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Manual de Instrução do 3º Grau Mestre - REAA

Manual de Instrução do 3º Grau Mestre - REAA

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GRANDE SECRETARIA GERAL DE ORIENTAÇÃO RITUALÍSTICA

GRANDE SECRETARIA GERAL DE ORIENTAÇÃO RITUALÍSTICA ADJUNTA PARA O R∴E∴A∴A∴

MANUAL DE INSTRUÇÃO DO GRAU 3 MESTRE
RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO

R∴E∴A∴A∴
Álvaro Gomes dos Santos
Ex- Gr∴ Secr∴ Ger∴ de Orientação Ritualística G∴ O∴ B∴

Fuad Haddad
Ex- Gr∴ Secr∴ Ger∴ Adj∴ de Orient∴ Ritualística para o R∴E∴ A∴ A∴ G∴ O∴ B∴

Nilson Alves Garcia
Adj∴ da Gr∴Secr∴Est∴de Orientação Ritualística para o R∴E∴ A∴ A∴ G∴ O∴ E∴ G∴

Grande Oriente do Estado de Goiás
Grão Mestre: Eminente Ir∴ OCLÉCIO PEREIRA DE FREITAS

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TERCEIRO GRAU
Algumas considerações sobre o Grau de Mestre
CRIAÇÃO DO 3º GRAU MAÇÔNICO A exigência da lenda do 3º Grau simbólico é um dos “landemarks” da Maçonaria Universal e regular, embora a sua instituição se haja efetuado no século XVIII, com modificações até o século passado, época em que, por falta de conhecimentos e divulgação da cultura, muitos maçons ainda acreditavam realmente que a Maçonaria nascera com a construção do Templo de Salomão e que o artífice fenício Hirão Abi (Hirão, meu Pai) tinha sido assassinado por Companheiros Infiéis, fato que jamais aconteceu. Os historiadores autênticos da Maçonaria e os estudiosos das universidades cuidaram de impor a verdade rebuscada desde meados do século passado. Neste século de energia nuclear, televisão e viagens espaciais, a Maçonaria, investigadora da verdade, mas tradicional, conserva a lenda do assassinato do Mestre como uma espécie de parábola cheia de ensinamentos e como uma tragédia sugestiva, de modo a lembrar ao iniciado, para sempre, a ressurreição dos ideais de Justiça e Fraternidade, sempre revelados, desde a antiga Sabedoria, porém sempre desprezados ou relegados ao esquecimento, pelos seres humanos atacados de inveja, ambição e orgulho. Estas três paixões, representadas pelos traidores Jubelus, Jubela, Jubelum (corruptela de “zibulom” levada ao masculino, feminino e neutro latinos e não com outras expressões semelhantes), constituem, na lenda, um anátema contra os eternos ignorantes, inimigos da Ciência e da Verdade, exploradores da credulidade pública e defensores das superstições e do obscurantismo. Sem dúvida, a lenda maçônica não passa de uma admirável síntese a realçar um denominador comum – o ideal de conquista da Fraternidade Universal. E não lhe faltam raízes históricas, embora não passe de uma reprodução de tragédias, com mudança de personagens. O assassinado é Hiram (o elevado), filho de uma viúva da tribo de Neftáli. A comparação histórica revela que a lenda maçônica do terceiro grau se impôs para demonstrar aos iniciados, acima de tudo, a semelhança de lendas através dos tempos e o perene valor das idéias mestras. Nada mais propício para conciliar homens e mulheres de todas crenças, concitando-os à tolerância e libertando-os do dogmatismo e do fanatismo.

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DECORAÇÃO DO TEMPLO
As paredes são completamente negras, semeadas, de espaço a espaço, de lágrimas prateadas (ou brancas), dispostas em grupo de três, cinco e sete, e tíbias cruzadas, encimadas por um crânio humano (caveira, cabeça óssea). A Câmara, não recebendo luz do exterior, é iluminada por nove velas de cera amarela (ou luzes) sendo três no altar da Sabedoria e três em cada mesa dos Vigilantes, formando cada grupo delas, um triângulo eqüilátero. Uma lâmpada fosca, de luz tênue, penderá do centro do teto, sobre o esquife ou um estrado acolchoado baixo ou estreito que é colocado no centro do templo, sendo coberto por uma pano preto, sobre o qual se encontra um ramo de acácia. Sobre o Altar dos Juramentos, como nos demais graus estarão as três luzes emblemáticas da Maçonaria (Livro da Lei, Esquadro e Compasso), sendo que o Esquadro terá seus ramos cobertos pelas hastes do Compasso. Todas as cortinas e panos que cobrem os altares serão negros, com orlas e lágrimas prateadas. Os três malhetes terão um laço de crepe no cabo e as batidas serão dadas sobre feltro, pois nesse grau, a bateria é surda (abafada), ou em surdina

TÍTULOS
Em Loja de Mestres Maçons, o Ven∴ Mestre tem o título de Respeitabilíssimo Mestre; os Vigilantes, o de Venerabilíssimos IIr∴ e os demais Mestres, o de Veneráveis Mestres ou VVen∴ IIr∴.

ENTRADA DE VISITANTES
Como está no Ritual.

COBRIDOR DO GRAU
SINAIS: De Ord∴ - Ter a m∴ dir∴ ab∴ com os dded∴ uunid∴ e o pol∴ separado apoiado no lado esq∴ do vent∴, ficando a pal∴ voltada para baixo. De Admir∴ - Levantar as duas mm∴ para o céu com os dded∴ estendidos e separados, as palmas voltadas para a fr∴exclamando em tom de surpresa – “Ah Senhor meu Deus”. Deixar cair as mm∴ sobre as ccox∴, batendo por três vezes ( o sin∴ é rep∴ mais dd∴ vvez∴). De Socor∴ - Levar as mm∴ acima da cab∴, com os dded∴ entrelados e as palmas voltadas para fora, dizendo: a M∴ F∴ D∴ V∴ VARIANTE: Faz-se também colocando a mão dir∴ fechada sobre a testa, abrindo depois os dded∴ ind∴, med∴ e anul∴ pronunciando as palavras SEM, CAM E JAFET.

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De Saud∴ - Estando à Ord∴, levar a m∴ dir∴ ao lado dir∴ e deixá-la cair ao longo do corp∴ formando assim uma esq∴, voltando a seguir ao Sinal de Ord∴. Pal∴ Sagr∴ - M..... Pal∴ de Pas∴ - Tub...... Marcha – Inicia-se com o Sin∴ de Apr∴ e dá-se os ppas∴ de Apr∴; passa-se diretamente para o Sin∴ de Comp∴ e executa-se os passos de Comp∴; passa-se diretamente para o Sin∴ de Mestr∴ e como se tivesse diante de si o esquife ou túmulo simbólico, com o Sin∴ de Mestr∴, avança-se com o p∴ dir∴ por cima do esquife à dir∴ e junta-se os pp∴ naturalmente e avança-se com o p∴ esq∴ para a esq∴ por cima do esquife, e junta-se os pp∴ naturalmente; avança-se com o p∴ dir∴ até a frente oriental por cima do esquife, juntando-se os pés em esquadria e a seguir saúdam-se as LLuz∴. Bat∴ - o o o - o o o – o o o Idade – Sete AAn∴ e mais. Aclam∴ - Não há no Gr∴ de M∴. Apl∴ ou Bat∴ - Batem-se as nove vezes, por três vezes três, igualmente espaçadas, a palm∴ da m∴dir. na palm∴ da m∴ esq∴ (que fica parada em forma de esquadro. Toq∴ - Faz-se pelos cinc∴ ppont∴ da perf∴ da Maçonaria∴ - 1º segurar com a m∴ dir∴ do Ir∴ em forma de garra; 2º unir o p∴ dir∴ pelo lado interior do p∴ dir∴ ; 3º unir os jjoel∴ ddir∴; 4º por a m∴ esq∴ sobre o ombr∴ dir∴ do Ir∴; 5º unir o peit.∴ contra pet∴. Nesta posição pronunciam-se, alternadamente as ttr∴ ssilab∴ que formam a Pal∴ Sagr∴. Faz-se também formando o primeiro (a garr∴) e voltando-se os ppuls∴ ttr∴ vvez∴, à dir∴ e à esq∴ ao mesmo tempo que se pronunciam as ssilab∴da Pal∴ Sagr∴. Obs:- Significado dos “Cinco Pontos da Perfeição” ignorado por Mestres. 90% dos

1º - Mão direita com mão direita, em forma de garra. Significado: Saúdo-vos como Irmão. Indica a união indissolúvel que liga os Irmãos, mesmo em meio das maiores vicissitudes. 2º - Pé direito contra pé direito. Significado: Eu apoiarei todas as vossas empresas louváveis. Indica também que os Maçons não hesitam em correr em socorro de seus Irmãos. 3º - Joelho direito contra joelho direito. Significado: Na postura de minhas preces diárias, lembrar-me-ei das vossas necessidades. 4º - Peito direito contra peito direito. Significado: Os vossos segredos lícitos, quando à mim confiados, eu os guardarei como se meus fossem. Essa união é sinal, ainda, de que os Irmãos abrigam verdades e que seus corações batem em uníssono, animados dos mesmos sentimentos.

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5º - Mão esquerda sobre o ombro direito. Significado: Defenderei vosso caráter, tanto na vossa presença, como na vossa ausência. Simboliza, também, que os Irmãos se ampararão, mutuamente, numa possível queda. Nota: A exaltação a Mestre Maçom demonstra o triunfo da vida sobre a morte, a imortalidade do bom, do justo e do virtuoso. O Mestre vive todos os momentos e permanecerá, por isso, na memória das gerações, pelo seu trabalho nos cinco pontos da perfeição. Se todos cumprissem esses cinco pontos, dificilmente haveria mágoas, cisões e tantas outras coisas que acontecem na Ordem.

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SESSÃO ORDINÁRIA
PREPARAÇÃO
Ao Arq∴ incumbe verificar antes da abertura dos trabalhos, se o recinto do Templo está devidamente composto, para o Ritual ser realizado. O M∴ Harm∴ seleciona as músicas adequadas a serem executadas. Todos aguardam na Sala do P∴P∴ até a chamada do M∴CCer∴para se dirigirem ao Átrio se possível já paramentados, para adentrar o Templo. No Átrio deve ser observado silêncio absoluto.

ENTRADA RITUALISTICA
Observa-se o mesmo procedimento dos graus anteriores.

ABERTURA RITUALISTICA
O mesmo procedimento dos graus anteriores, com exceção de uma falha existente do ritual edição 2002 quando o Respeitab∴ diz: VVenerab∴ IIr∴ 1º e 2º VVig∴, percorrei as vossas CCol∴ e certificai-vos se todos os IIr∴ são MM∴ MM∴. (Esse exame não é feito aos IIr∴ que estejam exercendo cargos) Respeitab∴ - ( o ) 1º Vig∴ - ( o ) 2º Vig∴ - ( o ) Respeitab∴ - ( o ) Em pé VVen∴ IIr∴. Obs: Esta ordem dada pelo Respeitab∴ está errada, deveria ser Em pé e à Ordem VVen∴ IIr∴, uma vez que este é o único momento que todos deverão estar à ordem, para que se verifique a qualidade do irmão, se é ou não mestre. Todos se levantam à ordem voltados para o Oriente, inclusive os do Oriente e também o Respeitab∴ dará as costas ao Ocidente. O ritual editado em 2001 está correto. Ficarão à ordem somente neste momento até que seja aberta a Loja, ou seja, após a abertura do Livro da Lei. No mais segue-se o ritual. OS DEMAIS PROCEDIMENTOS: Leitura e aprovação da Ata; Expediente; Saco de PProp∴ e IInf∴; Ordem do Dia; Entrada de Visitantes; Tempo de Estudos; Tronco de Beneficência; Palavra a Bem da Ordem em geral e do quadro em particular e Encerramento, o ritual deve ser seguido como está, a exemplo dos graus anteriores.

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SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO
Nesta Sessão a abertura dos trabalhos é a mesma da Sessão Ordinária. Nas explicações iniciais consta (Todas as insígnias passam a ser usadas pelo lado preto). Na realidade não é necessário virar para o lado preto (ritual de 2001), entretanto o ritual deve ser executado exatamente como está elaborado. Explicação quanto às viagens: na primeira (página 120) o 1º Vig∴ passa para a sua direita (Norte) com a metade dos Mestres de sua Col∴, seguidos do 2º Vig∴e seus mestres, todos no sentido horário e praticam três viagens em torno do esquife. Terminada a viagem o 1º Vig∴ diz que as pesquisas foram inúteis. A outra viagem (página 121 ) segue somente o 1º Vig∴ com os Mestres de sua Col∴; o 2º Vig∴ não acompanha, apenas se afastam para a passagem do 1º Vig∴. Tanto o 1º Vig∴, quanto o 2º não conseguem erguer o cadáver de Hiram, somente o Respeitab∴ o faz pelos cinco pontos da perfeição. Após o juramento e o encerramento da exaltação, seguem-se o Tronco de Beneficência; Palavra relativa ao Ato e Encerramento Ritualistico. Observe-se que apenas demos algumas explicações quanto as viagens. Mesmo porque o bastante é seguir o ritual

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INSTRUÇÕES
Para que as cerimônias de exaltação ao Grau de M∴ M∴ não fiquem sobrecarregadas com extensas instruções, necessárias, aliás, ao preparo do novo Mestre, o Ven∴ Mestre providenciará para que as instruções abaixo sejam ministradas no mais breve tempo, após a exaltação, sem, porém, afastar-se da ordem dos trabalhos.

PRIMEIRA INSTRUÇÃO
PAINEL DA LOJA DE MESTRE
VEN∴ VVen∴ IIr∴, nosso Ven∴ Ir∴ Orador vai dar-nos a primeira instrução do Grau de Mestre, que consiste na explicação do Painel da Loja de Mestre. Atentai bem nessa explicação, porque dela podereis inferir verdades que vos servirão de guia no caminho difícil que ides percorrer como M∴M∴. Como sabeis, nosso querido Mestre H∴ A∴, foi exumado pelos IIr∴ encarregados de descobrir seu corpo. Depois de cumpridas as sentenças que, para si próprios, pediram J∴ J∴ J∴, Salomão ordenou que fosse reenterrado o corpo do saudoso Mestre. Efetuou-se a inumação tão próximo do Sanctus Sanctorum quanto o permitiam as leis israelitas. Não foi sepultado no Sanctus Sanctorum, porque ali só tinha entrada o Sumo Sacerdote apenas uma vez por ano, quando, após as abluções, ia, no Dia da Expiação, festa religiosa dos hebreus, expiar os pecados do povo, visto como, pelas leis israelitas, a carne era considerada imunda. Nesse dia, o Sumo Sacerdote queimava incenso em honra e à Glória do G∴A∴D∴U∴ e rogava-lhe que, em Sua Infinita Sabedoria e Bondade, derramasse a paz e a tranqüilidade sobre a nação israelita, durante o ano que começava. Ir∴ Orador tende a bondade de explicar o Painel da Loja de MM∴ MM∴. ORAD∴ Os instrumentos com os quais foi assassinado no Mestre H∴A∴, foram: a Régua, o Esquadro e o Malho, cuja significação simbólica já conhecestes, ao receberdes as instruções do Grau de Companheiro. Os ornamentos da Loja de Mestre são: o Pórtico, a Lâmpada Mística e o Quadrângulo Mosaico. O PÓRTICO é a entrada do SANCTUS SANCTORUM e por ele podia passar o Sumo Sacerdote. O Quadrângulo Mosaico, relembrando a área quadrada do Santo dos Santos, tem, na Maçonaria, uma significação destinada somente aos Mestres. Recorda os nossos deveres morais levados à transcendência e o compromisso de fortalecer definitivamente o nosso caráter, para sermos dignos de conhecer os segredos da Câmara do Meio e adquirirmos o direito de entrar no Santuário Simbólico, à Luz da Verdadeira Sabedoria. Essa luz é representada pela LÂMPADA MÍSTICA, a qual tam9

bém representa a irradiação da LUZ DIVINA a penetrar os nossos mais íntimos pensamentos. A Caveira e as Tíbias cruzadas são emblemas da mortalidade e aludem à morte do Mestre, ocorrida três mil anos depois da criação do mundo; são, também, uma lição sobre a fragilidade das cousas terrenas e sobre a vida efêmera, do mundo físico. Os utensílios do M∴ M∴ são o CORDEL, o LÁPIS e o COMPASSO. O CORDEL, serve para marcar todos os ângulos do edifício, fazendo-os iguais e retos, para que os alicerces possam suportar a estrutura. Serve também para a medição de contornos. Com o LÁPIS, o arquiteto hábil desenha a elevação e traça os diversos planos para a construção e orientação dos Obreiros. O COMPASSO serve para determinar, com certeza e precisão, os limites e as proporções das diversas partes da construção. Como, porém, não somos Maçons operativos, mas especulativos, aplicamos, por analogia todos estes instrumentos à nossa Moral. Assim, o Cordel nos indica a linha de conduta, sem falhas, baseada nas verdades contidas no L∴ da L∴. O Lápis nos adverte que nossos atos, palavras e pensamentos são observados pelo Todo Poderoso, a quem devemos contas de nosso proceder, nesta vida. Finalmente, o Compasso nos recorda Sua Justiça imparcial e infalível, mostrando-nos que é necessário distinguirmos o bem do mal, a justiça da iniquidade, a fim de ficarmos em condições de, com um compasso simbólico, apreciar e medir, com justo valor, todos os atos que tivermos de praticar. VEN∴ Eis aí VVEn∴ IIr∴, quanto nos ensina o Painel da Loja de Mestre, cujo estudo deveis fazer com cuidado, pois resume o caminho do Mestre para a perfeição. Assim, concito-vos a seguirdes esses conselhos, a fim de que não fiqueis Mestre apenas nas insígnias e no Diploma, mas, também, nos sentimentos e nas ações.

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SEGUNDA INSTRUÇÃO
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(Catecismo do Mestre)
VEN∴ VVen∴ IIr∴, vamos, hoje, dar a segunda instrução do Grau de Mestre para nos recordarmos do dia memorável de nossa exaltação a este sublime grau e, principalmente para rememorarmos os ensinamentos contidos em suas diversas fases, a fim de que transformemos os símbolos em realidade. Venerab∴ Ir∴ 1º Vig∴, sois M∴ M∴?

VEN∴

1º VIG∴ Respeitab∴ Mestre, a A∴ M∴ E∴ C∴. VEN∴ Por que respondeis desse modo, meu Ir∴?

1º VIG∴ Porque a A∴ é o símbolo de uma vida indestrutível, cujos mistérios nos foram desvendados. VEN∴ Venerab∴ Ir∴ 2º Vig∴, onde fostes recebido Mestre?

2º VIG∴ Na C∴ do M∴, Respeitab∴ Mestre. VEN∴ Que lugar é esse, meu Ir∴?

2º VIG∴ É o centro para onde convergem e onde se encontram aqueles que, depois de estudarem e meditarem profundamente, compreendem os Mistérios da Natureza. VEN∴ Que vistes, meu Venerab∴ Ir∴, quando ali entrastes?

2º VIG∴ Vi luto e consternação em todos os semblantes. VEN∴ Qual a causa dessa dor?

2º VIG∴ O assassínio de nosso Mestre H∴ A∴. VEN∴ Venerab∴ Ir∴ 1º Vig∴, por quem foi assassinado nosso querido Mestre?

1º VIG∴ Por três Companheiros traidores e perjuros, que quiseram obter uma recompensa, sem havê-la merecido. VEN∴ Este assassínio foi efetivamente praticado?

1º VIG∴ Não, Respeitab∴ Mestre. O assassínio de H∴ A∴ é uma ficção simbólica, mas profundamente verdadeira pelos ensinamentos que encerra e pelas deduções que dela se inferem. VEN∴ Dizei-me, Ir∴ o que representa a morte de nosso Mestre.

1º VIG∴ O assassinato de H∴ A∴ simboliza a pura tradição maçônica, isto é, a Virtude e a Sabedoria, postas, constantemente, em perigo pela ignorância, pelo fanatismo e pela ambição de Maçons que não souberam compreender a finalidade da Maçonaria nem se devotar sua Sublime Obra. 12

VEN∴

Venerab∴ Ir∴ 2º Vig∴, que vistes no local onde fostes admitido?

2º VIG∴ O túmulo de H∴ A∴, iluminado por tênue claridade. VEN∴ Quais são as dimensões do túmulo de nosso Mestre?

2º VIG∴ Três pés de largura, cinco de profundidade e sete de comprimento. VEN∴ A que aludem esses algarismos?

2º VIG∴ Aos números sagrados propostos à meditação dos Aprendizes, Companheiros e Mestres. VEN∴ Que relação têm esses números com o túmulo de H∴A∴?

2º VIG∴ O túmulo de H∴A∴ encerra o segredo da Grande Iniciação, que só é desvendado pelos pensadores capazes de conciliar os antagonismos pelo ternário; de conceber a quintessência e de aplicar a lei do setenário ao domínio da realização. VEN∴ Venerab∴Ir∴ 1º Vig∴, qual foi o indicio que fez reconhecer o túmulo de H∴A∴?

1º VIG∴ Um ramo de A∴, plantado na terra revolvida de fresco. VEN∴ Qual a significação simbólica desse ramo verdejante?

1º VIG∴ Representa a sobrevivência de energias, que a morte não pode destruir. VEN∴ Quando conduzido para junto do túmulo do Mestre, que fizestes do ramo de A∴?

1º VIG∴ Apoderei-me dele, por ordem dos que me conduziam. VEN∴ Que significa isso, meu Ir∴?

1º VIG∴ Segurando a A∴ demonstrei que me ligava a tudo que sobrevive da tradição maçônica. Prometi, deste modo, estudar, com fervor, tudo que subsiste do passado, de seus ritos, usos e costumes, sem deixar-me influenciar pelas opiniões que os classificam de arcaicos ou nocivos. VEN∴ Venerab∴ Ir∴ 2º Vig∴, a que prova fostes submetido, diante do túmulo de H∴A∴?

2º VIG∴ Tive que me reabilitar da suspeita de ter participado da trama urdida pelos assassinos do Mestre. VEN∴ De que modo provastes vossa inocência?

2º VIG∴ Aproximando-nos do cadáver a passos largos, sem receio, com a consciência tranqüila.

VEN∴

A que se relaciona a marcha que executastes? 13

2º VIG∴ A revolução anual do Sol, através dos signos do zodíaco. É uma reminiscência simbólica das antigas iniciações. VEN∴ Por que não parastes em vossa marcha, meu Ir∴? 2º VIG∴ Porque ela é, também, a imagem da vida terrena que se precipita, de uma vez, do nascimento à morte. VEN∴ Venerab∴ Ir∴ 1º Vig∴, como fostes recebido Mestre?

1º VIG∴ Passando do E∴ ao C∴. VEN∴ Por que o C∴ é utensílio particular dos Mestres?

1º VIG∴ Porque só eles sabem manejá-lo com precisão. VEN∴ Em que se baseiam os Mestres para usarem o C∴ com precisão?

1º VIG∴ Medindo todas as coisa, levando, porém, em conta sua relatividade. A razão do Mestre, fixa como a cabeça do C∴, julga os acontecimentos de acordo com as causas ocasionais. O julgamento do Iniciado inspira-se, não nas rígidas graduações da Régua, mas num discernimento que se baseia na adaptação rigorosa da lógica à realidade. VEN∴ Venerab∴ Ir∴ 2º Vig∴, qual é a insígnia dos Mestres?

2º VIG∴ O E∴ unido ao C∴. VEN∴ Que significa a união desses dois instrumentos?

2º VIG∴ O E∴ regula o trabalho do Maçom, que deve agir com a máxima retidão, inspirado na mais escrupulosa equidade. O C∴ dirige esta atividade, esclarecendo-a, a fim de que produza a mais judiciosa e fecunda aplicação. VEN∴ Se um Mestre se perdesse, onde o encontraríeis, meu Ir∴?

2º VIG∴ Entre o E∴ e o C∴, Respeitab∴ Mestre. VEN∴ Por que, meu Ir∴?

2º VIG∴ Porque o Mestre procurado distinguir-se-ia pela moralidade de seus atos e pela justeza de ser raciocínio. É sob este ponto de vista, que ele se conserva entre o E∴ e o C∴. VEN∴ Que procuram os Mestres, Venerab∴ Ir∴ 1º Vig∴?

1º VIG∴ A PALAVRA PERDIDA. VEN∴ Que palavra é essa?

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1º VIG∴ É a chave do segredo maçônico, ou melhor, é a compreensão daquilo que permanece ininteligível aos profanos e aos iniciados imperfeitos. VEN∴ Como se perdeu a palavra?

1º VIG∴ Pelos três grandes golpes, que sofreu a tradição viva da Maçonaria, dos Companheiros indignos e perversos. VEN∴ Podeis dizer-me, meu Ir∴, como tornaram a encontrá-la?

1º VIG∴ Tendo sido assassinado H∴ A∴, seus discípulos mais fervorosos resolveram descobrir sua sepultura, que lhe foi revelada por um ramo de A∴. Decidiram, então, desenterrá-lo e observar a primeira palavra que se lhes escapasse dos lábios, à vista do cadáver, e o gesto que instintivamente fizessem, uns aos outros, como mistérios convencionais do grau. VEN∴ Qual é, Venerab∴ Ir∴ 2º Vig∴, a nova P∴ S∴, que substituiu a antiga?

2º VIG∴ M∴ VEN∴ Que significa esta P∴?

2º VIG∴ A C∴ S∴ D∴ DD∴ OO∴. VEN∴ Nunca se suspeitou da primitiva p∴ s∴ , que os conjurados tentaram arrancar a H∴ A∴?

2º VIG∴ Sim, Respeitab∴ Mestre, acredita-se que ela corresponda ao Tetragrama Sagrado, cuja pronúncia só era conhecida do Sumo Sacerdote de Jerusalém. O Tetragrama é IOD-HE-VAU-HE, em letras hebraicas, no alto da entrada do Sanctus Sactorum. VEN∴ Como se comunica a P∴ S∴, Venerab∴ Ir∴ 1º Vig∴?

1º VIG∴ Pelos cc∴ pp∴ pp∴ do mestrado. VEN∴ Quais são eles?

1º VIG∴ P∴ contra P∴, J∴ contra J∴, P∴ contra P∴, MM∴ DD∴ unidas em G∴, M∴ E∴ sobre o O∴ D∴ do Ir∴. VEN∴ A que fazem alusão estes PP∴ PP∴?

1º VIG∴ A ressurreição de H∴ A∴. A aproximação dos PP∴ indica que os MM∴ não hesitam em correr em socorro de seus IIr∴; os JJ∴ que se tocam são promessas de intercessão em caso de necessidade; Unem-se em sinal de que abrigam as mesmas verdades e que seus corações batem em uníssono, animados dos mesmos sentimentos; as MM∴ DD∴ em G∴, indicam a união indissolúvel que os liga, mesmo em meio das maiores vicissitudes; finalmente, MM∴ EE∴ sobre os OO∴ DD∴ simbolizam que se ampararão mutuamente numa possível queda.

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VEN∴

Qual é o sinal adotado pelos Mestres para se reconhecerem Venerab∴ Ir∴ 2º Vig∴?

2º VIG∴ É o gesto de horror, que não puderam reprimir, quando descobriram o cadáver de H∴ A∴. VEN∴ Têm os Mestres outro sinal, meu Ir∴?

2º VIG∴ Sim, Respeitab∴ Mestre, é o S∴ de S∴, reservado para os casos de extremo perigo. Executa-se com os DD∴ EE∴ CC∴ e as MM∴ sobre a C∴ com as PP∴ para C∴, exclamando-se! “A∴ M∴ F∴ D∴ V∴”. VEN∴ Este S∴ de S∴ não tem uma variante?

2º VIG∴ Sim Respeitab∴ Mestre, e é preferível por ser mais discreta. Faz-se com a M∴ D∴ F∴ sobre a T∴, abrindo-se em seguida os DD∴ I∴ M∴ e A∴ e pronunciando sucessivamente S∴ C∴ J∴. VEN∴ Qual é a V∴ de que MM∴ se dizem F∴?

2º VIG∴ É Isis, personificação da Natureza, a Mãe Universal, V∴ de Osíris, o deus invisível , que ilumina as inteligências. Relembra também Hiram-Abif, filho de uma viúva. VEN∴ Qual é a P∴ de P∴ de Mestres, Venerab∴ Ir∴ 1º Vig∴?

1º VIG∴ T∴. A Bíblia assim denomina aos trabalhadores em metal que colaboraram com os Maçons de Salomão, e com os de Hirão, rei de Tiro, na construção do Templo de Jerusalém. O nome provém de um Irmão de Noé. VEN∴ Como batiam os Mestres, meu Ir∴?

1º VIG∴ Por três pancadas, igualmente espaçadas, para recordar a morte de H∴ A∴; quando, porém esta bateria foi atribuída aos AApr∴, os MM∴ MM∴ , para se distinguirem, repetiam-na por t∴v∴. VEN∴ Que idade tendes, Venerab∴ Ir∴ 2º Vig∴?

2º VIG∴ (S∴ AA∴ e mais). VEN∴ Por que este número?

2º VIG∴ O Apr∴ inicia suas meditações pela unidade e pelo Binário para demorar no Ternário, antes de conhecer o Quaternário, cujo estudo é reservado ao Comp∴. Este parte do número quatro para deter-se no cinco, antes de abordar o seis e prepararse para o estudo do sete. Pertence ao Mestre o estudo detalhado do setenário, aplicando o método pitagórico aos números mais elevados. Daí ser sua idade iniciática a de s∴ aa∴ e mais. VEN∴ Como viajam os Mestres, meu Ir∴?

2º VIG∴ Do Or∴ para o Oc∴ e do S∴ para o N∴, Respeitab∴ Mestre. 16

VEN∴

Por que?

2º VIG∴ Para espalharem a Luz e reunirem o que está disperso. Em outras palavras, para ensinarem o que sabem e aprenderem o que ignoram, concorrendo por toda parte, para que reinem a harmonia e a fraternidade entre os homens. VEN∴ Como trabalham os Mestres, Venerab∴ Ir∴ 1º Vig∴?

1º VIG∴ Traçando planos que os AApr∴ e CComp∴ executam. Este traçado simbólico representa o preparo do FUTURO baseando-se nas lições e nas experiências do PASSADO. VEN∴ Qual o uso que os Mestres fazem da Trolha?

1º VIG∴ Serve-lhes para encobrir as imperfeições do trabalho dos AApr∴ e dos CComp∴ . Realmente, isto significa os sentimentos de indulgência que animam todo o Homem esclarecido para com as fraquezas humanas como lema: A SABEDORIA NÃO ESTÁ EM CASTIGAR OS ERROS, MAS EM PROCURAR-LHES AS CAUSAS E AFASTÁ-LAS. VEN∴ Onde recebem os Mestres o salário?

1º VIG∴ Na C∴ do M∴, isto é, no centro onde a inteligência é iluminada pela Luz da Verdade. VEN∴ Qual é o nome do Mestre-Maçom?

1º VIG∴ Só vós sabeis, Respeitab∴ Mestre, vós e todos aqueles que tiverem a elevada honra de dirigir os trabalhos de uma Loja. VEN∴ E vós, Venerab∴ Ir∴ 2º Vig∴, podeis responder à pergunta que fiz ao Venerab∴ Ir∴ 1º Vig∴?

2º VIG∴ Não, Respeitab∴ Mestre, e pelas mesmas razões. A compreensão mais elevada que tem um Mestre Maçom de seu verdadeiro papel é procurar, no seu íntimo, o Mestre que está morto, a fim de fazê-lo reviver, para que ele ressuscite em cada um de nós. VEN∴ Meus VVen∴ IIr∴, eis o nosso objetivo, esforçai-vos, como Mestres simbólicos, em transformar o símbolo na realidade. Nunca desejeis ser apenas titulares de diplomas nem portadores de insígnias. Metamorfoseai-vos em VERDADEIROS mestres, isto é, naqueles que, pelo pensamento e pela ação, se encontram no caminho da Verdade. Que a infinita Sabedoria e a Infinita Bondade do G∴ A∴ D∴ U∴ se derrame sobre nós, a fim de que possamos realizar a transformação do SIMBÓLICO no REAL.

TODOS Assim seja! VEN∴ Está dada a Segunda Instrução. Repousemos, VVen∴ IIr∴.

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TERCEIRA INSTRUÇÃO
(Para leitura a sós e meditação) OS MISTÉRIOS DO NÚMERO “SETE”
Para justificar sua idade iniciática, o Mestre não pode ignorar coisa alguma das explicações que os antigos davam sobre as propriedades intrínsecas dos números. O Grau de Comp∴ conduziu-o ao limiar do setenário, fazendo-o subir sete degraus do Tempo. Compete-lhe, agora, partindo do sete, percorrer toda a série dos números superiores. Comecemos por mostrar o prestígio excepcional de que goza o número sete. Já os Caldeus, construindo sete enxilharias cúbicas na Torre de Babel, consideravam essa obra mais sagrada que as outras, pois o setenário, desse edifício tinha por fim ligar a Terra ao Céu, porque a divindade se manifestava, aos olhos dos Magos, por intermédio de uma administração universal composta de sete mistérios. Estes departamentos correspondiam aos astros que percorrem a abóbada celeste que eram, naquele tempo, considerados mais ativos que as estrelas fixas: Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Saturno partilhavam do governo do mundo. Personificado pelos poetas, por necessidade de dramatização mitológica, este setenário, em seguida, utilizou-se no espírito dos metafísicos. Em seu conjunto, a Tempo de Baal apareceu, então, como símbolo da Causa Primária imanente, sendo cada um de seus sete planos consagrados a uma das Causas Secundárias, organizadoras do Universo. É a essas causas setenária que se atribui a Obra da Criação, tal como nos aparece nas diversas cosmogonias, das quais a Gnose Hebraica é um espécime particular. Essas causas coordenadoras têm sua consagração nos sete dias da semana, símbolo submúltiplo das sete épocas da Criação, cujo culto remonta, no mínimo, à civilização babilônica. É a essa civilização que devemos, por transmissões sucessivas, as noções misteriosas conservadas, sob forma de ensinamentos secretos, no seio das Escolas Iniciatícas do Ocidente. Os filósofos herméticos distinguiam sete influências distintas, que se manifestam em todo ser organizado, quer se trate do MACROCOSMO (mundo terrestre ou mundos pequenos), representado pelo indivíduo humano, vegetal ou mineral. Impunha-se-lhes uma distinção entre a natureza elementar ou rudimentar, sujeita à lei do quaternário dos elementos (já estudada no grau de Apr∴), uma natureza mais elevada, em conseqüência de um acordo vibratório com as sete notas que formam a gama da harmonia universal. Conhecer estas notas é de importância capital para aquele que aspira iniciar-se na música das esferas que Pitágoras pretendeu ter ouvido. Elas correspondem aos dias da semana que, a despeito das revoluções religiosas, continuam consagrados ao setenário divino concebido há mais de cinco mil anos, pelos sábios da era remota da Verdadeira LUZ.

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Se este setenário procedesse, apenas, dos sete planetas e dos sete metais, conhecidos dos antigos, não teria grande importância para nós, por ter passado a sua época. É, porém, oriundo de uma concepção muito mais elevada, que a emanada de simples observações astronômicas primitivas, ou, mesmo, de uma metalurgia ainda na infância. Vemos, com efeito, que entre os homens de uma mesma raça há, de fato, sete tipos nitidamente caraterizados, quer no físico, quer na moral. Tudo quanto existe é, ao mesmo tempo, único, tríplice e sétuplo. Damos alguns exemplos para clareza do que acabamos de expor. A TRINDADE SETENÁRIA Colocadas em triângulo, três rosetas de seda decoram o Avental dos Mestres. Estas rosetas representam, simbolicamente, três anéis entrelados para formar a trindade, onde se encontra o setenário. Nada mais simples do que esta representação muda, evocadora de conceitos filosóficos, cuja exposição forneceria matéria para uma série de numerosos volumes. Contentar-nos-emos, porém, em dar nesta instrução, apenas, as indicações precisas e concisas, destinadas a guiar os aspirantes ao verdadeiro Mestrado intelectual. 1º - Círculo de ouro - Sol, centro imutável de onde irradia toda a atividade. EspÍrito que anima a matéria – o Enxofre dos alquimistas – Fogo interior, individual. – Elemento gerador de cor rubra; sangue, ação, calor e luz; 2º - Círculo de prata – Lua, astro variável, espelho receptivo de influências; molde prático que determina toda a formação. – Substância passiva, esposa do espírito. – O Mercúrio dos herméticos, veículo da atividade espiritual, que penetra em todas as coisas. – Espaço, cor azul: ar, sentimento, sensibilidade; 3º - Círculo de Bronze ou de Chumbo – Saturno, deus precipitado do céu, que reina sobre o que é pesado, material, - materialidade, positivismo, energia material – Cor amarela, tendente a obscurecer-se, passando ao cinzento e ao negro; arcabouço ou carcassa óssea, base sólida de toda a construção , rocha que fornece pedra bruta, ponto de partida da Grande Obra; 4º - Interferência de 1 e 2. O Filho, nascido da união do Pai e da Mãe. Júpiter, oposto a Saturno, por Ele destronado, corresponde à espiritualidade. É ele que ordena e decide, projetando o raio, a centelha da Vontade. Cor de púrpura ou violeta (complementar da amarela): idealismo, consciência, responsabilidade, auto-direção; 5º - Espaço central, no qual as três cores primitivas se sintetizam na luz branca. Estrela Flamejante, Mercúrio dos Sábios, quintessência, - Éter vivente, sobre o qual tudo age e reflete. Fluído da tração, grande agente do magnetismo; 6º - Domínio da interferência de 2 e 3 – Vênus, a vitalidade, o orvalho gerador dos seres. Cor verde: doçura, ternura, sensibilidade física; 7º - Interferência de 1 e 3 – Atividade material – Marte, necessidade de ação, motricidade que depende e consome a energia vital. Fogo devorador, de cor amarelo-vermelho-es19

carlate, instinto de conservação, egoísmo, ferocidade mas, também, potência inquebrantável de realização. Este setenário, assim esboçado, encontra-se até nos sete pecados capitais, cuja direção se funda em dados iniciaticos. 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) Orgulho, prejudicial quando oriundo de uma vaidade frívola, ligado ao Sol, porque, como ele, ofusca os fracos; Preguiça, proveniente da passividade lunar, entanguecida em inércia abusiva; Avareza, vicio essencial dos saturninos, previdentes e prudentes em excesso.; Guia, própria dos jupiterianos, indivíduos hospitaleiros e generosos, que cuidam muito do próprio eu; Inveja, tormento dos mercurianos , agitados, que jamais se satisfazem e não podem deixar de ambicionar aquilo que não possuem; Luxuria, proveniente do exagero das qualidades de Vênus; Cólera, enfim, que é o defeito de Marte, de que exalta a violência e os transportes. Note-se que 1 se opõe a 6, 2 a 7 e 3 a 4, enquanto 5 a nada se opõe, assegurando o equilíbrio geral.

Se fosse suprimido um só desses pecados capitais, o equilíbrio do mundo material romper-se-ia. Nada demonstra melhor a importância do setenário, tal como o concebem os iniciados. A OCTOADA SOLAR O número oito, que é o dos Kabirim semíticos, encontra-se no emblema babilônico do Sol, cujos raios se repartem numa dupla cruz. Verticais e horizontais estão colocados seus raios rígidos, que se referem ao quaternário dos elementos, em como os efeitos físicos da luz e do calor. Os raios oblíquos indicam, ao contrário, pela ondulação, que estão vivos e como, além disso, são triplos, fazendo alusão ao duodenário (4x3) das divisões da ecliptica, como veremos mais tarde. O Sol era considerado, pelos antigos, como um dos sete agentes coordenadores do mundo, mas se lhe atribuía, por outro lado, uma influência permanente, essencialmente reguladora. É ele que assegura a ordem das estações, e sucessão regular do dia e da noite, de modo que, por extensão, todo o funcionamento normal é considerado como obra sua. O deus-luz tem horror à desordem, que reprime por toda parte. É por isso que ele favorece o raciocínio lúcido, que coordena as idéias, segundo as leis de uma lógica sã. Modera as paixões, a fim de que elas não possam perturbar a serenidade de que ele é o prodigalizador. Intervém até no organismo, quando tudo não funciona normalmente. A medicina foi, por isso, colocada sob a égide do deus regulador, cujo filho, Asclépios ou Esculápio, tem o poder de curar, restabelecendo a harmonia do ritmo vital, tornado discordante pela enfermidade. A virtude solar tende a dissipar todos os males; ela faz penetrar a clareza no entendimento, a paz no espírito e restitui a saúde ao corpo. Sua ação é reparadora, de tal forma que o Sol foi considerado como o grande amigo dos viventes, seu salvador ou Redentor. Nesta qualidade, convém grupar sua irradiação em cruz ou, melhor, em dupla cruz. O Cristianismo imbui-se fortemente dessas idéias antiqüíssimas. Um sol, cujos raios formam oito feixes de luz, decorava o Orador das Lojas do século XVIII. Esse emblema exprimia, com muita propriedade, aquele que vela pela aplicação da lei e deve fazer a luz, no espírito dos Neófitos, sobre os mistérios da iniciação.

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Observemos, ainda, que o nosso algarismo 8 deriva de dois quadrados, superpostos ou se tocando por um dos ângulos. A primeira forma é oriunda da let Het fenícia, que simplificada, tornou-se o nosso H (também oitava letra) e o nosso 8. Ela lembra-nos um quadrado duplo e longo, isto é, um quadrilongo, que representa a Loja ou, mais exatamente, o santuário inviolável do supremo ideal maçônico. Além disso, 8 é o cubo de 2, que pode representar,, graficamente, que mostra a realização da OCTOADA, unidade superior e perfeita, no domínio das três dimensões. Oito torna-se, assim o número da coesão construtiva, fonte da solidez da Grande Obra Maçônica. A ENÉADA OU TRÍPLICE TERNÁRIO Se, numa Loja, oito é o número do Orador e sete o do Mestre que dirige os trabalhos, nove é o número adequado ao Secretário, encarregado do traçado que assegura a continuidade da Obra. Simbolicamente, o traçado executa-se sobre uma prancha dividida em 9 quadros, cuja ordem numérica determina a significação. As três fitas de números correspondem aos graus de aprendiz, Companheiro e Mestre. Referem-se, também, à idéia, à vontade e ao ato. As colunas verticais exprimem, em compensação, a triplicidade, inerente a toda manifestação unitária, na qual distinguem-se, necessariamente, três termos: 1º O SUJEITO, agente, princípio de ação, causa ativa, centro de emanação; 2º O VERBO, atividade, trabalho, emanação radiante; 3º O OBJETO, resultado, obra terminada, ato efetuado. Aplicando-se estas noções gerais a cada um dos termos do tríplice ternário, chega-se às seguintes interpretações: 1) O princípio pensante, centro de emissão do pensa mento; 2) O pensamento, ato, ação de pensar; 3) A idéia, pensamento formulado ou emitido; 4) O princípio volitivo, centro de emissão da vontade; 5) A energia volitiva, a ação de querer; 6) O voto, o desejo, a volição desejada; 7) O princípio ativo, dispondo do poder executivo, diri gente e realizador; 8) A atividade operante; 9) O ato realizado e sua repercussão permanente; a experiência do passado, somente do futuro. Não há palavras capazes de traduzir o que esse agrupamento de números sugere aos iniciados. Isto faz parte dos segredos incomunicáveis . Para não haver confusão entre domínios e categorias, necessária se torna uma concepção clara e bem nítida. É o que se chama, simbolicamente, trabalhar na prancha de desenho ou tábua de traçar.

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A DÉCADA Em hebraico TRADIÇÃO chama-se “QUABBALAH”, e por isso, denomina-se CABALA à filosofia que se transmite, iniciaticamente, de geração em geração. Baseia-se ela sobre as especulações numéricas resumidas na teoria dos SÉPHISDROTH(números) cujo fim é aliar o Relativo ao Absoluto, o Particular ao Universal, o Finito ao Infinito, a Terra ao Céu. Esta união obtém-se por meio da DÉCADA, da qual cada termo recebeu sua denominação característica. 1) Coroa ou Diadema – Unidade, Centro, Princípio de onde tudo dimana e encerra, tudo em potência, em germe ou semente. O Pai, fonte, ponto de partida de toda atividade. Agente pensante e consciente que diz: Ehlveh – eu sou. 2) Sabedoria – Pensamento criador , emanação imediata do Pai, seu primogênito, o Filho, Palavra, Verbo, Logos ou Razão Suprema. 3) Inteligência, Compreensão – Concepção e geração da idéia. [Isis, Virgem-Mãe, que dá a luz à imagem original de todas as coisas. 4) Graça, Misericórdia, Mercê, Grandeza, Magnificência – Bondade criadora, que incita os seres à existência. Poder que dá e espalha a vida. 5) Rigor, Severidade, Punição, Temor, Julgamento – Governo, administração da vida adquirida. Dever, autodomínio moral que reprime, que modera. Discreção, reserva que obriga à restrição. 6) Beleza – Ideal, segundo o qual as coisas tendem a constituírem-se. Sentimento, Desejo, Aspiração, Volição no estado estático. 7) Vitória, Triunfo, Firmeza – Discernimento que dissipa o CAOS, coordena as forças construtoras do mundo, dirige sua aplicação e assegura seu progresso; o G∴A∴D∴U∴. 8) Esplendor, Gloria – Coordenação, Lei, Justiça imanente; Lógica das coisas; encadeamento necessário das causas e dos efeitos. 9) Base, Fundamento, Plano Imaterial - segundo o qual tudo se constrói. Potencialidade latente. Prancheta de traçar. Fantasma preexistente do que deve ser. 10) Reino, Criação - A Pedra da perpétua transformação. Aparência, Fenomenalidade e Matéria, fonte de todas as ilusões e de todas as imposturas. O décimo Séphiro (número) torna a reduzir à unidade os nove precedentes; figura o plano sobre o qual se ergue o portador da Coroa, isto é, o Homem Universal, o Grande Adão espiritual, cujo corpo é assim distribuído entre os Sáphiros (números). Sabedoria, cérebro; Inteligência, garganta, órgãos da palavra; Graça, braço direito; Rigor, braço esquerdo; Beleza, peito, coração; Vitória, perna direita; Esplendor, perna esquerda; Base, órgãos de geração. A DÉCADA SEFIRÓTICA (numérica) é comparável à arvore da vida das antigas cosmogonias, conforme mostra a figura à margem baseada nesta concepção. Os três primeiros números constituem uma tríada intelectual, que se reflete numa Segunda tríada moral ou psíquica, que, por sua vez, é apoiada por uma última tríada dinâmica ou física. A coluna central 1, 6, 9 e 10 é neutra ou andrógina, conciliadora das oposições da direita e da esquerda, isto é, entre 2, 4, 7, a Col∴ J∴, feminina-passiva. A Maçonaria oculta pretende que o Simbolismo concorde com o que a Cabala tem de essencial Sob esse ponto de vista, vamos mostrar a coincidência da árvore da vida e a hierarquia dos Oficiais de uma Loja Maçônica; da árvore dos Séphiroth com a organização e a hierarquia. 22

1 – A Coroa ocupa o lugar do Ven∴ Mestre, dirigindo os trabalhos, que os ramos do Esquadro liga a 2, isto é, à Sabedoria, à razão, - O Orador e a 3, Inteligência, compreensão, que registra, - o Secretário. 4 – Rigor e 5 – Graça, corresponde ao Hospitaleiro. 6 – Beleza, cabe ao M∴ de CCer∴, coordenador de todas as formalidades do ritual. 7 – Vitória, Firmeza e 8 – Esplendor, Ordem, são próprias dos 1º e 2º Vigilantes, enquanto que 9 – Base ou Fundamento refere-se ao Experto, o guarda das Tradições. 10 - Reino, ou mundo profano é o domínio do Ir∴ Cobridor, que vela exteriormente pela segurança dos trabalhos. O NÚMERO ONZE O número onze foi, sempre, considerado particularmente misterioso, talvez porque exprima a reunião de 5 e 6, que são os algarismos do Microcosmo e do Macrocosmo. O verdadeiro iniciado deve concentrar sobre si as energias espalhadas e difusas do ambiente; disporá, assim, de uma potência ilimitada, proveniente das forças invisíveis ou astrais, no sentido iniciático da palavra. O Maçom, que se vota, de todo coração e com toda sua inteligência, à execução do plano do Grande Arquiteto, pode executar um trabalho muito superior aos seus recursos pessoais, porque com ele se mantém solidárias todas as energias que são postas em atividade pela mesma boa vontade. A Cadeia de União é efetiva para todo o adepto sincero que, tendo realizado o equilíbrio (8), recebe na medida da corrente que soube estabelecer, transmitindo-a. Para completar o estudo do número onze, deve-se, além de considerá-lo como a soma de 5 e 6, decompô-lo em 4 e 7, 3 e 8, 2 e 9, 1 e 10, atribuindo a esses números o valor que eles têm no tríplice ternário e na árvore dos números. 4 e 7 fazem ressaltar a potência de 11, de um poder de vontade inquebrantável, fixo e positivo (4), associado ao discernimento que, colocando cada qual em seu lugar, sabe dirigir com tino e mandar, estabelecendo a harmonia (7). 3 e 8 significam a Inteligência (3), unida à boa administração (8). 2 e 9 representam a irradiação da Sabedoria (2), acumulada sobre a prancha de traçar (9). O iniciado prevê, atua e influi sobre tudo o que deve acontecer; daí, seus poder irresistível. 1 e 10 nos mostram, enfim, a síntese da década. Restabelecida a Unidade, o Todo presta-se à execução das maravilhas da “cousa única”, de que trata a Tábua de Esmeralda de Hermes Trimegista. Por outras palavras: “Penetremos até o centro e tudo nos obedecerá”. O DUODENÁRIO Doze corresponde à divisão mais antiga e mais natural do círculo, dada por dois diâmetros que se cortam em ângulos retos e por quatro arcos, do mesmo raio que o da circunferência, traçados tomando-se como centro os extremos da cruz. Exata divisão é aplicada ao Céu, onde determina doze espaços iguais, que o Sol percorre, regularmente, em sua trajetória anual aparente, em torno da terra.

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As Constelações, que coincidiram, outrora com estes espaços, lhes deram seus nomes, tirados de animais ou de seres animados. Assim, formou-se o duodenário zodiacal cujo simbolismo é de máxima importância, porque o ano se torna o protótipo de todos os ciclos emblematizando tanto as fases da vida humana como as da Iniciação. Nos mistérios de Céres, o Iniciado partilhava de fato, dos destinos da semente confiada ao solo. Como esta, ele deveria sofrer a influência solar para desenvolver-se e frutificar, depois do que tornava a passar por esse encadeamento de transformações de que resulta o ciclo da vida. Cada Signo do zodíaco, sob este ponto de vista, significação particular, que será compreendida depois de algumas indicações gerais sobre o simbolismo dos doze signos. Esta figura resume velhas concepções sobre o zodíaco, cujos signos têm estreita ligação com o Sol como tendo morada no Leão e a Lua no Câncer. Os outros domínios ou esferas de influência dividem-se do modo seguinte. Mercúrio Gêmeos Virgem Vênus Touro Balança Marte Áries Escorpião Júpiter Peixes Sagitário Saturno Aquário Capricórnio Por outro lado, cada signo participa da natureza de um dos quatro elementos, donde a seguinte classificação: Fogo Áries Leão Sagitário Terra Touro Virgem Capricórnio Ar Gêmeos Balança Aquário Água Câncer Escorpião Peixes Cada signo é, deste modo, caracterizado por um Planeta e por um elemento. Vejamos, agora o que se infere destes dados em relação à iniciação. Os doze Pentaclos seguintes, unindo o Elemento e o Planeta ao Signo, elucidarão: I – ARIES - FOGO - MARTE. Trata-se do fogo construtivo interior, estimulando o crescimento e o desenvolvimento. Entorpecido pelo inverno, desperta na primavera, fazendo germinar a semente e provocando a eclosão. Representa a iniciativa individual, que se desenvolve sob o impulso de uma influência exterior, como a energia encerrada no germe entra em função sob ação do Sol. Símbolo - O ardor iniciático conduzido à procura da Iniciação. II – TOURO – TERRA - VÊNUS. A matéria respectiva , na qual se efetua a fecundação. Elaboração anterior. Símbolo – O Recipiendário, judiciosamente preparado, foi admitido às provas. III – GÊMEOS – Ar - Mercúrio. Os filhos da terra fecundada pelo Fogo. O duplo Mercúrio dos alquimistas, simbolizado por duas cabeça. Vitalidade construtiva. Sublimação da matéria na flor que murcha. Símbolo – O Neófito recebe a Luz.

IV – CANCÊR – ÁGUA – LUA . 24

A seiva intumesce as formas que atingem a plenitude. A vegetação é luxuriante. É a estação das folhas, das ervas e dos legumes, mas os cereais e os frutos então, ainda verdes. Dias longos esplendentes de luz. Símbolo – O iniciado, instrui – se, assimilando os ensinamentos iniciáticos. V – LEÃO – FOGO - SOL. Terminada a ação construtora do ardor interior de Áries, o Fogo exterior intervém para ressecar e matar toda a constituição aquosa, cozendo e amadurecendo o invólucro dos germes. A Razão implacável exerce sua crítica severa sobre todas as noções recebidas. Símbolo – O iniciado julga, por si próprio e com severidade, as idéias que puderam seduzilo. VI – VIRGEM – TERRA - MERCÚRIO. A substancia fecundada, esposa virginal do Fogo fecundado, dá a luz e recupera sua virgindade. A colheita está madura; o calor é menos tórrido. Símbolo – Tendo feito sua escolha, o Iniciado reúne os materiais da construção para desbastá-los e talhá-los, segundo o seu destino. VII – BALANÇA – AR - VÊNUS. Equilíbrio das forças construtivas e destrutivas. Maturidade: o fruto no máximo de seu sabor. Símbolo – O Companheiro em estado de desenvolver seu máximo de atividade, utilmente empregada. VIII – ESCORPIÃO – ÁGUA - MARTE. A massa aquosa fermenta. Os elementos de construção vital dissociam-se, atraídos por novas combinações. Desorganização revolucionária. O Sol precipita sua queda para outro hemisfério. Símbolo – Conluio dos maus companheiros. Hiram é ferido de morte. IX – SAGITÁRIO - FOGO - JÚPITER. O espírito animador destaca-se do cadáver e paira nas alturas. A natureza toma um aspecto desolador. Símbolo – Os obreiros abandonados, sem direção; lamentam-se e dispersam-se à procura do corpo do Mestre assassinado. X - CAPRICÓRNIO - TERRA - SATURNO. Nada mais vive; a substância terrestre está inerte, passiva, mas é, ainda, fecundável. Símbolo – Descobre-se o túmulo de Hiram. XI – AQUÁRIO – AR - SATURNO . Os elementos construtivos reconstituem-se na terra adormecida, mas em preparo de novos esforços geradores; ela satura-se de dinamismo vitalizante. Símbolo – O cadáver de Hiram é desenterrado e forma-se a cadeia para ressuscitá-lo. XII – PEIXES – ÁGUA – JÚPITER . O gelo quebra-se; a neve funde-se, impregnando o solo de fluídos próprios a serem vitalizados. Os dias dilatam-se rapidamente; o reino da Luz impera. Símbolo – Hiram é levantado, torna a si; a Palavra Perdida é encontrada.

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FIM Bibliografia: Liturgia e Ritualística do grau de Mestre Maçom – José Castellani Rituais e Livro de Theobaldo Varolli Filho. Manual de Dinâmica Ritualística 1º Grau. Ritual do 3º grau de 2001∴ Ritual do 3º grau de 2002 ? Outras fontes.

TERCEIRO GRAU

Algumas considerações sobre o Grau de Mestre 09 de junho de 2004 – E∴ V∴

Álvaro Gomes dos Santos Ex Gr∴ Secr∴ Geral de Orient∴ Ritualistica do GOB.

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