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Anatomia Sistêmica - Nader Wafae

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Anatomia Sistêmica

2009

Atualizada, revista e ampliada

Professor Dr. Nader Wafae Titular de Anatomia Descritiva e Topográfica por Concurso Público Especialista pela Escola Paulista de Medicina Doutor pela Escola Paulista de Medicina Livre Docente Pela Universidade Federal de São Paulo

Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. Nader Wafae. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor.

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Índice Orientações sobre o Curso de Anatomia. Bibliografia. Normas. Introdução ao Estudo da Anatomia Descritiva: conceito, divisão, métodos de estudo, posição anatômica, terminologia anatômica, planos e eixos. Tipos Constitucionais. Normal e Variação. Fatores Gerais de Variações Princípios Gerais de Construção do Corpo Humano História da Anatomia Aparelho Locomotor: Sistema ósseo Aparelho Locomotor: Sistema Articular Aparelho Locomotor: Sistema Muscular Sistema Circulatório: Funções. Composição. Circulações Sistema Circulatório: Coração Sistema Circulatório: Artérias Sistema Circulatório: Veias Sistema Circulatório: Linfáticos Sistema Circulatório: Vascularização do Coração Sistema Circulatório: Complexo Estimulante Sistema Circulatório: Fatores Biodinâmicos das Circulações Venosa e Linfática Sistema Respiratório Sistema Respiratório: Mecânica Respiratória Sistema Digestório Sistema Digestório: Glândulas anexas Peritônio Sistema Urinário Sistema Genital Feminino Glândula mamária Sistema Genital Masculino Bulbo do olho Orelhas Tegumento Comum Sistema Endócrino Soalho da pelve

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ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A DISCIPLINA DE ANATOMIA Normas Avental Nas aulas práticas de laboratório é obrigatório o uso de avental, branco, longo, manga comprida. Esta exigência longe de ser autoritária é uma providência primordial de higiene, limpeza, prevenção e de proteção a saúde do aluno e de seus familiares. A sua utilidade é tão grande que caracteriza a figura do médico. Respeito para com as peças de estudo Nossas peças de laboratório, em sua grande maioria, são de seres humanos que em vida, muitas vezes, apresentaram incertezas, indefinições, infortúnios e até mesmo se tornaram um ônus para a sociedade, mas ao morrerem e seus corpos serem utilizados para estudo se redimiram totalmente da indigência oferecendo-se para a nobre missão de salvar outras vidas através do ensino e da pesquisa, são dignos, portanto, de todo o nosso respeito e nossa gratidão. Segundo o professor Renato Locchi, “A anatomia é uma disciplina informativa na medida que fornece novos conhecimentos que serão de essencial aplicação na atividade profissional. É normativa na medida que impõe a disciplina de estudo e a metodologia e precisão de linguagem. É principalmente estético-moral, pela natureza do material de estudo, o cadáver. Essencialmente, porém, lição de ética e de humildade.” Inicia, assim, desde o primeiro ano o respeito pelo ser humano que deverá caracterizar as atitudes do médico. Desta forma, não será admitido qualquer tipo de atitude de desrespeito com material humano de estudo. Luva cirúrgica Embora nosso material não ofereça risco evidente de contaminação é importante que o aluno manuseie as peças com luvas cirúrgicas principalmente para proteger suas mãos da ação de substâncias químicas. Atualmente, estão disponíveis no mercado as luvas descartáveis para procedimentos acondicionadas em caixas. Manuseio das peças Preserve as peças anatômicas com muito cuidado, já que, por serem humanas são difíceis de obter e renovar. A qualidade do nosso ensino depende do cuidado que você tiver ao estudar nessas peças. Não arranque, não puxe, não fure. Preserve-as. Gerais Por determinação da justiça não é permitido levar material cadavérico (ossos, órgãos, etc.) para estudo fora do laboratório da Faculdade (residência, biblioteca, etc.) os infratores estão sujeitos às penas da lei. Da mesma forma não é permitido fotografar ou filmar as peças a não ser para trabalhos científicos ou preparação de aulas.

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Moore.2ª ed. Lütjen-Drecoll..4ª ed. 4 .Mc Graw Hill. Anatomia da imagem 1. Guanabara Koogan.Netter. J.Anatomia Humana. 2. Ed Manole. Pabst R. A. Nader Wafae. 3. W. Editora Artes Médicas 4. H. 2ª ed. Não serão possíveis correções posteriores. Vogl AW e outros. Tranum. H. Anatomia Humana. Atlas de Anatomia Humana. Neuroanatomy – 3ª ed . 2003. Neuroanatomia funcional . Gray’s Atlas de Anatomia – Elsevier. (e aulas teórico-práticas se o professor estiver expondo matéria) e nas provas os proprietários de telefones celulares são obrigados a desligar seus aparelhos para não perturbar a aula. e em respeito ao professor.Tillmann B. Sobotta Atlas de Aanatomia Humana – 22ª ed. 6ª ed.Fleckenstein P. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor. Editora Manole.Martin J. C. . Editora Manole. 2006.Rohen.Jensen J.Drake RL. K.Atheneu 2. .M. Livro texto 1. A presença do aluno às aulas práticas é registrada em todos os dias do curso. F. A. esteja absolutamente convicto de ter respondido a chamada ou assinado a lista de presença no mesmo período em que é feita ou passada. 2006. Guanabara Koogan Neuroanatomia 1. Editora manole 1ª Ed. Yokochi. Atlas de anatomia humana. N.. 6ª ed. Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. E. Bibliografia Atlas 1.Anatomia Orientada para a Clínica .Van de Graaff. Anatomia em Diagnóstico por imagem. 2.D. 5. L & Dalley. K.Machado.Telefones celulares durante as aulas Durante as aulas teóricas. . Atlas Fotográfico de Anatomia Sistêmica e Regional.Putz R.

mamífero etc. É importante no exame físico do paciente. a inspeção. métodos de estudo próprios orientados para a sua especialidade. o Etimologia A palavra Anatomia é de origem grega. desenvolvimento e vários aspectos funcionais do ser organizado. originaram-se as várias divisões da anatomia.  Imagem .estuda as estruturas próximas situadas numa determinada região do corpo. ultra-sonografia.  Sistêmica ou descritiva . ana . enfim tem enorme aplicação para todos os profissionais que trabalham em saúde. ex. Importante para a genética e embriologia. sistema circulatório (coração. e peças isoladas de diferentes espécies animais na anatomia comparada. sob vários enfoques e com a utilização de vários métodos de estudo. Divisão O ser organizado pode ser estudado de várias maneiras.cortar. veias e linfáticos). radiografia. o correspondente em latim é dissecar na qual dis . Em tempos passados anatomizar e dissecar eram sinônimos.  Pediátrica . Importante em pediatria e cirurgia pediátrica. ex. É importante no diagnostico de enfermidades.  Topográfica ou regional . artérias. Nader Wafae Anatomia Conceito É a ciência que estuda a constituição. palpação e ausculta para a anatomia de superfície.cortar. É importante no exame físico do paciente e na cirurgia. comumente.  Mais recentemente estão se desenvolvendo a anatomia em cortes subsídio para tomografias e para ressonância magnética e anatomia geriátrica Métodos de estudo Cada uma dessas divisões utiliza.estuda uma mesma estrutura em diferentes espécies animais. a conformação.em partes e secare . Assim sendo.estuda as estruturas através de suas imagens projetadas por meios físicos. tomada de pressão arterial e pulsação. assim temos a dissecação para a anatomia topográfica. aplicação de injeções. comparar o coração de peixe.procura identificar as estruturas anatômicas através da pele. mesmo que pertencentes a sistemas diferentes. Para conservar e evitar a decomposição. batráquio.significa em partes e tome quer dizer .  De superfície . ex.estuda as particularidades das estruturas no corpo de crianças.estuda as estruturas que contribuem para uma função comum e que são reunidas em sistemas ex.INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA DESCRITIVA Professor Dr. pescoço. as peças 5 . filmes radiográficos. tomográficos e de ressonância magnética na anatomia da imagem. atualmente anatomia é o nome da ciência e dissecar o seu principal método de estudo.  Comparada .

que existiam 50. determina normas que devem ser seguidas pelos profissionais da área da saúde para que haja uma padronização universal de comunicação e de descrições. Nas peças de sistema nervoso.Suíça. pelas distâncias que os separavam. a anatomia é uma ciência normativa isto é. e os planos e eixos do corpo humano. a dissecação. Posição anatômica Por convenção é a posição em que se coloca o corpo humano com a finalidade de padronizar as descrições a terminologia e as relações de suas estruturas. determinadas estruturas recebiam nomes e descrições diferentes nas diferentes escolas anatômicas da época. membros superiores pendentes lateralmente ao corpo. o mesmo ocorria em outra cidade a respeito da mesma estrutura. as comunicações entre os pesquisadores eram difíceis. membros inferiores justapostos com os calcanhares ligeiramente afastados e os dedos dos pés para frente. Lançada pelos alemães esse esforço de unificação se foi bem sucedido em países de influência 6 . As vezes. a escola anatômica de uma localidade homenageava um eminente anatomista dando seu nome a uma estrutura julgando que ele tinha sido o primeiro a descrevê-la e no entanto. A primeira tentativa concreta de simplificação da nomenclatura ocorreu em 1895. em cortes. Mas o principal método de estudo em anatomia é sem dúvida. Como em determinado momento histórico a anatomia se desenvolveu em centros universitários situados em cidades isoladas umas das outras.000 nomes para designar apenas as 5.anatômicas são fixadas em formol e conservadas em formol e fenol ou em glicerina e para facilitar o estudo podemos injetar as estruturas tubulares como artérias e veias com substâncias plásticas coloridas. dos Congressos. A relação que resultou dessa reunião chamou-se Basle Nomina Anatomica mais conhecida por BNA. a terminologia anatômica. temos: a posição anatômica. constatou-se. Como já foi exposto. no final do século XIX. Assim sendo. Terminologia anatômica É uma tendência natural do ser humano dar nomes as coisas para facilitar a comunicação entre as pessoas. pela lentidão dos meios de transporte e pelas diferenças de idiomas. usamos métodos de coloração que mostram as diferenças entre substância branca e substância cinzenta. A medida que as dificuldades de comunicações representadas pelas distâncias. olhar no horizonte. Desta forma. das publicações científicas. palmas das mãos voltadas para frente. pela diversidade de línguas iam sendo superados através do progresso tecnológico. pelos meios de transporte. Normas de padronização para estudo e descrições do corpo humano.000 estruturas do corpo humano (cada estrutura tinha em média 10 nomes). durante o encontro de anatomistas de vários países europeus na cidade da Basiléia . Nas radiografias podemos utilizar meios de contraste para expor órgãos com densidades semelhantes. Indivíduo ereto. e dos intercâmbios entre as Escolas Anatômicas. cabeça voltada para frente.

mas ainda desta vez não se conseguiu a pretendida globalização. em 1933. simples e fácil de memorizar . 4) Plano inferior: é horizontal passando pela planta do pé. junção de critérios . ou coronal posterior. também chamado podálico.adotar nomes semelhantes para estruturas vizinhas. Ela foi ratificada na cidade de São Paulo em 1997 pela Comissão Federativa da Terminologia Anatômica. Nomenclatura Anatômica de Paris que apesar de algumas modificações introduzidas nos Congressos de Anatomia subseqüentes é a nomenclatura atualmente adotada universalmente. ou coronal anterior. Nova tentativa de unificação e simplificação dos termos verificou-se por iniciativa dos alemães na cidade de Yena.não usar epônimos (nomes de pessoas) . lançariam uma revisão denominada Birmingham Revision (BR). pela função (supinador. Com o corpo humano em posição anatômica. 3) Plano superior: é horizontal passando rente ao couro cabeludo. podemos imaginar o corpo humano contido no interior de um paralelepípedo ou de retângulo. 2) Plano posterior: é vertical passando pelas costas do corpo. estribo).mistos (função e forma . pelo número de partes (bíceps braquial). Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados transversais.pronador redondo). tracemos planos rentes às suas superfícies em todos os seus lados. flexor dos dedos). 7 . Estes últimos. onde tornam-se evidentes os 6 planos de referências: 1) Plano anterior: é vertical passando pela frente do corpo. Alemanha em 1935 com a Nomenclatura Anatômica de Yena (YNA). pela posição (subclávio). também chamado cranial. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos frontais ou coronais. não conseguiu unanimidade entre franceses e ingleses. Princípios normativos: que devem orientar a nomenclatura de cada estrutura: ter um só nome . Critérios históricos: a grande maioria dos termos anatômicos são de origem grega e latina. Sendo editada em língua portuguesa em 2001 e será a que adotaremos em nosso curso. o entendimento e o aprendizado nas descrições dos órgãos e dos sistemas. também chamado ventral ou frontal anterior. além da posição anatômica e da terminologia anatômica foram traçados planos e eixos convencionais ao longo do corpo humano que permitiram essa importante uniformidade descritiva. Em 1939 com a deflagração da segunda guerra mundial o assunto foi relegado. Assim fazendo. Planos e eixos do corpo humano A fim de padronizar a comunicação. Finalmente a reunião decisiva e concreta realizou-se durante o VI Congresso de Anatomia na cidade de Paris em 1955 ocasião em que foi aprovada a PNA.. também chamado dorsal ou frontal posterior. pelos locais de fixação (coracobraquial). sendo que os critérios mais usados para dar nomes às estruturas foram: pela forma (deltóide.a língua oficial é o latim (a tradução é permitida) deve ser curto.científica alemã.

O plano sagital que passa exatamente pelo meio do corpo dividindo-o em duas metades direita e esquerda chama-se plano sagital mediano. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo. 3) Eixo transversal: é o eixo que une o centro do plano lateral direito ao centro do plano lateral esquerdo. órgão ou articulação do corpo . 1) Eixo sagital: é o eixo que une o centro do plano frontal anterior ao centro do plano frontal posterior. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos sagitais. órgão ou articulação do corpo.5) Plano lateral direito: é vertical tangencial ao lado direito do corpo. órgão ou articulação do corpo. ou entre superior e inferior Cranial ou cefálico = mais próximo do plano transversal superior Podálico ou caudal = mais próximo do plano transversal inferior Superficial = externamente à fáscia muscular (tecido conjuntivo que envolve os músculos) ou mais próximo da superfície do corpo Profundo = internamente à fáscia muscular ou mais afastado da superfície do corpo. Esses eixos podem ser transferidos para qualquer parte do corpo desde que sua orientação seja mantida. de terminologia e dos planos e eixos podemos entender os termos de posição mais usados em anatomia: Medial = mais próximo do plano sagital mediano Lateral = mais afastado do plano sagital mediano Mediano = situado ao longo do plano sagital mediano Intermédio = entre uma estrutura lateral e uma estrutura medial Superior = mais próximo do plano transversal superior Inferior = mais próximo do plano transversal inferior Anterior = mais próximo do plano frontal anterior Posterior = mais próximo do plano frontal posterior Interno = no interior de uma cavidade Externo = no exterior de uma cavidade Proximal = mais próximo da raiz (origem) do membro Distal = mais afastado da raiz (origem) do membro Médio = entre proximal e distal. 8 . Termos de posição Amparados por normas anatômicas padronizadas: de posição. Todos os eixos paralelos a ele são ditos transversais em qualquer parte. É homopolar pois em suas extremidades temos porções semelhantes do corpo. Todos os eixos paralelos a ele são ditos sagitais em qualquer parte. Todos os eixos paralelos a ele são ditos longitudinais em qualquer parte. 6 Plano lateral esquerdo: é vertical tangencial ao lado esquerdo do corpo. Unindo-se os dois pontos que ocupam os centros de planos paralelos obtemos 3 eixos. 2) Eixo longitudinal: é o eixo que une o centro do plano transversal superior ao centro do plano transversal inferior. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo.

ex. existe predominância do tórax sobre o abdome. o tamanho do tronco predomina em relação aos membros.  Conceito de variação: uma estrutura é considerada variação quando sua apresentação não é a mais freqüente na população mas está apta para a função. em geral. diferenças físicas em sua conformação. Pertence a outro campo de estudo chamado Teratologia.  Conceito de monstruosidade: é a estrutura que apresenta.  Sexo: Não são consideradas as diferenças oriundas do evidente dimorfismo sexual (caracteres sexuais primários e secundários). mas não necessariamente. variação e anomalia em anatomia  Conceito de normal: é um conceito estatístico e funcional. são altos e magros. Principais características :  Longilíneo: apresenta pescoço longo. Mas a diferente disposição da tela subcutânea. durante o desenvolvimento. modificações ósseas no idoso podem contribuir para o aparecimento de variações. brevilíneo e mediolíneo. As variações podem ser individuais e condicionadas. Condicionadas são aquelas que aparecem influenciadas pelos fatores gerais de variação. em alguns indivíduos. o tamanho dos membros predomina em relação ao tronco. nervos) entre o pescoço e o tórax. geralmente. de causas hereditárias. endócrinas e ambientais conciliando genótipos e fenótipos. Em geral. (ex. várias e graves anomalias que. Fatores Gerais de Variação O aparecimento de variações (estruturas pouco freqüentes. tórax cilíndrico. anencefalia). tórax achatado ântero-posteriormente. favorecer o aparecimento de variações em estruturas 9 . feixes musculares supranumerários). dedos e costelas supranumerários).  Idade: modificações anatômicas influenciadas pela idade. são baixos e obesos.Tipos constitucionais Os indivíduos humanos apresentam.  Conceito de anomalia: é a estrutura pouco freqüente e não está apta para a função (ex. que passaremos a expor. processos invasivos de diagnóstico e de tratamento. Em geral. Conceitos de normal. mas não necessariamente. Individuais são aquelas que aparecem em determinadas pessoas não estando relacionadas com os fatores gerais que predispõem o aparecimento de variações. cirurgias. existe predominância do abdome sobre o tórax. Uma estrutura é normal em anatomia quando sua apresentação é a mais freqüente e está apta para a função. no conjunto tornam a vida impossível (ex. a presença de genitais diferentes podem.  Brevilíneo: apresenta pescoço curto. a presença do timo em crianças e a sua regressão nos adultos condicionam um rearranjo das estruturas (vasos.  Mediolíneo: características intermediárias entre os dois tipos anteriores. mas aptas para a função) no ser humano é de grande aplicação na atuação profissional principalmente no exame físico dos pacientes. resultando naquilo que denominamos de tipos constitucionais ou biótipos. e que são 3: longilíneo.

aparentemente simétricas externamente mas de evidente assimetria interna. Antimeria: é o princípio pelo qual o corpo humano é constituído por duas metades chamadas antímeros. ossos. exemplos osteócito (célula). a margem supra-orbital apresentou muitas diferenças. vértebras. o tubo anterior é maior contém as vísceras daí o nome paquímero ventral ou visceral. uma reunião de células semelhantes constitui um tecido. podem também ser condicionantes de variações. articulações e músculos esqueléticos (aparelho) O corpo humano apresenta alguns princípios de construção que constituem verdadeiras normas gerais observadas na formação de seus diversos componentes. pulmões. A aparente simetria externa pode ser avaliada observando separadamente as duas metades de uma fotografia da face.     que habitualmente são semelhantes de ambos os sexos. exemplo: a proeminência laríngea. São freqüentes as publicações científicas comparando povos que vivem em regiões diferentes. caucasianos. altitude. Princípios gerais de construção do corpo humano Célula é a unidade anatomofuncional do ser vivo. pe. costelas. Metameria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído pela superposição de segmentos transversais semelhantes chamados metâmeros. a mandíbula. estômago em J dos longilíneos.. o que pode condicionar diferenças em outras estruturas próximas. Evolução: diante de sucessivas mudanças na civilização. esquimós. alimentação. negros e amarelos podem apresentar variações relacionadas ao seu grupo étnico. colo sigmóide etc. Biótipo: a forma de determinados órgãos pode estar relacionada ao biótipo ex. o pescoço curto dos brevilíneos pode condicionar diferenças de situação e trajeto em estrutura anatômicas. latitude etc. Paquimeria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído ântero-posteriormente por dois tubos contíguos chamados paquímeros. ex. tecido ósseo (tecido). o tubo posterior é menor contem o sistema nervoso central daí o nome paquímero dorsal ou neural. A evidente assimetria interna é comprovada pela situação do coração. a reunião de tecidos diferentes forma um órgão. pode sofrer modificações pela mudança dos hábitos alimentares. o nervo laríngeo recorrente no pescoço apresenta diferenças de trajeto nos dois lados. 10 . exemplo: músculo piramidal na parede abdominal é mais freqüente em brancos. exemplos: índios. Lado: podem aparecer diferenças de trajeto de algumas estruturas em função do lado ex. podem surgir novas adaptações anatomofuncionais. Meio ambiente: clima. Grupo étnico: brancos. osso (órgão). o conjunto de órgãos afins chama-se sistema e a reunião de sistemas afins forma um aparelho. fígado. o conjunto dos ossos (sistema). mais saliente nos homens. as evidentes diferenças anatômicas entre as pelves dos dois sexos podem condicionar diferenças de trajeto de nervos e de vasos.

As dúvidas sobre a existência de Asclépio enquanto ser humano fez com que alguns autores marcassem o início desse período pelas descrições anatômicas contidas na Ilíada de Homero (século VIII a. para relacioná-los com doenças visando o tratamento e mais tarde também para o aprimoramento do conhecimento científico. b. Segmentação: é o princípio observado em muitos órgãos do corpo humano pelo qual um órgão é subdivido em partes chamados segmentos dotadas de certa autonomia anatômica e funcional. as relações ou identificações de estruturas anatômicas não visavam o conhecimento já que tinham três objetivos básicos: 1. 2 .Estratificação: é o princípio de construção pelo qual o corpo humano (e seus órgãos) é constituído pela superposição de camadas de tecidos. na preparação do corpo para a vida futura em que acreditavam. para se defender dos ataques inimigos. Dr. Para sobreviver.religiosos. para se defender ou atacar e para preservar o corpo após a morte utilizava-se a anatomia. inicialmente. 3. Nader Wafae Preliminarmente.Desenhos rupestres encontrados em cavernas (Pindal -Espanha) representando o animal que deverá ser abatido para servir de alimento com flecha ou lança apontando o lugar ideal para sacrificar o animal com maior sucesso.Preparação de múmias na qual se indicava a retirada das vísceras para se evitar a decomposição. desenvolver. Período Grego A história da anatomia ou fase científica se inicia na Grécia com o trabalho de atendimento aos doentes desenvolvido por Asclepio no século XIV AC.a proteção do seu próprio corpo.C). Este médico reconhecia que para atender melhor os doentes necessitava conhecer a constituição do corpo humano. Nesse período destacaram-se: 11 . esclarecer ou melhorar conhecimentos. ou pré-científica ou da anatomia fortuita Nesta fase. c. 2ª fase: História ou científica Cuja característica essencial consistia na identificação dos órgãos. para a qual o conhecimento da constituição do corpo do animal era importante para a caça bem sucedida. Iniciava-se assim o primeiro período da fase científica – o período grego . esse processo de identificação de órgãos vitais não tinha o interesse em adquirir.a sobrevivência através do consumo de carne animal. mas nessa fase.Utilização de armaduras e escudos para proteger determinados locais do corpo considerados vitais. devemos dividir a História da Anatomia em duas fases: 1ª fase: Pré-história.que se estenderia até a morte do imperador Alexandre Magno (323 AC). História da Anatomia Prof. Estes objetivos foram comprovados por: a.

guerras e cobranças de impostos não impulsionaram a ciência. demonstrou grande interesse em desenvolver a ciência e deu início ao segundo período da era científica – o período alexandrino que vai de 300 AC a 100 DC. a quem coube o Egito no norte da África. O império é dividido entre seus generais que não tinham o mesmo interesse científico do imperador. já conhecia algumas glândulas e estruturas do sistema nervoso. Período Alexandrino Com a morte de Alexandre Magno. zoologia e da anatomia comparada. Destaca-se mais como médico do que como anatomista. A conquista do Egito pelos romanos. incentivador das ciências. a censura imposta. mas ele não distinguia bem os músculos e confundia ligamentos com tendões. o incêndio parcial da Biblioteca de Alexandria com 400. os imperadores romanos tendo mais interesse em conquistas. Descreve as cavidades cardíacas. Empedocles (500-430 AC) relaciona os princípios da natureza: ar. partes do sistema digestório e do respiratório (traquéia e brônquios). como os demais cientistas da época acreditava que nas artérias circulava o ar que respiramos. Especializa-se na pesquisa do sistema circulatório estudando as valvas do coração. De 100 DC até o declínio do império romano no século V. principalmente nomes dos ossos. Aristoteles (384-322 AC) criador da biologia. estuda o coração e os grandes vasos. muitos aspectos do sistema vascular. era uma relação de nomes de estruturas anatômicas. Este general. oferecem boa descrição dos ossos. e já demonstra um esboço da pequena circulação.) e com doenças lançando a teoria dos humores. amplia o conhecimento das vísceras em geral e dá o nome de duodeno à primeira porção do intestino. sabe diferenciar artérias das veias.Claudio Galeno. Nesse período destacaram-se: Herofilo (330 – 270 AC) a quem é permitido realizar a primeira dissecação em cadáver humano. Muito mais por sua genialidade e interesse pessoal do que pelo apoio Institucional . veias pulmonares. porém. A única nódoa e crítica que se faz a este período é a prática da vivisecção (dissecação em organismos vivos) em condenados com a justificativa de ver os órgãos em funcionamento Marino é o último nome importante deste período. terra. Período Romano Um dos períodos mais longos e mais pobres para a anatomia. apesar das dificuldades 12 . De fato.Alcmeon (500 AC) – escreve a primeira obra anatômica conhecida. já conhecia os linfáticos e dos órgãos dos sentidos. Surpreendentemente.000 volumes e provavelmente o desinteresse dos imperadores com a ciência fazem a Escola Anatômica de Alexandria entrar em decadência. dando os nomes: aorta e carótida. Hipocrates (460-377 AC) é o pai da medicina. o general Ptolomeu. fleuma (pulmões) etc. apenas um grande nome despontou nesse período. é o fundador da escola alexandrina. Suas obras: Corpus hipocraticus e Da natureza do homem. Erasistrato (310-250) dedica-se mais a fisiologia da qual é fundador. Distingue os nervos dos tendões e dos ligamentos . reformula a escola e é chamado de restaurador da anatomia. sangue (fígado). o período grego entra em declínio. Descreve grande parte do sistema nervoso central. é quem denomina as valvas tricúspide e as sigmóideas. a não ser um deles. água e fogo com os humores do corpo (bile (baço).

e foram exatamente as duas realidades que ocorreram. Várias obras árabes foram traduzidas para o latim. escreve: Da utilidade das partes do corpo e Manipulações anatômicas. esse homem torna-se um dos maiores anatomistas de todos os tempos. basílica. No norte da África e na Ásia a ciência se desenvolveu com os árabes a partir do século VII. tendões e ligamentos. então. e na volta à Roma. ou em cidades como Bolonha e Pádua onde o papa Sisto IV permitia dissecações desde que tivessem autorização para tanto. cujos ensinamentos prevaleceram por mais de 1000 anos. ou Clemente VII permitia a dissecação para fins de ensino da 13 .é a idade das trevas. cujo único erro consistia na passagem do sangue do ventrículo direito para o esquerdo. nomes como veia safena. a ascensão do cristianismo que condenava as pesquisas sobre o corpo humano e a dispersão bárbara sem nenhum interesse científico.enfrentadas. cujo tratado com descrições anatômicas importantes foi traduzido para o latim. Oribase. Com a divisão do império romano em oriental e ocidental. em torno de 325 a 403 DC. os ossos do crânio. mas que se limita a retransmitir os ensinamentos de Galeno. interesse pela pesquisa anatômica e reconhecimento da importância do conhecimento científico. dois destinos: ou refugiar-se nos mosteiros com a simples repetição das descrições de Galeno pelos monges ou prosperar em outro continente. destaca-se em Constantinopla. em Montpellier aonde é permitido dissecar o cadáver de um condenado. paralisam o desenvolvimento do conhecimento anatômico . Este anatomista reunia 3 características importantes: habilidade manual para dissecar (animais). nas quais a associação de pesquisadores interessados e o apoio de senhores feudais da localidade possibilitavam o avanço da anatomia como. Destacaram-se nesse período: Rhaze em Bagdá (840-920) que escrevei a primeira obra de anatomia em árabe. Apresenta um esboço para a pequena circulação. Hali Abbas. em Salermo onde Frederico II (1240) decretou que só poderiam exercer a cirurgia quem tivesse estudado anatomia. a maior parte dos nervos periféricos já eram de seu conhecimento. as descrições de Galeno prevaleceram por cerca de 1000 anos guardados e traduzidos nos mosteiros. Na Europa. dedica-se bastante ao estudo do sistema nervoso. Este teve. foi para a Alexandria para estagiar com os anatomistas da época. descreve muitas veias principalmente do encéfalo. o príncipe da medicina escreve Canon medicinae e acrescenta contribuições pessoais aos escritos de Galeno. Período Árabe A queda do império romano invadido pelos bárbaros durante o século V. anualmente. nuca são desse período e muitos outros que foram substituídos quando a Europa retomou o domínio do conhecimento científico. Diferencia nervos. embora o Corão também proibisse dissecação em cadáveres. cefálica. por exemplo. Nascido na Ásia menor (129-201 DC) demonstrou interesse pessoal pela anatomia e pela medicina. Avicenas (980-1037) é o grande nome desse período. o globo ocular etc. Período das Escolas Européias A partir do século XII a Europa começa a readquirir o domínio científico da anatomia com o aparecimento das escolas européias isoladas.

no retorno o navio em que se encontrava afunda no Mediterrâneo e Vesalius morre. nessas Escolas isoladas foram surgindo bons anatomistas como Leonardo da Vinci (1452-1519) em Florença cujos desenhos se aproximavam muito da realidade. É neste ambiente que aparece Andre Vesalius (1514-1564) anatomista nascido em Bruxelas. as dificuldades enfrentadas por anatomistas eram enormes e muitos anatomistas foram condenados a morte pela Inquisição. introduz novas técnicas de preparação de peças e de dissecação. Varoli. e com Bartolomeu Eustáquio (1520-1574) em “ Opuscula Anatomica”. Andre Vesalius publica sua obra “De Humanis Corporis Fabrica” que se transforma em importante marco de transição porque: liberta-se dos dogmas de Galeno. Botal.medicina. Período da Anatomia Moderna Em 1543. 14 . Malpighi em 1666 descobre os capilares sangüíneos. que iria confrontar-se com os adeptos de Galeno. Juntos formam o triunvirato reformador da Anatomia. Sylvius em Paris apesar de alquimista estimula o estudo da anatomia em cadáveres. Servet. Spiegel Arancio e outros. Este pesquisador fora muito competente. Ainda neste século começa a se desenvolver a anatomia microscópica com o aperfeiçoamento técnico do microscópio. Vesalius é condenado pela inquisição a fazer uma peregrinação ao santo sepulcro em Jerusalém. Bahuin. No entanto havia um problema ainda a ser resolvido era a influência e a servidão que os anatomistas da época ainda demonstravam ao seguirem cegamente os ensinamentos de Galeno. Aselli. reformar a anatomia e tornar-se o pai da anatomia moderna através de sua coragem se inicia o período moderno da anatomia. acima de tudo dando credibilidade à anatomia. Mas em outras cidades em que a dissecação humana era condenada. Paré. mas Professor em Pádua. Aquapende. Bartholinus e mesmo com Tulp (professor flamengo imortalizado na tela de Rembrant "aula de anatomia do professor Tulp"). No século XVII a grande contribuição é dada por Willian Harvey (1578-1657) ao descrever a circulação sangüínea em sua obra de 1628: “Exercitatio Anatomica De Motu Cordis Et sanguinis in Animalibus” embora sem conhecer os capilares sangüíneos sua descrição é correta. várias estruturas foram desenhadas e descritas por ele ao desejar atingir a perfeição em suas obras de arte. dá novo impulso às investigações anatômicas. A descoberta da imprensa por Gutemberg também viria dar grande impulso à anatomia pela facilidade de comunicação e transmissão escrita dos conhecimentos. Libertados da obediência aos cânones de Galeno. Ainda neste século XVI aparecem outros anatomistas: Colombo. sua descrição é de cadáveres humanos. outros anatomistas do mesmo período de Vesalius se aliam a este no processo de modernização é o que ocorre com Gabriel Falópio (1523-1562) em Pisa. Neste século grandes avanços são feitos no estudo dos linfáticos com Pecquet. mas havia trabalhado com a anatomia de animais e sua época já estava defasada de um milênio em termos de conhecimento científico. ratificando alguns aspectos e retificando outros. escrevendo “Observações Anatômicas” focalizando principalmente os genitais. Todos os sistemas são objetos de reformulação. Caluniosamente acusado por seus inimigos de vivissecção. Apesar disso.

depósito de ions Ca e P. ex.No século XVIII. ossos da calvária no crânio. assistimos ao desenvolvimento da anatomia cirúrgica ou topográfica com Palfin. mas como cada um dos seus sistemas apresenta atribuições específicas. e os neuroanatomistas Wrisberg e Reil. 15 . No período de crescimento do osso distinguem-se entre as epífises e a diáfise. assistimos avanços na anatomia patológica com Morgagni. pescoço e tronco) e apendicular (membros superiores e inferiores). escápula. Funções do esqueleto: proteção de órgãos (caixa craniana). No século XIX. Bichat e outros. Hesselbach. sustentação e conformação do corpo. metacarpais. Na anatomia predominam os autores alemães: Meckel. Purkinge. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO SISTEMA ÓSSEO Prof. na fisiologia e o início da embriologia. Dr. fêmur. Divisão do esqueleto: divide-se em axial (cabeça. Primordialmente tem por função dar conformação e sustentação ao corpo e tornar possível a locomoção. além da consolidação da histologia. a lâmina epifisial contendo a cartilagem de crescimento. Na Histologia temos Schwam (pai da histologia). Nader Wafae Esqueleto Conceito: É o conjunto de estruturas rígidas e resistentes chamadas ossos e de estruturas menos rígidas chamadas cartilagens que se articulam para dar conformação e sustentação ao corpo humano. Scarpa entre outros. produção de células sangüíneas (medula óssea vermelha). Aparelho Locomotor O aparelho locomotor é constituído por três sistemas: ósseo. Possuem duas extremidades chamadas epífises e uma parte média. articular e muscular. No século XX aparecem as extensas obras anatômicas escritas e os grandes estudos em neuroanatomia onde se destaca o espanhol Ramon Y Cajal que além de sua contribuição anatômica consolida as normas para a realização de pesquisas científicas na área biológica. Henle. elas serão abordadas nos respectivos capítulos. conjunto de alavancas que sob a ação dos músculos torna possível o movimento. OSSOS Número de ossos: 206 a 208 Tipos de ossos Longos: em que o comprimento predomina sobre a largura e a espessura. Luscka. ex. Planos: em que o comprimento e a largura predominam sobre a espessura. corpo ou diáfise onde se encontra a cavidade medular. úmero.

trocanter . frontal. protuberância – espinha – saliência fina e aguçada (espinha isquiática) crista – saliência estreita. ossos do carpo e do tarso. geralmente linear e de extremidade livre (crista etmoidal) linha – saliência linear (linha áspera do fêmur). ex. ossos da base do crânio. entre os ossos occipital e parietais. tubérculo . Irregulares: em que os conceitos anteriores não se aplicam. Pneumáticos: são ossos que contêm cavidades em seu interior cheias de ar. vértebras. ex. Descrição dos ossos Na descrição da maioria dos ossos podemos distinguir: faces.Curtos: em que não há predomínio de uma das dimensões sobre as outras. Supranumerários: não presentes habitualmente. Extremidades: são os locais dos ossos onde se encontra a maior parte dos seus pontos de reparos consistindo de saliências e depressões. epicôndilo – saliência não articular situada acima do côndilo (epicôndilo lateral do fêmur). maxila. esfenóide. ossos suturais. Sesamóides: ossos curtos porém incluídos em tendões ou cápsulas de certas articulações. túber – saliência não articular de maior tamanho e superfície rugosa (túber isquiático).saliência não articular de maior tamanho e superfície menos rugosa (trocanter maior no fêmur) . 16 . Osso heterotópico é aquele que se forma em lugar onde não existe normalmente. Margens: são linhas agudas que delimitam as faces. Saliências: são os relevos que se sobressaem na superfície do osso podem ser articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cabeça – extremidade articular semelhante a uma esfera (cabeça do fêmur). eminência – saliência cônica ou arredondada que se destaca na superfície do osso semelhante ao proceeso ((eminência intercondilar na tíbia). processo – saliência que se destaca acentuadamente na superfície do osso. Alongados: em que o conceito de osso longo não se aplica perfeitamente porque faltam as extremidades alargadas é o caso das costelas. ex. capítulo – uma cabeça pequena (capítulo do úmero). (côndilos do fêmur). margens e extremidades Faces: são partes da superfície do osso perfeitamente delimitadas principalmente no corpo. côndilo – extremidade articular arredondada com forma ovóide ou em espira. tuberosidade – saliência não articular de tamanho médio e superfície rugosa (tuberosidade para o músculo deltóide). vem do latim avançar (processo mastóide do temporal).saliência não articular de pequeno tamanho e superfície menos rugosa ( tubérculo maior do úmero). ex.

incisura: depressão em forma de arco na superfície do osso entre projeções ósseas. canal: depressão linear ou curva formando um túnel (canal carótico) Aberturas: são buracos delimitados adaptados para a passagem de estruturas. vasos e nervos meato: ducto com abertura nas extremidades (meato acústico externo) poro: as aberturas que delimitam o meato (poro acústico externo) Estrutura do osso Quanto à estrutura os ossos podem ser de dois tipos: compactos e esponjosos. Pode ser vermelha quando está ativa na produção células 17 . A disposição das trabéculas dos ossos esponjosos resulta da interação entre as linhas de maior tensão para resistir às tensões e as de compressão (peso do corpo) visando à manutenção da posição ereta (teoria trajetorial). sulco: depressão linear ou curva pouco profunda (sulco do nervo radial). hormônios e substâncias bioquímicas. quando exposto ao fogo perde a matéria orgânica e se esfacela.escavação articular arredondada e menos profunda (cavidade glenoidal na escápula). colo: escavação circular situada abaixo da cabeça. formando cilindros aderidos entre si e dispostos de acordo com o maior eixo do osso. Além das forças a que são submetidos e da função a que se destinam a forma dos ossos depende também da hereditariedade. Depressões: são escavações na superfície do osso articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cavidade . Um osso submetido ao ácido acético perde a dureza pela falta dos sais inorgânicos. Substância compacta: as células ósseas (osteócitos) se dispõem em camadas chamadas lamelas concêntricas em torno de um canal central. dos ossos curtos e planos.escavação de profundidade intermediária (fossa mandibular no osso temporal). mas mantém a flexibilidade. forame: orifício circular que dá passagem. (incisura isquiática maior). Confere força ao osso. assim além das células ósseas possui sais inorgânicos (fosfato e cálcio) que lhe dão dureza e parte orgânica (fibras colágenas) que lhe confere flexibilidade. É resistente e densa sendo encontrada na diáfise dos ossos longos em torno da cavidade medular e envolvendo o osso esponjoso das epífises. Os ossos longos são mais adaptáveis para possibilitar movimentos pela ação dos músculos.tróclea – saliência em forma de carretel (tróclea do úmero). Medula óssea É a parte do esqueleto que elabora células sanguíneas. Encontra-se na cavidade medular do osso compacto e nos espaços entre as trabéculas do osso esponjoso. em geral para. acetábulo – escavação mais profunda – (acetábulo do osso do quadril). é encontrada nas epífises dos ossos longos e nos ossos curtos. fossa . nutrição. fóvea . O osso é um tecido. Substância esponjosa: as células ósseas se dispõem em pequenas trabéculas que se entrecruzam formando uma rede.escavação rasa pouco profunda fóvea da cabeça do fêmur).

a parte profunda é osteogênica. a parte superficial é fibrosa com fibras colágenas e fibroblastos. clavícula): ossificação intramembranácea. nutrição. mas no adulto encontra-se apenas no esterno. vértebras. os condrócitos se hipertrofiam. é a parte da lâmina mais próxima da diáfise. Funções: crescimento do osso em espessura. Endósteo É uma fina camada de tecido conjuntivo que reveste o osso internamente: as trabéculas. O periósteo é contínuo com a cápsula articular e não reveste as superfícies articulares onde é substituído por cartilagem. pela transformação de células mesenquimatosas do tecido conjuntivo em osteoblastos (centro de ossificação). Partes de um osso longo O osso longo apresenta duas extremidades chamadas epífises e um corpo entre as epífises chamado diáfise.Lâmina epifisial 4. morrem e são substituídos por osteoblastos e a matriz cartilagínea é substituída por minerais (cálcio). entre a epífise e a diáfise há um espaço preenchido por cartilagem hialina chamado lâmina epifisial. inervação (sensibilidade). através da qual o osso cresce em comprimento. c) mista em que ocorrem os dois tipos de ossificação. o canal central. a cavidade medular.Linha epifisial (de conjugação ou de condensação) 5. No osso em crescimento. As medulas das epífises do fêmur e do úmero são as últimas a se tornarem amarelas. proteção do osso e auxiliar nas fixações de músculos e tendões. por ramos das artérias do periósteo e por vasos das articulações.Cartilagem epifisial 18 . (esfenóide) Periósteo É a camada de tecido conjuntivo que envolve o osso. b) a partir de tecido conjuntivo fibroso (ossos da calvária.Diáfise 3. Vascularização Os ossos são irrigados pela artéria nutrícia que perfura o osso compacto pelo forame nutrício. costelas. Inicialmente a cartilagem hialina se modifica. Roteiro prático de Anatomia radiológica – introdução ao estudo do sistema ósseo : 1. Ossificação Dois tipos: a) a partir da transformação de cartilagens hialinas (a grande maioria): ossificação endocondral.sanguíneas e amarela quando não produz células sanguíneas substituída por células gordurosas.Epífise 2. No recém nascido a medula óssea é do tipo vermelho. O local onde as células cartilagíneas da lâmina epifisial são substituídas por células ósseas chama-se metáfise.

fíbula. pisiforme. falanges (proximal. Assim agindo procure identificar o lado dos ossos: escápula. ísquio e púbis). diagnósticos de fraturas.  Em seguida devemos saber identificar a que lado pertencem esses ossos (se direito ou esquerdo).Substância compacta 9. média e distal. ulna. tíbia. escápula. rádio.  Inicialmente devemos identificar os ossos do esqueleto apendicular pelos seus nomes: Membro superior: clavícula. calcâneo. perpendicular à face e de direção oblíqua. ulna. falanges ( proximal. patela. três margens: medial. cubóide.Cavidade medular 7. no caso da escápula observe que a espinha da escápula é posterior e superior e sua extremidade.Osso pneumático OSSOS DO ESQUELETO APENDICULAR O esqueleto apendicular é constituído pelos ossos dos membros superior e inferior incluindo os cíngulos dos membros superior e inferior. cuneiformes (medial. superior e lateral. osso do quadril. Para tanto escolha um ou dois acidentes do osso e oriente-os nos 3 planos do espaço (superior ou inferior.Substância esponjosa 8. O cíngulo do membro superior é formado pelos ossos clavícula e escápula. O cíngulo do membro inferior é formado pelos dois ossos do quadril. o acrômio.6. com duas faces: costal e posterior. lateral ou medial e anterior ou posterior) por exemplo. maior é a 19 . reparo de fraturas e no diagnóstico de várias doenças ósseas.Sesamóide 11. úmero. em duas fossas a superior. saliência plana. tálus. Membro Superior Escápula: A escápula é um dos dois ossos do cíngulo do membro superior. piramidal. A face posterior está dividida pela espinha da escápula. semilunar. clavícula. trapezóide. o polegar tem apenas proximal e distal) Membro inferior: osso do quadril (com três partes: ílio. metacarpais (I a V contados a partir do polegar ) .Espaço articular radiológico 10. menor é a fossa supra-espinal e a inferior. navicular.  Finalmente procure identificar os acidentes (saliências e depressões) dos ossos grifados no texto e listados no final:  A identificação desses acidentes é importante para conhecer inserções musculares. capitato. lateral e superior e três ângulos: inferior. fêmur. fêmur. hamato. tíbia e fíbula. média e distal. intermédio e lateral). trapézio. escafóide. rádio. é plano. úmero. é lateral. o hálux tem apenas proximal e distal). metatarsais (I a V contados a partir do hálux).

é o epicôndilo lateral. processo estilóide do rádio. duas importantes saliências para inserções musculares: a medial e maior é o epicôndilo medial no qual passa o sulco do nervo ulnar e a lateral menor. é osso alongado. A saliência medial na parte superior do corpo é a tuberosidade do rádio. ÚMERO: O úmero (do latim: ombro) é o osso longo do braço. A face costal em contato com as costelas é côncava com saliências lineares oblíquas. medial. o capítulo do úmero e uma depressão em forma de carretel. com a convexidade maior voltada para frente e medialmente. anteriormente duas saliências. a incisura ulnar e uma pequena proeminência na face posterior. a cabeça do úmero que se assemelha a uma esfera. Na extremidade inferior destacamos: a saliência pontiaguda lateral. ligeira depressão que contorna a cabeça. apresenta: extremidade esternal. No corpo do úmero. apresenta três faces: anterior. Rádio: O rádio é o osso longo lateral do antebraço. Na extremidade superior destacamos: medialmente. Completando a extremidade inferior. o colo anatômico.é o outro osso do cíngulo do membro superior. a maior lateral é o tubérculo maior e a outra é o tubérculo menor separados pelo sulco intertubercular. a área estreita abaixo da cabeça é o colo do rádio. o côndilo do úmero se desdobra em: pequena saliência redonda. A pequena depressão em curva na margem superior por onde passam nervo e vasos é a incisura da escápula. A extremidade lateral da espinha da escápula é achatada e constitui o acrômio. em sua margem superior destaca-se uma saliência curva que lembraria o bico de corvo daí o seu nome processo coracóide. a fóvea articular. Superiormente ao côndilo. O ângulo lateral da escápula apresenta uma escavação rasa que se articula com o úmero é a cavidade glenoidal. Ulna: 20 . menor é a fossa coronóidea e a posterior. e a depressão em espiral da face posterior é o sulco do nervo radial. Na extremidade superior destacamos: a cabeça do rádio com a circunferência articular e uma ligeira depressão. apresenta três faces: ântero-medial. medial. maior é a fossa do olécrano. duas escavações a anterior. seu nome deriva do latim. a saliência da margem lateral é a tuberosidade para o músculo deltóide . superiormente a ela encontra-se uma pequena saliência puntiforme é o tubérculo supraglenoidal e inferiormente outra pequena saliência. o tubérculo dorsal. mais abaulada e extremidade acromial mais achatada.pequena chave .fossa infra-espinal. ântero-lateral e posterior e três margens: anterior. Clavícula: Clavícula cujo nome vem do latim . Na extremidade inferior. lateral. uma leve depressão medial em arco. raio de uma roda. e forma a fossa subescapular. posterior e lateral delimitadas por três margens: anterior. na face inferior próximo a esta última extremidade encontra-se o tubérculo conóide. posterior e interóssea. o tubérculo infraglenoidal. Na transição entre a epífise e a diáfise encontra-se o colo cirúrgico. a tróclea do úmero.

extremidade esternal 12.tubérculo conóide ÚMERO: 14. Os ossos metacarpais são ossos longos e numerados de I a V a partir do polegar.fossa supra-espinal 4. três faces: anterior. piramidal. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V. o medial. posterior e medial e três margens: anterior. em número de oito dispostos em duas séries. a incisura troclear cuja ponta anterior é o processo coronóide.acrômio 3.tubérculo menor 18. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro superior Escápula: 1. metacarpais e falanges: Os ossos carpais são ossos curtos. pisiforme. a série distal indo na mesma direção estão: hamato com uma saliência chamada hâmulo.colo anatômico 16.cavidade glenoidal 8. lateralmente.tubérculo maior 17.A ulna (do latim: antebraço) é o outro osso longo do antebraço. capitato. média e distal e duas para o polegar. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal.processo coracóide 7.colo cirúrgico 21 . a pequena depressão em arco que se articula com o rádio é a incisura radial.tubérculo supraglenoidal 9. posterior e interóssea.incisura da escápula Clavícula: 11. proximal perto dos metacarpais.tubérculo infraglenoidal 10. a proeminência posterior em forma de arco cuja face anterior é escavada. proximal e distal.extremidade acromial 13. A extremidade distal constitui a cabeça da ulna.espinha da escápula 2.fossa subescapular 6. a circunferência articular e o processo estilóide.sulco intertubercular 19. Na extremidade superior destacamos: o olécrano. o maior. a proximal. Mão: A mão é formada pela sucessão de três camadas de ossos: carpais.fossa infra-espinal 5. seguindo na direção medial para lateral estão. semilunar e escafóide. trapezóide e trapézio.cabeça do úmero 15.

o anterior é o púbis e o posterior é o ísquio. originalmente é formado pela fusão de três ossos: o superior é o ílio.cabeça do rádio 30.fossa coronóidea 28.processo estilóide do rádio 33.falange distal.processo estilóide. classificado como irregular. 50. O corpo do ílio é plano ligeiramente côncavo em seu lado medial onde se encontra a asa do ílio ou fossa ilíaca.pisiforme 42.piramidal 43.falange média 52.tuberosidade para o músculo deltóide 21.sulco do nervo radial côndilo do úmero 22.incisura troclear 37.incisura ulnar 34.incisura radial 39.epicôndilo medial 25. Osso do quadril: O osso do quadril com o seu homônimo do outro lado formam o cíngulo do membro inferior.tubérculo dorsal.hamato 46. 22 .tróclea do úmero 24. Ulna: 35.fossa do olécrano Rádio: 29.sulco do nervo ulnar 26. Mão: Ossos carpais 41.epicôndilo lateral 27.trapézio. 49.falange proximal 51.20.capitato 47.semilunar 44.olécrano 36. Ílio: Forma a parte superior do osso do quadril.ossos metacarpais numerados de I a V a partir do polegar.trapezóide 48.processo coronóide 38.capítulo do úmero 23.colo do rádio 31.tuberosidade do rádio 32.escafóide 45.cabeça da ulna 40.

Na realidade é recoberto por músculos nos dois lados daí o seu nome. sacro e cóccix é dividida em pelve maior. O limite inferior da cavidade pélvica constitui a abertura inferior da pelve que da margem inferior da sínfise púbica vai aos túberes isquiáticos e termina no cóccix. A cavidade pélvica formada pelos ossos do quadril. A parte rugosa posterior à fossa ilíaca é a face sacropélvica onde encontramos a face auricular para se articular com o sacro e atrás desta a tuberosidade ilíaca. A parte posterior do ramo larga e volumosa denomina-se túber isquiático. a parte mais espessa do lábio externo chama-se tubérculo ilíaco. e o arco maior da margem posterior do osso do quadril entre a espinha isquiática e espinha ilíaca póstero-inferior é a incisura isquiática maior. duas anteriores: espinha ilíaca ântero-superior e espinha ilíaca ântero-inferior e duas posteriores: espinha ilíaca pósterosuperior e espinha ilíaca póstero-inferior. Acetábulo Escavação circular em forma de “xícara” ponto de encontro dos três ossos que formam o osso do quadril. mais estreita. o limbo do acetábulo. mais larga e pelve menor. a fossa do acetábulo e uma descontinuidade da margem na parte inferior. a incisura do acetábulo. Abaixo da fossa ilíaca encontramos uma saliência em forma de arco que participa da delimitação da abertura superior da pelve é a linha arqueada. continuando pela margem posterior encontramos uma saliência aguda é a espinha isquiática. A identificação dos diâmetros da pelve é de importância para a obstetrícia. Ísquio: Forma a parte posterior do osso do quadril. posterior e inferior. importante ponto de referência em obstetrícia. Diâmetro transverso: une a parte mais larga da abertura superior da pelve 23 . O ramo superior apresenta duas linhas bem evidentes: a medial é a linha pectínea do púbis e a lateral é a crista obturatória. A parte saliente limite entre o púbis e o ílio constitui a eminência iliopúbica. A face convexa do ílio é a face glútea onde se observam as linhas glúteas: anterior. É lateral e apresenta uma margem semicircular.Seu contorno superior constitui a crista ilíaca que nas extremidades apresenta quatro proeminências. É constituído pelo corpo do púbis (anterior) e pelos ramos superior do púbis e inferior do púbis. A extremidade anterior do corpo articula-se com a do outro lado é a face sinfisial que apresenta em sua parte superior duas pequenas saliências. Púbis Forma a parte anterior do osso do quadril. parte do arco total formado pela linha terminal. e o pequeno arco entre a espinha isquiática e o túber isquiático é a incisura isquiática menor. A separação entre as duas é feita pela abertura superior da pelve ou linha terminal (estreito superior) delimitada pela linha pectínea. Por ser relativamente larga tem lábios interno e externo e uma linha intermédia no meio. É constituído pelo corpo (posterior) e pelo ramo (inferior). a lateral é o tubérculo púbico e a medial é a crista púbica. uma parte mais profunda. . a parte lisa que contorna a fossa é a chamada face semilunar Forame obturado É o grande orifício situado abaixo do acetábulo. linha arqueada e completada pelo seu prolongamento na asa do sacro.

em sua extremidade superior apresenta: a cabeça do fêmur. observam-se duas proeminências: a maior e superior é o trocanter maior e a menor inferior é o trocanter menor. a eminência 24 . a face patelar. A extremidade distal do fêmur apresenta duas proeminências bem evidentes: côndilo lateral e côndilo medial. lateral e posterior e três margens: anterior (canela). Diâmetro verdadeiro: une a parte mais saliente do dorso da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. Como é triangular. apresenta duas faces: articular e anterior. a origem do nome é latina e significa flauta. ambos estão ligados pela crista intertrocantérica. O corpo do fêmur é encurvado e sua convexidade é anterior. Completando a extremidade inferior observa-se na frente e entre os côndilos uma superfície lisa. e a tuberosidade glútea. está situado na região anterior do joelho e articula-se com a face patelar do fêmur.Diâmetro oblíquo: une a extremidade inferior da articulação sacroilíaca de um lado com o centro do forame obturado do outro lado. apresenta três faces: medial. lateralmente. significa pequeno prato. A linha áspera também se divide inferiormente em duas. a grande área estreita abaixo da cabeça constitui o colo do fêmur e a rugosidade que o contorna embaixo e por diante é a linha intertrocantérica. medial e interóssea. as linhas supracondilares lateral e medial que delimitam uma área triangular: a face poplítea. A extremidade superior larga é formada pelo côndilo lateral e pelo côndilo medial em cuja parte superior plana ou face articular superior apresenta no centro uma proeminência. Denomina-se ângulo de inclinação do fêmur. a fóvea da cabeça do fêmur . Diâmetro diagonal: une a margem inferior da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. por estar incluído no tendão do músculo quadríceps femoral. Tíbia: É o osso longo e medial da perna. Patela: É osso sesamóide. Diâmetro anatômico: une a margem superior da sínfise púbica com o ponto mediano do promontório. o ângulo formado entre o eixo que passa pelo colo e o eixo do corpo do fêmur e mede em média 125°. medialmente. estrutura semelhante a uma esfera voltada medialmente com uma pequena escavação. encimados respectivamente pelos epicôndilos lateral e medial. Ainda na extremidade superior. Na parte posterior do corpo do fêmur destaca-se uma rugosidade linear é a linha áspera que se continua superiormente com duas saliências também lineares: a linha pectínea. porém posteriormente. O espaço profundo existente entre as partes posteriores dos côndilos constitui a fossa intercondilar cujo contorno superior é a linha intercondilar. o seu ápice é inferior e a base superior. Fêmur: O fêmur é o osso longo da coxa. Pouco acima da parte posterior do côndilo medial vê-se uma ligeira proeminência é o tubérculo do adutor.

intercondilar com os tubérculos intercondilar lateral e intercondilar medial.espinha ilíaca póstero-superior 7. Pé O pé é formado pela sucessão de três camadas de ossos: tarsais. posterior e três margens: anterior. maléolo medial atrás do qual encontra-se o sulco maleolar.linha arqueada 3. A área estreita abaixo da cabeça é o colo da fíbula. posterior e interóssea. Os ossos metatarsais são ossos longos e numerados de I a V a partir do hálux. O côndilo lateral apresenta uma pequena área lisa é a face articular fibular A saliência rugosa na parte superior da margem anterior. próxima aos côndilos. alfinete. de trás para diante estão: calcâneo.fossa ilíaca (asa do ílio) 2. Fíbula É o osso longo lateral da perna deriva do latim. A extremidade inferior apresenta uma expansão terminada em ponta. face articular do maléolo lateral para a tíbia. metatarsais e falanges: Os ossos tarsais são ossos curtos. cuneiforme intermédio e cuneiforme lateral. longitudinal no eixo maior e transversal no eixo menor.linhas glúteas 25 . tálus e navicular e anteriormente: cubóide. atrás da qual a pequena depressão constitui a fossa do maléolo lateral. é a tuberosidade da tíbia. A face plantar do pé apresenta dois arcos importantes para a marcha e para a sustentação da posição bípede e que são: longitudinal e transversal de acordo com o a direção que apresentam. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V.espinha ilíaca ântero-inferior 6. Quando esses arcos encontram-se alterados temos os distúrbios conhecidos por pé chato (arco longitudinal diminuído) e pé cavo (arco longitudinal aumentado). média e distal e duas para o hálux. apresenta três faces: lateral. uma área lisa.crista ilíaca 4. Complertando com o sulco póstero-lateral. cuneiforme medial. maléolo lateral. Na extremidade inferior da tíbia destaca-se a proeminência.espinha ilíaca ântero-superior 5. em número de sete. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal. proximal e distal.espinha ilíaca póstero-inferior 8. proximal perto dos metatarsais. Na extremidade superior encontramos a cabeça da fíbula cuja ponta é o ápice da cabeça da fíbula e a pequena face articular da cabeça da fíbula. A linha oblíqua situada na parte superior da face posterior é a linha para o músculo sóleo. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro inferior Osso do quadril Ílio 1. o sulco maleolar. medial.

túber isquiático 14.fóvea da cabeça do fêmur 27.côndilo medial 36.eminência iliopúbica Acetábulo 21.tuberosidade ilíaca 10.epicôndilo medial 38.espinha isquiática 15.9.cabeça do fêmur 26.tubérculo intercondilar lateral 48-tuberosidade da tíbia 49.epicôndilo lateral 40.incisura isquiática menor 16.maléolo medial 26 .tubérculo do adutor 37.ramo 13.linha pectínea do púbis 20.tubérculo intercondilar medial 47.face patelar Patela Tíbia: 43.face auricular Ísquio 11.face sinfisial 18.crista intertrocantérica 31.trocanter menor 30.tubérculo púbico 19.corpo 12.linha áspera 33.incisura isquiática maior Púbis 17.face semilunar 24.colo do fêmur 28.fossa intercondilar 41.côndilo lateral 44.eminência intercondilar 46.côndilo lateral 39.Incisura do acetábulo 23.linha intertrocantérica 32.côndilo medial 45.fossa do acetábulo 22.Forame obturado Fêmur: 25.tuberosidade glútea 35.trocanter maior 29.linha pectínea 34.face poplítea 42.

Neurocrânio. o contorno superior da órbita com o arco superciliar e a margem supra-orbital. de origem membranácea consiste nos ossos que formam a calvária e parte da face. do tórax e do pescoço. 62.cubóide 58. zigomático.navicular 57.colo da fíbula 53. palatino.ímpar . Na face externa destacam-se as protuberâncias laterais.cuneiforme intermédio 60. da coluna vertebral. 2. ossículos da audição.ápice da cabeça da fíbula 52.ímpar Vista lateral .Condrocrânio. vômer.Fíbula 50.falange distal.tálus 56. de origem cartilagínea é constituído principalmente pelos ossos da base do crânio 3. maxila.osso temporal . túberes frontais.oito ossos Vista anterior .cuneiforme lateral 61. Na face interna temos uma lâmina sagital mediana. OSSOS DO ESQUELETO AXIAL O esqueleto axial é constituído pelos ossos da cabeça.Viscerocrânio.osso etmóide .cabeça da fíbula 51. 27 .ossos metatarsais numerados de I a V a partir do hálux. Crânio .osso occipital .maléolo lateral Pé: Ossos tarsais 54.falange proximal 63.par Vista posterior.osso parietal .osso frontal .ímpar Vista inferior . a crista frontal e as partes nasal e orbital. de onde derivam: mandíbula.calcâneo 55.cuneiforme medial 59.par .falange média 64.osso esfenóide – ímpar O osso frontal (do latim frontalis = testa) constitui a parte anterior da calvária e a parte superior da face. sua convexidade denomina-se escama frontal e tem duas faces: externa e interna. CABEÇA No desenvolvimento dos ossos da cabeça destacamos três características: 1.

Os ossos parietais (do latim parietalis = parede) constituem as partes laterais e superiores da calvária.vômer . 28 .concha nasal inferior . o processo zigomático facilmente palpável.par . Na face externa distinguimos saliências lineares em arcos. A face interna apresenta sulcos nos quais se colocam vasos.14 ossos Vista anterior . na parte superior está a lâmina cribriforme.palatino . a proeminência.lacrimal . afunilada. nas partes laterais encontram-se os labirintos etmoidais formados pelas células etmoidais (cavidades cheias de ar). convexos têm faces externa e internas.O osso etmóide (do grego ethmos = peneira).ímpar . túber parietal. lâminas orbitais (paredes mediais das órbitas) e as conchas nasais superior e média (saliências para dentro da cavidade nasal). a menor das três é inferior e contorna o meato acústico externo. A parte petrosa é interna. Os ossos temporais (do latim temporalis = tempo) constituem a parte inferior e lateral da calvária mas são importantes participantes da base do crânio. principalmente. parte lateral em cada lado onde se encontram os côndilos occipitais e escama occipital atrás. as linhas temporais. ocupa a maior parte da fossa média do crânio. A parte escamosa é a que participa da calvária tem a forma de arco e de sua parte anterior projeta-se um prolongamento. Osso nasal ( do latim nasal = nariz). liga-se ao esfenóide e sua superfície interna é o clivo. sagitalmente temos a lâmina perpendicular. entra na constituição da base do crânio e é muito rígida e compacta.par . timpânica e escamosa. pequeno osso colocado na parte ânteromedial da órbita atrás do processo frontal da maxila.par Vista inferior . pequeno osso situaado por diante do processo frontal da maxila correspondendo à parte significativa do dorso do nariz. alberga importantes estruturas da audição e do equilíbrio. muito frágil.zigomático . O osso esfenóide (do grego sphen = cunha ou sphein = mariposa) é tipicamente irregular em sua forma. Tomandose o forame magno como referência divide-se em três partes: parte basilar por diante.par .osso nasal . constitui.maxila . Às vezes pode estar subdivido pela presença do osso interparietal (Inca) na porção mais elevada da escama. O osso occipital (do latim occipitum = parte póstero-inferior da cabeça) constitui a parte posterior da calvária e posterior da base do crânio. o esqueleto da cavidade nasal.par . Osso de conformação complexa apresenta três partes: petrosa.par . A parte timpânica.mandíbula – ímpar Orelha média Martelo Bigorna Estribo Lacrimal (do latim lacrima = lágrima). Face . sua parte central é o corpo e os prolongamentos laterais correspondem às asas maior e menor e o inferior ao processo pterigóide.

infratemporal e nasal e pelos processos: frontal. verticais. mandíbula ( do latim mandere = mastigar). encontra-se na parte ínfero-lateral da cavidade nasal. glabela: o ponto mais saliente entre os arcos superciliares bregma: ponto de encontro das suturas coronal e sagital. Fontículos Por ocasião do nascimento. 29 . que no caso do crânio recebem nomes especiais. próstio: ponto ósseo situado entre os dois dentes incisivos. lambda: ponto de encontro das suturas sagital e lambdóidea. ptério: ponto de encontro das suturas fronto-esfeno-temporal astério: ponto de encontro dos ossos. temporal e occipital. Fontículo anterior: ímpar. que do ângulo da mandíbula se prolonga até o processo condilar. Sutura lambdóidea entre os ossos parietais e occipita. palatino e alveolar. Sutura sagital entre os ossos parietais. tem importância em obstetrícia para identificar a posição do feto. palatino (do latim palatinum = palato) vômer (do latim vomer = lâmina do arado) osso ímpar que corresponde ao septo nasal ósseo que se completa pela lâmina perpendicular do etmóide. concha nasal inferior. zigomático (do grego zygomatikos = ligado) é o osso que forma a conhecida “maçã do rosto” e portanto saliente apresenta faces: lateral. Sutura coronal entre os ossos frontal e parietais. alvéolos dentais e as eminências alveolares e os ramos da mandíbula. a incisura da mandíbula e o processo coronóide Os ossos da orelha média serão estudados em orelhas. anterior. násio: o ponto de encontro da sutura frontonasal. entre frontal e os parietais. Suturas São as linhas de ligação entre ossos.l Sutura metópica quando o osso frontal está dividido na linha mediana (ausente na maioria das vezes). este último contém o arco alveolar com os alvéolos dentais e as eminências alveolares. Pontos craniométricos: gnátio: ponto mais saliente do mento. é o único osso dotado de movimento da cabeça apresenta o corpo da mandíbula cuja parte inferior é a base e a parte superior corresponde à parte alveolar com o arco alveolar. Tendem a desaparecer com a idade. temporal e orbital e os processos temporal e frontal. parietal. o maior. os ossos da calvária não estão totalmente ossificados existem membranas de tecido fibroso interpostas entre ossos de origem membranácea e que se ossificam progressivamente até os dois anos de idade aproximadamente.maxila (do latim maxilla = queixada) é formado pelo corpo com as faces: orbital. vértice: o ponto mais elevado co crânio obélio: cruzamento da linha que une os forames parietais com a sutura sagital ínio: o ápice da protuberância occipital externa gônio: ângulo formado pela margem posterior do ramo e a base da mandíbula. zigomático. corresponde ao bregma.

esqueleto axial Os pontos de referência e forames selecionados para identificação na cabeça são. Fontículos anterolaterais: par. órbitas altas e arredondadas. mais baixa e estreita. fronte vertical.  Roteiro prático do Sistema ósseo . o temporal e parietal (astério).  Identificar os seguintes acidentes dos ossos do crânio: Vista inferior Forame magno Forame e fossa jugular Canal carótico Processo mastóide Forame estilomastóideo Processo pterigóide (lâminas medial e lateral) Fossa pterigóidea Forame lacerado Forame incisivo Processo estilóide Forame palatino maior Espinha nasal posterior Canal do nervo hipoglosso Côndilo occipital Vista interna Fossa anterior do crânio Crista etmoidal (galli) Lâmina cribriforme com forames Seio frontal 30 . arcos superciliares visíveis. dão inserções para músculos cujas ações são essenciais ou são locais aonde se posicionam estruturas de real aplicação prática. glabela marcada. o temporal e o parietal (ptério). entre o occipital. Tipos de crânios Sem entrarmos em especificidades técnicas de mensuração podemos dizer que os crânios se classificam em dolicocéfalos quando alongados. arcos superciliares imperceptíveis. linhas de inserções musculares pouco evidentes. fronte oblíqua. entre o occipital e os parietais corresponde ao lambda. Diferenças sexuais presentes no crânio Masculino: mais volumoso. linhas de inserções musculares mais evidentes. túberes frontais e parietais mais salientes.Fontículo posterior: ímpar. efetivamente. glabela apagada. Feminino: menos volumoso. túberes frontais e parietais menos salientes. locais por onde passam vasos e nervos importantes. braquicéfalos quando alargados e mesocéfalos os de equilíbrio entre largura e comprimento. órbitas baixas e quadrangulares. entre o frontal. mais alta e larga. Fontículos posterolaterais: par.

Fossa média do crânio Parte petrosa do temporal Poro acústico interno (saída do meato) Sela turca Fossa hipofisial Asa maior do esfenóide Asa menor do esfenóide Canal óptico Sulco carótico Forame oval Forame espinhoso Forame redondo Dorso da sela Tubérculo da sela Processo clinóide anterior Processo clinóide posterior Sulco da artéria meníngea média Fossa posterior do crânio Protuberância occipital interna Crista occipital interna Sulco do seio transverso Eminência cruciforme Vista anterior Órbita Lâmina perpendicular do etmóide Abertura piriforme Espinha nasal anterior Margens supra-orbital e infra-orbital Forame supra-orbital Forame infra-orbital Fissura orbital superior Forame mentual Protuberância mentual Forame da mandíbula (língula e canal) Vista lateral Arco zigomático Poro acústico externo (entrada do meato) Fossa mandibular Processo condilar (cabeça e colo da mandíbula) Ramo da mandíbula Processo coronóide Incisura da mandíbula Ângulo da mandíbula Vista posterior Protuberância occipital externa Crista occipital externa Linha nucal superior e inferior 31 .

Escama occipital Vista superior Sutura coronal Sutura sagital Sutura lambdóidea Observação: Não podem ser vistos através dessas vistas porque se encontram no interior dos respectivos ossos. caso esses ossos estiverem abertos podemos distinguir: Seio frontal Seio esfenoidal Seio maxilar Células etmoidais anteriores e posteriores A fim de demonstrar a importância prática dos forames do crânio vamos citar alguns deles com as principais estruturas que constituem os seus conteúdos: Vista inferior e interna Forame magno: medula e bulbo. abducente e ramos do oftálmico Fissura orbital inferior: nervo maxilar Forame supra-orbital: nervos e vasos supra-orbitais Forame infra-orbital: nervos e vasos infra-orbitais Forame mentual: nervos e vasos mentuais COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é uma estrutura axial metamérica constituída por 33 segmentos ósseos semelhantes e superpostos chamados vértebras e classificadas quanto à forma. vago e acessório Canal carótico: artéria carótida interna Forame espinhoso: vasos meníngeos médios Forame oval: nervo mandibular Forame redondo: nervo maxilar Forame lacerado: parte do trajeto da artéria carótida interna Forame estilomastóideo: nervo facial Lâmina cribriforme: nervo olfatório Canal óptico: nervo óptico. nervo acessório. artéria oftálmica Meato acústico interno: nervos facial e vestibulococlear Forame mastóideo: veia emissária Fossa incisiva: nervo nasopalatino Forame palatino maior: nervos palatinos Forame da mandíbula nervos e vasos alveolares inferiores Vista anterior: Fissura orbital superior: nervos oculomotor. artérias vertebrais Canal condilar: veia emissária Canal do nervo hipoglosso: nervo hipoglosso Forame jugular: veia jugular interna. como ossos irregulares. troclear. pela maioria dos autores. 32 . nervos glossofaríngeo.

Escolioses são os desvios laterais da coluna vertebral. também chamadas lordoses. forame vertebral tende para a forma triangular. 33 . e um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence. Curvaturas: a coluna vertebral consiste em 4 curvaturas. quando se mantém na posição bípede. Torácica: processo espinhoso em ponta. processo transverso com fóvea costal (articular com as costelas). corpo com fóveas costais superior e inferior (articular com as costelas). frontal nas torácicas e sagital nas lombares Forame vertebral .partes do arco vertebral que confluem atrás para formar o processo espinhoso Pedículo .de convexidade posterior. forame vertebral tende para a forma circular. processo transverso com forame transversário. Processo articular . melhor vistas na posição lateral: duas primárias por conservarem a posição fetal . formado pelos contornos posterior do corpo vertebral e mediais dos arcos vertebrais. 5 sacrais e 4 coccígeas.lâminas planas que articulam e encaixam a vértebra superior à inferior tendem a ocupar as posições: transversal nas cervicais. Apesar de classificadas por suas características em tipos diferentes podemos distinguir elementos anatômicos que são comuns à maioria delas. Processo transverso . também chamadas cifoses e duas secundárias por se formarem após o nascimento . Arco vertebral . O conjunto dos forames vertebrais forma o canal vertebral.Pela semelhança que podem apresentar e pela região em que se encontram. processo articular tendendo à posição transversal. 12 torácicas. 5 lombares.  Identificar as partes comuns de uma vértebra típica: Corpo vertebral . Os seus contornos superior e inferior formam as incisuras vertebrais superior e inferior.de convexidade anterior. processo articular tendendo à posição frontal. A curvatura cervical formase quando a criança sustenta a cabeça ereta e a curvatura lombar.parte posterior confluente que delimita o forame vertebral. corpo com expansão lateral chamada unco do corpo. É formado pelos pedículos e pelas lâminas do arco vertebral Lâmina .central.expansões laterais da vértebra.  Características que identificam a região da coluna a qual a vértebra pertence: Cervical: processo espinhoso bífido.parte do arco vertebral que une o corpo vertebral à lâmina do corpo vertebral e aos processos transverso e articular.cervical e lombar . É discutível se os termos cifose e lordose devam ser aplicados como sinônimos de curvaturas primária e secundária ou apenas quando essas curvaturas são acentuadas. as vértebras foram divididas em: 7 cervicais. é um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence.parte anterior.torácica e sacral .extremidade formada pela união das lâminas. Processo espinhoso . Os forames intervertebrais formam-se entre as incisuras vertebrais superior e inferior de vértebras adjacentes. arredondada e volumosa.

a ligação das lâminas com os corpos.  Identificar as vértebras com nomes específicos: Atlas .é a 1ª vértebra cervical suas características são: não possui o corpo vertebral e apresenta dias massas laterais com forames transversários.  e o ângulo infra-esternal formado pelas margens inferiores das costelas. os processos transversos as partes laterais (asa do sacro). apresenta em seu contorno superior. a incisura jugular e nos contornos laterais as incisuras claviculares O corpo do esterno é formado pela união de placas chamadas esternebras.  Identifique o ângulo do esterno (saliência na união do manúbrio do esterno com o corpo do esterno). Hiato sacral é a abertura inferior em seqüência ao canal sacral circunscrito pelos cornos sacrais e a face articular para o osso do quadril denomina-se face auricular. medial e lateral). TÓRAX Esterno ( do grego sternon = peito) é o osso plano da parede anterior do tórax. processo articular tendendo à posição sagital. Os processos mamilares são saliências arredondadas e posteriores dos processos articulares superiores. Costelas São ossos alongados que no conjunto formam a caixa torácica 34 . não possui processo espinhoso mas apenas o tubérculo posterior fazendo saliência no arco posterior. forame vertebral tende para a forma triangular. O manúbrio do esterno. a extremidade inferior. O arco anterior possui também um tubérculo anterior mais saliente. mas em vértebras isoladas é difícil identificá-la. asa. seguido pelo corpo do esterno e pelo processo xifóide. Sacral: as vértebras sacrais estão fundidas formando um osso triangular.Lombar: processo espinhoso quadrado (em forma de machado). algumas vezes. a crista sacral medial. Os processos espinhosos formam a crista sacral mediana. canal. a sua extremidade superior mais larga é o manúbrio do esterno. O processo xifóide. ápice. corpo grande em forma de rim. os forames intervertebrais os forames sacrais anteriores e posteriores.é a 2ª vértebra cervical e nela destaca-se o dente com seu ápice para cima já apresenta arco vertebral e processo espinhoso Proeminente . A parte superior do sacro é a sua base e a extremidade inferior é o ápice do sacro. a margem saliente da extremidade superior da primeira vértebra sacral é o promontório. Identifique no osso sacro: base. forames sacrais anteriores e posteriores.é a sétima vértebra cervical. hiato. processo transverso em ponta chamado costiforme. promontório. apresenta-se como cartilagem. as linhas transversas. os discos intervertebrais. Áxis . cristas sacrais (mediana. Cóccix: Vestígio de uma cauda primitiva é o conjunto das últimas 4 vértebras cuja forma lembra o bico de um pássaro (cuco) daí o seu nome.

Processo espinhoso Processo transverso Processo articular superior e inferior Forames: Forame transversário Forame intervertebral Forame vertebral Forames sacrais anteriores e posteriores Vértebras cervicais: Unco do corpo Atlas: massa lateral. posteriores.esqueleto axial  Identificar os seguintes acidentes ósseos da coluna vertebral: Elementos comuns: Corpo vertebral Arco vertebral Lâmina Pedículo Incisuras vertebrais superior e inferior. Classificação: verdadeiras (1 a 7) articulam-se diretamente com o esterno através de cartilagens próprias. corpo da costela a parte restante que apresenta o tubérculo da costela pequena rugosidade com face articular para o processo transverso da vértebra. arco posterior tubérculo posterior Áxis: dente Vértebras torácicas: Fóveas costais no corpo vertebral e nos processos transversos 35 . falsas (8. arco anterior.Número: 12 para cada lado. Partes de uma costela típica: cabeça da costela.  Roteiro prático do Sistema ósseo . a parte estreita logo após a cabeça. Identifique as costelas: a primeira. anterior e pelos cornos menor e maior. flutuantes (11 e 12) não se articulam com o esterno. ângulo da costela. extremidade posterior ligeiramente alargada. PESCOÇO Osso hióide (do grego hyo (letra U) situado na região anterior do pescoço acima da laringe é formado pelo corpo. e uma flutuante. apresenta faces articulares separadas por uma crista. nível em que se verifica a mudança de orientação do corpo da costela de transversal para sagital e o sulco da costela depressão na margem inferior do corpo onde se encontra o feixe vasculonervoso intercostal. a segunda. colo da costela. a 10) articulam-se com o esterno através da cartilagem da última verdadeira. tubérculo anterior.

cristas sacrais (mediana. ângulo infra-esternal Hióide Corpo. cabeça. corno maior e menor Doenças do sistema ósseo FRATURAS Definição: É a ruptura da integridade de um osso. flutuante. tubérculo. hematoma. promontório. Sintomas: Dor local. inchaço. Fratura completa Na qual a descontinuidade entre os fragmentos é total. Fratura complicada Além da fratura óssea ocorreu lesão de outro órgão interno. ângulo.Vértebras lombares: Processo costiforme. Causas: traumas ou quedas. corno. mas pode ocorrer também espontaneamente se o osso tiver alguma patologia que o enfraqueça. corpo do esterno. Tipos Fratura exposta ou composta Ruptura do osso associada com lesão da pele e tela subcutânea. medial). corpo. sulco Esterno Manúbrio do esterno. Fratura simples Na qual não há comunicação com o meio exterior. hiato Cóccix  Identificar os seguintes acidentes ósseos do esqueleto do tórax: Costelas: Verdadeira. ângulo do esterno. dificuldade para movimentar o local e crepitação (ruído ao movimentar local). Fratura linear 36 . O fragmento ósseo pode estar passando através da lesão. face auricular. A ferida cutânea pode resultar do traumatismo que ocasionou a fratura ou aberta pelo fragmento ósseo. colo. asa. Fratura incompleta Na qual a descontinuidade entre os fragmentos não é total. deformidade. processo mamilar Sacro: Base. processo xifóide Caixa torácica Arco costal. Fratura direta É a que ocorre no local do trauma Fratura indireta É a que ocorre em ponto distante do local do trauma.

A ruptura se apresenta como uma linha fina sem desvio dos fragmentos. Fratura por arrancamento ou avulsão Um fragmento do osso. Fratura de tensão Pequena fratura linear para a qual não ficou evidenciado o trauma ou a queda. Fraturas mais freqüentes: punho. endócrinas (glândulas). por exemplo vértebras Fratura por explosão Na qual fragmentos ósseos são projetados Fratura impactada Na qual um dos fragmentos entra no interior do osso. 37 . sedentarismo. Fratura espiral Na qual o nível da lesão é oblíquo Fratura com luxação Na qual além da fratura ocorreu também deslocamento articular. medicamentos (corticóides). Osteomielite Definição: É a infecção do osso e da medula óssea. Fratura cominutiva Na qual resultam pelos menos três fragmentos ósseos e apresenta desvios. Sintomas: dor local. por exemplo metástases ou osteoporose. rádio Osteoporose Definição: É a redução da massa óssea e conseqüente desestruturação do tecido ósseo. imobilização. tornando os ossos mais fracos e assim mais sujeitos às fraturas. é separado do restante durante a contração muscular. a partir de uma ferida nas proximidades ou por via sanguínea a partir de infecções em outros locais. Fratura de Colles É fratura dos ossos do antebraço próximo ao punho com desvio dos fragmentos.) que se instalam no osso diretamente nas fraturas expostas. fumo. Fratura acavalada Na qual um dos fragmentos se superpõe a outro. Fratura em galho verde Na qual não há desvio dos fragmentos e a fratura não é completa. Fratura por compressão Resulta do aumento da pressão sobre o osso. Causas: idade. Locais mais freqüentes: fêmur. Sintomas: depende dos ossos mais atingidos. febre e comprometimento da função. Fratura patológica Ocorre por enfraquecimento do osso por alguma outra doença óssea. maior tendência à fraturas espontâneas. úmero. colo do fêmur.e. Fratura transversal Na qual o nível da lesão é perpendicular ao maior eixo do osso. Causa: invasão do osso por germes infectantes (estafilococo ou estreptococo p. Fratura por achatamento Na qual o fragmento é deslocado internamente. geralmente no ponto de inserção muscular. escafóide. tíbia.

condroma. • Escamosa . . esquindelese e gonfose. volumosos e de crescimento lento.Locais mais freqüentes: vértebras Tumores ósseos malignos a. Tipos: sincondrose e sínfise. tumor generalizado. Classificação: Critério usado atualmente considera o tipo de tecido ou a substância que se interpõe entre as partes que se articulam. pode ser interóssea exemplos entre os ossos da base do crânio (occipital e esfenóide). • Serrátil . Tipos: Fibrosas: O tecido interposto é conjuntivo fibroso. sinais de compressão. Cartilagíneas: o tecido interposto é cartilagem. b. exemplo: temporal e parietal. Sintomas característicos de neoplasias malignas: dor progressiva. sindesmose. ou 38 . tumor de origem cartilagínea. são tumores em que a origem encontra-se em outro órgão e cujas células atingem o osso por via sanguínea ou linfática e passam a crescer em seu interior.Tipos: sutura. Dr. a) Suturas: são as que possuem pouco tecido fibroso interposto. exemplo: tibiofibular distal. a) Sincondrose: a cartilagem interposta é do tipo hialino. Nader Wafae Conceito: É a conexão ou junção que existe entre as partes do esqueleto. Sinônimos: juntas. ARTICULAÇÕES Prof. tem pouca mobilidade e apenas algumas delas tendem a desaparecer.mieloma plasmocitário. osteoblastoma. condroblastoma Sinais de compressão de estruturas vizinhas.superfícies retilíneas. c. tumoração. Os subtipos consideram a forma das partes dos ossos que se articulam são: • Plana . exemplo entre vômer e esfenóide.osteossarcoma. só admitem vibrações e grande parte delas tende a desaparecer com o envelhecimento formando as sinostoses. formando no conjunto a chamada cruz de Santo André de importância em obstetrícia. exemplo: entre frontal e parietais. b) Sindesmose: são as possuem muito tecido fibroso interposto. metástases. são pouco móveis. tumor localizado em metáfises de ossos longos provocado por osteoblastos malignos d. d) Gonfose: são articulações entre os dentes e os alvéolos da mandíbula e da maxila. junturas.superposição de um osso sobre o outro em bisel.metastáticos.em forma de serra. tumoração e dor.condrossarcoma. apresenta células plasmáticas e proteínas anormais no sangue que lhe são características (Bence-Jones). exemplo: entre os ossos nasais. Tumores ósseos benignos: Osteoma. c) Esquindelese são articulações fibrosas em que uma das superfícies ósseas tem a forma de calha.

intra-óssea, exemplos, a lâmina epifisial dos ossos longos em idade de crescimento. d) Sínfise: a cartilagem interposta é do tipo fibroso, exemplo entre os corpos vertebrais, entre os ossos púbis. Sinoviais: a interposição entre os ossos não é feita por um tecido e sim por um liquido chamado líquido sinovial. Admitem movimentos que são mais amplos de acordo com o tipo considerado; não podem desaparecer. Características: • Líquido sinovial: lubrifica e protege a articulação. • Cápsula articular: envolve as extremidades dos ossos que se articulam. • Membrana sinovial: reveste a cápsula articular por dentro, produz e reabsorve o líquido sinovial. • Cartilagem articular: reveste as superfícies articuláveis dos ossos. • Ligamentos: reforçam a cápsula. • Meniscos ou discos: complementam as superfícies articulares dos ossos. • Movimentos: se realizam em torno dos eixos permitidos pela articulação de acordo com a forma das superfícies que se articulam. O número de eixos permitidos denomina-se grau de liberdade. Os movimentos permitidos recebem nomes de acordo com o eixo em torno do qual esses movimentos se realizam: em torno do eixo longitudinal - rotação; em torno do eixo transversal - flexão e extensão; em torno do eixo sagital - adução e abdução. Tipos: a) Plana: Superfícies Articulares: planas Graus de Liberdade: não possui. Eixos Movimentos: deslizamento Exemplos : processos articulares das vértebras, ossos do carpo b) Gínglimo: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de carretel, o outro é um arco escavado que gira em torno do outro Graus de liberdade: Um Eixo: movimento em torno do eixo transversal Movimentos: Flexão e Extensão Ex. cotovelo (umeroulnar), talocrural c) Trocóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta cabeça circular, o outro um arco ósseo escavado menos acentuado. Graus de liberdade: Um. Eixo: movimento em torno do eixo longitudinal; Movimento: rotação Ex.: rádio e ulna proximal e distal, atlas e áxis. d) Elipsóidea ou Condilar: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta superfície arredondada em dois planos e achatada no terceiro plano, outro se encaixa nessa superfície.

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Graus de liberdade: Dois, Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão; adução e abdução Ex.: radiocarpal e) Selar: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de sela (côncava), outro em forma de cavaleiro (convexo) Graus de liberdade: Dois Eixos: movimentos em torno dos eixos: transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução Ex. trapézio e primeiro metacarpal f) Esferóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos é uma esfera arredondada nos três planos, o outro uma cavidade esférica Graus de liberdade: Três Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal, sagital e longitudinal. Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução, rotação e a somatória de todos, é a circundução. Existem outros critérios de caráter histórico utilizados para classificar as articulações e que apresentam certa correspondência entre si, por exemplo: A- pelo tipo do contato: a)por continuidade (fibrosas e cartilagíneas); b) por contiguidade (sinoviais). B- pelo número de superfícies articulares: a) simples (duas); b) composta (mais de duas); c) complexa (com interposição de discos). C- pela posição: a) concordantes (bem justapostas) b) discordantes (contato incompleto). D- pela função: a) dependentes (temporomandibular); b) independentes. E- pelo movimento: a) diartroses (móveis); b) anfiartroses (pouco móveis); c) sinartroses (imóveis)  Roteiro prático: Classifique as seguintes articulações:
entre os ossos nasais internasal entre os ossos parietais sutura sagital entre o frontal e o parietal sutura coronal entre o occipital e os parietasi sutura lambdóidea entre o temporal e o parietal temporoparietal entre o dente e o alvéolo dental dentoalveolar entre o vômer e o esfenóide esfenovomeral entre a tíbia e a fíbula distal tibiofibular distal entre o occipital e o esfenóide esfenoccpital entre o occipital e temporal petrooccipital entre o esfenóide e temporal esfenopetrosa entre costelas e cartilagens costais costo condral entre cartilagens costais e o esterno costesternal entre os corpos vertebrais intervertebral entre os ossos púbis do quadril sínfise púbica entre manúbrio e corpo do esterno manubrioesternal entre a clavícula e a escápula acromioclavicular entre os processos articulares das vértebras entre as costelas e as vértebras costovertebral entre o úmero e a ulna no cotovelo umeroulnar entre a tíbia e o tarso talocrural 1 fibrosa sutura plana 2 fibrosa sutura serrátil 3 fibrosa sutura serrátil 4 fibrosa sutura serrátil 5 fibrosa sutura escamosa 6 fibrosa gonfose 7 fibrosa esquindelese 8 fibrosa sindesmose 9 cartilagínea sincondrose 10 cartilagínea sincondrose 11 cartilagínea sincondrose 12 cartilagínea sincondrose 13 cartilagínea sincondrose 14 cartilagínea sínfise 15 cartilagínea sínfise 16 cartilagínea sincondrose 17 sinovial plana 18 sinovial plana 19 sinoviais planas 20 sinovial gínglimo 21 sinovial gínglimo

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entre a ulna e o rádio radiulnar entre o áxis e o atlas atlantoaxial mediana entre o rádio e o carpo radiocarpal entre o trapézio e o 1º metacarpal carpometacarpal do polegar entre o úmero e a escápula ombro (glenoumeral) entre o fêmur e o osso do quadril quadril (coxofemoral) entre os ossos do carpo entre os metacarpais e as falanges metacarpofalângica Entre as falanges interfalângicas

22 sinovial trocóidea 23 sinovial trocóidea 24 sinovial elipsóidea 25 sinovial selar 26 sinovial esferóidea 27 sinovial esferóidea 28 sinovial plana 29 sinovial elipsóidea 30 sinovial gínglimo

As articulações; do joelho, esternoclavicular, temporomandibular são exemplos de articulações sinoviais complexas e de difícil classificação, daí a não uniformidade entre os autores. Por coincidência apresentam a interposição de discos ou meniscos.  Identifique os elementos de uma articulação sinovial cápsula articular membrana sinovial cartilagem articular ligamento menisco articular disco articular Ligamentos são estruturas geralmente em forma de fita constituídas de tecido conjuntivo denso que reforçam as articulações sinoviais. Podem ser intracapsulares quando se encontram no interior da cápsula articular, por exemplo, ligamentos cruzados do joelho, extracapsulares, quando se encontram por fora da cápsula articular, constituem a maioria e capsulares quando se encontram na própria cápsula. Identificar os seguintes ligamentos: Esqueleto apendicular Articulação esternoclavicular Ligamento interclavicular Ligamento esternoclavicular anterior O ligamento interclavicular situado sobre a incisura jugular do esterno une as duas extremidades das clavículas. O ligamento esternoclavicular anterior está situado na superfície anterior da articulação entre o esterno e a clavícula. Articulação acromioclavicular Ligamento coracoclavicular (ligs. conóide + trapezóide) O ligamento coracoclavicular é formado por duas partes: a) conóide, menor, mais medial, vai do tubérculo conóide da face inferior da clavícula à parte superior e posterior do processo coracóide e b) trapezóide, maior, vai da linha trapezóidea da face inferior da clavícula até o processo coracóide por diante e lateralmente ao conóide. Articulação do ombro Ligamento coracoumeral Ligamento coracoacromial O ligamento coracoumeral situado na parte superior da articulação do ombro é uma fita que liga o tubérculo maior do úmero à extremidade do processo coracóide.
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também oblíquo vai da margem inferior do rádio ao osso piramidal. isquiofemoral (posterior) e pubofemoral (anterior) envolvem e reforçam a cápsula articular seus nomes indicam o trajeto que seguem Articulação do joelho posterior Ligamento cruzado anterior . O ligamento colateral radial vai do epicôndilo lateral do úmero à parte lateral do processo coronóide e do olécrano e à cabeça do rádio onde se une ao ligamento anular do rádio. citamos estes por serem maiores e de melhor visualização.O ligamento coracoacromial embora ligue duas partes da escápula é importante na estabilização do ombro é largo. a maioria deles é de difícil visualização e dissecção. fixando-se na maior parte do processo coracóide atrás e lateralmente ao coracoclavicular e na extremidade do acrômio. O ligamento anular do rádio envolve a cabeça do rádio unindo-a à incisura da ulna. Articulação do quadril Ligamento da cabeça do fêmur Ligamentos iliofemoral. O ligamento radiocarpal dorsal. Ligamento sacroespinal vai da margem do sacro por dentro do ligamento sacrotuberal até a espinha isquiática. direção oblíqua. pubofemoral (é difícil individualiza-los) Ligamento da cabeça do fêmur é intracapsular liga à fóvea da cabeça do fêmur ao acetábulo. vai do processo estilóide do rádio ao osso capitato.A mão apresenta um número elevado de ligamentos. Ligamentos iliofemoral (superior). Articulações da mão Ligamentos radiocarpais palmar e dorsal O ligamento radiocarpal palmar. Articulação sacroilíaca Ligamento sacrotuberal Ligamento sacroespinal Ligamento sacrotuberal é uma faixa larga que vai da margem lateral e inferior do sacro ao túber isquiático.Ligamento colateral fibular Ligamento transverso do joelho Ligamentos meniscofemoral (anterior e posterior) Ligamento poplíteo (oblíquo e arqueado) Ligamento da patela 42 .Ligamento cruzado Ligamento colateral tibial . Observação . isquiofemoral. Articulação do cotovelo Ligamento colateral ulnar Ligamento colateral radial Ligamento anular do rádio O ligamento colateral ulnar vai do epicôndilo medial do úmero à parte medial do processo coronóide e do olécrano da ulna.

vai do côndilo medial do fêmur à parte lateral e posterior do platô da tíbia. Ligamento poplíteos (arqueado e oblíquo) extracapsulares.Auxilia a nutrição da cartilagem 5. estreito. Ligamento colateral lateral liga o maléolo lateral aos ossos tálus e calcâneo também é um conjunto de ligamentos Esqueleto axial Crânio: Os principais ligamentos da articulação temporomandibular são: lateral (para o processo zigomático. mais estreito e menor. na realidade é uma reunião de pequenos ligamentos. Ligamento colateral tibial é uma faixa que vai do epicôndilo medial do fêmur até a parte superior da face medial da tíbia. intracapsular.Melhora a distribuição das pressões 3.Ligamento cruzado anterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar vai do côndilo lateral do fêmur à parte medial e anterior do platô da tíbia. e esfenomandibular (para a espinha do esfenóide). Reforçam a superfície posterior da cápsula Funções dos meniscosna articulação do joelho 1.Ameniza as pressões funcionando como almofada 4. Coluna vertebral Ligamento nucal Ligamento longitudinal anterior Ligamento longitudinal posterior Ligamento amarelo Ligamento interespinal 43 . inferiores e posteriores situam-se nas proximidades do tendões dos músculos semimembranáceo e poplíteo.Dá estabilidade à articulação evitando sobrecarga nos ligamentos 2. Ligamento meniscofemoral posterior. Ligamento cruzado posterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar. Articulação tibiofibular Ligamento tibiofibular (anterior. intracapsular. vai do epicôndilo lateral do fêmur à cabeça da fíbula. Ligamento meniscofemoral anterior também ligado ao menisco lateral situa-se entre os dois ligamentos cruzados. mais largo. posterior) Ligamentos tibiofibulares anterior e posterior unem as extremidades inferiores dos dois ossos. estilomandibular (para o processo estilóide).Melhora a distribuição do liquido sinovial. Ligamento colateral fibular. navicular e cubóide. oblíquo liga a parte posterior do menisco lateral ao ligamento cruzado posterior. Ligamento transverso do joelho. Ligamento da patela é a continuação do tendão do músculo quadríceps femoral que se fixa à tuberosidade anterior da tíbia. é uma fita estreita horizontal que liga os meniscos pela frente. O interior dessa articulação é ocupada por forte tecido fibroso interósseo que forma a sindesmose tibiofibular distal Articulação do pé Ligamento colateral medial ou deltóideo Ligamento colateral lateral Ligamento deltóide liga o maléolo medial aos ossos tálus.

coxartrose do quadril e gonartrose do joelho. Apresenta dor que piora com a movimentação. O ligamento amarelo situa-se entre lâminas vertebrais vizinhas. metabólica (ácido úrico). Artrite gotosa de causa metabólica com aumento do ácido úrico no sangue que sob a forma de sais passa a se depositar nas articulações principalmente do pé. dilacerante. As mais comuns são: Artrite reumatóide de causa auto-imune apresenta espessamento da membrana sinovial. Sintomas: Dor. Os ligamentos interespinais encontram-se os processos espinhosos seqüenciais. rubor e dor. A limitação de movimentos e a dor são os principais achados. desgaste da cartilagem articular e conseqüente incapacitação. Os ligamentos supra-espinais ligam as extremidades dos processos espinhosos. 44 . A sintomatologa característica é a presença de tumor (edema). rigidez articular. ao longo da coluna vertebral. As articulações do joelho e do quadril são mais atingidas Artrose é a degeneração progressiva de uma articulação. rigidez do cotovelo e tumoração flácida atrás do cotovelo. No local há deformidade. Osteoartrite é característica do envelhecimento articular com progressivo desgaste das cartilagens articulares. limitação dos movimentos e incapacidade funcional. degenerativa. Os sintomas são: dor. traumática. apresenta irritação da cartilagem articulae e membrana sinovial e conseqüente dor e inchaço. que aumenta com o movimento. Doenças articulares Artrite é a inflamação de uma articulação pode ser infecciosa (estafilococo). O ligamento longitudinal anterior é uma larga faixa que adere às faces anteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais ao longo da coluna vertebral. Pode ser congênita. As artroses mais comuns são: espondiloartrose da coluna vértebra.Ligamento supra-espinal O ligamento nucal é uma larga faixa situada na linha mediana da região cervical posterior entre os músculos da nuca de ambos os lados. aumento do líquido sinovial. O ligamento longitudinal é uma larga faixa que adere às faces posteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais no interior do canal vertebral. calor. ao longo da coluna vertebral. do ombro e do cotovelo. Luxação é o deslocamento de superfícies articulares. Bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial. As mais freqüentes são: do quadril. A mais freqüente é a retroolecraniana. traumática ou espontânea por fragilidade ligamentar.

Os sintomas são: dor. localização (braquial). função (flexores dos dedos). vida vegetativa) C) Cardíaco (involuntário e estriado) Características Célula Inervação Localização Função Contração Apresentação Esquelética Alongada. 45 . Conceito: Músculo é um conjunto de células especializadas.Entorse é a lesão articular na qual os ligamentos podem estar mais ou menos atingidos. multinucleada. Esta parte passiva compreende: Origem (é o ponto fixo. geralmente proximal. MIOLOGIA Prof. cauda) Critérios utilizados para dar nomes os músculos: Forma (trapézio). pequeno inchaço. cabeça) e inserção (é o ponto móvel.músculo latim = mus . Dr. geralmente distal. chamadas fibras musculares. Genu valgum no qual os côndilos da tíbia se aproximam um em relação ao outro “X”. uninucleada.mio . vida de relação) B) Viscerais (involuntários. Nader Wafae Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. e incapacidade articular. Etimologia: grego = mys . lisos. gerando um movimento. citoplasma liso Sistema Nervoso Autônomo Relação com as vísceras Movimento peristáltico visceral Lenta Camadas Músculos esqueléticos: Número de músculos do corpo: 501. citoplasma estriado Sistema Nervoso Somático Relação com o esqueleto Locomoção movendo os ossos Brusca Isolados Visceral fusiforme.rato Classificação dos músculos: A) Esqueléticos (voluntários. Genu varum no qual os côndilos da tíbia se afastam um em relação ao outro “O”. estriados. mas varia de acordo com o critério para músculos pares ou ímpares. corpo) e Passiva são as partes periféricas esbranquiçadas não se contraem (tendínea ou tendão). Partes: Ativa é a parte central carnosa avermelhada que se contrai (ventre. misto (pronador quadrado). cuja característica essencial é a contratilidade sob a ação de um estímulo. fixações: (coracobraquial) número de cabeças (bíceps).

Sinergista ( é o músculo que auxilia o movimento desejado anulando movimentos indesejáveis de outros músculos que também participam do movimento). quadríceps. bicaudado. ou nos dois lados (peniforme). curtos: nos quais não há predomínio de dimensões (alguns músculos profundos da coluna vertebral). planos: nos quais predomina a largura (oblíquo externo do abdome). biventre (digástrico). Pelo número de inserções: unicaudado ( maioria). intermediário: o músculo apresenta três tendões sendo um deles no meio músculo (digástrico). Perimísio (tecido conjuntivo que envolve um fascículo . Pelo número de ventres: univentre (maioria). Fáscia profunda (tecido conjuntivo fibroso denso que envolve os músculos ligando os músculos entre si.conjunto de fibras musculares). afastados dos ossos. Envolturas: Endomísio (tecido conjuntivo que envolve uma fibra muscular). Classificação quanto à relação entre tendão e ventre do músculo: término-terminal: o tendão é plano e continuação direta da parte carnosa músculos planos (oblíquo externo do abdome). Epimísio (tecido conjuntivo que envolve todo o músculo). músculos dos membros. tríceps. de de ou do Classificação quanto à função do músculo: Agonista ( é o músculo que realiza o movimento desejado). término-lateral: o tendão e a parte carnosa formam um ângulo pode ser apenas um lado do tendão (semipeniforme). O músculo de movimentos mais delicados possui mais 46 . ex. poliventre (reto do abdome). músculos da expressão facial Profundos: quando situados sob a fáscia muscular. mais próximos dos ossos.Classificação dos músculos baseada no número de suas partes: Pelo número de origens: uníceps (maioria) bíceps. Unidade motora: conjunto de fibras musculares estimuladas pela mesma célula nervosa. Classificação quanto à direção: Retilíneos: (a maioria) Reflexos: quando inicialmente seguem uma direção e depois formam um ângulo e mudam de direção (oblíquo superior do olho) Classificação quanto à forma: Longos: nos quais predomina o comprimento (bíceps). policaudado (flexores dos dedos). ex. Classificação dos músculos quanto à situação: Superficiais: quando situados sob a pele. o tendão envolve a parte final da parte carnosa ( fusiforme). Fixadores (fixam articulações). Antagonista (é o músculo que realiza o movimento contrário ao desejado).

Dr. margem inferior da espinha da escápula. C5-C6 Ação: Rotação lateral SUBESCAPULAR Origem: Fossa subescapular Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular. MÚSCULOS DO ESQUELETO APENDICULAR Prof. Nader Wafae Músculos do ombro que atuam na articulação do ombro e no braço DELTÓIDE Origem: parte clavicular Terço lateral da clavícula parte acromial Acrômio parte espinal Espinha da escápula Inserção: Tuberosidade para o músculo deltóide (úmero) Inervação Nervo axilar. Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular.Extensão e rotação lateral (parte espinal) SUPRA-ESPINAL Origem: Fossa supra-espinal Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. C5-C6 Ação: Rotação lateral REDONDO MAIOR Origem: Ângulo inferior e margem lateral da escápula. C5-C6 Ação: Abdução (parte acromial) .Adução e rotação medial (parte clavicular) . C5-C6 Ação: Adução 47 .unidades motoras isto é menos fibras musculares por célula nervosa. C5-C6 Ação: Rotação medial REDONDO MENOR Origem: Terço superior da margem lateral da escápula. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo axilar. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. C4-C6 Ação: Abdução INFRA-ESPINAL Origem: Fossa infra-espinal. O músculo de movimentos mais grosseiros possui menos unidades motoras isto é mais fibras musculares dependem de uma célula nervosa.

Inserção: Tuberosidade para o músculo pronador.BRAÇO Músculo do compartimento anterior do braço CORACOBRAQUIAL Origem Processo coracóide Inserção Face medial na parte média do úmero Inervação Nervo musculocutâneo. face lateral do rádio. Superfície lateral do olécrano. C5-C7 Ação: Flexão e adução BÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo supraglenoidal Cabeça curta: processo coracóide Inserção Tuberosidade do rádio Inervação Nervo musculocutâneo C5-C6 Ação: Flexão do braço. processo coronóide Nervo musculocutâneo. C5-C6 Flexão do antebraço Compartimento posterior do braço TRÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo infraglenoidal Cabeça curta: superfície posterolateral do úmero Cabeça medial: dois terços distais e posteromedial do úmero Inserção Olécrano Inervação Nervo radial. C5-C7. Nervo radial. nervo radial. quarto posterior e proximal da ulna. C6-C8 Auxiliar do tríceps braquial na extensão do antebraço ANTEBRAÇO Compartimento anterior do antebraço PRONADOR REDONDO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. flexão e supinação do antebraço BRAQUIAL Origem: Inserção: Inervação: Ação: Dois terços distais da face anterior do úmero Tuberosidade da ulna. Cabeça ulnar: processo coronóide. Inervação: Nervo mediano C6-C7 Ação: Pronação e flexão do antebraço 48 . C6-C8 Ação: Extensão do braço e do antebraço ANCÔNEO Origem: Inserção: Inervação: Ação: Superfície posterior do epicôndilo lateral do úmero.

dois terços proximais da ulna. Ação: Flexão e adução da mão FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS Origem Cabeça umeroulnar: epicôndilo medial. Ação irrelevante FLEXOR ULNAR DO CARPO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. Inserção Face ventral das bases dos ossos metacarpais II e III. C5-T1 Nervo ulnar .parte medial. presente em 69% dos antebraços) Origem Epicôndilo medial do úmero. Inserção: Quarto distal da face anterior do rádio. C7-T1. Cabeça ulnar: olécrano.parte lateral. ramo do nervo mediano C6-T1 Ação: Pronação do antebraço Compartimento lateral do antebraço 49 . Inervação Nervo mediano. Inervação: Nervo interósseo anterior do nervo mediano. Inserção: Osso hamato.FLEXOR RADIAL DO CARPO Origem Epicôndilo medial do úmero. processo coronóide da ulna Cabeça radial: face anterior do rádio Inserção Base da falange média dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano. C7-T1. C7-T1 Ação: Flexão da falange média FLEXOR PROFUNDO DOS DEDOS Origem Parte proximal da face anterior da ulna Inserção Face palmar da base das falanges distais dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano (ramo interósseo anterior) . osso pisiforme. Ação: Flexão e abdução da mão PALMAR LONGO (inconstante. processo coronóide da ulna Inserção: Face anterior (palmar) da base da falange distal do polegar. osso metacarpal V. C8-T1. C6-C8. Ação: Flexão da falange distal do polegar PRONADOR QUADRADO Origem: Quarto distal da face anterior da ulna. C7-T1. Inervação Nervo mediano. Inervação: Nervo interósseo anterior. Inserção Aponeurose palmar. Ação: Flexão das falanges distais FLEXOR LONGO DO POLEGAR Origem: Face anterior da parte média do rádio. Inervação: Nervo ulnar.

C5-C6 Ação: Flexão do antebraço EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO Origem Crista supracondilar lateral. Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . ramo profundo C5-C6 Ação: Supinação do antebraço ABDUTOR LONGO DO POLEGAR Origem Terço médio da face posterior do rádio. Inserção: Terço proximal do rádio . Inervação Nervo radial C6-C7 Ação: Extensão e abdução da mão EXTENSOR RADIAL CURTO DO CARPO Origem Epicôndilo lateral do úmero. 50 . ramo profundo. base do processo estilóide do rádio Inervação Nervo radial. Crista do músculo supinador. Inserção Face dorsal do osso metacarpal V. Ação: Abdução do metacarpal I EXTENSOR CURTO DO POLEGAR Origem Terço distal da face posterior do rádio Inserção Face dorsal da base da falange proximal do polegar Inervação Nervo radial. Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . ramo profundo. Inervação Nervo radial. Inervação: Nervo radial. ramo profundo. ramo profundo. Inervação Nervo radial. Ação: Extensão e abdução da mão Compartimento posterior do antebraço SUPINADOR Origem: Epicôndilo lateral do úmero. Ação: Estende a falange proximal do polegar EXTENSOR LONGO DO POLEGAR Origem Parte média da face dorsal da ulna Inserção Face dorsal da base da falange distal do polegar Inervação Nervo radial. C6-C7. dois terços distais da face posterior da ulna Inserção Face lateral da base do osso metacarpal I. Inervação Nervo radial. C6-C8. Ação Estende a falange distal do polegar EXTENSOR ULNAR DO CARPO Origem Cabeça umeral: epicôndilo lateral do úmero Cabeça ulnar: parte dorsal da ulna.BRAQUIORRADIAL Origem Crista supracondilar lateral do úmero Inserção Face lateral do rádio. C6-C8. ramo profundo C6-C8. C6-C8.

T1. C8 . interósseo palmar 3: face lateral do osso metacarpal V Inserção Expansões extensoras das falanges proximais dos dedos II. Ação: Extensão das falanges proximais dos dedos EXTENSOR DO INDICADOR Origem Metade distal da face posterior da ulna Inserção Face medial da aponeurose dorsal do indicador Inervação Nervo radial.T1. lumbricais 3 e 4: nervo ulnar. Ação: Adução dos dedos. INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Faces mediais e laterais de dois ossos metacarpais contíguos. C6-C8. C8-T1 Ação: Flexão das falanges proximais. outra parte na base da falange distal.IV Inervação Nervo ulnar. Flexão das falanges proximais. interósseo palmar 2: face lateral do osso metacarpal IV M. Ação: Extensão da falange proximal do dedo mínimo Mão LUMBRICAIS 1 A 4 Origem Tendões do flexor profundo dos dedos Inserção Expansões extensoras na face lateral (radial) de cada dedo Inervação Mm. 51 . ramo profundo. IV e V Inervação Nervo ulnar. extensão das falanges médias e distais. extensão das falanges médias e distais. C6-C8. lumbricais 1 e 2: nervo mediano. Faces lateral e medial do dedo III Face medial do dedo IV Expansões extensoras dos dedos II . flexão das falanges proximais. interósseo palmar 1: face medial do osso metacarpal II.uma parte na base das falanges médias. M. ligamento colateral ulnar Inserção Os quatro tendões se separam no dorso da mão e se inserem nas faces dorsais dos dedos II ao V . Ação: Abdução dos dedos.Ação: Abdução e adução do antebraço EXTENSOR DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral do úmero. ramo profundo. Inserção Face lateral da base da falange proximal do indicador. C6-C8. ramo profundo. INTERÓSSEOS PALMARES 1 A 3 Origem M. extensão das falanges médias e distais. Ação: Extensão da falange proximal do dedo indicador EXTENSOR DO DEDO MÍNIMO Origem Epicôndilo lateral do úmero Inserção Aponeurose dorsal do dedo mínimo Inervação Nervo radial. C8-T1 Mm. Inervação Nervo radial. ramo profundo. C8 . ramo profundo.

C7-T1. Inserção Face lateral da diáfise do osso metacarpal I. ramo profundo C8 . Ação: Flexão da falange proximal do polegar OPONENTE DO POLEGAR Origem Osso trapézio.T1. Ação: Abdução do dedo mínimo OPONENTE DO DEDO MÍNIMO Origem Hâmulo do osso hamato. Inervação Nervo mediano. Ação: Flexor da falange proximal ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Osso pisiforme.T1. Ação: Abdução do polegar FLEXOR CURTO DO POLEGAR Origem Cabeça superficial: osso trapézio Cabeça profunda: osso trapezóide. Ação: Oposição do polegar aos demais dedos ADUTOR DO POLEGAR Origem Cabeça oblíqua: osso capitato. Inervação Nervo mediano C7-T1. osso trapézio Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. osso capitato. Cabeça transversa: dois terços proximais da face palmar do osso metacarpal III. base do osso metacarpal II e III. C8 . ramo profundo. ramo profundo. retináculo dos músculos flexores. Inervação Cabeça superficial: Nervo mediano. 52 . Inervação Nervo ulnar. C7-T1 Cabeça profunda: Nervo ulnar. Ação: Adução do polegar Eminência hipotenar FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Osso hamato Inserção Margem medial da base da falange proximal V. C7 . ramo profundo. retináculo dos músculos flexores. Inserção Face medial do osso metacarpal V. C8 . C8-T1. Inervação Nervo ulnar.T1. Inervação Nervo ulnar. Inserção Osso sesamóide medial na articulação carpometacarpal do polegar Inervação Nervo ulnar. Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar.Eminência Tenar ABDUTOR CURTO DO POLEGAR Origem Tubérculo do escafóide. tendão do músculo flexor ulnar do carpo Inserção Margem medial da base da falange proximal V e expansão extensora do dedo mínimo.T1.

Inervação Nervo ulnar. Inserção Pele do lado medial (ulnar) da palma da mão. Flexor curto do dedo mínimo e Oponente do dedo mínimo Palma da mão: 3 interósseos palmares e 4 lumbricais Dorso da mão: 4 interósseos dorsais  Principais ações dos músculos do membro superior 53 . Oponente do polegar e Adutor do polegar Eminência hipotenar : Abdutor do dedo mínimo.T1. Flexor curto do polegar. Ação irrelevante Roteiro prático: Identificar os músculos do membro superior Ombro: Deltóide Infra-espinal Redondo maior Braço: Anteriores: Bíceps braquial Braquial Posteriores: Tríceps braquial Antebraço: Anteriores: Pronador redondo Palmar longo Flexor superficial dos dedos Flexor longo do polegar Laterais Braquiorradial Extensor radial curto do carpo Posteriores: Extensor ulnar do carpo Extensor do indicador Supinador Extensor longo do polegar Supra-espinal Subescapular Redondo menor Coracobraquial Ancôneo Flexor radial do carpo Flexor ulnar do carpo Flexor profundo dos dedos Pronador quadrado Extensor radial longo do carpo Extensor dos dedos Extensor do dedo mínimo Abdutor longo do polegar Extensor curto do polegar Mão: Eminência tenar : Abdutor curto do polegar. retináculo dos músculos flexores. ramo superficial C7 .Ação: Oposição juntamente com o polegar PALMAR CURTO Origem Aponeurose palmar.

pronador redondo Extensão de antebraço: tríceps braquial. redondo maior Adução do braço: redondo maior. face glútea do ílio. ancôneo Pronação (rotação medial) pronador redondo. extensor ulnar do carpo Adução da mão: flexor ulnar do carpo. extensor ulnar do carpo Abdução da mão: flexor radial do carpo. coracobraquial Abdução do braço: deltóide (parte acromial). aponeurose toracolombar. bíceps braquial. redondo maior. rotação lateral da coxa GLÚTEO MÉDIO Origem Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Inserção Trocanter maior Inervação Nervo glúteo superior. flexor radial do carpo Extensão da mão: extensores radiais longo e curto do carpo. Rotação lateral: redondo menor. pronador quadrado Supinação (rotação lateral) supinador. extensores radiais longo e curto do carpo Flexão da falange proximal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Flexão da falange média: flexor superficial dos dedos Flexão da falange distal: flexor profundo dos dedos e flexor longo do polegar Extensão das falanges média e distal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Extensão da falange proximal dos dedos: extensor dos dedos Extensão da falange distal do polegar: extensor longo do polegar Extensão da falange proximal do polegar: extensor curto do polegar Adução dos dedos: interósseos palmares Abdução dos dedos: interósseos dorsais Músculos do membro inferior Músculos do quadril GLÚTEO MÁXIMO Origem Face posterior do sacro. bíceps braquial.Flexão do braço: deltóide (parte clavicular). tríceps braquial. supra-espinal Flexão do antebraço: braquial. coracobraquial Extensão do braço: deltóide (parte espinal). L4-S1 Ação Abdução e rotação medial da coxa GLÚTEO MÍNIMO 54 . redondo menor. bíceps braquial Flexão da mão: flexor ulnar do carpo. ligamento sacrotuberal. espinha ilíaca póstero-superior Inserção Parte superior: trato iliotibial Parte inferior: tuberosidade glútea Inervação Nervo glúteo inferior. L5-S2 Ação Extensão do quadril e da coxa. infra-espinal. supra-espinal Rotação medial: subescapular. braquiorradial.

ilíaco: fossa ilíaca. L4-L5 Flexão e rotação medial da coxa Compartimento anterior da coxa ILIOPSOAS Origem M. processo costiforme LI à LV Inserção Parte distal do trocanter menor 55 . L4-S1 Abdução e rotação medial da coxa Face pélvica do sacro Limite superior do trocanter maior Nervo isquiático ou ramos diretos do plexo sacral. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa QUADRADO FEMORAL Origem Margem lateral do túber isquiático Inserção Crista intertrocantérica Inervação Nervo do músculo quadrado femoral. espinha ilíaca ântero-inferior. psoas maior: faces laterais dos corpos vertebrais TXII à LV. M. ligamento sacroilíaco anterior. ligamento iliolombar. L5-S2 Rotação lateral e abdução da coxa GÊMEO SUPERIOR Origem Espinha isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Ramos diretos do plexo sacral. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa GÊMEO INFERIOR Origem Tuberosidade isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno ou nervo do músculo quadrado femoral ou nervo pudendo ou nervo isquiático. altura do terço médio do fêmur Nervo glúteo superior. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa TENSOR DA FÁSCIA LATA Origem Inserção Inervação Ação Crista ilíaca. próximo à espinha ilíaca ântero-superior Trato iliotibial. raramente também pelo nervo isquiático.Origem Inserção Inervação Ação PIRIFORME Origem Inserção Inervação Ação Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Trocanter maior Nervo glúteo superior. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa OBTURADOR INTERNO Origem Margem do forame obturado (face medial) Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno.

Flexão da coxa PECTÍNEO Origem Eminência iliopúbica Inserção Linha pectínea do fêmur. reto femoral. Ação Extensão da perna. parte distal do trocanter menor Inervação Nervo femoral. reto femoral. logo abaixo do epicôndilo medial. L2-L4 Adução da coxa ADUTOR LONGO Origem Ramo superior do púbis Inserção Lábio medial da linha áspera (terço médio) Inervação Nervo obturatório. cabeça reflexa: sulco supra-acetabular M. M. vasto intermédio: dois terços superiores da diáfise do fêmur. L2-L3. Inervação Nervo femoral. Inervação Nervo femoral. trocanter maior. ramo anterior. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR MAGNO 56 . linha intertrocantérica. Ação Flexão da coxa e da perna Compartimento Medial da Coxa GRÁCIL Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis Extremidade proximal da tíbia. cabeça reta: espinha ilíaca ântero-inferior M.Inervação Ação M. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR CURTO Origem Ramo inferior do púbis Inserção Lábio medial da parte superior da linha áspera Inervação Nervo obturatório. Nervo obturatório. ramo anterior. L3 Ação Adução e flexão da coxa QUADRÍCEPS FEMORAL Origem M. M. ramo anterior. Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). vasto medial: linha áspera. L2-L3 Nervo obturatório. L2-L4. vasto lateral: linha áspera. ramo anterior. psoas: ramos ventrais do plexo lombar. M. linha intertrocantérica. o reto femoral é também flexor da coxa SARTÓRIO Origem Espinha ilíaca ântero-superior. L2-L4. ilíaco: nervo femoral. Inserção Tuberosidade da tíbia através do ligamento da patela. L2-L3.

rotação medial da perna Compartimento anterior da perna TIBIAL ANTERIOR Origem Côndilo lateral da tíbia. Inserção Face medial e plantar do osso cuneiforme medial Base do osso metatarsal I. Inervação Nervo isquiático. parte tibial. ramo do ísquio. Inervação Nervo fibular profundo. rotação medial POPLÍTEO Origem Inserção Inervação Ação Côndilo lateral do fêmur. parte proximal e lateral do tendão comum. Inervação Nervo isquiático. L4-S1 Adução da coxa. parte tibial. a parte extensora estende a coxa Compartimento posterior da coxa BÍCEPS FEMORAL Origem Cabeça longa: túber isquiático e ligamento sacrotuberal. Inserção Face lateral da cabeça da fíbula. metade proximal lateral da tíbia. túber isquiático Parte anterior: linha áspera do fêmur Parte posterior: tubérculo do adutor Parte anterior: nervo obturatório. septo intermuscular lateral. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. septo intermuscular lateral. rotação lateral SEMIMEMBRANÁCEO Origem Túber isquiático. Nervo tibial. côndilo lateral da tíbia. L4-L5 Ação Dorsiflexão e inversão do pé EXTENSOR LONGO DO HÁLUX Origem Terço médio da face anterior da fíbula Inserção Face dorsal da falange distal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. Inervação Cabeça longa: nervo isquiático. Cabeça curta: linha áspera. L2-L4 Parte posterior: nervo isquiático. 57 . Menisco lateral Face posterior do terço proximal da tíbia.Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis. parte tibial. L5-S1 Ação Extensão do hálux. L5-S1 Flexão da perna. Inserção Parte póstero-medial do côndilo medial da tíbia. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna SEMITENDÍNEO Origem Túber isquiático Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus).

septo intermuscular anterior Inserção Por quatro tendões sobre as aponeuroses dorsais dos dedos II . Inserção Tuberosidade do osso metatarsal V. Ação Flexão plantar e eversão do pé FIBULAR CURTO Origem Dois terços distais da fíbula. Nervo tibial. S1-S2 Flexão plantar do pé. Arco tendíneo do músculo sóleo Parte superior e medial da tuberosidade do calcâneo. septo intermuscular da perna. Septo intermuscular da perna. inversão do pé SÓLEO Origem Inserção Inervação Ação PLANTAR Origem Inserção Inervação Ação Terço posterior e proximal da fíbula. Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. três quartos proximais da face anterior da fíbula. osso cuneiforme medial Inervação Nervo fibular superficial L5-S1. S1. inversão do pé Face poplítea e epicôndilo lateral do fêmur . S1-S2 Ação Flexão da perna e plantar do pé. Inervação Nervo tibial. Inervação Nervo fibular profundo. L5-S1 Ação Extensão dos dedos. terço médio da tíbia. Nervo tibial. S1-S2 Irrelevante 58 .V (falanges média e distal) Inervação Nervo fibular profundo.EXTENSOR LONGO DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral da tíbia. dois terços distais da fíbula. Ação Dorsiflexão e eversão do pé Compartimento lateral da perna FIBULAR LONGO Origem Côndilo lateral da tíbia. Dorsiflexão e inversão do pé FIBULAR TERCEIRO (presente em 90% das pernas) Origem Terço distal da fíbula Inserção Face dorsal da base do osso metatarsal V. Inserção Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. Inervação Nervo fibular superficial. L5-S1. Ação Eversão do pé Compartimento posterior da perna GASTROCNÊMIOS Origem Côndilos medial e lateral do fêmur. Inserção Base do osso metatarsal I.

Inserção Falange distal dos dedos II-V. Inervação Nervo plantar medial. L5-S2 Ação Flexão das falanges distais dos dedos Dorso do pé EXTENSOR CURTO DOS DEDOS Origem Face súpero-lateral do calcâneo Inserção Aponeurose dorsal dos dedos II . S1-S2 Ação Inversão do pé FLEXOR LONGO DOS DEDOS Origem Face dorsal da tíbia.FLEXOR LONGO DO HÁLUX Origem Dois terços distais da face posterior da fíbula. Inserção Falange média dos dedos II-V. S1-S2 Ação Abdução do hálux FLEXOR CURTO DOS DEDOS Origem Face plantar da tuberosidade do calcâneo. seio do tarso Inserção Falange proximal do hálux Inervação Nervo fibular profundo.IV Inervação Nervo fibular profundo. osso cuneiforme. osso cubóide. 59 . S1-S2 Ação Flexão das falanges média e proximal dos dedos ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Processo lateral da tuberosidade do calcâneo Inserção Face lateral da falange proximal do dedo mínimo. osso metatarsal II-IV Inervação Nervo tibial. Inserção Osso navicular. L5-S1 Ação Extensão dos dedos EXTENSOR CURTO DO HÁLUX Origem Face dorsolateral do calcâneo. L5-S2 Ação Flexão da falange distal do hálux TIBIAL POSTERIOR Origem Dois terços proximais da face posterior da tíbia e medial da fíbula. inserção Falange distal do hálux. Inervação Nervo tibial. L5-S1 Ação Extensão da falange proximal do hálux Planta do pé ABDUTOR DO HÁLUX Origem Parte medial da tuberosidade do calcâneo Inserção Falange proximal do hálux. Inervação Nervo plantar medial. Inervação Nervo tibial.

Inervação Cabeça medial: nervo plantar medial. ligamento metatarsal transverso profundo. S2-S3 Ação Flexão dos dedos FLEXOR CURTO DO HÁLUX Origem Cabeça medial e cabeça lateral: face plantar dos ossos cuneiformes. osso cuneiforme lateral. Cabeça transversa: cápsula das articulações metatarsofalângicas III e V. S2-S3 Ação Flexão falanges proximais MÚSCULOS LUMBRICAIS DO PÉ 1 A 4 Origem Tendões do músculo flexor longo dos dedos Inserção Falanges proximais dos dedos II ao IV. S2-S3 Ação Adução e flexão do hálux FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Base do osso metatarsal V. S1-S3 Cabeça lateral: nervo plantar lateral. ligamento plantar longo. lumbricais II ao IV: nervo plantar lateral. tendão do músculo tibial posterior. Cabeça lateral: base da falange proximal do hálux. S2-S3 Abdução do dedo mínimo QUADRADO PLANTAR Origem Face plantar do calcâneo. Ligamento plantar longo Inserção Falange proximal do dedo mínimo Inervação Nervo plantar lateral. Inserção Falange proximal e osso sesamóide lateral do hálux. ligamento plantar longo Inserção Margem lateral do músculo flexor longo a frente da divisão de seus tendões terminais. ligamento plantar longo. Inserção Cabeça medial: base da falange proximal do hálux. ligamento calcaneocubóideo plantar. lumbrical I: nervo plantar medial. aponeuroses dorsais desses dedos Inervação M. Inervação Nervo plantar lateral. Inervação Nervo plantar lateral. S1-S2 Mm. S2-S3 60 . osso sesamóide medial. S2-S3 Ação Flexor da falange proximal do dedo mínimo INTERÓSSEOS PLANTARES 1 A 3 Origem Base da face medial dos ossos metatarsais III-V Inserção Parte medial da falange proximal dos dedos III-V Inervação Nervo plantar lateral. ligamento calcaneocubóideo plantar.Inervação Ação Nervo plantar lateral. osso sesamóide lateral. S1-S3 Ação Flexão da falange proximal do hálux ADUTOR DO HÁLUX Origem Cabeça oblíqua: osso cubóide.

Ação Flexão e adução dos dedos INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Cada músculo se insere em ossos metatarsais adjacentes Inserção Face lateral da falange proximal dos dedos II ao IV. interósseos dorsais Plantares: camada inferior: abdutor do dedo mínimo. extensor curto do hálux. vasto lateral. Fibular terceiro Fibular curto Posteriores: Tríceps sural (gastrocnêmios medial e lateral. sóleo) Tibial posterior Flexor longos dos dedos Flexor longo do hálux plantar Pé: Dorsais: extensor curto dos dedos. face medial do dedo II Inervação Nervo plantar lateral. vasto medial) Pectíneo Mediais: Grácil Adutor curto Posteriores: Semitendíneo Bíceps femoral Perna: Anteriores: Tibial anterior Extensor longo do hálux Laterais: Fibular longo Adutor longo Adutor magno Semimembranáceo Extensor longo dos dedos. Tensor da fáscia lata Gêmeo superior Gêmeo inferior Coxa: Anteriores: Iliopsoas Sartório Quadríceps femoral (reto femoral. Glúteo médio. camada média inferior: quadrado plantar. lumbricais. vasto intermédio. S2-S3 Ação Flexão e abdução dos dedos Roteiro prático: identificar os músculos do membro inferior Quadril: Glúteo máximo Glúteo mínimo Piriforme Obturador interno (tendão) Quadrado femoral. flexor curto dos dedos abdutor do hálux. camada 61 .

grácil. semitendíneo Rotação lateral da coxa: glúteo máximo. semimembranáceo. interósseos plantares e dorsais. parte extensora do adutor magno. bíceps femoral. pectíneo Abdução da coxa: glúteos médio e mínimo. sartório. semimembranáceo. músculos da faringe. tensor da fáscia lata. quadrado femoral. adutor do hálux. 62 . músculos dos ossículos da audição. semitendíneo. piriforme. semitendíneo. lumbricais. músculos extrínsecos do bulbo do olho. músculos da mastigação. reto femoral. curto e magno (parte adutora). músculos da orelha. alegria. e etc.média superior: flexor curto do hálux. camada superior: interósseos plantares. interósseos plantares Abdução dos dedos: abdutores do hálux e do dedo mínimo. tensor da fáscia lata. curto e terceiro Extensão das falanges: extensores longos e curtos dos dedos e do hálux Flexão das falanges: flexores longos e curtos dos dedos e do hálux. angústia. músculos do couro cabeludo. Adução da coxa: adutores longo. quadrado plantar Adução dos dedos: adutor do hálux. portanto não se destinam a gerar movimentos e são os responsáveis pelas expressões faciais de dor. obturador interno. extensores longos dos dedos. flexor curto do dedo mínimo. fibular Flexão plantar do pé: tríceps sural. interósseos dorsais Músculos do Esqueleto Axial: Professor Dr. Nader Wafae MÚSCULOS DA CABEÇA Os músculos da cabeça dividem-se em vários grupos: músculos da expressão facial. sartório. Podemos dividi-los em patamares superior. gêmeos. músculos da língua e músculos da nuca. médio e inferior. fibular longo Inversão do pé: tibiais anterior e posterior Eversão do pé: fibulares longo. poplíteo Extensão da perna: quadríceps femoral Flexão dorsal do pé: tibial anterior. Músculos da expressão facial: Características: são músculos superficiais situados sob a pele da face tendo pelo menos uma fixação na pele e outra podendo ser óssea ou muscular. piriforme Rotação medial da coxa: glúteos médio e mínimo. satisfação. pectíneo Extensão da coxa: glúteo máximo.  ação dos músculos do membro inferior Flexão da coxa: iliopsoas. Flexão da perna: bíceps femoral.

RETO INFERIOR. leva o ângulo da boca para baixo e para o lado. levanta o lábio superior e dilata a narina. frontal não tem inserção 63 .No patamar superior encontram-se os músculos da órbita e do nariz : ORBICULAR DO OLHO. serão estudados juntamente com as orelhas. Músculos dos ossículos da audição TENSOR DO TÍMPANO e MÚSCULO DO ESTAPÉDIO. Levanta a mandíbula TEMPORAL: fossa temporal. OBLÍQUO INFERIOR E LEVANTADOR DA PÁLPEBRA SUPERIOR. processo coronóide da mandíbula. osso frontal. músculo esfinctérico. leva o ângulo da boca lateralmente BUCINADOR. Levanta a mandíbula. que circunda a órbita. OBLÍQUO SUPERIOR. Músculos da mastigação: MASSETER: arco zigomático. LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR: maxila. processo condilar da mandíbula. ramo da mandíbula. RETO LATERAL. fecha as pálpebras. pele entre os supercílios. mandíbula e maxila. ABAIXADOR DO LÁBIO INFERIOR: mandíbula. osso nasal. Tensor das bochechas durante a mastigação impede que o alimento saia do interior da boca e fique entre os dentes e a bochecha. abaixa o lábio inferior MENTUAL: mandíbula e pele do mento. enruga a testa NASAL. contorna o dorso do nariz transversalmente. RETO SUPERIOR. PTERIGÓIDEO LATERAL: processo pterigóide do esfenóide. auxilia a dilatar as narinas No patamar médio encontram-se os músculos da boca ORBICULAR DA BOCA. aproxima os supercílios. Músculos do couro cabeludo MÚSCULO EPICRÂNICO formado pelos músculos OCCIPITOFRONTAL (occipital e frontal). levam o ângulo da boca para cima e lateralmente LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E DA ASA DO NARIZ: maxila. O m. Músculos extrínsecos do bulbo do olho RETO MEDIAL. No patamar inferior encontram-se os músculos mais inferiores ABAIXADOR DO ÂNGULO DA BOCA: mandíbula. PRÓCERO. músculo esfinctérico. serão estudados juntamente com o bulbo do olho. Levanta a mandíbula PTERIGÓIDEO MEDIAL: processo pterigóide do esfenóide. occipital ocupa a escama do osso occipital. eleva a pele do mento. ramo da mandíbula. situado acima do anterior. fecha os lábios ZIGOMÁTICOS MAIOR E MENOR. o m. osso zigomático. Protrai e movimenta lateralmente a mandíbula. osso frontal. levanta e everte o lábio superior LEVANTADOR DO ÂNGULO DA BOCA: eleva o ângulo da boca RISÓRIO: masseter. Temporoparietal e pela aponeurose epicrânica. CORRUGADOR DO SUPERCÍLIO. circular.

64 . MILO-HIÓIDEO: Origem: Linha milo-hióidea na face interna da mandíbula Inserção: Margem superior do corpo do osso hióide Inervação: Nervo milo-hióideo. de modo geral elevam o osso hióide: DIGÁSTRICO: Origem: Ventre posterior: processo mastóide Inserção: Ventre anterior: margem inferior da mandíbula Inervação: Ventre anterior: nervo mandibular. MÚSCULOS DO PESCOÇO: PLATISMA é um músculo superficial que ocupa grande parte do pescoço se insere na pele sobre os músculos deltóide e peitoral maior e na mandíbula. Movimentam o couro cabeludo. Músculos da orelha São os pequenos músculos POSTERIOR e SUPERIOR. condroglosso. hioglosso. Ação: abaixam a mandíbula quando se abre a boca e levantam o hióide quando se deglute. plexo cervical. Músculos da nuca Serão vistos ainda neste capítulo no estudo dos músculos do dorso. Ação: eleva e puxa a pele do pescoço para a frente ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO: Origem: Cabeça esternal: manúbrio do esterno Cabeça clavicular: terço medial da clavícula Inserção: Processo mastóide Inervação: Nervo acessório (XI).óssea. Serão estudados no sistema digestório. Ventre posterior: nervo facial. superficiais: AURICULARES ANTERIOR. vertical) e extrínsecos (genioglosso. C2 Ação: Juntos: flexionam a coluna cervical e a cabeça. ramo do nervo mandibular. estiloglosso. Músculos supra-hióideos. transverso. Músculos da língua Podem ser intrínsecos (longitudinais superior e inferior. O temporoparietal. pequeno insere-se na pele e fáscia temporal acima e na frente da orelha externa. São acessórios da inspiração forçada. Isoladamente: inclinam a cabeça e a coluna cervical para o mesmo lado e rodam a cabeça para o lado oposto. Serão estudados no sistema digestório. Ação: abaixam a mandíbula e levantam o soalho da boca e a língua ajudando a deglutição. Músculos da faringe Podem ser constritores e levantadores. palatoglosso).

Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C4 Ação: Levanta a laringe ESTERNOTIREÓIDEO: Origem: Face posterior do manúbrio do esterno. face posterior da 1ª cartilagem costal Terminação: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Inervação: Alça cervical. C1-C4 Ação: Abaixa a laringe e o soalho da boca concluída a deglutição Músculos escalenos: Flexão lateral da coluna cervical (pescoço). Ação: puxam o osso hióide para trás. C1-C4 Ação: Abaixa o osso hióide. ESCALENO ANTERIOR: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 3ª à 6ª vértebra cervical Inserção: Tubérculo do músculo escaleno anterior sobre a 1ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais C5-C8 ESCALENO MÉDIO: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 2ª à 7ª vértebra cervical 65 . TIREO-HIÓIDEO: Origem: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Terminação: Corno maior do osso hióide Inervação: Alça cervical. acessórios da inspiração forçada. C1-C2 Ação: semelhante ao milo-hióideo ESTILO-HIÓIDEO: Origem: Processo estilóide do osso temporal Inserção: Margem lateral do corpo do osso hióide Inervação: Nervo facial. Músculos infra-hióideos em forma de fita. OMO-HIÓIDEO: Origem: Margem superior da escápula Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. de modo geral abaixam o osso hióide.GENIO-HIÓIDEO: Origem: Espinha geniana na mandíbula Inserção: Face anterior do corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. face posterior do manúbrio do esterno. C1-C4 ESTERNO-HIÓIDEO: Origem: Parte medial da clavícula.

Inserção: 1ª costela. SUBCLÁVIO: Origem e inserção: clavícula e primeira costela Os músculos que atuam na respiração: transverso do tórax. C4-C8 ESCALENO POSTERIOR: Nem sempre está presente. atlas. Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 5ª e 6ª vértebras cervicais Inserção: Margem superior da 2ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. C7-C8 MÚSCULOS PRÉ-VERTEBRAIS: Ação flexão da coluna cervical (pescoço) e da cabeça. MÚSCULOS LONGOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO: occipital. vértebras cervicais (corpos e processos transversos). C6-C8 Ação: Abaixa a escápula. MÚSCULOS RETOS ANTERIORES: occipital. A atrofia do músculo serrátil anterior o afasta da parede torácica. PEITORAL MENOR: Origem 3ª à 5ª costela Inserção Processo coracóide Inervação Nervos peitorais medial e lateral. C5-C7 Ação: abdução do braço Obs. SERRÁTIL ANTERIOR: Origem 1ª à 9ª costela Inserção Margem medial da escápula Inervação Nervo torácico longo. subcostais e levantadores das costelas (serão estudados no sistema respiratório) MÚSCULOS DO ABDOME RETO DO ABDOME: 66 . posteriormente ao sulco da artéria subclávia Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. C8-T1 Ação: Flexão. diafragma. adução e rotação medial do braço. 6 costela e cartilagens costais superiores. consequentemente a escápula se desloca lateralmente constituindo o que chamamos de escápula alada pela semelhança com uma asa. intercostais internos e externos. MÚSCULOS DO TÓRAX PEITORAL MAIOR: Origem Esterno. metade medial da clavícula Inserção Crista do tubérculo maior Inervação Nervos peitorais medial e lateral.

flexão da coluna vertebral na contração bilateral. T5-T11. T12. L1 Ação Rotação do tórax em relação à pelve do lado oposto.Origem Face anterior da 5ª à 7ª cartilagem costal. Nervo ilioinguinal. Terminação Tubérculo púbico. Pode colaborar no controle térmico da bolsa testicular junto com o dartos (túnica de músculo liso). T12. flexão da coluna vertebral. O reflexo cremastérico consiste na contração do músculo pelo toque na parte súpero-medial da coxa. Terminação Face interna da bolsa testicular . linha alba através da bainha dos músculos retos do abdome. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. crista ilíaca. Inervação Nervo genitofemoral. Terminação Crista púbica. o bilateral. T5-T11. Inervação Nervos intercostais. Nervo iliohipogástrico. ligamento inguinal. aponeurose toracolombar. L1 Ação Na contração unilateral. rotação do tórax para o mesmo lado. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. OBLÍQUO EXTERNO DO ABDOME: Origem Margem inferior e face anterior da 5ª à 12ª costelas. a micção. Juntamente com os outros músculos do abdome. o bilateral. Terminação Linha alba Inervação Nervos intercostais. Na contração bilateral. linha alba. 67 . Nervo subcostal. tosse e a defecação. L1 Ação: Na contração unilateral. T12-L1. Estabiliza a pelve. Nervo subcostal. Terminação Crista púbica Sínfise púbica Inervação Nervos intercostais. Na contração bilateral. vômito. T12-L1. T12-L1. Nervo iliohipogástrico. MÚSCULO CREMASTER Origem Fibras mais inferiores do músculo oblíquo interno do abdome e algumas fibras do músculo transverso. Nervo iliohipogástrico. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. na contração bilateral. lábio externo a crista ilíaca. Nervo ilioinguinal. OBLÍQUO INTERNO DO ABDOME: Origem Ligamento inguinal. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. L1 Ação Flexão da parte torácica da coluna vertebral. Nervo iliohipogástrico. Nervo subcostal. T12. na contração bilateral. T12-L1. rotação do tórax para o mesmo lado. processo xifóide. a micção. Nervo ilioinguinal. cartilagens costais da 9ª à 12ª costelas. Juntamente com os outros músculos do abdome. vômito. Nervo ilioinguinal. tosse e a defecação. crista púbica. T5-T11. T12. ramo genital L1-L2 Ação Levanta a bolsa testicular. Inervação Nervos intercostais. flexão da coluna vertebral. T5-T11. TRANSVERSO DO ABDOME: Origem Cartilagens costais da 6ª à 12ª costelas. Nervo subcostal.

vômito. processos costiformes Ação: Na contração unilateral inclina o tórax para o mesmo lado e auxilia os músculos do quadril impedindo o abaixamento da pelve durante o movimento. QUADRADO DO LOMBO: Origem Crista ilíaca Inserção Décima segunda costela. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome juntas e a lâmina posterior apenas pela fáscia transversal. A parte superior da lâmina posterior é formada pela subdivisão posterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome juntamente com a aponeurose do músculo transverso do abdome. PSOAS MENOR E ILÍACO. A parte inferior da bainha do músculo reto do abdome abaixo do umbigo é de constituição diferente: a lâmina anterior passa a ser formada pelas aponeuroses dos músculos oblíquo externo do abdome. O nível de transição entre essas duas partes é marcada na lâmina posterior pela linha arqueada. a micção. PIRAMIDAL: Origem linha alba Inserção púbis Inervação Nervo ilio-hipogástrico Ação Insignificante Bainha do músculo reto do abdome O músculo reto do abdome encontra-se no interior da bainha do músculo reto do abdome formada pelas lâminas anterior e posterior. Chama-se aponeurose. Abaixo dessa linha. 68 . Na contração bilateral seu desempenho na respiração é discutível.Juntamente com os outros músculos do abdome. Na contração bilateral. nesse nível. Esta fragilidade da fáscia transversal. o tendão plano dos músculos planos como são os casos: oblíquo externo do abdome. A parte superior da lâmina anterior é formada pela aponeurose do músculo oblíquo externo juntamente com uma subdivisão anterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome. Linha semilunar é a linha formada pelas aponeuroses dos músculos abdominais ao atingirem a margem lateral do músculo reto do abdome. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. favorece o aparecimento das hérnias inguinais. Linha alba é a linha mediana da parede abdominal formada pelo entrecruzamento de aponeuroses de ambos lados. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome. PSOAS MAIOR. deixando a lâmina posterior da bainha do reto formada apenas pela frágil fáscia transversal. tosse e a defecação. Esta diferença de comportamento das aponeuroses na bainha do músculo reto do abdome acima e abaixo da linha arqueada resultou da mudança de posição do ser humano em bípede. todas as aponeuroses passam por diante do músculo reto do abdome.

C3-C5.Foram estudados no esqueleto apendicular sob a denominação de músculo iliopsoas. Inserção espinha da escápula. processos espinhosos da 3ª à 5ª vértebras torácicas. terço posterior da crista ilíaca. MÚSCULOS DO DORSO Os músculos do dorso se dispõem em 3 camadas superpostas da superfície em direção à profundidade: camada superficial.12ª costela Inserção Crista do tubérculo menor Inervação Nervo toracodorsal. Inervação Nervo dorsal da escápula. camada média e camada profunda. acrômio. aduz e roda medialmente o braço CAMADA MÉDIA LEVANTADOR DA ESCÁPULA Origem Tubérculo posterior dos processo transversos da 1ª à 4ª vértebra cervical Inserção Ângulo superior e parte da margem medial da escápula. Inserção Margem medial da escápula no nível da espinha. processo espinhoso da 1ª à 4ª vértebra cervical. parte descendente: Protuberância occipital externa. C4-C5 Ação Levanta e retrai a escápula ROMBÓIDE MENOR Origem Processo espinhoso da 6ª e 7ª vértebra cervical. 9ª . da linha nucal superior. C6-C8 Ação Estende. Ação Levanta a escápula ROMBÓIDE MAIOR Origem Processos espinhosos da 1ª à 5ª vértebras torácicas Inserção Margem medial da escápula entre a espinha e o ângulo inferior Inervação Nervo dorsal da escápula. C4 Ação Levanta e retrai a escápula SERRÁTIL POSTERIOR SUPERIOR 69 . CAMADA SUPERFICIAL: TRAPÉZIO Origem parte ascendente: processos espinhosos da 4ª à 12ª vértebras torácicas parte transversa: Ligamento nucal. retrai e fixa o ombro LATÍSSIMO DO DORSO Origem Aponeurose toracolombar. terço lateral da clavícula Inervação Nervo acessório (XI) Ação Eleva. Inervação Nervo dorsal da escápula.

Os longitudinais em geral ligam processos espinhosos entre si ou processos transversos entre si e destinam-se principalmente à extensão do segmento em que se encontram. LONGUÍSSIMOS . inserida nas costelas e processos transversos. C6-T2 Levanta as costelas SERRÁTIL POSTERIOR INFERIOR Origem Processos espinhosos das duas últimas vértebras torácicas e das duas primeira vértebras lombares Inserção Margem inferior da 9ª à 12ª costela Inervação Ramos anteriores dos nervos espinais.Origem duas Inserção Inervação Ação Processos espinhosos das duas últimas vértebras cervicais e primeiras vértebras torácicas 2ª à 5ª costela Ramos anteriores dos nervos espinais. inserida nos processos espinhosos. tórax e pescoço. suas fixações pulam pelo menos duas vértebras (2 a 5). Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ESPLÊNIO do PESCOÇO Origem Processos espinhosos da 3ª à 6ª vértebra torácica. Ação Extensão da cabeça e pescoço na contração bilateral. C11-L2 Ação Abaixa as costelas CAMADA PROFUNDA: ESPLÊNIO da CABEÇA Origem Metade inferior do ligamento nucal. Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ERETOR DA ESPINHA. ILIOCOSTAIS . Terminação Tubérculos posteriores dos processos transversos da 2ª à 5ª vértebras cervicais. são músculos curtos que vão de uma vértebra a outra ou de uma costela a uma vértebra e se colocam ao longo da coluna vertebral. são oblíquos. é o principal extensor da coluna vertebral. Terminação Processo mastóide. Transverso-espinais. Linha nucal superior Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C3-C5. Pertencem a este grupo: MULTÍFIDOS.a parte lateral.a parte mediana. Os oblíquos em geral ligam os processos transversos aos processos espinhosos e destinam-se principalmente à rotação. Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C5-C7.a parte intermédia. São encontrados no lombo. A direção de suas fibras determina a função. formado por 3 partes longitudinais dispostas no sentido transversal: ESPINAIS . Ação Extensão do pescoço na contração bilateral. inserida nos processos transversos. 70 . vão de processos transversos inferiores para processos espinhosos superiores. Processos espinhosos da 7ª vértebra cervical à 3ª vértebra torácica.

fixam-se em processos transversos de vértebras adjacentes. osso occipital Inervação Nervo suboccipital C1 Ação: Extensor. Terminação Parte posterior do processo transverso do atlas. porém mais longos que os anteriores. Roteiro prático dos músculos do esqueleto axial Músculos da expressão facial: 1-Prócero 2-Nasal 3-Orbicular do olho 4-Orbicular da boca 5-Bucinador 6-Zigomático maior 7-Abaixador do ângulo da boca 71 . C2. são longitudinais. vão do processo transverso inferior para o processo espinhoso imediatamente superior (rotador curto) ou pulam uma vértebra (rotador longo). pulam mais de 5 vértebras) localizam-se na parte superior da coluna vertebral: tórax. pescoço e cabeça. INTERTRANSVERSÁRIOS. Ação Extensor. Terminação Parte medial da linha nucal inferior. inclinação lateral da cabeça . tórax e pescoço SEMI-ESPINAIS. extensor. são oblíquos. inclinação lateral da cabeça RETO POSTERIOR MENOR DA CABEÇA: Origem Tubérculo posterior do atlas. Ação: Rotador. Suboccipitais: RETO POSTERIOR MAIOR DA CABEÇA Origem Processo espinhoso do atlas. fraco rotador OBLÍQUO INFERIOR DA CABEÇA: Origem Processo espinhoso do áxis. inclinação lateral da cabeça. OBLÍQUO SUPERIOR DA CABEÇA Origem Tubérculo posterior do atlas. Ação Extensor. Inervação Nervo suboccipital C1-C2. são oblíquos. rotação e inclinação lateral conforme o sentido de suas fibras. Inervação Nervo suboccipital. (em geral. Terminação Parte média da linha nucal inferior.ROTADORES. Terminação Osso occipital acima e lateralmente à linha nucal inferior Inervação Nervo suboccipital C1. pelos ramos posteriores dos nervos espinais. fixam-se em processos espinhosos de vértebras adjacentes. São encontrados no lombo. INTERESPINAIS. inclinação lateral da cabeça. são longitudinais. Ação dos músculos do dorso: De modo geral os músculos do dorso destinamse à movimentação da coluna vertebral e da cabeça. participando da extensão. Inervação: em geral.

Fáscia transversal Músculos do dorso: 34.8-Mentual Músculos da mastigação: 9-Masseter 10-Temporal 11-Pterigóideo medial 12-Pterigóideo lateral Músculos do pescoço 13-Platisma 14-Esternocleidomastóideo 15-Escaleno anterior 16-Escaleno médio 17-Digástrico 18-Milo-hióideo 19-Omo-hióideo 20-Esternotireóideo 21-Esterno-hióideo Músculos do tórax: 22-Peitoral maior 23-Peitoral menor 24-Serrátil anterior Músculos do abdome: 25-Reto do abdome 26-Oblíquo externo do abdome 27-Oblíquo interno do abdome 28-Transverso do abdome 29.Oblíquo superior da cabeça 72 .Trapézio 35.Reto posterior menor da cabeça 47.Rombóide menor 38.Latíssimo do dorso 36.Levantador da escápula 37.Linha arqueada 33.Lâmina posterior da bainha do músculo reto do abdome 32.Eretor da espinha 40.Espinal 41.Reto posterior maior da cabeça 46.Rombóide maior 39.Lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome 31.Semi-espinal 45.Piramidal 30.Esplênio 44.Iliocostal 43.Longuíssimo 42.

Epicondilite (cotovelo do tenista) Inflamação no nível da inserção comum dos músculos extensores e supinadores do antebraço.Quadrado do lombo 50.Serrátil posterior inferior Doenças musculares Câimbra: Contração muscular dolorosa e involuntária. Sintomas: é a permanência da cabeça inclinada e dor intensa ao tentar movimentar o pescoço. Tendinite do manguito rotador ou “ombro doloroso” A tendinite se deve a pequenos traumatismos repetitivos principalmente no tendão do supra-espinal. uma dilaceração das fibras musculares até a ruptura do músculo ou tendão. Sintomas: dor ao acionar o tendão lesado.Serrátil posterior superior 54. na qual a cabeça permaneça inclinada para o lado atingido. incapacidade menor ou maior para usar o músculo. Sintomas: progressiva perda da força muscular.Rotador 53.48. Sintomas: dor generalizada e rigidez do tronco.Multífido 52. Miastenia grave 73 . Tendinite Inflamação dos tendões. Sintomas dificuldade e dor ao levantar o braço. Torcicolo Contratura dos músculos do pescoço. Fibromialgia Enfermidade não inflamatória caracterizada por dor muscular generalizada. Sintomas: dor súbita no nível lesado. Traumatismos musculares Geralmente decorrentes de práticas desportivas que provocam o estiramento brusco do músculo contraído. Pode ser um estiramento das fibras musculares. Sintomas: dor no nível do epicôndilo lateral do cotovelo.Psoas maior 51. rigidez e fadiga. As lesões por esforços repetitivos são as causas mais freqüentes. Distrofia muscular As distrofias musculares caracterizam-se pela perda progressiva da força e da integridade muscular.Oblíquo inferior da cabeça 49. pode apresentar hematoma.

2.Nutrição: quando o componente líquido do sangue atravessa a parede do capilar trás consigo material nutritivo químico como glicose e aminoácidos que alimenta nossas células e o oxigênio para o metabolismo celular.Excreção: quando o líquido intersticial retorna para o interior do capilar trás consigo os resíduos químico (uréia.Defesa do nosso organismo : o sistema circulatório através de mecanismos imunológicos (anticorpos) e dos próprios glóbulos brancos promove a nossa defesa contra agressões de microrganismos. Nader Wafae O sistema circulatório da mesma forma que os sistemas nervoso e endócrino é um sistema de integração no nosso organismo. distúrbios visuais. em que sua toxina bloqueia a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. Os vasos microscópicos de paredes permeáveis através das quais ocorrem as permutas com o líquido intersticial constituem os capilares. Assim sendo. Funções: O sistema circulatório desempenha suas funções principalmente através da rede capilar interposta entre artérias e veias. como os elementos figurados e as moléculas maiores principalmente de proteínas e gorduras não conseguem atravessar a membrana aumentam a pressão osmótica no interior do capilar que agora recupera o líquido que forneceu em sua parte inicial para neutralizar a pressão osmótica . Tenossinovite estenosante Retração inflamatória estenosante da bainha comum dos tendões do extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar ao passarem pelo rádio. Assim sendo. embora a produção da acetilcolina não esteja alterada. as veias e os vasos linfáticos. 74 . Para completar esta função o sistema circulatórios conduz esses resíduos até o rim e pulmão para serem eliminados. Composição: o sistema circulatório desempenha suas funções através de meios líquidos (sangue e linfa). 3. sua composição pode ser comparada a de um sistema hidráulico com uma bomba hidráulica que o dinamiza e um conjunto de tubos no interior dos quais o líquido circula. O sangue chega à rede capilar proveniente das artérias sob uma pressão suficiente para que parte de seu componente líquido atravesse as paredes permeáveis dos capilares. seus componentes encontram-se em todas as partes do corpo. Dr. Sintomas: enfraquecimento muscular generalizado. 1. Sintomas: dor sobre o processo estilóide do rádio e ruído ao movimento.Doença da junção neuromuscular na qual o impulso nervoso não pode passar ao músculo. SISTEMA CIRCULATÓRIO Prof. creatinina) e gasoso (gás carbônico) resultantes do trabalho celular e que devem ser retirados das células e do interstício por serem tóxicos. A bomba hidráulica é o coração e os tubos chamados vasos são as artérias. Botulismo Doença causada pelo Clostridium botulinum.

Regulação térmica: atua mediante mecanismos de vasoconstrição e vasodilatação na pele. para auxiliar a manter nossa temperatura constante. No entanto. e retorna através das veias cavas para o átrio direito. 5. Principalmente na pele antes de chegarmos a rede capilar existem pequenos vasos que comunicam as artérias menores (arteríolas) com as veias menores (vênulas) são as anastomoses arteríolo-venulares e cujos funcionamentos são reguláveis. Pequena circulação. ANATOMIA DO CORAÇÃO Conceito: é um órgão predominantemente muscular com cavidades e válvulas em seu interior. três faces e um ápice. por diante da coluna vertebral (5ª à 8ª vértebras) e do esôfago. Forma: no vivo. Situação: é órgão impar situado na cavidade torácica atrás do esterno e das cartilagens costais. a largura entre 9 e 10 cm e a espessura em torno de 6 cm. coração-pulmão ou funcional: o sangue passa do ventrículo direito para o interior do tronco pulmonar e artérias pulmonares daqui para a rede capilar pulmonar. A região onde se situa denomina-se mediastino médio. sistêmica ou de nutrição: o sangue passa do ventrículo esquerdo para o interior da aorta que distribui o sangue pelas redes capilares dos tecidos. biotipo e desenvolvimento muscular. as anastomoses se contraem e o sangue passa predominantemente pelos capilares para devolver ao ambiente o calor que o corpo está recebendo desse mesmo ambiente. sua forma é de um cone de base superior.4.Correlação humoral: transporta substâncias químicas produzidas em certos órgãos (glândulas endócrinas. Sua função endócrina é representada pela produção do hormônio atrial natriurético que estimula a excreção de sódio. e retorna pelas veias pulmonares para o átrio esquerdo. que o sangue passe pelo capilar o que levaria o corpo a ceder calor para o ambiente. Caso a temperatura ambiente esteja baixa (frio) essas comunicações se dilatam e são postas a funcionar evitando. Dimensões: em média o peso do coração situa-se em torno de 5 gramas por quilo de peso na pessoa adulta. em grande parte. é claro. após a morte e a conseqüente fixação passa a se apresentar como uma pirâmide triangular com base. cuja função principal é movimentar o sangue mediante mecanismos de aspiração e propulsão semelhantes a uma bomba hidráulica. Circulação Sangüínea: Grande circulação. a altura entre 13 e 15 cm. essas medidas médias podem ser alteradas por influências de vários fatores como: idade. em cima do diafragma e entre os dois conjuntos pleuropulmonares. sexo. Caso a temperatura ambiente esteja alta (quente). por exemplo) para que atuem em outros órgãos situados a distância do local em que são produzidos. 75 . os fatores patológicos. não considerando.

Margem direita. Justifica-se. Estática: o coração é mantido em posição. as aurículas direita e esquerda. A parte da parede do ventrículo direito que antecede a artéria pulmonar chama-se cone arterial. pouco tecido adiposo e não apresenta sulcos é portanto constituída somente pela parede do ventrículo esquerdo. apresenta um sulco oblíquo. contra a parede do tórax. pouco abaulada. o tecido adiposo está ausente ou em pequena quantidade. o sulco interatrial e os grandes vasos. um ápice. Parte inicial da aorta e do 76 . o sulco interventricular anterior que separa as paredes dos ventrículos direito e esquerdo que constituem esta face. pela continuidade com os grandes vasos da base. Face diafragmática ou inferior é plana por colocar-se sobre o centro tendíneo do músculo diafragma. entram na constituição da base: os átrios direito e esquerdo. da direita para a esquerda e de trás para diante. É o ápice que toca na parede torácica no nível do 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo ("choque da ponta") por estar em posição mais anterior. sendo a parede do ventrículo direito. Face esquerda ou pulmonar. consideramos como a parte do coração situada acima e atrás do sulco coronário que separa externamente as paredes dos átrios e dos ventrículos. é a mais abaulada. uma margem.Orientação: o eixo cardíaco que se estende do centro da base ao ápice orienta-se de cima para baixo. em geral. Base: embora não haja uniformidade na sua delimitação. particularmente a ponta. A cruz venosa. as paredes dos dois ventrículos entram em sua formação sem predomínio evidente de uma delas e estão separadas por um sulco verticalizado o sulco interventricular posterior. Face esternocostal ou anterior. é onde o tecido adiposo. Este meio de fixação situado posteriormente garante a livre movimentação dos ventrículos situados anteriormente. assim o alongamento vertical do átrio direito e o alongamento horizontal do átrio esquerdo. formou-se em função da maior espessura da parede do ventrículo esquerdo. DESCRIÇÃO EXTERNA Externamente o coração apresenta: três faces. uma base e quatro sulcos. É a tendência de retificação de seu arco que ocorre pela entrada do sangue durante a sístole que leva o coração. não chegou a formar uma face como aconteceu no lado esquerdo. O ápice ou ponta do coração é predominantemente constituído pela parede do ventrículo esquerdo separado da pequena porção do ventrículo direito por um sulco chamado incisura do ápice que representa a continuidade entre os sulcos interventriculares anterior e posterior. Assim definida. formada pelas veias cavas superior e inferior que constituem o tirante vertical e pelas veias pulmonares que formam o tirante horizontal é o principal meio de fixação. apesar de seu dinamismo. se deposita em maior quantidade. Já a artéria aorta é importante meio de suspensão do coração. pulmonar (esquerda) e diafragmática (inferior). por ser pouco espessa. a predominante. aguda. formada pelo encontro das faces esternocostal e diafragmática é constituída unicamente pela parede do ventrículo direito que. As faces são três: esternocostal (anterior).

Sulcos: representam. entre os óstios das veias cavas. pelo seio coronário. As aurículas são apenas apêndices que prolongam os átrios anteriormente envolvendo parcialmente as artérias aorta e pulmonar. a maior veia do coração. O sulco interatrial que indica a separação entre os átrios encontra-se na base e já foi descrito. sua parte anterior é ocupada à direita pela artéria coronária direita e à esquerda pela artéria circunflexa. O endocárdio forra toda a parte interna das paredes atriais e ventriculares é formado por células endoteliais e um extrato subendotelial de tecido conjuntivo frouxo com fibroblastos. Miocárdio é a camada média muscular formada principalmente por fibras musculares cardíacas. elásticas e musculares lisas.tronco pulmonar e as terminações das veias cava superior e cava inferior e das veias pulmonares direitas superior e inferior e esquerdas superior e inferior. fibras colágenas. é oblíquo. ou através dos óstios dotados de valvas como os que existem entre os átrios e os ventrículos do mesmo lado. encontramos o sulco terminal representação externa da crista terminal e que indica a separação entre as partes do átrio que derivam do seio venoso e do átrio primitivo. É formado por componentes horizontais e 77 . a separação interna que existe entre as câmaras cardíacas que pode ocorrer através dos septos. Antes de analisá-lo temos que descrever o esqueleto fibroso do coração no qual direta ou indiretamente as fibras cardíacas se inserem. O sulco interatrial que indica o local da separação interna dos átrios é pouco pronunciado e se situa ao lado das desembocaduras das veias pulmonares direitas. Esqueleto fibroso do coração: é um conjunto de anéis e feixes de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagíneo interligados que dão sustentação à musculatura cardíaca às valvas atrioventriculares e contribuem para a preservação da forma do coração. Os átrios são as câmaras receptoras do sangue proveniente das circulações. vai do ápice às proximidades da origem da artéria pulmonar e aurícula esquerda. pela artéria interventricular anterior e pela veia cardíaca magna ou interventricular anterior. externamente. contorna o coração. é ocupado por gordura. O sulco interventricular posterior situado na parte média da face diafragmática é verticalizado e contém a artéria interventricular posterior e a veia cardíaca média ou interventricular posterior. a média e mais desenvolvida é o miocárdio e a externa é o epicárdio ou lâmina visceral do pericárdio seroso. à direita pela continuação da artéria coronária direita e à esquerda. O sulco interventricular anterior situado na face esternocostal separa as paredes dos ventrículos. o átrio direito recebe o sangue das veias cavas superior e inferior e do seio coronário e o átrio esquerdo recebe das quatro veias pulmonares (duas de cada pulmão). A parte posterior é ocupada. assim sendo apresenta em sua arquitetura três camadas. Na parede do átrio direito. a mais interna é o endocárdio. como os existentes entre os átrios e entre os ventrículos. O sulco coronário separa os átrios dos ventrículos. ARQUITETURA DO CORAÇÃO O coração é um vaso diferenciado.

a lâmina parietal reveste internamente o pericárdio fibroso. a lâmina visceral também denominada epicárdio reveste e adere ao miocárdio. As cúspides das valvas atrioventriculares direita e esquerda se inserem na parte interna dos anéis fibrosos. já que direta ou indiretamente toda a musculatura cardíaca se insere nele. trígono fibroso esquerdo. esquerdo e aórtico. protetor e lubrificante A reflexão que dá continuidade a essas lâminas ocorre ao nível dos grandes vasos da base. a um músculo digástrico em que átrios e ventrículos são os feixes musculares e o esqueleto fibroso. feixe oblíquo que liga o anel fibroso aórtico ao anel fibroso pulmonar. espesso. Entre essas lâminas forma-se um espaço chamado cavidade do pericárdio que contém pequena quantidade de líquido pericardíaco. o tendão intermediário. assim. O recesso que se forma entre a face posterior do átrio esquerdo e as veias pulmonares é o seio oblíquo. desta forma uma mesma fibra pode em um ponto ocupar a superfície do órgão e em outro ponto estar no meio da musculatura ou até mesmo em sua parte interna. feixe triangular situado na confluência dos anéis fibrosos direito. portanto é a própria camada externa do coração. Funções do pericárdio. são portanto independentes tendo no esqueleto fibroso o ponto comum de inserção. trígono fibroso direito. anel fibroso esquerdo que contorna o óstio atrioventricular esquerdo entre átrio e ventrículo esquerdos. predominantemente no sentido horário e de cima para baixo. A musculatura dos átrios se insere em sua parte superior e lateral e a musculatura ventricular. feixe triangular situado na confluência esquerda dos anéis fibrosos esquerdo e aórtico e o tendão do cone. Sabe-se hoje que o pericárdio atua como superfície de deslizamento diminuindo a resistência provocada pelo atrito. fibrosa e outra interna. dá ao coração a contenção fibro-elástica necessária para impedir a distensão excessiva da fibra miocárdica e conseqüente lesão. Aquele situado entre o tronco pulmonar e a aorta ascendente por diante e pelas paredes dos átrios e aurículas. brilhante e frágil costuma-se dividi-lo em duas lâminas embora sejam contínuas. e que no adulto forma recessos chamados seios. anel fibroso aórtico que contorna o óstio da aorta entre ventrículo esquerdo e aorta. Pericárdio É uma membrana fibrosserosa em forma de bolsa que recobre o coração. opaco. por trás chama-se seio transverso. O coração assemelha-se. anel fibroso pulmonar que contorna o óstio do tronco pulmonar entre ventrículo direito e tronco pulmonar. O pericárdio seroso de tecido conjuntivo frouxo e mesotélio é fino. protege contra traumas em choques por súbita diminuição da velocidade (princípio da inércia) e impede a deformação do 78 . serosa. na parte inferior e lateral.verticais. resistente e inextensível quando solicitado subitamente. O pericárdio fibroso de tecido conjuntivo denso fibroelástico é externo. Os componentes horizontais são: anel fibroso direito que contorna o óstio atrioventricular direito entre átrio e ventrículo direitos. As fibras musculares cardíacas se dispõem segundo um trajeto preferencial e fundamental que é helicoidal tridimensional. O esqueleto fibroso funciona como um centro tendíneo. uma externa. O componente vertical é representado pela porção membranácea do septo interventricular. É formado por duas partes distintas.

coração que os movimentos do diafragma ou que a aspiração torácica pela pressão negativa poderiam provocar. DESCRIÇÃO INTERNA As câmaras cardíacas são separadas entre si ou por septos que no indivíduo normal impedem qualquer tipo de comunicação ou por óstios que sendo providos de valvas permitem a comunicação entre as câmaras do mesmo lado ou não, de acordo com a fase do ciclo cardíaco. Septos Septo interatrial é uma parede predominantemente muscular, (há locais apenas com tecido conjuntivo) revestida de endocárdio que separa os átrios. Participam de sua formação duas expansões: o septum primum e o septum secundum Em ambos os lados, apresenta vestígios da primitiva comunicação que existia entre os átrios durante o período fetal intra-uterino. Septo atrioventricular é a porção do septo que separa o átrio direito do ventrículo esquerdo. O átrio direito mais longo em virtude da tração vertical exercida pelas veias cavas e a formação da valva atrioventricular esquerda em ponto mais superior devem interferir para esse desnível. Septo interventricular é a parede que separa os ventrículos, apresenta duas partes bem diferenciadas: uma inferior, larga e maior é a parte muscular e outra superior, pequena e estreita é a parte membranácea. Óstios Óstios atrioventriculares: são passagens arredondadas existentes entre átrios e ventrículos correspondentes, podendo estar fechados pelas valvas constituídas por cúspides quando estas se fecham ou abertos quando as valvas se abrem, dependendo da fase do ciclo cardíaco, sístole ou diástole. O óstio atrioventricular direito é maior que o esquerdo. ÁTRIO DIREITO A parede posterior do átrio direito é lisa, nela se encontram os óstios das veias cavas e do seio coronário deriva portanto do seio venoso sendo chamada de seio intervenoso ou entrecavas, onde pode-se observar uma saliência denominada tubérculo intervenoso, vestígio de um dos feixes musculares do primitivo seio venoso. Os óstios da veia cava inferior e do seio coronário são dotados de válvulas, vestígios da válvula direita de separação entre seio venoso e átrio primitivo, em geral insuficientes ou até mesmo ausentes. A parede lateral apresenta numerosos relevos musculares: a crista terminal e os músculos pectíneos. A crista terminal também vestígio da válvula direita do seio venoso constitui importante feixe muscular e marca a transição entre seio venoso e o átrio primitivo. Os músculos pectíneos formam diversos feixes musculares que se destacam perpendicularmente da crista terminal semelhante a um pente e correspondem à parede rugosa da parte direita do átrio primitivo. A parede medial ou parte direita do septo interatrial deriva do septum secundum, e apresenta em sua parte central uma depressão oval de consistência fina chamada fossa oval, vestígio do forame oval da circulação fetal através do qual o sangue proveniente da veia cava inferior passava para o átrio esquerdo. A fina membrana que forra a fossa deriva do septum primum situado à esquerda. Contornando superiormente a fossa oval encontra-se o

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saliente feixe límbico superior, formando o limbo da fossa oval que, pelo menos em parte, procede da válvula esquerda do seio venoso. ÁTRIO ESQUERDO A parede posterior do átrio esquerdo, como as demais, é lisa, apresenta os quatro óstios das veias pulmonares: 2 das veias direitas e 2 das veias esquerdas. A parede medial ou parte esquerda do septo interatrial deriva do septum primum, mais fino do que o septum secundum, também mostra vestígios da primitiva passagem que existia na circulação fetal, a válvula do forame oval, uma prega em meia lua simples ou dupla situada no quadrante ântero-superior do septo (85%) por diante da fossa oval, e que em nosso meio é permeável em cerca de 25% dos casos (Wafae). ELEMENTOS COMUNS AOS VENTRÍCULOS DIREITO E ESQUERDO Os dois ventrículos possuem estruturas que são encontradas tanto no lado direito como no lado esquerdo, embora com as especificidades próprias de cada lado, são as trabéculas cárneas e as estruturas que compõem o aparelho valvar. As trabéculas cárneas são feixes musculares que se distribuem pelas paredes dos ventrículos, costuma-se classificá-las em 3 tipos: cristas, presas às paredes dos ventrículos em toda extensão; pontes, presas às paredes dos ventrículos apenas pelas extremidades e músculos papilares, presos às paredes dos ventrículos apenas por uma extremidade e ligados às cúspides pela outra extremidade. As trabéculas cárneas em conjunto orientam a corrente sangüínea para circular da via de entrada para a via de saída do ventrículo; aumentam a força de contração do ventrículo sem a necessidade de hipertrofiar ainda mais a parede ventricular e auxiliam na nutrição do miocárdio por serem revestidas de endocárdio. Aparelho valvar atrioventricular é o conjunto de estruturas que funcionam harmonicamente tornando possível a abertura e o fechamento do óstio atrioventricular de acordo com a fase do ciclo cardíaco. É constituído pelo anel fibroso, pelas cúspides, pelas cordas tendíneas e pelos músculos papilares. O anel fibroso de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagem faz parte do esqueleto fibroso, sustenta o óstio atrioventricular e em sua parte interna dá inserção às cúspides das valvas. As cúspides são membranas de tecido conjuntivo denso revestidas de endocárdio, possuem 2 faces: atrial e ventricular e 2 margens: a aderente se insere no anel fibroso e a livre que se aproxima das demais durante o fechamento do óstio. Para desempenhar sua função são necessárias mais de uma cúspide, ao conjunto delas damos o nome de valvas. Cordas tendíneas são filamentos de tecido conjuntivo tendíneo que prendem as cúspides aos músculos papilares ou à parede ventricular. Desta forma, contribuem para evitar a eversão das cúspides durante a sístole. Músculos papilares são trabéculas cárneas cônicas presas às paredes ventriculares pela parte inferior, mais larga, e as cúspides através de cordas tendíneas. Impedem a eversão das cúspides e tracionam o plano valvar em direção ao ápice durante a sístole ventricular. Além do óstio atrioventricular, os ventrículos possuem outro óstio através do qual o sangue é enviado para o interior das grandes artérias. Estes

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óstios são providos de valvas constituídas por válvulas, que são expansões de endocárdio com tecido fibroso, em forma de meia lua daí serem chamadas semilunares. São três válvulas para cada valva. As margens livres dessas válvulas, que se aproximam quando a valva fecha, denominam-se lúnulas e o espessamento que apresenta em seu ponto médio é o nódulo. Tudo indica que os três nódulos se imbricam ao se encontrarem durante o fechamento da valva, reforçando-o. O espaço entre a parede da artéria e a válvula denomina-se seio. VENTRÍCULO DIREITO A cavidade do ventrículo direito é mais ampla, porém suas paredes são menos espessas, cerca de um terço menor, que as paredes do ventrículo esquerdo. Funcionalmente, podemos dividi-lo em duas partes: uma pósteroinferior ou via de entrada próximo a valva atrioventricular direita e outra ânterosuperior ou via de saída, próximo à origem do tronco pulmonar. Limitando estas duas partes encontra-se o óstium bulbi formado por: crista supraventricular, trabécula septomarginal, músculo papilar anterior e parte da valva atrioventricular. A crista supraventricular é um volumoso feixe muscular situado na parte superior do ventrículo direito interposto entre as vias de entrada (óstio atrioventricular) e de saída (óstio do tronco pulmonar) é constante. Sua contração na sístole ajuda a direcionar o sangue para a via de saída. A trabécula septomarginal, outro feixe muscular bem desenvolvido, procede da parte medial do anel fibroso direito, entra na composição do septo muscular, e se prolonga formando uma ponte até o músculo papilar anterior e parede anterior. Citada, inicialmente, por Leonardo da Vinci em seus desenhos, a trabécula delimita em grande parte o ostium bulbi, sendo portanto importante no direcionamento do sangue para a via de saída, além de conduzir o ramo direito do complexo estimulante para as partes do ventrículo direito com as quais se relaciona. Aparelho valvar atrioventricular direito Anel fibroso tem em média um perímetro de 10,45 cm as variações de seu tamanho não se associam com o número de cúspides da valva nem com o número de músculos papilares. Embora tradicionalmente aceito que a valva atrioventricular direito possua três cúspides daí o nome tricúspide, pesquisas tem demonstrado que o número de cúspides é variável principalmente na metade lateral da valva. Wafae et alli utilizando critérios morfométricos e morfológicos encontraram de 2 até 6 cúspides nesta valva, sendo 3 e 4 os mais freqüentes. Denominam-se, septal, anterior e posterior nos casos com 3 cúspides. Podem ser encontradas pequenas cúspides comissurais entre as cúspides habituais. O ventrículo direito possui músculos papilares distribuídos pelas três paredes: anterior, posterior e septal, exceto na parede anterior na qual, com maior freqüência, encontramos um único músculo papilar, nas demais costuma-se encontrar mais de um músculo papilar. A parte lisa da via de saída denomina-se cone arterial onde encontramos além do músculo papilar septal, as três válvulas semilunares da valva do tronco pulmonar: anterior, direita e esquerda. VENTRÍCULO ESQUERDO É mais longo por ocupar área maior no ápice do coração e pela valva atrioventricular esquerda situar-se em nível mais alto e as paredes são mais espessas do que o ventrículo direito, sua cavidade tende mais para a forma

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Além do óstio atrioventricular esquerdo. O músculo papilar posterior origina-se na parte da parede posterior próximo ao septo. na realidade temos. Os músculos papilares também variam em número. direita e esquerda. Aparelho valvar atrioventricular esquerdo O anel fibroso esquerdo que delimita o óstio atrioventricular esquerdo é menor que o do lado direito.  roteiro prático do coração 1-Face esternocostal 2-Face esquerda 3-Face diafragmática 4-Sulco coronário 5-Ventrículo direito 6-Ventrículo esquerdo 7-Átrio direito 8-Átrio esquerdo 9-Aurícula direita 10-Aurícula esquerda 11-Veia cava superior 12-Veia cava inferior 13-Uma das veias pulmonares (4) 14-Aorta 15-Tronco pulmonar 16-Sulco interatrial 17-Margem direita 18-Ápice 19-Sulco interventricular anterior 20-Sulco interventricular posterior 21-Pericárdio fibroso 22-Lâmina visceral do pericárdio seroso 23-Lâmina parietal do pericárdio seroso 24-Miocárdio 25-Endocárdio 26-Trígono fibroso (direito e esquerdo) 27-Músculos pectíneos 28-Crista terminal 29-Fossa oval 30-Válvula do forame oval 82 . embora. em geral. número variável de cúspides mas com maior freqüência são duas anterior e posterior. denominam-se músculo papilar anterior e músculo papilar posterior. A valva atrioventricular esquerda classicamente denominada de valva mitral ou bicúspide. este ventrículo apresenta o óstio da aorta guarnecido por três válvulas semilunares: posterior. apresenta na realidade. e as vias de entrada e de saída estão bem mais próximas separadas por uma septo fibroso. grupos de músculos papilares anteriores e grupos de músculos papilares posteriores. são bem mais volumosos e maiores do que aqueles do ventrículo direito e suas situações no ventrículo costumam ser mais constantes. sejam encontrados em número variável.oval. O músculo papilar anterior se destaca da porção lateral da parede anterior.

sua parede pulsa. Desta porção originam-se as artérias coronárias direita e esquerda. Artéria aorta A artéria aorta origina-se no ventrículo esquerdo. posição essa que irá manter até sua terminação no nível da 4ª vértebra lombar ao se dividir em artérias ilíacas comuns direita e esquerda e emitir a artéria sacral mediana. 83 . A seguir a aorta assume direção descendente colocando-se por diante da coluna vertebral. desta porção originam-se as artérias (da direita para a esquerda) tronco braquiocefálico. cor é avermelhada . Portanto. mediastinais e pericárdicas. No vivo e no cadáver: paredes mais resistentes. 4 a 5 ramos esofágicos. tronco celíaco (ímpar). o nível de separação é a passagem pelo hiato aórtico do diafragma. Em seqüência a aorta descreve um arco para a esquerda e para trás é o arco da aorta. são vasos no interior dos quais o sentido do fluxo sangüíneo é centrífugo ou divergente em relação ao coração. inicialmente apresenta trajeto ascendente.31-Crista 32-Ponte 33-Músculo papilar 34-Crista supraventricular 35-Trabécula septomarginal 36-Valva atrioventricular direita (Tricúspide) 37-Valva atrioventricular esquerda (Mitral) 38-Cordas tendíneas 39-Septo interatrial 40-Septo interventricular 41-Válvula semilunar Principais Artérias Artérias: artérias são vasos que se originam nos ventrículos do coração através da artéria aorta e do tronco pulmonar e que se ramificando distribuem o sangue a todas as partes do corpo humano. A parte torácica da aorta emite vários ramos de pequeno calibre: 2 a 3 ramos bronquiais. esbranquiçadas. Os ramos arteriais podem ser terminais quando a artéria que originou os ramos deixa de existir e ramos colaterais quando a artéria que os originou continua presente. artéria carótida comum e artéria subclávia. localização: sempre profundas. não possuem válvulas. Diferenças com as veias. forma: regularmente cilíndrica. ligeiramente para a direita é a parte ascendente da aorta. 9 pares de ramos intercostais posteriores e um par subcostal. e uma série de ramos inconstantes: frênicas superiores. No cadáver: vazias. A parte abdominal da aorta emite importantes ramos uns pares e outros impares nesta seqüência: frênica inferior (par). Neste trajeto a parte descendente da aorta divide-se em: parte torácica da aorta e parte abdominal da aorta. além do sentido da corrente: No vivo: pressão sangüínea maior.

etmoidais. Órgãos irrigados: pescoço. soalho da boca). meninges. contornando a traquéia. para a direita. medialmente à veia jugular interna e nervo vago. Trajeto: apresenta 4 partes: cervical (no pescoço). glândula 84 . petrosa (no canal carótico). estruturas nervosas. no lado esquerdo é o segundo ramo do arco da aorta. Arco da aorta Tronco braquiocefálico Origem: primeiro ramo do lado direito do arco da aorta. subclávia e carótida comum. face. Terminação: próximo à sela turca emite seus ramos terminais: cerebral anterior e cerebral média. Terminação: No nível de um plano transversal passando pelo osso hióide divide-se em seus ramos terminais: carótida externa e carótida interna. Terminação: atrás do ramo da mandíbula divide-se em artérias temporal superficial e maxilar. cerebral anterior. faringe. Eventualmente (+-8%) a tireóidea ima. laringe). ligeiramente por trás da glândula tireóide. Trajeto: coloca-se ao lado da traquéia e laringe. Trajeto. couro cabeludo. cerebral média Artéria carótida externa Origem: é ramo terminal mais medial e anterior da artéria carótida comum emite vários ramos para o pescoço e face. Parte ascendente da aorta Artérias coronárias direita e esquerda serão estudadas em aula específica.mesentérica superior (ímpar). supra-renal média (par). sobe em direção ao crânio no qual penetra pelo canal carótico. sobe por dentro do ramo da mandíbula até às proximidades da glândula parótida. cavernosa (no seio cavernoso) e cerebral nas proximidades da sela turca. Ramos: Carótida comum direita. subclávia direita. Artéria carótida comum Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. Ramos: carótida externa e carótida interna Artéria carótida interna Origem: é ramo terminal mais lateral e posterior da artéria carótida comum. mesentérica inferior (ímpar). lombares (pares). olho e anexos Ramos principais: oftálmica. Órgãos irrigados: encéfalo. crânio Ramos principais: tireóidea superior (glândula tireóide. lingual (língua. não emite ramos no pescoço. Terminação: após um trajeto de 5 a 7 cm emite seus ramos terminais: carótida comum direita e subclávia direita Trajeto: para cima. gonadal (par). facial (parte externa da face. meninges. Órgãos irrigados: é o conjunto dos órgãos de seus ramos terminais. renal (par). Órgãos irrigados: como não emite ramos colaterais sua área de irrigação é o conjunto das áreas de irrigação de seus ramos terminais carótidas interna e externa.

em ambos os lados dirige-se lateralmente por trás da clavícula. membro superior. Órgãos irrigados: Parte posterior do encéfalo. tronco tireocervical . no lado esquerdo é o terceiro ramo do arco da aorta. pericárdio. ombro. e terceira parte: depois do músculo. cervical profunda (pescoço). que a acompanha. occipital.tireóidea inferior (glândula tireóide. faringe) temporal superficial (parótida.submandibular). dorsal da escápula (ombro) Artéria axilar: Origem: continuação da artéria subclávia a partir da margem lateral da primeira costela. tóraco-acromial (ombro). Órgãos irrigados: parede torácica. Artéria radial: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. Terminação: margem inferior do músculo redondo menor Trajeto: passa pela axila por trás do músculo peitoral menor que a divide em três partes: primeira . e dos músculo esternocleidomastóideo e escaleno anterior formando um arco sobre a primeira costela por trás da veia subclávia. ombro. o nervo mediano. radial e ulnar. Órgãos irrigados: membro superior Ramos principais: braquial profunda (principal artéria do braço) colaterais ulnar e radial. maxilar (parte interna da face. laringe. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar superficial que se une à artéria ulnar parar formar o arco palmar superficial. traquéia. parede e órgãos torácicos. diafragma). orelha crânio) auricular posterior.antes do músculo. Trajeto: segue pela região braquial anterior desviada medialmente. couro cabeludo. no cotovelo ocupa o seu centro. torácica interna (parede torácica. esôfago). Ramos principais: vertebral (parte posterior do encéfalo e medula espinal). pleura. boca. cervical ascendente (pescoço). cervical transversa e supra-escapular (ombro). segunda atrás do músculo e terceira depois do músculo.circunflexa da escápula (ombro) toracodorsal (parede torácica). dentes.intercostal suprema (parede torácica). torácica lateral. Terminação: região anterior do cotovelo ao emitir seus ramos terminais: ulnar e radial. Trajeto. Artéria subclávia: Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. Terminação: na margem lateral da primeira costela muda de nome para artéria axilar. cruza por diante. pescoço. circunflexa do úmero anterior e posterior. Ao passar por trás do músculo escaleno anterior costuma ser dividida em três partes: primeira parte: antes do músculo. carpal dorsal que se une 85 . tronco costocervical . medula espinal. membro superior Ramos principais: subescapular . Artéria braquial: Origem: continuação da artéria axilar a partir da margem inferior do músculo redondo menor. segunda parte: atrás do músculo.

principal do polegar. arco palmar superficial. Ramos: artérias metacarpais palmares Rede carpal dorsal Formação ramo carpal dorsal da artéria radial unida ao ramo carpal dorsal da artéria ulnar. distalmente ao lado do nervo ulnar sob o músculo flexor ulnar do carpo. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar profundo que se une à artéria radial parar formar o arco palmar profundo. Trajeto: é lateral no antebraço. Trajeto: sobre o músculo flexor profundo dos dedos. palmar profunda Arco palmar superficial Formação: artéria ulnar unida ao ramo palmar superficial da artéria radial Ramos: artéria digitais palmares comuns que originam as artérias digitais palmares próprias. Ramos principais: interóssea comum que se divide em interóssea anterior e interóssea posterior (principal artéria do antebraço).] Parte descendente da aorta Parte torácica da aorta Artérias bronquiais Origem: a artéria bronquial direita é de origem variável. Artéria ulnar: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo.com o ramo carpal dorsal da ulnar para formar a rede dorsal da mão e arco palmar profundo que se une ao ramo palmar profundo da artéria ulnar. pulmões e pleuras Terminação e trajeto penetram nos pulmões juntamente com os brônquios principais Ramos: subdividem-se no interior dos pulmões Artérias intercostais posteriores: Origem: destacam-se do contorno posterior da artéria aorta a partir do terceiro espaço intercostal. carpal dorsal. carpal dorsal que se une com o ramo carpal dorsal da radial para formar a rede dorsal da mão e o arco palmar superficial que se une ao ramo palmar superficial da artéria radial. arco palmar profundo. Arco palmar profundo Formação: artéria radial unida ao ramo palmar profundo da artéria ulnar . Órgãos irrigados: mão e antebraço Ramos principais: recorrente radial. Ramos: artéria metacarpais dorsais. sob o músculo braquiorradial e lateralmente ao flexor radial do carpo. palmar superficial. são 9 pares 86 . geralmente duas são ramos diretos da parte torácica da aorta próximas ao brônquio esquerdo que acompanham Órgãos irrigados: brônquios. as artérias bronquiais esquerdas. carpal dorsal.

glândula supra-renal Ramos: supra-renal superior e ramos diafragmáticos Tronco celíaco Origem: face anterior da aorta é impar Terminação: emite três ramos terminais: artéria gástrica esquerda. artéria esplênica e artéria hepática comum. pouco acima do tronco celíaco. baço. Órgãos irrigados: esôfago abdominal e estômago Ramos: esofágicos e gástricos Artéria esplênica: Origem: tronco celíaco 87 . vesícula biliar. é par Terminação: ramificando-se na cúpula diafragmática correspondente Trajeto: de início seguem os respectivos pilares do diafragma. Trajeto: passam pelo sulco da costela na margem inferior da costela Órgãos irrigados: os espaços intercostais correspondentes Artérias esofágicas: Origem: destacam-se do contorno anterior da aorta. Artéria gástrica esquerda: Origem: tronco celíaco Terminação: na curvatura menor do estômago emitindo ramos para o esôfago abdominal e para a curvatura menor do estômago Trajeto: de início ascendente até o cárdia e depois desce pela curvatura menor do estômago. oblíquo em direção ao esôfago Órgão irrigado: esôfago Ramos pericárdicos: alguns ramos pequenos que se destinam ao pericárdio. Órgão irrigado: músculo diafragma. Trajeto é curto de um a 2 cm dirige-se anteriormente é envolvido pelos nervos do plexo celíaco autônomo. Artéria frênicas superiores são inconstantes. a seguir cruzamos e se distribuem pela superfície inferior do diafragma. quando presentes destinam-se ao diafragma Parte abdominal da aorta Artéria frênica inferior: Origem: contorno lateral da aorta.Terminação: nos espaços intercostais dividem-se em ramos ventrais e dorsais. esplênica e hepática comum. fígado. pâncreas. Órgãos irrigados: esôfago abdominal. em número de 4 a 5 Terminação: no esôfago Trajeto: é muito curto. duodeno. Ramos mediastinais: pequenos e vários que se destinam ao tecido conjuntivo frouxo e linfonodos. Ramos: gástrica esquerda. estômago.

Artéria gastroduodenal Origem: hepática comum Terminação: gastromental direita para a curvatura maior do estômago e pancreaticoduodenal superior para o duodeno e cabeça do pâncreas. ramos direito e esquerdo pancreaticoduodenal inferior. ileocólica e cólica direita para à direita e os demais para cima. ileal. íleo. ileocólica. gastromental direita. gástricas curtas. lado direito do intestino grosso Ramos: jejunais e ileais de 12 a 17. jejuno. Órgãos irrigados: duodeno. cólica direita. ramos esplênicos. ileocólica (2 cecais. cólica média. Artéria hepática comum Origem: tronco celíaco Terminação: artéria hepática própria. é par Terminação: na glândula supra-renal anastomosando-se com as supra-renais superior e inferior Trajeto: cruzam os pilares do diafragma em direção lateral Órgãos irrigados: glândula supra-renal Ramos: terminais na glândula Artéria mesentérica superior Origem: face anterior da aorta Terminação: ramos jejunais.Terminação: no hilo do baço Trajeto: segue para a esquerda. duodeno. vesícula biliar. ileais. gastromental esquerda. vesícula biliar e estômago Ramos: gástrica direita para a curvatura menor do estômago e cística ramo da hepática direita. pancreática caudal. Trajeto: desce por trás do pâncreas entre a cabeça e o colo entra no mesentério onde emite seus ramos: jejunais e ileais para à esquerda. pancreática magna. pâncreas. pâncreas. pâncreas. 88 . artéria gastroduodenal Trajeto: segue para a direita e para cima em direção ao fígado Órgãos irrigados: fígado. estômago Ramos: pancreática dorsal. duodeno e pâncreas Ramos: pancreaticoduodenal superior. pela margem superior do pâncreas Órgãos irrigados: baço. Trajeto: descendente por trás da primeira porção do duodeno Órgãos irrigados: estômago. pancreática inferior. estômago. apendicular. pancreático duodenal inferior. Ramos: Hepática própria e gastroduodenal Artéria hepática própria Origem: hepática comum Terminação: ramos hepática direita e hepática esquerda Trajeto: à esquerda do ducto colédoco Órgãos irrigados: fígado. cólica) cólica direita (saindo diretamente da mesentérica só em 20% das artérias) ramos ascendente e descendente. cólica média. retroduodenal Artéria supra-renal média Origem: contorno lateral da aorta.

Observação: As artérias ileocólica. sobre o músculo psoas maior. tuba uterina) Ramos: genitais externos. sigmóideas. musculares Mesentérica inferior Origem: lado esquerdo da aorta próximo à sua terminação Terminação: quando emite os ramos retal superior. interlobulares Trajeto: transversal. Artérias ilíacas comuns Origem: são ramos terminais da artéria aorta Terminação: ramos ilíacas interna e externa 89 . cólica esquerda com ramos ascendente e descendente. cólica média ramos da mesentérica superior anastomosam-se com as artérias cólica esquerda e sigmóideas da mesentérica inferior formando o arco justacólico (artéria marginal. reto Ramos: retal superior. Terminação da aorta . medula espinal Ramos: posteriores para o dorso. de Drummond). de sua face posterior pouco antes de se dividir destaca-se um ramo mediano de diâmetro muito pequeno. sigmóideas e cólica esquerda Trajeto: de início é descendente até dividir-se em seus ramos terminais Órgãos irrigados: lado esquerdo do intestino grosso. de Rioland. Esta artéria destinava-se à cauda e quando o ser humano a perdeu. ureteres. é a artéria sacral mediana. ureter Ramos: supra renal inferior. entram no ligamento suspensor do ovário ou no funículo espermático Órgãos irrigados: gônadas. gônadas e genitais internos. entrando pelo hilo do rim atrás da veia renal Órgãos irrigados: rim. grande parte de seu comprimento regrediu permanecendo a pequena porção que se destina ao reto e provavelmente à parede sacral. interlobares.artéria ilíacas comuns direita e esquerda e sacral mediana Ao colocar-se por diante da quarta vértebra lombar a artéria aorta divide-se em seus dois ramos terminais as artérias ilíacas comuns direita e esquerda.Artéria renal: Origem: contorno lateral da aorta é par Terminação: no interior do rim divide-se em ramos segmentares. cólica direita. espinais para a medula. supra-renal. ramos renais segmentares Artéria gonadal: (testicular ou ovárica de acordo com o sexo) Origem: face anterior da aorta é par e de pequeno calibre Terminação: testículo ou ovário de acordo com o sexo Trajeto: descendente. Lombares: Origem: face posterior da aorta em geral 4 para cada lado Terminação: na parede posterior do abdome Trajeto: transversal correspondem as vértebras lombares Órgãos irrigados: parede abdominal posterior. ureter (cremaster.

circunflexa femoral lateral. Órgãos irrigados: correspondem ao conjunto de seus ramos terminais Ramos: geralmente não emitem ramos colaterais. descendente do joelho Poplítea Origem: continuação da femoral a partir do canal dos adutores na região genicular posterior Terminação: divide-se nos ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Trajeto: região genicular posterior ao lado da veia poplítea Órgãos irrigados: joelho. em geral. femoral profunda. pudenda interna. circunflexa ilíaca superficial. uterina. Ilíaca externa Origem: uma dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal continua como artéria femoral Trajeto: é a continuação da artéria ilíaca comum entre as pelves menor e maior Órgãos irrigados: parede abdominal. vesical inferior. iliolombar. desce pela região femoral anterior por diante da veia e penetra no canal dos adutores de onde sairá com o nome de poplítea Órgãos irrigados: membro inferior. só os terminais: ilíacas interna e externa Ilíaca interna Origem: um dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: variável. circunflexa femoral medial. umbilical. sacral lateral Observações: A glútea superior e a glútea inferior apresentam trajeto paralelo de direção lateral. a pudenda interna é o ramo mais profundo. a obturatória atravessa junto com o nervo obturatório o músculo obturador interno. a umbilical possui duas partes distintas: a patente até emitir a vesical superior e a oclusa que sobe pela parede anterior do abdome em direção ao umbigo. circunflexa ilíaca profunda Femoral Origem: continuação da artéria ilíaca externa Terminação: ao sair do canal dos adutores passa se chamar poplítea Trajeto: Continuação da ilíaca externa a partir do ligamento inguinal. os ramos pudenda interna e glútea inferior Trajeto: dirige-se à pelve menor encostada à parede da pelve Órgãos irrigados: órgãos e paredes da pelve Ramos: glútea superior. perna e pé Ramos: superior. obturatória. a glútea superior é o primeiro ramo tão volumoso quanto a própria ilíaca interna. média e inferior do joelho e ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Tibial anterior Origem: divisão da poplítea na parte superior da perna 90 . retal média. membro inferior Ramos: epigástrica inferior. partes dos genitais externos e parede abdominal Ramos: epigástrica superficial. glútea inferior.Trajeto: divergem como se dirigissem aos membros inferiores (5 a 7 cm) entre as pelves menor e maior. vaginal. pudenda externa.

Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: musculares e dorsal do pé Dorsal do pé Origem: continuação da artéria tibial anterior no dorso do pé Terminação: continua como artéria arqueada Trajeto: entre os tendões dos extensores longos Órgãos: pé Ramos: arqueada de onde saem as artérias metatarsais dorsais e destas as digitais dorsais para os dedos Tibial posterior Origem: uma das divisões da artéria poplítea Terminação: ramos na planta do pé: plantar medial e plantar lateral Trajeto: de início sobre o tibial posterior no final margem medial do tendão do calcâneo Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: fibular. Parte descendente da aorta (abdominal) 5.Terminação: continua no dorso do pé com o nome de dorsal do pé Trajeto: de início entre os músculos tibial anterior e extensor longo dos dedos e depois entre os extensores longos dos dedos e do hálux. Parte ascendente da aorta 2. Tronco braquiocefálico 91 . Ramo circunflexo 11. Parte descendente da aorta (torácica0 4. plantar medial e plantar lateral Plantar lateral Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ao emitir o arco plantar profundo Trajeto: entre os músculos flexor curto dos dedos e quadrado plantar Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: arco plantar profundo de onde saem as artérias metatarsais plantares das quais se destacam as artérias digitais plantares e destas as artérias digitais plantares próprias. Artéria coronária direita 6. Ramo marginal direito 7. Plantar medial Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ramos digitais Trajeto: próximo ao músculo abdutor do hálux Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: superficial e profundo Roteiro prático: Artérias 1. Ramo interventricular posterior 8. Arco da aorta 3. Ramo interventricular anterior 10. Artéria coronária esquerda 9.

Artéria poplítea 51. Artéria mesentérica superior 35. Artéria tireóidea inferior 18. Artéria gonadal (testicular ou ovárica) 37. Artéria fibular 55. Artéria glútea inferior 45. Artéria pudenda interna 46. Artéria radial 60. Artéria intercostal posterior 27. Artéria facial 24. Artéria lombar 38. Tronco tireocervical 17. Artéria femoral profunda 50. 53. Artéria femoral 49. Artéria braquial 58. Artéria dorsal do pé 48. Artéria torácica interna 15. Artéria temporal superficial 26. Artéria frênica inferior 28. Artéria lingual 23.Artéria maxilar 25. Artéria ilíaca comum 40.12. Artéria gástrica esquerda 30. Artéria ulnar 61. Tronco celíaco 29. Artéria tibial posterior 54. Artéria cervical transversa 19. Artéria hepática comum 31. Artéria tireóidea superior 22. Artéria ilíaca externa 42. Artéria ilíaca interna 43. Artéria carótida comum 14. Artéria braquial profunda 59. Artéria carótida interna 21. Artéria esplênica 32. Artéria circunflexa da escápula 92 . Artéria hepática própria 33. Artéria glútea superior 44. Artéria obturatória 47. Artéria gastroduodenal 34. Artéria vertebral 16. Artéria mesentérica inferior 39. Artéria carótida externa 20. Artéria renal 36. Artéria sacral mediana 41. Artéria subclávia 13. Artéria tibial anterior 52. Artéria subescapular 57. Artéria axilar 56.

Artéria epigástrica inferior 66. Artéria umbilical – parte oclusa 65. Artéria toracodorsal 63. Arco palmar superficial 93 . Artéria supra-escapular 64.62.

94 .

o crânio. estão cheias de sangue e podem ser superficiais (usadas para aplicação de injeções) e profundas.Principais veias Veias: são vasos que recolhem o sangue dos tecidos. couro cabeludo. As veias se diferenciam das artérias pela pressão sangüínea mais baixa. por isso parecem azuladas (cor escura do sangue em seu interior) e achatadas. orelha Terminação: une-se à veia retromandibular para formar a veia jugular externa Veia facial Localização: sulco nasogeniano Drenagem: estruturas superficiais da face Terminação: variável pode abrir-se na jugular interna ou na jugular externa Veia maxilar Localização: internamente ao ramo da mandíbula Drenagem: estruturas profundas da face Terminação: une-se à veia temporal superficial para formar a veia retromandibular 95 . não pulsam e possuem válvulas ao longo de suas paredes. Portanto nas veias. Seio sagital superior na margem superior da foice do cérebro Seio sagital inferior na margem inferior da foice do cérebro Seio reto continuação do seio sagital inferior em direção posterior Seio occipital que percorre a foice do cerebelo Os seios sagital superior. frágeis e transparentes. couro cabeludo Terminação: une-se à veia maxilar para formar a veia retromandibular Veia auricular posterior Localização: nuca. Veia temporal superficial Localização: fossa temporal acima da orelha Drenagem: crânio. suas paredes são mais finas. Veias que drenam para a veia cava superior Cabeça Veias superficiais e profundas do encéfalo drenam para um tipo especial de vasos que são canais abertos na dura-máter chamados seios venosos. as meninges e o couro cabeludo. Esses seios drenam o encéfalo. o sentido da corrente sangüínea é centrípeto em relação ao coração. atrás da orelha Drenagem: crânio. confluem uns com outros até a formação das veias cavas através das quais o sangue é levado de volta ao coração. reto e occipital juntam-se na confluência dos seios (altura da protuberância occipital interna do occipital) de onde saem lateralmente os seios transversos que percorrem os sulcos dos seios transversos do osso occipital na inserção da tenda do cerebelo seguem como seios sigmóideos recebendo os seios petrosos antes de chegar à fossa jugular onde terminam como veia jugular interna.

subclávia e jugular interna Terminação: une-se à veia braquiocefálica do outro lado para formar a veia cava superior. tireóidea superior. maxilar e facial Terminação: une-se à veia auricular posterior para formar a jugular externa Pescoço Veia jugular externa (veia superficial) Localização: cruza superficialmente o músculo esternocleidomastóideo Drenagem: face. crânio. jugular externa. por trás do ramo da mandíbula Drenagem: conjunto das veias: temporal superficial. lingual. vertebral. tireóidea média. pescoço. parede torácica Tributárias: torácica interna.Veia retromandibular Localização: interior da glândula parótida. tireóidea inferior. ombro Tributárias: jugular anterior. pescoço. membro superior. face Tributárias: facial. encéfalo. arco jugular. cervical transversa Terminação: desemboca na junção das veias jugular interna e subclávia Veia jugular interna Localização: no pescoço lateralmente à artéria carótida comum e nervo vago Drenagem: crânio. pescoço Terminação: veia braquiocefálica Veia tireóidea inferior Localização: diante da traquéia Drenagem: glândula tireóide e demais estruturas inferiores do pescoço Terminação: veia braquiocefálica Parede torácica Veia torácica interna Formação: veias epigástrica superior e frênica Localização: ao lado do esterno Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais anteriores Terminação: veia braquiocefálica Veia braquiocefálica Localização: mediastino superior. Tórax Veia ázigo 96 . faríngea Terminação: une-se à veia subclávia para formar a veia braquiocefálica Veia vertebral Localização: forames transversários da coluna cervical Drenagem: plexo venoso vertebral. atrás do manúbrio do esterno e cartilagens costais superiores Drenagem: cabeça. pescoço.

hemiázigo acessória Terminação: veia cava superior Veia hemiázigo Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado esquerdo Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral. hemiázigo. parte inferior Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veia hemiázigo acessória Formação: a partir da 4ª veia intercostal posterior esquerda Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veias intercostais posteriores Localização: parte posterior do espaço intercostal.Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado direito Localização parede torácica ao lado direito da coluna vertebral: Drenagem: parede e órgãos torácicos Tributárias: intercostais posteriores direitas. no sulco das costelas Drenagem: parede torácica Terminação: veia ázigo (lado direito) veias hemiázigo e hemiázigo acessória (lado esquerdo) Veia bronquiais Localização: (2) brônquios Drenagem: brônquios e pulmões Terminação: ázigo (lado direito) hemiázigo (lado esquerdo) Veias subcostais Localização: sob a última costela Drenagem: parede abdominal Terminação: formam as veias ázigo e hemiázigo Esofágicas Localização: parede do esôfago (número variável) Drenagem: esôfago Terminação: veia ázigo Veia intercostal suprema Localização: 2 ou 3 espaços intercostais superiores Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais posteriores Terminação: ázigo e hemiázigo Membro Superior Veias superficiais do membro superior 97 .

na intermédia do cotovelo. sulco deltopeitoral Drenagem: lado lateral do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: aprofunda-se no sulco deltopeitoral e desemboca na veia axilar Veia basílica Formação: veias mediais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado medial do antebraço. cotovelo e braço. Veias digitais palmares próprias Veias digitais palmares comuns Arco venoso palmar superficial Veiasmetacarpais palmares Arco venoso palmar profundo Veias metacarpais dorsais Veias ulnares Veias radiais Veias braquiais 98 . perfura a fáscia dois dedos acima do cotovelo Drenagem: lado medial do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: Após perfurar a fáscia no início do braço acompanha a veia braquial e se une a ela na axila para formar a veia axilar Veia intermédia do cotovelo Localização: região anterior do cotovelo unindo as veias basílica e cefálica. em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. Veias profundas do membro superior As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. cotovelo e braço.Rede venosa dorsal da mão Localização: dorso da mão Drenagem: mão Terminação: forma a veia cefálica (lateralmente) e veia basílica (medialmente) Veia cefálica Formação: veias laterais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado lateral do antebraço. é muito variável Drenagem: é uma anastomose das veias cefálica e basílica Tributárias: veia intermédia do antebraço Terminação: unindo as veias basílica e cefálica pode ser em m ou transversal Veia intermédia do antebraço Localização: no centro da região antebraquial anterior Drenagem: superficial do antebraço Terminação: em geral.

Veias que drenam para a veia cava inferior Membro Inferior Veias superficiais do membro inferior Veias digitais dorsais Veias intercapitulares Rede venosa dorsal do pé Veia safena parva Formação: veia marginal lateral da rede venosa dorsal Localização: lado lateral do pé.Veia axilar Localização: na axila Formação: união da veia braquial com a basílica Drenagem: membro superior e parede torácica Tributárias: subescapular. ombros. atrás da clavícula Drenagem: membro superior. toracoepigástrica Terminação: margem lateral da primeira costela Veia subclávia Formação: continuação da veia axilar a partir da margem lateral da 1ª costela Localização: pescoço em trono da primeira costela. sobe pelo centro da região posterior da perna. pudenda externa. passa por diante do maléolo medial sobe pelo lado medial da perna. lado direito Drenagem: Cabeça. joelho e coxa Drenagem: membro inferior Tributárias: safena acessória. membros superiores. Tributárias: veias braquiocefálicas e ázigo Terminação: Átrio direito. circunflexa ilíaca superficial Terminação: veia femoral atravessando hiato safeno Veias profundas do membro inferior 99 . por trás do maléolo lateral. pescoço. epigástrica superficial. pescoço Tributárias: jugular externa. parede torácica. arco jugular Terminação: junta-se à veia jugular interna formando a veia braquiocefálica Veia cava Superior Formação: união das duas veias braquiocefálicas direita e esquerda Localização: mediastino superior. Drenagem: pé Tributárias: várias sem nome definidos Terminação: em geral na veia poplítea no joelho Veia safena magna Formação: veia marginal medial da rede venosa dorsal Localização: lado medial do pé. torácica lateral. tórax. ombro.

circunflexa femoral lateral. femoral profunda. circunflexa ilíaca profunda Terminação: ao se unir com a veia ilíaca interna no nível da articulação sacroilíaca forma a veia ilíaca comum Veia ilíaca interna Formação: reunião da veia glútea superior com o tronco da reunião das demais Localização: parede lateral da pelve menor Drenagem: alguns órgãos e parede da pelve Tributárias: glútea inferior. uterina. Veias digitais plantares Veias metatarsais plantares Arco venoso plantar profundo Veias plantares mediais e laterais Veias tibiais posteriores Veias fibulares Veias tibiais anteriores Veia poplítea Formação: fossa poplítea pela reunião das fibulares. vesical.As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. membro inferior. genitais externos Tributárias: epigástrica inferior. pudenda interna. tibiais posteriores e tibiais anteriores Localização: região genicular posterior Drenagem: membro inferior Tributárias: veias do joelho Terminação: ao entrar no canal dos adutores sai como veia femoral Veia femoral Formação: continuação da veia poplítea a partir do canal dos adutores Localização: trígono femoral (anterior da coxa) Drenagem: membro inferior parte da parede abdominal e dos genitais externos Tributárias: circunflexa femoral medial. em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. obturatória. vaginal. safena magna Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal passa a se chamar ilíaca externa Veia ilíaca externa Formação: continuação da veia femoral a partir do ligamento inguinal Localização: entre a pelve menor e a pelve maior Drenagem: parede abdominal. glútea superior Terminação: une-se com a veia ilíaca externa para formar a veia ilíaca comum Veia ilíaca comum Formação: no nível da articulação sacroilíaca pela união das veias ilíacas interna e externa de cada lado 100 . retal média.

abdome abaixo do diafragma Tributárias: lombares. Veias lombares (4 pares) Localização: região lombar Drenagem: músculos e parede da região lombar Tributárias: pequenas veias do dorso Terminação: veia cava inferior Veia gonadal (testicular ou ovárica) Formação: plexo pampiniforme . iliolombar e sacral mediana (esquerda) Terminação: unem-se para formar a veia cava inferior. ou duas fundidas em uma Terminação: junção das veias ilíacas comuns ou na ilíaca esquerda Veia cava inferior Formação: junção das veias ilíacas comuns direita e esquerda no nível da quinta vértebra lombar Localização: por diante da coluna vertebral à direita da artéria aorta Drenagem: membros inferiores. ureteres . gônada.Localização: convergem uma em direção à outra para se encontrarem por diante da 5ª vértebra lombar Drenagem: membro inferior. gonadal Terminação: veia cava inferior Veia supra-renal Formação: glândula supra-renal Localização: acima da veia renal Drenagem: glândula supra-renal Terminação: lado direito: veia cava inferior . gonadal direita. duas.lado esquerdo: rim ureteres. frênicas inferiores hepáticas Terminação: átrio direito após atravessar o diafragma pelo óstio da veia cava.plexo ovárico . pelve. supra-renal. psoas maior Localização: funículo espermático.ligamento suspensor do ovário. supra-renal direita. psoas maior Drenagem: Gônadas e anexos Terminação: veia cava inferior no lado direito e veia renal esquerda no lado esquerdo Veia renal Formação: veias intra-renais Localização: pedículo renal por diante da artéria renal Drenagem: lado direito: rim.lado esquerdo: veia renal esquerda 101 . lado esquerdo do diafragma Tributárias: lado esquerdo: supra-renal. frênica inferior. pelve e parede abdominal Tributárias: sacral lateral. Veia sacral mediana Formação: principalmente veia retal posterior Localização: face anterior do sacro Drenagem: reto parte da parede da pelve Tributárias: pode ser uma.

gástricas curtas. atrás do colo pâncreas e do duodeno. estômago. Terminação: ramos direito e esquerdo no interior do fígado 102 . cólica esquerda Terminação: geralmente na veia esplênica. pâncreas e estômago Localização: mesentério Drenagem: intestino delgado. baço. pancreáticas. psoas maior Drenagem: reto. umbigo. colo descendente flexura esquerda Tributárias: retal superior. estômago Tributárias: veias pancreáticas. pâncreas. gastromental esquerda Terminação: une-se à veia mesentérica superior para formar a veia porta Veia mesentérica inferior Formação: veias do lado esquerdo do colo e do reto Localização: ao lado da artéria e depois ao lado do m. sigmóideas. estômago Tributárias: veias jejunais.Veia frênica inferior Formação: diafragma Localização: superfície inferior das cúpulas do diafragma Drenagem: diafragma Terminação: lado direito na veia cava inferior . pâncreas. esplênica. pâncreas. cística e paraumbilicais. ileais. lado direito do intestino grosso. Veia porta Formação: no nível da segunda vértebra lombar. cólica média.lado esquerdo .na veia renal Veia hepáticas Formação: no interior do fígado Localização: face diafragmática do fígado Drenagem: fígado Tributárias: veias dos lobos do fígado Terminação: veia cava inferior Veias que drenam para a veia porta Veia mesentérica superior Formação: veias do intestino delgado. lado esquerdo colo (sigmóide. Terminação: une-se à veia esplênica para formar a veia porta Veia esplênica Formação: veias do baço em número de 5 a 7 Localização: margem superior do pâncreas Drenagem: baço. gástrica direita. gastromental direita. esôfago abdominal Tributárias: mesentérica superior. na maioria das vezes pela união das veias mesentérica superior e esplênica Localização: omento menor atrás do ducto colédoco e artéria hepática própria Drenagem: Intestino delgado. cólica direita. mesentérica inferior. pancreaticoduodenais. ileocólica. intestino grosso. Intestino grosso. mas pode terminar na veia mesentérica superior ou na junção das veias mesentérica superior e esplênica. gástrica esquerda.

Veia jugular interna 14. Rede venosa dorsal da mão 2. Veia tireóidea inferior 18. Veia tireóidea superior 16. Seio reto 12. Veia braquial 8. Veia cava superior 21. Veia facial 15. Veia axilar 9. Veia subclavia 10. Rede venosa dorsal do pé 22. Seio transverso 13. Veia braquiocefalica 19. Veia ázigos 20.Veia gástrica esquerda Formação: curvatura menor do estômago e esôfago abdominal Localização: curvatura menor do estômago Drenagem: estômago e esôfago abdominal Tributárias: ramos venosos da curvatura menor e do esôfago abdominal Terminação: veia porta Gástrica direita Formação: curvatura menor do estômago Localização: omento menor Drenagem: estômago e duodeno Terminação: veia porta Veia cística Formação: vesícula biliar Localização: ao dado do ducto cístico Drenagem: vesícula biliar Terminação: ramo direito da veia porta Veias paraumbilicais (4) Formação: umbigo Localização: ligamento redondo Drenagem: umbigo Tributárias: parede abdominal em torno do umbigo Terminação: ramo esquerdo da veia porta Roteiro Prático: Principais Veias 1. Veia radial 6. Veia mediana do cotovelo 5. Veia cefálica 3. Veia basilica 4. Veia safena parva 103 . Veia ulnar 7. Veia jugular externa 17. Seio sagital superior 11.

Veia cava inferior 32. Veia temporal superficial 61. Veia interventricular anterior 43. Veia tibial anterior 25. Veia profunda da coxa 48. Veia jugular anterior 46. Veia safena magna 24. Veias cardíacas anteriores 49. Veia tibial posterior 26. Veia safena acessoria 55. Veia hamiazigos acessoria 58. Veia torácica interna 59. Veia ilíaca interna 30. Veia pudenda externa 54. Veia poplítea 27. Veia interventricular posterior 44. Veia mesenterica superior 37. Veia hepatica 40. Veia renal 35. Veia ilíaca comum 42. Veia retromandibular 104 . Veia ilíaca externa 29. Veia epigástrica inferior 60. Veia posterior do ventrículo esquerdo 51. Seio coronário 41. Veias intercostais posteriores 45. Veia marginal esquerda 50. Seio sigmóideo 47.23. Veia maxilar 62. Veia gonadal 34. Veia hemiazigos 57. Veia femoral 28. Veia epigástrica superficial 52. Veia sacral mediana 31. Veia circunflexa superficial do ílio 53. Veia fibular 56. Veias lombares 33. Veia mesenterica inferior 36. Veia esplenica 38. Veia porta 39.

105 .

filtração e anticorpos. Rede capilar de origem: é o entrecruzamento de capilares que estão anastomosados e imersos no espaço intersticial. Podem ser aferentes quando penetram em um linfonodo o que fazem por sua curvatura maior (convexidade) ou eferentes quando saem de um linfonodo que é feito pela curvatura menos (concavidade). b. Pré coletor: pequenos condutores interpostos entre a rede capilar de origem e os vasos linfáticos. Componentes: Capilar linfático: podem ser abertos na extremidade intersticial com fibras elásticas regulando a entrada da linfa ou fechados “em dedo de luva”. que é uma dilatação linfática situada por diante e do lado direito da segunda vértebra lombar formada pela reunião dos troncos: lombares direito e esquerdo e intestinal. Ducto torácico: Formação: na cisterna do quilo. plasmócitos e macrófagos d.líquido chamado linfa a. média e adventícia). Nader Wafae Conceito É o conjunto de estruturas responsáveis pela formação e pelo transporte da linfa e pela defesa do nosso organismo mediante mecanismos imunológicos. Pecquet 1651 (cisterna do quilo). formados pela reunião de vasos linfáticos. Constituição: a.estruturas anexas ou interpostas ao continente. e numerosas válvulas. maturação ou transformação de linfócitos. Coletores Linfáticos: são os condutos de maior calibre formados pela reunião de troncos e vasos linfáticos e através deles a linfa é lançada nas grandes veias do pescoço.SISTEMA LINFÁTICO Prof.Órgãos linfáticos . 106 .Defesa do organismo através de linfócitos. c.conjunto de condutos de diferentes calibres. e. b. Histórico: Aselli 1622 (vasos linfáticos).Limpeza do interstício celular. Vasos Linfáticos: paredes mais finas do que as veias. No organismo humano existem 2 coletores linfáticos: o ducto torácico e o ducto linfático direito.Continente . Funções: a.Absorção e transporte de moléculas grandes de proteínas e gorduras. Malpighi 1661 (capilares). Troncos Linfáticos: condutos de calibre maior. Continente: São os condutores encarregados de recolher a linfa a partir dos espaços intercelulares nos tecidos e transportar e lançá-la nas grandes veias do pescoço.Produção.Drenagem do excesso de líquido do espaço intersticial.Conteúdo . possuem as três camadas (íntima.

de início no lado direito. Timo: É órgão linfático situado no mediastino superior por diante da traquéia e acima do coração. cabeça e membro superior direito. interpostos entre os vasos linfáticos. pela reunião dos troncos subclávio. A composição química da linfa é semelhante a do sangue. dilata-se e forma o arco do ducto torácico. 107 . pela quantidade insignificante de hemácias e pelo número maior de linfócitos. dispostos em grupos de número variável porém de localização e distribuição constante pelo corpo. Muito desenvolvido no recém nascido diminui de crescimento com a idade reduzindo-se a uma pequena quantidade vestigial a partir da puberdade. cruza a linha mediana e se coloca no lado esquerdo da coluna vertebral lateralmente ao esôfago. Linfonodos: São estruturas pequenas com a forma e o tamanho de feijão. apresenta 2 faces: visceral (côncava. mais os lados esquerdos do tórax. mas os elementos celulares são diferentes. rim e pâncreas) e diafragmática (convexa. atravessa o diafragma através do hiato aórtico. relaciona-se com o estômago. Trajeto: é muito curto (1 a 2 cm) Terminação: junção das veias subclávia e jugular interna do lado direito. colo. no nível da 5a vértebra torácica. em seguida passa por trás da artéria subclávia e da veia braquiocefálica esquerdas e já no lado esquerdo do pescoço recebe os troncos jugular e subclávio. cabeça e membro superior esquerdo. Ducto Linfático Direito: Formação: na base do lado direito do pescoço. posteriormente às inserções inferiores do músculo esternocleidomastóideo. o timo. Conteúdo O líquido que circula no interior dos condutos linfáticos é a linfa que procede do líquido intersticial assimilado pelos capilares linfáticos. Órgãos linfáticos: Completando o sistema linfático temos estruturas macroscópicas que se intercalam entre os vasos linfáticos. em relação com o diafragma). Está constituído por dois lobos (direito e esquerdo). pescoço. pescoço. Terminação: como arco do ducto torácico desemboca na junção das veias: subclávia e jugular interna do lado esquerdo. jugular e torácico do lado direito. Drenagem: os dois lados do corpo situados abaixo do diafragma. são os linfonodos ou estão anexos como o baço. é irrigado pela artéria esplênica e drenado pela veia esplênica. as tonsilas e a medula óssea. coloca-se entre a veia ázigo. Baço: Está situado embaixo da cúpula esquerda do diafragma (hipocôndrio esquerdo). É de cor levemente amarelada ou transparente.Trajeto: diante da coluna vertebral. faz exceção a linfa intestinal que é branca e leitosa pelo alto teor em gorduras e se chama quilo. Drenagem: lado direito do tórax. o esôfago e a aorta. Tributários: os troncos provenientes do tórax apresentam comportamento variável em relação ao ducto torácico.

veia cefálica Profundos: Axilares Lateral: veia axilar Anterior: borda lateral do m.jugular anterior e traquéia Cervical Profundo .entre os ventres anteriores do músculo digástrico.atrás da parte nasal da faringe Pescoço: Submandibular . Dr.sulco deltopeitoral. palatinas e lingual formando o anel linfático da faringe (de Waldeyer). peitoral menor Posterior: artéria subescapular Intermédio: centro da axila Medial: sob a clavícula Tórax: Parietais: Paraesternais .Além das funções próprias do sistema linfático é também órgão hemocaterético (destruição de hemácias que completaram seus ciclos).profundamente ao ramo da mandíbula Linguais . vasos faciais Mandibulares. Cervical Superficial .artéria torácica interna Intercostais .interior da parótida Faciais .inserção do m. tubárias. esternocleidomastóideo na mastóide Auricular .epicôndilo medial do úmero Deltopeitoral .veia jugular externa Cervical Anterior . Apêndice vermiforme: O apêndice vermiforme do sistema digestório possui estruturas semelhantes aos linfonodos apenas se diferenciam por não possuir cápsula e são denominados nódulos linfáticos agregados.ao lado da coluna vertebral Frênicos Anteriores .inserção do m.veia jugular interna Membro Superior: Superficiais: Supra-troclear . Nader Wafae Cabeça: Occipital .soalho da boca Retrofaríngeo .embaixo da porção lateral da mandíbula Submentual .mm bucinador e masseter.Médios e Posteriores Viscerais: 108 .trago Parotídeo . Agrupamentos linfonodulares Prof. trapézio Mastóideo . Tonsilas: Situadas principalmente no início dos sistemas respiratório e digestivo (onde serão estudadas) encontramos as tonsilas: faríngea.

bronquiais .vasos tibiais anterior e posterior Poplíteo . esquerdos Epigástricos . Profundos . paravaginais Membro Inferior Tibiais Anterior e posterior .Baço 12.ligamento inguinal.vasos epigástricos inferiores Viscerais: Gástricos: curvaturas maior e menor Hepáticos: hilo do fígado Esplênicos: artéria esplênica Mesentéricos superiores Mesentéricos inferiores Pancreáticos Pancreaticoduodenais Pilóricos Pelve: Parietais: Ilíacos .Superficiais .mediastino superior.externos. internos e comuns Sacrais Viscerais: Pararretais Vesicais parauterinos. Cisterna do quilo 2.esôfago e aorta descendente Abdome: Parietais: Aórticos: Laterais.Traqueobronquiais traqueais .Timo 109 .Fossa poplítea Inguinais .vasos femorais Roteiro Prático: Sistema Linfático 1. Linfonodo 7. Ducto linfático direito 6. veias braquiocefálicas Justaesofágicos . Pré e Retroaórticos Lombares: direitos. Ducto torácico 4. Tonsila faríngea 9. Arco do ducto torácico 5. Tonsila palatina 10.Tonsila lingual 11. Tronco lombar 3.broncopulmonar e pulmonares Braquiocefálicos . Vaso linfático 8.

Seus ramos terminais são: interventricular anterior e circunflexa. no cruzamento. dividindo-se em dois ramos. do ápice. Há relatos excepcionais na literatura de uma e até quatro coronárias As artérias coronárias se originam no início da parte ascendente da aorta em regiões chamadas seios da aorta situados entre as paredes da artéria e as partes livres das válvulas semilunares. após sua origem coloca-se no lado esquerdo do sulco coronário posteriormente à aurícula esquerda. a artéria marginal direita. Seus ramos são atriais e ventriculares. Nader Wafae As artérias do coração procedem das artérias coronárias que mais freqüentemente são duas: artéria coronária direita e artéria coronária esquerda. Artéria circunflexa É o outro ramo terminal constante da artéria coronária esquerda. e da parede posterior e com a artéria interventricular anterior na parede anterior. continuar até a cruz do coração. podendo terminar em sua parte anterior. A artéria coronária direita apresenta ramos ventriculares anteriores para a parede anterior do ventrículo direito. coronário e interventricular posterior) é longa quando ultrapassa a cruz do coração (10%). Artéria interventricular anterior (descendente anterior) É um dos ramos terminais da artéria coronária esquerda. ou em sua parte posterior. descer pelo sulco interventricular posterior ou continuar pelo lado esquerdo do sulco coronário. após curto trajeto. contorna lateralmente o tronco pulmonar para se colocar no sulco interventricular anterior que percorrerá até o ápice. Logo após sua origem ocupa o lado direito do sulco coronário. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem na região do cone arterial. ramos ventriculares posteriores para a parede posterior dos ventrículos. Artéria coronária esquerda A artéria coronária esquerda origina-se no seio da aorta esquerdo. sua terminação é variável: é considerada curta quando termina na face esquerda ou antes da cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. Seu comprimento varia de 2 a 40 mm. marginal esquerda e em 10% dos casos termina como artéria interventricular posterior. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem no nível do ápice. do septo e em alguns outros pontos da parede anterior. Artéria coronária direita A artéria coronária direita origina-se no seio da aorta direito. Seus ramos laterais distribuem-se pelas paredes dos ventrículos e os ramos septais penetram no septo. é única. contorna a margem direita e continua na parte posterior do sulco podendo terminar aí. o ramo para o cone arterial. geralmente é uma só mas pode ser dupla. Quando a coronária esquerda é a dominante. a artéria coronária direita pode terminar na margem direita. excepcionalmente seus ramos terminais podem se originar separadamente no mesmo seio. Desta forma. ramos septais. entre este e a face esquerda ou em plena face esquerda do coração. ramos atriais entre os quais a artéria do nó 110 . entre a margem direita e o cruzamento dos septos. Nos demais casos com 3 e 4 ramos temos as artérias diagonais. três ramos ou quatro ramos. Dr. ou no terço final do sulco interventricular posterior.ARTÉRIAS DO CORAÇÃO Prof. De início coloca-se superficialmente no sulco coronário para terminar.

na parede posterior do ventrículo esquerdo entre as veias marginal e interventricular posterior (cardíaca média). vestígio da veia cardinal esquerda. Aceita-se como artéria dominante entre as coronárias direita e esquerda àquela que ultrapassa a cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. cava inferior e da cúspide septal da valva atrioventricular direita. e no ápice. Terminação: o seio coronário desemboca no átrio direito próximo à desembocadura da v. veia interventricular posterior (cardíaca média) no sulco interventricular posterior desemboca no seio coronário próximo ao seu término. Artéria interventricular posterior (descendente posterior) A artéria interventricular posterior. entra no sulco coronário. As anastomoses com a artéria interventricular anterior ou com as marginais ocorrem no ápice. na parede posterior e face esquerda e entre as marginais. Há autores que colocam o início do seio coronário quando a veia cardíaca magna entra no sulco coronário. na parede anterior. VEIAS DO CORAÇÃO A drenagem venosa do coração é efetuada de três formas: Através do seio coronário: A maior veia do coração localiza-se na parte posterior e esquerda do sulco coronário. com ramos da artéria circunflexa. emite ramos ventriculares posteriores e ramos septais. Tributárias: veia posterior do ventrículo esquerdo. As anastomoses com ramos da artéria interventricular anterior ocorrem no cone arterial. é ramo terminal da artéria coronária direita em 90% dos casos. situada na margem direita pode comportar-se como cardíaca anterior e desembocar diretamente no átrio ou percorrer o sulco coronário e terminar no seio coronário. seu início é apontado de diversas maneiras pelos autores. em geral. Artéria dominante A identificação da artéria dominante no coração tem importante aplicação clínica. pode terminar na metade superior do sulco interventricular posterior. veia oblíqua do átrio esquerdo. pelo centro da face esquerda. A veia interventricular anterior (cardíaca magna) que começa em torno do ápice do coração coloca-se no sulco interventricular anterior juntamente com a artéria interventricular anterior. 111 . caminha junto à artéria circunflexa até se unir à veia marginal esquerda que ascende. Uma destas veias. a mais natural é a que indica como origem o encontro das veias interventricular anterior (cardíaca magna) e marginal esquerda. a coronária esquerda através de seu ramo circunflexo é a dominante em 10% e nos restantes 10% a 20% há equilíbrio e dizemos que é do tipo balanceada.sinoatrial (58%) e ramo para o nó atrioventricular (86%). Através das veias cardíacas anteriores: São pequenas veias no lado direito da face esternocostal em número de 3 a 4 que oriundas da parede anterior do ventrículo direito desembocam diretamente no átrio direito. no ápice. na metade inferior desse sulco ou no ápice. coronário e interventricular posterior) e constitui o ramo interventricular posterior. a cardíaca parva ou pequena do coração. em geral insuficiente. Assim a coronária direita é a dominante em 70 a 80% dos corações. onde se observa a presença da válvula do seio coronário.

O interesse em esclarecer a causa dos batimentos cardíacos motivou os pesquisadores desde a antigüidade. marginal esquerda 12. mesmo depois de retirado do corpo e portanto com suas conexões com o sistema nervoso cortadas. do nó sinoatrial 10. a. demonstrando que o coração mantinha seus batimentos. calor natural de Aristóteles pela presença da alma no coração. do cone arterial 7. coronária direita 6. marginal direita 8. Dr. a. v. tivemos uma fase inicial na qual se considerava o aquecimento do coração como a origem e a dilatação cardíaca (diástole) como o movimento ativo. São melhor visíveis no átrio esquerdo pela paredes lisas que apresenta .a. interventricular posterior 9. marginal esquerda 5. A segunda fase é científica e se caracteriza pelas controvérsias entre os que defendiam a teoria neurogênica pela qual a origem e a condução do estímulo seriam determinados pelo sistema nervoso e os adeptos da teoria miogênica que atribuía essas funções ao próprio músculo cardíaco. Diante das experiências em animais. interventricular anterior 3. a. v. ambas concordavam em que a sístole seria o movimento ativo. v. por algum tempo. cardíaca parva 16.Através das veias cardíacas mínimas: São veias diminutas formadas nas paredes internas das 4 câmaras cardíacas e que desembocam na cavidade em cuja parede se encontram. Assim. a. cardíaca magna (interventricular anterior) 11. cardíaca mínima COMPLEXO ESTIMULANTE DO CORAÇÃO Prof. deu margem a que surgissem os defensores da teoria miogênica entre os quais Von Haller (1754) para o qual a distensão da fibra muscular devido ao enchimento da câmara cardíaca pelo sangue provocaria sua contração. Willis (1644) relaciona o funcionamento do coração com as demais vísceras dependentes do sistema nervoso autônomo. a força vital de Galeno e a reação química exotérmica de Silvius. Nader Wafae É o conjunto de estruturas responsáveis pela origem e pela condução do estímulo necessário para a contração do músculo cardíaco. Roteiro Prático sobre vascularização do coração 1-a. Pertencem a esta fase as teorias: fogo vestal de Hipócrates. 112 . a. seio coronário 15. coronária esquerda 2-a. v. posterior do ventrículo esquerdo 13. v. v. é provavelmente o primeiro a falar em teoria neurogênica. circunflexa 4. a. cardíaca média (interventricular posterior) 14.

nó de Keith & Flack). Condução interatrial e internodal Embora ainda haja controvérsias de como se realizaria essa propagação nos átrios o que mais se aceita é que seja feita através de feixes especiais de 113 . o nó sinoatrial. que em 1890. Tawara (1906) descreve o nó atrioventricular na extremidade superior do feixe atrioventricular e os ramos direito e esquerdo na extremidade inferior. através de seus estudos embriológicos demonstrou que o coração já apresenta movimentos antes que qualquer fibra nervosa fosse encontrada no coração. O mesmo His Jr. mas em 1963. a ligação entre as musculaturas do átrio e do ventrículo ao identificar o feixe atrioventricular de origem muscular que atravessava o trígono fibroso direito e unia as musculaturas. Mas o decisivo avanço contra a teoria neurogênica foi dado por His Jr. Mahain já havia esclarecido em 1932 que a parte inicial do septo interventricular muscular era estimulado diretamente pelo feixe atrioventricular por fibras que levam o seu nome. oval.8-5mm) espessura (11.A grande dificuldade para aceitar a teoria miogênica consistia em como explicar a seqüência de estimulação que passava dos átrios para os ventrículos. pacemaker. passando do nó sinoatrial para as células comuns dos átrios até alcançar o nó atrioventricular quando então retomava o trajeto do sistema condutor especializado. Restava demonstrar como o estímulo originado no nó sinoatrial chegaria ao nó atrioventricular. pois se sabia que as musculaturas dos átrios e dos ventrículos eram independentes e as estruturas do esqueleto fibroso interpostas entre átrios e ventrículos não tinham capacidade para condução de estímulos. todos os eventos elétricos mostrados pelo eletrocardiograma estavam explicados anatomicamente. Lewis (1910) sugere que a condução atrioventricular se daria por propagação radial.5mm) Cor: branco amarelado. o conceituado pesquisador James revelou ter encontrado. A rede subendocárdica dispersa pelas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos já era conhecida desde Purkinge. finalmente. margem superior da aurícula direita e pelo sulco terminal (crista terminal) sob o pericárdio. Irrigação: artéria do nó sinoatrial ramo da artéria coronária D (58%) ou da artéria coronária esquerda ou de seu ramo circunflexo (42%). a origem dos estímulos. Local: junção ântero-lateral da veia cava superior com o átrio direito no ponto de encontro de três linhas que passam pela margem lateral da veia cava superior. Descoberta a conexão e o tipo de célula muscular encontrada seguiu-se a identificação das demais estruturas do complexo estimulante. ferradura) Tamanho: comprimento (10-30mm) largura (1. Nó sinoatrial (marcapasso. mediante dissecação e cortes histológicos seriados. Keith & Flack (1907) estudando a região junto à desembocadura da veia cava superior no átrio direito conhecida por ultimus moriens por ser o último local do coração a parar de contrair descobrem o marcapasso do coração. em 1893 descobre. . três feixes do complexo estimulante ligando o nó sinoatrial ao nó atrioventricular e os denominou de feixes internodais. Desta forma. Forma: variável (fusiforme.

rede de Purkinge). feixe de His Jr. Nó Atrioventricular (nó de Aschoff & Tawara. Irrigação: artéria coronária direita (90%). Local: parte inferior do lado direito do septo interatrial no centro de um triângulo formado pelo óstio do seio coronário. quando se divide em dois feixes. Divisões: ramos direito e esquerdo. Vias acessórias como bases morfológicas da pré-excitação ventricular. na maioria das vezes. São 3 feixes internodais: anterior. espessura 1 mm. Forma: cordão arredondado Divisões: ramos anterior. nó AV). / Kent) Local: parte inferior e anterior do lado direito do septo interatrial. em sua porção alta é intramuscular tornando-se subendocárdico a partir do terço médio do septo quando.tecido condutor contínuos ou descontínuos. cruza o seio entre as veias cavas e alcança o septo interatrial no qual se situa logo adiante da fossa oval seguindo até encontrar o nó atrioventricular. torna-se visível acompanhando a trabécula septomarginal.5 mm espessura 1. Forma: cordão Tamanho: comprimento 5-20 mm largura 2. médio e posterior Feixe internodal anterior: origina-se no nó sinoatrial passa por diante da desembocadura da veia cava superior. passando depois entre o óstio do seio coronário e o óstio da veia cava inferior até alcançar o nó atrioventricular. possivelmente septais e aórtico Ramos subendocárdicos (rede subendocárdica. Feixe internodal posterior: origina-se no nó sinoatrial.5 mm. 114 . Condução Ventricular Ramo direito do fascículo atrioventricular: Local: Lado direito do septo interventricular muscular. é possível encontrá-los também isolados formando falsas cordas tendíneas. posterior e septais Ramo esquerdo do fascículo atrioventricular: Local: Lado esquerdo do septo interventricular muscular. atravessa o trígono fibroso direito e em seguida ocupa a parte inferior e direita do septo interventricular membranáceo. penetra na crista terminal que segue até o fim. Forma: ovóide Tamanho: comprimento 5 mm. Fascículo Atrioventricular (feixe atrioventricular. é subendocárdico em toda sua extensão o que o torna visível. pelo óstio da veia cava inferior e pela inserção da cúspide septal da valva AV direita no anel fibroso. largura 3 mm. continua pela parede superior do átrio direito até encontrar o septo interatrial. Forma: fita achatada Divisões: anterior e posterior. Feixe internodal médio: origina-se no nó sinoatrial passa por trás da desembocadura da veia cava superior. às vezes. Local: incluídos nas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos. um se dirige ao átrio esquerdo e o outro segue pela parte mais anterior do septo interatrial até encontrar o nó atrioventricular.

apresentam forma semilunar e cada uma de suas unidades podem ser chamadas de cúspides. d) além da gravidade que favorece a maior parte das artérias. cby-pass entre o feixe internodal e o fascículo atrioventricular. nó atrioventricular 3. que empurra. passa para 120 mm de Hg nas artérias menores. Quanto mais sofrem a 115 . b) a elasticidade da aorta e das artérias de maior calibre que distendidas durante a sístole voltam ao seu calibre durante a diástole mantendo a continuidade da corrente sangüínea também durante a diástole ventricular. nó sinoatrial 2. No entanto. Assim sendo. início do lado venoso a pressão encontra-se em torno de 12 mm. Podem ser ostiais quando situadas na desembocadura de uma veia menor em outra maior ou parietais ao longo da parede veia. As válvulas impedem o refluxo do sangue porque ao se encherem de sangue encostam na outra cúspide ou na parede do vaso e impedem o refluxo. c) a musculatura das artérias menores estimuladas pela inervação autônoma. no lado venoso o sangue encontra dificuldades para retornar ao coração principalmente por ter que circular em sentido contrário ao da gravidade na maior parte das veias. o vestígio da pressão que tendo impulsionado o sangue no lado arterial ainda sobrou para dar o impulso inicial ao sangue no lado venoso. ramo direito do fascículo 5. mas também orientam a corrente sanguínea porque há veias cuja circulação é favorecida pela gravidade mas possuem válvulas. Nader Wafae A circulação do sangue no lado arterial é facilitada por vários fatores: a) a força da contração do ventrículo. fascículo atrioventricular 4. A pressão arterial no arco da aorta que está em torno de 180 mm de Hg.VIS A TERGO: Força que vem de trás. Nas vênulas. Roteiro prático de complexo estimulante do coração 1. Dr. Este valor é o vis a tergo.VÁLVULAS: São expansões da camada interna das veias em direção à luz do vaso. 2. É o resquício. 1. existem diversos fatores que auxiliam o retorno venoso que isoladamente podem parecer de pequena grandeza e por isso devem ser considerados no local e no momento em que atuam colaborando no conjunto para a progressão do sangue. e para 32 mm de Hg nas arteríolas. ramo esquerdo do fascículo FATORES BIODINÂMICOS DA CIRCULAÇÃO VENOSA Prof.Possíveis desvios da propagação do estímulo no nível da junção atrioventricular contornando o nó atrioventricular e assim evitando sua ação provocando a aceleração dos batimentos (taquicardia) podem ser devidas a: aconexões atrioventriculares acessórias bconexões entre o nó sinoatrial e o fascículo atrioventricular . Estabelece-se assim um diferencial decrescente na circulação do sangue pois nas veias cavas a pressão do sangue é de 1 mm de Hg ou mesmo zero.

7.VIA A FRONTE: Força que vem da frente.a pressão negativa intratorácica durante a inspiração se transmite às paredes das veias atuando como uma força de sucção aspirando o sangue. Comparando-se a medida do diâmetro da perna de uma pessoa que permanece em pé durante determinado tempo e quando a mesma pessoa anda no mesmo tempo observaremos que o diâmetro diminui quando anda porque o movimento determinado pelas contrações musculares restringe a estase no líquido intersticial que aumenta o diâmetro. As veias abdominais também recebem esta ação muscular através dos movimentos peristálticos. envolvida por músculos principalmente dos membros. quando a pulsação da artéria passa. É representado por dois fatores: 1. De maneira que.ANASTOMOSES ARTERÍOLO-VENULARES Há partes no corpo. Essa distensão dos átrios exerce uma força de sucção sobre as veias próximas do coração.MUSCULATURA LISA DA PAREDE DAS VEIAS Nos locais onde o demais fatores estão prejudicados. 8. Desta forma. em geral é discreta. Quando as válvulas tornam-se insuficientes podem desencadear a estase do sangue e até mesmo as varizes. As veias abdominais de grande calibre e as próximas do coração não apresentam válvulas. As artérias de menor calibre são acompanhadas de duas veias que se colocam aos lados da artéria e as de maior calibre em geral são acompanhadas por uma artéria.resistência da gravidade maior é o número de válvulas que apresentam. o sangue nas arteríolas que se encontra sob pressão de 32 mm de Hg passa para as vênulas onde a pressão é muito menor e portanto recebe um impulso maior. mas o que é importante é que os vasos são envolvidos por uma bainha comum de tecido conjuntivo que envolve artérias e veias em conjunto de modo que. 2. auxilia a circulação do sangue nas veias acima do coração. 3. em que arteríolas se comunicam diretamente com vênulas antes da rede capilar através de anastomoses que desviam a corrente sanguínea chamadas metarteríolas. quando estes músculos contraem comprimem as veias impulsionando o sangue no sentido das válvulas. 4.VIS A LATERALIS (pulsação das artérias): Significa a força que vem dos lados.GRAVIDADE A gravidade que dificulta o retorno do sangue nas veias situadas abaixo do coração.Durante a sístole ventricular o plano que passa pelas valvas atrioventriculares desloca-se em direção à ponta do coração distendendo os átrios que são fixos pelas veias cavas e pulmonares. as veias apresentam uma adaptação na qual a musculatura lisa da túnica média que.CONTRAÇÃO MUSCULAR: Parte das veias encontra-se situada profundamente. que suga o sangue para os átrios. 6. principalmente na pele. bate na parede da veia que por ser fina cede e se transmite portanto ao sangue do seu interior movimentando-o já que a bainha é muito pouco distensível e este movimento do sangue só pode ocorrer no sentido permitido pelas válvulas. 5. apresenta-se aumentada às custas da transformação de tecido 116 .

As alterações de condução entre o átrio e o ventrículo podem localizar-se no nó atrioventricular. Podem ser bradiarritimias ou taquiarritmias. Desta forma.mesenquimal compensando a falta de outros fatores. pois a musculatura lisa desse segmento impulsiona a linfa para o segmento seguinte que não reflui pela presença das válvulas que o limitam. os bloqueios sino-atriais e parasinusais. 9. enfrenta dificuldades para circular diante do obstáculo oferecido pela gravidade. quando levantamos o pé para dar o próximo passo essas veias se enchem de sangue que será deslocado na próxima pisada e assim sucessivamente. etc. pulsação arterial. os fatores que mais auxiliam a circulação linfática são a substancial musculatura lisa de suas paredes e as numerosas válvulas. No entanto.CORAÇÃO VENOSO DO PÉ As veias da planta do pé são comprimidas quando pisamos durante a caminhada e o sangue dessas veias sobe para as veias da perna. O segmento compreendido entre dois conjuntos de válvulas subsequentes constitui o linfônio que é a unidade de movimento da circulação linfática. Biodinâmica da circulação linfática: A linfa. Esta seqüência de esvaziamento e de enchimento assemelha-se as fases do ciclo cardíaco de sístole e diástole e por isso foi chamado de coração venoso do pé descrito inicialmente por Lejars. Nas bradiarritmias a freqüência é inferior à normal (menos de 60 batimentos por minuto). vários fatores biodinâmicos que auxiliam o retorno venoso também o fazem para os linfáticos: vis a tergo. vis a fronte. Assim sendo. 10. Distúrbios sinusais estão localizados nó sinoatrial e podem ser: bradicardia sinusal. da mesma forma que o sangue nas veias. São os distúrbios de formação ou de condução do estímulo produzindo alterações no ritmo e na freqüência cardíaca. contrações dos músculos extrínsecos.FÁSCIA MUSCULAR A fáscia muscular que envolve os músculos é pouco distensível e assim funciona como uma meia compressiva que limita a estase de sangue nas veias ou o acúmulo de líquido no espaço intersticial. o líquido não podendo acumular no interstício porque a fáscia não cede é obrigado a entrar nos capilares e circular no interior das veias. Doenças do sistema circulatório Arritmias. A bradicardia sinusal pode ser observada em indivíduos atletas. no fascículo atrioventricular (feixe de His) ou nos ramos 117 . É o que ocorre com o segmento da veia femoral situado no trígono femoral não envolvido por músculos.

Pode verificar-se em situações de estresse. são classificados em três graus de acordo com a gravidade. em geral. Taquicardia por via acessória (Wolff-Parkinson-White) ocorre quando a condução entre os átrios e os ventrículos realiza-se mediante uma via acessória (contornando o nó atrioventricular). Fibrilação atrial é arritmia na qual a atividade atrial está desorganizada. Na taquicardia atrial ou supraventricular a freqüência está acima de 130. etc. coartação da aorta. o paciente pode apresentar palpitações. Comunicação interatrial. Os bloqueios atrioventriculares. hipotensão arterial e perda de consciência e pode ir até a insuficiência cardíaca. As causas dependem de alterações na formação ou na condução do impulso. transposição dos grandes vasos. Na taquicardia sinusal a freqüência está alta mas o comando continua com o nó sinoatrial. que se transmite ao ventrículo de forma irregular. Quadro clínico: atinge com maior freqüência a valva mitral e em seguida a valva da aorta levando à insuficiência valvar com aparecimento dos sopros 118 . hipotensão. trata-se de uma síndrome de préexcitação Taquicardia ventricular é a que se inicia no ventrículo. apresenta-se. alterações cromossômicas. que produz desorganização da atividade ventricular e morte. É uma arritmia grave que pode gerar problemas hemodinâmicos e morte. alcoolismo. estenose pulmonar. doenças maternas. obstrução do fluxo na saída do ventrículo direito. rubéola materna. sensação de aceleração cardíaca. persistência do canal arterial. A transmissão de uma freqüência atrial elevada ao ventrículo pode gerar sintomas de insuficiência cardíaca ou hipotensão arterial. tetralogia de Fallot (comunicação interventricular. idade materna.subendocárdicos (rede de Purkinje). comunicação interventricular. Os fatores causais podem ser genéticos e ambientais: hereditariedade. No quadro clínico das taquicardias. Podem ser cianóticas e acianóticas. A incidência é 6 casos para mil nascidos vivos. como paroxística (aparece e desaparece repentinamente) gerada nos átrios ou no nó atrioventricular. estenose aórtica. Nas taquiarritmias a freqüência é superior a 100 batimentos por minuto. Além do coração atinge articulações. ventrículo único. teratógenos (talidomida). A fibrilação ventricular é uma arritmia extremamente grave. O paciente costuma apresentar palpitações irregulares e rápidas. tonturas. exercício. febre. tela subcutânea e sistema nervoso central. altitude. as contrações são incompletas e de alta freqüência. Doença reumática Doença inflamatória de caráter auto-imune secundária à infecção faríngea por estreptococo beta hemolítico do grupo A de Lancefield para o qual forma anticorpos. etc. acavalamento da aorta sobre o septo com defeito e hipertrofia do ventrículo direito). Há o risco de formação de trombos e embolias. ansiedade. Cardiopatia congênita Resulta de alterações do desenvolvimento intra-uterino do sistema circulatório.

etc. acidente vascular encefálico. comprometendo os alvéolos e consequentemente o intercambio gasoso com hipoxemia. Na maioria dos casos a causa é desconhecida (hipertensão essencial primária). etc. insuficiência cardíaca. náuseas e vômitos. antiinflamatórios.). No sistema nervoso pode provocar cefaléia. A hipertensão é um importante fator de risco para a aterosclerose. embora se reconheça a influencia de fatores hereditários e ambientais como dietas ricas sal e ácidos graxos polissaturados. etc. Insuficiência cardíaca É uma síndrome caracterizada pela incapacidade do coração em propiciar suprimento sanguíneo adequado para manter as necessidades metabólicas do organismo. alterações graves dos vasos da retina que podem se tornar irreversíveis. insuficiência respiratória grave. ruptura cardíaca. tabagismo. No bulbo do olho. As complicações mais graves são: arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular). transtornos tireóideos) e cardiovasculares (coartação da aorta. A trombose coronária que se segue à ruptura de uma placa ateroesclerótica é a causa mais freqüente. insuficiência aórtica. etc. corticóides. No rim observa-se arteriosclerose das arteríolas aferentes e eferentes e do glomérulo com alterações da filtração glomerular e insuficiência renal. sudorese. obesidade.característicos. Quadro clínico: paciente agitado ansioso membros pendentes. síndrome de Cushing. determinando a necrose (morte celular) do músculo cardíaco dependente dessas artérias. Infarto agudo do miocárdio É a oclusão aguda. Pode apresentar tosse com expectoração espumosa e rosada.) ou ações de medicamentos (ciclosporinas. estresse. encefalopatia hipertensiva. total e prolongada. 119 . distúrbios endócrinos (excessiva produção de mineralocorticóides. É a mais grave das manifestações das síndromes coronárias agudas. elevado consumo de álcool. sedentarismo. No quadro clínico o paciente apresenta dor torácica tipo angina de peito e sintomas neurovegetativos como: sudorese fria. Embolia coronária. É emergência e pode ser mortal se não tratada com rapidez. de uma ou varias artérias coronárias. antidepressivos. espasmo coronário e dissecação espontânea de uma artéria coronária são causas menos frequentes. Edema agudo do pulmão Forma grave e aguda de insuficiência cardíaca caracterizada pelo acúmulo anormal de líquidos no parênquima pulmonar. Em certos casos a hipertensão é secundária as enfermidades renais. Insuficiência cardíaca e aumento da área cardíaca na radiografia aparecem posteriormente. Hipertensão arterial Considera-se hipertenso o paciente que apresenta pressão sistólica acima de 140 mm/hg ou pressão diastólica acima de 90 mm/hg. com sensação de morte iminente.

que caracteristicamente aumenta com a inspiração profunda. Pode ser de vários tipos: A miocardiopatia dilatada apresenta dilatação das cavidades ventriculares e alteração da função sistólica (ejeção). Também pode ser secundária ao infarto agudo do miocárdio. a tosse e o exercício e diminui ao inclinar a paciente para frente. valvopatias cardíacas. metástases. Geralmente. etc. Na miocardiopatia restritiva observa-se infiltração. observam-se sinais e sintomas de insuficiência cardíaca. insuficiência renal. 120 . precedida de perda súbita de consciência. Na miocardiopatia chagásica é comum o bloqueio de ramo direito e os sintomas de insuficiência ventricular direito. impedindo seu correto enchimento na diástole. inesperada no tempo e na forma de sua apresentação. embora possa também ser causada por reações de hipersensibilidade. Morte súbita cardíaca Geralmente. dispnéia noturna acompanhada de tosse (asma cardíaca). miocardiopatias. fibrose e hipertrofia do miocárdio ventricular. fungos ou parasitas). radiações ou fármacos. que se transforma em uma espécie de couraça rígida. com alteração da função diastólica (relaxamento). Na miocardiopatia hipertrófica há aumento da rigidez secundária à hipertrofia ventricular. processos auto-imunes. hipertensão arterial. Pericardite É a inflamação do pericárdio. edema de membros inferiores. Os sintomas são devidos à incapacidade do coração em dinamizar a circulação dos líquidos e a diminuição da irrigação sangüínea para o resto do organismo. A tuberculose é uma das principais causas de pericardite constritiva resulta da fibrose. se produz em conseqüência de arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular) desencadeadas por cardiopatias isquêmicas. de causa cardiovascular. formação de tecido de granulação e calcificação do pericárdio. A causa mais freqüente é a infecção viral. Pode ser idiopática ou causada por organismos infecciosos (vírus. bactérias. Quadro clínico: dispnéia (falta de ar) progressiva pelo acúmulo de líquidos no pulmão. definida como uma forma de morte natural. secundária a um infarto do miocárdio ou ruptura valvar ou na forma crônica. traumatismos. Pode apresentar-se em forma aguda.As causas mais freqüentes são: síndrome coronária aguda. Geralmente. Miocardite Doença inflamatória do miocárdio. O principal sintoma é a dor retroesternal. que comprime ambos os ventrículos. A miocardite viral pode apresentar-se como uma miopericardite com predomínio dos sintomas de inflamação do pericárdio ou como miocardite isolada com sintomas de insuficiência cardíaca e arritmias. Miocardiopatia Doença primária do músculo cardíaco (miocárdio). dor no lado direito do abdome (estase no fígado).

tamponamento cardíaco. Outras causas podem ser: espasmo arterial. as causas se relacionam com alterações em nível valvar: congênita (valva bicúspide). etc. por microrganismos. nódulos de Osler nos dedos. degenerativa ou calcificada. Tumor cardíaco Os tumores primários do coração são raríssimos porque as células musculares permanentes não se multiplicam e assim não apresentam a característica para se desenvolverem tumores. ombro e braço esquerdo. abaixo e acima da valva. embolia ou aumento da demanda por hipertrofia do miocárdio. Pode ocorrer em três níveis: na própria valva por fusão de seus folhetos em processos de cicatrização defeituosa. O mais freqüente é o mixoma proveniente do endocárdio do átrio esquerdo e não é metastático. Habitualmente. manchas de Roth na retina. Estenose valvar aórtica Diminuição da vazão ventricular esquerda por estreitamento na área da valva aórtica. que aparecem somente durante o esforço (angina crônica estável). geralmente valvar. pericardite ou insuficiência cardíaca. Podem apresentar ainda arritmias e bloqueios do complexo estimulante. embolias. epigástrio ou no dorso que aumenta com os esforços e desaparece com repouso. Valvopatias Endocardite infecciosa É a Infecção do endocárdio. reumática. Em qualquer dessas eventualidades há hipertrofia compensadora do ventrículo esquerdo. Angina de peito é a dor em opressão retrosternal da síndrome coronária aguda. mamário. o estreptococo é o mais freqüente. e melanoma maligno. Síndrome coronária aguda É a redução crítica do fluxo sanguíneo e portanto de oxigênio ao músculo cardíaco. linfomas. pode propagar-se para o pescoço. síncope e dispnéia. A diminuição de fornecimento de oxigênio (isquemia) produz desde alterações mínimas da função ventricular. nos estreitamentos congênitos.Pode haver febre e dispnéia. Embora possa ser causada por qualquer germe. A causa mais freqüente é a ruptura de uma placa aterosclerótica das artérias coronárias. insuficiência cardíaca e arritmias. até lesão severa e irreversível da parede ventricular (infarto agudo do miocárdio). mas dependentes de drogas endovenosas verifica-se na valva atrioventricular direita (tricúspide). A localização mais freqüente é na valva atrioventricular esquerda (mitral). outros muito raros são o rabdomioma e o angiosarcoma. Os sintomas mais importantes são: angina de peito. Os mais encontrados são carcinomas brônquico. No quadro clínico temos febre. 121 . sopro cardíaco e esplenomegalia. Os tumores secundários ou metastáticos podem ser assintomáticos ou produzir pericardite.

Esse volume regressa ao ventrículo esquerdo na diástole seguinte produzindo uma sobrecarga de volume. palpitações. Em certos casos pode produzir dor torácica. Em determinadas ocasiões pode gerar insuficiência mitral. Outras causas são: prolapso de valva mitral. A causa mais freqüente é a febre reumática. cardiopatias congênitas. tanto no átrio como no ventrículo esquerdo. transcorre de forma assintomática. 122 . dispnéia e perda de consciência. e até edema agudo de pulmão e embolias de origem cardíaca. fadiga. hemoptise. se gera um gradiente de pressão diastólica entre o átrio e o ventrículo esquerdos produzindo um aumento de pressão no átrio esquerdo. Insuficiência valvar aórtica É o fechamento incompleto da valva da aorta na diástole. Há aumento de pressão e hipertrofia ventricular. em diástole. edema de membros inferiores. fraqueza muscular. endocardites. Em conseqüência há refluxo do sangue para o átrio esquerdo. tosse. Prolapso da valva mitral Ocorre por uma deficiente coaptação das válvulas da valva mitral. A insuficiência pulmonar pode ser congênita ou secundária à dilatação do ventrículo direito na hipertensão pulmonar. com deslocamento de uma ou ambas as válvulas para o átrio na sístole. A causa mais freqüente é a febre reumática. edema de membros inferiores e anorexia. sinal de Durozies – sopro na artéria femoral) Insuficiência valvar mitral É o fechamento incompleto da valva atrioventricular esquerda (mitral). Assintomática durante anos pode apresentar: dispnéia progressiva. À medida que se reduz a área mitral. Valvopatia pulmonar A estenose do tronco pulmonar em geral é congênita. Quadro clínico: assintomática por muito tempo quando se complica com a insuficiência ventricular esquerda aparece dispnéia e alguns sinais decorrentes da diferença entre as pressões sistólica e distólica (sinal de Musset – movimentação da cabeça. Em geral. sinal de Quincke – pulsação nas extremidades. que se dilatam. que se transmite de forma retrograda para o território venoso e capilar pulmonar (hipertensão pulmonar).Estenose mitral É a diminuição da área da valva atrioventricular esquerda (mitral) aberta. sinais de congestão venosa e hipofluxo pulmonar. dispnéia paroxística noturna. O paciente apresenta dispnéia aos exercícios. no quadro clínico predominam os sinais de congestão venosa. Este refluxo aumenta a pressão no ventrículo esquerdo dilatando-o. assim ocorre refluxo do sangue da aorta para o ventrículo esquerdo. sobre tudo no sexo feminino. palpitações. Observa-se muito frequentemente na população geral.

É um processo crônico inflamatório que afeta a maioria das artérias. A aterosclerose da circulação coronária é a principal causa de cardiopatia isquêmica e infarto agudo do miocárdio. Esta patologia é devida à degeneração da camada média e o descolamento da íntima. O crescimento da placa vai diminuindo a luz das artéria. O linfedema pode ser congênito ou secundário causado por invasão cancerígena de vasos ou gânglios. esplenomegalia. A placa pode se romper induzindo a formação de trombose. separando a íntima da média e formando um canal de sangue dentro da parede da aorta. A causa mais freqüente é a aterosclerose. A insuficiência tricúspide pode ser funcional (secundária à dilatação do ventrículo direito) ou orgânica (seqüela de endocardite por febre reumática ou uso endovenoso de drogas). Linfedema Edema (inchaço) decorrente da obstrução de linfáticos. conseqüentemente diminui o aporte de oxigênio e nutrientes ao tecido irrigado. Aterosclerose Distúrbio das artérias caracterizado pelo endurecimento e espessamento de suas paredes. Pode apresentar-se ao longo de toda a extensão da aorta. em geral. A deposição de colesterol. Ocorre com mais freqüência nos membros inferiores. extirpação cirúrgica ou irradiação no tratamento de certas neoplasias (câncer de mama) ou infecções (filariose). Com a ruptura da adventícia produz-se hemorragia maciça. hepática e edema nos membros inferiores.Valvopatia tricúspide A estenose é rara. O comprometimento da artéria carótida interna pode provocar um acidente isquêmico transitório ou um acidente vascular encefálico (ave). Dissecação da aorta A ruptura da camada íntima da aorta propicia a entrada do sangue na camada média. associada à febre reumática. embora a maioria localiza-se na parte abdominal da aorta próximo à bifurcação. ascite e edemas nos membros inferiores. Há sobrecarga de volume nas cavidades direitas e assim predominam os sintomas de congestão venosa sistêmica. macrófagos e a formação do processo inflamatório completam a placa aterosclerótica. 123 . No quadro clínico temos: hepatomegalia. compressão das estruturas vizinhas ou dissecação e ruptura. Aneurisma da aorta Dilatação anormal (maior de 50%) da aorta. São atingidas as três camadas da parede arterial e pode complicar-se com trombose e embolismo. O obstáculo ao esvaziamento do átrio direito sobrecarrega às veias cavas superior e inferior produzindo congestão jugular. Dores nos membros inferiores ao se caminhar distâncias variáveis obrigando a parada é a manifestação da aterosclerose na circulação dos membros inferiores e denomina-se claudicação intermitente. cálcio. alteração da função hepática.

A complicação mais grave é a migração do trombo e embolia pulmonar. ou neoplasias. se localiza na região femoropoplítea (artérias femoral e poplítea). Moléstia de Raynaud Distúrbio vascular funcional de vasoespasmos de etiologia desconhecida caracterizada por episódios recorrentes de palidez e cianose seguida de rubor dos dedos secundários à exposição ao frio ou emoções intensas. em geral. Existem fatores que predispõem à trombose venosa. Há dor. em pacientes com fibrilação atrial ou outra patologia cardíaca embolígena. 124 . Ocorrem com freqüência nos membros inferiores. palidez e desaparecimento da pulsação. gravidez. Os êmbolos. tronco tibiofibular ou aortoilíaca. Fenômeno de Raynaud é o quadro clínico de palidez e cianose intermitente especialmente nos dedos. Habitualmente. ou secundarias por incompetência das válvulas nas veias comunicantes ou perfurantes que comunicam as veias superficiais às veias profundas. são trombos de origem cardíaca. Varizes Veias superficiais permanentemente dilatadas e tortuosas.Obstrução arterial aguda Interrupção brusca do fluxo arterial geralmente causada por embolismo ou trombose. Obstrução arterial crônica Causada principalmente pela aterosclerose e pela tromboangeite obliterante que levam à obstrução arterial após evolução relativamente longa. Trombose venosa profunda Formação e desenvolvimento de um trombo produzindo obstrução parcial ou total das veias profundas. por debilidade congênita da parede. É mais freqüente nas mãos. esfriamento. pós-operatório. imobilização prolongada. Componentes familiar e profissional podem estar presentes. Podem ser primárias.

Soalho: palato duro (processo palatino da maxila e lâmina horizontal do palatino) e palato mole revestidos por mucosa respiratória. Vias aéreas superiores Nariz: Externamente o esqueleto do nariz é formado por ossos e cartilagens. lateralmente). Dr. revestidos por mucosa olfatória superiormente e respiratória inferiormente. Parede lateral: apresenta as seguintes estruturas de cima para baixo: • recesso esfenoetmoidal com a abertura do seio esfenoidal • concha nasal superior que pertence ao osso etmóide 125 . maxila e palatino (estes dois últimos formando o palato duro). os orifícios contornados pelas asas do nariz e parcialmente cobertas pelas vibrissas (pêlos) e separadas pela cartilagem do septo nasal. ápice é a extremidade anterior do dorso. Nader Wafae É o conjunto de órgãos responsáveis pelo transporte de gases e pelas trocas gasosas entre nosso corpo e o meio ambiente. lâmina perpendicular. parte do esfenóide. em cima. fornece oxigênio para ser distribuído as células e elimina o gás carbônico resultante da atividade celular. ossos nasais e processos frontais da maxila que delimitam a abertura piriforme. lâmina perpendicular do etmóide e vômer. partes nasal e oral da faringe e laringe. os processos laterais que dão continuidade aos ossos nasais. Tem atuação ativa na fonação. narinas. formando o septo nasal. Partes externas: raiz é o ponto de implantação do nariz na face. no centro e as conchas superior e média. inferiores: traquéia e brônquios) e parte respiratória (pulmões e pleuras). dorso é o contorno superior. As cartilagens são: cartilagem do septo nasal com seus prolongamentos no dorso do nariz. Limites: O limite anterior corresponde a prega limiar do nariz e o limite posterior é um orifício chamado coano que separa a cavidade nasal da parte nasal da faringe. seios paranasais. A cartilagem é a própria cartilagem do septo nasal que se interpõe entre lâmina perpendicular do etmóide e o vômer. cavidade nasal. Cavidade nasal: Internamente o esqueleto da cavidade nasal também é formado por ossos e cartilagens. o vômer (septo ósseo). as cartilagens alares maiores que formam os contornos das narinas e um número variável de cartilagens alares menores ocupando os espaços entre as cartilagens principais.SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof. internamente das narinas até uma prega oblíqua. Parede medial: divisão mediana da cavidade em duas metades pelo septo nasal constituído por: cartilagem do septo. a concha nasal inferior. Os ossos são: partes do osso etmóide: (lâmina cribriforme. Os ossos são: parte nasal do osso frontal. revestidos por mucosa olfatória. Partes internas: vestíbulo do nariz é a área que se estende. o limiar do nariz. Partes: vias aéreas (superiores: nariz. Conformação da cavidade nasal: Teto: Lâmina cribriforme do etmóide.

Limites: anterior – coano. tornar mais leve a cabeça e possivelmente funcionam também como caixa de ressonância para a produção da voz. Parte nasal da faringe: situada atrás da cavidade nasal. proteger contra infecções. Região respiratória: reveste o restante Seios paranasais: Conceito: são cavidades no interior dos ossos: maxila. Quando essa mucosa inflama constitui a sinusite. a umidade e filtrar o ar inspirado. Parede posterior: recesso faríngeo que pode conter uma pequena tonsila tubária. Os músculos que formam essas pregas levantam o palato ou a própria faringe na deglutição impedindo o refluxo do alimento para a cavidade nasal. envolvido pela concha nasal média contém: uma elevação redonda cheia de ar a bolha etmoidal com a abertura da parte anterior do seio etmoidal.istmo da garganta (formado por: arco palatofaríngeo. Paredes: Parede superior: tonsila faríngea (adenóide) é um dos órgãos linfáticos de proteção imunológica. contém ar e são revestidos por mucosa similar à mucosa respiratória da cavidade nasal. palato mole e parede posterior da faringe) que a separa da parte oral da faringe .• • • • • meato nasal superior. este último formado por um conjunto de pequenas cavidades chamadas células etmoidais anteriores e posteriores (suas aberturas já foram vistas na parede lateral da cavidade nasal). esfenóide e frontal que se comunicam com a cavidade nasal. na frente do óstio está a prega salpingopalatina que contém o músculo salpingopalatino. etmóide. o hiato semilunar. envolvido pela concha nasal superior contém a abertura da parte posterior do seio etmoidal concha nasal média que pertence ao osso etmóide meato nasal médio. o qual contém a abertura do seio maxilar. Acima do óstio encontra-se uma cartilagem chamada toro tubário para inserção musculares. este sulco prolonga-se anteriormente e superiormente com o nome de infundíbulo etmoidal onde se encontra a abertura do seio frontal concha nasal inferior é um osso isolado meato nasal inferior com a abertura do ducto lacrimonasal que é a comunicação com a órbita através do saco lacrimal. inferior . um sulco em forma de meia lua embaixo da bolha. Funções: regular a temperatura. Divisões da cavidade nasal: Região olfatória: reveste o teto da cavidade nasal. parte das conchas nasais superiores e parte superior do septo. 126 . atrás do óstio está a prega salpingofaríngea que contém o músculo salpingofaríngeo e embaixo do óstio encontra-se o toro do levantador que contém o músculo levantador do véu palatino. seio esfenoidal e seio etmoidal. Denominações: Seio frontal. Parede lateral: contém as seguintes estruturas: óstio faríngeo da tuba auditiva que é a comunicação com a orelha média para equilibrar a pressão sobre a membrana timpânica. seio maxilar.

é anterior e a maior delas. Sua margem inferior é o limite com a traquéia. 127 . Está constituída. Cartilagem Tireóidea: em forma de escudo. Cartilagem Epiglótica: em forma de folha. são importantes principalmente na fonação. cone elástico (da cartilagem cricóidea ao ligamento vocal). será estudada com o sistema digestório. Cavidade da laringe: É revestida por mucosa e divide-se em 3 partes: Superior ou Vestíbulo: vai do ádito da laringe (margem que delimita a entrada da laringe) à prega vestibular (falsa corda vocal). ligamento vestibular (internamente à prega vestibular). Ligamentos: contribuem para manter o esqueleto da laringe. entre a faringe e a traquéia. a parte larga para cima e a parte afunilada chamada pecíolo para baixo. são pequenas e de menor expressão funcional. Cartilagem Cuneiforme: ambas pares. mais saliente nos homens. cricóidea e epiglótica e 3 pares: aritenóidea. músculos e revestida de mucosa situado por diante da coluna vertebral cervical. e a cuneiforme. Cartilagens: 3 ímpares: tireóidea. Além da função respiratória é o órgão da fonação e auxiliar na deglutição. em forma de anel com a lâmina posterior e o arco anterior. a cartilagem apresenta 4 prolongamentos: 2 cornos superiores e dois cornos inferiores. corniculada e cuneiforme. ao seu lado. estão sobre as cartilagens aritenóideas. ligamento vocal (internamente à prega vocal). ligando as cartilagens entre si e estas aos órgãos vizinhos. Laringe: Conceito: é um tubo constituído por cartilagens. ligamento cricotireóideo. Posterioremente. ligamento cricotraqueal (entre a cartilagem cricóidea e a traquéia). é par e se articulam com a margem superior da cartilagem cricóidea. (entre as cartilagens tireóidea e cricóidea). A corniculada situa-se no ápice da cartilagem aritenóidea. Cartilagem Aritenóidea: em forma triangular. ligamentos.Parte oral da faringe: é a parte da faringe que continua a parte nasal e sendo comum aos sistemas: respiratório e digestório. Importante na deglutição quando a laringe se eleva e sua abertura é ocluída por ela. Internos: membrana quadrangular (da prega ariepiglótica ao ligamento vestibular) . (entre a cartilagem tireóidea e o osso hióide) com espessamento no centro (ligamento tireo-hióideo mediano) e nas laterais (ligamentos tireo-hióideos laterais) . a superior projeta-se para frente como proeminência laríngea. podem ser: Externos: membrana tireo-hióidea. situam-se portanto atrás da cartilagem tireóidea. Cartilagem Corniculada. anteriormente por: duas lâminas direita e esquerda com incisuras medianas (incisuras tireóideas superior e inferior). Cartilagem Cricóidea: é inferior à cartilagem tireóidea.

Rima do vestíbulo é o espaço entre as duas pregas vestibulares.vestíbulo do nariz 6. tem cerca de 15 cm e se estende até a sexta vértebra torácica quando se divide. É continuação da laringe. tireoaritenóideo e cricoaritenóideo lateral situados lateralmente sob as lâminas da cartilagem tireóidea. Internamente no nível da bifurcação da traquéia encontramos uma crista mediana chamada carina da traquéia que separa os brônquios principais direito e esquerdo e orienta a corrente de ar para ambos os brônquios.lâmina perpendicular do osso etmóide 10 . Inervação: nervos laríngeos inferiores (recorrentes) ramos do nervo vago.Músculos que distendem a prega vocal (tensores): cricotireóideo situado anteriormente. este situado no interior da prega vocal.músculos que afastam as pregas vocais (abdução) e portanto respiratórios: cricoaritenóideo posterior .limiar do nariz 7. sobre as cartilagens tireóidea e cricóidea e músculo vocal. parte no pescoço (porção cervical) e parte no tórax (porção torácica). Inferior ou infraglótica: vai da prega vocal à margem inferior da cartilagem cricóidea Músculos: Grupo A . o espaço em forma de sulco entre as pregas vestibular e vocal do mesmo lado.Média ou Glote: vai da prega vestibular à prega vocal (verdadeira corda vocal). nesta parte observamos o ventrículo.situado sobre as cartilagens aritenóideas. em cada lado.coano 8.  Roteiro prático do Sistema Respiratório (1ª parte a identificar) Nariz 1-raiz 2-dorso 3-cartilagem do septo e processos laterais 4-cartilagem alar maior Cavidade nasal 5.situados posteriormente sobre a lâmina da cartilagem cricóidea Grupo C .vômer 9.recesso esfenoetmoidal 128 . interrompidos na parte de trás e ligados entre si pelos ligamentos anulares. (bifurcação da traquéia) nos brônquios principais direito e esquerdo.músculos que aproximam as pregas vocais (adução) e portanto são fonadores: aritenóideos (oblíquo e transverso) . as cartilagens traqueais. Rima da glote é o espaço entre as duas pregas vocais. portanto. Irrigação: artérias tireóideas superior e inferior Vias aéreas inferiores Traquéia: é um tubo formado por cerca de 16 arcos de cartilagem sobrepostos. Grupo B . Situa-se.

meato nasal superior 13.infundíbulo etmoidal 18.concha nasal superior 12.hiato semilunar 17.11.concha nasal média 14.meato nasal inferior (com ducto lacrimonasal) Parte nasal da faringe 20 tonsila faríngea 21 óstio faríngeo da tuba auditiva 22 recesso faríngeo 23 toro tubário 24 prega salpingopalatina 25 prega salpingofaríngea 26 toro do levantador Seios paranasais 27 seio frontal 28 seio maxilar 29 seio etmoidal 30 seio esfenoidal Laringe 31 proeminência laríngea 32 cartilagem tireóidea (lâmina) 33 cartilagem tireóidea (corno) 34 cartilagem cricóidea 35 cartilagem epiglótica 36 cartilagem aritenóidea 37 ádito da laringe 38 vestíbulo da laringe 39 prega vestibular 40 prega vocal 41 ventrículo 42 músculo cricotireóideo 43 músculo cricoaritenóideo posterior 44 músculos aritenóideos (oblíquo e transverso) 45 músculos cricoaritenóideo lateral e tireoaritenóideo (juntos) Traquéia 46 cartilagem traqueal 47 ligamento anular 48 carina da traquéia Anatomia Funcional da Laringe 129 .concha nasal inferior 19.meato nasal médio 15.bolha etmoidal 16.

b) pregas vestibulares Simultaneamente o corpo adiposo pré-epiglótico é empurrado para trás causando a aproximação e fechamento das pregas vestibulares. isto é próximas uma da outra. Brônquios principais: Os brônquios principais resultam da divisão da traquéia no nível da 6ª vértebra torácica. da mesma forma que a traquéia são tubos com arcos de cartilagem. o ventrículo da laringe semelhante ao boquim ou lingüeta dos instrumentos de sopro e os diferentes espaços da via aérea atuando como caixa de ressonância. a) epiglote Durante a deglutição a laringe é elevada principalmente pelos músculos suprahióideos. são dois: direito e esquerdo. Neste caso mecanismos reflexos regulam a coordenação entre a laringe e o diafragma. predominantemente. aritenóideos que aproximam as partes posteriores das pregas vocais e cricoaritenóideo lateral que giram as cartilagens aritenóideas levando as pregas vocais medialmente. Ela desempenha essa função através do fechamento em três níveis: a) epiglote. A laringe é o nosso órgão fonador responsável pela emissão dos sons e se assemelha a um instrumento de sopro ou daqueles quer funcionam com foles. O músculos cricotireóideo ao se contrair modifica o ângulo entre as cartilagens cricóidea e tireóidea distendendo e aumentando as pregas vocais. além disso a epiglote abaixa pela ação da base da língua e suas margens se aproximam das pregas ariepiglóticas as quais delimitam a entrada da laringe reduzindo o seu espaço. Também desempenham funções no papel fonador. 130 .A laringe é um órgão auxiliar da deglutição porque ao proteger a via respiratória impedindo que alimentos e líquidos ingeridos entrem nessa via está colaborando para que esses elementos se dirijam efetivamente para os órgãos do sistema digestório a que se destinam. b) pregas vestibulares. produz a vibração das mesmas. É evidente que não estando participando da deglutição ou da fonação a laringe com as pregas vocais abduzidas ou afastadas permite a livre passagem do ar atuando como via da respiração. entram pelo hilo do pulmão e ramificam-se no interior do pulmão formando a árvore bronquial. O ar expirado proveniente dos pulmões ao encontrar as pregas vocais em adução. Por causa dessas diferenças é mais comum que corpos estranhos que entram na via aérea. A adução ou aproximação das pregas vocais é determinada pelos músculos: tireoaritenóideo poderoso adutor. se alojem no lado direito. c) pregas vocais. c) pregas vocais Durante a deglutição os músculos adutores aproximam as pregas vocais completando o terceiro esfíncter de fechamento. Essa vibração se exterioriza através de sons. mais horizontal e mais fino. com a conseqüente elevação da epiglote o alimento é desviado em direção ao esôfago. Diferenças: O brônquio principal direito é mais curto. mais vertical e mais grosso que o brônquio principal esquerdo que é mais longo.

separados por 2 fissuras: oblíqua e horizontal. impressão da veia ázigos. além da incisura cardíaca em sua margem anterior Diferenças Pulmão direito: mais pesado.Brônquios lobares: Resultam da divisão do brônquio principal no nível do hilo. mediastinal (medial) e diafragmática (inferior) e 3 margens: anterior. médio e inferior. 3 faces: costal (lateral). lobar médio e lobar inferior. mais curto. 10 segmentos broncopulmonares. maior de todas está voltada para as costelas que deixam suas impressões nessa face. e 2 no lado esquerdo: brônquios lobar superior e lobar inferior Brônquios segmentares: Resultam de divisões dos brônquios lobares e se dirigem aos segmentos broncopulmonares. Lobos e Fissuras O pulmão direito consiste em 3 lobos: superior. 131 . 2 no lobo médio (medial e lateral) e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior. posterior. São 10 no pulmão direito sendo 3 no lobo superior (apical. superior. as impressões das costelas. são: 3 no lado direito brônquios lobar superior. Pulmões: Partes Cada pulmão apresenta: um ápice. O pulmão direito apresenta na face mediastinal a impressão da veia ázigo e uma imperceptível impressão cardíaca. posterior e inferior. A face costal. anterior. São 9 no pulmão esquerdo sendo 4 no lobo superior (apicoposterior. medial e lateral). medial e lateral). posterior. O pulmão esquerdo consiste em 2 lobos: superior e inferior separados pela fissura oblíqua. a face diafragmática. inferior sobre a cúpula do diafragma é também sua base. Impressões: Ambos os pulmões apresentam na face costal. a margem posterior é romba e a margem inferior contorna a face diafragmática ou base. 2 fissuras: oblíqua e horizontal. tem 3 lobos: superior. médio e inferior. lingular superior e lingular inferior). cardíaca. voltada para o mediastino em relação com o coração. A margem anterior é fina e aguda. O pulmão esquerdo apresenta na mesma face evidentes impressões para a artéria aorta e para o coração. a mediastinal. uma base. anterior. posterior). No local do lobo médio. e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior ( anterior. Brônquios intrassegmentares: São ramificações menores dos brônquios segmentares contidas no interior dos segmentos broncopulmonares. o pulmão esquerdo apresenta um prolongamento chamado língula do pulmão esquerdo. inferior. mais largo.

ducto alveolar. A pleura parietal é formada pelas partes: costal. São músculos inspiratórios que atuam aumentando os eixos da caixa torácica longitudinal. Isto tem sua importância clínica pois permite condutas terapêuticas segmentares. diafragmática e mediastinal seus nomes correspondem às partes que revestem.Pulmão esquerdo: menos pesado. Cavidade pleural é o espaço virtual que existe entre a pleura visceral e a pleura parietal e contem uma pequena quantidade de líquido é o líquido pleural. Hilo é uma fenda plana na face mediastinal do pulmão por onde entram e saem os elementos do pedículo. saco alveolar e alvéolo pulmonar.Músculos que atuam direta e ativamente nos movimentos respiratórios: Diafragma. A freqüência média em condições normais é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto. Intercostais externos. tem 2 lobos: superior e inferior. língula no lugar de lobo médio e incisura cardíaca na margem anterior.Músculos que auxiliam diretamente nos movimentos respiratórios: Intercostais internos (menos a parte intercondral). 9 segmentos broncopulmonares. Pedículo é o conjunto dos elementos que entram (artéria pulmonar e brônquio principal) ou saem (veias pulmonares) do pulmão. Levantadores das costelas e partes intercondrais dos intercostais internos. Pleuras: São membranas serosas brilhantes (películas finas e transparentes) que envolvem os pulmões (pleura visceral) e as paredes torácicas e o diafragma (pleura parietal). mais longo. transversal e sagital e assim diminuem a pressão intratorácica em relação à atmosférica possibilitando a entrada do ar. Músculos da respiração: Os movimentos respiratórios compreendem 2 fases: inspiração (quando o ar entra pelas vias aéreas). A disposição dos elementos do pedículo no hilo não é constante mas a mais freqüente de diante para trás é a seguinte: veias. 1 fissura: oblíqua. O conceito de raiz do pulmão não é unanimidade mas podemos considerar como o conjunto do hilo com o pedículo A unidade funcional da parte respiratória dos pulmões é formada pelo bronquíolo respiratório. artéria e brônquios. Recesso costomediastinal é a reflexão da pleura parietal costal em mediastinal e recesso costodiafragmático é a reflexão da pleura parietal costal em diafragmática. menos largo. expiração (quando o ar sai pelas vias aéreas). Os músculos que interferem na respiração podem ser divididos em 3 grupos: A. Transverso do tórax e 132 . A aderência entre folhetos da pleura mediastinal abaixo do hilo forma o ligamento pulmonar. B. Cada segmento broncopulmonar é uma parte do pulmão dotado de certa individualidade pois recebe um ramo da artéria pulmonar e uma ramificação de brônquio segmentar. impressão cardíaca e da aorta.

Esta camada muscular 133 . A parte costal procede das cartilagens costais e costelas inferiores. próximo a ele são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal externa ou anterior. médio e posterior). São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. Elevam as costelas e portanto são inspiratórios. no centro tendíneo: o forame para a veia cava por onde passa a veia cava inferior. Características: a) constituem a camada mais externa. profundos e posteriores que vão das vértebras para as costelas vizinhas. aumenta o eixo longitudinal do tórax. são inspiratórios. São expiratórios cuja atividade é sobrepujada pela própria elasticidade do pulmão em se retrair e portanto promover a expiração. peitorais maior e menor.Subcostais. É portanto músculo inspiratório. Intercostais externos: são músculos situados entre as costelas. serrátil anterior. Características: a) constituem a camada interna. latíssimo do dorso. A porção muscular fica em torno do centro tendíneo e se insere nas últimas costelas. Intercostais internos: são músculos situados entre as costelas. não chegam até a coluna vertebral. São auxiliares da expiração. Divide-se em 3 partes: esternal. chegam até a coluna vertebral. abaixando as costelas. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de trás para diante. A porção tendínea localiza-se no centro do músculo e se chama centro tendíneo (de cor branca. menos a parte intercondral que é inspiratória. d) na parte posterior. A parte esternal muito pequena fixa-se ao processo xifóide do esterno. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de diante para trás. tem a forma de um guarda chuva com duas cúpulas. Diafragma: o músculo diafragma situa-se entre o tórax e o abdome. contorna o esôfago e o esquerdo que formam o ligamento arqueado mediano sobre a aorta. mas principalmente nos corpos vertebrais das primeiras vértebras lombares através de dois pilares: o direito. chegam até o osso esterno. Quando se contrai durante a inspiração o músculo diafragma abaixa suas cúpulas. A parte lombar se insere sobre o músculo quadrado do lombo através do ligamento arqueado lateral. abaixa a pressão no interior do tórax. Esses músculos elevam as costelas e portanto. direita (mais alta por causa do fígado) e esquerda. não chegam até o osso esterno. c) na parte anterior. O diafragma apresenta 3 orifícios para passagens de estruturas: na parte muscular temos: o hiato esofágico para o esôfago e o hiato aórtico para a aorta. sobre o músculo psoas pelo ligamento arqueado medial. Levantadores das costelas: são músculos pequenos. O diafragma é inervado pelo frênico e irrigado pelas artérias frênicas. na parte inferior do esterno e na coluna vertebral. costal e lombar. esternocleidomastóideo. oblíquos do abdome (externo e interno) e eretor da espinha. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. d) na parte posterior.Músculos acessórios que somente atuam nos movimentos respiratórios forçados: escalenos (anterior. c) na parte anterior. C. maior. próximos a ela são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal interna ou posterior. abaixo do coração).

em conseqüência deste movimento ocorre a elevação da parte anterior das costelas que levantam o esterno e assim aumentam o diâmetro ântero-posterior. promovendo assim uma pressão aspirativa. a entrada do ar submetido a pressão atmosférica é feita através da negatividade da pressão no interior do tórax. vão de costela para costela. Nader Wafae A freqüência respiratória média é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto e compreende a inspiração com a entrada do ar e a expiração. porém alternadas e não subseqüentes são encontrados apenas na parte superior e inferior do tórax. a sua saída. sagital e transversal. Durante a inspiração o ar penetra pelas vias aéreas até chegar aos alvéolos pulmonares onde em contato com os capilares sangüíneos provenientes da artéria pulmonar são realizadas as trocas gasosas ou hematose. tornado possível a entrada do ar pela diferença de pressões com o meio ambiente. Volumes respiratórios: Volume corrente é o volume de ar que entra e sai em cada respiração normal Volume inspiratório de reserva é o volume de ar que pode ser inspirado em inspiração forçada Volume expiratório de reserva é o volume de ar que pode ser expirado em expiração forçada Volume residual é o volume de ar que permanece nos pulmões após expiração forçada Mecânica Respiratória Prof. 134 . assim o diâmetro ou eixo longitudinal. É o movimento predominante no sexo masculino (respiração abdominal) O aumento do diâmetro sagital ou ântero-posterior é determinado pelo movimento das costelas na articulação costovertebral em torno de um eixo transversal formado pela parte posterior das costelas. ocorre principalmente da 2ª a 6ª costela. Esse movimento denominado BRAÇO DE BOMBA. A penetração do ar nas vias aéreas pode ser feita com pressão positiva através de aparelhos como ocorre durante os atos cirúrgicos. Transverso do tórax: músculo em forma radiada situado atrás do esterno. Para tonar a pressão negativa no interior do tórax principalmente na inspiração a caixa torácica deve ser ampliada em seus três eixos: longitudinal. O aumento do eixo ou diâmetro longitudinal ou súpero-inferior é determinado pela contração do músculo diafragma que devido a posição especial de seu centro tendíneo central abaixa unicamente suas cúpulas em direção ao abdome. posteriores. O volume médio de ar em cada movimento respiratório gira em torno de 500 ml. aumentando. Mas em nosso organismo em situação normal. pela semelhança com o movimento das alavancas que puxavam água. Dr. É o movimento predominante me mulheres (respiração torácica). Subcostais: músculos pequenos.interna costuma ser subdividida em duas camadas: intercostais internos e intercostais íntimos separados pelos trajetos de nervos e vasos .

brônquios) 22 Impressão da veia ázigos 23 Impressão da aorta 24 Impressão cardíaca 25 Impressões das costelas 26 Incisura cardíaca (margem anterior do pulmão esquerdo) 27 Língula do pulmão esquerdo 135 . levantando sua parte média e lateral e assim aumentando a distância transversal do tórax. a pleura visceral acompanha a pleura parietal à qual esta aderida pela pequena quantidade de líquido pleural (experiência dos vidros planos com água). e como o pulmão está ligado à pleura visceral também irá se expandir negativando a pressão em seu interior e assim permitindo a entrada do ar. o pulmão normalmente tenderia a voltar à sua situação anterior pela sua elasticidade. Respiratório (2ª parte a identificar) Brônquios 1 Brônquio principal direito 2 Brônquio principal esquerdo 3 Brônquio lobar 4 Brônquio segmentar Pulmões 5 Ápice 6 Base ou face diafragmática 7 Face costal 8 Face mediastinal 9 Margem anterior 10 Margem posterior 11 Margem inferior 12 Lobo superior do pulmão direito 13 Lobo médio do pulmão direito 14 Lobo inferior do pulmão direito 15 Lobo superior do pulmão esquerdo 16 Lobo inferior do pulmão esquerdo 17 Fissura oblíqua do pulmão direito 18 Fissura horizontal do pulmão direito 19 Fissura oblíqua do pulmão esquerdo 20 Hilo / Raiz 21 Pedículo (artéria. veias. Esse movimento denomina-se ALÇA DE BALDE pela semelhança do movimento da costela com o levantamento da alça de um balde. A expiração poderia até dispensar os músculos expiratórios uma vez que atingido o ápice da inspiração. As paredes da caixa torácica dilatadas e o diafragma abaixado levam com eles a pleura parietal aderida às paredes e ao diafragma.  Roteiro prático do Sistema.O aumento do diâmetro transversal ou látero-lateral é determinado pelo movimento das costelas principalmente nas articulações costotransversárias da 7ª a 10ª costela em torno de um eixo ântero-posterior das costelas.

Pleuras 28 Pleura parietal 29 Pleura visceral ou pulmonar 30 Recesso costodiafragmático Músculos da respiração 31 Diafragma 32 Centro tendíneo 33 Pilar direito 34 Pilar esquerdo 35 Óstio da veia cava 36 Hiato esofágico 37 Hiato aórtico 38 Intercostal externo 39 Intercostal interno 40 Membrana intercostal externa 41 Transverso do tórax 42 Subcostais 43 Levantador da costela Doenças do sistema respiratório Rinite Inflamação da mucosa nasal. rinorréia purulenta e dor à palpação dos pontos sinusais. Laringite aguda É a inflamação aguda da laringe pode ser infecciosa provocada por vírus ou bactérias provenientes de infecções superiores. Decorre de infecções virais (resfriado comum). 136 . Apresenta disfonia. Sintomas: gotejamento nasal (rinorréia). estafilococo. Sinusite Inflamação da mucosa que recobre os seios paranasais. tosse e escarro purulento ou crônica se os sintomas tosse e catarro persistirem por mais tempo três meses a dois anos. tosse seca e dor de “garganta”. em geral de natureza infecciosa: pneumococo. febre. mau cheiro e anosmia (ausência de olfato). Bronquite Inflamação da mucosa dos brônquios e de suas ramificações geralmente de causa infecciosa. Na rinite por ar seco pode aparecer crostras (descamação) e sangramento. haemophyllus influenzae. obstrução nasal. A ozena é rinite atrófica que apresenta crostras. diminuição do olfato. secura no ar e atrofia (ozena). espirros. Pode ser aguda: curta evolução. Neste caso pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica com a diminuição de área pulmonar ativa. Cefaléia. alergia. ou por utilização inadequada da voz.

. palidez. espontâneo nas rupturas de cistos pulmonares ou hipertensivo. a contaminação ocorre pelo ar através de bacilos provenientes de enfermos ao tossir. tosse com escarro purulento Enfisema pulmonar Aumento anormal de espaços aéreos após o bronquíolo terminal com destruição das paredes alveolares. Obstrução da artéria pulmonar por êmbolos. Quando a quantidade de ar ´´e grande pode colapsar o pulmão (atelectasia) e apresentar cianose. dor no peito. Pode apresentar cianose (coloração azulada da pele) e síncope (perda súbita da consciência) nos casos mais graves. cuspir ou mesmo pela fala. Pode ser: traumático quando resulta de um trauma. As crianças. febre baixa. Pode ser lobar se estiver restrita a um lobo do pulmão ou broncopneumonia se estiver disseminada pelos pulmões. Pode ser assintomática ou apresentar tosse e dispnéia leve nas fase iniciais mas quando a fibrose aumenta apresenta dispnéia grave e tosse. Os germes que com maior freqüência produzem pneumonia são Streptococcus pneumoniae. Sintomas nem sempre presentes: tosse seca. tosse seca. dispnéia. falta de ar (dispnéia). taquipnéia (aumento da freqüência respiratória) súbitos. Sarcoidose Doença granulomatosa sistêmica de causa desconhecida que geralmente atinge o pulmão formando fibroses. emagrecimento e fraqueza. Sintomatologia: dispnéia. Tuberculose pulmonar Infecção pulmonar provocada pelo Mycobacterium tuberculosis. Ao ser inalada provoca reação do organismo caracterizada por fibrose pulmonar. Os sintomas são dor no peito. 137 . por exemplo. Sintomatologia: tosse. êmbolos de gordura ou de medula óssea em fraturas. os idosos e os imunodeficientes são mais suscetíveis e com maior gravidade. Staphylococcus aureus e Haemophylus influenzae. Apresenta febre. Na maioria das vezes decorre de bronquite crônica e seus sintomas se confundem e assim também pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica.Pneumonia É a inflamação do parênquima pulmonar associada a um processo infeccioso bacteriano ou virótico. de sílica quando denomina-se silicose. Estes podem ser trombos de veias de membros inferiores que se desprenderam. Pneumoconiose Doença pulmonar decorrente da inalação de partículas de pó. Embolia pulmonar. Pneumotórax É a presença de ar no espaço pleural. quando ar penetra na cavidade pleural durante a inspiração por um mecanismo que funciona como válvula. escarro.

intestino delgado (duodeno. Vestíbulo da boca: é a parte da cavidade oral situada entre a arcada dentária e os lábios e a bochecha Cavidade própria da boca: e a parte da cavidade oral situada por dentro das arcadas dentárias. pela digestão. Cavidade oral: Compreende o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca. Constituição: O sistema digestório é um tubo muscular e mucoso que assume diferenças de diâmetro desde seu início na cavidade oral até o seu término no ânus. Exsudato. frênulo da língua e carúncula sublingual (abertura da glândula salivar submandibular) Conteúdo: Dentes implantados nos alvéolos dentais da maxila e da mandíbula 138 . pela excreção aquilo que não é selecionado para ser absorvido ou excedente é eliminado pelas fezes. fibrinoso. Sintomatologia: dor que aumenta com a inspiração. esôfago. faringe. falta de ar (dispnéia). uma vez transformados. Suas partes são: cavidade oral.rima da boca com os lábios Parede posterior . redução no tamanho e na consistência dos alimentos. arco palatoglosso e dorso da língua Paredes laterais . transformação dos alimentos da forma como são ingeridos em substâncias mais simples e solúveis. Dr. pela deglutição. jejuno e íleo).dentes e gengivas Teto . estômago. Nader Wafae Funções: O sistema digestório é responsável pela mastigação.dorso da língua. os produtos da alimentação são introduzidos em nosso organismo pelas células do tubo digestório. hemorrágico. passagem do alimento da boca para os órgãos internos. intestino grosso e glândulas anexas (salivares. Parede anterior .palato duro e palato mole Soalho . O líquido pode ser purulento (empiema).comunicação com a faringe através do istmo das fauces formado por: palato mole com a úvula palatina. Pode ser: Transudato: o líquido passa através da parede capilar em quantidade maior que o normal e apresenta pequena quantidade de células.Derrame pleural Consiste na presença de líquidos em quantidade anormal na cavidade pleural. Utiliza para o desempenho dessas funções processos mecânicos e químicos. SISTEMA DIGESTÓRIO Prof. o acúmulo de líquido ocorre pelo aumento da permeabilidade capilar e apresenta maior quantidade de células. No exsudato a pleura deve apresentar algum distúrbio. fígado e pâncreas). pela absorção.

No dorso estão as papilas linguais com os corpúsculos gustativos para percepção do gosto: amargo. azedo nas margens laterais e salgado em toda margem incluindo o ápice. número total 8 Molares: coroa com quatro tubérculos. do palato mole à margem lateral da língua delimitando o arco palatoglosso. palatoglosso. A primeira dentição possui 20 – a dentição definitiva. percepção do gosto e na fonação. na parte posterior. Valécula epiglótica é uma depressão. longitudinal inferior (no contorno inferior das margens da língua). colo e raiz. duas ou três raízes. 32 Língua: órgão muscular atua na mastigação. estiloglosso. – filiformes as mais numerosas ocupam todo o dorso e o ápice. – fungiformes. mastigação e deglutição. par. da face interna do mento à face inferior da língua. margem superior cortante. corpo que apresenta: ápice. ligada ao osso hióide. Os músculos intrínsecos. Partes: raiz. função: moem o alimento. do processo estilóide à parte lateral da língua.Partes do dente: coroa. função: perfuram e arrancam o alimento. dorso e face inferior. margens. localizam-se nas margens da língua. situada entre a epiglote e o dorso da língua. moem o alimento. atrás do V lingual encontramos a tonsila lingual. uma raiz. situação: anterolaterais. é delimitada pela prega glossoepiglótica mediana e pela prega glossoepiglótica lateral de cada lado. número total 8 Caninos: coroa em ponta. um aglomerado de tecido linfático com aberturas em forma de criptas. Papilas linguais. Pertencendo ao sistema linfático é um órgão de defesa imunológica que compõe o chamado anel linfático. transverso da língua (abaixo do longitudinal superior) e vertical da língua (mesclados entre o longitudinal superior e o transverso). são pequenas saliências dispersas no dorso em forma de cogumelo. Ainda no dorso mas já próximo da raiz. uma raiz. estão dispostas em V e localizam-se entre o dorso e a raiz. Os músculos da língua intrínsecos e extrínsecos atuam em conjunto adaptando a forma da língua visando o melhor desempenho das funções iniciais do sistema digestório. Os músculos extrínsecos são: hioglosso estende-se do osso hióide à margem lateral da língua. Tipos: Incisivos: coroa em bisel. doce. deglutição. Entre as papilas circunvaladas e a tonsila lingual existe um sulco em forme de V chamado sulco terminal Músculos da língua: podem ser intrínsecos. em torno do ápice. 139 . situação: laterais. número total 12. uma ou duas raízes. – folhadas em forma de estrias como se fossem rachaduras ou sulcos longitudinais. situação anteriores. situados na própria língua e extrínsecos ligando a língua às estruturas vizinhas. com forma circular e circunscritas por uma depressão também circular. situação: posteriores. número total 4 Pré-molares: coroa com dois tubérculos. genioglosso. tipos – circunvaladas são as maiores. são vistos na língua seccionada sagitalmente e se dispõem em camadas: longitudinal superior (logo abaixo das papilas). função: cortam o alimento.

muco. Parte oral: apresenta a fossa tonsilar delimitada pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo que contem a tonsila palatina também chamada amígdala em seu interior. o estômago se destina mais à digestão através do suco gástrico (HCl. duas escavações os recessos piriformes. A dificuldade em se delimitar anatomicamente as partes do estômago procede já que se trata de divisão de caráter histológico.em torno de sua continuação com o esôfago abdominal.entre o fundo e a parte pilórica Parte pilórica . Atravessa o diafragma pelo hiato esofágico. Estômago: É o segmento mais dilatado do tubo digestório interposto entre o esôfago e o intestino delgado. arco palatofaríngeo e parede posterior da faringe Parte laríngea: apresenta. Essa região divide-se em antro pilórico (próximo ao corpo) e canal pilórico (próximo ao duodeno). que levantam a faringe fazendo o alimento passar para o esôfago e impedindo o refluxo para a cavidade nasal: estilofaríngeo. Orifícios: óstio cárdico (transição com o esôfago). tendo a coluna vertebral em seu contorno posterior. A parte oral e a parte nasal comunicam-se através do istmo da garganta delimitado pelo palato mole. 140 . constritor médio da faringe e constritor inferior da faringe e levantadores. levantador do véu palatino Esôfago: Continuação da faringe antecede o estômago.Faringe: Das três partes da faringe. Fundo .. enzimas) e à transformação do alimento em quimo (massa semilíquida) principalmente pelos movimentos peristálticos e produção de muco para facilitar a digestão e a absorção no intestino. Na sua transição com o estômago encontra-se o cárdia. Os músculos da faringe podem ser constritores que comprimem o alimento: constritor superior da faringe. essencialmente é um tubo para passagem do bolo alimentar. duas atuam no sistema digestório: a parte oral e a parte laríngea. salpingofaríngeo.acima de um plano passando pela transição com o esôfago Corpo . situa-se na cavidade abdominal logo abaixo do diafragma nas regiões denominadas epigastro e hipocôndrio esquerdo. lateralmente. pelo brônquio esquerdo e pelo diafragma.próxima ao duodeno. óstio pilórico (transição com o duodeno). apresenta três partes: cervical. Tem cerca de 25 cm. Entre as funções do sistema digestório. palatofaríngeo. Faces ou paredes: anterior e posterior Curvaturas: gástrica maior e gástrica menor Partes: Cárdia . pelo arco da aorta. situa-se sucessivamente atrás da traquéia e do átrio esquerdo que lhe deixa uma impressão. Apresenta estreitamentos considerados normais que são determinados pelo músculo cricofaríngeo. torácica (a maior de todas) e a abdominal. pode ser avaliada traçando uma linha oblíqua a partir do ponto em há mudança de orientação da curvatura gástrica menor de vertical para horizontal ( incisura angular).

(freqüentemente um pouco à direita do esôfago) emite três ramos o menor é o gástrico posterior. o jejuno e o íleo. o maior é o celíaco e o terceiro é o hepático. Intestino delgado: Tem em torno de 6 metros de comprimento e compreende o duodeno. A drenagem venosa é feita pelas veias gástricas direita e esquerda tributárias da veia porta do fígado que se encontram na curvatura menor do estômago. e na curvatura maior entre as artérias gastromental direita ramo da artéria gastroduodenal e gastromental esquerda ramo da artéria esplênica e a região do fundo gástrico recebe ainda as artérias gástricas curtas ramos da artéria esplênica. Os nervos vagos direito e esquerdo descem do pescoço para o tórax onde confluem por diante do esôfago para formar o plexo esofágico. Inervação do estômago e do esôfago O estômago recebe inervação autônoma parassimpática através dos nervos vagos e simpática através do plexo celíaco para o estômago e esplâncnicos e tronco simpático para o esôfago. ramos da v.Piloro (significa portão) é uma concentração de fibras musculares circulares esfinctéricas entre o estômago e o duodeno e que regula a passagem do bolo alimentar para o duodeno. Variações anatômicas do tronco celíaco são freqüentes. ao se aproximar da parte abdominal do esôfago as fibras do plexo se separam para formar o tronco vagal anterior no qual predominam fibras do vago esquerdo e o tronco vagal posterior formado principalmente pelo vago direito. O vago posterior coloca-se atrás do esôfago abdominal. ramo da artéria hepática própria. O vago anterior coloca-se na frente do esôfago abdominal. esplênica que se encontram na curvatura maior do estômago e pelas veias gástricas curtas do fundo gástrico. Em alguns casos ocorre a presença de uma artéria gástrica posterior ramo da a. O nervo gástrico anterior emite vários ramos curtos e no nível do antro encontramos o ramo principal (nervo de Latarjet). pelas veias gastromental direita ramo da v. O estômago é peritonizado e a parte do omento menor que liga o estômago ao fígado chama-se ligamento hepatogástrico e a parte do omento maior entre o estômago e o colo transverso é o ligamento gastrocólico. esplênica para a face posterior do estômago. Entre as funções do tubo digestório. próximo ao cárdia divide-se em ramo maior. gástrico anterior e outros dois menores: hepático e celíaco. mesentérica superior e gastromental esquerda ramo da v. esplênica. (na maioria das vezes). a parte inicial participa ativamente da digestão mas o intestino delgado como um todo é o grande responsável pela absorção alimentar. 141 . Intestinos: É a parte final do tubo digestório. compreende o intestino delgado e o intestino grosso. Na curvatura menor entre as artérias gástrica esquerda ramo do tronco celíaco e a gástrica direita. Vascularização do estômago: A irrigação arterial do estômago se faz através de dois círculos anastomóticos situados nas curvaturas.

mas o início da primeira parte e o final da quarta parte são peritonizados. ramos da a. Em alguns casos podemos encontrar um pouco acima a papila menor do duodeno onde se abre o ducto pancreático acessório. Vascularização do duodeno A irrigação arterial do duodeno procede da artéria hepática comum ramo do tronco celíaco através das artérias gástrica direita e gastroduodenal e da a. vai do piloro à transição com o jejuno na flexura (ângulo) duodenojejunal. colédoco trazendo a bile da vesícula biliar e do fígado e o pancreático trazendo o suco pancreático do pâncreas. mesentérica superior através das artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. Apresenta a forma da letra C que contorna a cabeça do pâncreas Partes: 1ª ou superior é a parte que segue o estômago. O duodeno é retroperitoneal. O duodeno está ligado ao fígado pelo ligamento hepatoduodenal. mesentérica superior. 3ª ou horizontal ou inferior. seu início chama-se bulbo duodenal. 2ª ou descendente é onde desembocam os ductos. importante em clínica por apresentar características internas semelhantes ao estômago. difíceis de individualizar) 10 Tonsila lingual 11 Valécula epiglótica 12 Prega glossoepiglótica mediana 13 Prega glossoepiglótica lateral 14 Músculo longitudinal superior da língua 142 .  Roteiro prático do Sistema Digestório . na junção dos dois ductos forma-se a ampola hepatopancreática que se abre na papila maior do duodeno desta parte do duodeno.Duodeno: É a parte inicial do intestino delgado. gastroduodenal e as artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. Aqui também formam-se círculos anastomóticos entre as artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior ramos da a. 4ª ou ascendente que se continua com o jejuno a partir da flexura duodenojejunal fixa por uma estrutura muscular lisa chamada músculo suspensor do duodeno (Treitz).1ª parte Cavidade oral 1 Vestíbulo da boca 2 Cavidade própria da boca 3 Palato duro 4 Palato mole 5 Úvula palatina Língua 6 Papila circunvalada 7 Papila folhada 8 Papila fungiforme 9 Papila filiforme (revestem todo o dorso da língua. a parte livre do omento menor.

É evidente que as alças próximas ao duodeno são jejunais e aquelas próximas ao intestino grosso são ileais. macroscopicamente é difícil diferenciá-las como pertencentes ao jejuno ou ao íleo. Tem importância prática saber identificar a primeira alça do jejuno o que possível pois sabemos que a mesma esta presa à parede posterior juntamente com a última porção do duodeno pelo músculo suspensor do duodeno. 143 .canal pilórico 34 Curvatura menor 35 Curvatura maior 36 Piloro Duodeno 37 Parte superior 38 Parte descendente 39 Parte horizontal 40 Parte ascendente 41 Papila maior do duodeno 42 Músculo suspensor do duodeno Intestinos (continuação) Jejuno e íleo: Constituídos por grande número de alças intestinais que ocupam a área central do abdome.15 Músculo transverso da língua 16 Músculo genioglosso 17 Músculo palatoglosso Dentes 18 Incisivo 19 Canino 20 Pré-molar 21 Molar Parte oral da faringe 22 Arco palatoglosso 23 Arco palatofaríngeo 24 Tonsila palatina na fossa tonsilar Parte laríngea da faringe 25 Recesso piriforme Esôfago 26 Parte cervical 27 Parte torácica 28 Parte abdominal Estômago 29 Cárdia 30 Fundo gástrico 31 Corpo gástrico 32 Parte pilórica .antro pilórico 33 Parte pilórica .

próximo ao fígado à flexura esquerda. Contornado a parte inferior do canal temos os músculos que atuam na defecação: esfíncter externo do ânus. drenagem . esfíncter interno do ânus. Identificação: pela presença de: 1. No seu interior observamos as pregas transversas do reto cuja função é discutível. pois sabemos que o material proveniente da absorção intestinal deve passar antes pelo fígado para só depois entrar na corrente circulatória. transporte e eliminação das fezes. Colo descendente: no lado esquerdo vai da flexura esquerda até o início do colo sigmóide.saculações (provavelmente musculatura lisa circular concentrada em pregas circulares delimitando formações em bolsas). apendicular e cólico. Colo sigmóide. encontra-se na parte inferior do ceco no encontro das 3 tênias. sua parte mais dilatada chama-se ampola. tênia omental e tênia livre) e 3. Partes: Ceco. A artéria cólica direita enquanto ramo direto da mesentérica superior está presente em cerca de 20% dos indivíduos. Reto é a parte terminal.tênias do colo que são faixas de musculatura lisa longitudinal concentrada em 3 fitas ao longo do intestino (tênia mesocólica. a disposição de sua musculatura é diferente daquela do colo restante por isso não apresenta tênias ou saculações. cólica direita e cólica média para o lado direito do intestino grosso. absorção de água e ferro. Intestino grosso: Funções: formação. Apêndice vermiforme.da veia mesentérica superior para a veia porta. como possui o mesossigmóide. A artéria ileocólica se dirige para a transição entre o íleo e colo ascendente através dos ramos: ileal. produção de muco. cólica 144 . A direita é mais baixa do que a esquerda devido à presença do fígado no lado direito.apêndices omentais do colo (pequenas formações saculares de gordura). estas delimitam com a parede anal espaços chamados seios anais. Canal anal: vai do reto ao ânus apresenta em seu contorno saliência longitudinais. Pécten anal é o espaço situado abaixo das válvulas e das colunas até o ânus. cecais anterior e posterior. próximo ao baço.ramos jejunais e ileais da artéria mesentérica superior. Colo ascendente: no lado direito. Tem várias curvas o que lhe dá a forma da letra S. sigmóideas e retal superior para o lado esquerdo do intestino grosso. parte inicial que se comunica com o íleo. mas sua posição é variável. as colunas anais ligadas nas extremidades inferiores pelas válvulas anais. A artéria mesentérica inferior emite os ramos: cólica esquerda. 2. Vascularização do intestino grosso: irrigação – A artéria mesentérica superior emite os ramos: ileocólica. Colo transverso. continuação do ceco até a flexura direita. é identificável por estar mais livre (solto) que o colo descendente que está preso à parede posterior. ao nível da transição encontrase uma saliência a papila ileal com uma abertura no centro o óstio ileal ( a existência de uma valva ileocecal não é unanimidade entre os autores). liso sob controle autônomo. As artérias: ileocólica. estriado sob controle voluntário.Vascularização: irrigação . próximo ao fígado. vai da flexura direita.

quadrado e caudado separados pelas seguintes estruturas: vesícula biliar. veia cava inferior (à direita). duodenal. As glândulas salivares maiores são 3 pares: parótida. porém acima da glândula submandibular. É constituído por 4 lobos: direito. inferior voltada para as demais vísceras abdominais que a marcam com suas impressões: esofágica. e está protegido pelas últimas costelas do lado direito. participa assim da formação do bolo alimentar e ainda iniciam a digestão dos hidratos de carbono pois contem a enzima chamada ptialina que atua sobre o amido. distribuídas pela cavidade da boca e reunidas de acordo com a localização em: labiais. superior envolvida pelo diafragma e a visceral. Dividem-se em dois grupos: maiores e menores. Apresenta duas faces: diafragmática. As glândulas anexas são: glândulas salivares que se abrem na cavidade oral. submandibular e sublingual. Sublingual também situada embaixo do soalho da boca. cólica média. localiza-se na cavidade abdominal. todas se comunicam com a cavidade oral. fígado e pâncreas que se abrem no duodeno. da bochecha e molares. recebe ramos retais (média e inferior) da artéria ilíaca interna. no nível do 2º dente molar superior. sob a pele e sobre o ramo da mandíbula. cólica esquerda e sigmóideas estão interligadas pelo arco justacólico (artéria de Riolan). parte final do intestino grosso. palatinas. É ímpar. Glândulas salivares maiores: Parótida é a maior de todas. ligamento redondo. linguais. ligamento venoso (à esquerda) e hilo hepático ou porta do 145 . as menores são numerosas. cólica e renal. gástrica. a prega sublingual e em lugar de um único ducto possui vários ductos (de 8 a 17) que se abrem diretamente no soalho da boca. A drenagem venosa é efetuada por ramos das veias mesentéricas superior e inferior para a veia porta e das veias retais média e inferior para a veia ilíaca interna. guarda importante relação com o nervo facial que se encontra em seu interior e se abre através do ducto parotídeo. Fígado: É a maior glândula do corpo humano. nas regiões do hipocôndrio direito e epigastro. Submandibular localiza-se embaixo da cavidade da boca envolvida pela mandíbula. esquerdo. localiza-se na frente da orelha. no soalho da boca ao lado do frênulo da língua em uma pequena saliência chamada carúncula sublingual. nas proximidades do frênulo da língua. embaixo da cúpula direita do diafragma. Glândulas anexas ao tubo digestório: São órgãos que produzem substâncias químicas ricas em enzimas que se comunicam com o tubo digestório através de ductos (tubos) por meio dos quais suas secreções vão atuar no processo de digestão dos alimentos. forma uma saliência no soalho da boca. abre-se através do ducto submandibular.direita. O reto. Glândulas salivares: Produzem uma secreção chamada saliva cujas funções são umedecer e lubrificar o alimento. na mucosa do vestíbulo da cavidade da boca. Sua inflamação é conhecida pelo nome de caxumba (parotidite epidêmica).

Em alguns indivíduos podemos ter um segundo ducto chamado acessório que desemboca também no duodeno. O fígado é envolvido por peritônio visceral menos em uma pequena parte da face diafragmática chamada área nua. a artéria hepática própria (à esquerda) e saem os ductos hepáticos (à direita) das vias biliares conduzindo a bile com sais biliares. Sua secreção para o duodeno chama-se suco pancreático e contém as enzimas: amilase para os hidratos de carbono. lipase para as gorduras e tripsina para digestão das proteínas. Entram. a veia porta (posterior) que traz o sangue dos locais onde houve absorção alimentar (estômago. na ampola hepatopancreática. O suco pancreático escoa principalmente por um ducto chamado ducto pancreático que desemboca na papila maior do duodeno. Os sais biliares atuam sobre as gorduras quebrando suas moléculas para que as lipases possam atuar melhor. Podem ser intra-hepáticas situadas dentro do fígado e extra-hepáticas quando saem do fígado pelo hilo. Ao nível do hilo temos o pedículo hepático representado pelas estruturas que entram e saem do fígado. Suas partes. é o túber omental. são: cabeça. um pouco acima do outro na papila menor do duodeno. na 2a porção juntamente com o ducto colédoco. Vias biliares: É o conjunto de ductos (tubos) que conduzem a bile desde a sua formação no tecido hepático até a desembocadura na 2a porção do duodeno. Pâncreas: É também abdominal. É órgão retroperitoneal. Contém ainda o bicarbonato de sódio para neutralizar o ácido clorídrico do estômago. corpo e cauda. isto é coloca-se posteriormente ao peritônio.fígado (ao centro). Vascularização: a cabeça do pâncreas é irrigada pelas artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior. partindo do duodeno em direção ao baço. O comportamento do peritônio em relação ao fígado será estudado posteriormente. ramos da artéria 146 . colo. o corpo também apresenta uma proeminência em sai margem superior. intestinos). A vesícula biliar é um reservatório de bile que se contrai estimulada pela presença de alimento gorduroso no duodeno. situado por trás do estômago. por diante da coluna vertebral é envolvido em parte pelo duodeno e se estende até o baço no lado esquerdo. A parte posterior da cabeça ao contornar os vasos mesentéricos superiores apresenta um prolongamento em ponta chamado processo uncinado. Compreendem os ductos hepáticos direito e esquerdo que se unem para formar o ducto hepático comum que ao receber o ducto cístico proveniente da vesícula biliar formam o ducto colédoco que vai se unir ao ducto pancreático proveniente do pâncreas para juntos desembocarem através da ampola hepatopancreática na papila maior do duodeno na 2 a porção do duodeno. eliminando bile para o duodeno através dos ductos cístico e colédoco. Atualmente o fígado é dividido em 8 segmentos que desfrutam de certa autonomia funcional com aplicação cirúrgica. ambos sem maior significado funcional.

Essas artérias se anastomosam. A drenagem venosa é efetuada pelas veias pancreáticas da veia esplênica Roteiro prático do Sistema Digestório . nas partes anterior e posterior da cabeça. a. pancreática dorsal) e a cauda pela pancreática caudal também ramo da artéria esplênica. cólica esquerda 15. retal superior Reto 16 Ampola do reto 17 Prega transversa Canal anal 18 Coluna anal 19 Válvula anal 20 Seio anal 21 M. cólica média 14 a. esfíncter interno do ânus Glândulas salivares maiores 23 Parótida 24 Ducto parotídeo 25 Submandibular 26 Ducto submandibular 27 Sublingual Fígado 28 Face diafragmática Face visceral compreende: 29 Lobo direito 30 Lobo esquerdo 147 . pancreática inferior. O corpo é irrigado por ramos da artéria esplênica (pancreática magna.gastroduodenal e ramos anterior e posterior da artéria pancreaticoduodenal inferior ramo da artéria mesentérica inferior.2ª parte 1 Alça do jejuno 2 Alça do íleo Intestino Grosso 3 Ceco 4 Apêndice vermiforme 5 Colo ascendente 6 Colo transverso 7 Colo descendente 8 Colo sigmóide 9 Tênia do colo 10 Saculação 11 Apêndice omental 12 a. respectivamente. esfíncter externo do ânus 22 M. ileocólica 13 a.

Nader Wafae Conceito: é uma membrana serosa. 148 . Função: a) superfície de deslizamento para as vísceras permitindo os seus pequenos movimentos sem grandes desgastes por atrito.31 Lobo quadrado 32 Lobo caudado 33 Porta do fígado 34 Veia cava inferior 35 Ligamento redondo 36 Ligamento venoso 37 Veia porta 38 Artéria hepática própria 39 Impressões de órgãos vizinhos (renal) Vias biliares 40 Vesícula biliar 41 Ducto cístico 42 Ducto hepático (direito e esquerdo) 43 Ducto hepático comum 44 Ducto colédoco Pâncreas 45 Cabeça do pâncreas 46 Colo do pâncreas 47 Corpo do pâncreas 48 Cauda do pâncreas 49 Processo uncinado 50 Ducto pancreático PERITÔNIO Prof. a cavidade não aparece (potencial) embora exista. já que de alguma maneira fixam as vísceras nas paredes. c) proteção das vísceras mediante mecanismos de secreção e absorção. o peritônio é dividido em duas folhas: peritônio visceral que recobre as vísceras (órgãos) e o peritônio parietal que recobre as paredes do abdome. Nessa cavidade existe uma pequena quantidade de líquido chamado líquido peritoneal. lisa. quase transparente que reveste as paredes e os órgãos das cavidades abdominal e pélvica. conta para tanto com a ação lubrificante do líquido peritoneal. Divisão: Embora seja uma membrana contínua. b) manutenção das vísceras em posição. Entre o peritônio parietal e o peritônio visceral existe uma cavidade vazia (na mulher contém o ovário) chamada cavidade peritoneal. fina. no entanto como os órgãos estão muito próximos uns dos outros e das paredes. pelve e diafragma.

elásticas e células gordurosas principalmente Tamanho: 2 a 7 metros quadrados. c) omento: porção do peritônio que vai de uma víscera à outra víscera e contem vasos em seu interior. d) l igamento: porção do peritônio que vai da parede à víscera ou de uma víscera à outra e não contem vasos em seu interior. parede posterior do estômago. b) meso: porção do peritônio que vai da parede à víscera contendo vasos em seu interior. e) prega: saliência linear de peritônio ao contornar uma estrutura pequena . duas que descem e duas que sobem) envolvem o colo transverso e se dirigem a parede posterior como mesocolo transverso. As duas margens do omento menor são espessadas e são chamadas de ligamentos a) hepatogástrico.Constituição: apresenta uma camada de mesotélio. Bolsa omental é um espaço sacular peritoneal cuja parede anterior é formada pelo omento menor. g) recesso: uma escavação profunda revestida por peritônio. no trajeto do diafragma e parede ânterolateral para o fígado formam-se dois ligamentos: a) o coronário (cujas extremidades constituem os triangulares) e b) o falciforme. ao atingir a curvatura menor separam-se para revestir as faces anterior e posterior do estômago até a curvatura maior. 2 lâminas anteriores do omento maior e a parede posterior pelo peritônio parietal posterior e pelas 2 lâminas posteriores do omento maior. b) hepatoduodenal na margem livre do omento menor sob o qual existe uma passagem chamada forame omental por onde se introduz o dedo para alcançar a bolsa omental. O peritônio que recobre o cólo sigmóide o faz a uma certa distância da parede formando o mesossigmóide.f) fossa: uma escavação rasa revestida por peritônio. Desenvolvimento: o peritônio se desenvolve acompanhando as vísceras que recobre. nesse trajeto formam o omento menor. desprendem-se deste para revestir o fígado tornando-se visceral. Definições: a) folhas: cada uma das divisões do peritônio (visceral e parietal). onde se juntam novamente e descem até um plano passando pelas cristas ilíacas. Disposições especiais em órgãos do sistema digestório: o peritônio parietal após revestir as paredes abdominais ântero-laterais (parte vem da direita e parte vem da esquerda) e o diafragma. O peritônio que recobre os colos 149 .) se encontram no hilo do fígado e se colocam uma na frente e outra atrás para se dirigirem à curvatura menor do estômago. bolsa: uma formação sacular revestida por peritônio. Após revestir o fígado as duas lâminas (direita e esquerda. o peritônio parietal deriva da somatopleura (parede do celoma próxima ao ectoderma). nesse momento voltam-se sobre si mesmas e sobem em direção ao colo transverso pelo mesmo trajeto por onde desceram e forma o omento maior (4 lâminas. em contato e desprovidas de movimento são reabsorvidas pelo organismo e desaparecem. uma camada basal de sustentação e uma camada conjuntiva de fibras colágenas. as etapas mais importantes são: a) crescimento simples (multiplicação celular). b) mudanças de forma e de posição por torções e deslocamentos c) coalescência (lâminas peritoneais próximas. Formação: o peritônio visceral deriva da esplancnopleura (parede do celoma próxima ao endoderma).

A parte do duodeno ligada à cabeça do pâncreas sofre o mesmo processo e a cauda do pâncreas pode estar parcialmente peritonizada. lâminas próximas sem movimento são reabsorvidas por coalescência. Como o intestino (delgado e grosso) necessita de grande crescimento para atingir sua extensão completa (6 metros) irá apresentar durante o desenvolvimento embrionário uma torção de 270° tendo como eixo a artéria mesentérica superior.ascendente e descendente somente o fazem pela frente e pelos lados. Assim sendo. Esta rotação vai permitir o crescimento do jejuno e íleo que se liga à parede posterior pelo mesentério cuja base oblíqua tem em torno de 15 cm mas o suficiente para alcançar na borda livre todo o jejuno e íleo Os únicos órgãos situados no interior da cavidade peritoneal são o ovário e partes da tuba uterina (infundíbulo com as fímbrias). em sua posição definitiva. inicialmente. o ponto que vai formar a flexura direita do colo colocado. O ceco é peritonizado mas não possui meso que se restringe ao apêndice (mesoapêndice). Roteiro prático de peritônio 1 Peritônio parietal 2 Peritônio visceral 3 Omento maior 4 Omento menor 5 Mesentério 6 Mesocolo 7 Prega umbilical mediana 8 Prega umbilical medial 9 Escavação retovesical ou retouterina 10 Ligamento coronário 11 Ligamento falciforme 12 Ligamento triangular 13 Forame omental Doenças do sistema digestório Acalasia É distúrbio no relaxamento do esfíncter esofágico gerando obstrução funcional do esôfago durante a deglutição. sobra apenas o revestimento anterior deixando o pâncreas atrás do peritônio. O mesmo ocorre com a flexura duodeno jejunal. no início de sua formação é peritonizado mas deixa de sê-lo durante o desenvolvimento por coalescência. inicialmente o pâncreas é sagital isto é colocado no sentido ântero-posterior durante seu desenvolvimento e por acompanhar o estômago desloca-se para a esquerda. O peritônio restringe-se à margem anterior do ovário. de início à direita e no alto coloca-se mais a esquerda e embaixo. É primária quando o distúrbio encontra-se na 150 . fazendo com que a parte esquerda do peritônio que o reveste encoste no peritônio parietal posterior. são portanto parcialmente peritonizados. De fato. no lado direito embaixo do fígado mediante essa rotação de 270º. O pâncreas é um órgão secundariamente retroperitoneal isto é. na linha mediana próximo à pelve vai se colocar.

Aoresentam tendência para adenocarcinoma. dor torácica e regurgitação. Pela semelhança com a mucosa do estômago as úlceras duodenais ocorrem no início da parte superior. O divertículo faringoesofágico de Zenker forma-se na transição entre a faringe e o esôfago no nível do músculo cricofaríngeo. No quadro clínico apresentam halitose (mau hálito). No quadro clínico apresentam: disfagia (dificuldade em deglutir). Refluxo gastroesofágico Quando o conteúdo gástrico reflui para o esôfago provocado por excesso de suco gástrico. É secundária quando é conseqüência de outras doenças como: tumores gástricos e esofágicos. As úlceras gástricas podem estar localizadas no corpo. doença de Chagas. na curvatura menor ou nas proximidades do piloro. No quadro clínico predomina a disfagia não progressiva e ardor retroesternal. No quadro clínico é comum a disfagia. Ocorre quando fatores agressores da mucosa como o ácido clorídrico e as enzimas digestivas predominam sobre os fatores defensivos da mucosa – a barreira mucosa. Podem ser de propulsão quando a pressão é interna e de tração quando a força é externa ao órgão. Úlcera péptica Lesão erosiva e circunscrita das mucosas do estômago ou do duodeno. Divertículos do esôfago Evaginações da parede do esôfago formando pequenas bolsas. regurgitação. 151 . Esofagite. Fumo e consumo de álcool podem estar associados. pela gravidade na posição deitada e pelo aumento da pressão abdominal. dor torácica e disfagia. Pode ocorrer esofagite de refluxo com inflamação e mudanças do epitélio. Também pode ocorrer por falha dos fatores que normalmente impedem o refluxo: incompetência do esfíncter esofágico. É comum sua associação com infecção por Helicobacter pylori. Ardor retroesternal (pirose). Espasmo esofágico Contrações múltiplas do esôfago que podem ser espontâneas ou durante a deglutição. integridade do ligamento frenicoesofágico e manutenção do ângulo entre esôfago e estômago. Câncer do esôfago Em 90% é do tipo carcinoma epidermóide (revestimento epitelial) localizado no terço médio e em 10% é adenocarcinoma (glandular). linfomas. regurgitação de alimentos e disfagia. aspiração e carcinoma esofágico são as principais complicações.inervação da musculatura lisa. Esôfago de Barrett Formação de epitélio mais resistente na parte do esôfago próximo ao estômago provavelmente readaptação nos casos de refluxo gastroesofágico.. vômitos e emagrecimento.

prurido anal. Alimentos contendo ovos ou larvas são os principais responsáveis pela transmissão. No quadro clínico apresentam: dor epigástrica e emagrecimento. Sintomas: dor no epigástrio. dieta com alimentos salgados. em geral. antiinflamatórios.enquanto que úlceras duodenais o ritmo é – dói – come – passa. Etiologia desconhecida porém apresenta componente familiar. defumados e crus e fumantes. Parasitose intestinal Infestação intestinal causada por parasitas. Hérnia de hiato É a passagem de parte do estômago para o interior do tórax através do hiato esofágico. aveia e cevada). anemia são alguns sintomas. dores abdominais fracas. Doença celíaca Doença de má absorção pelo intestino delgado com diarréia e desnutrição desencadeada pela ingestão de glúten em pessoas que tem intolerância ao glúten (trigo. 152 . centeio. dispepsia. Pode ser aguda ou crônica. Pode ser: a. São importantes os antecedentes de incidência familiar. náuseas e vômitos. Diarréia. A gastrite aguda pode ser desencadeada pela ingestão de aspirina. e febre. Os sintomas são comuns ao refluxo gastroesofágico.paraesofágica quando é o estômago que se desloca. em geral está associada à infecção por Helicobacter pylori. A gastrite crônica. b. corticóides e álcool. vômitos. No quadro clínico predomina o vômito nas primeiras semanas de vida. nos casos graves pode apresentar hemorragia. desnutrição e desidratação. Alguns são microscópicos como a giárdia lamblia e amebas) e outros são maiores como ascaris e tênias. Estenose hipertrófica do piloro Obstrução do canal pilórico devido à hipertrofia congênita da camada muscular. nas úlceras gástrica o ritmo é – dói – come – dói – passa . Gastrite Inflamação da mucosa gástrica.por deslizamento quando ocorre apenas pela junção esofagogástrica.O quadro clínico característico é a dor epigástrica em queimação. infecciosa provocada por bactérias (Salmonela). parasitas (giárdia) e vírus presentes em alimentos e água contaminados. Adenocarcinoma gástrico É o tumor maligno glandular do estômago. dor abdominal. No quadro clínico temos: diarréia líquida. Associa-se com fatores genéticos e auto-imunológicos. Gastrenterite aguda Inflamação da mucosa do intestino delgado. ou de fome.

Síndrome de má absorção É a absorção desordenada ou inadequada de nutrientes pela mucosa intestinal. Várias são as causas: doenças que atingem a mucosa intestinal, infecções, insuficiência pancreática, deficiência de lactase, falta de sais biliares, diminuição da superfície de absorção. Os sintomas mais comuns são: diarréia, emagrecimento, distensão abdominal, e desnutrição. Doença de Crohn Doença inflamatória do intestino de causa provavelmente auto-imune. Mais frequentemente atinge o íleo terminal e colo direito é descontínua. No quadro clínico o paciente apresenta: dor abdominal e diarréia, emagrecimento. Pode complicar com formação de fístulas (comunicação anormal entre vísceras ou cavidades) e perfuração e favorecer a formação de tumores. Diverticulite aguda Inflamação de um ou mais divertículos (evaginações da parede do colo formando pequenas bolsas). Em geral aparece colo sigmóide de idosos com dietas pobres em fibras. A inflamação decorre, em geral, de infecção que ocorre após obstrução do divertículo com matéria fecal. Apresenta risco de perfuração. No quadro clínico observa-se: febre, dor abdominal localizada na região inguinal esquerda, diarréia ou prisão de ventre. Obstrução intestinal É a parada na progressão do conteúdo intestinal. As causas são muitas: obstrução por corpo estranho (bolo de ascaris), compressão externa (tumores em órgãos vizinhos), estenoses (tumores intrínsecos), aderências (bridas peritoneais aderindo alças), torção de alça intestinal (volvo intestinal), invaginação intestinal ( pedaço de alça intestinal entrando dentro da própria alça). No quadro clínico, o paciente apresenta: dor em torno do umbigo, náuseas, vômitos, eliminação de gases e de fezes suspensas, distensão abdominal. Diarréia Define-se como o aumento de peso das fezes, do número de evacuações ou diminuição da consistência das fezes. A diarréia aguda, em geral, é infecciosa proveniente de alimentos contaminados ou a vírus. A diarréia crônica pode ser provocada por estimulação da secreção intestinal, alteração da motilidade intestinal ou inflamação desencadeada por laxantes. Apendicite aguda É a inflamação do apêndice vermiforme. Em geral é a infecção do apêndice que segue à sua obstrução. As causas mais comuns da obstrução são: aumento dos folículos linfáticos, fecalitos (fragmento endurecido de fezes), corpos estranhos ou tumores. No quadro clínico, em geral, começa com dor periumbilical, que depois se localizana região inguinal direita é dor contínua e forte, vômitos e febre são freqüentes.

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Colite ulcerativa Doença inflamatória da mucosa do colo de causa desconhecida. Atinge toda a mucosa e no quadro clínico temos: sangramento, diarréia, contendo muco e pus, febre, dor abdominal e pode complicar perfurando. Constipação (prisão de ventre) É a eliminação de fezes em períodos irregulares, em geral devido à falta de fibras na dieta. Além do mal estar apresenta dificuldades para defecar e dor abdominal. Pólipo intestinal Tumor, em geral benigno, com pedículo. Os pólipos do intestino grosso merecem cuidado pois podem se tornar tumores malignos. Há componente familiar. Assintomáticos, podem apresentar sangramentos. Síndrome do colo irritável É o distúrbio funcional e desordenado da motilidade intestinal. É a afecção mais freqüente do sistema digestório. Não são encontradas evidências bioquímicas, microbiológicas ou anatômicas para explicar a sintomatologia O paciente apresenta dor abdominal acompanhada de diarréia ou constipação intestinal ou alternância de ambas, gases, distensão abdominal, intolerância por alguns alimentos.. Transtornos psicológicos como ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e estresse emocional estão associados com freqüência. Adenocarcinoma colorretal É o tumor maligno glandular do colo e o mais freqüente do sistema digestório. São importantes os antecedentes de dieta gordurosa, inflamações freqüentes e incidência familiar. Os tumores do colo ascendente apresentam sangramento e anemia, os do colo sigmóide, sintomas obstrutivos, perfuração e enterorragia (sangramento nas fezes). Fissura anal Ulceração benigna localizada no canal anal. provocada por infecção das colunas anais e traumatismos pelas dificuldades em evacuar. Apresenta dor intensa ao defecar, podendo ocorrer sangramento retal. Hemorróidas Dilatações de veias anorretais. Podem ser internas, externas e mistas. As internas podem ser de primeiro grau quando não se exteriorizam, de segundo grau quando se exteriorizam mas podem ser reduzidas e de terceiro grau quando são permanentes; as externas localizam-se nas margens do ânus. Sintomas: dor ao defecar, sangramentos, pode ocorrer trobose. Hepatites a vírus Infecção do fígado provocada por vírus que se classificam em: A, B, C, D, E. As hepatites A e E são transmitidas pelas fezes, em água e alimentos contaminados pelo vírus. As hepatites B, C e D são transmitidas principalmente pelo sangue.

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O quadro clínico apresenta: anorexia, náuseas, vômitos, fraqueza, icterícia, colúria, (urina escura) e acolia (fezes claras). Pode haver complicações e cronicidade. Hepatopatia alcoólica São as lesões apresentadas pelo fígado em função do consumo de álcool. Podem ser: esteatose (degeneração gordurosa), hepatite e cirrose. Na esteatose há aumento do fígado, na hepatite e na cirrose os quadros clínicos comuns às hepatites e à cirrose. Cálculos biliares (litíase) É a presença de cálculos (pedras) nas vias biliares, mais comumente na vesícula biliar. Os cálculos podem ser de colesterol, de bilirrubina ou de proteínas. É mais freqüente em mulheres obesas. No quadro clínico predominam a dor em cólica no hipocôndrio direito e os vômitos biliares. Carcinoma hepatocelular É o tumor maligno do fígado. O paciente apresenta dor e massa abdominal palpável no hipocôndrio direito. Cirrose hepática Fibrose do tecido hepático, alterações degenerativas e estruturais, infiltração gordurosa, e presença de nódulos. São importantes os antecedentes de: alcoolismo, hepatite a vírus, drogas, deficiência nutricional. No quadro clínico podemos ter: hemorragia digestiva por varizes esofágicas, icterícia, ascite (líquido na cavidade peritoneal). Colecistite aguda É a inflamação da vesícula biliar. Na maioria dos casos é obstrutiva por cálculo seguida de infecção bacteriana. O paciente apresenta dor em cólica no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos biliosos e febre e sinal de Murphy (dor a palpação no hipocôndrio direito). Pancreatite É a inflamação do pâncreas, pode ser aguda ou crônica. Costuma-se associála à obstrução por cálculos biliares e ao alcoolismo, medicamentos, vírus e aos traumatismos abdominais. Os sintomas mais freqüentes são: forte dor abdominal em faixa que se irradia para as costas, e vômitos. Fibrose cística do pâncreas Doença sistêmica hereditária ligada a gene recessivo que atinge à parte exócrina do pâncreas e a maioria das glândulas de secreção externa (sudoríferas, brônquicas). No quadro clínico temos: dor abdominal, diarréia, emagrecimento e associação com sintomas respiratórios. Câncer de pâncreas Em geral é adenocarcinoma do ducto, na cabeça do pâncreas.

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Hérnia inguinal É a passagem de conteúdo abdominal através de um ponto fraco da parede muscular do abdome. suspensão dos ruídos intestinais. 4-Secreção do hormônio renina que atua na regulação da pressão arterial e eritropoetina. Quando não se consegue reduzir (empurrar a hérnia para dentro) pode ocorrer a hérnia estrangulada com o comprometimento da irrigação do saco herniado. Síndrome de Zollinger-Ellison É presença de tumores pancreáticos secretores de gastrina. observa-se ou palpa-se uma tumoração mole no nível inguinal ou no escroto. No quadro clínico o paciente apresenta dor abdominal e diarréia. encapsulada (abscessos) gasosa (presença de gases). Em geral. ureter. através dos genitais internos femininos. biliar (presença de bile). Apresenta dor e distensão abdominal. . Essas funções são desenvolvidas através dos seguintes mecanismos: 1-Filtração do sangue pelos glomérulos renais (um litro por minuto) para os túbulos renais 2-Reabsorção desse filtrado depurado nos túbulos renais (a maior parte) 3-Excreção pequena parte desse filtrado com resíduos químicos é eliminado pela urina (um a um litro e meio por dia). Nader Wafae Funções: O rim depura o sangue e mantém o equilíbrio eletrolítico. taquicardia. Rim: Número: dois. direito e esquerdo 156 . A causa mais freqüente é a propagação de infecções em vísceras peritonizadas (secundária). difusa (generalizada).No quadro clínico temos dor epigástrica constante. perfurações ou rupturas de vísceras ocas. Constituição: O sistema urinário se compõe de um órgão par chamado rim e das vias urinárias: cálice menor. Nas diretas o conteúdo abdominal passa para parede através do anel inguinal profundo (fáscia transversal). cálice maior. Dr. circunscrita (localizada). Peritonite Inflamação do peritônio. Podem ser diretas e indiretas. pelve renal. em resposta o estômago secreta grandes quantidades de ácido clorídrico e pepsina e conseqüente aparecimento de úlceras no estômago e no intestino delgado. febre. rigidez da parede abdominal (abdome em tábua)e pode chegar ao choque. emagrecimento e icterícia (coloração amarela da pele e das mucosas). Nas diretas o conteúdo abdominal passa pela parede posterior do canal inguinal (fáscia transversal). na produção de glóbulos vermelhos. bexiga urinária e uretra. SISTEMA URINÁRIO Prof. Há vários tipos de peritonite: asséptica (substâncias químicas).

Localização: parede posterior da cavidade abdominal ao lado da coluna vertebral, entre 12a vértebra torácica e 3a lombar, sendo que o direito se encontra um pouco mais baixo. Descrição externa: faces: anterior e posterior; pólos: superior e inferior; margens: lateral (convexa) e medial (côncava); forma: de um feijão; Hilo Renal é uma abertura na margem medial do rim Seio Renal é uma escavação que continua o hilo para dentro do rim e que contem parte das vias urinárias, gordura e vasos. Pedículo Renal é o conjunto dos elementos que entram no rim como a artéria renal ou saem veia renal e pelve renal (um dos componentes das vias urinárias). A disposição mais freqüente desses elementos no hilo renal é de diante para trás: veia, artéria e pelve renal. Cápsula renal fibrosa: é a membrana fina e transparente que envolve os rins. Relações com outros órgãos: Rim direito = fígado, duodeno, colo Rim esquerdo = estômago, baço, pâncreas, colo Relações com o peritônio: os rins são retroperitoneais, portanto sem relação com o peritônio. São envolvidos por tecido conjuntivo frouxo que deriva do tecido extraperitoneal, a fáscia renal, contínua na parte superior que envolve as glândulas supra-renais e disponde de abertura na parte inferior. Entre a fáscia renal e a cápsula renal existe gordura no espaço perirrenal. Descrição interna: Mediante um corte frontal do rim identificamos as partes: Medula renal, mais interna, formada por estruturas triangulares escuras chamadas pirâmides onde predominam os túbulo renais e ductos coletores, alternadas com estruturas retangulares claras chamadas colunas renais. Córtex renal, mais externa e clara, onde predominam os glomérulos renais, das bases das pirâmides destacam-se pequenos prolongamentos, os raios medulares. Os vértices das pirâmides estão voltados medialmente e denominam-se papilas e se encaixam no início das vias urinárias ou seja nos cálices menores. Cada pirâmide associada a córtex e as colunas que a envolvem constituem o lobo renal que são em número de 7 a 14 por rim. O rim apresenta estrutura segmentar totalizando cinco segmentos. Vascularização: O rim é irrigado pela artéria renal que se divide em 5 artérias segmentares, estas formam, em seqüência: as artérias interlobares situadas nas colunas renais, artérias arqueadas na base das pirâmides, artérias interlobulares entre os raios medulares, arteríolas glomerulares aferentes, arteríolas glomerulares eferentes, arteríolas retas. A drenagem é feita pela veia renal. Vias urinárias: Cálices menores: adaptam-se às papilas das pirâmides recolhendo a urina formada nos túbulos coletores. Cálices maiores: em número de 2 a 3 por rim são formados pela reunião de número variável de cálices menores. Pelve renal: Formada pela confluência dos cálices maiores, conduz a urina para o ureter já fora do rim, Ureter: é um tubo longo que une a pelve renal à bexiga urinária. Divide-se em 3 partes conforme sua localização: abdominal, pélvica e intramural (esta na

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parede da bexiga). Sua desembocadura na bexiga urinária chama-se óstio do ureter. Apresenta em sua extensão três estreitamentos onde costumam encravar cálculos: 1- na junção com a pelve renal, 2- ao passar sobre os vasos ilíacos e 3- na parede da bexiga, intramural. Bexiga urinária: é uma estrutura sacular situada na pelve que funciona como reservatório de urina (cerca de 1 a 1,5 litro). O ápice está voltado para cima e para diante, e a base e o colo estão situados inferiormente. Internamente destaca-se o trígono da bexiga que é uma área triangular situada na base da bexiga, delimitado por 2 óstios do ureter unidos pela prega interuretérica e pelo óstio interno da uretra. A maior parte que compõe a musculatura da bexiga denomina-se detrusor e nas proximidades do óstio interno situa-se a musculatura esfinctérica lisa e estriada. A bexiga é revestida por mucosa pregueada, menos a do trígono que é lisa. No início e atrás do óstio interno da uretra há uma pequena saliência chamada úvula da bexiga. Uretra: é a parte final das vias urinárias que comunica a bexiga urinária ao meio exterior. em seu início apresenta uma linha saliente na parede posterior: a crista uretral. Há diferenças acentuadas entre a uretra feminina e a masculina: • Uretra feminina é curta, retilínea, exclusivamente urinária. • Uretra masculina é longa, sinuosa pertencente aos sistema urinário e genital. Divide-se em três partes: prostática que atravessa a próstata, membranácea que atravessa o períneo e esponjosa incluída no corpo esponjoso do pênis com uma dilatação inicial: fossa bulbar e outra terminal: fossa navicular que se abre no exterior pelo óstio externo da uretra.

Roteiro prático do Sistema Urinário 1 Rim: face anterior 2 Rim: face posterior 3 Rim: margem medial 4 Rim: margem lateral 5 Rim: extremidade (pólo) superior 6 Rim: extremidade (pólo) inferior 7 Hilo renal 8 Seio renal 9 Pedículo renal 10 Cápsula renal (fibrosa) 11 Fáscia renal 12 Córtex renal 13 Medula renal 14 Pirâmide renal 15 Papila renal 16 Artéria segmentar 17 Coluna renal 18 Cálice menor 19 Cálice maior

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20 Pelve renal 21 Ureter: parte abdominal 22 Ureter: parte pélvica 23 Bexiga urinária 24 Músculo detrusor 25 Úvula da bexiga 26 Trígono da bexiga 27 Prega interuretérica 28 Óstio do ureter 29 Óstio interno da uretra 30 Uretra masculina: parte prostática 31 Colículo seminal 32 Utrículo prostático 33 Seio prostático 34 Uretra masculina: parte membranácea 35 Uretra masculina: parte esponjosa 36 Fossa navicular da uretra 37 Óstio externo da uretra Doenças do sistema urinário Carcinoma renal. Adenocarcinoma das células do túbulo contorcido proximal é o tumor renal mais freqüente. No quadro clínico observa-se: hematúria, dor e tumor no local. Glomerulonefrite Inflamação dos glomérulos renais de caráter auto-imune pois em geral ocorre após infecções do sistema respiratório por estreptococos. Pode ser aguda, subaguda e crônica. No quadro clínico observa-se: proteinúria, hematúria, hipertensão arterial, edemas e eventualmente insuficiência renal. Antecedente de amidalite é importante. Hidronefrose. Distensão e retenção de urina na pelve renal e ou ureter em decorrência de obstrução do fluxo da urina principalmente na junção pieloureteral. As causas mais comuns são: cálculo ureteral, estenose do ureter, bexiga neurogênica, malformações congênitas, estenoses cicatriciais, compressões extrínsecas. (vasculares, tumores, gravidez, infecções). Quadro clínico depende da causa e da evolução pode ir ata insuficiência renal por compressão do parênquima pela urina. Infecção urinária Pode ser alta ou pielonefrite quando atinge o rim e baixa, quando atinge a bexiga (cistite) ou a uretra (uretrite). A via de infecção mais comum é pela uretra. É mais freqüente em mulheres, idosos, pacientes sondados e gestantes.

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congênito que pelo crescimento vão ocupando espaço no rim podendo levar à insuficiência renal. provenientes de fatores anatômicos musculares ou nervosos. fosfato de cálcio e ácido úrico. polaciúria. dor forte descontínua na região lombar que se propaga para os genitais externos. hipertensão. As causas mais freqüentes são: de esforço. em geral.Quadro clínico: na cistite apresenta disúria. nefropatia diabética. causada por contrações do 160 . Síndrome nefrótico Perda excessiva de proteínas pela urina. conseqüente de glomerulonefrites. hematúria. A uremia é caracterizada por sintomas nos diferentes sistemas: anorexia. No quadro clínico temos: edema de face e de membros inferiores podendo generalizar-se (anasarca). Resultam de distúrbios metabólicos com acúmulo de cristais nas vias urinárias como oxalato de cálcio. O quadro clínico característico é a cólica renal. diminuição da quantidade de urina (oligúria). hipertensão arterial ou em doenças renais. é o que ocorre na diabete. convulsões) e endócrinos. Litíase É a presença de cálculos (pedras) nas vias urinárias. encefalopatias (confusão mental. de urgência. edema nos membros inferiores. Insuficiência renal crônica É a incapacidade continuada do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. polineurite (inflamação de nervos periféricos).A lesão do glomérulo acarreta a passagem de glóbulos vermelhos e proteínas na urina. culminado com a uremia e seus sintomas toxêmicos. Policisto renal É a presença de cisto (coleção líquida envolvida por uma cápsula). na pielonefrite apresenta febre. micção urgente. arritmias por hiperpotassemia. Incontinência urinária É a incapacidade para controlar voluntariamente a micção. Síndrome nefrítico Caracteriza-se pela tríade: hematúria. com diminuição de proteínas no sangue e edema como conseqüência de doenças renais como glomerulonefrites. O quadro clínico apresenta oligúria. dor lombar e outros sintomas de infecção urinária. insuficiência cardíaca. dor no hipogástrio. O quadro clínico apresenta hematúria (sangue na urina). nictúria (eliminação aumentada duante a noite) e hipertensão arterial. Resulta de lesão renal não superada no decorrer do tempo levando a um progressivo distúrbio da função renal. vômitos. Insuficiência renal aguda É a incapacidade do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. proteinúria e insuficiência renal aguda. em geral.

implantação do ovo e preservação da gravidez. tuba uterina e vagina. pela fecundação. Bexiga neurogênica Alteração do funcionamento normal da bexiga urinária em decorrência de distúrbios do sistema nervoso ou dos nervos que controlam a bexiga urinária. bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares maiores e menores. forma da pelve. mama etc. Os órgãos genitais externos são: monte do púbis.medial em relação com a tuba uterina (tubária) e lateral em relação com parede da pelve. progesterona responsável pelo amadurecimento e preparação da mucosa do endométrio. lábios maiores. No quadro clínico observa-se: hematúria (sangue na urina). alterações no esfíncter ou de sua coordenação com o detrusor. nos casos hiperrefléxicos temos perda de urina. Nader Wafae O sistema genital feminino participa a) da reprodução humana pela produção da célula genital feminina. SISTEMA GENITAL FEMININO Prof. Número: 2. polaciúria (aumento do número de micções). encontro do óvulo com o espermatozóide. direito e esquerdo Função: produção de óvulos e de hormônios – estrógeno responsável pela formação dos caracteres sexuais secundários (voz. o óvulo. lábios menores. Carcinoma da bexiga Em geral é proveniente das células do epitélio de revestimento. pela implantação. disúria (dor ao urinar). ovarius que carrega ovos. quando excede a capacidade da bexiga e funcionais decorrentes dos hábitos.músculo detrusor. Descrição externa: O ovário apresenta: duas faces . Dr. Órgãos genitais internos: Ovário: Conceito: glândula endócrina em forma irregularmente oval. Situação: fossa ovária na parte lateral e posterior da pelve entre a parte oclusa da artéria umbelical e a artéria ilíca interna. Os órgãos genitais internos são: ovário.) e pela reconstrução da mucosa do endométrio após a menstruação. relaxina que durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve. urgência miccional e infecções urinárias. clitóris. pela gestação (desenvolvimento do feto) e pelo parto. de transbordamento. duas extremidades – 161 . b) da definição dos caracteres sexuais secundários da mulher pela secreção de hormônios sexuais. Distúrbios funcionais da bexiga urinária como contração exagerada ou diminuída. disposição dos pêlos. útero. nas bexigas neurogênicas por hiporreflexia há dilatação e são freqüentes as infecções. o conjunto destas estruturas denomina-se vulva ou pudendo feminino. Etimologia: do latim. fixação do ovo na mucosa uterina. O quadro clínico apresenta incontinência urinária. polaciúria. Constituição: os órgãos genitais classificam-se em internos e externos.

é a parte uterina. em seguida a porção mais longa. fecundação. lateral. direita e esquerda Função: transporte do óvulo e dos espermatozóides. Linfáticos: linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. Situação: disposta transversalmente. a direita é tributária da veia cava inferior e a esquerda desemboca na veia renal esquerda. o óstio uterino da tuba e outro. Número: 2. ramo da artéria ilíaca interna. O hilo localiza-se na margem mesovárica. ramo da aorta e um ramo da uterina. córtex com os folículos ovarianos e estroma ovário e finalmente a medula do ovário. Etimologia: do latim. Tuba uterina: Conceito: é um tubo alargado na extremidade lateral que se estende do fundo do útero em direção à parede da pelve para recobrir partes do ovário. trombeta. o óstio abdominal da tuba uterina. a porção inicial da tuba localiza-se no interior da parede uterina. a ampola e a parte mais larga. Ligamento: possui apenas o mesossalpinge que liga a tuba uterina ao ligamento largo. Útero: Conceito: órgão predominantemente muscular em forma de pêra com a parte dilatada para cima. o infundíbulo que termina em prolongamentos que se assemelham a uma franja. Vascularização: artérias: ovárica. Estrutura: O ovário é formado por uma sucessão de camadas que da externa para a interna são: epitélio geminativo. útero-ovárico que fixa a extremidade inferior do ovário ao útero) e mesovário que fixa a margem meosvárica à lâmina posterior do ligamento largo. 162 . Estrutura: é formada por três camadas: mucosa. na parte superior da pelve menor Comprimento: 10 a 12 cm Partes: são 4. Ligamentos: suspensor do ovário que fixa a extremidade superior do ovário à parede lateral da pelve). túnica albugínea. do grego histerus – que vem depois. mucular e serosa. duas margens – mesovárica situada anteriormente e ligada ao mesovário e livre (posterior) emrelação com a tuba uterina. o istmo da tuna uterina. Etimologia: do latim uterus – saco de pele para levar líquidos. trombeta. o termo salpinge usado em ginecologia deriva do grego. seguida por um segmento estreito fora do útero. as fímbrias.tubária (superior) encoberta pela tuba uterina e uterina (inferior) com o ligamento útero-ovárico que prende o ovário ao útero. veias: ováricas. Número: 1 Função: receber o ovo e desenvolver a gestação. Vascularização: pela artérias e veias ovárica e uterina. que se abre na cavidade abdominal. Óstios: nas extremidades da tuba uterina situam-se os orifícios: um deles é medial e se abre na cavidade uterina. Linfáticos: drenam para os linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico.

O ligamento redondo do útero prende o fundo do útero ao monte do púbis passando pelo canal inguinal. dois óstios. O ligamento redondo eleva-se na folha anterior do ligamento largo enquanto o mesossalpinge e o mesovário o fazem em sua folha posterior Os ligamentos retouterinos. ligam o colo do útero ao sacro e delimitam a escavação retouterina ou fundo de saco de Douglas. corpo. assim mesossalpinge e mesovário se encontram formando uma angulação. o óstio anatômico interno do útero em sua parte superior e outro na vagina o óstio do útero dotado de lábios anterior e posterior. mesovário para trás e mesométrio para baixo. O corpo do útero é a parte maior. Paramétrio é o espaço entre as duas lâminas do ligamento largo contendo vasos. O istmo é a parte estreita entre o colo e o corpo a partir do qual se forma durante a gravides o segmento inferior dos obstetras que pela quantidade menor de fibras musculares é o local indicado para incisões nas cesáreas. ou de Mackenrodt . gordura e os ligamentos transversos do colo. globosa. 163 . A distância entre os dois óstios denomina-se canal do colo do útero. istmo. linfonodos.Localização: no centro da cavidade pélvica Posição: para posicionar corretamente o útero devemos afirmar que ele está em anteversão: o ângulo de inclinação para frente formado entre os eixos da vagina e do útero. Estrutura: Endométrio é o revestimento interno da cavidade do útero. Partes: fundo. prendem o colo do útero à parede lateral da pelve. e colo. em anteflexão: o ângulo de inclinação para frente formado entre o colo do útero e o corpo do útero e destrotorção. O colo do útero é aextremidade inferior apresenta duas partes: uma supra vaginal situada na pelve e outra vaginal localizada no interior da vagina. Os ligamentos transversos do colo (cardinais. O ligamento largo é o prolongamento do peritônio que após revestir o útero estende-se para ambos os lados do útero. a camada média constitui a musculatura do útero Perimétrio é o peritônio que envolve o útero. a partir da emergência das tubas uterinas. Faces e margens: descrevemos duas faces no útero: anterior (vesical) e posterior (intestinal) que se encontram nas laterais pelas margens do útero. Ligamentos – Os ligamentos presos às partes do útero são importantes para sua suspensão e sustentação. sua camada interna ou mucosa uterina. O fundo do útero é sua parte mais superior. mais estreito nas extremidades e no interior do qual estão as pregas palmadas e as glândulas cervicais.). A pregas palmadas são oblíquas e se encaixam de modo a ocluir as paredes do colo. a camada externa. formado pela união das lâminas anterior e posterior e liga as margens laterais do corpo do útero às paredes laterais da pelve menor. a leve inclinação e torção do útero para a direita. achatada anteroposteriormente. A lâmina posterior do ligamento largo divide-se em três partes: mesossalpinge para cima.estreitandose inferiormente. A esses conceitos devemos acrescentar: Mesométrio localiza-se na lâmina posterior do ligamento largo ligando o útero à parede da pelve. importante recesso para diagnóstico em ginecologia pela sua proximidade com a vagina. Miométrio.

Vagina Conceito: É o tubo que comunica o meio exterior. Inervação: plexos hipogástrico e ovárico. superiormente e frênulo do clitóris. É envolvido por prolongamentos dos lábios menores que formam o prepúcio do clitóris. As veias pertencem ao plexo uterino. Clitóris é um dos órgãos erécteis femininos. substituída posteriormente pelas carúnculas himenais. Correspondência entre os sexos: 164 . Óstio da vagina – abertura para o meio exterior situado no pudendo feminino. Hímen – membrana que veda parcialmente a vagina. laterais e posterior. quando infectadas constituem a bartolinite. inferiormente. . ao atingir a parte supravaginal do colo emite ramos para o colo e para o copro do útero. corpo e glande do clitóris. Entre a parte vaginal do colo do útero e as paredes da vagina formam-se espaços denominados fórnices: anterior. Glândulas vestibulares menores estão dispersas pelas paredes do vestíbulo da vagina. Linfáticos: os do colo do útero drenam para os linfonodos ilíacos e os do corpo e do fundo para os pré-aórticos e aórticos laterais. A artéria uterina encontra-se próximo ao ligamento transverso do colo. e dotado de pregas transversais. Lábios maiores do pudendo são 2 dobras de pele livres que convergem nas extremidades formando as comissuras anterior e posterior dos lábios e que delimitam entre si um espaço. Função: é o órgão da cópula. corresponde ao corpo esponjoso masculino. par. Vestíbulo da vagina: é o espaço entre os lábios menores do pudendo contendo de cima para baixo: óstio externo da uretra. clitóris. Glândulas vestibulares maiores. a rima do pudendo. Bulbo do vestíbulo é outro órgão eréctil da mulher. óstio da vagina e os óstios das glândulas vestibulares maiores. Etimologia: do latim bainha para guardar a espada romana chamada gládio. corresponde aos corpos cavernosos do homem e como estes apresenta as partes: dois ramos. situadas por trás do bulbo do vestíbulo lubrificam a parte inferior da vagina. Lábios menores do pudendo são 2 dobras de pele por dentro dos lábios maiores e que delimitam entre si um espaço menor. par situados em torno do óstio da vagina. mediano. ramo da artéria ilíaca interna. O fórnice posterior é o maior porque a parede posterior é mais longa e utilizado para recolher secreções e análise de células e pela proximidade com a escavação retouterina também usado para punções diagnósticas. abrem-se entre a margem do óstio e o lábio menor do pudendo. o vestíbulo da vagina. atravês do pudendo feminino com o útero. as rugas vaginais. Nesse ponto a artéria uterina mantem importante relação com o ureter. Nas proximidades do clitóris os lábios menores do pudendo se delaminam e contornam o clitóris formando superiormente o prepúcio do clitóris e inferiormente o frênulo do clitóris.Vascularização: artéria uterina. Órgãos genitais externos: Monte do púbis: é a saliência situada na parte anterior da vulva coberta por pêlos.

Ampola da tuba uterina 4.Infundíbulo da tuba uterina 5.Óstio do útero 11.Fórnice da vagina 25.Miométrio 20.Prepúcio do clitóris 32.Clitóris 30.utrículo (colículo seminal) Glândulas vestibulares maiores .Paramétrio 22.Mesovário 16.Ligamento largo 13.Istmo da tuba uterina 3.Endométrio 19.Mesossalpinge 17.Fímbrias da tuba uterina 6.Mesométrio 23.Colo do útero 10.Óstio da vagina 35.Frênulo do clitóris 31.glândulas bulbouretrais.  Roteiro prático de sistema genital feminino 1.Ligamento retouterino 18.corpos cavernosos Bulbo do vestíbulo .Prepúcio do clitóris 29.Bulbo do vestíbulo 34.Istmo 9.Lábio maior do pudendo 27.Escavação retouterina 165 .Ligamento útero-ovárico 14.Glândula vestibular maior 36.Perimétrio 21.Monte do púbis 26.Ligamento suspensor do ovário 15.corpo esponjoso Ovário .testículo Útero .Óstio externo da uretra 33.escroto Clitóris .Lábios maiores do pudendo .Lábio menor do pudendo 28.Ovário 2.Ligamento redondo do útero 12.Fundo do útero 7.Corpo do útero 8.Vagina 24.

Serve de parâmetro para os procedimentos cirúrgico. serrátil anterior e oblíquo externo do abdome. Durante a gravidez a sua pigmentação fica mais acentuada O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas circulares que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não se deve a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. Dr. Desenvolvimento Sua formação se inicia na sexta semana a partir do ectoderma. A mama situa-se na parede torácica anterior. os chamados ligamentos suspensores da mama. as fáscias superficial e profunda. esses ductos podem apresentar uma dilatação na extremidade ou pouco antes do final e que são os seios lactíferos. os lóbulos da glândula mamária que por sua vez são constituídos pela reunião de alvéolos em forma de cachos e cujos ductos se unem para formar os ductos maiores. A aréola é um círculo pigmentado que circunda a papila mamária. é formada pela glândula mamária que ocupa sua parte central. Nader Wafae A glândula mamária é uma glândula de secreção externa de origem sudorífera modificada para a produção de leite e que se encontra no interior da mama. axilar e intercostais. Estrutura externa: A papila mamária (mamilo) é uma saliência central cônica. A glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. Linfáticos A drenagem linfática. por tecido adiposo que se concentra na periferia e por feixes fibrosos que a atravessam servindo de fixação. Os linfonodos axilares são numerosos e dividem-se em cinco agrupamentos: lateral. mais pigmentada onde se abrem os ductos lactíferos ou seios lactíferos. anterior. Baseia-se na progressão ordenada das células tumorais através dos linfáticos e é por onde se inicia a disseminação das metástases. Situa-se predominantemente no agrupamento axilar.Glândula mamária Prof. Através das comunicações com as veias intercostais é que entra em conexão com o plexo vertebral o que explica as metástases para o sistema nervoso central. por diante dos músculos: peitoral maior. Por ocasião do nascimento não apresenta diferenças marcantes entre os sexos. rica em glândulas sudoríferas e sebáceas estas últimas são volumosas e formam os tubérculos. posterior e intermédio. Vascularização A glândula mamária recebe seu fornecimento arterial das artérias: torácica interna e torácica lateral. Estrutura interna: É constituída por 15 a 20 unidades funcionais chamadas lobos da glândula mamária com um ducto lactífero que se abre na papila mamária. muito importante em função das metástases. pode ser feita pelos linfonodos axilares. medial. Cada lobo é constituído por unidades ainda menores. Caso a biópsia 166 . mas na puberdade essa diferença se acentua às custas do desenvolvimento do tecido glandular e deposição de tecido adiposo. Irá crescer mais durante a gravidez e regredir na menopausa. quimioterápico e radioterápico e para avaliação do prognóstico. Drena para as veias: torácica interna. deltopeitorais e cervicais profundos. apresenta fibras musculares lisas circulares e radiadas. O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática da glândula mamária quando esta apresenta tumor ou câncer.

Pênis: É o órgão erétil da cópula. de origem mediana entre os dois ramos não tem inserção óssea e irá constituir o corpo esponjoso abaixo dos dois corpos cavernosos. Órgão genitais externos: Escroto: É a bolsa situada atrás do pênis que contém os testículos. epidídimo. Apresenta duas partes: a raiz e o corpo.Glândula mamária 2. os epidídimos e parte dos ductos deferentes. contrai-se em temperaturas frias e se relaxa quando estiver quente. Como o câncer de mama leva de 6 a 8 anos para atingir um centímetro. Tanto os corpos cavernosos como o corpo esponjoso são preenchidos por pequenos espaços (os do corpo esponjoso são menores) chamados cavernas e contornados por 167 . ducto deferente. glândula seminal. é possível distinguir suas partes direita e esquerda porque a esquerda é mais baixa que a direita e pela rafe do escroto que é uma prega na pele que separa as duas partes.revele o seu não comprometimento a cirurgia será menos ampla e o prognóstico melhor. Os órgãos genitais externos são: o escroto (bolsa testicular) e pênis.Papila mamária 3.Ligamento suspensor SISTEMA GENITAL MASCULINO Prof. Os órgãos genitais internos são: testículo.Tubérculo 5. próstata.Aréola 4. A raiz é a parte fixa e oculta. Diferentemente do sistema genital feminino que é especificamente genital. glândulas bulbouretrais e glândulas uretrais. ducto ejaculatório. Nader Wafae O sistema genital masculino é responsável a) pela produção dos espermatozóides b) pela sua condução e eliminação c) pelos caracteres sexuais secundários. compreende dois ramos e o bulbo. O dartos é uma camada de fibras musculares lisas aderida à pele e que ajuda a manter a temperatura ideal do testículo. no sistema genital masculino há órgãos comuns aos sistemas urinário e genital. É constituído por órgãos externos e internos. Em geral. Estando comprometido com células tumorais indica que o processo de disseminação do tumor já está em desenvolvimento. Dr. O escroto é constituído por pele e pelo dartos. o diagnóstico precoce é fundamental para a cura e aí reside a importância do auto exame e dos meios de diagnóstico por imagem.  Roteiro prático de glândula mamaria 1. o bulbo. Os ramos inseridos no ísquio de cada lado irão constituir os corpos cavernosos.

o esquerdo em nível mais baixo. superiores e um corpo esponjoso. Órgãos genitais internos: Testículo: É o órgão que produz espermatozóides e testosterona.trabéculas. através de mecanismo nervoso. A margem posterior da glande do pênis. apesar de ser mais estreito do que os corpos cavernosos. os testículos precisam migrar até o escroto para ter neste local a temperatura ideal para a formação de espermatozóides sadios. margens anterior e posterior e faces medial e lateral. O corpo do pênis é a parte externa propriamente dita constituído por dois corpos cavernosos. Próximo ao epidídimo os túbulos tornam-se ductos eferentes. responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. Estrutura: constituído por grupos de túbulos seminíferos contorcidos e retos separados por septos e envolvidos por uma capa resistente chamada albugínea. dorsal do pênis e do bulbo do pênis originam os ramos que vão preencher as cavernas dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso. se enchem de sangue proveniente das artérias helicinas durante a ereção nessa fase a entrada de sangue sobrepuja a saída. da qual deriva o septo do pênis situado entre os dois corpos cavernosos. Esta temperatura ideal é aproximadamente1. Suprimento sanguíneo: As artérias: profunda do pênis. irá ocorrer o contrário na fase de flacidez. Assim sendo. fáscia do pênis que é a continuação da fáscia profunda do períneo. na parte anterior da glande do pênis está o óstio externo da uretra. o hormônio sexual masculino. O pênis é envolvido por várias túnicas identificadas na sequência de sua parte interna para a externa por: túnica albugínea dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso de tecido fibroso denso.5 ºC abaixo da temperatura do corpo (em torno de 35ºC). prolongamento da fáscia transversal. A glande é coberta por uma dobra de pele chamada prepúcio e na parte inferior uma prega mediana que prende a pele à glande é o frênulo do prepúcio. Quando o descenso não se completa temos a criptorquidia. tela subcutânea ou fáscia superficial do pênis e pele. inferior. Situação: no escroto. Pequenas glândulas sebáceas presentes no prepúcio (glândulas prepuciais) secretam o esmegma. Todas as camadas que constituem a parede do abdome têm prolongamentos envolvendo o testículo que este levou consigo durante seu descenso. extensão do músculo oblíquo interno do 168 . a uretra esponjosa comum aos sistemas urinário e genital. O corpo esponjoso contém em seu interior. fáscia espermática interna. Esses espaços. Embora originários das proximidades do rim. Número: par (2) Forma e partes: oval com extremidades polo superior e polo inferior. mais saliente é a coroa da glande atrás da qual se encontra um estreitamento. cremaster e fáscia cremastérica. identificamos indo de interno para externo: túnica vaginal de origem peritoneal com dois folhetos o visceral colado à albugínea e o parietal separado. a extremidade anterior do corpo esponjoso é dilatada e se chama glande do pênis. o colo da glande.

Estrutura: elevada concentração de musculatura lisa e tecidos glandular e fibroso. Ducto ejaculatório: É o ducto formado pela união do ducto deferente com o ducto da glândula seminal. Trajeto: escroto. na frente do reto. Número: par (2) Próstata: É outra glândula cuja secreção nutritiva entra na composição. Trajeto: atravessa a próstata e se abre na uretra prostática através de 2 óstios situados ao lado do utrículo no colículo seminal. esquerdo e mediano. Estrutura: na cabeça e parte corpo estão os ductos eferentes que formam depois o ducto do epidídimo. e no cheiro do líquido seminal. Número: ímpar (1) Forma: triangular. Ducto deferente: É o tubo que continua o ducto do epidídimo e vai entrar na formação do ducto ejaculatório. linfáticos e nervos e as túnicas que envolvem o testiculo denominado funículo espermático. Situação: na margem posterior do testículo Número: par (2) Forma e partes: semilunar ou da letra C subdivide-se em cabeça (superior). Glândula seminal: É a glândula que secreta o líquido tônico e nutritivo para os espermatozóides que vai contribuir na composição do líquido seminal. artéria testicular. Número: par (2) Situação: atrás da bexiga urinária na frente do reto e sobre a próstata. cavidade abdominal. atrás e abaixo da bexiga.. semelhante a uma castanha. base junto à bexiga urinária e 3 lobos: direito. Situação: na parte inferior da cavidade pélvica. Número: par (2) Partes: sua parte terminal alargada chama-se ampola do ducto deferente.abdome e fáscia espermática externa continuação do músculo oblíquo externo do abdome. Em seu curso no escroto e no canal inguinal o ducto deferente forma um conjunto com os vasos do ducto. é ela que se une ao ducto da glândula seminal para formarem o ducto ejaculatório. Partes: ápice para baixo. plexo vensoso (pampiniforme). canal inguinal. pelve. Epidídimo: É a parte do sistema genital masculino onde os espermatozóides ficam depositados. corpo e cauda. Forma: enovelada que converge para a formação de um ducto que se une à ampola do ducto deferente para formar o ducto ejaculatório. 169 .

a secreção produzida se antecipa a ejaculação e vai lubrificar e lavar a uretra mudando seu Ph e preparando-a para a passagem do esperma.Corpo do pênis 29.Túnica albugínea 12.Escroto 2.Bulbo do pênis 30. O colículo seminal é uma elevação situada na uretra prostática que apresenta no seu centro um orifício em fundo cego chamado utrículo aos lados do qual se abrem os ductos ejaculatórios.Funículo espermático 27.Corpo do epidídimo 18.Colículo seminal 25.Ducto ejaculatório 23. abrem-se no início da uretra esponjosa.Óstio externo da uretra 170 .Túnica vaginal (lâmina parietal) 13.Glande 6.Cauda do epidídimo 19.  Roteiro Prático do Sistema Genital Masculino 1.Prepúcio do pênis 9.Glândula seminal 22.Fáscia espermática interna 14.Seio prostático 26.Raiz do pênis 28.Testículo 11.Ducto deferente 20. Glândulas uretrais: Numerosas e diminutas se abrem ao longo da uretra esponjosa com função semelhante às bulbouretrais.Fáscia espermática externa 16.Ampola do ducto deferente 21. Glândulas bulbouretrais: Duas pequenas glândulas situadas próximo à uretra membranácea.Ductos: não possui um único ducto de escoamento e sim vários que se abrem na uretra prostática ao lado do colículo seminal nas regiões chamadas seios prostáticos.Cabeça do epidídimo 17.Cremaster 15.Colo da glande 8.Frênulo do prepúcio 10.Dartos 3.Corpo esponjoso 4.Coroa da glande 7.Corpo cavernoso 5.Próstata 24.

dissemina por via linfática daí a importância do exame do paramétrio. Hemorragias após a relação sexual é um dos sinais. exercício intenso e nos distúrbios psíquicos. É primária quando a mulher nunca menstruou até os 16 anos. Câncer da glândula mamária Com maior freqüência são carcinomas epiteliais dos ductos (ductal) ou glandulares (lobares) mas pode ocorrer sarcomas também. O exame de Papanicolau é importante como prevenção. Pode ocorrer também nos casos de hímen imperfurado. Câncer do colo do útero Mais frequentemente é do tipo epidermóide. tumores de ovário. alterações de permeabilidade dos ductos de Muller a partir dos quais se desenvolvem os genitais internos. deltopeitorais e cervicais profundos. dor abdominal. ausência do cromossomo X. As metástases ocorrem por via linfática e hematogênica assim como propagação aos órgãos vizinhos. na síndrome de Rokitanski. das células germinativas. A incidência anterior em familiares é importante fator predisponente. anorexia nervosa. menopausa precoce. medicamentos. 171 . Hemorragia genital em mulheres em menopausa é um indicativo. anorexia nervosa. Câncer do endométrio Adenocarcinoma é o câncer de útero mais freqüente. ocorre nas anomalias de desenvolvimento dos genitais como: na síndrome de Turner. Câncer do ovário Pode originar-se do epitélio (maioria). Câncer do pudendo feminino Geralmente é carcinoma epidermóide dos lábios maiores do pudendo e o prurido local é o sintoma mais comum. É secundária quando a mulher já menstruou e está ausente durante três meses seguidos. supra-renal. na síndrome de Morris ou pseudohermafroditismo masculino com cariótipo masculino (XY). . Na maioria das vezes os sintomas já são devidos às metástases. As causas mais freqüentes são: insuficiência ovariana. a hiperplasia suprarenal congênita. do estroma ovárico ou dos tubos embrionários. Os fatores predisponentes são vários. doenças consumptivas. Displasia do colo do útero. O auto exame é muito importante e a palpação de pequenos nódulos é motivo para esclarecimento diagnóstico. A propagação para o peritônio é muito freqüente. testículos intraabdominais e diminuição ou ausência de ação dos andrógenos. distensão e ascite. Tumor maligno responsável pelo maior número de mortes em mulheres. ou por via linfática. A principal via de disseminação é a linfática para os gânglios axilares. doenças da tireóide. fraqueza.Doenças do sistema genital Amenorréia É a falta de menstruação.

mais freqüentes são: estafilococo e estreptococo.A transição entre o epitélio cilíndrico e o epitélio estratificado presentes no colo do útero pode originar tecidos anormais e cancerizar. dolorida. A paciente pode apresentar dor pélvica e durante a menstruação (dismenorréia). forte dor abdominal. Esterilidade É a impossibilidade de se realizar a gravidez. Doenças sexualmente transmissíveis por chlamydia e neisseria gonorrhoeae são freqüentes mas podem ser causadas por outras bactérias que passam pelo colo do útero (cervicite). útero (endometrite). Presença de cistos palpáveis e endurecidos na mama. mas sangramentos menorragias) podem ocorrer. As bactérias que em geral entram pela papila mamária. Mastopatia fibrocística. tuba uterina (salpingite) e ovário (ooforite). azospermia (ausência de espermatozóides). músculos abdominais contraídos e choque hemorrágico. criptorquidia. Mioma uterino Tumor da musculatura lisa do útero de evolução benigna. do ovário. Mastite É a infecção da glândula mamária.. A paciente apresenta dor pélvica e corrimento (escoamento de secreção pela vagina). não apresenta sintomas a não ser o abaulamento na parte inferior do abdome. Gravidez ectópica É o desenvolvimento da gravidez fora do útero. Infecções nos órgãos genitais internos da mulher Na maioria das vezes são provocadas por via ascendente a partir dos genitais externos. Endometriose É o desenvolvimento do tecido endometrial além de seu local habitual na camada interna do útero. Fibroadenoma mamário É tumor benigno da mama deriva de tecido conjuntivo ou glandular. As causas masculina mais freqüentes são: varicocele. Em geral. ovário. insuficiência testicular. A mama se apresenta inflamada. Causa desconhecida. 172 . do corpo do útero. como no peritônio. ligamentos e até nas paredes do intestino e bexiga urinária. As causas femininas mais freqüentes são: doenças do colo uterino. inflamações no testículo (orquite) ou no epidídimo (epididimite). em geral na tuba uterina. A distensão que ocorre na tuba acaba em sua ruptura e hemorragia abdominal grave. febre e linfonodos aumentados. quadro de abdome agudo. Apresentase como um nódulo endurecido. pode eliminar secreção purulenta pela papila mamária.

Pode ser unilateral ou bilateral. Câncer do testículo Pode originar-se de células germinativas (seminomas... Pode causar infertilidade. sensação que não esvaziou a bexiga) até a retenção total.Pode provocar infertilidade. Nos homens provoca uretrite e pode propagar-se ao epidídimo (epididimite) ou próstata (prostatite). Necessita de atendimento de urgência. No quadro clínico observa-se: os sintomas são decorrentes da obstrução da uretra (diminuição do volume e da distância do jato de urina. Pólipo endometrial Formações benignas derivadas do endométrio que crescem para o interior do útero. Varicocele Varizes do plexo pampiniforme (veias escrotais). ausentes ou escassas. ou granulosas). Fimose Impedimento de exposição da glande por constrição do prepúcio que a envolve. 173 . de sustentação (células de Leydig.. diminuição do volume e da distância do jato de urina. Geralmente é assintomático mas sua ausência no escroto é percebida. por disposição antômica são mais freqüentes no lado esquerdo. de Sertoli. Pêlos podem aparecer pelo corpo. pulmão e fígado. Carcinoma da próstata É o tumor maligno mais freqüente no sexo masculino. Criptorquidia É o descenso incompleto do testículo que pode permanecer no abdome ou no canal inguinal. A via principal de disseminação é linfática. Parafimose é o estrangulamento da glande quando houve retração de um prepúcio estenosado. coriocarcionomas). Ovário policístico. Hiperplasia prostática Crescimento benigno da próstata. São comuns alterações nos ciclos menstruais e menstruações irregulares. Gonorréia Doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neiseria gonorrhoeae. Invade órgãos vizinhos. dá metástases por vias sanguínea e linfática para os ossos. reprodutivas. No quadro clínico observa-se: sintomas obstrutivos. Os ovários se apresentam aumentados de tamanho e com cistos múltiplos provenientes de folículos ovarianos que apresentaram distúrbios no desenvolvimento. sensação que não esvaziou a bexiga.

a sífilis secundária apresenta febre. A musculatura apresenta fibras circulares que diminuem a pupila e fibras radiadas que aumentam a pupila. o cancro.Nas mulheres provoca uretrite ou cervicite (inflamação do colo uterino) e pode propagar-se ao endométrio e tubas uterinas. É na esclera que se fixam os músculos extrínsecos do olho e é atravessada pelo nervo óptico. controlando a entrada de raios luminosos. Sífilis Doença sexualmente transmissível provocada pelo espiroqueta Treponema pallidum. quando o músculo ciliar relaxa. escuros. lacrimal. a órbita óssea formada pelos ossos: etmóide. zigomático e palatino. sua contração relaxa a zônula ciliar e a lente dilata melhorando a visão para pontos próximos. pelo corpo ciliar e pela íris. localizado no ponto de entrada no ato sexual. Dr. de cor escura por ser pigmentada. A esclera é a parte branca. Alterações desse ângulo (mais fechadoi ou mais aberto) influenciam na etiologia do glaucoma. funciona como um diafragma que dilata e diminui a abertura central chamada pupila. a fase terciária ocorre vários anos depois com comprometimento dos sistemas circulatório e nervoso. é formado pelo músculo ciliar (liso) situado entre a corióide e a íris e por filamentos concêntricos. Na transição entre essas duas partes conhecida por limbo da córnea encontramos o seio venoso da esclera (canal de Schlemm) que drena o humor aquoso. reveste a esclera por dentro. a zônula ciliar distende e a lente estreita. importante para a drenagem do humor aquoso. muscular. Nader Wafae O bulbo do olho está situado no interior de uma cavidade na face. também escuro. os processos ciliares. vascular. é a retina. nervosa. pigmentada. A ação do músculo ciliar interfere na forma da lente. Bulbo do olho Prof. Sua cor depende da quantidade de melanina que possua. esfenóide. maxila. acomodando a visão para postos distantes. e a túnica interna. Nos homens manifesta-se com secreção esbranquiçada ou purulenta pela uretra e disúria (dor ao urinar). são vistos na parte periférica e posterior da íris. a túnica média. O corpo ciliar. Entre a córnea e a íris forma-se um ângulo chamado ângulo iridocorneal. Túnica vascular: É a camada média formada pela corióide. frontal. Túnica fibrosa: É a camada externa formada pela esclera e pela córnea. compreende a corióide. que se prendem à zônula ciliar e auxiliam na fixação da lente. É uma doença que transcorre por fases: a sífilis primária tem como característica a ulceração abaulada e indolor. A íris. É constituído por 3 camadas: a túnica externa. Nas mulheres manifesta-se com os sintomas de infecção urinária. 174 . A corióide. aumento dos linfonodos regionais e lesões dispersas pela pele. A córnea é transparente e constitui a parte anterior desta camada. fibrosa. resistente e opaca que constitui os 2/3 posteriores desta camada. compreende a esclera e a córnea. a íris e o corpo ciliar.

O limite entre estas duas partes: óptica e cega forma a ora serrata. pela papila lacrimal (parte medial das pálpebras). pela ausência de fotorreceptores. deslocamento para baixo e lateralmente M. elevação. deslocamento para cima e lateralmente b) movimentação da pálpebra 175 . e pelo ducto lacrimonasal que do saco lacrimal abre-se no meato nasal inferior. Lente A lente (cristalino) é transparente. estrato ganglionar. estrato limitante externo. abdução. deslocamento para cima M. pelo ponto lacrimal no centro da papila.Entre a córnea e a íris existe um espaço. O espaço entre a lente e a retina (4/5 do bulbo) constitui o corpo vítreo que é preenchido por uma massa gelatinosa e transparente. oblíquo inferior. abaixamento. deslocamento para baixo M. adução. estrato nuclear interno. extorção. e está fixa por uma espécie de ligamento chamado zônula ciliar à retina e ao corpo ciliar auxiliada por filamentos do corpo ciliar. intorção. lente dilatada possibilita visão próxima. oblíquo superior. Estruturas anexas ao bulbo do olho Túnica Conjuntiva é a mucosa que reveste a parte anterior do bulbo do olho e a parte interna das pálpebras. Aparelho lacrimal: formado pela glândula lacrimal (na parte súpero-lateral da órbita). reto inferior. reto medial. canalículo lacrimal que começa no ponto lacrimal e termina no saco lacrimal situado na margem medial da órbita. a câmara anterior preenchido por um líquido chamado humor aquoso que também preenche a câmara posterior situada entre a íris e o corpo ciliar e lente. A lente estreitada possibilita visão à distância. Músculos: a) movimentação do bulbo do olho: M. o humor vítreo. biconvexa. estrato plexiforme interno. reto superior. reto lateral. e o disco do nervo óptico (ponto cego). O terço anterior é a parte cega. Por diante da lente e atrás do corpo ciliar encontra-se a câmara posterior contendo humor aquoso. deslocamento para o meio M. Túnica nervosa: É formada pela retina cujos 2/3 posteriores constitui a parte óptica onde se encontram: os receptores fotossensíveis (cones e bastonetes). A retina é constituída por duas subcamadas: o estrato pigmentoso que contém pigmentos e o estrato nervoso formado por uma série de estratos ou camadas onde se encontram as células nervosas que participam da via da visão: estrato dos segmentos externo e interno. a mácula lútea com a fóvea central (foco de melhor visão com numerosos cones). os processos ciliares. O humor aquoso é produzido por vasos nos processos ciliares do corpo ciliar e reabsorvido pelo seio venoso da esclera. estrato das neurofibrilas. estrato limitante interno. deslocamento para o lado M.

Descolamento da retina. Corpo ciliar 5.Miopia. a focalização dos raios luminosos verifica-se atrás da retina porque o bulbo do olho está encurtado.Catarata. Músculo oblíquo inferior 17. Nervo óptico 9. 3. opacificação da córnea.Hipermetropia.Estrabismo. 3. Músculo reto medial 15. levanta a pálpebra superior Principais alterações da visão Alterações de refração 1. infecção no folículo piloso de um cílio Roteiro prático do bulbo do olho: 1. Alterações da retina 1. Alterações nos anexos do bulbo 1. 3.Glaucoma.Degeneração da mácula por deficiência de irrigação sangüínea. Retina 8. Alterações obstrutivas 1.Conjuntivite. a focalização dos raios luminosos verifica-se antes da retina porque o bulbo do olho está alongado. infecção bacteriana da conjuntiva e córnea. a focalização dos raios luminosos é prejudicada porque a flexibilidade da lente está diminuída e consequentemente a sua acomodação. Músculo oblíquo superior 176 . 2. Músculo reto superior 13. Lente 10.Calázio. Músculo reto inferior 16. 2.Ceratite. opacificação da lente. Músculo reto lateral 14.Presbiopia. 2. dilatação palpebral por obstrução de suas glândulas 4. Íris 6.M. a focalização dos raios luminosos é distorcida por problemas de contorno na córnea ou na lente.Tracoma. Pupila 7. Corióide 4. problemas nos músculos do bulbo dificultando a focalização simultânea de ambos os olhos. Córnea 3. 4. aumento da pressão intra-ocular pelo predomínio da produção de líquidos nas câmaras oculares sobre sua reabsorção. levantador da pálpebra superior. Câmara anterior 11. inflamação da túnica conjuntiva. Esclera 2. no qual a retina é separada da túnica vascular. 2.Astigmatismo. 3. Câmara posterior 12.Terçol.

deixe um pequeno segmento para permitir o seu rebatimento lateral. em seguida introduza a ponta da tesoura nesse ponto e recorte a córnea contornando-a mas. 4.Identifique a córnea (transparente). abra a tesoura com cuidado o suficiente para separa a esclera da corióide em toda a sua circunferência. antitrago e depressões: escafa. e uma parte inferior não cartilagínea que é o lóbulo da orelha.Da mesma forma como recortou a córnea faça o mesmo na transição entre a íris e a corióide. a saliência de mesmo trajeto porém anterior a ela é a antélice e as duas pequenas saliências próximas ao poro acústico externo são o trago na frente e antitrago atrás. fossa triangular. não a corte inteiramente.Introduza a tesoura fechada entre as túnicas esclera (branca) e corióide (preta). expondo a esclera. a pupila e a lente através da pupila.Perfure a córnea com a ponta do bisturi em um ponto do limbo da córnea (transição entre córnea e esclera). Identifique a íris.Virando o olho com as aberturas para baixo solte o humor vítreo (gelatina) que forma o copo vítreo e identifique no fundo do olho a túnica nervosa ou retina (branca) que geralmente encontra-se solta. A 177 . 5. 1. bisturi e tesoura. Orelhas Prof. 6. pinça dente de rato. 7. Identifique o disco do nervo óptico. trago. orelha média e orelha interna. Dr. esclera (branca). A câmara posterior ficou exposta. concha da orelha. Músculo levantador da pálpebra superior Dissecção do bulbo do olho Material: olho bovino. limpe a peça.é constituída de cartilagem elástica e pele. 3. A hélice é a saliência que forma o contorno da orelha. Nader Wafae Compreende 3 partes: orelha externa. Despregue a lente do corpo ciliar. 2. antélice. e atrás da íris identifique os processos ciliares (delgados filamentos pretos) de distribuição radial. conjuntiva. Desta maneira ficou exposta a câmara anterior cujo humor aquoso extravasou quando perfurou a córnea.18. corpo adiposo da órbita e fragmentos dos músculos extrínsecos do bulbo do olho.Com a tesoura. Orelha externa: compreende a orelha e o meato acústico externo Orelha .Faça uma pequena incisão perpendicular na esclera nos seus quatro pontos cardiais. retirando o corpo adiposo da órbita e os fragmentos dos músculos. apresenta saliências: hélice. nervo óptico. a córnea e o nervo óptico.

sáculo e ducto coclear.depressão entre a hélice e a antélice é a escafa. posterior e lateral. superior. Apresenta na parede lateral (membranácea). As articulações entre martelo e bigorna e entre a bigorna e o estribo são sinoviais. ocluída pela membrana timpânica secundária. inferior. a membrana timpânica presa ao martelo completada por pequenos espaços acima da membrana. Os canais semicirculares. onde se encontra o estribo e a janela da cóclea. O vestíbulo é uma dilatação na parte média do labirinto. a depressão superior que resulta da bifurcação da antélice é a fossa triangular e a depressão maior em torno do poro acústico externo é a concha da orelha. está a tuba auditiva que comunica a orelha média com a parte nasal da faringe e o mússculo tensor do tímpano. A cóclea. pelo labirinto membranáceo (tecido conjuntivo fibroso situado no interior do labirinto ósseo e que reproduz aproximadamente a sua forma) pela perilinfa. uma espiral semelhante a casa de um caracol com duas voltas e meia em torno de um eixo central. situadas no interior do labirinto ósseo. o ponto central de sua face lateral denomina-se umbigo. utrículo. Orelha média: ou cavidade timpânica. A parede superior (tegmental) é formada pela parte petrosa do osso temporal. vestíbulo e cóclea. um em cada plano do espaço. o modíolo. A membrana timpânica é uma lâmina oblíqua que separa a orelha externa da orelha média. Na parede anterior (carótica). A perilinfa é o líquido que isola o labirinto ósseo de sua parte interna. (líquido que separa o labirinto ósseo do labirinto membranáceo) e pela endolinfa outro líquido no interior do labirinto membranáceo. é formada pelo labirinto ósseo (conjunto de espaços ósseos encurvados). O meato acústico externo é um conduto fibrocartilagíneo revestido por pele com numerosas glândulas que produzem o cerume se inicia pelo poro acústico externo e termina na membrana timpânica. bigorna e estribo) e os músculos: tensor do tímpano (para o martelo) e estapédio (para o estribo). a janela do vestíbulo. É dividida por uma lâmina espiral óssea formando duas rampas: a rampa superior é a do vestíbulo em relação com a janela do vestíbulo e a rampa inferior. Orelha interna: situada na parte petrosa do osso temporal. é constituído por: ductos semicirculares. o labirinto membranáceo. o soalho (jugular) apresenta a fossa jugular. os dois primeiros são verticais mas perpendiculares entre si e o terceiro é horizontal. O labirinto membranáceo é o conjunto de estruturas formadas de tecido conjuntivo fibroso. o recesso hipotimpânico. recesso epitimpânico e abaixo. que se comunica com a orelha média através das janelas do vestíbulo e da cóclea e interliga os canais semicirculares com a cóclea. O labirinto ósseo é constituído por: canais semicirculares. em forma de arcos são em número de 3: anterior. isto deve ser feito no quadrante inferior e posterior para se evitar o descolamento do ossículo martelo nela inserido. Na parede posterior (mastóidea) encontramos as comunicações com as células mastóideas e o músculo do estapédio e na parede medial (labiríntica). é um espaço cheio de ar contendo no seu interior os ossículos da audição (martelo. Havendo necessidade de puncionar a membrana. a do tímpano em relação com a janela da cóclea. 178 .

2. O ducto coclear com forma triangular. Fossa triangular 9.Otite externa . traumas e ruídos intensos 4.Tipos de surdez: 5. infecções. Concha da orelha 6.2. vértice na lâmina espiral e base na parede da cóclea e endilinfa em seu interior é a parte do labirinto membranáceo situada no interior da cóclea e relaciona-se com a audição. relacionam-se igualmente com receptores do equilíbrio. suas extremidades dilatadas chamamse ampolas e se comunicam com o utrículo. otosclerose.1.infecções da orelha externa 2. Doença de Meniere associada com alterações do equilíbrio causada por alterações vasculares na orelha interna. perfuração de membrana timpânica. Sua parede superior é a membrana vestibular e a parede inferior é a lâmina basilar e em seu interior encontra-se o órgão espiral com os receptores para a audição. Utrículo e sáculo estão situados no interior do vestíbulo. O sáculo intercomunica o utrículo com o ducto coclear. Afecções mais comuns das orelhas: 1. Membrana timpânica 11. de percepção: na via da audição Roteiro Prático de Orelhas Orelha externa 1. 4.Otite média . Escafa 5.infecções da orelha média 3.Perfuração da membrana timpânica . Tumores dos nervos 5. Receptores no seu interior são estimulados pelas alterações do equilíbrio.Deficiências auditivas ou perda da audição 4. Antitrago 8. Martelo 12. Otosclerose .3. lateral (horizontal) e posterior (oblíquo). 5.1. Estribo 14. Lóbulo da orelha 2.por infecções. Bigorna 13. Janela do vestíbulo 179 . Meato acústico externo Orelha média 10.degeneração e soldadura dos ossículos da audição 4. Hélice 3.Os ductos semicirculares estão situados no interior dos canais semicirculares apresentam a mesma forma e recebem os mesmo nomes. de condução: excesso de cerume. Antélice 4. Trago 7. O utrículo forma a base onde se abrem os ductos semicirculares. anterior (vertical).

Vestíbulo 180 . Cóclea 20. Canais semicirculares 19. Tuba auditiva Orelha interna 18.15. Meato acústico interno 21. Células mastóideas 17. Janela da cóclea 16.

axilares. possibilita o deslizamento das camadas de gordura e portanto da pele o que auxilia a palpar os órgãos deslizando a pele. Funções: reserva de gordura e impede perda de calor.Tegumento Comum Prof. Estrutura: Epiderme e derme Epiderme . cílios. livre constituída 181 . Espessura: variável de 0.de reprodução celular Derme . descamativa. a papila. A elasticidade da pele diminui com a idade. vermelha (febre.5 mm mais espessa na palma da mão e planta do pé. impermeabilização. Pele Funções: proteção. armazenamento mais duradouro de gordura. Nader Wafae É a túnica que reveste toda a superfície corporal compreendendo: pele com seus anexos (pelos. púbicos. Dr. armazenamento. gordura se dispõe em camadas paralelas à pele. é a primeira a ser mobilizada. folículos pilosos. receptores táteis (Meissner). A observação da cor da pele permite fazer diagnósticos: anemia (pálida). Área: cerca de dois metros quadrados ou mais corretamente é obtida multiplicando-se o peso pela altura. grumos arredondados de gordura. Função: proteção. caroteno.tecido epitelial. evaporação do suor.tecido conjuntivo: contém glândulas.melanina (na camada germinativa).células mortas com queratina. Coloração: deposição de pigmentos . vasos. regulação térmica. glândulas sebáceas. cianose (extremidades roxas). partes = zona córnea e zona germinativa. fibras elásticas que se dispõem em grupos de mesmo sentido (importância cirúrgica). mais profunda. dilatação inicial é o bulbo onde se encontra uma escavação. cabelo. barba. hemoglobina. Pêlos: Resultam de processos especiais de queratinização de células epiteliais situam-se no derma. unhas. glândulas mamárias) e tela subcutânea. Para o cálculo de partes do corpo humano utiliza-se a regra dos 9% (vem em queimaduras). Ocupando 7% do peso corporal é o nosso maior órgão. ou queimaduras). terminações nervosas (Ruffini). vibrissas. b) fáscia superficial película fina de tecido fibroso.a)areolar = mais superficial. Aplicações: local das injeções hipodérmicas. Tipos. Partes: 3 camadas . incluída no folículo piloso. Tela subcutânea ou hipoderme formada por tecido adiposo e conjuntivo frouxo. regulação térmica e sensibilidade. Cristas papilares: são linhas salientes da epiderme que nos dedos constituem as impressões digitais: importância em medicina legal.5 mm a 1. pestana etc. mais externa. zona córnea . sensibilidade. icterícia (amarelo esverdeado). Esse cálculo tem importância nas queimaduras. c) lamelar. glândulas sudoríferas. b) haste = externa. zona germinativa . Partes: a) raiz = interna.

é formada pela glândula mamária e por tecido adiposo.zona córnea 2.inervação simpática . Músculo eretor do pelo . a parte clara em meia lua é a lúnula (opacidade aos capilares). Lúnula 14. Função: produção de leite para amamentação. são do tipo tubular e seu longo ducto se abre na superfície da pele através do poro. oculta por uma prega da pele chamada eponíquio (cutícula). Epiderme . Tela subcutânea 7. Corpo da unha 15. Glândula sudorífera 6. Glândulas sebáceas: são anexos do pêlo. Derma 4. Glândula sebácea 5. Pêlo . Pêlo .haste 8.estímulo . produzem gordura chamada sebo.bulbo com papila 10. Partes: papila mamária (mamilo) (abertura dos ductos lactíferos ou seios lactíferos. Roteiro Prático de Tegumento Comum 1. Na axila as células se desintegram junto com o suor e produzem cheiro. Glândulas sudoríferas: Função: regulação térmica. Corpo.raiz 9. cortical (queratina dura) e medula (queratina mole). com glândulas sudoríferas e sebáceas.zona germinativa 3.tubérculos. Hiponíquio 13.de fora para dentro por cutícula. Função: conserva o calor e lubrifica a pele. Estímulo = calor e emoção. Maior quantidade na palma da mão e planta do pé. Pêlo . Periníquio 12. faltam na palma da mão e na planta do pé. Função: proteção das extremidades e defesa contra agressões. situam-se no derme. Leito ungueal é a camada de pele embaixo do corpo e matriz embaixo da raiz (formadora da unha). distal. Glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. Partes: raiz. Mama: situada na parede torácica anterior por diante dos músculos peitoral maior e escaleno anterior. Epiderme .emoção e frio. Eponíquio 11. exposta.depende da quantidade de melanina na cortical. fibras musculares lisas). as margens laterais são cobertas por pregas de pele chamadas de periníquio e sob a borda livre outra prega de pele chama-se hiponíquio. proximal. abremse no folículo piloso e suas células são eliminadas conjuntamente. Papila mamária 182 . aréola (pele pigmentada circular. Cor . Unhas: derivam do endurecimento da camada córnea da pele nas extremidades dos dedos (células corneificadas).

Crianças Região anterior do tórax e do abdome = 16% Região anterior do membro superior direito = 4.5%. posterior 4.5% Região anterior do membro inferior direito = 7% Região anterior da cabeça e do pescoço = 10. Queimaduras cutâneas É a lesão da pele pelo calor que pode provir do fogo. posterior = 9%) Genitais externos = 1%. Doenças da pele. Cisto – Tumoração encapsulada com retenção de líquidos. posterior 4. de segundo grau quando atinge a epiderme e a derme. Úlcera .5%. Vesícula . Podem ser de primeiro grau quando atinge apenas a epiderme e apresenta cor vermelha intensa.Descontinuidade anormal comprometendo a integridade das camadas da pele. parede abdominal = 9%) Tronco: dorso = 18% ( parte torácica = 9%.Pequena elevação da pele contendo líquido em seu interior. nuca 4. Por ocasião do atendimento de pessoas com queimaduras é importante o cálculo da área de pele atingida. Glândula mamária Tipos de lesões cutâneas Bolha . Fotofitomelanose – Manchas hiperpigmentadas provocadas pelos raios solares sobre a pele com resíduos vegetais. Eritema . parte abdominal = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%.Elevação arredondada da pele com líquido em seu interior maior que a vesícula. posterior = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%.16. apresenta além das características anteriores também bolhas.5% Região anterior do membro superior esquerdo = 4. Mancha acrômica ou apigmentada . radiação ou choque elétrico.5%) Membro superior D = 9% (anterior 4.5% Genitais = 1% 183 . Aréola 17. Pápula – Elevação delimitada e endurecida da pele.5%) Membro superior E = 9% (anterior 4. e de terceiro grau quando a pele do local é inteiramente destruída. dor e descamação. Um dos critérios é a regra dos nove pela qual se atribui para cada segmento do corpo o valor 9% em relação à área total.Área circunscrita de coloração mais clara de causa pigmentar. assim temos: Adultos Cabeça = 9% (face 4.Área circunscrita de coloração mais escura. Pústula – Elevação de pele contendo secreção purulenta no interior.5%) Tronco: região anterior = 18% (parede torácica = 9%. Mancha hipercrôimica ou hiperpigmentada .5%.Mancha avermelhada por vasodilatação. Tubérculo 18. Indica uma infecção. em princípio de natureza não infecciodsa.

os lepromas sobretudo na face (face leonina). 184 . Piodermites Infecção bacteriana. cortes. Hanseníase É causada pelo Mycobacterium leprae que atinge pele e nervos. Apresenta manchas descoradas com distúrbio de sensibilidade. Casos mais acentuados podem apresentar tumefações. Distúrbios cutâneos de natureza infecciosa Acne (espinha) É a inflamação do folículo piloso. Resulta da obstrução do orifício do folículo por queratina e conseqüente infecção bacteriana. Assumem formas diversas conforme o local comprometido: foliculite (folículo piloso). O local mais característico é eponíquio das unhas.5% Região posterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior do tórax e do abdome = 16% Região posterior do membro superior direito = 4. Escabiose A sarna é uma infecção da pele produzida pelo ácaro ( sarcoptes scabiei). Pediculose Infecção da pele recoberta de pêlos causada pelo parasita hematófago Pediculus humanus. Ptiríase versicolor Infecção causada pelo fungo pityrosporum ovale. Candidíase É uma infecção cutânea causada pelo fungo Candida. picadas etc. o prognóstico é gravíssimo. inpetigo (epiderme). ou piolho. de 30 a 50% é muito grave e se ocupa entre 15 a 30% é grave.Região anterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior da cabeça e do pescoço = 10. em geral estafilococo ou estreptococo que entram em locais com solução de continuidade na pele.5% Região posterior do membro superior esquerdo = 4.5% Região posterior do membro inferior direito = 7% Quando a extensão da área de pele apresenta queimaduras que supere 50% da superfície corporal. celulite (tela subcutânea). Fatores hormonais também estão envolvidos. áreas descoradas com eritemas nas bordas. Caracateriza-se pelo aparecimento de manchas claras ou escuras descamativas no tronco. Herpes simples Infecção viral pode ser extragenital (tipo I) e genital (tipo II) Herpes zoster Infecção viral que em geral acompanha o trajeto de nervos. A erisipela provocada pelo estreptococo beta hemolítico é de maior gravidade.

mudanças de clima ou em reação a certos medicamentos. Lupus eritematoso Apresenta-se polimórfico quanto às lesões cutâneas. porém as mais características são hiperpigmentações na face lembrando as asas de uma borboleta.Tinha Infecção causada por fungos do tipo dermatófitos com formação de manchas avermelhadas e escamosas procipalmente na periferia. hormonais. Com maior freqüência localiza-se na cabeça e no pescoço. Podem ser congênitos ou adquiridos. De acordo com o local em que se encontram temos: tinea capitis. Carcinoma basocelular Tumor maligno mais freqüente que tem origem na camada basal da epiderme. joelhos e couro cabeludo. Tumores Angiomas São aglomerados extensos de vasos sanguíneos formando tumores de evolução benigna. geralmente bilateral de causa desconhecida. queimaduras. A exposição ao sol é um fator importante. Psoríase Apresenta placas avermelhadas. tinea pedis ou pé de atleta ou frieira ou pelo corpo. Evolui em surtos sobretudo fundo emocional. arredondadas. Em geral resultam de traumatismos. Vitiligo Distúrbio caracterizado pela descoloração da pele em placas. Distúrbios imunológicos ou de causa desconhecida Alopecia É a perda de pêlo. Carcinoma epidermóide É um tumor maligno cuja origem procede dos queratinócitos da epiderme. fatores hereditários. 185 . A exposição ao sol é importante fator. com escamas comuns nos cotovelos. imunológicos ou nervosos Ictiose O comprometimento na queratinização da pele resulta em pele áspera lelbrando escamas de peixe daí o nome. cicatrizes por infecções. Pênfigo Moléstias caracterizadas pelo aparecimento de bolhas na pele e nas mucosas. Verrugas Pápulas endurecidas provocadas por vírus. Mas pápulas e escamações pelo corpo podem aparecer.

Eczema Lesão cutânea. Outras causas Dermatite seborréica É o processo inflamatório da derme mais comum em locais com grande quantidade de glândulas sebáceas. Classificação: Apesar de terem surgido vários critérios para classificá-las todos os critérios apresentam vantagens e desvantagens por isso em anatomia adotamos a classificação pela localização em que as glândulas se encontram: 1 . em geral alérgica. fatores emocionais. Dr. Altamente metastático. roupas. Glândulas sem ducto São glândulas que produzem substâncias químicas chamadas hormônios que são lançadas na corrente sangüínea já que não possuem ductos e por isso são também chamadas de glândulas sangüíneas.Cefálicas 2 .Melanoma Tumor de origem pigmentar dos melanócitos e portanto hiperpigmentado. Urticária Reação inflamatória com vergões ou vermelhões com prurido. Nader Wafae O sistema endócrino é um dos três sistemas de integração do nosso organismo juntamente com os sistemas nervoso e circulatório. cosméticos.Cervicais hipófise e glândula pineal tireóide e paratireóides 186 . Conhecida por caspa. alimentos. Nevo pigmentar A hiperpigmentação da pele pode dever-se ao aumento da quantidade de melanina ou do número de melanócitos. causada por agentes irritantes. térmicos etc. Cisto sebáceo Glândulas sebáceas encapsuladas obstruídas e dilatadas pela retenção do sebo. SISTEMA ENDÓCRINO Prof. fatores imunológicos. Essa integração não se faz através de estruturas anatômicas dispersas no interior do corpo como ocorre com os outros dois sistemas mas através dos hormônios produzidos pelas glândulas endócrinas ou sem ducto que se difundem pelo organismo promovendo a integração. em geral por medicamentos. principalmente no couro cabeludo. Os locais mais freqüentes são dorso e pernas.

Prolatina.Abdominais 5 . Sua produção é regulada por hormônios liberadores e inibidores do hipotálamo e pelos hormônios sexuais Tireotrófico estimula a glândula tireóide a produzir seus hormônios. rins ovários. Luteinizante atua sobre o ovário provocando a ovulação e estimula a formação do corpo amarelo.Torácicas 4 . sua produção é regulada por mecanismo de retroalimentação de hormônios sexuais. regulado pelo hipotálamo Distúrbios hormonais: excesso de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao gigantismo. Nos homens estimula a produção de testosterona pela células intersticiais.Cefálicas: Hipófise. estimula a produção de leite pela glândula mamária para a amamentação Hormônio estimulante do melanócito. em direção à sela turca para se juntar à hipófise posterior que é de origem neurológica hipotalâmica. Folículo estimulante (FSH) atua sobre o ovário promovendo o desenvolvimento do folículo ovariano e nos homens a produção de espermatozóide. testículos e placenta 1. Hormônios produzidos: Somatotrófico (do crescimento) estimula o aumento da cartilagem nas lâminas epifisiais dos ossos longos e sua transformação em osso. Adrenocorticotrófico estimula a supra-renal a produzir seus hormônios. órgãos digestórios. se o excesso de hormônio é produzido após a fase de crescimento gera a acromegalia em que as partes moles das extremidades aumenta consideravelmente. sua produção é regulada pela própria supra-renal em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo.. A hipófise anterior ou adenohipófise origina-se embriologicamente da parte superior da boca e sobe durante seu desenvolvimento. vamos expor os lobos anterior e posterior. promovendo o crescimento em estatura.3 . Assim sendo. na fossa hipofisial da sela turca do osso esfenóide é formada por 3 partes das quais a segunda parte é insipiente no ser humano. Hipófise intermediária Desenvolvida em outras categorias de animais produz a Intermedina que atua nos melanóforos estimulando a produção e deposição de pigmentos cutâneos (sem atividade de importância no ser humano) Hipófise posterior ou neurohipófise é de origem hipotalâmica descendo até a sela turca para se unir à adenohipófise Hormônios produzidos 187 . diminuição de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao nanismo hipofisário. sua produção é regulada pela própria tireóide em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo. supra-renais. situada no hipotálamo. que conduz a produção de progesterona. escurecimento da pele.Pélvicas - timo e coração pâncreas.

fadiga. O aumento da glândula ocorre para garantir maior captação de iodo. hipotireodismo ou ate normotireoidismo.interfere no crescimento e no metabolismo de hidratos de carbono. Também é atribuída à glândula pineal ação na maturação sexual que ocorre na puberdade. sudorese. 188 . Glândula pineal. Paratireóides são 4 glândulas muito pequenas (5 a 7 mm) situadas. acima e atrás do tálamo tem aproximadamente 1 cm de comprimento. inibe a liberação do cálcio pelos ossos e estimula a excreção do cálcio pela urina. Controle de produção: pelo nível de cálcio no sangue. tremores. Os autores ainda não são concordantes quanto a um terceiro hormônio produzido pelo hipotálamo a vasopressina para uns seria a mesma ocitocina para outros um hormônio a parte que provocaria vasoconstrição e aumento da pressão arterial Distúrbios hormonais A diminuição de hormônio antidiurético leva ao diabetes insipidus com eliminação exagerada de urina e sede excessiva.obesidade. Produz os hormônios: Tiroxina (T4). atrás das extremidades dos lobos da glândula tireóide. taquicardia e exoftalmia. 2 .Cervicais Tireóide situada por diante da laringe e primeiros anéis traqueais tem dois lobos laterais unidos por um istmo.produzida pelas células c da tiróide. hipertensão arterial. situada no epitálamo. infertilidade (Mixedema). A produção insuficiente do hormônio constitui o hipotireoidismo. Regulação pela hipófise Calcitonina . A produção do seu hormônio melatonina é regulada pelo hipotálamo e tem atuação importante no ciclo circadiano (dia/noie) e sua produção aumenta à noite. O hormônio antidiurético atua nos túbulos do rim promovendo a reabsorção de sódio e de água A ocitocina atua promovendo a contração uterina e a liberação de leite pela glândula mamária. excesso do hormônio leva à hipocalcemia Distúrbio hormonal: A produção de hormônio em excesso constitui o hipertireoidismo ou doença de Graves Basedow. Ação: é inversa do paratormônio. cujos principais sintomas são: nervosismo. emagrecimento. quando a deficiência é congênita constitui o cretinismo O aumento da glândula tireóide por falta de iodo na alimentação constitui o bócio (papeira). gorduras e proteínas. em geral. a síntese protéica . A tiroxina e a triiodotironina melhoram o metabolismo celular aumentando a oferta de oxigênio às células. a produção de ambos é regulada pelo hipotálamo.Antidiurético e ocitocina são produzidos no hipotálamo e armazenados na neurohipófise conduzidos através do infundíbulo por axônios de células nervosas. aumenta a atividade do sistema circulatório. doença de Hashimoto . triiodotironina (T3) e calcitonina. Este aumento pode ocorrer com hipertireoidismo.

4 . mas parece estimular a produção de linfócitos T Coração: Os átrios do coração produzem o hormônio natriurético que atua no metabolismo do sódio. A insulina regula o metabolismo dos hidratos de carbono controlando a quantidade de glicose no sangue não permitindo a sua elevação. O controle é feito pela quantidade de glicose no sangue. aumento da reabsorção óssea.se feocromocitoma. glicosúria. apresenta duas partes distintas: medula e córtex.Torácicas Timo: formado por dois lobos situado no mediastino superior acima do coração Ação . Secreta um hormônio timosina cuja atuação não está ainda bem esclarecida. O glucagon produz efeitos contrários ao da insulina. em conseqüência interfere na diminuição do volume sangüíneo e da pressão arterial. Distúrbios hormonais A diminuição da produção de insulina constitui o diabetes melitus que caracteriza-se pela hiperglicemia. O pâncreas é uma glândula mista é endócrina porque as células das ilhotas pancreáticas produzem insulina (células beta) e glucagon (células alfa) e é exócrina por sua secreção externa (suco pancreático) sua anatomia já foi estudada no sistema digestório. estimulando sua excreção pelo rim. calculose renal. tetania. se esta aumenta também aumenta insulina. fraturas A produção insuficiente do hormônio leva a sintomas decorrentes de hipocalcemia. principalmente hipertensão e taquicardia. vasculares e do nervos A produção excessiva do hormônio corresponde ao hiperinsulinismo levando ao quadro de hipoglicemia: sudorese. contraturas musculares. tremores. oxidando o excesso de glicose.O hormônio produzido por elas chama-se paratormônio ou hormônio da paratireóide sua ação consiste em controlar e manter o nível da quantidade de cálcio no sangue O controle de produção é feito pelo nível de cálcio no sangue. osteoporose. forma piramidal. hipotensão. Supra-renal. alterações metabólicas. favorecendo a deposição de glicogênio no fígado e nos músculos. sonolência. hipofosfatemia. Medula: produz adrenalina e os seus efeitos são os mesmos decorrentes da via eferente simpática do sistema nervoso autônomo. Distúrbios hormonais: Excesso de paratormônio conduz a hipercalcemia. 189 .Abdominais Pâncreas. 3 . regride quando o indivíduo atinge a puberdade sua ação principal é na defesa imunológica do sistema linfático. aumenta a glicose no sangue e diminui o glicogênio no fígado. cãibras. O tumor desta região da glândula chama. palidez. é uma glândula par. situada sobre o rim.maturação sexual.

Esse hormônio carregado pela corrente sangüínea chega à vesícula biliar estimulando sua contração para provocar a liberação de bile. 5. doença de Cushing: obesidade. fasciculada e glomerulosa. estimula a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea. edema hipertensão arterial. produz a secretina que estimula a secreção de água e bicarbonato no suco pancreático e a motolina que estimula a mobilidade intestinal. alterações psíquicas.Córtex: constituída por três subcamadas. da interna para a externa reticulada. próximo ao glomérulo renal está o aparelho justaglomerular cujas células avaliam a pressão sangüínea de filtração. primeira parte do intestino delgado produz a colecistoquinina. maturação da mucosa uterina. caso esta esteja baixa o rim libera renina para aumentá-la e melhorar a filtração. face de "lua cheia". diminui as proteínas. o hormônio mais representativo deste tipo é a aldosterona que atua no metabolismo eletrolítico reabsorvendo sódio e em conseqüência água no rim e eliminando potássio. Testículo: 190 . aumenta a glicemia. Rim: anatomia estudada em sistema urinário. Intestino delgado. produz transtornos psíquicos mas é um importante antiinflamatório c. b. Com esta glândula produz três tipos de hormônios. acne. Diminuição de hormônio. anorexia. Eritropoetina. Há autores que acham que simplesmente se tratam de faixas de desenvolvimento. o seu excesso produz características masculinizantes. produz a gastrina que estimula as células parietais do estômago a secretarem ácido clorídrico. emagrecimento.Glicocorticóides (zona fasciculada) o hormônio mais representativo é a hidrocortisona que atua no metabolismo dos hidratos de carbono. tudo indica que cada camada produz um tipo. apatia.Mineralocorticóides (zona glomerulosa).Pélvicas: Ovário: Estrógeno: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários femininos e pela reconstrução da mucosa uterina perdida durante a menstruação. controle: ACTH e quantidade de glicocorticóide Distúrbio hormonal Excesso de hormônio.Sexuais (zona reticulada) principalmente testosterona. hipotensão e hiperpigmentação da pele Órgãos Digestórios Duodeno. Renina. Relaxina: durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve controle: mecanismo de feedback entre os hormônios ovarianos e os hormônios hipofisários. vômitos. Progesterona: preparação para a gestação. fraqueza. cuja liberação é estimulada pela presença de gordura no duodeno. doença de Addison: cansaço. a. diminuição da massa muscular. Estômago.

Timo 7. Tireóide Hipertireoidismo É a doença provocada pelo aumento de hormônios tireoidianos . Placenta Hormônios: estrógenos.Hipófise 2. Hipopituitarismo É a produção insuficiente de hormônios hipofisários.Glândula tireóide 4. A estatura é anormalmente baixa e o fácies é característico.Placenta Patologias do Sistema endócrino Hipófise Nanismo hipofisário É a carência de hormônio do crescimento motivada por distúrbio hipofisário levando ao atraso de crescimento na infância de etiologia congênita ou adquirida.Glândula pineal 3. 191 . Roteiro Prático: Identificar as glândulas endócrinas: 1.Rim 11. auto-agressão do sistema imunológico ou então: bócio multinodular hiperfuncionante.Duodeno e alças intestinais 9. trauma craniano e radiações.Supra-renal 10. doenas consumptivas crônicas. ou tireoidites. progesterona e uma série de hormônios semelhantes aos da adenohipófise: gonadotrofinas coriônicas.Átrio direito do coração 6. tumores. Em conseqüência também ficam comprometidas às funções das glândulas integradas à hipófise: supra-renal.Testículo 13. adenomas.Testosterona: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. controle: mecanismo de feedback entre a testosterona e os hormônios hipofisários. O hipopituitarismo também pode ocorrer em casos de anorexia nervosa. É o que ocorre na síndrome de Sheehan. Na maioria das vezes deve-se à doença de Graves.Glândula paratireóide 5.Pâncreas 8.Ovário 12. atua na espermatogênese e na ereção. partos com hemorragias graves ou choque e conseqüente infarto ou irrigação deficiente da hipófise. tireóide. gônadas e dependendo da idade também o crescimento.

tratamentos com substância radiativas. palpitações. á vírus (Quervain) e pós-parto. taquicardia. atraso mental. Os casos mais graves constituem o mixedema com fácies característico. hemorragia ou neoplasia. inchaços. bradicardia. a diminuição de potássio pode acarretar distúrbios musculares e. Ocorre nas ressecções cirúrgicas da glândula. tireoidite auto-imune de Hashimoto. aumento da língua. fraqueza. O sintomas são característicos da via eferente simpática: taquicardia e aumento da pressão arterial resistente aos medicamentos. deficiência de iodo na alimentação ou então congênito (cretinismo) neste há comprometimento da estatura e retardo mental. 192 . distúrbios menstruais e mentais. sensibilidade ao frio. bacteriana. hipotensão. do consumo de oxigênio e maior atividade do sistema nervoso simpático: nervosismo. transtornos emocionais. Pode ser primário quando se refere ao funcionamento da própria tireóide.Os sintomas característicos dependem do aumento da atividade metabólica. pele seca. hipoplasia ou desenvolvimento deficiente.arritmia cardíaca. No quadro clínico: aumento da glândula. Os sintomas. A mais freqüente é a de Hashimoto de causa auto-imune (auto-agressão imunológica). tremores e exoftalmia (protusão dos olhos empurrado pelo corpo adiposo da órbita). na hiperplasia ou no carcinoma de supra-renal. aumento do número de defecações. Hiperaldosteronismo É o aumento na produção de aldosterona pela supra renal. No quadro clínico observa-se: obesidade. aumento do apetite. Tratamentos prolongados cor corticóide podem provocar insuficiência suprareal funcional. arritmias cardíacas. auto-imune (autoagressão pelo sistema imunológico). Hipotireoidismo É a produção insuficiente de hormônios pela tireóide. em geral. bócio (aumento da glândula). doença de Addison – destruição da glândula de causa infecciosa. demais sintomas dependem da causa. Tireoidite É a inflamação da glândula tireóide. disfunção intestinal. O quadro clínico é de hipertensão arterial. emagrecimento. são decorrentes da hipertensão arterial: dor de cabeça. Supra-renal Feocromocitoma É o tumor da medula da supra-renal elevando a produção adrenalina em níveis altos. e secundário quando a causa situa-se na hipófise. Insuficiência supra-renal É a produção insuficiente de hormônios pelo córtex supra-renal. como na síndrome de Conn tumor de células produtoras de aldosterona. Pode ser primário nas doenças da glândula supra-renal. É secundário quando a causa não é na glândula supra-renal como no aumento da produção de renina desencadeando o processo: renina-angiotensina-aldosterona. fraqueza. Outras tireoidites são de Reidel com fibrose da glândula. sudorese excessiva.

vômitos. ocorre após cirurgia em paratireóides ou na tireóide. massa corporal superior a 27. Preocupante é sua associação diabete mellitus. São característicos: o sinal de Chvostek. Nos casos graves alem da tetania. Outros Obesidade Acúmulo excessivo ou anormal de gordura no corpo. espinhas. hipoglicemia. arterioesclerose. osteoporose. hiperpigmentação da pele. Pode aparecer também nos tratamentos prolongados com corticóides. provocada por tumor da glândula. cansaço. Resulta do desequilíbrio entre as calorias ingeridas e consumidas. O critério de sua determinação é variável.No quadro clínico observa-se: muita fraqueza. Quando desencadeada pelo hormônio adrenocorticotrófico chama-se doença de Cushing. distúrbios no centro hipotalâmico do apetite ou no dispêndio de energia metabólico. ou 20% a 25% acima do peso médio esperado. hipertensão arterial. edema. Síndrome de Cushing É a produção excessiva de glicorticóides pelo córtex supra-renal. Paratireóide Hiperparatireodismo É o aumento da secreção do paratormônio pelas paratireóides causado por adenoma da ou hiperplasia paratireóidea. fácies característica de lua cheia. náuseas. convulsões e espasmo de glote.8 Kg/m2 . hirsutismo. vitiligo (manchas hipocrômicas). O quadro clínico decorre da hipocalcemia: parestesias. sedentarismo. contrações dos músculos da expressão facial pelo estímulo do nervo facial. digestório. Fatores genéticos. prejudicial à saúde. em geral. O quadro clínico é uma decorrência do aumento do cálcio no sangue – hipercalcemia provocando alterações nos sistemas: esquelético. falta de apetite (anorexia). desproteinemia. hipertensão arterial. SOALHO DA PELVE 193 . emagrecimento. No quadro clínico observa-se: obesidade. câimbras. etc. renal. contrações dos do carpo ao pressionar o manguito do aparelho de pressão. sinal de Trousseau. hipotensão. espasmos musculares e tetania (contrações e espasmos musculares generalizados). infarto do miocárdio. estrias. muscular e nervoso. Hipoparatireoidismo É a secreção insuficiente do paratormônio e conseqüente hipocalcemia isto é a diminuição do cálcio plasmático.

isquiocavernoso e transverso superficial do períneo. 194 .fáscia inferior do diafragma urogenital 6. Nader Wafae A pelve apresenta 2 paredes ântero-laterais (ossos do quadril. 2 . Não tendo estruturas ósseas de sustentação. Região anal é formado por: 1 . O diafragma ou região urogenital é formado por: 1. uma parede posterior (sacro. iliococcígeo e pubococcígeo 4 . mesmo assim esse soalho suporta toda a pressão da cavidade abdómino-pélvica. formado pelo entrecruzamento das fáscias.fáscia profunda do períneo 4.fáscia visceral que deriva do tecido extraperitoneal e que forma os ligamentos pubocervical. A resistência desse soalho deve-se a uma estrutura que fica no centro do soalho e que serve de ponto de apoio e de sustentação de todas essas camadas é o corpo do períneo.espaço profundo do períneo onde se encontram os músculos transverso profundo do períneo e esfíncter externo da uretra 7. Dr. ligamentos sacrotuberal e sacroespinal) e um soalho.pele 2 . 5.fossa isquioanal cheia de gordura e músculo esfíncter externo do ânus A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima.fáscia superior do diafragma urogenital A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima.fáscia inferior do diafragma da pelve também derivada da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por baixo.fáscia superficial do períneo que é a tela subcutânea.espaço superficial do períneo onde se encontram os músculos: bulboesponjoso. A inervação dessa região tanto motora para os músculos como sensitiva para a pele depende principalmente do nervo pudendo. divide-se em dois triângulos.Prof. O soalho da pelve não possui esqueleto ósseo.fáscia superior do diafragma da pelve que deriva da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por cima.músculos: levantador do ânus e isquiococcígeo. apenas músculos e fáscias sendo formado pelo peritônio. 3. pelo diafragma da pelve e pelo períneo. o anterior é a região ou diafragma urogenital e o posterior é a região anal.fáscia superficial (tecido subcutâneo) 3 . 3 . O períneo é uma região em forma de losango que se estende da sínfise púbica aos túberes isquiáticos de cada lado e daí ao cóccix. O músculo levantador do ânus é formado por 3 fascículos: puborretal.pele 2. ramo do plexo sacral. músculo obturador interno). retouterino e transverso do colo que prendem o colo do útero às paredes da pelve. dos ligamentos e dos músculos que compõem o soalho da pelve. O diafragma da pelve é formado de cima para baixo por: 1 .

S4 que passa por trás da espinha isquiática (ponto de referência para anestesiá-lo durante o trabalho de parto) e a seguir entra no períneo emitindo os ramos retal inferior. Vejamos as mais conhecidas: Diâmetro diagonal – 12. Diâmetro anatômico conjugado verdadeiro É a distância da margem superior da sínfise púbica ao centro do promontório Diâmetro tranverso – 13. Diâmetro oblíquo É a distância da articulação sacroilíca de um lado à eminência iliopúbica do outro lado.Músculo bulboesponjoso 4. Diâmetro interespinoso É a distância entre as duas espinhas isquiádicas.Espinha isquiática 8.formado pelas raízes de S2.Músculo levantador do ânus 2.5 cm É a distância da margem inferior da sínfise púbica ao promontório que é o ponto mais saliente da articulação sacrolombar em geral a extremidade anterior da primeira vértebra sacral. Diâmetro conjugado obstétrico – 11. Pelvimetria O conhecimento de algumas medidas da pelve óssea tem importante aplicação em obstetrícia se considerarmos que durante o trabalho de parto a cabeça do feto deve se ajustar a essas medidas. S3.Corpo do períneo 195 .5 cm É a distância do ponto mais saliente e posterior da sínfise púbica ao centro do promontório.Músculo isquiococcígeo 3.Músculo isquiocavernoso 5.Músculo transverso superficial do períneo 6.5 cm É a maior distância entre as linhas terminais.Nervo pudendo 9.Fossa isquioanal 7. perineal e dorsal do clitóris. Roteiro Prático de soalho da pelve 1.

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