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BALAIADA

Estéphane Costa
Kherolayne Ribeiro
Luana Maia
Contexto Histórico
BRASIL

BALAIADA
PRIMEIRO (MARANHÃO
REINADO )
1838-1841
(1822-1831)
BALAIADA
A Balaiada foi uma revolta de fundo social,
ocorrida entre 1838 e 1841 no interior da então
Província do Maranhão, no Brasil. Foi feita por
pobres da região, escravos, fugitivos e
prisioneiros. O motivo era a disputa pelo controle
do poder local. A definitiva pacificação só foi
conseguida com a anistia concedida pelo
imperador aos revoltosos sobreviventes. A revolta
recebeu o nome de Balaiada porque um dos seus
líderes, Manuel Francisco dos Anjos, fabricante e
vendedor de balaios, era conhecido pelo apelido
de "Balaio ".
ANTECEDENTES DA
REVOLTA
Durante o Período regencial brasileiro
o Maranhão, região exportadora de algodão,
passava por uma grave crise econômica,
devido à concorrência com o gênero
estadunidense. Em paralelo, a atividade
pecuária absorvia importante contingente de
mão-de-obra livre nessa região. Esses fatores
explicam o envolvimento de elementos
escravos e de homens livres de baixa renda
no movimento.
ANTECEDENTES DA
REVOLTA
No campo político ocorria uma disputa no
seio da classe dominante pelo poder, que se
refletia no Maranhão opondo, por um lado, os
liberais (bem-te-vis) e os conservadores (cabanos).
À época da Regência de Pedro de Araújo Lima,
provocando o chamado regresso conservador, os
cabanos maranhenses aproveitaram a
oportunidade para alijar do poder os bem-te-vis,
tentando, ao mesmo tempo, debilitar ainda mais
estes últimos pela contratação dos serviços de
vaqueiros, tradicional apoio dos bem-te-vis.
O MOVIMENTO
O evento que deu início à revolta foi a detenção do
irmão do vaqueiro Raimundo Gomes, da fazenda do padre
Inácio Mendes (bem-te-vi), por determinação do sub-Prefeito
da povoação de Manga, José Egito (cabano). Contestando a
detenção do irmão, Raimundo Gomes, com o apoio de um
contingente da Guarda Nacional, invadiu o edifício da cadeia
pública da povoação e libertou-o, em dezembro de 1838. Em
seguida, Raimundo Gomes, com o apoio de Cosme Bento, ex-
escravo à frente de três mil africanos evadidos, e de Manuel
Francisco dos Anjos Ferreira.Para combatê-los foi nomeado
Presidente e Comandante das Armas da Província, o coronel
Luís Alves de Lima e Silva, que venceu os revoltosos na Vila de
Caxias.Por isso foi promovido a General e recebeu o seu
primeiro título de nobreza , Barão de Caxias, e inicia aí, a sua
fase de "O PACIFICADOR"
O MOVIMENTO
Apesar das tentativas de manipulação por parte
dos bem-te-vis, o movimento adquiriu feição própria,
saindo de controle. Diante da proporção alcançada,
envolvendo as camadas populares, as elites locais se
aproximaram em busca de estratégias para derrotar os
revoltosos. Diante desse esforço, o governo regencial
enviou tropas sob o comando do então Coronel Luís
Alves de Lima e Silva, nomeado Presidente da
Província. Conjugando a pacificação política com uma
bem sucedida ofensiva militar, em uma sucessão de
confrontos vitoriosos obtida pela concessão de anistia
aos chefes revoltosos que auxiliassem a repressão aos
rebelados, obteve a pacificação da Província em 1841.
DESFECHO
Os líderes balaios ou
foram mortos em batalha ou
capturados. Destes últimos,
alguns foram julgados e
executados, como Cosme
Bento, por enforcamento.
Pela sua atuação na
Província do Maranhão,
Lima e Silva recebeu o
título de Barão de Caxias.
BIBLIOGRAFIA
v http://pt.wikipedia.org/wiki/balaiada
v http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/
corte.html
v VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo.
História para o Ensino Médio. Scipione, 2007.