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Anatomia Sistêmica

2009

Atualizada, revista e ampliada

Professor Dr. Nader Wafae Titular de Anatomia Descritiva e Topográfica por Concurso Público Especialista pela Escola Paulista de Medicina Doutor pela Escola Paulista de Medicina Livre Docente Pela Universidade Federal de São Paulo

Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. Nader Wafae. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor.

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Índice Orientações sobre o Curso de Anatomia. Bibliografia. Normas. Introdução ao Estudo da Anatomia Descritiva: conceito, divisão, métodos de estudo, posição anatômica, terminologia anatômica, planos e eixos. Tipos Constitucionais. Normal e Variação. Fatores Gerais de Variações Princípios Gerais de Construção do Corpo Humano História da Anatomia Aparelho Locomotor: Sistema ósseo Aparelho Locomotor: Sistema Articular Aparelho Locomotor: Sistema Muscular Sistema Circulatório: Funções. Composição. Circulações Sistema Circulatório: Coração Sistema Circulatório: Artérias Sistema Circulatório: Veias Sistema Circulatório: Linfáticos Sistema Circulatório: Vascularização do Coração Sistema Circulatório: Complexo Estimulante Sistema Circulatório: Fatores Biodinâmicos das Circulações Venosa e Linfática Sistema Respiratório Sistema Respiratório: Mecânica Respiratória Sistema Digestório Sistema Digestório: Glândulas anexas Peritônio Sistema Urinário Sistema Genital Feminino Glândula mamária Sistema Genital Masculino Bulbo do olho Orelhas Tegumento Comum Sistema Endócrino Soalho da pelve

3 5 9 10 11 15 38 45 74 75 83 95 106 110 112 115 125 134 138 145 148 156 161 166 167 174 177 181 186 194

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ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A DISCIPLINA DE ANATOMIA Normas Avental Nas aulas práticas de laboratório é obrigatório o uso de avental, branco, longo, manga comprida. Esta exigência longe de ser autoritária é uma providência primordial de higiene, limpeza, prevenção e de proteção a saúde do aluno e de seus familiares. A sua utilidade é tão grande que caracteriza a figura do médico. Respeito para com as peças de estudo Nossas peças de laboratório, em sua grande maioria, são de seres humanos que em vida, muitas vezes, apresentaram incertezas, indefinições, infortúnios e até mesmo se tornaram um ônus para a sociedade, mas ao morrerem e seus corpos serem utilizados para estudo se redimiram totalmente da indigência oferecendo-se para a nobre missão de salvar outras vidas através do ensino e da pesquisa, são dignos, portanto, de todo o nosso respeito e nossa gratidão. Segundo o professor Renato Locchi, “A anatomia é uma disciplina informativa na medida que fornece novos conhecimentos que serão de essencial aplicação na atividade profissional. É normativa na medida que impõe a disciplina de estudo e a metodologia e precisão de linguagem. É principalmente estético-moral, pela natureza do material de estudo, o cadáver. Essencialmente, porém, lição de ética e de humildade.” Inicia, assim, desde o primeiro ano o respeito pelo ser humano que deverá caracterizar as atitudes do médico. Desta forma, não será admitido qualquer tipo de atitude de desrespeito com material humano de estudo. Luva cirúrgica Embora nosso material não ofereça risco evidente de contaminação é importante que o aluno manuseie as peças com luvas cirúrgicas principalmente para proteger suas mãos da ação de substâncias químicas. Atualmente, estão disponíveis no mercado as luvas descartáveis para procedimentos acondicionadas em caixas. Manuseio das peças Preserve as peças anatômicas com muito cuidado, já que, por serem humanas são difíceis de obter e renovar. A qualidade do nosso ensino depende do cuidado que você tiver ao estudar nessas peças. Não arranque, não puxe, não fure. Preserve-as. Gerais Por determinação da justiça não é permitido levar material cadavérico (ossos, órgãos, etc.) para estudo fora do laboratório da Faculdade (residência, biblioteca, etc.) os infratores estão sujeitos às penas da lei. Da mesma forma não é permitido fotografar ou filmar as peças a não ser para trabalhos científicos ou preparação de aulas.

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Anatomia Humana. Gray’s Atlas de Anatomia – Elsevier. Guanabara Koogan.Netter. Atlas de anatomia humana.Putz R. K.Moore. Yokochi. Não serão possíveis correções posteriores. H. Livro texto 1.2ª ed. Atlas Fotográfico de Anatomia Sistêmica e Regional. esteja absolutamente convicto de ter respondido a chamada ou assinado a lista de presença no mesmo período em que é feita ou passada.Van de Graaff. Ed Manole. 2003. C. 3. Nader Wafae.M.Fleckenstein P. 5. E. Sobotta Atlas de Aanatomia Humana – 22ª ed. Pabst R. Anatomia em Diagnóstico por imagem.Tillmann B.Atheneu 2. .Rohen. Anatomia Humana.. Neuroanatomy – 3ª ed . 6ª ed. Guanabara Koogan Neuroanatomia 1. (e aulas teórico-práticas se o professor estiver expondo matéria) e nas provas os proprietários de telefones celulares são obrigados a desligar seus aparelhos para não perturbar a aula.D. . Atlas de Anatomia Humana.Mc Graw Hill. 2006. Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. 4 . 2. A presença do aluno às aulas práticas é registrada em todos os dias do curso. Editora manole 1ª Ed. 6ª ed. e em respeito ao professor.Drake RL. . Neuroanatomia funcional .Telefones celulares durante as aulas Durante as aulas teóricas. J. L & Dalley.Jensen J.Machado. F.4ª ed. W. N. K. Editora Manole. 2ª ed. Editora Artes Médicas 4.Anatomia Orientada para a Clínica . Bibliografia Atlas 1. A. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor. 2006. Anatomia da imagem 1. Vogl AW e outros. A. Lütjen-Drecoll. Tranum.Martin J. 2.. H. Editora Manole.

É importante no exame físico do paciente e na cirurgia.cortar.  Imagem .significa em partes e tome quer dizer . o Etimologia A palavra Anatomia é de origem grega.  Pediátrica . a inspeção. pescoço. radiografia. artérias.estuda uma mesma estrutura em diferentes espécies animais. desenvolvimento e vários aspectos funcionais do ser organizado. palpação e ausculta para a anatomia de superfície. tomada de pressão arterial e pulsação. mamífero etc.  Sistêmica ou descritiva . É importante no exame físico do paciente. mesmo que pertencentes a sistemas diferentes.  Topográfica ou regional . sob vários enfoques e com a utilização de vários métodos de estudo. Nader Wafae Anatomia Conceito É a ciência que estuda a constituição.em partes e secare . filmes radiográficos. ex. as peças 5 .estuda as estruturas que contribuem para uma função comum e que são reunidas em sistemas ex. sistema circulatório (coração. Para conservar e evitar a decomposição. É importante no diagnostico de enfermidades.estuda as estruturas próximas situadas numa determinada região do corpo. comparar o coração de peixe.  Mais recentemente estão se desenvolvendo a anatomia em cortes subsídio para tomografias e para ressonância magnética e anatomia geriátrica Métodos de estudo Cada uma dessas divisões utiliza. originaram-se as várias divisões da anatomia. atualmente anatomia é o nome da ciência e dissecar o seu principal método de estudo.procura identificar as estruturas anatômicas através da pele.  De superfície .estuda as particularidades das estruturas no corpo de crianças. batráquio. tomográficos e de ressonância magnética na anatomia da imagem. o correspondente em latim é dissecar na qual dis . ex. veias e linfáticos). Assim sendo. métodos de estudo próprios orientados para a sua especialidade. Importante em pediatria e cirurgia pediátrica. ana . comumente. enfim tem enorme aplicação para todos os profissionais que trabalham em saúde. Importante para a genética e embriologia.  Comparada . aplicação de injeções. Divisão O ser organizado pode ser estudado de várias maneiras. ultra-sonografia. assim temos a dissecação para a anatomia topográfica. a conformação. ex.cortar.estuda as estruturas através de suas imagens projetadas por meios físicos. e peças isoladas de diferentes espécies animais na anatomia comparada. Em tempos passados anatomizar e dissecar eram sinônimos.INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA DESCRITIVA Professor Dr.

a anatomia é uma ciência normativa isto é. As vezes. pelos meios de transporte. e dos intercâmbios entre as Escolas Anatômicas. pela lentidão dos meios de transporte e pelas diferenças de idiomas. a terminologia anatômica. Posição anatômica Por convenção é a posição em que se coloca o corpo humano com a finalidade de padronizar as descrições a terminologia e as relações de suas estruturas. em cortes. Desta forma. pela diversidade de línguas iam sendo superados através do progresso tecnológico. palmas das mãos voltadas para frente. a dissecação. Nas radiografias podemos utilizar meios de contraste para expor órgãos com densidades semelhantes. A primeira tentativa concreta de simplificação da nomenclatura ocorreu em 1895. determina normas que devem ser seguidas pelos profissionais da área da saúde para que haja uma padronização universal de comunicação e de descrições. o mesmo ocorria em outra cidade a respeito da mesma estrutura. pelas distâncias que os separavam. que existiam 50. determinadas estruturas recebiam nomes e descrições diferentes nas diferentes escolas anatômicas da época.000 estruturas do corpo humano (cada estrutura tinha em média 10 nomes).anatômicas são fixadas em formol e conservadas em formol e fenol ou em glicerina e para facilitar o estudo podemos injetar as estruturas tubulares como artérias e veias com substâncias plásticas coloridas. Nas peças de sistema nervoso.000 nomes para designar apenas as 5. Mas o principal método de estudo em anatomia é sem dúvida. as comunicações entre os pesquisadores eram difíceis. no final do século XIX.Suíça. olhar no horizonte. e os planos e eixos do corpo humano. membros superiores pendentes lateralmente ao corpo. temos: a posição anatômica. A medida que as dificuldades de comunicações representadas pelas distâncias. membros inferiores justapostos com os calcanhares ligeiramente afastados e os dedos dos pés para frente. cabeça voltada para frente. Assim sendo. Normas de padronização para estudo e descrições do corpo humano. das publicações científicas. Terminologia anatômica É uma tendência natural do ser humano dar nomes as coisas para facilitar a comunicação entre as pessoas. durante o encontro de anatomistas de vários países europeus na cidade da Basiléia . Como em determinado momento histórico a anatomia se desenvolveu em centros universitários situados em cidades isoladas umas das outras. a escola anatômica de uma localidade homenageava um eminente anatomista dando seu nome a uma estrutura julgando que ele tinha sido o primeiro a descrevê-la e no entanto. Lançada pelos alemães esse esforço de unificação se foi bem sucedido em países de influência 6 . usamos métodos de coloração que mostram as diferenças entre substância branca e substância cinzenta. dos Congressos. Indivíduo ereto. A relação que resultou dessa reunião chamou-se Basle Nomina Anatomica mais conhecida por BNA. constatou-se. Como já foi exposto.

3) Plano superior: é horizontal passando rente ao couro cabeludo.científica alemã. também chamado dorsal ou frontal posterior. além da posição anatômica e da terminologia anatômica foram traçados planos e eixos convencionais ao longo do corpo humano que permitiram essa importante uniformidade descritiva. pelos locais de fixação (coracobraquial). Ela foi ratificada na cidade de São Paulo em 1997 pela Comissão Federativa da Terminologia Anatômica.adotar nomes semelhantes para estruturas vizinhas. 4) Plano inferior: é horizontal passando pela planta do pé. Finalmente a reunião decisiva e concreta realizou-se durante o VI Congresso de Anatomia na cidade de Paris em 1955 ocasião em que foi aprovada a PNA. Assim fazendo. Princípios normativos: que devem orientar a nomenclatura de cada estrutura: ter um só nome . Nova tentativa de unificação e simplificação dos termos verificou-se por iniciativa dos alemães na cidade de Yena. Nomenclatura Anatômica de Paris que apesar de algumas modificações introduzidas nos Congressos de Anatomia subseqüentes é a nomenclatura atualmente adotada universalmente. Com o corpo humano em posição anatômica. pela função (supinador. Planos e eixos do corpo humano A fim de padronizar a comunicação. flexor dos dedos). junção de critérios . estribo). também chamado podálico. Estes últimos. pelo número de partes (bíceps braquial). 2) Plano posterior: é vertical passando pelas costas do corpo. sendo que os critérios mais usados para dar nomes às estruturas foram: pela forma (deltóide. Sendo editada em língua portuguesa em 2001 e será a que adotaremos em nosso curso. Critérios históricos: a grande maioria dos termos anatômicos são de origem grega e latina. podemos imaginar o corpo humano contido no interior de um paralelepípedo ou de retângulo.. em 1933. simples e fácil de memorizar . Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos frontais ou coronais. onde tornam-se evidentes os 6 planos de referências: 1) Plano anterior: é vertical passando pela frente do corpo. 7 . tracemos planos rentes às suas superfícies em todos os seus lados. o entendimento e o aprendizado nas descrições dos órgãos e dos sistemas. Alemanha em 1935 com a Nomenclatura Anatômica de Yena (YNA).a língua oficial é o latim (a tradução é permitida) deve ser curto. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados transversais. Em 1939 com a deflagração da segunda guerra mundial o assunto foi relegado.pronador redondo). não conseguiu unanimidade entre franceses e ingleses. pela posição (subclávio). também chamado ventral ou frontal anterior. ou coronal anterior.não usar epônimos (nomes de pessoas) . lançariam uma revisão denominada Birmingham Revision (BR).mistos (função e forma . também chamado cranial. mas ainda desta vez não se conseguiu a pretendida globalização. ou coronal posterior.

5) Plano lateral direito: é vertical tangencial ao lado direito do corpo. órgão ou articulação do corpo. órgão ou articulação do corpo. Unindo-se os dois pontos que ocupam os centros de planos paralelos obtemos 3 eixos. Esses eixos podem ser transferidos para qualquer parte do corpo desde que sua orientação seja mantida. 1) Eixo sagital: é o eixo que une o centro do plano frontal anterior ao centro do plano frontal posterior. órgão ou articulação do corpo . 8 . Todos os eixos paralelos a ele são ditos longitudinais em qualquer parte. 3) Eixo transversal: é o eixo que une o centro do plano lateral direito ao centro do plano lateral esquerdo. 2) Eixo longitudinal: é o eixo que une o centro do plano transversal superior ao centro do plano transversal inferior. Termos de posição Amparados por normas anatômicas padronizadas: de posição. ou entre superior e inferior Cranial ou cefálico = mais próximo do plano transversal superior Podálico ou caudal = mais próximo do plano transversal inferior Superficial = externamente à fáscia muscular (tecido conjuntivo que envolve os músculos) ou mais próximo da superfície do corpo Profundo = internamente à fáscia muscular ou mais afastado da superfície do corpo. 6 Plano lateral esquerdo: é vertical tangencial ao lado esquerdo do corpo. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos sagitais. Todos os eixos paralelos a ele são ditos sagitais em qualquer parte. É homopolar pois em suas extremidades temos porções semelhantes do corpo. de terminologia e dos planos e eixos podemos entender os termos de posição mais usados em anatomia: Medial = mais próximo do plano sagital mediano Lateral = mais afastado do plano sagital mediano Mediano = situado ao longo do plano sagital mediano Intermédio = entre uma estrutura lateral e uma estrutura medial Superior = mais próximo do plano transversal superior Inferior = mais próximo do plano transversal inferior Anterior = mais próximo do plano frontal anterior Posterior = mais próximo do plano frontal posterior Interno = no interior de uma cavidade Externo = no exterior de uma cavidade Proximal = mais próximo da raiz (origem) do membro Distal = mais afastado da raiz (origem) do membro Médio = entre proximal e distal. O plano sagital que passa exatamente pelo meio do corpo dividindo-o em duas metades direita e esquerda chama-se plano sagital mediano. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo. Todos os eixos paralelos a ele são ditos transversais em qualquer parte.

brevilíneo e mediolíneo. resultando naquilo que denominamos de tipos constitucionais ou biótipos. durante o desenvolvimento. no conjunto tornam a vida impossível (ex. Mas a diferente disposição da tela subcutânea.  Brevilíneo: apresenta pescoço curto. anencefalia). a presença de genitais diferentes podem.  Conceito de variação: uma estrutura é considerada variação quando sua apresentação não é a mais freqüente na população mas está apta para a função. favorecer o aparecimento de variações em estruturas 9 . endócrinas e ambientais conciliando genótipos e fenótipos. Condicionadas são aquelas que aparecem influenciadas pelos fatores gerais de variação. várias e graves anomalias que.  Conceito de anomalia: é a estrutura pouco freqüente e não está apta para a função (ex. existe predominância do abdome sobre o tórax. são baixos e obesos. de causas hereditárias. As variações podem ser individuais e condicionadas. processos invasivos de diagnóstico e de tratamento. em alguns indivíduos.  Mediolíneo: características intermediárias entre os dois tipos anteriores. feixes musculares supranumerários). cirurgias. nervos) entre o pescoço e o tórax. o tamanho do tronco predomina em relação aos membros. geralmente. modificações ósseas no idoso podem contribuir para o aparecimento de variações. tórax cilíndrico. Individuais são aquelas que aparecem em determinadas pessoas não estando relacionadas com os fatores gerais que predispõem o aparecimento de variações. Fatores Gerais de Variação O aparecimento de variações (estruturas pouco freqüentes.  Idade: modificações anatômicas influenciadas pela idade. diferenças físicas em sua conformação.  Sexo: Não são consideradas as diferenças oriundas do evidente dimorfismo sexual (caracteres sexuais primários e secundários). mas aptas para a função) no ser humano é de grande aplicação na atuação profissional principalmente no exame físico dos pacientes. que passaremos a expor. ex. Pertence a outro campo de estudo chamado Teratologia. em geral. existe predominância do tórax sobre o abdome. Em geral. Conceitos de normal.  Conceito de monstruosidade: é a estrutura que apresenta. dedos e costelas supranumerários). Em geral. (ex. mas não necessariamente. o tamanho dos membros predomina em relação ao tronco. Uma estrutura é normal em anatomia quando sua apresentação é a mais freqüente e está apta para a função. variação e anomalia em anatomia  Conceito de normal: é um conceito estatístico e funcional. a presença do timo em crianças e a sua regressão nos adultos condicionam um rearranjo das estruturas (vasos. e que são 3: longilíneo. Principais características :  Longilíneo: apresenta pescoço longo. mas não necessariamente. tórax achatado ântero-posteriormente.Tipos constitucionais Os indivíduos humanos apresentam. são altos e magros.

ossos. 10 . mais saliente nos homens. fígado. aparentemente simétricas externamente mas de evidente assimetria interna. A evidente assimetria interna é comprovada pela situação do coração. Princípios gerais de construção do corpo humano Célula é a unidade anatomofuncional do ser vivo. Lado: podem aparecer diferenças de trajeto de algumas estruturas em função do lado ex. Grupo étnico: brancos. podem surgir novas adaptações anatomofuncionais. uma reunião de células semelhantes constitui um tecido.     que habitualmente são semelhantes de ambos os sexos. o conjunto de órgãos afins chama-se sistema e a reunião de sistemas afins forma um aparelho. o tubo anterior é maior contém as vísceras daí o nome paquímero ventral ou visceral. estômago em J dos longilíneos. A aparente simetria externa pode ser avaliada observando separadamente as duas metades de uma fotografia da face. pulmões. Biótipo: a forma de determinados órgãos pode estar relacionada ao biótipo ex. exemplo: a proeminência laríngea. latitude etc. altitude. pode sofrer modificações pela mudança dos hábitos alimentares. Antimeria: é o princípio pelo qual o corpo humano é constituído por duas metades chamadas antímeros. exemplos: índios. Paquimeria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído ântero-posteriormente por dois tubos contíguos chamados paquímeros. Evolução: diante de sucessivas mudanças na civilização. exemplos osteócito (célula). alimentação. o que pode condicionar diferenças em outras estruturas próximas. o nervo laríngeo recorrente no pescoço apresenta diferenças de trajeto nos dois lados. o conjunto dos ossos (sistema). a mandíbula. o tubo posterior é menor contem o sistema nervoso central daí o nome paquímero dorsal ou neural. osso (órgão). São freqüentes as publicações científicas comparando povos que vivem em regiões diferentes. o pescoço curto dos brevilíneos pode condicionar diferenças de situação e trajeto em estrutura anatômicas. Meio ambiente: clima. vértebras. tecido ósseo (tecido). negros e amarelos podem apresentar variações relacionadas ao seu grupo étnico. caucasianos. as evidentes diferenças anatômicas entre as pelves dos dois sexos podem condicionar diferenças de trajeto de nervos e de vasos. costelas. exemplo: músculo piramidal na parede abdominal é mais freqüente em brancos. a reunião de tecidos diferentes forma um órgão. a margem supra-orbital apresentou muitas diferenças. podem também ser condicionantes de variações. ex. pe. esquimós. Metameria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído pela superposição de segmentos transversais semelhantes chamados metâmeros. articulações e músculos esqueléticos (aparelho) O corpo humano apresenta alguns princípios de construção que constituem verdadeiras normas gerais observadas na formação de seus diversos componentes. colo sigmóide etc..

3. 2ª fase: História ou científica Cuja característica essencial consistia na identificação dos órgãos. devemos dividir a História da Anatomia em duas fases: 1ª fase: Pré-história.Estratificação: é o princípio de construção pelo qual o corpo humano (e seus órgãos) é constituído pela superposição de camadas de tecidos. desenvolver. b. para se defender ou atacar e para preservar o corpo após a morte utilizava-se a anatomia. para se defender dos ataques inimigos. para a qual o conhecimento da constituição do corpo do animal era importante para a caça bem sucedida.Desenhos rupestres encontrados em cavernas (Pindal -Espanha) representando o animal que deverá ser abatido para servir de alimento com flecha ou lança apontando o lugar ideal para sacrificar o animal com maior sucesso.Utilização de armaduras e escudos para proteger determinados locais do corpo considerados vitais. 2 . Estes objetivos foram comprovados por: a. História da Anatomia Prof. Nader Wafae Preliminarmente.a proteção do seu próprio corpo.Preparação de múmias na qual se indicava a retirada das vísceras para se evitar a decomposição. para relacioná-los com doenças visando o tratamento e mais tarde também para o aprimoramento do conhecimento científico. ou pré-científica ou da anatomia fortuita Nesta fase. c. Este médico reconhecia que para atender melhor os doentes necessitava conhecer a constituição do corpo humano. na preparação do corpo para a vida futura em que acreditavam.a sobrevivência através do consumo de carne animal. mas nessa fase. Iniciava-se assim o primeiro período da fase científica – o período grego . Nesse período destacaram-se: 11 . Segmentação: é o princípio observado em muitos órgãos do corpo humano pelo qual um órgão é subdivido em partes chamados segmentos dotadas de certa autonomia anatômica e funcional. Para sobreviver. inicialmente. esse processo de identificação de órgãos vitais não tinha o interesse em adquirir.religiosos. as relações ou identificações de estruturas anatômicas não visavam o conhecimento já que tinham três objetivos básicos: 1.C). As dúvidas sobre a existência de Asclépio enquanto ser humano fez com que alguns autores marcassem o início desse período pelas descrições anatômicas contidas na Ilíada de Homero (século VIII a. esclarecer ou melhorar conhecimentos.que se estenderia até a morte do imperador Alexandre Magno (323 AC). Dr. Período Grego A história da anatomia ou fase científica se inicia na Grécia com o trabalho de atendimento aos doentes desenvolvido por Asclepio no século XIV AC.

é quem denomina as valvas tricúspide e as sigmóideas. Período Alexandrino Com a morte de Alexandre Magno. a não ser um deles. Surpreendentemente. Destaca-se mais como médico do que como anatomista. O império é dividido entre seus generais que não tinham o mesmo interesse científico do imperador. fleuma (pulmões) etc. Muito mais por sua genialidade e interesse pessoal do que pelo apoio Institucional . partes do sistema digestório e do respiratório (traquéia e brônquios). o incêndio parcial da Biblioteca de Alexandria com 400. é o fundador da escola alexandrina. dando os nomes: aorta e carótida. mas ele não distinguia bem os músculos e confundia ligamentos com tendões. apenas um grande nome despontou nesse período. Este general. De 100 DC até o declínio do império romano no século V. Erasistrato (310-250) dedica-se mais a fisiologia da qual é fundador. apesar das dificuldades 12 . era uma relação de nomes de estruturas anatômicas. Empedocles (500-430 AC) relaciona os princípios da natureza: ar. zoologia e da anatomia comparada. Distingue os nervos dos tendões e dos ligamentos . A conquista do Egito pelos romanos. já conhecia os linfáticos e dos órgãos dos sentidos. estuda o coração e os grandes vasos. já conhecia algumas glândulas e estruturas do sistema nervoso. muitos aspectos do sistema vascular. Hipocrates (460-377 AC) é o pai da medicina. De fato. Nesse período destacaram-se: Herofilo (330 – 270 AC) a quem é permitido realizar a primeira dissecação em cadáver humano. a quem coube o Egito no norte da África. o general Ptolomeu.Claudio Galeno. Aristoteles (384-322 AC) criador da biologia. reformula a escola e é chamado de restaurador da anatomia. guerras e cobranças de impostos não impulsionaram a ciência. sabe diferenciar artérias das veias.Alcmeon (500 AC) – escreve a primeira obra anatômica conhecida. os imperadores romanos tendo mais interesse em conquistas. terra. água e fogo com os humores do corpo (bile (baço). Descreve grande parte do sistema nervoso central. A única nódoa e crítica que se faz a este período é a prática da vivisecção (dissecação em organismos vivos) em condenados com a justificativa de ver os órgãos em funcionamento Marino é o último nome importante deste período. Suas obras: Corpus hipocraticus e Da natureza do homem. a censura imposta. sangue (fígado). porém. amplia o conhecimento das vísceras em geral e dá o nome de duodeno à primeira porção do intestino. oferecem boa descrição dos ossos. e já demonstra um esboço da pequena circulação. como os demais cientistas da época acreditava que nas artérias circulava o ar que respiramos. demonstrou grande interesse em desenvolver a ciência e deu início ao segundo período da era científica – o período alexandrino que vai de 300 AC a 100 DC. veias pulmonares. principalmente nomes dos ossos. Período Romano Um dos períodos mais longos e mais pobres para a anatomia.000 volumes e provavelmente o desinteresse dos imperadores com a ciência fazem a Escola Anatômica de Alexandria entrar em decadência. Descreve as cavidades cardíacas. incentivador das ciências. o período grego entra em declínio.) e com doenças lançando a teoria dos humores. Especializa-se na pesquisa do sistema circulatório estudando as valvas do coração.

nuca são desse período e muitos outros que foram substituídos quando a Europa retomou o domínio do conhecimento científico. em Salermo onde Frederico II (1240) decretou que só poderiam exercer a cirurgia quem tivesse estudado anatomia. Período Árabe A queda do império romano invadido pelos bárbaros durante o século V. a ascensão do cristianismo que condenava as pesquisas sobre o corpo humano e a dispersão bárbara sem nenhum interesse científico. descreve muitas veias principalmente do encéfalo. paralisam o desenvolvimento do conhecimento anatômico . mas que se limita a retransmitir os ensinamentos de Galeno. tendões e ligamentos. e na volta à Roma. em Montpellier aonde é permitido dissecar o cadáver de um condenado. cujos ensinamentos prevaleceram por mais de 1000 anos. nas quais a associação de pesquisadores interessados e o apoio de senhores feudais da localidade possibilitavam o avanço da anatomia como. o globo ocular etc. e foram exatamente as duas realidades que ocorreram. embora o Corão também proibisse dissecação em cadáveres. por exemplo. a maior parte dos nervos periféricos já eram de seu conhecimento. escreve: Da utilidade das partes do corpo e Manipulações anatômicas. Diferencia nervos. Este anatomista reunia 3 características importantes: habilidade manual para dissecar (animais). em torno de 325 a 403 DC. o príncipe da medicina escreve Canon medicinae e acrescenta contribuições pessoais aos escritos de Galeno. Hali Abbas.enfrentadas. cujo tratado com descrições anatômicas importantes foi traduzido para o latim. cujo único erro consistia na passagem do sangue do ventrículo direito para o esquerdo. Oribase. ou em cidades como Bolonha e Pádua onde o papa Sisto IV permitia dissecações desde que tivessem autorização para tanto. então. Avicenas (980-1037) é o grande nome desse período. Nascido na Ásia menor (129-201 DC) demonstrou interesse pessoal pela anatomia e pela medicina. Período das Escolas Européias A partir do século XII a Europa começa a readquirir o domínio científico da anatomia com o aparecimento das escolas européias isoladas. os ossos do crânio. ou Clemente VII permitia a dissecação para fins de ensino da 13 . dois destinos: ou refugiar-se nos mosteiros com a simples repetição das descrições de Galeno pelos monges ou prosperar em outro continente. Com a divisão do império romano em oriental e ocidental. cefálica. interesse pela pesquisa anatômica e reconhecimento da importância do conhecimento científico. Apresenta um esboço para a pequena circulação. Destacaram-se nesse período: Rhaze em Bagdá (840-920) que escrevei a primeira obra de anatomia em árabe. destaca-se em Constantinopla. as descrições de Galeno prevaleceram por cerca de 1000 anos guardados e traduzidos nos mosteiros. esse homem torna-se um dos maiores anatomistas de todos os tempos. dedica-se bastante ao estudo do sistema nervoso. Na Europa. anualmente. nomes como veia safena. Várias obras árabes foram traduzidas para o latim. foi para a Alexandria para estagiar com os anatomistas da época. No norte da África e na Ásia a ciência se desenvolveu com os árabes a partir do século VII. Este teve. basílica.é a idade das trevas.

introduz novas técnicas de preparação de peças e de dissecação. no retorno o navio em que se encontrava afunda no Mediterrâneo e Vesalius morre. sua descrição é de cadáveres humanos. Libertados da obediência aos cânones de Galeno. Caluniosamente acusado por seus inimigos de vivissecção. Neste século grandes avanços são feitos no estudo dos linfáticos com Pecquet. Bahuin. É neste ambiente que aparece Andre Vesalius (1514-1564) anatomista nascido em Bruxelas. dá novo impulso às investigações anatômicas. e com Bartolomeu Eustáquio (1520-1574) em “ Opuscula Anatomica”. Mas em outras cidades em que a dissecação humana era condenada. Servet. Varoli. Malpighi em 1666 descobre os capilares sangüíneos. Ainda neste século começa a se desenvolver a anatomia microscópica com o aperfeiçoamento técnico do microscópio. Paré. Botal. Período da Anatomia Moderna Em 1543. outros anatomistas do mesmo período de Vesalius se aliam a este no processo de modernização é o que ocorre com Gabriel Falópio (1523-1562) em Pisa. escrevendo “Observações Anatômicas” focalizando principalmente os genitais. No entanto havia um problema ainda a ser resolvido era a influência e a servidão que os anatomistas da época ainda demonstravam ao seguirem cegamente os ensinamentos de Galeno. Aquapende. Spiegel Arancio e outros. Ainda neste século XVI aparecem outros anatomistas: Colombo. Vesalius é condenado pela inquisição a fazer uma peregrinação ao santo sepulcro em Jerusalém. Aselli. mas Professor em Pádua. Este pesquisador fora muito competente.medicina. Apesar disso. Bartholinus e mesmo com Tulp (professor flamengo imortalizado na tela de Rembrant "aula de anatomia do professor Tulp"). A descoberta da imprensa por Gutemberg também viria dar grande impulso à anatomia pela facilidade de comunicação e transmissão escrita dos conhecimentos. reformar a anatomia e tornar-se o pai da anatomia moderna através de sua coragem se inicia o período moderno da anatomia. as dificuldades enfrentadas por anatomistas eram enormes e muitos anatomistas foram condenados a morte pela Inquisição. Sylvius em Paris apesar de alquimista estimula o estudo da anatomia em cadáveres. nessas Escolas isoladas foram surgindo bons anatomistas como Leonardo da Vinci (1452-1519) em Florença cujos desenhos se aproximavam muito da realidade. Juntos formam o triunvirato reformador da Anatomia. ratificando alguns aspectos e retificando outros. várias estruturas foram desenhadas e descritas por ele ao desejar atingir a perfeição em suas obras de arte. Todos os sistemas são objetos de reformulação. 14 . No século XVII a grande contribuição é dada por Willian Harvey (1578-1657) ao descrever a circulação sangüínea em sua obra de 1628: “Exercitatio Anatomica De Motu Cordis Et sanguinis in Animalibus” embora sem conhecer os capilares sangüíneos sua descrição é correta. que iria confrontar-se com os adeptos de Galeno. Andre Vesalius publica sua obra “De Humanis Corporis Fabrica” que se transforma em importante marco de transição porque: liberta-se dos dogmas de Galeno. acima de tudo dando credibilidade à anatomia. mas havia trabalhado com a anatomia de animais e sua época já estava defasada de um milênio em termos de conhecimento científico.

Possuem duas extremidades chamadas epífises e uma parte média. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO SISTEMA ÓSSEO Prof. Divisão do esqueleto: divide-se em axial (cabeça. assistimos avanços na anatomia patológica com Morgagni. a lâmina epifisial contendo a cartilagem de crescimento. fêmur. mas como cada um dos seus sistemas apresenta atribuições específicas. Primordialmente tem por função dar conformação e sustentação ao corpo e tornar possível a locomoção. escápula. Scarpa entre outros. Henle. ex. Funções do esqueleto: proteção de órgãos (caixa craniana).No século XVIII. na fisiologia e o início da embriologia. Na Histologia temos Schwam (pai da histologia). Purkinge. Na anatomia predominam os autores alemães: Meckel. metacarpais. 15 . articular e muscular. Bichat e outros. Hesselbach. No século XIX. ossos da calvária no crânio. OSSOS Número de ossos: 206 a 208 Tipos de ossos Longos: em que o comprimento predomina sobre a largura e a espessura. Luscka. corpo ou diáfise onde se encontra a cavidade medular. e os neuroanatomistas Wrisberg e Reil. ex. pescoço e tronco) e apendicular (membros superiores e inferiores). No século XX aparecem as extensas obras anatômicas escritas e os grandes estudos em neuroanatomia onde se destaca o espanhol Ramon Y Cajal que além de sua contribuição anatômica consolida as normas para a realização de pesquisas científicas na área biológica. Dr. conjunto de alavancas que sob a ação dos músculos torna possível o movimento. elas serão abordadas nos respectivos capítulos. assistimos ao desenvolvimento da anatomia cirúrgica ou topográfica com Palfin. sustentação e conformação do corpo. Nader Wafae Esqueleto Conceito: É o conjunto de estruturas rígidas e resistentes chamadas ossos e de estruturas menos rígidas chamadas cartilagens que se articulam para dar conformação e sustentação ao corpo humano. Aparelho Locomotor O aparelho locomotor é constituído por três sistemas: ósseo. depósito de ions Ca e P. úmero. Planos: em que o comprimento e a largura predominam sobre a espessura. além da consolidação da histologia. produção de células sangüíneas (medula óssea vermelha). No período de crescimento do osso distinguem-se entre as epífises e a diáfise.

16 . ex. Alongados: em que o conceito de osso longo não se aplica perfeitamente porque faltam as extremidades alargadas é o caso das costelas. Osso heterotópico é aquele que se forma em lugar onde não existe normalmente. Pneumáticos: são ossos que contêm cavidades em seu interior cheias de ar. margens e extremidades Faces: são partes da superfície do osso perfeitamente delimitadas principalmente no corpo. ex. epicôndilo – saliência não articular situada acima do côndilo (epicôndilo lateral do fêmur). Extremidades: são os locais dos ossos onde se encontra a maior parte dos seus pontos de reparos consistindo de saliências e depressões.saliência não articular de maior tamanho e superfície menos rugosa (trocanter maior no fêmur) . tubérculo . protuberância – espinha – saliência fina e aguçada (espinha isquiática) crista – saliência estreita.Curtos: em que não há predomínio de uma das dimensões sobre as outras. (côndilos do fêmur). ex. Supranumerários: não presentes habitualmente. túber – saliência não articular de maior tamanho e superfície rugosa (túber isquiático). esfenóide. vértebras. ex. capítulo – uma cabeça pequena (capítulo do úmero). trocanter . Margens: são linhas agudas que delimitam as faces. ossos do carpo e do tarso. Saliências: são os relevos que se sobressaem na superfície do osso podem ser articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cabeça – extremidade articular semelhante a uma esfera (cabeça do fêmur). côndilo – extremidade articular arredondada com forma ovóide ou em espira.saliência não articular de pequeno tamanho e superfície menos rugosa ( tubérculo maior do úmero). frontal. Sesamóides: ossos curtos porém incluídos em tendões ou cápsulas de certas articulações. entre os ossos occipital e parietais. Descrição dos ossos Na descrição da maioria dos ossos podemos distinguir: faces. vem do latim avançar (processo mastóide do temporal). ossos da base do crânio. maxila. Irregulares: em que os conceitos anteriores não se aplicam. geralmente linear e de extremidade livre (crista etmoidal) linha – saliência linear (linha áspera do fêmur). processo – saliência que se destaca acentuadamente na superfície do osso. ossos suturais. eminência – saliência cônica ou arredondada que se destaca na superfície do osso semelhante ao proceeso ((eminência intercondilar na tíbia). tuberosidade – saliência não articular de tamanho médio e superfície rugosa (tuberosidade para o músculo deltóide).

fóvea . sulco: depressão linear ou curva pouco profunda (sulco do nervo radial). em geral para. O osso é um tecido. Encontra-se na cavidade medular do osso compacto e nos espaços entre as trabéculas do osso esponjoso. nutrição. Confere força ao osso. acetábulo – escavação mais profunda – (acetábulo do osso do quadril).escavação articular arredondada e menos profunda (cavidade glenoidal na escápula). mas mantém a flexibilidade. dos ossos curtos e planos. fossa . Além das forças a que são submetidos e da função a que se destinam a forma dos ossos depende também da hereditariedade. Substância esponjosa: as células ósseas se dispõem em pequenas trabéculas que se entrecruzam formando uma rede. Substância compacta: as células ósseas (osteócitos) se dispõem em camadas chamadas lamelas concêntricas em torno de um canal central. Um osso submetido ao ácido acético perde a dureza pela falta dos sais inorgânicos. A disposição das trabéculas dos ossos esponjosos resulta da interação entre as linhas de maior tensão para resistir às tensões e as de compressão (peso do corpo) visando à manutenção da posição ereta (teoria trajetorial).escavação de profundidade intermediária (fossa mandibular no osso temporal).tróclea – saliência em forma de carretel (tróclea do úmero).escavação rasa pouco profunda fóvea da cabeça do fêmur). assim além das células ósseas possui sais inorgânicos (fosfato e cálcio) que lhe dão dureza e parte orgânica (fibras colágenas) que lhe confere flexibilidade. forame: orifício circular que dá passagem. Os ossos longos são mais adaptáveis para possibilitar movimentos pela ação dos músculos. (incisura isquiática maior). incisura: depressão em forma de arco na superfície do osso entre projeções ósseas. vasos e nervos meato: ducto com abertura nas extremidades (meato acústico externo) poro: as aberturas que delimitam o meato (poro acústico externo) Estrutura do osso Quanto à estrutura os ossos podem ser de dois tipos: compactos e esponjosos. Depressões: são escavações na superfície do osso articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cavidade . Medula óssea É a parte do esqueleto que elabora células sanguíneas. colo: escavação circular situada abaixo da cabeça. formando cilindros aderidos entre si e dispostos de acordo com o maior eixo do osso. Pode ser vermelha quando está ativa na produção células 17 . é encontrada nas epífises dos ossos longos e nos ossos curtos. canal: depressão linear ou curva formando um túnel (canal carótico) Aberturas: são buracos delimitados adaptados para a passagem de estruturas. quando exposto ao fogo perde a matéria orgânica e se esfacela. hormônios e substâncias bioquímicas. É resistente e densa sendo encontrada na diáfise dos ossos longos em torno da cavidade medular e envolvendo o osso esponjoso das epífises.

(esfenóide) Periósteo É a camada de tecido conjuntivo que envolve o osso. vértebras. proteção do osso e auxiliar nas fixações de músculos e tendões.Cartilagem epifisial 18 . através da qual o osso cresce em comprimento. Vascularização Os ossos são irrigados pela artéria nutrícia que perfura o osso compacto pelo forame nutrício. mas no adulto encontra-se apenas no esterno.sanguíneas e amarela quando não produz células sanguíneas substituída por células gordurosas. As medulas das epífises do fêmur e do úmero são as últimas a se tornarem amarelas. Endósteo É uma fina camada de tecido conjuntivo que reveste o osso internamente: as trabéculas. pela transformação de células mesenquimatosas do tecido conjuntivo em osteoblastos (centro de ossificação). a parte profunda é osteogênica. Inicialmente a cartilagem hialina se modifica. a cavidade medular.Lâmina epifisial 4. por ramos das artérias do periósteo e por vasos das articulações. No osso em crescimento. c) mista em que ocorrem os dois tipos de ossificação. a parte superficial é fibrosa com fibras colágenas e fibroblastos. Partes de um osso longo O osso longo apresenta duas extremidades chamadas epífises e um corpo entre as epífises chamado diáfise. costelas. O local onde as células cartilagíneas da lâmina epifisial são substituídas por células ósseas chama-se metáfise.Diáfise 3. os condrócitos se hipertrofiam. é a parte da lâmina mais próxima da diáfise. O periósteo é contínuo com a cápsula articular e não reveste as superfícies articulares onde é substituído por cartilagem. clavícula): ossificação intramembranácea. Ossificação Dois tipos: a) a partir da transformação de cartilagens hialinas (a grande maioria): ossificação endocondral.Linha epifisial (de conjugação ou de condensação) 5. morrem e são substituídos por osteoblastos e a matriz cartilagínea é substituída por minerais (cálcio). o canal central. Funções: crescimento do osso em espessura. inervação (sensibilidade). nutrição. No recém nascido a medula óssea é do tipo vermelho. Roteiro prático de Anatomia radiológica – introdução ao estudo do sistema ósseo : 1. entre a epífise e a diáfise há um espaço preenchido por cartilagem hialina chamado lâmina epifisial. b) a partir de tecido conjuntivo fibroso (ossos da calvária.Epífise 2.

Sesamóide 11. menor é a fossa supra-espinal e a inferior. Membro Superior Escápula: A escápula é um dos dois ossos do cíngulo do membro superior. superior e lateral. rádio. O cíngulo do membro inferior é formado pelos dois ossos do quadril. é lateral. clavícula. o polegar tem apenas proximal e distal) Membro inferior: osso do quadril (com três partes: ílio. o acrômio. pisiforme. metacarpais (I a V contados a partir do polegar ) . é plano. escápula. trapézio. capitato. osso do quadril.Substância compacta 9. trapezóide. fêmur.  Finalmente procure identificar os acidentes (saliências e depressões) dos ossos grifados no texto e listados no final:  A identificação desses acidentes é importante para conhecer inserções musculares. tíbia. calcâneo. maior é a 19 . com duas faces: costal e posterior. rádio. ulna. A face posterior está dividida pela espinha da escápula.Substância esponjosa 8. cubóide. metatarsais (I a V contados a partir do hálux). semilunar. em duas fossas a superior. escafóide. reparo de fraturas e no diagnóstico de várias doenças ósseas. lateral ou medial e anterior ou posterior) por exemplo. falanges ( proximal.6. navicular. o hálux tem apenas proximal e distal). diagnósticos de fraturas. falanges (proximal. fíbula. fêmur. média e distal. perpendicular à face e de direção oblíqua. lateral e superior e três ângulos: inferior. úmero. hamato. úmero. O cíngulo do membro superior é formado pelos ossos clavícula e escápula.  Em seguida devemos saber identificar a que lado pertencem esses ossos (se direito ou esquerdo).  Inicialmente devemos identificar os ossos do esqueleto apendicular pelos seus nomes: Membro superior: clavícula. ísquio e púbis). três margens: medial. saliência plana. patela.Osso pneumático OSSOS DO ESQUELETO APENDICULAR O esqueleto apendicular é constituído pelos ossos dos membros superior e inferior incluindo os cíngulos dos membros superior e inferior. tíbia e fíbula. tálus. piramidal. Assim agindo procure identificar o lado dos ossos: escápula. intermédio e lateral).Cavidade medular 7. Para tanto escolha um ou dois acidentes do osso e oriente-os nos 3 planos do espaço (superior ou inferior.Espaço articular radiológico 10. ulna. média e distal. no caso da escápula observe que a espinha da escápula é posterior e superior e sua extremidade. cuneiformes (medial.

anteriormente duas saliências. a saliência da margem lateral é a tuberosidade para o músculo deltóide . Na extremidade superior destacamos: a cabeça do rádio com a circunferência articular e uma ligeira depressão. A extremidade lateral da espinha da escápula é achatada e constitui o acrômio. A face costal em contato com as costelas é côncava com saliências lineares oblíquas. Rádio: O rádio é o osso longo lateral do antebraço. Na extremidade inferior destacamos: a saliência pontiaguda lateral. apresenta três faces: ântero-medial. maior é a fossa do olécrano. apresenta: extremidade esternal. medial. A saliência medial na parte superior do corpo é a tuberosidade do rádio. em sua margem superior destaca-se uma saliência curva que lembraria o bico de corvo daí o seu nome processo coracóide. a maior lateral é o tubérculo maior e a outra é o tubérculo menor separados pelo sulco intertubercular. Na extremidade superior destacamos: medialmente. Clavícula: Clavícula cujo nome vem do latim .é o outro osso do cíngulo do membro superior. o colo anatômico. uma leve depressão medial em arco. lateral. a área estreita abaixo da cabeça é o colo do rádio. Ulna: 20 . a cabeça do úmero que se assemelha a uma esfera. menor é a fossa coronóidea e a posterior. com a convexidade maior voltada para frente e medialmente. processo estilóide do rádio. a incisura ulnar e uma pequena proeminência na face posterior. Completando a extremidade inferior. apresenta três faces: anterior. o côndilo do úmero se desdobra em: pequena saliência redonda. duas importantes saliências para inserções musculares: a medial e maior é o epicôndilo medial no qual passa o sulco do nervo ulnar e a lateral menor. Superiormente ao côndilo. a fóvea articular. e a depressão em espiral da face posterior é o sulco do nervo radial. mais abaulada e extremidade acromial mais achatada.fossa infra-espinal. A pequena depressão em curva na margem superior por onde passam nervo e vasos é a incisura da escápula. ligeira depressão que contorna a cabeça. raio de uma roda. No corpo do úmero. e forma a fossa subescapular. é o epicôndilo lateral. na face inferior próximo a esta última extremidade encontra-se o tubérculo conóide. ÚMERO: O úmero (do latim: ombro) é o osso longo do braço. seu nome deriva do latim. o tubérculo dorsal. Na extremidade inferior. o tubérculo infraglenoidal. posterior e interóssea.pequena chave . é osso alongado. posterior e lateral delimitadas por três margens: anterior. a tróclea do úmero. medial. O ângulo lateral da escápula apresenta uma escavação rasa que se articula com o úmero é a cavidade glenoidal. ântero-lateral e posterior e três margens: anterior. Na transição entre a epífise e a diáfise encontra-se o colo cirúrgico. duas escavações a anterior. o capítulo do úmero e uma depressão em forma de carretel. superiormente a ela encontra-se uma pequena saliência puntiforme é o tubérculo supraglenoidal e inferiormente outra pequena saliência.

a circunferência articular e o processo estilóide. Mão: A mão é formada pela sucessão de três camadas de ossos: carpais. capitato. posterior e medial e três margens: anterior. seguindo na direção medial para lateral estão. proximal perto dos metacarpais. a proeminência posterior em forma de arco cuja face anterior é escavada.processo coracóide 7.tubérculo infraglenoidal 10.fossa infra-espinal 5.A ulna (do latim: antebraço) é o outro osso longo do antebraço. piramidal. semilunar e escafóide.tubérculo supraglenoidal 9.acrômio 3. a série distal indo na mesma direção estão: hamato com uma saliência chamada hâmulo.cavidade glenoidal 8. Na extremidade superior destacamos: o olécrano.tubérculo conóide ÚMERO: 14. A extremidade distal constitui a cabeça da ulna.fossa subescapular 6. proximal e distal. metacarpais e falanges: Os ossos carpais são ossos curtos. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V.fossa supra-espinal 4.espinha da escápula 2.tubérculo maior 17. pisiforme.cabeça do úmero 15. trapezóide e trapézio.colo cirúrgico 21 . a incisura troclear cuja ponta anterior é o processo coronóide.colo anatômico 16.extremidade esternal 12. a proximal.incisura da escápula Clavícula: 11. o maior. três faces: anterior. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro superior Escápula: 1. Os ossos metacarpais são ossos longos e numerados de I a V a partir do polegar. lateralmente. a pequena depressão em arco que se articula com o rádio é a incisura radial. o medial. posterior e interóssea.extremidade acromial 13.sulco intertubercular 19. média e distal e duas para o polegar. em número de oito dispostos em duas séries.tubérculo menor 18.

capitato 47.processo estilóide. Osso do quadril: O osso do quadril com o seu homônimo do outro lado formam o cíngulo do membro inferior.fossa do olécrano Rádio: 29.epicôndilo medial 25.cabeça do rádio 30.semilunar 44. 22 .sulco do nervo radial côndilo do úmero 22.trapézio. originalmente é formado pela fusão de três ossos: o superior é o ílio.processo coronóide 38. Ílio: Forma a parte superior do osso do quadril.falange média 52.incisura ulnar 34.capítulo do úmero 23.pisiforme 42.hamato 46.trapezóide 48.falange distal.sulco do nervo ulnar 26.olécrano 36.falange proximal 51.ossos metacarpais numerados de I a V a partir do polegar.escafóide 45.epicôndilo lateral 27. classificado como irregular.tróclea do úmero 24.20. o anterior é o púbis e o posterior é o ísquio. O corpo do ílio é plano ligeiramente côncavo em seu lado medial onde se encontra a asa do ílio ou fossa ilíaca.colo do rádio 31.tuberosidade para o músculo deltóide 21.fossa coronóidea 28.processo estilóide do rádio 33. Ulna: 35.incisura troclear 37.piramidal 43. Mão: Ossos carpais 41. 50. 49.tubérculo dorsal.tuberosidade do rádio 32.incisura radial 39.cabeça da ulna 40.

a lateral é o tubérculo púbico e a medial é a crista púbica. Abaixo da fossa ilíaca encontramos uma saliência em forma de arco que participa da delimitação da abertura superior da pelve é a linha arqueada. O limite inferior da cavidade pélvica constitui a abertura inferior da pelve que da margem inferior da sínfise púbica vai aos túberes isquiáticos e termina no cóccix. a incisura do acetábulo. O ramo superior apresenta duas linhas bem evidentes: a medial é a linha pectínea do púbis e a lateral é a crista obturatória. e o arco maior da margem posterior do osso do quadril entre a espinha isquiática e espinha ilíaca póstero-inferior é a incisura isquiática maior. Acetábulo Escavação circular em forma de “xícara” ponto de encontro dos três ossos que formam o osso do quadril. uma parte mais profunda. A face convexa do ílio é a face glútea onde se observam as linhas glúteas: anterior. A separação entre as duas é feita pela abertura superior da pelve ou linha terminal (estreito superior) delimitada pela linha pectínea. Diâmetro transverso: une a parte mais larga da abertura superior da pelve 23 . posterior e inferior. mais larga e pelve menor. É lateral e apresenta uma margem semicircular. importante ponto de referência em obstetrícia. Na realidade é recoberto por músculos nos dois lados daí o seu nome. mais estreita. A extremidade anterior do corpo articula-se com a do outro lado é a face sinfisial que apresenta em sua parte superior duas pequenas saliências. Ísquio: Forma a parte posterior do osso do quadril. a parte mais espessa do lábio externo chama-se tubérculo ilíaco. e o pequeno arco entre a espinha isquiática e o túber isquiático é a incisura isquiática menor. linha arqueada e completada pelo seu prolongamento na asa do sacro. A parte saliente limite entre o púbis e o ílio constitui a eminência iliopúbica. É constituído pelo corpo (posterior) e pelo ramo (inferior). a parte lisa que contorna a fossa é a chamada face semilunar Forame obturado É o grande orifício situado abaixo do acetábulo. continuando pela margem posterior encontramos uma saliência aguda é a espinha isquiática.Seu contorno superior constitui a crista ilíaca que nas extremidades apresenta quatro proeminências. Por ser relativamente larga tem lábios interno e externo e uma linha intermédia no meio. A parte posterior do ramo larga e volumosa denomina-se túber isquiático. Púbis Forma a parte anterior do osso do quadril. A parte rugosa posterior à fossa ilíaca é a face sacropélvica onde encontramos a face auricular para se articular com o sacro e atrás desta a tuberosidade ilíaca. parte do arco total formado pela linha terminal. . duas anteriores: espinha ilíaca ântero-superior e espinha ilíaca ântero-inferior e duas posteriores: espinha ilíaca pósterosuperior e espinha ilíaca póstero-inferior. A identificação dos diâmetros da pelve é de importância para a obstetrícia. É constituído pelo corpo do púbis (anterior) e pelos ramos superior do púbis e inferior do púbis. a fossa do acetábulo e uma descontinuidade da margem na parte inferior. A cavidade pélvica formada pelos ossos do quadril. sacro e cóccix é dividida em pelve maior. o limbo do acetábulo.

Ainda na extremidade superior. Diâmetro diagonal: une a margem inferior da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. em sua extremidade superior apresenta: a cabeça do fêmur. a fóvea da cabeça do fêmur . apresenta duas faces: articular e anterior. lateralmente. Pouco acima da parte posterior do côndilo medial vê-se uma ligeira proeminência é o tubérculo do adutor. encimados respectivamente pelos epicôndilos lateral e medial. Diâmetro verdadeiro: une a parte mais saliente do dorso da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. as linhas supracondilares lateral e medial que delimitam uma área triangular: a face poplítea. Denomina-se ângulo de inclinação do fêmur. porém posteriormente. Como é triangular.Diâmetro oblíquo: une a extremidade inferior da articulação sacroilíaca de um lado com o centro do forame obturado do outro lado. a face patelar. Na parte posterior do corpo do fêmur destaca-se uma rugosidade linear é a linha áspera que se continua superiormente com duas saliências também lineares: a linha pectínea. Tíbia: É o osso longo e medial da perna. Diâmetro anatômico: une a margem superior da sínfise púbica com o ponto mediano do promontório. A linha áspera também se divide inferiormente em duas. observam-se duas proeminências: a maior e superior é o trocanter maior e a menor inferior é o trocanter menor. o ângulo formado entre o eixo que passa pelo colo e o eixo do corpo do fêmur e mede em média 125°. Patela: É osso sesamóide. estrutura semelhante a uma esfera voltada medialmente com uma pequena escavação. O corpo do fêmur é encurvado e sua convexidade é anterior. A extremidade distal do fêmur apresenta duas proeminências bem evidentes: côndilo lateral e côndilo medial. e a tuberosidade glútea. por estar incluído no tendão do músculo quadríceps femoral. medial e interóssea. Fêmur: O fêmur é o osso longo da coxa. a eminência 24 . a origem do nome é latina e significa flauta. A extremidade superior larga é formada pelo côndilo lateral e pelo côndilo medial em cuja parte superior plana ou face articular superior apresenta no centro uma proeminência. medialmente. está situado na região anterior do joelho e articula-se com a face patelar do fêmur. apresenta três faces: medial. a grande área estreita abaixo da cabeça constitui o colo do fêmur e a rugosidade que o contorna embaixo e por diante é a linha intertrocantérica. o seu ápice é inferior e a base superior. ambos estão ligados pela crista intertrocantérica. significa pequeno prato. O espaço profundo existente entre as partes posteriores dos côndilos constitui a fossa intercondilar cujo contorno superior é a linha intercondilar. lateral e posterior e três margens: anterior (canela). Completando a extremidade inferior observa-se na frente e entre os côndilos uma superfície lisa.

Os ossos metatarsais são ossos longos e numerados de I a V a partir do hálux. face articular do maléolo lateral para a tíbia. O côndilo lateral apresenta uma pequena área lisa é a face articular fibular A saliência rugosa na parte superior da margem anterior. tálus e navicular e anteriormente: cubóide. cuneiforme intermédio e cuneiforme lateral. Complertando com o sulco póstero-lateral. maléolo lateral. Fíbula É o osso longo lateral da perna deriva do latim. A linha oblíqua situada na parte superior da face posterior é a linha para o músculo sóleo. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal. proximal e distal. de trás para diante estão: calcâneo. medial.intercondilar com os tubérculos intercondilar lateral e intercondilar medial.fossa ilíaca (asa do ílio) 2. metatarsais e falanges: Os ossos tarsais são ossos curtos.espinha ilíaca ântero-superior 5. próxima aos côndilos. média e distal e duas para o hálux.espinha ilíaca póstero-inferior 8. cuneiforme medial.espinha ilíaca ântero-inferior 6. Na extremidade inferior da tíbia destaca-se a proeminência. A face plantar do pé apresenta dois arcos importantes para a marcha e para a sustentação da posição bípede e que são: longitudinal e transversal de acordo com o a direção que apresentam. A área estreita abaixo da cabeça é o colo da fíbula. em número de sete. uma área lisa.crista ilíaca 4. A extremidade inferior apresenta uma expansão terminada em ponta. posterior e interóssea. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V. Pé O pé é formado pela sucessão de três camadas de ossos: tarsais.espinha ilíaca póstero-superior 7.linhas glúteas 25 .linha arqueada 3. Quando esses arcos encontram-se alterados temos os distúrbios conhecidos por pé chato (arco longitudinal diminuído) e pé cavo (arco longitudinal aumentado). é a tuberosidade da tíbia. proximal perto dos metatarsais. atrás da qual a pequena depressão constitui a fossa do maléolo lateral. maléolo medial atrás do qual encontra-se o sulco maleolar. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro inferior Osso do quadril Ílio 1. apresenta três faces: lateral. Na extremidade superior encontramos a cabeça da fíbula cuja ponta é o ápice da cabeça da fíbula e a pequena face articular da cabeça da fíbula. posterior e três margens: anterior. alfinete. o sulco maleolar. longitudinal no eixo maior e transversal no eixo menor.

face sinfisial 18.Forame obturado Fêmur: 25.eminência intercondilar 46.corpo 12.ramo 13.espinha isquiática 15.face poplítea 42.trocanter menor 30.eminência iliopúbica Acetábulo 21.túber isquiático 14.crista intertrocantérica 31.tuberosidade ilíaca 10.linha intertrocantérica 32.côndilo medial 36.colo do fêmur 28.face auricular Ísquio 11.tubérculo intercondilar medial 47.linha pectínea do púbis 20.cabeça do fêmur 26.côndilo lateral 44.epicôndilo medial 38.maléolo medial 26 .Incisura do acetábulo 23.côndilo medial 45.tubérculo púbico 19.tubérculo do adutor 37.incisura isquiática maior Púbis 17.côndilo lateral 39.fossa do acetábulo 22.face patelar Patela Tíbia: 43.9.tuberosidade glútea 35.epicôndilo lateral 40.face semilunar 24.linha pectínea 34.linha áspera 33.trocanter maior 29.incisura isquiática menor 16.fossa intercondilar 41.fóvea da cabeça do fêmur 27.tubérculo intercondilar lateral 48-tuberosidade da tíbia 49.

Fíbula 50. OSSOS DO ESQUELETO AXIAL O esqueleto axial é constituído pelos ossos da cabeça.osso etmóide . de origem membranácea consiste nos ossos que formam a calvária e parte da face. da coluna vertebral.par .cubóide 58. o contorno superior da órbita com o arco superciliar e a margem supra-orbital. do tórax e do pescoço.ímpar Vista inferior . túberes frontais. ossículos da audição.cuneiforme medial 59. maxila.calcâneo 55. vômer.maléolo lateral Pé: Ossos tarsais 54. palatino.osso esfenóide – ímpar O osso frontal (do latim frontalis = testa) constitui a parte anterior da calvária e a parte superior da face.tálus 56. Na face externa destacam-se as protuberâncias laterais.osso parietal .Viscerocrânio.Condrocrânio.navicular 57.osso frontal .ápice da cabeça da fíbula 52. Na face interna temos uma lâmina sagital mediana. de onde derivam: mandíbula.Neurocrânio.ímpar Vista lateral .oito ossos Vista anterior .falange proximal 63. 2.falange distal. Crânio . 27 . a crista frontal e as partes nasal e orbital.falange média 64.cuneiforme lateral 61.cabeça da fíbula 51.osso occipital . CABEÇA No desenvolvimento dos ossos da cabeça destacamos três características: 1.par Vista posterior.ossos metatarsais numerados de I a V a partir do hálux. zigomático. 62. de origem cartilagínea é constituído principalmente pelos ossos da base do crânio 3.cuneiforme intermédio 60. sua convexidade denomina-se escama frontal e tem duas faces: externa e interna.ímpar .colo da fíbula 53.osso temporal .

lâminas orbitais (paredes mediais das órbitas) e as conchas nasais superior e média (saliências para dentro da cavidade nasal). Osso de conformação complexa apresenta três partes: petrosa. sagitalmente temos a lâmina perpendicular. 28 .vômer . A parte petrosa é interna.maxila . Face . parte lateral em cada lado onde se encontram os côndilos occipitais e escama occipital atrás.par Vista inferior . Às vezes pode estar subdivido pela presença do osso interparietal (Inca) na porção mais elevada da escama. Osso nasal ( do latim nasal = nariz). o esqueleto da cavidade nasal. sua parte central é o corpo e os prolongamentos laterais correspondem às asas maior e menor e o inferior ao processo pterigóide.par . Os ossos parietais (do latim parietalis = parede) constituem as partes laterais e superiores da calvária. a proeminência. convexos têm faces externa e internas. o processo zigomático facilmente palpável.O osso etmóide (do grego ethmos = peneira). timpânica e escamosa.lacrimal . alberga importantes estruturas da audição e do equilíbrio.par . pequeno osso colocado na parte ânteromedial da órbita atrás do processo frontal da maxila.par . Na face externa distinguimos saliências lineares em arcos.par . liga-se ao esfenóide e sua superfície interna é o clivo. afunilada. constitui. túber parietal. a menor das três é inferior e contorna o meato acústico externo. Os ossos temporais (do latim temporalis = tempo) constituem a parte inferior e lateral da calvária mas são importantes participantes da base do crânio. as linhas temporais. Tomandose o forame magno como referência divide-se em três partes: parte basilar por diante.concha nasal inferior . pequeno osso situaado por diante do processo frontal da maxila correspondendo à parte significativa do dorso do nariz.mandíbula – ímpar Orelha média Martelo Bigorna Estribo Lacrimal (do latim lacrima = lágrima).ímpar .par . nas partes laterais encontram-se os labirintos etmoidais formados pelas células etmoidais (cavidades cheias de ar).14 ossos Vista anterior . na parte superior está a lâmina cribriforme. O osso esfenóide (do grego sphen = cunha ou sphein = mariposa) é tipicamente irregular em sua forma.palatino . A face interna apresenta sulcos nos quais se colocam vasos.osso nasal .zigomático . O osso occipital (do latim occipitum = parte póstero-inferior da cabeça) constitui a parte posterior da calvária e posterior da base do crânio. A parte timpânica. A parte escamosa é a que participa da calvária tem a forma de arco e de sua parte anterior projeta-se um prolongamento. entra na constituição da base do crânio e é muito rígida e compacta. muito frágil. principalmente. ocupa a maior parte da fossa média do crânio.

infratemporal e nasal e pelos processos: frontal. zigomático (do grego zygomatikos = ligado) é o osso que forma a conhecida “maçã do rosto” e portanto saliente apresenta faces: lateral. mandíbula ( do latim mandere = mastigar).maxila (do latim maxilla = queixada) é formado pelo corpo com as faces: orbital.l Sutura metópica quando o osso frontal está dividido na linha mediana (ausente na maioria das vezes). ptério: ponto de encontro das suturas fronto-esfeno-temporal astério: ponto de encontro dos ossos. encontra-se na parte ínfero-lateral da cavidade nasal. palatino (do latim palatinum = palato) vômer (do latim vomer = lâmina do arado) osso ímpar que corresponde ao septo nasal ósseo que se completa pela lâmina perpendicular do etmóide. próstio: ponto ósseo situado entre os dois dentes incisivos. násio: o ponto de encontro da sutura frontonasal. Sutura sagital entre os ossos parietais. Suturas São as linhas de ligação entre ossos. parietal. a incisura da mandíbula e o processo coronóide Os ossos da orelha média serão estudados em orelhas. entre frontal e os parietais. corresponde ao bregma. o maior. temporal e orbital e os processos temporal e frontal. Sutura coronal entre os ossos frontal e parietais. este último contém o arco alveolar com os alvéolos dentais e as eminências alveolares. lambda: ponto de encontro das suturas sagital e lambdóidea. glabela: o ponto mais saliente entre os arcos superciliares bregma: ponto de encontro das suturas coronal e sagital. anterior. zigomático. que do ângulo da mandíbula se prolonga até o processo condilar. palatino e alveolar. verticais. Tendem a desaparecer com a idade. que no caso do crânio recebem nomes especiais. vértice: o ponto mais elevado co crânio obélio: cruzamento da linha que une os forames parietais com a sutura sagital ínio: o ápice da protuberância occipital externa gônio: ângulo formado pela margem posterior do ramo e a base da mandíbula. Fontículos Por ocasião do nascimento. 29 . alvéolos dentais e as eminências alveolares e os ramos da mandíbula. concha nasal inferior. é o único osso dotado de movimento da cabeça apresenta o corpo da mandíbula cuja parte inferior é a base e a parte superior corresponde à parte alveolar com o arco alveolar. Fontículo anterior: ímpar. Pontos craniométricos: gnátio: ponto mais saliente do mento. Sutura lambdóidea entre os ossos parietais e occipita. tem importância em obstetrícia para identificar a posição do feto. os ossos da calvária não estão totalmente ossificados existem membranas de tecido fibroso interpostas entre ossos de origem membranácea e que se ossificam progressivamente até os dois anos de idade aproximadamente. temporal e occipital.

Diferenças sexuais presentes no crânio Masculino: mais volumoso.Fontículo posterior: ímpar. Fontículos anterolaterais: par. fronte vertical. arcos superciliares visíveis. dão inserções para músculos cujas ações são essenciais ou são locais aonde se posicionam estruturas de real aplicação prática. Fontículos posterolaterais: par. linhas de inserções musculares mais evidentes. braquicéfalos quando alargados e mesocéfalos os de equilíbrio entre largura e comprimento. mais baixa e estreita. locais por onde passam vasos e nervos importantes. entre o occipital. o temporal e parietal (astério).  Identificar os seguintes acidentes dos ossos do crânio: Vista inferior Forame magno Forame e fossa jugular Canal carótico Processo mastóide Forame estilomastóideo Processo pterigóide (lâminas medial e lateral) Fossa pterigóidea Forame lacerado Forame incisivo Processo estilóide Forame palatino maior Espinha nasal posterior Canal do nervo hipoglosso Côndilo occipital Vista interna Fossa anterior do crânio Crista etmoidal (galli) Lâmina cribriforme com forames Seio frontal 30 . glabela apagada. linhas de inserções musculares pouco evidentes.  Roteiro prático do Sistema ósseo . mais alta e larga. arcos superciliares imperceptíveis. túberes frontais e parietais mais salientes. efetivamente. entre o occipital e os parietais corresponde ao lambda.esqueleto axial Os pontos de referência e forames selecionados para identificação na cabeça são. fronte oblíqua. túberes frontais e parietais menos salientes. órbitas altas e arredondadas. Tipos de crânios Sem entrarmos em especificidades técnicas de mensuração podemos dizer que os crânios se classificam em dolicocéfalos quando alongados. o temporal e o parietal (ptério). Feminino: menos volumoso. órbitas baixas e quadrangulares. entre o frontal. glabela marcada.

Fossa média do crânio Parte petrosa do temporal Poro acústico interno (saída do meato) Sela turca Fossa hipofisial Asa maior do esfenóide Asa menor do esfenóide Canal óptico Sulco carótico Forame oval Forame espinhoso Forame redondo Dorso da sela Tubérculo da sela Processo clinóide anterior Processo clinóide posterior Sulco da artéria meníngea média Fossa posterior do crânio Protuberância occipital interna Crista occipital interna Sulco do seio transverso Eminência cruciforme Vista anterior Órbita Lâmina perpendicular do etmóide Abertura piriforme Espinha nasal anterior Margens supra-orbital e infra-orbital Forame supra-orbital Forame infra-orbital Fissura orbital superior Forame mentual Protuberância mentual Forame da mandíbula (língula e canal) Vista lateral Arco zigomático Poro acústico externo (entrada do meato) Fossa mandibular Processo condilar (cabeça e colo da mandíbula) Ramo da mandíbula Processo coronóide Incisura da mandíbula Ângulo da mandíbula Vista posterior Protuberância occipital externa Crista occipital externa Linha nucal superior e inferior 31 .

troclear. nervo acessório. nervos glossofaríngeo. pela maioria dos autores. como ossos irregulares.Escama occipital Vista superior Sutura coronal Sutura sagital Sutura lambdóidea Observação: Não podem ser vistos através dessas vistas porque se encontram no interior dos respectivos ossos. vago e acessório Canal carótico: artéria carótida interna Forame espinhoso: vasos meníngeos médios Forame oval: nervo mandibular Forame redondo: nervo maxilar Forame lacerado: parte do trajeto da artéria carótida interna Forame estilomastóideo: nervo facial Lâmina cribriforme: nervo olfatório Canal óptico: nervo óptico. artérias vertebrais Canal condilar: veia emissária Canal do nervo hipoglosso: nervo hipoglosso Forame jugular: veia jugular interna. 32 . artéria oftálmica Meato acústico interno: nervos facial e vestibulococlear Forame mastóideo: veia emissária Fossa incisiva: nervo nasopalatino Forame palatino maior: nervos palatinos Forame da mandíbula nervos e vasos alveolares inferiores Vista anterior: Fissura orbital superior: nervos oculomotor. caso esses ossos estiverem abertos podemos distinguir: Seio frontal Seio esfenoidal Seio maxilar Células etmoidais anteriores e posteriores A fim de demonstrar a importância prática dos forames do crânio vamos citar alguns deles com as principais estruturas que constituem os seus conteúdos: Vista inferior e interna Forame magno: medula e bulbo. abducente e ramos do oftálmico Fissura orbital inferior: nervo maxilar Forame supra-orbital: nervos e vasos supra-orbitais Forame infra-orbital: nervos e vasos infra-orbitais Forame mentual: nervos e vasos mentuais COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é uma estrutura axial metamérica constituída por 33 segmentos ósseos semelhantes e superpostos chamados vértebras e classificadas quanto à forma.

cervical e lombar . 33 . processo articular tendendo à posição transversal. quando se mantém na posição bípede. Processo espinhoso . as vértebras foram divididas em: 7 cervicais.lâminas planas que articulam e encaixam a vértebra superior à inferior tendem a ocupar as posições: transversal nas cervicais. Escolioses são os desvios laterais da coluna vertebral. forame vertebral tende para a forma circular. forame vertebral tende para a forma triangular.extremidade formada pela união das lâminas.Pela semelhança que podem apresentar e pela região em que se encontram. frontal nas torácicas e sagital nas lombares Forame vertebral . Os forames intervertebrais formam-se entre as incisuras vertebrais superior e inferior de vértebras adjacentes. é um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence.de convexidade anterior.central. corpo com fóveas costais superior e inferior (articular com as costelas). processo transverso com fóvea costal (articular com as costelas). Processo articular .torácica e sacral . É formado pelos pedículos e pelas lâminas do arco vertebral Lâmina .  Identificar as partes comuns de uma vértebra típica: Corpo vertebral . também chamadas cifoses e duas secundárias por se formarem após o nascimento . formado pelos contornos posterior do corpo vertebral e mediais dos arcos vertebrais. Os seus contornos superior e inferior formam as incisuras vertebrais superior e inferior.parte do arco vertebral que une o corpo vertebral à lâmina do corpo vertebral e aos processos transverso e articular. melhor vistas na posição lateral: duas primárias por conservarem a posição fetal .parte anterior.  Características que identificam a região da coluna a qual a vértebra pertence: Cervical: processo espinhoso bífido. Curvaturas: a coluna vertebral consiste em 4 curvaturas. processo articular tendendo à posição frontal. 5 lombares.de convexidade posterior. processo transverso com forame transversário. Apesar de classificadas por suas características em tipos diferentes podemos distinguir elementos anatômicos que são comuns à maioria delas. também chamadas lordoses. Torácica: processo espinhoso em ponta. Processo transverso . e um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence. 5 sacrais e 4 coccígeas. A curvatura cervical formase quando a criança sustenta a cabeça ereta e a curvatura lombar. O conjunto dos forames vertebrais forma o canal vertebral. corpo com expansão lateral chamada unco do corpo. É discutível se os termos cifose e lordose devam ser aplicados como sinônimos de curvaturas primária e secundária ou apenas quando essas curvaturas são acentuadas. 12 torácicas. arredondada e volumosa.parte posterior confluente que delimita o forame vertebral.expansões laterais da vértebra. Arco vertebral .partes do arco vertebral que confluem atrás para formar o processo espinhoso Pedículo .

forames sacrais anteriores e posteriores.  Identificar as vértebras com nomes específicos: Atlas . processo articular tendendo à posição sagital. hiato. corpo grande em forma de rim. forame vertebral tende para a forma triangular. cristas sacrais (mediana. asa. mas em vértebras isoladas é difícil identificá-la. medial e lateral). Os processos espinhosos formam a crista sacral mediana. a margem saliente da extremidade superior da primeira vértebra sacral é o promontório. as linhas transversas. O manúbrio do esterno.Lombar: processo espinhoso quadrado (em forma de machado).é a 2ª vértebra cervical e nela destaca-se o dente com seu ápice para cima já apresenta arco vertebral e processo espinhoso Proeminente . promontório. os processos transversos as partes laterais (asa do sacro).é a sétima vértebra cervical. Hiato sacral é a abertura inferior em seqüência ao canal sacral circunscrito pelos cornos sacrais e a face articular para o osso do quadril denomina-se face auricular.  Identifique o ângulo do esterno (saliência na união do manúbrio do esterno com o corpo do esterno). a sua extremidade superior mais larga é o manúbrio do esterno. Identifique no osso sacro: base. Áxis . os discos intervertebrais. canal. apresenta em seu contorno superior. ápice. os forames intervertebrais os forames sacrais anteriores e posteriores. seguido pelo corpo do esterno e pelo processo xifóide. TÓRAX Esterno ( do grego sternon = peito) é o osso plano da parede anterior do tórax.é a 1ª vértebra cervical suas características são: não possui o corpo vertebral e apresenta dias massas laterais com forames transversários. a ligação das lâminas com os corpos. Sacral: as vértebras sacrais estão fundidas formando um osso triangular. A parte superior do sacro é a sua base e a extremidade inferior é o ápice do sacro.  e o ângulo infra-esternal formado pelas margens inferiores das costelas. apresenta-se como cartilagem. não possui processo espinhoso mas apenas o tubérculo posterior fazendo saliência no arco posterior. Costelas São ossos alongados que no conjunto formam a caixa torácica 34 . O processo xifóide. algumas vezes. processo transverso em ponta chamado costiforme. Cóccix: Vestígio de uma cauda primitiva é o conjunto das últimas 4 vértebras cuja forma lembra o bico de um pássaro (cuco) daí o seu nome. a incisura jugular e nos contornos laterais as incisuras claviculares O corpo do esterno é formado pela união de placas chamadas esternebras. Os processos mamilares são saliências arredondadas e posteriores dos processos articulares superiores. O arco anterior possui também um tubérculo anterior mais saliente. a crista sacral medial. a extremidade inferior.

 Roteiro prático do Sistema ósseo . Classificação: verdadeiras (1 a 7) articulam-se diretamente com o esterno através de cartilagens próprias. PESCOÇO Osso hióide (do grego hyo (letra U) situado na região anterior do pescoço acima da laringe é formado pelo corpo.Número: 12 para cada lado. ângulo da costela.esqueleto axial  Identificar os seguintes acidentes ósseos da coluna vertebral: Elementos comuns: Corpo vertebral Arco vertebral Lâmina Pedículo Incisuras vertebrais superior e inferior. a parte estreita logo após a cabeça. a 10) articulam-se com o esterno através da cartilagem da última verdadeira. extremidade posterior ligeiramente alargada. apresenta faces articulares separadas por uma crista. nível em que se verifica a mudança de orientação do corpo da costela de transversal para sagital e o sulco da costela depressão na margem inferior do corpo onde se encontra o feixe vasculonervoso intercostal. Processo espinhoso Processo transverso Processo articular superior e inferior Forames: Forame transversário Forame intervertebral Forame vertebral Forames sacrais anteriores e posteriores Vértebras cervicais: Unco do corpo Atlas: massa lateral. e uma flutuante. corpo da costela a parte restante que apresenta o tubérculo da costela pequena rugosidade com face articular para o processo transverso da vértebra. flutuantes (11 e 12) não se articulam com o esterno. Partes de uma costela típica: cabeça da costela. arco anterior. posteriores. arco posterior tubérculo posterior Áxis: dente Vértebras torácicas: Fóveas costais no corpo vertebral e nos processos transversos 35 . falsas (8. Identifique as costelas: a primeira. anterior e pelos cornos menor e maior. tubérculo anterior. colo da costela. a segunda.

ângulo. colo. corno maior e menor Doenças do sistema ósseo FRATURAS Definição: É a ruptura da integridade de um osso. Causas: traumas ou quedas. Fratura direta É a que ocorre no local do trauma Fratura indireta É a que ocorre em ponto distante do local do trauma. face auricular. processo xifóide Caixa torácica Arco costal. corpo do esterno. Fratura complicada Além da fratura óssea ocorreu lesão de outro órgão interno. Fratura linear 36 . O fragmento ósseo pode estar passando através da lesão. mas pode ocorrer também espontaneamente se o osso tiver alguma patologia que o enfraqueça. cristas sacrais (mediana. ângulo do esterno. processo mamilar Sacro: Base. tubérculo. Fratura incompleta Na qual a descontinuidade entre os fragmentos não é total. medial). hematoma. Sintomas: Dor local. ângulo infra-esternal Hióide Corpo. hiato Cóccix  Identificar os seguintes acidentes ósseos do esqueleto do tórax: Costelas: Verdadeira. cabeça. Fratura simples Na qual não há comunicação com o meio exterior. corno. dificuldade para movimentar o local e crepitação (ruído ao movimentar local). A ferida cutânea pode resultar do traumatismo que ocasionou a fratura ou aberta pelo fragmento ósseo. Fratura completa Na qual a descontinuidade entre os fragmentos é total. promontório. asa. corpo. inchaço. deformidade. sulco Esterno Manúbrio do esterno.Vértebras lombares: Processo costiforme. Tipos Fratura exposta ou composta Ruptura do osso associada com lesão da pele e tela subcutânea. flutuante.

Locais mais freqüentes: fêmur. é separado do restante durante a contração muscular.) que se instalam no osso diretamente nas fraturas expostas. úmero. Sintomas: depende dos ossos mais atingidos. Fratura por arrancamento ou avulsão Um fragmento do osso. Fratura patológica Ocorre por enfraquecimento do osso por alguma outra doença óssea. maior tendência à fraturas espontâneas. geralmente no ponto de inserção muscular. imobilização. endócrinas (glândulas). Osteomielite Definição: É a infecção do osso e da medula óssea. escafóide. rádio Osteoporose Definição: É a redução da massa óssea e conseqüente desestruturação do tecido ósseo. Causas: idade. febre e comprometimento da função. sedentarismo. 37 . Fratura acavalada Na qual um dos fragmentos se superpõe a outro. Fratura espiral Na qual o nível da lesão é oblíquo Fratura com luxação Na qual além da fratura ocorreu também deslocamento articular. Fratura transversal Na qual o nível da lesão é perpendicular ao maior eixo do osso.e. fumo. tíbia. por exemplo vértebras Fratura por explosão Na qual fragmentos ósseos são projetados Fratura impactada Na qual um dos fragmentos entra no interior do osso. medicamentos (corticóides). Causa: invasão do osso por germes infectantes (estafilococo ou estreptococo p. Fratura por achatamento Na qual o fragmento é deslocado internamente. Sintomas: dor local. a partir de uma ferida nas proximidades ou por via sanguínea a partir de infecções em outros locais. tornando os ossos mais fracos e assim mais sujeitos às fraturas. Fraturas mais freqüentes: punho. Fratura em galho verde Na qual não há desvio dos fragmentos e a fratura não é completa. Fratura cominutiva Na qual resultam pelos menos três fragmentos ósseos e apresenta desvios. colo do fêmur.A ruptura se apresenta como uma linha fina sem desvio dos fragmentos. Fratura por compressão Resulta do aumento da pressão sobre o osso. por exemplo metástases ou osteoporose. Fratura de Colles É fratura dos ossos do antebraço próximo ao punho com desvio dos fragmentos. Fratura de tensão Pequena fratura linear para a qual não ficou evidenciado o trauma ou a queda.

exemplo: tibiofibular distal. volumosos e de crescimento lento.osteossarcoma. c. Os subtipos consideram a forma das partes dos ossos que se articulam são: • Plana . exemplo entre vômer e esfenóide. tumoração. d) Gonfose: são articulações entre os dentes e os alvéolos da mandíbula e da maxila. exemplo: entre frontal e parietais. a) Sincondrose: a cartilagem interposta é do tipo hialino. b. tem pouca mobilidade e apenas algumas delas tendem a desaparecer. são tumores em que a origem encontra-se em outro órgão e cujas células atingem o osso por via sanguínea ou linfática e passam a crescer em seu interior. são pouco móveis. Nader Wafae Conceito: É a conexão ou junção que existe entre as partes do esqueleto. sinais de compressão. a) Suturas: são as que possuem pouco tecido fibroso interposto.superfícies retilíneas.Locais mais freqüentes: vértebras Tumores ósseos malignos a.condrossarcoma. Tipos: Fibrosas: O tecido interposto é conjuntivo fibroso. sindesmose.Tipos: sutura. tumoração e dor. pode ser interóssea exemplos entre os ossos da base do crânio (occipital e esfenóide). ARTICULAÇÕES Prof. apresenta células plasmáticas e proteínas anormais no sangue que lhe são características (Bence-Jones). metástases. Dr. c) Esquindelese são articulações fibrosas em que uma das superfícies ósseas tem a forma de calha. ou 38 . esquindelese e gonfose. tumor generalizado. Sintomas característicos de neoplasias malignas: dor progressiva. condroblastoma Sinais de compressão de estruturas vizinhas.metastáticos. Cartilagíneas: o tecido interposto é cartilagem.superposição de um osso sobre o outro em bisel. . junturas. Sinônimos: juntas. Tumores ósseos benignos: Osteoma. exemplo: temporal e parietal. • Serrátil . tumor de origem cartilagínea.mieloma plasmocitário. Tipos: sincondrose e sínfise. só admitem vibrações e grande parte delas tende a desaparecer com o envelhecimento formando as sinostoses. • Escamosa . exemplo: entre os ossos nasais.em forma de serra. Classificação: Critério usado atualmente considera o tipo de tecido ou a substância que se interpõe entre as partes que se articulam. condroma. b) Sindesmose: são as possuem muito tecido fibroso interposto. tumor localizado em metáfises de ossos longos provocado por osteoblastos malignos d. formando no conjunto a chamada cruz de Santo André de importância em obstetrícia. osteoblastoma.

intra-óssea, exemplos, a lâmina epifisial dos ossos longos em idade de crescimento. d) Sínfise: a cartilagem interposta é do tipo fibroso, exemplo entre os corpos vertebrais, entre os ossos púbis. Sinoviais: a interposição entre os ossos não é feita por um tecido e sim por um liquido chamado líquido sinovial. Admitem movimentos que são mais amplos de acordo com o tipo considerado; não podem desaparecer. Características: • Líquido sinovial: lubrifica e protege a articulação. • Cápsula articular: envolve as extremidades dos ossos que se articulam. • Membrana sinovial: reveste a cápsula articular por dentro, produz e reabsorve o líquido sinovial. • Cartilagem articular: reveste as superfícies articuláveis dos ossos. • Ligamentos: reforçam a cápsula. • Meniscos ou discos: complementam as superfícies articulares dos ossos. • Movimentos: se realizam em torno dos eixos permitidos pela articulação de acordo com a forma das superfícies que se articulam. O número de eixos permitidos denomina-se grau de liberdade. Os movimentos permitidos recebem nomes de acordo com o eixo em torno do qual esses movimentos se realizam: em torno do eixo longitudinal - rotação; em torno do eixo transversal - flexão e extensão; em torno do eixo sagital - adução e abdução. Tipos: a) Plana: Superfícies Articulares: planas Graus de Liberdade: não possui. Eixos Movimentos: deslizamento Exemplos : processos articulares das vértebras, ossos do carpo b) Gínglimo: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de carretel, o outro é um arco escavado que gira em torno do outro Graus de liberdade: Um Eixo: movimento em torno do eixo transversal Movimentos: Flexão e Extensão Ex. cotovelo (umeroulnar), talocrural c) Trocóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta cabeça circular, o outro um arco ósseo escavado menos acentuado. Graus de liberdade: Um. Eixo: movimento em torno do eixo longitudinal; Movimento: rotação Ex.: rádio e ulna proximal e distal, atlas e áxis. d) Elipsóidea ou Condilar: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta superfície arredondada em dois planos e achatada no terceiro plano, outro se encaixa nessa superfície.

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Graus de liberdade: Dois, Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão; adução e abdução Ex.: radiocarpal e) Selar: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de sela (côncava), outro em forma de cavaleiro (convexo) Graus de liberdade: Dois Eixos: movimentos em torno dos eixos: transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução Ex. trapézio e primeiro metacarpal f) Esferóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos é uma esfera arredondada nos três planos, o outro uma cavidade esférica Graus de liberdade: Três Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal, sagital e longitudinal. Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução, rotação e a somatória de todos, é a circundução. Existem outros critérios de caráter histórico utilizados para classificar as articulações e que apresentam certa correspondência entre si, por exemplo: A- pelo tipo do contato: a)por continuidade (fibrosas e cartilagíneas); b) por contiguidade (sinoviais). B- pelo número de superfícies articulares: a) simples (duas); b) composta (mais de duas); c) complexa (com interposição de discos). C- pela posição: a) concordantes (bem justapostas) b) discordantes (contato incompleto). D- pela função: a) dependentes (temporomandibular); b) independentes. E- pelo movimento: a) diartroses (móveis); b) anfiartroses (pouco móveis); c) sinartroses (imóveis)  Roteiro prático: Classifique as seguintes articulações:
entre os ossos nasais internasal entre os ossos parietais sutura sagital entre o frontal e o parietal sutura coronal entre o occipital e os parietasi sutura lambdóidea entre o temporal e o parietal temporoparietal entre o dente e o alvéolo dental dentoalveolar entre o vômer e o esfenóide esfenovomeral entre a tíbia e a fíbula distal tibiofibular distal entre o occipital e o esfenóide esfenoccpital entre o occipital e temporal petrooccipital entre o esfenóide e temporal esfenopetrosa entre costelas e cartilagens costais costo condral entre cartilagens costais e o esterno costesternal entre os corpos vertebrais intervertebral entre os ossos púbis do quadril sínfise púbica entre manúbrio e corpo do esterno manubrioesternal entre a clavícula e a escápula acromioclavicular entre os processos articulares das vértebras entre as costelas e as vértebras costovertebral entre o úmero e a ulna no cotovelo umeroulnar entre a tíbia e o tarso talocrural 1 fibrosa sutura plana 2 fibrosa sutura serrátil 3 fibrosa sutura serrátil 4 fibrosa sutura serrátil 5 fibrosa sutura escamosa 6 fibrosa gonfose 7 fibrosa esquindelese 8 fibrosa sindesmose 9 cartilagínea sincondrose 10 cartilagínea sincondrose 11 cartilagínea sincondrose 12 cartilagínea sincondrose 13 cartilagínea sincondrose 14 cartilagínea sínfise 15 cartilagínea sínfise 16 cartilagínea sincondrose 17 sinovial plana 18 sinovial plana 19 sinoviais planas 20 sinovial gínglimo 21 sinovial gínglimo

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entre a ulna e o rádio radiulnar entre o áxis e o atlas atlantoaxial mediana entre o rádio e o carpo radiocarpal entre o trapézio e o 1º metacarpal carpometacarpal do polegar entre o úmero e a escápula ombro (glenoumeral) entre o fêmur e o osso do quadril quadril (coxofemoral) entre os ossos do carpo entre os metacarpais e as falanges metacarpofalângica Entre as falanges interfalângicas

22 sinovial trocóidea 23 sinovial trocóidea 24 sinovial elipsóidea 25 sinovial selar 26 sinovial esferóidea 27 sinovial esferóidea 28 sinovial plana 29 sinovial elipsóidea 30 sinovial gínglimo

As articulações; do joelho, esternoclavicular, temporomandibular são exemplos de articulações sinoviais complexas e de difícil classificação, daí a não uniformidade entre os autores. Por coincidência apresentam a interposição de discos ou meniscos.  Identifique os elementos de uma articulação sinovial cápsula articular membrana sinovial cartilagem articular ligamento menisco articular disco articular Ligamentos são estruturas geralmente em forma de fita constituídas de tecido conjuntivo denso que reforçam as articulações sinoviais. Podem ser intracapsulares quando se encontram no interior da cápsula articular, por exemplo, ligamentos cruzados do joelho, extracapsulares, quando se encontram por fora da cápsula articular, constituem a maioria e capsulares quando se encontram na própria cápsula. Identificar os seguintes ligamentos: Esqueleto apendicular Articulação esternoclavicular Ligamento interclavicular Ligamento esternoclavicular anterior O ligamento interclavicular situado sobre a incisura jugular do esterno une as duas extremidades das clavículas. O ligamento esternoclavicular anterior está situado na superfície anterior da articulação entre o esterno e a clavícula. Articulação acromioclavicular Ligamento coracoclavicular (ligs. conóide + trapezóide) O ligamento coracoclavicular é formado por duas partes: a) conóide, menor, mais medial, vai do tubérculo conóide da face inferior da clavícula à parte superior e posterior do processo coracóide e b) trapezóide, maior, vai da linha trapezóidea da face inferior da clavícula até o processo coracóide por diante e lateralmente ao conóide. Articulação do ombro Ligamento coracoumeral Ligamento coracoacromial O ligamento coracoumeral situado na parte superior da articulação do ombro é uma fita que liga o tubérculo maior do úmero à extremidade do processo coracóide.
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direção oblíqua. fixando-se na maior parte do processo coracóide atrás e lateralmente ao coracoclavicular e na extremidade do acrômio. Articulações da mão Ligamentos radiocarpais palmar e dorsal O ligamento radiocarpal palmar. a maioria deles é de difícil visualização e dissecção. Articulação do cotovelo Ligamento colateral ulnar Ligamento colateral radial Ligamento anular do rádio O ligamento colateral ulnar vai do epicôndilo medial do úmero à parte medial do processo coronóide e do olécrano da ulna. Ligamentos iliofemoral (superior). citamos estes por serem maiores e de melhor visualização.O ligamento coracoacromial embora ligue duas partes da escápula é importante na estabilização do ombro é largo. O ligamento anular do rádio envolve a cabeça do rádio unindo-a à incisura da ulna. isquiofemoral (posterior) e pubofemoral (anterior) envolvem e reforçam a cápsula articular seus nomes indicam o trajeto que seguem Articulação do joelho posterior Ligamento cruzado anterior . O ligamento colateral radial vai do epicôndilo lateral do úmero à parte lateral do processo coronóide e do olécrano e à cabeça do rádio onde se une ao ligamento anular do rádio. pubofemoral (é difícil individualiza-los) Ligamento da cabeça do fêmur é intracapsular liga à fóvea da cabeça do fêmur ao acetábulo. Articulação do quadril Ligamento da cabeça do fêmur Ligamentos iliofemoral. O ligamento radiocarpal dorsal. vai do processo estilóide do rádio ao osso capitato.Ligamento colateral fibular Ligamento transverso do joelho Ligamentos meniscofemoral (anterior e posterior) Ligamento poplíteo (oblíquo e arqueado) Ligamento da patela 42 . Articulação sacroilíaca Ligamento sacrotuberal Ligamento sacroespinal Ligamento sacrotuberal é uma faixa larga que vai da margem lateral e inferior do sacro ao túber isquiático.A mão apresenta um número elevado de ligamentos.Ligamento cruzado Ligamento colateral tibial . isquiofemoral. Observação . também oblíquo vai da margem inferior do rádio ao osso piramidal. Ligamento sacroespinal vai da margem do sacro por dentro do ligamento sacrotuberal até a espinha isquiática.

mais largo. Ligamento poplíteos (arqueado e oblíquo) extracapsulares. Coluna vertebral Ligamento nucal Ligamento longitudinal anterior Ligamento longitudinal posterior Ligamento amarelo Ligamento interespinal 43 . Articulação tibiofibular Ligamento tibiofibular (anterior. Ligamento da patela é a continuação do tendão do músculo quadríceps femoral que se fixa à tuberosidade anterior da tíbia. e esfenomandibular (para a espinha do esfenóide).Auxilia a nutrição da cartilagem 5. Ligamento cruzado posterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar. é uma fita estreita horizontal que liga os meniscos pela frente.Melhora a distribuição do liquido sinovial. Ligamento colateral lateral liga o maléolo lateral aos ossos tálus e calcâneo também é um conjunto de ligamentos Esqueleto axial Crânio: Os principais ligamentos da articulação temporomandibular são: lateral (para o processo zigomático. Reforçam a superfície posterior da cápsula Funções dos meniscosna articulação do joelho 1. intracapsular.Melhora a distribuição das pressões 3. inferiores e posteriores situam-se nas proximidades do tendões dos músculos semimembranáceo e poplíteo. na realidade é uma reunião de pequenos ligamentos. Ligamento transverso do joelho. Ligamento meniscofemoral posterior. estreito.Ligamento cruzado anterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar vai do côndilo lateral do fêmur à parte medial e anterior do platô da tíbia.Dá estabilidade à articulação evitando sobrecarga nos ligamentos 2. mais estreito e menor. oblíquo liga a parte posterior do menisco lateral ao ligamento cruzado posterior. Ligamento colateral fibular. posterior) Ligamentos tibiofibulares anterior e posterior unem as extremidades inferiores dos dois ossos. estilomandibular (para o processo estilóide). navicular e cubóide. intracapsular. vai do côndilo medial do fêmur à parte lateral e posterior do platô da tíbia. O interior dessa articulação é ocupada por forte tecido fibroso interósseo que forma a sindesmose tibiofibular distal Articulação do pé Ligamento colateral medial ou deltóideo Ligamento colateral lateral Ligamento deltóide liga o maléolo medial aos ossos tálus. Ligamento colateral tibial é uma faixa que vai do epicôndilo medial do fêmur até a parte superior da face medial da tíbia. vai do epicôndilo lateral do fêmur à cabeça da fíbula. Ligamento meniscofemoral anterior também ligado ao menisco lateral situa-se entre os dois ligamentos cruzados.Ameniza as pressões funcionando como almofada 4.

desgaste da cartilagem articular e conseqüente incapacitação. A sintomatologa característica é a presença de tumor (edema). As articulações do joelho e do quadril são mais atingidas Artrose é a degeneração progressiva de uma articulação. A mais freqüente é a retroolecraniana. ao longo da coluna vertebral. Artrite gotosa de causa metabólica com aumento do ácido úrico no sangue que sob a forma de sais passa a se depositar nas articulações principalmente do pé. traumática. Bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial. Os ligamentos supra-espinais ligam as extremidades dos processos espinhosos. calor. 44 .Ligamento supra-espinal O ligamento nucal é uma larga faixa situada na linha mediana da região cervical posterior entre os músculos da nuca de ambos os lados. do ombro e do cotovelo. O ligamento amarelo situa-se entre lâminas vertebrais vizinhas. As artroses mais comuns são: espondiloartrose da coluna vértebra. que aumenta com o movimento. rigidez do cotovelo e tumoração flácida atrás do cotovelo. traumática ou espontânea por fragilidade ligamentar. apresenta irritação da cartilagem articulae e membrana sinovial e conseqüente dor e inchaço. limitação dos movimentos e incapacidade funcional. Pode ser congênita. No local há deformidade. rubor e dor. O ligamento longitudinal é uma larga faixa que adere às faces posteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais no interior do canal vertebral. aumento do líquido sinovial. Doenças articulares Artrite é a inflamação de uma articulação pode ser infecciosa (estafilococo). ao longo da coluna vertebral. Sintomas: Dor. As mais comuns são: Artrite reumatóide de causa auto-imune apresenta espessamento da membrana sinovial. rigidez articular. A limitação de movimentos e a dor são os principais achados. Os sintomas são: dor. coxartrose do quadril e gonartrose do joelho. Luxação é o deslocamento de superfícies articulares. Osteoartrite é característica do envelhecimento articular com progressivo desgaste das cartilagens articulares. O ligamento longitudinal anterior é uma larga faixa que adere às faces anteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais ao longo da coluna vertebral. Apresenta dor que piora com a movimentação. Os ligamentos interespinais encontram-se os processos espinhosos seqüenciais. degenerativa. dilacerante. As mais freqüentes são: do quadril. metabólica (ácido úrico).

Dr. pequeno inchaço. Conceito: Músculo é um conjunto de células especializadas. Nader Wafae Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. Genu varum no qual os côndilos da tíbia se afastam um em relação ao outro “O”. e incapacidade articular. 45 . localização (braquial). Partes: Ativa é a parte central carnosa avermelhada que se contrai (ventre. Os sintomas são: dor. Genu valgum no qual os côndilos da tíbia se aproximam um em relação ao outro “X”. fixações: (coracobraquial) número de cabeças (bíceps). função (flexores dos dedos).músculo latim = mus . lisos. cauda) Critérios utilizados para dar nomes os músculos: Forma (trapézio). geralmente proximal. cabeça) e inserção (é o ponto móvel. gerando um movimento. multinucleada. vida de relação) B) Viscerais (involuntários. misto (pronador quadrado). citoplasma estriado Sistema Nervoso Somático Relação com o esqueleto Locomoção movendo os ossos Brusca Isolados Visceral fusiforme. estriados. mas varia de acordo com o critério para músculos pares ou ímpares. cuja característica essencial é a contratilidade sob a ação de um estímulo. Esta parte passiva compreende: Origem (é o ponto fixo.Entorse é a lesão articular na qual os ligamentos podem estar mais ou menos atingidos. corpo) e Passiva são as partes periféricas esbranquiçadas não se contraem (tendínea ou tendão). chamadas fibras musculares.rato Classificação dos músculos: A) Esqueléticos (voluntários. citoplasma liso Sistema Nervoso Autônomo Relação com as vísceras Movimento peristáltico visceral Lenta Camadas Músculos esqueléticos: Número de músculos do corpo: 501. geralmente distal. Etimologia: grego = mys . vida vegetativa) C) Cardíaco (involuntário e estriado) Características Célula Inervação Localização Função Contração Apresentação Esquelética Alongada. uninucleada.mio . MIOLOGIA Prof.

biventre (digástrico). Sinergista ( é o músculo que auxilia o movimento desejado anulando movimentos indesejáveis de outros músculos que também participam do movimento). ex. Classificação quanto à direção: Retilíneos: (a maioria) Reflexos: quando inicialmente seguem uma direção e depois formam um ângulo e mudam de direção (oblíquo superior do olho) Classificação quanto à forma: Longos: nos quais predomina o comprimento (bíceps). Pelo número de ventres: univentre (maioria). Fáscia profunda (tecido conjuntivo fibroso denso que envolve os músculos ligando os músculos entre si. Classificação quanto à relação entre tendão e ventre do músculo: término-terminal: o tendão é plano e continuação direta da parte carnosa músculos planos (oblíquo externo do abdome). músculos dos membros. bicaudado. o tendão envolve a parte final da parte carnosa ( fusiforme). planos: nos quais predomina a largura (oblíquo externo do abdome). mais próximos dos ossos. Pelo número de inserções: unicaudado ( maioria). intermediário: o músculo apresenta três tendões sendo um deles no meio músculo (digástrico).conjunto de fibras musculares). curtos: nos quais não há predomínio de dimensões (alguns músculos profundos da coluna vertebral). Perimísio (tecido conjuntivo que envolve um fascículo .Classificação dos músculos baseada no número de suas partes: Pelo número de origens: uníceps (maioria) bíceps. de de ou do Classificação quanto à função do músculo: Agonista ( é o músculo que realiza o movimento desejado). ex. Classificação dos músculos quanto à situação: Superficiais: quando situados sob a pele. Fixadores (fixam articulações). afastados dos ossos. músculos da expressão facial Profundos: quando situados sob a fáscia muscular. policaudado (flexores dos dedos). poliventre (reto do abdome). Unidade motora: conjunto de fibras musculares estimuladas pela mesma célula nervosa. Envolturas: Endomísio (tecido conjuntivo que envolve uma fibra muscular). ou nos dois lados (peniforme). tríceps. Antagonista (é o músculo que realiza o movimento contrário ao desejado). Epimísio (tecido conjuntivo que envolve todo o músculo). término-lateral: o tendão e a parte carnosa formam um ângulo pode ser apenas um lado do tendão (semipeniforme). quadríceps. O músculo de movimentos mais delicados possui mais 46 .

C5-C6 Ação: Rotação lateral REDONDO MAIOR Origem: Ângulo inferior e margem lateral da escápula. C5-C6 Ação: Rotação lateral SUBESCAPULAR Origem: Fossa subescapular Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular.Adução e rotação medial (parte clavicular) . Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. O músculo de movimentos mais grosseiros possui menos unidades motoras isto é mais fibras musculares dependem de uma célula nervosa. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo axilar. C4-C6 Ação: Abdução INFRA-ESPINAL Origem: Fossa infra-espinal. MÚSCULOS DO ESQUELETO APENDICULAR Prof. margem inferior da espinha da escápula.Extensão e rotação lateral (parte espinal) SUPRA-ESPINAL Origem: Fossa supra-espinal Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. C5-C6 Ação: Adução 47 . C5-C6 Ação: Rotação medial REDONDO MENOR Origem: Terço superior da margem lateral da escápula. Nader Wafae Músculos do ombro que atuam na articulação do ombro e no braço DELTÓIDE Origem: parte clavicular Terço lateral da clavícula parte acromial Acrômio parte espinal Espinha da escápula Inserção: Tuberosidade para o músculo deltóide (úmero) Inervação Nervo axilar. Dr. C5-C6 Ação: Abdução (parte acromial) .unidades motoras isto é menos fibras musculares por célula nervosa.

C5-C6 Flexão do antebraço Compartimento posterior do braço TRÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo infraglenoidal Cabeça curta: superfície posterolateral do úmero Cabeça medial: dois terços distais e posteromedial do úmero Inserção Olécrano Inervação Nervo radial. nervo radial. C5-C7. quarto posterior e proximal da ulna. C5-C7 Ação: Flexão e adução BÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo supraglenoidal Cabeça curta: processo coracóide Inserção Tuberosidade do rádio Inervação Nervo musculocutâneo C5-C6 Ação: Flexão do braço. C6-C8 Ação: Extensão do braço e do antebraço ANCÔNEO Origem: Inserção: Inervação: Ação: Superfície posterior do epicôndilo lateral do úmero. Inervação: Nervo mediano C6-C7 Ação: Pronação e flexão do antebraço 48 . C6-C8 Auxiliar do tríceps braquial na extensão do antebraço ANTEBRAÇO Compartimento anterior do antebraço PRONADOR REDONDO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. face lateral do rádio. Superfície lateral do olécrano.BRAÇO Músculo do compartimento anterior do braço CORACOBRAQUIAL Origem Processo coracóide Inserção Face medial na parte média do úmero Inervação Nervo musculocutâneo. Nervo radial. Inserção: Tuberosidade para o músculo pronador. processo coronóide Nervo musculocutâneo. Cabeça ulnar: processo coronóide. flexão e supinação do antebraço BRAQUIAL Origem: Inserção: Inervação: Ação: Dois terços distais da face anterior do úmero Tuberosidade da ulna.

Inervação Nervo mediano. Inserção Face ventral das bases dos ossos metacarpais II e III. presente em 69% dos antebraços) Origem Epicôndilo medial do úmero. Inserção Aponeurose palmar. C7-T1. C7-T1 Ação: Flexão da falange média FLEXOR PROFUNDO DOS DEDOS Origem Parte proximal da face anterior da ulna Inserção Face palmar da base das falanges distais dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano (ramo interósseo anterior) . Inervação: Nervo interósseo anterior do nervo mediano. C6-C8.parte medial. osso metacarpal V. Inervação: Nervo interósseo anterior. dois terços proximais da ulna. C7-T1. C7-T1. Inervação Nervo mediano. C8-T1. Inserção: Osso hamato. C5-T1 Nervo ulnar . Ação: Flexão e abdução da mão PALMAR LONGO (inconstante. osso pisiforme.FLEXOR RADIAL DO CARPO Origem Epicôndilo medial do úmero. Inserção: Quarto distal da face anterior do rádio. processo coronóide da ulna Cabeça radial: face anterior do rádio Inserção Base da falange média dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano. Ação: Flexão das falanges distais FLEXOR LONGO DO POLEGAR Origem: Face anterior da parte média do rádio. Ação: Flexão e adução da mão FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS Origem Cabeça umeroulnar: epicôndilo medial. Inervação: Nervo ulnar. Cabeça ulnar: olécrano. ramo do nervo mediano C6-T1 Ação: Pronação do antebraço Compartimento lateral do antebraço 49 . processo coronóide da ulna Inserção: Face anterior (palmar) da base da falange distal do polegar. Ação irrelevante FLEXOR ULNAR DO CARPO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero.parte lateral. Ação: Flexão da falange distal do polegar PRONADOR QUADRADO Origem: Quarto distal da face anterior da ulna.

C6-C8. Ação: Estende a falange proximal do polegar EXTENSOR LONGO DO POLEGAR Origem Parte média da face dorsal da ulna Inserção Face dorsal da base da falange distal do polegar Inervação Nervo radial. dois terços distais da face posterior da ulna Inserção Face lateral da base do osso metacarpal I. C5-C6 Ação: Flexão do antebraço EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO Origem Crista supracondilar lateral. Ação: Extensão e abdução da mão Compartimento posterior do antebraço SUPINADOR Origem: Epicôndilo lateral do úmero. Ação: Abdução do metacarpal I EXTENSOR CURTO DO POLEGAR Origem Terço distal da face posterior do rádio Inserção Face dorsal da base da falange proximal do polegar Inervação Nervo radial. Inervação Nervo radial. Ação Estende a falange distal do polegar EXTENSOR ULNAR DO CARPO Origem Cabeça umeral: epicôndilo lateral do úmero Cabeça ulnar: parte dorsal da ulna. base do processo estilóide do rádio Inervação Nervo radial. Inervação Nervo radial. C6-C8. ramo profundo. Crista do músculo supinador.BRAQUIORRADIAL Origem Crista supracondilar lateral do úmero Inserção Face lateral do rádio. ramo profundo C6-C8. C6-C8. Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . 50 . ramo profundo. Inervação Nervo radial C6-C7 Ação: Extensão e abdução da mão EXTENSOR RADIAL CURTO DO CARPO Origem Epicôndilo lateral do úmero. Inervação: Nervo radial. ramo profundo. ramo profundo. ramo profundo C5-C6 Ação: Supinação do antebraço ABDUTOR LONGO DO POLEGAR Origem Terço médio da face posterior do rádio. C6-C7. Inervação Nervo radial. Inserção: Terço proximal do rádio . Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . Inserção Face dorsal do osso metacarpal V.

extensão das falanges médias e distais.IV Inervação Nervo ulnar. extensão das falanges médias e distais. M. ramo profundo. C6-C8. Ação: Extensão das falanges proximais dos dedos EXTENSOR DO INDICADOR Origem Metade distal da face posterior da ulna Inserção Face medial da aponeurose dorsal do indicador Inervação Nervo radial. interósseo palmar 3: face lateral do osso metacarpal V Inserção Expansões extensoras das falanges proximais dos dedos II. C8-T1 Mm. ramo profundo. C8-T1 Ação: Flexão das falanges proximais. Flexão das falanges proximais. ramo profundo. lumbricais 1 e 2: nervo mediano. Inervação Nervo radial. 51 . outra parte na base da falange distal. Faces lateral e medial do dedo III Face medial do dedo IV Expansões extensoras dos dedos II . lumbricais 3 e 4: nervo ulnar. C8 . Inserção Face lateral da base da falange proximal do indicador. C6-C8. Ação: Adução dos dedos. C6-C8.uma parte na base das falanges médias. INTERÓSSEOS PALMARES 1 A 3 Origem M. flexão das falanges proximais. ligamento colateral ulnar Inserção Os quatro tendões se separam no dorso da mão e se inserem nas faces dorsais dos dedos II ao V . Ação: Extensão da falange proximal do dedo mínimo Mão LUMBRICAIS 1 A 4 Origem Tendões do flexor profundo dos dedos Inserção Expansões extensoras na face lateral (radial) de cada dedo Inervação Mm.T1. IV e V Inervação Nervo ulnar. extensão das falanges médias e distais. INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Faces mediais e laterais de dois ossos metacarpais contíguos. interósseo palmar 2: face lateral do osso metacarpal IV M. C8 . ramo profundo. ramo profundo. Ação: Abdução dos dedos. Ação: Extensão da falange proximal do dedo indicador EXTENSOR DO DEDO MÍNIMO Origem Epicôndilo lateral do úmero Inserção Aponeurose dorsal do dedo mínimo Inervação Nervo radial. interósseo palmar 1: face medial do osso metacarpal II.T1.Ação: Abdução e adução do antebraço EXTENSOR DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral do úmero.

T1. osso capitato. 52 . Inervação Nervo mediano C7-T1. Ação: Oposição do polegar aos demais dedos ADUTOR DO POLEGAR Origem Cabeça oblíqua: osso capitato. retináculo dos músculos flexores.T1. Ação: Flexão da falange proximal do polegar OPONENTE DO POLEGAR Origem Osso trapézio. tendão do músculo flexor ulnar do carpo Inserção Margem medial da base da falange proximal V e expansão extensora do dedo mínimo. ramo profundo. base do osso metacarpal II e III. Ação: Abdução do dedo mínimo OPONENTE DO DEDO MÍNIMO Origem Hâmulo do osso hamato. Inervação Nervo ulnar.Eminência Tenar ABDUTOR CURTO DO POLEGAR Origem Tubérculo do escafóide. Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. Inserção Face lateral da diáfise do osso metacarpal I. retináculo dos músculos flexores.T1. C7-T1. osso trapézio Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. Ação: Flexor da falange proximal ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Osso pisiforme. Inserção Face medial do osso metacarpal V. Ação: Adução do polegar Eminência hipotenar FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Osso hamato Inserção Margem medial da base da falange proximal V. ramo profundo C8 . ramo profundo. Ação: Abdução do polegar FLEXOR CURTO DO POLEGAR Origem Cabeça superficial: osso trapézio Cabeça profunda: osso trapezóide. Inervação Nervo ulnar. Inervação Nervo ulnar.T1. Cabeça transversa: dois terços proximais da face palmar do osso metacarpal III. Inserção Osso sesamóide medial na articulação carpometacarpal do polegar Inervação Nervo ulnar. C8 . ramo profundo. C8 . C8-T1. Inervação Nervo mediano. Inervação Cabeça superficial: Nervo mediano. C7 . C7-T1 Cabeça profunda: Nervo ulnar.

Flexor curto do polegar. Inervação Nervo ulnar.Ação: Oposição juntamente com o polegar PALMAR CURTO Origem Aponeurose palmar. Inserção Pele do lado medial (ulnar) da palma da mão. retináculo dos músculos flexores. Ação irrelevante Roteiro prático: Identificar os músculos do membro superior Ombro: Deltóide Infra-espinal Redondo maior Braço: Anteriores: Bíceps braquial Braquial Posteriores: Tríceps braquial Antebraço: Anteriores: Pronador redondo Palmar longo Flexor superficial dos dedos Flexor longo do polegar Laterais Braquiorradial Extensor radial curto do carpo Posteriores: Extensor ulnar do carpo Extensor do indicador Supinador Extensor longo do polegar Supra-espinal Subescapular Redondo menor Coracobraquial Ancôneo Flexor radial do carpo Flexor ulnar do carpo Flexor profundo dos dedos Pronador quadrado Extensor radial longo do carpo Extensor dos dedos Extensor do dedo mínimo Abdutor longo do polegar Extensor curto do polegar Mão: Eminência tenar : Abdutor curto do polegar. ramo superficial C7 . Flexor curto do dedo mínimo e Oponente do dedo mínimo Palma da mão: 3 interósseos palmares e 4 lumbricais Dorso da mão: 4 interósseos dorsais  Principais ações dos músculos do membro superior 53 .T1. Oponente do polegar e Adutor do polegar Eminência hipotenar : Abdutor do dedo mínimo.

coracobraquial Abdução do braço: deltóide (parte acromial). redondo menor. bíceps braquial Flexão da mão: flexor ulnar do carpo. extensores radiais longo e curto do carpo Flexão da falange proximal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Flexão da falange média: flexor superficial dos dedos Flexão da falange distal: flexor profundo dos dedos e flexor longo do polegar Extensão das falanges média e distal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Extensão da falange proximal dos dedos: extensor dos dedos Extensão da falange distal do polegar: extensor longo do polegar Extensão da falange proximal do polegar: extensor curto do polegar Adução dos dedos: interósseos palmares Abdução dos dedos: interósseos dorsais Músculos do membro inferior Músculos do quadril GLÚTEO MÁXIMO Origem Face posterior do sacro. ancôneo Pronação (rotação medial) pronador redondo. braquiorradial. L5-S2 Ação Extensão do quadril e da coxa. bíceps braquial. face glútea do ílio. supra-espinal Rotação medial: subescapular. redondo maior Adução do braço: redondo maior. extensor ulnar do carpo Abdução da mão: flexor radial do carpo. Rotação lateral: redondo menor. coracobraquial Extensão do braço: deltóide (parte espinal). ligamento sacrotuberal. tríceps braquial. flexor radial do carpo Extensão da mão: extensores radiais longo e curto do carpo. bíceps braquial. pronador quadrado Supinação (rotação lateral) supinador. extensor ulnar do carpo Adução da mão: flexor ulnar do carpo. infra-espinal. aponeurose toracolombar. espinha ilíaca póstero-superior Inserção Parte superior: trato iliotibial Parte inferior: tuberosidade glútea Inervação Nervo glúteo inferior. pronador redondo Extensão de antebraço: tríceps braquial. L4-S1 Ação Abdução e rotação medial da coxa GLÚTEO MÍNIMO 54 .Flexão do braço: deltóide (parte clavicular). rotação lateral da coxa GLÚTEO MÉDIO Origem Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Inserção Trocanter maior Inervação Nervo glúteo superior. redondo maior. supra-espinal Flexão do antebraço: braquial.

próximo à espinha ilíaca ântero-superior Trato iliotibial. ilíaco: fossa ilíaca. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa TENSOR DA FÁSCIA LATA Origem Inserção Inervação Ação Crista ilíaca. processo costiforme LI à LV Inserção Parte distal do trocanter menor 55 . L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa GÊMEO INFERIOR Origem Tuberosidade isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno ou nervo do músculo quadrado femoral ou nervo pudendo ou nervo isquiático. L4-L5 Flexão e rotação medial da coxa Compartimento anterior da coxa ILIOPSOAS Origem M. psoas maior: faces laterais dos corpos vertebrais TXII à LV. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa OBTURADOR INTERNO Origem Margem do forame obturado (face medial) Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa QUADRADO FEMORAL Origem Margem lateral do túber isquiático Inserção Crista intertrocantérica Inervação Nervo do músculo quadrado femoral.Origem Inserção Inervação Ação PIRIFORME Origem Inserção Inervação Ação Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Trocanter maior Nervo glúteo superior. espinha ilíaca ântero-inferior. L5-S2 Rotação lateral e abdução da coxa GÊMEO SUPERIOR Origem Espinha isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Ramos diretos do plexo sacral. L4-S1 Abdução e rotação medial da coxa Face pélvica do sacro Limite superior do trocanter maior Nervo isquiático ou ramos diretos do plexo sacral. ligamento sacroilíaco anterior. ligamento iliolombar. altura do terço médio do fêmur Nervo glúteo superior. raramente também pelo nervo isquiático. M.

vasto intermédio: dois terços superiores da diáfise do fêmur. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR MAGNO 56 . Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). logo abaixo do epicôndilo medial. reto femoral. L2-L3 Nervo obturatório. cabeça reta: espinha ilíaca ântero-inferior M. M. psoas: ramos ventrais do plexo lombar. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR CURTO Origem Ramo inferior do púbis Inserção Lábio medial da parte superior da linha áspera Inervação Nervo obturatório. o reto femoral é também flexor da coxa SARTÓRIO Origem Espinha ilíaca ântero-superior. L2-L4. Flexão da coxa PECTÍNEO Origem Eminência iliopúbica Inserção Linha pectínea do fêmur. L2-L3. vasto medial: linha áspera. Inervação Nervo femoral. vasto lateral: linha áspera. Nervo obturatório. L2-L4 Adução da coxa ADUTOR LONGO Origem Ramo superior do púbis Inserção Lábio medial da linha áspera (terço médio) Inervação Nervo obturatório. L2-L3. ilíaco: nervo femoral. trocanter maior.Inervação Ação M. L3 Ação Adução e flexão da coxa QUADRÍCEPS FEMORAL Origem M. ramo anterior. M. parte distal do trocanter menor Inervação Nervo femoral. ramo anterior. Inserção Tuberosidade da tíbia através do ligamento da patela. linha intertrocantérica. linha intertrocantérica. ramo anterior. M. cabeça reflexa: sulco supra-acetabular M. L2-L4. reto femoral. Ação Flexão da coxa e da perna Compartimento Medial da Coxa GRÁCIL Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis Extremidade proximal da tíbia. ramo anterior. Ação Extensão da perna. Inervação Nervo femoral.

parte tibial. Inervação Nervo isquiático. L5-S1 Flexão da perna. septo intermuscular lateral. septo intermuscular lateral. côndilo lateral da tíbia. rotação lateral SEMIMEMBRANÁCEO Origem Túber isquiático. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. Inervação Cabeça longa: nervo isquiático. L2-L4 Parte posterior: nervo isquiático. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. Inserção Face lateral da cabeça da fíbula. Menisco lateral Face posterior do terço proximal da tíbia. parte tibial. parte proximal e lateral do tendão comum. L4-S1 Adução da coxa. parte tibial. Inervação Nervo isquiático. Inserção Parte póstero-medial do côndilo medial da tíbia. Inserção Face medial e plantar do osso cuneiforme medial Base do osso metatarsal I. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna SEMITENDÍNEO Origem Túber isquiático Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). L4-L5 Ação Dorsiflexão e inversão do pé EXTENSOR LONGO DO HÁLUX Origem Terço médio da face anterior da fíbula Inserção Face dorsal da falange distal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. metade proximal lateral da tíbia. Inervação Nervo fibular profundo. Nervo tibial.Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis. Cabeça curta: linha áspera. ramo do ísquio. a parte extensora estende a coxa Compartimento posterior da coxa BÍCEPS FEMORAL Origem Cabeça longa: túber isquiático e ligamento sacrotuberal. L5-S1 Ação Extensão do hálux. rotação medial da perna Compartimento anterior da perna TIBIAL ANTERIOR Origem Côndilo lateral da tíbia. rotação medial POPLÍTEO Origem Inserção Inervação Ação Côndilo lateral do fêmur. túber isquiático Parte anterior: linha áspera do fêmur Parte posterior: tubérculo do adutor Parte anterior: nervo obturatório. 57 .

osso cuneiforme medial Inervação Nervo fibular superficial L5-S1. dois terços distais da fíbula. S1-S2 Irrelevante 58 . Inserção Tuberosidade do osso metatarsal V. Dorsiflexão e inversão do pé FIBULAR TERCEIRO (presente em 90% das pernas) Origem Terço distal da fíbula Inserção Face dorsal da base do osso metatarsal V. Ação Dorsiflexão e eversão do pé Compartimento lateral da perna FIBULAR LONGO Origem Côndilo lateral da tíbia. terço médio da tíbia. S1. Ação Flexão plantar e eversão do pé FIBULAR CURTO Origem Dois terços distais da fíbula.EXTENSOR LONGO DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral da tíbia. inversão do pé Face poplítea e epicôndilo lateral do fêmur . Inervação Nervo tibial. S1-S2 Ação Flexão da perna e plantar do pé. inversão do pé SÓLEO Origem Inserção Inervação Ação PLANTAR Origem Inserção Inervação Ação Terço posterior e proximal da fíbula. S1-S2 Flexão plantar do pé. Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. septo intermuscular anterior Inserção Por quatro tendões sobre as aponeuroses dorsais dos dedos II . L5-S1. três quartos proximais da face anterior da fíbula. Septo intermuscular da perna. Inserção Base do osso metatarsal I. septo intermuscular da perna. Arco tendíneo do músculo sóleo Parte superior e medial da tuberosidade do calcâneo. Ação Eversão do pé Compartimento posterior da perna GASTROCNÊMIOS Origem Côndilos medial e lateral do fêmur. Inervação Nervo fibular profundo. Nervo tibial. Inervação Nervo fibular superficial. Inserção Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. L5-S1 Ação Extensão dos dedos. Nervo tibial.V (falanges média e distal) Inervação Nervo fibular profundo.

L5-S2 Ação Flexão da falange distal do hálux TIBIAL POSTERIOR Origem Dois terços proximais da face posterior da tíbia e medial da fíbula. S1-S2 Ação Abdução do hálux FLEXOR CURTO DOS DEDOS Origem Face plantar da tuberosidade do calcâneo. Inserção Osso navicular. L5-S1 Ação Extensão da falange proximal do hálux Planta do pé ABDUTOR DO HÁLUX Origem Parte medial da tuberosidade do calcâneo Inserção Falange proximal do hálux. osso cubóide.FLEXOR LONGO DO HÁLUX Origem Dois terços distais da face posterior da fíbula. Inervação Nervo tibial. S1-S2 Ação Inversão do pé FLEXOR LONGO DOS DEDOS Origem Face dorsal da tíbia. Inervação Nervo plantar medial. osso metatarsal II-IV Inervação Nervo tibial. Inervação Nervo tibial. S1-S2 Ação Flexão das falanges média e proximal dos dedos ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Processo lateral da tuberosidade do calcâneo Inserção Face lateral da falange proximal do dedo mínimo.IV Inervação Nervo fibular profundo. osso cuneiforme. Inserção Falange distal dos dedos II-V. L5-S1 Ação Extensão dos dedos EXTENSOR CURTO DO HÁLUX Origem Face dorsolateral do calcâneo. 59 . Inserção Falange média dos dedos II-V. seio do tarso Inserção Falange proximal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. Inervação Nervo plantar medial. L5-S2 Ação Flexão das falanges distais dos dedos Dorso do pé EXTENSOR CURTO DOS DEDOS Origem Face súpero-lateral do calcâneo Inserção Aponeurose dorsal dos dedos II . inserção Falange distal do hálux.

aponeuroses dorsais desses dedos Inervação M. ligamento calcaneocubóideo plantar. S2-S3 Ação Flexão dos dedos FLEXOR CURTO DO HÁLUX Origem Cabeça medial e cabeça lateral: face plantar dos ossos cuneiformes. S2-S3 Abdução do dedo mínimo QUADRADO PLANTAR Origem Face plantar do calcâneo. Inervação Cabeça medial: nervo plantar medial. Inserção Cabeça medial: base da falange proximal do hálux. Cabeça transversa: cápsula das articulações metatarsofalângicas III e V. Ligamento plantar longo Inserção Falange proximal do dedo mínimo Inervação Nervo plantar lateral. S1-S2 Mm. osso sesamóide medial. ligamento metatarsal transverso profundo. tendão do músculo tibial posterior. Inervação Nervo plantar lateral. ligamento calcaneocubóideo plantar. osso cuneiforme lateral. lumbricais II ao IV: nervo plantar lateral. Inervação Nervo plantar lateral. osso sesamóide lateral. Cabeça lateral: base da falange proximal do hálux.Inervação Ação Nervo plantar lateral. ligamento plantar longo. S2-S3 Ação Adução e flexão do hálux FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Base do osso metatarsal V. S2-S3 60 . S1-S3 Cabeça lateral: nervo plantar lateral. S1-S3 Ação Flexão da falange proximal do hálux ADUTOR DO HÁLUX Origem Cabeça oblíqua: osso cubóide. S2-S3 Ação Flexor da falange proximal do dedo mínimo INTERÓSSEOS PLANTARES 1 A 3 Origem Base da face medial dos ossos metatarsais III-V Inserção Parte medial da falange proximal dos dedos III-V Inervação Nervo plantar lateral. ligamento plantar longo. ligamento plantar longo Inserção Margem lateral do músculo flexor longo a frente da divisão de seus tendões terminais. lumbrical I: nervo plantar medial. S2-S3 Ação Flexão falanges proximais MÚSCULOS LUMBRICAIS DO PÉ 1 A 4 Origem Tendões do músculo flexor longo dos dedos Inserção Falanges proximais dos dedos II ao IV. Inserção Falange proximal e osso sesamóide lateral do hálux.

lumbricais. vasto medial) Pectíneo Mediais: Grácil Adutor curto Posteriores: Semitendíneo Bíceps femoral Perna: Anteriores: Tibial anterior Extensor longo do hálux Laterais: Fibular longo Adutor longo Adutor magno Semimembranáceo Extensor longo dos dedos. vasto lateral. sóleo) Tibial posterior Flexor longos dos dedos Flexor longo do hálux plantar Pé: Dorsais: extensor curto dos dedos.Ação Flexão e adução dos dedos INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Cada músculo se insere em ossos metatarsais adjacentes Inserção Face lateral da falange proximal dos dedos II ao IV. extensor curto do hálux. camada 61 . flexor curto dos dedos abdutor do hálux. Glúteo médio. Tensor da fáscia lata Gêmeo superior Gêmeo inferior Coxa: Anteriores: Iliopsoas Sartório Quadríceps femoral (reto femoral. S2-S3 Ação Flexão e abdução dos dedos Roteiro prático: identificar os músculos do membro inferior Quadril: Glúteo máximo Glúteo mínimo Piriforme Obturador interno (tendão) Quadrado femoral. camada média inferior: quadrado plantar. interósseos dorsais Plantares: camada inferior: abdutor do dedo mínimo. face medial do dedo II Inervação Nervo plantar lateral. Fibular terceiro Fibular curto Posteriores: Tríceps sural (gastrocnêmios medial e lateral. vasto intermédio.

pectíneo Abdução da coxa: glúteos médio e mínimo. semimembranáceo. fibular longo Inversão do pé: tibiais anterior e posterior Eversão do pé: fibulares longo. semitendíneo. 62 . interósseos dorsais Músculos do Esqueleto Axial: Professor Dr. parte extensora do adutor magno. quadrado femoral. tensor da fáscia lata. satisfação. músculos dos ossículos da audição. quadrado plantar Adução dos dedos: adutor do hálux. bíceps femoral. médio e inferior. grácil. poplíteo Extensão da perna: quadríceps femoral Flexão dorsal do pé: tibial anterior. Adução da coxa: adutores longo. adutor do hálux. flexor curto do dedo mínimo. semitendíneo Rotação lateral da coxa: glúteo máximo. curto e terceiro Extensão das falanges: extensores longos e curtos dos dedos e do hálux Flexão das falanges: flexores longos e curtos dos dedos e do hálux. extensores longos dos dedos. Músculos da expressão facial: Características: são músculos superficiais situados sob a pele da face tendo pelo menos uma fixação na pele e outra podendo ser óssea ou muscular. lumbricais. Flexão da perna: bíceps femoral. semimembranáceo. curto e magno (parte adutora). interósseos plantares Abdução dos dedos: abdutores do hálux e do dedo mínimo. gêmeos. pectíneo Extensão da coxa: glúteo máximo. Podemos dividi-los em patamares superior. tensor da fáscia lata. piriforme. angústia. músculos extrínsecos do bulbo do olho. obturador interno. músculos do couro cabeludo. reto femoral. fibular Flexão plantar do pé: tríceps sural. Nader Wafae MÚSCULOS DA CABEÇA Os músculos da cabeça dividem-se em vários grupos: músculos da expressão facial. alegria. músculos da língua e músculos da nuca. piriforme Rotação medial da coxa: glúteos médio e mínimo. interósseos plantares e dorsais. músculos da orelha. e etc. músculos da faringe.média superior: flexor curto do hálux. portanto não se destinam a gerar movimentos e são os responsáveis pelas expressões faciais de dor. sartório.  ação dos músculos do membro inferior Flexão da coxa: iliopsoas. sartório. músculos da mastigação. camada superior: interósseos plantares. semitendíneo.

enruga a testa NASAL. Levanta a mandíbula. circular. abaixa o lábio inferior MENTUAL: mandíbula e pele do mento. RETO SUPERIOR. Músculos dos ossículos da audição TENSOR DO TÍMPANO e MÚSCULO DO ESTAPÉDIO. Músculos da mastigação: MASSETER: arco zigomático. Tensor das bochechas durante a mastigação impede que o alimento saia do interior da boca e fique entre os dentes e a bochecha. RETO INFERIOR. occipital ocupa a escama do osso occipital. serão estudados juntamente com as orelhas. No patamar inferior encontram-se os músculos mais inferiores ABAIXADOR DO ÂNGULO DA BOCA: mandíbula. CORRUGADOR DO SUPERCÍLIO. Músculos extrínsecos do bulbo do olho RETO MEDIAL. OBLÍQUO INFERIOR E LEVANTADOR DA PÁLPEBRA SUPERIOR. ABAIXADOR DO LÁBIO INFERIOR: mandíbula. aproxima os supercílios. leva o ângulo da boca lateralmente BUCINADOR. auxilia a dilatar as narinas No patamar médio encontram-se os músculos da boca ORBICULAR DA BOCA. ramo da mandíbula. levanta o lábio superior e dilata a narina. serão estudados juntamente com o bulbo do olho. pele entre os supercílios. mandíbula e maxila. frontal não tem inserção 63 . eleva a pele do mento.No patamar superior encontram-se os músculos da órbita e do nariz : ORBICULAR DO OLHO. osso zigomático. leva o ângulo da boca para baixo e para o lado. levanta e everte o lábio superior LEVANTADOR DO ÂNGULO DA BOCA: eleva o ângulo da boca RISÓRIO: masseter. osso frontal. Músculos do couro cabeludo MÚSCULO EPICRÂNICO formado pelos músculos OCCIPITOFRONTAL (occipital e frontal). músculo esfinctérico. RETO LATERAL. processo coronóide da mandíbula. levam o ângulo da boca para cima e lateralmente LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E DA ASA DO NARIZ: maxila. O m. PRÓCERO. fecha as pálpebras. PTERIGÓIDEO LATERAL: processo pterigóide do esfenóide. osso nasal. o m. que circunda a órbita. processo condilar da mandíbula. fecha os lábios ZIGOMÁTICOS MAIOR E MENOR. Temporoparietal e pela aponeurose epicrânica. Levanta a mandíbula TEMPORAL: fossa temporal. osso frontal. Protrai e movimenta lateralmente a mandíbula. Levanta a mandíbula PTERIGÓIDEO MEDIAL: processo pterigóide do esfenóide. ramo da mandíbula. situado acima do anterior. LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR: maxila. OBLÍQUO SUPERIOR. músculo esfinctérico. contorna o dorso do nariz transversalmente.

Isoladamente: inclinam a cabeça e a coluna cervical para o mesmo lado e rodam a cabeça para o lado oposto. de modo geral elevam o osso hióide: DIGÁSTRICO: Origem: Ventre posterior: processo mastóide Inserção: Ventre anterior: margem inferior da mandíbula Inervação: Ventre anterior: nervo mandibular. pequeno insere-se na pele e fáscia temporal acima e na frente da orelha externa. palatoglosso). estiloglosso. O temporoparietal. Ventre posterior: nervo facial. plexo cervical. vertical) e extrínsecos (genioglosso. ramo do nervo mandibular. 64 . Movimentam o couro cabeludo. Ação: abaixam a mandíbula quando se abre a boca e levantam o hióide quando se deglute. Serão estudados no sistema digestório. C2 Ação: Juntos: flexionam a coluna cervical e a cabeça. hioglosso. Músculos da faringe Podem ser constritores e levantadores. transverso. Músculos da nuca Serão vistos ainda neste capítulo no estudo dos músculos do dorso. Serão estudados no sistema digestório. Músculos da orelha São os pequenos músculos POSTERIOR e SUPERIOR. MÚSCULOS DO PESCOÇO: PLATISMA é um músculo superficial que ocupa grande parte do pescoço se insere na pele sobre os músculos deltóide e peitoral maior e na mandíbula. Ação: abaixam a mandíbula e levantam o soalho da boca e a língua ajudando a deglutição. Ação: eleva e puxa a pele do pescoço para a frente ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO: Origem: Cabeça esternal: manúbrio do esterno Cabeça clavicular: terço medial da clavícula Inserção: Processo mastóide Inervação: Nervo acessório (XI). Músculos da língua Podem ser intrínsecos (longitudinais superior e inferior.óssea. condroglosso. MILO-HIÓIDEO: Origem: Linha milo-hióidea na face interna da mandíbula Inserção: Margem superior do corpo do osso hióide Inervação: Nervo milo-hióideo. Músculos supra-hióideos. São acessórios da inspiração forçada. superficiais: AURICULARES ANTERIOR.

C1-C4 Ação: Abaixa o osso hióide.GENIO-HIÓIDEO: Origem: Espinha geniana na mandíbula Inserção: Face anterior do corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C2 Ação: semelhante ao milo-hióideo ESTILO-HIÓIDEO: Origem: Processo estilóide do osso temporal Inserção: Margem lateral do corpo do osso hióide Inervação: Nervo facial. Ação: puxam o osso hióide para trás. de modo geral abaixam o osso hióide. Músculos infra-hióideos em forma de fita. OMO-HIÓIDEO: Origem: Margem superior da escápula Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C4 ESTERNO-HIÓIDEO: Origem: Parte medial da clavícula. C1-C4 Ação: Levanta a laringe ESTERNOTIREÓIDEO: Origem: Face posterior do manúbrio do esterno. acessórios da inspiração forçada. C1-C4 Ação: Abaixa a laringe e o soalho da boca concluída a deglutição Músculos escalenos: Flexão lateral da coluna cervical (pescoço). face posterior da 1ª cartilagem costal Terminação: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Inervação: Alça cervical. ESCALENO ANTERIOR: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 3ª à 6ª vértebra cervical Inserção: Tubérculo do músculo escaleno anterior sobre a 1ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais C5-C8 ESCALENO MÉDIO: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 2ª à 7ª vértebra cervical 65 . face posterior do manúbrio do esterno. Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. TIREO-HIÓIDEO: Origem: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Terminação: Corno maior do osso hióide Inervação: Alça cervical.

MÚSCULOS RETOS ANTERIORES: occipital. subcostais e levantadores das costelas (serão estudados no sistema respiratório) MÚSCULOS DO ABDOME RETO DO ABDOME: 66 . MÚSCULOS LONGOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO: occipital. SERRÁTIL ANTERIOR: Origem 1ª à 9ª costela Inserção Margem medial da escápula Inervação Nervo torácico longo.Inserção: 1ª costela. adução e rotação medial do braço. PEITORAL MENOR: Origem 3ª à 5ª costela Inserção Processo coracóide Inervação Nervos peitorais medial e lateral. diafragma. 6 costela e cartilagens costais superiores. C5-C7 Ação: abdução do braço Obs. consequentemente a escápula se desloca lateralmente constituindo o que chamamos de escápula alada pela semelhança com uma asa. vértebras cervicais (corpos e processos transversos). posteriormente ao sulco da artéria subclávia Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. C8-T1 Ação: Flexão. MÚSCULOS DO TÓRAX PEITORAL MAIOR: Origem Esterno. A atrofia do músculo serrátil anterior o afasta da parede torácica. C6-C8 Ação: Abaixa a escápula. SUBCLÁVIO: Origem e inserção: clavícula e primeira costela Os músculos que atuam na respiração: transverso do tórax. C7-C8 MÚSCULOS PRÉ-VERTEBRAIS: Ação flexão da coluna cervical (pescoço) e da cabeça. Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 5ª e 6ª vértebras cervicais Inserção: Margem superior da 2ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. metade medial da clavícula Inserção Crista do tubérculo maior Inervação Nervos peitorais medial e lateral. atlas. intercostais internos e externos. C4-C8 ESCALENO POSTERIOR: Nem sempre está presente.

Estabiliza a pelve. Terminação Crista púbica. T12.Origem Face anterior da 5ª à 7ª cartilagem costal. processo xifóide. cartilagens costais da 9ª à 12ª costelas. T5-T11. Nervo iliohipogástrico. Nervo subcostal. Nervo subcostal. T12. crista púbica. OBLÍQUO EXTERNO DO ABDOME: Origem Margem inferior e face anterior da 5ª à 12ª costelas. na contração bilateral. T5-T11. crista ilíaca. Juntamente com os outros músculos do abdome. T12-L1. T12. flexão da coluna vertebral. Nervo subcostal. L1 Ação Rotação do tórax em relação à pelve do lado oposto. Pode colaborar no controle térmico da bolsa testicular junto com o dartos (túnica de músculo liso). lábio externo a crista ilíaca. na contração bilateral. T12. a micção. L1 Ação: Na contração unilateral. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. Nervo iliohipogástrico. Inervação Nervo genitofemoral. Terminação Linha alba Inervação Nervos intercostais. linha alba. flexão da coluna vertebral na contração bilateral. MÚSCULO CREMASTER Origem Fibras mais inferiores do músculo oblíquo interno do abdome e algumas fibras do músculo transverso. T5-T11. O reflexo cremastérico consiste na contração do músculo pelo toque na parte súpero-medial da coxa. linha alba através da bainha dos músculos retos do abdome. Nervo iliohipogástrico. Nervo ilioinguinal. aponeurose toracolombar. 67 . tosse e a defecação. L1 Ação Flexão da parte torácica da coluna vertebral. T12-L1. Inervação Nervos intercostais. OBLÍQUO INTERNO DO ABDOME: Origem Ligamento inguinal. L1 Ação Na contração unilateral. Terminação Face interna da bolsa testicular . Na contração bilateral. Terminação Tubérculo púbico. Nervo ilioinguinal. ramo genital L1-L2 Ação Levanta a bolsa testicular. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. rotação do tórax para o mesmo lado. vômito. T5-T11. Nervo ilioinguinal. T12-L1. o bilateral. flexão da coluna vertebral. TRANSVERSO DO ABDOME: Origem Cartilagens costais da 6ª à 12ª costelas. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. vômito. rotação do tórax para o mesmo lado. o bilateral. Na contração bilateral. Nervo subcostal. Juntamente com os outros músculos do abdome. ligamento inguinal. Nervo iliohipogástrico. Inervação Nervos intercostais. tosse e a defecação. Nervo ilioinguinal. Terminação Crista púbica Sínfise púbica Inervação Nervos intercostais. a micção. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. T12-L1.

PSOAS MAIOR. Na contração bilateral.Juntamente com os outros músculos do abdome. o tendão plano dos músculos planos como são os casos: oblíquo externo do abdome. Chama-se aponeurose. Esta diferença de comportamento das aponeuroses na bainha do músculo reto do abdome acima e abaixo da linha arqueada resultou da mudança de posição do ser humano em bípede. Linha semilunar é a linha formada pelas aponeuroses dos músculos abdominais ao atingirem a margem lateral do músculo reto do abdome. A parte superior da lâmina posterior é formada pela subdivisão posterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome juntamente com a aponeurose do músculo transverso do abdome. favorece o aparecimento das hérnias inguinais. a micção. nesse nível. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome juntas e a lâmina posterior apenas pela fáscia transversal. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. tosse e a defecação. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. Linha alba é a linha mediana da parede abdominal formada pelo entrecruzamento de aponeuroses de ambos lados. 68 . Esta fragilidade da fáscia transversal. processos costiformes Ação: Na contração unilateral inclina o tórax para o mesmo lado e auxilia os músculos do quadril impedindo o abaixamento da pelve durante o movimento. A parte inferior da bainha do músculo reto do abdome abaixo do umbigo é de constituição diferente: a lâmina anterior passa a ser formada pelas aponeuroses dos músculos oblíquo externo do abdome. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome. A parte superior da lâmina anterior é formada pela aponeurose do músculo oblíquo externo juntamente com uma subdivisão anterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome. QUADRADO DO LOMBO: Origem Crista ilíaca Inserção Décima segunda costela. Abaixo dessa linha. PIRAMIDAL: Origem linha alba Inserção púbis Inervação Nervo ilio-hipogástrico Ação Insignificante Bainha do músculo reto do abdome O músculo reto do abdome encontra-se no interior da bainha do músculo reto do abdome formada pelas lâminas anterior e posterior. Na contração bilateral seu desempenho na respiração é discutível. O nível de transição entre essas duas partes é marcada na lâmina posterior pela linha arqueada. vômito. PSOAS MENOR E ILÍACO. todas as aponeuroses passam por diante do músculo reto do abdome. deixando a lâmina posterior da bainha do reto formada apenas pela frágil fáscia transversal.

terço lateral da clavícula Inervação Nervo acessório (XI) Ação Eleva. 9ª . processo espinhoso da 1ª à 4ª vértebra cervical. C3-C5. camada média e camada profunda. C4-C5 Ação Levanta e retrai a escápula ROMBÓIDE MENOR Origem Processo espinhoso da 6ª e 7ª vértebra cervical. aduz e roda medialmente o braço CAMADA MÉDIA LEVANTADOR DA ESCÁPULA Origem Tubérculo posterior dos processo transversos da 1ª à 4ª vértebra cervical Inserção Ângulo superior e parte da margem medial da escápula. Inervação Nervo dorsal da escápula. acrômio. C6-C8 Ação Estende. terço posterior da crista ilíaca. Inserção Margem medial da escápula no nível da espinha. CAMADA SUPERFICIAL: TRAPÉZIO Origem parte ascendente: processos espinhosos da 4ª à 12ª vértebras torácicas parte transversa: Ligamento nucal. Ação Levanta a escápula ROMBÓIDE MAIOR Origem Processos espinhosos da 1ª à 5ª vértebras torácicas Inserção Margem medial da escápula entre a espinha e o ângulo inferior Inervação Nervo dorsal da escápula. Inserção espinha da escápula. parte descendente: Protuberância occipital externa. processos espinhosos da 3ª à 5ª vértebras torácicas. retrai e fixa o ombro LATÍSSIMO DO DORSO Origem Aponeurose toracolombar.Foram estudados no esqueleto apendicular sob a denominação de músculo iliopsoas.12ª costela Inserção Crista do tubérculo menor Inervação Nervo toracodorsal. C4 Ação Levanta e retrai a escápula SERRÁTIL POSTERIOR SUPERIOR 69 . da linha nucal superior. MÚSCULOS DO DORSO Os músculos do dorso se dispõem em 3 camadas superpostas da superfície em direção à profundidade: camada superficial. Inervação Nervo dorsal da escápula.

Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ESPLÊNIO do PESCOÇO Origem Processos espinhosos da 3ª à 6ª vértebra torácica. Os oblíquos em geral ligam os processos transversos aos processos espinhosos e destinam-se principalmente à rotação. Pertencem a este grupo: MULTÍFIDOS. Processos espinhosos da 7ª vértebra cervical à 3ª vértebra torácica.a parte lateral. Terminação Tubérculos posteriores dos processos transversos da 2ª à 5ª vértebras cervicais. suas fixações pulam pelo menos duas vértebras (2 a 5). inserida nos processos espinhosos. Ação Extensão da cabeça e pescoço na contração bilateral. C6-T2 Levanta as costelas SERRÁTIL POSTERIOR INFERIOR Origem Processos espinhosos das duas últimas vértebras torácicas e das duas primeira vértebras lombares Inserção Margem inferior da 9ª à 12ª costela Inervação Ramos anteriores dos nervos espinais.a parte mediana. formado por 3 partes longitudinais dispostas no sentido transversal: ESPINAIS . são oblíquos. Os longitudinais em geral ligam processos espinhosos entre si ou processos transversos entre si e destinam-se principalmente à extensão do segmento em que se encontram. Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C5-C7. inserida nas costelas e processos transversos. A direção de suas fibras determina a função. Linha nucal superior Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C3-C5. LONGUÍSSIMOS . são músculos curtos que vão de uma vértebra a outra ou de uma costela a uma vértebra e se colocam ao longo da coluna vertebral.Origem duas Inserção Inervação Ação Processos espinhosos das duas últimas vértebras cervicais e primeiras vértebras torácicas 2ª à 5ª costela Ramos anteriores dos nervos espinais. tórax e pescoço. Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ERETOR DA ESPINHA. inserida nos processos transversos. Terminação Processo mastóide.a parte intermédia. vão de processos transversos inferiores para processos espinhosos superiores. 70 . Ação Extensão do pescoço na contração bilateral. C11-L2 Ação Abaixa as costelas CAMADA PROFUNDA: ESPLÊNIO da CABEÇA Origem Metade inferior do ligamento nucal. é o principal extensor da coluna vertebral. São encontrados no lombo. ILIOCOSTAIS . Transverso-espinais.

pelos ramos posteriores dos nervos espinais. Inervação Nervo suboccipital C1-C2. inclinação lateral da cabeça. Inervação Nervo suboccipital. porém mais longos que os anteriores. Ação Extensor. Ação: Rotador. INTERESPINAIS. fixam-se em processos transversos de vértebras adjacentes. Ação dos músculos do dorso: De modo geral os músculos do dorso destinamse à movimentação da coluna vertebral e da cabeça. pulam mais de 5 vértebras) localizam-se na parte superior da coluna vertebral: tórax. Terminação Parte posterior do processo transverso do atlas. inclinação lateral da cabeça. Inervação: em geral. vão do processo transverso inferior para o processo espinhoso imediatamente superior (rotador curto) ou pulam uma vértebra (rotador longo). são longitudinais. são oblíquos. participando da extensão. Terminação Osso occipital acima e lateralmente à linha nucal inferior Inervação Nervo suboccipital C1. Suboccipitais: RETO POSTERIOR MAIOR DA CABEÇA Origem Processo espinhoso do atlas. são oblíquos. extensor.ROTADORES. C2. inclinação lateral da cabeça . são longitudinais. inclinação lateral da cabeça RETO POSTERIOR MENOR DA CABEÇA: Origem Tubérculo posterior do atlas. INTERTRANSVERSÁRIOS. OBLÍQUO SUPERIOR DA CABEÇA Origem Tubérculo posterior do atlas. (em geral. rotação e inclinação lateral conforme o sentido de suas fibras. Ação Extensor. fixam-se em processos espinhosos de vértebras adjacentes. fraco rotador OBLÍQUO INFERIOR DA CABEÇA: Origem Processo espinhoso do áxis. Roteiro prático dos músculos do esqueleto axial Músculos da expressão facial: 1-Prócero 2-Nasal 3-Orbicular do olho 4-Orbicular da boca 5-Bucinador 6-Zigomático maior 7-Abaixador do ângulo da boca 71 . Terminação Parte média da linha nucal inferior. Terminação Parte medial da linha nucal inferior. pescoço e cabeça. osso occipital Inervação Nervo suboccipital C1 Ação: Extensor. São encontrados no lombo. tórax e pescoço SEMI-ESPINAIS.

Reto posterior maior da cabeça 46.Lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome 31.Piramidal 30.Rombóide menor 38.Oblíquo superior da cabeça 72 .Levantador da escápula 37.Latíssimo do dorso 36.Longuíssimo 42.Espinal 41.Iliocostal 43.8-Mentual Músculos da mastigação: 9-Masseter 10-Temporal 11-Pterigóideo medial 12-Pterigóideo lateral Músculos do pescoço 13-Platisma 14-Esternocleidomastóideo 15-Escaleno anterior 16-Escaleno médio 17-Digástrico 18-Milo-hióideo 19-Omo-hióideo 20-Esternotireóideo 21-Esterno-hióideo Músculos do tórax: 22-Peitoral maior 23-Peitoral menor 24-Serrátil anterior Músculos do abdome: 25-Reto do abdome 26-Oblíquo externo do abdome 27-Oblíquo interno do abdome 28-Transverso do abdome 29.Fáscia transversal Músculos do dorso: 34.Eretor da espinha 40.Reto posterior menor da cabeça 47.Trapézio 35.Lâmina posterior da bainha do músculo reto do abdome 32.Rombóide maior 39.Esplênio 44.Linha arqueada 33.Semi-espinal 45.

Tendinite Inflamação dos tendões.Psoas maior 51. incapacidade menor ou maior para usar o músculo. Distrofia muscular As distrofias musculares caracterizam-se pela perda progressiva da força e da integridade muscular. Tendinite do manguito rotador ou “ombro doloroso” A tendinite se deve a pequenos traumatismos repetitivos principalmente no tendão do supra-espinal. rigidez e fadiga. Torcicolo Contratura dos músculos do pescoço.48. As lesões por esforços repetitivos são as causas mais freqüentes. Sintomas: dor ao acionar o tendão lesado.Serrátil posterior superior 54. Sintomas dificuldade e dor ao levantar o braço.Serrátil posterior inferior Doenças musculares Câimbra: Contração muscular dolorosa e involuntária. uma dilaceração das fibras musculares até a ruptura do músculo ou tendão. Miastenia grave 73 . Epicondilite (cotovelo do tenista) Inflamação no nível da inserção comum dos músculos extensores e supinadores do antebraço. Sintomas: dor no nível do epicôndilo lateral do cotovelo.Quadrado do lombo 50. Fibromialgia Enfermidade não inflamatória caracterizada por dor muscular generalizada. pode apresentar hematoma. Sintomas: dor generalizada e rigidez do tronco. Pode ser um estiramento das fibras musculares. na qual a cabeça permaneça inclinada para o lado atingido.Oblíquo inferior da cabeça 49. Traumatismos musculares Geralmente decorrentes de práticas desportivas que provocam o estiramento brusco do músculo contraído. Sintomas: dor súbita no nível lesado.Multífido 52.Rotador 53. Sintomas: é a permanência da cabeça inclinada e dor intensa ao tentar movimentar o pescoço. Sintomas: progressiva perda da força muscular.

2. A bomba hidráulica é o coração e os tubos chamados vasos são as artérias. Tenossinovite estenosante Retração inflamatória estenosante da bainha comum dos tendões do extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar ao passarem pelo rádio. seus componentes encontram-se em todas as partes do corpo. Dr. 3. SISTEMA CIRCULATÓRIO Prof. sua composição pode ser comparada a de um sistema hidráulico com uma bomba hidráulica que o dinamiza e um conjunto de tubos no interior dos quais o líquido circula. como os elementos figurados e as moléculas maiores principalmente de proteínas e gorduras não conseguem atravessar a membrana aumentam a pressão osmótica no interior do capilar que agora recupera o líquido que forneceu em sua parte inicial para neutralizar a pressão osmótica .Defesa do nosso organismo : o sistema circulatório através de mecanismos imunológicos (anticorpos) e dos próprios glóbulos brancos promove a nossa defesa contra agressões de microrganismos. creatinina) e gasoso (gás carbônico) resultantes do trabalho celular e que devem ser retirados das células e do interstício por serem tóxicos. Os vasos microscópicos de paredes permeáveis através das quais ocorrem as permutas com o líquido intersticial constituem os capilares. as veias e os vasos linfáticos. em que sua toxina bloqueia a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. 74 . Assim sendo. Assim sendo. O sangue chega à rede capilar proveniente das artérias sob uma pressão suficiente para que parte de seu componente líquido atravesse as paredes permeáveis dos capilares.Nutrição: quando o componente líquido do sangue atravessa a parede do capilar trás consigo material nutritivo químico como glicose e aminoácidos que alimenta nossas células e o oxigênio para o metabolismo celular.Excreção: quando o líquido intersticial retorna para o interior do capilar trás consigo os resíduos químico (uréia. Para completar esta função o sistema circulatórios conduz esses resíduos até o rim e pulmão para serem eliminados. Nader Wafae O sistema circulatório da mesma forma que os sistemas nervoso e endócrino é um sistema de integração no nosso organismo. Botulismo Doença causada pelo Clostridium botulinum.Doença da junção neuromuscular na qual o impulso nervoso não pode passar ao músculo. 1. embora a produção da acetilcolina não esteja alterada. Composição: o sistema circulatório desempenha suas funções através de meios líquidos (sangue e linfa). Sintomas: dor sobre o processo estilóide do rádio e ruído ao movimento. Sintomas: enfraquecimento muscular generalizado. distúrbios visuais. Funções: O sistema circulatório desempenha suas funções principalmente através da rede capilar interposta entre artérias e veias.

após a morte e a conseqüente fixação passa a se apresentar como uma pirâmide triangular com base.Regulação térmica: atua mediante mecanismos de vasoconstrição e vasodilatação na pele. sistêmica ou de nutrição: o sangue passa do ventrículo esquerdo para o interior da aorta que distribui o sangue pelas redes capilares dos tecidos. essas medidas médias podem ser alteradas por influências de vários fatores como: idade. por diante da coluna vertebral (5ª à 8ª vértebras) e do esôfago. Caso a temperatura ambiente esteja alta (quente). Caso a temperatura ambiente esteja baixa (frio) essas comunicações se dilatam e são postas a funcionar evitando. a altura entre 13 e 15 cm. 75 . sexo. para auxiliar a manter nossa temperatura constante. Sua função endócrina é representada pela produção do hormônio atrial natriurético que estimula a excreção de sódio. Pequena circulação. em grande parte. Situação: é órgão impar situado na cavidade torácica atrás do esterno e das cartilagens costais. Dimensões: em média o peso do coração situa-se em torno de 5 gramas por quilo de peso na pessoa adulta. Principalmente na pele antes de chegarmos a rede capilar existem pequenos vasos que comunicam as artérias menores (arteríolas) com as veias menores (vênulas) são as anastomoses arteríolo-venulares e cujos funcionamentos são reguláveis. 5. e retorna através das veias cavas para o átrio direito. Forma: no vivo.4. sua forma é de um cone de base superior. biotipo e desenvolvimento muscular. os fatores patológicos. ANATOMIA DO CORAÇÃO Conceito: é um órgão predominantemente muscular com cavidades e válvulas em seu interior. que o sangue passe pelo capilar o que levaria o corpo a ceder calor para o ambiente. A região onde se situa denomina-se mediastino médio.Correlação humoral: transporta substâncias químicas produzidas em certos órgãos (glândulas endócrinas. a largura entre 9 e 10 cm e a espessura em torno de 6 cm. cuja função principal é movimentar o sangue mediante mecanismos de aspiração e propulsão semelhantes a uma bomba hidráulica. por exemplo) para que atuem em outros órgãos situados a distância do local em que são produzidos. as anastomoses se contraem e o sangue passa predominantemente pelos capilares para devolver ao ambiente o calor que o corpo está recebendo desse mesmo ambiente. não considerando. coração-pulmão ou funcional: o sangue passa do ventrículo direito para o interior do tronco pulmonar e artérias pulmonares daqui para a rede capilar pulmonar. é claro. três faces e um ápice. e retorna pelas veias pulmonares para o átrio esquerdo. Circulação Sangüínea: Grande circulação. em cima do diafragma e entre os dois conjuntos pleuropulmonares. No entanto.

não chegou a formar uma face como aconteceu no lado esquerdo. pouco tecido adiposo e não apresenta sulcos é portanto constituída somente pela parede do ventrículo esquerdo. as paredes dos dois ventrículos entram em sua formação sem predomínio evidente de uma delas e estão separadas por um sulco verticalizado o sulco interventricular posterior. Este meio de fixação situado posteriormente garante a livre movimentação dos ventrículos situados anteriormente. Base: embora não haja uniformidade na sua delimitação. É a tendência de retificação de seu arco que ocorre pela entrada do sangue durante a sístole que leva o coração. Margem direita. particularmente a ponta. Face esquerda ou pulmonar. apresenta um sulco oblíquo. o sulco interventricular anterior que separa as paredes dos ventrículos direito e esquerdo que constituem esta face. da direita para a esquerda e de trás para diante. apesar de seu dinamismo. formou-se em função da maior espessura da parede do ventrículo esquerdo. As faces são três: esternocostal (anterior). É o ápice que toca na parede torácica no nível do 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo ("choque da ponta") por estar em posição mais anterior. pulmonar (esquerda) e diafragmática (inferior). em geral. Parte inicial da aorta e do 76 . um ápice. assim o alongamento vertical do átrio direito e o alongamento horizontal do átrio esquerdo. Já a artéria aorta é importante meio de suspensão do coração.Orientação: o eixo cardíaco que se estende do centro da base ao ápice orienta-se de cima para baixo. Estática: o coração é mantido em posição. por ser pouco espessa. sendo a parede do ventrículo direito. Justifica-se. Face diafragmática ou inferior é plana por colocar-se sobre o centro tendíneo do músculo diafragma. O ápice ou ponta do coração é predominantemente constituído pela parede do ventrículo esquerdo separado da pequena porção do ventrículo direito por um sulco chamado incisura do ápice que representa a continuidade entre os sulcos interventriculares anterior e posterior. contra a parede do tórax. formada pelas veias cavas superior e inferior que constituem o tirante vertical e pelas veias pulmonares que formam o tirante horizontal é o principal meio de fixação. é a mais abaulada. as aurículas direita e esquerda. formada pelo encontro das faces esternocostal e diafragmática é constituída unicamente pela parede do ventrículo direito que. aguda. pela continuidade com os grandes vasos da base. uma margem. consideramos como a parte do coração situada acima e atrás do sulco coronário que separa externamente as paredes dos átrios e dos ventrículos. o sulco interatrial e os grandes vasos. pouco abaulada. a predominante. DESCRIÇÃO EXTERNA Externamente o coração apresenta: três faces. Assim definida. se deposita em maior quantidade. Face esternocostal ou anterior. uma base e quatro sulcos. entram na constituição da base: os átrios direito e esquerdo. o tecido adiposo está ausente ou em pequena quantidade. A cruz venosa. A parte da parede do ventrículo direito que antecede a artéria pulmonar chama-se cone arterial. é onde o tecido adiposo.

o átrio direito recebe o sangue das veias cavas superior e inferior e do seio coronário e o átrio esquerdo recebe das quatro veias pulmonares (duas de cada pulmão). a separação interna que existe entre as câmaras cardíacas que pode ocorrer através dos septos. contorna o coração. Sulcos: representam. fibras colágenas. Esqueleto fibroso do coração: é um conjunto de anéis e feixes de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagíneo interligados que dão sustentação à musculatura cardíaca às valvas atrioventriculares e contribuem para a preservação da forma do coração. ARQUITETURA DO CORAÇÃO O coração é um vaso diferenciado. pela artéria interventricular anterior e pela veia cardíaca magna ou interventricular anterior. elásticas e musculares lisas. externamente. O sulco coronário separa os átrios dos ventrículos. a maior veia do coração. ou através dos óstios dotados de valvas como os que existem entre os átrios e os ventrículos do mesmo lado. como os existentes entre os átrios e entre os ventrículos. à direita pela continuação da artéria coronária direita e à esquerda. pelo seio coronário. Na parede do átrio direito. sua parte anterior é ocupada à direita pela artéria coronária direita e à esquerda pela artéria circunflexa. entre os óstios das veias cavas. a média e mais desenvolvida é o miocárdio e a externa é o epicárdio ou lâmina visceral do pericárdio seroso. é ocupado por gordura. Miocárdio é a camada média muscular formada principalmente por fibras musculares cardíacas. Os átrios são as câmaras receptoras do sangue proveniente das circulações.tronco pulmonar e as terminações das veias cava superior e cava inferior e das veias pulmonares direitas superior e inferior e esquerdas superior e inferior. a mais interna é o endocárdio. O endocárdio forra toda a parte interna das paredes atriais e ventriculares é formado por células endoteliais e um extrato subendotelial de tecido conjuntivo frouxo com fibroblastos. vai do ápice às proximidades da origem da artéria pulmonar e aurícula esquerda. O sulco interatrial que indica o local da separação interna dos átrios é pouco pronunciado e se situa ao lado das desembocaduras das veias pulmonares direitas. O sulco interatrial que indica a separação entre os átrios encontra-se na base e já foi descrito. O sulco interventricular posterior situado na parte média da face diafragmática é verticalizado e contém a artéria interventricular posterior e a veia cardíaca média ou interventricular posterior. O sulco interventricular anterior situado na face esternocostal separa as paredes dos ventrículos. A parte posterior é ocupada. Antes de analisá-lo temos que descrever o esqueleto fibroso do coração no qual direta ou indiretamente as fibras cardíacas se inserem. As aurículas são apenas apêndices que prolongam os átrios anteriormente envolvendo parcialmente as artérias aorta e pulmonar. assim sendo apresenta em sua arquitetura três camadas. É formado por componentes horizontais e 77 . encontramos o sulco terminal representação externa da crista terminal e que indica a separação entre as partes do átrio que derivam do seio venoso e do átrio primitivo. é oblíquo.

O coração assemelha-se. e que no adulto forma recessos chamados seios. anel fibroso esquerdo que contorna o óstio atrioventricular esquerdo entre átrio e ventrículo esquerdos. anel fibroso aórtico que contorna o óstio da aorta entre ventrículo esquerdo e aorta. feixe triangular situado na confluência esquerda dos anéis fibrosos esquerdo e aórtico e o tendão do cone. serosa. predominantemente no sentido horário e de cima para baixo. na parte inferior e lateral. assim. esquerdo e aórtico. a um músculo digástrico em que átrios e ventrículos são os feixes musculares e o esqueleto fibroso. portanto é a própria camada externa do coração. O pericárdio fibroso de tecido conjuntivo denso fibroelástico é externo. Sabe-se hoje que o pericárdio atua como superfície de deslizamento diminuindo a resistência provocada pelo atrito. O componente vertical é representado pela porção membranácea do septo interventricular. o tendão intermediário. opaco. O recesso que se forma entre a face posterior do átrio esquerdo e as veias pulmonares é o seio oblíquo. Aquele situado entre o tronco pulmonar e a aorta ascendente por diante e pelas paredes dos átrios e aurículas. Funções do pericárdio. já que direta ou indiretamente toda a musculatura cardíaca se insere nele. protege contra traumas em choques por súbita diminuição da velocidade (princípio da inércia) e impede a deformação do 78 . por trás chama-se seio transverso. As cúspides das valvas atrioventriculares direita e esquerda se inserem na parte interna dos anéis fibrosos. trígono fibroso esquerdo. feixe triangular situado na confluência dos anéis fibrosos direito. anel fibroso pulmonar que contorna o óstio do tronco pulmonar entre ventrículo direito e tronco pulmonar. trígono fibroso direito. Pericárdio É uma membrana fibrosserosa em forma de bolsa que recobre o coração. uma externa. protetor e lubrificante A reflexão que dá continuidade a essas lâminas ocorre ao nível dos grandes vasos da base. são portanto independentes tendo no esqueleto fibroso o ponto comum de inserção. dá ao coração a contenção fibro-elástica necessária para impedir a distensão excessiva da fibra miocárdica e conseqüente lesão. espesso. brilhante e frágil costuma-se dividi-lo em duas lâminas embora sejam contínuas. desta forma uma mesma fibra pode em um ponto ocupar a superfície do órgão e em outro ponto estar no meio da musculatura ou até mesmo em sua parte interna.verticais. Entre essas lâminas forma-se um espaço chamado cavidade do pericárdio que contém pequena quantidade de líquido pericardíaco. As fibras musculares cardíacas se dispõem segundo um trajeto preferencial e fundamental que é helicoidal tridimensional. fibrosa e outra interna. a lâmina visceral também denominada epicárdio reveste e adere ao miocárdio. feixe oblíquo que liga o anel fibroso aórtico ao anel fibroso pulmonar. resistente e inextensível quando solicitado subitamente. O pericárdio seroso de tecido conjuntivo frouxo e mesotélio é fino. a lâmina parietal reveste internamente o pericárdio fibroso. Os componentes horizontais são: anel fibroso direito que contorna o óstio atrioventricular direito entre átrio e ventrículo direitos. O esqueleto fibroso funciona como um centro tendíneo. A musculatura dos átrios se insere em sua parte superior e lateral e a musculatura ventricular. É formado por duas partes distintas.

coração que os movimentos do diafragma ou que a aspiração torácica pela pressão negativa poderiam provocar. DESCRIÇÃO INTERNA As câmaras cardíacas são separadas entre si ou por septos que no indivíduo normal impedem qualquer tipo de comunicação ou por óstios que sendo providos de valvas permitem a comunicação entre as câmaras do mesmo lado ou não, de acordo com a fase do ciclo cardíaco. Septos Septo interatrial é uma parede predominantemente muscular, (há locais apenas com tecido conjuntivo) revestida de endocárdio que separa os átrios. Participam de sua formação duas expansões: o septum primum e o septum secundum Em ambos os lados, apresenta vestígios da primitiva comunicação que existia entre os átrios durante o período fetal intra-uterino. Septo atrioventricular é a porção do septo que separa o átrio direito do ventrículo esquerdo. O átrio direito mais longo em virtude da tração vertical exercida pelas veias cavas e a formação da valva atrioventricular esquerda em ponto mais superior devem interferir para esse desnível. Septo interventricular é a parede que separa os ventrículos, apresenta duas partes bem diferenciadas: uma inferior, larga e maior é a parte muscular e outra superior, pequena e estreita é a parte membranácea. Óstios Óstios atrioventriculares: são passagens arredondadas existentes entre átrios e ventrículos correspondentes, podendo estar fechados pelas valvas constituídas por cúspides quando estas se fecham ou abertos quando as valvas se abrem, dependendo da fase do ciclo cardíaco, sístole ou diástole. O óstio atrioventricular direito é maior que o esquerdo. ÁTRIO DIREITO A parede posterior do átrio direito é lisa, nela se encontram os óstios das veias cavas e do seio coronário deriva portanto do seio venoso sendo chamada de seio intervenoso ou entrecavas, onde pode-se observar uma saliência denominada tubérculo intervenoso, vestígio de um dos feixes musculares do primitivo seio venoso. Os óstios da veia cava inferior e do seio coronário são dotados de válvulas, vestígios da válvula direita de separação entre seio venoso e átrio primitivo, em geral insuficientes ou até mesmo ausentes. A parede lateral apresenta numerosos relevos musculares: a crista terminal e os músculos pectíneos. A crista terminal também vestígio da válvula direita do seio venoso constitui importante feixe muscular e marca a transição entre seio venoso e o átrio primitivo. Os músculos pectíneos formam diversos feixes musculares que se destacam perpendicularmente da crista terminal semelhante a um pente e correspondem à parede rugosa da parte direita do átrio primitivo. A parede medial ou parte direita do septo interatrial deriva do septum secundum, e apresenta em sua parte central uma depressão oval de consistência fina chamada fossa oval, vestígio do forame oval da circulação fetal através do qual o sangue proveniente da veia cava inferior passava para o átrio esquerdo. A fina membrana que forra a fossa deriva do septum primum situado à esquerda. Contornando superiormente a fossa oval encontra-se o

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saliente feixe límbico superior, formando o limbo da fossa oval que, pelo menos em parte, procede da válvula esquerda do seio venoso. ÁTRIO ESQUERDO A parede posterior do átrio esquerdo, como as demais, é lisa, apresenta os quatro óstios das veias pulmonares: 2 das veias direitas e 2 das veias esquerdas. A parede medial ou parte esquerda do septo interatrial deriva do septum primum, mais fino do que o septum secundum, também mostra vestígios da primitiva passagem que existia na circulação fetal, a válvula do forame oval, uma prega em meia lua simples ou dupla situada no quadrante ântero-superior do septo (85%) por diante da fossa oval, e que em nosso meio é permeável em cerca de 25% dos casos (Wafae). ELEMENTOS COMUNS AOS VENTRÍCULOS DIREITO E ESQUERDO Os dois ventrículos possuem estruturas que são encontradas tanto no lado direito como no lado esquerdo, embora com as especificidades próprias de cada lado, são as trabéculas cárneas e as estruturas que compõem o aparelho valvar. As trabéculas cárneas são feixes musculares que se distribuem pelas paredes dos ventrículos, costuma-se classificá-las em 3 tipos: cristas, presas às paredes dos ventrículos em toda extensão; pontes, presas às paredes dos ventrículos apenas pelas extremidades e músculos papilares, presos às paredes dos ventrículos apenas por uma extremidade e ligados às cúspides pela outra extremidade. As trabéculas cárneas em conjunto orientam a corrente sangüínea para circular da via de entrada para a via de saída do ventrículo; aumentam a força de contração do ventrículo sem a necessidade de hipertrofiar ainda mais a parede ventricular e auxiliam na nutrição do miocárdio por serem revestidas de endocárdio. Aparelho valvar atrioventricular é o conjunto de estruturas que funcionam harmonicamente tornando possível a abertura e o fechamento do óstio atrioventricular de acordo com a fase do ciclo cardíaco. É constituído pelo anel fibroso, pelas cúspides, pelas cordas tendíneas e pelos músculos papilares. O anel fibroso de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagem faz parte do esqueleto fibroso, sustenta o óstio atrioventricular e em sua parte interna dá inserção às cúspides das valvas. As cúspides são membranas de tecido conjuntivo denso revestidas de endocárdio, possuem 2 faces: atrial e ventricular e 2 margens: a aderente se insere no anel fibroso e a livre que se aproxima das demais durante o fechamento do óstio. Para desempenhar sua função são necessárias mais de uma cúspide, ao conjunto delas damos o nome de valvas. Cordas tendíneas são filamentos de tecido conjuntivo tendíneo que prendem as cúspides aos músculos papilares ou à parede ventricular. Desta forma, contribuem para evitar a eversão das cúspides durante a sístole. Músculos papilares são trabéculas cárneas cônicas presas às paredes ventriculares pela parte inferior, mais larga, e as cúspides através de cordas tendíneas. Impedem a eversão das cúspides e tracionam o plano valvar em direção ao ápice durante a sístole ventricular. Além do óstio atrioventricular, os ventrículos possuem outro óstio através do qual o sangue é enviado para o interior das grandes artérias. Estes

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óstios são providos de valvas constituídas por válvulas, que são expansões de endocárdio com tecido fibroso, em forma de meia lua daí serem chamadas semilunares. São três válvulas para cada valva. As margens livres dessas válvulas, que se aproximam quando a valva fecha, denominam-se lúnulas e o espessamento que apresenta em seu ponto médio é o nódulo. Tudo indica que os três nódulos se imbricam ao se encontrarem durante o fechamento da valva, reforçando-o. O espaço entre a parede da artéria e a válvula denomina-se seio. VENTRÍCULO DIREITO A cavidade do ventrículo direito é mais ampla, porém suas paredes são menos espessas, cerca de um terço menor, que as paredes do ventrículo esquerdo. Funcionalmente, podemos dividi-lo em duas partes: uma pósteroinferior ou via de entrada próximo a valva atrioventricular direita e outra ânterosuperior ou via de saída, próximo à origem do tronco pulmonar. Limitando estas duas partes encontra-se o óstium bulbi formado por: crista supraventricular, trabécula septomarginal, músculo papilar anterior e parte da valva atrioventricular. A crista supraventricular é um volumoso feixe muscular situado na parte superior do ventrículo direito interposto entre as vias de entrada (óstio atrioventricular) e de saída (óstio do tronco pulmonar) é constante. Sua contração na sístole ajuda a direcionar o sangue para a via de saída. A trabécula septomarginal, outro feixe muscular bem desenvolvido, procede da parte medial do anel fibroso direito, entra na composição do septo muscular, e se prolonga formando uma ponte até o músculo papilar anterior e parede anterior. Citada, inicialmente, por Leonardo da Vinci em seus desenhos, a trabécula delimita em grande parte o ostium bulbi, sendo portanto importante no direcionamento do sangue para a via de saída, além de conduzir o ramo direito do complexo estimulante para as partes do ventrículo direito com as quais se relaciona. Aparelho valvar atrioventricular direito Anel fibroso tem em média um perímetro de 10,45 cm as variações de seu tamanho não se associam com o número de cúspides da valva nem com o número de músculos papilares. Embora tradicionalmente aceito que a valva atrioventricular direito possua três cúspides daí o nome tricúspide, pesquisas tem demonstrado que o número de cúspides é variável principalmente na metade lateral da valva. Wafae et alli utilizando critérios morfométricos e morfológicos encontraram de 2 até 6 cúspides nesta valva, sendo 3 e 4 os mais freqüentes. Denominam-se, septal, anterior e posterior nos casos com 3 cúspides. Podem ser encontradas pequenas cúspides comissurais entre as cúspides habituais. O ventrículo direito possui músculos papilares distribuídos pelas três paredes: anterior, posterior e septal, exceto na parede anterior na qual, com maior freqüência, encontramos um único músculo papilar, nas demais costuma-se encontrar mais de um músculo papilar. A parte lisa da via de saída denomina-se cone arterial onde encontramos além do músculo papilar septal, as três válvulas semilunares da valva do tronco pulmonar: anterior, direita e esquerda. VENTRÍCULO ESQUERDO É mais longo por ocupar área maior no ápice do coração e pela valva atrioventricular esquerda situar-se em nível mais alto e as paredes são mais espessas do que o ventrículo direito, sua cavidade tende mais para a forma

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A valva atrioventricular esquerda classicamente denominada de valva mitral ou bicúspide.  roteiro prático do coração 1-Face esternocostal 2-Face esquerda 3-Face diafragmática 4-Sulco coronário 5-Ventrículo direito 6-Ventrículo esquerdo 7-Átrio direito 8-Átrio esquerdo 9-Aurícula direita 10-Aurícula esquerda 11-Veia cava superior 12-Veia cava inferior 13-Uma das veias pulmonares (4) 14-Aorta 15-Tronco pulmonar 16-Sulco interatrial 17-Margem direita 18-Ápice 19-Sulco interventricular anterior 20-Sulco interventricular posterior 21-Pericárdio fibroso 22-Lâmina visceral do pericárdio seroso 23-Lâmina parietal do pericárdio seroso 24-Miocárdio 25-Endocárdio 26-Trígono fibroso (direito e esquerdo) 27-Músculos pectíneos 28-Crista terminal 29-Fossa oval 30-Válvula do forame oval 82 . denominam-se músculo papilar anterior e músculo papilar posterior. O músculo papilar posterior origina-se na parte da parede posterior próximo ao septo. sejam encontrados em número variável. O músculo papilar anterior se destaca da porção lateral da parede anterior. na realidade temos. número variável de cúspides mas com maior freqüência são duas anterior e posterior. apresenta na realidade. direita e esquerda. embora. este ventrículo apresenta o óstio da aorta guarnecido por três válvulas semilunares: posterior. Os músculos papilares também variam em número. em geral. e as vias de entrada e de saída estão bem mais próximas separadas por uma septo fibroso. Além do óstio atrioventricular esquerdo. Aparelho valvar atrioventricular esquerdo O anel fibroso esquerdo que delimita o óstio atrioventricular esquerdo é menor que o do lado direito. são bem mais volumosos e maiores do que aqueles do ventrículo direito e suas situações no ventrículo costumam ser mais constantes. grupos de músculos papilares anteriores e grupos de músculos papilares posteriores.oval.

No cadáver: vazias. 4 a 5 ramos esofágicos. ligeiramente para a direita é a parte ascendente da aorta. artéria carótida comum e artéria subclávia. são vasos no interior dos quais o sentido do fluxo sangüíneo é centrífugo ou divergente em relação ao coração. A parte torácica da aorta emite vários ramos de pequeno calibre: 2 a 3 ramos bronquiais. A parte abdominal da aorta emite importantes ramos uns pares e outros impares nesta seqüência: frênica inferior (par). forma: regularmente cilíndrica. inicialmente apresenta trajeto ascendente. sua parede pulsa. Desta porção originam-se as artérias coronárias direita e esquerda. No vivo e no cadáver: paredes mais resistentes. não possuem válvulas. cor é avermelhada . Neste trajeto a parte descendente da aorta divide-se em: parte torácica da aorta e parte abdominal da aorta. desta porção originam-se as artérias (da direita para a esquerda) tronco braquiocefálico. 83 . localização: sempre profundas. além do sentido da corrente: No vivo: pressão sangüínea maior. A seguir a aorta assume direção descendente colocando-se por diante da coluna vertebral. e uma série de ramos inconstantes: frênicas superiores. Em seqüência a aorta descreve um arco para a esquerda e para trás é o arco da aorta. 9 pares de ramos intercostais posteriores e um par subcostal.31-Crista 32-Ponte 33-Músculo papilar 34-Crista supraventricular 35-Trabécula septomarginal 36-Valva atrioventricular direita (Tricúspide) 37-Valva atrioventricular esquerda (Mitral) 38-Cordas tendíneas 39-Septo interatrial 40-Septo interventricular 41-Válvula semilunar Principais Artérias Artérias: artérias são vasos que se originam nos ventrículos do coração através da artéria aorta e do tronco pulmonar e que se ramificando distribuem o sangue a todas as partes do corpo humano. Diferenças com as veias. Portanto. Os ramos arteriais podem ser terminais quando a artéria que originou os ramos deixa de existir e ramos colaterais quando a artéria que os originou continua presente. esbranquiçadas. posição essa que irá manter até sua terminação no nível da 4ª vértebra lombar ao se dividir em artérias ilíacas comuns direita e esquerda e emitir a artéria sacral mediana. mediastinais e pericárdicas. o nível de separação é a passagem pelo hiato aórtico do diafragma. tronco celíaco (ímpar). Artéria aorta A artéria aorta origina-se no ventrículo esquerdo.

sobe por dentro do ramo da mandíbula até às proximidades da glândula parótida. meninges. Artéria carótida comum Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. Órgãos irrigados: encéfalo. meninges. Ramos: Carótida comum direita. Órgãos irrigados: é o conjunto dos órgãos de seus ramos terminais. glândula 84 . petrosa (no canal carótico). Trajeto. gonadal (par). no lado esquerdo é o segundo ramo do arco da aorta. laringe). subclávia e carótida comum. cerebral média Artéria carótida externa Origem: é ramo terminal mais medial e anterior da artéria carótida comum emite vários ramos para o pescoço e face. Eventualmente (+-8%) a tireóidea ima. lingual (língua. face. não emite ramos no pescoço. supra-renal média (par). subclávia direita. soalho da boca). facial (parte externa da face. Órgãos irrigados: como não emite ramos colaterais sua área de irrigação é o conjunto das áreas de irrigação de seus ramos terminais carótidas interna e externa. crânio Ramos principais: tireóidea superior (glândula tireóide. contornando a traquéia. couro cabeludo. Trajeto: coloca-se ao lado da traquéia e laringe. mesentérica inferior (ímpar). medialmente à veia jugular interna e nervo vago. Terminação: atrás do ramo da mandíbula divide-se em artérias temporal superficial e maxilar. ligeiramente por trás da glândula tireóide. estruturas nervosas. cerebral anterior. renal (par). Terminação: No nível de um plano transversal passando pelo osso hióide divide-se em seus ramos terminais: carótida externa e carótida interna.mesentérica superior (ímpar). para a direita. Ramos: carótida externa e carótida interna Artéria carótida interna Origem: é ramo terminal mais lateral e posterior da artéria carótida comum. etmoidais. olho e anexos Ramos principais: oftálmica. Terminação: após um trajeto de 5 a 7 cm emite seus ramos terminais: carótida comum direita e subclávia direita Trajeto: para cima. Órgãos irrigados: pescoço. Terminação: próximo à sela turca emite seus ramos terminais: cerebral anterior e cerebral média. cavernosa (no seio cavernoso) e cerebral nas proximidades da sela turca. Parte ascendente da aorta Artérias coronárias direita e esquerda serão estudadas em aula específica. Arco da aorta Tronco braquiocefálico Origem: primeiro ramo do lado direito do arco da aorta. lombares (pares). Trajeto: apresenta 4 partes: cervical (no pescoço). faringe. sobe em direção ao crânio no qual penetra pelo canal carótico.

o nervo mediano. Ao passar por trás do músculo escaleno anterior costuma ser dividida em três partes: primeira parte: antes do músculo. carpal dorsal que se une 85 . faringe) temporal superficial (parótida. no cotovelo ocupa o seu centro. e terceira parte: depois do músculo. membro superior Ramos principais: subescapular . Trajeto: segue pela região braquial anterior desviada medialmente. circunflexa do úmero anterior e posterior. Terminação: margem inferior do músculo redondo menor Trajeto: passa pela axila por trás do músculo peitoral menor que a divide em três partes: primeira . que a acompanha.submandibular). membro superior. em ambos os lados dirige-se lateralmente por trás da clavícula. tronco costocervical . parede e órgãos torácicos. Trajeto.tireóidea inferior (glândula tireóide. Artéria subclávia: Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. ombro. Órgãos irrigados: Parte posterior do encéfalo. occipital. cervical ascendente (pescoço). no lado esquerdo é o terceiro ramo do arco da aorta. torácica interna (parede torácica. pericárdio. Ramos principais: vertebral (parte posterior do encéfalo e medula espinal). radial e ulnar. pescoço.intercostal suprema (parede torácica). Artéria radial: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. esôfago).circunflexa da escápula (ombro) toracodorsal (parede torácica). cruza por diante. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar superficial que se une à artéria ulnar parar formar o arco palmar superficial. orelha crânio) auricular posterior. laringe. ombro. diafragma). cervical transversa e supra-escapular (ombro). Órgãos irrigados: parede torácica. e dos músculo esternocleidomastóideo e escaleno anterior formando um arco sobre a primeira costela por trás da veia subclávia. tóraco-acromial (ombro). medula espinal. Terminação: na margem lateral da primeira costela muda de nome para artéria axilar. boca. Órgãos irrigados: membro superior Ramos principais: braquial profunda (principal artéria do braço) colaterais ulnar e radial. Terminação: região anterior do cotovelo ao emitir seus ramos terminais: ulnar e radial. torácica lateral. Artéria braquial: Origem: continuação da artéria axilar a partir da margem inferior do músculo redondo menor. tronco tireocervical . dorsal da escápula (ombro) Artéria axilar: Origem: continuação da artéria subclávia a partir da margem lateral da primeira costela.antes do músculo. traquéia. dentes. segunda atrás do músculo e terceira depois do músculo. pleura. cervical profunda (pescoço). couro cabeludo. maxilar (parte interna da face. segunda parte: atrás do músculo.

palmar profunda Arco palmar superficial Formação: artéria ulnar unida ao ramo palmar superficial da artéria radial Ramos: artéria digitais palmares comuns que originam as artérias digitais palmares próprias. Artéria ulnar: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. Ramos: artérias metacarpais palmares Rede carpal dorsal Formação ramo carpal dorsal da artéria radial unida ao ramo carpal dorsal da artéria ulnar. Trajeto: é lateral no antebraço. Órgãos irrigados: mão e antebraço Ramos principais: recorrente radial.com o ramo carpal dorsal da ulnar para formar a rede dorsal da mão e arco palmar profundo que se une ao ramo palmar profundo da artéria ulnar. Arco palmar profundo Formação: artéria radial unida ao ramo palmar profundo da artéria ulnar . são 9 pares 86 . pulmões e pleuras Terminação e trajeto penetram nos pulmões juntamente com os brônquios principais Ramos: subdividem-se no interior dos pulmões Artérias intercostais posteriores: Origem: destacam-se do contorno posterior da artéria aorta a partir do terceiro espaço intercostal. carpal dorsal que se une com o ramo carpal dorsal da radial para formar a rede dorsal da mão e o arco palmar superficial que se une ao ramo palmar superficial da artéria radial. distalmente ao lado do nervo ulnar sob o músculo flexor ulnar do carpo. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar profundo que se une à artéria radial parar formar o arco palmar profundo. principal do polegar. sob o músculo braquiorradial e lateralmente ao flexor radial do carpo. geralmente duas são ramos diretos da parte torácica da aorta próximas ao brônquio esquerdo que acompanham Órgãos irrigados: brônquios.] Parte descendente da aorta Parte torácica da aorta Artérias bronquiais Origem: a artéria bronquial direita é de origem variável. Trajeto: sobre o músculo flexor profundo dos dedos. arco palmar profundo. carpal dorsal. arco palmar superficial. palmar superficial. Ramos: artéria metacarpais dorsais. carpal dorsal. as artérias bronquiais esquerdas. Ramos principais: interóssea comum que se divide em interóssea anterior e interóssea posterior (principal artéria do antebraço).

artéria esplênica e artéria hepática comum. pouco acima do tronco celíaco. pâncreas. esplênica e hepática comum. Ramos mediastinais: pequenos e vários que se destinam ao tecido conjuntivo frouxo e linfonodos. quando presentes destinam-se ao diafragma Parte abdominal da aorta Artéria frênica inferior: Origem: contorno lateral da aorta. baço. Ramos: gástrica esquerda. Órgãos irrigados: esôfago abdominal. Trajeto: passam pelo sulco da costela na margem inferior da costela Órgãos irrigados: os espaços intercostais correspondentes Artérias esofágicas: Origem: destacam-se do contorno anterior da aorta. a seguir cruzamos e se distribuem pela superfície inferior do diafragma. Órgão irrigado: músculo diafragma. fígado. Trajeto é curto de um a 2 cm dirige-se anteriormente é envolvido pelos nervos do plexo celíaco autônomo.Terminação: nos espaços intercostais dividem-se em ramos ventrais e dorsais. Artéria gástrica esquerda: Origem: tronco celíaco Terminação: na curvatura menor do estômago emitindo ramos para o esôfago abdominal e para a curvatura menor do estômago Trajeto: de início ascendente até o cárdia e depois desce pela curvatura menor do estômago. vesícula biliar. em número de 4 a 5 Terminação: no esôfago Trajeto: é muito curto. oblíquo em direção ao esôfago Órgão irrigado: esôfago Ramos pericárdicos: alguns ramos pequenos que se destinam ao pericárdio. Órgãos irrigados: esôfago abdominal e estômago Ramos: esofágicos e gástricos Artéria esplênica: Origem: tronco celíaco 87 . duodeno. Artéria frênicas superiores são inconstantes. estômago. glândula supra-renal Ramos: supra-renal superior e ramos diafragmáticos Tronco celíaco Origem: face anterior da aorta é impar Terminação: emite três ramos terminais: artéria gástrica esquerda. é par Terminação: ramificando-se na cúpula diafragmática correspondente Trajeto: de início seguem os respectivos pilares do diafragma.

Ramos: Hepática própria e gastroduodenal Artéria hepática própria Origem: hepática comum Terminação: ramos hepática direita e hepática esquerda Trajeto: à esquerda do ducto colédoco Órgãos irrigados: fígado. artéria gastroduodenal Trajeto: segue para a direita e para cima em direção ao fígado Órgãos irrigados: fígado. lado direito do intestino grosso Ramos: jejunais e ileais de 12 a 17. cólica) cólica direita (saindo diretamente da mesentérica só em 20% das artérias) ramos ascendente e descendente. pela margem superior do pâncreas Órgãos irrigados: baço. gástricas curtas. pancreático duodenal inferior. ramos esplênicos. gastromental direita. ileal. cólica média. apendicular. cólica direita. vesícula biliar e estômago Ramos: gástrica direita para a curvatura menor do estômago e cística ramo da hepática direita. pancreática magna. ileocólica. gastromental esquerda. ileocólica (2 cecais. Artéria hepática comum Origem: tronco celíaco Terminação: artéria hepática própria. duodeno. ileais. Trajeto: descendente por trás da primeira porção do duodeno Órgãos irrigados: estômago. pâncreas. retroduodenal Artéria supra-renal média Origem: contorno lateral da aorta. 88 . Trajeto: desce por trás do pâncreas entre a cabeça e o colo entra no mesentério onde emite seus ramos: jejunais e ileais para à esquerda. pancreática caudal. pâncreas. íleo. cólica média. ramos direito e esquerdo pancreaticoduodenal inferior. jejuno. vesícula biliar. é par Terminação: na glândula supra-renal anastomosando-se com as supra-renais superior e inferior Trajeto: cruzam os pilares do diafragma em direção lateral Órgãos irrigados: glândula supra-renal Ramos: terminais na glândula Artéria mesentérica superior Origem: face anterior da aorta Terminação: ramos jejunais. ileocólica e cólica direita para à direita e os demais para cima. estômago.Terminação: no hilo do baço Trajeto: segue para a esquerda. pancreática inferior. estômago Ramos: pancreática dorsal. duodeno e pâncreas Ramos: pancreaticoduodenal superior. Artéria gastroduodenal Origem: hepática comum Terminação: gastromental direita para a curvatura maior do estômago e pancreaticoduodenal superior para o duodeno e cabeça do pâncreas. pâncreas. Órgãos irrigados: duodeno.

cólica média ramos da mesentérica superior anastomosam-se com as artérias cólica esquerda e sigmóideas da mesentérica inferior formando o arco justacólico (artéria marginal. gônadas e genitais internos.artéria ilíacas comuns direita e esquerda e sacral mediana Ao colocar-se por diante da quarta vértebra lombar a artéria aorta divide-se em seus dois ramos terminais as artérias ilíacas comuns direita e esquerda. sobre o músculo psoas maior. Observação: As artérias ileocólica. musculares Mesentérica inferior Origem: lado esquerdo da aorta próximo à sua terminação Terminação: quando emite os ramos retal superior. entrando pelo hilo do rim atrás da veia renal Órgãos irrigados: rim. supra-renal. sigmóideas. ureter (cremaster. Artérias ilíacas comuns Origem: são ramos terminais da artéria aorta Terminação: ramos ilíacas interna e externa 89 . tuba uterina) Ramos: genitais externos. cólica direita. de sua face posterior pouco antes de se dividir destaca-se um ramo mediano de diâmetro muito pequeno. é a artéria sacral mediana. ureter Ramos: supra renal inferior. de Drummond). ramos renais segmentares Artéria gonadal: (testicular ou ovárica de acordo com o sexo) Origem: face anterior da aorta é par e de pequeno calibre Terminação: testículo ou ovário de acordo com o sexo Trajeto: descendente. interlobares. medula espinal Ramos: posteriores para o dorso. sigmóideas e cólica esquerda Trajeto: de início é descendente até dividir-se em seus ramos terminais Órgãos irrigados: lado esquerdo do intestino grosso. ureteres. Lombares: Origem: face posterior da aorta em geral 4 para cada lado Terminação: na parede posterior do abdome Trajeto: transversal correspondem as vértebras lombares Órgãos irrigados: parede abdominal posterior.Artéria renal: Origem: contorno lateral da aorta é par Terminação: no interior do rim divide-se em ramos segmentares. Terminação da aorta . entram no ligamento suspensor do ovário ou no funículo espermático Órgãos irrigados: gônadas. de Rioland. espinais para a medula. Esta artéria destinava-se à cauda e quando o ser humano a perdeu. interlobulares Trajeto: transversal. reto Ramos: retal superior. cólica esquerda com ramos ascendente e descendente. grande parte de seu comprimento regrediu permanecendo a pequena porção que se destina ao reto e provavelmente à parede sacral.

os ramos pudenda interna e glútea inferior Trajeto: dirige-se à pelve menor encostada à parede da pelve Órgãos irrigados: órgãos e paredes da pelve Ramos: glútea superior. perna e pé Ramos: superior. a umbilical possui duas partes distintas: a patente até emitir a vesical superior e a oclusa que sobe pela parede anterior do abdome em direção ao umbigo. a pudenda interna é o ramo mais profundo. uterina. partes dos genitais externos e parede abdominal Ramos: epigástrica superficial. circunflexa ilíaca superficial. membro inferior Ramos: epigástrica inferior. iliolombar. femoral profunda. em geral. circunflexa femoral medial. Ilíaca externa Origem: uma dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal continua como artéria femoral Trajeto: é a continuação da artéria ilíaca comum entre as pelves menor e maior Órgãos irrigados: parede abdominal. desce pela região femoral anterior por diante da veia e penetra no canal dos adutores de onde sairá com o nome de poplítea Órgãos irrigados: membro inferior. retal média. circunflexa femoral lateral. pudenda externa. sacral lateral Observações: A glútea superior e a glútea inferior apresentam trajeto paralelo de direção lateral. Órgãos irrigados: correspondem ao conjunto de seus ramos terminais Ramos: geralmente não emitem ramos colaterais. circunflexa ilíaca profunda Femoral Origem: continuação da artéria ilíaca externa Terminação: ao sair do canal dos adutores passa se chamar poplítea Trajeto: Continuação da ilíaca externa a partir do ligamento inguinal. só os terminais: ilíacas interna e externa Ilíaca interna Origem: um dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: variável. glútea inferior. vaginal. média e inferior do joelho e ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Tibial anterior Origem: divisão da poplítea na parte superior da perna 90 . umbilical. obturatória. vesical inferior. a glútea superior é o primeiro ramo tão volumoso quanto a própria ilíaca interna. pudenda interna. a obturatória atravessa junto com o nervo obturatório o músculo obturador interno. descendente do joelho Poplítea Origem: continuação da femoral a partir do canal dos adutores na região genicular posterior Terminação: divide-se nos ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Trajeto: região genicular posterior ao lado da veia poplítea Órgãos irrigados: joelho.Trajeto: divergem como se dirigissem aos membros inferiores (5 a 7 cm) entre as pelves menor e maior.

Plantar medial Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ramos digitais Trajeto: próximo ao músculo abdutor do hálux Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: superficial e profundo Roteiro prático: Artérias 1. Ramo interventricular anterior 10. Parte descendente da aorta (abdominal) 5.Terminação: continua no dorso do pé com o nome de dorsal do pé Trajeto: de início entre os músculos tibial anterior e extensor longo dos dedos e depois entre os extensores longos dos dedos e do hálux. Arco da aorta 3. Artéria coronária direita 6. plantar medial e plantar lateral Plantar lateral Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ao emitir o arco plantar profundo Trajeto: entre os músculos flexor curto dos dedos e quadrado plantar Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: arco plantar profundo de onde saem as artérias metatarsais plantares das quais se destacam as artérias digitais plantares e destas as artérias digitais plantares próprias. Ramo interventricular posterior 8. Tronco braquiocefálico 91 . Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: musculares e dorsal do pé Dorsal do pé Origem: continuação da artéria tibial anterior no dorso do pé Terminação: continua como artéria arqueada Trajeto: entre os tendões dos extensores longos Órgãos: pé Ramos: arqueada de onde saem as artérias metatarsais dorsais e destas as digitais dorsais para os dedos Tibial posterior Origem: uma das divisões da artéria poplítea Terminação: ramos na planta do pé: plantar medial e plantar lateral Trajeto: de início sobre o tibial posterior no final margem medial do tendão do calcâneo Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: fibular. Parte ascendente da aorta 2. Parte descendente da aorta (torácica0 4. Artéria coronária esquerda 9. Ramo circunflexo 11. Ramo marginal direito 7.

Artéria radial 60. Artéria frênica inferior 28. Artéria temporal superficial 26. Artéria carótida comum 14. Artéria cervical transversa 19. 53. Artéria torácica interna 15. Artéria carótida interna 21. Artéria subescapular 57. Artéria circunflexa da escápula 92 . Artéria gastroduodenal 34. Artéria lingual 23. Artéria renal 36.12. Artéria vertebral 16. Artéria sacral mediana 41. Artéria hepática comum 31. Artéria gástrica esquerda 30. Artéria subclávia 13. Artéria tireóidea inferior 18. Artéria femoral 49. Artéria fibular 55. Artéria poplítea 51. Tronco tireocervical 17. Artéria ilíaca externa 42. Artéria tibial anterior 52. Artéria ilíaca comum 40. Artéria obturatória 47. Artéria gonadal (testicular ou ovárica) 37. Artéria braquial profunda 59. Artéria facial 24. Artéria esplênica 32. Artéria intercostal posterior 27. Artéria dorsal do pé 48. Tronco celíaco 29. Artéria carótida externa 20. Artéria tibial posterior 54. Artéria glútea superior 44. Artéria ulnar 61. Artéria axilar 56. Artéria mesentérica inferior 39. Artéria pudenda interna 46. Artéria lombar 38. Artéria femoral profunda 50. Artéria tireóidea superior 22.Artéria maxilar 25. Artéria ilíaca interna 43. Artéria mesentérica superior 35. Artéria hepática própria 33. Artéria glútea inferior 45. Artéria braquial 58.

Artéria umbilical – parte oclusa 65. Artéria supra-escapular 64. Arco palmar superficial 93 . Artéria epigástrica inferior 66. Artéria toracodorsal 63.62.

94 .

Veias que drenam para a veia cava superior Cabeça Veias superficiais e profundas do encéfalo drenam para um tipo especial de vasos que são canais abertos na dura-máter chamados seios venosos. Veia temporal superficial Localização: fossa temporal acima da orelha Drenagem: crânio. não pulsam e possuem válvulas ao longo de suas paredes. confluem uns com outros até a formação das veias cavas através das quais o sangue é levado de volta ao coração. estão cheias de sangue e podem ser superficiais (usadas para aplicação de injeções) e profundas.Principais veias Veias: são vasos que recolhem o sangue dos tecidos. frágeis e transparentes. por isso parecem azuladas (cor escura do sangue em seu interior) e achatadas. atrás da orelha Drenagem: crânio. suas paredes são mais finas. orelha Terminação: une-se à veia retromandibular para formar a veia jugular externa Veia facial Localização: sulco nasogeniano Drenagem: estruturas superficiais da face Terminação: variável pode abrir-se na jugular interna ou na jugular externa Veia maxilar Localização: internamente ao ramo da mandíbula Drenagem: estruturas profundas da face Terminação: une-se à veia temporal superficial para formar a veia retromandibular 95 . as meninges e o couro cabeludo. Portanto nas veias. reto e occipital juntam-se na confluência dos seios (altura da protuberância occipital interna do occipital) de onde saem lateralmente os seios transversos que percorrem os sulcos dos seios transversos do osso occipital na inserção da tenda do cerebelo seguem como seios sigmóideos recebendo os seios petrosos antes de chegar à fossa jugular onde terminam como veia jugular interna. couro cabeludo Terminação: une-se à veia maxilar para formar a veia retromandibular Veia auricular posterior Localização: nuca. o crânio. o sentido da corrente sangüínea é centrípeto em relação ao coração. couro cabeludo. Seio sagital superior na margem superior da foice do cérebro Seio sagital inferior na margem inferior da foice do cérebro Seio reto continuação do seio sagital inferior em direção posterior Seio occipital que percorre a foice do cerebelo Os seios sagital superior. Esses seios drenam o encéfalo. As veias se diferenciam das artérias pela pressão sangüínea mais baixa.

tireóidea inferior. crânio. pescoço. arco jugular. por trás do ramo da mandíbula Drenagem: conjunto das veias: temporal superficial. parede torácica Tributárias: torácica interna. encéfalo. face Tributárias: facial. pescoço. pescoço. pescoço Terminação: veia braquiocefálica Veia tireóidea inferior Localização: diante da traquéia Drenagem: glândula tireóide e demais estruturas inferiores do pescoço Terminação: veia braquiocefálica Parede torácica Veia torácica interna Formação: veias epigástrica superior e frênica Localização: ao lado do esterno Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais anteriores Terminação: veia braquiocefálica Veia braquiocefálica Localização: mediastino superior. jugular externa. vertebral. cervical transversa Terminação: desemboca na junção das veias jugular interna e subclávia Veia jugular interna Localização: no pescoço lateralmente à artéria carótida comum e nervo vago Drenagem: crânio. Tórax Veia ázigo 96 . ombro Tributárias: jugular anterior. maxilar e facial Terminação: une-se à veia auricular posterior para formar a jugular externa Pescoço Veia jugular externa (veia superficial) Localização: cruza superficialmente o músculo esternocleidomastóideo Drenagem: face. subclávia e jugular interna Terminação: une-se à veia braquiocefálica do outro lado para formar a veia cava superior. atrás do manúbrio do esterno e cartilagens costais superiores Drenagem: cabeça. tireóidea superior.Veia retromandibular Localização: interior da glândula parótida. membro superior. faríngea Terminação: une-se à veia subclávia para formar a veia braquiocefálica Veia vertebral Localização: forames transversários da coluna cervical Drenagem: plexo venoso vertebral. lingual. tireóidea média.

no sulco das costelas Drenagem: parede torácica Terminação: veia ázigo (lado direito) veias hemiázigo e hemiázigo acessória (lado esquerdo) Veia bronquiais Localização: (2) brônquios Drenagem: brônquios e pulmões Terminação: ázigo (lado direito) hemiázigo (lado esquerdo) Veias subcostais Localização: sob a última costela Drenagem: parede abdominal Terminação: formam as veias ázigo e hemiázigo Esofágicas Localização: parede do esôfago (número variável) Drenagem: esôfago Terminação: veia ázigo Veia intercostal suprema Localização: 2 ou 3 espaços intercostais superiores Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais posteriores Terminação: ázigo e hemiázigo Membro Superior Veias superficiais do membro superior 97 . hemiázigo. hemiázigo acessória Terminação: veia cava superior Veia hemiázigo Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado esquerdo Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral.Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado direito Localização parede torácica ao lado direito da coluna vertebral: Drenagem: parede e órgãos torácicos Tributárias: intercostais posteriores direitas. parte inferior Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veia hemiázigo acessória Formação: a partir da 4ª veia intercostal posterior esquerda Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veias intercostais posteriores Localização: parte posterior do espaço intercostal.

Rede venosa dorsal da mão Localização: dorso da mão Drenagem: mão Terminação: forma a veia cefálica (lateralmente) e veia basílica (medialmente) Veia cefálica Formação: veias laterais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado lateral do antebraço. perfura a fáscia dois dedos acima do cotovelo Drenagem: lado medial do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: Após perfurar a fáscia no início do braço acompanha a veia braquial e se une a ela na axila para formar a veia axilar Veia intermédia do cotovelo Localização: região anterior do cotovelo unindo as veias basílica e cefálica. cotovelo e braço. cotovelo e braço. na intermédia do cotovelo. Veias digitais palmares próprias Veias digitais palmares comuns Arco venoso palmar superficial Veiasmetacarpais palmares Arco venoso palmar profundo Veias metacarpais dorsais Veias ulnares Veias radiais Veias braquiais 98 . em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. Veias profundas do membro superior As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. sulco deltopeitoral Drenagem: lado lateral do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: aprofunda-se no sulco deltopeitoral e desemboca na veia axilar Veia basílica Formação: veias mediais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado medial do antebraço. é muito variável Drenagem: é uma anastomose das veias cefálica e basílica Tributárias: veia intermédia do antebraço Terminação: unindo as veias basílica e cefálica pode ser em m ou transversal Veia intermédia do antebraço Localização: no centro da região antebraquial anterior Drenagem: superficial do antebraço Terminação: em geral.

pescoço.Veia axilar Localização: na axila Formação: união da veia braquial com a basílica Drenagem: membro superior e parede torácica Tributárias: subescapular. pudenda externa. arco jugular Terminação: junta-se à veia jugular interna formando a veia braquiocefálica Veia cava Superior Formação: união das duas veias braquiocefálicas direita e esquerda Localização: mediastino superior. Tributárias: veias braquiocefálicas e ázigo Terminação: Átrio direito. parede torácica. Drenagem: pé Tributárias: várias sem nome definidos Terminação: em geral na veia poplítea no joelho Veia safena magna Formação: veia marginal medial da rede venosa dorsal Localização: lado medial do pé. ombro. toracoepigástrica Terminação: margem lateral da primeira costela Veia subclávia Formação: continuação da veia axilar a partir da margem lateral da 1ª costela Localização: pescoço em trono da primeira costela. circunflexa ilíaca superficial Terminação: veia femoral atravessando hiato safeno Veias profundas do membro inferior 99 . joelho e coxa Drenagem: membro inferior Tributárias: safena acessória. tórax. ombros. epigástrica superficial. torácica lateral. membros superiores. pescoço Tributárias: jugular externa. Veias que drenam para a veia cava inferior Membro Inferior Veias superficiais do membro inferior Veias digitais dorsais Veias intercapitulares Rede venosa dorsal do pé Veia safena parva Formação: veia marginal lateral da rede venosa dorsal Localização: lado lateral do pé. sobe pelo centro da região posterior da perna. atrás da clavícula Drenagem: membro superior. passa por diante do maléolo medial sobe pelo lado medial da perna. lado direito Drenagem: Cabeça. por trás do maléolo lateral.

uterina. glútea superior Terminação: une-se com a veia ilíaca externa para formar a veia ilíaca comum Veia ilíaca comum Formação: no nível da articulação sacroilíaca pela união das veias ilíacas interna e externa de cada lado 100 . Veias digitais plantares Veias metatarsais plantares Arco venoso plantar profundo Veias plantares mediais e laterais Veias tibiais posteriores Veias fibulares Veias tibiais anteriores Veia poplítea Formação: fossa poplítea pela reunião das fibulares.As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. obturatória. safena magna Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal passa a se chamar ilíaca externa Veia ilíaca externa Formação: continuação da veia femoral a partir do ligamento inguinal Localização: entre a pelve menor e a pelve maior Drenagem: parede abdominal. retal média. em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. circunflexa ilíaca profunda Terminação: ao se unir com a veia ilíaca interna no nível da articulação sacroilíaca forma a veia ilíaca comum Veia ilíaca interna Formação: reunião da veia glútea superior com o tronco da reunião das demais Localização: parede lateral da pelve menor Drenagem: alguns órgãos e parede da pelve Tributárias: glútea inferior. genitais externos Tributárias: epigástrica inferior. pudenda interna. circunflexa femoral lateral. membro inferior. tibiais posteriores e tibiais anteriores Localização: região genicular posterior Drenagem: membro inferior Tributárias: veias do joelho Terminação: ao entrar no canal dos adutores sai como veia femoral Veia femoral Formação: continuação da veia poplítea a partir do canal dos adutores Localização: trígono femoral (anterior da coxa) Drenagem: membro inferior parte da parede abdominal e dos genitais externos Tributárias: circunflexa femoral medial. vaginal. vesical. femoral profunda.

plexo ovárico . ureteres . supra-renal direita. ou duas fundidas em uma Terminação: junção das veias ilíacas comuns ou na ilíaca esquerda Veia cava inferior Formação: junção das veias ilíacas comuns direita e esquerda no nível da quinta vértebra lombar Localização: por diante da coluna vertebral à direita da artéria aorta Drenagem: membros inferiores.Localização: convergem uma em direção à outra para se encontrarem por diante da 5ª vértebra lombar Drenagem: membro inferior. gonadal direita. gonadal Terminação: veia cava inferior Veia supra-renal Formação: glândula supra-renal Localização: acima da veia renal Drenagem: glândula supra-renal Terminação: lado direito: veia cava inferior . lado esquerdo do diafragma Tributárias: lado esquerdo: supra-renal. pelve e parede abdominal Tributárias: sacral lateral.lado esquerdo: veia renal esquerda 101 . Veia sacral mediana Formação: principalmente veia retal posterior Localização: face anterior do sacro Drenagem: reto parte da parede da pelve Tributárias: pode ser uma. psoas maior Drenagem: Gônadas e anexos Terminação: veia cava inferior no lado direito e veia renal esquerda no lado esquerdo Veia renal Formação: veias intra-renais Localização: pedículo renal por diante da artéria renal Drenagem: lado direito: rim. Veias lombares (4 pares) Localização: região lombar Drenagem: músculos e parede da região lombar Tributárias: pequenas veias do dorso Terminação: veia cava inferior Veia gonadal (testicular ou ovárica) Formação: plexo pampiniforme . duas. frênicas inferiores hepáticas Terminação: átrio direito após atravessar o diafragma pelo óstio da veia cava. abdome abaixo do diafragma Tributárias: lombares.ligamento suspensor do ovário. gônada. frênica inferior.lado esquerdo: rim ureteres. supra-renal. pelve. psoas maior Localização: funículo espermático. iliolombar e sacral mediana (esquerda) Terminação: unem-se para formar a veia cava inferior.

cística e paraumbilicais. pâncreas. pâncreas e estômago Localização: mesentério Drenagem: intestino delgado. atrás do colo pâncreas e do duodeno. esôfago abdominal Tributárias: mesentérica superior. colo descendente flexura esquerda Tributárias: retal superior. estômago. pancreaticoduodenais.Veia frênica inferior Formação: diafragma Localização: superfície inferior das cúpulas do diafragma Drenagem: diafragma Terminação: lado direito na veia cava inferior . Terminação: ramos direito e esquerdo no interior do fígado 102 . mas pode terminar na veia mesentérica superior ou na junção das veias mesentérica superior e esplênica. estômago Tributárias: veias pancreáticas. ileocólica. pâncreas. estômago Tributárias: veias jejunais. baço. esplênica. pâncreas. umbigo. gastromental esquerda Terminação: une-se à veia mesentérica superior para formar a veia porta Veia mesentérica inferior Formação: veias do lado esquerdo do colo e do reto Localização: ao lado da artéria e depois ao lado do m. intestino grosso. lado esquerdo colo (sigmóide. cólica esquerda Terminação: geralmente na veia esplênica.na veia renal Veia hepáticas Formação: no interior do fígado Localização: face diafragmática do fígado Drenagem: fígado Tributárias: veias dos lobos do fígado Terminação: veia cava inferior Veias que drenam para a veia porta Veia mesentérica superior Formação: veias do intestino delgado. ileais. gástrica esquerda. sigmóideas. Terminação: une-se à veia esplênica para formar a veia porta Veia esplênica Formação: veias do baço em número de 5 a 7 Localização: margem superior do pâncreas Drenagem: baço. Intestino grosso. psoas maior Drenagem: reto. cólica direita. gástrica direita. gastromental direita. lado direito do intestino grosso. cólica média. na maioria das vezes pela união das veias mesentérica superior e esplênica Localização: omento menor atrás do ducto colédoco e artéria hepática própria Drenagem: Intestino delgado. mesentérica inferior. pancreáticas. gástricas curtas. Veia porta Formação: no nível da segunda vértebra lombar.lado esquerdo .

Veia subclavia 10. Veia tireóidea superior 16. Veia radial 6. Seio sagital superior 11. Veia cefálica 3. Seio reto 12. Veia cava superior 21. Veia tireóidea inferior 18. Veia facial 15. Veia ulnar 7. Rede venosa dorsal do pé 22. Veia jugular interna 14.Veia gástrica esquerda Formação: curvatura menor do estômago e esôfago abdominal Localização: curvatura menor do estômago Drenagem: estômago e esôfago abdominal Tributárias: ramos venosos da curvatura menor e do esôfago abdominal Terminação: veia porta Gástrica direita Formação: curvatura menor do estômago Localização: omento menor Drenagem: estômago e duodeno Terminação: veia porta Veia cística Formação: vesícula biliar Localização: ao dado do ducto cístico Drenagem: vesícula biliar Terminação: ramo direito da veia porta Veias paraumbilicais (4) Formação: umbigo Localização: ligamento redondo Drenagem: umbigo Tributárias: parede abdominal em torno do umbigo Terminação: ramo esquerdo da veia porta Roteiro Prático: Principais Veias 1. Veia braquiocefalica 19. Rede venosa dorsal da mão 2. Veia jugular externa 17. Veia mediana do cotovelo 5. Veia ázigos 20. Seio transverso 13. Veia safena parva 103 . Veia braquial 8. Veia axilar 9. Veia basilica 4.

Veia posterior do ventrículo esquerdo 51. Veia torácica interna 59. Veia temporal superficial 61. Veia ilíaca interna 30. Veia maxilar 62. Veia epigástrica superficial 52. Veia sacral mediana 31. Veia epigástrica inferior 60. Veias intercostais posteriores 45. Veia porta 39. Veia interventricular posterior 44. Seio sigmóideo 47. Veia safena acessoria 55. Veia hamiazigos acessoria 58. Veia hemiazigos 57. Veia fibular 56. Veia jugular anterior 46. Veia mesenterica inferior 36. Veia gonadal 34. Veia pudenda externa 54. Veia tibial posterior 26. Veia mesenterica superior 37. Veia tibial anterior 25. Veia ilíaca comum 42. Veia hepatica 40.23. Veia poplítea 27. Veias cardíacas anteriores 49. Seio coronário 41. Veia cava inferior 32. Veia femoral 28. Veia esplenica 38. Veia profunda da coxa 48. Veias lombares 33. Veia marginal esquerda 50. Veia ilíaca externa 29. Veia safena magna 24. Veia renal 35. Veia interventricular anterior 43. Veia retromandibular 104 . Veia circunflexa superficial do ílio 53.

105 .

Pré coletor: pequenos condutores interpostos entre a rede capilar de origem e os vasos linfáticos.Produção.conjunto de condutos de diferentes calibres. Coletores Linfáticos: são os condutos de maior calibre formados pela reunião de troncos e vasos linfáticos e através deles a linfa é lançada nas grandes veias do pescoço. Malpighi 1661 (capilares). plasmócitos e macrófagos d.Absorção e transporte de moléculas grandes de proteínas e gorduras. Constituição: a.SISTEMA LINFÁTICO Prof. e. c. Ducto torácico: Formação: na cisterna do quilo. b.Drenagem do excesso de líquido do espaço intersticial. b. média e adventícia).Limpeza do interstício celular.Órgãos linfáticos . Componentes: Capilar linfático: podem ser abertos na extremidade intersticial com fibras elásticas regulando a entrada da linfa ou fechados “em dedo de luva”. Vasos Linfáticos: paredes mais finas do que as veias. possuem as três camadas (íntima.líquido chamado linfa a. 106 . filtração e anticorpos. que é uma dilatação linfática situada por diante e do lado direito da segunda vértebra lombar formada pela reunião dos troncos: lombares direito e esquerdo e intestinal.Defesa do organismo através de linfócitos. formados pela reunião de vasos linfáticos.Conteúdo . Nader Wafae Conceito É o conjunto de estruturas responsáveis pela formação e pelo transporte da linfa e pela defesa do nosso organismo mediante mecanismos imunológicos. maturação ou transformação de linfócitos. Funções: a. No organismo humano existem 2 coletores linfáticos: o ducto torácico e o ducto linfático direito. Histórico: Aselli 1622 (vasos linfáticos). e numerosas válvulas. Rede capilar de origem: é o entrecruzamento de capilares que estão anastomosados e imersos no espaço intersticial. Continente: São os condutores encarregados de recolher a linfa a partir dos espaços intercelulares nos tecidos e transportar e lançá-la nas grandes veias do pescoço.Continente . Troncos Linfáticos: condutos de calibre maior. Podem ser aferentes quando penetram em um linfonodo o que fazem por sua curvatura maior (convexidade) ou eferentes quando saem de um linfonodo que é feito pela curvatura menos (concavidade).estruturas anexas ou interpostas ao continente. Pecquet 1651 (cisterna do quilo).

faz exceção a linfa intestinal que é branca e leitosa pelo alto teor em gorduras e se chama quilo. no nível da 5a vértebra torácica. 107 . em seguida passa por trás da artéria subclávia e da veia braquiocefálica esquerdas e já no lado esquerdo do pescoço recebe os troncos jugular e subclávio. jugular e torácico do lado direito. É de cor levemente amarelada ou transparente. colo. apresenta 2 faces: visceral (côncava. relaciona-se com o estômago. cabeça e membro superior direito. atravessa o diafragma através do hiato aórtico. pescoço. Timo: É órgão linfático situado no mediastino superior por diante da traquéia e acima do coração. dilata-se e forma o arco do ducto torácico.Trajeto: diante da coluna vertebral. A composição química da linfa é semelhante a do sangue. Muito desenvolvido no recém nascido diminui de crescimento com a idade reduzindo-se a uma pequena quantidade vestigial a partir da puberdade. interpostos entre os vasos linfáticos. é irrigado pela artéria esplênica e drenado pela veia esplênica. o timo. posteriormente às inserções inferiores do músculo esternocleidomastóideo. dispostos em grupos de número variável porém de localização e distribuição constante pelo corpo. o esôfago e a aorta. mais os lados esquerdos do tórax. pela quantidade insignificante de hemácias e pelo número maior de linfócitos. cruza a linha mediana e se coloca no lado esquerdo da coluna vertebral lateralmente ao esôfago. Terminação: como arco do ducto torácico desemboca na junção das veias: subclávia e jugular interna do lado esquerdo. Trajeto: é muito curto (1 a 2 cm) Terminação: junção das veias subclávia e jugular interna do lado direito. em relação com o diafragma). Ducto Linfático Direito: Formação: na base do lado direito do pescoço. rim e pâncreas) e diafragmática (convexa. as tonsilas e a medula óssea. pela reunião dos troncos subclávio. Está constituído por dois lobos (direito e esquerdo). são os linfonodos ou estão anexos como o baço. Tributários: os troncos provenientes do tórax apresentam comportamento variável em relação ao ducto torácico. Conteúdo O líquido que circula no interior dos condutos linfáticos é a linfa que procede do líquido intersticial assimilado pelos capilares linfáticos. coloca-se entre a veia ázigo. Baço: Está situado embaixo da cúpula esquerda do diafragma (hipocôndrio esquerdo). de início no lado direito. Órgãos linfáticos: Completando o sistema linfático temos estruturas macroscópicas que se intercalam entre os vasos linfáticos. Drenagem: lado direito do tórax. cabeça e membro superior esquerdo. Drenagem: os dois lados do corpo situados abaixo do diafragma. mas os elementos celulares são diferentes. pescoço. Linfonodos: São estruturas pequenas com a forma e o tamanho de feijão.

sulco deltopeitoral. Nader Wafae Cabeça: Occipital . palatinas e lingual formando o anel linfático da faringe (de Waldeyer). Apêndice vermiforme: O apêndice vermiforme do sistema digestório possui estruturas semelhantes aos linfonodos apenas se diferenciam por não possuir cápsula e são denominados nódulos linfáticos agregados. peitoral menor Posterior: artéria subescapular Intermédio: centro da axila Medial: sob a clavícula Tórax: Parietais: Paraesternais .inserção do m. Cervical Superficial . veia cefálica Profundos: Axilares Lateral: veia axilar Anterior: borda lateral do m.veia jugular externa Cervical Anterior .epicôndilo medial do úmero Deltopeitoral .inserção do m.soalho da boca Retrofaríngeo . tubárias. Tonsilas: Situadas principalmente no início dos sistemas respiratório e digestivo (onde serão estudadas) encontramos as tonsilas: faríngea.atrás da parte nasal da faringe Pescoço: Submandibular .Médios e Posteriores Viscerais: 108 .profundamente ao ramo da mandíbula Linguais .veia jugular interna Membro Superior: Superficiais: Supra-troclear .jugular anterior e traquéia Cervical Profundo .trago Parotídeo . vasos faciais Mandibulares.artéria torácica interna Intercostais .embaixo da porção lateral da mandíbula Submentual .mm bucinador e masseter. esternocleidomastóideo na mastóide Auricular .entre os ventres anteriores do músculo digástrico. Dr.Além das funções próprias do sistema linfático é também órgão hemocaterético (destruição de hemácias que completaram seus ciclos). trapézio Mastóideo . Agrupamentos linfonodulares Prof.interior da parótida Faciais .ao lado da coluna vertebral Frênicos Anteriores .

vasos femorais Roteiro Prático: Sistema Linfático 1. Tonsila palatina 10.Traqueobronquiais traqueais .Baço 12. internos e comuns Sacrais Viscerais: Pararretais Vesicais parauterinos.vasos tibiais anterior e posterior Poplíteo .mediastino superior.vasos epigástricos inferiores Viscerais: Gástricos: curvaturas maior e menor Hepáticos: hilo do fígado Esplênicos: artéria esplênica Mesentéricos superiores Mesentéricos inferiores Pancreáticos Pancreaticoduodenais Pilóricos Pelve: Parietais: Ilíacos .externos.Tonsila lingual 11. Pré e Retroaórticos Lombares: direitos.Superficiais . Vaso linfático 8.Timo 109 .ligamento inguinal. Ducto torácico 4.esôfago e aorta descendente Abdome: Parietais: Aórticos: Laterais. Profundos . Arco do ducto torácico 5. Tronco lombar 3. Tonsila faríngea 9. Linfonodo 7. paravaginais Membro Inferior Tibiais Anterior e posterior .broncopulmonar e pulmonares Braquiocefálicos . esquerdos Epigástricos .bronquiais . veias braquiocefálicas Justaesofágicos . Cisterna do quilo 2. Ducto linfático direito 6.Fossa poplítea Inguinais .

a artéria coronária direita pode terminar na margem direita. Seus ramos terminais são: interventricular anterior e circunflexa. Há relatos excepcionais na literatura de uma e até quatro coronárias As artérias coronárias se originam no início da parte ascendente da aorta em regiões chamadas seios da aorta situados entre as paredes da artéria e as partes livres das válvulas semilunares. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem no nível do ápice. sua terminação é variável: é considerada curta quando termina na face esquerda ou antes da cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. Desta forma. Seus ramos são atriais e ventriculares. Artéria coronária direita A artéria coronária direita origina-se no seio da aorta direito. do septo e em alguns outros pontos da parede anterior. após sua origem coloca-se no lado esquerdo do sulco coronário posteriormente à aurícula esquerda. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem na região do cone arterial. excepcionalmente seus ramos terminais podem se originar separadamente no mesmo seio. Dr. entre a margem direita e o cruzamento dos septos.ARTÉRIAS DO CORAÇÃO Prof. entre este e a face esquerda ou em plena face esquerda do coração. Logo após sua origem ocupa o lado direito do sulco coronário. coronário e interventricular posterior) é longa quando ultrapassa a cruz do coração (10%). descer pelo sulco interventricular posterior ou continuar pelo lado esquerdo do sulco coronário. continuar até a cruz do coração. no cruzamento. Artéria circunflexa É o outro ramo terminal constante da artéria coronária esquerda. Quando a coronária esquerda é a dominante. após curto trajeto. Nos demais casos com 3 e 4 ramos temos as artérias diagonais. ou no terço final do sulco interventricular posterior. dividindo-se em dois ramos. do ápice. contorna a margem direita e continua na parte posterior do sulco podendo terminar aí. Nader Wafae As artérias do coração procedem das artérias coronárias que mais freqüentemente são duas: artéria coronária direita e artéria coronária esquerda. Artéria coronária esquerda A artéria coronária esquerda origina-se no seio da aorta esquerdo. três ramos ou quatro ramos. ramos septais. De início coloca-se superficialmente no sulco coronário para terminar. podendo terminar em sua parte anterior. A artéria coronária direita apresenta ramos ventriculares anteriores para a parede anterior do ventrículo direito. Artéria interventricular anterior (descendente anterior) É um dos ramos terminais da artéria coronária esquerda. a artéria marginal direita. ramos ventriculares posteriores para a parede posterior dos ventrículos. Seus ramos laterais distribuem-se pelas paredes dos ventrículos e os ramos septais penetram no septo. é única. ou em sua parte posterior. o ramo para o cone arterial. contorna lateralmente o tronco pulmonar para se colocar no sulco interventricular anterior que percorrerá até o ápice. e da parede posterior e com a artéria interventricular anterior na parede anterior. ramos atriais entre os quais a artéria do nó 110 . marginal esquerda e em 10% dos casos termina como artéria interventricular posterior. geralmente é uma só mas pode ser dupla. Seu comprimento varia de 2 a 40 mm.

VEIAS DO CORAÇÃO A drenagem venosa do coração é efetuada de três formas: Através do seio coronário: A maior veia do coração localiza-se na parte posterior e esquerda do sulco coronário. a mais natural é a que indica como origem o encontro das veias interventricular anterior (cardíaca magna) e marginal esquerda. com ramos da artéria circunflexa. cava inferior e da cúspide septal da valva atrioventricular direita.sinoatrial (58%) e ramo para o nó atrioventricular (86%). na parede posterior e face esquerda e entre as marginais. em geral insuficiente. é ramo terminal da artéria coronária direita em 90% dos casos. Tributárias: veia posterior do ventrículo esquerdo. caminha junto à artéria circunflexa até se unir à veia marginal esquerda que ascende. Artéria interventricular posterior (descendente posterior) A artéria interventricular posterior. a coronária esquerda através de seu ramo circunflexo é a dominante em 10% e nos restantes 10% a 20% há equilíbrio e dizemos que é do tipo balanceada. na parede posterior do ventrículo esquerdo entre as veias marginal e interventricular posterior (cardíaca média). pode terminar na metade superior do sulco interventricular posterior. coronário e interventricular posterior) e constitui o ramo interventricular posterior. Há autores que colocam o início do seio coronário quando a veia cardíaca magna entra no sulco coronário. situada na margem direita pode comportar-se como cardíaca anterior e desembocar diretamente no átrio ou percorrer o sulco coronário e terminar no seio coronário. veia oblíqua do átrio esquerdo. entra no sulco coronário. pelo centro da face esquerda. Uma destas veias. As anastomoses com a artéria interventricular anterior ou com as marginais ocorrem no ápice. Através das veias cardíacas anteriores: São pequenas veias no lado direito da face esternocostal em número de 3 a 4 que oriundas da parede anterior do ventrículo direito desembocam diretamente no átrio direito. no ápice. veia interventricular posterior (cardíaca média) no sulco interventricular posterior desemboca no seio coronário próximo ao seu término. em geral. As anastomoses com ramos da artéria interventricular anterior ocorrem no cone arterial. 111 . Assim a coronária direita é a dominante em 70 a 80% dos corações. vestígio da veia cardinal esquerda. e no ápice. emite ramos ventriculares posteriores e ramos septais. Aceita-se como artéria dominante entre as coronárias direita e esquerda àquela que ultrapassa a cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. onde se observa a presença da válvula do seio coronário. a cardíaca parva ou pequena do coração. seu início é apontado de diversas maneiras pelos autores. na metade inferior desse sulco ou no ápice. Terminação: o seio coronário desemboca no átrio direito próximo à desembocadura da v. A veia interventricular anterior (cardíaca magna) que começa em torno do ápice do coração coloca-se no sulco interventricular anterior juntamente com a artéria interventricular anterior. Artéria dominante A identificação da artéria dominante no coração tem importante aplicação clínica. na parede anterior.

mesmo depois de retirado do corpo e portanto com suas conexões com o sistema nervoso cortadas. v. 112 . interventricular anterior 3. Assim. v. a. marginal esquerda 12. do cone arterial 7.Através das veias cardíacas mínimas: São veias diminutas formadas nas paredes internas das 4 câmaras cardíacas e que desembocam na cavidade em cuja parede se encontram. interventricular posterior 9. a. marginal esquerda 5. a. a. por algum tempo. Nader Wafae É o conjunto de estruturas responsáveis pela origem e pela condução do estímulo necessário para a contração do músculo cardíaco. tivemos uma fase inicial na qual se considerava o aquecimento do coração como a origem e a dilatação cardíaca (diástole) como o movimento ativo. A segunda fase é científica e se caracteriza pelas controvérsias entre os que defendiam a teoria neurogênica pela qual a origem e a condução do estímulo seriam determinados pelo sistema nervoso e os adeptos da teoria miogênica que atribuía essas funções ao próprio músculo cardíaco. marginal direita 8. coronária direita 6. Pertencem a esta fase as teorias: fogo vestal de Hipócrates. v. seio coronário 15. v. Roteiro Prático sobre vascularização do coração 1-a. cardíaca média (interventricular posterior) 14. cardíaca mínima COMPLEXO ESTIMULANTE DO CORAÇÃO Prof. posterior do ventrículo esquerdo 13. cardíaca parva 16. Willis (1644) relaciona o funcionamento do coração com as demais vísceras dependentes do sistema nervoso autônomo. coronária esquerda 2-a. Diante das experiências em animais. a. a força vital de Galeno e a reação química exotérmica de Silvius. calor natural de Aristóteles pela presença da alma no coração. São melhor visíveis no átrio esquerdo pela paredes lisas que apresenta . ambas concordavam em que a sístole seria o movimento ativo. a. Dr. O interesse em esclarecer a causa dos batimentos cardíacos motivou os pesquisadores desde a antigüidade. v. deu margem a que surgissem os defensores da teoria miogênica entre os quais Von Haller (1754) para o qual a distensão da fibra muscular devido ao enchimento da câmara cardíaca pelo sangue provocaria sua contração. demonstrando que o coração mantinha seus batimentos. v. é provavelmente o primeiro a falar em teoria neurogênica. do nó sinoatrial 10. cardíaca magna (interventricular anterior) 11.a. circunflexa 4.

Descoberta a conexão e o tipo de célula muscular encontrada seguiu-se a identificação das demais estruturas do complexo estimulante. três feixes do complexo estimulante ligando o nó sinoatrial ao nó atrioventricular e os denominou de feixes internodais. Restava demonstrar como o estímulo originado no nó sinoatrial chegaria ao nó atrioventricular.5mm) Cor: branco amarelado. Desta forma. que em 1890. em 1893 descobre. ferradura) Tamanho: comprimento (10-30mm) largura (1.A grande dificuldade para aceitar a teoria miogênica consistia em como explicar a seqüência de estimulação que passava dos átrios para os ventrículos. pois se sabia que as musculaturas dos átrios e dos ventrículos eram independentes e as estruturas do esqueleto fibroso interpostas entre átrios e ventrículos não tinham capacidade para condução de estímulos. a origem dos estímulos. Tawara (1906) descreve o nó atrioventricular na extremidade superior do feixe atrioventricular e os ramos direito e esquerdo na extremidade inferior. Mahain já havia esclarecido em 1932 que a parte inicial do septo interventricular muscular era estimulado diretamente pelo feixe atrioventricular por fibras que levam o seu nome. nó de Keith & Flack). mediante dissecação e cortes histológicos seriados. O mesmo His Jr. o nó sinoatrial. o conceituado pesquisador James revelou ter encontrado. Lewis (1910) sugere que a condução atrioventricular se daria por propagação radial. . todos os eventos elétricos mostrados pelo eletrocardiograma estavam explicados anatomicamente. Irrigação: artéria do nó sinoatrial ramo da artéria coronária D (58%) ou da artéria coronária esquerda ou de seu ramo circunflexo (42%). margem superior da aurícula direita e pelo sulco terminal (crista terminal) sob o pericárdio. Local: junção ântero-lateral da veia cava superior com o átrio direito no ponto de encontro de três linhas que passam pela margem lateral da veia cava superior. a ligação entre as musculaturas do átrio e do ventrículo ao identificar o feixe atrioventricular de origem muscular que atravessava o trígono fibroso direito e unia as musculaturas. mas em 1963. Condução interatrial e internodal Embora ainda haja controvérsias de como se realizaria essa propagação nos átrios o que mais se aceita é que seja feita através de feixes especiais de 113 . Mas o decisivo avanço contra a teoria neurogênica foi dado por His Jr. Forma: variável (fusiforme. através de seus estudos embriológicos demonstrou que o coração já apresenta movimentos antes que qualquer fibra nervosa fosse encontrada no coração. pacemaker.8-5mm) espessura (11. Nó sinoatrial (marcapasso. oval. A rede subendocárdica dispersa pelas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos já era conhecida desde Purkinge. passando do nó sinoatrial para as células comuns dos átrios até alcançar o nó atrioventricular quando então retomava o trajeto do sistema condutor especializado. finalmente. Keith & Flack (1907) estudando a região junto à desembocadura da veia cava superior no átrio direito conhecida por ultimus moriens por ser o último local do coração a parar de contrair descobrem o marcapasso do coração.

Vias acessórias como bases morfológicas da pré-excitação ventricular. Nó Atrioventricular (nó de Aschoff & Tawara. espessura 1 mm. Feixe internodal posterior: origina-se no nó sinoatrial.5 mm. torna-se visível acompanhando a trabécula septomarginal. Forma: cordão arredondado Divisões: ramos anterior. continua pela parede superior do átrio direito até encontrar o septo interatrial. passando depois entre o óstio do seio coronário e o óstio da veia cava inferior até alcançar o nó atrioventricular. pelo óstio da veia cava inferior e pela inserção da cúspide septal da valva AV direita no anel fibroso. Condução Ventricular Ramo direito do fascículo atrioventricular: Local: Lado direito do septo interventricular muscular. às vezes. é subendocárdico em toda sua extensão o que o torna visível. posterior e septais Ramo esquerdo do fascículo atrioventricular: Local: Lado esquerdo do septo interventricular muscular. atravessa o trígono fibroso direito e em seguida ocupa a parte inferior e direita do septo interventricular membranáceo. penetra na crista terminal que segue até o fim. / Kent) Local: parte inferior e anterior do lado direito do septo interatrial. Local: incluídos nas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos. na maioria das vezes. cruza o seio entre as veias cavas e alcança o septo interatrial no qual se situa logo adiante da fossa oval seguindo até encontrar o nó atrioventricular. nó AV). Forma: ovóide Tamanho: comprimento 5 mm. Feixe internodal médio: origina-se no nó sinoatrial passa por trás da desembocadura da veia cava superior. Forma: cordão Tamanho: comprimento 5-20 mm largura 2. Divisões: ramos direito e esquerdo. em sua porção alta é intramuscular tornando-se subendocárdico a partir do terço médio do septo quando. feixe de His Jr. médio e posterior Feixe internodal anterior: origina-se no nó sinoatrial passa por diante da desembocadura da veia cava superior. largura 3 mm. rede de Purkinge). possivelmente septais e aórtico Ramos subendocárdicos (rede subendocárdica. Forma: fita achatada Divisões: anterior e posterior.5 mm espessura 1. é possível encontrá-los também isolados formando falsas cordas tendíneas.tecido condutor contínuos ou descontínuos. São 3 feixes internodais: anterior. um se dirige ao átrio esquerdo e o outro segue pela parte mais anterior do septo interatrial até encontrar o nó atrioventricular. Local: parte inferior do lado direito do septo interatrial no centro de um triângulo formado pelo óstio do seio coronário. 114 . Fascículo Atrioventricular (feixe atrioventricular. quando se divide em dois feixes. Irrigação: artéria coronária direita (90%).

As válvulas impedem o refluxo do sangue porque ao se encherem de sangue encostam na outra cúspide ou na parede do vaso e impedem o refluxo. ramo esquerdo do fascículo FATORES BIODINÂMICOS DA CIRCULAÇÃO VENOSA Prof. A pressão arterial no arco da aorta que está em torno de 180 mm de Hg. c) a musculatura das artérias menores estimuladas pela inervação autônoma. Estabelece-se assim um diferencial decrescente na circulação do sangue pois nas veias cavas a pressão do sangue é de 1 mm de Hg ou mesmo zero. Podem ser ostiais quando situadas na desembocadura de uma veia menor em outra maior ou parietais ao longo da parede veia. b) a elasticidade da aorta e das artérias de maior calibre que distendidas durante a sístole voltam ao seu calibre durante a diástole mantendo a continuidade da corrente sangüínea também durante a diástole ventricular. 2. Este valor é o vis a tergo. Nader Wafae A circulação do sangue no lado arterial é facilitada por vários fatores: a) a força da contração do ventrículo. mas também orientam a corrente sanguínea porque há veias cuja circulação é favorecida pela gravidade mas possuem válvulas. nó atrioventricular 3. Quanto mais sofrem a 115 . que empurra. Dr. passa para 120 mm de Hg nas artérias menores. 1. existem diversos fatores que auxiliam o retorno venoso que isoladamente podem parecer de pequena grandeza e por isso devem ser considerados no local e no momento em que atuam colaborando no conjunto para a progressão do sangue. d) além da gravidade que favorece a maior parte das artérias. É o resquício.Possíveis desvios da propagação do estímulo no nível da junção atrioventricular contornando o nó atrioventricular e assim evitando sua ação provocando a aceleração dos batimentos (taquicardia) podem ser devidas a: aconexões atrioventriculares acessórias bconexões entre o nó sinoatrial e o fascículo atrioventricular . fascículo atrioventricular 4.VÁLVULAS: São expansões da camada interna das veias em direção à luz do vaso. cby-pass entre o feixe internodal e o fascículo atrioventricular. o vestígio da pressão que tendo impulsionado o sangue no lado arterial ainda sobrou para dar o impulso inicial ao sangue no lado venoso. Nas vênulas. e para 32 mm de Hg nas arteríolas. início do lado venoso a pressão encontra-se em torno de 12 mm. ramo direito do fascículo 5. No entanto. Roteiro prático de complexo estimulante do coração 1. nó sinoatrial 2.VIS A TERGO: Força que vem de trás. apresentam forma semilunar e cada uma de suas unidades podem ser chamadas de cúspides. Assim sendo. no lado venoso o sangue encontra dificuldades para retornar ao coração principalmente por ter que circular em sentido contrário ao da gravidade na maior parte das veias.

em geral é discreta. Quando as válvulas tornam-se insuficientes podem desencadear a estase do sangue e até mesmo as varizes. 7.GRAVIDADE A gravidade que dificulta o retorno do sangue nas veias situadas abaixo do coração. As veias abdominais de grande calibre e as próximas do coração não apresentam válvulas. principalmente na pele. 6. envolvida por músculos principalmente dos membros. bate na parede da veia que por ser fina cede e se transmite portanto ao sangue do seu interior movimentando-o já que a bainha é muito pouco distensível e este movimento do sangue só pode ocorrer no sentido permitido pelas válvulas.CONTRAÇÃO MUSCULAR: Parte das veias encontra-se situada profundamente. apresenta-se aumentada às custas da transformação de tecido 116 . 3. Comparando-se a medida do diâmetro da perna de uma pessoa que permanece em pé durante determinado tempo e quando a mesma pessoa anda no mesmo tempo observaremos que o diâmetro diminui quando anda porque o movimento determinado pelas contrações musculares restringe a estase no líquido intersticial que aumenta o diâmetro. De maneira que.ANASTOMOSES ARTERÍOLO-VENULARES Há partes no corpo.MUSCULATURA LISA DA PAREDE DAS VEIAS Nos locais onde o demais fatores estão prejudicados. 4. auxilia a circulação do sangue nas veias acima do coração. 5.Durante a sístole ventricular o plano que passa pelas valvas atrioventriculares desloca-se em direção à ponta do coração distendendo os átrios que são fixos pelas veias cavas e pulmonares. o sangue nas arteríolas que se encontra sob pressão de 32 mm de Hg passa para as vênulas onde a pressão é muito menor e portanto recebe um impulso maior. Desta forma. Essa distensão dos átrios exerce uma força de sucção sobre as veias próximas do coração. as veias apresentam uma adaptação na qual a musculatura lisa da túnica média que. quando estes músculos contraem comprimem as veias impulsionando o sangue no sentido das válvulas. quando a pulsação da artéria passa. 2.resistência da gravidade maior é o número de válvulas que apresentam. que suga o sangue para os átrios.VIA A FRONTE: Força que vem da frente. mas o que é importante é que os vasos são envolvidos por uma bainha comum de tecido conjuntivo que envolve artérias e veias em conjunto de modo que. É representado por dois fatores: 1.a pressão negativa intratorácica durante a inspiração se transmite às paredes das veias atuando como uma força de sucção aspirando o sangue. As veias abdominais também recebem esta ação muscular através dos movimentos peristálticos. As artérias de menor calibre são acompanhadas de duas veias que se colocam aos lados da artéria e as de maior calibre em geral são acompanhadas por uma artéria.VIS A LATERALIS (pulsação das artérias): Significa a força que vem dos lados. 8. em que arteríolas se comunicam diretamente com vênulas antes da rede capilar através de anastomoses que desviam a corrente sanguínea chamadas metarteríolas.

pulsação arterial. Nas bradiarritmias a freqüência é inferior à normal (menos de 60 batimentos por minuto). 10. Esta seqüência de esvaziamento e de enchimento assemelha-se as fases do ciclo cardíaco de sístole e diástole e por isso foi chamado de coração venoso do pé descrito inicialmente por Lejars.FÁSCIA MUSCULAR A fáscia muscular que envolve os músculos é pouco distensível e assim funciona como uma meia compressiva que limita a estase de sangue nas veias ou o acúmulo de líquido no espaço intersticial. os fatores que mais auxiliam a circulação linfática são a substancial musculatura lisa de suas paredes e as numerosas válvulas. São os distúrbios de formação ou de condução do estímulo produzindo alterações no ritmo e na freqüência cardíaca. quando levantamos o pé para dar o próximo passo essas veias se enchem de sangue que será deslocado na próxima pisada e assim sucessivamente. O segmento compreendido entre dois conjuntos de válvulas subsequentes constitui o linfônio que é a unidade de movimento da circulação linfática. vários fatores biodinâmicos que auxiliam o retorno venoso também o fazem para os linfáticos: vis a tergo. no fascículo atrioventricular (feixe de His) ou nos ramos 117 .CORAÇÃO VENOSO DO PÉ As veias da planta do pé são comprimidas quando pisamos durante a caminhada e o sangue dessas veias sobe para as veias da perna. os bloqueios sino-atriais e parasinusais. Podem ser bradiarritimias ou taquiarritmias. Biodinâmica da circulação linfática: A linfa. Assim sendo. o líquido não podendo acumular no interstício porque a fáscia não cede é obrigado a entrar nos capilares e circular no interior das veias. Distúrbios sinusais estão localizados nó sinoatrial e podem ser: bradicardia sinusal. As alterações de condução entre o átrio e o ventrículo podem localizar-se no nó atrioventricular. Doenças do sistema circulatório Arritmias. A bradicardia sinusal pode ser observada em indivíduos atletas.mesenquimal compensando a falta de outros fatores. vis a fronte. pois a musculatura lisa desse segmento impulsiona a linfa para o segmento seguinte que não reflui pela presença das válvulas que o limitam. É o que ocorre com o segmento da veia femoral situado no trígono femoral não envolvido por músculos. enfrenta dificuldades para circular diante do obstáculo oferecido pela gravidade. da mesma forma que o sangue nas veias. No entanto. 9. contrações dos músculos extrínsecos. Desta forma. etc.

trata-se de uma síndrome de préexcitação Taquicardia ventricular é a que se inicia no ventrículo. Pode verificar-se em situações de estresse. que produz desorganização da atividade ventricular e morte. estenose aórtica. doenças maternas. Podem ser cianóticas e acianóticas. estenose pulmonar. obstrução do fluxo na saída do ventrículo direito. alcoolismo. rubéola materna. como paroxística (aparece e desaparece repentinamente) gerada nos átrios ou no nó atrioventricular. No quadro clínico das taquicardias. O paciente costuma apresentar palpitações irregulares e rápidas. Fibrilação atrial é arritmia na qual a atividade atrial está desorganizada. É uma arritmia grave que pode gerar problemas hemodinâmicos e morte. etc. transposição dos grandes vasos. hipotensão. idade materna. ansiedade. Além do coração atinge articulações. exercício. altitude. que se transmite ao ventrículo de forma irregular. etc. sensação de aceleração cardíaca. Os fatores causais podem ser genéticos e ambientais: hereditariedade. em geral. Na taquicardia sinusal a freqüência está alta mas o comando continua com o nó sinoatrial. A incidência é 6 casos para mil nascidos vivos. tonturas. Comunicação interatrial. coartação da aorta. febre. persistência do canal arterial. são classificados em três graus de acordo com a gravidade. comunicação interventricular. acavalamento da aorta sobre o septo com defeito e hipertrofia do ventrículo direito). hipotensão arterial e perda de consciência e pode ir até a insuficiência cardíaca. Os bloqueios atrioventriculares. ventrículo único. As causas dependem de alterações na formação ou na condução do impulso. teratógenos (talidomida). Nas taquiarritmias a freqüência é superior a 100 batimentos por minuto. as contrações são incompletas e de alta freqüência. A transmissão de uma freqüência atrial elevada ao ventrículo pode gerar sintomas de insuficiência cardíaca ou hipotensão arterial. Taquicardia por via acessória (Wolff-Parkinson-White) ocorre quando a condução entre os átrios e os ventrículos realiza-se mediante uma via acessória (contornando o nó atrioventricular). Doença reumática Doença inflamatória de caráter auto-imune secundária à infecção faríngea por estreptococo beta hemolítico do grupo A de Lancefield para o qual forma anticorpos. Há o risco de formação de trombos e embolias. apresenta-se. A fibrilação ventricular é uma arritmia extremamente grave.subendocárdicos (rede de Purkinje). tetralogia de Fallot (comunicação interventricular. Quadro clínico: atinge com maior freqüência a valva mitral e em seguida a valva da aorta levando à insuficiência valvar com aparecimento dos sopros 118 . Cardiopatia congênita Resulta de alterações do desenvolvimento intra-uterino do sistema circulatório. alterações cromossômicas. Na taquicardia atrial ou supraventricular a freqüência está acima de 130. tela subcutânea e sistema nervoso central. o paciente pode apresentar palpitações.

síndrome de Cushing. Em certos casos a hipertensão é secundária as enfermidades renais. No sistema nervoso pode provocar cefaléia. A trombose coronária que se segue à ruptura de uma placa ateroesclerótica é a causa mais freqüente. Pode apresentar tosse com expectoração espumosa e rosada. estresse. antidepressivos. A hipertensão é um importante fator de risco para a aterosclerose. Hipertensão arterial Considera-se hipertenso o paciente que apresenta pressão sistólica acima de 140 mm/hg ou pressão diastólica acima de 90 mm/hg. acidente vascular encefálico.). distúrbios endócrinos (excessiva produção de mineralocorticóides. obesidade. ruptura cardíaca. Insuficiência cardíaca e aumento da área cardíaca na radiografia aparecem posteriormente. comprometendo os alvéolos e consequentemente o intercambio gasoso com hipoxemia. total e prolongada.) ou ações de medicamentos (ciclosporinas. As complicações mais graves são: arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular). Infarto agudo do miocárdio É a oclusão aguda. sudorese. tabagismo. Embolia coronária. náuseas e vômitos. sedentarismo. de uma ou varias artérias coronárias. espasmo coronário e dissecação espontânea de uma artéria coronária são causas menos frequentes. insuficiência cardíaca. insuficiência aórtica. etc. No quadro clínico o paciente apresenta dor torácica tipo angina de peito e sintomas neurovegetativos como: sudorese fria. embora se reconheça a influencia de fatores hereditários e ambientais como dietas ricas sal e ácidos graxos polissaturados. No bulbo do olho. transtornos tireóideos) e cardiovasculares (coartação da aorta. antiinflamatórios.característicos. Quadro clínico: paciente agitado ansioso membros pendentes. encefalopatia hipertensiva. No rim observa-se arteriosclerose das arteríolas aferentes e eferentes e do glomérulo com alterações da filtração glomerular e insuficiência renal. etc. Insuficiência cardíaca É uma síndrome caracterizada pela incapacidade do coração em propiciar suprimento sanguíneo adequado para manter as necessidades metabólicas do organismo. etc. É emergência e pode ser mortal se não tratada com rapidez. insuficiência respiratória grave. É a mais grave das manifestações das síndromes coronárias agudas. corticóides. 119 . com sensação de morte iminente. etc. elevado consumo de álcool. alterações graves dos vasos da retina que podem se tornar irreversíveis. Na maioria dos casos a causa é desconhecida (hipertensão essencial primária). Edema agudo do pulmão Forma grave e aguda de insuficiência cardíaca caracterizada pelo acúmulo anormal de líquidos no parênquima pulmonar. determinando a necrose (morte celular) do músculo cardíaco dependente dessas artérias.

Geralmente. definida como uma forma de morte natural. O principal sintoma é a dor retroesternal. precedida de perda súbita de consciência. metástases. bactérias. Morte súbita cardíaca Geralmente. insuficiência renal. Quadro clínico: dispnéia (falta de ar) progressiva pelo acúmulo de líquidos no pulmão. Miocardiopatia Doença primária do músculo cardíaco (miocárdio). valvopatias cardíacas. observam-se sinais e sintomas de insuficiência cardíaca. A miocardite viral pode apresentar-se como uma miopericardite com predomínio dos sintomas de inflamação do pericárdio ou como miocardite isolada com sintomas de insuficiência cardíaca e arritmias. dor no lado direito do abdome (estase no fígado). hipertensão arterial. miocardiopatias. Pode ser de vários tipos: A miocardiopatia dilatada apresenta dilatação das cavidades ventriculares e alteração da função sistólica (ejeção). Também pode ser secundária ao infarto agudo do miocárdio. Miocardite Doença inflamatória do miocárdio. Os sintomas são devidos à incapacidade do coração em dinamizar a circulação dos líquidos e a diminuição da irrigação sangüínea para o resto do organismo. traumatismos. edema de membros inferiores. impedindo seu correto enchimento na diástole. inesperada no tempo e na forma de sua apresentação. Geralmente. se produz em conseqüência de arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular) desencadeadas por cardiopatias isquêmicas. que comprime ambos os ventrículos. dispnéia noturna acompanhada de tosse (asma cardíaca). fibrose e hipertrofia do miocárdio ventricular. a tosse e o exercício e diminui ao inclinar a paciente para frente.As causas mais freqüentes são: síndrome coronária aguda. Pode apresentar-se em forma aguda. com alteração da função diastólica (relaxamento). formação de tecido de granulação e calcificação do pericárdio. A causa mais freqüente é a infecção viral. Na miocardiopatia hipertrófica há aumento da rigidez secundária à hipertrofia ventricular. 120 . Pericardite É a inflamação do pericárdio. processos auto-imunes. de causa cardiovascular. A tuberculose é uma das principais causas de pericardite constritiva resulta da fibrose. radiações ou fármacos. Pode ser idiopática ou causada por organismos infecciosos (vírus. que se transforma em uma espécie de couraça rígida. Na miocardiopatia restritiva observa-se infiltração. fungos ou parasitas). embora possa também ser causada por reações de hipersensibilidade. que caracteristicamente aumenta com a inspiração profunda. Na miocardiopatia chagásica é comum o bloqueio de ramo direito e os sintomas de insuficiência ventricular direito. secundária a um infarto do miocárdio ou ruptura valvar ou na forma crônica. etc.

reumática. Estenose valvar aórtica Diminuição da vazão ventricular esquerda por estreitamento na área da valva aórtica. A causa mais freqüente é a ruptura de uma placa aterosclerótica das artérias coronárias. A localização mais freqüente é na valva atrioventricular esquerda (mitral). Habitualmente. Pode ocorrer em três níveis: na própria valva por fusão de seus folhetos em processos de cicatrização defeituosa. geralmente valvar. Podem apresentar ainda arritmias e bloqueios do complexo estimulante. Embora possa ser causada por qualquer germe. embolia ou aumento da demanda por hipertrofia do miocárdio. as causas se relacionam com alterações em nível valvar: congênita (valva bicúspide). Angina de peito é a dor em opressão retrosternal da síndrome coronária aguda. Síndrome coronária aguda É a redução crítica do fluxo sanguíneo e portanto de oxigênio ao músculo cardíaco. 121 . nódulos de Osler nos dedos. epigástrio ou no dorso que aumenta com os esforços e desaparece com repouso. manchas de Roth na retina. por microrganismos. O mais freqüente é o mixoma proveniente do endocárdio do átrio esquerdo e não é metastático. o estreptococo é o mais freqüente. mas dependentes de drogas endovenosas verifica-se na valva atrioventricular direita (tricúspide). ombro e braço esquerdo. Os sintomas mais importantes são: angina de peito. Outras causas podem ser: espasmo arterial. Tumor cardíaco Os tumores primários do coração são raríssimos porque as células musculares permanentes não se multiplicam e assim não apresentam a característica para se desenvolverem tumores. linfomas. outros muito raros são o rabdomioma e o angiosarcoma. insuficiência cardíaca e arritmias. síncope e dispnéia. mamário. A diminuição de fornecimento de oxigênio (isquemia) produz desde alterações mínimas da função ventricular. até lesão severa e irreversível da parede ventricular (infarto agudo do miocárdio). e melanoma maligno. pericardite ou insuficiência cardíaca. sopro cardíaco e esplenomegalia. nos estreitamentos congênitos. Em qualquer dessas eventualidades há hipertrofia compensadora do ventrículo esquerdo.Pode haver febre e dispnéia. Os mais encontrados são carcinomas brônquico. tamponamento cardíaco. No quadro clínico temos febre. abaixo e acima da valva. etc. que aparecem somente durante o esforço (angina crônica estável). Os tumores secundários ou metastáticos podem ser assintomáticos ou produzir pericardite. degenerativa ou calcificada. pode propagar-se para o pescoço. Valvopatias Endocardite infecciosa É a Infecção do endocárdio. embolias.

Em conseqüência há refluxo do sangue para o átrio esquerdo. Insuficiência valvar aórtica É o fechamento incompleto da valva da aorta na diástole. sinais de congestão venosa e hipofluxo pulmonar. Em determinadas ocasiões pode gerar insuficiência mitral. A causa mais freqüente é a febre reumática. no quadro clínico predominam os sinais de congestão venosa. dispnéia e perda de consciência. sinal de Durozies – sopro na artéria femoral) Insuficiência valvar mitral É o fechamento incompleto da valva atrioventricular esquerda (mitral). fraqueza muscular. fadiga. dispnéia paroxística noturna. tanto no átrio como no ventrículo esquerdo. com deslocamento de uma ou ambas as válvulas para o átrio na sístole. Quadro clínico: assintomática por muito tempo quando se complica com a insuficiência ventricular esquerda aparece dispnéia e alguns sinais decorrentes da diferença entre as pressões sistólica e distólica (sinal de Musset – movimentação da cabeça. cardiopatias congênitas. hemoptise. A causa mais freqüente é a febre reumática. A insuficiência pulmonar pode ser congênita ou secundária à dilatação do ventrículo direito na hipertensão pulmonar. sobre tudo no sexo feminino. transcorre de forma assintomática. e até edema agudo de pulmão e embolias de origem cardíaca. Esse volume regressa ao ventrículo esquerdo na diástole seguinte produzindo uma sobrecarga de volume. palpitações. 122 . palpitações. Assintomática durante anos pode apresentar: dispnéia progressiva. O paciente apresenta dispnéia aos exercícios. que se dilatam. Este refluxo aumenta a pressão no ventrículo esquerdo dilatando-o. Observa-se muito frequentemente na população geral. Valvopatia pulmonar A estenose do tronco pulmonar em geral é congênita. edema de membros inferiores. se gera um gradiente de pressão diastólica entre o átrio e o ventrículo esquerdos produzindo um aumento de pressão no átrio esquerdo. endocardites. Em geral. À medida que se reduz a área mitral. sinal de Quincke – pulsação nas extremidades. tosse. Em certos casos pode produzir dor torácica. Há aumento de pressão e hipertrofia ventricular. que se transmite de forma retrograda para o território venoso e capilar pulmonar (hipertensão pulmonar).Estenose mitral É a diminuição da área da valva atrioventricular esquerda (mitral) aberta. Prolapso da valva mitral Ocorre por uma deficiente coaptação das válvulas da valva mitral. edema de membros inferiores e anorexia. assim ocorre refluxo do sangue da aorta para o ventrículo esquerdo. Outras causas são: prolapso de valva mitral. em diástole.

Aterosclerose Distúrbio das artérias caracterizado pelo endurecimento e espessamento de suas paredes. A causa mais freqüente é a aterosclerose. Há sobrecarga de volume nas cavidades direitas e assim predominam os sintomas de congestão venosa sistêmica. A deposição de colesterol. É um processo crônico inflamatório que afeta a maioria das artérias. Com a ruptura da adventícia produz-se hemorragia maciça. extirpação cirúrgica ou irradiação no tratamento de certas neoplasias (câncer de mama) ou infecções (filariose). Dissecação da aorta A ruptura da camada íntima da aorta propicia a entrada do sangue na camada média. A placa pode se romper induzindo a formação de trombose. No quadro clínico temos: hepatomegalia. O linfedema pode ser congênito ou secundário causado por invasão cancerígena de vasos ou gânglios. O crescimento da placa vai diminuindo a luz das artéria. macrófagos e a formação do processo inflamatório completam a placa aterosclerótica. Dores nos membros inferiores ao se caminhar distâncias variáveis obrigando a parada é a manifestação da aterosclerose na circulação dos membros inferiores e denomina-se claudicação intermitente. Esta patologia é devida à degeneração da camada média e o descolamento da íntima. ascite e edemas nos membros inferiores. associada à febre reumática. Aneurisma da aorta Dilatação anormal (maior de 50%) da aorta.Valvopatia tricúspide A estenose é rara. separando a íntima da média e formando um canal de sangue dentro da parede da aorta. alteração da função hepática. Pode apresentar-se ao longo de toda a extensão da aorta. A aterosclerose da circulação coronária é a principal causa de cardiopatia isquêmica e infarto agudo do miocárdio. 123 . esplenomegalia. São atingidas as três camadas da parede arterial e pode complicar-se com trombose e embolismo. hepática e edema nos membros inferiores. em geral. conseqüentemente diminui o aporte de oxigênio e nutrientes ao tecido irrigado. compressão das estruturas vizinhas ou dissecação e ruptura. cálcio. Linfedema Edema (inchaço) decorrente da obstrução de linfáticos. embora a maioria localiza-se na parte abdominal da aorta próximo à bifurcação. Ocorre com mais freqüência nos membros inferiores. O obstáculo ao esvaziamento do átrio direito sobrecarrega às veias cavas superior e inferior produzindo congestão jugular. A insuficiência tricúspide pode ser funcional (secundária à dilatação do ventrículo direito) ou orgânica (seqüela de endocardite por febre reumática ou uso endovenoso de drogas). O comprometimento da artéria carótida interna pode provocar um acidente isquêmico transitório ou um acidente vascular encefálico (ave).

ou neoplasias. ou secundarias por incompetência das válvulas nas veias comunicantes ou perfurantes que comunicam as veias superficiais às veias profundas. em geral. Obstrução arterial crônica Causada principalmente pela aterosclerose e pela tromboangeite obliterante que levam à obstrução arterial após evolução relativamente longa. por debilidade congênita da parede. pós-operatório. palidez e desaparecimento da pulsação. Podem ser primárias. em pacientes com fibrilação atrial ou outra patologia cardíaca embolígena. Habitualmente. 124 . imobilização prolongada. esfriamento. A complicação mais grave é a migração do trombo e embolia pulmonar.Obstrução arterial aguda Interrupção brusca do fluxo arterial geralmente causada por embolismo ou trombose. gravidez. Moléstia de Raynaud Distúrbio vascular funcional de vasoespasmos de etiologia desconhecida caracterizada por episódios recorrentes de palidez e cianose seguida de rubor dos dedos secundários à exposição ao frio ou emoções intensas. É mais freqüente nas mãos. Fenômeno de Raynaud é o quadro clínico de palidez e cianose intermitente especialmente nos dedos. Ocorrem com freqüência nos membros inferiores. tronco tibiofibular ou aortoilíaca. Trombose venosa profunda Formação e desenvolvimento de um trombo produzindo obstrução parcial ou total das veias profundas. Varizes Veias superficiais permanentemente dilatadas e tortuosas. Os êmbolos. Componentes familiar e profissional podem estar presentes. Existem fatores que predispõem à trombose venosa. Há dor. são trombos de origem cardíaca. se localiza na região femoropoplítea (artérias femoral e poplítea).

Parede medial: divisão mediana da cavidade em duas metades pelo septo nasal constituído por: cartilagem do septo. fornece oxigênio para ser distribuído as células e elimina o gás carbônico resultante da atividade celular.SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof. Parede lateral: apresenta as seguintes estruturas de cima para baixo: • recesso esfenoetmoidal com a abertura do seio esfenoidal • concha nasal superior que pertence ao osso etmóide 125 . As cartilagens são: cartilagem do septo nasal com seus prolongamentos no dorso do nariz. Soalho: palato duro (processo palatino da maxila e lâmina horizontal do palatino) e palato mole revestidos por mucosa respiratória. cavidade nasal. revestidos por mucosa olfatória. maxila e palatino (estes dois últimos formando o palato duro). a concha nasal inferior. dorso é o contorno superior. no centro e as conchas superior e média. partes nasal e oral da faringe e laringe. Partes internas: vestíbulo do nariz é a área que se estende. Tem atuação ativa na fonação. seios paranasais. ossos nasais e processos frontais da maxila que delimitam a abertura piriforme. os orifícios contornados pelas asas do nariz e parcialmente cobertas pelas vibrissas (pêlos) e separadas pela cartilagem do septo nasal. em cima. Partes: vias aéreas (superiores: nariz. o vômer (septo ósseo). o limiar do nariz. Limites: O limite anterior corresponde a prega limiar do nariz e o limite posterior é um orifício chamado coano que separa a cavidade nasal da parte nasal da faringe. as cartilagens alares maiores que formam os contornos das narinas e um número variável de cartilagens alares menores ocupando os espaços entre as cartilagens principais. Conformação da cavidade nasal: Teto: Lâmina cribriforme do etmóide. Vias aéreas superiores Nariz: Externamente o esqueleto do nariz é formado por ossos e cartilagens. Os ossos são: partes do osso etmóide: (lâmina cribriforme. os processos laterais que dão continuidade aos ossos nasais. Partes externas: raiz é o ponto de implantação do nariz na face. narinas. lateralmente). lâmina perpendicular do etmóide e vômer. Dr. internamente das narinas até uma prega oblíqua. inferiores: traquéia e brônquios) e parte respiratória (pulmões e pleuras). revestidos por mucosa olfatória superiormente e respiratória inferiormente. Nader Wafae É o conjunto de órgãos responsáveis pelo transporte de gases e pelas trocas gasosas entre nosso corpo e o meio ambiente. ápice é a extremidade anterior do dorso. parte do esfenóide. lâmina perpendicular. Os ossos são: parte nasal do osso frontal. Cavidade nasal: Internamente o esqueleto da cavidade nasal também é formado por ossos e cartilagens. A cartilagem é a própria cartilagem do septo nasal que se interpõe entre lâmina perpendicular do etmóide e o vômer. formando o septo nasal.

Denominações: Seio frontal. Parede posterior: recesso faríngeo que pode conter uma pequena tonsila tubária. parte das conchas nasais superiores e parte superior do septo. a umidade e filtrar o ar inspirado. na frente do óstio está a prega salpingopalatina que contém o músculo salpingopalatino. tornar mais leve a cabeça e possivelmente funcionam também como caixa de ressonância para a produção da voz. seio maxilar. etmóide. envolvido pela concha nasal superior contém a abertura da parte posterior do seio etmoidal concha nasal média que pertence ao osso etmóide meato nasal médio. seio esfenoidal e seio etmoidal. Região respiratória: reveste o restante Seios paranasais: Conceito: são cavidades no interior dos ossos: maxila. atrás do óstio está a prega salpingofaríngea que contém o músculo salpingofaríngeo e embaixo do óstio encontra-se o toro do levantador que contém o músculo levantador do véu palatino. palato mole e parede posterior da faringe) que a separa da parte oral da faringe . contém ar e são revestidos por mucosa similar à mucosa respiratória da cavidade nasal. Acima do óstio encontra-se uma cartilagem chamada toro tubário para inserção musculares. Funções: regular a temperatura. Quando essa mucosa inflama constitui a sinusite. Limites: anterior – coano.• • • • • meato nasal superior. proteger contra infecções. o qual contém a abertura do seio maxilar. o hiato semilunar. um sulco em forma de meia lua embaixo da bolha. esfenóide e frontal que se comunicam com a cavidade nasal. Os músculos que formam essas pregas levantam o palato ou a própria faringe na deglutição impedindo o refluxo do alimento para a cavidade nasal. Parede lateral: contém as seguintes estruturas: óstio faríngeo da tuba auditiva que é a comunicação com a orelha média para equilibrar a pressão sobre a membrana timpânica. Parte nasal da faringe: situada atrás da cavidade nasal. inferior . este sulco prolonga-se anteriormente e superiormente com o nome de infundíbulo etmoidal onde se encontra a abertura do seio frontal concha nasal inferior é um osso isolado meato nasal inferior com a abertura do ducto lacrimonasal que é a comunicação com a órbita através do saco lacrimal. Divisões da cavidade nasal: Região olfatória: reveste o teto da cavidade nasal. 126 . Paredes: Parede superior: tonsila faríngea (adenóide) é um dos órgãos linfáticos de proteção imunológica.istmo da garganta (formado por: arco palatofaríngeo. envolvido pela concha nasal média contém: uma elevação redonda cheia de ar a bolha etmoidal com a abertura da parte anterior do seio etmoidal. este último formado por um conjunto de pequenas cavidades chamadas células etmoidais anteriores e posteriores (suas aberturas já foram vistas na parede lateral da cavidade nasal).

Parte oral da faringe: é a parte da faringe que continua a parte nasal e sendo comum aos sistemas: respiratório e digestório. ligando as cartilagens entre si e estas aos órgãos vizinhos. (entre as cartilagens tireóidea e cricóidea). estão sobre as cartilagens aritenóideas. Sua margem inferior é o limite com a traquéia. Cavidade da laringe: É revestida por mucosa e divide-se em 3 partes: Superior ou Vestíbulo: vai do ádito da laringe (margem que delimita a entrada da laringe) à prega vestibular (falsa corda vocal). e a cuneiforme. a cartilagem apresenta 4 prolongamentos: 2 cornos superiores e dois cornos inferiores. entre a faringe e a traquéia. Laringe: Conceito: é um tubo constituído por cartilagens. Além da função respiratória é o órgão da fonação e auxiliar na deglutição. músculos e revestida de mucosa situado por diante da coluna vertebral cervical. cricóidea e epiglótica e 3 pares: aritenóidea. Cartilagem Cricóidea: é inferior à cartilagem tireóidea. Cartilagem Tireóidea: em forma de escudo. ao seu lado. em forma de anel com a lâmina posterior e o arco anterior. ligamento vestibular (internamente à prega vestibular). podem ser: Externos: membrana tireo-hióidea. Internos: membrana quadrangular (da prega ariepiglótica ao ligamento vestibular) . são pequenas e de menor expressão funcional. ligamento vocal (internamente à prega vocal). Cartilagem Aritenóidea: em forma triangular. Cartilagem Epiglótica: em forma de folha. Posterioremente. Cartilagem Cuneiforme: ambas pares. a parte larga para cima e a parte afunilada chamada pecíolo para baixo. Ligamentos: contribuem para manter o esqueleto da laringe. ligamento cricotireóideo. a superior projeta-se para frente como proeminência laríngea. (entre a cartilagem tireóidea e o osso hióide) com espessamento no centro (ligamento tireo-hióideo mediano) e nas laterais (ligamentos tireo-hióideos laterais) . é anterior e a maior delas. Importante na deglutição quando a laringe se eleva e sua abertura é ocluída por ela. situam-se portanto atrás da cartilagem tireóidea. ligamentos. cone elástico (da cartilagem cricóidea ao ligamento vocal). são importantes principalmente na fonação. ligamento cricotraqueal (entre a cartilagem cricóidea e a traquéia). A corniculada situa-se no ápice da cartilagem aritenóidea. é par e se articulam com a margem superior da cartilagem cricóidea. anteriormente por: duas lâminas direita e esquerda com incisuras medianas (incisuras tireóideas superior e inferior). Cartilagem Corniculada. 127 . Está constituída. corniculada e cuneiforme. mais saliente nos homens. será estudada com o sistema digestório. Cartilagens: 3 ímpares: tireóidea.

interrompidos na parte de trás e ligados entre si pelos ligamentos anulares. Inervação: nervos laríngeos inferiores (recorrentes) ramos do nervo vago. as cartilagens traqueais. este situado no interior da prega vocal. É continuação da laringe.limiar do nariz 7. portanto.  Roteiro prático do Sistema Respiratório (1ª parte a identificar) Nariz 1-raiz 2-dorso 3-cartilagem do septo e processos laterais 4-cartilagem alar maior Cavidade nasal 5. Irrigação: artérias tireóideas superior e inferior Vias aéreas inferiores Traquéia: é um tubo formado por cerca de 16 arcos de cartilagem sobrepostos. Rima da glote é o espaço entre as duas pregas vocais.Média ou Glote: vai da prega vestibular à prega vocal (verdadeira corda vocal).coano 8. tem cerca de 15 cm e se estende até a sexta vértebra torácica quando se divide.vômer 9.músculos que afastam as pregas vocais (abdução) e portanto respiratórios: cricoaritenóideo posterior .vestíbulo do nariz 6. sobre as cartilagens tireóidea e cricóidea e músculo vocal. tireoaritenóideo e cricoaritenóideo lateral situados lateralmente sob as lâminas da cartilagem tireóidea.situado sobre as cartilagens aritenóideas. Grupo B .Músculos que distendem a prega vocal (tensores): cricotireóideo situado anteriormente. Internamente no nível da bifurcação da traquéia encontramos uma crista mediana chamada carina da traquéia que separa os brônquios principais direito e esquerdo e orienta a corrente de ar para ambos os brônquios. (bifurcação da traquéia) nos brônquios principais direito e esquerdo. o espaço em forma de sulco entre as pregas vestibular e vocal do mesmo lado.lâmina perpendicular do osso etmóide 10 .situados posteriormente sobre a lâmina da cartilagem cricóidea Grupo C .recesso esfenoetmoidal 128 .músculos que aproximam as pregas vocais (adução) e portanto são fonadores: aritenóideos (oblíquo e transverso) . nesta parte observamos o ventrículo. Situa-se. parte no pescoço (porção cervical) e parte no tórax (porção torácica). Inferior ou infraglótica: vai da prega vocal à margem inferior da cartilagem cricóidea Músculos: Grupo A . Rima do vestíbulo é o espaço entre as duas pregas vestibulares. em cada lado.

meato nasal superior 13.hiato semilunar 17.meato nasal médio 15.concha nasal média 14.concha nasal inferior 19.infundíbulo etmoidal 18.11.concha nasal superior 12.bolha etmoidal 16.meato nasal inferior (com ducto lacrimonasal) Parte nasal da faringe 20 tonsila faríngea 21 óstio faríngeo da tuba auditiva 22 recesso faríngeo 23 toro tubário 24 prega salpingopalatina 25 prega salpingofaríngea 26 toro do levantador Seios paranasais 27 seio frontal 28 seio maxilar 29 seio etmoidal 30 seio esfenoidal Laringe 31 proeminência laríngea 32 cartilagem tireóidea (lâmina) 33 cartilagem tireóidea (corno) 34 cartilagem cricóidea 35 cartilagem epiglótica 36 cartilagem aritenóidea 37 ádito da laringe 38 vestíbulo da laringe 39 prega vestibular 40 prega vocal 41 ventrículo 42 músculo cricotireóideo 43 músculo cricoaritenóideo posterior 44 músculos aritenóideos (oblíquo e transverso) 45 músculos cricoaritenóideo lateral e tireoaritenóideo (juntos) Traquéia 46 cartilagem traqueal 47 ligamento anular 48 carina da traquéia Anatomia Funcional da Laringe 129 .

c) pregas vocais. entram pelo hilo do pulmão e ramificam-se no interior do pulmão formando a árvore bronquial. O músculos cricotireóideo ao se contrair modifica o ângulo entre as cartilagens cricóidea e tireóidea distendendo e aumentando as pregas vocais. Brônquios principais: Os brônquios principais resultam da divisão da traquéia no nível da 6ª vértebra torácica. isto é próximas uma da outra. Por causa dessas diferenças é mais comum que corpos estranhos que entram na via aérea. A laringe é o nosso órgão fonador responsável pela emissão dos sons e se assemelha a um instrumento de sopro ou daqueles quer funcionam com foles. o ventrículo da laringe semelhante ao boquim ou lingüeta dos instrumentos de sopro e os diferentes espaços da via aérea atuando como caixa de ressonância. mais vertical e mais grosso que o brônquio principal esquerdo que é mais longo. Também desempenham funções no papel fonador. O ar expirado proveniente dos pulmões ao encontrar as pregas vocais em adução. A adução ou aproximação das pregas vocais é determinada pelos músculos: tireoaritenóideo poderoso adutor. aritenóideos que aproximam as partes posteriores das pregas vocais e cricoaritenóideo lateral que giram as cartilagens aritenóideas levando as pregas vocais medialmente. além disso a epiglote abaixa pela ação da base da língua e suas margens se aproximam das pregas ariepiglóticas as quais delimitam a entrada da laringe reduzindo o seu espaço. são dois: direito e esquerdo. Essa vibração se exterioriza através de sons. a) epiglote Durante a deglutição a laringe é elevada principalmente pelos músculos suprahióideos. se alojem no lado direito. 130 . produz a vibração das mesmas. Ela desempenha essa função através do fechamento em três níveis: a) epiglote. Diferenças: O brônquio principal direito é mais curto. c) pregas vocais Durante a deglutição os músculos adutores aproximam as pregas vocais completando o terceiro esfíncter de fechamento. com a conseqüente elevação da epiglote o alimento é desviado em direção ao esôfago. b) pregas vestibulares. da mesma forma que a traquéia são tubos com arcos de cartilagem. É evidente que não estando participando da deglutição ou da fonação a laringe com as pregas vocais abduzidas ou afastadas permite a livre passagem do ar atuando como via da respiração. Neste caso mecanismos reflexos regulam a coordenação entre a laringe e o diafragma. predominantemente. b) pregas vestibulares Simultaneamente o corpo adiposo pré-epiglótico é empurrado para trás causando a aproximação e fechamento das pregas vestibulares.A laringe é um órgão auxiliar da deglutição porque ao proteger a via respiratória impedindo que alimentos e líquidos ingeridos entrem nessa via está colaborando para que esses elementos se dirijam efetivamente para os órgãos do sistema digestório a que se destinam. mais horizontal e mais fino.

medial e lateral). inferior sobre a cúpula do diafragma é também sua base. inferior. posterior. além da incisura cardíaca em sua margem anterior Diferenças Pulmão direito: mais pesado. São 9 no pulmão esquerdo sendo 4 no lobo superior (apicoposterior. 3 faces: costal (lateral). posterior.Brônquios lobares: Resultam da divisão do brônquio principal no nível do hilo. Brônquios intrassegmentares: São ramificações menores dos brônquios segmentares contidas no interior dos segmentos broncopulmonares. anterior. médio e inferior. voltada para o mediastino em relação com o coração. maior de todas está voltada para as costelas que deixam suas impressões nessa face. Pulmões: Partes Cada pulmão apresenta: um ápice. anterior. 131 . A face costal. e 2 no lado esquerdo: brônquios lobar superior e lobar inferior Brônquios segmentares: Resultam de divisões dos brônquios lobares e se dirigem aos segmentos broncopulmonares. uma base. separados por 2 fissuras: oblíqua e horizontal. 2 no lobo médio (medial e lateral) e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior. 2 fissuras: oblíqua e horizontal. lingular superior e lingular inferior). posterior). O pulmão esquerdo apresenta na mesma face evidentes impressões para a artéria aorta e para o coração. impressão da veia ázigos. mais curto. O pulmão esquerdo consiste em 2 lobos: superior e inferior separados pela fissura oblíqua. lobar médio e lobar inferior. são: 3 no lado direito brônquios lobar superior. o pulmão esquerdo apresenta um prolongamento chamado língula do pulmão esquerdo. São 10 no pulmão direito sendo 3 no lobo superior (apical. mais largo. Lobos e Fissuras O pulmão direito consiste em 3 lobos: superior. posterior e inferior. A margem anterior é fina e aguda. Impressões: Ambos os pulmões apresentam na face costal. médio e inferior. cardíaca. tem 3 lobos: superior. a face diafragmática. a margem posterior é romba e a margem inferior contorna a face diafragmática ou base. superior. mediastinal (medial) e diafragmática (inferior) e 3 margens: anterior. O pulmão direito apresenta na face mediastinal a impressão da veia ázigo e uma imperceptível impressão cardíaca. as impressões das costelas. No local do lobo médio. medial e lateral). a mediastinal. 10 segmentos broncopulmonares. e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior ( anterior.

São músculos inspiratórios que atuam aumentando os eixos da caixa torácica longitudinal. ducto alveolar. 1 fissura: oblíqua. expiração (quando o ar sai pelas vias aéreas).Músculos que atuam direta e ativamente nos movimentos respiratórios: Diafragma. A disposição dos elementos do pedículo no hilo não é constante mas a mais freqüente de diante para trás é a seguinte: veias. Pleuras: São membranas serosas brilhantes (películas finas e transparentes) que envolvem os pulmões (pleura visceral) e as paredes torácicas e o diafragma (pleura parietal). Cavidade pleural é o espaço virtual que existe entre a pleura visceral e a pleura parietal e contem uma pequena quantidade de líquido é o líquido pleural. língula no lugar de lobo médio e incisura cardíaca na margem anterior. Recesso costomediastinal é a reflexão da pleura parietal costal em mediastinal e recesso costodiafragmático é a reflexão da pleura parietal costal em diafragmática. Hilo é uma fenda plana na face mediastinal do pulmão por onde entram e saem os elementos do pedículo. impressão cardíaca e da aorta. A aderência entre folhetos da pleura mediastinal abaixo do hilo forma o ligamento pulmonar. 9 segmentos broncopulmonares. O conceito de raiz do pulmão não é unanimidade mas podemos considerar como o conjunto do hilo com o pedículo A unidade funcional da parte respiratória dos pulmões é formada pelo bronquíolo respiratório. Isto tem sua importância clínica pois permite condutas terapêuticas segmentares. Os músculos que interferem na respiração podem ser divididos em 3 grupos: A.Pulmão esquerdo: menos pesado. mais longo. tem 2 lobos: superior e inferior. A freqüência média em condições normais é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto. saco alveolar e alvéolo pulmonar. Cada segmento broncopulmonar é uma parte do pulmão dotado de certa individualidade pois recebe um ramo da artéria pulmonar e uma ramificação de brônquio segmentar. menos largo. B. A pleura parietal é formada pelas partes: costal. Pedículo é o conjunto dos elementos que entram (artéria pulmonar e brônquio principal) ou saem (veias pulmonares) do pulmão. artéria e brônquios.Músculos que auxiliam diretamente nos movimentos respiratórios: Intercostais internos (menos a parte intercondral). Transverso do tórax e 132 . Levantadores das costelas e partes intercondrais dos intercostais internos. transversal e sagital e assim diminuem a pressão intratorácica em relação à atmosférica possibilitando a entrada do ar. Intercostais externos. Músculos da respiração: Os movimentos respiratórios compreendem 2 fases: inspiração (quando o ar entra pelas vias aéreas). diafragmática e mediastinal seus nomes correspondem às partes que revestem.

Características: a) constituem a camada interna. direita (mais alta por causa do fígado) e esquerda. chegam até a coluna vertebral. profundos e posteriores que vão das vértebras para as costelas vizinhas. Levantadores das costelas: são músculos pequenos. São auxiliares da expiração. d) na parte posterior. C. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de diante para trás. Divide-se em 3 partes: esternal. menos a parte intercondral que é inspiratória. chegam até o osso esterno. latíssimo do dorso. contorna o esôfago e o esquerdo que formam o ligamento arqueado mediano sobre a aorta. oblíquos do abdome (externo e interno) e eretor da espinha. O diafragma é inervado pelo frênico e irrigado pelas artérias frênicas.Músculos acessórios que somente atuam nos movimentos respiratórios forçados: escalenos (anterior. Intercostais externos: são músculos situados entre as costelas. Elevam as costelas e portanto são inspiratórios. na parte inferior do esterno e na coluna vertebral.Subcostais. A parte lombar se insere sobre o músculo quadrado do lombo através do ligamento arqueado lateral. Intercostais internos: são músculos situados entre as costelas. d) na parte posterior. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. serrátil anterior. Esta camada muscular 133 . São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. A porção tendínea localiza-se no centro do músculo e se chama centro tendíneo (de cor branca. esternocleidomastóideo. não chegam até o osso esterno. Diafragma: o músculo diafragma situa-se entre o tórax e o abdome. São expiratórios cuja atividade é sobrepujada pela própria elasticidade do pulmão em se retrair e portanto promover a expiração. O diafragma apresenta 3 orifícios para passagens de estruturas: na parte muscular temos: o hiato esofágico para o esôfago e o hiato aórtico para a aorta. no centro tendíneo: o forame para a veia cava por onde passa a veia cava inferior. costal e lombar. abaixa a pressão no interior do tórax. A porção muscular fica em torno do centro tendíneo e se insere nas últimas costelas. tem a forma de um guarda chuva com duas cúpulas. Esses músculos elevam as costelas e portanto. É portanto músculo inspiratório. peitorais maior e menor. Quando se contrai durante a inspiração o músculo diafragma abaixa suas cúpulas. mas principalmente nos corpos vertebrais das primeiras vértebras lombares através de dois pilares: o direito. abaixando as costelas. c) na parte anterior. c) na parte anterior. A parte esternal muito pequena fixa-se ao processo xifóide do esterno. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de trás para diante. não chegam até a coluna vertebral. Características: a) constituem a camada mais externa. próximos a ela são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal interna ou posterior. sobre o músculo psoas pelo ligamento arqueado medial. médio e posterior). abaixo do coração). são inspiratórios. maior. próximo a ele são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal externa ou anterior. aumenta o eixo longitudinal do tórax. A parte costal procede das cartilagens costais e costelas inferiores.

O volume médio de ar em cada movimento respiratório gira em torno de 500 ml. a sua saída. Nader Wafae A freqüência respiratória média é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto e compreende a inspiração com a entrada do ar e a expiração. pela semelhança com o movimento das alavancas que puxavam água. assim o diâmetro ou eixo longitudinal. Durante a inspiração o ar penetra pelas vias aéreas até chegar aos alvéolos pulmonares onde em contato com os capilares sangüíneos provenientes da artéria pulmonar são realizadas as trocas gasosas ou hematose. aumentando. Subcostais: músculos pequenos. posteriores. vão de costela para costela. Para tonar a pressão negativa no interior do tórax principalmente na inspiração a caixa torácica deve ser ampliada em seus três eixos: longitudinal. A penetração do ar nas vias aéreas pode ser feita com pressão positiva através de aparelhos como ocorre durante os atos cirúrgicos. Transverso do tórax: músculo em forma radiada situado atrás do esterno. O aumento do eixo ou diâmetro longitudinal ou súpero-inferior é determinado pela contração do músculo diafragma que devido a posição especial de seu centro tendíneo central abaixa unicamente suas cúpulas em direção ao abdome. 134 . É o movimento predominante me mulheres (respiração torácica). ocorre principalmente da 2ª a 6ª costela. sagital e transversal. Esse movimento denominado BRAÇO DE BOMBA. tornado possível a entrada do ar pela diferença de pressões com o meio ambiente. Dr. Mas em nosso organismo em situação normal. em conseqüência deste movimento ocorre a elevação da parte anterior das costelas que levantam o esterno e assim aumentam o diâmetro ântero-posterior. a entrada do ar submetido a pressão atmosférica é feita através da negatividade da pressão no interior do tórax. É o movimento predominante no sexo masculino (respiração abdominal) O aumento do diâmetro sagital ou ântero-posterior é determinado pelo movimento das costelas na articulação costovertebral em torno de um eixo transversal formado pela parte posterior das costelas.interna costuma ser subdividida em duas camadas: intercostais internos e intercostais íntimos separados pelos trajetos de nervos e vasos . Volumes respiratórios: Volume corrente é o volume de ar que entra e sai em cada respiração normal Volume inspiratório de reserva é o volume de ar que pode ser inspirado em inspiração forçada Volume expiratório de reserva é o volume de ar que pode ser expirado em expiração forçada Volume residual é o volume de ar que permanece nos pulmões após expiração forçada Mecânica Respiratória Prof. promovendo assim uma pressão aspirativa. porém alternadas e não subseqüentes são encontrados apenas na parte superior e inferior do tórax.

A expiração poderia até dispensar os músculos expiratórios uma vez que atingido o ápice da inspiração. e como o pulmão está ligado à pleura visceral também irá se expandir negativando a pressão em seu interior e assim permitindo a entrada do ar. brônquios) 22 Impressão da veia ázigos 23 Impressão da aorta 24 Impressão cardíaca 25 Impressões das costelas 26 Incisura cardíaca (margem anterior do pulmão esquerdo) 27 Língula do pulmão esquerdo 135 . As paredes da caixa torácica dilatadas e o diafragma abaixado levam com eles a pleura parietal aderida às paredes e ao diafragma. o pulmão normalmente tenderia a voltar à sua situação anterior pela sua elasticidade. a pleura visceral acompanha a pleura parietal à qual esta aderida pela pequena quantidade de líquido pleural (experiência dos vidros planos com água). Esse movimento denomina-se ALÇA DE BALDE pela semelhança do movimento da costela com o levantamento da alça de um balde. veias.O aumento do diâmetro transversal ou látero-lateral é determinado pelo movimento das costelas principalmente nas articulações costotransversárias da 7ª a 10ª costela em torno de um eixo ântero-posterior das costelas. levantando sua parte média e lateral e assim aumentando a distância transversal do tórax. Respiratório (2ª parte a identificar) Brônquios 1 Brônquio principal direito 2 Brônquio principal esquerdo 3 Brônquio lobar 4 Brônquio segmentar Pulmões 5 Ápice 6 Base ou face diafragmática 7 Face costal 8 Face mediastinal 9 Margem anterior 10 Margem posterior 11 Margem inferior 12 Lobo superior do pulmão direito 13 Lobo médio do pulmão direito 14 Lobo inferior do pulmão direito 15 Lobo superior do pulmão esquerdo 16 Lobo inferior do pulmão esquerdo 17 Fissura oblíqua do pulmão direito 18 Fissura horizontal do pulmão direito 19 Fissura oblíqua do pulmão esquerdo 20 Hilo / Raiz 21 Pedículo (artéria.  Roteiro prático do Sistema.

Bronquite Inflamação da mucosa dos brônquios e de suas ramificações geralmente de causa infecciosa. tosse e escarro purulento ou crônica se os sintomas tosse e catarro persistirem por mais tempo três meses a dois anos. secura no ar e atrofia (ozena). febre. alergia.Pleuras 28 Pleura parietal 29 Pleura visceral ou pulmonar 30 Recesso costodiafragmático Músculos da respiração 31 Diafragma 32 Centro tendíneo 33 Pilar direito 34 Pilar esquerdo 35 Óstio da veia cava 36 Hiato esofágico 37 Hiato aórtico 38 Intercostal externo 39 Intercostal interno 40 Membrana intercostal externa 41 Transverso do tórax 42 Subcostais 43 Levantador da costela Doenças do sistema respiratório Rinite Inflamação da mucosa nasal. ou por utilização inadequada da voz. diminuição do olfato. Sintomas: gotejamento nasal (rinorréia). Laringite aguda É a inflamação aguda da laringe pode ser infecciosa provocada por vírus ou bactérias provenientes de infecções superiores. estafilococo. obstrução nasal. rinorréia purulenta e dor à palpação dos pontos sinusais. Apresenta disfonia. espirros. haemophyllus influenzae. mau cheiro e anosmia (ausência de olfato). tosse seca e dor de “garganta”. Sinusite Inflamação da mucosa que recobre os seios paranasais. Cefaléia. A ozena é rinite atrófica que apresenta crostras. 136 . em geral de natureza infecciosa: pneumococo. Neste caso pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica com a diminuição de área pulmonar ativa. Na rinite por ar seco pode aparecer crostras (descamação) e sangramento. Pode ser aguda: curta evolução. Decorre de infecções virais (resfriado comum).

Os sintomas são dor no peito.Pneumonia É a inflamação do parênquima pulmonar associada a um processo infeccioso bacteriano ou virótico. Sintomas nem sempre presentes: tosse seca. escarro.. espontâneo nas rupturas de cistos pulmonares ou hipertensivo. Sarcoidose Doença granulomatosa sistêmica de causa desconhecida que geralmente atinge o pulmão formando fibroses. êmbolos de gordura ou de medula óssea em fraturas. palidez. tosse seca. emagrecimento e fraqueza. Pode ser: traumático quando resulta de um trauma. Sintomatologia: dispnéia. dor no peito. Staphylococcus aureus e Haemophylus influenzae. os idosos e os imunodeficientes são mais suscetíveis e com maior gravidade. Quando a quantidade de ar ´´e grande pode colapsar o pulmão (atelectasia) e apresentar cianose. Apresenta febre. taquipnéia (aumento da freqüência respiratória) súbitos. falta de ar (dispnéia). As crianças. de sílica quando denomina-se silicose. Pode ser assintomática ou apresentar tosse e dispnéia leve nas fase iniciais mas quando a fibrose aumenta apresenta dispnéia grave e tosse. 137 . Pode apresentar cianose (coloração azulada da pele) e síncope (perda súbita da consciência) nos casos mais graves. Na maioria das vezes decorre de bronquite crônica e seus sintomas se confundem e assim também pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica. a contaminação ocorre pelo ar através de bacilos provenientes de enfermos ao tossir. Estes podem ser trombos de veias de membros inferiores que se desprenderam. Embolia pulmonar. tosse com escarro purulento Enfisema pulmonar Aumento anormal de espaços aéreos após o bronquíolo terminal com destruição das paredes alveolares. Obstrução da artéria pulmonar por êmbolos. por exemplo. Sintomatologia: tosse. febre baixa. Pneumoconiose Doença pulmonar decorrente da inalação de partículas de pó. Pneumotórax É a presença de ar no espaço pleural. cuspir ou mesmo pela fala. Pode ser lobar se estiver restrita a um lobo do pulmão ou broncopneumonia se estiver disseminada pelos pulmões. Ao ser inalada provoca reação do organismo caracterizada por fibrose pulmonar. Os germes que com maior freqüência produzem pneumonia são Streptococcus pneumoniae. quando ar penetra na cavidade pleural durante a inspiração por um mecanismo que funciona como válvula. dispnéia. Tuberculose pulmonar Infecção pulmonar provocada pelo Mycobacterium tuberculosis.

SISTEMA DIGESTÓRIO Prof. esôfago. Cavidade oral: Compreende o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca. frênulo da língua e carúncula sublingual (abertura da glândula salivar submandibular) Conteúdo: Dentes implantados nos alvéolos dentais da maxila e da mandíbula 138 . pela excreção aquilo que não é selecionado para ser absorvido ou excedente é eliminado pelas fezes. Nader Wafae Funções: O sistema digestório é responsável pela mastigação. pela deglutição. Suas partes são: cavidade oral.Derrame pleural Consiste na presença de líquidos em quantidade anormal na cavidade pleural. Pode ser: Transudato: o líquido passa através da parede capilar em quantidade maior que o normal e apresenta pequena quantidade de células. o acúmulo de líquido ocorre pelo aumento da permeabilidade capilar e apresenta maior quantidade de células.dentes e gengivas Teto . hemorrágico. redução no tamanho e na consistência dos alimentos. uma vez transformados. intestino delgado (duodeno. fibrinoso. falta de ar (dispnéia). jejuno e íleo). Parede anterior . Constituição: O sistema digestório é um tubo muscular e mucoso que assume diferenças de diâmetro desde seu início na cavidade oral até o seu término no ânus. arco palatoglosso e dorso da língua Paredes laterais . Dr. O líquido pode ser purulento (empiema).rima da boca com os lábios Parede posterior .dorso da língua. Vestíbulo da boca: é a parte da cavidade oral situada entre a arcada dentária e os lábios e a bochecha Cavidade própria da boca: e a parte da cavidade oral situada por dentro das arcadas dentárias.comunicação com a faringe através do istmo das fauces formado por: palato mole com a úvula palatina. Sintomatologia: dor que aumenta com a inspiração. intestino grosso e glândulas anexas (salivares. faringe. transformação dos alimentos da forma como são ingeridos em substâncias mais simples e solúveis. pela digestão. Exsudato. passagem do alimento da boca para os órgãos internos. estômago. fígado e pâncreas). os produtos da alimentação são introduzidos em nosso organismo pelas células do tubo digestório. Utiliza para o desempenho dessas funções processos mecânicos e químicos. pela absorção. No exsudato a pleura deve apresentar algum distúrbio.palato duro e palato mole Soalho .

– folhadas em forma de estrias como se fossem rachaduras ou sulcos longitudinais. Tipos: Incisivos: coroa em bisel. Os músculos intrínsecos. moem o alimento. é delimitada pela prega glossoepiglótica mediana e pela prega glossoepiglótica lateral de cada lado. A primeira dentição possui 20 – a dentição definitiva. situação anteriores. tipos – circunvaladas são as maiores. função: perfuram e arrancam o alimento. transverso da língua (abaixo do longitudinal superior) e vertical da língua (mesclados entre o longitudinal superior e o transverso). número total 8 Molares: coroa com quatro tubérculos. situados na própria língua e extrínsecos ligando a língua às estruturas vizinhas. são pequenas saliências dispersas no dorso em forma de cogumelo. do palato mole à margem lateral da língua delimitando o arco palatoglosso. 32 Língua: órgão muscular atua na mastigação. situação: laterais. situação: anterolaterais. 139 . ligada ao osso hióide. uma ou duas raízes. situação: posteriores. situada entre a epiglote e o dorso da língua. Os músculos extrínsecos são: hioglosso estende-se do osso hióide à margem lateral da língua. Papilas linguais. Ainda no dorso mas já próximo da raiz. azedo nas margens laterais e salgado em toda margem incluindo o ápice.Partes do dente: coroa. Valécula epiglótica é uma depressão. par. função: cortam o alimento. corpo que apresenta: ápice. número total 8 Caninos: coroa em ponta. uma raiz. mastigação e deglutição. genioglosso. No dorso estão as papilas linguais com os corpúsculos gustativos para percepção do gosto: amargo. na parte posterior. longitudinal inferior (no contorno inferior das margens da língua). doce. em torno do ápice. número total 4 Pré-molares: coroa com dois tubérculos. Partes: raiz. duas ou três raízes. – fungiformes. Os músculos da língua intrínsecos e extrínsecos atuam em conjunto adaptando a forma da língua visando o melhor desempenho das funções iniciais do sistema digestório. atrás do V lingual encontramos a tonsila lingual. percepção do gosto e na fonação. deglutição. dorso e face inferior. número total 12. são vistos na língua seccionada sagitalmente e se dispõem em camadas: longitudinal superior (logo abaixo das papilas). margens. uma raiz. Pertencendo ao sistema linfático é um órgão de defesa imunológica que compõe o chamado anel linfático. palatoglosso. colo e raiz. do processo estilóide à parte lateral da língua. estão dispostas em V e localizam-se entre o dorso e a raiz. Entre as papilas circunvaladas e a tonsila lingual existe um sulco em forme de V chamado sulco terminal Músculos da língua: podem ser intrínsecos. um aglomerado de tecido linfático com aberturas em forma de criptas. estiloglosso. função: moem o alimento. – filiformes as mais numerosas ocupam todo o dorso e o ápice. da face interna do mento à face inferior da língua. com forma circular e circunscritas por uma depressão também circular. localizam-se nas margens da língua. margem superior cortante.

duas escavações os recessos piriformes. apresenta três partes: cervical. A dificuldade em se delimitar anatomicamente as partes do estômago procede já que se trata de divisão de caráter histológico. torácica (a maior de todas) e a abdominal.em torno de sua continuação com o esôfago abdominal. levantador do véu palatino Esôfago: Continuação da faringe antecede o estômago. Na sua transição com o estômago encontra-se o cárdia. pode ser avaliada traçando uma linha oblíqua a partir do ponto em há mudança de orientação da curvatura gástrica menor de vertical para horizontal ( incisura angular). Orifícios: óstio cárdico (transição com o esôfago). essencialmente é um tubo para passagem do bolo alimentar. muco. Os músculos da faringe podem ser constritores que comprimem o alimento: constritor superior da faringe. palatofaríngeo. Apresenta estreitamentos considerados normais que são determinados pelo músculo cricofaríngeo. pelo arco da aorta. Parte oral: apresenta a fossa tonsilar delimitada pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo que contem a tonsila palatina também chamada amígdala em seu interior. óstio pilórico (transição com o duodeno). lateralmente. A parte oral e a parte nasal comunicam-se através do istmo da garganta delimitado pelo palato mole. o estômago se destina mais à digestão através do suco gástrico (HCl. salpingofaríngeo.Faringe: Das três partes da faringe. duas atuam no sistema digestório: a parte oral e a parte laríngea. Fundo . tendo a coluna vertebral em seu contorno posterior.próxima ao duodeno. Tem cerca de 25 cm. Estômago: É o segmento mais dilatado do tubo digestório interposto entre o esôfago e o intestino delgado.acima de um plano passando pela transição com o esôfago Corpo .entre o fundo e a parte pilórica Parte pilórica . situa-se sucessivamente atrás da traquéia e do átrio esquerdo que lhe deixa uma impressão. Entre as funções do sistema digestório. pelo brônquio esquerdo e pelo diafragma. Atravessa o diafragma pelo hiato esofágico. 140 . constritor médio da faringe e constritor inferior da faringe e levantadores. arco palatofaríngeo e parede posterior da faringe Parte laríngea: apresenta. Essa região divide-se em antro pilórico (próximo ao corpo) e canal pilórico (próximo ao duodeno). enzimas) e à transformação do alimento em quimo (massa semilíquida) principalmente pelos movimentos peristálticos e produção de muco para facilitar a digestão e a absorção no intestino. Faces ou paredes: anterior e posterior Curvaturas: gástrica maior e gástrica menor Partes: Cárdia .. que levantam a faringe fazendo o alimento passar para o esôfago e impedindo o refluxo para a cavidade nasal: estilofaríngeo. situa-se na cavidade abdominal logo abaixo do diafragma nas regiões denominadas epigastro e hipocôndrio esquerdo.

próximo ao cárdia divide-se em ramo maior. (freqüentemente um pouco à direita do esôfago) emite três ramos o menor é o gástrico posterior. pelas veias gastromental direita ramo da v. esplênica para a face posterior do estômago. ramo da artéria hepática própria. O estômago é peritonizado e a parte do omento menor que liga o estômago ao fígado chama-se ligamento hepatogástrico e a parte do omento maior entre o estômago e o colo transverso é o ligamento gastrocólico. esplênica. Em alguns casos ocorre a presença de uma artéria gástrica posterior ramo da a. ramos da v. Inervação do estômago e do esôfago O estômago recebe inervação autônoma parassimpática através dos nervos vagos e simpática através do plexo celíaco para o estômago e esplâncnicos e tronco simpático para o esôfago. esplênica que se encontram na curvatura maior do estômago e pelas veias gástricas curtas do fundo gástrico. O vago posterior coloca-se atrás do esôfago abdominal. a parte inicial participa ativamente da digestão mas o intestino delgado como um todo é o grande responsável pela absorção alimentar. 141 . Vascularização do estômago: A irrigação arterial do estômago se faz através de dois círculos anastomóticos situados nas curvaturas. o jejuno e o íleo. Os nervos vagos direito e esquerdo descem do pescoço para o tórax onde confluem por diante do esôfago para formar o plexo esofágico. Entre as funções do tubo digestório. e na curvatura maior entre as artérias gastromental direita ramo da artéria gastroduodenal e gastromental esquerda ramo da artéria esplênica e a região do fundo gástrico recebe ainda as artérias gástricas curtas ramos da artéria esplênica. Intestino delgado: Tem em torno de 6 metros de comprimento e compreende o duodeno. mesentérica superior e gastromental esquerda ramo da v. Variações anatômicas do tronco celíaco são freqüentes. A drenagem venosa é feita pelas veias gástricas direita e esquerda tributárias da veia porta do fígado que se encontram na curvatura menor do estômago. ao se aproximar da parte abdominal do esôfago as fibras do plexo se separam para formar o tronco vagal anterior no qual predominam fibras do vago esquerdo e o tronco vagal posterior formado principalmente pelo vago direito. O nervo gástrico anterior emite vários ramos curtos e no nível do antro encontramos o ramo principal (nervo de Latarjet). O vago anterior coloca-se na frente do esôfago abdominal. (na maioria das vezes). Intestinos: É a parte final do tubo digestório.Piloro (significa portão) é uma concentração de fibras musculares circulares esfinctéricas entre o estômago e o duodeno e que regula a passagem do bolo alimentar para o duodeno. Na curvatura menor entre as artérias gástrica esquerda ramo do tronco celíaco e a gástrica direita. compreende o intestino delgado e o intestino grosso. gástrico anterior e outros dois menores: hepático e celíaco. o maior é o celíaco e o terceiro é o hepático.

a parte livre do omento menor. Aqui também formam-se círculos anastomóticos entre as artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior ramos da a.Duodeno: É a parte inicial do intestino delgado. importante em clínica por apresentar características internas semelhantes ao estômago. mesentérica superior através das artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. O duodeno está ligado ao fígado pelo ligamento hepatoduodenal. seu início chama-se bulbo duodenal. colédoco trazendo a bile da vesícula biliar e do fígado e o pancreático trazendo o suco pancreático do pâncreas. mesentérica superior. vai do piloro à transição com o jejuno na flexura (ângulo) duodenojejunal.  Roteiro prático do Sistema Digestório . 3ª ou horizontal ou inferior. difíceis de individualizar) 10 Tonsila lingual 11 Valécula epiglótica 12 Prega glossoepiglótica mediana 13 Prega glossoepiglótica lateral 14 Músculo longitudinal superior da língua 142 . Vascularização do duodeno A irrigação arterial do duodeno procede da artéria hepática comum ramo do tronco celíaco através das artérias gástrica direita e gastroduodenal e da a.1ª parte Cavidade oral 1 Vestíbulo da boca 2 Cavidade própria da boca 3 Palato duro 4 Palato mole 5 Úvula palatina Língua 6 Papila circunvalada 7 Papila folhada 8 Papila fungiforme 9 Papila filiforme (revestem todo o dorso da língua. 4ª ou ascendente que se continua com o jejuno a partir da flexura duodenojejunal fixa por uma estrutura muscular lisa chamada músculo suspensor do duodeno (Treitz). na junção dos dois ductos forma-se a ampola hepatopancreática que se abre na papila maior do duodeno desta parte do duodeno. Em alguns casos podemos encontrar um pouco acima a papila menor do duodeno onde se abre o ducto pancreático acessório. 2ª ou descendente é onde desembocam os ductos. gastroduodenal e as artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. mas o início da primeira parte e o final da quarta parte são peritonizados. ramos da a. O duodeno é retroperitoneal. Apresenta a forma da letra C que contorna a cabeça do pâncreas Partes: 1ª ou superior é a parte que segue o estômago.

É evidente que as alças próximas ao duodeno são jejunais e aquelas próximas ao intestino grosso são ileais.antro pilórico 33 Parte pilórica . Tem importância prática saber identificar a primeira alça do jejuno o que possível pois sabemos que a mesma esta presa à parede posterior juntamente com a última porção do duodeno pelo músculo suspensor do duodeno. macroscopicamente é difícil diferenciá-las como pertencentes ao jejuno ou ao íleo.15 Músculo transverso da língua 16 Músculo genioglosso 17 Músculo palatoglosso Dentes 18 Incisivo 19 Canino 20 Pré-molar 21 Molar Parte oral da faringe 22 Arco palatoglosso 23 Arco palatofaríngeo 24 Tonsila palatina na fossa tonsilar Parte laríngea da faringe 25 Recesso piriforme Esôfago 26 Parte cervical 27 Parte torácica 28 Parte abdominal Estômago 29 Cárdia 30 Fundo gástrico 31 Corpo gástrico 32 Parte pilórica .canal pilórico 34 Curvatura menor 35 Curvatura maior 36 Piloro Duodeno 37 Parte superior 38 Parte descendente 39 Parte horizontal 40 Parte ascendente 41 Papila maior do duodeno 42 Músculo suspensor do duodeno Intestinos (continuação) Jejuno e íleo: Constituídos por grande número de alças intestinais que ocupam a área central do abdome. 143 .

tênias do colo que são faixas de musculatura lisa longitudinal concentrada em 3 fitas ao longo do intestino (tênia mesocólica.saculações (provavelmente musculatura lisa circular concentrada em pregas circulares delimitando formações em bolsas). transporte e eliminação das fezes. Tem várias curvas o que lhe dá a forma da letra S. A artéria mesentérica inferior emite os ramos: cólica esquerda. cólica direita e cólica média para o lado direito do intestino grosso. Colo ascendente: no lado direito. sigmóideas e retal superior para o lado esquerdo do intestino grosso. é identificável por estar mais livre (solto) que o colo descendente que está preso à parede posterior. Vascularização do intestino grosso: irrigação – A artéria mesentérica superior emite os ramos: ileocólica. Pécten anal é o espaço situado abaixo das válvulas e das colunas até o ânus. liso sob controle autônomo. tênia omental e tênia livre) e 3. A artéria cólica direita enquanto ramo direto da mesentérica superior está presente em cerca de 20% dos indivíduos. mas sua posição é variável. Colo transverso. próximo ao fígado. A direita é mais baixa do que a esquerda devido à presença do fígado no lado direito. produção de muco. próximo ao baço.Vascularização: irrigação . As artérias: ileocólica.ramos jejunais e ileais da artéria mesentérica superior. ao nível da transição encontrase uma saliência a papila ileal com uma abertura no centro o óstio ileal ( a existência de uma valva ileocecal não é unanimidade entre os autores). Colo sigmóide. as colunas anais ligadas nas extremidades inferiores pelas válvulas anais. continuação do ceco até a flexura direita. Intestino grosso: Funções: formação. estas delimitam com a parede anal espaços chamados seios anais. vai da flexura direita. Colo descendente: no lado esquerdo vai da flexura esquerda até o início do colo sigmóide. A artéria ileocólica se dirige para a transição entre o íleo e colo ascendente através dos ramos: ileal. cecais anterior e posterior. Apêndice vermiforme. Partes: Ceco. apendicular e cólico. a disposição de sua musculatura é diferente daquela do colo restante por isso não apresenta tênias ou saculações. No seu interior observamos as pregas transversas do reto cuja função é discutível. drenagem . Canal anal: vai do reto ao ânus apresenta em seu contorno saliência longitudinais. sua parte mais dilatada chama-se ampola. esfíncter interno do ânus. absorção de água e ferro. 2.da veia mesentérica superior para a veia porta. cólica 144 . Reto é a parte terminal. parte inicial que se comunica com o íleo. próximo ao fígado à flexura esquerda. Contornado a parte inferior do canal temos os músculos que atuam na defecação: esfíncter externo do ânus.apêndices omentais do colo (pequenas formações saculares de gordura). encontra-se na parte inferior do ceco no encontro das 3 tênias. como possui o mesossigmóide. Identificação: pela presença de: 1. estriado sob controle voluntário. pois sabemos que o material proveniente da absorção intestinal deve passar antes pelo fígado para só depois entrar na corrente circulatória.

abre-se através do ducto submandibular. Submandibular localiza-se embaixo da cavidade da boca envolvida pela mandíbula. A drenagem venosa é efetuada por ramos das veias mesentéricas superior e inferior para a veia porta e das veias retais média e inferior para a veia ilíaca interna. na mucosa do vestíbulo da cavidade da boca. forma uma saliência no soalho da boca. Glândulas salivares maiores: Parótida é a maior de todas. da bochecha e molares. palatinas. e está protegido pelas últimas costelas do lado direito. parte final do intestino grosso. Dividem-se em dois grupos: maiores e menores. participa assim da formação do bolo alimentar e ainda iniciam a digestão dos hidratos de carbono pois contem a enzima chamada ptialina que atua sobre o amido. É constituído por 4 lobos: direito. gástrica. Apresenta duas faces: diafragmática. Glândulas anexas ao tubo digestório: São órgãos que produzem substâncias químicas ricas em enzimas que se comunicam com o tubo digestório através de ductos (tubos) por meio dos quais suas secreções vão atuar no processo de digestão dos alimentos. ligamento redondo. As glândulas anexas são: glândulas salivares que se abrem na cavidade oral. Sua inflamação é conhecida pelo nome de caxumba (parotidite epidêmica). localiza-se na cavidade abdominal. porém acima da glândula submandibular. todas se comunicam com a cavidade oral.direita. Sublingual também situada embaixo do soalho da boca. quadrado e caudado separados pelas seguintes estruturas: vesícula biliar. submandibular e sublingual. as menores são numerosas. sob a pele e sobre o ramo da mandíbula. cólica esquerda e sigmóideas estão interligadas pelo arco justacólico (artéria de Riolan). no soalho da boca ao lado do frênulo da língua em uma pequena saliência chamada carúncula sublingual. As glândulas salivares maiores são 3 pares: parótida. cólica média. Glândulas salivares: Produzem uma secreção chamada saliva cujas funções são umedecer e lubrificar o alimento. esquerdo. Fígado: É a maior glândula do corpo humano. distribuídas pela cavidade da boca e reunidas de acordo com a localização em: labiais. guarda importante relação com o nervo facial que se encontra em seu interior e se abre através do ducto parotídeo. inferior voltada para as demais vísceras abdominais que a marcam com suas impressões: esofágica. recebe ramos retais (média e inferior) da artéria ilíaca interna. nas regiões do hipocôndrio direito e epigastro. O reto. no nível do 2º dente molar superior. duodenal. superior envolvida pelo diafragma e a visceral. a prega sublingual e em lugar de um único ducto possui vários ductos (de 8 a 17) que se abrem diretamente no soalho da boca. fígado e pâncreas que se abrem no duodeno. nas proximidades do frênulo da língua. linguais. ligamento venoso (à esquerda) e hilo hepático ou porta do 145 . localiza-se na frente da orelha. embaixo da cúpula direita do diafragma. cólica e renal. veia cava inferior (à direita). É ímpar.

a veia porta (posterior) que traz o sangue dos locais onde houve absorção alimentar (estômago. a artéria hepática própria (à esquerda) e saem os ductos hepáticos (à direita) das vias biliares conduzindo a bile com sais biliares. Sua secreção para o duodeno chama-se suco pancreático e contém as enzimas: amilase para os hidratos de carbono. ramos da artéria 146 . colo. um pouco acima do outro na papila menor do duodeno. Compreendem os ductos hepáticos direito e esquerdo que se unem para formar o ducto hepático comum que ao receber o ducto cístico proveniente da vesícula biliar formam o ducto colédoco que vai se unir ao ducto pancreático proveniente do pâncreas para juntos desembocarem através da ampola hepatopancreática na papila maior do duodeno na 2 a porção do duodeno. eliminando bile para o duodeno através dos ductos cístico e colédoco. A vesícula biliar é um reservatório de bile que se contrai estimulada pela presença de alimento gorduroso no duodeno. O suco pancreático escoa principalmente por um ducto chamado ducto pancreático que desemboca na papila maior do duodeno.fígado (ao centro). Entram. Suas partes. Vascularização: a cabeça do pâncreas é irrigada pelas artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior. lipase para as gorduras e tripsina para digestão das proteínas. Em alguns indivíduos podemos ter um segundo ducto chamado acessório que desemboca também no duodeno. Contém ainda o bicarbonato de sódio para neutralizar o ácido clorídrico do estômago. ambos sem maior significado funcional. corpo e cauda. Atualmente o fígado é dividido em 8 segmentos que desfrutam de certa autonomia funcional com aplicação cirúrgica. isto é coloca-se posteriormente ao peritônio. Ao nível do hilo temos o pedículo hepático representado pelas estruturas que entram e saem do fígado. Podem ser intra-hepáticas situadas dentro do fígado e extra-hepáticas quando saem do fígado pelo hilo. É órgão retroperitoneal. partindo do duodeno em direção ao baço. situado por trás do estômago. na 2a porção juntamente com o ducto colédoco. Pâncreas: É também abdominal. são: cabeça. o corpo também apresenta uma proeminência em sai margem superior. O comportamento do peritônio em relação ao fígado será estudado posteriormente. na ampola hepatopancreática. por diante da coluna vertebral é envolvido em parte pelo duodeno e se estende até o baço no lado esquerdo. é o túber omental. Os sais biliares atuam sobre as gorduras quebrando suas moléculas para que as lipases possam atuar melhor. intestinos). A parte posterior da cabeça ao contornar os vasos mesentéricos superiores apresenta um prolongamento em ponta chamado processo uncinado. Vias biliares: É o conjunto de ductos (tubos) que conduzem a bile desde a sua formação no tecido hepático até a desembocadura na 2a porção do duodeno. O fígado é envolvido por peritônio visceral menos em uma pequena parte da face diafragmática chamada área nua.

ileocólica 13 a. A drenagem venosa é efetuada pelas veias pancreáticas da veia esplênica Roteiro prático do Sistema Digestório . respectivamente. cólica média 14 a. pancreática inferior.2ª parte 1 Alça do jejuno 2 Alça do íleo Intestino Grosso 3 Ceco 4 Apêndice vermiforme 5 Colo ascendente 6 Colo transverso 7 Colo descendente 8 Colo sigmóide 9 Tênia do colo 10 Saculação 11 Apêndice omental 12 a. a. Essas artérias se anastomosam. esfíncter externo do ânus 22 M. esfíncter interno do ânus Glândulas salivares maiores 23 Parótida 24 Ducto parotídeo 25 Submandibular 26 Ducto submandibular 27 Sublingual Fígado 28 Face diafragmática Face visceral compreende: 29 Lobo direito 30 Lobo esquerdo 147 . nas partes anterior e posterior da cabeça. O corpo é irrigado por ramos da artéria esplênica (pancreática magna. retal superior Reto 16 Ampola do reto 17 Prega transversa Canal anal 18 Coluna anal 19 Válvula anal 20 Seio anal 21 M. pancreática dorsal) e a cauda pela pancreática caudal também ramo da artéria esplênica.gastroduodenal e ramos anterior e posterior da artéria pancreaticoduodenal inferior ramo da artéria mesentérica inferior. cólica esquerda 15.

Entre o peritônio parietal e o peritônio visceral existe uma cavidade vazia (na mulher contém o ovário) chamada cavidade peritoneal. conta para tanto com a ação lubrificante do líquido peritoneal. Nessa cavidade existe uma pequena quantidade de líquido chamado líquido peritoneal. a cavidade não aparece (potencial) embora exista. Divisão: Embora seja uma membrana contínua. o peritônio é dividido em duas folhas: peritônio visceral que recobre as vísceras (órgãos) e o peritônio parietal que recobre as paredes do abdome.31 Lobo quadrado 32 Lobo caudado 33 Porta do fígado 34 Veia cava inferior 35 Ligamento redondo 36 Ligamento venoso 37 Veia porta 38 Artéria hepática própria 39 Impressões de órgãos vizinhos (renal) Vias biliares 40 Vesícula biliar 41 Ducto cístico 42 Ducto hepático (direito e esquerdo) 43 Ducto hepático comum 44 Ducto colédoco Pâncreas 45 Cabeça do pâncreas 46 Colo do pâncreas 47 Corpo do pâncreas 48 Cauda do pâncreas 49 Processo uncinado 50 Ducto pancreático PERITÔNIO Prof. Função: a) superfície de deslizamento para as vísceras permitindo os seus pequenos movimentos sem grandes desgastes por atrito. Nader Wafae Conceito: é uma membrana serosa. pelve e diafragma. fina. 148 . b) manutenção das vísceras em posição. c) proteção das vísceras mediante mecanismos de secreção e absorção. quase transparente que reveste as paredes e os órgãos das cavidades abdominal e pélvica. lisa. no entanto como os órgãos estão muito próximos uns dos outros e das paredes. já que de alguma maneira fixam as vísceras nas paredes.

ao atingir a curvatura menor separam-se para revestir as faces anterior e posterior do estômago até a curvatura maior. b) mudanças de forma e de posição por torções e deslocamentos c) coalescência (lâminas peritoneais próximas. b) hepatoduodenal na margem livre do omento menor sob o qual existe uma passagem chamada forame omental por onde se introduz o dedo para alcançar a bolsa omental. elásticas e células gordurosas principalmente Tamanho: 2 a 7 metros quadrados. duas que descem e duas que sobem) envolvem o colo transverso e se dirigem a parede posterior como mesocolo transverso. Após revestir o fígado as duas lâminas (direita e esquerda.) se encontram no hilo do fígado e se colocam uma na frente e outra atrás para se dirigirem à curvatura menor do estômago. O peritônio que recobre o cólo sigmóide o faz a uma certa distância da parede formando o mesossigmóide. bolsa: uma formação sacular revestida por peritônio. nesse trajeto formam o omento menor. Desenvolvimento: o peritônio se desenvolve acompanhando as vísceras que recobre. no trajeto do diafragma e parede ânterolateral para o fígado formam-se dois ligamentos: a) o coronário (cujas extremidades constituem os triangulares) e b) o falciforme. d) l igamento: porção do peritônio que vai da parede à víscera ou de uma víscera à outra e não contem vasos em seu interior.f) fossa: uma escavação rasa revestida por peritônio. Disposições especiais em órgãos do sistema digestório: o peritônio parietal após revestir as paredes abdominais ântero-laterais (parte vem da direita e parte vem da esquerda) e o diafragma. 2 lâminas anteriores do omento maior e a parede posterior pelo peritônio parietal posterior e pelas 2 lâminas posteriores do omento maior.Constituição: apresenta uma camada de mesotélio. Formação: o peritônio visceral deriva da esplancnopleura (parede do celoma próxima ao endoderma). uma camada basal de sustentação e uma camada conjuntiva de fibras colágenas. O peritônio que recobre os colos 149 . Bolsa omental é um espaço sacular peritoneal cuja parede anterior é formada pelo omento menor. onde se juntam novamente e descem até um plano passando pelas cristas ilíacas. As duas margens do omento menor são espessadas e são chamadas de ligamentos a) hepatogástrico. desprendem-se deste para revestir o fígado tornando-se visceral. o peritônio parietal deriva da somatopleura (parede do celoma próxima ao ectoderma). g) recesso: uma escavação profunda revestida por peritônio. e) prega: saliência linear de peritônio ao contornar uma estrutura pequena . nesse momento voltam-se sobre si mesmas e sobem em direção ao colo transverso pelo mesmo trajeto por onde desceram e forma o omento maior (4 lâminas. Definições: a) folhas: cada uma das divisões do peritônio (visceral e parietal). as etapas mais importantes são: a) crescimento simples (multiplicação celular). em contato e desprovidas de movimento são reabsorvidas pelo organismo e desaparecem. c) omento: porção do peritônio que vai de uma víscera à outra víscera e contem vasos em seu interior. b) meso: porção do peritônio que vai da parede à víscera contendo vasos em seu interior. parede posterior do estômago.

sobra apenas o revestimento anterior deixando o pâncreas atrás do peritônio. na linha mediana próximo à pelve vai se colocar. no início de sua formação é peritonizado mas deixa de sê-lo durante o desenvolvimento por coalescência. o ponto que vai formar a flexura direita do colo colocado. Como o intestino (delgado e grosso) necessita de grande crescimento para atingir sua extensão completa (6 metros) irá apresentar durante o desenvolvimento embrionário uma torção de 270° tendo como eixo a artéria mesentérica superior. inicialmente. Esta rotação vai permitir o crescimento do jejuno e íleo que se liga à parede posterior pelo mesentério cuja base oblíqua tem em torno de 15 cm mas o suficiente para alcançar na borda livre todo o jejuno e íleo Os únicos órgãos situados no interior da cavidade peritoneal são o ovário e partes da tuba uterina (infundíbulo com as fímbrias). O ceco é peritonizado mas não possui meso que se restringe ao apêndice (mesoapêndice). A parte do duodeno ligada à cabeça do pâncreas sofre o mesmo processo e a cauda do pâncreas pode estar parcialmente peritonizada. são portanto parcialmente peritonizados. Assim sendo. de início à direita e no alto coloca-se mais a esquerda e embaixo. O mesmo ocorre com a flexura duodeno jejunal. inicialmente o pâncreas é sagital isto é colocado no sentido ântero-posterior durante seu desenvolvimento e por acompanhar o estômago desloca-se para a esquerda. O pâncreas é um órgão secundariamente retroperitoneal isto é. fazendo com que a parte esquerda do peritônio que o reveste encoste no peritônio parietal posterior. lâminas próximas sem movimento são reabsorvidas por coalescência. É primária quando o distúrbio encontra-se na 150 . em sua posição definitiva. De fato. no lado direito embaixo do fígado mediante essa rotação de 270º. O peritônio restringe-se à margem anterior do ovário.ascendente e descendente somente o fazem pela frente e pelos lados. Roteiro prático de peritônio 1 Peritônio parietal 2 Peritônio visceral 3 Omento maior 4 Omento menor 5 Mesentério 6 Mesocolo 7 Prega umbilical mediana 8 Prega umbilical medial 9 Escavação retovesical ou retouterina 10 Ligamento coronário 11 Ligamento falciforme 12 Ligamento triangular 13 Forame omental Doenças do sistema digestório Acalasia É distúrbio no relaxamento do esfíncter esofágico gerando obstrução funcional do esôfago durante a deglutição.

na curvatura menor ou nas proximidades do piloro. Podem ser de propulsão quando a pressão é interna e de tração quando a força é externa ao órgão. Pela semelhança com a mucosa do estômago as úlceras duodenais ocorrem no início da parte superior. pela gravidade na posição deitada e pelo aumento da pressão abdominal. Fumo e consumo de álcool podem estar associados. Esofagite. No quadro clínico apresentam halitose (mau hálito). 151 . Ardor retroesternal (pirose). regurgitação de alimentos e disfagia. doença de Chagas. Refluxo gastroesofágico Quando o conteúdo gástrico reflui para o esôfago provocado por excesso de suco gástrico.inervação da musculatura lisa. O divertículo faringoesofágico de Zenker forma-se na transição entre a faringe e o esôfago no nível do músculo cricofaríngeo. Ocorre quando fatores agressores da mucosa como o ácido clorídrico e as enzimas digestivas predominam sobre os fatores defensivos da mucosa – a barreira mucosa. No quadro clínico apresentam: disfagia (dificuldade em deglutir). As úlceras gástricas podem estar localizadas no corpo. Câncer do esôfago Em 90% é do tipo carcinoma epidermóide (revestimento epitelial) localizado no terço médio e em 10% é adenocarcinoma (glandular). linfomas. Úlcera péptica Lesão erosiva e circunscrita das mucosas do estômago ou do duodeno.. regurgitação. Esôfago de Barrett Formação de epitélio mais resistente na parte do esôfago próximo ao estômago provavelmente readaptação nos casos de refluxo gastroesofágico. Espasmo esofágico Contrações múltiplas do esôfago que podem ser espontâneas ou durante a deglutição. Divertículos do esôfago Evaginações da parede do esôfago formando pequenas bolsas. vômitos e emagrecimento. Também pode ocorrer por falha dos fatores que normalmente impedem o refluxo: incompetência do esfíncter esofágico. Aoresentam tendência para adenocarcinoma. integridade do ligamento frenicoesofágico e manutenção do ângulo entre esôfago e estômago. aspiração e carcinoma esofágico são as principais complicações. No quadro clínico predomina a disfagia não progressiva e ardor retroesternal. dor torácica e disfagia. É secundária quando é conseqüência de outras doenças como: tumores gástricos e esofágicos. No quadro clínico é comum a disfagia. Pode ocorrer esofagite de refluxo com inflamação e mudanças do epitélio. dor torácica e regurgitação. É comum sua associação com infecção por Helicobacter pylori.

A gastrite crônica. em geral.O quadro clínico característico é a dor epigástrica em queimação. Alguns são microscópicos como a giárdia lamblia e amebas) e outros são maiores como ascaris e tênias. No quadro clínico temos: diarréia líquida. São importantes os antecedentes de incidência familiar. Etiologia desconhecida porém apresenta componente familiar. prurido anal. e febre. nas úlceras gástrica o ritmo é – dói – come – dói – passa . Associa-se com fatores genéticos e auto-imunológicos. infecciosa provocada por bactérias (Salmonela). Os sintomas são comuns ao refluxo gastroesofágico. nos casos graves pode apresentar hemorragia. antiinflamatórios. corticóides e álcool. Parasitose intestinal Infestação intestinal causada por parasitas. Pode ser aguda ou crônica. Pode ser: a. em geral está associada à infecção por Helicobacter pylori. Gastrenterite aguda Inflamação da mucosa do intestino delgado. dor abdominal. dispepsia. ou de fome. dieta com alimentos salgados. Hérnia de hiato É a passagem de parte do estômago para o interior do tórax através do hiato esofágico. Gastrite Inflamação da mucosa gástrica. b. parasitas (giárdia) e vírus presentes em alimentos e água contaminados. desnutrição e desidratação. aveia e cevada). Sintomas: dor no epigástrio. 152 . vômitos.enquanto que úlceras duodenais o ritmo é – dói – come – passa. náuseas e vômitos. A gastrite aguda pode ser desencadeada pela ingestão de aspirina. dores abdominais fracas. centeio. anemia são alguns sintomas. Estenose hipertrófica do piloro Obstrução do canal pilórico devido à hipertrofia congênita da camada muscular. Diarréia. Adenocarcinoma gástrico É o tumor maligno glandular do estômago. No quadro clínico predomina o vômito nas primeiras semanas de vida.paraesofágica quando é o estômago que se desloca. defumados e crus e fumantes. No quadro clínico apresentam: dor epigástrica e emagrecimento. Doença celíaca Doença de má absorção pelo intestino delgado com diarréia e desnutrição desencadeada pela ingestão de glúten em pessoas que tem intolerância ao glúten (trigo.por deslizamento quando ocorre apenas pela junção esofagogástrica. Alimentos contendo ovos ou larvas são os principais responsáveis pela transmissão.

Síndrome de má absorção É a absorção desordenada ou inadequada de nutrientes pela mucosa intestinal. Várias são as causas: doenças que atingem a mucosa intestinal, infecções, insuficiência pancreática, deficiência de lactase, falta de sais biliares, diminuição da superfície de absorção. Os sintomas mais comuns são: diarréia, emagrecimento, distensão abdominal, e desnutrição. Doença de Crohn Doença inflamatória do intestino de causa provavelmente auto-imune. Mais frequentemente atinge o íleo terminal e colo direito é descontínua. No quadro clínico o paciente apresenta: dor abdominal e diarréia, emagrecimento. Pode complicar com formação de fístulas (comunicação anormal entre vísceras ou cavidades) e perfuração e favorecer a formação de tumores. Diverticulite aguda Inflamação de um ou mais divertículos (evaginações da parede do colo formando pequenas bolsas). Em geral aparece colo sigmóide de idosos com dietas pobres em fibras. A inflamação decorre, em geral, de infecção que ocorre após obstrução do divertículo com matéria fecal. Apresenta risco de perfuração. No quadro clínico observa-se: febre, dor abdominal localizada na região inguinal esquerda, diarréia ou prisão de ventre. Obstrução intestinal É a parada na progressão do conteúdo intestinal. As causas são muitas: obstrução por corpo estranho (bolo de ascaris), compressão externa (tumores em órgãos vizinhos), estenoses (tumores intrínsecos), aderências (bridas peritoneais aderindo alças), torção de alça intestinal (volvo intestinal), invaginação intestinal ( pedaço de alça intestinal entrando dentro da própria alça). No quadro clínico, o paciente apresenta: dor em torno do umbigo, náuseas, vômitos, eliminação de gases e de fezes suspensas, distensão abdominal. Diarréia Define-se como o aumento de peso das fezes, do número de evacuações ou diminuição da consistência das fezes. A diarréia aguda, em geral, é infecciosa proveniente de alimentos contaminados ou a vírus. A diarréia crônica pode ser provocada por estimulação da secreção intestinal, alteração da motilidade intestinal ou inflamação desencadeada por laxantes. Apendicite aguda É a inflamação do apêndice vermiforme. Em geral é a infecção do apêndice que segue à sua obstrução. As causas mais comuns da obstrução são: aumento dos folículos linfáticos, fecalitos (fragmento endurecido de fezes), corpos estranhos ou tumores. No quadro clínico, em geral, começa com dor periumbilical, que depois se localizana região inguinal direita é dor contínua e forte, vômitos e febre são freqüentes.

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Colite ulcerativa Doença inflamatória da mucosa do colo de causa desconhecida. Atinge toda a mucosa e no quadro clínico temos: sangramento, diarréia, contendo muco e pus, febre, dor abdominal e pode complicar perfurando. Constipação (prisão de ventre) É a eliminação de fezes em períodos irregulares, em geral devido à falta de fibras na dieta. Além do mal estar apresenta dificuldades para defecar e dor abdominal. Pólipo intestinal Tumor, em geral benigno, com pedículo. Os pólipos do intestino grosso merecem cuidado pois podem se tornar tumores malignos. Há componente familiar. Assintomáticos, podem apresentar sangramentos. Síndrome do colo irritável É o distúrbio funcional e desordenado da motilidade intestinal. É a afecção mais freqüente do sistema digestório. Não são encontradas evidências bioquímicas, microbiológicas ou anatômicas para explicar a sintomatologia O paciente apresenta dor abdominal acompanhada de diarréia ou constipação intestinal ou alternância de ambas, gases, distensão abdominal, intolerância por alguns alimentos.. Transtornos psicológicos como ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e estresse emocional estão associados com freqüência. Adenocarcinoma colorretal É o tumor maligno glandular do colo e o mais freqüente do sistema digestório. São importantes os antecedentes de dieta gordurosa, inflamações freqüentes e incidência familiar. Os tumores do colo ascendente apresentam sangramento e anemia, os do colo sigmóide, sintomas obstrutivos, perfuração e enterorragia (sangramento nas fezes). Fissura anal Ulceração benigna localizada no canal anal. provocada por infecção das colunas anais e traumatismos pelas dificuldades em evacuar. Apresenta dor intensa ao defecar, podendo ocorrer sangramento retal. Hemorróidas Dilatações de veias anorretais. Podem ser internas, externas e mistas. As internas podem ser de primeiro grau quando não se exteriorizam, de segundo grau quando se exteriorizam mas podem ser reduzidas e de terceiro grau quando são permanentes; as externas localizam-se nas margens do ânus. Sintomas: dor ao defecar, sangramentos, pode ocorrer trobose. Hepatites a vírus Infecção do fígado provocada por vírus que se classificam em: A, B, C, D, E. As hepatites A e E são transmitidas pelas fezes, em água e alimentos contaminados pelo vírus. As hepatites B, C e D são transmitidas principalmente pelo sangue.

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O quadro clínico apresenta: anorexia, náuseas, vômitos, fraqueza, icterícia, colúria, (urina escura) e acolia (fezes claras). Pode haver complicações e cronicidade. Hepatopatia alcoólica São as lesões apresentadas pelo fígado em função do consumo de álcool. Podem ser: esteatose (degeneração gordurosa), hepatite e cirrose. Na esteatose há aumento do fígado, na hepatite e na cirrose os quadros clínicos comuns às hepatites e à cirrose. Cálculos biliares (litíase) É a presença de cálculos (pedras) nas vias biliares, mais comumente na vesícula biliar. Os cálculos podem ser de colesterol, de bilirrubina ou de proteínas. É mais freqüente em mulheres obesas. No quadro clínico predominam a dor em cólica no hipocôndrio direito e os vômitos biliares. Carcinoma hepatocelular É o tumor maligno do fígado. O paciente apresenta dor e massa abdominal palpável no hipocôndrio direito. Cirrose hepática Fibrose do tecido hepático, alterações degenerativas e estruturais, infiltração gordurosa, e presença de nódulos. São importantes os antecedentes de: alcoolismo, hepatite a vírus, drogas, deficiência nutricional. No quadro clínico podemos ter: hemorragia digestiva por varizes esofágicas, icterícia, ascite (líquido na cavidade peritoneal). Colecistite aguda É a inflamação da vesícula biliar. Na maioria dos casos é obstrutiva por cálculo seguida de infecção bacteriana. O paciente apresenta dor em cólica no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos biliosos e febre e sinal de Murphy (dor a palpação no hipocôndrio direito). Pancreatite É a inflamação do pâncreas, pode ser aguda ou crônica. Costuma-se associála à obstrução por cálculos biliares e ao alcoolismo, medicamentos, vírus e aos traumatismos abdominais. Os sintomas mais freqüentes são: forte dor abdominal em faixa que se irradia para as costas, e vômitos. Fibrose cística do pâncreas Doença sistêmica hereditária ligada a gene recessivo que atinge à parte exócrina do pâncreas e a maioria das glândulas de secreção externa (sudoríferas, brônquicas). No quadro clínico temos: dor abdominal, diarréia, emagrecimento e associação com sintomas respiratórios. Câncer de pâncreas Em geral é adenocarcinoma do ducto, na cabeça do pâncreas.

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Há vários tipos de peritonite: asséptica (substâncias químicas). Essas funções são desenvolvidas através dos seguintes mecanismos: 1-Filtração do sangue pelos glomérulos renais (um litro por minuto) para os túbulos renais 2-Reabsorção desse filtrado depurado nos túbulos renais (a maior parte) 3-Excreção pequena parte desse filtrado com resíduos químicos é eliminado pela urina (um a um litro e meio por dia). Hérnia inguinal É a passagem de conteúdo abdominal através de um ponto fraco da parede muscular do abdome. Síndrome de Zollinger-Ellison É presença de tumores pancreáticos secretores de gastrina. emagrecimento e icterícia (coloração amarela da pele e das mucosas). suspensão dos ruídos intestinais. taquicardia. . Dr. cálice maior. difusa (generalizada). febre. Rim: Número: dois. Podem ser diretas e indiretas. SISTEMA URINÁRIO Prof. observa-se ou palpa-se uma tumoração mole no nível inguinal ou no escroto. Constituição: O sistema urinário se compõe de um órgão par chamado rim e das vias urinárias: cálice menor.No quadro clínico temos dor epigástrica constante. Em geral. direito e esquerdo 156 . No quadro clínico o paciente apresenta dor abdominal e diarréia. A causa mais freqüente é a propagação de infecções em vísceras peritonizadas (secundária). ureter. bexiga urinária e uretra. Peritonite Inflamação do peritônio. biliar (presença de bile). encapsulada (abscessos) gasosa (presença de gases). em resposta o estômago secreta grandes quantidades de ácido clorídrico e pepsina e conseqüente aparecimento de úlceras no estômago e no intestino delgado. Apresenta dor e distensão abdominal. circunscrita (localizada). na produção de glóbulos vermelhos. Nader Wafae Funções: O rim depura o sangue e mantém o equilíbrio eletrolítico. Nas diretas o conteúdo abdominal passa pela parede posterior do canal inguinal (fáscia transversal). Nas diretas o conteúdo abdominal passa para parede através do anel inguinal profundo (fáscia transversal). através dos genitais internos femininos. rigidez da parede abdominal (abdome em tábua)e pode chegar ao choque. Quando não se consegue reduzir (empurrar a hérnia para dentro) pode ocorrer a hérnia estrangulada com o comprometimento da irrigação do saco herniado. pelve renal. 4-Secreção do hormônio renina que atua na regulação da pressão arterial e eritropoetina. perfurações ou rupturas de vísceras ocas.

Localização: parede posterior da cavidade abdominal ao lado da coluna vertebral, entre 12a vértebra torácica e 3a lombar, sendo que o direito se encontra um pouco mais baixo. Descrição externa: faces: anterior e posterior; pólos: superior e inferior; margens: lateral (convexa) e medial (côncava); forma: de um feijão; Hilo Renal é uma abertura na margem medial do rim Seio Renal é uma escavação que continua o hilo para dentro do rim e que contem parte das vias urinárias, gordura e vasos. Pedículo Renal é o conjunto dos elementos que entram no rim como a artéria renal ou saem veia renal e pelve renal (um dos componentes das vias urinárias). A disposição mais freqüente desses elementos no hilo renal é de diante para trás: veia, artéria e pelve renal. Cápsula renal fibrosa: é a membrana fina e transparente que envolve os rins. Relações com outros órgãos: Rim direito = fígado, duodeno, colo Rim esquerdo = estômago, baço, pâncreas, colo Relações com o peritônio: os rins são retroperitoneais, portanto sem relação com o peritônio. São envolvidos por tecido conjuntivo frouxo que deriva do tecido extraperitoneal, a fáscia renal, contínua na parte superior que envolve as glândulas supra-renais e disponde de abertura na parte inferior. Entre a fáscia renal e a cápsula renal existe gordura no espaço perirrenal. Descrição interna: Mediante um corte frontal do rim identificamos as partes: Medula renal, mais interna, formada por estruturas triangulares escuras chamadas pirâmides onde predominam os túbulo renais e ductos coletores, alternadas com estruturas retangulares claras chamadas colunas renais. Córtex renal, mais externa e clara, onde predominam os glomérulos renais, das bases das pirâmides destacam-se pequenos prolongamentos, os raios medulares. Os vértices das pirâmides estão voltados medialmente e denominam-se papilas e se encaixam no início das vias urinárias ou seja nos cálices menores. Cada pirâmide associada a córtex e as colunas que a envolvem constituem o lobo renal que são em número de 7 a 14 por rim. O rim apresenta estrutura segmentar totalizando cinco segmentos. Vascularização: O rim é irrigado pela artéria renal que se divide em 5 artérias segmentares, estas formam, em seqüência: as artérias interlobares situadas nas colunas renais, artérias arqueadas na base das pirâmides, artérias interlobulares entre os raios medulares, arteríolas glomerulares aferentes, arteríolas glomerulares eferentes, arteríolas retas. A drenagem é feita pela veia renal. Vias urinárias: Cálices menores: adaptam-se às papilas das pirâmides recolhendo a urina formada nos túbulos coletores. Cálices maiores: em número de 2 a 3 por rim são formados pela reunião de número variável de cálices menores. Pelve renal: Formada pela confluência dos cálices maiores, conduz a urina para o ureter já fora do rim, Ureter: é um tubo longo que une a pelve renal à bexiga urinária. Divide-se em 3 partes conforme sua localização: abdominal, pélvica e intramural (esta na

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parede da bexiga). Sua desembocadura na bexiga urinária chama-se óstio do ureter. Apresenta em sua extensão três estreitamentos onde costumam encravar cálculos: 1- na junção com a pelve renal, 2- ao passar sobre os vasos ilíacos e 3- na parede da bexiga, intramural. Bexiga urinária: é uma estrutura sacular situada na pelve que funciona como reservatório de urina (cerca de 1 a 1,5 litro). O ápice está voltado para cima e para diante, e a base e o colo estão situados inferiormente. Internamente destaca-se o trígono da bexiga que é uma área triangular situada na base da bexiga, delimitado por 2 óstios do ureter unidos pela prega interuretérica e pelo óstio interno da uretra. A maior parte que compõe a musculatura da bexiga denomina-se detrusor e nas proximidades do óstio interno situa-se a musculatura esfinctérica lisa e estriada. A bexiga é revestida por mucosa pregueada, menos a do trígono que é lisa. No início e atrás do óstio interno da uretra há uma pequena saliência chamada úvula da bexiga. Uretra: é a parte final das vias urinárias que comunica a bexiga urinária ao meio exterior. em seu início apresenta uma linha saliente na parede posterior: a crista uretral. Há diferenças acentuadas entre a uretra feminina e a masculina: • Uretra feminina é curta, retilínea, exclusivamente urinária. • Uretra masculina é longa, sinuosa pertencente aos sistema urinário e genital. Divide-se em três partes: prostática que atravessa a próstata, membranácea que atravessa o períneo e esponjosa incluída no corpo esponjoso do pênis com uma dilatação inicial: fossa bulbar e outra terminal: fossa navicular que se abre no exterior pelo óstio externo da uretra.

Roteiro prático do Sistema Urinário 1 Rim: face anterior 2 Rim: face posterior 3 Rim: margem medial 4 Rim: margem lateral 5 Rim: extremidade (pólo) superior 6 Rim: extremidade (pólo) inferior 7 Hilo renal 8 Seio renal 9 Pedículo renal 10 Cápsula renal (fibrosa) 11 Fáscia renal 12 Córtex renal 13 Medula renal 14 Pirâmide renal 15 Papila renal 16 Artéria segmentar 17 Coluna renal 18 Cálice menor 19 Cálice maior

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20 Pelve renal 21 Ureter: parte abdominal 22 Ureter: parte pélvica 23 Bexiga urinária 24 Músculo detrusor 25 Úvula da bexiga 26 Trígono da bexiga 27 Prega interuretérica 28 Óstio do ureter 29 Óstio interno da uretra 30 Uretra masculina: parte prostática 31 Colículo seminal 32 Utrículo prostático 33 Seio prostático 34 Uretra masculina: parte membranácea 35 Uretra masculina: parte esponjosa 36 Fossa navicular da uretra 37 Óstio externo da uretra Doenças do sistema urinário Carcinoma renal. Adenocarcinoma das células do túbulo contorcido proximal é o tumor renal mais freqüente. No quadro clínico observa-se: hematúria, dor e tumor no local. Glomerulonefrite Inflamação dos glomérulos renais de caráter auto-imune pois em geral ocorre após infecções do sistema respiratório por estreptococos. Pode ser aguda, subaguda e crônica. No quadro clínico observa-se: proteinúria, hematúria, hipertensão arterial, edemas e eventualmente insuficiência renal. Antecedente de amidalite é importante. Hidronefrose. Distensão e retenção de urina na pelve renal e ou ureter em decorrência de obstrução do fluxo da urina principalmente na junção pieloureteral. As causas mais comuns são: cálculo ureteral, estenose do ureter, bexiga neurogênica, malformações congênitas, estenoses cicatriciais, compressões extrínsecas. (vasculares, tumores, gravidez, infecções). Quadro clínico depende da causa e da evolução pode ir ata insuficiência renal por compressão do parênquima pela urina. Infecção urinária Pode ser alta ou pielonefrite quando atinge o rim e baixa, quando atinge a bexiga (cistite) ou a uretra (uretrite). A via de infecção mais comum é pela uretra. É mais freqüente em mulheres, idosos, pacientes sondados e gestantes.

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insuficiência cardíaca. O quadro clínico apresenta oligúria. encefalopatias (confusão mental. As causas mais freqüentes são: de esforço. culminado com a uremia e seus sintomas toxêmicos. dor forte descontínua na região lombar que se propaga para os genitais externos. congênito que pelo crescimento vão ocupando espaço no rim podendo levar à insuficiência renal. hipertensão. hematúria. micção urgente. convulsões) e endócrinos. é o que ocorre na diabete. O quadro clínico apresenta hematúria (sangue na urina). edema nos membros inferiores. Litíase É a presença de cálculos (pedras) nas vias urinárias. polineurite (inflamação de nervos periféricos). proteinúria e insuficiência renal aguda. em geral. dor lombar e outros sintomas de infecção urinária. conseqüente de glomerulonefrites. polaciúria.Quadro clínico: na cistite apresenta disúria. Incontinência urinária É a incapacidade para controlar voluntariamente a micção. Resulta de lesão renal não superada no decorrer do tempo levando a um progressivo distúrbio da função renal. fosfato de cálcio e ácido úrico. Insuficiência renal aguda É a incapacidade do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. na pielonefrite apresenta febre. A uremia é caracterizada por sintomas nos diferentes sistemas: anorexia. Síndrome nefrótico Perda excessiva de proteínas pela urina. diminuição da quantidade de urina (oligúria). Policisto renal É a presença de cisto (coleção líquida envolvida por uma cápsula). provenientes de fatores anatômicos musculares ou nervosos. hipertensão arterial ou em doenças renais. Síndrome nefrítico Caracteriza-se pela tríade: hematúria. O quadro clínico característico é a cólica renal. arritmias por hiperpotassemia. dor no hipogástrio. No quadro clínico temos: edema de face e de membros inferiores podendo generalizar-se (anasarca). com diminuição de proteínas no sangue e edema como conseqüência de doenças renais como glomerulonefrites. de urgência. Resultam de distúrbios metabólicos com acúmulo de cristais nas vias urinárias como oxalato de cálcio. Insuficiência renal crônica É a incapacidade continuada do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. nictúria (eliminação aumentada duante a noite) e hipertensão arterial. nefropatia diabética. causada por contrações do 160 . vômitos. em geral.A lesão do glomérulo acarreta a passagem de glóbulos vermelhos e proteínas na urina.

polaciúria (aumento do número de micções). Carcinoma da bexiga Em geral é proveniente das células do epitélio de revestimento. No quadro clínico observa-se: hematúria (sangue na urina). pela implantação. o conjunto destas estruturas denomina-se vulva ou pudendo feminino. progesterona responsável pelo amadurecimento e preparação da mucosa do endométrio. Bexiga neurogênica Alteração do funcionamento normal da bexiga urinária em decorrência de distúrbios do sistema nervoso ou dos nervos que controlam a bexiga urinária. fixação do ovo na mucosa uterina.músculo detrusor. Número: 2. b) da definição dos caracteres sexuais secundários da mulher pela secreção de hormônios sexuais. Descrição externa: O ovário apresenta: duas faces . Etimologia: do latim. lábios maiores. clitóris. ovarius que carrega ovos. Constituição: os órgãos genitais classificam-se em internos e externos. mama etc. bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares maiores e menores. o óvulo. quando excede a capacidade da bexiga e funcionais decorrentes dos hábitos. pela fecundação. tuba uterina e vagina. disposição dos pêlos. Nader Wafae O sistema genital feminino participa a) da reprodução humana pela produção da célula genital feminina.) e pela reconstrução da mucosa do endométrio após a menstruação. Distúrbios funcionais da bexiga urinária como contração exagerada ou diminuída. Os órgãos genitais internos são: ovário. pela gestação (desenvolvimento do feto) e pelo parto. nas bexigas neurogênicas por hiporreflexia há dilatação e são freqüentes as infecções. útero. encontro do óvulo com o espermatozóide. direito e esquerdo Função: produção de óvulos e de hormônios – estrógeno responsável pela formação dos caracteres sexuais secundários (voz. Situação: fossa ovária na parte lateral e posterior da pelve entre a parte oclusa da artéria umbelical e a artéria ilíca interna. de transbordamento. polaciúria. Órgãos genitais internos: Ovário: Conceito: glândula endócrina em forma irregularmente oval. SISTEMA GENITAL FEMININO Prof. O quadro clínico apresenta incontinência urinária. Os órgãos genitais externos são: monte do púbis. lábios menores. alterações no esfíncter ou de sua coordenação com o detrusor. relaxina que durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve. nos casos hiperrefléxicos temos perda de urina. disúria (dor ao urinar). Dr.medial em relação com a tuba uterina (tubária) e lateral em relação com parede da pelve. duas extremidades – 161 . implantação do ovo e preservação da gravidez. urgência miccional e infecções urinárias. forma da pelve.

mucular e serosa. Situação: disposta transversalmente. na parte superior da pelve menor Comprimento: 10 a 12 cm Partes: são 4. é a parte uterina. túnica albugínea. útero-ovárico que fixa a extremidade inferior do ovário ao útero) e mesovário que fixa a margem meosvárica à lâmina posterior do ligamento largo. a porção inicial da tuba localiza-se no interior da parede uterina. o termo salpinge usado em ginecologia deriva do grego. o óstio uterino da tuba e outro. o óstio abdominal da tuba uterina. do grego histerus – que vem depois. em seguida a porção mais longa. seguida por um segmento estreito fora do útero. Tuba uterina: Conceito: é um tubo alargado na extremidade lateral que se estende do fundo do útero em direção à parede da pelve para recobrir partes do ovário. Ligamento: possui apenas o mesossalpinge que liga a tuba uterina ao ligamento largo. Útero: Conceito: órgão predominantemente muscular em forma de pêra com a parte dilatada para cima. córtex com os folículos ovarianos e estroma ovário e finalmente a medula do ovário. Etimologia: do latim. Número: 2. O hilo localiza-se na margem mesovárica. ramo da aorta e um ramo da uterina. 162 . Etimologia: do latim uterus – saco de pele para levar líquidos. Linfáticos: linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. Vascularização: pela artérias e veias ovárica e uterina. trombeta.tubária (superior) encoberta pela tuba uterina e uterina (inferior) com o ligamento útero-ovárico que prende o ovário ao útero. trombeta. Linfáticos: drenam para os linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. duas margens – mesovárica situada anteriormente e ligada ao mesovário e livre (posterior) emrelação com a tuba uterina. Estrutura: O ovário é formado por uma sucessão de camadas que da externa para a interna são: epitélio geminativo. Óstios: nas extremidades da tuba uterina situam-se os orifícios: um deles é medial e se abre na cavidade uterina. o istmo da tuna uterina. fecundação. ramo da artéria ilíaca interna. Número: 1 Função: receber o ovo e desenvolver a gestação. o infundíbulo que termina em prolongamentos que se assemelham a uma franja. a direita é tributária da veia cava inferior e a esquerda desemboca na veia renal esquerda. as fímbrias. Estrutura: é formada por três camadas: mucosa. Vascularização: artérias: ovárica. a ampola e a parte mais larga. veias: ováricas. direita e esquerda Função: transporte do óvulo e dos espermatozóides. que se abre na cavidade abdominal. Ligamentos: suspensor do ovário que fixa a extremidade superior do ovário à parede lateral da pelve). lateral.

Miométrio. mais estreito nas extremidades e no interior do qual estão as pregas palmadas e as glândulas cervicais. o óstio anatômico interno do útero em sua parte superior e outro na vagina o óstio do útero dotado de lábios anterior e posterior. Faces e margens: descrevemos duas faces no útero: anterior (vesical) e posterior (intestinal) que se encontram nas laterais pelas margens do útero. istmo. a leve inclinação e torção do útero para a direita. 163 . a camada média constitui a musculatura do útero Perimétrio é o peritônio que envolve o útero. corpo. A lâmina posterior do ligamento largo divide-se em três partes: mesossalpinge para cima. Ligamentos – Os ligamentos presos às partes do útero são importantes para sua suspensão e sustentação. importante recesso para diagnóstico em ginecologia pela sua proximidade com a vagina.estreitandose inferiormente. O ligamento redondo eleva-se na folha anterior do ligamento largo enquanto o mesossalpinge e o mesovário o fazem em sua folha posterior Os ligamentos retouterinos. A distância entre os dois óstios denomina-se canal do colo do útero. formado pela união das lâminas anterior e posterior e liga as margens laterais do corpo do útero às paredes laterais da pelve menor.Localização: no centro da cavidade pélvica Posição: para posicionar corretamente o útero devemos afirmar que ele está em anteversão: o ângulo de inclinação para frente formado entre os eixos da vagina e do útero. O ligamento redondo do útero prende o fundo do útero ao monte do púbis passando pelo canal inguinal. globosa. e colo. ou de Mackenrodt . O corpo do útero é a parte maior. Paramétrio é o espaço entre as duas lâminas do ligamento largo contendo vasos. O colo do útero é aextremidade inferior apresenta duas partes: uma supra vaginal situada na pelve e outra vaginal localizada no interior da vagina. gordura e os ligamentos transversos do colo. linfonodos. prendem o colo do útero à parede lateral da pelve. a camada externa.). Estrutura: Endométrio é o revestimento interno da cavidade do útero. em anteflexão: o ângulo de inclinação para frente formado entre o colo do útero e o corpo do útero e destrotorção. Partes: fundo. dois óstios. ligam o colo do útero ao sacro e delimitam a escavação retouterina ou fundo de saco de Douglas. a partir da emergência das tubas uterinas. assim mesossalpinge e mesovário se encontram formando uma angulação. O ligamento largo é o prolongamento do peritônio que após revestir o útero estende-se para ambos os lados do útero. O fundo do útero é sua parte mais superior. mesovário para trás e mesométrio para baixo. O istmo é a parte estreita entre o colo e o corpo a partir do qual se forma durante a gravides o segmento inferior dos obstetras que pela quantidade menor de fibras musculares é o local indicado para incisões nas cesáreas. Os ligamentos transversos do colo (cardinais. achatada anteroposteriormente. A esses conceitos devemos acrescentar: Mesométrio localiza-se na lâmina posterior do ligamento largo ligando o útero à parede da pelve. sua camada interna ou mucosa uterina. A pregas palmadas são oblíquas e se encaixam de modo a ocluir as paredes do colo.

inferiormente. Órgãos genitais externos: Monte do púbis: é a saliência situada na parte anterior da vulva coberta por pêlos. . A artéria uterina encontra-se próximo ao ligamento transverso do colo.Vascularização: artéria uterina. situadas por trás do bulbo do vestíbulo lubrificam a parte inferior da vagina. par. o vestíbulo da vagina. clitóris. atravês do pudendo feminino com o útero. Glândulas vestibulares maiores. e dotado de pregas transversais. Hímen – membrana que veda parcialmente a vagina. Glândulas vestibulares menores estão dispersas pelas paredes do vestíbulo da vagina. As veias pertencem ao plexo uterino. Clitóris é um dos órgãos erécteis femininos. Correspondência entre os sexos: 164 . mediano. Nas proximidades do clitóris os lábios menores do pudendo se delaminam e contornam o clitóris formando superiormente o prepúcio do clitóris e inferiormente o frênulo do clitóris. É envolvido por prolongamentos dos lábios menores que formam o prepúcio do clitóris. corresponde aos corpos cavernosos do homem e como estes apresenta as partes: dois ramos. Inervação: plexos hipogástrico e ovárico. a rima do pudendo. Função: é o órgão da cópula. Lábios menores do pudendo são 2 dobras de pele por dentro dos lábios maiores e que delimitam entre si um espaço menor. ramo da artéria ilíaca interna. O fórnice posterior é o maior porque a parede posterior é mais longa e utilizado para recolher secreções e análise de células e pela proximidade com a escavação retouterina também usado para punções diagnósticas. Entre a parte vaginal do colo do útero e as paredes da vagina formam-se espaços denominados fórnices: anterior. Etimologia: do latim bainha para guardar a espada romana chamada gládio. Nesse ponto a artéria uterina mantem importante relação com o ureter. substituída posteriormente pelas carúnculas himenais. superiormente e frênulo do clitóris. ao atingir a parte supravaginal do colo emite ramos para o colo e para o copro do útero. Linfáticos: os do colo do útero drenam para os linfonodos ilíacos e os do corpo e do fundo para os pré-aórticos e aórticos laterais. Lábios maiores do pudendo são 2 dobras de pele livres que convergem nas extremidades formando as comissuras anterior e posterior dos lábios e que delimitam entre si um espaço. abrem-se entre a margem do óstio e o lábio menor do pudendo. Vestíbulo da vagina: é o espaço entre os lábios menores do pudendo contendo de cima para baixo: óstio externo da uretra. quando infectadas constituem a bartolinite. Vagina Conceito: É o tubo que comunica o meio exterior. corpo e glande do clitóris. laterais e posterior. as rugas vaginais. Bulbo do vestíbulo é outro órgão eréctil da mulher. corresponde ao corpo esponjoso masculino. óstio da vagina e os óstios das glândulas vestibulares maiores. Óstio da vagina – abertura para o meio exterior situado no pudendo feminino. par situados em torno do óstio da vagina.

Ligamento retouterino 18.Glândula vestibular maior 36.Istmo da tuba uterina 3.Mesossalpinge 17.Lábios maiores do pudendo .Prepúcio do clitóris 32.  Roteiro prático de sistema genital feminino 1.Fímbrias da tuba uterina 6.Corpo do útero 8.Vagina 24.Infundíbulo da tuba uterina 5.testículo Útero .Ligamento redondo do útero 12.Escavação retouterina 165 .Miométrio 20.Frênulo do clitóris 31.Óstio externo da uretra 33.Ligamento útero-ovárico 14.Ovário 2.Prepúcio do clitóris 29.Óstio da vagina 35.Perimétrio 21.Clitóris 30.Mesométrio 23.Lábio maior do pudendo 27.Lábio menor do pudendo 28.Ampola da tuba uterina 4.Ligamento suspensor do ovário 15.escroto Clitóris .Istmo 9.Fórnice da vagina 25.Mesovário 16.Monte do púbis 26.corpo esponjoso Ovário .utrículo (colículo seminal) Glândulas vestibulares maiores .Endométrio 19.Paramétrio 22.Fundo do útero 7.Ligamento largo 13.corpos cavernosos Bulbo do vestíbulo .Colo do útero 10.glândulas bulbouretrais.Bulbo do vestíbulo 34.Óstio do útero 11.

O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática da glândula mamária quando esta apresenta tumor ou câncer. Desenvolvimento Sua formação se inicia na sexta semana a partir do ectoderma. Caso a biópsia 166 . A aréola é um círculo pigmentado que circunda a papila mamária. Estrutura externa: A papila mamária (mamilo) é uma saliência central cônica. Linfáticos A drenagem linfática. Serve de parâmetro para os procedimentos cirúrgico. apresenta fibras musculares lisas circulares e radiadas. Através das comunicações com as veias intercostais é que entra em conexão com o plexo vertebral o que explica as metástases para o sistema nervoso central. Baseia-se na progressão ordenada das células tumorais através dos linfáticos e é por onde se inicia a disseminação das metástases. mais pigmentada onde se abrem os ductos lactíferos ou seios lactíferos. muito importante em função das metástases. quimioterápico e radioterápico e para avaliação do prognóstico. por diante dos músculos: peitoral maior. serrátil anterior e oblíquo externo do abdome. Situa-se predominantemente no agrupamento axilar. A mama situa-se na parede torácica anterior. Irá crescer mais durante a gravidez e regredir na menopausa. medial. A glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. mas na puberdade essa diferença se acentua às custas do desenvolvimento do tecido glandular e deposição de tecido adiposo. por tecido adiposo que se concentra na periferia e por feixes fibrosos que a atravessam servindo de fixação. Vascularização A glândula mamária recebe seu fornecimento arterial das artérias: torácica interna e torácica lateral. Drena para as veias: torácica interna. rica em glândulas sudoríferas e sebáceas estas últimas são volumosas e formam os tubérculos. Estrutura interna: É constituída por 15 a 20 unidades funcionais chamadas lobos da glândula mamária com um ducto lactífero que se abre na papila mamária. Por ocasião do nascimento não apresenta diferenças marcantes entre os sexos. axilar e intercostais. é formada pela glândula mamária que ocupa sua parte central. Durante a gravidez a sua pigmentação fica mais acentuada O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas circulares que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não se deve a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. Os linfonodos axilares são numerosos e dividem-se em cinco agrupamentos: lateral. Cada lobo é constituído por unidades ainda menores.Glândula mamária Prof. deltopeitorais e cervicais profundos. Nader Wafae A glândula mamária é uma glândula de secreção externa de origem sudorífera modificada para a produção de leite e que se encontra no interior da mama. posterior e intermédio. os chamados ligamentos suspensores da mama. as fáscias superficial e profunda. esses ductos podem apresentar uma dilatação na extremidade ou pouco antes do final e que são os seios lactíferos. pode ser feita pelos linfonodos axilares. anterior. os lóbulos da glândula mamária que por sua vez são constituídos pela reunião de alvéolos em forma de cachos e cujos ductos se unem para formar os ductos maiores. Dr.

A raiz é a parte fixa e oculta. Órgão genitais externos: Escroto: É a bolsa situada atrás do pênis que contém os testículos. ducto deferente. os epidídimos e parte dos ductos deferentes. compreende dois ramos e o bulbo.Aréola 4. Em geral. Nader Wafae O sistema genital masculino é responsável a) pela produção dos espermatozóides b) pela sua condução e eliminação c) pelos caracteres sexuais secundários. o bulbo. Os órgãos genitais externos são: o escroto (bolsa testicular) e pênis. glândula seminal. Os órgãos genitais internos são: testículo.Glândula mamária 2. é possível distinguir suas partes direita e esquerda porque a esquerda é mais baixa que a direita e pela rafe do escroto que é uma prega na pele que separa as duas partes. Dr. Tanto os corpos cavernosos como o corpo esponjoso são preenchidos por pequenos espaços (os do corpo esponjoso são menores) chamados cavernas e contornados por 167 . de origem mediana entre os dois ramos não tem inserção óssea e irá constituir o corpo esponjoso abaixo dos dois corpos cavernosos. próstata. contrai-se em temperaturas frias e se relaxa quando estiver quente. ducto ejaculatório. Diferentemente do sistema genital feminino que é especificamente genital. glândulas bulbouretrais e glândulas uretrais. O escroto é constituído por pele e pelo dartos. Apresenta duas partes: a raiz e o corpo. Estando comprometido com células tumorais indica que o processo de disseminação do tumor já está em desenvolvimento.revele o seu não comprometimento a cirurgia será menos ampla e o prognóstico melhor.Tubérculo 5. É constituído por órgãos externos e internos. Os ramos inseridos no ísquio de cada lado irão constituir os corpos cavernosos. o diagnóstico precoce é fundamental para a cura e aí reside a importância do auto exame e dos meios de diagnóstico por imagem.Papila mamária 3. no sistema genital masculino há órgãos comuns aos sistemas urinário e genital. O dartos é uma camada de fibras musculares lisas aderida à pele e que ajuda a manter a temperatura ideal do testículo. Como o câncer de mama leva de 6 a 8 anos para atingir um centímetro. Pênis: É o órgão erétil da cópula.  Roteiro prático de glândula mamaria 1.Ligamento suspensor SISTEMA GENITAL MASCULINO Prof. epidídimo.

Próximo ao epidídimo os túbulos tornam-se ductos eferentes. Número: par (2) Forma e partes: oval com extremidades polo superior e polo inferior. na parte anterior da glande do pênis está o óstio externo da uretra. tela subcutânea ou fáscia superficial do pênis e pele. A margem posterior da glande do pênis.5 ºC abaixo da temperatura do corpo (em torno de 35ºC). Pequenas glândulas sebáceas presentes no prepúcio (glândulas prepuciais) secretam o esmegma. prolongamento da fáscia transversal. fáscia espermática interna. o colo da glande. responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. a extremidade anterior do corpo esponjoso é dilatada e se chama glande do pênis. dorsal do pênis e do bulbo do pênis originam os ramos que vão preencher as cavernas dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso. da qual deriva o septo do pênis situado entre os dois corpos cavernosos. se enchem de sangue proveniente das artérias helicinas durante a ereção nessa fase a entrada de sangue sobrepuja a saída. Suprimento sanguíneo: As artérias: profunda do pênis. identificamos indo de interno para externo: túnica vaginal de origem peritoneal com dois folhetos o visceral colado à albugínea e o parietal separado. Quando o descenso não se completa temos a criptorquidia. A glande é coberta por uma dobra de pele chamada prepúcio e na parte inferior uma prega mediana que prende a pele à glande é o frênulo do prepúcio. Estrutura: constituído por grupos de túbulos seminíferos contorcidos e retos separados por septos e envolvidos por uma capa resistente chamada albugínea. Esta temperatura ideal é aproximadamente1. O pênis é envolvido por várias túnicas identificadas na sequência de sua parte interna para a externa por: túnica albugínea dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso de tecido fibroso denso. irá ocorrer o contrário na fase de flacidez. extensão do músculo oblíquo interno do 168 . Esses espaços. cremaster e fáscia cremastérica.trabéculas. mais saliente é a coroa da glande atrás da qual se encontra um estreitamento. margens anterior e posterior e faces medial e lateral. superiores e um corpo esponjoso. através de mecanismo nervoso. o hormônio sexual masculino. a uretra esponjosa comum aos sistemas urinário e genital. inferior. os testículos precisam migrar até o escroto para ter neste local a temperatura ideal para a formação de espermatozóides sadios. o esquerdo em nível mais baixo. Órgãos genitais internos: Testículo: É o órgão que produz espermatozóides e testosterona. O corpo esponjoso contém em seu interior. O corpo do pênis é a parte externa propriamente dita constituído por dois corpos cavernosos. Assim sendo. apesar de ser mais estreito do que os corpos cavernosos. Situação: no escroto. Todas as camadas que constituem a parede do abdome têm prolongamentos envolvendo o testículo que este levou consigo durante seu descenso. Embora originários das proximidades do rim. fáscia do pênis que é a continuação da fáscia profunda do períneo.

atrás e abaixo da bexiga. Número: par (2) Próstata: É outra glândula cuja secreção nutritiva entra na composição. canal inguinal. Forma: enovelada que converge para a formação de um ducto que se une à ampola do ducto deferente para formar o ducto ejaculatório. Número: par (2) Partes: sua parte terminal alargada chama-se ampola do ducto deferente. cavidade abdominal. esquerdo e mediano. artéria testicular. Trajeto: escroto. e no cheiro do líquido seminal. Número: par (2) Situação: atrás da bexiga urinária na frente do reto e sobre a próstata. linfáticos e nervos e as túnicas que envolvem o testiculo denominado funículo espermático. Partes: ápice para baixo. Situação: na parte inferior da cavidade pélvica. Estrutura: na cabeça e parte corpo estão os ductos eferentes que formam depois o ducto do epidídimo. Ducto deferente: É o tubo que continua o ducto do epidídimo e vai entrar na formação do ducto ejaculatório. Ducto ejaculatório: É o ducto formado pela união do ducto deferente com o ducto da glândula seminal. plexo vensoso (pampiniforme). Glândula seminal: É a glândula que secreta o líquido tônico e nutritivo para os espermatozóides que vai contribuir na composição do líquido seminal. Estrutura: elevada concentração de musculatura lisa e tecidos glandular e fibroso. pelve. é ela que se une ao ducto da glândula seminal para formarem o ducto ejaculatório. Epidídimo: É a parte do sistema genital masculino onde os espermatozóides ficam depositados. 169 . Trajeto: atravessa a próstata e se abre na uretra prostática através de 2 óstios situados ao lado do utrículo no colículo seminal. na frente do reto.abdome e fáscia espermática externa continuação do músculo oblíquo externo do abdome. Situação: na margem posterior do testículo Número: par (2) Forma e partes: semilunar ou da letra C subdivide-se em cabeça (superior). corpo e cauda. semelhante a uma castanha. Em seu curso no escroto e no canal inguinal o ducto deferente forma um conjunto com os vasos do ducto. base junto à bexiga urinária e 3 lobos: direito. Número: ímpar (1) Forma: triangular..

Dartos 3.Ducto deferente 20.Prepúcio do pênis 9.Próstata 24.Óstio externo da uretra 170 .Corpo do epidídimo 18.Glândula seminal 22. Glândulas bulbouretrais: Duas pequenas glândulas situadas próximo à uretra membranácea.Corpo esponjoso 4.Fáscia espermática externa 16.Frênulo do prepúcio 10.Colículo seminal 25. O colículo seminal é uma elevação situada na uretra prostática que apresenta no seu centro um orifício em fundo cego chamado utrículo aos lados do qual se abrem os ductos ejaculatórios.Cabeça do epidídimo 17.Ducto ejaculatório 23.Túnica albugínea 12.Cauda do epidídimo 19. Glândulas uretrais: Numerosas e diminutas se abrem ao longo da uretra esponjosa com função semelhante às bulbouretrais.Seio prostático 26.Testículo 11.Colo da glande 8.Coroa da glande 7.Cremaster 15.Ductos: não possui um único ducto de escoamento e sim vários que se abrem na uretra prostática ao lado do colículo seminal nas regiões chamadas seios prostáticos.Túnica vaginal (lâmina parietal) 13.Corpo cavernoso 5.Glande 6.Raiz do pênis 28.Funículo espermático 27.Fáscia espermática interna 14.  Roteiro Prático do Sistema Genital Masculino 1.Bulbo do pênis 30. abrem-se no início da uretra esponjosa.Corpo do pênis 29.Ampola do ducto deferente 21. a secreção produzida se antecipa a ejaculação e vai lubrificar e lavar a uretra mudando seu Ph e preparando-a para a passagem do esperma.Escroto 2.

tumores de ovário. A incidência anterior em familiares é importante fator predisponente. supra-renal. Câncer do ovário Pode originar-se do epitélio (maioria). Câncer do colo do útero Mais frequentemente é do tipo epidermóide. do estroma ovárico ou dos tubos embrionários. na síndrome de Morris ou pseudohermafroditismo masculino com cariótipo masculino (XY). exercício intenso e nos distúrbios psíquicos. doenças consumptivas. Câncer do endométrio Adenocarcinoma é o câncer de útero mais freqüente. menopausa precoce. É secundária quando a mulher já menstruou e está ausente durante três meses seguidos. doenças da tireóide. testículos intraabdominais e diminuição ou ausência de ação dos andrógenos. Displasia do colo do útero. A propagação para o peritônio é muito freqüente. das células germinativas. A principal via de disseminação é a linfática para os gânglios axilares. ocorre nas anomalias de desenvolvimento dos genitais como: na síndrome de Turner. alterações de permeabilidade dos ductos de Muller a partir dos quais se desenvolvem os genitais internos. Pode ocorrer também nos casos de hímen imperfurado. ou por via linfática. ausência do cromossomo X. medicamentos. Câncer da glândula mamária Com maior freqüência são carcinomas epiteliais dos ductos (ductal) ou glandulares (lobares) mas pode ocorrer sarcomas também. . Câncer do pudendo feminino Geralmente é carcinoma epidermóide dos lábios maiores do pudendo e o prurido local é o sintoma mais comum. As causas mais freqüentes são: insuficiência ovariana. Os fatores predisponentes são vários. fraqueza. Hemorragias após a relação sexual é um dos sinais. na síndrome de Rokitanski. Hemorragia genital em mulheres em menopausa é um indicativo. O auto exame é muito importante e a palpação de pequenos nódulos é motivo para esclarecimento diagnóstico. dor abdominal. dissemina por via linfática daí a importância do exame do paramétrio. distensão e ascite. anorexia nervosa. Na maioria das vezes os sintomas já são devidos às metástases. O exame de Papanicolau é importante como prevenção. a hiperplasia suprarenal congênita. Tumor maligno responsável pelo maior número de mortes em mulheres. As metástases ocorrem por via linfática e hematogênica assim como propagação aos órgãos vizinhos. anorexia nervosa.Doenças do sistema genital Amenorréia É a falta de menstruação. 171 . É primária quando a mulher nunca menstruou até os 16 anos. deltopeitorais e cervicais profundos.

Apresentase como um nódulo endurecido. quadro de abdome agudo. A paciente apresenta dor pélvica e corrimento (escoamento de secreção pela vagina). pode eliminar secreção purulenta pela papila mamária. As bactérias que em geral entram pela papila mamária. do corpo do útero. forte dor abdominal. Fibroadenoma mamário É tumor benigno da mama deriva de tecido conjuntivo ou glandular. Mastite É a infecção da glândula mamária. ligamentos e até nas paredes do intestino e bexiga urinária. útero (endometrite). A paciente pode apresentar dor pélvica e durante a menstruação (dismenorréia). febre e linfonodos aumentados. A distensão que ocorre na tuba acaba em sua ruptura e hemorragia abdominal grave. Mioma uterino Tumor da musculatura lisa do útero de evolução benigna. azospermia (ausência de espermatozóides). Presença de cistos palpáveis e endurecidos na mama. músculos abdominais contraídos e choque hemorrágico. Em geral. ovário. Causa desconhecida. Mastopatia fibrocística. Doenças sexualmente transmissíveis por chlamydia e neisseria gonorrhoeae são freqüentes mas podem ser causadas por outras bactérias que passam pelo colo do útero (cervicite). inflamações no testículo (orquite) ou no epidídimo (epididimite). insuficiência testicular. criptorquidia. em geral na tuba uterina. mas sangramentos menorragias) podem ocorrer. dolorida.. As causas masculina mais freqüentes são: varicocele. A mama se apresenta inflamada. Esterilidade É a impossibilidade de se realizar a gravidez. Gravidez ectópica É o desenvolvimento da gravidez fora do útero. como no peritônio. 172 . do ovário. As causas femininas mais freqüentes são: doenças do colo uterino. tuba uterina (salpingite) e ovário (ooforite). não apresenta sintomas a não ser o abaulamento na parte inferior do abdome. Endometriose É o desenvolvimento do tecido endometrial além de seu local habitual na camada interna do útero. mais freqüentes são: estafilococo e estreptococo.A transição entre o epitélio cilíndrico e o epitélio estratificado presentes no colo do útero pode originar tecidos anormais e cancerizar. Infecções nos órgãos genitais internos da mulher Na maioria das vezes são provocadas por via ascendente a partir dos genitais externos.

coriocarcionomas). diminuição do volume e da distância do jato de urina. Necessita de atendimento de urgência. Carcinoma da próstata É o tumor maligno mais freqüente no sexo masculino. de sustentação (células de Leydig.. Invade órgãos vizinhos. São comuns alterações nos ciclos menstruais e menstruações irregulares. ausentes ou escassas. Nos homens provoca uretrite e pode propagar-se ao epidídimo (epididimite) ou próstata (prostatite). No quadro clínico observa-se: os sintomas são decorrentes da obstrução da uretra (diminuição do volume e da distância do jato de urina. Varicocele Varizes do plexo pampiniforme (veias escrotais).. Pode causar infertilidade. por disposição antômica são mais freqüentes no lado esquerdo. Os ovários se apresentam aumentados de tamanho e com cistos múltiplos provenientes de folículos ovarianos que apresentaram distúrbios no desenvolvimento. Pode ser unilateral ou bilateral. A via principal de disseminação é linfática. 173 . sensação que não esvaziou a bexiga.Pode provocar infertilidade. No quadro clínico observa-se: sintomas obstrutivos. de Sertoli. sensação que não esvaziou a bexiga) até a retenção total. dá metástases por vias sanguínea e linfática para os ossos. Geralmente é assintomático mas sua ausência no escroto é percebida. Criptorquidia É o descenso incompleto do testículo que pode permanecer no abdome ou no canal inguinal. Fimose Impedimento de exposição da glande por constrição do prepúcio que a envolve. Pêlos podem aparecer pelo corpo. Parafimose é o estrangulamento da glande quando houve retração de um prepúcio estenosado. Câncer do testículo Pode originar-se de células germinativas (seminomas. Pólipo endometrial Formações benignas derivadas do endométrio que crescem para o interior do útero. reprodutivas. Ovário policístico. Gonorréia Doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neiseria gonorrhoeae.. Hiperplasia prostática Crescimento benigno da próstata. ou granulosas). pulmão e fígado.

aumento dos linfonodos regionais e lesões dispersas pela pele. controlando a entrada de raios luminosos. A musculatura apresenta fibras circulares que diminuem a pupila e fibras radiadas que aumentam a pupila. Dr. frontal. A corióide. localizado no ponto de entrada no ato sexual. lacrimal. Bulbo do olho Prof. quando o músculo ciliar relaxa. Na transição entre essas duas partes conhecida por limbo da córnea encontramos o seio venoso da esclera (canal de Schlemm) que drena o humor aquoso. muscular. A íris. Nader Wafae O bulbo do olho está situado no interior de uma cavidade na face. 174 . a íris e o corpo ciliar. que se prendem à zônula ciliar e auxiliam na fixação da lente. fibrosa. Nos homens manifesta-se com secreção esbranquiçada ou purulenta pela uretra e disúria (dor ao urinar). a fase terciária ocorre vários anos depois com comprometimento dos sistemas circulatório e nervoso. zigomático e palatino. O corpo ciliar. escuros. e a túnica interna. A esclera é a parte branca. também escuro. compreende a corióide.Nas mulheres provoca uretrite ou cervicite (inflamação do colo uterino) e pode propagar-se ao endométrio e tubas uterinas. é formado pelo músculo ciliar (liso) situado entre a corióide e a íris e por filamentos concêntricos. resistente e opaca que constitui os 2/3 posteriores desta camada. a zônula ciliar distende e a lente estreita. Alterações desse ângulo (mais fechadoi ou mais aberto) influenciam na etiologia do glaucoma. importante para a drenagem do humor aquoso. a órbita óssea formada pelos ossos: etmóide. pigmentada. acomodando a visão para postos distantes. É uma doença que transcorre por fases: a sífilis primária tem como característica a ulceração abaulada e indolor. maxila. de cor escura por ser pigmentada. compreende a esclera e a córnea. Túnica fibrosa: É a camada externa formada pela esclera e pela córnea. Sua cor depende da quantidade de melanina que possua. a túnica média. pelo corpo ciliar e pela íris. É constituído por 3 camadas: a túnica externa. vascular. funciona como um diafragma que dilata e diminui a abertura central chamada pupila. nervosa. os processos ciliares. o cancro. Entre a córnea e a íris forma-se um ângulo chamado ângulo iridocorneal. É na esclera que se fixam os músculos extrínsecos do olho e é atravessada pelo nervo óptico. são vistos na parte periférica e posterior da íris. esfenóide. sua contração relaxa a zônula ciliar e a lente dilata melhorando a visão para pontos próximos. Sífilis Doença sexualmente transmissível provocada pelo espiroqueta Treponema pallidum. a sífilis secundária apresenta febre. é a retina. reveste a esclera por dentro. Nas mulheres manifesta-se com os sintomas de infecção urinária. Túnica vascular: É a camada média formada pela corióide. A córnea é transparente e constitui a parte anterior desta camada. A ação do músculo ciliar interfere na forma da lente.

pelo ponto lacrimal no centro da papila. O terço anterior é a parte cega. estrato limitante externo. estrato plexiforme interno. Aparelho lacrimal: formado pela glândula lacrimal (na parte súpero-lateral da órbita). e pelo ducto lacrimonasal que do saco lacrimal abre-se no meato nasal inferior. extorção. lente dilatada possibilita visão próxima. deslocamento para baixo M. pela ausência de fotorreceptores. e está fixa por uma espécie de ligamento chamado zônula ciliar à retina e ao corpo ciliar auxiliada por filamentos do corpo ciliar. e o disco do nervo óptico (ponto cego). estrato das neurofibrilas. O humor aquoso é produzido por vasos nos processos ciliares do corpo ciliar e reabsorvido pelo seio venoso da esclera. os processos ciliares. Estruturas anexas ao bulbo do olho Túnica Conjuntiva é a mucosa que reveste a parte anterior do bulbo do olho e a parte interna das pálpebras. o humor vítreo. abaixamento. estrato limitante interno. Músculos: a) movimentação do bulbo do olho: M. A retina é constituída por duas subcamadas: o estrato pigmentoso que contém pigmentos e o estrato nervoso formado por uma série de estratos ou camadas onde se encontram as células nervosas que participam da via da visão: estrato dos segmentos externo e interno. Lente A lente (cristalino) é transparente. deslocamento para cima M. A lente estreitada possibilita visão à distância. reto superior. estrato nuclear interno. estrato ganglionar. intorção. oblíquo superior. adução. elevação. O limite entre estas duas partes: óptica e cega forma a ora serrata. a mácula lútea com a fóvea central (foco de melhor visão com numerosos cones). reto lateral. O espaço entre a lente e a retina (4/5 do bulbo) constitui o corpo vítreo que é preenchido por uma massa gelatinosa e transparente. deslocamento para baixo e lateralmente M. abdução. deslocamento para o meio M. canalículo lacrimal que começa no ponto lacrimal e termina no saco lacrimal situado na margem medial da órbita. reto medial.Entre a córnea e a íris existe um espaço. a câmara anterior preenchido por um líquido chamado humor aquoso que também preenche a câmara posterior situada entre a íris e o corpo ciliar e lente. reto inferior. oblíquo inferior. Por diante da lente e atrás do corpo ciliar encontra-se a câmara posterior contendo humor aquoso. biconvexa. pela papila lacrimal (parte medial das pálpebras). deslocamento para o lado M. deslocamento para cima e lateralmente b) movimentação da pálpebra 175 . Túnica nervosa: É formada pela retina cujos 2/3 posteriores constitui a parte óptica onde se encontram: os receptores fotossensíveis (cones e bastonetes).

Músculo reto medial 15. Alterações da retina 1. Corióide 4. 2.Glaucoma. opacificação da córnea. 3.Hipermetropia. 2.M.Astigmatismo.Terçol. levantador da pálpebra superior.Degeneração da mácula por deficiência de irrigação sangüínea. 2. dilatação palpebral por obstrução de suas glândulas 4.Estrabismo. 3.Presbiopia.Catarata. a focalização dos raios luminosos é distorcida por problemas de contorno na córnea ou na lente. infecção bacteriana da conjuntiva e córnea.Miopia. 3. infecção no folículo piloso de um cílio Roteiro prático do bulbo do olho: 1. Músculo reto inferior 16. 4. Alterações nos anexos do bulbo 1. a focalização dos raios luminosos é prejudicada porque a flexibilidade da lente está diminuída e consequentemente a sua acomodação. Lente 10. Músculo reto lateral 14. a focalização dos raios luminosos verifica-se atrás da retina porque o bulbo do olho está encurtado. Alterações obstrutivas 1. Íris 6. no qual a retina é separada da túnica vascular. inflamação da túnica conjuntiva. Câmara posterior 12. 2.Tracoma. levanta a pálpebra superior Principais alterações da visão Alterações de refração 1.Ceratite. Córnea 3. Corpo ciliar 5. Músculo oblíquo inferior 17. Nervo óptico 9. a focalização dos raios luminosos verifica-se antes da retina porque o bulbo do olho está alongado. problemas nos músculos do bulbo dificultando a focalização simultânea de ambos os olhos. opacificação da lente. Músculo oblíquo superior 176 . Esclera 2. Câmara anterior 11. aumento da pressão intra-ocular pelo predomínio da produção de líquidos nas câmaras oculares sobre sua reabsorção. Retina 8. Pupila 7.Conjuntivite.Descolamento da retina.Calázio. Músculo reto superior 13. 3.

4. abra a tesoura com cuidado o suficiente para separa a esclera da corióide em toda a sua circunferência. 3. e uma parte inferior não cartilagínea que é o lóbulo da orelha. limpe a peça. expondo a esclera.Faça uma pequena incisão perpendicular na esclera nos seus quatro pontos cardiais. não a corte inteiramente. 5. em seguida introduza a ponta da tesoura nesse ponto e recorte a córnea contornando-a mas. 1. Identifique a íris. fossa triangular. a córnea e o nervo óptico. Músculo levantador da pálpebra superior Dissecção do bulbo do olho Material: olho bovino. A 177 .18. pinça dente de rato. Dr. A câmara posterior ficou exposta. trago.é constituída de cartilagem elástica e pele. conjuntiva. Orelha externa: compreende a orelha e o meato acústico externo Orelha . antitrago e depressões: escafa. 2. a pupila e a lente através da pupila. A hélice é a saliência que forma o contorno da orelha.Introduza a tesoura fechada entre as túnicas esclera (branca) e corióide (preta). Identifique o disco do nervo óptico. retirando o corpo adiposo da órbita e os fragmentos dos músculos. bisturi e tesoura. e atrás da íris identifique os processos ciliares (delgados filamentos pretos) de distribuição radial.Com a tesoura. orelha média e orelha interna. deixe um pequeno segmento para permitir o seu rebatimento lateral.Identifique a córnea (transparente). Orelhas Prof. 6. nervo óptico. apresenta saliências: hélice. corpo adiposo da órbita e fragmentos dos músculos extrínsecos do bulbo do olho. a saliência de mesmo trajeto porém anterior a ela é a antélice e as duas pequenas saliências próximas ao poro acústico externo são o trago na frente e antitrago atrás.Virando o olho com as aberturas para baixo solte o humor vítreo (gelatina) que forma o copo vítreo e identifique no fundo do olho a túnica nervosa ou retina (branca) que geralmente encontra-se solta. concha da orelha. esclera (branca). Despregue a lente do corpo ciliar. Desta maneira ficou exposta a câmara anterior cujo humor aquoso extravasou quando perfurou a córnea. Nader Wafae Compreende 3 partes: orelha externa. antélice. 7.Perfure a córnea com a ponta do bisturi em um ponto do limbo da córnea (transição entre córnea e esclera).Da mesma forma como recortou a córnea faça o mesmo na transição entre a íris e a corióide.

depressão entre a hélice e a antélice é a escafa. As articulações entre martelo e bigorna e entre a bigorna e o estribo são sinoviais. a janela do vestíbulo. recesso epitimpânico e abaixo. o soalho (jugular) apresenta a fossa jugular. (líquido que separa o labirinto ósseo do labirinto membranáceo) e pela endolinfa outro líquido no interior do labirinto membranáceo. É dividida por uma lâmina espiral óssea formando duas rampas: a rampa superior é a do vestíbulo em relação com a janela do vestíbulo e a rampa inferior. que se comunica com a orelha média através das janelas do vestíbulo e da cóclea e interliga os canais semicirculares com a cóclea. a depressão superior que resulta da bifurcação da antélice é a fossa triangular e a depressão maior em torno do poro acústico externo é a concha da orelha. o modíolo. utrículo. O meato acústico externo é um conduto fibrocartilagíneo revestido por pele com numerosas glândulas que produzem o cerume se inicia pelo poro acústico externo e termina na membrana timpânica. O vestíbulo é uma dilatação na parte média do labirinto. onde se encontra o estribo e a janela da cóclea. Orelha média: ou cavidade timpânica. Apresenta na parede lateral (membranácea). 178 . Havendo necessidade de puncionar a membrana. posterior e lateral. A parede superior (tegmental) é formada pela parte petrosa do osso temporal. isto deve ser feito no quadrante inferior e posterior para se evitar o descolamento do ossículo martelo nela inserido. é constituído por: ductos semicirculares. superior. Orelha interna: situada na parte petrosa do osso temporal. bigorna e estribo) e os músculos: tensor do tímpano (para o martelo) e estapédio (para o estribo). A membrana timpânica é uma lâmina oblíqua que separa a orelha externa da orelha média. está a tuba auditiva que comunica a orelha média com a parte nasal da faringe e o mússculo tensor do tímpano. o recesso hipotimpânico. a membrana timpânica presa ao martelo completada por pequenos espaços acima da membrana. uma espiral semelhante a casa de um caracol com duas voltas e meia em torno de um eixo central. é formada pelo labirinto ósseo (conjunto de espaços ósseos encurvados). sáculo e ducto coclear. Os canais semicirculares. a do tímpano em relação com a janela da cóclea. O labirinto ósseo é constituído por: canais semicirculares. situadas no interior do labirinto ósseo. é um espaço cheio de ar contendo no seu interior os ossículos da audição (martelo. o labirinto membranáceo. O labirinto membranáceo é o conjunto de estruturas formadas de tecido conjuntivo fibroso. ocluída pela membrana timpânica secundária. o ponto central de sua face lateral denomina-se umbigo. Na parede posterior (mastóidea) encontramos as comunicações com as células mastóideas e o músculo do estapédio e na parede medial (labiríntica). A perilinfa é o líquido que isola o labirinto ósseo de sua parte interna. Na parede anterior (carótica). em forma de arcos são em número de 3: anterior. um em cada plano do espaço. vestíbulo e cóclea. pelo labirinto membranáceo (tecido conjuntivo fibroso situado no interior do labirinto ósseo e que reproduz aproximadamente a sua forma) pela perilinfa. A cóclea. inferior. os dois primeiros são verticais mas perpendiculares entre si e o terceiro é horizontal.

lateral (horizontal) e posterior (oblíquo). Antitrago 8. 5. anterior (vertical). Fossa triangular 9.2. O sáculo intercomunica o utrículo com o ducto coclear. suas extremidades dilatadas chamamse ampolas e se comunicam com o utrículo. Antélice 4. Escafa 5. O utrículo forma a base onde se abrem os ductos semicirculares.Deficiências auditivas ou perda da audição 4.Otite externa . perfuração de membrana timpânica.2.3. Utrículo e sáculo estão situados no interior do vestíbulo. traumas e ruídos intensos 4. O ducto coclear com forma triangular. infecções. Otosclerose . otosclerose.por infecções. Janela do vestíbulo 179 . Sua parede superior é a membrana vestibular e a parede inferior é a lâmina basilar e em seu interior encontra-se o órgão espiral com os receptores para a audição.Perfuração da membrana timpânica . de percepção: na via da audição Roteiro Prático de Orelhas Orelha externa 1. Meato acústico externo Orelha média 10. Afecções mais comuns das orelhas: 1.1. de condução: excesso de cerume. Trago 7. Concha da orelha 6. Membrana timpânica 11. Lóbulo da orelha 2. relacionam-se igualmente com receptores do equilíbrio. Receptores no seu interior são estimulados pelas alterações do equilíbrio.infecções da orelha média 3.1.Otite média . Tumores dos nervos 5.degeneração e soldadura dos ossículos da audição 4. Doença de Meniere associada com alterações do equilíbrio causada por alterações vasculares na orelha interna. Estribo 14. 4. Hélice 3. Bigorna 13.Os ductos semicirculares estão situados no interior dos canais semicirculares apresentam a mesma forma e recebem os mesmo nomes.Tipos de surdez: 5.infecções da orelha externa 2. Martelo 12. vértice na lâmina espiral e base na parede da cóclea e endilinfa em seu interior é a parte do labirinto membranáceo situada no interior da cóclea e relaciona-se com a audição.

Células mastóideas 17. Meato acústico interno 21.15. Cóclea 20. Janela da cóclea 16. Vestíbulo 180 . Tuba auditiva Orelha interna 18. Canais semicirculares 19.

melanina (na camada germinativa). Tipos. Partes: a) raiz = interna. Área: cerca de dois metros quadrados ou mais corretamente é obtida multiplicando-se o peso pela altura. regulação térmica. A elasticidade da pele diminui com a idade. unhas. mais profunda. barba.5 mm a 1. sensibilidade. vasos.células mortas com queratina. icterícia (amarelo esverdeado). Espessura: variável de 0. impermeabilização. glândulas mamárias) e tela subcutânea.tecido epitelial. a papila.Tegumento Comum Prof. glândulas sebáceas. armazenamento mais duradouro de gordura. zona germinativa . Pele Funções: proteção. receptores táteis (Meissner). regulação térmica e sensibilidade. Pêlos: Resultam de processos especiais de queratinização de células epiteliais situam-se no derma. incluída no folículo piloso. Função: proteção. cianose (extremidades roxas). Para o cálculo de partes do corpo humano utiliza-se a regra dos 9% (vem em queimaduras). ou queimaduras). partes = zona córnea e zona germinativa. armazenamento. Partes: 3 camadas . é a primeira a ser mobilizada. Coloração: deposição de pigmentos . A observação da cor da pele permite fazer diagnósticos: anemia (pálida).5 mm mais espessa na palma da mão e planta do pé. livre constituída 181 . Ocupando 7% do peso corporal é o nosso maior órgão. c) lamelar. fibras elásticas que se dispõem em grupos de mesmo sentido (importância cirúrgica). Funções: reserva de gordura e impede perda de calor. hemoglobina.tecido conjuntivo: contém glândulas. mais externa. evaporação do suor. púbicos. dilatação inicial é o bulbo onde se encontra uma escavação. Tela subcutânea ou hipoderme formada por tecido adiposo e conjuntivo frouxo. Estrutura: Epiderme e derme Epiderme . gordura se dispõe em camadas paralelas à pele. grumos arredondados de gordura. vermelha (febre.a)areolar = mais superficial. terminações nervosas (Ruffini). Aplicações: local das injeções hipodérmicas. b) haste = externa. caroteno. zona córnea . Esse cálculo tem importância nas queimaduras. b) fáscia superficial película fina de tecido fibroso. axilares. cílios. glândulas sudoríferas. pestana etc. Dr. vibrissas. Nader Wafae É a túnica que reveste toda a superfície corporal compreendendo: pele com seus anexos (pelos. folículos pilosos. possibilita o deslizamento das camadas de gordura e portanto da pele o que auxilia a palpar os órgãos deslizando a pele. descamativa. Cristas papilares: são linhas salientes da epiderme que nos dedos constituem as impressões digitais: importância em medicina legal. cabelo.de reprodução celular Derme .

Unhas: derivam do endurecimento da camada córnea da pele nas extremidades dos dedos (células corneificadas). Função: conserva o calor e lubrifica a pele. Pêlo . é formada pela glândula mamária e por tecido adiposo. Partes: raiz.estímulo . a parte clara em meia lua é a lúnula (opacidade aos capilares). Epiderme . situam-se no derme. Lúnula 14. Derma 4.de fora para dentro por cutícula. O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais.bulbo com papila 10. Pêlo . abremse no folículo piloso e suas células são eliminadas conjuntamente. as margens laterais são cobertas por pregas de pele chamadas de periníquio e sob a borda livre outra prega de pele chama-se hiponíquio.emoção e frio. oculta por uma prega da pele chamada eponíquio (cutícula). com glândulas sudoríferas e sebáceas. exposta. Glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. Corpo. Função: produção de leite para amamentação.zona córnea 2. Mama: situada na parede torácica anterior por diante dos músculos peitoral maior e escaleno anterior.raiz 9. Epiderme . Na axila as células se desintegram junto com o suor e produzem cheiro. Pêlo . faltam na palma da mão e na planta do pé. Maior quantidade na palma da mão e planta do pé. cortical (queratina dura) e medula (queratina mole).inervação simpática . Eponíquio 11. fibras musculares lisas). Corpo da unha 15. Tela subcutânea 7. Glândulas sudoríferas: Função: regulação térmica. Cor .haste 8.zona germinativa 3. Partes: papila mamária (mamilo) (abertura dos ductos lactíferos ou seios lactíferos. Leito ungueal é a camada de pele embaixo do corpo e matriz embaixo da raiz (formadora da unha). produzem gordura chamada sebo. proximal. Glândula sudorífera 6. distal. são do tipo tubular e seu longo ducto se abre na superfície da pele através do poro. Estímulo = calor e emoção.tubérculos. Papila mamária 182 . Hiponíquio 13. Função: proteção das extremidades e defesa contra agressões. Glândula sebácea 5. Músculo eretor do pelo . Glândulas sebáceas: são anexos do pêlo. aréola (pele pigmentada circular. Periníquio 12. Roteiro Prático de Tegumento Comum 1.depende da quantidade de melanina na cortical.

posterior 4. Queimaduras cutâneas É a lesão da pele pelo calor que pode provir do fogo. posterior = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%. posterior 4. em princípio de natureza não infecciodsa.5%) Tronco: região anterior = 18% (parede torácica = 9%. Cisto – Tumoração encapsulada com retenção de líquidos. Doenças da pele. radiação ou choque elétrico.5% Genitais = 1% 183 . Fotofitomelanose – Manchas hiperpigmentadas provocadas pelos raios solares sobre a pele com resíduos vegetais.5%.Mancha avermelhada por vasodilatação. e de terceiro grau quando a pele do local é inteiramente destruída. Um dos critérios é a regra dos nove pela qual se atribui para cada segmento do corpo o valor 9% em relação à área total.5%.16. Glândula mamária Tipos de lesões cutâneas Bolha .5%. Crianças Região anterior do tórax e do abdome = 16% Região anterior do membro superior direito = 4. Pápula – Elevação delimitada e endurecida da pele. posterior = 9%) Genitais externos = 1%.Elevação arredondada da pele com líquido em seu interior maior que a vesícula. Aréola 17. Mancha hipercrôimica ou hiperpigmentada . Vesícula . Podem ser de primeiro grau quando atinge apenas a epiderme e apresenta cor vermelha intensa.5% Região anterior do membro superior esquerdo = 4.Área circunscrita de coloração mais clara de causa pigmentar.Pequena elevação da pele contendo líquido em seu interior.5%) Membro superior D = 9% (anterior 4. Úlcera . nuca 4. dor e descamação. assim temos: Adultos Cabeça = 9% (face 4. de segundo grau quando atinge a epiderme e a derme. Indica uma infecção.Área circunscrita de coloração mais escura.Descontinuidade anormal comprometendo a integridade das camadas da pele. Pústula – Elevação de pele contendo secreção purulenta no interior. parede abdominal = 9%) Tronco: dorso = 18% ( parte torácica = 9%. parte abdominal = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%.5%) Membro superior E = 9% (anterior 4. Mancha acrômica ou apigmentada . Por ocasião do atendimento de pessoas com queimaduras é importante o cálculo da área de pele atingida. Eritema . apresenta além das características anteriores também bolhas. Tubérculo 18.5% Região anterior do membro inferior direito = 7% Região anterior da cabeça e do pescoço = 10.

celulite (tela subcutânea). Pediculose Infecção da pele recoberta de pêlos causada pelo parasita hematófago Pediculus humanus. A erisipela provocada pelo estreptococo beta hemolítico é de maior gravidade.5% Região posterior do membro inferior direito = 7% Quando a extensão da área de pele apresenta queimaduras que supere 50% da superfície corporal. O local mais característico é eponíquio das unhas.5% Região posterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior do tórax e do abdome = 16% Região posterior do membro superior direito = 4. Escabiose A sarna é uma infecção da pele produzida pelo ácaro ( sarcoptes scabiei). Assumem formas diversas conforme o local comprometido: foliculite (folículo piloso). áreas descoradas com eritemas nas bordas. os lepromas sobretudo na face (face leonina). Casos mais acentuados podem apresentar tumefações. Fatores hormonais também estão envolvidos.Região anterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior da cabeça e do pescoço = 10. Distúrbios cutâneos de natureza infecciosa Acne (espinha) É a inflamação do folículo piloso. 184 . em geral estafilococo ou estreptococo que entram em locais com solução de continuidade na pele.5% Região posterior do membro superior esquerdo = 4. picadas etc. Piodermites Infecção bacteriana. Herpes simples Infecção viral pode ser extragenital (tipo I) e genital (tipo II) Herpes zoster Infecção viral que em geral acompanha o trajeto de nervos. ou piolho. Ptiríase versicolor Infecção causada pelo fungo pityrosporum ovale. Resulta da obstrução do orifício do folículo por queratina e conseqüente infecção bacteriana. de 30 a 50% é muito grave e se ocupa entre 15 a 30% é grave. cortes. Hanseníase É causada pelo Mycobacterium leprae que atinge pele e nervos. Caracateriza-se pelo aparecimento de manchas claras ou escuras descamativas no tronco. Candidíase É uma infecção cutânea causada pelo fungo Candida. Apresenta manchas descoradas com distúrbio de sensibilidade. o prognóstico é gravíssimo. inpetigo (epiderme).

Carcinoma basocelular Tumor maligno mais freqüente que tem origem na camada basal da epiderme.Tinha Infecção causada por fungos do tipo dermatófitos com formação de manchas avermelhadas e escamosas procipalmente na periferia. Pênfigo Moléstias caracterizadas pelo aparecimento de bolhas na pele e nas mucosas. arredondadas. Distúrbios imunológicos ou de causa desconhecida Alopecia É a perda de pêlo. com escamas comuns nos cotovelos. De acordo com o local em que se encontram temos: tinea capitis. Evolui em surtos sobretudo fundo emocional. 185 . porém as mais características são hiperpigmentações na face lembrando as asas de uma borboleta. queimaduras. Mas pápulas e escamações pelo corpo podem aparecer. Podem ser congênitos ou adquiridos. geralmente bilateral de causa desconhecida. hormonais. Vitiligo Distúrbio caracterizado pela descoloração da pele em placas. Carcinoma epidermóide É um tumor maligno cuja origem procede dos queratinócitos da epiderme. Com maior freqüência localiza-se na cabeça e no pescoço. mudanças de clima ou em reação a certos medicamentos. Lupus eritematoso Apresenta-se polimórfico quanto às lesões cutâneas. A exposição ao sol é importante fator. Tumores Angiomas São aglomerados extensos de vasos sanguíneos formando tumores de evolução benigna. imunológicos ou nervosos Ictiose O comprometimento na queratinização da pele resulta em pele áspera lelbrando escamas de peixe daí o nome. joelhos e couro cabeludo. Psoríase Apresenta placas avermelhadas. Em geral resultam de traumatismos. tinea pedis ou pé de atleta ou frieira ou pelo corpo. A exposição ao sol é um fator importante. cicatrizes por infecções. Verrugas Pápulas endurecidas provocadas por vírus. fatores hereditários.

Glândulas sem ducto São glândulas que produzem substâncias químicas chamadas hormônios que são lançadas na corrente sangüínea já que não possuem ductos e por isso são também chamadas de glândulas sangüíneas. em geral alérgica. fatores emocionais. térmicos etc. Altamente metastático.Cervicais hipófise e glândula pineal tireóide e paratireóides 186 . Nader Wafae O sistema endócrino é um dos três sistemas de integração do nosso organismo juntamente com os sistemas nervoso e circulatório. alimentos. SISTEMA ENDÓCRINO Prof. Cisto sebáceo Glândulas sebáceas encapsuladas obstruídas e dilatadas pela retenção do sebo. cosméticos. Classificação: Apesar de terem surgido vários critérios para classificá-las todos os critérios apresentam vantagens e desvantagens por isso em anatomia adotamos a classificação pela localização em que as glândulas se encontram: 1 . Urticária Reação inflamatória com vergões ou vermelhões com prurido. Conhecida por caspa. Dr. fatores imunológicos. causada por agentes irritantes.Cefálicas 2 . Outras causas Dermatite seborréica É o processo inflamatório da derme mais comum em locais com grande quantidade de glândulas sebáceas. Eczema Lesão cutânea. Os locais mais freqüentes são dorso e pernas. Essa integração não se faz através de estruturas anatômicas dispersas no interior do corpo como ocorre com os outros dois sistemas mas através dos hormônios produzidos pelas glândulas endócrinas ou sem ducto que se difundem pelo organismo promovendo a integração. principalmente no couro cabeludo. em geral por medicamentos. Nevo pigmentar A hiperpigmentação da pele pode dever-se ao aumento da quantidade de melanina ou do número de melanócitos. roupas.Melanoma Tumor de origem pigmentar dos melanócitos e portanto hiperpigmentado.

vamos expor os lobos anterior e posterior.3 . Nos homens estimula a produção de testosterona pela células intersticiais. que conduz a produção de progesterona. sua produção é regulada pela própria supra-renal em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo. Adrenocorticotrófico estimula a supra-renal a produzir seus hormônios.Pélvicas - timo e coração pâncreas. supra-renais. Hipófise intermediária Desenvolvida em outras categorias de animais produz a Intermedina que atua nos melanóforos estimulando a produção e deposição de pigmentos cutâneos (sem atividade de importância no ser humano) Hipófise posterior ou neurohipófise é de origem hipotalâmica descendo até a sela turca para se unir à adenohipófise Hormônios produzidos 187 . rins ovários. diminuição de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao nanismo hipofisário. se o excesso de hormônio é produzido após a fase de crescimento gera a acromegalia em que as partes moles das extremidades aumenta consideravelmente. testículos e placenta 1. regulado pelo hipotálamo Distúrbios hormonais: excesso de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao gigantismo. Prolatina. Assim sendo. na fossa hipofisial da sela turca do osso esfenóide é formada por 3 partes das quais a segunda parte é insipiente no ser humano. escurecimento da pele. promovendo o crescimento em estatura. sua produção é regulada pela própria tireóide em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo.. órgãos digestórios. Sua produção é regulada por hormônios liberadores e inibidores do hipotálamo e pelos hormônios sexuais Tireotrófico estimula a glândula tireóide a produzir seus hormônios. sua produção é regulada por mecanismo de retroalimentação de hormônios sexuais. situada no hipotálamo. em direção à sela turca para se juntar à hipófise posterior que é de origem neurológica hipotalâmica.Torácicas 4 . Luteinizante atua sobre o ovário provocando a ovulação e estimula a formação do corpo amarelo. A hipófise anterior ou adenohipófise origina-se embriologicamente da parte superior da boca e sobe durante seu desenvolvimento. Hormônios produzidos: Somatotrófico (do crescimento) estimula o aumento da cartilagem nas lâminas epifisiais dos ossos longos e sua transformação em osso. Folículo estimulante (FSH) atua sobre o ovário promovendo o desenvolvimento do folículo ovariano e nos homens a produção de espermatozóide.Cefálicas: Hipófise.Abdominais 5 . estimula a produção de leite pela glândula mamária para a amamentação Hormônio estimulante do melanócito.

doença de Hashimoto . O aumento da glândula ocorre para garantir maior captação de iodo. Os autores ainda não são concordantes quanto a um terceiro hormônio produzido pelo hipotálamo a vasopressina para uns seria a mesma ocitocina para outros um hormônio a parte que provocaria vasoconstrição e aumento da pressão arterial Distúrbios hormonais A diminuição de hormônio antidiurético leva ao diabetes insipidus com eliminação exagerada de urina e sede excessiva. quando a deficiência é congênita constitui o cretinismo O aumento da glândula tireóide por falta de iodo na alimentação constitui o bócio (papeira). 188 . Glândula pineal. em geral. cujos principais sintomas são: nervosismo. a produção de ambos é regulada pelo hipotálamo. Ação: é inversa do paratormônio. 2 . hipertensão arterial. situada no epitálamo. inibe a liberação do cálcio pelos ossos e estimula a excreção do cálcio pela urina. A produção do seu hormônio melatonina é regulada pelo hipotálamo e tem atuação importante no ciclo circadiano (dia/noie) e sua produção aumenta à noite.obesidade. Controle de produção: pelo nível de cálcio no sangue. Produz os hormônios: Tiroxina (T4). Regulação pela hipófise Calcitonina . Este aumento pode ocorrer com hipertireoidismo. gorduras e proteínas. emagrecimento. Paratireóides são 4 glândulas muito pequenas (5 a 7 mm) situadas. aumenta a atividade do sistema circulatório. a síntese protéica . A tiroxina e a triiodotironina melhoram o metabolismo celular aumentando a oferta de oxigênio às células. taquicardia e exoftalmia. hipotireodismo ou ate normotireoidismo. atrás das extremidades dos lobos da glândula tireóide. excesso do hormônio leva à hipocalcemia Distúrbio hormonal: A produção de hormônio em excesso constitui o hipertireoidismo ou doença de Graves Basedow. acima e atrás do tálamo tem aproximadamente 1 cm de comprimento. sudorese. tremores.Antidiurético e ocitocina são produzidos no hipotálamo e armazenados na neurohipófise conduzidos através do infundíbulo por axônios de células nervosas.produzida pelas células c da tiróide.Cervicais Tireóide situada por diante da laringe e primeiros anéis traqueais tem dois lobos laterais unidos por um istmo. O hormônio antidiurético atua nos túbulos do rim promovendo a reabsorção de sódio e de água A ocitocina atua promovendo a contração uterina e a liberação de leite pela glândula mamária. triiodotironina (T3) e calcitonina.interfere no crescimento e no metabolismo de hidratos de carbono. A produção insuficiente do hormônio constitui o hipotireoidismo. fadiga. infertilidade (Mixedema). Também é atribuída à glândula pineal ação na maturação sexual que ocorre na puberdade.

O pâncreas é uma glândula mista é endócrina porque as células das ilhotas pancreáticas produzem insulina (células beta) e glucagon (células alfa) e é exócrina por sua secreção externa (suco pancreático) sua anatomia já foi estudada no sistema digestório. Supra-renal. cãibras. Distúrbios hormonais A diminuição da produção de insulina constitui o diabetes melitus que caracteriza-se pela hiperglicemia. é uma glândula par.se feocromocitoma. O tumor desta região da glândula chama. O glucagon produz efeitos contrários ao da insulina.maturação sexual. principalmente hipertensão e taquicardia. situada sobre o rim. regride quando o indivíduo atinge a puberdade sua ação principal é na defesa imunológica do sistema linfático. vasculares e do nervos A produção excessiva do hormônio corresponde ao hiperinsulinismo levando ao quadro de hipoglicemia: sudorese. aumento da reabsorção óssea. 4 . mas parece estimular a produção de linfócitos T Coração: Os átrios do coração produzem o hormônio natriurético que atua no metabolismo do sódio. glicosúria. O controle é feito pela quantidade de glicose no sangue. apresenta duas partes distintas: medula e córtex. forma piramidal. sonolência. em conseqüência interfere na diminuição do volume sangüíneo e da pressão arterial. estimulando sua excreção pelo rim. se esta aumenta também aumenta insulina.Torácicas Timo: formado por dois lobos situado no mediastino superior acima do coração Ação . Secreta um hormônio timosina cuja atuação não está ainda bem esclarecida.Abdominais Pâncreas. favorecendo a deposição de glicogênio no fígado e nos músculos. palidez. oxidando o excesso de glicose. Distúrbios hormonais: Excesso de paratormônio conduz a hipercalcemia. contraturas musculares. hipofosfatemia. hipotensão. tremores. fraturas A produção insuficiente do hormônio leva a sintomas decorrentes de hipocalcemia. osteoporose.O hormônio produzido por elas chama-se paratormônio ou hormônio da paratireóide sua ação consiste em controlar e manter o nível da quantidade de cálcio no sangue O controle de produção é feito pelo nível de cálcio no sangue. tetania. Medula: produz adrenalina e os seus efeitos são os mesmos decorrentes da via eferente simpática do sistema nervoso autônomo. 189 . 3 . aumenta a glicose no sangue e diminui o glicogênio no fígado. calculose renal. A insulina regula o metabolismo dos hidratos de carbono controlando a quantidade de glicose no sangue não permitindo a sua elevação. alterações metabólicas.

Glicocorticóides (zona fasciculada) o hormônio mais representativo é a hidrocortisona que atua no metabolismo dos hidratos de carbono. 5. Intestino delgado. o hormônio mais representativo deste tipo é a aldosterona que atua no metabolismo eletrolítico reabsorvendo sódio e em conseqüência água no rim e eliminando potássio. produz a secretina que estimula a secreção de água e bicarbonato no suco pancreático e a motolina que estimula a mobilidade intestinal. Relaxina: durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve controle: mecanismo de feedback entre os hormônios ovarianos e os hormônios hipofisários. b. fraqueza. fasciculada e glomerulosa. caso esta esteja baixa o rim libera renina para aumentá-la e melhorar a filtração. diminuição da massa muscular. Testículo: 190 . próximo ao glomérulo renal está o aparelho justaglomerular cujas células avaliam a pressão sangüínea de filtração. acne. cuja liberação é estimulada pela presença de gordura no duodeno. emagrecimento. Progesterona: preparação para a gestação. tudo indica que cada camada produz um tipo. doença de Addison: cansaço.Córtex: constituída por três subcamadas. diminui as proteínas. vômitos. maturação da mucosa uterina. doença de Cushing: obesidade. a. apatia. edema hipertensão arterial. Rim: anatomia estudada em sistema urinário. alterações psíquicas. Estômago. Há autores que acham que simplesmente se tratam de faixas de desenvolvimento. aumenta a glicemia. face de "lua cheia".Pélvicas: Ovário: Estrógeno: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários femininos e pela reconstrução da mucosa uterina perdida durante a menstruação. Diminuição de hormônio. estimula a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea. o seu excesso produz características masculinizantes.Mineralocorticóides (zona glomerulosa). anorexia. Esse hormônio carregado pela corrente sangüínea chega à vesícula biliar estimulando sua contração para provocar a liberação de bile. produz transtornos psíquicos mas é um importante antiinflamatório c.Sexuais (zona reticulada) principalmente testosterona. controle: ACTH e quantidade de glicocorticóide Distúrbio hormonal Excesso de hormônio. Renina. da interna para a externa reticulada. primeira parte do intestino delgado produz a colecistoquinina. hipotensão e hiperpigmentação da pele Órgãos Digestórios Duodeno. Com esta glândula produz três tipos de hormônios. Eritropoetina. produz a gastrina que estimula as células parietais do estômago a secretarem ácido clorídrico.

atua na espermatogênese e na ereção.Átrio direito do coração 6.Supra-renal 10. Placenta Hormônios: estrógenos.Placenta Patologias do Sistema endócrino Hipófise Nanismo hipofisário É a carência de hormônio do crescimento motivada por distúrbio hipofisário levando ao atraso de crescimento na infância de etiologia congênita ou adquirida. É o que ocorre na síndrome de Sheehan. tumores. Roteiro Prático: Identificar as glândulas endócrinas: 1. auto-agressão do sistema imunológico ou então: bócio multinodular hiperfuncionante. 191 . Na maioria das vezes deve-se à doença de Graves.Testosterona: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. O hipopituitarismo também pode ocorrer em casos de anorexia nervosa. adenomas. doenas consumptivas crônicas. tireóide. partos com hemorragias graves ou choque e conseqüente infarto ou irrigação deficiente da hipófise. Em conseqüência também ficam comprometidas às funções das glândulas integradas à hipófise: supra-renal.Glândula pineal 3. ou tireoidites. trauma craniano e radiações. Hipopituitarismo É a produção insuficiente de hormônios hipofisários.Glândula tireóide 4. Tireóide Hipertireoidismo É a doença provocada pelo aumento de hormônios tireoidianos .Timo 7. progesterona e uma série de hormônios semelhantes aos da adenohipófise: gonadotrofinas coriônicas.Testículo 13. controle: mecanismo de feedback entre a testosterona e os hormônios hipofisários. gônadas e dependendo da idade também o crescimento.Duodeno e alças intestinais 9.Glândula paratireóide 5.Hipófise 2.Ovário 12. A estatura é anormalmente baixa e o fácies é característico.Pâncreas 8.Rim 11.

Tratamentos prolongados cor corticóide podem provocar insuficiência suprareal funcional. 192 .arritmia cardíaca. hipoplasia ou desenvolvimento deficiente. transtornos emocionais. doença de Addison – destruição da glândula de causa infecciosa. aumento do apetite. inchaços. Os casos mais graves constituem o mixedema com fácies característico. Hipotireoidismo É a produção insuficiente de hormônios pela tireóide. bócio (aumento da glândula). aumento do número de defecações. fraqueza. Outras tireoidites são de Reidel com fibrose da glândula. disfunção intestinal. taquicardia. do consumo de oxigênio e maior atividade do sistema nervoso simpático: nervosismo. Hiperaldosteronismo É o aumento na produção de aldosterona pela supra renal. em geral. O quadro clínico é de hipertensão arterial. É secundário quando a causa não é na glândula supra-renal como no aumento da produção de renina desencadeando o processo: renina-angiotensina-aldosterona. tireoidite auto-imune de Hashimoto. No quadro clínico observa-se: obesidade. hipotensão. fraqueza. na hiperplasia ou no carcinoma de supra-renal.Os sintomas característicos dependem do aumento da atividade metabólica. palpitações. são decorrentes da hipertensão arterial: dor de cabeça. deficiência de iodo na alimentação ou então congênito (cretinismo) neste há comprometimento da estatura e retardo mental. á vírus (Quervain) e pós-parto. emagrecimento. hemorragia ou neoplasia. Supra-renal Feocromocitoma É o tumor da medula da supra-renal elevando a produção adrenalina em níveis altos. Pode ser primário quando se refere ao funcionamento da própria tireóide. tremores e exoftalmia (protusão dos olhos empurrado pelo corpo adiposo da órbita). demais sintomas dependem da causa. Tireoidite É a inflamação da glândula tireóide. auto-imune (autoagressão pelo sistema imunológico). arritmias cardíacas. Pode ser primário nas doenças da glândula supra-renal. bradicardia. No quadro clínico: aumento da glândula. Ocorre nas ressecções cirúrgicas da glândula. O sintomas são característicos da via eferente simpática: taquicardia e aumento da pressão arterial resistente aos medicamentos. atraso mental. sensibilidade ao frio. a diminuição de potássio pode acarretar distúrbios musculares e. A mais freqüente é a de Hashimoto de causa auto-imune (auto-agressão imunológica). distúrbios menstruais e mentais. Os sintomas. pele seca. Insuficiência supra-renal É a produção insuficiente de hormônios pelo córtex supra-renal. como na síndrome de Conn tumor de células produtoras de aldosterona. e secundário quando a causa situa-se na hipófise. tratamentos com substância radiativas. sudorese excessiva. bacteriana. aumento da língua.

provocada por tumor da glândula. Preocupante é sua associação diabete mellitus. vômitos.No quadro clínico observa-se: muita fraqueza. Síndrome de Cushing É a produção excessiva de glicorticóides pelo córtex supra-renal. No quadro clínico observa-se: obesidade. O quadro clínico é uma decorrência do aumento do cálcio no sangue – hipercalcemia provocando alterações nos sistemas: esquelético. Hipoparatireoidismo É a secreção insuficiente do paratormônio e conseqüente hipocalcemia isto é a diminuição do cálcio plasmático. O critério de sua determinação é variável. hipotensão. desproteinemia. hirsutismo. Fatores genéticos. muscular e nervoso. cansaço. distúrbios no centro hipotalâmico do apetite ou no dispêndio de energia metabólico. contrações dos do carpo ao pressionar o manguito do aparelho de pressão. câimbras. vitiligo (manchas hipocrômicas). em geral. O quadro clínico decorre da hipocalcemia: parestesias. convulsões e espasmo de glote. sedentarismo. Quando desencadeada pelo hormônio adrenocorticotrófico chama-se doença de Cushing. espinhas.8 Kg/m2 . estrias. infarto do miocárdio. hipertensão arterial. digestório. Resulta do desequilíbrio entre as calorias ingeridas e consumidas. Pode aparecer também nos tratamentos prolongados com corticóides. contrações dos músculos da expressão facial pelo estímulo do nervo facial. falta de apetite (anorexia). hiperpigmentação da pele. Nos casos graves alem da tetania. hipertensão arterial. hipoglicemia. náuseas. São característicos: o sinal de Chvostek. osteoporose. Outros Obesidade Acúmulo excessivo ou anormal de gordura no corpo. emagrecimento. renal. ou 20% a 25% acima do peso médio esperado. edema. espasmos musculares e tetania (contrações e espasmos musculares generalizados). ocorre após cirurgia em paratireóides ou na tireóide. sinal de Trousseau. SOALHO DA PELVE 193 . prejudicial à saúde. fácies característica de lua cheia. etc. Paratireóide Hiperparatireodismo É o aumento da secreção do paratormônio pelas paratireóides causado por adenoma da ou hiperplasia paratireóidea. arterioesclerose. massa corporal superior a 27.

fáscia superficial (tecido subcutâneo) 3 . ligamentos sacrotuberal e sacroespinal) e um soalho. pelo diafragma da pelve e pelo períneo. formado pelo entrecruzamento das fáscias. o anterior é a região ou diafragma urogenital e o posterior é a região anal.fáscia profunda do períneo 4. 3 . músculo obturador interno).fáscia superior do diafragma urogenital A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima. Não tendo estruturas ósseas de sustentação.Prof. O soalho da pelve não possui esqueleto ósseo. iliococcígeo e pubococcígeo 4 . uma parede posterior (sacro.fáscia inferior do diafragma da pelve também derivada da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por baixo. 194 . 5. apenas músculos e fáscias sendo formado pelo peritônio. mesmo assim esse soalho suporta toda a pressão da cavidade abdómino-pélvica. Dr.espaço superficial do períneo onde se encontram os músculos: bulboesponjoso.espaço profundo do períneo onde se encontram os músculos transverso profundo do períneo e esfíncter externo da uretra 7. A resistência desse soalho deve-se a uma estrutura que fica no centro do soalho e que serve de ponto de apoio e de sustentação de todas essas camadas é o corpo do períneo. O músculo levantador do ânus é formado por 3 fascículos: puborretal.fáscia superficial do períneo que é a tela subcutânea. O períneo é uma região em forma de losango que se estende da sínfise púbica aos túberes isquiáticos de cada lado e daí ao cóccix.pele 2. isquiocavernoso e transverso superficial do períneo. dos ligamentos e dos músculos que compõem o soalho da pelve. retouterino e transverso do colo que prendem o colo do útero às paredes da pelve. A inervação dessa região tanto motora para os músculos como sensitiva para a pele depende principalmente do nervo pudendo.fáscia inferior do diafragma urogenital 6.músculos: levantador do ânus e isquiococcígeo. O diafragma da pelve é formado de cima para baixo por: 1 . ramo do plexo sacral.fáscia superior do diafragma da pelve que deriva da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por cima. O diafragma ou região urogenital é formado por: 1.fossa isquioanal cheia de gordura e músculo esfíncter externo do ânus A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima. 2 . Região anal é formado por: 1 . Nader Wafae A pelve apresenta 2 paredes ântero-laterais (ossos do quadril. 3. divide-se em dois triângulos.fáscia visceral que deriva do tecido extraperitoneal e que forma os ligamentos pubocervical.pele 2 .

Espinha isquiática 8.Músculo isquiococcígeo 3.Músculo isquiocavernoso 5. Diâmetro interespinoso É a distância entre as duas espinhas isquiádicas.5 cm É a distância do ponto mais saliente e posterior da sínfise púbica ao centro do promontório. S4 que passa por trás da espinha isquiática (ponto de referência para anestesiá-lo durante o trabalho de parto) e a seguir entra no períneo emitindo os ramos retal inferior. Diâmetro anatômico conjugado verdadeiro É a distância da margem superior da sínfise púbica ao centro do promontório Diâmetro tranverso – 13. Vejamos as mais conhecidas: Diâmetro diagonal – 12.Músculo levantador do ânus 2.Fossa isquioanal 7.Músculo transverso superficial do períneo 6.Corpo do períneo 195 . perineal e dorsal do clitóris. S3.Nervo pudendo 9. Roteiro Prático de soalho da pelve 1.formado pelas raízes de S2.Músculo bulboesponjoso 4. Pelvimetria O conhecimento de algumas medidas da pelve óssea tem importante aplicação em obstetrícia se considerarmos que durante o trabalho de parto a cabeça do feto deve se ajustar a essas medidas.5 cm É a distância da margem inferior da sínfise púbica ao promontório que é o ponto mais saliente da articulação sacrolombar em geral a extremidade anterior da primeira vértebra sacral.5 cm É a maior distância entre as linhas terminais. Diâmetro oblíquo É a distância da articulação sacroilíca de um lado à eminência iliopúbica do outro lado. Diâmetro conjugado obstétrico – 11.