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Cancer de próstata revisão

Cancer de próstata revisão

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Uma observação importante deriva dos estudos dos níveis séricos do PSA de acordo
com a faixa etária em indivíduos sem evidência de câncer de próstata. Há grande variação
entre os limites da normalidade do PSA de acordo com a década de vida. Esta variação
abrange limites superiores da normalidade de 2,5, 3,5, 4,5 e 6,5 ng/ml respectivamente para
indivíduos com idade entre 40 - 49, 50 – 59, 60 – 69 e 70 – 79 anos de idade (Oesterling et al.,
1993a

). O uso do PSA ajustado à idade objetiva aumentar a sensibilidade da detecção do
câncer nas camadas mais jovens da população e aumentar a especificidade nas mais idosas.

A concentração do PSA aumenta anualmente após os 40 anos e este aumento ocorre
em alta velocidade no homem idoso. Oesterling e colaboradores (1993a

), demonstraram que o
PSA aumenta aproximadamente 3,2% no homem idoso acima de 60 anos sem câncer da
próstata. A referencia específica do valor da idade tem sido proposto com um meio de
aumentar a sensibilidade e especificidade no rastreamento populacional do câncer da próstata
quando é dosado o PSA sérico. Há grande variação entre os limites da normalidade do PSA de
acordo com a década de vida. Esta variação abrange limites superiores da normalidade de 2,5
ng/ml para indivíduos entre 40 a 49 anos de idade e aumenta progressivamente para 6, ng/ml
para indivíduos entre 70 e 79 anos (Oesterling, et al., 1993a

). Portanto, novas estratégias de
rastreamento populacional devem ser testadas com valores apropriados de referência do PSA
de acordo com a idade. Por exemplo, um paciente com 45 anos e PSA = 3,0 ng/ml deveria ser
submetido à biópsia, ao passo que outro indivíduo de 72 anos com PSA = 6,0 ng/ml poderia
ser observado (Cerri et al., 1996).

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Novas estratégias de rastreamento populacional devem ser testadas com valores
apropriados de referência do PSA de acordo com a idade. As explicações para estas diferenças
etárias são basicamente duas: em primeiro lugar, pacientes com idade mais avançada teriam
mais hiperplasia benigna e glândulas com volumes maiores; em segundo lugar, pacientes
mais idosos teriam, maior freqüência de prostatites crônicas e agudas, isquemias ou infartos
prostáticos, ou de cânceres microscópicos não detectáveis através dos métodos disponíveis
atualmente. Seriam também mais susceptíveis a alterações na barreira fisiológicas que
mantêm o PSA no sistema ductal da próstata (membrana basal dos ácinos prostáticos, células
basais, estroma prostático, membrana basal do endotélio capilar) (Carvalhal, 1999).

Dados de patologia indicam que cerca de 30 a 35% dos pacientes submetidos à
prostatectomia radical por câncer de próstata apresentam PSA na faixa normal (até 4,0 ng/ml).
O uso do PSA ajustado à idade permitiria diagnosticar vários desses tumores em pacientes
mais jovens, com próstatas relativamente pequenas. Estudando os registro de 4.597
prostatectomias realizadas em pacientes com idades entre 38-76 anos na Mayo Clinic e no
Johns Hopkins Hospital nos Estados Unidos, Partin e colaboradores (1996) determinam que,
utilizando-se o PSA ajustado à idade, aumenta o potencial de diagnóstico de CaP em 18% em
homens jovens e diminui a detecção de CaP em homens idosos em 22%, quando comparado
com a referencia padrão do PSA de 4 ng/ml. Empregando-se o PSA ajustado à idade deixam
de ser diagnosticados CaP em homens mais idosos, mas a maioria deles são tumores bem-
diferenciados, cujo crescimento possivelmente não causa impacto em homens com menor
expectativa de vida. Eliminam-se, ainda grande número de biópsias desnecessária (Carvalhal
et al., 1999). A estratégia do uso do PSA ajustado à idade resulta em uma baixa
especificidade e alta sensibilidade para o homem jovem, havendo uma permuta para o
homem mais velho em uma baixa sensibilidade e alta especificidade (Catalona et al., 1994b

).

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