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EᴌᴀinGiᴍᴀs

Quando

Florescem

as

Orquídeas

E ᴌᴀ in ᴇ G ᴜ i ᴍᴀ rã ᴇ s Quando Florescem as Orquídeas

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Quando

Florescem

as

Orquídeas

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Copyright © 2012, Elaine Guimarães

Editora

Léa Carvalho

Capa

MaLu Santos

Foto Capa @depositphotos/Andrejs Pidjass

Revisão

Nanie Dias

Projeto grá co MaLu Santos

Dados Internacionais para Catalogação na Publicação(CIP)

G963q

Guimarães, Elaine, 1979-.

Quando Florescem as Orquídeas / Elaine Guimarães. - Rio de Janeiro : Metanoia, 2012.

168 p. ; 21 cm.

ISBN 978-85-63439-27-9

1. Prosa brasileira. I. Título.

CDD – B869.8

Ficha Catalográ ca elaborada pela bibliotecária Lioara Mandoju CRB-7 5331

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da Editora poderá ser utilizada ou reproduzida - em qualquer meio ou forma, seja mecânico ou ele- trônico, fotocópia, gravação, etc. - nem apropriada ou estocada em sistema de bancos de dados.

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IMPRESSO NO BRASIL

A Deus que usou meus olhos para que as orquídeas não passassem despercebidas À beleza

A Deus que usou meus olhos para que as orquídeas não passassem despercebidas

À beleza muda de cada flor

Aos meus incondicionais

Ao azul dos teus olhos que deram cor ao meu mundo

Ao abraço da minha mãe que sempre me amparou nas piores tempestades

Aos sonhos, palavras, e ao amor, pois além dele nada mais importa.

D.S.L

Vaso

Vaso

Elaine Guimarães

T odos os dias, me pergunto o que estou fazendo aqui.

Encontro a resposta nos meus sonhos, os quais não sei se devo sonhar.

Acordo pela manhã com o galo cantando em frente à minha janela. A mesma janela onde encontro o nascer do sol de mais um dia de uma vida que não quero viver.

O campo é vasto e meu olhar distante parece não ser capaz de

alcançar tudo o que somente a mim parecer existir, pertencer, ser real.

Sonhos que me pergunto incansavelmente se tenho permissão de sonhá-los.

Conscientemente, respondo que sim, afinal são sonhos e nada mais.

Minha mãe é meu pior e maior problema. A ela devo tudo, pois sem obrigação deu-me a vida, uma casa. Porém, em conse- quência de seu amor, determina que devo terminar minha vida da mesma forma que a dela: sem grandes realizações, sempre contente e resignada com tudo.

Não posso deixar que esta determinação imposta veladamente por ela seja minha meta.

Não quero!

O melhor de mim são meus sonhos, nos quais suas mãos per-

correm minha alma dizendo, gritando, decretando que não

pertenço a nada disso, pois serei um dia somente sua.

2

Quando Florescem as Orquídeas

Mãe, bom dia! Bença.

Deus te abençoe, fia.

Tem que regar os tomates e panhar os ovos.

A senhora já tirou o leite da vaca?

Já.

Então vou indo acabar de fazer o resto das coisas.

O que faço para o almoço?

Faça qualquer coisa, que está bom.

Já estou indo

Ao sair pelo pasto, meus pés ardem diante do desejo de correr para bem longe de toda essa realidade. Não quero acreditar que sonhos são apenas sonhos e que a vida se resume em acordar, trabalhar e dormir.

Quero mais!

Pitoco, venha cá!

Pitoco, o cachorro mais amigo, meu melhor companheiro, só ele sabe de todos os meus sonhos, me ouve e parece mesmo entender, abana o rabo como se analisasse minhas historias e diante da minha confusão dissesse sem palavras: vai cumprir esse seu destino!

Será que estou ficando louca?

Pitoco se afasta de mim, como se respondesse que não.

Antes de dormir, releio o único livro que restou do meu tem- po de menina, quando ainda tinha a escolinha aqui nesse fim de mundo. É um livro de poesia e o nome do poeta é Vinicius, com um tal sobrenome Moraes. Tem um poema, o meu predi- leto, que diz assim: “que seja eterno enquanto dure ”

Eterno.

O que será nesta vida eterno? Será eterna essa minha sina de viver neste meio de nada? Ou, como no poema, somente en- quanto dure?

3

Elaine Guimarães

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faleconosco@metanoiaeditora.com

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Gill Sans, Electra e Adore

Impresso em papel pólen soft 80g

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