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Anatomia Sistêmica

2009

Atualizada, revista e ampliada

Professor Dr. Nader Wafae Titular de Anatomia Descritiva e Topográfica por Concurso Público Especialista pela Escola Paulista de Medicina Doutor pela Escola Paulista de Medicina Livre Docente Pela Universidade Federal de São Paulo

Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. Nader Wafae. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor.

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Índice Orientações sobre o Curso de Anatomia. Bibliografia. Normas. Introdução ao Estudo da Anatomia Descritiva: conceito, divisão, métodos de estudo, posição anatômica, terminologia anatômica, planos e eixos. Tipos Constitucionais. Normal e Variação. Fatores Gerais de Variações Princípios Gerais de Construção do Corpo Humano História da Anatomia Aparelho Locomotor: Sistema ósseo Aparelho Locomotor: Sistema Articular Aparelho Locomotor: Sistema Muscular Sistema Circulatório: Funções. Composição. Circulações Sistema Circulatório: Coração Sistema Circulatório: Artérias Sistema Circulatório: Veias Sistema Circulatório: Linfáticos Sistema Circulatório: Vascularização do Coração Sistema Circulatório: Complexo Estimulante Sistema Circulatório: Fatores Biodinâmicos das Circulações Venosa e Linfática Sistema Respiratório Sistema Respiratório: Mecânica Respiratória Sistema Digestório Sistema Digestório: Glândulas anexas Peritônio Sistema Urinário Sistema Genital Feminino Glândula mamária Sistema Genital Masculino Bulbo do olho Orelhas Tegumento Comum Sistema Endócrino Soalho da pelve

3 5 9 10 11 15 38 45 74 75 83 95 106 110 112 115 125 134 138 145 148 156 161 166 167 174 177 181 186 194

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ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A DISCIPLINA DE ANATOMIA Normas Avental Nas aulas práticas de laboratório é obrigatório o uso de avental, branco, longo, manga comprida. Esta exigência longe de ser autoritária é uma providência primordial de higiene, limpeza, prevenção e de proteção a saúde do aluno e de seus familiares. A sua utilidade é tão grande que caracteriza a figura do médico. Respeito para com as peças de estudo Nossas peças de laboratório, em sua grande maioria, são de seres humanos que em vida, muitas vezes, apresentaram incertezas, indefinições, infortúnios e até mesmo se tornaram um ônus para a sociedade, mas ao morrerem e seus corpos serem utilizados para estudo se redimiram totalmente da indigência oferecendo-se para a nobre missão de salvar outras vidas através do ensino e da pesquisa, são dignos, portanto, de todo o nosso respeito e nossa gratidão. Segundo o professor Renato Locchi, “A anatomia é uma disciplina informativa na medida que fornece novos conhecimentos que serão de essencial aplicação na atividade profissional. É normativa na medida que impõe a disciplina de estudo e a metodologia e precisão de linguagem. É principalmente estético-moral, pela natureza do material de estudo, o cadáver. Essencialmente, porém, lição de ética e de humildade.” Inicia, assim, desde o primeiro ano o respeito pelo ser humano que deverá caracterizar as atitudes do médico. Desta forma, não será admitido qualquer tipo de atitude de desrespeito com material humano de estudo. Luva cirúrgica Embora nosso material não ofereça risco evidente de contaminação é importante que o aluno manuseie as peças com luvas cirúrgicas principalmente para proteger suas mãos da ação de substâncias químicas. Atualmente, estão disponíveis no mercado as luvas descartáveis para procedimentos acondicionadas em caixas. Manuseio das peças Preserve as peças anatômicas com muito cuidado, já que, por serem humanas são difíceis de obter e renovar. A qualidade do nosso ensino depende do cuidado que você tiver ao estudar nessas peças. Não arranque, não puxe, não fure. Preserve-as. Gerais Por determinação da justiça não é permitido levar material cadavérico (ossos, órgãos, etc.) para estudo fora do laboratório da Faculdade (residência, biblioteca, etc.) os infratores estão sujeitos às penas da lei. Da mesma forma não é permitido fotografar ou filmar as peças a não ser para trabalhos científicos ou preparação de aulas.

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Yokochi.2ª ed. Guanabara Koogan Neuroanatomia 1.Jensen J.Rohen. Neuroanatomia funcional . A. 5.Machado.Anatomia Orientada para a Clínica . Anatomia da imagem 1. 4 . K.Martin J. F.Atheneu 2.Netter.. Editora manole 1ª Ed. Livro texto 1. 2. Sobotta Atlas de Aanatomia Humana – 22ª ed. Não serão possíveis correções posteriores. A presença do aluno às aulas práticas é registrada em todos os dias do curso. N. Ed Manole. 2ª ed. C. 2003.M. H.Moore.D. K. Pabst R.Drake RL. Bibliografia Atlas 1. E.Van de Graaff. Atlas de anatomia humana. 3. Guanabara Koogan. H. Editora Manole. Tranum. A. .Telefones celulares durante as aulas Durante as aulas teóricas. .Tillmann B.. 2006. Anatomia Humana. J. L & Dalley. esteja absolutamente convicto de ter respondido a chamada ou assinado a lista de presença no mesmo período em que é feita ou passada. e em respeito ao professor. W.Anatomia Humana. 6ª ed. Editora Manole. (e aulas teórico-práticas se o professor estiver expondo matéria) e nas provas os proprietários de telefones celulares são obrigados a desligar seus aparelhos para não perturbar a aula. . Editora Artes Médicas 4. 6ª ed. Anatomia em Diagnóstico por imagem. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor. Neuroanatomy – 3ª ed . Lütjen-Drecoll. Nader Wafae.Putz R. Vogl AW e outros. Atlas Fotográfico de Anatomia Sistêmica e Regional. Gray’s Atlas de Anatomia – Elsevier. 2.Mc Graw Hill. Atlas de Anatomia Humana.4ª ed. Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. 2006.Fleckenstein P.

 Pediátrica .INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA DESCRITIVA Professor Dr. e peças isoladas de diferentes espécies animais na anatomia comparada.significa em partes e tome quer dizer . É importante no diagnostico de enfermidades. atualmente anatomia é o nome da ciência e dissecar o seu principal método de estudo. É importante no exame físico do paciente.cortar. ex.estuda as estruturas através de suas imagens projetadas por meios físicos.  Imagem . métodos de estudo próprios orientados para a sua especialidade. ultra-sonografia. a inspeção. comparar o coração de peixe. veias e linfáticos).procura identificar as estruturas anatômicas através da pele. ana .em partes e secare . Nader Wafae Anatomia Conceito É a ciência que estuda a constituição.estuda as estruturas que contribuem para uma função comum e que são reunidas em sistemas ex.estuda uma mesma estrutura em diferentes espécies animais. Para conservar e evitar a decomposição. mesmo que pertencentes a sistemas diferentes. tomada de pressão arterial e pulsação. palpação e ausculta para a anatomia de superfície. filmes radiográficos.estuda as particularidades das estruturas no corpo de crianças. tomográficos e de ressonância magnética na anatomia da imagem. comumente. artérias. Em tempos passados anatomizar e dissecar eram sinônimos. radiografia. Assim sendo.estuda as estruturas próximas situadas numa determinada região do corpo. É importante no exame físico do paciente e na cirurgia. mamífero etc.cortar. Importante para a genética e embriologia.  Topográfica ou regional . assim temos a dissecação para a anatomia topográfica. o Etimologia A palavra Anatomia é de origem grega. batráquio. Divisão O ser organizado pode ser estudado de várias maneiras. ex. sob vários enfoques e com a utilização de vários métodos de estudo. a conformação. originaram-se as várias divisões da anatomia.  De superfície . o correspondente em latim é dissecar na qual dis . pescoço.  Sistêmica ou descritiva . desenvolvimento e vários aspectos funcionais do ser organizado. sistema circulatório (coração. Importante em pediatria e cirurgia pediátrica. as peças 5 .  Comparada . enfim tem enorme aplicação para todos os profissionais que trabalham em saúde. ex.  Mais recentemente estão se desenvolvendo a anatomia em cortes subsídio para tomografias e para ressonância magnética e anatomia geriátrica Métodos de estudo Cada uma dessas divisões utiliza. aplicação de injeções.

que existiam 50.000 estruturas do corpo humano (cada estrutura tinha em média 10 nomes). Lançada pelos alemães esse esforço de unificação se foi bem sucedido em países de influência 6 . membros inferiores justapostos com os calcanhares ligeiramente afastados e os dedos dos pés para frente. Como em determinado momento histórico a anatomia se desenvolveu em centros universitários situados em cidades isoladas umas das outras. Indivíduo ereto. a dissecação.anatômicas são fixadas em formol e conservadas em formol e fenol ou em glicerina e para facilitar o estudo podemos injetar as estruturas tubulares como artérias e veias com substâncias plásticas coloridas.Suíça. durante o encontro de anatomistas de vários países europeus na cidade da Basiléia . A relação que resultou dessa reunião chamou-se Basle Nomina Anatomica mais conhecida por BNA. palmas das mãos voltadas para frente. Nas peças de sistema nervoso. pelas distâncias que os separavam. Posição anatômica Por convenção é a posição em que se coloca o corpo humano com a finalidade de padronizar as descrições a terminologia e as relações de suas estruturas. usamos métodos de coloração que mostram as diferenças entre substância branca e substância cinzenta. cabeça voltada para frente. pelos meios de transporte. Desta forma. e os planos e eixos do corpo humano. Normas de padronização para estudo e descrições do corpo humano. Como já foi exposto. no final do século XIX. membros superiores pendentes lateralmente ao corpo. A primeira tentativa concreta de simplificação da nomenclatura ocorreu em 1895. Assim sendo. pela lentidão dos meios de transporte e pelas diferenças de idiomas.000 nomes para designar apenas as 5. determinadas estruturas recebiam nomes e descrições diferentes nas diferentes escolas anatômicas da época. em cortes. Mas o principal método de estudo em anatomia é sem dúvida. as comunicações entre os pesquisadores eram difíceis. determina normas que devem ser seguidas pelos profissionais da área da saúde para que haja uma padronização universal de comunicação e de descrições. e dos intercâmbios entre as Escolas Anatômicas. a escola anatômica de uma localidade homenageava um eminente anatomista dando seu nome a uma estrutura julgando que ele tinha sido o primeiro a descrevê-la e no entanto. o mesmo ocorria em outra cidade a respeito da mesma estrutura. constatou-se. A medida que as dificuldades de comunicações representadas pelas distâncias. temos: a posição anatômica. a terminologia anatômica. a anatomia é uma ciência normativa isto é. Terminologia anatômica É uma tendência natural do ser humano dar nomes as coisas para facilitar a comunicação entre as pessoas. Nas radiografias podemos utilizar meios de contraste para expor órgãos com densidades semelhantes. pela diversidade de línguas iam sendo superados através do progresso tecnológico. As vezes. dos Congressos. olhar no horizonte. das publicações científicas.

em 1933. Com o corpo humano em posição anatômica. podemos imaginar o corpo humano contido no interior de um paralelepípedo ou de retângulo. simples e fácil de memorizar . Finalmente a reunião decisiva e concreta realizou-se durante o VI Congresso de Anatomia na cidade de Paris em 1955 ocasião em que foi aprovada a PNA. Critérios históricos: a grande maioria dos termos anatômicos são de origem grega e latina. Nova tentativa de unificação e simplificação dos termos verificou-se por iniciativa dos alemães na cidade de Yena. 7 . Em 1939 com a deflagração da segunda guerra mundial o assunto foi relegado. também chamado dorsal ou frontal posterior. também chamado cranial. tracemos planos rentes às suas superfícies em todos os seus lados. pela função (supinador.científica alemã. sendo que os critérios mais usados para dar nomes às estruturas foram: pela forma (deltóide.a língua oficial é o latim (a tradução é permitida) deve ser curto. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos frontais ou coronais. pelos locais de fixação (coracobraquial). não conseguiu unanimidade entre franceses e ingleses. pelo número de partes (bíceps braquial). Assim fazendo.não usar epônimos (nomes de pessoas) . estribo). além da posição anatômica e da terminologia anatômica foram traçados planos e eixos convencionais ao longo do corpo humano que permitiram essa importante uniformidade descritiva. Alemanha em 1935 com a Nomenclatura Anatômica de Yena (YNA). flexor dos dedos).mistos (função e forma .pronador redondo). Ela foi ratificada na cidade de São Paulo em 1997 pela Comissão Federativa da Terminologia Anatômica. ou coronal posterior. 4) Plano inferior: é horizontal passando pela planta do pé. junção de critérios . onde tornam-se evidentes os 6 planos de referências: 1) Plano anterior: é vertical passando pela frente do corpo. 2) Plano posterior: é vertical passando pelas costas do corpo.adotar nomes semelhantes para estruturas vizinhas. Estes últimos. Sendo editada em língua portuguesa em 2001 e será a que adotaremos em nosso curso. lançariam uma revisão denominada Birmingham Revision (BR). Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados transversais. Princípios normativos: que devem orientar a nomenclatura de cada estrutura: ter um só nome .. mas ainda desta vez não se conseguiu a pretendida globalização. pela posição (subclávio). Nomenclatura Anatômica de Paris que apesar de algumas modificações introduzidas nos Congressos de Anatomia subseqüentes é a nomenclatura atualmente adotada universalmente. também chamado podálico. Planos e eixos do corpo humano A fim de padronizar a comunicação. o entendimento e o aprendizado nas descrições dos órgãos e dos sistemas. 3) Plano superior: é horizontal passando rente ao couro cabeludo. ou coronal anterior. também chamado ventral ou frontal anterior.

8 . Unindo-se os dois pontos que ocupam os centros de planos paralelos obtemos 3 eixos. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo. 1) Eixo sagital: é o eixo que une o centro do plano frontal anterior ao centro do plano frontal posterior.5) Plano lateral direito: é vertical tangencial ao lado direito do corpo. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo. 3) Eixo transversal: é o eixo que une o centro do plano lateral direito ao centro do plano lateral esquerdo. Todos os eixos paralelos a ele são ditos sagitais em qualquer parte. Todos os eixos paralelos a ele são ditos longitudinais em qualquer parte. Esses eixos podem ser transferidos para qualquer parte do corpo desde que sua orientação seja mantida. 2) Eixo longitudinal: é o eixo que une o centro do plano transversal superior ao centro do plano transversal inferior. ou entre superior e inferior Cranial ou cefálico = mais próximo do plano transversal superior Podálico ou caudal = mais próximo do plano transversal inferior Superficial = externamente à fáscia muscular (tecido conjuntivo que envolve os músculos) ou mais próximo da superfície do corpo Profundo = internamente à fáscia muscular ou mais afastado da superfície do corpo. órgão ou articulação do corpo . órgão ou articulação do corpo. órgão ou articulação do corpo. É homopolar pois em suas extremidades temos porções semelhantes do corpo. Todos os eixos paralelos a ele são ditos transversais em qualquer parte. 6 Plano lateral esquerdo: é vertical tangencial ao lado esquerdo do corpo. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos sagitais. Termos de posição Amparados por normas anatômicas padronizadas: de posição. de terminologia e dos planos e eixos podemos entender os termos de posição mais usados em anatomia: Medial = mais próximo do plano sagital mediano Lateral = mais afastado do plano sagital mediano Mediano = situado ao longo do plano sagital mediano Intermédio = entre uma estrutura lateral e uma estrutura medial Superior = mais próximo do plano transversal superior Inferior = mais próximo do plano transversal inferior Anterior = mais próximo do plano frontal anterior Posterior = mais próximo do plano frontal posterior Interno = no interior de uma cavidade Externo = no exterior de uma cavidade Proximal = mais próximo da raiz (origem) do membro Distal = mais afastado da raiz (origem) do membro Médio = entre proximal e distal. O plano sagital que passa exatamente pelo meio do corpo dividindo-o em duas metades direita e esquerda chama-se plano sagital mediano.

Uma estrutura é normal em anatomia quando sua apresentação é a mais freqüente e está apta para a função. feixes musculares supranumerários). o tamanho do tronco predomina em relação aos membros. brevilíneo e mediolíneo. que passaremos a expor. várias e graves anomalias que. e que são 3: longilíneo. são baixos e obesos. a presença de genitais diferentes podem. existe predominância do tórax sobre o abdome. resultando naquilo que denominamos de tipos constitucionais ou biótipos. Conceitos de normal. modificações ósseas no idoso podem contribuir para o aparecimento de variações. mas não necessariamente. a presença do timo em crianças e a sua regressão nos adultos condicionam um rearranjo das estruturas (vasos. anencefalia). geralmente. Mas a diferente disposição da tela subcutânea. Principais características :  Longilíneo: apresenta pescoço longo. variação e anomalia em anatomia  Conceito de normal: é um conceito estatístico e funcional. diferenças físicas em sua conformação. mas aptas para a função) no ser humano é de grande aplicação na atuação profissional principalmente no exame físico dos pacientes.  Brevilíneo: apresenta pescoço curto. tórax achatado ântero-posteriormente. Em geral. Condicionadas são aquelas que aparecem influenciadas pelos fatores gerais de variação. são altos e magros. Fatores Gerais de Variação O aparecimento de variações (estruturas pouco freqüentes. durante o desenvolvimento.  Conceito de variação: uma estrutura é considerada variação quando sua apresentação não é a mais freqüente na população mas está apta para a função. As variações podem ser individuais e condicionadas. tórax cilíndrico. o tamanho dos membros predomina em relação ao tronco. de causas hereditárias. ex. no conjunto tornam a vida impossível (ex. Pertence a outro campo de estudo chamado Teratologia.  Conceito de anomalia: é a estrutura pouco freqüente e não está apta para a função (ex. em alguns indivíduos. existe predominância do abdome sobre o tórax. favorecer o aparecimento de variações em estruturas 9 . processos invasivos de diagnóstico e de tratamento. Em geral.Tipos constitucionais Os indivíduos humanos apresentam. nervos) entre o pescoço e o tórax. Individuais são aquelas que aparecem em determinadas pessoas não estando relacionadas com os fatores gerais que predispõem o aparecimento de variações.  Conceito de monstruosidade: é a estrutura que apresenta. em geral. cirurgias. endócrinas e ambientais conciliando genótipos e fenótipos. mas não necessariamente.  Idade: modificações anatômicas influenciadas pela idade.  Sexo: Não são consideradas as diferenças oriundas do evidente dimorfismo sexual (caracteres sexuais primários e secundários).  Mediolíneo: características intermediárias entre os dois tipos anteriores. (ex. dedos e costelas supranumerários).

o conjunto dos ossos (sistema). aparentemente simétricas externamente mas de evidente assimetria interna. podem surgir novas adaptações anatomofuncionais. o tubo posterior é menor contem o sistema nervoso central daí o nome paquímero dorsal ou neural. ex. podem também ser condicionantes de variações. Grupo étnico: brancos. caucasianos. negros e amarelos podem apresentar variações relacionadas ao seu grupo étnico. alimentação. fígado. colo sigmóide etc. exemplos: índios. Antimeria: é o princípio pelo qual o corpo humano é constituído por duas metades chamadas antímeros. Evolução: diante de sucessivas mudanças na civilização. exemplo: a proeminência laríngea. ossos. Meio ambiente: clima. o tubo anterior é maior contém as vísceras daí o nome paquímero ventral ou visceral. mais saliente nos homens.. Lado: podem aparecer diferenças de trajeto de algumas estruturas em função do lado ex. altitude. a reunião de tecidos diferentes forma um órgão. vértebras. articulações e músculos esqueléticos (aparelho) O corpo humano apresenta alguns princípios de construção que constituem verdadeiras normas gerais observadas na formação de seus diversos componentes. Princípios gerais de construção do corpo humano Célula é a unidade anatomofuncional do ser vivo. Metameria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído pela superposição de segmentos transversais semelhantes chamados metâmeros.     que habitualmente são semelhantes de ambos os sexos. a mandíbula. o que pode condicionar diferenças em outras estruturas próximas. pulmões. pode sofrer modificações pela mudança dos hábitos alimentares. 10 . osso (órgão). o nervo laríngeo recorrente no pescoço apresenta diferenças de trajeto nos dois lados. Paquimeria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído ântero-posteriormente por dois tubos contíguos chamados paquímeros. esquimós. São freqüentes as publicações científicas comparando povos que vivem em regiões diferentes. estômago em J dos longilíneos. Biótipo: a forma de determinados órgãos pode estar relacionada ao biótipo ex. a margem supra-orbital apresentou muitas diferenças. A aparente simetria externa pode ser avaliada observando separadamente as duas metades de uma fotografia da face. exemplo: músculo piramidal na parede abdominal é mais freqüente em brancos. as evidentes diferenças anatômicas entre as pelves dos dois sexos podem condicionar diferenças de trajeto de nervos e de vasos. pe. o conjunto de órgãos afins chama-se sistema e a reunião de sistemas afins forma um aparelho. o pescoço curto dos brevilíneos pode condicionar diferenças de situação e trajeto em estrutura anatômicas. tecido ósseo (tecido). latitude etc. A evidente assimetria interna é comprovada pela situação do coração. exemplos osteócito (célula). uma reunião de células semelhantes constitui um tecido. costelas.

Período Grego A história da anatomia ou fase científica se inicia na Grécia com o trabalho de atendimento aos doentes desenvolvido por Asclepio no século XIV AC. 2 .religiosos. esclarecer ou melhorar conhecimentos. Segmentação: é o princípio observado em muitos órgãos do corpo humano pelo qual um órgão é subdivido em partes chamados segmentos dotadas de certa autonomia anatômica e funcional. b. Para sobreviver. 2ª fase: História ou científica Cuja característica essencial consistia na identificação dos órgãos. As dúvidas sobre a existência de Asclépio enquanto ser humano fez com que alguns autores marcassem o início desse período pelas descrições anatômicas contidas na Ilíada de Homero (século VIII a. Nader Wafae Preliminarmente. desenvolver.Preparação de múmias na qual se indicava a retirada das vísceras para se evitar a decomposição. esse processo de identificação de órgãos vitais não tinha o interesse em adquirir. Dr. inicialmente.Estratificação: é o princípio de construção pelo qual o corpo humano (e seus órgãos) é constituído pela superposição de camadas de tecidos. as relações ou identificações de estruturas anatômicas não visavam o conhecimento já que tinham três objetivos básicos: 1. Este médico reconhecia que para atender melhor os doentes necessitava conhecer a constituição do corpo humano. para se defender dos ataques inimigos. Iniciava-se assim o primeiro período da fase científica – o período grego .a sobrevivência através do consumo de carne animal. História da Anatomia Prof.C).a proteção do seu próprio corpo. c. na preparação do corpo para a vida futura em que acreditavam. ou pré-científica ou da anatomia fortuita Nesta fase. Nesse período destacaram-se: 11 . para relacioná-los com doenças visando o tratamento e mais tarde também para o aprimoramento do conhecimento científico. devemos dividir a História da Anatomia em duas fases: 1ª fase: Pré-história. 3. para a qual o conhecimento da constituição do corpo do animal era importante para a caça bem sucedida.que se estenderia até a morte do imperador Alexandre Magno (323 AC).Utilização de armaduras e escudos para proteger determinados locais do corpo considerados vitais.Desenhos rupestres encontrados em cavernas (Pindal -Espanha) representando o animal que deverá ser abatido para servir de alimento com flecha ou lança apontando o lugar ideal para sacrificar o animal com maior sucesso. mas nessa fase. Estes objetivos foram comprovados por: a. para se defender ou atacar e para preservar o corpo após a morte utilizava-se a anatomia.

A conquista do Egito pelos romanos. Erasistrato (310-250) dedica-se mais a fisiologia da qual é fundador. a quem coube o Egito no norte da África. Descreve as cavidades cardíacas.Alcmeon (500 AC) – escreve a primeira obra anatômica conhecida. e já demonstra um esboço da pequena circulação. incentivador das ciências. partes do sistema digestório e do respiratório (traquéia e brônquios). Empedocles (500-430 AC) relaciona os princípios da natureza: ar. a não ser um deles. já conhecia algumas glândulas e estruturas do sistema nervoso.000 volumes e provavelmente o desinteresse dos imperadores com a ciência fazem a Escola Anatômica de Alexandria entrar em decadência. a censura imposta. sabe diferenciar artérias das veias. Nesse período destacaram-se: Herofilo (330 – 270 AC) a quem é permitido realizar a primeira dissecação em cadáver humano. é quem denomina as valvas tricúspide e as sigmóideas. reformula a escola e é chamado de restaurador da anatomia. como os demais cientistas da época acreditava que nas artérias circulava o ar que respiramos. Período Romano Um dos períodos mais longos e mais pobres para a anatomia. Surpreendentemente. estuda o coração e os grandes vasos. sangue (fígado). o incêndio parcial da Biblioteca de Alexandria com 400. Distingue os nervos dos tendões e dos ligamentos . porém.) e com doenças lançando a teoria dos humores. Hipocrates (460-377 AC) é o pai da medicina. A única nódoa e crítica que se faz a este período é a prática da vivisecção (dissecação em organismos vivos) em condenados com a justificativa de ver os órgãos em funcionamento Marino é o último nome importante deste período.Claudio Galeno. guerras e cobranças de impostos não impulsionaram a ciência. veias pulmonares. oferecem boa descrição dos ossos. apenas um grande nome despontou nesse período. Especializa-se na pesquisa do sistema circulatório estudando as valvas do coração. o período grego entra em declínio. Muito mais por sua genialidade e interesse pessoal do que pelo apoio Institucional . já conhecia os linfáticos e dos órgãos dos sentidos. De 100 DC até o declínio do império romano no século V. amplia o conhecimento das vísceras em geral e dá o nome de duodeno à primeira porção do intestino. mas ele não distinguia bem os músculos e confundia ligamentos com tendões. apesar das dificuldades 12 . o general Ptolomeu. Suas obras: Corpus hipocraticus e Da natureza do homem. fleuma (pulmões) etc. demonstrou grande interesse em desenvolver a ciência e deu início ao segundo período da era científica – o período alexandrino que vai de 300 AC a 100 DC. Aristoteles (384-322 AC) criador da biologia. Este general. os imperadores romanos tendo mais interesse em conquistas. é o fundador da escola alexandrina. O império é dividido entre seus generais que não tinham o mesmo interesse científico do imperador. dando os nomes: aorta e carótida. Período Alexandrino Com a morte de Alexandre Magno. zoologia e da anatomia comparada. água e fogo com os humores do corpo (bile (baço). Destaca-se mais como médico do que como anatomista. terra. principalmente nomes dos ossos. De fato. Descreve grande parte do sistema nervoso central. era uma relação de nomes de estruturas anatômicas. muitos aspectos do sistema vascular.

tendões e ligamentos. descreve muitas veias principalmente do encéfalo. o príncipe da medicina escreve Canon medicinae e acrescenta contribuições pessoais aos escritos de Galeno. cujo tratado com descrições anatômicas importantes foi traduzido para o latim. Hali Abbas. Nascido na Ásia menor (129-201 DC) demonstrou interesse pessoal pela anatomia e pela medicina. Destacaram-se nesse período: Rhaze em Bagdá (840-920) que escrevei a primeira obra de anatomia em árabe. a ascensão do cristianismo que condenava as pesquisas sobre o corpo humano e a dispersão bárbara sem nenhum interesse científico. destaca-se em Constantinopla. foi para a Alexandria para estagiar com os anatomistas da época. basílica. Este teve. Avicenas (980-1037) é o grande nome desse período. e na volta à Roma. paralisam o desenvolvimento do conhecimento anatômico . nuca são desse período e muitos outros que foram substituídos quando a Europa retomou o domínio do conhecimento científico. nomes como veia safena. nas quais a associação de pesquisadores interessados e o apoio de senhores feudais da localidade possibilitavam o avanço da anatomia como. ou em cidades como Bolonha e Pádua onde o papa Sisto IV permitia dissecações desde que tivessem autorização para tanto. os ossos do crânio. Período Árabe A queda do império romano invadido pelos bárbaros durante o século V. cujos ensinamentos prevaleceram por mais de 1000 anos. esse homem torna-se um dos maiores anatomistas de todos os tempos. o globo ocular etc. em Salermo onde Frederico II (1240) decretou que só poderiam exercer a cirurgia quem tivesse estudado anatomia. Várias obras árabes foram traduzidas para o latim. cefálica. dedica-se bastante ao estudo do sistema nervoso. cujo único erro consistia na passagem do sangue do ventrículo direito para o esquerdo. mas que se limita a retransmitir os ensinamentos de Galeno. Oribase. Período das Escolas Européias A partir do século XII a Europa começa a readquirir o domínio científico da anatomia com o aparecimento das escolas européias isoladas. interesse pela pesquisa anatômica e reconhecimento da importância do conhecimento científico. em torno de 325 a 403 DC. embora o Corão também proibisse dissecação em cadáveres. Com a divisão do império romano em oriental e ocidental. anualmente. ou Clemente VII permitia a dissecação para fins de ensino da 13 . então. No norte da África e na Ásia a ciência se desenvolveu com os árabes a partir do século VII. as descrições de Galeno prevaleceram por cerca de 1000 anos guardados e traduzidos nos mosteiros.é a idade das trevas. em Montpellier aonde é permitido dissecar o cadáver de um condenado. Na Europa. escreve: Da utilidade das partes do corpo e Manipulações anatômicas. Diferencia nervos.enfrentadas. dois destinos: ou refugiar-se nos mosteiros com a simples repetição das descrições de Galeno pelos monges ou prosperar em outro continente. e foram exatamente as duas realidades que ocorreram. por exemplo. a maior parte dos nervos periféricos já eram de seu conhecimento. Este anatomista reunia 3 características importantes: habilidade manual para dissecar (animais). Apresenta um esboço para a pequena circulação.

reformar a anatomia e tornar-se o pai da anatomia moderna através de sua coragem se inicia o período moderno da anatomia. acima de tudo dando credibilidade à anatomia. É neste ambiente que aparece Andre Vesalius (1514-1564) anatomista nascido em Bruxelas. Bartholinus e mesmo com Tulp (professor flamengo imortalizado na tela de Rembrant "aula de anatomia do professor Tulp"). Andre Vesalius publica sua obra “De Humanis Corporis Fabrica” que se transforma em importante marco de transição porque: liberta-se dos dogmas de Galeno. Sylvius em Paris apesar de alquimista estimula o estudo da anatomia em cadáveres. nessas Escolas isoladas foram surgindo bons anatomistas como Leonardo da Vinci (1452-1519) em Florença cujos desenhos se aproximavam muito da realidade. Aquapende. Paré. Varoli. mas Professor em Pádua. Apesar disso. No entanto havia um problema ainda a ser resolvido era a influência e a servidão que os anatomistas da época ainda demonstravam ao seguirem cegamente os ensinamentos de Galeno. dá novo impulso às investigações anatômicas. Servet. escrevendo “Observações Anatômicas” focalizando principalmente os genitais. Ainda neste século começa a se desenvolver a anatomia microscópica com o aperfeiçoamento técnico do microscópio.medicina. Spiegel Arancio e outros. Período da Anatomia Moderna Em 1543. Juntos formam o triunvirato reformador da Anatomia. Ainda neste século XVI aparecem outros anatomistas: Colombo. as dificuldades enfrentadas por anatomistas eram enormes e muitos anatomistas foram condenados a morte pela Inquisição. No século XVII a grande contribuição é dada por Willian Harvey (1578-1657) ao descrever a circulação sangüínea em sua obra de 1628: “Exercitatio Anatomica De Motu Cordis Et sanguinis in Animalibus” embora sem conhecer os capilares sangüíneos sua descrição é correta. Todos os sistemas são objetos de reformulação. mas havia trabalhado com a anatomia de animais e sua época já estava defasada de um milênio em termos de conhecimento científico. e com Bartolomeu Eustáquio (1520-1574) em “ Opuscula Anatomica”. A descoberta da imprensa por Gutemberg também viria dar grande impulso à anatomia pela facilidade de comunicação e transmissão escrita dos conhecimentos. Neste século grandes avanços são feitos no estudo dos linfáticos com Pecquet. introduz novas técnicas de preparação de peças e de dissecação. Mas em outras cidades em que a dissecação humana era condenada. no retorno o navio em que se encontrava afunda no Mediterrâneo e Vesalius morre. Bahuin. Aselli. que iria confrontar-se com os adeptos de Galeno. sua descrição é de cadáveres humanos. outros anatomistas do mesmo período de Vesalius se aliam a este no processo de modernização é o que ocorre com Gabriel Falópio (1523-1562) em Pisa. Este pesquisador fora muito competente. Caluniosamente acusado por seus inimigos de vivissecção. Libertados da obediência aos cânones de Galeno. Malpighi em 1666 descobre os capilares sangüíneos. 14 . ratificando alguns aspectos e retificando outros. várias estruturas foram desenhadas e descritas por ele ao desejar atingir a perfeição em suas obras de arte. Botal. Vesalius é condenado pela inquisição a fazer uma peregrinação ao santo sepulcro em Jerusalém.

OSSOS Número de ossos: 206 a 208 Tipos de ossos Longos: em que o comprimento predomina sobre a largura e a espessura. úmero. além da consolidação da histologia. corpo ou diáfise onde se encontra a cavidade medular. ossos da calvária no crânio. No século XX aparecem as extensas obras anatômicas escritas e os grandes estudos em neuroanatomia onde se destaca o espanhol Ramon Y Cajal que além de sua contribuição anatômica consolida as normas para a realização de pesquisas científicas na área biológica. fêmur. Hesselbach. Na Histologia temos Schwam (pai da histologia). Dr. conjunto de alavancas que sob a ação dos músculos torna possível o movimento. depósito de ions Ca e P. Funções do esqueleto: proteção de órgãos (caixa craniana). escápula. na fisiologia e o início da embriologia.No século XVIII. ex. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO SISTEMA ÓSSEO Prof. Planos: em que o comprimento e a largura predominam sobre a espessura. assistimos avanços na anatomia patológica com Morgagni. Divisão do esqueleto: divide-se em axial (cabeça. Nader Wafae Esqueleto Conceito: É o conjunto de estruturas rígidas e resistentes chamadas ossos e de estruturas menos rígidas chamadas cartilagens que se articulam para dar conformação e sustentação ao corpo humano. produção de células sangüíneas (medula óssea vermelha). Possuem duas extremidades chamadas epífises e uma parte média. sustentação e conformação do corpo. No período de crescimento do osso distinguem-se entre as epífises e a diáfise. Primordialmente tem por função dar conformação e sustentação ao corpo e tornar possível a locomoção. Scarpa entre outros. metacarpais. 15 . No século XIX. Luscka. e os neuroanatomistas Wrisberg e Reil. Henle. ex. mas como cada um dos seus sistemas apresenta atribuições específicas. a lâmina epifisial contendo a cartilagem de crescimento. Bichat e outros. Purkinge. Na anatomia predominam os autores alemães: Meckel. assistimos ao desenvolvimento da anatomia cirúrgica ou topográfica com Palfin. Aparelho Locomotor O aparelho locomotor é constituído por três sistemas: ósseo. pescoço e tronco) e apendicular (membros superiores e inferiores). elas serão abordadas nos respectivos capítulos. articular e muscular.

maxila. Saliências: são os relevos que se sobressaem na superfície do osso podem ser articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cabeça – extremidade articular semelhante a uma esfera (cabeça do fêmur). trocanter . vem do latim avançar (processo mastóide do temporal). Supranumerários: não presentes habitualmente. ossos do carpo e do tarso. Pneumáticos: são ossos que contêm cavidades em seu interior cheias de ar. tubérculo . esfenóide. epicôndilo – saliência não articular situada acima do côndilo (epicôndilo lateral do fêmur). protuberância – espinha – saliência fina e aguçada (espinha isquiática) crista – saliência estreita. ossos da base do crânio.Curtos: em que não há predomínio de uma das dimensões sobre as outras. frontal. Sesamóides: ossos curtos porém incluídos em tendões ou cápsulas de certas articulações. ex. túber – saliência não articular de maior tamanho e superfície rugosa (túber isquiático). capítulo – uma cabeça pequena (capítulo do úmero). geralmente linear e de extremidade livre (crista etmoidal) linha – saliência linear (linha áspera do fêmur).saliência não articular de maior tamanho e superfície menos rugosa (trocanter maior no fêmur) . (côndilos do fêmur). ex. ex.saliência não articular de pequeno tamanho e superfície menos rugosa ( tubérculo maior do úmero). Irregulares: em que os conceitos anteriores não se aplicam. 16 . Osso heterotópico é aquele que se forma em lugar onde não existe normalmente. Extremidades: são os locais dos ossos onde se encontra a maior parte dos seus pontos de reparos consistindo de saliências e depressões. Descrição dos ossos Na descrição da maioria dos ossos podemos distinguir: faces. entre os ossos occipital e parietais. Margens: são linhas agudas que delimitam as faces. processo – saliência que se destaca acentuadamente na superfície do osso. ex. margens e extremidades Faces: são partes da superfície do osso perfeitamente delimitadas principalmente no corpo. tuberosidade – saliência não articular de tamanho médio e superfície rugosa (tuberosidade para o músculo deltóide). Alongados: em que o conceito de osso longo não se aplica perfeitamente porque faltam as extremidades alargadas é o caso das costelas. vértebras. ossos suturais. côndilo – extremidade articular arredondada com forma ovóide ou em espira. eminência – saliência cônica ou arredondada que se destaca na superfície do osso semelhante ao proceeso ((eminência intercondilar na tíbia).

quando exposto ao fogo perde a matéria orgânica e se esfacela. fossa .tróclea – saliência em forma de carretel (tróclea do úmero). Além das forças a que são submetidos e da função a que se destinam a forma dos ossos depende também da hereditariedade. A disposição das trabéculas dos ossos esponjosos resulta da interação entre as linhas de maior tensão para resistir às tensões e as de compressão (peso do corpo) visando à manutenção da posição ereta (teoria trajetorial). fóvea . colo: escavação circular situada abaixo da cabeça. sulco: depressão linear ou curva pouco profunda (sulco do nervo radial).escavação de profundidade intermediária (fossa mandibular no osso temporal). nutrição. formando cilindros aderidos entre si e dispostos de acordo com o maior eixo do osso. Pode ser vermelha quando está ativa na produção células 17 . é encontrada nas epífises dos ossos longos e nos ossos curtos. forame: orifício circular que dá passagem. Substância esponjosa: as células ósseas se dispõem em pequenas trabéculas que se entrecruzam formando uma rede. Encontra-se na cavidade medular do osso compacto e nos espaços entre as trabéculas do osso esponjoso. Os ossos longos são mais adaptáveis para possibilitar movimentos pela ação dos músculos. dos ossos curtos e planos.escavação articular arredondada e menos profunda (cavidade glenoidal na escápula). O osso é um tecido. vasos e nervos meato: ducto com abertura nas extremidades (meato acústico externo) poro: as aberturas que delimitam o meato (poro acústico externo) Estrutura do osso Quanto à estrutura os ossos podem ser de dois tipos: compactos e esponjosos. canal: depressão linear ou curva formando um túnel (canal carótico) Aberturas: são buracos delimitados adaptados para a passagem de estruturas. Substância compacta: as células ósseas (osteócitos) se dispõem em camadas chamadas lamelas concêntricas em torno de um canal central. incisura: depressão em forma de arco na superfície do osso entre projeções ósseas. Depressões: são escavações na superfície do osso articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cavidade .escavação rasa pouco profunda fóvea da cabeça do fêmur). Confere força ao osso. (incisura isquiática maior). acetábulo – escavação mais profunda – (acetábulo do osso do quadril). É resistente e densa sendo encontrada na diáfise dos ossos longos em torno da cavidade medular e envolvendo o osso esponjoso das epífises. Um osso submetido ao ácido acético perde a dureza pela falta dos sais inorgânicos. assim além das células ósseas possui sais inorgânicos (fosfato e cálcio) que lhe dão dureza e parte orgânica (fibras colágenas) que lhe confere flexibilidade. hormônios e substâncias bioquímicas. em geral para. Medula óssea É a parte do esqueleto que elabora células sanguíneas. mas mantém a flexibilidade.

proteção do osso e auxiliar nas fixações de músculos e tendões. Funções: crescimento do osso em espessura. a parte superficial é fibrosa com fibras colágenas e fibroblastos. Roteiro prático de Anatomia radiológica – introdução ao estudo do sistema ósseo : 1. é a parte da lâmina mais próxima da diáfise. mas no adulto encontra-se apenas no esterno. costelas. pela transformação de células mesenquimatosas do tecido conjuntivo em osteoblastos (centro de ossificação). Inicialmente a cartilagem hialina se modifica. a parte profunda é osteogênica.Diáfise 3. os condrócitos se hipertrofiam. Partes de um osso longo O osso longo apresenta duas extremidades chamadas epífises e um corpo entre as epífises chamado diáfise. inervação (sensibilidade). o canal central. O periósteo é contínuo com a cápsula articular e não reveste as superfícies articulares onde é substituído por cartilagem.Lâmina epifisial 4. morrem e são substituídos por osteoblastos e a matriz cartilagínea é substituída por minerais (cálcio). Vascularização Os ossos são irrigados pela artéria nutrícia que perfura o osso compacto pelo forame nutrício. vértebras. entre a epífise e a diáfise há um espaço preenchido por cartilagem hialina chamado lâmina epifisial.Linha epifisial (de conjugação ou de condensação) 5. No osso em crescimento.Cartilagem epifisial 18 . (esfenóide) Periósteo É a camada de tecido conjuntivo que envolve o osso.sanguíneas e amarela quando não produz células sanguíneas substituída por células gordurosas. a cavidade medular. clavícula): ossificação intramembranácea. b) a partir de tecido conjuntivo fibroso (ossos da calvária. No recém nascido a medula óssea é do tipo vermelho. c) mista em que ocorrem os dois tipos de ossificação.Epífise 2. por ramos das artérias do periósteo e por vasos das articulações. O local onde as células cartilagíneas da lâmina epifisial são substituídas por células ósseas chama-se metáfise. As medulas das epífises do fêmur e do úmero são as últimas a se tornarem amarelas. nutrição. através da qual o osso cresce em comprimento. Endósteo É uma fina camada de tecido conjuntivo que reveste o osso internamente: as trabéculas. Ossificação Dois tipos: a) a partir da transformação de cartilagens hialinas (a grande maioria): ossificação endocondral.

lateral e superior e três ângulos: inferior.Substância compacta 9.Cavidade medular 7. saliência plana. lateral ou medial e anterior ou posterior) por exemplo.6. navicular. escafóide. perpendicular à face e de direção oblíqua. cubóide. o hálux tem apenas proximal e distal). o acrômio. é plano. fêmur. Membro Superior Escápula: A escápula é um dos dois ossos do cíngulo do membro superior. falanges ( proximal. ulna. capitato. trapézio. Assim agindo procure identificar o lado dos ossos: escápula. fêmur. reparo de fraturas e no diagnóstico de várias doenças ósseas. patela. osso do quadril. semilunar. é lateral.  Em seguida devemos saber identificar a que lado pertencem esses ossos (se direito ou esquerdo). ísquio e púbis). falanges (proximal. escápula.  Inicialmente devemos identificar os ossos do esqueleto apendicular pelos seus nomes: Membro superior: clavícula. em duas fossas a superior.Sesamóide 11.Espaço articular radiológico 10. superior e lateral. tíbia e fíbula.Osso pneumático OSSOS DO ESQUELETO APENDICULAR O esqueleto apendicular é constituído pelos ossos dos membros superior e inferior incluindo os cíngulos dos membros superior e inferior. diagnósticos de fraturas. Para tanto escolha um ou dois acidentes do osso e oriente-os nos 3 planos do espaço (superior ou inferior. piramidal. rádio. cuneiformes (medial. o polegar tem apenas proximal e distal) Membro inferior: osso do quadril (com três partes: ílio. fíbula. pisiforme. trapezóide. calcâneo. três margens: medial. úmero. com duas faces: costal e posterior. tíbia. rádio. média e distal. clavícula. menor é a fossa supra-espinal e a inferior. ulna. metacarpais (I a V contados a partir do polegar ) .Substância esponjosa 8. maior é a 19 . intermédio e lateral). O cíngulo do membro superior é formado pelos ossos clavícula e escápula. hamato. úmero. O cíngulo do membro inferior é formado pelos dois ossos do quadril.  Finalmente procure identificar os acidentes (saliências e depressões) dos ossos grifados no texto e listados no final:  A identificação desses acidentes é importante para conhecer inserções musculares. A face posterior está dividida pela espinha da escápula. tálus. metatarsais (I a V contados a partir do hálux). média e distal. no caso da escápula observe que a espinha da escápula é posterior e superior e sua extremidade.

Na extremidade superior destacamos: medialmente. o capítulo do úmero e uma depressão em forma de carretel. é o epicôndilo lateral.pequena chave . posterior e lateral delimitadas por três margens: anterior. e a depressão em espiral da face posterior é o sulco do nervo radial. Superiormente ao côndilo. medial. em sua margem superior destaca-se uma saliência curva que lembraria o bico de corvo daí o seu nome processo coracóide. duas escavações a anterior. apresenta três faces: anterior. A extremidade lateral da espinha da escápula é achatada e constitui o acrômio. Rádio: O rádio é o osso longo lateral do antebraço. No corpo do úmero. menor é a fossa coronóidea e a posterior. Na extremidade superior destacamos: a cabeça do rádio com a circunferência articular e uma ligeira depressão. Na extremidade inferior. o côndilo do úmero se desdobra em: pequena saliência redonda. a cabeça do úmero que se assemelha a uma esfera. a fóvea articular. a tróclea do úmero. a saliência da margem lateral é a tuberosidade para o músculo deltóide . a área estreita abaixo da cabeça é o colo do rádio. com a convexidade maior voltada para frente e medialmente. ligeira depressão que contorna a cabeça. lateral. maior é a fossa do olécrano. ÚMERO: O úmero (do latim: ombro) é o osso longo do braço. A saliência medial na parte superior do corpo é a tuberosidade do rádio. é osso alongado. a incisura ulnar e uma pequena proeminência na face posterior. ântero-lateral e posterior e três margens: anterior. apresenta: extremidade esternal. mais abaulada e extremidade acromial mais achatada. A face costal em contato com as costelas é côncava com saliências lineares oblíquas. superiormente a ela encontra-se uma pequena saliência puntiforme é o tubérculo supraglenoidal e inferiormente outra pequena saliência. a maior lateral é o tubérculo maior e a outra é o tubérculo menor separados pelo sulco intertubercular. medial. raio de uma roda. Na transição entre a epífise e a diáfise encontra-se o colo cirúrgico.fossa infra-espinal. Clavícula: Clavícula cujo nome vem do latim . Completando a extremidade inferior. A pequena depressão em curva na margem superior por onde passam nervo e vasos é a incisura da escápula. posterior e interóssea. apresenta três faces: ântero-medial. na face inferior próximo a esta última extremidade encontra-se o tubérculo conóide. processo estilóide do rádio. Na extremidade inferior destacamos: a saliência pontiaguda lateral. o tubérculo infraglenoidal. seu nome deriva do latim. Ulna: 20 .é o outro osso do cíngulo do membro superior. o tubérculo dorsal. anteriormente duas saliências. O ângulo lateral da escápula apresenta uma escavação rasa que se articula com o úmero é a cavidade glenoidal. o colo anatômico. duas importantes saliências para inserções musculares: a medial e maior é o epicôndilo medial no qual passa o sulco do nervo ulnar e a lateral menor. e forma a fossa subescapular. uma leve depressão medial em arco.

posterior e medial e três margens: anterior.tubérculo menor 18. lateralmente. Os ossos metacarpais são ossos longos e numerados de I a V a partir do polegar. semilunar e escafóide.fossa subescapular 6. a pequena depressão em arco que se articula com o rádio é a incisura radial. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V.tubérculo conóide ÚMERO: 14. Mão: A mão é formada pela sucessão de três camadas de ossos: carpais. metacarpais e falanges: Os ossos carpais são ossos curtos. seguindo na direção medial para lateral estão.incisura da escápula Clavícula: 11.tubérculo maior 17. a série distal indo na mesma direção estão: hamato com uma saliência chamada hâmulo.extremidade esternal 12. Na extremidade superior destacamos: o olécrano. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal.acrômio 3. a circunferência articular e o processo estilóide.colo cirúrgico 21 . pisiforme. proximal perto dos metacarpais. a proeminência posterior em forma de arco cuja face anterior é escavada.A ulna (do latim: antebraço) é o outro osso longo do antebraço. trapezóide e trapézio. a proximal. o maior.tubérculo infraglenoidal 10.espinha da escápula 2. três faces: anterior. posterior e interóssea. A extremidade distal constitui a cabeça da ulna. média e distal e duas para o polegar. o medial.fossa supra-espinal 4. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro superior Escápula: 1.sulco intertubercular 19. a incisura troclear cuja ponta anterior é o processo coronóide.extremidade acromial 13.cabeça do úmero 15. em número de oito dispostos em duas séries.cavidade glenoidal 8. piramidal.tubérculo supraglenoidal 9. capitato. proximal e distal.colo anatômico 16.fossa infra-espinal 5.processo coracóide 7.

processo coronóide 38. classificado como irregular. 22 .incisura radial 39.20.incisura troclear 37.falange distal.tuberosidade do rádio 32.colo do rádio 31. originalmente é formado pela fusão de três ossos: o superior é o ílio. Osso do quadril: O osso do quadril com o seu homônimo do outro lado formam o cíngulo do membro inferior. Ulna: 35.semilunar 44.cabeça da ulna 40.fossa coronóidea 28.trapézio. o anterior é o púbis e o posterior é o ísquio.epicôndilo lateral 27.capitato 47.processo estilóide do rádio 33.fossa do olécrano Rádio: 29. Ílio: Forma a parte superior do osso do quadril. Mão: Ossos carpais 41.pisiforme 42.epicôndilo medial 25.tubérculo dorsal.ossos metacarpais numerados de I a V a partir do polegar.tuberosidade para o músculo deltóide 21.piramidal 43.capítulo do úmero 23.incisura ulnar 34. 50.hamato 46.falange média 52.olécrano 36.sulco do nervo ulnar 26. O corpo do ílio é plano ligeiramente côncavo em seu lado medial onde se encontra a asa do ílio ou fossa ilíaca.tróclea do úmero 24.escafóide 45. 49.processo estilóide.cabeça do rádio 30.falange proximal 51.trapezóide 48.sulco do nervo radial côndilo do úmero 22.

É constituído pelo corpo do púbis (anterior) e pelos ramos superior do púbis e inferior do púbis. sacro e cóccix é dividida em pelve maior. É constituído pelo corpo (posterior) e pelo ramo (inferior). duas anteriores: espinha ilíaca ântero-superior e espinha ilíaca ântero-inferior e duas posteriores: espinha ilíaca pósterosuperior e espinha ilíaca póstero-inferior. É lateral e apresenta uma margem semicircular. A cavidade pélvica formada pelos ossos do quadril. Púbis Forma a parte anterior do osso do quadril. A face convexa do ílio é a face glútea onde se observam as linhas glúteas: anterior. mais larga e pelve menor. a incisura do acetábulo. importante ponto de referência em obstetrícia. uma parte mais profunda. a lateral é o tubérculo púbico e a medial é a crista púbica. o limbo do acetábulo. mais estreita. A separação entre as duas é feita pela abertura superior da pelve ou linha terminal (estreito superior) delimitada pela linha pectínea. Diâmetro transverso: une a parte mais larga da abertura superior da pelve 23 . Por ser relativamente larga tem lábios interno e externo e uma linha intermédia no meio. a parte mais espessa do lábio externo chama-se tubérculo ilíaco. a fossa do acetábulo e uma descontinuidade da margem na parte inferior. posterior e inferior. A extremidade anterior do corpo articula-se com a do outro lado é a face sinfisial que apresenta em sua parte superior duas pequenas saliências. Ísquio: Forma a parte posterior do osso do quadril. parte do arco total formado pela linha terminal. linha arqueada e completada pelo seu prolongamento na asa do sacro. e o arco maior da margem posterior do osso do quadril entre a espinha isquiática e espinha ilíaca póstero-inferior é a incisura isquiática maior. a parte lisa que contorna a fossa é a chamada face semilunar Forame obturado É o grande orifício situado abaixo do acetábulo. A identificação dos diâmetros da pelve é de importância para a obstetrícia.Seu contorno superior constitui a crista ilíaca que nas extremidades apresenta quatro proeminências. O limite inferior da cavidade pélvica constitui a abertura inferior da pelve que da margem inferior da sínfise púbica vai aos túberes isquiáticos e termina no cóccix. continuando pela margem posterior encontramos uma saliência aguda é a espinha isquiática. A parte rugosa posterior à fossa ilíaca é a face sacropélvica onde encontramos a face auricular para se articular com o sacro e atrás desta a tuberosidade ilíaca. . O ramo superior apresenta duas linhas bem evidentes: a medial é a linha pectínea do púbis e a lateral é a crista obturatória. Acetábulo Escavação circular em forma de “xícara” ponto de encontro dos três ossos que formam o osso do quadril. e o pequeno arco entre a espinha isquiática e o túber isquiático é a incisura isquiática menor. Abaixo da fossa ilíaca encontramos uma saliência em forma de arco que participa da delimitação da abertura superior da pelve é a linha arqueada. Na realidade é recoberto por músculos nos dois lados daí o seu nome. A parte saliente limite entre o púbis e o ílio constitui a eminência iliopúbica. A parte posterior do ramo larga e volumosa denomina-se túber isquiático.

apresenta duas faces: articular e anterior. estrutura semelhante a uma esfera voltada medialmente com uma pequena escavação. Fêmur: O fêmur é o osso longo da coxa. por estar incluído no tendão do músculo quadríceps femoral. Diâmetro diagonal: une a margem inferior da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. as linhas supracondilares lateral e medial que delimitam uma área triangular: a face poplítea. Patela: É osso sesamóide. encimados respectivamente pelos epicôndilos lateral e medial. o seu ápice é inferior e a base superior. porém posteriormente. e a tuberosidade glútea. O espaço profundo existente entre as partes posteriores dos côndilos constitui a fossa intercondilar cujo contorno superior é a linha intercondilar. O corpo do fêmur é encurvado e sua convexidade é anterior. Completando a extremidade inferior observa-se na frente e entre os côndilos uma superfície lisa. Na parte posterior do corpo do fêmur destaca-se uma rugosidade linear é a linha áspera que se continua superiormente com duas saliências também lineares: a linha pectínea. a face patelar. lateral e posterior e três margens: anterior (canela). Pouco acima da parte posterior do côndilo medial vê-se uma ligeira proeminência é o tubérculo do adutor. a eminência 24 . Denomina-se ângulo de inclinação do fêmur. medialmente. em sua extremidade superior apresenta: a cabeça do fêmur. observam-se duas proeminências: a maior e superior é o trocanter maior e a menor inferior é o trocanter menor. Ainda na extremidade superior. Tíbia: É o osso longo e medial da perna. a origem do nome é latina e significa flauta. apresenta três faces: medial. Como é triangular. A extremidade distal do fêmur apresenta duas proeminências bem evidentes: côndilo lateral e côndilo medial. Diâmetro anatômico: une a margem superior da sínfise púbica com o ponto mediano do promontório.Diâmetro oblíquo: une a extremidade inferior da articulação sacroilíaca de um lado com o centro do forame obturado do outro lado. a fóvea da cabeça do fêmur . significa pequeno prato. ambos estão ligados pela crista intertrocantérica. o ângulo formado entre o eixo que passa pelo colo e o eixo do corpo do fêmur e mede em média 125°. A linha áspera também se divide inferiormente em duas. Diâmetro verdadeiro: une a parte mais saliente do dorso da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. lateralmente. A extremidade superior larga é formada pelo côndilo lateral e pelo côndilo medial em cuja parte superior plana ou face articular superior apresenta no centro uma proeminência. está situado na região anterior do joelho e articula-se com a face patelar do fêmur. medial e interóssea. a grande área estreita abaixo da cabeça constitui o colo do fêmur e a rugosidade que o contorna embaixo e por diante é a linha intertrocantérica.

Pé O pé é formado pela sucessão de três camadas de ossos: tarsais. longitudinal no eixo maior e transversal no eixo menor. atrás da qual a pequena depressão constitui a fossa do maléolo lateral. Quando esses arcos encontram-se alterados temos os distúrbios conhecidos por pé chato (arco longitudinal diminuído) e pé cavo (arco longitudinal aumentado). O côndilo lateral apresenta uma pequena área lisa é a face articular fibular A saliência rugosa na parte superior da margem anterior. alfinete. apresenta três faces: lateral. A face plantar do pé apresenta dois arcos importantes para a marcha e para a sustentação da posição bípede e que são: longitudinal e transversal de acordo com o a direção que apresentam. medial. A linha oblíqua situada na parte superior da face posterior é a linha para o músculo sóleo. o sulco maleolar. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro inferior Osso do quadril Ílio 1.espinha ilíaca póstero-superior 7. uma área lisa. maléolo lateral. Na extremidade inferior da tíbia destaca-se a proeminência. A extremidade inferior apresenta uma expansão terminada em ponta. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal.intercondilar com os tubérculos intercondilar lateral e intercondilar medial. cuneiforme medial. Na extremidade superior encontramos a cabeça da fíbula cuja ponta é o ápice da cabeça da fíbula e a pequena face articular da cabeça da fíbula. é a tuberosidade da tíbia. cuneiforme intermédio e cuneiforme lateral. Complertando com o sulco póstero-lateral.linha arqueada 3. proximal e distal. face articular do maléolo lateral para a tíbia.linhas glúteas 25 .fossa ilíaca (asa do ílio) 2. média e distal e duas para o hálux.crista ilíaca 4. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V. posterior e interóssea.espinha ilíaca póstero-inferior 8. tálus e navicular e anteriormente: cubóide. próxima aos côndilos. em número de sete. metatarsais e falanges: Os ossos tarsais são ossos curtos. de trás para diante estão: calcâneo. Os ossos metatarsais são ossos longos e numerados de I a V a partir do hálux. maléolo medial atrás do qual encontra-se o sulco maleolar. proximal perto dos metatarsais.espinha ilíaca ântero-inferior 6. A área estreita abaixo da cabeça é o colo da fíbula.espinha ilíaca ântero-superior 5. Fíbula É o osso longo lateral da perna deriva do latim. posterior e três margens: anterior.

côndilo medial 45.linha pectínea 34.fossa intercondilar 41.face semilunar 24.tubérculo intercondilar medial 47.tuberosidade ilíaca 10.linha áspera 33.face poplítea 42.tubérculo intercondilar lateral 48-tuberosidade da tíbia 49.tubérculo púbico 19.linha pectínea do púbis 20.maléolo medial 26 .côndilo lateral 44.9.fóvea da cabeça do fêmur 27.linha intertrocantérica 32.tuberosidade glútea 35.trocanter menor 30.incisura isquiática menor 16.fossa do acetábulo 22.côndilo lateral 39.face patelar Patela Tíbia: 43.eminência intercondilar 46.face sinfisial 18.eminência iliopúbica Acetábulo 21.tubérculo do adutor 37.face auricular Ísquio 11.crista intertrocantérica 31.epicôndilo medial 38.cabeça do fêmur 26.epicôndilo lateral 40.Incisura do acetábulo 23.túber isquiático 14.corpo 12.Forame obturado Fêmur: 25.incisura isquiática maior Púbis 17.espinha isquiática 15.côndilo medial 36.ramo 13.trocanter maior 29.colo do fêmur 28.

a crista frontal e as partes nasal e orbital. palatino. 27 .navicular 57. túberes frontais. do tórax e do pescoço.osso occipital .falange distal.Neurocrânio.colo da fíbula 53.cuneiforme lateral 61. 2. zigomático.cubóide 58. de origem cartilagínea é constituído principalmente pelos ossos da base do crânio 3.Viscerocrânio.maléolo lateral Pé: Ossos tarsais 54. Crânio .cabeça da fíbula 51.ossos metatarsais numerados de I a V a partir do hálux.osso etmóide . da coluna vertebral.osso esfenóide – ímpar O osso frontal (do latim frontalis = testa) constitui a parte anterior da calvária e a parte superior da face. ossículos da audição. CABEÇA No desenvolvimento dos ossos da cabeça destacamos três características: 1.cuneiforme intermédio 60.calcâneo 55.osso parietal . 62. de origem membranácea consiste nos ossos que formam a calvária e parte da face. o contorno superior da órbita com o arco superciliar e a margem supra-orbital.tálus 56. sua convexidade denomina-se escama frontal e tem duas faces: externa e interna.oito ossos Vista anterior . vômer.cuneiforme medial 59.par .ímpar Vista inferior .par Vista posterior.osso frontal .falange média 64.ápice da cabeça da fíbula 52. de onde derivam: mandíbula. Na face externa destacam-se as protuberâncias laterais. OSSOS DO ESQUELETO AXIAL O esqueleto axial é constituído pelos ossos da cabeça.osso temporal .Condrocrânio.ímpar Vista lateral .Fíbula 50.falange proximal 63. maxila.ímpar . Na face interna temos uma lâmina sagital mediana.

osso nasal .palatino . parte lateral em cada lado onde se encontram os côndilos occipitais e escama occipital atrás.ímpar .maxila . A parte escamosa é a que participa da calvária tem a forma de arco e de sua parte anterior projeta-se um prolongamento. Às vezes pode estar subdivido pela presença do osso interparietal (Inca) na porção mais elevada da escama.14 ossos Vista anterior . A face interna apresenta sulcos nos quais se colocam vasos. Os ossos parietais (do latim parietalis = parede) constituem as partes laterais e superiores da calvária. as linhas temporais.par . constitui. O osso esfenóide (do grego sphen = cunha ou sphein = mariposa) é tipicamente irregular em sua forma.par . Tomandose o forame magno como referência divide-se em três partes: parte basilar por diante.par Vista inferior . túber parietal. pequeno osso situaado por diante do processo frontal da maxila correspondendo à parte significativa do dorso do nariz. O osso occipital (do latim occipitum = parte póstero-inferior da cabeça) constitui a parte posterior da calvária e posterior da base do crânio.lacrimal . ocupa a maior parte da fossa média do crânio. convexos têm faces externa e internas. Osso de conformação complexa apresenta três partes: petrosa. Os ossos temporais (do latim temporalis = tempo) constituem a parte inferior e lateral da calvária mas são importantes participantes da base do crânio.par . nas partes laterais encontram-se os labirintos etmoidais formados pelas células etmoidais (cavidades cheias de ar). sagitalmente temos a lâmina perpendicular. A parte timpânica. liga-se ao esfenóide e sua superfície interna é o clivo. entra na constituição da base do crânio e é muito rígida e compacta.par . a menor das três é inferior e contorna o meato acústico externo. na parte superior está a lâmina cribriforme.O osso etmóide (do grego ethmos = peneira). Osso nasal ( do latim nasal = nariz). A parte petrosa é interna. a proeminência.mandíbula – ímpar Orelha média Martelo Bigorna Estribo Lacrimal (do latim lacrima = lágrima). Na face externa distinguimos saliências lineares em arcos.vômer . 28 . pequeno osso colocado na parte ânteromedial da órbita atrás do processo frontal da maxila. muito frágil.zigomático . o processo zigomático facilmente palpável.concha nasal inferior . principalmente. sua parte central é o corpo e os prolongamentos laterais correspondem às asas maior e menor e o inferior ao processo pterigóide. Face . alberga importantes estruturas da audição e do equilíbrio. timpânica e escamosa. afunilada.par . lâminas orbitais (paredes mediais das órbitas) e as conchas nasais superior e média (saliências para dentro da cavidade nasal). o esqueleto da cavidade nasal.

Fontículos Por ocasião do nascimento. temporal e orbital e os processos temporal e frontal. tem importância em obstetrícia para identificar a posição do feto. este último contém o arco alveolar com os alvéolos dentais e as eminências alveolares. zigomático (do grego zygomatikos = ligado) é o osso que forma a conhecida “maçã do rosto” e portanto saliente apresenta faces: lateral. alvéolos dentais e as eminências alveolares e os ramos da mandíbula. Tendem a desaparecer com a idade.maxila (do latim maxilla = queixada) é formado pelo corpo com as faces: orbital. que no caso do crânio recebem nomes especiais. é o único osso dotado de movimento da cabeça apresenta o corpo da mandíbula cuja parte inferior é a base e a parte superior corresponde à parte alveolar com o arco alveolar. anterior. Pontos craniométricos: gnátio: ponto mais saliente do mento. Sutura sagital entre os ossos parietais. que do ângulo da mandíbula se prolonga até o processo condilar. concha nasal inferior. o maior. Sutura coronal entre os ossos frontal e parietais. Sutura lambdóidea entre os ossos parietais e occipita. infratemporal e nasal e pelos processos: frontal. temporal e occipital.l Sutura metópica quando o osso frontal está dividido na linha mediana (ausente na maioria das vezes). mandíbula ( do latim mandere = mastigar). os ossos da calvária não estão totalmente ossificados existem membranas de tecido fibroso interpostas entre ossos de origem membranácea e que se ossificam progressivamente até os dois anos de idade aproximadamente. parietal. 29 . vértice: o ponto mais elevado co crânio obélio: cruzamento da linha que une os forames parietais com a sutura sagital ínio: o ápice da protuberância occipital externa gônio: ângulo formado pela margem posterior do ramo e a base da mandíbula. palatino e alveolar. encontra-se na parte ínfero-lateral da cavidade nasal. Fontículo anterior: ímpar. glabela: o ponto mais saliente entre os arcos superciliares bregma: ponto de encontro das suturas coronal e sagital. ptério: ponto de encontro das suturas fronto-esfeno-temporal astério: ponto de encontro dos ossos. násio: o ponto de encontro da sutura frontonasal. palatino (do latim palatinum = palato) vômer (do latim vomer = lâmina do arado) osso ímpar que corresponde ao septo nasal ósseo que se completa pela lâmina perpendicular do etmóide. verticais. próstio: ponto ósseo situado entre os dois dentes incisivos. corresponde ao bregma. Suturas São as linhas de ligação entre ossos. zigomático. lambda: ponto de encontro das suturas sagital e lambdóidea. entre frontal e os parietais. a incisura da mandíbula e o processo coronóide Os ossos da orelha média serão estudados em orelhas.

Fontículos posterolaterais: par. arcos superciliares visíveis. mais baixa e estreita. o temporal e o parietal (ptério). entre o frontal. Tipos de crânios Sem entrarmos em especificidades técnicas de mensuração podemos dizer que os crânios se classificam em dolicocéfalos quando alongados. entre o occipital e os parietais corresponde ao lambda. órbitas altas e arredondadas.esqueleto axial Os pontos de referência e forames selecionados para identificação na cabeça são. fronte oblíqua. o temporal e parietal (astério). braquicéfalos quando alargados e mesocéfalos os de equilíbrio entre largura e comprimento. dão inserções para músculos cujas ações são essenciais ou são locais aonde se posicionam estruturas de real aplicação prática. glabela apagada. túberes frontais e parietais menos salientes. linhas de inserções musculares pouco evidentes. efetivamente.Fontículo posterior: ímpar. túberes frontais e parietais mais salientes. órbitas baixas e quadrangulares. arcos superciliares imperceptíveis. mais alta e larga. fronte vertical. Fontículos anterolaterais: par.  Roteiro prático do Sistema ósseo .  Identificar os seguintes acidentes dos ossos do crânio: Vista inferior Forame magno Forame e fossa jugular Canal carótico Processo mastóide Forame estilomastóideo Processo pterigóide (lâminas medial e lateral) Fossa pterigóidea Forame lacerado Forame incisivo Processo estilóide Forame palatino maior Espinha nasal posterior Canal do nervo hipoglosso Côndilo occipital Vista interna Fossa anterior do crânio Crista etmoidal (galli) Lâmina cribriforme com forames Seio frontal 30 . Feminino: menos volumoso. linhas de inserções musculares mais evidentes. locais por onde passam vasos e nervos importantes. glabela marcada. entre o occipital. Diferenças sexuais presentes no crânio Masculino: mais volumoso.

Fossa média do crânio Parte petrosa do temporal Poro acústico interno (saída do meato) Sela turca Fossa hipofisial Asa maior do esfenóide Asa menor do esfenóide Canal óptico Sulco carótico Forame oval Forame espinhoso Forame redondo Dorso da sela Tubérculo da sela Processo clinóide anterior Processo clinóide posterior Sulco da artéria meníngea média Fossa posterior do crânio Protuberância occipital interna Crista occipital interna Sulco do seio transverso Eminência cruciforme Vista anterior Órbita Lâmina perpendicular do etmóide Abertura piriforme Espinha nasal anterior Margens supra-orbital e infra-orbital Forame supra-orbital Forame infra-orbital Fissura orbital superior Forame mentual Protuberância mentual Forame da mandíbula (língula e canal) Vista lateral Arco zigomático Poro acústico externo (entrada do meato) Fossa mandibular Processo condilar (cabeça e colo da mandíbula) Ramo da mandíbula Processo coronóide Incisura da mandíbula Ângulo da mandíbula Vista posterior Protuberância occipital externa Crista occipital externa Linha nucal superior e inferior 31 .

como ossos irregulares. caso esses ossos estiverem abertos podemos distinguir: Seio frontal Seio esfenoidal Seio maxilar Células etmoidais anteriores e posteriores A fim de demonstrar a importância prática dos forames do crânio vamos citar alguns deles com as principais estruturas que constituem os seus conteúdos: Vista inferior e interna Forame magno: medula e bulbo. abducente e ramos do oftálmico Fissura orbital inferior: nervo maxilar Forame supra-orbital: nervos e vasos supra-orbitais Forame infra-orbital: nervos e vasos infra-orbitais Forame mentual: nervos e vasos mentuais COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é uma estrutura axial metamérica constituída por 33 segmentos ósseos semelhantes e superpostos chamados vértebras e classificadas quanto à forma. artéria oftálmica Meato acústico interno: nervos facial e vestibulococlear Forame mastóideo: veia emissária Fossa incisiva: nervo nasopalatino Forame palatino maior: nervos palatinos Forame da mandíbula nervos e vasos alveolares inferiores Vista anterior: Fissura orbital superior: nervos oculomotor.Escama occipital Vista superior Sutura coronal Sutura sagital Sutura lambdóidea Observação: Não podem ser vistos através dessas vistas porque se encontram no interior dos respectivos ossos. nervo acessório. nervos glossofaríngeo. artérias vertebrais Canal condilar: veia emissária Canal do nervo hipoglosso: nervo hipoglosso Forame jugular: veia jugular interna. vago e acessório Canal carótico: artéria carótida interna Forame espinhoso: vasos meníngeos médios Forame oval: nervo mandibular Forame redondo: nervo maxilar Forame lacerado: parte do trajeto da artéria carótida interna Forame estilomastóideo: nervo facial Lâmina cribriforme: nervo olfatório Canal óptico: nervo óptico. troclear. pela maioria dos autores. 32 .

parte anterior. processo articular tendendo à posição transversal. Arco vertebral . processo transverso com forame transversário. Os forames intervertebrais formam-se entre as incisuras vertebrais superior e inferior de vértebras adjacentes. Escolioses são os desvios laterais da coluna vertebral. É discutível se os termos cifose e lordose devam ser aplicados como sinônimos de curvaturas primária e secundária ou apenas quando essas curvaturas são acentuadas. também chamadas cifoses e duas secundárias por se formarem após o nascimento . corpo com expansão lateral chamada unco do corpo.torácica e sacral . melhor vistas na posição lateral: duas primárias por conservarem a posição fetal . O conjunto dos forames vertebrais forma o canal vertebral. corpo com fóveas costais superior e inferior (articular com as costelas). formado pelos contornos posterior do corpo vertebral e mediais dos arcos vertebrais. também chamadas lordoses.Pela semelhança que podem apresentar e pela região em que se encontram. É formado pelos pedículos e pelas lâminas do arco vertebral Lâmina . forame vertebral tende para a forma circular.parte posterior confluente que delimita o forame vertebral. Processo espinhoso . Apesar de classificadas por suas características em tipos diferentes podemos distinguir elementos anatômicos que são comuns à maioria delas. A curvatura cervical formase quando a criança sustenta a cabeça ereta e a curvatura lombar.central. Processo transverso . e um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence.lâminas planas que articulam e encaixam a vértebra superior à inferior tendem a ocupar as posições: transversal nas cervicais. 33 .extremidade formada pela união das lâminas.cervical e lombar . é um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence.parte do arco vertebral que une o corpo vertebral à lâmina do corpo vertebral e aos processos transverso e articular. forame vertebral tende para a forma triangular. as vértebras foram divididas em: 7 cervicais. processo transverso com fóvea costal (articular com as costelas). 5 lombares. quando se mantém na posição bípede. 5 sacrais e 4 coccígeas. Torácica: processo espinhoso em ponta.expansões laterais da vértebra.partes do arco vertebral que confluem atrás para formar o processo espinhoso Pedículo . arredondada e volumosa.  Características que identificam a região da coluna a qual a vértebra pertence: Cervical: processo espinhoso bífido.de convexidade posterior.de convexidade anterior. processo articular tendendo à posição frontal. Os seus contornos superior e inferior formam as incisuras vertebrais superior e inferior.  Identificar as partes comuns de uma vértebra típica: Corpo vertebral . Processo articular . frontal nas torácicas e sagital nas lombares Forame vertebral . Curvaturas: a coluna vertebral consiste em 4 curvaturas. 12 torácicas.

promontório. Sacral: as vértebras sacrais estão fundidas formando um osso triangular. não possui processo espinhoso mas apenas o tubérculo posterior fazendo saliência no arco posterior. Identifique no osso sacro: base. hiato. as linhas transversas.é a 1ª vértebra cervical suas características são: não possui o corpo vertebral e apresenta dias massas laterais com forames transversários. a margem saliente da extremidade superior da primeira vértebra sacral é o promontório. TÓRAX Esterno ( do grego sternon = peito) é o osso plano da parede anterior do tórax.é a 2ª vértebra cervical e nela destaca-se o dente com seu ápice para cima já apresenta arco vertebral e processo espinhoso Proeminente . a extremidade inferior. canal. Hiato sacral é a abertura inferior em seqüência ao canal sacral circunscrito pelos cornos sacrais e a face articular para o osso do quadril denomina-se face auricular. Áxis .  Identifique o ângulo do esterno (saliência na união do manúbrio do esterno com o corpo do esterno). forame vertebral tende para a forma triangular. a crista sacral medial. os forames intervertebrais os forames sacrais anteriores e posteriores. corpo grande em forma de rim. ápice. a sua extremidade superior mais larga é o manúbrio do esterno. Costelas São ossos alongados que no conjunto formam a caixa torácica 34 . forames sacrais anteriores e posteriores. mas em vértebras isoladas é difícil identificá-la. processo transverso em ponta chamado costiforme. apresenta-se como cartilagem.  e o ângulo infra-esternal formado pelas margens inferiores das costelas. processo articular tendendo à posição sagital. cristas sacrais (mediana. asa. O arco anterior possui também um tubérculo anterior mais saliente. O manúbrio do esterno. O processo xifóide. a ligação das lâminas com os corpos. Os processos espinhosos formam a crista sacral mediana. apresenta em seu contorno superior. os discos intervertebrais. Os processos mamilares são saliências arredondadas e posteriores dos processos articulares superiores. Cóccix: Vestígio de uma cauda primitiva é o conjunto das últimas 4 vértebras cuja forma lembra o bico de um pássaro (cuco) daí o seu nome.Lombar: processo espinhoso quadrado (em forma de machado). os processos transversos as partes laterais (asa do sacro). A parte superior do sacro é a sua base e a extremidade inferior é o ápice do sacro.é a sétima vértebra cervical. algumas vezes. seguido pelo corpo do esterno e pelo processo xifóide.  Identificar as vértebras com nomes específicos: Atlas . medial e lateral). a incisura jugular e nos contornos laterais as incisuras claviculares O corpo do esterno é formado pela união de placas chamadas esternebras.

falsas (8.Número: 12 para cada lado.esqueleto axial  Identificar os seguintes acidentes ósseos da coluna vertebral: Elementos comuns: Corpo vertebral Arco vertebral Lâmina Pedículo Incisuras vertebrais superior e inferior. e uma flutuante. arco posterior tubérculo posterior Áxis: dente Vértebras torácicas: Fóveas costais no corpo vertebral e nos processos transversos 35 . Identifique as costelas: a primeira. corpo da costela a parte restante que apresenta o tubérculo da costela pequena rugosidade com face articular para o processo transverso da vértebra. arco anterior. extremidade posterior ligeiramente alargada. PESCOÇO Osso hióide (do grego hyo (letra U) situado na região anterior do pescoço acima da laringe é formado pelo corpo. a segunda. tubérculo anterior. Partes de uma costela típica: cabeça da costela. ângulo da costela.  Roteiro prático do Sistema ósseo . apresenta faces articulares separadas por uma crista. a parte estreita logo após a cabeça. anterior e pelos cornos menor e maior. a 10) articulam-se com o esterno através da cartilagem da última verdadeira. colo da costela. flutuantes (11 e 12) não se articulam com o esterno. Classificação: verdadeiras (1 a 7) articulam-se diretamente com o esterno através de cartilagens próprias. Processo espinhoso Processo transverso Processo articular superior e inferior Forames: Forame transversário Forame intervertebral Forame vertebral Forames sacrais anteriores e posteriores Vértebras cervicais: Unco do corpo Atlas: massa lateral. posteriores. nível em que se verifica a mudança de orientação do corpo da costela de transversal para sagital e o sulco da costela depressão na margem inferior do corpo onde se encontra o feixe vasculonervoso intercostal.

Fratura direta É a que ocorre no local do trauma Fratura indireta É a que ocorre em ponto distante do local do trauma. colo. Tipos Fratura exposta ou composta Ruptura do osso associada com lesão da pele e tela subcutânea. Fratura linear 36 . hematoma. O fragmento ósseo pode estar passando através da lesão. medial). corpo do esterno. cabeça. corno maior e menor Doenças do sistema ósseo FRATURAS Definição: É a ruptura da integridade de um osso. Fratura completa Na qual a descontinuidade entre os fragmentos é total. processo xifóide Caixa torácica Arco costal. promontório. ângulo. cristas sacrais (mediana. corno. Fratura incompleta Na qual a descontinuidade entre os fragmentos não é total. processo mamilar Sacro: Base. hiato Cóccix  Identificar os seguintes acidentes ósseos do esqueleto do tórax: Costelas: Verdadeira. dificuldade para movimentar o local e crepitação (ruído ao movimentar local). face auricular. ângulo do esterno. corpo. flutuante. A ferida cutânea pode resultar do traumatismo que ocasionou a fratura ou aberta pelo fragmento ósseo.Vértebras lombares: Processo costiforme. inchaço. Fratura complicada Além da fratura óssea ocorreu lesão de outro órgão interno. Causas: traumas ou quedas. mas pode ocorrer também espontaneamente se o osso tiver alguma patologia que o enfraqueça. deformidade. tubérculo. Sintomas: Dor local. ângulo infra-esternal Hióide Corpo. asa. sulco Esterno Manúbrio do esterno. Fratura simples Na qual não há comunicação com o meio exterior.

Sintomas: dor local.e. Osteomielite Definição: É a infecção do osso e da medula óssea.) que se instalam no osso diretamente nas fraturas expostas. medicamentos (corticóides). Fratura acavalada Na qual um dos fragmentos se superpõe a outro. colo do fêmur. úmero. escafóide. por exemplo metástases ou osteoporose. Fratura transversal Na qual o nível da lesão é perpendicular ao maior eixo do osso. por exemplo vértebras Fratura por explosão Na qual fragmentos ósseos são projetados Fratura impactada Na qual um dos fragmentos entra no interior do osso. Sintomas: depende dos ossos mais atingidos. Fratura por compressão Resulta do aumento da pressão sobre o osso. imobilização. Fratura de tensão Pequena fratura linear para a qual não ficou evidenciado o trauma ou a queda. febre e comprometimento da função. Fraturas mais freqüentes: punho. rádio Osteoporose Definição: É a redução da massa óssea e conseqüente desestruturação do tecido ósseo. Causa: invasão do osso por germes infectantes (estafilococo ou estreptococo p. é separado do restante durante a contração muscular. Causas: idade. a partir de uma ferida nas proximidades ou por via sanguínea a partir de infecções em outros locais. endócrinas (glândulas). Fratura por achatamento Na qual o fragmento é deslocado internamente. geralmente no ponto de inserção muscular. fumo. Fratura por arrancamento ou avulsão Um fragmento do osso. Locais mais freqüentes: fêmur. Fratura espiral Na qual o nível da lesão é oblíquo Fratura com luxação Na qual além da fratura ocorreu também deslocamento articular. Fratura cominutiva Na qual resultam pelos menos três fragmentos ósseos e apresenta desvios. Fratura em galho verde Na qual não há desvio dos fragmentos e a fratura não é completa. Fratura patológica Ocorre por enfraquecimento do osso por alguma outra doença óssea.A ruptura se apresenta como uma linha fina sem desvio dos fragmentos. Fratura de Colles É fratura dos ossos do antebraço próximo ao punho com desvio dos fragmentos. tornando os ossos mais fracos e assim mais sujeitos às fraturas. 37 . maior tendência à fraturas espontâneas. tíbia. sedentarismo.

Cartilagíneas: o tecido interposto é cartilagem. Tipos: sincondrose e sínfise. são pouco móveis. só admitem vibrações e grande parte delas tende a desaparecer com o envelhecimento formando as sinostoses.Tipos: sutura. são tumores em que a origem encontra-se em outro órgão e cujas células atingem o osso por via sanguínea ou linfática e passam a crescer em seu interior. tem pouca mobilidade e apenas algumas delas tendem a desaparecer. junturas. exemplo: entre frontal e parietais. tumor de origem cartilagínea. formando no conjunto a chamada cruz de Santo André de importância em obstetrícia. osteoblastoma. Os subtipos consideram a forma das partes dos ossos que se articulam são: • Plana .em forma de serra.metastáticos. esquindelese e gonfose. Dr. Tipos: Fibrosas: O tecido interposto é conjuntivo fibroso. a) Suturas: são as que possuem pouco tecido fibroso interposto. • Serrátil . a) Sincondrose: a cartilagem interposta é do tipo hialino. exemplo entre vômer e esfenóide. condroma. metástases. pode ser interóssea exemplos entre os ossos da base do crânio (occipital e esfenóide). volumosos e de crescimento lento.osteossarcoma. sindesmose. tumor generalizado. ou 38 .condrossarcoma. • Escamosa . exemplo: tibiofibular distal. exemplo: entre os ossos nasais. ARTICULAÇÕES Prof. apresenta células plasmáticas e proteínas anormais no sangue que lhe são características (Bence-Jones). Tumores ósseos benignos: Osteoma. condroblastoma Sinais de compressão de estruturas vizinhas.mieloma plasmocitário. c. Sintomas característicos de neoplasias malignas: dor progressiva. sinais de compressão. Nader Wafae Conceito: É a conexão ou junção que existe entre as partes do esqueleto. tumoração e dor. Classificação: Critério usado atualmente considera o tipo de tecido ou a substância que se interpõe entre as partes que se articulam. exemplo: temporal e parietal. tumoração. b. Sinônimos: juntas.superfícies retilíneas. d) Gonfose: são articulações entre os dentes e os alvéolos da mandíbula e da maxila.Locais mais freqüentes: vértebras Tumores ósseos malignos a. b) Sindesmose: são as possuem muito tecido fibroso interposto. c) Esquindelese são articulações fibrosas em que uma das superfícies ósseas tem a forma de calha.superposição de um osso sobre o outro em bisel. . tumor localizado em metáfises de ossos longos provocado por osteoblastos malignos d.

intra-óssea, exemplos, a lâmina epifisial dos ossos longos em idade de crescimento. d) Sínfise: a cartilagem interposta é do tipo fibroso, exemplo entre os corpos vertebrais, entre os ossos púbis. Sinoviais: a interposição entre os ossos não é feita por um tecido e sim por um liquido chamado líquido sinovial. Admitem movimentos que são mais amplos de acordo com o tipo considerado; não podem desaparecer. Características: • Líquido sinovial: lubrifica e protege a articulação. • Cápsula articular: envolve as extremidades dos ossos que se articulam. • Membrana sinovial: reveste a cápsula articular por dentro, produz e reabsorve o líquido sinovial. • Cartilagem articular: reveste as superfícies articuláveis dos ossos. • Ligamentos: reforçam a cápsula. • Meniscos ou discos: complementam as superfícies articulares dos ossos. • Movimentos: se realizam em torno dos eixos permitidos pela articulação de acordo com a forma das superfícies que se articulam. O número de eixos permitidos denomina-se grau de liberdade. Os movimentos permitidos recebem nomes de acordo com o eixo em torno do qual esses movimentos se realizam: em torno do eixo longitudinal - rotação; em torno do eixo transversal - flexão e extensão; em torno do eixo sagital - adução e abdução. Tipos: a) Plana: Superfícies Articulares: planas Graus de Liberdade: não possui. Eixos Movimentos: deslizamento Exemplos : processos articulares das vértebras, ossos do carpo b) Gínglimo: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de carretel, o outro é um arco escavado que gira em torno do outro Graus de liberdade: Um Eixo: movimento em torno do eixo transversal Movimentos: Flexão e Extensão Ex. cotovelo (umeroulnar), talocrural c) Trocóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta cabeça circular, o outro um arco ósseo escavado menos acentuado. Graus de liberdade: Um. Eixo: movimento em torno do eixo longitudinal; Movimento: rotação Ex.: rádio e ulna proximal e distal, atlas e áxis. d) Elipsóidea ou Condilar: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta superfície arredondada em dois planos e achatada no terceiro plano, outro se encaixa nessa superfície.

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Graus de liberdade: Dois, Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão; adução e abdução Ex.: radiocarpal e) Selar: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de sela (côncava), outro em forma de cavaleiro (convexo) Graus de liberdade: Dois Eixos: movimentos em torno dos eixos: transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução Ex. trapézio e primeiro metacarpal f) Esferóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos é uma esfera arredondada nos três planos, o outro uma cavidade esférica Graus de liberdade: Três Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal, sagital e longitudinal. Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução, rotação e a somatória de todos, é a circundução. Existem outros critérios de caráter histórico utilizados para classificar as articulações e que apresentam certa correspondência entre si, por exemplo: A- pelo tipo do contato: a)por continuidade (fibrosas e cartilagíneas); b) por contiguidade (sinoviais). B- pelo número de superfícies articulares: a) simples (duas); b) composta (mais de duas); c) complexa (com interposição de discos). C- pela posição: a) concordantes (bem justapostas) b) discordantes (contato incompleto). D- pela função: a) dependentes (temporomandibular); b) independentes. E- pelo movimento: a) diartroses (móveis); b) anfiartroses (pouco móveis); c) sinartroses (imóveis)  Roteiro prático: Classifique as seguintes articulações:
entre os ossos nasais internasal entre os ossos parietais sutura sagital entre o frontal e o parietal sutura coronal entre o occipital e os parietasi sutura lambdóidea entre o temporal e o parietal temporoparietal entre o dente e o alvéolo dental dentoalveolar entre o vômer e o esfenóide esfenovomeral entre a tíbia e a fíbula distal tibiofibular distal entre o occipital e o esfenóide esfenoccpital entre o occipital e temporal petrooccipital entre o esfenóide e temporal esfenopetrosa entre costelas e cartilagens costais costo condral entre cartilagens costais e o esterno costesternal entre os corpos vertebrais intervertebral entre os ossos púbis do quadril sínfise púbica entre manúbrio e corpo do esterno manubrioesternal entre a clavícula e a escápula acromioclavicular entre os processos articulares das vértebras entre as costelas e as vértebras costovertebral entre o úmero e a ulna no cotovelo umeroulnar entre a tíbia e o tarso talocrural 1 fibrosa sutura plana 2 fibrosa sutura serrátil 3 fibrosa sutura serrátil 4 fibrosa sutura serrátil 5 fibrosa sutura escamosa 6 fibrosa gonfose 7 fibrosa esquindelese 8 fibrosa sindesmose 9 cartilagínea sincondrose 10 cartilagínea sincondrose 11 cartilagínea sincondrose 12 cartilagínea sincondrose 13 cartilagínea sincondrose 14 cartilagínea sínfise 15 cartilagínea sínfise 16 cartilagínea sincondrose 17 sinovial plana 18 sinovial plana 19 sinoviais planas 20 sinovial gínglimo 21 sinovial gínglimo

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entre a ulna e o rádio radiulnar entre o áxis e o atlas atlantoaxial mediana entre o rádio e o carpo radiocarpal entre o trapézio e o 1º metacarpal carpometacarpal do polegar entre o úmero e a escápula ombro (glenoumeral) entre o fêmur e o osso do quadril quadril (coxofemoral) entre os ossos do carpo entre os metacarpais e as falanges metacarpofalângica Entre as falanges interfalângicas

22 sinovial trocóidea 23 sinovial trocóidea 24 sinovial elipsóidea 25 sinovial selar 26 sinovial esferóidea 27 sinovial esferóidea 28 sinovial plana 29 sinovial elipsóidea 30 sinovial gínglimo

As articulações; do joelho, esternoclavicular, temporomandibular são exemplos de articulações sinoviais complexas e de difícil classificação, daí a não uniformidade entre os autores. Por coincidência apresentam a interposição de discos ou meniscos.  Identifique os elementos de uma articulação sinovial cápsula articular membrana sinovial cartilagem articular ligamento menisco articular disco articular Ligamentos são estruturas geralmente em forma de fita constituídas de tecido conjuntivo denso que reforçam as articulações sinoviais. Podem ser intracapsulares quando se encontram no interior da cápsula articular, por exemplo, ligamentos cruzados do joelho, extracapsulares, quando se encontram por fora da cápsula articular, constituem a maioria e capsulares quando se encontram na própria cápsula. Identificar os seguintes ligamentos: Esqueleto apendicular Articulação esternoclavicular Ligamento interclavicular Ligamento esternoclavicular anterior O ligamento interclavicular situado sobre a incisura jugular do esterno une as duas extremidades das clavículas. O ligamento esternoclavicular anterior está situado na superfície anterior da articulação entre o esterno e a clavícula. Articulação acromioclavicular Ligamento coracoclavicular (ligs. conóide + trapezóide) O ligamento coracoclavicular é formado por duas partes: a) conóide, menor, mais medial, vai do tubérculo conóide da face inferior da clavícula à parte superior e posterior do processo coracóide e b) trapezóide, maior, vai da linha trapezóidea da face inferior da clavícula até o processo coracóide por diante e lateralmente ao conóide. Articulação do ombro Ligamento coracoumeral Ligamento coracoacromial O ligamento coracoumeral situado na parte superior da articulação do ombro é uma fita que liga o tubérculo maior do úmero à extremidade do processo coracóide.
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O ligamento anular do rádio envolve a cabeça do rádio unindo-a à incisura da ulna. Ligamentos iliofemoral (superior). O ligamento radiocarpal dorsal. citamos estes por serem maiores e de melhor visualização. Articulação sacroilíaca Ligamento sacrotuberal Ligamento sacroespinal Ligamento sacrotuberal é uma faixa larga que vai da margem lateral e inferior do sacro ao túber isquiático. direção oblíqua.Ligamento cruzado Ligamento colateral tibial . também oblíquo vai da margem inferior do rádio ao osso piramidal. Articulações da mão Ligamentos radiocarpais palmar e dorsal O ligamento radiocarpal palmar.A mão apresenta um número elevado de ligamentos. a maioria deles é de difícil visualização e dissecção. pubofemoral (é difícil individualiza-los) Ligamento da cabeça do fêmur é intracapsular liga à fóvea da cabeça do fêmur ao acetábulo. vai do processo estilóide do rádio ao osso capitato. Ligamento sacroespinal vai da margem do sacro por dentro do ligamento sacrotuberal até a espinha isquiática. Articulação do cotovelo Ligamento colateral ulnar Ligamento colateral radial Ligamento anular do rádio O ligamento colateral ulnar vai do epicôndilo medial do úmero à parte medial do processo coronóide e do olécrano da ulna. fixando-se na maior parte do processo coracóide atrás e lateralmente ao coracoclavicular e na extremidade do acrômio. O ligamento colateral radial vai do epicôndilo lateral do úmero à parte lateral do processo coronóide e do olécrano e à cabeça do rádio onde se une ao ligamento anular do rádio. isquiofemoral (posterior) e pubofemoral (anterior) envolvem e reforçam a cápsula articular seus nomes indicam o trajeto que seguem Articulação do joelho posterior Ligamento cruzado anterior . Observação .Ligamento colateral fibular Ligamento transverso do joelho Ligamentos meniscofemoral (anterior e posterior) Ligamento poplíteo (oblíquo e arqueado) Ligamento da patela 42 .O ligamento coracoacromial embora ligue duas partes da escápula é importante na estabilização do ombro é largo. Articulação do quadril Ligamento da cabeça do fêmur Ligamentos iliofemoral. isquiofemoral.

posterior) Ligamentos tibiofibulares anterior e posterior unem as extremidades inferiores dos dois ossos. Ligamento cruzado posterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar. oblíquo liga a parte posterior do menisco lateral ao ligamento cruzado posterior.Ligamento cruzado anterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar vai do côndilo lateral do fêmur à parte medial e anterior do platô da tíbia. navicular e cubóide.Melhora a distribuição das pressões 3. estreito.Ameniza as pressões funcionando como almofada 4. vai do côndilo medial do fêmur à parte lateral e posterior do platô da tíbia. mais largo. e esfenomandibular (para a espinha do esfenóide). Ligamento transverso do joelho. Reforçam a superfície posterior da cápsula Funções dos meniscosna articulação do joelho 1. estilomandibular (para o processo estilóide). Ligamento poplíteos (arqueado e oblíquo) extracapsulares. Ligamento meniscofemoral anterior também ligado ao menisco lateral situa-se entre os dois ligamentos cruzados.Dá estabilidade à articulação evitando sobrecarga nos ligamentos 2. Ligamento meniscofemoral posterior.Melhora a distribuição do liquido sinovial. intracapsular. Articulação tibiofibular Ligamento tibiofibular (anterior. Coluna vertebral Ligamento nucal Ligamento longitudinal anterior Ligamento longitudinal posterior Ligamento amarelo Ligamento interespinal 43 . é uma fita estreita horizontal que liga os meniscos pela frente. na realidade é uma reunião de pequenos ligamentos. Ligamento colateral tibial é uma faixa que vai do epicôndilo medial do fêmur até a parte superior da face medial da tíbia.Auxilia a nutrição da cartilagem 5. intracapsular. mais estreito e menor. vai do epicôndilo lateral do fêmur à cabeça da fíbula. Ligamento da patela é a continuação do tendão do músculo quadríceps femoral que se fixa à tuberosidade anterior da tíbia. inferiores e posteriores situam-se nas proximidades do tendões dos músculos semimembranáceo e poplíteo. Ligamento colateral fibular. O interior dessa articulação é ocupada por forte tecido fibroso interósseo que forma a sindesmose tibiofibular distal Articulação do pé Ligamento colateral medial ou deltóideo Ligamento colateral lateral Ligamento deltóide liga o maléolo medial aos ossos tálus. Ligamento colateral lateral liga o maléolo lateral aos ossos tálus e calcâneo também é um conjunto de ligamentos Esqueleto axial Crânio: Os principais ligamentos da articulação temporomandibular são: lateral (para o processo zigomático.

do ombro e do cotovelo. A sintomatologa característica é a presença de tumor (edema). coxartrose do quadril e gonartrose do joelho. Osteoartrite é característica do envelhecimento articular com progressivo desgaste das cartilagens articulares. O ligamento amarelo situa-se entre lâminas vertebrais vizinhas.Ligamento supra-espinal O ligamento nucal é uma larga faixa situada na linha mediana da região cervical posterior entre os músculos da nuca de ambos os lados. calor. Pode ser congênita. Sintomas: Dor. Bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial. aumento do líquido sinovial. apresenta irritação da cartilagem articulae e membrana sinovial e conseqüente dor e inchaço. rigidez do cotovelo e tumoração flácida atrás do cotovelo. As mais freqüentes são: do quadril. rubor e dor. No local há deformidade. As artroses mais comuns são: espondiloartrose da coluna vértebra. O ligamento longitudinal é uma larga faixa que adere às faces posteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais no interior do canal vertebral. traumática. traumática ou espontânea por fragilidade ligamentar. Os ligamentos supra-espinais ligam as extremidades dos processos espinhosos. dilacerante. rigidez articular. A limitação de movimentos e a dor são os principais achados. O ligamento longitudinal anterior é uma larga faixa que adere às faces anteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais ao longo da coluna vertebral. metabólica (ácido úrico). As articulações do joelho e do quadril são mais atingidas Artrose é a degeneração progressiva de uma articulação. As mais comuns são: Artrite reumatóide de causa auto-imune apresenta espessamento da membrana sinovial. Apresenta dor que piora com a movimentação. Doenças articulares Artrite é a inflamação de uma articulação pode ser infecciosa (estafilococo). limitação dos movimentos e incapacidade funcional. Os ligamentos interespinais encontram-se os processos espinhosos seqüenciais. Artrite gotosa de causa metabólica com aumento do ácido úrico no sangue que sob a forma de sais passa a se depositar nas articulações principalmente do pé. degenerativa. que aumenta com o movimento. 44 . desgaste da cartilagem articular e conseqüente incapacitação. Os sintomas são: dor. ao longo da coluna vertebral. A mais freqüente é a retroolecraniana. ao longo da coluna vertebral. Luxação é o deslocamento de superfícies articulares.

citoplasma estriado Sistema Nervoso Somático Relação com o esqueleto Locomoção movendo os ossos Brusca Isolados Visceral fusiforme. Conceito: Músculo é um conjunto de células especializadas. cabeça) e inserção (é o ponto móvel. Dr.Entorse é a lesão articular na qual os ligamentos podem estar mais ou menos atingidos. vida de relação) B) Viscerais (involuntários. Genu varum no qual os côndilos da tíbia se afastam um em relação ao outro “O”. estriados.rato Classificação dos músculos: A) Esqueléticos (voluntários. Etimologia: grego = mys . chamadas fibras musculares. 45 . localização (braquial). gerando um movimento. lisos. mas varia de acordo com o critério para músculos pares ou ímpares. uninucleada.músculo latim = mus . geralmente distal. geralmente proximal. MIOLOGIA Prof. Esta parte passiva compreende: Origem (é o ponto fixo.mio . cuja característica essencial é a contratilidade sob a ação de um estímulo. fixações: (coracobraquial) número de cabeças (bíceps). cauda) Critérios utilizados para dar nomes os músculos: Forma (trapézio). Genu valgum no qual os côndilos da tíbia se aproximam um em relação ao outro “X”. Partes: Ativa é a parte central carnosa avermelhada que se contrai (ventre. misto (pronador quadrado). função (flexores dos dedos). pequeno inchaço. e incapacidade articular. corpo) e Passiva são as partes periféricas esbranquiçadas não se contraem (tendínea ou tendão). Os sintomas são: dor. vida vegetativa) C) Cardíaco (involuntário e estriado) Características Célula Inervação Localização Função Contração Apresentação Esquelética Alongada. citoplasma liso Sistema Nervoso Autônomo Relação com as vísceras Movimento peristáltico visceral Lenta Camadas Músculos esqueléticos: Número de músculos do corpo: 501. Nader Wafae Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. multinucleada.

de de ou do Classificação quanto à função do músculo: Agonista ( é o músculo que realiza o movimento desejado). ou nos dois lados (peniforme). Classificação dos músculos quanto à situação: Superficiais: quando situados sob a pele. poliventre (reto do abdome). Unidade motora: conjunto de fibras musculares estimuladas pela mesma célula nervosa. Classificação quanto à direção: Retilíneos: (a maioria) Reflexos: quando inicialmente seguem uma direção e depois formam um ângulo e mudam de direção (oblíquo superior do olho) Classificação quanto à forma: Longos: nos quais predomina o comprimento (bíceps). biventre (digástrico). Classificação quanto à relação entre tendão e ventre do músculo: término-terminal: o tendão é plano e continuação direta da parte carnosa músculos planos (oblíquo externo do abdome). ex. Fixadores (fixam articulações). Antagonista (é o músculo que realiza o movimento contrário ao desejado). Pelo número de inserções: unicaudado ( maioria). policaudado (flexores dos dedos).conjunto de fibras musculares). Fáscia profunda (tecido conjuntivo fibroso denso que envolve os músculos ligando os músculos entre si. o tendão envolve a parte final da parte carnosa ( fusiforme). mais próximos dos ossos. Pelo número de ventres: univentre (maioria). término-lateral: o tendão e a parte carnosa formam um ângulo pode ser apenas um lado do tendão (semipeniforme). quadríceps. planos: nos quais predomina a largura (oblíquo externo do abdome). Epimísio (tecido conjuntivo que envolve todo o músculo). Envolturas: Endomísio (tecido conjuntivo que envolve uma fibra muscular). afastados dos ossos. ex. músculos dos membros. tríceps. O músculo de movimentos mais delicados possui mais 46 . Perimísio (tecido conjuntivo que envolve um fascículo . bicaudado. curtos: nos quais não há predomínio de dimensões (alguns músculos profundos da coluna vertebral). músculos da expressão facial Profundos: quando situados sob a fáscia muscular. Sinergista ( é o músculo que auxilia o movimento desejado anulando movimentos indesejáveis de outros músculos que também participam do movimento). intermediário: o músculo apresenta três tendões sendo um deles no meio músculo (digástrico).Classificação dos músculos baseada no número de suas partes: Pelo número de origens: uníceps (maioria) bíceps.

C5-C6 Ação: Rotação medial REDONDO MENOR Origem: Terço superior da margem lateral da escápula. Dr. C5-C6 Ação: Adução 47 .Extensão e rotação lateral (parte espinal) SUPRA-ESPINAL Origem: Fossa supra-espinal Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo axilar. C5-C6 Ação: Rotação lateral SUBESCAPULAR Origem: Fossa subescapular Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular. C4-C6 Ação: Abdução INFRA-ESPINAL Origem: Fossa infra-espinal.unidades motoras isto é menos fibras musculares por célula nervosa. Nader Wafae Músculos do ombro que atuam na articulação do ombro e no braço DELTÓIDE Origem: parte clavicular Terço lateral da clavícula parte acromial Acrômio parte espinal Espinha da escápula Inserção: Tuberosidade para o músculo deltóide (úmero) Inervação Nervo axilar. margem inferior da espinha da escápula. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular. C5-C6 Ação: Rotação lateral REDONDO MAIOR Origem: Ângulo inferior e margem lateral da escápula.Adução e rotação medial (parte clavicular) . MÚSCULOS DO ESQUELETO APENDICULAR Prof. C5-C6 Ação: Abdução (parte acromial) . O músculo de movimentos mais grosseiros possui menos unidades motoras isto é mais fibras musculares dependem de uma célula nervosa.

nervo radial. Inervação: Nervo mediano C6-C7 Ação: Pronação e flexão do antebraço 48 . Superfície lateral do olécrano. flexão e supinação do antebraço BRAQUIAL Origem: Inserção: Inervação: Ação: Dois terços distais da face anterior do úmero Tuberosidade da ulna. Inserção: Tuberosidade para o músculo pronador. processo coronóide Nervo musculocutâneo. C6-C8 Ação: Extensão do braço e do antebraço ANCÔNEO Origem: Inserção: Inervação: Ação: Superfície posterior do epicôndilo lateral do úmero.BRAÇO Músculo do compartimento anterior do braço CORACOBRAQUIAL Origem Processo coracóide Inserção Face medial na parte média do úmero Inervação Nervo musculocutâneo. C5-C7. C5-C6 Flexão do antebraço Compartimento posterior do braço TRÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo infraglenoidal Cabeça curta: superfície posterolateral do úmero Cabeça medial: dois terços distais e posteromedial do úmero Inserção Olécrano Inervação Nervo radial. Nervo radial. C6-C8 Auxiliar do tríceps braquial na extensão do antebraço ANTEBRAÇO Compartimento anterior do antebraço PRONADOR REDONDO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. face lateral do rádio. Cabeça ulnar: processo coronóide. quarto posterior e proximal da ulna. C5-C7 Ação: Flexão e adução BÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo supraglenoidal Cabeça curta: processo coracóide Inserção Tuberosidade do rádio Inervação Nervo musculocutâneo C5-C6 Ação: Flexão do braço.

parte medial. Inervação: Nervo interósseo anterior. Inserção: Osso hamato. dois terços proximais da ulna. ramo do nervo mediano C6-T1 Ação: Pronação do antebraço Compartimento lateral do antebraço 49 . Inervação Nervo mediano. Inervação Nervo mediano. Inserção Aponeurose palmar. C7-T1. Ação: Flexão das falanges distais FLEXOR LONGO DO POLEGAR Origem: Face anterior da parte média do rádio. C7-T1. C8-T1. C5-T1 Nervo ulnar .parte lateral. Inervação: Nervo interósseo anterior do nervo mediano. Ação: Flexão e adução da mão FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS Origem Cabeça umeroulnar: epicôndilo medial. Cabeça ulnar: olécrano. Inserção Face ventral das bases dos ossos metacarpais II e III.FLEXOR RADIAL DO CARPO Origem Epicôndilo medial do úmero. C6-C8. osso pisiforme. processo coronóide da ulna Cabeça radial: face anterior do rádio Inserção Base da falange média dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano. presente em 69% dos antebraços) Origem Epicôndilo medial do úmero. Ação: Flexão da falange distal do polegar PRONADOR QUADRADO Origem: Quarto distal da face anterior da ulna. Inervação: Nervo ulnar. processo coronóide da ulna Inserção: Face anterior (palmar) da base da falange distal do polegar. C7-T1 Ação: Flexão da falange média FLEXOR PROFUNDO DOS DEDOS Origem Parte proximal da face anterior da ulna Inserção Face palmar da base das falanges distais dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano (ramo interósseo anterior) . Ação: Flexão e abdução da mão PALMAR LONGO (inconstante. Ação irrelevante FLEXOR ULNAR DO CARPO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. osso metacarpal V. Inserção: Quarto distal da face anterior do rádio. C7-T1.

ramo profundo. Ação: Abdução do metacarpal I EXTENSOR CURTO DO POLEGAR Origem Terço distal da face posterior do rádio Inserção Face dorsal da base da falange proximal do polegar Inervação Nervo radial. Crista do músculo supinador. ramo profundo C5-C6 Ação: Supinação do antebraço ABDUTOR LONGO DO POLEGAR Origem Terço médio da face posterior do rádio. Inervação: Nervo radial. Inervação Nervo radial. C6-C8. base do processo estilóide do rádio Inervação Nervo radial. Inervação Nervo radial C6-C7 Ação: Extensão e abdução da mão EXTENSOR RADIAL CURTO DO CARPO Origem Epicôndilo lateral do úmero. Inserção: Terço proximal do rádio . Ação Estende a falange distal do polegar EXTENSOR ULNAR DO CARPO Origem Cabeça umeral: epicôndilo lateral do úmero Cabeça ulnar: parte dorsal da ulna. ramo profundo. Ação: Extensão e abdução da mão Compartimento posterior do antebraço SUPINADOR Origem: Epicôndilo lateral do úmero. ramo profundo. C6-C7. Inserção Face dorsal do osso metacarpal V. Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . dois terços distais da face posterior da ulna Inserção Face lateral da base do osso metacarpal I. C6-C8. Inervação Nervo radial. C6-C8. C5-C6 Ação: Flexão do antebraço EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO Origem Crista supracondilar lateral. Inervação Nervo radial. Ação: Estende a falange proximal do polegar EXTENSOR LONGO DO POLEGAR Origem Parte média da face dorsal da ulna Inserção Face dorsal da base da falange distal do polegar Inervação Nervo radial. ramo profundo. ramo profundo C6-C8. 50 . Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II .BRAQUIORRADIAL Origem Crista supracondilar lateral do úmero Inserção Face lateral do rádio.

C8 . ramo profundo. ramo profundo. ramo profundo. Ação: Extensão da falange proximal do dedo mínimo Mão LUMBRICAIS 1 A 4 Origem Tendões do flexor profundo dos dedos Inserção Expansões extensoras na face lateral (radial) de cada dedo Inervação Mm.uma parte na base das falanges médias.T1. INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Faces mediais e laterais de dois ossos metacarpais contíguos. interósseo palmar 3: face lateral do osso metacarpal V Inserção Expansões extensoras das falanges proximais dos dedos II. Ação: Extensão das falanges proximais dos dedos EXTENSOR DO INDICADOR Origem Metade distal da face posterior da ulna Inserção Face medial da aponeurose dorsal do indicador Inervação Nervo radial. Ação: Adução dos dedos. ramo profundo. lumbricais 3 e 4: nervo ulnar. C8 . outra parte na base da falange distal. C8-T1 Ação: Flexão das falanges proximais.Ação: Abdução e adução do antebraço EXTENSOR DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral do úmero. Ação: Extensão da falange proximal do dedo indicador EXTENSOR DO DEDO MÍNIMO Origem Epicôndilo lateral do úmero Inserção Aponeurose dorsal do dedo mínimo Inervação Nervo radial. C6-C8. IV e V Inervação Nervo ulnar. 51 . C8-T1 Mm. interósseo palmar 1: face medial do osso metacarpal II. extensão das falanges médias e distais. lumbricais 1 e 2: nervo mediano. ramo profundo. extensão das falanges médias e distais. flexão das falanges proximais. Ação: Abdução dos dedos. M. Flexão das falanges proximais.IV Inervação Nervo ulnar. Inervação Nervo radial. INTERÓSSEOS PALMARES 1 A 3 Origem M. ligamento colateral ulnar Inserção Os quatro tendões se separam no dorso da mão e se inserem nas faces dorsais dos dedos II ao V . C6-C8.T1. interósseo palmar 2: face lateral do osso metacarpal IV M. extensão das falanges médias e distais. Inserção Face lateral da base da falange proximal do indicador. C6-C8. Faces lateral e medial do dedo III Face medial do dedo IV Expansões extensoras dos dedos II .

osso trapézio Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. Ação: Flexor da falange proximal ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Osso pisiforme. Inervação Cabeça superficial: Nervo mediano. retináculo dos músculos flexores. Cabeça transversa: dois terços proximais da face palmar do osso metacarpal III. ramo profundo. Inserção Face medial do osso metacarpal V. Ação: Abdução do polegar FLEXOR CURTO DO POLEGAR Origem Cabeça superficial: osso trapézio Cabeça profunda: osso trapezóide. Inervação Nervo ulnar. C7-T1 Cabeça profunda: Nervo ulnar.T1. 52 .T1.T1. Inserção Face lateral da diáfise do osso metacarpal I. retináculo dos músculos flexores.T1. Inervação Nervo ulnar. osso capitato. C7 .Eminência Tenar ABDUTOR CURTO DO POLEGAR Origem Tubérculo do escafóide. C8 . Ação: Abdução do dedo mínimo OPONENTE DO DEDO MÍNIMO Origem Hâmulo do osso hamato. Ação: Oposição do polegar aos demais dedos ADUTOR DO POLEGAR Origem Cabeça oblíqua: osso capitato. ramo profundo. Inervação Nervo mediano C7-T1. tendão do músculo flexor ulnar do carpo Inserção Margem medial da base da falange proximal V e expansão extensora do dedo mínimo. Ação: Flexão da falange proximal do polegar OPONENTE DO POLEGAR Origem Osso trapézio. ramo profundo C8 . Inervação Nervo mediano. base do osso metacarpal II e III. Ação: Adução do polegar Eminência hipotenar FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Osso hamato Inserção Margem medial da base da falange proximal V. C8-T1. Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. C8 . ramo profundo. Inserção Osso sesamóide medial na articulação carpometacarpal do polegar Inervação Nervo ulnar. C7-T1. Inervação Nervo ulnar.

retináculo dos músculos flexores. Flexor curto do polegar. Flexor curto do dedo mínimo e Oponente do dedo mínimo Palma da mão: 3 interósseos palmares e 4 lumbricais Dorso da mão: 4 interósseos dorsais  Principais ações dos músculos do membro superior 53 .T1. Ação irrelevante Roteiro prático: Identificar os músculos do membro superior Ombro: Deltóide Infra-espinal Redondo maior Braço: Anteriores: Bíceps braquial Braquial Posteriores: Tríceps braquial Antebraço: Anteriores: Pronador redondo Palmar longo Flexor superficial dos dedos Flexor longo do polegar Laterais Braquiorradial Extensor radial curto do carpo Posteriores: Extensor ulnar do carpo Extensor do indicador Supinador Extensor longo do polegar Supra-espinal Subescapular Redondo menor Coracobraquial Ancôneo Flexor radial do carpo Flexor ulnar do carpo Flexor profundo dos dedos Pronador quadrado Extensor radial longo do carpo Extensor dos dedos Extensor do dedo mínimo Abdutor longo do polegar Extensor curto do polegar Mão: Eminência tenar : Abdutor curto do polegar. Inervação Nervo ulnar. Inserção Pele do lado medial (ulnar) da palma da mão. ramo superficial C7 .Ação: Oposição juntamente com o polegar PALMAR CURTO Origem Aponeurose palmar. Oponente do polegar e Adutor do polegar Eminência hipotenar : Abdutor do dedo mínimo.

face glútea do ílio. bíceps braquial Flexão da mão: flexor ulnar do carpo. Rotação lateral: redondo menor. bíceps braquial. pronador redondo Extensão de antebraço: tríceps braquial. infra-espinal. extensor ulnar do carpo Abdução da mão: flexor radial do carpo. redondo menor. extensores radiais longo e curto do carpo Flexão da falange proximal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Flexão da falange média: flexor superficial dos dedos Flexão da falange distal: flexor profundo dos dedos e flexor longo do polegar Extensão das falanges média e distal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Extensão da falange proximal dos dedos: extensor dos dedos Extensão da falange distal do polegar: extensor longo do polegar Extensão da falange proximal do polegar: extensor curto do polegar Adução dos dedos: interósseos palmares Abdução dos dedos: interósseos dorsais Músculos do membro inferior Músculos do quadril GLÚTEO MÁXIMO Origem Face posterior do sacro. braquiorradial. ancôneo Pronação (rotação medial) pronador redondo. rotação lateral da coxa GLÚTEO MÉDIO Origem Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Inserção Trocanter maior Inervação Nervo glúteo superior. ligamento sacrotuberal. flexor radial do carpo Extensão da mão: extensores radiais longo e curto do carpo. espinha ilíaca póstero-superior Inserção Parte superior: trato iliotibial Parte inferior: tuberosidade glútea Inervação Nervo glúteo inferior. coracobraquial Extensão do braço: deltóide (parte espinal). L4-S1 Ação Abdução e rotação medial da coxa GLÚTEO MÍNIMO 54 . L5-S2 Ação Extensão do quadril e da coxa. bíceps braquial.Flexão do braço: deltóide (parte clavicular). aponeurose toracolombar. pronador quadrado Supinação (rotação lateral) supinador. redondo maior. redondo maior Adução do braço: redondo maior. extensor ulnar do carpo Adução da mão: flexor ulnar do carpo. supra-espinal Rotação medial: subescapular. tríceps braquial. supra-espinal Flexão do antebraço: braquial. coracobraquial Abdução do braço: deltóide (parte acromial).

espinha ilíaca ântero-inferior. próximo à espinha ilíaca ântero-superior Trato iliotibial. L5-S2 Rotação lateral e abdução da coxa GÊMEO SUPERIOR Origem Espinha isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Ramos diretos do plexo sacral.Origem Inserção Inervação Ação PIRIFORME Origem Inserção Inervação Ação Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Trocanter maior Nervo glúteo superior. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa GÊMEO INFERIOR Origem Tuberosidade isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno ou nervo do músculo quadrado femoral ou nervo pudendo ou nervo isquiático. processo costiforme LI à LV Inserção Parte distal do trocanter menor 55 . psoas maior: faces laterais dos corpos vertebrais TXII à LV. ligamento iliolombar. L4-L5 Flexão e rotação medial da coxa Compartimento anterior da coxa ILIOPSOAS Origem M. raramente também pelo nervo isquiático. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa QUADRADO FEMORAL Origem Margem lateral do túber isquiático Inserção Crista intertrocantérica Inervação Nervo do músculo quadrado femoral. M. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa OBTURADOR INTERNO Origem Margem do forame obturado (face medial) Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno. altura do terço médio do fêmur Nervo glúteo superior. L4-S1 Abdução e rotação medial da coxa Face pélvica do sacro Limite superior do trocanter maior Nervo isquiático ou ramos diretos do plexo sacral. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa TENSOR DA FÁSCIA LATA Origem Inserção Inervação Ação Crista ilíaca. ilíaco: fossa ilíaca. ligamento sacroilíaco anterior.

Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). ramo anterior. ilíaco: nervo femoral. Ação Flexão da coxa e da perna Compartimento Medial da Coxa GRÁCIL Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis Extremidade proximal da tíbia. L2-L4. ramo anterior. Ação Extensão da perna.Inervação Ação M. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR MAGNO 56 . Inervação Nervo femoral. M. vasto lateral: linha áspera. M. vasto intermédio: dois terços superiores da diáfise do fêmur. L2-L4. Inserção Tuberosidade da tíbia através do ligamento da patela. Inervação Nervo femoral. logo abaixo do epicôndilo medial. parte distal do trocanter menor Inervação Nervo femoral. linha intertrocantérica. cabeça reflexa: sulco supra-acetabular M. reto femoral. psoas: ramos ventrais do plexo lombar. linha intertrocantérica. ramo anterior. L2-L3. L2-L3 Nervo obturatório. trocanter maior. vasto medial: linha áspera. L3 Ação Adução e flexão da coxa QUADRÍCEPS FEMORAL Origem M. reto femoral. cabeça reta: espinha ilíaca ântero-inferior M. o reto femoral é também flexor da coxa SARTÓRIO Origem Espinha ilíaca ântero-superior. M. L2-L3. ramo anterior. L2-L4 Adução da coxa ADUTOR LONGO Origem Ramo superior do púbis Inserção Lábio medial da linha áspera (terço médio) Inervação Nervo obturatório. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR CURTO Origem Ramo inferior do púbis Inserção Lábio medial da parte superior da linha áspera Inervação Nervo obturatório. Flexão da coxa PECTÍNEO Origem Eminência iliopúbica Inserção Linha pectínea do fêmur. Nervo obturatório.

Inervação Nervo isquiático. parte tibial. Nervo tibial. Inervação Cabeça longa: nervo isquiático. L4-S1 Adução da coxa. Inserção Face medial e plantar do osso cuneiforme medial Base do osso metatarsal I. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. septo intermuscular lateral. ramo do ísquio. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna SEMITENDÍNEO Origem Túber isquiático Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). rotação lateral SEMIMEMBRANÁCEO Origem Túber isquiático. metade proximal lateral da tíbia. L2-L4 Parte posterior: nervo isquiático. rotação medial POPLÍTEO Origem Inserção Inervação Ação Côndilo lateral do fêmur. septo intermuscular lateral. túber isquiático Parte anterior: linha áspera do fêmur Parte posterior: tubérculo do adutor Parte anterior: nervo obturatório. Inervação Nervo fibular profundo. parte proximal e lateral do tendão comum. 57 . L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. Inserção Face lateral da cabeça da fíbula. Menisco lateral Face posterior do terço proximal da tíbia.Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis. rotação medial da perna Compartimento anterior da perna TIBIAL ANTERIOR Origem Côndilo lateral da tíbia. L5-S1 Ação Extensão do hálux. Cabeça curta: linha áspera. L4-L5 Ação Dorsiflexão e inversão do pé EXTENSOR LONGO DO HÁLUX Origem Terço médio da face anterior da fíbula Inserção Face dorsal da falange distal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. parte tibial. Inserção Parte póstero-medial do côndilo medial da tíbia. Inervação Nervo isquiático. a parte extensora estende a coxa Compartimento posterior da coxa BÍCEPS FEMORAL Origem Cabeça longa: túber isquiático e ligamento sacrotuberal. L5-S1 Flexão da perna. parte tibial. côndilo lateral da tíbia.

Ação Eversão do pé Compartimento posterior da perna GASTROCNÊMIOS Origem Côndilos medial e lateral do fêmur. Arco tendíneo do músculo sóleo Parte superior e medial da tuberosidade do calcâneo. Nervo tibial. Inervação Nervo fibular superficial. L5-S1 Ação Extensão dos dedos. Dorsiflexão e inversão do pé FIBULAR TERCEIRO (presente em 90% das pernas) Origem Terço distal da fíbula Inserção Face dorsal da base do osso metatarsal V. Septo intermuscular da perna. Inserção Tuberosidade do osso metatarsal V. inversão do pé SÓLEO Origem Inserção Inervação Ação PLANTAR Origem Inserção Inervação Ação Terço posterior e proximal da fíbula.V (falanges média e distal) Inervação Nervo fibular profundo. inversão do pé Face poplítea e epicôndilo lateral do fêmur . S1. Ação Dorsiflexão e eversão do pé Compartimento lateral da perna FIBULAR LONGO Origem Côndilo lateral da tíbia. osso cuneiforme medial Inervação Nervo fibular superficial L5-S1. Inervação Nervo fibular profundo. Inserção Base do osso metatarsal I. terço médio da tíbia. septo intermuscular anterior Inserção Por quatro tendões sobre as aponeuroses dorsais dos dedos II . septo intermuscular da perna. S1-S2 Ação Flexão da perna e plantar do pé. S1-S2 Flexão plantar do pé. Inervação Nervo tibial. Ação Flexão plantar e eversão do pé FIBULAR CURTO Origem Dois terços distais da fíbula. L5-S1. Nervo tibial. três quartos proximais da face anterior da fíbula. dois terços distais da fíbula.EXTENSOR LONGO DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral da tíbia. Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. Inserção Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. S1-S2 Irrelevante 58 .

Inervação Nervo tibial. S1-S2 Ação Flexão das falanges média e proximal dos dedos ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Processo lateral da tuberosidade do calcâneo Inserção Face lateral da falange proximal do dedo mínimo. 59 . Inervação Nervo plantar medial. Inserção Falange distal dos dedos II-V. Inervação Nervo tibial. osso cuneiforme. osso metatarsal II-IV Inervação Nervo tibial. seio do tarso Inserção Falange proximal do hálux Inervação Nervo fibular profundo.IV Inervação Nervo fibular profundo. Inervação Nervo plantar medial. inserção Falange distal do hálux. S1-S2 Ação Inversão do pé FLEXOR LONGO DOS DEDOS Origem Face dorsal da tíbia.FLEXOR LONGO DO HÁLUX Origem Dois terços distais da face posterior da fíbula. Inserção Osso navicular. L5-S2 Ação Flexão da falange distal do hálux TIBIAL POSTERIOR Origem Dois terços proximais da face posterior da tíbia e medial da fíbula. Inserção Falange média dos dedos II-V. L5-S1 Ação Extensão da falange proximal do hálux Planta do pé ABDUTOR DO HÁLUX Origem Parte medial da tuberosidade do calcâneo Inserção Falange proximal do hálux. L5-S1 Ação Extensão dos dedos EXTENSOR CURTO DO HÁLUX Origem Face dorsolateral do calcâneo. osso cubóide. L5-S2 Ação Flexão das falanges distais dos dedos Dorso do pé EXTENSOR CURTO DOS DEDOS Origem Face súpero-lateral do calcâneo Inserção Aponeurose dorsal dos dedos II . S1-S2 Ação Abdução do hálux FLEXOR CURTO DOS DEDOS Origem Face plantar da tuberosidade do calcâneo.

ligamento plantar longo. ligamento plantar longo Inserção Margem lateral do músculo flexor longo a frente da divisão de seus tendões terminais. osso cuneiforme lateral. S2-S3 Ação Flexão falanges proximais MÚSCULOS LUMBRICAIS DO PÉ 1 A 4 Origem Tendões do músculo flexor longo dos dedos Inserção Falanges proximais dos dedos II ao IV. Inervação Cabeça medial: nervo plantar medial. tendão do músculo tibial posterior. Inervação Nervo plantar lateral. Ligamento plantar longo Inserção Falange proximal do dedo mínimo Inervação Nervo plantar lateral. S1-S3 Cabeça lateral: nervo plantar lateral. osso sesamóide medial. Inserção Cabeça medial: base da falange proximal do hálux. S1-S3 Ação Flexão da falange proximal do hálux ADUTOR DO HÁLUX Origem Cabeça oblíqua: osso cubóide. ligamento calcaneocubóideo plantar. Inervação Nervo plantar lateral.Inervação Ação Nervo plantar lateral. aponeuroses dorsais desses dedos Inervação M. Inserção Falange proximal e osso sesamóide lateral do hálux. Cabeça transversa: cápsula das articulações metatarsofalângicas III e V. ligamento plantar longo. S1-S2 Mm. lumbrical I: nervo plantar medial. S2-S3 Ação Adução e flexão do hálux FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Base do osso metatarsal V. S2-S3 60 . Cabeça lateral: base da falange proximal do hálux. S2-S3 Abdução do dedo mínimo QUADRADO PLANTAR Origem Face plantar do calcâneo. ligamento calcaneocubóideo plantar. ligamento metatarsal transverso profundo. S2-S3 Ação Flexor da falange proximal do dedo mínimo INTERÓSSEOS PLANTARES 1 A 3 Origem Base da face medial dos ossos metatarsais III-V Inserção Parte medial da falange proximal dos dedos III-V Inervação Nervo plantar lateral. lumbricais II ao IV: nervo plantar lateral. osso sesamóide lateral. S2-S3 Ação Flexão dos dedos FLEXOR CURTO DO HÁLUX Origem Cabeça medial e cabeça lateral: face plantar dos ossos cuneiformes.

Fibular terceiro Fibular curto Posteriores: Tríceps sural (gastrocnêmios medial e lateral. interósseos dorsais Plantares: camada inferior: abdutor do dedo mínimo. vasto intermédio. sóleo) Tibial posterior Flexor longos dos dedos Flexor longo do hálux plantar Pé: Dorsais: extensor curto dos dedos. vasto lateral. Glúteo médio. camada média inferior: quadrado plantar.Ação Flexão e adução dos dedos INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Cada músculo se insere em ossos metatarsais adjacentes Inserção Face lateral da falange proximal dos dedos II ao IV. flexor curto dos dedos abdutor do hálux. extensor curto do hálux. Tensor da fáscia lata Gêmeo superior Gêmeo inferior Coxa: Anteriores: Iliopsoas Sartório Quadríceps femoral (reto femoral. vasto medial) Pectíneo Mediais: Grácil Adutor curto Posteriores: Semitendíneo Bíceps femoral Perna: Anteriores: Tibial anterior Extensor longo do hálux Laterais: Fibular longo Adutor longo Adutor magno Semimembranáceo Extensor longo dos dedos. lumbricais. face medial do dedo II Inervação Nervo plantar lateral. camada 61 . S2-S3 Ação Flexão e abdução dos dedos Roteiro prático: identificar os músculos do membro inferior Quadril: Glúteo máximo Glúteo mínimo Piriforme Obturador interno (tendão) Quadrado femoral.

adutor do hálux. interósseos plantares Abdução dos dedos: abdutores do hálux e do dedo mínimo. Nader Wafae MÚSCULOS DA CABEÇA Os músculos da cabeça dividem-se em vários grupos: músculos da expressão facial. grácil. médio e inferior. curto e terceiro Extensão das falanges: extensores longos e curtos dos dedos e do hálux Flexão das falanges: flexores longos e curtos dos dedos e do hálux. fibular longo Inversão do pé: tibiais anterior e posterior Eversão do pé: fibulares longo. semitendíneo Rotação lateral da coxa: glúteo máximo. semitendíneo. músculos do couro cabeludo. angústia. reto femoral. quadrado femoral. músculos dos ossículos da audição. quadrado plantar Adução dos dedos: adutor do hálux. piriforme. fibular Flexão plantar do pé: tríceps sural.média superior: flexor curto do hálux. obturador interno. músculos da mastigação. portanto não se destinam a gerar movimentos e são os responsáveis pelas expressões faciais de dor. músculos da orelha. interósseos plantares e dorsais. piriforme Rotação medial da coxa: glúteos médio e mínimo. satisfação.  ação dos músculos do membro inferior Flexão da coxa: iliopsoas. Podemos dividi-los em patamares superior. Flexão da perna: bíceps femoral. sartório. tensor da fáscia lata. músculos da faringe. flexor curto do dedo mínimo. bíceps femoral. Músculos da expressão facial: Características: são músculos superficiais situados sob a pele da face tendo pelo menos uma fixação na pele e outra podendo ser óssea ou muscular. parte extensora do adutor magno. extensores longos dos dedos. e etc. gêmeos. 62 . interósseos dorsais Músculos do Esqueleto Axial: Professor Dr. lumbricais. pectíneo Extensão da coxa: glúteo máximo. semimembranáceo. pectíneo Abdução da coxa: glúteos médio e mínimo. tensor da fáscia lata. músculos extrínsecos do bulbo do olho. alegria. camada superior: interósseos plantares. Adução da coxa: adutores longo. curto e magno (parte adutora). semimembranáceo. músculos da língua e músculos da nuca. poplíteo Extensão da perna: quadríceps femoral Flexão dorsal do pé: tibial anterior. semitendíneo. sartório.

Protrai e movimenta lateralmente a mandíbula. ABAIXADOR DO LÁBIO INFERIOR: mandíbula. No patamar inferior encontram-se os músculos mais inferiores ABAIXADOR DO ÂNGULO DA BOCA: mandíbula. auxilia a dilatar as narinas No patamar médio encontram-se os músculos da boca ORBICULAR DA BOCA. Levanta a mandíbula PTERIGÓIDEO MEDIAL: processo pterigóide do esfenóide. aproxima os supercílios. leva o ângulo da boca lateralmente BUCINADOR. levam o ângulo da boca para cima e lateralmente LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E DA ASA DO NARIZ: maxila. enruga a testa NASAL. osso nasal. Levanta a mandíbula TEMPORAL: fossa temporal. PRÓCERO. RETO SUPERIOR. RETO INFERIOR. Levanta a mandíbula. osso zigomático. PTERIGÓIDEO LATERAL: processo pterigóide do esfenóide.No patamar superior encontram-se os músculos da órbita e do nariz : ORBICULAR DO OLHO. O m. processo coronóide da mandíbula. ramo da mandíbula. circular. músculo esfinctérico. frontal não tem inserção 63 . osso frontal. Músculos do couro cabeludo MÚSCULO EPICRÂNICO formado pelos músculos OCCIPITOFRONTAL (occipital e frontal). que circunda a órbita. LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR: maxila. OBLÍQUO INFERIOR E LEVANTADOR DA PÁLPEBRA SUPERIOR. eleva a pele do mento. Músculos da mastigação: MASSETER: arco zigomático. Músculos dos ossículos da audição TENSOR DO TÍMPANO e MÚSCULO DO ESTAPÉDIO. Músculos extrínsecos do bulbo do olho RETO MEDIAL. osso frontal. processo condilar da mandíbula. ramo da mandíbula. serão estudados juntamente com as orelhas. fecha os lábios ZIGOMÁTICOS MAIOR E MENOR. serão estudados juntamente com o bulbo do olho. o m. contorna o dorso do nariz transversalmente. fecha as pálpebras. levanta e everte o lábio superior LEVANTADOR DO ÂNGULO DA BOCA: eleva o ângulo da boca RISÓRIO: masseter. situado acima do anterior. RETO LATERAL. OBLÍQUO SUPERIOR. levanta o lábio superior e dilata a narina. abaixa o lábio inferior MENTUAL: mandíbula e pele do mento. CORRUGADOR DO SUPERCÍLIO. Tensor das bochechas durante a mastigação impede que o alimento saia do interior da boca e fique entre os dentes e a bochecha. mandíbula e maxila. leva o ângulo da boca para baixo e para o lado. pele entre os supercílios. músculo esfinctérico. occipital ocupa a escama do osso occipital. Temporoparietal e pela aponeurose epicrânica.

transverso. ramo do nervo mandibular. estiloglosso. Ação: abaixam a mandíbula quando se abre a boca e levantam o hióide quando se deglute.óssea. C2 Ação: Juntos: flexionam a coluna cervical e a cabeça. 64 . Movimentam o couro cabeludo. Serão estudados no sistema digestório. Músculos supra-hióideos. Isoladamente: inclinam a cabeça e a coluna cervical para o mesmo lado e rodam a cabeça para o lado oposto. São acessórios da inspiração forçada. pequeno insere-se na pele e fáscia temporal acima e na frente da orelha externa. palatoglosso). de modo geral elevam o osso hióide: DIGÁSTRICO: Origem: Ventre posterior: processo mastóide Inserção: Ventre anterior: margem inferior da mandíbula Inervação: Ventre anterior: nervo mandibular. Músculos da orelha São os pequenos músculos POSTERIOR e SUPERIOR. vertical) e extrínsecos (genioglosso. Serão estudados no sistema digestório. Músculos da faringe Podem ser constritores e levantadores. superficiais: AURICULARES ANTERIOR. plexo cervical. MÚSCULOS DO PESCOÇO: PLATISMA é um músculo superficial que ocupa grande parte do pescoço se insere na pele sobre os músculos deltóide e peitoral maior e na mandíbula. condroglosso. hioglosso. Ação: eleva e puxa a pele do pescoço para a frente ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO: Origem: Cabeça esternal: manúbrio do esterno Cabeça clavicular: terço medial da clavícula Inserção: Processo mastóide Inervação: Nervo acessório (XI). Ação: abaixam a mandíbula e levantam o soalho da boca e a língua ajudando a deglutição. Ventre posterior: nervo facial. MILO-HIÓIDEO: Origem: Linha milo-hióidea na face interna da mandíbula Inserção: Margem superior do corpo do osso hióide Inervação: Nervo milo-hióideo. Músculos da língua Podem ser intrínsecos (longitudinais superior e inferior. O temporoparietal. Músculos da nuca Serão vistos ainda neste capítulo no estudo dos músculos do dorso.

face posterior do manúbrio do esterno. Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C2 Ação: semelhante ao milo-hióideo ESTILO-HIÓIDEO: Origem: Processo estilóide do osso temporal Inserção: Margem lateral do corpo do osso hióide Inervação: Nervo facial. C1-C4 ESTERNO-HIÓIDEO: Origem: Parte medial da clavícula. de modo geral abaixam o osso hióide. Ação: puxam o osso hióide para trás. face posterior da 1ª cartilagem costal Terminação: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Inervação: Alça cervical. OMO-HIÓIDEO: Origem: Margem superior da escápula Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C4 Ação: Levanta a laringe ESTERNOTIREÓIDEO: Origem: Face posterior do manúbrio do esterno. C1-C4 Ação: Abaixa a laringe e o soalho da boca concluída a deglutição Músculos escalenos: Flexão lateral da coluna cervical (pescoço). ESCALENO ANTERIOR: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 3ª à 6ª vértebra cervical Inserção: Tubérculo do músculo escaleno anterior sobre a 1ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais C5-C8 ESCALENO MÉDIO: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 2ª à 7ª vértebra cervical 65 . TIREO-HIÓIDEO: Origem: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Terminação: Corno maior do osso hióide Inervação: Alça cervical. Músculos infra-hióideos em forma de fita.GENIO-HIÓIDEO: Origem: Espinha geniana na mandíbula Inserção: Face anterior do corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C4 Ação: Abaixa o osso hióide. acessórios da inspiração forçada.

subcostais e levantadores das costelas (serão estudados no sistema respiratório) MÚSCULOS DO ABDOME RETO DO ABDOME: 66 . C8-T1 Ação: Flexão.Inserção: 1ª costela. 6 costela e cartilagens costais superiores. posteriormente ao sulco da artéria subclávia Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. intercostais internos e externos. diafragma. MÚSCULOS DO TÓRAX PEITORAL MAIOR: Origem Esterno. metade medial da clavícula Inserção Crista do tubérculo maior Inervação Nervos peitorais medial e lateral. C5-C7 Ação: abdução do braço Obs. atlas. C4-C8 ESCALENO POSTERIOR: Nem sempre está presente. SERRÁTIL ANTERIOR: Origem 1ª à 9ª costela Inserção Margem medial da escápula Inervação Nervo torácico longo. MÚSCULOS RETOS ANTERIORES: occipital. consequentemente a escápula se desloca lateralmente constituindo o que chamamos de escápula alada pela semelhança com uma asa. A atrofia do músculo serrátil anterior o afasta da parede torácica. PEITORAL MENOR: Origem 3ª à 5ª costela Inserção Processo coracóide Inervação Nervos peitorais medial e lateral. vértebras cervicais (corpos e processos transversos). C7-C8 MÚSCULOS PRÉ-VERTEBRAIS: Ação flexão da coluna cervical (pescoço) e da cabeça. MÚSCULOS LONGOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO: occipital. C6-C8 Ação: Abaixa a escápula. adução e rotação medial do braço. SUBCLÁVIO: Origem e inserção: clavícula e primeira costela Os músculos que atuam na respiração: transverso do tórax. Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 5ª e 6ª vértebras cervicais Inserção: Margem superior da 2ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais.

Nervo iliohipogástrico. Nervo subcostal. a micção. Nervo ilioinguinal. Nervo iliohipogástrico. L1 Ação Flexão da parte torácica da coluna vertebral. L1 Ação: Na contração unilateral. T12-L1. Nervo ilioinguinal. L1 Ação Rotação do tórax em relação à pelve do lado oposto. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. rotação do tórax para o mesmo lado. ligamento inguinal. linha alba. Terminação Crista púbica Sínfise púbica Inervação Nervos intercostais. T12. Nervo subcostal. MÚSCULO CREMASTER Origem Fibras mais inferiores do músculo oblíquo interno do abdome e algumas fibras do músculo transverso. Nervo subcostal. linha alba através da bainha dos músculos retos do abdome. na contração bilateral. TRANSVERSO DO ABDOME: Origem Cartilagens costais da 6ª à 12ª costelas. T12. O reflexo cremastérico consiste na contração do músculo pelo toque na parte súpero-medial da coxa. OBLÍQUO EXTERNO DO ABDOME: Origem Margem inferior e face anterior da 5ª à 12ª costelas. o bilateral. vômito. Na contração bilateral. na contração bilateral. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. Nervo iliohipogástrico. T5-T11. T12. T12-L1. T12-L1. a micção. lábio externo a crista ilíaca. Juntamente com os outros músculos do abdome. T12. Terminação Crista púbica. Inervação Nervos intercostais. Inervação Nervos intercostais. flexão da coluna vertebral na contração bilateral. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. cartilagens costais da 9ª à 12ª costelas. ramo genital L1-L2 Ação Levanta a bolsa testicular. 67 . flexão da coluna vertebral. processo xifóide. Terminação Face interna da bolsa testicular . tosse e a defecação. L1 Ação Na contração unilateral. Nervo subcostal. Estabiliza a pelve. T5-T11. flexão da coluna vertebral. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. Na contração bilateral. Nervo ilioinguinal. T5-T11. Inervação Nervo genitofemoral. Terminação Linha alba Inervação Nervos intercostais. OBLÍQUO INTERNO DO ABDOME: Origem Ligamento inguinal. o bilateral. Juntamente com os outros músculos do abdome. Nervo iliohipogástrico. Terminação Tubérculo púbico. Nervo ilioinguinal.Origem Face anterior da 5ª à 7ª cartilagem costal. crista ilíaca. vômito. tosse e a defecação. Pode colaborar no controle térmico da bolsa testicular junto com o dartos (túnica de músculo liso). aponeurose toracolombar. T5-T11. crista púbica. T12-L1. rotação do tórax para o mesmo lado.

promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. Linha semilunar é a linha formada pelas aponeuroses dos músculos abdominais ao atingirem a margem lateral do músculo reto do abdome. Esta fragilidade da fáscia transversal. A parte superior da lâmina anterior é formada pela aponeurose do músculo oblíquo externo juntamente com uma subdivisão anterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome. O nível de transição entre essas duas partes é marcada na lâmina posterior pela linha arqueada. A parte superior da lâmina posterior é formada pela subdivisão posterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome juntamente com a aponeurose do músculo transverso do abdome. PIRAMIDAL: Origem linha alba Inserção púbis Inervação Nervo ilio-hipogástrico Ação Insignificante Bainha do músculo reto do abdome O músculo reto do abdome encontra-se no interior da bainha do músculo reto do abdome formada pelas lâminas anterior e posterior. deixando a lâmina posterior da bainha do reto formada apenas pela frágil fáscia transversal.Juntamente com os outros músculos do abdome. processos costiformes Ação: Na contração unilateral inclina o tórax para o mesmo lado e auxilia os músculos do quadril impedindo o abaixamento da pelve durante o movimento. nesse nível. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. o tendão plano dos músculos planos como são os casos: oblíquo externo do abdome. Linha alba é a linha mediana da parede abdominal formada pelo entrecruzamento de aponeuroses de ambos lados. vômito. Abaixo dessa linha. PSOAS MENOR E ILÍACO. Na contração bilateral seu desempenho na respiração é discutível. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome. todas as aponeuroses passam por diante do músculo reto do abdome. tosse e a defecação. 68 . QUADRADO DO LOMBO: Origem Crista ilíaca Inserção Décima segunda costela. Chama-se aponeurose. Esta diferença de comportamento das aponeuroses na bainha do músculo reto do abdome acima e abaixo da linha arqueada resultou da mudança de posição do ser humano em bípede. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome juntas e a lâmina posterior apenas pela fáscia transversal. favorece o aparecimento das hérnias inguinais. a micção. PSOAS MAIOR. Na contração bilateral. A parte inferior da bainha do músculo reto do abdome abaixo do umbigo é de constituição diferente: a lâmina anterior passa a ser formada pelas aponeuroses dos músculos oblíquo externo do abdome.

terço lateral da clavícula Inervação Nervo acessório (XI) Ação Eleva. retrai e fixa o ombro LATÍSSIMO DO DORSO Origem Aponeurose toracolombar. Inervação Nervo dorsal da escápula. processos espinhosos da 3ª à 5ª vértebras torácicas. aduz e roda medialmente o braço CAMADA MÉDIA LEVANTADOR DA ESCÁPULA Origem Tubérculo posterior dos processo transversos da 1ª à 4ª vértebra cervical Inserção Ângulo superior e parte da margem medial da escápula. parte descendente: Protuberância occipital externa. C3-C5. acrômio. MÚSCULOS DO DORSO Os músculos do dorso se dispõem em 3 camadas superpostas da superfície em direção à profundidade: camada superficial. camada média e camada profunda. C4 Ação Levanta e retrai a escápula SERRÁTIL POSTERIOR SUPERIOR 69 . CAMADA SUPERFICIAL: TRAPÉZIO Origem parte ascendente: processos espinhosos da 4ª à 12ª vértebras torácicas parte transversa: Ligamento nucal. da linha nucal superior. Inserção Margem medial da escápula no nível da espinha. 9ª . processo espinhoso da 1ª à 4ª vértebra cervical.Foram estudados no esqueleto apendicular sob a denominação de músculo iliopsoas. terço posterior da crista ilíaca. C6-C8 Ação Estende. Inervação Nervo dorsal da escápula. Ação Levanta a escápula ROMBÓIDE MAIOR Origem Processos espinhosos da 1ª à 5ª vértebras torácicas Inserção Margem medial da escápula entre a espinha e o ângulo inferior Inervação Nervo dorsal da escápula.12ª costela Inserção Crista do tubérculo menor Inervação Nervo toracodorsal. C4-C5 Ação Levanta e retrai a escápula ROMBÓIDE MENOR Origem Processo espinhoso da 6ª e 7ª vértebra cervical. Inserção espinha da escápula.

são oblíquos. formado por 3 partes longitudinais dispostas no sentido transversal: ESPINAIS . tórax e pescoço. vão de processos transversos inferiores para processos espinhosos superiores.a parte lateral. Linha nucal superior Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C3-C5. LONGUÍSSIMOS . Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ERETOR DA ESPINHA. Processos espinhosos da 7ª vértebra cervical à 3ª vértebra torácica. Os longitudinais em geral ligam processos espinhosos entre si ou processos transversos entre si e destinam-se principalmente à extensão do segmento em que se encontram. Transverso-espinais. Ação Extensão da cabeça e pescoço na contração bilateral. ILIOCOSTAIS . Os oblíquos em geral ligam os processos transversos aos processos espinhosos e destinam-se principalmente à rotação. Pertencem a este grupo: MULTÍFIDOS.Origem duas Inserção Inervação Ação Processos espinhosos das duas últimas vértebras cervicais e primeiras vértebras torácicas 2ª à 5ª costela Ramos anteriores dos nervos espinais. é o principal extensor da coluna vertebral. São encontrados no lombo. Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ESPLÊNIO do PESCOÇO Origem Processos espinhosos da 3ª à 6ª vértebra torácica. A direção de suas fibras determina a função. C6-T2 Levanta as costelas SERRÁTIL POSTERIOR INFERIOR Origem Processos espinhosos das duas últimas vértebras torácicas e das duas primeira vértebras lombares Inserção Margem inferior da 9ª à 12ª costela Inervação Ramos anteriores dos nervos espinais. C11-L2 Ação Abaixa as costelas CAMADA PROFUNDA: ESPLÊNIO da CABEÇA Origem Metade inferior do ligamento nucal. inserida nos processos espinhosos.a parte mediana. são músculos curtos que vão de uma vértebra a outra ou de uma costela a uma vértebra e se colocam ao longo da coluna vertebral. 70 . Terminação Processo mastóide. suas fixações pulam pelo menos duas vértebras (2 a 5). Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C5-C7. inserida nas costelas e processos transversos. inserida nos processos transversos. Terminação Tubérculos posteriores dos processos transversos da 2ª à 5ª vértebras cervicais. Ação Extensão do pescoço na contração bilateral.a parte intermédia.

Terminação Parte posterior do processo transverso do atlas. inclinação lateral da cabeça. inclinação lateral da cabeça RETO POSTERIOR MENOR DA CABEÇA: Origem Tubérculo posterior do atlas. Inervação: em geral. pulam mais de 5 vértebras) localizam-se na parte superior da coluna vertebral: tórax. Terminação Parte média da linha nucal inferior. Ação: Rotador. Terminação Osso occipital acima e lateralmente à linha nucal inferior Inervação Nervo suboccipital C1. pelos ramos posteriores dos nervos espinais. participando da extensão. Ação Extensor. inclinação lateral da cabeça . rotação e inclinação lateral conforme o sentido de suas fibras. extensor. pescoço e cabeça. (em geral. são longitudinais. fraco rotador OBLÍQUO INFERIOR DA CABEÇA: Origem Processo espinhoso do áxis. OBLÍQUO SUPERIOR DA CABEÇA Origem Tubérculo posterior do atlas. Inervação Nervo suboccipital. são longitudinais. osso occipital Inervação Nervo suboccipital C1 Ação: Extensor. INTERESPINAIS. tórax e pescoço SEMI-ESPINAIS. Ação Extensor. Inervação Nervo suboccipital C1-C2. Ação dos músculos do dorso: De modo geral os músculos do dorso destinamse à movimentação da coluna vertebral e da cabeça. são oblíquos. fixam-se em processos espinhosos de vértebras adjacentes. são oblíquos. fixam-se em processos transversos de vértebras adjacentes. porém mais longos que os anteriores. Suboccipitais: RETO POSTERIOR MAIOR DA CABEÇA Origem Processo espinhoso do atlas. inclinação lateral da cabeça. vão do processo transverso inferior para o processo espinhoso imediatamente superior (rotador curto) ou pulam uma vértebra (rotador longo). São encontrados no lombo. Terminação Parte medial da linha nucal inferior. Roteiro prático dos músculos do esqueleto axial Músculos da expressão facial: 1-Prócero 2-Nasal 3-Orbicular do olho 4-Orbicular da boca 5-Bucinador 6-Zigomático maior 7-Abaixador do ângulo da boca 71 .ROTADORES. C2. INTERTRANSVERSÁRIOS.

Lâmina posterior da bainha do músculo reto do abdome 32.Reto posterior maior da cabeça 46.Rombóide maior 39.Reto posterior menor da cabeça 47.Rombóide menor 38.Iliocostal 43.Eretor da espinha 40.Linha arqueada 33.8-Mentual Músculos da mastigação: 9-Masseter 10-Temporal 11-Pterigóideo medial 12-Pterigóideo lateral Músculos do pescoço 13-Platisma 14-Esternocleidomastóideo 15-Escaleno anterior 16-Escaleno médio 17-Digástrico 18-Milo-hióideo 19-Omo-hióideo 20-Esternotireóideo 21-Esterno-hióideo Músculos do tórax: 22-Peitoral maior 23-Peitoral menor 24-Serrátil anterior Músculos do abdome: 25-Reto do abdome 26-Oblíquo externo do abdome 27-Oblíquo interno do abdome 28-Transverso do abdome 29.Longuíssimo 42.Latíssimo do dorso 36.Oblíquo superior da cabeça 72 .Semi-espinal 45.Levantador da escápula 37.Lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome 31.Espinal 41.Esplênio 44.Fáscia transversal Músculos do dorso: 34.Trapézio 35.Piramidal 30.

Serrátil posterior inferior Doenças musculares Câimbra: Contração muscular dolorosa e involuntária. Fibromialgia Enfermidade não inflamatória caracterizada por dor muscular generalizada. Sintomas: dor ao acionar o tendão lesado. Sintomas: é a permanência da cabeça inclinada e dor intensa ao tentar movimentar o pescoço.Quadrado do lombo 50. Sintomas: dor no nível do epicôndilo lateral do cotovelo. Sintomas dificuldade e dor ao levantar o braço.Serrátil posterior superior 54. rigidez e fadiga.Oblíquo inferior da cabeça 49. Sintomas: progressiva perda da força muscular.Multífido 52. incapacidade menor ou maior para usar o músculo. Torcicolo Contratura dos músculos do pescoço.48. Epicondilite (cotovelo do tenista) Inflamação no nível da inserção comum dos músculos extensores e supinadores do antebraço. uma dilaceração das fibras musculares até a ruptura do músculo ou tendão. Traumatismos musculares Geralmente decorrentes de práticas desportivas que provocam o estiramento brusco do músculo contraído. Tendinite Inflamação dos tendões. Sintomas: dor generalizada e rigidez do tronco. Pode ser um estiramento das fibras musculares. As lesões por esforços repetitivos são as causas mais freqüentes. na qual a cabeça permaneça inclinada para o lado atingido. Tendinite do manguito rotador ou “ombro doloroso” A tendinite se deve a pequenos traumatismos repetitivos principalmente no tendão do supra-espinal.Psoas maior 51. Sintomas: dor súbita no nível lesado. Miastenia grave 73 . pode apresentar hematoma. Distrofia muscular As distrofias musculares caracterizam-se pela perda progressiva da força e da integridade muscular.Rotador 53.

Os vasos microscópicos de paredes permeáveis através das quais ocorrem as permutas com o líquido intersticial constituem os capilares. 74 . 1.Nutrição: quando o componente líquido do sangue atravessa a parede do capilar trás consigo material nutritivo químico como glicose e aminoácidos que alimenta nossas células e o oxigênio para o metabolismo celular. SISTEMA CIRCULATÓRIO Prof. O sangue chega à rede capilar proveniente das artérias sob uma pressão suficiente para que parte de seu componente líquido atravesse as paredes permeáveis dos capilares. Assim sendo. Botulismo Doença causada pelo Clostridium botulinum.Doença da junção neuromuscular na qual o impulso nervoso não pode passar ao músculo. embora a produção da acetilcolina não esteja alterada. Composição: o sistema circulatório desempenha suas funções através de meios líquidos (sangue e linfa). Sintomas: dor sobre o processo estilóide do rádio e ruído ao movimento. Nader Wafae O sistema circulatório da mesma forma que os sistemas nervoso e endócrino é um sistema de integração no nosso organismo.Excreção: quando o líquido intersticial retorna para o interior do capilar trás consigo os resíduos químico (uréia. 3. Sintomas: enfraquecimento muscular generalizado. A bomba hidráulica é o coração e os tubos chamados vasos são as artérias. creatinina) e gasoso (gás carbônico) resultantes do trabalho celular e que devem ser retirados das células e do interstício por serem tóxicos. Funções: O sistema circulatório desempenha suas funções principalmente através da rede capilar interposta entre artérias e veias. Assim sendo. em que sua toxina bloqueia a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. como os elementos figurados e as moléculas maiores principalmente de proteínas e gorduras não conseguem atravessar a membrana aumentam a pressão osmótica no interior do capilar que agora recupera o líquido que forneceu em sua parte inicial para neutralizar a pressão osmótica . sua composição pode ser comparada a de um sistema hidráulico com uma bomba hidráulica que o dinamiza e um conjunto de tubos no interior dos quais o líquido circula.Defesa do nosso organismo : o sistema circulatório através de mecanismos imunológicos (anticorpos) e dos próprios glóbulos brancos promove a nossa defesa contra agressões de microrganismos. 2. as veias e os vasos linfáticos. distúrbios visuais. Para completar esta função o sistema circulatórios conduz esses resíduos até o rim e pulmão para serem eliminados. Tenossinovite estenosante Retração inflamatória estenosante da bainha comum dos tendões do extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar ao passarem pelo rádio. Dr. seus componentes encontram-se em todas as partes do corpo.

cuja função principal é movimentar o sangue mediante mecanismos de aspiração e propulsão semelhantes a uma bomba hidráulica. a altura entre 13 e 15 cm. as anastomoses se contraem e o sangue passa predominantemente pelos capilares para devolver ao ambiente o calor que o corpo está recebendo desse mesmo ambiente. Caso a temperatura ambiente esteja baixa (frio) essas comunicações se dilatam e são postas a funcionar evitando. por diante da coluna vertebral (5ª à 8ª vértebras) e do esôfago. Caso a temperatura ambiente esteja alta (quente).Regulação térmica: atua mediante mecanismos de vasoconstrição e vasodilatação na pele. Principalmente na pele antes de chegarmos a rede capilar existem pequenos vasos que comunicam as artérias menores (arteríolas) com as veias menores (vênulas) são as anastomoses arteríolo-venulares e cujos funcionamentos são reguláveis. em grande parte. Sua função endócrina é representada pela produção do hormônio atrial natriurético que estimula a excreção de sódio. Forma: no vivo. e retorna pelas veias pulmonares para o átrio esquerdo. essas medidas médias podem ser alteradas por influências de vários fatores como: idade. sistêmica ou de nutrição: o sangue passa do ventrículo esquerdo para o interior da aorta que distribui o sangue pelas redes capilares dos tecidos. para auxiliar a manter nossa temperatura constante. Situação: é órgão impar situado na cavidade torácica atrás do esterno e das cartilagens costais. Dimensões: em média o peso do coração situa-se em torno de 5 gramas por quilo de peso na pessoa adulta. e retorna através das veias cavas para o átrio direito. sua forma é de um cone de base superior. Pequena circulação. é claro. não considerando. os fatores patológicos. 5. em cima do diafragma e entre os dois conjuntos pleuropulmonares. Circulação Sangüínea: Grande circulação. 75 . a largura entre 9 e 10 cm e a espessura em torno de 6 cm.Correlação humoral: transporta substâncias químicas produzidas em certos órgãos (glândulas endócrinas. biotipo e desenvolvimento muscular. ANATOMIA DO CORAÇÃO Conceito: é um órgão predominantemente muscular com cavidades e válvulas em seu interior. sexo. que o sangue passe pelo capilar o que levaria o corpo a ceder calor para o ambiente. após a morte e a conseqüente fixação passa a se apresentar como uma pirâmide triangular com base. A região onde se situa denomina-se mediastino médio. por exemplo) para que atuem em outros órgãos situados a distância do local em que são produzidos. coração-pulmão ou funcional: o sangue passa do ventrículo direito para o interior do tronco pulmonar e artérias pulmonares daqui para a rede capilar pulmonar. No entanto.4. três faces e um ápice.

aguda. A cruz venosa. É o ápice que toca na parede torácica no nível do 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo ("choque da ponta") por estar em posição mais anterior. entram na constituição da base: os átrios direito e esquerdo. em geral. Parte inicial da aorta e do 76 . contra a parede do tórax. pouco abaulada. Face diafragmática ou inferior é plana por colocar-se sobre o centro tendíneo do músculo diafragma. se deposita em maior quantidade. o sulco interatrial e os grandes vasos. uma base e quatro sulcos. por ser pouco espessa. Face esquerda ou pulmonar. As faces são três: esternocostal (anterior). é onde o tecido adiposo. apesar de seu dinamismo.Orientação: o eixo cardíaco que se estende do centro da base ao ápice orienta-se de cima para baixo. as paredes dos dois ventrículos entram em sua formação sem predomínio evidente de uma delas e estão separadas por um sulco verticalizado o sulco interventricular posterior. um ápice. Base: embora não haja uniformidade na sua delimitação. formada pelas veias cavas superior e inferior que constituem o tirante vertical e pelas veias pulmonares que formam o tirante horizontal é o principal meio de fixação. Justifica-se. não chegou a formar uma face como aconteceu no lado esquerdo. as aurículas direita e esquerda. pulmonar (esquerda) e diafragmática (inferior). pouco tecido adiposo e não apresenta sulcos é portanto constituída somente pela parede do ventrículo esquerdo. Já a artéria aorta é importante meio de suspensão do coração. a predominante. consideramos como a parte do coração situada acima e atrás do sulco coronário que separa externamente as paredes dos átrios e dos ventrículos. é a mais abaulada. particularmente a ponta. É a tendência de retificação de seu arco que ocorre pela entrada do sangue durante a sístole que leva o coração. uma margem. formada pelo encontro das faces esternocostal e diafragmática é constituída unicamente pela parede do ventrículo direito que. Face esternocostal ou anterior. Assim definida. Estática: o coração é mantido em posição. o tecido adiposo está ausente ou em pequena quantidade. da direita para a esquerda e de trás para diante. assim o alongamento vertical do átrio direito e o alongamento horizontal do átrio esquerdo. formou-se em função da maior espessura da parede do ventrículo esquerdo. A parte da parede do ventrículo direito que antecede a artéria pulmonar chama-se cone arterial. Margem direita. o sulco interventricular anterior que separa as paredes dos ventrículos direito e esquerdo que constituem esta face. sendo a parede do ventrículo direito. DESCRIÇÃO EXTERNA Externamente o coração apresenta: três faces. O ápice ou ponta do coração é predominantemente constituído pela parede do ventrículo esquerdo separado da pequena porção do ventrículo direito por um sulco chamado incisura do ápice que representa a continuidade entre os sulcos interventriculares anterior e posterior. apresenta um sulco oblíquo. pela continuidade com os grandes vasos da base. Este meio de fixação situado posteriormente garante a livre movimentação dos ventrículos situados anteriormente.

assim sendo apresenta em sua arquitetura três camadas. pela artéria interventricular anterior e pela veia cardíaca magna ou interventricular anterior. vai do ápice às proximidades da origem da artéria pulmonar e aurícula esquerda. Esqueleto fibroso do coração: é um conjunto de anéis e feixes de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagíneo interligados que dão sustentação à musculatura cardíaca às valvas atrioventriculares e contribuem para a preservação da forma do coração. Sulcos: representam. As aurículas são apenas apêndices que prolongam os átrios anteriormente envolvendo parcialmente as artérias aorta e pulmonar. o átrio direito recebe o sangue das veias cavas superior e inferior e do seio coronário e o átrio esquerdo recebe das quatro veias pulmonares (duas de cada pulmão). O sulco coronário separa os átrios dos ventrículos. Antes de analisá-lo temos que descrever o esqueleto fibroso do coração no qual direta ou indiretamente as fibras cardíacas se inserem. a maior veia do coração. como os existentes entre os átrios e entre os ventrículos. ARQUITETURA DO CORAÇÃO O coração é um vaso diferenciado. elásticas e musculares lisas. A parte posterior é ocupada. O sulco interatrial que indica a separação entre os átrios encontra-se na base e já foi descrito. externamente. Miocárdio é a camada média muscular formada principalmente por fibras musculares cardíacas. Os átrios são as câmaras receptoras do sangue proveniente das circulações. É formado por componentes horizontais e 77 . sua parte anterior é ocupada à direita pela artéria coronária direita e à esquerda pela artéria circunflexa. O endocárdio forra toda a parte interna das paredes atriais e ventriculares é formado por células endoteliais e um extrato subendotelial de tecido conjuntivo frouxo com fibroblastos.tronco pulmonar e as terminações das veias cava superior e cava inferior e das veias pulmonares direitas superior e inferior e esquerdas superior e inferior. Na parede do átrio direito. entre os óstios das veias cavas. O sulco interatrial que indica o local da separação interna dos átrios é pouco pronunciado e se situa ao lado das desembocaduras das veias pulmonares direitas. à direita pela continuação da artéria coronária direita e à esquerda. a separação interna que existe entre as câmaras cardíacas que pode ocorrer através dos septos. encontramos o sulco terminal representação externa da crista terminal e que indica a separação entre as partes do átrio que derivam do seio venoso e do átrio primitivo. ou através dos óstios dotados de valvas como os que existem entre os átrios e os ventrículos do mesmo lado. fibras colágenas. O sulco interventricular anterior situado na face esternocostal separa as paredes dos ventrículos. pelo seio coronário. O sulco interventricular posterior situado na parte média da face diafragmática é verticalizado e contém a artéria interventricular posterior e a veia cardíaca média ou interventricular posterior. a média e mais desenvolvida é o miocárdio e a externa é o epicárdio ou lâmina visceral do pericárdio seroso. contorna o coração. a mais interna é o endocárdio. é oblíquo. é ocupado por gordura.

opaco. O pericárdio seroso de tecido conjuntivo frouxo e mesotélio é fino. brilhante e frágil costuma-se dividi-lo em duas lâminas embora sejam contínuas. Os componentes horizontais são: anel fibroso direito que contorna o óstio atrioventricular direito entre átrio e ventrículo direitos. As fibras musculares cardíacas se dispõem segundo um trajeto preferencial e fundamental que é helicoidal tridimensional. espesso. Funções do pericárdio. O componente vertical é representado pela porção membranácea do septo interventricular. Sabe-se hoje que o pericárdio atua como superfície de deslizamento diminuindo a resistência provocada pelo atrito. trígono fibroso direito. É formado por duas partes distintas. A musculatura dos átrios se insere em sua parte superior e lateral e a musculatura ventricular. trígono fibroso esquerdo. já que direta ou indiretamente toda a musculatura cardíaca se insere nele. Entre essas lâminas forma-se um espaço chamado cavidade do pericárdio que contém pequena quantidade de líquido pericardíaco. dá ao coração a contenção fibro-elástica necessária para impedir a distensão excessiva da fibra miocárdica e conseqüente lesão. são portanto independentes tendo no esqueleto fibroso o ponto comum de inserção.verticais. protetor e lubrificante A reflexão que dá continuidade a essas lâminas ocorre ao nível dos grandes vasos da base. resistente e inextensível quando solicitado subitamente. feixe triangular situado na confluência esquerda dos anéis fibrosos esquerdo e aórtico e o tendão do cone. anel fibroso aórtico que contorna o óstio da aorta entre ventrículo esquerdo e aorta. serosa. predominantemente no sentido horário e de cima para baixo. esquerdo e aórtico. assim. a um músculo digástrico em que átrios e ventrículos são os feixes musculares e o esqueleto fibroso. O esqueleto fibroso funciona como um centro tendíneo. por trás chama-se seio transverso. desta forma uma mesma fibra pode em um ponto ocupar a superfície do órgão e em outro ponto estar no meio da musculatura ou até mesmo em sua parte interna. na parte inferior e lateral. uma externa. protege contra traumas em choques por súbita diminuição da velocidade (princípio da inércia) e impede a deformação do 78 . O pericárdio fibroso de tecido conjuntivo denso fibroelástico é externo. a lâmina parietal reveste internamente o pericárdio fibroso. anel fibroso esquerdo que contorna o óstio atrioventricular esquerdo entre átrio e ventrículo esquerdos. anel fibroso pulmonar que contorna o óstio do tronco pulmonar entre ventrículo direito e tronco pulmonar. feixe oblíquo que liga o anel fibroso aórtico ao anel fibroso pulmonar. a lâmina visceral também denominada epicárdio reveste e adere ao miocárdio. e que no adulto forma recessos chamados seios. O recesso que se forma entre a face posterior do átrio esquerdo e as veias pulmonares é o seio oblíquo. o tendão intermediário. feixe triangular situado na confluência dos anéis fibrosos direito. As cúspides das valvas atrioventriculares direita e esquerda se inserem na parte interna dos anéis fibrosos. O coração assemelha-se. fibrosa e outra interna. Pericárdio É uma membrana fibrosserosa em forma de bolsa que recobre o coração. portanto é a própria camada externa do coração. Aquele situado entre o tronco pulmonar e a aorta ascendente por diante e pelas paredes dos átrios e aurículas.

coração que os movimentos do diafragma ou que a aspiração torácica pela pressão negativa poderiam provocar. DESCRIÇÃO INTERNA As câmaras cardíacas são separadas entre si ou por septos que no indivíduo normal impedem qualquer tipo de comunicação ou por óstios que sendo providos de valvas permitem a comunicação entre as câmaras do mesmo lado ou não, de acordo com a fase do ciclo cardíaco. Septos Septo interatrial é uma parede predominantemente muscular, (há locais apenas com tecido conjuntivo) revestida de endocárdio que separa os átrios. Participam de sua formação duas expansões: o septum primum e o septum secundum Em ambos os lados, apresenta vestígios da primitiva comunicação que existia entre os átrios durante o período fetal intra-uterino. Septo atrioventricular é a porção do septo que separa o átrio direito do ventrículo esquerdo. O átrio direito mais longo em virtude da tração vertical exercida pelas veias cavas e a formação da valva atrioventricular esquerda em ponto mais superior devem interferir para esse desnível. Septo interventricular é a parede que separa os ventrículos, apresenta duas partes bem diferenciadas: uma inferior, larga e maior é a parte muscular e outra superior, pequena e estreita é a parte membranácea. Óstios Óstios atrioventriculares: são passagens arredondadas existentes entre átrios e ventrículos correspondentes, podendo estar fechados pelas valvas constituídas por cúspides quando estas se fecham ou abertos quando as valvas se abrem, dependendo da fase do ciclo cardíaco, sístole ou diástole. O óstio atrioventricular direito é maior que o esquerdo. ÁTRIO DIREITO A parede posterior do átrio direito é lisa, nela se encontram os óstios das veias cavas e do seio coronário deriva portanto do seio venoso sendo chamada de seio intervenoso ou entrecavas, onde pode-se observar uma saliência denominada tubérculo intervenoso, vestígio de um dos feixes musculares do primitivo seio venoso. Os óstios da veia cava inferior e do seio coronário são dotados de válvulas, vestígios da válvula direita de separação entre seio venoso e átrio primitivo, em geral insuficientes ou até mesmo ausentes. A parede lateral apresenta numerosos relevos musculares: a crista terminal e os músculos pectíneos. A crista terminal também vestígio da válvula direita do seio venoso constitui importante feixe muscular e marca a transição entre seio venoso e o átrio primitivo. Os músculos pectíneos formam diversos feixes musculares que se destacam perpendicularmente da crista terminal semelhante a um pente e correspondem à parede rugosa da parte direita do átrio primitivo. A parede medial ou parte direita do septo interatrial deriva do septum secundum, e apresenta em sua parte central uma depressão oval de consistência fina chamada fossa oval, vestígio do forame oval da circulação fetal através do qual o sangue proveniente da veia cava inferior passava para o átrio esquerdo. A fina membrana que forra a fossa deriva do septum primum situado à esquerda. Contornando superiormente a fossa oval encontra-se o

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saliente feixe límbico superior, formando o limbo da fossa oval que, pelo menos em parte, procede da válvula esquerda do seio venoso. ÁTRIO ESQUERDO A parede posterior do átrio esquerdo, como as demais, é lisa, apresenta os quatro óstios das veias pulmonares: 2 das veias direitas e 2 das veias esquerdas. A parede medial ou parte esquerda do septo interatrial deriva do septum primum, mais fino do que o septum secundum, também mostra vestígios da primitiva passagem que existia na circulação fetal, a válvula do forame oval, uma prega em meia lua simples ou dupla situada no quadrante ântero-superior do septo (85%) por diante da fossa oval, e que em nosso meio é permeável em cerca de 25% dos casos (Wafae). ELEMENTOS COMUNS AOS VENTRÍCULOS DIREITO E ESQUERDO Os dois ventrículos possuem estruturas que são encontradas tanto no lado direito como no lado esquerdo, embora com as especificidades próprias de cada lado, são as trabéculas cárneas e as estruturas que compõem o aparelho valvar. As trabéculas cárneas são feixes musculares que se distribuem pelas paredes dos ventrículos, costuma-se classificá-las em 3 tipos: cristas, presas às paredes dos ventrículos em toda extensão; pontes, presas às paredes dos ventrículos apenas pelas extremidades e músculos papilares, presos às paredes dos ventrículos apenas por uma extremidade e ligados às cúspides pela outra extremidade. As trabéculas cárneas em conjunto orientam a corrente sangüínea para circular da via de entrada para a via de saída do ventrículo; aumentam a força de contração do ventrículo sem a necessidade de hipertrofiar ainda mais a parede ventricular e auxiliam na nutrição do miocárdio por serem revestidas de endocárdio. Aparelho valvar atrioventricular é o conjunto de estruturas que funcionam harmonicamente tornando possível a abertura e o fechamento do óstio atrioventricular de acordo com a fase do ciclo cardíaco. É constituído pelo anel fibroso, pelas cúspides, pelas cordas tendíneas e pelos músculos papilares. O anel fibroso de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagem faz parte do esqueleto fibroso, sustenta o óstio atrioventricular e em sua parte interna dá inserção às cúspides das valvas. As cúspides são membranas de tecido conjuntivo denso revestidas de endocárdio, possuem 2 faces: atrial e ventricular e 2 margens: a aderente se insere no anel fibroso e a livre que se aproxima das demais durante o fechamento do óstio. Para desempenhar sua função são necessárias mais de uma cúspide, ao conjunto delas damos o nome de valvas. Cordas tendíneas são filamentos de tecido conjuntivo tendíneo que prendem as cúspides aos músculos papilares ou à parede ventricular. Desta forma, contribuem para evitar a eversão das cúspides durante a sístole. Músculos papilares são trabéculas cárneas cônicas presas às paredes ventriculares pela parte inferior, mais larga, e as cúspides através de cordas tendíneas. Impedem a eversão das cúspides e tracionam o plano valvar em direção ao ápice durante a sístole ventricular. Além do óstio atrioventricular, os ventrículos possuem outro óstio através do qual o sangue é enviado para o interior das grandes artérias. Estes

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óstios são providos de valvas constituídas por válvulas, que são expansões de endocárdio com tecido fibroso, em forma de meia lua daí serem chamadas semilunares. São três válvulas para cada valva. As margens livres dessas válvulas, que se aproximam quando a valva fecha, denominam-se lúnulas e o espessamento que apresenta em seu ponto médio é o nódulo. Tudo indica que os três nódulos se imbricam ao se encontrarem durante o fechamento da valva, reforçando-o. O espaço entre a parede da artéria e a válvula denomina-se seio. VENTRÍCULO DIREITO A cavidade do ventrículo direito é mais ampla, porém suas paredes são menos espessas, cerca de um terço menor, que as paredes do ventrículo esquerdo. Funcionalmente, podemos dividi-lo em duas partes: uma pósteroinferior ou via de entrada próximo a valva atrioventricular direita e outra ânterosuperior ou via de saída, próximo à origem do tronco pulmonar. Limitando estas duas partes encontra-se o óstium bulbi formado por: crista supraventricular, trabécula septomarginal, músculo papilar anterior e parte da valva atrioventricular. A crista supraventricular é um volumoso feixe muscular situado na parte superior do ventrículo direito interposto entre as vias de entrada (óstio atrioventricular) e de saída (óstio do tronco pulmonar) é constante. Sua contração na sístole ajuda a direcionar o sangue para a via de saída. A trabécula septomarginal, outro feixe muscular bem desenvolvido, procede da parte medial do anel fibroso direito, entra na composição do septo muscular, e se prolonga formando uma ponte até o músculo papilar anterior e parede anterior. Citada, inicialmente, por Leonardo da Vinci em seus desenhos, a trabécula delimita em grande parte o ostium bulbi, sendo portanto importante no direcionamento do sangue para a via de saída, além de conduzir o ramo direito do complexo estimulante para as partes do ventrículo direito com as quais se relaciona. Aparelho valvar atrioventricular direito Anel fibroso tem em média um perímetro de 10,45 cm as variações de seu tamanho não se associam com o número de cúspides da valva nem com o número de músculos papilares. Embora tradicionalmente aceito que a valva atrioventricular direito possua três cúspides daí o nome tricúspide, pesquisas tem demonstrado que o número de cúspides é variável principalmente na metade lateral da valva. Wafae et alli utilizando critérios morfométricos e morfológicos encontraram de 2 até 6 cúspides nesta valva, sendo 3 e 4 os mais freqüentes. Denominam-se, septal, anterior e posterior nos casos com 3 cúspides. Podem ser encontradas pequenas cúspides comissurais entre as cúspides habituais. O ventrículo direito possui músculos papilares distribuídos pelas três paredes: anterior, posterior e septal, exceto na parede anterior na qual, com maior freqüência, encontramos um único músculo papilar, nas demais costuma-se encontrar mais de um músculo papilar. A parte lisa da via de saída denomina-se cone arterial onde encontramos além do músculo papilar septal, as três válvulas semilunares da valva do tronco pulmonar: anterior, direita e esquerda. VENTRÍCULO ESQUERDO É mais longo por ocupar área maior no ápice do coração e pela valva atrioventricular esquerda situar-se em nível mais alto e as paredes são mais espessas do que o ventrículo direito, sua cavidade tende mais para a forma

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apresenta na realidade. na realidade temos. embora. Além do óstio atrioventricular esquerdo. A valva atrioventricular esquerda classicamente denominada de valva mitral ou bicúspide. Os músculos papilares também variam em número.  roteiro prático do coração 1-Face esternocostal 2-Face esquerda 3-Face diafragmática 4-Sulco coronário 5-Ventrículo direito 6-Ventrículo esquerdo 7-Átrio direito 8-Átrio esquerdo 9-Aurícula direita 10-Aurícula esquerda 11-Veia cava superior 12-Veia cava inferior 13-Uma das veias pulmonares (4) 14-Aorta 15-Tronco pulmonar 16-Sulco interatrial 17-Margem direita 18-Ápice 19-Sulco interventricular anterior 20-Sulco interventricular posterior 21-Pericárdio fibroso 22-Lâmina visceral do pericárdio seroso 23-Lâmina parietal do pericárdio seroso 24-Miocárdio 25-Endocárdio 26-Trígono fibroso (direito e esquerdo) 27-Músculos pectíneos 28-Crista terminal 29-Fossa oval 30-Válvula do forame oval 82 . Aparelho valvar atrioventricular esquerdo O anel fibroso esquerdo que delimita o óstio atrioventricular esquerdo é menor que o do lado direito. denominam-se músculo papilar anterior e músculo papilar posterior. direita e esquerda.oval. este ventrículo apresenta o óstio da aorta guarnecido por três válvulas semilunares: posterior. grupos de músculos papilares anteriores e grupos de músculos papilares posteriores. e as vias de entrada e de saída estão bem mais próximas separadas por uma septo fibroso. O músculo papilar anterior se destaca da porção lateral da parede anterior. O músculo papilar posterior origina-se na parte da parede posterior próximo ao septo. são bem mais volumosos e maiores do que aqueles do ventrículo direito e suas situações no ventrículo costumam ser mais constantes. sejam encontrados em número variável. em geral. número variável de cúspides mas com maior freqüência são duas anterior e posterior.

A parte torácica da aorta emite vários ramos de pequeno calibre: 2 a 3 ramos bronquiais. Desta porção originam-se as artérias coronárias direita e esquerda. Portanto. mediastinais e pericárdicas. são vasos no interior dos quais o sentido do fluxo sangüíneo é centrífugo ou divergente em relação ao coração. Artéria aorta A artéria aorta origina-se no ventrículo esquerdo. localização: sempre profundas. sua parede pulsa. No cadáver: vazias. Neste trajeto a parte descendente da aorta divide-se em: parte torácica da aorta e parte abdominal da aorta. Os ramos arteriais podem ser terminais quando a artéria que originou os ramos deixa de existir e ramos colaterais quando a artéria que os originou continua presente. 4 a 5 ramos esofágicos. 9 pares de ramos intercostais posteriores e um par subcostal. A parte abdominal da aorta emite importantes ramos uns pares e outros impares nesta seqüência: frênica inferior (par). forma: regularmente cilíndrica. ligeiramente para a direita é a parte ascendente da aorta. desta porção originam-se as artérias (da direita para a esquerda) tronco braquiocefálico. No vivo e no cadáver: paredes mais resistentes. 83 . inicialmente apresenta trajeto ascendente. artéria carótida comum e artéria subclávia. Em seqüência a aorta descreve um arco para a esquerda e para trás é o arco da aorta. o nível de separação é a passagem pelo hiato aórtico do diafragma. A seguir a aorta assume direção descendente colocando-se por diante da coluna vertebral. esbranquiçadas. além do sentido da corrente: No vivo: pressão sangüínea maior. Diferenças com as veias. posição essa que irá manter até sua terminação no nível da 4ª vértebra lombar ao se dividir em artérias ilíacas comuns direita e esquerda e emitir a artéria sacral mediana. tronco celíaco (ímpar). e uma série de ramos inconstantes: frênicas superiores.31-Crista 32-Ponte 33-Músculo papilar 34-Crista supraventricular 35-Trabécula septomarginal 36-Valva atrioventricular direita (Tricúspide) 37-Valva atrioventricular esquerda (Mitral) 38-Cordas tendíneas 39-Septo interatrial 40-Septo interventricular 41-Válvula semilunar Principais Artérias Artérias: artérias são vasos que se originam nos ventrículos do coração através da artéria aorta e do tronco pulmonar e que se ramificando distribuem o sangue a todas as partes do corpo humano. não possuem válvulas. cor é avermelhada .

Órgãos irrigados: como não emite ramos colaterais sua área de irrigação é o conjunto das áreas de irrigação de seus ramos terminais carótidas interna e externa. no lado esquerdo é o segundo ramo do arco da aorta. não emite ramos no pescoço. renal (par). medialmente à veia jugular interna e nervo vago. cerebral anterior. Arco da aorta Tronco braquiocefálico Origem: primeiro ramo do lado direito do arco da aorta. subclávia e carótida comum. lombares (pares). face. Órgãos irrigados: é o conjunto dos órgãos de seus ramos terminais. subclávia direita. crânio Ramos principais: tireóidea superior (glândula tireóide. Terminação: atrás do ramo da mandíbula divide-se em artérias temporal superficial e maxilar. lingual (língua. Ramos: carótida externa e carótida interna Artéria carótida interna Origem: é ramo terminal mais lateral e posterior da artéria carótida comum.mesentérica superior (ímpar). laringe). Trajeto: coloca-se ao lado da traquéia e laringe. supra-renal média (par). Ramos: Carótida comum direita. cavernosa (no seio cavernoso) e cerebral nas proximidades da sela turca. ligeiramente por trás da glândula tireóide. Artéria carótida comum Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. Trajeto. glândula 84 . olho e anexos Ramos principais: oftálmica. Terminação: após um trajeto de 5 a 7 cm emite seus ramos terminais: carótida comum direita e subclávia direita Trajeto: para cima. facial (parte externa da face. Trajeto: apresenta 4 partes: cervical (no pescoço). faringe. petrosa (no canal carótico). soalho da boca). estruturas nervosas. sobe por dentro do ramo da mandíbula até às proximidades da glândula parótida. meninges. etmoidais. Terminação: No nível de um plano transversal passando pelo osso hióide divide-se em seus ramos terminais: carótida externa e carótida interna. sobe em direção ao crânio no qual penetra pelo canal carótico. para a direita. Eventualmente (+-8%) a tireóidea ima. meninges. cerebral média Artéria carótida externa Origem: é ramo terminal mais medial e anterior da artéria carótida comum emite vários ramos para o pescoço e face. Terminação: próximo à sela turca emite seus ramos terminais: cerebral anterior e cerebral média. contornando a traquéia. Parte ascendente da aorta Artérias coronárias direita e esquerda serão estudadas em aula específica. Órgãos irrigados: pescoço. couro cabeludo. mesentérica inferior (ímpar). Órgãos irrigados: encéfalo. gonadal (par).

e dos músculo esternocleidomastóideo e escaleno anterior formando um arco sobre a primeira costela por trás da veia subclávia. Órgãos irrigados: membro superior Ramos principais: braquial profunda (principal artéria do braço) colaterais ulnar e radial. dentes. couro cabeludo.circunflexa da escápula (ombro) toracodorsal (parede torácica). no lado esquerdo é o terceiro ramo do arco da aorta. radial e ulnar. circunflexa do úmero anterior e posterior. membro superior Ramos principais: subescapular . pescoço. segunda atrás do músculo e terceira depois do músculo. orelha crânio) auricular posterior. laringe.intercostal suprema (parede torácica). diafragma). Artéria braquial: Origem: continuação da artéria axilar a partir da margem inferior do músculo redondo menor. Órgãos irrigados: parede torácica. cervical ascendente (pescoço). pericárdio. segunda parte: atrás do músculo. em ambos os lados dirige-se lateralmente por trás da clavícula. esôfago). boca. Trajeto. Terminação: na margem lateral da primeira costela muda de nome para artéria axilar. que a acompanha. o nervo mediano. cruza por diante. carpal dorsal que se une 85 . tronco tireocervical . Ramos principais: vertebral (parte posterior do encéfalo e medula espinal). faringe) temporal superficial (parótida. cervical transversa e supra-escapular (ombro). torácica interna (parede torácica.submandibular). Órgãos irrigados: Parte posterior do encéfalo. e terceira parte: depois do músculo. parede e órgãos torácicos. Trajeto: segue pela região braquial anterior desviada medialmente. tóraco-acromial (ombro). Artéria subclávia: Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. occipital. Artéria radial: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. Terminação: margem inferior do músculo redondo menor Trajeto: passa pela axila por trás do músculo peitoral menor que a divide em três partes: primeira . Ao passar por trás do músculo escaleno anterior costuma ser dividida em três partes: primeira parte: antes do músculo. traquéia. tronco costocervical . pleura. medula espinal. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar superficial que se une à artéria ulnar parar formar o arco palmar superficial. dorsal da escápula (ombro) Artéria axilar: Origem: continuação da artéria subclávia a partir da margem lateral da primeira costela. Terminação: região anterior do cotovelo ao emitir seus ramos terminais: ulnar e radial. cervical profunda (pescoço).tireóidea inferior (glândula tireóide. torácica lateral.antes do músculo. membro superior. ombro. ombro. maxilar (parte interna da face. no cotovelo ocupa o seu centro.

Ramos: artérias metacarpais palmares Rede carpal dorsal Formação ramo carpal dorsal da artéria radial unida ao ramo carpal dorsal da artéria ulnar. arco palmar profundo. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar profundo que se une à artéria radial parar formar o arco palmar profundo. Artéria ulnar: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. carpal dorsal. Arco palmar profundo Formação: artéria radial unida ao ramo palmar profundo da artéria ulnar . Ramos principais: interóssea comum que se divide em interóssea anterior e interóssea posterior (principal artéria do antebraço). Órgãos irrigados: mão e antebraço Ramos principais: recorrente radial. pulmões e pleuras Terminação e trajeto penetram nos pulmões juntamente com os brônquios principais Ramos: subdividem-se no interior dos pulmões Artérias intercostais posteriores: Origem: destacam-se do contorno posterior da artéria aorta a partir do terceiro espaço intercostal. carpal dorsal que se une com o ramo carpal dorsal da radial para formar a rede dorsal da mão e o arco palmar superficial que se une ao ramo palmar superficial da artéria radial. arco palmar superficial. as artérias bronquiais esquerdas. sob o músculo braquiorradial e lateralmente ao flexor radial do carpo. palmar profunda Arco palmar superficial Formação: artéria ulnar unida ao ramo palmar superficial da artéria radial Ramos: artéria digitais palmares comuns que originam as artérias digitais palmares próprias. são 9 pares 86 . Trajeto: sobre o músculo flexor profundo dos dedos. geralmente duas são ramos diretos da parte torácica da aorta próximas ao brônquio esquerdo que acompanham Órgãos irrigados: brônquios. principal do polegar. distalmente ao lado do nervo ulnar sob o músculo flexor ulnar do carpo.] Parte descendente da aorta Parte torácica da aorta Artérias bronquiais Origem: a artéria bronquial direita é de origem variável. Trajeto: é lateral no antebraço. carpal dorsal. Ramos: artéria metacarpais dorsais. palmar superficial.com o ramo carpal dorsal da ulnar para formar a rede dorsal da mão e arco palmar profundo que se une ao ramo palmar profundo da artéria ulnar.

Ramos mediastinais: pequenos e vários que se destinam ao tecido conjuntivo frouxo e linfonodos. artéria esplênica e artéria hepática comum. quando presentes destinam-se ao diafragma Parte abdominal da aorta Artéria frênica inferior: Origem: contorno lateral da aorta. Artéria gástrica esquerda: Origem: tronco celíaco Terminação: na curvatura menor do estômago emitindo ramos para o esôfago abdominal e para a curvatura menor do estômago Trajeto: de início ascendente até o cárdia e depois desce pela curvatura menor do estômago.Terminação: nos espaços intercostais dividem-se em ramos ventrais e dorsais. a seguir cruzamos e se distribuem pela superfície inferior do diafragma. oblíquo em direção ao esôfago Órgão irrigado: esôfago Ramos pericárdicos: alguns ramos pequenos que se destinam ao pericárdio. duodeno. vesícula biliar. Trajeto: passam pelo sulco da costela na margem inferior da costela Órgãos irrigados: os espaços intercostais correspondentes Artérias esofágicas: Origem: destacam-se do contorno anterior da aorta. Ramos: gástrica esquerda. Órgão irrigado: músculo diafragma. estômago. Órgãos irrigados: esôfago abdominal e estômago Ramos: esofágicos e gástricos Artéria esplênica: Origem: tronco celíaco 87 . esplênica e hepática comum. Órgãos irrigados: esôfago abdominal. Trajeto é curto de um a 2 cm dirige-se anteriormente é envolvido pelos nervos do plexo celíaco autônomo. glândula supra-renal Ramos: supra-renal superior e ramos diafragmáticos Tronco celíaco Origem: face anterior da aorta é impar Terminação: emite três ramos terminais: artéria gástrica esquerda. pouco acima do tronco celíaco. baço. Artéria frênicas superiores são inconstantes. fígado. pâncreas. em número de 4 a 5 Terminação: no esôfago Trajeto: é muito curto. é par Terminação: ramificando-se na cúpula diafragmática correspondente Trajeto: de início seguem os respectivos pilares do diafragma.

gástricas curtas. ramos esplênicos. Ramos: Hepática própria e gastroduodenal Artéria hepática própria Origem: hepática comum Terminação: ramos hepática direita e hepática esquerda Trajeto: à esquerda do ducto colédoco Órgãos irrigados: fígado. estômago Ramos: pancreática dorsal. Órgãos irrigados: duodeno. duodeno e pâncreas Ramos: pancreaticoduodenal superior. pancreática magna. lado direito do intestino grosso Ramos: jejunais e ileais de 12 a 17. vesícula biliar. pancreática inferior. ileocólica e cólica direita para à direita e os demais para cima. pancreático duodenal inferior. ileais. cólica média. ileocólica. jejuno. vesícula biliar e estômago Ramos: gástrica direita para a curvatura menor do estômago e cística ramo da hepática direita. cólica direita. pancreática caudal. duodeno. 88 .Terminação: no hilo do baço Trajeto: segue para a esquerda. cólica média. ramos direito e esquerdo pancreaticoduodenal inferior. íleo. estômago. é par Terminação: na glândula supra-renal anastomosando-se com as supra-renais superior e inferior Trajeto: cruzam os pilares do diafragma em direção lateral Órgãos irrigados: glândula supra-renal Ramos: terminais na glândula Artéria mesentérica superior Origem: face anterior da aorta Terminação: ramos jejunais. pela margem superior do pâncreas Órgãos irrigados: baço. Trajeto: descendente por trás da primeira porção do duodeno Órgãos irrigados: estômago. pâncreas. artéria gastroduodenal Trajeto: segue para a direita e para cima em direção ao fígado Órgãos irrigados: fígado. Artéria hepática comum Origem: tronco celíaco Terminação: artéria hepática própria. Artéria gastroduodenal Origem: hepática comum Terminação: gastromental direita para a curvatura maior do estômago e pancreaticoduodenal superior para o duodeno e cabeça do pâncreas. ileal. Trajeto: desce por trás do pâncreas entre a cabeça e o colo entra no mesentério onde emite seus ramos: jejunais e ileais para à esquerda. gastromental direita. apendicular. retroduodenal Artéria supra-renal média Origem: contorno lateral da aorta. ileocólica (2 cecais. pâncreas. cólica) cólica direita (saindo diretamente da mesentérica só em 20% das artérias) ramos ascendente e descendente. pâncreas. gastromental esquerda.

interlobares. entrando pelo hilo do rim atrás da veia renal Órgãos irrigados: rim. gônadas e genitais internos. ureter (cremaster. medula espinal Ramos: posteriores para o dorso. ramos renais segmentares Artéria gonadal: (testicular ou ovárica de acordo com o sexo) Origem: face anterior da aorta é par e de pequeno calibre Terminação: testículo ou ovário de acordo com o sexo Trajeto: descendente. é a artéria sacral mediana. cólica esquerda com ramos ascendente e descendente. de Drummond). supra-renal. Observação: As artérias ileocólica.artéria ilíacas comuns direita e esquerda e sacral mediana Ao colocar-se por diante da quarta vértebra lombar a artéria aorta divide-se em seus dois ramos terminais as artérias ilíacas comuns direita e esquerda. interlobulares Trajeto: transversal. cólica média ramos da mesentérica superior anastomosam-se com as artérias cólica esquerda e sigmóideas da mesentérica inferior formando o arco justacólico (artéria marginal. grande parte de seu comprimento regrediu permanecendo a pequena porção que se destina ao reto e provavelmente à parede sacral. de Rioland. de sua face posterior pouco antes de se dividir destaca-se um ramo mediano de diâmetro muito pequeno. sobre o músculo psoas maior. tuba uterina) Ramos: genitais externos. Esta artéria destinava-se à cauda e quando o ser humano a perdeu. Artérias ilíacas comuns Origem: são ramos terminais da artéria aorta Terminação: ramos ilíacas interna e externa 89 . espinais para a medula. ureteres.Artéria renal: Origem: contorno lateral da aorta é par Terminação: no interior do rim divide-se em ramos segmentares. musculares Mesentérica inferior Origem: lado esquerdo da aorta próximo à sua terminação Terminação: quando emite os ramos retal superior. Terminação da aorta . ureter Ramos: supra renal inferior. reto Ramos: retal superior. entram no ligamento suspensor do ovário ou no funículo espermático Órgãos irrigados: gônadas. sigmóideas e cólica esquerda Trajeto: de início é descendente até dividir-se em seus ramos terminais Órgãos irrigados: lado esquerdo do intestino grosso. cólica direita. Lombares: Origem: face posterior da aorta em geral 4 para cada lado Terminação: na parede posterior do abdome Trajeto: transversal correspondem as vértebras lombares Órgãos irrigados: parede abdominal posterior. sigmóideas.

Trajeto: divergem como se dirigissem aos membros inferiores (5 a 7 cm) entre as pelves menor e maior. a umbilical possui duas partes distintas: a patente até emitir a vesical superior e a oclusa que sobe pela parede anterior do abdome em direção ao umbigo. circunflexa ilíaca profunda Femoral Origem: continuação da artéria ilíaca externa Terminação: ao sair do canal dos adutores passa se chamar poplítea Trajeto: Continuação da ilíaca externa a partir do ligamento inguinal. partes dos genitais externos e parede abdominal Ramos: epigástrica superficial. descendente do joelho Poplítea Origem: continuação da femoral a partir do canal dos adutores na região genicular posterior Terminação: divide-se nos ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Trajeto: região genicular posterior ao lado da veia poplítea Órgãos irrigados: joelho. pudenda interna. em geral. só os terminais: ilíacas interna e externa Ilíaca interna Origem: um dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: variável. perna e pé Ramos: superior. média e inferior do joelho e ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Tibial anterior Origem: divisão da poplítea na parte superior da perna 90 . vesical inferior. membro inferior Ramos: epigástrica inferior. femoral profunda. a obturatória atravessa junto com o nervo obturatório o músculo obturador interno. os ramos pudenda interna e glútea inferior Trajeto: dirige-se à pelve menor encostada à parede da pelve Órgãos irrigados: órgãos e paredes da pelve Ramos: glútea superior. iliolombar. Órgãos irrigados: correspondem ao conjunto de seus ramos terminais Ramos: geralmente não emitem ramos colaterais. uterina. circunflexa femoral lateral. a pudenda interna é o ramo mais profundo. pudenda externa. glútea inferior. circunflexa ilíaca superficial. sacral lateral Observações: A glútea superior e a glútea inferior apresentam trajeto paralelo de direção lateral. obturatória. vaginal. umbilical. desce pela região femoral anterior por diante da veia e penetra no canal dos adutores de onde sairá com o nome de poplítea Órgãos irrigados: membro inferior. a glútea superior é o primeiro ramo tão volumoso quanto a própria ilíaca interna. retal média. circunflexa femoral medial. Ilíaca externa Origem: uma dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal continua como artéria femoral Trajeto: é a continuação da artéria ilíaca comum entre as pelves menor e maior Órgãos irrigados: parede abdominal.

Parte descendente da aorta (abdominal) 5. Tronco braquiocefálico 91 . Parte descendente da aorta (torácica0 4. Plantar medial Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ramos digitais Trajeto: próximo ao músculo abdutor do hálux Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: superficial e profundo Roteiro prático: Artérias 1. Ramo marginal direito 7. Ramo circunflexo 11. Parte ascendente da aorta 2. Artéria coronária esquerda 9. Ramo interventricular posterior 8. Ramo interventricular anterior 10. Artéria coronária direita 6. Arco da aorta 3.Terminação: continua no dorso do pé com o nome de dorsal do pé Trajeto: de início entre os músculos tibial anterior e extensor longo dos dedos e depois entre os extensores longos dos dedos e do hálux. Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: musculares e dorsal do pé Dorsal do pé Origem: continuação da artéria tibial anterior no dorso do pé Terminação: continua como artéria arqueada Trajeto: entre os tendões dos extensores longos Órgãos: pé Ramos: arqueada de onde saem as artérias metatarsais dorsais e destas as digitais dorsais para os dedos Tibial posterior Origem: uma das divisões da artéria poplítea Terminação: ramos na planta do pé: plantar medial e plantar lateral Trajeto: de início sobre o tibial posterior no final margem medial do tendão do calcâneo Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: fibular. plantar medial e plantar lateral Plantar lateral Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ao emitir o arco plantar profundo Trajeto: entre os músculos flexor curto dos dedos e quadrado plantar Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: arco plantar profundo de onde saem as artérias metatarsais plantares das quais se destacam as artérias digitais plantares e destas as artérias digitais plantares próprias.

Artéria tibial posterior 54. Artéria tibial anterior 52. Artéria braquial profunda 59. Artéria frênica inferior 28. Artéria cervical transversa 19. Artéria glútea superior 44. Artéria mesentérica superior 35. Artéria ilíaca interna 43. Artéria carótida externa 20. Artéria hepática própria 33. Artéria femoral profunda 50.12. Artéria lombar 38. Artéria gonadal (testicular ou ovárica) 37. Artéria lingual 23. Artéria obturatória 47. Artéria tireóidea superior 22. Artéria gastroduodenal 34. Artéria gástrica esquerda 30. Artéria subescapular 57. 53. Artéria torácica interna 15. Artéria braquial 58. Artéria hepática comum 31. Artéria radial 60. Artéria renal 36. Artéria sacral mediana 41. Artéria facial 24. Artéria carótida comum 14. Artéria tireóidea inferior 18. Artéria femoral 49. Artéria pudenda interna 46. Artéria subclávia 13. Artéria ulnar 61. Artéria vertebral 16. Artéria fibular 55. Artéria ilíaca comum 40. Tronco celíaco 29.Artéria maxilar 25. Artéria mesentérica inferior 39. Artéria esplênica 32. Artéria circunflexa da escápula 92 . Artéria ilíaca externa 42. Artéria carótida interna 21. Artéria dorsal do pé 48. Artéria axilar 56. Artéria poplítea 51. Artéria temporal superficial 26. Tronco tireocervical 17. Artéria glútea inferior 45. Artéria intercostal posterior 27.

Artéria umbilical – parte oclusa 65. Artéria toracodorsal 63. Arco palmar superficial 93 .62. Artéria epigástrica inferior 66. Artéria supra-escapular 64.

94 .

confluem uns com outros até a formação das veias cavas através das quais o sangue é levado de volta ao coração. Veias que drenam para a veia cava superior Cabeça Veias superficiais e profundas do encéfalo drenam para um tipo especial de vasos que são canais abertos na dura-máter chamados seios venosos. estão cheias de sangue e podem ser superficiais (usadas para aplicação de injeções) e profundas. Seio sagital superior na margem superior da foice do cérebro Seio sagital inferior na margem inferior da foice do cérebro Seio reto continuação do seio sagital inferior em direção posterior Seio occipital que percorre a foice do cerebelo Os seios sagital superior. Portanto nas veias. orelha Terminação: une-se à veia retromandibular para formar a veia jugular externa Veia facial Localização: sulco nasogeniano Drenagem: estruturas superficiais da face Terminação: variável pode abrir-se na jugular interna ou na jugular externa Veia maxilar Localização: internamente ao ramo da mandíbula Drenagem: estruturas profundas da face Terminação: une-se à veia temporal superficial para formar a veia retromandibular 95 . As veias se diferenciam das artérias pela pressão sangüínea mais baixa.Principais veias Veias: são vasos que recolhem o sangue dos tecidos. suas paredes são mais finas. não pulsam e possuem válvulas ao longo de suas paredes. couro cabeludo Terminação: une-se à veia maxilar para formar a veia retromandibular Veia auricular posterior Localização: nuca. reto e occipital juntam-se na confluência dos seios (altura da protuberância occipital interna do occipital) de onde saem lateralmente os seios transversos que percorrem os sulcos dos seios transversos do osso occipital na inserção da tenda do cerebelo seguem como seios sigmóideos recebendo os seios petrosos antes de chegar à fossa jugular onde terminam como veia jugular interna. Esses seios drenam o encéfalo. por isso parecem azuladas (cor escura do sangue em seu interior) e achatadas. atrás da orelha Drenagem: crânio. o crânio. frágeis e transparentes. o sentido da corrente sangüínea é centrípeto em relação ao coração. as meninges e o couro cabeludo. Veia temporal superficial Localização: fossa temporal acima da orelha Drenagem: crânio. couro cabeludo.

parede torácica Tributárias: torácica interna. pescoço. vertebral. cervical transversa Terminação: desemboca na junção das veias jugular interna e subclávia Veia jugular interna Localização: no pescoço lateralmente à artéria carótida comum e nervo vago Drenagem: crânio. maxilar e facial Terminação: une-se à veia auricular posterior para formar a jugular externa Pescoço Veia jugular externa (veia superficial) Localização: cruza superficialmente o músculo esternocleidomastóideo Drenagem: face. faríngea Terminação: une-se à veia subclávia para formar a veia braquiocefálica Veia vertebral Localização: forames transversários da coluna cervical Drenagem: plexo venoso vertebral. subclávia e jugular interna Terminação: une-se à veia braquiocefálica do outro lado para formar a veia cava superior. face Tributárias: facial. Tórax Veia ázigo 96 . tireóidea superior. ombro Tributárias: jugular anterior.Veia retromandibular Localização: interior da glândula parótida. tireóidea média. pescoço. tireóidea inferior. encéfalo. pescoço Terminação: veia braquiocefálica Veia tireóidea inferior Localização: diante da traquéia Drenagem: glândula tireóide e demais estruturas inferiores do pescoço Terminação: veia braquiocefálica Parede torácica Veia torácica interna Formação: veias epigástrica superior e frênica Localização: ao lado do esterno Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais anteriores Terminação: veia braquiocefálica Veia braquiocefálica Localização: mediastino superior. jugular externa. pescoço. crânio. lingual. membro superior. arco jugular. por trás do ramo da mandíbula Drenagem: conjunto das veias: temporal superficial. atrás do manúbrio do esterno e cartilagens costais superiores Drenagem: cabeça.

hemiázigo acessória Terminação: veia cava superior Veia hemiázigo Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado esquerdo Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral.Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado direito Localização parede torácica ao lado direito da coluna vertebral: Drenagem: parede e órgãos torácicos Tributárias: intercostais posteriores direitas. parte inferior Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veia hemiázigo acessória Formação: a partir da 4ª veia intercostal posterior esquerda Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veias intercostais posteriores Localização: parte posterior do espaço intercostal. no sulco das costelas Drenagem: parede torácica Terminação: veia ázigo (lado direito) veias hemiázigo e hemiázigo acessória (lado esquerdo) Veia bronquiais Localização: (2) brônquios Drenagem: brônquios e pulmões Terminação: ázigo (lado direito) hemiázigo (lado esquerdo) Veias subcostais Localização: sob a última costela Drenagem: parede abdominal Terminação: formam as veias ázigo e hemiázigo Esofágicas Localização: parede do esôfago (número variável) Drenagem: esôfago Terminação: veia ázigo Veia intercostal suprema Localização: 2 ou 3 espaços intercostais superiores Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais posteriores Terminação: ázigo e hemiázigo Membro Superior Veias superficiais do membro superior 97 . hemiázigo.

Rede venosa dorsal da mão Localização: dorso da mão Drenagem: mão Terminação: forma a veia cefálica (lateralmente) e veia basílica (medialmente) Veia cefálica Formação: veias laterais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado lateral do antebraço. cotovelo e braço. em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. perfura a fáscia dois dedos acima do cotovelo Drenagem: lado medial do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: Após perfurar a fáscia no início do braço acompanha a veia braquial e se une a ela na axila para formar a veia axilar Veia intermédia do cotovelo Localização: região anterior do cotovelo unindo as veias basílica e cefálica. na intermédia do cotovelo. cotovelo e braço. Veias profundas do membro superior As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. sulco deltopeitoral Drenagem: lado lateral do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: aprofunda-se no sulco deltopeitoral e desemboca na veia axilar Veia basílica Formação: veias mediais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado medial do antebraço. Veias digitais palmares próprias Veias digitais palmares comuns Arco venoso palmar superficial Veiasmetacarpais palmares Arco venoso palmar profundo Veias metacarpais dorsais Veias ulnares Veias radiais Veias braquiais 98 . é muito variável Drenagem: é uma anastomose das veias cefálica e basílica Tributárias: veia intermédia do antebraço Terminação: unindo as veias basílica e cefálica pode ser em m ou transversal Veia intermédia do antebraço Localização: no centro da região antebraquial anterior Drenagem: superficial do antebraço Terminação: em geral.

sobe pelo centro da região posterior da perna. pescoço Tributárias: jugular externa. ombro. pescoço. Veias que drenam para a veia cava inferior Membro Inferior Veias superficiais do membro inferior Veias digitais dorsais Veias intercapitulares Rede venosa dorsal do pé Veia safena parva Formação: veia marginal lateral da rede venosa dorsal Localização: lado lateral do pé. toracoepigástrica Terminação: margem lateral da primeira costela Veia subclávia Formação: continuação da veia axilar a partir da margem lateral da 1ª costela Localização: pescoço em trono da primeira costela. passa por diante do maléolo medial sobe pelo lado medial da perna. epigástrica superficial. atrás da clavícula Drenagem: membro superior. membros superiores. Tributárias: veias braquiocefálicas e ázigo Terminação: Átrio direito. joelho e coxa Drenagem: membro inferior Tributárias: safena acessória. parede torácica. ombros. circunflexa ilíaca superficial Terminação: veia femoral atravessando hiato safeno Veias profundas do membro inferior 99 . tórax. lado direito Drenagem: Cabeça. arco jugular Terminação: junta-se à veia jugular interna formando a veia braquiocefálica Veia cava Superior Formação: união das duas veias braquiocefálicas direita e esquerda Localização: mediastino superior. por trás do maléolo lateral. torácica lateral.Veia axilar Localização: na axila Formação: união da veia braquial com a basílica Drenagem: membro superior e parede torácica Tributárias: subescapular. Drenagem: pé Tributárias: várias sem nome definidos Terminação: em geral na veia poplítea no joelho Veia safena magna Formação: veia marginal medial da rede venosa dorsal Localização: lado medial do pé. pudenda externa.

circunflexa femoral lateral. Veias digitais plantares Veias metatarsais plantares Arco venoso plantar profundo Veias plantares mediais e laterais Veias tibiais posteriores Veias fibulares Veias tibiais anteriores Veia poplítea Formação: fossa poplítea pela reunião das fibulares. circunflexa ilíaca profunda Terminação: ao se unir com a veia ilíaca interna no nível da articulação sacroilíaca forma a veia ilíaca comum Veia ilíaca interna Formação: reunião da veia glútea superior com o tronco da reunião das demais Localização: parede lateral da pelve menor Drenagem: alguns órgãos e parede da pelve Tributárias: glútea inferior. uterina. retal média. vesical. em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. femoral profunda. pudenda interna. genitais externos Tributárias: epigástrica inferior. safena magna Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal passa a se chamar ilíaca externa Veia ilíaca externa Formação: continuação da veia femoral a partir do ligamento inguinal Localização: entre a pelve menor e a pelve maior Drenagem: parede abdominal. glútea superior Terminação: une-se com a veia ilíaca externa para formar a veia ilíaca comum Veia ilíaca comum Formação: no nível da articulação sacroilíaca pela união das veias ilíacas interna e externa de cada lado 100 . membro inferior. obturatória. vaginal.As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. tibiais posteriores e tibiais anteriores Localização: região genicular posterior Drenagem: membro inferior Tributárias: veias do joelho Terminação: ao entrar no canal dos adutores sai como veia femoral Veia femoral Formação: continuação da veia poplítea a partir do canal dos adutores Localização: trígono femoral (anterior da coxa) Drenagem: membro inferior parte da parede abdominal e dos genitais externos Tributárias: circunflexa femoral medial.

ligamento suspensor do ovário. psoas maior Localização: funículo espermático. pelve e parede abdominal Tributárias: sacral lateral.lado esquerdo: veia renal esquerda 101 . supra-renal. Veia sacral mediana Formação: principalmente veia retal posterior Localização: face anterior do sacro Drenagem: reto parte da parede da pelve Tributárias: pode ser uma. ou duas fundidas em uma Terminação: junção das veias ilíacas comuns ou na ilíaca esquerda Veia cava inferior Formação: junção das veias ilíacas comuns direita e esquerda no nível da quinta vértebra lombar Localização: por diante da coluna vertebral à direita da artéria aorta Drenagem: membros inferiores. ureteres .Localização: convergem uma em direção à outra para se encontrarem por diante da 5ª vértebra lombar Drenagem: membro inferior. gonadal Terminação: veia cava inferior Veia supra-renal Formação: glândula supra-renal Localização: acima da veia renal Drenagem: glândula supra-renal Terminação: lado direito: veia cava inferior . psoas maior Drenagem: Gônadas e anexos Terminação: veia cava inferior no lado direito e veia renal esquerda no lado esquerdo Veia renal Formação: veias intra-renais Localização: pedículo renal por diante da artéria renal Drenagem: lado direito: rim. gonadal direita. frênicas inferiores hepáticas Terminação: átrio direito após atravessar o diafragma pelo óstio da veia cava. Veias lombares (4 pares) Localização: região lombar Drenagem: músculos e parede da região lombar Tributárias: pequenas veias do dorso Terminação: veia cava inferior Veia gonadal (testicular ou ovárica) Formação: plexo pampiniforme . frênica inferior. duas. iliolombar e sacral mediana (esquerda) Terminação: unem-se para formar a veia cava inferior.lado esquerdo: rim ureteres. pelve. gônada.plexo ovárico . supra-renal direita. lado esquerdo do diafragma Tributárias: lado esquerdo: supra-renal. abdome abaixo do diafragma Tributárias: lombares.

Terminação: une-se à veia esplênica para formar a veia porta Veia esplênica Formação: veias do baço em número de 5 a 7 Localização: margem superior do pâncreas Drenagem: baço. umbigo. cística e paraumbilicais. cólica média. pâncreas. esôfago abdominal Tributárias: mesentérica superior. estômago Tributárias: veias jejunais. gástrica direita. pâncreas. gástrica esquerda. pâncreas e estômago Localização: mesentério Drenagem: intestino delgado. Intestino grosso. pancreáticas. Veia porta Formação: no nível da segunda vértebra lombar. pâncreas. gastromental esquerda Terminação: une-se à veia mesentérica superior para formar a veia porta Veia mesentérica inferior Formação: veias do lado esquerdo do colo e do reto Localização: ao lado da artéria e depois ao lado do m. estômago Tributárias: veias pancreáticas.na veia renal Veia hepáticas Formação: no interior do fígado Localização: face diafragmática do fígado Drenagem: fígado Tributárias: veias dos lobos do fígado Terminação: veia cava inferior Veias que drenam para a veia porta Veia mesentérica superior Formação: veias do intestino delgado. na maioria das vezes pela união das veias mesentérica superior e esplênica Localização: omento menor atrás do ducto colédoco e artéria hepática própria Drenagem: Intestino delgado. mas pode terminar na veia mesentérica superior ou na junção das veias mesentérica superior e esplênica. pancreaticoduodenais. colo descendente flexura esquerda Tributárias: retal superior. lado esquerdo colo (sigmóide. esplênica. gástricas curtas. intestino grosso. cólica direita. estômago. baço. psoas maior Drenagem: reto. Terminação: ramos direito e esquerdo no interior do fígado 102 . ileais.lado esquerdo . atrás do colo pâncreas e do duodeno. mesentérica inferior. ileocólica. gastromental direita. lado direito do intestino grosso. cólica esquerda Terminação: geralmente na veia esplênica. sigmóideas.Veia frênica inferior Formação: diafragma Localização: superfície inferior das cúpulas do diafragma Drenagem: diafragma Terminação: lado direito na veia cava inferior .

Veia jugular externa 17.Veia gástrica esquerda Formação: curvatura menor do estômago e esôfago abdominal Localização: curvatura menor do estômago Drenagem: estômago e esôfago abdominal Tributárias: ramos venosos da curvatura menor e do esôfago abdominal Terminação: veia porta Gástrica direita Formação: curvatura menor do estômago Localização: omento menor Drenagem: estômago e duodeno Terminação: veia porta Veia cística Formação: vesícula biliar Localização: ao dado do ducto cístico Drenagem: vesícula biliar Terminação: ramo direito da veia porta Veias paraumbilicais (4) Formação: umbigo Localização: ligamento redondo Drenagem: umbigo Tributárias: parede abdominal em torno do umbigo Terminação: ramo esquerdo da veia porta Roteiro Prático: Principais Veias 1. Veia mediana do cotovelo 5. Veia axilar 9. Veia ázigos 20. Veia ulnar 7. Seio reto 12. Seio sagital superior 11. Veia cefálica 3. Veia basilica 4. Veia cava superior 21. Seio transverso 13. Veia tireóidea inferior 18. Veia jugular interna 14. Rede venosa dorsal da mão 2. Veia radial 6. Veia braquiocefalica 19. Veia braquial 8. Rede venosa dorsal do pé 22. Veia facial 15. Veia subclavia 10. Veia safena parva 103 . Veia tireóidea superior 16.

23. Veias lombares 33. Veia hemiazigos 57. Veia interventricular posterior 44. Veia mesenterica superior 37. Veia esplenica 38. Veia hamiazigos acessoria 58. Veia porta 39. Veia pudenda externa 54. Veia tibial posterior 26. Veia temporal superficial 61. Veia femoral 28. Veia tibial anterior 25. Veia retromandibular 104 . Veia posterior do ventrículo esquerdo 51. Veia profunda da coxa 48. Veia maxilar 62. Veia renal 35. Veia jugular anterior 46. Veia poplítea 27. Veia hepatica 40. Veia gonadal 34. Veia interventricular anterior 43. Veia cava inferior 32. Veia safena magna 24. Veia ilíaca comum 42. Veia marginal esquerda 50. Veia fibular 56. Veia circunflexa superficial do ílio 53. Veia safena acessoria 55. Veia mesenterica inferior 36. Veias cardíacas anteriores 49. Veia ilíaca interna 30. Veias intercostais posteriores 45. Seio coronário 41. Veia ilíaca externa 29. Veia sacral mediana 31. Veia torácica interna 59. Veia epigástrica superficial 52. Veia epigástrica inferior 60. Seio sigmóideo 47.

105 .

c.Absorção e transporte de moléculas grandes de proteínas e gorduras. Ducto torácico: Formação: na cisterna do quilo. Funções: a. Troncos Linfáticos: condutos de calibre maior. filtração e anticorpos. possuem as três camadas (íntima. 106 . formados pela reunião de vasos linfáticos. Podem ser aferentes quando penetram em um linfonodo o que fazem por sua curvatura maior (convexidade) ou eferentes quando saem de um linfonodo que é feito pela curvatura menos (concavidade). Componentes: Capilar linfático: podem ser abertos na extremidade intersticial com fibras elásticas regulando a entrada da linfa ou fechados “em dedo de luva”.conjunto de condutos de diferentes calibres. Pré coletor: pequenos condutores interpostos entre a rede capilar de origem e os vasos linfáticos. maturação ou transformação de linfócitos. Nader Wafae Conceito É o conjunto de estruturas responsáveis pela formação e pelo transporte da linfa e pela defesa do nosso organismo mediante mecanismos imunológicos. b. b. Malpighi 1661 (capilares).Continente .SISTEMA LINFÁTICO Prof.Conteúdo .Limpeza do interstício celular. Continente: São os condutores encarregados de recolher a linfa a partir dos espaços intercelulares nos tecidos e transportar e lançá-la nas grandes veias do pescoço. e. média e adventícia). e numerosas válvulas. Vasos Linfáticos: paredes mais finas do que as veias.Drenagem do excesso de líquido do espaço intersticial.estruturas anexas ou interpostas ao continente. Coletores Linfáticos: são os condutos de maior calibre formados pela reunião de troncos e vasos linfáticos e através deles a linfa é lançada nas grandes veias do pescoço.Órgãos linfáticos . Constituição: a.líquido chamado linfa a. Rede capilar de origem: é o entrecruzamento de capilares que estão anastomosados e imersos no espaço intersticial. Pecquet 1651 (cisterna do quilo). No organismo humano existem 2 coletores linfáticos: o ducto torácico e o ducto linfático direito. que é uma dilatação linfática situada por diante e do lado direito da segunda vértebra lombar formada pela reunião dos troncos: lombares direito e esquerdo e intestinal.Produção. plasmócitos e macrófagos d.Defesa do organismo através de linfócitos. Histórico: Aselli 1622 (vasos linfáticos).

pescoço. interpostos entre os vasos linfáticos. o esôfago e a aorta. Muito desenvolvido no recém nascido diminui de crescimento com a idade reduzindo-se a uma pequena quantidade vestigial a partir da puberdade. Órgãos linfáticos: Completando o sistema linfático temos estruturas macroscópicas que se intercalam entre os vasos linfáticos. coloca-se entre a veia ázigo. posteriormente às inserções inferiores do músculo esternocleidomastóideo. mas os elementos celulares são diferentes. colo. Ducto Linfático Direito: Formação: na base do lado direito do pescoço. cabeça e membro superior direito. atravessa o diafragma através do hiato aórtico. Drenagem: lado direito do tórax. pela quantidade insignificante de hemácias e pelo número maior de linfócitos. Terminação: como arco do ducto torácico desemboca na junção das veias: subclávia e jugular interna do lado esquerdo. Baço: Está situado embaixo da cúpula esquerda do diafragma (hipocôndrio esquerdo). rim e pâncreas) e diafragmática (convexa. no nível da 5a vértebra torácica. de início no lado direito. são os linfonodos ou estão anexos como o baço. em relação com o diafragma). o timo. Conteúdo O líquido que circula no interior dos condutos linfáticos é a linfa que procede do líquido intersticial assimilado pelos capilares linfáticos. mais os lados esquerdos do tórax. dispostos em grupos de número variável porém de localização e distribuição constante pelo corpo. jugular e torácico do lado direito. relaciona-se com o estômago. pescoço. pela reunião dos troncos subclávio. 107 . em seguida passa por trás da artéria subclávia e da veia braquiocefálica esquerdas e já no lado esquerdo do pescoço recebe os troncos jugular e subclávio. Está constituído por dois lobos (direito e esquerdo). dilata-se e forma o arco do ducto torácico. Trajeto: é muito curto (1 a 2 cm) Terminação: junção das veias subclávia e jugular interna do lado direito. cruza a linha mediana e se coloca no lado esquerdo da coluna vertebral lateralmente ao esôfago. as tonsilas e a medula óssea. É de cor levemente amarelada ou transparente. é irrigado pela artéria esplênica e drenado pela veia esplênica. apresenta 2 faces: visceral (côncava. Tributários: os troncos provenientes do tórax apresentam comportamento variável em relação ao ducto torácico. faz exceção a linfa intestinal que é branca e leitosa pelo alto teor em gorduras e se chama quilo. Linfonodos: São estruturas pequenas com a forma e o tamanho de feijão. A composição química da linfa é semelhante a do sangue. Drenagem: os dois lados do corpo situados abaixo do diafragma. Timo: É órgão linfático situado no mediastino superior por diante da traquéia e acima do coração. cabeça e membro superior esquerdo.Trajeto: diante da coluna vertebral.

artéria torácica interna Intercostais . palatinas e lingual formando o anel linfático da faringe (de Waldeyer).veia jugular externa Cervical Anterior .veia jugular interna Membro Superior: Superficiais: Supra-troclear .trago Parotídeo .mm bucinador e masseter. Dr.Médios e Posteriores Viscerais: 108 .atrás da parte nasal da faringe Pescoço: Submandibular .entre os ventres anteriores do músculo digástrico. veia cefálica Profundos: Axilares Lateral: veia axilar Anterior: borda lateral do m.embaixo da porção lateral da mandíbula Submentual .profundamente ao ramo da mandíbula Linguais . vasos faciais Mandibulares. Cervical Superficial .inserção do m.epicôndilo medial do úmero Deltopeitoral . peitoral menor Posterior: artéria subescapular Intermédio: centro da axila Medial: sob a clavícula Tórax: Parietais: Paraesternais . Tonsilas: Situadas principalmente no início dos sistemas respiratório e digestivo (onde serão estudadas) encontramos as tonsilas: faríngea. Nader Wafae Cabeça: Occipital .interior da parótida Faciais .inserção do m.Além das funções próprias do sistema linfático é também órgão hemocaterético (destruição de hemácias que completaram seus ciclos). trapézio Mastóideo .ao lado da coluna vertebral Frênicos Anteriores . Apêndice vermiforme: O apêndice vermiforme do sistema digestório possui estruturas semelhantes aos linfonodos apenas se diferenciam por não possuir cápsula e são denominados nódulos linfáticos agregados.sulco deltopeitoral. tubárias. Agrupamentos linfonodulares Prof.soalho da boca Retrofaríngeo . esternocleidomastóideo na mastóide Auricular .jugular anterior e traquéia Cervical Profundo .

vasos femorais Roteiro Prático: Sistema Linfático 1.vasos epigástricos inferiores Viscerais: Gástricos: curvaturas maior e menor Hepáticos: hilo do fígado Esplênicos: artéria esplênica Mesentéricos superiores Mesentéricos inferiores Pancreáticos Pancreaticoduodenais Pilóricos Pelve: Parietais: Ilíacos .Timo 109 .esôfago e aorta descendente Abdome: Parietais: Aórticos: Laterais.ligamento inguinal. Vaso linfático 8. Tonsila palatina 10. Linfonodo 7.Fossa poplítea Inguinais .Tonsila lingual 11. esquerdos Epigástricos . Tronco lombar 3. Arco do ducto torácico 5.Superficiais . Tonsila faríngea 9.broncopulmonar e pulmonares Braquiocefálicos .Traqueobronquiais traqueais . internos e comuns Sacrais Viscerais: Pararretais Vesicais parauterinos.vasos tibiais anterior e posterior Poplíteo .externos. Ducto torácico 4. Ducto linfático direito 6. paravaginais Membro Inferior Tibiais Anterior e posterior .Baço 12. Pré e Retroaórticos Lombares: direitos. Cisterna do quilo 2.bronquiais .mediastino superior. veias braquiocefálicas Justaesofágicos . Profundos .

descer pelo sulco interventricular posterior ou continuar pelo lado esquerdo do sulco coronário. Artéria coronária direita A artéria coronária direita origina-se no seio da aorta direito. o ramo para o cone arterial. Artéria circunflexa É o outro ramo terminal constante da artéria coronária esquerda. Há relatos excepcionais na literatura de uma e até quatro coronárias As artérias coronárias se originam no início da parte ascendente da aorta em regiões chamadas seios da aorta situados entre as paredes da artéria e as partes livres das válvulas semilunares. do ápice. no cruzamento. contorna a margem direita e continua na parte posterior do sulco podendo terminar aí. Seus ramos são atriais e ventriculares. ou no terço final do sulco interventricular posterior. Dr. a artéria coronária direita pode terminar na margem direita. Nos demais casos com 3 e 4 ramos temos as artérias diagonais. três ramos ou quatro ramos.ARTÉRIAS DO CORAÇÃO Prof. coronário e interventricular posterior) é longa quando ultrapassa a cruz do coração (10%). Nader Wafae As artérias do coração procedem das artérias coronárias que mais freqüentemente são duas: artéria coronária direita e artéria coronária esquerda. entre a margem direita e o cruzamento dos septos. marginal esquerda e em 10% dos casos termina como artéria interventricular posterior. dividindo-se em dois ramos. sua terminação é variável: é considerada curta quando termina na face esquerda ou antes da cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. ramos atriais entre os quais a artéria do nó 110 . A artéria coronária direita apresenta ramos ventriculares anteriores para a parede anterior do ventrículo direito. ramos septais. é única. podendo terminar em sua parte anterior. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem no nível do ápice. Artéria coronária esquerda A artéria coronária esquerda origina-se no seio da aorta esquerdo. contorna lateralmente o tronco pulmonar para se colocar no sulco interventricular anterior que percorrerá até o ápice. Seus ramos terminais são: interventricular anterior e circunflexa. ramos ventriculares posteriores para a parede posterior dos ventrículos. após sua origem coloca-se no lado esquerdo do sulco coronário posteriormente à aurícula esquerda. excepcionalmente seus ramos terminais podem se originar separadamente no mesmo seio. Quando a coronária esquerda é a dominante. Desta forma. Seus ramos laterais distribuem-se pelas paredes dos ventrículos e os ramos septais penetram no septo. e da parede posterior e com a artéria interventricular anterior na parede anterior. após curto trajeto. Logo após sua origem ocupa o lado direito do sulco coronário. Seu comprimento varia de 2 a 40 mm. entre este e a face esquerda ou em plena face esquerda do coração. geralmente é uma só mas pode ser dupla. do septo e em alguns outros pontos da parede anterior. ou em sua parte posterior. Artéria interventricular anterior (descendente anterior) É um dos ramos terminais da artéria coronária esquerda. a artéria marginal direita. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem na região do cone arterial. continuar até a cruz do coração. De início coloca-se superficialmente no sulco coronário para terminar.

a coronária esquerda através de seu ramo circunflexo é a dominante em 10% e nos restantes 10% a 20% há equilíbrio e dizemos que é do tipo balanceada.sinoatrial (58%) e ramo para o nó atrioventricular (86%). Artéria interventricular posterior (descendente posterior) A artéria interventricular posterior. na parede posterior do ventrículo esquerdo entre as veias marginal e interventricular posterior (cardíaca média). Artéria dominante A identificação da artéria dominante no coração tem importante aplicação clínica. pode terminar na metade superior do sulco interventricular posterior. veia oblíqua do átrio esquerdo. no ápice. entra no sulco coronário. A veia interventricular anterior (cardíaca magna) que começa em torno do ápice do coração coloca-se no sulco interventricular anterior juntamente com a artéria interventricular anterior. na metade inferior desse sulco ou no ápice. situada na margem direita pode comportar-se como cardíaca anterior e desembocar diretamente no átrio ou percorrer o sulco coronário e terminar no seio coronário. veia interventricular posterior (cardíaca média) no sulco interventricular posterior desemboca no seio coronário próximo ao seu término. a cardíaca parva ou pequena do coração. Uma destas veias. As anastomoses com a artéria interventricular anterior ou com as marginais ocorrem no ápice. onde se observa a presença da válvula do seio coronário. em geral. Há autores que colocam o início do seio coronário quando a veia cardíaca magna entra no sulco coronário. coronário e interventricular posterior) e constitui o ramo interventricular posterior. Assim a coronária direita é a dominante em 70 a 80% dos corações. emite ramos ventriculares posteriores e ramos septais. Tributárias: veia posterior do ventrículo esquerdo. na parede posterior e face esquerda e entre as marginais. VEIAS DO CORAÇÃO A drenagem venosa do coração é efetuada de três formas: Através do seio coronário: A maior veia do coração localiza-se na parte posterior e esquerda do sulco coronário. 111 . vestígio da veia cardinal esquerda. pelo centro da face esquerda. a mais natural é a que indica como origem o encontro das veias interventricular anterior (cardíaca magna) e marginal esquerda. na parede anterior. cava inferior e da cúspide septal da valva atrioventricular direita. é ramo terminal da artéria coronária direita em 90% dos casos. caminha junto à artéria circunflexa até se unir à veia marginal esquerda que ascende. com ramos da artéria circunflexa. seu início é apontado de diversas maneiras pelos autores. Aceita-se como artéria dominante entre as coronárias direita e esquerda àquela que ultrapassa a cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. Através das veias cardíacas anteriores: São pequenas veias no lado direito da face esternocostal em número de 3 a 4 que oriundas da parede anterior do ventrículo direito desembocam diretamente no átrio direito. Terminação: o seio coronário desemboca no átrio direito próximo à desembocadura da v. As anastomoses com ramos da artéria interventricular anterior ocorrem no cone arterial. e no ápice. em geral insuficiente.

a. tivemos uma fase inicial na qual se considerava o aquecimento do coração como a origem e a dilatação cardíaca (diástole) como o movimento ativo.Através das veias cardíacas mínimas: São veias diminutas formadas nas paredes internas das 4 câmaras cardíacas e que desembocam na cavidade em cuja parede se encontram. a. marginal esquerda 5. marginal direita 8. marginal esquerda 12. calor natural de Aristóteles pela presença da alma no coração. Assim. do nó sinoatrial 10. deu margem a que surgissem os defensores da teoria miogênica entre os quais Von Haller (1754) para o qual a distensão da fibra muscular devido ao enchimento da câmara cardíaca pelo sangue provocaria sua contração. Willis (1644) relaciona o funcionamento do coração com as demais vísceras dependentes do sistema nervoso autônomo. 112 . v. v. circunflexa 4. por algum tempo. Pertencem a esta fase as teorias: fogo vestal de Hipócrates. cardíaca mínima COMPLEXO ESTIMULANTE DO CORAÇÃO Prof. cardíaca magna (interventricular anterior) 11. ambas concordavam em que a sístole seria o movimento ativo. a. coronária esquerda 2-a. demonstrando que o coração mantinha seus batimentos. v. a. a. v. Dr. interventricular anterior 3. do cone arterial 7. a. Nader Wafae É o conjunto de estruturas responsáveis pela origem e pela condução do estímulo necessário para a contração do músculo cardíaco. Roteiro Prático sobre vascularização do coração 1-a. seio coronário 15. v. interventricular posterior 9. O interesse em esclarecer a causa dos batimentos cardíacos motivou os pesquisadores desde a antigüidade. Diante das experiências em animais. A segunda fase é científica e se caracteriza pelas controvérsias entre os que defendiam a teoria neurogênica pela qual a origem e a condução do estímulo seriam determinados pelo sistema nervoso e os adeptos da teoria miogênica que atribuía essas funções ao próprio músculo cardíaco. cardíaca média (interventricular posterior) 14. posterior do ventrículo esquerdo 13. é provavelmente o primeiro a falar em teoria neurogênica. a força vital de Galeno e a reação química exotérmica de Silvius. mesmo depois de retirado do corpo e portanto com suas conexões com o sistema nervoso cortadas. cardíaca parva 16. coronária direita 6. São melhor visíveis no átrio esquerdo pela paredes lisas que apresenta . v. a.

oval. margem superior da aurícula direita e pelo sulco terminal (crista terminal) sob o pericárdio. a origem dos estímulos. passando do nó sinoatrial para as células comuns dos átrios até alcançar o nó atrioventricular quando então retomava o trajeto do sistema condutor especializado. a ligação entre as musculaturas do átrio e do ventrículo ao identificar o feixe atrioventricular de origem muscular que atravessava o trígono fibroso direito e unia as musculaturas. em 1893 descobre. Irrigação: artéria do nó sinoatrial ramo da artéria coronária D (58%) ou da artéria coronária esquerda ou de seu ramo circunflexo (42%). Tawara (1906) descreve o nó atrioventricular na extremidade superior do feixe atrioventricular e os ramos direito e esquerdo na extremidade inferior. Desta forma. através de seus estudos embriológicos demonstrou que o coração já apresenta movimentos antes que qualquer fibra nervosa fosse encontrada no coração. três feixes do complexo estimulante ligando o nó sinoatrial ao nó atrioventricular e os denominou de feixes internodais.A grande dificuldade para aceitar a teoria miogênica consistia em como explicar a seqüência de estimulação que passava dos átrios para os ventrículos.5mm) Cor: branco amarelado. Restava demonstrar como o estímulo originado no nó sinoatrial chegaria ao nó atrioventricular. Forma: variável (fusiforme. Mas o decisivo avanço contra a teoria neurogênica foi dado por His Jr. pois se sabia que as musculaturas dos átrios e dos ventrículos eram independentes e as estruturas do esqueleto fibroso interpostas entre átrios e ventrículos não tinham capacidade para condução de estímulos. Condução interatrial e internodal Embora ainda haja controvérsias de como se realizaria essa propagação nos átrios o que mais se aceita é que seja feita através de feixes especiais de 113 . Keith & Flack (1907) estudando a região junto à desembocadura da veia cava superior no átrio direito conhecida por ultimus moriens por ser o último local do coração a parar de contrair descobrem o marcapasso do coração. que em 1890. mediante dissecação e cortes histológicos seriados. ferradura) Tamanho: comprimento (10-30mm) largura (1. finalmente. . O mesmo His Jr. Mahain já havia esclarecido em 1932 que a parte inicial do septo interventricular muscular era estimulado diretamente pelo feixe atrioventricular por fibras que levam o seu nome. pacemaker. o nó sinoatrial. Descoberta a conexão e o tipo de célula muscular encontrada seguiu-se a identificação das demais estruturas do complexo estimulante. mas em 1963. Local: junção ântero-lateral da veia cava superior com o átrio direito no ponto de encontro de três linhas que passam pela margem lateral da veia cava superior.8-5mm) espessura (11. Lewis (1910) sugere que a condução atrioventricular se daria por propagação radial. todos os eventos elétricos mostrados pelo eletrocardiograma estavam explicados anatomicamente. o conceituado pesquisador James revelou ter encontrado. nó de Keith & Flack). Nó sinoatrial (marcapasso. A rede subendocárdica dispersa pelas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos já era conhecida desde Purkinge.

penetra na crista terminal que segue até o fim. Nó Atrioventricular (nó de Aschoff & Tawara. feixe de His Jr. Local: incluídos nas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos. Condução Ventricular Ramo direito do fascículo atrioventricular: Local: Lado direito do septo interventricular muscular. cruza o seio entre as veias cavas e alcança o septo interatrial no qual se situa logo adiante da fossa oval seguindo até encontrar o nó atrioventricular. Divisões: ramos direito e esquerdo. médio e posterior Feixe internodal anterior: origina-se no nó sinoatrial passa por diante da desembocadura da veia cava superior. Forma: cordão arredondado Divisões: ramos anterior. Local: parte inferior do lado direito do septo interatrial no centro de um triângulo formado pelo óstio do seio coronário. passando depois entre o óstio do seio coronário e o óstio da veia cava inferior até alcançar o nó atrioventricular. Vias acessórias como bases morfológicas da pré-excitação ventricular. rede de Purkinge). possivelmente septais e aórtico Ramos subendocárdicos (rede subendocárdica. às vezes. Forma: fita achatada Divisões: anterior e posterior. continua pela parede superior do átrio direito até encontrar o septo interatrial. Fascículo Atrioventricular (feixe atrioventricular. é subendocárdico em toda sua extensão o que o torna visível. pelo óstio da veia cava inferior e pela inserção da cúspide septal da valva AV direita no anel fibroso. Feixe internodal posterior: origina-se no nó sinoatrial. Forma: ovóide Tamanho: comprimento 5 mm. nó AV). São 3 feixes internodais: anterior. Forma: cordão Tamanho: comprimento 5-20 mm largura 2.5 mm espessura 1. atravessa o trígono fibroso direito e em seguida ocupa a parte inferior e direita do septo interventricular membranáceo. posterior e septais Ramo esquerdo do fascículo atrioventricular: Local: Lado esquerdo do septo interventricular muscular. é possível encontrá-los também isolados formando falsas cordas tendíneas. espessura 1 mm. Irrigação: artéria coronária direita (90%).tecido condutor contínuos ou descontínuos. na maioria das vezes.5 mm. torna-se visível acompanhando a trabécula septomarginal. Feixe internodal médio: origina-se no nó sinoatrial passa por trás da desembocadura da veia cava superior. 114 . largura 3 mm. quando se divide em dois feixes. em sua porção alta é intramuscular tornando-se subendocárdico a partir do terço médio do septo quando. um se dirige ao átrio esquerdo e o outro segue pela parte mais anterior do septo interatrial até encontrar o nó atrioventricular. / Kent) Local: parte inferior e anterior do lado direito do septo interatrial.

nó atrioventricular 3. As válvulas impedem o refluxo do sangue porque ao se encherem de sangue encostam na outra cúspide ou na parede do vaso e impedem o refluxo. no lado venoso o sangue encontra dificuldades para retornar ao coração principalmente por ter que circular em sentido contrário ao da gravidade na maior parte das veias. nó sinoatrial 2. que empurra. apresentam forma semilunar e cada uma de suas unidades podem ser chamadas de cúspides. Nas vênulas. Nader Wafae A circulação do sangue no lado arterial é facilitada por vários fatores: a) a força da contração do ventrículo. fascículo atrioventricular 4. passa para 120 mm de Hg nas artérias menores. b) a elasticidade da aorta e das artérias de maior calibre que distendidas durante a sístole voltam ao seu calibre durante a diástole mantendo a continuidade da corrente sangüínea também durante a diástole ventricular. Roteiro prático de complexo estimulante do coração 1. No entanto. Assim sendo. A pressão arterial no arco da aorta que está em torno de 180 mm de Hg. início do lado venoso a pressão encontra-se em torno de 12 mm.Possíveis desvios da propagação do estímulo no nível da junção atrioventricular contornando o nó atrioventricular e assim evitando sua ação provocando a aceleração dos batimentos (taquicardia) podem ser devidas a: aconexões atrioventriculares acessórias bconexões entre o nó sinoatrial e o fascículo atrioventricular . mas também orientam a corrente sanguínea porque há veias cuja circulação é favorecida pela gravidade mas possuem válvulas. c) a musculatura das artérias menores estimuladas pela inervação autônoma. ramo esquerdo do fascículo FATORES BIODINÂMICOS DA CIRCULAÇÃO VENOSA Prof. 1. Estabelece-se assim um diferencial decrescente na circulação do sangue pois nas veias cavas a pressão do sangue é de 1 mm de Hg ou mesmo zero.VÁLVULAS: São expansões da camada interna das veias em direção à luz do vaso. É o resquício. 2. ramo direito do fascículo 5. Este valor é o vis a tergo. e para 32 mm de Hg nas arteríolas. Quanto mais sofrem a 115 . o vestígio da pressão que tendo impulsionado o sangue no lado arterial ainda sobrou para dar o impulso inicial ao sangue no lado venoso. d) além da gravidade que favorece a maior parte das artérias. cby-pass entre o feixe internodal e o fascículo atrioventricular. existem diversos fatores que auxiliam o retorno venoso que isoladamente podem parecer de pequena grandeza e por isso devem ser considerados no local e no momento em que atuam colaborando no conjunto para a progressão do sangue. Podem ser ostiais quando situadas na desembocadura de uma veia menor em outra maior ou parietais ao longo da parede veia.VIS A TERGO: Força que vem de trás. Dr.

apresenta-se aumentada às custas da transformação de tecido 116 . 3.VIS A LATERALIS (pulsação das artérias): Significa a força que vem dos lados. Comparando-se a medida do diâmetro da perna de uma pessoa que permanece em pé durante determinado tempo e quando a mesma pessoa anda no mesmo tempo observaremos que o diâmetro diminui quando anda porque o movimento determinado pelas contrações musculares restringe a estase no líquido intersticial que aumenta o diâmetro. É representado por dois fatores: 1. auxilia a circulação do sangue nas veias acima do coração. 2. quando estes músculos contraem comprimem as veias impulsionando o sangue no sentido das válvulas. principalmente na pele.resistência da gravidade maior é o número de válvulas que apresentam. mas o que é importante é que os vasos são envolvidos por uma bainha comum de tecido conjuntivo que envolve artérias e veias em conjunto de modo que. as veias apresentam uma adaptação na qual a musculatura lisa da túnica média que.CONTRAÇÃO MUSCULAR: Parte das veias encontra-se situada profundamente. As artérias de menor calibre são acompanhadas de duas veias que se colocam aos lados da artéria e as de maior calibre em geral são acompanhadas por uma artéria. quando a pulsação da artéria passa. 8. As veias abdominais também recebem esta ação muscular através dos movimentos peristálticos. envolvida por músculos principalmente dos membros. em que arteríolas se comunicam diretamente com vênulas antes da rede capilar através de anastomoses que desviam a corrente sanguínea chamadas metarteríolas.a pressão negativa intratorácica durante a inspiração se transmite às paredes das veias atuando como uma força de sucção aspirando o sangue. bate na parede da veia que por ser fina cede e se transmite portanto ao sangue do seu interior movimentando-o já que a bainha é muito pouco distensível e este movimento do sangue só pode ocorrer no sentido permitido pelas válvulas. 4.Durante a sístole ventricular o plano que passa pelas valvas atrioventriculares desloca-se em direção à ponta do coração distendendo os átrios que são fixos pelas veias cavas e pulmonares. Desta forma. Quando as válvulas tornam-se insuficientes podem desencadear a estase do sangue e até mesmo as varizes. 6.GRAVIDADE A gravidade que dificulta o retorno do sangue nas veias situadas abaixo do coração. que suga o sangue para os átrios.VIA A FRONTE: Força que vem da frente. Essa distensão dos átrios exerce uma força de sucção sobre as veias próximas do coração. As veias abdominais de grande calibre e as próximas do coração não apresentam válvulas.ANASTOMOSES ARTERÍOLO-VENULARES Há partes no corpo.MUSCULATURA LISA DA PAREDE DAS VEIAS Nos locais onde o demais fatores estão prejudicados. De maneira que. o sangue nas arteríolas que se encontra sob pressão de 32 mm de Hg passa para as vênulas onde a pressão é muito menor e portanto recebe um impulso maior. em geral é discreta. 7. 5.

Distúrbios sinusais estão localizados nó sinoatrial e podem ser: bradicardia sinusal.CORAÇÃO VENOSO DO PÉ As veias da planta do pé são comprimidas quando pisamos durante a caminhada e o sangue dessas veias sobe para as veias da perna. Desta forma. pulsação arterial. Doenças do sistema circulatório Arritmias. da mesma forma que o sangue nas veias. É o que ocorre com o segmento da veia femoral situado no trígono femoral não envolvido por músculos. etc. vis a fronte. contrações dos músculos extrínsecos. No entanto. Esta seqüência de esvaziamento e de enchimento assemelha-se as fases do ciclo cardíaco de sístole e diástole e por isso foi chamado de coração venoso do pé descrito inicialmente por Lejars. Podem ser bradiarritimias ou taquiarritmias. As alterações de condução entre o átrio e o ventrículo podem localizar-se no nó atrioventricular. Nas bradiarritmias a freqüência é inferior à normal (menos de 60 batimentos por minuto). os fatores que mais auxiliam a circulação linfática são a substancial musculatura lisa de suas paredes e as numerosas válvulas. quando levantamos o pé para dar o próximo passo essas veias se enchem de sangue que será deslocado na próxima pisada e assim sucessivamente. pois a musculatura lisa desse segmento impulsiona a linfa para o segmento seguinte que não reflui pela presença das válvulas que o limitam. O segmento compreendido entre dois conjuntos de válvulas subsequentes constitui o linfônio que é a unidade de movimento da circulação linfática.FÁSCIA MUSCULAR A fáscia muscular que envolve os músculos é pouco distensível e assim funciona como uma meia compressiva que limita a estase de sangue nas veias ou o acúmulo de líquido no espaço intersticial. São os distúrbios de formação ou de condução do estímulo produzindo alterações no ritmo e na freqüência cardíaca. Biodinâmica da circulação linfática: A linfa. o líquido não podendo acumular no interstício porque a fáscia não cede é obrigado a entrar nos capilares e circular no interior das veias. 9. Assim sendo. no fascículo atrioventricular (feixe de His) ou nos ramos 117 . 10. enfrenta dificuldades para circular diante do obstáculo oferecido pela gravidade. os bloqueios sino-atriais e parasinusais. A bradicardia sinusal pode ser observada em indivíduos atletas.mesenquimal compensando a falta de outros fatores. vários fatores biodinâmicos que auxiliam o retorno venoso também o fazem para os linfáticos: vis a tergo.

É uma arritmia grave que pode gerar problemas hemodinâmicos e morte. A transmissão de uma freqüência atrial elevada ao ventrículo pode gerar sintomas de insuficiência cardíaca ou hipotensão arterial. rubéola materna. coartação da aorta. Doença reumática Doença inflamatória de caráter auto-imune secundária à infecção faríngea por estreptococo beta hemolítico do grupo A de Lancefield para o qual forma anticorpos. etc. idade materna. febre.subendocárdicos (rede de Purkinje). As causas dependem de alterações na formação ou na condução do impulso. como paroxística (aparece e desaparece repentinamente) gerada nos átrios ou no nó atrioventricular. em geral. acavalamento da aorta sobre o septo com defeito e hipertrofia do ventrículo direito). comunicação interventricular. Fibrilação atrial é arritmia na qual a atividade atrial está desorganizada. Os fatores causais podem ser genéticos e ambientais: hereditariedade. que se transmite ao ventrículo de forma irregular. Na taquicardia sinusal a freqüência está alta mas o comando continua com o nó sinoatrial. No quadro clínico das taquicardias. Quadro clínico: atinge com maior freqüência a valva mitral e em seguida a valva da aorta levando à insuficiência valvar com aparecimento dos sopros 118 . Cardiopatia congênita Resulta de alterações do desenvolvimento intra-uterino do sistema circulatório. tonturas. etc. Pode verificar-se em situações de estresse. Comunicação interatrial. Taquicardia por via acessória (Wolff-Parkinson-White) ocorre quando a condução entre os átrios e os ventrículos realiza-se mediante uma via acessória (contornando o nó atrioventricular). Podem ser cianóticas e acianóticas. altitude. Há o risco de formação de trombos e embolias. são classificados em três graus de acordo com a gravidade. teratógenos (talidomida). alterações cromossômicas. ventrículo único. obstrução do fluxo na saída do ventrículo direito. persistência do canal arterial. que produz desorganização da atividade ventricular e morte. trata-se de uma síndrome de préexcitação Taquicardia ventricular é a que se inicia no ventrículo. exercício. sensação de aceleração cardíaca. hipotensão. Os bloqueios atrioventriculares. as contrações são incompletas e de alta freqüência. A fibrilação ventricular é uma arritmia extremamente grave. o paciente pode apresentar palpitações. transposição dos grandes vasos. ansiedade. tetralogia de Fallot (comunicação interventricular. Além do coração atinge articulações. alcoolismo. hipotensão arterial e perda de consciência e pode ir até a insuficiência cardíaca. apresenta-se. O paciente costuma apresentar palpitações irregulares e rápidas. estenose aórtica. Na taquicardia atrial ou supraventricular a freqüência está acima de 130. A incidência é 6 casos para mil nascidos vivos. estenose pulmonar. Nas taquiarritmias a freqüência é superior a 100 batimentos por minuto. tela subcutânea e sistema nervoso central. doenças maternas.

sudorese. ruptura cardíaca. A trombose coronária que se segue à ruptura de uma placa ateroesclerótica é a causa mais freqüente. Hipertensão arterial Considera-se hipertenso o paciente que apresenta pressão sistólica acima de 140 mm/hg ou pressão diastólica acima de 90 mm/hg. antidepressivos. transtornos tireóideos) e cardiovasculares (coartação da aorta. corticóides. etc. Pode apresentar tosse com expectoração espumosa e rosada. É emergência e pode ser mortal se não tratada com rapidez. É a mais grave das manifestações das síndromes coronárias agudas. náuseas e vômitos.). Em certos casos a hipertensão é secundária as enfermidades renais. total e prolongada. obesidade. insuficiência respiratória grave. com sensação de morte iminente. alterações graves dos vasos da retina que podem se tornar irreversíveis. determinando a necrose (morte celular) do músculo cardíaco dependente dessas artérias. No rim observa-se arteriosclerose das arteríolas aferentes e eferentes e do glomérulo com alterações da filtração glomerular e insuficiência renal. sedentarismo. As complicações mais graves são: arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular). No sistema nervoso pode provocar cefaléia. de uma ou varias artérias coronárias. etc. insuficiência cardíaca. Embolia coronária. Infarto agudo do miocárdio É a oclusão aguda. estresse. Edema agudo do pulmão Forma grave e aguda de insuficiência cardíaca caracterizada pelo acúmulo anormal de líquidos no parênquima pulmonar. etc. embora se reconheça a influencia de fatores hereditários e ambientais como dietas ricas sal e ácidos graxos polissaturados. etc. No bulbo do olho. Quadro clínico: paciente agitado ansioso membros pendentes. comprometendo os alvéolos e consequentemente o intercambio gasoso com hipoxemia. No quadro clínico o paciente apresenta dor torácica tipo angina de peito e sintomas neurovegetativos como: sudorese fria. antiinflamatórios. A hipertensão é um importante fator de risco para a aterosclerose. síndrome de Cushing. Insuficiência cardíaca e aumento da área cardíaca na radiografia aparecem posteriormente. insuficiência aórtica.característicos. 119 . tabagismo.) ou ações de medicamentos (ciclosporinas. Na maioria dos casos a causa é desconhecida (hipertensão essencial primária). encefalopatia hipertensiva. espasmo coronário e dissecação espontânea de uma artéria coronária são causas menos frequentes. Insuficiência cardíaca É uma síndrome caracterizada pela incapacidade do coração em propiciar suprimento sanguíneo adequado para manter as necessidades metabólicas do organismo. acidente vascular encefálico. distúrbios endócrinos (excessiva produção de mineralocorticóides. elevado consumo de álcool.

Geralmente. edema de membros inferiores. traumatismos. definida como uma forma de morte natural. dor no lado direito do abdome (estase no fígado). miocardiopatias. inesperada no tempo e na forma de sua apresentação. A causa mais freqüente é a infecção viral. Morte súbita cardíaca Geralmente. processos auto-imunes. radiações ou fármacos. que caracteristicamente aumenta com a inspiração profunda. Na miocardiopatia chagásica é comum o bloqueio de ramo direito e os sintomas de insuficiência ventricular direito. Na miocardiopatia hipertrófica há aumento da rigidez secundária à hipertrofia ventricular. bactérias. insuficiência renal. Pode ser idiopática ou causada por organismos infecciosos (vírus. Quadro clínico: dispnéia (falta de ar) progressiva pelo acúmulo de líquidos no pulmão. dispnéia noturna acompanhada de tosse (asma cardíaca). embora possa também ser causada por reações de hipersensibilidade. O principal sintoma é a dor retroesternal. A miocardite viral pode apresentar-se como uma miopericardite com predomínio dos sintomas de inflamação do pericárdio ou como miocardite isolada com sintomas de insuficiência cardíaca e arritmias. de causa cardiovascular. Na miocardiopatia restritiva observa-se infiltração. secundária a um infarto do miocárdio ou ruptura valvar ou na forma crônica. Pode apresentar-se em forma aguda. fungos ou parasitas). que se transforma em uma espécie de couraça rígida. com alteração da função diastólica (relaxamento). formação de tecido de granulação e calcificação do pericárdio. a tosse e o exercício e diminui ao inclinar a paciente para frente. hipertensão arterial. se produz em conseqüência de arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular) desencadeadas por cardiopatias isquêmicas. que comprime ambos os ventrículos. impedindo seu correto enchimento na diástole. valvopatias cardíacas. fibrose e hipertrofia do miocárdio ventricular. Pode ser de vários tipos: A miocardiopatia dilatada apresenta dilatação das cavidades ventriculares e alteração da função sistólica (ejeção).As causas mais freqüentes são: síndrome coronária aguda. observam-se sinais e sintomas de insuficiência cardíaca. Os sintomas são devidos à incapacidade do coração em dinamizar a circulação dos líquidos e a diminuição da irrigação sangüínea para o resto do organismo. etc. Miocardiopatia Doença primária do músculo cardíaco (miocárdio). precedida de perda súbita de consciência. A tuberculose é uma das principais causas de pericardite constritiva resulta da fibrose. Também pode ser secundária ao infarto agudo do miocárdio. Geralmente. Miocardite Doença inflamatória do miocárdio. Pericardite É a inflamação do pericárdio. metástases. 120 .

Outras causas podem ser: espasmo arterial. Os sintomas mais importantes são: angina de peito. embolias. sopro cardíaco e esplenomegalia. nódulos de Osler nos dedos. até lesão severa e irreversível da parede ventricular (infarto agudo do miocárdio). Tumor cardíaco Os tumores primários do coração são raríssimos porque as células musculares permanentes não se multiplicam e assim não apresentam a característica para se desenvolverem tumores. A diminuição de fornecimento de oxigênio (isquemia) produz desde alterações mínimas da função ventricular. degenerativa ou calcificada. as causas se relacionam com alterações em nível valvar: congênita (valva bicúspide). mamário. Angina de peito é a dor em opressão retrosternal da síndrome coronária aguda. A localização mais freqüente é na valva atrioventricular esquerda (mitral). geralmente valvar. reumática. Pode ocorrer em três níveis: na própria valva por fusão de seus folhetos em processos de cicatrização defeituosa. Embora possa ser causada por qualquer germe. 121 . nos estreitamentos congênitos. Podem apresentar ainda arritmias e bloqueios do complexo estimulante. pode propagar-se para o pescoço. Os mais encontrados são carcinomas brônquico.Pode haver febre e dispnéia. Os tumores secundários ou metastáticos podem ser assintomáticos ou produzir pericardite. Em qualquer dessas eventualidades há hipertrofia compensadora do ventrículo esquerdo. que aparecem somente durante o esforço (angina crônica estável). linfomas. síncope e dispnéia. Valvopatias Endocardite infecciosa É a Infecção do endocárdio. Estenose valvar aórtica Diminuição da vazão ventricular esquerda por estreitamento na área da valva aórtica. embolia ou aumento da demanda por hipertrofia do miocárdio. por microrganismos. o estreptococo é o mais freqüente. insuficiência cardíaca e arritmias. manchas de Roth na retina. No quadro clínico temos febre. e melanoma maligno. O mais freqüente é o mixoma proveniente do endocárdio do átrio esquerdo e não é metastático. epigástrio ou no dorso que aumenta com os esforços e desaparece com repouso. ombro e braço esquerdo. outros muito raros são o rabdomioma e o angiosarcoma. abaixo e acima da valva. Habitualmente. tamponamento cardíaco. mas dependentes de drogas endovenosas verifica-se na valva atrioventricular direita (tricúspide). A causa mais freqüente é a ruptura de uma placa aterosclerótica das artérias coronárias. etc. pericardite ou insuficiência cardíaca. Síndrome coronária aguda É a redução crítica do fluxo sanguíneo e portanto de oxigênio ao músculo cardíaco.

O paciente apresenta dispnéia aos exercícios. endocardites. Há aumento de pressão e hipertrofia ventricular. Assintomática durante anos pode apresentar: dispnéia progressiva. A causa mais freqüente é a febre reumática. cardiopatias congênitas. 122 . se gera um gradiente de pressão diastólica entre o átrio e o ventrículo esquerdos produzindo um aumento de pressão no átrio esquerdo. A causa mais freqüente é a febre reumática. palpitações. palpitações. sinal de Durozies – sopro na artéria femoral) Insuficiência valvar mitral É o fechamento incompleto da valva atrioventricular esquerda (mitral). tanto no átrio como no ventrículo esquerdo. no quadro clínico predominam os sinais de congestão venosa. dispnéia paroxística noturna. fadiga. tosse. fraqueza muscular. Insuficiência valvar aórtica É o fechamento incompleto da valva da aorta na diástole. Outras causas são: prolapso de valva mitral. edema de membros inferiores. Em certos casos pode produzir dor torácica. que se transmite de forma retrograda para o território venoso e capilar pulmonar (hipertensão pulmonar). e até edema agudo de pulmão e embolias de origem cardíaca. sinais de congestão venosa e hipofluxo pulmonar. Valvopatia pulmonar A estenose do tronco pulmonar em geral é congênita. Quadro clínico: assintomática por muito tempo quando se complica com a insuficiência ventricular esquerda aparece dispnéia e alguns sinais decorrentes da diferença entre as pressões sistólica e distólica (sinal de Musset – movimentação da cabeça. com deslocamento de uma ou ambas as válvulas para o átrio na sístole. dispnéia e perda de consciência.Estenose mitral É a diminuição da área da valva atrioventricular esquerda (mitral) aberta. hemoptise. transcorre de forma assintomática. sinal de Quincke – pulsação nas extremidades. que se dilatam. sobre tudo no sexo feminino. Este refluxo aumenta a pressão no ventrículo esquerdo dilatando-o. Em conseqüência há refluxo do sangue para o átrio esquerdo. Esse volume regressa ao ventrículo esquerdo na diástole seguinte produzindo uma sobrecarga de volume. assim ocorre refluxo do sangue da aorta para o ventrículo esquerdo. Em determinadas ocasiões pode gerar insuficiência mitral. Observa-se muito frequentemente na população geral. Em geral. em diástole. edema de membros inferiores e anorexia. A insuficiência pulmonar pode ser congênita ou secundária à dilatação do ventrículo direito na hipertensão pulmonar. Prolapso da valva mitral Ocorre por uma deficiente coaptação das válvulas da valva mitral. À medida que se reduz a área mitral.

A insuficiência tricúspide pode ser funcional (secundária à dilatação do ventrículo direito) ou orgânica (seqüela de endocardite por febre reumática ou uso endovenoso de drogas). embora a maioria localiza-se na parte abdominal da aorta próximo à bifurcação. Dores nos membros inferiores ao se caminhar distâncias variáveis obrigando a parada é a manifestação da aterosclerose na circulação dos membros inferiores e denomina-se claudicação intermitente. Esta patologia é devida à degeneração da camada média e o descolamento da íntima. O comprometimento da artéria carótida interna pode provocar um acidente isquêmico transitório ou um acidente vascular encefálico (ave). A placa pode se romper induzindo a formação de trombose. separando a íntima da média e formando um canal de sangue dentro da parede da aorta. Linfedema Edema (inchaço) decorrente da obstrução de linfáticos. extirpação cirúrgica ou irradiação no tratamento de certas neoplasias (câncer de mama) ou infecções (filariose). Pode apresentar-se ao longo de toda a extensão da aorta. ascite e edemas nos membros inferiores.Valvopatia tricúspide A estenose é rara. O obstáculo ao esvaziamento do átrio direito sobrecarrega às veias cavas superior e inferior produzindo congestão jugular. 123 . Há sobrecarga de volume nas cavidades direitas e assim predominam os sintomas de congestão venosa sistêmica. O linfedema pode ser congênito ou secundário causado por invasão cancerígena de vasos ou gânglios. Ocorre com mais freqüência nos membros inferiores. É um processo crônico inflamatório que afeta a maioria das artérias. No quadro clínico temos: hepatomegalia. cálcio. hepática e edema nos membros inferiores. Aterosclerose Distúrbio das artérias caracterizado pelo endurecimento e espessamento de suas paredes. A causa mais freqüente é a aterosclerose. compressão das estruturas vizinhas ou dissecação e ruptura. O crescimento da placa vai diminuindo a luz das artéria. esplenomegalia. conseqüentemente diminui o aporte de oxigênio e nutrientes ao tecido irrigado. associada à febre reumática. macrófagos e a formação do processo inflamatório completam a placa aterosclerótica. São atingidas as três camadas da parede arterial e pode complicar-se com trombose e embolismo. Dissecação da aorta A ruptura da camada íntima da aorta propicia a entrada do sangue na camada média. A aterosclerose da circulação coronária é a principal causa de cardiopatia isquêmica e infarto agudo do miocárdio. alteração da função hepática. A deposição de colesterol. Com a ruptura da adventícia produz-se hemorragia maciça. Aneurisma da aorta Dilatação anormal (maior de 50%) da aorta. em geral.

tronco tibiofibular ou aortoilíaca. em geral. imobilização prolongada. por debilidade congênita da parede. esfriamento. ou neoplasias. Ocorrem com freqüência nos membros inferiores. Há dor. pós-operatório. É mais freqüente nas mãos. Fenômeno de Raynaud é o quadro clínico de palidez e cianose intermitente especialmente nos dedos. Trombose venosa profunda Formação e desenvolvimento de um trombo produzindo obstrução parcial ou total das veias profundas. em pacientes com fibrilação atrial ou outra patologia cardíaca embolígena. Podem ser primárias.Obstrução arterial aguda Interrupção brusca do fluxo arterial geralmente causada por embolismo ou trombose. palidez e desaparecimento da pulsação. Componentes familiar e profissional podem estar presentes. Habitualmente. Existem fatores que predispõem à trombose venosa. são trombos de origem cardíaca. ou secundarias por incompetência das válvulas nas veias comunicantes ou perfurantes que comunicam as veias superficiais às veias profundas. A complicação mais grave é a migração do trombo e embolia pulmonar. Os êmbolos. Obstrução arterial crônica Causada principalmente pela aterosclerose e pela tromboangeite obliterante que levam à obstrução arterial após evolução relativamente longa. gravidez. 124 . Varizes Veias superficiais permanentemente dilatadas e tortuosas. Moléstia de Raynaud Distúrbio vascular funcional de vasoespasmos de etiologia desconhecida caracterizada por episódios recorrentes de palidez e cianose seguida de rubor dos dedos secundários à exposição ao frio ou emoções intensas. se localiza na região femoropoplítea (artérias femoral e poplítea).

Partes: vias aéreas (superiores: nariz. ápice é a extremidade anterior do dorso. Partes externas: raiz é o ponto de implantação do nariz na face. cavidade nasal. lâmina perpendicular. parte do esfenóide. o vômer (septo ósseo). formando o septo nasal. A cartilagem é a própria cartilagem do septo nasal que se interpõe entre lâmina perpendicular do etmóide e o vômer. as cartilagens alares maiores que formam os contornos das narinas e um número variável de cartilagens alares menores ocupando os espaços entre as cartilagens principais. os processos laterais que dão continuidade aos ossos nasais. internamente das narinas até uma prega oblíqua. partes nasal e oral da faringe e laringe. Vias aéreas superiores Nariz: Externamente o esqueleto do nariz é formado por ossos e cartilagens. a concha nasal inferior. no centro e as conchas superior e média. Limites: O limite anterior corresponde a prega limiar do nariz e o limite posterior é um orifício chamado coano que separa a cavidade nasal da parte nasal da faringe. ossos nasais e processos frontais da maxila que delimitam a abertura piriforme. Soalho: palato duro (processo palatino da maxila e lâmina horizontal do palatino) e palato mole revestidos por mucosa respiratória. Cavidade nasal: Internamente o esqueleto da cavidade nasal também é formado por ossos e cartilagens. Os ossos são: parte nasal do osso frontal. Conformação da cavidade nasal: Teto: Lâmina cribriforme do etmóide. narinas. Parede medial: divisão mediana da cavidade em duas metades pelo septo nasal constituído por: cartilagem do septo. As cartilagens são: cartilagem do septo nasal com seus prolongamentos no dorso do nariz. seios paranasais. revestidos por mucosa olfatória superiormente e respiratória inferiormente. Dr. Nader Wafae É o conjunto de órgãos responsáveis pelo transporte de gases e pelas trocas gasosas entre nosso corpo e o meio ambiente. fornece oxigênio para ser distribuído as células e elimina o gás carbônico resultante da atividade celular. lateralmente). os orifícios contornados pelas asas do nariz e parcialmente cobertas pelas vibrissas (pêlos) e separadas pela cartilagem do septo nasal. Tem atuação ativa na fonação. inferiores: traquéia e brônquios) e parte respiratória (pulmões e pleuras). Parede lateral: apresenta as seguintes estruturas de cima para baixo: • recesso esfenoetmoidal com a abertura do seio esfenoidal • concha nasal superior que pertence ao osso etmóide 125 . dorso é o contorno superior. Os ossos são: partes do osso etmóide: (lâmina cribriforme.SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof. lâmina perpendicular do etmóide e vômer. em cima. revestidos por mucosa olfatória. maxila e palatino (estes dois últimos formando o palato duro). o limiar do nariz. Partes internas: vestíbulo do nariz é a área que se estende.

Paredes: Parede superior: tonsila faríngea (adenóide) é um dos órgãos linfáticos de proteção imunológica. inferior . este sulco prolonga-se anteriormente e superiormente com o nome de infundíbulo etmoidal onde se encontra a abertura do seio frontal concha nasal inferior é um osso isolado meato nasal inferior com a abertura do ducto lacrimonasal que é a comunicação com a órbita através do saco lacrimal.istmo da garganta (formado por: arco palatofaríngeo. Região respiratória: reveste o restante Seios paranasais: Conceito: são cavidades no interior dos ossos: maxila. seio maxilar. envolvido pela concha nasal superior contém a abertura da parte posterior do seio etmoidal concha nasal média que pertence ao osso etmóide meato nasal médio. a umidade e filtrar o ar inspirado. envolvido pela concha nasal média contém: uma elevação redonda cheia de ar a bolha etmoidal com a abertura da parte anterior do seio etmoidal. tornar mais leve a cabeça e possivelmente funcionam também como caixa de ressonância para a produção da voz. Quando essa mucosa inflama constitui a sinusite. contém ar e são revestidos por mucosa similar à mucosa respiratória da cavidade nasal. 126 .• • • • • meato nasal superior. esfenóide e frontal que se comunicam com a cavidade nasal. seio esfenoidal e seio etmoidal. atrás do óstio está a prega salpingofaríngea que contém o músculo salpingofaríngeo e embaixo do óstio encontra-se o toro do levantador que contém o músculo levantador do véu palatino. Acima do óstio encontra-se uma cartilagem chamada toro tubário para inserção musculares. parte das conchas nasais superiores e parte superior do septo. Limites: anterior – coano. Parede lateral: contém as seguintes estruturas: óstio faríngeo da tuba auditiva que é a comunicação com a orelha média para equilibrar a pressão sobre a membrana timpânica. na frente do óstio está a prega salpingopalatina que contém o músculo salpingopalatino. Funções: regular a temperatura. um sulco em forma de meia lua embaixo da bolha. Parte nasal da faringe: situada atrás da cavidade nasal. etmóide. Parede posterior: recesso faríngeo que pode conter uma pequena tonsila tubária. o qual contém a abertura do seio maxilar. proteger contra infecções. o hiato semilunar. Divisões da cavidade nasal: Região olfatória: reveste o teto da cavidade nasal. Os músculos que formam essas pregas levantam o palato ou a própria faringe na deglutição impedindo o refluxo do alimento para a cavidade nasal. palato mole e parede posterior da faringe) que a separa da parte oral da faringe . Denominações: Seio frontal. este último formado por um conjunto de pequenas cavidades chamadas células etmoidais anteriores e posteriores (suas aberturas já foram vistas na parede lateral da cavidade nasal).

(entre a cartilagem tireóidea e o osso hióide) com espessamento no centro (ligamento tireo-hióideo mediano) e nas laterais (ligamentos tireo-hióideos laterais) . situam-se portanto atrás da cartilagem tireóidea. ligamento cricotraqueal (entre a cartilagem cricóidea e a traquéia). cricóidea e epiglótica e 3 pares: aritenóidea. 127 . músculos e revestida de mucosa situado por diante da coluna vertebral cervical. são pequenas e de menor expressão funcional. Posterioremente. entre a faringe e a traquéia. Internos: membrana quadrangular (da prega ariepiglótica ao ligamento vestibular) . Cartilagens: 3 ímpares: tireóidea. em forma de anel com a lâmina posterior e o arco anterior. Importante na deglutição quando a laringe se eleva e sua abertura é ocluída por ela. a parte larga para cima e a parte afunilada chamada pecíolo para baixo. são importantes principalmente na fonação. Está constituída. ligamento vocal (internamente à prega vocal). Cartilagem Tireóidea: em forma de escudo. Cartilagem Epiglótica: em forma de folha. ligamento cricotireóideo. Sua margem inferior é o limite com a traquéia. ligando as cartilagens entre si e estas aos órgãos vizinhos. A corniculada situa-se no ápice da cartilagem aritenóidea. ao seu lado. Cavidade da laringe: É revestida por mucosa e divide-se em 3 partes: Superior ou Vestíbulo: vai do ádito da laringe (margem que delimita a entrada da laringe) à prega vestibular (falsa corda vocal). e a cuneiforme. corniculada e cuneiforme. ligamento vestibular (internamente à prega vestibular). podem ser: Externos: membrana tireo-hióidea. a superior projeta-se para frente como proeminência laríngea. Cartilagem Cuneiforme: ambas pares. ligamentos. a cartilagem apresenta 4 prolongamentos: 2 cornos superiores e dois cornos inferiores. anteriormente por: duas lâminas direita e esquerda com incisuras medianas (incisuras tireóideas superior e inferior). Laringe: Conceito: é um tubo constituído por cartilagens.Parte oral da faringe: é a parte da faringe que continua a parte nasal e sendo comum aos sistemas: respiratório e digestório. Cartilagem Aritenóidea: em forma triangular. Além da função respiratória é o órgão da fonação e auxiliar na deglutição. estão sobre as cartilagens aritenóideas. cone elástico (da cartilagem cricóidea ao ligamento vocal). será estudada com o sistema digestório. mais saliente nos homens. é par e se articulam com a margem superior da cartilagem cricóidea. é anterior e a maior delas. Cartilagem Cricóidea: é inferior à cartilagem tireóidea. Cartilagem Corniculada. Ligamentos: contribuem para manter o esqueleto da laringe. (entre as cartilagens tireóidea e cricóidea).

sobre as cartilagens tireóidea e cricóidea e músculo vocal.situado sobre as cartilagens aritenóideas. Rima do vestíbulo é o espaço entre as duas pregas vestibulares. tem cerca de 15 cm e se estende até a sexta vértebra torácica quando se divide. nesta parte observamos o ventrículo.limiar do nariz 7. Rima da glote é o espaço entre as duas pregas vocais.vestíbulo do nariz 6. parte no pescoço (porção cervical) e parte no tórax (porção torácica). interrompidos na parte de trás e ligados entre si pelos ligamentos anulares. em cada lado. (bifurcação da traquéia) nos brônquios principais direito e esquerdo. Irrigação: artérias tireóideas superior e inferior Vias aéreas inferiores Traquéia: é um tubo formado por cerca de 16 arcos de cartilagem sobrepostos.recesso esfenoetmoidal 128 .situados posteriormente sobre a lâmina da cartilagem cricóidea Grupo C .vômer 9. Internamente no nível da bifurcação da traquéia encontramos uma crista mediana chamada carina da traquéia que separa os brônquios principais direito e esquerdo e orienta a corrente de ar para ambos os brônquios.Músculos que distendem a prega vocal (tensores): cricotireóideo situado anteriormente.Média ou Glote: vai da prega vestibular à prega vocal (verdadeira corda vocal).coano 8. portanto. Grupo B . Inervação: nervos laríngeos inferiores (recorrentes) ramos do nervo vago.músculos que afastam as pregas vocais (abdução) e portanto respiratórios: cricoaritenóideo posterior . as cartilagens traqueais. este situado no interior da prega vocal.músculos que aproximam as pregas vocais (adução) e portanto são fonadores: aritenóideos (oblíquo e transverso) . tireoaritenóideo e cricoaritenóideo lateral situados lateralmente sob as lâminas da cartilagem tireóidea. É continuação da laringe.lâmina perpendicular do osso etmóide 10 . Situa-se.  Roteiro prático do Sistema Respiratório (1ª parte a identificar) Nariz 1-raiz 2-dorso 3-cartilagem do septo e processos laterais 4-cartilagem alar maior Cavidade nasal 5. Inferior ou infraglótica: vai da prega vocal à margem inferior da cartilagem cricóidea Músculos: Grupo A . o espaço em forma de sulco entre as pregas vestibular e vocal do mesmo lado.

bolha etmoidal 16.concha nasal média 14.hiato semilunar 17.meato nasal médio 15.meato nasal superior 13.11.meato nasal inferior (com ducto lacrimonasal) Parte nasal da faringe 20 tonsila faríngea 21 óstio faríngeo da tuba auditiva 22 recesso faríngeo 23 toro tubário 24 prega salpingopalatina 25 prega salpingofaríngea 26 toro do levantador Seios paranasais 27 seio frontal 28 seio maxilar 29 seio etmoidal 30 seio esfenoidal Laringe 31 proeminência laríngea 32 cartilagem tireóidea (lâmina) 33 cartilagem tireóidea (corno) 34 cartilagem cricóidea 35 cartilagem epiglótica 36 cartilagem aritenóidea 37 ádito da laringe 38 vestíbulo da laringe 39 prega vestibular 40 prega vocal 41 ventrículo 42 músculo cricotireóideo 43 músculo cricoaritenóideo posterior 44 músculos aritenóideos (oblíquo e transverso) 45 músculos cricoaritenóideo lateral e tireoaritenóideo (juntos) Traquéia 46 cartilagem traqueal 47 ligamento anular 48 carina da traquéia Anatomia Funcional da Laringe 129 .concha nasal superior 12.infundíbulo etmoidal 18.concha nasal inferior 19.

A laringe é o nosso órgão fonador responsável pela emissão dos sons e se assemelha a um instrumento de sopro ou daqueles quer funcionam com foles. É evidente que não estando participando da deglutição ou da fonação a laringe com as pregas vocais abduzidas ou afastadas permite a livre passagem do ar atuando como via da respiração. mais horizontal e mais fino. O ar expirado proveniente dos pulmões ao encontrar as pregas vocais em adução. entram pelo hilo do pulmão e ramificam-se no interior do pulmão formando a árvore bronquial. c) pregas vocais. são dois: direito e esquerdo. Brônquios principais: Os brônquios principais resultam da divisão da traquéia no nível da 6ª vértebra torácica. a) epiglote Durante a deglutição a laringe é elevada principalmente pelos músculos suprahióideos. O músculos cricotireóideo ao se contrair modifica o ângulo entre as cartilagens cricóidea e tireóidea distendendo e aumentando as pregas vocais. b) pregas vestibulares. aritenóideos que aproximam as partes posteriores das pregas vocais e cricoaritenóideo lateral que giram as cartilagens aritenóideas levando as pregas vocais medialmente. c) pregas vocais Durante a deglutição os músculos adutores aproximam as pregas vocais completando o terceiro esfíncter de fechamento. isto é próximas uma da outra. predominantemente. A adução ou aproximação das pregas vocais é determinada pelos músculos: tireoaritenóideo poderoso adutor. se alojem no lado direito. além disso a epiglote abaixa pela ação da base da língua e suas margens se aproximam das pregas ariepiglóticas as quais delimitam a entrada da laringe reduzindo o seu espaço. 130 . mais vertical e mais grosso que o brônquio principal esquerdo que é mais longo. da mesma forma que a traquéia são tubos com arcos de cartilagem. Por causa dessas diferenças é mais comum que corpos estranhos que entram na via aérea. o ventrículo da laringe semelhante ao boquim ou lingüeta dos instrumentos de sopro e os diferentes espaços da via aérea atuando como caixa de ressonância.A laringe é um órgão auxiliar da deglutição porque ao proteger a via respiratória impedindo que alimentos e líquidos ingeridos entrem nessa via está colaborando para que esses elementos se dirijam efetivamente para os órgãos do sistema digestório a que se destinam. produz a vibração das mesmas. b) pregas vestibulares Simultaneamente o corpo adiposo pré-epiglótico é empurrado para trás causando a aproximação e fechamento das pregas vestibulares. com a conseqüente elevação da epiglote o alimento é desviado em direção ao esôfago. Também desempenham funções no papel fonador. Essa vibração se exterioriza através de sons. Ela desempenha essa função através do fechamento em três níveis: a) epiglote. Diferenças: O brônquio principal direito é mais curto. Neste caso mecanismos reflexos regulam a coordenação entre a laringe e o diafragma.

O pulmão esquerdo apresenta na mesma face evidentes impressões para a artéria aorta e para o coração. lobar médio e lobar inferior. medial e lateral). médio e inferior. inferior. além da incisura cardíaca em sua margem anterior Diferenças Pulmão direito: mais pesado. posterior. lingular superior e lingular inferior). 2 fissuras: oblíqua e horizontal. Impressões: Ambos os pulmões apresentam na face costal. mais curto. e 2 no lado esquerdo: brônquios lobar superior e lobar inferior Brônquios segmentares: Resultam de divisões dos brônquios lobares e se dirigem aos segmentos broncopulmonares. 3 faces: costal (lateral). 131 .Brônquios lobares: Resultam da divisão do brônquio principal no nível do hilo. maior de todas está voltada para as costelas que deixam suas impressões nessa face. A face costal. Lobos e Fissuras O pulmão direito consiste em 3 lobos: superior. as impressões das costelas. a mediastinal. cardíaca. tem 3 lobos: superior. posterior e inferior. medial e lateral). São 9 no pulmão esquerdo sendo 4 no lobo superior (apicoposterior. médio e inferior. e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior ( anterior. são: 3 no lado direito brônquios lobar superior. anterior. superior. o pulmão esquerdo apresenta um prolongamento chamado língula do pulmão esquerdo. inferior sobre a cúpula do diafragma é também sua base. A margem anterior é fina e aguda. 10 segmentos broncopulmonares. posterior). Pulmões: Partes Cada pulmão apresenta: um ápice. São 10 no pulmão direito sendo 3 no lobo superior (apical. O pulmão esquerdo consiste em 2 lobos: superior e inferior separados pela fissura oblíqua. No local do lobo médio. uma base. voltada para o mediastino em relação com o coração. anterior. separados por 2 fissuras: oblíqua e horizontal. mediastinal (medial) e diafragmática (inferior) e 3 margens: anterior. posterior. 2 no lobo médio (medial e lateral) e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior. mais largo. a margem posterior é romba e a margem inferior contorna a face diafragmática ou base. O pulmão direito apresenta na face mediastinal a impressão da veia ázigo e uma imperceptível impressão cardíaca. Brônquios intrassegmentares: São ramificações menores dos brônquios segmentares contidas no interior dos segmentos broncopulmonares. a face diafragmática. impressão da veia ázigos.

São músculos inspiratórios que atuam aumentando os eixos da caixa torácica longitudinal. 1 fissura: oblíqua. Hilo é uma fenda plana na face mediastinal do pulmão por onde entram e saem os elementos do pedículo. Cavidade pleural é o espaço virtual que existe entre a pleura visceral e a pleura parietal e contem uma pequena quantidade de líquido é o líquido pleural. Os músculos que interferem na respiração podem ser divididos em 3 grupos: A. Cada segmento broncopulmonar é uma parte do pulmão dotado de certa individualidade pois recebe um ramo da artéria pulmonar e uma ramificação de brônquio segmentar. impressão cardíaca e da aorta. Intercostais externos. transversal e sagital e assim diminuem a pressão intratorácica em relação à atmosférica possibilitando a entrada do ar.Pulmão esquerdo: menos pesado. Isto tem sua importância clínica pois permite condutas terapêuticas segmentares. Recesso costomediastinal é a reflexão da pleura parietal costal em mediastinal e recesso costodiafragmático é a reflexão da pleura parietal costal em diafragmática. 9 segmentos broncopulmonares. O conceito de raiz do pulmão não é unanimidade mas podemos considerar como o conjunto do hilo com o pedículo A unidade funcional da parte respiratória dos pulmões é formada pelo bronquíolo respiratório. Transverso do tórax e 132 . A aderência entre folhetos da pleura mediastinal abaixo do hilo forma o ligamento pulmonar. menos largo.Músculos que atuam direta e ativamente nos movimentos respiratórios: Diafragma. A pleura parietal é formada pelas partes: costal. A freqüência média em condições normais é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto.Músculos que auxiliam diretamente nos movimentos respiratórios: Intercostais internos (menos a parte intercondral). Músculos da respiração: Os movimentos respiratórios compreendem 2 fases: inspiração (quando o ar entra pelas vias aéreas). língula no lugar de lobo médio e incisura cardíaca na margem anterior. Pleuras: São membranas serosas brilhantes (películas finas e transparentes) que envolvem os pulmões (pleura visceral) e as paredes torácicas e o diafragma (pleura parietal). Levantadores das costelas e partes intercondrais dos intercostais internos. artéria e brônquios. diafragmática e mediastinal seus nomes correspondem às partes que revestem. A disposição dos elementos do pedículo no hilo não é constante mas a mais freqüente de diante para trás é a seguinte: veias. tem 2 lobos: superior e inferior. ducto alveolar. saco alveolar e alvéolo pulmonar. Pedículo é o conjunto dos elementos que entram (artéria pulmonar e brônquio principal) ou saem (veias pulmonares) do pulmão. B. mais longo. expiração (quando o ar sai pelas vias aéreas).

aumenta o eixo longitudinal do tórax. contorna o esôfago e o esquerdo que formam o ligamento arqueado mediano sobre a aorta. Características: a) constituem a camada interna. na parte inferior do esterno e na coluna vertebral. Características: a) constituem a camada mais externa. abaixo do coração). A porção tendínea localiza-se no centro do músculo e se chama centro tendíneo (de cor branca. É portanto músculo inspiratório. esternocleidomastóideo. peitorais maior e menor. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de diante para trás. maior. A parte costal procede das cartilagens costais e costelas inferiores. chegam até a coluna vertebral. Diafragma: o músculo diafragma situa-se entre o tórax e o abdome. Elevam as costelas e portanto são inspiratórios. Esses músculos elevam as costelas e portanto. latíssimo do dorso. Intercostais externos: são músculos situados entre as costelas. d) na parte posterior. não chegam até a coluna vertebral. A parte esternal muito pequena fixa-se ao processo xifóide do esterno. próximos a ela são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal interna ou posterior. Divide-se em 3 partes: esternal. A parte lombar se insere sobre o músculo quadrado do lombo através do ligamento arqueado lateral. não chegam até o osso esterno.Músculos acessórios que somente atuam nos movimentos respiratórios forçados: escalenos (anterior. mas principalmente nos corpos vertebrais das primeiras vértebras lombares através de dois pilares: o direito. Intercostais internos: são músculos situados entre as costelas. tem a forma de um guarda chuva com duas cúpulas. próximo a ele são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal externa ou anterior. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. d) na parte posterior. chegam até o osso esterno. Esta camada muscular 133 . O diafragma apresenta 3 orifícios para passagens de estruturas: na parte muscular temos: o hiato esofágico para o esôfago e o hiato aórtico para a aorta. O diafragma é inervado pelo frênico e irrigado pelas artérias frênicas. médio e posterior). A porção muscular fica em torno do centro tendíneo e se insere nas últimas costelas. c) na parte anterior. profundos e posteriores que vão das vértebras para as costelas vizinhas. Quando se contrai durante a inspiração o músculo diafragma abaixa suas cúpulas. c) na parte anterior. costal e lombar. São auxiliares da expiração. direita (mais alta por causa do fígado) e esquerda. no centro tendíneo: o forame para a veia cava por onde passa a veia cava inferior. abaixando as costelas. serrátil anterior. São expiratórios cuja atividade é sobrepujada pela própria elasticidade do pulmão em se retrair e portanto promover a expiração. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de trás para diante. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. C. menos a parte intercondral que é inspiratória. Levantadores das costelas: são músculos pequenos. sobre o músculo psoas pelo ligamento arqueado medial. oblíquos do abdome (externo e interno) e eretor da espinha. são inspiratórios. abaixa a pressão no interior do tórax.Subcostais.

porém alternadas e não subseqüentes são encontrados apenas na parte superior e inferior do tórax.interna costuma ser subdividida em duas camadas: intercostais internos e intercostais íntimos separados pelos trajetos de nervos e vasos . Dr. em conseqüência deste movimento ocorre a elevação da parte anterior das costelas que levantam o esterno e assim aumentam o diâmetro ântero-posterior. A penetração do ar nas vias aéreas pode ser feita com pressão positiva através de aparelhos como ocorre durante os atos cirúrgicos. ocorre principalmente da 2ª a 6ª costela. Nader Wafae A freqüência respiratória média é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto e compreende a inspiração com a entrada do ar e a expiração. Para tonar a pressão negativa no interior do tórax principalmente na inspiração a caixa torácica deve ser ampliada em seus três eixos: longitudinal. promovendo assim uma pressão aspirativa. posteriores. 134 . O volume médio de ar em cada movimento respiratório gira em torno de 500 ml. Subcostais: músculos pequenos. Volumes respiratórios: Volume corrente é o volume de ar que entra e sai em cada respiração normal Volume inspiratório de reserva é o volume de ar que pode ser inspirado em inspiração forçada Volume expiratório de reserva é o volume de ar que pode ser expirado em expiração forçada Volume residual é o volume de ar que permanece nos pulmões após expiração forçada Mecânica Respiratória Prof. tornado possível a entrada do ar pela diferença de pressões com o meio ambiente. Transverso do tórax: músculo em forma radiada situado atrás do esterno. aumentando. É o movimento predominante me mulheres (respiração torácica). Durante a inspiração o ar penetra pelas vias aéreas até chegar aos alvéolos pulmonares onde em contato com os capilares sangüíneos provenientes da artéria pulmonar são realizadas as trocas gasosas ou hematose. É o movimento predominante no sexo masculino (respiração abdominal) O aumento do diâmetro sagital ou ântero-posterior é determinado pelo movimento das costelas na articulação costovertebral em torno de um eixo transversal formado pela parte posterior das costelas. sagital e transversal. Mas em nosso organismo em situação normal. a sua saída. O aumento do eixo ou diâmetro longitudinal ou súpero-inferior é determinado pela contração do músculo diafragma que devido a posição especial de seu centro tendíneo central abaixa unicamente suas cúpulas em direção ao abdome. a entrada do ar submetido a pressão atmosférica é feita através da negatividade da pressão no interior do tórax. Esse movimento denominado BRAÇO DE BOMBA. pela semelhança com o movimento das alavancas que puxavam água. assim o diâmetro ou eixo longitudinal. vão de costela para costela.

levantando sua parte média e lateral e assim aumentando a distância transversal do tórax. brônquios) 22 Impressão da veia ázigos 23 Impressão da aorta 24 Impressão cardíaca 25 Impressões das costelas 26 Incisura cardíaca (margem anterior do pulmão esquerdo) 27 Língula do pulmão esquerdo 135 . a pleura visceral acompanha a pleura parietal à qual esta aderida pela pequena quantidade de líquido pleural (experiência dos vidros planos com água). A expiração poderia até dispensar os músculos expiratórios uma vez que atingido o ápice da inspiração.O aumento do diâmetro transversal ou látero-lateral é determinado pelo movimento das costelas principalmente nas articulações costotransversárias da 7ª a 10ª costela em torno de um eixo ântero-posterior das costelas. Respiratório (2ª parte a identificar) Brônquios 1 Brônquio principal direito 2 Brônquio principal esquerdo 3 Brônquio lobar 4 Brônquio segmentar Pulmões 5 Ápice 6 Base ou face diafragmática 7 Face costal 8 Face mediastinal 9 Margem anterior 10 Margem posterior 11 Margem inferior 12 Lobo superior do pulmão direito 13 Lobo médio do pulmão direito 14 Lobo inferior do pulmão direito 15 Lobo superior do pulmão esquerdo 16 Lobo inferior do pulmão esquerdo 17 Fissura oblíqua do pulmão direito 18 Fissura horizontal do pulmão direito 19 Fissura oblíqua do pulmão esquerdo 20 Hilo / Raiz 21 Pedículo (artéria. e como o pulmão está ligado à pleura visceral também irá se expandir negativando a pressão em seu interior e assim permitindo a entrada do ar. o pulmão normalmente tenderia a voltar à sua situação anterior pela sua elasticidade.  Roteiro prático do Sistema. As paredes da caixa torácica dilatadas e o diafragma abaixado levam com eles a pleura parietal aderida às paredes e ao diafragma. veias. Esse movimento denomina-se ALÇA DE BALDE pela semelhança do movimento da costela com o levantamento da alça de um balde.

Pode ser aguda: curta evolução. ou por utilização inadequada da voz. Cefaléia. febre. Sintomas: gotejamento nasal (rinorréia). rinorréia purulenta e dor à palpação dos pontos sinusais. tosse seca e dor de “garganta”. em geral de natureza infecciosa: pneumococo. estafilococo. obstrução nasal.Pleuras 28 Pleura parietal 29 Pleura visceral ou pulmonar 30 Recesso costodiafragmático Músculos da respiração 31 Diafragma 32 Centro tendíneo 33 Pilar direito 34 Pilar esquerdo 35 Óstio da veia cava 36 Hiato esofágico 37 Hiato aórtico 38 Intercostal externo 39 Intercostal interno 40 Membrana intercostal externa 41 Transverso do tórax 42 Subcostais 43 Levantador da costela Doenças do sistema respiratório Rinite Inflamação da mucosa nasal. Na rinite por ar seco pode aparecer crostras (descamação) e sangramento. Bronquite Inflamação da mucosa dos brônquios e de suas ramificações geralmente de causa infecciosa. A ozena é rinite atrófica que apresenta crostras. tosse e escarro purulento ou crônica se os sintomas tosse e catarro persistirem por mais tempo três meses a dois anos. Laringite aguda É a inflamação aguda da laringe pode ser infecciosa provocada por vírus ou bactérias provenientes de infecções superiores. Apresenta disfonia. haemophyllus influenzae. mau cheiro e anosmia (ausência de olfato). Neste caso pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica com a diminuição de área pulmonar ativa. Sinusite Inflamação da mucosa que recobre os seios paranasais. 136 . diminuição do olfato. secura no ar e atrofia (ozena). espirros. alergia. Decorre de infecções virais (resfriado comum).

Pneumoconiose Doença pulmonar decorrente da inalação de partículas de pó. quando ar penetra na cavidade pleural durante a inspiração por um mecanismo que funciona como válvula. Obstrução da artéria pulmonar por êmbolos. Pode ser: traumático quando resulta de um trauma. Sintomatologia: dispnéia. dispnéia. Pode apresentar cianose (coloração azulada da pele) e síncope (perda súbita da consciência) nos casos mais graves. emagrecimento e fraqueza. 137 . escarro. Os sintomas são dor no peito. Staphylococcus aureus e Haemophylus influenzae. cuspir ou mesmo pela fala. febre baixa. por exemplo. a contaminação ocorre pelo ar através de bacilos provenientes de enfermos ao tossir.. espontâneo nas rupturas de cistos pulmonares ou hipertensivo. Apresenta febre. êmbolos de gordura ou de medula óssea em fraturas. Pode ser assintomática ou apresentar tosse e dispnéia leve nas fase iniciais mas quando a fibrose aumenta apresenta dispnéia grave e tosse. tosse seca. falta de ar (dispnéia). Pneumotórax É a presença de ar no espaço pleural. dor no peito. As crianças. Embolia pulmonar. de sílica quando denomina-se silicose. Pode ser lobar se estiver restrita a um lobo do pulmão ou broncopneumonia se estiver disseminada pelos pulmões. Sarcoidose Doença granulomatosa sistêmica de causa desconhecida que geralmente atinge o pulmão formando fibroses. Sintomas nem sempre presentes: tosse seca. Sintomatologia: tosse. Quando a quantidade de ar ´´e grande pode colapsar o pulmão (atelectasia) e apresentar cianose.Pneumonia É a inflamação do parênquima pulmonar associada a um processo infeccioso bacteriano ou virótico. os idosos e os imunodeficientes são mais suscetíveis e com maior gravidade. Ao ser inalada provoca reação do organismo caracterizada por fibrose pulmonar. palidez. Os germes que com maior freqüência produzem pneumonia são Streptococcus pneumoniae. taquipnéia (aumento da freqüência respiratória) súbitos. Estes podem ser trombos de veias de membros inferiores que se desprenderam. tosse com escarro purulento Enfisema pulmonar Aumento anormal de espaços aéreos após o bronquíolo terminal com destruição das paredes alveolares. Na maioria das vezes decorre de bronquite crônica e seus sintomas se confundem e assim também pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica. Tuberculose pulmonar Infecção pulmonar provocada pelo Mycobacterium tuberculosis.

pela digestão. O líquido pode ser purulento (empiema). pela deglutição. esôfago. No exsudato a pleura deve apresentar algum distúrbio. pela excreção aquilo que não é selecionado para ser absorvido ou excedente é eliminado pelas fezes. intestino grosso e glândulas anexas (salivares. Parede anterior . SISTEMA DIGESTÓRIO Prof. Constituição: O sistema digestório é um tubo muscular e mucoso que assume diferenças de diâmetro desde seu início na cavidade oral até o seu término no ânus. Suas partes são: cavidade oral.dorso da língua. jejuno e íleo). faringe. os produtos da alimentação são introduzidos em nosso organismo pelas células do tubo digestório. Cavidade oral: Compreende o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca.Derrame pleural Consiste na presença de líquidos em quantidade anormal na cavidade pleural. pela absorção. Pode ser: Transudato: o líquido passa através da parede capilar em quantidade maior que o normal e apresenta pequena quantidade de células. redução no tamanho e na consistência dos alimentos. o acúmulo de líquido ocorre pelo aumento da permeabilidade capilar e apresenta maior quantidade de células.rima da boca com os lábios Parede posterior . transformação dos alimentos da forma como são ingeridos em substâncias mais simples e solúveis. passagem do alimento da boca para os órgãos internos. Sintomatologia: dor que aumenta com a inspiração. Dr. intestino delgado (duodeno. hemorrágico.palato duro e palato mole Soalho . falta de ar (dispnéia).dentes e gengivas Teto . frênulo da língua e carúncula sublingual (abertura da glândula salivar submandibular) Conteúdo: Dentes implantados nos alvéolos dentais da maxila e da mandíbula 138 . Utiliza para o desempenho dessas funções processos mecânicos e químicos. fígado e pâncreas). estômago. arco palatoglosso e dorso da língua Paredes laterais . fibrinoso. Vestíbulo da boca: é a parte da cavidade oral situada entre a arcada dentária e os lábios e a bochecha Cavidade própria da boca: e a parte da cavidade oral situada por dentro das arcadas dentárias. Nader Wafae Funções: O sistema digestório é responsável pela mastigação.comunicação com a faringe através do istmo das fauces formado por: palato mole com a úvula palatina. Exsudato. uma vez transformados.

são vistos na língua seccionada sagitalmente e se dispõem em camadas: longitudinal superior (logo abaixo das papilas). atrás do V lingual encontramos a tonsila lingual. do palato mole à margem lateral da língua delimitando o arco palatoglosso. número total 4 Pré-molares: coroa com dois tubérculos. Tipos: Incisivos: coroa em bisel. mastigação e deglutição. longitudinal inferior (no contorno inferior das margens da língua). 32 Língua: órgão muscular atua na mastigação. situada entre a epiglote e o dorso da língua. do processo estilóide à parte lateral da língua. função: moem o alimento. situados na própria língua e extrínsecos ligando a língua às estruturas vizinhas. margens. percepção do gosto e na fonação. No dorso estão as papilas linguais com os corpúsculos gustativos para percepção do gosto: amargo. Os músculos extrínsecos são: hioglosso estende-se do osso hióide à margem lateral da língua. uma ou duas raízes. situação: posteriores. em torno do ápice. par. A primeira dentição possui 20 – a dentição definitiva. função: perfuram e arrancam o alimento. com forma circular e circunscritas por uma depressão também circular. – folhadas em forma de estrias como se fossem rachaduras ou sulcos longitudinais. tipos – circunvaladas são as maiores. duas ou três raízes. azedo nas margens laterais e salgado em toda margem incluindo o ápice. é delimitada pela prega glossoepiglótica mediana e pela prega glossoepiglótica lateral de cada lado. corpo que apresenta: ápice. – fungiformes. número total 8 Caninos: coroa em ponta. Os músculos intrínsecos. transverso da língua (abaixo do longitudinal superior) e vertical da língua (mesclados entre o longitudinal superior e o transverso). um aglomerado de tecido linfático com aberturas em forma de criptas. situação anteriores. moem o alimento. dorso e face inferior. 139 . da face interna do mento à face inferior da língua. situação: anterolaterais. Papilas linguais. Entre as papilas circunvaladas e a tonsila lingual existe um sulco em forme de V chamado sulco terminal Músculos da língua: podem ser intrínsecos. estão dispostas em V e localizam-se entre o dorso e a raiz. número total 8 Molares: coroa com quatro tubérculos. doce. estiloglosso. palatoglosso. – filiformes as mais numerosas ocupam todo o dorso e o ápice. localizam-se nas margens da língua. colo e raiz. situação: laterais. Pertencendo ao sistema linfático é um órgão de defesa imunológica que compõe o chamado anel linfático. ligada ao osso hióide. genioglosso. margem superior cortante. na parte posterior. são pequenas saliências dispersas no dorso em forma de cogumelo. Os músculos da língua intrínsecos e extrínsecos atuam em conjunto adaptando a forma da língua visando o melhor desempenho das funções iniciais do sistema digestório. Ainda no dorso mas já próximo da raiz. uma raiz. função: cortam o alimento. Valécula epiglótica é uma depressão. uma raiz. deglutição.Partes do dente: coroa. número total 12. Partes: raiz.

duas escavações os recessos piriformes. constritor médio da faringe e constritor inferior da faringe e levantadores. Tem cerca de 25 cm. arco palatofaríngeo e parede posterior da faringe Parte laríngea: apresenta. Fundo . duas atuam no sistema digestório: a parte oral e a parte laríngea. Parte oral: apresenta a fossa tonsilar delimitada pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo que contem a tonsila palatina também chamada amígdala em seu interior. Essa região divide-se em antro pilórico (próximo ao corpo) e canal pilórico (próximo ao duodeno). A dificuldade em se delimitar anatomicamente as partes do estômago procede já que se trata de divisão de caráter histológico. lateralmente. óstio pilórico (transição com o duodeno). situa-se na cavidade abdominal logo abaixo do diafragma nas regiões denominadas epigastro e hipocôndrio esquerdo.Faringe: Das três partes da faringe. salpingofaríngeo. situa-se sucessivamente atrás da traquéia e do átrio esquerdo que lhe deixa uma impressão. Atravessa o diafragma pelo hiato esofágico. enzimas) e à transformação do alimento em quimo (massa semilíquida) principalmente pelos movimentos peristálticos e produção de muco para facilitar a digestão e a absorção no intestino. A parte oral e a parte nasal comunicam-se através do istmo da garganta delimitado pelo palato mole. 140 . Orifícios: óstio cárdico (transição com o esôfago).entre o fundo e a parte pilórica Parte pilórica . pode ser avaliada traçando uma linha oblíqua a partir do ponto em há mudança de orientação da curvatura gástrica menor de vertical para horizontal ( incisura angular). tendo a coluna vertebral em seu contorno posterior. que levantam a faringe fazendo o alimento passar para o esôfago e impedindo o refluxo para a cavidade nasal: estilofaríngeo. palatofaríngeo. apresenta três partes: cervical. levantador do véu palatino Esôfago: Continuação da faringe antecede o estômago. pelo arco da aorta. Estômago: É o segmento mais dilatado do tubo digestório interposto entre o esôfago e o intestino delgado. o estômago se destina mais à digestão através do suco gástrico (HCl..em torno de sua continuação com o esôfago abdominal. torácica (a maior de todas) e a abdominal. Faces ou paredes: anterior e posterior Curvaturas: gástrica maior e gástrica menor Partes: Cárdia . pelo brônquio esquerdo e pelo diafragma.acima de um plano passando pela transição com o esôfago Corpo . Na sua transição com o estômago encontra-se o cárdia. Entre as funções do sistema digestório. muco. Apresenta estreitamentos considerados normais que são determinados pelo músculo cricofaríngeo. essencialmente é um tubo para passagem do bolo alimentar. Os músculos da faringe podem ser constritores que comprimem o alimento: constritor superior da faringe.próxima ao duodeno.

próximo ao cárdia divide-se em ramo maior. ramos da v. 141 . esplênica para a face posterior do estômago. e na curvatura maior entre as artérias gastromental direita ramo da artéria gastroduodenal e gastromental esquerda ramo da artéria esplênica e a região do fundo gástrico recebe ainda as artérias gástricas curtas ramos da artéria esplênica. ao se aproximar da parte abdominal do esôfago as fibras do plexo se separam para formar o tronco vagal anterior no qual predominam fibras do vago esquerdo e o tronco vagal posterior formado principalmente pelo vago direito. Na curvatura menor entre as artérias gástrica esquerda ramo do tronco celíaco e a gástrica direita. ramo da artéria hepática própria. Entre as funções do tubo digestório. gástrico anterior e outros dois menores: hepático e celíaco. O vago anterior coloca-se na frente do esôfago abdominal. (na maioria das vezes). A drenagem venosa é feita pelas veias gástricas direita e esquerda tributárias da veia porta do fígado que se encontram na curvatura menor do estômago. Vascularização do estômago: A irrigação arterial do estômago se faz através de dois círculos anastomóticos situados nas curvaturas. o maior é o celíaco e o terceiro é o hepático. O nervo gástrico anterior emite vários ramos curtos e no nível do antro encontramos o ramo principal (nervo de Latarjet). O estômago é peritonizado e a parte do omento menor que liga o estômago ao fígado chama-se ligamento hepatogástrico e a parte do omento maior entre o estômago e o colo transverso é o ligamento gastrocólico. o jejuno e o íleo. Os nervos vagos direito e esquerdo descem do pescoço para o tórax onde confluem por diante do esôfago para formar o plexo esofágico. Inervação do estômago e do esôfago O estômago recebe inervação autônoma parassimpática através dos nervos vagos e simpática através do plexo celíaco para o estômago e esplâncnicos e tronco simpático para o esôfago. Intestinos: É a parte final do tubo digestório. esplênica. (freqüentemente um pouco à direita do esôfago) emite três ramos o menor é o gástrico posterior. a parte inicial participa ativamente da digestão mas o intestino delgado como um todo é o grande responsável pela absorção alimentar.Piloro (significa portão) é uma concentração de fibras musculares circulares esfinctéricas entre o estômago e o duodeno e que regula a passagem do bolo alimentar para o duodeno. Variações anatômicas do tronco celíaco são freqüentes. O vago posterior coloca-se atrás do esôfago abdominal. pelas veias gastromental direita ramo da v. mesentérica superior e gastromental esquerda ramo da v. compreende o intestino delgado e o intestino grosso. Em alguns casos ocorre a presença de uma artéria gástrica posterior ramo da a. esplênica que se encontram na curvatura maior do estômago e pelas veias gástricas curtas do fundo gástrico. Intestino delgado: Tem em torno de 6 metros de comprimento e compreende o duodeno.

colédoco trazendo a bile da vesícula biliar e do fígado e o pancreático trazendo o suco pancreático do pâncreas. Apresenta a forma da letra C que contorna a cabeça do pâncreas Partes: 1ª ou superior é a parte que segue o estômago. O duodeno está ligado ao fígado pelo ligamento hepatoduodenal. 3ª ou horizontal ou inferior. importante em clínica por apresentar características internas semelhantes ao estômago. 2ª ou descendente é onde desembocam os ductos. mas o início da primeira parte e o final da quarta parte são peritonizados. 4ª ou ascendente que se continua com o jejuno a partir da flexura duodenojejunal fixa por uma estrutura muscular lisa chamada músculo suspensor do duodeno (Treitz). a parte livre do omento menor. Aqui também formam-se círculos anastomóticos entre as artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior ramos da a. Em alguns casos podemos encontrar um pouco acima a papila menor do duodeno onde se abre o ducto pancreático acessório. O duodeno é retroperitoneal. ramos da a. mesentérica superior através das artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. seu início chama-se bulbo duodenal.Duodeno: É a parte inicial do intestino delgado.1ª parte Cavidade oral 1 Vestíbulo da boca 2 Cavidade própria da boca 3 Palato duro 4 Palato mole 5 Úvula palatina Língua 6 Papila circunvalada 7 Papila folhada 8 Papila fungiforme 9 Papila filiforme (revestem todo o dorso da língua. gastroduodenal e as artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. difíceis de individualizar) 10 Tonsila lingual 11 Valécula epiglótica 12 Prega glossoepiglótica mediana 13 Prega glossoepiglótica lateral 14 Músculo longitudinal superior da língua 142 . na junção dos dois ductos forma-se a ampola hepatopancreática que se abre na papila maior do duodeno desta parte do duodeno.  Roteiro prático do Sistema Digestório . vai do piloro à transição com o jejuno na flexura (ângulo) duodenojejunal. mesentérica superior. Vascularização do duodeno A irrigação arterial do duodeno procede da artéria hepática comum ramo do tronco celíaco através das artérias gástrica direita e gastroduodenal e da a.

Tem importância prática saber identificar a primeira alça do jejuno o que possível pois sabemos que a mesma esta presa à parede posterior juntamente com a última porção do duodeno pelo músculo suspensor do duodeno.antro pilórico 33 Parte pilórica . macroscopicamente é difícil diferenciá-las como pertencentes ao jejuno ou ao íleo. É evidente que as alças próximas ao duodeno são jejunais e aquelas próximas ao intestino grosso são ileais.15 Músculo transverso da língua 16 Músculo genioglosso 17 Músculo palatoglosso Dentes 18 Incisivo 19 Canino 20 Pré-molar 21 Molar Parte oral da faringe 22 Arco palatoglosso 23 Arco palatofaríngeo 24 Tonsila palatina na fossa tonsilar Parte laríngea da faringe 25 Recesso piriforme Esôfago 26 Parte cervical 27 Parte torácica 28 Parte abdominal Estômago 29 Cárdia 30 Fundo gástrico 31 Corpo gástrico 32 Parte pilórica .canal pilórico 34 Curvatura menor 35 Curvatura maior 36 Piloro Duodeno 37 Parte superior 38 Parte descendente 39 Parte horizontal 40 Parte ascendente 41 Papila maior do duodeno 42 Músculo suspensor do duodeno Intestinos (continuação) Jejuno e íleo: Constituídos por grande número de alças intestinais que ocupam a área central do abdome. 143 .

continuação do ceco até a flexura direita. Colo sigmóide. próximo ao fígado.tênias do colo que são faixas de musculatura lisa longitudinal concentrada em 3 fitas ao longo do intestino (tênia mesocólica. encontra-se na parte inferior do ceco no encontro das 3 tênias. as colunas anais ligadas nas extremidades inferiores pelas válvulas anais. Apêndice vermiforme. absorção de água e ferro.saculações (provavelmente musculatura lisa circular concentrada em pregas circulares delimitando formações em bolsas). vai da flexura direita. Colo transverso. mas sua posição é variável. Colo descendente: no lado esquerdo vai da flexura esquerda até o início do colo sigmóide. liso sob controle autônomo. próximo ao fígado à flexura esquerda. como possui o mesossigmóide. Contornado a parte inferior do canal temos os músculos que atuam na defecação: esfíncter externo do ânus. No seu interior observamos as pregas transversas do reto cuja função é discutível. Tem várias curvas o que lhe dá a forma da letra S. é identificável por estar mais livre (solto) que o colo descendente que está preso à parede posterior.da veia mesentérica superior para a veia porta. ao nível da transição encontrase uma saliência a papila ileal com uma abertura no centro o óstio ileal ( a existência de uma valva ileocecal não é unanimidade entre os autores). Pécten anal é o espaço situado abaixo das válvulas e das colunas até o ânus. tênia omental e tênia livre) e 3. A artéria cólica direita enquanto ramo direto da mesentérica superior está presente em cerca de 20% dos indivíduos. A direita é mais baixa do que a esquerda devido à presença do fígado no lado direito. esfíncter interno do ânus.Vascularização: irrigação . drenagem . Identificação: pela presença de: 1. cólica direita e cólica média para o lado direito do intestino grosso. pois sabemos que o material proveniente da absorção intestinal deve passar antes pelo fígado para só depois entrar na corrente circulatória. cólica 144 . a disposição de sua musculatura é diferente daquela do colo restante por isso não apresenta tênias ou saculações.ramos jejunais e ileais da artéria mesentérica superior. Canal anal: vai do reto ao ânus apresenta em seu contorno saliência longitudinais. estas delimitam com a parede anal espaços chamados seios anais. Partes: Ceco. Vascularização do intestino grosso: irrigação – A artéria mesentérica superior emite os ramos: ileocólica.apêndices omentais do colo (pequenas formações saculares de gordura). estriado sob controle voluntário. Colo ascendente: no lado direito. apendicular e cólico. A artéria ileocólica se dirige para a transição entre o íleo e colo ascendente através dos ramos: ileal. sua parte mais dilatada chama-se ampola. Reto é a parte terminal. parte inicial que se comunica com o íleo. sigmóideas e retal superior para o lado esquerdo do intestino grosso. próximo ao baço. cecais anterior e posterior. transporte e eliminação das fezes. Intestino grosso: Funções: formação. As artérias: ileocólica. produção de muco. A artéria mesentérica inferior emite os ramos: cólica esquerda. 2.

cólica e renal. na mucosa do vestíbulo da cavidade da boca. parte final do intestino grosso. localiza-se na frente da orelha. veia cava inferior (à direita). O reto. da bochecha e molares. forma uma saliência no soalho da boca. participa assim da formação do bolo alimentar e ainda iniciam a digestão dos hidratos de carbono pois contem a enzima chamada ptialina que atua sobre o amido. guarda importante relação com o nervo facial que se encontra em seu interior e se abre através do ducto parotídeo. Glândulas anexas ao tubo digestório: São órgãos que produzem substâncias químicas ricas em enzimas que se comunicam com o tubo digestório através de ductos (tubos) por meio dos quais suas secreções vão atuar no processo de digestão dos alimentos. duodenal. É ímpar. Sua inflamação é conhecida pelo nome de caxumba (parotidite epidêmica). abre-se através do ducto submandibular. É constituído por 4 lobos: direito. As glândulas salivares maiores são 3 pares: parótida. Dividem-se em dois grupos: maiores e menores. ligamento venoso (à esquerda) e hilo hepático ou porta do 145 . sob a pele e sobre o ramo da mandíbula. e está protegido pelas últimas costelas do lado direito. no nível do 2º dente molar superior. palatinas. fígado e pâncreas que se abrem no duodeno. Glândulas salivares: Produzem uma secreção chamada saliva cujas funções são umedecer e lubrificar o alimento. Glândulas salivares maiores: Parótida é a maior de todas. a prega sublingual e em lugar de um único ducto possui vários ductos (de 8 a 17) que se abrem diretamente no soalho da boca.direita. esquerdo. gástrica. A drenagem venosa é efetuada por ramos das veias mesentéricas superior e inferior para a veia porta e das veias retais média e inferior para a veia ilíaca interna. As glândulas anexas são: glândulas salivares que se abrem na cavidade oral. porém acima da glândula submandibular. cólica esquerda e sigmóideas estão interligadas pelo arco justacólico (artéria de Riolan). Submandibular localiza-se embaixo da cavidade da boca envolvida pela mandíbula. ligamento redondo. localiza-se na cavidade abdominal. nas regiões do hipocôndrio direito e epigastro. todas se comunicam com a cavidade oral. distribuídas pela cavidade da boca e reunidas de acordo com a localização em: labiais. nas proximidades do frênulo da língua. inferior voltada para as demais vísceras abdominais que a marcam com suas impressões: esofágica. Sublingual também situada embaixo do soalho da boca. embaixo da cúpula direita do diafragma. Fígado: É a maior glândula do corpo humano. recebe ramos retais (média e inferior) da artéria ilíaca interna. linguais. superior envolvida pelo diafragma e a visceral. cólica média. submandibular e sublingual. as menores são numerosas. Apresenta duas faces: diafragmática. no soalho da boca ao lado do frênulo da língua em uma pequena saliência chamada carúncula sublingual. quadrado e caudado separados pelas seguintes estruturas: vesícula biliar.

por diante da coluna vertebral é envolvido em parte pelo duodeno e se estende até o baço no lado esquerdo. Atualmente o fígado é dividido em 8 segmentos que desfrutam de certa autonomia funcional com aplicação cirúrgica. O comportamento do peritônio em relação ao fígado será estudado posteriormente.fígado (ao centro). Compreendem os ductos hepáticos direito e esquerdo que se unem para formar o ducto hepático comum que ao receber o ducto cístico proveniente da vesícula biliar formam o ducto colédoco que vai se unir ao ducto pancreático proveniente do pâncreas para juntos desembocarem através da ampola hepatopancreática na papila maior do duodeno na 2 a porção do duodeno. O fígado é envolvido por peritônio visceral menos em uma pequena parte da face diafragmática chamada área nua. Em alguns indivíduos podemos ter um segundo ducto chamado acessório que desemboca também no duodeno. eliminando bile para o duodeno através dos ductos cístico e colédoco. isto é coloca-se posteriormente ao peritônio. ramos da artéria 146 . são: cabeça. colo. um pouco acima do outro na papila menor do duodeno. Vias biliares: É o conjunto de ductos (tubos) que conduzem a bile desde a sua formação no tecido hepático até a desembocadura na 2a porção do duodeno. Ao nível do hilo temos o pedículo hepático representado pelas estruturas que entram e saem do fígado. A vesícula biliar é um reservatório de bile que se contrai estimulada pela presença de alimento gorduroso no duodeno. intestinos). Pâncreas: É também abdominal. na ampola hepatopancreática. ambos sem maior significado funcional. Sua secreção para o duodeno chama-se suco pancreático e contém as enzimas: amilase para os hidratos de carbono. É órgão retroperitoneal. partindo do duodeno em direção ao baço. a veia porta (posterior) que traz o sangue dos locais onde houve absorção alimentar (estômago. na 2a porção juntamente com o ducto colédoco. Vascularização: a cabeça do pâncreas é irrigada pelas artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior. situado por trás do estômago. o corpo também apresenta uma proeminência em sai margem superior. Entram. Podem ser intra-hepáticas situadas dentro do fígado e extra-hepáticas quando saem do fígado pelo hilo. Os sais biliares atuam sobre as gorduras quebrando suas moléculas para que as lipases possam atuar melhor. corpo e cauda. A parte posterior da cabeça ao contornar os vasos mesentéricos superiores apresenta um prolongamento em ponta chamado processo uncinado. lipase para as gorduras e tripsina para digestão das proteínas. é o túber omental. a artéria hepática própria (à esquerda) e saem os ductos hepáticos (à direita) das vias biliares conduzindo a bile com sais biliares. Contém ainda o bicarbonato de sódio para neutralizar o ácido clorídrico do estômago. O suco pancreático escoa principalmente por um ducto chamado ducto pancreático que desemboca na papila maior do duodeno. Suas partes.

retal superior Reto 16 Ampola do reto 17 Prega transversa Canal anal 18 Coluna anal 19 Válvula anal 20 Seio anal 21 M. pancreática inferior. cólica média 14 a.gastroduodenal e ramos anterior e posterior da artéria pancreaticoduodenal inferior ramo da artéria mesentérica inferior. pancreática dorsal) e a cauda pela pancreática caudal também ramo da artéria esplênica.2ª parte 1 Alça do jejuno 2 Alça do íleo Intestino Grosso 3 Ceco 4 Apêndice vermiforme 5 Colo ascendente 6 Colo transverso 7 Colo descendente 8 Colo sigmóide 9 Tênia do colo 10 Saculação 11 Apêndice omental 12 a. ileocólica 13 a. esfíncter externo do ânus 22 M. respectivamente. cólica esquerda 15. Essas artérias se anastomosam. esfíncter interno do ânus Glândulas salivares maiores 23 Parótida 24 Ducto parotídeo 25 Submandibular 26 Ducto submandibular 27 Sublingual Fígado 28 Face diafragmática Face visceral compreende: 29 Lobo direito 30 Lobo esquerdo 147 . O corpo é irrigado por ramos da artéria esplênica (pancreática magna. nas partes anterior e posterior da cabeça. a. A drenagem venosa é efetuada pelas veias pancreáticas da veia esplênica Roteiro prático do Sistema Digestório .

Nader Wafae Conceito: é uma membrana serosa. o peritônio é dividido em duas folhas: peritônio visceral que recobre as vísceras (órgãos) e o peritônio parietal que recobre as paredes do abdome. conta para tanto com a ação lubrificante do líquido peritoneal.31 Lobo quadrado 32 Lobo caudado 33 Porta do fígado 34 Veia cava inferior 35 Ligamento redondo 36 Ligamento venoso 37 Veia porta 38 Artéria hepática própria 39 Impressões de órgãos vizinhos (renal) Vias biliares 40 Vesícula biliar 41 Ducto cístico 42 Ducto hepático (direito e esquerdo) 43 Ducto hepático comum 44 Ducto colédoco Pâncreas 45 Cabeça do pâncreas 46 Colo do pâncreas 47 Corpo do pâncreas 48 Cauda do pâncreas 49 Processo uncinado 50 Ducto pancreático PERITÔNIO Prof. a cavidade não aparece (potencial) embora exista. lisa. c) proteção das vísceras mediante mecanismos de secreção e absorção. já que de alguma maneira fixam as vísceras nas paredes. b) manutenção das vísceras em posição. Divisão: Embora seja uma membrana contínua. fina. no entanto como os órgãos estão muito próximos uns dos outros e das paredes. pelve e diafragma. 148 . quase transparente que reveste as paredes e os órgãos das cavidades abdominal e pélvica. Nessa cavidade existe uma pequena quantidade de líquido chamado líquido peritoneal. Função: a) superfície de deslizamento para as vísceras permitindo os seus pequenos movimentos sem grandes desgastes por atrito. Entre o peritônio parietal e o peritônio visceral existe uma cavidade vazia (na mulher contém o ovário) chamada cavidade peritoneal.

b) meso: porção do peritônio que vai da parede à víscera contendo vasos em seu interior.f) fossa: uma escavação rasa revestida por peritônio. o peritônio parietal deriva da somatopleura (parede do celoma próxima ao ectoderma).Constituição: apresenta uma camada de mesotélio. em contato e desprovidas de movimento são reabsorvidas pelo organismo e desaparecem. Bolsa omental é um espaço sacular peritoneal cuja parede anterior é formada pelo omento menor. uma camada basal de sustentação e uma camada conjuntiva de fibras colágenas. parede posterior do estômago.) se encontram no hilo do fígado e se colocam uma na frente e outra atrás para se dirigirem à curvatura menor do estômago. Definições: a) folhas: cada uma das divisões do peritônio (visceral e parietal). ao atingir a curvatura menor separam-se para revestir as faces anterior e posterior do estômago até a curvatura maior. Desenvolvimento: o peritônio se desenvolve acompanhando as vísceras que recobre. onde se juntam novamente e descem até um plano passando pelas cristas ilíacas. no trajeto do diafragma e parede ânterolateral para o fígado formam-se dois ligamentos: a) o coronário (cujas extremidades constituem os triangulares) e b) o falciforme. Após revestir o fígado as duas lâminas (direita e esquerda. elásticas e células gordurosas principalmente Tamanho: 2 a 7 metros quadrados. nesse momento voltam-se sobre si mesmas e sobem em direção ao colo transverso pelo mesmo trajeto por onde desceram e forma o omento maior (4 lâminas. nesse trajeto formam o omento menor. g) recesso: uma escavação profunda revestida por peritônio. O peritônio que recobre o cólo sigmóide o faz a uma certa distância da parede formando o mesossigmóide. duas que descem e duas que sobem) envolvem o colo transverso e se dirigem a parede posterior como mesocolo transverso. O peritônio que recobre os colos 149 . d) l igamento: porção do peritônio que vai da parede à víscera ou de uma víscera à outra e não contem vasos em seu interior. As duas margens do omento menor são espessadas e são chamadas de ligamentos a) hepatogástrico. 2 lâminas anteriores do omento maior e a parede posterior pelo peritônio parietal posterior e pelas 2 lâminas posteriores do omento maior. b) mudanças de forma e de posição por torções e deslocamentos c) coalescência (lâminas peritoneais próximas. as etapas mais importantes são: a) crescimento simples (multiplicação celular). e) prega: saliência linear de peritônio ao contornar uma estrutura pequena . bolsa: uma formação sacular revestida por peritônio. Formação: o peritônio visceral deriva da esplancnopleura (parede do celoma próxima ao endoderma). b) hepatoduodenal na margem livre do omento menor sob o qual existe uma passagem chamada forame omental por onde se introduz o dedo para alcançar a bolsa omental. desprendem-se deste para revestir o fígado tornando-se visceral. Disposições especiais em órgãos do sistema digestório: o peritônio parietal após revestir as paredes abdominais ântero-laterais (parte vem da direita e parte vem da esquerda) e o diafragma. c) omento: porção do peritônio que vai de uma víscera à outra víscera e contem vasos em seu interior.

Roteiro prático de peritônio 1 Peritônio parietal 2 Peritônio visceral 3 Omento maior 4 Omento menor 5 Mesentério 6 Mesocolo 7 Prega umbilical mediana 8 Prega umbilical medial 9 Escavação retovesical ou retouterina 10 Ligamento coronário 11 Ligamento falciforme 12 Ligamento triangular 13 Forame omental Doenças do sistema digestório Acalasia É distúrbio no relaxamento do esfíncter esofágico gerando obstrução funcional do esôfago durante a deglutição. Esta rotação vai permitir o crescimento do jejuno e íleo que se liga à parede posterior pelo mesentério cuja base oblíqua tem em torno de 15 cm mas o suficiente para alcançar na borda livre todo o jejuno e íleo Os únicos órgãos situados no interior da cavidade peritoneal são o ovário e partes da tuba uterina (infundíbulo com as fímbrias). em sua posição definitiva. fazendo com que a parte esquerda do peritônio que o reveste encoste no peritônio parietal posterior. de início à direita e no alto coloca-se mais a esquerda e embaixo. são portanto parcialmente peritonizados. na linha mediana próximo à pelve vai se colocar. Como o intestino (delgado e grosso) necessita de grande crescimento para atingir sua extensão completa (6 metros) irá apresentar durante o desenvolvimento embrionário uma torção de 270° tendo como eixo a artéria mesentérica superior. É primária quando o distúrbio encontra-se na 150 . no lado direito embaixo do fígado mediante essa rotação de 270º. sobra apenas o revestimento anterior deixando o pâncreas atrás do peritônio. inicialmente o pâncreas é sagital isto é colocado no sentido ântero-posterior durante seu desenvolvimento e por acompanhar o estômago desloca-se para a esquerda. Assim sendo. no início de sua formação é peritonizado mas deixa de sê-lo durante o desenvolvimento por coalescência. inicialmente. o ponto que vai formar a flexura direita do colo colocado. O mesmo ocorre com a flexura duodeno jejunal. De fato. O pâncreas é um órgão secundariamente retroperitoneal isto é. O ceco é peritonizado mas não possui meso que se restringe ao apêndice (mesoapêndice). lâminas próximas sem movimento são reabsorvidas por coalescência.ascendente e descendente somente o fazem pela frente e pelos lados. A parte do duodeno ligada à cabeça do pâncreas sofre o mesmo processo e a cauda do pâncreas pode estar parcialmente peritonizada. O peritônio restringe-se à margem anterior do ovário.

regurgitação. É secundária quando é conseqüência de outras doenças como: tumores gástricos e esofágicos. linfomas. regurgitação de alimentos e disfagia. Esôfago de Barrett Formação de epitélio mais resistente na parte do esôfago próximo ao estômago provavelmente readaptação nos casos de refluxo gastroesofágico. doença de Chagas. Refluxo gastroesofágico Quando o conteúdo gástrico reflui para o esôfago provocado por excesso de suco gástrico. Pode ocorrer esofagite de refluxo com inflamação e mudanças do epitélio. O divertículo faringoesofágico de Zenker forma-se na transição entre a faringe e o esôfago no nível do músculo cricofaríngeo. dor torácica e regurgitação.. No quadro clínico apresentam halitose (mau hálito). As úlceras gástricas podem estar localizadas no corpo. No quadro clínico predomina a disfagia não progressiva e ardor retroesternal. Pela semelhança com a mucosa do estômago as úlceras duodenais ocorrem no início da parte superior. Divertículos do esôfago Evaginações da parede do esôfago formando pequenas bolsas. Espasmo esofágico Contrações múltiplas do esôfago que podem ser espontâneas ou durante a deglutição. aspiração e carcinoma esofágico são as principais complicações. Esofagite. vômitos e emagrecimento. Aoresentam tendência para adenocarcinoma. integridade do ligamento frenicoesofágico e manutenção do ângulo entre esôfago e estômago. Fumo e consumo de álcool podem estar associados. 151 . No quadro clínico é comum a disfagia. Também pode ocorrer por falha dos fatores que normalmente impedem o refluxo: incompetência do esfíncter esofágico. É comum sua associação com infecção por Helicobacter pylori. No quadro clínico apresentam: disfagia (dificuldade em deglutir). Câncer do esôfago Em 90% é do tipo carcinoma epidermóide (revestimento epitelial) localizado no terço médio e em 10% é adenocarcinoma (glandular). dor torácica e disfagia. Ardor retroesternal (pirose). Úlcera péptica Lesão erosiva e circunscrita das mucosas do estômago ou do duodeno.inervação da musculatura lisa. pela gravidade na posição deitada e pelo aumento da pressão abdominal. Ocorre quando fatores agressores da mucosa como o ácido clorídrico e as enzimas digestivas predominam sobre os fatores defensivos da mucosa – a barreira mucosa. Podem ser de propulsão quando a pressão é interna e de tração quando a força é externa ao órgão. na curvatura menor ou nas proximidades do piloro.

infecciosa provocada por bactérias (Salmonela). Pode ser: a. corticóides e álcool. dores abdominais fracas. náuseas e vômitos. Diarréia. aveia e cevada). No quadro clínico apresentam: dor epigástrica e emagrecimento. em geral está associada à infecção por Helicobacter pylori. e febre. nos casos graves pode apresentar hemorragia. No quadro clínico temos: diarréia líquida. 152 .por deslizamento quando ocorre apenas pela junção esofagogástrica. A gastrite aguda pode ser desencadeada pela ingestão de aspirina. vômitos. No quadro clínico predomina o vômito nas primeiras semanas de vida.paraesofágica quando é o estômago que se desloca. parasitas (giárdia) e vírus presentes em alimentos e água contaminados. Parasitose intestinal Infestação intestinal causada por parasitas. Estenose hipertrófica do piloro Obstrução do canal pilórico devido à hipertrofia congênita da camada muscular. desnutrição e desidratação. Gastrenterite aguda Inflamação da mucosa do intestino delgado. Associa-se com fatores genéticos e auto-imunológicos. em geral. ou de fome. b. prurido anal. Etiologia desconhecida porém apresenta componente familiar. Alimentos contendo ovos ou larvas são os principais responsáveis pela transmissão. Hérnia de hiato É a passagem de parte do estômago para o interior do tórax através do hiato esofágico. centeio.enquanto que úlceras duodenais o ritmo é – dói – come – passa. dispepsia. Alguns são microscópicos como a giárdia lamblia e amebas) e outros são maiores como ascaris e tênias. Gastrite Inflamação da mucosa gástrica. Doença celíaca Doença de má absorção pelo intestino delgado com diarréia e desnutrição desencadeada pela ingestão de glúten em pessoas que tem intolerância ao glúten (trigo. antiinflamatórios. anemia são alguns sintomas. Sintomas: dor no epigástrio. Pode ser aguda ou crônica. defumados e crus e fumantes. Adenocarcinoma gástrico É o tumor maligno glandular do estômago. dor abdominal. A gastrite crônica. Os sintomas são comuns ao refluxo gastroesofágico. dieta com alimentos salgados.O quadro clínico característico é a dor epigástrica em queimação. nas úlceras gástrica o ritmo é – dói – come – dói – passa . São importantes os antecedentes de incidência familiar.

Síndrome de má absorção É a absorção desordenada ou inadequada de nutrientes pela mucosa intestinal. Várias são as causas: doenças que atingem a mucosa intestinal, infecções, insuficiência pancreática, deficiência de lactase, falta de sais biliares, diminuição da superfície de absorção. Os sintomas mais comuns são: diarréia, emagrecimento, distensão abdominal, e desnutrição. Doença de Crohn Doença inflamatória do intestino de causa provavelmente auto-imune. Mais frequentemente atinge o íleo terminal e colo direito é descontínua. No quadro clínico o paciente apresenta: dor abdominal e diarréia, emagrecimento. Pode complicar com formação de fístulas (comunicação anormal entre vísceras ou cavidades) e perfuração e favorecer a formação de tumores. Diverticulite aguda Inflamação de um ou mais divertículos (evaginações da parede do colo formando pequenas bolsas). Em geral aparece colo sigmóide de idosos com dietas pobres em fibras. A inflamação decorre, em geral, de infecção que ocorre após obstrução do divertículo com matéria fecal. Apresenta risco de perfuração. No quadro clínico observa-se: febre, dor abdominal localizada na região inguinal esquerda, diarréia ou prisão de ventre. Obstrução intestinal É a parada na progressão do conteúdo intestinal. As causas são muitas: obstrução por corpo estranho (bolo de ascaris), compressão externa (tumores em órgãos vizinhos), estenoses (tumores intrínsecos), aderências (bridas peritoneais aderindo alças), torção de alça intestinal (volvo intestinal), invaginação intestinal ( pedaço de alça intestinal entrando dentro da própria alça). No quadro clínico, o paciente apresenta: dor em torno do umbigo, náuseas, vômitos, eliminação de gases e de fezes suspensas, distensão abdominal. Diarréia Define-se como o aumento de peso das fezes, do número de evacuações ou diminuição da consistência das fezes. A diarréia aguda, em geral, é infecciosa proveniente de alimentos contaminados ou a vírus. A diarréia crônica pode ser provocada por estimulação da secreção intestinal, alteração da motilidade intestinal ou inflamação desencadeada por laxantes. Apendicite aguda É a inflamação do apêndice vermiforme. Em geral é a infecção do apêndice que segue à sua obstrução. As causas mais comuns da obstrução são: aumento dos folículos linfáticos, fecalitos (fragmento endurecido de fezes), corpos estranhos ou tumores. No quadro clínico, em geral, começa com dor periumbilical, que depois se localizana região inguinal direita é dor contínua e forte, vômitos e febre são freqüentes.

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Colite ulcerativa Doença inflamatória da mucosa do colo de causa desconhecida. Atinge toda a mucosa e no quadro clínico temos: sangramento, diarréia, contendo muco e pus, febre, dor abdominal e pode complicar perfurando. Constipação (prisão de ventre) É a eliminação de fezes em períodos irregulares, em geral devido à falta de fibras na dieta. Além do mal estar apresenta dificuldades para defecar e dor abdominal. Pólipo intestinal Tumor, em geral benigno, com pedículo. Os pólipos do intestino grosso merecem cuidado pois podem se tornar tumores malignos. Há componente familiar. Assintomáticos, podem apresentar sangramentos. Síndrome do colo irritável É o distúrbio funcional e desordenado da motilidade intestinal. É a afecção mais freqüente do sistema digestório. Não são encontradas evidências bioquímicas, microbiológicas ou anatômicas para explicar a sintomatologia O paciente apresenta dor abdominal acompanhada de diarréia ou constipação intestinal ou alternância de ambas, gases, distensão abdominal, intolerância por alguns alimentos.. Transtornos psicológicos como ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e estresse emocional estão associados com freqüência. Adenocarcinoma colorretal É o tumor maligno glandular do colo e o mais freqüente do sistema digestório. São importantes os antecedentes de dieta gordurosa, inflamações freqüentes e incidência familiar. Os tumores do colo ascendente apresentam sangramento e anemia, os do colo sigmóide, sintomas obstrutivos, perfuração e enterorragia (sangramento nas fezes). Fissura anal Ulceração benigna localizada no canal anal. provocada por infecção das colunas anais e traumatismos pelas dificuldades em evacuar. Apresenta dor intensa ao defecar, podendo ocorrer sangramento retal. Hemorróidas Dilatações de veias anorretais. Podem ser internas, externas e mistas. As internas podem ser de primeiro grau quando não se exteriorizam, de segundo grau quando se exteriorizam mas podem ser reduzidas e de terceiro grau quando são permanentes; as externas localizam-se nas margens do ânus. Sintomas: dor ao defecar, sangramentos, pode ocorrer trobose. Hepatites a vírus Infecção do fígado provocada por vírus que se classificam em: A, B, C, D, E. As hepatites A e E são transmitidas pelas fezes, em água e alimentos contaminados pelo vírus. As hepatites B, C e D são transmitidas principalmente pelo sangue.

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O quadro clínico apresenta: anorexia, náuseas, vômitos, fraqueza, icterícia, colúria, (urina escura) e acolia (fezes claras). Pode haver complicações e cronicidade. Hepatopatia alcoólica São as lesões apresentadas pelo fígado em função do consumo de álcool. Podem ser: esteatose (degeneração gordurosa), hepatite e cirrose. Na esteatose há aumento do fígado, na hepatite e na cirrose os quadros clínicos comuns às hepatites e à cirrose. Cálculos biliares (litíase) É a presença de cálculos (pedras) nas vias biliares, mais comumente na vesícula biliar. Os cálculos podem ser de colesterol, de bilirrubina ou de proteínas. É mais freqüente em mulheres obesas. No quadro clínico predominam a dor em cólica no hipocôndrio direito e os vômitos biliares. Carcinoma hepatocelular É o tumor maligno do fígado. O paciente apresenta dor e massa abdominal palpável no hipocôndrio direito. Cirrose hepática Fibrose do tecido hepático, alterações degenerativas e estruturais, infiltração gordurosa, e presença de nódulos. São importantes os antecedentes de: alcoolismo, hepatite a vírus, drogas, deficiência nutricional. No quadro clínico podemos ter: hemorragia digestiva por varizes esofágicas, icterícia, ascite (líquido na cavidade peritoneal). Colecistite aguda É a inflamação da vesícula biliar. Na maioria dos casos é obstrutiva por cálculo seguida de infecção bacteriana. O paciente apresenta dor em cólica no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos biliosos e febre e sinal de Murphy (dor a palpação no hipocôndrio direito). Pancreatite É a inflamação do pâncreas, pode ser aguda ou crônica. Costuma-se associála à obstrução por cálculos biliares e ao alcoolismo, medicamentos, vírus e aos traumatismos abdominais. Os sintomas mais freqüentes são: forte dor abdominal em faixa que se irradia para as costas, e vômitos. Fibrose cística do pâncreas Doença sistêmica hereditária ligada a gene recessivo que atinge à parte exócrina do pâncreas e a maioria das glândulas de secreção externa (sudoríferas, brônquicas). No quadro clínico temos: dor abdominal, diarréia, emagrecimento e associação com sintomas respiratórios. Câncer de pâncreas Em geral é adenocarcinoma do ducto, na cabeça do pâncreas.

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Há vários tipos de peritonite: asséptica (substâncias químicas). cálice maior. SISTEMA URINÁRIO Prof. Rim: Número: dois. Síndrome de Zollinger-Ellison É presença de tumores pancreáticos secretores de gastrina. Peritonite Inflamação do peritônio. direito e esquerdo 156 . Em geral. suspensão dos ruídos intestinais. observa-se ou palpa-se uma tumoração mole no nível inguinal ou no escroto. febre. bexiga urinária e uretra. Nas diretas o conteúdo abdominal passa pela parede posterior do canal inguinal (fáscia transversal). No quadro clínico o paciente apresenta dor abdominal e diarréia. A causa mais freqüente é a propagação de infecções em vísceras peritonizadas (secundária). biliar (presença de bile). . circunscrita (localizada). 4-Secreção do hormônio renina que atua na regulação da pressão arterial e eritropoetina.No quadro clínico temos dor epigástrica constante. Dr. ureter. Podem ser diretas e indiretas. Quando não se consegue reduzir (empurrar a hérnia para dentro) pode ocorrer a hérnia estrangulada com o comprometimento da irrigação do saco herniado. perfurações ou rupturas de vísceras ocas. difusa (generalizada). encapsulada (abscessos) gasosa (presença de gases). na produção de glóbulos vermelhos. Nader Wafae Funções: O rim depura o sangue e mantém o equilíbrio eletrolítico. rigidez da parede abdominal (abdome em tábua)e pode chegar ao choque. através dos genitais internos femininos. emagrecimento e icterícia (coloração amarela da pele e das mucosas). pelve renal. taquicardia. em resposta o estômago secreta grandes quantidades de ácido clorídrico e pepsina e conseqüente aparecimento de úlceras no estômago e no intestino delgado. Nas diretas o conteúdo abdominal passa para parede através do anel inguinal profundo (fáscia transversal). Constituição: O sistema urinário se compõe de um órgão par chamado rim e das vias urinárias: cálice menor. Apresenta dor e distensão abdominal. Hérnia inguinal É a passagem de conteúdo abdominal através de um ponto fraco da parede muscular do abdome. Essas funções são desenvolvidas através dos seguintes mecanismos: 1-Filtração do sangue pelos glomérulos renais (um litro por minuto) para os túbulos renais 2-Reabsorção desse filtrado depurado nos túbulos renais (a maior parte) 3-Excreção pequena parte desse filtrado com resíduos químicos é eliminado pela urina (um a um litro e meio por dia).

Localização: parede posterior da cavidade abdominal ao lado da coluna vertebral, entre 12a vértebra torácica e 3a lombar, sendo que o direito se encontra um pouco mais baixo. Descrição externa: faces: anterior e posterior; pólos: superior e inferior; margens: lateral (convexa) e medial (côncava); forma: de um feijão; Hilo Renal é uma abertura na margem medial do rim Seio Renal é uma escavação que continua o hilo para dentro do rim e que contem parte das vias urinárias, gordura e vasos. Pedículo Renal é o conjunto dos elementos que entram no rim como a artéria renal ou saem veia renal e pelve renal (um dos componentes das vias urinárias). A disposição mais freqüente desses elementos no hilo renal é de diante para trás: veia, artéria e pelve renal. Cápsula renal fibrosa: é a membrana fina e transparente que envolve os rins. Relações com outros órgãos: Rim direito = fígado, duodeno, colo Rim esquerdo = estômago, baço, pâncreas, colo Relações com o peritônio: os rins são retroperitoneais, portanto sem relação com o peritônio. São envolvidos por tecido conjuntivo frouxo que deriva do tecido extraperitoneal, a fáscia renal, contínua na parte superior que envolve as glândulas supra-renais e disponde de abertura na parte inferior. Entre a fáscia renal e a cápsula renal existe gordura no espaço perirrenal. Descrição interna: Mediante um corte frontal do rim identificamos as partes: Medula renal, mais interna, formada por estruturas triangulares escuras chamadas pirâmides onde predominam os túbulo renais e ductos coletores, alternadas com estruturas retangulares claras chamadas colunas renais. Córtex renal, mais externa e clara, onde predominam os glomérulos renais, das bases das pirâmides destacam-se pequenos prolongamentos, os raios medulares. Os vértices das pirâmides estão voltados medialmente e denominam-se papilas e se encaixam no início das vias urinárias ou seja nos cálices menores. Cada pirâmide associada a córtex e as colunas que a envolvem constituem o lobo renal que são em número de 7 a 14 por rim. O rim apresenta estrutura segmentar totalizando cinco segmentos. Vascularização: O rim é irrigado pela artéria renal que se divide em 5 artérias segmentares, estas formam, em seqüência: as artérias interlobares situadas nas colunas renais, artérias arqueadas na base das pirâmides, artérias interlobulares entre os raios medulares, arteríolas glomerulares aferentes, arteríolas glomerulares eferentes, arteríolas retas. A drenagem é feita pela veia renal. Vias urinárias: Cálices menores: adaptam-se às papilas das pirâmides recolhendo a urina formada nos túbulos coletores. Cálices maiores: em número de 2 a 3 por rim são formados pela reunião de número variável de cálices menores. Pelve renal: Formada pela confluência dos cálices maiores, conduz a urina para o ureter já fora do rim, Ureter: é um tubo longo que une a pelve renal à bexiga urinária. Divide-se em 3 partes conforme sua localização: abdominal, pélvica e intramural (esta na

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parede da bexiga). Sua desembocadura na bexiga urinária chama-se óstio do ureter. Apresenta em sua extensão três estreitamentos onde costumam encravar cálculos: 1- na junção com a pelve renal, 2- ao passar sobre os vasos ilíacos e 3- na parede da bexiga, intramural. Bexiga urinária: é uma estrutura sacular situada na pelve que funciona como reservatório de urina (cerca de 1 a 1,5 litro). O ápice está voltado para cima e para diante, e a base e o colo estão situados inferiormente. Internamente destaca-se o trígono da bexiga que é uma área triangular situada na base da bexiga, delimitado por 2 óstios do ureter unidos pela prega interuretérica e pelo óstio interno da uretra. A maior parte que compõe a musculatura da bexiga denomina-se detrusor e nas proximidades do óstio interno situa-se a musculatura esfinctérica lisa e estriada. A bexiga é revestida por mucosa pregueada, menos a do trígono que é lisa. No início e atrás do óstio interno da uretra há uma pequena saliência chamada úvula da bexiga. Uretra: é a parte final das vias urinárias que comunica a bexiga urinária ao meio exterior. em seu início apresenta uma linha saliente na parede posterior: a crista uretral. Há diferenças acentuadas entre a uretra feminina e a masculina: • Uretra feminina é curta, retilínea, exclusivamente urinária. • Uretra masculina é longa, sinuosa pertencente aos sistema urinário e genital. Divide-se em três partes: prostática que atravessa a próstata, membranácea que atravessa o períneo e esponjosa incluída no corpo esponjoso do pênis com uma dilatação inicial: fossa bulbar e outra terminal: fossa navicular que se abre no exterior pelo óstio externo da uretra.

Roteiro prático do Sistema Urinário 1 Rim: face anterior 2 Rim: face posterior 3 Rim: margem medial 4 Rim: margem lateral 5 Rim: extremidade (pólo) superior 6 Rim: extremidade (pólo) inferior 7 Hilo renal 8 Seio renal 9 Pedículo renal 10 Cápsula renal (fibrosa) 11 Fáscia renal 12 Córtex renal 13 Medula renal 14 Pirâmide renal 15 Papila renal 16 Artéria segmentar 17 Coluna renal 18 Cálice menor 19 Cálice maior

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20 Pelve renal 21 Ureter: parte abdominal 22 Ureter: parte pélvica 23 Bexiga urinária 24 Músculo detrusor 25 Úvula da bexiga 26 Trígono da bexiga 27 Prega interuretérica 28 Óstio do ureter 29 Óstio interno da uretra 30 Uretra masculina: parte prostática 31 Colículo seminal 32 Utrículo prostático 33 Seio prostático 34 Uretra masculina: parte membranácea 35 Uretra masculina: parte esponjosa 36 Fossa navicular da uretra 37 Óstio externo da uretra Doenças do sistema urinário Carcinoma renal. Adenocarcinoma das células do túbulo contorcido proximal é o tumor renal mais freqüente. No quadro clínico observa-se: hematúria, dor e tumor no local. Glomerulonefrite Inflamação dos glomérulos renais de caráter auto-imune pois em geral ocorre após infecções do sistema respiratório por estreptococos. Pode ser aguda, subaguda e crônica. No quadro clínico observa-se: proteinúria, hematúria, hipertensão arterial, edemas e eventualmente insuficiência renal. Antecedente de amidalite é importante. Hidronefrose. Distensão e retenção de urina na pelve renal e ou ureter em decorrência de obstrução do fluxo da urina principalmente na junção pieloureteral. As causas mais comuns são: cálculo ureteral, estenose do ureter, bexiga neurogênica, malformações congênitas, estenoses cicatriciais, compressões extrínsecas. (vasculares, tumores, gravidez, infecções). Quadro clínico depende da causa e da evolução pode ir ata insuficiência renal por compressão do parênquima pela urina. Infecção urinária Pode ser alta ou pielonefrite quando atinge o rim e baixa, quando atinge a bexiga (cistite) ou a uretra (uretrite). A via de infecção mais comum é pela uretra. É mais freqüente em mulheres, idosos, pacientes sondados e gestantes.

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No quadro clínico temos: edema de face e de membros inferiores podendo generalizar-se (anasarca).Quadro clínico: na cistite apresenta disúria. congênito que pelo crescimento vão ocupando espaço no rim podendo levar à insuficiência renal. hipertensão arterial ou em doenças renais. edema nos membros inferiores. dor lombar e outros sintomas de infecção urinária. proteinúria e insuficiência renal aguda. Resulta de lesão renal não superada no decorrer do tempo levando a um progressivo distúrbio da função renal. é o que ocorre na diabete. em geral. com diminuição de proteínas no sangue e edema como conseqüência de doenças renais como glomerulonefrites. de urgência. hipertensão. hematúria. diminuição da quantidade de urina (oligúria). nefropatia diabética. culminado com a uremia e seus sintomas toxêmicos. fosfato de cálcio e ácido úrico. polineurite (inflamação de nervos periféricos). Síndrome nefrótico Perda excessiva de proteínas pela urina. dor no hipogástrio. A uremia é caracterizada por sintomas nos diferentes sistemas: anorexia. As causas mais freqüentes são: de esforço. polaciúria. Policisto renal É a presença de cisto (coleção líquida envolvida por uma cápsula). micção urgente. Incontinência urinária É a incapacidade para controlar voluntariamente a micção. insuficiência cardíaca. causada por contrações do 160 . Insuficiência renal crônica É a incapacidade continuada do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. vômitos. na pielonefrite apresenta febre. O quadro clínico característico é a cólica renal. Insuficiência renal aguda É a incapacidade do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. O quadro clínico apresenta oligúria. Resultam de distúrbios metabólicos com acúmulo de cristais nas vias urinárias como oxalato de cálcio. Litíase É a presença de cálculos (pedras) nas vias urinárias. nictúria (eliminação aumentada duante a noite) e hipertensão arterial. dor forte descontínua na região lombar que se propaga para os genitais externos. em geral.A lesão do glomérulo acarreta a passagem de glóbulos vermelhos e proteínas na urina. encefalopatias (confusão mental. convulsões) e endócrinos. provenientes de fatores anatômicos musculares ou nervosos. conseqüente de glomerulonefrites. Síndrome nefrítico Caracteriza-se pela tríade: hematúria. O quadro clínico apresenta hematúria (sangue na urina). arritmias por hiperpotassemia.

polaciúria. ovarius que carrega ovos. de transbordamento. encontro do óvulo com o espermatozóide. disposição dos pêlos. implantação do ovo e preservação da gravidez. útero. lábios menores. pela implantação. o conjunto destas estruturas denomina-se vulva ou pudendo feminino. SISTEMA GENITAL FEMININO Prof. progesterona responsável pelo amadurecimento e preparação da mucosa do endométrio.músculo detrusor. alterações no esfíncter ou de sua coordenação com o detrusor. nos casos hiperrefléxicos temos perda de urina. pela gestação (desenvolvimento do feto) e pelo parto. pela fecundação. clitóris. quando excede a capacidade da bexiga e funcionais decorrentes dos hábitos. Os órgãos genitais internos são: ovário. Número: 2. Os órgãos genitais externos são: monte do púbis. Distúrbios funcionais da bexiga urinária como contração exagerada ou diminuída. Constituição: os órgãos genitais classificam-se em internos e externos. nas bexigas neurogênicas por hiporreflexia há dilatação e são freqüentes as infecções. relaxina que durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve. fixação do ovo na mucosa uterina. polaciúria (aumento do número de micções). Situação: fossa ovária na parte lateral e posterior da pelve entre a parte oclusa da artéria umbelical e a artéria ilíca interna. Carcinoma da bexiga Em geral é proveniente das células do epitélio de revestimento. Etimologia: do latim. duas extremidades – 161 . Bexiga neurogênica Alteração do funcionamento normal da bexiga urinária em decorrência de distúrbios do sistema nervoso ou dos nervos que controlam a bexiga urinária.medial em relação com a tuba uterina (tubária) e lateral em relação com parede da pelve. Órgãos genitais internos: Ovário: Conceito: glândula endócrina em forma irregularmente oval. bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares maiores e menores. direito e esquerdo Função: produção de óvulos e de hormônios – estrógeno responsável pela formação dos caracteres sexuais secundários (voz. o óvulo. lábios maiores. urgência miccional e infecções urinárias. O quadro clínico apresenta incontinência urinária. disúria (dor ao urinar). forma da pelve. Descrição externa: O ovário apresenta: duas faces . Dr. mama etc. Nader Wafae O sistema genital feminino participa a) da reprodução humana pela produção da célula genital feminina. No quadro clínico observa-se: hematúria (sangue na urina). b) da definição dos caracteres sexuais secundários da mulher pela secreção de hormônios sexuais.) e pela reconstrução da mucosa do endométrio após a menstruação. tuba uterina e vagina.

fecundação. Linfáticos: drenam para os linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. ramo da aorta e um ramo da uterina. mucular e serosa. que se abre na cavidade abdominal. Etimologia: do latim uterus – saco de pele para levar líquidos. na parte superior da pelve menor Comprimento: 10 a 12 cm Partes: são 4. a direita é tributária da veia cava inferior e a esquerda desemboca na veia renal esquerda. Número: 2. Ligamento: possui apenas o mesossalpinge que liga a tuba uterina ao ligamento largo. Óstios: nas extremidades da tuba uterina situam-se os orifícios: um deles é medial e se abre na cavidade uterina. córtex com os folículos ovarianos e estroma ovário e finalmente a medula do ovário. trombeta. Etimologia: do latim. ramo da artéria ilíaca interna. a ampola e a parte mais larga. o istmo da tuna uterina. trombeta. em seguida a porção mais longa. Linfáticos: linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. veias: ováricas. Tuba uterina: Conceito: é um tubo alargado na extremidade lateral que se estende do fundo do útero em direção à parede da pelve para recobrir partes do ovário. o infundíbulo que termina em prolongamentos que se assemelham a uma franja.tubária (superior) encoberta pela tuba uterina e uterina (inferior) com o ligamento útero-ovárico que prende o ovário ao útero. o óstio uterino da tuba e outro. do grego histerus – que vem depois. O hilo localiza-se na margem mesovárica. o óstio abdominal da tuba uterina. Situação: disposta transversalmente. Número: 1 Função: receber o ovo e desenvolver a gestação. duas margens – mesovárica situada anteriormente e ligada ao mesovário e livre (posterior) emrelação com a tuba uterina. Estrutura: é formada por três camadas: mucosa. 162 . Vascularização: artérias: ovárica. seguida por um segmento estreito fora do útero. o termo salpinge usado em ginecologia deriva do grego. as fímbrias. Vascularização: pela artérias e veias ovárica e uterina. útero-ovárico que fixa a extremidade inferior do ovário ao útero) e mesovário que fixa a margem meosvárica à lâmina posterior do ligamento largo. direita e esquerda Função: transporte do óvulo e dos espermatozóides. a porção inicial da tuba localiza-se no interior da parede uterina. Ligamentos: suspensor do ovário que fixa a extremidade superior do ovário à parede lateral da pelve). Útero: Conceito: órgão predominantemente muscular em forma de pêra com a parte dilatada para cima. é a parte uterina. lateral. Estrutura: O ovário é formado por uma sucessão de camadas que da externa para a interna são: epitélio geminativo. túnica albugínea.

sua camada interna ou mucosa uterina. Faces e margens: descrevemos duas faces no útero: anterior (vesical) e posterior (intestinal) que se encontram nas laterais pelas margens do útero. Paramétrio é o espaço entre as duas lâminas do ligamento largo contendo vasos. Miométrio. O istmo é a parte estreita entre o colo e o corpo a partir do qual se forma durante a gravides o segmento inferior dos obstetras que pela quantidade menor de fibras musculares é o local indicado para incisões nas cesáreas. O colo do útero é aextremidade inferior apresenta duas partes: uma supra vaginal situada na pelve e outra vaginal localizada no interior da vagina. gordura e os ligamentos transversos do colo. dois óstios. assim mesossalpinge e mesovário se encontram formando uma angulação. ou de Mackenrodt . Partes: fundo. corpo. Ligamentos – Os ligamentos presos às partes do útero são importantes para sua suspensão e sustentação. formado pela união das lâminas anterior e posterior e liga as margens laterais do corpo do útero às paredes laterais da pelve menor. achatada anteroposteriormente. e colo. O ligamento redondo eleva-se na folha anterior do ligamento largo enquanto o mesossalpinge e o mesovário o fazem em sua folha posterior Os ligamentos retouterinos. O ligamento redondo do útero prende o fundo do útero ao monte do púbis passando pelo canal inguinal. A esses conceitos devemos acrescentar: Mesométrio localiza-se na lâmina posterior do ligamento largo ligando o útero à parede da pelve. mais estreito nas extremidades e no interior do qual estão as pregas palmadas e as glândulas cervicais. O fundo do útero é sua parte mais superior. prendem o colo do útero à parede lateral da pelve.Localização: no centro da cavidade pélvica Posição: para posicionar corretamente o útero devemos afirmar que ele está em anteversão: o ângulo de inclinação para frente formado entre os eixos da vagina e do útero.). ligam o colo do útero ao sacro e delimitam a escavação retouterina ou fundo de saco de Douglas. mesovário para trás e mesométrio para baixo. a leve inclinação e torção do útero para a direita. O ligamento largo é o prolongamento do peritônio que após revestir o útero estende-se para ambos os lados do útero. globosa. A lâmina posterior do ligamento largo divide-se em três partes: mesossalpinge para cima. linfonodos. O corpo do útero é a parte maior.estreitandose inferiormente. 163 . importante recesso para diagnóstico em ginecologia pela sua proximidade com a vagina. A distância entre os dois óstios denomina-se canal do colo do útero. o óstio anatômico interno do útero em sua parte superior e outro na vagina o óstio do útero dotado de lábios anterior e posterior. istmo. em anteflexão: o ângulo de inclinação para frente formado entre o colo do útero e o corpo do útero e destrotorção. a camada média constitui a musculatura do útero Perimétrio é o peritônio que envolve o útero. A pregas palmadas são oblíquas e se encaixam de modo a ocluir as paredes do colo. a partir da emergência das tubas uterinas. Estrutura: Endométrio é o revestimento interno da cavidade do útero. a camada externa. Os ligamentos transversos do colo (cardinais.

Nesse ponto a artéria uterina mantem importante relação com o ureter. clitóris. . superiormente e frênulo do clitóris. Lábios menores do pudendo são 2 dobras de pele por dentro dos lábios maiores e que delimitam entre si um espaço menor. par situados em torno do óstio da vagina. corresponde ao corpo esponjoso masculino. Órgãos genitais externos: Monte do púbis: é a saliência situada na parte anterior da vulva coberta por pêlos. Hímen – membrana que veda parcialmente a vagina. corresponde aos corpos cavernosos do homem e como estes apresenta as partes: dois ramos. as rugas vaginais. situadas por trás do bulbo do vestíbulo lubrificam a parte inferior da vagina. Função: é o órgão da cópula. Vagina Conceito: É o tubo que comunica o meio exterior. É envolvido por prolongamentos dos lábios menores que formam o prepúcio do clitóris. substituída posteriormente pelas carúnculas himenais. Glândulas vestibulares menores estão dispersas pelas paredes do vestíbulo da vagina. Linfáticos: os do colo do útero drenam para os linfonodos ilíacos e os do corpo e do fundo para os pré-aórticos e aórticos laterais. abrem-se entre a margem do óstio e o lábio menor do pudendo. O fórnice posterior é o maior porque a parede posterior é mais longa e utilizado para recolher secreções e análise de células e pela proximidade com a escavação retouterina também usado para punções diagnósticas. laterais e posterior. ramo da artéria ilíaca interna. a rima do pudendo. par. Nas proximidades do clitóris os lábios menores do pudendo se delaminam e contornam o clitóris formando superiormente o prepúcio do clitóris e inferiormente o frênulo do clitóris. e dotado de pregas transversais. Óstio da vagina – abertura para o meio exterior situado no pudendo feminino. Lábios maiores do pudendo são 2 dobras de pele livres que convergem nas extremidades formando as comissuras anterior e posterior dos lábios e que delimitam entre si um espaço.Vascularização: artéria uterina. atravês do pudendo feminino com o útero. As veias pertencem ao plexo uterino. o vestíbulo da vagina. Inervação: plexos hipogástrico e ovárico. óstio da vagina e os óstios das glândulas vestibulares maiores. inferiormente. mediano. A artéria uterina encontra-se próximo ao ligamento transverso do colo. Vestíbulo da vagina: é o espaço entre os lábios menores do pudendo contendo de cima para baixo: óstio externo da uretra. Clitóris é um dos órgãos erécteis femininos. Entre a parte vaginal do colo do útero e as paredes da vagina formam-se espaços denominados fórnices: anterior. Glândulas vestibulares maiores. ao atingir a parte supravaginal do colo emite ramos para o colo e para o copro do útero. corpo e glande do clitóris. Etimologia: do latim bainha para guardar a espada romana chamada gládio. Bulbo do vestíbulo é outro órgão eréctil da mulher. quando infectadas constituem a bartolinite. Correspondência entre os sexos: 164 .

testículo Útero .Istmo 9.Óstio do útero 11.Lábio menor do pudendo 28.Ligamento redondo do útero 12.Miométrio 20.Paramétrio 22.Istmo da tuba uterina 3.Fímbrias da tuba uterina 6.Vagina 24.Ampola da tuba uterina 4.corpo esponjoso Ovário .Endométrio 19.Ovário 2.Clitóris 30.corpos cavernosos Bulbo do vestíbulo .utrículo (colículo seminal) Glândulas vestibulares maiores .Fundo do útero 7.Mesossalpinge 17.Glândula vestibular maior 36.Lábio maior do pudendo 27.Ligamento largo 13.escroto Clitóris .Prepúcio do clitóris 29.Infundíbulo da tuba uterina 5.Corpo do útero 8.Lábios maiores do pudendo .Ligamento suspensor do ovário 15.Prepúcio do clitóris 32.Bulbo do vestíbulo 34.Óstio da vagina 35.Mesométrio 23.Mesovário 16.Monte do púbis 26.Fórnice da vagina 25.Escavação retouterina 165 .Óstio externo da uretra 33.Colo do útero 10.Frênulo do clitóris 31.  Roteiro prático de sistema genital feminino 1.Perimétrio 21.Ligamento retouterino 18.Ligamento útero-ovárico 14.glândulas bulbouretrais.

as fáscias superficial e profunda. Situa-se predominantemente no agrupamento axilar.Glândula mamária Prof. Os linfonodos axilares são numerosos e dividem-se em cinco agrupamentos: lateral. Vascularização A glândula mamária recebe seu fornecimento arterial das artérias: torácica interna e torácica lateral. Irá crescer mais durante a gravidez e regredir na menopausa. muito importante em função das metástases. mas na puberdade essa diferença se acentua às custas do desenvolvimento do tecido glandular e deposição de tecido adiposo. anterior. Serve de parâmetro para os procedimentos cirúrgico. Estrutura interna: É constituída por 15 a 20 unidades funcionais chamadas lobos da glândula mamária com um ducto lactífero que se abre na papila mamária. Cada lobo é constituído por unidades ainda menores. os lóbulos da glândula mamária que por sua vez são constituídos pela reunião de alvéolos em forma de cachos e cujos ductos se unem para formar os ductos maiores. esses ductos podem apresentar uma dilatação na extremidade ou pouco antes do final e que são os seios lactíferos. Durante a gravidez a sua pigmentação fica mais acentuada O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas circulares que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não se deve a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. Linfáticos A drenagem linfática. Nader Wafae A glândula mamária é uma glândula de secreção externa de origem sudorífera modificada para a produção de leite e que se encontra no interior da mama. Através das comunicações com as veias intercostais é que entra em conexão com o plexo vertebral o que explica as metástases para o sistema nervoso central. quimioterápico e radioterápico e para avaliação do prognóstico. deltopeitorais e cervicais profundos. apresenta fibras musculares lisas circulares e radiadas. Por ocasião do nascimento não apresenta diferenças marcantes entre os sexos. é formada pela glândula mamária que ocupa sua parte central. Drena para as veias: torácica interna. mais pigmentada onde se abrem os ductos lactíferos ou seios lactíferos. Desenvolvimento Sua formação se inicia na sexta semana a partir do ectoderma. A glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. A aréola é um círculo pigmentado que circunda a papila mamária. serrátil anterior e oblíquo externo do abdome. Estrutura externa: A papila mamária (mamilo) é uma saliência central cônica. Baseia-se na progressão ordenada das células tumorais através dos linfáticos e é por onde se inicia a disseminação das metástases. Caso a biópsia 166 . por tecido adiposo que se concentra na periferia e por feixes fibrosos que a atravessam servindo de fixação. os chamados ligamentos suspensores da mama. Dr. axilar e intercostais. medial. posterior e intermédio. rica em glândulas sudoríferas e sebáceas estas últimas são volumosas e formam os tubérculos. O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática da glândula mamária quando esta apresenta tumor ou câncer. pode ser feita pelos linfonodos axilares. por diante dos músculos: peitoral maior. A mama situa-se na parede torácica anterior.

epidídimo. O dartos é uma camada de fibras musculares lisas aderida à pele e que ajuda a manter a temperatura ideal do testículo. Os órgãos genitais externos são: o escroto (bolsa testicular) e pênis.Glândula mamária 2. Os ramos inseridos no ísquio de cada lado irão constituir os corpos cavernosos.Ligamento suspensor SISTEMA GENITAL MASCULINO Prof.Papila mamária 3. A raiz é a parte fixa e oculta. O escroto é constituído por pele e pelo dartos. é possível distinguir suas partes direita e esquerda porque a esquerda é mais baixa que a direita e pela rafe do escroto que é uma prega na pele que separa as duas partes. no sistema genital masculino há órgãos comuns aos sistemas urinário e genital. Pênis: É o órgão erétil da cópula. Apresenta duas partes: a raiz e o corpo. de origem mediana entre os dois ramos não tem inserção óssea e irá constituir o corpo esponjoso abaixo dos dois corpos cavernosos. Como o câncer de mama leva de 6 a 8 anos para atingir um centímetro. Em geral. Os órgãos genitais internos são: testículo. Estando comprometido com células tumorais indica que o processo de disseminação do tumor já está em desenvolvimento. glândulas bulbouretrais e glândulas uretrais.Aréola 4. próstata. ducto ejaculatório. Órgão genitais externos: Escroto: É a bolsa situada atrás do pênis que contém os testículos. Nader Wafae O sistema genital masculino é responsável a) pela produção dos espermatozóides b) pela sua condução e eliminação c) pelos caracteres sexuais secundários. É constituído por órgãos externos e internos. o bulbo. Dr. Diferentemente do sistema genital feminino que é especificamente genital. Tanto os corpos cavernosos como o corpo esponjoso são preenchidos por pequenos espaços (os do corpo esponjoso são menores) chamados cavernas e contornados por 167 . glândula seminal.  Roteiro prático de glândula mamaria 1. contrai-se em temperaturas frias e se relaxa quando estiver quente. ducto deferente.revele o seu não comprometimento a cirurgia será menos ampla e o prognóstico melhor. compreende dois ramos e o bulbo. os epidídimos e parte dos ductos deferentes.Tubérculo 5. o diagnóstico precoce é fundamental para a cura e aí reside a importância do auto exame e dos meios de diagnóstico por imagem.

o colo da glande.5 ºC abaixo da temperatura do corpo (em torno de 35ºC). o esquerdo em nível mais baixo. Suprimento sanguíneo: As artérias: profunda do pênis. Pequenas glândulas sebáceas presentes no prepúcio (glândulas prepuciais) secretam o esmegma. O corpo esponjoso contém em seu interior. através de mecanismo nervoso. tela subcutânea ou fáscia superficial do pênis e pele. a uretra esponjosa comum aos sistemas urinário e genital. cremaster e fáscia cremastérica. Embora originários das proximidades do rim. Esta temperatura ideal é aproximadamente1. Quando o descenso não se completa temos a criptorquidia. Número: par (2) Forma e partes: oval com extremidades polo superior e polo inferior. Situação: no escroto. extensão do músculo oblíquo interno do 168 . os testículos precisam migrar até o escroto para ter neste local a temperatura ideal para a formação de espermatozóides sadios. superiores e um corpo esponjoso. apesar de ser mais estreito do que os corpos cavernosos. se enchem de sangue proveniente das artérias helicinas durante a ereção nessa fase a entrada de sangue sobrepuja a saída. responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. inferior. Esses espaços. dorsal do pênis e do bulbo do pênis originam os ramos que vão preencher as cavernas dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso. fáscia espermática interna. mais saliente é a coroa da glande atrás da qual se encontra um estreitamento. fáscia do pênis que é a continuação da fáscia profunda do períneo. a extremidade anterior do corpo esponjoso é dilatada e se chama glande do pênis. O pênis é envolvido por várias túnicas identificadas na sequência de sua parte interna para a externa por: túnica albugínea dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso de tecido fibroso denso. irá ocorrer o contrário na fase de flacidez. identificamos indo de interno para externo: túnica vaginal de origem peritoneal com dois folhetos o visceral colado à albugínea e o parietal separado.trabéculas. da qual deriva o septo do pênis situado entre os dois corpos cavernosos. O corpo do pênis é a parte externa propriamente dita constituído por dois corpos cavernosos. Próximo ao epidídimo os túbulos tornam-se ductos eferentes. A margem posterior da glande do pênis. Todas as camadas que constituem a parede do abdome têm prolongamentos envolvendo o testículo que este levou consigo durante seu descenso. na parte anterior da glande do pênis está o óstio externo da uretra. Estrutura: constituído por grupos de túbulos seminíferos contorcidos e retos separados por septos e envolvidos por uma capa resistente chamada albugínea. o hormônio sexual masculino. margens anterior e posterior e faces medial e lateral. prolongamento da fáscia transversal. Assim sendo. A glande é coberta por uma dobra de pele chamada prepúcio e na parte inferior uma prega mediana que prende a pele à glande é o frênulo do prepúcio. Órgãos genitais internos: Testículo: É o órgão que produz espermatozóides e testosterona.

Situação: na margem posterior do testículo Número: par (2) Forma e partes: semilunar ou da letra C subdivide-se em cabeça (superior).. Trajeto: escroto. Número: par (2) Partes: sua parte terminal alargada chama-se ampola do ducto deferente. Partes: ápice para baixo. na frente do reto. Situação: na parte inferior da cavidade pélvica.abdome e fáscia espermática externa continuação do músculo oblíquo externo do abdome. é ela que se une ao ducto da glândula seminal para formarem o ducto ejaculatório. Estrutura: na cabeça e parte corpo estão os ductos eferentes que formam depois o ducto do epidídimo. Em seu curso no escroto e no canal inguinal o ducto deferente forma um conjunto com os vasos do ducto. 169 . Forma: enovelada que converge para a formação de um ducto que se une à ampola do ducto deferente para formar o ducto ejaculatório. Número: ímpar (1) Forma: triangular. Número: par (2) Situação: atrás da bexiga urinária na frente do reto e sobre a próstata. base junto à bexiga urinária e 3 lobos: direito. Ducto ejaculatório: É o ducto formado pela união do ducto deferente com o ducto da glândula seminal. Estrutura: elevada concentração de musculatura lisa e tecidos glandular e fibroso. artéria testicular. Epidídimo: É a parte do sistema genital masculino onde os espermatozóides ficam depositados. pelve. atrás e abaixo da bexiga. esquerdo e mediano. Ducto deferente: É o tubo que continua o ducto do epidídimo e vai entrar na formação do ducto ejaculatório. e no cheiro do líquido seminal. semelhante a uma castanha. Trajeto: atravessa a próstata e se abre na uretra prostática através de 2 óstios situados ao lado do utrículo no colículo seminal. plexo vensoso (pampiniforme). corpo e cauda. linfáticos e nervos e as túnicas que envolvem o testiculo denominado funículo espermático. canal inguinal. Glândula seminal: É a glândula que secreta o líquido tônico e nutritivo para os espermatozóides que vai contribuir na composição do líquido seminal. cavidade abdominal. Número: par (2) Próstata: É outra glândula cuja secreção nutritiva entra na composição.

Fáscia espermática interna 14. a secreção produzida se antecipa a ejaculação e vai lubrificar e lavar a uretra mudando seu Ph e preparando-a para a passagem do esperma. Glândulas bulbouretrais: Duas pequenas glândulas situadas próximo à uretra membranácea.Ducto deferente 20.Glande 6.Colo da glande 8.Seio prostático 26. Glândulas uretrais: Numerosas e diminutas se abrem ao longo da uretra esponjosa com função semelhante às bulbouretrais.Frênulo do prepúcio 10.Funículo espermático 27.Prepúcio do pênis 9.Corpo esponjoso 4.Bulbo do pênis 30.Cabeça do epidídimo 17.Ampola do ducto deferente 21.Cremaster 15.Túnica vaginal (lâmina parietal) 13.Corpo do pênis 29.Dartos 3.Cauda do epidídimo 19. abrem-se no início da uretra esponjosa.Túnica albugínea 12.Próstata 24.Coroa da glande 7.Fáscia espermática externa 16.Ductos: não possui um único ducto de escoamento e sim vários que se abrem na uretra prostática ao lado do colículo seminal nas regiões chamadas seios prostáticos.  Roteiro Prático do Sistema Genital Masculino 1.Colículo seminal 25.Óstio externo da uretra 170 .Corpo do epidídimo 18.Testículo 11.Glândula seminal 22.Corpo cavernoso 5.Escroto 2.Raiz do pênis 28.Ducto ejaculatório 23. O colículo seminal é uma elevação situada na uretra prostática que apresenta no seu centro um orifício em fundo cego chamado utrículo aos lados do qual se abrem os ductos ejaculatórios.

Câncer do ovário Pode originar-se do epitélio (maioria). Câncer do endométrio Adenocarcinoma é o câncer de útero mais freqüente. medicamentos. alterações de permeabilidade dos ductos de Muller a partir dos quais se desenvolvem os genitais internos. Câncer do colo do útero Mais frequentemente é do tipo epidermóide. Tumor maligno responsável pelo maior número de mortes em mulheres. O exame de Papanicolau é importante como prevenção. Câncer do pudendo feminino Geralmente é carcinoma epidermóide dos lábios maiores do pudendo e o prurido local é o sintoma mais comum. ou por via linfática. testículos intraabdominais e diminuição ou ausência de ação dos andrógenos. doenças consumptivas.Doenças do sistema genital Amenorréia É a falta de menstruação. na síndrome de Morris ou pseudohermafroditismo masculino com cariótipo masculino (XY). anorexia nervosa. Hemorragia genital em mulheres em menopausa é um indicativo. A propagação para o peritônio é muito freqüente. As causas mais freqüentes são: insuficiência ovariana. anorexia nervosa. doenças da tireóide. exercício intenso e nos distúrbios psíquicos. 171 . Câncer da glândula mamária Com maior freqüência são carcinomas epiteliais dos ductos (ductal) ou glandulares (lobares) mas pode ocorrer sarcomas também. ocorre nas anomalias de desenvolvimento dos genitais como: na síndrome de Turner. ausência do cromossomo X. menopausa precoce. As metástases ocorrem por via linfática e hematogênica assim como propagação aos órgãos vizinhos. É secundária quando a mulher já menstruou e está ausente durante três meses seguidos. do estroma ovárico ou dos tubos embrionários. O auto exame é muito importante e a palpação de pequenos nódulos é motivo para esclarecimento diagnóstico. Displasia do colo do útero. a hiperplasia suprarenal congênita. A incidência anterior em familiares é importante fator predisponente. A principal via de disseminação é a linfática para os gânglios axilares. na síndrome de Rokitanski. dor abdominal. Hemorragias após a relação sexual é um dos sinais. Pode ocorrer também nos casos de hímen imperfurado. fraqueza. tumores de ovário. das células germinativas. distensão e ascite. supra-renal. Os fatores predisponentes são vários. . deltopeitorais e cervicais profundos. Na maioria das vezes os sintomas já são devidos às metástases. dissemina por via linfática daí a importância do exame do paramétrio. É primária quando a mulher nunca menstruou até os 16 anos.

Gravidez ectópica É o desenvolvimento da gravidez fora do útero. mas sangramentos menorragias) podem ocorrer. do ovário. Causa desconhecida. Endometriose É o desenvolvimento do tecido endometrial além de seu local habitual na camada interna do útero. Infecções nos órgãos genitais internos da mulher Na maioria das vezes são provocadas por via ascendente a partir dos genitais externos. As causas femininas mais freqüentes são: doenças do colo uterino. não apresenta sintomas a não ser o abaulamento na parte inferior do abdome. insuficiência testicular. ovário.A transição entre o epitélio cilíndrico e o epitélio estratificado presentes no colo do útero pode originar tecidos anormais e cancerizar. quadro de abdome agudo. As bactérias que em geral entram pela papila mamária. mais freqüentes são: estafilococo e estreptococo. dolorida. A paciente pode apresentar dor pélvica e durante a menstruação (dismenorréia). Mioma uterino Tumor da musculatura lisa do útero de evolução benigna. A mama se apresenta inflamada. Doenças sexualmente transmissíveis por chlamydia e neisseria gonorrhoeae são freqüentes mas podem ser causadas por outras bactérias que passam pelo colo do útero (cervicite). criptorquidia. Mastopatia fibrocística. Apresentase como um nódulo endurecido. Presença de cistos palpáveis e endurecidos na mama. A paciente apresenta dor pélvica e corrimento (escoamento de secreção pela vagina). tuba uterina (salpingite) e ovário (ooforite). A distensão que ocorre na tuba acaba em sua ruptura e hemorragia abdominal grave. 172 .. Mastite É a infecção da glândula mamária. como no peritônio. febre e linfonodos aumentados. azospermia (ausência de espermatozóides). inflamações no testículo (orquite) ou no epidídimo (epididimite). músculos abdominais contraídos e choque hemorrágico. forte dor abdominal. Esterilidade É a impossibilidade de se realizar a gravidez. Em geral. do corpo do útero. pode eliminar secreção purulenta pela papila mamária. útero (endometrite). em geral na tuba uterina. Fibroadenoma mamário É tumor benigno da mama deriva de tecido conjuntivo ou glandular. ligamentos e até nas paredes do intestino e bexiga urinária. As causas masculina mais freqüentes são: varicocele.

ausentes ou escassas. diminuição do volume e da distância do jato de urina. sensação que não esvaziou a bexiga) até a retenção total. sensação que não esvaziou a bexiga. Gonorréia Doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neiseria gonorrhoeae. Carcinoma da próstata É o tumor maligno mais freqüente no sexo masculino. São comuns alterações nos ciclos menstruais e menstruações irregulares. No quadro clínico observa-se: sintomas obstrutivos. Ovário policístico. de Sertoli. Geralmente é assintomático mas sua ausência no escroto é percebida.. Nos homens provoca uretrite e pode propagar-se ao epidídimo (epididimite) ou próstata (prostatite). Pode causar infertilidade. de sustentação (células de Leydig. Parafimose é o estrangulamento da glande quando houve retração de um prepúcio estenosado. dá metástases por vias sanguínea e linfática para os ossos. Varicocele Varizes do plexo pampiniforme (veias escrotais). Fimose Impedimento de exposição da glande por constrição do prepúcio que a envolve. ou granulosas). por disposição antômica são mais freqüentes no lado esquerdo. Necessita de atendimento de urgência.. Hiperplasia prostática Crescimento benigno da próstata. Pêlos podem aparecer pelo corpo. Pólipo endometrial Formações benignas derivadas do endométrio que crescem para o interior do útero. pulmão e fígado. Os ovários se apresentam aumentados de tamanho e com cistos múltiplos provenientes de folículos ovarianos que apresentaram distúrbios no desenvolvimento.Pode provocar infertilidade. Pode ser unilateral ou bilateral. Criptorquidia É o descenso incompleto do testículo que pode permanecer no abdome ou no canal inguinal. Câncer do testículo Pode originar-se de células germinativas (seminomas. Invade órgãos vizinhos. coriocarcionomas). A via principal de disseminação é linfática. reprodutivas.. 173 . No quadro clínico observa-se: os sintomas são decorrentes da obstrução da uretra (diminuição do volume e da distância do jato de urina.

É constituído por 3 camadas: a túnica externa. frontal. compreende a esclera e a córnea. Entre a córnea e a íris forma-se um ângulo chamado ângulo iridocorneal.Nas mulheres provoca uretrite ou cervicite (inflamação do colo uterino) e pode propagar-se ao endométrio e tubas uterinas. de cor escura por ser pigmentada. zigomático e palatino. resistente e opaca que constitui os 2/3 posteriores desta camada. A esclera é a parte branca. aumento dos linfonodos regionais e lesões dispersas pela pele. Sua cor depende da quantidade de melanina que possua. Na transição entre essas duas partes conhecida por limbo da córnea encontramos o seio venoso da esclera (canal de Schlemm) que drena o humor aquoso. esfenóide. Túnica vascular: É a camada média formada pela corióide. os processos ciliares. A ação do músculo ciliar interfere na forma da lente. Nader Wafae O bulbo do olho está situado no interior de uma cavidade na face. quando o músculo ciliar relaxa. a zônula ciliar distende e a lente estreita. a fase terciária ocorre vários anos depois com comprometimento dos sistemas circulatório e nervoso. localizado no ponto de entrada no ato sexual. Nos homens manifesta-se com secreção esbranquiçada ou purulenta pela uretra e disúria (dor ao urinar). a íris e o corpo ciliar. reveste a esclera por dentro. A corióide. Bulbo do olho Prof. a sífilis secundária apresenta febre. A córnea é transparente e constitui a parte anterior desta camada. controlando a entrada de raios luminosos. acomodando a visão para postos distantes. maxila. muscular. Sífilis Doença sexualmente transmissível provocada pelo espiroqueta Treponema pallidum. Nas mulheres manifesta-se com os sintomas de infecção urinária. nervosa. pigmentada. pelo corpo ciliar e pela íris. a túnica média. escuros. É na esclera que se fixam os músculos extrínsecos do olho e é atravessada pelo nervo óptico. compreende a corióide. vascular. sua contração relaxa a zônula ciliar e a lente dilata melhorando a visão para pontos próximos. é formado pelo músculo ciliar (liso) situado entre a corióide e a íris e por filamentos concêntricos. 174 . fibrosa. Alterações desse ângulo (mais fechadoi ou mais aberto) influenciam na etiologia do glaucoma. o cancro. funciona como um diafragma que dilata e diminui a abertura central chamada pupila. O corpo ciliar. e a túnica interna. É uma doença que transcorre por fases: a sífilis primária tem como característica a ulceração abaulada e indolor. Túnica fibrosa: É a camada externa formada pela esclera e pela córnea. são vistos na parte periférica e posterior da íris. é a retina. também escuro. A musculatura apresenta fibras circulares que diminuem a pupila e fibras radiadas que aumentam a pupila. a órbita óssea formada pelos ossos: etmóide. lacrimal. que se prendem à zônula ciliar e auxiliam na fixação da lente. Dr. A íris. importante para a drenagem do humor aquoso.

O espaço entre a lente e a retina (4/5 do bulbo) constitui o corpo vítreo que é preenchido por uma massa gelatinosa e transparente. deslocamento para cima e lateralmente b) movimentação da pálpebra 175 . reto inferior. estrato das neurofibrilas. deslocamento para o lado M. os processos ciliares.Entre a córnea e a íris existe um espaço. deslocamento para baixo M. e o disco do nervo óptico (ponto cego). O humor aquoso é produzido por vasos nos processos ciliares do corpo ciliar e reabsorvido pelo seio venoso da esclera. lente dilatada possibilita visão próxima. extorção. intorção. e está fixa por uma espécie de ligamento chamado zônula ciliar à retina e ao corpo ciliar auxiliada por filamentos do corpo ciliar. a câmara anterior preenchido por um líquido chamado humor aquoso que também preenche a câmara posterior situada entre a íris e o corpo ciliar e lente. reto lateral. A lente estreitada possibilita visão à distância. A retina é constituída por duas subcamadas: o estrato pigmentoso que contém pigmentos e o estrato nervoso formado por uma série de estratos ou camadas onde se encontram as células nervosas que participam da via da visão: estrato dos segmentos externo e interno. estrato nuclear interno. deslocamento para baixo e lateralmente M. pelo ponto lacrimal no centro da papila. Estruturas anexas ao bulbo do olho Túnica Conjuntiva é a mucosa que reveste a parte anterior do bulbo do olho e a parte interna das pálpebras. e pelo ducto lacrimonasal que do saco lacrimal abre-se no meato nasal inferior. elevação. estrato ganglionar. abdução. estrato limitante interno. oblíquo inferior. oblíquo superior. abaixamento. Músculos: a) movimentação do bulbo do olho: M. reto superior. adução. estrato limitante externo. deslocamento para cima M. Por diante da lente e atrás do corpo ciliar encontra-se a câmara posterior contendo humor aquoso. O limite entre estas duas partes: óptica e cega forma a ora serrata. deslocamento para o meio M. pela ausência de fotorreceptores. biconvexa. o humor vítreo. O terço anterior é a parte cega. Aparelho lacrimal: formado pela glândula lacrimal (na parte súpero-lateral da órbita). pela papila lacrimal (parte medial das pálpebras). a mácula lútea com a fóvea central (foco de melhor visão com numerosos cones). reto medial. estrato plexiforme interno. Túnica nervosa: É formada pela retina cujos 2/3 posteriores constitui a parte óptica onde se encontram: os receptores fotossensíveis (cones e bastonetes). Lente A lente (cristalino) é transparente. canalículo lacrimal que começa no ponto lacrimal e termina no saco lacrimal situado na margem medial da órbita.

a focalização dos raios luminosos verifica-se atrás da retina porque o bulbo do olho está encurtado.Descolamento da retina. 2.Miopia.Estrabismo. 2.Ceratite. 3. 4. levantador da pálpebra superior. dilatação palpebral por obstrução de suas glândulas 4. a focalização dos raios luminosos verifica-se antes da retina porque o bulbo do olho está alongado. Pupila 7. a focalização dos raios luminosos é prejudicada porque a flexibilidade da lente está diminuída e consequentemente a sua acomodação. Nervo óptico 9.Degeneração da mácula por deficiência de irrigação sangüínea. Íris 6. 3.Presbiopia. 2. aumento da pressão intra-ocular pelo predomínio da produção de líquidos nas câmaras oculares sobre sua reabsorção. 3.Terçol. inflamação da túnica conjuntiva. Corióide 4. problemas nos músculos do bulbo dificultando a focalização simultânea de ambos os olhos. Câmara anterior 11.Hipermetropia. Esclera 2. Músculo reto inferior 16.Astigmatismo.M. 3. opacificação da lente.Catarata.Calázio. Alterações obstrutivas 1. Músculo oblíquo inferior 17. Músculo reto lateral 14. a focalização dos raios luminosos é distorcida por problemas de contorno na córnea ou na lente. Câmara posterior 12.Glaucoma. opacificação da córnea.Tracoma. Músculo reto superior 13. levanta a pálpebra superior Principais alterações da visão Alterações de refração 1.Conjuntivite. Músculo reto medial 15. Córnea 3. Alterações nos anexos do bulbo 1. infecção no folículo piloso de um cílio Roteiro prático do bulbo do olho: 1. Retina 8. Lente 10. 2. Corpo ciliar 5. no qual a retina é separada da túnica vascular. Músculo oblíquo superior 176 . Alterações da retina 1. infecção bacteriana da conjuntiva e córnea.

3. deixe um pequeno segmento para permitir o seu rebatimento lateral.Perfure a córnea com a ponta do bisturi em um ponto do limbo da córnea (transição entre córnea e esclera). 1. a córnea e o nervo óptico. pinça dente de rato. retirando o corpo adiposo da órbita e os fragmentos dos músculos. e atrás da íris identifique os processos ciliares (delgados filamentos pretos) de distribuição radial. Identifique o disco do nervo óptico. Músculo levantador da pálpebra superior Dissecção do bulbo do olho Material: olho bovino. Dr. 5. fossa triangular. a saliência de mesmo trajeto porém anterior a ela é a antélice e as duas pequenas saliências próximas ao poro acústico externo são o trago na frente e antitrago atrás. bisturi e tesoura. a pupila e a lente através da pupila. apresenta saliências: hélice.Faça uma pequena incisão perpendicular na esclera nos seus quatro pontos cardiais. antitrago e depressões: escafa. nervo óptico. Orelhas Prof. orelha média e orelha interna. Orelha externa: compreende a orelha e o meato acústico externo Orelha . corpo adiposo da órbita e fragmentos dos músculos extrínsecos do bulbo do olho. concha da orelha. 7. A hélice é a saliência que forma o contorno da orelha. Nader Wafae Compreende 3 partes: orelha externa. 2. trago.Com a tesoura. conjuntiva.Introduza a tesoura fechada entre as túnicas esclera (branca) e corióide (preta). Identifique a íris. 6. A câmara posterior ficou exposta.18. Despregue a lente do corpo ciliar.Identifique a córnea (transparente). expondo a esclera.é constituída de cartilagem elástica e pele. abra a tesoura com cuidado o suficiente para separa a esclera da corióide em toda a sua circunferência.Da mesma forma como recortou a córnea faça o mesmo na transição entre a íris e a corióide. em seguida introduza a ponta da tesoura nesse ponto e recorte a córnea contornando-a mas. limpe a peça. 4. esclera (branca). antélice. e uma parte inferior não cartilagínea que é o lóbulo da orelha. Desta maneira ficou exposta a câmara anterior cujo humor aquoso extravasou quando perfurou a córnea. A 177 . não a corte inteiramente.Virando o olho com as aberturas para baixo solte o humor vítreo (gelatina) que forma o copo vítreo e identifique no fundo do olho a túnica nervosa ou retina (branca) que geralmente encontra-se solta.

isto deve ser feito no quadrante inferior e posterior para se evitar o descolamento do ossículo martelo nela inserido. recesso epitimpânico e abaixo. o ponto central de sua face lateral denomina-se umbigo. a janela do vestíbulo. Orelha média: ou cavidade timpânica. A membrana timpânica é uma lâmina oblíqua que separa a orelha externa da orelha média. a membrana timpânica presa ao martelo completada por pequenos espaços acima da membrana. um em cada plano do espaço. o modíolo. o labirinto membranáceo. O meato acústico externo é um conduto fibrocartilagíneo revestido por pele com numerosas glândulas que produzem o cerume se inicia pelo poro acústico externo e termina na membrana timpânica. As articulações entre martelo e bigorna e entre a bigorna e o estribo são sinoviais. Os canais semicirculares. ocluída pela membrana timpânica secundária. (líquido que separa o labirinto ósseo do labirinto membranáceo) e pela endolinfa outro líquido no interior do labirinto membranáceo. O vestíbulo é uma dilatação na parte média do labirinto. vestíbulo e cóclea. A cóclea. que se comunica com a orelha média através das janelas do vestíbulo e da cóclea e interliga os canais semicirculares com a cóclea. a depressão superior que resulta da bifurcação da antélice é a fossa triangular e a depressão maior em torno do poro acústico externo é a concha da orelha. Orelha interna: situada na parte petrosa do osso temporal. a do tímpano em relação com a janela da cóclea. os dois primeiros são verticais mas perpendiculares entre si e o terceiro é horizontal. é constituído por: ductos semicirculares. em forma de arcos são em número de 3: anterior. superior. posterior e lateral. Apresenta na parede lateral (membranácea).depressão entre a hélice e a antélice é a escafa. o soalho (jugular) apresenta a fossa jugular. uma espiral semelhante a casa de um caracol com duas voltas e meia em torno de um eixo central. é um espaço cheio de ar contendo no seu interior os ossículos da audição (martelo. utrículo. É dividida por uma lâmina espiral óssea formando duas rampas: a rampa superior é a do vestíbulo em relação com a janela do vestíbulo e a rampa inferior. pelo labirinto membranáceo (tecido conjuntivo fibroso situado no interior do labirinto ósseo e que reproduz aproximadamente a sua forma) pela perilinfa. inferior. Havendo necessidade de puncionar a membrana. está a tuba auditiva que comunica a orelha média com a parte nasal da faringe e o mússculo tensor do tímpano. 178 . situadas no interior do labirinto ósseo. onde se encontra o estribo e a janela da cóclea. Na parede anterior (carótica). Na parede posterior (mastóidea) encontramos as comunicações com as células mastóideas e o músculo do estapédio e na parede medial (labiríntica). sáculo e ducto coclear. A perilinfa é o líquido que isola o labirinto ósseo de sua parte interna. é formada pelo labirinto ósseo (conjunto de espaços ósseos encurvados). O labirinto ósseo é constituído por: canais semicirculares. bigorna e estribo) e os músculos: tensor do tímpano (para o martelo) e estapédio (para o estribo). o recesso hipotimpânico. O labirinto membranáceo é o conjunto de estruturas formadas de tecido conjuntivo fibroso. A parede superior (tegmental) é formada pela parte petrosa do osso temporal.

Afecções mais comuns das orelhas: 1. de condução: excesso de cerume. suas extremidades dilatadas chamamse ampolas e se comunicam com o utrículo. anterior (vertical). O ducto coclear com forma triangular. de percepção: na via da audição Roteiro Prático de Orelhas Orelha externa 1. Otosclerose .Os ductos semicirculares estão situados no interior dos canais semicirculares apresentam a mesma forma e recebem os mesmo nomes.3.degeneração e soldadura dos ossículos da audição 4.infecções da orelha média 3. Membrana timpânica 11.1. Hélice 3. Martelo 12.Perfuração da membrana timpânica .infecções da orelha externa 2. Doença de Meniere associada com alterações do equilíbrio causada por alterações vasculares na orelha interna. O utrículo forma a base onde se abrem os ductos semicirculares. Tumores dos nervos 5. vértice na lâmina espiral e base na parede da cóclea e endilinfa em seu interior é a parte do labirinto membranáceo situada no interior da cóclea e relaciona-se com a audição. Utrículo e sáculo estão situados no interior do vestíbulo. otosclerose. Estribo 14. Trago 7. infecções. Meato acústico externo Orelha média 10.2. Janela do vestíbulo 179 . 5. lateral (horizontal) e posterior (oblíquo).Deficiências auditivas ou perda da audição 4. Receptores no seu interior são estimulados pelas alterações do equilíbrio. Escafa 5. Antélice 4. 4.Otite média . relacionam-se igualmente com receptores do equilíbrio.1. Sua parede superior é a membrana vestibular e a parede inferior é a lâmina basilar e em seu interior encontra-se o órgão espiral com os receptores para a audição. traumas e ruídos intensos 4. Fossa triangular 9. Bigorna 13. Lóbulo da orelha 2.2. O sáculo intercomunica o utrículo com o ducto coclear. Concha da orelha 6.Otite externa . perfuração de membrana timpânica.por infecções. Antitrago 8.Tipos de surdez: 5.

Tuba auditiva Orelha interna 18. Células mastóideas 17. Vestíbulo 180 . Meato acústico interno 21.15. Canais semicirculares 19. Janela da cóclea 16. Cóclea 20.

folículos pilosos. caroteno. terminações nervosas (Ruffini). Aplicações: local das injeções hipodérmicas. partes = zona córnea e zona germinativa. Esse cálculo tem importância nas queimaduras. Funções: reserva de gordura e impede perda de calor. vasos. zona germinativa .a)areolar = mais superficial.melanina (na camada germinativa). receptores táteis (Meissner). incluída no folículo piloso. barba.tecido epitelial. gordura se dispõe em camadas paralelas à pele. Partes: 3 camadas . icterícia (amarelo esverdeado). mais profunda. zona córnea . Tipos. vibrissas.de reprodução celular Derme . a papila. Partes: a) raiz = interna. mais externa. Área: cerca de dois metros quadrados ou mais corretamente é obtida multiplicando-se o peso pela altura. armazenamento. cianose (extremidades roxas). Tela subcutânea ou hipoderme formada por tecido adiposo e conjuntivo frouxo. sensibilidade. b) haste = externa. unhas. fibras elásticas que se dispõem em grupos de mesmo sentido (importância cirúrgica). impermeabilização. Para o cálculo de partes do corpo humano utiliza-se a regra dos 9% (vem em queimaduras). ou queimaduras). armazenamento mais duradouro de gordura. Cristas papilares: são linhas salientes da epiderme que nos dedos constituem as impressões digitais: importância em medicina legal. axilares.5 mm a 1. Dr. glândulas mamárias) e tela subcutânea. é a primeira a ser mobilizada. Pele Funções: proteção. glândulas sudoríferas. possibilita o deslizamento das camadas de gordura e portanto da pele o que auxilia a palpar os órgãos deslizando a pele. Pêlos: Resultam de processos especiais de queratinização de células epiteliais situam-se no derma.células mortas com queratina. púbicos. Coloração: deposição de pigmentos . hemoglobina. dilatação inicial é o bulbo onde se encontra uma escavação. A elasticidade da pele diminui com a idade. Espessura: variável de 0. Nader Wafae É a túnica que reveste toda a superfície corporal compreendendo: pele com seus anexos (pelos.5 mm mais espessa na palma da mão e planta do pé. pestana etc. Ocupando 7% do peso corporal é o nosso maior órgão. regulação térmica e sensibilidade. grumos arredondados de gordura. regulação térmica.tecido conjuntivo: contém glândulas. descamativa. glândulas sebáceas. evaporação do suor. vermelha (febre.Tegumento Comum Prof. Função: proteção. Estrutura: Epiderme e derme Epiderme . A observação da cor da pele permite fazer diagnósticos: anemia (pálida). c) lamelar. livre constituída 181 . cabelo. cílios. b) fáscia superficial película fina de tecido fibroso.

situam-se no derme. Pêlo . aréola (pele pigmentada circular. Glândula sudorífera 6. é formada pela glândula mamária e por tecido adiposo.inervação simpática . Tela subcutânea 7. oculta por uma prega da pele chamada eponíquio (cutícula). Função: produção de leite para amamentação. Glândula sebácea 5.zona germinativa 3. Papila mamária 182 .bulbo com papila 10. O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais.haste 8. Derma 4. Corpo. Hiponíquio 13. Epiderme . faltam na palma da mão e na planta do pé. Corpo da unha 15. Roteiro Prático de Tegumento Comum 1. Partes: raiz. cortical (queratina dura) e medula (queratina mole). produzem gordura chamada sebo. Glândulas sudoríferas: Função: regulação térmica. exposta.zona córnea 2. Mama: situada na parede torácica anterior por diante dos músculos peitoral maior e escaleno anterior. Pêlo . Unhas: derivam do endurecimento da camada córnea da pele nas extremidades dos dedos (células corneificadas). com glândulas sudoríferas e sebáceas. Função: conserva o calor e lubrifica a pele.depende da quantidade de melanina na cortical. as margens laterais são cobertas por pregas de pele chamadas de periníquio e sob a borda livre outra prega de pele chama-se hiponíquio. Na axila as células se desintegram junto com o suor e produzem cheiro. proximal. abremse no folículo piloso e suas células são eliminadas conjuntamente.tubérculos. Leito ungueal é a camada de pele embaixo do corpo e matriz embaixo da raiz (formadora da unha). Estímulo = calor e emoção. Músculo eretor do pelo .raiz 9. Epiderme . Função: proteção das extremidades e defesa contra agressões. são do tipo tubular e seu longo ducto se abre na superfície da pele através do poro. Lúnula 14. distal. Glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. Cor . a parte clara em meia lua é a lúnula (opacidade aos capilares). Maior quantidade na palma da mão e planta do pé. Pêlo .estímulo . Eponíquio 11.emoção e frio. Glândulas sebáceas: são anexos do pêlo. Periníquio 12. Partes: papila mamária (mamilo) (abertura dos ductos lactíferos ou seios lactíferos.de fora para dentro por cutícula. fibras musculares lisas).

radiação ou choque elétrico. Tubérculo 18.5%. apresenta além das características anteriores também bolhas.5% Região anterior do membro superior esquerdo = 4.5%. Um dos critérios é a regra dos nove pela qual se atribui para cada segmento do corpo o valor 9% em relação à área total.5% Genitais = 1% 183 . Glândula mamária Tipos de lesões cutâneas Bolha . de segundo grau quando atinge a epiderme e a derme. e de terceiro grau quando a pele do local é inteiramente destruída. parte abdominal = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%. Indica uma infecção. Eritema .5%.Elevação arredondada da pele com líquido em seu interior maior que a vesícula.Mancha avermelhada por vasodilatação. Pápula – Elevação delimitada e endurecida da pele. Mancha acrômica ou apigmentada . dor e descamação. em princípio de natureza não infecciodsa.Área circunscrita de coloração mais escura. Por ocasião do atendimento de pessoas com queimaduras é importante o cálculo da área de pele atingida. posterior 4. parede abdominal = 9%) Tronco: dorso = 18% ( parte torácica = 9%. Podem ser de primeiro grau quando atinge apenas a epiderme e apresenta cor vermelha intensa. posterior = 9%) Genitais externos = 1%. posterior = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%.Área circunscrita de coloração mais clara de causa pigmentar.5%) Membro superior D = 9% (anterior 4. Vesícula . nuca 4. posterior 4. Fotofitomelanose – Manchas hiperpigmentadas provocadas pelos raios solares sobre a pele com resíduos vegetais. assim temos: Adultos Cabeça = 9% (face 4. Doenças da pele. Aréola 17.5%) Membro superior E = 9% (anterior 4. Mancha hipercrôimica ou hiperpigmentada . Crianças Região anterior do tórax e do abdome = 16% Região anterior do membro superior direito = 4.5%) Tronco: região anterior = 18% (parede torácica = 9%.Descontinuidade anormal comprometendo a integridade das camadas da pele. Pústula – Elevação de pele contendo secreção purulenta no interior.Pequena elevação da pele contendo líquido em seu interior. Cisto – Tumoração encapsulada com retenção de líquidos. Queimaduras cutâneas É a lesão da pele pelo calor que pode provir do fogo.5% Região anterior do membro inferior direito = 7% Região anterior da cabeça e do pescoço = 10.16. Úlcera .

áreas descoradas com eritemas nas bordas. Casos mais acentuados podem apresentar tumefações. Herpes simples Infecção viral pode ser extragenital (tipo I) e genital (tipo II) Herpes zoster Infecção viral que em geral acompanha o trajeto de nervos. picadas etc. Candidíase É uma infecção cutânea causada pelo fungo Candida. O local mais característico é eponíquio das unhas. Resulta da obstrução do orifício do folículo por queratina e conseqüente infecção bacteriana. Escabiose A sarna é uma infecção da pele produzida pelo ácaro ( sarcoptes scabiei). em geral estafilococo ou estreptococo que entram em locais com solução de continuidade na pele. A erisipela provocada pelo estreptococo beta hemolítico é de maior gravidade. Fatores hormonais também estão envolvidos. os lepromas sobretudo na face (face leonina). Apresenta manchas descoradas com distúrbio de sensibilidade. cortes. de 30 a 50% é muito grave e se ocupa entre 15 a 30% é grave. inpetigo (epiderme). o prognóstico é gravíssimo.Região anterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior da cabeça e do pescoço = 10. Pediculose Infecção da pele recoberta de pêlos causada pelo parasita hematófago Pediculus humanus. Assumem formas diversas conforme o local comprometido: foliculite (folículo piloso). celulite (tela subcutânea).5% Região posterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior do tórax e do abdome = 16% Região posterior do membro superior direito = 4. Hanseníase É causada pelo Mycobacterium leprae que atinge pele e nervos. Ptiríase versicolor Infecção causada pelo fungo pityrosporum ovale. 184 . Caracateriza-se pelo aparecimento de manchas claras ou escuras descamativas no tronco. Distúrbios cutâneos de natureza infecciosa Acne (espinha) É a inflamação do folículo piloso. Piodermites Infecção bacteriana.5% Região posterior do membro inferior direito = 7% Quando a extensão da área de pele apresenta queimaduras que supere 50% da superfície corporal.5% Região posterior do membro superior esquerdo = 4. ou piolho.

Carcinoma epidermóide É um tumor maligno cuja origem procede dos queratinócitos da epiderme. Verrugas Pápulas endurecidas provocadas por vírus. Em geral resultam de traumatismos. Podem ser congênitos ou adquiridos. De acordo com o local em que se encontram temos: tinea capitis. Carcinoma basocelular Tumor maligno mais freqüente que tem origem na camada basal da epiderme. com escamas comuns nos cotovelos. Distúrbios imunológicos ou de causa desconhecida Alopecia É a perda de pêlo. Mas pápulas e escamações pelo corpo podem aparecer. geralmente bilateral de causa desconhecida.Tinha Infecção causada por fungos do tipo dermatófitos com formação de manchas avermelhadas e escamosas procipalmente na periferia. porém as mais características são hiperpigmentações na face lembrando as asas de uma borboleta. Tumores Angiomas São aglomerados extensos de vasos sanguíneos formando tumores de evolução benigna. joelhos e couro cabeludo. Pênfigo Moléstias caracterizadas pelo aparecimento de bolhas na pele e nas mucosas. arredondadas. tinea pedis ou pé de atleta ou frieira ou pelo corpo. hormonais. imunológicos ou nervosos Ictiose O comprometimento na queratinização da pele resulta em pele áspera lelbrando escamas de peixe daí o nome. queimaduras. 185 . Evolui em surtos sobretudo fundo emocional. Com maior freqüência localiza-se na cabeça e no pescoço. Lupus eritematoso Apresenta-se polimórfico quanto às lesões cutâneas. cicatrizes por infecções. mudanças de clima ou em reação a certos medicamentos. A exposição ao sol é importante fator. Psoríase Apresenta placas avermelhadas. fatores hereditários. A exposição ao sol é um fator importante. Vitiligo Distúrbio caracterizado pela descoloração da pele em placas.

Classificação: Apesar de terem surgido vários critérios para classificá-las todos os critérios apresentam vantagens e desvantagens por isso em anatomia adotamos a classificação pela localização em que as glândulas se encontram: 1 . causada por agentes irritantes. roupas. principalmente no couro cabeludo. Essa integração não se faz através de estruturas anatômicas dispersas no interior do corpo como ocorre com os outros dois sistemas mas através dos hormônios produzidos pelas glândulas endócrinas ou sem ducto que se difundem pelo organismo promovendo a integração. alimentos. Glândulas sem ducto São glândulas que produzem substâncias químicas chamadas hormônios que são lançadas na corrente sangüínea já que não possuem ductos e por isso são também chamadas de glândulas sangüíneas. Dr. Nader Wafae O sistema endócrino é um dos três sistemas de integração do nosso organismo juntamente com os sistemas nervoso e circulatório.Cervicais hipófise e glândula pineal tireóide e paratireóides 186 . Outras causas Dermatite seborréica É o processo inflamatório da derme mais comum em locais com grande quantidade de glândulas sebáceas. em geral por medicamentos. Eczema Lesão cutânea. SISTEMA ENDÓCRINO Prof. fatores emocionais. Nevo pigmentar A hiperpigmentação da pele pode dever-se ao aumento da quantidade de melanina ou do número de melanócitos. Conhecida por caspa. Cisto sebáceo Glândulas sebáceas encapsuladas obstruídas e dilatadas pela retenção do sebo. fatores imunológicos. térmicos etc. Os locais mais freqüentes são dorso e pernas. Altamente metastático.Melanoma Tumor de origem pigmentar dos melanócitos e portanto hiperpigmentado. Urticária Reação inflamatória com vergões ou vermelhões com prurido. cosméticos.Cefálicas 2 . em geral alérgica.

.Torácicas 4 . regulado pelo hipotálamo Distúrbios hormonais: excesso de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao gigantismo. supra-renais. Luteinizante atua sobre o ovário provocando a ovulação e estimula a formação do corpo amarelo. diminuição de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao nanismo hipofisário. Hipófise intermediária Desenvolvida em outras categorias de animais produz a Intermedina que atua nos melanóforos estimulando a produção e deposição de pigmentos cutâneos (sem atividade de importância no ser humano) Hipófise posterior ou neurohipófise é de origem hipotalâmica descendo até a sela turca para se unir à adenohipófise Hormônios produzidos 187 . se o excesso de hormônio é produzido após a fase de crescimento gera a acromegalia em que as partes moles das extremidades aumenta consideravelmente. na fossa hipofisial da sela turca do osso esfenóide é formada por 3 partes das quais a segunda parte é insipiente no ser humano. Folículo estimulante (FSH) atua sobre o ovário promovendo o desenvolvimento do folículo ovariano e nos homens a produção de espermatozóide. vamos expor os lobos anterior e posterior. em direção à sela turca para se juntar à hipófise posterior que é de origem neurológica hipotalâmica. escurecimento da pele. sua produção é regulada por mecanismo de retroalimentação de hormônios sexuais. Sua produção é regulada por hormônios liberadores e inibidores do hipotálamo e pelos hormônios sexuais Tireotrófico estimula a glândula tireóide a produzir seus hormônios. A hipófise anterior ou adenohipófise origina-se embriologicamente da parte superior da boca e sobe durante seu desenvolvimento. Adrenocorticotrófico estimula a supra-renal a produzir seus hormônios.3 . rins ovários.Pélvicas - timo e coração pâncreas. testículos e placenta 1. Prolatina. Nos homens estimula a produção de testosterona pela células intersticiais. órgãos digestórios. situada no hipotálamo.Cefálicas: Hipófise. promovendo o crescimento em estatura. sua produção é regulada pela própria tireóide em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo.Abdominais 5 . Hormônios produzidos: Somatotrófico (do crescimento) estimula o aumento da cartilagem nas lâminas epifisiais dos ossos longos e sua transformação em osso. Assim sendo. sua produção é regulada pela própria supra-renal em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo. que conduz a produção de progesterona. estimula a produção de leite pela glândula mamária para a amamentação Hormônio estimulante do melanócito.

Ação: é inversa do paratormônio. O aumento da glândula ocorre para garantir maior captação de iodo. emagrecimento. aumenta a atividade do sistema circulatório. hipertensão arterial.Cervicais Tireóide situada por diante da laringe e primeiros anéis traqueais tem dois lobos laterais unidos por um istmo. a síntese protéica . gorduras e proteínas.produzida pelas células c da tiróide. Paratireóides são 4 glândulas muito pequenas (5 a 7 mm) situadas. infertilidade (Mixedema). Também é atribuída à glândula pineal ação na maturação sexual que ocorre na puberdade. taquicardia e exoftalmia. sudorese. inibe a liberação do cálcio pelos ossos e estimula a excreção do cálcio pela urina. Este aumento pode ocorrer com hipertireoidismo. quando a deficiência é congênita constitui o cretinismo O aumento da glândula tireóide por falta de iodo na alimentação constitui o bócio (papeira). cujos principais sintomas são: nervosismo. fadiga. Controle de produção: pelo nível de cálcio no sangue. triiodotironina (T3) e calcitonina.Antidiurético e ocitocina são produzidos no hipotálamo e armazenados na neurohipófise conduzidos através do infundíbulo por axônios de células nervosas. A produção insuficiente do hormônio constitui o hipotireoidismo. atrás das extremidades dos lobos da glândula tireóide. em geral. Os autores ainda não são concordantes quanto a um terceiro hormônio produzido pelo hipotálamo a vasopressina para uns seria a mesma ocitocina para outros um hormônio a parte que provocaria vasoconstrição e aumento da pressão arterial Distúrbios hormonais A diminuição de hormônio antidiurético leva ao diabetes insipidus com eliminação exagerada de urina e sede excessiva.obesidade. O hormônio antidiurético atua nos túbulos do rim promovendo a reabsorção de sódio e de água A ocitocina atua promovendo a contração uterina e a liberação de leite pela glândula mamária. 188 . situada no epitálamo. 2 . hipotireodismo ou ate normotireoidismo.interfere no crescimento e no metabolismo de hidratos de carbono. acima e atrás do tálamo tem aproximadamente 1 cm de comprimento. Produz os hormônios: Tiroxina (T4). Regulação pela hipófise Calcitonina . Glândula pineal. A produção do seu hormônio melatonina é regulada pelo hipotálamo e tem atuação importante no ciclo circadiano (dia/noie) e sua produção aumenta à noite. doença de Hashimoto . tremores. A tiroxina e a triiodotironina melhoram o metabolismo celular aumentando a oferta de oxigênio às células. a produção de ambos é regulada pelo hipotálamo. excesso do hormônio leva à hipocalcemia Distúrbio hormonal: A produção de hormônio em excesso constitui o hipertireoidismo ou doença de Graves Basedow.

Torácicas Timo: formado por dois lobos situado no mediastino superior acima do coração Ação . aumento da reabsorção óssea.se feocromocitoma. principalmente hipertensão e taquicardia. O glucagon produz efeitos contrários ao da insulina. sonolência. calculose renal. 3 . contraturas musculares. Medula: produz adrenalina e os seus efeitos são os mesmos decorrentes da via eferente simpática do sistema nervoso autônomo. forma piramidal. fraturas A produção insuficiente do hormônio leva a sintomas decorrentes de hipocalcemia. O controle é feito pela quantidade de glicose no sangue. 189 . regride quando o indivíduo atinge a puberdade sua ação principal é na defesa imunológica do sistema linfático. estimulando sua excreção pelo rim. em conseqüência interfere na diminuição do volume sangüíneo e da pressão arterial. hipofosfatemia. glicosúria. favorecendo a deposição de glicogênio no fígado e nos músculos. tremores. aumenta a glicose no sangue e diminui o glicogênio no fígado.O hormônio produzido por elas chama-se paratormônio ou hormônio da paratireóide sua ação consiste em controlar e manter o nível da quantidade de cálcio no sangue O controle de produção é feito pelo nível de cálcio no sangue.Abdominais Pâncreas.maturação sexual. O pâncreas é uma glândula mista é endócrina porque as células das ilhotas pancreáticas produzem insulina (células beta) e glucagon (células alfa) e é exócrina por sua secreção externa (suco pancreático) sua anatomia já foi estudada no sistema digestório. mas parece estimular a produção de linfócitos T Coração: Os átrios do coração produzem o hormônio natriurético que atua no metabolismo do sódio. se esta aumenta também aumenta insulina. situada sobre o rim. apresenta duas partes distintas: medula e córtex. oxidando o excesso de glicose. Distúrbios hormonais A diminuição da produção de insulina constitui o diabetes melitus que caracteriza-se pela hiperglicemia. alterações metabólicas. O tumor desta região da glândula chama. 4 . tetania. A insulina regula o metabolismo dos hidratos de carbono controlando a quantidade de glicose no sangue não permitindo a sua elevação. Secreta um hormônio timosina cuja atuação não está ainda bem esclarecida. hipotensão. palidez. osteoporose. vasculares e do nervos A produção excessiva do hormônio corresponde ao hiperinsulinismo levando ao quadro de hipoglicemia: sudorese. Supra-renal. Distúrbios hormonais: Excesso de paratormônio conduz a hipercalcemia. é uma glândula par. cãibras.

Estômago.Pélvicas: Ovário: Estrógeno: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários femininos e pela reconstrução da mucosa uterina perdida durante a menstruação. o hormônio mais representativo deste tipo é a aldosterona que atua no metabolismo eletrolítico reabsorvendo sódio e em conseqüência água no rim e eliminando potássio. Diminuição de hormônio. próximo ao glomérulo renal está o aparelho justaglomerular cujas células avaliam a pressão sangüínea de filtração. maturação da mucosa uterina. Intestino delgado. hipotensão e hiperpigmentação da pele Órgãos Digestórios Duodeno. diminui as proteínas. vômitos. Rim: anatomia estudada em sistema urinário. Progesterona: preparação para a gestação. fraqueza. aumenta a glicemia. Com esta glândula produz três tipos de hormônios. alterações psíquicas. edema hipertensão arterial. primeira parte do intestino delgado produz a colecistoquinina. 5. produz transtornos psíquicos mas é um importante antiinflamatório c. produz a secretina que estimula a secreção de água e bicarbonato no suco pancreático e a motolina que estimula a mobilidade intestinal. controle: ACTH e quantidade de glicocorticóide Distúrbio hormonal Excesso de hormônio. produz a gastrina que estimula as células parietais do estômago a secretarem ácido clorídrico.Mineralocorticóides (zona glomerulosa). estimula a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea. b. Relaxina: durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve controle: mecanismo de feedback entre os hormônios ovarianos e os hormônios hipofisários. apatia. a.Sexuais (zona reticulada) principalmente testosterona.Glicocorticóides (zona fasciculada) o hormônio mais representativo é a hidrocortisona que atua no metabolismo dos hidratos de carbono. o seu excesso produz características masculinizantes. Renina. doença de Addison: cansaço.Córtex: constituída por três subcamadas. diminuição da massa muscular. acne. Há autores que acham que simplesmente se tratam de faixas de desenvolvimento. Esse hormônio carregado pela corrente sangüínea chega à vesícula biliar estimulando sua contração para provocar a liberação de bile. tudo indica que cada camada produz um tipo. fasciculada e glomerulosa. face de "lua cheia". doença de Cushing: obesidade. anorexia. caso esta esteja baixa o rim libera renina para aumentá-la e melhorar a filtração. da interna para a externa reticulada. emagrecimento. Eritropoetina. cuja liberação é estimulada pela presença de gordura no duodeno. Testículo: 190 .

Roteiro Prático: Identificar as glândulas endócrinas: 1. doenas consumptivas crônicas. atua na espermatogênese e na ereção. auto-agressão do sistema imunológico ou então: bócio multinodular hiperfuncionante.Placenta Patologias do Sistema endócrino Hipófise Nanismo hipofisário É a carência de hormônio do crescimento motivada por distúrbio hipofisário levando ao atraso de crescimento na infância de etiologia congênita ou adquirida.Glândula paratireóide 5.Átrio direito do coração 6. gônadas e dependendo da idade também o crescimento. O hipopituitarismo também pode ocorrer em casos de anorexia nervosa. adenomas.Supra-renal 10. Hipopituitarismo É a produção insuficiente de hormônios hipofisários.Duodeno e alças intestinais 9. controle: mecanismo de feedback entre a testosterona e os hormônios hipofisários.Testículo 13.Hipófise 2. trauma craniano e radiações. ou tireoidites.Timo 7. Em conseqüência também ficam comprometidas às funções das glândulas integradas à hipófise: supra-renal.Pâncreas 8. Tireóide Hipertireoidismo É a doença provocada pelo aumento de hormônios tireoidianos . Na maioria das vezes deve-se à doença de Graves. partos com hemorragias graves ou choque e conseqüente infarto ou irrigação deficiente da hipófise.Rim 11. tumores. progesterona e uma série de hormônios semelhantes aos da adenohipófise: gonadotrofinas coriônicas. É o que ocorre na síndrome de Sheehan.Testosterona: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos.Glândula pineal 3.Glândula tireóide 4. Placenta Hormônios: estrógenos. 191 . A estatura é anormalmente baixa e o fácies é característico.Ovário 12. tireóide.

sensibilidade ao frio. palpitações. bacteriana. Os casos mais graves constituem o mixedema com fácies característico. aumento do número de defecações. bradicardia. Supra-renal Feocromocitoma É o tumor da medula da supra-renal elevando a produção adrenalina em níveis altos. É secundário quando a causa não é na glândula supra-renal como no aumento da produção de renina desencadeando o processo: renina-angiotensina-aldosterona. a diminuição de potássio pode acarretar distúrbios musculares e. Os sintomas. tireoidite auto-imune de Hashimoto. aumento da língua. hemorragia ou neoplasia. No quadro clínico observa-se: obesidade. disfunção intestinal. A mais freqüente é a de Hashimoto de causa auto-imune (auto-agressão imunológica). transtornos emocionais. No quadro clínico: aumento da glândula. Insuficiência supra-renal É a produção insuficiente de hormônios pelo córtex supra-renal. auto-imune (autoagressão pelo sistema imunológico). O quadro clínico é de hipertensão arterial. na hiperplasia ou no carcinoma de supra-renal. fraqueza. tremores e exoftalmia (protusão dos olhos empurrado pelo corpo adiposo da órbita). Outras tireoidites são de Reidel com fibrose da glândula. á vírus (Quervain) e pós-parto. deficiência de iodo na alimentação ou então congênito (cretinismo) neste há comprometimento da estatura e retardo mental. demais sintomas dependem da causa. pele seca. do consumo de oxigênio e maior atividade do sistema nervoso simpático: nervosismo.arritmia cardíaca. Pode ser primário quando se refere ao funcionamento da própria tireóide. Tireoidite É a inflamação da glândula tireóide.Os sintomas característicos dependem do aumento da atividade metabólica. doença de Addison – destruição da glândula de causa infecciosa. taquicardia. são decorrentes da hipertensão arterial: dor de cabeça. distúrbios menstruais e mentais. bócio (aumento da glândula). 192 . O sintomas são característicos da via eferente simpática: taquicardia e aumento da pressão arterial resistente aos medicamentos. aumento do apetite. Pode ser primário nas doenças da glândula supra-renal. emagrecimento. hipoplasia ou desenvolvimento deficiente. como na síndrome de Conn tumor de células produtoras de aldosterona. Hiperaldosteronismo É o aumento na produção de aldosterona pela supra renal. hipotensão. em geral. fraqueza. atraso mental. Ocorre nas ressecções cirúrgicas da glândula. sudorese excessiva. e secundário quando a causa situa-se na hipófise. tratamentos com substância radiativas. Hipotireoidismo É a produção insuficiente de hormônios pela tireóide. arritmias cardíacas. Tratamentos prolongados cor corticóide podem provocar insuficiência suprareal funcional. inchaços.

cansaço. Síndrome de Cushing É a produção excessiva de glicorticóides pelo córtex supra-renal. muscular e nervoso. desproteinemia. O critério de sua determinação é variável. massa corporal superior a 27. vômitos. provocada por tumor da glândula. emagrecimento. falta de apetite (anorexia). prejudicial à saúde. espinhas. SOALHO DA PELVE 193 . digestório. câimbras. osteoporose. arterioesclerose. São característicos: o sinal de Chvostek.8 Kg/m2 . sedentarismo. Fatores genéticos. O quadro clínico decorre da hipocalcemia: parestesias. náuseas. ou 20% a 25% acima do peso médio esperado. Paratireóide Hiperparatireodismo É o aumento da secreção do paratormônio pelas paratireóides causado por adenoma da ou hiperplasia paratireóidea. Resulta do desequilíbrio entre as calorias ingeridas e consumidas. Pode aparecer também nos tratamentos prolongados com corticóides. vitiligo (manchas hipocrômicas). contrações dos músculos da expressão facial pelo estímulo do nervo facial. hiperpigmentação da pele. O quadro clínico é uma decorrência do aumento do cálcio no sangue – hipercalcemia provocando alterações nos sistemas: esquelético. edema. hirsutismo. No quadro clínico observa-se: obesidade. infarto do miocárdio. hipertensão arterial. contrações dos do carpo ao pressionar o manguito do aparelho de pressão. renal.No quadro clínico observa-se: muita fraqueza. etc. ocorre após cirurgia em paratireóides ou na tireóide. espasmos musculares e tetania (contrações e espasmos musculares generalizados). hipertensão arterial. hipotensão. Outros Obesidade Acúmulo excessivo ou anormal de gordura no corpo. sinal de Trousseau. estrias. distúrbios no centro hipotalâmico do apetite ou no dispêndio de energia metabólico. Hipoparatireoidismo É a secreção insuficiente do paratormônio e conseqüente hipocalcemia isto é a diminuição do cálcio plasmático. em geral. Nos casos graves alem da tetania. Preocupante é sua associação diabete mellitus. fácies característica de lua cheia. Quando desencadeada pelo hormônio adrenocorticotrófico chama-se doença de Cushing. convulsões e espasmo de glote. hipoglicemia.

3 . Não tendo estruturas ósseas de sustentação. divide-se em dois triângulos.espaço superficial do períneo onde se encontram os músculos: bulboesponjoso. Nader Wafae A pelve apresenta 2 paredes ântero-laterais (ossos do quadril. 194 . isquiocavernoso e transverso superficial do períneo. A resistência desse soalho deve-se a uma estrutura que fica no centro do soalho e que serve de ponto de apoio e de sustentação de todas essas camadas é o corpo do períneo.fáscia superficial do períneo que é a tela subcutânea.fáscia superficial (tecido subcutâneo) 3 . O diafragma da pelve é formado de cima para baixo por: 1 .fáscia visceral que deriva do tecido extraperitoneal e que forma os ligamentos pubocervical. Região anal é formado por: 1 . 5. apenas músculos e fáscias sendo formado pelo peritônio. O diafragma ou região urogenital é formado por: 1. 2 .Prof. retouterino e transverso do colo que prendem o colo do útero às paredes da pelve. pelo diafragma da pelve e pelo períneo. formado pelo entrecruzamento das fáscias.músculos: levantador do ânus e isquiococcígeo. O soalho da pelve não possui esqueleto ósseo.fossa isquioanal cheia de gordura e músculo esfíncter externo do ânus A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima. O períneo é uma região em forma de losango que se estende da sínfise púbica aos túberes isquiáticos de cada lado e daí ao cóccix. O músculo levantador do ânus é formado por 3 fascículos: puborretal.fáscia superior do diafragma urogenital A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima.fáscia superior do diafragma da pelve que deriva da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por cima.pele 2 . iliococcígeo e pubococcígeo 4 .pele 2. o anterior é a região ou diafragma urogenital e o posterior é a região anal. 3.fáscia inferior do diafragma da pelve também derivada da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por baixo.fáscia inferior do diafragma urogenital 6. Dr. uma parede posterior (sacro. dos ligamentos e dos músculos que compõem o soalho da pelve.espaço profundo do períneo onde se encontram os músculos transverso profundo do períneo e esfíncter externo da uretra 7. A inervação dessa região tanto motora para os músculos como sensitiva para a pele depende principalmente do nervo pudendo. músculo obturador interno). mesmo assim esse soalho suporta toda a pressão da cavidade abdómino-pélvica. ramo do plexo sacral.fáscia profunda do períneo 4. ligamentos sacrotuberal e sacroespinal) e um soalho.

Pelvimetria O conhecimento de algumas medidas da pelve óssea tem importante aplicação em obstetrícia se considerarmos que durante o trabalho de parto a cabeça do feto deve se ajustar a essas medidas.Músculo bulboesponjoso 4.Músculo isquiococcígeo 3. Diâmetro oblíquo É a distância da articulação sacroilíca de um lado à eminência iliopúbica do outro lado. Roteiro Prático de soalho da pelve 1. S4 que passa por trás da espinha isquiática (ponto de referência para anestesiá-lo durante o trabalho de parto) e a seguir entra no períneo emitindo os ramos retal inferior. perineal e dorsal do clitóris.Espinha isquiática 8.Músculo isquiocavernoso 5.5 cm É a distância do ponto mais saliente e posterior da sínfise púbica ao centro do promontório.Corpo do períneo 195 .5 cm É a maior distância entre as linhas terminais. Vejamos as mais conhecidas: Diâmetro diagonal – 12.Nervo pudendo 9.formado pelas raízes de S2. Diâmetro conjugado obstétrico – 11. Diâmetro anatômico conjugado verdadeiro É a distância da margem superior da sínfise púbica ao centro do promontório Diâmetro tranverso – 13.Músculo transverso superficial do períneo 6. Diâmetro interespinoso É a distância entre as duas espinhas isquiádicas.Fossa isquioanal 7. S3.5 cm É a distância da margem inferior da sínfise púbica ao promontório que é o ponto mais saliente da articulação sacrolombar em geral a extremidade anterior da primeira vértebra sacral.Músculo levantador do ânus 2.