Anatomia Sistêmica

2009

Atualizada, revista e ampliada

Professor Dr. Nader Wafae Titular de Anatomia Descritiva e Topográfica por Concurso Público Especialista pela Escola Paulista de Medicina Doutor pela Escola Paulista de Medicina Livre Docente Pela Universidade Federal de São Paulo

Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. Nader Wafae. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor.

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Índice Orientações sobre o Curso de Anatomia. Bibliografia. Normas. Introdução ao Estudo da Anatomia Descritiva: conceito, divisão, métodos de estudo, posição anatômica, terminologia anatômica, planos e eixos. Tipos Constitucionais. Normal e Variação. Fatores Gerais de Variações Princípios Gerais de Construção do Corpo Humano História da Anatomia Aparelho Locomotor: Sistema ósseo Aparelho Locomotor: Sistema Articular Aparelho Locomotor: Sistema Muscular Sistema Circulatório: Funções. Composição. Circulações Sistema Circulatório: Coração Sistema Circulatório: Artérias Sistema Circulatório: Veias Sistema Circulatório: Linfáticos Sistema Circulatório: Vascularização do Coração Sistema Circulatório: Complexo Estimulante Sistema Circulatório: Fatores Biodinâmicos das Circulações Venosa e Linfática Sistema Respiratório Sistema Respiratório: Mecânica Respiratória Sistema Digestório Sistema Digestório: Glândulas anexas Peritônio Sistema Urinário Sistema Genital Feminino Glândula mamária Sistema Genital Masculino Bulbo do olho Orelhas Tegumento Comum Sistema Endócrino Soalho da pelve

3 5 9 10 11 15 38 45 74 75 83 95 106 110 112 115 125 134 138 145 148 156 161 166 167 174 177 181 186 194

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ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A DISCIPLINA DE ANATOMIA Normas Avental Nas aulas práticas de laboratório é obrigatório o uso de avental, branco, longo, manga comprida. Esta exigência longe de ser autoritária é uma providência primordial de higiene, limpeza, prevenção e de proteção a saúde do aluno e de seus familiares. A sua utilidade é tão grande que caracteriza a figura do médico. Respeito para com as peças de estudo Nossas peças de laboratório, em sua grande maioria, são de seres humanos que em vida, muitas vezes, apresentaram incertezas, indefinições, infortúnios e até mesmo se tornaram um ônus para a sociedade, mas ao morrerem e seus corpos serem utilizados para estudo se redimiram totalmente da indigência oferecendo-se para a nobre missão de salvar outras vidas através do ensino e da pesquisa, são dignos, portanto, de todo o nosso respeito e nossa gratidão. Segundo o professor Renato Locchi, “A anatomia é uma disciplina informativa na medida que fornece novos conhecimentos que serão de essencial aplicação na atividade profissional. É normativa na medida que impõe a disciplina de estudo e a metodologia e precisão de linguagem. É principalmente estético-moral, pela natureza do material de estudo, o cadáver. Essencialmente, porém, lição de ética e de humildade.” Inicia, assim, desde o primeiro ano o respeito pelo ser humano que deverá caracterizar as atitudes do médico. Desta forma, não será admitido qualquer tipo de atitude de desrespeito com material humano de estudo. Luva cirúrgica Embora nosso material não ofereça risco evidente de contaminação é importante que o aluno manuseie as peças com luvas cirúrgicas principalmente para proteger suas mãos da ação de substâncias químicas. Atualmente, estão disponíveis no mercado as luvas descartáveis para procedimentos acondicionadas em caixas. Manuseio das peças Preserve as peças anatômicas com muito cuidado, já que, por serem humanas são difíceis de obter e renovar. A qualidade do nosso ensino depende do cuidado que você tiver ao estudar nessas peças. Não arranque, não puxe, não fure. Preserve-as. Gerais Por determinação da justiça não é permitido levar material cadavérico (ossos, órgãos, etc.) para estudo fora do laboratório da Faculdade (residência, biblioteca, etc.) os infratores estão sujeitos às penas da lei. Da mesma forma não é permitido fotografar ou filmar as peças a não ser para trabalhos científicos ou preparação de aulas.

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Editora manole 1ª Ed. Sobotta Atlas de Aanatomia Humana – 22ª ed..4ª ed. Yokochi. 2ª ed. 2006. Editora Manole. A presença do aluno às aulas práticas é registrada em todos os dias do curso. 5. .Anatomia Orientada para a Clínica . 6ª ed. H. Anatomia Humana. J. N.Drake RL.Rohen.Machado.Martin J. A.Jensen J. Editora Artes Médicas 4. Atlas de Anatomia Humana. Livro texto 1.Mc Graw Hill.Putz R. esteja absolutamente convicto de ter respondido a chamada ou assinado a lista de presença no mesmo período em que é feita ou passada.Van de Graaff.Fleckenstein P. Pabst R.Atheneu 2. C. (e aulas teórico-práticas se o professor estiver expondo matéria) e nas provas os proprietários de telefones celulares são obrigados a desligar seus aparelhos para não perturbar a aula. A. 4 . 2006.Netter. 6ª ed. Nader Wafae. F. 2. Guanabara Koogan Neuroanatomia 1. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor. E. Neuroanatomy – 3ª ed . Vogl AW e outros.Tillmann B. .Anatomia Humana. Anatomia em Diagnóstico por imagem.Telefones celulares durante as aulas Durante as aulas teóricas.M. Guanabara Koogan. Editora Manole. Gray’s Atlas de Anatomia – Elsevier.2ª ed. 2003. Lütjen-Drecoll. Neuroanatomia funcional . W. Atlas de anatomia humana. Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. 3.D. e em respeito ao professor. Ed Manole. Atlas Fotográfico de Anatomia Sistêmica e Regional.. Bibliografia Atlas 1. K. H. L & Dalley. 2.Moore. Tranum. . K. Anatomia da imagem 1. Não serão possíveis correções posteriores.

palpação e ausculta para a anatomia de superfície. veias e linfáticos). sob vários enfoques e com a utilização de vários métodos de estudo. ex.estuda as estruturas através de suas imagens projetadas por meios físicos.significa em partes e tome quer dizer . É importante no exame físico do paciente e na cirurgia. mamífero etc.estuda as particularidades das estruturas no corpo de crianças.  Topográfica ou regional . ana . originaram-se as várias divisões da anatomia.em partes e secare . ultra-sonografia. comparar o coração de peixe. ex. métodos de estudo próprios orientados para a sua especialidade. assim temos a dissecação para a anatomia topográfica. tomográficos e de ressonância magnética na anatomia da imagem.estuda as estruturas que contribuem para uma função comum e que são reunidas em sistemas ex. atualmente anatomia é o nome da ciência e dissecar o seu principal método de estudo. filmes radiográficos. e peças isoladas de diferentes espécies animais na anatomia comparada. É importante no diagnostico de enfermidades. mesmo que pertencentes a sistemas diferentes. Nader Wafae Anatomia Conceito É a ciência que estuda a constituição. comumente. ex.  Mais recentemente estão se desenvolvendo a anatomia em cortes subsídio para tomografias e para ressonância magnética e anatomia geriátrica Métodos de estudo Cada uma dessas divisões utiliza.  Comparada . Em tempos passados anatomizar e dissecar eram sinônimos. as peças 5 .cortar.  Sistêmica ou descritiva . pescoço. sistema circulatório (coração. Importante para a genética e embriologia. o Etimologia A palavra Anatomia é de origem grega. É importante no exame físico do paciente.  De superfície .estuda as estruturas próximas situadas numa determinada região do corpo. Para conservar e evitar a decomposição.INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA DESCRITIVA Professor Dr. a conformação. tomada de pressão arterial e pulsação. desenvolvimento e vários aspectos funcionais do ser organizado.cortar. enfim tem enorme aplicação para todos os profissionais que trabalham em saúde. Importante em pediatria e cirurgia pediátrica. Divisão O ser organizado pode ser estudado de várias maneiras. Assim sendo. batráquio. radiografia. artérias. o correspondente em latim é dissecar na qual dis .estuda uma mesma estrutura em diferentes espécies animais. a inspeção.procura identificar as estruturas anatômicas através da pele. aplicação de injeções.  Pediátrica .  Imagem .

pelas distâncias que os separavam. Mas o principal método de estudo em anatomia é sem dúvida.Suíça. e os planos e eixos do corpo humano. Posição anatômica Por convenção é a posição em que se coloca o corpo humano com a finalidade de padronizar as descrições a terminologia e as relações de suas estruturas. membros superiores pendentes lateralmente ao corpo. Terminologia anatômica É uma tendência natural do ser humano dar nomes as coisas para facilitar a comunicação entre as pessoas. Nas peças de sistema nervoso. no final do século XIX. dos Congressos. A primeira tentativa concreta de simplificação da nomenclatura ocorreu em 1895. a anatomia é uma ciência normativa isto é. cabeça voltada para frente. membros inferiores justapostos com os calcanhares ligeiramente afastados e os dedos dos pés para frente. Normas de padronização para estudo e descrições do corpo humano. a escola anatômica de uma localidade homenageava um eminente anatomista dando seu nome a uma estrutura julgando que ele tinha sido o primeiro a descrevê-la e no entanto. temos: a posição anatômica. As vezes. o mesmo ocorria em outra cidade a respeito da mesma estrutura. das publicações científicas. determinadas estruturas recebiam nomes e descrições diferentes nas diferentes escolas anatômicas da época. Como em determinado momento histórico a anatomia se desenvolveu em centros universitários situados em cidades isoladas umas das outras. Assim sendo. e dos intercâmbios entre as Escolas Anatômicas. A relação que resultou dessa reunião chamou-se Basle Nomina Anatomica mais conhecida por BNA. Indivíduo ereto.000 estruturas do corpo humano (cada estrutura tinha em média 10 nomes). Lançada pelos alemães esse esforço de unificação se foi bem sucedido em países de influência 6 .000 nomes para designar apenas as 5. a terminologia anatômica. durante o encontro de anatomistas de vários países europeus na cidade da Basiléia .anatômicas são fixadas em formol e conservadas em formol e fenol ou em glicerina e para facilitar o estudo podemos injetar as estruturas tubulares como artérias e veias com substâncias plásticas coloridas. Nas radiografias podemos utilizar meios de contraste para expor órgãos com densidades semelhantes. que existiam 50. a dissecação. Desta forma. pela diversidade de línguas iam sendo superados através do progresso tecnológico. olhar no horizonte. Como já foi exposto. em cortes. palmas das mãos voltadas para frente. pelos meios de transporte. A medida que as dificuldades de comunicações representadas pelas distâncias. pela lentidão dos meios de transporte e pelas diferenças de idiomas. as comunicações entre os pesquisadores eram difíceis. determina normas que devem ser seguidas pelos profissionais da área da saúde para que haja uma padronização universal de comunicação e de descrições. usamos métodos de coloração que mostram as diferenças entre substância branca e substância cinzenta. constatou-se.

também chamado cranial. também chamado dorsal ou frontal posterior.a língua oficial é o latim (a tradução é permitida) deve ser curto. Critérios históricos: a grande maioria dos termos anatômicos são de origem grega e latina..pronador redondo). ou coronal anterior. Em 1939 com a deflagração da segunda guerra mundial o assunto foi relegado. pela função (supinador. também chamado podálico. o entendimento e o aprendizado nas descrições dos órgãos e dos sistemas. 2) Plano posterior: é vertical passando pelas costas do corpo. podemos imaginar o corpo humano contido no interior de um paralelepípedo ou de retângulo. Assim fazendo.mistos (função e forma . não conseguiu unanimidade entre franceses e ingleses.científica alemã. estribo). tracemos planos rentes às suas superfícies em todos os seus lados. Estes últimos. Alemanha em 1935 com a Nomenclatura Anatômica de Yena (YNA). em 1933. Princípios normativos: que devem orientar a nomenclatura de cada estrutura: ter um só nome . pelo número de partes (bíceps braquial). além da posição anatômica e da terminologia anatômica foram traçados planos e eixos convencionais ao longo do corpo humano que permitiram essa importante uniformidade descritiva. Com o corpo humano em posição anatômica. lançariam uma revisão denominada Birmingham Revision (BR). ou coronal posterior. Finalmente a reunião decisiva e concreta realizou-se durante o VI Congresso de Anatomia na cidade de Paris em 1955 ocasião em que foi aprovada a PNA. pela posição (subclávio). também chamado ventral ou frontal anterior. junção de critérios .adotar nomes semelhantes para estruturas vizinhas. 7 . Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos frontais ou coronais. 3) Plano superior: é horizontal passando rente ao couro cabeludo. pelos locais de fixação (coracobraquial). onde tornam-se evidentes os 6 planos de referências: 1) Plano anterior: é vertical passando pela frente do corpo. Sendo editada em língua portuguesa em 2001 e será a que adotaremos em nosso curso. 4) Plano inferior: é horizontal passando pela planta do pé. flexor dos dedos). mas ainda desta vez não se conseguiu a pretendida globalização. simples e fácil de memorizar . sendo que os critérios mais usados para dar nomes às estruturas foram: pela forma (deltóide. Nomenclatura Anatômica de Paris que apesar de algumas modificações introduzidas nos Congressos de Anatomia subseqüentes é a nomenclatura atualmente adotada universalmente. Ela foi ratificada na cidade de São Paulo em 1997 pela Comissão Federativa da Terminologia Anatômica. Planos e eixos do corpo humano A fim de padronizar a comunicação. Nova tentativa de unificação e simplificação dos termos verificou-se por iniciativa dos alemães na cidade de Yena. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados transversais.não usar epônimos (nomes de pessoas) .

de terminologia e dos planos e eixos podemos entender os termos de posição mais usados em anatomia: Medial = mais próximo do plano sagital mediano Lateral = mais afastado do plano sagital mediano Mediano = situado ao longo do plano sagital mediano Intermédio = entre uma estrutura lateral e uma estrutura medial Superior = mais próximo do plano transversal superior Inferior = mais próximo do plano transversal inferior Anterior = mais próximo do plano frontal anterior Posterior = mais próximo do plano frontal posterior Interno = no interior de uma cavidade Externo = no exterior de uma cavidade Proximal = mais próximo da raiz (origem) do membro Distal = mais afastado da raiz (origem) do membro Médio = entre proximal e distal. 8 . Unindo-se os dois pontos que ocupam os centros de planos paralelos obtemos 3 eixos. Todos os eixos paralelos a ele são ditos longitudinais em qualquer parte. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos sagitais. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo. Todos os eixos paralelos a ele são ditos sagitais em qualquer parte. O plano sagital que passa exatamente pelo meio do corpo dividindo-o em duas metades direita e esquerda chama-se plano sagital mediano. Termos de posição Amparados por normas anatômicas padronizadas: de posição. órgão ou articulação do corpo .5) Plano lateral direito: é vertical tangencial ao lado direito do corpo. Esses eixos podem ser transferidos para qualquer parte do corpo desde que sua orientação seja mantida. 6 Plano lateral esquerdo: é vertical tangencial ao lado esquerdo do corpo. 1) Eixo sagital: é o eixo que une o centro do plano frontal anterior ao centro do plano frontal posterior. Todos os eixos paralelos a ele são ditos transversais em qualquer parte. 3) Eixo transversal: é o eixo que une o centro do plano lateral direito ao centro do plano lateral esquerdo. É homopolar pois em suas extremidades temos porções semelhantes do corpo. órgão ou articulação do corpo. 2) Eixo longitudinal: é o eixo que une o centro do plano transversal superior ao centro do plano transversal inferior. ou entre superior e inferior Cranial ou cefálico = mais próximo do plano transversal superior Podálico ou caudal = mais próximo do plano transversal inferior Superficial = externamente à fáscia muscular (tecido conjuntivo que envolve os músculos) ou mais próximo da superfície do corpo Profundo = internamente à fáscia muscular ou mais afastado da superfície do corpo. órgão ou articulação do corpo. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo.

Em geral. (ex. Uma estrutura é normal em anatomia quando sua apresentação é a mais freqüente e está apta para a função. que passaremos a expor. o tamanho do tronco predomina em relação aos membros. em alguns indivíduos. Individuais são aquelas que aparecem em determinadas pessoas não estando relacionadas com os fatores gerais que predispõem o aparecimento de variações. cirurgias. Condicionadas são aquelas que aparecem influenciadas pelos fatores gerais de variação. geralmente. tórax achatado ântero-posteriormente.Tipos constitucionais Os indivíduos humanos apresentam. Fatores Gerais de Variação O aparecimento de variações (estruturas pouco freqüentes. durante o desenvolvimento. anencefalia). e que são 3: longilíneo. endócrinas e ambientais conciliando genótipos e fenótipos. a presença do timo em crianças e a sua regressão nos adultos condicionam um rearranjo das estruturas (vasos. são baixos e obesos. o tamanho dos membros predomina em relação ao tronco. ex. no conjunto tornam a vida impossível (ex. são altos e magros. feixes musculares supranumerários). mas não necessariamente. diferenças físicas em sua conformação. várias e graves anomalias que. Mas a diferente disposição da tela subcutânea. variação e anomalia em anatomia  Conceito de normal: é um conceito estatístico e funcional. As variações podem ser individuais e condicionadas.  Conceito de variação: uma estrutura é considerada variação quando sua apresentação não é a mais freqüente na população mas está apta para a função. modificações ósseas no idoso podem contribuir para o aparecimento de variações.  Mediolíneo: características intermediárias entre os dois tipos anteriores.  Brevilíneo: apresenta pescoço curto. Principais características :  Longilíneo: apresenta pescoço longo. existe predominância do abdome sobre o tórax. nervos) entre o pescoço e o tórax. mas não necessariamente. em geral. tórax cilíndrico. favorecer o aparecimento de variações em estruturas 9 . mas aptas para a função) no ser humano é de grande aplicação na atuação profissional principalmente no exame físico dos pacientes. processos invasivos de diagnóstico e de tratamento.  Conceito de anomalia: é a estrutura pouco freqüente e não está apta para a função (ex. dedos e costelas supranumerários). brevilíneo e mediolíneo. Em geral. Conceitos de normal. de causas hereditárias. a presença de genitais diferentes podem. existe predominância do tórax sobre o abdome. resultando naquilo que denominamos de tipos constitucionais ou biótipos.  Conceito de monstruosidade: é a estrutura que apresenta. Pertence a outro campo de estudo chamado Teratologia.  Idade: modificações anatômicas influenciadas pela idade.  Sexo: Não são consideradas as diferenças oriundas do evidente dimorfismo sexual (caracteres sexuais primários e secundários).

Biótipo: a forma de determinados órgãos pode estar relacionada ao biótipo ex. aparentemente simétricas externamente mas de evidente assimetria interna. as evidentes diferenças anatômicas entre as pelves dos dois sexos podem condicionar diferenças de trajeto de nervos e de vasos. o conjunto dos ossos (sistema). o que pode condicionar diferenças em outras estruturas próximas. exemplo: músculo piramidal na parede abdominal é mais freqüente em brancos. podem surgir novas adaptações anatomofuncionais. São freqüentes as publicações científicas comparando povos que vivem em regiões diferentes. mais saliente nos homens. altitude. caucasianos.. o tubo anterior é maior contém as vísceras daí o nome paquímero ventral ou visceral. tecido ósseo (tecido). 10 . osso (órgão). pulmões. Evolução: diante de sucessivas mudanças na civilização. exemplos osteócito (célula). a margem supra-orbital apresentou muitas diferenças. colo sigmóide etc. Meio ambiente: clima. o nervo laríngeo recorrente no pescoço apresenta diferenças de trajeto nos dois lados. Paquimeria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído ântero-posteriormente por dois tubos contíguos chamados paquímeros. Lado: podem aparecer diferenças de trajeto de algumas estruturas em função do lado ex. a reunião de tecidos diferentes forma um órgão. podem também ser condicionantes de variações. pe. o conjunto de órgãos afins chama-se sistema e a reunião de sistemas afins forma um aparelho. alimentação. pode sofrer modificações pela mudança dos hábitos alimentares. ossos. costelas. o pescoço curto dos brevilíneos pode condicionar diferenças de situação e trajeto em estrutura anatômicas. latitude etc. exemplo: a proeminência laríngea. Princípios gerais de construção do corpo humano Célula é a unidade anatomofuncional do ser vivo. esquimós. fígado. exemplos: índios. uma reunião de células semelhantes constitui um tecido. A evidente assimetria interna é comprovada pela situação do coração. negros e amarelos podem apresentar variações relacionadas ao seu grupo étnico. ex. estômago em J dos longilíneos. a mandíbula. o tubo posterior é menor contem o sistema nervoso central daí o nome paquímero dorsal ou neural. articulações e músculos esqueléticos (aparelho) O corpo humano apresenta alguns princípios de construção que constituem verdadeiras normas gerais observadas na formação de seus diversos componentes. Metameria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído pela superposição de segmentos transversais semelhantes chamados metâmeros. vértebras.     que habitualmente são semelhantes de ambos os sexos. Antimeria: é o princípio pelo qual o corpo humano é constituído por duas metades chamadas antímeros. Grupo étnico: brancos. A aparente simetria externa pode ser avaliada observando separadamente as duas metades de uma fotografia da face.

Este médico reconhecia que para atender melhor os doentes necessitava conhecer a constituição do corpo humano.Preparação de múmias na qual se indicava a retirada das vísceras para se evitar a decomposição.Utilização de armaduras e escudos para proteger determinados locais do corpo considerados vitais. inicialmente. mas nessa fase. Nader Wafae Preliminarmente. ou pré-científica ou da anatomia fortuita Nesta fase. 3. 2ª fase: História ou científica Cuja característica essencial consistia na identificação dos órgãos. para se defender dos ataques inimigos. As dúvidas sobre a existência de Asclépio enquanto ser humano fez com que alguns autores marcassem o início desse período pelas descrições anatômicas contidas na Ilíada de Homero (século VIII a. Para sobreviver. Nesse período destacaram-se: 11 .religiosos. b. Dr.Estratificação: é o princípio de construção pelo qual o corpo humano (e seus órgãos) é constituído pela superposição de camadas de tecidos. c. para a qual o conhecimento da constituição do corpo do animal era importante para a caça bem sucedida. Estes objetivos foram comprovados por: a. esclarecer ou melhorar conhecimentos. Segmentação: é o princípio observado em muitos órgãos do corpo humano pelo qual um órgão é subdivido em partes chamados segmentos dotadas de certa autonomia anatômica e funcional. desenvolver. devemos dividir a História da Anatomia em duas fases: 1ª fase: Pré-história. esse processo de identificação de órgãos vitais não tinha o interesse em adquirir.a sobrevivência através do consumo de carne animal. História da Anatomia Prof.que se estenderia até a morte do imperador Alexandre Magno (323 AC). as relações ou identificações de estruturas anatômicas não visavam o conhecimento já que tinham três objetivos básicos: 1. Período Grego A história da anatomia ou fase científica se inicia na Grécia com o trabalho de atendimento aos doentes desenvolvido por Asclepio no século XIV AC.Desenhos rupestres encontrados em cavernas (Pindal -Espanha) representando o animal que deverá ser abatido para servir de alimento com flecha ou lança apontando o lugar ideal para sacrificar o animal com maior sucesso. Iniciava-se assim o primeiro período da fase científica – o período grego .C).a proteção do seu próprio corpo. para relacioná-los com doenças visando o tratamento e mais tarde também para o aprimoramento do conhecimento científico. 2 . na preparação do corpo para a vida futura em que acreditavam. para se defender ou atacar e para preservar o corpo após a morte utilizava-se a anatomia.

De fato. Muito mais por sua genialidade e interesse pessoal do que pelo apoio Institucional . zoologia e da anatomia comparada.Claudio Galeno. Período Alexandrino Com a morte de Alexandre Magno. O império é dividido entre seus generais que não tinham o mesmo interesse científico do imperador. Empedocles (500-430 AC) relaciona os princípios da natureza: ar. água e fogo com os humores do corpo (bile (baço). o incêndio parcial da Biblioteca de Alexandria com 400. guerras e cobranças de impostos não impulsionaram a ciência.Alcmeon (500 AC) – escreve a primeira obra anatômica conhecida. já conhecia os linfáticos e dos órgãos dos sentidos. Erasistrato (310-250) dedica-se mais a fisiologia da qual é fundador. De 100 DC até o declínio do império romano no século V. Nesse período destacaram-se: Herofilo (330 – 270 AC) a quem é permitido realizar a primeira dissecação em cadáver humano. A única nódoa e crítica que se faz a este período é a prática da vivisecção (dissecação em organismos vivos) em condenados com a justificativa de ver os órgãos em funcionamento Marino é o último nome importante deste período. reformula a escola e é chamado de restaurador da anatomia. apenas um grande nome despontou nesse período. dando os nomes: aorta e carótida. estuda o coração e os grandes vasos. porém. e já demonstra um esboço da pequena circulação. a censura imposta. oferecem boa descrição dos ossos. fleuma (pulmões) etc. Suas obras: Corpus hipocraticus e Da natureza do homem. a não ser um deles. muitos aspectos do sistema vascular. era uma relação de nomes de estruturas anatômicas. Hipocrates (460-377 AC) é o pai da medicina. A conquista do Egito pelos romanos. o general Ptolomeu. demonstrou grande interesse em desenvolver a ciência e deu início ao segundo período da era científica – o período alexandrino que vai de 300 AC a 100 DC. os imperadores romanos tendo mais interesse em conquistas. terra. mas ele não distinguia bem os músculos e confundia ligamentos com tendões. é o fundador da escola alexandrina. Período Romano Um dos períodos mais longos e mais pobres para a anatomia. já conhecia algumas glândulas e estruturas do sistema nervoso. sangue (fígado). Descreve as cavidades cardíacas.) e com doenças lançando a teoria dos humores. Distingue os nervos dos tendões e dos ligamentos . Destaca-se mais como médico do que como anatomista. amplia o conhecimento das vísceras em geral e dá o nome de duodeno à primeira porção do intestino. sabe diferenciar artérias das veias. como os demais cientistas da época acreditava que nas artérias circulava o ar que respiramos. apesar das dificuldades 12 . Este general.000 volumes e provavelmente o desinteresse dos imperadores com a ciência fazem a Escola Anatômica de Alexandria entrar em decadência. Descreve grande parte do sistema nervoso central. Aristoteles (384-322 AC) criador da biologia. é quem denomina as valvas tricúspide e as sigmóideas. partes do sistema digestório e do respiratório (traquéia e brônquios). principalmente nomes dos ossos. Especializa-se na pesquisa do sistema circulatório estudando as valvas do coração. veias pulmonares. o período grego entra em declínio. incentivador das ciências. a quem coube o Egito no norte da África. Surpreendentemente.

Período Árabe A queda do império romano invadido pelos bárbaros durante o século V. tendões e ligamentos. e na volta à Roma. cujo único erro consistia na passagem do sangue do ventrículo direito para o esquerdo.é a idade das trevas. as descrições de Galeno prevaleceram por cerca de 1000 anos guardados e traduzidos nos mosteiros. esse homem torna-se um dos maiores anatomistas de todos os tempos. Hali Abbas. nomes como veia safena. paralisam o desenvolvimento do conhecimento anatômico . em torno de 325 a 403 DC. o príncipe da medicina escreve Canon medicinae e acrescenta contribuições pessoais aos escritos de Galeno. Este anatomista reunia 3 características importantes: habilidade manual para dissecar (animais). anualmente. nuca são desse período e muitos outros que foram substituídos quando a Europa retomou o domínio do conhecimento científico. Oribase. Este teve. interesse pela pesquisa anatômica e reconhecimento da importância do conhecimento científico. Avicenas (980-1037) é o grande nome desse período. mas que se limita a retransmitir os ensinamentos de Galeno. destaca-se em Constantinopla.enfrentadas. basílica. escreve: Da utilidade das partes do corpo e Manipulações anatômicas. o globo ocular etc. No norte da África e na Ásia a ciência se desenvolveu com os árabes a partir do século VII. dedica-se bastante ao estudo do sistema nervoso. cujos ensinamentos prevaleceram por mais de 1000 anos. a ascensão do cristianismo que condenava as pesquisas sobre o corpo humano e a dispersão bárbara sem nenhum interesse científico. em Montpellier aonde é permitido dissecar o cadáver de um condenado. Apresenta um esboço para a pequena circulação. Diferencia nervos. os ossos do crânio. Com a divisão do império romano em oriental e ocidental. descreve muitas veias principalmente do encéfalo. Na Europa. embora o Corão também proibisse dissecação em cadáveres. dois destinos: ou refugiar-se nos mosteiros com a simples repetição das descrições de Galeno pelos monges ou prosperar em outro continente. nas quais a associação de pesquisadores interessados e o apoio de senhores feudais da localidade possibilitavam o avanço da anatomia como. Destacaram-se nesse período: Rhaze em Bagdá (840-920) que escrevei a primeira obra de anatomia em árabe. e foram exatamente as duas realidades que ocorreram. por exemplo. Nascido na Ásia menor (129-201 DC) demonstrou interesse pessoal pela anatomia e pela medicina. então. cujo tratado com descrições anatômicas importantes foi traduzido para o latim. ou Clemente VII permitia a dissecação para fins de ensino da 13 . foi para a Alexandria para estagiar com os anatomistas da época. Várias obras árabes foram traduzidas para o latim. em Salermo onde Frederico II (1240) decretou que só poderiam exercer a cirurgia quem tivesse estudado anatomia. a maior parte dos nervos periféricos já eram de seu conhecimento. Período das Escolas Européias A partir do século XII a Europa começa a readquirir o domínio científico da anatomia com o aparecimento das escolas européias isoladas. cefálica. ou em cidades como Bolonha e Pádua onde o papa Sisto IV permitia dissecações desde que tivessem autorização para tanto.

introduz novas técnicas de preparação de peças e de dissecação. Mas em outras cidades em que a dissecação humana era condenada. mas Professor em Pádua. 14 . sua descrição é de cadáveres humanos. Vesalius é condenado pela inquisição a fazer uma peregrinação ao santo sepulcro em Jerusalém. Aquapende. no retorno o navio em que se encontrava afunda no Mediterrâneo e Vesalius morre. Libertados da obediência aos cânones de Galeno. Sylvius em Paris apesar de alquimista estimula o estudo da anatomia em cadáveres. escrevendo “Observações Anatômicas” focalizando principalmente os genitais. No século XVII a grande contribuição é dada por Willian Harvey (1578-1657) ao descrever a circulação sangüínea em sua obra de 1628: “Exercitatio Anatomica De Motu Cordis Et sanguinis in Animalibus” embora sem conhecer os capilares sangüíneos sua descrição é correta. Neste século grandes avanços são feitos no estudo dos linfáticos com Pecquet. Bahuin. acima de tudo dando credibilidade à anatomia. outros anatomistas do mesmo período de Vesalius se aliam a este no processo de modernização é o que ocorre com Gabriel Falópio (1523-1562) em Pisa. ratificando alguns aspectos e retificando outros. reformar a anatomia e tornar-se o pai da anatomia moderna através de sua coragem se inicia o período moderno da anatomia. Todos os sistemas são objetos de reformulação. que iria confrontar-se com os adeptos de Galeno. Período da Anatomia Moderna Em 1543. mas havia trabalhado com a anatomia de animais e sua época já estava defasada de um milênio em termos de conhecimento científico. No entanto havia um problema ainda a ser resolvido era a influência e a servidão que os anatomistas da época ainda demonstravam ao seguirem cegamente os ensinamentos de Galeno. Varoli. Juntos formam o triunvirato reformador da Anatomia. Ainda neste século começa a se desenvolver a anatomia microscópica com o aperfeiçoamento técnico do microscópio. as dificuldades enfrentadas por anatomistas eram enormes e muitos anatomistas foram condenados a morte pela Inquisição. Caluniosamente acusado por seus inimigos de vivissecção. Spiegel Arancio e outros. nessas Escolas isoladas foram surgindo bons anatomistas como Leonardo da Vinci (1452-1519) em Florença cujos desenhos se aproximavam muito da realidade. Aselli.medicina. Botal. A descoberta da imprensa por Gutemberg também viria dar grande impulso à anatomia pela facilidade de comunicação e transmissão escrita dos conhecimentos. Andre Vesalius publica sua obra “De Humanis Corporis Fabrica” que se transforma em importante marco de transição porque: liberta-se dos dogmas de Galeno. Servet. e com Bartolomeu Eustáquio (1520-1574) em “ Opuscula Anatomica”. Ainda neste século XVI aparecem outros anatomistas: Colombo. Malpighi em 1666 descobre os capilares sangüíneos. É neste ambiente que aparece Andre Vesalius (1514-1564) anatomista nascido em Bruxelas. Este pesquisador fora muito competente. Paré. várias estruturas foram desenhadas e descritas por ele ao desejar atingir a perfeição em suas obras de arte. dá novo impulso às investigações anatômicas. Apesar disso. Bartholinus e mesmo com Tulp (professor flamengo imortalizado na tela de Rembrant "aula de anatomia do professor Tulp").

mas como cada um dos seus sistemas apresenta atribuições específicas. Dr. sustentação e conformação do corpo. assistimos avanços na anatomia patológica com Morgagni. Scarpa entre outros. Possuem duas extremidades chamadas epífises e uma parte média. depósito de ions Ca e P. ex. articular e muscular. úmero. Aparelho Locomotor O aparelho locomotor é constituído por três sistemas: ósseo. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO SISTEMA ÓSSEO Prof. assistimos ao desenvolvimento da anatomia cirúrgica ou topográfica com Palfin. Henle.No século XVIII. conjunto de alavancas que sob a ação dos músculos torna possível o movimento. produção de células sangüíneas (medula óssea vermelha). Planos: em que o comprimento e a largura predominam sobre a espessura. e os neuroanatomistas Wrisberg e Reil. a lâmina epifisial contendo a cartilagem de crescimento. No século XIX. Bichat e outros. 15 . No período de crescimento do osso distinguem-se entre as epífises e a diáfise. metacarpais. na fisiologia e o início da embriologia. Na anatomia predominam os autores alemães: Meckel. Na Histologia temos Schwam (pai da histologia). Divisão do esqueleto: divide-se em axial (cabeça. OSSOS Número de ossos: 206 a 208 Tipos de ossos Longos: em que o comprimento predomina sobre a largura e a espessura. Purkinge. Hesselbach. fêmur. ex. pescoço e tronco) e apendicular (membros superiores e inferiores). Primordialmente tem por função dar conformação e sustentação ao corpo e tornar possível a locomoção. escápula. Luscka. No século XX aparecem as extensas obras anatômicas escritas e os grandes estudos em neuroanatomia onde se destaca o espanhol Ramon Y Cajal que além de sua contribuição anatômica consolida as normas para a realização de pesquisas científicas na área biológica. Funções do esqueleto: proteção de órgãos (caixa craniana). além da consolidação da histologia. ossos da calvária no crânio. corpo ou diáfise onde se encontra a cavidade medular. Nader Wafae Esqueleto Conceito: É o conjunto de estruturas rígidas e resistentes chamadas ossos e de estruturas menos rígidas chamadas cartilagens que se articulam para dar conformação e sustentação ao corpo humano. elas serão abordadas nos respectivos capítulos.

capítulo – uma cabeça pequena (capítulo do úmero). Saliências: são os relevos que se sobressaem na superfície do osso podem ser articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cabeça – extremidade articular semelhante a uma esfera (cabeça do fêmur). Osso heterotópico é aquele que se forma em lugar onde não existe normalmente. maxila.saliência não articular de pequeno tamanho e superfície menos rugosa ( tubérculo maior do úmero). ossos suturais. Descrição dos ossos Na descrição da maioria dos ossos podemos distinguir: faces. (côndilos do fêmur). vértebras. côndilo – extremidade articular arredondada com forma ovóide ou em espira. ex. Alongados: em que o conceito de osso longo não se aplica perfeitamente porque faltam as extremidades alargadas é o caso das costelas. tuberosidade – saliência não articular de tamanho médio e superfície rugosa (tuberosidade para o músculo deltóide). Pneumáticos: são ossos que contêm cavidades em seu interior cheias de ar. Extremidades: são os locais dos ossos onde se encontra a maior parte dos seus pontos de reparos consistindo de saliências e depressões. Sesamóides: ossos curtos porém incluídos em tendões ou cápsulas de certas articulações. ex. geralmente linear e de extremidade livre (crista etmoidal) linha – saliência linear (linha áspera do fêmur). ex. epicôndilo – saliência não articular situada acima do côndilo (epicôndilo lateral do fêmur). processo – saliência que se destaca acentuadamente na superfície do osso. protuberância – espinha – saliência fina e aguçada (espinha isquiática) crista – saliência estreita. trocanter . ex. túber – saliência não articular de maior tamanho e superfície rugosa (túber isquiático). eminência – saliência cônica ou arredondada que se destaca na superfície do osso semelhante ao proceeso ((eminência intercondilar na tíbia). entre os ossos occipital e parietais.Curtos: em que não há predomínio de uma das dimensões sobre as outras. margens e extremidades Faces: são partes da superfície do osso perfeitamente delimitadas principalmente no corpo. vem do latim avançar (processo mastóide do temporal). 16 . frontal. ossos do carpo e do tarso. Irregulares: em que os conceitos anteriores não se aplicam. esfenóide. ossos da base do crânio.saliência não articular de maior tamanho e superfície menos rugosa (trocanter maior no fêmur) . tubérculo . Supranumerários: não presentes habitualmente. Margens: são linhas agudas que delimitam as faces.

tróclea – saliência em forma de carretel (tróclea do úmero). Depressões: são escavações na superfície do osso articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cavidade . fóvea . É resistente e densa sendo encontrada na diáfise dos ossos longos em torno da cavidade medular e envolvendo o osso esponjoso das epífises.escavação rasa pouco profunda fóvea da cabeça do fêmur).escavação articular arredondada e menos profunda (cavidade glenoidal na escápula). Encontra-se na cavidade medular do osso compacto e nos espaços entre as trabéculas do osso esponjoso. Medula óssea É a parte do esqueleto que elabora células sanguíneas. Um osso submetido ao ácido acético perde a dureza pela falta dos sais inorgânicos. quando exposto ao fogo perde a matéria orgânica e se esfacela. (incisura isquiática maior). mas mantém a flexibilidade.escavação de profundidade intermediária (fossa mandibular no osso temporal). O osso é um tecido. nutrição. hormônios e substâncias bioquímicas. incisura: depressão em forma de arco na superfície do osso entre projeções ósseas. dos ossos curtos e planos. A disposição das trabéculas dos ossos esponjosos resulta da interação entre as linhas de maior tensão para resistir às tensões e as de compressão (peso do corpo) visando à manutenção da posição ereta (teoria trajetorial). fossa . em geral para. assim além das células ósseas possui sais inorgânicos (fosfato e cálcio) que lhe dão dureza e parte orgânica (fibras colágenas) que lhe confere flexibilidade. é encontrada nas epífises dos ossos longos e nos ossos curtos. Substância esponjosa: as células ósseas se dispõem em pequenas trabéculas que se entrecruzam formando uma rede. acetábulo – escavação mais profunda – (acetábulo do osso do quadril). canal: depressão linear ou curva formando um túnel (canal carótico) Aberturas: são buracos delimitados adaptados para a passagem de estruturas. Os ossos longos são mais adaptáveis para possibilitar movimentos pela ação dos músculos. Pode ser vermelha quando está ativa na produção células 17 . forame: orifício circular que dá passagem. formando cilindros aderidos entre si e dispostos de acordo com o maior eixo do osso. Confere força ao osso. sulco: depressão linear ou curva pouco profunda (sulco do nervo radial). vasos e nervos meato: ducto com abertura nas extremidades (meato acústico externo) poro: as aberturas que delimitam o meato (poro acústico externo) Estrutura do osso Quanto à estrutura os ossos podem ser de dois tipos: compactos e esponjosos. Além das forças a que são submetidos e da função a que se destinam a forma dos ossos depende também da hereditariedade. Substância compacta: as células ósseas (osteócitos) se dispõem em camadas chamadas lamelas concêntricas em torno de um canal central. colo: escavação circular situada abaixo da cabeça.

através da qual o osso cresce em comprimento. Endósteo É uma fina camada de tecido conjuntivo que reveste o osso internamente: as trabéculas. c) mista em que ocorrem os dois tipos de ossificação.Diáfise 3. morrem e são substituídos por osteoblastos e a matriz cartilagínea é substituída por minerais (cálcio). proteção do osso e auxiliar nas fixações de músculos e tendões.Linha epifisial (de conjugação ou de condensação) 5. é a parte da lâmina mais próxima da diáfise. costelas. mas no adulto encontra-se apenas no esterno. a parte superficial é fibrosa com fibras colágenas e fibroblastos. pela transformação de células mesenquimatosas do tecido conjuntivo em osteoblastos (centro de ossificação).sanguíneas e amarela quando não produz células sanguíneas substituída por células gordurosas. Vascularização Os ossos são irrigados pela artéria nutrícia que perfura o osso compacto pelo forame nutrício. As medulas das epífises do fêmur e do úmero são as últimas a se tornarem amarelas. a cavidade medular. por ramos das artérias do periósteo e por vasos das articulações. (esfenóide) Periósteo É a camada de tecido conjuntivo que envolve o osso.Epífise 2. Inicialmente a cartilagem hialina se modifica. O periósteo é contínuo com a cápsula articular e não reveste as superfícies articulares onde é substituído por cartilagem. Partes de um osso longo O osso longo apresenta duas extremidades chamadas epífises e um corpo entre as epífises chamado diáfise. a parte profunda é osteogênica. o canal central. O local onde as células cartilagíneas da lâmina epifisial são substituídas por células ósseas chama-se metáfise. nutrição. entre a epífise e a diáfise há um espaço preenchido por cartilagem hialina chamado lâmina epifisial. Ossificação Dois tipos: a) a partir da transformação de cartilagens hialinas (a grande maioria): ossificação endocondral. os condrócitos se hipertrofiam.Cartilagem epifisial 18 . Funções: crescimento do osso em espessura. Roteiro prático de Anatomia radiológica – introdução ao estudo do sistema ósseo : 1. No recém nascido a medula óssea é do tipo vermelho. vértebras. inervação (sensibilidade). clavícula): ossificação intramembranácea.Lâmina epifisial 4. No osso em crescimento. b) a partir de tecido conjuntivo fibroso (ossos da calvária.

ísquio e púbis). perpendicular à face e de direção oblíqua.  Em seguida devemos saber identificar a que lado pertencem esses ossos (se direito ou esquerdo). é plano. em duas fossas a superior. navicular. rádio. cubóide. O cíngulo do membro inferior é formado pelos dois ossos do quadril.6. diagnósticos de fraturas. no caso da escápula observe que a espinha da escápula é posterior e superior e sua extremidade. ulna. osso do quadril.Espaço articular radiológico 10. superior e lateral. cuneiformes (medial. com duas faces: costal e posterior. úmero.Substância esponjosa 8. lateral ou medial e anterior ou posterior) por exemplo. tíbia e fíbula. o polegar tem apenas proximal e distal) Membro inferior: osso do quadril (com três partes: ílio. lateral e superior e três ângulos: inferior. escápula.Substância compacta 9.  Inicialmente devemos identificar os ossos do esqueleto apendicular pelos seus nomes: Membro superior: clavícula.Osso pneumático OSSOS DO ESQUELETO APENDICULAR O esqueleto apendicular é constituído pelos ossos dos membros superior e inferior incluindo os cíngulos dos membros superior e inferior. ulna. o acrômio. trapézio. Assim agindo procure identificar o lado dos ossos: escápula. tálus. metatarsais (I a V contados a partir do hálux). saliência plana. Membro Superior Escápula: A escápula é um dos dois ossos do cíngulo do membro superior. intermédio e lateral). escafóide. tíbia. fíbula. hamato. o hálux tem apenas proximal e distal).  Finalmente procure identificar os acidentes (saliências e depressões) dos ossos grifados no texto e listados no final:  A identificação desses acidentes é importante para conhecer inserções musculares. rádio.Sesamóide 11. fêmur. A face posterior está dividida pela espinha da escápula. fêmur. patela. capitato. úmero. média e distal. piramidal. Para tanto escolha um ou dois acidentes do osso e oriente-os nos 3 planos do espaço (superior ou inferior. pisiforme. média e distal. três margens: medial. menor é a fossa supra-espinal e a inferior. trapezóide. falanges (proximal. O cíngulo do membro superior é formado pelos ossos clavícula e escápula. reparo de fraturas e no diagnóstico de várias doenças ósseas.Cavidade medular 7. clavícula. metacarpais (I a V contados a partir do polegar ) . semilunar. calcâneo. é lateral. falanges ( proximal. maior é a 19 .

Superiormente ao côndilo. duas importantes saliências para inserções musculares: a medial e maior é o epicôndilo medial no qual passa o sulco do nervo ulnar e a lateral menor. Rádio: O rádio é o osso longo lateral do antebraço. processo estilóide do rádio. a fóvea articular. A saliência medial na parte superior do corpo é a tuberosidade do rádio. e a depressão em espiral da face posterior é o sulco do nervo radial. a tróclea do úmero. mais abaulada e extremidade acromial mais achatada. Completando a extremidade inferior. apresenta: extremidade esternal. maior é a fossa do olécrano. medial. seu nome deriva do latim. menor é a fossa coronóidea e a posterior. apresenta três faces: anterior. Na extremidade inferior destacamos: a saliência pontiaguda lateral. medial. o tubérculo infraglenoidal. é o epicôndilo lateral. em sua margem superior destaca-se uma saliência curva que lembraria o bico de corvo daí o seu nome processo coracóide. o capítulo do úmero e uma depressão em forma de carretel. A extremidade lateral da espinha da escápula é achatada e constitui o acrômio. na face inferior próximo a esta última extremidade encontra-se o tubérculo conóide. A pequena depressão em curva na margem superior por onde passam nervo e vasos é a incisura da escápula. a maior lateral é o tubérculo maior e a outra é o tubérculo menor separados pelo sulco intertubercular. Na extremidade superior destacamos: medialmente. a cabeça do úmero que se assemelha a uma esfera. ligeira depressão que contorna a cabeça. é osso alongado. o côndilo do úmero se desdobra em: pequena saliência redonda. e forma a fossa subescapular. ÚMERO: O úmero (do latim: ombro) é o osso longo do braço. o colo anatômico. A face costal em contato com as costelas é côncava com saliências lineares oblíquas. ântero-lateral e posterior e três margens: anterior. a saliência da margem lateral é a tuberosidade para o músculo deltóide . a incisura ulnar e uma pequena proeminência na face posterior. posterior e lateral delimitadas por três margens: anterior. raio de uma roda. Ulna: 20 . Na transição entre a epífise e a diáfise encontra-se o colo cirúrgico. a área estreita abaixo da cabeça é o colo do rádio. uma leve depressão medial em arco. Na extremidade superior destacamos: a cabeça do rádio com a circunferência articular e uma ligeira depressão. superiormente a ela encontra-se uma pequena saliência puntiforme é o tubérculo supraglenoidal e inferiormente outra pequena saliência. apresenta três faces: ântero-medial. duas escavações a anterior.fossa infra-espinal. o tubérculo dorsal. com a convexidade maior voltada para frente e medialmente.é o outro osso do cíngulo do membro superior. Na extremidade inferior. Clavícula: Clavícula cujo nome vem do latim .pequena chave . anteriormente duas saliências. posterior e interóssea. O ângulo lateral da escápula apresenta uma escavação rasa que se articula com o úmero é a cavidade glenoidal. lateral. No corpo do úmero.

Na extremidade superior destacamos: o olécrano. A extremidade distal constitui a cabeça da ulna.fossa infra-espinal 5. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V. a pequena depressão em arco que se articula com o rádio é a incisura radial. a proeminência posterior em forma de arco cuja face anterior é escavada. metacarpais e falanges: Os ossos carpais são ossos curtos.cavidade glenoidal 8.extremidade acromial 13.acrômio 3.fossa subescapular 6.cabeça do úmero 15.colo anatômico 16. lateralmente. Mão: A mão é formada pela sucessão de três camadas de ossos: carpais.tubérculo supraglenoidal 9. Os ossos metacarpais são ossos longos e numerados de I a V a partir do polegar. trapezóide e trapézio. proximal e distal.processo coracóide 7. a incisura troclear cuja ponta anterior é o processo coronóide. seguindo na direção medial para lateral estão.tubérculo maior 17. o medial. a proximal.espinha da escápula 2. pisiforme.tubérculo infraglenoidal 10. capitato.A ulna (do latim: antebraço) é o outro osso longo do antebraço. posterior e interóssea. posterior e medial e três margens: anterior.tubérculo menor 18.colo cirúrgico 21 . A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal. em número de oito dispostos em duas séries.incisura da escápula Clavícula: 11. piramidal. o maior. semilunar e escafóide.extremidade esternal 12. média e distal e duas para o polegar. proximal perto dos metacarpais. a circunferência articular e o processo estilóide. três faces: anterior.fossa supra-espinal 4. a série distal indo na mesma direção estão: hamato com uma saliência chamada hâmulo. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro superior Escápula: 1.sulco intertubercular 19.tubérculo conóide ÚMERO: 14.

colo do rádio 31.olécrano 36.falange distal.20.hamato 46.processo estilóide do rádio 33. 49.fossa do olécrano Rádio: 29.piramidal 43.falange média 52.trapézio.tubérculo dorsal.tuberosidade do rádio 32.escafóide 45.sulco do nervo radial côndilo do úmero 22.processo estilóide. originalmente é formado pela fusão de três ossos: o superior é o ílio.fossa coronóidea 28. 50.falange proximal 51.pisiforme 42.sulco do nervo ulnar 26.tróclea do úmero 24.tuberosidade para o músculo deltóide 21. 22 .cabeça da ulna 40. O corpo do ílio é plano ligeiramente côncavo em seu lado medial onde se encontra a asa do ílio ou fossa ilíaca.ossos metacarpais numerados de I a V a partir do polegar. Ulna: 35.semilunar 44.incisura radial 39. Osso do quadril: O osso do quadril com o seu homônimo do outro lado formam o cíngulo do membro inferior.epicôndilo medial 25.incisura ulnar 34. Mão: Ossos carpais 41.cabeça do rádio 30. classificado como irregular. o anterior é o púbis e o posterior é o ísquio.epicôndilo lateral 27.capitato 47.processo coronóide 38.trapezóide 48.capítulo do úmero 23.incisura troclear 37. Ílio: Forma a parte superior do osso do quadril.

a parte mais espessa do lábio externo chama-se tubérculo ilíaco. O limite inferior da cavidade pélvica constitui a abertura inferior da pelve que da margem inferior da sínfise púbica vai aos túberes isquiáticos e termina no cóccix. posterior e inferior. parte do arco total formado pela linha terminal. A identificação dos diâmetros da pelve é de importância para a obstetrícia. A parte saliente limite entre o púbis e o ílio constitui a eminência iliopúbica. É lateral e apresenta uma margem semicircular. duas anteriores: espinha ilíaca ântero-superior e espinha ilíaca ântero-inferior e duas posteriores: espinha ilíaca pósterosuperior e espinha ilíaca póstero-inferior. Abaixo da fossa ilíaca encontramos uma saliência em forma de arco que participa da delimitação da abertura superior da pelve é a linha arqueada. Acetábulo Escavação circular em forma de “xícara” ponto de encontro dos três ossos que formam o osso do quadril. A parte posterior do ramo larga e volumosa denomina-se túber isquiático. continuando pela margem posterior encontramos uma saliência aguda é a espinha isquiática. e o arco maior da margem posterior do osso do quadril entre a espinha isquiática e espinha ilíaca póstero-inferior é a incisura isquiática maior. Ísquio: Forma a parte posterior do osso do quadril. Diâmetro transverso: une a parte mais larga da abertura superior da pelve 23 . Por ser relativamente larga tem lábios interno e externo e uma linha intermédia no meio. e o pequeno arco entre a espinha isquiática e o túber isquiático é a incisura isquiática menor. uma parte mais profunda. A cavidade pélvica formada pelos ossos do quadril. . mais larga e pelve menor. importante ponto de referência em obstetrícia. A face convexa do ílio é a face glútea onde se observam as linhas glúteas: anterior. a fossa do acetábulo e uma descontinuidade da margem na parte inferior. Na realidade é recoberto por músculos nos dois lados daí o seu nome. o limbo do acetábulo. Púbis Forma a parte anterior do osso do quadril. sacro e cóccix é dividida em pelve maior. O ramo superior apresenta duas linhas bem evidentes: a medial é a linha pectínea do púbis e a lateral é a crista obturatória. É constituído pelo corpo do púbis (anterior) e pelos ramos superior do púbis e inferior do púbis. a lateral é o tubérculo púbico e a medial é a crista púbica. A extremidade anterior do corpo articula-se com a do outro lado é a face sinfisial que apresenta em sua parte superior duas pequenas saliências. a incisura do acetábulo. a parte lisa que contorna a fossa é a chamada face semilunar Forame obturado É o grande orifício situado abaixo do acetábulo.Seu contorno superior constitui a crista ilíaca que nas extremidades apresenta quatro proeminências. É constituído pelo corpo (posterior) e pelo ramo (inferior). linha arqueada e completada pelo seu prolongamento na asa do sacro. mais estreita. A parte rugosa posterior à fossa ilíaca é a face sacropélvica onde encontramos a face auricular para se articular com o sacro e atrás desta a tuberosidade ilíaca. A separação entre as duas é feita pela abertura superior da pelve ou linha terminal (estreito superior) delimitada pela linha pectínea.

encimados respectivamente pelos epicôndilos lateral e medial. está situado na região anterior do joelho e articula-se com a face patelar do fêmur. Denomina-se ângulo de inclinação do fêmur. A extremidade superior larga é formada pelo côndilo lateral e pelo côndilo medial em cuja parte superior plana ou face articular superior apresenta no centro uma proeminência. A extremidade distal do fêmur apresenta duas proeminências bem evidentes: côndilo lateral e côndilo medial. a eminência 24 . O corpo do fêmur é encurvado e sua convexidade é anterior. Diâmetro verdadeiro: une a parte mais saliente do dorso da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. e a tuberosidade glútea. a grande área estreita abaixo da cabeça constitui o colo do fêmur e a rugosidade que o contorna embaixo e por diante é a linha intertrocantérica. a origem do nome é latina e significa flauta. observam-se duas proeminências: a maior e superior é o trocanter maior e a menor inferior é o trocanter menor. apresenta duas faces: articular e anterior. Diâmetro diagonal: une a margem inferior da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. A linha áspera também se divide inferiormente em duas. Diâmetro anatômico: une a margem superior da sínfise púbica com o ponto mediano do promontório. Como é triangular. Completando a extremidade inferior observa-se na frente e entre os côndilos uma superfície lisa. Patela: É osso sesamóide. apresenta três faces: medial. Pouco acima da parte posterior do côndilo medial vê-se uma ligeira proeminência é o tubérculo do adutor. O espaço profundo existente entre as partes posteriores dos côndilos constitui a fossa intercondilar cujo contorno superior é a linha intercondilar. o seu ápice é inferior e a base superior. Fêmur: O fêmur é o osso longo da coxa.Diâmetro oblíquo: une a extremidade inferior da articulação sacroilíaca de um lado com o centro do forame obturado do outro lado. Tíbia: É o osso longo e medial da perna. ambos estão ligados pela crista intertrocantérica. em sua extremidade superior apresenta: a cabeça do fêmur. significa pequeno prato. a face patelar. medialmente. por estar incluído no tendão do músculo quadríceps femoral. medial e interóssea. Na parte posterior do corpo do fêmur destaca-se uma rugosidade linear é a linha áspera que se continua superiormente com duas saliências também lineares: a linha pectínea. as linhas supracondilares lateral e medial que delimitam uma área triangular: a face poplítea. Ainda na extremidade superior. porém posteriormente. o ângulo formado entre o eixo que passa pelo colo e o eixo do corpo do fêmur e mede em média 125°. a fóvea da cabeça do fêmur . lateral e posterior e três margens: anterior (canela). lateralmente. estrutura semelhante a uma esfera voltada medialmente com uma pequena escavação.

espinha ilíaca póstero-superior 7.linhas glúteas 25 . A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal.espinha ilíaca ântero-inferior 6. face articular do maléolo lateral para a tíbia. tálus e navicular e anteriormente: cubóide. A linha oblíqua situada na parte superior da face posterior é a linha para o músculo sóleo. o sulco maleolar. uma área lisa. O côndilo lateral apresenta uma pequena área lisa é a face articular fibular A saliência rugosa na parte superior da margem anterior. longitudinal no eixo maior e transversal no eixo menor. Complertando com o sulco póstero-lateral. apresenta três faces: lateral. A extremidade inferior apresenta uma expansão terminada em ponta. A face plantar do pé apresenta dois arcos importantes para a marcha e para a sustentação da posição bípede e que são: longitudinal e transversal de acordo com o a direção que apresentam. próxima aos côndilos.crista ilíaca 4. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro inferior Osso do quadril Ílio 1. alfinete. A área estreita abaixo da cabeça é o colo da fíbula.espinha ilíaca ântero-superior 5.intercondilar com os tubérculos intercondilar lateral e intercondilar medial.linha arqueada 3. metatarsais e falanges: Os ossos tarsais são ossos curtos. cuneiforme intermédio e cuneiforme lateral. proximal perto dos metatarsais.espinha ilíaca póstero-inferior 8. média e distal e duas para o hálux. é a tuberosidade da tíbia. Os ossos metatarsais são ossos longos e numerados de I a V a partir do hálux. posterior e três margens: anterior. de trás para diante estão: calcâneo.fossa ilíaca (asa do ílio) 2. em número de sete. Pé O pé é formado pela sucessão de três camadas de ossos: tarsais. maléolo medial atrás do qual encontra-se o sulco maleolar. atrás da qual a pequena depressão constitui a fossa do maléolo lateral. Fíbula É o osso longo lateral da perna deriva do latim. maléolo lateral. proximal e distal. Na extremidade superior encontramos a cabeça da fíbula cuja ponta é o ápice da cabeça da fíbula e a pequena face articular da cabeça da fíbula. cuneiforme medial. Na extremidade inferior da tíbia destaca-se a proeminência. medial. Quando esses arcos encontram-se alterados temos os distúrbios conhecidos por pé chato (arco longitudinal diminuído) e pé cavo (arco longitudinal aumentado). As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V. posterior e interóssea.

fossa intercondilar 41.côndilo lateral 44.ramo 13.Forame obturado Fêmur: 25.trocanter maior 29.maléolo medial 26 .tubérculo do adutor 37.fossa do acetábulo 22.tuberosidade ilíaca 10.corpo 12.túber isquiático 14.face sinfisial 18.espinha isquiática 15.eminência intercondilar 46.côndilo medial 36.epicôndilo medial 38.linha intertrocantérica 32.fóvea da cabeça do fêmur 27.trocanter menor 30.incisura isquiática maior Púbis 17.colo do fêmur 28.côndilo medial 45.crista intertrocantérica 31.tubérculo intercondilar medial 47.incisura isquiática menor 16.face semilunar 24.tubérculo púbico 19.9.face poplítea 42.face patelar Patela Tíbia: 43.tubérculo intercondilar lateral 48-tuberosidade da tíbia 49.eminência iliopúbica Acetábulo 21.linha pectínea do púbis 20.linha pectínea 34.linha áspera 33.cabeça do fêmur 26.côndilo lateral 39.epicôndilo lateral 40.tuberosidade glútea 35.face auricular Ísquio 11.Incisura do acetábulo 23.

túberes frontais.cabeça da fíbula 51. CABEÇA No desenvolvimento dos ossos da cabeça destacamos três características: 1.cuneiforme intermédio 60.falange média 64.osso parietal . maxila.tálus 56. o contorno superior da órbita com o arco superciliar e a margem supra-orbital. palatino.par . OSSOS DO ESQUELETO AXIAL O esqueleto axial é constituído pelos ossos da cabeça. de origem cartilagínea é constituído principalmente pelos ossos da base do crânio 3.falange distal. Na face externa destacam-se as protuberâncias laterais.par Vista posterior. sua convexidade denomina-se escama frontal e tem duas faces: externa e interna.cuneiforme medial 59. do tórax e do pescoço.Fíbula 50. Na face interna temos uma lâmina sagital mediana.ímpar Vista inferior .Neurocrânio.osso temporal .maléolo lateral Pé: Ossos tarsais 54.oito ossos Vista anterior . da coluna vertebral.calcâneo 55. de onde derivam: mandíbula.ápice da cabeça da fíbula 52. ossículos da audição.navicular 57.ímpar Vista lateral .osso frontal .osso occipital .cubóide 58. Crânio .colo da fíbula 53.osso esfenóide – ímpar O osso frontal (do latim frontalis = testa) constitui a parte anterior da calvária e a parte superior da face. 27 .ímpar . vômer.osso etmóide .cuneiforme lateral 61.Condrocrânio.Viscerocrânio. 2.falange proximal 63.ossos metatarsais numerados de I a V a partir do hálux. a crista frontal e as partes nasal e orbital. de origem membranácea consiste nos ossos que formam a calvária e parte da face. zigomático. 62.

liga-se ao esfenóide e sua superfície interna é o clivo.par .maxila . ocupa a maior parte da fossa média do crânio. nas partes laterais encontram-se os labirintos etmoidais formados pelas células etmoidais (cavidades cheias de ar). Face . pequeno osso situaado por diante do processo frontal da maxila correspondendo à parte significativa do dorso do nariz.par Vista inferior . principalmente. sagitalmente temos a lâmina perpendicular. muito frágil. Os ossos temporais (do latim temporalis = tempo) constituem a parte inferior e lateral da calvária mas são importantes participantes da base do crânio. alberga importantes estruturas da audição e do equilíbrio. Às vezes pode estar subdivido pela presença do osso interparietal (Inca) na porção mais elevada da escama. O osso occipital (do latim occipitum = parte póstero-inferior da cabeça) constitui a parte posterior da calvária e posterior da base do crânio.par . A parte timpânica. 28 .lacrimal .par . A parte petrosa é interna. Na face externa distinguimos saliências lineares em arcos. A face interna apresenta sulcos nos quais se colocam vasos.par .vômer .osso nasal .palatino . timpânica e escamosa. constitui. Os ossos parietais (do latim parietalis = parede) constituem as partes laterais e superiores da calvária. afunilada.concha nasal inferior . parte lateral em cada lado onde se encontram os côndilos occipitais e escama occipital atrás. o esqueleto da cavidade nasal. sua parte central é o corpo e os prolongamentos laterais correspondem às asas maior e menor e o inferior ao processo pterigóide.mandíbula – ímpar Orelha média Martelo Bigorna Estribo Lacrimal (do latim lacrima = lágrima).zigomático . A parte escamosa é a que participa da calvária tem a forma de arco e de sua parte anterior projeta-se um prolongamento. O osso esfenóide (do grego sphen = cunha ou sphein = mariposa) é tipicamente irregular em sua forma. a proeminência. entra na constituição da base do crânio e é muito rígida e compacta. Tomandose o forame magno como referência divide-se em três partes: parte basilar por diante. túber parietal. o processo zigomático facilmente palpável. na parte superior está a lâmina cribriforme. lâminas orbitais (paredes mediais das órbitas) e as conchas nasais superior e média (saliências para dentro da cavidade nasal). Osso de conformação complexa apresenta três partes: petrosa.14 ossos Vista anterior . pequeno osso colocado na parte ânteromedial da órbita atrás do processo frontal da maxila. Osso nasal ( do latim nasal = nariz). a menor das três é inferior e contorna o meato acústico externo. convexos têm faces externa e internas.par .O osso etmóide (do grego ethmos = peneira).ímpar . as linhas temporais.

násio: o ponto de encontro da sutura frontonasal.maxila (do latim maxilla = queixada) é formado pelo corpo com as faces: orbital. entre frontal e os parietais. glabela: o ponto mais saliente entre os arcos superciliares bregma: ponto de encontro das suturas coronal e sagital. concha nasal inferior. 29 . Pontos craniométricos: gnátio: ponto mais saliente do mento. zigomático (do grego zygomatikos = ligado) é o osso que forma a conhecida “maçã do rosto” e portanto saliente apresenta faces: lateral. Sutura lambdóidea entre os ossos parietais e occipita. que do ângulo da mandíbula se prolonga até o processo condilar. vértice: o ponto mais elevado co crânio obélio: cruzamento da linha que une os forames parietais com a sutura sagital ínio: o ápice da protuberância occipital externa gônio: ângulo formado pela margem posterior do ramo e a base da mandíbula. parietal. alvéolos dentais e as eminências alveolares e os ramos da mandíbula.l Sutura metópica quando o osso frontal está dividido na linha mediana (ausente na maioria das vezes). anterior. os ossos da calvária não estão totalmente ossificados existem membranas de tecido fibroso interpostas entre ossos de origem membranácea e que se ossificam progressivamente até os dois anos de idade aproximadamente. infratemporal e nasal e pelos processos: frontal. zigomático. corresponde ao bregma. é o único osso dotado de movimento da cabeça apresenta o corpo da mandíbula cuja parte inferior é a base e a parte superior corresponde à parte alveolar com o arco alveolar. Suturas São as linhas de ligação entre ossos. verticais. próstio: ponto ósseo situado entre os dois dentes incisivos. Sutura sagital entre os ossos parietais. a incisura da mandíbula e o processo coronóide Os ossos da orelha média serão estudados em orelhas. mandíbula ( do latim mandere = mastigar). Tendem a desaparecer com a idade. este último contém o arco alveolar com os alvéolos dentais e as eminências alveolares. palatino (do latim palatinum = palato) vômer (do latim vomer = lâmina do arado) osso ímpar que corresponde ao septo nasal ósseo que se completa pela lâmina perpendicular do etmóide. tem importância em obstetrícia para identificar a posição do feto. lambda: ponto de encontro das suturas sagital e lambdóidea. palatino e alveolar. que no caso do crânio recebem nomes especiais. ptério: ponto de encontro das suturas fronto-esfeno-temporal astério: ponto de encontro dos ossos. Fontículo anterior: ímpar. Sutura coronal entre os ossos frontal e parietais. temporal e occipital. encontra-se na parte ínfero-lateral da cavidade nasal. Fontículos Por ocasião do nascimento. temporal e orbital e os processos temporal e frontal. o maior.

túberes frontais e parietais mais salientes. Fontículos posterolaterais: par.esqueleto axial Os pontos de referência e forames selecionados para identificação na cabeça são. glabela marcada. Tipos de crânios Sem entrarmos em especificidades técnicas de mensuração podemos dizer que os crânios se classificam em dolicocéfalos quando alongados. arcos superciliares imperceptíveis. locais por onde passam vasos e nervos importantes. mais baixa e estreita.Fontículo posterior: ímpar. Fontículos anterolaterais: par. linhas de inserções musculares mais evidentes. órbitas altas e arredondadas. fronte oblíqua. dão inserções para músculos cujas ações são essenciais ou são locais aonde se posicionam estruturas de real aplicação prática. fronte vertical. túberes frontais e parietais menos salientes. Feminino: menos volumoso. Diferenças sexuais presentes no crânio Masculino: mais volumoso. entre o frontal.  Roteiro prático do Sistema ósseo .  Identificar os seguintes acidentes dos ossos do crânio: Vista inferior Forame magno Forame e fossa jugular Canal carótico Processo mastóide Forame estilomastóideo Processo pterigóide (lâminas medial e lateral) Fossa pterigóidea Forame lacerado Forame incisivo Processo estilóide Forame palatino maior Espinha nasal posterior Canal do nervo hipoglosso Côndilo occipital Vista interna Fossa anterior do crânio Crista etmoidal (galli) Lâmina cribriforme com forames Seio frontal 30 . mais alta e larga. entre o occipital. o temporal e o parietal (ptério). o temporal e parietal (astério). arcos superciliares visíveis. braquicéfalos quando alargados e mesocéfalos os de equilíbrio entre largura e comprimento. glabela apagada. entre o occipital e os parietais corresponde ao lambda. órbitas baixas e quadrangulares. efetivamente. linhas de inserções musculares pouco evidentes.

Fossa média do crânio Parte petrosa do temporal Poro acústico interno (saída do meato) Sela turca Fossa hipofisial Asa maior do esfenóide Asa menor do esfenóide Canal óptico Sulco carótico Forame oval Forame espinhoso Forame redondo Dorso da sela Tubérculo da sela Processo clinóide anterior Processo clinóide posterior Sulco da artéria meníngea média Fossa posterior do crânio Protuberância occipital interna Crista occipital interna Sulco do seio transverso Eminência cruciforme Vista anterior Órbita Lâmina perpendicular do etmóide Abertura piriforme Espinha nasal anterior Margens supra-orbital e infra-orbital Forame supra-orbital Forame infra-orbital Fissura orbital superior Forame mentual Protuberância mentual Forame da mandíbula (língula e canal) Vista lateral Arco zigomático Poro acústico externo (entrada do meato) Fossa mandibular Processo condilar (cabeça e colo da mandíbula) Ramo da mandíbula Processo coronóide Incisura da mandíbula Ângulo da mandíbula Vista posterior Protuberância occipital externa Crista occipital externa Linha nucal superior e inferior 31 .

troclear. abducente e ramos do oftálmico Fissura orbital inferior: nervo maxilar Forame supra-orbital: nervos e vasos supra-orbitais Forame infra-orbital: nervos e vasos infra-orbitais Forame mentual: nervos e vasos mentuais COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é uma estrutura axial metamérica constituída por 33 segmentos ósseos semelhantes e superpostos chamados vértebras e classificadas quanto à forma. 32 . vago e acessório Canal carótico: artéria carótida interna Forame espinhoso: vasos meníngeos médios Forame oval: nervo mandibular Forame redondo: nervo maxilar Forame lacerado: parte do trajeto da artéria carótida interna Forame estilomastóideo: nervo facial Lâmina cribriforme: nervo olfatório Canal óptico: nervo óptico. artéria oftálmica Meato acústico interno: nervos facial e vestibulococlear Forame mastóideo: veia emissária Fossa incisiva: nervo nasopalatino Forame palatino maior: nervos palatinos Forame da mandíbula nervos e vasos alveolares inferiores Vista anterior: Fissura orbital superior: nervos oculomotor. nervo acessório. como ossos irregulares.Escama occipital Vista superior Sutura coronal Sutura sagital Sutura lambdóidea Observação: Não podem ser vistos através dessas vistas porque se encontram no interior dos respectivos ossos. caso esses ossos estiverem abertos podemos distinguir: Seio frontal Seio esfenoidal Seio maxilar Células etmoidais anteriores e posteriores A fim de demonstrar a importância prática dos forames do crânio vamos citar alguns deles com as principais estruturas que constituem os seus conteúdos: Vista inferior e interna Forame magno: medula e bulbo. artérias vertebrais Canal condilar: veia emissária Canal do nervo hipoglosso: nervo hipoglosso Forame jugular: veia jugular interna. pela maioria dos autores. nervos glossofaríngeo.

arredondada e volumosa.expansões laterais da vértebra.parte do arco vertebral que une o corpo vertebral à lâmina do corpo vertebral e aos processos transverso e articular. e um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence. É discutível se os termos cifose e lordose devam ser aplicados como sinônimos de curvaturas primária e secundária ou apenas quando essas curvaturas são acentuadas. também chamadas cifoses e duas secundárias por se formarem após o nascimento . processo transverso com forame transversário. Escolioses são os desvios laterais da coluna vertebral.cervical e lombar . Os forames intervertebrais formam-se entre as incisuras vertebrais superior e inferior de vértebras adjacentes. Processo espinhoso . processo transverso com fóvea costal (articular com as costelas). corpo com expansão lateral chamada unco do corpo.lâminas planas que articulam e encaixam a vértebra superior à inferior tendem a ocupar as posições: transversal nas cervicais.parte posterior confluente que delimita o forame vertebral. é um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence.  Identificar as partes comuns de uma vértebra típica: Corpo vertebral . 33 . 5 sacrais e 4 coccígeas. melhor vistas na posição lateral: duas primárias por conservarem a posição fetal .de convexidade anterior. Apesar de classificadas por suas características em tipos diferentes podemos distinguir elementos anatômicos que são comuns à maioria delas. processo articular tendendo à posição frontal. processo articular tendendo à posição transversal. Torácica: processo espinhoso em ponta. frontal nas torácicas e sagital nas lombares Forame vertebral . 5 lombares. também chamadas lordoses. O conjunto dos forames vertebrais forma o canal vertebral.extremidade formada pela união das lâminas.central. A curvatura cervical formase quando a criança sustenta a cabeça ereta e a curvatura lombar.  Características que identificam a região da coluna a qual a vértebra pertence: Cervical: processo espinhoso bífido. quando se mantém na posição bípede.Pela semelhança que podem apresentar e pela região em que se encontram. forame vertebral tende para a forma circular. corpo com fóveas costais superior e inferior (articular com as costelas).torácica e sacral .parte anterior. É formado pelos pedículos e pelas lâminas do arco vertebral Lâmina . Processo articular . as vértebras foram divididas em: 7 cervicais. Curvaturas: a coluna vertebral consiste em 4 curvaturas. Arco vertebral . formado pelos contornos posterior do corpo vertebral e mediais dos arcos vertebrais.partes do arco vertebral que confluem atrás para formar o processo espinhoso Pedículo . Os seus contornos superior e inferior formam as incisuras vertebrais superior e inferior.de convexidade posterior. forame vertebral tende para a forma triangular. Processo transverso . 12 torácicas.

mas em vértebras isoladas é difícil identificá-la. a incisura jugular e nos contornos laterais as incisuras claviculares O corpo do esterno é formado pela união de placas chamadas esternebras. a sua extremidade superior mais larga é o manúbrio do esterno. apresenta-se como cartilagem. hiato. Sacral: as vértebras sacrais estão fundidas formando um osso triangular. O processo xifóide. não possui processo espinhoso mas apenas o tubérculo posterior fazendo saliência no arco posterior. as linhas transversas. a extremidade inferior. Os processos espinhosos formam a crista sacral mediana. os forames intervertebrais os forames sacrais anteriores e posteriores. Identifique no osso sacro: base. promontório. cristas sacrais (mediana. forame vertebral tende para a forma triangular.  Identificar as vértebras com nomes específicos: Atlas . forames sacrais anteriores e posteriores. seguido pelo corpo do esterno e pelo processo xifóide.é a 2ª vértebra cervical e nela destaca-se o dente com seu ápice para cima já apresenta arco vertebral e processo espinhoso Proeminente . medial e lateral). os processos transversos as partes laterais (asa do sacro). Áxis . asa. corpo grande em forma de rim. ápice. apresenta em seu contorno superior. Cóccix: Vestígio de uma cauda primitiva é o conjunto das últimas 4 vértebras cuja forma lembra o bico de um pássaro (cuco) daí o seu nome. Os processos mamilares são saliências arredondadas e posteriores dos processos articulares superiores. os discos intervertebrais. algumas vezes. TÓRAX Esterno ( do grego sternon = peito) é o osso plano da parede anterior do tórax. processo articular tendendo à posição sagital.é a sétima vértebra cervical.é a 1ª vértebra cervical suas características são: não possui o corpo vertebral e apresenta dias massas laterais com forames transversários. Costelas São ossos alongados que no conjunto formam a caixa torácica 34 . Hiato sacral é a abertura inferior em seqüência ao canal sacral circunscrito pelos cornos sacrais e a face articular para o osso do quadril denomina-se face auricular. A parte superior do sacro é a sua base e a extremidade inferior é o ápice do sacro. processo transverso em ponta chamado costiforme. O arco anterior possui também um tubérculo anterior mais saliente. a crista sacral medial.Lombar: processo espinhoso quadrado (em forma de machado). a ligação das lâminas com os corpos. O manúbrio do esterno. canal.  e o ângulo infra-esternal formado pelas margens inferiores das costelas.  Identifique o ângulo do esterno (saliência na união do manúbrio do esterno com o corpo do esterno). a margem saliente da extremidade superior da primeira vértebra sacral é o promontório.

a 10) articulam-se com o esterno através da cartilagem da última verdadeira. e uma flutuante. a segunda. colo da costela.  Roteiro prático do Sistema ósseo . extremidade posterior ligeiramente alargada.Número: 12 para cada lado. Identifique as costelas: a primeira. corpo da costela a parte restante que apresenta o tubérculo da costela pequena rugosidade com face articular para o processo transverso da vértebra. falsas (8. arco anterior. nível em que se verifica a mudança de orientação do corpo da costela de transversal para sagital e o sulco da costela depressão na margem inferior do corpo onde se encontra o feixe vasculonervoso intercostal. Partes de uma costela típica: cabeça da costela. arco posterior tubérculo posterior Áxis: dente Vértebras torácicas: Fóveas costais no corpo vertebral e nos processos transversos 35 . a parte estreita logo após a cabeça. tubérculo anterior. posteriores. Classificação: verdadeiras (1 a 7) articulam-se diretamente com o esterno através de cartilagens próprias. anterior e pelos cornos menor e maior. Processo espinhoso Processo transverso Processo articular superior e inferior Forames: Forame transversário Forame intervertebral Forame vertebral Forames sacrais anteriores e posteriores Vértebras cervicais: Unco do corpo Atlas: massa lateral. ângulo da costela. PESCOÇO Osso hióide (do grego hyo (letra U) situado na região anterior do pescoço acima da laringe é formado pelo corpo. apresenta faces articulares separadas por uma crista.esqueleto axial  Identificar os seguintes acidentes ósseos da coluna vertebral: Elementos comuns: Corpo vertebral Arco vertebral Lâmina Pedículo Incisuras vertebrais superior e inferior. flutuantes (11 e 12) não se articulam com o esterno.

deformidade. corno. corpo do esterno. dificuldade para movimentar o local e crepitação (ruído ao movimentar local). Fratura direta É a que ocorre no local do trauma Fratura indireta É a que ocorre em ponto distante do local do trauma. ângulo infra-esternal Hióide Corpo. O fragmento ósseo pode estar passando através da lesão. Fratura incompleta Na qual a descontinuidade entre os fragmentos não é total. A ferida cutânea pode resultar do traumatismo que ocasionou a fratura ou aberta pelo fragmento ósseo. cristas sacrais (mediana. hiato Cóccix  Identificar os seguintes acidentes ósseos do esqueleto do tórax: Costelas: Verdadeira. inchaço. processo mamilar Sacro: Base.Vértebras lombares: Processo costiforme. Fratura linear 36 . asa. Tipos Fratura exposta ou composta Ruptura do osso associada com lesão da pele e tela subcutânea. ângulo. processo xifóide Caixa torácica Arco costal. Sintomas: Dor local. ângulo do esterno. Fratura completa Na qual a descontinuidade entre os fragmentos é total. promontório. corpo. Fratura simples Na qual não há comunicação com o meio exterior. medial). cabeça. mas pode ocorrer também espontaneamente se o osso tiver alguma patologia que o enfraqueça. flutuante. Causas: traumas ou quedas. hematoma. corno maior e menor Doenças do sistema ósseo FRATURAS Definição: É a ruptura da integridade de um osso. tubérculo. colo. sulco Esterno Manúbrio do esterno. Fratura complicada Além da fratura óssea ocorreu lesão de outro órgão interno. face auricular.

imobilização. medicamentos (corticóides). maior tendência à fraturas espontâneas. Causas: idade. Sintomas: depende dos ossos mais atingidos. Fratura transversal Na qual o nível da lesão é perpendicular ao maior eixo do osso. tíbia. Fratura por achatamento Na qual o fragmento é deslocado internamente.) que se instalam no osso diretamente nas fraturas expostas. 37 . é separado do restante durante a contração muscular. Fratura patológica Ocorre por enfraquecimento do osso por alguma outra doença óssea. Causa: invasão do osso por germes infectantes (estafilococo ou estreptococo p. Fratura em galho verde Na qual não há desvio dos fragmentos e a fratura não é completa. por exemplo vértebras Fratura por explosão Na qual fragmentos ósseos são projetados Fratura impactada Na qual um dos fragmentos entra no interior do osso. geralmente no ponto de inserção muscular. colo do fêmur. Fratura acavalada Na qual um dos fragmentos se superpõe a outro. por exemplo metástases ou osteoporose. endócrinas (glândulas). Fratura de tensão Pequena fratura linear para a qual não ficou evidenciado o trauma ou a queda. tornando os ossos mais fracos e assim mais sujeitos às fraturas. Osteomielite Definição: É a infecção do osso e da medula óssea. rádio Osteoporose Definição: É a redução da massa óssea e conseqüente desestruturação do tecido ósseo. Fraturas mais freqüentes: punho. sedentarismo. Fratura por compressão Resulta do aumento da pressão sobre o osso. Fratura por arrancamento ou avulsão Um fragmento do osso. Locais mais freqüentes: fêmur. fumo. Fratura de Colles É fratura dos ossos do antebraço próximo ao punho com desvio dos fragmentos. úmero. Sintomas: dor local. escafóide.e. Fratura espiral Na qual o nível da lesão é oblíquo Fratura com luxação Na qual além da fratura ocorreu também deslocamento articular. a partir de uma ferida nas proximidades ou por via sanguínea a partir de infecções em outros locais. febre e comprometimento da função. Fratura cominutiva Na qual resultam pelos menos três fragmentos ósseos e apresenta desvios.A ruptura se apresenta como uma linha fina sem desvio dos fragmentos.

tumoração e dor. sinais de compressão. condroblastoma Sinais de compressão de estruturas vizinhas. exemplo: entre frontal e parietais. são pouco móveis. exemplo entre vômer e esfenóide. exemplo: entre os ossos nasais. • Escamosa . condroma. Os subtipos consideram a forma das partes dos ossos que se articulam são: • Plana .osteossarcoma. ARTICULAÇÕES Prof.condrossarcoma. d) Gonfose: são articulações entre os dentes e os alvéolos da mandíbula e da maxila. metástases. b. Nader Wafae Conceito: É a conexão ou junção que existe entre as partes do esqueleto. • Serrátil . Cartilagíneas: o tecido interposto é cartilagem. tumoração. só admitem vibrações e grande parte delas tende a desaparecer com o envelhecimento formando as sinostoses.superfícies retilíneas. a) Sincondrose: a cartilagem interposta é do tipo hialino.metastáticos. apresenta células plasmáticas e proteínas anormais no sangue que lhe são características (Bence-Jones). tem pouca mobilidade e apenas algumas delas tendem a desaparecer. tumor generalizado. . Sinônimos: juntas. a) Suturas: são as que possuem pouco tecido fibroso interposto. Dr. sindesmose.Tipos: sutura. Sintomas característicos de neoplasias malignas: dor progressiva.Locais mais freqüentes: vértebras Tumores ósseos malignos a.em forma de serra.mieloma plasmocitário. tumor de origem cartilagínea. b) Sindesmose: são as possuem muito tecido fibroso interposto. formando no conjunto a chamada cruz de Santo André de importância em obstetrícia.superposição de um osso sobre o outro em bisel. exemplo: temporal e parietal. c. Tipos: sincondrose e sínfise. são tumores em que a origem encontra-se em outro órgão e cujas células atingem o osso por via sanguínea ou linfática e passam a crescer em seu interior. esquindelese e gonfose. exemplo: tibiofibular distal. Tipos: Fibrosas: O tecido interposto é conjuntivo fibroso. c) Esquindelese são articulações fibrosas em que uma das superfícies ósseas tem a forma de calha. pode ser interóssea exemplos entre os ossos da base do crânio (occipital e esfenóide). tumor localizado em metáfises de ossos longos provocado por osteoblastos malignos d. junturas. volumosos e de crescimento lento. Tumores ósseos benignos: Osteoma. osteoblastoma. Classificação: Critério usado atualmente considera o tipo de tecido ou a substância que se interpõe entre as partes que se articulam. ou 38 .

intra-óssea, exemplos, a lâmina epifisial dos ossos longos em idade de crescimento. d) Sínfise: a cartilagem interposta é do tipo fibroso, exemplo entre os corpos vertebrais, entre os ossos púbis. Sinoviais: a interposição entre os ossos não é feita por um tecido e sim por um liquido chamado líquido sinovial. Admitem movimentos que são mais amplos de acordo com o tipo considerado; não podem desaparecer. Características: • Líquido sinovial: lubrifica e protege a articulação. • Cápsula articular: envolve as extremidades dos ossos que se articulam. • Membrana sinovial: reveste a cápsula articular por dentro, produz e reabsorve o líquido sinovial. • Cartilagem articular: reveste as superfícies articuláveis dos ossos. • Ligamentos: reforçam a cápsula. • Meniscos ou discos: complementam as superfícies articulares dos ossos. • Movimentos: se realizam em torno dos eixos permitidos pela articulação de acordo com a forma das superfícies que se articulam. O número de eixos permitidos denomina-se grau de liberdade. Os movimentos permitidos recebem nomes de acordo com o eixo em torno do qual esses movimentos se realizam: em torno do eixo longitudinal - rotação; em torno do eixo transversal - flexão e extensão; em torno do eixo sagital - adução e abdução. Tipos: a) Plana: Superfícies Articulares: planas Graus de Liberdade: não possui. Eixos Movimentos: deslizamento Exemplos : processos articulares das vértebras, ossos do carpo b) Gínglimo: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de carretel, o outro é um arco escavado que gira em torno do outro Graus de liberdade: Um Eixo: movimento em torno do eixo transversal Movimentos: Flexão e Extensão Ex. cotovelo (umeroulnar), talocrural c) Trocóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta cabeça circular, o outro um arco ósseo escavado menos acentuado. Graus de liberdade: Um. Eixo: movimento em torno do eixo longitudinal; Movimento: rotação Ex.: rádio e ulna proximal e distal, atlas e áxis. d) Elipsóidea ou Condilar: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta superfície arredondada em dois planos e achatada no terceiro plano, outro se encaixa nessa superfície.

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Graus de liberdade: Dois, Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão; adução e abdução Ex.: radiocarpal e) Selar: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de sela (côncava), outro em forma de cavaleiro (convexo) Graus de liberdade: Dois Eixos: movimentos em torno dos eixos: transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução Ex. trapézio e primeiro metacarpal f) Esferóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos é uma esfera arredondada nos três planos, o outro uma cavidade esférica Graus de liberdade: Três Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal, sagital e longitudinal. Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução, rotação e a somatória de todos, é a circundução. Existem outros critérios de caráter histórico utilizados para classificar as articulações e que apresentam certa correspondência entre si, por exemplo: A- pelo tipo do contato: a)por continuidade (fibrosas e cartilagíneas); b) por contiguidade (sinoviais). B- pelo número de superfícies articulares: a) simples (duas); b) composta (mais de duas); c) complexa (com interposição de discos). C- pela posição: a) concordantes (bem justapostas) b) discordantes (contato incompleto). D- pela função: a) dependentes (temporomandibular); b) independentes. E- pelo movimento: a) diartroses (móveis); b) anfiartroses (pouco móveis); c) sinartroses (imóveis)  Roteiro prático: Classifique as seguintes articulações:
entre os ossos nasais internasal entre os ossos parietais sutura sagital entre o frontal e o parietal sutura coronal entre o occipital e os parietasi sutura lambdóidea entre o temporal e o parietal temporoparietal entre o dente e o alvéolo dental dentoalveolar entre o vômer e o esfenóide esfenovomeral entre a tíbia e a fíbula distal tibiofibular distal entre o occipital e o esfenóide esfenoccpital entre o occipital e temporal petrooccipital entre o esfenóide e temporal esfenopetrosa entre costelas e cartilagens costais costo condral entre cartilagens costais e o esterno costesternal entre os corpos vertebrais intervertebral entre os ossos púbis do quadril sínfise púbica entre manúbrio e corpo do esterno manubrioesternal entre a clavícula e a escápula acromioclavicular entre os processos articulares das vértebras entre as costelas e as vértebras costovertebral entre o úmero e a ulna no cotovelo umeroulnar entre a tíbia e o tarso talocrural 1 fibrosa sutura plana 2 fibrosa sutura serrátil 3 fibrosa sutura serrátil 4 fibrosa sutura serrátil 5 fibrosa sutura escamosa 6 fibrosa gonfose 7 fibrosa esquindelese 8 fibrosa sindesmose 9 cartilagínea sincondrose 10 cartilagínea sincondrose 11 cartilagínea sincondrose 12 cartilagínea sincondrose 13 cartilagínea sincondrose 14 cartilagínea sínfise 15 cartilagínea sínfise 16 cartilagínea sincondrose 17 sinovial plana 18 sinovial plana 19 sinoviais planas 20 sinovial gínglimo 21 sinovial gínglimo

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entre a ulna e o rádio radiulnar entre o áxis e o atlas atlantoaxial mediana entre o rádio e o carpo radiocarpal entre o trapézio e o 1º metacarpal carpometacarpal do polegar entre o úmero e a escápula ombro (glenoumeral) entre o fêmur e o osso do quadril quadril (coxofemoral) entre os ossos do carpo entre os metacarpais e as falanges metacarpofalângica Entre as falanges interfalângicas

22 sinovial trocóidea 23 sinovial trocóidea 24 sinovial elipsóidea 25 sinovial selar 26 sinovial esferóidea 27 sinovial esferóidea 28 sinovial plana 29 sinovial elipsóidea 30 sinovial gínglimo

As articulações; do joelho, esternoclavicular, temporomandibular são exemplos de articulações sinoviais complexas e de difícil classificação, daí a não uniformidade entre os autores. Por coincidência apresentam a interposição de discos ou meniscos.  Identifique os elementos de uma articulação sinovial cápsula articular membrana sinovial cartilagem articular ligamento menisco articular disco articular Ligamentos são estruturas geralmente em forma de fita constituídas de tecido conjuntivo denso que reforçam as articulações sinoviais. Podem ser intracapsulares quando se encontram no interior da cápsula articular, por exemplo, ligamentos cruzados do joelho, extracapsulares, quando se encontram por fora da cápsula articular, constituem a maioria e capsulares quando se encontram na própria cápsula. Identificar os seguintes ligamentos: Esqueleto apendicular Articulação esternoclavicular Ligamento interclavicular Ligamento esternoclavicular anterior O ligamento interclavicular situado sobre a incisura jugular do esterno une as duas extremidades das clavículas. O ligamento esternoclavicular anterior está situado na superfície anterior da articulação entre o esterno e a clavícula. Articulação acromioclavicular Ligamento coracoclavicular (ligs. conóide + trapezóide) O ligamento coracoclavicular é formado por duas partes: a) conóide, menor, mais medial, vai do tubérculo conóide da face inferior da clavícula à parte superior e posterior do processo coracóide e b) trapezóide, maior, vai da linha trapezóidea da face inferior da clavícula até o processo coracóide por diante e lateralmente ao conóide. Articulação do ombro Ligamento coracoumeral Ligamento coracoacromial O ligamento coracoumeral situado na parte superior da articulação do ombro é uma fita que liga o tubérculo maior do úmero à extremidade do processo coracóide.
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Articulação sacroilíaca Ligamento sacrotuberal Ligamento sacroespinal Ligamento sacrotuberal é uma faixa larga que vai da margem lateral e inferior do sacro ao túber isquiático. citamos estes por serem maiores e de melhor visualização. pubofemoral (é difícil individualiza-los) Ligamento da cabeça do fêmur é intracapsular liga à fóvea da cabeça do fêmur ao acetábulo.A mão apresenta um número elevado de ligamentos. direção oblíqua.Ligamento cruzado Ligamento colateral tibial . a maioria deles é de difícil visualização e dissecção. isquiofemoral. Articulação do cotovelo Ligamento colateral ulnar Ligamento colateral radial Ligamento anular do rádio O ligamento colateral ulnar vai do epicôndilo medial do úmero à parte medial do processo coronóide e do olécrano da ulna. Articulação do quadril Ligamento da cabeça do fêmur Ligamentos iliofemoral. Ligamento sacroespinal vai da margem do sacro por dentro do ligamento sacrotuberal até a espinha isquiática. O ligamento colateral radial vai do epicôndilo lateral do úmero à parte lateral do processo coronóide e do olécrano e à cabeça do rádio onde se une ao ligamento anular do rádio. O ligamento radiocarpal dorsal. também oblíquo vai da margem inferior do rádio ao osso piramidal.Ligamento colateral fibular Ligamento transverso do joelho Ligamentos meniscofemoral (anterior e posterior) Ligamento poplíteo (oblíquo e arqueado) Ligamento da patela 42 . fixando-se na maior parte do processo coracóide atrás e lateralmente ao coracoclavicular e na extremidade do acrômio. isquiofemoral (posterior) e pubofemoral (anterior) envolvem e reforçam a cápsula articular seus nomes indicam o trajeto que seguem Articulação do joelho posterior Ligamento cruzado anterior .O ligamento coracoacromial embora ligue duas partes da escápula é importante na estabilização do ombro é largo. Ligamentos iliofemoral (superior). O ligamento anular do rádio envolve a cabeça do rádio unindo-a à incisura da ulna. Articulações da mão Ligamentos radiocarpais palmar e dorsal O ligamento radiocarpal palmar. vai do processo estilóide do rádio ao osso capitato. Observação .

na realidade é uma reunião de pequenos ligamentos.Auxilia a nutrição da cartilagem 5.Melhora a distribuição do liquido sinovial. Ligamento poplíteos (arqueado e oblíquo) extracapsulares. posterior) Ligamentos tibiofibulares anterior e posterior unem as extremidades inferiores dos dois ossos. Ligamento colateral fibular. mais largo. oblíquo liga a parte posterior do menisco lateral ao ligamento cruzado posterior. Ligamento transverso do joelho. Ligamento meniscofemoral posterior. estreito.Dá estabilidade à articulação evitando sobrecarga nos ligamentos 2.Ameniza as pressões funcionando como almofada 4. intracapsular. navicular e cubóide. vai do epicôndilo lateral do fêmur à cabeça da fíbula. Ligamento colateral tibial é uma faixa que vai do epicôndilo medial do fêmur até a parte superior da face medial da tíbia. é uma fita estreita horizontal que liga os meniscos pela frente. inferiores e posteriores situam-se nas proximidades do tendões dos músculos semimembranáceo e poplíteo. intracapsular. mais estreito e menor. Coluna vertebral Ligamento nucal Ligamento longitudinal anterior Ligamento longitudinal posterior Ligamento amarelo Ligamento interespinal 43 . estilomandibular (para o processo estilóide).Melhora a distribuição das pressões 3. Ligamento da patela é a continuação do tendão do músculo quadríceps femoral que se fixa à tuberosidade anterior da tíbia. e esfenomandibular (para a espinha do esfenóide). Ligamento cruzado posterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar. vai do côndilo medial do fêmur à parte lateral e posterior do platô da tíbia.Ligamento cruzado anterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar vai do côndilo lateral do fêmur à parte medial e anterior do platô da tíbia. Ligamento meniscofemoral anterior também ligado ao menisco lateral situa-se entre os dois ligamentos cruzados. Articulação tibiofibular Ligamento tibiofibular (anterior. Reforçam a superfície posterior da cápsula Funções dos meniscosna articulação do joelho 1. Ligamento colateral lateral liga o maléolo lateral aos ossos tálus e calcâneo também é um conjunto de ligamentos Esqueleto axial Crânio: Os principais ligamentos da articulação temporomandibular são: lateral (para o processo zigomático. O interior dessa articulação é ocupada por forte tecido fibroso interósseo que forma a sindesmose tibiofibular distal Articulação do pé Ligamento colateral medial ou deltóideo Ligamento colateral lateral Ligamento deltóide liga o maléolo medial aos ossos tálus.

apresenta irritação da cartilagem articulae e membrana sinovial e conseqüente dor e inchaço. ao longo da coluna vertebral. O ligamento longitudinal anterior é uma larga faixa que adere às faces anteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais ao longo da coluna vertebral. A limitação de movimentos e a dor são os principais achados. calor. Os sintomas são: dor. A mais freqüente é a retroolecraniana. O ligamento longitudinal é uma larga faixa que adere às faces posteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais no interior do canal vertebral. coxartrose do quadril e gonartrose do joelho. A sintomatologa característica é a presença de tumor (edema). degenerativa. Bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial. As mais freqüentes são: do quadril. Os ligamentos supra-espinais ligam as extremidades dos processos espinhosos. Sintomas: Dor. No local há deformidade. Os ligamentos interespinais encontram-se os processos espinhosos seqüenciais. dilacerante. ao longo da coluna vertebral. do ombro e do cotovelo. O ligamento amarelo situa-se entre lâminas vertebrais vizinhas. As mais comuns são: Artrite reumatóide de causa auto-imune apresenta espessamento da membrana sinovial. que aumenta com o movimento. Pode ser congênita. aumento do líquido sinovial. 44 . rigidez articular.Ligamento supra-espinal O ligamento nucal é uma larga faixa situada na linha mediana da região cervical posterior entre os músculos da nuca de ambos os lados. Apresenta dor que piora com a movimentação. As articulações do joelho e do quadril são mais atingidas Artrose é a degeneração progressiva de uma articulação. As artroses mais comuns são: espondiloartrose da coluna vértebra. rubor e dor. rigidez do cotovelo e tumoração flácida atrás do cotovelo. Osteoartrite é característica do envelhecimento articular com progressivo desgaste das cartilagens articulares. desgaste da cartilagem articular e conseqüente incapacitação. traumática ou espontânea por fragilidade ligamentar. traumática. Doenças articulares Artrite é a inflamação de uma articulação pode ser infecciosa (estafilococo). limitação dos movimentos e incapacidade funcional. Luxação é o deslocamento de superfícies articulares. Artrite gotosa de causa metabólica com aumento do ácido úrico no sangue que sob a forma de sais passa a se depositar nas articulações principalmente do pé. metabólica (ácido úrico).

45 . chamadas fibras musculares.Entorse é a lesão articular na qual os ligamentos podem estar mais ou menos atingidos. Etimologia: grego = mys . corpo) e Passiva são as partes periféricas esbranquiçadas não se contraem (tendínea ou tendão).mio . citoplasma liso Sistema Nervoso Autônomo Relação com as vísceras Movimento peristáltico visceral Lenta Camadas Músculos esqueléticos: Número de músculos do corpo: 501. geralmente proximal. cauda) Critérios utilizados para dar nomes os músculos: Forma (trapézio). Os sintomas são: dor. pequeno inchaço. estriados. Genu valgum no qual os côndilos da tíbia se aproximam um em relação ao outro “X”. Conceito: Músculo é um conjunto de células especializadas. função (flexores dos dedos). localização (braquial). Genu varum no qual os côndilos da tíbia se afastam um em relação ao outro “O”. cabeça) e inserção (é o ponto móvel.rato Classificação dos músculos: A) Esqueléticos (voluntários. e incapacidade articular. Dr. lisos. multinucleada. gerando um movimento.músculo latim = mus . vida vegetativa) C) Cardíaco (involuntário e estriado) Características Célula Inervação Localização Função Contração Apresentação Esquelética Alongada. mas varia de acordo com o critério para músculos pares ou ímpares. MIOLOGIA Prof. geralmente distal. Esta parte passiva compreende: Origem (é o ponto fixo. cuja característica essencial é a contratilidade sob a ação de um estímulo. citoplasma estriado Sistema Nervoso Somático Relação com o esqueleto Locomoção movendo os ossos Brusca Isolados Visceral fusiforme. Nader Wafae Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. uninucleada. fixações: (coracobraquial) número de cabeças (bíceps). Partes: Ativa é a parte central carnosa avermelhada que se contrai (ventre. vida de relação) B) Viscerais (involuntários. misto (pronador quadrado).

afastados dos ossos. Classificação quanto à relação entre tendão e ventre do músculo: término-terminal: o tendão é plano e continuação direta da parte carnosa músculos planos (oblíquo externo do abdome). término-lateral: o tendão e a parte carnosa formam um ângulo pode ser apenas um lado do tendão (semipeniforme). Classificação dos músculos quanto à situação: Superficiais: quando situados sob a pele.Classificação dos músculos baseada no número de suas partes: Pelo número de origens: uníceps (maioria) bíceps. biventre (digástrico). Pelo número de ventres: univentre (maioria). Fáscia profunda (tecido conjuntivo fibroso denso que envolve os músculos ligando os músculos entre si. tríceps. Classificação quanto à direção: Retilíneos: (a maioria) Reflexos: quando inicialmente seguem uma direção e depois formam um ângulo e mudam de direção (oblíquo superior do olho) Classificação quanto à forma: Longos: nos quais predomina o comprimento (bíceps). ex. O músculo de movimentos mais delicados possui mais 46 . músculos da expressão facial Profundos: quando situados sob a fáscia muscular. de de ou do Classificação quanto à função do músculo: Agonista ( é o músculo que realiza o movimento desejado). policaudado (flexores dos dedos). quadríceps. Fixadores (fixam articulações). ex. Perimísio (tecido conjuntivo que envolve um fascículo . planos: nos quais predomina a largura (oblíquo externo do abdome). Pelo número de inserções: unicaudado ( maioria). Epimísio (tecido conjuntivo que envolve todo o músculo).conjunto de fibras musculares). ou nos dois lados (peniforme). curtos: nos quais não há predomínio de dimensões (alguns músculos profundos da coluna vertebral). Unidade motora: conjunto de fibras musculares estimuladas pela mesma célula nervosa. intermediário: o músculo apresenta três tendões sendo um deles no meio músculo (digástrico). bicaudado. o tendão envolve a parte final da parte carnosa ( fusiforme). poliventre (reto do abdome). Antagonista (é o músculo que realiza o movimento contrário ao desejado). mais próximos dos ossos. músculos dos membros. Sinergista ( é o músculo que auxilia o movimento desejado anulando movimentos indesejáveis de outros músculos que também participam do movimento). Envolturas: Endomísio (tecido conjuntivo que envolve uma fibra muscular).

margem inferior da espinha da escápula. C5-C6 Ação: Abdução (parte acromial) .Extensão e rotação lateral (parte espinal) SUPRA-ESPINAL Origem: Fossa supra-espinal Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. C5-C6 Ação: Rotação lateral REDONDO MAIOR Origem: Ângulo inferior e margem lateral da escápula. MÚSCULOS DO ESQUELETO APENDICULAR Prof. C5-C6 Ação: Rotação medial REDONDO MENOR Origem: Terço superior da margem lateral da escápula. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. C5-C6 Ação: Adução 47 . Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular. Nader Wafae Músculos do ombro que atuam na articulação do ombro e no braço DELTÓIDE Origem: parte clavicular Terço lateral da clavícula parte acromial Acrômio parte espinal Espinha da escápula Inserção: Tuberosidade para o músculo deltóide (úmero) Inervação Nervo axilar. O músculo de movimentos mais grosseiros possui menos unidades motoras isto é mais fibras musculares dependem de uma célula nervosa. Dr. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo axilar.Adução e rotação medial (parte clavicular) .unidades motoras isto é menos fibras musculares por célula nervosa. C4-C6 Ação: Abdução INFRA-ESPINAL Origem: Fossa infra-espinal. C5-C6 Ação: Rotação lateral SUBESCAPULAR Origem: Fossa subescapular Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular.

C5-C7. C5-C6 Flexão do antebraço Compartimento posterior do braço TRÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo infraglenoidal Cabeça curta: superfície posterolateral do úmero Cabeça medial: dois terços distais e posteromedial do úmero Inserção Olécrano Inervação Nervo radial. nervo radial. Inserção: Tuberosidade para o músculo pronador. Cabeça ulnar: processo coronóide. processo coronóide Nervo musculocutâneo.BRAÇO Músculo do compartimento anterior do braço CORACOBRAQUIAL Origem Processo coracóide Inserção Face medial na parte média do úmero Inervação Nervo musculocutâneo. C6-C8 Auxiliar do tríceps braquial na extensão do antebraço ANTEBRAÇO Compartimento anterior do antebraço PRONADOR REDONDO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. flexão e supinação do antebraço BRAQUIAL Origem: Inserção: Inervação: Ação: Dois terços distais da face anterior do úmero Tuberosidade da ulna. Nervo radial. Inervação: Nervo mediano C6-C7 Ação: Pronação e flexão do antebraço 48 . C5-C7 Ação: Flexão e adução BÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo supraglenoidal Cabeça curta: processo coracóide Inserção Tuberosidade do rádio Inervação Nervo musculocutâneo C5-C6 Ação: Flexão do braço. face lateral do rádio. C6-C8 Ação: Extensão do braço e do antebraço ANCÔNEO Origem: Inserção: Inervação: Ação: Superfície posterior do epicôndilo lateral do úmero. quarto posterior e proximal da ulna. Superfície lateral do olécrano.

Inervação Nervo mediano. C5-T1 Nervo ulnar . osso pisiforme. C7-T1 Ação: Flexão da falange média FLEXOR PROFUNDO DOS DEDOS Origem Parte proximal da face anterior da ulna Inserção Face palmar da base das falanges distais dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano (ramo interósseo anterior) .parte medial. osso metacarpal V. ramo do nervo mediano C6-T1 Ação: Pronação do antebraço Compartimento lateral do antebraço 49 . C7-T1. C7-T1. C8-T1. Ação: Flexão e abdução da mão PALMAR LONGO (inconstante. Inserção Aponeurose palmar. Inervação: Nervo ulnar. C6-C8. Inserção: Quarto distal da face anterior do rádio. Cabeça ulnar: olécrano. Ação: Flexão das falanges distais FLEXOR LONGO DO POLEGAR Origem: Face anterior da parte média do rádio. processo coronóide da ulna Cabeça radial: face anterior do rádio Inserção Base da falange média dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano. processo coronóide da ulna Inserção: Face anterior (palmar) da base da falange distal do polegar. C7-T1. presente em 69% dos antebraços) Origem Epicôndilo medial do úmero. Inervação: Nervo interósseo anterior do nervo mediano. Inervação: Nervo interósseo anterior. Ação irrelevante FLEXOR ULNAR DO CARPO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. Inserção: Osso hamato. Ação: Flexão e adução da mão FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS Origem Cabeça umeroulnar: epicôndilo medial. Ação: Flexão da falange distal do polegar PRONADOR QUADRADO Origem: Quarto distal da face anterior da ulna. dois terços proximais da ulna. Inserção Face ventral das bases dos ossos metacarpais II e III.parte lateral.FLEXOR RADIAL DO CARPO Origem Epicôndilo medial do úmero. Inervação Nervo mediano.

ramo profundo C5-C6 Ação: Supinação do antebraço ABDUTOR LONGO DO POLEGAR Origem Terço médio da face posterior do rádio. dois terços distais da face posterior da ulna Inserção Face lateral da base do osso metacarpal I. ramo profundo. Crista do músculo supinador. ramo profundo C6-C8. ramo profundo. 50 . C6-C8. C5-C6 Ação: Flexão do antebraço EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO Origem Crista supracondilar lateral. C6-C8. Ação: Extensão e abdução da mão Compartimento posterior do antebraço SUPINADOR Origem: Epicôndilo lateral do úmero. base do processo estilóide do rádio Inervação Nervo radial. Inervação Nervo radial. Inervação Nervo radial.BRAQUIORRADIAL Origem Crista supracondilar lateral do úmero Inserção Face lateral do rádio. C6-C8. ramo profundo. Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . Inervação Nervo radial. Ação: Estende a falange proximal do polegar EXTENSOR LONGO DO POLEGAR Origem Parte média da face dorsal da ulna Inserção Face dorsal da base da falange distal do polegar Inervação Nervo radial. Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . C6-C7. ramo profundo. Inervação: Nervo radial. Inserção Face dorsal do osso metacarpal V. Ação: Abdução do metacarpal I EXTENSOR CURTO DO POLEGAR Origem Terço distal da face posterior do rádio Inserção Face dorsal da base da falange proximal do polegar Inervação Nervo radial. Inervação Nervo radial C6-C7 Ação: Extensão e abdução da mão EXTENSOR RADIAL CURTO DO CARPO Origem Epicôndilo lateral do úmero. Ação Estende a falange distal do polegar EXTENSOR ULNAR DO CARPO Origem Cabeça umeral: epicôndilo lateral do úmero Cabeça ulnar: parte dorsal da ulna. Inserção: Terço proximal do rádio .

lumbricais 1 e 2: nervo mediano. interósseo palmar 2: face lateral do osso metacarpal IV M.IV Inervação Nervo ulnar. extensão das falanges médias e distais.uma parte na base das falanges médias.T1. Ação: Extensão da falange proximal do dedo indicador EXTENSOR DO DEDO MÍNIMO Origem Epicôndilo lateral do úmero Inserção Aponeurose dorsal do dedo mínimo Inervação Nervo radial. Flexão das falanges proximais. INTERÓSSEOS PALMARES 1 A 3 Origem M. C8-T1 Ação: Flexão das falanges proximais. Inervação Nervo radial. Ação: Extensão das falanges proximais dos dedos EXTENSOR DO INDICADOR Origem Metade distal da face posterior da ulna Inserção Face medial da aponeurose dorsal do indicador Inervação Nervo radial. C6-C8. ramo profundo. ramo profundo. lumbricais 3 e 4: nervo ulnar. Ação: Abdução dos dedos. Ação: Adução dos dedos. C8-T1 Mm.Ação: Abdução e adução do antebraço EXTENSOR DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral do úmero. extensão das falanges médias e distais. ramo profundo. interósseo palmar 3: face lateral do osso metacarpal V Inserção Expansões extensoras das falanges proximais dos dedos II. ramo profundo. 51 .T1. M. Ação: Extensão da falange proximal do dedo mínimo Mão LUMBRICAIS 1 A 4 Origem Tendões do flexor profundo dos dedos Inserção Expansões extensoras na face lateral (radial) de cada dedo Inervação Mm. flexão das falanges proximais. Inserção Face lateral da base da falange proximal do indicador. ramo profundo. outra parte na base da falange distal. Faces lateral e medial do dedo III Face medial do dedo IV Expansões extensoras dos dedos II . C8 . C6-C8. interósseo palmar 1: face medial do osso metacarpal II. extensão das falanges médias e distais. C6-C8. INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Faces mediais e laterais de dois ossos metacarpais contíguos. ligamento colateral ulnar Inserção Os quatro tendões se separam no dorso da mão e se inserem nas faces dorsais dos dedos II ao V . C8 . IV e V Inervação Nervo ulnar.

base do osso metacarpal II e III. C8 . Ação: Abdução do polegar FLEXOR CURTO DO POLEGAR Origem Cabeça superficial: osso trapézio Cabeça profunda: osso trapezóide. retináculo dos músculos flexores. osso capitato. C8-T1. Inervação Nervo mediano C7-T1. C7-T1. Ação: Abdução do dedo mínimo OPONENTE DO DEDO MÍNIMO Origem Hâmulo do osso hamato.Eminência Tenar ABDUTOR CURTO DO POLEGAR Origem Tubérculo do escafóide. Ação: Oposição do polegar aos demais dedos ADUTOR DO POLEGAR Origem Cabeça oblíqua: osso capitato. Inervação Nervo ulnar. 52 .T1. ramo profundo. Inervação Nervo mediano. tendão do músculo flexor ulnar do carpo Inserção Margem medial da base da falange proximal V e expansão extensora do dedo mínimo. Ação: Adução do polegar Eminência hipotenar FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Osso hamato Inserção Margem medial da base da falange proximal V.T1. ramo profundo. osso trapézio Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. Inervação Nervo ulnar. Inervação Cabeça superficial: Nervo mediano. Inervação Nervo ulnar. Ação: Flexão da falange proximal do polegar OPONENTE DO POLEGAR Origem Osso trapézio. Inserção Osso sesamóide medial na articulação carpometacarpal do polegar Inervação Nervo ulnar.T1. C8 . Cabeça transversa: dois terços proximais da face palmar do osso metacarpal III. Ação: Flexor da falange proximal ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Osso pisiforme.T1. ramo profundo. ramo profundo C8 . retináculo dos músculos flexores. Inserção Face lateral da diáfise do osso metacarpal I. C7-T1 Cabeça profunda: Nervo ulnar. Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. Inserção Face medial do osso metacarpal V. C7 .

Oponente do polegar e Adutor do polegar Eminência hipotenar : Abdutor do dedo mínimo.Ação: Oposição juntamente com o polegar PALMAR CURTO Origem Aponeurose palmar. ramo superficial C7 .T1. Inervação Nervo ulnar. Inserção Pele do lado medial (ulnar) da palma da mão. Flexor curto do dedo mínimo e Oponente do dedo mínimo Palma da mão: 3 interósseos palmares e 4 lumbricais Dorso da mão: 4 interósseos dorsais  Principais ações dos músculos do membro superior 53 . retináculo dos músculos flexores. Ação irrelevante Roteiro prático: Identificar os músculos do membro superior Ombro: Deltóide Infra-espinal Redondo maior Braço: Anteriores: Bíceps braquial Braquial Posteriores: Tríceps braquial Antebraço: Anteriores: Pronador redondo Palmar longo Flexor superficial dos dedos Flexor longo do polegar Laterais Braquiorradial Extensor radial curto do carpo Posteriores: Extensor ulnar do carpo Extensor do indicador Supinador Extensor longo do polegar Supra-espinal Subescapular Redondo menor Coracobraquial Ancôneo Flexor radial do carpo Flexor ulnar do carpo Flexor profundo dos dedos Pronador quadrado Extensor radial longo do carpo Extensor dos dedos Extensor do dedo mínimo Abdutor longo do polegar Extensor curto do polegar Mão: Eminência tenar : Abdutor curto do polegar. Flexor curto do polegar.

bíceps braquial. coracobraquial Extensão do braço: deltóide (parte espinal). bíceps braquial Flexão da mão: flexor ulnar do carpo. face glútea do ílio. supra-espinal Rotação medial: subescapular. infra-espinal. flexor radial do carpo Extensão da mão: extensores radiais longo e curto do carpo. pronador quadrado Supinação (rotação lateral) supinador. tríceps braquial.Flexão do braço: deltóide (parte clavicular). redondo maior Adução do braço: redondo maior. coracobraquial Abdução do braço: deltóide (parte acromial). L4-S1 Ação Abdução e rotação medial da coxa GLÚTEO MÍNIMO 54 . redondo menor. aponeurose toracolombar. redondo maior. ancôneo Pronação (rotação medial) pronador redondo. extensor ulnar do carpo Abdução da mão: flexor radial do carpo. extensores radiais longo e curto do carpo Flexão da falange proximal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Flexão da falange média: flexor superficial dos dedos Flexão da falange distal: flexor profundo dos dedos e flexor longo do polegar Extensão das falanges média e distal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Extensão da falange proximal dos dedos: extensor dos dedos Extensão da falange distal do polegar: extensor longo do polegar Extensão da falange proximal do polegar: extensor curto do polegar Adução dos dedos: interósseos palmares Abdução dos dedos: interósseos dorsais Músculos do membro inferior Músculos do quadril GLÚTEO MÁXIMO Origem Face posterior do sacro. supra-espinal Flexão do antebraço: braquial. extensor ulnar do carpo Adução da mão: flexor ulnar do carpo. braquiorradial. rotação lateral da coxa GLÚTEO MÉDIO Origem Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Inserção Trocanter maior Inervação Nervo glúteo superior. espinha ilíaca póstero-superior Inserção Parte superior: trato iliotibial Parte inferior: tuberosidade glútea Inervação Nervo glúteo inferior. bíceps braquial. Rotação lateral: redondo menor. L5-S2 Ação Extensão do quadril e da coxa. pronador redondo Extensão de antebraço: tríceps braquial. ligamento sacrotuberal.

L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa OBTURADOR INTERNO Origem Margem do forame obturado (face medial) Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno. próximo à espinha ilíaca ântero-superior Trato iliotibial. L5-S2 Rotação lateral e abdução da coxa GÊMEO SUPERIOR Origem Espinha isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Ramos diretos do plexo sacral. raramente também pelo nervo isquiático. espinha ilíaca ântero-inferior. ligamento sacroilíaco anterior. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa TENSOR DA FÁSCIA LATA Origem Inserção Inervação Ação Crista ilíaca. L4-S1 Abdução e rotação medial da coxa Face pélvica do sacro Limite superior do trocanter maior Nervo isquiático ou ramos diretos do plexo sacral. ligamento iliolombar.Origem Inserção Inervação Ação PIRIFORME Origem Inserção Inervação Ação Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Trocanter maior Nervo glúteo superior. ilíaco: fossa ilíaca. altura do terço médio do fêmur Nervo glúteo superior. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa GÊMEO INFERIOR Origem Tuberosidade isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno ou nervo do músculo quadrado femoral ou nervo pudendo ou nervo isquiático. M. psoas maior: faces laterais dos corpos vertebrais TXII à LV. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa QUADRADO FEMORAL Origem Margem lateral do túber isquiático Inserção Crista intertrocantérica Inervação Nervo do músculo quadrado femoral. L4-L5 Flexão e rotação medial da coxa Compartimento anterior da coxa ILIOPSOAS Origem M. processo costiforme LI à LV Inserção Parte distal do trocanter menor 55 .

L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR MAGNO 56 . Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). ramo anterior. ramo anterior. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR CURTO Origem Ramo inferior do púbis Inserção Lábio medial da parte superior da linha áspera Inervação Nervo obturatório. Inervação Nervo femoral. vasto lateral: linha áspera. reto femoral. ilíaco: nervo femoral. L2-L3 Nervo obturatório. M. parte distal do trocanter menor Inervação Nervo femoral. M. L2-L4. M. o reto femoral é também flexor da coxa SARTÓRIO Origem Espinha ilíaca ântero-superior.Inervação Ação M. linha intertrocantérica. L2-L3. cabeça reta: espinha ilíaca ântero-inferior M. L2-L4 Adução da coxa ADUTOR LONGO Origem Ramo superior do púbis Inserção Lábio medial da linha áspera (terço médio) Inervação Nervo obturatório. reto femoral. vasto intermédio: dois terços superiores da diáfise do fêmur. linha intertrocantérica. cabeça reflexa: sulco supra-acetabular M. ramo anterior. L2-L4. Inserção Tuberosidade da tíbia através do ligamento da patela. Ação Extensão da perna. ramo anterior. vasto medial: linha áspera. Ação Flexão da coxa e da perna Compartimento Medial da Coxa GRÁCIL Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis Extremidade proximal da tíbia. Flexão da coxa PECTÍNEO Origem Eminência iliopúbica Inserção Linha pectínea do fêmur. trocanter maior. L3 Ação Adução e flexão da coxa QUADRÍCEPS FEMORAL Origem M. Nervo obturatório. L2-L3. psoas: ramos ventrais do plexo lombar. logo abaixo do epicôndilo medial. Inervação Nervo femoral.

Inserção Face lateral da cabeça da fíbula.Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis. parte tibial. Inervação Nervo isquiático. septo intermuscular lateral. L5-S1 Flexão da perna. L2-L4 Parte posterior: nervo isquiático. côndilo lateral da tíbia. L5-S1 Ação Extensão do hálux. parte tibial. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. rotação medial POPLÍTEO Origem Inserção Inervação Ação Côndilo lateral do fêmur. ramo do ísquio. rotação medial da perna Compartimento anterior da perna TIBIAL ANTERIOR Origem Côndilo lateral da tíbia. metade proximal lateral da tíbia. parte proximal e lateral do tendão comum. Inserção Face medial e plantar do osso cuneiforme medial Base do osso metatarsal I. septo intermuscular lateral. Inervação Nervo isquiático. parte tibial. Inserção Parte póstero-medial do côndilo medial da tíbia. Inervação Nervo fibular profundo. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna SEMITENDÍNEO Origem Túber isquiático Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). L4-L5 Ação Dorsiflexão e inversão do pé EXTENSOR LONGO DO HÁLUX Origem Terço médio da face anterior da fíbula Inserção Face dorsal da falange distal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. rotação lateral SEMIMEMBRANÁCEO Origem Túber isquiático. túber isquiático Parte anterior: linha áspera do fêmur Parte posterior: tubérculo do adutor Parte anterior: nervo obturatório. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. Nervo tibial. Menisco lateral Face posterior do terço proximal da tíbia. Cabeça curta: linha áspera. Inervação Cabeça longa: nervo isquiático. L4-S1 Adução da coxa. a parte extensora estende a coxa Compartimento posterior da coxa BÍCEPS FEMORAL Origem Cabeça longa: túber isquiático e ligamento sacrotuberal. 57 .

septo intermuscular anterior Inserção Por quatro tendões sobre as aponeuroses dorsais dos dedos II . inversão do pé Face poplítea e epicôndilo lateral do fêmur . S1-S2 Flexão plantar do pé. Nervo tibial. Ação Flexão plantar e eversão do pé FIBULAR CURTO Origem Dois terços distais da fíbula. Inervação Nervo fibular profundo. Inserção Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo.V (falanges média e distal) Inervação Nervo fibular profundo. Inervação Nervo tibial. Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. S1-S2 Ação Flexão da perna e plantar do pé.EXTENSOR LONGO DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral da tíbia. inversão do pé SÓLEO Origem Inserção Inervação Ação PLANTAR Origem Inserção Inervação Ação Terço posterior e proximal da fíbula. terço médio da tíbia. Arco tendíneo do músculo sóleo Parte superior e medial da tuberosidade do calcâneo. três quartos proximais da face anterior da fíbula. dois terços distais da fíbula. L5-S1 Ação Extensão dos dedos. L5-S1. Nervo tibial. osso cuneiforme medial Inervação Nervo fibular superficial L5-S1. Septo intermuscular da perna. Inserção Base do osso metatarsal I. Inserção Tuberosidade do osso metatarsal V. S1. Ação Dorsiflexão e eversão do pé Compartimento lateral da perna FIBULAR LONGO Origem Côndilo lateral da tíbia. Dorsiflexão e inversão do pé FIBULAR TERCEIRO (presente em 90% das pernas) Origem Terço distal da fíbula Inserção Face dorsal da base do osso metatarsal V. Inervação Nervo fibular superficial. septo intermuscular da perna. Ação Eversão do pé Compartimento posterior da perna GASTROCNÊMIOS Origem Côndilos medial e lateral do fêmur. S1-S2 Irrelevante 58 .

Inervação Nervo tibial.IV Inervação Nervo fibular profundo. Inserção Falange média dos dedos II-V.FLEXOR LONGO DO HÁLUX Origem Dois terços distais da face posterior da fíbula. L5-S2 Ação Flexão das falanges distais dos dedos Dorso do pé EXTENSOR CURTO DOS DEDOS Origem Face súpero-lateral do calcâneo Inserção Aponeurose dorsal dos dedos II . L5-S1 Ação Extensão da falange proximal do hálux Planta do pé ABDUTOR DO HÁLUX Origem Parte medial da tuberosidade do calcâneo Inserção Falange proximal do hálux. seio do tarso Inserção Falange proximal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. L5-S1 Ação Extensão dos dedos EXTENSOR CURTO DO HÁLUX Origem Face dorsolateral do calcâneo. osso cuneiforme. osso metatarsal II-IV Inervação Nervo tibial. inserção Falange distal do hálux. osso cubóide. 59 . Inervação Nervo plantar medial. Inserção Falange distal dos dedos II-V. Inervação Nervo plantar medial. S1-S2 Ação Abdução do hálux FLEXOR CURTO DOS DEDOS Origem Face plantar da tuberosidade do calcâneo. L5-S2 Ação Flexão da falange distal do hálux TIBIAL POSTERIOR Origem Dois terços proximais da face posterior da tíbia e medial da fíbula. S1-S2 Ação Flexão das falanges média e proximal dos dedos ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Processo lateral da tuberosidade do calcâneo Inserção Face lateral da falange proximal do dedo mínimo. Inervação Nervo tibial. S1-S2 Ação Inversão do pé FLEXOR LONGO DOS DEDOS Origem Face dorsal da tíbia. Inserção Osso navicular.

Inserção Cabeça medial: base da falange proximal do hálux. S1-S3 Cabeça lateral: nervo plantar lateral. Inervação Cabeça medial: nervo plantar medial. aponeuroses dorsais desses dedos Inervação M. Inervação Nervo plantar lateral. S2-S3 60 . S2-S3 Ação Flexão falanges proximais MÚSCULOS LUMBRICAIS DO PÉ 1 A 4 Origem Tendões do músculo flexor longo dos dedos Inserção Falanges proximais dos dedos II ao IV. S1-S3 Ação Flexão da falange proximal do hálux ADUTOR DO HÁLUX Origem Cabeça oblíqua: osso cubóide. Ligamento plantar longo Inserção Falange proximal do dedo mínimo Inervação Nervo plantar lateral. ligamento calcaneocubóideo plantar. ligamento plantar longo. tendão do músculo tibial posterior. S2-S3 Ação Flexão dos dedos FLEXOR CURTO DO HÁLUX Origem Cabeça medial e cabeça lateral: face plantar dos ossos cuneiformes. Cabeça lateral: base da falange proximal do hálux. ligamento calcaneocubóideo plantar. S2-S3 Ação Flexor da falange proximal do dedo mínimo INTERÓSSEOS PLANTARES 1 A 3 Origem Base da face medial dos ossos metatarsais III-V Inserção Parte medial da falange proximal dos dedos III-V Inervação Nervo plantar lateral. osso sesamóide lateral. Cabeça transversa: cápsula das articulações metatarsofalângicas III e V. S1-S2 Mm. S2-S3 Ação Adução e flexão do hálux FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Base do osso metatarsal V. osso cuneiforme lateral. lumbricais II ao IV: nervo plantar lateral. Inserção Falange proximal e osso sesamóide lateral do hálux. ligamento plantar longo Inserção Margem lateral do músculo flexor longo a frente da divisão de seus tendões terminais. ligamento metatarsal transverso profundo. ligamento plantar longo. S2-S3 Abdução do dedo mínimo QUADRADO PLANTAR Origem Face plantar do calcâneo. lumbrical I: nervo plantar medial.Inervação Ação Nervo plantar lateral. osso sesamóide medial. Inervação Nervo plantar lateral.

Fibular terceiro Fibular curto Posteriores: Tríceps sural (gastrocnêmios medial e lateral. vasto medial) Pectíneo Mediais: Grácil Adutor curto Posteriores: Semitendíneo Bíceps femoral Perna: Anteriores: Tibial anterior Extensor longo do hálux Laterais: Fibular longo Adutor longo Adutor magno Semimembranáceo Extensor longo dos dedos. face medial do dedo II Inervação Nervo plantar lateral. extensor curto do hálux. sóleo) Tibial posterior Flexor longos dos dedos Flexor longo do hálux plantar Pé: Dorsais: extensor curto dos dedos. interósseos dorsais Plantares: camada inferior: abdutor do dedo mínimo. vasto intermédio. camada 61 . Glúteo médio. vasto lateral. Tensor da fáscia lata Gêmeo superior Gêmeo inferior Coxa: Anteriores: Iliopsoas Sartório Quadríceps femoral (reto femoral. flexor curto dos dedos abdutor do hálux. lumbricais. camada média inferior: quadrado plantar. S2-S3 Ação Flexão e abdução dos dedos Roteiro prático: identificar os músculos do membro inferior Quadril: Glúteo máximo Glúteo mínimo Piriforme Obturador interno (tendão) Quadrado femoral.Ação Flexão e adução dos dedos INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Cada músculo se insere em ossos metatarsais adjacentes Inserção Face lateral da falange proximal dos dedos II ao IV.

interósseos plantares e dorsais. médio e inferior. Adução da coxa: adutores longo. bíceps femoral. Podemos dividi-los em patamares superior. obturador interno. quadrado femoral. músculos da orelha. quadrado plantar Adução dos dedos: adutor do hálux. músculos do couro cabeludo. angústia. curto e terceiro Extensão das falanges: extensores longos e curtos dos dedos e do hálux Flexão das falanges: flexores longos e curtos dos dedos e do hálux. reto femoral.  ação dos músculos do membro inferior Flexão da coxa: iliopsoas. pectíneo Extensão da coxa: glúteo máximo. piriforme. semitendíneo. interósseos plantares Abdução dos dedos: abdutores do hálux e do dedo mínimo. Músculos da expressão facial: Características: são músculos superficiais situados sob a pele da face tendo pelo menos uma fixação na pele e outra podendo ser óssea ou muscular. semimembranáceo. camada superior: interósseos plantares. tensor da fáscia lata. interósseos dorsais Músculos do Esqueleto Axial: Professor Dr. curto e magno (parte adutora). tensor da fáscia lata. Flexão da perna: bíceps femoral. piriforme Rotação medial da coxa: glúteos médio e mínimo. poplíteo Extensão da perna: quadríceps femoral Flexão dorsal do pé: tibial anterior. sartório. parte extensora do adutor magno. músculos da mastigação. semitendíneo Rotação lateral da coxa: glúteo máximo. semimembranáceo. 62 . pectíneo Abdução da coxa: glúteos médio e mínimo. gêmeos. fibular longo Inversão do pé: tibiais anterior e posterior Eversão do pé: fibulares longo. extensores longos dos dedos. sartório. grácil. adutor do hálux. músculos da faringe. semitendíneo. lumbricais. Nader Wafae MÚSCULOS DA CABEÇA Os músculos da cabeça dividem-se em vários grupos: músculos da expressão facial. satisfação. flexor curto do dedo mínimo. músculos da língua e músculos da nuca. fibular Flexão plantar do pé: tríceps sural.média superior: flexor curto do hálux. portanto não se destinam a gerar movimentos e são os responsáveis pelas expressões faciais de dor. músculos dos ossículos da audição. músculos extrínsecos do bulbo do olho. alegria. e etc.

Protrai e movimenta lateralmente a mandíbula. processo condilar da mandíbula. levam o ângulo da boca para cima e lateralmente LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E DA ASA DO NARIZ: maxila. ramo da mandíbula. eleva a pele do mento. que circunda a órbita. Músculos do couro cabeludo MÚSCULO EPICRÂNICO formado pelos músculos OCCIPITOFRONTAL (occipital e frontal). abaixa o lábio inferior MENTUAL: mandíbula e pele do mento. osso frontal. Músculos dos ossículos da audição TENSOR DO TÍMPANO e MÚSCULO DO ESTAPÉDIO. levanta o lábio superior e dilata a narina. mandíbula e maxila. serão estudados juntamente com o bulbo do olho.No patamar superior encontram-se os músculos da órbita e do nariz : ORBICULAR DO OLHO. contorna o dorso do nariz transversalmente. enruga a testa NASAL. occipital ocupa a escama do osso occipital. PRÓCERO. circular. PTERIGÓIDEO LATERAL: processo pterigóide do esfenóide. leva o ângulo da boca para baixo e para o lado. Temporoparietal e pela aponeurose epicrânica. RETO LATERAL. Levanta a mandíbula TEMPORAL: fossa temporal. Músculos extrínsecos do bulbo do olho RETO MEDIAL. Levanta a mandíbula PTERIGÓIDEO MEDIAL: processo pterigóide do esfenóide. o m. frontal não tem inserção 63 . situado acima do anterior. leva o ângulo da boca lateralmente BUCINADOR. osso frontal. pele entre os supercílios. OBLÍQUO INFERIOR E LEVANTADOR DA PÁLPEBRA SUPERIOR. Músculos da mastigação: MASSETER: arco zigomático. ABAIXADOR DO LÁBIO INFERIOR: mandíbula. processo coronóide da mandíbula. OBLÍQUO SUPERIOR. músculo esfinctérico. osso nasal. LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR: maxila. levanta e everte o lábio superior LEVANTADOR DO ÂNGULO DA BOCA: eleva o ângulo da boca RISÓRIO: masseter. serão estudados juntamente com as orelhas. RETO INFERIOR. aproxima os supercílios. osso zigomático. fecha os lábios ZIGOMÁTICOS MAIOR E MENOR. CORRUGADOR DO SUPERCÍLIO. O m. ramo da mandíbula. Levanta a mandíbula. RETO SUPERIOR. Tensor das bochechas durante a mastigação impede que o alimento saia do interior da boca e fique entre os dentes e a bochecha. fecha as pálpebras. auxilia a dilatar as narinas No patamar médio encontram-se os músculos da boca ORBICULAR DA BOCA. No patamar inferior encontram-se os músculos mais inferiores ABAIXADOR DO ÂNGULO DA BOCA: mandíbula. músculo esfinctérico.

Músculos da língua Podem ser intrínsecos (longitudinais superior e inferior. estiloglosso. de modo geral elevam o osso hióide: DIGÁSTRICO: Origem: Ventre posterior: processo mastóide Inserção: Ventre anterior: margem inferior da mandíbula Inervação: Ventre anterior: nervo mandibular. plexo cervical. Serão estudados no sistema digestório. condroglosso. Ventre posterior: nervo facial. MÚSCULOS DO PESCOÇO: PLATISMA é um músculo superficial que ocupa grande parte do pescoço se insere na pele sobre os músculos deltóide e peitoral maior e na mandíbula. Músculos da nuca Serão vistos ainda neste capítulo no estudo dos músculos do dorso. Músculos da faringe Podem ser constritores e levantadores. Serão estudados no sistema digestório. C2 Ação: Juntos: flexionam a coluna cervical e a cabeça. Ação: eleva e puxa a pele do pescoço para a frente ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO: Origem: Cabeça esternal: manúbrio do esterno Cabeça clavicular: terço medial da clavícula Inserção: Processo mastóide Inervação: Nervo acessório (XI). Movimentam o couro cabeludo. Ação: abaixam a mandíbula quando se abre a boca e levantam o hióide quando se deglute. Ação: abaixam a mandíbula e levantam o soalho da boca e a língua ajudando a deglutição. O temporoparietal. superficiais: AURICULARES ANTERIOR. ramo do nervo mandibular. hioglosso. Isoladamente: inclinam a cabeça e a coluna cervical para o mesmo lado e rodam a cabeça para o lado oposto. São acessórios da inspiração forçada.óssea. MILO-HIÓIDEO: Origem: Linha milo-hióidea na face interna da mandíbula Inserção: Margem superior do corpo do osso hióide Inervação: Nervo milo-hióideo. vertical) e extrínsecos (genioglosso. palatoglosso). pequeno insere-se na pele e fáscia temporal acima e na frente da orelha externa. Músculos supra-hióideos. Músculos da orelha São os pequenos músculos POSTERIOR e SUPERIOR. transverso. 64 .

C1-C2 Ação: semelhante ao milo-hióideo ESTILO-HIÓIDEO: Origem: Processo estilóide do osso temporal Inserção: Margem lateral do corpo do osso hióide Inervação: Nervo facial. Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. ESCALENO ANTERIOR: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 3ª à 6ª vértebra cervical Inserção: Tubérculo do músculo escaleno anterior sobre a 1ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais C5-C8 ESCALENO MÉDIO: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 2ª à 7ª vértebra cervical 65 . C1-C4 ESTERNO-HIÓIDEO: Origem: Parte medial da clavícula. de modo geral abaixam o osso hióide. face posterior da 1ª cartilagem costal Terminação: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Inervação: Alça cervical. C1-C4 Ação: Abaixa o osso hióide. OMO-HIÓIDEO: Origem: Margem superior da escápula Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. Músculos infra-hióideos em forma de fita. C1-C4 Ação: Levanta a laringe ESTERNOTIREÓIDEO: Origem: Face posterior do manúbrio do esterno. TIREO-HIÓIDEO: Origem: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Terminação: Corno maior do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C4 Ação: Abaixa a laringe e o soalho da boca concluída a deglutição Músculos escalenos: Flexão lateral da coluna cervical (pescoço). face posterior do manúbrio do esterno. Ação: puxam o osso hióide para trás.GENIO-HIÓIDEO: Origem: Espinha geniana na mandíbula Inserção: Face anterior do corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. acessórios da inspiração forçada.

MÚSCULOS RETOS ANTERIORES: occipital. 6 costela e cartilagens costais superiores. posteriormente ao sulco da artéria subclávia Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. atlas. PEITORAL MENOR: Origem 3ª à 5ª costela Inserção Processo coracóide Inervação Nervos peitorais medial e lateral. metade medial da clavícula Inserção Crista do tubérculo maior Inervação Nervos peitorais medial e lateral. SERRÁTIL ANTERIOR: Origem 1ª à 9ª costela Inserção Margem medial da escápula Inervação Nervo torácico longo. consequentemente a escápula se desloca lateralmente constituindo o que chamamos de escápula alada pela semelhança com uma asa. diafragma. MÚSCULOS LONGOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO: occipital. vértebras cervicais (corpos e processos transversos). C5-C7 Ação: abdução do braço Obs. C6-C8 Ação: Abaixa a escápula. intercostais internos e externos. A atrofia do músculo serrátil anterior o afasta da parede torácica. SUBCLÁVIO: Origem e inserção: clavícula e primeira costela Os músculos que atuam na respiração: transverso do tórax. Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 5ª e 6ª vértebras cervicais Inserção: Margem superior da 2ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. MÚSCULOS DO TÓRAX PEITORAL MAIOR: Origem Esterno. C8-T1 Ação: Flexão. adução e rotação medial do braço. C7-C8 MÚSCULOS PRÉ-VERTEBRAIS: Ação flexão da coluna cervical (pescoço) e da cabeça. subcostais e levantadores das costelas (serão estudados no sistema respiratório) MÚSCULOS DO ABDOME RETO DO ABDOME: 66 .Inserção: 1ª costela. C4-C8 ESCALENO POSTERIOR: Nem sempre está presente.

T5-T11. ligamento inguinal. flexão da coluna vertebral. crista púbica. processo xifóide. Nervo iliohipogástrico. Terminação Tubérculo púbico. Terminação Linha alba Inervação Nervos intercostais. flexão da coluna vertebral. T5-T11. Nervo subcostal. tosse e a defecação. ramo genital L1-L2 Ação Levanta a bolsa testicular. a micção. Nervo ilioinguinal. L1 Ação: Na contração unilateral. Nervo subcostal. o bilateral. Na contração bilateral. aponeurose toracolombar. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. Nervo ilioinguinal. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. Pode colaborar no controle térmico da bolsa testicular junto com o dartos (túnica de músculo liso). na contração bilateral. tosse e a defecação. T12. vômito. Nervo subcostal. na contração bilateral. L1 Ação Rotação do tórax em relação à pelve do lado oposto. o bilateral. Nervo subcostal. 67 . cartilagens costais da 9ª à 12ª costelas. MÚSCULO CREMASTER Origem Fibras mais inferiores do músculo oblíquo interno do abdome e algumas fibras do músculo transverso. OBLÍQUO EXTERNO DO ABDOME: Origem Margem inferior e face anterior da 5ª à 12ª costelas. Juntamente com os outros músculos do abdome. Nervo iliohipogástrico. Na contração bilateral. L1 Ação Flexão da parte torácica da coluna vertebral. T12-L1. Terminação Crista púbica Sínfise púbica Inervação Nervos intercostais. rotação do tórax para o mesmo lado. lábio externo a crista ilíaca. T5-T11. Juntamente com os outros músculos do abdome. Terminação Crista púbica. a micção. Nervo iliohipogástrico. T12-L1. linha alba. T5-T11. OBLÍQUO INTERNO DO ABDOME: Origem Ligamento inguinal. T12. linha alba através da bainha dos músculos retos do abdome. Inervação Nervos intercostais. vômito. Estabiliza a pelve. T12-L1. Nervo iliohipogástrico. T12. O reflexo cremastérico consiste na contração do músculo pelo toque na parte súpero-medial da coxa. Terminação Face interna da bolsa testicular . T12-L1. Inervação Nervo genitofemoral. crista ilíaca. Nervo ilioinguinal. TRANSVERSO DO ABDOME: Origem Cartilagens costais da 6ª à 12ª costelas. L1 Ação Na contração unilateral.Origem Face anterior da 5ª à 7ª cartilagem costal. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. Nervo ilioinguinal. T12. rotação do tórax para o mesmo lado. flexão da coluna vertebral na contração bilateral. Inervação Nervos intercostais.

oblíquo interno do abdome e transverso do abdome. todas as aponeuroses passam por diante do músculo reto do abdome. A parte superior da lâmina posterior é formada pela subdivisão posterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome juntamente com a aponeurose do músculo transverso do abdome. o tendão plano dos músculos planos como são os casos: oblíquo externo do abdome. PIRAMIDAL: Origem linha alba Inserção púbis Inervação Nervo ilio-hipogástrico Ação Insignificante Bainha do músculo reto do abdome O músculo reto do abdome encontra-se no interior da bainha do músculo reto do abdome formada pelas lâminas anterior e posterior. PSOAS MAIOR. A parte superior da lâmina anterior é formada pela aponeurose do músculo oblíquo externo juntamente com uma subdivisão anterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome. nesse nível. a micção. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. deixando a lâmina posterior da bainha do reto formada apenas pela frágil fáscia transversal. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. Chama-se aponeurose. QUADRADO DO LOMBO: Origem Crista ilíaca Inserção Décima segunda costela.Juntamente com os outros músculos do abdome. favorece o aparecimento das hérnias inguinais. Na contração bilateral seu desempenho na respiração é discutível. A parte inferior da bainha do músculo reto do abdome abaixo do umbigo é de constituição diferente: a lâmina anterior passa a ser formada pelas aponeuroses dos músculos oblíquo externo do abdome. Esta fragilidade da fáscia transversal. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome juntas e a lâmina posterior apenas pela fáscia transversal. O nível de transição entre essas duas partes é marcada na lâmina posterior pela linha arqueada. Na contração bilateral. Abaixo dessa linha. PSOAS MENOR E ILÍACO. vômito. processos costiformes Ação: Na contração unilateral inclina o tórax para o mesmo lado e auxilia os músculos do quadril impedindo o abaixamento da pelve durante o movimento. Linha alba é a linha mediana da parede abdominal formada pelo entrecruzamento de aponeuroses de ambos lados. tosse e a defecação. Linha semilunar é a linha formada pelas aponeuroses dos músculos abdominais ao atingirem a margem lateral do músculo reto do abdome. Esta diferença de comportamento das aponeuroses na bainha do músculo reto do abdome acima e abaixo da linha arqueada resultou da mudança de posição do ser humano em bípede. 68 .

Foram estudados no esqueleto apendicular sob a denominação de músculo iliopsoas. MÚSCULOS DO DORSO Os músculos do dorso se dispõem em 3 camadas superpostas da superfície em direção à profundidade: camada superficial. Inserção espinha da escápula. processos espinhosos da 3ª à 5ª vértebras torácicas. da linha nucal superior. Inserção Margem medial da escápula no nível da espinha. Inervação Nervo dorsal da escápula. Ação Levanta a escápula ROMBÓIDE MAIOR Origem Processos espinhosos da 1ª à 5ª vértebras torácicas Inserção Margem medial da escápula entre a espinha e o ângulo inferior Inervação Nervo dorsal da escápula. terço lateral da clavícula Inervação Nervo acessório (XI) Ação Eleva. parte descendente: Protuberância occipital externa. Inervação Nervo dorsal da escápula. aduz e roda medialmente o braço CAMADA MÉDIA LEVANTADOR DA ESCÁPULA Origem Tubérculo posterior dos processo transversos da 1ª à 4ª vértebra cervical Inserção Ângulo superior e parte da margem medial da escápula. C4 Ação Levanta e retrai a escápula SERRÁTIL POSTERIOR SUPERIOR 69 . C3-C5. acrômio. CAMADA SUPERFICIAL: TRAPÉZIO Origem parte ascendente: processos espinhosos da 4ª à 12ª vértebras torácicas parte transversa: Ligamento nucal. terço posterior da crista ilíaca. 9ª . processo espinhoso da 1ª à 4ª vértebra cervical.12ª costela Inserção Crista do tubérculo menor Inervação Nervo toracodorsal. C6-C8 Ação Estende. C4-C5 Ação Levanta e retrai a escápula ROMBÓIDE MENOR Origem Processo espinhoso da 6ª e 7ª vértebra cervical. camada média e camada profunda. retrai e fixa o ombro LATÍSSIMO DO DORSO Origem Aponeurose toracolombar.

C11-L2 Ação Abaixa as costelas CAMADA PROFUNDA: ESPLÊNIO da CABEÇA Origem Metade inferior do ligamento nucal. inserida nos processos transversos.a parte lateral. Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ESPLÊNIO do PESCOÇO Origem Processos espinhosos da 3ª à 6ª vértebra torácica. vão de processos transversos inferiores para processos espinhosos superiores. é o principal extensor da coluna vertebral. são músculos curtos que vão de uma vértebra a outra ou de uma costela a uma vértebra e se colocam ao longo da coluna vertebral.a parte intermédia. São encontrados no lombo.a parte mediana. formado por 3 partes longitudinais dispostas no sentido transversal: ESPINAIS . Transverso-espinais. são oblíquos. Ação Extensão do pescoço na contração bilateral.Origem duas Inserção Inervação Ação Processos espinhosos das duas últimas vértebras cervicais e primeiras vértebras torácicas 2ª à 5ª costela Ramos anteriores dos nervos espinais. inserida nos processos espinhosos. 70 . Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ERETOR DA ESPINHA. ILIOCOSTAIS . C6-T2 Levanta as costelas SERRÁTIL POSTERIOR INFERIOR Origem Processos espinhosos das duas últimas vértebras torácicas e das duas primeira vértebras lombares Inserção Margem inferior da 9ª à 12ª costela Inervação Ramos anteriores dos nervos espinais. LONGUÍSSIMOS . Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C5-C7. Linha nucal superior Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C3-C5. tórax e pescoço. Ação Extensão da cabeça e pescoço na contração bilateral. suas fixações pulam pelo menos duas vértebras (2 a 5). Pertencem a este grupo: MULTÍFIDOS. Os oblíquos em geral ligam os processos transversos aos processos espinhosos e destinam-se principalmente à rotação. Terminação Tubérculos posteriores dos processos transversos da 2ª à 5ª vértebras cervicais. Processos espinhosos da 7ª vértebra cervical à 3ª vértebra torácica. A direção de suas fibras determina a função. Os longitudinais em geral ligam processos espinhosos entre si ou processos transversos entre si e destinam-se principalmente à extensão do segmento em que se encontram. Terminação Processo mastóide. inserida nas costelas e processos transversos.

C2. extensor. Roteiro prático dos músculos do esqueleto axial Músculos da expressão facial: 1-Prócero 2-Nasal 3-Orbicular do olho 4-Orbicular da boca 5-Bucinador 6-Zigomático maior 7-Abaixador do ângulo da boca 71 .ROTADORES. Ação Extensor. INTERTRANSVERSÁRIOS. Inervação: em geral. inclinação lateral da cabeça. inclinação lateral da cabeça RETO POSTERIOR MENOR DA CABEÇA: Origem Tubérculo posterior do atlas. são oblíquos. Terminação Parte medial da linha nucal inferior. (em geral. Terminação Parte posterior do processo transverso do atlas. osso occipital Inervação Nervo suboccipital C1 Ação: Extensor. Ação dos músculos do dorso: De modo geral os músculos do dorso destinamse à movimentação da coluna vertebral e da cabeça. rotação e inclinação lateral conforme o sentido de suas fibras. tórax e pescoço SEMI-ESPINAIS. inclinação lateral da cabeça . fixam-se em processos espinhosos de vértebras adjacentes. Terminação Parte média da linha nucal inferior. fixam-se em processos transversos de vértebras adjacentes. pescoço e cabeça. Ação Extensor. participando da extensão. Inervação Nervo suboccipital C1-C2. são longitudinais. INTERESPINAIS. inclinação lateral da cabeça. são oblíquos. são longitudinais. São encontrados no lombo. Suboccipitais: RETO POSTERIOR MAIOR DA CABEÇA Origem Processo espinhoso do atlas. porém mais longos que os anteriores. Inervação Nervo suboccipital. Ação: Rotador. pelos ramos posteriores dos nervos espinais. pulam mais de 5 vértebras) localizam-se na parte superior da coluna vertebral: tórax. fraco rotador OBLÍQUO INFERIOR DA CABEÇA: Origem Processo espinhoso do áxis. Terminação Osso occipital acima e lateralmente à linha nucal inferior Inervação Nervo suboccipital C1. vão do processo transverso inferior para o processo espinhoso imediatamente superior (rotador curto) ou pulam uma vértebra (rotador longo). OBLÍQUO SUPERIOR DA CABEÇA Origem Tubérculo posterior do atlas.

Eretor da espinha 40.Fáscia transversal Músculos do dorso: 34.Piramidal 30.Linha arqueada 33.Espinal 41.Reto posterior menor da cabeça 47.Reto posterior maior da cabeça 46.Oblíquo superior da cabeça 72 .Esplênio 44.8-Mentual Músculos da mastigação: 9-Masseter 10-Temporal 11-Pterigóideo medial 12-Pterigóideo lateral Músculos do pescoço 13-Platisma 14-Esternocleidomastóideo 15-Escaleno anterior 16-Escaleno médio 17-Digástrico 18-Milo-hióideo 19-Omo-hióideo 20-Esternotireóideo 21-Esterno-hióideo Músculos do tórax: 22-Peitoral maior 23-Peitoral menor 24-Serrátil anterior Músculos do abdome: 25-Reto do abdome 26-Oblíquo externo do abdome 27-Oblíquo interno do abdome 28-Transverso do abdome 29.Lâmina posterior da bainha do músculo reto do abdome 32.Rombóide maior 39.Latíssimo do dorso 36.Longuíssimo 42.Semi-espinal 45.Trapézio 35.Iliocostal 43.Lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome 31.Rombóide menor 38.Levantador da escápula 37.

Tendinite do manguito rotador ou “ombro doloroso” A tendinite se deve a pequenos traumatismos repetitivos principalmente no tendão do supra-espinal. pode apresentar hematoma. na qual a cabeça permaneça inclinada para o lado atingido.Serrátil posterior superior 54. Epicondilite (cotovelo do tenista) Inflamação no nível da inserção comum dos músculos extensores e supinadores do antebraço. Sintomas: dor ao acionar o tendão lesado.Multífido 52. Tendinite Inflamação dos tendões. Pode ser um estiramento das fibras musculares. Sintomas: é a permanência da cabeça inclinada e dor intensa ao tentar movimentar o pescoço.Quadrado do lombo 50. Sintomas: dor generalizada e rigidez do tronco. uma dilaceração das fibras musculares até a ruptura do músculo ou tendão. incapacidade menor ou maior para usar o músculo.Serrátil posterior inferior Doenças musculares Câimbra: Contração muscular dolorosa e involuntária.Oblíquo inferior da cabeça 49. Miastenia grave 73 .Rotador 53. rigidez e fadiga. Traumatismos musculares Geralmente decorrentes de práticas desportivas que provocam o estiramento brusco do músculo contraído. Sintomas dificuldade e dor ao levantar o braço. Distrofia muscular As distrofias musculares caracterizam-se pela perda progressiva da força e da integridade muscular. Sintomas: dor súbita no nível lesado. Sintomas: progressiva perda da força muscular. Torcicolo Contratura dos músculos do pescoço.48.Psoas maior 51. Fibromialgia Enfermidade não inflamatória caracterizada por dor muscular generalizada. Sintomas: dor no nível do epicôndilo lateral do cotovelo. As lesões por esforços repetitivos são as causas mais freqüentes.

Composição: o sistema circulatório desempenha suas funções através de meios líquidos (sangue e linfa). Sintomas: enfraquecimento muscular generalizado. 74 . A bomba hidráulica é o coração e os tubos chamados vasos são as artérias. como os elementos figurados e as moléculas maiores principalmente de proteínas e gorduras não conseguem atravessar a membrana aumentam a pressão osmótica no interior do capilar que agora recupera o líquido que forneceu em sua parte inicial para neutralizar a pressão osmótica .Defesa do nosso organismo : o sistema circulatório através de mecanismos imunológicos (anticorpos) e dos próprios glóbulos brancos promove a nossa defesa contra agressões de microrganismos. 3. O sangue chega à rede capilar proveniente das artérias sob uma pressão suficiente para que parte de seu componente líquido atravesse as paredes permeáveis dos capilares.Excreção: quando o líquido intersticial retorna para o interior do capilar trás consigo os resíduos químico (uréia. Tenossinovite estenosante Retração inflamatória estenosante da bainha comum dos tendões do extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar ao passarem pelo rádio. Botulismo Doença causada pelo Clostridium botulinum. SISTEMA CIRCULATÓRIO Prof. Funções: O sistema circulatório desempenha suas funções principalmente através da rede capilar interposta entre artérias e veias. as veias e os vasos linfáticos. Sintomas: dor sobre o processo estilóide do rádio e ruído ao movimento. Os vasos microscópicos de paredes permeáveis através das quais ocorrem as permutas com o líquido intersticial constituem os capilares. creatinina) e gasoso (gás carbônico) resultantes do trabalho celular e que devem ser retirados das células e do interstício por serem tóxicos. distúrbios visuais. em que sua toxina bloqueia a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. Assim sendo. Para completar esta função o sistema circulatórios conduz esses resíduos até o rim e pulmão para serem eliminados. Dr. Nader Wafae O sistema circulatório da mesma forma que os sistemas nervoso e endócrino é um sistema de integração no nosso organismo. Assim sendo.Nutrição: quando o componente líquido do sangue atravessa a parede do capilar trás consigo material nutritivo químico como glicose e aminoácidos que alimenta nossas células e o oxigênio para o metabolismo celular. seus componentes encontram-se em todas as partes do corpo. embora a produção da acetilcolina não esteja alterada. 1. 2. sua composição pode ser comparada a de um sistema hidráulico com uma bomba hidráulica que o dinamiza e um conjunto de tubos no interior dos quais o líquido circula.Doença da junção neuromuscular na qual o impulso nervoso não pode passar ao músculo.

sexo. após a morte e a conseqüente fixação passa a se apresentar como uma pirâmide triangular com base. Forma: no vivo. Dimensões: em média o peso do coração situa-se em torno de 5 gramas por quilo de peso na pessoa adulta.4. as anastomoses se contraem e o sangue passa predominantemente pelos capilares para devolver ao ambiente o calor que o corpo está recebendo desse mesmo ambiente. em cima do diafragma e entre os dois conjuntos pleuropulmonares. 5. é claro. por diante da coluna vertebral (5ª à 8ª vértebras) e do esôfago. 75 . os fatores patológicos. Caso a temperatura ambiente esteja baixa (frio) essas comunicações se dilatam e são postas a funcionar evitando. A região onde se situa denomina-se mediastino médio. sistêmica ou de nutrição: o sangue passa do ventrículo esquerdo para o interior da aorta que distribui o sangue pelas redes capilares dos tecidos. ANATOMIA DO CORAÇÃO Conceito: é um órgão predominantemente muscular com cavidades e válvulas em seu interior. e retorna pelas veias pulmonares para o átrio esquerdo.Regulação térmica: atua mediante mecanismos de vasoconstrição e vasodilatação na pele. em grande parte. Circulação Sangüínea: Grande circulação. e retorna através das veias cavas para o átrio direito. não considerando. No entanto. por exemplo) para que atuem em outros órgãos situados a distância do local em que são produzidos. biotipo e desenvolvimento muscular. Sua função endócrina é representada pela produção do hormônio atrial natriurético que estimula a excreção de sódio. sua forma é de um cone de base superior. três faces e um ápice. Pequena circulação. Caso a temperatura ambiente esteja alta (quente). a largura entre 9 e 10 cm e a espessura em torno de 6 cm. coração-pulmão ou funcional: o sangue passa do ventrículo direito para o interior do tronco pulmonar e artérias pulmonares daqui para a rede capilar pulmonar. para auxiliar a manter nossa temperatura constante. que o sangue passe pelo capilar o que levaria o corpo a ceder calor para o ambiente. Situação: é órgão impar situado na cavidade torácica atrás do esterno e das cartilagens costais. Principalmente na pele antes de chegarmos a rede capilar existem pequenos vasos que comunicam as artérias menores (arteríolas) com as veias menores (vênulas) são as anastomoses arteríolo-venulares e cujos funcionamentos são reguláveis. cuja função principal é movimentar o sangue mediante mecanismos de aspiração e propulsão semelhantes a uma bomba hidráulica. essas medidas médias podem ser alteradas por influências de vários fatores como: idade. a altura entre 13 e 15 cm.Correlação humoral: transporta substâncias químicas produzidas em certos órgãos (glândulas endócrinas.

não chegou a formar uma face como aconteceu no lado esquerdo. consideramos como a parte do coração situada acima e atrás do sulco coronário que separa externamente as paredes dos átrios e dos ventrículos. apresenta um sulco oblíquo. É a tendência de retificação de seu arco que ocorre pela entrada do sangue durante a sístole que leva o coração. Este meio de fixação situado posteriormente garante a livre movimentação dos ventrículos situados anteriormente. particularmente a ponta. se deposita em maior quantidade. É o ápice que toca na parede torácica no nível do 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo ("choque da ponta") por estar em posição mais anterior. DESCRIÇÃO EXTERNA Externamente o coração apresenta: três faces. a predominante. assim o alongamento vertical do átrio direito e o alongamento horizontal do átrio esquerdo. O ápice ou ponta do coração é predominantemente constituído pela parede do ventrículo esquerdo separado da pequena porção do ventrículo direito por um sulco chamado incisura do ápice que representa a continuidade entre os sulcos interventriculares anterior e posterior. Margem direita. pulmonar (esquerda) e diafragmática (inferior). Assim definida. formada pelas veias cavas superior e inferior que constituem o tirante vertical e pelas veias pulmonares que formam o tirante horizontal é o principal meio de fixação. Já a artéria aorta é importante meio de suspensão do coração. por ser pouco espessa. pouco tecido adiposo e não apresenta sulcos é portanto constituída somente pela parede do ventrículo esquerdo. pouco abaulada. formada pelo encontro das faces esternocostal e diafragmática é constituída unicamente pela parede do ventrículo direito que. é a mais abaulada. aguda. apesar de seu dinamismo. é onde o tecido adiposo. Estática: o coração é mantido em posição. as aurículas direita e esquerda. formou-se em função da maior espessura da parede do ventrículo esquerdo. Face diafragmática ou inferior é plana por colocar-se sobre o centro tendíneo do músculo diafragma. o sulco interventricular anterior que separa as paredes dos ventrículos direito e esquerdo que constituem esta face. A parte da parede do ventrículo direito que antecede a artéria pulmonar chama-se cone arterial. o tecido adiposo está ausente ou em pequena quantidade. As faces são três: esternocostal (anterior).Orientação: o eixo cardíaco que se estende do centro da base ao ápice orienta-se de cima para baixo. uma base e quatro sulcos. contra a parede do tórax. pela continuidade com os grandes vasos da base. Face esternocostal ou anterior. da direita para a esquerda e de trás para diante. Parte inicial da aorta e do 76 . Face esquerda ou pulmonar. Base: embora não haja uniformidade na sua delimitação. em geral. as paredes dos dois ventrículos entram em sua formação sem predomínio evidente de uma delas e estão separadas por um sulco verticalizado o sulco interventricular posterior. sendo a parede do ventrículo direito. uma margem. A cruz venosa. um ápice. entram na constituição da base: os átrios direito e esquerdo. o sulco interatrial e os grandes vasos. Justifica-se.

As aurículas são apenas apêndices que prolongam os átrios anteriormente envolvendo parcialmente as artérias aorta e pulmonar. a média e mais desenvolvida é o miocárdio e a externa é o epicárdio ou lâmina visceral do pericárdio seroso. É formado por componentes horizontais e 77 .tronco pulmonar e as terminações das veias cava superior e cava inferior e das veias pulmonares direitas superior e inferior e esquerdas superior e inferior. contorna o coração. ARQUITETURA DO CORAÇÃO O coração é um vaso diferenciado. elásticas e musculares lisas. O sulco interventricular anterior situado na face esternocostal separa as paredes dos ventrículos. assim sendo apresenta em sua arquitetura três camadas. A parte posterior é ocupada. Sulcos: representam. externamente. ou através dos óstios dotados de valvas como os que existem entre os átrios e os ventrículos do mesmo lado. entre os óstios das veias cavas. como os existentes entre os átrios e entre os ventrículos. a separação interna que existe entre as câmaras cardíacas que pode ocorrer através dos septos. sua parte anterior é ocupada à direita pela artéria coronária direita e à esquerda pela artéria circunflexa. Na parede do átrio direito. o átrio direito recebe o sangue das veias cavas superior e inferior e do seio coronário e o átrio esquerdo recebe das quatro veias pulmonares (duas de cada pulmão). a mais interna é o endocárdio. Antes de analisá-lo temos que descrever o esqueleto fibroso do coração no qual direta ou indiretamente as fibras cardíacas se inserem. Os átrios são as câmaras receptoras do sangue proveniente das circulações. pelo seio coronário. O sulco interatrial que indica a separação entre os átrios encontra-se na base e já foi descrito. é ocupado por gordura. é oblíquo. O sulco coronário separa os átrios dos ventrículos. O sulco interatrial que indica o local da separação interna dos átrios é pouco pronunciado e se situa ao lado das desembocaduras das veias pulmonares direitas. à direita pela continuação da artéria coronária direita e à esquerda. fibras colágenas. Miocárdio é a camada média muscular formada principalmente por fibras musculares cardíacas. O sulco interventricular posterior situado na parte média da face diafragmática é verticalizado e contém a artéria interventricular posterior e a veia cardíaca média ou interventricular posterior. vai do ápice às proximidades da origem da artéria pulmonar e aurícula esquerda. a maior veia do coração. encontramos o sulco terminal representação externa da crista terminal e que indica a separação entre as partes do átrio que derivam do seio venoso e do átrio primitivo. O endocárdio forra toda a parte interna das paredes atriais e ventriculares é formado por células endoteliais e um extrato subendotelial de tecido conjuntivo frouxo com fibroblastos. Esqueleto fibroso do coração: é um conjunto de anéis e feixes de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagíneo interligados que dão sustentação à musculatura cardíaca às valvas atrioventriculares e contribuem para a preservação da forma do coração. pela artéria interventricular anterior e pela veia cardíaca magna ou interventricular anterior.

a um músculo digástrico em que átrios e ventrículos são os feixes musculares e o esqueleto fibroso. O pericárdio fibroso de tecido conjuntivo denso fibroelástico é externo. Sabe-se hoje que o pericárdio atua como superfície de deslizamento diminuindo a resistência provocada pelo atrito. As cúspides das valvas atrioventriculares direita e esquerda se inserem na parte interna dos anéis fibrosos. e que no adulto forma recessos chamados seios. o tendão intermediário. dá ao coração a contenção fibro-elástica necessária para impedir a distensão excessiva da fibra miocárdica e conseqüente lesão. a lâmina visceral também denominada epicárdio reveste e adere ao miocárdio. anel fibroso aórtico que contorna o óstio da aorta entre ventrículo esquerdo e aorta. anel fibroso pulmonar que contorna o óstio do tronco pulmonar entre ventrículo direito e tronco pulmonar. já que direta ou indiretamente toda a musculatura cardíaca se insere nele. anel fibroso esquerdo que contorna o óstio atrioventricular esquerdo entre átrio e ventrículo esquerdos. uma externa. esquerdo e aórtico. trígono fibroso direito. por trás chama-se seio transverso. a lâmina parietal reveste internamente o pericárdio fibroso. Funções do pericárdio. feixe oblíquo que liga o anel fibroso aórtico ao anel fibroso pulmonar. serosa. As fibras musculares cardíacas se dispõem segundo um trajeto preferencial e fundamental que é helicoidal tridimensional. protege contra traumas em choques por súbita diminuição da velocidade (princípio da inércia) e impede a deformação do 78 . trígono fibroso esquerdo. É formado por duas partes distintas. protetor e lubrificante A reflexão que dá continuidade a essas lâminas ocorre ao nível dos grandes vasos da base. Entre essas lâminas forma-se um espaço chamado cavidade do pericárdio que contém pequena quantidade de líquido pericardíaco. feixe triangular situado na confluência dos anéis fibrosos direito. O coração assemelha-se. desta forma uma mesma fibra pode em um ponto ocupar a superfície do órgão e em outro ponto estar no meio da musculatura ou até mesmo em sua parte interna. opaco. predominantemente no sentido horário e de cima para baixo. O recesso que se forma entre a face posterior do átrio esquerdo e as veias pulmonares é o seio oblíquo. resistente e inextensível quando solicitado subitamente. portanto é a própria camada externa do coração. feixe triangular situado na confluência esquerda dos anéis fibrosos esquerdo e aórtico e o tendão do cone. na parte inferior e lateral. Aquele situado entre o tronco pulmonar e a aorta ascendente por diante e pelas paredes dos átrios e aurículas.verticais. são portanto independentes tendo no esqueleto fibroso o ponto comum de inserção. O componente vertical é representado pela porção membranácea do septo interventricular. A musculatura dos átrios se insere em sua parte superior e lateral e a musculatura ventricular. fibrosa e outra interna. Pericárdio É uma membrana fibrosserosa em forma de bolsa que recobre o coração. O pericárdio seroso de tecido conjuntivo frouxo e mesotélio é fino. espesso. O esqueleto fibroso funciona como um centro tendíneo. assim. brilhante e frágil costuma-se dividi-lo em duas lâminas embora sejam contínuas. Os componentes horizontais são: anel fibroso direito que contorna o óstio atrioventricular direito entre átrio e ventrículo direitos.

coração que os movimentos do diafragma ou que a aspiração torácica pela pressão negativa poderiam provocar. DESCRIÇÃO INTERNA As câmaras cardíacas são separadas entre si ou por septos que no indivíduo normal impedem qualquer tipo de comunicação ou por óstios que sendo providos de valvas permitem a comunicação entre as câmaras do mesmo lado ou não, de acordo com a fase do ciclo cardíaco. Septos Septo interatrial é uma parede predominantemente muscular, (há locais apenas com tecido conjuntivo) revestida de endocárdio que separa os átrios. Participam de sua formação duas expansões: o septum primum e o septum secundum Em ambos os lados, apresenta vestígios da primitiva comunicação que existia entre os átrios durante o período fetal intra-uterino. Septo atrioventricular é a porção do septo que separa o átrio direito do ventrículo esquerdo. O átrio direito mais longo em virtude da tração vertical exercida pelas veias cavas e a formação da valva atrioventricular esquerda em ponto mais superior devem interferir para esse desnível. Septo interventricular é a parede que separa os ventrículos, apresenta duas partes bem diferenciadas: uma inferior, larga e maior é a parte muscular e outra superior, pequena e estreita é a parte membranácea. Óstios Óstios atrioventriculares: são passagens arredondadas existentes entre átrios e ventrículos correspondentes, podendo estar fechados pelas valvas constituídas por cúspides quando estas se fecham ou abertos quando as valvas se abrem, dependendo da fase do ciclo cardíaco, sístole ou diástole. O óstio atrioventricular direito é maior que o esquerdo. ÁTRIO DIREITO A parede posterior do átrio direito é lisa, nela se encontram os óstios das veias cavas e do seio coronário deriva portanto do seio venoso sendo chamada de seio intervenoso ou entrecavas, onde pode-se observar uma saliência denominada tubérculo intervenoso, vestígio de um dos feixes musculares do primitivo seio venoso. Os óstios da veia cava inferior e do seio coronário são dotados de válvulas, vestígios da válvula direita de separação entre seio venoso e átrio primitivo, em geral insuficientes ou até mesmo ausentes. A parede lateral apresenta numerosos relevos musculares: a crista terminal e os músculos pectíneos. A crista terminal também vestígio da válvula direita do seio venoso constitui importante feixe muscular e marca a transição entre seio venoso e o átrio primitivo. Os músculos pectíneos formam diversos feixes musculares que se destacam perpendicularmente da crista terminal semelhante a um pente e correspondem à parede rugosa da parte direita do átrio primitivo. A parede medial ou parte direita do septo interatrial deriva do septum secundum, e apresenta em sua parte central uma depressão oval de consistência fina chamada fossa oval, vestígio do forame oval da circulação fetal através do qual o sangue proveniente da veia cava inferior passava para o átrio esquerdo. A fina membrana que forra a fossa deriva do septum primum situado à esquerda. Contornando superiormente a fossa oval encontra-se o

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saliente feixe límbico superior, formando o limbo da fossa oval que, pelo menos em parte, procede da válvula esquerda do seio venoso. ÁTRIO ESQUERDO A parede posterior do átrio esquerdo, como as demais, é lisa, apresenta os quatro óstios das veias pulmonares: 2 das veias direitas e 2 das veias esquerdas. A parede medial ou parte esquerda do septo interatrial deriva do septum primum, mais fino do que o septum secundum, também mostra vestígios da primitiva passagem que existia na circulação fetal, a válvula do forame oval, uma prega em meia lua simples ou dupla situada no quadrante ântero-superior do septo (85%) por diante da fossa oval, e que em nosso meio é permeável em cerca de 25% dos casos (Wafae). ELEMENTOS COMUNS AOS VENTRÍCULOS DIREITO E ESQUERDO Os dois ventrículos possuem estruturas que são encontradas tanto no lado direito como no lado esquerdo, embora com as especificidades próprias de cada lado, são as trabéculas cárneas e as estruturas que compõem o aparelho valvar. As trabéculas cárneas são feixes musculares que se distribuem pelas paredes dos ventrículos, costuma-se classificá-las em 3 tipos: cristas, presas às paredes dos ventrículos em toda extensão; pontes, presas às paredes dos ventrículos apenas pelas extremidades e músculos papilares, presos às paredes dos ventrículos apenas por uma extremidade e ligados às cúspides pela outra extremidade. As trabéculas cárneas em conjunto orientam a corrente sangüínea para circular da via de entrada para a via de saída do ventrículo; aumentam a força de contração do ventrículo sem a necessidade de hipertrofiar ainda mais a parede ventricular e auxiliam na nutrição do miocárdio por serem revestidas de endocárdio. Aparelho valvar atrioventricular é o conjunto de estruturas que funcionam harmonicamente tornando possível a abertura e o fechamento do óstio atrioventricular de acordo com a fase do ciclo cardíaco. É constituído pelo anel fibroso, pelas cúspides, pelas cordas tendíneas e pelos músculos papilares. O anel fibroso de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagem faz parte do esqueleto fibroso, sustenta o óstio atrioventricular e em sua parte interna dá inserção às cúspides das valvas. As cúspides são membranas de tecido conjuntivo denso revestidas de endocárdio, possuem 2 faces: atrial e ventricular e 2 margens: a aderente se insere no anel fibroso e a livre que se aproxima das demais durante o fechamento do óstio. Para desempenhar sua função são necessárias mais de uma cúspide, ao conjunto delas damos o nome de valvas. Cordas tendíneas são filamentos de tecido conjuntivo tendíneo que prendem as cúspides aos músculos papilares ou à parede ventricular. Desta forma, contribuem para evitar a eversão das cúspides durante a sístole. Músculos papilares são trabéculas cárneas cônicas presas às paredes ventriculares pela parte inferior, mais larga, e as cúspides através de cordas tendíneas. Impedem a eversão das cúspides e tracionam o plano valvar em direção ao ápice durante a sístole ventricular. Além do óstio atrioventricular, os ventrículos possuem outro óstio através do qual o sangue é enviado para o interior das grandes artérias. Estes

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óstios são providos de valvas constituídas por válvulas, que são expansões de endocárdio com tecido fibroso, em forma de meia lua daí serem chamadas semilunares. São três válvulas para cada valva. As margens livres dessas válvulas, que se aproximam quando a valva fecha, denominam-se lúnulas e o espessamento que apresenta em seu ponto médio é o nódulo. Tudo indica que os três nódulos se imbricam ao se encontrarem durante o fechamento da valva, reforçando-o. O espaço entre a parede da artéria e a válvula denomina-se seio. VENTRÍCULO DIREITO A cavidade do ventrículo direito é mais ampla, porém suas paredes são menos espessas, cerca de um terço menor, que as paredes do ventrículo esquerdo. Funcionalmente, podemos dividi-lo em duas partes: uma pósteroinferior ou via de entrada próximo a valva atrioventricular direita e outra ânterosuperior ou via de saída, próximo à origem do tronco pulmonar. Limitando estas duas partes encontra-se o óstium bulbi formado por: crista supraventricular, trabécula septomarginal, músculo papilar anterior e parte da valva atrioventricular. A crista supraventricular é um volumoso feixe muscular situado na parte superior do ventrículo direito interposto entre as vias de entrada (óstio atrioventricular) e de saída (óstio do tronco pulmonar) é constante. Sua contração na sístole ajuda a direcionar o sangue para a via de saída. A trabécula septomarginal, outro feixe muscular bem desenvolvido, procede da parte medial do anel fibroso direito, entra na composição do septo muscular, e se prolonga formando uma ponte até o músculo papilar anterior e parede anterior. Citada, inicialmente, por Leonardo da Vinci em seus desenhos, a trabécula delimita em grande parte o ostium bulbi, sendo portanto importante no direcionamento do sangue para a via de saída, além de conduzir o ramo direito do complexo estimulante para as partes do ventrículo direito com as quais se relaciona. Aparelho valvar atrioventricular direito Anel fibroso tem em média um perímetro de 10,45 cm as variações de seu tamanho não se associam com o número de cúspides da valva nem com o número de músculos papilares. Embora tradicionalmente aceito que a valva atrioventricular direito possua três cúspides daí o nome tricúspide, pesquisas tem demonstrado que o número de cúspides é variável principalmente na metade lateral da valva. Wafae et alli utilizando critérios morfométricos e morfológicos encontraram de 2 até 6 cúspides nesta valva, sendo 3 e 4 os mais freqüentes. Denominam-se, septal, anterior e posterior nos casos com 3 cúspides. Podem ser encontradas pequenas cúspides comissurais entre as cúspides habituais. O ventrículo direito possui músculos papilares distribuídos pelas três paredes: anterior, posterior e septal, exceto na parede anterior na qual, com maior freqüência, encontramos um único músculo papilar, nas demais costuma-se encontrar mais de um músculo papilar. A parte lisa da via de saída denomina-se cone arterial onde encontramos além do músculo papilar septal, as três válvulas semilunares da valva do tronco pulmonar: anterior, direita e esquerda. VENTRÍCULO ESQUERDO É mais longo por ocupar área maior no ápice do coração e pela valva atrioventricular esquerda situar-se em nível mais alto e as paredes são mais espessas do que o ventrículo direito, sua cavidade tende mais para a forma

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embora.  roteiro prático do coração 1-Face esternocostal 2-Face esquerda 3-Face diafragmática 4-Sulco coronário 5-Ventrículo direito 6-Ventrículo esquerdo 7-Átrio direito 8-Átrio esquerdo 9-Aurícula direita 10-Aurícula esquerda 11-Veia cava superior 12-Veia cava inferior 13-Uma das veias pulmonares (4) 14-Aorta 15-Tronco pulmonar 16-Sulco interatrial 17-Margem direita 18-Ápice 19-Sulco interventricular anterior 20-Sulco interventricular posterior 21-Pericárdio fibroso 22-Lâmina visceral do pericárdio seroso 23-Lâmina parietal do pericárdio seroso 24-Miocárdio 25-Endocárdio 26-Trígono fibroso (direito e esquerdo) 27-Músculos pectíneos 28-Crista terminal 29-Fossa oval 30-Válvula do forame oval 82 . denominam-se músculo papilar anterior e músculo papilar posterior. Aparelho valvar atrioventricular esquerdo O anel fibroso esquerdo que delimita o óstio atrioventricular esquerdo é menor que o do lado direito. Os músculos papilares também variam em número.oval. na realidade temos. direita e esquerda. e as vias de entrada e de saída estão bem mais próximas separadas por uma septo fibroso. este ventrículo apresenta o óstio da aorta guarnecido por três válvulas semilunares: posterior. número variável de cúspides mas com maior freqüência são duas anterior e posterior. O músculo papilar posterior origina-se na parte da parede posterior próximo ao septo. Além do óstio atrioventricular esquerdo. O músculo papilar anterior se destaca da porção lateral da parede anterior. em geral. A valva atrioventricular esquerda classicamente denominada de valva mitral ou bicúspide. são bem mais volumosos e maiores do que aqueles do ventrículo direito e suas situações no ventrículo costumam ser mais constantes. apresenta na realidade. sejam encontrados em número variável. grupos de músculos papilares anteriores e grupos de músculos papilares posteriores.

ligeiramente para a direita é a parte ascendente da aorta. Artéria aorta A artéria aorta origina-se no ventrículo esquerdo.31-Crista 32-Ponte 33-Músculo papilar 34-Crista supraventricular 35-Trabécula septomarginal 36-Valva atrioventricular direita (Tricúspide) 37-Valva atrioventricular esquerda (Mitral) 38-Cordas tendíneas 39-Septo interatrial 40-Septo interventricular 41-Válvula semilunar Principais Artérias Artérias: artérias são vasos que se originam nos ventrículos do coração através da artéria aorta e do tronco pulmonar e que se ramificando distribuem o sangue a todas as partes do corpo humano. desta porção originam-se as artérias (da direita para a esquerda) tronco braquiocefálico. o nível de separação é a passagem pelo hiato aórtico do diafragma. Diferenças com as veias. 9 pares de ramos intercostais posteriores e um par subcostal. tronco celíaco (ímpar). mediastinais e pericárdicas. Em seqüência a aorta descreve um arco para a esquerda e para trás é o arco da aorta. Neste trajeto a parte descendente da aorta divide-se em: parte torácica da aorta e parte abdominal da aorta. forma: regularmente cilíndrica. cor é avermelhada . artéria carótida comum e artéria subclávia. esbranquiçadas. No cadáver: vazias. 83 . Os ramos arteriais podem ser terminais quando a artéria que originou os ramos deixa de existir e ramos colaterais quando a artéria que os originou continua presente. sua parede pulsa. A parte torácica da aorta emite vários ramos de pequeno calibre: 2 a 3 ramos bronquiais. posição essa que irá manter até sua terminação no nível da 4ª vértebra lombar ao se dividir em artérias ilíacas comuns direita e esquerda e emitir a artéria sacral mediana. além do sentido da corrente: No vivo: pressão sangüínea maior. Desta porção originam-se as artérias coronárias direita e esquerda. não possuem válvulas. A parte abdominal da aorta emite importantes ramos uns pares e outros impares nesta seqüência: frênica inferior (par). inicialmente apresenta trajeto ascendente. localização: sempre profundas. e uma série de ramos inconstantes: frênicas superiores. Portanto. No vivo e no cadáver: paredes mais resistentes. A seguir a aorta assume direção descendente colocando-se por diante da coluna vertebral. 4 a 5 ramos esofágicos. são vasos no interior dos quais o sentido do fluxo sangüíneo é centrífugo ou divergente em relação ao coração.

Arco da aorta Tronco braquiocefálico Origem: primeiro ramo do lado direito do arco da aorta. Terminação: após um trajeto de 5 a 7 cm emite seus ramos terminais: carótida comum direita e subclávia direita Trajeto: para cima. mesentérica inferior (ímpar). sobe por dentro do ramo da mandíbula até às proximidades da glândula parótida. Órgãos irrigados: é o conjunto dos órgãos de seus ramos terminais. Parte ascendente da aorta Artérias coronárias direita e esquerda serão estudadas em aula específica. cavernosa (no seio cavernoso) e cerebral nas proximidades da sela turca. cerebral média Artéria carótida externa Origem: é ramo terminal mais medial e anterior da artéria carótida comum emite vários ramos para o pescoço e face. renal (par). Órgãos irrigados: como não emite ramos colaterais sua área de irrigação é o conjunto das áreas de irrigação de seus ramos terminais carótidas interna e externa. supra-renal média (par). Trajeto. Trajeto: coloca-se ao lado da traquéia e laringe. meninges. Terminação: atrás do ramo da mandíbula divide-se em artérias temporal superficial e maxilar. face. sobe em direção ao crânio no qual penetra pelo canal carótico. Eventualmente (+-8%) a tireóidea ima. no lado esquerdo é o segundo ramo do arco da aorta. Terminação: No nível de um plano transversal passando pelo osso hióide divide-se em seus ramos terminais: carótida externa e carótida interna. Artéria carótida comum Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. meninges. Órgãos irrigados: encéfalo. etmoidais. cerebral anterior. contornando a traquéia. olho e anexos Ramos principais: oftálmica. faringe. crânio Ramos principais: tireóidea superior (glândula tireóide. Ramos: carótida externa e carótida interna Artéria carótida interna Origem: é ramo terminal mais lateral e posterior da artéria carótida comum. petrosa (no canal carótico). lingual (língua. soalho da boca). medialmente à veia jugular interna e nervo vago. subclávia e carótida comum. Órgãos irrigados: pescoço. subclávia direita. não emite ramos no pescoço. laringe). estruturas nervosas. Terminação: próximo à sela turca emite seus ramos terminais: cerebral anterior e cerebral média. Ramos: Carótida comum direita. lombares (pares). ligeiramente por trás da glândula tireóide. facial (parte externa da face. couro cabeludo. para a direita.mesentérica superior (ímpar). glândula 84 . gonadal (par). Trajeto: apresenta 4 partes: cervical (no pescoço).

couro cabeludo. medula espinal. faringe) temporal superficial (parótida. segunda atrás do músculo e terceira depois do músculo. Órgãos irrigados: membro superior Ramos principais: braquial profunda (principal artéria do braço) colaterais ulnar e radial. no lado esquerdo é o terceiro ramo do arco da aorta. esôfago). Terminação: no punho emitindo os ramos palmar superficial que se une à artéria ulnar parar formar o arco palmar superficial. pericárdio. tronco costocervical . torácica interna (parede torácica. ombro. Artéria braquial: Origem: continuação da artéria axilar a partir da margem inferior do músculo redondo menor.submandibular). o nervo mediano. membro superior. orelha crânio) auricular posterior. Órgãos irrigados: parede torácica. diafragma). radial e ulnar. Terminação: região anterior do cotovelo ao emitir seus ramos terminais: ulnar e radial. Órgãos irrigados: Parte posterior do encéfalo. Artéria radial: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. segunda parte: atrás do músculo.circunflexa da escápula (ombro) toracodorsal (parede torácica). que a acompanha. circunflexa do úmero anterior e posterior. e dos músculo esternocleidomastóideo e escaleno anterior formando um arco sobre a primeira costela por trás da veia subclávia. no cotovelo ocupa o seu centro. Ramos principais: vertebral (parte posterior do encéfalo e medula espinal). boca. laringe. cruza por diante. dorsal da escápula (ombro) Artéria axilar: Origem: continuação da artéria subclávia a partir da margem lateral da primeira costela. pescoço. Trajeto: segue pela região braquial anterior desviada medialmente. cervical profunda (pescoço). maxilar (parte interna da face. tronco tireocervical . tóraco-acromial (ombro). parede e órgãos torácicos. dentes. em ambos os lados dirige-se lateralmente por trás da clavícula. torácica lateral. pleura. ombro.tireóidea inferior (glândula tireóide. Terminação: na margem lateral da primeira costela muda de nome para artéria axilar. carpal dorsal que se une 85 . cervical ascendente (pescoço).intercostal suprema (parede torácica). membro superior Ramos principais: subescapular . traquéia. Artéria subclávia: Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico.antes do músculo. Terminação: margem inferior do músculo redondo menor Trajeto: passa pela axila por trás do músculo peitoral menor que a divide em três partes: primeira . Trajeto. Ao passar por trás do músculo escaleno anterior costuma ser dividida em três partes: primeira parte: antes do músculo. cervical transversa e supra-escapular (ombro). e terceira parte: depois do músculo. occipital.

Trajeto: sobre o músculo flexor profundo dos dedos. Ramos principais: interóssea comum que se divide em interóssea anterior e interóssea posterior (principal artéria do antebraço). arco palmar superficial. palmar superficial. geralmente duas são ramos diretos da parte torácica da aorta próximas ao brônquio esquerdo que acompanham Órgãos irrigados: brônquios. Ramos: artéria metacarpais dorsais. arco palmar profundo. carpal dorsal que se une com o ramo carpal dorsal da radial para formar a rede dorsal da mão e o arco palmar superficial que se une ao ramo palmar superficial da artéria radial.] Parte descendente da aorta Parte torácica da aorta Artérias bronquiais Origem: a artéria bronquial direita é de origem variável. sob o músculo braquiorradial e lateralmente ao flexor radial do carpo. principal do polegar. carpal dorsal. as artérias bronquiais esquerdas. são 9 pares 86 . carpal dorsal. Órgãos irrigados: mão e antebraço Ramos principais: recorrente radial. Trajeto: é lateral no antebraço. Ramos: artérias metacarpais palmares Rede carpal dorsal Formação ramo carpal dorsal da artéria radial unida ao ramo carpal dorsal da artéria ulnar. Artéria ulnar: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. Arco palmar profundo Formação: artéria radial unida ao ramo palmar profundo da artéria ulnar .com o ramo carpal dorsal da ulnar para formar a rede dorsal da mão e arco palmar profundo que se une ao ramo palmar profundo da artéria ulnar. palmar profunda Arco palmar superficial Formação: artéria ulnar unida ao ramo palmar superficial da artéria radial Ramos: artéria digitais palmares comuns que originam as artérias digitais palmares próprias. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar profundo que se une à artéria radial parar formar o arco palmar profundo. distalmente ao lado do nervo ulnar sob o músculo flexor ulnar do carpo. pulmões e pleuras Terminação e trajeto penetram nos pulmões juntamente com os brônquios principais Ramos: subdividem-se no interior dos pulmões Artérias intercostais posteriores: Origem: destacam-se do contorno posterior da artéria aorta a partir do terceiro espaço intercostal.

vesícula biliar. Artéria gástrica esquerda: Origem: tronco celíaco Terminação: na curvatura menor do estômago emitindo ramos para o esôfago abdominal e para a curvatura menor do estômago Trajeto: de início ascendente até o cárdia e depois desce pela curvatura menor do estômago. esplênica e hepática comum. pouco acima do tronco celíaco. oblíquo em direção ao esôfago Órgão irrigado: esôfago Ramos pericárdicos: alguns ramos pequenos que se destinam ao pericárdio. em número de 4 a 5 Terminação: no esôfago Trajeto: é muito curto. Ramos mediastinais: pequenos e vários que se destinam ao tecido conjuntivo frouxo e linfonodos. Ramos: gástrica esquerda. glândula supra-renal Ramos: supra-renal superior e ramos diafragmáticos Tronco celíaco Origem: face anterior da aorta é impar Terminação: emite três ramos terminais: artéria gástrica esquerda. Órgãos irrigados: esôfago abdominal e estômago Ramos: esofágicos e gástricos Artéria esplênica: Origem: tronco celíaco 87 . Trajeto é curto de um a 2 cm dirige-se anteriormente é envolvido pelos nervos do plexo celíaco autônomo. fígado. baço.Terminação: nos espaços intercostais dividem-se em ramos ventrais e dorsais. pâncreas. artéria esplênica e artéria hepática comum. estômago. Artéria frênicas superiores são inconstantes. Trajeto: passam pelo sulco da costela na margem inferior da costela Órgãos irrigados: os espaços intercostais correspondentes Artérias esofágicas: Origem: destacam-se do contorno anterior da aorta. Órgão irrigado: músculo diafragma. duodeno. Órgãos irrigados: esôfago abdominal. a seguir cruzamos e se distribuem pela superfície inferior do diafragma. quando presentes destinam-se ao diafragma Parte abdominal da aorta Artéria frênica inferior: Origem: contorno lateral da aorta. é par Terminação: ramificando-se na cúpula diafragmática correspondente Trajeto: de início seguem os respectivos pilares do diafragma.

ramos esplênicos. pancreática caudal. ileocólica e cólica direita para à direita e os demais para cima. pancreático duodenal inferior. pela margem superior do pâncreas Órgãos irrigados: baço. ramos direito e esquerdo pancreaticoduodenal inferior. cólica) cólica direita (saindo diretamente da mesentérica só em 20% das artérias) ramos ascendente e descendente. retroduodenal Artéria supra-renal média Origem: contorno lateral da aorta. lado direito do intestino grosso Ramos: jejunais e ileais de 12 a 17. jejuno. é par Terminação: na glândula supra-renal anastomosando-se com as supra-renais superior e inferior Trajeto: cruzam os pilares do diafragma em direção lateral Órgãos irrigados: glândula supra-renal Ramos: terminais na glândula Artéria mesentérica superior Origem: face anterior da aorta Terminação: ramos jejunais. ileocólica (2 cecais. artéria gastroduodenal Trajeto: segue para a direita e para cima em direção ao fígado Órgãos irrigados: fígado. íleo. Trajeto: desce por trás do pâncreas entre a cabeça e o colo entra no mesentério onde emite seus ramos: jejunais e ileais para à esquerda. ileal. Trajeto: descendente por trás da primeira porção do duodeno Órgãos irrigados: estômago. ileocólica. cólica direita. cólica média. pancreática inferior. pâncreas. duodeno. pâncreas. vesícula biliar. gastromental esquerda. estômago. vesícula biliar e estômago Ramos: gástrica direita para a curvatura menor do estômago e cística ramo da hepática direita. ileais. Artéria gastroduodenal Origem: hepática comum Terminação: gastromental direita para a curvatura maior do estômago e pancreaticoduodenal superior para o duodeno e cabeça do pâncreas. Órgãos irrigados: duodeno. apendicular.Terminação: no hilo do baço Trajeto: segue para a esquerda. duodeno e pâncreas Ramos: pancreaticoduodenal superior. cólica média. estômago Ramos: pancreática dorsal. 88 . Artéria hepática comum Origem: tronco celíaco Terminação: artéria hepática própria. Ramos: Hepática própria e gastroduodenal Artéria hepática própria Origem: hepática comum Terminação: ramos hepática direita e hepática esquerda Trajeto: à esquerda do ducto colédoco Órgãos irrigados: fígado. pancreática magna. pâncreas. gastromental direita. gástricas curtas.

de Rioland. ureteres. medula espinal Ramos: posteriores para o dorso. é a artéria sacral mediana.Artéria renal: Origem: contorno lateral da aorta é par Terminação: no interior do rim divide-se em ramos segmentares. Esta artéria destinava-se à cauda e quando o ser humano a perdeu. Terminação da aorta . de Drummond). sigmóideas e cólica esquerda Trajeto: de início é descendente até dividir-se em seus ramos terminais Órgãos irrigados: lado esquerdo do intestino grosso. tuba uterina) Ramos: genitais externos. musculares Mesentérica inferior Origem: lado esquerdo da aorta próximo à sua terminação Terminação: quando emite os ramos retal superior. cólica esquerda com ramos ascendente e descendente. gônadas e genitais internos. ureter Ramos: supra renal inferior. Artérias ilíacas comuns Origem: são ramos terminais da artéria aorta Terminação: ramos ilíacas interna e externa 89 . cólica média ramos da mesentérica superior anastomosam-se com as artérias cólica esquerda e sigmóideas da mesentérica inferior formando o arco justacólico (artéria marginal. cólica direita.artéria ilíacas comuns direita e esquerda e sacral mediana Ao colocar-se por diante da quarta vértebra lombar a artéria aorta divide-se em seus dois ramos terminais as artérias ilíacas comuns direita e esquerda. entram no ligamento suspensor do ovário ou no funículo espermático Órgãos irrigados: gônadas. ureter (cremaster. de sua face posterior pouco antes de se dividir destaca-se um ramo mediano de diâmetro muito pequeno. sobre o músculo psoas maior. sigmóideas. interlobares. supra-renal. reto Ramos: retal superior. espinais para a medula. Lombares: Origem: face posterior da aorta em geral 4 para cada lado Terminação: na parede posterior do abdome Trajeto: transversal correspondem as vértebras lombares Órgãos irrigados: parede abdominal posterior. ramos renais segmentares Artéria gonadal: (testicular ou ovárica de acordo com o sexo) Origem: face anterior da aorta é par e de pequeno calibre Terminação: testículo ou ovário de acordo com o sexo Trajeto: descendente. Observação: As artérias ileocólica. grande parte de seu comprimento regrediu permanecendo a pequena porção que se destina ao reto e provavelmente à parede sacral. entrando pelo hilo do rim atrás da veia renal Órgãos irrigados: rim. interlobulares Trajeto: transversal.

circunflexa ilíaca superficial. a pudenda interna é o ramo mais profundo. circunflexa ilíaca profunda Femoral Origem: continuação da artéria ilíaca externa Terminação: ao sair do canal dos adutores passa se chamar poplítea Trajeto: Continuação da ilíaca externa a partir do ligamento inguinal. a glútea superior é o primeiro ramo tão volumoso quanto a própria ilíaca interna. em geral. circunflexa femoral lateral. perna e pé Ramos: superior. glútea inferior. retal média. pudenda interna. femoral profunda. iliolombar. vaginal. Órgãos irrigados: correspondem ao conjunto de seus ramos terminais Ramos: geralmente não emitem ramos colaterais. umbilical. obturatória. circunflexa femoral medial. sacral lateral Observações: A glútea superior e a glútea inferior apresentam trajeto paralelo de direção lateral. Ilíaca externa Origem: uma dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal continua como artéria femoral Trajeto: é a continuação da artéria ilíaca comum entre as pelves menor e maior Órgãos irrigados: parede abdominal. desce pela região femoral anterior por diante da veia e penetra no canal dos adutores de onde sairá com o nome de poplítea Órgãos irrigados: membro inferior. só os terminais: ilíacas interna e externa Ilíaca interna Origem: um dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: variável. descendente do joelho Poplítea Origem: continuação da femoral a partir do canal dos adutores na região genicular posterior Terminação: divide-se nos ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Trajeto: região genicular posterior ao lado da veia poplítea Órgãos irrigados: joelho. os ramos pudenda interna e glútea inferior Trajeto: dirige-se à pelve menor encostada à parede da pelve Órgãos irrigados: órgãos e paredes da pelve Ramos: glútea superior. a obturatória atravessa junto com o nervo obturatório o músculo obturador interno. pudenda externa. a umbilical possui duas partes distintas: a patente até emitir a vesical superior e a oclusa que sobe pela parede anterior do abdome em direção ao umbigo.Trajeto: divergem como se dirigissem aos membros inferiores (5 a 7 cm) entre as pelves menor e maior. uterina. partes dos genitais externos e parede abdominal Ramos: epigástrica superficial. vesical inferior. média e inferior do joelho e ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Tibial anterior Origem: divisão da poplítea na parte superior da perna 90 . membro inferior Ramos: epigástrica inferior.

Ramo circunflexo 11. Tronco braquiocefálico 91 .Terminação: continua no dorso do pé com o nome de dorsal do pé Trajeto: de início entre os músculos tibial anterior e extensor longo dos dedos e depois entre os extensores longos dos dedos e do hálux. Arco da aorta 3. Parte descendente da aorta (torácica0 4. Ramo interventricular anterior 10. Parte ascendente da aorta 2. Artéria coronária direita 6. plantar medial e plantar lateral Plantar lateral Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ao emitir o arco plantar profundo Trajeto: entre os músculos flexor curto dos dedos e quadrado plantar Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: arco plantar profundo de onde saem as artérias metatarsais plantares das quais se destacam as artérias digitais plantares e destas as artérias digitais plantares próprias. Artéria coronária esquerda 9. Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: musculares e dorsal do pé Dorsal do pé Origem: continuação da artéria tibial anterior no dorso do pé Terminação: continua como artéria arqueada Trajeto: entre os tendões dos extensores longos Órgãos: pé Ramos: arqueada de onde saem as artérias metatarsais dorsais e destas as digitais dorsais para os dedos Tibial posterior Origem: uma das divisões da artéria poplítea Terminação: ramos na planta do pé: plantar medial e plantar lateral Trajeto: de início sobre o tibial posterior no final margem medial do tendão do calcâneo Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: fibular. Parte descendente da aorta (abdominal) 5. Ramo marginal direito 7. Ramo interventricular posterior 8. Plantar medial Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ramos digitais Trajeto: próximo ao músculo abdutor do hálux Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: superficial e profundo Roteiro prático: Artérias 1.

Artéria frênica inferior 28. Artéria esplênica 32. Artéria braquial profunda 59. Artéria cervical transversa 19. Artéria fibular 55. Artéria carótida interna 21.Artéria maxilar 25.12. Artéria sacral mediana 41. Artéria braquial 58. Artéria pudenda interna 46. Artéria renal 36. Artéria temporal superficial 26. Artéria subescapular 57. Artéria dorsal do pé 48. Artéria facial 24. Artéria axilar 56. Artéria mesentérica superior 35. Artéria circunflexa da escápula 92 . Tronco celíaco 29. Artéria intercostal posterior 27. Artéria hepática própria 33. Artéria gastroduodenal 34. Artéria carótida comum 14. Artéria femoral 49. Artéria mesentérica inferior 39. Artéria radial 60. Artéria ilíaca comum 40. Artéria glútea inferior 45. Artéria gástrica esquerda 30. Artéria tireóidea superior 22. Artéria femoral profunda 50. Artéria tibial anterior 52. Artéria torácica interna 15. Artéria hepática comum 31. Tronco tireocervical 17. Artéria ulnar 61. Artéria lingual 23. Artéria subclávia 13. Artéria lombar 38. Artéria tibial posterior 54. Artéria glútea superior 44. Artéria ilíaca interna 43. Artéria gonadal (testicular ou ovárica) 37. Artéria carótida externa 20. Artéria obturatória 47. Artéria ilíaca externa 42. Artéria tireóidea inferior 18. 53. Artéria poplítea 51. Artéria vertebral 16.

Artéria supra-escapular 64.62. Artéria epigástrica inferior 66. Artéria umbilical – parte oclusa 65. Arco palmar superficial 93 . Artéria toracodorsal 63.

94 .

as meninges e o couro cabeludo. Seio sagital superior na margem superior da foice do cérebro Seio sagital inferior na margem inferior da foice do cérebro Seio reto continuação do seio sagital inferior em direção posterior Seio occipital que percorre a foice do cerebelo Os seios sagital superior. por isso parecem azuladas (cor escura do sangue em seu interior) e achatadas. confluem uns com outros até a formação das veias cavas através das quais o sangue é levado de volta ao coração. o sentido da corrente sangüínea é centrípeto em relação ao coração. reto e occipital juntam-se na confluência dos seios (altura da protuberância occipital interna do occipital) de onde saem lateralmente os seios transversos que percorrem os sulcos dos seios transversos do osso occipital na inserção da tenda do cerebelo seguem como seios sigmóideos recebendo os seios petrosos antes de chegar à fossa jugular onde terminam como veia jugular interna. atrás da orelha Drenagem: crânio. couro cabeludo Terminação: une-se à veia maxilar para formar a veia retromandibular Veia auricular posterior Localização: nuca. suas paredes são mais finas. orelha Terminação: une-se à veia retromandibular para formar a veia jugular externa Veia facial Localização: sulco nasogeniano Drenagem: estruturas superficiais da face Terminação: variável pode abrir-se na jugular interna ou na jugular externa Veia maxilar Localização: internamente ao ramo da mandíbula Drenagem: estruturas profundas da face Terminação: une-se à veia temporal superficial para formar a veia retromandibular 95 . estão cheias de sangue e podem ser superficiais (usadas para aplicação de injeções) e profundas. Portanto nas veias. não pulsam e possuem válvulas ao longo de suas paredes. couro cabeludo. o crânio.Principais veias Veias: são vasos que recolhem o sangue dos tecidos. As veias se diferenciam das artérias pela pressão sangüínea mais baixa. Esses seios drenam o encéfalo. Veias que drenam para a veia cava superior Cabeça Veias superficiais e profundas do encéfalo drenam para um tipo especial de vasos que são canais abertos na dura-máter chamados seios venosos. frágeis e transparentes. Veia temporal superficial Localização: fossa temporal acima da orelha Drenagem: crânio.

arco jugular. maxilar e facial Terminação: une-se à veia auricular posterior para formar a jugular externa Pescoço Veia jugular externa (veia superficial) Localização: cruza superficialmente o músculo esternocleidomastóideo Drenagem: face. encéfalo. por trás do ramo da mandíbula Drenagem: conjunto das veias: temporal superficial. pescoço. jugular externa. cervical transversa Terminação: desemboca na junção das veias jugular interna e subclávia Veia jugular interna Localização: no pescoço lateralmente à artéria carótida comum e nervo vago Drenagem: crânio. tireóidea média. pescoço Terminação: veia braquiocefálica Veia tireóidea inferior Localização: diante da traquéia Drenagem: glândula tireóide e demais estruturas inferiores do pescoço Terminação: veia braquiocefálica Parede torácica Veia torácica interna Formação: veias epigástrica superior e frênica Localização: ao lado do esterno Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais anteriores Terminação: veia braquiocefálica Veia braquiocefálica Localização: mediastino superior. membro superior. ombro Tributárias: jugular anterior. face Tributárias: facial. subclávia e jugular interna Terminação: une-se à veia braquiocefálica do outro lado para formar a veia cava superior. parede torácica Tributárias: torácica interna. lingual. pescoço. tireóidea superior. faríngea Terminação: une-se à veia subclávia para formar a veia braquiocefálica Veia vertebral Localização: forames transversários da coluna cervical Drenagem: plexo venoso vertebral.Veia retromandibular Localização: interior da glândula parótida. Tórax Veia ázigo 96 . pescoço. tireóidea inferior. crânio. atrás do manúbrio do esterno e cartilagens costais superiores Drenagem: cabeça. vertebral.

Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado direito Localização parede torácica ao lado direito da coluna vertebral: Drenagem: parede e órgãos torácicos Tributárias: intercostais posteriores direitas. parte inferior Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veia hemiázigo acessória Formação: a partir da 4ª veia intercostal posterior esquerda Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veias intercostais posteriores Localização: parte posterior do espaço intercostal. no sulco das costelas Drenagem: parede torácica Terminação: veia ázigo (lado direito) veias hemiázigo e hemiázigo acessória (lado esquerdo) Veia bronquiais Localização: (2) brônquios Drenagem: brônquios e pulmões Terminação: ázigo (lado direito) hemiázigo (lado esquerdo) Veias subcostais Localização: sob a última costela Drenagem: parede abdominal Terminação: formam as veias ázigo e hemiázigo Esofágicas Localização: parede do esôfago (número variável) Drenagem: esôfago Terminação: veia ázigo Veia intercostal suprema Localização: 2 ou 3 espaços intercostais superiores Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais posteriores Terminação: ázigo e hemiázigo Membro Superior Veias superficiais do membro superior 97 . hemiázigo acessória Terminação: veia cava superior Veia hemiázigo Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado esquerdo Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral. hemiázigo.

Veias digitais palmares próprias Veias digitais palmares comuns Arco venoso palmar superficial Veiasmetacarpais palmares Arco venoso palmar profundo Veias metacarpais dorsais Veias ulnares Veias radiais Veias braquiais 98 . sulco deltopeitoral Drenagem: lado lateral do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: aprofunda-se no sulco deltopeitoral e desemboca na veia axilar Veia basílica Formação: veias mediais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado medial do antebraço. cotovelo e braço.Rede venosa dorsal da mão Localização: dorso da mão Drenagem: mão Terminação: forma a veia cefálica (lateralmente) e veia basílica (medialmente) Veia cefálica Formação: veias laterais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado lateral do antebraço. Veias profundas do membro superior As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. na intermédia do cotovelo. perfura a fáscia dois dedos acima do cotovelo Drenagem: lado medial do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: Após perfurar a fáscia no início do braço acompanha a veia braquial e se une a ela na axila para formar a veia axilar Veia intermédia do cotovelo Localização: região anterior do cotovelo unindo as veias basílica e cefálica. em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. é muito variável Drenagem: é uma anastomose das veias cefálica e basílica Tributárias: veia intermédia do antebraço Terminação: unindo as veias basílica e cefálica pode ser em m ou transversal Veia intermédia do antebraço Localização: no centro da região antebraquial anterior Drenagem: superficial do antebraço Terminação: em geral. cotovelo e braço.

ombros. ombro. circunflexa ilíaca superficial Terminação: veia femoral atravessando hiato safeno Veias profundas do membro inferior 99 . pescoço Tributárias: jugular externa.Veia axilar Localização: na axila Formação: união da veia braquial com a basílica Drenagem: membro superior e parede torácica Tributárias: subescapular. sobe pelo centro da região posterior da perna. Veias que drenam para a veia cava inferior Membro Inferior Veias superficiais do membro inferior Veias digitais dorsais Veias intercapitulares Rede venosa dorsal do pé Veia safena parva Formação: veia marginal lateral da rede venosa dorsal Localização: lado lateral do pé. passa por diante do maléolo medial sobe pelo lado medial da perna. arco jugular Terminação: junta-se à veia jugular interna formando a veia braquiocefálica Veia cava Superior Formação: união das duas veias braquiocefálicas direita e esquerda Localização: mediastino superior. tórax. por trás do maléolo lateral. lado direito Drenagem: Cabeça. joelho e coxa Drenagem: membro inferior Tributárias: safena acessória. atrás da clavícula Drenagem: membro superior. membros superiores. pescoço. epigástrica superficial. torácica lateral. toracoepigástrica Terminação: margem lateral da primeira costela Veia subclávia Formação: continuação da veia axilar a partir da margem lateral da 1ª costela Localização: pescoço em trono da primeira costela. Tributárias: veias braquiocefálicas e ázigo Terminação: Átrio direito. pudenda externa. parede torácica. Drenagem: pé Tributárias: várias sem nome definidos Terminação: em geral na veia poplítea no joelho Veia safena magna Formação: veia marginal medial da rede venosa dorsal Localização: lado medial do pé.

retal média. genitais externos Tributárias: epigástrica inferior. obturatória. circunflexa ilíaca profunda Terminação: ao se unir com a veia ilíaca interna no nível da articulação sacroilíaca forma a veia ilíaca comum Veia ilíaca interna Formação: reunião da veia glútea superior com o tronco da reunião das demais Localização: parede lateral da pelve menor Drenagem: alguns órgãos e parede da pelve Tributárias: glútea inferior. circunflexa femoral lateral. safena magna Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal passa a se chamar ilíaca externa Veia ilíaca externa Formação: continuação da veia femoral a partir do ligamento inguinal Localização: entre a pelve menor e a pelve maior Drenagem: parede abdominal. glútea superior Terminação: une-se com a veia ilíaca externa para formar a veia ilíaca comum Veia ilíaca comum Formação: no nível da articulação sacroilíaca pela união das veias ilíacas interna e externa de cada lado 100 . em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. femoral profunda. tibiais posteriores e tibiais anteriores Localização: região genicular posterior Drenagem: membro inferior Tributárias: veias do joelho Terminação: ao entrar no canal dos adutores sai como veia femoral Veia femoral Formação: continuação da veia poplítea a partir do canal dos adutores Localização: trígono femoral (anterior da coxa) Drenagem: membro inferior parte da parede abdominal e dos genitais externos Tributárias: circunflexa femoral medial.As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. uterina. vaginal. vesical. pudenda interna. membro inferior. Veias digitais plantares Veias metatarsais plantares Arco venoso plantar profundo Veias plantares mediais e laterais Veias tibiais posteriores Veias fibulares Veias tibiais anteriores Veia poplítea Formação: fossa poplítea pela reunião das fibulares.

Veias lombares (4 pares) Localização: região lombar Drenagem: músculos e parede da região lombar Tributárias: pequenas veias do dorso Terminação: veia cava inferior Veia gonadal (testicular ou ovárica) Formação: plexo pampiniforme . lado esquerdo do diafragma Tributárias: lado esquerdo: supra-renal. frênica inferior. supra-renal direita. gônada.Localização: convergem uma em direção à outra para se encontrarem por diante da 5ª vértebra lombar Drenagem: membro inferior. ou duas fundidas em uma Terminação: junção das veias ilíacas comuns ou na ilíaca esquerda Veia cava inferior Formação: junção das veias ilíacas comuns direita e esquerda no nível da quinta vértebra lombar Localização: por diante da coluna vertebral à direita da artéria aorta Drenagem: membros inferiores. iliolombar e sacral mediana (esquerda) Terminação: unem-se para formar a veia cava inferior. psoas maior Localização: funículo espermático. frênicas inferiores hepáticas Terminação: átrio direito após atravessar o diafragma pelo óstio da veia cava.lado esquerdo: rim ureteres. psoas maior Drenagem: Gônadas e anexos Terminação: veia cava inferior no lado direito e veia renal esquerda no lado esquerdo Veia renal Formação: veias intra-renais Localização: pedículo renal por diante da artéria renal Drenagem: lado direito: rim. Veia sacral mediana Formação: principalmente veia retal posterior Localização: face anterior do sacro Drenagem: reto parte da parede da pelve Tributárias: pode ser uma. ureteres . duas. gonadal Terminação: veia cava inferior Veia supra-renal Formação: glândula supra-renal Localização: acima da veia renal Drenagem: glândula supra-renal Terminação: lado direito: veia cava inferior . supra-renal. gonadal direita.ligamento suspensor do ovário. pelve.lado esquerdo: veia renal esquerda 101 .plexo ovárico . abdome abaixo do diafragma Tributárias: lombares. pelve e parede abdominal Tributárias: sacral lateral.

na veia renal Veia hepáticas Formação: no interior do fígado Localização: face diafragmática do fígado Drenagem: fígado Tributárias: veias dos lobos do fígado Terminação: veia cava inferior Veias que drenam para a veia porta Veia mesentérica superior Formação: veias do intestino delgado. Intestino grosso. mesentérica inferior. estômago Tributárias: veias jejunais. pâncreas e estômago Localização: mesentério Drenagem: intestino delgado. pancreáticas. pâncreas. ileais. pâncreas. ileocólica. gástrica esquerda. psoas maior Drenagem: reto. gastromental direita. esôfago abdominal Tributárias: mesentérica superior. estômago. cólica esquerda Terminação: geralmente na veia esplênica. intestino grosso. gástrica direita. colo descendente flexura esquerda Tributárias: retal superior. umbigo.Veia frênica inferior Formação: diafragma Localização: superfície inferior das cúpulas do diafragma Drenagem: diafragma Terminação: lado direito na veia cava inferior . gástricas curtas. atrás do colo pâncreas e do duodeno. esplênica. Terminação: une-se à veia esplênica para formar a veia porta Veia esplênica Formação: veias do baço em número de 5 a 7 Localização: margem superior do pâncreas Drenagem: baço. pâncreas. lado esquerdo colo (sigmóide. cólica média. mas pode terminar na veia mesentérica superior ou na junção das veias mesentérica superior e esplênica. cística e paraumbilicais.lado esquerdo . cólica direita. estômago Tributárias: veias pancreáticas. Terminação: ramos direito e esquerdo no interior do fígado 102 . Veia porta Formação: no nível da segunda vértebra lombar. na maioria das vezes pela união das veias mesentérica superior e esplênica Localização: omento menor atrás do ducto colédoco e artéria hepática própria Drenagem: Intestino delgado. pancreaticoduodenais. sigmóideas. lado direito do intestino grosso. gastromental esquerda Terminação: une-se à veia mesentérica superior para formar a veia porta Veia mesentérica inferior Formação: veias do lado esquerdo do colo e do reto Localização: ao lado da artéria e depois ao lado do m. baço.

Rede venosa dorsal da mão 2. Veia basilica 4. Veia cefálica 3. Rede venosa dorsal do pé 22. Seio transverso 13. Veia ázigos 20. Veia subclavia 10. Veia safena parva 103 . Veia ulnar 7. Veia radial 6. Veia axilar 9. Seio sagital superior 11. Veia cava superior 21. Veia facial 15. Veia jugular externa 17. Veia tireóidea superior 16. Veia mediana do cotovelo 5. Veia jugular interna 14. Seio reto 12.Veia gástrica esquerda Formação: curvatura menor do estômago e esôfago abdominal Localização: curvatura menor do estômago Drenagem: estômago e esôfago abdominal Tributárias: ramos venosos da curvatura menor e do esôfago abdominal Terminação: veia porta Gástrica direita Formação: curvatura menor do estômago Localização: omento menor Drenagem: estômago e duodeno Terminação: veia porta Veia cística Formação: vesícula biliar Localização: ao dado do ducto cístico Drenagem: vesícula biliar Terminação: ramo direito da veia porta Veias paraumbilicais (4) Formação: umbigo Localização: ligamento redondo Drenagem: umbigo Tributárias: parede abdominal em torno do umbigo Terminação: ramo esquerdo da veia porta Roteiro Prático: Principais Veias 1. Veia braquial 8. Veia braquiocefalica 19. Veia tireóidea inferior 18.

Veia circunflexa superficial do ílio 53. Veia profunda da coxa 48. Veia ilíaca comum 42. Veia cava inferior 32. Veia interventricular anterior 43. Veia tibial anterior 25. Veia interventricular posterior 44. Veia safena magna 24. Veia tibial posterior 26. Veia hepatica 40. Veia fibular 56. Veia marginal esquerda 50. Veia ilíaca interna 30. Veia gonadal 34. Veias cardíacas anteriores 49. Veia hemiazigos 57. Veia pudenda externa 54. Veia temporal superficial 61. Veia epigástrica inferior 60. Veia epigástrica superficial 52.23. Veia sacral mediana 31. Veia posterior do ventrículo esquerdo 51. Veia mesenterica inferior 36. Veia maxilar 62. Veias lombares 33. Veia mesenterica superior 37. Veia poplítea 27. Veia torácica interna 59. Veia hamiazigos acessoria 58. Seio coronário 41. Seio sigmóideo 47. Veia retromandibular 104 . Veia jugular anterior 46. Veia renal 35. Veia safena acessoria 55. Veia ilíaca externa 29. Veia esplenica 38. Veia porta 39. Veias intercostais posteriores 45. Veia femoral 28.

105 .

e. Ducto torácico: Formação: na cisterna do quilo. b. Podem ser aferentes quando penetram em um linfonodo o que fazem por sua curvatura maior (convexidade) ou eferentes quando saem de um linfonodo que é feito pela curvatura menos (concavidade).conjunto de condutos de diferentes calibres. plasmócitos e macrófagos d.Drenagem do excesso de líquido do espaço intersticial. possuem as três camadas (íntima. No organismo humano existem 2 coletores linfáticos: o ducto torácico e o ducto linfático direito. 106 .Limpeza do interstício celular.líquido chamado linfa a.Continente .SISTEMA LINFÁTICO Prof. Troncos Linfáticos: condutos de calibre maior. Coletores Linfáticos: são os condutos de maior calibre formados pela reunião de troncos e vasos linfáticos e através deles a linfa é lançada nas grandes veias do pescoço. b.Órgãos linfáticos . Pecquet 1651 (cisterna do quilo). Rede capilar de origem: é o entrecruzamento de capilares que estão anastomosados e imersos no espaço intersticial. Pré coletor: pequenos condutores interpostos entre a rede capilar de origem e os vasos linfáticos.Absorção e transporte de moléculas grandes de proteínas e gorduras. média e adventícia). maturação ou transformação de linfócitos. Continente: São os condutores encarregados de recolher a linfa a partir dos espaços intercelulares nos tecidos e transportar e lançá-la nas grandes veias do pescoço.Conteúdo . e numerosas válvulas. Malpighi 1661 (capilares). Constituição: a.Defesa do organismo através de linfócitos. Nader Wafae Conceito É o conjunto de estruturas responsáveis pela formação e pelo transporte da linfa e pela defesa do nosso organismo mediante mecanismos imunológicos. Vasos Linfáticos: paredes mais finas do que as veias.Produção.estruturas anexas ou interpostas ao continente. que é uma dilatação linfática situada por diante e do lado direito da segunda vértebra lombar formada pela reunião dos troncos: lombares direito e esquerdo e intestinal. Componentes: Capilar linfático: podem ser abertos na extremidade intersticial com fibras elásticas regulando a entrada da linfa ou fechados “em dedo de luva”. Histórico: Aselli 1622 (vasos linfáticos). c. formados pela reunião de vasos linfáticos. filtração e anticorpos. Funções: a.

o timo. relaciona-se com o estômago. Ducto Linfático Direito: Formação: na base do lado direito do pescoço. as tonsilas e a medula óssea. Drenagem: os dois lados do corpo situados abaixo do diafragma. Drenagem: lado direito do tórax. Timo: É órgão linfático situado no mediastino superior por diante da traquéia e acima do coração. Muito desenvolvido no recém nascido diminui de crescimento com a idade reduzindo-se a uma pequena quantidade vestigial a partir da puberdade. em relação com o diafragma).Trajeto: diante da coluna vertebral. é irrigado pela artéria esplênica e drenado pela veia esplênica. mais os lados esquerdos do tórax. cabeça e membro superior esquerdo. Está constituído por dois lobos (direito e esquerdo). jugular e torácico do lado direito. faz exceção a linfa intestinal que é branca e leitosa pelo alto teor em gorduras e se chama quilo. pescoço. pescoço. o esôfago e a aorta. no nível da 5a vértebra torácica. Terminação: como arco do ducto torácico desemboca na junção das veias: subclávia e jugular interna do lado esquerdo. dilata-se e forma o arco do ducto torácico. A composição química da linfa é semelhante a do sangue. interpostos entre os vasos linfáticos. Baço: Está situado embaixo da cúpula esquerda do diafragma (hipocôndrio esquerdo). de início no lado direito. Linfonodos: São estruturas pequenas com a forma e o tamanho de feijão. em seguida passa por trás da artéria subclávia e da veia braquiocefálica esquerdas e já no lado esquerdo do pescoço recebe os troncos jugular e subclávio. pela quantidade insignificante de hemácias e pelo número maior de linfócitos. coloca-se entre a veia ázigo. 107 . apresenta 2 faces: visceral (côncava. rim e pâncreas) e diafragmática (convexa. Conteúdo O líquido que circula no interior dos condutos linfáticos é a linfa que procede do líquido intersticial assimilado pelos capilares linfáticos. cruza a linha mediana e se coloca no lado esquerdo da coluna vertebral lateralmente ao esôfago. são os linfonodos ou estão anexos como o baço. Trajeto: é muito curto (1 a 2 cm) Terminação: junção das veias subclávia e jugular interna do lado direito. colo. atravessa o diafragma através do hiato aórtico. mas os elementos celulares são diferentes. pela reunião dos troncos subclávio. dispostos em grupos de número variável porém de localização e distribuição constante pelo corpo. posteriormente às inserções inferiores do músculo esternocleidomastóideo. Órgãos linfáticos: Completando o sistema linfático temos estruturas macroscópicas que se intercalam entre os vasos linfáticos. É de cor levemente amarelada ou transparente. cabeça e membro superior direito. Tributários: os troncos provenientes do tórax apresentam comportamento variável em relação ao ducto torácico.

palatinas e lingual formando o anel linfático da faringe (de Waldeyer).veia jugular externa Cervical Anterior .trago Parotídeo .inserção do m. Apêndice vermiforme: O apêndice vermiforme do sistema digestório possui estruturas semelhantes aos linfonodos apenas se diferenciam por não possuir cápsula e são denominados nódulos linfáticos agregados.soalho da boca Retrofaríngeo .jugular anterior e traquéia Cervical Profundo .artéria torácica interna Intercostais .veia jugular interna Membro Superior: Superficiais: Supra-troclear .ao lado da coluna vertebral Frênicos Anteriores . veia cefálica Profundos: Axilares Lateral: veia axilar Anterior: borda lateral do m.epicôndilo medial do úmero Deltopeitoral . esternocleidomastóideo na mastóide Auricular .embaixo da porção lateral da mandíbula Submentual .Além das funções próprias do sistema linfático é também órgão hemocaterético (destruição de hemácias que completaram seus ciclos).inserção do m. Dr. Agrupamentos linfonodulares Prof.Médios e Posteriores Viscerais: 108 . Tonsilas: Situadas principalmente no início dos sistemas respiratório e digestivo (onde serão estudadas) encontramos as tonsilas: faríngea. vasos faciais Mandibulares.sulco deltopeitoral.entre os ventres anteriores do músculo digástrico.atrás da parte nasal da faringe Pescoço: Submandibular . trapézio Mastóideo . Cervical Superficial . tubárias.profundamente ao ramo da mandíbula Linguais .mm bucinador e masseter.interior da parótida Faciais . peitoral menor Posterior: artéria subescapular Intermédio: centro da axila Medial: sob a clavícula Tórax: Parietais: Paraesternais . Nader Wafae Cabeça: Occipital .

externos.Timo 109 . Tronco lombar 3. Ducto torácico 4. veias braquiocefálicas Justaesofágicos .Baço 12.ligamento inguinal.Fossa poplítea Inguinais .Traqueobronquiais traqueais . Tonsila faríngea 9. Arco do ducto torácico 5. esquerdos Epigástricos .vasos tibiais anterior e posterior Poplíteo .Superficiais .bronquiais .Tonsila lingual 11. internos e comuns Sacrais Viscerais: Pararretais Vesicais parauterinos.esôfago e aorta descendente Abdome: Parietais: Aórticos: Laterais. Linfonodo 7. Ducto linfático direito 6. Tonsila palatina 10.broncopulmonar e pulmonares Braquiocefálicos .vasos femorais Roteiro Prático: Sistema Linfático 1. paravaginais Membro Inferior Tibiais Anterior e posterior .mediastino superior. Pré e Retroaórticos Lombares: direitos. Vaso linfático 8.vasos epigástricos inferiores Viscerais: Gástricos: curvaturas maior e menor Hepáticos: hilo do fígado Esplênicos: artéria esplênica Mesentéricos superiores Mesentéricos inferiores Pancreáticos Pancreaticoduodenais Pilóricos Pelve: Parietais: Ilíacos . Profundos . Cisterna do quilo 2.

As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem no nível do ápice. Dr. excepcionalmente seus ramos terminais podem se originar separadamente no mesmo seio. Artéria coronária esquerda A artéria coronária esquerda origina-se no seio da aorta esquerdo. Artéria circunflexa É o outro ramo terminal constante da artéria coronária esquerda. ramos atriais entre os quais a artéria do nó 110 . três ramos ou quatro ramos. Seus ramos são atriais e ventriculares. entre a margem direita e o cruzamento dos septos. descer pelo sulco interventricular posterior ou continuar pelo lado esquerdo do sulco coronário. dividindo-se em dois ramos. no cruzamento. Seus ramos laterais distribuem-se pelas paredes dos ventrículos e os ramos septais penetram no septo. continuar até a cruz do coração. geralmente é uma só mas pode ser dupla. Seu comprimento varia de 2 a 40 mm. marginal esquerda e em 10% dos casos termina como artéria interventricular posterior. podendo terminar em sua parte anterior. Logo após sua origem ocupa o lado direito do sulco coronário. a artéria marginal direita. Artéria interventricular anterior (descendente anterior) É um dos ramos terminais da artéria coronária esquerda. o ramo para o cone arterial. Nos demais casos com 3 e 4 ramos temos as artérias diagonais. após curto trajeto. contorna a margem direita e continua na parte posterior do sulco podendo terminar aí. do ápice. ou no terço final do sulco interventricular posterior. após sua origem coloca-se no lado esquerdo do sulco coronário posteriormente à aurícula esquerda. De início coloca-se superficialmente no sulco coronário para terminar. Artéria coronária direita A artéria coronária direita origina-se no seio da aorta direito. Seus ramos terminais são: interventricular anterior e circunflexa. contorna lateralmente o tronco pulmonar para se colocar no sulco interventricular anterior que percorrerá até o ápice. é única. ramos ventriculares posteriores para a parede posterior dos ventrículos. ou em sua parte posterior.ARTÉRIAS DO CORAÇÃO Prof. e da parede posterior e com a artéria interventricular anterior na parede anterior. A artéria coronária direita apresenta ramos ventriculares anteriores para a parede anterior do ventrículo direito. coronário e interventricular posterior) é longa quando ultrapassa a cruz do coração (10%). Há relatos excepcionais na literatura de uma e até quatro coronárias As artérias coronárias se originam no início da parte ascendente da aorta em regiões chamadas seios da aorta situados entre as paredes da artéria e as partes livres das válvulas semilunares. Quando a coronária esquerda é a dominante. entre este e a face esquerda ou em plena face esquerda do coração. Desta forma. do septo e em alguns outros pontos da parede anterior. ramos septais. sua terminação é variável: é considerada curta quando termina na face esquerda ou antes da cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem na região do cone arterial. a artéria coronária direita pode terminar na margem direita. Nader Wafae As artérias do coração procedem das artérias coronárias que mais freqüentemente são duas: artéria coronária direita e artéria coronária esquerda.

veia interventricular posterior (cardíaca média) no sulco interventricular posterior desemboca no seio coronário próximo ao seu término. As anastomoses com ramos da artéria interventricular anterior ocorrem no cone arterial. VEIAS DO CORAÇÃO A drenagem venosa do coração é efetuada de três formas: Através do seio coronário: A maior veia do coração localiza-se na parte posterior e esquerda do sulco coronário. em geral. Uma destas veias. na metade inferior desse sulco ou no ápice. Tributárias: veia posterior do ventrículo esquerdo. Através das veias cardíacas anteriores: São pequenas veias no lado direito da face esternocostal em número de 3 a 4 que oriundas da parede anterior do ventrículo direito desembocam diretamente no átrio direito. Terminação: o seio coronário desemboca no átrio direito próximo à desembocadura da v. na parede posterior do ventrículo esquerdo entre as veias marginal e interventricular posterior (cardíaca média). entra no sulco coronário. e no ápice. na parede posterior e face esquerda e entre as marginais. emite ramos ventriculares posteriores e ramos septais. na parede anterior. com ramos da artéria circunflexa. coronário e interventricular posterior) e constitui o ramo interventricular posterior. seu início é apontado de diversas maneiras pelos autores. pode terminar na metade superior do sulco interventricular posterior. no ápice. é ramo terminal da artéria coronária direita em 90% dos casos. pelo centro da face esquerda. a mais natural é a que indica como origem o encontro das veias interventricular anterior (cardíaca magna) e marginal esquerda.sinoatrial (58%) e ramo para o nó atrioventricular (86%). A veia interventricular anterior (cardíaca magna) que começa em torno do ápice do coração coloca-se no sulco interventricular anterior juntamente com a artéria interventricular anterior. a coronária esquerda através de seu ramo circunflexo é a dominante em 10% e nos restantes 10% a 20% há equilíbrio e dizemos que é do tipo balanceada. As anastomoses com a artéria interventricular anterior ou com as marginais ocorrem no ápice. Artéria dominante A identificação da artéria dominante no coração tem importante aplicação clínica. Artéria interventricular posterior (descendente posterior) A artéria interventricular posterior. caminha junto à artéria circunflexa até se unir à veia marginal esquerda que ascende. Aceita-se como artéria dominante entre as coronárias direita e esquerda àquela que ultrapassa a cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. em geral insuficiente. veia oblíqua do átrio esquerdo. Assim a coronária direita é a dominante em 70 a 80% dos corações. Há autores que colocam o início do seio coronário quando a veia cardíaca magna entra no sulco coronário. onde se observa a presença da válvula do seio coronário. vestígio da veia cardinal esquerda. a cardíaca parva ou pequena do coração. situada na margem direita pode comportar-se como cardíaca anterior e desembocar diretamente no átrio ou percorrer o sulco coronário e terminar no seio coronário. 111 . cava inferior e da cúspide septal da valva atrioventricular direita.

a. posterior do ventrículo esquerdo 13. é provavelmente o primeiro a falar em teoria neurogênica. calor natural de Aristóteles pela presença da alma no coração.Através das veias cardíacas mínimas: São veias diminutas formadas nas paredes internas das 4 câmaras cardíacas e que desembocam na cavidade em cuja parede se encontram. Diante das experiências em animais. interventricular anterior 3. A segunda fase é científica e se caracteriza pelas controvérsias entre os que defendiam a teoria neurogênica pela qual a origem e a condução do estímulo seriam determinados pelo sistema nervoso e os adeptos da teoria miogênica que atribuía essas funções ao próprio músculo cardíaco. v. v. marginal direita 8. Assim. por algum tempo. cardíaca parva 16. Pertencem a esta fase as teorias: fogo vestal de Hipócrates. coronária direita 6. cardíaca mínima COMPLEXO ESTIMULANTE DO CORAÇÃO Prof. marginal esquerda 12. a. demonstrando que o coração mantinha seus batimentos. v. 112 . a. coronária esquerda 2-a. v. interventricular posterior 9. Nader Wafae É o conjunto de estruturas responsáveis pela origem e pela condução do estímulo necessário para a contração do músculo cardíaco. v.a. circunflexa 4. marginal esquerda 5. a. Dr. mesmo depois de retirado do corpo e portanto com suas conexões com o sistema nervoso cortadas. a. O interesse em esclarecer a causa dos batimentos cardíacos motivou os pesquisadores desde a antigüidade. a força vital de Galeno e a reação química exotérmica de Silvius. Willis (1644) relaciona o funcionamento do coração com as demais vísceras dependentes do sistema nervoso autônomo. Roteiro Prático sobre vascularização do coração 1-a. deu margem a que surgissem os defensores da teoria miogênica entre os quais Von Haller (1754) para o qual a distensão da fibra muscular devido ao enchimento da câmara cardíaca pelo sangue provocaria sua contração. tivemos uma fase inicial na qual se considerava o aquecimento do coração como a origem e a dilatação cardíaca (diástole) como o movimento ativo. a. do nó sinoatrial 10. seio coronário 15. cardíaca magna (interventricular anterior) 11. São melhor visíveis no átrio esquerdo pela paredes lisas que apresenta . do cone arterial 7. cardíaca média (interventricular posterior) 14. ambas concordavam em que a sístole seria o movimento ativo. v.

a origem dos estímulos. passando do nó sinoatrial para as células comuns dos átrios até alcançar o nó atrioventricular quando então retomava o trajeto do sistema condutor especializado.A grande dificuldade para aceitar a teoria miogênica consistia em como explicar a seqüência de estimulação que passava dos átrios para os ventrículos. Local: junção ântero-lateral da veia cava superior com o átrio direito no ponto de encontro de três linhas que passam pela margem lateral da veia cava superior. Forma: variável (fusiforme.8-5mm) espessura (11. Desta forma. Mahain já havia esclarecido em 1932 que a parte inicial do septo interventricular muscular era estimulado diretamente pelo feixe atrioventricular por fibras que levam o seu nome. margem superior da aurícula direita e pelo sulco terminal (crista terminal) sob o pericárdio. pois se sabia que as musculaturas dos átrios e dos ventrículos eram independentes e as estruturas do esqueleto fibroso interpostas entre átrios e ventrículos não tinham capacidade para condução de estímulos. pacemaker. em 1893 descobre. mas em 1963. Tawara (1906) descreve o nó atrioventricular na extremidade superior do feixe atrioventricular e os ramos direito e esquerdo na extremidade inferior. o nó sinoatrial. Irrigação: artéria do nó sinoatrial ramo da artéria coronária D (58%) ou da artéria coronária esquerda ou de seu ramo circunflexo (42%). através de seus estudos embriológicos demonstrou que o coração já apresenta movimentos antes que qualquer fibra nervosa fosse encontrada no coração. Nó sinoatrial (marcapasso. nó de Keith & Flack). mediante dissecação e cortes histológicos seriados. que em 1890. a ligação entre as musculaturas do átrio e do ventrículo ao identificar o feixe atrioventricular de origem muscular que atravessava o trígono fibroso direito e unia as musculaturas. O mesmo His Jr. três feixes do complexo estimulante ligando o nó sinoatrial ao nó atrioventricular e os denominou de feixes internodais. Condução interatrial e internodal Embora ainda haja controvérsias de como se realizaria essa propagação nos átrios o que mais se aceita é que seja feita através de feixes especiais de 113 . Lewis (1910) sugere que a condução atrioventricular se daria por propagação radial. ferradura) Tamanho: comprimento (10-30mm) largura (1. o conceituado pesquisador James revelou ter encontrado. Mas o decisivo avanço contra a teoria neurogênica foi dado por His Jr.5mm) Cor: branco amarelado. oval. finalmente. Restava demonstrar como o estímulo originado no nó sinoatrial chegaria ao nó atrioventricular. todos os eventos elétricos mostrados pelo eletrocardiograma estavam explicados anatomicamente. Descoberta a conexão e o tipo de célula muscular encontrada seguiu-se a identificação das demais estruturas do complexo estimulante. Keith & Flack (1907) estudando a região junto à desembocadura da veia cava superior no átrio direito conhecida por ultimus moriens por ser o último local do coração a parar de contrair descobrem o marcapasso do coração. . A rede subendocárdica dispersa pelas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos já era conhecida desde Purkinge.

continua pela parede superior do átrio direito até encontrar o septo interatrial. Vias acessórias como bases morfológicas da pré-excitação ventricular. / Kent) Local: parte inferior e anterior do lado direito do septo interatrial. Feixe internodal posterior: origina-se no nó sinoatrial. posterior e septais Ramo esquerdo do fascículo atrioventricular: Local: Lado esquerdo do septo interventricular muscular. Forma: cordão Tamanho: comprimento 5-20 mm largura 2. Condução Ventricular Ramo direito do fascículo atrioventricular: Local: Lado direito do septo interventricular muscular.tecido condutor contínuos ou descontínuos. Forma: ovóide Tamanho: comprimento 5 mm. em sua porção alta é intramuscular tornando-se subendocárdico a partir do terço médio do septo quando. espessura 1 mm. Forma: cordão arredondado Divisões: ramos anterior. é possível encontrá-los também isolados formando falsas cordas tendíneas. Divisões: ramos direito e esquerdo.5 mm espessura 1.5 mm. Local: parte inferior do lado direito do septo interatrial no centro de um triângulo formado pelo óstio do seio coronário. Forma: fita achatada Divisões: anterior e posterior. Nó Atrioventricular (nó de Aschoff & Tawara. Fascículo Atrioventricular (feixe atrioventricular. largura 3 mm. penetra na crista terminal que segue até o fim. São 3 feixes internodais: anterior. na maioria das vezes. às vezes. atravessa o trígono fibroso direito e em seguida ocupa a parte inferior e direita do septo interventricular membranáceo. possivelmente septais e aórtico Ramos subendocárdicos (rede subendocárdica. pelo óstio da veia cava inferior e pela inserção da cúspide septal da valva AV direita no anel fibroso. rede de Purkinge). um se dirige ao átrio esquerdo e o outro segue pela parte mais anterior do septo interatrial até encontrar o nó atrioventricular. 114 . cruza o seio entre as veias cavas e alcança o septo interatrial no qual se situa logo adiante da fossa oval seguindo até encontrar o nó atrioventricular. é subendocárdico em toda sua extensão o que o torna visível. nó AV). feixe de His Jr. Local: incluídos nas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos. quando se divide em dois feixes. médio e posterior Feixe internodal anterior: origina-se no nó sinoatrial passa por diante da desembocadura da veia cava superior. Feixe internodal médio: origina-se no nó sinoatrial passa por trás da desembocadura da veia cava superior. passando depois entre o óstio do seio coronário e o óstio da veia cava inferior até alcançar o nó atrioventricular. torna-se visível acompanhando a trabécula septomarginal. Irrigação: artéria coronária direita (90%).

2. As válvulas impedem o refluxo do sangue porque ao se encherem de sangue encostam na outra cúspide ou na parede do vaso e impedem o refluxo. mas também orientam a corrente sanguínea porque há veias cuja circulação é favorecida pela gravidade mas possuem válvulas. apresentam forma semilunar e cada uma de suas unidades podem ser chamadas de cúspides. e para 32 mm de Hg nas arteríolas. Quanto mais sofrem a 115 . que empurra.VÁLVULAS: São expansões da camada interna das veias em direção à luz do vaso. no lado venoso o sangue encontra dificuldades para retornar ao coração principalmente por ter que circular em sentido contrário ao da gravidade na maior parte das veias. início do lado venoso a pressão encontra-se em torno de 12 mm. 1. Roteiro prático de complexo estimulante do coração 1. d) além da gravidade que favorece a maior parte das artérias.Possíveis desvios da propagação do estímulo no nível da junção atrioventricular contornando o nó atrioventricular e assim evitando sua ação provocando a aceleração dos batimentos (taquicardia) podem ser devidas a: aconexões atrioventriculares acessórias bconexões entre o nó sinoatrial e o fascículo atrioventricular . A pressão arterial no arco da aorta que está em torno de 180 mm de Hg. nó atrioventricular 3. o vestígio da pressão que tendo impulsionado o sangue no lado arterial ainda sobrou para dar o impulso inicial ao sangue no lado venoso. Dr. Nas vênulas. Nader Wafae A circulação do sangue no lado arterial é facilitada por vários fatores: a) a força da contração do ventrículo. passa para 120 mm de Hg nas artérias menores. ramo esquerdo do fascículo FATORES BIODINÂMICOS DA CIRCULAÇÃO VENOSA Prof. É o resquício. Este valor é o vis a tergo. b) a elasticidade da aorta e das artérias de maior calibre que distendidas durante a sístole voltam ao seu calibre durante a diástole mantendo a continuidade da corrente sangüínea também durante a diástole ventricular. existem diversos fatores que auxiliam o retorno venoso que isoladamente podem parecer de pequena grandeza e por isso devem ser considerados no local e no momento em que atuam colaborando no conjunto para a progressão do sangue. Estabelece-se assim um diferencial decrescente na circulação do sangue pois nas veias cavas a pressão do sangue é de 1 mm de Hg ou mesmo zero. ramo direito do fascículo 5. c) a musculatura das artérias menores estimuladas pela inervação autônoma. cby-pass entre o feixe internodal e o fascículo atrioventricular. fascículo atrioventricular 4. nó sinoatrial 2.VIS A TERGO: Força que vem de trás. Assim sendo. Podem ser ostiais quando situadas na desembocadura de uma veia menor em outra maior ou parietais ao longo da parede veia. No entanto.

VIA A FRONTE: Força que vem da frente. 3. em geral é discreta. envolvida por músculos principalmente dos membros. que suga o sangue para os átrios. principalmente na pele. As veias abdominais de grande calibre e as próximas do coração não apresentam válvulas.CONTRAÇÃO MUSCULAR: Parte das veias encontra-se situada profundamente. As veias abdominais também recebem esta ação muscular através dos movimentos peristálticos.Durante a sístole ventricular o plano que passa pelas valvas atrioventriculares desloca-se em direção à ponta do coração distendendo os átrios que são fixos pelas veias cavas e pulmonares. quando estes músculos contraem comprimem as veias impulsionando o sangue no sentido das válvulas. auxilia a circulação do sangue nas veias acima do coração. em que arteríolas se comunicam diretamente com vênulas antes da rede capilar através de anastomoses que desviam a corrente sanguínea chamadas metarteríolas.a pressão negativa intratorácica durante a inspiração se transmite às paredes das veias atuando como uma força de sucção aspirando o sangue. mas o que é importante é que os vasos são envolvidos por uma bainha comum de tecido conjuntivo que envolve artérias e veias em conjunto de modo que.GRAVIDADE A gravidade que dificulta o retorno do sangue nas veias situadas abaixo do coração.ANASTOMOSES ARTERÍOLO-VENULARES Há partes no corpo.VIS A LATERALIS (pulsação das artérias): Significa a força que vem dos lados. bate na parede da veia que por ser fina cede e se transmite portanto ao sangue do seu interior movimentando-o já que a bainha é muito pouco distensível e este movimento do sangue só pode ocorrer no sentido permitido pelas válvulas.MUSCULATURA LISA DA PAREDE DAS VEIAS Nos locais onde o demais fatores estão prejudicados. 6. apresenta-se aumentada às custas da transformação de tecido 116 . as veias apresentam uma adaptação na qual a musculatura lisa da túnica média que. 2. 4. 7. o sangue nas arteríolas que se encontra sob pressão de 32 mm de Hg passa para as vênulas onde a pressão é muito menor e portanto recebe um impulso maior. As artérias de menor calibre são acompanhadas de duas veias que se colocam aos lados da artéria e as de maior calibre em geral são acompanhadas por uma artéria. Comparando-se a medida do diâmetro da perna de uma pessoa que permanece em pé durante determinado tempo e quando a mesma pessoa anda no mesmo tempo observaremos que o diâmetro diminui quando anda porque o movimento determinado pelas contrações musculares restringe a estase no líquido intersticial que aumenta o diâmetro.resistência da gravidade maior é o número de válvulas que apresentam. 5. Essa distensão dos átrios exerce uma força de sucção sobre as veias próximas do coração. quando a pulsação da artéria passa. Desta forma. É representado por dois fatores: 1. 8. Quando as válvulas tornam-se insuficientes podem desencadear a estase do sangue e até mesmo as varizes. De maneira que.

pulsação arterial. O segmento compreendido entre dois conjuntos de válvulas subsequentes constitui o linfônio que é a unidade de movimento da circulação linfática. o líquido não podendo acumular no interstício porque a fáscia não cede é obrigado a entrar nos capilares e circular no interior das veias. A bradicardia sinusal pode ser observada em indivíduos atletas. É o que ocorre com o segmento da veia femoral situado no trígono femoral não envolvido por músculos. No entanto.mesenquimal compensando a falta de outros fatores. Nas bradiarritmias a freqüência é inferior à normal (menos de 60 batimentos por minuto).FÁSCIA MUSCULAR A fáscia muscular que envolve os músculos é pouco distensível e assim funciona como uma meia compressiva que limita a estase de sangue nas veias ou o acúmulo de líquido no espaço intersticial. da mesma forma que o sangue nas veias. Distúrbios sinusais estão localizados nó sinoatrial e podem ser: bradicardia sinusal. Podem ser bradiarritimias ou taquiarritmias. Desta forma. enfrenta dificuldades para circular diante do obstáculo oferecido pela gravidade. pois a musculatura lisa desse segmento impulsiona a linfa para o segmento seguinte que não reflui pela presença das válvulas que o limitam.CORAÇÃO VENOSO DO PÉ As veias da planta do pé são comprimidas quando pisamos durante a caminhada e o sangue dessas veias sobe para as veias da perna. contrações dos músculos extrínsecos. Assim sendo. etc. vários fatores biodinâmicos que auxiliam o retorno venoso também o fazem para os linfáticos: vis a tergo. Esta seqüência de esvaziamento e de enchimento assemelha-se as fases do ciclo cardíaco de sístole e diástole e por isso foi chamado de coração venoso do pé descrito inicialmente por Lejars. Doenças do sistema circulatório Arritmias. Biodinâmica da circulação linfática: A linfa. 10. vis a fronte. quando levantamos o pé para dar o próximo passo essas veias se enchem de sangue que será deslocado na próxima pisada e assim sucessivamente. 9. no fascículo atrioventricular (feixe de His) ou nos ramos 117 . As alterações de condução entre o átrio e o ventrículo podem localizar-se no nó atrioventricular. São os distúrbios de formação ou de condução do estímulo produzindo alterações no ritmo e na freqüência cardíaca. os fatores que mais auxiliam a circulação linfática são a substancial musculatura lisa de suas paredes e as numerosas válvulas. os bloqueios sino-atriais e parasinusais.

altitude. alterações cromossômicas. Há o risco de formação de trombos e embolias. que se transmite ao ventrículo de forma irregular. Fibrilação atrial é arritmia na qual a atividade atrial está desorganizada. É uma arritmia grave que pode gerar problemas hemodinâmicos e morte. A incidência é 6 casos para mil nascidos vivos. Quadro clínico: atinge com maior freqüência a valva mitral e em seguida a valva da aorta levando à insuficiência valvar com aparecimento dos sopros 118 . Na taquicardia atrial ou supraventricular a freqüência está acima de 130. teratógenos (talidomida). hipotensão arterial e perda de consciência e pode ir até a insuficiência cardíaca. Comunicação interatrial. A fibrilação ventricular é uma arritmia extremamente grave. A transmissão de uma freqüência atrial elevada ao ventrículo pode gerar sintomas de insuficiência cardíaca ou hipotensão arterial. No quadro clínico das taquicardias. hipotensão. Além do coração atinge articulações. persistência do canal arterial. ventrículo único. O paciente costuma apresentar palpitações irregulares e rápidas. as contrações são incompletas e de alta freqüência. transposição dos grandes vasos. Taquicardia por via acessória (Wolff-Parkinson-White) ocorre quando a condução entre os átrios e os ventrículos realiza-se mediante uma via acessória (contornando o nó atrioventricular). etc. febre. estenose pulmonar. idade materna. que produz desorganização da atividade ventricular e morte. acavalamento da aorta sobre o septo com defeito e hipertrofia do ventrículo direito). Nas taquiarritmias a freqüência é superior a 100 batimentos por minuto. As causas dependem de alterações na formação ou na condução do impulso. em geral. o paciente pode apresentar palpitações. estenose aórtica. Cardiopatia congênita Resulta de alterações do desenvolvimento intra-uterino do sistema circulatório. tela subcutânea e sistema nervoso central. tonturas. doenças maternas. exercício. são classificados em três graus de acordo com a gravidade.subendocárdicos (rede de Purkinje). obstrução do fluxo na saída do ventrículo direito. comunicação interventricular. Os fatores causais podem ser genéticos e ambientais: hereditariedade. alcoolismo. etc. sensação de aceleração cardíaca. ansiedade. Os bloqueios atrioventriculares. tetralogia de Fallot (comunicação interventricular. como paroxística (aparece e desaparece repentinamente) gerada nos átrios ou no nó atrioventricular. apresenta-se. Pode verificar-se em situações de estresse. Doença reumática Doença inflamatória de caráter auto-imune secundária à infecção faríngea por estreptococo beta hemolítico do grupo A de Lancefield para o qual forma anticorpos. trata-se de uma síndrome de préexcitação Taquicardia ventricular é a que se inicia no ventrículo. Podem ser cianóticas e acianóticas. coartação da aorta. rubéola materna. Na taquicardia sinusal a freqüência está alta mas o comando continua com o nó sinoatrial.

Hipertensão arterial Considera-se hipertenso o paciente que apresenta pressão sistólica acima de 140 mm/hg ou pressão diastólica acima de 90 mm/hg. embora se reconheça a influencia de fatores hereditários e ambientais como dietas ricas sal e ácidos graxos polissaturados. Quadro clínico: paciente agitado ansioso membros pendentes. Insuficiência cardíaca e aumento da área cardíaca na radiografia aparecem posteriormente. No bulbo do olho. antiinflamatórios.) ou ações de medicamentos (ciclosporinas. acidente vascular encefálico. antidepressivos. insuficiência aórtica. espasmo coronário e dissecação espontânea de uma artéria coronária são causas menos frequentes.característicos. com sensação de morte iminente. náuseas e vômitos. de uma ou varias artérias coronárias. Embolia coronária. total e prolongada. Infarto agudo do miocárdio É a oclusão aguda. etc. sedentarismo. Insuficiência cardíaca É uma síndrome caracterizada pela incapacidade do coração em propiciar suprimento sanguíneo adequado para manter as necessidades metabólicas do organismo. etc. transtornos tireóideos) e cardiovasculares (coartação da aorta. alterações graves dos vasos da retina que podem se tornar irreversíveis. No sistema nervoso pode provocar cefaléia. Na maioria dos casos a causa é desconhecida (hipertensão essencial primária). etc. sudorese. síndrome de Cushing. 119 . É a mais grave das manifestações das síndromes coronárias agudas. ruptura cardíaca. A hipertensão é um importante fator de risco para a aterosclerose. insuficiência cardíaca. Edema agudo do pulmão Forma grave e aguda de insuficiência cardíaca caracterizada pelo acúmulo anormal de líquidos no parênquima pulmonar. obesidade. A trombose coronária que se segue à ruptura de uma placa ateroesclerótica é a causa mais freqüente. tabagismo. comprometendo os alvéolos e consequentemente o intercambio gasoso com hipoxemia. elevado consumo de álcool. insuficiência respiratória grave. Em certos casos a hipertensão é secundária as enfermidades renais. As complicações mais graves são: arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular). distúrbios endócrinos (excessiva produção de mineralocorticóides. encefalopatia hipertensiva. estresse. No quadro clínico o paciente apresenta dor torácica tipo angina de peito e sintomas neurovegetativos como: sudorese fria. corticóides. determinando a necrose (morte celular) do músculo cardíaco dependente dessas artérias. É emergência e pode ser mortal se não tratada com rapidez. etc.). Pode apresentar tosse com expectoração espumosa e rosada. No rim observa-se arteriosclerose das arteríolas aferentes e eferentes e do glomérulo com alterações da filtração glomerular e insuficiência renal.

Também pode ser secundária ao infarto agudo do miocárdio. 120 . secundária a um infarto do miocárdio ou ruptura valvar ou na forma crônica. Morte súbita cardíaca Geralmente. hipertensão arterial. que se transforma em uma espécie de couraça rígida. Pode apresentar-se em forma aguda. Pode ser idiopática ou causada por organismos infecciosos (vírus. miocardiopatias. A tuberculose é uma das principais causas de pericardite constritiva resulta da fibrose. Geralmente. que comprime ambos os ventrículos. Quadro clínico: dispnéia (falta de ar) progressiva pelo acúmulo de líquidos no pulmão. embora possa também ser causada por reações de hipersensibilidade. definida como uma forma de morte natural. formação de tecido de granulação e calcificação do pericárdio. A causa mais freqüente é a infecção viral. com alteração da função diastólica (relaxamento). insuficiência renal. O principal sintoma é a dor retroesternal. traumatismos. se produz em conseqüência de arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular) desencadeadas por cardiopatias isquêmicas. Na miocardiopatia chagásica é comum o bloqueio de ramo direito e os sintomas de insuficiência ventricular direito. a tosse e o exercício e diminui ao inclinar a paciente para frente. dor no lado direito do abdome (estase no fígado). edema de membros inferiores. Geralmente. Na miocardiopatia hipertrófica há aumento da rigidez secundária à hipertrofia ventricular. Miocardite Doença inflamatória do miocárdio. inesperada no tempo e na forma de sua apresentação. fungos ou parasitas). bactérias. Pericardite É a inflamação do pericárdio. etc. que caracteristicamente aumenta com a inspiração profunda. metástases. A miocardite viral pode apresentar-se como uma miopericardite com predomínio dos sintomas de inflamação do pericárdio ou como miocardite isolada com sintomas de insuficiência cardíaca e arritmias. fibrose e hipertrofia do miocárdio ventricular. Pode ser de vários tipos: A miocardiopatia dilatada apresenta dilatação das cavidades ventriculares e alteração da função sistólica (ejeção). valvopatias cardíacas. precedida de perda súbita de consciência. observam-se sinais e sintomas de insuficiência cardíaca. radiações ou fármacos.As causas mais freqüentes são: síndrome coronária aguda. impedindo seu correto enchimento na diástole. de causa cardiovascular. dispnéia noturna acompanhada de tosse (asma cardíaca). Os sintomas são devidos à incapacidade do coração em dinamizar a circulação dos líquidos e a diminuição da irrigação sangüínea para o resto do organismo. Na miocardiopatia restritiva observa-se infiltração. Miocardiopatia Doença primária do músculo cardíaco (miocárdio). processos auto-imunes.

até lesão severa e irreversível da parede ventricular (infarto agudo do miocárdio). Estenose valvar aórtica Diminuição da vazão ventricular esquerda por estreitamento na área da valva aórtica. síncope e dispnéia. epigástrio ou no dorso que aumenta com os esforços e desaparece com repouso. nódulos de Osler nos dedos. reumática. Em qualquer dessas eventualidades há hipertrofia compensadora do ventrículo esquerdo. manchas de Roth na retina. Os sintomas mais importantes são: angina de peito. Outras causas podem ser: espasmo arterial. e melanoma maligno. nos estreitamentos congênitos. tamponamento cardíaco. linfomas. Habitualmente. embolia ou aumento da demanda por hipertrofia do miocárdio. Os tumores secundários ou metastáticos podem ser assintomáticos ou produzir pericardite. pode propagar-se para o pescoço. embolias. mas dependentes de drogas endovenosas verifica-se na valva atrioventricular direita (tricúspide). Síndrome coronária aguda É a redução crítica do fluxo sanguíneo e portanto de oxigênio ao músculo cardíaco. etc. Valvopatias Endocardite infecciosa É a Infecção do endocárdio. insuficiência cardíaca e arritmias. Embora possa ser causada por qualquer germe. sopro cardíaco e esplenomegalia. 121 . as causas se relacionam com alterações em nível valvar: congênita (valva bicúspide). mamário. Angina de peito é a dor em opressão retrosternal da síndrome coronária aguda. Podem apresentar ainda arritmias e bloqueios do complexo estimulante. outros muito raros são o rabdomioma e o angiosarcoma. Tumor cardíaco Os tumores primários do coração são raríssimos porque as células musculares permanentes não se multiplicam e assim não apresentam a característica para se desenvolverem tumores. A causa mais freqüente é a ruptura de uma placa aterosclerótica das artérias coronárias. por microrganismos. o estreptococo é o mais freqüente. A localização mais freqüente é na valva atrioventricular esquerda (mitral). Os mais encontrados são carcinomas brônquico. que aparecem somente durante o esforço (angina crônica estável). pericardite ou insuficiência cardíaca. degenerativa ou calcificada. A diminuição de fornecimento de oxigênio (isquemia) produz desde alterações mínimas da função ventricular. abaixo e acima da valva. ombro e braço esquerdo. Pode ocorrer em três níveis: na própria valva por fusão de seus folhetos em processos de cicatrização defeituosa. geralmente valvar. No quadro clínico temos febre.Pode haver febre e dispnéia. O mais freqüente é o mixoma proveniente do endocárdio do átrio esquerdo e não é metastático.

e até edema agudo de pulmão e embolias de origem cardíaca. em diástole. Esse volume regressa ao ventrículo esquerdo na diástole seguinte produzindo uma sobrecarga de volume. palpitações. transcorre de forma assintomática. À medida que se reduz a área mitral. edema de membros inferiores. Assintomática durante anos pode apresentar: dispnéia progressiva. sinal de Quincke – pulsação nas extremidades. A causa mais freqüente é a febre reumática. Prolapso da valva mitral Ocorre por uma deficiente coaptação das válvulas da valva mitral. fraqueza muscular. Em determinadas ocasiões pode gerar insuficiência mitral. Insuficiência valvar aórtica É o fechamento incompleto da valva da aorta na diástole. A causa mais freqüente é a febre reumática. no quadro clínico predominam os sinais de congestão venosa. fadiga. Em certos casos pode produzir dor torácica. edema de membros inferiores e anorexia. Outras causas são: prolapso de valva mitral. tosse. assim ocorre refluxo do sangue da aorta para o ventrículo esquerdo. com deslocamento de uma ou ambas as válvulas para o átrio na sístole. dispnéia paroxística noturna. que se transmite de forma retrograda para o território venoso e capilar pulmonar (hipertensão pulmonar). tanto no átrio como no ventrículo esquerdo. hemoptise. dispnéia e perda de consciência. 122 . O paciente apresenta dispnéia aos exercícios. Observa-se muito frequentemente na população geral. Valvopatia pulmonar A estenose do tronco pulmonar em geral é congênita. sinal de Durozies – sopro na artéria femoral) Insuficiência valvar mitral É o fechamento incompleto da valva atrioventricular esquerda (mitral). Quadro clínico: assintomática por muito tempo quando se complica com a insuficiência ventricular esquerda aparece dispnéia e alguns sinais decorrentes da diferença entre as pressões sistólica e distólica (sinal de Musset – movimentação da cabeça. Em geral. sobre tudo no sexo feminino. palpitações. que se dilatam. sinais de congestão venosa e hipofluxo pulmonar. se gera um gradiente de pressão diastólica entre o átrio e o ventrículo esquerdos produzindo um aumento de pressão no átrio esquerdo. A insuficiência pulmonar pode ser congênita ou secundária à dilatação do ventrículo direito na hipertensão pulmonar. Em conseqüência há refluxo do sangue para o átrio esquerdo. endocardites. cardiopatias congênitas. Há aumento de pressão e hipertrofia ventricular. Este refluxo aumenta a pressão no ventrículo esquerdo dilatando-o.Estenose mitral É a diminuição da área da valva atrioventricular esquerda (mitral) aberta.

Ocorre com mais freqüência nos membros inferiores. São atingidas as três camadas da parede arterial e pode complicar-se com trombose e embolismo. Com a ruptura da adventícia produz-se hemorragia maciça. Dissecação da aorta A ruptura da camada íntima da aorta propicia a entrada do sangue na camada média. compressão das estruturas vizinhas ou dissecação e ruptura. Pode apresentar-se ao longo de toda a extensão da aorta. Há sobrecarga de volume nas cavidades direitas e assim predominam os sintomas de congestão venosa sistêmica. O linfedema pode ser congênito ou secundário causado por invasão cancerígena de vasos ou gânglios. É um processo crônico inflamatório que afeta a maioria das artérias. ascite e edemas nos membros inferiores. A aterosclerose da circulação coronária é a principal causa de cardiopatia isquêmica e infarto agudo do miocárdio. cálcio. Linfedema Edema (inchaço) decorrente da obstrução de linfáticos.Valvopatia tricúspide A estenose é rara. O obstáculo ao esvaziamento do átrio direito sobrecarrega às veias cavas superior e inferior produzindo congestão jugular. embora a maioria localiza-se na parte abdominal da aorta próximo à bifurcação. No quadro clínico temos: hepatomegalia. separando a íntima da média e formando um canal de sangue dentro da parede da aorta. 123 . macrófagos e a formação do processo inflamatório completam a placa aterosclerótica. A deposição de colesterol. Esta patologia é devida à degeneração da camada média e o descolamento da íntima. conseqüentemente diminui o aporte de oxigênio e nutrientes ao tecido irrigado. A placa pode se romper induzindo a formação de trombose. A insuficiência tricúspide pode ser funcional (secundária à dilatação do ventrículo direito) ou orgânica (seqüela de endocardite por febre reumática ou uso endovenoso de drogas). O crescimento da placa vai diminuindo a luz das artéria. O comprometimento da artéria carótida interna pode provocar um acidente isquêmico transitório ou um acidente vascular encefálico (ave). associada à febre reumática. em geral. extirpação cirúrgica ou irradiação no tratamento de certas neoplasias (câncer de mama) ou infecções (filariose). alteração da função hepática. hepática e edema nos membros inferiores. Dores nos membros inferiores ao se caminhar distâncias variáveis obrigando a parada é a manifestação da aterosclerose na circulação dos membros inferiores e denomina-se claudicação intermitente. Aterosclerose Distúrbio das artérias caracterizado pelo endurecimento e espessamento de suas paredes. esplenomegalia. A causa mais freqüente é a aterosclerose. Aneurisma da aorta Dilatação anormal (maior de 50%) da aorta.

ou neoplasias. Componentes familiar e profissional podem estar presentes. 124 . Podem ser primárias. Ocorrem com freqüência nos membros inferiores. se localiza na região femoropoplítea (artérias femoral e poplítea). É mais freqüente nas mãos. A complicação mais grave é a migração do trombo e embolia pulmonar. Habitualmente. Existem fatores que predispõem à trombose venosa. são trombos de origem cardíaca. tronco tibiofibular ou aortoilíaca. gravidez. Moléstia de Raynaud Distúrbio vascular funcional de vasoespasmos de etiologia desconhecida caracterizada por episódios recorrentes de palidez e cianose seguida de rubor dos dedos secundários à exposição ao frio ou emoções intensas. por debilidade congênita da parede. Trombose venosa profunda Formação e desenvolvimento de um trombo produzindo obstrução parcial ou total das veias profundas. Há dor. em geral. Obstrução arterial crônica Causada principalmente pela aterosclerose e pela tromboangeite obliterante que levam à obstrução arterial após evolução relativamente longa. imobilização prolongada. ou secundarias por incompetência das válvulas nas veias comunicantes ou perfurantes que comunicam as veias superficiais às veias profundas. esfriamento. Fenômeno de Raynaud é o quadro clínico de palidez e cianose intermitente especialmente nos dedos. em pacientes com fibrilação atrial ou outra patologia cardíaca embolígena. Os êmbolos. Varizes Veias superficiais permanentemente dilatadas e tortuosas. pós-operatório.Obstrução arterial aguda Interrupção brusca do fluxo arterial geralmente causada por embolismo ou trombose. palidez e desaparecimento da pulsação.

Parede lateral: apresenta as seguintes estruturas de cima para baixo: • recesso esfenoetmoidal com a abertura do seio esfenoidal • concha nasal superior que pertence ao osso etmóide 125 . Tem atuação ativa na fonação. inferiores: traquéia e brônquios) e parte respiratória (pulmões e pleuras). os orifícios contornados pelas asas do nariz e parcialmente cobertas pelas vibrissas (pêlos) e separadas pela cartilagem do septo nasal.SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof. cavidade nasal. seios paranasais. revestidos por mucosa olfatória. narinas. Parede medial: divisão mediana da cavidade em duas metades pelo septo nasal constituído por: cartilagem do septo. Os ossos são: parte nasal do osso frontal. partes nasal e oral da faringe e laringe. Partes internas: vestíbulo do nariz é a área que se estende. Partes externas: raiz é o ponto de implantação do nariz na face. Cavidade nasal: Internamente o esqueleto da cavidade nasal também é formado por ossos e cartilagens. Os ossos são: partes do osso etmóide: (lâmina cribriforme. As cartilagens são: cartilagem do septo nasal com seus prolongamentos no dorso do nariz. ossos nasais e processos frontais da maxila que delimitam a abertura piriforme. Vias aéreas superiores Nariz: Externamente o esqueleto do nariz é formado por ossos e cartilagens. Nader Wafae É o conjunto de órgãos responsáveis pelo transporte de gases e pelas trocas gasosas entre nosso corpo e o meio ambiente. lateralmente). lâmina perpendicular. dorso é o contorno superior. fornece oxigênio para ser distribuído as células e elimina o gás carbônico resultante da atividade celular. em cima. a concha nasal inferior. parte do esfenóide. Dr. o limiar do nariz. o vômer (septo ósseo). Partes: vias aéreas (superiores: nariz. Soalho: palato duro (processo palatino da maxila e lâmina horizontal do palatino) e palato mole revestidos por mucosa respiratória. A cartilagem é a própria cartilagem do septo nasal que se interpõe entre lâmina perpendicular do etmóide e o vômer. ápice é a extremidade anterior do dorso. revestidos por mucosa olfatória superiormente e respiratória inferiormente. Conformação da cavidade nasal: Teto: Lâmina cribriforme do etmóide. as cartilagens alares maiores que formam os contornos das narinas e um número variável de cartilagens alares menores ocupando os espaços entre as cartilagens principais. lâmina perpendicular do etmóide e vômer. Limites: O limite anterior corresponde a prega limiar do nariz e o limite posterior é um orifício chamado coano que separa a cavidade nasal da parte nasal da faringe. os processos laterais que dão continuidade aos ossos nasais. maxila e palatino (estes dois últimos formando o palato duro). internamente das narinas até uma prega oblíqua. formando o septo nasal. no centro e as conchas superior e média.

envolvido pela concha nasal superior contém a abertura da parte posterior do seio etmoidal concha nasal média que pertence ao osso etmóide meato nasal médio. Divisões da cavidade nasal: Região olfatória: reveste o teto da cavidade nasal. Os músculos que formam essas pregas levantam o palato ou a própria faringe na deglutição impedindo o refluxo do alimento para a cavidade nasal.• • • • • meato nasal superior. tornar mais leve a cabeça e possivelmente funcionam também como caixa de ressonância para a produção da voz. este sulco prolonga-se anteriormente e superiormente com o nome de infundíbulo etmoidal onde se encontra a abertura do seio frontal concha nasal inferior é um osso isolado meato nasal inferior com a abertura do ducto lacrimonasal que é a comunicação com a órbita através do saco lacrimal. atrás do óstio está a prega salpingofaríngea que contém o músculo salpingofaríngeo e embaixo do óstio encontra-se o toro do levantador que contém o músculo levantador do véu palatino. parte das conchas nasais superiores e parte superior do septo. Funções: regular a temperatura. Acima do óstio encontra-se uma cartilagem chamada toro tubário para inserção musculares. um sulco em forma de meia lua embaixo da bolha. a umidade e filtrar o ar inspirado. contém ar e são revestidos por mucosa similar à mucosa respiratória da cavidade nasal. o hiato semilunar. este último formado por um conjunto de pequenas cavidades chamadas células etmoidais anteriores e posteriores (suas aberturas já foram vistas na parede lateral da cavidade nasal). seio esfenoidal e seio etmoidal. palato mole e parede posterior da faringe) que a separa da parte oral da faringe . 126 . etmóide. proteger contra infecções. Parede posterior: recesso faríngeo que pode conter uma pequena tonsila tubária. inferior . envolvido pela concha nasal média contém: uma elevação redonda cheia de ar a bolha etmoidal com a abertura da parte anterior do seio etmoidal. na frente do óstio está a prega salpingopalatina que contém o músculo salpingopalatino. Denominações: Seio frontal. Parte nasal da faringe: situada atrás da cavidade nasal. o qual contém a abertura do seio maxilar. Parede lateral: contém as seguintes estruturas: óstio faríngeo da tuba auditiva que é a comunicação com a orelha média para equilibrar a pressão sobre a membrana timpânica. esfenóide e frontal que se comunicam com a cavidade nasal. Limites: anterior – coano. Região respiratória: reveste o restante Seios paranasais: Conceito: são cavidades no interior dos ossos: maxila. Quando essa mucosa inflama constitui a sinusite. Paredes: Parede superior: tonsila faríngea (adenóide) é um dos órgãos linfáticos de proteção imunológica.istmo da garganta (formado por: arco palatofaríngeo. seio maxilar.

músculos e revestida de mucosa situado por diante da coluna vertebral cervical. e a cuneiforme. corniculada e cuneiforme. são importantes principalmente na fonação. Cavidade da laringe: É revestida por mucosa e divide-se em 3 partes: Superior ou Vestíbulo: vai do ádito da laringe (margem que delimita a entrada da laringe) à prega vestibular (falsa corda vocal). mais saliente nos homens. Cartilagem Corniculada. ligamento cricotireóideo. a cartilagem apresenta 4 prolongamentos: 2 cornos superiores e dois cornos inferiores. será estudada com o sistema digestório. 127 . Cartilagem Cricóidea: é inferior à cartilagem tireóidea. anteriormente por: duas lâminas direita e esquerda com incisuras medianas (incisuras tireóideas superior e inferior). estão sobre as cartilagens aritenóideas. Posterioremente. ligamento vestibular (internamente à prega vestibular). ligamento vocal (internamente à prega vocal).Parte oral da faringe: é a parte da faringe que continua a parte nasal e sendo comum aos sistemas: respiratório e digestório. entre a faringe e a traquéia. cone elástico (da cartilagem cricóidea ao ligamento vocal). Cartilagens: 3 ímpares: tireóidea. situam-se portanto atrás da cartilagem tireóidea. são pequenas e de menor expressão funcional. Laringe: Conceito: é um tubo constituído por cartilagens. Cartilagem Aritenóidea: em forma triangular. é par e se articulam com a margem superior da cartilagem cricóidea. Internos: membrana quadrangular (da prega ariepiglótica ao ligamento vestibular) . Sua margem inferior é o limite com a traquéia. cricóidea e epiglótica e 3 pares: aritenóidea. Cartilagem Cuneiforme: ambas pares. Além da função respiratória é o órgão da fonação e auxiliar na deglutição. a parte larga para cima e a parte afunilada chamada pecíolo para baixo. (entre a cartilagem tireóidea e o osso hióide) com espessamento no centro (ligamento tireo-hióideo mediano) e nas laterais (ligamentos tireo-hióideos laterais) . ligamentos. ao seu lado. Cartilagem Epiglótica: em forma de folha. Ligamentos: contribuem para manter o esqueleto da laringe. Cartilagem Tireóidea: em forma de escudo. é anterior e a maior delas. Está constituída. Importante na deglutição quando a laringe se eleva e sua abertura é ocluída por ela. (entre as cartilagens tireóidea e cricóidea). a superior projeta-se para frente como proeminência laríngea. A corniculada situa-se no ápice da cartilagem aritenóidea. ligamento cricotraqueal (entre a cartilagem cricóidea e a traquéia). em forma de anel com a lâmina posterior e o arco anterior. podem ser: Externos: membrana tireo-hióidea. ligando as cartilagens entre si e estas aos órgãos vizinhos.

situados posteriormente sobre a lâmina da cartilagem cricóidea Grupo C . sobre as cartilagens tireóidea e cricóidea e músculo vocal. Internamente no nível da bifurcação da traquéia encontramos uma crista mediana chamada carina da traquéia que separa os brônquios principais direito e esquerdo e orienta a corrente de ar para ambos os brônquios.limiar do nariz 7. Rima da glote é o espaço entre as duas pregas vocais. tem cerca de 15 cm e se estende até a sexta vértebra torácica quando se divide. as cartilagens traqueais. Inervação: nervos laríngeos inferiores (recorrentes) ramos do nervo vago.coano 8. Grupo B .lâmina perpendicular do osso etmóide 10 .situado sobre as cartilagens aritenóideas. interrompidos na parte de trás e ligados entre si pelos ligamentos anulares. Situa-se.Músculos que distendem a prega vocal (tensores): cricotireóideo situado anteriormente. este situado no interior da prega vocal. em cada lado. parte no pescoço (porção cervical) e parte no tórax (porção torácica).Média ou Glote: vai da prega vestibular à prega vocal (verdadeira corda vocal). portanto.vômer 9.recesso esfenoetmoidal 128 . Irrigação: artérias tireóideas superior e inferior Vias aéreas inferiores Traquéia: é um tubo formado por cerca de 16 arcos de cartilagem sobrepostos. o espaço em forma de sulco entre as pregas vestibular e vocal do mesmo lado. nesta parte observamos o ventrículo.músculos que afastam as pregas vocais (abdução) e portanto respiratórios: cricoaritenóideo posterior .músculos que aproximam as pregas vocais (adução) e portanto são fonadores: aritenóideos (oblíquo e transverso) . Rima do vestíbulo é o espaço entre as duas pregas vestibulares. É continuação da laringe.vestíbulo do nariz 6. tireoaritenóideo e cricoaritenóideo lateral situados lateralmente sob as lâminas da cartilagem tireóidea.  Roteiro prático do Sistema Respiratório (1ª parte a identificar) Nariz 1-raiz 2-dorso 3-cartilagem do septo e processos laterais 4-cartilagem alar maior Cavidade nasal 5. (bifurcação da traquéia) nos brônquios principais direito e esquerdo. Inferior ou infraglótica: vai da prega vocal à margem inferior da cartilagem cricóidea Músculos: Grupo A .

meato nasal médio 15.concha nasal superior 12.concha nasal média 14.bolha etmoidal 16.infundíbulo etmoidal 18.meato nasal superior 13.hiato semilunar 17.11.concha nasal inferior 19.meato nasal inferior (com ducto lacrimonasal) Parte nasal da faringe 20 tonsila faríngea 21 óstio faríngeo da tuba auditiva 22 recesso faríngeo 23 toro tubário 24 prega salpingopalatina 25 prega salpingofaríngea 26 toro do levantador Seios paranasais 27 seio frontal 28 seio maxilar 29 seio etmoidal 30 seio esfenoidal Laringe 31 proeminência laríngea 32 cartilagem tireóidea (lâmina) 33 cartilagem tireóidea (corno) 34 cartilagem cricóidea 35 cartilagem epiglótica 36 cartilagem aritenóidea 37 ádito da laringe 38 vestíbulo da laringe 39 prega vestibular 40 prega vocal 41 ventrículo 42 músculo cricotireóideo 43 músculo cricoaritenóideo posterior 44 músculos aritenóideos (oblíquo e transverso) 45 músculos cricoaritenóideo lateral e tireoaritenóideo (juntos) Traquéia 46 cartilagem traqueal 47 ligamento anular 48 carina da traquéia Anatomia Funcional da Laringe 129 .

130 . entram pelo hilo do pulmão e ramificam-se no interior do pulmão formando a árvore bronquial. são dois: direito e esquerdo.A laringe é um órgão auxiliar da deglutição porque ao proteger a via respiratória impedindo que alimentos e líquidos ingeridos entrem nessa via está colaborando para que esses elementos se dirijam efetivamente para os órgãos do sistema digestório a que se destinam. predominantemente. c) pregas vocais. produz a vibração das mesmas. além disso a epiglote abaixa pela ação da base da língua e suas margens se aproximam das pregas ariepiglóticas as quais delimitam a entrada da laringe reduzindo o seu espaço. Brônquios principais: Os brônquios principais resultam da divisão da traquéia no nível da 6ª vértebra torácica. Essa vibração se exterioriza através de sons. b) pregas vestibulares Simultaneamente o corpo adiposo pré-epiglótico é empurrado para trás causando a aproximação e fechamento das pregas vestibulares. Neste caso mecanismos reflexos regulam a coordenação entre a laringe e o diafragma. A laringe é o nosso órgão fonador responsável pela emissão dos sons e se assemelha a um instrumento de sopro ou daqueles quer funcionam com foles. c) pregas vocais Durante a deglutição os músculos adutores aproximam as pregas vocais completando o terceiro esfíncter de fechamento. a) epiglote Durante a deglutição a laringe é elevada principalmente pelos músculos suprahióideos. com a conseqüente elevação da epiglote o alimento é desviado em direção ao esôfago. O músculos cricotireóideo ao se contrair modifica o ângulo entre as cartilagens cricóidea e tireóidea distendendo e aumentando as pregas vocais. Ela desempenha essa função através do fechamento em três níveis: a) epiglote. se alojem no lado direito. O ar expirado proveniente dos pulmões ao encontrar as pregas vocais em adução. Também desempenham funções no papel fonador. da mesma forma que a traquéia são tubos com arcos de cartilagem. b) pregas vestibulares. mais horizontal e mais fino. mais vertical e mais grosso que o brônquio principal esquerdo que é mais longo. Por causa dessas diferenças é mais comum que corpos estranhos que entram na via aérea. o ventrículo da laringe semelhante ao boquim ou lingüeta dos instrumentos de sopro e os diferentes espaços da via aérea atuando como caixa de ressonância. aritenóideos que aproximam as partes posteriores das pregas vocais e cricoaritenóideo lateral que giram as cartilagens aritenóideas levando as pregas vocais medialmente. isto é próximas uma da outra. É evidente que não estando participando da deglutição ou da fonação a laringe com as pregas vocais abduzidas ou afastadas permite a livre passagem do ar atuando como via da respiração. A adução ou aproximação das pregas vocais é determinada pelos músculos: tireoaritenóideo poderoso adutor. Diferenças: O brônquio principal direito é mais curto.

voltada para o mediastino em relação com o coração. médio e inferior. Lobos e Fissuras O pulmão direito consiste em 3 lobos: superior. superior. Pulmões: Partes Cada pulmão apresenta: um ápice. médio e inferior. o pulmão esquerdo apresenta um prolongamento chamado língula do pulmão esquerdo. anterior. Impressões: Ambos os pulmões apresentam na face costal. O pulmão esquerdo apresenta na mesma face evidentes impressões para a artéria aorta e para o coração. São 10 no pulmão direito sendo 3 no lobo superior (apical. A face costal. 2 fissuras: oblíqua e horizontal. 3 faces: costal (lateral). e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior ( anterior. Brônquios intrassegmentares: São ramificações menores dos brônquios segmentares contidas no interior dos segmentos broncopulmonares. e 2 no lado esquerdo: brônquios lobar superior e lobar inferior Brônquios segmentares: Resultam de divisões dos brônquios lobares e se dirigem aos segmentos broncopulmonares. maior de todas está voltada para as costelas que deixam suas impressões nessa face. a margem posterior é romba e a margem inferior contorna a face diafragmática ou base. mais curto. tem 3 lobos: superior. O pulmão esquerdo consiste em 2 lobos: superior e inferior separados pela fissura oblíqua. anterior. mediastinal (medial) e diafragmática (inferior) e 3 margens: anterior. uma base. 10 segmentos broncopulmonares. lingular superior e lingular inferior). mais largo. medial e lateral). posterior. são: 3 no lado direito brônquios lobar superior. A margem anterior é fina e aguda. as impressões das costelas. a mediastinal. São 9 no pulmão esquerdo sendo 4 no lobo superior (apicoposterior. separados por 2 fissuras: oblíqua e horizontal. No local do lobo médio. posterior). posterior e inferior. 131 . posterior. inferior. a face diafragmática. O pulmão direito apresenta na face mediastinal a impressão da veia ázigo e uma imperceptível impressão cardíaca. medial e lateral). 2 no lobo médio (medial e lateral) e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior. cardíaca. lobar médio e lobar inferior. impressão da veia ázigos.Brônquios lobares: Resultam da divisão do brônquio principal no nível do hilo. inferior sobre a cúpula do diafragma é também sua base. além da incisura cardíaca em sua margem anterior Diferenças Pulmão direito: mais pesado.

ducto alveolar. diafragmática e mediastinal seus nomes correspondem às partes que revestem. Pedículo é o conjunto dos elementos que entram (artéria pulmonar e brônquio principal) ou saem (veias pulmonares) do pulmão. 9 segmentos broncopulmonares. Cavidade pleural é o espaço virtual que existe entre a pleura visceral e a pleura parietal e contem uma pequena quantidade de líquido é o líquido pleural. Intercostais externos. Pleuras: São membranas serosas brilhantes (películas finas e transparentes) que envolvem os pulmões (pleura visceral) e as paredes torácicas e o diafragma (pleura parietal). artéria e brônquios. A disposição dos elementos do pedículo no hilo não é constante mas a mais freqüente de diante para trás é a seguinte: veias. A pleura parietal é formada pelas partes: costal. Hilo é uma fenda plana na face mediastinal do pulmão por onde entram e saem os elementos do pedículo. Transverso do tórax e 132 . Os músculos que interferem na respiração podem ser divididos em 3 grupos: A. impressão cardíaca e da aorta. tem 2 lobos: superior e inferior. Isto tem sua importância clínica pois permite condutas terapêuticas segmentares.Músculos que auxiliam diretamente nos movimentos respiratórios: Intercostais internos (menos a parte intercondral).Pulmão esquerdo: menos pesado. Recesso costomediastinal é a reflexão da pleura parietal costal em mediastinal e recesso costodiafragmático é a reflexão da pleura parietal costal em diafragmática. mais longo. São músculos inspiratórios que atuam aumentando os eixos da caixa torácica longitudinal. Levantadores das costelas e partes intercondrais dos intercostais internos. Músculos da respiração: Os movimentos respiratórios compreendem 2 fases: inspiração (quando o ar entra pelas vias aéreas). menos largo. A aderência entre folhetos da pleura mediastinal abaixo do hilo forma o ligamento pulmonar.Músculos que atuam direta e ativamente nos movimentos respiratórios: Diafragma. transversal e sagital e assim diminuem a pressão intratorácica em relação à atmosférica possibilitando a entrada do ar. Cada segmento broncopulmonar é uma parte do pulmão dotado de certa individualidade pois recebe um ramo da artéria pulmonar e uma ramificação de brônquio segmentar. 1 fissura: oblíqua. saco alveolar e alvéolo pulmonar. língula no lugar de lobo médio e incisura cardíaca na margem anterior. O conceito de raiz do pulmão não é unanimidade mas podemos considerar como o conjunto do hilo com o pedículo A unidade funcional da parte respiratória dos pulmões é formada pelo bronquíolo respiratório. A freqüência média em condições normais é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto. B. expiração (quando o ar sai pelas vias aéreas).

serrátil anterior. peitorais maior e menor. chegam até a coluna vertebral. Características: a) constituem a camada interna. Levantadores das costelas: são músculos pequenos. A parte lombar se insere sobre o músculo quadrado do lombo através do ligamento arqueado lateral. são inspiratórios. Divide-se em 3 partes: esternal. O diafragma apresenta 3 orifícios para passagens de estruturas: na parte muscular temos: o hiato esofágico para o esôfago e o hiato aórtico para a aorta. direita (mais alta por causa do fígado) e esquerda. A parte esternal muito pequena fixa-se ao processo xifóide do esterno. costal e lombar. abaixando as costelas. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. não chegam até o osso esterno. no centro tendíneo: o forame para a veia cava por onde passa a veia cava inferior. São expiratórios cuja atividade é sobrepujada pela própria elasticidade do pulmão em se retrair e portanto promover a expiração. sobre o músculo psoas pelo ligamento arqueado medial. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de diante para trás. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. na parte inferior do esterno e na coluna vertebral. mas principalmente nos corpos vertebrais das primeiras vértebras lombares através de dois pilares: o direito. Intercostais externos: são músculos situados entre as costelas. c) na parte anterior. aumenta o eixo longitudinal do tórax. menos a parte intercondral que é inspiratória. próximo a ele são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal externa ou anterior. É portanto músculo inspiratório. O diafragma é inervado pelo frênico e irrigado pelas artérias frênicas. Quando se contrai durante a inspiração o músculo diafragma abaixa suas cúpulas. C. d) na parte posterior. A parte costal procede das cartilagens costais e costelas inferiores. tem a forma de um guarda chuva com duas cúpulas. chegam até o osso esterno. A porção tendínea localiza-se no centro do músculo e se chama centro tendíneo (de cor branca. A porção muscular fica em torno do centro tendíneo e se insere nas últimas costelas. Intercostais internos: são músculos situados entre as costelas. profundos e posteriores que vão das vértebras para as costelas vizinhas. abaixa a pressão no interior do tórax. c) na parte anterior. maior. São auxiliares da expiração. abaixo do coração). não chegam até a coluna vertebral. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de trás para diante. Esta camada muscular 133 . médio e posterior). próximos a ela são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal interna ou posterior. latíssimo do dorso. esternocleidomastóideo.Subcostais. d) na parte posterior. Esses músculos elevam as costelas e portanto. contorna o esôfago e o esquerdo que formam o ligamento arqueado mediano sobre a aorta. Elevam as costelas e portanto são inspiratórios. oblíquos do abdome (externo e interno) e eretor da espinha. Diafragma: o músculo diafragma situa-se entre o tórax e o abdome. Características: a) constituem a camada mais externa.Músculos acessórios que somente atuam nos movimentos respiratórios forçados: escalenos (anterior.

em conseqüência deste movimento ocorre a elevação da parte anterior das costelas que levantam o esterno e assim aumentam o diâmetro ântero-posterior. porém alternadas e não subseqüentes são encontrados apenas na parte superior e inferior do tórax. Dr. vão de costela para costela. a entrada do ar submetido a pressão atmosférica é feita através da negatividade da pressão no interior do tórax. Durante a inspiração o ar penetra pelas vias aéreas até chegar aos alvéolos pulmonares onde em contato com os capilares sangüíneos provenientes da artéria pulmonar são realizadas as trocas gasosas ou hematose. É o movimento predominante no sexo masculino (respiração abdominal) O aumento do diâmetro sagital ou ântero-posterior é determinado pelo movimento das costelas na articulação costovertebral em torno de um eixo transversal formado pela parte posterior das costelas. Para tonar a pressão negativa no interior do tórax principalmente na inspiração a caixa torácica deve ser ampliada em seus três eixos: longitudinal.interna costuma ser subdividida em duas camadas: intercostais internos e intercostais íntimos separados pelos trajetos de nervos e vasos . Volumes respiratórios: Volume corrente é o volume de ar que entra e sai em cada respiração normal Volume inspiratório de reserva é o volume de ar que pode ser inspirado em inspiração forçada Volume expiratório de reserva é o volume de ar que pode ser expirado em expiração forçada Volume residual é o volume de ar que permanece nos pulmões após expiração forçada Mecânica Respiratória Prof. A penetração do ar nas vias aéreas pode ser feita com pressão positiva através de aparelhos como ocorre durante os atos cirúrgicos. É o movimento predominante me mulheres (respiração torácica). O aumento do eixo ou diâmetro longitudinal ou súpero-inferior é determinado pela contração do músculo diafragma que devido a posição especial de seu centro tendíneo central abaixa unicamente suas cúpulas em direção ao abdome. promovendo assim uma pressão aspirativa. a sua saída. tornado possível a entrada do ar pela diferença de pressões com o meio ambiente. Transverso do tórax: músculo em forma radiada situado atrás do esterno. Subcostais: músculos pequenos. assim o diâmetro ou eixo longitudinal. sagital e transversal. 134 . Mas em nosso organismo em situação normal. pela semelhança com o movimento das alavancas que puxavam água. Nader Wafae A freqüência respiratória média é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto e compreende a inspiração com a entrada do ar e a expiração. aumentando. O volume médio de ar em cada movimento respiratório gira em torno de 500 ml. ocorre principalmente da 2ª a 6ª costela. posteriores. Esse movimento denominado BRAÇO DE BOMBA.

 Roteiro prático do Sistema. A expiração poderia até dispensar os músculos expiratórios uma vez que atingido o ápice da inspiração. brônquios) 22 Impressão da veia ázigos 23 Impressão da aorta 24 Impressão cardíaca 25 Impressões das costelas 26 Incisura cardíaca (margem anterior do pulmão esquerdo) 27 Língula do pulmão esquerdo 135 .O aumento do diâmetro transversal ou látero-lateral é determinado pelo movimento das costelas principalmente nas articulações costotransversárias da 7ª a 10ª costela em torno de um eixo ântero-posterior das costelas. As paredes da caixa torácica dilatadas e o diafragma abaixado levam com eles a pleura parietal aderida às paredes e ao diafragma. Respiratório (2ª parte a identificar) Brônquios 1 Brônquio principal direito 2 Brônquio principal esquerdo 3 Brônquio lobar 4 Brônquio segmentar Pulmões 5 Ápice 6 Base ou face diafragmática 7 Face costal 8 Face mediastinal 9 Margem anterior 10 Margem posterior 11 Margem inferior 12 Lobo superior do pulmão direito 13 Lobo médio do pulmão direito 14 Lobo inferior do pulmão direito 15 Lobo superior do pulmão esquerdo 16 Lobo inferior do pulmão esquerdo 17 Fissura oblíqua do pulmão direito 18 Fissura horizontal do pulmão direito 19 Fissura oblíqua do pulmão esquerdo 20 Hilo / Raiz 21 Pedículo (artéria. a pleura visceral acompanha a pleura parietal à qual esta aderida pela pequena quantidade de líquido pleural (experiência dos vidros planos com água). Esse movimento denomina-se ALÇA DE BALDE pela semelhança do movimento da costela com o levantamento da alça de um balde. o pulmão normalmente tenderia a voltar à sua situação anterior pela sua elasticidade. levantando sua parte média e lateral e assim aumentando a distância transversal do tórax. veias. e como o pulmão está ligado à pleura visceral também irá se expandir negativando a pressão em seu interior e assim permitindo a entrada do ar.

Sinusite Inflamação da mucosa que recobre os seios paranasais. diminuição do olfato. Neste caso pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica com a diminuição de área pulmonar ativa. Sintomas: gotejamento nasal (rinorréia). A ozena é rinite atrófica que apresenta crostras. tosse e escarro purulento ou crônica se os sintomas tosse e catarro persistirem por mais tempo três meses a dois anos. Laringite aguda É a inflamação aguda da laringe pode ser infecciosa provocada por vírus ou bactérias provenientes de infecções superiores. 136 . mau cheiro e anosmia (ausência de olfato). obstrução nasal. Na rinite por ar seco pode aparecer crostras (descamação) e sangramento. Bronquite Inflamação da mucosa dos brônquios e de suas ramificações geralmente de causa infecciosa. tosse seca e dor de “garganta”. rinorréia purulenta e dor à palpação dos pontos sinusais. secura no ar e atrofia (ozena). Cefaléia.Pleuras 28 Pleura parietal 29 Pleura visceral ou pulmonar 30 Recesso costodiafragmático Músculos da respiração 31 Diafragma 32 Centro tendíneo 33 Pilar direito 34 Pilar esquerdo 35 Óstio da veia cava 36 Hiato esofágico 37 Hiato aórtico 38 Intercostal externo 39 Intercostal interno 40 Membrana intercostal externa 41 Transverso do tórax 42 Subcostais 43 Levantador da costela Doenças do sistema respiratório Rinite Inflamação da mucosa nasal. espirros. ou por utilização inadequada da voz. Pode ser aguda: curta evolução. alergia. em geral de natureza infecciosa: pneumococo. haemophyllus influenzae. febre. Decorre de infecções virais (resfriado comum). Apresenta disfonia. estafilococo.

emagrecimento e fraqueza. Pneumoconiose Doença pulmonar decorrente da inalação de partículas de pó. tosse com escarro purulento Enfisema pulmonar Aumento anormal de espaços aéreos após o bronquíolo terminal com destruição das paredes alveolares. Pode ser: traumático quando resulta de um trauma. Pode apresentar cianose (coloração azulada da pele) e síncope (perda súbita da consciência) nos casos mais graves. Apresenta febre. palidez.. Os germes que com maior freqüência produzem pneumonia são Streptococcus pneumoniae. Staphylococcus aureus e Haemophylus influenzae. febre baixa. Ao ser inalada provoca reação do organismo caracterizada por fibrose pulmonar. Estes podem ser trombos de veias de membros inferiores que se desprenderam. quando ar penetra na cavidade pleural durante a inspiração por um mecanismo que funciona como válvula. Sarcoidose Doença granulomatosa sistêmica de causa desconhecida que geralmente atinge o pulmão formando fibroses. Obstrução da artéria pulmonar por êmbolos. de sílica quando denomina-se silicose.Pneumonia É a inflamação do parênquima pulmonar associada a um processo infeccioso bacteriano ou virótico. Pode ser lobar se estiver restrita a um lobo do pulmão ou broncopneumonia se estiver disseminada pelos pulmões. falta de ar (dispnéia). Na maioria das vezes decorre de bronquite crônica e seus sintomas se confundem e assim também pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica. a contaminação ocorre pelo ar através de bacilos provenientes de enfermos ao tossir. Embolia pulmonar. os idosos e os imunodeficientes são mais suscetíveis e com maior gravidade. espontâneo nas rupturas de cistos pulmonares ou hipertensivo. êmbolos de gordura ou de medula óssea em fraturas. Quando a quantidade de ar ´´e grande pode colapsar o pulmão (atelectasia) e apresentar cianose. dispnéia. escarro. Pneumotórax É a presença de ar no espaço pleural. Os sintomas são dor no peito. dor no peito. Sintomatologia: tosse. cuspir ou mesmo pela fala. por exemplo. taquipnéia (aumento da freqüência respiratória) súbitos. Sintomatologia: dispnéia. Pode ser assintomática ou apresentar tosse e dispnéia leve nas fase iniciais mas quando a fibrose aumenta apresenta dispnéia grave e tosse. Tuberculose pulmonar Infecção pulmonar provocada pelo Mycobacterium tuberculosis. tosse seca. Sintomas nem sempre presentes: tosse seca. 137 . As crianças.

pela excreção aquilo que não é selecionado para ser absorvido ou excedente é eliminado pelas fezes. falta de ar (dispnéia). Exsudato. intestino grosso e glândulas anexas (salivares. Dr. Cavidade oral: Compreende o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca.palato duro e palato mole Soalho . os produtos da alimentação são introduzidos em nosso organismo pelas células do tubo digestório. Suas partes são: cavidade oral. o acúmulo de líquido ocorre pelo aumento da permeabilidade capilar e apresenta maior quantidade de células. uma vez transformados. jejuno e íleo). hemorrágico. Nader Wafae Funções: O sistema digestório é responsável pela mastigação. pela digestão. Constituição: O sistema digestório é um tubo muscular e mucoso que assume diferenças de diâmetro desde seu início na cavidade oral até o seu término no ânus. Pode ser: Transudato: o líquido passa através da parede capilar em quantidade maior que o normal e apresenta pequena quantidade de células. pela deglutição. O líquido pode ser purulento (empiema). fígado e pâncreas). redução no tamanho e na consistência dos alimentos.comunicação com a faringe através do istmo das fauces formado por: palato mole com a úvula palatina. intestino delgado (duodeno. Utiliza para o desempenho dessas funções processos mecânicos e químicos. SISTEMA DIGESTÓRIO Prof. fibrinoso.dorso da língua. pela absorção.dentes e gengivas Teto .Derrame pleural Consiste na presença de líquidos em quantidade anormal na cavidade pleural. Vestíbulo da boca: é a parte da cavidade oral situada entre a arcada dentária e os lábios e a bochecha Cavidade própria da boca: e a parte da cavidade oral situada por dentro das arcadas dentárias. estômago. frênulo da língua e carúncula sublingual (abertura da glândula salivar submandibular) Conteúdo: Dentes implantados nos alvéolos dentais da maxila e da mandíbula 138 .rima da boca com os lábios Parede posterior . esôfago. passagem do alimento da boca para os órgãos internos. arco palatoglosso e dorso da língua Paredes laterais . Parede anterior . Sintomatologia: dor que aumenta com a inspiração. faringe. transformação dos alimentos da forma como são ingeridos em substâncias mais simples e solúveis. No exsudato a pleura deve apresentar algum distúrbio.

situada entre a epiglote e o dorso da língua. margens. com forma circular e circunscritas por uma depressão também circular. um aglomerado de tecido linfático com aberturas em forma de criptas. situados na própria língua e extrínsecos ligando a língua às estruturas vizinhas. deglutição. – filiformes as mais numerosas ocupam todo o dorso e o ápice. – folhadas em forma de estrias como se fossem rachaduras ou sulcos longitudinais. palatoglosso. percepção do gosto e na fonação. estão dispostas em V e localizam-se entre o dorso e a raiz. margem superior cortante. em torno do ápice. Partes: raiz. transverso da língua (abaixo do longitudinal superior) e vertical da língua (mesclados entre o longitudinal superior e o transverso). na parte posterior. Ainda no dorso mas já próximo da raiz. da face interna do mento à face inferior da língua. situação: anterolaterais. é delimitada pela prega glossoepiglótica mediana e pela prega glossoepiglótica lateral de cada lado. Tipos: Incisivos: coroa em bisel. uma ou duas raízes. situação anteriores. uma raiz. mastigação e deglutição. corpo que apresenta: ápice. atrás do V lingual encontramos a tonsila lingual. do processo estilóide à parte lateral da língua. Pertencendo ao sistema linfático é um órgão de defesa imunológica que compõe o chamado anel linfático. número total 8 Molares: coroa com quatro tubérculos. doce. situação: posteriores. par. moem o alimento. Entre as papilas circunvaladas e a tonsila lingual existe um sulco em forme de V chamado sulco terminal Músculos da língua: podem ser intrínsecos. No dorso estão as papilas linguais com os corpúsculos gustativos para percepção do gosto: amargo. situação: laterais. longitudinal inferior (no contorno inferior das margens da língua). estiloglosso. número total 12. do palato mole à margem lateral da língua delimitando o arco palatoglosso. Os músculos da língua intrínsecos e extrínsecos atuam em conjunto adaptando a forma da língua visando o melhor desempenho das funções iniciais do sistema digestório. Os músculos intrínsecos. tipos – circunvaladas são as maiores. Os músculos extrínsecos são: hioglosso estende-se do osso hióide à margem lateral da língua. azedo nas margens laterais e salgado em toda margem incluindo o ápice. genioglosso. 139 . são vistos na língua seccionada sagitalmente e se dispõem em camadas: longitudinal superior (logo abaixo das papilas).Partes do dente: coroa. 32 Língua: órgão muscular atua na mastigação. duas ou três raízes. A primeira dentição possui 20 – a dentição definitiva. ligada ao osso hióide. localizam-se nas margens da língua. uma raiz. colo e raiz. são pequenas saliências dispersas no dorso em forma de cogumelo. dorso e face inferior. Valécula epiglótica é uma depressão. função: moem o alimento. número total 8 Caninos: coroa em ponta. função: cortam o alimento. função: perfuram e arrancam o alimento. Papilas linguais. número total 4 Pré-molares: coroa com dois tubérculos. – fungiformes.

Na sua transição com o estômago encontra-se o cárdia. o estômago se destina mais à digestão através do suco gástrico (HCl. palatofaríngeo. situa-se na cavidade abdominal logo abaixo do diafragma nas regiões denominadas epigastro e hipocôndrio esquerdo. Os músculos da faringe podem ser constritores que comprimem o alimento: constritor superior da faringe. torácica (a maior de todas) e a abdominal. Parte oral: apresenta a fossa tonsilar delimitada pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo que contem a tonsila palatina também chamada amígdala em seu interior. duas escavações os recessos piriformes. pelo brônquio esquerdo e pelo diafragma. óstio pilórico (transição com o duodeno). Tem cerca de 25 cm. pode ser avaliada traçando uma linha oblíqua a partir do ponto em há mudança de orientação da curvatura gástrica menor de vertical para horizontal ( incisura angular).entre o fundo e a parte pilórica Parte pilórica .próxima ao duodeno. Entre as funções do sistema digestório. pelo arco da aorta. Orifícios: óstio cárdico (transição com o esôfago). arco palatofaríngeo e parede posterior da faringe Parte laríngea: apresenta. salpingofaríngeo.. muco.acima de um plano passando pela transição com o esôfago Corpo . tendo a coluna vertebral em seu contorno posterior. Essa região divide-se em antro pilórico (próximo ao corpo) e canal pilórico (próximo ao duodeno). A dificuldade em se delimitar anatomicamente as partes do estômago procede já que se trata de divisão de caráter histológico. constritor médio da faringe e constritor inferior da faringe e levantadores. Estômago: É o segmento mais dilatado do tubo digestório interposto entre o esôfago e o intestino delgado. A parte oral e a parte nasal comunicam-se através do istmo da garganta delimitado pelo palato mole. Faces ou paredes: anterior e posterior Curvaturas: gástrica maior e gástrica menor Partes: Cárdia . 140 . Apresenta estreitamentos considerados normais que são determinados pelo músculo cricofaríngeo.Faringe: Das três partes da faringe. que levantam a faringe fazendo o alimento passar para o esôfago e impedindo o refluxo para a cavidade nasal: estilofaríngeo. apresenta três partes: cervical.em torno de sua continuação com o esôfago abdominal. Fundo . lateralmente. enzimas) e à transformação do alimento em quimo (massa semilíquida) principalmente pelos movimentos peristálticos e produção de muco para facilitar a digestão e a absorção no intestino. Atravessa o diafragma pelo hiato esofágico. duas atuam no sistema digestório: a parte oral e a parte laríngea. levantador do véu palatino Esôfago: Continuação da faringe antecede o estômago. situa-se sucessivamente atrás da traquéia e do átrio esquerdo que lhe deixa uma impressão. essencialmente é um tubo para passagem do bolo alimentar.

O vago anterior coloca-se na frente do esôfago abdominal. ao se aproximar da parte abdominal do esôfago as fibras do plexo se separam para formar o tronco vagal anterior no qual predominam fibras do vago esquerdo e o tronco vagal posterior formado principalmente pelo vago direito. Entre as funções do tubo digestório. Na curvatura menor entre as artérias gástrica esquerda ramo do tronco celíaco e a gástrica direita. Em alguns casos ocorre a presença de uma artéria gástrica posterior ramo da a. Variações anatômicas do tronco celíaco são freqüentes. Os nervos vagos direito e esquerdo descem do pescoço para o tórax onde confluem por diante do esôfago para formar o plexo esofágico. esplênica que se encontram na curvatura maior do estômago e pelas veias gástricas curtas do fundo gástrico. Intestino delgado: Tem em torno de 6 metros de comprimento e compreende o duodeno. Vascularização do estômago: A irrigação arterial do estômago se faz através de dois círculos anastomóticos situados nas curvaturas. próximo ao cárdia divide-se em ramo maior.Piloro (significa portão) é uma concentração de fibras musculares circulares esfinctéricas entre o estômago e o duodeno e que regula a passagem do bolo alimentar para o duodeno. A drenagem venosa é feita pelas veias gástricas direita e esquerda tributárias da veia porta do fígado que se encontram na curvatura menor do estômago. pelas veias gastromental direita ramo da v. 141 . ramo da artéria hepática própria. mesentérica superior e gastromental esquerda ramo da v. a parte inicial participa ativamente da digestão mas o intestino delgado como um todo é o grande responsável pela absorção alimentar. Intestinos: É a parte final do tubo digestório. Inervação do estômago e do esôfago O estômago recebe inervação autônoma parassimpática através dos nervos vagos e simpática através do plexo celíaco para o estômago e esplâncnicos e tronco simpático para o esôfago. (na maioria das vezes). compreende o intestino delgado e o intestino grosso. gástrico anterior e outros dois menores: hepático e celíaco. o maior é o celíaco e o terceiro é o hepático. ramos da v. O nervo gástrico anterior emite vários ramos curtos e no nível do antro encontramos o ramo principal (nervo de Latarjet). O estômago é peritonizado e a parte do omento menor que liga o estômago ao fígado chama-se ligamento hepatogástrico e a parte do omento maior entre o estômago e o colo transverso é o ligamento gastrocólico. esplênica para a face posterior do estômago. esplênica. o jejuno e o íleo. O vago posterior coloca-se atrás do esôfago abdominal. (freqüentemente um pouco à direita do esôfago) emite três ramos o menor é o gástrico posterior. e na curvatura maior entre as artérias gastromental direita ramo da artéria gastroduodenal e gastromental esquerda ramo da artéria esplênica e a região do fundo gástrico recebe ainda as artérias gástricas curtas ramos da artéria esplênica.

colédoco trazendo a bile da vesícula biliar e do fígado e o pancreático trazendo o suco pancreático do pâncreas. mas o início da primeira parte e o final da quarta parte são peritonizados. 4ª ou ascendente que se continua com o jejuno a partir da flexura duodenojejunal fixa por uma estrutura muscular lisa chamada músculo suspensor do duodeno (Treitz). seu início chama-se bulbo duodenal. vai do piloro à transição com o jejuno na flexura (ângulo) duodenojejunal. Aqui também formam-se círculos anastomóticos entre as artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior ramos da a. difíceis de individualizar) 10 Tonsila lingual 11 Valécula epiglótica 12 Prega glossoepiglótica mediana 13 Prega glossoepiglótica lateral 14 Músculo longitudinal superior da língua 142 . na junção dos dois ductos forma-se a ampola hepatopancreática que se abre na papila maior do duodeno desta parte do duodeno.1ª parte Cavidade oral 1 Vestíbulo da boca 2 Cavidade própria da boca 3 Palato duro 4 Palato mole 5 Úvula palatina Língua 6 Papila circunvalada 7 Papila folhada 8 Papila fungiforme 9 Papila filiforme (revestem todo o dorso da língua. mesentérica superior através das artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. a parte livre do omento menor. mesentérica superior. O duodeno é retroperitoneal. importante em clínica por apresentar características internas semelhantes ao estômago. Apresenta a forma da letra C que contorna a cabeça do pâncreas Partes: 1ª ou superior é a parte que segue o estômago. O duodeno está ligado ao fígado pelo ligamento hepatoduodenal.  Roteiro prático do Sistema Digestório . 2ª ou descendente é onde desembocam os ductos. 3ª ou horizontal ou inferior.Duodeno: É a parte inicial do intestino delgado. Vascularização do duodeno A irrigação arterial do duodeno procede da artéria hepática comum ramo do tronco celíaco através das artérias gástrica direita e gastroduodenal e da a. gastroduodenal e as artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. ramos da a. Em alguns casos podemos encontrar um pouco acima a papila menor do duodeno onde se abre o ducto pancreático acessório.

É evidente que as alças próximas ao duodeno são jejunais e aquelas próximas ao intestino grosso são ileais.15 Músculo transverso da língua 16 Músculo genioglosso 17 Músculo palatoglosso Dentes 18 Incisivo 19 Canino 20 Pré-molar 21 Molar Parte oral da faringe 22 Arco palatoglosso 23 Arco palatofaríngeo 24 Tonsila palatina na fossa tonsilar Parte laríngea da faringe 25 Recesso piriforme Esôfago 26 Parte cervical 27 Parte torácica 28 Parte abdominal Estômago 29 Cárdia 30 Fundo gástrico 31 Corpo gástrico 32 Parte pilórica . macroscopicamente é difícil diferenciá-las como pertencentes ao jejuno ou ao íleo.canal pilórico 34 Curvatura menor 35 Curvatura maior 36 Piloro Duodeno 37 Parte superior 38 Parte descendente 39 Parte horizontal 40 Parte ascendente 41 Papila maior do duodeno 42 Músculo suspensor do duodeno Intestinos (continuação) Jejuno e íleo: Constituídos por grande número de alças intestinais que ocupam a área central do abdome. Tem importância prática saber identificar a primeira alça do jejuno o que possível pois sabemos que a mesma esta presa à parede posterior juntamente com a última porção do duodeno pelo músculo suspensor do duodeno.antro pilórico 33 Parte pilórica . 143 .

As artérias: ileocólica. cólica 144 . Apêndice vermiforme. Tem várias curvas o que lhe dá a forma da letra S. Partes: Ceco. esfíncter interno do ânus.apêndices omentais do colo (pequenas formações saculares de gordura). Vascularização do intestino grosso: irrigação – A artéria mesentérica superior emite os ramos: ileocólica. transporte e eliminação das fezes. Pécten anal é o espaço situado abaixo das válvulas e das colunas até o ânus. estriado sob controle voluntário. No seu interior observamos as pregas transversas do reto cuja função é discutível. absorção de água e ferro. próximo ao fígado.da veia mesentérica superior para a veia porta.saculações (provavelmente musculatura lisa circular concentrada em pregas circulares delimitando formações em bolsas). A artéria mesentérica inferior emite os ramos: cólica esquerda. ao nível da transição encontrase uma saliência a papila ileal com uma abertura no centro o óstio ileal ( a existência de uma valva ileocecal não é unanimidade entre os autores). próximo ao fígado à flexura esquerda. mas sua posição é variável. próximo ao baço. A direita é mais baixa do que a esquerda devido à presença do fígado no lado direito. 2. vai da flexura direita. encontra-se na parte inferior do ceco no encontro das 3 tênias. cecais anterior e posterior.tênias do colo que são faixas de musculatura lisa longitudinal concentrada em 3 fitas ao longo do intestino (tênia mesocólica.ramos jejunais e ileais da artéria mesentérica superior. tênia omental e tênia livre) e 3. A artéria ileocólica se dirige para a transição entre o íleo e colo ascendente através dos ramos: ileal. pois sabemos que o material proveniente da absorção intestinal deve passar antes pelo fígado para só depois entrar na corrente circulatória. Colo descendente: no lado esquerdo vai da flexura esquerda até o início do colo sigmóide. Colo transverso. continuação do ceco até a flexura direita. sua parte mais dilatada chama-se ampola. Reto é a parte terminal. é identificável por estar mais livre (solto) que o colo descendente que está preso à parede posterior. Contornado a parte inferior do canal temos os músculos que atuam na defecação: esfíncter externo do ânus. produção de muco. como possui o mesossigmóide. A artéria cólica direita enquanto ramo direto da mesentérica superior está presente em cerca de 20% dos indivíduos. Colo ascendente: no lado direito.Vascularização: irrigação . Identificação: pela presença de: 1. liso sob controle autônomo. apendicular e cólico. Colo sigmóide. sigmóideas e retal superior para o lado esquerdo do intestino grosso. a disposição de sua musculatura é diferente daquela do colo restante por isso não apresenta tênias ou saculações. as colunas anais ligadas nas extremidades inferiores pelas válvulas anais. estas delimitam com a parede anal espaços chamados seios anais. Canal anal: vai do reto ao ânus apresenta em seu contorno saliência longitudinais. parte inicial que se comunica com o íleo. Intestino grosso: Funções: formação. cólica direita e cólica média para o lado direito do intestino grosso. drenagem .

Sua inflamação é conhecida pelo nome de caxumba (parotidite epidêmica). as menores são numerosas. submandibular e sublingual. Submandibular localiza-se embaixo da cavidade da boca envolvida pela mandíbula. na mucosa do vestíbulo da cavidade da boca. guarda importante relação com o nervo facial que se encontra em seu interior e se abre através do ducto parotídeo. veia cava inferior (à direita). porém acima da glândula submandibular. Glândulas anexas ao tubo digestório: São órgãos que produzem substâncias químicas ricas em enzimas que se comunicam com o tubo digestório através de ductos (tubos) por meio dos quais suas secreções vão atuar no processo de digestão dos alimentos. É ímpar. embaixo da cúpula direita do diafragma. superior envolvida pelo diafragma e a visceral. Apresenta duas faces: diafragmática. Sublingual também situada embaixo do soalho da boca. no soalho da boca ao lado do frênulo da língua em uma pequena saliência chamada carúncula sublingual. sob a pele e sobre o ramo da mandíbula. As glândulas salivares maiores são 3 pares: parótida. cólica esquerda e sigmóideas estão interligadas pelo arco justacólico (artéria de Riolan). abre-se através do ducto submandibular. a prega sublingual e em lugar de um único ducto possui vários ductos (de 8 a 17) que se abrem diretamente no soalho da boca. O reto. distribuídas pela cavidade da boca e reunidas de acordo com a localização em: labiais. palatinas. É constituído por 4 lobos: direito. Glândulas salivares: Produzem uma secreção chamada saliva cujas funções são umedecer e lubrificar o alimento. gástrica. cólica média. nas regiões do hipocôndrio direito e epigastro. parte final do intestino grosso. As glândulas anexas são: glândulas salivares que se abrem na cavidade oral. Dividem-se em dois grupos: maiores e menores.direita. cólica e renal. todas se comunicam com a cavidade oral. e está protegido pelas últimas costelas do lado direito. localiza-se na frente da orelha. da bochecha e molares. recebe ramos retais (média e inferior) da artéria ilíaca interna. forma uma saliência no soalho da boca. localiza-se na cavidade abdominal. nas proximidades do frênulo da língua. ligamento venoso (à esquerda) e hilo hepático ou porta do 145 . quadrado e caudado separados pelas seguintes estruturas: vesícula biliar. A drenagem venosa é efetuada por ramos das veias mesentéricas superior e inferior para a veia porta e das veias retais média e inferior para a veia ilíaca interna. fígado e pâncreas que se abrem no duodeno. esquerdo. Fígado: É a maior glândula do corpo humano. participa assim da formação do bolo alimentar e ainda iniciam a digestão dos hidratos de carbono pois contem a enzima chamada ptialina que atua sobre o amido. Glândulas salivares maiores: Parótida é a maior de todas. ligamento redondo. inferior voltada para as demais vísceras abdominais que a marcam com suas impressões: esofágica. linguais. no nível do 2º dente molar superior. duodenal.

situado por trás do estômago. a veia porta (posterior) que traz o sangue dos locais onde houve absorção alimentar (estômago. corpo e cauda. Ao nível do hilo temos o pedículo hepático representado pelas estruturas que entram e saem do fígado. Suas partes. na 2a porção juntamente com o ducto colédoco. Podem ser intra-hepáticas situadas dentro do fígado e extra-hepáticas quando saem do fígado pelo hilo. são: cabeça. Vascularização: a cabeça do pâncreas é irrigada pelas artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior. O fígado é envolvido por peritônio visceral menos em uma pequena parte da face diafragmática chamada área nua. colo. isto é coloca-se posteriormente ao peritônio.fígado (ao centro). ramos da artéria 146 . A parte posterior da cabeça ao contornar os vasos mesentéricos superiores apresenta um prolongamento em ponta chamado processo uncinado. Compreendem os ductos hepáticos direito e esquerdo que se unem para formar o ducto hepático comum que ao receber o ducto cístico proveniente da vesícula biliar formam o ducto colédoco que vai se unir ao ducto pancreático proveniente do pâncreas para juntos desembocarem através da ampola hepatopancreática na papila maior do duodeno na 2 a porção do duodeno. o corpo também apresenta uma proeminência em sai margem superior. Os sais biliares atuam sobre as gorduras quebrando suas moléculas para que as lipases possam atuar melhor. eliminando bile para o duodeno através dos ductos cístico e colédoco. intestinos). O comportamento do peritônio em relação ao fígado será estudado posteriormente. partindo do duodeno em direção ao baço. na ampola hepatopancreática. a artéria hepática própria (à esquerda) e saem os ductos hepáticos (à direita) das vias biliares conduzindo a bile com sais biliares. Contém ainda o bicarbonato de sódio para neutralizar o ácido clorídrico do estômago. um pouco acima do outro na papila menor do duodeno. Sua secreção para o duodeno chama-se suco pancreático e contém as enzimas: amilase para os hidratos de carbono. por diante da coluna vertebral é envolvido em parte pelo duodeno e se estende até o baço no lado esquerdo. É órgão retroperitoneal. O suco pancreático escoa principalmente por um ducto chamado ducto pancreático que desemboca na papila maior do duodeno. A vesícula biliar é um reservatório de bile que se contrai estimulada pela presença de alimento gorduroso no duodeno. Pâncreas: É também abdominal. Em alguns indivíduos podemos ter um segundo ducto chamado acessório que desemboca também no duodeno. Vias biliares: É o conjunto de ductos (tubos) que conduzem a bile desde a sua formação no tecido hepático até a desembocadura na 2a porção do duodeno. Atualmente o fígado é dividido em 8 segmentos que desfrutam de certa autonomia funcional com aplicação cirúrgica. ambos sem maior significado funcional. Entram. lipase para as gorduras e tripsina para digestão das proteínas. é o túber omental.

a. Essas artérias se anastomosam. retal superior Reto 16 Ampola do reto 17 Prega transversa Canal anal 18 Coluna anal 19 Válvula anal 20 Seio anal 21 M. ileocólica 13 a. pancreática dorsal) e a cauda pela pancreática caudal também ramo da artéria esplênica. esfíncter externo do ânus 22 M. pancreática inferior. esfíncter interno do ânus Glândulas salivares maiores 23 Parótida 24 Ducto parotídeo 25 Submandibular 26 Ducto submandibular 27 Sublingual Fígado 28 Face diafragmática Face visceral compreende: 29 Lobo direito 30 Lobo esquerdo 147 .2ª parte 1 Alça do jejuno 2 Alça do íleo Intestino Grosso 3 Ceco 4 Apêndice vermiforme 5 Colo ascendente 6 Colo transverso 7 Colo descendente 8 Colo sigmóide 9 Tênia do colo 10 Saculação 11 Apêndice omental 12 a. cólica esquerda 15. cólica média 14 a.gastroduodenal e ramos anterior e posterior da artéria pancreaticoduodenal inferior ramo da artéria mesentérica inferior. O corpo é irrigado por ramos da artéria esplênica (pancreática magna. A drenagem venosa é efetuada pelas veias pancreáticas da veia esplênica Roteiro prático do Sistema Digestório . nas partes anterior e posterior da cabeça. respectivamente.

conta para tanto com a ação lubrificante do líquido peritoneal. pelve e diafragma. c) proteção das vísceras mediante mecanismos de secreção e absorção. lisa. no entanto como os órgãos estão muito próximos uns dos outros e das paredes. Nessa cavidade existe uma pequena quantidade de líquido chamado líquido peritoneal. Nader Wafae Conceito: é uma membrana serosa. quase transparente que reveste as paredes e os órgãos das cavidades abdominal e pélvica. Entre o peritônio parietal e o peritônio visceral existe uma cavidade vazia (na mulher contém o ovário) chamada cavidade peritoneal. fina. o peritônio é dividido em duas folhas: peritônio visceral que recobre as vísceras (órgãos) e o peritônio parietal que recobre as paredes do abdome. Divisão: Embora seja uma membrana contínua. já que de alguma maneira fixam as vísceras nas paredes. Função: a) superfície de deslizamento para as vísceras permitindo os seus pequenos movimentos sem grandes desgastes por atrito. 148 .31 Lobo quadrado 32 Lobo caudado 33 Porta do fígado 34 Veia cava inferior 35 Ligamento redondo 36 Ligamento venoso 37 Veia porta 38 Artéria hepática própria 39 Impressões de órgãos vizinhos (renal) Vias biliares 40 Vesícula biliar 41 Ducto cístico 42 Ducto hepático (direito e esquerdo) 43 Ducto hepático comum 44 Ducto colédoco Pâncreas 45 Cabeça do pâncreas 46 Colo do pâncreas 47 Corpo do pâncreas 48 Cauda do pâncreas 49 Processo uncinado 50 Ducto pancreático PERITÔNIO Prof. b) manutenção das vísceras em posição. a cavidade não aparece (potencial) embora exista.

b) hepatoduodenal na margem livre do omento menor sob o qual existe uma passagem chamada forame omental por onde se introduz o dedo para alcançar a bolsa omental. e) prega: saliência linear de peritônio ao contornar uma estrutura pequena . 2 lâminas anteriores do omento maior e a parede posterior pelo peritônio parietal posterior e pelas 2 lâminas posteriores do omento maior. Bolsa omental é um espaço sacular peritoneal cuja parede anterior é formada pelo omento menor. no trajeto do diafragma e parede ânterolateral para o fígado formam-se dois ligamentos: a) o coronário (cujas extremidades constituem os triangulares) e b) o falciforme. Desenvolvimento: o peritônio se desenvolve acompanhando as vísceras que recobre. c) omento: porção do peritônio que vai de uma víscera à outra víscera e contem vasos em seu interior. nesse momento voltam-se sobre si mesmas e sobem em direção ao colo transverso pelo mesmo trajeto por onde desceram e forma o omento maior (4 lâminas. uma camada basal de sustentação e uma camada conjuntiva de fibras colágenas. b) mudanças de forma e de posição por torções e deslocamentos c) coalescência (lâminas peritoneais próximas. parede posterior do estômago. desprendem-se deste para revestir o fígado tornando-se visceral. Definições: a) folhas: cada uma das divisões do peritônio (visceral e parietal). Disposições especiais em órgãos do sistema digestório: o peritônio parietal após revestir as paredes abdominais ântero-laterais (parte vem da direita e parte vem da esquerda) e o diafragma. onde se juntam novamente e descem até um plano passando pelas cristas ilíacas. em contato e desprovidas de movimento são reabsorvidas pelo organismo e desaparecem. elásticas e células gordurosas principalmente Tamanho: 2 a 7 metros quadrados.f) fossa: uma escavação rasa revestida por peritônio. O peritônio que recobre os colos 149 . Formação: o peritônio visceral deriva da esplancnopleura (parede do celoma próxima ao endoderma).) se encontram no hilo do fígado e se colocam uma na frente e outra atrás para se dirigirem à curvatura menor do estômago. g) recesso: uma escavação profunda revestida por peritônio. o peritônio parietal deriva da somatopleura (parede do celoma próxima ao ectoderma). b) meso: porção do peritônio que vai da parede à víscera contendo vasos em seu interior. bolsa: uma formação sacular revestida por peritônio.Constituição: apresenta uma camada de mesotélio. As duas margens do omento menor são espessadas e são chamadas de ligamentos a) hepatogástrico. as etapas mais importantes são: a) crescimento simples (multiplicação celular). nesse trajeto formam o omento menor. Após revestir o fígado as duas lâminas (direita e esquerda. duas que descem e duas que sobem) envolvem o colo transverso e se dirigem a parede posterior como mesocolo transverso. O peritônio que recobre o cólo sigmóide o faz a uma certa distância da parede formando o mesossigmóide. d) l igamento: porção do peritônio que vai da parede à víscera ou de uma víscera à outra e não contem vasos em seu interior. ao atingir a curvatura menor separam-se para revestir as faces anterior e posterior do estômago até a curvatura maior.

sobra apenas o revestimento anterior deixando o pâncreas atrás do peritônio. O mesmo ocorre com a flexura duodeno jejunal. na linha mediana próximo à pelve vai se colocar. Roteiro prático de peritônio 1 Peritônio parietal 2 Peritônio visceral 3 Omento maior 4 Omento menor 5 Mesentério 6 Mesocolo 7 Prega umbilical mediana 8 Prega umbilical medial 9 Escavação retovesical ou retouterina 10 Ligamento coronário 11 Ligamento falciforme 12 Ligamento triangular 13 Forame omental Doenças do sistema digestório Acalasia É distúrbio no relaxamento do esfíncter esofágico gerando obstrução funcional do esôfago durante a deglutição. O peritônio restringe-se à margem anterior do ovário. fazendo com que a parte esquerda do peritônio que o reveste encoste no peritônio parietal posterior. no lado direito embaixo do fígado mediante essa rotação de 270º. De fato. são portanto parcialmente peritonizados. no início de sua formação é peritonizado mas deixa de sê-lo durante o desenvolvimento por coalescência. O ceco é peritonizado mas não possui meso que se restringe ao apêndice (mesoapêndice). de início à direita e no alto coloca-se mais a esquerda e embaixo. O pâncreas é um órgão secundariamente retroperitoneal isto é. É primária quando o distúrbio encontra-se na 150 . em sua posição definitiva. inicialmente o pâncreas é sagital isto é colocado no sentido ântero-posterior durante seu desenvolvimento e por acompanhar o estômago desloca-se para a esquerda. inicialmente. Esta rotação vai permitir o crescimento do jejuno e íleo que se liga à parede posterior pelo mesentério cuja base oblíqua tem em torno de 15 cm mas o suficiente para alcançar na borda livre todo o jejuno e íleo Os únicos órgãos situados no interior da cavidade peritoneal são o ovário e partes da tuba uterina (infundíbulo com as fímbrias). lâminas próximas sem movimento são reabsorvidas por coalescência. o ponto que vai formar a flexura direita do colo colocado. Como o intestino (delgado e grosso) necessita de grande crescimento para atingir sua extensão completa (6 metros) irá apresentar durante o desenvolvimento embrionário uma torção de 270° tendo como eixo a artéria mesentérica superior.ascendente e descendente somente o fazem pela frente e pelos lados. A parte do duodeno ligada à cabeça do pâncreas sofre o mesmo processo e a cauda do pâncreas pode estar parcialmente peritonizada. Assim sendo.

regurgitação. No quadro clínico é comum a disfagia. É secundária quando é conseqüência de outras doenças como: tumores gástricos e esofágicos. Refluxo gastroesofágico Quando o conteúdo gástrico reflui para o esôfago provocado por excesso de suco gástrico.. dor torácica e regurgitação. integridade do ligamento frenicoesofágico e manutenção do ângulo entre esôfago e estômago. Espasmo esofágico Contrações múltiplas do esôfago que podem ser espontâneas ou durante a deglutição. Pela semelhança com a mucosa do estômago as úlceras duodenais ocorrem no início da parte superior. vômitos e emagrecimento. Ardor retroesternal (pirose). Aoresentam tendência para adenocarcinoma. pela gravidade na posição deitada e pelo aumento da pressão abdominal. Esôfago de Barrett Formação de epitélio mais resistente na parte do esôfago próximo ao estômago provavelmente readaptação nos casos de refluxo gastroesofágico. Podem ser de propulsão quando a pressão é interna e de tração quando a força é externa ao órgão. Pode ocorrer esofagite de refluxo com inflamação e mudanças do epitélio. No quadro clínico apresentam: disfagia (dificuldade em deglutir). As úlceras gástricas podem estar localizadas no corpo. Ocorre quando fatores agressores da mucosa como o ácido clorídrico e as enzimas digestivas predominam sobre os fatores defensivos da mucosa – a barreira mucosa. Úlcera péptica Lesão erosiva e circunscrita das mucosas do estômago ou do duodeno. Divertículos do esôfago Evaginações da parede do esôfago formando pequenas bolsas. No quadro clínico apresentam halitose (mau hálito). 151 . Fumo e consumo de álcool podem estar associados. linfomas. aspiração e carcinoma esofágico são as principais complicações. O divertículo faringoesofágico de Zenker forma-se na transição entre a faringe e o esôfago no nível do músculo cricofaríngeo. É comum sua associação com infecção por Helicobacter pylori. na curvatura menor ou nas proximidades do piloro. Esofagite.inervação da musculatura lisa. dor torácica e disfagia. doença de Chagas. Câncer do esôfago Em 90% é do tipo carcinoma epidermóide (revestimento epitelial) localizado no terço médio e em 10% é adenocarcinoma (glandular). Também pode ocorrer por falha dos fatores que normalmente impedem o refluxo: incompetência do esfíncter esofágico. regurgitação de alimentos e disfagia. No quadro clínico predomina a disfagia não progressiva e ardor retroesternal.

Pode ser aguda ou crônica. Etiologia desconhecida porém apresenta componente familiar. Pode ser: a. Diarréia. centeio. ou de fome. Adenocarcinoma gástrico É o tumor maligno glandular do estômago. Doença celíaca Doença de má absorção pelo intestino delgado com diarréia e desnutrição desencadeada pela ingestão de glúten em pessoas que tem intolerância ao glúten (trigo. em geral. No quadro clínico predomina o vômito nas primeiras semanas de vida. Os sintomas são comuns ao refluxo gastroesofágico. Associa-se com fatores genéticos e auto-imunológicos.O quadro clínico característico é a dor epigástrica em queimação. Alimentos contendo ovos ou larvas são os principais responsáveis pela transmissão. desnutrição e desidratação. Gastrite Inflamação da mucosa gástrica.paraesofágica quando é o estômago que se desloca. b. infecciosa provocada por bactérias (Salmonela). Estenose hipertrófica do piloro Obstrução do canal pilórico devido à hipertrofia congênita da camada muscular. anemia são alguns sintomas. dor abdominal. dieta com alimentos salgados. dores abdominais fracas. defumados e crus e fumantes. A gastrite aguda pode ser desencadeada pela ingestão de aspirina. A gastrite crônica.por deslizamento quando ocorre apenas pela junção esofagogástrica.enquanto que úlceras duodenais o ritmo é – dói – come – passa. No quadro clínico temos: diarréia líquida. náuseas e vômitos. dispepsia. Parasitose intestinal Infestação intestinal causada por parasitas. em geral está associada à infecção por Helicobacter pylori. Alguns são microscópicos como a giárdia lamblia e amebas) e outros são maiores como ascaris e tênias. vômitos. São importantes os antecedentes de incidência familiar. No quadro clínico apresentam: dor epigástrica e emagrecimento. parasitas (giárdia) e vírus presentes em alimentos e água contaminados. corticóides e álcool. 152 . nos casos graves pode apresentar hemorragia. nas úlceras gástrica o ritmo é – dói – come – dói – passa . Gastrenterite aguda Inflamação da mucosa do intestino delgado. aveia e cevada). prurido anal. e febre. Hérnia de hiato É a passagem de parte do estômago para o interior do tórax através do hiato esofágico. Sintomas: dor no epigástrio. antiinflamatórios.

Síndrome de má absorção É a absorção desordenada ou inadequada de nutrientes pela mucosa intestinal. Várias são as causas: doenças que atingem a mucosa intestinal, infecções, insuficiência pancreática, deficiência de lactase, falta de sais biliares, diminuição da superfície de absorção. Os sintomas mais comuns são: diarréia, emagrecimento, distensão abdominal, e desnutrição. Doença de Crohn Doença inflamatória do intestino de causa provavelmente auto-imune. Mais frequentemente atinge o íleo terminal e colo direito é descontínua. No quadro clínico o paciente apresenta: dor abdominal e diarréia, emagrecimento. Pode complicar com formação de fístulas (comunicação anormal entre vísceras ou cavidades) e perfuração e favorecer a formação de tumores. Diverticulite aguda Inflamação de um ou mais divertículos (evaginações da parede do colo formando pequenas bolsas). Em geral aparece colo sigmóide de idosos com dietas pobres em fibras. A inflamação decorre, em geral, de infecção que ocorre após obstrução do divertículo com matéria fecal. Apresenta risco de perfuração. No quadro clínico observa-se: febre, dor abdominal localizada na região inguinal esquerda, diarréia ou prisão de ventre. Obstrução intestinal É a parada na progressão do conteúdo intestinal. As causas são muitas: obstrução por corpo estranho (bolo de ascaris), compressão externa (tumores em órgãos vizinhos), estenoses (tumores intrínsecos), aderências (bridas peritoneais aderindo alças), torção de alça intestinal (volvo intestinal), invaginação intestinal ( pedaço de alça intestinal entrando dentro da própria alça). No quadro clínico, o paciente apresenta: dor em torno do umbigo, náuseas, vômitos, eliminação de gases e de fezes suspensas, distensão abdominal. Diarréia Define-se como o aumento de peso das fezes, do número de evacuações ou diminuição da consistência das fezes. A diarréia aguda, em geral, é infecciosa proveniente de alimentos contaminados ou a vírus. A diarréia crônica pode ser provocada por estimulação da secreção intestinal, alteração da motilidade intestinal ou inflamação desencadeada por laxantes. Apendicite aguda É a inflamação do apêndice vermiforme. Em geral é a infecção do apêndice que segue à sua obstrução. As causas mais comuns da obstrução são: aumento dos folículos linfáticos, fecalitos (fragmento endurecido de fezes), corpos estranhos ou tumores. No quadro clínico, em geral, começa com dor periumbilical, que depois se localizana região inguinal direita é dor contínua e forte, vômitos e febre são freqüentes.

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Colite ulcerativa Doença inflamatória da mucosa do colo de causa desconhecida. Atinge toda a mucosa e no quadro clínico temos: sangramento, diarréia, contendo muco e pus, febre, dor abdominal e pode complicar perfurando. Constipação (prisão de ventre) É a eliminação de fezes em períodos irregulares, em geral devido à falta de fibras na dieta. Além do mal estar apresenta dificuldades para defecar e dor abdominal. Pólipo intestinal Tumor, em geral benigno, com pedículo. Os pólipos do intestino grosso merecem cuidado pois podem se tornar tumores malignos. Há componente familiar. Assintomáticos, podem apresentar sangramentos. Síndrome do colo irritável É o distúrbio funcional e desordenado da motilidade intestinal. É a afecção mais freqüente do sistema digestório. Não são encontradas evidências bioquímicas, microbiológicas ou anatômicas para explicar a sintomatologia O paciente apresenta dor abdominal acompanhada de diarréia ou constipação intestinal ou alternância de ambas, gases, distensão abdominal, intolerância por alguns alimentos.. Transtornos psicológicos como ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e estresse emocional estão associados com freqüência. Adenocarcinoma colorretal É o tumor maligno glandular do colo e o mais freqüente do sistema digestório. São importantes os antecedentes de dieta gordurosa, inflamações freqüentes e incidência familiar. Os tumores do colo ascendente apresentam sangramento e anemia, os do colo sigmóide, sintomas obstrutivos, perfuração e enterorragia (sangramento nas fezes). Fissura anal Ulceração benigna localizada no canal anal. provocada por infecção das colunas anais e traumatismos pelas dificuldades em evacuar. Apresenta dor intensa ao defecar, podendo ocorrer sangramento retal. Hemorróidas Dilatações de veias anorretais. Podem ser internas, externas e mistas. As internas podem ser de primeiro grau quando não se exteriorizam, de segundo grau quando se exteriorizam mas podem ser reduzidas e de terceiro grau quando são permanentes; as externas localizam-se nas margens do ânus. Sintomas: dor ao defecar, sangramentos, pode ocorrer trobose. Hepatites a vírus Infecção do fígado provocada por vírus que se classificam em: A, B, C, D, E. As hepatites A e E são transmitidas pelas fezes, em água e alimentos contaminados pelo vírus. As hepatites B, C e D são transmitidas principalmente pelo sangue.

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O quadro clínico apresenta: anorexia, náuseas, vômitos, fraqueza, icterícia, colúria, (urina escura) e acolia (fezes claras). Pode haver complicações e cronicidade. Hepatopatia alcoólica São as lesões apresentadas pelo fígado em função do consumo de álcool. Podem ser: esteatose (degeneração gordurosa), hepatite e cirrose. Na esteatose há aumento do fígado, na hepatite e na cirrose os quadros clínicos comuns às hepatites e à cirrose. Cálculos biliares (litíase) É a presença de cálculos (pedras) nas vias biliares, mais comumente na vesícula biliar. Os cálculos podem ser de colesterol, de bilirrubina ou de proteínas. É mais freqüente em mulheres obesas. No quadro clínico predominam a dor em cólica no hipocôndrio direito e os vômitos biliares. Carcinoma hepatocelular É o tumor maligno do fígado. O paciente apresenta dor e massa abdominal palpável no hipocôndrio direito. Cirrose hepática Fibrose do tecido hepático, alterações degenerativas e estruturais, infiltração gordurosa, e presença de nódulos. São importantes os antecedentes de: alcoolismo, hepatite a vírus, drogas, deficiência nutricional. No quadro clínico podemos ter: hemorragia digestiva por varizes esofágicas, icterícia, ascite (líquido na cavidade peritoneal). Colecistite aguda É a inflamação da vesícula biliar. Na maioria dos casos é obstrutiva por cálculo seguida de infecção bacteriana. O paciente apresenta dor em cólica no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos biliosos e febre e sinal de Murphy (dor a palpação no hipocôndrio direito). Pancreatite É a inflamação do pâncreas, pode ser aguda ou crônica. Costuma-se associála à obstrução por cálculos biliares e ao alcoolismo, medicamentos, vírus e aos traumatismos abdominais. Os sintomas mais freqüentes são: forte dor abdominal em faixa que se irradia para as costas, e vômitos. Fibrose cística do pâncreas Doença sistêmica hereditária ligada a gene recessivo que atinge à parte exócrina do pâncreas e a maioria das glândulas de secreção externa (sudoríferas, brônquicas). No quadro clínico temos: dor abdominal, diarréia, emagrecimento e associação com sintomas respiratórios. Câncer de pâncreas Em geral é adenocarcinoma do ducto, na cabeça do pâncreas.

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Dr. Síndrome de Zollinger-Ellison É presença de tumores pancreáticos secretores de gastrina. rigidez da parede abdominal (abdome em tábua)e pode chegar ao choque. Constituição: O sistema urinário se compõe de um órgão par chamado rim e das vias urinárias: cálice menor. cálice maior. SISTEMA URINÁRIO Prof. Peritonite Inflamação do peritônio. taquicardia. direito e esquerdo 156 . difusa (generalizada). A causa mais freqüente é a propagação de infecções em vísceras peritonizadas (secundária). na produção de glóbulos vermelhos. febre. Podem ser diretas e indiretas. Essas funções são desenvolvidas através dos seguintes mecanismos: 1-Filtração do sangue pelos glomérulos renais (um litro por minuto) para os túbulos renais 2-Reabsorção desse filtrado depurado nos túbulos renais (a maior parte) 3-Excreção pequena parte desse filtrado com resíduos químicos é eliminado pela urina (um a um litro e meio por dia). observa-se ou palpa-se uma tumoração mole no nível inguinal ou no escroto. Nas diretas o conteúdo abdominal passa para parede através do anel inguinal profundo (fáscia transversal). bexiga urinária e uretra. Quando não se consegue reduzir (empurrar a hérnia para dentro) pode ocorrer a hérnia estrangulada com o comprometimento da irrigação do saco herniado. . Nas diretas o conteúdo abdominal passa pela parede posterior do canal inguinal (fáscia transversal). ureter. perfurações ou rupturas de vísceras ocas.No quadro clínico temos dor epigástrica constante. Nader Wafae Funções: O rim depura o sangue e mantém o equilíbrio eletrolítico. Há vários tipos de peritonite: asséptica (substâncias químicas). Em geral. encapsulada (abscessos) gasosa (presença de gases). circunscrita (localizada). suspensão dos ruídos intestinais. 4-Secreção do hormônio renina que atua na regulação da pressão arterial e eritropoetina. emagrecimento e icterícia (coloração amarela da pele e das mucosas). através dos genitais internos femininos. em resposta o estômago secreta grandes quantidades de ácido clorídrico e pepsina e conseqüente aparecimento de úlceras no estômago e no intestino delgado. biliar (presença de bile). Rim: Número: dois. pelve renal. Apresenta dor e distensão abdominal. No quadro clínico o paciente apresenta dor abdominal e diarréia. Hérnia inguinal É a passagem de conteúdo abdominal através de um ponto fraco da parede muscular do abdome.

Localização: parede posterior da cavidade abdominal ao lado da coluna vertebral, entre 12a vértebra torácica e 3a lombar, sendo que o direito se encontra um pouco mais baixo. Descrição externa: faces: anterior e posterior; pólos: superior e inferior; margens: lateral (convexa) e medial (côncava); forma: de um feijão; Hilo Renal é uma abertura na margem medial do rim Seio Renal é uma escavação que continua o hilo para dentro do rim e que contem parte das vias urinárias, gordura e vasos. Pedículo Renal é o conjunto dos elementos que entram no rim como a artéria renal ou saem veia renal e pelve renal (um dos componentes das vias urinárias). A disposição mais freqüente desses elementos no hilo renal é de diante para trás: veia, artéria e pelve renal. Cápsula renal fibrosa: é a membrana fina e transparente que envolve os rins. Relações com outros órgãos: Rim direito = fígado, duodeno, colo Rim esquerdo = estômago, baço, pâncreas, colo Relações com o peritônio: os rins são retroperitoneais, portanto sem relação com o peritônio. São envolvidos por tecido conjuntivo frouxo que deriva do tecido extraperitoneal, a fáscia renal, contínua na parte superior que envolve as glândulas supra-renais e disponde de abertura na parte inferior. Entre a fáscia renal e a cápsula renal existe gordura no espaço perirrenal. Descrição interna: Mediante um corte frontal do rim identificamos as partes: Medula renal, mais interna, formada por estruturas triangulares escuras chamadas pirâmides onde predominam os túbulo renais e ductos coletores, alternadas com estruturas retangulares claras chamadas colunas renais. Córtex renal, mais externa e clara, onde predominam os glomérulos renais, das bases das pirâmides destacam-se pequenos prolongamentos, os raios medulares. Os vértices das pirâmides estão voltados medialmente e denominam-se papilas e se encaixam no início das vias urinárias ou seja nos cálices menores. Cada pirâmide associada a córtex e as colunas que a envolvem constituem o lobo renal que são em número de 7 a 14 por rim. O rim apresenta estrutura segmentar totalizando cinco segmentos. Vascularização: O rim é irrigado pela artéria renal que se divide em 5 artérias segmentares, estas formam, em seqüência: as artérias interlobares situadas nas colunas renais, artérias arqueadas na base das pirâmides, artérias interlobulares entre os raios medulares, arteríolas glomerulares aferentes, arteríolas glomerulares eferentes, arteríolas retas. A drenagem é feita pela veia renal. Vias urinárias: Cálices menores: adaptam-se às papilas das pirâmides recolhendo a urina formada nos túbulos coletores. Cálices maiores: em número de 2 a 3 por rim são formados pela reunião de número variável de cálices menores. Pelve renal: Formada pela confluência dos cálices maiores, conduz a urina para o ureter já fora do rim, Ureter: é um tubo longo que une a pelve renal à bexiga urinária. Divide-se em 3 partes conforme sua localização: abdominal, pélvica e intramural (esta na

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parede da bexiga). Sua desembocadura na bexiga urinária chama-se óstio do ureter. Apresenta em sua extensão três estreitamentos onde costumam encravar cálculos: 1- na junção com a pelve renal, 2- ao passar sobre os vasos ilíacos e 3- na parede da bexiga, intramural. Bexiga urinária: é uma estrutura sacular situada na pelve que funciona como reservatório de urina (cerca de 1 a 1,5 litro). O ápice está voltado para cima e para diante, e a base e o colo estão situados inferiormente. Internamente destaca-se o trígono da bexiga que é uma área triangular situada na base da bexiga, delimitado por 2 óstios do ureter unidos pela prega interuretérica e pelo óstio interno da uretra. A maior parte que compõe a musculatura da bexiga denomina-se detrusor e nas proximidades do óstio interno situa-se a musculatura esfinctérica lisa e estriada. A bexiga é revestida por mucosa pregueada, menos a do trígono que é lisa. No início e atrás do óstio interno da uretra há uma pequena saliência chamada úvula da bexiga. Uretra: é a parte final das vias urinárias que comunica a bexiga urinária ao meio exterior. em seu início apresenta uma linha saliente na parede posterior: a crista uretral. Há diferenças acentuadas entre a uretra feminina e a masculina: • Uretra feminina é curta, retilínea, exclusivamente urinária. • Uretra masculina é longa, sinuosa pertencente aos sistema urinário e genital. Divide-se em três partes: prostática que atravessa a próstata, membranácea que atravessa o períneo e esponjosa incluída no corpo esponjoso do pênis com uma dilatação inicial: fossa bulbar e outra terminal: fossa navicular que se abre no exterior pelo óstio externo da uretra.

Roteiro prático do Sistema Urinário 1 Rim: face anterior 2 Rim: face posterior 3 Rim: margem medial 4 Rim: margem lateral 5 Rim: extremidade (pólo) superior 6 Rim: extremidade (pólo) inferior 7 Hilo renal 8 Seio renal 9 Pedículo renal 10 Cápsula renal (fibrosa) 11 Fáscia renal 12 Córtex renal 13 Medula renal 14 Pirâmide renal 15 Papila renal 16 Artéria segmentar 17 Coluna renal 18 Cálice menor 19 Cálice maior

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20 Pelve renal 21 Ureter: parte abdominal 22 Ureter: parte pélvica 23 Bexiga urinária 24 Músculo detrusor 25 Úvula da bexiga 26 Trígono da bexiga 27 Prega interuretérica 28 Óstio do ureter 29 Óstio interno da uretra 30 Uretra masculina: parte prostática 31 Colículo seminal 32 Utrículo prostático 33 Seio prostático 34 Uretra masculina: parte membranácea 35 Uretra masculina: parte esponjosa 36 Fossa navicular da uretra 37 Óstio externo da uretra Doenças do sistema urinário Carcinoma renal. Adenocarcinoma das células do túbulo contorcido proximal é o tumor renal mais freqüente. No quadro clínico observa-se: hematúria, dor e tumor no local. Glomerulonefrite Inflamação dos glomérulos renais de caráter auto-imune pois em geral ocorre após infecções do sistema respiratório por estreptococos. Pode ser aguda, subaguda e crônica. No quadro clínico observa-se: proteinúria, hematúria, hipertensão arterial, edemas e eventualmente insuficiência renal. Antecedente de amidalite é importante. Hidronefrose. Distensão e retenção de urina na pelve renal e ou ureter em decorrência de obstrução do fluxo da urina principalmente na junção pieloureteral. As causas mais comuns são: cálculo ureteral, estenose do ureter, bexiga neurogênica, malformações congênitas, estenoses cicatriciais, compressões extrínsecas. (vasculares, tumores, gravidez, infecções). Quadro clínico depende da causa e da evolução pode ir ata insuficiência renal por compressão do parênquima pela urina. Infecção urinária Pode ser alta ou pielonefrite quando atinge o rim e baixa, quando atinge a bexiga (cistite) ou a uretra (uretrite). A via de infecção mais comum é pela uretra. É mais freqüente em mulheres, idosos, pacientes sondados e gestantes.

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congênito que pelo crescimento vão ocupando espaço no rim podendo levar à insuficiência renal. causada por contrações do 160 . Síndrome nefrítico Caracteriza-se pela tríade: hematúria. vômitos. provenientes de fatores anatômicos musculares ou nervosos. Síndrome nefrótico Perda excessiva de proteínas pela urina. dor no hipogástrio. As causas mais freqüentes são: de esforço. O quadro clínico apresenta hematúria (sangue na urina). A uremia é caracterizada por sintomas nos diferentes sistemas: anorexia. na pielonefrite apresenta febre. culminado com a uremia e seus sintomas toxêmicos. proteinúria e insuficiência renal aguda. edema nos membros inferiores. em geral. micção urgente. polineurite (inflamação de nervos periféricos). Incontinência urinária É a incapacidade para controlar voluntariamente a micção. encefalopatias (confusão mental. dor forte descontínua na região lombar que se propaga para os genitais externos. hipertensão arterial ou em doenças renais. conseqüente de glomerulonefrites. Litíase É a presença de cálculos (pedras) nas vias urinárias. O quadro clínico característico é a cólica renal. No quadro clínico temos: edema de face e de membros inferiores podendo generalizar-se (anasarca). nictúria (eliminação aumentada duante a noite) e hipertensão arterial. Policisto renal É a presença de cisto (coleção líquida envolvida por uma cápsula). diminuição da quantidade de urina (oligúria). hipertensão. fosfato de cálcio e ácido úrico. insuficiência cardíaca. nefropatia diabética. de urgência. Resultam de distúrbios metabólicos com acúmulo de cristais nas vias urinárias como oxalato de cálcio. Insuficiência renal aguda É a incapacidade do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. hematúria.A lesão do glomérulo acarreta a passagem de glóbulos vermelhos e proteínas na urina. convulsões) e endócrinos. em geral. Resulta de lesão renal não superada no decorrer do tempo levando a um progressivo distúrbio da função renal. Insuficiência renal crônica É a incapacidade continuada do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. é o que ocorre na diabete. com diminuição de proteínas no sangue e edema como conseqüência de doenças renais como glomerulonefrites. O quadro clínico apresenta oligúria.Quadro clínico: na cistite apresenta disúria. dor lombar e outros sintomas de infecção urinária. polaciúria. arritmias por hiperpotassemia.

o óvulo. Dr. o conjunto destas estruturas denomina-se vulva ou pudendo feminino. Os órgãos genitais externos são: monte do púbis. polaciúria (aumento do número de micções). Carcinoma da bexiga Em geral é proveniente das células do epitélio de revestimento. nas bexigas neurogênicas por hiporreflexia há dilatação e são freqüentes as infecções. mama etc. alterações no esfíncter ou de sua coordenação com o detrusor. disúria (dor ao urinar). Distúrbios funcionais da bexiga urinária como contração exagerada ou diminuída.músculo detrusor. forma da pelve. pela fecundação. tuba uterina e vagina. implantação do ovo e preservação da gravidez. Os órgãos genitais internos são: ovário.) e pela reconstrução da mucosa do endométrio após a menstruação. urgência miccional e infecções urinárias. ovarius que carrega ovos. Constituição: os órgãos genitais classificam-se em internos e externos. O quadro clínico apresenta incontinência urinária.medial em relação com a tuba uterina (tubária) e lateral em relação com parede da pelve. pela gestação (desenvolvimento do feto) e pelo parto. lábios menores. No quadro clínico observa-se: hematúria (sangue na urina). pela implantação. SISTEMA GENITAL FEMININO Prof. Nader Wafae O sistema genital feminino participa a) da reprodução humana pela produção da célula genital feminina. clitóris. bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares maiores e menores. Situação: fossa ovária na parte lateral e posterior da pelve entre a parte oclusa da artéria umbelical e a artéria ilíca interna. Etimologia: do latim. Órgãos genitais internos: Ovário: Conceito: glândula endócrina em forma irregularmente oval. quando excede a capacidade da bexiga e funcionais decorrentes dos hábitos. de transbordamento. polaciúria. encontro do óvulo com o espermatozóide. lábios maiores. disposição dos pêlos. duas extremidades – 161 . direito e esquerdo Função: produção de óvulos e de hormônios – estrógeno responsável pela formação dos caracteres sexuais secundários (voz. relaxina que durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve. nos casos hiperrefléxicos temos perda de urina. Descrição externa: O ovário apresenta: duas faces . Bexiga neurogênica Alteração do funcionamento normal da bexiga urinária em decorrência de distúrbios do sistema nervoso ou dos nervos que controlam a bexiga urinária. útero. Número: 2. progesterona responsável pelo amadurecimento e preparação da mucosa do endométrio. b) da definição dos caracteres sexuais secundários da mulher pela secreção de hormônios sexuais. fixação do ovo na mucosa uterina.

direita e esquerda Função: transporte do óvulo e dos espermatozóides. do grego histerus – que vem depois. ramo da aorta e um ramo da uterina. Linfáticos: linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. Ligamento: possui apenas o mesossalpinge que liga a tuba uterina ao ligamento largo. a direita é tributária da veia cava inferior e a esquerda desemboca na veia renal esquerda. trombeta. o termo salpinge usado em ginecologia deriva do grego. túnica albugínea. Situação: disposta transversalmente. útero-ovárico que fixa a extremidade inferior do ovário ao útero) e mesovário que fixa a margem meosvárica à lâmina posterior do ligamento largo. veias: ováricas. fecundação. em seguida a porção mais longa. o óstio abdominal da tuba uterina. Número: 1 Função: receber o ovo e desenvolver a gestação. trombeta. Óstios: nas extremidades da tuba uterina situam-se os orifícios: um deles é medial e se abre na cavidade uterina. o óstio uterino da tuba e outro. Etimologia: do latim. é a parte uterina. O hilo localiza-se na margem mesovárica. Vascularização: artérias: ovárica. que se abre na cavidade abdominal. a porção inicial da tuba localiza-se no interior da parede uterina.tubária (superior) encoberta pela tuba uterina e uterina (inferior) com o ligamento útero-ovárico que prende o ovário ao útero. Estrutura: O ovário é formado por uma sucessão de camadas que da externa para a interna são: epitélio geminativo. duas margens – mesovárica situada anteriormente e ligada ao mesovário e livre (posterior) emrelação com a tuba uterina. ramo da artéria ilíaca interna. seguida por um segmento estreito fora do útero. córtex com os folículos ovarianos e estroma ovário e finalmente a medula do ovário. o infundíbulo que termina em prolongamentos que se assemelham a uma franja. Estrutura: é formada por três camadas: mucosa. a ampola e a parte mais larga. Número: 2. Etimologia: do latim uterus – saco de pele para levar líquidos. Linfáticos: drenam para os linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. o istmo da tuna uterina. Útero: Conceito: órgão predominantemente muscular em forma de pêra com a parte dilatada para cima. mucular e serosa. Tuba uterina: Conceito: é um tubo alargado na extremidade lateral que se estende do fundo do útero em direção à parede da pelve para recobrir partes do ovário. na parte superior da pelve menor Comprimento: 10 a 12 cm Partes: são 4. 162 . Vascularização: pela artérias e veias ovárica e uterina. Ligamentos: suspensor do ovário que fixa a extremidade superior do ovário à parede lateral da pelve). lateral. as fímbrias.

sua camada interna ou mucosa uterina. gordura e os ligamentos transversos do colo. a camada média constitui a musculatura do útero Perimétrio é o peritônio que envolve o útero. dois óstios. Paramétrio é o espaço entre as duas lâminas do ligamento largo contendo vasos.estreitandose inferiormente. Faces e margens: descrevemos duas faces no útero: anterior (vesical) e posterior (intestinal) que se encontram nas laterais pelas margens do útero. ou de Mackenrodt . Ligamentos – Os ligamentos presos às partes do útero são importantes para sua suspensão e sustentação. ligam o colo do útero ao sacro e delimitam a escavação retouterina ou fundo de saco de Douglas. Partes: fundo. A esses conceitos devemos acrescentar: Mesométrio localiza-se na lâmina posterior do ligamento largo ligando o útero à parede da pelve. mais estreito nas extremidades e no interior do qual estão as pregas palmadas e as glândulas cervicais. Estrutura: Endométrio é o revestimento interno da cavidade do útero. prendem o colo do útero à parede lateral da pelve. O corpo do útero é a parte maior. globosa. 163 . em anteflexão: o ângulo de inclinação para frente formado entre o colo do útero e o corpo do útero e destrotorção. o óstio anatômico interno do útero em sua parte superior e outro na vagina o óstio do útero dotado de lábios anterior e posterior.Localização: no centro da cavidade pélvica Posição: para posicionar corretamente o útero devemos afirmar que ele está em anteversão: o ângulo de inclinação para frente formado entre os eixos da vagina e do útero. O fundo do útero é sua parte mais superior. O ligamento redondo eleva-se na folha anterior do ligamento largo enquanto o mesossalpinge e o mesovário o fazem em sua folha posterior Os ligamentos retouterinos. formado pela união das lâminas anterior e posterior e liga as margens laterais do corpo do útero às paredes laterais da pelve menor. Miométrio. O istmo é a parte estreita entre o colo e o corpo a partir do qual se forma durante a gravides o segmento inferior dos obstetras que pela quantidade menor de fibras musculares é o local indicado para incisões nas cesáreas. a leve inclinação e torção do útero para a direita. A distância entre os dois óstios denomina-se canal do colo do útero. istmo. O ligamento redondo do útero prende o fundo do útero ao monte do púbis passando pelo canal inguinal. a camada externa. achatada anteroposteriormente. mesovário para trás e mesométrio para baixo. O ligamento largo é o prolongamento do peritônio que após revestir o útero estende-se para ambos os lados do útero.). Os ligamentos transversos do colo (cardinais. linfonodos. a partir da emergência das tubas uterinas. e colo. A lâmina posterior do ligamento largo divide-se em três partes: mesossalpinge para cima. corpo. importante recesso para diagnóstico em ginecologia pela sua proximidade com a vagina. assim mesossalpinge e mesovário se encontram formando uma angulação. O colo do útero é aextremidade inferior apresenta duas partes: uma supra vaginal situada na pelve e outra vaginal localizada no interior da vagina. A pregas palmadas são oblíquas e se encaixam de modo a ocluir as paredes do colo.

corpo e glande do clitóris. óstio da vagina e os óstios das glândulas vestibulares maiores. mediano. atravês do pudendo feminino com o útero. ramo da artéria ilíaca interna. ao atingir a parte supravaginal do colo emite ramos para o colo e para o copro do útero. Óstio da vagina – abertura para o meio exterior situado no pudendo feminino. clitóris. Lábios menores do pudendo são 2 dobras de pele por dentro dos lábios maiores e que delimitam entre si um espaço menor. Função: é o órgão da cópula. quando infectadas constituem a bartolinite. Etimologia: do latim bainha para guardar a espada romana chamada gládio. corresponde aos corpos cavernosos do homem e como estes apresenta as partes: dois ramos. Vagina Conceito: É o tubo que comunica o meio exterior. situadas por trás do bulbo do vestíbulo lubrificam a parte inferior da vagina. Hímen – membrana que veda parcialmente a vagina. substituída posteriormente pelas carúnculas himenais. e dotado de pregas transversais. Vestíbulo da vagina: é o espaço entre os lábios menores do pudendo contendo de cima para baixo: óstio externo da uretra. o vestíbulo da vagina. Nas proximidades do clitóris os lábios menores do pudendo se delaminam e contornam o clitóris formando superiormente o prepúcio do clitóris e inferiormente o frênulo do clitóris. corresponde ao corpo esponjoso masculino. O fórnice posterior é o maior porque a parede posterior é mais longa e utilizado para recolher secreções e análise de células e pela proximidade com a escavação retouterina também usado para punções diagnósticas. Correspondência entre os sexos: 164 . Clitóris é um dos órgãos erécteis femininos. par situados em torno do óstio da vagina. Entre a parte vaginal do colo do útero e as paredes da vagina formam-se espaços denominados fórnices: anterior. A artéria uterina encontra-se próximo ao ligamento transverso do colo. laterais e posterior.Vascularização: artéria uterina. inferiormente. Órgãos genitais externos: Monte do púbis: é a saliência situada na parte anterior da vulva coberta por pêlos. Lábios maiores do pudendo são 2 dobras de pele livres que convergem nas extremidades formando as comissuras anterior e posterior dos lábios e que delimitam entre si um espaço. superiormente e frênulo do clitóris. Inervação: plexos hipogástrico e ovárico. É envolvido por prolongamentos dos lábios menores que formam o prepúcio do clitóris. Glândulas vestibulares maiores. par. a rima do pudendo. As veias pertencem ao plexo uterino. Bulbo do vestíbulo é outro órgão eréctil da mulher. Linfáticos: os do colo do útero drenam para os linfonodos ilíacos e os do corpo e do fundo para os pré-aórticos e aórticos laterais. . abrem-se entre a margem do óstio e o lábio menor do pudendo. Nesse ponto a artéria uterina mantem importante relação com o ureter. as rugas vaginais. Glândulas vestibulares menores estão dispersas pelas paredes do vestíbulo da vagina.

Prepúcio do clitóris 32.Glândula vestibular maior 36.Ligamento suspensor do ovário 15.utrículo (colículo seminal) Glândulas vestibulares maiores .corpo esponjoso Ovário .Vagina 24.Clitóris 30.Paramétrio 22.  Roteiro prático de sistema genital feminino 1.Corpo do útero 8.Mesovário 16.Istmo 9.Escavação retouterina 165 .Ampola da tuba uterina 4.testículo Útero .Miométrio 20.Mesossalpinge 17.Infundíbulo da tuba uterina 5.Monte do púbis 26.Perimétrio 21.Ligamento retouterino 18.Ligamento largo 13.Frênulo do clitóris 31.Lábio menor do pudendo 28.Lábio maior do pudendo 27.Endométrio 19.Óstio externo da uretra 33.Fórnice da vagina 25.Ligamento redondo do útero 12.Colo do útero 10.Lábios maiores do pudendo .Bulbo do vestíbulo 34.Fímbrias da tuba uterina 6.Fundo do útero 7.escroto Clitóris .Óstio do útero 11.corpos cavernosos Bulbo do vestíbulo .Óstio da vagina 35.Prepúcio do clitóris 29.Mesométrio 23.Ovário 2.Istmo da tuba uterina 3.Ligamento útero-ovárico 14.glândulas bulbouretrais.

Estrutura interna: É constituída por 15 a 20 unidades funcionais chamadas lobos da glândula mamária com um ducto lactífero que se abre na papila mamária. serrátil anterior e oblíquo externo do abdome. Caso a biópsia 166 . muito importante em função das metástases. Drena para as veias: torácica interna. Nader Wafae A glândula mamária é uma glândula de secreção externa de origem sudorífera modificada para a produção de leite e que se encontra no interior da mama. Linfáticos A drenagem linfática. Os linfonodos axilares são numerosos e dividem-se em cinco agrupamentos: lateral. os chamados ligamentos suspensores da mama. Cada lobo é constituído por unidades ainda menores. deltopeitorais e cervicais profundos. é formada pela glândula mamária que ocupa sua parte central. axilar e intercostais. Serve de parâmetro para os procedimentos cirúrgico. posterior e intermédio. mais pigmentada onde se abrem os ductos lactíferos ou seios lactíferos. Dr. por tecido adiposo que se concentra na periferia e por feixes fibrosos que a atravessam servindo de fixação. medial. mas na puberdade essa diferença se acentua às custas do desenvolvimento do tecido glandular e deposição de tecido adiposo. Através das comunicações com as veias intercostais é que entra em conexão com o plexo vertebral o que explica as metástases para o sistema nervoso central. Baseia-se na progressão ordenada das células tumorais através dos linfáticos e é por onde se inicia a disseminação das metástases. pode ser feita pelos linfonodos axilares. A glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. apresenta fibras musculares lisas circulares e radiadas. A mama situa-se na parede torácica anterior. quimioterápico e radioterápico e para avaliação do prognóstico. A aréola é um círculo pigmentado que circunda a papila mamária. O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática da glândula mamária quando esta apresenta tumor ou câncer. por diante dos músculos: peitoral maior. Por ocasião do nascimento não apresenta diferenças marcantes entre os sexos. Durante a gravidez a sua pigmentação fica mais acentuada O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas circulares que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não se deve a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. as fáscias superficial e profunda. rica em glândulas sudoríferas e sebáceas estas últimas são volumosas e formam os tubérculos.Glândula mamária Prof. esses ductos podem apresentar uma dilatação na extremidade ou pouco antes do final e que são os seios lactíferos. Situa-se predominantemente no agrupamento axilar. anterior. Vascularização A glândula mamária recebe seu fornecimento arterial das artérias: torácica interna e torácica lateral. Irá crescer mais durante a gravidez e regredir na menopausa. Desenvolvimento Sua formação se inicia na sexta semana a partir do ectoderma. Estrutura externa: A papila mamária (mamilo) é uma saliência central cônica. os lóbulos da glândula mamária que por sua vez são constituídos pela reunião de alvéolos em forma de cachos e cujos ductos se unem para formar os ductos maiores.

 Roteiro prático de glândula mamaria 1. Pênis: É o órgão erétil da cópula. é possível distinguir suas partes direita e esquerda porque a esquerda é mais baixa que a direita e pela rafe do escroto que é uma prega na pele que separa as duas partes. Diferentemente do sistema genital feminino que é especificamente genital. epidídimo. ducto deferente.Tubérculo 5.Ligamento suspensor SISTEMA GENITAL MASCULINO Prof. compreende dois ramos e o bulbo. Os ramos inseridos no ísquio de cada lado irão constituir os corpos cavernosos. ducto ejaculatório. Os órgãos genitais internos são: testículo. o bulbo.Papila mamária 3. próstata. os epidídimos e parte dos ductos deferentes. Órgão genitais externos: Escroto: É a bolsa situada atrás do pênis que contém os testículos. Apresenta duas partes: a raiz e o corpo. Nader Wafae O sistema genital masculino é responsável a) pela produção dos espermatozóides b) pela sua condução e eliminação c) pelos caracteres sexuais secundários. Dr. É constituído por órgãos externos e internos. Estando comprometido com células tumorais indica que o processo de disseminação do tumor já está em desenvolvimento.revele o seu não comprometimento a cirurgia será menos ampla e o prognóstico melhor. glândula seminal. o diagnóstico precoce é fundamental para a cura e aí reside a importância do auto exame e dos meios de diagnóstico por imagem. contrai-se em temperaturas frias e se relaxa quando estiver quente. de origem mediana entre os dois ramos não tem inserção óssea e irá constituir o corpo esponjoso abaixo dos dois corpos cavernosos.Aréola 4. A raiz é a parte fixa e oculta. O dartos é uma camada de fibras musculares lisas aderida à pele e que ajuda a manter a temperatura ideal do testículo. glândulas bulbouretrais e glândulas uretrais. Em geral. O escroto é constituído por pele e pelo dartos.Glândula mamária 2. Tanto os corpos cavernosos como o corpo esponjoso são preenchidos por pequenos espaços (os do corpo esponjoso são menores) chamados cavernas e contornados por 167 . Os órgãos genitais externos são: o escroto (bolsa testicular) e pênis. Como o câncer de mama leva de 6 a 8 anos para atingir um centímetro. no sistema genital masculino há órgãos comuns aos sistemas urinário e genital.

Suprimento sanguíneo: As artérias: profunda do pênis. A margem posterior da glande do pênis. Embora originários das proximidades do rim. irá ocorrer o contrário na fase de flacidez.5 ºC abaixo da temperatura do corpo (em torno de 35ºC). dorsal do pênis e do bulbo do pênis originam os ramos que vão preencher as cavernas dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso. se enchem de sangue proveniente das artérias helicinas durante a ereção nessa fase a entrada de sangue sobrepuja a saída. os testículos precisam migrar até o escroto para ter neste local a temperatura ideal para a formação de espermatozóides sadios. Esses espaços. da qual deriva o septo do pênis situado entre os dois corpos cavernosos. tela subcutânea ou fáscia superficial do pênis e pele. apesar de ser mais estreito do que os corpos cavernosos. Próximo ao epidídimo os túbulos tornam-se ductos eferentes. Esta temperatura ideal é aproximadamente1. o esquerdo em nível mais baixo. a extremidade anterior do corpo esponjoso é dilatada e se chama glande do pênis.trabéculas. fáscia do pênis que é a continuação da fáscia profunda do períneo. Todas as camadas que constituem a parede do abdome têm prolongamentos envolvendo o testículo que este levou consigo durante seu descenso. mais saliente é a coroa da glande atrás da qual se encontra um estreitamento. fáscia espermática interna. A glande é coberta por uma dobra de pele chamada prepúcio e na parte inferior uma prega mediana que prende a pele à glande é o frênulo do prepúcio. prolongamento da fáscia transversal. margens anterior e posterior e faces medial e lateral. O corpo do pênis é a parte externa propriamente dita constituído por dois corpos cavernosos. O pênis é envolvido por várias túnicas identificadas na sequência de sua parte interna para a externa por: túnica albugínea dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso de tecido fibroso denso. Quando o descenso não se completa temos a criptorquidia. o hormônio sexual masculino. cremaster e fáscia cremastérica. Estrutura: constituído por grupos de túbulos seminíferos contorcidos e retos separados por septos e envolvidos por uma capa resistente chamada albugínea. O corpo esponjoso contém em seu interior. Situação: no escroto. identificamos indo de interno para externo: túnica vaginal de origem peritoneal com dois folhetos o visceral colado à albugínea e o parietal separado. através de mecanismo nervoso. responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. o colo da glande. a uretra esponjosa comum aos sistemas urinário e genital. Órgãos genitais internos: Testículo: É o órgão que produz espermatozóides e testosterona. Número: par (2) Forma e partes: oval com extremidades polo superior e polo inferior. superiores e um corpo esponjoso. extensão do músculo oblíquo interno do 168 . Assim sendo. inferior. Pequenas glândulas sebáceas presentes no prepúcio (glândulas prepuciais) secretam o esmegma. na parte anterior da glande do pênis está o óstio externo da uretra.

Número: par (2) Situação: atrás da bexiga urinária na frente do reto e sobre a próstata. Situação: na margem posterior do testículo Número: par (2) Forma e partes: semilunar ou da letra C subdivide-se em cabeça (superior). pelve. Ducto deferente: É o tubo que continua o ducto do epidídimo e vai entrar na formação do ducto ejaculatório.. Número: ímpar (1) Forma: triangular. na frente do reto. cavidade abdominal. Em seu curso no escroto e no canal inguinal o ducto deferente forma um conjunto com os vasos do ducto. Partes: ápice para baixo. 169 . semelhante a uma castanha. Número: par (2) Partes: sua parte terminal alargada chama-se ampola do ducto deferente. Epidídimo: É a parte do sistema genital masculino onde os espermatozóides ficam depositados. plexo vensoso (pampiniforme). base junto à bexiga urinária e 3 lobos: direito. Estrutura: elevada concentração de musculatura lisa e tecidos glandular e fibroso. e no cheiro do líquido seminal. Estrutura: na cabeça e parte corpo estão os ductos eferentes que formam depois o ducto do epidídimo. é ela que se une ao ducto da glândula seminal para formarem o ducto ejaculatório.abdome e fáscia espermática externa continuação do músculo oblíquo externo do abdome. atrás e abaixo da bexiga. artéria testicular. canal inguinal. Trajeto: atravessa a próstata e se abre na uretra prostática através de 2 óstios situados ao lado do utrículo no colículo seminal. Forma: enovelada que converge para a formação de um ducto que se une à ampola do ducto deferente para formar o ducto ejaculatório. linfáticos e nervos e as túnicas que envolvem o testiculo denominado funículo espermático. Número: par (2) Próstata: É outra glândula cuja secreção nutritiva entra na composição. Trajeto: escroto. Situação: na parte inferior da cavidade pélvica. Glândula seminal: É a glândula que secreta o líquido tônico e nutritivo para os espermatozóides que vai contribuir na composição do líquido seminal. esquerdo e mediano. Ducto ejaculatório: É o ducto formado pela união do ducto deferente com o ducto da glândula seminal. corpo e cauda.

Colo da glande 8.Frênulo do prepúcio 10.Bulbo do pênis 30.Túnica albugínea 12.Raiz do pênis 28.Seio prostático 26.Óstio externo da uretra 170 .Cremaster 15.Dartos 3.Corpo cavernoso 5.  Roteiro Prático do Sistema Genital Masculino 1.Escroto 2.Glande 6.Fáscia espermática externa 16. a secreção produzida se antecipa a ejaculação e vai lubrificar e lavar a uretra mudando seu Ph e preparando-a para a passagem do esperma.Funículo espermático 27.Corpo do epidídimo 18.Ampola do ducto deferente 21.Coroa da glande 7.Cauda do epidídimo 19.Corpo do pênis 29. abrem-se no início da uretra esponjosa.Cabeça do epidídimo 17.Ducto deferente 20.Ducto ejaculatório 23.Próstata 24. O colículo seminal é uma elevação situada na uretra prostática que apresenta no seu centro um orifício em fundo cego chamado utrículo aos lados do qual se abrem os ductos ejaculatórios.Túnica vaginal (lâmina parietal) 13.Fáscia espermática interna 14.Ductos: não possui um único ducto de escoamento e sim vários que se abrem na uretra prostática ao lado do colículo seminal nas regiões chamadas seios prostáticos.Prepúcio do pênis 9.Glândula seminal 22.Testículo 11. Glândulas bulbouretrais: Duas pequenas glândulas situadas próximo à uretra membranácea.Corpo esponjoso 4.Colículo seminal 25. Glândulas uretrais: Numerosas e diminutas se abrem ao longo da uretra esponjosa com função semelhante às bulbouretrais.

Câncer da glândula mamária Com maior freqüência são carcinomas epiteliais dos ductos (ductal) ou glandulares (lobares) mas pode ocorrer sarcomas também.Doenças do sistema genital Amenorréia É a falta de menstruação. na síndrome de Rokitanski. deltopeitorais e cervicais profundos. doenças da tireóide. exercício intenso e nos distúrbios psíquicos. É secundária quando a mulher já menstruou e está ausente durante três meses seguidos. 171 . Os fatores predisponentes são vários. Câncer do endométrio Adenocarcinoma é o câncer de útero mais freqüente. O auto exame é muito importante e a palpação de pequenos nódulos é motivo para esclarecimento diagnóstico. fraqueza. Pode ocorrer também nos casos de hímen imperfurado. A propagação para o peritônio é muito freqüente. A incidência anterior em familiares é importante fator predisponente. Displasia do colo do útero. As metástases ocorrem por via linfática e hematogênica assim como propagação aos órgãos vizinhos. supra-renal. ou por via linfática. . testículos intraabdominais e diminuição ou ausência de ação dos andrógenos. Hemorragia genital em mulheres em menopausa é um indicativo. dissemina por via linfática daí a importância do exame do paramétrio. distensão e ascite. medicamentos. O exame de Papanicolau é importante como prevenção. doenças consumptivas. tumores de ovário. Na maioria das vezes os sintomas já são devidos às metástases. anorexia nervosa. na síndrome de Morris ou pseudohermafroditismo masculino com cariótipo masculino (XY). Tumor maligno responsável pelo maior número de mortes em mulheres. Câncer do colo do útero Mais frequentemente é do tipo epidermóide. do estroma ovárico ou dos tubos embrionários. Câncer do pudendo feminino Geralmente é carcinoma epidermóide dos lábios maiores do pudendo e o prurido local é o sintoma mais comum. É primária quando a mulher nunca menstruou até os 16 anos. Hemorragias após a relação sexual é um dos sinais. ocorre nas anomalias de desenvolvimento dos genitais como: na síndrome de Turner. a hiperplasia suprarenal congênita. dor abdominal. menopausa precoce. das células germinativas. A principal via de disseminação é a linfática para os gânglios axilares. ausência do cromossomo X. As causas mais freqüentes são: insuficiência ovariana. anorexia nervosa. alterações de permeabilidade dos ductos de Muller a partir dos quais se desenvolvem os genitais internos. Câncer do ovário Pode originar-se do epitélio (maioria).

inflamações no testículo (orquite) ou no epidídimo (epididimite). As causas femininas mais freqüentes são: doenças do colo uterino. criptorquidia. quadro de abdome agudo. mas sangramentos menorragias) podem ocorrer. Causa desconhecida. dolorida. do corpo do útero. do ovário. tuba uterina (salpingite) e ovário (ooforite). febre e linfonodos aumentados. Esterilidade É a impossibilidade de se realizar a gravidez. Mastopatia fibrocística. Infecções nos órgãos genitais internos da mulher Na maioria das vezes são provocadas por via ascendente a partir dos genitais externos.A transição entre o epitélio cilíndrico e o epitélio estratificado presentes no colo do útero pode originar tecidos anormais e cancerizar. útero (endometrite). Fibroadenoma mamário É tumor benigno da mama deriva de tecido conjuntivo ou glandular.. As bactérias que em geral entram pela papila mamária. Presença de cistos palpáveis e endurecidos na mama. A paciente pode apresentar dor pélvica e durante a menstruação (dismenorréia). como no peritônio. Apresentase como um nódulo endurecido. A mama se apresenta inflamada. músculos abdominais contraídos e choque hemorrágico. Em geral. forte dor abdominal. Mioma uterino Tumor da musculatura lisa do útero de evolução benigna. não apresenta sintomas a não ser o abaulamento na parte inferior do abdome. A distensão que ocorre na tuba acaba em sua ruptura e hemorragia abdominal grave. Doenças sexualmente transmissíveis por chlamydia e neisseria gonorrhoeae são freqüentes mas podem ser causadas por outras bactérias que passam pelo colo do útero (cervicite). Gravidez ectópica É o desenvolvimento da gravidez fora do útero. insuficiência testicular. em geral na tuba uterina. pode eliminar secreção purulenta pela papila mamária. azospermia (ausência de espermatozóides). Endometriose É o desenvolvimento do tecido endometrial além de seu local habitual na camada interna do útero. 172 . As causas masculina mais freqüentes são: varicocele. ligamentos e até nas paredes do intestino e bexiga urinária. mais freqüentes são: estafilococo e estreptococo. ovário. Mastite É a infecção da glândula mamária. A paciente apresenta dor pélvica e corrimento (escoamento de secreção pela vagina).

Pêlos podem aparecer pelo corpo. No quadro clínico observa-se: os sintomas são decorrentes da obstrução da uretra (diminuição do volume e da distância do jato de urina. diminuição do volume e da distância do jato de urina. Gonorréia Doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neiseria gonorrhoeae. Pode ser unilateral ou bilateral. Parafimose é o estrangulamento da glande quando houve retração de um prepúcio estenosado. por disposição antômica são mais freqüentes no lado esquerdo. Pode causar infertilidade. Câncer do testículo Pode originar-se de células germinativas (seminomas. Carcinoma da próstata É o tumor maligno mais freqüente no sexo masculino.. Fimose Impedimento de exposição da glande por constrição do prepúcio que a envolve. 173 . São comuns alterações nos ciclos menstruais e menstruações irregulares. sensação que não esvaziou a bexiga. ausentes ou escassas. dá metástases por vias sanguínea e linfática para os ossos. No quadro clínico observa-se: sintomas obstrutivos. Nos homens provoca uretrite e pode propagar-se ao epidídimo (epididimite) ou próstata (prostatite). Pólipo endometrial Formações benignas derivadas do endométrio que crescem para o interior do útero. coriocarcionomas). ou granulosas). Criptorquidia É o descenso incompleto do testículo que pode permanecer no abdome ou no canal inguinal. A via principal de disseminação é linfática. de sustentação (células de Leydig.. Ovário policístico..Pode provocar infertilidade. sensação que não esvaziou a bexiga) até a retenção total. Hiperplasia prostática Crescimento benigno da próstata. Invade órgãos vizinhos. reprodutivas. Varicocele Varizes do plexo pampiniforme (veias escrotais). pulmão e fígado. Os ovários se apresentam aumentados de tamanho e com cistos múltiplos provenientes de folículos ovarianos que apresentaram distúrbios no desenvolvimento. Geralmente é assintomático mas sua ausência no escroto é percebida. Necessita de atendimento de urgência. de Sertoli.

controlando a entrada de raios luminosos. é formado pelo músculo ciliar (liso) situado entre a corióide e a íris e por filamentos concêntricos. 174 . Dr. A córnea é transparente e constitui a parte anterior desta camada. Nas mulheres manifesta-se com os sintomas de infecção urinária. são vistos na parte periférica e posterior da íris. a zônula ciliar distende e a lente estreita. pigmentada. A corióide. fibrosa. Bulbo do olho Prof. a órbita óssea formada pelos ossos: etmóide. Sífilis Doença sexualmente transmissível provocada pelo espiroqueta Treponema pallidum. também escuro.Nas mulheres provoca uretrite ou cervicite (inflamação do colo uterino) e pode propagar-se ao endométrio e tubas uterinas. A ação do músculo ciliar interfere na forma da lente. de cor escura por ser pigmentada. a túnica média. e a túnica interna. escuros. É na esclera que se fixam os músculos extrínsecos do olho e é atravessada pelo nervo óptico. maxila. Na transição entre essas duas partes conhecida por limbo da córnea encontramos o seio venoso da esclera (canal de Schlemm) que drena o humor aquoso. funciona como um diafragma que dilata e diminui a abertura central chamada pupila. Túnica fibrosa: É a camada externa formada pela esclera e pela córnea. muscular. resistente e opaca que constitui os 2/3 posteriores desta camada. Sua cor depende da quantidade de melanina que possua. Alterações desse ângulo (mais fechadoi ou mais aberto) influenciam na etiologia do glaucoma. localizado no ponto de entrada no ato sexual. vascular. sua contração relaxa a zônula ciliar e a lente dilata melhorando a visão para pontos próximos. Nos homens manifesta-se com secreção esbranquiçada ou purulenta pela uretra e disúria (dor ao urinar). A íris. a sífilis secundária apresenta febre. frontal. A esclera é a parte branca. que se prendem à zônula ciliar e auxiliam na fixação da lente. A musculatura apresenta fibras circulares que diminuem a pupila e fibras radiadas que aumentam a pupila. é a retina. acomodando a visão para postos distantes. compreende a corióide. lacrimal. reveste a esclera por dentro. compreende a esclera e a córnea. O corpo ciliar. esfenóide. o cancro. É constituído por 3 camadas: a túnica externa. nervosa. importante para a drenagem do humor aquoso. Entre a córnea e a íris forma-se um ângulo chamado ângulo iridocorneal. É uma doença que transcorre por fases: a sífilis primária tem como característica a ulceração abaulada e indolor. a íris e o corpo ciliar. a fase terciária ocorre vários anos depois com comprometimento dos sistemas circulatório e nervoso. Túnica vascular: É a camada média formada pela corióide. os processos ciliares. quando o músculo ciliar relaxa. aumento dos linfonodos regionais e lesões dispersas pela pele. Nader Wafae O bulbo do olho está situado no interior de uma cavidade na face. zigomático e palatino. pelo corpo ciliar e pela íris.

lente dilatada possibilita visão próxima. deslocamento para baixo M. reto inferior. pela ausência de fotorreceptores. oblíquo superior. deslocamento para o lado M. estrato ganglionar. os processos ciliares. reto superior. Por diante da lente e atrás do corpo ciliar encontra-se a câmara posterior contendo humor aquoso. O terço anterior é a parte cega. Lente A lente (cristalino) é transparente. estrato nuclear interno. e pelo ducto lacrimonasal que do saco lacrimal abre-se no meato nasal inferior. Aparelho lacrimal: formado pela glândula lacrimal (na parte súpero-lateral da órbita). O limite entre estas duas partes: óptica e cega forma a ora serrata. reto lateral. A retina é constituída por duas subcamadas: o estrato pigmentoso que contém pigmentos e o estrato nervoso formado por uma série de estratos ou camadas onde se encontram as células nervosas que participam da via da visão: estrato dos segmentos externo e interno. Músculos: a) movimentação do bulbo do olho: M. O espaço entre a lente e a retina (4/5 do bulbo) constitui o corpo vítreo que é preenchido por uma massa gelatinosa e transparente. a câmara anterior preenchido por um líquido chamado humor aquoso que também preenche a câmara posterior situada entre a íris e o corpo ciliar e lente. abdução. abaixamento. deslocamento para cima e lateralmente b) movimentação da pálpebra 175 . a mácula lútea com a fóvea central (foco de melhor visão com numerosos cones). intorção. e está fixa por uma espécie de ligamento chamado zônula ciliar à retina e ao corpo ciliar auxiliada por filamentos do corpo ciliar. deslocamento para o meio M.Entre a córnea e a íris existe um espaço. estrato limitante interno. adução. A lente estreitada possibilita visão à distância. oblíquo inferior. pela papila lacrimal (parte medial das pálpebras). O humor aquoso é produzido por vasos nos processos ciliares do corpo ciliar e reabsorvido pelo seio venoso da esclera. pelo ponto lacrimal no centro da papila. estrato limitante externo. Túnica nervosa: É formada pela retina cujos 2/3 posteriores constitui a parte óptica onde se encontram: os receptores fotossensíveis (cones e bastonetes). estrato plexiforme interno. canalículo lacrimal que começa no ponto lacrimal e termina no saco lacrimal situado na margem medial da órbita. extorção. estrato das neurofibrilas. e o disco do nervo óptico (ponto cego). Estruturas anexas ao bulbo do olho Túnica Conjuntiva é a mucosa que reveste a parte anterior do bulbo do olho e a parte interna das pálpebras. elevação. reto medial. deslocamento para baixo e lateralmente M. biconvexa. deslocamento para cima M. o humor vítreo.

Músculo reto medial 15. Alterações da retina 1. Íris 6. 2.Tracoma. aumento da pressão intra-ocular pelo predomínio da produção de líquidos nas câmaras oculares sobre sua reabsorção.Terçol. infecção bacteriana da conjuntiva e córnea. Câmara anterior 11. Pupila 7. Corióide 4. Músculo reto superior 13. 3. opacificação da córnea. Músculo oblíquo superior 176 . Retina 8. Músculo reto lateral 14. levanta a pálpebra superior Principais alterações da visão Alterações de refração 1. a focalização dos raios luminosos é prejudicada porque a flexibilidade da lente está diminuída e consequentemente a sua acomodação. 4. inflamação da túnica conjuntiva. problemas nos músculos do bulbo dificultando a focalização simultânea de ambos os olhos. 3.Estrabismo. a focalização dos raios luminosos é distorcida por problemas de contorno na córnea ou na lente.Glaucoma. Esclera 2. infecção no folículo piloso de um cílio Roteiro prático do bulbo do olho: 1. Córnea 3.Miopia. Alterações obstrutivas 1. Lente 10.Calázio. 3.Presbiopia. Músculo oblíquo inferior 17.Descolamento da retina. Alterações nos anexos do bulbo 1.Hipermetropia. a focalização dos raios luminosos verifica-se atrás da retina porque o bulbo do olho está encurtado.Degeneração da mácula por deficiência de irrigação sangüínea.Catarata. 2. 2. no qual a retina é separada da túnica vascular. 3. dilatação palpebral por obstrução de suas glândulas 4. Câmara posterior 12. 2. levantador da pálpebra superior.Ceratite.Astigmatismo. Músculo reto inferior 16.M.Conjuntivite. opacificação da lente. Nervo óptico 9. a focalização dos raios luminosos verifica-se antes da retina porque o bulbo do olho está alongado. Corpo ciliar 5.

Faça uma pequena incisão perpendicular na esclera nos seus quatro pontos cardiais. trago. Identifique a íris. a pupila e a lente através da pupila. bisturi e tesoura. limpe a peça. a saliência de mesmo trajeto porém anterior a ela é a antélice e as duas pequenas saliências próximas ao poro acústico externo são o trago na frente e antitrago atrás. Nader Wafae Compreende 3 partes: orelha externa. Dr. expondo a esclera. 2. corpo adiposo da órbita e fragmentos dos músculos extrínsecos do bulbo do olho. esclera (branca).Identifique a córnea (transparente). pinça dente de rato. concha da orelha. 5. Despregue a lente do corpo ciliar. Músculo levantador da pálpebra superior Dissecção do bulbo do olho Material: olho bovino. apresenta saliências: hélice. 6. Identifique o disco do nervo óptico. e uma parte inferior não cartilagínea que é o lóbulo da orelha. a córnea e o nervo óptico. Orelha externa: compreende a orelha e o meato acústico externo Orelha .Perfure a córnea com a ponta do bisturi em um ponto do limbo da córnea (transição entre córnea e esclera). 1.é constituída de cartilagem elástica e pele. fossa triangular. 7.18.Introduza a tesoura fechada entre as túnicas esclera (branca) e corióide (preta). A hélice é a saliência que forma o contorno da orelha. abra a tesoura com cuidado o suficiente para separa a esclera da corióide em toda a sua circunferência. Desta maneira ficou exposta a câmara anterior cujo humor aquoso extravasou quando perfurou a córnea. antitrago e depressões: escafa. A 177 .Com a tesoura. 3. conjuntiva. e atrás da íris identifique os processos ciliares (delgados filamentos pretos) de distribuição radial. não a corte inteiramente. retirando o corpo adiposo da órbita e os fragmentos dos músculos. nervo óptico. antélice. em seguida introduza a ponta da tesoura nesse ponto e recorte a córnea contornando-a mas. deixe um pequeno segmento para permitir o seu rebatimento lateral.Da mesma forma como recortou a córnea faça o mesmo na transição entre a íris e a corióide. Orelhas Prof.Virando o olho com as aberturas para baixo solte o humor vítreo (gelatina) que forma o copo vítreo e identifique no fundo do olho a túnica nervosa ou retina (branca) que geralmente encontra-se solta. A câmara posterior ficou exposta. 4. orelha média e orelha interna.

Na parede posterior (mastóidea) encontramos as comunicações com as células mastóideas e o músculo do estapédio e na parede medial (labiríntica). os dois primeiros são verticais mas perpendiculares entre si e o terceiro é horizontal. O meato acústico externo é um conduto fibrocartilagíneo revestido por pele com numerosas glândulas que produzem o cerume se inicia pelo poro acústico externo e termina na membrana timpânica. é constituído por: ductos semicirculares. em forma de arcos são em número de 3: anterior. Orelha média: ou cavidade timpânica. A membrana timpânica é uma lâmina oblíqua que separa a orelha externa da orelha média. a do tímpano em relação com a janela da cóclea. A parede superior (tegmental) é formada pela parte petrosa do osso temporal. é formada pelo labirinto ósseo (conjunto de espaços ósseos encurvados). Orelha interna: situada na parte petrosa do osso temporal. inferior. 178 . utrículo. posterior e lateral. ocluída pela membrana timpânica secundária.depressão entre a hélice e a antélice é a escafa. a membrana timpânica presa ao martelo completada por pequenos espaços acima da membrana. Havendo necessidade de puncionar a membrana. situadas no interior do labirinto ósseo. Apresenta na parede lateral (membranácea). onde se encontra o estribo e a janela da cóclea. O vestíbulo é uma dilatação na parte média do labirinto. o modíolo. está a tuba auditiva que comunica a orelha média com a parte nasal da faringe e o mússculo tensor do tímpano. que se comunica com a orelha média através das janelas do vestíbulo e da cóclea e interliga os canais semicirculares com a cóclea. Os canais semicirculares. o ponto central de sua face lateral denomina-se umbigo. pelo labirinto membranáceo (tecido conjuntivo fibroso situado no interior do labirinto ósseo e que reproduz aproximadamente a sua forma) pela perilinfa. recesso epitimpânico e abaixo. o labirinto membranáceo. É dividida por uma lâmina espiral óssea formando duas rampas: a rampa superior é a do vestíbulo em relação com a janela do vestíbulo e a rampa inferior. o recesso hipotimpânico. sáculo e ducto coclear. superior. O labirinto ósseo é constituído por: canais semicirculares. bigorna e estribo) e os músculos: tensor do tímpano (para o martelo) e estapédio (para o estribo). A perilinfa é o líquido que isola o labirinto ósseo de sua parte interna. isto deve ser feito no quadrante inferior e posterior para se evitar o descolamento do ossículo martelo nela inserido. A cóclea. vestíbulo e cóclea. Na parede anterior (carótica). é um espaço cheio de ar contendo no seu interior os ossículos da audição (martelo. (líquido que separa o labirinto ósseo do labirinto membranáceo) e pela endolinfa outro líquido no interior do labirinto membranáceo. As articulações entre martelo e bigorna e entre a bigorna e o estribo são sinoviais. O labirinto membranáceo é o conjunto de estruturas formadas de tecido conjuntivo fibroso. um em cada plano do espaço. o soalho (jugular) apresenta a fossa jugular. a depressão superior que resulta da bifurcação da antélice é a fossa triangular e a depressão maior em torno do poro acústico externo é a concha da orelha. uma espiral semelhante a casa de um caracol com duas voltas e meia em torno de um eixo central. a janela do vestíbulo.

Os ductos semicirculares estão situados no interior dos canais semicirculares apresentam a mesma forma e recebem os mesmo nomes. O sáculo intercomunica o utrículo com o ducto coclear. Concha da orelha 6. O utrículo forma a base onde se abrem os ductos semicirculares. Tumores dos nervos 5. Utrículo e sáculo estão situados no interior do vestíbulo.Deficiências auditivas ou perda da audição 4. suas extremidades dilatadas chamamse ampolas e se comunicam com o utrículo. Sua parede superior é a membrana vestibular e a parede inferior é a lâmina basilar e em seu interior encontra-se o órgão espiral com os receptores para a audição.degeneração e soldadura dos ossículos da audição 4. Hélice 3. Otosclerose .por infecções. Janela do vestíbulo 179 . de condução: excesso de cerume. Bigorna 13.Otite externa . Martelo 12. de percepção: na via da audição Roteiro Prático de Orelhas Orelha externa 1. Afecções mais comuns das orelhas: 1. vértice na lâmina espiral e base na parede da cóclea e endilinfa em seu interior é a parte do labirinto membranáceo situada no interior da cóclea e relaciona-se com a audição. Doença de Meniere associada com alterações do equilíbrio causada por alterações vasculares na orelha interna. otosclerose. O ducto coclear com forma triangular. 5.2.infecções da orelha externa 2.1. traumas e ruídos intensos 4. Antitrago 8. Escafa 5. Fossa triangular 9.Perfuração da membrana timpânica . anterior (vertical). infecções. Meato acústico externo Orelha média 10. perfuração de membrana timpânica. Trago 7. 4. Membrana timpânica 11.Tipos de surdez: 5. lateral (horizontal) e posterior (oblíquo).Otite média .1. Lóbulo da orelha 2. Antélice 4. relacionam-se igualmente com receptores do equilíbrio.3. Estribo 14.2. Receptores no seu interior são estimulados pelas alterações do equilíbrio.infecções da orelha média 3.

Janela da cóclea 16.15. Células mastóideas 17. Meato acústico interno 21. Cóclea 20. Vestíbulo 180 . Tuba auditiva Orelha interna 18. Canais semicirculares 19.

melanina (na camada germinativa). Pêlos: Resultam de processos especiais de queratinização de células epiteliais situam-se no derma. folículos pilosos. Área: cerca de dois metros quadrados ou mais corretamente é obtida multiplicando-se o peso pela altura. incluída no folículo piloso. c) lamelar. regulação térmica e sensibilidade. evaporação do suor.tecido epitelial. pestana etc. Nader Wafae É a túnica que reveste toda a superfície corporal compreendendo: pele com seus anexos (pelos. caroteno.5 mm a 1. zona germinativa . fibras elásticas que se dispõem em grupos de mesmo sentido (importância cirúrgica). Coloração: deposição de pigmentos . Dr. livre constituída 181 . a papila. sensibilidade. Partes: a) raiz = interna. A elasticidade da pele diminui com a idade. descamativa. cianose (extremidades roxas). glândulas mamárias) e tela subcutânea. dilatação inicial é o bulbo onde se encontra uma escavação.de reprodução celular Derme . Partes: 3 camadas . Funções: reserva de gordura e impede perda de calor. gordura se dispõe em camadas paralelas à pele. vasos. púbicos. armazenamento. zona córnea . hemoglobina. axilares. cílios. grumos arredondados de gordura. mais profunda. Estrutura: Epiderme e derme Epiderme .Tegumento Comum Prof. Esse cálculo tem importância nas queimaduras. impermeabilização. Função: proteção. receptores táteis (Meissner). Espessura: variável de 0. Cristas papilares: são linhas salientes da epiderme que nos dedos constituem as impressões digitais: importância em medicina legal. é a primeira a ser mobilizada. Para o cálculo de partes do corpo humano utiliza-se a regra dos 9% (vem em queimaduras). cabelo.células mortas com queratina. b) fáscia superficial película fina de tecido fibroso. vibrissas. Ocupando 7% do peso corporal é o nosso maior órgão. regulação térmica.5 mm mais espessa na palma da mão e planta do pé. Tipos. unhas. b) haste = externa. barba. ou queimaduras). glândulas sebáceas. Pele Funções: proteção. Aplicações: local das injeções hipodérmicas. glândulas sudoríferas.tecido conjuntivo: contém glândulas.a)areolar = mais superficial. vermelha (febre. possibilita o deslizamento das camadas de gordura e portanto da pele o que auxilia a palpar os órgãos deslizando a pele. mais externa. terminações nervosas (Ruffini). armazenamento mais duradouro de gordura. icterícia (amarelo esverdeado). partes = zona córnea e zona germinativa. A observação da cor da pele permite fazer diagnósticos: anemia (pálida). Tela subcutânea ou hipoderme formada por tecido adiposo e conjuntivo frouxo.

Tela subcutânea 7. Derma 4.inervação simpática .zona córnea 2. Partes: raiz. Periníquio 12. Epiderme . Unhas: derivam do endurecimento da camada córnea da pele nas extremidades dos dedos (células corneificadas). Pêlo .depende da quantidade de melanina na cortical. Glândulas sudoríferas: Função: regulação térmica. cortical (queratina dura) e medula (queratina mole). distal. Epiderme . Mama: situada na parede torácica anterior por diante dos músculos peitoral maior e escaleno anterior. Corpo. Função: proteção das extremidades e defesa contra agressões. produzem gordura chamada sebo.bulbo com papila 10. Estímulo = calor e emoção.zona germinativa 3. Função: produção de leite para amamentação.raiz 9.haste 8.emoção e frio. a parte clara em meia lua é a lúnula (opacidade aos capilares). Glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. Glândulas sebáceas: são anexos do pêlo. Função: conserva o calor e lubrifica a pele. Lúnula 14.de fora para dentro por cutícula. faltam na palma da mão e na planta do pé. Leito ungueal é a camada de pele embaixo do corpo e matriz embaixo da raiz (formadora da unha). exposta. Partes: papila mamária (mamilo) (abertura dos ductos lactíferos ou seios lactíferos. proximal. Roteiro Prático de Tegumento Comum 1. Cor . aréola (pele pigmentada circular. Eponíquio 11. Pêlo .estímulo . Pêlo . oculta por uma prega da pele chamada eponíquio (cutícula). Glândula sudorífera 6. O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. as margens laterais são cobertas por pregas de pele chamadas de periníquio e sob a borda livre outra prega de pele chama-se hiponíquio. abremse no folículo piloso e suas células são eliminadas conjuntamente. Músculo eretor do pelo . Hiponíquio 13.tubérculos. Corpo da unha 15. Glândula sebácea 5. Maior quantidade na palma da mão e planta do pé. Papila mamária 182 . com glândulas sudoríferas e sebáceas. fibras musculares lisas). Na axila as células se desintegram junto com o suor e produzem cheiro. situam-se no derme. são do tipo tubular e seu longo ducto se abre na superfície da pele através do poro. é formada pela glândula mamária e por tecido adiposo.

Úlcera . Podem ser de primeiro grau quando atinge apenas a epiderme e apresenta cor vermelha intensa.5%. Aréola 17.5% Genitais = 1% 183 .16. Um dos critérios é a regra dos nove pela qual se atribui para cada segmento do corpo o valor 9% em relação à área total. e de terceiro grau quando a pele do local é inteiramente destruída. Indica uma infecção. Mancha hipercrôimica ou hiperpigmentada . posterior = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%.Descontinuidade anormal comprometendo a integridade das camadas da pele.Pequena elevação da pele contendo líquido em seu interior. Eritema .5%.5%. de segundo grau quando atinge a epiderme e a derme. parede abdominal = 9%) Tronco: dorso = 18% ( parte torácica = 9%. dor e descamação. Pápula – Elevação delimitada e endurecida da pele. Vesícula .Elevação arredondada da pele com líquido em seu interior maior que a vesícula.Área circunscrita de coloração mais clara de causa pigmentar. Tubérculo 18.Mancha avermelhada por vasodilatação. posterior 4.5%) Membro superior D = 9% (anterior 4.5%) Tronco: região anterior = 18% (parede torácica = 9%. Cisto – Tumoração encapsulada com retenção de líquidos. apresenta além das características anteriores também bolhas. Pústula – Elevação de pele contendo secreção purulenta no interior. Doenças da pele. Crianças Região anterior do tórax e do abdome = 16% Região anterior do membro superior direito = 4.5%) Membro superior E = 9% (anterior 4. posterior 4. posterior = 9%) Genitais externos = 1%. Fotofitomelanose – Manchas hiperpigmentadas provocadas pelos raios solares sobre a pele com resíduos vegetais. Mancha acrômica ou apigmentada . em princípio de natureza não infecciodsa.Área circunscrita de coloração mais escura. assim temos: Adultos Cabeça = 9% (face 4. Por ocasião do atendimento de pessoas com queimaduras é importante o cálculo da área de pele atingida.5% Região anterior do membro inferior direito = 7% Região anterior da cabeça e do pescoço = 10. parte abdominal = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%. Glândula mamária Tipos de lesões cutâneas Bolha . Queimaduras cutâneas É a lesão da pele pelo calor que pode provir do fogo.5% Região anterior do membro superior esquerdo = 4. radiação ou choque elétrico. nuca 4.

5% Região posterior do membro superior esquerdo = 4. Resulta da obstrução do orifício do folículo por queratina e conseqüente infecção bacteriana. Assumem formas diversas conforme o local comprometido: foliculite (folículo piloso). em geral estafilococo ou estreptococo que entram em locais com solução de continuidade na pele. Herpes simples Infecção viral pode ser extragenital (tipo I) e genital (tipo II) Herpes zoster Infecção viral que em geral acompanha o trajeto de nervos. Caracateriza-se pelo aparecimento de manchas claras ou escuras descamativas no tronco. de 30 a 50% é muito grave e se ocupa entre 15 a 30% é grave. celulite (tela subcutânea). 184 . O local mais característico é eponíquio das unhas.Região anterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior da cabeça e do pescoço = 10. Apresenta manchas descoradas com distúrbio de sensibilidade. A erisipela provocada pelo estreptococo beta hemolítico é de maior gravidade. os lepromas sobretudo na face (face leonina). inpetigo (epiderme). Pediculose Infecção da pele recoberta de pêlos causada pelo parasita hematófago Pediculus humanus. Hanseníase É causada pelo Mycobacterium leprae que atinge pele e nervos. Distúrbios cutâneos de natureza infecciosa Acne (espinha) É a inflamação do folículo piloso. o prognóstico é gravíssimo. áreas descoradas com eritemas nas bordas. Ptiríase versicolor Infecção causada pelo fungo pityrosporum ovale. cortes. Piodermites Infecção bacteriana. Candidíase É uma infecção cutânea causada pelo fungo Candida.5% Região posterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior do tórax e do abdome = 16% Região posterior do membro superior direito = 4. Escabiose A sarna é uma infecção da pele produzida pelo ácaro ( sarcoptes scabiei). picadas etc.5% Região posterior do membro inferior direito = 7% Quando a extensão da área de pele apresenta queimaduras que supere 50% da superfície corporal. Fatores hormonais também estão envolvidos. ou piolho. Casos mais acentuados podem apresentar tumefações.

hormonais. Podem ser congênitos ou adquiridos. Com maior freqüência localiza-se na cabeça e no pescoço. Em geral resultam de traumatismos. Mas pápulas e escamações pelo corpo podem aparecer. Carcinoma basocelular Tumor maligno mais freqüente que tem origem na camada basal da epiderme. porém as mais características são hiperpigmentações na face lembrando as asas de uma borboleta. Evolui em surtos sobretudo fundo emocional. mudanças de clima ou em reação a certos medicamentos. fatores hereditários. imunológicos ou nervosos Ictiose O comprometimento na queratinização da pele resulta em pele áspera lelbrando escamas de peixe daí o nome. Lupus eritematoso Apresenta-se polimórfico quanto às lesões cutâneas. Carcinoma epidermóide É um tumor maligno cuja origem procede dos queratinócitos da epiderme.Tinha Infecção causada por fungos do tipo dermatófitos com formação de manchas avermelhadas e escamosas procipalmente na periferia. Verrugas Pápulas endurecidas provocadas por vírus. De acordo com o local em que se encontram temos: tinea capitis. queimaduras. Pênfigo Moléstias caracterizadas pelo aparecimento de bolhas na pele e nas mucosas. joelhos e couro cabeludo. Vitiligo Distúrbio caracterizado pela descoloração da pele em placas. A exposição ao sol é um fator importante. geralmente bilateral de causa desconhecida. arredondadas. 185 . cicatrizes por infecções. tinea pedis ou pé de atleta ou frieira ou pelo corpo. Psoríase Apresenta placas avermelhadas. A exposição ao sol é importante fator. com escamas comuns nos cotovelos. Tumores Angiomas São aglomerados extensos de vasos sanguíneos formando tumores de evolução benigna. Distúrbios imunológicos ou de causa desconhecida Alopecia É a perda de pêlo.

fatores imunológicos.Melanoma Tumor de origem pigmentar dos melanócitos e portanto hiperpigmentado. alimentos. Glândulas sem ducto São glândulas que produzem substâncias químicas chamadas hormônios que são lançadas na corrente sangüínea já que não possuem ductos e por isso são também chamadas de glândulas sangüíneas. Nevo pigmentar A hiperpigmentação da pele pode dever-se ao aumento da quantidade de melanina ou do número de melanócitos.Cefálicas 2 . Urticária Reação inflamatória com vergões ou vermelhões com prurido. SISTEMA ENDÓCRINO Prof. em geral alérgica. Outras causas Dermatite seborréica É o processo inflamatório da derme mais comum em locais com grande quantidade de glândulas sebáceas.Cervicais hipófise e glândula pineal tireóide e paratireóides 186 . causada por agentes irritantes. fatores emocionais. Eczema Lesão cutânea. principalmente no couro cabeludo. Conhecida por caspa. térmicos etc. Essa integração não se faz através de estruturas anatômicas dispersas no interior do corpo como ocorre com os outros dois sistemas mas através dos hormônios produzidos pelas glândulas endócrinas ou sem ducto que se difundem pelo organismo promovendo a integração. Cisto sebáceo Glândulas sebáceas encapsuladas obstruídas e dilatadas pela retenção do sebo. roupas. em geral por medicamentos. Dr. cosméticos. Nader Wafae O sistema endócrino é um dos três sistemas de integração do nosso organismo juntamente com os sistemas nervoso e circulatório. Altamente metastático. Classificação: Apesar de terem surgido vários critérios para classificá-las todos os critérios apresentam vantagens e desvantagens por isso em anatomia adotamos a classificação pela localização em que as glândulas se encontram: 1 . Os locais mais freqüentes são dorso e pernas.

diminuição de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao nanismo hipofisário. Sua produção é regulada por hormônios liberadores e inibidores do hipotálamo e pelos hormônios sexuais Tireotrófico estimula a glândula tireóide a produzir seus hormônios. Nos homens estimula a produção de testosterona pela células intersticiais..Pélvicas - timo e coração pâncreas. Folículo estimulante (FSH) atua sobre o ovário promovendo o desenvolvimento do folículo ovariano e nos homens a produção de espermatozóide. sua produção é regulada pela própria tireóide em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo. rins ovários. que conduz a produção de progesterona. Adrenocorticotrófico estimula a supra-renal a produzir seus hormônios. Assim sendo. promovendo o crescimento em estatura.3 . situada no hipotálamo. A hipófise anterior ou adenohipófise origina-se embriologicamente da parte superior da boca e sobe durante seu desenvolvimento. sua produção é regulada pela própria supra-renal em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo.Cefálicas: Hipófise.Abdominais 5 . supra-renais. regulado pelo hipotálamo Distúrbios hormonais: excesso de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao gigantismo. Prolatina. Hipófise intermediária Desenvolvida em outras categorias de animais produz a Intermedina que atua nos melanóforos estimulando a produção e deposição de pigmentos cutâneos (sem atividade de importância no ser humano) Hipófise posterior ou neurohipófise é de origem hipotalâmica descendo até a sela turca para se unir à adenohipófise Hormônios produzidos 187 . vamos expor os lobos anterior e posterior. Luteinizante atua sobre o ovário provocando a ovulação e estimula a formação do corpo amarelo. testículos e placenta 1. sua produção é regulada por mecanismo de retroalimentação de hormônios sexuais. na fossa hipofisial da sela turca do osso esfenóide é formada por 3 partes das quais a segunda parte é insipiente no ser humano. se o excesso de hormônio é produzido após a fase de crescimento gera a acromegalia em que as partes moles das extremidades aumenta consideravelmente. em direção à sela turca para se juntar à hipófise posterior que é de origem neurológica hipotalâmica. escurecimento da pele. órgãos digestórios.Torácicas 4 . Hormônios produzidos: Somatotrófico (do crescimento) estimula o aumento da cartilagem nas lâminas epifisiais dos ossos longos e sua transformação em osso. estimula a produção de leite pela glândula mamária para a amamentação Hormônio estimulante do melanócito.

infertilidade (Mixedema).Cervicais Tireóide situada por diante da laringe e primeiros anéis traqueais tem dois lobos laterais unidos por um istmo. Ação: é inversa do paratormônio. quando a deficiência é congênita constitui o cretinismo O aumento da glândula tireóide por falta de iodo na alimentação constitui o bócio (papeira). Glândula pineal. A produção do seu hormônio melatonina é regulada pelo hipotálamo e tem atuação importante no ciclo circadiano (dia/noie) e sua produção aumenta à noite. atrás das extremidades dos lobos da glândula tireóide. gorduras e proteínas. doença de Hashimoto . a produção de ambos é regulada pelo hipotálamo. 188 . Paratireóides são 4 glândulas muito pequenas (5 a 7 mm) situadas. Controle de produção: pelo nível de cálcio no sangue.produzida pelas células c da tiróide. triiodotironina (T3) e calcitonina. O hormônio antidiurético atua nos túbulos do rim promovendo a reabsorção de sódio e de água A ocitocina atua promovendo a contração uterina e a liberação de leite pela glândula mamária. situada no epitálamo. A tiroxina e a triiodotironina melhoram o metabolismo celular aumentando a oferta de oxigênio às células.interfere no crescimento e no metabolismo de hidratos de carbono. Produz os hormônios: Tiroxina (T4). Regulação pela hipófise Calcitonina . Também é atribuída à glândula pineal ação na maturação sexual que ocorre na puberdade. sudorese. acima e atrás do tálamo tem aproximadamente 1 cm de comprimento. fadiga. em geral. emagrecimento. tremores.Antidiurético e ocitocina são produzidos no hipotálamo e armazenados na neurohipófise conduzidos através do infundíbulo por axônios de células nervosas. Este aumento pode ocorrer com hipertireoidismo. A produção insuficiente do hormônio constitui o hipotireoidismo. inibe a liberação do cálcio pelos ossos e estimula a excreção do cálcio pela urina. 2 . a síntese protéica . hipertensão arterial. Os autores ainda não são concordantes quanto a um terceiro hormônio produzido pelo hipotálamo a vasopressina para uns seria a mesma ocitocina para outros um hormônio a parte que provocaria vasoconstrição e aumento da pressão arterial Distúrbios hormonais A diminuição de hormônio antidiurético leva ao diabetes insipidus com eliminação exagerada de urina e sede excessiva. cujos principais sintomas são: nervosismo. hipotireodismo ou ate normotireoidismo. taquicardia e exoftalmia. aumenta a atividade do sistema circulatório.obesidade. O aumento da glândula ocorre para garantir maior captação de iodo. excesso do hormônio leva à hipocalcemia Distúrbio hormonal: A produção de hormônio em excesso constitui o hipertireoidismo ou doença de Graves Basedow.

principalmente hipertensão e taquicardia. Supra-renal. O tumor desta região da glândula chama. O controle é feito pela quantidade de glicose no sangue.Torácicas Timo: formado por dois lobos situado no mediastino superior acima do coração Ação . favorecendo a deposição de glicogênio no fígado e nos músculos. sonolência. se esta aumenta também aumenta insulina. apresenta duas partes distintas: medula e córtex. O pâncreas é uma glândula mista é endócrina porque as células das ilhotas pancreáticas produzem insulina (células beta) e glucagon (células alfa) e é exócrina por sua secreção externa (suco pancreático) sua anatomia já foi estudada no sistema digestório. calculose renal. Distúrbios hormonais: Excesso de paratormônio conduz a hipercalcemia. fraturas A produção insuficiente do hormônio leva a sintomas decorrentes de hipocalcemia. glicosúria. A insulina regula o metabolismo dos hidratos de carbono controlando a quantidade de glicose no sangue não permitindo a sua elevação. situada sobre o rim. palidez.Abdominais Pâncreas. forma piramidal. Secreta um hormônio timosina cuja atuação não está ainda bem esclarecida. Medula: produz adrenalina e os seus efeitos são os mesmos decorrentes da via eferente simpática do sistema nervoso autônomo. é uma glândula par. 3 . em conseqüência interfere na diminuição do volume sangüíneo e da pressão arterial. osteoporose.se feocromocitoma. oxidando o excesso de glicose. cãibras. hipotensão. estimulando sua excreção pelo rim. 4 . hipofosfatemia. 189 . contraturas musculares. vasculares e do nervos A produção excessiva do hormônio corresponde ao hiperinsulinismo levando ao quadro de hipoglicemia: sudorese. tremores. alterações metabólicas. O glucagon produz efeitos contrários ao da insulina. regride quando o indivíduo atinge a puberdade sua ação principal é na defesa imunológica do sistema linfático.maturação sexual. aumenta a glicose no sangue e diminui o glicogênio no fígado.O hormônio produzido por elas chama-se paratormônio ou hormônio da paratireóide sua ação consiste em controlar e manter o nível da quantidade de cálcio no sangue O controle de produção é feito pelo nível de cálcio no sangue. aumento da reabsorção óssea. mas parece estimular a produção de linfócitos T Coração: Os átrios do coração produzem o hormônio natriurético que atua no metabolismo do sódio. Distúrbios hormonais A diminuição da produção de insulina constitui o diabetes melitus que caracteriza-se pela hiperglicemia. tetania.

diminuição da massa muscular. produz a gastrina que estimula as células parietais do estômago a secretarem ácido clorídrico. apatia. face de "lua cheia". Esse hormônio carregado pela corrente sangüínea chega à vesícula biliar estimulando sua contração para provocar a liberação de bile. diminui as proteínas. Renina. maturação da mucosa uterina. Estômago.Mineralocorticóides (zona glomerulosa). vômitos. b. acne. produz transtornos psíquicos mas é um importante antiinflamatório c. o seu excesso produz características masculinizantes. Intestino delgado. Relaxina: durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve controle: mecanismo de feedback entre os hormônios ovarianos e os hormônios hipofisários. Progesterona: preparação para a gestação. produz a secretina que estimula a secreção de água e bicarbonato no suco pancreático e a motolina que estimula a mobilidade intestinal. controle: ACTH e quantidade de glicocorticóide Distúrbio hormonal Excesso de hormônio. próximo ao glomérulo renal está o aparelho justaglomerular cujas células avaliam a pressão sangüínea de filtração. fasciculada e glomerulosa. primeira parte do intestino delgado produz a colecistoquinina.Pélvicas: Ovário: Estrógeno: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários femininos e pela reconstrução da mucosa uterina perdida durante a menstruação. da interna para a externa reticulada. edema hipertensão arterial. Rim: anatomia estudada em sistema urinário. Testículo: 190 . emagrecimento. Com esta glândula produz três tipos de hormônios. Eritropoetina. doença de Addison: cansaço. alterações psíquicas. doença de Cushing: obesidade. Diminuição de hormônio. estimula a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea.Sexuais (zona reticulada) principalmente testosterona. cuja liberação é estimulada pela presença de gordura no duodeno. aumenta a glicemia. tudo indica que cada camada produz um tipo. o hormônio mais representativo deste tipo é a aldosterona que atua no metabolismo eletrolítico reabsorvendo sódio e em conseqüência água no rim e eliminando potássio. Há autores que acham que simplesmente se tratam de faixas de desenvolvimento. fraqueza. anorexia.Córtex: constituída por três subcamadas. caso esta esteja baixa o rim libera renina para aumentá-la e melhorar a filtração. a. hipotensão e hiperpigmentação da pele Órgãos Digestórios Duodeno.Glicocorticóides (zona fasciculada) o hormônio mais representativo é a hidrocortisona que atua no metabolismo dos hidratos de carbono. 5.

Hipófise 2. ou tireoidites.Pâncreas 8. Placenta Hormônios: estrógenos. 191 .Glândula paratireóide 5. Em conseqüência também ficam comprometidas às funções das glândulas integradas à hipófise: supra-renal. controle: mecanismo de feedback entre a testosterona e os hormônios hipofisários. partos com hemorragias graves ou choque e conseqüente infarto ou irrigação deficiente da hipófise.Testosterona: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. auto-agressão do sistema imunológico ou então: bócio multinodular hiperfuncionante. Hipopituitarismo É a produção insuficiente de hormônios hipofisários.Átrio direito do coração 6. progesterona e uma série de hormônios semelhantes aos da adenohipófise: gonadotrofinas coriônicas.Glândula pineal 3.Supra-renal 10.Glândula tireóide 4. tumores. Tireóide Hipertireoidismo É a doença provocada pelo aumento de hormônios tireoidianos .Testículo 13.Rim 11. A estatura é anormalmente baixa e o fácies é característico. adenomas. tireóide. Roteiro Prático: Identificar as glândulas endócrinas: 1. atua na espermatogênese e na ereção. doenas consumptivas crônicas. gônadas e dependendo da idade também o crescimento. É o que ocorre na síndrome de Sheehan.Placenta Patologias do Sistema endócrino Hipófise Nanismo hipofisário É a carência de hormônio do crescimento motivada por distúrbio hipofisário levando ao atraso de crescimento na infância de etiologia congênita ou adquirida.Duodeno e alças intestinais 9. Na maioria das vezes deve-se à doença de Graves.Ovário 12. O hipopituitarismo também pode ocorrer em casos de anorexia nervosa.Timo 7. trauma craniano e radiações.

doença de Addison – destruição da glândula de causa infecciosa. são decorrentes da hipertensão arterial: dor de cabeça. disfunção intestinal. No quadro clínico: aumento da glândula. O sintomas são característicos da via eferente simpática: taquicardia e aumento da pressão arterial resistente aos medicamentos. fraqueza. Os casos mais graves constituem o mixedema com fácies característico. taquicardia. como na síndrome de Conn tumor de células produtoras de aldosterona. distúrbios menstruais e mentais. No quadro clínico observa-se: obesidade.arritmia cardíaca. na hiperplasia ou no carcinoma de supra-renal. Tireoidite É a inflamação da glândula tireóide. emagrecimento. demais sintomas dependem da causa. É secundário quando a causa não é na glândula supra-renal como no aumento da produção de renina desencadeando o processo: renina-angiotensina-aldosterona. em geral. bacteriana. sudorese excessiva. Supra-renal Feocromocitoma É o tumor da medula da supra-renal elevando a produção adrenalina em níveis altos. A mais freqüente é a de Hashimoto de causa auto-imune (auto-agressão imunológica). hipoplasia ou desenvolvimento deficiente. transtornos emocionais. aumento da língua. fraqueza. Insuficiência supra-renal É a produção insuficiente de hormônios pelo córtex supra-renal. Pode ser primário quando se refere ao funcionamento da própria tireóide.Os sintomas característicos dependem do aumento da atividade metabólica. e secundário quando a causa situa-se na hipófise. Outras tireoidites são de Reidel com fibrose da glândula. O quadro clínico é de hipertensão arterial. tremores e exoftalmia (protusão dos olhos empurrado pelo corpo adiposo da órbita). arritmias cardíacas. aumento do apetite. bradicardia. Os sintomas. Hiperaldosteronismo É o aumento na produção de aldosterona pela supra renal. atraso mental. Tratamentos prolongados cor corticóide podem provocar insuficiência suprareal funcional. bócio (aumento da glândula). hemorragia ou neoplasia. tratamentos com substância radiativas. palpitações. pele seca. auto-imune (autoagressão pelo sistema imunológico). 192 . aumento do número de defecações. deficiência de iodo na alimentação ou então congênito (cretinismo) neste há comprometimento da estatura e retardo mental. a diminuição de potássio pode acarretar distúrbios musculares e. Hipotireoidismo É a produção insuficiente de hormônios pela tireóide. Pode ser primário nas doenças da glândula supra-renal. inchaços. Ocorre nas ressecções cirúrgicas da glândula. sensibilidade ao frio. do consumo de oxigênio e maior atividade do sistema nervoso simpático: nervosismo. á vírus (Quervain) e pós-parto. hipotensão. tireoidite auto-imune de Hashimoto.

prejudicial à saúde. No quadro clínico observa-se: obesidade. cansaço. O critério de sua determinação é variável. hipertensão arterial. em geral. vômitos. edema. Fatores genéticos. Resulta do desequilíbrio entre as calorias ingeridas e consumidas. provocada por tumor da glândula. hirsutismo. Hipoparatireoidismo É a secreção insuficiente do paratormônio e conseqüente hipocalcemia isto é a diminuição do cálcio plasmático. hiperpigmentação da pele. hipertensão arterial. convulsões e espasmo de glote. osteoporose. Pode aparecer também nos tratamentos prolongados com corticóides. fácies característica de lua cheia. Paratireóide Hiperparatireodismo É o aumento da secreção do paratormônio pelas paratireóides causado por adenoma da ou hiperplasia paratireóidea. hipoglicemia. hipotensão.8 Kg/m2 . São característicos: o sinal de Chvostek. sedentarismo. estrias. emagrecimento. náuseas. contrações dos músculos da expressão facial pelo estímulo do nervo facial. Quando desencadeada pelo hormônio adrenocorticotrófico chama-se doença de Cushing. digestório. desproteinemia. falta de apetite (anorexia). espinhas. infarto do miocárdio. O quadro clínico é uma decorrência do aumento do cálcio no sangue – hipercalcemia provocando alterações nos sistemas: esquelético. vitiligo (manchas hipocrômicas). ocorre após cirurgia em paratireóides ou na tireóide. etc. SOALHO DA PELVE 193 . muscular e nervoso. massa corporal superior a 27. câimbras. arterioesclerose. O quadro clínico decorre da hipocalcemia: parestesias. sinal de Trousseau.No quadro clínico observa-se: muita fraqueza. ou 20% a 25% acima do peso médio esperado. Outros Obesidade Acúmulo excessivo ou anormal de gordura no corpo. Síndrome de Cushing É a produção excessiva de glicorticóides pelo córtex supra-renal. Preocupante é sua associação diabete mellitus. espasmos musculares e tetania (contrações e espasmos musculares generalizados). Nos casos graves alem da tetania. contrações dos do carpo ao pressionar o manguito do aparelho de pressão. renal. distúrbios no centro hipotalâmico do apetite ou no dispêndio de energia metabólico.

apenas músculos e fáscias sendo formado pelo peritônio. divide-se em dois triângulos.Prof.fáscia superior do diafragma urogenital A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima. pelo diafragma da pelve e pelo períneo. isquiocavernoso e transverso superficial do períneo.pele 2.espaço profundo do períneo onde se encontram os músculos transverso profundo do períneo e esfíncter externo da uretra 7. 3.fáscia superficial (tecido subcutâneo) 3 .músculos: levantador do ânus e isquiococcígeo. O diafragma da pelve é formado de cima para baixo por: 1 .fáscia profunda do períneo 4. 3 . 194 . 2 . Região anal é formado por: 1 . retouterino e transverso do colo que prendem o colo do útero às paredes da pelve. O soalho da pelve não possui esqueleto ósseo. Nader Wafae A pelve apresenta 2 paredes ântero-laterais (ossos do quadril.fáscia inferior do diafragma da pelve também derivada da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por baixo. Não tendo estruturas ósseas de sustentação. O diafragma ou região urogenital é formado por: 1.fossa isquioanal cheia de gordura e músculo esfíncter externo do ânus A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima. ramo do plexo sacral. ligamentos sacrotuberal e sacroespinal) e um soalho. o anterior é a região ou diafragma urogenital e o posterior é a região anal. uma parede posterior (sacro. A inervação dessa região tanto motora para os músculos como sensitiva para a pele depende principalmente do nervo pudendo.espaço superficial do períneo onde se encontram os músculos: bulboesponjoso.pele 2 . formado pelo entrecruzamento das fáscias.fáscia superior do diafragma da pelve que deriva da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por cima. Dr.fáscia inferior do diafragma urogenital 6. iliococcígeo e pubococcígeo 4 . O músculo levantador do ânus é formado por 3 fascículos: puborretal.fáscia superficial do períneo que é a tela subcutânea. dos ligamentos e dos músculos que compõem o soalho da pelve. O períneo é uma região em forma de losango que se estende da sínfise púbica aos túberes isquiáticos de cada lado e daí ao cóccix. A resistência desse soalho deve-se a uma estrutura que fica no centro do soalho e que serve de ponto de apoio e de sustentação de todas essas camadas é o corpo do períneo. 5. músculo obturador interno).fáscia visceral que deriva do tecido extraperitoneal e que forma os ligamentos pubocervical. mesmo assim esse soalho suporta toda a pressão da cavidade abdómino-pélvica.

perineal e dorsal do clitóris. Diâmetro conjugado obstétrico – 11. Diâmetro anatômico conjugado verdadeiro É a distância da margem superior da sínfise púbica ao centro do promontório Diâmetro tranverso – 13.Músculo bulboesponjoso 4.formado pelas raízes de S2. Diâmetro interespinoso É a distância entre as duas espinhas isquiádicas.5 cm É a maior distância entre as linhas terminais.Corpo do períneo 195 . Diâmetro oblíquo É a distância da articulação sacroilíca de um lado à eminência iliopúbica do outro lado.Músculo levantador do ânus 2.5 cm É a distância do ponto mais saliente e posterior da sínfise púbica ao centro do promontório. Vejamos as mais conhecidas: Diâmetro diagonal – 12. S4 que passa por trás da espinha isquiática (ponto de referência para anestesiá-lo durante o trabalho de parto) e a seguir entra no períneo emitindo os ramos retal inferior.Espinha isquiática 8.Músculo isquiocavernoso 5. Roteiro Prático de soalho da pelve 1.Nervo pudendo 9. Pelvimetria O conhecimento de algumas medidas da pelve óssea tem importante aplicação em obstetrícia se considerarmos que durante o trabalho de parto a cabeça do feto deve se ajustar a essas medidas.Fossa isquioanal 7.Músculo transverso superficial do períneo 6.5 cm É a distância da margem inferior da sínfise púbica ao promontório que é o ponto mais saliente da articulação sacrolombar em geral a extremidade anterior da primeira vértebra sacral.Músculo isquiococcígeo 3. S3.