Anatomia Sistêmica

2009

Atualizada, revista e ampliada

Professor Dr. Nader Wafae Titular de Anatomia Descritiva e Topográfica por Concurso Público Especialista pela Escola Paulista de Medicina Doutor pela Escola Paulista de Medicina Livre Docente Pela Universidade Federal de São Paulo

Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. Nader Wafae. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor.

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Índice Orientações sobre o Curso de Anatomia. Bibliografia. Normas. Introdução ao Estudo da Anatomia Descritiva: conceito, divisão, métodos de estudo, posição anatômica, terminologia anatômica, planos e eixos. Tipos Constitucionais. Normal e Variação. Fatores Gerais de Variações Princípios Gerais de Construção do Corpo Humano História da Anatomia Aparelho Locomotor: Sistema ósseo Aparelho Locomotor: Sistema Articular Aparelho Locomotor: Sistema Muscular Sistema Circulatório: Funções. Composição. Circulações Sistema Circulatório: Coração Sistema Circulatório: Artérias Sistema Circulatório: Veias Sistema Circulatório: Linfáticos Sistema Circulatório: Vascularização do Coração Sistema Circulatório: Complexo Estimulante Sistema Circulatório: Fatores Biodinâmicos das Circulações Venosa e Linfática Sistema Respiratório Sistema Respiratório: Mecânica Respiratória Sistema Digestório Sistema Digestório: Glândulas anexas Peritônio Sistema Urinário Sistema Genital Feminino Glândula mamária Sistema Genital Masculino Bulbo do olho Orelhas Tegumento Comum Sistema Endócrino Soalho da pelve

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ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A DISCIPLINA DE ANATOMIA Normas Avental Nas aulas práticas de laboratório é obrigatório o uso de avental, branco, longo, manga comprida. Esta exigência longe de ser autoritária é uma providência primordial de higiene, limpeza, prevenção e de proteção a saúde do aluno e de seus familiares. A sua utilidade é tão grande que caracteriza a figura do médico. Respeito para com as peças de estudo Nossas peças de laboratório, em sua grande maioria, são de seres humanos que em vida, muitas vezes, apresentaram incertezas, indefinições, infortúnios e até mesmo se tornaram um ônus para a sociedade, mas ao morrerem e seus corpos serem utilizados para estudo se redimiram totalmente da indigência oferecendo-se para a nobre missão de salvar outras vidas através do ensino e da pesquisa, são dignos, portanto, de todo o nosso respeito e nossa gratidão. Segundo o professor Renato Locchi, “A anatomia é uma disciplina informativa na medida que fornece novos conhecimentos que serão de essencial aplicação na atividade profissional. É normativa na medida que impõe a disciplina de estudo e a metodologia e precisão de linguagem. É principalmente estético-moral, pela natureza do material de estudo, o cadáver. Essencialmente, porém, lição de ética e de humildade.” Inicia, assim, desde o primeiro ano o respeito pelo ser humano que deverá caracterizar as atitudes do médico. Desta forma, não será admitido qualquer tipo de atitude de desrespeito com material humano de estudo. Luva cirúrgica Embora nosso material não ofereça risco evidente de contaminação é importante que o aluno manuseie as peças com luvas cirúrgicas principalmente para proteger suas mãos da ação de substâncias químicas. Atualmente, estão disponíveis no mercado as luvas descartáveis para procedimentos acondicionadas em caixas. Manuseio das peças Preserve as peças anatômicas com muito cuidado, já que, por serem humanas são difíceis de obter e renovar. A qualidade do nosso ensino depende do cuidado que você tiver ao estudar nessas peças. Não arranque, não puxe, não fure. Preserve-as. Gerais Por determinação da justiça não é permitido levar material cadavérico (ossos, órgãos, etc.) para estudo fora do laboratório da Faculdade (residência, biblioteca, etc.) os infratores estão sujeitos às penas da lei. Da mesma forma não é permitido fotografar ou filmar as peças a não ser para trabalhos científicos ou preparação de aulas.

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2. Editora Manole. L & Dalley. 2006. 2006. Sobotta Atlas de Aanatomia Humana – 22ª ed.M. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor. Neuroanatomy – 3ª ed . Atlas de Anatomia Humana. N. C.D.2ª ed. Editora Artes Médicas 4. Livro texto 1. e em respeito ao professor. H.Anatomia Humana. Tranum. K. Neuroanatomia funcional . Pabst R. Atlas de anatomia humana.Rohen. Yokochi.Anatomia Orientada para a Clínica . A. Anatomia em Diagnóstico por imagem.Van de Graaff.Fleckenstein P. Guanabara Koogan. E. Não serão possíveis correções posteriores. 4 .Tillmann B..Jensen J. . 6ª ed. Anatomia Humana. 5. esteja absolutamente convicto de ter respondido a chamada ou assinado a lista de presença no mesmo período em que é feita ou passada.Putz R. 2ª ed. Lütjen-Drecoll.. Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. A. H. 3. F. Guanabara Koogan Neuroanatomia 1.Netter. Vogl AW e outros. .Moore.Atheneu 2. Ed Manole. Gray’s Atlas de Anatomia – Elsevier. Nader Wafae. (e aulas teórico-práticas se o professor estiver expondo matéria) e nas provas os proprietários de telefones celulares são obrigados a desligar seus aparelhos para não perturbar a aula.Martin J. W. . Editora manole 1ª Ed. 6ª ed.Machado.Telefones celulares durante as aulas Durante as aulas teóricas. A presença do aluno às aulas práticas é registrada em todos os dias do curso. Editora Manole. 2003.Mc Graw Hill. K.4ª ed. J.Drake RL. Atlas Fotográfico de Anatomia Sistêmica e Regional. 2. Bibliografia Atlas 1. Anatomia da imagem 1.

comumente.significa em partes e tome quer dizer .INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA DESCRITIVA Professor Dr. mamífero etc.estuda as estruturas que contribuem para uma função comum e que são reunidas em sistemas ex. É importante no diagnostico de enfermidades.  Sistêmica ou descritiva .procura identificar as estruturas anatômicas através da pele. batráquio. assim temos a dissecação para a anatomia topográfica. É importante no exame físico do paciente. É importante no exame físico do paciente e na cirurgia. o correspondente em latim é dissecar na qual dis . as peças 5 .estuda as particularidades das estruturas no corpo de crianças. pescoço. Em tempos passados anatomizar e dissecar eram sinônimos. Divisão O ser organizado pode ser estudado de várias maneiras. aplicação de injeções. a conformação. ana . ultra-sonografia. tomográficos e de ressonância magnética na anatomia da imagem. palpação e ausculta para a anatomia de superfície.  De superfície . Assim sendo. filmes radiográficos. e peças isoladas de diferentes espécies animais na anatomia comparada. Nader Wafae Anatomia Conceito É a ciência que estuda a constituição. a inspeção. métodos de estudo próprios orientados para a sua especialidade.estuda as estruturas através de suas imagens projetadas por meios físicos. ex. o Etimologia A palavra Anatomia é de origem grega. Importante em pediatria e cirurgia pediátrica. radiografia. originaram-se as várias divisões da anatomia. veias e linfáticos). sob vários enfoques e com a utilização de vários métodos de estudo. desenvolvimento e vários aspectos funcionais do ser organizado.  Imagem .estuda as estruturas próximas situadas numa determinada região do corpo. enfim tem enorme aplicação para todos os profissionais que trabalham em saúde. Para conservar e evitar a decomposição. Importante para a genética e embriologia.estuda uma mesma estrutura em diferentes espécies animais. mesmo que pertencentes a sistemas diferentes.cortar. ex. tomada de pressão arterial e pulsação.  Topográfica ou regional . atualmente anatomia é o nome da ciência e dissecar o seu principal método de estudo. comparar o coração de peixe. sistema circulatório (coração.  Comparada .em partes e secare . ex.  Pediátrica .  Mais recentemente estão se desenvolvendo a anatomia em cortes subsídio para tomografias e para ressonância magnética e anatomia geriátrica Métodos de estudo Cada uma dessas divisões utiliza.cortar. artérias.

membros inferiores justapostos com os calcanhares ligeiramente afastados e os dedos dos pés para frente. e os planos e eixos do corpo humano. em cortes. que existiam 50. temos: a posição anatômica. constatou-se. durante o encontro de anatomistas de vários países europeus na cidade da Basiléia . Como já foi exposto. e dos intercâmbios entre as Escolas Anatômicas. A relação que resultou dessa reunião chamou-se Basle Nomina Anatomica mais conhecida por BNA. cabeça voltada para frente. Como em determinado momento histórico a anatomia se desenvolveu em centros universitários situados em cidades isoladas umas das outras. a dissecação. Nas peças de sistema nervoso. o mesmo ocorria em outra cidade a respeito da mesma estrutura. Terminologia anatômica É uma tendência natural do ser humano dar nomes as coisas para facilitar a comunicação entre as pessoas. Indivíduo ereto. usamos métodos de coloração que mostram as diferenças entre substância branca e substância cinzenta. a escola anatômica de uma localidade homenageava um eminente anatomista dando seu nome a uma estrutura julgando que ele tinha sido o primeiro a descrevê-la e no entanto. Lançada pelos alemães esse esforço de unificação se foi bem sucedido em países de influência 6 . a terminologia anatômica. A primeira tentativa concreta de simplificação da nomenclatura ocorreu em 1895. Mas o principal método de estudo em anatomia é sem dúvida. determinadas estruturas recebiam nomes e descrições diferentes nas diferentes escolas anatômicas da época. determina normas que devem ser seguidas pelos profissionais da área da saúde para que haja uma padronização universal de comunicação e de descrições. Desta forma. palmas das mãos voltadas para frente. A medida que as dificuldades de comunicações representadas pelas distâncias. das publicações científicas.anatômicas são fixadas em formol e conservadas em formol e fenol ou em glicerina e para facilitar o estudo podemos injetar as estruturas tubulares como artérias e veias com substâncias plásticas coloridas. Nas radiografias podemos utilizar meios de contraste para expor órgãos com densidades semelhantes. olhar no horizonte. pela diversidade de línguas iam sendo superados através do progresso tecnológico. dos Congressos.Suíça.000 nomes para designar apenas as 5. pelas distâncias que os separavam. Assim sendo. Posição anatômica Por convenção é a posição em que se coloca o corpo humano com a finalidade de padronizar as descrições a terminologia e as relações de suas estruturas. membros superiores pendentes lateralmente ao corpo. As vezes. pela lentidão dos meios de transporte e pelas diferenças de idiomas. no final do século XIX. as comunicações entre os pesquisadores eram difíceis. a anatomia é uma ciência normativa isto é.000 estruturas do corpo humano (cada estrutura tinha em média 10 nomes). pelos meios de transporte. Normas de padronização para estudo e descrições do corpo humano.

também chamado podálico. além da posição anatômica e da terminologia anatômica foram traçados planos e eixos convencionais ao longo do corpo humano que permitiram essa importante uniformidade descritiva. junção de critérios . podemos imaginar o corpo humano contido no interior de um paralelepípedo ou de retângulo. Alemanha em 1935 com a Nomenclatura Anatômica de Yena (YNA).. Em 1939 com a deflagração da segunda guerra mundial o assunto foi relegado.a língua oficial é o latim (a tradução é permitida) deve ser curto. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos frontais ou coronais. mas ainda desta vez não se conseguiu a pretendida globalização. onde tornam-se evidentes os 6 planos de referências: 1) Plano anterior: é vertical passando pela frente do corpo. o entendimento e o aprendizado nas descrições dos órgãos e dos sistemas. Princípios normativos: que devem orientar a nomenclatura de cada estrutura: ter um só nome . sendo que os critérios mais usados para dar nomes às estruturas foram: pela forma (deltóide.científica alemã.mistos (função e forma . pela função (supinador. 7 . Com o corpo humano em posição anatômica. Planos e eixos do corpo humano A fim de padronizar a comunicação. simples e fácil de memorizar . pelos locais de fixação (coracobraquial). Ela foi ratificada na cidade de São Paulo em 1997 pela Comissão Federativa da Terminologia Anatômica. em 1933. não conseguiu unanimidade entre franceses e ingleses. Nova tentativa de unificação e simplificação dos termos verificou-se por iniciativa dos alemães na cidade de Yena. pelo número de partes (bíceps braquial). também chamado ventral ou frontal anterior. Estes últimos. estribo). Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados transversais. 4) Plano inferior: é horizontal passando pela planta do pé. 3) Plano superior: é horizontal passando rente ao couro cabeludo.não usar epônimos (nomes de pessoas) . também chamado dorsal ou frontal posterior. tracemos planos rentes às suas superfícies em todos os seus lados. também chamado cranial.pronador redondo). ou coronal posterior. Assim fazendo. Sendo editada em língua portuguesa em 2001 e será a que adotaremos em nosso curso. ou coronal anterior. pela posição (subclávio). lançariam uma revisão denominada Birmingham Revision (BR). Finalmente a reunião decisiva e concreta realizou-se durante o VI Congresso de Anatomia na cidade de Paris em 1955 ocasião em que foi aprovada a PNA. flexor dos dedos). Nomenclatura Anatômica de Paris que apesar de algumas modificações introduzidas nos Congressos de Anatomia subseqüentes é a nomenclatura atualmente adotada universalmente. Critérios históricos: a grande maioria dos termos anatômicos são de origem grega e latina. 2) Plano posterior: é vertical passando pelas costas do corpo.adotar nomes semelhantes para estruturas vizinhas.

1) Eixo sagital: é o eixo que une o centro do plano frontal anterior ao centro do plano frontal posterior. 8 . 2) Eixo longitudinal: é o eixo que une o centro do plano transversal superior ao centro do plano transversal inferior. Todos os eixos paralelos a ele são ditos sagitais em qualquer parte. Termos de posição Amparados por normas anatômicas padronizadas: de posição. Unindo-se os dois pontos que ocupam os centros de planos paralelos obtemos 3 eixos. Todos os eixos paralelos a ele são ditos transversais em qualquer parte. órgão ou articulação do corpo. 6 Plano lateral esquerdo: é vertical tangencial ao lado esquerdo do corpo. órgão ou articulação do corpo . É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo.5) Plano lateral direito: é vertical tangencial ao lado direito do corpo. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo. de terminologia e dos planos e eixos podemos entender os termos de posição mais usados em anatomia: Medial = mais próximo do plano sagital mediano Lateral = mais afastado do plano sagital mediano Mediano = situado ao longo do plano sagital mediano Intermédio = entre uma estrutura lateral e uma estrutura medial Superior = mais próximo do plano transversal superior Inferior = mais próximo do plano transversal inferior Anterior = mais próximo do plano frontal anterior Posterior = mais próximo do plano frontal posterior Interno = no interior de uma cavidade Externo = no exterior de uma cavidade Proximal = mais próximo da raiz (origem) do membro Distal = mais afastado da raiz (origem) do membro Médio = entre proximal e distal. Todos os eixos paralelos a ele são ditos longitudinais em qualquer parte. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos sagitais. órgão ou articulação do corpo. Esses eixos podem ser transferidos para qualquer parte do corpo desde que sua orientação seja mantida. É homopolar pois em suas extremidades temos porções semelhantes do corpo. 3) Eixo transversal: é o eixo que une o centro do plano lateral direito ao centro do plano lateral esquerdo. ou entre superior e inferior Cranial ou cefálico = mais próximo do plano transversal superior Podálico ou caudal = mais próximo do plano transversal inferior Superficial = externamente à fáscia muscular (tecido conjuntivo que envolve os músculos) ou mais próximo da superfície do corpo Profundo = internamente à fáscia muscular ou mais afastado da superfície do corpo. O plano sagital que passa exatamente pelo meio do corpo dividindo-o em duas metades direita e esquerda chama-se plano sagital mediano.

 Brevilíneo: apresenta pescoço curto. existe predominância do tórax sobre o abdome.  Conceito de anomalia: é a estrutura pouco freqüente e não está apta para a função (ex. endócrinas e ambientais conciliando genótipos e fenótipos. anencefalia). de causas hereditárias. no conjunto tornam a vida impossível (ex. processos invasivos de diagnóstico e de tratamento. o tamanho do tronco predomina em relação aos membros. mas não necessariamente. Fatores Gerais de Variação O aparecimento de variações (estruturas pouco freqüentes. geralmente. tórax cilíndrico. mas aptas para a função) no ser humano é de grande aplicação na atuação profissional principalmente no exame físico dos pacientes. Em geral.  Conceito de variação: uma estrutura é considerada variação quando sua apresentação não é a mais freqüente na população mas está apta para a função. mas não necessariamente. nervos) entre o pescoço e o tórax. (ex. a presença de genitais diferentes podem. ex.  Sexo: Não são consideradas as diferenças oriundas do evidente dimorfismo sexual (caracteres sexuais primários e secundários). em alguns indivíduos.Tipos constitucionais Os indivíduos humanos apresentam. Principais características :  Longilíneo: apresenta pescoço longo. tórax achatado ântero-posteriormente. o tamanho dos membros predomina em relação ao tronco. Condicionadas são aquelas que aparecem influenciadas pelos fatores gerais de variação. Em geral. Mas a diferente disposição da tela subcutânea. dedos e costelas supranumerários).  Idade: modificações anatômicas influenciadas pela idade. cirurgias. modificações ósseas no idoso podem contribuir para o aparecimento de variações. várias e graves anomalias que. Conceitos de normal. favorecer o aparecimento de variações em estruturas 9 . Uma estrutura é normal em anatomia quando sua apresentação é a mais freqüente e está apta para a função. Individuais são aquelas que aparecem em determinadas pessoas não estando relacionadas com os fatores gerais que predispõem o aparecimento de variações. brevilíneo e mediolíneo. durante o desenvolvimento.  Mediolíneo: características intermediárias entre os dois tipos anteriores. e que são 3: longilíneo. que passaremos a expor. em geral. As variações podem ser individuais e condicionadas. existe predominância do abdome sobre o tórax. a presença do timo em crianças e a sua regressão nos adultos condicionam um rearranjo das estruturas (vasos. diferenças físicas em sua conformação. Pertence a outro campo de estudo chamado Teratologia. feixes musculares supranumerários). são baixos e obesos. são altos e magros. variação e anomalia em anatomia  Conceito de normal: é um conceito estatístico e funcional.  Conceito de monstruosidade: é a estrutura que apresenta. resultando naquilo que denominamos de tipos constitucionais ou biótipos.

o que pode condicionar diferenças em outras estruturas próximas.     que habitualmente são semelhantes de ambos os sexos. articulações e músculos esqueléticos (aparelho) O corpo humano apresenta alguns princípios de construção que constituem verdadeiras normas gerais observadas na formação de seus diversos componentes. Evolução: diante de sucessivas mudanças na civilização. São freqüentes as publicações científicas comparando povos que vivem em regiões diferentes. o conjunto dos ossos (sistema). altitude. A evidente assimetria interna é comprovada pela situação do coração. ossos. o nervo laríngeo recorrente no pescoço apresenta diferenças de trajeto nos dois lados. exemplo: a proeminência laríngea. ex. vértebras. caucasianos. pulmões. esquimós. o tubo anterior é maior contém as vísceras daí o nome paquímero ventral ou visceral. tecido ósseo (tecido). latitude etc. aparentemente simétricas externamente mas de evidente assimetria interna. Grupo étnico: brancos. Paquimeria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído ântero-posteriormente por dois tubos contíguos chamados paquímeros. Metameria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído pela superposição de segmentos transversais semelhantes chamados metâmeros. colo sigmóide etc. a mandíbula. A aparente simetria externa pode ser avaliada observando separadamente as duas metades de uma fotografia da face. negros e amarelos podem apresentar variações relacionadas ao seu grupo étnico. pode sofrer modificações pela mudança dos hábitos alimentares. 10 . podem também ser condicionantes de variações. o pescoço curto dos brevilíneos pode condicionar diferenças de situação e trajeto em estrutura anatômicas. a reunião de tecidos diferentes forma um órgão. mais saliente nos homens. as evidentes diferenças anatômicas entre as pelves dos dois sexos podem condicionar diferenças de trajeto de nervos e de vasos. fígado. o conjunto de órgãos afins chama-se sistema e a reunião de sistemas afins forma um aparelho. podem surgir novas adaptações anatomofuncionais. exemplo: músculo piramidal na parede abdominal é mais freqüente em brancos.. uma reunião de células semelhantes constitui um tecido. pe. alimentação. Meio ambiente: clima. Biótipo: a forma de determinados órgãos pode estar relacionada ao biótipo ex. exemplos osteócito (célula). Lado: podem aparecer diferenças de trajeto de algumas estruturas em função do lado ex. exemplos: índios. Antimeria: é o princípio pelo qual o corpo humano é constituído por duas metades chamadas antímeros. osso (órgão). o tubo posterior é menor contem o sistema nervoso central daí o nome paquímero dorsal ou neural. estômago em J dos longilíneos. costelas. a margem supra-orbital apresentou muitas diferenças. Princípios gerais de construção do corpo humano Célula é a unidade anatomofuncional do ser vivo.

História da Anatomia Prof. para se defender dos ataques inimigos. Este médico reconhecia que para atender melhor os doentes necessitava conhecer a constituição do corpo humano. 2 . na preparação do corpo para a vida futura em que acreditavam.Preparação de múmias na qual se indicava a retirada das vísceras para se evitar a decomposição. para relacioná-los com doenças visando o tratamento e mais tarde também para o aprimoramento do conhecimento científico. b.a sobrevivência através do consumo de carne animal. c. as relações ou identificações de estruturas anatômicas não visavam o conhecimento já que tinham três objetivos básicos: 1. esse processo de identificação de órgãos vitais não tinha o interesse em adquirir. devemos dividir a História da Anatomia em duas fases: 1ª fase: Pré-história. 2ª fase: História ou científica Cuja característica essencial consistia na identificação dos órgãos.Utilização de armaduras e escudos para proteger determinados locais do corpo considerados vitais. As dúvidas sobre a existência de Asclépio enquanto ser humano fez com que alguns autores marcassem o início desse período pelas descrições anatômicas contidas na Ilíada de Homero (século VIII a. para se defender ou atacar e para preservar o corpo após a morte utilizava-se a anatomia. para a qual o conhecimento da constituição do corpo do animal era importante para a caça bem sucedida. Iniciava-se assim o primeiro período da fase científica – o período grego . 3. Estes objetivos foram comprovados por: a. Período Grego A história da anatomia ou fase científica se inicia na Grécia com o trabalho de atendimento aos doentes desenvolvido por Asclepio no século XIV AC. Para sobreviver. esclarecer ou melhorar conhecimentos.Desenhos rupestres encontrados em cavernas (Pindal -Espanha) representando o animal que deverá ser abatido para servir de alimento com flecha ou lança apontando o lugar ideal para sacrificar o animal com maior sucesso. mas nessa fase.religiosos. Dr. desenvolver. Segmentação: é o princípio observado em muitos órgãos do corpo humano pelo qual um órgão é subdivido em partes chamados segmentos dotadas de certa autonomia anatômica e funcional.Estratificação: é o princípio de construção pelo qual o corpo humano (e seus órgãos) é constituído pela superposição de camadas de tecidos. Nesse período destacaram-se: 11 .C). inicialmente. Nader Wafae Preliminarmente.a proteção do seu próprio corpo. ou pré-científica ou da anatomia fortuita Nesta fase.que se estenderia até a morte do imperador Alexandre Magno (323 AC).

reformula a escola e é chamado de restaurador da anatomia. sabe diferenciar artérias das veias. Este general. fleuma (pulmões) etc. partes do sistema digestório e do respiratório (traquéia e brônquios). apesar das dificuldades 12 . a censura imposta. água e fogo com os humores do corpo (bile (baço). os imperadores romanos tendo mais interesse em conquistas. é quem denomina as valvas tricúspide e as sigmóideas. Descreve as cavidades cardíacas.) e com doenças lançando a teoria dos humores. De fato. Erasistrato (310-250) dedica-se mais a fisiologia da qual é fundador. oferecem boa descrição dos ossos. Nesse período destacaram-se: Herofilo (330 – 270 AC) a quem é permitido realizar a primeira dissecação em cadáver humano. Empedocles (500-430 AC) relaciona os princípios da natureza: ar. Distingue os nervos dos tendões e dos ligamentos . terra. a quem coube o Egito no norte da África. Período Alexandrino Com a morte de Alexandre Magno. sangue (fígado). o período grego entra em declínio. incentivador das ciências.Alcmeon (500 AC) – escreve a primeira obra anatômica conhecida. o general Ptolomeu. A única nódoa e crítica que se faz a este período é a prática da vivisecção (dissecação em organismos vivos) em condenados com a justificativa de ver os órgãos em funcionamento Marino é o último nome importante deste período. dando os nomes: aorta e carótida. Muito mais por sua genialidade e interesse pessoal do que pelo apoio Institucional . Descreve grande parte do sistema nervoso central. amplia o conhecimento das vísceras em geral e dá o nome de duodeno à primeira porção do intestino. é o fundador da escola alexandrina. Hipocrates (460-377 AC) é o pai da medicina. Destaca-se mais como médico do que como anatomista. Surpreendentemente. Suas obras: Corpus hipocraticus e Da natureza do homem. Aristoteles (384-322 AC) criador da biologia. principalmente nomes dos ossos. já conhecia algumas glândulas e estruturas do sistema nervoso. e já demonstra um esboço da pequena circulação. apenas um grande nome despontou nesse período. De 100 DC até o declínio do império romano no século V. muitos aspectos do sistema vascular. guerras e cobranças de impostos não impulsionaram a ciência. como os demais cientistas da época acreditava que nas artérias circulava o ar que respiramos. O império é dividido entre seus generais que não tinham o mesmo interesse científico do imperador. porém. o incêndio parcial da Biblioteca de Alexandria com 400. estuda o coração e os grandes vasos. Especializa-se na pesquisa do sistema circulatório estudando as valvas do coração. Período Romano Um dos períodos mais longos e mais pobres para a anatomia. a não ser um deles. mas ele não distinguia bem os músculos e confundia ligamentos com tendões. demonstrou grande interesse em desenvolver a ciência e deu início ao segundo período da era científica – o período alexandrino que vai de 300 AC a 100 DC. A conquista do Egito pelos romanos. era uma relação de nomes de estruturas anatômicas. zoologia e da anatomia comparada.000 volumes e provavelmente o desinteresse dos imperadores com a ciência fazem a Escola Anatômica de Alexandria entrar em decadência.Claudio Galeno. veias pulmonares. já conhecia os linfáticos e dos órgãos dos sentidos.

basílica. foi para a Alexandria para estagiar com os anatomistas da época. destaca-se em Constantinopla. cujo tratado com descrições anatômicas importantes foi traduzido para o latim. as descrições de Galeno prevaleceram por cerca de 1000 anos guardados e traduzidos nos mosteiros. embora o Corão também proibisse dissecação em cadáveres. Na Europa. paralisam o desenvolvimento do conhecimento anatômico . anualmente. e na volta à Roma. Com a divisão do império romano em oriental e ocidental. e foram exatamente as duas realidades que ocorreram. dedica-se bastante ao estudo do sistema nervoso. Avicenas (980-1037) é o grande nome desse período. Hali Abbas. os ossos do crânio. No norte da África e na Ásia a ciência se desenvolveu com os árabes a partir do século VII. nas quais a associação de pesquisadores interessados e o apoio de senhores feudais da localidade possibilitavam o avanço da anatomia como. esse homem torna-se um dos maiores anatomistas de todos os tempos. tendões e ligamentos. interesse pela pesquisa anatômica e reconhecimento da importância do conhecimento científico.é a idade das trevas. então. o príncipe da medicina escreve Canon medicinae e acrescenta contribuições pessoais aos escritos de Galeno. cujo único erro consistia na passagem do sangue do ventrículo direito para o esquerdo. Este teve. por exemplo. ou Clemente VII permitia a dissecação para fins de ensino da 13 . dois destinos: ou refugiar-se nos mosteiros com a simples repetição das descrições de Galeno pelos monges ou prosperar em outro continente. Este anatomista reunia 3 características importantes: habilidade manual para dissecar (animais). Oribase. em torno de 325 a 403 DC. escreve: Da utilidade das partes do corpo e Manipulações anatômicas. Diferencia nervos. em Salermo onde Frederico II (1240) decretou que só poderiam exercer a cirurgia quem tivesse estudado anatomia. a ascensão do cristianismo que condenava as pesquisas sobre o corpo humano e a dispersão bárbara sem nenhum interesse científico. cefálica. em Montpellier aonde é permitido dissecar o cadáver de um condenado. Período das Escolas Européias A partir do século XII a Europa começa a readquirir o domínio científico da anatomia com o aparecimento das escolas européias isoladas. Período Árabe A queda do império romano invadido pelos bárbaros durante o século V. Nascido na Ásia menor (129-201 DC) demonstrou interesse pessoal pela anatomia e pela medicina. ou em cidades como Bolonha e Pádua onde o papa Sisto IV permitia dissecações desde que tivessem autorização para tanto. Destacaram-se nesse período: Rhaze em Bagdá (840-920) que escrevei a primeira obra de anatomia em árabe. mas que se limita a retransmitir os ensinamentos de Galeno. nuca são desse período e muitos outros que foram substituídos quando a Europa retomou o domínio do conhecimento científico. cujos ensinamentos prevaleceram por mais de 1000 anos. o globo ocular etc. Várias obras árabes foram traduzidas para o latim. nomes como veia safena. a maior parte dos nervos periféricos já eram de seu conhecimento. descreve muitas veias principalmente do encéfalo. Apresenta um esboço para a pequena circulação.enfrentadas.

Libertados da obediência aos cânones de Galeno. escrevendo “Observações Anatômicas” focalizando principalmente os genitais. Mas em outras cidades em que a dissecação humana era condenada. Sylvius em Paris apesar de alquimista estimula o estudo da anatomia em cadáveres. Caluniosamente acusado por seus inimigos de vivissecção. no retorno o navio em que se encontrava afunda no Mediterrâneo e Vesalius morre. introduz novas técnicas de preparação de peças e de dissecação. Juntos formam o triunvirato reformador da Anatomia. No entanto havia um problema ainda a ser resolvido era a influência e a servidão que os anatomistas da época ainda demonstravam ao seguirem cegamente os ensinamentos de Galeno. ratificando alguns aspectos e retificando outros. Aselli. É neste ambiente que aparece Andre Vesalius (1514-1564) anatomista nascido em Bruxelas. e com Bartolomeu Eustáquio (1520-1574) em “ Opuscula Anatomica”. Bartholinus e mesmo com Tulp (professor flamengo imortalizado na tela de Rembrant "aula de anatomia do professor Tulp"). 14 . nessas Escolas isoladas foram surgindo bons anatomistas como Leonardo da Vinci (1452-1519) em Florença cujos desenhos se aproximavam muito da realidade. Malpighi em 1666 descobre os capilares sangüíneos. Bahuin.medicina. Ainda neste século XVI aparecem outros anatomistas: Colombo. Botal. Varoli. reformar a anatomia e tornar-se o pai da anatomia moderna através de sua coragem se inicia o período moderno da anatomia. Apesar disso. Neste século grandes avanços são feitos no estudo dos linfáticos com Pecquet. Spiegel Arancio e outros. Andre Vesalius publica sua obra “De Humanis Corporis Fabrica” que se transforma em importante marco de transição porque: liberta-se dos dogmas de Galeno. sua descrição é de cadáveres humanos. Aquapende. que iria confrontar-se com os adeptos de Galeno. Servet. A descoberta da imprensa por Gutemberg também viria dar grande impulso à anatomia pela facilidade de comunicação e transmissão escrita dos conhecimentos. mas havia trabalhado com a anatomia de animais e sua época já estava defasada de um milênio em termos de conhecimento científico. dá novo impulso às investigações anatômicas. várias estruturas foram desenhadas e descritas por ele ao desejar atingir a perfeição em suas obras de arte. Paré. acima de tudo dando credibilidade à anatomia. Vesalius é condenado pela inquisição a fazer uma peregrinação ao santo sepulcro em Jerusalém. Ainda neste século começa a se desenvolver a anatomia microscópica com o aperfeiçoamento técnico do microscópio. Este pesquisador fora muito competente. No século XVII a grande contribuição é dada por Willian Harvey (1578-1657) ao descrever a circulação sangüínea em sua obra de 1628: “Exercitatio Anatomica De Motu Cordis Et sanguinis in Animalibus” embora sem conhecer os capilares sangüíneos sua descrição é correta. Todos os sistemas são objetos de reformulação. outros anatomistas do mesmo período de Vesalius se aliam a este no processo de modernização é o que ocorre com Gabriel Falópio (1523-1562) em Pisa. mas Professor em Pádua. as dificuldades enfrentadas por anatomistas eram enormes e muitos anatomistas foram condenados a morte pela Inquisição. Período da Anatomia Moderna Em 1543.

Na anatomia predominam os autores alemães: Meckel. assistimos ao desenvolvimento da anatomia cirúrgica ou topográfica com Palfin. Funções do esqueleto: proteção de órgãos (caixa craniana). Planos: em que o comprimento e a largura predominam sobre a espessura. Nader Wafae Esqueleto Conceito: É o conjunto de estruturas rígidas e resistentes chamadas ossos e de estruturas menos rígidas chamadas cartilagens que se articulam para dar conformação e sustentação ao corpo humano. escápula. No século XX aparecem as extensas obras anatômicas escritas e os grandes estudos em neuroanatomia onde se destaca o espanhol Ramon Y Cajal que além de sua contribuição anatômica consolida as normas para a realização de pesquisas científicas na área biológica. elas serão abordadas nos respectivos capítulos. a lâmina epifisial contendo a cartilagem de crescimento. 15 . fêmur.No século XVIII. sustentação e conformação do corpo. depósito de ions Ca e P. Aparelho Locomotor O aparelho locomotor é constituído por três sistemas: ósseo. Purkinge. ex. articular e muscular. úmero. além da consolidação da histologia. Luscka. mas como cada um dos seus sistemas apresenta atribuições específicas. Divisão do esqueleto: divide-se em axial (cabeça. Primordialmente tem por função dar conformação e sustentação ao corpo e tornar possível a locomoção. pescoço e tronco) e apendicular (membros superiores e inferiores). ossos da calvária no crânio. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO SISTEMA ÓSSEO Prof. No século XIX. Scarpa entre outros. Dr. metacarpais. Possuem duas extremidades chamadas epífises e uma parte média. na fisiologia e o início da embriologia. Henle. No período de crescimento do osso distinguem-se entre as epífises e a diáfise. Na Histologia temos Schwam (pai da histologia). ex. produção de células sangüíneas (medula óssea vermelha). e os neuroanatomistas Wrisberg e Reil. corpo ou diáfise onde se encontra a cavidade medular. Bichat e outros. conjunto de alavancas que sob a ação dos músculos torna possível o movimento. OSSOS Número de ossos: 206 a 208 Tipos de ossos Longos: em que o comprimento predomina sobre a largura e a espessura. assistimos avanços na anatomia patológica com Morgagni. Hesselbach.

trocanter . ex. capítulo – uma cabeça pequena (capítulo do úmero). geralmente linear e de extremidade livre (crista etmoidal) linha – saliência linear (linha áspera do fêmur). côndilo – extremidade articular arredondada com forma ovóide ou em espira. (côndilos do fêmur). tubérculo . 16 .saliência não articular de maior tamanho e superfície menos rugosa (trocanter maior no fêmur) . tuberosidade – saliência não articular de tamanho médio e superfície rugosa (tuberosidade para o músculo deltóide). ossos do carpo e do tarso. Descrição dos ossos Na descrição da maioria dos ossos podemos distinguir: faces. Alongados: em que o conceito de osso longo não se aplica perfeitamente porque faltam as extremidades alargadas é o caso das costelas. ex.Curtos: em que não há predomínio de uma das dimensões sobre as outras. Margens: são linhas agudas que delimitam as faces. protuberância – espinha – saliência fina e aguçada (espinha isquiática) crista – saliência estreita. Irregulares: em que os conceitos anteriores não se aplicam. esfenóide. Saliências: são os relevos que se sobressaem na superfície do osso podem ser articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cabeça – extremidade articular semelhante a uma esfera (cabeça do fêmur). processo – saliência que se destaca acentuadamente na superfície do osso. Supranumerários: não presentes habitualmente. vem do latim avançar (processo mastóide do temporal). ossos suturais. Sesamóides: ossos curtos porém incluídos em tendões ou cápsulas de certas articulações. Pneumáticos: são ossos que contêm cavidades em seu interior cheias de ar. frontal. túber – saliência não articular de maior tamanho e superfície rugosa (túber isquiático). ex. maxila. entre os ossos occipital e parietais. epicôndilo – saliência não articular situada acima do côndilo (epicôndilo lateral do fêmur). ossos da base do crânio. eminência – saliência cônica ou arredondada que se destaca na superfície do osso semelhante ao proceeso ((eminência intercondilar na tíbia). margens e extremidades Faces: são partes da superfície do osso perfeitamente delimitadas principalmente no corpo. Osso heterotópico é aquele que se forma em lugar onde não existe normalmente. ex. vértebras. Extremidades: são os locais dos ossos onde se encontra a maior parte dos seus pontos de reparos consistindo de saliências e depressões.saliência não articular de pequeno tamanho e superfície menos rugosa ( tubérculo maior do úmero).

colo: escavação circular situada abaixo da cabeça. fossa . Depressões: são escavações na superfície do osso articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cavidade .escavação rasa pouco profunda fóvea da cabeça do fêmur). incisura: depressão em forma de arco na superfície do osso entre projeções ósseas. sulco: depressão linear ou curva pouco profunda (sulco do nervo radial). formando cilindros aderidos entre si e dispostos de acordo com o maior eixo do osso. mas mantém a flexibilidade.escavação de profundidade intermediária (fossa mandibular no osso temporal). canal: depressão linear ou curva formando um túnel (canal carótico) Aberturas: são buracos delimitados adaptados para a passagem de estruturas. Um osso submetido ao ácido acético perde a dureza pela falta dos sais inorgânicos. Substância compacta: as células ósseas (osteócitos) se dispõem em camadas chamadas lamelas concêntricas em torno de um canal central. fóvea . Os ossos longos são mais adaptáveis para possibilitar movimentos pela ação dos músculos. nutrição. Encontra-se na cavidade medular do osso compacto e nos espaços entre as trabéculas do osso esponjoso.tróclea – saliência em forma de carretel (tróclea do úmero). Pode ser vermelha quando está ativa na produção células 17 . A disposição das trabéculas dos ossos esponjosos resulta da interação entre as linhas de maior tensão para resistir às tensões e as de compressão (peso do corpo) visando à manutenção da posição ereta (teoria trajetorial). vasos e nervos meato: ducto com abertura nas extremidades (meato acústico externo) poro: as aberturas que delimitam o meato (poro acústico externo) Estrutura do osso Quanto à estrutura os ossos podem ser de dois tipos: compactos e esponjosos. é encontrada nas epífises dos ossos longos e nos ossos curtos. em geral para. Além das forças a que são submetidos e da função a que se destinam a forma dos ossos depende também da hereditariedade. Substância esponjosa: as células ósseas se dispõem em pequenas trabéculas que se entrecruzam formando uma rede. O osso é um tecido. Medula óssea É a parte do esqueleto que elabora células sanguíneas. forame: orifício circular que dá passagem. É resistente e densa sendo encontrada na diáfise dos ossos longos em torno da cavidade medular e envolvendo o osso esponjoso das epífises. Confere força ao osso. dos ossos curtos e planos. hormônios e substâncias bioquímicas. quando exposto ao fogo perde a matéria orgânica e se esfacela. assim além das células ósseas possui sais inorgânicos (fosfato e cálcio) que lhe dão dureza e parte orgânica (fibras colágenas) que lhe confere flexibilidade. (incisura isquiática maior).escavação articular arredondada e menos profunda (cavidade glenoidal na escápula). acetábulo – escavação mais profunda – (acetábulo do osso do quadril).

através da qual o osso cresce em comprimento. entre a epífise e a diáfise há um espaço preenchido por cartilagem hialina chamado lâmina epifisial. pela transformação de células mesenquimatosas do tecido conjuntivo em osteoblastos (centro de ossificação).Cartilagem epifisial 18 . No recém nascido a medula óssea é do tipo vermelho.Epífise 2. No osso em crescimento. o canal central. a cavidade medular. O periósteo é contínuo com a cápsula articular e não reveste as superfícies articulares onde é substituído por cartilagem. Inicialmente a cartilagem hialina se modifica. nutrição. Vascularização Os ossos são irrigados pela artéria nutrícia que perfura o osso compacto pelo forame nutrício. (esfenóide) Periósteo É a camada de tecido conjuntivo que envolve o osso. os condrócitos se hipertrofiam.sanguíneas e amarela quando não produz células sanguíneas substituída por células gordurosas. As medulas das epífises do fêmur e do úmero são as últimas a se tornarem amarelas. proteção do osso e auxiliar nas fixações de músculos e tendões. vértebras. Endósteo É uma fina camada de tecido conjuntivo que reveste o osso internamente: as trabéculas. b) a partir de tecido conjuntivo fibroso (ossos da calvária.Lâmina epifisial 4. O local onde as células cartilagíneas da lâmina epifisial são substituídas por células ósseas chama-se metáfise. a parte profunda é osteogênica. Partes de um osso longo O osso longo apresenta duas extremidades chamadas epífises e um corpo entre as epífises chamado diáfise. por ramos das artérias do periósteo e por vasos das articulações. Funções: crescimento do osso em espessura. é a parte da lâmina mais próxima da diáfise.Diáfise 3. inervação (sensibilidade).Linha epifisial (de conjugação ou de condensação) 5. Ossificação Dois tipos: a) a partir da transformação de cartilagens hialinas (a grande maioria): ossificação endocondral. morrem e são substituídos por osteoblastos e a matriz cartilagínea é substituída por minerais (cálcio). clavícula): ossificação intramembranácea. Roteiro prático de Anatomia radiológica – introdução ao estudo do sistema ósseo : 1. c) mista em que ocorrem os dois tipos de ossificação. mas no adulto encontra-se apenas no esterno. costelas. a parte superficial é fibrosa com fibras colágenas e fibroblastos.

Membro Superior Escápula: A escápula é um dos dois ossos do cíngulo do membro superior. com duas faces: costal e posterior. escápula. osso do quadril. capitato. reparo de fraturas e no diagnóstico de várias doenças ósseas. o acrômio. em duas fossas a superior. tíbia. falanges (proximal.Espaço articular radiológico 10. no caso da escápula observe que a espinha da escápula é posterior e superior e sua extremidade. O cíngulo do membro superior é formado pelos ossos clavícula e escápula.Substância esponjosa 8. ulna. é lateral. A face posterior está dividida pela espinha da escápula.Substância compacta 9. patela. cubóide. pisiforme. rádio. metatarsais (I a V contados a partir do hálux).  Finalmente procure identificar os acidentes (saliências e depressões) dos ossos grifados no texto e listados no final:  A identificação desses acidentes é importante para conhecer inserções musculares. lateral e superior e três ângulos: inferior. perpendicular à face e de direção oblíqua. o hálux tem apenas proximal e distal). navicular. metacarpais (I a V contados a partir do polegar ) . fêmur. hamato. superior e lateral. média e distal.  Em seguida devemos saber identificar a que lado pertencem esses ossos (se direito ou esquerdo). O cíngulo do membro inferior é formado pelos dois ossos do quadril. cuneiformes (medial. Para tanto escolha um ou dois acidentes do osso e oriente-os nos 3 planos do espaço (superior ou inferior. intermédio e lateral). tíbia e fíbula. clavícula. úmero. semilunar. o polegar tem apenas proximal e distal) Membro inferior: osso do quadril (com três partes: ílio. tálus. fêmur. três margens: medial.Sesamóide 11. trapézio. úmero. calcâneo. falanges ( proximal.Osso pneumático OSSOS DO ESQUELETO APENDICULAR O esqueleto apendicular é constituído pelos ossos dos membros superior e inferior incluindo os cíngulos dos membros superior e inferior. ulna. média e distal. escafóide. trapezóide. fíbula. maior é a 19 . rádio. saliência plana.Cavidade medular 7. ísquio e púbis). Assim agindo procure identificar o lado dos ossos: escápula. menor é a fossa supra-espinal e a inferior. piramidal. é plano.6. diagnósticos de fraturas.  Inicialmente devemos identificar os ossos do esqueleto apendicular pelos seus nomes: Membro superior: clavícula. lateral ou medial e anterior ou posterior) por exemplo.

Ulna: 20 . anteriormente duas saliências. processo estilóide do rádio. apresenta: extremidade esternal. a incisura ulnar e uma pequena proeminência na face posterior. seu nome deriva do latim. posterior e interóssea. ligeira depressão que contorna a cabeça. em sua margem superior destaca-se uma saliência curva que lembraria o bico de corvo daí o seu nome processo coracóide. medial. a área estreita abaixo da cabeça é o colo do rádio. A saliência medial na parte superior do corpo é a tuberosidade do rádio. Na extremidade superior destacamos: a cabeça do rádio com a circunferência articular e uma ligeira depressão. apresenta três faces: ântero-medial. Na transição entre a epífise e a diáfise encontra-se o colo cirúrgico. A face costal em contato com as costelas é côncava com saliências lineares oblíquas. Superiormente ao côndilo. na face inferior próximo a esta última extremidade encontra-se o tubérculo conóide. Na extremidade inferior destacamos: a saliência pontiaguda lateral. o capítulo do úmero e uma depressão em forma de carretel. superiormente a ela encontra-se uma pequena saliência puntiforme é o tubérculo supraglenoidal e inferiormente outra pequena saliência. O ângulo lateral da escápula apresenta uma escavação rasa que se articula com o úmero é a cavidade glenoidal. lateral. mais abaulada e extremidade acromial mais achatada. o colo anatômico.pequena chave . Completando a extremidade inferior. a tróclea do úmero. o tubérculo dorsal. ântero-lateral e posterior e três margens: anterior. posterior e lateral delimitadas por três margens: anterior. é osso alongado. Rádio: O rádio é o osso longo lateral do antebraço. apresenta três faces: anterior. ÚMERO: O úmero (do latim: ombro) é o osso longo do braço. menor é a fossa coronóidea e a posterior.fossa infra-espinal. uma leve depressão medial em arco. No corpo do úmero. Clavícula: Clavícula cujo nome vem do latim . medial. Na extremidade inferior. o tubérculo infraglenoidal. A extremidade lateral da espinha da escápula é achatada e constitui o acrômio. é o epicôndilo lateral. A pequena depressão em curva na margem superior por onde passam nervo e vasos é a incisura da escápula. duas escavações a anterior. a fóvea articular. e forma a fossa subescapular. raio de uma roda. o côndilo do úmero se desdobra em: pequena saliência redonda.é o outro osso do cíngulo do membro superior. duas importantes saliências para inserções musculares: a medial e maior é o epicôndilo medial no qual passa o sulco do nervo ulnar e a lateral menor. a saliência da margem lateral é a tuberosidade para o músculo deltóide . Na extremidade superior destacamos: medialmente. com a convexidade maior voltada para frente e medialmente. maior é a fossa do olécrano. e a depressão em espiral da face posterior é o sulco do nervo radial. a maior lateral é o tubérculo maior e a outra é o tubérculo menor separados pelo sulco intertubercular. a cabeça do úmero que se assemelha a uma esfera.

processo coracóide 7.sulco intertubercular 19. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V.tubérculo infraglenoidal 10. proximal e distal. o medial. média e distal e duas para o polegar. piramidal. posterior e medial e três margens: anterior.acrômio 3.extremidade esternal 12. a incisura troclear cuja ponta anterior é o processo coronóide.tubérculo conóide ÚMERO: 14. a pequena depressão em arco que se articula com o rádio é a incisura radial.tubérculo supraglenoidal 9. posterior e interóssea. seguindo na direção medial para lateral estão. a circunferência articular e o processo estilóide.cabeça do úmero 15.cavidade glenoidal 8. a série distal indo na mesma direção estão: hamato com uma saliência chamada hâmulo. lateralmente.fossa subescapular 6. capitato. pisiforme.colo anatômico 16. em número de oito dispostos em duas séries. semilunar e escafóide.A ulna (do latim: antebraço) é o outro osso longo do antebraço. o maior.tubérculo maior 17. Os ossos metacarpais são ossos longos e numerados de I a V a partir do polegar. proximal perto dos metacarpais. a proeminência posterior em forma de arco cuja face anterior é escavada.extremidade acromial 13.colo cirúrgico 21 . a proximal. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro superior Escápula: 1. Na extremidade superior destacamos: o olécrano. A extremidade distal constitui a cabeça da ulna.incisura da escápula Clavícula: 11. metacarpais e falanges: Os ossos carpais são ossos curtos. trapezóide e trapézio. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal. Mão: A mão é formada pela sucessão de três camadas de ossos: carpais.fossa infra-espinal 5.tubérculo menor 18.fossa supra-espinal 4. três faces: anterior.espinha da escápula 2.

capítulo do úmero 23.processo estilóide.cabeça do rádio 30.ossos metacarpais numerados de I a V a partir do polegar.epicôndilo lateral 27.falange proximal 51. o anterior é o púbis e o posterior é o ísquio.hamato 46.trapezóide 48.escafóide 45.falange distal.incisura ulnar 34.incisura radial 39.tuberosidade para o músculo deltóide 21.cabeça da ulna 40. Osso do quadril: O osso do quadril com o seu homônimo do outro lado formam o cíngulo do membro inferior.fossa coronóidea 28.epicôndilo medial 25.sulco do nervo ulnar 26.falange média 52.trapézio.processo estilóide do rádio 33. classificado como irregular. Ílio: Forma a parte superior do osso do quadril.colo do rádio 31. 22 .tróclea do úmero 24.capitato 47. originalmente é formado pela fusão de três ossos: o superior é o ílio.piramidal 43.processo coronóide 38.semilunar 44. Ulna: 35.20.fossa do olécrano Rádio: 29.tubérculo dorsal.incisura troclear 37.sulco do nervo radial côndilo do úmero 22. 49. 50. O corpo do ílio é plano ligeiramente côncavo em seu lado medial onde se encontra a asa do ílio ou fossa ilíaca.tuberosidade do rádio 32.pisiforme 42.olécrano 36. Mão: Ossos carpais 41.

Por ser relativamente larga tem lábios interno e externo e uma linha intermédia no meio. e o arco maior da margem posterior do osso do quadril entre a espinha isquiática e espinha ilíaca póstero-inferior é a incisura isquiática maior. Ísquio: Forma a parte posterior do osso do quadril. o limbo do acetábulo. A separação entre as duas é feita pela abertura superior da pelve ou linha terminal (estreito superior) delimitada pela linha pectínea. É constituído pelo corpo do púbis (anterior) e pelos ramos superior do púbis e inferior do púbis. posterior e inferior. Abaixo da fossa ilíaca encontramos uma saliência em forma de arco que participa da delimitação da abertura superior da pelve é a linha arqueada. A extremidade anterior do corpo articula-se com a do outro lado é a face sinfisial que apresenta em sua parte superior duas pequenas saliências. Na realidade é recoberto por músculos nos dois lados daí o seu nome. O limite inferior da cavidade pélvica constitui a abertura inferior da pelve que da margem inferior da sínfise púbica vai aos túberes isquiáticos e termina no cóccix.Seu contorno superior constitui a crista ilíaca que nas extremidades apresenta quatro proeminências. a parte mais espessa do lábio externo chama-se tubérculo ilíaco. Diâmetro transverso: une a parte mais larga da abertura superior da pelve 23 . importante ponto de referência em obstetrícia. duas anteriores: espinha ilíaca ântero-superior e espinha ilíaca ântero-inferior e duas posteriores: espinha ilíaca pósterosuperior e espinha ilíaca póstero-inferior. uma parte mais profunda. Púbis Forma a parte anterior do osso do quadril. parte do arco total formado pela linha terminal. A cavidade pélvica formada pelos ossos do quadril. a fossa do acetábulo e uma descontinuidade da margem na parte inferior. sacro e cóccix é dividida em pelve maior. A identificação dos diâmetros da pelve é de importância para a obstetrícia. linha arqueada e completada pelo seu prolongamento na asa do sacro. continuando pela margem posterior encontramos uma saliência aguda é a espinha isquiática. O ramo superior apresenta duas linhas bem evidentes: a medial é a linha pectínea do púbis e a lateral é a crista obturatória. a incisura do acetábulo. a lateral é o tubérculo púbico e a medial é a crista púbica. A face convexa do ílio é a face glútea onde se observam as linhas glúteas: anterior. . A parte saliente limite entre o púbis e o ílio constitui a eminência iliopúbica. mais estreita. É lateral e apresenta uma margem semicircular. e o pequeno arco entre a espinha isquiática e o túber isquiático é a incisura isquiática menor. A parte rugosa posterior à fossa ilíaca é a face sacropélvica onde encontramos a face auricular para se articular com o sacro e atrás desta a tuberosidade ilíaca. A parte posterior do ramo larga e volumosa denomina-se túber isquiático. mais larga e pelve menor. a parte lisa que contorna a fossa é a chamada face semilunar Forame obturado É o grande orifício situado abaixo do acetábulo. É constituído pelo corpo (posterior) e pelo ramo (inferior). Acetábulo Escavação circular em forma de “xícara” ponto de encontro dos três ossos que formam o osso do quadril.

lateralmente. apresenta três faces: medial. Diâmetro diagonal: une a margem inferior da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. a origem do nome é latina e significa flauta. O corpo do fêmur é encurvado e sua convexidade é anterior. A extremidade superior larga é formada pelo côndilo lateral e pelo côndilo medial em cuja parte superior plana ou face articular superior apresenta no centro uma proeminência. Como é triangular. lateral e posterior e três margens: anterior (canela). Ainda na extremidade superior. o seu ápice é inferior e a base superior. Pouco acima da parte posterior do côndilo medial vê-se uma ligeira proeminência é o tubérculo do adutor. o ângulo formado entre o eixo que passa pelo colo e o eixo do corpo do fêmur e mede em média 125°. as linhas supracondilares lateral e medial que delimitam uma área triangular: a face poplítea. encimados respectivamente pelos epicôndilos lateral e medial. a grande área estreita abaixo da cabeça constitui o colo do fêmur e a rugosidade que o contorna embaixo e por diante é a linha intertrocantérica. em sua extremidade superior apresenta: a cabeça do fêmur. Fêmur: O fêmur é o osso longo da coxa. ambos estão ligados pela crista intertrocantérica. A linha áspera também se divide inferiormente em duas. observam-se duas proeminências: a maior e superior é o trocanter maior e a menor inferior é o trocanter menor. Tíbia: É o osso longo e medial da perna. Na parte posterior do corpo do fêmur destaca-se uma rugosidade linear é a linha áspera que se continua superiormente com duas saliências também lineares: a linha pectínea. medialmente. Denomina-se ângulo de inclinação do fêmur. por estar incluído no tendão do músculo quadríceps femoral. a fóvea da cabeça do fêmur .Diâmetro oblíquo: une a extremidade inferior da articulação sacroilíaca de um lado com o centro do forame obturado do outro lado. Patela: É osso sesamóide. e a tuberosidade glútea. Diâmetro verdadeiro: une a parte mais saliente do dorso da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. estrutura semelhante a uma esfera voltada medialmente com uma pequena escavação. porém posteriormente. está situado na região anterior do joelho e articula-se com a face patelar do fêmur. Diâmetro anatômico: une a margem superior da sínfise púbica com o ponto mediano do promontório. a eminência 24 . a face patelar. medial e interóssea. O espaço profundo existente entre as partes posteriores dos côndilos constitui a fossa intercondilar cujo contorno superior é a linha intercondilar. Completando a extremidade inferior observa-se na frente e entre os côndilos uma superfície lisa. significa pequeno prato. A extremidade distal do fêmur apresenta duas proeminências bem evidentes: côndilo lateral e côndilo medial. apresenta duas faces: articular e anterior.

A face plantar do pé apresenta dois arcos importantes para a marcha e para a sustentação da posição bípede e que são: longitudinal e transversal de acordo com o a direção que apresentam. de trás para diante estão: calcâneo. face articular do maléolo lateral para a tíbia. o sulco maleolar. A área estreita abaixo da cabeça é o colo da fíbula. média e distal e duas para o hálux. é a tuberosidade da tíbia.linha arqueada 3. posterior e três margens: anterior. Fíbula É o osso longo lateral da perna deriva do latim. medial. O côndilo lateral apresenta uma pequena área lisa é a face articular fibular A saliência rugosa na parte superior da margem anterior. Quando esses arcos encontram-se alterados temos os distúrbios conhecidos por pé chato (arco longitudinal diminuído) e pé cavo (arco longitudinal aumentado).linhas glúteas 25 . tálus e navicular e anteriormente: cubóide. cuneiforme intermédio e cuneiforme lateral. A extremidade inferior apresenta uma expansão terminada em ponta. longitudinal no eixo maior e transversal no eixo menor. Na extremidade superior encontramos a cabeça da fíbula cuja ponta é o ápice da cabeça da fíbula e a pequena face articular da cabeça da fíbula. uma área lisa.espinha ilíaca ântero-inferior 6. Na extremidade inferior da tíbia destaca-se a proeminência.espinha ilíaca ântero-superior 5. proximal e distal. alfinete.espinha ilíaca póstero-inferior 8. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal.fossa ilíaca (asa do ílio) 2. maléolo medial atrás do qual encontra-se o sulco maleolar. metatarsais e falanges: Os ossos tarsais são ossos curtos. em número de sete. maléolo lateral. Complertando com o sulco póstero-lateral. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V. apresenta três faces: lateral.crista ilíaca 4.espinha ilíaca póstero-superior 7. A linha oblíqua situada na parte superior da face posterior é a linha para o músculo sóleo. Os ossos metatarsais são ossos longos e numerados de I a V a partir do hálux. posterior e interóssea. atrás da qual a pequena depressão constitui a fossa do maléolo lateral. cuneiforme medial. proximal perto dos metatarsais. próxima aos côndilos. Pé O pé é formado pela sucessão de três camadas de ossos: tarsais.intercondilar com os tubérculos intercondilar lateral e intercondilar medial. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro inferior Osso do quadril Ílio 1.

crista intertrocantérica 31.Incisura do acetábulo 23.Forame obturado Fêmur: 25.face semilunar 24.trocanter maior 29.eminência intercondilar 46.incisura isquiática menor 16.côndilo lateral 39.epicôndilo medial 38.maléolo medial 26 .tuberosidade glútea 35.ramo 13.cabeça do fêmur 26.face patelar Patela Tíbia: 43.fóvea da cabeça do fêmur 27.fossa intercondilar 41.face poplítea 42.linha áspera 33.trocanter menor 30.face auricular Ísquio 11.face sinfisial 18.tubérculo do adutor 37.linha pectínea do púbis 20.tuberosidade ilíaca 10.incisura isquiática maior Púbis 17.tubérculo intercondilar lateral 48-tuberosidade da tíbia 49.tubérculo púbico 19.epicôndilo lateral 40.côndilo medial 45.linha intertrocantérica 32.tubérculo intercondilar medial 47.linha pectínea 34.espinha isquiática 15.colo do fêmur 28.9.túber isquiático 14.côndilo medial 36.corpo 12.fossa do acetábulo 22.eminência iliopúbica Acetábulo 21.côndilo lateral 44.

vômer.ímpar Vista inferior .ímpar .osso temporal .cuneiforme intermédio 60.navicular 57. da coluna vertebral. sua convexidade denomina-se escama frontal e tem duas faces: externa e interna. CABEÇA No desenvolvimento dos ossos da cabeça destacamos três características: 1. maxila.falange distal. de origem cartilagínea é constituído principalmente pelos ossos da base do crânio 3.ímpar Vista lateral .Condrocrânio.cuneiforme lateral 61. de origem membranácea consiste nos ossos que formam a calvária e parte da face. palatino.cuneiforme medial 59.osso frontal . Na face interna temos uma lâmina sagital mediana. Na face externa destacam-se as protuberâncias laterais. ossículos da audição. do tórax e do pescoço.Fíbula 50. OSSOS DO ESQUELETO AXIAL O esqueleto axial é constituído pelos ossos da cabeça.oito ossos Vista anterior .Neurocrânio.calcâneo 55. de onde derivam: mandíbula.falange média 64.ossos metatarsais numerados de I a V a partir do hálux. Crânio .osso etmóide .par Vista posterior. 62.osso occipital .cabeça da fíbula 51. o contorno superior da órbita com o arco superciliar e a margem supra-orbital.Viscerocrânio. 2. túberes frontais.tálus 56.colo da fíbula 53.cubóide 58. a crista frontal e as partes nasal e orbital.maléolo lateral Pé: Ossos tarsais 54. 27 .par .ápice da cabeça da fíbula 52.falange proximal 63.osso parietal .osso esfenóide – ímpar O osso frontal (do latim frontalis = testa) constitui a parte anterior da calvária e a parte superior da face. zigomático.

túber parietal.ímpar . Os ossos temporais (do latim temporalis = tempo) constituem a parte inferior e lateral da calvária mas são importantes participantes da base do crânio. a menor das três é inferior e contorna o meato acústico externo.osso nasal . Na face externa distinguimos saliências lineares em arcos.mandíbula – ímpar Orelha média Martelo Bigorna Estribo Lacrimal (do latim lacrima = lágrima). convexos têm faces externa e internas. ocupa a maior parte da fossa média do crânio. O osso occipital (do latim occipitum = parte póstero-inferior da cabeça) constitui a parte posterior da calvária e posterior da base do crânio. alberga importantes estruturas da audição e do equilíbrio. o processo zigomático facilmente palpável. A parte escamosa é a que participa da calvária tem a forma de arco e de sua parte anterior projeta-se um prolongamento. O osso esfenóide (do grego sphen = cunha ou sphein = mariposa) é tipicamente irregular em sua forma. principalmente. sagitalmente temos a lâmina perpendicular. sua parte central é o corpo e os prolongamentos laterais correspondem às asas maior e menor e o inferior ao processo pterigóide. Face .par .par Vista inferior . nas partes laterais encontram-se os labirintos etmoidais formados pelas células etmoidais (cavidades cheias de ar). A parte petrosa é interna.par . pequeno osso colocado na parte ânteromedial da órbita atrás do processo frontal da maxila. A face interna apresenta sulcos nos quais se colocam vasos. a proeminência. na parte superior está a lâmina cribriforme. parte lateral em cada lado onde se encontram os côndilos occipitais e escama occipital atrás. Osso de conformação complexa apresenta três partes: petrosa.par . Os ossos parietais (do latim parietalis = parede) constituem as partes laterais e superiores da calvária. lâminas orbitais (paredes mediais das órbitas) e as conchas nasais superior e média (saliências para dentro da cavidade nasal). timpânica e escamosa. liga-se ao esfenóide e sua superfície interna é o clivo.lacrimal . constitui. muito frágil.par . Osso nasal ( do latim nasal = nariz). o esqueleto da cavidade nasal. pequeno osso situaado por diante do processo frontal da maxila correspondendo à parte significativa do dorso do nariz. afunilada.concha nasal inferior . Às vezes pode estar subdivido pela presença do osso interparietal (Inca) na porção mais elevada da escama.palatino .vômer .zigomático .14 ossos Vista anterior . entra na constituição da base do crânio e é muito rígida e compacta.par . 28 . as linhas temporais. A parte timpânica.maxila . Tomandose o forame magno como referência divide-se em três partes: parte basilar por diante.O osso etmóide (do grego ethmos = peneira).

verticais. Fontículos Por ocasião do nascimento. este último contém o arco alveolar com os alvéolos dentais e as eminências alveolares. infratemporal e nasal e pelos processos: frontal. temporal e occipital. concha nasal inferior. zigomático. corresponde ao bregma. Sutura lambdóidea entre os ossos parietais e occipita. alvéolos dentais e as eminências alveolares e os ramos da mandíbula. é o único osso dotado de movimento da cabeça apresenta o corpo da mandíbula cuja parte inferior é a base e a parte superior corresponde à parte alveolar com o arco alveolar. encontra-se na parte ínfero-lateral da cavidade nasal. o maior. que no caso do crânio recebem nomes especiais. násio: o ponto de encontro da sutura frontonasal. os ossos da calvária não estão totalmente ossificados existem membranas de tecido fibroso interpostas entre ossos de origem membranácea e que se ossificam progressivamente até os dois anos de idade aproximadamente. parietal. mandíbula ( do latim mandere = mastigar). entre frontal e os parietais. zigomático (do grego zygomatikos = ligado) é o osso que forma a conhecida “maçã do rosto” e portanto saliente apresenta faces: lateral. Pontos craniométricos: gnátio: ponto mais saliente do mento. Suturas São as linhas de ligação entre ossos. vértice: o ponto mais elevado co crânio obélio: cruzamento da linha que une os forames parietais com a sutura sagital ínio: o ápice da protuberância occipital externa gônio: ângulo formado pela margem posterior do ramo e a base da mandíbula.maxila (do latim maxilla = queixada) é formado pelo corpo com as faces: orbital.l Sutura metópica quando o osso frontal está dividido na linha mediana (ausente na maioria das vezes). Sutura sagital entre os ossos parietais. glabela: o ponto mais saliente entre os arcos superciliares bregma: ponto de encontro das suturas coronal e sagital. palatino e alveolar. Tendem a desaparecer com a idade. tem importância em obstetrícia para identificar a posição do feto. temporal e orbital e os processos temporal e frontal. Fontículo anterior: ímpar. palatino (do latim palatinum = palato) vômer (do latim vomer = lâmina do arado) osso ímpar que corresponde ao septo nasal ósseo que se completa pela lâmina perpendicular do etmóide. 29 . anterior. lambda: ponto de encontro das suturas sagital e lambdóidea. que do ângulo da mandíbula se prolonga até o processo condilar. a incisura da mandíbula e o processo coronóide Os ossos da orelha média serão estudados em orelhas. ptério: ponto de encontro das suturas fronto-esfeno-temporal astério: ponto de encontro dos ossos. próstio: ponto ósseo situado entre os dois dentes incisivos. Sutura coronal entre os ossos frontal e parietais.

fronte oblíqua. arcos superciliares visíveis. túberes frontais e parietais mais salientes. locais por onde passam vasos e nervos importantes. Feminino: menos volumoso.esqueleto axial Os pontos de referência e forames selecionados para identificação na cabeça são. entre o frontal.  Roteiro prático do Sistema ósseo . o temporal e parietal (astério). linhas de inserções musculares mais evidentes. glabela marcada.  Identificar os seguintes acidentes dos ossos do crânio: Vista inferior Forame magno Forame e fossa jugular Canal carótico Processo mastóide Forame estilomastóideo Processo pterigóide (lâminas medial e lateral) Fossa pterigóidea Forame lacerado Forame incisivo Processo estilóide Forame palatino maior Espinha nasal posterior Canal do nervo hipoglosso Côndilo occipital Vista interna Fossa anterior do crânio Crista etmoidal (galli) Lâmina cribriforme com forames Seio frontal 30 . fronte vertical. entre o occipital e os parietais corresponde ao lambda. Fontículos anterolaterais: par. túberes frontais e parietais menos salientes. Tipos de crânios Sem entrarmos em especificidades técnicas de mensuração podemos dizer que os crânios se classificam em dolicocéfalos quando alongados. órbitas altas e arredondadas. mais baixa e estreita. Fontículos posterolaterais: par. arcos superciliares imperceptíveis. Diferenças sexuais presentes no crânio Masculino: mais volumoso. mais alta e larga. entre o occipital. glabela apagada. órbitas baixas e quadrangulares. efetivamente.Fontículo posterior: ímpar. dão inserções para músculos cujas ações são essenciais ou são locais aonde se posicionam estruturas de real aplicação prática. braquicéfalos quando alargados e mesocéfalos os de equilíbrio entre largura e comprimento. o temporal e o parietal (ptério). linhas de inserções musculares pouco evidentes.

Fossa média do crânio Parte petrosa do temporal Poro acústico interno (saída do meato) Sela turca Fossa hipofisial Asa maior do esfenóide Asa menor do esfenóide Canal óptico Sulco carótico Forame oval Forame espinhoso Forame redondo Dorso da sela Tubérculo da sela Processo clinóide anterior Processo clinóide posterior Sulco da artéria meníngea média Fossa posterior do crânio Protuberância occipital interna Crista occipital interna Sulco do seio transverso Eminência cruciforme Vista anterior Órbita Lâmina perpendicular do etmóide Abertura piriforme Espinha nasal anterior Margens supra-orbital e infra-orbital Forame supra-orbital Forame infra-orbital Fissura orbital superior Forame mentual Protuberância mentual Forame da mandíbula (língula e canal) Vista lateral Arco zigomático Poro acústico externo (entrada do meato) Fossa mandibular Processo condilar (cabeça e colo da mandíbula) Ramo da mandíbula Processo coronóide Incisura da mandíbula Ângulo da mandíbula Vista posterior Protuberância occipital externa Crista occipital externa Linha nucal superior e inferior 31 .

nervos glossofaríngeo. nervo acessório. troclear.Escama occipital Vista superior Sutura coronal Sutura sagital Sutura lambdóidea Observação: Não podem ser vistos através dessas vistas porque se encontram no interior dos respectivos ossos. como ossos irregulares. vago e acessório Canal carótico: artéria carótida interna Forame espinhoso: vasos meníngeos médios Forame oval: nervo mandibular Forame redondo: nervo maxilar Forame lacerado: parte do trajeto da artéria carótida interna Forame estilomastóideo: nervo facial Lâmina cribriforme: nervo olfatório Canal óptico: nervo óptico. abducente e ramos do oftálmico Fissura orbital inferior: nervo maxilar Forame supra-orbital: nervos e vasos supra-orbitais Forame infra-orbital: nervos e vasos infra-orbitais Forame mentual: nervos e vasos mentuais COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é uma estrutura axial metamérica constituída por 33 segmentos ósseos semelhantes e superpostos chamados vértebras e classificadas quanto à forma. artéria oftálmica Meato acústico interno: nervos facial e vestibulococlear Forame mastóideo: veia emissária Fossa incisiva: nervo nasopalatino Forame palatino maior: nervos palatinos Forame da mandíbula nervos e vasos alveolares inferiores Vista anterior: Fissura orbital superior: nervos oculomotor. pela maioria dos autores. artérias vertebrais Canal condilar: veia emissária Canal do nervo hipoglosso: nervo hipoglosso Forame jugular: veia jugular interna. caso esses ossos estiverem abertos podemos distinguir: Seio frontal Seio esfenoidal Seio maxilar Células etmoidais anteriores e posteriores A fim de demonstrar a importância prática dos forames do crânio vamos citar alguns deles com as principais estruturas que constituem os seus conteúdos: Vista inferior e interna Forame magno: medula e bulbo. 32 .

Processo articular . processo transverso com forame transversário.parte anterior. corpo com fóveas costais superior e inferior (articular com as costelas). melhor vistas na posição lateral: duas primárias por conservarem a posição fetal .cervical e lombar . e um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence. Curvaturas: a coluna vertebral consiste em 4 curvaturas. 12 torácicas. formado pelos contornos posterior do corpo vertebral e mediais dos arcos vertebrais. É discutível se os termos cifose e lordose devam ser aplicados como sinônimos de curvaturas primária e secundária ou apenas quando essas curvaturas são acentuadas.  Identificar as partes comuns de uma vértebra típica: Corpo vertebral . também chamadas lordoses. também chamadas cifoses e duas secundárias por se formarem após o nascimento .partes do arco vertebral que confluem atrás para formar o processo espinhoso Pedículo .extremidade formada pela união das lâminas. Os seus contornos superior e inferior formam as incisuras vertebrais superior e inferior.central. as vértebras foram divididas em: 7 cervicais. é um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence. O conjunto dos forames vertebrais forma o canal vertebral. Processo espinhoso . processo transverso com fóvea costal (articular com as costelas).de convexidade anterior. 33 . Os forames intervertebrais formam-se entre as incisuras vertebrais superior e inferior de vértebras adjacentes.parte posterior confluente que delimita o forame vertebral. É formado pelos pedículos e pelas lâminas do arco vertebral Lâmina .torácica e sacral .lâminas planas que articulam e encaixam a vértebra superior à inferior tendem a ocupar as posições: transversal nas cervicais. forame vertebral tende para a forma triangular. forame vertebral tende para a forma circular. 5 lombares.Pela semelhança que podem apresentar e pela região em que se encontram. processo articular tendendo à posição frontal. 5 sacrais e 4 coccígeas. quando se mantém na posição bípede. processo articular tendendo à posição transversal. Arco vertebral .de convexidade posterior. Processo transverso . frontal nas torácicas e sagital nas lombares Forame vertebral . Escolioses são os desvios laterais da coluna vertebral. arredondada e volumosa.  Características que identificam a região da coluna a qual a vértebra pertence: Cervical: processo espinhoso bífido.parte do arco vertebral que une o corpo vertebral à lâmina do corpo vertebral e aos processos transverso e articular. Torácica: processo espinhoso em ponta.expansões laterais da vértebra. A curvatura cervical formase quando a criança sustenta a cabeça ereta e a curvatura lombar. Apesar de classificadas por suas características em tipos diferentes podemos distinguir elementos anatômicos que são comuns à maioria delas. corpo com expansão lateral chamada unco do corpo.

é a 2ª vértebra cervical e nela destaca-se o dente com seu ápice para cima já apresenta arco vertebral e processo espinhoso Proeminente .  e o ângulo infra-esternal formado pelas margens inferiores das costelas. não possui processo espinhoso mas apenas o tubérculo posterior fazendo saliência no arco posterior. Costelas São ossos alongados que no conjunto formam a caixa torácica 34 . O processo xifóide. apresenta em seu contorno superior. os forames intervertebrais os forames sacrais anteriores e posteriores. asa. os processos transversos as partes laterais (asa do sacro).  Identifique o ângulo do esterno (saliência na união do manúbrio do esterno com o corpo do esterno). Sacral: as vértebras sacrais estão fundidas formando um osso triangular. promontório. seguido pelo corpo do esterno e pelo processo xifóide. Áxis . forames sacrais anteriores e posteriores. cristas sacrais (mediana. a sua extremidade superior mais larga é o manúbrio do esterno. canal. Cóccix: Vestígio de uma cauda primitiva é o conjunto das últimas 4 vértebras cuja forma lembra o bico de um pássaro (cuco) daí o seu nome. a incisura jugular e nos contornos laterais as incisuras claviculares O corpo do esterno é formado pela união de placas chamadas esternebras. medial e lateral). processo transverso em ponta chamado costiforme. Os processos mamilares são saliências arredondadas e posteriores dos processos articulares superiores. TÓRAX Esterno ( do grego sternon = peito) é o osso plano da parede anterior do tórax. os discos intervertebrais. O manúbrio do esterno. a ligação das lâminas com os corpos. O arco anterior possui também um tubérculo anterior mais saliente. a margem saliente da extremidade superior da primeira vértebra sacral é o promontório. ápice. as linhas transversas. Os processos espinhosos formam a crista sacral mediana. processo articular tendendo à posição sagital.  Identificar as vértebras com nomes específicos: Atlas . mas em vértebras isoladas é difícil identificá-la. hiato. A parte superior do sacro é a sua base e a extremidade inferior é o ápice do sacro. Hiato sacral é a abertura inferior em seqüência ao canal sacral circunscrito pelos cornos sacrais e a face articular para o osso do quadril denomina-se face auricular. a extremidade inferior. algumas vezes.é a sétima vértebra cervical.Lombar: processo espinhoso quadrado (em forma de machado). apresenta-se como cartilagem. forame vertebral tende para a forma triangular. a crista sacral medial. Identifique no osso sacro: base. corpo grande em forma de rim.é a 1ª vértebra cervical suas características são: não possui o corpo vertebral e apresenta dias massas laterais com forames transversários.

Processo espinhoso Processo transverso Processo articular superior e inferior Forames: Forame transversário Forame intervertebral Forame vertebral Forames sacrais anteriores e posteriores Vértebras cervicais: Unco do corpo Atlas: massa lateral. PESCOÇO Osso hióide (do grego hyo (letra U) situado na região anterior do pescoço acima da laringe é formado pelo corpo. Partes de uma costela típica: cabeça da costela. a parte estreita logo após a cabeça. corpo da costela a parte restante que apresenta o tubérculo da costela pequena rugosidade com face articular para o processo transverso da vértebra. extremidade posterior ligeiramente alargada. apresenta faces articulares separadas por uma crista. a 10) articulam-se com o esterno através da cartilagem da última verdadeira. a segunda. arco posterior tubérculo posterior Áxis: dente Vértebras torácicas: Fóveas costais no corpo vertebral e nos processos transversos 35 .  Roteiro prático do Sistema ósseo . flutuantes (11 e 12) não se articulam com o esterno. posteriores. ângulo da costela. tubérculo anterior.esqueleto axial  Identificar os seguintes acidentes ósseos da coluna vertebral: Elementos comuns: Corpo vertebral Arco vertebral Lâmina Pedículo Incisuras vertebrais superior e inferior. arco anterior. Classificação: verdadeiras (1 a 7) articulam-se diretamente com o esterno através de cartilagens próprias. nível em que se verifica a mudança de orientação do corpo da costela de transversal para sagital e o sulco da costela depressão na margem inferior do corpo onde se encontra o feixe vasculonervoso intercostal. anterior e pelos cornos menor e maior. falsas (8. Identifique as costelas: a primeira.Número: 12 para cada lado. e uma flutuante. colo da costela.

Fratura completa Na qual a descontinuidade entre os fragmentos é total. face auricular. corpo. Causas: traumas ou quedas. Fratura simples Na qual não há comunicação com o meio exterior. dificuldade para movimentar o local e crepitação (ruído ao movimentar local). Tipos Fratura exposta ou composta Ruptura do osso associada com lesão da pele e tela subcutânea. asa. ângulo. flutuante. A ferida cutânea pode resultar do traumatismo que ocasionou a fratura ou aberta pelo fragmento ósseo. processo mamilar Sacro: Base. ângulo infra-esternal Hióide Corpo. promontório. Fratura direta É a que ocorre no local do trauma Fratura indireta É a que ocorre em ponto distante do local do trauma. corpo do esterno. inchaço. hiato Cóccix  Identificar os seguintes acidentes ósseos do esqueleto do tórax: Costelas: Verdadeira. O fragmento ósseo pode estar passando através da lesão. sulco Esterno Manúbrio do esterno. cristas sacrais (mediana. Fratura complicada Além da fratura óssea ocorreu lesão de outro órgão interno. ângulo do esterno. deformidade. corno. Sintomas: Dor local. processo xifóide Caixa torácica Arco costal. tubérculo. hematoma.Vértebras lombares: Processo costiforme. colo. Fratura linear 36 . corno maior e menor Doenças do sistema ósseo FRATURAS Definição: É a ruptura da integridade de um osso. Fratura incompleta Na qual a descontinuidade entre os fragmentos não é total. mas pode ocorrer também espontaneamente se o osso tiver alguma patologia que o enfraqueça. medial). cabeça.

rádio Osteoporose Definição: É a redução da massa óssea e conseqüente desestruturação do tecido ósseo. medicamentos (corticóides). endócrinas (glândulas). Sintomas: depende dos ossos mais atingidos.) que se instalam no osso diretamente nas fraturas expostas.e. Fratura de tensão Pequena fratura linear para a qual não ficou evidenciado o trauma ou a queda. a partir de uma ferida nas proximidades ou por via sanguínea a partir de infecções em outros locais. fumo.A ruptura se apresenta como uma linha fina sem desvio dos fragmentos. Fratura patológica Ocorre por enfraquecimento do osso por alguma outra doença óssea. Fratura por arrancamento ou avulsão Um fragmento do osso. Fratura transversal Na qual o nível da lesão é perpendicular ao maior eixo do osso. Fratura cominutiva Na qual resultam pelos menos três fragmentos ósseos e apresenta desvios. é separado do restante durante a contração muscular. Fratura de Colles É fratura dos ossos do antebraço próximo ao punho com desvio dos fragmentos. febre e comprometimento da função. Fratura por achatamento Na qual o fragmento é deslocado internamente. Causa: invasão do osso por germes infectantes (estafilococo ou estreptococo p. maior tendência à fraturas espontâneas. Fratura espiral Na qual o nível da lesão é oblíquo Fratura com luxação Na qual além da fratura ocorreu também deslocamento articular. escafóide. Fraturas mais freqüentes: punho. Sintomas: dor local. por exemplo vértebras Fratura por explosão Na qual fragmentos ósseos são projetados Fratura impactada Na qual um dos fragmentos entra no interior do osso. úmero. Osteomielite Definição: É a infecção do osso e da medula óssea. colo do fêmur. Causas: idade. Fratura por compressão Resulta do aumento da pressão sobre o osso. Fratura acavalada Na qual um dos fragmentos se superpõe a outro. por exemplo metástases ou osteoporose. Fratura em galho verde Na qual não há desvio dos fragmentos e a fratura não é completa. tornando os ossos mais fracos e assim mais sujeitos às fraturas. tíbia. Locais mais freqüentes: fêmur. 37 . geralmente no ponto de inserção muscular. sedentarismo. imobilização.

Os subtipos consideram a forma das partes dos ossos que se articulam são: • Plana . tumor generalizado. a) Sincondrose: a cartilagem interposta é do tipo hialino. Classificação: Critério usado atualmente considera o tipo de tecido ou a substância que se interpõe entre as partes que se articulam. sinais de compressão. exemplo entre vômer e esfenóide. Tipos: Fibrosas: O tecido interposto é conjuntivo fibroso. formando no conjunto a chamada cruz de Santo André de importância em obstetrícia.mieloma plasmocitário. b) Sindesmose: são as possuem muito tecido fibroso interposto.Locais mais freqüentes: vértebras Tumores ósseos malignos a. tem pouca mobilidade e apenas algumas delas tendem a desaparecer.superfícies retilíneas. osteoblastoma. • Serrátil . . sindesmose. c.condrossarcoma. tumoração e dor. Tumores ósseos benignos: Osteoma. volumosos e de crescimento lento. ou 38 . d) Gonfose: são articulações entre os dentes e os alvéolos da mandíbula e da maxila. Nader Wafae Conceito: É a conexão ou junção que existe entre as partes do esqueleto.superposição de um osso sobre o outro em bisel. Sinônimos: juntas. são tumores em que a origem encontra-se em outro órgão e cujas células atingem o osso por via sanguínea ou linfática e passam a crescer em seu interior. exemplo: entre os ossos nasais. c) Esquindelese são articulações fibrosas em que uma das superfícies ósseas tem a forma de calha.Tipos: sutura. Tipos: sincondrose e sínfise. só admitem vibrações e grande parte delas tende a desaparecer com o envelhecimento formando as sinostoses. a) Suturas: são as que possuem pouco tecido fibroso interposto. apresenta células plasmáticas e proteínas anormais no sangue que lhe são características (Bence-Jones). exemplo: temporal e parietal. • Escamosa . exemplo: tibiofibular distal. são pouco móveis. condroblastoma Sinais de compressão de estruturas vizinhas.em forma de serra. Cartilagíneas: o tecido interposto é cartilagem. junturas. Dr. Sintomas característicos de neoplasias malignas: dor progressiva. ARTICULAÇÕES Prof. tumoração. tumor de origem cartilagínea.metastáticos. pode ser interóssea exemplos entre os ossos da base do crânio (occipital e esfenóide). exemplo: entre frontal e parietais. tumor localizado em metáfises de ossos longos provocado por osteoblastos malignos d.osteossarcoma. b. esquindelese e gonfose. condroma. metástases.

intra-óssea, exemplos, a lâmina epifisial dos ossos longos em idade de crescimento. d) Sínfise: a cartilagem interposta é do tipo fibroso, exemplo entre os corpos vertebrais, entre os ossos púbis. Sinoviais: a interposição entre os ossos não é feita por um tecido e sim por um liquido chamado líquido sinovial. Admitem movimentos que são mais amplos de acordo com o tipo considerado; não podem desaparecer. Características: • Líquido sinovial: lubrifica e protege a articulação. • Cápsula articular: envolve as extremidades dos ossos que se articulam. • Membrana sinovial: reveste a cápsula articular por dentro, produz e reabsorve o líquido sinovial. • Cartilagem articular: reveste as superfícies articuláveis dos ossos. • Ligamentos: reforçam a cápsula. • Meniscos ou discos: complementam as superfícies articulares dos ossos. • Movimentos: se realizam em torno dos eixos permitidos pela articulação de acordo com a forma das superfícies que se articulam. O número de eixos permitidos denomina-se grau de liberdade. Os movimentos permitidos recebem nomes de acordo com o eixo em torno do qual esses movimentos se realizam: em torno do eixo longitudinal - rotação; em torno do eixo transversal - flexão e extensão; em torno do eixo sagital - adução e abdução. Tipos: a) Plana: Superfícies Articulares: planas Graus de Liberdade: não possui. Eixos Movimentos: deslizamento Exemplos : processos articulares das vértebras, ossos do carpo b) Gínglimo: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de carretel, o outro é um arco escavado que gira em torno do outro Graus de liberdade: Um Eixo: movimento em torno do eixo transversal Movimentos: Flexão e Extensão Ex. cotovelo (umeroulnar), talocrural c) Trocóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta cabeça circular, o outro um arco ósseo escavado menos acentuado. Graus de liberdade: Um. Eixo: movimento em torno do eixo longitudinal; Movimento: rotação Ex.: rádio e ulna proximal e distal, atlas e áxis. d) Elipsóidea ou Condilar: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta superfície arredondada em dois planos e achatada no terceiro plano, outro se encaixa nessa superfície.

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Graus de liberdade: Dois, Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão; adução e abdução Ex.: radiocarpal e) Selar: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de sela (côncava), outro em forma de cavaleiro (convexo) Graus de liberdade: Dois Eixos: movimentos em torno dos eixos: transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução Ex. trapézio e primeiro metacarpal f) Esferóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos é uma esfera arredondada nos três planos, o outro uma cavidade esférica Graus de liberdade: Três Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal, sagital e longitudinal. Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução, rotação e a somatória de todos, é a circundução. Existem outros critérios de caráter histórico utilizados para classificar as articulações e que apresentam certa correspondência entre si, por exemplo: A- pelo tipo do contato: a)por continuidade (fibrosas e cartilagíneas); b) por contiguidade (sinoviais). B- pelo número de superfícies articulares: a) simples (duas); b) composta (mais de duas); c) complexa (com interposição de discos). C- pela posição: a) concordantes (bem justapostas) b) discordantes (contato incompleto). D- pela função: a) dependentes (temporomandibular); b) independentes. E- pelo movimento: a) diartroses (móveis); b) anfiartroses (pouco móveis); c) sinartroses (imóveis)  Roteiro prático: Classifique as seguintes articulações:
entre os ossos nasais internasal entre os ossos parietais sutura sagital entre o frontal e o parietal sutura coronal entre o occipital e os parietasi sutura lambdóidea entre o temporal e o parietal temporoparietal entre o dente e o alvéolo dental dentoalveolar entre o vômer e o esfenóide esfenovomeral entre a tíbia e a fíbula distal tibiofibular distal entre o occipital e o esfenóide esfenoccpital entre o occipital e temporal petrooccipital entre o esfenóide e temporal esfenopetrosa entre costelas e cartilagens costais costo condral entre cartilagens costais e o esterno costesternal entre os corpos vertebrais intervertebral entre os ossos púbis do quadril sínfise púbica entre manúbrio e corpo do esterno manubrioesternal entre a clavícula e a escápula acromioclavicular entre os processos articulares das vértebras entre as costelas e as vértebras costovertebral entre o úmero e a ulna no cotovelo umeroulnar entre a tíbia e o tarso talocrural 1 fibrosa sutura plana 2 fibrosa sutura serrátil 3 fibrosa sutura serrátil 4 fibrosa sutura serrátil 5 fibrosa sutura escamosa 6 fibrosa gonfose 7 fibrosa esquindelese 8 fibrosa sindesmose 9 cartilagínea sincondrose 10 cartilagínea sincondrose 11 cartilagínea sincondrose 12 cartilagínea sincondrose 13 cartilagínea sincondrose 14 cartilagínea sínfise 15 cartilagínea sínfise 16 cartilagínea sincondrose 17 sinovial plana 18 sinovial plana 19 sinoviais planas 20 sinovial gínglimo 21 sinovial gínglimo

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entre a ulna e o rádio radiulnar entre o áxis e o atlas atlantoaxial mediana entre o rádio e o carpo radiocarpal entre o trapézio e o 1º metacarpal carpometacarpal do polegar entre o úmero e a escápula ombro (glenoumeral) entre o fêmur e o osso do quadril quadril (coxofemoral) entre os ossos do carpo entre os metacarpais e as falanges metacarpofalângica Entre as falanges interfalângicas

22 sinovial trocóidea 23 sinovial trocóidea 24 sinovial elipsóidea 25 sinovial selar 26 sinovial esferóidea 27 sinovial esferóidea 28 sinovial plana 29 sinovial elipsóidea 30 sinovial gínglimo

As articulações; do joelho, esternoclavicular, temporomandibular são exemplos de articulações sinoviais complexas e de difícil classificação, daí a não uniformidade entre os autores. Por coincidência apresentam a interposição de discos ou meniscos.  Identifique os elementos de uma articulação sinovial cápsula articular membrana sinovial cartilagem articular ligamento menisco articular disco articular Ligamentos são estruturas geralmente em forma de fita constituídas de tecido conjuntivo denso que reforçam as articulações sinoviais. Podem ser intracapsulares quando se encontram no interior da cápsula articular, por exemplo, ligamentos cruzados do joelho, extracapsulares, quando se encontram por fora da cápsula articular, constituem a maioria e capsulares quando se encontram na própria cápsula. Identificar os seguintes ligamentos: Esqueleto apendicular Articulação esternoclavicular Ligamento interclavicular Ligamento esternoclavicular anterior O ligamento interclavicular situado sobre a incisura jugular do esterno une as duas extremidades das clavículas. O ligamento esternoclavicular anterior está situado na superfície anterior da articulação entre o esterno e a clavícula. Articulação acromioclavicular Ligamento coracoclavicular (ligs. conóide + trapezóide) O ligamento coracoclavicular é formado por duas partes: a) conóide, menor, mais medial, vai do tubérculo conóide da face inferior da clavícula à parte superior e posterior do processo coracóide e b) trapezóide, maior, vai da linha trapezóidea da face inferior da clavícula até o processo coracóide por diante e lateralmente ao conóide. Articulação do ombro Ligamento coracoumeral Ligamento coracoacromial O ligamento coracoumeral situado na parte superior da articulação do ombro é uma fita que liga o tubérculo maior do úmero à extremidade do processo coracóide.
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a maioria deles é de difícil visualização e dissecção. Ligamentos iliofemoral (superior).Ligamento cruzado Ligamento colateral tibial . fixando-se na maior parte do processo coracóide atrás e lateralmente ao coracoclavicular e na extremidade do acrômio.Ligamento colateral fibular Ligamento transverso do joelho Ligamentos meniscofemoral (anterior e posterior) Ligamento poplíteo (oblíquo e arqueado) Ligamento da patela 42 . também oblíquo vai da margem inferior do rádio ao osso piramidal. direção oblíqua.A mão apresenta um número elevado de ligamentos.O ligamento coracoacromial embora ligue duas partes da escápula é importante na estabilização do ombro é largo. Articulação sacroilíaca Ligamento sacrotuberal Ligamento sacroespinal Ligamento sacrotuberal é uma faixa larga que vai da margem lateral e inferior do sacro ao túber isquiático. isquiofemoral. O ligamento radiocarpal dorsal. Observação . O ligamento colateral radial vai do epicôndilo lateral do úmero à parte lateral do processo coronóide e do olécrano e à cabeça do rádio onde se une ao ligamento anular do rádio. vai do processo estilóide do rádio ao osso capitato. Articulação do quadril Ligamento da cabeça do fêmur Ligamentos iliofemoral. Ligamento sacroespinal vai da margem do sacro por dentro do ligamento sacrotuberal até a espinha isquiática. pubofemoral (é difícil individualiza-los) Ligamento da cabeça do fêmur é intracapsular liga à fóvea da cabeça do fêmur ao acetábulo. isquiofemoral (posterior) e pubofemoral (anterior) envolvem e reforçam a cápsula articular seus nomes indicam o trajeto que seguem Articulação do joelho posterior Ligamento cruzado anterior . Articulações da mão Ligamentos radiocarpais palmar e dorsal O ligamento radiocarpal palmar. citamos estes por serem maiores e de melhor visualização. Articulação do cotovelo Ligamento colateral ulnar Ligamento colateral radial Ligamento anular do rádio O ligamento colateral ulnar vai do epicôndilo medial do úmero à parte medial do processo coronóide e do olécrano da ulna. O ligamento anular do rádio envolve a cabeça do rádio unindo-a à incisura da ulna.

Melhora a distribuição das pressões 3.Melhora a distribuição do liquido sinovial.Dá estabilidade à articulação evitando sobrecarga nos ligamentos 2. O interior dessa articulação é ocupada por forte tecido fibroso interósseo que forma a sindesmose tibiofibular distal Articulação do pé Ligamento colateral medial ou deltóideo Ligamento colateral lateral Ligamento deltóide liga o maléolo medial aos ossos tálus. mais estreito e menor. oblíquo liga a parte posterior do menisco lateral ao ligamento cruzado posterior. Ligamento meniscofemoral anterior também ligado ao menisco lateral situa-se entre os dois ligamentos cruzados. estreito. navicular e cubóide. intracapsular. vai do epicôndilo lateral do fêmur à cabeça da fíbula. inferiores e posteriores situam-se nas proximidades do tendões dos músculos semimembranáceo e poplíteo. e esfenomandibular (para a espinha do esfenóide). Coluna vertebral Ligamento nucal Ligamento longitudinal anterior Ligamento longitudinal posterior Ligamento amarelo Ligamento interespinal 43 . Ligamento colateral lateral liga o maléolo lateral aos ossos tálus e calcâneo também é um conjunto de ligamentos Esqueleto axial Crânio: Os principais ligamentos da articulação temporomandibular são: lateral (para o processo zigomático. Ligamento poplíteos (arqueado e oblíquo) extracapsulares.Ligamento cruzado anterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar vai do côndilo lateral do fêmur à parte medial e anterior do platô da tíbia.Auxilia a nutrição da cartilagem 5. na realidade é uma reunião de pequenos ligamentos. Ligamento transverso do joelho.Ameniza as pressões funcionando como almofada 4. posterior) Ligamentos tibiofibulares anterior e posterior unem as extremidades inferiores dos dois ossos. Ligamento da patela é a continuação do tendão do músculo quadríceps femoral que se fixa à tuberosidade anterior da tíbia. Ligamento meniscofemoral posterior. Ligamento colateral fibular. é uma fita estreita horizontal que liga os meniscos pela frente. Articulação tibiofibular Ligamento tibiofibular (anterior. Reforçam a superfície posterior da cápsula Funções dos meniscosna articulação do joelho 1. Ligamento cruzado posterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar. Ligamento colateral tibial é uma faixa que vai do epicôndilo medial do fêmur até a parte superior da face medial da tíbia. estilomandibular (para o processo estilóide). mais largo. vai do côndilo medial do fêmur à parte lateral e posterior do platô da tíbia. intracapsular.

O ligamento longitudinal é uma larga faixa que adere às faces posteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais no interior do canal vertebral. desgaste da cartilagem articular e conseqüente incapacitação. Apresenta dor que piora com a movimentação. Bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial. As artroses mais comuns são: espondiloartrose da coluna vértebra. rigidez articular. A mais freqüente é a retroolecraniana. dilacerante. traumática. A sintomatologa característica é a presença de tumor (edema). rubor e dor. que aumenta com o movimento. Pode ser congênita. ao longo da coluna vertebral. Os ligamentos interespinais encontram-se os processos espinhosos seqüenciais. metabólica (ácido úrico). aumento do líquido sinovial. Os ligamentos supra-espinais ligam as extremidades dos processos espinhosos. do ombro e do cotovelo. As mais freqüentes são: do quadril. ao longo da coluna vertebral. A limitação de movimentos e a dor são os principais achados. degenerativa. No local há deformidade. traumática ou espontânea por fragilidade ligamentar. apresenta irritação da cartilagem articulae e membrana sinovial e conseqüente dor e inchaço. calor. rigidez do cotovelo e tumoração flácida atrás do cotovelo.Ligamento supra-espinal O ligamento nucal é uma larga faixa situada na linha mediana da região cervical posterior entre os músculos da nuca de ambos os lados. Os sintomas são: dor. Artrite gotosa de causa metabólica com aumento do ácido úrico no sangue que sob a forma de sais passa a se depositar nas articulações principalmente do pé. Luxação é o deslocamento de superfícies articulares. Osteoartrite é característica do envelhecimento articular com progressivo desgaste das cartilagens articulares. O ligamento amarelo situa-se entre lâminas vertebrais vizinhas. As mais comuns são: Artrite reumatóide de causa auto-imune apresenta espessamento da membrana sinovial. Doenças articulares Artrite é a inflamação de uma articulação pode ser infecciosa (estafilococo). Sintomas: Dor. O ligamento longitudinal anterior é uma larga faixa que adere às faces anteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais ao longo da coluna vertebral. As articulações do joelho e do quadril são mais atingidas Artrose é a degeneração progressiva de uma articulação. limitação dos movimentos e incapacidade funcional. coxartrose do quadril e gonartrose do joelho. 44 .

Etimologia: grego = mys . vida de relação) B) Viscerais (involuntários. 45 . Genu valgum no qual os côndilos da tíbia se aproximam um em relação ao outro “X”.rato Classificação dos músculos: A) Esqueléticos (voluntários. geralmente proximal. misto (pronador quadrado). Os sintomas são: dor. mas varia de acordo com o critério para músculos pares ou ímpares. MIOLOGIA Prof. uninucleada. corpo) e Passiva são as partes periféricas esbranquiçadas não se contraem (tendínea ou tendão). cabeça) e inserção (é o ponto móvel. fixações: (coracobraquial) número de cabeças (bíceps). pequeno inchaço.Entorse é a lesão articular na qual os ligamentos podem estar mais ou menos atingidos.mio . função (flexores dos dedos). chamadas fibras musculares.músculo latim = mus . Nader Wafae Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. lisos. gerando um movimento. estriados. cuja característica essencial é a contratilidade sob a ação de um estímulo. cauda) Critérios utilizados para dar nomes os músculos: Forma (trapézio). localização (braquial). Conceito: Músculo é um conjunto de células especializadas. Dr. geralmente distal. e incapacidade articular. citoplasma estriado Sistema Nervoso Somático Relação com o esqueleto Locomoção movendo os ossos Brusca Isolados Visceral fusiforme. citoplasma liso Sistema Nervoso Autônomo Relação com as vísceras Movimento peristáltico visceral Lenta Camadas Músculos esqueléticos: Número de músculos do corpo: 501. Esta parte passiva compreende: Origem (é o ponto fixo. vida vegetativa) C) Cardíaco (involuntário e estriado) Características Célula Inervação Localização Função Contração Apresentação Esquelética Alongada. Genu varum no qual os côndilos da tíbia se afastam um em relação ao outro “O”. multinucleada. Partes: Ativa é a parte central carnosa avermelhada que se contrai (ventre.

ex. mais próximos dos ossos. bicaudado. músculos da expressão facial Profundos: quando situados sob a fáscia muscular. Sinergista ( é o músculo que auxilia o movimento desejado anulando movimentos indesejáveis de outros músculos que também participam do movimento). ou nos dois lados (peniforme).conjunto de fibras musculares). Classificação quanto à relação entre tendão e ventre do músculo: término-terminal: o tendão é plano e continuação direta da parte carnosa músculos planos (oblíquo externo do abdome). O músculo de movimentos mais delicados possui mais 46 . curtos: nos quais não há predomínio de dimensões (alguns músculos profundos da coluna vertebral). Antagonista (é o músculo que realiza o movimento contrário ao desejado). Pelo número de inserções: unicaudado ( maioria). Pelo número de ventres: univentre (maioria). quadríceps.Classificação dos músculos baseada no número de suas partes: Pelo número de origens: uníceps (maioria) bíceps. ex. afastados dos ossos. poliventre (reto do abdome). músculos dos membros. o tendão envolve a parte final da parte carnosa ( fusiforme). Classificação dos músculos quanto à situação: Superficiais: quando situados sob a pele. de de ou do Classificação quanto à função do músculo: Agonista ( é o músculo que realiza o movimento desejado). Epimísio (tecido conjuntivo que envolve todo o músculo). intermediário: o músculo apresenta três tendões sendo um deles no meio músculo (digástrico). biventre (digástrico). tríceps. planos: nos quais predomina a largura (oblíquo externo do abdome). Envolturas: Endomísio (tecido conjuntivo que envolve uma fibra muscular). Classificação quanto à direção: Retilíneos: (a maioria) Reflexos: quando inicialmente seguem uma direção e depois formam um ângulo e mudam de direção (oblíquo superior do olho) Classificação quanto à forma: Longos: nos quais predomina o comprimento (bíceps). policaudado (flexores dos dedos). Fáscia profunda (tecido conjuntivo fibroso denso que envolve os músculos ligando os músculos entre si. Unidade motora: conjunto de fibras musculares estimuladas pela mesma célula nervosa. término-lateral: o tendão e a parte carnosa formam um ângulo pode ser apenas um lado do tendão (semipeniforme). Perimísio (tecido conjuntivo que envolve um fascículo . Fixadores (fixam articulações).

Dr. C5-C6 Ação: Rotação medial REDONDO MENOR Origem: Terço superior da margem lateral da escápula. margem inferior da espinha da escápula. C5-C6 Ação: Abdução (parte acromial) . C5-C6 Ação: Rotação lateral REDONDO MAIOR Origem: Ângulo inferior e margem lateral da escápula.Extensão e rotação lateral (parte espinal) SUPRA-ESPINAL Origem: Fossa supra-espinal Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. MÚSCULOS DO ESQUELETO APENDICULAR Prof. Nader Wafae Músculos do ombro que atuam na articulação do ombro e no braço DELTÓIDE Origem: parte clavicular Terço lateral da clavícula parte acromial Acrômio parte espinal Espinha da escápula Inserção: Tuberosidade para o músculo deltóide (úmero) Inervação Nervo axilar. C5-C6 Ação: Rotação lateral SUBESCAPULAR Origem: Fossa subescapular Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular.unidades motoras isto é menos fibras musculares por célula nervosa. Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo axilar.Adução e rotação medial (parte clavicular) . C5-C6 Ação: Adução 47 . O músculo de movimentos mais grosseiros possui menos unidades motoras isto é mais fibras musculares dependem de uma célula nervosa. C4-C6 Ação: Abdução INFRA-ESPINAL Origem: Fossa infra-espinal.

quarto posterior e proximal da ulna.BRAÇO Músculo do compartimento anterior do braço CORACOBRAQUIAL Origem Processo coracóide Inserção Face medial na parte média do úmero Inervação Nervo musculocutâneo. C5-C6 Flexão do antebraço Compartimento posterior do braço TRÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo infraglenoidal Cabeça curta: superfície posterolateral do úmero Cabeça medial: dois terços distais e posteromedial do úmero Inserção Olécrano Inervação Nervo radial. Inervação: Nervo mediano C6-C7 Ação: Pronação e flexão do antebraço 48 . C6-C8 Auxiliar do tríceps braquial na extensão do antebraço ANTEBRAÇO Compartimento anterior do antebraço PRONADOR REDONDO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. C5-C7 Ação: Flexão e adução BÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo supraglenoidal Cabeça curta: processo coracóide Inserção Tuberosidade do rádio Inervação Nervo musculocutâneo C5-C6 Ação: Flexão do braço. C5-C7. face lateral do rádio. Cabeça ulnar: processo coronóide. nervo radial. Inserção: Tuberosidade para o músculo pronador. processo coronóide Nervo musculocutâneo. Superfície lateral do olécrano. C6-C8 Ação: Extensão do braço e do antebraço ANCÔNEO Origem: Inserção: Inervação: Ação: Superfície posterior do epicôndilo lateral do úmero. flexão e supinação do antebraço BRAQUIAL Origem: Inserção: Inervação: Ação: Dois terços distais da face anterior do úmero Tuberosidade da ulna. Nervo radial.

ramo do nervo mediano C6-T1 Ação: Pronação do antebraço Compartimento lateral do antebraço 49 . Ação irrelevante FLEXOR ULNAR DO CARPO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. Inervação: Nervo interósseo anterior do nervo mediano. Ação: Flexão e adução da mão FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS Origem Cabeça umeroulnar: epicôndilo medial.FLEXOR RADIAL DO CARPO Origem Epicôndilo medial do úmero. Ação: Flexão e abdução da mão PALMAR LONGO (inconstante. Inserção Aponeurose palmar. Ação: Flexão das falanges distais FLEXOR LONGO DO POLEGAR Origem: Face anterior da parte média do rádio. C7-T1. Ação: Flexão da falange distal do polegar PRONADOR QUADRADO Origem: Quarto distal da face anterior da ulna. osso pisiforme. C7-T1 Ação: Flexão da falange média FLEXOR PROFUNDO DOS DEDOS Origem Parte proximal da face anterior da ulna Inserção Face palmar da base das falanges distais dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano (ramo interósseo anterior) . C5-T1 Nervo ulnar . processo coronóide da ulna Cabeça radial: face anterior do rádio Inserção Base da falange média dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano. Inervação: Nervo interósseo anterior.parte medial. osso metacarpal V. C8-T1. Inervação Nervo mediano. C7-T1. presente em 69% dos antebraços) Origem Epicôndilo medial do úmero. Inervação Nervo mediano. Inserção: Osso hamato. C7-T1.parte lateral. C6-C8. Inserção Face ventral das bases dos ossos metacarpais II e III. Inserção: Quarto distal da face anterior do rádio. processo coronóide da ulna Inserção: Face anterior (palmar) da base da falange distal do polegar. dois terços proximais da ulna. Cabeça ulnar: olécrano. Inervação: Nervo ulnar.

C6-C8. Inserção Face dorsal do osso metacarpal V. Inervação: Nervo radial. Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . ramo profundo C6-C8. C6-C7. Inervação Nervo radial. Ação: Extensão e abdução da mão Compartimento posterior do antebraço SUPINADOR Origem: Epicôndilo lateral do úmero. ramo profundo. C6-C8. ramo profundo. Ação: Estende a falange proximal do polegar EXTENSOR LONGO DO POLEGAR Origem Parte média da face dorsal da ulna Inserção Face dorsal da base da falange distal do polegar Inervação Nervo radial. Crista do músculo supinador. 50 . Inervação Nervo radial C6-C7 Ação: Extensão e abdução da mão EXTENSOR RADIAL CURTO DO CARPO Origem Epicôndilo lateral do úmero. Inervação Nervo radial. Ação: Abdução do metacarpal I EXTENSOR CURTO DO POLEGAR Origem Terço distal da face posterior do rádio Inserção Face dorsal da base da falange proximal do polegar Inervação Nervo radial. Inervação Nervo radial.BRAQUIORRADIAL Origem Crista supracondilar lateral do úmero Inserção Face lateral do rádio. C5-C6 Ação: Flexão do antebraço EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO Origem Crista supracondilar lateral. ramo profundo. C6-C8. Ação Estende a falange distal do polegar EXTENSOR ULNAR DO CARPO Origem Cabeça umeral: epicôndilo lateral do úmero Cabeça ulnar: parte dorsal da ulna. ramo profundo. base do processo estilóide do rádio Inervação Nervo radial. Inserção: Terço proximal do rádio . Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . ramo profundo C5-C6 Ação: Supinação do antebraço ABDUTOR LONGO DO POLEGAR Origem Terço médio da face posterior do rádio. dois terços distais da face posterior da ulna Inserção Face lateral da base do osso metacarpal I.

lumbricais 1 e 2: nervo mediano.Ação: Abdução e adução do antebraço EXTENSOR DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral do úmero. Inervação Nervo radial. C6-C8.T1. C6-C8. extensão das falanges médias e distais. Ação: Extensão da falange proximal do dedo indicador EXTENSOR DO DEDO MÍNIMO Origem Epicôndilo lateral do úmero Inserção Aponeurose dorsal do dedo mínimo Inervação Nervo radial. interósseo palmar 3: face lateral do osso metacarpal V Inserção Expansões extensoras das falanges proximais dos dedos II. extensão das falanges médias e distais. flexão das falanges proximais. C8 . ramo profundo. INTERÓSSEOS PALMARES 1 A 3 Origem M. ramo profundo. M. lumbricais 3 e 4: nervo ulnar. Ação: Abdução dos dedos. outra parte na base da falange distal. IV e V Inervação Nervo ulnar. INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Faces mediais e laterais de dois ossos metacarpais contíguos. C8 . C8-T1 Mm. ramo profundo. extensão das falanges médias e distais. interósseo palmar 2: face lateral do osso metacarpal IV M. Inserção Face lateral da base da falange proximal do indicador. Ação: Extensão da falange proximal do dedo mínimo Mão LUMBRICAIS 1 A 4 Origem Tendões do flexor profundo dos dedos Inserção Expansões extensoras na face lateral (radial) de cada dedo Inervação Mm. C6-C8. Flexão das falanges proximais. Ação: Extensão das falanges proximais dos dedos EXTENSOR DO INDICADOR Origem Metade distal da face posterior da ulna Inserção Face medial da aponeurose dorsal do indicador Inervação Nervo radial. ramo profundo. Faces lateral e medial do dedo III Face medial do dedo IV Expansões extensoras dos dedos II . C8-T1 Ação: Flexão das falanges proximais. interósseo palmar 1: face medial do osso metacarpal II. ligamento colateral ulnar Inserção Os quatro tendões se separam no dorso da mão e se inserem nas faces dorsais dos dedos II ao V .IV Inervação Nervo ulnar.uma parte na base das falanges médias. Ação: Adução dos dedos.T1. ramo profundo. 51 .

base do osso metacarpal II e III.T1. Inervação Cabeça superficial: Nervo mediano. Ação: Abdução do dedo mínimo OPONENTE DO DEDO MÍNIMO Origem Hâmulo do osso hamato. osso capitato. retináculo dos músculos flexores. Inserção Face lateral da diáfise do osso metacarpal I. Inervação Nervo ulnar. 52 . Inervação Nervo mediano C7-T1. Ação: Flexão da falange proximal do polegar OPONENTE DO POLEGAR Origem Osso trapézio. C7 . ramo profundo. C8-T1.T1. ramo profundo. Ação: Flexor da falange proximal ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Osso pisiforme. ramo profundo C8 . Ação: Adução do polegar Eminência hipotenar FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Osso hamato Inserção Margem medial da base da falange proximal V.Eminência Tenar ABDUTOR CURTO DO POLEGAR Origem Tubérculo do escafóide.T1. retináculo dos músculos flexores. ramo profundo. C7-T1 Cabeça profunda: Nervo ulnar. Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. Inervação Nervo ulnar. C7-T1. Inervação Nervo mediano. C8 . Inervação Nervo ulnar. osso trapézio Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. Cabeça transversa: dois terços proximais da face palmar do osso metacarpal III. Inserção Osso sesamóide medial na articulação carpometacarpal do polegar Inervação Nervo ulnar.T1. Ação: Abdução do polegar FLEXOR CURTO DO POLEGAR Origem Cabeça superficial: osso trapézio Cabeça profunda: osso trapezóide. tendão do músculo flexor ulnar do carpo Inserção Margem medial da base da falange proximal V e expansão extensora do dedo mínimo. C8 . Inserção Face medial do osso metacarpal V. Ação: Oposição do polegar aos demais dedos ADUTOR DO POLEGAR Origem Cabeça oblíqua: osso capitato.

Oponente do polegar e Adutor do polegar Eminência hipotenar : Abdutor do dedo mínimo.Ação: Oposição juntamente com o polegar PALMAR CURTO Origem Aponeurose palmar.T1. Ação irrelevante Roteiro prático: Identificar os músculos do membro superior Ombro: Deltóide Infra-espinal Redondo maior Braço: Anteriores: Bíceps braquial Braquial Posteriores: Tríceps braquial Antebraço: Anteriores: Pronador redondo Palmar longo Flexor superficial dos dedos Flexor longo do polegar Laterais Braquiorradial Extensor radial curto do carpo Posteriores: Extensor ulnar do carpo Extensor do indicador Supinador Extensor longo do polegar Supra-espinal Subescapular Redondo menor Coracobraquial Ancôneo Flexor radial do carpo Flexor ulnar do carpo Flexor profundo dos dedos Pronador quadrado Extensor radial longo do carpo Extensor dos dedos Extensor do dedo mínimo Abdutor longo do polegar Extensor curto do polegar Mão: Eminência tenar : Abdutor curto do polegar. ramo superficial C7 . Inserção Pele do lado medial (ulnar) da palma da mão. Flexor curto do dedo mínimo e Oponente do dedo mínimo Palma da mão: 3 interósseos palmares e 4 lumbricais Dorso da mão: 4 interósseos dorsais  Principais ações dos músculos do membro superior 53 . Flexor curto do polegar. retináculo dos músculos flexores. Inervação Nervo ulnar.

extensor ulnar do carpo Abdução da mão: flexor radial do carpo. coracobraquial Abdução do braço: deltóide (parte acromial). extensor ulnar do carpo Adução da mão: flexor ulnar do carpo. redondo maior. ancôneo Pronação (rotação medial) pronador redondo. pronador redondo Extensão de antebraço: tríceps braquial. supra-espinal Rotação medial: subescapular. face glútea do ílio. coracobraquial Extensão do braço: deltóide (parte espinal). tríceps braquial. L4-S1 Ação Abdução e rotação medial da coxa GLÚTEO MÍNIMO 54 . flexor radial do carpo Extensão da mão: extensores radiais longo e curto do carpo. infra-espinal.Flexão do braço: deltóide (parte clavicular). bíceps braquial. bíceps braquial Flexão da mão: flexor ulnar do carpo. rotação lateral da coxa GLÚTEO MÉDIO Origem Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Inserção Trocanter maior Inervação Nervo glúteo superior. pronador quadrado Supinação (rotação lateral) supinador. bíceps braquial. Rotação lateral: redondo menor. redondo maior Adução do braço: redondo maior. L5-S2 Ação Extensão do quadril e da coxa. aponeurose toracolombar. supra-espinal Flexão do antebraço: braquial. braquiorradial. redondo menor. extensores radiais longo e curto do carpo Flexão da falange proximal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Flexão da falange média: flexor superficial dos dedos Flexão da falange distal: flexor profundo dos dedos e flexor longo do polegar Extensão das falanges média e distal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Extensão da falange proximal dos dedos: extensor dos dedos Extensão da falange distal do polegar: extensor longo do polegar Extensão da falange proximal do polegar: extensor curto do polegar Adução dos dedos: interósseos palmares Abdução dos dedos: interósseos dorsais Músculos do membro inferior Músculos do quadril GLÚTEO MÁXIMO Origem Face posterior do sacro. ligamento sacrotuberal. espinha ilíaca póstero-superior Inserção Parte superior: trato iliotibial Parte inferior: tuberosidade glútea Inervação Nervo glúteo inferior.

psoas maior: faces laterais dos corpos vertebrais TXII à LV. L5-S2 Rotação lateral e abdução da coxa GÊMEO SUPERIOR Origem Espinha isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Ramos diretos do plexo sacral. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa QUADRADO FEMORAL Origem Margem lateral do túber isquiático Inserção Crista intertrocantérica Inervação Nervo do músculo quadrado femoral. ligamento iliolombar. M. raramente também pelo nervo isquiático. próximo à espinha ilíaca ântero-superior Trato iliotibial. processo costiforme LI à LV Inserção Parte distal do trocanter menor 55 . ilíaco: fossa ilíaca. L4-S1 Abdução e rotação medial da coxa Face pélvica do sacro Limite superior do trocanter maior Nervo isquiático ou ramos diretos do plexo sacral. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa GÊMEO INFERIOR Origem Tuberosidade isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno ou nervo do músculo quadrado femoral ou nervo pudendo ou nervo isquiático. L4-L5 Flexão e rotação medial da coxa Compartimento anterior da coxa ILIOPSOAS Origem M. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa OBTURADOR INTERNO Origem Margem do forame obturado (face medial) Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno. ligamento sacroilíaco anterior. altura do terço médio do fêmur Nervo glúteo superior. espinha ilíaca ântero-inferior. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa TENSOR DA FÁSCIA LATA Origem Inserção Inervação Ação Crista ilíaca.Origem Inserção Inervação Ação PIRIFORME Origem Inserção Inervação Ação Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Trocanter maior Nervo glúteo superior.

L2-L4 Adução da coxa ADUTOR LONGO Origem Ramo superior do púbis Inserção Lábio medial da linha áspera (terço médio) Inervação Nervo obturatório. reto femoral. Flexão da coxa PECTÍNEO Origem Eminência iliopúbica Inserção Linha pectínea do fêmur. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR MAGNO 56 . vasto intermédio: dois terços superiores da diáfise do fêmur. reto femoral. Nervo obturatório. vasto lateral: linha áspera. o reto femoral é também flexor da coxa SARTÓRIO Origem Espinha ilíaca ântero-superior. vasto medial: linha áspera. L2-L4. cabeça reflexa: sulco supra-acetabular M. ramo anterior. L3 Ação Adução e flexão da coxa QUADRÍCEPS FEMORAL Origem M. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR CURTO Origem Ramo inferior do púbis Inserção Lábio medial da parte superior da linha áspera Inervação Nervo obturatório. Ação Extensão da perna. cabeça reta: espinha ilíaca ântero-inferior M. ramo anterior. psoas: ramos ventrais do plexo lombar. L2-L3. Inserção Tuberosidade da tíbia através do ligamento da patela. linha intertrocantérica. ramo anterior. ramo anterior. M. ilíaco: nervo femoral.Inervação Ação M. parte distal do trocanter menor Inervação Nervo femoral. M. Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). M. Ação Flexão da coxa e da perna Compartimento Medial da Coxa GRÁCIL Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis Extremidade proximal da tíbia. Inervação Nervo femoral. trocanter maior. L2-L3. Inervação Nervo femoral. logo abaixo do epicôndilo medial. L2-L3 Nervo obturatório. linha intertrocantérica. L2-L4.

côndilo lateral da tíbia. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. Inervação Cabeça longa: nervo isquiático. parte proximal e lateral do tendão comum. 57 . ramo do ísquio. L4-S1 Adução da coxa. Nervo tibial. Menisco lateral Face posterior do terço proximal da tíbia. rotação lateral SEMIMEMBRANÁCEO Origem Túber isquiático. L5-S1 Ação Extensão do hálux. Cabeça curta: linha áspera. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. septo intermuscular lateral. Inervação Nervo isquiático. rotação medial POPLÍTEO Origem Inserção Inervação Ação Côndilo lateral do fêmur. Inervação Nervo fibular profundo. Inervação Nervo isquiático. metade proximal lateral da tíbia. parte tibial.Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna SEMITENDÍNEO Origem Túber isquiático Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). parte tibial. Inserção Face lateral da cabeça da fíbula. rotação medial da perna Compartimento anterior da perna TIBIAL ANTERIOR Origem Côndilo lateral da tíbia. L4-L5 Ação Dorsiflexão e inversão do pé EXTENSOR LONGO DO HÁLUX Origem Terço médio da face anterior da fíbula Inserção Face dorsal da falange distal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. L5-S1 Flexão da perna. septo intermuscular lateral. a parte extensora estende a coxa Compartimento posterior da coxa BÍCEPS FEMORAL Origem Cabeça longa: túber isquiático e ligamento sacrotuberal. túber isquiático Parte anterior: linha áspera do fêmur Parte posterior: tubérculo do adutor Parte anterior: nervo obturatório. parte tibial. Inserção Parte póstero-medial do côndilo medial da tíbia. Inserção Face medial e plantar do osso cuneiforme medial Base do osso metatarsal I. L2-L4 Parte posterior: nervo isquiático.

S1-S2 Irrelevante 58 . Nervo tibial. Inserção Base do osso metatarsal I. Inervação Nervo tibial. S1-S2 Flexão plantar do pé. Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. Inervação Nervo fibular profundo. septo intermuscular anterior Inserção Por quatro tendões sobre as aponeuroses dorsais dos dedos II . osso cuneiforme medial Inervação Nervo fibular superficial L5-S1. inversão do pé SÓLEO Origem Inserção Inervação Ação PLANTAR Origem Inserção Inervação Ação Terço posterior e proximal da fíbula.EXTENSOR LONGO DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral da tíbia. Ação Dorsiflexão e eversão do pé Compartimento lateral da perna FIBULAR LONGO Origem Côndilo lateral da tíbia. S1-S2 Ação Flexão da perna e plantar do pé. Arco tendíneo do músculo sóleo Parte superior e medial da tuberosidade do calcâneo. dois terços distais da fíbula. Inserção Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. Ação Flexão plantar e eversão do pé FIBULAR CURTO Origem Dois terços distais da fíbula. S1. Inervação Nervo fibular superficial. terço médio da tíbia. Nervo tibial.V (falanges média e distal) Inervação Nervo fibular profundo. inversão do pé Face poplítea e epicôndilo lateral do fêmur . septo intermuscular da perna. L5-S1. Ação Eversão do pé Compartimento posterior da perna GASTROCNÊMIOS Origem Côndilos medial e lateral do fêmur. Inserção Tuberosidade do osso metatarsal V. Septo intermuscular da perna. Dorsiflexão e inversão do pé FIBULAR TERCEIRO (presente em 90% das pernas) Origem Terço distal da fíbula Inserção Face dorsal da base do osso metatarsal V. L5-S1 Ação Extensão dos dedos. três quartos proximais da face anterior da fíbula.

Inserção Falange distal dos dedos II-V. S1-S2 Ação Abdução do hálux FLEXOR CURTO DOS DEDOS Origem Face plantar da tuberosidade do calcâneo. osso cuneiforme. osso metatarsal II-IV Inervação Nervo tibial. Inervação Nervo plantar medial. Inserção Falange média dos dedos II-V. Inserção Osso navicular. Inervação Nervo tibial. L5-S2 Ação Flexão das falanges distais dos dedos Dorso do pé EXTENSOR CURTO DOS DEDOS Origem Face súpero-lateral do calcâneo Inserção Aponeurose dorsal dos dedos II . inserção Falange distal do hálux. Inervação Nervo plantar medial. L5-S1 Ação Extensão dos dedos EXTENSOR CURTO DO HÁLUX Origem Face dorsolateral do calcâneo.IV Inervação Nervo fibular profundo. L5-S2 Ação Flexão da falange distal do hálux TIBIAL POSTERIOR Origem Dois terços proximais da face posterior da tíbia e medial da fíbula. Inervação Nervo tibial.FLEXOR LONGO DO HÁLUX Origem Dois terços distais da face posterior da fíbula. seio do tarso Inserção Falange proximal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. osso cubóide. S1-S2 Ação Flexão das falanges média e proximal dos dedos ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Processo lateral da tuberosidade do calcâneo Inserção Face lateral da falange proximal do dedo mínimo. L5-S1 Ação Extensão da falange proximal do hálux Planta do pé ABDUTOR DO HÁLUX Origem Parte medial da tuberosidade do calcâneo Inserção Falange proximal do hálux. S1-S2 Ação Inversão do pé FLEXOR LONGO DOS DEDOS Origem Face dorsal da tíbia. 59 .

lumbricais II ao IV: nervo plantar lateral. ligamento plantar longo. osso sesamóide medial. ligamento calcaneocubóideo plantar. ligamento plantar longo Inserção Margem lateral do músculo flexor longo a frente da divisão de seus tendões terminais. S2-S3 Abdução do dedo mínimo QUADRADO PLANTAR Origem Face plantar do calcâneo. S1-S2 Mm. S1-S3 Ação Flexão da falange proximal do hálux ADUTOR DO HÁLUX Origem Cabeça oblíqua: osso cubóide. Inserção Cabeça medial: base da falange proximal do hálux. ligamento plantar longo. S2-S3 Ação Adução e flexão do hálux FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Base do osso metatarsal V. Cabeça lateral: base da falange proximal do hálux. S2-S3 Ação Flexão dos dedos FLEXOR CURTO DO HÁLUX Origem Cabeça medial e cabeça lateral: face plantar dos ossos cuneiformes. S2-S3 Ação Flexor da falange proximal do dedo mínimo INTERÓSSEOS PLANTARES 1 A 3 Origem Base da face medial dos ossos metatarsais III-V Inserção Parte medial da falange proximal dos dedos III-V Inervação Nervo plantar lateral. osso sesamóide lateral. S1-S3 Cabeça lateral: nervo plantar lateral. Inervação Cabeça medial: nervo plantar medial. Inserção Falange proximal e osso sesamóide lateral do hálux. Ligamento plantar longo Inserção Falange proximal do dedo mínimo Inervação Nervo plantar lateral. S2-S3 Ação Flexão falanges proximais MÚSCULOS LUMBRICAIS DO PÉ 1 A 4 Origem Tendões do músculo flexor longo dos dedos Inserção Falanges proximais dos dedos II ao IV. osso cuneiforme lateral. S2-S3 60 . Inervação Nervo plantar lateral. tendão do músculo tibial posterior. ligamento metatarsal transverso profundo. lumbrical I: nervo plantar medial. aponeuroses dorsais desses dedos Inervação M. Cabeça transversa: cápsula das articulações metatarsofalângicas III e V. ligamento calcaneocubóideo plantar. Inervação Nervo plantar lateral.Inervação Ação Nervo plantar lateral.

Fibular terceiro Fibular curto Posteriores: Tríceps sural (gastrocnêmios medial e lateral. vasto lateral. camada 61 . camada média inferior: quadrado plantar. vasto intermédio. S2-S3 Ação Flexão e abdução dos dedos Roteiro prático: identificar os músculos do membro inferior Quadril: Glúteo máximo Glúteo mínimo Piriforme Obturador interno (tendão) Quadrado femoral. Tensor da fáscia lata Gêmeo superior Gêmeo inferior Coxa: Anteriores: Iliopsoas Sartório Quadríceps femoral (reto femoral. lumbricais. face medial do dedo II Inervação Nervo plantar lateral. Glúteo médio. vasto medial) Pectíneo Mediais: Grácil Adutor curto Posteriores: Semitendíneo Bíceps femoral Perna: Anteriores: Tibial anterior Extensor longo do hálux Laterais: Fibular longo Adutor longo Adutor magno Semimembranáceo Extensor longo dos dedos. extensor curto do hálux. interósseos dorsais Plantares: camada inferior: abdutor do dedo mínimo. flexor curto dos dedos abdutor do hálux. sóleo) Tibial posterior Flexor longos dos dedos Flexor longo do hálux plantar Pé: Dorsais: extensor curto dos dedos.Ação Flexão e adução dos dedos INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Cada músculo se insere em ossos metatarsais adjacentes Inserção Face lateral da falange proximal dos dedos II ao IV.

músculos da faringe. adutor do hálux. portanto não se destinam a gerar movimentos e são os responsáveis pelas expressões faciais de dor. semimembranáceo. interósseos dorsais Músculos do Esqueleto Axial: Professor Dr. curto e magno (parte adutora). pectíneo Extensão da coxa: glúteo máximo. satisfação. músculos da mastigação. grácil. 62 . alegria. e etc. parte extensora do adutor magno. fibular longo Inversão do pé: tibiais anterior e posterior Eversão do pé: fibulares longo. flexor curto do dedo mínimo. extensores longos dos dedos. Músculos da expressão facial: Características: são músculos superficiais situados sob a pele da face tendo pelo menos uma fixação na pele e outra podendo ser óssea ou muscular. obturador interno. bíceps femoral. médio e inferior. piriforme Rotação medial da coxa: glúteos médio e mínimo. angústia. semitendíneo. músculos extrínsecos do bulbo do olho. interósseos plantares e dorsais. lumbricais. sartório. semitendíneo. músculos da língua e músculos da nuca. quadrado plantar Adução dos dedos: adutor do hálux. pectíneo Abdução da coxa: glúteos médio e mínimo. Nader Wafae MÚSCULOS DA CABEÇA Os músculos da cabeça dividem-se em vários grupos: músculos da expressão facial. Adução da coxa: adutores longo. sartório. músculos da orelha. Flexão da perna: bíceps femoral. Podemos dividi-los em patamares superior. gêmeos. músculos do couro cabeludo. fibular Flexão plantar do pé: tríceps sural. quadrado femoral. camada superior: interósseos plantares. músculos dos ossículos da audição. reto femoral. semimembranáceo. poplíteo Extensão da perna: quadríceps femoral Flexão dorsal do pé: tibial anterior. semitendíneo Rotação lateral da coxa: glúteo máximo.média superior: flexor curto do hálux.  ação dos músculos do membro inferior Flexão da coxa: iliopsoas. interósseos plantares Abdução dos dedos: abdutores do hálux e do dedo mínimo. piriforme. tensor da fáscia lata. tensor da fáscia lata. curto e terceiro Extensão das falanges: extensores longos e curtos dos dedos e do hálux Flexão das falanges: flexores longos e curtos dos dedos e do hálux.

contorna o dorso do nariz transversalmente. músculo esfinctérico. Levanta a mandíbula. que circunda a órbita. enruga a testa NASAL. osso frontal. PRÓCERO. fecha os lábios ZIGOMÁTICOS MAIOR E MENOR. OBLÍQUO SUPERIOR. circular. osso nasal. levanta o lábio superior e dilata a narina. LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR: maxila. leva o ângulo da boca para baixo e para o lado. ABAIXADOR DO LÁBIO INFERIOR: mandíbula. processo coronóide da mandíbula. situado acima do anterior.No patamar superior encontram-se os músculos da órbita e do nariz : ORBICULAR DO OLHO. Músculos do couro cabeludo MÚSCULO EPICRÂNICO formado pelos músculos OCCIPITOFRONTAL (occipital e frontal). abaixa o lábio inferior MENTUAL: mandíbula e pele do mento. RETO INFERIOR. ramo da mandíbula. PTERIGÓIDEO LATERAL: processo pterigóide do esfenóide. No patamar inferior encontram-se os músculos mais inferiores ABAIXADOR DO ÂNGULO DA BOCA: mandíbula. OBLÍQUO INFERIOR E LEVANTADOR DA PÁLPEBRA SUPERIOR. Tensor das bochechas durante a mastigação impede que o alimento saia do interior da boca e fique entre os dentes e a bochecha. fecha as pálpebras. eleva a pele do mento. CORRUGADOR DO SUPERCÍLIO. auxilia a dilatar as narinas No patamar médio encontram-se os músculos da boca ORBICULAR DA BOCA. levanta e everte o lábio superior LEVANTADOR DO ÂNGULO DA BOCA: eleva o ângulo da boca RISÓRIO: masseter. Músculos da mastigação: MASSETER: arco zigomático. músculo esfinctérico. aproxima os supercílios. osso zigomático. RETO LATERAL. leva o ângulo da boca lateralmente BUCINADOR. mandíbula e maxila. Protrai e movimenta lateralmente a mandíbula. occipital ocupa a escama do osso occipital. processo condilar da mandíbula. osso frontal. serão estudados juntamente com o bulbo do olho. ramo da mandíbula. o m. Músculos extrínsecos do bulbo do olho RETO MEDIAL. Músculos dos ossículos da audição TENSOR DO TÍMPANO e MÚSCULO DO ESTAPÉDIO. serão estudados juntamente com as orelhas. Levanta a mandíbula TEMPORAL: fossa temporal. pele entre os supercílios. RETO SUPERIOR. frontal não tem inserção 63 . levam o ângulo da boca para cima e lateralmente LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E DA ASA DO NARIZ: maxila. Levanta a mandíbula PTERIGÓIDEO MEDIAL: processo pterigóide do esfenóide. O m. Temporoparietal e pela aponeurose epicrânica.

MILO-HIÓIDEO: Origem: Linha milo-hióidea na face interna da mandíbula Inserção: Margem superior do corpo do osso hióide Inervação: Nervo milo-hióideo. Músculos da língua Podem ser intrínsecos (longitudinais superior e inferior. Serão estudados no sistema digestório. Músculos da nuca Serão vistos ainda neste capítulo no estudo dos músculos do dorso. C2 Ação: Juntos: flexionam a coluna cervical e a cabeça. Isoladamente: inclinam a cabeça e a coluna cervical para o mesmo lado e rodam a cabeça para o lado oposto. vertical) e extrínsecos (genioglosso. Ventre posterior: nervo facial. plexo cervical.óssea. São acessórios da inspiração forçada. ramo do nervo mandibular. Músculos da faringe Podem ser constritores e levantadores. Ação: abaixam a mandíbula quando se abre a boca e levantam o hióide quando se deglute. palatoglosso). estiloglosso. condroglosso. hioglosso. de modo geral elevam o osso hióide: DIGÁSTRICO: Origem: Ventre posterior: processo mastóide Inserção: Ventre anterior: margem inferior da mandíbula Inervação: Ventre anterior: nervo mandibular. Músculos da orelha São os pequenos músculos POSTERIOR e SUPERIOR. 64 . O temporoparietal. Movimentam o couro cabeludo. Ação: abaixam a mandíbula e levantam o soalho da boca e a língua ajudando a deglutição. Serão estudados no sistema digestório. MÚSCULOS DO PESCOÇO: PLATISMA é um músculo superficial que ocupa grande parte do pescoço se insere na pele sobre os músculos deltóide e peitoral maior e na mandíbula. pequeno insere-se na pele e fáscia temporal acima e na frente da orelha externa. Ação: eleva e puxa a pele do pescoço para a frente ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO: Origem: Cabeça esternal: manúbrio do esterno Cabeça clavicular: terço medial da clavícula Inserção: Processo mastóide Inervação: Nervo acessório (XI). transverso. Músculos supra-hióideos. superficiais: AURICULARES ANTERIOR.

C1-C4 Ação: Abaixa o osso hióide. TIREO-HIÓIDEO: Origem: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Terminação: Corno maior do osso hióide Inervação: Alça cervical. ESCALENO ANTERIOR: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 3ª à 6ª vértebra cervical Inserção: Tubérculo do músculo escaleno anterior sobre a 1ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais C5-C8 ESCALENO MÉDIO: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 2ª à 7ª vértebra cervical 65 . acessórios da inspiração forçada. Músculos infra-hióideos em forma de fita. C1-C4 Ação: Abaixa a laringe e o soalho da boca concluída a deglutição Músculos escalenos: Flexão lateral da coluna cervical (pescoço). de modo geral abaixam o osso hióide. C1-C2 Ação: semelhante ao milo-hióideo ESTILO-HIÓIDEO: Origem: Processo estilóide do osso temporal Inserção: Margem lateral do corpo do osso hióide Inervação: Nervo facial. face posterior do manúbrio do esterno. face posterior da 1ª cartilagem costal Terminação: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Inervação: Alça cervical. C1-C4 Ação: Levanta a laringe ESTERNOTIREÓIDEO: Origem: Face posterior do manúbrio do esterno. OMO-HIÓIDEO: Origem: Margem superior da escápula Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C4 ESTERNO-HIÓIDEO: Origem: Parte medial da clavícula. Ação: puxam o osso hióide para trás. Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical.GENIO-HIÓIDEO: Origem: Espinha geniana na mandíbula Inserção: Face anterior do corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical.

adução e rotação medial do braço. atlas. Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 5ª e 6ª vértebras cervicais Inserção: Margem superior da 2ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. C4-C8 ESCALENO POSTERIOR: Nem sempre está presente. vértebras cervicais (corpos e processos transversos). 6 costela e cartilagens costais superiores. PEITORAL MENOR: Origem 3ª à 5ª costela Inserção Processo coracóide Inervação Nervos peitorais medial e lateral. SUBCLÁVIO: Origem e inserção: clavícula e primeira costela Os músculos que atuam na respiração: transverso do tórax. metade medial da clavícula Inserção Crista do tubérculo maior Inervação Nervos peitorais medial e lateral. intercostais internos e externos. MÚSCULOS RETOS ANTERIORES: occipital. A atrofia do músculo serrátil anterior o afasta da parede torácica. diafragma. MÚSCULOS DO TÓRAX PEITORAL MAIOR: Origem Esterno. C5-C7 Ação: abdução do braço Obs. consequentemente a escápula se desloca lateralmente constituindo o que chamamos de escápula alada pela semelhança com uma asa. C6-C8 Ação: Abaixa a escápula. subcostais e levantadores das costelas (serão estudados no sistema respiratório) MÚSCULOS DO ABDOME RETO DO ABDOME: 66 . MÚSCULOS LONGOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO: occipital. C8-T1 Ação: Flexão.Inserção: 1ª costela. posteriormente ao sulco da artéria subclávia Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. C7-C8 MÚSCULOS PRÉ-VERTEBRAIS: Ação flexão da coluna cervical (pescoço) e da cabeça. SERRÁTIL ANTERIOR: Origem 1ª à 9ª costela Inserção Margem medial da escápula Inervação Nervo torácico longo.

a micção. linha alba através da bainha dos músculos retos do abdome. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. Nervo subcostal. O reflexo cremastérico consiste na contração do músculo pelo toque na parte súpero-medial da coxa. Nervo iliohipogástrico. Nervo iliohipogástrico. rotação do tórax para o mesmo lado. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. Nervo subcostal. L1 Ação Flexão da parte torácica da coluna vertebral. T5-T11. Nervo subcostal. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. Terminação Crista púbica. T12.Origem Face anterior da 5ª à 7ª cartilagem costal. vômito. Terminação Crista púbica Sínfise púbica Inervação Nervos intercostais. tosse e a defecação. crista púbica. processo xifóide. Nervo iliohipogástrico. Nervo iliohipogástrico. Inervação Nervo genitofemoral. o bilateral. Nervo ilioinguinal. Terminação Linha alba Inervação Nervos intercostais. T12-L1. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. Pode colaborar no controle térmico da bolsa testicular junto com o dartos (túnica de músculo liso). flexão da coluna vertebral. Terminação Face interna da bolsa testicular . Nervo subcostal. Inervação Nervos intercostais. T12. T12-L1. linha alba. tosse e a defecação. a micção. o bilateral. L1 Ação Rotação do tórax em relação à pelve do lado oposto. ramo genital L1-L2 Ação Levanta a bolsa testicular. T5-T11. Na contração bilateral. Estabiliza a pelve. L1 Ação: Na contração unilateral. na contração bilateral. Nervo ilioinguinal. MÚSCULO CREMASTER Origem Fibras mais inferiores do músculo oblíquo interno do abdome e algumas fibras do músculo transverso. aponeurose toracolombar. Nervo ilioinguinal. T12. crista ilíaca. Inervação Nervos intercostais. flexão da coluna vertebral na contração bilateral. TRANSVERSO DO ABDOME: Origem Cartilagens costais da 6ª à 12ª costelas. OBLÍQUO INTERNO DO ABDOME: Origem Ligamento inguinal. L1 Ação Na contração unilateral. Nervo ilioinguinal. vômito. na contração bilateral. 67 . flexão da coluna vertebral. T5-T11. T12-L1. lábio externo a crista ilíaca. T5-T11. cartilagens costais da 9ª à 12ª costelas. Juntamente com os outros músculos do abdome. T12-L1. ligamento inguinal. Na contração bilateral. rotação do tórax para o mesmo lado. OBLÍQUO EXTERNO DO ABDOME: Origem Margem inferior e face anterior da 5ª à 12ª costelas. Juntamente com os outros músculos do abdome. T12. Terminação Tubérculo púbico.

todas as aponeuroses passam por diante do músculo reto do abdome. PSOAS MENOR E ILÍACO. A parte superior da lâmina anterior é formada pela aponeurose do músculo oblíquo externo juntamente com uma subdivisão anterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome. A parte superior da lâmina posterior é formada pela subdivisão posterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome juntamente com a aponeurose do músculo transverso do abdome. PSOAS MAIOR. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome. O nível de transição entre essas duas partes é marcada na lâmina posterior pela linha arqueada. A parte inferior da bainha do músculo reto do abdome abaixo do umbigo é de constituição diferente: a lâmina anterior passa a ser formada pelas aponeuroses dos músculos oblíquo externo do abdome. Esta fragilidade da fáscia transversal. processos costiformes Ação: Na contração unilateral inclina o tórax para o mesmo lado e auxilia os músculos do quadril impedindo o abaixamento da pelve durante o movimento. Na contração bilateral. Esta diferença de comportamento das aponeuroses na bainha do músculo reto do abdome acima e abaixo da linha arqueada resultou da mudança de posição do ser humano em bípede. Chama-se aponeurose. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. nesse nível. Linha semilunar é a linha formada pelas aponeuroses dos músculos abdominais ao atingirem a margem lateral do músculo reto do abdome.Juntamente com os outros músculos do abdome. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome juntas e a lâmina posterior apenas pela fáscia transversal. o tendão plano dos músculos planos como são os casos: oblíquo externo do abdome. PIRAMIDAL: Origem linha alba Inserção púbis Inervação Nervo ilio-hipogástrico Ação Insignificante Bainha do músculo reto do abdome O músculo reto do abdome encontra-se no interior da bainha do músculo reto do abdome formada pelas lâminas anterior e posterior. deixando a lâmina posterior da bainha do reto formada apenas pela frágil fáscia transversal. 68 . Abaixo dessa linha. a micção. favorece o aparecimento das hérnias inguinais. Na contração bilateral seu desempenho na respiração é discutível. Linha alba é a linha mediana da parede abdominal formada pelo entrecruzamento de aponeuroses de ambos lados. vômito. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. QUADRADO DO LOMBO: Origem Crista ilíaca Inserção Décima segunda costela. tosse e a defecação.

aduz e roda medialmente o braço CAMADA MÉDIA LEVANTADOR DA ESCÁPULA Origem Tubérculo posterior dos processo transversos da 1ª à 4ª vértebra cervical Inserção Ângulo superior e parte da margem medial da escápula. Inervação Nervo dorsal da escápula. parte descendente: Protuberância occipital externa. CAMADA SUPERFICIAL: TRAPÉZIO Origem parte ascendente: processos espinhosos da 4ª à 12ª vértebras torácicas parte transversa: Ligamento nucal. C6-C8 Ação Estende.Foram estudados no esqueleto apendicular sob a denominação de músculo iliopsoas. Inserção Margem medial da escápula no nível da espinha. Inervação Nervo dorsal da escápula. processos espinhosos da 3ª à 5ª vértebras torácicas. acrômio. MÚSCULOS DO DORSO Os músculos do dorso se dispõem em 3 camadas superpostas da superfície em direção à profundidade: camada superficial. C4 Ação Levanta e retrai a escápula SERRÁTIL POSTERIOR SUPERIOR 69 . camada média e camada profunda. C3-C5. Ação Levanta a escápula ROMBÓIDE MAIOR Origem Processos espinhosos da 1ª à 5ª vértebras torácicas Inserção Margem medial da escápula entre a espinha e o ângulo inferior Inervação Nervo dorsal da escápula. Inserção espinha da escápula. processo espinhoso da 1ª à 4ª vértebra cervical. C4-C5 Ação Levanta e retrai a escápula ROMBÓIDE MENOR Origem Processo espinhoso da 6ª e 7ª vértebra cervical. terço lateral da clavícula Inervação Nervo acessório (XI) Ação Eleva. da linha nucal superior. terço posterior da crista ilíaca. 9ª .12ª costela Inserção Crista do tubérculo menor Inervação Nervo toracodorsal. retrai e fixa o ombro LATÍSSIMO DO DORSO Origem Aponeurose toracolombar.

A direção de suas fibras determina a função. Transverso-espinais. inserida nos processos transversos. Pertencem a este grupo: MULTÍFIDOS. Os longitudinais em geral ligam processos espinhosos entre si ou processos transversos entre si e destinam-se principalmente à extensão do segmento em que se encontram. Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C5-C7. ILIOCOSTAIS . tórax e pescoço. 70 . São encontrados no lombo. LONGUÍSSIMOS . inserida nas costelas e processos transversos. é o principal extensor da coluna vertebral. Terminação Processo mastóide. vão de processos transversos inferiores para processos espinhosos superiores. suas fixações pulam pelo menos duas vértebras (2 a 5).Origem duas Inserção Inervação Ação Processos espinhosos das duas últimas vértebras cervicais e primeiras vértebras torácicas 2ª à 5ª costela Ramos anteriores dos nervos espinais. Ação Extensão da cabeça e pescoço na contração bilateral. Ação Extensão do pescoço na contração bilateral.a parte intermédia. Terminação Tubérculos posteriores dos processos transversos da 2ª à 5ª vértebras cervicais. Linha nucal superior Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C3-C5. são oblíquos. formado por 3 partes longitudinais dispostas no sentido transversal: ESPINAIS . inserida nos processos espinhosos. Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ERETOR DA ESPINHA.a parte mediana.a parte lateral. Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ESPLÊNIO do PESCOÇO Origem Processos espinhosos da 3ª à 6ª vértebra torácica. são músculos curtos que vão de uma vértebra a outra ou de uma costela a uma vértebra e se colocam ao longo da coluna vertebral. Processos espinhosos da 7ª vértebra cervical à 3ª vértebra torácica. Os oblíquos em geral ligam os processos transversos aos processos espinhosos e destinam-se principalmente à rotação. C6-T2 Levanta as costelas SERRÁTIL POSTERIOR INFERIOR Origem Processos espinhosos das duas últimas vértebras torácicas e das duas primeira vértebras lombares Inserção Margem inferior da 9ª à 12ª costela Inervação Ramos anteriores dos nervos espinais. C11-L2 Ação Abaixa as costelas CAMADA PROFUNDA: ESPLÊNIO da CABEÇA Origem Metade inferior do ligamento nucal.

Inervação Nervo suboccipital. inclinação lateral da cabeça . osso occipital Inervação Nervo suboccipital C1 Ação: Extensor. são oblíquos. Inervação: em geral. Ação Extensor. INTERESPINAIS. Terminação Parte posterior do processo transverso do atlas. são longitudinais. Terminação Parte medial da linha nucal inferior. inclinação lateral da cabeça. pulam mais de 5 vértebras) localizam-se na parte superior da coluna vertebral: tórax. C2. fixam-se em processos espinhosos de vértebras adjacentes. inclinação lateral da cabeça RETO POSTERIOR MENOR DA CABEÇA: Origem Tubérculo posterior do atlas. Ação: Rotador. participando da extensão. Ação dos músculos do dorso: De modo geral os músculos do dorso destinamse à movimentação da coluna vertebral e da cabeça. INTERTRANSVERSÁRIOS. pelos ramos posteriores dos nervos espinais. (em geral. São encontrados no lombo. porém mais longos que os anteriores. pescoço e cabeça. Terminação Parte média da linha nucal inferior. OBLÍQUO SUPERIOR DA CABEÇA Origem Tubérculo posterior do atlas. fraco rotador OBLÍQUO INFERIOR DA CABEÇA: Origem Processo espinhoso do áxis. Ação Extensor. vão do processo transverso inferior para o processo espinhoso imediatamente superior (rotador curto) ou pulam uma vértebra (rotador longo). inclinação lateral da cabeça.ROTADORES. extensor. Suboccipitais: RETO POSTERIOR MAIOR DA CABEÇA Origem Processo espinhoso do atlas. fixam-se em processos transversos de vértebras adjacentes. são longitudinais. são oblíquos. rotação e inclinação lateral conforme o sentido de suas fibras. Terminação Osso occipital acima e lateralmente à linha nucal inferior Inervação Nervo suboccipital C1. tórax e pescoço SEMI-ESPINAIS. Inervação Nervo suboccipital C1-C2. Roteiro prático dos músculos do esqueleto axial Músculos da expressão facial: 1-Prócero 2-Nasal 3-Orbicular do olho 4-Orbicular da boca 5-Bucinador 6-Zigomático maior 7-Abaixador do ângulo da boca 71 .

Iliocostal 43.Piramidal 30.Levantador da escápula 37.Espinal 41.8-Mentual Músculos da mastigação: 9-Masseter 10-Temporal 11-Pterigóideo medial 12-Pterigóideo lateral Músculos do pescoço 13-Platisma 14-Esternocleidomastóideo 15-Escaleno anterior 16-Escaleno médio 17-Digástrico 18-Milo-hióideo 19-Omo-hióideo 20-Esternotireóideo 21-Esterno-hióideo Músculos do tórax: 22-Peitoral maior 23-Peitoral menor 24-Serrátil anterior Músculos do abdome: 25-Reto do abdome 26-Oblíquo externo do abdome 27-Oblíquo interno do abdome 28-Transverso do abdome 29.Fáscia transversal Músculos do dorso: 34.Reto posterior menor da cabeça 47.Oblíquo superior da cabeça 72 .Eretor da espinha 40.Semi-espinal 45.Longuíssimo 42.Reto posterior maior da cabeça 46.Lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome 31.Esplênio 44.Rombóide menor 38.Lâmina posterior da bainha do músculo reto do abdome 32.Rombóide maior 39.Latíssimo do dorso 36.Trapézio 35.Linha arqueada 33.

rigidez e fadiga. uma dilaceração das fibras musculares até a ruptura do músculo ou tendão. Distrofia muscular As distrofias musculares caracterizam-se pela perda progressiva da força e da integridade muscular. Traumatismos musculares Geralmente decorrentes de práticas desportivas que provocam o estiramento brusco do músculo contraído.Serrátil posterior inferior Doenças musculares Câimbra: Contração muscular dolorosa e involuntária. Sintomas: dor súbita no nível lesado. Tendinite do manguito rotador ou “ombro doloroso” A tendinite se deve a pequenos traumatismos repetitivos principalmente no tendão do supra-espinal. Sintomas: dor generalizada e rigidez do tronco.Serrátil posterior superior 54. Miastenia grave 73 . Sintomas: é a permanência da cabeça inclinada e dor intensa ao tentar movimentar o pescoço. Sintomas: dor ao acionar o tendão lesado. Epicondilite (cotovelo do tenista) Inflamação no nível da inserção comum dos músculos extensores e supinadores do antebraço. Fibromialgia Enfermidade não inflamatória caracterizada por dor muscular generalizada. Sintomas: dor no nível do epicôndilo lateral do cotovelo. Sintomas dificuldade e dor ao levantar o braço. pode apresentar hematoma. Pode ser um estiramento das fibras musculares. na qual a cabeça permaneça inclinada para o lado atingido.Rotador 53.48.Oblíquo inferior da cabeça 49.Quadrado do lombo 50. Sintomas: progressiva perda da força muscular. incapacidade menor ou maior para usar o músculo.Multífido 52. As lesões por esforços repetitivos são as causas mais freqüentes. Torcicolo Contratura dos músculos do pescoço. Tendinite Inflamação dos tendões.Psoas maior 51.

em que sua toxina bloqueia a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. creatinina) e gasoso (gás carbônico) resultantes do trabalho celular e que devem ser retirados das células e do interstício por serem tóxicos. distúrbios visuais. 74 .Defesa do nosso organismo : o sistema circulatório através de mecanismos imunológicos (anticorpos) e dos próprios glóbulos brancos promove a nossa defesa contra agressões de microrganismos. A bomba hidráulica é o coração e os tubos chamados vasos são as artérias. Dr.Doença da junção neuromuscular na qual o impulso nervoso não pode passar ao músculo. sua composição pode ser comparada a de um sistema hidráulico com uma bomba hidráulica que o dinamiza e um conjunto de tubos no interior dos quais o líquido circula.Nutrição: quando o componente líquido do sangue atravessa a parede do capilar trás consigo material nutritivo químico como glicose e aminoácidos que alimenta nossas células e o oxigênio para o metabolismo celular. Para completar esta função o sistema circulatórios conduz esses resíduos até o rim e pulmão para serem eliminados. 3. 2. Os vasos microscópicos de paredes permeáveis através das quais ocorrem as permutas com o líquido intersticial constituem os capilares.Excreção: quando o líquido intersticial retorna para o interior do capilar trás consigo os resíduos químico (uréia. O sangue chega à rede capilar proveniente das artérias sob uma pressão suficiente para que parte de seu componente líquido atravesse as paredes permeáveis dos capilares. Nader Wafae O sistema circulatório da mesma forma que os sistemas nervoso e endócrino é um sistema de integração no nosso organismo. Composição: o sistema circulatório desempenha suas funções através de meios líquidos (sangue e linfa). Sintomas: enfraquecimento muscular generalizado. Botulismo Doença causada pelo Clostridium botulinum. Assim sendo. seus componentes encontram-se em todas as partes do corpo. Tenossinovite estenosante Retração inflamatória estenosante da bainha comum dos tendões do extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar ao passarem pelo rádio. Assim sendo. Sintomas: dor sobre o processo estilóide do rádio e ruído ao movimento. embora a produção da acetilcolina não esteja alterada. as veias e os vasos linfáticos. Funções: O sistema circulatório desempenha suas funções principalmente através da rede capilar interposta entre artérias e veias. como os elementos figurados e as moléculas maiores principalmente de proteínas e gorduras não conseguem atravessar a membrana aumentam a pressão osmótica no interior do capilar que agora recupera o líquido que forneceu em sua parte inicial para neutralizar a pressão osmótica . SISTEMA CIRCULATÓRIO Prof. 1.

coração-pulmão ou funcional: o sangue passa do ventrículo direito para o interior do tronco pulmonar e artérias pulmonares daqui para a rede capilar pulmonar.Correlação humoral: transporta substâncias químicas produzidas em certos órgãos (glândulas endócrinas.Regulação térmica: atua mediante mecanismos de vasoconstrição e vasodilatação na pele. por diante da coluna vertebral (5ª à 8ª vértebras) e do esôfago. Pequena circulação. Caso a temperatura ambiente esteja alta (quente). três faces e um ápice. sistêmica ou de nutrição: o sangue passa do ventrículo esquerdo para o interior da aorta que distribui o sangue pelas redes capilares dos tecidos. essas medidas médias podem ser alteradas por influências de vários fatores como: idade. cuja função principal é movimentar o sangue mediante mecanismos de aspiração e propulsão semelhantes a uma bomba hidráulica. Sua função endócrina é representada pela produção do hormônio atrial natriurético que estimula a excreção de sódio. ANATOMIA DO CORAÇÃO Conceito: é um órgão predominantemente muscular com cavidades e válvulas em seu interior. e retorna pelas veias pulmonares para o átrio esquerdo. não considerando. a largura entre 9 e 10 cm e a espessura em torno de 6 cm. os fatores patológicos. biotipo e desenvolvimento muscular. Dimensões: em média o peso do coração situa-se em torno de 5 gramas por quilo de peso na pessoa adulta. as anastomoses se contraem e o sangue passa predominantemente pelos capilares para devolver ao ambiente o calor que o corpo está recebendo desse mesmo ambiente. Situação: é órgão impar situado na cavidade torácica atrás do esterno e das cartilagens costais. a altura entre 13 e 15 cm. sexo. que o sangue passe pelo capilar o que levaria o corpo a ceder calor para o ambiente. e retorna através das veias cavas para o átrio direito. A região onde se situa denomina-se mediastino médio. é claro. em grande parte. após a morte e a conseqüente fixação passa a se apresentar como uma pirâmide triangular com base. para auxiliar a manter nossa temperatura constante. por exemplo) para que atuem em outros órgãos situados a distância do local em que são produzidos. Forma: no vivo. em cima do diafragma e entre os dois conjuntos pleuropulmonares. Caso a temperatura ambiente esteja baixa (frio) essas comunicações se dilatam e são postas a funcionar evitando. 75 . 5. No entanto. Circulação Sangüínea: Grande circulação. sua forma é de um cone de base superior. Principalmente na pele antes de chegarmos a rede capilar existem pequenos vasos que comunicam as artérias menores (arteríolas) com as veias menores (vênulas) são as anastomoses arteríolo-venulares e cujos funcionamentos são reguláveis.4.

uma base e quatro sulcos. formou-se em função da maior espessura da parede do ventrículo esquerdo. apesar de seu dinamismo. Face esquerda ou pulmonar. A parte da parede do ventrículo direito que antecede a artéria pulmonar chama-se cone arterial. Este meio de fixação situado posteriormente garante a livre movimentação dos ventrículos situados anteriormente. Assim definida. não chegou a formar uma face como aconteceu no lado esquerdo. por ser pouco espessa. É o ápice que toca na parede torácica no nível do 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo ("choque da ponta") por estar em posição mais anterior.Orientação: o eixo cardíaco que se estende do centro da base ao ápice orienta-se de cima para baixo. pulmonar (esquerda) e diafragmática (inferior). formada pelo encontro das faces esternocostal e diafragmática é constituída unicamente pela parede do ventrículo direito que. Justifica-se. DESCRIÇÃO EXTERNA Externamente o coração apresenta: três faces. aguda. a predominante. entram na constituição da base: os átrios direito e esquerdo. uma margem. As faces são três: esternocostal (anterior). Estática: o coração é mantido em posição. o tecido adiposo está ausente ou em pequena quantidade. Já a artéria aorta é importante meio de suspensão do coração. pouco tecido adiposo e não apresenta sulcos é portanto constituída somente pela parede do ventrículo esquerdo. Face esternocostal ou anterior. da direita para a esquerda e de trás para diante. Base: embora não haja uniformidade na sua delimitação. apresenta um sulco oblíquo. assim o alongamento vertical do átrio direito e o alongamento horizontal do átrio esquerdo. A cruz venosa. O ápice ou ponta do coração é predominantemente constituído pela parede do ventrículo esquerdo separado da pequena porção do ventrículo direito por um sulco chamado incisura do ápice que representa a continuidade entre os sulcos interventriculares anterior e posterior. o sulco interventricular anterior que separa as paredes dos ventrículos direito e esquerdo que constituem esta face. contra a parede do tórax. Parte inicial da aorta e do 76 . é a mais abaulada. formada pelas veias cavas superior e inferior que constituem o tirante vertical e pelas veias pulmonares que formam o tirante horizontal é o principal meio de fixação. as aurículas direita e esquerda. é onde o tecido adiposo. pouco abaulada. o sulco interatrial e os grandes vasos. Margem direita. particularmente a ponta. É a tendência de retificação de seu arco que ocorre pela entrada do sangue durante a sístole que leva o coração. consideramos como a parte do coração situada acima e atrás do sulco coronário que separa externamente as paredes dos átrios e dos ventrículos. em geral. sendo a parede do ventrículo direito. pela continuidade com os grandes vasos da base. um ápice. se deposita em maior quantidade. as paredes dos dois ventrículos entram em sua formação sem predomínio evidente de uma delas e estão separadas por um sulco verticalizado o sulco interventricular posterior. Face diafragmática ou inferior é plana por colocar-se sobre o centro tendíneo do músculo diafragma.

a maior veia do coração. a separação interna que existe entre as câmaras cardíacas que pode ocorrer através dos septos. O sulco coronário separa os átrios dos ventrículos. O sulco interventricular anterior situado na face esternocostal separa as paredes dos ventrículos. Na parede do átrio direito. sua parte anterior é ocupada à direita pela artéria coronária direita e à esquerda pela artéria circunflexa. A parte posterior é ocupada. pela artéria interventricular anterior e pela veia cardíaca magna ou interventricular anterior. elásticas e musculares lisas. Antes de analisá-lo temos que descrever o esqueleto fibroso do coração no qual direta ou indiretamente as fibras cardíacas se inserem. pelo seio coronário. O sulco interatrial que indica o local da separação interna dos átrios é pouco pronunciado e se situa ao lado das desembocaduras das veias pulmonares direitas. O endocárdio forra toda a parte interna das paredes atriais e ventriculares é formado por células endoteliais e um extrato subendotelial de tecido conjuntivo frouxo com fibroblastos. Miocárdio é a camada média muscular formada principalmente por fibras musculares cardíacas. fibras colágenas. contorna o coração. externamente. à direita pela continuação da artéria coronária direita e à esquerda. como os existentes entre os átrios e entre os ventrículos. é oblíquo. o átrio direito recebe o sangue das veias cavas superior e inferior e do seio coronário e o átrio esquerdo recebe das quatro veias pulmonares (duas de cada pulmão). assim sendo apresenta em sua arquitetura três camadas. entre os óstios das veias cavas. é ocupado por gordura. É formado por componentes horizontais e 77 . Sulcos: representam. ou através dos óstios dotados de valvas como os que existem entre os átrios e os ventrículos do mesmo lado. a média e mais desenvolvida é o miocárdio e a externa é o epicárdio ou lâmina visceral do pericárdio seroso. encontramos o sulco terminal representação externa da crista terminal e que indica a separação entre as partes do átrio que derivam do seio venoso e do átrio primitivo. Esqueleto fibroso do coração: é um conjunto de anéis e feixes de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagíneo interligados que dão sustentação à musculatura cardíaca às valvas atrioventriculares e contribuem para a preservação da forma do coração. Os átrios são as câmaras receptoras do sangue proveniente das circulações. As aurículas são apenas apêndices que prolongam os átrios anteriormente envolvendo parcialmente as artérias aorta e pulmonar. O sulco interatrial que indica a separação entre os átrios encontra-se na base e já foi descrito. ARQUITETURA DO CORAÇÃO O coração é um vaso diferenciado. vai do ápice às proximidades da origem da artéria pulmonar e aurícula esquerda. O sulco interventricular posterior situado na parte média da face diafragmática é verticalizado e contém a artéria interventricular posterior e a veia cardíaca média ou interventricular posterior. a mais interna é o endocárdio.tronco pulmonar e as terminações das veias cava superior e cava inferior e das veias pulmonares direitas superior e inferior e esquerdas superior e inferior.

portanto é a própria camada externa do coração. O componente vertical é representado pela porção membranácea do septo interventricular. brilhante e frágil costuma-se dividi-lo em duas lâminas embora sejam contínuas. espesso. serosa. trígono fibroso esquerdo. opaco. resistente e inextensível quando solicitado subitamente. por trás chama-se seio transverso. O pericárdio fibroso de tecido conjuntivo denso fibroelástico é externo. O coração assemelha-se. Entre essas lâminas forma-se um espaço chamado cavidade do pericárdio que contém pequena quantidade de líquido pericardíaco. protetor e lubrificante A reflexão que dá continuidade a essas lâminas ocorre ao nível dos grandes vasos da base. protege contra traumas em choques por súbita diminuição da velocidade (princípio da inércia) e impede a deformação do 78 . já que direta ou indiretamente toda a musculatura cardíaca se insere nele. O recesso que se forma entre a face posterior do átrio esquerdo e as veias pulmonares é o seio oblíquo. anel fibroso esquerdo que contorna o óstio atrioventricular esquerdo entre átrio e ventrículo esquerdos. uma externa. Funções do pericárdio. O pericárdio seroso de tecido conjuntivo frouxo e mesotélio é fino. anel fibroso aórtico que contorna o óstio da aorta entre ventrículo esquerdo e aorta. Sabe-se hoje que o pericárdio atua como superfície de deslizamento diminuindo a resistência provocada pelo atrito. esquerdo e aórtico. trígono fibroso direito. anel fibroso pulmonar que contorna o óstio do tronco pulmonar entre ventrículo direito e tronco pulmonar. Pericárdio É uma membrana fibrosserosa em forma de bolsa que recobre o coração. Aquele situado entre o tronco pulmonar e a aorta ascendente por diante e pelas paredes dos átrios e aurículas. feixe triangular situado na confluência dos anéis fibrosos direito. são portanto independentes tendo no esqueleto fibroso o ponto comum de inserção. predominantemente no sentido horário e de cima para baixo. Os componentes horizontais são: anel fibroso direito que contorna o óstio atrioventricular direito entre átrio e ventrículo direitos. O esqueleto fibroso funciona como um centro tendíneo. assim. desta forma uma mesma fibra pode em um ponto ocupar a superfície do órgão e em outro ponto estar no meio da musculatura ou até mesmo em sua parte interna. a um músculo digástrico em que átrios e ventrículos são os feixes musculares e o esqueleto fibroso.verticais. A musculatura dos átrios se insere em sua parte superior e lateral e a musculatura ventricular. É formado por duas partes distintas. feixe triangular situado na confluência esquerda dos anéis fibrosos esquerdo e aórtico e o tendão do cone. a lâmina parietal reveste internamente o pericárdio fibroso. feixe oblíquo que liga o anel fibroso aórtico ao anel fibroso pulmonar. o tendão intermediário. As fibras musculares cardíacas se dispõem segundo um trajeto preferencial e fundamental que é helicoidal tridimensional. As cúspides das valvas atrioventriculares direita e esquerda se inserem na parte interna dos anéis fibrosos. a lâmina visceral também denominada epicárdio reveste e adere ao miocárdio. e que no adulto forma recessos chamados seios. na parte inferior e lateral. fibrosa e outra interna. dá ao coração a contenção fibro-elástica necessária para impedir a distensão excessiva da fibra miocárdica e conseqüente lesão.

coração que os movimentos do diafragma ou que a aspiração torácica pela pressão negativa poderiam provocar. DESCRIÇÃO INTERNA As câmaras cardíacas são separadas entre si ou por septos que no indivíduo normal impedem qualquer tipo de comunicação ou por óstios que sendo providos de valvas permitem a comunicação entre as câmaras do mesmo lado ou não, de acordo com a fase do ciclo cardíaco. Septos Septo interatrial é uma parede predominantemente muscular, (há locais apenas com tecido conjuntivo) revestida de endocárdio que separa os átrios. Participam de sua formação duas expansões: o septum primum e o septum secundum Em ambos os lados, apresenta vestígios da primitiva comunicação que existia entre os átrios durante o período fetal intra-uterino. Septo atrioventricular é a porção do septo que separa o átrio direito do ventrículo esquerdo. O átrio direito mais longo em virtude da tração vertical exercida pelas veias cavas e a formação da valva atrioventricular esquerda em ponto mais superior devem interferir para esse desnível. Septo interventricular é a parede que separa os ventrículos, apresenta duas partes bem diferenciadas: uma inferior, larga e maior é a parte muscular e outra superior, pequena e estreita é a parte membranácea. Óstios Óstios atrioventriculares: são passagens arredondadas existentes entre átrios e ventrículos correspondentes, podendo estar fechados pelas valvas constituídas por cúspides quando estas se fecham ou abertos quando as valvas se abrem, dependendo da fase do ciclo cardíaco, sístole ou diástole. O óstio atrioventricular direito é maior que o esquerdo. ÁTRIO DIREITO A parede posterior do átrio direito é lisa, nela se encontram os óstios das veias cavas e do seio coronário deriva portanto do seio venoso sendo chamada de seio intervenoso ou entrecavas, onde pode-se observar uma saliência denominada tubérculo intervenoso, vestígio de um dos feixes musculares do primitivo seio venoso. Os óstios da veia cava inferior e do seio coronário são dotados de válvulas, vestígios da válvula direita de separação entre seio venoso e átrio primitivo, em geral insuficientes ou até mesmo ausentes. A parede lateral apresenta numerosos relevos musculares: a crista terminal e os músculos pectíneos. A crista terminal também vestígio da válvula direita do seio venoso constitui importante feixe muscular e marca a transição entre seio venoso e o átrio primitivo. Os músculos pectíneos formam diversos feixes musculares que se destacam perpendicularmente da crista terminal semelhante a um pente e correspondem à parede rugosa da parte direita do átrio primitivo. A parede medial ou parte direita do septo interatrial deriva do septum secundum, e apresenta em sua parte central uma depressão oval de consistência fina chamada fossa oval, vestígio do forame oval da circulação fetal através do qual o sangue proveniente da veia cava inferior passava para o átrio esquerdo. A fina membrana que forra a fossa deriva do septum primum situado à esquerda. Contornando superiormente a fossa oval encontra-se o

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saliente feixe límbico superior, formando o limbo da fossa oval que, pelo menos em parte, procede da válvula esquerda do seio venoso. ÁTRIO ESQUERDO A parede posterior do átrio esquerdo, como as demais, é lisa, apresenta os quatro óstios das veias pulmonares: 2 das veias direitas e 2 das veias esquerdas. A parede medial ou parte esquerda do septo interatrial deriva do septum primum, mais fino do que o septum secundum, também mostra vestígios da primitiva passagem que existia na circulação fetal, a válvula do forame oval, uma prega em meia lua simples ou dupla situada no quadrante ântero-superior do septo (85%) por diante da fossa oval, e que em nosso meio é permeável em cerca de 25% dos casos (Wafae). ELEMENTOS COMUNS AOS VENTRÍCULOS DIREITO E ESQUERDO Os dois ventrículos possuem estruturas que são encontradas tanto no lado direito como no lado esquerdo, embora com as especificidades próprias de cada lado, são as trabéculas cárneas e as estruturas que compõem o aparelho valvar. As trabéculas cárneas são feixes musculares que se distribuem pelas paredes dos ventrículos, costuma-se classificá-las em 3 tipos: cristas, presas às paredes dos ventrículos em toda extensão; pontes, presas às paredes dos ventrículos apenas pelas extremidades e músculos papilares, presos às paredes dos ventrículos apenas por uma extremidade e ligados às cúspides pela outra extremidade. As trabéculas cárneas em conjunto orientam a corrente sangüínea para circular da via de entrada para a via de saída do ventrículo; aumentam a força de contração do ventrículo sem a necessidade de hipertrofiar ainda mais a parede ventricular e auxiliam na nutrição do miocárdio por serem revestidas de endocárdio. Aparelho valvar atrioventricular é o conjunto de estruturas que funcionam harmonicamente tornando possível a abertura e o fechamento do óstio atrioventricular de acordo com a fase do ciclo cardíaco. É constituído pelo anel fibroso, pelas cúspides, pelas cordas tendíneas e pelos músculos papilares. O anel fibroso de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagem faz parte do esqueleto fibroso, sustenta o óstio atrioventricular e em sua parte interna dá inserção às cúspides das valvas. As cúspides são membranas de tecido conjuntivo denso revestidas de endocárdio, possuem 2 faces: atrial e ventricular e 2 margens: a aderente se insere no anel fibroso e a livre que se aproxima das demais durante o fechamento do óstio. Para desempenhar sua função são necessárias mais de uma cúspide, ao conjunto delas damos o nome de valvas. Cordas tendíneas são filamentos de tecido conjuntivo tendíneo que prendem as cúspides aos músculos papilares ou à parede ventricular. Desta forma, contribuem para evitar a eversão das cúspides durante a sístole. Músculos papilares são trabéculas cárneas cônicas presas às paredes ventriculares pela parte inferior, mais larga, e as cúspides através de cordas tendíneas. Impedem a eversão das cúspides e tracionam o plano valvar em direção ao ápice durante a sístole ventricular. Além do óstio atrioventricular, os ventrículos possuem outro óstio através do qual o sangue é enviado para o interior das grandes artérias. Estes

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óstios são providos de valvas constituídas por válvulas, que são expansões de endocárdio com tecido fibroso, em forma de meia lua daí serem chamadas semilunares. São três válvulas para cada valva. As margens livres dessas válvulas, que se aproximam quando a valva fecha, denominam-se lúnulas e o espessamento que apresenta em seu ponto médio é o nódulo. Tudo indica que os três nódulos se imbricam ao se encontrarem durante o fechamento da valva, reforçando-o. O espaço entre a parede da artéria e a válvula denomina-se seio. VENTRÍCULO DIREITO A cavidade do ventrículo direito é mais ampla, porém suas paredes são menos espessas, cerca de um terço menor, que as paredes do ventrículo esquerdo. Funcionalmente, podemos dividi-lo em duas partes: uma pósteroinferior ou via de entrada próximo a valva atrioventricular direita e outra ânterosuperior ou via de saída, próximo à origem do tronco pulmonar. Limitando estas duas partes encontra-se o óstium bulbi formado por: crista supraventricular, trabécula septomarginal, músculo papilar anterior e parte da valva atrioventricular. A crista supraventricular é um volumoso feixe muscular situado na parte superior do ventrículo direito interposto entre as vias de entrada (óstio atrioventricular) e de saída (óstio do tronco pulmonar) é constante. Sua contração na sístole ajuda a direcionar o sangue para a via de saída. A trabécula septomarginal, outro feixe muscular bem desenvolvido, procede da parte medial do anel fibroso direito, entra na composição do septo muscular, e se prolonga formando uma ponte até o músculo papilar anterior e parede anterior. Citada, inicialmente, por Leonardo da Vinci em seus desenhos, a trabécula delimita em grande parte o ostium bulbi, sendo portanto importante no direcionamento do sangue para a via de saída, além de conduzir o ramo direito do complexo estimulante para as partes do ventrículo direito com as quais se relaciona. Aparelho valvar atrioventricular direito Anel fibroso tem em média um perímetro de 10,45 cm as variações de seu tamanho não se associam com o número de cúspides da valva nem com o número de músculos papilares. Embora tradicionalmente aceito que a valva atrioventricular direito possua três cúspides daí o nome tricúspide, pesquisas tem demonstrado que o número de cúspides é variável principalmente na metade lateral da valva. Wafae et alli utilizando critérios morfométricos e morfológicos encontraram de 2 até 6 cúspides nesta valva, sendo 3 e 4 os mais freqüentes. Denominam-se, septal, anterior e posterior nos casos com 3 cúspides. Podem ser encontradas pequenas cúspides comissurais entre as cúspides habituais. O ventrículo direito possui músculos papilares distribuídos pelas três paredes: anterior, posterior e septal, exceto na parede anterior na qual, com maior freqüência, encontramos um único músculo papilar, nas demais costuma-se encontrar mais de um músculo papilar. A parte lisa da via de saída denomina-se cone arterial onde encontramos além do músculo papilar septal, as três válvulas semilunares da valva do tronco pulmonar: anterior, direita e esquerda. VENTRÍCULO ESQUERDO É mais longo por ocupar área maior no ápice do coração e pela valva atrioventricular esquerda situar-se em nível mais alto e as paredes são mais espessas do que o ventrículo direito, sua cavidade tende mais para a forma

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embora. sejam encontrados em número variável. direita e esquerda. grupos de músculos papilares anteriores e grupos de músculos papilares posteriores. na realidade temos. O músculo papilar posterior origina-se na parte da parede posterior próximo ao septo.  roteiro prático do coração 1-Face esternocostal 2-Face esquerda 3-Face diafragmática 4-Sulco coronário 5-Ventrículo direito 6-Ventrículo esquerdo 7-Átrio direito 8-Átrio esquerdo 9-Aurícula direita 10-Aurícula esquerda 11-Veia cava superior 12-Veia cava inferior 13-Uma das veias pulmonares (4) 14-Aorta 15-Tronco pulmonar 16-Sulco interatrial 17-Margem direita 18-Ápice 19-Sulco interventricular anterior 20-Sulco interventricular posterior 21-Pericárdio fibroso 22-Lâmina visceral do pericárdio seroso 23-Lâmina parietal do pericárdio seroso 24-Miocárdio 25-Endocárdio 26-Trígono fibroso (direito e esquerdo) 27-Músculos pectíneos 28-Crista terminal 29-Fossa oval 30-Válvula do forame oval 82 . Aparelho valvar atrioventricular esquerdo O anel fibroso esquerdo que delimita o óstio atrioventricular esquerdo é menor que o do lado direito. Os músculos papilares também variam em número. Além do óstio atrioventricular esquerdo. O músculo papilar anterior se destaca da porção lateral da parede anterior. são bem mais volumosos e maiores do que aqueles do ventrículo direito e suas situações no ventrículo costumam ser mais constantes.oval. denominam-se músculo papilar anterior e músculo papilar posterior. A valva atrioventricular esquerda classicamente denominada de valva mitral ou bicúspide. número variável de cúspides mas com maior freqüência são duas anterior e posterior. este ventrículo apresenta o óstio da aorta guarnecido por três válvulas semilunares: posterior. e as vias de entrada e de saída estão bem mais próximas separadas por uma septo fibroso. apresenta na realidade. em geral.

9 pares de ramos intercostais posteriores e um par subcostal. inicialmente apresenta trajeto ascendente. No vivo e no cadáver: paredes mais resistentes. A parte torácica da aorta emite vários ramos de pequeno calibre: 2 a 3 ramos bronquiais. não possuem válvulas.31-Crista 32-Ponte 33-Músculo papilar 34-Crista supraventricular 35-Trabécula septomarginal 36-Valva atrioventricular direita (Tricúspide) 37-Valva atrioventricular esquerda (Mitral) 38-Cordas tendíneas 39-Septo interatrial 40-Septo interventricular 41-Válvula semilunar Principais Artérias Artérias: artérias são vasos que se originam nos ventrículos do coração através da artéria aorta e do tronco pulmonar e que se ramificando distribuem o sangue a todas as partes do corpo humano. A parte abdominal da aorta emite importantes ramos uns pares e outros impares nesta seqüência: frênica inferior (par). posição essa que irá manter até sua terminação no nível da 4ª vértebra lombar ao se dividir em artérias ilíacas comuns direita e esquerda e emitir a artéria sacral mediana. mediastinais e pericárdicas. A seguir a aorta assume direção descendente colocando-se por diante da coluna vertebral. além do sentido da corrente: No vivo: pressão sangüínea maior. No cadáver: vazias. sua parede pulsa. Os ramos arteriais podem ser terminais quando a artéria que originou os ramos deixa de existir e ramos colaterais quando a artéria que os originou continua presente. Neste trajeto a parte descendente da aorta divide-se em: parte torácica da aorta e parte abdominal da aorta. Portanto. Diferenças com as veias. 83 . artéria carótida comum e artéria subclávia. e uma série de ramos inconstantes: frênicas superiores. 4 a 5 ramos esofágicos. são vasos no interior dos quais o sentido do fluxo sangüíneo é centrífugo ou divergente em relação ao coração. Artéria aorta A artéria aorta origina-se no ventrículo esquerdo. tronco celíaco (ímpar). desta porção originam-se as artérias (da direita para a esquerda) tronco braquiocefálico. cor é avermelhada . localização: sempre profundas. o nível de separação é a passagem pelo hiato aórtico do diafragma. esbranquiçadas. Desta porção originam-se as artérias coronárias direita e esquerda. ligeiramente para a direita é a parte ascendente da aorta. forma: regularmente cilíndrica. Em seqüência a aorta descreve um arco para a esquerda e para trás é o arco da aorta.

Eventualmente (+-8%) a tireóidea ima. meninges. lingual (língua. sobe por dentro do ramo da mandíbula até às proximidades da glândula parótida. Parte ascendente da aorta Artérias coronárias direita e esquerda serão estudadas em aula específica. no lado esquerdo é o segundo ramo do arco da aorta. Órgãos irrigados: é o conjunto dos órgãos de seus ramos terminais. Terminação: No nível de um plano transversal passando pelo osso hióide divide-se em seus ramos terminais: carótida externa e carótida interna. etmoidais. renal (par). Arco da aorta Tronco braquiocefálico Origem: primeiro ramo do lado direito do arco da aorta. olho e anexos Ramos principais: oftálmica. Ramos: carótida externa e carótida interna Artéria carótida interna Origem: é ramo terminal mais lateral e posterior da artéria carótida comum. face. ligeiramente por trás da glândula tireóide. Órgãos irrigados: pescoço. Órgãos irrigados: encéfalo.mesentérica superior (ímpar). Trajeto: apresenta 4 partes: cervical (no pescoço). contornando a traquéia. facial (parte externa da face. sobe em direção ao crânio no qual penetra pelo canal carótico. cerebral anterior. laringe). Terminação: atrás do ramo da mandíbula divide-se em artérias temporal superficial e maxilar. lombares (pares). meninges. gonadal (par). não emite ramos no pescoço. Ramos: Carótida comum direita. glândula 84 . soalho da boca). Trajeto: coloca-se ao lado da traquéia e laringe. Trajeto. subclávia e carótida comum. Artéria carótida comum Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. cerebral média Artéria carótida externa Origem: é ramo terminal mais medial e anterior da artéria carótida comum emite vários ramos para o pescoço e face. Terminação: próximo à sela turca emite seus ramos terminais: cerebral anterior e cerebral média. Terminação: após um trajeto de 5 a 7 cm emite seus ramos terminais: carótida comum direita e subclávia direita Trajeto: para cima. supra-renal média (par). para a direita. Órgãos irrigados: como não emite ramos colaterais sua área de irrigação é o conjunto das áreas de irrigação de seus ramos terminais carótidas interna e externa. crânio Ramos principais: tireóidea superior (glândula tireóide. estruturas nervosas. petrosa (no canal carótico). couro cabeludo. subclávia direita. cavernosa (no seio cavernoso) e cerebral nas proximidades da sela turca. faringe. mesentérica inferior (ímpar). medialmente à veia jugular interna e nervo vago.

circunflexa do úmero anterior e posterior. cervical ascendente (pescoço). membro superior. laringe. boca. carpal dorsal que se une 85 . Órgãos irrigados: Parte posterior do encéfalo. segunda atrás do músculo e terceira depois do músculo. pescoço. medula espinal. no lado esquerdo é o terceiro ramo do arco da aorta. torácica interna (parede torácica. cruza por diante.antes do músculo.intercostal suprema (parede torácica). cervical transversa e supra-escapular (ombro). Terminação: na margem lateral da primeira costela muda de nome para artéria axilar. occipital. Artéria braquial: Origem: continuação da artéria axilar a partir da margem inferior do músculo redondo menor. o nervo mediano. Artéria subclávia: Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. Órgãos irrigados: membro superior Ramos principais: braquial profunda (principal artéria do braço) colaterais ulnar e radial. segunda parte: atrás do músculo. radial e ulnar. esôfago). orelha crânio) auricular posterior.circunflexa da escápula (ombro) toracodorsal (parede torácica). Trajeto. que a acompanha. em ambos os lados dirige-se lateralmente por trás da clavícula. e terceira parte: depois do músculo. cervical profunda (pescoço). Terminação: região anterior do cotovelo ao emitir seus ramos terminais: ulnar e radial. tóraco-acromial (ombro). dentes.tireóidea inferior (glândula tireóide. parede e órgãos torácicos. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar superficial que se une à artéria ulnar parar formar o arco palmar superficial. Ramos principais: vertebral (parte posterior do encéfalo e medula espinal). Artéria radial: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. diafragma). Trajeto: segue pela região braquial anterior desviada medialmente. no cotovelo ocupa o seu centro. couro cabeludo. dorsal da escápula (ombro) Artéria axilar: Origem: continuação da artéria subclávia a partir da margem lateral da primeira costela. Ao passar por trás do músculo escaleno anterior costuma ser dividida em três partes: primeira parte: antes do músculo. ombro. e dos músculo esternocleidomastóideo e escaleno anterior formando um arco sobre a primeira costela por trás da veia subclávia. Terminação: margem inferior do músculo redondo menor Trajeto: passa pela axila por trás do músculo peitoral menor que a divide em três partes: primeira . pleura. tronco costocervical . membro superior Ramos principais: subescapular . faringe) temporal superficial (parótida. torácica lateral. tronco tireocervical . maxilar (parte interna da face. pericárdio. ombro. Órgãos irrigados: parede torácica.submandibular). traquéia.

palmar superficial. palmar profunda Arco palmar superficial Formação: artéria ulnar unida ao ramo palmar superficial da artéria radial Ramos: artéria digitais palmares comuns que originam as artérias digitais palmares próprias. carpal dorsal. geralmente duas são ramos diretos da parte torácica da aorta próximas ao brônquio esquerdo que acompanham Órgãos irrigados: brônquios. Trajeto: é lateral no antebraço. principal do polegar. carpal dorsal que se une com o ramo carpal dorsal da radial para formar a rede dorsal da mão e o arco palmar superficial que se une ao ramo palmar superficial da artéria radial. são 9 pares 86 .] Parte descendente da aorta Parte torácica da aorta Artérias bronquiais Origem: a artéria bronquial direita é de origem variável. distalmente ao lado do nervo ulnar sob o músculo flexor ulnar do carpo. arco palmar profundo. Arco palmar profundo Formação: artéria radial unida ao ramo palmar profundo da artéria ulnar . Órgãos irrigados: mão e antebraço Ramos principais: recorrente radial. carpal dorsal. arco palmar superficial. pulmões e pleuras Terminação e trajeto penetram nos pulmões juntamente com os brônquios principais Ramos: subdividem-se no interior dos pulmões Artérias intercostais posteriores: Origem: destacam-se do contorno posterior da artéria aorta a partir do terceiro espaço intercostal.com o ramo carpal dorsal da ulnar para formar a rede dorsal da mão e arco palmar profundo que se une ao ramo palmar profundo da artéria ulnar. Ramos principais: interóssea comum que se divide em interóssea anterior e interóssea posterior (principal artéria do antebraço). Ramos: artéria metacarpais dorsais. Ramos: artérias metacarpais palmares Rede carpal dorsal Formação ramo carpal dorsal da artéria radial unida ao ramo carpal dorsal da artéria ulnar. sob o músculo braquiorradial e lateralmente ao flexor radial do carpo. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar profundo que se une à artéria radial parar formar o arco palmar profundo. Artéria ulnar: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. as artérias bronquiais esquerdas. Trajeto: sobre o músculo flexor profundo dos dedos.

Artéria frênicas superiores são inconstantes. glândula supra-renal Ramos: supra-renal superior e ramos diafragmáticos Tronco celíaco Origem: face anterior da aorta é impar Terminação: emite três ramos terminais: artéria gástrica esquerda. a seguir cruzamos e se distribuem pela superfície inferior do diafragma. pâncreas. vesícula biliar. Órgão irrigado: músculo diafragma. pouco acima do tronco celíaco. quando presentes destinam-se ao diafragma Parte abdominal da aorta Artéria frênica inferior: Origem: contorno lateral da aorta.Terminação: nos espaços intercostais dividem-se em ramos ventrais e dorsais. duodeno. Trajeto é curto de um a 2 cm dirige-se anteriormente é envolvido pelos nervos do plexo celíaco autônomo. Trajeto: passam pelo sulco da costela na margem inferior da costela Órgãos irrigados: os espaços intercostais correspondentes Artérias esofágicas: Origem: destacam-se do contorno anterior da aorta. baço. Órgãos irrigados: esôfago abdominal e estômago Ramos: esofágicos e gástricos Artéria esplênica: Origem: tronco celíaco 87 . artéria esplênica e artéria hepática comum. oblíquo em direção ao esôfago Órgão irrigado: esôfago Ramos pericárdicos: alguns ramos pequenos que se destinam ao pericárdio. estômago. Órgãos irrigados: esôfago abdominal. é par Terminação: ramificando-se na cúpula diafragmática correspondente Trajeto: de início seguem os respectivos pilares do diafragma. fígado. Ramos: gástrica esquerda. Ramos mediastinais: pequenos e vários que se destinam ao tecido conjuntivo frouxo e linfonodos. Artéria gástrica esquerda: Origem: tronco celíaco Terminação: na curvatura menor do estômago emitindo ramos para o esôfago abdominal e para a curvatura menor do estômago Trajeto: de início ascendente até o cárdia e depois desce pela curvatura menor do estômago. em número de 4 a 5 Terminação: no esôfago Trajeto: é muito curto. esplênica e hepática comum.

pancreática inferior. vesícula biliar e estômago Ramos: gástrica direita para a curvatura menor do estômago e cística ramo da hepática direita. ramos direito e esquerdo pancreaticoduodenal inferior. artéria gastroduodenal Trajeto: segue para a direita e para cima em direção ao fígado Órgãos irrigados: fígado. duodeno. ileocólica (2 cecais. apendicular. vesícula biliar. cólica) cólica direita (saindo diretamente da mesentérica só em 20% das artérias) ramos ascendente e descendente. pâncreas. gastromental esquerda. gastromental direita. gástricas curtas. Trajeto: desce por trás do pâncreas entre a cabeça e o colo entra no mesentério onde emite seus ramos: jejunais e ileais para à esquerda.Terminação: no hilo do baço Trajeto: segue para a esquerda. Artéria gastroduodenal Origem: hepática comum Terminação: gastromental direita para a curvatura maior do estômago e pancreaticoduodenal superior para o duodeno e cabeça do pâncreas. cólica média. Artéria hepática comum Origem: tronco celíaco Terminação: artéria hepática própria. pâncreas. ramos esplênicos. pela margem superior do pâncreas Órgãos irrigados: baço. jejuno. pancreática magna. ileais. Trajeto: descendente por trás da primeira porção do duodeno Órgãos irrigados: estômago. cólica média. ileocólica. estômago. Ramos: Hepática própria e gastroduodenal Artéria hepática própria Origem: hepática comum Terminação: ramos hepática direita e hepática esquerda Trajeto: à esquerda do ducto colédoco Órgãos irrigados: fígado. pancreático duodenal inferior. duodeno e pâncreas Ramos: pancreaticoduodenal superior. 88 . Órgãos irrigados: duodeno. lado direito do intestino grosso Ramos: jejunais e ileais de 12 a 17. íleo. cólica direita. pancreática caudal. ileal. pâncreas. retroduodenal Artéria supra-renal média Origem: contorno lateral da aorta. é par Terminação: na glândula supra-renal anastomosando-se com as supra-renais superior e inferior Trajeto: cruzam os pilares do diafragma em direção lateral Órgãos irrigados: glândula supra-renal Ramos: terminais na glândula Artéria mesentérica superior Origem: face anterior da aorta Terminação: ramos jejunais. ileocólica e cólica direita para à direita e os demais para cima. estômago Ramos: pancreática dorsal.

musculares Mesentérica inferior Origem: lado esquerdo da aorta próximo à sua terminação Terminação: quando emite os ramos retal superior. Artérias ilíacas comuns Origem: são ramos terminais da artéria aorta Terminação: ramos ilíacas interna e externa 89 .artéria ilíacas comuns direita e esquerda e sacral mediana Ao colocar-se por diante da quarta vértebra lombar a artéria aorta divide-se em seus dois ramos terminais as artérias ilíacas comuns direita e esquerda. Esta artéria destinava-se à cauda e quando o ser humano a perdeu. medula espinal Ramos: posteriores para o dorso. cólica média ramos da mesentérica superior anastomosam-se com as artérias cólica esquerda e sigmóideas da mesentérica inferior formando o arco justacólico (artéria marginal. de sua face posterior pouco antes de se dividir destaca-se um ramo mediano de diâmetro muito pequeno. grande parte de seu comprimento regrediu permanecendo a pequena porção que se destina ao reto e provavelmente à parede sacral. ureter (cremaster. tuba uterina) Ramos: genitais externos. Observação: As artérias ileocólica. cólica esquerda com ramos ascendente e descendente. interlobulares Trajeto: transversal. sigmóideas e cólica esquerda Trajeto: de início é descendente até dividir-se em seus ramos terminais Órgãos irrigados: lado esquerdo do intestino grosso. interlobares. Terminação da aorta . gônadas e genitais internos. sobre o músculo psoas maior. ramos renais segmentares Artéria gonadal: (testicular ou ovárica de acordo com o sexo) Origem: face anterior da aorta é par e de pequeno calibre Terminação: testículo ou ovário de acordo com o sexo Trajeto: descendente. cólica direita. sigmóideas. reto Ramos: retal superior. é a artéria sacral mediana. entram no ligamento suspensor do ovário ou no funículo espermático Órgãos irrigados: gônadas.Artéria renal: Origem: contorno lateral da aorta é par Terminação: no interior do rim divide-se em ramos segmentares. espinais para a medula. Lombares: Origem: face posterior da aorta em geral 4 para cada lado Terminação: na parede posterior do abdome Trajeto: transversal correspondem as vértebras lombares Órgãos irrigados: parede abdominal posterior. de Rioland. entrando pelo hilo do rim atrás da veia renal Órgãos irrigados: rim. ureteres. ureter Ramos: supra renal inferior. de Drummond). supra-renal.

circunflexa femoral medial. vesical inferior. sacral lateral Observações: A glútea superior e a glútea inferior apresentam trajeto paralelo de direção lateral. membro inferior Ramos: epigástrica inferior. a pudenda interna é o ramo mais profundo. circunflexa ilíaca superficial. circunflexa femoral lateral. a obturatória atravessa junto com o nervo obturatório o músculo obturador interno. em geral. vaginal. Ilíaca externa Origem: uma dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal continua como artéria femoral Trajeto: é a continuação da artéria ilíaca comum entre as pelves menor e maior Órgãos irrigados: parede abdominal. desce pela região femoral anterior por diante da veia e penetra no canal dos adutores de onde sairá com o nome de poplítea Órgãos irrigados: membro inferior. uterina. perna e pé Ramos: superior. descendente do joelho Poplítea Origem: continuação da femoral a partir do canal dos adutores na região genicular posterior Terminação: divide-se nos ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Trajeto: região genicular posterior ao lado da veia poplítea Órgãos irrigados: joelho. obturatória. glútea inferior. pudenda interna. umbilical. iliolombar. pudenda externa. partes dos genitais externos e parede abdominal Ramos: epigástrica superficial. os ramos pudenda interna e glútea inferior Trajeto: dirige-se à pelve menor encostada à parede da pelve Órgãos irrigados: órgãos e paredes da pelve Ramos: glútea superior. só os terminais: ilíacas interna e externa Ilíaca interna Origem: um dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: variável. a glútea superior é o primeiro ramo tão volumoso quanto a própria ilíaca interna.Trajeto: divergem como se dirigissem aos membros inferiores (5 a 7 cm) entre as pelves menor e maior. retal média. Órgãos irrigados: correspondem ao conjunto de seus ramos terminais Ramos: geralmente não emitem ramos colaterais. femoral profunda. média e inferior do joelho e ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Tibial anterior Origem: divisão da poplítea na parte superior da perna 90 . a umbilical possui duas partes distintas: a patente até emitir a vesical superior e a oclusa que sobe pela parede anterior do abdome em direção ao umbigo. circunflexa ilíaca profunda Femoral Origem: continuação da artéria ilíaca externa Terminação: ao sair do canal dos adutores passa se chamar poplítea Trajeto: Continuação da ilíaca externa a partir do ligamento inguinal.

Parte descendente da aorta (abdominal) 5. Arco da aorta 3. Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: musculares e dorsal do pé Dorsal do pé Origem: continuação da artéria tibial anterior no dorso do pé Terminação: continua como artéria arqueada Trajeto: entre os tendões dos extensores longos Órgãos: pé Ramos: arqueada de onde saem as artérias metatarsais dorsais e destas as digitais dorsais para os dedos Tibial posterior Origem: uma das divisões da artéria poplítea Terminação: ramos na planta do pé: plantar medial e plantar lateral Trajeto: de início sobre o tibial posterior no final margem medial do tendão do calcâneo Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: fibular. Parte descendente da aorta (torácica0 4. Ramo circunflexo 11. Plantar medial Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ramos digitais Trajeto: próximo ao músculo abdutor do hálux Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: superficial e profundo Roteiro prático: Artérias 1. Ramo interventricular anterior 10.Terminação: continua no dorso do pé com o nome de dorsal do pé Trajeto: de início entre os músculos tibial anterior e extensor longo dos dedos e depois entre os extensores longos dos dedos e do hálux. Parte ascendente da aorta 2. Tronco braquiocefálico 91 . Ramo marginal direito 7. Ramo interventricular posterior 8. Artéria coronária direita 6. Artéria coronária esquerda 9. plantar medial e plantar lateral Plantar lateral Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ao emitir o arco plantar profundo Trajeto: entre os músculos flexor curto dos dedos e quadrado plantar Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: arco plantar profundo de onde saem as artérias metatarsais plantares das quais se destacam as artérias digitais plantares e destas as artérias digitais plantares próprias.

Artéria frênica inferior 28. 53. Artéria sacral mediana 41. Artéria torácica interna 15. Artéria ilíaca externa 42. Artéria subescapular 57. Artéria gonadal (testicular ou ovárica) 37. Artéria axilar 56. Artéria glútea superior 44. Artéria radial 60. Artéria carótida externa 20. Artéria cervical transversa 19. Artéria femoral 49. Artéria obturatória 47. Artéria lombar 38. Artéria pudenda interna 46. Artéria braquial 58. Tronco tireocervical 17. Artéria tireóidea superior 22. Artéria tibial anterior 52. Artéria tibial posterior 54. Artéria mesentérica inferior 39. Artéria hepática própria 33. Artéria tireóidea inferior 18. Artéria ilíaca comum 40. Artéria braquial profunda 59. Artéria vertebral 16. Tronco celíaco 29.12. Artéria ilíaca interna 43. Artéria circunflexa da escápula 92 . Artéria ulnar 61. Artéria poplítea 51. Artéria facial 24. Artéria carótida interna 21. Artéria lingual 23. Artéria esplênica 32. Artéria hepática comum 31.Artéria maxilar 25. Artéria temporal superficial 26. Artéria glútea inferior 45. Artéria renal 36. Artéria dorsal do pé 48. Artéria femoral profunda 50. Artéria intercostal posterior 27. Artéria subclávia 13. Artéria gástrica esquerda 30. Artéria carótida comum 14. Artéria gastroduodenal 34. Artéria fibular 55. Artéria mesentérica superior 35.

62. Artéria umbilical – parte oclusa 65. Artéria toracodorsal 63. Artéria supra-escapular 64. Artéria epigástrica inferior 66. Arco palmar superficial 93 .

94 .

o crânio. couro cabeludo. As veias se diferenciam das artérias pela pressão sangüínea mais baixa. atrás da orelha Drenagem: crânio. não pulsam e possuem válvulas ao longo de suas paredes. estão cheias de sangue e podem ser superficiais (usadas para aplicação de injeções) e profundas. suas paredes são mais finas. frágeis e transparentes. orelha Terminação: une-se à veia retromandibular para formar a veia jugular externa Veia facial Localização: sulco nasogeniano Drenagem: estruturas superficiais da face Terminação: variável pode abrir-se na jugular interna ou na jugular externa Veia maxilar Localização: internamente ao ramo da mandíbula Drenagem: estruturas profundas da face Terminação: une-se à veia temporal superficial para formar a veia retromandibular 95 . por isso parecem azuladas (cor escura do sangue em seu interior) e achatadas.Principais veias Veias: são vasos que recolhem o sangue dos tecidos. Esses seios drenam o encéfalo. reto e occipital juntam-se na confluência dos seios (altura da protuberância occipital interna do occipital) de onde saem lateralmente os seios transversos que percorrem os sulcos dos seios transversos do osso occipital na inserção da tenda do cerebelo seguem como seios sigmóideos recebendo os seios petrosos antes de chegar à fossa jugular onde terminam como veia jugular interna. o sentido da corrente sangüínea é centrípeto em relação ao coração. Portanto nas veias. Seio sagital superior na margem superior da foice do cérebro Seio sagital inferior na margem inferior da foice do cérebro Seio reto continuação do seio sagital inferior em direção posterior Seio occipital que percorre a foice do cerebelo Os seios sagital superior. confluem uns com outros até a formação das veias cavas através das quais o sangue é levado de volta ao coração. Veias que drenam para a veia cava superior Cabeça Veias superficiais e profundas do encéfalo drenam para um tipo especial de vasos que são canais abertos na dura-máter chamados seios venosos. Veia temporal superficial Localização: fossa temporal acima da orelha Drenagem: crânio. couro cabeludo Terminação: une-se à veia maxilar para formar a veia retromandibular Veia auricular posterior Localização: nuca. as meninges e o couro cabeludo.

encéfalo. atrás do manúbrio do esterno e cartilagens costais superiores Drenagem: cabeça. parede torácica Tributárias: torácica interna. tireóidea superior. faríngea Terminação: une-se à veia subclávia para formar a veia braquiocefálica Veia vertebral Localização: forames transversários da coluna cervical Drenagem: plexo venoso vertebral. vertebral. jugular externa. pescoço. arco jugular. membro superior. subclávia e jugular interna Terminação: une-se à veia braquiocefálica do outro lado para formar a veia cava superior.Veia retromandibular Localização: interior da glândula parótida. maxilar e facial Terminação: une-se à veia auricular posterior para formar a jugular externa Pescoço Veia jugular externa (veia superficial) Localização: cruza superficialmente o músculo esternocleidomastóideo Drenagem: face. tireóidea inferior. ombro Tributárias: jugular anterior. pescoço Terminação: veia braquiocefálica Veia tireóidea inferior Localização: diante da traquéia Drenagem: glândula tireóide e demais estruturas inferiores do pescoço Terminação: veia braquiocefálica Parede torácica Veia torácica interna Formação: veias epigástrica superior e frênica Localização: ao lado do esterno Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais anteriores Terminação: veia braquiocefálica Veia braquiocefálica Localização: mediastino superior. Tórax Veia ázigo 96 . pescoço. face Tributárias: facial. lingual. crânio. tireóidea média. pescoço. por trás do ramo da mandíbula Drenagem: conjunto das veias: temporal superficial. cervical transversa Terminação: desemboca na junção das veias jugular interna e subclávia Veia jugular interna Localização: no pescoço lateralmente à artéria carótida comum e nervo vago Drenagem: crânio.

parte inferior Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veia hemiázigo acessória Formação: a partir da 4ª veia intercostal posterior esquerda Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veias intercostais posteriores Localização: parte posterior do espaço intercostal. no sulco das costelas Drenagem: parede torácica Terminação: veia ázigo (lado direito) veias hemiázigo e hemiázigo acessória (lado esquerdo) Veia bronquiais Localização: (2) brônquios Drenagem: brônquios e pulmões Terminação: ázigo (lado direito) hemiázigo (lado esquerdo) Veias subcostais Localização: sob a última costela Drenagem: parede abdominal Terminação: formam as veias ázigo e hemiázigo Esofágicas Localização: parede do esôfago (número variável) Drenagem: esôfago Terminação: veia ázigo Veia intercostal suprema Localização: 2 ou 3 espaços intercostais superiores Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais posteriores Terminação: ázigo e hemiázigo Membro Superior Veias superficiais do membro superior 97 . hemiázigo acessória Terminação: veia cava superior Veia hemiázigo Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado esquerdo Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral.Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado direito Localização parede torácica ao lado direito da coluna vertebral: Drenagem: parede e órgãos torácicos Tributárias: intercostais posteriores direitas. hemiázigo.

Rede venosa dorsal da mão Localização: dorso da mão Drenagem: mão Terminação: forma a veia cefálica (lateralmente) e veia basílica (medialmente) Veia cefálica Formação: veias laterais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado lateral do antebraço. em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. na intermédia do cotovelo. Veias digitais palmares próprias Veias digitais palmares comuns Arco venoso palmar superficial Veiasmetacarpais palmares Arco venoso palmar profundo Veias metacarpais dorsais Veias ulnares Veias radiais Veias braquiais 98 . cotovelo e braço. Veias profundas do membro superior As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. cotovelo e braço. perfura a fáscia dois dedos acima do cotovelo Drenagem: lado medial do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: Após perfurar a fáscia no início do braço acompanha a veia braquial e se une a ela na axila para formar a veia axilar Veia intermédia do cotovelo Localização: região anterior do cotovelo unindo as veias basílica e cefálica. sulco deltopeitoral Drenagem: lado lateral do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: aprofunda-se no sulco deltopeitoral e desemboca na veia axilar Veia basílica Formação: veias mediais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado medial do antebraço. é muito variável Drenagem: é uma anastomose das veias cefálica e basílica Tributárias: veia intermédia do antebraço Terminação: unindo as veias basílica e cefálica pode ser em m ou transversal Veia intermédia do antebraço Localização: no centro da região antebraquial anterior Drenagem: superficial do antebraço Terminação: em geral.

pescoço. ombro. sobe pelo centro da região posterior da perna. atrás da clavícula Drenagem: membro superior. passa por diante do maléolo medial sobe pelo lado medial da perna. Tributárias: veias braquiocefálicas e ázigo Terminação: Átrio direito. circunflexa ilíaca superficial Terminação: veia femoral atravessando hiato safeno Veias profundas do membro inferior 99 . toracoepigástrica Terminação: margem lateral da primeira costela Veia subclávia Formação: continuação da veia axilar a partir da margem lateral da 1ª costela Localização: pescoço em trono da primeira costela. tórax. ombros. pescoço Tributárias: jugular externa. parede torácica. Drenagem: pé Tributárias: várias sem nome definidos Terminação: em geral na veia poplítea no joelho Veia safena magna Formação: veia marginal medial da rede venosa dorsal Localização: lado medial do pé. joelho e coxa Drenagem: membro inferior Tributárias: safena acessória. Veias que drenam para a veia cava inferior Membro Inferior Veias superficiais do membro inferior Veias digitais dorsais Veias intercapitulares Rede venosa dorsal do pé Veia safena parva Formação: veia marginal lateral da rede venosa dorsal Localização: lado lateral do pé. epigástrica superficial. lado direito Drenagem: Cabeça. membros superiores. pudenda externa. arco jugular Terminação: junta-se à veia jugular interna formando a veia braquiocefálica Veia cava Superior Formação: união das duas veias braquiocefálicas direita e esquerda Localização: mediastino superior. torácica lateral.Veia axilar Localização: na axila Formação: união da veia braquial com a basílica Drenagem: membro superior e parede torácica Tributárias: subescapular. por trás do maléolo lateral.

Veias digitais plantares Veias metatarsais plantares Arco venoso plantar profundo Veias plantares mediais e laterais Veias tibiais posteriores Veias fibulares Veias tibiais anteriores Veia poplítea Formação: fossa poplítea pela reunião das fibulares. genitais externos Tributárias: epigástrica inferior. membro inferior. vesical. tibiais posteriores e tibiais anteriores Localização: região genicular posterior Drenagem: membro inferior Tributárias: veias do joelho Terminação: ao entrar no canal dos adutores sai como veia femoral Veia femoral Formação: continuação da veia poplítea a partir do canal dos adutores Localização: trígono femoral (anterior da coxa) Drenagem: membro inferior parte da parede abdominal e dos genitais externos Tributárias: circunflexa femoral medial. vaginal.As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. circunflexa ilíaca profunda Terminação: ao se unir com a veia ilíaca interna no nível da articulação sacroilíaca forma a veia ilíaca comum Veia ilíaca interna Formação: reunião da veia glútea superior com o tronco da reunião das demais Localização: parede lateral da pelve menor Drenagem: alguns órgãos e parede da pelve Tributárias: glútea inferior. em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. glútea superior Terminação: une-se com a veia ilíaca externa para formar a veia ilíaca comum Veia ilíaca comum Formação: no nível da articulação sacroilíaca pela união das veias ilíacas interna e externa de cada lado 100 . safena magna Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal passa a se chamar ilíaca externa Veia ilíaca externa Formação: continuação da veia femoral a partir do ligamento inguinal Localização: entre a pelve menor e a pelve maior Drenagem: parede abdominal. femoral profunda. circunflexa femoral lateral. uterina. obturatória. retal média. pudenda interna.

pelve e parede abdominal Tributárias: sacral lateral. frênica inferior.ligamento suspensor do ovário. psoas maior Drenagem: Gônadas e anexos Terminação: veia cava inferior no lado direito e veia renal esquerda no lado esquerdo Veia renal Formação: veias intra-renais Localização: pedículo renal por diante da artéria renal Drenagem: lado direito: rim. Veias lombares (4 pares) Localização: região lombar Drenagem: músculos e parede da região lombar Tributárias: pequenas veias do dorso Terminação: veia cava inferior Veia gonadal (testicular ou ovárica) Formação: plexo pampiniforme .lado esquerdo: rim ureteres. abdome abaixo do diafragma Tributárias: lombares. ou duas fundidas em uma Terminação: junção das veias ilíacas comuns ou na ilíaca esquerda Veia cava inferior Formação: junção das veias ilíacas comuns direita e esquerda no nível da quinta vértebra lombar Localização: por diante da coluna vertebral à direita da artéria aorta Drenagem: membros inferiores.plexo ovárico . ureteres . duas. Veia sacral mediana Formação: principalmente veia retal posterior Localização: face anterior do sacro Drenagem: reto parte da parede da pelve Tributárias: pode ser uma. psoas maior Localização: funículo espermático. gonadal Terminação: veia cava inferior Veia supra-renal Formação: glândula supra-renal Localização: acima da veia renal Drenagem: glândula supra-renal Terminação: lado direito: veia cava inferior . pelve. iliolombar e sacral mediana (esquerda) Terminação: unem-se para formar a veia cava inferior.lado esquerdo: veia renal esquerda 101 . frênicas inferiores hepáticas Terminação: átrio direito após atravessar o diafragma pelo óstio da veia cava.Localização: convergem uma em direção à outra para se encontrarem por diante da 5ª vértebra lombar Drenagem: membro inferior. gônada. lado esquerdo do diafragma Tributárias: lado esquerdo: supra-renal. gonadal direita. supra-renal. supra-renal direita.

lado direito do intestino grosso. mesentérica inferior. pancreaticoduodenais. Terminação: ramos direito e esquerdo no interior do fígado 102 . estômago. ileocólica. mas pode terminar na veia mesentérica superior ou na junção das veias mesentérica superior e esplênica. baço. umbigo. cólica esquerda Terminação: geralmente na veia esplênica. esôfago abdominal Tributárias: mesentérica superior. estômago Tributárias: veias jejunais. sigmóideas. pâncreas. na maioria das vezes pela união das veias mesentérica superior e esplênica Localização: omento menor atrás do ducto colédoco e artéria hepática própria Drenagem: Intestino delgado. gastromental direita. gastromental esquerda Terminação: une-se à veia mesentérica superior para formar a veia porta Veia mesentérica inferior Formação: veias do lado esquerdo do colo e do reto Localização: ao lado da artéria e depois ao lado do m. cólica direita. gástricas curtas. Intestino grosso. esplênica.na veia renal Veia hepáticas Formação: no interior do fígado Localização: face diafragmática do fígado Drenagem: fígado Tributárias: veias dos lobos do fígado Terminação: veia cava inferior Veias que drenam para a veia porta Veia mesentérica superior Formação: veias do intestino delgado. psoas maior Drenagem: reto. atrás do colo pâncreas e do duodeno. lado esquerdo colo (sigmóide. pâncreas e estômago Localização: mesentério Drenagem: intestino delgado. pâncreas. cólica média. gástrica esquerda. ileais.lado esquerdo .Veia frênica inferior Formação: diafragma Localização: superfície inferior das cúpulas do diafragma Drenagem: diafragma Terminação: lado direito na veia cava inferior . intestino grosso. estômago Tributárias: veias pancreáticas. Terminação: une-se à veia esplênica para formar a veia porta Veia esplênica Formação: veias do baço em número de 5 a 7 Localização: margem superior do pâncreas Drenagem: baço. colo descendente flexura esquerda Tributárias: retal superior. pancreáticas. pâncreas. Veia porta Formação: no nível da segunda vértebra lombar. cística e paraumbilicais. gástrica direita.

Veia cefálica 3. Rede venosa dorsal do pé 22. Veia cava superior 21. Veia braquial 8. Veia ulnar 7. Veia ázigos 20. Seio reto 12. Veia tireóidea superior 16. Veia mediana do cotovelo 5. Veia facial 15. Veia jugular interna 14. Veia axilar 9. Veia braquiocefalica 19. Veia radial 6.Veia gástrica esquerda Formação: curvatura menor do estômago e esôfago abdominal Localização: curvatura menor do estômago Drenagem: estômago e esôfago abdominal Tributárias: ramos venosos da curvatura menor e do esôfago abdominal Terminação: veia porta Gástrica direita Formação: curvatura menor do estômago Localização: omento menor Drenagem: estômago e duodeno Terminação: veia porta Veia cística Formação: vesícula biliar Localização: ao dado do ducto cístico Drenagem: vesícula biliar Terminação: ramo direito da veia porta Veias paraumbilicais (4) Formação: umbigo Localização: ligamento redondo Drenagem: umbigo Tributárias: parede abdominal em torno do umbigo Terminação: ramo esquerdo da veia porta Roteiro Prático: Principais Veias 1. Veia safena parva 103 . Veia subclavia 10. Seio transverso 13. Veia basilica 4. Veia jugular externa 17. Seio sagital superior 11. Rede venosa dorsal da mão 2. Veia tireóidea inferior 18.

Veia ilíaca externa 29. Veia safena acessoria 55. Veias lombares 33. Veia ilíaca interna 30. Veia hepatica 40. Veia porta 39. Veia maxilar 62. Veias intercostais posteriores 45. Veia fibular 56. Veia femoral 28. Veia temporal superficial 61. Veia interventricular posterior 44. Veia mesenterica inferior 36. Veia tibial posterior 26. Veia torácica interna 59. Veia marginal esquerda 50. Veia posterior do ventrículo esquerdo 51. Veia jugular anterior 46. Veia circunflexa superficial do ílio 53. Veia mesenterica superior 37. Veia poplítea 27. Veia retromandibular 104 . Veia pudenda externa 54. Veia interventricular anterior 43. Veia epigástrica inferior 60. Veia tibial anterior 25. Veia renal 35. Veia hamiazigos acessoria 58. Veia ilíaca comum 42. Veia cava inferior 32. Veia sacral mediana 31.23. Seio sigmóideo 47. Veia safena magna 24. Veia gonadal 34. Veia hemiazigos 57. Veias cardíacas anteriores 49. Seio coronário 41. Veia profunda da coxa 48. Veia epigástrica superficial 52. Veia esplenica 38.

105 .

Podem ser aferentes quando penetram em um linfonodo o que fazem por sua curvatura maior (convexidade) ou eferentes quando saem de um linfonodo que é feito pela curvatura menos (concavidade). Troncos Linfáticos: condutos de calibre maior. Funções: a. No organismo humano existem 2 coletores linfáticos: o ducto torácico e o ducto linfático direito.Limpeza do interstício celular. maturação ou transformação de linfócitos. Pecquet 1651 (cisterna do quilo). b. média e adventícia).conjunto de condutos de diferentes calibres.SISTEMA LINFÁTICO Prof.Defesa do organismo através de linfócitos. Coletores Linfáticos: são os condutos de maior calibre formados pela reunião de troncos e vasos linfáticos e através deles a linfa é lançada nas grandes veias do pescoço.Drenagem do excesso de líquido do espaço intersticial.estruturas anexas ou interpostas ao continente. Malpighi 1661 (capilares). que é uma dilatação linfática situada por diante e do lado direito da segunda vértebra lombar formada pela reunião dos troncos: lombares direito e esquerdo e intestinal. Vasos Linfáticos: paredes mais finas do que as veias.Produção.líquido chamado linfa a. possuem as três camadas (íntima. Constituição: a. Ducto torácico: Formação: na cisterna do quilo. e numerosas válvulas. Rede capilar de origem: é o entrecruzamento de capilares que estão anastomosados e imersos no espaço intersticial.Continente . filtração e anticorpos. Pré coletor: pequenos condutores interpostos entre a rede capilar de origem e os vasos linfáticos. Componentes: Capilar linfático: podem ser abertos na extremidade intersticial com fibras elásticas regulando a entrada da linfa ou fechados “em dedo de luva”. Histórico: Aselli 1622 (vasos linfáticos).Órgãos linfáticos . e.Conteúdo . plasmócitos e macrófagos d. Nader Wafae Conceito É o conjunto de estruturas responsáveis pela formação e pelo transporte da linfa e pela defesa do nosso organismo mediante mecanismos imunológicos.Absorção e transporte de moléculas grandes de proteínas e gorduras. 106 . Continente: São os condutores encarregados de recolher a linfa a partir dos espaços intercelulares nos tecidos e transportar e lançá-la nas grandes veias do pescoço. formados pela reunião de vasos linfáticos. c. b.

Linfonodos: São estruturas pequenas com a forma e o tamanho de feijão. pela reunião dos troncos subclávio. Ducto Linfático Direito: Formação: na base do lado direito do pescoço. Muito desenvolvido no recém nascido diminui de crescimento com a idade reduzindo-se a uma pequena quantidade vestigial a partir da puberdade. dispostos em grupos de número variável porém de localização e distribuição constante pelo corpo. rim e pâncreas) e diafragmática (convexa. são os linfonodos ou estão anexos como o baço. relaciona-se com o estômago.Trajeto: diante da coluna vertebral. colo. pela quantidade insignificante de hemácias e pelo número maior de linfócitos. faz exceção a linfa intestinal que é branca e leitosa pelo alto teor em gorduras e se chama quilo. Conteúdo O líquido que circula no interior dos condutos linfáticos é a linfa que procede do líquido intersticial assimilado pelos capilares linfáticos. Drenagem: lado direito do tórax. interpostos entre os vasos linfáticos. em seguida passa por trás da artéria subclávia e da veia braquiocefálica esquerdas e já no lado esquerdo do pescoço recebe os troncos jugular e subclávio. apresenta 2 faces: visceral (côncava. no nível da 5a vértebra torácica. coloca-se entre a veia ázigo. o esôfago e a aorta. Terminação: como arco do ducto torácico desemboca na junção das veias: subclávia e jugular interna do lado esquerdo. atravessa o diafragma através do hiato aórtico. Tributários: os troncos provenientes do tórax apresentam comportamento variável em relação ao ducto torácico. Está constituído por dois lobos (direito e esquerdo). 107 . de início no lado direito. as tonsilas e a medula óssea. Trajeto: é muito curto (1 a 2 cm) Terminação: junção das veias subclávia e jugular interna do lado direito. mais os lados esquerdos do tórax. cabeça e membro superior direito. Timo: É órgão linfático situado no mediastino superior por diante da traquéia e acima do coração. Órgãos linfáticos: Completando o sistema linfático temos estruturas macroscópicas que se intercalam entre os vasos linfáticos. É de cor levemente amarelada ou transparente. em relação com o diafragma). Baço: Está situado embaixo da cúpula esquerda do diafragma (hipocôndrio esquerdo). mas os elementos celulares são diferentes. cruza a linha mediana e se coloca no lado esquerdo da coluna vertebral lateralmente ao esôfago. pescoço. é irrigado pela artéria esplênica e drenado pela veia esplênica. o timo. posteriormente às inserções inferiores do músculo esternocleidomastóideo. A composição química da linfa é semelhante a do sangue. Drenagem: os dois lados do corpo situados abaixo do diafragma. jugular e torácico do lado direito. pescoço. cabeça e membro superior esquerdo. dilata-se e forma o arco do ducto torácico.

epicôndilo medial do úmero Deltopeitoral .entre os ventres anteriores do músculo digástrico.veia jugular interna Membro Superior: Superficiais: Supra-troclear . Agrupamentos linfonodulares Prof. Nader Wafae Cabeça: Occipital .inserção do m.Além das funções próprias do sistema linfático é também órgão hemocaterético (destruição de hemácias que completaram seus ciclos).ao lado da coluna vertebral Frênicos Anteriores . Dr.jugular anterior e traquéia Cervical Profundo .veia jugular externa Cervical Anterior .trago Parotídeo .artéria torácica interna Intercostais . peitoral menor Posterior: artéria subescapular Intermédio: centro da axila Medial: sob a clavícula Tórax: Parietais: Paraesternais . Tonsilas: Situadas principalmente no início dos sistemas respiratório e digestivo (onde serão estudadas) encontramos as tonsilas: faríngea. Apêndice vermiforme: O apêndice vermiforme do sistema digestório possui estruturas semelhantes aos linfonodos apenas se diferenciam por não possuir cápsula e são denominados nódulos linfáticos agregados. Cervical Superficial . esternocleidomastóideo na mastóide Auricular .mm bucinador e masseter.embaixo da porção lateral da mandíbula Submentual . trapézio Mastóideo .inserção do m.soalho da boca Retrofaríngeo .Médios e Posteriores Viscerais: 108 . tubárias.sulco deltopeitoral.atrás da parte nasal da faringe Pescoço: Submandibular . veia cefálica Profundos: Axilares Lateral: veia axilar Anterior: borda lateral do m. palatinas e lingual formando o anel linfático da faringe (de Waldeyer).profundamente ao ramo da mandíbula Linguais . vasos faciais Mandibulares.interior da parótida Faciais .

Timo 109 .vasos epigástricos inferiores Viscerais: Gástricos: curvaturas maior e menor Hepáticos: hilo do fígado Esplênicos: artéria esplênica Mesentéricos superiores Mesentéricos inferiores Pancreáticos Pancreaticoduodenais Pilóricos Pelve: Parietais: Ilíacos . Tronco lombar 3. Profundos . Arco do ducto torácico 5. Tonsila palatina 10. Pré e Retroaórticos Lombares: direitos.Tonsila lingual 11.Superficiais . Linfonodo 7.Traqueobronquiais traqueais .bronquiais .Baço 12.mediastino superior.esôfago e aorta descendente Abdome: Parietais: Aórticos: Laterais. Vaso linfático 8. paravaginais Membro Inferior Tibiais Anterior e posterior . Ducto torácico 4. Cisterna do quilo 2.vasos femorais Roteiro Prático: Sistema Linfático 1.ligamento inguinal. esquerdos Epigástricos .vasos tibiais anterior e posterior Poplíteo .Fossa poplítea Inguinais . Tonsila faríngea 9. internos e comuns Sacrais Viscerais: Pararretais Vesicais parauterinos. veias braquiocefálicas Justaesofágicos . Ducto linfático direito 6.externos.broncopulmonar e pulmonares Braquiocefálicos .

entre este e a face esquerda ou em plena face esquerda do coração. De início coloca-se superficialmente no sulco coronário para terminar. a artéria coronária direita pode terminar na margem direita. Artéria coronária esquerda A artéria coronária esquerda origina-se no seio da aorta esquerdo. dividindo-se em dois ramos. Logo após sua origem ocupa o lado direito do sulco coronário. Quando a coronária esquerda é a dominante. ramos atriais entre os quais a artéria do nó 110 . Dr. entre a margem direita e o cruzamento dos septos. é única. Desta forma. geralmente é uma só mas pode ser dupla. Nader Wafae As artérias do coração procedem das artérias coronárias que mais freqüentemente são duas: artéria coronária direita e artéria coronária esquerda. e da parede posterior e com a artéria interventricular anterior na parede anterior. três ramos ou quatro ramos. no cruzamento. após sua origem coloca-se no lado esquerdo do sulco coronário posteriormente à aurícula esquerda. ramos septais. Artéria interventricular anterior (descendente anterior) É um dos ramos terminais da artéria coronária esquerda. Nos demais casos com 3 e 4 ramos temos as artérias diagonais. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem no nível do ápice. ramos ventriculares posteriores para a parede posterior dos ventrículos. do septo e em alguns outros pontos da parede anterior. sua terminação é variável: é considerada curta quando termina na face esquerda ou antes da cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. Seus ramos terminais são: interventricular anterior e circunflexa. A artéria coronária direita apresenta ramos ventriculares anteriores para a parede anterior do ventrículo direito. continuar até a cruz do coração. do ápice. a artéria marginal direita. Seus ramos são atriais e ventriculares. podendo terminar em sua parte anterior. Artéria circunflexa É o outro ramo terminal constante da artéria coronária esquerda. Seus ramos laterais distribuem-se pelas paredes dos ventrículos e os ramos septais penetram no septo. excepcionalmente seus ramos terminais podem se originar separadamente no mesmo seio. Seu comprimento varia de 2 a 40 mm. Há relatos excepcionais na literatura de uma e até quatro coronárias As artérias coronárias se originam no início da parte ascendente da aorta em regiões chamadas seios da aorta situados entre as paredes da artéria e as partes livres das válvulas semilunares. ou em sua parte posterior. contorna lateralmente o tronco pulmonar para se colocar no sulco interventricular anterior que percorrerá até o ápice.ARTÉRIAS DO CORAÇÃO Prof. contorna a margem direita e continua na parte posterior do sulco podendo terminar aí. após curto trajeto. Artéria coronária direita A artéria coronária direita origina-se no seio da aorta direito. marginal esquerda e em 10% dos casos termina como artéria interventricular posterior. o ramo para o cone arterial. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem na região do cone arterial. descer pelo sulco interventricular posterior ou continuar pelo lado esquerdo do sulco coronário. ou no terço final do sulco interventricular posterior. coronário e interventricular posterior) é longa quando ultrapassa a cruz do coração (10%).

e no ápice. no ápice. é ramo terminal da artéria coronária direita em 90% dos casos. vestígio da veia cardinal esquerda. coronário e interventricular posterior) e constitui o ramo interventricular posterior. situada na margem direita pode comportar-se como cardíaca anterior e desembocar diretamente no átrio ou percorrer o sulco coronário e terminar no seio coronário. Há autores que colocam o início do seio coronário quando a veia cardíaca magna entra no sulco coronário. Assim a coronária direita é a dominante em 70 a 80% dos corações. 111 . em geral. Aceita-se como artéria dominante entre as coronárias direita e esquerda àquela que ultrapassa a cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. emite ramos ventriculares posteriores e ramos septais. na metade inferior desse sulco ou no ápice. a cardíaca parva ou pequena do coração. pelo centro da face esquerda. a mais natural é a que indica como origem o encontro das veias interventricular anterior (cardíaca magna) e marginal esquerda. Terminação: o seio coronário desemboca no átrio direito próximo à desembocadura da v. As anastomoses com ramos da artéria interventricular anterior ocorrem no cone arterial.sinoatrial (58%) e ramo para o nó atrioventricular (86%). na parede anterior. VEIAS DO CORAÇÃO A drenagem venosa do coração é efetuada de três formas: Através do seio coronário: A maior veia do coração localiza-se na parte posterior e esquerda do sulco coronário. entra no sulco coronário. na parede posterior e face esquerda e entre as marginais. na parede posterior do ventrículo esquerdo entre as veias marginal e interventricular posterior (cardíaca média). Artéria interventricular posterior (descendente posterior) A artéria interventricular posterior. veia oblíqua do átrio esquerdo. com ramos da artéria circunflexa. onde se observa a presença da válvula do seio coronário. A veia interventricular anterior (cardíaca magna) que começa em torno do ápice do coração coloca-se no sulco interventricular anterior juntamente com a artéria interventricular anterior. Uma destas veias. a coronária esquerda através de seu ramo circunflexo é a dominante em 10% e nos restantes 10% a 20% há equilíbrio e dizemos que é do tipo balanceada. cava inferior e da cúspide septal da valva atrioventricular direita. Através das veias cardíacas anteriores: São pequenas veias no lado direito da face esternocostal em número de 3 a 4 que oriundas da parede anterior do ventrículo direito desembocam diretamente no átrio direito. As anastomoses com a artéria interventricular anterior ou com as marginais ocorrem no ápice. pode terminar na metade superior do sulco interventricular posterior. veia interventricular posterior (cardíaca média) no sulco interventricular posterior desemboca no seio coronário próximo ao seu término. seu início é apontado de diversas maneiras pelos autores. Tributárias: veia posterior do ventrículo esquerdo. Artéria dominante A identificação da artéria dominante no coração tem importante aplicação clínica. caminha junto à artéria circunflexa até se unir à veia marginal esquerda que ascende. em geral insuficiente.

demonstrando que o coração mantinha seus batimentos. cardíaca média (interventricular posterior) 14. seio coronário 15. interventricular posterior 9. a. Nader Wafae É o conjunto de estruturas responsáveis pela origem e pela condução do estímulo necessário para a contração do músculo cardíaco. deu margem a que surgissem os defensores da teoria miogênica entre os quais Von Haller (1754) para o qual a distensão da fibra muscular devido ao enchimento da câmara cardíaca pelo sangue provocaria sua contração. cardíaca magna (interventricular anterior) 11. marginal esquerda 12. a força vital de Galeno e a reação química exotérmica de Silvius. cardíaca mínima COMPLEXO ESTIMULANTE DO CORAÇÃO Prof. ambas concordavam em que a sístole seria o movimento ativo. coronária direita 6. a. circunflexa 4. marginal esquerda 5. calor natural de Aristóteles pela presença da alma no coração. por algum tempo. v. mesmo depois de retirado do corpo e portanto com suas conexões com o sistema nervoso cortadas. v. v. a. v. A segunda fase é científica e se caracteriza pelas controvérsias entre os que defendiam a teoria neurogênica pela qual a origem e a condução do estímulo seriam determinados pelo sistema nervoso e os adeptos da teoria miogênica que atribuía essas funções ao próprio músculo cardíaco. O interesse em esclarecer a causa dos batimentos cardíacos motivou os pesquisadores desde a antigüidade. Pertencem a esta fase as teorias: fogo vestal de Hipócrates. marginal direita 8. do cone arterial 7. v. coronária esquerda 2-a. a. Willis (1644) relaciona o funcionamento do coração com as demais vísceras dependentes do sistema nervoso autônomo. 112 . a. tivemos uma fase inicial na qual se considerava o aquecimento do coração como a origem e a dilatação cardíaca (diástole) como o movimento ativo. Roteiro Prático sobre vascularização do coração 1-a. São melhor visíveis no átrio esquerdo pela paredes lisas que apresenta .a. interventricular anterior 3. a. do nó sinoatrial 10. Dr. Diante das experiências em animais. é provavelmente o primeiro a falar em teoria neurogênica.Através das veias cardíacas mínimas: São veias diminutas formadas nas paredes internas das 4 câmaras cardíacas e que desembocam na cavidade em cuja parede se encontram. Assim. posterior do ventrículo esquerdo 13. cardíaca parva 16. v.

A rede subendocárdica dispersa pelas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos já era conhecida desde Purkinge. Irrigação: artéria do nó sinoatrial ramo da artéria coronária D (58%) ou da artéria coronária esquerda ou de seu ramo circunflexo (42%). Mahain já havia esclarecido em 1932 que a parte inicial do septo interventricular muscular era estimulado diretamente pelo feixe atrioventricular por fibras que levam o seu nome.A grande dificuldade para aceitar a teoria miogênica consistia em como explicar a seqüência de estimulação que passava dos átrios para os ventrículos.8-5mm) espessura (11. o nó sinoatrial. . oval. Condução interatrial e internodal Embora ainda haja controvérsias de como se realizaria essa propagação nos átrios o que mais se aceita é que seja feita através de feixes especiais de 113 . margem superior da aurícula direita e pelo sulco terminal (crista terminal) sob o pericárdio. mediante dissecação e cortes histológicos seriados. Desta forma. Lewis (1910) sugere que a condução atrioventricular se daria por propagação radial. nó de Keith & Flack). Local: junção ântero-lateral da veia cava superior com o átrio direito no ponto de encontro de três linhas que passam pela margem lateral da veia cava superior. Restava demonstrar como o estímulo originado no nó sinoatrial chegaria ao nó atrioventricular. pacemaker. Keith & Flack (1907) estudando a região junto à desembocadura da veia cava superior no átrio direito conhecida por ultimus moriens por ser o último local do coração a parar de contrair descobrem o marcapasso do coração. a origem dos estímulos. em 1893 descobre. três feixes do complexo estimulante ligando o nó sinoatrial ao nó atrioventricular e os denominou de feixes internodais. que em 1890. ferradura) Tamanho: comprimento (10-30mm) largura (1. Mas o decisivo avanço contra a teoria neurogênica foi dado por His Jr. finalmente. mas em 1963. todos os eventos elétricos mostrados pelo eletrocardiograma estavam explicados anatomicamente. Descoberta a conexão e o tipo de célula muscular encontrada seguiu-se a identificação das demais estruturas do complexo estimulante. a ligação entre as musculaturas do átrio e do ventrículo ao identificar o feixe atrioventricular de origem muscular que atravessava o trígono fibroso direito e unia as musculaturas. Tawara (1906) descreve o nó atrioventricular na extremidade superior do feixe atrioventricular e os ramos direito e esquerdo na extremidade inferior. o conceituado pesquisador James revelou ter encontrado. passando do nó sinoatrial para as células comuns dos átrios até alcançar o nó atrioventricular quando então retomava o trajeto do sistema condutor especializado. Nó sinoatrial (marcapasso. Forma: variável (fusiforme. pois se sabia que as musculaturas dos átrios e dos ventrículos eram independentes e as estruturas do esqueleto fibroso interpostas entre átrios e ventrículos não tinham capacidade para condução de estímulos. através de seus estudos embriológicos demonstrou que o coração já apresenta movimentos antes que qualquer fibra nervosa fosse encontrada no coração. O mesmo His Jr.5mm) Cor: branco amarelado.

cruza o seio entre as veias cavas e alcança o septo interatrial no qual se situa logo adiante da fossa oval seguindo até encontrar o nó atrioventricular. Divisões: ramos direito e esquerdo. penetra na crista terminal que segue até o fim. Vias acessórias como bases morfológicas da pré-excitação ventricular. Fascículo Atrioventricular (feixe atrioventricular. na maioria das vezes. Nó Atrioventricular (nó de Aschoff & Tawara. atravessa o trígono fibroso direito e em seguida ocupa a parte inferior e direita do septo interventricular membranáceo. Feixe internodal posterior: origina-se no nó sinoatrial.5 mm espessura 1. pelo óstio da veia cava inferior e pela inserção da cúspide septal da valva AV direita no anel fibroso.tecido condutor contínuos ou descontínuos. Feixe internodal médio: origina-se no nó sinoatrial passa por trás da desembocadura da veia cava superior. possivelmente septais e aórtico Ramos subendocárdicos (rede subendocárdica. um se dirige ao átrio esquerdo e o outro segue pela parte mais anterior do septo interatrial até encontrar o nó atrioventricular. continua pela parede superior do átrio direito até encontrar o septo interatrial. / Kent) Local: parte inferior e anterior do lado direito do septo interatrial. feixe de His Jr. rede de Purkinge). Forma: fita achatada Divisões: anterior e posterior. Irrigação: artéria coronária direita (90%). Local: parte inferior do lado direito do septo interatrial no centro de um triângulo formado pelo óstio do seio coronário. Forma: ovóide Tamanho: comprimento 5 mm.5 mm. Condução Ventricular Ramo direito do fascículo atrioventricular: Local: Lado direito do septo interventricular muscular. largura 3 mm. Forma: cordão arredondado Divisões: ramos anterior. às vezes. posterior e septais Ramo esquerdo do fascículo atrioventricular: Local: Lado esquerdo do septo interventricular muscular. é possível encontrá-los também isolados formando falsas cordas tendíneas. nó AV). torna-se visível acompanhando a trabécula septomarginal. Forma: cordão Tamanho: comprimento 5-20 mm largura 2. é subendocárdico em toda sua extensão o que o torna visível. 114 . médio e posterior Feixe internodal anterior: origina-se no nó sinoatrial passa por diante da desembocadura da veia cava superior. Local: incluídos nas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos. em sua porção alta é intramuscular tornando-se subendocárdico a partir do terço médio do septo quando. quando se divide em dois feixes. passando depois entre o óstio do seio coronário e o óstio da veia cava inferior até alcançar o nó atrioventricular. São 3 feixes internodais: anterior. espessura 1 mm.

Assim sendo. A pressão arterial no arco da aorta que está em torno de 180 mm de Hg. 1. Estabelece-se assim um diferencial decrescente na circulação do sangue pois nas veias cavas a pressão do sangue é de 1 mm de Hg ou mesmo zero. nó sinoatrial 2. nó atrioventricular 3. ramo direito do fascículo 5. apresentam forma semilunar e cada uma de suas unidades podem ser chamadas de cúspides. 2. Roteiro prático de complexo estimulante do coração 1. passa para 120 mm de Hg nas artérias menores. c) a musculatura das artérias menores estimuladas pela inervação autônoma. Nas vênulas. mas também orientam a corrente sanguínea porque há veias cuja circulação é favorecida pela gravidade mas possuem válvulas.VÁLVULAS: São expansões da camada interna das veias em direção à luz do vaso. d) além da gravidade que favorece a maior parte das artérias. ramo esquerdo do fascículo FATORES BIODINÂMICOS DA CIRCULAÇÃO VENOSA Prof. Este valor é o vis a tergo. que empurra. Quanto mais sofrem a 115 . cby-pass entre o feixe internodal e o fascículo atrioventricular. e para 32 mm de Hg nas arteríolas. Podem ser ostiais quando situadas na desembocadura de uma veia menor em outra maior ou parietais ao longo da parede veia. o vestígio da pressão que tendo impulsionado o sangue no lado arterial ainda sobrou para dar o impulso inicial ao sangue no lado venoso. início do lado venoso a pressão encontra-se em torno de 12 mm. No entanto.VIS A TERGO: Força que vem de trás. As válvulas impedem o refluxo do sangue porque ao se encherem de sangue encostam na outra cúspide ou na parede do vaso e impedem o refluxo. Nader Wafae A circulação do sangue no lado arterial é facilitada por vários fatores: a) a força da contração do ventrículo. É o resquício. fascículo atrioventricular 4. no lado venoso o sangue encontra dificuldades para retornar ao coração principalmente por ter que circular em sentido contrário ao da gravidade na maior parte das veias.Possíveis desvios da propagação do estímulo no nível da junção atrioventricular contornando o nó atrioventricular e assim evitando sua ação provocando a aceleração dos batimentos (taquicardia) podem ser devidas a: aconexões atrioventriculares acessórias bconexões entre o nó sinoatrial e o fascículo atrioventricular . b) a elasticidade da aorta e das artérias de maior calibre que distendidas durante a sístole voltam ao seu calibre durante a diástole mantendo a continuidade da corrente sangüínea também durante a diástole ventricular. Dr. existem diversos fatores que auxiliam o retorno venoso que isoladamente podem parecer de pequena grandeza e por isso devem ser considerados no local e no momento em que atuam colaborando no conjunto para a progressão do sangue.

5. apresenta-se aumentada às custas da transformação de tecido 116 .MUSCULATURA LISA DA PAREDE DAS VEIAS Nos locais onde o demais fatores estão prejudicados.ANASTOMOSES ARTERÍOLO-VENULARES Há partes no corpo. 2. É representado por dois fatores: 1.VIA A FRONTE: Força que vem da frente. quando a pulsação da artéria passa. principalmente na pele. 4. As artérias de menor calibre são acompanhadas de duas veias que se colocam aos lados da artéria e as de maior calibre em geral são acompanhadas por uma artéria. mas o que é importante é que os vasos são envolvidos por uma bainha comum de tecido conjuntivo que envolve artérias e veias em conjunto de modo que.a pressão negativa intratorácica durante a inspiração se transmite às paredes das veias atuando como uma força de sucção aspirando o sangue. em que arteríolas se comunicam diretamente com vênulas antes da rede capilar através de anastomoses que desviam a corrente sanguínea chamadas metarteríolas.VIS A LATERALIS (pulsação das artérias): Significa a força que vem dos lados. bate na parede da veia que por ser fina cede e se transmite portanto ao sangue do seu interior movimentando-o já que a bainha é muito pouco distensível e este movimento do sangue só pode ocorrer no sentido permitido pelas válvulas.GRAVIDADE A gravidade que dificulta o retorno do sangue nas veias situadas abaixo do coração. Comparando-se a medida do diâmetro da perna de uma pessoa que permanece em pé durante determinado tempo e quando a mesma pessoa anda no mesmo tempo observaremos que o diâmetro diminui quando anda porque o movimento determinado pelas contrações musculares restringe a estase no líquido intersticial que aumenta o diâmetro. auxilia a circulação do sangue nas veias acima do coração. Quando as válvulas tornam-se insuficientes podem desencadear a estase do sangue e até mesmo as varizes. As veias abdominais também recebem esta ação muscular através dos movimentos peristálticos. Essa distensão dos átrios exerce uma força de sucção sobre as veias próximas do coração. 3. As veias abdominais de grande calibre e as próximas do coração não apresentam válvulas. 8. envolvida por músculos principalmente dos membros.resistência da gravidade maior é o número de válvulas que apresentam.CONTRAÇÃO MUSCULAR: Parte das veias encontra-se situada profundamente. as veias apresentam uma adaptação na qual a musculatura lisa da túnica média que. 7. quando estes músculos contraem comprimem as veias impulsionando o sangue no sentido das válvulas. o sangue nas arteríolas que se encontra sob pressão de 32 mm de Hg passa para as vênulas onde a pressão é muito menor e portanto recebe um impulso maior. 6. que suga o sangue para os átrios. em geral é discreta. De maneira que.Durante a sístole ventricular o plano que passa pelas valvas atrioventriculares desloca-se em direção à ponta do coração distendendo os átrios que são fixos pelas veias cavas e pulmonares. Desta forma.

São os distúrbios de formação ou de condução do estímulo produzindo alterações no ritmo e na freqüência cardíaca. o líquido não podendo acumular no interstício porque a fáscia não cede é obrigado a entrar nos capilares e circular no interior das veias. 9. É o que ocorre com o segmento da veia femoral situado no trígono femoral não envolvido por músculos.CORAÇÃO VENOSO DO PÉ As veias da planta do pé são comprimidas quando pisamos durante a caminhada e o sangue dessas veias sobe para as veias da perna.mesenquimal compensando a falta de outros fatores. Desta forma. enfrenta dificuldades para circular diante do obstáculo oferecido pela gravidade. O segmento compreendido entre dois conjuntos de válvulas subsequentes constitui o linfônio que é a unidade de movimento da circulação linfática. Doenças do sistema circulatório Arritmias. contrações dos músculos extrínsecos. As alterações de condução entre o átrio e o ventrículo podem localizar-se no nó atrioventricular. quando levantamos o pé para dar o próximo passo essas veias se enchem de sangue que será deslocado na próxima pisada e assim sucessivamente. os fatores que mais auxiliam a circulação linfática são a substancial musculatura lisa de suas paredes e as numerosas válvulas. No entanto. A bradicardia sinusal pode ser observada em indivíduos atletas. 10. pulsação arterial. Esta seqüência de esvaziamento e de enchimento assemelha-se as fases do ciclo cardíaco de sístole e diástole e por isso foi chamado de coração venoso do pé descrito inicialmente por Lejars. Nas bradiarritmias a freqüência é inferior à normal (menos de 60 batimentos por minuto). Podem ser bradiarritimias ou taquiarritmias. etc. os bloqueios sino-atriais e parasinusais. vis a fronte.FÁSCIA MUSCULAR A fáscia muscular que envolve os músculos é pouco distensível e assim funciona como uma meia compressiva que limita a estase de sangue nas veias ou o acúmulo de líquido no espaço intersticial. no fascículo atrioventricular (feixe de His) ou nos ramos 117 . Distúrbios sinusais estão localizados nó sinoatrial e podem ser: bradicardia sinusal. Assim sendo. vários fatores biodinâmicos que auxiliam o retorno venoso também o fazem para os linfáticos: vis a tergo. Biodinâmica da circulação linfática: A linfa. pois a musculatura lisa desse segmento impulsiona a linfa para o segmento seguinte que não reflui pela presença das válvulas que o limitam. da mesma forma que o sangue nas veias.

Fibrilação atrial é arritmia na qual a atividade atrial está desorganizada. transposição dos grandes vasos. Cardiopatia congênita Resulta de alterações do desenvolvimento intra-uterino do sistema circulatório. Os bloqueios atrioventriculares. obstrução do fluxo na saída do ventrículo direito. doenças maternas. No quadro clínico das taquicardias. coartação da aorta. apresenta-se. etc. febre. hipotensão. que se transmite ao ventrículo de forma irregular. persistência do canal arterial. Comunicação interatrial. estenose aórtica. idade materna. acavalamento da aorta sobre o septo com defeito e hipertrofia do ventrículo direito). alterações cromossômicas. hipotensão arterial e perda de consciência e pode ir até a insuficiência cardíaca. A transmissão de uma freqüência atrial elevada ao ventrículo pode gerar sintomas de insuficiência cardíaca ou hipotensão arterial. etc. tetralogia de Fallot (comunicação interventricular. Pode verificar-se em situações de estresse. o paciente pode apresentar palpitações. Quadro clínico: atinge com maior freqüência a valva mitral e em seguida a valva da aorta levando à insuficiência valvar com aparecimento dos sopros 118 . A incidência é 6 casos para mil nascidos vivos. tonturas. Podem ser cianóticas e acianóticas. A fibrilação ventricular é uma arritmia extremamente grave. alcoolismo. As causas dependem de alterações na formação ou na condução do impulso. Doença reumática Doença inflamatória de caráter auto-imune secundária à infecção faríngea por estreptococo beta hemolítico do grupo A de Lancefield para o qual forma anticorpos. ansiedade. sensação de aceleração cardíaca. Os fatores causais podem ser genéticos e ambientais: hereditariedade. Na taquicardia sinusal a freqüência está alta mas o comando continua com o nó sinoatrial. altitude.subendocárdicos (rede de Purkinje). as contrações são incompletas e de alta freqüência. ventrículo único. que produz desorganização da atividade ventricular e morte. teratógenos (talidomida). são classificados em três graus de acordo com a gravidade. como paroxística (aparece e desaparece repentinamente) gerada nos átrios ou no nó atrioventricular. É uma arritmia grave que pode gerar problemas hemodinâmicos e morte. exercício. Nas taquiarritmias a freqüência é superior a 100 batimentos por minuto. tela subcutânea e sistema nervoso central. em geral. Além do coração atinge articulações. Taquicardia por via acessória (Wolff-Parkinson-White) ocorre quando a condução entre os átrios e os ventrículos realiza-se mediante uma via acessória (contornando o nó atrioventricular). comunicação interventricular. rubéola materna. Na taquicardia atrial ou supraventricular a freqüência está acima de 130. trata-se de uma síndrome de préexcitação Taquicardia ventricular é a que se inicia no ventrículo. Há o risco de formação de trombos e embolias. O paciente costuma apresentar palpitações irregulares e rápidas. estenose pulmonar.

Quadro clínico: paciente agitado ansioso membros pendentes. etc. transtornos tireóideos) e cardiovasculares (coartação da aorta. A hipertensão é um importante fator de risco para a aterosclerose. sudorese. elevado consumo de álcool. É a mais grave das manifestações das síndromes coronárias agudas. Insuficiência cardíaca e aumento da área cardíaca na radiografia aparecem posteriormente. comprometendo os alvéolos e consequentemente o intercambio gasoso com hipoxemia. de uma ou varias artérias coronárias. Insuficiência cardíaca É uma síndrome caracterizada pela incapacidade do coração em propiciar suprimento sanguíneo adequado para manter as necessidades metabólicas do organismo. A trombose coronária que se segue à ruptura de uma placa ateroesclerótica é a causa mais freqüente. No rim observa-se arteriosclerose das arteríolas aferentes e eferentes e do glomérulo com alterações da filtração glomerular e insuficiência renal. etc. espasmo coronário e dissecação espontânea de uma artéria coronária são causas menos frequentes. Na maioria dos casos a causa é desconhecida (hipertensão essencial primária). Edema agudo do pulmão Forma grave e aguda de insuficiência cardíaca caracterizada pelo acúmulo anormal de líquidos no parênquima pulmonar. Hipertensão arterial Considera-se hipertenso o paciente que apresenta pressão sistólica acima de 140 mm/hg ou pressão diastólica acima de 90 mm/hg. estresse. No sistema nervoso pode provocar cefaléia. No bulbo do olho.característicos. com sensação de morte iminente. obesidade. náuseas e vômitos. No quadro clínico o paciente apresenta dor torácica tipo angina de peito e sintomas neurovegetativos como: sudorese fria. distúrbios endócrinos (excessiva produção de mineralocorticóides. total e prolongada. insuficiência cardíaca. Em certos casos a hipertensão é secundária as enfermidades renais. insuficiência respiratória grave. síndrome de Cushing. etc. Infarto agudo do miocárdio É a oclusão aguda. determinando a necrose (morte celular) do músculo cardíaco dependente dessas artérias. encefalopatia hipertensiva.) ou ações de medicamentos (ciclosporinas. embora se reconheça a influencia de fatores hereditários e ambientais como dietas ricas sal e ácidos graxos polissaturados. tabagismo. etc. 119 . antiinflamatórios. É emergência e pode ser mortal se não tratada com rapidez. antidepressivos.). alterações graves dos vasos da retina que podem se tornar irreversíveis. Pode apresentar tosse com expectoração espumosa e rosada. corticóides. sedentarismo. ruptura cardíaca. As complicações mais graves são: arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular). acidente vascular encefálico. Embolia coronária. insuficiência aórtica.

que comprime ambos os ventrículos. com alteração da função diastólica (relaxamento). A causa mais freqüente é a infecção viral. Os sintomas são devidos à incapacidade do coração em dinamizar a circulação dos líquidos e a diminuição da irrigação sangüínea para o resto do organismo. A tuberculose é uma das principais causas de pericardite constritiva resulta da fibrose. Pode ser idiopática ou causada por organismos infecciosos (vírus. bactérias. radiações ou fármacos. observam-se sinais e sintomas de insuficiência cardíaca. processos auto-imunes. Na miocardiopatia hipertrófica há aumento da rigidez secundária à hipertrofia ventricular. Quadro clínico: dispnéia (falta de ar) progressiva pelo acúmulo de líquidos no pulmão. Miocardiopatia Doença primária do músculo cardíaco (miocárdio). Geralmente. etc. A miocardite viral pode apresentar-se como uma miopericardite com predomínio dos sintomas de inflamação do pericárdio ou como miocardite isolada com sintomas de insuficiência cardíaca e arritmias. traumatismos. O principal sintoma é a dor retroesternal.As causas mais freqüentes são: síndrome coronária aguda. metástases. Pode ser de vários tipos: A miocardiopatia dilatada apresenta dilatação das cavidades ventriculares e alteração da função sistólica (ejeção). a tosse e o exercício e diminui ao inclinar a paciente para frente. insuficiência renal. valvopatias cardíacas. formação de tecido de granulação e calcificação do pericárdio. que caracteristicamente aumenta com a inspiração profunda. se produz em conseqüência de arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular) desencadeadas por cardiopatias isquêmicas. Pericardite É a inflamação do pericárdio. que se transforma em uma espécie de couraça rígida. 120 . precedida de perda súbita de consciência. embora possa também ser causada por reações de hipersensibilidade. fibrose e hipertrofia do miocárdio ventricular. Também pode ser secundária ao infarto agudo do miocárdio. Pode apresentar-se em forma aguda. Na miocardiopatia chagásica é comum o bloqueio de ramo direito e os sintomas de insuficiência ventricular direito. dispnéia noturna acompanhada de tosse (asma cardíaca). Miocardite Doença inflamatória do miocárdio. Na miocardiopatia restritiva observa-se infiltração. hipertensão arterial. impedindo seu correto enchimento na diástole. fungos ou parasitas). de causa cardiovascular. secundária a um infarto do miocárdio ou ruptura valvar ou na forma crônica. definida como uma forma de morte natural. dor no lado direito do abdome (estase no fígado). miocardiopatias. Morte súbita cardíaca Geralmente. inesperada no tempo e na forma de sua apresentação. Geralmente. edema de membros inferiores.

degenerativa ou calcificada. pericardite ou insuficiência cardíaca. geralmente valvar. Outras causas podem ser: espasmo arterial. ombro e braço esquerdo. abaixo e acima da valva. Os tumores secundários ou metastáticos podem ser assintomáticos ou produzir pericardite. mas dependentes de drogas endovenosas verifica-se na valva atrioventricular direita (tricúspide). O mais freqüente é o mixoma proveniente do endocárdio do átrio esquerdo e não é metastático. epigástrio ou no dorso que aumenta com os esforços e desaparece com repouso. Síndrome coronária aguda É a redução crítica do fluxo sanguíneo e portanto de oxigênio ao músculo cardíaco. o estreptococo é o mais freqüente. A diminuição de fornecimento de oxigênio (isquemia) produz desde alterações mínimas da função ventricular. reumática. Habitualmente. pode propagar-se para o pescoço. Valvopatias Endocardite infecciosa É a Infecção do endocárdio. Estenose valvar aórtica Diminuição da vazão ventricular esquerda por estreitamento na área da valva aórtica. sopro cardíaco e esplenomegalia. A localização mais freqüente é na valva atrioventricular esquerda (mitral). outros muito raros são o rabdomioma e o angiosarcoma. embolia ou aumento da demanda por hipertrofia do miocárdio. linfomas. até lesão severa e irreversível da parede ventricular (infarto agudo do miocárdio). Em qualquer dessas eventualidades há hipertrofia compensadora do ventrículo esquerdo. A causa mais freqüente é a ruptura de uma placa aterosclerótica das artérias coronárias. 121 . nos estreitamentos congênitos. Embora possa ser causada por qualquer germe. que aparecem somente durante o esforço (angina crônica estável). tamponamento cardíaco. Angina de peito é a dor em opressão retrosternal da síndrome coronária aguda. Tumor cardíaco Os tumores primários do coração são raríssimos porque as células musculares permanentes não se multiplicam e assim não apresentam a característica para se desenvolverem tumores. Pode ocorrer em três níveis: na própria valva por fusão de seus folhetos em processos de cicatrização defeituosa. síncope e dispnéia. No quadro clínico temos febre. etc. Os sintomas mais importantes são: angina de peito. e melanoma maligno. mamário. embolias.Pode haver febre e dispnéia. as causas se relacionam com alterações em nível valvar: congênita (valva bicúspide). nódulos de Osler nos dedos. insuficiência cardíaca e arritmias. manchas de Roth na retina. por microrganismos. Podem apresentar ainda arritmias e bloqueios do complexo estimulante. Os mais encontrados são carcinomas brônquico.

dispnéia paroxística noturna. A insuficiência pulmonar pode ser congênita ou secundária à dilatação do ventrículo direito na hipertensão pulmonar. que se dilatam. endocardites. Em conseqüência há refluxo do sangue para o átrio esquerdo. O paciente apresenta dispnéia aos exercícios. assim ocorre refluxo do sangue da aorta para o ventrículo esquerdo. À medida que se reduz a área mitral. e até edema agudo de pulmão e embolias de origem cardíaca. edema de membros inferiores e anorexia. tosse. Em geral. com deslocamento de uma ou ambas as válvulas para o átrio na sístole. Insuficiência valvar aórtica É o fechamento incompleto da valva da aorta na diástole. cardiopatias congênitas. 122 . em diástole. transcorre de forma assintomática. Assintomática durante anos pode apresentar: dispnéia progressiva. Outras causas são: prolapso de valva mitral. Em determinadas ocasiões pode gerar insuficiência mitral. sobre tudo no sexo feminino. Este refluxo aumenta a pressão no ventrículo esquerdo dilatando-o. Prolapso da valva mitral Ocorre por uma deficiente coaptação das válvulas da valva mitral.Estenose mitral É a diminuição da área da valva atrioventricular esquerda (mitral) aberta. dispnéia e perda de consciência. Quadro clínico: assintomática por muito tempo quando se complica com a insuficiência ventricular esquerda aparece dispnéia e alguns sinais decorrentes da diferença entre as pressões sistólica e distólica (sinal de Musset – movimentação da cabeça. tanto no átrio como no ventrículo esquerdo. fadiga. edema de membros inferiores. A causa mais freqüente é a febre reumática. palpitações. Há aumento de pressão e hipertrofia ventricular. que se transmite de forma retrograda para o território venoso e capilar pulmonar (hipertensão pulmonar). no quadro clínico predominam os sinais de congestão venosa. Valvopatia pulmonar A estenose do tronco pulmonar em geral é congênita. hemoptise. Esse volume regressa ao ventrículo esquerdo na diástole seguinte produzindo uma sobrecarga de volume. sinal de Durozies – sopro na artéria femoral) Insuficiência valvar mitral É o fechamento incompleto da valva atrioventricular esquerda (mitral). palpitações. Observa-se muito frequentemente na população geral. sinais de congestão venosa e hipofluxo pulmonar. A causa mais freqüente é a febre reumática. Em certos casos pode produzir dor torácica. fraqueza muscular. sinal de Quincke – pulsação nas extremidades. se gera um gradiente de pressão diastólica entre o átrio e o ventrículo esquerdos produzindo um aumento de pressão no átrio esquerdo.

Há sobrecarga de volume nas cavidades direitas e assim predominam os sintomas de congestão venosa sistêmica. Pode apresentar-se ao longo de toda a extensão da aorta.Valvopatia tricúspide A estenose é rara. No quadro clínico temos: hepatomegalia. Dores nos membros inferiores ao se caminhar distâncias variáveis obrigando a parada é a manifestação da aterosclerose na circulação dos membros inferiores e denomina-se claudicação intermitente. Aneurisma da aorta Dilatação anormal (maior de 50%) da aorta. Dissecação da aorta A ruptura da camada íntima da aorta propicia a entrada do sangue na camada média. Esta patologia é devida à degeneração da camada média e o descolamento da íntima. alteração da função hepática. embora a maioria localiza-se na parte abdominal da aorta próximo à bifurcação. macrófagos e a formação do processo inflamatório completam a placa aterosclerótica. A causa mais freqüente é a aterosclerose. ascite e edemas nos membros inferiores. Linfedema Edema (inchaço) decorrente da obstrução de linfáticos. A deposição de colesterol. O comprometimento da artéria carótida interna pode provocar um acidente isquêmico transitório ou um acidente vascular encefálico (ave). associada à febre reumática. O obstáculo ao esvaziamento do átrio direito sobrecarrega às veias cavas superior e inferior produzindo congestão jugular. hepática e edema nos membros inferiores. Aterosclerose Distúrbio das artérias caracterizado pelo endurecimento e espessamento de suas paredes. O linfedema pode ser congênito ou secundário causado por invasão cancerígena de vasos ou gânglios. São atingidas as três camadas da parede arterial e pode complicar-se com trombose e embolismo. conseqüentemente diminui o aporte de oxigênio e nutrientes ao tecido irrigado. cálcio. extirpação cirúrgica ou irradiação no tratamento de certas neoplasias (câncer de mama) ou infecções (filariose). O crescimento da placa vai diminuindo a luz das artéria. separando a íntima da média e formando um canal de sangue dentro da parede da aorta. esplenomegalia. 123 . A placa pode se romper induzindo a formação de trombose. A aterosclerose da circulação coronária é a principal causa de cardiopatia isquêmica e infarto agudo do miocárdio. compressão das estruturas vizinhas ou dissecação e ruptura. em geral. Ocorre com mais freqüência nos membros inferiores. Com a ruptura da adventícia produz-se hemorragia maciça. É um processo crônico inflamatório que afeta a maioria das artérias. A insuficiência tricúspide pode ser funcional (secundária à dilatação do ventrículo direito) ou orgânica (seqüela de endocardite por febre reumática ou uso endovenoso de drogas).

palidez e desaparecimento da pulsação. Trombose venosa profunda Formação e desenvolvimento de um trombo produzindo obstrução parcial ou total das veias profundas. Componentes familiar e profissional podem estar presentes. ou neoplasias. Habitualmente. Moléstia de Raynaud Distúrbio vascular funcional de vasoespasmos de etiologia desconhecida caracterizada por episódios recorrentes de palidez e cianose seguida de rubor dos dedos secundários à exposição ao frio ou emoções intensas. por debilidade congênita da parede. esfriamento. ou secundarias por incompetência das válvulas nas veias comunicantes ou perfurantes que comunicam as veias superficiais às veias profundas. pós-operatório. Ocorrem com freqüência nos membros inferiores.Obstrução arterial aguda Interrupção brusca do fluxo arterial geralmente causada por embolismo ou trombose. É mais freqüente nas mãos. são trombos de origem cardíaca. Há dor. 124 . Varizes Veias superficiais permanentemente dilatadas e tortuosas. Podem ser primárias. se localiza na região femoropoplítea (artérias femoral e poplítea). Fenômeno de Raynaud é o quadro clínico de palidez e cianose intermitente especialmente nos dedos. A complicação mais grave é a migração do trombo e embolia pulmonar. Obstrução arterial crônica Causada principalmente pela aterosclerose e pela tromboangeite obliterante que levam à obstrução arterial após evolução relativamente longa. gravidez. em pacientes com fibrilação atrial ou outra patologia cardíaca embolígena. em geral. tronco tibiofibular ou aortoilíaca. Existem fatores que predispõem à trombose venosa. Os êmbolos. imobilização prolongada.

As cartilagens são: cartilagem do septo nasal com seus prolongamentos no dorso do nariz. Conformação da cavidade nasal: Teto: Lâmina cribriforme do etmóide. Os ossos são: partes do osso etmóide: (lâmina cribriforme. revestidos por mucosa olfatória superiormente e respiratória inferiormente. A cartilagem é a própria cartilagem do septo nasal que se interpõe entre lâmina perpendicular do etmóide e o vômer. Os ossos são: parte nasal do osso frontal. Partes externas: raiz é o ponto de implantação do nariz na face. Parede medial: divisão mediana da cavidade em duas metades pelo septo nasal constituído por: cartilagem do septo. maxila e palatino (estes dois últimos formando o palato duro). seios paranasais. Cavidade nasal: Internamente o esqueleto da cavidade nasal também é formado por ossos e cartilagens. lâmina perpendicular. os orifícios contornados pelas asas do nariz e parcialmente cobertas pelas vibrissas (pêlos) e separadas pela cartilagem do septo nasal. ápice é a extremidade anterior do dorso. as cartilagens alares maiores que formam os contornos das narinas e um número variável de cartilagens alares menores ocupando os espaços entre as cartilagens principais. Limites: O limite anterior corresponde a prega limiar do nariz e o limite posterior é um orifício chamado coano que separa a cavidade nasal da parte nasal da faringe. o limiar do nariz. lateralmente). dorso é o contorno superior. parte do esfenóide. ossos nasais e processos frontais da maxila que delimitam a abertura piriforme. Vias aéreas superiores Nariz: Externamente o esqueleto do nariz é formado por ossos e cartilagens. a concha nasal inferior. no centro e as conchas superior e média. fornece oxigênio para ser distribuído as células e elimina o gás carbônico resultante da atividade celular. Partes: vias aéreas (superiores: nariz. Dr. partes nasal e oral da faringe e laringe. revestidos por mucosa olfatória. os processos laterais que dão continuidade aos ossos nasais. Nader Wafae É o conjunto de órgãos responsáveis pelo transporte de gases e pelas trocas gasosas entre nosso corpo e o meio ambiente. formando o septo nasal. narinas. Tem atuação ativa na fonação. internamente das narinas até uma prega oblíqua. em cima. o vômer (septo ósseo). Soalho: palato duro (processo palatino da maxila e lâmina horizontal do palatino) e palato mole revestidos por mucosa respiratória. inferiores: traquéia e brônquios) e parte respiratória (pulmões e pleuras). Parede lateral: apresenta as seguintes estruturas de cima para baixo: • recesso esfenoetmoidal com a abertura do seio esfenoidal • concha nasal superior que pertence ao osso etmóide 125 .SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof. lâmina perpendicular do etmóide e vômer. cavidade nasal. Partes internas: vestíbulo do nariz é a área que se estende.

istmo da garganta (formado por: arco palatofaríngeo. Acima do óstio encontra-se uma cartilagem chamada toro tubário para inserção musculares. tornar mais leve a cabeça e possivelmente funcionam também como caixa de ressonância para a produção da voz. etmóide. Denominações: Seio frontal. seio esfenoidal e seio etmoidal. proteger contra infecções. envolvido pela concha nasal superior contém a abertura da parte posterior do seio etmoidal concha nasal média que pertence ao osso etmóide meato nasal médio.• • • • • meato nasal superior. o qual contém a abertura do seio maxilar. na frente do óstio está a prega salpingopalatina que contém o músculo salpingopalatino. inferior . Região respiratória: reveste o restante Seios paranasais: Conceito: são cavidades no interior dos ossos: maxila. Divisões da cavidade nasal: Região olfatória: reveste o teto da cavidade nasal. este sulco prolonga-se anteriormente e superiormente com o nome de infundíbulo etmoidal onde se encontra a abertura do seio frontal concha nasal inferior é um osso isolado meato nasal inferior com a abertura do ducto lacrimonasal que é a comunicação com a órbita através do saco lacrimal. atrás do óstio está a prega salpingofaríngea que contém o músculo salpingofaríngeo e embaixo do óstio encontra-se o toro do levantador que contém o músculo levantador do véu palatino. palato mole e parede posterior da faringe) que a separa da parte oral da faringe . Os músculos que formam essas pregas levantam o palato ou a própria faringe na deglutição impedindo o refluxo do alimento para a cavidade nasal. seio maxilar. contém ar e são revestidos por mucosa similar à mucosa respiratória da cavidade nasal. Paredes: Parede superior: tonsila faríngea (adenóide) é um dos órgãos linfáticos de proteção imunológica. um sulco em forma de meia lua embaixo da bolha. Parede posterior: recesso faríngeo que pode conter uma pequena tonsila tubária. o hiato semilunar. envolvido pela concha nasal média contém: uma elevação redonda cheia de ar a bolha etmoidal com a abertura da parte anterior do seio etmoidal. 126 . Quando essa mucosa inflama constitui a sinusite. Limites: anterior – coano. este último formado por um conjunto de pequenas cavidades chamadas células etmoidais anteriores e posteriores (suas aberturas já foram vistas na parede lateral da cavidade nasal). esfenóide e frontal que se comunicam com a cavidade nasal. Funções: regular a temperatura. Parede lateral: contém as seguintes estruturas: óstio faríngeo da tuba auditiva que é a comunicação com a orelha média para equilibrar a pressão sobre a membrana timpânica. Parte nasal da faringe: situada atrás da cavidade nasal. a umidade e filtrar o ar inspirado. parte das conchas nasais superiores e parte superior do septo.

e a cuneiforme. a parte larga para cima e a parte afunilada chamada pecíolo para baixo. Importante na deglutição quando a laringe se eleva e sua abertura é ocluída por ela. a superior projeta-se para frente como proeminência laríngea. em forma de anel com a lâmina posterior e o arco anterior. é par e se articulam com a margem superior da cartilagem cricóidea. estão sobre as cartilagens aritenóideas. corniculada e cuneiforme. Laringe: Conceito: é um tubo constituído por cartilagens. Cartilagem Aritenóidea: em forma triangular. podem ser: Externos: membrana tireo-hióidea. ligamento cricotireóideo. a cartilagem apresenta 4 prolongamentos: 2 cornos superiores e dois cornos inferiores. Ligamentos: contribuem para manter o esqueleto da laringe. ligamento vocal (internamente à prega vocal). Cavidade da laringe: É revestida por mucosa e divide-se em 3 partes: Superior ou Vestíbulo: vai do ádito da laringe (margem que delimita a entrada da laringe) à prega vestibular (falsa corda vocal). Cartilagens: 3 ímpares: tireóidea. 127 . músculos e revestida de mucosa situado por diante da coluna vertebral cervical. cricóidea e epiglótica e 3 pares: aritenóidea. (entre as cartilagens tireóidea e cricóidea). são importantes principalmente na fonação. ligamento vestibular (internamente à prega vestibular). Cartilagem Tireóidea: em forma de escudo. Cartilagem Corniculada. Cartilagem Cricóidea: é inferior à cartilagem tireóidea.Parte oral da faringe: é a parte da faringe que continua a parte nasal e sendo comum aos sistemas: respiratório e digestório. Posterioremente. mais saliente nos homens. Além da função respiratória é o órgão da fonação e auxiliar na deglutição. será estudada com o sistema digestório. A corniculada situa-se no ápice da cartilagem aritenóidea. Cartilagem Epiglótica: em forma de folha. entre a faringe e a traquéia. anteriormente por: duas lâminas direita e esquerda com incisuras medianas (incisuras tireóideas superior e inferior). ligamento cricotraqueal (entre a cartilagem cricóidea e a traquéia). ligamentos. (entre a cartilagem tireóidea e o osso hióide) com espessamento no centro (ligamento tireo-hióideo mediano) e nas laterais (ligamentos tireo-hióideos laterais) . Sua margem inferior é o limite com a traquéia. Está constituída. ao seu lado. ligando as cartilagens entre si e estas aos órgãos vizinhos. é anterior e a maior delas. cone elástico (da cartilagem cricóidea ao ligamento vocal). situam-se portanto atrás da cartilagem tireóidea. Cartilagem Cuneiforme: ambas pares. são pequenas e de menor expressão funcional. Internos: membrana quadrangular (da prega ariepiglótica ao ligamento vestibular) .

É continuação da laringe.situados posteriormente sobre a lâmina da cartilagem cricóidea Grupo C . sobre as cartilagens tireóidea e cricóidea e músculo vocal.lâmina perpendicular do osso etmóide 10 . o espaço em forma de sulco entre as pregas vestibular e vocal do mesmo lado.limiar do nariz 7. tem cerca de 15 cm e se estende até a sexta vértebra torácica quando se divide. Inferior ou infraglótica: vai da prega vocal à margem inferior da cartilagem cricóidea Músculos: Grupo A . interrompidos na parte de trás e ligados entre si pelos ligamentos anulares. tireoaritenóideo e cricoaritenóideo lateral situados lateralmente sob as lâminas da cartilagem tireóidea.coano 8.recesso esfenoetmoidal 128 .situado sobre as cartilagens aritenóideas. este situado no interior da prega vocal.vômer 9. nesta parte observamos o ventrículo.Média ou Glote: vai da prega vestibular à prega vocal (verdadeira corda vocal).músculos que afastam as pregas vocais (abdução) e portanto respiratórios: cricoaritenóideo posterior .Músculos que distendem a prega vocal (tensores): cricotireóideo situado anteriormente. Rima do vestíbulo é o espaço entre as duas pregas vestibulares. portanto. Internamente no nível da bifurcação da traquéia encontramos uma crista mediana chamada carina da traquéia que separa os brônquios principais direito e esquerdo e orienta a corrente de ar para ambos os brônquios.vestíbulo do nariz 6. em cada lado. Rima da glote é o espaço entre as duas pregas vocais. Situa-se. as cartilagens traqueais. parte no pescoço (porção cervical) e parte no tórax (porção torácica). Grupo B . Inervação: nervos laríngeos inferiores (recorrentes) ramos do nervo vago.  Roteiro prático do Sistema Respiratório (1ª parte a identificar) Nariz 1-raiz 2-dorso 3-cartilagem do septo e processos laterais 4-cartilagem alar maior Cavidade nasal 5.músculos que aproximam as pregas vocais (adução) e portanto são fonadores: aritenóideos (oblíquo e transverso) . (bifurcação da traquéia) nos brônquios principais direito e esquerdo. Irrigação: artérias tireóideas superior e inferior Vias aéreas inferiores Traquéia: é um tubo formado por cerca de 16 arcos de cartilagem sobrepostos.

bolha etmoidal 16.concha nasal superior 12.meato nasal inferior (com ducto lacrimonasal) Parte nasal da faringe 20 tonsila faríngea 21 óstio faríngeo da tuba auditiva 22 recesso faríngeo 23 toro tubário 24 prega salpingopalatina 25 prega salpingofaríngea 26 toro do levantador Seios paranasais 27 seio frontal 28 seio maxilar 29 seio etmoidal 30 seio esfenoidal Laringe 31 proeminência laríngea 32 cartilagem tireóidea (lâmina) 33 cartilagem tireóidea (corno) 34 cartilagem cricóidea 35 cartilagem epiglótica 36 cartilagem aritenóidea 37 ádito da laringe 38 vestíbulo da laringe 39 prega vestibular 40 prega vocal 41 ventrículo 42 músculo cricotireóideo 43 músculo cricoaritenóideo posterior 44 músculos aritenóideos (oblíquo e transverso) 45 músculos cricoaritenóideo lateral e tireoaritenóideo (juntos) Traquéia 46 cartilagem traqueal 47 ligamento anular 48 carina da traquéia Anatomia Funcional da Laringe 129 .meato nasal médio 15.11.concha nasal média 14.hiato semilunar 17.infundíbulo etmoidal 18.concha nasal inferior 19.meato nasal superior 13.

predominantemente. Neste caso mecanismos reflexos regulam a coordenação entre a laringe e o diafragma. 130 . c) pregas vocais Durante a deglutição os músculos adutores aproximam as pregas vocais completando o terceiro esfíncter de fechamento. além disso a epiglote abaixa pela ação da base da língua e suas margens se aproximam das pregas ariepiglóticas as quais delimitam a entrada da laringe reduzindo o seu espaço. A adução ou aproximação das pregas vocais é determinada pelos músculos: tireoaritenóideo poderoso adutor. A laringe é o nosso órgão fonador responsável pela emissão dos sons e se assemelha a um instrumento de sopro ou daqueles quer funcionam com foles. entram pelo hilo do pulmão e ramificam-se no interior do pulmão formando a árvore bronquial. Essa vibração se exterioriza através de sons. Também desempenham funções no papel fonador. mais horizontal e mais fino. b) pregas vestibulares. são dois: direito e esquerdo. aritenóideos que aproximam as partes posteriores das pregas vocais e cricoaritenóideo lateral que giram as cartilagens aritenóideas levando as pregas vocais medialmente. a) epiglote Durante a deglutição a laringe é elevada principalmente pelos músculos suprahióideos. Brônquios principais: Os brônquios principais resultam da divisão da traquéia no nível da 6ª vértebra torácica. Diferenças: O brônquio principal direito é mais curto. b) pregas vestibulares Simultaneamente o corpo adiposo pré-epiglótico é empurrado para trás causando a aproximação e fechamento das pregas vestibulares. O músculos cricotireóideo ao se contrair modifica o ângulo entre as cartilagens cricóidea e tireóidea distendendo e aumentando as pregas vocais. O ar expirado proveniente dos pulmões ao encontrar as pregas vocais em adução. o ventrículo da laringe semelhante ao boquim ou lingüeta dos instrumentos de sopro e os diferentes espaços da via aérea atuando como caixa de ressonância. Por causa dessas diferenças é mais comum que corpos estranhos que entram na via aérea.A laringe é um órgão auxiliar da deglutição porque ao proteger a via respiratória impedindo que alimentos e líquidos ingeridos entrem nessa via está colaborando para que esses elementos se dirijam efetivamente para os órgãos do sistema digestório a que se destinam. produz a vibração das mesmas. isto é próximas uma da outra. c) pregas vocais. da mesma forma que a traquéia são tubos com arcos de cartilagem. se alojem no lado direito. com a conseqüente elevação da epiglote o alimento é desviado em direção ao esôfago. É evidente que não estando participando da deglutição ou da fonação a laringe com as pregas vocais abduzidas ou afastadas permite a livre passagem do ar atuando como via da respiração. Ela desempenha essa função através do fechamento em três níveis: a) epiglote. mais vertical e mais grosso que o brônquio principal esquerdo que é mais longo.

anterior. superior. medial e lateral). São 9 no pulmão esquerdo sendo 4 no lobo superior (apicoposterior. médio e inferior. posterior. A face costal. 10 segmentos broncopulmonares. O pulmão esquerdo apresenta na mesma face evidentes impressões para a artéria aorta e para o coração. são: 3 no lado direito brônquios lobar superior. além da incisura cardíaca em sua margem anterior Diferenças Pulmão direito: mais pesado. Brônquios intrassegmentares: São ramificações menores dos brônquios segmentares contidas no interior dos segmentos broncopulmonares. O pulmão esquerdo consiste em 2 lobos: superior e inferior separados pela fissura oblíqua. Lobos e Fissuras O pulmão direito consiste em 3 lobos: superior. separados por 2 fissuras: oblíqua e horizontal. uma base. lobar médio e lobar inferior. mediastinal (medial) e diafragmática (inferior) e 3 margens: anterior. e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior ( anterior. 3 faces: costal (lateral). 131 . posterior e inferior. O pulmão direito apresenta na face mediastinal a impressão da veia ázigo e uma imperceptível impressão cardíaca. lingular superior e lingular inferior). mais curto. a mediastinal. anterior. impressão da veia ázigos. médio e inferior.Brônquios lobares: Resultam da divisão do brônquio principal no nível do hilo. voltada para o mediastino em relação com o coração. a margem posterior é romba e a margem inferior contorna a face diafragmática ou base. Impressões: Ambos os pulmões apresentam na face costal. cardíaca. tem 3 lobos: superior. São 10 no pulmão direito sendo 3 no lobo superior (apical. No local do lobo médio. e 2 no lado esquerdo: brônquios lobar superior e lobar inferior Brônquios segmentares: Resultam de divisões dos brônquios lobares e se dirigem aos segmentos broncopulmonares. 2 fissuras: oblíqua e horizontal. A margem anterior é fina e aguda. posterior). a face diafragmática. Pulmões: Partes Cada pulmão apresenta: um ápice. inferior sobre a cúpula do diafragma é também sua base. inferior. as impressões das costelas. medial e lateral). posterior. 2 no lobo médio (medial e lateral) e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior. maior de todas está voltada para as costelas que deixam suas impressões nessa face. o pulmão esquerdo apresenta um prolongamento chamado língula do pulmão esquerdo. mais largo.

Recesso costomediastinal é a reflexão da pleura parietal costal em mediastinal e recesso costodiafragmático é a reflexão da pleura parietal costal em diafragmática. Pleuras: São membranas serosas brilhantes (películas finas e transparentes) que envolvem os pulmões (pleura visceral) e as paredes torácicas e o diafragma (pleura parietal). Transverso do tórax e 132 . saco alveolar e alvéolo pulmonar. O conceito de raiz do pulmão não é unanimidade mas podemos considerar como o conjunto do hilo com o pedículo A unidade funcional da parte respiratória dos pulmões é formada pelo bronquíolo respiratório. expiração (quando o ar sai pelas vias aéreas). diafragmática e mediastinal seus nomes correspondem às partes que revestem. A freqüência média em condições normais é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto. transversal e sagital e assim diminuem a pressão intratorácica em relação à atmosférica possibilitando a entrada do ar. Hilo é uma fenda plana na face mediastinal do pulmão por onde entram e saem os elementos do pedículo. A disposição dos elementos do pedículo no hilo não é constante mas a mais freqüente de diante para trás é a seguinte: veias. artéria e brônquios. B. impressão cardíaca e da aorta.Músculos que auxiliam diretamente nos movimentos respiratórios: Intercostais internos (menos a parte intercondral). Pedículo é o conjunto dos elementos que entram (artéria pulmonar e brônquio principal) ou saem (veias pulmonares) do pulmão. 1 fissura: oblíqua. Cada segmento broncopulmonar é uma parte do pulmão dotado de certa individualidade pois recebe um ramo da artéria pulmonar e uma ramificação de brônquio segmentar. tem 2 lobos: superior e inferior. Os músculos que interferem na respiração podem ser divididos em 3 grupos: A. Músculos da respiração: Os movimentos respiratórios compreendem 2 fases: inspiração (quando o ar entra pelas vias aéreas). Isto tem sua importância clínica pois permite condutas terapêuticas segmentares.Pulmão esquerdo: menos pesado. São músculos inspiratórios que atuam aumentando os eixos da caixa torácica longitudinal. Levantadores das costelas e partes intercondrais dos intercostais internos. Intercostais externos. mais longo. menos largo. 9 segmentos broncopulmonares. A aderência entre folhetos da pleura mediastinal abaixo do hilo forma o ligamento pulmonar. A pleura parietal é formada pelas partes: costal. língula no lugar de lobo médio e incisura cardíaca na margem anterior. Cavidade pleural é o espaço virtual que existe entre a pleura visceral e a pleura parietal e contem uma pequena quantidade de líquido é o líquido pleural.Músculos que atuam direta e ativamente nos movimentos respiratórios: Diafragma. ducto alveolar.

são inspiratórios. latíssimo do dorso. Características: a) constituem a camada mais externa. direita (mais alta por causa do fígado) e esquerda. aumenta o eixo longitudinal do tórax. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de diante para trás. A porção tendínea localiza-se no centro do músculo e se chama centro tendíneo (de cor branca. c) na parte anterior. contorna o esôfago e o esquerdo que formam o ligamento arqueado mediano sobre a aorta. Intercostais externos: são músculos situados entre as costelas. serrátil anterior. Quando se contrai durante a inspiração o músculo diafragma abaixa suas cúpulas. peitorais maior e menor. não chegam até o osso esterno. É portanto músculo inspiratório. abaixando as costelas. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. chegam até a coluna vertebral. Diafragma: o músculo diafragma situa-se entre o tórax e o abdome. abaixo do coração). chegam até o osso esterno. mas principalmente nos corpos vertebrais das primeiras vértebras lombares através de dois pilares: o direito. A parte lombar se insere sobre o músculo quadrado do lombo através do ligamento arqueado lateral. C. próximos a ela são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal interna ou posterior. A parte costal procede das cartilagens costais e costelas inferiores. esternocleidomastóideo. O diafragma é inervado pelo frênico e irrigado pelas artérias frênicas. menos a parte intercondral que é inspiratória. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. Esta camada muscular 133 . Elevam as costelas e portanto são inspiratórios. profundos e posteriores que vão das vértebras para as costelas vizinhas. sobre o músculo psoas pelo ligamento arqueado medial. A parte esternal muito pequena fixa-se ao processo xifóide do esterno. médio e posterior). São auxiliares da expiração. tem a forma de um guarda chuva com duas cúpulas. próximo a ele são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal externa ou anterior. Levantadores das costelas: são músculos pequenos.Músculos acessórios que somente atuam nos movimentos respiratórios forçados: escalenos (anterior. costal e lombar. Intercostais internos: são músculos situados entre as costelas. Divide-se em 3 partes: esternal. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de trás para diante.Subcostais. abaixa a pressão no interior do tórax. d) na parte posterior. maior. São expiratórios cuja atividade é sobrepujada pela própria elasticidade do pulmão em se retrair e portanto promover a expiração. O diafragma apresenta 3 orifícios para passagens de estruturas: na parte muscular temos: o hiato esofágico para o esôfago e o hiato aórtico para a aorta. oblíquos do abdome (externo e interno) e eretor da espinha. Características: a) constituem a camada interna. não chegam até a coluna vertebral. A porção muscular fica em torno do centro tendíneo e se insere nas últimas costelas. c) na parte anterior. Esses músculos elevam as costelas e portanto. na parte inferior do esterno e na coluna vertebral. d) na parte posterior. no centro tendíneo: o forame para a veia cava por onde passa a veia cava inferior.

em conseqüência deste movimento ocorre a elevação da parte anterior das costelas que levantam o esterno e assim aumentam o diâmetro ântero-posterior. Mas em nosso organismo em situação normal. pela semelhança com o movimento das alavancas que puxavam água. porém alternadas e não subseqüentes são encontrados apenas na parte superior e inferior do tórax. A penetração do ar nas vias aéreas pode ser feita com pressão positiva através de aparelhos como ocorre durante os atos cirúrgicos. a sua saída. Volumes respiratórios: Volume corrente é o volume de ar que entra e sai em cada respiração normal Volume inspiratório de reserva é o volume de ar que pode ser inspirado em inspiração forçada Volume expiratório de reserva é o volume de ar que pode ser expirado em expiração forçada Volume residual é o volume de ar que permanece nos pulmões após expiração forçada Mecânica Respiratória Prof.interna costuma ser subdividida em duas camadas: intercostais internos e intercostais íntimos separados pelos trajetos de nervos e vasos . Durante a inspiração o ar penetra pelas vias aéreas até chegar aos alvéolos pulmonares onde em contato com os capilares sangüíneos provenientes da artéria pulmonar são realizadas as trocas gasosas ou hematose. É o movimento predominante no sexo masculino (respiração abdominal) O aumento do diâmetro sagital ou ântero-posterior é determinado pelo movimento das costelas na articulação costovertebral em torno de um eixo transversal formado pela parte posterior das costelas. Dr. O volume médio de ar em cada movimento respiratório gira em torno de 500 ml. O aumento do eixo ou diâmetro longitudinal ou súpero-inferior é determinado pela contração do músculo diafragma que devido a posição especial de seu centro tendíneo central abaixa unicamente suas cúpulas em direção ao abdome. assim o diâmetro ou eixo longitudinal. aumentando. Subcostais: músculos pequenos. ocorre principalmente da 2ª a 6ª costela. Para tonar a pressão negativa no interior do tórax principalmente na inspiração a caixa torácica deve ser ampliada em seus três eixos: longitudinal. sagital e transversal. Transverso do tórax: músculo em forma radiada situado atrás do esterno. 134 . tornado possível a entrada do ar pela diferença de pressões com o meio ambiente. posteriores. É o movimento predominante me mulheres (respiração torácica). a entrada do ar submetido a pressão atmosférica é feita através da negatividade da pressão no interior do tórax. vão de costela para costela. promovendo assim uma pressão aspirativa. Nader Wafae A freqüência respiratória média é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto e compreende a inspiração com a entrada do ar e a expiração. Esse movimento denominado BRAÇO DE BOMBA.

A expiração poderia até dispensar os músculos expiratórios uma vez que atingido o ápice da inspiração. Respiratório (2ª parte a identificar) Brônquios 1 Brônquio principal direito 2 Brônquio principal esquerdo 3 Brônquio lobar 4 Brônquio segmentar Pulmões 5 Ápice 6 Base ou face diafragmática 7 Face costal 8 Face mediastinal 9 Margem anterior 10 Margem posterior 11 Margem inferior 12 Lobo superior do pulmão direito 13 Lobo médio do pulmão direito 14 Lobo inferior do pulmão direito 15 Lobo superior do pulmão esquerdo 16 Lobo inferior do pulmão esquerdo 17 Fissura oblíqua do pulmão direito 18 Fissura horizontal do pulmão direito 19 Fissura oblíqua do pulmão esquerdo 20 Hilo / Raiz 21 Pedículo (artéria. o pulmão normalmente tenderia a voltar à sua situação anterior pela sua elasticidade.  Roteiro prático do Sistema. veias. a pleura visceral acompanha a pleura parietal à qual esta aderida pela pequena quantidade de líquido pleural (experiência dos vidros planos com água). As paredes da caixa torácica dilatadas e o diafragma abaixado levam com eles a pleura parietal aderida às paredes e ao diafragma. Esse movimento denomina-se ALÇA DE BALDE pela semelhança do movimento da costela com o levantamento da alça de um balde. levantando sua parte média e lateral e assim aumentando a distância transversal do tórax. brônquios) 22 Impressão da veia ázigos 23 Impressão da aorta 24 Impressão cardíaca 25 Impressões das costelas 26 Incisura cardíaca (margem anterior do pulmão esquerdo) 27 Língula do pulmão esquerdo 135 .O aumento do diâmetro transversal ou látero-lateral é determinado pelo movimento das costelas principalmente nas articulações costotransversárias da 7ª a 10ª costela em torno de um eixo ântero-posterior das costelas. e como o pulmão está ligado à pleura visceral também irá se expandir negativando a pressão em seu interior e assim permitindo a entrada do ar.

Pleuras 28 Pleura parietal 29 Pleura visceral ou pulmonar 30 Recesso costodiafragmático Músculos da respiração 31 Diafragma 32 Centro tendíneo 33 Pilar direito 34 Pilar esquerdo 35 Óstio da veia cava 36 Hiato esofágico 37 Hiato aórtico 38 Intercostal externo 39 Intercostal interno 40 Membrana intercostal externa 41 Transverso do tórax 42 Subcostais 43 Levantador da costela Doenças do sistema respiratório Rinite Inflamação da mucosa nasal. Neste caso pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica com a diminuição de área pulmonar ativa. obstrução nasal. Cefaléia. Bronquite Inflamação da mucosa dos brônquios e de suas ramificações geralmente de causa infecciosa. tosse e escarro purulento ou crônica se os sintomas tosse e catarro persistirem por mais tempo três meses a dois anos. Sinusite Inflamação da mucosa que recobre os seios paranasais. Na rinite por ar seco pode aparecer crostras (descamação) e sangramento. mau cheiro e anosmia (ausência de olfato). Decorre de infecções virais (resfriado comum). febre. Apresenta disfonia. rinorréia purulenta e dor à palpação dos pontos sinusais. haemophyllus influenzae. alergia. estafilococo. secura no ar e atrofia (ozena). ou por utilização inadequada da voz. tosse seca e dor de “garganta”. diminuição do olfato. em geral de natureza infecciosa: pneumococo. espirros. Sintomas: gotejamento nasal (rinorréia). Laringite aguda É a inflamação aguda da laringe pode ser infecciosa provocada por vírus ou bactérias provenientes de infecções superiores. A ozena é rinite atrófica que apresenta crostras. Pode ser aguda: curta evolução. 136 .

Sintomas nem sempre presentes: tosse seca. Pneumotórax É a presença de ar no espaço pleural. Pode apresentar cianose (coloração azulada da pele) e síncope (perda súbita da consciência) nos casos mais graves. Na maioria das vezes decorre de bronquite crônica e seus sintomas se confundem e assim também pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica. Quando a quantidade de ar ´´e grande pode colapsar o pulmão (atelectasia) e apresentar cianose. palidez. Pode ser assintomática ou apresentar tosse e dispnéia leve nas fase iniciais mas quando a fibrose aumenta apresenta dispnéia grave e tosse. por exemplo. Pode ser: traumático quando resulta de um trauma. Pneumoconiose Doença pulmonar decorrente da inalação de partículas de pó. dispnéia. Staphylococcus aureus e Haemophylus influenzae. de sílica quando denomina-se silicose. Sintomatologia: tosse. Sarcoidose Doença granulomatosa sistêmica de causa desconhecida que geralmente atinge o pulmão formando fibroses.. As crianças. falta de ar (dispnéia). taquipnéia (aumento da freqüência respiratória) súbitos. os idosos e os imunodeficientes são mais suscetíveis e com maior gravidade. êmbolos de gordura ou de medula óssea em fraturas. Tuberculose pulmonar Infecção pulmonar provocada pelo Mycobacterium tuberculosis. dor no peito. quando ar penetra na cavidade pleural durante a inspiração por um mecanismo que funciona como válvula. febre baixa. Os sintomas são dor no peito. tosse seca. Obstrução da artéria pulmonar por êmbolos. cuspir ou mesmo pela fala. escarro. Pode ser lobar se estiver restrita a um lobo do pulmão ou broncopneumonia se estiver disseminada pelos pulmões. tosse com escarro purulento Enfisema pulmonar Aumento anormal de espaços aéreos após o bronquíolo terminal com destruição das paredes alveolares. a contaminação ocorre pelo ar através de bacilos provenientes de enfermos ao tossir.Pneumonia É a inflamação do parênquima pulmonar associada a um processo infeccioso bacteriano ou virótico. 137 . Estes podem ser trombos de veias de membros inferiores que se desprenderam. Apresenta febre. Sintomatologia: dispnéia. emagrecimento e fraqueza. Ao ser inalada provoca reação do organismo caracterizada por fibrose pulmonar. espontâneo nas rupturas de cistos pulmonares ou hipertensivo. Embolia pulmonar. Os germes que com maior freqüência produzem pneumonia são Streptococcus pneumoniae.

palato duro e palato mole Soalho . pela absorção. estômago. Parede anterior . os produtos da alimentação são introduzidos em nosso organismo pelas células do tubo digestório. Nader Wafae Funções: O sistema digestório é responsável pela mastigação. jejuno e íleo).dorso da língua. fígado e pâncreas). transformação dos alimentos da forma como são ingeridos em substâncias mais simples e solúveis. o acúmulo de líquido ocorre pelo aumento da permeabilidade capilar e apresenta maior quantidade de células. Pode ser: Transudato: o líquido passa através da parede capilar em quantidade maior que o normal e apresenta pequena quantidade de células. fibrinoso. faringe. SISTEMA DIGESTÓRIO Prof. pela excreção aquilo que não é selecionado para ser absorvido ou excedente é eliminado pelas fezes. Suas partes são: cavidade oral. Cavidade oral: Compreende o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca. intestino delgado (duodeno. uma vez transformados. frênulo da língua e carúncula sublingual (abertura da glândula salivar submandibular) Conteúdo: Dentes implantados nos alvéolos dentais da maxila e da mandíbula 138 .dentes e gengivas Teto . hemorrágico. esôfago.comunicação com a faringe através do istmo das fauces formado por: palato mole com a úvula palatina. O líquido pode ser purulento (empiema). intestino grosso e glândulas anexas (salivares. passagem do alimento da boca para os órgãos internos. pela deglutição. arco palatoglosso e dorso da língua Paredes laterais .Derrame pleural Consiste na presença de líquidos em quantidade anormal na cavidade pleural. Exsudato. Constituição: O sistema digestório é um tubo muscular e mucoso que assume diferenças de diâmetro desde seu início na cavidade oral até o seu término no ânus. falta de ar (dispnéia). Utiliza para o desempenho dessas funções processos mecânicos e químicos. pela digestão. No exsudato a pleura deve apresentar algum distúrbio. Dr. redução no tamanho e na consistência dos alimentos.rima da boca com os lábios Parede posterior . Sintomatologia: dor que aumenta com a inspiração. Vestíbulo da boca: é a parte da cavidade oral situada entre a arcada dentária e os lábios e a bochecha Cavidade própria da boca: e a parte da cavidade oral situada por dentro das arcadas dentárias.

atrás do V lingual encontramos a tonsila lingual. são vistos na língua seccionada sagitalmente e se dispõem em camadas: longitudinal superior (logo abaixo das papilas). Os músculos intrínsecos. 32 Língua: órgão muscular atua na mastigação. par. número total 8 Molares: coroa com quatro tubérculos. – filiformes as mais numerosas ocupam todo o dorso e o ápice. uma ou duas raízes. situação anteriores. 139 . margem superior cortante. palatoglosso. Partes: raiz. duas ou três raízes. são pequenas saliências dispersas no dorso em forma de cogumelo. situada entre a epiglote e o dorso da língua. tipos – circunvaladas são as maiores. situação: laterais. uma raiz. longitudinal inferior (no contorno inferior das margens da língua). A primeira dentição possui 20 – a dentição definitiva. número total 12. Tipos: Incisivos: coroa em bisel. situados na própria língua e extrínsecos ligando a língua às estruturas vizinhas. função: moem o alimento. função: cortam o alimento. Valécula epiglótica é uma depressão. é delimitada pela prega glossoepiglótica mediana e pela prega glossoepiglótica lateral de cada lado. do processo estilóide à parte lateral da língua. função: perfuram e arrancam o alimento. Ainda no dorso mas já próximo da raiz. em torno do ápice. do palato mole à margem lateral da língua delimitando o arco palatoglosso. número total 4 Pré-molares: coroa com dois tubérculos. corpo que apresenta: ápice. um aglomerado de tecido linfático com aberturas em forma de criptas. Pertencendo ao sistema linfático é um órgão de defesa imunológica que compõe o chamado anel linfático. doce. deglutição. azedo nas margens laterais e salgado em toda margem incluindo o ápice. ligada ao osso hióide. número total 8 Caninos: coroa em ponta. situação: anterolaterais. Os músculos extrínsecos são: hioglosso estende-se do osso hióide à margem lateral da língua. percepção do gosto e na fonação. genioglosso. da face interna do mento à face inferior da língua. colo e raiz. estiloglosso. transverso da língua (abaixo do longitudinal superior) e vertical da língua (mesclados entre o longitudinal superior e o transverso). moem o alimento. Entre as papilas circunvaladas e a tonsila lingual existe um sulco em forme de V chamado sulco terminal Músculos da língua: podem ser intrínsecos.Partes do dente: coroa. com forma circular e circunscritas por uma depressão também circular. estão dispostas em V e localizam-se entre o dorso e a raiz. – fungiformes. Os músculos da língua intrínsecos e extrínsecos atuam em conjunto adaptando a forma da língua visando o melhor desempenho das funções iniciais do sistema digestório. mastigação e deglutição. Papilas linguais. No dorso estão as papilas linguais com os corpúsculos gustativos para percepção do gosto: amargo. situação: posteriores. uma raiz. – folhadas em forma de estrias como se fossem rachaduras ou sulcos longitudinais. localizam-se nas margens da língua. dorso e face inferior. na parte posterior. margens.

essencialmente é um tubo para passagem do bolo alimentar. Fundo . lateralmente. A parte oral e a parte nasal comunicam-se através do istmo da garganta delimitado pelo palato mole. pelo brônquio esquerdo e pelo diafragma. 140 . enzimas) e à transformação do alimento em quimo (massa semilíquida) principalmente pelos movimentos peristálticos e produção de muco para facilitar a digestão e a absorção no intestino. A dificuldade em se delimitar anatomicamente as partes do estômago procede já que se trata de divisão de caráter histológico. óstio pilórico (transição com o duodeno). que levantam a faringe fazendo o alimento passar para o esôfago e impedindo o refluxo para a cavidade nasal: estilofaríngeo.próxima ao duodeno. salpingofaríngeo. Estômago: É o segmento mais dilatado do tubo digestório interposto entre o esôfago e o intestino delgado. Essa região divide-se em antro pilórico (próximo ao corpo) e canal pilórico (próximo ao duodeno). Parte oral: apresenta a fossa tonsilar delimitada pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo que contem a tonsila palatina também chamada amígdala em seu interior. torácica (a maior de todas) e a abdominal. levantador do véu palatino Esôfago: Continuação da faringe antecede o estômago.acima de um plano passando pela transição com o esôfago Corpo .entre o fundo e a parte pilórica Parte pilórica . Entre as funções do sistema digestório. constritor médio da faringe e constritor inferior da faringe e levantadores. o estômago se destina mais à digestão através do suco gástrico (HCl. muco. Apresenta estreitamentos considerados normais que são determinados pelo músculo cricofaríngeo. duas escavações os recessos piriformes.em torno de sua continuação com o esôfago abdominal. pelo arco da aorta. Faces ou paredes: anterior e posterior Curvaturas: gástrica maior e gástrica menor Partes: Cárdia . Tem cerca de 25 cm. pode ser avaliada traçando uma linha oblíqua a partir do ponto em há mudança de orientação da curvatura gástrica menor de vertical para horizontal ( incisura angular). Orifícios: óstio cárdico (transição com o esôfago). Os músculos da faringe podem ser constritores que comprimem o alimento: constritor superior da faringe. apresenta três partes: cervical. situa-se sucessivamente atrás da traquéia e do átrio esquerdo que lhe deixa uma impressão.Faringe: Das três partes da faringe. Atravessa o diafragma pelo hiato esofágico. arco palatofaríngeo e parede posterior da faringe Parte laríngea: apresenta. tendo a coluna vertebral em seu contorno posterior. duas atuam no sistema digestório: a parte oral e a parte laríngea. situa-se na cavidade abdominal logo abaixo do diafragma nas regiões denominadas epigastro e hipocôndrio esquerdo. palatofaríngeo.. Na sua transição com o estômago encontra-se o cárdia.

ao se aproximar da parte abdominal do esôfago as fibras do plexo se separam para formar o tronco vagal anterior no qual predominam fibras do vago esquerdo e o tronco vagal posterior formado principalmente pelo vago direito. gástrico anterior e outros dois menores: hepático e celíaco. ramos da v. ramo da artéria hepática própria. Inervação do estômago e do esôfago O estômago recebe inervação autônoma parassimpática através dos nervos vagos e simpática através do plexo celíaco para o estômago e esplâncnicos e tronco simpático para o esôfago. pelas veias gastromental direita ramo da v. a parte inicial participa ativamente da digestão mas o intestino delgado como um todo é o grande responsável pela absorção alimentar. o maior é o celíaco e o terceiro é o hepático. O nervo gástrico anterior emite vários ramos curtos e no nível do antro encontramos o ramo principal (nervo de Latarjet). Na curvatura menor entre as artérias gástrica esquerda ramo do tronco celíaco e a gástrica direita. O vago anterior coloca-se na frente do esôfago abdominal. o jejuno e o íleo. Os nervos vagos direito e esquerdo descem do pescoço para o tórax onde confluem por diante do esôfago para formar o plexo esofágico. e na curvatura maior entre as artérias gastromental direita ramo da artéria gastroduodenal e gastromental esquerda ramo da artéria esplênica e a região do fundo gástrico recebe ainda as artérias gástricas curtas ramos da artéria esplênica. Variações anatômicas do tronco celíaco são freqüentes. Intestino delgado: Tem em torno de 6 metros de comprimento e compreende o duodeno. Vascularização do estômago: A irrigação arterial do estômago se faz através de dois círculos anastomóticos situados nas curvaturas. O vago posterior coloca-se atrás do esôfago abdominal. (na maioria das vezes). Intestinos: É a parte final do tubo digestório. compreende o intestino delgado e o intestino grosso. A drenagem venosa é feita pelas veias gástricas direita e esquerda tributárias da veia porta do fígado que se encontram na curvatura menor do estômago. esplênica. (freqüentemente um pouco à direita do esôfago) emite três ramos o menor é o gástrico posterior.Piloro (significa portão) é uma concentração de fibras musculares circulares esfinctéricas entre o estômago e o duodeno e que regula a passagem do bolo alimentar para o duodeno. esplênica para a face posterior do estômago. mesentérica superior e gastromental esquerda ramo da v. Em alguns casos ocorre a presença de uma artéria gástrica posterior ramo da a. Entre as funções do tubo digestório. 141 . próximo ao cárdia divide-se em ramo maior. esplênica que se encontram na curvatura maior do estômago e pelas veias gástricas curtas do fundo gástrico. O estômago é peritonizado e a parte do omento menor que liga o estômago ao fígado chama-se ligamento hepatogástrico e a parte do omento maior entre o estômago e o colo transverso é o ligamento gastrocólico.

Em alguns casos podemos encontrar um pouco acima a papila menor do duodeno onde se abre o ducto pancreático acessório. colédoco trazendo a bile da vesícula biliar e do fígado e o pancreático trazendo o suco pancreático do pâncreas. 4ª ou ascendente que se continua com o jejuno a partir da flexura duodenojejunal fixa por uma estrutura muscular lisa chamada músculo suspensor do duodeno (Treitz). vai do piloro à transição com o jejuno na flexura (ângulo) duodenojejunal. mesentérica superior através das artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. gastroduodenal e as artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. a parte livre do omento menor. importante em clínica por apresentar características internas semelhantes ao estômago.  Roteiro prático do Sistema Digestório . Apresenta a forma da letra C que contorna a cabeça do pâncreas Partes: 1ª ou superior é a parte que segue o estômago. difíceis de individualizar) 10 Tonsila lingual 11 Valécula epiglótica 12 Prega glossoepiglótica mediana 13 Prega glossoepiglótica lateral 14 Músculo longitudinal superior da língua 142 . Aqui também formam-se círculos anastomóticos entre as artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior ramos da a. 3ª ou horizontal ou inferior. O duodeno é retroperitoneal. 2ª ou descendente é onde desembocam os ductos. mesentérica superior. ramos da a. na junção dos dois ductos forma-se a ampola hepatopancreática que se abre na papila maior do duodeno desta parte do duodeno. seu início chama-se bulbo duodenal. mas o início da primeira parte e o final da quarta parte são peritonizados. O duodeno está ligado ao fígado pelo ligamento hepatoduodenal.1ª parte Cavidade oral 1 Vestíbulo da boca 2 Cavidade própria da boca 3 Palato duro 4 Palato mole 5 Úvula palatina Língua 6 Papila circunvalada 7 Papila folhada 8 Papila fungiforme 9 Papila filiforme (revestem todo o dorso da língua. Vascularização do duodeno A irrigação arterial do duodeno procede da artéria hepática comum ramo do tronco celíaco através das artérias gástrica direita e gastroduodenal e da a.Duodeno: É a parte inicial do intestino delgado.

Tem importância prática saber identificar a primeira alça do jejuno o que possível pois sabemos que a mesma esta presa à parede posterior juntamente com a última porção do duodeno pelo músculo suspensor do duodeno. É evidente que as alças próximas ao duodeno são jejunais e aquelas próximas ao intestino grosso são ileais.15 Músculo transverso da língua 16 Músculo genioglosso 17 Músculo palatoglosso Dentes 18 Incisivo 19 Canino 20 Pré-molar 21 Molar Parte oral da faringe 22 Arco palatoglosso 23 Arco palatofaríngeo 24 Tonsila palatina na fossa tonsilar Parte laríngea da faringe 25 Recesso piriforme Esôfago 26 Parte cervical 27 Parte torácica 28 Parte abdominal Estômago 29 Cárdia 30 Fundo gástrico 31 Corpo gástrico 32 Parte pilórica . macroscopicamente é difícil diferenciá-las como pertencentes ao jejuno ou ao íleo.antro pilórico 33 Parte pilórica . 143 .canal pilórico 34 Curvatura menor 35 Curvatura maior 36 Piloro Duodeno 37 Parte superior 38 Parte descendente 39 Parte horizontal 40 Parte ascendente 41 Papila maior do duodeno 42 Músculo suspensor do duodeno Intestinos (continuação) Jejuno e íleo: Constituídos por grande número de alças intestinais que ocupam a área central do abdome.

apendicular e cólico. Vascularização do intestino grosso: irrigação – A artéria mesentérica superior emite os ramos: ileocólica. cólica 144 . Partes: Ceco. Canal anal: vai do reto ao ânus apresenta em seu contorno saliência longitudinais.da veia mesentérica superior para a veia porta. próximo ao baço. vai da flexura direita. Contornado a parte inferior do canal temos os músculos que atuam na defecação: esfíncter externo do ânus. Pécten anal é o espaço situado abaixo das válvulas e das colunas até o ânus. como possui o mesossigmóide. Reto é a parte terminal. No seu interior observamos as pregas transversas do reto cuja função é discutível. produção de muco. A artéria mesentérica inferior emite os ramos: cólica esquerda. A artéria cólica direita enquanto ramo direto da mesentérica superior está presente em cerca de 20% dos indivíduos. Tem várias curvas o que lhe dá a forma da letra S. estriado sob controle voluntário. A direita é mais baixa do que a esquerda devido à presença do fígado no lado direito. transporte e eliminação das fezes. 2. parte inicial que se comunica com o íleo. Colo descendente: no lado esquerdo vai da flexura esquerda até o início do colo sigmóide.saculações (provavelmente musculatura lisa circular concentrada em pregas circulares delimitando formações em bolsas).tênias do colo que são faixas de musculatura lisa longitudinal concentrada em 3 fitas ao longo do intestino (tênia mesocólica.ramos jejunais e ileais da artéria mesentérica superior. Identificação: pela presença de: 1. pois sabemos que o material proveniente da absorção intestinal deve passar antes pelo fígado para só depois entrar na corrente circulatória. Intestino grosso: Funções: formação. cecais anterior e posterior. próximo ao fígado.Vascularização: irrigação . Colo transverso. Colo sigmóide. As artérias: ileocólica. é identificável por estar mais livre (solto) que o colo descendente que está preso à parede posterior. estas delimitam com a parede anal espaços chamados seios anais. encontra-se na parte inferior do ceco no encontro das 3 tênias. cólica direita e cólica média para o lado direito do intestino grosso. ao nível da transição encontrase uma saliência a papila ileal com uma abertura no centro o óstio ileal ( a existência de uma valva ileocecal não é unanimidade entre os autores). drenagem . tênia omental e tênia livre) e 3. esfíncter interno do ânus. sigmóideas e retal superior para o lado esquerdo do intestino grosso. próximo ao fígado à flexura esquerda. Apêndice vermiforme. sua parte mais dilatada chama-se ampola. as colunas anais ligadas nas extremidades inferiores pelas válvulas anais. absorção de água e ferro. A artéria ileocólica se dirige para a transição entre o íleo e colo ascendente através dos ramos: ileal. continuação do ceco até a flexura direita.apêndices omentais do colo (pequenas formações saculares de gordura). a disposição de sua musculatura é diferente daquela do colo restante por isso não apresenta tênias ou saculações. Colo ascendente: no lado direito. mas sua posição é variável. liso sob controle autônomo.

cólica esquerda e sigmóideas estão interligadas pelo arco justacólico (artéria de Riolan). no nível do 2º dente molar superior. palatinas. esquerdo. forma uma saliência no soalho da boca. Glândulas salivares: Produzem uma secreção chamada saliva cujas funções são umedecer e lubrificar o alimento. localiza-se na cavidade abdominal. duodenal. abre-se através do ducto submandibular. É ímpar. nas proximidades do frênulo da língua. linguais. recebe ramos retais (média e inferior) da artéria ilíaca interna. veia cava inferior (à direita). distribuídas pela cavidade da boca e reunidas de acordo com a localização em: labiais. quadrado e caudado separados pelas seguintes estruturas: vesícula biliar. Glândulas anexas ao tubo digestório: São órgãos que produzem substâncias químicas ricas em enzimas que se comunicam com o tubo digestório através de ductos (tubos) por meio dos quais suas secreções vão atuar no processo de digestão dos alimentos. embaixo da cúpula direita do diafragma. cólica e renal.direita. a prega sublingual e em lugar de um único ducto possui vários ductos (de 8 a 17) que se abrem diretamente no soalho da boca. todas se comunicam com a cavidade oral. Sua inflamação é conhecida pelo nome de caxumba (parotidite epidêmica). Submandibular localiza-se embaixo da cavidade da boca envolvida pela mandíbula. e está protegido pelas últimas costelas do lado direito. É constituído por 4 lobos: direito. A drenagem venosa é efetuada por ramos das veias mesentéricas superior e inferior para a veia porta e das veias retais média e inferior para a veia ilíaca interna. cólica média. parte final do intestino grosso. ligamento venoso (à esquerda) e hilo hepático ou porta do 145 . porém acima da glândula submandibular. as menores são numerosas. gástrica. Sublingual também situada embaixo do soalho da boca. Apresenta duas faces: diafragmática. As glândulas anexas são: glândulas salivares que se abrem na cavidade oral. sob a pele e sobre o ramo da mandíbula. submandibular e sublingual. nas regiões do hipocôndrio direito e epigastro. na mucosa do vestíbulo da cavidade da boca. O reto. Glândulas salivares maiores: Parótida é a maior de todas. participa assim da formação do bolo alimentar e ainda iniciam a digestão dos hidratos de carbono pois contem a enzima chamada ptialina que atua sobre o amido. Dividem-se em dois grupos: maiores e menores. fígado e pâncreas que se abrem no duodeno. localiza-se na frente da orelha. guarda importante relação com o nervo facial que se encontra em seu interior e se abre através do ducto parotídeo. ligamento redondo. inferior voltada para as demais vísceras abdominais que a marcam com suas impressões: esofágica. As glândulas salivares maiores são 3 pares: parótida. da bochecha e molares. no soalho da boca ao lado do frênulo da língua em uma pequena saliência chamada carúncula sublingual. superior envolvida pelo diafragma e a visceral. Fígado: É a maior glândula do corpo humano.

Em alguns indivíduos podemos ter um segundo ducto chamado acessório que desemboca também no duodeno. O comportamento do peritônio em relação ao fígado será estudado posteriormente. Compreendem os ductos hepáticos direito e esquerdo que se unem para formar o ducto hepático comum que ao receber o ducto cístico proveniente da vesícula biliar formam o ducto colédoco que vai se unir ao ducto pancreático proveniente do pâncreas para juntos desembocarem através da ampola hepatopancreática na papila maior do duodeno na 2 a porção do duodeno. colo. a artéria hepática própria (à esquerda) e saem os ductos hepáticos (à direita) das vias biliares conduzindo a bile com sais biliares. Atualmente o fígado é dividido em 8 segmentos que desfrutam de certa autonomia funcional com aplicação cirúrgica. na 2a porção juntamente com o ducto colédoco. Vascularização: a cabeça do pâncreas é irrigada pelas artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior. corpo e cauda. isto é coloca-se posteriormente ao peritônio. Os sais biliares atuam sobre as gorduras quebrando suas moléculas para que as lipases possam atuar melhor. O fígado é envolvido por peritônio visceral menos em uma pequena parte da face diafragmática chamada área nua. é o túber omental. Podem ser intra-hepáticas situadas dentro do fígado e extra-hepáticas quando saem do fígado pelo hilo. eliminando bile para o duodeno através dos ductos cístico e colédoco. partindo do duodeno em direção ao baço.fígado (ao centro). Suas partes. Vias biliares: É o conjunto de ductos (tubos) que conduzem a bile desde a sua formação no tecido hepático até a desembocadura na 2a porção do duodeno. A vesícula biliar é um reservatório de bile que se contrai estimulada pela presença de alimento gorduroso no duodeno. ramos da artéria 146 . lipase para as gorduras e tripsina para digestão das proteínas. Contém ainda o bicarbonato de sódio para neutralizar o ácido clorídrico do estômago. a veia porta (posterior) que traz o sangue dos locais onde houve absorção alimentar (estômago. por diante da coluna vertebral é envolvido em parte pelo duodeno e se estende até o baço no lado esquerdo. Ao nível do hilo temos o pedículo hepático representado pelas estruturas que entram e saem do fígado. Sua secreção para o duodeno chama-se suco pancreático e contém as enzimas: amilase para os hidratos de carbono. A parte posterior da cabeça ao contornar os vasos mesentéricos superiores apresenta um prolongamento em ponta chamado processo uncinado. são: cabeça. Entram. intestinos). um pouco acima do outro na papila menor do duodeno. o corpo também apresenta uma proeminência em sai margem superior. O suco pancreático escoa principalmente por um ducto chamado ducto pancreático que desemboca na papila maior do duodeno. ambos sem maior significado funcional. na ampola hepatopancreática. Pâncreas: É também abdominal. É órgão retroperitoneal. situado por trás do estômago.

Essas artérias se anastomosam. retal superior Reto 16 Ampola do reto 17 Prega transversa Canal anal 18 Coluna anal 19 Válvula anal 20 Seio anal 21 M. a. respectivamente. cólica média 14 a. nas partes anterior e posterior da cabeça.2ª parte 1 Alça do jejuno 2 Alça do íleo Intestino Grosso 3 Ceco 4 Apêndice vermiforme 5 Colo ascendente 6 Colo transverso 7 Colo descendente 8 Colo sigmóide 9 Tênia do colo 10 Saculação 11 Apêndice omental 12 a. pancreática inferior. pancreática dorsal) e a cauda pela pancreática caudal também ramo da artéria esplênica. A drenagem venosa é efetuada pelas veias pancreáticas da veia esplênica Roteiro prático do Sistema Digestório . O corpo é irrigado por ramos da artéria esplênica (pancreática magna. cólica esquerda 15. esfíncter interno do ânus Glândulas salivares maiores 23 Parótida 24 Ducto parotídeo 25 Submandibular 26 Ducto submandibular 27 Sublingual Fígado 28 Face diafragmática Face visceral compreende: 29 Lobo direito 30 Lobo esquerdo 147 . esfíncter externo do ânus 22 M. ileocólica 13 a.gastroduodenal e ramos anterior e posterior da artéria pancreaticoduodenal inferior ramo da artéria mesentérica inferior.

Nader Wafae Conceito: é uma membrana serosa. quase transparente que reveste as paredes e os órgãos das cavidades abdominal e pélvica.31 Lobo quadrado 32 Lobo caudado 33 Porta do fígado 34 Veia cava inferior 35 Ligamento redondo 36 Ligamento venoso 37 Veia porta 38 Artéria hepática própria 39 Impressões de órgãos vizinhos (renal) Vias biliares 40 Vesícula biliar 41 Ducto cístico 42 Ducto hepático (direito e esquerdo) 43 Ducto hepático comum 44 Ducto colédoco Pâncreas 45 Cabeça do pâncreas 46 Colo do pâncreas 47 Corpo do pâncreas 48 Cauda do pâncreas 49 Processo uncinado 50 Ducto pancreático PERITÔNIO Prof. Nessa cavidade existe uma pequena quantidade de líquido chamado líquido peritoneal. c) proteção das vísceras mediante mecanismos de secreção e absorção. pelve e diafragma. a cavidade não aparece (potencial) embora exista. o peritônio é dividido em duas folhas: peritônio visceral que recobre as vísceras (órgãos) e o peritônio parietal que recobre as paredes do abdome. fina. 148 . Função: a) superfície de deslizamento para as vísceras permitindo os seus pequenos movimentos sem grandes desgastes por atrito. b) manutenção das vísceras em posição. no entanto como os órgãos estão muito próximos uns dos outros e das paredes. conta para tanto com a ação lubrificante do líquido peritoneal. Divisão: Embora seja uma membrana contínua. Entre o peritônio parietal e o peritônio visceral existe uma cavidade vazia (na mulher contém o ovário) chamada cavidade peritoneal. já que de alguma maneira fixam as vísceras nas paredes. lisa.

Desenvolvimento: o peritônio se desenvolve acompanhando as vísceras que recobre. as etapas mais importantes são: a) crescimento simples (multiplicação celular). O peritônio que recobre os colos 149 . b) meso: porção do peritônio que vai da parede à víscera contendo vasos em seu interior. parede posterior do estômago. c) omento: porção do peritônio que vai de uma víscera à outra víscera e contem vasos em seu interior. Disposições especiais em órgãos do sistema digestório: o peritônio parietal após revestir as paredes abdominais ântero-laterais (parte vem da direita e parte vem da esquerda) e o diafragma. no trajeto do diafragma e parede ânterolateral para o fígado formam-se dois ligamentos: a) o coronário (cujas extremidades constituem os triangulares) e b) o falciforme. elásticas e células gordurosas principalmente Tamanho: 2 a 7 metros quadrados. onde se juntam novamente e descem até um plano passando pelas cristas ilíacas. Bolsa omental é um espaço sacular peritoneal cuja parede anterior é formada pelo omento menor. Após revestir o fígado as duas lâminas (direita e esquerda. 2 lâminas anteriores do omento maior e a parede posterior pelo peritônio parietal posterior e pelas 2 lâminas posteriores do omento maior.Constituição: apresenta uma camada de mesotélio. d) l igamento: porção do peritônio que vai da parede à víscera ou de uma víscera à outra e não contem vasos em seu interior. nesse momento voltam-se sobre si mesmas e sobem em direção ao colo transverso pelo mesmo trajeto por onde desceram e forma o omento maior (4 lâminas.f) fossa: uma escavação rasa revestida por peritônio. uma camada basal de sustentação e uma camada conjuntiva de fibras colágenas. nesse trajeto formam o omento menor. o peritônio parietal deriva da somatopleura (parede do celoma próxima ao ectoderma). As duas margens do omento menor são espessadas e são chamadas de ligamentos a) hepatogástrico.) se encontram no hilo do fígado e se colocam uma na frente e outra atrás para se dirigirem à curvatura menor do estômago. g) recesso: uma escavação profunda revestida por peritônio. bolsa: uma formação sacular revestida por peritônio. ao atingir a curvatura menor separam-se para revestir as faces anterior e posterior do estômago até a curvatura maior. O peritônio que recobre o cólo sigmóide o faz a uma certa distância da parede formando o mesossigmóide. b) mudanças de forma e de posição por torções e deslocamentos c) coalescência (lâminas peritoneais próximas. b) hepatoduodenal na margem livre do omento menor sob o qual existe uma passagem chamada forame omental por onde se introduz o dedo para alcançar a bolsa omental. em contato e desprovidas de movimento são reabsorvidas pelo organismo e desaparecem. duas que descem e duas que sobem) envolvem o colo transverso e se dirigem a parede posterior como mesocolo transverso. Formação: o peritônio visceral deriva da esplancnopleura (parede do celoma próxima ao endoderma). desprendem-se deste para revestir o fígado tornando-se visceral. Definições: a) folhas: cada uma das divisões do peritônio (visceral e parietal). e) prega: saliência linear de peritônio ao contornar uma estrutura pequena .

Roteiro prático de peritônio 1 Peritônio parietal 2 Peritônio visceral 3 Omento maior 4 Omento menor 5 Mesentério 6 Mesocolo 7 Prega umbilical mediana 8 Prega umbilical medial 9 Escavação retovesical ou retouterina 10 Ligamento coronário 11 Ligamento falciforme 12 Ligamento triangular 13 Forame omental Doenças do sistema digestório Acalasia É distúrbio no relaxamento do esfíncter esofágico gerando obstrução funcional do esôfago durante a deglutição. são portanto parcialmente peritonizados. inicialmente. na linha mediana próximo à pelve vai se colocar. Como o intestino (delgado e grosso) necessita de grande crescimento para atingir sua extensão completa (6 metros) irá apresentar durante o desenvolvimento embrionário uma torção de 270° tendo como eixo a artéria mesentérica superior. De fato. no lado direito embaixo do fígado mediante essa rotação de 270º. É primária quando o distúrbio encontra-se na 150 . Esta rotação vai permitir o crescimento do jejuno e íleo que se liga à parede posterior pelo mesentério cuja base oblíqua tem em torno de 15 cm mas o suficiente para alcançar na borda livre todo o jejuno e íleo Os únicos órgãos situados no interior da cavidade peritoneal são o ovário e partes da tuba uterina (infundíbulo com as fímbrias).ascendente e descendente somente o fazem pela frente e pelos lados. O peritônio restringe-se à margem anterior do ovário. inicialmente o pâncreas é sagital isto é colocado no sentido ântero-posterior durante seu desenvolvimento e por acompanhar o estômago desloca-se para a esquerda. no início de sua formação é peritonizado mas deixa de sê-lo durante o desenvolvimento por coalescência. lâminas próximas sem movimento são reabsorvidas por coalescência. O mesmo ocorre com a flexura duodeno jejunal. sobra apenas o revestimento anterior deixando o pâncreas atrás do peritônio. A parte do duodeno ligada à cabeça do pâncreas sofre o mesmo processo e a cauda do pâncreas pode estar parcialmente peritonizada. em sua posição definitiva. Assim sendo. O pâncreas é um órgão secundariamente retroperitoneal isto é. fazendo com que a parte esquerda do peritônio que o reveste encoste no peritônio parietal posterior. de início à direita e no alto coloca-se mais a esquerda e embaixo. o ponto que vai formar a flexura direita do colo colocado. O ceco é peritonizado mas não possui meso que se restringe ao apêndice (mesoapêndice).

Refluxo gastroesofágico Quando o conteúdo gástrico reflui para o esôfago provocado por excesso de suco gástrico. É comum sua associação com infecção por Helicobacter pylori. Câncer do esôfago Em 90% é do tipo carcinoma epidermóide (revestimento epitelial) localizado no terço médio e em 10% é adenocarcinoma (glandular). Fumo e consumo de álcool podem estar associados. vômitos e emagrecimento. Esôfago de Barrett Formação de epitélio mais resistente na parte do esôfago próximo ao estômago provavelmente readaptação nos casos de refluxo gastroesofágico. Aoresentam tendência para adenocarcinoma. No quadro clínico é comum a disfagia. Pode ocorrer esofagite de refluxo com inflamação e mudanças do epitélio. As úlceras gástricas podem estar localizadas no corpo. regurgitação de alimentos e disfagia. integridade do ligamento frenicoesofágico e manutenção do ângulo entre esôfago e estômago.inervação da musculatura lisa. Podem ser de propulsão quando a pressão é interna e de tração quando a força é externa ao órgão. É secundária quando é conseqüência de outras doenças como: tumores gástricos e esofágicos. doença de Chagas. Divertículos do esôfago Evaginações da parede do esôfago formando pequenas bolsas. dor torácica e regurgitação. Ardor retroesternal (pirose). aspiração e carcinoma esofágico são as principais complicações. 151 . Úlcera péptica Lesão erosiva e circunscrita das mucosas do estômago ou do duodeno. Também pode ocorrer por falha dos fatores que normalmente impedem o refluxo: incompetência do esfíncter esofágico. Pela semelhança com a mucosa do estômago as úlceras duodenais ocorrem no início da parte superior. na curvatura menor ou nas proximidades do piloro. Ocorre quando fatores agressores da mucosa como o ácido clorídrico e as enzimas digestivas predominam sobre os fatores defensivos da mucosa – a barreira mucosa. O divertículo faringoesofágico de Zenker forma-se na transição entre a faringe e o esôfago no nível do músculo cricofaríngeo. No quadro clínico apresentam: disfagia (dificuldade em deglutir). pela gravidade na posição deitada e pelo aumento da pressão abdominal. dor torácica e disfagia. Esofagite. Espasmo esofágico Contrações múltiplas do esôfago que podem ser espontâneas ou durante a deglutição. No quadro clínico predomina a disfagia não progressiva e ardor retroesternal.. No quadro clínico apresentam halitose (mau hálito). linfomas. regurgitação.

No quadro clínico predomina o vômito nas primeiras semanas de vida.paraesofágica quando é o estômago que se desloca. Doença celíaca Doença de má absorção pelo intestino delgado com diarréia e desnutrição desencadeada pela ingestão de glúten em pessoas que tem intolerância ao glúten (trigo. antiinflamatórios. Os sintomas são comuns ao refluxo gastroesofágico. Parasitose intestinal Infestação intestinal causada por parasitas. Diarréia. Alimentos contendo ovos ou larvas são os principais responsáveis pela transmissão. Adenocarcinoma gástrico É o tumor maligno glandular do estômago. No quadro clínico temos: diarréia líquida. prurido anal. ou de fome. aveia e cevada). anemia são alguns sintomas. náuseas e vômitos.por deslizamento quando ocorre apenas pela junção esofagogástrica. Gastrite Inflamação da mucosa gástrica. Sintomas: dor no epigástrio. desnutrição e desidratação. defumados e crus e fumantes. Pode ser aguda ou crônica.O quadro clínico característico é a dor epigástrica em queimação. parasitas (giárdia) e vírus presentes em alimentos e água contaminados. nas úlceras gástrica o ritmo é – dói – come – dói – passa . São importantes os antecedentes de incidência familiar. vômitos. Alguns são microscópicos como a giárdia lamblia e amebas) e outros são maiores como ascaris e tênias. centeio. dor abdominal. Etiologia desconhecida porém apresenta componente familiar. em geral está associada à infecção por Helicobacter pylori. Estenose hipertrófica do piloro Obstrução do canal pilórico devido à hipertrofia congênita da camada muscular. A gastrite aguda pode ser desencadeada pela ingestão de aspirina. b. Hérnia de hiato É a passagem de parte do estômago para o interior do tórax através do hiato esofágico. No quadro clínico apresentam: dor epigástrica e emagrecimento. e febre. corticóides e álcool. 152 . infecciosa provocada por bactérias (Salmonela). Gastrenterite aguda Inflamação da mucosa do intestino delgado. Pode ser: a. em geral. nos casos graves pode apresentar hemorragia. Associa-se com fatores genéticos e auto-imunológicos. dores abdominais fracas. dispepsia.enquanto que úlceras duodenais o ritmo é – dói – come – passa. dieta com alimentos salgados. A gastrite crônica.

Síndrome de má absorção É a absorção desordenada ou inadequada de nutrientes pela mucosa intestinal. Várias são as causas: doenças que atingem a mucosa intestinal, infecções, insuficiência pancreática, deficiência de lactase, falta de sais biliares, diminuição da superfície de absorção. Os sintomas mais comuns são: diarréia, emagrecimento, distensão abdominal, e desnutrição. Doença de Crohn Doença inflamatória do intestino de causa provavelmente auto-imune. Mais frequentemente atinge o íleo terminal e colo direito é descontínua. No quadro clínico o paciente apresenta: dor abdominal e diarréia, emagrecimento. Pode complicar com formação de fístulas (comunicação anormal entre vísceras ou cavidades) e perfuração e favorecer a formação de tumores. Diverticulite aguda Inflamação de um ou mais divertículos (evaginações da parede do colo formando pequenas bolsas). Em geral aparece colo sigmóide de idosos com dietas pobres em fibras. A inflamação decorre, em geral, de infecção que ocorre após obstrução do divertículo com matéria fecal. Apresenta risco de perfuração. No quadro clínico observa-se: febre, dor abdominal localizada na região inguinal esquerda, diarréia ou prisão de ventre. Obstrução intestinal É a parada na progressão do conteúdo intestinal. As causas são muitas: obstrução por corpo estranho (bolo de ascaris), compressão externa (tumores em órgãos vizinhos), estenoses (tumores intrínsecos), aderências (bridas peritoneais aderindo alças), torção de alça intestinal (volvo intestinal), invaginação intestinal ( pedaço de alça intestinal entrando dentro da própria alça). No quadro clínico, o paciente apresenta: dor em torno do umbigo, náuseas, vômitos, eliminação de gases e de fezes suspensas, distensão abdominal. Diarréia Define-se como o aumento de peso das fezes, do número de evacuações ou diminuição da consistência das fezes. A diarréia aguda, em geral, é infecciosa proveniente de alimentos contaminados ou a vírus. A diarréia crônica pode ser provocada por estimulação da secreção intestinal, alteração da motilidade intestinal ou inflamação desencadeada por laxantes. Apendicite aguda É a inflamação do apêndice vermiforme. Em geral é a infecção do apêndice que segue à sua obstrução. As causas mais comuns da obstrução são: aumento dos folículos linfáticos, fecalitos (fragmento endurecido de fezes), corpos estranhos ou tumores. No quadro clínico, em geral, começa com dor periumbilical, que depois se localizana região inguinal direita é dor contínua e forte, vômitos e febre são freqüentes.

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Colite ulcerativa Doença inflamatória da mucosa do colo de causa desconhecida. Atinge toda a mucosa e no quadro clínico temos: sangramento, diarréia, contendo muco e pus, febre, dor abdominal e pode complicar perfurando. Constipação (prisão de ventre) É a eliminação de fezes em períodos irregulares, em geral devido à falta de fibras na dieta. Além do mal estar apresenta dificuldades para defecar e dor abdominal. Pólipo intestinal Tumor, em geral benigno, com pedículo. Os pólipos do intestino grosso merecem cuidado pois podem se tornar tumores malignos. Há componente familiar. Assintomáticos, podem apresentar sangramentos. Síndrome do colo irritável É o distúrbio funcional e desordenado da motilidade intestinal. É a afecção mais freqüente do sistema digestório. Não são encontradas evidências bioquímicas, microbiológicas ou anatômicas para explicar a sintomatologia O paciente apresenta dor abdominal acompanhada de diarréia ou constipação intestinal ou alternância de ambas, gases, distensão abdominal, intolerância por alguns alimentos.. Transtornos psicológicos como ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e estresse emocional estão associados com freqüência. Adenocarcinoma colorretal É o tumor maligno glandular do colo e o mais freqüente do sistema digestório. São importantes os antecedentes de dieta gordurosa, inflamações freqüentes e incidência familiar. Os tumores do colo ascendente apresentam sangramento e anemia, os do colo sigmóide, sintomas obstrutivos, perfuração e enterorragia (sangramento nas fezes). Fissura anal Ulceração benigna localizada no canal anal. provocada por infecção das colunas anais e traumatismos pelas dificuldades em evacuar. Apresenta dor intensa ao defecar, podendo ocorrer sangramento retal. Hemorróidas Dilatações de veias anorretais. Podem ser internas, externas e mistas. As internas podem ser de primeiro grau quando não se exteriorizam, de segundo grau quando se exteriorizam mas podem ser reduzidas e de terceiro grau quando são permanentes; as externas localizam-se nas margens do ânus. Sintomas: dor ao defecar, sangramentos, pode ocorrer trobose. Hepatites a vírus Infecção do fígado provocada por vírus que se classificam em: A, B, C, D, E. As hepatites A e E são transmitidas pelas fezes, em água e alimentos contaminados pelo vírus. As hepatites B, C e D são transmitidas principalmente pelo sangue.

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O quadro clínico apresenta: anorexia, náuseas, vômitos, fraqueza, icterícia, colúria, (urina escura) e acolia (fezes claras). Pode haver complicações e cronicidade. Hepatopatia alcoólica São as lesões apresentadas pelo fígado em função do consumo de álcool. Podem ser: esteatose (degeneração gordurosa), hepatite e cirrose. Na esteatose há aumento do fígado, na hepatite e na cirrose os quadros clínicos comuns às hepatites e à cirrose. Cálculos biliares (litíase) É a presença de cálculos (pedras) nas vias biliares, mais comumente na vesícula biliar. Os cálculos podem ser de colesterol, de bilirrubina ou de proteínas. É mais freqüente em mulheres obesas. No quadro clínico predominam a dor em cólica no hipocôndrio direito e os vômitos biliares. Carcinoma hepatocelular É o tumor maligno do fígado. O paciente apresenta dor e massa abdominal palpável no hipocôndrio direito. Cirrose hepática Fibrose do tecido hepático, alterações degenerativas e estruturais, infiltração gordurosa, e presença de nódulos. São importantes os antecedentes de: alcoolismo, hepatite a vírus, drogas, deficiência nutricional. No quadro clínico podemos ter: hemorragia digestiva por varizes esofágicas, icterícia, ascite (líquido na cavidade peritoneal). Colecistite aguda É a inflamação da vesícula biliar. Na maioria dos casos é obstrutiva por cálculo seguida de infecção bacteriana. O paciente apresenta dor em cólica no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos biliosos e febre e sinal de Murphy (dor a palpação no hipocôndrio direito). Pancreatite É a inflamação do pâncreas, pode ser aguda ou crônica. Costuma-se associála à obstrução por cálculos biliares e ao alcoolismo, medicamentos, vírus e aos traumatismos abdominais. Os sintomas mais freqüentes são: forte dor abdominal em faixa que se irradia para as costas, e vômitos. Fibrose cística do pâncreas Doença sistêmica hereditária ligada a gene recessivo que atinge à parte exócrina do pâncreas e a maioria das glândulas de secreção externa (sudoríferas, brônquicas). No quadro clínico temos: dor abdominal, diarréia, emagrecimento e associação com sintomas respiratórios. Câncer de pâncreas Em geral é adenocarcinoma do ducto, na cabeça do pâncreas.

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Síndrome de Zollinger-Ellison É presença de tumores pancreáticos secretores de gastrina. Há vários tipos de peritonite: asséptica (substâncias químicas). Quando não se consegue reduzir (empurrar a hérnia para dentro) pode ocorrer a hérnia estrangulada com o comprometimento da irrigação do saco herniado. emagrecimento e icterícia (coloração amarela da pele e das mucosas). direito e esquerdo 156 . perfurações ou rupturas de vísceras ocas. febre. ureter. taquicardia. Dr. Apresenta dor e distensão abdominal. A causa mais freqüente é a propagação de infecções em vísceras peritonizadas (secundária). encapsulada (abscessos) gasosa (presença de gases). biliar (presença de bile).No quadro clínico temos dor epigástrica constante. bexiga urinária e uretra. Nas diretas o conteúdo abdominal passa pela parede posterior do canal inguinal (fáscia transversal). Peritonite Inflamação do peritônio. em resposta o estômago secreta grandes quantidades de ácido clorídrico e pepsina e conseqüente aparecimento de úlceras no estômago e no intestino delgado. através dos genitais internos femininos. circunscrita (localizada). Nas diretas o conteúdo abdominal passa para parede através do anel inguinal profundo (fáscia transversal). observa-se ou palpa-se uma tumoração mole no nível inguinal ou no escroto. suspensão dos ruídos intestinais. Constituição: O sistema urinário se compõe de um órgão par chamado rim e das vias urinárias: cálice menor. Em geral. cálice maior. SISTEMA URINÁRIO Prof. na produção de glóbulos vermelhos. Essas funções são desenvolvidas através dos seguintes mecanismos: 1-Filtração do sangue pelos glomérulos renais (um litro por minuto) para os túbulos renais 2-Reabsorção desse filtrado depurado nos túbulos renais (a maior parte) 3-Excreção pequena parte desse filtrado com resíduos químicos é eliminado pela urina (um a um litro e meio por dia). pelve renal. rigidez da parede abdominal (abdome em tábua)e pode chegar ao choque. difusa (generalizada). Hérnia inguinal É a passagem de conteúdo abdominal através de um ponto fraco da parede muscular do abdome. No quadro clínico o paciente apresenta dor abdominal e diarréia. Nader Wafae Funções: O rim depura o sangue e mantém o equilíbrio eletrolítico. Podem ser diretas e indiretas. . Rim: Número: dois. 4-Secreção do hormônio renina que atua na regulação da pressão arterial e eritropoetina.

Localização: parede posterior da cavidade abdominal ao lado da coluna vertebral, entre 12a vértebra torácica e 3a lombar, sendo que o direito se encontra um pouco mais baixo. Descrição externa: faces: anterior e posterior; pólos: superior e inferior; margens: lateral (convexa) e medial (côncava); forma: de um feijão; Hilo Renal é uma abertura na margem medial do rim Seio Renal é uma escavação que continua o hilo para dentro do rim e que contem parte das vias urinárias, gordura e vasos. Pedículo Renal é o conjunto dos elementos que entram no rim como a artéria renal ou saem veia renal e pelve renal (um dos componentes das vias urinárias). A disposição mais freqüente desses elementos no hilo renal é de diante para trás: veia, artéria e pelve renal. Cápsula renal fibrosa: é a membrana fina e transparente que envolve os rins. Relações com outros órgãos: Rim direito = fígado, duodeno, colo Rim esquerdo = estômago, baço, pâncreas, colo Relações com o peritônio: os rins são retroperitoneais, portanto sem relação com o peritônio. São envolvidos por tecido conjuntivo frouxo que deriva do tecido extraperitoneal, a fáscia renal, contínua na parte superior que envolve as glândulas supra-renais e disponde de abertura na parte inferior. Entre a fáscia renal e a cápsula renal existe gordura no espaço perirrenal. Descrição interna: Mediante um corte frontal do rim identificamos as partes: Medula renal, mais interna, formada por estruturas triangulares escuras chamadas pirâmides onde predominam os túbulo renais e ductos coletores, alternadas com estruturas retangulares claras chamadas colunas renais. Córtex renal, mais externa e clara, onde predominam os glomérulos renais, das bases das pirâmides destacam-se pequenos prolongamentos, os raios medulares. Os vértices das pirâmides estão voltados medialmente e denominam-se papilas e se encaixam no início das vias urinárias ou seja nos cálices menores. Cada pirâmide associada a córtex e as colunas que a envolvem constituem o lobo renal que são em número de 7 a 14 por rim. O rim apresenta estrutura segmentar totalizando cinco segmentos. Vascularização: O rim é irrigado pela artéria renal que se divide em 5 artérias segmentares, estas formam, em seqüência: as artérias interlobares situadas nas colunas renais, artérias arqueadas na base das pirâmides, artérias interlobulares entre os raios medulares, arteríolas glomerulares aferentes, arteríolas glomerulares eferentes, arteríolas retas. A drenagem é feita pela veia renal. Vias urinárias: Cálices menores: adaptam-se às papilas das pirâmides recolhendo a urina formada nos túbulos coletores. Cálices maiores: em número de 2 a 3 por rim são formados pela reunião de número variável de cálices menores. Pelve renal: Formada pela confluência dos cálices maiores, conduz a urina para o ureter já fora do rim, Ureter: é um tubo longo que une a pelve renal à bexiga urinária. Divide-se em 3 partes conforme sua localização: abdominal, pélvica e intramural (esta na

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parede da bexiga). Sua desembocadura na bexiga urinária chama-se óstio do ureter. Apresenta em sua extensão três estreitamentos onde costumam encravar cálculos: 1- na junção com a pelve renal, 2- ao passar sobre os vasos ilíacos e 3- na parede da bexiga, intramural. Bexiga urinária: é uma estrutura sacular situada na pelve que funciona como reservatório de urina (cerca de 1 a 1,5 litro). O ápice está voltado para cima e para diante, e a base e o colo estão situados inferiormente. Internamente destaca-se o trígono da bexiga que é uma área triangular situada na base da bexiga, delimitado por 2 óstios do ureter unidos pela prega interuretérica e pelo óstio interno da uretra. A maior parte que compõe a musculatura da bexiga denomina-se detrusor e nas proximidades do óstio interno situa-se a musculatura esfinctérica lisa e estriada. A bexiga é revestida por mucosa pregueada, menos a do trígono que é lisa. No início e atrás do óstio interno da uretra há uma pequena saliência chamada úvula da bexiga. Uretra: é a parte final das vias urinárias que comunica a bexiga urinária ao meio exterior. em seu início apresenta uma linha saliente na parede posterior: a crista uretral. Há diferenças acentuadas entre a uretra feminina e a masculina: • Uretra feminina é curta, retilínea, exclusivamente urinária. • Uretra masculina é longa, sinuosa pertencente aos sistema urinário e genital. Divide-se em três partes: prostática que atravessa a próstata, membranácea que atravessa o períneo e esponjosa incluída no corpo esponjoso do pênis com uma dilatação inicial: fossa bulbar e outra terminal: fossa navicular que se abre no exterior pelo óstio externo da uretra.

Roteiro prático do Sistema Urinário 1 Rim: face anterior 2 Rim: face posterior 3 Rim: margem medial 4 Rim: margem lateral 5 Rim: extremidade (pólo) superior 6 Rim: extremidade (pólo) inferior 7 Hilo renal 8 Seio renal 9 Pedículo renal 10 Cápsula renal (fibrosa) 11 Fáscia renal 12 Córtex renal 13 Medula renal 14 Pirâmide renal 15 Papila renal 16 Artéria segmentar 17 Coluna renal 18 Cálice menor 19 Cálice maior

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20 Pelve renal 21 Ureter: parte abdominal 22 Ureter: parte pélvica 23 Bexiga urinária 24 Músculo detrusor 25 Úvula da bexiga 26 Trígono da bexiga 27 Prega interuretérica 28 Óstio do ureter 29 Óstio interno da uretra 30 Uretra masculina: parte prostática 31 Colículo seminal 32 Utrículo prostático 33 Seio prostático 34 Uretra masculina: parte membranácea 35 Uretra masculina: parte esponjosa 36 Fossa navicular da uretra 37 Óstio externo da uretra Doenças do sistema urinário Carcinoma renal. Adenocarcinoma das células do túbulo contorcido proximal é o tumor renal mais freqüente. No quadro clínico observa-se: hematúria, dor e tumor no local. Glomerulonefrite Inflamação dos glomérulos renais de caráter auto-imune pois em geral ocorre após infecções do sistema respiratório por estreptococos. Pode ser aguda, subaguda e crônica. No quadro clínico observa-se: proteinúria, hematúria, hipertensão arterial, edemas e eventualmente insuficiência renal. Antecedente de amidalite é importante. Hidronefrose. Distensão e retenção de urina na pelve renal e ou ureter em decorrência de obstrução do fluxo da urina principalmente na junção pieloureteral. As causas mais comuns são: cálculo ureteral, estenose do ureter, bexiga neurogênica, malformações congênitas, estenoses cicatriciais, compressões extrínsecas. (vasculares, tumores, gravidez, infecções). Quadro clínico depende da causa e da evolução pode ir ata insuficiência renal por compressão do parênquima pela urina. Infecção urinária Pode ser alta ou pielonefrite quando atinge o rim e baixa, quando atinge a bexiga (cistite) ou a uretra (uretrite). A via de infecção mais comum é pela uretra. É mais freqüente em mulheres, idosos, pacientes sondados e gestantes.

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Quadro clínico: na cistite apresenta disúria. nefropatia diabética. dor lombar e outros sintomas de infecção urinária. micção urgente. hipertensão arterial ou em doenças renais. encefalopatias (confusão mental. vômitos. Policisto renal É a presença de cisto (coleção líquida envolvida por uma cápsula). Resultam de distúrbios metabólicos com acúmulo de cristais nas vias urinárias como oxalato de cálcio. Resulta de lesão renal não superada no decorrer do tempo levando a um progressivo distúrbio da função renal. O quadro clínico característico é a cólica renal. em geral. nictúria (eliminação aumentada duante a noite) e hipertensão arterial. Síndrome nefrítico Caracteriza-se pela tríade: hematúria. Síndrome nefrótico Perda excessiva de proteínas pela urina. polineurite (inflamação de nervos periféricos). insuficiência cardíaca. com diminuição de proteínas no sangue e edema como conseqüência de doenças renais como glomerulonefrites. em geral. é o que ocorre na diabete. Insuficiência renal aguda É a incapacidade do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. polaciúria. fosfato de cálcio e ácido úrico. No quadro clínico temos: edema de face e de membros inferiores podendo generalizar-se (anasarca). causada por contrações do 160 .A lesão do glomérulo acarreta a passagem de glóbulos vermelhos e proteínas na urina. Incontinência urinária É a incapacidade para controlar voluntariamente a micção. diminuição da quantidade de urina (oligúria). hematúria. dor forte descontínua na região lombar que se propaga para os genitais externos. As causas mais freqüentes são: de esforço. congênito que pelo crescimento vão ocupando espaço no rim podendo levar à insuficiência renal. proteinúria e insuficiência renal aguda. de urgência. conseqüente de glomerulonefrites. O quadro clínico apresenta oligúria. culminado com a uremia e seus sintomas toxêmicos. dor no hipogástrio. na pielonefrite apresenta febre. Litíase É a presença de cálculos (pedras) nas vias urinárias. A uremia é caracterizada por sintomas nos diferentes sistemas: anorexia. Insuficiência renal crônica É a incapacidade continuada do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. O quadro clínico apresenta hematúria (sangue na urina). convulsões) e endócrinos. edema nos membros inferiores. arritmias por hiperpotassemia. provenientes de fatores anatômicos musculares ou nervosos. hipertensão.

SISTEMA GENITAL FEMININO Prof. o óvulo. Os órgãos genitais externos são: monte do púbis. Nader Wafae O sistema genital feminino participa a) da reprodução humana pela produção da célula genital feminina. Número: 2. direito e esquerdo Função: produção de óvulos e de hormônios – estrógeno responsável pela formação dos caracteres sexuais secundários (voz. nas bexigas neurogênicas por hiporreflexia há dilatação e são freqüentes as infecções. forma da pelve. Órgãos genitais internos: Ovário: Conceito: glândula endócrina em forma irregularmente oval. disúria (dor ao urinar).músculo detrusor. Os órgãos genitais internos são: ovário. quando excede a capacidade da bexiga e funcionais decorrentes dos hábitos. Constituição: os órgãos genitais classificam-se em internos e externos. implantação do ovo e preservação da gravidez. pela implantação. lábios maiores. lábios menores. útero. Descrição externa: O ovário apresenta: duas faces . Distúrbios funcionais da bexiga urinária como contração exagerada ou diminuída. bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares maiores e menores. pela fecundação. ovarius que carrega ovos. clitóris. tuba uterina e vagina. pela gestação (desenvolvimento do feto) e pelo parto. disposição dos pêlos. Carcinoma da bexiga Em geral é proveniente das células do epitélio de revestimento.medial em relação com a tuba uterina (tubária) e lateral em relação com parede da pelve. alterações no esfíncter ou de sua coordenação com o detrusor. Bexiga neurogênica Alteração do funcionamento normal da bexiga urinária em decorrência de distúrbios do sistema nervoso ou dos nervos que controlam a bexiga urinária. polaciúria (aumento do número de micções). progesterona responsável pelo amadurecimento e preparação da mucosa do endométrio. mama etc.) e pela reconstrução da mucosa do endométrio após a menstruação. duas extremidades – 161 . Dr. Etimologia: do latim. O quadro clínico apresenta incontinência urinária. b) da definição dos caracteres sexuais secundários da mulher pela secreção de hormônios sexuais. urgência miccional e infecções urinárias. nos casos hiperrefléxicos temos perda de urina. polaciúria. relaxina que durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve. fixação do ovo na mucosa uterina. No quadro clínico observa-se: hematúria (sangue na urina). Situação: fossa ovária na parte lateral e posterior da pelve entre a parte oclusa da artéria umbelical e a artéria ilíca interna. de transbordamento. encontro do óvulo com o espermatozóide. o conjunto destas estruturas denomina-se vulva ou pudendo feminino.

Número: 1 Função: receber o ovo e desenvolver a gestação. Óstios: nas extremidades da tuba uterina situam-se os orifícios: um deles é medial e se abre na cavidade uterina. útero-ovárico que fixa a extremidade inferior do ovário ao útero) e mesovário que fixa a margem meosvárica à lâmina posterior do ligamento largo. o istmo da tuna uterina. trombeta. é a parte uterina. Vascularização: artérias: ovárica. fecundação. Etimologia: do latim. na parte superior da pelve menor Comprimento: 10 a 12 cm Partes: são 4. córtex com os folículos ovarianos e estroma ovário e finalmente a medula do ovário. a ampola e a parte mais larga. trombeta. o termo salpinge usado em ginecologia deriva do grego.tubária (superior) encoberta pela tuba uterina e uterina (inferior) com o ligamento útero-ovárico que prende o ovário ao útero. que se abre na cavidade abdominal. em seguida a porção mais longa. ramo da aorta e um ramo da uterina. Ligamentos: suspensor do ovário que fixa a extremidade superior do ovário à parede lateral da pelve). 162 . Situação: disposta transversalmente. duas margens – mesovárica situada anteriormente e ligada ao mesovário e livre (posterior) emrelação com a tuba uterina. a direita é tributária da veia cava inferior e a esquerda desemboca na veia renal esquerda. Estrutura: O ovário é formado por uma sucessão de camadas que da externa para a interna são: epitélio geminativo. O hilo localiza-se na margem mesovárica. Útero: Conceito: órgão predominantemente muscular em forma de pêra com a parte dilatada para cima. mucular e serosa. ramo da artéria ilíaca interna. veias: ováricas. Vascularização: pela artérias e veias ovárica e uterina. Linfáticos: linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. a porção inicial da tuba localiza-se no interior da parede uterina. Número: 2. lateral. Tuba uterina: Conceito: é um tubo alargado na extremidade lateral que se estende do fundo do útero em direção à parede da pelve para recobrir partes do ovário. direita e esquerda Função: transporte do óvulo e dos espermatozóides. do grego histerus – que vem depois. o óstio uterino da tuba e outro. seguida por um segmento estreito fora do útero. Linfáticos: drenam para os linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. túnica albugínea. o infundíbulo que termina em prolongamentos que se assemelham a uma franja. o óstio abdominal da tuba uterina. as fímbrias. Ligamento: possui apenas o mesossalpinge que liga a tuba uterina ao ligamento largo. Estrutura: é formada por três camadas: mucosa. Etimologia: do latim uterus – saco de pele para levar líquidos.

estreitandose inferiormente. O ligamento largo é o prolongamento do peritônio que após revestir o útero estende-se para ambos os lados do útero. dois óstios. A pregas palmadas são oblíquas e se encaixam de modo a ocluir as paredes do colo. a leve inclinação e torção do útero para a direita. em anteflexão: o ângulo de inclinação para frente formado entre o colo do útero e o corpo do útero e destrotorção.). linfonodos. a partir da emergência das tubas uterinas. a camada média constitui a musculatura do útero Perimétrio é o peritônio que envolve o útero. Partes: fundo. mais estreito nas extremidades e no interior do qual estão as pregas palmadas e as glândulas cervicais. ligam o colo do útero ao sacro e delimitam a escavação retouterina ou fundo de saco de Douglas. O fundo do útero é sua parte mais superior. a camada externa. Paramétrio é o espaço entre as duas lâminas do ligamento largo contendo vasos. importante recesso para diagnóstico em ginecologia pela sua proximidade com a vagina. O colo do útero é aextremidade inferior apresenta duas partes: uma supra vaginal situada na pelve e outra vaginal localizada no interior da vagina. istmo. o óstio anatômico interno do útero em sua parte superior e outro na vagina o óstio do útero dotado de lábios anterior e posterior. corpo.Localização: no centro da cavidade pélvica Posição: para posicionar corretamente o útero devemos afirmar que ele está em anteversão: o ângulo de inclinação para frente formado entre os eixos da vagina e do útero. O ligamento redondo eleva-se na folha anterior do ligamento largo enquanto o mesossalpinge e o mesovário o fazem em sua folha posterior Os ligamentos retouterinos. Faces e margens: descrevemos duas faces no útero: anterior (vesical) e posterior (intestinal) que se encontram nas laterais pelas margens do útero. A distância entre os dois óstios denomina-se canal do colo do útero. prendem o colo do útero à parede lateral da pelve. sua camada interna ou mucosa uterina. A lâmina posterior do ligamento largo divide-se em três partes: mesossalpinge para cima. gordura e os ligamentos transversos do colo. assim mesossalpinge e mesovário se encontram formando uma angulação. Ligamentos – Os ligamentos presos às partes do útero são importantes para sua suspensão e sustentação. achatada anteroposteriormente. mesovário para trás e mesométrio para baixo. formado pela união das lâminas anterior e posterior e liga as margens laterais do corpo do útero às paredes laterais da pelve menor. e colo. O ligamento redondo do útero prende o fundo do útero ao monte do púbis passando pelo canal inguinal. O istmo é a parte estreita entre o colo e o corpo a partir do qual se forma durante a gravides o segmento inferior dos obstetras que pela quantidade menor de fibras musculares é o local indicado para incisões nas cesáreas. Estrutura: Endométrio é o revestimento interno da cavidade do útero. 163 . Os ligamentos transversos do colo (cardinais. ou de Mackenrodt . O corpo do útero é a parte maior. Miométrio. A esses conceitos devemos acrescentar: Mesométrio localiza-se na lâmina posterior do ligamento largo ligando o útero à parede da pelve. globosa.

clitóris. quando infectadas constituem a bartolinite. . Clitóris é um dos órgãos erécteis femininos. superiormente e frênulo do clitóris. Órgãos genitais externos: Monte do púbis: é a saliência situada na parte anterior da vulva coberta por pêlos. A artéria uterina encontra-se próximo ao ligamento transverso do colo. Nesse ponto a artéria uterina mantem importante relação com o ureter. óstio da vagina e os óstios das glândulas vestibulares maiores. inferiormente. corresponde ao corpo esponjoso masculino.Vascularização: artéria uterina. corpo e glande do clitóris. É envolvido por prolongamentos dos lábios menores que formam o prepúcio do clitóris. O fórnice posterior é o maior porque a parede posterior é mais longa e utilizado para recolher secreções e análise de células e pela proximidade com a escavação retouterina também usado para punções diagnósticas. Função: é o órgão da cópula. Lábios maiores do pudendo são 2 dobras de pele livres que convergem nas extremidades formando as comissuras anterior e posterior dos lábios e que delimitam entre si um espaço. Hímen – membrana que veda parcialmente a vagina. Correspondência entre os sexos: 164 . Inervação: plexos hipogástrico e ovárico. a rima do pudendo. Nas proximidades do clitóris os lábios menores do pudendo se delaminam e contornam o clitóris formando superiormente o prepúcio do clitóris e inferiormente o frênulo do clitóris. e dotado de pregas transversais. substituída posteriormente pelas carúnculas himenais. laterais e posterior. Glândulas vestibulares menores estão dispersas pelas paredes do vestíbulo da vagina. as rugas vaginais. ramo da artéria ilíaca interna. par situados em torno do óstio da vagina. Vagina Conceito: É o tubo que comunica o meio exterior. situadas por trás do bulbo do vestíbulo lubrificam a parte inferior da vagina. Vestíbulo da vagina: é o espaço entre os lábios menores do pudendo contendo de cima para baixo: óstio externo da uretra. Linfáticos: os do colo do útero drenam para os linfonodos ilíacos e os do corpo e do fundo para os pré-aórticos e aórticos laterais. As veias pertencem ao plexo uterino. corresponde aos corpos cavernosos do homem e como estes apresenta as partes: dois ramos. o vestíbulo da vagina. Lábios menores do pudendo são 2 dobras de pele por dentro dos lábios maiores e que delimitam entre si um espaço menor. mediano. Bulbo do vestíbulo é outro órgão eréctil da mulher. Óstio da vagina – abertura para o meio exterior situado no pudendo feminino. abrem-se entre a margem do óstio e o lábio menor do pudendo. Entre a parte vaginal do colo do útero e as paredes da vagina formam-se espaços denominados fórnices: anterior. Etimologia: do latim bainha para guardar a espada romana chamada gládio. atravês do pudendo feminino com o útero. Glândulas vestibulares maiores. par. ao atingir a parte supravaginal do colo emite ramos para o colo e para o copro do útero.

Glândula vestibular maior 36.Ligamento redondo do útero 12.Lábio menor do pudendo 28.Mesovário 16.Óstio externo da uretra 33.Fímbrias da tuba uterina 6.escroto Clitóris .Prepúcio do clitóris 29.Vagina 24.Prepúcio do clitóris 32.Fundo do útero 7.Mesométrio 23.testículo Útero .Endométrio 19.Monte do púbis 26.Istmo 9.corpo esponjoso Ovário .Frênulo do clitóris 31.Escavação retouterina 165 .Mesossalpinge 17.Ligamento suspensor do ovário 15.Ligamento útero-ovárico 14.Óstio da vagina 35.Ovário 2.Lábios maiores do pudendo .corpos cavernosos Bulbo do vestíbulo .Colo do útero 10.Miométrio 20.glândulas bulbouretrais.Bulbo do vestíbulo 34.Istmo da tuba uterina 3.Fórnice da vagina 25.Infundíbulo da tuba uterina 5.  Roteiro prático de sistema genital feminino 1.Ligamento retouterino 18.Perimétrio 21.Clitóris 30.Ligamento largo 13.Lábio maior do pudendo 27.Óstio do útero 11.Corpo do útero 8.Ampola da tuba uterina 4.utrículo (colículo seminal) Glândulas vestibulares maiores .Paramétrio 22.

Irá crescer mais durante a gravidez e regredir na menopausa. O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática da glândula mamária quando esta apresenta tumor ou câncer. A glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. Baseia-se na progressão ordenada das células tumorais através dos linfáticos e é por onde se inicia a disseminação das metástases. medial. os lóbulos da glândula mamária que por sua vez são constituídos pela reunião de alvéolos em forma de cachos e cujos ductos se unem para formar os ductos maiores. por diante dos músculos: peitoral maior. Caso a biópsia 166 . axilar e intercostais. serrátil anterior e oblíquo externo do abdome. A mama situa-se na parede torácica anterior. posterior e intermédio. Através das comunicações com as veias intercostais é que entra em conexão com o plexo vertebral o que explica as metástases para o sistema nervoso central. Serve de parâmetro para os procedimentos cirúrgico. anterior. as fáscias superficial e profunda. Desenvolvimento Sua formação se inicia na sexta semana a partir do ectoderma. Drena para as veias: torácica interna. Dr. mais pigmentada onde se abrem os ductos lactíferos ou seios lactíferos. os chamados ligamentos suspensores da mama. Cada lobo é constituído por unidades ainda menores. por tecido adiposo que se concentra na periferia e por feixes fibrosos que a atravessam servindo de fixação. mas na puberdade essa diferença se acentua às custas do desenvolvimento do tecido glandular e deposição de tecido adiposo. Estrutura interna: É constituída por 15 a 20 unidades funcionais chamadas lobos da glândula mamária com um ducto lactífero que se abre na papila mamária. pode ser feita pelos linfonodos axilares. quimioterápico e radioterápico e para avaliação do prognóstico. Situa-se predominantemente no agrupamento axilar. Por ocasião do nascimento não apresenta diferenças marcantes entre os sexos. deltopeitorais e cervicais profundos. rica em glândulas sudoríferas e sebáceas estas últimas são volumosas e formam os tubérculos. esses ductos podem apresentar uma dilatação na extremidade ou pouco antes do final e que são os seios lactíferos. Nader Wafae A glândula mamária é uma glândula de secreção externa de origem sudorífera modificada para a produção de leite e que se encontra no interior da mama. Durante a gravidez a sua pigmentação fica mais acentuada O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas circulares que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não se deve a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. apresenta fibras musculares lisas circulares e radiadas. muito importante em função das metástases. Linfáticos A drenagem linfática. é formada pela glândula mamária que ocupa sua parte central. Os linfonodos axilares são numerosos e dividem-se em cinco agrupamentos: lateral. A aréola é um círculo pigmentado que circunda a papila mamária. Vascularização A glândula mamária recebe seu fornecimento arterial das artérias: torácica interna e torácica lateral. Estrutura externa: A papila mamária (mamilo) é uma saliência central cônica.Glândula mamária Prof.

Órgão genitais externos: Escroto: É a bolsa situada atrás do pênis que contém os testículos. os epidídimos e parte dos ductos deferentes. Os ramos inseridos no ísquio de cada lado irão constituir os corpos cavernosos. epidídimo. glândula seminal. contrai-se em temperaturas frias e se relaxa quando estiver quente. Nader Wafae O sistema genital masculino é responsável a) pela produção dos espermatozóides b) pela sua condução e eliminação c) pelos caracteres sexuais secundários. Estando comprometido com células tumorais indica que o processo de disseminação do tumor já está em desenvolvimento. Em geral. O dartos é uma camada de fibras musculares lisas aderida à pele e que ajuda a manter a temperatura ideal do testículo. Pênis: É o órgão erétil da cópula.  Roteiro prático de glândula mamaria 1. É constituído por órgãos externos e internos. O escroto é constituído por pele e pelo dartos. de origem mediana entre os dois ramos não tem inserção óssea e irá constituir o corpo esponjoso abaixo dos dois corpos cavernosos.Papila mamária 3. Como o câncer de mama leva de 6 a 8 anos para atingir um centímetro.Tubérculo 5. ducto deferente. Os órgãos genitais externos são: o escroto (bolsa testicular) e pênis. compreende dois ramos e o bulbo. o bulbo. no sistema genital masculino há órgãos comuns aos sistemas urinário e genital. o diagnóstico precoce é fundamental para a cura e aí reside a importância do auto exame e dos meios de diagnóstico por imagem. A raiz é a parte fixa e oculta. Diferentemente do sistema genital feminino que é especificamente genital. Apresenta duas partes: a raiz e o corpo. Os órgãos genitais internos são: testículo. ducto ejaculatório. próstata.Ligamento suspensor SISTEMA GENITAL MASCULINO Prof. é possível distinguir suas partes direita e esquerda porque a esquerda é mais baixa que a direita e pela rafe do escroto que é uma prega na pele que separa as duas partes.Glândula mamária 2.Aréola 4. Dr. glândulas bulbouretrais e glândulas uretrais. Tanto os corpos cavernosos como o corpo esponjoso são preenchidos por pequenos espaços (os do corpo esponjoso são menores) chamados cavernas e contornados por 167 .revele o seu não comprometimento a cirurgia será menos ampla e o prognóstico melhor.

A glande é coberta por uma dobra de pele chamada prepúcio e na parte inferior uma prega mediana que prende a pele à glande é o frênulo do prepúcio. a extremidade anterior do corpo esponjoso é dilatada e se chama glande do pênis. fáscia espermática interna. o hormônio sexual masculino.trabéculas. irá ocorrer o contrário na fase de flacidez. Suprimento sanguíneo: As artérias: profunda do pênis. os testículos precisam migrar até o escroto para ter neste local a temperatura ideal para a formação de espermatozóides sadios. tela subcutânea ou fáscia superficial do pênis e pele. mais saliente é a coroa da glande atrás da qual se encontra um estreitamento. Quando o descenso não se completa temos a criptorquidia. Órgãos genitais internos: Testículo: É o órgão que produz espermatozóides e testosterona. prolongamento da fáscia transversal. margens anterior e posterior e faces medial e lateral. Pequenas glândulas sebáceas presentes no prepúcio (glândulas prepuciais) secretam o esmegma. o esquerdo em nível mais baixo. identificamos indo de interno para externo: túnica vaginal de origem peritoneal com dois folhetos o visceral colado à albugínea e o parietal separado. da qual deriva o septo do pênis situado entre os dois corpos cavernosos. através de mecanismo nervoso. na parte anterior da glande do pênis está o óstio externo da uretra. Todas as camadas que constituem a parede do abdome têm prolongamentos envolvendo o testículo que este levou consigo durante seu descenso. extensão do músculo oblíquo interno do 168 . dorsal do pênis e do bulbo do pênis originam os ramos que vão preencher as cavernas dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso. O corpo do pênis é a parte externa propriamente dita constituído por dois corpos cavernosos. superiores e um corpo esponjoso. apesar de ser mais estreito do que os corpos cavernosos. cremaster e fáscia cremastérica. O corpo esponjoso contém em seu interior. Esta temperatura ideal é aproximadamente1. fáscia do pênis que é a continuação da fáscia profunda do períneo. Estrutura: constituído por grupos de túbulos seminíferos contorcidos e retos separados por septos e envolvidos por uma capa resistente chamada albugínea. inferior. Embora originários das proximidades do rim. o colo da glande. responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. Número: par (2) Forma e partes: oval com extremidades polo superior e polo inferior. O pênis é envolvido por várias túnicas identificadas na sequência de sua parte interna para a externa por: túnica albugínea dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso de tecido fibroso denso. Situação: no escroto. se enchem de sangue proveniente das artérias helicinas durante a ereção nessa fase a entrada de sangue sobrepuja a saída.5 ºC abaixo da temperatura do corpo (em torno de 35ºC). Próximo ao epidídimo os túbulos tornam-se ductos eferentes. A margem posterior da glande do pênis. Esses espaços. Assim sendo. a uretra esponjosa comum aos sistemas urinário e genital.

pelve. canal inguinal. na frente do reto. Em seu curso no escroto e no canal inguinal o ducto deferente forma um conjunto com os vasos do ducto. cavidade abdominal. Situação: na margem posterior do testículo Número: par (2) Forma e partes: semilunar ou da letra C subdivide-se em cabeça (superior). Epidídimo: É a parte do sistema genital masculino onde os espermatozóides ficam depositados. Forma: enovelada que converge para a formação de um ducto que se une à ampola do ducto deferente para formar o ducto ejaculatório. Glândula seminal: É a glândula que secreta o líquido tônico e nutritivo para os espermatozóides que vai contribuir na composição do líquido seminal. base junto à bexiga urinária e 3 lobos: direito. Estrutura: elevada concentração de musculatura lisa e tecidos glandular e fibroso. Número: par (2) Partes: sua parte terminal alargada chama-se ampola do ducto deferente. Ducto ejaculatório: É o ducto formado pela união do ducto deferente com o ducto da glândula seminal. Trajeto: atravessa a próstata e se abre na uretra prostática através de 2 óstios situados ao lado do utrículo no colículo seminal.abdome e fáscia espermática externa continuação do músculo oblíquo externo do abdome. plexo vensoso (pampiniforme). Número: par (2) Situação: atrás da bexiga urinária na frente do reto e sobre a próstata. é ela que se une ao ducto da glândula seminal para formarem o ducto ejaculatório. esquerdo e mediano. corpo e cauda. atrás e abaixo da bexiga. Número: par (2) Próstata: É outra glândula cuja secreção nutritiva entra na composição. Situação: na parte inferior da cavidade pélvica. e no cheiro do líquido seminal. Estrutura: na cabeça e parte corpo estão os ductos eferentes que formam depois o ducto do epidídimo. Trajeto: escroto. semelhante a uma castanha. Partes: ápice para baixo. artéria testicular. Ducto deferente: É o tubo que continua o ducto do epidídimo e vai entrar na formação do ducto ejaculatório. linfáticos e nervos e as túnicas que envolvem o testiculo denominado funículo espermático. Número: ímpar (1) Forma: triangular.. 169 .

Glande 6.Bulbo do pênis 30.Escroto 2.Funículo espermático 27. O colículo seminal é uma elevação situada na uretra prostática que apresenta no seu centro um orifício em fundo cego chamado utrículo aos lados do qual se abrem os ductos ejaculatórios. Glândulas uretrais: Numerosas e diminutas se abrem ao longo da uretra esponjosa com função semelhante às bulbouretrais. a secreção produzida se antecipa a ejaculação e vai lubrificar e lavar a uretra mudando seu Ph e preparando-a para a passagem do esperma.Ductos: não possui um único ducto de escoamento e sim vários que se abrem na uretra prostática ao lado do colículo seminal nas regiões chamadas seios prostáticos.Cremaster 15.Ducto deferente 20.Dartos 3.Próstata 24.Colo da glande 8.Túnica vaginal (lâmina parietal) 13.Cauda do epidídimo 19.Corpo do epidídimo 18.Prepúcio do pênis 9.Túnica albugínea 12.Testículo 11.Ampola do ducto deferente 21.  Roteiro Prático do Sistema Genital Masculino 1.Frênulo do prepúcio 10.Fáscia espermática interna 14.Colículo seminal 25.Raiz do pênis 28. abrem-se no início da uretra esponjosa.Cabeça do epidídimo 17. Glândulas bulbouretrais: Duas pequenas glândulas situadas próximo à uretra membranácea.Glândula seminal 22.Coroa da glande 7.Óstio externo da uretra 170 .Fáscia espermática externa 16.Corpo esponjoso 4.Corpo do pênis 29.Corpo cavernoso 5.Seio prostático 26.Ducto ejaculatório 23.

Câncer do ovário Pode originar-se do epitélio (maioria). A propagação para o peritônio é muito freqüente. Câncer do endométrio Adenocarcinoma é o câncer de útero mais freqüente. alterações de permeabilidade dos ductos de Muller a partir dos quais se desenvolvem os genitais internos. do estroma ovárico ou dos tubos embrionários. distensão e ascite. Hemorragias após a relação sexual é um dos sinais. doenças da tireóide. É secundária quando a mulher já menstruou e está ausente durante três meses seguidos. . dissemina por via linfática daí a importância do exame do paramétrio. dor abdominal. medicamentos. As metástases ocorrem por via linfática e hematogênica assim como propagação aos órgãos vizinhos. menopausa precoce. fraqueza. na síndrome de Rokitanski. supra-renal. Os fatores predisponentes são vários. exercício intenso e nos distúrbios psíquicos. Câncer da glândula mamária Com maior freqüência são carcinomas epiteliais dos ductos (ductal) ou glandulares (lobares) mas pode ocorrer sarcomas também. doenças consumptivas. A principal via de disseminação é a linfática para os gânglios axilares. na síndrome de Morris ou pseudohermafroditismo masculino com cariótipo masculino (XY). anorexia nervosa. Pode ocorrer também nos casos de hímen imperfurado. anorexia nervosa. Na maioria das vezes os sintomas já são devidos às metástases. É primária quando a mulher nunca menstruou até os 16 anos. das células germinativas. tumores de ovário.Doenças do sistema genital Amenorréia É a falta de menstruação. a hiperplasia suprarenal congênita. Câncer do colo do útero Mais frequentemente é do tipo epidermóide. 171 . O auto exame é muito importante e a palpação de pequenos nódulos é motivo para esclarecimento diagnóstico. ou por via linfática. As causas mais freqüentes são: insuficiência ovariana. deltopeitorais e cervicais profundos. testículos intraabdominais e diminuição ou ausência de ação dos andrógenos. Displasia do colo do útero. A incidência anterior em familiares é importante fator predisponente. ausência do cromossomo X. Tumor maligno responsável pelo maior número de mortes em mulheres. O exame de Papanicolau é importante como prevenção. Hemorragia genital em mulheres em menopausa é um indicativo. ocorre nas anomalias de desenvolvimento dos genitais como: na síndrome de Turner. Câncer do pudendo feminino Geralmente é carcinoma epidermóide dos lábios maiores do pudendo e o prurido local é o sintoma mais comum.

A distensão que ocorre na tuba acaba em sua ruptura e hemorragia abdominal grave. do ovário.A transição entre o epitélio cilíndrico e o epitélio estratificado presentes no colo do útero pode originar tecidos anormais e cancerizar. A paciente pode apresentar dor pélvica e durante a menstruação (dismenorréia). criptorquidia. Mastite É a infecção da glândula mamária. As causas masculina mais freqüentes são: varicocele. como no peritônio. forte dor abdominal. mais freqüentes são: estafilococo e estreptococo. Apresentase como um nódulo endurecido.. A paciente apresenta dor pélvica e corrimento (escoamento de secreção pela vagina). tuba uterina (salpingite) e ovário (ooforite). músculos abdominais contraídos e choque hemorrágico. não apresenta sintomas a não ser o abaulamento na parte inferior do abdome. Causa desconhecida. inflamações no testículo (orquite) ou no epidídimo (epididimite). azospermia (ausência de espermatozóides). Mastopatia fibrocística. Doenças sexualmente transmissíveis por chlamydia e neisseria gonorrhoeae são freqüentes mas podem ser causadas por outras bactérias que passam pelo colo do útero (cervicite). Fibroadenoma mamário É tumor benigno da mama deriva de tecido conjuntivo ou glandular. Endometriose É o desenvolvimento do tecido endometrial além de seu local habitual na camada interna do útero. em geral na tuba uterina. pode eliminar secreção purulenta pela papila mamária. Em geral. Gravidez ectópica É o desenvolvimento da gravidez fora do útero. dolorida. Mioma uterino Tumor da musculatura lisa do útero de evolução benigna. quadro de abdome agudo. Esterilidade É a impossibilidade de se realizar a gravidez. As causas femininas mais freqüentes são: doenças do colo uterino. do corpo do útero. As bactérias que em geral entram pela papila mamária. Presença de cistos palpáveis e endurecidos na mama. mas sangramentos menorragias) podem ocorrer. Infecções nos órgãos genitais internos da mulher Na maioria das vezes são provocadas por via ascendente a partir dos genitais externos. 172 . febre e linfonodos aumentados. útero (endometrite). insuficiência testicular. ovário. ligamentos e até nas paredes do intestino e bexiga urinária. A mama se apresenta inflamada.

Câncer do testículo Pode originar-se de células germinativas (seminomas. por disposição antômica são mais freqüentes no lado esquerdo. coriocarcionomas). Invade órgãos vizinhos. Varicocele Varizes do plexo pampiniforme (veias escrotais). Fimose Impedimento de exposição da glande por constrição do prepúcio que a envolve. diminuição do volume e da distância do jato de urina. ausentes ou escassas. A via principal de disseminação é linfática.Pode provocar infertilidade. Nos homens provoca uretrite e pode propagar-se ao epidídimo (epididimite) ou próstata (prostatite). Ovário policístico.. Gonorréia Doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neiseria gonorrhoeae. Carcinoma da próstata É o tumor maligno mais freqüente no sexo masculino. Pêlos podem aparecer pelo corpo. Criptorquidia É o descenso incompleto do testículo que pode permanecer no abdome ou no canal inguinal.. de Sertoli. Geralmente é assintomático mas sua ausência no escroto é percebida. ou granulosas). Pólipo endometrial Formações benignas derivadas do endométrio que crescem para o interior do útero. São comuns alterações nos ciclos menstruais e menstruações irregulares. Hiperplasia prostática Crescimento benigno da próstata. reprodutivas. No quadro clínico observa-se: os sintomas são decorrentes da obstrução da uretra (diminuição do volume e da distância do jato de urina. No quadro clínico observa-se: sintomas obstrutivos. Parafimose é o estrangulamento da glande quando houve retração de um prepúcio estenosado. Pode causar infertilidade. dá metástases por vias sanguínea e linfática para os ossos. 173 . pulmão e fígado. sensação que não esvaziou a bexiga) até a retenção total. Necessita de atendimento de urgência. Pode ser unilateral ou bilateral.. de sustentação (células de Leydig. sensação que não esvaziou a bexiga. Os ovários se apresentam aumentados de tamanho e com cistos múltiplos provenientes de folículos ovarianos que apresentaram distúrbios no desenvolvimento.

Nader Wafae O bulbo do olho está situado no interior de uma cavidade na face. maxila. é formado pelo músculo ciliar (liso) situado entre a corióide e a íris e por filamentos concêntricos. O corpo ciliar. a sífilis secundária apresenta febre. A corióide. acomodando a visão para postos distantes. pelo corpo ciliar e pela íris. É constituído por 3 camadas: a túnica externa. Bulbo do olho Prof. 174 . Túnica fibrosa: É a camada externa formada pela esclera e pela córnea. é a retina. Entre a córnea e a íris forma-se um ângulo chamado ângulo iridocorneal. frontal. de cor escura por ser pigmentada. a íris e o corpo ciliar. a túnica média. A ação do músculo ciliar interfere na forma da lente. a zônula ciliar distende e a lente estreita. nervosa. vascular. A musculatura apresenta fibras circulares que diminuem a pupila e fibras radiadas que aumentam a pupila. resistente e opaca que constitui os 2/3 posteriores desta camada. A íris. Dr. importante para a drenagem do humor aquoso. compreende a corióide. a fase terciária ocorre vários anos depois com comprometimento dos sistemas circulatório e nervoso. reveste a esclera por dentro. que se prendem à zônula ciliar e auxiliam na fixação da lente. funciona como um diafragma que dilata e diminui a abertura central chamada pupila. sua contração relaxa a zônula ciliar e a lente dilata melhorando a visão para pontos próximos. Alterações desse ângulo (mais fechadoi ou mais aberto) influenciam na etiologia do glaucoma.Nas mulheres provoca uretrite ou cervicite (inflamação do colo uterino) e pode propagar-se ao endométrio e tubas uterinas. escuros. a órbita óssea formada pelos ossos: etmóide. Nos homens manifesta-se com secreção esbranquiçada ou purulenta pela uretra e disúria (dor ao urinar). A córnea é transparente e constitui a parte anterior desta camada. pigmentada. A esclera é a parte branca. esfenóide. e a túnica interna. quando o músculo ciliar relaxa. Túnica vascular: É a camada média formada pela corióide. os processos ciliares. controlando a entrada de raios luminosos. É uma doença que transcorre por fases: a sífilis primária tem como característica a ulceração abaulada e indolor. fibrosa. muscular. também escuro. aumento dos linfonodos regionais e lesões dispersas pela pele. localizado no ponto de entrada no ato sexual. Sua cor depende da quantidade de melanina que possua. Sífilis Doença sexualmente transmissível provocada pelo espiroqueta Treponema pallidum. lacrimal. são vistos na parte periférica e posterior da íris. Na transição entre essas duas partes conhecida por limbo da córnea encontramos o seio venoso da esclera (canal de Schlemm) que drena o humor aquoso. zigomático e palatino. o cancro. É na esclera que se fixam os músculos extrínsecos do olho e é atravessada pelo nervo óptico. compreende a esclera e a córnea. Nas mulheres manifesta-se com os sintomas de infecção urinária.

os processos ciliares. deslocamento para o meio M. O limite entre estas duas partes: óptica e cega forma a ora serrata. biconvexa. Lente A lente (cristalino) é transparente. e o disco do nervo óptico (ponto cego). O humor aquoso é produzido por vasos nos processos ciliares do corpo ciliar e reabsorvido pelo seio venoso da esclera. oblíquo inferior. reto lateral. adução. intorção. canalículo lacrimal que começa no ponto lacrimal e termina no saco lacrimal situado na margem medial da órbita. estrato limitante externo. deslocamento para cima M. estrato limitante interno. oblíquo superior. pela ausência de fotorreceptores. estrato nuclear interno. pela papila lacrimal (parte medial das pálpebras). pelo ponto lacrimal no centro da papila. a câmara anterior preenchido por um líquido chamado humor aquoso que também preenche a câmara posterior situada entre a íris e o corpo ciliar e lente. Túnica nervosa: É formada pela retina cujos 2/3 posteriores constitui a parte óptica onde se encontram: os receptores fotossensíveis (cones e bastonetes). reto superior. reto medial. e pelo ducto lacrimonasal que do saco lacrimal abre-se no meato nasal inferior. O terço anterior é a parte cega. deslocamento para cima e lateralmente b) movimentação da pálpebra 175 . abdução. Músculos: a) movimentação do bulbo do olho: M. extorção. a mácula lútea com a fóvea central (foco de melhor visão com numerosos cones). O espaço entre a lente e a retina (4/5 do bulbo) constitui o corpo vítreo que é preenchido por uma massa gelatinosa e transparente. A retina é constituída por duas subcamadas: o estrato pigmentoso que contém pigmentos e o estrato nervoso formado por uma série de estratos ou camadas onde se encontram as células nervosas que participam da via da visão: estrato dos segmentos externo e interno. estrato das neurofibrilas. Por diante da lente e atrás do corpo ciliar encontra-se a câmara posterior contendo humor aquoso. Aparelho lacrimal: formado pela glândula lacrimal (na parte súpero-lateral da órbita). o humor vítreo. estrato ganglionar.Entre a córnea e a íris existe um espaço. elevação. reto inferior. lente dilatada possibilita visão próxima. abaixamento. Estruturas anexas ao bulbo do olho Túnica Conjuntiva é a mucosa que reveste a parte anterior do bulbo do olho e a parte interna das pálpebras. deslocamento para o lado M. deslocamento para baixo e lateralmente M. A lente estreitada possibilita visão à distância. deslocamento para baixo M. e está fixa por uma espécie de ligamento chamado zônula ciliar à retina e ao corpo ciliar auxiliada por filamentos do corpo ciliar. estrato plexiforme interno.

Músculo reto superior 13. 2. 3. Lente 10. 2.Catarata. infecção no folículo piloso de um cílio Roteiro prático do bulbo do olho: 1.Descolamento da retina. Alterações da retina 1. Alterações nos anexos do bulbo 1. Músculo oblíquo superior 176 .Tracoma. Corióide 4. a focalização dos raios luminosos verifica-se atrás da retina porque o bulbo do olho está encurtado. Íris 6. dilatação palpebral por obstrução de suas glândulas 4. Músculo reto lateral 14. Músculo reto medial 15.Calázio.Hipermetropia. opacificação da lente.M.Presbiopia. problemas nos músculos do bulbo dificultando a focalização simultânea de ambos os olhos.Astigmatismo. 4. Músculo oblíquo inferior 17. levanta a pálpebra superior Principais alterações da visão Alterações de refração 1. Retina 8. Câmara anterior 11. 3.Terçol. 3.Ceratite. Pupila 7.Conjuntivite. 3. aumento da pressão intra-ocular pelo predomínio da produção de líquidos nas câmaras oculares sobre sua reabsorção. Corpo ciliar 5. Córnea 3.Miopia. Nervo óptico 9.Degeneração da mácula por deficiência de irrigação sangüínea. levantador da pálpebra superior. Músculo reto inferior 16.Glaucoma. a focalização dos raios luminosos é distorcida por problemas de contorno na córnea ou na lente. a focalização dos raios luminosos é prejudicada porque a flexibilidade da lente está diminuída e consequentemente a sua acomodação. infecção bacteriana da conjuntiva e córnea. Esclera 2. 2. opacificação da córnea. a focalização dos raios luminosos verifica-se antes da retina porque o bulbo do olho está alongado. 2.Estrabismo. no qual a retina é separada da túnica vascular. Alterações obstrutivas 1. inflamação da túnica conjuntiva. Câmara posterior 12.

a pupila e a lente através da pupila. não a corte inteiramente. Despregue a lente do corpo ciliar.é constituída de cartilagem elástica e pele.18. e atrás da íris identifique os processos ciliares (delgados filamentos pretos) de distribuição radial. esclera (branca). Identifique a íris. concha da orelha. 1. Identifique o disco do nervo óptico. 6. a córnea e o nervo óptico. deixe um pequeno segmento para permitir o seu rebatimento lateral. Orelha externa: compreende a orelha e o meato acústico externo Orelha . a saliência de mesmo trajeto porém anterior a ela é a antélice e as duas pequenas saliências próximas ao poro acústico externo são o trago na frente e antitrago atrás. abra a tesoura com cuidado o suficiente para separa a esclera da corióide em toda a sua circunferência. orelha média e orelha interna. conjuntiva. A 177 . fossa triangular. pinça dente de rato.Virando o olho com as aberturas para baixo solte o humor vítreo (gelatina) que forma o copo vítreo e identifique no fundo do olho a túnica nervosa ou retina (branca) que geralmente encontra-se solta. apresenta saliências: hélice. expondo a esclera. limpe a peça. 3. retirando o corpo adiposo da órbita e os fragmentos dos músculos. antélice. 2.Com a tesoura. 4. e uma parte inferior não cartilagínea que é o lóbulo da orelha. bisturi e tesoura.Identifique a córnea (transparente). em seguida introduza a ponta da tesoura nesse ponto e recorte a córnea contornando-a mas. 7.Faça uma pequena incisão perpendicular na esclera nos seus quatro pontos cardiais. antitrago e depressões: escafa. Dr. Músculo levantador da pálpebra superior Dissecção do bulbo do olho Material: olho bovino.Da mesma forma como recortou a córnea faça o mesmo na transição entre a íris e a corióide.Introduza a tesoura fechada entre as túnicas esclera (branca) e corióide (preta). A câmara posterior ficou exposta. trago. 5.Perfure a córnea com a ponta do bisturi em um ponto do limbo da córnea (transição entre córnea e esclera). nervo óptico. corpo adiposo da órbita e fragmentos dos músculos extrínsecos do bulbo do olho. Orelhas Prof. Nader Wafae Compreende 3 partes: orelha externa. A hélice é a saliência que forma o contorno da orelha. Desta maneira ficou exposta a câmara anterior cujo humor aquoso extravasou quando perfurou a córnea.

situadas no interior do labirinto ósseo. Apresenta na parede lateral (membranácea). o recesso hipotimpânico. o modíolo. A membrana timpânica é uma lâmina oblíqua que separa a orelha externa da orelha média. onde se encontra o estribo e a janela da cóclea. As articulações entre martelo e bigorna e entre a bigorna e o estribo são sinoviais. sáculo e ducto coclear. Os canais semicirculares. ocluída pela membrana timpânica secundária. posterior e lateral. Orelha média: ou cavidade timpânica. o ponto central de sua face lateral denomina-se umbigo. uma espiral semelhante a casa de um caracol com duas voltas e meia em torno de um eixo central. O labirinto ósseo é constituído por: canais semicirculares. é formada pelo labirinto ósseo (conjunto de espaços ósseos encurvados). um em cada plano do espaço. É dividida por uma lâmina espiral óssea formando duas rampas: a rampa superior é a do vestíbulo em relação com a janela do vestíbulo e a rampa inferior. A parede superior (tegmental) é formada pela parte petrosa do osso temporal. está a tuba auditiva que comunica a orelha média com a parte nasal da faringe e o mússculo tensor do tímpano. vestíbulo e cóclea. a depressão superior que resulta da bifurcação da antélice é a fossa triangular e a depressão maior em torno do poro acústico externo é a concha da orelha. O vestíbulo é uma dilatação na parte média do labirinto. inferior. utrículo. Na parede posterior (mastóidea) encontramos as comunicações com as células mastóideas e o músculo do estapédio e na parede medial (labiríntica). a membrana timpânica presa ao martelo completada por pequenos espaços acima da membrana. em forma de arcos são em número de 3: anterior. a do tímpano em relação com a janela da cóclea. que se comunica com a orelha média através das janelas do vestíbulo e da cóclea e interliga os canais semicirculares com a cóclea. (líquido que separa o labirinto ósseo do labirinto membranáceo) e pela endolinfa outro líquido no interior do labirinto membranáceo. os dois primeiros são verticais mas perpendiculares entre si e o terceiro é horizontal. isto deve ser feito no quadrante inferior e posterior para se evitar o descolamento do ossículo martelo nela inserido.depressão entre a hélice e a antélice é a escafa. pelo labirinto membranáceo (tecido conjuntivo fibroso situado no interior do labirinto ósseo e que reproduz aproximadamente a sua forma) pela perilinfa. recesso epitimpânico e abaixo. 178 . bigorna e estribo) e os músculos: tensor do tímpano (para o martelo) e estapédio (para o estribo). o labirinto membranáceo. A cóclea. O labirinto membranáceo é o conjunto de estruturas formadas de tecido conjuntivo fibroso. superior. é constituído por: ductos semicirculares. Havendo necessidade de puncionar a membrana. o soalho (jugular) apresenta a fossa jugular. Orelha interna: situada na parte petrosa do osso temporal. é um espaço cheio de ar contendo no seu interior os ossículos da audição (martelo. O meato acústico externo é um conduto fibrocartilagíneo revestido por pele com numerosas glândulas que produzem o cerume se inicia pelo poro acústico externo e termina na membrana timpânica. a janela do vestíbulo. A perilinfa é o líquido que isola o labirinto ósseo de sua parte interna. Na parede anterior (carótica).

Os ductos semicirculares estão situados no interior dos canais semicirculares apresentam a mesma forma e recebem os mesmo nomes. 5. Trago 7.Deficiências auditivas ou perda da audição 4. Janela do vestíbulo 179 .1. Antélice 4. traumas e ruídos intensos 4.2. Sua parede superior é a membrana vestibular e a parede inferior é a lâmina basilar e em seu interior encontra-se o órgão espiral com os receptores para a audição. Lóbulo da orelha 2. Utrículo e sáculo estão situados no interior do vestíbulo. Meato acústico externo Orelha média 10. Concha da orelha 6. vértice na lâmina espiral e base na parede da cóclea e endilinfa em seu interior é a parte do labirinto membranáceo situada no interior da cóclea e relaciona-se com a audição. anterior (vertical).Otite externa . Bigorna 13. otosclerose.infecções da orelha média 3. O sáculo intercomunica o utrículo com o ducto coclear.3.Tipos de surdez: 5. O ducto coclear com forma triangular. Afecções mais comuns das orelhas: 1.1.degeneração e soldadura dos ossículos da audição 4. Hélice 3. Membrana timpânica 11.Perfuração da membrana timpânica .2. lateral (horizontal) e posterior (oblíquo). Otosclerose .Otite média . Doença de Meniere associada com alterações do equilíbrio causada por alterações vasculares na orelha interna. Tumores dos nervos 5. perfuração de membrana timpânica. infecções. de condução: excesso de cerume. Fossa triangular 9. de percepção: na via da audição Roteiro Prático de Orelhas Orelha externa 1. relacionam-se igualmente com receptores do equilíbrio. Martelo 12. suas extremidades dilatadas chamamse ampolas e se comunicam com o utrículo. O utrículo forma a base onde se abrem os ductos semicirculares. Escafa 5.por infecções. Receptores no seu interior são estimulados pelas alterações do equilíbrio. 4. Estribo 14.infecções da orelha externa 2. Antitrago 8.

Cóclea 20. Janela da cóclea 16. Células mastóideas 17. Meato acústico interno 21. Tuba auditiva Orelha interna 18.15. Vestíbulo 180 . Canais semicirculares 19.

tecido epitelial. Pele Funções: proteção. unhas. A elasticidade da pele diminui com a idade. cílios. mais profunda.células mortas com queratina. gordura se dispõe em camadas paralelas à pele.de reprodução celular Derme . possibilita o deslizamento das camadas de gordura e portanto da pele o que auxilia a palpar os órgãos deslizando a pele. Tela subcutânea ou hipoderme formada por tecido adiposo e conjuntivo frouxo. Partes: 3 camadas . Pêlos: Resultam de processos especiais de queratinização de células epiteliais situam-se no derma. Esse cálculo tem importância nas queimaduras. armazenamento. barba. Tipos. zona córnea . livre constituída 181 .5 mm a 1. Ocupando 7% do peso corporal é o nosso maior órgão. cianose (extremidades roxas). Estrutura: Epiderme e derme Epiderme . receptores táteis (Meissner). mais externa.Tegumento Comum Prof. grumos arredondados de gordura. terminações nervosas (Ruffini). Funções: reserva de gordura e impede perda de calor. hemoglobina. pestana etc. vibrissas. Coloração: deposição de pigmentos . Função: proteção. é a primeira a ser mobilizada. zona germinativa . b) fáscia superficial película fina de tecido fibroso. c) lamelar. Para o cálculo de partes do corpo humano utiliza-se a regra dos 9% (vem em queimaduras). caroteno. cabelo.melanina (na camada germinativa). icterícia (amarelo esverdeado). Cristas papilares: são linhas salientes da epiderme que nos dedos constituem as impressões digitais: importância em medicina legal. impermeabilização. b) haste = externa. púbicos. a papila. Aplicações: local das injeções hipodérmicas. vasos. partes = zona córnea e zona germinativa. glândulas sudoríferas. Nader Wafae É a túnica que reveste toda a superfície corporal compreendendo: pele com seus anexos (pelos. ou queimaduras). sensibilidade.5 mm mais espessa na palma da mão e planta do pé. Partes: a) raiz = interna. Espessura: variável de 0. armazenamento mais duradouro de gordura. regulação térmica. folículos pilosos. glândulas mamárias) e tela subcutânea.a)areolar = mais superficial. Dr. A observação da cor da pele permite fazer diagnósticos: anemia (pálida). Área: cerca de dois metros quadrados ou mais corretamente é obtida multiplicando-se o peso pela altura. glândulas sebáceas. fibras elásticas que se dispõem em grupos de mesmo sentido (importância cirúrgica).tecido conjuntivo: contém glândulas. regulação térmica e sensibilidade. descamativa. dilatação inicial é o bulbo onde se encontra uma escavação. incluída no folículo piloso. axilares. vermelha (febre. evaporação do suor.

Pêlo . é formada pela glândula mamária e por tecido adiposo.estímulo . Músculo eretor do pelo .zona germinativa 3. cortical (queratina dura) e medula (queratina mole).inervação simpática . O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. Estímulo = calor e emoção. as margens laterais são cobertas por pregas de pele chamadas de periníquio e sob a borda livre outra prega de pele chama-se hiponíquio. Glândula sudorífera 6.depende da quantidade de melanina na cortical. oculta por uma prega da pele chamada eponíquio (cutícula). aréola (pele pigmentada circular. Eponíquio 11. situam-se no derme. Unhas: derivam do endurecimento da camada córnea da pele nas extremidades dos dedos (células corneificadas). Função: conserva o calor e lubrifica a pele.de fora para dentro por cutícula. Cor .emoção e frio. Mama: situada na parede torácica anterior por diante dos músculos peitoral maior e escaleno anterior. Periníquio 12. produzem gordura chamada sebo. Pêlo .bulbo com papila 10. Epiderme . Pêlo . abremse no folículo piloso e suas células são eliminadas conjuntamente. Na axila as células se desintegram junto com o suor e produzem cheiro. Leito ungueal é a camada de pele embaixo do corpo e matriz embaixo da raiz (formadora da unha). Lúnula 14. Tela subcutânea 7. a parte clara em meia lua é a lúnula (opacidade aos capilares).zona córnea 2.raiz 9. com glândulas sudoríferas e sebáceas. Função: proteção das extremidades e defesa contra agressões. são do tipo tubular e seu longo ducto se abre na superfície da pele através do poro. Partes: papila mamária (mamilo) (abertura dos ductos lactíferos ou seios lactíferos. Corpo. faltam na palma da mão e na planta do pé. distal. Glândula sebácea 5. Derma 4. Maior quantidade na palma da mão e planta do pé. Glândulas sebáceas: são anexos do pêlo. Glândulas sudoríferas: Função: regulação térmica. proximal. Epiderme .haste 8. Corpo da unha 15. Hiponíquio 13. Roteiro Prático de Tegumento Comum 1. Glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. exposta. Função: produção de leite para amamentação.tubérculos. Papila mamária 182 . Partes: raiz. fibras musculares lisas).

apresenta além das características anteriores também bolhas. Vesícula .5%) Membro superior D = 9% (anterior 4.5%. Úlcera . parte abdominal = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%.Área circunscrita de coloração mais clara de causa pigmentar. Eritema . Glândula mamária Tipos de lesões cutâneas Bolha . posterior 4.5%) Membro superior E = 9% (anterior 4.5%. e de terceiro grau quando a pele do local é inteiramente destruída. Queimaduras cutâneas É a lesão da pele pelo calor que pode provir do fogo.Descontinuidade anormal comprometendo a integridade das camadas da pele. radiação ou choque elétrico. Pápula – Elevação delimitada e endurecida da pele. posterior 4. Cisto – Tumoração encapsulada com retenção de líquidos. Um dos critérios é a regra dos nove pela qual se atribui para cada segmento do corpo o valor 9% em relação à área total. dor e descamação. posterior = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%. Pústula – Elevação de pele contendo secreção purulenta no interior. assim temos: Adultos Cabeça = 9% (face 4. em princípio de natureza não infecciodsa. Fotofitomelanose – Manchas hiperpigmentadas provocadas pelos raios solares sobre a pele com resíduos vegetais. parede abdominal = 9%) Tronco: dorso = 18% ( parte torácica = 9%.5%) Tronco: região anterior = 18% (parede torácica = 9%.Mancha avermelhada por vasodilatação.5% Genitais = 1% 183 . posterior = 9%) Genitais externos = 1%.Elevação arredondada da pele com líquido em seu interior maior que a vesícula.Pequena elevação da pele contendo líquido em seu interior.5% Região anterior do membro superior esquerdo = 4. nuca 4.Área circunscrita de coloração mais escura.5%. Indica uma infecção. Por ocasião do atendimento de pessoas com queimaduras é importante o cálculo da área de pele atingida. Doenças da pele. Crianças Região anterior do tórax e do abdome = 16% Região anterior do membro superior direito = 4. Mancha hipercrôimica ou hiperpigmentada .16.5% Região anterior do membro inferior direito = 7% Região anterior da cabeça e do pescoço = 10. Tubérculo 18. de segundo grau quando atinge a epiderme e a derme. Podem ser de primeiro grau quando atinge apenas a epiderme e apresenta cor vermelha intensa. Mancha acrômica ou apigmentada . Aréola 17.

Candidíase É uma infecção cutânea causada pelo fungo Candida. Piodermites Infecção bacteriana. o prognóstico é gravíssimo. os lepromas sobretudo na face (face leonina). picadas etc. O local mais característico é eponíquio das unhas. inpetigo (epiderme). Herpes simples Infecção viral pode ser extragenital (tipo I) e genital (tipo II) Herpes zoster Infecção viral que em geral acompanha o trajeto de nervos. Assumem formas diversas conforme o local comprometido: foliculite (folículo piloso). em geral estafilococo ou estreptococo que entram em locais com solução de continuidade na pele. 184 . celulite (tela subcutânea). Hanseníase É causada pelo Mycobacterium leprae que atinge pele e nervos.5% Região posterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior do tórax e do abdome = 16% Região posterior do membro superior direito = 4. Ptiríase versicolor Infecção causada pelo fungo pityrosporum ovale. Pediculose Infecção da pele recoberta de pêlos causada pelo parasita hematófago Pediculus humanus. Escabiose A sarna é uma infecção da pele produzida pelo ácaro ( sarcoptes scabiei).Região anterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior da cabeça e do pescoço = 10.5% Região posterior do membro inferior direito = 7% Quando a extensão da área de pele apresenta queimaduras que supere 50% da superfície corporal. A erisipela provocada pelo estreptococo beta hemolítico é de maior gravidade. Distúrbios cutâneos de natureza infecciosa Acne (espinha) É a inflamação do folículo piloso. ou piolho. Caracateriza-se pelo aparecimento de manchas claras ou escuras descamativas no tronco. Apresenta manchas descoradas com distúrbio de sensibilidade. Resulta da obstrução do orifício do folículo por queratina e conseqüente infecção bacteriana. áreas descoradas com eritemas nas bordas. Fatores hormonais também estão envolvidos. Casos mais acentuados podem apresentar tumefações. de 30 a 50% é muito grave e se ocupa entre 15 a 30% é grave.5% Região posterior do membro superior esquerdo = 4. cortes.

Distúrbios imunológicos ou de causa desconhecida Alopecia É a perda de pêlo. imunológicos ou nervosos Ictiose O comprometimento na queratinização da pele resulta em pele áspera lelbrando escamas de peixe daí o nome. cicatrizes por infecções. com escamas comuns nos cotovelos. Pênfigo Moléstias caracterizadas pelo aparecimento de bolhas na pele e nas mucosas. mudanças de clima ou em reação a certos medicamentos. Carcinoma basocelular Tumor maligno mais freqüente que tem origem na camada basal da epiderme.Tinha Infecção causada por fungos do tipo dermatófitos com formação de manchas avermelhadas e escamosas procipalmente na periferia. geralmente bilateral de causa desconhecida. De acordo com o local em que se encontram temos: tinea capitis. fatores hereditários. tinea pedis ou pé de atleta ou frieira ou pelo corpo. Evolui em surtos sobretudo fundo emocional. queimaduras. A exposição ao sol é um fator importante. 185 . Vitiligo Distúrbio caracterizado pela descoloração da pele em placas. Psoríase Apresenta placas avermelhadas. Podem ser congênitos ou adquiridos. Tumores Angiomas São aglomerados extensos de vasos sanguíneos formando tumores de evolução benigna. joelhos e couro cabeludo. Carcinoma epidermóide É um tumor maligno cuja origem procede dos queratinócitos da epiderme. Mas pápulas e escamações pelo corpo podem aparecer. porém as mais características são hiperpigmentações na face lembrando as asas de uma borboleta. Lupus eritematoso Apresenta-se polimórfico quanto às lesões cutâneas. hormonais. Verrugas Pápulas endurecidas provocadas por vírus. Em geral resultam de traumatismos. arredondadas. Com maior freqüência localiza-se na cabeça e no pescoço. A exposição ao sol é importante fator.

Conhecida por caspa. térmicos etc. Outras causas Dermatite seborréica É o processo inflamatório da derme mais comum em locais com grande quantidade de glândulas sebáceas. Classificação: Apesar de terem surgido vários critérios para classificá-las todos os critérios apresentam vantagens e desvantagens por isso em anatomia adotamos a classificação pela localização em que as glândulas se encontram: 1 . Nader Wafae O sistema endócrino é um dos três sistemas de integração do nosso organismo juntamente com os sistemas nervoso e circulatório.Cefálicas 2 .Melanoma Tumor de origem pigmentar dos melanócitos e portanto hiperpigmentado. Dr. roupas. Cisto sebáceo Glândulas sebáceas encapsuladas obstruídas e dilatadas pela retenção do sebo. fatores imunológicos.Cervicais hipófise e glândula pineal tireóide e paratireóides 186 . Nevo pigmentar A hiperpigmentação da pele pode dever-se ao aumento da quantidade de melanina ou do número de melanócitos. alimentos. Os locais mais freqüentes são dorso e pernas. Urticária Reação inflamatória com vergões ou vermelhões com prurido. Essa integração não se faz através de estruturas anatômicas dispersas no interior do corpo como ocorre com os outros dois sistemas mas através dos hormônios produzidos pelas glândulas endócrinas ou sem ducto que se difundem pelo organismo promovendo a integração. Altamente metastático. Glândulas sem ducto São glândulas que produzem substâncias químicas chamadas hormônios que são lançadas na corrente sangüínea já que não possuem ductos e por isso são também chamadas de glândulas sangüíneas. cosméticos. principalmente no couro cabeludo. SISTEMA ENDÓCRINO Prof. em geral alérgica. Eczema Lesão cutânea. causada por agentes irritantes. em geral por medicamentos. fatores emocionais.

promovendo o crescimento em estatura. supra-renais. escurecimento da pele. Hipófise intermediária Desenvolvida em outras categorias de animais produz a Intermedina que atua nos melanóforos estimulando a produção e deposição de pigmentos cutâneos (sem atividade de importância no ser humano) Hipófise posterior ou neurohipófise é de origem hipotalâmica descendo até a sela turca para se unir à adenohipófise Hormônios produzidos 187 . A hipófise anterior ou adenohipófise origina-se embriologicamente da parte superior da boca e sobe durante seu desenvolvimento. em direção à sela turca para se juntar à hipófise posterior que é de origem neurológica hipotalâmica. Prolatina. Nos homens estimula a produção de testosterona pela células intersticiais. estimula a produção de leite pela glândula mamária para a amamentação Hormônio estimulante do melanócito. Adrenocorticotrófico estimula a supra-renal a produzir seus hormônios.Torácicas 4 ..3 . Hormônios produzidos: Somatotrófico (do crescimento) estimula o aumento da cartilagem nas lâminas epifisiais dos ossos longos e sua transformação em osso. sua produção é regulada pela própria tireóide em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo.Cefálicas: Hipófise.Pélvicas - timo e coração pâncreas. Assim sendo. rins ovários. sua produção é regulada por mecanismo de retroalimentação de hormônios sexuais. sua produção é regulada pela própria supra-renal em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo. regulado pelo hipotálamo Distúrbios hormonais: excesso de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao gigantismo. diminuição de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao nanismo hipofisário. se o excesso de hormônio é produzido após a fase de crescimento gera a acromegalia em que as partes moles das extremidades aumenta consideravelmente. Sua produção é regulada por hormônios liberadores e inibidores do hipotálamo e pelos hormônios sexuais Tireotrófico estimula a glândula tireóide a produzir seus hormônios. vamos expor os lobos anterior e posterior. na fossa hipofisial da sela turca do osso esfenóide é formada por 3 partes das quais a segunda parte é insipiente no ser humano.Abdominais 5 . testículos e placenta 1. Luteinizante atua sobre o ovário provocando a ovulação e estimula a formação do corpo amarelo. situada no hipotálamo. Folículo estimulante (FSH) atua sobre o ovário promovendo o desenvolvimento do folículo ovariano e nos homens a produção de espermatozóide. que conduz a produção de progesterona. órgãos digestórios.

atrás das extremidades dos lobos da glândula tireóide. taquicardia e exoftalmia. excesso do hormônio leva à hipocalcemia Distúrbio hormonal: A produção de hormônio em excesso constitui o hipertireoidismo ou doença de Graves Basedow. Ação: é inversa do paratormônio. acima e atrás do tálamo tem aproximadamente 1 cm de comprimento. 188 . aumenta a atividade do sistema circulatório. emagrecimento. a síntese protéica . cujos principais sintomas são: nervosismo. fadiga. Os autores ainda não são concordantes quanto a um terceiro hormônio produzido pelo hipotálamo a vasopressina para uns seria a mesma ocitocina para outros um hormônio a parte que provocaria vasoconstrição e aumento da pressão arterial Distúrbios hormonais A diminuição de hormônio antidiurético leva ao diabetes insipidus com eliminação exagerada de urina e sede excessiva. A produção do seu hormônio melatonina é regulada pelo hipotálamo e tem atuação importante no ciclo circadiano (dia/noie) e sua produção aumenta à noite.Cervicais Tireóide situada por diante da laringe e primeiros anéis traqueais tem dois lobos laterais unidos por um istmo. situada no epitálamo. Glândula pineal. a produção de ambos é regulada pelo hipotálamo. gorduras e proteínas.Antidiurético e ocitocina são produzidos no hipotálamo e armazenados na neurohipófise conduzidos através do infundíbulo por axônios de células nervosas. O aumento da glândula ocorre para garantir maior captação de iodo. em geral. quando a deficiência é congênita constitui o cretinismo O aumento da glândula tireóide por falta de iodo na alimentação constitui o bócio (papeira).produzida pelas células c da tiróide. Também é atribuída à glândula pineal ação na maturação sexual que ocorre na puberdade. triiodotironina (T3) e calcitonina. A tiroxina e a triiodotironina melhoram o metabolismo celular aumentando a oferta de oxigênio às células. O hormônio antidiurético atua nos túbulos do rim promovendo a reabsorção de sódio e de água A ocitocina atua promovendo a contração uterina e a liberação de leite pela glândula mamária. Paratireóides são 4 glândulas muito pequenas (5 a 7 mm) situadas. A produção insuficiente do hormônio constitui o hipotireoidismo.obesidade. inibe a liberação do cálcio pelos ossos e estimula a excreção do cálcio pela urina. Produz os hormônios: Tiroxina (T4). infertilidade (Mixedema). doença de Hashimoto . Regulação pela hipófise Calcitonina . 2 . hipertensão arterial. Este aumento pode ocorrer com hipertireoidismo. tremores. sudorese. hipotireodismo ou ate normotireoidismo. Controle de produção: pelo nível de cálcio no sangue.interfere no crescimento e no metabolismo de hidratos de carbono.

forma piramidal. em conseqüência interfere na diminuição do volume sangüíneo e da pressão arterial.maturação sexual. Secreta um hormônio timosina cuja atuação não está ainda bem esclarecida. glicosúria.se feocromocitoma. cãibras. O tumor desta região da glândula chama. hipofosfatemia.Torácicas Timo: formado por dois lobos situado no mediastino superior acima do coração Ação . A insulina regula o metabolismo dos hidratos de carbono controlando a quantidade de glicose no sangue não permitindo a sua elevação. O pâncreas é uma glândula mista é endócrina porque as células das ilhotas pancreáticas produzem insulina (células beta) e glucagon (células alfa) e é exócrina por sua secreção externa (suco pancreático) sua anatomia já foi estudada no sistema digestório. 4 . tremores. regride quando o indivíduo atinge a puberdade sua ação principal é na defesa imunológica do sistema linfático. aumenta a glicose no sangue e diminui o glicogênio no fígado. hipotensão. O glucagon produz efeitos contrários ao da insulina. contraturas musculares. é uma glândula par. osteoporose. O controle é feito pela quantidade de glicose no sangue. principalmente hipertensão e taquicardia. mas parece estimular a produção de linfócitos T Coração: Os átrios do coração produzem o hormônio natriurético que atua no metabolismo do sódio. 189 . se esta aumenta também aumenta insulina. estimulando sua excreção pelo rim. tetania. situada sobre o rim. Distúrbios hormonais A diminuição da produção de insulina constitui o diabetes melitus que caracteriza-se pela hiperglicemia. vasculares e do nervos A produção excessiva do hormônio corresponde ao hiperinsulinismo levando ao quadro de hipoglicemia: sudorese. aumento da reabsorção óssea. 3 . apresenta duas partes distintas: medula e córtex.O hormônio produzido por elas chama-se paratormônio ou hormônio da paratireóide sua ação consiste em controlar e manter o nível da quantidade de cálcio no sangue O controle de produção é feito pelo nível de cálcio no sangue. oxidando o excesso de glicose. favorecendo a deposição de glicogênio no fígado e nos músculos. fraturas A produção insuficiente do hormônio leva a sintomas decorrentes de hipocalcemia. Distúrbios hormonais: Excesso de paratormônio conduz a hipercalcemia. palidez. sonolência. alterações metabólicas. calculose renal.Abdominais Pâncreas. Medula: produz adrenalina e os seus efeitos são os mesmos decorrentes da via eferente simpática do sistema nervoso autônomo. Supra-renal.

apatia. alterações psíquicas. emagrecimento. Rim: anatomia estudada em sistema urinário. cuja liberação é estimulada pela presença de gordura no duodeno. o seu excesso produz características masculinizantes. fasciculada e glomerulosa.Glicocorticóides (zona fasciculada) o hormônio mais representativo é a hidrocortisona que atua no metabolismo dos hidratos de carbono. da interna para a externa reticulada. primeira parte do intestino delgado produz a colecistoquinina. produz a secretina que estimula a secreção de água e bicarbonato no suco pancreático e a motolina que estimula a mobilidade intestinal. acne. Diminuição de hormônio. Com esta glândula produz três tipos de hormônios. edema hipertensão arterial. doença de Addison: cansaço. 5. vômitos.Mineralocorticóides (zona glomerulosa). tudo indica que cada camada produz um tipo. Estômago. diminui as proteínas. estimula a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea. Eritropoetina. Esse hormônio carregado pela corrente sangüínea chega à vesícula biliar estimulando sua contração para provocar a liberação de bile. Testículo: 190 . doença de Cushing: obesidade. Intestino delgado. anorexia. a. Há autores que acham que simplesmente se tratam de faixas de desenvolvimento. produz a gastrina que estimula as células parietais do estômago a secretarem ácido clorídrico. controle: ACTH e quantidade de glicocorticóide Distúrbio hormonal Excesso de hormônio. caso esta esteja baixa o rim libera renina para aumentá-la e melhorar a filtração. Progesterona: preparação para a gestação.Sexuais (zona reticulada) principalmente testosterona. fraqueza. o hormônio mais representativo deste tipo é a aldosterona que atua no metabolismo eletrolítico reabsorvendo sódio e em conseqüência água no rim e eliminando potássio. Renina. produz transtornos psíquicos mas é um importante antiinflamatório c. Relaxina: durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve controle: mecanismo de feedback entre os hormônios ovarianos e os hormônios hipofisários.Pélvicas: Ovário: Estrógeno: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários femininos e pela reconstrução da mucosa uterina perdida durante a menstruação. hipotensão e hiperpigmentação da pele Órgãos Digestórios Duodeno. aumenta a glicemia. diminuição da massa muscular. maturação da mucosa uterina.Córtex: constituída por três subcamadas. próximo ao glomérulo renal está o aparelho justaglomerular cujas células avaliam a pressão sangüínea de filtração. b. face de "lua cheia".

A estatura é anormalmente baixa e o fácies é característico. É o que ocorre na síndrome de Sheehan.Duodeno e alças intestinais 9.Timo 7.Pâncreas 8. 191 .Placenta Patologias do Sistema endócrino Hipófise Nanismo hipofisário É a carência de hormônio do crescimento motivada por distúrbio hipofisário levando ao atraso de crescimento na infância de etiologia congênita ou adquirida.Ovário 12.Átrio direito do coração 6.Rim 11. Na maioria das vezes deve-se à doença de Graves. O hipopituitarismo também pode ocorrer em casos de anorexia nervosa.Glândula tireóide 4. Hipopituitarismo É a produção insuficiente de hormônios hipofisários. doenas consumptivas crônicas. partos com hemorragias graves ou choque e conseqüente infarto ou irrigação deficiente da hipófise.Glândula pineal 3. ou tireoidites. adenomas.Glândula paratireóide 5.Testículo 13. Placenta Hormônios: estrógenos. controle: mecanismo de feedback entre a testosterona e os hormônios hipofisários.Testosterona: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos.Supra-renal 10.Hipófise 2. Roteiro Prático: Identificar as glândulas endócrinas: 1. tumores. Tireóide Hipertireoidismo É a doença provocada pelo aumento de hormônios tireoidianos . tireóide. progesterona e uma série de hormônios semelhantes aos da adenohipófise: gonadotrofinas coriônicas. Em conseqüência também ficam comprometidas às funções das glândulas integradas à hipófise: supra-renal. auto-agressão do sistema imunológico ou então: bócio multinodular hiperfuncionante. gônadas e dependendo da idade também o crescimento. trauma craniano e radiações. atua na espermatogênese e na ereção.

Insuficiência supra-renal É a produção insuficiente de hormônios pelo córtex supra-renal. Outras tireoidites são de Reidel com fibrose da glândula. pele seca. distúrbios menstruais e mentais. atraso mental. demais sintomas dependem da causa. No quadro clínico observa-se: obesidade. Hiperaldosteronismo É o aumento na produção de aldosterona pela supra renal. á vírus (Quervain) e pós-parto. emagrecimento. na hiperplasia ou no carcinoma de supra-renal. do consumo de oxigênio e maior atividade do sistema nervoso simpático: nervosismo. disfunção intestinal. Pode ser primário quando se refere ao funcionamento da própria tireóide. palpitações. hipotensão. O quadro clínico é de hipertensão arterial. 192 . tremores e exoftalmia (protusão dos olhos empurrado pelo corpo adiposo da órbita). arritmias cardíacas. a diminuição de potássio pode acarretar distúrbios musculares e. Pode ser primário nas doenças da glândula supra-renal. auto-imune (autoagressão pelo sistema imunológico). transtornos emocionais. Os sintomas. Tireoidite É a inflamação da glândula tireóide. e secundário quando a causa situa-se na hipófise. tratamentos com substância radiativas. Os casos mais graves constituem o mixedema com fácies característico. inchaços. É secundário quando a causa não é na glândula supra-renal como no aumento da produção de renina desencadeando o processo: renina-angiotensina-aldosterona. fraqueza. A mais freqüente é a de Hashimoto de causa auto-imune (auto-agressão imunológica). Supra-renal Feocromocitoma É o tumor da medula da supra-renal elevando a produção adrenalina em níveis altos. tireoidite auto-imune de Hashimoto. aumento do apetite. fraqueza. bócio (aumento da glândula).arritmia cardíaca. taquicardia. deficiência de iodo na alimentação ou então congênito (cretinismo) neste há comprometimento da estatura e retardo mental.Os sintomas característicos dependem do aumento da atividade metabólica. Tratamentos prolongados cor corticóide podem provocar insuficiência suprareal funcional. em geral. hemorragia ou neoplasia. são decorrentes da hipertensão arterial: dor de cabeça. sensibilidade ao frio. hipoplasia ou desenvolvimento deficiente. doença de Addison – destruição da glândula de causa infecciosa. O sintomas são característicos da via eferente simpática: taquicardia e aumento da pressão arterial resistente aos medicamentos. aumento da língua. Ocorre nas ressecções cirúrgicas da glândula. sudorese excessiva. aumento do número de defecações. No quadro clínico: aumento da glândula. Hipotireoidismo É a produção insuficiente de hormônios pela tireóide. bradicardia. como na síndrome de Conn tumor de células produtoras de aldosterona. bacteriana.

Resulta do desequilíbrio entre as calorias ingeridas e consumidas. Quando desencadeada pelo hormônio adrenocorticotrófico chama-se doença de Cushing. Paratireóide Hiperparatireodismo É o aumento da secreção do paratormônio pelas paratireóides causado por adenoma da ou hiperplasia paratireóidea. O critério de sua determinação é variável. provocada por tumor da glândula. espinhas. O quadro clínico é uma decorrência do aumento do cálcio no sangue – hipercalcemia provocando alterações nos sistemas: esquelético. hirsutismo. muscular e nervoso. São característicos: o sinal de Chvostek. convulsões e espasmo de glote. cansaço. etc. hipertensão arterial. digestório. vômitos. hipotensão. No quadro clínico observa-se: obesidade. sinal de Trousseau. distúrbios no centro hipotalâmico do apetite ou no dispêndio de energia metabólico. ou 20% a 25% acima do peso médio esperado. Nos casos graves alem da tetania. fácies característica de lua cheia. hipertensão arterial. hiperpigmentação da pele. O quadro clínico decorre da hipocalcemia: parestesias. SOALHO DA PELVE 193 . emagrecimento. Hipoparatireoidismo É a secreção insuficiente do paratormônio e conseqüente hipocalcemia isto é a diminuição do cálcio plasmático. estrias. Outros Obesidade Acúmulo excessivo ou anormal de gordura no corpo. em geral. contrações dos do carpo ao pressionar o manguito do aparelho de pressão. desproteinemia. Síndrome de Cushing É a produção excessiva de glicorticóides pelo córtex supra-renal. contrações dos músculos da expressão facial pelo estímulo do nervo facial. renal. massa corporal superior a 27. edema. câimbras. falta de apetite (anorexia). Fatores genéticos. arterioesclerose.8 Kg/m2 .No quadro clínico observa-se: muita fraqueza. Pode aparecer também nos tratamentos prolongados com corticóides. prejudicial à saúde. osteoporose. ocorre após cirurgia em paratireóides ou na tireóide. náuseas. espasmos musculares e tetania (contrações e espasmos musculares generalizados). hipoglicemia. Preocupante é sua associação diabete mellitus. sedentarismo. vitiligo (manchas hipocrômicas). infarto do miocárdio.

O diafragma ou região urogenital é formado por: 1. retouterino e transverso do colo que prendem o colo do útero às paredes da pelve. isquiocavernoso e transverso superficial do períneo. 2 . formado pelo entrecruzamento das fáscias. 3. iliococcígeo e pubococcígeo 4 .fáscia inferior do diafragma da pelve também derivada da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por baixo. o anterior é a região ou diafragma urogenital e o posterior é a região anal. Região anal é formado por: 1 . músculo obturador interno).fáscia superior do diafragma urogenital A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima.fáscia superior do diafragma da pelve que deriva da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por cima.fossa isquioanal cheia de gordura e músculo esfíncter externo do ânus A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima. A resistência desse soalho deve-se a uma estrutura que fica no centro do soalho e que serve de ponto de apoio e de sustentação de todas essas camadas é o corpo do períneo. divide-se em dois triângulos. apenas músculos e fáscias sendo formado pelo peritônio. ligamentos sacrotuberal e sacroespinal) e um soalho. 5. O soalho da pelve não possui esqueleto ósseo.fáscia superficial (tecido subcutâneo) 3 . uma parede posterior (sacro. 194 . Não tendo estruturas ósseas de sustentação.pele 2 . ramo do plexo sacral.fáscia inferior do diafragma urogenital 6. Dr.pele 2. pelo diafragma da pelve e pelo períneo.músculos: levantador do ânus e isquiococcígeo. O períneo é uma região em forma de losango que se estende da sínfise púbica aos túberes isquiáticos de cada lado e daí ao cóccix.espaço superficial do períneo onde se encontram os músculos: bulboesponjoso. dos ligamentos e dos músculos que compõem o soalho da pelve.Prof.fáscia profunda do períneo 4.espaço profundo do períneo onde se encontram os músculos transverso profundo do períneo e esfíncter externo da uretra 7. mesmo assim esse soalho suporta toda a pressão da cavidade abdómino-pélvica.fáscia superficial do períneo que é a tela subcutânea. 3 .fáscia visceral que deriva do tecido extraperitoneal e que forma os ligamentos pubocervical. Nader Wafae A pelve apresenta 2 paredes ântero-laterais (ossos do quadril. O diafragma da pelve é formado de cima para baixo por: 1 . A inervação dessa região tanto motora para os músculos como sensitiva para a pele depende principalmente do nervo pudendo. O músculo levantador do ânus é formado por 3 fascículos: puborretal.

Músculo isquiococcígeo 3. S3.5 cm É a maior distância entre as linhas terminais.formado pelas raízes de S2. Pelvimetria O conhecimento de algumas medidas da pelve óssea tem importante aplicação em obstetrícia se considerarmos que durante o trabalho de parto a cabeça do feto deve se ajustar a essas medidas.Músculo bulboesponjoso 4. S4 que passa por trás da espinha isquiática (ponto de referência para anestesiá-lo durante o trabalho de parto) e a seguir entra no períneo emitindo os ramos retal inferior.Fossa isquioanal 7. Diâmetro conjugado obstétrico – 11.Corpo do períneo 195 . Diâmetro interespinoso É a distância entre as duas espinhas isquiádicas. Roteiro Prático de soalho da pelve 1. Vejamos as mais conhecidas: Diâmetro diagonal – 12. Diâmetro oblíquo É a distância da articulação sacroilíca de um lado à eminência iliopúbica do outro lado. Diâmetro anatômico conjugado verdadeiro É a distância da margem superior da sínfise púbica ao centro do promontório Diâmetro tranverso – 13.Músculo isquiocavernoso 5.Nervo pudendo 9. perineal e dorsal do clitóris.Músculo transverso superficial do períneo 6.Músculo levantador do ânus 2.5 cm É a distância do ponto mais saliente e posterior da sínfise púbica ao centro do promontório.Espinha isquiática 8.5 cm É a distância da margem inferior da sínfise púbica ao promontório que é o ponto mais saliente da articulação sacrolombar em geral a extremidade anterior da primeira vértebra sacral.

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