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Apostila Questôes OAB Com Gabarito

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1. (MP/SP – 81º) A regra da responsabilidade objetiva do Estado pelos danos que
seus agentes causem a terceiros (prevista no art. 37, § 6º, da Constituição Federal),
não se aplica:

a) Às empresas públicas e às sociedades de economia mista prestadoras de serviços
públicos.
b) A quaisquer empresas públicas ou sociedades de economia mista, independentemente
da atividade que constitua objeto de seu funcionamento.
c) Às empresas públicas e às sociedades de economia dedicadas à exploração de
atividade econômica.
d) Às mencionadas na alternativa “b” e também aos concessionários de serviços
públicos, pois tratando-se de pessoas jurídicas de direito privado, aplica-se a teoria da
responsabilidade com culpa.

2. (OAB/SP/124 – 2004) O Estado poderá ser condenado a indenizar a mãe de um
preso assassinado dentro da própria cela por outro detento?

a) Sim, ante a responsabilidade objetiva do Estado.
b) Não, porque o dano não foi causado por agente estatal.
c) Sim, desde que provada culpa dos agentes penitenciários na fiscalização dos detentos.
d) Não, porque não há vínculo causal entre o evento danoso e o comportamento estatal.

3. (OAB/SP/126 – 2005) Um açodado membro do Ministério Público ingressa, de
forma temerária, sem prévio inquérito civil público, com Ação Civil Pública por
Improbidade Administrativa contra um prefeito, seu desafeto pessoal. A ação foi
trancada no seu nascedouro, reconhecendo o juiz a inadequação da ação,
extinguindo a lide sem julgamento do mérito. Cabe responsabilidade civil pelos
danos eventualmente causados ao acionado?

a) Sim, pela responsabilidade objetiva do Poder Público, desde que presentes os
requisitos (nexo causal, dano etc.).
b) Não, porque o Ministério Público, como fiscal da lei, pode ingressar com Ação Civil
Pública.
c) Não, porque o direito de ingressar com ação judicial é garantia constitucional, que
não pode ser tolhida.
d) Sim, desde que comprovado que o membro do Ministério Público agiu com culpa,
responde ele objetivamente pelos danos causados.

4. (OAB/SP/127 – 2005) Diversas são as teorias que descrevem a responsabilidade
extracontratual do Estado, através dos tempos. A teoria que se baseia na noção de
que todo prejuízo causado por fato ou ato da Administração é um ônus público
que deve atingir a todos da comunidade, igualitariamente, e se uma pessoa
experimentar, injusta e excepcionalmente, um ônus maior do que o suportado
pelos demais membros da sociedade, emerge daí o seu direito à indenização pelo
Estado, é a teoria

a) do risco.
b) civilista.
c) da irresponsabilidade.
d) da culpa.

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5. (OAB/SP/128 – 2006) Em acidente automobilístico envolvendo veículo particular
e ônibus de concessionária de serviço público de transporte coletivo, o motorista do
veículo particular sofreu lesões corporais graves. A concessionária foi condenada,
em ação de responsabilidade civil, pelos danos causados à vítima. O Supremo
Tribunal Federal, por maioria, levou em consideração o fato de a vítima não ser
usuária do serviço público concedido e que não se poderia fazer a concessionária
responder da mesma forma que responderia frente a um usuário do serviço
concedido. Isso significa que o Supremo entendeu que

a) a concessionária não responderia pelos danos.
b) a responsabilidade da concessionária seria objetiva.
c) a responsabilidade da concessionária seria meramente subjetiva.
d) a responsabilidade da concessionária seria objetiva, mas a vítima deveria comprovar
a culpa da concessionária.

6. (DEL/SP – 2006) Sobre a responsabilidade civil da Administração Pública no
Brasil é correto afirmar que vigora a teoria da

a) responsabilidade objetiva da Administração na modalidade de risco integral.
b) responsabilidade objetiva na modalidade de risco administrativo.
c) culpa subjetiva.
d) irresponsabilidade da Administração.

7. (OAB/SP/129 – 2006) No campo da Responsabilidade Extracontratual do
Estado, diz-se que este não se converte em Segurador Universal, visto que o direito
brasileiro não adota a teoria

a) do Risco Administrativo.
b) da Responsabilidade objetiva nos casos de nexo causal.
c) do Risco Integral.
d) da Responsabilidade subjetiva por condutas comissivas.

8. (OAB/SP/130 – 2006) Na forma da Constituição Federal vigente, as pessoas
jurídicas de direito público respondem pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade, causarem a terceiros. Em face disso, diz-se que

a) o requisito de subjetividade é reservado apenas para a ação regressiva contra o agente
público responsável.
b) a responsabilidade objetiva alcança a conduta do funcionário ainda que fora do
âmbito de suas funções.
c) a responsabilidade objetiva do Estado, no direito brasileiro, alcança todos os danos
decorrentes de atividade ou omissão estatal, desde que, neste último caso, fique
comprovada a culpa concorrente da vítima.
d) todas as pessoas jurídicas de direito público respondem sempre por todos os danos
causados pelos seus agentes públicos, independentemente de aferição da culpa e da
existência de nexo de causalidade com o dano.

9. (MPF – 23º - 2006) Em matéria de responsabilidade civil do Estado:
I – Tratando-se de ato omissivo do poder público a responsabilidade civil por tal
ato é subjetiva, pelo que exige dolo ou culpa, esta numa de suas três vertentes: a
negligência, a imperícia ou a imprudência, não sendo, entretanto, necessário

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individualizá-la, dado que pode ser atribuído ao serviço público, de forma
genérica, a falta do serviço;
II – A falha do serviço – falte du service dos franceses – dispensa o requisito da
causalidade, vale dizer, do nexo de causalidade entre a ação omissiva atribuída ao
poder público e o dano causado a terceiro;
III – O legislador constituinte só cobriu o risco administrativo da atuação ou
inação dos servidores públicos; não responsabilizou objetivamente a
Administração por atos predatórios de terceiros;
IV – Conforme precedente do Supremo Tribunal Federal, a Constituição consagra
dupla garantia: uma em favor do particular, possibilitando-lhe ação indenizatória
contra a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado que preste serviço
público; outra em prol do servidor estatal, que somente responde administrativa e
civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional pertencer.
Analisando-se as proposições acima, pode-se afirmar que:

a) somente as alternativas I e II estão corretas.
b) somente as alternativas I, III e IV estão corretas.
c) todas as alternativas estão corretas.
d) todas as alternativas estão incorretas.

10. (Defensoria Pública/SP – 2006) “O dano cometido pela concessionária de
serviço público a seus usuários é capaz de gerar a responsabilidade ........................
da concessionária e, em caráter ........................, a responsabilidade ........................
do ente público concedente.”
Para que esta afirmação seja correta, as lacunas devem ser preenchidas,
respectivamente, por

a) objetiva, solidário, objetiva.
b) subjetiva, solidário, objetiva.
c) subjetiva, subsidiário, subjetiva.
d) objetiva, subsidiário, objetiva.

11. (Cartório/SP – 2006) A responsabilidade civil do Estado é:

a) subjetiva, quanto aos atos de seus prepostos, em relação ao terceiro lesado, se o
preposto é réu na ação principal, cabendo prova da culpa.
b) objetiva nos casos de comissão e subjetiva, nos de omissão.
c) objetiva, quanto aos atos do seu agente delegado, em relação ao terceiro lesado, se ele
for denunciado à lide em ação de regresso.
d) subjetiva, quanto ao ente público, se o preposto agiu com dolo ao lesar terceiro.

12. (OAB/SP/117 – 2002) Assinale a alternativa correta quanto à responsabilidade
patrimonial do Estado por omissão.

a) Não responde por omissão.
b) A responsabilidade é pelo risco integral.
c) A responsabilidade é objetiva.
d) A responsabilidade é subjetiva.

13. (Defensoria Pública/SP – 2007) Tratando-se de responsabilidade civil do
Estado, assinale a afirmativa INCORRETA.

a) Empresas públicas podem se sujeitar à responsabilidade objetiva ou subjetiva,
dependendo de seu objeto social.

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b) A teoria francesa da faute du service é enquadrada como hipótese de
responsabilidade objetiva.
c) Pessoas jurídicas de direito privado, não integrantes da Administração Pública,
podem se sujeitar à responsabilidade objetiva.
d) A responsabilidade do Estado por omissão caracteriza-se como de natureza subjetiva.

14. (OAB/SP/132 – 2007) Vítima da chamada “bala perdida” teria mais condições
de ser indenizada pelo Estado brasileiro se nossa constituição adotasse a teoria da
responsabilidade

a) subjetiva do risco integral.
b) objetiva do risco administrativo.
c) subjetiva do risco administrativo.
d) objetiva do risco integral.

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