uaa, ke|et| w Leeaeu|e aaa aeaeeeaeu|e ae|etu|-
aaa|s er ¡el| || ea| aeueetaey |a ||e l -écs Research in Political Sociology. l -·: ¡. ¯ ·--,
a¡aa Uaa||a,|ea, sauael U The third wave: democratization in the late twentieth century.
|etuaa, O|la|eua, ua|vets| |y er O|la|eua ltess, l --l . ¡. éc
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formance approach. La,leweea Cl|rrs, |. ¡ , ltea||ee Ual l , l -·c. ¡ éé
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¯. Vet leeee|, ¡ G. A. The Machiavellian moment: Florentine política! thought and
the Atlantic Republican tradition. lt|aee|ea, lt|aee|ea ua|vets||y ltess, l -¯:
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America. |ew Yet|, Uateeat|, 8taee, l -::
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l c. |esse au¡l e ae|a|e, vet ,ea|te ua| |es ea|tes) 8ella|, ke|et| | , |aasea, k| e|-
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vidua!ism and commitment in American life. |ew Yet|, Uat¡et aaa kew, l -·é,
ktaua|e|, lsaae ke¡a|l |eaa tev| s| ea|su tev|s||ea American Historical Review, 8¯,¯) é2--
é+, ¡aae l -·!, |aela|yte, Alasaa|t After virtue. |e|te Daue, |e|te Daue ua|vets| ¸
ltess, l -· l , leeee|, The Machiavellian moment; kess, Dete||y 1|e l||etal |taa||| ea te-
v|s||ea aaa ||e ke¡a|l| eaa |taa| || ea aaatessea. la U|,|au, ¡e|a & Cea||a, laal ,eas ).
· .:/º 5/º- /c · /º 1 0 1 - 4 223
New directions in American intellectual histOJ)'. 8al||uete, ¡e|as Ue¡||as ua|vets| |y
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| eal aaa || s|et|eal ¡ets¡ee||ves la ket|y, k|e|ata, se|aeew|aa, ¡ 8 & s|| aaet, Qaea||a
,eas ) . Philosophy in history. |ew Yet|, Cau|na,e ua|vets||y ltess, l -·+, walzet,
|| e|ael C| v| l| |y aaa e|v|e v|t|ae |a eea|eu¡etaty Auet|ea. la walzet, |. Radical prin­
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public: I ¯¯6-I ¯8¯. C|a¡el U| ll , ua|vets||y er |et|| Catel |aa ltess, l -é-
l l . A¡aa 8ella| e| al | | , Habits of the heart. ¡. !·
l !. U|tse|, Uatç | 1|e ||teaeay er l ||etal |su eeas|| |a||eaal l||et|y aaa ||e teaewal
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l ¯. Gal s|ea, w|l l | au A. L||etal v|t|aes American Political Science Review, 8z l . !· l ,
l -··.
l + |a e|eae| a ¡el|||ea eu¡|t| ea, essa retua ae vet as a|retea¸as ae aeseu¡ea|e
aeueetá||ee |as¡|tea-se eu ,taaae ¡at|e ae es|aae seu|aal ae Ga|t|el A Alueaa e s| a-
aey Vet|a, The civic culture: political altitudes and democracy in five nations ,lt|aee|ea,
lt|aee|ea ua|vets||y ltess, l -é¯).
l :. walzet, C|v|l ||y aaa e| v| e v|t|ae ¡. é+
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l -:· ¡ ·:.
l -. A¡a| e ae lea,e ae aessa a|seassãe se|te a v|t|aae e|v|ea, val eue-aes aas | aé| as
ae we|a|taa|, ¡en w Freedom and community: the Republican virtue tradition and the
sociology of liberty. 8et|eley, ua|vets| |y er Cal|reta|a ltess, l --!.
!c walzet, C|v|l ||y aaa e| v| e v|t|ae. ¡. é!
! l le,,| , G| aartaaee Images of society: essays on the sociological theories of Toc­
queville, Mm:t, and Durkheim. s|aareta, s|aareta ua|vets| |y ltess, l -¯! ¡ :-
!! Gtaaeve||et, |at| Leeaeu| e ae||ea aaa see|al s|tae|ate ||e ¡te|leu er eu|ea-
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interests and public opinion. |ew Yet|, kae¡r, l -: l
!· ¨|aaa, a uea vet, ueteee ua|s a|ea¸ãe ae ¡ae as assee| a¸ëes |a|el ee|aa|s e ue-
ta| s aa Auét|ea As assee| a¸ëes ¡el|||eas e |aaas|t|a|s aa Auét|ea sal|au + v|s|a, uas as
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!- 1ee¡aev| lle, Democracy i n America. ¡. l -c
¯c. |eu |eaas as assee|a¸ëes ae |aa|v|aaes ¡ae ¡easau aa uesua retua sãe eeu-
¡teue|| aas eeu es |aea|s aeueetá||ees ea et,aa|zaaas ae ueae |,aal||át|e, |as|a vet, ¡et
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224 . . :/º . / º - /c . /º 1 0 4 - 8
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ral development. l||aea, Cetaell ua|vets||y ltess, l -·+ ¡. +c
¯! Lsuaa & u¡|en, Local organizations. ¡. --- l ·c, e ket|ea, Dav| a C. Ceuuaa||y
et,aa|za||ea aaa tatal aevele¡uea| a leam|a, ¡teeess a¡¡teae|. Public Administration
Review, 19 +·c-: l l , se¡|./Oe|. l -·c Lsuaa e u¡|en eeas|a|au ¡ae ra|etes eeue te-
eatses aa|ata|s, |arta-es|ta|ata r|s| ea, teeatses eeeaêu| ees, a|s|t||a|¸ãe ae teaaa, ,taa ae
| as|ta¸ãe e ¡elaoza¸ãe ¡at||aáua a¡atea|euea|e aãe |eu tel a¸ãe eeu e ¡a¡el aeseavelv|-
uea|| s|a aas et,aa|za¸ëes l eea|s. lata ua|s ¡tevas aa |u¡et|âae| a aa ¡at||e|¡a¸ãe leeal
¡ata e aeseavelv|uea|e ae 1etee|te |aaae, vet |ea|,euety, ¡e|a D. Bureaucrats and
people: grassroots participation in Third World development. 8al|| uete, ¡e|as Ue¡||as
ua|vets| |y ltess, l -·· ¡. +!-:¯ e es |ta|al |es a¡a| e| |aaes.
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tional Review of Community Development, I : ::-éé, l -éé, e s| lvetuaa, syael l. A,t|-
eal.atal et,aa| za||ea, see| al s|tae|ate, aaa valaes | a l|al y auetal rau| l| su teeeas|aetea.
American Anthropologist, ¯9, l ) l - l -, le|. l -é· A ¡eleu|ea sase||aaa ¡ele l| vte ae 8aa-
r|ela raz ¡at|e aa eea|tevéts|a aes ue|es aeaaeuiees se|te a ¡t|et|aaae eaasal a set
a|t||a|aa a ¨eal |ata¨ e ¨es|ta|ata¨. Vel|ateues a essa ¡aes|ãe ae ea¡||al e é
¯: |et|ata, Al|et|e ,ea. ). Le associazioni italiane. ||laae, ltaaee Aa,el | , l -·:
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ea¸ãe assee| a||va leeal. Os s|aa|ea|es |ta|al||s|as e as et,aa| za¸ëes ea|él | eas, exela|aes
¡et esse ue||ve, sãe a|etaaaes ua| s aa|aa|e aes|e ea¡||ale, +s ¡á,|aas l !c e l !c-!, tes-
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¡ee| ñeauea|e a ela|es aes¡et|| ves.
¯¯ 1ee¡aev| lle, Democracy in America. ¡. : l ¯-·
¯ · |esses aaaes se|te le||ata ae ]etaa|s ¡teveu ce Annuario statistico italiano ,ke-
ua, ls|| |a|e Cea|tale a| Ls|a|| s|| ea, l -¯: ¡. l ¯:) e sãe |as|aa|e eeaa|zea|es eeu es aaaes
aas seaaa,eas ae Late|ateue|et teal|zaaas eu l -¯é, l -·c, l -·¯, l -·é e l -·- (r * c, - l )
Os aaaes ae Late|ateue|et ues|tau |au|éu ¡aãe ret|e é a tela¸ãe ea|te añl| a¸ãe a as-
see| a¸ëes e l e| |ata ae ]etaa|s ae a|vel individual: :¯' aes ueu|tes ae assee| a¸ëes leeu
]etaal ua|s ae aua vez ¡et seuaaa, eea|ta ¯¯' aes aãe-ueu|tes. lsse vale es¡ee|r|-
eauea|e ¡ata a añl | a¸ãe a ¡aase |eaes es ||¡es ae assee|a¸ãe, | aela|aae ela|es aes¡et·
||ves, mas não ¡ata a ar|l | a¸ãe a ,ta¡es tel |,|eses.
¯- Cat|eee| , ke|et|e. D| rreteaze |ett||et| al | e ||¡| a| ve|e le eeasal |az| ea| ae| ua,-
,|e-,| a,ae l -·: Rivista Italiana di Scienza Politica, I: ++ l , aee. l -·: Vet |au|éu
ul et|, l|etV|aeeaze. 1|e l -·¯ kereteaaau. la Leeaata| , ke|et| & Cet|e||a, l|et,iet,|e
,eas. ). Italian politics: a review. |ew Yet|, l|a|et, l -·- v. ¯, ¡. l ::-¯¯
+c Ceue |eaes es |aa|ees aes|e l|vte, e |aa|ee ae eeu¡atee|uea|e a tereteaaes,
l -¯+- ·¯, é au eseete ra|et|al |aseaae ae aa|ee ra|et a euet,|t ae aua aaál |se ae eeu-
¡eaea|es ¡uae|¡a|s ae eeu¡atee|uea|e aes e|aee tereteaaes. 1eaas as eettela¸ëes eavel-
veaae ve|a¸ãe eu tereteaaes a¡tesea|aaas aes|e ea¡||ale a¡l | eau-se ae eeu¡atee|uea|e
. .:/º ./º - /c . /º 1 0 8 - 1 2 225
eu cada tereteaae |euaae | selaaauea|e. Lu ea|tas ¡al avtas, as |eaaeae|as aãe sãe a|-
sela|auea|e |arlaeae|aaas ¡ele |eet aas ¡aes|ëes |ta|aaas eu eaaa tereteaae.
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evet |a l|al |aa ¡atl|auea|aty el ee|| eas. American Joural of Political Science, I ¯ -¯- l l +,
l -·c, e Cat|eee| , ke|et|e. O||e t| s¡es|e a aa ¡te|leua la a| v|s|eae aell ' l|al|a | a zeae ¡e-
l | || eauea|e eue,eaee. Polis, I +· l -: l +, aee. l -·¯ Dev|ae a saas teaaz|aas a|ueasëes,
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aa|ee ra|et a euet,|t ae aua aaál |se ae eeu¡eaea|es ¡t|ae| ¡a| s ae ve|e ¡tereteae|al aas
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eu l -é· ¡et sauael U. 8ataes, a,taaeeeues ae ¡teresset 8ataes ¡et |et- aes ¡etui||ae
a||l | zá-les. Ceu¡ataaae-se, te,|ãe ¡et te,|ãe, es aaaes aas seaaa,eas eeu es aas
ele|¸ëes, ae|a-se ¡ae es tes¡eaaea|es aas te,|ëes ueaes e|v|eas exa,etatau au ¡eaee e
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a|ea a eeu¡ata¸ãe |ás| ea.
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l -·¯ e l -·¯ 1a|s seaaa,eas, sa¡leuea|aaas ¡el a seaaa,eu ae 8ataes ae l -é·, |aa|eau
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see| a¸ëes seeaaaát| as, inclúindo sindicatos trabalhistas, e ¡ae te¡tesea|a au ¡eaee ua|s
ae +c' ae |eaas as añl |a¸ëes a assee|a¸ëes. ,les¡a| saaetes |at|u|aaes ea|eaaeu ¡ae e
aauete |aev| |aveluea|e l |u| |aae ae |es|euaa|es aessas seaaa,eas ¡tevaveluea|e s|,a|ñea
¡ae es tesal|aaes sa|es||uau a ¡at||e|¡a¸ãe eu ,ta¡es, uas essa ¡ess|vel a|s|et¸ãe é
eeas|aa|e eu |eaas as te,|ëes. ) |e a|vel |aa|v|aaal ae aaál|se, es uel|etes |aa|eaaetes
aessa ¡at||e|¡a¸ãe sãe ,taa ae |as|ta¸ãe, ,eaete ,s|aa|ea|es e el a|es aes¡et||ves sãe as
ar| l | a¸ëes ua| s eeuaas) e tes|aeae|a eu eeuaa|aaae e|v|ea. Ceas|aetaaae |eaes es ||¡es
ae ,ta¡es, |aela|aae s|aa|ea|es, e e|v|sue tes¡eaae ¡et au aauea|e ae eetea ae l c- l :
¡ea|es ¡eteea|aa|s ae |aa|ee ae ar| l|a¸ëes, e sexe uaseal |ae ¡et au aauea|e ae eetea ae
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+: A eettela¸ãe ea|te aeseu¡ea|e |as|| |ae|eaal e aesse |aa|ee ae eeuaa|aaae e|v|ea
é r * c, :¯ ae ease aas l ! te,|ëes ae ¡aaataa|e sa¡eoet a|te| |e aa r|,ata + :, e r * c, é·
ae ease aas e||e te,|ëes ae ¡aaataa|e |aret|et es¡aetae. Au|as sãe es|a|| s||eauea|e te-
levaa|es (p ~ c, c+)
+é A eettela¸ãe ¡ate|al ea|te aeseavelv|uea|e eeeaêu|ee e aeseu¡ea|e | as|| |ae| eaal,
eu| ||aae e |aa|ee ae eeuaa|aaae e|v|ea, é r * -c, ¯+, e ¡ae é es|a||s||eauea|e |ttelevaa|e
e es|á aa a|te¸ãe ettaaa, ae ¡asse ¡ae a eettel a¸ãe ea|te e |aa|ee ae eeuaa|aaae e|v| ea
e aeseu¡ea|e |as|| |ae|eaal ¡etuaaeee al|auea|e televaa|e ( p ~ c, cccl ) A eettela¸ãe || -
a|ueas|eaal ea|te e |aa|ee ae eeuaa|aaae e|v|ea e aesse |aa| eaaet ae aeseavelv|uea|e
eeeaêu| ee é r * c, ¯¯ Os ea|eaa|aes |aea||r|eatãe a¡a| e ¡ess|vel ¡te|leua aa ual||-
eel|aeat|aaae, uas ae ea¡||ale : a¡tesea|ateues ua|s aaaes ¡ae ¡ess| || l | |au a|s||a,a|t es
ere| |es ae aeseavelv|uea|e eeeaêu|ee e aa eeuaa|aaae e|v| ea. Vale a ¡eaa leu|tat a rét-
ual a tea|s|t||a||va ¡ela ¡aal as aa|et|aaaes eea|ta|s aes||aau teeatses es¡ee|a|s +s te,|ëes
ua|s ¡e|tes. 1a|s |taasreteae| as v| sau a ¡te|e,et essas te,|ëes aes ere||es aa ¡e|teza, e
essa ass| s|eae| a ex|etaa |alvez a] aae a ex¡l|eat ¡et ¡ae a ¡té¡t|a t|¡aeza te,|eaal
226 N O TAS DAS P Á G I N AS 1 1 2 - 2 .
a¡atea|eaea|e aãe raveteee e aesea¡ea|e |as|| |ae| eaal, ¡aaaae ea| || aes e |aa|ee ae ee·
aaa|aaae e|v| ea
+¯ |a seaaa,ea aae|eaal ae 8ataes ae l -é·, ¯-' aes tes¡eaaea|es aas te,|ëes
aeaes e|v| eas a|ssetaa eea|eeet ¡essealaea|e aa aea|te ae latlaaea|e, eea|ta !¯'
aas te,|ëes aa| s e|v|eas |a seaaa,ea ¡ae teal|zaaes ea l -¯¯, e aaaete ae e| aaaães
aas te,|ëes aeaes e|v|eas ¡ae a|ssetaa |et ||ae eea|a|e eea aa al|e raae|eaát|e te,|eaal
re| aa| s ae aaas vezes aa| et ¡ae aas te,|ëes aa|s e|v|eas
+· Cea¡atat eea Vet|a, s|aaey, || e, |etaaa U & k|a, | -O The modes of dem­
ocratic participation: a cross-national comparison. 8evetly U| l l s, Cal|r , sa,e, l -¯ l
+- Le|s|e|a, Uatty & Gatt, 1ea ke|et| Patterns of authority: a structural basis for
política! inquiry. |ew Yet|, ¡e|a w|ley aaa seas, l -¯:
:c Lssa eea¡ata¸ãe é eeaa|zea|e eea a |aretaa¸ãe ae G|evaaa| sat|et| (I Par­
lamento italiano. |a¡el | , La| z|ea| se| ea|| íi e|e l|al | aae, l -é¯) ae ¡ae, ea|te es aea|tes
ae latlaaea|e aae| eaal ea|te l -+é e l -:·, é l ' aes sal | s|as ¡tev|a|aa aa elasse al |a,
eea|ta ¯-' aes ae Cea|te-|et|e, |s|e é, a ¡at|e aa| s e|v|ea ae ¡a|s |ãe aeveaes
sa¡etes||aat as et|,eas see|a|s aes eeasel|e|tes ae aea|aaa aas te,|ëes Ceae a| sseues
ae ea¡||al e !, a|é aesae ae sal a aa|et| a aes eeasel |e|tes ¡tevéa aa el asse aéa|a
: l La l -¯c e l -¯é, ¡et,aa|aaes a |eaes es eeasel|e|tes ¨|es|a te,| ãe, |á ua| |a
¡elea| ea ea |etae aa eeavea|eae|a ae aaaea|at a ¡at||e|¡a¸ãe ¡e¡al at |a saa e¡|a| ãe,
¡ae ¡a¡el ¡tá||ee ¡eaea |et es e| aaaães aa eemaa|aaae aes ae,ée|es te,| eaa|s:¨ As tes·
¡es|as retaa elass|r|eaaas se,aaae vát|as a|aeasëes, |aelas| ve e a¡e|e + aa|et ¡at||·
e|¡a¸ãe ¡e¡al at
:! A a|s|t||a|¸ãe ae teaaa, |eaaaae ¡et |ase as seaaa,eas ae l -¯:-·- ae Late|a·
teae|et ,eeeñe|ea|e ae vat|a¸ãe aa teaaa raa| l|at aeelataaa aaaa aesaa te,|ãe), é aa|s
] as|a aas te,|ëes e|v|eas (r * c, · l ) Ou|||aae e ra|et e|v|sae, aãe |á tel a¸ãe ea|te
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228 N O TAS O AS - / cI N AS 1 24- 9
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l ea,e ae |eu¡e), seuea|e es |tes ¡t|ue|tes ra|etes sãe tel evaa|es Os betas sãe c, l é ¡ata
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setes aes | aea|s aa eeuaa|aaae e|v|ea eaal|eeetau a v|aa aa eeuaa|aaae |taa|e|eaal , 1ee-
¡aev|lle, ¡et exeu¡le, |eu| a ¡ae a ret¸a ae ¡atea|esee aa ltaa¸a tatal | a|||sse a
¡at||e|¡a¸ãe e|v|ea lata a a|vets|aaae ex|s|ea|e ea|te alae|as eau¡eaesas ae |eeaa|e +
a|s¡es|¸ãe aeueas|taaa ¡ata eela|etat vel aa|at|auea|e ¡ele |eu eele|| ve, vet "aae, ke|-
et| Village republics: economic conditions for collective action in South India. |ew Yet|,
Cau|t|a,e ua| vets||y ltess, l -··
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|ew Yet|, kea|lea,e, l -··. ¡ -·--. Ceue se ve ¡ele aeue, uesue e evea|aal Circolo
dei Nobili ,C|teale aes |e|tes) a|ñe|luea|e eea|n|a|t|a ¡ata a sel|aat|eaaae see|al |,aa-
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eas |aseaaas ae ¡a|teaa|e aa Auét|ea at|aaa Os aereasetes ae ¨|eu ,eveme¨ - +s
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¡el||| ea ae ¡et|eee uee|eval ¡ae va| e a ¡aeea e e keua ae aae l ccc ¡etuaaeee e|seata
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|taua ¡ k Uyee, eu Soeiety and politics in Medieval Italy: the evolution of the civil
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|| s|et|aeet eeasega|a ¡tevat a eea||aa| eaee eas |as|| |a| ¸ëes e|v|eas eesee e r|aal ea é¡eea
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e|e|es ¡ateeeu sat,| t ea eeee eeua|s ea |atee eeua| s¨ ,¡ l +, +-) Vet |au|éu waley,
Daa|el The Italian City-Republics. ! ee |ew Yet|, Lea¸uaa, l -¯· ¡ l -· A,taeeeeues
a k| e|ate Gele||wa||e, | l as|te es¡ee| al|s|a eu || s|ét| a uee|eval ||al | aaa, ¡ae |aeea|| vea
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! Uyee, Society and politics in Medieval Italy. ¡ ¯· A e|v|sãe ea|te e te|ae aet·
uaaee ae sal e as te¡a|l|eas eeuaaa|s ae |et|e eettes¡eaee eu ua| |es as¡ee|es +
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¯ 8attaelea,|, Geerrtey & s|eae, |etuaa ,ees ) The Times atlas of world history.
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-- A¡ae 1all |e-A|:aa, L nostra Italia. ¡ l ¯
l cc 8aar|el e, Moral basis of a backward society.
l c l 1a::ew, Peasant communism in Souther Italy. ¡ +¯
l c! kess| -De:| a, |aal |e Dieci anni di politica agraria nel Mezzogioro. 8a:|, La·
:e:za, l -:· ¡ !¯, a¡ae 1a::ew, Peasant communism. ¡ é l
l c¯ 1a::ew, Peasant communism. ¡ ¯ , ¯:-¯ et passim; Uess, Ueaae: Maja and ma­
fiosi: the structure of power. 1:aas Lwale Ose:s Lex|a,:ea, |ass , Lex|a,:ea 8ee|s,
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l c+ G:az| aae, la::ea-e||ea: :e| a:|eas|| ¡s |a sea:|e:a l:aly ¡ :, l l , a e|:a¸ãe |ase:|ea
é ee 1a:|elle, las¡aale Governo e governati in Italia. 8ele,aa, zaa|e|e| l | , l ··! ¡ l +·
l c: Ca:aee|e|e, A Stato e società civile: problemi dell 'unijcazione italiana. 1enae,
L|aaae| , l -¯¯ ¡ ·é, a¡ae 1al l | e-Al:aa, La nostra Italia. ¡ :¯
l cé A:| aee|| , l| ae Mafia, peasants and great estafes: society i n tradicional Cala­
bria. 1:aas ¡eaa:|aa s:e|a|e:, |ew Ye:|, Caa|:|e,e ua|ve:s|:y l:ess, l -·¯, L|seas:ae:,
s | & kea|,e:, L Patrons, clients, and jriends: interpersonal relations and the struc­
ture of trust in society. |ew Ye:|, Caa|:|e,e ua|ve:s| :y l:ess , l -·+ ¡ é:-¯, 1a::ew,
Peasant communism in Souther !taly. ¡ é·, e G:az|aae, la::ea-e||ea: :e|a:| eas||¡s | a
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238 N O TA S D AS P ÁG I N AS 1 6 6 - 8
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I redditi e i consumi in Italia: un 'analisi dei dati provinciali. || laae, l:aaee Aa,el | ,
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8a::e, ke|e:| 1. & sala-|-|a:|| a, Xav|e: Ceave:,eaee ae:ess s|a|es aaa :e,|eas Brookings
Papers on Economic Activity, I l c¯-·!, l -- l la:a au |:eve a¡aa|aae aa vel aaesa l | |e-
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Modem Italy. es¡ ¡ !¯-· , e 1a::ew, Peasant communism in Southern Italy. ¡ l ¯-!·
l :! zaua,a| , Industrializzazione. ¡ l ---!cl
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N OTAS D AS P ÁG I NAS 1 6 8 - 7 1 239
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La costruzione sociale dei mercato: studi sullo svi­
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l :· l|e:e, || e|ael ¡ & sa|el, C|a:les l The second industrial divide: possibilities
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operation in Italy. Geaeva, la|e:aa||eaal las|| |a|e re: La|e: s|aa|es er ||e la|ema||eaal
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N OTAS D AS P ÁG I NA S 1 7 5 - 7 241
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l : w| l l | aasee, Ol |ve: L Markets and hierarchies: analysis and antitrust implica­
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l ¯ 8a|es, Cee|:a eee|:ae|a:|ae|su
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aae Joural of Law mui Economics, Iv !+l -+, l -¯é, e Ne:||, Dea,lass C laeele,y aea
¡el | || eal/eeeeea|e | es|| |a||ees Cato Journal, 8 l :- !·, s¡:|e,/saaae: l -··
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1|e :e|a||e, e:ea|| assee| a|| ee a ¨a|aale :ae,¨ |e aevele¡aee| Economic Development
and Cultural Change, 10 !+l -6¯, A¡: l -6!, Vélez-||aaez, Ca:les C Bonds of mutual
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Cea|e e Cleee Lea:y ,1|e eeeeea|es er :e|a|| e, sav|e,s aea e:ea| | assee| a|| ees American
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242 N OTAS D AS P Á G I N A S 1 7 7 - 8 0
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244 N OTA S D A S P ÁG I N AS 1 8 3 - 5
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and the structure of trust in society. |ew Ye:|, Caa|:|e,e uc|ve:s|:y l:ess, l -·+ ¡ +·--
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,ec:e se|:e e eec::as:e ca Aaé:·ea La:| ca ec::e a v| sãe || e:á:¡a| ea ea l,:e]a | cs:| :a-
e| ecal ¨ e a v| sãe eeaaca| e | ,aal|:á:|a ea l,:e]a ¡e¡ala:¨, ve: Lev| ce, Dac| el U
Religion and politics i n Latin America: the Catholic Church i n Venezuela and Colombia.
l:| cee:ec, l:| cee:ec uc|ve:s| :y l:ess, l -· l , e es es:aees ee ease ¡ae ü,a:aa ea Reli­
gion and política! conflict in Latin America, eee:eecaee ¡e: Lev| ce |a l:ál | a, se,acee
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cal, aas cãe e| s¡eaes ee eaees ¡a:a ee::e|e:a: essa || ¡é:ese
é- le: cãe e| s¡e:aes ee | cre:aa¸ãe ce c|vel a|e:e se|:e status e ¡eee: eec::e eas
assee| a¸ëes seeaceá:| as cas vá:|as ¡a::es ea l:ál| a, seaes e|:|,aees a sa¡e: ¡ae ea :eeas
as :e,| ëes es v|ceales see|a|s ex| s:ec:es, ¡e: exea¡le, ces el a|es ee ra:e|el, sãe | ,aal-
aec:e |e:| zec:a| s e, l e,e, |,aalaec:e |a¡e::ac:es eeae ea¡|:al see|al |a ve:eaee, sas-
¡e|:aaes ¡ae es ela|es ee ra:e|el e ea::as assee| a¸ëes velac:á:| as sãe see|alaec:e aa| s
||e:á:¡a| ees cas á:eas aeces e|v|eas e aeces |ea-saeee| eas, ¡a:a eaees ¡:ee| saaec:e a
esse :es¡e| :e, ve: w|| :e, Ca:el| ce Patrons and partisans: a study of politics in two
Souther Italian comuni. |ew Ye:|, Caa|:|e,e uc| ve:s| :y l:ess, l -·c ¡ é¯-¯ e l +l - :
N OTAS D AS PÁG I NA S 1 8 5 - 8 245
secee ass| a, a :eal l |,a¸ãe ec::e s| s:eaas |e:| zec:a| s e |ea eesea¡ec|e | cs:| :ae|ecal é
¡:evavelaec:e ainda mais forte ee ¡ae aes::aa es cesses eaees
¯c Ol sec, |acea: The rise and decline of nations: economic growth, stagjlation, and
social rigidities. |ew Uavec, Yale uc| ve:s| :y l:ess, l -·!
¯ l || ,eal , ¡eel s s::ec, s:a:es, wea| s:a:es ¡ewe: ace aeeeaaeea:| ec lc we| ce:,
|y:ec & Uac:| c,:ec, saaael P ,ees ) Understanding political development. 8es:ec, L| :-
:le, 8:ewc, l -·¯ ¡ ¯-l -+¯+, e| :a¸ãe +s ¡á,| cas ¯-¯-· Ls:ae| eses ee eesecvelv|aec:e
¡el|:|ee : aa|éa ] á |av| aa ar|:aaee ac:e:|e:aec:e ¡ae a ae|| l | za¸ãe see| al e a ¡a::| -
e| ¡a¸ãe ¡el |:| ea eas aassas :eeazea a es:a|| l| eaee e a er|eáe| a eas | cs:| :a| ¸ëes ,eve:-
caaec:a| s |esse sec:|ee, a a:,aaec:a¸ãe aa| s eec|ee|ea ,aas cãe a aa| s :ae| eal) é a
ee saaael P. Uac:| c,:ec (Political arder in changing societies. |ew Uavec, Yale uc| -
ve:s| :y l:ess, l -é·) la:a aa |ea a¡ac|aee ees ::a|al|es :eeec:es, ve: |el sec, ¡eac |
lel | :| eal ¡a::| e| ¡a:| ec lc we| ce: & Uac:|c,:ec ,ees ), Understanding política! develop­
ment. ¡ l c¯-:-, es¡ ¡ l l +-: la:a esel a:eee: a e| re:ec¸a ec::e essa :ese e a cessa, eaa-
¡:e a:ec:a: ael |e: ¡a:a a e| s:| c¸ãe ec::e s| s:eaas |e:| zec:a| s e s| s:eaas ve::| ea| s
¯! |a ee::ela¸ãe ee ¡:eea:e :e,|ecal |:a:e per capita ,lk8) ee l -·¯ eea e lk8 ee
l -¯c e a eeaac| eaee e|v|ea ces aces ¯c, ¡a:a e lk8 ee l -¯c, beta * c,é+, p * c, cccl ,
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2
* c, -!) Os eaees sãe ¡eaee eecs| s:ec:es
¡a:a eesea::a: || ¡é:eses al:e:ca:|vas, ¡e:éa e ra:e é ¡ae as :e,|ëes ¡ae e:aa :| eas ea l -¯c
eec:| caavaa :|eas ea l -·¯, aas cesse | c:e:vale as aa|s :| eas e:esee:aa aa| s eeva,a:, ec-
¡aac:e as aa| s e|v|eas e:esee:aa aa|s :á¡| ee
¯¯ O | e| eaa | :al | ace :eñe:e essa es::e|:a l | ,a¸ãe ec::e eecr| ac¸a e e:eeal | eaee De al-
,aéa |eces:e, eeeec:e e |ea· | c:ece| ecaee, e| z-se ¡ae é dabbene, aas e | ce| v|eae :ele
e e:éeal e é esea:cee| ee eeae dabbenaggine. A,:aeeeeaes a leee:|ee Va:ese ¡el a | cre:-
aa¸ãe
¯+ O e¡a| l ||:| e es:ável a¡l | ea- se a aaa eeaac| eaee ee | ce| v|eaes ¡ae ] e,aa ec::e
s| aa ] e,e :e¡e:|eaaec:e D| ze: ¡ae ee::a es::a:é,|a i é aa e¡a|l||:| e es:ável cesse ] e,e
s| ,c| r|ea e se,a| c:e | c:e:essa a eaea ] e,aee: aee:a: a es::a:é,| a i eec:ac:e ¡ae :eees es
eeaa| s, ea ¡aase :eees, ra¸aa e aesae ¨ sa,eec, Economics of rights, co-operation and
welfare. ¡ ¯!, e :aa|éa ¡ l --¯ l la:a aaa es¡ee| üea¸ãe :éec| ea eas e| :eacs:âce| as ea
¡ae ] aaa|s eee¡e:a:¨ é aa e¡a| l||:| e es:ável caa e| leaa ee ¡:| s| ece| :e :e¡e:| ee, ve:
sa,eec, Economics of rights, co-operation and welfare. ¡ l c-
¯: 8acr|ele, Lewa:e C The moral basis of a backward society. C|| ea,e, l:ee l:ess,
l -:· ¡ ·: A|aceeca: :e:alaec:e esse ae|e see| al | cre:cal é, ev| eec:eaec:e, aaa al -
:e:ca:|va, e eeae as v| a,ecs ee lec,a e| s:âce|a :e:ca:aa-se v| áve| s, a ea|,:a¸ãe :eoea-
se eeaaa
¯é |e::|, Institutions, institutional change and economic pe1jormance. ¡ ¯:
¯¯ sa,eec, Economics of rights, co-operation and welfare. ¡ l c+-!¯, l é! A :|,e:,
a aü:aa¸ãe ee sa,eec ee ¡ae eese::a: sea¡:e¨ é aa e¡a| l||:|e es:ável ce ] e,e :e¡e:|ee
| ceet. c| eaaec:e ¡:essa¡ëe ¡ae es ]e,aee:es eeas| ecalaec:e eeae:aa ec,aces¨, | s:e é,
eese::a: ¡aacee ¡:e:ece| aa eee¡e:a: e v|ee·ve:sa Ceae e ¡:é¡:| e sa,eec :eeec|eee, saa
a:,aaec:a¸ãe |ase| a-se ea ,:acee ¡a::e ces ::a|al|es ee ||e|ael 1ayle: (Anarchy and
cooperation. Leceec, w| l ey, l -¯é) e Axel:ee (Evo/ution of cooperation). la:a aa ] e,e
acál e,e ,aas ¡ae cãe ecvelve aa e| leaa ee ¡:| s| ece| :e :e¡e:|ee) eea ee| s e¡a| l ||:| es es-
:áve| s ea ¡ae se :eees es¡e:aa ¡ae :eees se] aa |eces:es, ec:ãe :eees se:ãe |eces:es,
e se :eees es¡e:aa ¡ae :eees ::a¡aee|ea aa ¡eaee, ec:ãe :eees ::a¡aeea:ãe aa ¡eaee¨,
ve: Das,a¡:a, 1:as: as a eeaaee| :y ¡ :é-- As :eses a¡a| exaa| caeas | a¡l|eaa ¡ae
eese::a: sea¡:e¨ e :ee|¡:eea: a] aea¨ sãe e¡a| l||:|es es:áve| s, aas cãe exelaea a ¡es-
s| || l | eaee ee ex| s:|:ea :aa|éa ea::es e¡a|l|||·es es:áve| s
246 N OTAS DAS P ÁG I NA S 1 8 8 - 9 2
¯· |ate| & Ol sea, Rediscovering institutions. ¡ ::-é e l :-
¯- A aa| et| a aes || s:et|aaetes eeeaêa|ees eeaeea:tea-se a:é a,eta aa :eeaele,|a e
aãe aas |as:| :a| ¸ëes, aas aa|:as aas ¡t| ae|¡a|s ¡aes:ëes sãe eettela:as Vet Dav|a, laal
Cl |e aaa :|e eeeaea| es er QwLk1Y American Economic Review, ¯: ¯ ¯!-¯, l -·:, 8t| aa,
w At:|at 8el r-te|arete|a, aee|aa|sas |a eeeaea|es la Aaaetsea, l||l | ¡ w , Attew,
keaae:| ¡ & l| aes, Dav|a ,eas ) The economy as an evolving complex system. keaa|a,,
|ass , Aaa|sea-wesley, l -··, e |et:|, Institutions, institutional change and economic
pe1jormance. ¡ -!- l c+. O es¡leaa|ae l|vte ae |et:| é ex:teaaaea:e ¡et:|aea:e ¡ata as
¡aes:ëes a|etaaaas aes:e ea¡.:ale e ae aa:et|et
·c |et:|, Institutions, institutional change and economic pe1jormance. ¡ -¯.
· l l|| a , ¡ l c l -!, l l !-¯
·! |ea :eaes es || s:et|aaetes |ãe ae eeaeetaat eea essa |a:et¡te:a¸ãe aa || s:ét|a
aa Aaénea La:|aa, aaaas as aaaetesas e eea¡lexas vat|áve| s ¡ess.ve| s, :eaav| a ela é
¡laas.vel Aaal | :| eaaea:e, e ease |:al | aae é a| aaa aa| s sa,es:|ve, ¡et¡ae aa|s vanáve|s
sãe ea| :| aas¨ aa eea¡ata¸ãe |a:ta-te,|eaal , ¡et¡ae e eea:tas:e |et:e-8al aa l:ál | a sa|·
s|s:e |á aa|:e aa| s :ea¡e ae ¡ae e eea:tas:e | a:et-aaet| eaae e ¡et¡ae e eea:tas:e | :a·
l | aae ¡ets|s:|a e aesae aaaea:ea a¡esat ae aa séeale ae ,evetae aae| eaal aa|íi eaae
·¯ |et:|, Institutions, institutional change and economic pe1jormance. ea¡ l c- l !
·+ Vet ea¡.:al e :, ae:a l Oa:ta ¡aes:ãe a aeteeet aa|s es:aae, :eet|eaaea:e ralaaae,
é aesee|t|t ¡et ¡ae a aeeaaeae|a aa eee¡eta¸ãe, aev|ae + les:e |e,ta, +s |avasëes es·
:taa,e|tas e a ea:tes a|s:ét||es see|a|s e eeeaêa|ees vet|r|eaaes ae séeale XV, aãe aesrez
eea¡le:aaea:e e e¡a| l .|t| e e|v|ee, l aa¸aaae a see|eaaae aet:|s:a aaaa sét|e ae e|teales
v|e|eses ¡ae ¡eaet|a :e: attasaae saas :taa|¸ëes e.v| eas
·: Vet, ¡et exea¡l e, 1|ea¡sea, ||e|ael, Ll l | s, k|e|ata & w|laavs|y, Aatea Cul­
tural the01y. 8aa ltaae|see, wes:v|ew ltess, l --c p. ! l Os valetes e as tela¸ëes see| a|s
sãe |a:etae¡eaaea:es e teret¸aa-se aa:aaaea:e as |as:|: a|¸ëes ,etaa eea] aa:es eatae:eos·
:|ees ae ¡tereteae| as, e a aaesãe a eet:es valetes l e,|:|aa es aeetaes |as:| :ae| eaa|s eet-
tes¡eaaea:es laaa,atae-aes ¡aal vea ¡t|ae|te ea ¡aal :ea ¡:· et|aaae eaasal aãe aes leva
a ¡at:e al ,aaa Vet :aa|éa keaala la,le|at: ,1|e keaa|ssaaee er ¡el|:|eal eal:ate Amer­
ican Political Science Review, 8z l !c¯-¯c, l -··), ¡ae eara:|za es v.aeales tee.¡teees ea:te
eal :ata ¡el.:|ea, aeseavelv|aea:e eeeaêa|ee e aeaeetae|a es:ável |aa |a|eaa aa:| ,e,
aesea¡ea|e |as:| :ae|eaal es:ava l |,aae a v|t:aae e.v|ea¨, e aessa earase aa eeaaa|aaae
e.v|ea teíl e:e essa v|sãe Cl ass| eaaea:e, a te¡é|l |ea rez e |aa|v.aae v|t:aese e e |aa|v.aae
v|t:aese rez a te¡é|l| ea¨ ,Ve::etl | , k|e|ata & 8tyaet, Gaty In search of the Republic: pub­
lic virtue and the roots of American goverment. 1ewa:a, | ¡ , kewaaa aaa L|::leíiela,
l -·¯ ¡ !c) A aesse vet, a eeaaa|aaae e.v|ea é aa e¡a| l .|t| e ¡ae :eaae a aa:e-teret¸at·
se lata aaa |as:|,aa:e a| s:|a¸ãe ea:te eal:atas ¡el.:|eas |aseaaas ae ¡ae:e¨ ,aeetae ve·
laa:át|e ea:te |,aa| s) e see|eaaaes ||etát¡a|eas |aseaaas aa eea¡a|s:a, vet Llazat, Daa|el ¡
leaetal aeaels er ,e| v|l) aa:|et|:y Joural of Church and State, 11 !¯ l -:+, l --l
·é |et:|, Institutions, institutional change and economic pe1jormance. ¡ l cc, l +c
·¯ Uaa:|a,:ea, 8aaael P The third wave: democratization in the late twentieth cen­
tury. |etaaa, O|l a , ua| vets|:y e r O|la|eaa ltess , l -- l
·· 1|ea¡sea, Lll | s & w|laavs|y Odtural theory. ¡ !
·- 8|lvetaaa, A,t|eal:ata| et,aa|za:|eas, see|al s:tae:ate aaa valaes |a l:aly ¡ l ·.
Lsse ¡te|leaa é vea:|l aae aa l| :eta:ata se|te a eal :ata aa ¡e|teza e a elasse ¡e|te aa
Aaét|ea Vet, ¡et exea¡le, 8aar|ela, L The unheavenly city: the nature and future of our
urban crisis. 8es:ea, L|::le, 8tewa, l -¯c, Val ea:| ae, C|atl es Cultw·e and poverty: cri­
tique and counter proposal. C|| ea,e, ua|vets| :y er C|| ea,e ltess, l -é·, Lew| s, Oseat
N OTAS DAS P ÁG I NAS 1 9 2 - 4 247
1|e eal :ate er ¡evet:y la |eya||aa, Daa|el ,ea ) On understanding poverty: perspec­
tives jrom the social sciences. |ew Yet|, 8as| e 8ee|s, l -é·
-c Qaaa:e + ¡aes:ãe ae es:a|eleeet se a eear|aa¸a e as tela¸ëes see|a|s eee¡eta:|vas
¡eaea set et|aaas¨ ea se elas s|a¡lesaea:e sãe eaeea:taaas¨, vet 8a|e| , C|atles F
8:aa|ea :tas: |a|la|a, aew retas er eee¡eta:|ea |a a vela:| le eeeaeay la keae, ltaa|
& 8wea|et,, k|e|ata ,eas ) Readings in economic sociology. |ew Yet|, kassell 8a,e,
l --!, e 8a|e|, C|atles F llex||le s¡ee| al |sa:|ea aaa :|e teeaet,eaee er te,|eaal eeea·
ea| es la U|ts:, laal & ze|:l|a, ¡eaa:|aa ,eas ) Reversing industrial decline ? Industrial
structure and policy in Britain and her competitors. |ew Yet|, 8et,, l -·-. ¡ l ¯-¯c.
- l lt|eaaaaa, ¡elm Planning in the public domain: from knowledge to action. lt|a·
ee:ea, lt|aee:ea ua|vets|:y ltess, l -·¯ ¡ l ·:-!!¯.
-! zaaa,a|, Veta Industrializzazione e squilibri regionali in Italia: bilancio dell ' età
giolittiana. 8el e,aa, ll |al |ae, l -¯· ¡ ! l é ,,t|re ae et|,|aal )
' ' D ' C c
A
abreviaturas, nas figuras, !0¯
Abruzos, ° l
ação coletiva: associações de crédito rotativo e,
l ¯¯-° l , dilemas da, l ¯1-õ, l °õ, nas cidades­
Estados, !4õ nota °4, sistemas de participa­
ção cívica e, l °l , l ° 1-õ, soluções adotadas
no Norte e no Sul, l -0- l , teoria dos jogos
e, l ¯1-4, l ¯¯, l ¯õ, !44 nota ¯-, !4¯ nota
¯4, !4¯ nota ¯¯ Ver també capital social;
confiança
administradores nacionais, õ4-¯
administradores regionais : desempenho dos, õ1-¯,
líderes comunitários e, õõ, número de, ! l4
nota l -, sensibilidade dos, °õ-¯ , verstú ad­
ministradores nacionais, õ4-¯
agricultura: capacidade de efetuar gastos na, °¯,
!01-4, emprego na, l õ1-4, l õõ
Agulhon, Maurice, l 4°
Alemanha, sati sfação do eleitorado na, ¯!-4
Almond, Gabdel A. , !¯, l !-
Amédca do Norte, l °°--
Amédca do Sul (Latina), l °°--, !4õnota °!
análise de políticas, ¯--°0
análise estatística, !¯- °, !00-! Ver também fi-
guras; metodologia; tabelas
Andreotti, Giuli o, 1°
aristocracia. Ver nobreza
Aristóteles, l 0!-1
Arlacchi, Pino, l ¯°
Arrow, Kenneth; l °0
associações: afiliações a, !!¯ nota 44, capital
social e, !44-¯ nota õ-, comunidade cívica
e, l 01-õ, l ¯ l -!, l °¯-õ, de crédito rotativo,
l ¯¯-° l , !4! notas !4, !¯ e 10, democracia
e, !!1 nota 10, desempenho institucional e,
!õ-¯, força das, !!4notas 1¯ e 1õ, !1õ no­
ta l !-, importância das, !!4 nota 1!, na
França, l 4¯--, nas cidades-Estados medie­
vais, l 1¯, Tocqueville sobre as , !!1 nota
!° Ver também cooperativas ; sindicatos tra­
balhistas ; sociedades de mútua assistência;
partidos políticos
autonomia regional, ¯1-õ l , atitude dos conse­
lheiros em relação à, ¯1, ¯¯-°, atitude dos
eleitores em relação à, õõ-¯ , comportamento
eleitoral e, ¯¯, finanças regionais e, !l 4no­
ta !0, ! l õ nota 4!, govero nacional e, ¯¯-
õl , ! l õ nota 1-, governos locais e, õ0, par­
tidos nacionais e, ¯4-¯, ¯õ, ¯¯
U
Bagnasco, Araldo, l õ-
bancos, evolução dos, l 40
Banfield, Edward, l 0!, l0¯, l0õ, l¯4, l °¯, !!4
nota 14
Barber, Benjamin, l !4, l 10
Bari. Ver Puglia
Basilicata: desenvolvimento econômico na, l00,
gastos com unidade sanitária local na, °¯
Bassetti, Piero, 1-
Bates, Robert, l ¯õ
Bollen, Kenneth, -°
Bolonha. Ver Emilia-Romagna
Burke, Edmund, l!-
burocracia, sensibilidade da, °õ-¯, !01-4, !!0
nota !1, !!l nota 10 Ver também adminis­
tradores regionais
C
Calábria: capacidade de efetuar gastos na agricul­
tura na, °¯, com1midade cívica na, l !¯, de­
senvolvimento econômico na, l õ1-4, elites
políticas na, ! l õ nota 1°, índice de compa­
recimento a referendos na, l0¯- °, inovação
legislativa na, °!-1, legislação reformadora
na, °!, política industria na, °¯, presteza or­
çamentária na, ° l , sensibilidade da burocracia
na, °¯, serviços estatísticos e de informação
na, ° l , taxa de mortalidade infantil na, !1¯
notas l 1¯ e l 1°, tradições cívicas na, l ¯°,
l õ1-4, voto preferencial na, l 0°
Campânia: creches na, °4, desenvolvimento eco­
nôn
Í
lco na, l00, estabilidade do gabinete na,
°0- l , habitação e desenvolvimento urbano na,
250
Campânia (continuaçio)
°õ, sensibilidade da burocracia n&, °¯, ser­
viços estatísticos e de i nformação na, ° l ,
voto preferencial na, l 0°
campesinato, após a unificação, l ¯4-õ
capacidade de efetuar gastos, °1, °¯, !01-4, !!0
nota ! l
capital convencional versus social, l¯-
capital social: associações de crédito rotativo e,
l ¯°--, associações e, !44-¯ nota õ-, bens
públicos versus bens coletivos e, !4! nota
1 °, definição de, l ¯¯, !4! nota 1¯, institui­
ções democráticas e, l -!, l -1-4, sistemas de
participação cívica e, l °1-õ,tipos de, l ¯°-°l
Ver também ação coletiva; confiança
carga fatorial, nos índices, ! l - nota l 1
Cassa per i! Mezzogioro, 1-
Catolicismo Social, l ¯ l
católicos, movimentos políticos: Associação Ca­
tólica, l !0-!,Catolicismo Social, l ¯!, e evo­
lução dos partidos políticos, l ¯!
Cícero, l !-, l ° l
cidadania. Ver comunidade cívica
cidadãos. Ver eleitorado
cidades-Estados: desenvolvimento econom1co
nas, l 1--4 l , !1 l nota 40, !11 nota õ1, evo­
lução das , l 11-4, l 1õ-4!, lõ!, !!--10notas
l e !, !10 nota l ¯, !1 l nota !¯, no século
XIV, l 4!-1, !1!, nos séculos XV e XVI ,
l 4¯-õ, !1!nota 4õ, !4õ nota °4, no século
XVII , l 4õ, !11 nota õ1 , versus reino nor­
mando da Sicília, l 4l -!
Cinturão Vermelho, !!
clericalismo, l ! l Ver também Igreja Católica
clientelismo: após a unificação, l ¯¯, confiança
social e, l °4, desenvolvimento do no século
XVII, l4õ, elites políticas e, l lõ-°, igualdade
política e, l l 1-¯, Máfia e, l ¯õ-°, na América
urbana, !!° nota ¯!, na Itália meridional,
!14 nota -l , !1¯ nota l 0¯, partidos políticos
e, l â!-1 Ver também política vertical
clínicas familiares, °4, !01-4
Coi, Salvatore, l !0
Coleman, James, l ° l , !4! nota 1¯
comércio medieval, l 1--40, !1l nota 40, !11
nota õ1
Comissão para Assuntos Constitucionais da Câ­
mara dos Representantes, ¯¯-õ
comparecimento às uras, l 0¯, l ¯-, !1õnota l !°
comunidade cívica, l00-!°, associações cívicas e,
l 01-õ, l ¯ l -!, l °¯-õ, capital social e, l ¯¯,
l¯-·ò l , l ° õ-¯, comparecimento às urnas e,
l 0¯, l ¯-, !1õ nota l!°, confiança e, l¯¯,
I °0- | , confiança social e, l °1-õ, l °õ-¯, con-
Í N D I C E
flito social e político e, l!--10, desempenho
institucional e, l l!-1, l!°, !!¯-õ notas 4¯ e
4õ, desenvolvimento econômico e, l l !-1,
l õ!-¯!, distribuição de renda e, !!õnota ¯!,
educação e, l !!-1, elites políticas e, l l ¯--,
humanismo cívico e, l 00- l , l 0¯-õ, !!° nota
¯0, Igreja Católica e, l !0-!,igualdade política
e, l 0!, l l ¯-°, leitura de jorais e, l0õ-¯, !!4
nota 1°, lições sobre, l -0-4,Maquiavel sobre,
l 00- l , l 41-4, moderidade e, l !¯-°, moder­
nidade sócio-econômica e, l l !-1, l õ1, na era
pré-moderna, l 11-4¯, nas cidades-Estados me­
dievais, l 1°, no período pós-unifcação, l4¯-
¯°, observância da lei e, l !¯-õ, !!¯-° nota
õ°, participação cívica e, l 0l -!, l l °, l ¯°-õl ,
l °1-õ, partidos políticos e, l !!, referendos,
comparecimento a e, l 0¯-°, l 0-- l 0, !!4-¯
nota 40, satisfação com a vida e, l !õ-¯, !!°
nota õ-, sentimento de impotência e, l !!-1,
!!¯ nota õ4, sindicalização e, l !0, !!õ nota
¯õ, solidariedade, confiança e tolerância e,
l 0!-1,virtde cívica e, l00- l , l !4-¯, !4õ no­
ta °¯, voto preferencial e, l 0°- lO, !!¯ notas
4l , 4! e 41 Ver também ação coletiva; asso-
ciações ; cooperativas ; partidos políticos; sin­
dicatos trabalhistas; sociedades de mútua
assistência
confiança: como capital social, l ¯¯, l ¯°-°l , l °õ-¯,
idioma italiano e, !4¯ nota ¯1, origens da,
l °0-õ, pessoal ve1:vs social, !41nota 4¯, pro­
dutividade e, !41 nota 41, regras de reciproci­
dade e, l ° l -!, l °õ, l-0, !41 nota ¯¯, sistemas
de participação cívica e, l ° l , l °!-1, l °õ-¯,
l-0 Ver também ação coletiva; capital social
confiança social. Ver confiança
conselheiros: autonomia regional e, ¯1, ¯¯--, cul­
tura política dos, 4°-¯1, !l õnota 40, despo­
larização ideológica dos, 41-°, !00-!, ! l ¯
nota !°, governo nacional e, ¯¯-õ l , igualda­
de política e, !!õ nota ¯ l , origens sociais
dos, !!õ nota ¯0, otimismo quanto aos go­
veros regionais, 70- l ; perfil dos, 4!-1, ! l¯
nota !4, política local e, ¯4, rotatividade dos,
!l ¯nota !¯, sondagens dos, l -¯-õ Ver tam­
bém elites políticas; tabelas
conselheiros regi onais. Ver conselheiros
Considerações sobre o govero representativo
(Mill), !¯, ! l ! nota lO
contato com o cidadão, experiência de, l --
contexto social. Ver social, contexto
cooperação. Ver ação coletiva
cooperativas: associações de crédito rotativo e,
l ¯°--, comunidade cívica e, l ¯ l-!, evolu­
ção das, l 4--:!, no Nore e no Sul da Itá-
Í N D I C E
l i a, l ¯4, partidos políticos e, l ¯!, l ¯°,
sindicatos trabalhistas e, l ¯0-! Ver também
sociedades de mútua assistência
creches, °4, !01-4
crédito, invenção do, l 1-
crédito rotativo, associações de, l ¯¯-° l , !4! no­
tas !4, !¯ e 10
crime organizado, l ¯õ-°
cultura cívica, A (Almond & Verba), !¯, l 01,
!!1 nota l4
cultura política, 4°-¯1
cultura versus estrutura, l -0, !!4 nota 14
O
Dahl, Robett A. , !õ, ¯¯
Democracia Cristã, partido da ( DC) : despolari­
zação ideológica e, 41, 44, história do, !14
nota - l , Igreja Católica e, l !0, reforma re­
gional e, 1¯, 1°
Democracia na América. Ver Tocqueville, Ale-
xis de
Democracia Proletária, 44
desempenho institucional, ¯¯· -¯, ação coletiva e,
l¯4, l °!-õ, análise de políticas e, ¯)-°0, ava­
liação popular e, !!0 nota !õ, capacidade de
efetuar gastos e, °1, °¯-¯, !01-4, capacidade
de efetuar gastos na agricultura e, °¯, !01-4,
clínicas familiares e, °4, !01-4, comunidade
cívica e, l l !-1, l !°, !!¯-õ notas 4¯ e 4õ,
conflito social e político C, l!--10, contexto
social e, l -l , creches e, °4, !01-4, definição
de, !¯, desenvolvimento econômico e, !õ-¯,
-0- l , -¯- l 00, l õ1-¯, l õ¯, !!! notas 4 e õ,
!!¯-õ nota 4õ, dos goveros locais, !0õ--,
durabilidade do, °¯--, educação e, l 1 l , esta­
bilidade de pessoal e, l 1 l , estabilidade do ga­
binete e, °0- l , !01-4, !l õ nota 1-, !!l nota
10, explicações sobre o, !¯-¯, l l !-1, l !°,
l !--1!, fatores socioculturais e, !¯, gastos
com unidade sanitária local e, °¯, !01-4,
habitação e desenvolvimento urbano e, °õ,
!01-4, !!0 nota ! l , históra e, l 11, l44, l °õ-
-0, l -l , indicadores do, °0-¯, !01-4, !!l nota
10, índice de, °¯--, -0, -1-4,!01-4,inovação
legislativa e, °!-1, l-°, !01-4, !l - nota l4,
!!l nota 10, legislação reformadora e, °l -!,
!01-4, !! l nota 10, lições sobre, l -0-4, me­
todologia para aferir o, ¯¯--, !01-4, !l -nota
4, Partido Comunista Italiano (PCI) e, l 1 l -!,
!!- notas °õ e °¯, polítca industrial e, °4-¯,
!01-4, presteza orçamentária e, ° l , !01-4,
projeto institucional e, !¯-¯, l¯õ, sensibilidade
da burocracia e, °õ-¯,!01-4,!!0 nota !1, !!l
251
nota 10, serviços estatísticos e de informação
e, ° l , tainanho da população e, !!! nota ¯,
tradições cívicas e, lõ0- i , lõ4-¯, l õ¯, l °¯-õ,
urbanização e, l 1 l Ver também comunidade
cívica
desenvolvimento econômico: da Sicília, !1-nota
l ¯õ, das cidades-Estados medievais, l 1--4 l ,
!1 l nota 40, !11nota õ1, desempenho ins­
titucional e, !õ-¯, -0, -¯- l 00, l õ4-¯, l õ¯,
!!!notas 4 e õ, !!¯nota 4õ, do Norte e do
Sul da Itália, l õ¯--, !1¯ nota l 14, do reino
nor1ando da Sicília, l 14-¯, nos distritos in­
dustriais, l õ--¯ l , !1--40 notas l ¯°, l¯- e
l õ1, tradições cívicas e, l õ!-¯!, l °4-¯, l -0,
!1¯-° notas l 4! a l 4¯, !4õ nota °¯ Ver
também modernidade sócio-econômica
desenvolvimento urbano, °õ, !01-4, !!0 nota ! l
despolarização ideológica, 41-°, !0-!,! l ¯ nota !°
Deutsch, Karl, !¯
dilema do prisioneiro, l ¯4, l ¯¯, !40 nota l l ,
!40- i nota l 1
distribuição de renda, !!õ nota ¯ !
distritos industriais, l õ--¯ l , !1 - notas l ¯° e
l¯-, !1--40 nota l õ1
L
Eckstein, Harry, °0
educação: comunidade cívica e, l !!-4, desem­
penho institucional e, l 1 l , no Norte e no
Sul da Itália, !!- nota °!, !1- nota l ¯4
eleitorado: autonomia regional e comp01tamento
do, ¯¯, desempenho institucional e, °---4,
otimismo quanto aos goveros regionais,
¯0- l , partidos políticos e, ! l õ nota 4l , sa­
tisfação com os governos locai s, !0õ--, sa­
tisfação com os governos regionais, õ¯-¯4,
°---4, ! l ° notas õ0 e õ4
elites políticas, 4l -¯1, comunidade cívica e, l l ¯--,
cultura política das, 4°-¯1, ! l õ nota 40, des­
polarização ideológica das, 41-°, !00-!, !l ¯
nota !°, estudo comparativo das, !l ¯ nota
!-, igualdade política e, l l ¯-°, !!õ nota ¯ l ,
migens sociais das, l l ¯, !!õ nota ¯0, perfl
das, 4l -1, transigência e, l l -, !!õ nota ¯1
\ler também administradores nacionais; admi­
nistradores regionai s; conselheiros
Emilia-Romagna: comunidade cívica na, l !¯-°,
creches na, °4, desenvolvimento econômico
na, l 00, lõ1-4, !41nota 41, governo regional
da, !l -!, habitação e desenvolvimento urbano
na, °õ, inovação legislativa na, °1, legislação
reformadora na, °!, referendos, compareci­
mento a na, l 0¯, sensibilidade da burocracia
252
Emilia-Romagna (continuaçüo)
na, 87; serviços estatísticos e de infonação
na, 8 1 ; taxa de mortalidade infantil na, 237
notas 1 37 e 1 38; voto preferencial na, 108
emprego: desenvolvimento econômico e, 237
notas 1 36 e 1 41 ; na agricultura versus na
i ndústria, 1 63-4, 1 66
Esman, Milton, 1 04-5
estabilidade de pessoal, deseripenho institucional
e, 1 3 1
Estados papais, 1 34, 1 44. Ver também Igreja Ca­
tólica
Estados Unidos : Constituição dos, 1 O I; evolução
dos, 1 88-9; humanismo cívico nos, 1 00- 1 ,
1 05-6; sociedades d e mútua assistência nos,
234 nota 79. Ver também Tocqueville, Ale­
xis de
estrutura agrária, 234-5 nota 96, 236-7 nota 1 33
estrutura versus cultura, 1 90
estudos de caso, 27-8, 30, 1 98
|
familismo amoral, 1 02, 1 05-6, 1 54, 1 87, 224 no­
ta 34, 245 nota 75
Fanti, Guido, 39
fascismo: afiliação pat1idária sob o, 1 22; gover-
nança regional sob o, 35
fatores socioculturai s, 27, 21 3 nota 1 6
Fedele, Marcello, 55
figuras : abreviaturas nas, 205; apoio ao govero
subnacional: Alemanha e Itália, 73; atitude
dos conselheiros regionais em relação ao go­
verno central, 59; comunidade cívica e apoio
dos líderes à igualdade política, 1 1 6; comu­
nidade cívica e clericalismo, 1 2 1 ; comunida­
de cívica e clientelismo, 1 1 4; comunidade
cívica e contatos pat1iculares com eleitores,
1 1 4; comunidade cívica e grau de instrução
e sentimento de impotência dos cidadãos,
1 23; comunidade cívica e refotmismo elei­
toral, 1 1 8; comunidade cívica e republicanis­
mo, 1 1 7; comunidade cívica e resistência
dos líderes a transigir, 1 1 9; comunidade cí­
vica U satisfação com a vida, 1 26, 228 nota
69; comunidade cívica nas regiões italianas,
1 1 1 ; contatos regionais e locais dos conse­
lheiros regionais, 58; desempenho dos go­
vernos regional e local, 207; desempenho
institucional, 89; desempenho institucional e
comunidade cívica, 1 1 2; desempenho institu­
cional e moderidade econômica, 99; desem­
penho institucional e pmticipacão cívica,
1 6 1 ; desempenho i nstitucional e satisfação
Í N D I C E
dos líderes comunitários, 94; desempenho
institucional e satisfação popular, 91 ; desem­
penho institucional nas regiões italianas, 98;
desempenho institucional, civismo e desen­
volvimento sócio-econômico, 1 65, 1 67; des­
polarização esquerda-direita, 45; diminuição
do apoio à disciplina partidária nacional, 56;
otimismo quanto ao govero regional: con­
selheiros, líderes comunitários e eleitores,
70; referendos, comparecimento a e, 1 09,
224-5 notas 40 a 43; satisfação com o go­
vero regional, por desempenho e fidelidade
partidária, 92; sati sfação com os goveros
regional e local, 208; satisfação de n011istas
e sulistas com os goveros nacional, regio­
nal e local, 69; simpatia pelos adversários
políticos entre os conselheiros regionais, 4 7;
tendências da opinião dos conselheiros sobre
os conflitos, 50; tradições cívicas e comuni­
dade cívica contemporâea, 1 61 ; tradições
cívicas nas regiões italianas, 1 60; tradições
republicanas e autocráticas, Itália, c. 1 300,
1 45. Ver também abreviaturas ; metodologia;
tabelas
finanças : autonomia e regionais, 2 1 4 nota 20,
21 6 nota 42; história das regionais, 40- 1 ;
orçmnentos nacional e regionais, 7 5-6
Florença, 231 notas 27 e 40
França, associações na, 148-9
Franchetti, Leopoldo, 1 55, 1 56
Frederico 11 (Sicília), 1 34-5
"frente regionalista", 37-41
Fried, Robert, 98
Friuli-Veneza Giulia: análise histórica e, 236 nota
1 30; estudo especial sobre, 1 99; política in­
dustrial na, 85 ; presteza orçamentária na, 8 1 ;
serviços estatísticos e de infonnação em, 8 1
Fundo para o Sul, 39
Ö
gabinete, estabilidade do, 80- 1 , 203-4, 21 6 nota
39, 221 nota 30
Gmnbetta, Diego, 1 56
Geet1z, Clifford, 1 77
Gemeinschqfi, 1 27
Genovesi, Antonio, 1 80
Gese/lschqfi, 1 27
governança, modelo de no livro, 24-5
govero central. Ver govero nacional
govemo nacional : autonomia regional e, 55, 57-
61 , 21 6 nota 39; líderes comunitários e, 66;
origens sociais dos representantes do, 226 no-
,
I
Í N D I C E
ta 50; refonna regional e, 34-41 ; satisfação
populm· com o, 66, 71 , 208, 221 -2 nota 36
govemos locais, 60, 206-9, 221 -2 nota 36
govemos regionais: autonomia dos, 53-61 ; criação
dos, 20- 1 , 22-3, 34-41 ; críticas aos, 62-4, 75,
2 17 notas 49 e 50; cultura política dos, 48-53;
despolarização ideológica dos, 43-8, 200-2,
21 5 nota 28; efeitos dos, 74-5; especiais ver­
sus ordinários, 22, 35; futuro dos, 75-6; gover­
nos locais e, 60, 206-9, 221 -2 nota 36; lições
a tirar do estudo dos, 22-3, 1 90-4; nas regiões
especiais, 2 14 nota 1 5; passeatas de protesto e,
61 ; problemas de pessoal dos, 62-4; satisfação
dos líderes comunitários com os, 61 -4, 70- 1 ,
72, 89-90, 9 1 -4, 21 8 nota 64; satisfação popu­
lar com os, 61 -74, 90-4, 21 7 notas 52 e 55,
221 nota 35, 221 -2 nota 36; unifcação italiana
e, 34-5, 21 3 nota 8. Ver também conselheiros;
elites políticas; regiões especiais
Gramsci, Antonio, 1 56
Granovetter, Mark, 1 82, 1 85, 243 nota 55
guildas, 1 37-8, 1 7 1-2, 23 1 nota 20
H
habitação, 86, 203-4, 220 nota 21
Herzog, Don, 1 01
Hess, Henner, 1 57
Hirschman, Alfred, 1 79
história: desempenho institucional e, 1 33, 1 44,
1 86-90, 1 9 1 ; estudo da no livro, 28, 229-30
nota 1 ; influência nas instituições, 23, 33,
1 86-90, 19 1 , 1 93, 236-7 nota 1 33. Ver tam­
bém cidades-Estados ; Itália; reino nor1ando
da Sicília
Hobbes, Thoma, 1 00, 1 75
humanismo cívico, 1 00- 1 , 1 05-6, 228 nota 70
Hume, David, 1 73, 1 74, 1 75
Igreja Católica: comunidade cívica e, 1 20-2, 244
nota 68; história da, 1 34, 1 38, 144, 232 no­
ta 49
igualdade política: comunidade cívica e, l 02,
1 1 5-8; conselheiros e, 226 nota 5 1 ; elites
políticas e, 1 1 5-8, 226 nota 5 1
impotência cívica, sentimento de, 1 22-3, 227 no­
ta 64
índice: a favor-contra, 72; carga fatorial no, 21 9
nota 1 3; d e apoio à disciplina partidária na­
cional, 55, 56; de apoio à igualdade política,
1 1 6-7; de comparecimento a referendos, 108,
224-5 nota 40; de comunidade cívica, 1 1 0-2,
253
1 1 3, 225-6 nota 46, 227 nota 64; de desem­
penho do govemo local, 207; de desempe­
nho institucional, 87-9, 9 1 , 93-4, 203-4; de
impotência cívica, 1 23, 227 nota 64; de oti­
mismo quanto ao govemo regional, 70; de
quesitos esquerda�direita, 43-4, 46; de tradi­
ções de participação cívica, 21 O; de voto
preferencial, 1 09, 225, notas 4 1 a 43
individualismo, liberalismo e, 1 01
indústria, emprego na, 1 63-4, 1 66, 237 nota 1 36
informação, serviços regionais de, 8 1 , 203-4
inovação legislativa, 82-3, 1 98, 203-4, 2 1 9 nota
14, 221 nota 30
instituições: abordagens para o estudo das, 23-6,
21 2 nota 1 1 ; contexto social e, 24, 1 9 1 ; es­
tabilidade das, 245 nota 7 1 ; estudo no livro,
26-7; influência da história nas, 23, 33, 1 86-
90, 1 9 1 , 1 93; influência na política, 23, 33,
1 93; lições a tirar do estudo das , 1 90-4;
propósitos das, 24; vil1ude cívica e, 246 no­
ta 85
instituições democráticas : associações e, 223 no­
ta 30; bom desempenho das, 1 9, 22; comu­
nidade cívica e, l 00- 1 ; estabilidade das, 245
nota 7 1 , 246 nota 85; estudo das, 19, 22-3;
lições para as, 1 90-4; nas cidades-Estados
medievais, 1 36-7, 230 nota 1 5. Ver também
aesempenho institucional; instituições
instituições representativas. Ver desempenho ins­
titucional; instituições; instituições democrá­
ticas
Israel , Arturo, 25, 26
Itália: estrutura agrária na, 234-5 nota 96, 236-7
nota 1 33; no século XV-XVI, 145-6, 232
notas 46 e 49; no século XVII, 1 46-7; no
século XVIII, 147; no século XIX, 1 47-58 ;
reino nonnando da Sicília, 1 34-6, 1 41 -2,
144; setentrional versus meridional, 1 41 -2,
1 62, 1 67-9, 1 89-90, 1 90-4, 2 1 3 nota 1 6, 2 17
nota 55, 229 nota 83, 230 nota 2, 233 nota
66, 237 nota 1 34, 246 nota 82; unificação
da, 34-5, 1 49, 21 3-4 nota 8, 233 nota 76.
Ver també cidades-Estados; Itália meridio­
nal; Itália setentrional
Itália meridional: após a unificação, 1 53-8 ; Cassa
per il Mezogioro e, 39; conscientização po­
pular na, 65-6, 21 7 nota 52; defmição da,
217 nota 56; desempenho institucional na,
97, 98- 1 00; desenvolvimento econômico na,
97- 1 00; educação na,29 nota 82, 239 nota
1 54; elites políticas na, 1 1 5; emigração da,
21 4 nota 1 6, 21 5 nota 24, 236 nota 1 32, 240
nota 1 65, 245 nota 75; Máfia e, 1 56-8; no
século XVI I, 1 46-7; no século XVI I I , 1 47;
254 Í N D I C E
Itália meridional (continuaçüo)
nos séculos XV e XVI, 1 45-6; partido da
Democracia Cristã e, 234 nota 9 1; . política
vertical na, 38-9, 1 86-7, 190- 1 , 234 nota 91 ,
235 nota 1 07, 236-7 nota 1 33; regionalização
e, 75, 21 3-4 nota 8, 21 7 nota 55; satsfação
do eleitorado na, 67-72, 21 7 nota 5 1 , 2 1 8 no­
ta 64, 240 nota 1; satisfação dos líderes co­
munitários na, 21 8 nota 64; tradições cívicas
na, 1 67-9, 236-7 nota 1 33; vem1s Itália se­
tentdonal, 1 41 -2, 1 62, 1 67-9, 1 89-90, 1 90-4,
2 14 nota 1 6, 21 7 nota 55, 229 nota 83, 230
nota 2, 233 nota 66, 237 nota 1 34, 246 nota
82. Ver também Itália; reino normando da Si­
cília
Itália setentrional: defnição da, 21 7 nota 56; de­
sempenho institucional na, 97, 98; desenvol­
vimento econômico na, 98- i 00; educação
na, 229 nota 82, 239 nota 1 54; efeitos da
regionalização na, 75; elites na, 1 15 ; emi­
gração da, 240 nota 1 65; imigração sulista
para a, 21 4 nota 1 6, 2 1 5 nota 24, 236 nota
1 32; movimento regionalista na, 75-6; no
século XVII, 1 46-7; no século XVIII, 1 47;
nos séculos XV e XVI, 145-6; política ho­
rizontal na, 39, 1 90- 1 ; satisfação do eleito­
rado na, 67, 21 7 nota 55, 2 1 8 nota 64;
satisfação dos líderes comunitários na, 2 1 5
nota 64; tradições cívicas na, 1 67-9, 246
nota 84; versus Itália meridional, 1 41-2,
1 62, 1 67-9, 1 89-90, 1 90-4, 214 nota 1 6, 2 1 7
nota 55, 229 nota 83, 230 nota 2, 233 nota
66, 237 nota 1 34, 246 nota 82. Ver também
cidades-Estados ; Itália
J
Jackman, Robert, 98
j orais , leitura de, 1 06-7, 224 nota 38
K
Kropotkin, Pietr, 1 75
L
Lácio: capacidade de efetuar gastos na agricul­
tura no, 85; conselheiros do, 21 5 nota 24;
serviços estatísticos e de infmmação no, 8 1
Lagorio, Lelio, 39
Lane, Frededck, 1 36
Langton, John, 1 7 1
Larner, Jolm, 1 41
lat(f' ondo, 1 53-4
Lega Lombarda, 75
Lega Veneta, 75
legislação reformadora, 8 1 -2, 1 98, 203-4, 22 1
nota 30
legisladores. Ver conselheiros
Lei 382, 37
leis modelares. Ver inovação legislativa
liberalismo, 1 00- 1
líderes comunitários: administradores regionais
e, 66; autonomia regional e, 67; govero
nacional e, 66; otimismo quanto aos gover­
nos regionais, 70- 1 ; satisfação com os go­
veros regionais, 6 1-4, 72, 89-91 , 9 1 -4, 2 1 8
nota 64; sondagens dos, 1 96-7
Ligúria: associações na, 1 06; desenvolvimento
econômico na, 1 00; leitura de jorai s na,
106
Lipset, Seymour Martin, 26
Locke, John, 100
Lombardia: desempenho institucional na, 89; de­
senvolvimento econômico na, 1 00, 1 66; ser­
viços estatísticos e de informação na, 8 1 ;
voto preferencial na, 108
M
Madison, James, 61 , 1 01
Máfia, 1 56-8
Maquiavel, 1 00, 1 43-4
March, James, 33
Marche, 8 1
Marshall, Alfred, 1 69
metodologia: carga fatorial nos índices, 2 1 9 nota
1 3; para correlacionar comunidade cívica com
desenvolvimento econômico, 225-6 nota 46,
245 nota 72; para correlacionar tradições cí­
vicas com desenvolvimento econômico, 237
notas 142 e 143, 238 notas 144 e 145; para
indicadores de desempenho, 220 nota 24; pa­
ra medir a cooperação, 236 nota 1 26; para
medir a força das sociedades de mútua assis­
tência, 236 nota 1 25; para medir a força dos
prtidos políticos, 236 nota 1 27; para medir a
leitura de jorais, 224 nota 38; para medir a
modernidade sócio-econômica, 222 nota 4;
pru·a medir o associacionismo, 224 notas 35 e
36, 236 nota 1 29; para medir o compareci­
mento às urnas, 236 nota 1 28; para medir o
desempenho institucional, 77-9, 203-4, 21 9
nota 4; pesquisa, 27-30, 1 95-9, 21 6 notas 33
a 35, 2 1 8 nota 57; tamanho da amostra e,
221 nota 34. Ver também figuras; sondagens ;
tabelas
métodos de pesquisa. Ver metodologia
Í N D I C E 255
Metterich, 1 33
Mezzogioro. Ver Itália meridional
Migdal, Joel, 1 85
Milão. Ver Seveso
Mill , John Stuart, 25, 77, 2 1 2 nota 1 0
modelos d e escolha racional, 23
moderidade sócio-econômica: comunidade cívi­
ca e, 1 1 2-3, 1 63; desempenho institucional
e, 26-7, 90, 97- 1 00, 222 nota 6, 225-6 nota
46; indicador de, 222 nota 4. Ver também
desenvolvi
m
ento econômico
moderização: comunidade cívica e, 1 27-8. Ver
também desenvolvimento econômico; mo­
deridade sócio-econômica
Molise: capacidade de efetuar gastos na agricul­
tura em, 85; clínicas familiru·es em, 84; de­
senvolvimento econômico em, 1 00, 1 66;
legislação reforadora em, 82; leitura de jor­
nais em, 1 06; serviços estatísticos e de in­
formação em, 8 1
Montesquieu, 42
Morris, R. J., 1 7 1
Movimento Social Italiano, 44
N
Nápoles, 1 47
nobreza: após a unifcação, 1 55; nas cidades-Es­
tados medievais, 1 35-6, 140- 1 ; no Norte no
século XVIII, 1 47; no reino nmmando da
Sicília, 1 34, 1 35
North, Douglass C. , 1 75, 1 87, 1 89, 1 90
"novo institucionalismo": ação coletiva e, 1 76;
teoria institucional e, 23, 25-6, 33, 1 88
Ò
observância da lei , 1 25-6, 227-8 nota 68
Olsen, Johan, 33
Olson, Mancur, 1 85, 231 nota 20
orçamento. Ver presteza orçamentária
Ostrom, Elinor, 26, 1 76, 1 79
|
Pagden, Anthony, 1 80
parentesco, laços de, 1 84-5
participação cívica: comunidade ctvtca e, 1 O 1 ,
1 17-8; índice de tradições de, 2 1 0; no sé­
culo XIX, tradições de, 1 58-9; sistemas de,
1 8 1 , 1 83-6, 1 87, 1 92-3
partidarismo. Ver despolarização ideológica; cul­
tura política
Partido Comunista Italia
n
o (PCI): Cinturão Verme­
lho e, 22; desempenho institucional e, 1 3 1 -2,
229 notas 86 e 87; despolarização ideológica
e, 43, 44; reforma regional e, 35-6, 37, 38
Partido Democrático de Esquerda. Ver Partido
Comunista Italiano
Pmtido Popular, 1 52-3, 234 nota 9 1
Partido Socialista (PSI): despolarização ideoló­
gica e, 43, 44; evolução do, 1 5 1 -2
partidos de direita. Ver Democracia Cristã, par­
tido da; Movimento Social Italiano
partidos de esquerda. Ver Partido Comunista Ita­
liano; Democracia Proletária; Partido Socia­
lista
partidos nacionais. Ver partidos políticos
paridos políticos: autonomia regional e, 53-6,
57, 21 6 nota 4 1 ; clientelismo e, 1 52-3; co­
munidade cívica e, 1 22; evolução dos, 1 52-3,
1 58; funcionalismo regional e, 64; medindo
a força dos, 236 nota 1 27; satisfação popular
e, 90- 1
Partito Popolare, 1 52-3, 234 nota 9 1
passeatas d e protesto, 6 1
pesquisa d e campo para o livro, 27- 8
Piemonte: desempenho institucional no, 89; de-
senvolvimento econômico no, 1 00
Pietrapertosa, 20- 1
Piore, Michael, 1 69, 1 70
Pitt-Rivers, Julian, 1 84
Platão, 27
PNB. Ver desenvolvimento econômico; moderi­
dade sócio-econômica
Poggi, Gianfranco, 1 03
política: influência das instituições na, 23-4, 33,
1 93; influência do govero regional na, 74-6;
programática versus clientelista, 1 1 3
política hierárquica. Ver política vertical
política horizontal: ação coletiva e, 1 85; comu­
nidade cívica e, 1 28; evolução medieval da,
1 36, 142; no Norte da Itália, 38-9, 1 9 1 ; par­
tidos polficos e, 1 52-3; protestantismo e,
1 20; sistemas de intercâmbio social e, 1 82-3.
Ver também clientelismo; política vertical
política industrial, 84-5, 203-4
política pro gramática, 1 1 3-5
política vertical: comunidade cívica e, 1 1 5-8, 1 28 ;
confiança social e , 1 84, 1 86; evolução me­
dieval da, 1 36, 1 42; Igreja Católica e, 1 20-2,
244 nota 68; na América do Sul, 1 88-9; na
Itália meridional, 38-9, 1 87, 1 90- 1 , 234 nota
91 , 235 nota 1 07, 236-7 nota 1 33; sistemas
de intercâmbio social e, 1 82-3. Ver também
clientelismo; política horizontal
população, tamanho da, 222 nota 5
Potenza. Ver Pietrapertosa
presteza orçamentária, 8 1 , 203-4
projeto institucional, 25-6, 1 76
protestantismo, 1 20, 243-4 nota 58
256
Puglia: associações na, 1 05; clínicas familiares
na, 84; govero regional da, 21 -2; serviços
estatísticos e de informação na, 8 1
H
Rabinovitz, Francine, 98
reciprocidade, regras de, 1 8 1-2, 1 86, 1 9 1-2, 1 93,
243 notas 50, 5 1 e 55
recursos morai s, 1 79-80
referendos, comparecimento a, 107-8, 109- 1 O,
1 59, 224-5 nota 40
reforma institucional, efeitos da, 33-4
regiões especiai s : ciclos eleitorais nas, 21 9 nota
8; criação das, 22, 35; goveros regionais
nas , 21 4 nota 1 5; satisfação e desempenho
nas , 221 nota 35; Trentino-Alto Adige como
uma das, 221 nota 29
regiões ordinárias, 22, 35
regras de reciprocidade. Ver reciprocidade, re­
gras de
reino normando da Sicília: evolução do, 1 34-6;
i ntervenção papal no, 1 44; versus cidades­
Estados medievais, 1 41 -2
religiosidade, 1 20-2, 1 85, 227 nota 59. Ver tam-
bém Igreja Católica
República (Platão), 27
republicanismo cívico. Ver cidades-Estados
republicanismo comunal. Ver cidades-Estados
Revolução Industrial. Ver desenvolvimento eco-
nômico; moderidade sócio econômica
rise and decline of nations, The (Olson), 1 85
Rogério II (Sicília), 1 34, 1 35
Rousseau, Jean-Jacques, 1 04
U
Sabe!, Charles, 1 69, 1 70
Sardenha: associações na, 1 06; estabilidade do
gabinete na, 8 1 ; sensibilidade da burocracia
na, 87
Smtori, Giovanni, 1 29
satisfação: com a vida, 1 26-7, 228 nota 69; do
eleitorado com o govero nacional, 66, 7 1 ,
208, 221 - 2 nota 36; d o eleitorado com os
goveros locai s, 206-9, 221 -2 nota 36; do
eleitorado com os governos regionai s, 61 -
74, 90-4, 21 7 notas 52 e 55, 22 1 nota 35,
22 1 -2 nota 36; do eleitorado e partidos po­
l íticos, 9 I ; do eleitorado em Trentino-Alto
Í N D I C E
Adige, 90, 22 1 nota 29; do eleitorado no
Norte da Itália, 67-70; do eleitorado no Sul
da Itália, 67-72, 240 nota I ; dos eleitores
alemães, 72-4; dos líderes comunitários,
61 -4, 72, 89-90, 9 I -4, 2 I 8 nota 64; indi­
cadores de desempenho e, 22I nota 30
saúde: gastos regionais com, 85, 203-4; regio-
nalização da, 62
secularsmo, 1 21 -2
Selznick, Philip, 27
serviços estatísticos e de infor1ação, 8 1 , 203-4
Seveso, I 9-2l
Sicília: desenvolvimento econômico da, 239 nota
1 56; estabilidade do gabinete na, 8 1 ; gastos
com unidade sanitária local na, 85 ; habitação
e desenvolvimento urbano na, 86; serviços
estatísticos e de infmmação na, 8 1 . Ver tam­
bém reino nor1ando da Sicília
sindicatos trabalhistas: afliação a, 225 nota 44,
238 notas 147 e 148; comunidade ctvtca e,
1 20, 1 67, 226 nota 56; cooperativas e, 150- 1 ;
partidos políticos e , 1 52, 1 58
sistemas de participação cívica, 1 8 I , 1 83-6, 1 86-7,
1 92-3
Smith, Denis Mack, 1 35
social, confiança. Ver confiança
social, contexto, 24, 1 90- 1
sociedades de mútua assistência: assoctaçoes de
crédito rotativo e, 1 78-9; comunidade cívica e,
1 71 -2; evolução das, 1 50- 1 ; medindo a força
das, 236 nota 1 25; no Norte e no Sul da Itá­
la, 1 53; nos Estados Unidos, 234 nota 79;
partidos políticos e, 1 52-3, I58. Ver també
cooperativas
sondagens: de conselheiros, 1 95-6; de líderes co­
munitários, 1 96; nacionais, 22 1 nota 28, 226
nota 47; regi onais, 21 6 nota 34, 2 1 8 notas
57, 58 e 60. Ver também metodologia; ta­
belas
Sugden, Robert, 1 88
1
tabelas : associações locais na Itália, 1 06; atitude
dos italianos em relação à autonomia regio­
nal, 67; atitudes democráticas entre os ad­
ministradores nacionais e regionai s, 65;
avaliação da inovação legislativa, 83; avalia­
ção do govero regional pelos líderes co­
munitários, 93; avaliações sobre a reforma
regional, 72; carga fatorial nas, 21 9 nota 1 3;
componentes do desempenho do govero lo­
cal, 207; componentes do índice de quesitos
esquerda-direita, 46; comunidade cívica, ho-
Í N D I C E
nestidade, confiança e observância da lei,
1 25; despolarização dos conselheiros regio­
nai s , 46; diminuição do extremismo ideoló­
gico, 201 ; gastos das regiões italianas, 40;
índice de comparecimento a referendos, 1 08,
224-5 nota 40; índice de comunidade cívica,
1 1 0; índi ce de desempenho institucional, 88;
índice de voto preferencial, 1 09, 225 notas
4 I a 43; maior simpatia i nterpartidária, 202;
menor relevância do conflito, 202; opinião
dos líderes comunitários sobre a administra­
ção regional, 63; satisfação pública com o
govero regional, 68; tendências da cultura
políti ca da elite, 48; tradições cívicas e de­
senvolvimento sócio-econômico, I 63; tradi­
ções de participação ctvtca, 1 59. Ver
também figuras ; metodologia
Tm-row, Sidney, 33, I 22, I 54
taxa de mortalidade infantil, 1 63-4, 1 66, 237 no­
tas 1 37, 1 38 e 1 4I , 238 nota 1 44
técnicas quantitativas. Ver figuras ; metodologia;
tabelas
teorema popular, 1 76, 1 82, 24I nota 1 3
teoria dos jogos : ação coletiva e , I 73-4, 175, 176,
I 87-8, 244 nota 59, 245 nota 74, 245 nota
77; dilema do prisioneiro e, 174, 175, 240 no­
ta 1 1 , 241 nota I 3; estudo das instituições e,
23; teorema popular e, 1 76, 1 82, 241 nota 1 3
teoria organizacional, 23
Terceiro Mundo: desenvolvimento no, 1 69, 1 92
teste traumático interocular, 28, 2 1 3 nota 1 9
Tocqueville, Alexis de: comunidade cívica e,
I 02, I 03-4, 105, I 9 I , 228 nota 70; estudo
das instituições e, 27; sobre associações,
223 nota 28; sobre jorai s, 106
tolerância. Ver despolarização ideológica; transi-
gência
Toniolo, Gianni, 1 69
Tonnies, Ferdinand, 1 27
Toscana, gastos com unidade sanitária local na,
85; serviços estatísticos e de i nformação, 8 1
tradição comunitária. Ver humanismo cívico
tradição republicana. Ver cidades-Estados ; huma­
nismo cívico
tradições cívicas: após a unificação, 1 47-58; de­
sempenho institucional e, I 60- I ; desenvolvi­
mento econômico e, I 62-72, 246 nota 85;
durabilidade das, 1 58-60, 1 61 , 236 nota
1 3 1 , 246 nota 84; na América do Norte,
1 88-9; na Itália medieval, 1 33-47, 246 nota
84; no Norte e no Sul da Itália, 1 62, 1 67-9
trajetória, subordinação à, 1 88, 1 89, 1 90
transigência, elites políticas e, 1 1 9, 226 nota 53
trasformismo, 34-5, 1 52-3
257
Trentino-Alto Adige: análise histórica e, 236 no­
ta 1 30; associações em, 1 06; clínicas fmni­
liares em, 84; estabilidade do gabinete em,
8 1 ; satisfação popular em, 90, 22I nota 29
tributação, regiões e, 2 I 4-5 nota 20
Tukey, John, 28
Tullio-Altan, Carlo, 233 nota 63
TA and the grass roots (Selznick), 27
U
Ú
mbria: clínicas familiares na, 84; desenvolvi­
mento econômico na, 1 00; estabilidade do
gabinete na, 81
unidade sanitária local, gastos com, 85, 203-4
unificação italiana, 34-5, 1 49, 2 1 3-4 nota 8, 233
nota 76
Uphof, Norman, I 04
urbanização: desempenho institucional e, 1 3 1 ;
no Norte e no Sul d a Itália, 229 nota 83,
233 nota 66
V
Valle d ' Aos ta: análise histórica e, 236 nota 1 30;
associações em, 1 05; capacidade de efetuar
gastos na agricultura em, 85 ; clínicas fmi­
liares em, 85; sensibilidade da burocracia
em, 87; voto preferencial em, 225 nota 4I
Vélez-Ibafez, Carlos G. , I 78, 242 nota 24
Verba, Sidney, 27
Villari, Pasquale, 1 54
vínculos de parentesco, 1 84-5
virtude cívica: comunidade cívica e, 1 24-5, 246
nota 85; Maquiavel sobre, 1 00- 1 , 1 20
voto preferencial, 1 08- 1 0, 225 notas 41 a 43
W
Waley, Daniel, 1 36
Walzer, Michael, I O I , I 03
Watson, Jmes, 1 27
Weber, Max, 4 I , 243-4 nota 58
Williams, Berard, 1 8 1
Williamson, Oliver, 1 76
Winthrop, John, 1 01
Z
Zamagni, Vera, 1 94
t.:.ee:.|e.¡:ece:.c.a..
eâ c.a..c.!¬e.G:.|c.etc.:e:.a.
c.c.cecek.ece).ae.:e

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