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O RH estratégico fracassou

06/07/2012 - por Carlos Faccina | Avaliação de Desempenho, Carreira, Cultura, Educação, Ética, Gestão, Liderança, Recursos Humanos Não posso me furtar a comentar um recente levantamento publicado na Época Negócios pela empresa de recrutamento de altos executivos Fesa (leia Maioria dos presidentes veio da área de finanças). Ela apontou que 21% dos novos presidentes de empresas vieram da área financeira e 19% da área comercial. Experiência em Recursos Humanos constam no currículo de apenas 2% dos profissionais que se tornaram presidentes no ano passado. O estudo destaca que essa tendência se deve ao fato dessas duas áreas serem muito estratégicas e concentrarem grandes esforços das companhias. A leitura inversa indica que as empresas não consideram importante colocar na linha de frente pessoas com capacidades de gestão de pessoas. Este dado reforça pesquisa já comentada neste blog (leia Apenas 11% dos CEOs estão satisfeitos com o RH) e conduzida pela professora da PUC-MG, Betânia Tanure, indicou que apenas 11% dos presidentes de empresas estão satisfeitos com o trabalho de seus diretores de RH. Do outro lado, os homens com a chave do cofre, os diretores financeiros, têm a confiança de 90% dos principais executivos das empresas. Os dados indicam que nas empresas: 1. Os números falam mais alto. Resultado vem acima de tudo e serve de alavanca para carreiras; 2. Capacidade de vender (leia-se “faturar”) é o fator que chama atenção logo em seguida; 3. Diretamente ligada ao item anterior, as áreas de marketing formam muitos CEOs; 4. RH é uma atividade paralela (ou de segunda linha, se preferir), que deve cuidar para que as pessoas (ou a falta delas) não se configurem num problema para os responsáveis das áreas preferenciais (ou de primeira linha); 5. Não há um vínculo claro entre gestão de pessoas e resultados especiais (fatores como clima, cultura, ética, responsabilidade social e visão são embalagens, não a essência da corporação); 6. As pessoas não estão capacitadas para lidar com pessoas – é preferível que entendam muito de números; 7. Empresas que valorizam profissionais de números e resultados vão continuar a contratar profissionais de números e resultados. Cuidado! Acompanhe-me no twitter @cfaccina. http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com/prazodevalidade/2012/07/06/o-rh-estrategicofracassou/