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Percepção

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Percepção é a forma como vemos o mundo, como o percebemos e interpretamos. Não há uma região determinada no cérebro para sua localização porque esse processo está ligado intimamente com outros fatores cerebrais e psíquicos do indivíduo interdependentes para elaboração da percepção. Podemos citar do sistema límbico a atenção, memória, cognição e os órgãos dos sentidos que se relacionam durante o processo de percepção no indivíduo, sendo este um processo singular para cada um, porque cada pessoa percebe o mundo analisando-o de formas diferentes, dependendo de diversas variáveis como sua cultura, formação e meio social em que vive. Assim, podemos afirmar que quanto maior o seu conhecimento melhor será sua percepção, já que muitas vezes consideramos isoladamente os fatores que compõe uma situação real devido aos valores e conhecimentos individuais de cada um, nem sempre correspondentes a uma compreensão exata da realidade apresentada, o que gera equívocos na percepção.
Percepção é a forma como vemos o mundo, como o percebemos e interpretamos. Não há uma região determinada no cérebro para sua localização porque esse processo está ligado intimamente com outros fatores cerebrais e psíquicos do indivíduo interdependentes para elaboração da percepção. Podemos citar do sistema límbico a atenção, memória, cognição e os órgãos dos sentidos que se relacionam durante o processo de percepção no indivíduo, sendo este um processo singular para cada um, porque cada pessoa percebe o mundo analisando-o de formas diferentes, dependendo de diversas variáveis como sua cultura, formação e meio social em que vive. Assim, podemos afirmar que quanto maior o seu conhecimento melhor será sua percepção, já que muitas vezes consideramos isoladamente os fatores que compõe uma situação real devido aos valores e conhecimentos individuais de cada um, nem sempre correspondentes a uma compreensão exata da realidade apresentada, o que gera equívocos na percepção.

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Universidade Camilo Castelo Branco

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Curso de Psicologia

2° NB

PERCEPÇÃO

São Paulo 2012

ADRIANA DAINEZI EDILENE PEREIRA LOPES MARIA LUZINETE ALVES PAULA FRANCISCO CAMPOS RENATA DE PAULA QUINTAS

Turma 2° semestre - Psicologia

PERCEPÇÃO

Trabalho de aproveitamento parcial da disciplina de Processos Psicológicos Camilo Castelo Básicos Branco da –

Universidade UNICASTELO.

Docente responsável: Profª. Jamili Rasoul Salem de Souza

São Paulo 2012

Sumário
01 – Introdução ................................................................................................. 04 02 – Percepção ................................................................................................. 05 03 – Audição ..................................................................................................... 07 04 - Visão .......................................................................................................... 11 05 - Olfato ......................................................................................................... 19 06 - Paladar ...................................................................................................... 23 07 - Tato ........................................................................................................... 26 08 - Sistema Vestibular ..................................................................................... 28 09 – Percepção Extra-Sensorial (P.E.S.) ......................................................... 29 10 – Agnosias (Falta da Percepção) ................................................................ 31 11 – Conclusão ................................................................................................. 32 12 – Referências bibliográficas ......................................................................... 33

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1 - Introdução

Este trabalho visa apresentar a percepção desde seu lado fisiológico à sua importância na formação do indivíduo durante seu desenvolvimento cognitivo. Os 05 sentidos do ser humano e como eles são divididos, ressaltando a importância da função de cada um. As agnosias e como a falta de um dos sentidos da percepção afeta o indivíduo. Todo o foco do trabalho foi baseado no trabalho de Davidoff, Linda – Introdução a Psicologia onde buscamos a essência das ideias apresentadas no livro e referências externas para complementar o conteúdo proposto.

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2 – Percepção

Percepção é a forma como vemos o mundo, como o percebemos e interpretamos. Não há uma região determinada no cérebro para sua localização porque esse processo está ligado intimamente com outros fatores cerebrais e psíquicos do indivíduo interdependentes para elaboração da percepção. Podemos citar do sistema límbico a atenção, memória, cognição e os órgãos dos sentidos que se relacionam durante o processo de percepção no indivíduo, sendo este um processo singular para cada um, porque cada pessoa percebe o mundo analisandoo de formas diferentes, dependendo de diversas variáveis como sua cultura, formação e meio social em que vive. Assim, podemos afirmar que quanto maior o seu conhecimento melhor será sua percepção, já que muitas vezes consideramos isoladamente os fatores que compõe uma situação real devido aos valores e conhecimentos individuais de cada um, nem sempre correspondentes a uma compreensão exata da realidade apresentada, o que gera equívocos na percepção. O neurologista Damásio, no livro O Erro de Descartes, faz referência á importância de “perceber” os sentidos e as conseqüentes emoções que estes geram para uma melhor compreensão do todo, caracterizando a percepção como um processo cognitivo com envolvimento do sistema límbico do indivíduo, influenciando em seu raciocínio para um planejamento prévio de ação e tomada de decisão (Damásio, 2010, p.161). Então, para falarmos sobre percepção, devemos antes analisar as sensações, os órgãos dos sentidos que nos permite “sentir” o mundo. São através dessas sensações fisiológicas, que serão codificadas pelo cérebro por processos neurais e depois interpretadas pelo indivíduo por seus processos psíquicos que, então, o levarão á percepção dos fatos ou objetos apresentados. Dessa forma, nós sentimos o mundo primeiramente através dos cinco sentidos:    Audição Visão Paladar

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 

Olfato Tato

Cada um desses órgãos capta estímulos específicos das sensações que temos do ambiente exterior que nos circundam, e que serão caracterizados pelo organismo levando a percepção do indivíduo, sendo analisados pelo consciente em conjunto ou separadamente. Existem estudos sobre a percepção subliminar, estímulos sensoriais captados que fogem a consciência do indivíduo, mas sentidos e registrados pelo inconsciente, e sua relevância na influência de decisões e comportamentos mesmo inconscientemente, como as propagandas e mensagens subliminares que hoje são ilegais e proibidas por seu caráter nocivo ao indivíduo (Mente e Cérebro, ed.33, p.50). Temos ainda outros sentidos que serão estudados por nós que são gerados pelos estímulos sensoriais captados por nosso interior orgânico e psíquico:   Sistema Vestibular Percepção Extra-Sensorial (P.E.S)

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3 - AUDICÃO

3.1 - Fisiologia
O som é a vibração das moléculas gasosas que estão no ar e se propagam no ambiente sendo captadas pelo nosso sentido auditivo através do ouvido. Essa energia mecânica (energia cinética – movimento) estimula nosso sentido auditivo pela pressão das ondas sonoras na membrana do tímpano, localizado no ouvido externo, captadas por esse orifício como se fosse um amplificador e transportadas pelo ouvido médio que conduzem as ondas sonoras para o ouvido interno. O ouvido interno é semelhante a um labirinto, onde se encontram os dois órgãos sensoriais: a cóclea, que dá o sentido auditivo e o vestíbulo, que dá o sentido do equilíbrio. A cóclea se parece com a figura de um caracol, em seu interior se encontram os líquidos cocleares e em sua base as células ciliadas. As vibrações das ondas sonoras que são captadas pelo canal auditivo repercutem no líquido coclear fazendo-o oscilar como ondas gerando o sentido auditivo pelas células ciliadas, uma reação elétrica para produção de sinapses, estimulando os impulsos nervosos que são conduzidos até o cérebro para sua identificação numa área específica do córtex cerebral, que dentro da arquitetura definida pelas áreas de Broadman, está localizada na área 41 da região dos lobos temporais denominada como área auditiva primária.

3.2 - Percepção Auditiva
Quando os estímulos sensoriais da audição são captados no ambiente e conduzidos pelo canal auditivo ao córtex cerebral na área primária da audição, o cérebro faz então uma identificação desta sensação, o distinguindo

discriminadamente por sua intensidade (forte ou fraco) e frequência (graves e agudos), o que em conjunto determina a identificação do som pelo cérebro, ou quando ocorre isoladamente, temos somente a identificação de um barulho ou ruído. Esta identificação do som na área auditiva primária refere-se somente a sensação produzida pelos estímulos sensoriais auditivos e não sua interpretação. A interpretação desse som pelo cérebro é o que chamamos de percepção auditiva,

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quando realizada em conjunto pela área auditiva secundária que está localizada nas áreas 22 e 42 de Broadman, na região dos lobos temporais, denominada memória auditiva. Dessa forma, reconhecemos um som através dos estímulos sensoriais auditivos que são captados no ambiente, identificado pelo córtex cerebral por todo processo realizado no canal auditivo e, finalmente, interpretados pelo acesso a memória auditiva, que permitem o reconhecimento do som e sua relevância dentro dos conhecimentos e conteúdos existentes nos arquivos de memória auditiva do indivíduo. Assim, temos que um mesmo som captado por dois ou mais indivíduos pode gerar percepções diferentes em cada um, porque esta não é determinada apenas por seu órgão sensorial ou área primária da audição, que dentro de uma estrutura fisiológica humana saudável são basicamente iguais a todos os indivíduos, mas a percepção depende do conhecimento e conteúdo que cada um possui em sua memória auditiva para dar significado e interpretação a cada som. Dessa forma podemos compreender que a percepção dos sons é singular e específica para cada indivíduo, como por exemplo, o significado que há para mãe o choro do seu bebê, quando consegue distinguir seus estados emocionais apenas por seu choro, sendo esta percepção única para essa mãe e diferente das demais pessoas que ouvem o mesmo coro do bebê. Mas, devemos considerar também, que um mesmo som pode possuir atributos comuns á um grupo de pessoas, dentro de uma mesma cultura ou convívio social, o que determina muitas vezes o reconhecimento imediato daquele som por esse grupo, criando estereótipos ou gerando discriminações quando enquadrados á percepções auditivas genéricas e isoladas por objetivos e critérios próprios, como quando reconhecemos as pessoas por seu sotaque distinguindo e classificando-o por sua regionalidade, nem sempre de acordo com a realidade comportamental do indivíduo, como por exemplo, o carioca associado á malandragem e o baiano que está associado á letargia. Vários estudos e pesquisas feitos pelas áreas de psicologia, neurologia e sociologia, alertam sobre os perigos de se crer sem maiores fundamentos, considerando que nem sempre o que se ouve é o que parece ser. (Mente e Cérebro, ed.237, 2012).

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3.3 - Música
Para falar de som e percepção auditiva, é necessário fazer uma consideração á parte sobre a música, porque a música como agente de condução auditiva possui atributos que trabalham os dois hemisférios do córtex cerebral, ativando áreas da memória, atenção, motora e cognitiva do cérebro, além de alterar quimicamente nosso organismo modificando nosso metabolismo, alterando o estado

comportamental e até influenciando em nosso estado emocional. Muitos estudos científicos sobre a influência da música no organismo foram realizados com o intuito de compreender esse processo psíquico e neural que a música desenvolve no indivíduo, tendo hoje a ciência, a comprovação de muitos destes estímulos e ainda estudando outros desconhecidos, como a influência da música no sistema endócrino no processo digestivo e de força muscular aumentando a resistência á dor, mas que já possibilitam o uso e intervenção da música em processos terapêuticos, como a musicoterapia, em diversas áreas humanas. Quando ouvimos o compasso de uma música, que rege o tempo de duração musical de um grupo de sons, estes estímulos sonoros são transformados em estímulos elétricos pelo cérebro que induz a liberação de hormônios, alterando a bioquímica do nosso organismo. Um compasso em Adágio (lento), devido á duração maior do tempo num som contínuo e harmônico, pode diminuir a frequência cardíaca e a frequência de pulsos, ocasionando pelo cérebro a liberação de dopamina que influi em um estado físico de tranquilidade e relaxamento. Já um compasso em Allegro (ligeiro), com uma duração menor de tempo e sons intercortados e diferentes, possui um efeito contrário no físico com a aceleração dos batimentos cardíacos e pulsos, estimulando o cérebro á liberação de adrenalina, o que nos leva a um estado de alerta e euforia. Para lermos uma partitura musical ao cantarmos uma canção, são desenvolvidas várias áreas do córtex cerebral em conjunto para essa ação, pois é necessário acionarmos a atenção, memória, cognição e visão para a leitura e percepção dos sons, como também a área motora para articularmos a fala enquanto cantamos. Mesmo quando essa ação não envolve a área visual pela leitura da partitura, o mesmo processo é desencadeado pelas outras áreas envolvidas para a execução da música, ou, pelo simples ato de ouvirmos uma canção estabelecendo ligação com todas as áreas relacionadas á percepção dos sons.

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Quanto á percepção musical, podemos citar ainda a influência que a música tem em nossas emoções ao acionarmos as áreas do sistema límbico quando ouvimos uma música. Automaticamente acessamos nossa memória que nos faz recordar de algum contexto, nos direcionando á lembranças boas ou más, alterando nosso estado emotivo (Sacks, 1999).

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4 - VISÃO

“...Ora, não percebeis que com os olhos alcançais toda a beleza do mundo? O olho é o senhor da astronomia e o autor da cosmografia; ele desvenda e corrige toda a arte da humanidade; conduz os homens as partes mais distantes do mundo; é o príncipe da matemática, e as ciências que o têm por fundamento são perfeitamente corretas. O olho mede a distância e o tamanho das estrelas; encontra os elementos e suas localizações; ele... deu origem a arquitetura, a perspectiva, e a divina arte da pintura. Que povos, que línguas poderão descrever completamente sua função! O olho é a janela do corpo humano pela qual ele abre os caminhos e se deleita com a beleza do mundo”. (DA VINCI, LEONARDO, 1452 - 1519)

Dos nossos sentidos este é sem duvida o mais complexo e poderoso, é o sentido considerado predominante. Através da visão podemos obter um grande número de informações num curto espaço de tempo, já diziam “Uma imagem vale mais do que mil palavras”. A visão guia nossos movimentos, nos alerta dos perigos existentes, nos orienta, começaremos então a desvenda-la a partir das ondas luminosas. Elas são variações em uma entidade abstrata denominada de campo eletromagnético, essas ondas consistem em amplitude, frequência e comprimento. À medida que a frequência aumenta, diminuem o comprimento da onda e viceversa. Mesmo as pessoas não enxergando estímulos em frequência fora do espectro visível nosso corpo pode reagir à radiação eletromagnética em outras frequências. O espectro visível está seccionado em faixa de comprimento de onda que experienciamos como cores. As ondas luminosas que é visível é compostas de ondas de vários comprimentos. Se você comparar seu olho a uma câmera fotográfica a retina seria um filme e nela se formam as imagens que são enviadas ao cérebro. A córnea e o cristalino são lentes noturnas que localizam a margem da retina. A luz solar ou artificial refletem nos objetos. A absorção de parte desta luz pelo pigmentos dá cores diferentes a cada coisa, também é por isso que podemos ver no escuro. A pupila permite a

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entrada da luz, a Iris o disco colorido que circunda a pupila, e controla o tamanho da abertura, que pode aumentar ou diminuir conforme a intensidade da luz. A pupila também pode ser influenciadas por fatores psicológicos, aumentam e diminuem. A retina capita a imagem do campo visual, que é projetada a ela. Para focar o campo visual é usada a córnea que também protege o olho. O cristalino que fica atrás da pupila também atua na focalização de imagens visuais na retina tão parecida a uma câmera fotográfica, os olhos focam as ondas luminosas de uma forma que a imagem revertida uma para baixo e da direita para a esquerda. Da retina ao cérebro, a retina contem diversas camadas de células dentre elas há bastonetes e cones receptores de luz os bastonetes é em torno de cem vezes mais sensíveis que os cones. Num ambiente com pouca luz só os bastonetes são ativados e geralmente resultam numa imagem com pouca acuidade e pouca nitidez e ausência de cores. Assim enxergamos apenas preto e branco e tons de cinza. Em outras situações com iluminações fortes ou media ambos estão ativos. Os cones registram informações sobre as cores e detalhes. Bastonetes e cones sensíveis à luz convertem ondas luminosas em sinais elétricos, os nervos ópticos enviam mensagens do campo visual ao cérebro, eles se cruzam num ponto chamado quiasma ótico, eles tem a função de dividir as mensagens da cena visual em duas metades direita e esquerda do cérebro. Os nervos óticos espalham e transmitem informações visuais para diversas regiões do cérebro, os principais são: Lóbulos occipitais no córtex e o coliculo. Nesses locais há neurônios que interpretam e analisam uma mesma informação de diversas formas. Os coliculos superiores concentram nos movimentos e localização dos objetos capacitando o individuo a orientar os olhos e alguns órgãos sensoriais. Áreas visuais dos lóbulos occipitais encarregam-se principalmente da visão. Se houver lesões nestas áreas resultara em cegueira funcional. Movimento dos olhos, sem percebermos, os olhos se movimentam

constantemente, com rápidos pulos chamados sacadicos, fazem movimentos involuntários como tremores, essas atividades fazem com que uma imagem retiniana é formada em media de três a cinco vezes por segundo. Movimentos extremamente necessários pois através dele podemos ver os detalhes com nitidez. O cérebro faz a compensação automática do movimento ocular para o cérebro para que possamos ver o mundo estável.

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Imagens retinianas versus percepções visuais, sabendo que a imagem focalizada da retina é de cabeça para baixo e é invertida da direita para a esquerda. O tamanho da imagem retiniana está relacionado com a distancia do objeto quanto mais distante o objeto tanto menor será a imagem. Nossa retina capta imagem de uma forma singular e não da forma que percebemos ela processa imagens por ângulos retangulares, oblíquos, agudos e elipses. As representações do mundo tridimensional são bi dimensional, as imagens são quase ovais e borradas nos contornos, tem limites definidos, linhas retas tornam curvadas. A imagem retiniana é bastante diferente daquilo que percebemos. Nossos sentidos fazem parte da organização e o cérebro encarrega-se da maior parte dele. “Existem sempre três perguntas para o sujeito da percepção que é fundamental para nossa sobrevivência.” O que é?, Onde está?, o que está fazendo?” Percebendo Objetos, os psicólogos gestalticos foram os primeiros a se interessarem em como convertemos as imagens retinianas distorcidas e borradas em representações. Abordagem Gestaltica, A palavra “Gestalt” significa padrão, estrutura ou forma. A psicologia Gestalt iniciou na Alemanha próxima do fim do século XIX, partiram do principio que era necessário analisar fenômenos psicológicos como um todo. Para se ter as qualidades da forma a duas características que diferem: (1) depende das partes relacionadas e organizadas como um todo: (2) São intransferíveis agrupamentos completamente diferentes das partes permanecem inatas, as relações fundamentais compõem a mesma qualidade da forma. Figura e fundo, nosso sentido perceptivo visual separa figura e fundo, dependendo de como você direciona sua atenção é interpretada a imagem que está visualizando isto é feito de uma forma que parece largamente inato. Esta figura pode oscilar e as imagens se alternam, as reversões acontecem espontaneamente, geralmente são difíceis de controlar. As figuras podem demorar em emergir do fundo, e também para objetos camuflados a certa lentidão.

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Veja o exemplo na figura:

Constância significa que objetos vistos de diferentes distancias, ângulos variados ou condições diversas de iluminações são percebidos como se tivessem o mesmo formato, a mesma cor, o mesmo tamanho. Aos dois meses de idade começamos a usar a Constancia, é provável que tenhamos sido biologicamente preparados mas usamos os conhecimentos proeminente das experiências passadas. Agrupamento, na percepção visual do objeto envolve separar agrupamentos de elementos e trata-los como uma unidade, porem a forma que nós agrupamos depende da propriedade dos elementos e de como estão dispostos. Similaridade é visto como agrupados elementos com formas e texturas ou cores similares. Proximidade é vista como um todo, elementos visuais próximo um do outro. A característica da proximidade levado a organizar o padrão em colunas, fileiras e em diagonais etc.

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Veja na imagem a seguir o exemplo de agrupamento, similaridade e proximidade.

Simetria a propriedade simétrica é composta por elementos visuais que consistem em formas regulares e sempre equilibrada é visto como um todo.

4.1 - Continuidade
Elementos visuais que permite que as linhas, movimentam e curvas continuem em uma direção já determinada a ser agrupadas. Fechamento, o elemento visual fechamento consiste em preencher objetos incompletos ao visualiza-los, uma imagem incompleta normalmente é preenchida. Veja o exemplo a seguir :

Interações entre principio de agrupamento. Às vezes as regras trabalham juntas interando uma com a outra, algumas vezes estes princípios podem se completar porem conforme for sua percepção e foco um deles predominará.

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4.2 - Percepção de Objetos
O cérebro recebe informações que são processadas antes de serem absorvidas, o trabalho de processar informações serve para que o cérebro não seja inundado de informações aumentando a capacidade de se concentrar em algo, como a sobrevivência, criando um foco maior nas informações recebidas. Estudos mostram que rãs tem os olhos programados para enxergar somente o que podem ser potenciais inimigos ou presas e mesmo com outros estímulos visuais não são obtidas respostas. O processamento de informações pelo cérebro não depende apenas de uma área exclusiva e sim de uma variedade de áreas para que seja absorvida a informação a área cerebral de responsabilidade de maior processamento de informações são os lobos occipitais, córtex visual, segundo estudos das áreas de Brodmann essas áreas correspondem ao processamento visual e de memória, ou seja, necessitam que sejam acessadas para que o indivíduo utilize de memórias adquiridas para que reconheça o mundo ao seu redor.

4.3 - Percepção de Cores
Percebemos cores a partir de ondas luminosas e dependendo do comprimento dessas ondas são percebidos tons diferentes, por exemplo a cor branca é a mais complexa de todas por ser formada pelo equilíbrio de todas as ondas. Um ser

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humano adulto com visão normal pode distinguir cerca de sete milhões de cores diferentes. Uma pesquisa realizada por, Brent Berlin e Paul Kay (1969) demonstrou que as pessoas enxergam cores todas da mesma maneira independente da sua cultura provando que independente do que você aprende a percepção de cores é desenvolvida da mesma maneira em todos os seres humanos, bebês de apenas quatro meses preferem olhar para as mesmas cores que os adultos pois consideram as mais agradáveis.

4.4 - Desenvolvimento Visual
Recém-nascidos, segundo estudos de psicólogos, enxergam, mas devido à falta de coordenação nervosa ainda não tem acuidade visual suficiente para enxergar imagens em foco, são cerca de oito meses para que o bebê atinja a acuidade visual de um adulto. Os bebês criam uma percepção potencialmente forte a rostos humanos demonstrando que a forma é um fator importante para que ele possa criar familiaridade aos objetos, a profundidade é desenvolvida a partir de experiências vividas, um tombo causa um trauma e faz com que a criança crie a sensação de medo ao atravessar, por exemplo, um vão coberto com vidro (precipício visual) somente após o os primeiros passos (quedas), antes disso o bebê atravessa tranquilamente o precipício visual engatinhando. O desenvolvimento na infância da percepção pode ser comparada a um mestre enxadrista que vê em um tabuleiro possibilidades suficientes para movimentos da mesma maneira que um adulto possui o domínio sobre palavras, já um indivíduo leigo vê peças que lhe lembrem animais, reis, rainhas e uma criança pequena vê apenas algumas peças para levar até a boca, é assim o desenvolvimento da percepção humana, um adulto vê diferentes possibilidades para as situações e objetos a partir de conhecimentos adquiridos.

4.5 - Transformação da Visão
A privação sensorial pode acarretar em consequentes alucinações, causadas por ambientes monótonos ou de pouca interação sensorial, podemos notar no filme de Chaplin, Tempos Modernos (1936) mostra a alienação que um trabalho pode

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exercer sobre a pessoa, lhe causando desde stress até alucinações por tratar-se de um trabalho privativo, acontece usualmente com caminhoneiros e pilotos que após longas horas de voo tem problemas neurológicos que afetam sua função. No cotidiano acostumamos com a tela de cinema se nos sentarmos logo na primeira fileira, um novo óculos, por exemplo, pode causar sensação de distorção no primeiro momento, mas conforme o tempo nos adaptamos a imagem projetada por essa nova visão. Esta adaptação está iminente nos seres humanos, para que ocorra uma adaptação visual é necessário que haja um condicionamento da visão para que o indivíduo consiga se “acostumar” ou seja acumular novas experiências.

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5 – OLFATO

O olfato é um dos sentidos químicos, o outro é o paladar. Embora pensemos nos dois sistemas sensoriais como separados e distintos, ambos estão intimamente ligados. No entanto, a capacidade do paladar de distinguir sabores é extremamente limitada, identificando seis ou sete tipos de sabores diferentes. Já o olfato se organiza de forma a diferenciar milhares de cheiros. O ser humano é capaz de perceber mais de 10 mil diferentes odores, cada qual definido por uma estrutura química diferente. Não é de graça, portanto, que o olfato tem grande participação no gosto que sentimos nas comidas. Assim, grande parte daquilo que identificamos como “gosto” é, essencialmente, aroma! O aroma, nada mais é do que sustâncias químicas suspensas no ar e solúveis em água ou gordura. Todo o mecanismo de processamento dessas substâncias em cheiros constitui o olfato. Materiais que contém essas substâncias solúveis (materiais odorosos) excitam os receptores conhecidos como bastonetes olfativos, células localizadas no alto da cavidade nasal. Cada ponta de bastonete tem diversas estruturas diminutas semelhantes a fios de cabelo, chamadas cílios. Quando uma substância química entra em contato com a mucosa olfativa, ela é dissolvida, resultando numa molécula do cheiro que reage com os cílios das células sensoriais. Esse contato provoca uma reação química, produzindo um impulso elétrico. Os nervos olfatórios, feixes formados por milhões de fibras, fazem esse impulso elétrico chegar até os lobos frontal e temporal, duas regiões do cérebro que traduzem a substância em cheiro. O sistema olfativo tem características únicas. As mensagens de cheiro não atingem uma região específica do cérebro. Tampouco as informações olfativas parecem trafegar por meio da “estação de transmissão sensorial”, o tálamo. Cientistas especulam que o sistema olfativo evoluiu separadamente e anteriormente aos outros sistemas sensoriais. A tarefa de discriminar os odores, e organizá-los no imenso arquivo de cheiros em nosso cérebro, cabe a várias estruturas localizadas no sistema límbico (amígdalas, hipotálamos, hipocampos, córtex entorrinal, tálamos). A amígdala e o hipotálamo são responsáveis pelos aspectos emocionais e o córtex frontal pela discriminação e percepção consciente dos odores. O hipocampo e o

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córtex frontal, por sua vez, também respondem pela fixação de outros significados como o valor social e o contexto espaço-temporal em que a ação ocorre. O fato de todas essas regiões do cérebro estarem conectadas faz com que o processamento do odor envolva tanto aspectos cognitivos quanto emocionais No aspecto fisiológico, o sistema olfativo é muito sensível; com frequência respondemos a níveis espantosamente baixos das substâncias químicas das quais sentimos o cheiro. Acredita-se que um único receptor (bastonete olfativo) possa ser ativado por uma molécula apenas. O estímulo em si não é a única influência sobre nossa capacidade de detectar odores. O olfato depende da hora do dia. Somos mais sensíveis antes do que depois do almoço, por exemplo. O olfato depende também dos outros odores eventualmente presentes. Em geral, nossa percepção olfativa é definida a partir de uma mistura de odores. Às vezes, a mistura produz uma sensação peculiar que não é equivalente a qualquer outra, é o que ocorre nos perfumes. Outras vezes, a mistura produz um composto no qual conseguimos reconhecer seus diferentes componentes. Ao comer uma salada de frutas, você pode conseguir diferenciar o cheiro da manga, da banana, do abacaxi, do morango, etc. Por vezes, um cheiro neutraliza outro. É o velho truque, utilizado pelas perfumarias, de cheirar pó de café entre um perfume e outro. Talvez a função mais útil do olfato seja tornar agradável o ato de comer, estimulando-nos a ingerir o combustível de que precisamos. Para animais mais simples, o olfato tem uma importância social fundamental. Os cães, por exemplo, usam o olfato para se guiar até o alimento, para escolher um parceiro para o acasalamento, ou para diferenciar os amigos dos inimigos. Muitos animais secretam substâncias químicas especiais chamados feromônios, os quais facilitam a comunicação. Algumas feromônios que os cães secretam na urina demarcam seu território contra invasão de outros cães. Durante o cio, as cadelas secretam feromônios que avisam aos parceiros em potencial de seu desejo de cruzar. Alguns cientistas acreditam que o ser humano retém remanescentes de um sistema de feromônios. Muito embora, pouco se sabe sobre isso – algumas secreções como o suor e o ciclo menstrual podem ativar sensores internos sem que a pessoa saiba, isto é, os feromônios causam mudanças fisiológicas imperceptíveis no organismo. Mas até que ponto tais mudanças podem interferir no comportamento das pessoas, ainda permanece um mistério. Em linhas gerais, os feromônios são

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compostos químicos que envolvem a interação entre organismos de uma mesma espécie. Glândulas especializadas os eliminam para fora do corpo, o que os diferenciam dos hormônios (cuja ação é interna ao organismo). Há indícios de que o feromônio seja uma evolução do hormônio, mas nada comprovado. O fato é que o cheiro exerce um papel fundamental nos processos de interação sócio-afetiva entre seres humanos. Por exemplo, bebês com menos de uma semana de idade podem distinguir entre o cheiro da própria mãe e o de estranhos. O olfato pode também atuar no comportamento sexual de homens e mulheres. Alguma evidência desse fato provém da especial sensibilidade de mulheres a compostos semelhantes a almíscar. Há muito tempo, acreditou-se que esses compostos eram secretados por homens sexualmente responsivos. E, muito apropriadamente, a sensibilidade da mulher atinge seu pico quando os hormônios sexuais femininos (estrogênios) atingem seu nível máximo, estando às mulheres mais propensas à fertilidade. As mulheres com ciclos menstruais regulares atingem um pico de produção de substâncias químicas similares durante a ovulação, mas de que forma essas substâncias afetam os machos da nossa espécie ainda é desconhecido. A partir de todas essas informações, surge uma pergunta: como reconhecemos os cheiros, como definimos nossa predileção por determinados perfumes e repulsa por outros? Duas hipóteses são comumente usadas para responder a essa pergunta. A primeira é de ordem biológica, e diz respeito às características de sobrevivência de cada espécie. Há em nós, seres humanos, uma tendência a evitar materiais com odores que acusam substâncias nocivas: alimentos estragados ou produtos gerados pela nossa digestão. A segunda é de ordem sociocultural. Psicologicamente falando, a identificação de um aroma – como o reconhecemos e o avaliamos – está intimamente ligada à história de vida de cada um. Nossas percepções quanto aos cheiros são diferentes, cada pessoa estabelece uma relação própria com o aroma que está sentindo, e isso se dá em função das suas experiências pregressas envolvendo aquele cheiro específico. Podemos dizer que, muito do que definimos como aroma é memória afetiva. Tanto o olfato quanto o paladar se desenvolvem com o treino, quanto mais diferenciadas forem às experiências olfativas de uma pessoa, mais capacidade ela terá de distinguir cheiros. Por isso, nossa memória olfativa será tão extensa quanto à diversidade de cheiros que sentirmos ao longo da vida.

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A relação entre cheiro e emoção pode ser entendida a partir da investigação do processamento das informações olfativas pelo sistema sensorial. Quando sentimos um aroma, de imediato as amígdalas trabalham e relacionam aquele odor à ação que está ocorrendo ou como nos sentimos naquele momento. O cheiro é, então, guardado na memória acompanhado da emoção/sentimento que estamos vivenciando naquele momento. Quando voltamos a sentir o mesmo cheiro, a memória afetiva é ativada, e a conexão entre o aroma e a emoção correspondente torna-se perceptível. É por isso que, às vezes, somos acometidos pela lembrança de uma situação passada na presença de determinados odores. O interessante dessa relação entre cheiro, emoção e memória é que: como cada um de nós tem um cheiro próprio, e como cada interação com outra pessoa nos provoca emoções, tendemos a associar à lembrança que temos de alguém a um odor específico. Assim, quando sentimos o cheiro que remete à emoção provocada por àquela pessoa, sentimos as mesmas emoções que tínhamos, ou temos, quando estamos com ela. Ou seja, é quase impossível dissociar cheiro de afeto!

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6 - PALADAR
As crianças aprendem sobre o paladar no ensino fundamental e, de todos os sentidos humanos, parece ser o mais simples. Não existem cones, bastonetes, nem cristalinos. Não há membranas timpânicas nem ossos minúsculos. Ainda assim, os cientistas sabem menos a respeito do paladar do que da visão e da audição - os sentidos mais complexos. Em primeiro lugar, a maioria das pessoas confunde paladar e sabor. Paladar é uma sensação química percebida pelas células receptoras especializadas que formam os botões gustativos. Sabor é uma fusão de várias sensações. Para sentir o sabor, o cérebro interpreta não apenas os estímulos gustativos (paladar), mas também os estímulos olfativos (olfato) e as sensações térmicas e táteis. Nos alimentos apimentados, o cérebro ainda capta a dor como um aspecto do sabor. O teste da sensação também é uma ciência subjetiva - o paladar talvez seja mais subjetivo das sensações. Algumas pessoas têm traços genéticos hereditários que fazem certas comidas terem um gosto desagradável. Outras,

chamadas superprovadoras, possuem concentrações anormalmente altas de receptores gustativos. Devido ao seu paladar elevado, uma comida insípida acaba se tornando saborosa. E, como todos sabem cada pessoa tem um paladar diferente - nem todos apreciam os mesmos sabores. Recentemente, os cientistas ampliaram a definição do paladar, permitindo mais um sabor primário na lista original dos quatro - azedo, amargo, doce e salgado. Eles desafiaram o mapa da língua, o elemento principal da biologia que traça as regiões distintas do paladar. Os cientistas da alimentação interferiram nas células receptoras gustativas, bloqueando-as ou estimulando-as na tentativa de cortar os adoçantes e o sal dos alimentos sem sacrificar o sabor.

6.1 - Sensação à percepção
O paladar começa com a sensação na forma de impulsos elétricos. No entanto, os sentidos - respostas a estímulos como pressão, luz ou composição química tornam-se percepções, como toque, visão ou paladar, somente quando chegam ao cérebro.

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Estímulos diferentes ativam diferentes receptores sensoriais. Os estímulos químicos ativam os quimiorreceptores responsáveis pelas percepções gustativas e olfativas. Como o paladar e o olfato são reações à formação química das soluções, os dois sentidos estão estritamente relacionados. Se já esteve gripado durante um jantar, você sabe que não se tem paladar quando não se sente o cheiro. Em algumas espécies, entretanto, os dois sentidos químicos são praticamente um. Os invertebrados, como as minhocas, por exemplo, não têm distinções entre os receptores gustativos e olfativos. Ao contrário, eles diferenciam entre substâncias químicas voláteis e não voláteis. Nos seres humanos, os quimiorreceptores que detectam o paladar são chamados de células receptoras gustativas. Cerca de 50 células receptoras, além das células basais e de apoio, formam um botão gustativo. Os próprios botões gustativos ficam nas papilas em forma de taça - as pequenas saliências que pontilham a língua. Algumas papilas ajudam a criar atrito entre a língua e o alimento. Cada célula receptora gustativa possui uma protuberância fina e comprida chamada de pelo gustativo. O pelo gustativo chega ao ambiente externo através de uma abertura chamada de poro gustativo. As moléculas se misturam com a saliva, entram no poro gustativo e interagem com os pelos gustativos. Isso estimula o sentido do paladar. Uma vez que um estímulo ativa o impulso gustativo, as células receptoras formam sinapse com os neurônios e transmitem impulsos elétricos à área gustativa do córtex cerebral. O cérebro interpreta as sensações como paladar.

6.2 - Os sabores primários
Até recentemente, os cientistas aceitavam quatro paladares básicos. Você conhece todos - doce, salgado, azedo e amargo. Eles são os blocos de formação do sabor e são à base de outros paladares. Cada paladar primário ativa um receptor gustativo específico (embora os receptores possam, e frequentemente o fazem, responder a vários paladares). Os paladares básicos permaneceram os mesmos durante anos, talvez devido a sua familiaridade. No início do século 19, entretanto, um cientista japonês quis encontrar outro paladar - o das algas marinhas, comum na culinária japonesa. Kikunae Ikeda, finalmente, isolou o glutamato como um quinto paladar distinto - um com seu próprio

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receptor gustativo. Ikeda chamou esse sabor de umami, uma palavra japonesa que significa sabor delicioso. Você pode sentir o umami em carnes e tomates. Os pesquisadores continuaram estudando o umami durante todo o século 20. Um avanço importante ocorreu em 1985, quando os cientistas, tentando imitar a substância intensificadora de sabores, o glutamato monossódico, falharam ao replicar o sabor com qualquer combinação dos quatro básicos. Mas como o estudo de Ikeda sobre o paladar não havia sido traduzido para inglês até 2002 e como o sabor do glutamato é sutil e menos comum na comida ocidental, apenas recentemente o umami entrou na lista dos paladares. Pesquisadores franceses também identificaram um possível receptor gustativo para a gordura. A gordura realmente poderia ser o sexto paladar.

6.3 - A língua e as regiões do paladar
Como os cientistas estão reexaminando os paladares básicos, eles também estão redefinindo o mapa da língua. O mapa da língua a divide em regiões de sensação - amargo no fundo, azedo nas laterais, salgado na parte da frente e doce na ponta. Os pesquisadores do umami afirmaram que a parte posterior da língua é importante para detectar o quinto paladar. Um cientista alemão chamado D.P. Hanig desenvolveu o mapa da língua em 1901, perguntando aos voluntários onde tinham as sensações. Outros cientistas, posteriormente, confirmaram suas descobertas, mas registraram os resultados de tal maneira que as áreas de menor sensibilidade pareciam áreas sem sensibilidade nenhuma. Em 1974, Virginia Collings determinou que, embora a língua tivesse graus variados de sensibilidade - algumas áreas poderiam sentir melhor certos sabores do que outros - não havia exatidão sobre seu mapa. Embora os receptores gustativos geralmente reajam mais a um único sabor, muitos respondem a vários estímulos gustativos. As pessoas podem sentir sabor em qualquer lugar que tenha receptores gustativos. Os cientistas também estão aprendendo mais sobre a diversidade

surpreendente da sensibilidade gustativa.

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7 - TATO

7.1- Sentidos Cutâneos
O tato é constituído pelos nossos cincos sistemas somatossensoriais, são eles: contato físico, pressão profunda, calor, frio e dor. A pele possui duas camadas, a epiderme que é a camada protetora contendo células mortas variando em partes grossas ou mais finas, dependendo de onde se localiza no corpo; e a derme, onde estão localizadas as células vivas que se movem constantemente para substituir as células mortas da epiderme, bem como onde se encontram os receptores somatossensoriais. Os receptores somatossensoriais são responsáveis por captar os estímulos na pele e transmitir as mensagens até as regiões somatossensorias do cérebro. As partes da pele respondem de forma diferente aos estímulos. Conforme o local estimulado, são desencadeadas diversas sensações, por vezes

simultaneamente. Existem locais mais ou menos sensíveis na pele, dependendo da quantidade de receptores e da necessidade orgânica. Nossas mãos, por exemplo, tem sensibilidade maior que nossas costas.

7.2 - A Experiência da Dor

A dor é uma sensação que embora não seja agradável, é de suma importância para a vida, pois através da percepção da dor é que são desencadeadas atitudes para a proteção da integridade física. Pessoas que são desprovidas dos sinais de alerta como a dor tendem a morrer precocemente pelo fato de não perceberem os perigos iminentes, como por exemplo, queimaduras, cortes, estafa muscular, quedas, etc. Segundo alguns cientistas, algumas terminações nervosas especiais que registram a sensação de dor são chamadas de nociceptores que estão localizados na pele, nos tecidos em torno dos músculos, nos órgãos internos e membrana em torno dos ossos e na córnea.

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O reflexo é a forma mais rápida e primitiva de resposta à dor e ocorre em nível de medula espinhal onde é dada a resposta imediata ao estímulo para cessação da dor. Há também o sistema mais lento que exerce o papel de lembrança mantendo o cérebro informado sobre dor em determinado local do corpo. No processo de informações relativas à dor, estão envolvidos alguns neurotransmissores como endorfinas, serotonina, epinefrina, norepinefrina e substância P. E são essas substâncias que desempenham o papel de alívio da dor. As experiências com relação à dor são sentidas de forma diferenciada de pessoa para pessoa devido às diferenças das variações fisiológicas, da interpretação, sugestão, atenção e ansiedade. Esses fatores fazem com que até mesmo o parto seja visto de forma natural e quase indolor para mulheres de um determinado grupo social e em contrapartida, ser um momento penoso para mulheres de outro grupo social por exemplo.

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8 - SISTEMA VESTIBULAR

O sistema vestibular compreende os órgãos do sentido de equilíbrio, que orientam nosso alinhamento corporal, captado por estímulos do nosso interior. Ele está localizado na região do ouvido interno composto de três canais semicirculares ligados pelo vestíbulo unindo-se á cóclea, que devido á forma complexa deste conjunto, dá-se o nome de labirinto. Os canais semicirculares encontram-se cheios de líquidos de endolinfa, que conforme os movimentos da cabeça informam a posição do corpo através dos estímulos gerados por esse sentido, transformando em impulsos nervosos pelas células ciliadas e enviados ao cérebro para manutenção de equilíbrio do corpo. Há ainda outros sentidos que trabalham juntos com o sistema vestibular para manterem nosso alinhamento corporal, e na falta de um, os outros compensam parcialmente sua falta para o nivelamento necessário do corpo no espaço:  O sentido da visão; que permite uma orientação visual para alinhamento do corpo.  O sentido corporal denominado propriocepção; que permite sentir nosso corpo, sua estrutura óssea, sem necessidade de vê-lo ou tocá-lo. Esse sentido nos dá uma orientação tão automática de nosso corpo que diariamente não percebemos sua função. É o sentido corporal que nos permite caminhar sem olhar para os pés, colocando um pé na frente do outro sem tropeçar. Também é pelo senso corporal que esticamos o braço e pegamos algo que queremos de forma automática, sem precisarmos olhar para a mão e direcioná-la até o objeto. Estas ações tão costumeiras são somente perceptíveis em casos de agnosias do senso corporal ou em na retirada de algum membro físico, mantendo ainda o sentido latente na região do membro perdido, conhecido pelos neurologistas como “fantasmas sensoriais”. O sistema vestibular é danificado em pessoas com doença de Parkinson, sendo comum vê-las sentadas inclinadamente, necessitando que se vejam diante de um espelho para se alinharem novamente (Sacks, 1999, p.90).

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9 - PERCEPCÃO EXTRA-SENSORIAL (P.E.S)
Algumas vezes sentimos sensações inesperadas ou contrárias a nossa razão que não conseguimos detectar de onde vêm ou como surgiram, mas que simplesmente despontam em nosso íntimo podendo ser descartadas por desconhecermos sua origem e acharmos insignificantes, ou em outros casos, serem consideradas relevantes a ponto de influenciarem em opiniões e decisões. Para os psicólogos Daniel Kahneman, Prêmio Nobel de economia em 2002, e Amos Tversky (1937-1996), ambos da Universidade de Stanford, consideram esse estado intuitivo como um processo automático do inconsciente de associação de informações com base em experiências anteriores em conjunto com a emoção, de forma rápida e analítica, conduzindo imperceptivelmente nossas ações nem sempre de forma satisfatória e positiva. (Mente e Cérebro, ed.33, p.36). Para Damásio, existe um processo criativo de informações associativas através das áreas cognitivas do córtex cerebral e do sistema límbico que operam junto com a emoção pelas respostas dadas do corpo ao organismo, denominado por ele como marcador-somático, e que auxiliam para uma tomada de decisão positiva quando não descartamos essa primeira sensação gerada automática por esse processo, passando a considera-la juntamente com a razão. (Damásio, 2010). Assim, dessa forma, todos têm uma dose daquilo que o senso comum passou a denominar como um sexto sentido. Os estudos sobre paranormalidade tiveram início no final do século XIX e, ainda hoje, apesar das inúmeras pesquisas científicas sobre o assunto, a percepção extra-sensorial é esse sentido desconhecido que emerge aleatoriamente sem um estímulo aparente, sensações que ocorrem no indivíduo levando-o a fenômenos paranormais que até o momento não há uma comprovação científica dos processos neurais e psíquicos que determinam sua origem e existência. Existem diversos casos e relatos de percepção extra-sensorial como a telepatia, clarividência e telecinesia, sendo alguns difundidos largamente pelo senso comum por sua ação empírica, apesar de sabermos que muitas ocorrências são por mera especulação, até mesmo como um meio de se ganhar dinheiro como os ilusionistas, cartomantes e afins. Existem estudos que comprovam que o desconhecido é temido (sendo repudiado ou ignorado) ou maravilhado por nós

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(sendo aceito sem questionar), por isso a importância de termos prudência ao analisarmos fatos desconhecidos para que não sejamos ludibriados por pessoas que utilizam meios e recursos, nem sempre corretos, para manipular conforme sua conveniência a fé alheia, demonstrando algo que nem sempre condiz com a verdade, simplesmente fazendo uma leitura do estado corporal do outro, e não por um estado de paranormalidade. Mas, assim como na Idade Média Galileu Galilei era visto como louco, herege e contestado por todos por acreditar no novo sistema heliocêntrico de Copérnico se opondo ao geocêntrico de Ptolomeu, há também hoje na atualidade alguns psicólogos, parapsicólogos e neurocientistas, que mesmo diante do ceticismo da comunidade científica, afirmam que os fenômenos paranormais existem apesar da impossibilidade de sua comprovação pelo baixo índice e alteração nos resultados das experiências, estudando incansavelmente na busca de uma abordagem ou método investigativo que comprovem sua existência. Nos Estados Unidos, a polícia americana utiliza a algum tempo de médiuns para solução nas investigações de crimes complexos e com poucas evidências, é comum assistirmos á filmes e séries americanas que retratam a parceria existente entre a polícia investigativa e médiuns que auxiliam na solução de casos criminais. Em 1979, na cidade de Goiânia, o juiz Orimar de Bastos aceita a carta de uma vítima morta, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier (1910 – 2002), que foi utilizada pela primeira vez no Brasil como prova para inocentar um réu. Os pais da vítima comprovaram a legitimidade da carta anexada ao processo em que o filho morto, Maurício Garcez Henrique (16 anos), alegava ter sido vítima de uma brincadeira e que o disparo da arma não havia sido intencional pelo réu seu amigo, José Divino Nunes (18 anos), acatando o juiz a carta pela relevância no caso e proferindo a sentença inocentando o réu. Comprovado ou não, o fato é que existem alguns casos de pessoas que se dizem portadoras de percepção extra-sensorial realizando fenômenos paranormais, como médiuns e sensitivos, e que mesmo diante de tanta controvérsia, não há indícios aparentes comprobatórios de que sejam especuladores ludibriando pessoas por interesses próprios e escusos, ou que o contrário seja verdadeiro, tendo a ciência sobre esse assunto uma incógnita com muito campo de pesquisas e estudos para desvendar.

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10 – AGNOSIAS (FALTA DA PERCEPÇÃO)
Pense como seria se não conseguisse interpretar o mundo, se deixasse de perceber o significado das coisas, palavras ou gestos. Ou como seria ver e não saber o que é, ouvir e não entender o que se ouve, tocar e não reconhecer no que se toca. Isso seria um mundo estranho, sem conhecimento, sem percepção daquilo que dá sentido ás coisas, que dá cor á vida. Gnosis vêm do grego e significa conhecimento, a falta de percepção dos sentidos é denominada de agnosia, falta de conhecimento, termo originário do grego dado pela Psicanálise por Sigmund Freud. As agnosias geralmente são causadas por lesões no córtex cerebral, e dependendo da região lesionada causa a perda da percepção do sentido relacionado àquela área. Muitas agnosias já foram identificadas pela ciência, outras ainda desconhecidas, mas devido á perda ser na região cerebral é irreversível, sendo o tratamento não da causa e, sim, somente como meios de recursos para adaptação do indivíduo a sua nova realidade.

Alguns exemplos de agnosias:     Prosopagnosia – agnosia visual, incapacidade de reconhecer faces, cenas ou objetos pela perda da memória visual. Amusia – agnosia auditiva, incapacidade de reconhecer sons musicais. Afasia – agnosia verbal, incapacidade de compreensão da fala por perdas nas áreas da memória auditiva. Assomatognosia ou Síndrome da indiferença – agnosia

somestésica, incapacidade de reconhecer partes do seu corpo ou mesmo regiões inteiras do sentido corporal, perda da propriocepeção.   Acinetópsia – perda da percepção de movimento. O movimento das coisas e pessoas parece fragmentado, como num filme com defeito. Agnosia do desenvolvimento – incapacidade do reconhecimento tátil pelas mãos e pés.

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3 – Conclusão
Ao longo da produção percebemos o quanto nossos sentidos são importantes para nosso desenvolvimento, foram adquiridos em termos evolutivos e foram adaptados a cada nova experiência de nossos antepassados. Cada sentido se totalmente funcional tem sua importância para manter o equilíbrio do indivíduo, equilíbrio emocional e físico. A falta de um desses sentidos ou a disfunção faz com que o indivíduo não tenha total controle sobre sua área cognitiva, afetando emocionalmente e intelectualmente devido à dificuldade em assimilar conteúdo necessitando de um acompanhamento especial para adaptação a essa agnosia. O homem depende indiretamente de seus sentidos, mas casos de pessoas que convivem com as agnosias da percepção podem ser encontrados e a evolução da ciência abrange novos conhecimentos para que cada vez menos pessoas sofram com esses fatores.

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4 – Referências Bibliográficas

Referências literárias
DAMÁSIO, Antonio R. O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano. Edição, 2010. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. Editora McGraw-Hill do Brasil LTDA - São Paulo, 1983.

SACKS, Oliver. O homem que Confundiu sua mulher com um chapéu. Edição, 1999. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

Mente e Cérebro. Alívio para a dor. Edição nº. 237. São Paulo: Duetto Editorial, 2012.

Mente e Cérebro. Os superpoderes do cérebro. Edição nº. 33. São Paulo: Duetto Editorial, 2012.

Referências Eletrônicas

Como

tudo

funciona.

Disponível

em:

<

http://saude.hsw.uol.com.br/cerebro.htm> Acesso em: 15/10/2012

Córtex

visual

e

associativo.

Disponível

em:

<http://medmap.uff.br/mapas/lobo_occipital_lesoes_do/Crtexvisualassociativorea18e19.html> Acesso em: 13/10/2012.

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Hercog, Bruna. Portal A Tarde. Chico Xavier: o homem que levou a carta de um morto ao tribunal. Disponível em: {http://atarde.uol.com.br/noticias/2221795}. Acesso em: 16/10/2012.

Junior, José Davison da Silva. A utilização da música com objetivos terapêuticos: Interfaces com a Bioética. Universidade Federal de Goiás: Dissertação de mestrado, 2008. Disponível em:

<http://www.musicaeinclusao.com.br/?/Artigos/TCC-Dissertacoes-e-Teses-sobremusica-e-inclusao/> Acesso em: 12/10/2012.

Referência Visual

Tempos

Modernos,

Charles

Chaplin,

1936

EUA.

Disponível

em:

<http://www.youtube.com/watch?v=XFXg7nEa7vQ> Acesso em: 13/10/2012.

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