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Prof: MSc Henry Brando Curso: Manuteno Industrial

PROTEO CATDICA

O termo Proteo Andica utilizado para caracterizar algumas situaes nas quais o emprego da proteo no anula a velocidade de corroso, como na Proteo Catdica, embora esta velocidade seja enormemente reduzida. normalmente aplicada para alguns metais como Nquel, Ferro, Cromo, Titnio e suas ligas.

De maneira simples, baseia-se na formao de uma pelcula protetora nos materiais metlicos pela aplicao de uma corrente andica externa. Esta corrente ocasiona a Polarizao do Anodo que se traduz na prtica, por uma anulao de diferena de potencial da pilha de corroso, causada pelo recobrimento do anodo por um filme.

O seu emprego encontra maior interesse para eletrlitos de alta agressividade (eletrlitos fortes), como por exemplo um tanque metlico para armazenamento de cidos. A proteo andica no s propicia a formao da pelcula protetora mas principalmente mantm a estabilidade desta pelcula. O emprego de proteo andica ainda muito restrito no Brasil, porm tem grande aplicao em outros pases na indstria qumica e petroqumica.

O sistema requer grande controle do potencial aplicado, pois a aplicao de um potencial inadequado (muito elevado) pode causar a dissoluo do metal. A melhor situao obtida quando o metal requer pequena corrente para se manter passivado. Nesta situao, consegue-se a proteo com pequeno consumo de energia o que torna o processo economicamente vivel.

Assim, podemos obter a proteo andica do ferro frente ao clcio sulfrico 1N, dispondo de equipamento no qual se possa aumentar continuamente a diferena de potencial eltrico aplicado ao sistema (da ordem de mV). Verifica-se ao atingir certo valor da voltagem que o metal fica passivo, ou seja ocorre a formao de uma pelcula sobre a superfcie do ferro que praticamente impede o incio da corroso ou seu prosseguimento.