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Apostila - Contabilidade Exame Crc 2013

Apostila - Contabilidade Exame Crc 2013

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APOSTILA PREPARATÓRIA PARA O EXAME DE SUFICIÊNCIA DO CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE - TEORIA X PRÁTICA DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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DISCIPLINAS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
LEGISLAÇÃO, NORMAS, RESOLUÇÕES E PRONUNCIAMENTOS TEORIA DA CONTABILIDADE CONTABILIDADE GERAL CONTABILIDADE DE CUSTOS E CONTABILIDADE GERENCIAL CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO CONTROLADORIA AUDITORIA CONTÁBIL BIBLIOGRAFIA 01 01 99 131 157 183 212

Neste material abordaremos os principais assuntos das disciplinas com maior peso no Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), baseando-se em grandes pesquisadores, autores e professores de Contabilidade, como também nas principais alterações ocorridas na Contabilidade a partir das Leis 11.638/07, 11.941/09, Resoluções e Pronunciamentos Contábeis que regem a matéria. No desenvolvimento da apostila, apresentaremos questões dos exames anteriores (Lei 12.249/2010) e questões similares de Concursos Públicos. Os assuntos serão apresentados com as devidas resoluções, comentários e conceitos básicos, intermediários e avançados da Ciência Contábil. Dessa forma, aliando Teoria x Prática o estudo será mais produtivo e o aluno poderá compreender de forma prática e objetiva. Bons estudos!

TEORIA DA CONTABILIDADE, LEGISLAÇÃO E CONTABILIDADE GERAL
CONTEXTUALIZAÇÃO A Contabilidade é uma Ciência Social que estuda o comportamento das riquezas que se integram a Patrimônio. É o grande instrumento que auxilia a administração, pois é a linguagem dos negócios que mede os resultados das empresas, avalia o desempenho dos negócios, dando as diretrizes para as tomadas de decisões. Noutro conceito, a contabilidade é a ciência que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração expositiva e a revelação desses fatos. A Contabilidade tem como função fornecer informação útil para a tomada de Decisões. A Contabilidade vêm apresentando grandes evoluções e significativas mudanças nos últimos anos. No Brasil, destaca-se a adoção de normas internacionais de contabilidade (Convergência Contábil). No país foi criado em decorrência da alteração da Lei 6.404/76, pela 11.638/2007 o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). A busca pela Convergência Contábil tornou-se o grande debate no Brasil e no mundo (principalmente em países desenvolvidos e emergentes), pois existem diversas vantagens na convergência. Talvez a principal ocorra quando o sistema contábil adotado no país é inferior às normas internacionais, nesse sentido a convergência pode apresentar m benefício significativo para a contabilidade atualmente praticada. Ainda no sentido das vantagens, pode-se afirmar que o aspecto da comparabilidade das informações entre diferentes países é um elemento extremamente positivo para a adoção das normas internacionais. Logo, a credibilidade e a qualidade das informações contábeis são fatores que também caminham para o sucesso no processo de convergência. Como todo processo, também existem os pontos negativos, nesse caso especialistas apontam dois problemas: a dificuldade da convergência, já que existem as particularidades de cada país e os problemas políticos e culturais de cada nação, afinal quando determinado país adota a convergência abre mão das suas próprias normas. A adoção através da Lei 11.638/07, fez com que o Brasil ingressasse no clube de países que passam a observar as normas contábeis elaboradas pelo International Accounting Standards Board (IASB), não somente para as companhias abertas, como também para todas as sociedades por ações. Observa-se que isso se aplica tanto para as demonstrações contábeis consolidadas quanto paras as individuais. O Campo de Aplicação da Contabilidade é a Azienda - Entidade econômico-administrativa, assim chamadas aquelas que, para atingirem seu objetivo, seja ele econômico ou social, utilizam

bens patrimoniais e necessitam de um órgão administrativo, ou ainda, toda Pessoa Física ou Jurídica que tem um Patrimônio e sobre ele detém o poder decisório. Os Usuários da Contabilidade são: INTERNOS - são os que utilizam a contabilidade com a finalidade de controle e planejamento. Este usuário é preferencial. Exemplos: Administradores, Gerentes, Diretores, etc, e EXTERNOS - são aqueles que estão fora da empresa. Eles não têm acesso aos documentos que deram origem à informação contábil. Exemplos: Bancos, Fornecedores, Clientes, Investidores, Governo, etc. Antes de entrarmos mais intensamente na Contabildade precisamos revisar a sua história, suas escolas e a evolução dessa Ciência. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA CONTABILIDADE A História da Contabilidade é tão antiga quanto a história da própria civilização. Ela surgiu 6.000 anos a.C. dos povos Sumero-Babilônicos, Feníncios, Egípcios, Gregos, Cretenses, Romanos, etc. A contabilidade passou por uma época chamada "Época Empírica" (6.000 a 1202 a.C.) que se caracterizou pela ausência da sistematização dos registros e pela ausência dos estudos de natureza científica e metodológica. A Contabilidade surgiu das necessidades que as pessoas tinham de controlar aquilo que possuíam, gastavam ou deviam. Sempre procurando encontrar numa maneira simples de aumentar suas posses. Logo com as primeiras administrações, surge a necessidade de controle, que seria totalmente impossível sem a aplicação dos registros. Os vestígios de contabilidade dos Incas se davam através de nós dados em cordas penduradas, que registravam os seus bens. No Egito, era anotado a medição e o transporte do trigo. Entre hieroglíficos se encontra a figura de um pastor registrando as suas ovelhas, através de pedrinhas. Pelos achados nota-se que a contabilidade consistia em simples anotações a fim de evitar lapsos de memória, como em relatórios de trocas de bens e serviços. Quando inadvertidamente uma matilha de lobos ataca, e após uma enorme confusão causa um considerável prejuízo, com um misto de raiva e resignação, ele faz a recontagem das ovelhas e atira fora as pedrinhas excedentes. Auxiliada pela própria natureza, acaba de ser inventada a Contabilidade. Na Babilônia, a escrituração era feita em tábuas de argila retangulares ou ovais bem rudimentares. As mais famosas são URUK, JENDET-NASR e UR ARCAICA. Os templos possuíam escriturários próprios, denominados DUB-SAR e o chefe de escrituração era chamado DUB-SARMAG ou PADUB-SAR. A fim de evitar adulterações, já tinham o "SELO DO SIGILO" do templo. Alcançando-se assim, uma nova fase de evolução no controle e nas administrações. Foi nesta fase que apareceram o Diário e Memorial. As revisões ou complicações da escrita eram depois arquivadas, ou seja, depositadas em vasos ou caixas, feitos de argila ou vime, que eram lacrados e colocado etiquetas que resumiam o conteúdo. No Antigo Egito, havia muitos armazéns, também chamado casa das contas e tesourarias, onde trabalhavam vários escriturários. O Inventário tinha grande influência na vida do povo, pois servia para registrar os bens móveis e imóveis. No império Médio, encontramos um livro escriturário, onde era feito o registro diário da entrada de bens. Esse registro era feito pelo secretário da Corte. O Egito muito colaborou para a história da contabilidade, quer pelo amor que tinham pela escrita, como pela evolução que conseguiram imprimir. Milhares de anos se passaram, pouco mudou os lobos e as ovelhas. Na Antiguidade, as trocas de bens e serviços eram seguidas de simples registros ou relatórios sobre o fato. Mas as cobranças de impostos na Babilônia, já se faziam com escrituração, embora rudimentar.

Tábuas de barro cozido e placas de madeira ou de pedra eram usadas para os registros de pagamentos de serviços. Uma escriba egípcia contabilizou os negócios efetuados pelo governo do seu país, no ano 2000 a.C. Sistemas de escritas contábeis foram bastante utilizados nas Ilhas Britânicas. Empregavam-se ramos de árvores assinalados com talhos como provas de dívida ou de quitação. As escritas governamentais da república romana (200 a.C.) já traziam as receitas de caixa classificadas em rendas e lucros, e as despesas compreendidas nos itens salários, perdas e divisões. Os gestores, funcionários do Estado tinham como atribuição examinar as contas dos governos provinciais. O imperador Augusto foi talvez, o primeiro governante da história a estabelecer um orçamento público. No período medieval, diversas inovações na técnica da contabilidade foram introduzidas por governos locais e pela Igreja. O imperador Carlos Magno determinou, por volta do ano 800, na Capitulare de Villis, na realização de um inventário anual de propriedade, em livros especiais as receitas e despesas. Em 831, um "contador" assinou a escritura de uma propriedade transferida por santo Ambrósio a um nobre italiano. Exames de livros de contabilidade foram efetuados na Inglaterra, durante o reinado de Henrique I, no século XII. Os empréstimos a empresas comerciais e os investimentos em dinheiro determinaram no desenvolvimento de escritas especiais que refletissem os interesses dos credores e investidores e, ao mesmo tempo, fossem úteis aos comerciantes, em suas relações com os consumidores e os empregados. O aumento de volume dos negócios registrado após a Revolução Industrial fez surgir na necessidade de exames contábeis das experiências financeiras das empresas, como base para empréstimos e inversões de capitais. O governo passou a reconhecer como contadores, somente pessoas qualificadas para o exercício da profissão. A importância da matéria aumentou com a intensificação do comércio internacional e com as guerras ocorridas nos séculos XVIII e XIX, que causaram numerosas falências e a conseqüente necessidade de se proceder à determinação das perdas e lucros entre credores e devedores. Já no século atual, o extraordinário crescimento dos negócios exigiu a criação de serviços especiais e um aprendizado legal. Este trabalho teve por objetivo precípuo sintonizar a Contabilidade, através de sua evolução histórica, como um ferramental insubstituível do Administrador de negócios na organização como um todo, destinada a informar os múltiplos usuários nos seus aspectos mais relevantes à tomada de decisões. O pesquisador ao longo de sua carreira profissional vivenciada em empresas transnacionais constatou as mudanças e aplicativos de cada demonstrativo e a sua real utilidade para envio aos interessados não somente para decidir, mas, sobretudo para criar mecanismos que pudessem minimizar o impacto das obrigações tributárias em detrimento do retorno de seus investimentos, e para também poderem analisar o comportamento de seus delegados à frente de suas Companhias sobre o modo como foram aplicados os recursos destinados à manutenção e ao enriquecimento do capital.

que o iria substituir entre os intelectuais de nossa Ciência. Marchi estabeleceu. em que colocara responsabilidade na propriedade. quando Nicolo D’Anastasio publicou o seu livro La scrittura doppia ridotta a scienza. Entre outras contribuições. Giuseppe Bornaccini. cujo maior líder foi Giuseppe Cerboni e o maior gênio Giovanni Rossi (com as obras mais destacadas a partir de 1873). teve como grande opositora a Escola Materialista de Fábio Besta. em 1844. com coloração científica. (b) contas dos gerentes e (c) contas pessoais ou dos correspondentes. mas o efeito que expressa o fenômeno patrimonial. Posteriormente acrescentou a sexta conta. que se resumiam em (a) contas patronais. capaz de direitos e obrigações Baseada na responsabilidade pessoal entre os gestores e a substância patrimonial.PRINCIPAIS ESCOLAS DO PENSAMENTO CONTÁBIL CONTISMO Apesar de não ser considerada uma corrente científica. Surgem depois dois grandes estudiosos: Angelo Galli (Instituzioni di contabilitá. principalmente os da Itália. (3) contas dos consignatários. A conta não é a causa. o Personalismo. mas da causa como objeto de observação. A partir de 1818. não obstante sua oposição aos contistas. depois dele apareceu um grande estudioso. denominada Diversas Contas. PERSONALISMO Esta escola. O Contismo tentou sobreviver com as novas tendências de observação que Fábio Besta elaborou. e (4) contas dos correspondentes. . já se preocupa em estudar o instrumento utilizado para compilar os dados do comportamento da riqueza aziendal. Lucros e Perdas. uma teoria das contas que distinguia quatro grandes grupos: (1) contas do proprietário. de séria reação ao Contismo transformou a conta em Pessoa. dividindo inicialmente as contas em: (1) Mercadorias Gerais. de ficção. foi escola precursora da teoria de serem as contas o objeto de estudo da contabilidade e influenciou grandes contadores. abrindo caminho para outros pensadores como Cerboni. o principal líder do Contismo foi Giuseppe Bornaccini. a Teoria das Cinco Contas Gerais de Degranges. e aquele dava o caráter científico à corrente. 1837) e Ludovico Giuseppe Cripa (1838) com a sua La scienza dei conti. O Contismo perdeu influência entre os estudiosos da ciência devido à falta de suporte de sua enunciação. com profundas raízes jurídicas. no proprietário. Antes dela. (2) contas dos gerentes ou administradores.(2) Caixa. Degranges estabeleceu a norma de que se deve Debitar Aquele Que Recebe e Creditar Aquele Que Dá (débiter celui Qui reçoit et créditer celui Qui donne). mas não conseguiu impedir o desenvolvimento do Personalismo. (4) Contas a Pagar e (5). elaboração. que refutava o Contismo e apresentava. com cunho administrativo-jurídico. Mas foi Francesco Marchi quem lançou as bases de um Personalismo científico. exposição e análise. Não só combateu a corrente de Degranges como também apresentou as idéias que viriam posteriormente a substituir as do Contismo. O Personalismo teve sua origem científica com o francês Hypolitte Vannier. no administrador e na matéria administrada. (3) Contas a Receber. que deu maior seriedade ao assunto no livro Idee teoritiche e pratiche di ragioneria e doppia registrazione. uma ciência não se dedica ao estudo do efeito. em 1795. A primeira tentativa do Contismo data de 1803. além da oposição do materialismo substancial de Villa. este tratava a Contabilidade como pessoal. com sua obra editada em Paris. Logo.

À medida que ganhava terreno. que teve grande influência com a Escola Toscana. Varnnier. que. Cerboni e o gênio Giovanni Rossi. controle concomitante e controle subseqüente. quando da abertura do ano acadêmico 1880-1881.Cerboni. a tese com o título Primi saggi di logismigrafia e em 1886 sua mais importante obra La ragioneria scientífica e le sue relazione con le discipline amministrative e sociali. Um dos grandes pontos de divergências entre as escolas de Besta e Cerboni era quanto à delimitação do patrimônio aziendal. CONTROLISMO A Escola Veneziana de Fábio Besta. os da Escola Controlista. porém os pilares dessa brilhante corrente de pensamento foram Marchi. mas. escreve. tem-se como conceito mais difundido de patrimônio o conjunto de bens. dividindo este em três funções a saber: controle antecedente. Muitos foram os seguidores do Personalismo. O legítimo proprietário conserva todos os direitos sobre as coisas ainda quando estas lhe são roubadas. Em 1880. o patrimônio é o agregado de valores atribuíveis aos bens. conserva aquele direito integral ainda que o devedor seja insolvente. Pietro Rigobon. Fábio Besta abandonava a tradicional Escola do Contismo e estabelecia seus próprios princípios. preocupava-se com o conteúdo da conta. Partiam do raciocínio de que as relações que motivam os direitos e as obrigações são importantes objetos de estudo. negando o conjunto de direitos e obrigações como conceito. apresentou a ciência contábil como aquela que trazia como objeto de estudo o “controle econômico das aziendas”.O direito de possuir uma coisa ou de havê-lo por isto só não vale. para Besta. Vincenzo Vianelo. pois estuda as relações pessoais que agem na substância patrimonial. dentre outros. dentre eles Vittorio Alfieri. Pietro D’Alvise e o mais importante de todos. se preocupava mais em saber o que significava a conta e qual a sua verdadeira expressão em meio dos estudos contábeis do que com a forma de apresentação da mesma conta. Esse pensamento difere do materialismo. dando-lhe vestes novas (de caráter científico e não mais o empírico de Bornacinni) e como a primeira reação ao Personalismo. direitos e obrigações. ou seja. As idéias de Besta. Giuseppe Cerboni e Giovanni Rossi. somando-se a estes os Direitos e as Obrigações. Fábio Besta pôde propagar suas idéias nos debates do Congresso de Contabilidade realizado em 1879. por essa razão. que seguiu os estudos de Villa. já se valia de grande influencia com o Neocontismo. como corrente que retomava o Contismo. onde se encontravam. se não há nenhuma possibilidade de recuperá-las. para Cerboni o patrimônio não era apenas os Bens. reagindo contra os postulados de Cerboni. . antes de enunciar o Controlismo. promoveu grande reação às idéias personalistas de Cerboni.Quem tem direito de exigir uma soma. Francesco de Gobbis. em 1873. apesar de seus seguidores. conforme podemos atestar: . aquele direito em nada aumenta a sua riqueza. em seu memorável discurso. mas se não há nenhuma possibilidade de o credor recuperar em todo ou em parte o que lhe é devido. em Roma. Carlo . aquelas coisas nada podem valer. Como já dito. O mestre Fábio Besta.

em realidade não fizeram senão desenvolver seus principais raciocínios sob a ótica patrimonial. do estudo de uma dinâmica patrimonial. nem em outros países. estabelecendo uma hierarquia para o estudo dos fenômenos: estudo da riqueza. da relatividade do lucro. mas com o ciclo operacional. objeto de indagações próprias. da realidade empresarial. Giovanni Rossi. Conseguiram desenvolver-se num país socialista. teve suas origens com pesquisadores de outras partes do mundo: da França. inclusive com um sem número de exemplos práticos. tendo a seu cargo regular todas as ações que se relacionam com a riqueza e com as necessidades humanas. Geldmacher. Courcelle-Seneuil. o Controlismo teve Carlo Ghidiglia. REDITUALISMO Desenvolveu-se principalmente na Alemanha. o que inspirou o Aziendalismo. Malhberg. O Aziendalismo. Lehmannn.Ghidiglia. M. embora a corrente estivesse voltada para o capitalismo. ainda que. que admitia a Contabilidade como ciência. da . antes de se desenvolver como grande escola de pensamento italiano. Os reditualistas tiveram a propriedade de reconhecer o valor da consideração dos fluxos em contabilidade. tendo como principal líder Eugen Schmalenbach e. estudo das funções da riqueza e estudo dos agregados da riqueza. Assim como o Personalismo teve seu grande gênio. E. ou seja. R. ou seja. Walb e Frederich Leiter com seu reditualismo específico. real. AZIENDALISMO Motivados pela ansiedade de se encontrar o campo e o objeto de estudos da Ciência Contábil. os pesquisadores da época evidenciaram o surgimento de nova corrente que enunciava existirem os sistemas de ciências que cuidavam de fenômenos ocorridos nesse mundo particular. mas desprezavam a estrutura dos elementos patrimoniais. dando a essa dinâmica o aspecto temporal não coincidente com o ano calendário. entre outros seguidores. O maior mérito foi a reação provocada contra o Personalismo procurando dar o máximo à riqueza patrimonial como algo concreto. O julgamento do rédito deve ser uma medida relativa entre o que o capital oferece ao empreendedor e o que a azienda oferece à sociedade em que se encontra. Schmalenbach visualizava os fenômenos circulatórios da riqueza patrimonial em sua dinâmica. O reditualismo não ganhou força como escola pois diversos apreciadores das enunciações de Schmalenbach criticavam seu objeto de estudo argumentando que o rédito é o efeito da dinâmica patrimonial e não a causa. o reconhecimento da perda ou do lucro como fonte principal da continuidade da atividade empresarial. contábil. Era a corrente de pensamento que enunciava ser o resultado (lucro ou prejuízo) o objeto de estudo da contabilidade. a entendesse como controle. W. por finalidade. Os reditualistas estudavam a dinâmica da riqueza patrimonial. Eembora admitissem sob a denominação de economia da empresa todos esses princípios. E. não encontraram grandes repercussões na Itália. berço de todas suas argumentações. a localização da Contabilidade no campo material e do valor enfatiza a necessidade de abandonar-se o raciocínio jurídico dos personalistas para situar-se em uma realidade materialista de maior significação.

Foi Gomberg o primeiro a despertar para uma economia aziendal. tendo como função estudar todos os fatos da gestão patrimonial. Os aziendalistas se preocupavam em estudar o conjunto de ciências que tratavam da azienda como campo de aplicação. e da Alemanha H. da Organização e da Contabilidade. dinâmica patrimonial e relevação ou levantamento patrimonial. a base racional que permitia ter informações sobre tais relações e aspectos. mas de maneira científica. Enunciava também que o Ativo era o efeito do Passivo. da Suíça. quer de suas expressões de valor. Gomberg estabeleceu a relação de causa e efeito para os fenômenos patrimoniais. Para ele. Johann Friedrich Schar. publicado na Revista Italiana di Ragioneria. PATRIMONIALISMO Sua primeira formulação se deu em 1923. a visão de dinâmica patrimonial. Gomberg tomou como objeto de estudos a riqueza impessoal ou administrativa. Compunha-se da Administração. que mais tarde se tornaria. escreveu: . deu foco à economia e denominou a Contabilidade como Economologia. a dinâmica patrimonial tratava da movimentação dessa estrutura. natureza e trabalho só poderiam estar organizados para atender o social. expô-los procurar explicá-los. sendo o levantamento patrimonial. De acordo com seus adeptos. Courcelle acenou para um complexo entendimento de toda a empresa como objeto comum científico. que considerava como objeto de estudo da Contabilidade os fenômenos do patrimônio aziendal. Leo Gomberg. e que o lucro deveria ser considerado como um fator patológico. com Alberto Ceccherelli e com seu principal líder italiano. Em sua visão idealista. a estática patrimonial examinava a estrutura do grande sistema da riqueza aziendal. que teve suas raízes nos pensadores alemães.Se examinarmos os fenômenos fundamentais de contabilidade. próprios das ciências . Em 1924 com seu artigo “A pretesa bancarotta scientifica della Ragioneria”. não se pode negar que se torna necessário observá-los. na Itália. que por sua estrutura era a causa. Rudolf Dietrich acrescentou. a corrente aziendalista.Rússia. Gino Zappa. Nicklisch e Rudolf Dietrich. e admite a Contabilidade apenas como levantamento de fatos patrimoniais. não podemos deixar de reconhecer que requerem indagações acuradas. restringindo-lhe o campo. os fenômenos a estudar são os aziendais. a Escola Veneziana enunciava o Aziendalismo. sendo cada ciência apenas parte desse conjunto. quando admitiam um raciocínio de unidade de funções dentro da azienda. Tendo como base a economia aziendal. depois. dividindo seus estudos em estática patrimonial. com Vincenzo Masi. entendia que os fatores homem. munidos dos ensinamentos oferecidos pelas pesquisas feitas com o subsídio de métodos especiais de investigação. que anteriormente já era preconizado por Cerboni e sustentado por Rossi. relacionando o efeito ao débito e a causa ao crédito. em seus estudos do aziendalismo socialista. quer sob o aspecto quer de qualidade dos elementos.

acresce ao conteúdo a importância e a dignidade científica. das receitas. Outra importância dada por Masi era a distinção dos tipos de aziendas em empresas. daí retirar normas de prática aplicação a casos concretos. primeiramente limitadas aos estudos dos instrumentos de levantamento patrimonial e sucessivamente se passou ao estudo do objeto de tais levantamentos. Foi divulgado pela primeira vez ao público no XIII Congresso Brasileiro de Contabilidade (1988). na Universidade de Málaga. Antônio Lopes de Sá. evidenciando que muito se extrai da informação sobre o estado patrimonial se forem observados os aspectos citados cumulativamente. O Neopatrimonialismo teve sua origem com o Prof. Em 1926. Masi argumentava: .o patrimônio aziendal. dividindo sua estrutura em capital fixo. de fato. Ora.experimentais. que é destinado ao uso produtivo. aquelas destinadas à obtenção do lucro e as instituições com fins ideais. não se fazendo distinção entre eles. Dr. observado nos seus aspectos estático e dinâmico -. O Patrimonialismo só tomou forma apurada e teve divulgação. mas também e sobretudo aquele do objeto deste levantamento . são todos investigados em suas fases de constituição e de evolução e apresentam problemas que sempre se apresentaram e sempre se apresentarão. divergindo com essa idéia fundamental os estudos feitos pelas demais escolas de pensamento. . . mas as suas indagações foram no campo teórico. e circulante que é destinado à realização do objetivo aziendal. evidenciando as suas origens sob a forma de capital de terceiros ou de próprios. depois em 1990. das entradas e saídas financeiras. Masi teve como inspiração as obras de Besta. Masi enunciava que se deve dar importância não somente ao aspecto quantitativo do patrimônio como também ao qualitativo. publica o artigo “A Contabilidade como Ciência do Patrimônio”. Também se preocupou em conceituar o capital como um fundo de riqueza em constante movimentação.A concepção de Contabilidade como ciência do patrimônio não destrói. de fato. que lhe foi peculiar. confiando a Contabilidade não só o estudo do levantamento patrimonial.A Contabilidade. Masi adotava a posição de que o mais importante como objeto de estudo é a essência dos fatos e não a sua forma de apresentação. com a edição da obra Teoria Geral do Conhecimento. as pesquisas do passado mas. NEOPATRIMONIALISMO Pouco se conhece dessa nova tendência do objeto de estudo para a Contabilidade. embora grande parte deles se referenciem às idéias precursoras do grande gênio dessa escola. fora da Itália. embora enunciasse seu próprio objeto de estudo. pois o ambiente da época não lhe favorecia com tantas idéias preconizadas pelos aziendalistas que formaram uma forte escola. do rédito. Espanha. Outros pensadores se destacaram além de Masi. para lembrar só alguns do mais evidentes fenômenos contábeis já por nós referidos. em 1992. sempre estudou o patrimônio. os fenômenos dos custos. e em 1997 a convite da Universidade de Servilha. na Revista Italiana di Ragioneria.

pois muito ainda deve ser estudado e divulgado para que se possa admitir a formação de tal escola. portanto o Patrimônio da entidade não se confunde com aquele de seus sócios ou proprietários. tendo então os seguintes sistemas: 1. Os estudos concentram-se em obter uma filosofia do fenômeno patrimonial. Lopes de Sá procura fazer uma classificação dos sistemas por hierarquia de necessidades. organizando logicamente as relações que são responsáveis pelas causas dos fatos. Para o citado professor. qualidade e quantidade. como ponto de partida de um entendimento racional. Já as ambientais são formadas pelas relações de natureza administrativa. econômica etc. 1282/10 Todas as ciências apresentam nos seus núcleos princípios. o fenômeno patrimonial. Básico: compreende os sistemas de liquidez. 750/93 e alterações pela Resolução CFC nº. preceito. Assim as regras gerais da ciência contábil no Brasil são os Princípios de Contabilidade e está regulamentada pela Resolução CFC nº 750/93 com atualização da Resolução CFC 1282/10. a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. espaço. III) da OPORTUNIDADE: O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. A Contabilidade como ciência também tem seus princípios que servem como “vigas mestras” da ciência social da qual é atuante. PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE Conforme a Resolução CFC nº. Segue a exposição da regra que todos os contabilistas têm de seguir como ponto inicial da profissão: I) da ENTIDADE: O Principio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade. Estes são fontes que norteiam sua qualidade de ciência. tendo como axioma a eficácia. Complementar: sistema de elasticidade. pessoal. se referem às relações de causa. 2. estabilidade e economicidade. As relações essenciais compreendem a necessidade. portanto. As dimensionais. 3. ainda não se constitui numa escola de pensamento. Auxiliar: compreende os sistemas de produtividade e invulnerabilidade. a finalidade. II) da CONTINUIDADE: O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e. O Prof. como objeto de indagação. rentabilidade. não foge à norma que requer a compreensão da essencialidade. causa primária. efeito. A palavra “princípio” significa origem. o meio patrimonial e a função. A contabilidade é autônoma e o patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes não poderá ser confundido. juízos de uma ciência. tempo. Em análise simplista os Princípios Fundamentais de Contabilidade são proposições. segundo Antônio Lopes de Sá. dimensionais e ambientais. regra geral. .O Neopatrimonialismo. distinguido-as em relações lógicas dos seguintes tipos: essenciais.

que se espera seriam pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade. d) Valor justo. ao longo do tempo. e II – Variação do custo histórico. que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis. c) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente. podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores: a) Custo corrente. b) Valor realizável. Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da obrigação ou. e e) Atualização monetária. não descontados. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado. em uma transação sem favorecimentos.A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância. V) da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA: Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. Uma vez integrado ao patrimônio. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa. pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa. Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis mediante o ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. As seguintes bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos e combinadas. os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. Os passivos são mantidos pelos valores em caixa e equivalentes de caixa. independentemente do recebimento ou pagamento. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa. os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. VI ) da COMPETÊNCIA: – O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem.” VII) da PRUDÊNCIA: O Princípio da Prudência determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO.O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. IV) do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devam ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações. descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. não descontados. expressos em moeda nacional. os componentes patrimoniais. ou um passivo liquidado. os quais serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data da aquisição. dispostas a isso. de diferentes formas: I – Custo histórico. descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor presente. em algumas circunstâncias. sempre que se apresentem . Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa. ativos e passivos. entre partes conhecedoras.

Isto não significa que devam ser truncados os esforços para que o leitor médio se torne possuidor de melhores conhecimentos na área contábil e financeira. internos ou externos. se faz necessário que o usuário tenha algum domínio de interpretação dos demonstrativos contábeis e dos documentos complementares ou tenha um assessoramento de um analista experimentado. o disclosure está ligado aos objetivos da contabilidade. a contabilidade não pode deixar de obedecer suas técnicas de elaboração. É bom salientar que por mais que se queira evidenciar os demonstrativos contábeis. Normalmente. que pode ser conceituada como a qualidade ou o caráter do que é incontestável. que deveriam ser os intermediários entre as empresas e os donos de recursos. necessitam que estas sejam produzidas com maior qualidade. pois por mais que se queira evidenciar e facilitar a interpretação. operacional e de capital. . a relevância de alguns itens qualitativos emerge de seu relacionamento direto com os quantitativos. A informação qualitativa (não quantitativa) é muito mais difícil de ser avaliada pois envolve vários julgamentos extremamente subjetivos. a Evidenciação (disclosure). é muito mais complexa do que possa parecer à primeira vista. Essa informação é fornecida através de evidenciação.alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido. A interpretação dos demonstrativos contábeis é tarefa única e exclusivamente reservada aos experts em contabilidade e finanças. Busca-se outras informações nos relatórios auxiliares ou facultativos. ao garantir as informações diferenciadas para os diversos tipos de usuários. Evidenciação (disclosure) não se trata de uma convenção. a saber: EVIDENCIAÇÃO CONTÁBIL As Ciências Contábeis têm como finalidade principal informar sobre seu objeto de estudo aos diversos tipos de usuários. Os relatórios contábeis não são capítulos de novelas empresarias que qualquer pessoa mobralizada possa entender. tornando-os muito explicativos. principalmente para as grandes tomadas de decisões. É muito difícil estabelecer o “ponto de corte” em que uma consideração não quantificável deixa de ser importante no processo decisório de forma que justifique a omissão da evidenciação. tempestividade e utilidade. Na verdade. Com isso. A Contabilidade deve estudar o modelo ideal de informação para cada classe de usuários e fazer com que esse modelo obedeça aos princípios fundamentais de contabilidade bem como a outros aspectos qualitativos de conteúdo informativo. a contabilidade não é a responsável pela tomada de decisão. a Demonstração do Fluxo de Caixa e os Orçamentos: financeiro. pelo menos nas interpretações mais profundas. Os usuários das informações contábeis. Não se pode esperar e seria tolice pensar que boas decisões de investimentos pudessem emanar de um leitor com vagas noções de contabilidade e de negócios. mas o resumo de um processo. assessorando esse último nas análises. como por exemplo. a entrada em ação dos verdadeiros experts é indispensável. Hoje a necessidade do usuário não é somente pelas informações contidas nas demonstrações obrigatórias pela legislação. Faz-se necessário compreender um tema relevante da Ciência Contábil. Entretanto. de uma forma de pensar da contabilidade que.

note o perigo de confundirmos. de uma pequena parte do imobilizado pode levar a uma situação não favorável para entidade. por exemplo. Por último. não deveria ser evidenciado. segundo ainda o citado professor. ser passível de verificação independente e ser neutra. substituindo-o em todas as avaliações subjetivas do modelo decisório e do risco. c) Comparabilidade: .Se uma parte da propriedade do imobilizado. que assegure ao usuário a ausência de vício da mensuração dos eventos econômicos. por abrangerem dois modelos em um só – legislação e correção integral. a penhora anual. Em contabilidade. toda informação que possibilite a realização de estimativas ou permita confirmar outras anteriormente feitas. facilita a tomada de decisão. a maior limitação ao trabalho contábil. e sem um interesse no futuro investigar a história é um processo estéril. É importante lembrar a máxima: forneça a informação relevante para o usuário. progressiva. Finalmente. As qualidades mais importantes da informação contábil. O segundo elemento da confiabilidade é que a informação seja passível de verificação. Interage com a relevância e a confiabilidade. são a relevância e a confiabilidade. elaborados de maneira integrada. foi penhorada em garantia de empréstimos. porém secundária. Vejamos melhor cada dos citados parâmetros: a) Relevância: Informação relevante é aquela relacionada ao evento examinado. retira-se a base para a previsão. relevância com desprezo pelo detalhe. transações e condições econômicas de uma entidade. caso contrário. mas não pretenda invadir o campo do investidor. mudanças frequentes de normas legais e de índices de correção acabam produzindo um excesso de colunas e de quadros explicativos. este penhor deve ser evidenciado se o valor do imobilizado ao qual se refere for relevante. mas sim trazer a tona fatos relevantes e confiáveis. Primeiro. Os quadros demonstrativos obrigatórios brasileiros são complicados de serem lidos. todas as qualidades citadas estão sujeitas ao conceito de materialidade. novamente. ano corrente e ano anterior. na medida em que seu usuário acredite que ela represente adequadamente os eventos. b) Confiabilidade: A informação contábil é confiável. servir para efetuar previsão ou para medir a previsão feita no passado. A comparabilidade é também uma qualidade importante da informação contábil. Para haver relevância o relatório tem que ser pontual. compreendem dois tipos: controladora e consolidado. Se faltar qualquer dos dois atributos a informação não será útil. Segundo. Significa que o contador responsável por estabelecer os critérios de contabilização de sua empresa. Informação confiável requer representatividade. Entretanto. Sem o conhecimento do passado. Uma informação confiável deve ser representativa do fenômeno a qual pretende espelhar. não deve faze-lo pensando em defender um interesse particular. nem sempre compreensíveis. que por sua vez contribuem para a utilidade. O último elemento de qualidade exigido para uma informação ser confiável é a neutralidade.

.404/1976 e suas atualizações. também conhecida como apurar o redito. O segundo se refere ao uso por uma empresa dos mesmos procedimentos e regras contábeis de um período para outro. d) Materialidade: Materialidade é exercida diariamente por aqueles que tomam decisões contábeis e pelos auditores que efetuam julgamentos sobre a correção dos relatórios financeiros. dinheiro. O problema é que a natureza da transação quase sempre afeta a resposta. c) Apurar o resultado das operações da Entidade. O significado de qualquer informação. As avaliações no campo da materilidade são basicamente de natureza quantitativa.638/2007 e 11. APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE A Contabilidade é sempre bem influenciada pelos limites e critérios fiscais. etc. A contabilidade tem como finalidade: a) Planejar o desenvolvimento econômico e financeiro da Entidade. depende muito de podermos relacioná-los a uma outra variável ou critério.Comparabilidade é composta de dois elementos: uniformidade e consistência. Patrimônio . marcas.O que é Patrimônio? Para essa resposta observe o quadro a seguir: BENS: mesa. dentre outros. particularmente os da legislação do Imposto de Renda. cadeira. As companhias abertas são subordinadas às disposições da Lei 6. A informação contábil cresce em utilidade quando pode ser comparada com a de empresas similares ou com a de anos anteriores na mesma empresa. porém importante se estiver ocorrendo pela primeira vez em circunstancias anormais. d) Prestar informações aos interessados sobre a situação da Entidade no âmbito econômico. ou seja. especialmente dados quantitativos. O primeiro indica que transações iguais serão contabilizadas do mesmo modo. um item pode ser de valor insignificante no meio de transações rotineiras. veículo. as Leis 11. b) Controlar o Patrimônio das Entidades. societário.941/2009. patentes. tributário. financeiro.

Os bens são classificados em: a) Tangíveis: São bens materiais, concretos, ou seja, são Terrenos, Veículos, Dinheiro em Caixa, etc. bens corpóreos; Exemplos:

b) Intangíveis: São bens imateriais, abstratos, Exemplos: Software , Marcas (Coca-Cola), licenças, propriedade intelectual, etc. DIREITOS: são valores de propriedade da Entidade a receber de terceiros por força de aplicação monetária (como exemplo aplicação de dinheiro no Banco); ou valores a serem recebidos de terceiros por venda a prazo. OBRIGAÇÕES: são compromissos exigíveis da Entidade que em data prevista deverão ser liquidados, ou seja, quitados. Os compromissos poderão ser dívidas ou exigibilidades perante terceiros ou ainda bens que estiverem em posse da Entidade que sejam de terceiros. Exemplos: Fornecedores (compromisso); Impostos a Recolher (exigibilidade); Receitas Antecipadas (compromisso).

Os elementos diretamente relacionados com a mensuração da posição financeira e patrimonial de uma entidade são os ativos, passivos e patrimônio líquido. Ativo: A definição de ativo apresenta três elementos: (a) é um recurso controlado pela entidade; (b) como resultado de acontecimentos passados; (c) e que os benefícios econômicos serão canalizados e fluirão para a entidade no presente ou em períodos futuros. A definição enfatiza o aspecto econômico e não sua forma legal. O processo de reconhecimento diz respeito a incorporar, nas demonstrações contábeis, um item que se enquadre na definição. Além disso, deve ser mensurado de forma confiável. Os benefícios incorporados em um determinado ativo são representados pela sua contribuição (direta ou indiretamente) para o fluxo de caixa da entidade. Esses benefícios são gerados pela produção de bens ou prestação de serviços, ou pela capacidade de reduzir os custos de produção de uma entidade. Muitos ativos, como exemplo, imóveis, instalações, equipamentos têm uma forma física. A forma física não é essencial para a existência de um ativo. Um exemplo são marcas, patentes e direitos autorais, que são classificados como ativos intangíveis, desde que os benefícios econômicos fluam e sejam controlados pela entidade. É importante não confundir a base confiável de mensuração com a existência de estimativa de valores contábeis. Certos itens podem ser estimados, como é o caso de uma ação judicial que a empresa possui da qual haja uma razoável jurisprudência a respeito. Desse modo, existindo uma estimativa razoável de valor, ela deve ser reconhecida no balanço. Passivo: é uma obrigação presente resultante de acontecimentos passados cuja liquidação será o pagamento da obrigação no presente ou em períodos futuros. Uma característica essencial de um passivo é a de que a entidade possui uma obrigação presente. As obrigações podem ser executórias, como consequência de um contrato vinculativo ou obrigação legal. Este é normalmente o caso dos montantes a pagar pelas mercadorias e

serviços recebidos. Obrigações surgem a partir de uma prática comercial normal, em relacionamento de compra e venda de ativos e serviços entre outras operações comerciais. Assim como no ativo, a definição do passivo deve estar separada do seu reconhecimento. Alguns passivos só são mensurados por estimativas. Em relação a incerteza do passivo, uma obrigação pode ser classificada em quatro categorias: a) O passivo é conhecido, assim como seu montante – nesse caso, não existe motivo para que o passivo não seja evidenciado. Exemplo: fornecedores; b) O passivo é conhecido, mas não seu montante – o passivo é conhecido por estimativas, devendo ser considerado pela entidade. É o caso do 13º salário, em que o valor preciso só é obtido, pela entidade, no pagamento; c) O passivo é incerto, mas o pagamento pode ser estimado – caso das milhas aéreas; d) O passivo é incerto e seu montante também – representa a contingência. Patrimônio Líquido: Um elemento do patrimônio liquido é o interesse residual nos ativos, após dedução de todos os passivos (ou componente do patrimônio liquido originado de um instrumento financeiro composto ou instrumento que atenda à definição de um componente do patrimônio liquido em sua totalidade). O patrimônio líquido ainda é definido, de forma simples, como a diferença entre o ativo e o passivo. Como é possível perceber, o valor do patrimônio líquido depende da mensuração do ativo e do passivo. Em razão das limitações do processo de reconhecimento e mensuração, o patrimônio líquido não corresponde ao valor de mercado das ações. O patrimônio líquido de uma entidade possui diversos componentes: 1) Capital social representado pelo aporte dos acionistas; 2) Lucros acumulados; 3) Reservas de lucros, que representam apropriações de resultados retidos de períodos anteriores ou atual; 4) Outras reservas; e 5) Participação dos minoritários (ou participação de acionistas não controladores). Aspecto qualitativo e quantitativo do patrimônio Aspecto qualitativo: Este aspecto consiste em qualificar os bens, Direitos e Obrigações. Por aspecto qualitativo do patrimônio entende-se a natureza dos elementos que o compõem, como dinheiro, valores a receber ou a pagar expressos em moeda, máquinas, estoques de materiais ou de mercadorias, entre outros. Aspecto quantitativo: Este aspecto consiste em dar a esses Bens, Direitos e Obrigações seus respectivos valores, levando-nos a conhecer o valor do Patrimônio da Organização. O atributo quantitativo refere-se à expressão dos componentes patrimoniais em valores, o que demanda que a Contabilidade assuma posição sobre o que seja "Valor", porquanto os conceitos sobre a matéria são extremamente variados. Representação gráfica do patrimônio

Para tornar mais fácil a compreensão do Patrimônio, a partir de agora vamos representá-lo em um gráfico simplificado, em forme de T:

O T, como vemos, tem dois lados. No lado esquerdo, colocamos os Bens e os Direitos e do lado direito as Obrigações e o Patrimônio Líquido (Capital, lucros). Na representação gráfica apresentada temos, de um lado, os Bens e os Direitos, que formam o grupo dos elementos positivos e, do outro lado, as Obrigações, que formam o grupo dos elementos negativos. Assim temos:

Patrimônio Elementos Positivos Bens Móveis e Utensílios Estoque de Mercadorias Caixa (numerário) Bancos Direitos Duplicatas a Receber Títulos a Receber Elementos Negativos Obrigações Fornecedores Salários a Pagar Impostos a Pagar

Os elementos positivos são denominados Componentes Ativos e o seu conjunto ATIVO e os elementos negativos são denominados Componentes Passivos e o seu conjunto PASSIVO.

Patrimônio Líquido Patrimônio Líquido é o quarto grupo de elementos patrimoniais que juntamente com os Bens, Direitos e Obrigações, completará a Demonstração Contábil denominada Balanço Patrimonial. No Balanço Patrimonial, esse grupo aparece sempre do lado direito, juntamente com as Obrigações:

Patrimônio ATIVO Bens Direitos PASSIVO Obrigações Patrimônio Líquido

Equação básica da contabilidade. (Bens+Direitos) – (Obrigações) = Patrimônio Líquido

Quando o resultado da equação é negativo, convenciona-se denominá-lo de "Passivo a Descoberto". O Patrimônio Líquido não é uma dívida da Entidade para com seus sócios ou acionistas, pois estes não emprestam recursos para que possa ter vida própria, mas, sim, os entregam, para que com eles forme o Patrimônio da Entidade. O conhecimento que a Contabilidade tem do seu objeto está em constante desenvolvimento como, aliás, ocorre nas demais ciências em relação aos respectivos objetos. Por esta razão, deve-se aceitar como natural o fato da existência de possíveis componentes do patrimônio cuja apreensão ou avaliação se apresenta difícil ou inviável em determinado momento. Atos e fatos contábeis (permutativos, modificativos e mistos). Atos Contábeis: são os atos que não provocam alterações nos elementos do Patrimônio ou do Resultado, portanto não interessam a Contabilidade. Fatos Contábeis: são os acontecimentos que de alguma forma alteram o patrimônio das entidades, quer sob o aspecto qualitativo, quer sob o aspecto quantitativo. Ex.: emissão de cheques, depósitos bancários, compra de veículos, compra de materiais. Fatos Permutativos: são fatos que alteram o patrimônio da entidade sem alterar o seu patrimônio líquido. Refletem trocas entre os elementos patrimoniais. Ex.: - compra de mercadorias à vista (bens por bens); compra de mercadorias a prazo (bens por obrigações); recebimento de valor pela quitação de uma duplicata; aumento do capital social com lucros acumulados; Fatos Modificativos: são aqueles que alteram o patrimônio da entidade e o patrimônio líquido, aumentando (fato modificativo aumentativo) ou diminuindo (fato modificativo diminutivo) a riqueza própria do patrimônio. Fatos Mistos: são aqueles que combinam fatos contábeis permutativos e modificativos. Podem ser aumentativos ou diminutivos, conforme alterem para maior ou menor o patrimônio líquido.

FATOS CONTÁBEIS PERMUTATIVO Provocam alterações qualitativas Representam permutações entre os elementos patrimoniais MODIFICATIVO Provocam alterações quantitativas MISTOS Provocam alterações qualitativas e quantitativas

DIMINUTIVO Reduzem o valor do PL

AUMENTATIVO Aumentam o valor do PL

DIMINUTIVO Reduzem o valor do PL

AUMENTATIVO Aumentam o valor do PL

O capital social subscrito é a parcela em que o sócio se compromete no futuro restituir para a formação da sociedade. 4) Capital total à disposição da empresa: em acepção mais ampla.Comprar à vista Comprar à prazo Pagameto de duplicatas Pagamento o IR dos empregados Aumento do CS com uso de reservas de capital Pagamento de despesas Apropriação de salários Recebimento de receitas Prescrição de dívida Recebimento de duplicata com desconto Pagamento de duplicata com juros Reforma de dívida com juros Emissão de debêndures abaixo do par (com deságio) Recebimento de duplicata com juros Pagamento de duplicata com desconto Reforma de dívida com desconto Emissão de debêndures acima do par (com ágio) Capital Social: Capital é um termo de origem inglesa. Capital é o bem em dinheiro ou espécie que produz outros bens e espécies. O capital é constituído pelas contribuições individuais dos sócios e divide-se em partes ou em frações. Daí concluí-se ser a soma da participação de todos os sócios na sociedade. 3) Capital de terceiros: que corresponde aos investimentos feitos na empresa. prazo para o capital subscrito. será deliberado entre os sócios. pode-se conceituar o capital como sendo o conjunto dos valores disponíveis pela empresa em dado momento. que corresponde ao patrimônio líquido inicial. que se origina de contribuições feitas por sócios. Assim. Na contabilidade. de como será a parcela de cada sócio. abrangendo o capital inicial e suas variações. 2) Capital próprio: que corresponde ao conceito de patrimônio líquido. para garantir os fins previstos pela sociedade e deve ser previsto nos contratos sociais das sociedades comerciais e nos Estatutos Sociais das Sociedades por Ações. . e outras decisões relativas ao patrimônio social da pessoa jurídica. em bens ou em trabalho e indústria. Capital social é o montante que a sociedade declara em seus atos constitutivos". Há três formas de integralizar o capital social numa sociedade: dinheiro. Ou ainda. que significa patrimônio em sentido puro. A formação desse capital social. valor nominal. O capital social numa sociedade pode ser subscrito ou integralizado. O capital nominal só será alterado quando os proprietários realizarem investimentos adicionais (aumentos de capital) ou desinvestimentos (diminuições de capital). O capital social integralizado é a parcela total restituída para o patrimônio social. podem ser considerados quatro conceitos: 1) Capital nominal: investimento inicial feito pelos proprietários de uma empresa que é registrado pela contabilidade numa "conta" denominada capital. ágio. Capital social é o fundo em dinheiro. valor das ações. com recursos provenientes de terceiros. ou seja. Este o capital nominal. bens ou crédito. como entrará na sociedade esses recursos.

com uma votação em assembléia geral. à vista ou nos prazos determinado. por nota promissória. h) o resultado líquido do período. i) as compensações de prejuízos. Contas de Resultado . d) os aumentos de capital. Passivo e Patrimônio Líquido. líquida do efeito dos impostos correspondentes. Para a integralização de bens (móveis ou imóveis. para a sociedade. a emissão de ações. é necessário uma avaliação desses bens. l) os saldos no final do período. de laudo técnico feito por empresa especializada ou três peritos. em natureza e valor. o sócio manifesta sua vontade em pagar à companhia. havidas no patrimônio líquido da entidade. b) os ajustes de exercícios anteriores. j) os lucros distribuídos. obrigações e a situação líquida das entidades. num determinado período de tempo. são incorporadas ao Balanço Patrimonial via Patrimônio Líquido. o sócio subscritor responde pela existência do crédito e pela solvência do devedor. Registros de mutações patrimoniais e apuração do resultado (receitas e despesas): A demonstração das mutações do patrimônio líquido é aquela destinada a evidenciar as mudanças. e enquanto não cessar essa obrigação. g) as reavaliações de ativos e sua realização. As contas de resultado devem ser encerradas porque elas servem apenas para apurar o resultado de um período. discriminando sua natureza. analisar e acompanhar as modificações do patrimônio em virtude da atividade econômica ou social que a empresa exerce no contexto econômico. contratos ou qualquer outro título. Contas Patrimoniais . custos e despesas. f) as destinações do lucro líquido do período. o sócio acionista transfere à sociedade os direitos de crédito que possui perante terceiros. Estas contas permanecem com o seu saldo no momento da apuração do resultado. seus saldos precisam ser zerados para que. duplicata. dentro das formalidades legais. e) a redução de capital. Essa forma de capitalização depende da concordância da companhia. Para apurar o resultado (lucro ou prejuízo) obtido pela empresa no período. c) as reversões e transferências de reservas e lucros.São as contas que representam as receitas.São as contas que representam os bens. ou seja: Ativo. Para a formação pela cessão de créditos. Estas contas devem ser sempre encerradas (tornar o saldo zero e transferi-lo a apuração do resultado) na apuração do resultado ou do exercício social.O mais usado e menos complexo é o dinheiro. organizar. corpóreos ou incorpóreos). executivo ou não. é necessário encerrar as contas de resultado (receitas e despesas). . volte acumular valores daquele exercício. direitos. no período seguinte. A demonstração das mutações do patrimônio líquido discriminará: a) os saldos no início do período. demonstrar. a companhia está proibida de expedir o certificado da ação correspondente. Funções da Contabilidade As principais funções da Contabilidade são: registrar.

Acompanhar: a execução dos planos econômicos da empresa. a situação econômica. conciliados de forma completa. dentre outros. o Livro Diário deverá conter o termo de Abertura e de Termo de Encerramento com as informações da empresa. nem entrelinhas.567/69 e DL 486/69. sem intervalos em branco. prevendo os pagamentos a serem realizadas. primeiramente é necessário registrar todas as operações que ocorrem na empresa tais como compras. Sua origem é o Livro Diário. Este livro deve ser registrado na Junta Comercial quando em papel conforme IN DNRC nº. emendas e transportes para as margens conforme Decreto nº. c) em ordem cronológica de dia. Para que isso ocorra. rasuras.” Além dos requisitos destacados. d) com ausência de espaços em branco. sendo o livro registrado eletronicamente conforme IN RFB nº. . Livros Contábeis Livro Diário . em idioma e moeda corrente nacionais. 65/97. emendas ou transportes para as margens. que possam existir. mecanizado ou eletrônico. Analisar: os demonstrativos podem ser analisados com a finalidade de apuração dos resultados obtidos pela empresa. por ordem cronológica de dia. em forma mercantil. O Livro Razão tem as mesmas formalidades do Livro Diário. porém não tem obrigatoriedade de registro quando em papel. borraduras. mês e ano.Contém toda escrituração contábil por elementos patrimoniais. 2. e)com base em documentos de origem externa ou interna ou.1. recebimentos. pagamentos.1. vendas. 787/07. através de processo manual. de resultado. Demonstrar: com base nos registros realizados. mês e ano. Escrituração de fatos contábeis Os fatos contábeis deverão ser escriturados no Livro Diário e deverá atender a NBC T 2 : NBC T 2 – DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NBC T 2. rasuras. com individuação e clareza. Entretanto as pessoas jurídicas optantes pelo Lucro Real farão a entrega da ECD – Escrituração Contabil Digital. entrelinhas.1 – A Entidade deve manter um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e fatos administrativos. borrões. b) em forma contábil. na sua falta. Porem as pessoas jurídicas optantes pelo Lucro Real fará a entrega da ECD – Escrituração Contabil Digital.Contém a escrituração contábil. patrimonial e financeira da empresa. em elementos que comprovem ou evidenciem fatos e a prática de atos administrativos. as quantias a serem recebidas de terceiros. 64. ou seja. expor periodicamente por meio de demonstrativos. Organizar: um sistema de controle adequado à empresa. os registros devidamente documentados. Livro Razão . sendo o livro Razão auxiliar registrado eletronicamente conforme IN RFB 787/07.DAS FORMALIDADES DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL “2.2 – A escrituração será executada: a) em idioma e moeda corrente nacionais.1 .Registrar: todos os fatos que ocorrem e podem ser representados em valor monetário. etc. e alertando para eventuais problemas.

Em contrapartida. ou seja. O método das partidas dobradas apresenta o conceito que “para todo débito existe um crédito de igual valor” assim os saldos de todas as contas devedoras serão iguais aos saldos de todas as contas credoras. NOTA: São exemplos as obrigações. Débito. Assim.Balancete de Verificação . 1. ao observar o Balanço Patrimonial afirmamos que todo o PASSIVO É CREDOR. Ou sejam. a scrituração tem suas formalidades intrínsecas (internas) e as extrínsecas (externas). ao observar o Balanço Patrimonial afirmamos que todo o ATIVO É DEVEDOR. Crédito: as contas com natureza credora representam as origens de recursos. O relatório denominado Balancete de Verificação do Livro Razão apresenta a relação de cada saldo das contas envolvidas em determinado exercício. Crédito e Saldo . Exemplo: Aumento de numerários em caixa é débito e . mas forte base para conhecimento do leitor. o patrimônio líquido e as receitas. obtém-se o saldo de uma determinada conta pela diferença entre o total dos débitos e o total dos créditos. credor ou nulo. Para tanto. NOTA: São exemplos de contas de natureza devedora todos os bens.330/11. como já estudado. e essas classificações provocam modificação na composição patrimonial bem como no resultado do exercício. Para registrar um fato necessário. uma aplicação e uma origem.Depois de efetuados os lançamentos no Livro Diário e no Livro Razão o contabilista deverá apurar os saldos de todas as contas.De acordo com as normas apresentadas pela Resolução CFC nº. Em contrapartida. Partidas Dobradas . Escrituração Contábil .Para desenvolver a escrituração contábil são adotados pela Contabilidade o Método das Partidas Dobradas. um OU MAIS DÉBITO(S) E UM OU MAIS CRÉDITO(S). pois sua natureza é devedora e são diminuídas quando creditadas. ao observar a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) todas as Despesas e Custos são de natureza devedora. direitos. basta apurar os saldos das contas no Livro Razão e transferi-los para o Balancete de verificação. A seguir serão apresentadas diversas formas de contabilizações de fatos contábeis das quais não alcança todas as rotinas necessárias. Esse método tem como conceito que um registro de qualquer peração que ocorra na Entidade implica em um ou mais débito(s) e corresponde automaticamente em um ou mais credito(s). Lançamento Contábil e o mecanismo do débito e do Crédito. ao observar a DRE todas as Receitas são de natureza credora. despesas e custos.Débito: as contas com naturezas devedoras representam aplicações de recursos com objetivo de retorno. As contas do ATIVO são aumentadas quando debitadas. Assim. Saldo de Conta É a diferença entre o valor do débito e o valor do crédito sendo que o resultado poderá ser devedor.

matérias-primas. ordenada e conforme a sua natureza. são créditos.404/76. sendo essa conta aumentada. materiais de consumo. obrigações e patrimônio líquido de forma segregada.O Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil obrigatória para todas as empresas e entidades independente do porte ou forma de constituição. (d) Despesa Antecipada: são as aplicações em gastos que tenham realização no curso do período subseqüente à data do balanço patrimonial. Lei 11. a diminuição desse valor é débito. pois.941/09 e CPC PME (Bens. assim aumenta o crédito. Já as contas do PASSIVO são aumentadas quando creditadas. direitos. Assim também são as receitas.pagamento a vista de uma despesa com dinheiro do caixa é crédito. Assim também acontecem com as despesas e custos. (b) Crédito: são os títulos de crédito. Balanço Patrimonial . que quando aumentadas são créditos e quando diminuídas são débitos. Quando há o pagamento ao fornecedor. serviços em andamento e outros valores relacionados às atividades-fim da entidade. pois sua natureza é credora.638/07 e Lei 11. (e) Outros Valores e Bens: São os não relacionados às atividades-fim da entidade. mercadorias. quando aumentadas. O Ativo Não Circulante compõe-se de: . Já a diminuição das contas do Passivo são devedoras. são débito e diminuídas. Direitos e Obrigações são representados pelas nomenclaturas abaixo): Ativo Circulante (a) Disponível: são os recursos financeiros que se encontram à disposição imediata da entidade. os depósitos bancários à vista e os títulos de liquidez imediata. produtos em elaboração. valores mobiliários e outros direitos. Exemplo compra a prazo de mercadorias. indicando origem. compreendendo os meios de pagamento em moeda corrente nacional e em outras espécies. Essa demonstração contábil apresenta os bens. Um Balanço Patrimonial tem regras estabelecidas pela Lei 6. (c) Estoque: são os valores referentes às existências de produtos acabados. assim a origem será Fornecedores.

(c) os ganhos e as perdas extraordinários ocorridos no período de apuração. Demonstração do Resultado do Exercício A demonstração do resultado do exercício . obtidas no curso das atividades ordinárias da entidade. em decorrência de sua avaliação a valor justo. situem-se após o término do exercício subseqüente à data do balanço patrimonial. inclusive os decorrentes de operações que transfiram à entidade os benefícios. apresentados como parcela redutora do Patrimônio Líquido. são registradas as obrigações conhecidas e os encargos estimados. nos casos previstos na legislação societária. apresentados como parcela redutora do Patrimônio Líquido. inclusive o fundo de comércio adquirido. (b) os custos. cujos prazos estabelecidos ou esperados. correspondentes a esses ganhos e receitas. (c) Ajustes de Avaliação Patrimonial: são as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo e do passivo. por esta adquirida. sócio ou acionista e os decorrentes de incorporação de reservas e lucros. despesas. pagos ou incorridos. cujos prazos estabelecidos ou esperados situam-se no curso do exercício subseqüente à data do balanço patrimonial. para posterior destinação. O Patrimônio Líquido compõe-se de: (a) Capital: são os valores aportados pelo titular. (e) Ações em Tesouraria: são os valores correspondentes a ações da própria entidade. riscos e controle desses bens. são registradas as obrigações conhecidas e os encargos estimados. alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição e outros valores previstos na legislação societária. utilizados na consecução das atividades-fim da entidade. (c) Imobilizado: são os bens e direitos corpóreos. encargos e perdas. No Passivo Não circulante.DRE serve para informar aos usuários da contabilidade como foi que a empresa obteve seu resultado (lucro ou prejuízo) em um determinado exercício. (b) Investimento: são as participações permanentes em outras sociedades. A demonstração do resultado compreende: (a) as receitas e os ganhos do período. enquanto não computados no resultado em obediência ao regime de competência. (b) Reservas de Capital: são contribuições de acionistas por ágio na subscrição de ações.(a) Realizável a Longo Prazo: são os ativos cujos prazos esperados de realização situem-se após o término do exercício subseqüente à data do balanço patrimonial. (f) Prejuízos Acumulados: são prejuízos ainda não compensados. (d) Reservas de Lucros: são parcelas de lucros destinados à reserva por determinação legal ou estatutária. O Passivo é composto pelos grupos Circulante e Não Circulante e o Patrimônio Liquido: No Passivo Circulante. (d) Intangível: são os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. independentemente de seu recebimento. além dos bens e direitos que não se destinem à manutenção das atividades-fim da entidade. .

x.x. pois é com sua utilização que se estabelece o banco de dados com informações para geração de todos os relatórios e livros contábeis. art.x. A Lei 6. (DVA). E com o passar do tempo o plano de contas recebem adaptações necessárias em conformidade com novos negócios ou fatos que possam ocorrer na Entidade. O objetivo da contabilidade é apresentar relatórios para que os usuários da contabilidade possam compreender e tomar decisões com base nas informações apresentadas nesses documentos. Despesas e Contas de Apuração. obrigações. dentre outras normas obrigam a apresentação de uma ou mais demonstrações contábeis de acordo com seus objetivos.C.x.se companhia aberta. Receitas. custos. 1º juntamente com a Lei 10.404/76. Passivo. 3o Nível (x.x) . a diretoria fará elaborar.Representa as contas ANALÍTICAS que identificam os bens. ou seja.x) .x) . elaborar Demonstração do Valor Adicionado. as seguintes demonstrações financeiras. direitos. etc. Observadas as regras e explicações acima. despesas. Balanço Patrimonial. classificação dos documentos. além de outros. 176. o plano de contas é a estrutura básica da escrituração contábil. neste modelo. Conforme o Conselho Federal Contabilidade – CFC. receitas e despesas. ou seja. de acordo com o ciclo operacional da Entidade. tais como: Diário.Identifica as contas SINTÉTICAS agregadas das contas analíticas que representam os elementos do patrimônio. De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade. com base na escrituração mercantil da companhia.x. (BP) II . as contas do Plano de Contas tem como objetivo homogeneizar o sistema de escrituração contábil. (DLPA) III .Demonstração dos Fluxos de Caixa.404/76 e a Lei 11.638/07 retratam que ao final de cada exercício social. 4o Nível (x. a Lei 11. Devese analisar não apenas o momento atual da Entidade. É o nível que receberá os lançamentos contábeis. Balancete. para que sejam estruturadas um Sistema Contábil adequado é necessário um plano de contas que atenda de fato os requisitos da Entidade.Demonstração do Resultado do Exercício. o Plano de Contas deverá contemplar nomenclaturas para as mais variadas situações que necessitem contabilização. Assim.x. e RIR/99.x) . mas prever como será o seu futuro. VI – Notas Explicativas. tributação.Identifica os Grandes Grupos Ativo.406/02 C.638 art.Identifica os Grupos específicos em que se dividem os grandes grupos. com cinco níveis onde: 1o Nível (x) .Plano de Contas O Plano de Contas é o elenco de todas as contas utilizadas pelo contabilista e criado de acordo com a natureza da entidade.Identifica os subgrupos em que se dividem os grupos. apresentamos um plano de contas de 5 (cinco graus) ou seja. Demonstração de Resultado e Análises.Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados. que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I .Balanço Patrimonial. 2o Nível (x. 5o Nível (x. bem como seu possível crescimento. . possíveis negociações com terceiros.(DRE) e IV . Razão. A Lei 6. tratamento e análise dos resultados e dos fatos contábeis. (DFC) V .

saída. pode ser mencionado novamente. b) entrada. saída. Pronunciamentos e Resoluções Contábeis. Recomendamos o desenvolvimento da leitura e da prática de cada questão passo a passo para um aproveitamento eficiente.Valor de Liquidação .Valor Realizável Líquido .valor do ativo adquirido sem considerar a variações de preços gerais ou específicos. c) saída. saída. O conteúdo cobrado pelo Conselho Federal de Contabilidade é aqui aplicado de forma teórica e prática. saída. como valor de entrada ou saída: . comentários e conceitos objetivam trazer para o aluno um entendimento mais aprofundado da Ciência Contábil e suas alterações. entrada. QUESTÃO: Classifique os métodos de avaliação do Ativo a seguir enumerados.A CVM (Comissão de valores Mobiliários) por força de norma expedida. via de regra. em outro momento para uma melhor compreensão e para exemplificar a solução da questão.Custo Histórico . entrada. Vale ressaltar que se qualquer Entidade fizer a DMPL está desobrigada de elaborar a DLPA . entrada. Eventualmente um conceito abordado nas teorias. Legislação Contábil. saída. d) saída. dentre outras. Essas resoluções. saída. SAÍDA . o desenvolvimento das questões e os devidos comentários abordarão: Teoria da Contabilidade. ENTRADA Valor de Liquidação . o que auxilia sobremaneira no aprendizado aplicado. RESOLUÇÃO: Custo histórico . Notem que são exercícios de provas anteriores do Exame de Suficiência e Concursos Públicos do mesmo nível. OBS: Como as outras disciplinas. entrada. veremos questões resolvidas e comentadas de forma mais desenvolvida com os devidos conceitos e exemplos. PRÁTICA X TEORIA Adiante.sendo que dos recursos obtidos com esta venda deve se descontar o valor das obrigações da empresa com seus credores e acionistas. obrigam as Companhias abertas (aquelas que têm ações negociadas em bolsa) de apresentar a DMPL (Demonstração das Mutações do patrimônio Líquido). dessa forma ficam os assuntos correlacionados. estão dentro da Contabilidade Geral e suas Teorias.Custo Corrente de Reposição A sequência CORRETA é: a) entrada. Análise das Demonstrações Contábeis. entrada. entrada.

Pode ser também o valor realizável líquido é consistente com o ponto de vista de que os ativos não devem ser escriturados por quantias superiores àquelas que se espera que sejam realizadas com a sua venda ou uso.00 22.00 30. – Quociente de Liquidez Corrente Vamos primeiro entender esses termos e depois resolver a questão .00 24.000. b) O Capital Circulante Líquido foi ampliado em R$4.000.600.custo corrente de reposição (correspondente ao tipo e quantidade normalmente adquiridos pela entidade) no caso de matérias-primas e materiais de almoxarifado.000.000.00 e o Quociente de Liquidez Corrente foi reduzido em 0.00 1.400.000.é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda. SAÍDA Custo Corrente de Reposição .000. ENTRADA Resposta B QUESTÃO: Em 31 de dezembro de 2010.400.200.00 30.600.00 6.00 Patrimônio Líquido Capital 30.000.000. – Capital Circulante Líquido.00 107.00 27.00 18.15.Valor Realizável Líquido .00 21. d) O Capital Circulante Líquido foi reduzido em R$4.000.00 19.000.000.400.00 57.800.00 43.00 30.000.10. c) O Capital Circulante Líquido foi reduzido em R$2.00 12.00 36.800. Resolução A questão trata de dois temas interligados: 1o.600.00 PASSIVO E PL Passivo Circulante Fornecedores Contas a Pagar Empréstimos 88.400.00 33.00 33.00 e o Quociente de Liquidez Corrente foi reduzido em 0.00 5.00 45.400.600.000.200.10.600.000.400.00 e o Quociente de Liquidez Corrente foi reduzido em 0.00 6.00 28.800.00 Passivo Não Circulante Empréstimos 21.000.00 Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo Imobilizado 31.00 61.00 Com relação ao Balanço Patrimonial acima.00 32.15.00 e o Quociente de Liquidez Corrente foi reduzido em 0.00 9.400.00 28.200.000.00 9.600. assinale a opção CORRETA: a) O Capital Circulante Líquido foi ampliado em R$2.00 107.00 27.400.600. 2o. uma determinada companhia publicou a seguinte demonstração contábil: ATIVO Ativo Circulante Disponível Clientes Estoques 88.000.

550.00) Quociente de Liquidez Corrente é um cálculo utilizado para medir em índice a capacidade de pagamento de curto prazo. Exemplificando: Empresa “A” Ativo Circulante = 23. então vamos calcular a variação do Capital Circulante Líquido e do Quociente de Liquidez Corrente de 2009 para 2010.00 = 18.00 ÷ Passivo Circulante = 28. RESOLVENDO A QUESTÃO As respostas da questão falam sobre a variação positiva ou negativa desses dois conceitos.600.200.00 = 36. porém se o Ativo Circulante for menor que o Passivo Circulante nós teremos um Capital Circulante Negativo.150.60 Significado: Para cada R$1.150.800.350. Empresa “A” Ativo Circulante Passivo Circulante CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO Empresa “B” Ativo Circulante Passivo Circulante CAPITAL CIRCULANTE NEGATIVO = 23.00 (um real).00 = 1.00 = 43.00 CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO DE 2010 Ativo Circulante Passivo Circulante = 61.00 = 5.00 .00 (um real) de dívida (Passivo Circulante) a empresa possui R$0.28 Significado: Para cada R$1.00 = 17.00 = 20.400.00 ÷ Passivo Circulante = 18. e encontrar a afirmativa correta CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO DE 2009 Ativo Circulante Passivo Circulante CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO = 57.00 = 0. do ano de 2009 para o ano de 2010.00 = 28.400.550.200. e o resultado significará o valor disponível no Ativo Circulante para pagar o Passivo Circulante a cada 1. O cálculo é feito dividindo-se o Ativo Circulante pelo Passivo Circulante.Capital Circulante Líquido é o que sobra entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante.350.28 (um real e vinte e oito centavos) de Ativos Disponíveis para realização (Ativo Circulante). vejamos os exemplos.60 (sessenta centavos) de Ativos Disponíveis para realização (Ativo Circulante).00 =( 11. Empresa “B” Ativo Circulante = 17.350.800.350.00 (um real) de dívida (Passivo Circulante) a empresa possui R$1. Quando nós temos um Ativo Circulante maior que o Passivo Circulante significa dizer que temos Capital Circulante Líquido.

00 (1.00 ÷ Passivo Circulante = 43.400. c) R$3.400.200.00 = 1. No mesmo período.00 (4.600. no período.00 e depreciação de veículos de R$200.800.000.00. revendeu toda a mercadoria adquirida por R$9. o CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO reduziu em 2. neste valor incluído ICMS de R$1.400.000.42 De 2009 para 2010.600.57 .00 e o Quociente de Liquidez Corrente foi reduzido em 0.O Capital Circulante Líquido foi reduzido em R$2. b) R$2. Na Demonstração do Valor Adicionado .00.200. QUESTÃO: Uma sociedade empresária adquiriu mercadorias para revenda por R$5.15. Apenas com o objetivo de ajudar na solução.800.00) QUOCIENTE DE LIQUIDEZ CORRENTE 2009 Ativo Circulante = 57.200.00 De 2009 para 2010. elaborada a partir dos dados fornecidos.00.00.CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO = 18.800.00) (200. neste valor incluído ICMS de R$1.00 = 1.200.400.1.00.00 (20.00. A sociedade empresária registrou.DVA.000.42) RESPOSTA C . d) R$4.15 (1.00.00) 1.800.00) 7.00) 3.00.00 ÷ Passivo Circulante = 36.000.800. despesas com representação comercial no montante de R$1.000.400.400. o QUOCIENTE DE LIQUIDEZ CORRENTE reduziu em 0.00.00 18. o valor adicionado a distribuir é igual a: a) R$1. vamos apresentar a Demonstração do Resultado do Exercício.200.000.800.00 (1.57 QUOCIENTE DE LIQUIDEZ CORRENTE 2010 Ativo Circulante = 61.00 . que é uma Demonstração mais conhecida RECEITAS (-) IMPOSTOS RECEITA LÍQUIDA (-) CMV LUCRO BRUTO (-) DESPESAS COMERCIAIS (-) DEPRECIAÇÃO RESULTADO 9.

00 (5.200. a venda de mercadorias para recebimento com prazo de 13 meses.00) 2. o Valor Adicionado foi gerado pela operação normal da empresa. Amortização e Exaustão VALOR ADICIONADO LÍQUIDO VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO Impostos Lucros Retidos / Prejuízos Acumulados (200. Funcionários.00 Como pudemos ver.000. . em dezembro de 2010.600. vamos detalhar os impostos distribuídos.00.00 1. apurando o resultado econômico ao final.00) 2. e a distribuição dessa riqueza basicamente em quatro grupos: Governo.000. Instituições Financeiras e Sócios Vejamos então a DVA RECEITAS Vendas de Mercadorias INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS Custo das Mercadorias Vendidas Serviços de Terceiros – Representantes Comerciais VALOR ADICIONADO BRUTO RETENÇÕES Depreciação. considerando uma taxa de juros de 10% no período. através do Lucro.00 2.800. O valor da nota fiscal foi de R$110. produção e venda).00 (débito contábil) Líquido = 800.000. a saber: Sobre as entradas = 1. através dos Impostos e aos Sócios.600.800.A Demonstração do Resultado do Exercício é elaborada de forma dedutiva.800.00 (saldo contábil devedor. ordenando Receitas e Despesas.00) (1.00 9.000. Apenas a título de esclarecimento. A Demonstração do Valor Adicionado – DVA.00 2. Neste caso.00 (crédito contábil) Sobre as saídas = 1.00 800.600. demonstra a riqueza gerada (valor adicionado) através da operação principal da empresa (compra. portanto reduz o resultado) Resposta: B QUESTÃO: Uma companhia efetuou. essa riqueza gerada é distribuída ao Governo.

000.000.O registro contábil CORRETO no ato da transação é: a) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$110.00 é o valor à vista.00 Crédito: Receita Financeira a Apropriar (Ativo Não Circulante) R$10.00 b) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$110. a saber: PRINCÍPIOS CONTÁBEIS: Registro pelo Valor Original e Competência Texto atual conforme Resolução CFC 1.00 é o valor futuro.000. cujo vencimento será daqui a 13 meses.000.000. ou seja.00 Crédito: Receita Bruta de Vendas R$100.000.000. e R$110. A venda foi feita com o compromisso de recebimento à prazo.00 Crédito:Receita Bruta de Vendas R$110.000.00 c) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$100.00 RESOLUÇÃO Primeiramente vamos entender os detalhes da questão. Nesta operação.282/10 .00 = R$10. assim temos: VALOR DA MERCADORIA CUSTO FINANCEIRO (embutido) = R$100.00 Crédito: Receita Bruta de Vendas R$100.000.00 Crédito: Receita Financeira R$10.00 d) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$110.000. estão envolvidos dois princípios contábeis. R$100. e por este motivo foi adicionado ao valor da mercadoria um custo financeiro de 10%.000.000.000. ou seja.000.000. o valor a prazo. o valor presente.00 (ou seja.00 x 10%) Podemos então entender que R$100.00 Crédito: Receita Bruta de Vendas R$100.

e as Novas normas contábeis. que deverão ser contabilizados no resultado de acordo com o período de competência. e devem ser consideradas em conta própria de Receita Financeira. descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade.00 110.PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL Art.000.00 100.00 770.00 770.000.com base nos IFRS. pelo valor à vista. de diferentes formas: c) Valor presente. independentemente do recebimento ou pagamento. fica claro que as receitas financeiras de vendas a prazo. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. mas fizemos apenas para completar o raciocínio. Conforme determina os princípios contábeis. . Parágrafo único. devem ser contabilizadas no resultado somente no período em que elas são auferidas. apenas o valor de Venda de Mercadorias. SUGESTÃO DO EXAME DE SUFICIÊNCIA Pela Venda Débito – Contas a Receber (Ativo não Circulante) Crédito – Receita Bruta com Vendas Crédito – Encargos Financeiros a Apropriar Pela Apropriação dos juros mensais Débito – Encargos Financeiros a Apropriar Crédito – Receita com financiamento de vendas Como fica demonstrado no ativo Circulante não Circulante Contas a Receber (-) Encargos Financeiros a Apropriar 110. Os ativos são mantidos pelo valor presente. toda operação de longo prazo. Pela resolução. expressos em moeda nacional.000.000.00 10. Este é um lançamento que deve ser feito mensalmente até o vencimento da duplicata. demonstrando na Receita de Vendas. 7º O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações.00) OBS. 9º O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem. deverá ser contabilizada pelo seu valor presente.000.00 (10. ou seja. separando assim os custos financeiros. ao longo do tempo.: A apropriação dos juros não é proposta pela questão. Os passivos são mantidos pelo valor presente. PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA Art. descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. § 1º As seguintes bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos e combinadas.

respectivamente: a) R$37.00 e R$46.00 23.12.00 e R$41.000.300.000.00 e R$45. em 31.000.00 6.000.000.00 QUESTÃO: Uma determinada sociedade empresária.00.000.00 Crédito: Receita Bruta de Vendas R$100.100.400.00 14.00 9.00 3.700.00 Após a apuração do Resultado do Período e antes da sua destinação. de acordo com a origem de cada uma CONTAS CONTÁBEIS R$ ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULAN TE PATR.100. o total do Patrimônio Líquido e o total do Ativo Circulante são.00 1.400.000.600.00 10.500.000.00 97.400.00 20.00 14.100. apresentou os seguintes saldos: Caixa Bancos Conta Movimento Capital Social Custo das Mercadorias Vendidas Depreciação Acumulada Despesas Gerais Fornecedores Duplicatas a Receber em 60 dias Equipamentos Reserva de Lucros Estoque de Mercadorias Receitas de Vendas Salários a Pagar R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 6.00 .Resposta: D d) Débito: Contas a Receber (Ativo Não Circulante) R$110.000.00 3.500. c) R$41.2010.00 20.00 56.900. b) R$37. RESOLUÇÃO Primeiramente vamos separar as contas contábeis.500. LIQUIDO RESULTAD O Caixa Bancos Conta Movimento Capital Social 6.00.100.00 e R$50.000.00 4.00.00 Crédito: Receita Financeira a Apropriar (Ativo Não Circulante) R$10.000.000.000.00. d) R$41.500.00 20.100.00 20.500.00 14.

600.00 3.00 e R$45.00 3.00 QUESTÃO: A movimentação ocorrida nas contas de Reservas de Lucros em um determinado período é evidenciada na seguinte demonstração contábil: a) Balanço Patrimonial b) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido c) Demonstração dos Fluxos de Caixa d) Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados RESOLUÇÃO .000.900.00) 18.00 (56.600.00 18.00 20.00 1.100.100.000.500.00 3.000.300.00 20.300.00 3.00 10.00 23.00 97.00 9.800.00 4.Custo das Mercadorias Vendidas Depreciação Acumulada Despesas Gerais Fornecedores Duplicatas a Receber em 60 dias Equipaments Reserva de Lucros Estoque de Mercadorias Receitas de Vendas Salários a Pagar TOTAIS 56.700.100.00 9.00 12.00 23.500.500.00 + 18.00 56.400.000. 97.700.00 97.400.00 23. conforme demonstrado acima Resposta: c) R$41.00) (23.00.00 Para termos o saldo final do Patrimônio Líquido. para apurarmos o saldo final.000.00.600.900.000.devemos primeiro apurar o resultado e depois incorporá-lo ao Patrimônio Líquido.700.000.100.000.000. APURAÇÃO DO RESULTADO RECEITA CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS DESPESAS GERAIS RESULTADO ANTES DA DESTINAÇÃO SALDO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO: PATRIMÔNIO LÍQUIDO = 41.000.00 4.00) SALDO DO ATIVO CIRCULANTE = 45.100.00 45.400.00 (23.

50. Como a questão está pedindo o nome do Demonstrativo que tenha a movimentação ocorrida nas contas de Reservas de Lucros em um determinado período. Demonstração dos Fluxos de Caixa: Este demonstrativo pode ser feito de duas formas: Método Direto ou Método Indireto Método Direto Demonstra a movimentação resumida das operações que afetaram o caixa. individualmente. em janeiro de 2011. portanto é um demonstrativo estático. .200. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido: Demonstrativo que apresenta todas as contas que compõe o Patrimônio Líquido.por operação Método Indireto Demonstração a alteração do saldo do disponível de período para o outro. como se fosse uma foto da situação patrimonial tirada numa data específica.00 R$1. Considerando os dados da folha de pagamento e a premissa de que o percentual total dos Encargos Sociais é de 20%. a empresa deverá registrar um gasto total com o 13º Salário e Encargos Sociais no montante de: a) R$112.00 Foi solicitado que a empresa elaborasse as demonstrações contábeis para janeiro de 2011. separando-as por Operacionais. Financeiras e de Investimentos.500.Esclarecimentos sobre as Demonstrações Contábeis. em determinada data. através dos aumentos ou diminuições ocorridas nas contas do Balanço Patrimonial Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados Demonstra uma a uma as movimentações ocorridas somente na conta Lucros ou Prejuízos Acumulados durante o exercício. Direitos e Obrigações. e essa conta faz parte do Patrimônio Líquido. a resposta correta é: Resposta: b) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido QUESTÃO: Uma determinada sociedade empresária apresentou os seguintes dados extraídos da folha de pagamento: Empregados Empregado A Empregado B Salário mensal R$1. O nome mutações é justamente porque apresenta as movimentações por data uma a uma. Demonstra o saldo de todas as contas patrimoniais: Bens. a saber: Balanço Patrimonial. não apresenta movimentações. Os valores apresentados são totais do período. cujo conteúdo é exatamente a movimentação ocorrida durante o exercício a que se quer demonstrar.

00 + R$45. remanescia no estoque da controladora 50% das mercadorias adquiridas da controlada. vamos rever o conceito de Provisão: PROVISÕES: São cálculos matemáticos feitos na maioria das vezes com embasamento histórico. pois alguns fatores poderão alterar este valor. Faltas injustificadas e outros.00. no item I do art.000.00 Resposta correta c) R$270.00 Total de gastos com 13o. Em respeito aos princípios de Competência e Oportunidade. ou seja. A contabilização é feita por provisão. pois no momento em que se faz.700. para fins de cálculo da equivalência patrimonial.000. e serve de base para se contabilizar uma variação patrimonial ocorrida. No final do exercício.00. d) R$540.00 (Empregado A + Empregado B) 1/12 = R$2. e os encargos inerentes.000.000. no valor do patrimônio da coligada ou controlada. Calculando: Total dos salários = R$2.000.00 ÷ 12 = R$225. Salário e Encargos: R$225. QUESTÃO: Uma determinada sociedade empresária vendeu mercadorias para sua controladora por R$300.00.00. temos a certeza do acontecimento mas a incerteza do valor envolvido.00 = R$270. temos que efetuar a contabilização a cada mês em que o funcionário adquiri o direito. b) R$50. SALÁRIO: Calcula-se mensalmente 1/12 sobre o salário dos funcionários. ou por ela controladas”. Por que esta definição? . e não o valor total do 13o.00 = R$45. é de: a) R$25. “não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com companhia. d) R$300. salário no momento do pagamento. não se tem o conhecimento do valor real a que o funcionário terá direito no momento de usufruir das férias. 248. Resolução Esta situação está prevista na Lei das Sociedades por Ações. Resolução Antes de resolver.b) R$225.00. pois assim estaríamos onerando um período com despesas que dizem respeito a outros períodos. como por exemplo: Reajuste salarial. PROVISÃO DE 13o.000. O valor do ajuste referente ao lucro não realizado. c) R$150.00.00. c) R$270.00.00. cujo valor exato ainda não conhecemos. Esta contabilização se justifica pelo direito adquirido pelo funcionário a cada mês trabalhado. auferindo um lucro de R$50.00. ou com outras sociedades coligadas à companhia.00 Encargos = 20% sobre R$225. onde estabelece que.700.

000. Isso funciona para parte do estoque também. a saber Estoque remanescente em ALFA = 60. somente se deve reconhecer lucro em operações com terceiros.00 (60% de 100.000. Obrigatoriedade da avaliação de investimentos pelo valor do Patrimônio Líquido Estão obrigadas a proceder à avaliação de investimentos pelo valor de patrimônio líquido as sociedades anônimas ou não que tenham participações societárias relevantes em: . de fato.00 x 60% = 15.00 LUCRO NÃO REALIZADO = 25. as vendas ocorridas entre coligadas.000.000. BETA vende para ALFA.00) para terceiros.000. porque em termos de grupo empresarial.00. sobre o patrimônio líquido de cada sociedade coligada ou controlada.00 Outras contextualizações e resolução da questão: Conceito de Equivalência Patrimonial A equivalência patrimonial é o método que consiste em atualizar o valor contábil do investimento ao valor equivalente à participação societária da sociedade investidora no patrimônio líquido da sociedade investida. neste caso a venda está com um lucro embutido de 25.00 até o momento da venda. será determinado mediante a aplicação da porcentagem de participação no capital social.000.000. valor de compra.000. ela conseguiu vender 40% até a data do fechamento do balanço. no momento de fazermos a equivalência patrimonial. só será considerado.000. uma vez que as diferenças de preços ficam dentro do grupo. e no reconhecimento dos seus efeitos na demonstração do resultado do exercício. registra em seu estoque estas mercadorias pelo valor de 100.000. o equivalente ao estoque que permanece com ALFA. portanto.00) Lucro de BETA na transação = 25. o lucro auferido por BETA (25.00 e BETA ainda incorreu em custos equivalentes a 10. ou seja.000.00. caso contrário o lucro de 25. só poderemos reconhecer como lucro na controladora a parte desse estoque que for vendida a terceiros. vejamos um exemplo mais didático: A empresa BETA.Isto acontece porque.000. todas as vezes em que tivermos uma venda de uma coligada ou controlada. mercadorias pelo valor de 100. Neste caso vamos considerar como lucro não realizado.00). ALFA por sua vez. porém essas mercadorias haviam sido adquiridas por 65. controladas e controladoras.00 será considerado como “não realizado”. é coligada da empresa ALFA.000.00) nessa transação. não geram efetivamente lucro para o grupo. para a controladora. Vamos considerar que do estoque comprado por ALFA (100.000. Antes de solucionar a questão. se ALFA tiver vendido todo o estoque (100. respectivamente). Dessa maneira. Como BETA e ALFA participam do mesmo grupo empresarial (coligada e controladora.00. O valor do investimento.

b) R$9. De acordo com o disposto nos parágrafos 1º e 2º do artigo 243 da Lei 6.00. a partir de 01. ao final do ano de 2010. do capital da outra. de acordo com o Princípio do Registro pelo Valor Original. com 10% ou mais.404/1976 (Lei das S/A).638/2007.000. possa ser vendido por R$3. no Ativo Não Circulante. c) sociedades coligadas de que a sociedade investidora participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social. é titular de direitos de sócio que lhe assegurem.200. 100% do lucro contido no ativo ainda em poder do grupo econômico.2008. a obrigatoriedade de avaliar pelo método da equivalência patrimonial atinge os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa.00. ao final dos cinco anos.000. Resolução Todo Ativo Imobilizado deve ser registrado pelo seu valor de aquisição em conta específica. ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante.00 QUESTÃO: Uma empresa adquiriu um ativo em 1º de janeiro de 2009.638/2007 Por força da Lei 11.00. Para Ferreira (2011) na alienação de ativos da controlada para a controladora ou entre controladas. b) sociedades coligadas sobre cuja administração a sociedade investidora tenha influência. preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.01. em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum.00 x 50% = R$ 25. o qual foi registrado contabilmente por R$15. Para o cálculo. Utilizando-se o método linear para cálculo da depreciação e supondo-se que não houve modificação na vida útil estimada e nem no valor residual. do percentual de participação da controladora sobre o resultado da controlada.00. Regras a partir da Lei 11. d) R$12. no grupo Imobilizado. A vida útil do ativo foi estimada em cinco anos.000. mensalmente. de modo permanente. c) R$10. R$ 50. sem controlá-la e controlada a sociedade na qual a controladora.000.200. ou seja.00. a eliminação do lucro não realizado para fins de equivalência patrimonial é feita deduzindo-se.00.a) sociedades controladas. Resposta: a) R$25. consideram-se coligadas as sociedades quando uma participa. (Portal de Contabilidade).000. isso inclui um lucro a realizar também de 50%.000. a empresa deve calcular e contabilizar o valor correspondente a Depreciação. o valor contábil do ativo líquido será de: a) R$7. Espera-se que o ativo. permanecendo assim em estoque a outra metade. Com base no Princípio da Competência e no Princípio da Oportunidade. .000. diretamente ou através de outras controladas.00. Comentários acerca da questão A metade da mercadoria já tinha sido comercializada.

400.00 2. em 31.000. ou seja.000.000.00 Resposta: c) R$10.000. Calculando: Considerando: Valor Residual Estimado = 3.00 = Depreciação Total Valor do Imobilizado = R$15.00 12.00 900.000.R3. Valor Residual: Refere-se ao valor estimado de venda do imobilizado após o término de sua vida útil.00 x 2 (dois anos.poderá ser utilizado um.00 Valor contábil do Ativo Líquido = R$10.000.200. por quanto conseguiremos vender o imobilizado depois de estar 100% depreciado. Método de Horas Trabalhadas. Método da Soma dos Dígitos dos Anos. Método de Unidades Produzidas.000. 2009 e 2010) = R$4.00 6.200. dentre vários tipos de cálculos existentes. porém o valor a ser depreciado (base de cálculo) deve ser o Valor Original subtraído do Valor Residual.00 300.000.400.000.00 Depreciação Anual R$2.00 Vida útil = 5 anos Método de depreciação = Linear (Quotas Constantes) Temos: R$15. Métodos de cálculo da Depreciação: Método das Quotas Constantes (Método Linear).600.00 700.00 40.00 ÷ 5 (vida útil) = R$2.00 = R$12.00 Depreciação Acumulada = R$ 4.00 .800.00 .800.00 = Valor a ser Depreciado R$12. QUESTÃO: indústrpresenta.00 6. os seguintes saldos de contas: CONTAS Ações de Outras Empresas – Para Negociação Imediata Ações em Tesouraria Ajustes de Avaliação Patrimonial (saldo devedor) Aplicações em Fundos de Investimento com Liquidez Diária Bancos Conta Movimento Caixa Capital Social Clientes – Vencimento em março/2011 Clientes – Vencimento em março/2012 Saldos (R$) 400.00.12.600.2010.

00. Para a correta classificação.pdf Como a questão menciona o ATIVO CIRCULANTE vamos apresentar apenas a definição do Ativo Circulante.00 4.000.600.000.00.00 19. conforme o pronunciamento supra citado.00 4.cpc. Distinção entre circulante e não circulante 4.00 18. b) R$25.00 2.Clientes – Vencimento em março/2013 Depreciação Acumulada Despesas Pagas Antecipadamente (prêmio de seguro com vigência até dezembro/2011) Estoque de Matéria-Prima Financiamento Bancário (a ser pago em 12 parcelas mensais de igual valor. Resolução 4.000.000. vencendo a primeira em janeiro de 2011) Fornecedores ICMS a Recuperar Imóveis de Uso Impostos a Pagar (Vencimento em janeiro/2011) Máquinas Obras de Arte Participação Societária em Empresas Controladas Participações Permanentes no Capital de Outras Empresas Reserva Legal Reservas de Capital Veículos No Balanço Patrimonial. como grupos de contas separados no balanço patrimonial.00 300.00 8.200.00.00 8. de acordo com os itens .000. vide o PRONUNCIAMENTO TÉCNICO PME.400. no Balanço Patrimonial. CONTABILIDADE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS.000.00 5.00 600.br/pdf/CPC_PMEeGlossario_R1.00 6.000.000.00 30. c) R$27.00 14.4 A entidade deve apresentar ativos circulantes e não circulantes.000.000.000.000. em http://www. o saldo do Ativo Circulante é igual a: a) R$24.00 26. d) R$27.200. e passivos circulantes e não circulantes.00.00 1.800.300.00 Para a resolução desta questão é necessário classificar cada conta dentro de seu grupo correspondente.org.

em função da avaliação destas ao Valor Justo. a apropriação da despesa será feita pelo prazo do contrato.638/07.CIRC. ou (d) o ativo for caixa ou equivalente de caixa. (b) o ativo for mantido essencialmente com a finalidade de negociação. Ativo Circulante deve conter as contas cujos saldos irão se realizar no prazo de até um ano. AT. e em seguida classificar as contas elencadas na questão.5 a 4. ou ciclo operacional. como por exemplo Apólice de Seguros com vigência de 12 meses. obedecida a legislação vigente.8. a partir da data do fechamento do balanço patrimonial. Vamos agora esclarecer o significado de algumas contas. Quando essa exceção se aplicar. Entre outras palavras. todos os ativos e passivos devem ser apresentados por ordem de liquidez (ascendente ou descendente). = Patrimônio Líquido. Ativo Circulante 4. que é o prazo do benefício.CIRC.6 A entidade deve classificar todos os outros ativos como não circulantes. = Ativo Não Circulante. (c) esperar realizar o ativo no período de até doze meses após a data das demonstrações contábeis. . antes de computar esses aumentos e diminuições no resultado do exercício conforme o regime de competência. PASS. de acordo com os respectivos grupos de conta. e não pelas parcelas pagas. PATR. com o objetivo de registrar a contrapartida dos aumentos ou diminuições contabilizadas nas contas Ativas e Passivas. 4. presume-se que sua duração seja de doze meses.4. Despesas Pagas Antecipadamente: São despesas cujos benefícios ou prestação de serviços tem início após o período de contratação e pagamento. As operações com as próprias ações estão previstas no art.N. = Ativo Circulante. ou pretender vendê-lo ou consumi-lo durante o ciclo operacional normal da entidade. 6. SOBRE ALGUMAS CONTAS APARENTEMENTE NÃO MUITO Ações em Tesouraria: Referem-se a ações da sociedade que forem adquiridas pela própria sociedade. 30 da Lei no.404/76 Ajustes de Avaliação Patrimonial (saldo devedor): Esta conta foi introduzida pela Lei 11. dos dois o maior. a menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo seja restrita durante pelo menos doze meses após a data das demonstrações contábeis.CIRC. = Passivo Circulante. ESCLARECIMENTOS COMUNS. exceto quando uma apresentação baseada na liquidez proporcionar informação confiável e mais relevante. considerando as seguintes siglas: AT.5 A entidade deve classificar um ativo como circulante quando: (a) espera realizar o ativo. Mesmo que a apólice venha a ser paga parceladamente.LIQ. Quando o ciclo operacional normal da entidade não for claramente identificável.

Ações de Outras Empresas – Para Negociação Imediata Ações em Tesouraria Ajustes de Avaliação Patrimonial (saldo devedor) Aplicações em Fundos de Investimento com Liquidez Diária Bancos Conta Movimento Caixa Capital Social Clientes – Vencimento em março/2011 Clientes – Vencimento em março/2012 Clientes – Vencimento em março/2013 Depreciação Acumulada Despesas Pagas Antecipadamente (prêmio de seguro com vigência até dezembro/2011) Estoque de Matéria-Prima Financiamento Bancário (a ser pago em 12 parcelas mensais de igual valor.800. AT.00 300.N. PATR.N.00 6.N.00 700.CIRC.600.00 4.CIRC.00 12.CIRC.00 4.00 1.00 2.00 40.CIRC. AT.LIQ.CIRC.000.CIRC.000.00 2.000.000. AT.00 8.CIRC. AT.00 900.00 5.200.N.00 26.LIQ.600.400.CIRC.00 AT.000. PASS.00 30.000. 19.CIRC.00 4. vencendo a primeira em janeiro de 2011) Fornecedores ICMS a Recuperar Imóveis de Uso Impostos a Pagar (Vencimento em janeiro/2011) Máquinas Obras de Arte Participação Societária em Empresas Controladas Participações Permanentes no Capital de Outras Empresas Reserva Legal Reservas de Capital Veículos ATIVO CIRCULANTE 400. AT. AT. PASS. AT.CIRC.00 .CIRC.00 300. AT.00 600.000.N.00 18.00 14.00 8.N. AT.CIRC. AT.000.LIQ. PATR.00 6. PATR.600.CIRC.N. AT. PATR. AT.000.CIRC.CIRC.000. AT.N.LIQ.00 PASS.CIRC.CIRC.000.000. AT.000.LIQ.CIRC. AT. 27.CIRC.000. AT.N.CIRC.00 6. PATR.

000.800.00 55.00 .000.00 1.00 6.00 4.000.000.00 ATIVO NÃO CIRCULANTE Realizável a Longo Prazo Clientes – Vencimento em março/2012 Clientes – Vencimento em março/2013 Investimentos Participação Societária em Empresas Controladas Participações Permanentes no Capital de Outras Empresas Obras de Arte Imobilizado Imóveis de Uso Máquinas Veículos Depreciação Acumulada - 72.Bancos Conta Movimento Caixa Clientes – Vencimento em março/2011 Estoque de Matéria-Prima ICMS a Recuperar Despesas Pagas Antecipadamente (prêmio de seguro com vigência até dezembro/2011) Ações de Outras Empresas – Para Negociação Imediata Aplicações em Fundos de Investimento com Liquidez Diária 6.000.400.600.600.400.000.000.00 700.000.00 400.00 14.00 300.00 12.00 5.00 8.00 26.00 8.800.00 18.00 TOTAL DO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE 100.000.00 600.00 2.00 4.000.

000.400.00. b) consumiram um caixa de R$15.000.000.000.000.00.00 4.000. d) geraram um caixa de R$15.000. no exercício de 2010.200.600. as atividades de financiamento: a) geraram um caixa de R$21. Resolução A resolução desta questão passa pelo entendimento na elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa.00 100.00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reserva Legal Reservas de Capital Ajustes de Avaliação Patrimonial (saldo devedor) Ações em Tesouraria - 45. porém em ambos os casos a estrutura da demonstração é a mesma conforme exemplo abaixo: DFC – MÉTODO INDIRETO .00 e o caixa consumido pelas atividades de investimento foi de R$25.00.00 2.000.000.00 300.000.00 900.00.000.00.00 30.00.0000.00 TOTAL DO PASSIVO Resposta: D = 27.00 6. uma variação positiva no saldo de caixa e equivalentes de caixa no valor de R$18.Fornecedores Impostos a Pagar (Vencimento em janeiro/2011) Financiamento Bancário (a ser pago em 12 parcelas mensais de igual valor. c) consumiram um caixa de R$21.00 40. vencendo a primeira em janeiro de 2011) 19.400. ou seja a DFC.00 QUESTÃO: Uma sociedade empresária apresentou. A DFC pode ser elaborada pelo método direto ou indireto. Sabendo-se que o caixa gerado pelas atividades operacionais foi de R$28.

variação positiva no saldo de caixa e equivalentes de caixa no valor de R$18.00 .1 – ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro Líquido (-) Aumento Estoques (-) Aumento Clientes (+) Aumento Salarios Encargos a pagar (+) Aumento Ctas pagar operacional (+) Aumento Tributos a pagar (+) Aumento Fornecedores = Fluxo de caixa operacional líquido 2 – ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Terrenos Obras civis Moveis e utensilios Maquinas e equipamentos Veiculos de uso Computadores / software (-) Investimentos a pagar = Fluxo de caixa da atividade de investimentos 3 – ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS Recursos proprios (capital) 280.caixa consumido pelas atividades de investimento foi de R$25.000 Financiamentos leasing = Fluxo de caixa da atividade de Financiamentos = (1 + 2 + 3) Caixa líquido do período Saldo inicial de disponibilidades Saldo final de disponibilidades Resolução: DADOS DO ENUNCIADO .0 .000.00 Fluxo de caixa Financiamento ? Variação positiva no saldo do caixa A SOLUÇÃO AGORA É MATEMÁTICA: Fluxo de caixa operacional 3.000.000.caixa gerado pelas atividades operacionais foi de R$28.000.00 28.00 .00 Fluxo de caixa Investimentos -25.000.000.00 Fluxo de caixa operacional 28.000.

: A interpretação importante para a solução desta questão é quanto aos termos utilizados:   Quando o autor menciona “caixa gerado” devemos interpretar como saldo positivo (caso das atividades operacionais).000. ou seja. e consequentemente a despesa também. c) uma redução no Ativo e uma redução de igual valor no Passivo.00 Como em dezembro de 2009 já foi reconhecida a despesa e a dívida (passivo).000.000.00 Fluxo de caixa Financiamento 15.00 apenas para melhorar a interpretação.00 R$ 1. Neste caso. o aluguel do galpão destinado à área de produção. Resolução Para responder a questão é necessário estar ciente que o Resultado do exercício.00. é apurado segundo o regime de competência. relativo ao mês de dezembro de 2009. Vamos considerar o valor de R$1. significa dizer que a dívida do aluguel já foi contabilizada em dezembro. .00 Variação positiva no saldo do caixa 18. vejamos então como foi contabilizado em Dezembro de 2009.000.000.00 OBS. QUESTÃO: Uma empresa pagou. o pagamento feito em janeiro deve baixar esta dívida e não reconhecer despesa novamente. O lançamento correspondente ao pagamento do aluguel irá provocar: a) um aumento nas Despesas e uma redução de igual valor no Ativo. DÉBITO CRÉDITO Despesas com aluguel (despesas) Aluguéis a pagar (passivo) Despesa de aluguel do mês R$ 1. todas as despesas e receitas devem ser contabilizadas no momento em que são incorridas (despesas) e geradas (receitas). d) uma redução no Ativo e uma redução de igual valor no Patrimônio Líquido.000.000. então vejamos como fica a contabilização em janeiro de 2010. Quando o autor menciona “caixa consumido” devemos interpretar como saldo negativo (caso das atividades de investimentos) Resposta D geraram um caixa de R$15.Fluxo de caixa Investimentos -25. b) um aumento nos Custos e uma redução de igual valor no Ativo. em janeiro de 2010. se o pagamento feito em Janeiro de 2010 refere-se ao aluguel de dezembro de 2009.

000.00 .000.000. ou seja.000. c) R$350. d) R$390.000.00 110.00 150. Resolução A questão pede o Resultado Líquido.00 200. R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Valor 80.12.00 70.000.00 QUESTÃO: De acordo com os dados abaixo e sabendo-se que o Estoque Final de Mercadorias totaliza R$350.000.000.00.00.000.00 1. Sendo assim.00 R$ 1. b) R$240.00 140.00.00.00 355.000.00 800.00 50.000. R$ 1.00.000.000.000. então temos primeiro que identificar as contas que farão parte da elaboração da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).000.000.2 DÉBITO CRÉDITO Aluguéis a pagar (passivo) Caixa ou Bancos (ativo) Pagamento de despesa de aluguel do mês de dezembro de 2009 A contabilização do pagamento irá gerar uma diminuição da dívida (Aluguéis a pagar).00 65.2010. em 31. o Resultado Líquido é de: Contas Caixa Capital Social Compras de Mercadorias Depreciação Acumulada Despesas com Juros Despesas Gerais Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Estoque Inicial de Mercadorias Móveis e Utensílios Receita com Juros Receitas com Vendas a) R$170.000. do Passivo. e uma diminuição do Ativo (caixa ou bancos) pelo mesmo valor.000.000. a resposta correta é: Resposta C uma redução no Ativo e uma redução de igual valor no Passivo.000.00 80.

00 50.00 70. que apresenta as Receitas. Receitas.000.000. Estas são as contas que nos interessam para apurar o resultado.000. fazem parte da movimentação dos estoques.00 355.000.00 1. ou seja.P. fazem parte do Balanço Patrimonial. Vejamos agora como fica a apuração do resultado considerando estas contas DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Receita com Vendas (-) Custo das Vendas ? 1.00 . Despesas e Custos do período.00 200.A DRE é um demonstrativo elaborado de forma dedutiva.000.000.00 65.000. ou seja.P.000.000. temos na coluna B. as contas patrimoniais. observando que Estoque Inicial.000.000.00 140.00 Como resultado da separação das contas. Na coluna DRE estão as contas de resultado. objetivando separar aquelas que farão parte da DRE: CONTAS B.000. Despesas e Custos. DRE Caixa Capital Social Compras de Mercadorias Depreciação Acumulada Despesas com Juros Despesas Gerais Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Estoque Inicial de Mercadorias Móveis e Utensílios Receita com Juros Receitas com Vendas 80.00 800. e consequentemente o Resultado Líquido do Exercício.00 110. Resultado Líquido = Receitas (-) Despesas (-) Custos Vamos agora classificar as contas apresentadas na questão.00 150.000.000.000. Estoque Final e Compras de Mercadorias.00 80.

= Estoque Final Após apurarmos o custo das mercadorias vendidas. ou seja.F.000. já é possível apurar o resultado líquido do exercícios.M.V.00 CMV = 650. quais sejam: Receitas. é possível. (Custo da Mercadoria Vendida). ou seja o C. saber o valor do custo das mercadorias que foram vendidas.00 = Resultado Líquido Mesmo tendo alocado todas as contas de resultado que encontramos.F.00 150. Vejamos então como fica.I. através da movimentação dos estoque.350. CMV = 200.V. o inventário.00 110. = Custo das Mercadorias Vendidas E. só conseguem apurar o custo das vendas quando efetuam o procedimento de contagem de estoque.M.000. Despesas e Custos. + COMPRAS – E.000.000. . e o cálculo é feito da seguinte maneira: CMV = E.000.= Lucro Bruto (-) Despesas Operacionais (-) Despesas Gerais (-) Despesas com Juros + Receita com Juros - 180.000. por que? Porque é necessário saber qual foi o custo da venda do período.000.00 80.000. não conseguimos apurar o resultado líquido. que não mantém um controle de estoque a cada operação.I.00 .00 + 800.00 LEGENDA: C. Esta conta não está apresentada na relação de contas porque muitas empresas. pois teremos todos os elementos da DRE. Após saber qual é o estoque final (através do inventário). = Estoque Inicial E.

000.00 apresentará na Demonstração do Resultado um Lucro Bruto de R$8. em seguida.00 = Resultado Líquido A resposta correta então será Resposta A R$170. 170.00. O recebimento de caixa resultante da venda de Ativo Imobilizado e Intangível é apresentado na Demonstração dos Fluxos de Caixa como atividade operacional. Está(ão) certo(s) apenas o(s) item(ns): a) I e II.000. os ativos mantidos com o propósito de serem negociados classificamse no grupo do Ativo Circulante.000.00 650.000.00 (-) Despesas Operacionais (-) Despesas Gerais (-) Despesas com Juros + Receita com Juros - 180.00. que foi adquirido por R$11. tenha incorrido em comissões sobre venda no valor total de R$2. No Balanço Patrimonial.000.DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Receita com Vendas (-) Custo das Vendas 1.000.000. julgue os itens abaixo e.000.00 = Lucro Bruto 350.000.00 e que. O recebimento de caixa resultante da venda de Ativo Imobilizado e Intangível é apresentado na Demonstração dos Fluxos de Caixa como atividade operacional. .000. Uma empresa que realize uma operação de venda do seu estoque por R$21. III.000.00 80. b) II e III. c) II.000.00.000. assinale a opção CORRETA. II. d) III.00 110. I.00 150. Resolução Vamos entender cada afirmação I.00 QUESTÃO: Acerca das demonstrações contábeis.000. ainda.

000. são consideradas Atividades de Investimentos. O Imobilizado. por este motivo são considerados atividades de Investimento. Uma empresa que realize uma operação de venda do seu estoque por R$21.00 apresentará na Demonstração do Resultado um Lucro Bruto de R$8. até o final do exercício seguinte. Comissão é uma despesa comercial. As movimentações financeiras relativas a Ativo Imobilizado. pois não tem relação direta com a atividade fim da empresa.00 . a demonstração de apuração do Lucro Bruto. será: + (-) Receita Bruta com Vendas Deduções:Impostos sobre as vendas Devoluções Abatimentos Receita Líquida com Vendas 21. Impostos e outros ligados a operação principal da empresa. Temos que entender primeiro o que é. temos a informação do Valor da Venda. sendo assim. e não faz parte do custo da mercadoria. que podem ou não ser produzidos e/ou comercializados através destes imobilizados. ou como se apura o Lucro Bruto. O Ativo Circulante. Intangível e Investimentos. ou deverão ser negociados.000. os ativos mantidos com o propósito de serem negociados classificam-se no grupo do Ativo Circulante.000. por definição. na verdade o é de forma indireta.00 = 21.00 0.00 e que.00. e pagamentos de: Fornecedores. pois a operação da empresa (objeto social) é a compra e venda de produtos ou serviços. realizados. e normalmente estão ligadas a recebimento de Clientes (à vista ou a prazo) ou adiantamento a fornecedores. é um grupo que classifica todas as contas representativas de Caixa ou equivalentes de Caixa que serão. Esta afirmativa está incorreta II.Atividades Operacionais são aquelas que tem relação direta com a atividade fim da empresa. no curto prazo III.000. tenha incorrido em comissões sobre venda no valor total de R$2.00.000. o Intangível e os Investimentos não existem com a finalidade de realização em dinheiro. Funcionários.000. ou seja. embora saibamos que o imobilizado é utilizado na operação. do valor de aquisição do produto (que é o Custo da Mercadoria Vendida) e o valor da comissão. a saber: + (-) Receita Bruta com Vendas Deduções:Impostos sobre as vendas Devoluções Abatimentos Receita Líquida com Vendas Custo das Mercadorias Vendidas Lucro Bruto = (-) = Na afirmativa. No Balanço Patrimonial. ainda. que foi adquirido por R$11. Esta afirmativa está correta.

400. porém é uma despesa contratada em Dez/10 (vale o período de vigência). todas as Despesas e Receitas devem ser contabilizadas no momento em que são incorridas e no momento em que são geradas.00 em Custo de Produção. QUESTÃO: Uma indústria de alimentos pagou em 1º de dezembro de 2010 o valor de R$ 4.000. c) R$4.00 em Despesa. ou seja. Segundo o Princípio da Competência.400. devemos primeiro entender o Princípio da Competência.00) somente para o mês de contratação. b) R$400. Resposta C .II.00 (÷) 12 meses R$400.00 pela contratação de prêmio de seguro dos veículos utilizados para entrega dos produtos vendidos. contabilizá-la por todo o período de vigência do benefício. segundo o Princípio de Competência. seria injusto e inadequado atribuir toda a despesa (4. independentemente da condição de pagamento. respectivamente. segundo o Princípio da Competência. Vejamos como seria o cálculo de apropriação mensal: Valor total da apólice (÷)Prazo do contrato (Dez/10 a Nov/11) = Valor mensal a ser apropriado Como ficam os lançamentos contábeis? R$4. Como o benefício desta despesa se estende a períodos futuros.800. Neste caso. que rege este tipo de operação.800. que gere benefícios futuros. d) R$4.800.(-) = Custo das Mercadorias Vendidas Lucro Bruto 11. se à vista ou a prazo. quando do encerramento da vigência do contrato.00 em Custo de Produção.000. é correto. Quando ocorre a contratação de uma despesa. a apólice de seguro refere-se a uma despesa. Resolução: Para resolver a questão.00 . dessa maneira esta apólice de seguro deveria ter a despesa lançada a cada mês durante todo o prazo de vigência.00 10. Em janeiro de 2011. vigente de dezembro de 2010 a novembro de 2011. Dez/10.00 Está afirmativa está incorreta. O movimento de caixa não interfere no reconhecimento da Despesa ou da Receita.00 em Despesa. que trará benefícios até Nov/11. o registro contábil correspondente ao gasto com seguros gerou um aumento de: a) R$400.

R$400.00 referente aos serviços prestados no mês de maio de 2011.000. Para a execução desses serviços.000.000. Recebimento do valor de R$60. a ser pago no fim do mês de agosto de 2011 acrescidos de juros de 3% para o período.00 em Despesa. no valor de R$40. Pagamento de salários referente à folha do mês de julho de 2011 no valor de R$20.00 400. Obtenção de empréstimo bancário no início do mês de agosto de 2011.00 para diversos clientes. a sociedade utilizou-se de peças que haviam custado R$5.000.00 a ser pago em setembro de 2011.00 31 de janeiro de 2011 Pela apropriação da despesa relativa a Janeiro/2011 Débito Crédito Despesa com seguros Seguros a apropriar 400. o Resultado do Período apurado é: . Aquisição de peças para reposição no valor de R$10. Considerando as transações do mês de agosto de 2011. Despesa com o pessoal administrativo no valor de R$1.00 400.00 para serem utilizadas na prestação de serviços do mês de setembro de 2011.000. De dezembro de 2010 Pela contratação e pagamento Débito Crédito 31 de dezembro de 2010 Pela apropriação da despesa relativa a Dezembro/2010 Débito Crédito Despesa com seguros Seguros a apropriar 400.000.1º.00 e o custo total com pessoal totalizou R$25.00 Seguros a Apropriar Caixa 4.800. QUESTÃO: Uma sociedade empresária que tem como atividade operacional a prestação de serviços registrou as seguintes transações no mês de agosto de 2011. Prestação de serviços no valor total de R$80.00 Resposta A .00.00. Pagamento do valor de R$100.800.00 referente à comissão sobre as vendas do mês de julho de 2011.000.000.00 4.00.

00 referente à comissão sobre as vendas do mês de julho de 2011.000.000.00 3º.000. mas outras transações tratam apenas de Contas Patrimoniais e não afetam o resultado.00 Pagamento do valor de R$100. 1º.a) R$78.000.00.000.00. algumas alteram o resultado do período por tratarem de despesas. d) R$37. Resolução: Entre as transações mencionadas acima. Para a execução desses serviços. para apurarmos o Resultado do período.000.00 80.800.000. ou Clientes Receita Bruta com Serviços 80. conforme solicitado pela questão. Apropriação do custo com as peças utilizadas DÉBITO CRÉDITO Custo dos Serviços Prestados Estoque de Peças 5. ou Salários a Pagar 25.00 10.000. Como a comissão é relativa a Julho/11.000.00 para serem utilizadas na prestação de serviços do mês de setembro de 2011.00. Aqui contabiliza-se somente o pagamento . ou Fornecedores 10. a sociedade utilizou-se de peças que haviam custado R$5. Reconhecimento da Receita DÉBITO CRÉDITO Caixa. Resolvendo: Aquisição de peças para reposição no valor de R$10.00 2º.00.000.000.800. DÉBITO CRÉDITO Estoque de Peças para reposição Caixa.000. ou Bancos. quer dizer que a apropriação da despesa e a contabilização no Passivo (Comissões a pagar) foi feito em Julho/11.00 Prestação de serviços no valor total de R$80. custos e/ou receitas. c) R$47.00. ou Bancos.900.00 5.00 para diversos clientes. sendo assim. ou Bancos. teremos que contabilizar cada transação e considerar para apuração do resultado somente aquelas que envolvam as contas de resultado.00 25.000. b) R$49.00 e o custo total com pessoal totalizou R$25. Apropriação do custo com Mão de Obra DÉBITO CRÉDITO Custo dos Serviços Prestados Caixa.

00 a ser pago em setembro de 2011.00 100.000. DÉBITO CRÉDITO Despesa com salários Salários a Pagar 1.000.00 20.00 DÉBITO Custo dos Serviços Prestados 5.200. Pagamento do empréstimo com juros DÉBITO DÉBITO CRÉDITO Despesa com juros (3% x R$40.000.00 Obtenção de empréstimo bancário no início do mês de agosto de 2011. ou Bancos 100. sendo assim no mês de Agosto cabe apenas a contabilização do pagamento.000. Como os salários referem-se a folha de julho/2011.00. significa dizer que a despesa com salários já foi contabilizada em Julho/2011.000.000. cuja contra partida foi Salários a Pagar. ou Bancos.00 Recebimento do valor de R$60.000.00 Pagamento de salários referente à folha do mês de julho de 2011 no valor de R$20.00 Despesa com o pessoal administrativo no valor de R$1.00 40. ou Clientes Receita Bruta com Serviços 80.000. 1º.200.000.000.DÉBITO CRÉDITO Comissões a Pagar Caixa.000.00 41.00) Empréstimos a Pagar Bancos 1.000. no valor de R$40. Obtenção do empréstimo DÉBITO CRÉDITO Bancos Empréstimos a Pagar 40.000. DÉBITO CRÉDITO Caixa ou Bancos Clientes 60.000.000.00 1.000.00 60.00 referente aos serviços prestados no mês de maio de 2011. a ser pago no fim do mês de agosto de 2011 acrescidos de juros de 3% para o período.000.00 Quais os lançamentos que envolveram contas de resultado? DÉBITO CRÉDITO Caixa.00 2º.00 .00.00 80. a débito de Salários a Pagar DÉBITO CRÉDITO Salários a Pagar Caixa ou Bancos 20.00 40.

00 49.000.00 1. foi apresentado o seguinte papel de trabalho para que fossem identificados os registros de eliminações e os saldos consolidados.00 47.000.00.00 80.000.00 40.000.800. Não existem lucros não realizados decorrentes de transações entre as companhias.00 41.00 (30.00 25.00 Receita Bruta com Serviços (-) Custo dos Serviços Prestados = Lucro Bruto (-) Despesas Administrativas = Resultado antes das Desp.00 1. .CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO DÉBITO DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO Estoque de Peças Custo dos Serviços Prestados Caixa.000.00 25.000.00 1.200. ou Salários a Pagar Despesa com juros Empréstimos a Pagar Bancos Despesa com salários Salários a Pagar 5.000.R$ 47.000.800. Em 31 de dezembro de 2010.00) 50.000. QUESTÃO: Uma sociedade empresária apresenta no seu Ativo Não Circulante investimento em uma Subsidiária Integral.200.00 1.200. ou Bancos.000.000.00 1. Financeiras (-) Despesas Financeiras = Resultado Operacional Resposta C .

00. assinale a opção INCORRETA. deverá classificar no Ativo Circulante todos os valores realizáveis até 31 de dezembro de 2011.A partir da elaboração do Balanço Patrimonial Consolidado. a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo deste ciclo.000. ATIVO NÃO CIRCULANTE São incluídos neste grupo todos os bens de permanência duradoura. por exemplo. como padrão. pode-se adotar a classificação das contas como circulante se forem realizáveis ou exigíveis no prazo de 1 (um) ano.00. c) O Patrimônio Líquido consolidado é de R$550. b) O Ativo Não Circulante consolidado é de R$350.000. ao realizar o encerramento do exercício de 31 de dezembro de 2010.000. a) O Ativo Circulante consolidado é de R$650. assim como os direitos exercidos com essa finalidade. CONCEITOS E RESOLUÇÃO ATIVO CIRCULANTE O ativo circulante abrange valores realizáveis no exercício social subsequente. uma empresa cujo exercício social encerre em 31 de dezembro. Na empresa cujo ciclo operacional tiver duração maior que o exercício social. d) O Ativo consolidado é de R$1. Raramente.00. de forma que. é usado esta classificação mais extensa.100. porém. Assim.00. destinados ao funcionamento normal da sociedade e do seu empreendimento.000. O Balanço Patrimonial é constituído pelo: Ativo .

e seu valor é a diferença positiva entre o valor do Ativo e o valor do Passivo. principalmente acionistas e credores. ou seja. e que pela regra da consolidação devem ser eliminados.Compreende os bens. os resultados das operações e a posição financeira da sociedade controladora e de suas controladas. temos uma apresentação dos balanços da controladora e da controlada. Como se faz a consolidação? Consolidação é matéria complexa e com regras próprias. como se o grupo econômico fosse uma única entidade. Por outro lado temos o saldo da conta “Fornecedores – Controladora”. Qual o objetivo da consolidação? O objetivo da consolidação é apresentar aos usuários da informação contábil. Patrimônio Líquido Compreende os recursos próprios da Entidade. Entendimento…. devemos fazer a eliminação. os direitos e as demais aplicações de recursos controlados pela entidade. resultantes de eventos ocorridos que exigirão ativos para a sua liquidação. Na prática: Pela questão apresentada. porém o balanço consolidado deve representar a situação financeira e patrimonial do grupo econômico considerando apenas transações realizadas com terceiros. originados de eventos ocorridos. Isso permite uma visão mais geral e abrangente e melhor compreensão do que inúmeros balanços isolados de cada empresa do grupo. Passivo Compreende as origens de recursos representados pelas obrigações para com terceiros. ou seja. como segue: . que apresentam saldos representando transações entre elas. Para entendermos com profundidade o tema. Identificadas as contas. capazes de gerar benefícios econômicos futuros. porém para que possamos apenas resolver esta questão podemos simplificar dizendo que consolidação é o somatório de saldos das contas patrimoniais dos balanços da controladora e das controladas. no balanço da controlada que representa a contra partida da primeira. é necessária a leitura do CPC 36. dessa forma ao somar os saldos contábeis das contas patrimoniais deveremos fazer ajustes (eliminações) entre as contas que representam transações entre controladora e controlada. Dessa forma identificamos primeiro na controladora a conta “Clientes – Subsidiária”. representa o quanto a controlada deve para a controladora. uma conta que representa o direito de receber valores de sua controlada.

temos também a conta de Investimentos. sendo assim. seu investimento será exatamente igual ao valor do Patrimônio Líquido da Investida (neste caso. controlada). deveremos fazer a eliminação como segue: As eliminações realizadas. que normalmente é o percentual de participação multiplicado pelo patrimônio líquido da investida. Ao adquirir a participação societária de outra empresa. pois é apenas um papel de trabalho que serve apenas para a apuração extra contábil do balanço consolidado. e seu valor será o desembolso efetuado. não geram lançamentos contábeis em diário em nenhuma das empresas.Além de contas a receber e contas a pagar entre as empresas do mesmo grupo. contabilizamos a mesma na conta de Investimentos. . dessa forma se a Investidora adquiriu 100% da investida (como é o caso da questão apresentada).

teremos o seguinte papel de trabalho com os saldos consolidados Com o Balanço consolidado apurado deveremos responder ao questionamento A partir da elaboração do Balanço Patrimonial Consolidado.000.000.100.000. c) O Patrimônio Líquido consolidado é de R$550. um valor justo líquido de despesas de venda de R$10.00. d) O Ativo consolidado é de R$1.00.000.00.000. c) R$30.000. considerando a NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos –.000. b) O Ativo Não Circulante consolidado é de R$350. QUESTÃO: Uma empresa industrial possui um Ativo Imobilizado cujo custo histórico é igual a R$50. d) R$40.Após os ajustes de eliminação. o valor a ser registrado como perda por desvalorização do Ativo Imobilizado será de: a) R$18.000. Com base nos dados informados.O Ativo consolidado é de R$1. Resolução: A base para responder a esta questão está no PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável de Ativos . assinale a opção INCORRETA.000. b) R$28.00.100.00.00. a) O Ativo Circulante consolidado é de R$650.00.00.00. para esse ativo.00 e um valor em uso de R$20. Resposta D .00.000.00 e cuja depreciação acumulada equivale a R$12.000.00.000. A empresa apurou.000.

Se não há razão para acreditar que o valor em uso de um ativo exceda materialmente seu valor justo líquido de despesas de venda. “Essas exigências usam o termo “um ativo”. o valor justo líquido de despesas de venda do ativo pode ser considerado como seu valor recuperável. (…) 21. Nem sempre é necessário determinar o valor justo líquido de despesas de venda de um ativo e seu valor em uso. uma vez que os futuros fluxos de caixa do uso contínuo do ativo. vamos comparar o Valor Contábil com o Valor Recuperável Calculando o valor contábil: Valor Contábil = Custo histórico menos depreciação acumulada Valor Contábil = 50.000.” Resolvendo Então. até sua baixa. provavelmente serão irrisórios. este não tem desvalorização e. Esse será frequentemente o caso para um ativo que é mantido para alienação.00 = 38. O valor recuperável de uma unidade geradora de caixa é o maior valor entre o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso. deveremos utilizar sempre o maior valor entre o Valor justo líquido das despesas com vendas.000. haverá desvalorização quando na comparação do Valor Contábil do Ativo com seu Valor Recuperável.000.00 Calculando a perda por desvalorização . “Para o propósito de determinar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa. Isso ocorre porque o valor em uso de ativo mantido para alienação corresponderá principalmente às receitas líquidas da baixa.” 19. Se qualquer um desses montantes exceder o valor contábil do ativo. Primeiro devemos saber qual é o Valor Recuperável que utilizaremos para comparar com o Valor Contábil.00 Valor Recuperável = 20.” … “Valor recuperável e valor contábil de unidade geradora de caixa 74. qualquer referência a “um ativo”.Tal pronunciamento menciona: “Mensuração do valor recuperável” 18.000. não é necessário estimar o outro valor.00 Valor em uso = 20. aquele (Valor Contábil) for maior. para sabermos o valor da desvalorização.00 Neste caso.00 . Os itens 19 a 57 estabelecem as exigências para mensuração do valor recuperável. portanto. com o valor em uso.000. 20. Muito bem.12. Segundo o enunciado os valores respectivos são: Valor justo líquido das despesas com vendas = 10. muito embora se apliquem igualmente a um ativo individual ou a uma unidade geradora de caixa. Este Pronunciamento define valor recuperável como o maior valor entre o valor justo líquido de despesas de venda de um ativo ou de unidade geradora de caixa e o seu valor em uso.000. como vimos no texto do Pronunciamento. constante dos itens 19 a 57 deve ser lida como referência a “uma unidade geradora de caixa”.

De acordo com a NBC TG 25 – Provisões. QUESTÃO: Uma sociedade empresária apresentou o seguinte quadro.250.00 .00. cujas probabilidades de saída de recurso foram classificadas como prováveis ou possíveis.000.00.000.20.00 Resposta A . Esta Norma distingue entre: (a) provisões – que são reconhecidas como passivo (presumindo-se que possa ser feita uma estimativa confiável) porque são obrigações presentes e é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja necessária para liquidar a obrigação. o valor de provisões a ser constituído e apresentado no Balanço Patrimonial será de: a) R$400.00. construído a partir da identificação de diversas obrigações presentes decorrentes de eventos passados.000. visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos.00 = 18.000.000. d) R$1. Resolução: Para resolver esta questão devemos apenas ler o que está definido na NBC TG 25. e (b) passivos contingentes – que não são reconhecidos como passivo porque são: (i) obrigações possíveis.00.Valor contábil menos Valor em uso (neste caso) 38. conforme esclarece o próprio enunciado.000.000. Passivos Contingentes e Ativos Contingentes.00. ou (ii) obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento desta Norma (porque não é provável que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a obrigação. b) R$850.R$18. Reconhecimento Provisão .000. ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do valor da obrigação). c) R$860. a saber: 13.

c) R$1.00 R$750.936. e (c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação.753.000. porém no item 10. b) R$1. Uma provisão deve ser reconhecida quando: (a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado.00 R$38.00. pois as demais situações referem-se a saída possível. Se essas condições não forem satisfeitas. foi emitido o Pronunciamento Contábil (CPC) nr.00 R$385. Como podemos ver. Resolução A partir do processo de convergência contábil às Normas Internacionais – IFRS. o saldo de Estoque de acordo com a NBC TG 16 é de: a) R$1. II e III.845.00 R$366. (b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação.00 Resposta B QUESTÃO: Uma sociedade empresária mantém no seu estoque de mercadorias para revenda três tipos de mercadorias: I. em 31. que nos ajuda a resolver esta questão. O valor total do custo de aquisição.00.2010.00 R$800.00.00 Gastos com vendas R$100. temos uma definição mais genérica.00 Preço de Venda R$820. está escrito: O CPC nr 16 estabele em vários itens os critérios utilizados para a devida apuração do custo do estoque. d) R$1. 16.00 No Balanço Patrimonial em 31. que trata dos critérios de valoração e registro dos Estoques. nenhuma provisão deve ser reconhecida. estão detalhados a seguir: Tipo de Estoque I II III Custo R$660.12.00. Na questão apresentada. a saber: . preço de vendas e gastos com vendas.00 R$45. Esclarecendo e resolvendo. No item 9 do pronunciamento. a Provisão será contabilizada apenas quando a saída de recursos for Provável e baseada em Estimativas confiáveis.14.12.693. relativo a Mensuração dos estoques. ou provável com inexistência de estimativa confiável Sendo assim o valor das provisões a serem constituídas será de R$850. apenas duas situações atendem essas condições.2010.

00 Custo = R$660.00 R$1.R$38.00 (o menor valor entre o custo e o valor de mercado líquido) Valor total dos estoques: Produto I Produto II Produto III TOTAL = = = = R$660.R$ 1.00 (o menor valor entre o custo e o valor de mercado líquido) Produto III Preço de venda líquido = R$750.00 Valor a ser considerado para estoque = R$705.00 Valor a ser considerado para estoque = R$660. “O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação.00 = R$328. Para a resolução da questão.693.00.R$45.“Custos do estoque 10. Produto I Preço de venda líquido = R$820.00 Resposta A .00 R$328. porém em resumo significa o valor de mercado subtraído de todas as despesas comerciais inerentes a venda do produto em análise.00 = R$720.00 .00 .00 = R$705.00 Valor a ser considerado para estoque = R$328.00 (o menor valor entre o custo e o valor de mercado líquido) Produto II Preço de venda líquido = R$366.693. temos que fazer um confronto entre o Custo e o Valor Realizável Líquido de cada item. e considerar para efeito de saldo de estoque o valor menor entre os dois.00 Custo = R$366.” Sobre o Valor Realizável Líquido. como por exemplo: comissões.00 Custo = R$800. fretes etc.00 R$705. . o tratamento é dado nos itens 28 a 33 do referido CPC 16.00 .R$100. bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais.

Por este método. a ser aplicado aos demais investimentos permanentes.00 Dividendos Propostos a Receber Receitas de Dividendos Dividendos Propostos a Receber Investimentos Ganho por Equivalência Patrimonial Dividendos Propostos a Receber Investimentos Dividendos Propostos a Receber Investimentos Ganho por Equivalência Patrimonial R$100.000. a quantia de R$1.000. um Lucro do Período no valor de R$4.00 R$100.000.00 R$100.QUESTÃO: Uma sociedade empresária “A” apresentou em seu Balanço Patrimonial. por ser a forma adequada de classificação.00.000. conforme determina o Pronunciamento Contábil CPC 18 e NBC TG 18. ou método de custo.000.000.00 R$100. no Subgrupo Outras Receitas e Despesas Operacionais.00 R$400. Nesta questão apresentada.00 R$300. o registro contábil desta mutação patrimonial na investidora “B”.000.00 R$100.000. ao obter a informação do reconhecimento dos Dividendos Propostos pela Investidora.000.000.00 R$500.00 R$100. ou seja. Controladas e Grupo Econômico. em seu balanço. em Outras Receitas e Despesas Operacionais. A investida. sendo assim o recebimento ou reconhecimento dos dividendos a receber serão contabilizados em contra partida a uma conta de Receita Operacional nos termos da legislação.00 R$100.00 a titulo de Dividendos Propostos e.000.000. deverá providenciar o reconhecimento deste direito.00 .000. será: a) Débito Crédito b) Débito Débito Crédito c) Débito Crédito d) Débito Débito Crédito Resolução Para resolver esta questão é preciso entender que os Investimentos Permanentes podem ser avaliados de duas maneiras: Pelo método de Equivalência Patrimonial. já está definido que o método de valorização e contabilização é o método de custo.000. aplicado aos investimentos em Coligadas. a saber: Débito Crédito Dividendos Propostos a Receber Receitas de Dividendos R$100.000. na Demonstração de Resultado. contabilizando o mesmo em Receita de Dividendos. porém será feito em grupo de contas em separado das demais receitas operacionais. classificada como Investimento avaliado pelo método de custo. Considerando que uma determinada sociedade investidora “B” participa do Capital dessa empresa com um percentual de 10% e que apresenta no Ativo Não Circulante a participação na sociedade “A”.000.00 R$400. as receitas dos investimentos são reconhecidas pelos dividendos. no grupo de Passivo Circulante.

12.00. na Demonstração dos Fluxos de Caixa relativa ao mês de janeiro de 2011: a) as atividades de financiamento geraram caixa no valor de R$70.00. Resolução: Lançamentos contábeis Pela constituição e integralização do Capital: 31.000.000.00 R$100.Resposta correta: a) Débito Crédito Resposta A De outra forma: Passivo Circulante 1. d) as atividades operacionais consumiram caixa no valor de R$16.000.000 Dividendos Propostos a Receber Receitas de Dividendos R$100. janeiro de 2011.00 terrenos.000.000.00 Demonstração de Resultado Lucro no período 4.2010 com capital R$100.00.00.000. Os dividendos declarados pela investida são contabilizado como receitas na investidora. dos quais R$10.000. a sociedade empresária adquiriu mercadorias para revenda R$32.2010 Débito Caixa R$10.000.000. os sócios entregaram mais R$30. de Em em por Desconsiderando a incidência de tributos e com base nos dados informados. é CORRETO afirmar que.00 C Receitas com Dividendos 100. Ainda em janeiro.00. A investidora não altera o valor contábil do investimento em função da investida ter apurado lucro ou prejuízo. b) as atividades de financiamento geraram caixa no valor de R$80.000.00 dividendos propostos 10% 100.12.00 foram integralizados em dinheiro naquela data.000. metade à vista e metade para pagamento em 30 dias.000.000.00 Resposta A QUESTÃO: Uma sociedade empresária foi constituída em 31.000.000.000. D Dividendos propostos a receber 100.00 Os investimentos avaliados pelo método de custo são mantidos por seu valor histórico.00 em dinheiro e R$40. c) as atividades de investimento consumiram caixa no valor de R$40.000.00.000.00 .

00 . como por exemplo investimentos em outras empresas. atividades de produção.000.R$16. e administração. considerando que para a Demonstração dos Fluxos de Caixa.000.000. Depois de definidos os conceitos de cada atividade. a saber: Operacionais: Normalmente referem-se as atividades relacionadas diretamente com o objeto social da empresa. venda. mas cujo objetivo e a produção de bens e serviços.R$16. vamos elaborar a DFC de janeiro de 2011 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA ATIVIDADES OPERACIONAIS Pagamento a fornecedores ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS . ou seja. as atividades são separadas em três tipos: Operacionais.000. ou Ativos que estejam relacionados com a atividade fima. como por exemplo o imobilizado.00 R$70.00 R$16. Investimentos e Financeiras.00 R$40. Investimentos: Normalmente estas atividades estão relacionadas a aumentos e ou diminuições de Ativos não circulantes que não estejam diretamente relacionados com a atividade fim da empresa. Financiamentos: Nesta atividade são comuns as transações relacionadas a obtenção de créditos para suprir necessidade de financiamentos complementares.00 R$16.00 R$100.0 Aquisição de mercadorias para revenda: Janeiro de 2011 Débito Crédito Crédito Estoque Mercadorias para Revenda Caixa Fornecedores R$32.Débito Crédito Capital a Integralizar Capital Social R$90.00 Pela 2ª. e podem estar relacionadas a empréstimos de credores ou investidores.00 Para responder a questão é necessário entender quais tipos de atividades foram movimentadas nos lançamentos realizados em Janeiro de 2011. parte da integralização: Janeiro de 2011 Débito Débito Crédito Caixa Terrenos Capital a Integralizar R$30.00 .000.000.000.000.000.000.

08.00. totalizando R$619.800.650.200 unidades a R$180. totalizando R$576.8. Em 5. d) 3. a saber A movimentação dos estoques foi registrada segundo o método da Média Ponderada Móvel. dividindo-se o saldo em Reais pelo saldo em Quantidade. totalizando R$532. .00.00.as atividades operacionais consumiram caixa no valor de R$16. QUESTÃO: Uma empresa realizou seu inventário físico em 1º. fizemos isso apenas para facilitar uma informação. portanto se quisermos saber qual é o valor do CMV do período é só somar a coluna de Saídas. ou seja.000. Considerando essas transações as únicas do mês de agosto. devolveu 20% da compra e ainda conseguiu obter um abatimento de 20% no preço.2011 de: a) 3.ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS Integralização de Capital R$30. c) 3.2011 vendeu 6. porque apesar de ser uma entrada de mercadorias (nosso cliente devolveu).00.50. é necessário montar o mapa de movimentação dos estoques. Por este método o saldo é apurado a cada movimentação. totalizando R$576.2011.50. totalizando R$460.000. avaliadas ao custo médio unitário de R$180.00 R$30. As saídas devem ser registradas pelo último custo apurado. a empresa apresentou um estoque em 31.00 Resposta D .00. Observação: Consideramos a devolução de vendas como valor negativo na coluna de saída.8.00.200 unidades a R$166.000 unidades.2011 Resposta C . e as devoluções devem ser registradas pelo mesmo valor do lançamento original (venda ou compra). à vista.2011.000. por R$1.200 unidades a R$193. No caso desta questão o custo médio unitário não foi alterado porque não houve nenhuma entrada de mercadorias com valor diferente. Resolução Para resolver.000.3. numa operação isenta de tributos de qualquer natureza.00.200 unidades a R$144. identificando em seu estoque de mercadorias 8.000 unidades.00. O comprador.00. no dia 10.000. b) 3. a partir do saldo inicial de 01.00.800.00.200.200 unidades a R$180.8. refere-se a uma movimentação relacionada a venda e por isso altera o CMV (Custo da Mercadoria Vendida).8.000.

00.625. é a diferença positiva entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante.00 Capital Circulante Líquido = R$8. de 01/01/2011 à 30/06/2011 Calculando: Capital Circulante Líquido em 01/01/2011 Ativo Circulante = R$17. em milhões de reais: Grupos de Contas Ativo Circulante Passivo Circulante 1º.500. d) A empresa teve uma variação positiva no Capital Circulante Líquido no montante de R$19.125. exemplificando: Ativo Circulante = R$128.00 Variação do Capital Circulante Líquido de 01/01/2011 à 30/06/2011 Calculando: Capital Circulante Líquido 30/06/2011 = R$19.2011 R$39.000.450.00 Capital Circulante Líquido em 30/06/2011 Ativo Circulante = R$39.000. assinale a opção CORRETA.000.125. no primeiro semestre de 2011.2011 R$17.350.00 Variação positiva de R$11.125.000.000.125.500. .500.125.000.000.00 (-) Passivo Circulante = R$112.000.00 R$20.00 Capital Circulante Líquido = R$16.000.00 R$9.00 Em relação à variação do Capital Circulante Líquido da empresa.000. a) A empresa teve uma variação negativa no Capital Circulante Líquido no montante de R$11.000.QUESTÃO: Uma empresa possui as seguintes informações extraídas de seu Balancete de Verificação em 30 de junho de 2011.000.125.000.00 30.A empresa teve uma variação positiva no Capital Circulante Líquido no montante de R$11.00.000. Resolução: Para resolvermos esta questão.000.00.125.500.100.000.00 (-) Capital Circulante Líquido 01/01/2011 = R$8.625.000.00 Capital Circulante Líquido = R$19.125.00.6. precisamos entender o Capital Circulante Líquido Capital Circulante Líquido.00 Nesta questão o que se quer é achar a variação do Capital Circulante Líquido.00 (-) Passivo Circulante = R$9.1.000.00 (-) Passivo Circulante = R$20.500. b) A empresa teve uma variação positiva no Capital Circulante Líquido no montante de R$11.000.000. c) A empresa teve uma variação negativa no Capital Circulante Líquido no montante de R$19.00.500.00 Resposta B .

1. (2) Fusão ( 3) Operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu . Prazo Médio de Pagamento. em seguida. assinale a opção CORRETA. 3. Indicadores de Atividade: Também conhecidos como Indicadores de Produtividade. Margem Operacional sobre Vendas. Prazo Médio de Recebimento. Liquidez Seca. 1. 2. 2. 2. Resposta D . (2) (2) (3) Indicadores de Rentabilidade (3) A sequência CORRETA é: a) 2. QUESTÃO: De acordo com as formas de reorganização societária e suas características. Rentabilidade do Ativo Total e Rentabilidade do Patrimônio Líquido. identificando a capacidade de pagamento a Curto Prazo. a Longo Prazo e o total de endividamento.QUESTÃO: Relacione o Indicador Econômico Financeiro descrito na primeira coluna com exemplos de indicadores na segunda coluna e. Giro de Estoques. Indicadores de Rentabilidade: Medem o ganho das Vendas. relacione a primeira coluna à segunda.1. Liquidez Geral e Endividamento. 3. c) 1. a saber: Indicadores de Capacidade de Pagamento: Analisam a relação entre Ativos e Passivos. 3. Resolução: Para responder a questão é necessário saber o significado de cada grupo de indicadores. A resposta será em número de dias ou número de vezes. (1) Indicadores de Capacidade de Pagamento Indicadores de Atividade (1) Liquidez Corrente. d) 1. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. Os cálculos são feitos através dos índices de Líquidez. b) 3. Giro do Ativo Total. e a capacidade de produzir lucro de todo o Ativo Investido. (1) Incorporação (1 ) Operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. em seguida. Margem Líquida sobre Vendas. Liquidez Imediata. medem a rotatividade das contas com Ativo e do Passivo. assinale a opção CORRETA. 3. 2.

229. d) 1.1 . Operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. se houver versão de todo o seu patrimônio.00. a empresa apresentou estudo no qual demonstrou que a vida útil do veiculo é de 10 anos e que o valor justo líquido de despesa de venda no momento de sua desativação. que a elas sucederá nos direitos e obrigações. 1.000. 3. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações.000. ou dividindo-se o seu capital. 2.00. 3.12. devendo todas aprová-la. será de R$10. líquido da depreciação acumulada. extinguindo-se a companhia cindida. constituídas para esse fim ou já existentes. A incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. Em 31.00.(3) Cisão ( 2) patrimônio para uma ou mais sociedades.3 . A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. em 31. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. na forma estabelecida para os respectivos tipos. Na data da aquisição. 228. 2. 2 Art. A sequência CORRETA é: a) 2. 1. 227. Com base no código civil: 1 Art. 1.000.404/76 1 Art.116.000. 3. Resposta B . é de: a) R$45. a empresa aplicou NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos e apresentou estudo onde o valor recuperável deste bem é de R$55. para formar sociedade nova.119. se parcial a versão. Na lei 6. 1. A cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. 3 Art. Na incorporação.12. A fusão determina a extinção das sociedades que se unem. trazida a valor presente.2010. c) 2.2 QUESTÃO: Uma sociedade adquiriu em 2. b) 1. uma ou várias sociedades são absorvidas por outra. 2 Art. .2010.00.1. 3.2010 um veículo para ser utilizado na sua atividade operacional por R$70. O valor do Imobilizado. constituídas para esse fim ou já existentes. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações.

2010.000. e somente se.” Resolvendo Então. Acumulada) = R$ 63.b) R$54.000. .00 Resta então calcular o valor contábil Valor contábil neste caso.000.00.00 ÷ 10 anos (vida útil) = R$ 7. em outras palavras significa que o valor que deverá permanecer no balanço será o menor entre o Valor Recuperável e o Valor Contábil Nesta questão o valor recuperável já é informado.00.2010 Balanço patrimonial = 31.000.01. ou seja.00 Valor Recuperável = R$ 55. Se.00 Depreciação acumulada: R$ 70.00 Valor do Imobilizado.00 (deprec. 59. como vimos no texto do Pronunciamento.R$55.000.000.12.000.000.00 (depreciação anual) Aquisição = 02. Resolução: A base para responder a esta questão está no PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável de Ativos Tal pronunciamento menciona: “Reconhecimento e mensuração de perda por desvalorização 58. O reconhecimento e a mensuração de perdas por desvalorização para uma unidade geradora de caixa e para o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) são tratados nos itens 65 a 108. segundo a NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos O MENOR VALOR ENTRE VALOR CONTÁBIL E VALOR RECUPERÁVEL: Valor Contábil = R$ 63.00 (custo) . é igual ao valor de custo subtraído da depreciação acumulada.2010 = R$ 7.000.00.000. o valor recuperável de um ativo for inferior ao seu valor contábil. em 31.000. o valor contábil do ativo deve ser reduzido ao seu valor recuperável. líquido da depreciação acumulada.000.000. haverá desvalorização quando na comparação do Valor Contábil do Ativo com seu Valor Recuperável. a saber: R$ 55. como segue: Valor de custo = R$70. d) R$64. aquele (Valor Contábil) for maior.00 Resposta C . c) R$55.12. Os itens 59 a 64 estabelecem as exigências para reconhecer e mensurar perdas por desvalorização para um ativo individual com exceção do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill).R$ 7.00 Valor contábil = R$ 70.12.2010 Depreciação acumulada em 31.00. Essa redução representa uma perda por desvalorização do ativo.000.

00 Resolução O Balanço Patrimonial é a representação gráfica das contas contábeis que representam o patrimônio da entidade. O patrimônio por sua vez é representado por Bens. e o PASSIVO pelas obrigações.000. devemos identificar no elenco de contas quais delas são Bens e Direitos pois compreendem o Ativo Classificação B = Bens D = Direitos O = Obrigações Redutora = As contas redutoras estão sempre vinculadas a uma conta de origem.000. sendo que o ATIVO será representado pelo Bens e Direitos. em geral a vinculação é com as contas do Imobilizado.000. Para resolver a questão. assim as contas serão divididas entre ATIVO e PASSIVO. Uma sociedade empresária. Direitos e Obrigações.QUESTAO 03. obteve as seguintes informações: O valor total do Ativo no Balanço Patrimonial é de: a) R$71. No caso da Depreciação.00 b) R$73. serão classificadas no Ativo abaixo de sua conta de Origem. Exaustão e Amortização acumulada.00 d) R$75. no encerramento do exercício de 2010.00 c) R$74.000. portanto apesar de não serem diretamente Bens ou Direitos. Exemplo: Ativo Imobilizado = Conta que representa um bem (-) Depreciação Acumulada = Representa desgaste físico e/ou Econômicos do bem e portanto é sua redutora Classificando as contas da questão .

Uma entidade apresentou.000.00 Fornecedores – Vencimento em setembro de 2011 R$ 24.00 Caixa R$ 1.000.000.00 Imóveis de Uso R$ 32.00 Depreciação Acumulada R$ 11.00.500. em 31.00 No Balanço Patrimonial.00.00 Capital Social R$ 26.500.00 Participação Societária em Empresas Controladas R$ 17.000.000.200.00 Participações Permanentes no Capital de Outras Empresas R$1. c) R$24.00 Reserva Legal R$ 4.500.500.500.300.00.2010.00. O Ativo Não Circulante será composto dos seguintes subgrupos: Ativo Realizável a Longo Prazo . o saldo do grupo Investimentos do Ativo Não Circulante é igual a: a) R$21.00 Impostos a Pagar – Vencimento em janeiro de 2011 R$ 8.000.000.000. RESOLUÇÃO ATIVO NÃO CIRCULANTE São incluídos neste grupo todos os bens de permanência duradoura.00 8.00 Ações em Tesouraria R$ 500.500.Resposta B .00 Bancos Conta Movimento R$ 7. b) R$23. d) R$26.300. assim como os direitos exercidos com essa finalidade.300. destinados ao funcionamento normal da sociedade e do seu empreendimento.12.00 Estoque de Mercadoria para Revenda R$ 6.00 Propriedades para Investimento R$ 5. os seguintes saldos de contas: Contas Saldos Ações de Outras Empresas – para negociação R$ 2.R$73.

caso a Empresa X vendesse o equipamento Y. é $40. 9.000. CPC 28 . no seu art. os gastos médios incorridos na produção e venda de uma unidade de produto Z é $8. até a data do teste. 7.000. 4.001.000.404/76. na data do teste.000.em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza. assinale o valor da variação que deverá sofrer o patrimônio da Empresa Industrial X ao efetuar. sabendo-se que: 1.801. 8. entre eles. 3. ignore qualquer tributo. não classificáveis no ativo circulante.000. como fonte permanente de renda. portanto. 6.00.500.As propriedades para investimento são mantidas para obter rendas ou para valorização do capital ou para ambas.00 . e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. o valor de registro original do equipamento Y é $100. assim entendidas as importâncias aplicadas na aquisição de ações e outros títulos de participação societária. a Empresa X é sediada num paraíso fiscal. com a intenção de mantê-las em caráter permanente. o valor de mercado do equipamento Y.00 Participação Societária em empresas controladas R$ 17.00 Valor do Ativo não circulante são de R$ 24.00. seja para se obter o controle societário.00 Participação Permanentes no Capital de Outras Empresas R$ 1. incorreria em gastos associados a tal transação no montante de $13.500.00 por unidade. na data do teste. a depreciação acumulada do equipamento Y.00 c) entre $ –5. 2. 5.00 e $ –5.000. seria capaz de produzir 10.00.00.00 e $ –1. é $ 62. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: III .00 e $ –10. dentro do Ativo Não Circulante.00 b) entre $ –10.000.Investimentos Imobilizado Intangível INVESTIMENTOS No subgrupo Investimentos do Ativo Não Circulante devem ser classificadas as participações societárias permanentes. a) entre $ –15. o custo de capital da Empresa X é 10% ao ano. caso a Empresa X não vendesse o equipamento Y e o continuasse utilizando no processo produtivo.00.110/07. o preço de venda do produto Z é $10. Propriedades para investimento R$ 5.00 Resposta C QUESTÃO: Segundo a Resolução CFC 1. seja por interesses econômicos.800. adequadamente. o lançamento contábil relativo ao teste de recuperabilidade do equipamento Y.000 unidades do produto Z por ano pelos próximos 3 anos. De acordo com a Lei 6. e por isso classificadas no subgrupo Investimentos.000.

para itens não destinados à venda a regra custo ou mercado. amortização ou exaustão acumulada e ajuste para perdas. dos dois o menor pode não fazer muito sentido (o bem não está destinado à venda.000 2 . entretanto. a necessidade de levarmos em conta o valor de mercado. e também consideramos seu valor econômico decorrente de seu uso. a CPC 01 faz referência a todos os ativos. A Lei 6404/76 obriga o teste de recuperabilidade para itens do ativo imobilizado e no intangível. Se o valor contábil for inferior ao valor em uso ou justo. um bem do imobilizado). semelhante a depreciação acumulada ou provisão. quanto geraria de lucro? Esse valor é calculado por estimativa. menos as despesas estimadas de venda. Valor contábil é o montante pelo qual o ativo está reconhecido no balanço depois da dedução de toda respectiva depreciação.000.000) 60.000 (40. Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros esperados que devem advir de um ativo ou de unidade geradora de caixa. quando for maior.Cálculo do preço de venda líquido (valor justo): corresponde ao preço de venda diminuídas das despesas com a venda: Preço de venda 62. Assim. por exemplo. Significa dizer: se o equipamento continuasse funcionando.00 Resolução: Nos termos do CPC 01: Valor recuperável de um ativo ou de unidade geradora de caixa é o maior montante entre:  o seu valor justo líquido de despesa de venda  o seu valor em uso. dos dois o menor.d) zero e) entre $1. ao seu valor justo (valor de venda) ou valor em uso.00 e $2. Valor justo líquido de despesa de venda é o montante a ser obtido pela venda de um ativo ou de unidade geradora de caixa em transações em bases comutativas. O Teste de Recuperabilidade visa reduzir o valor do ativo. 1 – Cálculo do valor contábil: Valor do equipamento (-) Depreciação Acumulada (=) Valor Contábil 100. A redução de valores do ativo ao valor recuperável é um nome mais elegante para o velho jargão contábil: custo ou mercado. Essa regra serve bem aos ativos destinados a venda. entretanto. A conta para reduzir o valor do ativo ao seu valor recuperável é “perdas estimadas por redução ao valor recuperável”.000 . Quando o valor de mercado (valor justo) for superior ao valor contábil reduzimos o valor do ativo por meio de constituição de provisão. entre partes conhecedoras e interessadas. não há necessidade de constituir a provisão para perdas (perdas estimadas por redução ao valor recuperável).

Como a questão nos dá o custo do capital empregado.737).263) Resposta B .(-) Despesas com vendas (=) Valor justo (preço de venda líquido) (13.1 = 20.000) 49.1)2 = 20.000/1.000/ (1+ 0. consideramos que nesse lucro já está embutido esse custo. Capital na data futura (20.1) = 20. devemos levar os 3 valores (20. então. Assim.000/ (1+ 0. 5 – Determinar se há que se fazer provisão (para perdas estimadas): A provisão deverá ser feita quando o valor contábil (60.737 = 10.529 15.331 = 18.000) é maior que o valor recuperável (49. Dessa forma o valor da provisão seria: 60.263 O lançamento contábil seria: D – Perda por Desvalorização (conta de resultado) C – Perdas pelo valor não recuperável (retificadora Imobilizado) (10. Aqui usaremos a fórmula de juros compostos: M = C (1+ i)n Assim.737.000 Considerando os três anos a empresa teria 60.000) i = taxa de custo do capital (10% = 0. C = M/ (1+i)n C = Capital na data atual M = Montante.737 4 – Determinação do valor recuperável: O valor recuperável é o maior dentre o valor justo (49.000/1. No nosso problema foi o que ocorreu.000) e o valor em uso (49. o valor recuperável é de 49.21 = 20. Desse modo: 1° ano 2° ano 3° ano Total valor em uso 20.000/ (1+ 0.000 – 49.000 de lucro.000 3 – Cálculo do valor em uso do equipamento (valor que o equipamento produziria em funcionamento): Preço de venda unitário (-) Gastos incorridos na produção (=) Lucro unitário (x) Quantidade produzida (=) Lucro Anual 10 (8) 2 10.1) n = período de tempo. Nesse ponto.737).026 49.1)3 = 20.000/1.000 unidades 20.182 16.000 por ano) à data do teste considerando o custo de capital dado no problema (10% ao ano).

Demonstração dos Fluxos de Caixa Objetivo Informações sobre o fluxo de caixa de uma entidade são úteis para proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa. As informações sobre os fluxos de caixa são úteis para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa e possibilitam aos usuários desenvolver modelos para avaliar e comparar o valor presente dos fluxos de caixa futuros de diferentes entidades. bem como as necessidades da entidade de utilização desses fluxos de caixa. os juros pagos e os juros. porque são custos de obtenção de recursos financeiros ou retornos sobre investimentos.QUESTÃO: Na Demonstração dos Fluxos de Caixa. Questão relacionada ao CPC 03 (R2) .DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS . os dividendos e os juros sobre o capital próprio recebidos podem ser classificados. respectivamente. como fluxos de caixa de financiamento e fluxos de caixa de investimento. (C) de investimento e de investimento. Item 33 CPC 03 (R2). não há consenso sobre a classificação desses fluxos de caixa para outras entidades. proporciona informações que permitem que os usuários avaliem as mudanças nos ativos líquidos da entidade. como caixa das atividades: (A) das operações e de financiamento (Resposta Correta). a fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias e oportunidades. visto que reduz os efeitos decorrentes do uso de diferentes critérios contábeis para as mesmas transações e eventos. Em relação à resposta temos: Caixa das atividades de operações (Operacionais). os juros recebidos de aplicações financeiras e a amortização de empréstimos obtidos são classificados. bem como da época de sua ocorrência e do grau de certeza de sua geração. Todavia. Os juros pagos e recebidos e os dividendos e os juros sobre o capital próprio recebidos podem ser classificados como fluxos de caixa operacionais. porque eles entram na determinação do lucro líquido ou prejuízo.PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 (R2) . A demonstração dos fluxos de caixa também concorre para o incremento da comparabilidade na apresentação do desempenho operacional por diferentes entidades. Os juros pagos e recebidos e os dividendos e os juros sobre o capital próprio recebidos são comumente classificados como fluxos de caixa operacionais em instituições financeiras. sua estrutura financeira (inclusive sua liquidez e solvência) e sua capacidade para mudar os montantes e a 4 CPC_03(R2) época de ocorrência dos fluxos de caixa. (B) das operações e de investimento. quando usada em conjunto com as demais demonstrações contábeis. Para reforçar a resposta recorremos ao item 14 letra A das atividades operacionais: . Benefícios da informação dos fluxos de caixa A demonstração dos fluxos de caixa. (D) de investimento e de financiamento. Alternativamente. As decisões econômicas que são tomadas pelos usuários exigem avaliação da capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa. respectivamente. (E) de financiamento e de financiamento.

notas promissórias. Portanto. Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais são basicamente derivados das principais atividades geradoras de receita da entidade. e (g) recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos para negociação imediata ou disponíveis para venda futura. assinale a opção CORRETA. empréstimos. A divulgação separada dos fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento é importante por ser útil na predição de exigências de fluxos futuros de caixa por parte de fornecedores de capital à entidade. mediante a aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda em um dado período. (b) pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade. (c) pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços. Em relação à aplicação do Princípio do Registro pelo Valor Original. Caixa das atividades de financiamento Atividades de financiamento Item 17 CPC 03 (R2). outros títulos de dívida. comissões e outras receitas.Item 14 CPC 03 (R2). anuidades e outros benefícios da apólice. (juros recebidos é uma receita financeira. valor presente e valor justo. b) A atualização monetária representa nova avaliação. a) A aplicação do Princípio do Registro pelo Valor Original implica que os ativos e passivos sejam registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa. grifo nosso). (d) amortização de empréstimos e financiamentos. (b) recebimentos de caixa decorrentes de royalties. (e) recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e sinistros. em um descumprimento do Princípio do Registro pelo Valor Original. hipotecas e outros empréstimos de curto e longo prazos. tais como valor realizável. Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento são: (a) caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos patrimoniais. eles geralmente resultam de transações e de outros eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo. (f) pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda. (c) caixa recebido pela emissão de debêntures. constituindo-se. honorários. (d) pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados. portanto. Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais são: (a) recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços. . Resposta A QUESTÃO. não sendo admitida outras bases de mensuração. e (e) pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo a arrendamento mercantil financeiro. a menos que possam ser especificamente identificados com as atividades de financiamento ou de investimento.

F. F. d) V. . c) V. em seguida. Provisões estão relacionadas a perdas operacionais futuras. A sequência CORRETA é: a) F.c) A atualização monetária representa o ajustamento dos valores originais para determinada data. Provisões são passivos com prazo ou valor incertos. 7º O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações. aboliu o Princípio do Registro pelo Valor Original por estar em desacordo com as novas normas contábeis brasileiras. RESOLUÇÃO A) Incorreto Art. F. III. Passivos podem representar obrigações formais ou legalmente exigíveis ou obrigações decorrentes de práticas negociais costumeiras. C) Correto III – a atualização monetária não representa nova avaliação.” Não representa o descumprimento do princípio. mediante a aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. b) F. D) Incorreto Artigo 7º da norma. não representando um descumprimento Princípio ao Registro pelo Valor Original.º 1. julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e. expressos em moeda nacional. Passivos são obrigações presentes. F. F. assinale a opção CORRETA. mediante a aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. V. V. feita pela Resolução n. V.282/10. convergentes às normas internacionais de contabilidade. mas tão somente o ajustamento dos valores originais para determinada data. mediante a aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período.º 750/93. F. IV. Resposta C QUESTAO: Considerando os conceitos de passivos e provisões. V. d) A redação atualizada da Resolução CFC n. V. V. mas tão somente o ajustamento dos valores originais para determinada data. B) Incorreto III – a atualização monetária não representa nova avaliação. II. I. que trata dos Princípios de Contabilidade.

derivada de eventos já ocorridos. obrigações surgem também de práticas usuais do negócio.: O texto foi retirado do pronunciamento. Esse é normalmente o caso. Uma característica essencial para a existência de passivo é que a entidade tenha uma obrigação presente. Com base nos textos dos pronunciamentos. das contas a pagar por bens e serviços recebidos. as importâncias que espera gastar com os produtos já vendidos constituem passivos. . com os significados especificados: Provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos. a entidade que decida. por exemplo. porém nós fizemos os destaques pra salientar as respostas às questões. Sobre a definição de Provisões segundo o texto do PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 25 Provisões. 1. de usos e costumes e do desejo de manter boas relações comerciais ou agir de maneira equitativa. 1. a) A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância. sem alterações. OBS.: O texto foi retirado do pronunciamento. podemos concluir a resposta correta: Resposta D . assinale a opção INCORRETA. Entretanto. V. Passivos Contingentes e Ativos Contingentes Definições 10. por questão de política mercadológica ou de imagem. conforme texto do PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO (R1) Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro Passivos 4. se. ressaltados os destaques feitos por nós. V.15. cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos.V. sem alterações. Desse modo. Passivos Contingentes e Ativos Contingentes e sua correspondente NBC TG 25 – Resolução nº. QUESTÃO: Em relação à aplicação do Princípio da Oportunidade.374/11. por exemplo. bem como o PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 25 Provisões. retificar defeitos em seus produtos. Passivo é uma obrigação presente da entidade. As obrigações podem ser legalmente exigíveis em consequência de contrato ou de exigências estatutárias. mesmo quando tais defeitos tenham se tornado conhecidos depois da expiração do período da garantia.” OBS.180/09 Sobre a definição de Passivo.Resolução: Para resolver esta questão devemos ler o que está definido no PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO (R1) Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro e sua correspondente NBC TG Estrutura Conceitual – Resolução nº. porém nós fizemos os destaques pra salientar as respostas às questões. Uma obrigação é um dever ou responsabilidade de agir ou de desempenhar uma dada tarefa de certa maneira. Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento. F.

de forma a tentar equilibrar as duas qualidades. 3.b) É necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. 3. 2. c) 3.diz isso sim Art. 1. c) Incorreto.º 750/93. o princípio não informa isso. 6º O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas Resposta C QUESTÃO: Relacione a base de mensuração na primeira coluna com a descrição respectiva na segunda coluna e. b) 2. d) Correto . por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. assinale a opção CORRETA. Assinale a opção incorreta a) Correto A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância. d) Este Princípio de Contabilidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. em seguida. sendo sempre preferível sacrificar a tempestividade em prol da confiabilidade. RESOLUÇÃO Resolução CFC n. 1. 1. que dispõe sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade. A sequência CORRETA é: a) 2. c) É necessário considerar que a confiabilidade tem prioridade em relação à tempestividade da informação produzida. b) Correto por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. .

emitido pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) e pela NBC TG Estrutura Conceitual – Resolução no. da Nota Fiscal. No . vamos resumir as formas de mensuração de uma maneira mais simples. não descontados.55. pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa. em algumas circunstâncias (como. dos fluxos futuros de saídas líquidas de caixa que se espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. Esse processo envolve a seleção da base específica de mensuração.54. Um número variado de bases de mensuração é empregado em diferentes graus e em variadas combinações nas demonstrações contábeis. que se espera seriam necessários para liquidar a obrigação na data do balanço. Essas bases incluem o que segue: (a) Custo histórico. (d) Valor presente. dos fluxos futuros de entradas líquidas de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações. imposto de renda). descontado. 2. Custo corrente.d) 3. pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa se espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. RESOLUÇÃO A resposta a esta questão está apresentada no conteúdo do PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO (R1) Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro. Os passivos são registrados pelos montantes dos recursos recebidos em troca da obrigação ou. não descontados. seja Ativo ou Passivo.374/11. Os ativos são mantidos pelo valor presente. Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma ordenada. Mensuração é o processo que consiste em determinar os montantes monetários por meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resultado. tanto para contas do Ativo quanto para contas do Passivo. por exemplo. (c) Valor realizável (valor de realização ou de liquidação). É o valor atualizado do Item. que se espera serão pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações. É o valor da negociação efetuada. 4. É o valor nominal do contrato. Os passivos são mantidos pelo valor presente. da negociação. (b) Custo corrente. Vamos então verificar o que diz o texto do Pronunciamento a respeito dos critérios de mensuração. “Mensuração dos elementos das demonstrações contábeis 4. Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. Custo histórico.” Tentando evitar o entendimento do texto por mera “decoreba”. 1. No caso do Ativo é como se eu atualizasse meus estoques por exemplo pelo valor de compra na data do balanço. isto é. Os passivos são reconhecidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa. 1. descontado. Os passivos são mantidos pelos seus montantes de liquidação. Os ativos são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da aquisição.

d) Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações contábeis é que elas sejam compreendidas pelos usuários. No caso do Passivo funciona a mesma sistemática. atividades econômicas e contabilidade e a disposição de estudar as informações com razoável diligência. e mudanças em políticas contábeis somente são admitidas quando requeridas pela introdução de normas contábeis aperfeiçoadas. Tanto para o Ativo quanto para o Passivo refere-se ao valor histórico subtraído dos ônus financeiros adicionados na data da contratação. ajudando-os a avaliar o impacto de eventos passados. Valor realizável (valor de realização ou de liquidação). 1. visando atingir um resultado ou desfecho predeterminado. As demonstrações contábeis não são neutras se. b) As informações são relevantes quando podem influenciar as decisões econômicas dos usuários. c) Para ser confiável. pois toda compra ou venda a prazo está adicionada de custo financeiro. podemos citar as compras e vendas a prazo. o que poderia incorrer em acréscimos de valores até a data do balanço. Como exemplo. RESOLUÇÃO A resposta a esta questão está apresentada no conteúdo do PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO (R1) Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório . QUESTAO: Em relação às características qualitativas das informações contábeis. porém contabilizamos sempre o valor total da nota fiscal como Contas a Pagar ou Contas a Receber respectivamente. Em outras palavras é o valor que eu conseguiria obter se me desfizesse do Ativo na data do balanço. a) A mensuração e a apresentação dos efeitos financeiros de transações semelhantes e outros eventos devem ser feitas de modo consistente pela entidade. presume-se que os usuários tenham um conhecimento razoável dos negócios. Resposta A .Passivo é como se eu atualizasse as dívidas para a data do balanço. Valor presente. a informação contida nas demonstrações contábeis deve ser neutra. presentes ou futuros ou confirmando ou corrigindo as suas avaliações anteriores. isto é. O valor presente é o Valor total da Nota Fiscal subtraído do custo financeiro embutido nela. elas induzirem a tomada de decisão ou julgamento específico. pela escolha ou apresentação da informação. Para tanto. É o valor atual de mercado. assinale a opção INCORRETA. 3.2. imparcial.

as mudanças das políticas contábeis podem acontecer pelos motivos elencados no item 14 b do pronunciamento CPC 23 b) As informações são relevantes quando podem influenciar as decisões econômicas dos usuários. A entidade deve alterar uma política contábil apenas se a mudança: (a) for exigida por Pronunciamento. De acordo com o PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO “Características qualitativas fundamentais QC5. Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. 1. “Mudança nas políticas contábeis” 14.” Alternativa incorreta. ajudando-os a avaliar o impacto de eventos passados. Mudança de Estimativa e Retificação de Erro e sua correspondente NBC TG 23 Políticas Contábeis. Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. pois além de novas normas ou normas aperfeiçoadas. no seu desempenho e nos seus fluxos de caixa. a menos que uma mudança em política contábil esteja em conformidade com um dos critérios enunciados no item 14. emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. pela correspondente NBC TG Estrutura Conceitual – Resolução no. ou (b) resultar em informação confiável e mais relevante nas demonstrações contábeis sobre os efeitos das transações. do desempenho ou dos fluxos de caixa da entidade.. Por isso. presentes ou futuros ou confirmando ou corrigindo as suas avaliações anteriores. A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no caso de alguns usuários decidirem não a levar em consideração. e mudanças em políticas contábeis somente são admitidas quando requeridas pela introdução de normas contábeis aperfeiçoadas. Mudança de Estimativa e Retificação de Erro – Resolução no. outros eventos ou condições acerca da posição patrimonial e financeira. Segundo o CPC 23 Políticas Contábeis. Os usuários das demonstrações contábeis devem ter a possibilidade de comparar as demonstrações contábeis da entidade ao longo do tempo para identificar tendências na sua posição patrimonial e financeira. As características qualitativas fundamentais são relevância e representação fidedigna. e pelo Pronunciamento CPC 23 Políticas Contábeis.Contábil-Financeiro. Relevância QC6. devem ser aplicadas as mesmas políticas contábeis em cada período e de um período para o outro. 1. ou já tiver tomado ciência de sua existência por outras fontes. emitido pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis).179/09 Para facilitar a resolução e o entendimento vamos comentar cada alternativa com base nos pronunciamentos referenciados anteriormente. a) A mensuração e a apresentação dos efeitos financeiros de transações semelhantes e outros eventos devem ser feitas de modo consistente pela entidade. Interpretação ou Orientação. . 15.374/11.

a informação sobre receita para o ano corrente. pela escolha ou apresentação da informação. QC9. isto é. presume-se que os usuários tenham um conhecimento razoável dos negócios. ou qualquer outro tipo de manipulação que aumente a probabilidade de a informação contábilfinanceira ser recebida pelos seus usuários de modo favorável ou desfavorável. Um retrato neutro da realidade econômica é desprovido de viés na seleção ou na apresentação da informação contábil-financeira. QC8. atividades econômicas e contabilidade e a disposição de estudar as informações com razoável diligência. a informação contida nas demonstrações contábeis deve ser neutra. A informação contábil-financeira tem valor preditivo se puder ser utilizada como dado de entrada em processos empregados pelos usuários para predizer futuros resultados. valor confirmatório ou ambos. Um retrato neutro não deve ser distorcido com contornos que possa receber dando a ele maior ou menor peso. As demonstrações contábeis não são neutras se.QC7. Informação neutra não significa informação sem propósito ou sem influência no comportamento dos usuários. também pode ser comparada com predições de receita para o ano corrente que foram feitas nos anos anteriores. elas induzirem a tomada de decisão ou julgamento específico. mesmo os usuários bem informados e diligentes podem sentir a necessidade de procurar ajuda de consultor para compreensão da informação sobre um fenômeno econômico complexo. imparcial. A informação contábil-financeira não precisa ser uma predição ou uma projeção para que possua valor preditivo. informação contábil-financeira relevante. ênfase maior ou menor. A informação contábil-financeira tem valor confirmatório se retro-alimentar – servir de feedback – avaliações prévias (confirmá-las ou alterá-las). Para tanto. por definição. O valor preditivo e o valor confirmatório da informação contábil-financeira estão interrelacionados. Relatórios contábil-financeiros são elaborados para usuários que têm conhecimento razoável de negócios e de atividades econômicas e que revisem e analisem a informação diligentemente. QC10. Os resultados dessas comparações podem auxiliar os usuários a corrigirem e a melhorarem os processos que foram utilizados para fazer tais predições. d) Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações contábeis é que elas sejam compreendidas pelos usuários. c) Para ser confiável. a qual pode ser utilizada como base para predizer receitas para anos futuros.” Resposta A . visando atingir um resultado ou desfecho predeterminado.” Alternativa correta. De acordo com o PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO “QC32. é aquela capaz de fazer diferença nas decisões tomadas pelos usuários. De acordo com o PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO “QC14. A bem da verdade.” Alternativa correta. A informação que tem valor preditivo muitas vezes também tem valor confirmatório. Por exemplo. A informação contábil-financeira com valor preditivo é empregada pelos usuários ao fazerem suas próprias predições. A informação contábil-financeira é capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor preditivo. Por vezes.

292/10 Neste Pronunciamento.QUESTAO: Redução ao Valor Recuperável de Ativos se aplica a todos os ativos a seguir. assinale a opção INCORRETA. 3. e (i) ativos não circulantes (ou grupos de ativos disponíveis para venda) classificados como mantidos para venda em consonância com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada. Este Pronunciamento Técnico não se aplica a estoques. (g) ativos biológicos relacionados à atividade agrícola que sejam mensurados ao valor justo líquido de despesas de venda (ver Pronunciamento Técnico CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola). d) Investimento em Controlada Resolução Esta questão diz respeito ao PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável de Ativos e a correspondente NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos. Este Pronunciamento Técnico deve ser aplicado na contabilização de ajuste para perdas por desvalorização de todos os ativos. b) Estoque. ativos advindos de contratos de construção. (b) ativos advindos de contratos de construção (ver Pronunciamento Técnico CPC 17 – Contratos de Construção). EXCETO a: a) Ativo Intangível. (c) ativos fiscais diferidos (ver Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro). ativos fiscais diferidos. ativos advindos de planos de benefícios a empregados ou ativos classificados como mantidos para venda (ou incluídos em grupo de ativos que seja classificado como disponível para venda) em decorrência de os Pronunciamentos Técnicos do CPC vigentes aplicáveis a esses ativos conterem disposições orientadoras para reconhecimento e mensuração desses ativos. (e) ativos financeiros que estejam dentro do alcance dos Pronunciamentos Técnicos do CPC que disciplinam instrumentos financeiros. c) Imobilizado. aprovada pela RESOLUÇÃO CFC N. (f) propriedade para investimento que seja mensurada ao valor justo (ver Pronunciamento Técnico CPC 28 – Propriedade para Investimento).º 1. exceto: (a) estoques (ver Pronunciamento Técnico CPC 16(R1) – Estoques). (h) custos de aquisição diferidos e ativos intangíveis advindos de direitos contratuais de companhia de seguros contidos em contrato de seguro dentro do alcance do Pronunciamento Técnico CPC 11 – Contratos de Seguro.” Resposta B. leia-se: Alcance 2. . Em relação às Notas Explicativas e às Demonstrações Contábeis. (d) ativos advindos de planos de benefícios a empregados (ver Pronunciamento Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados). conforme letra “a” item 2 do Pronunciamento Técnico CPC 01 (R1) Questão 09 9.

A entidade deve divulgar nas notas explicativas informação acerca dos principais pressupostos relativos ao futuro. c) Informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis. RESOLUÇÃO a) A entidade deve divulgar nas notas explicativas as fontes principais da incerteza das estimativas à data do balanço que tenham risco significativo de provocar modificação material nos valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo. (b) divulgar a informação requerida pelas normas. b) A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas as bases de mensuração utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis e outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis. mas que seja relevante para sua compreensão. d) Políticas contábeis inadequadas podem ser retificadas por meio da divulgação das políticas contábeis utilizadas ou por notas ou qualquer outra divulgação explicativa. interpretações e comunicados técnicos que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis. d) Políticas contábeis inadequadas podem ser retificadas por meio da divulgação das políticas contábeis utilizadas ou por notas ou qualquer outra divulgação explicativa. na NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis menção sobre esta afirmativa. Divulgação de políticas contábeis 117. Não há. mas que seja relevante para sua compreensão. O que diz a NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. deve ser apresentada nas notas explicativas. portanto é uma afirmativa incorreta . O que diz a NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. mas que seja relevante para sua compreensão. b) A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas as bases de mensuração utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis e outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis. Estrutura 112. Principais fontes da incerteza das estimativas 125. A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas: (a) a base (ou bases) de mensuração utilizada(s) na elaboração das demonstrações contábeis. O que diz a NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. As notas explicativas devem: (a) apresentar informação acerca da base para a elaboração das demonstrações contábeis e das políticas contábeis específicas utilizadas de acordo com os itens 117 a 124. Com respeito a esses ativos e passivos. as notas explicativas devem incluir detalhes informativos acerca: (a) da sua natureza. c) Informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis. deve ser apresentada nas notas explicativas. e (b) outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis. e (b) do seu valor contábil à data do balanço. que tenham risco significativo de provocar modificação material nos valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo. e outras fontes principais da incerteza das estimativas à data do balanço. e (c) prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis.a) A entidade deve divulgar nas notas explicativas as fontes principais da incerteza das estimativas à data do balanço que tenham risco significativo de provocar modificação material nos valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo.

nesse caso. a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. Prudência: “Art. c) Prudência. Texto atual conforme Resolução CFC 1. . Uma empresa em continuidade deve avaliar seus Ativos e Passivos pelo seu valor original.” O Princípio da Oportunidade existe para garantir que toda variação patrimonial seja contabilizada no momento em que ela acontece. pois eles são a base.282/10 Continuidade: “Art. portanto. se tal intenção ou necessidade existir. d) Relevância. enquanto que uma empresa em liquidação. a linha mestra de nossa ciência. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO. 6º O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. desde haja uma condição e um critério técnico de apuração. independentemente inclusive de documentos comprobatórios. “A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulg ação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância. Oportunidade: “Art. deve avaliar seus Ativos e Passivos ao valor de realização futura. Resolução É de fundamental importância conhecer todos os Princípios Contábeis. 5º O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e. tal base deverá ser divulgada.” Pelo princípio da continuidade.Resposta D QUESTÃO: Presume-se que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquidação. 10. A afirmação acima tem por base o Princípio da: a) Continuidade. sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. nem reduzir materialmente a escala das suas operações. Parágrafo único. deve existir uma diferenciação na valorização de Ativos e Passivos dependendo da continuidade ou não das atividades da empresa. vamos ao menos verificar o que está publicado nas Normas Técnicas a respeito de cada Princípio mencionado nas alternativas. b) Oportunidade. Para resolver esta questão. as demonstrações contábeis têm que ser preparadas numa base diferente e.

c) II e III. dessa maneira. Resolução A questão fala sobre a definição de Passivo. QUESTÃO: Em relação ao Passivo. d) III.” Este Princípio está presente sempre em que houver dúvida entre dois valores. (b) Passivo é uma obrigação presente da entidade. ou dois critérios de mensuração. assinale a opção CORRETA. julgue os itens abaixo e.Continuidade. em seguida. III. II e III. e sim uma característica qualitativa da informação contábil. no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados. São quatro as características qualitativas da informação contábil: Compreensibilidade. cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos. II. atribuindo maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais. (c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos. Existem obrigações que atendem ao conceito de passivo. apenas. derivada de eventos já ocorridos. O Princípio da Prudência pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza. Neste caso ser prudente significa contabilizar o menor valor para Ativos e o maior valor para Passivos. A extinção de um passivo pode ocorrer mediante a prestação de serviços. Relevância: Relevância não é um Princípio Contábil. Confiabilidade e Comparabilidade Resposta A . passivos e patrimônio líquido. Os elementos diretamente relacionados com a mensuração da posição patrimonial e financeira são ativos. 1. Posição Patrimonial e Financeira 49. vamos ler o que está escrito na NBC TG – ESTRUTURA CONCEITUAL. Relevância. Estes são definidos como segue: (a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. . publicada pela Resolução CFC no. Está(ão) CERTO(S) o(s) item(ns): a) I.Parágrafo único. Passivos podem decorrer de obrigações formais ou legalmente exigíveis. mas não são reconhecidas por não ser possível mensurá-las de forma confiável. I. apenas.121/08. b) I e II. apenas.

54. Dessa forma. 51. por exemplo. Se. por exemplo. o arrendamento financeiro dá origem a itens que satisfazem a definição de um ativo e um passivo e. mas não tentam especificar os critérios que precisam ser atendidos para que possam ser reconhecidos no balanço patrimonial. retificar defeitos em seus produtos. Uma obrigação é um dever ou responsabilidade de agir ou fazer de uma certa maneira. As obrigações podem ser legalmente exigíveis em conseqüência de um contrato ou de requisitos estatutários. A obrigação normalmente surge somente quando o ativo é recebido ou a entidade assina um acordo irrevogável de aquisição do ativo. a expectativa de que futuros benefícios econômicos fluam para a entidade ou deixem a entidade deve ser suficientemente certa para que seja atendido o critério de probabilidade do item 83. A extinção de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras. uma obrigação presente. Assim. Uma característica essencial para a existência de um passivo é que a entidade tenha uma obrigação presente. por exemplo. passivo ou patrimônio líquido. Especificamente. Esse é normalmente o caso. uma entidade decide. por exemplo. por exemplo. pela entidade. das contas a pagar por mercadorias e serviços recebidos. usos e costumes e o desejo de manter boas relações comerciais ou agir de maneira eqüitativa. por causa da existência de uma penalidade significativa. A liquidação de uma obrigação presente geralmente implica na utilização. (b) transferência de outros ativos. portanto. (d) substituição da obrigação por outra. A decisão da Administração de uma entidade de adquirir ativos no futuro não constitui. por meio de: (a) pagamento em dinheiro. Neste último caso. a essência e a realidade econômica são que o arrendatário adquire os benefícios econômicos do uso do ativo arrendado pela maior parte da sua vida útil. no caso do arrendamento financeiro. a natureza irrevogável do acordo significa que as conseqüências econômicas de deixar de cumprir a obrigação. por uma questão de política mercadológica ou de imagem. As definições de ativo e passivo identificam os seus aspectos essenciais. Ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo. de recursos capazes de gerar benefícios econômicos a fim de satisfazer o direito da outra parte. ou (e) conversão da obrigação em capital. “Passivos 53. como contraprestação de aceitar a obrigação de pagar por esse direito um valor próximo do valor justo do ativo e o respectivo encargo financeiro. devese atentar para a sua essência e realidade econômica e não apenas sua forma legal. antes que um ativo ou um passivo seja reconhecido. mesmo quando tais defeitos tenham se tornado conhecidos depois que expirou o período da garantia. Deve-se fazer uma distinção entre uma obrigação presente e um compromisso futuro. 51. Obrigações surgem também de práticas usuais de negócios. Assim. . deixem a entidade com pouca ou nenhuma alternativa para evitar o desembolso de recursos em favor da outra parte. as definições abrangem itens que não são reconhecidos como ativos ou passivos no balanço porque não satisfazem aos critérios de reconhecimento discutidos nos itens 82 a 98. são reconhecidos como tais no balanço patrimonial do arrendatário. as importâncias que espera gastar com os produtos já vendidos constituem-se passivos. 55. (c) prestação de serviços. Balanços patrimoniais elaborados de acordo com as normas devem incluir como ativo ou passivo itens que satisfaçam a essas definições. por si só.50.

mas para sermos objetivos em relação a questão. tem um enfoque amplo e assim. ainda que seu valor tenha que ser estimado. Ou uma entidade pode ter a necessidade de reconhecer como passivo futuros abatimentos baseados no volume das compras anuais dos clientes. e 53 Opção “II” “Existem obrigações que atendem ao conceito de passivo. identificaremos abaixo cada alternativa de resposta. requer uma saída de recursos. se não houver condições de mensurar.” OBS. ela é um passivo. . publicada pela Resolução CFC no. (1) Há obrigação presente que. não será feita a provisão. II e III. Nos casos em que o fato se mostrar relevante. por exemplo. mas é exigida divulgação para o passivo contingente. em seguida. Ler na NBCT TG o ítem 55 c Resposta A . A definição de passivo. Exemplos incluem provisões por pagamentos a serem feitos para satisfazer acordos com garantias em vigor e provisões para fazer face a obrigações de aposentadoria. Opção “III” A extinção de um passivo pode ocorrer mediante a prestação de serviços. mas não são reconhecidas por não ser possível mensurá-las de forma confiável. se a provisão envolve uma obrigação presente e satisfaz os demais critérios da definição. Assim. mas isso não descaracteriza o passivo. No Brasil esses passivos são descritos como provisões. Passivos resultam de transações ou outros eventos passados.” Ler na NBCT TG o ítem 57 Neste caso devemos entender que.: Obviamente a definição de Passivos é complexa e merece a leitura de todos os ítens acima. QUESTÃO: Relacione a situação descrita na primeira coluna com o procedimento a ser adotado na segunda coluna e.121/08 Opção “I” “Passivos podem decorrer de obrigações formais ou legalmente exigíveis. 57.I. constante do item 49. com o item exposto acima conforme a NBC TG – ESTRUTURA CONCEITUAL. 56. Alguns passivos somente podem ser mensurados com o emprego de um elevado grau de estimativa. 1. assinale a opção CORRETA. a aquisição de mercadorias e o uso de serviços resultam em contas a pagar (a não ser que pagos adiantadamente ou na entrega) e o recebimento de um empréstimo resulta na obrigação de liquidá-lo.” Ler na NBCT TG os itens 49 b. tais como pela renúncia do credor ou pela perda dos seus direitos creditícios. provavelmente. a venda das mercadorias no passado é a transação da qual deriva o passivo.Uma obrigação pode também ser extinta por outros meios. nesse caso. deve-se ao menos colocar em nota explicativa. (2) Nenhuma provisão é reconhecida.

3. 3. mas provavelmente não irá requerer uma saída de recursos. Há obrigação possível ou obrigação presente cuja probabilidade de uma saída de recursos é remota. e (b) os passivos derivados de apropriações por competência (accruals) são passivos a pagar por bens ou serviços fornecidos ou recebidos. 3. b) 1.(2) Há obrigação possível ou obrigação presente que pode requerer. Adicionalmente. A sequência CORRETA é: a) 2. Resolução: Para entendimento da resolução é necessário a leitura do itens abaixo. Passivos Contingentes e Ativos Contingentes “…Provisão e outros passivos 11. As provisões podem ser distintas de outros passivos tais como contas a pagar e passivos derivados de apropriações por competência (accruals) porque há incerteza sobre o prazo ou o valor do desembolso futuro necessário para a sua liquidação. Embora algumas vezes seja necessário estimar o valor ou prazo desses passivos. 2. faturados ou formalmente acordados com o fornecedor. 1. 3. Por contraste: (a) as contas a pagar são passivos a pagar por conta de bens ou serviços fornecidos ou recebidos e que tenham sido faturados ou formalmente acordados com o fornecedor. o termo passivo contingente é usado para passivos que não satisfaçam os critérios de reconhecimento. Relação entre provisão e passivo contingente 12. 13. (3) Nenhuma provisão é reconhecida e nenhuma divulgação é exigida. Em sentido geral. d) 1. valores relacionados com pagamento de férias). Porém. c) 2. 2. (3) (1) A provisão é reconhecida e é exigida divulgação para a provisão. Os passivos derivados de apropriação por competência (accruals) são frequentemente divulgados como parte das contas a pagar. mas que não tenham sido pagos. a incerteza é geralmente muito menor do que nas provisões. incluindo valores devidos a empregados (por exemplo. extraídos do Pronunciamento Técnico CPC 25 – Provisões. Este Pronunciamento Técnico distingue entre: . neste Pronunciamento Técnico o termo “contingente” é usado para passivos e ativos que não sejam reconhecidos porque a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controle da entidade. todas as provisões são contingentes porque são incertas quanto ao seu prazo ou valor. enquanto as provisões são divulgadas separadamente. 1.

e (b) passivos contingentes – que não são reconhecidos como passivo porque são: (i) obrigações possíveis. Uma provisão deve ser reconhecida quando: (a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado. 3. presume-se que um evento passado dá origem a uma obrigação presente se. Reconhecimento Provisão 14. julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e. Com base nessa observação. A provisão é reconhecida e é exigida divulgação para a provisão. e (c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. teremos a seguinte resposta: (2) (3) (1) Nenhuma provisão é reconhecida. Nesses casos. (b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação. Obrigação presente 15. em seguida. (V) Estão fora do alcance da Estrutura Conceitual informações financeiras elaboradas . 1. Resposta A .2. ou (ii) obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento deste Pronunciamento Técnico (porque não é provável que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a obrigação. mas é exigida divulgação para o passivo contingente. Se essas condições não forem satisfeitas. ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do valor da obrigação). assinale a opção CORRETA. QUESTÃO: A Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis estabelece os conceitos que fundamentam a preparação e a apresentação de demonstrações contábeis destinadas a usuários externos. levando em consideração toda a evidência disponível. nenhuma provisão deve ser reconhecida. Em casos raros não é claro se existe ou não uma obrigação presente. Nenhuma provisão é reconhecida e nenhuma divulgação é exigida.(a) provisões – que são reconhecidas como passivo (presumindo-se que possa ser feita uma estimativa confiável) porque são obrigações presentes e é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja necessária para liquidar a obrigação. visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos. é mais provável que sim do que não que existe uma obrigação presente na data do balanço…” Baseado na leitura acima.

d) V. além daquelas contidas nas demonstrações contábeis. F. Tais demonstrações contábeis são preparadas e apresentadas pelo menos anualmente e visam atender às necessidades comuns de informações de um grande número de usuários. Esta Estrutura Conceitual trata das demonstrações contábeis para fins gerais (daqui por diante designadas como “demonstrações contábeis”).. relevância. por exemplo. portanto. Regime de Competência e Continuidade são apresentados na Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis como pressupostos básicos. F. F. V. o reconhecimento e a mensuração dos elementos que compõem as demonstrações contábeis. Esta Estrutura Conceitual aborda: (a) o objetivo das demonstrações contábeis.para fins exclusivamente fiscais. (b) as características qualitativas que determinam a utilidade das informações contidas nas demonstrações contábeis. () Estão fora do alcance da Estrutura Conceitual informações financeiras elaboradas para fins exclusivamente fiscais. F. Segundo a NBCT TG “…Alcance 5. (c) a definição. V. devem ser preparadas e apresentadas tendo em vista essas necessidades. têm de confiar nas demonstrações contábeis como a principal fonte de informações financeiras. F. como. Resolução A resolução desta questão está no texto da NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis. aquelas incluídas em prospectos para . F. informações sobre assuntos complexos devem ser excluídas por serem de difícil entendimento para usuários que não conheçam as particularidades do negócio. e tenham o poder de obtêlas. F. (F) Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações contábeis é que elas sejam prontamente entendidas pelos usuários. inclusive das demonstrações contábeis consolidadas. 6. Alguns desses usuários talvez necessitem de informações. Muitos usuários. portanto. (V) (F) A sequência CORRETA é: a) F. confiabilidade e comparabilidade são apresentadas na Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis como pressupostos básicos. b) F. e (d) os conceitos de capital e de manutenção do capital. F. para cada alternativa iremos identificar imediatamente abaixo o item correspondente na Norma. c) V. esclarecendo a opção de Falso ou Verdadeiro. todavia. Compreensibilidade. Tais demonstrações. V. Estão fora do alcance desta Estrutura Conceitual informações financeiras elaboradas para fins especiais. V. Por esta razão.

As demonstrações contábeis preparadas pelo regime de competência informam aos usuários não somente sobre transações passadas envolvendo o pagamento e recebimento de caixa ou outros recursos financeiros. Por esta razão. apresentam informações sobre transações passadas e outros eventos que sejam as mais úteis aos usuários na tomada de decisões econômicas. O regime de competência pressupõe a confrontação entre receitas e despesas que é destacada nos itens 95 e 96. A fim de atingir seus objetivos. Todavia. informações sobre assuntos complexos devem ser excluídas por serem de difícil entendimento para usuários que não conheçam as particularidades do negócio. inclusive sob o pretexto de que seria difícil para certos usuários as entenderem…. esta Estrutura Conceitual pode ser aplicada na preparação dessas demonstrações para fins especiais. Dessa forma. quando as exigências de tais demonstrações o permitirem…. As demonstrações contábeis são normalmente preparadas no pressuposto de que a entidade continuará em operação no futuro previsível. os efeitos das transações e outros eventos são reconhecidos quando ocorrem (e não quando caixa ou outros recursos financeiros são recebidos ou pagos) e são lançados nos registros contábeis e reportados nas demonstrações contábeis dos períodos a que se referem. atividades econômicas e contabilidade e a disposição de estudar as informações com razoável diligência. Continuidade 23. Dessa forma.lançamentos de ações no mercado e ou elaboradas exclusivamente para fins fiscais. Para esse fim. Não obstante.” Alternativa FALSA () Regime de Competência e Continuidade são apresentados na Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis como pressupostos básicos. demonstrações contábeis são preparadas conforme o regime contábil de competência. Segundo a NBCT TG “…Compreensibilidade 25. presume-se que os usuários tenham um conhecimento razoável dos negócios. Segundo a NBCT TG “…Pressupostos Básicos Regime de Competência 22. informações sobre assuntos complexos que devam ser incluídas nas demonstrações contábeis por causa da sua relevância para as necessidades de tomada de decisão pelos usuários não devem ser excluídas em nenhuma hipótese. Segundo esse regime. mas também sobre obrigações de pagamento no futuro e sobre recursos que serão recebidos no futuro. presume-se que a entidade .” Alternativa VERDADEIRA () Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações contábeis é que elas sejam prontamente entendidas pelos usuários. Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações contábeis é que elas sejam prontamente entendidas pelos usuários.

Alternativa VERDADEIRA () Compreensibilidade.não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquidação. F. 24 – 46 25 26 – 30 29 – 30 31 – 38 33 – 34 35 36 37 38 39 – 42 .V. F. tal base deverá ser divulgada. Segundo a NBCT TG CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Compreensibilidade Relevância Materialidade Confiabilidade Representação adequada Primazia da essência sobre a forma Neutralidade Prudência Integridade Comparabilidade Alternativa FALSA Resposta C . nesse caso. se tal intenção ou necessidade existir. confiabilidade e comparabilidade são apresentadas na Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis como pressupostos básicos. as demonstrações contábeis têm que ser preparadas numa base diferente e. relevância. nem reduzir materialmente a escala das suas operações. V.

CONTABILIDADE DE CUSTOS E GERENCIAL CONTABILIDADE DE CUSTOS CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ciência contábil que se dedica ao estudo racional dos gastos feitos para se obter um bem de venda ou de consumo. dos planos operacionais e das atividades de distribuição para determinar o lucro. dos serviços. e conseqüentemente os únicos custos produtivos considerados eram o valor das matérias-primas consumidas e da mão-de-obra utilizada. tudo ao final de um determinado período. e tinha como objetivos: a) Avaliação de inventários de matérias-primas. uma mercadoria ou um serviço. Estoques iniciais (+) Compras (-) Estoques finais (=) Custo das Mercadorias Vendidas b) Verificar os resultados obtidos pelas empresas como consequência da fabricação e venda de seus produtos. para qualquer empresa ter um sistema de . as empresas possuíam processos produtivos basicamente artesanais. É. analisa e interpreta os custos dos produtos. surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das atividades empresariais. dos inventários. para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisão. Além disso. imprescindível. organiza. dos componentes da organização. quer seja um produto. então. da intensificação da concorrência e da crescente escassez de recursos. Contabilidade de Custos é o ramo da função financeira que acumula. as inúmeras possibilidades de utilização dos fatores de produção determinam uma variedade quase infinita no comportamento dos custos resultantes. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos nasceu com a Revolução Industrial. de produtos fabricados e de produtos vendidos. Nessa época. Como consequência do crescimento das organizações.

A determinação dos custos dos inventários com a finalidade de ajustar o cálculo dos estoques mínimos. do trabalho necessário para conserto.À Administração. dos serviços de garantia dos produtos. Assim. quando esta deseja tomar uma decisão. 10 . 9 . quando as despesas de manutenção e reparos ultrapassarem os benefícios advindos da utilização do equipamento. agrupamento. b) Fornecer informações aos dirigentes para o controle das operações e atividades da empresa. sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).A determinação do preço de venda dos produtos ou serviços. ainda mais numa economia capitalista e concorrencial como a nossa. fornece informações para: 1 . c) Fornecer informações para o planejamento da direção e a tomada de decisões. do lote econômico de compra e da época de compra.O levantamento dos custos dos desperdícios. da capacidade ociosa do equipamento. sendo que os custos coletados servem a três finalidades principais: a) Fornecer dados de custos para a medição dos lucros e avaliação dos estoques.A determinação dos custos dos setores de uma organização 4 . 5 . bem como para o planejamento e controle das atividades empresariais. 3 .O estabelecimento dos orçamentos. constituem uma ferramenta administrativa da mais alta relevância. Em resumo. Nesse sentido.A determinação da época em que se deve desfazer de um equipamento. as informações de custos transformam-se. 8 . de qualquer atividade da empresa.A redução dos custos dos fatores de produção. sem o conhecimento dos custos do modo mais real possível. do tempo ocioso dos operários. b) Investimento . gradativamente.Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s). É difícil tomar decisões confiáveis e ter uma margem de segurança satisfatória. dos produtos danificados. Essas informações constituem um subsídio básico para o processo de tomada de decisões. a Contabilidade de custos. num verdadeiro sistema de informações gerenciais.A determinação dos custos dos fatores de produção.A determinação dos custos de qualquer natureza. TERMINOLOGIA UTILIZADA a) Gasto . desde que apropriadamente organizadas. 6 . isto é. . de vital importância para a administração das organizações empresariais. estabelecer planos ou solucionar problemas especiais.Sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer. resumidas e relatadas.custos. 7 . FINALIDADE DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos ocupa-se da classificação. 2 . controle e atribuição dos custos. as informações relativas aos custos de produção e/ou comercialização.

É reconhecido no momento da utilização dos fatores de produção.Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas.Bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária. .A apropriação dos custos diretos 3º Passo .c) Custo . Ex. Ex. f) Perda .A apropriação (rateio) dos custos indiretos FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS CUSTOS DEPESAS DESPESAS INDIRETOS DIRETOS RATEIO PRODUTO A VENDAS PRODUTO B PRODUTO C ESTOQUES CUSTO PRODUTOS VENDIDOS RESULTADO Custos e Despesas incorridos num mesmo período só irão para Resultado desse período caso toda produção elaborada seja vendida e não haja estoques iniciais e finais.: Matéria prima. d) Despesa . e) Desembolso . 2. Ex.A separação entre custos e despesas 2º Passo . energia elétrica.: Comissão de vendedor.Pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço.: Gasto com mão-de-obra durante período de greve. Material deteriorado por um defeito anormal no equipamento. para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. ESQUEMA BÁSICO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS 1º Passo .Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços.

pois a simples alocação aos produtos. etc. representada por homens e máquinas desenvolvendo atividades homogêneas. os comuns. Podem receber a classificação de Produtivos. . nele são acumulados os custos indiretos para posterior alocação aos produtos ou a outros departamentos. as responsabilidades. 2º Passo . autoridade. ou seja. à parte. agrupando.Apropriação dos Custos Diretos diretamente aos produtos.Separação entre custos e Despesas. 3º Passo . possibilitando o controle dos gastos e realizações pelos próprios responsáveis. custos.Atribuição dos Custos Indiretos que agora só estão nos Departamentos de Produção aos produtos segundo critérios fixados. 5º Passo . objetivos e metas dos centros específicos. que serve para melhor identificar. não espelha a correta apropriação dos custos aos produtos. visivelmente. Síntese do Esquema Básico Completo 1º Passo . aos Departamentos.Rateio dos Custos Indiretos comuns e dos da Administração Geral da produção aos diversos Departamentos. quer de produção quer de serviços. 4º Passo .Apropriação dos Custos Indiretos que pertencem. 6º Passo . não produtivos/serviços/auxiliares.DEPARTAMENTALIZAÇÃO E CENTROS DE CUSTOS Departamento: É a unidade administrativa para a Contabilidade de Custos. Porque Departamentalizar ? Para uma racional distribuição dos custos indiretos.Escolha da seqüência de rateio dos Custos acumulados nos Departamentos de Serviços e sua distribuição aos demais Departamentos. Esta técnica de departamentalizar a entidade em centros acumuladores de custos é o que denominamos de custeamento ou custos por responsabilidade. Centros de Custos: Na maioria das vezes um departamento é um Centro de Custos. em determinadas empresas.

FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS EM EMPRESAS POR DEPARTAMENTO .

Custos de Produção Despesas de Adm. no entanto. Serviço D R Produto Y Estoques R = R a te io Custos dos Produtos Vendidos RESULTADO MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS MATERIAIS Preço Médio O critério mais utilizado no Brasil é o do Preço Médio para avaliação dos estoques. Podemos. de Vendas e Financeira Indiretos Diretos R Comuns Alocáveis Diretamente aos Depart. Depart. Serviço A Vendas R Depart. Serviço C R Produto X Depart. . fixar pelo menos dois tipos diferentes de Preço Médio: Móvel e Fixo. Serviço B R Depart.

Preço Médio Ponderado Móvel: É assim chamado aquele mantido pela empresa com controle constante dos seus estoques e que por isso atualiza seu preço médio após cada aquisição. avaliado por preços maiores. utiliza-se da doutrina e da técnica existente para encaminhá-las na observação de uma finalidade definida. portanto. conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira. o que provoca normalmente redução do lucro contábil. Critérios de Avaliação dos Materiais: PEPS (FIFO) Neste critério é custeado pelos preços mais antigos. CONTABILIDADE GERENCIAL DEFINIÇÕES DA CONTABILIDADE GERENCIAL No que diz respeito à contabilidade gerencial. apesar de aceita pelos princípios contábeis. É lógico que o material estocado. Critérios de Avaliação dos Materiais: UEPS (LIFO) O método de último a entrar primeiro a sair (last-in. pode-se dizer que é o método que orientará o conjunto de conhecimentos contábeis organizado para observar o objeto da ciência sob o aspecto administrativo. Provavelmente por essa razão. acaba-se por apropriar ao produto. mas é provável que então o preço de venda também seja maior. não é admitida pelo Imposto de Renda brasileiro. por exemplo. há uma tendência de o produto ficar avaliado por custo menor do que quando do custo médio. via de regra. será apropriado no futuro à produção. uma outra contabilidade. pois uma organização de conhecimentos científicos para conseguir efeitos práticos na direção dos empreendimentos. Com a adoção do UEPS. Ao se utilizar o PEPS. Não se constrói. permanecendo os mais recentes em estoques. o menor valor existente do material nos estoques. como conceito básico. tendo-se em vista a situação normal de preços crescentes. na contabilidade de custos. Com o uso desse método. há tendência de se apropriar custos mais recentes aos produtos feitos. Realmente não faz sentido avaliar pelo preço médio das compras do ano os estoques adquiridos nos últimos três meses. first-out) provoca efeitos contrários ao PEPS. O primeiro a entrar é o primeiro a sair (first-in. Essa sub avaliação do custo do produto elaborado acaba por apropriar um resultado contábil maior para o exercício em que for vendido. A legislação fiscal brasileira não está mais aceitando o preço médio ponderado fixo se for calculado com base nas compras de um período maior que o prazo de rotação do estoque. essa forma de apropriação. qual seja a da correta administração do patrimônio. na análise financeira de . A contabilidade gerencial é. quer sejam eles lucrativos. quer visem a suprir apenas idéias. first-out). A contabilidade gerencial pode ser caracterizada superficialmente como: um enfoque especial. notadamente sob os da tomada de decisões. Preço Médio Ponderado Fixo: Utilizado quando a empresa calcula o preço médio apenas após o encerramento do período ou quando decide apropriar a todos os produtos elaborados no período um único preço por unidade.

o que inclui. também. procurando suprir suas informações que se encaixam de maneira válida e efetiva no modelo decisório do administrador. se apropriado. de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório. participação no desenvolvimento do sistema de planejamento. colocados numa perspectiva diferente. Quantificação e interpretação dos efeitos de transações planejadas e outros eventos econômicos na empresa.balanços etc. das análises. A contabilidade gerencial. estabelecendo metas alcançáveis e escolhendo meios apropriados de monitorar o progresso em direção às metas. CARACTERÍSTICAS DOS PROCESSOS DA CONTABILIDADE GERENCIAL PROCESSO  IDENTIFICAÇÃO CARACTERISTICAS Reconhecimento e avaliação de transações empresariais e outros eventos econômicos para ação contábil apropriada. incluindo estimativas. inclui a tradução de dados em tendências e relações: comunicação das conclusões derivadas. provendo informações apresentadas logicamente. Julgamento das implicações de eventos históricos e esperados e ajuda na escolha do curso ótimo de ação. monitoramento e medição do desempenho e indução a qualquer ação corretiva exigida para retornar a atividade a seu curso intencional. Delineação de abordagens disciplinadas e consistentes para registrar e classificar transações empresariais apropriadas e outros eventos econômicos. num sentido mais profundo. inclui aspectos estratégicos. Informação pertinente para a administração e outros para usos internos e externos. isso inclui. Determinação das razões para reportar a atividade e sua relação com outros eventos econômicos e circunstanciais. fornecimento de informações aos executivos que operam em áreas funcionais que possam usá-las para alcançarem o desempenho desejável. Assegurar a integridade da informação financeira relativa às atividades e aos recursos e aos recursos da empresa. Quantificação. está voltada única e exclusivamente para a administração da empresa. um grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada. táticos e operacionais e requer que o contador forneça informações quantitativas. Coordenação e planejamento de dados contábeis.  MENSURAÇÃO    ACUMULAÇÃO ANÁLISE PREPARAÇÃO E INTERPRETAÇÃO  COMUNICAÇÃO  PLANEJAMENTO  AVALIAÇÃO  CONTROLE .. as conclusões referentes a esses dados. históricas e prospectivas para facilitá-la. efetivamente e prontamente. transações impresariais ou outros eventos econômicos que têm ocorrido ou previsões dos que podem acontecer.

Preparação de relatórios financeiros baseados em princípios de contabilidade geralmente aceitos. Conceitos e Exemplos De grande importância para a gestão de negócios. sistema que fornece. a correta diferenciação dos gastos em custos e despesas se faz necessária já que a contabilidade trata ambas de formas distintas. que são base para identificar responsabilidades. b) quando incorridos pelo vendedor na entrega de mercadorias vendidas.  RELATÓRIOS A Contabilidade Gerencial consiste em preparar. então. devem ser classificados como despesas comerciais. c) quando incorridos pelo comprador na aquisição de mercadorias para revenda. ASSEGURAR RECURSOS DE RESPONSABILIDA DE Implementar um sistema de reportar o que está alinhado com as responsabilidades organizacionais e contribuir para o uso efetivo de recursos e de medidas de desempenho da administração. de forma simples e objetiva. devem ser classificados como custo de mercadorias vendidas. as informações financeiras para o processo de gestão da empresa. obrigações e informação Quantitativa relacionada para gerentes que terão. ativos. aliando à teoria x prática. agências regulamentadoras e autoridades tributárias. transmitir os objetivos e as metas da administração ao longo da empresa na forma de responsabilidades nomeadas. . execução e controle. despesas. apurando as variações ocorridas e suas possíveis causas. com conhecimento e acompanhamento amplo do contador gerencial nos processos de planejamento. para grupos não administrativos. ou em outras bases apropriadas. melhor controle sobre estes elementos. como acionistas. não alteram o resultado do período. TEORIA X PRÁTICA QUESTÃO: Os gastos com fretes e seguros: a) quando incorridos pelo vendedor na entrega de mercadorias vendidas. nas questões comentadas. participação no processo de desenvolver os princípios de contabilidade que estão subjacentes ao relatório externo. devem ser classificados como custo de aquisição de mercadorias. credores. a seguir. contabiliza. Demais conceitos. d) quando incorridos pelo comprador na aquisição de mercadorias para revenda. reporta e que acumulará e informará receitas apropriadas.

energia aplicada na produção de bens. Despesa Valor gasto com bens e serviços relativos à manutenção da atividade da empresa. custo é o valor gasto com bens e serviços para a produção de outros bens e serviços. o . “Custo é a soma dos gastos incorridos e necessários para a aquisição. já as despesas são deduzidas do resultado apenas na Demonstração do Resultado do Exercício. de difícil vinculação aos produtos obtidos. Como diferenciar? Os custos tem a capacidade de serem atribuídos ao produto final. pois está vinculado a produção. tais como o valor pago pelas mercadorias. Exemplo de aplicação: Gasto com propaganda e publicidade é custo ou despesa? Aplicando a análise acima veremos que ao cortar gastos com publicidade e propaganda não teríamos alteração na produção de estoques. Quadro Comparativo: Custos x Despesas Custos Despesas Gastos de produção Gastos administrativos e de vendas Vinculados diretamente aos Produtos/Serviços Não se identificam diretamente à produção Gastos com o objeto de exploração da Gastos outras atividades não exploradas pela empresa (atividade-afim) empresa (atividade meio) Comentários acerca da questão Segundo Ferreira (2011) integram o custo de aquisição apenas os gastos necessários a que se tenham as mercadorias disponíveis para a venda. Exemplos: matéria prima. salários e encargos do pessoal da produção. conversão e outros procedimentos necessários para trazer os estoques à sua condição e localização atuais.” Desta forma. ou realizados de qualquer outra forma. e compreende todos os gastos incorridos na sua aquisição ou produção. Se ainda restar dúvida proponho a seguinte pergunta para esclarecimento da natureza do gasto: Se hipoteticamente eu eliminar este gasto a produção ou obtenção de estoques seria diretamente afetada? Se a resposta for afirmativa trata-se de um custo. transformados. despesas são de caráter geral. de modo a colocá-los em condições de serem vendidos. utilizados na elaboração de produtos ou na prestação de serviços que façam parte do objeto social da entidade. somente uma possível queda nas vendas.Contabilmente os custos integram diretamente o valor dos estoques. caso contrário temos uma despesa. Salários da administração. Custo De acordo com a NPC 2 do IBRACON. Portanto trata-se de uma despesa. bem como aos esforços para a obtenção de receitas através da venda dos produtos. Exemplos: Materiais de escritório.

frete, o seguro do frete, os impostos não recuperáveis. Os gastos não relacionados à compra das mercadorias não fazem parte do seu custo de aquisição. Resposta C

QUESTÃO: Uma empresa apresenta duas propostas de orçamento para o segundo semestre de 2012. Orçamento 1 Vendas Custos Variáveis Margem Contribuição Custos Fixos Lucro Líquido R$8.550.000,00 R$5.130.000,00 R$3.420.000,00 R$1.795.500,00 R$1.624.500,00 % 100 60 40 21 19 Orçamento 2 R$14.400.000,00 R$5.760.000,00 R$8.640.000,00 R$4.752.000,00 R$3.888.000,00 % 100 40 60 33 27

Os pontos de equilíbrio contábil dos Orçamentos 1 e 2, em valores monetários, são, respectivamente: a) R$9.450.000,00 e R$17.600.000,00. b) R$7.735.714,29 e R$11.781.818,18. c) R$4.488.750,00 e R$7.920.000,00. d) R$4.061.250,00 e R$6.480.000,00. Resolução: Para a solução desta questão é necessário esclarecer dois conceitos: Margem de Contribuição e Ponto de Equilíbrio Contábil 1) Margem de Contribuição: Simplificando, margem de contribuição é representada pelo valor da venda menos os custos e despesas variáveis, e que contribuirá para o pagamento dos custos e despesas fixas. Podemos demonstrar da seguinte maneira RECEITA BRUTA COM VENDAS Custos Variáveis: aqueles que estão diretamente relacionados com o volume de produção e vendas, como por exemplo: Matéria prima e insumos Despesas Variáveis: aquelas que estão diretamente relacionadas com o volume de vendas, como por exemplo: Comissões e Impostos MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO o que sobra, para pagar os custos e despesas fixas

-

=

2) Ponto de Equilíbrio: Representa o volume de faturamento suficiente para cobrir todos os gastos, ou seja, Custos e Despesas Fixas e Variáveis, sem que haja resultado. Não haverá nem lucro, nem prejuízo. A apuração do Ponto de Equilíbrio se dá pela divisão do total de Custo e Despesa fixa, pelo percentual de margem de contribuição. Com base na teoria apresentada vamos efetuar os cálculos e solucionar a questão. Ponto de Equilíbrio: Custo Fixo ÷ Percentual de Margem de Contribuição Calculando: Orçamento 1 R$1.795.500,00 ÷ 40% (informado no enunciado) = R$4.488.750,00 Orçamento 2 R$4.752.000,00 ÷ 60% (informado no enunciado) = R$7.920.000,00 Resposta C - R$4.488.750,00 e R$7.920.000,00. QUESTÃO: Uma empresa apresenta seu orçamento de produção estimado para 2012, com um total de vendas de 1.485.000 unidades; um estoque estimado no início do ano de 412.500 unidades; e um estoque desejado no final do ano de 294.000 unidades. A produção anual total indicada no orçamento de produção em unidades será de: a) 778.500 unidades. b) 1.366.500 unidades. c) 1.603.500 unidades. d) 2.191.500 unidades Resolução: Esta questão diz respeito a movimentação de estoque, onde é necessário calcular a quantidade correta de produção para um estoque desejado. Para fazermos isso deveremos utilizar uma derivação da fórmula de cálculo do C.P.V., para calcularmos a quantidade de produção (entradas no estoque). Calculando: Fórmula para cálculo do C.P.V. Estoque Inicial + Compras (entradas) – Estoque Final = C.P.V. (vendas) Substituindo pelos dados do enunciado 412.500 + ? produção (precisamos calcular) – 294.000 = 1.485.000 Derivando a fórmula Produção = Vendas + Estoque Final – Estoque Inicial Produção = 1.485.000 + 294.000 - 412.500 Produção = 1.366.500 Resposta B - 1.366.500 unidades.

QUESTÃO: No primeiro semestre de 2011, uma determinada indústria tem os seguintes custos indiretos em seu departamento de colocação de tampas em garrafas. Mão de Obra Indireta Lubrificantes Energia Elétrica Depreciação Custos Indiretos Diversos R$11.200,00 R$2.450,00 R$3.325,00 R$1.750,00 R$4.200,00

Neste primeiro semestre, foram produzidas 24.500 dúzias de garrafas de 0,5 litro, 28.000 dúzias de garrafas de 1,0 litro e 17.500 dúzias de garrafas de 1,5 litro. Com base na quantidade produzida, assinale a opção que apresenta o rateio dos custos indiretos das garrafas. a) A garrafa de 1,0 litro totalizou custos indiretos na ordem de R$9.651,43. b) A garrafa de 1,5 litro totalizou custos indiretos na ordem de R$9.050,79. c) As garrafas de 0,5 e 1,0 litro totalizaram custos indiretos na ordem de R$17.193,75. d) As garrafas de 1,0 e 1,5 litro totalizaram custos indiretos na ordem de R$18.702,22. RESOLUÇÃO: Como estamos falando de Custos Indiretos, a apuração por produto deverá ser feita através de rateio. Os critérios de rateio podem ser diversos, porém neste caso consideramos que o trabalho de colocação de tampas independe do tamanho das garrafas, pois o trabalho é o mesmo independentemente se colocarmos tampa em uma garrafa de 0,5 litro ou 1,5 litro. Sendo assim, faremos o rateio baseado na quantidade produzida de cada tipo de garrafa. CALCULANDO: Custos Indiretos Mão de Obra Indireta Lubrificantes Energia Elétrica Depreciação Custos Indiretos Diversos TOTAL R$22.925,00 R$11.200,00 R$2.450,00 R$3.325,00 R$1.750,00 R$4.200,00

Garrafas Produzidas 24.500 garrafas de 0,5 litro; 28.000 garrafas de 1,0 litro; 17.500 garrafas de 1,5 litro. 70.000 garrafas produzidas no total. Cálculo do custo unitário R$22.925,00 (custo indireto total) ÷ 70.000 (total de garrafas produzidas) = R$0,3275 , de custo indireto por garrafa

Custo por tipo de garrafa 0,5 litro = 24.500 unidades x R$0,3275 = 8,023,75 1,0 litro = 28.000 unidades x R$0,3275 = 9.170,00 1,5 litro = 17.500 unidades x R$0,3275 = 5.731,25 AVALIANDO AS RESPOSTAS a) A garrafa de 1,0 litro totalizou custos indiretos na ordem de R$9.651,43. O correto é R$9.170,00 b) A garrafa de 1,5 litro totalizou custos indiretos na ordem de R$9.050,79. O correto é R$5.731,15 c) As garrafas de 0,5 e 1,0 litro totalizaram custos indiretos na ordem de R$17.193,75. Resposta correta d) As garrafas de 1,0 e 1,5 litro totalizaram custos indiretos na ordem de R$18.702,22. O correto é R$14.901,25 (R$9.170,00 + R$5.731,25) Resposta C - As garrafas de 0,5 e 1,0 litro totalizaram custos indiretos na ordem de R$17.193,75. 0,5 litro = 24.500 unidades x R$0,3275 = 8,023,75 1,0 litro = 28.000 unidades x R$0,3275 = 9.170,00 TOTAL 17.193,75

QUESTÃO: As seguintes informações foram extraídas do departamento de escuderia de uma indústria, no mês de junho 2011, que utiliza o Sistema de Custeio ABC: Produto MATERIAIS DIRETOS R$22.000,00 R$28.000,00 R$50.000,00 MÃO DE OBRA DIRETA R$8.000,00 R$12.000,00 R$20.000,00 Pedidos de alterações de engenharia 15 25 40 Quilowatthora 7.000 W 13.000 W 20.000 W

A B Total

Foram identificadas as seguintes atividades relevantes: ATIVIDADE Realizar engenharia Energizar DIRECIONADOR DE CUSTO Pedidos de alterações de engenharia Quilowatt-hora

Os custos indiretos de manufatura para o mês foram:

utilizando o método ABC.00 e R$99. b) R$69.000 Com base nos dados apresentados.429.75 por Quilowatt-hora Custo de Energizar produto A 7.571. assinale a opção que apresenta o custo total do Produto “A” e do Produto “B”.00 e R$96. De pedidos de alteração de engenharia) X R$2.000 (Quilowatt-hora) = R$0. teremos que somar os Custos Diretos (Materiais e Mão de Obra) + Custos Indiretos (Realizar Engenharia e Energizar).750.000 ÷ 20.00 Rateio do Custo de Energizar: R$15.750.00 e R$ 95.100. c) R$72. mas os Custos Indiretos deverão ser rateados de acordo com o consumo de cada direcionador de custo.560.440.100.250.500.250.00 por pedido de alteração de engenharia Custo de Realizar Engenharia produto A 15 (nr. e apurar o Custo total CUSTOS PRODUTO “A” PRODUTO “B” TOTAL .75 = R$5.00 = R$31. vamos somá-los com os Custos Diretos (informado no enunciado).500. Rateio dos Custos Indiretos Rateio do Custo de Realizar Engenharia: R$84.00 = R$52.000 (Quantidade de Quilowatt-hora) X R$0.000 (Quantidade de Quilowatt-hora) X R$0. e posteriormente somar os Custos Diretos. d) R$73.00 Agora que nós já calculamos os Custos Indiretos de cada produto.00 Custo de Realizar Engenharia produto B 25 (nr.00 e R$102.000 R$15.Realizar engenharia Energizar Total dos custos indiretos de manufatura R$84.00.00.00.00 Custo de Realizar Engenharia produto B 13.400. respectivamente: a) R$66. Vamos então calcular primeiramente o rateio dos Custos Indiretos.600.000 R$99.100.000 ÷ 40 (Total de pedidos de alteração de engenharia) = R$2.75 = R$9. De pedidos de alteração de engenharia) X R$2. Os Custos Diretos já são apropriados a cada produtos (diretamente). Resolução: Para encontrarmos o Custo Total de cada produto.00.

os itens que permanecerem em estoque no fim do período sejam os mais recentemente comprados ou produzidos. II. O valor anormal de desperdício de materiais.00 e R$102.000.00 Custo Materiais Diretos Custo Mão de Obra Direta R$22. por exemplo.250. O critério PEPS pressupõe que os itens de estoque que foram comprados ou produzidos primeiro sejam vendidos em primeiro lugar e.000. mas podem ser rateados por exemplo por horas/máquina .000. Quando uma indústria produz apenas um produto. F. em seguida. mão de obra ou outros insumos de produção são incluídos como custo do período. A depreciação de equipamentos que são utilizados em mais de um produto é classificada como custos indiretos de fabricação.750. assinale a opção CORRETA.250.R$66. não existe alocação de custos indiretos de fabricação.00 R$15. julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e. V. F. V.00 R$8. o custo de cada item é determinado a partir da média ponderada do custo de itens semelhantes no começo de um período e do custo dos mesmos itens comprados ou produzidos durante o período.00 R$66. V.000.000. V. V. d) V.00 R$50.00 R$52. III.500.750. A sequência CORRETA é: a) V. V.750. F. consequentemente.00 R$5.00 R$84.250. podemos citar: Custos de Mão de Obra de supervisores. que não podem ser apropriados diretamente a um produto ou serviço. IV. F. a saber: Custos Indiretos de Fabricação: São aqueles que não podem ser identificados diretamente ao produto o serviços no momento de sua aplicação.000. V.00 QUESTÃO: De acordo com a terminologia de custos. Custos com energia também são muito difíceis para apropriar diretamente a um produto ou serviço. I. Como exemplos.500. F. F.00 R$28.000. b) V. F. c) V.000. mas pode ser rateado por um critério de horas/homem.000.00 R$9.00 R$12. R$102. De acordo com o critério do custo médio ponderado. V. Resolução Para responder essa questão será necessário a definição de alguns termos.00 R$20.00 R$169.00. V.00 Resposta A .Custo Indireto de Realizar Engenharia Custo Indireto de Energizar R$31. necessitando de um critério de rateio para apropriá-lo. F.

1.000. ou seja. Após a definição dos termos. Desta maneira. O valor anormal de desperdício de materiais. Alternativa falsa. pois neste caso não é possível apropriar o custo de depreciação diretamente ao produto Quando uma indústria produz apenas um produto. no momento de registrar a baixa iremos considerar o custo do primeiro lote comprado. 1. serão custos diretos 1. devem ser contabilizados diretamente em resultado (DRE). mão de obra ou outros insumos de produção são incluídos como custo do período. o estoque ficará sempre valorizado pelos últimos lotes adquiridos. QUESTÃO: Uma indústria apresenta os seguintes dados: Aluguel de setor administrativo Aluguel do setor de produção R$ R$ 80. F. o estoque terá sempre o valor mais atualizado.00 56. os itens que permanecerem em estoque no fim do período sejam os mais recentemente comprados ou produzidos. 1. o custo de cada item é determinado a partir da média ponderada do custo de itens semelhantes no começo de um período e do custo dos mesmos itens comprados ou produzidos durante o período.V. e o cálculo é feito dividindo-se o saldo Em Reais pelo saldo em quantidade. todos os custos serão relacionados a este produto. O critério PEPS pressupõe que os itens de estoque que foram comprados ou produzidos primeiro sejam vendidos em primeiro lugar e. Por este método a baixa dos estoques é feita pelo último custo calculado. não existe alocação de custos indiretos de fabricação. V. Alternativa verdadeira. Significa Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai. até o limite de quantidades desse lote e assim sucessivamente. Média Ponderada: Também é um critério de valorização dos estoques.Desperdício de materiais: Desperdício são gastos não usuais. não fazem parte do processo normal de produção e devem então ser considerados como perda. V. consequentemente. vamos analisar cada alternativa. Alternativa verdadeira. e como tal. Alternativa verdadeira Resposta D . PEPS: É um critério de valorização dos estoques. pois como se trata de um único produto. pois por serem desperdícios anormais são considerados perda. ou seja. A depreciação de equipamentos que são utilizados em mais de um produto é classificada como custos indiretos de fabricação. ou seja. V. Alternativa verdadeira De acordo com o critério do custo médio ponderado.000. e não no custo do produto.00 . 1. e portanto contabilizados diretamente em resultado.

b) O custo do período da indústria totalizou R$444.000. o conceito de Custo de Transformação é “Os custos de transformação de estoques incluem os custos diretamente relacionados com as unidades produzidas ou com as linhas de produção.00 82. Resolução Para responder esta questão é necessário primeiramente o entendimento conceitual dos termos utilizados nas respostas.00.000.000. Fixo ou Variável.00. com o volume de produção. ou quase diretamente. como pode ser o caso da mão-de-obra direta.00 70. Os custos indiretos de produção variáveis são aqueles que variam diretamente.000. tais como materiais indiretos e certos tipos de mão-deobra indireta.00 38. Também incluem a alocação sistemática de custos indiretos de produção. Indireto.00.00 100. pois o custo primário leva em consideração a soma da mão de obra e do material direto. pois o custo da empresa é a soma de todos os itens de sua atividade. que sejam incorridos para transformar os materiais em produtos acabados.000. independentemente de sua classificação em Direto.00 a) O custo de transformação da indústria totalizou R$302. assinale a opção CORRETA.000.00 26. Os custos indiretos de produção fixos são aqueles que permanecem relativamente constantes independentemente do volume de produção.000. fixos e variáveis. a saber: . máquinas e equipamentos e os custos de administração da fábrica.000. R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 38.Custo de Transformação .” Custo do Período: Refere-se a todos os custos de produção incorridos no período analisado. d) O custo primário da indústria totalizou R$208.Depreciação da área de produção Mão de Obra Direta de produção Mão de Obra Direta de vendas Material requisitado: diretos Material requisitado: indiretos Salários da diretoria de vendas Seguro da área de produção Analisando-se os dados acima. tais como a depreciação e a manutenção de edifícios e instalações fabris. pois o custo de transformação é a soma da mão de obra direta e custos Indiretos de fabricação.000. c) O custo do período da indústria totalizou R$524.00 34. em seu item 12.000. pois o custo da empresa é a soma de todos os itens apresentados.Custo primário da indústria Custo de Transformação: Segundo o PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16(R1) ESTOQUES.000.Custo do período . .00.

portanto a primeira coisa a fazer é separar as contas apresentadas em Custos e Despesas.00 70. e na separação das contas. mencionam custos.00 100. a saber: CONTAS DESPESAS CUSTOS Aluguel de setor administrativo Aluguel do setor de produção Depreciação da área de produção Mão de Obra Direta de produção Mão de Obra Direta de vendas Material requisitado: diretos Material requisitado: indiretos Salários da diretoria de vendas Seguro da área de produção 80. Conforme definição.00 Com base nas definições conceituais. Todas as alternativas de respostas apresentadas.000. o custo de transformação deve somar a Mão de Obra Direta com os custos indiretos de produção que.00 56.000. segundo os dados apresentados.00 38. vamos analisar cada alternativa proposta para a solução da questão: a) O custo de transformação da indústria totalizou R$302.000.000. utilizados na produção.00 38.000.000.00 34. pois o custo de transformação é a soma da mão de obra direta e custos Indiretos de fabricação.00 82.00 26.000.000. Resposta correta.000.Custo Primário da Indústria: É o somatório da Mão de Obra Direta e da Matéria Prima.000.000.000.00 38.00 .00. serão: CONTAS DESPESAS CUSTOS Aluguel do setor de produção Depreciação da área de produção 56.

conforme demonstrado abaixo: CONTAS DESPESAS CUSTOS Mão de Obra Direta de produção 100.000.000.00 . pois o custo da empresa é a soma de todos os itens apresentados. pois o custo do período não é a soma de todos os itens da atividade. o conceito é este: Mão de Obra direta somada ao material direto.000.00 70.00 38.000.00 302.000. porém o valor está errado.000. e sim o total de todos os custos de produção.00 82. e também não é a soma de todos os itens apresentados.00.00 384.000.000.000.00 38.Mão de Obra Direta de produção Material requisitado: indiretos Seguro da área de produção 100. independentemente das classificações. pois o custo da empresa é a soma de todos os itens de sua atividade. Teoricamente a resposta está correta. c) O custo do período da indústria totalizou R$524.00 100.00 70. conforme demonstramos abaixo: CONTAS Aluguel do setor de produção Depreciação da área de produção Mão de Obra Direta de produção Material requisitado: diretos Material requisitado: indiretos Seguro da área de produção CUSTOS 56.000.00 38.000. pois o custo primário leva em consideração a soma da mão de obra e do material direto.000.000.00 d) O custo primário da indústria totalizou R$208.00.000.00. ou seja.00 b) O custo do período da indústria totalizou R$444. A definição desta resposta já está equivocada.000.

1. Isso é necessário. podemos responder a questão.600. Calculando: 300 (total de produtos em processo) x 65% percentual de acabamento = 195 produtos acabados 300 produtos com percentual de 65% de acabamento. O Custo de Produção dos Produtos Acabados e o Custo de Produção dos Produtos em Processo são.395 produtos acabados (1.00 QUESTÃO: No mês de setembro de 2010. foi iniciada a produção de 1. a solução é muito mais matemática do que contábil na verdade. 1.000.00 Este é o custo unitário dos produtos em processo Agora que temos o custo unitário dos produtos acabados e dos produtos em processo.00 300 produtos em processo x 260. ou seja.00. a saber: 400.000.00 (custo unitário) = 78. uma vez que o custo está apresentado por total.000.000. c) R$558.00 Este é o valor unitário de um produto acabado.200 + 195) = 400. O custo total de produção do período foi de R$558. Resolução Neste caso. d) R$558. vamos ter que usar o critério de equivalência 1o. 300 produtos em processo equivalem a quantos produtos acabados. considerando que todos estivessem acabados. vamos calcular a equivalência dos produtos em processo em relação aos produtos acabados.00 e R$78. 558.00 182.200 unidades estavam totalmente concluídas e restaram 300 unidades em processo.00 e R$111.000.00.00 e R$64. respectivamente: a) R$446.500 unidades de um determinado produto. Para resolver. Como alguns produtos estão semi-acabados.400.000.000.000.00 (custo unitário) = 480.00 x 65% = 260.00. O percentual de conclusão das unidades em processo é de 65%. para valorizarmos os produtos.194. ou seja. Ao final do mês. equivalem a 195 produtos com 100% de acabamento. totalmente acabados.00.200 produtos acabados x 400.00 e R$0. Vamos agora calcular o custo individual.000. b) R$480.00 Resposta correta. vamos multiplicar o valor do produto acabado pelo percentual de acabamento dos produtos em processo (semi-acabados).Material requisitado: diretos 82.00. .00 ÷ 1.000.

I. 342. que enviou o material via aérea.00 2.712.00.00 foi pago pelo vendedor.C.Resposta B R$480. O frete de R$306.S. que custou R$204. d) R$3.00 relativos a ICMS.00 Valor total da nota fiscal 3. podemos imaginar a seguinte nota fiscal: Valor da mercadoria I.CM.000.850.00 I.000.00.000.000.P. Considerando-se que os impostos são recuperáveis.204.00. faremos o seguinte cálculo: Valor da Nota Fiscal (-) I.S (recuperável) Valor da Nota Fiscal liq. no valor de 204. 2. dos impostos 3.00 342. o valor registrado em estoques será: a) R$2. Resolução O registro do estoque deve ser o valor da nota fiscal.00 referentes a IPI e R$342.00 Para apurar o valor registrado do estoque.00. b) R$2.00 e R$78.I (recuperável) (-) I.018.P.508. c) R$3.00 + frete rodoviário 204.000. mas a empresa compradora teve que arcar com o transporte entre o aeroporto e a fábrica. incluídos nesse valor R$150.00 150.00. e adicionado de todas as despesas incorridas para deixá-lo disponível na unidade compradora.00 150. QUESTÃO: Uma matéria-prima foi adquirida por R$3.00.508. Pelo enunciado da questão. subtraído de todos os impostos recuperáveis.M. a empresa compradora ainda teve um gasto com o frete rodoviário.00 Além do valor da nota fiscal.00.00 .

000. pois resulta em valor presente de R$8.2.00.800. enquanto a compra a prazo resulta em valor presente de R$9.I. Em ambos os casos. à vista.000kg de matéria-prima por R$2. enquanto a compra à vista resulta em valor presente de R$9. a Recuperar Fornecedores ou Caixa ou Bancos Estoque de Matéria Prima Fretes a pagar ou Caixa ou Bancos 204. colocamos abaixo os lançamentos contábeis Débito Débito Débito Crédito Débito Crédito Resposta: B Estoque de Matéria Prima I.800.10 % Volume .00.000.000 Preço a Vista . ou R$2.00.000.00.2.20 Análise a Vista 5.S. Considerando uma taxa de juros de 10% ao mês.00 Apenas para melhorar o entendimento. c) a prazo.00 QUESTÃO: O comprador de uma indústria tem a opção de compra de 5. incidirá IPI à alíquota de 10% e ICMS à alíquota de 12%.000. a melhor opção de compra para a empresa é: a) à vista.00.00.00 204.00 x 10% .680. d) a prazo. Dados do Problema: IPI recuperável . b) à vista. enquanto a compra à vista resulta em valor presente de R$9. pois resulta em valor presente de R$8.00.Valor a ser registrado no estoque 2.900.C.00 o quilo.00 Valor Presente VP = 10000.712. enquanto a compra a prazo resulta em valor presente de R$9.10% ICMS recuperável .00.00 = 10.12 % Taxa de Juros .5. pois resulta em valor presente de R$7.000.P. pois resulta em valor presente de R$9.00 342.00 Preço a Prazo .00 2. recuperáveis em 1 (um) mês. a Recuperar I.508.00 x 2. para pagamento em dois meses.M.000.00 150.20 o quilo.

00. pois a despesa fixa já tem seu valor definido anualmente.420. diretos ou indiretos (subclassificação dos custos). Sabendo-se que a empresa utiliza o Custeio por Absorção.00 QUESTÃO: Uma determinada empresa apresentou os seguintes dados referentes ao ano de 2010: .00 Impostos recuperáveis = 11.000. independentemente de serem fixos.420.000. .Valor Presente 9.000.Preço de Venda unitário de R$20.00. seu Lucro Bruto e o Resultado Líquido em 2010.00 = 1.00 = 8. b) Lucro Bruto de R$2.00 Total de Impostos . ou seja.00 n VP = FC / (1 + n ) Resposta D 1 = 8.00 IPI .00 = 1320.000. . e para isso teremos que calcular os custos das vendas.050.00. .00 x 2.00 Análise a Prazo 5.580.00.50 para cada unidade vendida. teremos que fazer o Demonstrativo de Resultado (DRE). . Custeio por absorção.00 ICMS . .00. isso significa que todos os custos incorridos no período serão absorvidos pela produção realizada. Resolução Neste caso.00. Vamos primeiramente calcular qual será o valor do custo de produção unitário.10) = 7. Uma informação importante para resolver a questão é o método de custeio.00 e Lucro Líquido de R$50. se fosse o caso).Despesas Fixas anuais de R$350.000.580.000. c) Lucro Bruto de R$400.00 e Prejuízo de R$950.2.Custo Fixo anual de R$2. variáveis.00 .00 / ( 1 + 0.Despesa Variável unitária de R$1.20 = 11.2.00.00 e Prejuízo de R$550. bem como as despesas variáveis.100. são.Produção anual de 500 unidades com venda de 400 unidades.Custo Variável unitário de R$15.00. d) Lucro Bruto de R$400.10% 11. . ou seja.00 e Lucro Líquido de R$1. serão apropriados aos produtos acabados (e em elaboração. respectivamente: a) Lucro Bruto de R$2.000. 800.000.000.Estoque inicial igual a zero. .12 % 11.

precisamos apurar o Resultado Líquido.00 cada Agora vamos calcular o Custo do Produto Vendido.00 dividido por 500 unidades produzidas = 4. (Custo do Produto Vendido) LUCRO BRUTO (-) DESPESAS OPERACIONAIS Fixas + variáveis = 8.00 Calculando o Resultado Líquido (completo) RECEITA BRUTA COM VENDAS 400 x 20. que será importante para chegarmos ao resultado Quantidade vendida = 400 Custo variável dos produtos vendidos = 400 unidades x 15.00 (informado no enunciado) Custo fixo = 2. já podemos ter o valor do Lucro bruto.00 Com a apuração do CPV.50 para cada unidade vendida (informado no enunciado) 400 unidades vendidas x 1.00 .00 = 950.00 = 400.50 por unidade = 600.00 = total de despesas variáveis TOTAL DAS DESPESAS (fixas e variáveis) = 350.600.00 (valor unitário da venda) (-) C.000.00 + 600. menos o Custo co Produto Vendido (CPV).00 Para terminarmos de responder a questão.000.P.00 por unidade = 6.00 = 7. dos produtos vendidos = 400 unidades x 4.00 (custo variável) + 1. (Custo do Produto Vendido) Calculado acima LUCRO BRUTO = 8.00 (custo fixo) = 7.00 (valor informado no enunciado) Despesas Variáveis = 1.000.00 TOTAL DO CUSTO DO PRODUTO VENDIDO (CPV) = 6.00 por unidade = 1. Calculando: Despesas Fixas = 350.Custo variável = 15.000.00 = = 400. a saber: RECEITA BRUTA COM VENDAS 400 unidades vendidas x 20. menos as Despesas Operacionais (fixas e variáveis).00 = 7.V.P.V. que é a Receita Bruta com Vendas.000.00 950. que será igual ao Lucro Bruto.600.00 (valor unitário da venda) (-) C.00 Custo fixo.600.600.600.

000 unidades totalmente acabadas.00 (m. d) R$74.00 por unidade 58.00 (materiais diretos) + 28. energia etc). todos os custos serão apropriados aos produtos acabados (e em elaboração. apresentou custos com materiais diretos no valor de R$30. Os custos fixos totais do período foram de R$160.00. ou seja.00 por unidade. e o custo fixo será apropriado direto ao resultado do exercício. independentemente de serem fixos. Talvez para melhorar o entendimento seja necessário esclarecer custo variável e custo fixo.000.= RESULTADO LÍQUIDO = (550. Entendidos os conceitos.00 + 160. Custo Fixo = São os custos que não dependem do volume de atividade (produção ou venda) para sofrerem alterações para mais ou para menos. não passa pelo estoque. Aluguel. por absorção = 580.00.000. etc.00 e R$44.o.00 . Sabendo-se que a empresa produziu no mês 10.00 x 10.00 Custos Fixos = 160. existem independentemente do volume. Depreciação.000.00 e R$58. direta) = 58. Quanto mais vender ou produzir.000 unidades produzidos = 580. no mês de agosto de 2010.00 por unidade e custos com mão de obra direta no valor de R$28. b) R$58. vamos calcular: CUSTEIO POR ABSORÇÃO Custos variáveis + Custos fixos = Custos variáveis = 30.00 e R$74. mais teremos custos variáveis. ou seja.00. a saber Custo Variável = São os custos que existem dependendo do volume de produção ou vendas.000. como por exemplo: Mão de Obra Indireta. Resolução Para respondermos a questão temos que entender os conceitos relativos a: Custeio por Absorção e Custeio Variável Custeio por absorção: é o método de custeio pelo qual todos os custos incorridos no período serão absorvidos pela produção realizada.00 e Prejuízo de R$550. se fosse o caso). Custeio Variável: Neste método.00.00. QUESTÃO: Uma determinada empresa. o custo unitário de produção pelo Método do Custeio por Absorção e Custeio Variável é. c) R$74. diretos ou indiretos. variáveis.00 (informado no enunciado) Total dos custos.000.00. o custo unitário de produção do período será o total de custo variável dividido pela quantidade produzida.00 = 740.00) Resposta D Lucro Bruto de R$400. respectivamente: a) R$46.000.00 e R$46. como por exemplo: Matéria prima e Insumos (água.

Com base nas informações.00 de gastos gerais de fabricação.00. de R$20.000.000.00 de mão de obra .000.00 por unidade Resposta C .000.R$74.2010.000. no mês de agosto de 2010.000 unidades produzidas = 74.8. em 31. direta) = 58. devemos considerar apenas os custos variáveis.00 e. foi de R$80.00 de matéria-prima. em 31.o.00 (informado no enunciado) Adições (entradas): Toda a produção do mês (em valores).8. se movimenta basicamente por entrada de insumos de produção. Resolução Esta questão trata principalmente da movimentação de estoques de produtos em processo e produtos acabados. o que precisamos construir é essa movimentação em termos numéricos. QUESTÃO: Uma empresa industrial aplicou no processo produtivo.00.000. dos Estoques de Produtos Acabados.000. assinale a opção que apresenta o saldo final. b) R$55. vamos lá. se movimenta por entradas de produtos acabados (vindos do estoque de produtos em processo) e saídas por vendas.2010.00 (m. MOVIMENTAÇÃO DO ESTOQUE DE PRODUTOS EM PROCESSO Estoque inicial em 31/07/2010 = 15.2010. em 31. a) R$35.00. e saída para produtos acabados. O saldo dos Estoques de Produtos em Elaboração. R$40.000.000.000. R$50. O estoque de Produtos acabados.00. no mês de agosto. cujo valor unitário já foi informado no enunciado Custos variáveis = 30.Custo unitário pelo Custeio por Absorção = 740.00 (total dos custos) dividido por 10.00 CUSTEIO VARIÁVEL Conforme vimos no conceito.00 (materiais diretos) + 28.000. ou seja: 50.00.000. c) R$120.7.2010.000.7.00 de mão de obra direta e R$30.00.00 e R$58. então vejamos: O estoque de produto em processo.00 e não havia Estoque de Produtos Acabados em 31. era no valor de R$15. d) R$135.00 de matéria prima 40. Dessa maneira.000. e exige de nós um entendimento sobre o fluxo dessa movimentação. O Custo dos Produtos Vendidos.

a saber: Saldo inicial = 15.000.000.000.000.00 = -115.000.00 (transf.000. c) 14 alunos.Saídas = ? (transferência para produto acabado. .) . o valor do custo dos produtos vendidos Calculando a movimentação e o estoque final: Saldo inicial = 0.00 referem-se à depreciação de equipamentos a serem utilizados.00 Resposta A .acabados) . = Saldo Final = 20. b) 12 alunos.000.00 por aluno. QUESTÃO: Uma empresa de treinamento está planejando um curso de especialização. os valores que foram transferidos do estoque de produtos em processo. podemos calcular o estoque final dos produtos acabados MOVIMENTAÇÃO DO ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS Estoque inicial em 31/07/2010 = 0.000.30.00 (informado no enunciado) Adições (entradas): Toda a produção de acabados do mês (em valores). ou seja.120.000. O curso será vendido a R$6.R$ 35.200.00 Agora que temos o valor da transferência dos produtos em processo.000. mas informaram qual foi o estoque de Produtos em processo que sobrou (saldo final) no final do mês (31/08/2010).00 de gastos gerais de fabricação Subtrações (saídas) Transferência da produção para produto acabado Esta informação não foi fornecida.15.000.00 (informado no enunciado) + Entradas = 115. para os produtos acabados. Os custos previstos são: Custos Variáveis de R$1.800. informado no enunciado) .000. isso nos ajuda a calcular a produção de acabados do mês por diferença.00 + Entradas = 120. não informado) .00 (Matéria prima + mão de obra + gastos gerais de fabr.00 (Custo das vendas.000. de produtos em processo para prod.000.00.00 .00 por aluno e Custos Fixos de R$72. = Saldo Final = 35.00 Calculando o valor da transferência para produto acabado 20.00 . O Ponto de Equilíbrio Contábil se dá com: a) 10 alunos. Subtrações (saídas) Referem-se aos produtos que foram vendidos. ou seja.00.Saídas = 80. dos quais R$4.

00 ÷ 0. ou seja.000.80 (80%) = 90.00 Esse é o valor do faturamento total no ponto de Equilíbrio. Resolução Para a solução desta questão é necessário esclarecer dois conceitos: Margem de Contribuição e Ponto de Equilíbrio Contábil 1) Margem de Contribuição: Simplificando. pelo valor do curso (individual). para pagar os custos e despesas fixas 2) Ponto de Equilíbrio: Representa o volume de faturamento suficiente para cobrir todos os gastos.d) 15 alunos. a saber: 72.00 ÷ 6. Calculando a Margem de Contribuição unitária: Valor de venda unitário (-) Custos variáveis por aluno =MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO UNITÁRIA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO PERCENTUAL = 80% (4. A apuração do Ponto de Equilíbrio se dá pela divisão do total de Custo e Despesa fixa.00) Calculando o Ponto de Equilíbrio Total de Custos e Despesas Fixas. pelo percentual de margem de contribuição.00 = 4. Não haverá nem lucro. como por exemplo: Comissões e Impostos MARGEM DE CONTRIBUIÇÃOo que sobra.00 .00 = 15 alunos Resposta D . dividido pelo percentual de Margem de contribuição.000.000. Podemos demonstrar da seguinte maneira + = RECEITA BRUTA COM VENDAS Custos Variáveis: aqueles que estão diretamente relacionados com o volume de produção e vendas. Custos e Despesas Fixas e Variáveis.200. Com base na teoria apresentada vamos efetuar os cálculos e solucionar a questão. Neste caso devemos dividir o total de faturamento no ponto de equilíbrio.000. = 6. sem que haja resultado. e que contribuirá para o pagamento dos custos e despesas fixas.00 = 1. nem prejuízo.000. porém a questão pede o Ponto de Equilíbrio em número de alunos.00 ÷ 6. margem de contribuição é representada pelo valor da venda menos os custos e despesas variáveis.800. 90.000.800. como por exemplo: Matéria prima e insumos Despesas Variáveis: aquelas que estão diretamente relacionadas com o volume de vendas.15 alunos.

00 3.200. b) aumentará em R$200. o resultado final da empresa: a) aumentará em R$2. não podemos vender mais do que poderemos produzir.00 cada.20 cada camiseta = 4.500 x 1.000.00 (3.500.QUESTÃO: Uma fábrica de camisetas produz e vende. sendo um com a situação atual.000.00. pois a quantidade a ser vendida está limitada a capacidade de produção.00 4. haveria demanda no mercado para 6. e outro com a situação proposta.00.000.00 Demonstrativo Receita Bruta com Vendas (-) Custo Variável (-) Despesa Variável (-) Custo Fixo RESULTADO FINAL 17. Caso a empresa adote a redução de preço para aproveitar o aumento de demanda.000 unidades. 3.00 3.00. Desta forma o demonstrativo será feito levando-se em consideração uma venda de 5. No enunciado é mencionado “Uma pesquisa de mercado revelou que ao preço de R$4. Resolução Para resolver a questão devemos preparar dois demonstrativos de resultado.00 6.00 a unidade. d) reduzirá em R$800.00 (20% x 17. que no caso é de 5.500. sem alterações no custo fixo atual de R$6. As despesas variáveis representam 20% do preço de venda e os custos variáveis são de R$1.00. mensalmente. mas isso não quer dizer que serão vendidas 6.500 camisetas ao preço de R$5.00 a unidade.500.000 unidades por mês”.200. é preciso entender qual a quantidade de camisetas devem ser consideradas para a venda.800. haveria demanda no mercado para 6. este é o volume da demanda apenas.20) Despesa Variável de 20% do preço = 3.500.00) Custo Fixo = 6.00.000.00 Demonstrativo de Resultado com a situação proposta: Antes de fazermos este demonstrativo. Uma pesquisa de mercado revelou que ao preço de R$4.000 unidades por mês.500.00 Custo variável de 1. ou seja.000 camisetas Dados: .500. A fábrica tem capacidade para produzir 5.00 cada = 17. mantendo a estrutura atual de custos fixos e capacidade produtiva.20 por unidade. c) reduzirá em R$3.000 camisetas por mês. Demonstrativo de Resultado com a situação atual: Dados: Venda mensal de 3.200.500 camisetas ao preço de 5.

00 Sit.500.00 6. Seus custos e despesas fixas têm sido de R$472.00 Receita Bruta com Vendas (-) Custo Variável (-) Despesa Variável (-) Custo Fixo RESULTADO FINAL 20.00 4.00 3.500.00 ao mês e os custos e despesas variáveis.000.00 1.000.500.20 cada camiseta = 6.000 camisetas ao preço de 4.500.000.00 (5. d) R$1. à base de R$35.00 4.00 cada = 20. b) R$270.atual 17.00.00 4. 20.00 por pacote.050.000 x 1. o Resultado líquido aumentou em 200.00 Na questão o que se quer saber é quanto variou o resultado da situação atual para a situação proposta. e para isso vamos comparar os dois resultados.00 Resposta B .000. QUESTÃO: Um analista de custos resolveu aplicar as técnicas de análise do Ponto de Equilíbrio Contábil para verificar o desempenho de uma determinada empresa.00 Conforme podemos ver.000 pacotes de produtos/mês. c) R$826. A margem de segurança é de: a) R$223.00 Custo variável de 1.00 6.Venda mensal de 5.00.000.00 4.00.000.000. Sabia que a empresa vinha vendendo.00 Variação 2.000.000.00 6.00 por pacote.000.800.00) Custo Fixo = 6.00.800.00 0 200.125.000. Resolução A solução desta questão exije o entendimento de dois conceitos: Ponto de Equilíbrio Contábil e Margem de Segurança Operacional.00 6.000.00 (20% x 20.000.00 6. 30.00 4.000.00.000.000.00 500.000. nos últimos meses.875.00 3.aumentará em R$200. a saber: .200.20) Despesa Variável de 20% do preço = 4. Prop. a saber: Item Receita Bruta com Vendas (-) Custo Variável (-) Despesa Variável (-) Custo Fixo RESULTADO FINAL sit. de R$15.000.

garante uma venda com lucro já que o ponto de equilíbrio não dá nem lucro nem prejuízo. Ponto de Equilíbrio em quantidades: Custos e Despesas Fixas ÷ (Valor de venda unitário .00 Margem de Segurança Operacional em Reais Resposta A .00 Custos e Despesas Variáveis por unidade = 15. quando a quantidade atual de venda for maior.E.E.375 x 35. Valor de venda unitário = 35. nem prejuízo.625.Ponto de Equilíbrio: Representa o volume de faturamento suficiente para cobrir todos os gastos.Custos e Despesas Variáveis unitário) = Custos e Despesas Fixas = 472. sem que haja resultado. = 472. e por último a margem de segurança operacional em valores. A apuração do Ponto de Equilíbrio se dá pela divisão do total de Custo e Despesa fixa. = 472.00 (ponto de equilíbrio por unidade) Margem de Segurança Operacional em quantidades: 30. Não haverá nem lucro.500. .00) = P.00 ÷ (35.000 unidades vendidas . depois a quantidade correspondente a margem de segurança operacional. Margem de Segurança Operacional: Refere-se a diferença entre a quantidade atual de venda e a quantidade de venda no ponto de equilíbrio.00.625 unidades no ponto de equilíbrio = = 6.500. Para resolvermos a questão temos que calcular primeiro o ponto de equilíbrio em quantidades.23.00 . ou seja. Custos e Despesas Fixas e Variáveis.125.500. = 23.00.00 P.E. a quantidade de margem de segurança.15. ou seja.00 = 223.R$ 223.00 ÷ 20.125.00 = P.375 unidades de margem de segurança operacional 6. pelo percentual de margem de contribuição.

ruas etc. também. que poderão alterar qualitativa ou quantitativamente o patrimônio. Estadual. como fio condutor. lagoas. que a Contabilidade Pública não está interessada. Lei nº 6. somente. A Contabilidade Púbica. no Orçamento e sua execução (Previsão e Arrecadação da Receita e a Fixação e Execução da Despesa). a Lei nº 4. registra. no Patrimônio e suas variações.320/64 está para a Contabilidade Aplicada à Administração Pública assim como a Lei das Sociedades por Ações. permutativos e mistos). tem. praças. está para a Contabilidade aplicada à atividade empresarial. Municipal ou no Distrito Federal.CONTABILIDADE PÚBLICA CONCEITO A Contabilidade Aplicada à Administração Pública.320. além de registrar todos os fatos contábeis (modificativos. exceto os bens de domínio público. vemos com clareza. rios. Pela definição dada. logradores. OBJETO O objeto de qualquer contabilidade é o Patrimônio. mas também. dos Municípios e do Distrito Federal. dos Estados.404/76. . que estatui normas gerais de direito financeiro para a elaboração e o controle dos orçamentos e balanços da União. de 17 de março de 1964. Costumamos dizer que a Lei no 4. seja na área Federal. os atos potenciais praticados pelo administrador. como: lagos. estradas. O da Contabilidade Pública é o Patrimônio Público..

Objeto e Campo de Aplicação SETOR PÚBLICO – Esta norma conceitua a contabilidade aplicada ao setor público como o ramo da ciência contábil que aplica. quase tudo se origina no orçamento. pois. agregação ou divisão de patrimônio de uma ou mais entidades do setor público e suas classificações. Delimita como seu objeto o patrimônio público. fiscal ou creditício. praticamente. caracterizado pela soma. à prestação de contas da gestão e à instrumentalização do controle social. tem um papel importantíssimo na Contabilidade Pública. gerenciem ou apliquem recursos públicos. Subdivide as Unidades Contábeis em: . faz uma separação no tocante a observância e aplicação das normas contábeis públicas. bem como às instituições governamentais e particulares informações estatísticas e outras de interesse dessas instituições. recebam.1 caracteriza em sentido amplo como entidade do setor público os órgãos. guardem. gerenciem ou apliquem recursos públicos. possuindo personalidade jurídica de direito privado. sendo um dos primeiros atos praticados pelo administrador.a saber: NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICADAS AO NBCASP Conceituação. os princípios fundamentais de contabilidade e as normas contábeis direcionados ao controle patrimonial de entidades do setor público. onde determina que a contabilidade deve evidenciar as operações realizadas por quaisquer pessoas que arrecadem receitas. as quais devem ser integralmente seguidas pelas entidades governamentais. Esta norma apresenta como inovação o conceito de Unidade Contábil.320/64. a norma institui que o campo de aplicação contabilidade aplicada ao setor público abrange todas as entidades anteriormente citadas. para fins contábeis. na execução de suas atividades. movimentem. no entanto. financeira e física do patrimônio da entidade do setor público como forma de apoio: à tomada de decisões. e caracteriza como sua função social evidenciar informações de natureza orçamentária. fundos e pessoas jurídicas de direito público ou que. no processo gerador de informações. Ainda quanto ao campo de aplicação. e equipara. Nesse sentido. benefício. as pessoas físicas que recebam de órgão público subvenção. econômica. na execução de suas atividades) no tocante aos aspectos contábeis da prestação de contas. visto que o orçamento. guardem. e parcialmente observadas pelas demais entidades (aquelas que recebam. efetuem despesas. ou incentivo. OBJETIVO O objetivo da Contabilidade Aplicada à Administração Pública é o de fornecer informações atualizadas e exatas à Administração para subsidiar as tomadas de decisões e aos Órgãos de Controle Interno e Externo para o cumprimento da legislação. a NBCASP reforça o disposto no artigo 83 da Lei Federal nº 4. serviços sociais e conselhos profissionais. movimentem. Recentemente foram apresentadas as principais mudanças e inovações para a Contabilidade pública decorrentes da aprovação das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCASP). administrem ou guardem bens pertencentes ou confiados à Administração Pública.A Contabilidade Pública está interessada nos atos e fatos de natureza orçamentária. A NBC T 16.

. avaliação. fundo ou entidade da administração direta.320/64 que diz “Art. • Unificação de parcelas do patrimônio público vinculadas a unidades descentralizadas. inciso III da LRF determina que as demonstrações contábeis devem compreender. • Unificada – representa a soma ou a agregação do patrimônio de duas ou mais Unidades Contábeis Descentralizadas. com base nos atributos de Conversibilidade (transformação de bem ou direito em moeda) e Exigibilidade (classificação das obrigações por prazo de vencimento). a NBC T 16.1 será realizada nos seguintes casos: • Registro dos atos e dos fatos que envolvem o patrimônio público ou suas parcelas. a ser realizada de forma segregada entre os Poderes Executivo. cabe a criação de Unidade Contábil Consolidada por Poder. • Descentralizada – representa parcela do patrimônio de Unidade Contábil Originária.2 estabelece critérios para a classificação do Ativo e Passivo em Circulante e Não-Circulante. No tocante a classificação dos elementos patrimoniais. Legislativo. • Consolidada – representa a soma ou a agregação do patrimônio de duas ou mais Unidades Contábeis Originárias. de evidenciação e instrumentalização do controle social. Para auxiliar no cumprimento dessa tarefa. em atendimento à necessidade de controle e prestação de contas. Judiciário e Ministério Público. a prestação de contas e a instrumentalização do controle social. mensuração. Cabe destacar que o conceito de Unidade Contábil Originária apresenta relação com a Unidade Orçamentária caracterizada no artigo 14 da Lei Federal nº 4. Unificadas e Consolidadas segundo a NBC T 16. autárquica e fundacional. contábeis • Consolidação de entidades do setor público para fins de atendimento de exigências legais ou necessidades gerenciais. registro. conforme previsto na NBCASP. A NBCASP carateriza o sistema contábil público como a estrutura de informações sobre identificação. o artigo 50. controle e evidenciação dos atos e dos fatos da gestão do patrimônio público. A criação de Unidades Contábeis Descentralizadas. além de apresentar o conceito de sistema e de subsistemas de informações contábeis para as entidades públicas. inclusive empresa estatal dependente. para fins de controle e evidenciação dos seus resultados. com o objetivo de orientar e suprir o processo de decisão. as transações e operações de cada órgão. isolada e conjuntamente.• Originária – representa o patrimônio das entidades do setor público na condição de pessoas jurídicas. A LRF prevê em seus artigos 19 e 20 a verificação do limite com gastos com Pessoal. No tocante ao controle contábil segregado por Unidade Contábil Originária. 14. Patrimônio e Sistemas Contábeis Esta norma estabelece a definição de patrimônio público e a classificação dos elementos patrimoniais sob o aspecto contábil. Constitui unidade orçamentária o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição a que serão consignadas dotações próprias”.

obrigações e situações que. A LRF. Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO (orientações para a elaboração dos orçamentos anuais).A norma segrega o Sistema Contábil Público em 5 (cinco) Subsistemas de Informações Contábeis: Orçamentário. produzidos e ofertados à sociedade pela entidade pública. processar e apurar os custos da gestão de políticas públicas. • Compensação – registra. bem como aqueles com funções específicas de controle. A norma traz como inovação a ampliação do controle contábil sobre os instrumentos de planejamento. § 3º. a ser implementado para coletar. onde prevê que o Balanço Patrimonial deve demonstrar em contas de compensação os bens. A norma traz como inovação a criação do subsistema de Custos. Na Administração Pública Brasileira os planos os hierarquicamente interligados se traduzem no Plano Plurianual – PPA (nível estratégico. com o intuito de permitir a identificação dos recursos vinculados a órgão. Planejamento e seus Instrumentos sob o Enfoque Contábil Esta norma estabelece as bases para controle contábil sobre o planejamento das entidades do setor público. onde além de evidenciar a execução orçamentária anual (LOA).320/64. • Orçamentário – registra. inciso I da LRF. processa e evidencia os fatos relacionados aos ingressos e aos desembolsos financeiros. planejamento este expresso em planos hierarquicamente interligados. bem como as disponibilidades no início e final do período. compreendendo desde o nível estratégico até o nível operacional. processa e evidencia os atos e os fatos relacionados ao planejamento e à execução orçamentária. processa e evidencia os custos dos bens e serviços. onde prevê a escrituração de forma individualizada da disponibilidade de caixa. fundo ou despesa obrigatória.2 tem como uma de suas funções evidenciar os atos que possam vir a afetar o patrimônio público (atos potenciais). e Lei Orçamentária Anual – LOA (nível operacional. O subsistema de Compensação previsto na NBC T 16. possam vir a afetar o patrimônio. • Patrimonial – registra.320/64 determina em seu artigo 99 a adoção de contabilidade especifica para apurar os custos dos serviços industriais.3 define Plano como o conjunto de documentos elaborados com a finalidade de materializar o planejamento por meio de programas e ações. A NBC T 16. amplia para toda a Administração Pública a necessidade de implementação de sistema de custos. artigo 50. pretende-se acompanhar a cumprimento das metas estratégicas contidas no PPA. processa e evidencia os atos de gestão cujos efeitos possam produzir modificações no patrimônio da entidade do setor público. tradução em metas físicas e financeiras dos objetivos da Administração Pública para o período de um ano). bem como propiciar a avaliação e a instrumentalização do controle. definições de metas para períodos de quatro anos). Patrimonial e de Compensação. processa e evidencia os fatos não financeiros relacionados com as variações qualitativas e quantitativas do patrimônio público. imediata ou indiretamente. Nesse sentido. O subsistema Financeiro assume papel importante no cumprimento do artigo 50. Financeiro. . • Financeiro – registra. de forma que atende o artigo 105 da Lei Federal nº 4. valores. a Lei Federal nº 4. • Custos – registra. e traz como inovação a criação do subsistema de Custos.

devendo ser demonstradas de forma segregada. de forma que possibilite os registros de valores e a integração dos subsistemas. inversão ou não de saldos. a natureza e o grau de desdobramento. Como exemplo.5 dá ênfase à estruturação do sistema de informação contábil no momento em cita que este deve possuir Plano de contas que contemple: • Terminologia das contas e sua adequada codificação. podendo provocar alterações qualitativas ou quantitativas. ou não. • Função e o funcionamento a cada uma das contas (circunstâncias de débito e crédito. Registro Contábil Esta norma estabelece critérios para o registro contábil dos atos e fatos que afetam ou possam vir a afetar o patrimônio público. no patrimônio das entidades do setor público. originadas de atos administrativos. se transporta saldo para o exercício seguinte.5 – . etc. conforme sua natureza em: • Econômico-financeira – aquelas originadas de fatos que afetam o patrimônio público. em decorrência. apresenta as características do registro e das informações contábeis no setor público. tem-se a retenção do Imposto sobre Serviços – ISS efetuado por Entidade Pública no momento do pagamento para prestador de serviço (nesse instante a entidade pública figura como mera depositária do ISS pertencente à Prefeitura Municipal). 2.4 caracteriza como transação no Setor Público os atos e os fatos que promovem alterações qualitativas ou quantitativas. . arrecadação de receita de Impostos (aumento do patrimônio decorrente de ingresso de receita orçamentária).). Exemplos: recebimento de bens por doação (aumento do patrimônio sem a necessidade de utilização de recursos orçamentários. efetivas ou potenciais. com o objetivo de dar cumprimento às metas programadas e manter em funcionamento as atividades da entidade do setor público. da execução de orçamento. • Administrativa – corresponde às transações que não afetam o patrimônio público. controle contábil sobre os bens em poder de terceiros. caracterizadas como sendo aquelas em que a entidade do setor público responde como fiel depositária e que não afetam o seu patrimônio líquido. Registro em contas de compensação dos contratos firmados com fornecedores de bens e serviços. A norma também trata das transações que envolvem valores de terceiros.5 NBC T 16. a entidade pública deve repassar os recursos de ISS retido à Prefeitura Municipal que possui a competência de arrecadação do imposto. • Utilização do método das partidas dobradas em todos os registros dos atos e dos fat os que afetam ou possam vir a afetar o patrimônio das entidades do setor público. patrimonial e de compensação nos respectivos subsistemas contábeis.Transações no Setor Público A NBC T 16. trata da estrutura do plano de contas contábil. de acordo com sua natureza orçamentária. portanto extraorçamentário). e enfatiza que o registro contábil deve observar os Princípios de Contabilidade e às Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público. financeira. e abre a possibilidade de escrituração contábil eletrônica. identificação do subsistema a que pertence. A NBC T 16. A norma segrega as transações. Posteriormente. efetivas ou potenciais.

reconhecidos. a NBC T 16. Ao tratar da Demonstração do Fluxo de Caixa. a NBCASP considera como documento de suporte qualquer documento hábil. qual seja a de evidenciar as alterações no patrimônio da entidade. Financeiro e Patrimonial e da Demonstração das Variações Patrimoniais. o profissional da contabilidade deve utilizar. Esse posicionamento da NBCASP demonstra um desprendimento do foco estritamente orçamentário. Nesse sentido. enfatiza-se a possibilidade aberta pela norma de implementação de escrituração contábil eletrônica. Por fim. as contas envolvidas. A Norma cita que os registros contábeis devem ser realizados e os seus efeitos evidenciados nas demonstrações contábeis do período com os quais se relacionam. bem como a permissão de digitalização e armazenamento em meio eletrônico ou magnético dos documentos em papel. e serve como reforço para a implementação de uma contabilidade pública com visão patrimonial. orçamentários e extraorcamentários. traz como inovação a Demonstração do Fluxo de Caixa e a Demonstração do Resultado Econômico. Demonstração das Variações Patrimoniais. mecanizado ou eletrônico. Balanço Orçamentário. a NBCASP esclarece que se deve evidenciar as movimentações de caixa e equivalentes segregadas nos fluxos: • Fluxo de caixa das operações: compreende os ingressos. vindo ao encontro do Principio de Contabilidade da Oportunidade. Demonstração dos Fluxos de Caixa. que evidencie a totalidade dos os atos e fatos. 101 da Lei Federal nº 4.320/64. e os desembolsos relacionados com a ação pública e os demais fluxos que não se qualificam como de investimento ou financiamento. A NBCASP destaca que as transações no setor público devem ser reconhecidas e registradas integralmente no momento em que ocorrerem. e nesta ordem. independentemente do momento da execução orçamentária. as normas nacionais e internacionais que tratem de temas similares.• Contas específicas que possibilitem a apuração de custos. Nesse aspecto. Ao tratar das formalidades do registro contábil. a norma além de atender o disposto no art. portanto. • Tabela de codificação de registro que identifique o tipo de transação. e Demonstração do Resultado Econômico. por meio de processo manual. previstos ou não em legislação.5 orienta que na ausência de norma contábil aplicado ao setor púbico. de modo que prevaleça a essência da Ciência Contábil. evidenciando o procedimento e os impactos em notas explicativas. Balanço Financeiro. a movimentação a débito e a crédito e os subsistemas utilizados. a NBCASP discorre que a entidade do setor público deve manter procedimentos uniformes de registros contábeis. ampliando o rol de demonstrativos a serem elaborados pela Contabilidade. físico ou eletrônico que comprove a transação na entidade do setor público. pelos respectivos fatos geradores. podendo ser utilizados livros ou meios eletrônicos que permitam a identificação e o seu arquivamento de forma segura. No tocante aos documentos de sustentação aos registros contábeis. . Demonstrações Contábeis Esta norma estabelece como Demonstrações Contábeis a serem elaboradas e divulgadas pelas entidades públicas: Balanço Patrimonial. inclusive decorrentes de receitas originárias e derivadas. utilizado para sustentação ou comprovação do registro contábil. subsidiariamente. onde determina a publicação dos Balanços Orçamentário.

a consolidação das demonstrações contábeis objetiva o conhecimento e a disponibilização de macroagregados do setor público. pelo menos. e mais especificamente o disposto nos artigos 48 e 49. • Custos e despesas identificados com a execução da ação pública. bem como recebimentos em dinheiro por liquidação de adiantamentos ou amortização de empréstimos concedidos e outras operações da mesma natureza. cabe destacar a ausência de informações nos sistemas contábeis atuais sobre o custo de oportunidade. Consolidação das Demonstrações Contábeis. a NBCASP proporciona um auxílio para atender a um dos pressupostos da LRF. • Resultado econômico apurado. • Fluxo de caixa dos financiamentos: recursos relacionados à captação e à amortização de empréstimos e financiamentos. A NBC T 16. Além disso.320/64 e 51 da LRF. qual seja a transparência da gestão fiscal. que determinam que compete à União promover a consolidação. os procedimentos adotados na consolidação. a norma determina como sendo a quantidade de serviços prestados multiplicada pelo custo de oportunidade. No entanto. Como custo de oportunidade caracteriza como o valor que seria desembolsado na alternativa desprezada de menor valor entre aquelas consideradas possíveis para a execução da ação pública.7 conceitua Unidade Contábil Consolidada como a soma ou a agregação de saldos ou grupos de contas de duas ou mais unidades contábeis originárias. Nesse aspecto. cabe a criação de Unidade Contábil Consolidada para cada Poder e Unidade Contábil Consolidada Geral (abrangendo todos os Poderes). nacional e por esfera de governo. Para auxiliar no cumprimento dessa tarefa. Para o cálculo da Receita econômica. a LRF determina que as Contas dos Poderes supracitados devem ser analisadas separadamente pelos Tribunais de Contas. Nesse sentido. o que resulta na elaboração de Balanços Consolidados para cada Poder. Judiciário e o Ministério Público. excluídas as transações entre elas. Quanto à previsão de elaboração da Demonstração do Resultado Econômico. No entanto. o que cria a necessidade da elaboração do Balanço Consolidado do Ente.• Fluxo de caixa dos investimentos: recursos relacionados à aquisição e à alienação de ativo não circulante. No tocante aos procedimentos para consolidação previstos na NBCASP. a norma contribui para o atendimento ao disposto nos artigos 111 Lei Federal nº 4. das contas dos entes da Federação. A LRF prevê em seu artigo 56 que as Contas do Poder Executivo incluirão os Poderes Legislativo. identificação e características das entidades do setor público incluídas na consolidação. a visão global do resultado e a instrumentalização do controle social. conforme previsto na NBCASP. as demonstrações contábeis consolidadas devem ser complementadas por notas explicativas que contenham. a NBC T 16. Segundo a NBCASP. cabe destacar que os ajustes e as eliminações devem ser realizados em documentos auxiliares. o que resulta em grande desafio e dificuldade para a implementação do referido demonstrativo. os quais tratam dos instrumentos de transparência da gestão e de sua forma de acesso e divulgação para a sociedade. não originando nenhum tipo de lançamento na escrituração das entidades que formam a unidade contábil. a natureza e .6 detalha que deve conter a seguinte estrutura: • Receita econômica dos serviços prestados e dos bens ou dos produtos fornecidos.

métodos. concomitante e subseqüente a legalidade dos atos da execução orçamentária. para a concessão de garantias e para a inscrição em restos a pagar.montantes dos ajustes efetuados. erros. com a finalidade de: • Salvaguardar os ativos e assegurar a veracidade dos componentes patrimoniais. antigüidades. com o devido registro nas contas de resultado do exercício. • Contribuir para a promoção da eficiência operacional da entidade. procedimentos e processos adotados pela entidade do setor público. que dispõe no artigo 77 que o controle interno deve verificar de forma prévia. • Auxiliar na prevenção de práticas ineficientes e antieconômicas. onde determina que o controle interno deve fiscalizar o cumprimento das metas previstas na LDO e os limites: das dívidas consolidada e mobiliária. Cita ainda que o valor residual e a vida útil econômica de um ativo devem ser revisados. para a contratação de operações de crédito.320/64. e os eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício que possam ter efeito relevante sobre as demonstrações contábeis consolidadas. entre outros. e deve ser reconhecido até que o valor líquido contábil do ativo seja igual ao valor residual. no final de cada exercício. abusos. a NBC T 16. A NBCASP arrola os ativos que não estão sujeitos ao regime de depreciação: • Bens móveis de natureza cultural. fraudes. bens integrados em coleções. amortização e exaustão. tais como obras de artes. de vida útil indeterminada. Sob esse aspecto. • Animais que se destinam à exposição e à preservação. a NBCASP apresenta do modo amplo o campo de atuação do Controle Interno Contábil. pelo menos. das despesas com pessoal. • Dar conformidade ao registro contábil em relação ao ato correspondente. • Bens de uso comum que absorveram ou absorvem recursos públicos. Segundo a norma o controle interno sob o enfoque contábil compreende o conjunto de recursos. visto que este deve abranger todo o patrimônio da entidade. Depreciação. considerados tecnicamente. a NBCASP reforça o disposto no artigo 59 da LRF. objetivando garantir razoável grau de eficiência e eficácia do sistema de informação contábil. diferentemente da visão estritamente orçamentária imposta pela Lei Federal nº 4. desvios e outras inadequações.8 trata do controle interno aplicável as entidades públicas. Nesse sentido. malversação.9 estabelece que valor depreciado. • Estimular adesão às normas e às diretrizes fixadas. amortizado ou exaurido deve ser apurado mensalmente. Controle Interno A NBC T 16. No tocante ao registro. . • Propiciar a obtenção de informação oportuna e adequada. documentos. bens com interesse histórico. Amortização e Exaustão Esta norma estabelece critérios e procedimentos para o registro contábil da depreciação.

• Terrenos rurais e urbanos. Por fim, dentre os métodos de depreciação, a NBCASP sugere a adoção dos seguintes: método das quotas constantes; método das somas dos dígitos; método das unidades produzidas. Avaliação e Mensuração de Ativos e Passivos em Entidades do Setor Público Estabelece critérios e procedimentos para a avaliação e mensuração de ativos e passivos integrantes do patrimônio de entidades do setor público. Destaca-se a previsão de contabilização no Ativo Permanente dos Bens de Uso Comum (tais como praças, estradas, etc.). A norma apresenta conceitos importantes para fins de avaliação patrimonial, destacando-se: • Avaliação patrimonial: a atribuição de valor monetário a itens do ativo e do passivo decorrentes de julgamento fundamentado em consenso entre as partes e que traduza, com razoabilidade, a evidenciação dos atos e dos fatos administrativos. • Redução ao valor recuperável (impairment): o ajuste ao valor de mercado ou de consenso entre as partes para bens do ativo, quando esse for inferior ao valor líquido contábil. • Valor de mercado ou valor justo (fair value): o valor pelo qual um ativo pode ser intercambiado ou um passivo pode ser liquidado entre partes interessadas que atuam em condições independentes e isentas ou conhecedoras do mercado. No tocante a avaliação dos elementos patrimoniais, a NBCASP estabelece critérios para cada um dos grupos: disponibilidades, créditos e dívidas, estoques, investimentos permanentes, imobilizado, intangível e diferido. Quanto às disponibilidades, aos créditos e dívidas, estabelece a avaliação pelo valor original, feita a conversão, quando em moeda estrangeira, à taxa de câmbio vigente na data do Balanço Patrimonial. Dessa forma, atende ao disposto no artigo 106, inciso I da Lei Federal nº 4.320/64. Quando trata da avaliação dos estoques a norma estabelece para mensuração e avaliação das saídas dos estoques o custo médio ponderado, em conformidade com o artigo 106, inciso III da Lei Federal nº 4.320/64. A NBCASP adota como base o valor de aquisição ou no valor de produção ou de construção, ou o valor de mercado, caso este último seja o menor. A NBC T 16.10 ao tratar da avaliação do ativo imobilizado, determina a mensuração ou avaliação com base no valor de aquisição, produção ou construção, e traz uma grande inovação, ao propor a contabilização dos bens de uso comum, tais como praças e rodovias. A norma dispõe que os bens de uso comum que absorveram ou absorvem recursos públicos, ou aqueles eventualmente recebidos em doação, devem ser incluídos no ativo não circulante da entidade responsável pela sua administração ou controle, estejam, ou não, afetos a sua atividade operacional. Ou seja, segundo a NBCASP, a contabilidade deve incorporar ao patrimônio público e efetivar controle sobre os bens de uso comum construídos com recursos ou sob a responsabilidade da Administração Pública. A implementação do controle contábil sobre esses bens permitirá a implementação de acompanhamento dos custos, com a possibilidade de verificar, por exemplo, o valor anual aplicado na manutenção de uma determinada rodovia. A NBCASP também estabelece regras para a realização de reavaliações dos componentes patrimoniais, onde se deve utilizar o valor justo ou o valor de mercado na data de encerramento do Balanço Patrimonial. Alem disso, estipula prazos para que seja procedida reavaliação, conforme segue: • Anualmente, para as contas ou grupo de contas cujos valores de mercado variar significativamente em relação aos valores anteriormente registrados;

• A cada quatro anos, para as demais contas ou grupos de contas. As Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público são importante para a implementação de dispositivos contidos na LRF e Lei 4.320/64, tais como a implementação de sistema de custos, ampliação do controle contábil sobre o cumprimento das metas estabelecidas no planejamento governamental (PPA, LDO e LOA). Em sentido amplo as novas normas são um instrumento para elevar a eficácia e efetividade das Leis quanto aos seus objetivos de promover o planejamento, a transparência e responsabilidade da gestão fiscal. Especificamente, há inovações no reconhecimento de receitas e despesas sob a ótica do regime da competência. Alem disso, foi dado destaque a instrumentos de transparência e de registro de operações similares a contabilidade comercial, como o estabelecimento de atributos específicos da informação contábil do setor público, relatório de fluxo de caixa, previsão de depreciação e da contabilização dos bens de uso comum, caminhando para a correção da visão da contabilidade aplicada ao setor público estritamente ligada à execução dos orçamentos públicos. Espera-se que a implementação das normas provoque uma melhoria nos controles internos para a proteção do patrimônio público, além de apresentar maior transparência à aplicação de recursos da sociedade. O tema ainda carece de discussão, sobretudo da validação empírica dos pressupostos contidos em cada uma das normas. A Secretaria do Tesouro Nacional, como órgão central de normatização no Brasil, deve buscar instrumentos de difusão das normas, em especial nos estados e municípios, visando a harmonização de entendimento e aplicação das normas. PATRIMÔNIO PÚBLICO Patrimônio Público é o conjunto de bens e direitos, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados ou mantidos com recursos públicos, integrantes do patrimônio de qualquer entidade pública ou de uso comum, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios futuros inerentes à prestação de serviços públicos. PATRIMÔNIO PÚBLICO SOB O ENFOQUE CONTÁBIL O Patrimônio Público é estruturado em Ativo, Passivo e Patrimônio Liquido: (a) o Ativo compreende as disponibilidades, os bens e os direitos que possam gerar benefícios econômicos ou potencial de serviço. (b) o Passivo compreende as obrigações, as contingências e as provisões. (c) o Patrimônio Líquido representa a diferença entre o Ativo e o Passivo. No Patrimônio Líquido deve ser evidenciado o resultado do exercício segregado dos resultados acumulados de exercícios anteriores. A classificação dos elementos patrimoniais considera a segregação em circulante e nãocirculante, com base em seus atributos de conversibilidade, exigibilidade e interesse social. Os ativos são classificados como circulante quando satisfizerem um dos seguintes critérios: (a) estarem disponíveis para utilização imediata;

(b) serem realizados ou terem a expectativa de realização, consumo ou venda até o final do exercício financeiro subseqüente. (i) Os outros ativos são classificados como não-circulante. Os passivos são classificados como circulante quando satisfizerem um dos seguintes critérios: (a) corresponderem a valores exigíveis até o final do exercício financeiro subseqüente; (b) corresponderem a valores de terceiros ou retenções em nome deles, quando a entidade pública for a fiel depositária. (i) Os outros passivos são classificados como não-circulante.

SISTEMA CONTÁBIL PÚBLICO O sistema contábil público representa a macroestrutura de informações sobre registro, avaliação, evidenciação e transparência dos atos e dos fatos da gestão pública com o objetivo de orientar, suprir o processo de decisão e a correta prestação de contas. ABRANGÊNCIA DO SISTEMA CONTÁBIL PÚBLICO O ciclo da administração pública é composto pelas etapas de planejamento, execução, controle e avaliação. A função social da contabilidade deve refletir, sistematicamente, o ciclo da administração pública para evidenciar informações públicas necessárias à tomada de decisões e à prestação de contas ao cidadão. A contabilidade pública é organizada na forma de sistema de informações, cujas partes ou subsistemas, conquanto possam oferecer produtos diferentes em razão da respectiva especificidade, convergem para o produto final, que é a informação geral sobre o Patrimônio Público. O sistema contábil público estrutura-se nos seguintes subsistemas: (a) Subsistema de Informações Orçamentárias – registra e evidencia, por meio de Demonstrações Contábeis próprias, os atos e os fatos relacionados ao orçamento e à sua execução, que subsidia a administração com informações sobre: (i) orçamento; (ii) programação e execução orçamentária; (iii)alterações orçamentárias; e (iv)resultado orçamentário. (b) Subsistema de Informações Financeiras – registra e evidencia, por meio de Demonstrações Contábeis próprias, os fatos relacionados aos ingressos e aos desembolsos financeiros, bem como a situação das disponibilidades no início e no final do período, que subsidia a administração com informações sobre:

(i) fluxo de caixa; (ii) resultado primário; e (iii) receita corrente líquida. (c) Subsistema de Informações Patrimoniais – registra, avalia e evidencia, por meio de Demonstrações Contábeis próprias, a situação estática dos elementos patrimoniais e a apuração do resultado do exercício, que subsidia a administração com informações sobre: (i) alterações nos elementos patrimoniais; (ii) resultado econômico; e (iii) resultado nominal. (d) Subsistema de Custos – coleta, processa e apura, por meio de sistema próprio, os custos da gestão de políticas públicas, gerando relatórios que subsidiam a administração com informações sobre: (i) custos dos programas, dos projetos e das atividades desenvolvidas; (ii) otimização dos recursos públicos; e (iii) custos das unidades contábeis. (e) Subsistema de Compensação – registra e evidencia por meio de contas específicas, os atos de gestão cujos efeitos possam produzir modificações no patrimônio da entidade, que subsidia a administração com informações sobre: (i) alterações potenciais nos elementos patrimoniais; e (ii) acordos, garantias e responsabilidades. Os subsistemas contábeis devem ser integrados a outros subsistemas de informações de modo a subsidiar a administração pública sobre: (a) o desempenho da organização no cumprimento da sua missão; (b) a avaliação dos resultados obtidos na execução dos programas de trabalho com relação à economicidade, à eficiência, à eficácia e à efetividade; (c) a avaliação das metas fiscais estabelecidas nas diretrizes orçamentária; e (d) a avaliação dos riscos e das contingências fiscais. BALANÇO PATRIMONIAL O Balanço Patrimonial, estruturado em Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido, tem por objetivo evidenciar qualitativa e quantitativamente a situação patrimonial da entidade pública: (a) o Ativo compreende as disponibilidades, os bens e os direitos que possam gerar benefícios econômicos ou potencial de serviço; (b) o Passivo compreende as obrigações, as contingências e as provisões; (c) o Patrimônio Líquido representa a diferença entre o Ativo e o Passivo.

(i) No Patrimônio Líquido, deve ser evidenciado o resultado do exercício segregado dos resultados acumulados de exercícios anteriores. A classificação dos elementos patrimoniais considera a segregação em circulante e nãocirculante, com base em seus atributos de conversibilidade, exigibilidade e interesse social. Os ativos devem classificados como circulante quando satisfizerem um dos seguintes critérios: (a) estarem disponíveis para utilização imediata; (b) serem realizados ou terem a expectativa de realização, consumo ou venda até o final do exercício financeiro subseqüente. (i) Os outros ativos devem ser classificados como não-circulante. Os passivos devem ser classificados como circulante quando satisfizerem um dos seguintes critérios: (a) corresponderem a valores exigíveis até o final do exercício financeiro subseqüente; (b) corresponderem a valores de terceiros ou retenções em nome deles, quando a entidade pública for a fiel depositária. (i) Os outros passivos devem ser classificados como nãocirculante. As contas do ativo devem ser dispostas em ordem decrescente de seu grau de liquidez; as contas do passivo, em ordem decrescente de seu grau de exigibilidade. Devem ser demonstrados no compensado os valores decorrentes de atos que possam afetar o patrimônio, bem como aqueles com função precípua de controle. BALANÇO ORÇAMENTÁRIO O Balanço Orçamentário tem por objetivo evidenciar o orçamento inicial, suas alterações, incorporação de superávit e suas reestimativas, confrontando-os, individualizadamente, com a execução da receita e da despesa. O Balanço Orçamentário é estruturado de forma a evidenciar a integração entre o planejamento e a execução orçamentária. BALANÇO FINANCEIRO O Balanço Financeiro demonstra a movimentação de disponibilidades da entidade no período a que se refere, evidenciando: (a) a receita orçamentária arrecadada; (b) a despesa orçamentária paga; (c) os recebimentos e os pagamentos extra-orçamentários; (d) o saldo inicial e o saldo final das disponibilidades. DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS

a seguinte estrutura: . DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ECONÔMICO A Demonstração do Resultado Econômico evidencia o resultado econômico. financeiro e patrimonial em cada período. DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA A Demonstração do Fluxo de Caixa apresenta a movimentação financeira histórica da entidade pública. a saber: (a) fluxo de caixa das operações. evidenciar as movimentações em três grandes grupos. permitindo aos usuários projetar cenários de fluxos futuros de caixa e elaborar análise sobre eventuais mudanças em torno da capacidade da entidade de manter o regular financiamento dos serviços públicos sob sua responsabilidade. pelo menos. A Demonstração do Resultado Econômico deve ser elaborada considerando a interligação sistêmica com o Plano Plurianual e apresentar na forma dedutiva. projeto. dos bens ou dos produtos. A Demonstração do Fluxo de Caixa deve ser elaborada pelos métodos direto ou indireto e deve. programa. O fluxo de caixa das operações compreende os ingressos e os desembolsos relacionados com a ação pública. oriundos dos sistemas orçamentário. (c) O resultado patrimonial do período é apurado pelo confronto entre as variações patrimoniais ativas e passivas. bem como outros cenários de solvência. fundo ou outra unidade de acumulação relevante. as variações descritas na NBC T 16. Para fins de apresentação na Demonstração das Variações Patrimoniais. (b) fluxo de caixa dos investimentos.A Demonstração das Variações Patrimoniais tem por objetivo apurar o resultado patrimonial e evidenciar as variações patrimoniais qualitativas e quantitativas resultantes e independentes da execução orçamentária. e os demais fluxos que não se qualificam como de investimento ou financiamento. bem como recebimentos em dinheiro por liquidação de adiantamentos ou amortização de empréstimos concedidos e outras operações da mesma natureza. O fluxo de caixa dos investimentos inclui os fluxos de recursos relacionados à aquisição e à alienação de ativo não-circulante.4 – Transações no Setor Público são agrupadas em ativas e passivas: (a) Variações Patrimoniais Ativas são aquelas que proporcionam aumento da situação patrimonial da entidade. obtido do confronto entre a receita econômica e os itens de custos e despesas dos serviços. liquidez e graus de probabilidade da permanência de itens que representam entradas e saídas de caixa. O fluxo de caixa dos financiamentos inclui os fluxos de recursos relacionados à captação e à amortização de empréstimos e financiamentos. (b) Variações Patrimoniais Passivas são aquelas que proporcionam redução da situação patrimonial da entidade. fornecimento de bens ou produtos pela entidade pública. pelo menos. e (c) fluxo de caixa dos financiamentos. em cada nível de prestação de serviços.

A seguir apresentamos algumas questões práticas e teóricas para uma melhor compreensão da disciplina.886. assinale a opção CORRETA. a) A apresentação desta demonstração permite a este órgão público avaliar os custos dos serviços prestados.900. das informações de naturezas patrimonial. pelo custo de oportunidade. A receita econômica é o valor medido a partir dos benefícios futuros gerados à sociedade pela ação pública. econômica. quantitativos e ampliar mecanismos de controle da sociedade sobre a atuação governamental no campo orçamentário. um determinado órgão público publicou a seguinte Demonstração de Resultado Econômico: DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ECONÔMICO Receita Econômica dos Serviços Prestados R$ 4. obtido por meio da multiplicação da quantidade de serviços prestados. .000. orçamentária.000.00 (-) Custos de Execução Indiretos (R$ 480. financeiro e patrimonial. complementares ou suplementares àquelas não suficientemente evidenciadas ou não-constantes nas Demonstrações Contábeis. em conformidade com a NBC T SP 16.00 (-) Custos de Execução Diretos (R$ 4. social e de desempenho.000. NOTAS EXPLICATIVAS Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis. bens ou produtos fornecidos.6 e o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público.00) Acerca da análise da Demonstração do Resultado Econômico. TEORIA X PRÁTICA QUESTÃO: Em 31 de dezembro de 2010.00) = Resultado Econômico Apurado (R$ 466.(a) receita econômica dos serviços prestados e dos bens ou dos produtos fornecidos. financeira. e (c) resultado econômico apurado. bem como eventos subseqüentes ao encerramento do período a que se refere. As informações contidas nas Notas Explicativas devem ser relevantes. As Notas Explicativas incluem os critérios utilizados na elaboração das Demonstrações Contábeis. legal.000.000. entre aquelas consideradas possíveis para a execução da ação pública. (b) custos e despesas identificados com a execução da ação pública.00) = Margem Bruta R$ 14. a transparência sobre aspectos qualitativos. Custo de oportunidade é o valor que seria desembolsado na alternativa desprezada de menor valor. física.

50. pois a Lei de Responsabilidade Fiscal determina que a Administração Pública mantenha sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária e. não. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública. obtido do confronto entre a receita econômica e os itens de custos e despesas dos serviços. d) Este órgão público está apresentando um controle financeiro e patrimonial que deve ser apenas analisado pela gestão interna. Planejamento Aprovado. dos bens ou dos produtos. c) A Constituição Federal de 1988 afirma que a apresentação da aplicação de recursos públicos nos órgãos federais é fator de comprovação da eficácia e eficiência da gestão orçamentária. O demonstrativo do resultado econômico possibilita a realização de diversos estudos voltados para o processo decisório pois permite que os administradores enxerguem além da simples execução orçamentária em que as únicas informações estão representadas pela execução da receita e despesa nas suas diversas etapas. Nas questão apresentou um não. NBC 16. (1) Variação (2 ) Tributos e Patrimonial Contribuições. a escrituração das contas públicas observará as seguintes: § 3º A Administração Pública manterá sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária. pois a não obrigatoriedade da demonstração financeira e patrimonial deixa a execução orçamentária fora dos parâmetros diante da falta do sistema de controle interno. oriundos dos sistemas orçamentário. Financeiro e Patrimonial é obrigatório! LRF – LC 101/ 00 .Art. fornecimento de bens ou produtos pela entidade pública. Venda de Diminutiva Mercadorias. financeira e patrimonial.b) A avaliação da gestão deste órgão público não pode ser verificada pela avaliação dos custos de serviços prestados e da receita econômica apresentada nesta demonstração. Segundo o professor Lino Martins da Silva A Demonstração do Resultado Econômico evidencia o resultado econômico. A Constituição Federal de 1988 não afirma isso. Completamente errado. em cada nível de prestação de serviços. portanto. financeiro e patrimonial em cada período. Valorização e Ganhos de Ativos. em seguida. a) Correta. d) Errado.6 b) Errado. “ não obrigatoriedade da demonstração financeira e patrimonial de a execução orçamentária fora dos parâmetros diante da falta do sistema do controle interno. dispensando a apresentação do financeiro e patrimonial. do financeiro e patrimonial.” c) Errado . QUESTÃO: Relacione a classe descrita na primeira coluna com exemplos de grupo de contas na segunda coluna e. assinale a opção CORRETA. Orçamento .

de 2009) 1ª edição ITEM 1. 1. 1. 1. Riscos Fiscais. Atos Potenciais. 3. de 6 de agosto de 2009) MANUAL TÉCNICO DE CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO Aplicado à União. ao Distrito Federal e aos Municípios (Portaria STN nº XXXX. Execução da Dívida Ativa. Execução do Planejamento. c) 2. 3. 4. b) 2. 5. Execução da Administração Financeira. Inscrição de Restos a Pagar. Válido para o exercício de 2010. 5. 3. ao Distrito Federal e aos Municípios. A sequência CORRETA é: a) 2. 2012 para os Estados e 2013 para os Municípios. (Portaria STN nº467. Benefícios Previdenciários. 1. Tributos e Contribuições. RESOLUÇÃO Planos de Contas Aplicado ao Setor Público MANUAL DE CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO Aplicado à União. 5. 4. 4. Custos. 4. 5. Dívida Ativa. Uso de Bens. aos Estados. 3. Execução de Restos a Pagar. (2) Variação Patrimonial Aumentativa ( 5) (3) Controles da Execução do Planejamento e Orçamento ( 1) (4) Controles Devedores ( 4) (5) Controles Credores ( 3) Execução dos Atos Potenciais. d) 2. Administração Financeira. Apuração de Custos. de forma facultativa e obrigatoriamente em 2011 para a União. Execução dos Riscos Fiscais. Serviços e Consumo de Capital Fixo. aos Estados. Execução do Orçamento.Aprovado. Pessoal e Encargos.Variação Patrimonial Diminutiva .

c) Quanto às ações executadas pelo setor público: .Outras Variações Diminutivas – Outras variações patrimoniais diminutivas não classificadas nos grupos anteriores. independentemente de recebimento. . bens acabados e mercadoria para revenda.Variação Patrimonial Aumentativa Segundo os princípios contábeis. Exemplo: despesa com salário. insumos e matérias-primas empregados na produção de bens e serviços acrescidos de mercadorias compradas para revenda menos a variação líquida de inventários de produtos em elaboração. Exemplo: constituição de provisão. .Variação patrimonial aumentativa privada – aquela auferida por entidade privada. despesa com depreciação.A variação patrimonial diminutiva pode ser classificada: a) Quanto à entidade que apropria a despesa: . etc.Variação patrimonial diminutiva pública – aquela efetuada por entidade pública. b) Quanto à dependência da execução orçamentária: . .Variação patrimonial diminutiva independente da execução orçamentária – aquela que independe de autorização orçamentária para acontecer. despesa com serviço. transferências intergovernamentais e intragovernamentais concedidas. subsídios. etc.Operações Financeiras – Tratam de despesas com juros. .Variação patrimonial aumentativa pública – aquela auferida por entidade pública. .Uso de Bens e Serviços – Consistem de serviços. entre outros.Benefícios Sociais – Caracterizados em geral por espécies de transferências com o objetivo de proteger a população ou segmentos dela contra certos riscos sociais.Variação patrimonial diminutiva privada – aquela efetuada pela entidade privada. ITEM 2. subvenções.Transferências – Incluem doações. auxílios. . etc.Pessoal – Trata da remuneração de pessoal do governo e seus encargos. A variação patrimonial aumentativa pode ser classificada: a) Quanto à entidade que apropria a variação patrimonial aumentativa: . . a variação patrimonial aumentativa deve ser registrada no momento da ocorrência do seu fato gerador. descontos concedidos. b) Quanto à dependência da execução orçamentária: .Variação patrimonial diminutiva resultante da execução orçamentária – aquela que depende de autorização orçamentária para acontecer. .

segundo a natureza da receita ou fonte de recurso 6. . subvenções. bem com a previsão adicional.registra a receita prevista no orçamento geral. auxílios.Controles Devedores 7.Financeiras – Versam sobre receitas de juros.Governamentais – Abrangem tributos e contribuições. Controles Devedores 7.2 Execução do Orçamento 6.Variação patrimonial aumentativa resultante da execução orçamentária – são receitas orçamentárias efetivas arrecadadas. descontos obtidos etc.1 Execução do Planejamento 6.Variação patrimonial aumentativa independente da execução orçamentária – são fatos que resultam em aumento do patrimônio líquido. 6. . . dividendos. Exemplo: incorporação de bens (doações recebidas). .4 Inscrição de Restos a Pagar – registra o valor da inscrição e integração das despesas empenhadas e não pagas até o último dia do ano financeiro ITEM 4 . que resultam em aumento do patrimônio líquido.1 Planejamento – registra o somatório dos valores financeiros previstos para execução dos programas e ações estabelecidos no Plano Plurianual e Projeto de Lei Orçamentária Anual.Empresariais – Tratam de venda de bens e serviços.Transferências – Incluem doações. de propriedade do ente. subsídios.3 Execução de Restos a Pagar A classe de CONTROLES DA APROVAÇÃO DO compreende as seguintes grupos de contas: PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO aumentativas não 6. Exemplo: receita de tributos.Outras Variações Aumentativas – Outras variações patrimoniais classificadas nos grupos anteriores ITEM 3.. . c) De acordo com as características e peculiaridades das entidades: . que ocorrem independentemente da execução orçamentária.3 Variações Patrimonias Decorrentes do Orçamento . 6.1 Atos Potenciais .2 LOA – Previsão e Fixação . Registra os valores oriundos da receita inicial e adicional a realizar e sua realização. Controles da Execução do Planejamento e Orçamento Planejamento e Orçamento 6. transferências intergovernamentais e intragovernamentais recebidas.registra as variações qualitativas e quantitativas decorrentes da execução do orçamento.Controles da Execução do Planejamento e Orçamento Conforme o Plano de Contas do Manual Aplicado ao Setor Público 6. entre outras.

F.2 Execução da Administração Financeira 8.4 Riscos Fiscais 7. Controles Credores 8. tais como vencimentos e vantagens fixas. diárias.5 . RESOLUÇÃO Item I . F. e dá outras providências. II. compõe-se de: § 3º O elemento de despesa tem por finalidade identificar os objetos de gasto. que.1 Execução dos Atos Potenciais 8. V. no caso. V. d) V. juros. É desnecessária a emissão de dois empenhos. juros. julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e. serviços de terceiros . b) F. c) V.1 .4 Execução dos Riscos Fiscais 8. 3º A classificação da despesa.2 Administração Financeira 7.Controle Credores 8. sendo emitido apenas um na Natureza da Despesa. serviços de terceiros prestados sob qualquer forma e outros de que a administração pública se serve para a consecução de seus fins. assinale a opção CORRETA. Distrito Federal e Municípios.correto Segundo a portaria ministerial 163/01.3 QUESTÃO:. sem distinção dos objetos de gasto no Setor Público. que dispõe sobre normas gerais de consolidação das Contas públicas no âmbito da União. III. I. F. material de consumo. tais como vencimentos e vantagens fixas. já que não é possível no contrato fazer a distinção entre os objetos de gasto.8 Apuração de Custos Resposta B – 2 . segundo a sua natureza. Com base em um contrato continuado de serviço de manutenção de aparelhos com o fornecimento de peças incluso no mesmo contrato. Para a emissão do empenho. é a prestação de serviços com base no contrato de manutenção de aparelhos. Estados.8 Custos ITEM 5 . diárias. pois o fornecimento de peças está incluso e não altera o valor do contrato. V. A sequência CORRETA é: a) F.4 .3 Dívida Ativa 7. em seguida.7. F. material de consumo. deve-se identificar o objeto do gasto. O elemento de despesa tem por finalidade identificar os objetos de gasto. informa : Art. F.3 Execução da Dívida Ativa 8.

00 em todos os exercícios. juros. do Ministério da Fazenda. que se reuniram e resolveram pagar de uma só vez o valor de R$30. Assim. auxílios. Item III . Com base nos valores informados e nos conceitos relativos ao Princípio de Competência. portanto. b) déficit de R$8. complementa o parágrafo anterior o manual.00 para três períodos .000.00 em todos os exercícios.000. Item II .00 correspondente a três exercícios. superávit de R$25. torna-se desnecessária a emissão de dois empenhos.Correto No mesmo caso anterior o manual complementa: Portanto. equipamentos e material permanente. c) superávit de R$5. é a prestação de serviços com base no contrato de manutenção de aparelhos. Nos três exercícios. pois o fornecimento de peças está incluso e não altera o valor do contrato Resposta D – V V V QUESTÃO: Uma instituição social recebe recursos públicos e. d) superávit de R$8. o elemento de despesa tem por finalidade identificar os objetos de gasto.00 com cobertura para o segundo e o terceiro anos.00 no primeiro ano e de R$3.39. diárias. Contabilidade Pública Receita de 30.000.00 no terceiro ano. com o objetivo de formar um fundo financeiro.00 no segundo e no terceiro anos. subvenções sociais.Correto E. para emissão do empenho deve-se identificar o objeto do gasto que. obras e instalações.000. sendo emitido apenas um na ND 3.00 no primeiro ano. no segundo ano.3.500.000. no caso.00 no segundo e de R$5. já que não é possível no contrato fazer a distinção entre os objetos de gasto.00 em cada ano e.000.90. material de consumo.000. No Manual Aplicado ao Setor Público de 2010. essa organização tem custos de impressão de folhetos informativos da ordem de R$5. serviços de terceiros prestados sob qualquer forma e outros de que a administração pública se serve para a consecução de seus fins. tais como vencimentos e vantagens fixas.000. A referida instituição tem ainda como fonte de receita a contribuição mensal de seus associados.000. ainda. resolveu fazer um seguro cujo prêmio foi pago em dinheiro no valor de R$3. amortização e outros de que a administração pública se serve para a consecução de seus fins.000. devendo seguir o Princípio da Competência. também fundamenta: Conforme definição constante deste manual. está dentro do campo de aplicação da Contabilidade Aplicada ao Setor Público. é CORRETO afirmar que a instituição irá apurar: a) déficit de R$8.prestados sob qualquer forma.

00 Contrato de seguro para dois períodos R$ 3.500. Pertencem ao exercício financeiro: I . Art. vamos fixar a competência de cada exercício tanto para as despesas quanto para as receitas: Ano 1 Ano 2 Ano 3 Receita 10. Com relação à situação hipotética apresentada e à vigência das leis tributárias. 34 Art. X.000.as receitas nêle arrecadadas.000. no art.00 5. II . publicada no dia 30 de agosto de 2010.00 Resposta C 3.000.00 Seguro 1. 6º A despesa e a receita serão reconhecidas por critério de competência patrimonial. já existe uma portaria conjunta nº 3 de 14/10/08. 35.000.000.500.500.00 QUESTÃO: A Lei no. No Brasil.Custos de R$ 5. assinale a opção CORRETA. a lei 4.00 5. Mas em análise o exercício pediu o regime de competência.000. migra do regime misto para o regime de competência o reconhecimento das receitas e despesas. competência e misto.000.00 Despesas 5.00 5. Porém. sendo omissa quanto à sua entrada em vigor.as despesas nêle legalmente empenhadas.000.IPI. 6.00 3.00 Aplicação do Princípio da Competência Algumas observações Na contabilidade pública existem três regimes: de caixa.00 1. visando conduzir a contabilidade do setor público brasileiro aos padrões internacionais e ampliar a transparência sobre as contas públicas.320 /64 informa no art.500.000. .00 10. Assim. ou seja. majorou a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados . começa uma mudança de sistema.00 10.

a) O parcelamento afasta o cumprimento da obrigação acessória. já que o IPI não se submete ao Princípio da Anterioridade. Cito: BERNARDO RIBEIRO DE MORAES: “ Com razão. 150 da CF/88. Problema 1 .Respeita o princípio da anterioridade ou não Pela redação do § 1º do art. Inclusive já discutido pelo STJ. a referida majoração somente poderá ser cobrada em face dos fatos geradores ocorridos após noventa dias da sua publicação.1. a suspensão da exigibilidade do crédito tributário não pode prejudicar o controle de outros créditos tributários. assinale a opção CORRETA. pode-se falar anterioridade nonagesimal. b) O parcelamento constitui uma das modalidades de extinção dos créditos tributários prescritas pelo Código Tributário Nacional. 155-A.ERRADA A obrigação acessória e a obrigação principal têm natureza distintas. III. Assim. b) De acordo com o Princípio da Anterioridade Nonagesimal. razão pela qual não se pode suspender.ERRADA A Lei Complementar 104/2001 estabelece parcelamento como forma de suspensão da exigibilidade do crédito tributário no art. c da CF/88 Resposta B QUESTÃO: No que diz respeito ao parcelamento disposto no Código Tributário Nacional.a) A referida majoração somente poderá ser cobrada nos casos em que os fatos geradores tenham ocorrido a partir de 1°. c. da Anualidade e da Tipicidade Cerrada. 150. X. também. mas tem de entrar na vacatio de noventa dias.CERTA Sim. No que diz respeito ao parcelamento disposto no CTN. c) Os valores provenientes dessa majoração podem ser cobrados em face dos fatos geradores ocorridos a partir de sua publicação.2011. o IPI não respeita a anterioridade.“Súmula 437. já que aquela Lei foi omissa quanto a sua entrada em vigor. b. a. devido aos Princípios da Legalidade. as obrigações tributárias acessórias. previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. d) Poderá ser cobrada a referida majoração em face dos fatos geradores ocorridos após quarenta e cinco dias da publicação na Lei no. O parcelamento é uma modalidade de suspensão da exigibilidade. devido à regra contida na Lei de Introdução ao Código Civil. d) O parcelamento extingue o crédito tributário de forma fracionada e continuada. STJ . c) O parcelamento é uma modalidade de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Aplica-se a regra do art.Aumento da alíquota de IPI por uma lei nova 2. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário superior a quinhentos mil . quando a legislação tributária não dispuser a respeito.

que não mais possa ser objeto de ação anulatória. a liquidação (verificação do direito adquirido pelo .320/64 estabelece como estágios da execução da despesa orçamentária: o empenho (ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento. VII . nos termos do disposto no § 2º do artigo 164. 156. de 10.a compensação. A Lei 4.a decisão judicial passada em julgado. com doze hipóteses distintas de extinção do crédito tributário. V .a transação. II . Para responder essa questão se faz necessário buscar o conceito de despesas orçamentárias: Segundo Niyama e Silva (org) (2011. (C) cobrança da dívida ativa tributária. pendente ou não de implemento de condição).a conversão de depósito em renda. p.o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º. IX . X .reais para opção pelo Refis pressupõe a homologação expressa do comitê gestor e a constituição de garantia por meio de arrolamento de bens. (B) aquisição de material de consumo.ERRADA .1. (E) amortização da dívida fundada interna. como as despesas de pessoal) e despesas de capital (que contribuem diretamente para formação ou aquisição de um bem de capital. O CTN. (Incluído pela Lcp nº 104.a decisão administrativa irreformável. em seu artigo 156. VIII . como obras e aquisição de bens permanentes). apresenta onze incisos. 341) “as despesas orçamentárias são os gastos da entidade governamental para o funcionamento dos serviços públicos. Extinguem o crédito tributário: I . na forma e condições estabelecidas em lei.o pagamento.a consignação em pagamento.” d. III . VI . XI – a dação em pagamento em bens imóveis. assim entendida a definitiva na órbita administrativa. (D) aquisição de bens móveis.2001) Resposta C QUESTÃO: Uma despesa orçamentária efetiva é aquela decorrente de (A) auxílio financeiro a estudantes.a prescrição e a decadência.remissão. Podem ser classificadas como despesas correntes (respondem pela manutenção das atividades da entidade governamental. IV . Que são : Art.

320/64 classifica a despesa em duas categorias econômicas: as despesas correntes e asdespesas de capital. Fundamentalmente e nos limites das possibilidades financeiras a concessão de subvenções sociais visará a prestação de serviços essenciais de assistência social. 12). por exemplo. além de uma tabela auxiliar de CLASSIFICAÇÃO DAS NATUREZAS DE DESPESA do Portal do Planejamento do Governo: Das Despesas Correntes SUBSEÇÃO ÚNICA Das Transferências Correntes I) Das Subvenções Sociais Art.Despesa com ajuda financeira concedida pelo Estado a estudantes comprovadamente carentes. a Despesa Orçamentária Efetiva coincide com a Despesa Corrente.320/64. Para Rocha (2011) a Despesa Orçamentária Efetiva . 12). se não tivesse a palavra efetiva na questão. A Lei n° 4.aquela que. Reforçando: A Lei n° 4. As subvenções correspondem às despesas referentes às transferências destinadas a cobrir despesas de custeio das entidades beneficiadas (§ 3°. será calculado com base em unidades de serviços efetivamente prestados ou postos à disposição dos interessados obedecidos os padrões mínimos de eficiência prèviamente fixados. Entretanto. e concessão de auxílio para o desenvolvimento de . Constitui fato contábil modificativo diminutivo. O auxílio financeiro a estudantes trata-se de uma subvenção social que é uma despesa orçamentária. revelar-se mais econômica. do art. no momento de sua realização. vejam abaixo exemplos de despesas. Essa questão está diretamente relacionada à Lei 4. 16. Auxílio Financeiro a Estudantes . As primeiras se subdividem em despesas de custeio e transferências correntes. a despesa com a aquisição de materiais para estoque e a despesa com adiantamento. a segunda categoria econômica se subdivide em despesas de investimentos. O valor das subvenções. ao passo que. a segunda categoria econômica se subdivide em despesas de investimentos. 12). médica e educacional. de inversões financeiras e transferências de capital (art. como também na Lei de Responsabilidade Fiscal 101/2000. As primeiras se subdividem em despesas de custeio e transferências correntes. de inversões financeiras e transferências de capital (art. e o pagamento (entrega de numerário ao credor após a regular liquidação da despesa).credor tanto por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito). sempre que possível. que representam fatos permutativos. Em geral. outras alternativas estariam corretas. Parágrafo único.320/64 classifica a despesa em duas categorias econômicas: as despesas correntes e as despesas de capital. 12). ao passo que. há despesa corrente não-efetiva como. sempre que a suplementação de recursos de origem privada aplicados a esses objetivos. reduz a situação líquida patrimonial da entidade. do art. Fomos buscar no artigo 16 da referida lei para responder a pergunta. As subvenções correspondem às despesas referentes às transferências destinadas a cobrir despesas de custeio das entidades beneficiadas (§ 3°.

entretanto. como exemplo. poder-se-ia citar.estudos e pesquisas de natureza científica. É sua tarefa manter informado quanto à distância percorrida. onde caracterizam a controladoria da seguinte maneira: A controladoria não compete o comando do navio. realizadas por pessoas físicas na condição de estudante. o sentido da palavra Controladoria. pois essa é tarefa do primeiro executivo: representa. mais especificamente. Resposta A CONTROLADORIA DEFINIÇÃO DE CONTROLADORIA Para esclarecer. de 2000. a razão de sua existência na empresa. observado o disposto no art. o navegador que cuida dos mapas de navegação. a terminologia da navegação do livro Controllership. ao local em que se encontra e a velocidade da . 26 da Lei Complementar nº 101.

que planeja e pesquisa. funções e momentos da organização. Atualmente. abrangendo todos os setores. com todo o um instrumental. a contabilidade não pode ficar alheia a estes avanços. O controle é função que excede os limites da controladoria. Em síntese: Para praticar o controle. poder-se-ia então dizer : Objetivo é o porto de destino. visando sempre mostrar a essa mesma cúpula os pontos estratégicos presente e futuros que põem em perigo ou reduzem a rentabilidade da empresa. MISSÃO DA CONTROLADORIA A empresa de pequeno porte pode ser controlada e dirigida por uma mesma pessoa. No contexto empresarial. diante das grandes inovações do mundo gerencial. quando não sabemos a que porto queremos chegar. A controladoria assegura a chegada ao porto objetivando. A síntese da controladoria e a sua importância de chegar ao porto de destino sem o concurso do navegador é mera casualidade. algo essencial para o gerenciamento da empresa. impõe-se a divisão de tarefas em áreas distintas. Daí a necessidade de se dar um novo enfoque: o de não apenas registrar números. na rota prevista. aos recifes perigosos e aos caminhos traçados nos mapas. visto que toda cúpula administrativa se dedica a controlar as operações empresariais. A controladoria pode atuar como órgão administrativo. É ela que fornece os dados e informações. precisa-se de objetivo. incluindo a determinação dos objetivos e o desenvolvimento de planos de longo e curto prazos. abrindo caminhos para que estes atinjam os objetivos pretendidos. dando suporte à contabilidade e à gestão da empresa.embarcação. a controladoria serve como órgão de observação e controle da cúpula administrativa. aos desvios da rota. registrando esses fatos. à resistência encontrada. A contabilidade como controladoria é. mostrar caminhos. A controladoria é. de suporte e apoio à decisão. Planejamento é rota . direções. De nada adianta Ter um navegador. Examina as origens mais remotas dos atos da gestão. indicando precisamente onde estamos. Controle são os instrumentos de navegação. Atua também como ramo do conhecimento na conceituação e teoria em apoio à contabilidade. é preciso que ela ocupe um espaço atuante e preciso. O controle e planejamento são processos integrados que afetam todos os aspectos operacionais. Para atingir o objetivo. sem dúvida. Neste ponto. visando sempre os pontos estratégicos presente e futuros. assim. no qual está diretamente ligada ao cumprimento dos objetivos da organização. precisa-se de controle. e sua inovação é no sentido de que. auxiliando. na verdade. na elaboração e continuidade do sistema de informações. mas de controlar. consiga projetar a situação real da empresa. Nas empresas de médio e de grande portes. Ela funciona como um órgão de controle. para que o navio cheque ao destino. na tomada de decisões da empresa. acompanha e . vindo a garantir a qualidade das informações e a auxiliar os administradores e gestores em suas áreas. um departamento que registra fatos ocorridos.

OBJETIVOS E META O alvo da empresa é o maior lucro possível. por meio de um sistema de informação que permita simulações e projeções sobre eventos econômicos no processo de tomada de decisão. o controle que dá suporte à gestão de negócios da empresa.registra toda a evolução e efeitos. . tendo em vista os objetivos setoriais fazem parte do objetivo global da empresa. de acordo com os materiais coletados. Para desempenhar convenientemente as funções que lhe são inerentes. mas buscar o melhor caminho a seguir para decisão empresarial. Essa tarefa é contínua. Assim. Estará sendo materializada tanto no suporte à estruturação do processo de gestão como pelo efetivo apoio às fases do processo de gestão. Para que a empresa consiga alcançar seus objetivos. Cabe à controladoria pôr em evidência não só os efeitos. a controladoria indica os pontos que apresentam problemas e acompanha o desenvolvimento do processo decisório. é devido a ela garantir os dados em exame que são importantes e imprescindíveis na continuidade da organização. cada setor de atividade deverá procurar aplicar métodos eficientes. a tarefa da empresa seria a de determinar quais as necessidades ou desejos desta mesma coletividade. através da integração dos esforços das diversas áreas. O departamento de controladoria busca a forma eficiente e eficaz do conhecimento dos fatos atuais e da previsão dos acontecimentos futuros. assegurando a continuidade. para depois organizar-se do ponto de vista da produção e da comercialização. A missão da Controladoria é assegurar a otimização do resultado econômico da organização. constatando a sua efetiva incorporação aos resultados da empresa. desempenho e otimizando seus resultados. observando todos aspectos favoráveis da organização. que atua como base sólida. Para atingir esse objetivo. colaborando assim. a partir de uma análise cuidadosamente elaborada. conciliável com seu crescimento a longo prazo e também com o bem-estar da coletividade. participando das tomadas de decisões a respeito destes. de modo a assegurar que esta atinja seus objetivos da empresa. pois as necessidades e os desejos dos homens sofrem alterações permanentes. acompanha o desenvolvimento dos planos em andamento e aponta soluções que conduzam aos resultados desejados segundo os gestores. como em todas as áreas. Dessa forma. visando inovações e correção de atitudes indevidas. é de responsabilidade da controladoria a veracidade das informações. Não significa que dará a solução perfeita. para garantir a sua continuidade. Através dos processos de planejamento e execução dos relatórios. assim. tendo como objetivo prestar informações para a empresa. a missão da controladoria é otimizar os resultados econômicos da empresa. fazendo o melhor uso dos recursos disponíveis. Manter os gestores informados e atualizados com o sistema de informações é a missão da controladoria. Gera. a empresa recorrerá à técnica da controladoria. baseados num conjunto de princípios com flexibilidade de aplicação. como também participar na busca das causas. no perfeito desempenho das atividades de uma entidade. A função envolve ajudar a adequação do processo à realidade da empresa ante seu meio ambiente. a qual tem métodos próprios de trabalho. mediante o atendimento das suas necessidades. evidenciando e transparecendo a realidade dos relatórios para a gestão da empresa. com a responsabilidade de tornar as informações úteis para breves ou futuras e importantes mudanças no cenário empresarial.

que traz balanço entre o planejamento administrativo e o sistema de controle. elaborando e mapeando informações relevantes a alta direção.) O termo controller (às vezes escrito com p. • Relatórios internos. • Relatórios externos. • Avaliação econômica. coletando e organizando dados.um enfoque analiticamente treinado.. implantação. • A função de reporte. permanentemente voltada para o futuro. cujo nível e cujas responsabilidades variam de uma empresa para outra (. Deve influenciar na tomada de decisões de maneira lógica. que quer dizer conta) significa o principal executivo da área de contabilidade administrativa. as funções do controller são as seguintes: • A função de planejamento. é uma visão proativa. A essência da função de controller. • A função de controle. Podemos dizer que hoje é a Controladoria a grande responsável pela coordenação de esforços com vista à otimização da gestão de negócios das empresas e pela criação. É um conceito de olhar para a frente . Já vimos que o controller moderno não faz controle algum em termos de autoridade de linha. coerente e consistente com a missão e visão da organização. Horngren e outros entendem que as funções do controller incluem: • Planejamento e controle. o conceito moderno de controladoria sustenta que.Contudo. CONTROLLER E CONTABILISTAS O contador é responsável pelas informações contábeis da empresas e o Controller pelas informações para tomada de decisões. operação e manutenção de sistemas de informação que dêem suporte ao processo de planejamento e controle. Essencial para a compreensão apropriada da função de controladoria é uma atitude mental que energiza e vitaliza os dados financeiros por aplicá-los ao futuro das atividades da companhia. o controller exerce uma força ou influência ou projeta uma atitude que impele a administração rumo a decisões lógicas e compatíveis com os objetivos. o controller realmente controla: fazendo relatórios e interpretando dados pertinentes. • A função contábil. exceto em seu próprio departamento.. O CONTROLLER E SUAS FUNÇÕES O título de controller se aplica a diversos cargos na área de contabilidade. Conforme os mesmos autores. Contudo. num sentido especial. derivado do francês. • Proteção dos ativos. comp-troller. . • Avaliação e consultoria. compte. OBJETIVO: ser um dos estrategistas da empresa. o objetivo e responsabilidade da controladoria são avaliar e acompanhar o desenvolvimento dos gestores ou das áreas de responsabilidade.

desde a mais simples atividade até a mais complexa e conquistar a integração da empresa como um todo. elaboração e acompanhamento de projetos. ESTRUTURA DA CONTROLADORIA A Controladoria basicamente é responsável Sistema de Informação Contábil Gerencial da empresa sua função é assegurar o resultado da companhia. Assim. análise ambiental. controle patrimonial e seguros.É tarefa dos contadores transformar dados em informações. fiscais e funções de guarda de ativos. seu papel é. As organizações têm necessidade de fazer as coisas acontecerem dentro de uma gestão tão qualitativa quanto quantitativa. A INFLUÊNCIA DA CONTROLADORIA NA GESTÃO EMPRESARIAL No atual mundo dos negócios. a qual deriva do latim gestione. além das gerenciais. . aonde pode ir e quais os caminhos que devem ser seguidos. controle de inventários etc. pois os dados são simplesmente um conjunto de fatos expressos como símbolos ou caracteres. Além disso. o termo gestão empresarial ganha cada vez mais destaque dentro das organizações. O Controller tem como tarefa manter o executivo principal da companhia informado sobre os rumos que ela deve tomar. fazendo com que as atividades desenvolvidas conjuntamente alcancem resultados superiores aos que alcançariam se trabalhassem independentemente. gestão de impostos. O Controller é o gestor encarregado do departamento de Controladoria. viabilizando as sinergias existentes. proj eções e simulações. até serem transformados em informações. Dentro da Controladoria. • A área de planejamento e controle: que incorpora a questão orçamentária. para tanto. análise conjuntural e projeção de cenários. análise de investimentos etc. deve assumir as funções regulatórias. tais como: demonstrativos a serem publicados. melhorando o desempenho e buscando alternativas que indiquem a boa administração e adequação dos recursos disponíveis. a sua estrutura deve estar ligada aos sistemas de informações necessários à gestão. Utiliza-se pesadamente dos sistemas de informações de apoio às operações e é o setor que possibilita ao controller sua efetiva participação no processo de Planejamento Estratégico. A abordagem do conceito de gestão empresarial requer o conhecimento da etimologia da palavra gestão. zelar pela continuidade da empresa. incapazes de influenciar decisões. sob pena de não exercer adequadamente sua função de controle e reporte na direção do planejamento. por meio do gerenciamento de um eficiente sistema de informação. que quer dizer ato de gerir. Ela não pode se furtar das suas funções de execução das tarefas regulamentares. e a contabilidade por responsabilidade. gerência. Podemos estruturar Controladoria em duas grandes áreas: • A área contábil e fiscal: que é responsável pelas informações societárias. normalmente vinculadas aos aspectos contábeis societária e de legislação fiscal. custos. no desejo de atingir seus objetivos. é imprescindível um setor que se responsabilize pelo que denominamos de acompanhamento do negócio. Este setor é responsável pêlos dados estatísticos para análise de mercado. ela deve atuar fortemente em todas as etapas do processo de gestão da empresa.

demonstrado o estado da organização. O processo de gestão assegura o cumprimento da missão. o relacionamento entre acionistas e gestores. fala-se do ambiente externo. Planejamento pode ser definido como o processo de reflexão que precede a ação e é dirigido para tomada de decisão agora com vistas no futuro. O modelo de gestão representa os princípios básicos que norteiam uma organização e serve como referencial para orientar os gestores nos processos de planejamento. para fixar objetivos. tomada de decisões e controle. elaborar o organograma com responsabilidades definidas para cada posição dentro da sua própria organização. ou seja. também denominado processo decisório (. considerando inclusive os fatores externos. .. que seguem normas estabelecidas que levam ao cumprimento do objetivo principal da empresa. O planejamento é a primeira fase do processo decisório e envolve os seguintes passos: Projeção de cenário. desde o planejamento inicial até a obtenção do resultado final.. elaborar e avaliar os procedimentos e apresentar soluções viáveis.) Gerir é fazer as coisas acontecerem e conduzir a organização para seus objetivos. ou seja. A controladoria fornece as informações exatas para tomada de decisões. sua atual posição no mercado e a influência na organização. gestão e administração são sinônimos (.) deverá cumprir sua missão para garantir sua continuidade. ou seja. ou seja.) é composto de três etapas: o planejamento.. desenvolver métodos eficientes de comunicação e manter um sistema adequado de relatórios. Avaliação das ameaças e oportunidades ambientais. A empresa (. refletindo a forma como será aplicado o modelo de gestão. e a habilidade com que esta função está sendo desempenhada determina o sucesso de todas operações. será estabelecido o processo de gestão. de que maneira está operando. os quais são denominados de órgãos. estabelecer padrão de controle. O processo de gestão. Formulação e avaliação de planos alternativos. A tarefa da controladoria requer aplicação de princípios sadios.. Verificação dos pontos fortes e fracos da empresa. como está e o que precisa mudar. conduzindo os gestores no planejamento. A missão de todas as áreas de uma empresa é dar suporte à gestão de modo a assegurar que a mesma atinja seus objetivos. atuando de acordo com o modelo de gestão que é influenciado pela cultura da empresa e as variáveis ambientais. a execução e o controle. O modelo de gestão da empresa inclui sua estrutura organizacional. identificar onde a empresa tem maior desempenho podendo utilizar os recursos e mudar os pontos que precisam de melhorias.administração.. Definição dos objetivos a serem alcançados. Por planejamento entende-se que o controller deve medir as possibilidades de sua empresa. o que se pretende obter especificando-o e aonde se pretende chegar. O planejamento é a mais básica de todas as funções gerenciais. os diversos segmentos que perfazem o todo. desenvolvimento e acompanhamento da empresa e sua continuidade.. os quais abrangem todas as atividades empresariais. estabelecer políticas básicas. Portanto. perante as realidades externas. De acordo com os valores da organização.

podendo alguma delas serem propícias ao desempenho atual e futuro da empresa e corrigir os erros e desvios no processo organizacional. o sistema está fora de controle. A essência do controle reside na verificação se a atividade controlada está ou não alcançando os objetivos ou resultados desejados. tanto mais fácil será o controle e a implementação de ações corretivas se necessárias no processo. . o controle analisa se estas fogem do padrão de normalidade. Controle é a função administrativa relacionada com a monitoração das atividades a fim de manter a organização no caminho adequado para o alcance dos objetivos e permitir a correção necessárias para atenuar os desvios. que é a escolha do plano que irá beneficiar e dar solução eficaz para processo decisório. Ao apresentar as possíveis variações das diversas atividades. organizado e dirigido. organizado e dirigido se ajustem tanto quanto possível aos objetivos previamente estabelecidos. O controle consiste fundamentalmente em um processo que guia a atividade exercida para um fim previamente determinado..) Um sistema está sob controle se ele está no caminho para alcançar seus objetivos. Destaca-se que o processo de monitorar. definidos e coordenados forem os planos. monitoração e avaliação do desempenho organizacional para verificar se as coisas estão acontecendo de acordo com o que foi planejado. Três papeis importantes do contador gerencial. 2 – Identificar quando o processo está fora de controle. 3 – dar suporte à aprendizagem da empresa.(.Implementação do melhor plano alternativo. A finalidade de controle é assegurar que os resultados daquilo que foi planejado.. O controle é um processo que assegura que as atividades atuais estejam em conformidade com as atividades planejadas. Caso contrário. são: 1 – Ajudar uma empresa a ficar sob controle. avaliar e melhorar o desempenho da empresa para alcançar seus objetivos é normalmente chamado controle organizacional. Quanto mais completos. O processo de manter uma empresa sob controle envolve cinco passos: PLANEJAMENTO Consiste no desenvolvimento dos objetivos primários e secundários da empresa e na identificação dos processos que o completam.. com apoio ao planejamento e a tomada de decisão. O controle representa o acompanhamento.

tanto no desempenho que vem sendo realizado quanto em programas de curto prazo. aplicar as ações corretivas necessárias para acerto do processo de controle objetivando o alcance do objetivo proposto. O controle visa assegura. O controle deve evitar ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA PARA RESULTADOS  COMPREENSÃO . planos de médio e longo prazos e diretrizes estratégicas se for o caso. comparar o desempenho real com o que foi planejado. surgem de duas atividades maiores: primeiro. O controle deve apoiar o processo de tomada de decisão apresentando dados em Termos compreensíveis. apoiando-se na avaliação de resultados e desempenhos. que os resultados planejados sejam efetivamente realizados. segundo. O processo de controle compreende a comparação entre os resultados realizados e os planejados. As decisões envolvidas na área de controle. a identificação de desvios e suas respectivas causas. O processo de controle consiste em ações corretivas. em determinados passos. e a decisão quanto às ações a serem implementadas. por meio de correções de rumos .EXECUÇÃO Consiste em implementar o plano CORREÇÃO Consiste na realização de qualquer ação corretiva necessária para trazer o sistema sob controle MONITORAÇÃO Consiste em mensurar o nível atual de desempenho do sistema AVALIAÇÃO Consiste na comparação do nível atual de desempenho do sistema para identificar qualquer variância entre os objetivos do sistema e o desempenho efetivo e decidir sobre ações corretivas Para o processo de controle fazer sentido. determinar se o plano deve ser modificado com ações de melhoria para atingir o resultado. a empresa deve ter conhecimento e habilidades par detectar as situações que exigem correções. Características dos aspectos do processo de controle: ASPECTOS  CARACTERÍSTICAS O controle deve apoiar planos estratégicos e focalizar as atividades essenciais que fazem a real diferença para a organização.

através da visão sistêmica. O papel da controladoria. é assessorar a gestão da empresa. O controle deve proporcionar um julgamento individual e que possa ser modificado para adaptar-se a novas circunstâncias e situações. erros ou desvios devem serem corrigidos para que as operações sejam normalizadas. sem ficar a procura de culpados e de penalidades. O processo decisório é influenciado pela atuação da Controladoria através das informações de planejamento e controle. através de uma visão panorâmica sobre o local em que as variações estão ocorrendo. visando que tudo seja feito exatamente de acordo com o que se pretendia fazer.  NATUREZA POSITIVA  CLAREZA E OBJETIVIDADE O objetivo do controle é manter as operações dentro dos padrões estabelecidos a fim de que os objetivos sejam alcançados com envolvimento da equipe.relatórios complicados enganosas. integrar informações e reportá-las para facilitar o processo decisório. Deve ser respeitado como um propósito fundamental : a melhoria do desempenho. mas sim de aplicações de ações corretivas que visa manter o desempenho dentro do nível dos padrões estabelecidos. Deve alavancar a iniciativa das pessoas e minimizar o papel da penalidade das punições. mudança e melhoria. O controle deve ser imparcial e acurado para todos. e estatísticas  ORIENTAÇÃO RÁPIDA AS EXCEÇÕES PARA O controle deve indicar os desvios rapidamente. fornecendo mensuração das alternativas econômicas e. com visão sistêmica para a obtenção de resultados. boa comunicação e participação entre as pessoas envolvidas. as variações. que exigem sistemas de informações que suportem estas decisões. portanto. A missão da controladoria é otimizar os resultados econômicos da empresa através da definição de um modelo de informação baseado no modelo de gestão. . Assim. A controladoria desempenha papel atuante no fornecimento de informações gerenciais integradas para apoio aos gestores no processo de informações baseada em modelo de gestão que facilita o processo de tomada de decisões. e o que deve ser feito para corrigi-los adequadamente.  FLEXIBILIDADE  AUTOCONTROLE O controle deve proporcionar confiabilidade. O controle deve enfatizar o desenvolvimento.

Depois os resultados são relatados aos respectivos responsáveis. pela fase de execução e. TÁTICO E OPERACIONAL O Planejamento Estratégico diz respeito à organização como um todo. fundamentadas e sistematizadas de forma lógica. fatores políticos e até sociais. uma empresa que possui uma área financeira e uma área comercial traça planos financeiros e planos comerciais. execução e do controle. esta relacionado com as diferentes áreas da instituição. através dos canais preestabelecidos. avaliação e conclusão. Após o planejamento. Após esta. o planejamento estratégico (estende-se ao longo prazo) é desdobrado em vários planejamentos táticos (médio prazo). Faz-se também necessário ter uma visão integrada desenvolvida. DIFERENÇA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. passa pelas fases de pré-planejamento (simulações). do modelo de gestão. O processo de gestão consiste de uma série de processos ou subprocessos. O planejamento tático. para que sejam tomadas determinadas decisões.A controladoria utiliza-se das informações e relatórios das áreas a serem controladas para iniciar o trabalho de interpretação. Logo. Esta sequência deve ser consubstanciada em um processo de gestão que deve direcionar os esforços das áreas especialistas. finalmente. aconselha-se levar em consideração os ambientes internos e externos como fatores econômico-financeiros globais. Os planejamentos operacionais servem para orientar a alocação de recursos para as várias partes dos planos táticos. segue-se a tarefa de analisar os resultados obtidos. A seqüência se inicia pelo planejamento estratégico. iniciase a fase de controle. no cumprimento da missão da empresa. a partir da situação atual. deve haver o estabelecimento de planos de ação que englobem as áreas e atividades que serão desenvolvidas. . Após a concepção da empresa. por sua vez. ao elaborar um plano estratégico. pela fase do controle gerencial. A informação é uma ferramenta para o desenvolvimento do planejamento. O sistema de relatórios faz parte do plano de controle da empresa. planejamento e programação do planejamento operacional. Portanto. por sua vez. que têm por objetivo garantir que a empresa atinja uma situação objetivada. se desdobram em planos operacionais (curto prazo) para a sua devida realização. Esses são os planejamentos táticos. O PROCESSO DE GESTÃO A seqüência de decisões exigidas dos gestores em função das variáveis ambientais e dos objetivos e metas determinados deve ser consistente. Assim sendo. e identificação de sua missão. Estes.

O modelo de gestão deve definir a forma de ação dos gestores no processo de gestão: seu papel. Neste sentido. e assuma a responsabilidade de todas as decisões que impactam o resultado de sua área de responsabilidade. estabelecem a forma como a empresa deverá ser gerida. O Planejamento Estratégico. Nesta fase devem ser usados modelos de simulação e orçamentação realizando-se um pré-planejamento para escolha do conjunto de melhores alternativas de cada área. A missão e o modelo de gestão. haja vista o número de empresas que estão sucumbindo às mudanças na economia nacional. onde são identificadas as variáveis econômicas. o modelo de gestão adequado é aquele que define o estilo dos gestores. Quanto à postura. o de buscar maior interação interna e externa. produção ou controladoria.. são formuladas. objetivas. referese à fase em que são previstas a realização das atividades nas áreas. haja vista o ambiente de turbulência que vive a empresa moderna. finanças. aproveitando as oportunidades que surgem e precavendo-se em relação às ameaças. deve ser a de empreendedor. que são definidos a partir do conjunto de crenças e valores dos proprietários do empreendimento. seja ela de marketing. sociais. e as diretrizes táticas. políticas. em nível de áreas. culturais. mas sim aquele que aponta onde os erros podem ocorrer. sua postura e o estilo de sua participação. bem como a rapidez com que novos desafios aparecem. O estabelecimento de diretrizes claras. a empresa está inserida no ecossistema. Controlar a . e realiza constante interação interna e externa. em nível global. éticas. etc. O papel esperado deve ser o de dono da área como se essa fosse uma empresa independente. o melhor controle sobre as operações executadas não é aquele que aponta onde os erros ocorreram. cujo objetivo é a otimização do desempenho da empresa. Da atuação dos gestores dependerá totalmente o desempenho de cada área e da empresa. Neste sentido. é a fase em que as diretrizes estratégicas.Como vemos na figura. tecnológicas. consistentes e flexíveis é de importância vital. O Planejamento Operacional. haja vista o maior grau de comprometimento neste papel. através da aquisição de recursos dos fornecedores e disponibilização de produtos aos clientes.

qualificação profissional dos funcionários. As fases de execução e controle atendem e verificam se os planos aprovados atingiram os objetivos esperados. O cenário onde a empresa opera é constituído por variáveis ambientais que impactam favorável ou desfavoravelmente a missão da empresa e podem levá-la à descontinuidade. Ocorrências climáticas. se necessários). O produto deste planejamento é a formulação das linhas mestras de ação. ou que representem real perigo (ameaças) para os negócios da empresa. por exemplo. médio. que irão nortear o planejamento operacional. MAIS SOBRE O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO A primeira fase de planejamento no processo de gestão deve ser voltada ao entendimento do cenário onde a empresa está operando. capacidade de produção. representam os pontos fortes e fracos em relação à missão. É nesta fase que se consolida a eficácia das atividades. O objetivo é garantir a eficácia. normalmente conhecidas por forças e debilidades. As variáveis do ambiente interno à empresa. conforme a Figura abaixo. etc. Após o pré-planejamento é necessário o planejamento das operações que deverão ser realizadas nos próximos períodos (longo. representam oportunidades ou ameaças. São exemplos destas variáveis. etc. . internas e externas. Relaciona-se as variáveis ambientais. Todo evento. terá um gestor responsável por suas conseqüências. Nestas fases do processo de gestão. estes devem tomar decisões no sentido de amenizar seus efeitos ou tirar deles o melhor resultado (proteção de ativos. é logicamente mais econômico e eficiente para a empresa. através de adequados modelos de simulação.execução de atividades antes mesmo de serem executadas.). surge como elemento indispensável ao planejamento organizacional a análise profunda e sistemática da ambiência sócio-econômica na qual a organização opera. não são provocadas por nenhum gestor. a atenção deve ser dada à efetiva realização das operações previstas. com a decisão privilegiando as alternativas que otimizem o resultado econômico das atividades. do plano com as diretrizes estratégicas. curto e imediato. aquisição de produtos com risco de escassez. natural ou provocado. nível de satisfação das pessoas. qualidade. afirmamos que no que se refere à velocidade e descontinuidade das mudanças. Porém. A esse respeito. Quando identificadas no ambiente externo. A preocupação do gestor com tais variáveis deve ser no sentido de identificar a intensidade e o momento em que poderão surgir (oportunidades). tempo de produção.

as oportunidades e ameaças. que irão determinar o nível de eficácia que a empresa conseguirá em suas operações. Meios de obtenção e oferecimento. Constitui a essência da gerência de alto nível sobre a qual recai o maior peso da responsabilidade externa e interna pelos rumos da organização. que se concentra nos níveis hierárquicos mais elevados da organização e que não pode ser concebido como atividade clássica de planejamento. Assim. Assim. O planejamento estratégico se volta para o alcance de resultados. tirando vantagem das oportunidades que surgem. tudo o que impacta o cumprimento da missão é estratégico para a empresa. examinando os pontos fortes e fracos da organização. o processo que melhor atende à necessidade de estabelecimento de melhores diretrizes e planos que garantam o cumprimento da missão e assegurem a continuidade da empresa é o Planejamento Estratégico. produzindo diretrizes estratégicas que orientem o cumprimento da missão e garantam a continuidade da empresa. e diretrizes táticas em nível de áreas. O Planejamento Estratégico tem como objetivo a determinação de diretrizes estratégicas em nível macro. suas forças e debilidades.Como vemos na figura acima. dinheiro. Como a empresa atua em um ambiente turbulento e de mudanças descontínuas. com o sistema de valores da organização. tecnologia. A empresa deve conseguir estabelecer um alto grau de congruência e efetividade entre o sistema de valores do ambiente externo. através de um processo contínuo e sistemático de antecipar mudanças futuras. quantidade e qualidade de materiais. como resultado da análise das variáveis ambientais. bem como . matérias-primas. delegável a comissões ou grupos de planejamento. quanto por produtos que oferecem a seus clientes e consumidores. estabelecendo e corrigindo cursos de ação a longo prazo. pessoal. são exemplos de itens estratégicos. é essencialmente um processo gerencial. podemos definir o Planejamento Estratégico como o processo de gestão pelo qual a organização identifica ou constrói o cenário em que atua. os quais necessitam para suas atividades. as empresas concorrem tanto por recursos. Portanto.

deve provocar um envolvimento dos gestores de todas as áreas e de seus subordinados especialistas. Nestas afirmações percebe-se que o planejamento estratégico. ou sempre que estas se modificarem. Onde se pode ver as interações com o modelo de gestão. o sistema de informações sobre variáveis ambientais bem como as principais etapas do processo. a partir da qual é definido ou construído o cenário em que a empresa atua. levando-os a um pensar estratégico constante. FASES DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Devido à rapidez e descontinuidade das mudanças no ambiente. pois irão capacitá-la a perceber mudanças em valores ambientais desejáveis e transformá-los em objetivos organizacionais relevantes. O sistema de informações sobre as variáveis ambientais deve a todo momento. O Plano contendo as diretrizes deve garantir a continuidade da empresa. a missão.um alto grau de congruência. entre o sistema de valores da organização e o sistema de valores dos subsistemas organizacionais. é que irão garantir a continuidade da empresa. contemplando o espaço de tempo que as informações utilizadas na construção do cenário garantirem confiabilidade. Não se pode perder de vista a missão e a continuidade da área de responsabilidade e da empresa. através de uma metodologia apropriada. Os níveis de congruência. A metodologia de obtenção das melhores diretrizes deve permitir o envolvimento das pessoas com condições reais de contribuir nas discussões. provocar revisão das estratégias. o processo de planejamento estratégico deve ser estabelecido como um processo permanente. internas e externas. citados acima. . O principal input do processo é a análise das variáveis ambientais. crenças e valores. que resulta em eficiência e eficácia. A Figura abaixo apresenta o processo de Planejamento Estratégico.

. com vistas às diretrizes que deverão ser validadas. porque se constitui em um ritual de escopo e abrangência sem igual em todo o processo de gestão. A seqüência das fases e o envolvimento dos diversos níveis organizacionais devem ser adequados à capacidade de cada participante ou gestor. a segunda. Devido ao nível de questionamento e discussão sobre as variáveis ambientais. especialistas externos e internos devem ser incluídos entre aqueles que irão participar do processo. é ocorrência de maior importância para a empresa. sejam elas operacionais ou de suporte. o planejamento estratégico deve ser discutido somente em nível da alta administração.Não existe uma receita pronta para o Planejamento Estratégico. por exemplo. Tendo em vista as características quanto ao papel. o processo leva as pessoas a uma revisão constante da missão de cada área e da empresa. A visualização desta seqüência conforme. discutidos no início deste trabalho. através de um processo de planejamento que indique os parâmetros de eficiência e eficácia para a execução daquelas atividades. bem como o envolvimento das pessoas. A primeira. Numa visão mais ampla. O processo de Planejamento Estratégico. Este processo executa dupla função. dar contribuições efetivas nas análises e discussões. a de buscar as melhores formas de ação (diretrizes) para enfrentar as turbulências advindas do ambiente. aperfeiçoando o entendimento dos diversos papéis no contexto da organização. os gestores de nível operacional não tiverem capacidade de visualização e entendimento dos relacionamentos complexos das variáveis ambientais.Além dos gestores das áreas. Se. tendo sempre em vista a missão e objetivos da empresa. no qual toda a organização é direcionada a pensar e repensar sobre a sua própria identidade. postura e estilo do gestor. A realidade de cada empresa é que determinará a melhor seqüência de fases. apresentaremos a melhor seqüência de fases para a implementação do Planejamento Estratégico que resultará na definição das melhores diretrizes estratégicas e táticas. em nossa opinião. permite melhorar o seu entendimento. o orçamento é o instrumento gerencial que busca otimizar o resultado econômico das atividades de cada uma das áreas funcionais da empresa. ORÇAMENTO O orçamento é a expressão quantitativa de um plano de ação e ajuda na coordenação e implementação deste plano. cabendo aos demais gestores tomar conhecimento das diretrizes aprovadas e implementá-las na operacionalização das atividades. a Figura abaixo.

A elaboração do orçamento é tarefa de toda a organização. sendo que o orçamento global atinge todas as unidades e atividades da empresa. Como o valor realizado é obtido no sistema de contabilidade geral. Mas. as quais deverão estar harmonizadas com as metas da entidade toda. que também é responsabilidade do Controller. Uma abordagem adequada do planejamento de negócios é aquela que considera o orçamento como a forma de controle do resultado futuro. ou seja. há a necessidade de otimização dos sistemas de informações. tendo em vista o previsto ou programado.O orçamento pode ser global ou parcial. CONTROLADORIA X ORÇAMENTO A responsabilidade pela condução do processo orçamentário é da controladoria. receita e despesa. somente aquelas em que há previsões e programas para certos aspectos das atividades. Finanças tem a responsabilidade da efetivação financeira das transações. uma vez que as condições do empreendimento estão sempre mudando. O principal motivo reside no fato de que o orçamento deve ser estruturado com base no sistema de Contabilidade geral ou de contabilidade societária. e o orçamento é uma quantificação do planejamento. o orçamento parcial incorre em menores custos. direcionando esforços para planejar e controlar apenas os aspectos mais importantes das operações da empresa. por outro lado. O controle orçamentário é baseado na emissão de relatórios. e gera medidas corretivas quando necessário. Cada área será responsável por alcançar determinadas metas. Definição de Orçamento: 1. Os orçamentos também podem ser classificados em orçamento de desempenho ou orçamento de recursos. O orçamento de desempenho refere-se a objetivos de lucratividade. não englobam o orçamento. O processo orçamentário é um dos instrumentos que permitem acompanhar o desempenho da empresa e assegurar que os desvios do plano sejam analisados e adequadamente controlados. Como não há planejamento adequado sem controle. enquanto o orçamento de recursos diz respeito às fontes e épocas em que os meios necessários poderão ser obtidos ou não. que também é responsabilidade do Controller. O controle é fundamental para o entendimento do grau de desempenho atingido e quão próximo o resultado almejado situou-se em relação ao planejado. Análise orçamentária se dá por análise das variações do valor orçado versus o valor realizado. É a etapa final de um processo de planejamento . e orçamento parcial. O planejamento e o orçamento são ferramentas utilizadas para se chegar aos objetivos da empresa de forma mais eficaz. é imprescindível o controle orçamentário. comparando e avaliando constantemente os resultados reais alcançados. É a Expressão monetária de um plano operacional 2. Esse último tipo de orçamento tem como desvantagem não permitir a projeção da demonstração de resultado e do balanço patrimonial. a captação de recursos financeiros e a aplicação dos excedentes temporários.

enquanto que o controle é uma fase do processo decisório em que. e que estes sirvam de parâmetros para averiguar o andamento de planejamento. Um pré-requisito indispensável para o bom desempenho do controle é um eficiente sistema de informações. 5. a função do controle é assegurar que o desempenho real possibilite o alcance dos objetivos que foram anteriormente estabelecidos. 2. É um instrumento de acompanhamento e contínua avaliação de desempenho das atividades e dos departamentos Vantagens 1. O planejamento diz respeito à tomada de decisões. 2. Controlar o desempenho em face dos objetivos e metas definidas (acompanhamento orçamentário) Comitê Orçamentário 1. resultando em ações que se destinam a corrigir eventuais distorções. pois o produto final do processo de controle é a informação. permitindo a integração das atividades. É um compromisso de realização 4. 3. o que o torna a melhor base de avaliação do desempenho posterior 3. 4. obrigando os administradores a pensar a frente e encorajando o estabelecimento de objetivos de lucros. Planejamento e controle devem andar sempre juntos e para controlar é necessário que existam padrões preestabelecidos. 2. Orientar a execução das atividades Otimizar o resultado global da empresa Reduzir os riscos operacionais Projetar de forma integrada e estruturada o resultado econômico financeiro de um processo de planejamento. O sistema de informações não pode ser muito simplório. Objetivos 1. departamentos e função dentro da empresa. é avaliada a eficácia empresarial de cada área. 6. 5. Auxilia os administradores a coordenar seus esforços de forma que os objetivos da organização em sua totalidade se harmonizem com os objetivos de suas partes. inclusive aquelas de não fazer. através da comparação entre as situações alcançadas e as previstas com base no sistema de informação. 4. Cada funcionário deve observar como suas atividades contribuem para as metas diárias e para o objetivo global da empresa. Rever e definir o modelo de processo orçamentário Consolidar o cronograma Selecionar o cenário a ser utilizado Explicar os objetivos e as metas estratégicas Rever e definir os tipos de orçamento a serem utilizados Definir as premissas gerais orçamentárias CONTROLE Sem planejamento não há padrões. desde que tenham sido implementadas. pois pode impedir que os gestores tenham . Formalizar um instrumento de comunicação. Nesse sentido. sem padrões não há controle e sem controle o planejamento não tem sentido. Estabelece expectativas definidas. Formaliza as responsabilidades pelo planejamento. 3. 4.3.

que. O Balanced Scorecard (BSC) é uma ferramenta de medição de resultados e desempenho. em grande parte da quantidade e da qualidade das informações recebidas. como uma ferramenta de comunicação interna eficiente no que diz respeito à comunicação da estratégia quanto a sua efetiva implantação e controle. O pós-controle determina as causas dos desvios e ajusta os parâmetros do sistema para operações futuras. a cúpula administrativa necessita de informações para inteirar-se dos acontecimentos importantes nas respectivas áreas de atuação. O pré-controle tem como objetivo prevenir ou impedir a ocorrência de atos indesejáveis. . que faz os membros da empresa mantê-lo no caminho em direção ao alcance de seus objetivos. e) ação corretiva. A tarefa de coletar dados. f) acompanhamento da ação corretiva. e o controle. que identifica os objetivos da empresa e desenvolve as estratégias e os processos para alcançá-los. o produto final do controle é a informação obtida através de um modelo de desempenho. e de feedback para a reavaliação da missão e dos objetivos da empresa. O controle deve ser feito desde a verificação das relações da empresa com ambiente até o cumprimento da metas estabelecidas no plano operacional das áreas e da empresa como um todo. Para dirigi-la. selecioná-los. A tomada de decisões depende. O controle efetivo implica em um sistema de controle que pode se adaptar às mudanças necessárias. Além disso. Melhor controlar as operações correntes e tomar decisões necessárias. Avaliar o desempenho por área e responsabilidade. tornado incapaz a implementação de ações corretivas em tempo apropriado. O processo de controle abrange as seguintes atividades: a) estabelecimento de objetivos. Em síntese. devendo ser realizado antes. além de se basear em dados financeiros e não financeiros (Indicadores – 4 perspectivas). CONTROLADORIA E O SISTEMA DE INFORMAÇÃO À medida que uma empresa cresce. b) observação do desempenho de maneira sistemática e coerente com os objetivos. c) comparação do desempenho real com o esperado. Como afirmado anteriormente. durante e após da ocorrência do evento ou fato que se pretende controlar. os relatórios visam fornecer à empresa melhores condições para que possa : Calcular o lucro e as vantagens obtidas em relação aos planos estabelecidos. É mediante esse fluxo de informações que ela consegue administrar sua empresa. A avaliação do desempenho propicia um vínculo crítico entre planejamento. metas e padrões estabelecidos. suas atividades tornam-se mais complexas. enquanto que o controle corrente tem por finalidade ajustar o desempenho ainda em curso a fim de alcançar o objetivo. analisá-los e retratá-los é muito importante para que a empresa alcance seus objetivos. d) comunicação do desempenho com as alternativas de ação em decorrência de variações relevantes. auxilia na gestão estratégica dos diversos setores de uma organização na busca do atendimento de objetivos e metas em longo prazo. servindo como fonte para a ação corretiva.conhecimento detalhado das causas das variações ocorridas. segundo seus autores. o Balanced Scorecard tem se mostrado. metas e padrões.

o sistema de relatórios faz parte do sistema de controle da empresa. Em um bom relatório as informações são classificadas em função de usa relevância . a implantação do sistema de relatórios tem os seguintes objetivos : Elaborar o planejamento anual.Fornecer base para o planejamento futuro. mas fornece sempre uma indicação para o futuro. Dentre eles. as de pouca importância são relegadas ao final ou eliminadas. mais curto . a sua função não se limita aos fatos passados. o que possibilitará localizar as causas dos grandes desvios . Assim sendo. Uma informação clara e objetiva permite a compreensão. A sua apresentação exterior é muito importante.um relatório entregue com atraso significa dinheiro perdido . Estímulo à ação . Portanto.o relatório é um trabalho escrito semelhante a outros documentos. Estabelecer os níveis de responsabilidade individuais em função de um padrão de lucro ou de retorno sobre o investimento . Como ponto fundamental desse sistema. O bom relatório é. Eis algumas sugestões práticas : Limpeza na apresentação . Entrega a tempo . Deverá ser evitado um número exagerado de cifras e tabelas complicadas. Há praticamente uma infinidade de tipos de relatórios. baseado nas estimativas das receitas . COMO E O QUE RELATAR ? O conteúdo do relatório. Tais relatórios . que permite uma tomada de decisão pelo responsável.são os relatórios que dizem à respeito da produtividade de um número reduzido de trabalhadores sob a responsabilidade de um supervisor. bem como a maneira de apresentá-lo varia em função das circunstâncias. Separar os custos e as despesas por centro de responsabilidade. Padrão definido . retarda as decisões ou as medidas corretivas necessárias. IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE RELATÓRIO Como falado anteriormente. Um bom relatório indica claramente a situação passada e a tendência futura do fenômeno observado. Idealizar um sistema de revisão e avaliação de relatórios para que haja o desenvolvimento do planejamento da empresa. O relatório deve ser sucinto e objetivo. Para isso. poder-se-ia destacar : Relatórios para supervisores . a condição primordial de um bom relatório é a clareza. TIPOS DE RELATÓRIOS Tendo cada empresa necessidades específicas.as modificações. em geral.a finalidade do relatório é incentivar a ação. o sistema de relatórios deverá ser elaborado de modo a atender tais necessidades. se freqüentes. não pode haver relatório sem Ter havido um sistema de controle e de planejamento devidamente implantado e consolidado. a qual conduz à confiança e ao sucesso. afetam a comparação entre os dados e a compreensão daqueles que os recebem.

a fim de que tenham noção da situação geral da empresa e possam tomar decisões e tempo. os relatórios deverão ser menos detalhados. Relatórios para superintendentes .à medida que se passa para escalões superiores à hierarquia da administração.evidenciam a atuação real em comparação com a planejada. a informação de quanto se tem de estoque disponível de uma determinada peça pode ser usada por representantes de vendas no fechamento de uma venda. Em alguns casos. ECONÔMICA A informação também deve ser de produção relativamente econômica. Característica da boa Informação dos relatórios contábil-gerenciais DEFINIÇÕES CARACTERÍSTIC AS A informação precisa não tem erros. bem como as causas de tais variações.estes relatórios devem ser diários e comparados com os dados planejados no mês ou ano anterior . PRECISA COMPLETA A informação completa contém todos os fatos importantes. a informação imprecisa é gerada pela entrada de dados incorretos no processo de transformação. Isto auxilia os supervisores no controle das suas atividades presentes e no planejamento das futuras . . Os tomadores de decisões devem sempre fazer um balanço do valor da informação com o custo de sua produção. quando for preciso . Isto é comumente chamado de entra lixo. Relatórios para vice-presidente e diretores . visto que os resultados globais constituem a meta final da empresa. Relatório para gerente . FLEXIVEL A informação flexível pode ser usada para diversas finalidades. sai lixo (ELSL). Por exemplo. Os dados devem ser fornecidos diária ou semanalmente. por um gerente de produção para determinar se mais estoque é necessário. um relatório de investimento que não inclui todos os custos importantes não está completo. e por um diretor financeiro para determinar o valor total que a empresa tem investido em estoques.a cúpula administrativa não se interessa pelos detalhes. Por exemplo.

Para poder ajudar na tarefa da escolha da melhor tecnologia da informação.. A informação sofisticada e detalhada pode não ser necessária. Saber as condições do tempo da semana passada não ajudará a decidir qual agasalho deve vestir hoje . Em muitos casos. sendo: OPERAR   Organizar as necessidades para que cada uma delas possa ser considerada dentro de um contexto de importância e prioridade Planejar cada uma das soluções com base na análise das necessidades.dia da organização. aquela que melhor se ajuste às necessidades da empresa. a confiabilidade da informação depende da confiabilidade do método de coleta dos dados. a informação deve ser verificável. EM TEMPO A informação em tempo certo é enviada quando necessária. A informação de que os preços da madeira de construção devem cair. ou seja.. RELEVANTE A informação relevante é importante para o tomador de decisões.. SIMPLES A informação deverá ser simples. informações em excesso pode causar sobrecarga de informações. a confiabilidade depende da fonte da informação. a tecnologia usada deve estar alinhada com o plano estratégico e diretamente ligada ao dia. Na verdade. Isto significa que pode-se checá-la para saber se está correta.CONFIÁVEL A informação confiável pode ser dependente. Finalmente. quando um tomador de decisões tem informações demais e não consegue determinar o que realmente é importante. pode não ser relevante para o fabricante de chips de computador. Quer dizer. ..e agir com correções. não deve ser exageradamente complexa. como forma de garantir que cada atividade do sistema seja executada da melhor forma possível..a.é necessário aprender uma metodologia que possibilite planejar e executar um plano. talvez checando várias fontes da mesma informação VERIFICÁVEL É necessário usar tecnologia da informação como instrumento de suporte ao desenvolvimento do sistema de organização.

A forma de apresentação da informação contábil para o processo de gestão nas empresas deverá ser apresentada de forma clara. simples e objetiva. Conforme apresentado as metas do sistema gerencial e de controle são as seguintes: a) Auxiliar a empresa a planejar para o futuro. com acompanhamento constante dos resultados. Para implantação de um sistema de informações na empresa. de maneira que cabe a gerência. melhor desempenho das atividades e melhorias do resultado geral da empresa. Os pressupostos básicos dos aspectos principais e mais relevantes. contidas ou geradas pelos sistemas contábeis. expressar e analisar as condições de uso e torná-las compatíveis aos diversos setores.    Executar os planos sem atropelos. Não se devem compensar créditos com débitos. oferecendo estimulo e ouvindo e considerando as opiniões pode ser uma forma de incentivar a equipe ao envolvimento e concentração de esforços para atingirem seus objetivos. Revisar periodicamente a execução do plano para que as correções de rumo sejam tomadas imediatamente às necessidades. para decisão. o estudo dos métodos e sistemas da contabilidade gerencial. devem estar conectados ao estudo do comportamento humano com envolvimento e a participação da equipe. b) Monitorar os eventos do ambiente externo e seus efeitos no projeto e funcionamento do Sistema de contabilidade gerencial e de controle. bem como o planejamentos e procedimentos que deverão serem executados pelo sistema. na implantação e desenvolvimento do planejamento e objetivos do sistema de informação gerencial da empresa. econômicos e financeiros da empresa. abrangendo os aspectos operacionais. Como as pessoas estão envolvidas com cada uma dessas metas. podem ser dados financeiros ou dados d desempenho. que devem ser observados na elaboração de um Sistema de informação Contábil Gerencial. Realizar o plano original. SISTEMAS DE INFORMAÇÕES CONTÁBIL GERENCIAIS A informação contábil precisa ser compreensiva. completa. c) Medir e registrar os resultados das atividades que ocorrem dentro da empresa para assegurar que os tomadores de decisões estejam bem informados. ou direitos e obrigações. atualizando-o com as correções que se fizerem necessárias. Todos os aspectos de uma operação que afeta o patrimônio precisa ser levado em conta. envolvimento e treinamento da equipe e aplicações de ações corretivas quando necessário. isto é. Agir sobre toda e qualquer ocorrência. d) Avaliar o desempenho dos funcionários e grupos da empresa. e retratar todos os aspectos contábeis de determinada operação ou conjunto de eventos ou operações. As características gerais das informações. proporcionando assim. bem como as características e procedimentos para sua utilização adequada são apresentadas conforme quadro abaixo PRESSUPOSTOS BÁSICOS NA ELABORAÇÃO CONTÁBIL-GERENCIAIS DO SISTEMA DE INFORMAÇÕES . faz-se necessário utilizar recursos tecnológico. Jamais esperar que as soluções aconteçam por geração espontânea. por meio de suas necessidades de planejamento e controle.

FUNÇÕES DAS INFORMAÇÕES CONTÁBIL GERENCIAL . deverá ser planejado para estabelecer a relação dos dados necessários. pois dessa forma poderá ser ilusória seu processo de auxilio na tomada de decisões. A informação contábil na apresentação de relatórios precisos no processo de tomada de decisões como medidores de rentabilidade e produtividade na empresa. As informação gerencial contábil participa de várias funções organizacionais diferentes. deverá também apresentar qual é o valor do custo da informação com relação ao benefício que ela está proporcionando na empresa. informações que deverão serem controladas para o atendimento da real necessidade do usuário. Um processo de implantação de um sistema de contabilidade gerencial. Além disso. necessariamente. geram informações. será possível efetuar o controle posterior. Por outro lado. é necessário apenas o conhecimento profundo da Ciência Contábil e de seu papel informativo – gerencial. a relevância está em direta inter-relação (adaptação) com o contexto decisório dessa decisão e com as atitudes e preferências de quem assumirá a decisão. e construir relatórios com enfoques diferentes para os diferentes níveis de usuários. controle administrativo e controle estratégico. O sistema de informações gerenciais assim como todos os sistemas de processamento de transações tem atividades em comum. que necessita da coleta dados com entrada e. Ë necessário saber o conhecimento contábil de todos os usuários. ser significativa para os problemas decisórias do usuário (relevância) e não custar mais para ser produzida do que o valor esperado de sua utilização (economicamente). não devendo ter como resultado o custo maior que o benefício da informação. é o elemento vital para o sucesso de um sistema de informação contábil. armazenamento. para atender plenamente aos usuários. poderá ficar numa situação de descrédito perante seus usuários. implantadas ações corretivas para melhor aproveitamento do sistema. custeio do produto e do cliente. Só poderá ser controlado aquilo que é aceito e entendido. A informação contábil deve pois. e quando necessário. é tarefa do contador fazer nascer e crescer essa mentalidade gerencial. Planejamento e Controle O sistema de informação exige planejamento para produção dos relatórios. Caso esses conceitos de utilidade e necessidade da informação contábil não estejam imediatamente presentes no ambiente da cúpula administrativa da entidade. por um ou mais processos. como uma atividade decisória específica determina as necessidades. se o sistema de informações gerenciais não for atualizado periodicamente. gerando assim. Para isso. sendo – controle operacional. Dessa forma.PROCEDIMENTOS CARACTERISTICAS Necessidade de Informação a necessidade da informação alinhada ao absoluto respaldo ao contador e a seus sistema.

. via de regra. assim. categorias intermediárias que gostam de analisar relatórios amplos quanto à área abrangida e. Os níveis de gerências podem ser identificados a partir de seu interesse em informações de caráter global e estratégico ou setorial analítico. Descrevemos três pontos fundamentais para que um sistema de informações contábeis tenha validade perene dentro de uma entidade. que são executados para os clientes sendo utilizadas em processo de gestão para sinais de divergências entre o planejado e o realizado.). Existem. mas para gerentes dos mais variados níveis. A informação será sempre fornecida pelo mesmo e único sistema contábil de informação. que são convertidos em produtos acabados e ou de serviços. o compartilhamento de dados e mesmo o potencial e agilidade no processo da informação será essencial à qualidade para o seu gerenciamento.. as informações gerenciais contábeis possuem uma demanda diferente. por outro lado. mas sim.. Isso é possível através da integração entre padrões e orçamentos (que fornecem os resultados previstos dentro de determinado nível de atividade) e contabilidade ( que fornece o resultado efetivamente realizado.). Não havendo assim a necessidade de reintroduzir os dados no sistema para processar outros relatórios. estes são processados e transformados de forma que possam diversificar os relatórios apresentados para atender as necessidades dos usuários. O que caracteriza um sistema de informações contábil integrado é a ‘navegabilidade’ dos dados. A partir do momento em que um dado é coletado(. do ambiente externo e outros fatores que sejam necessários para a empresa na estruturação de medidas para tomadas de decisões com informações objetivas e completas.). mesmo de boa qualidade técnica. ainda assim.Dependendo do nível da operação. os sistemas se tornam tão mais úteis quanto forem integrados. Muito se fala sobre os benefícios proporcionados pela integração entre os sistemas de informações das organizações.. comparativamente falando-se. embora óbvia. com a junção de informações operacionais. como de reintrodução do dado em algum sistema particular de outro setor ou departamento da empresa. deverá ser apresentado não somente num contexto de informações contábeis. O fato de uma informação ter uma única entrada dentro do sistema. este deverá ser utilizado em todos os segmentos do sistema de informações contábil (. O sistema de informação contábil gerencial. não são feito para contadores. O sistema de informação gerencial baseia-se no sistema contábil societário. serão detectadas na análise do desempenho obtido e reestruturadas de forma que contribuirão para a eficiência e no processo gestão dos negócios . complementando pelo sistema de contabilidade gerencial. o dado navega por todos os segmentos do sistema de informação contábil(.. O sistema de informações gerenciais representa o banco de dados em que estão centralizadas todas as informações da empresa.. tem conseqüências práticas em termos de qualidade de informações e definições de erros.. Não haverá necessidade de reclassificação para outros sistemas.. Diante disso. detalhados. Na medida em que os dados são coletados e integrados ao sistema de informações gerenciais. As imediatas ações corretivas nos casos de divergências. Essa percepção. Uma das premissas mais simples e freqüentemente mais esquecidas pelo contador. Sem dúvida. e é responsável pelo registro de todas as operações da organização e pela elaboração de relatórios que permitam a mensuração de resultados e forneçam dados para a tomada de decisões(.) O sistema de informações gerenciais objetiva fornecer condições para que os resultados reais das operações sejam apurados e comparados com aqueles orçados. conforme descrito no quadro abaixo: PONTOS FUNDAMENTAIS DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL GERENCIAL . é que os relatórios contábeis.

devera seguir padrões estabelecidos com acompanhamento dos resultados obtidos pelos usuários. prática e objetiva. elaborado de acordo com as necessidades de informações solicitadas pelos usuários. Um sistema de informação contábil gerencial. CUSTO DA INFORMAÇÃO O sistema de informação contábil deve ser analisado na relação de custo x benefício para a empresa. O bom relatório é em geral. O que caracteriza um sistema de contabilidade integrado é a navegabilidade dos dados. Com isso teremos uma utilização gerencial. para apresentar resultados eficazes. práticos e objetivos. conseguidos.(relatórios práticos e objetivos) INTEGRAÇÃO NAVEGABILIDADE DOS DADOS E Sistema de informação integrado Quando todas as áreas necessárias para o gerenciamento da informação contábil estejam abrangidas por um único sistema de informação contábil. significativos. devendo o sistema de informações contábeis gerenciais apresentar uma situação de custo abaixo dos benefícios que proporciona à empresa. armazenadas e processadas de forma operacional.FUNDAMENTOS DO SISTEMA DESCRIÇÃO OPERACIONALIDADE As informações devem serem coletadas. Todos devem utilizar-se de um mesmo e único sistema de informação. portanto deverá ser sucinto e objetivo. A sua apresentação exterior é muito importante. bem como uma análise do custo benefício que está apresentando para empresa. devem saber e sentir que estão operando com dados reais. a partir do momento que um dado é coletado. O fundamento da operacionalidade significa que todos os que trabalham com a informação contábil. O relatório é um trabalho escrito semelhante a outros documentos. . ele deverá ser utilizado em todos os Segmentos do sistema de informação contábil. armazenados e processados de forma prática e objetiva. para o processo de gestão. ou seja.

Baixo Custo – utilização de baixo custo em relação ao mercado onde a liderança de baixo custopode ser conseguida por tais abordagens: . informá-lo o nível das questões que serão aplicadas na próxima edição. Abaixo.OBS: Prezado aluno. implementação e manutenção do Sistema Integrado de Informações operacionais. Nas tomadas de decisão. assim não pudemos buscar algumas questões para resolver e comentar. integrar informações e reportá-las parafacilitar o processo decisório.Com isso a controladoria é vital para o planejamento e a visão de Longo prazo.Sinergia entre força de vendas e publicidade. elaboração. consideradacomo estágio evolutivo da contabilidade. . O que afeta as empresas no ambiente externo que ela está inserida? . Como as empresas podem sustentar suas vantagens competitivas? Existem duas formas das empresas sustentarem suas vantagens competitivas.Economia de escala. avaliam as oportunidadeambientais externas. nesse momento. REFLEXÕES: Defina Controladoria como gestão e controle e explique? Departamento responsável pelo projeto. Qual a atribuição mais importante da controladoria? Controlar. nos exames anteriores o Conselho Federal de Contabilidade não cobrou questões relacionadas a Controladoria.valorizar e estar sempre dispostos a adquirir o produto pelo fator diferencial. assim como a capacidade a fim de se decidirem sobre as metas e sobre umconjunto de Plano de Ação. Não é possível. fornecendo mensuraçõesdas alternativas econômicas por meio da visão sistêmica. Por isso. que papel a controladoria deve ter? O processo decisório é influenciado pela controladoria. . mensurar e medir a performance e reportar aos usuários da informação. pois cada vez mais éexigido um gerenciamento cada vez mais eficiente e eficaz. alguns questionamentos com as devidas respostas para auxiliálo num melhor entendimento da leitura.A missão da controladoria é assessorar as diversas gestões da empresa. diante disso o controller exerce influencia na organização á medida quenorteia os gestores para que mantenham a sua eficácia na organização.Curva de aprendizagem. Recomendamos ler essa apostila novamente para fixar o conteúdo. trouxemos esse material teórico e dinâmico que acabamos de apresentar pra você. Qual o conceito de estratégia e a Implicação para controladoria? A estratégia é o processo pelo qual os gestores da organização. Diferenciação – diferenciar a oferta de produtos de modo que os clientes possam perceber. -Controle de custo. por meio das informações de Planejamento econtrole. financeiras e contábeis de determinada entidade.

É um controle administrativo. políticos.Fortes – é uma característica da empresa que a colocam em uma posição estrategicamente favorávelpara um desempenho eficaz. Examina o grau de confiabilidade das informações e o desempenho das tarefas delegadas. o resultado das operações e as origens e aplicações de recursos da empresa examinada. OBJETIVO AUDITORIA EXTERNA AUDITORIA INTERNA Opinar sobre as demonstrações Assessorar a administração da . AUDITORIA CONTÁBIL AUDITORIA INTERNA A auditoria interna é uma atividade de avaliação. O que significa fatores chaves de sucesso? O fator chave de sucesso representa um atributo da qual a entidade deve dispor para ser bem sucedida em seu ramo de negócio. Seu trabalho apresenta como característica um maior volume de testes em função da maior disponibilidade de tempo na empresa para executar os serviços de auditoria. médio e longoprazo. independente dentro da organização. sociais e tecnológicos podem também influenciar de forma positiva ou negativa as entidades. no sentido de verificar se estas refletem adequadamente a posição patrimonial ou financeira. AUDITORIA EXTERNA OU INDEPENDENTE A auditoria é um conjunto de procedimentos técnicos e legais que visam propiciar a emissão de um parecer ou opinião sobre as demonstrações contábeis. que mede e avalia a eficiência de outros controles.Fracos – é uma característica da empresa que a colocam em uma posição estrategicamentedesfavoráveis para um desempenho eficaz. para a revisão da contabilidade. Explique os pontos fortes e fracos das organizações? Nas variáveis internas existem fatores ligados ao processo de decisão. Qual o papel do Planejamento orçamentário? O papel do planejamento orçamentário é de ser o instrumento que permite a administração traçar emonitorar os objetivos de forma coordenada. como base para servir à administração. controlar e alterar os objetivos de curto.No ambiente externo a empresa pode ser afetada por situações desfavoráveis. que poderáprejudicar de forma quantitativa e qualitativa o desempenho da entidade. COMPARAÇÃO ENTRE AUDITORIA INTERNA E EXTERNA ITENS 1. finanças e outras operações. constituindo-se respectivamente em pontosfortes e fracos. sendo que os fatoreseconômicos. os comportamentos destasvariáveis podem afetar os fatores-chaves de sucesso.

trabalhistas entre as partes. com vistas ao seu conhecimento e acompanhamento. EXISTÊNCIA Obrigatória em determinadas Facultativa. recomendações/sugestões à administração. PRODUTO FINAL Parecer sobre demonstrações Relatório de financeiras. órgãos Empresa. CONTROLE INTERNO É um processo desenvolvido para garantir.empresa no efetivo desempenho de sua função. financeiras. bem como todos os processos de registros e controles desenvolvidos internamente. Confiança nos registros contábeis/financeiros – os registros devem refletir transações reais.relaciona-se ao atingimento ou não dos objetivos básicos da entidade. Conformidade – ações e documentos gerados pelos processos internos devem estar em conformidade com a legislação e normas pertinentes. PROFISSIONAL Independente com Há relação de dependência responsabilidade civil e com responsabilidades contratação por período pré. CONSIDERAÇÕES GERAIS Os auditores independentes – empresas ou profissionais autônomos – devem implantar e manter regras e procedimentos de supervisão e controle interno de qualidade. com razoável certeza. . 4. determinado. e ser do conhecimento de todas as pessoas ligadas aos auditores independentes. no que se refere às metas de desempenho e rentabilidade. que sejam atingidos os objetivos da empresa. As regras e procedimentos relacionados ao controle de qualidade interno devem ser formalmente documentados. consignadas pelos valores e enquadramentos corretos. credores e investidores em geral. 5. como afirmação de transparência. objetivando ainda o claro entendimento para os usuários destas informações. A QUEM Empresa. 2. INTERESSA governamentais. e dos próprios clientes. transparentes e relevantes para o desenvolvimento das atividades empresariais. nas seguintes categorias: Eficiência e efetividade operacional . A função principal da Auditoria Contábil é de manifestar uma opinião sobre as Demonstrações Contábeis de uma entidade. 3. As regras e procedimentos devem ser colocados à disposição do Conselho Federal de Contabilidade para fins de acompanhamento e fiscalização. empresas. que garantam a qualidade dos serviços executados. envolvendo todos os critérios adotados para sua elaboração. bem como dos organismos reguladores de atividades do mercado.Desenvolvemos a Auditoria Contábil de forma a fornecer informações seguras.

as qualificações técnicas e a competência necessárias para cumprir as suas responsabilidades profissionais. principalmente aqueles relacionados à estrutura da equipe técnica do auditor. afetando a entidade auditada. treinamento. e mantém. recursos humanos e estrutura para prestar e entregar o serviço que está sendo solicitado. características comportamentais e expectativas futuras para o cargo a ser preenchido. com evidenciação por trabalho de auditoria independente dos profissionais envolvidos quanto a suas atribuições. no mínimo: a) habilitação legal para o exercício profissional. referências pessoais e profissionais e testes a serem aplicados. ao porte. à cultura. interna e externamente. DAS HABILIDADES E COMPETÊNCIAS Os auditores devem manter procedimentos visando à confirmação de que seu pessoal atingiu. devendo verificar se há a . A EXECUÇÃO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA INDEPENDENTE Os auditores devem ter política de documentação dos trabalhos executados e das informações obtidas na fase de aceitação ou retenção do cliente. Os auditores devem ter plena consciência de sua capacidade técnica. inclusive quanto à habilidade e competência da equipe técnica. os auditores devem adotar procedimentos formais para contratação. notadamente. entrevistas. estabelecimento dos objetivos e qualificação necessária para os envolvidos no processo de seleção e contratação. Os auditores devem adotar. e b) à habilitação legal para o exercício profissional. um programa de contratação e monitoramento que leve em consideração o planejamento de suas necessidades. diante da repercussão que os relatórios de auditoria têm.Vários fatores devem ser levados em consideração na definição das regras e procedimentos de controle interno de qualidade. e d) análises de currículo. c) regras para a contratação de parentes de pessoal interno e de clientes. capacidade e especialização adequados para a execução dos trabalhos contratados. estabelecendo. As equipes de auditoria são responsáveis. organização e à complexidade dos serviços realizar. em especial quanto: a) ao planejamento preliminar com base nos julgamentos e informações obtidos. desenvolvimento e promoção do seu pessoal. experiência profissional. b) habilidades. no mínimo. Os auditores devem ter como política a designação de recursos humanos com nível de treinamento. Para atingir tal objetivo. observados os limites das atribuições individuais. formação universitária. experiência profissional. pelo atendimento das normas da profissão contábil e pelas regras e procedimentos destinados a promover a qualidade dos trabalhos de auditoria. contratação de funcionários de clientes. O controle interno de qualidade é relevante na garantia de qualidade dos serviços prestados e deve abranger a totalidade das atividades dos auditores. Devem ser estabelecidas as qualificações e diretrizes para avaliar os selecionados para contratação.

elaborando-o a partir da contratação dos serviços. para fundamentar o parecer do auditor independente. Os auditores devem planejar. em tal magnitude que impossibilite a emissão do parecer com ressalva.necessidade de alocação de recursos humanos especializados em tecnologia da computação. meios eletrônicos ou outros que assegurem o objetivo a que se destinam. b) facilitar a revisão do trabalho de auditoria. e c) registrar as evidências do trabalho executado. O parecer do auditor independente deve expressar essa convicção de forma clara e objetiva. em matéria fiscal e tributária ou. pela análise dos documentos de auditorias anteriores. no ramo de negócios do cliente em potencial. estabelecendo a natureza. ou Programa de Auditoria. no planejamento e execução da auditoria. As equipes de trabalho deverão ser integradas por pessoas de experiência compatível com a complexidade e o risco profissional que envolvem a prestação do serviço ao cliente. O Planejamento da Auditoria é muitas vezes denominado Plano de Auditoria. Eles integram um processo organizado de registro de evidências da auditoria. TIPOS DE PARECER O parecer sem ressalva é emitido quando o auditor está convencido sobre todos os aspectos relevantes dos assuntos tratados no âmbito de auditoria. PLANEJAMENTO DA AUDITORIA O Planejamento da Auditoria é a etapa do trabalho na qual o auditor independente estabelece a estratégia geral dos trabalhos a executar na entidade a ser auditada. ou pelos coligidos quando da contratação de uma primeira auditoria. O parecer com ressalva é emitido quando o auditor conclui que o efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de opinião. filmes. supervisionar e revisar o trabalho em todas as suas etapas. de modo a garantir que o trabalho seja realizado de acordo com as normas de auditoria independente de demonstrações contábeis. Os papéis de trabalho destinam-se a: a) ajudar. a oportunidade e a extensão dos exames. 3. . O auditor dever emitir parecer adverso quando verificar que as demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas. por intermédio de informações em papel. A delegação de tarefas para todos os níveis da equipe técnica deve assegurar que os trabalhos a serem executados terão o adequado padrão de qualidade. PAPÉIS DE TRABALHO DE AUDITORIA Os papéis de trabalho constituem a documentação preparada pelo auditor ou fornecida a este na execução da auditoria. ainda. de modo que possa desempenhar uma auditoria eficaz.

O parecer com abstenção de opinião é emitido quando houver limitação significativa na extensão de seus exames que impossibilitem o auditor expressar opinião sobre as demonstrações contábeis por não ter obtido comprovação suficiente para fundamentá-la. Ela proporciona orientação e referência para auditores independentes e para outros envolvidos em trabalhos de asseguração. Essa seção explica as diferenças importantes entre os trabalhos de asseguração razoável e os de asseguração limitada (também detalhadas no Apêndice). um objeto. PRINCIPAIS PONTOS DAS RESOLUÇÕES CONTÁBEIS DOS EXAMES ANTERIORES NBC TA ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Trabalhos de Asseguração. Abrangência da estrutura conceitual Essa parte distingue os trabalhos de asseguração de outros trabalhos. (observação: quando se tratar de trabalho de asseguração de informações contábeis históricas (por exemplo. Elementos do trabalho de asseguração Essa parte identifica e discute os cinco elementos presentes nos trabalhos de asseguração executados por auditores independentes: um relacionamento de três partes. Aceitação de trabalho Essa parte estabelece as características que devem estar necessariamente presentes antes do auditor independente aceitar um trabalho de asseguração. como aqueles que contratam um auditor independente (contratante). evidências e um relatório de asseguração. e o trabalho de asseguração limitada é denominado “revisão”). cuja execução é permitida ao auditor independente. e como as conclusões são expressas em cada um dos dois tipos de trabalhos de asseguração. NBC TA 200 – Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria . Definição e objetivo do trabalho de asseguração Essa parte da Estrutura Conceitual define os trabalhos de asseguração e identifica os objetivos dos dois tipos de trabalhos de asseguração. Ela define esses dois tipos como “trabalhos de asseguração razoável” e “trabalhos de asseguração limitada”. por exemplo. critérios. demonstrações contábeis). as variações significativas no objeto dos trabalhos de asseguração. as características exigidas dos critérios adequados. como os de consultoria. Uso indevido do nome do auditor independente Essa parte discute as implicações da associação do auditor independente com determinado objeto. o trabalho de asseguração razoável é denominado “auditoria”. o papel do risco e da materialidade nos trabalhos de asseguração. Esta Estrutura Conceitual trata dos trabalhos de asseguração executados por auditores independentes. Essa seção discute também.

os responsáveis pela governança têm conhecimento de certas responsabilidades que são fundamentais para a condução da auditoria. A auditoria das demonstrações contábeis não exime dessas responsabilidades a administração ou os responsáveis pela governança. Como base para a opinião do auditor. O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da auditoria. e NBC TA 450 . A opinião do auditor considera as demonstrações contábeis como um todo e. é persuasiva e não conclusiva. independentemente se causadas por fraude ou erro. o auditor não é responsável pela detecção de distorções que não sejam relevantes para as demonstrações contábeis como um todo. Em geral. inclusive as omissões. elaboradas pela sua administração. em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. A auditoria conduzida em conformidade com as normas de auditoria e exigências éticas relevantes capacita o auditor a formar essa opinião. quando apropriado. se houver. elas influenciem as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. Julgamentos sobre a materialidade são estabelecidos levando-se em consideração as circunstâncias envolvidas e são afetadas pela percepção que o auditor tem das necessidades dos usuários das demonstrações contábeis e pelo tamanho ou natureza de uma distorção. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro. Objetivos gerais do auditor Ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. em . Esse nível é conseguido quando o auditor obtém evidência de auditoria apropriada e suficiente para reduzir a um nível aceitavelmente baixo o risco de auditoria (isto é. independentemente se causadas por fraude ou erro.Auditoria de demonstrações contábeis O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. os objetivos gerais do auditor são: (a) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante. as quais resultam do fato de que a maioria das evidências de auditoria em que o auditor baseia suas conclusões e sua opinião.Materialidade no Planejamento e na Execução da Auditoria. e na avaliação do efeito de distorções identificadas sobre a auditoria e de distorções não corrigidas. possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. em todos os aspectos relevantes. asseguração razoável não é um nível absoluto de segurança porque há limitações inerentes em uma auditoria. em todos os aspectos relevantes. Asseguração razoável é um nível elevado de segurança. ou por uma combinação de ambos. essa opinião expressa se as demonstrações contábeis estão apresentadas adequadamente. o risco de que o auditor expresse uma opinião inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante). as NBC TAs exigem que ele obtenha segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante. No caso da maioria das estruturas conceituais para fins gerais. Contudo. As demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade. com supervisão geral dos responsáveis pela governança. sobre as demonstrações contábeis (NBC TA 320 .Avaliação das Distorções Identificadas durante a Auditoria). as distorções. As NBC TAs não impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela governança e não se sobrepõe às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades. portanto. individual ou conjuntamente. Contudo. a auditoria em conformidade com as normas de auditoria é conduzida com base na premissa de que a administração e. são consideradas relevantes se for razoável esperar que.

tem a autoridade apropriada de um órgão profissional. O processo de revisão de . as políticas e os procedimentos de controle de qualidade são de responsabilidade da firma de auditoria. quando a renúncia for possível de acordo com lei ou regulamentação aplicável. os termos a seguir possuem os significados a eles atribuídos: Sócio encarregado do trabalho (as expressões “Sócio encarregado do trabalho”. legal ou regulador. e (b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e comunicar-se como exigido pelas NBC TAs. De acordo com a NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e Físicas) de Auditores Independentes que executam exames de auditoria e revisões de informação contábil histórica e outros trabalhos de asseguração e de serviços correlatos. as NBC TAs requerem que o auditor se abstenha de emitir sua opinião ou renuncie ao trabalho. Sistema de controle de qualidade e função da equipe de trabalho Os sistemas. e (b) os relatórios emitidos pelo auditor são apropriados nas circunstâncias. Objetivo O objetivo do auditor é implementar procedimentos de controle de qualidade no nível do trabalho que forneçam ao auditor segurança razoável de que: (a) a auditoria está de acordo com normas profissionais e técnicas e exigências legais e regulatórias aplicáveis.todos os aspectos relevantes. Em todos os casos em que não for possível obter segurança razoável e a opinião com ressalva no relatório do auditor for insuficiente nas circunstâncias para atender aos usuários previstos das demonstrações contábeis. responsável pelo trabalho e sua execução e pelo relatório de auditoria ou outros relatórios emitidos em nome da firma. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis. “sócio” e “firma” devem ser lidos como se referissem a seus equivalentes no setor público. e quem. aplicáveis. Definições Para fins das normas de auditoria. a firma tem por obrigação estabelecer e manter sistema de controle de qualidade para obter segurança razoável que: (a) a firma e seu pessoal cumprem com as normas profissionais e técnicas e as exigências legais e regulatórias. dos julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e das conclusões atingidas ao elaborar o relatório. Revisão de controle de qualidade do trabalho é um processo estabelecido para fornecer uma avaliação objetiva. na data ou antes da data do relatório. e (b) os relatórios emitidos pela firma ou pelos sócios do trabalho são apropriados nas circunstâncias. em conformidade com as constatações do auditor. quando necessário. quando relevante) é o sócio ou outra pessoa na firma.

são procedimentos projetados para fornecer evidências de cumprimento das políticas e procedimentos de controle de qualidade da firma pelas equipes de trabalho. Monitoramento é um processo que consiste na contínua consideração e avaliação do sistema de controle de qualidade da firma. Apesar de o auditor poder suspeitar ou. NBC TA 240 – Responsabilidade do Auditor em Relação a Fraude. cotas ou outros títulos cotados ou registrados em bolsas de valores ou negociados de acordo com os regulamentos de uma bolsa de valores reconhecida ou outro órgão equivalente.controle de qualidade do trabalho é somente para auditoria de demonstrações contábeis de companhias abertas e de outros trabalhos de auditoria. Inspeção. Embora a fraude constitua um conceito jurídico amplo. assim como quaisquer pessoas contratadas pela firma ou uma firma da rede para executar procedimentos de auditoria no trabalho. com experiência e autoridade suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e as conclusões atingidas para elaboração do relatório de auditoria. nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho. enfatize a prevenção da fraude. ele não estabelece juridicamente se realmente ocorreu fraude. Características da fraude As distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de fraude ou erro. Companhia aberta é uma entidade que tem ações. para os quais a firma determinou a necessidade de revisão de controle de qualidade do trabalho. Equipe de trabalho são todos os sócios e quadro técnico envolvidos no trabalho. Responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração. uma pessoa externa adequadamente qualificada. o auditor está preocupado com a fraude que causa distorção relevante nas demonstrações contábeis. projetado para fornecer à firma segurança razoável de que seu sistema de controle de qualidade está operando de maneira efetiva. Isso exclui especialistas externos contratados pela firma ou por uma firma da rede (NBC TA 620 – Utilização do Trabalho de Especialistas define o termo especialista do auditor. ou uma equipe composta por essas pessoas. O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis. É importante que a administração. com a supervisão geral dos responsáveis pela governança. Revisor de controle de qualidade do trabalho é um sócio ou outro profissional da firma. incluindo a inspeção periódica de uma seleção de trabalhos concluídos. identificar a ocorrência de fraude. Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor – distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos. no Contexto da Auditoria de Demonstrações Contábeis. em relação a trabalhos concluídos. Firma é um único profissional ou sociedade de pessoas que atuam como auditor independente. se houver. o que pode . em raros casos. para efeitos das normas de auditoria.

distorções nas demonstrações contábeis. e a dissuasão da fraude. causadas por fraude ou erro. o que pode persuadir os indivíduos a não perpetrar fraude por causa da probabilidade de detecção e punição.reduzir as oportunidades de sua ocorrência. Requisitos O auditor deve determinar se. Conforme descrito na NBC TA 200. ou (ii) falta um controle necessário para prevenir. A supervisão geral por parte dos responsáveis pela governança inclui a consideração do potencial de burlar controles ou de outra influência indevida sobre o processo de elaboração de informações contábeis. tais como tentativas da administração de gerenciar os resultados para que influenciem a percepção dos analistas quanto à rentabilidade e desempenho da entidade. Definições Para fins das normas de auditoria. no seu julgamento profissional. Responsabilidade do auditor O auditor que realiza auditoria de acordo com as normas de auditoria é responsável por obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis. são de importância suficiente para merecer a atenção deles. apesar de a auditoria ser devidamente planejada e realizada de acordo com as normas de auditoria NBC TA 265 – Comunicação de Deficiências de Controle Interno. aos responsáveis pela governança e à administração. ou detectar e corrigir tempestivamente. as deficiências de controle interno que o auditor identificou durante a auditoria e que. distorções nas demonstrações contábeis. . Objetivo O objetivo do auditor é comunicar apropriadamente. implementado ou operado de tal forma que não consegue prevenir. Isso envolve um compromisso de criar uma cultura de honestidade e comportamento ético. devido às limitações inerentes da auditoria. há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis podem não ser detectadas. que pode ser reforçado por supervisão ativa dos responsáveis pela governança. como um todo. no julgamento profissional do auditor. com base no trabalho de auditoria executado. ele identificou uma ou mais deficiências de controle interno. Deficiência significativa de controle interno é a deficiência ou a combinação de deficiências de controle interno que. ou detectar e corrigir tempestivamente. os termos a seguir possuem os seguintes significados a eles atribuídos: Deficiência de controle interno existe quando: (i) o controle é planejado. não contém distorções relevantes. é de importância suficiente para merecer a atenção dos responsáveis pela governança.

individualmente ou em conjunto. inclusive para:  auxiliar o auditor a dedicar atenção apropriada às áreas importantes da auditoria. as deficiências significativas de controle interno que o auditor comunicou ou pretende comunicar aos responsáveis pela governança.  auxiliar o auditor a organizar adequadamente o trabalho de auditoria para que seja realizado de forma eficaz e eficiente. . Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis de várias maneiras. O auditor deve comunicar tempestivamente por escrito as deficiências significativas de controle interno identificadas durante a auditoria aos responsáveis pela governança. O auditor deve incluir na comunicação por escrito das deficiências significativas de controle interno: (a) descrição das deficiências e explicação de seus possíveis efeitos. a menos que não seja apropriado nas circunstâncias comunicar diretamente à administração. são de importância suficiente para merecer a atenção da administração. e (b) outras deficiências de controle interno identificadas durante a auditoria que não foram comunicadas à administração ou a outras partes e que.Se o auditor identificou uma ou mais deficiências de controle interno. o auditor deve determinar. Aprova a NBC TA 300 – Planejamento da Auditoria de Demonstrações Contábeis.  auxiliar o auditor a identificar e resolver tempestivamente problemas potenciais. (a) por escrito. O auditor deve especificamente explicar que: (i) o objetivo da auditoria era o de expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis. no julgamento profissional do auditor. (ii) a auditoria incluiu a consideração do controle interno relevante para a elaboração das demonstrações contábeis com a finalidade de planejar procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias. deficiência significativa. com base no trabalho de auditoria executado. Papel e oportunidade do planejamento O planejamento da auditoria envolve a definição de estratégia global para o trabalho e o desenvolvimento de plano de auditoria. mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia do controle interno. se elas constituem. e (iii) os assuntos comunicados estão limitados às deficiências que o auditor identificou durante a auditoria e concluiu serem de importância suficiente para comunicar aos responsáveis pela governança. O auditor também deve comunicar tempestivamente à administração no nível apropriado de responsabilidade. e (b) informações suficientes para permitir que os responsáveis pela governança e a administração entendam o contexto da comunicação.

 auxiliar. inclusive independência. na coordenação do trabalho realizado por outros auditores e especialistas. Atividades de planejamento O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o alcance. Atividades preliminares do trabalho de auditoria O auditor deve realizar as seguintes atividades no início do trabalho de auditoria corrente: (a) realizar os procedimentos exigidos pela NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis. Requisitos Envolvimento de membros-chave da equipe de trabalho O sócio do trabalho e outros membros-chave da equipe de trabalho devem ser envolvidos no planejamento da auditoria. a época e a direção da auditoria. para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. Ao definir a estratégia global. se for o caso.  facilitar a direção e a supervisão dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho. . incluindo o planejamento e a participação na discussão entre os membros da equipe de trabalho. conforme exigido pela NBC TA 210 – Concordância com os Termos do Trabalho de Auditoria. e (c) estabelecimento do entendimento dos termos do trabalho. (c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho. (b) avaliação da conformidade com os requisitos éticos. (b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas. o auditor deve: (a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. auxiliar na seleção dos membros da equipe de trabalho com níveis apropriados de capacidade e competência para responderem aos riscos esperados e na alocação apropriada de tarefas. conforme exigido pela NBC TA 220. Objetivo O objetivo do auditor é planejar a auditoria de forma a realizá-la de maneira eficaz.

O auditor deve desenvolver o plano de auditoria. que deve incluir a descrição de: (a) a natureza. a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação. (c) outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria. Os procedimentos substantivos incluem: (a) (b) testes de detalhes (de classes de transações. a época e a extensão do direcionamento e supervisão da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho. O auditor deve planejar a natureza. Definições Para fins das normas de auditoria. Teste de controle é o procedimento de auditoria planejado para avaliar a efetividade operacional dos controles na prevenção ou detecção e correção de distorções relevantes no nível de afirmações. conforme estabelecido na NBC TA 315 – Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por meio do Entendimento da Entidade e de seu Ambiente. O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria sempre que necessário no curso da auditoria. a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco. os termos abaixo têm os seguintes significados: Procedimento substantivo é o procedimento de auditoria planejado para detectar distorções relevantes no nível de afirmações. e procedimentos analíticos substantivos. a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. de saldos de contas e de divulgações). NBC TA 330 – Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados. conforme previsto na NBC TA 330 – Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados. (b) a natureza. se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade. quando aplicável. Objetivo O objetivo do auditor é o de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente relacionada aos riscos avaliados de distorção relevante por meio do planejamento e da implementação de respostas apropriadas a esses riscos.(d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e. e (e) determinar a natureza. Requisitos Respostas gerais .

incluindo: (i) a probabilidade de distorção relevante devido às características particulares da classe de transações. e (ii) se a avaliação de risco leva em consideração os controles relevantes (isto é. cuja natureza. e (b) obter evidência de auditoria mais persuasiva quanto maior for a avaliação de risco do auditor.O auditor deve planejar e implementar respostas gerais para tratar dos riscos avaliados de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis. saldo de contas e divulgações. Procedimentos de auditoria em resposta aos riscos avaliados de distorção relevante no nível de afirmações O auditor deve planejar e executar procedimentos adicionais de auditoria. o auditor deve: (a) considerar as razões para a avaliação atribuída ao risco de distorção relevante no nível de afirmações para cada classe de transações. por quem ou por quais meios eles foram aplicados. Ao planejar e executar os testes de controle. o auditor pretende confiar na efetividade operacional dos controles para determinar a natureza. época e extensão dos procedimentos substantivos). a consistência como eles foram aplicados. época e extensão se baseiam e respondem aos riscos avaliados de distorção relevante no nível de afirmações. o risco de controle). Natureza e extensão dos testes de controle Ao planejar e executar os testes de controle. o auditor deve: (a) executar outros procedimentos de auditoria juntamente com indagação para obter evidência de auditoria sobre a efetividade operacional dos controles. exigindo assim que o auditor obtenha evidência de auditoria para determinar se os controles estão operando eficazmente (isto é. . o auditor deve obter evidência de auditoria mais persuasiva quanto maior for a sua confiança na efetividade do controle. o auditor pretende confiar na efetividade operacional dos controles para determinar a natureza. o risco inerente). Testes de controle O auditor deve planejar e realizar testes de controle para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente quanto à efetividade operacional dos controles relevantes se: (a) a avaliação de riscos de distorção relevante no nível das afirmações pelo auditor inclui a expectativa de que os controles estão operando efetivamente (isto é. saldo de contas ou divulgação relevantes (isto é. ou (b) os procedimentos substantivos isoladamente não fornecem evidência de auditoria apropriada e suficiente no nível de afirmações. Ao planejar procedimentos adicionais de auditoria a serem realizados. incluindo: (i) (ii) (iii) o modo como os controles foram aplicados ao longo do período. . época e extensão dos procedimentos substantivos).

(d) a efetividade do controle e sua aplicação pela entidade. O auditor deve obter essa evidência mediante indagação.(b) determinar se os controles a serem testados dependem de outros controles (controles indiretos) e. (c) a efetividade dos controles gerais de Tecnologia da Informação (TI). Se o auditor planeja usar a evidência de auditoria da auditoria anterior a respeito da efetividade operacional de controles específicos. se é necessário obter evidência de auditoria que suporte a operação efetiva desses controles indiretos. juntamente com observação ou inspeção. o auditor deve estabelecer se essa evidência continua relevante mediante a obtenção de evidência de auditoria quanto a ocorrência ou não de alterações significativas nesses controles após a auditoria anterior. incluindo o ambiente de controle. caso afirmativo. para confirmar o entendimento desses controles específicos. Uso da evidência de auditoria obtida em auditoria anterior Para determinar se é apropriado usar evidência de auditoria da efetividade operacional dos controles obtida em auditorias anteriores e. os controles de monitoramento da entidade e o seu processo de avaliação de risco. caso afirmativo. incluindo se ele é manual ou automatizado. a duração do período de tempo que pode decorrer antes de testar novamente o controle. (e) se a falta de alteração em um controle em particular oferece risco devido às mudanças de circunstâncias. (b) os riscos decorrentes das características do controle. e: (a) se houve alterações (nos controles) que afetam a continuidade da relevância da evidência de auditoria de um trabalho anterior. e (f) os riscos de distorção relevante e a extensão da confiança no controle. e (b) determinar a evidência de auditoria adicional a ser obtida para o período remanescente. (b) se não houve essas alterações. incluindo a natureza e extensão de desvios na aplicação do controle observados nas auditorias anteriores e se houve mudanças de pessoal que afetaram de forma significativa a aplicação do controle. Época dos testes de controle O auditor deve testar os controles para uma data específica ou ao longo do período no qual o auditor pretende confiar nesses controles. o auditor deve: (a) obter evidência de auditoria das alterações significativas nesses controles após o período intermediário. o auditor deve testar os controles pelo menos uma vez a cada três auditorias e deve testar alguns desses controles em todas as auditorias a fim de evitar a possibilidade de testar todos os controles nos quais o auditor pretende confiar em um único período de auditoria e não testar os controles nos dois períodos de auditoria subsequentes. Uso da evidência de auditoria obtida durante um período intermediário Se o auditor obtém evidência de auditoria sobre a efetividade operacional dos controles durante período intermediário. o auditor deve considerar o seguinte: (a) a efetividade dos outros elementos de controle interno. Controle sobre risco significativo . o auditor deve testar os controles na auditoria corrente.

Procedimento substantivo relacionado com o processo de encerramento das demonstrações contábeis Os procedimentos substantivos do auditor devem incluir os seguintes procedimentos de auditoria relacionados com o processo de encerramento das demonstrações contábeis: (a) confrontar ou conciliar as demonstrações contábeis com os registros contábeis que as suportam. Quando são detectados desvios de controles nos quais o auditor pretende confiar. o auditor deve testar esses controles no período corrente. entretanto. o auditor deve fazer indagações específicas para entender esses assuntos e suas potenciais consequências e deve determinar se: (a) os testes de controle executados fornecem uma base apropriada para se confiar nos controles. o auditor deve planejar e executar procedimentos substantivos para cada classe de transações. A ausência de detecção de distorções por procedimentos substantivos. esses procedimentos devem incluir testes de detalhes. o auditor deve cobrir o período remanescente mediante a execução de: . (b) são necessários testes adicionais de controle. ou (c) os riscos potenciais de distorção precisam ser tratados usando procedimentos substantivos. saldo de contas e divulgações significativas. Procedimento substantivo em resposta aos riscos significativos Se o auditor determinar que um risco identificado de distorção relevante no nível de afirmações é significativo. Procedimento substantivo Independentemente dos riscos identificados de distorção relevante.Se o auditor planeja confiar em controles sobre um risco determinado como significativo. Época dos procedimentos substantivos Se os procedimentos substantivos forem executados em data intermediária. não fornece evidência de auditoria de que os controles relacionados com a afirmação que está sendo testada são efetivos. Avaliação da efetividade operacional dos controles Ao avaliar a efetividade operacional dos controles relevantes. O auditor deve considerar se procedimentos de confirmação externa devem ser executados como procedimentos substantivos. Quando a abordagem a um risco significativo consiste somente em procedimentos substantivos. o auditor deve executar procedimentos substantivos que respondem especificamente a esse risco. o auditor deve avaliar se as distorções que foram detectadas pelos procedimentos substantivos indicam que os controles não estão operando efetivamente. e (b) examinar lançamentos relevantes de diário e outros ajustes efetuados durante a elaboração das demonstrações contábeis.

cujo trabalho naquela área de especialização é utilizado pela entidade para ajudá-la na elaboração das demonstrações contábeis. Objetivo . Definições Para os fins das normas de auditoria. época e extensão planejadas dos procedimentos substantivos que cobrem o período remanescente precisam ser modificadas. Se forem detectadas distorções que o auditor não esperava na avaliação de riscos de distorção relevante em data intermediária. A evidência de auditoria inclui as informações contidas nos registros contábeis que suportam as demonstrações contábeis e outras informações. os livros diário. o auditor deve avaliar se a respectiva avaliação de risco e a natureza. Aprova a NBC TA 530 – Amostragem em Auditoria. cálculos. ou (b) se o auditor determinar que é suficiente. apenas procedimentos substantivos adicionais. NBC TA 500 – Evidência de Auditoria. que não contabilidade ou auditoria. Adequação da evidência de auditoria é a medida da qualidade da evidência de auditoria. conciliações e divulgações. isto é. a sua relevância e confiabilidade para suportar as conclusões em que se fundamenta a opinião do auditor.(a) procedimentos substantivos. combinados com testes de controle para o período desde a data intermediária até o encerramento. os termos a seguir têm os significados atribuídos abaixo: Registros contábeis compreendem os registros de lançamentos contábeis e sua documentaçãosuporte (cheques e registros de transferências eletrônicas de fundos. Evidência de auditoria compreende as informações utilizadas pelo auditor para chegar às conclusões em que se fundamentam a sua opinião. Especialista da administração é uma pessoa ou organização com especialização em uma área. que suportem as alocações de custos. razões geral e auxiliares. faturas. contratos). A quantidade necessária da evidência de auditoria é afetada pela avaliação do auditor dos riscos de distorção relevante e também pela qualidade da evidência de auditoria. as reclassificações nas demonstrações contábeis não refletidas no diário e as planilhas de trabalho. Suficiência da evidência de auditoria é a medida da quantidade da evidência de auditoria. Objetivo O objetivo do auditor é definir e executar procedimentos de auditoria que permitam ao auditor conseguir evidência de auditoria apropriada e suficiente que lhe possibilitem obter conclusões razoáveis para fundamentar a sua opinião. que forneçam base razoável para estender as conclusões de auditoria da data intermediária até o final do período.

os termos a seguir têm os significados a eles atribuídos: Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria. de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população. Amostragem estatística é a abordagem à amostragem com as seguintes características: (a) seleção aleatória dos itens da amostra. ao usar a amostragem em auditoria. em que os controles são considerados menos eficazes do que realmente são ou no caso de teste de detalhes. quando. O auditor está preocupado com esse tipo de conclusão errônea porque ela afeta a eficácia da auditoria e é provável que leve a uma opinião de auditoria não apropriada. Definições Para fins das normas de auditoria. . cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor monetário). A abordagem de amostragem que não tem as características (i) e (ii) é considerada uma amostragem não estatística. ela não existe. na verdade. Unidade de amostragem é cada um dos itens individuais que constituem uma população. pudesse ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. Risco não resultante da amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma conclusão errônea por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de amostragem. e (b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras. Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor. Taxa tolerável de desvio é a taxa de desvio dos procedimentos de controles internos previstos. em que não seja identificada distorção relevante. definida pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que essa taxa de desvio não seja excedida pela taxa real de desvio na população. quando. População é o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e sobre o qual o auditor deseja concluir. Esse tipo de conclusão errônea afeta a eficiência da auditoria porque ela normalmente levaria a um trabalho adicional para estabelecer que as conclusões iniciais estavam incorretas. é o de proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à população da qual a amostra é selecionada. incluindo a mensuração do risco de amostragem. com base em amostra. O risco de amostragem pode levar a dois tipos de conclusões errôneas: (a) no caso de teste de controles. Distorção tolerável é um valor monetário definido pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que esse valor monetário não seja excedido pela distorção real na população. em que seja identificada distorção relevante. ela existe. em que os controles são considerados mais eficazes do que realmente são ou no caso de teste de detalhes. Estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações.O objetivo do auditor. (b) no caso de teste de controles. Anomalia é a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção ou desvio em uma população. na verdade.

e Divulgações Relacionadas. NBC TA 610 – Utilização do Trabalho de Auditoria Interna. Relação entre a função de auditoria interna e o auditor independente Os objetivos da função de auditoria interna são determinados pela administração e. registradas ou divulgadas nas demonstrações contábeis. bem como para outros valores que requerem estimativas. são razoáveis. Desfecho de estimativa contábil é o valor monetário real resultante da resolução da transação. quando aplicável. pelos responsáveis pela governança. evento ou condição de que trata a estimativa contábil. Este termo é usado para um valor mensurado do valor justo quando existe incerteza de estimativa. Incerteza de estimativa é a suscetibilidade da estimativa contábil e das respectivas divulgações à falta de precisão inerente em sua mensuração. como é exigido do auditor independente quando ele expressa uma opinião sobre as demonstrações contábeis. tal função não é independente da entidade. os meios utilizados pela auditoria interna e pelo o auditor independente para alcançar seus respectivos objetivos podem ser semelhantes. e (b) se as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis são adequadas. incluindo as de valor justo. é usado o termo “estimativas contábeis do valor justo”. ou intervalo de valores. Tendenciosidade da administração é a falta de neutralidade da administração na elaboração e apresentação de informações. Definições Para fins das normas de auditoria. Estimativa pontual da administração é o valor selecionado pela administração para registro ou divulgação nas demonstrações contábeis como estimativa contábil.NBC TA 540 – Auditoria de Estimativas Contábeis. Independentemente do grau de autonomia e de objetividade da função de auditoria interna. os termos a seguir possuem os seguintes significados: Estimativa contábil é a aproximação de um valor monetário na ausência de um meio de mensuração preciso. Quando esta Norma trata apenas de estimativas contábeis que envolvem mensuração do valor justo. derivado de evidências de auditoria para uso na avaliação da estimativa pontual da administração. O auditor independente assume integral responsabilidade pela opinião de auditoria expressa e essa responsabilidade do auditor independente não é reduzida pela utilização do trabalho feito pelos auditores internos. Estimativa pontual ou intervalo é o valor. Objetivo . Inclusive do Valor Justo. respectivamente. Embora os objetivos da função de auditoria interna e o do auditor independente sejam diferentes. Objetivo O objetivo do auditor é obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre: (a) se as estimativas contábeis. no contexto da estrutura de relatório financeiro aplicável.

e (b) se utilizar um trabalho específico da auditoria interna. assinale a opção CORRETA. determinar se aquele trabalho é adequado para os fins da auditoria.2. os termos a seguir têm os significados a eles atribuídos abaixo: Função de auditoria interna é a atividade de avaliação estabelecida ou fornecida como um serviço para a entidade.1 – PLANEJAMENTO DA AUDITORIA 11.2 – NORMAS DE EXECUÇÃO DOS TRABALHOS 11. RESOLUÇÃO 11. dentre outras: exame. o auditor não precisa registrar quem executou o trabalho de auditoria nem a data em que foi concluído. b) É fundamental que o auditor. . Definições Para fins das normas de auditoria.2. A seguir algumas questões com base nos Exames anteriores e questões de concursos com nível parecido a prova do Conselho Federal de Contabilidade.1. avaliação e monitoramento da adequação e efetividade do controle interno. ele não deve documentar como tratou essa inconsistência. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria executados. quando a entidade tiver a função de auditoria interna que o auditor independente determinou como tendo a probabilidade de ser relevante para a auditoria. Os auditores internos podem fazer parte de um departamento de auditoria interna ou de uma função equivalente. prepare tempestivamente a documentação de auditoria.Os objetivos do auditor independente. e de acordo com os prazos e demais compromissos contratualmente assumidos com a entidade. exceto se forem discutidos com a administração. Suas funções incluem. antes do início dos trabalhos de auditoria. c) O auditor deve documentar discussões de assuntos significativos. Auditores internos são as pessoas que executam as atividades da função de auditoria interna.1 – O auditor deve planejar seu trabalho consoante as Normas Profissionais de Auditor Independente e estas normas. d) Se o auditor identificou informações referentes a um assunto significativo que é inconsistente com a sua conclusão final. são: (a) determinar se e em que extensão utilizar um trabalho específico dos auditores internos. a) Ao documentar a natureza. TEORIA X PRÁTICA QUESTÃO: Em relação à preparação da documentação da auditoria.

conteúdo e oportunidade dos pareceres. e h) a necessidade de atender prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou fiscalizadoras e para a entidade prestar informações aos demais usuários externos. f) o uso dos trabalhos de outros auditores independentes. d) identificação de fatos relevantes que possam afetar as atividades da entidade e sua situação patrimonial e financeira.1.11. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. 11. c) verificação se as práticas contábeis adotadas no atual exercício são uniformes com as adotadas no exercício anterior.1. quer pela complexidade de suas atividades.1. legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade. especialmente os seguintes: a) o conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela entidade e as alterações procedidas em relação ao exercício anterior.2.2.2. deve prever a orientação e supervisão do auditor.2. revelados ou não revelados. e) a existência de entidades associadas.1.3 – O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos. 11. quando incluir a designação de equipe técnica. .2 – O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre as atividades. 11. distorçam as demonstrações contábeis do exercício atual. ou quando as demonstrações contábeis do exercício anterior tenham sido examinadas por outro auditor. d) a natureza. e e) identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior. que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados.7 – A utilização de equipe técnica deve ser prevista de maneira a fornecer razoável segurança de que o trabalho venha a ser executado por pessoa com capacitação profissional. em termos de natureza. c) os riscos de auditoria e identificação das áreas importantes da entidade. 11.1. b) exame da adequação dos saldos de encerramento do exercício anterior com os saldos de abertura do exercício atual. quer pelo volume de transações.8 – O planejamento e os programas de trabalho devem ser revisados e atualizados sempre que novos fatos o recomendarem. b) o conhecimento detalhado do sistema contábil e de controles internos da entidade e seu grau de confiabilidade.4 – O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito. 11.2.9 – Quando for realizada uma auditoria pela primeira vez na entidade.1. 11. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados.2. e o nível geral de competência de sua administração. independência e treinamento requeridos nas circunstâncias. de alguma maneira. filiais e partes relacionadas. o planejamento deve contemplar os seguintes procedimentos: a) obtenção de evidências suficientes de que os saldos de abertura do exercício não contenham representações errôneas ou inconsistentes que. relatórios e outros informes a serem entregues à entidade. os fatores econômicos.6 – O planejamento da auditoria. g) a natureza. 11.2. especialistas e auditores internos.1.1.5 – Os programas de trabalho devem ser detalhados de forma a servir como guia e meio de controle de sua execução. oportunidade e extensão.2.

O auditor deve documentar a inconsistência. revisão e supervisão dos trabalhos. b) As demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade elaboradas pelo auditor independente. Resposta B QUESTÃO: Em relação à identificação e à avaliação dos riscos de distorção relevante. com supervisão geral dos responsáveis pela governança. Principalmente com a administração. quando for analisar as demonstrações contábeis.EXEMPLIFICANDO a) Incorreto. d) O auditor não deve obter um entendimento do ambiente de controle. Ele deve obter um entendimento do ambiente de controle. ele deve conhecer do controle interno c) Errado. O auditor deve obter o entendimento do controle interno relevante para a auditoria b) Errado. a) O auditor deve obter entendimento do controle interno relevante para a auditoria. assinale a opção CORRETA. c) As NBC Técnicas impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela governança e se sobrepõem às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades. b) O auditor na sua análise deve identificar pontos fortes no ambiente de controle que são desconhecidos. d) Errado. RESOLUÇÃO: Sobre os riscos de distorção relevante assinale a alternativa correta: a) Correto. d) O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Resposta A QUESTÃO: Em relação aos procedimentos de auditoria. A afirmativa faz parte do planejamento de auditoria. RESOLUÇÃO Marque a opção correta sobre os procedimentos . c) Incorreto. Ele deve identificar os riscos de negócio d) Errado. c) O auditor não deve identificar riscos de negócio relevantes para os objetivos das demonstrações contábeis. assinale a opção CORRETA. b) Correto. a) A auditoria das demonstrações contábeis exime as responsabilidades da administração ou dos responsáveis pela governança. O auditor deve registrar a execução.

Doravante. a auditoria não elabora demonstrações c) errada. realiza a revisão de acordo com a NBC TR 2410. A letra b) está incorreta porque as demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade. em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. que não é o auditor da entidade. conforme determina a Resolução 1203/2009. logo não se sobrepõem d) CERTA. ela expõe os objetivos gerais do auditor independente e explica a natureza e o alcance da auditoria para possibilitar ao auditor independente o cumprimento desses objetivos. O auditor independente. Nesta Norma e em outras normas elas estão substancialmente apresentadas pela sua sigla “NBC TA”. em todos os aspectos relevantes. Ela também explica o alcance. No caso da maioria das estruturas conceituais para fins gerais. RESOLVENDO E CONCEITUANDO: Esta questão está relacionada com a Resolução 001275/2010 do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). . que trata das responsabilidades gerais do auditor independente na condução da auditoria de demonstrações contábeis em conformidade com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. A questão também está relacionada com a Resolução 001203/2009 NBC TA 200 .Objetivos Gerais do Auditor Independente. que é o auditor da entidade contratado para realizar a revisão das informações contábeis intermediárias. elaboradas pela sua administração. A auditoria conduzida em conformidade com as normas de auditoria e exigências éticas relevantes capacita o auditor a formar essa opinião. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro. a autoridade e a estrutura das NBC TAs e inclui requisitos estabelecendo as responsabilidades gerais do auditor independente aplicáveis em todas as auditorias. Normas Brasileira da Contabilidade não força de lei. com supervisão geral dos responsáveis pela governança. A letra c) está incorreta porque as NBC TAs NÃO impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela governança e NÃO se sobrepõe às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades. em todos os aspectos relevantes. O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas entidades contábeis. essa opinião expressa se as demonstrações contábeis estão apresentadas adequadamente. 1203/2009. pois a auditoria não exime as responsabilidades da administração ou da governança b) errada. conforme versa a Res.a) errado. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. o “auditor independente” é denominado o “auditor”. A letra a) está incorreta porque a norma NÃO exime a responsabilidade da administração ou de seus responsáveis. A Resolução tem como objetivo estabelecer normas e orientações quanto às responsabilidades profissionais do auditor independente quando este. Especificamente. inclusive a obrigação de atender todas as NBC TAs. A Resolução 1275/2010 atribui a responsabilidade para ambos (administração da entidade e auditor independente). assume um trabalho de revisão das demonstrações contábeis dessa entidade e quanto à forma e ao conteúdo do relatório emitido pelo auditor independente em conexão com tal revisão. A mesma Resolução ratifica a letra d) como correta: O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários.

e (b) risco de detecção é o risco de que o auditor independente não detecte uma distorção relevante existente. dessa forma ela explica: . a aplicação de ceticismo profissional. em tempo hábil por controles internos relacionados. As respostas gerais para tratar os riscos avaliados de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis podem incluir: .efetuar alterações gerais na natureza. consiste em: (i) risco inerente é a suscetibilidade da informação sobre o objeto a uma distorção relevante. algum risco de controle sempre existirá em decorrência das limitações inerentes ao desenho e à operação do controle interno. a designação apropriada de pessoal para a equipe de trabalho.QUESTÃO: O planejamento adequado. época ou extensão dos procedimentos de auditoria como.enfatizar para a equipe de auditoria a necessidade de manter o ceticismo profissional.designar pessoal mais experiente ou aqueles com habilidades especiais ou usar especialistas. NBC TA 315 – IDENTIFICAÇÃO DISTORÇÃO RELEVANTE POR MEIO E DO SEU AMBIENTE E AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE DO ENTENDIMENTO DA ENTIDADE NBC TA 330 – RESPOSTA DO AUDITOR AOS RISCOS AVALIADOS Assim. . . b) detecção. por exemplo. ajudam a aprimorar a eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação e reduzem a possibilidade de que o auditor possa selecionar um procedimento de auditoria inadequado. por sua vez. RESOLUÇÃO: Analisaremos por partes NBC TA ESTRUTURA CONCEITUAL (a) o risco de que a informação sobre o objeto contenha distorções relevantes. todos os atributos informados no enunciado são dessa norma. A1. d) relevante. o que.O objetivo do auditor é o de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente relacionada aos riscos avaliados de distorção relevante por meio do planejamento e da implementação de respostas apropriadas a esses riscos.fornecer mais supervisão. aplicar erroneamente um procedimento de auditoria apropriado ou interpretar erroneamente os resultados da auditoria. executar procedimentos substantivos no final do período ao invés de em . c) distorção inerente.incorporar elementos adicionais de imprevisibilidade na seleção dos procedimentos adicionais de auditoria a serem executados. Tais procedimentos são fundamentais na redução do risco de: a) controle. Quando o risco de controle é relevante para o objeto. a supervisão e revisão do trabalho de auditoria executado. e (ii) risco de controle é o risco de que uma distorção relevante possa ocorrer e não ser evitada. ou detectada e corrigida. . pressupondo que não haja controles relacionados. .

data intermediária ou modificar a natureza dos procedimentos de auditoria para obter evidência de auditoria mais persuasiva. De acordo com a NBC TA 240 . c) dolo ou culpa para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. Resposta B QUESTÃO: De acordo com a NBC TA 240 – Responsabilidade do Auditor em Relação a Fraude no Contexto da Auditoria de Demonstrações Contábeis. ou detectada e corrigida em tempo hábil por controles internos relacionados é considerado um risco: . empregados ou terceiros que envolva: NBC TA 240 Definições 11. dos responsáveis pela governança. a fraude é considerada a ato intencional de um ou mais indivíduos da administração. os termos abaixo têm os seguintes significados: (a) Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração. empregados ou terceiros que envolva: a) a obtenção de vantagem justa ou legal. Assim temos. funcionários ou terceiros.Responsabilidade do Auditor em Relação a Fraude no Contexto da Auditoria de Demonstração Contábeis. o risco de que uma distorção relevante possa ocorrer e não ser evitada.é a condição do auditor não perceba a distorção relevante.dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. que envolva dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. b) culpa para obtenção de vantagens. D. a fraude é considerada o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração. Risco de Distorção Relevante Risco Inerente Risco de Controle Não existe na norma o "risco relevante" e o "risco de distorção inerente" Risco de Detecção . Para efeito desta Norma. Resposta D QUESTÃO: De acordo com as Normas Brasileiras de Auditoria convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria. d) dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. dos responsáveis pela governança. dos responsáveis pela governança.

Em decorrência das limitações inerentes de uma auditoria. (ii) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação. detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade.329/11 que alterou a sigla e a numeração da NBC T 19. Além da RESOLUÇÃO CFC N. d) inevitável. saldo contábil ou divulgação. definiremos: Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria.328/11 que trata da Estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade.º 1. resultante de fraude ou erro. Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante.º 1. Consiste em dois componentes. Para entender essa questão. a uma distorção que possa ser relevante. não seja prevenida. b) de detecção. há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis não sejam detectadas. individualmente ou em conjunto com outras distorções. Esta questão está relacionada a: NBC TA 200 .Objetivos Gerais do Auditor Independente que aprovou a NBC TA 200 – Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria e a Resolução CFC n. Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante. a suficiência e adequação das evidências de auditoria obtidas como resultado desses procedimentos e a adequação do relatório do auditor com base na avaliação dessas evidências considerando os objetivos gerais do auditor. saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante. não indica por si só. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. Portanto. individualmente ou em conjunto com outras distorções. embora a auditoria seja adequadamente planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria. os limites inerentes de uma auditoria não são justificativas para que o auditor se satisfaça com evidências de auditoria menos que persuasivas. Se o auditor executou ou não uma auditoria em conformidade com as normas de auditoria é determinado pelos procedimentos de auditoria executados nas circunstâncias. uma falha na condução de uma auditoria em conformidade com as normas de auditoria. descritos a seguir no nível das afirmações: (i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação.a) de controle. antes da consideração de quaisquer controles relacionados.27 citada nesta Norma para NBC TG 26. Contudo. descoberta posterior de uma distorção relevante das demonstrações contábeis. individualmente ou em conjunto com outras distorções. c) inerente. a) de controle Resposta A .

000. b) R$43. explica que a duplicata pode ser recebida tanto por instituições financeiras como pelo empresário. Considerando que nessa data o saldo anterior existente era de R$100. acrescido de juros por atraso de 2%.00.100.00.00 R$ 72. d) R$173.000.Pagamento em dinheiro de serviços terceirizados no valor de R$ 51. c) R$100.440. Considero que esses são os registros do caixa. .00.00 4. acrescido de juros por atraso de 2%. Em carteira . 2.000.Pagamento em dinheiro de serviços terceirizados no valor de R$51.440. R$ 72000.00. levando em consideração os eventos após a contagem.Pagamento de duplicata de um determinado fornecedor.Recebimento de duplicatas em carteira no valor de R$ 72. efetuado por meio de cheque no valor de R$57. a) R$27. que dispõe sobre duplicatas.Pagamento de duplicata de um determinado fornecedor.900. .00 3.00 e. a idéia é que o auditor faça a contagem física do caixa. o CORRETO valor do saldo final do caixa da empresa é de: Eventos: . então é um recebimento dele.é o recebimento na empresa das duplicatas que está em seu poder.00 Saldo Inicial = 100.00. A lei 5474/68.00.00.Pagamento em dinheiro de despesas diversas no valor R$ 21.Recebimento de duplicatas em carteira no valor de R$72.00 Total = 73.Pagamento em dinheiro de despesas diversas no valor de R$21. com ajuste na conta e o que não for da conta caixa seja retirado para contas de sua natureza.00 x 2% = 1.540.00.00 . 1 . caso prático. efetuado por meio de cheque no valor de R$ 57.000.900.000.440.540. formando pontos de recomendações. . Essa conta deve ser registrada no BANCO CONTA MOVIMENTO.000.000. Assim. Auditoria Contábil.00. Esse exercício tem um semelhante no livro do Benedito de Souza.000.000.QUESTÃO: O auditor realizou uma contagem física no caixa da empresa auditada.00.

00 4.Pagamento 51. mas não de extensão limitada para tal objetivo.900. registros.00 3.Movimento 1.00 Resposta C QUESTÃO: A firma de auditoria Auditores Associados foi contratada para emitir parecer específico sobre o balanço patrimonial de determinada entidade. Ela disponibilizou acesso ilimitado a todas as áreas da empresa. (B) um trabalho de objetivo ilimitado. de forma a serem possíveis todos os procedimentos de auditoria. que deverá gerar parecer na modalidade com ressalvas.não entra 2. é correto classificar essa auditoria como (A) um a limitação no escopo do trabalho. essa solicitação de exame não caracteriza uma limitação na extensão. Dessa forma. pelo menos.440.Pagamento 21.000. a todos os relatórios.540.00 Saldo Final 100. (D) um trabalho de objetivo limitado. ABC foram constatadas as seguintes incorreções pelo auditor: . dados. Comentários Nos termos da NPA 01 do Ibracon: É possível que o auditor seja contratado para uma auditoria voltada somente para opinar sobre o balanço patrimonial e não sobre as demais demonstrações contábeis. (E) um a restrição na profundidade do trabalho. (C) um a indeterminação na profundidade do trabalho. informações e demais demonstrações contábeis. Desde que não haja nenhuma restrição ao acesso do auditor às informações.Recebimento 73. Resposta D QUESTÃO: Nos procedimentos de auditoria independente da Cia. registros e dados em que se baseiam as demonstrações contábeis e sejam possíveis todos os procedimentos de auditoria que considere necessários nas circunstâncias. Representa somente um trabalho de auditoria de objetivo limitado.

constava uma duplicata de R$ 8. Na conta de Imposto de Renda a Recolher estava contabilizado um valor de R$ 10. quando. (D) 6. não deram baixa do custo de mercadorias vendidas decorrentes de uma venda. não deram baixa do custo de mercadorias vendidas decorrentes de uma venda. temos: 120.00. O saldo da conta Bancos C/Movimento estava superior em R$ 2.00. O montante das despesas de juros deve ser diminuído do lucro.000. A companhia deverá simplesmente registrar o recebimento da duplicata por meio do lançamento: . Na conta de Duplicatas a Receber.000. a (A) 14. O saldo da conta Bancos C/Movimento estava superior em R$ 2. devemos retirar R$ 12. Em conseqüência desses erros.00.500.00.00. Tal operação fará com que o lucro contábil diminua R$ 2. o auditor concluiu que o lucro contábil da companhia estava superestimado na importância equivalente.000. esta contabilizada corretamente.250.000 Logo.000.000 Lucro = Vendas – CMV 108.000. Como o lucro é de 9/10 da venda. Tal fato não altera o lucro da Companhia.450. já que o contador da companhia não tinha considerado um incentivo fiscal de dedução do imposto.00 ao saldo do extrato bancário em virtude do não registro contábil de despesas de juros nesse montante cobradas pela instituição financeira. Comentários Calculando os ajustes de cada alternativa: I.000 – CMV CMV = 120. uma vez que não foram contabilizadas. Não foi registrado o custo da mercadoria vendida (CMV).450.850.00.00. o valor correto seria R$ 9.00 ao saldo do extrato bancário em virtude do não registro contábil de despesas de juros nesse montante cobradas pela instituição financeira. cujo lucro bruto correspondeu a 9/10 desse valor. Na conta de Estoques. cujo lucro bruto correspondeu a 9/10 desse valor. somente a venda foi registrada corretamente.00. em R$. (E) 5.00.750. na realidade. III. IV. de R$ 120. III.000 x (9/10) = 108.000 = 120. que já tinha sido recebida pela companhia.250 II. que já tinha sido recebida pela companhia. Na conta de Duplicatas a Receber.00. II.00 que corresponde ao CMV não registrado.750.250. constava uma duplicata de R$ 8.000. (C) 12. esta contabilizada corretamente. de R$ 120.00. Na conta de Estoques. (B) 13.I.

000) + 500 = (13. boa sorte! . na realidade.00 ao lucro.D – Disponibilidades C – Duplicatas a Receber 8. o valor correto seria R$ 9.500. por meio de soma. Foram lançados R$ 10.00.750) Resposta B Prezado aluno.250) + (12.000 IV. Considerando todas as operações: (2. O ajuste seria contabilizar.000.00 como despesa quando deveria ser lançado R$ 9.500. Na conta de Imposto de Renda a Recolher estava contabilizado um valor de R$ 10.00. O Imposto de Renda a Recolher tem como contrapartida a Despesa de Imposto de Renda.000. o valor de R$ 500. quando.00. já que o contador da companhia não tinha considerado um incentivo fiscal de dedução do imposto.

cfc. SITES ESPECIALIZADOS PROFESSOR MÁRIO JORGE (www. Contabilidade Geral.br) BLOG CONTABILIZANDO (www.BIBLIOGRAFIA PROFESSORES E PESQUISADORES Principal fonte de pesquisa das questões: Professor Mário Jorge Demais fontes: Adriano de Souza Pereira Anderson Julião Antonio Gustavo da Mota Arievaldo Alves de Lima Professor Christian Abrão de Oliveira Jaime Crozatti Leandro Luís Darós Rosiane Cristina Sozzo Gouvêa Sérgio Bispo de Oliveira LIVROS DE CONTABILIDADE Auditoria Contábil (Almeida).br) Conselho Federal de Contabilidade (www.com. IFRS – Introdução às Normas Internacionais de Contabilidade (Mourad e Paraskevoloups).blogcontabilizando. Introdução a Teoria da Contabilidade (Marion).tesouro.org.fazenda. Contabilidade Pública – da Teoria à Prática (Araújo e Arruda).Org).profmariojorge.Aplicável Às Demais Sociedades (IUDÍCIBUS. Manual de Contabilidade das Sociedades Por Ações .gov. GELBKE e SANTOS). Teoria e Questões comentadas (Ferreira). Contabilidade de Custos (Martins).com) Comitê de Pronunciamentos Contábeis (www.org. Contabilidade Empresarial (Marion).br). MARTINS.br) Manual Contabilidade Setor Público (www.br) .br) Portal Tributário (www. Controladoria Estratégica e Operacional (Padoveze).cpc. Portal de Contabilidade (www. Contabilidade Gerencial (Iudicibus) Controladoria Básica (Padoveze).portaltributario.com.portaldecontabilidade. Contabilidade para Concursos e Exame de Suficiência (Silva e Niyama .com.

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