Anatomia Sistêmica

2009

Atualizada, revista e ampliada

Professor Dr. Nader Wafae Titular de Anatomia Descritiva e Topográfica por Concurso Público Especialista pela Escola Paulista de Medicina Doutor pela Escola Paulista de Medicina Livre Docente Pela Universidade Federal de São Paulo

Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. Nader Wafae. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor.

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Índice Orientações sobre o Curso de Anatomia. Bibliografia. Normas. Introdução ao Estudo da Anatomia Descritiva: conceito, divisão, métodos de estudo, posição anatômica, terminologia anatômica, planos e eixos. Tipos Constitucionais. Normal e Variação. Fatores Gerais de Variações Princípios Gerais de Construção do Corpo Humano História da Anatomia Aparelho Locomotor: Sistema ósseo Aparelho Locomotor: Sistema Articular Aparelho Locomotor: Sistema Muscular Sistema Circulatório: Funções. Composição. Circulações Sistema Circulatório: Coração Sistema Circulatório: Artérias Sistema Circulatório: Veias Sistema Circulatório: Linfáticos Sistema Circulatório: Vascularização do Coração Sistema Circulatório: Complexo Estimulante Sistema Circulatório: Fatores Biodinâmicos das Circulações Venosa e Linfática Sistema Respiratório Sistema Respiratório: Mecânica Respiratória Sistema Digestório Sistema Digestório: Glândulas anexas Peritônio Sistema Urinário Sistema Genital Feminino Glândula mamária Sistema Genital Masculino Bulbo do olho Orelhas Tegumento Comum Sistema Endócrino Soalho da pelve

3 5 9 10 11 15 38 45 74 75 83 95 106 110 112 115 125 134 138 145 148 156 161 166 167 174 177 181 186 194

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ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A DISCIPLINA DE ANATOMIA Normas Avental Nas aulas práticas de laboratório é obrigatório o uso de avental, branco, longo, manga comprida. Esta exigência longe de ser autoritária é uma providência primordial de higiene, limpeza, prevenção e de proteção a saúde do aluno e de seus familiares. A sua utilidade é tão grande que caracteriza a figura do médico. Respeito para com as peças de estudo Nossas peças de laboratório, em sua grande maioria, são de seres humanos que em vida, muitas vezes, apresentaram incertezas, indefinições, infortúnios e até mesmo se tornaram um ônus para a sociedade, mas ao morrerem e seus corpos serem utilizados para estudo se redimiram totalmente da indigência oferecendo-se para a nobre missão de salvar outras vidas através do ensino e da pesquisa, são dignos, portanto, de todo o nosso respeito e nossa gratidão. Segundo o professor Renato Locchi, “A anatomia é uma disciplina informativa na medida que fornece novos conhecimentos que serão de essencial aplicação na atividade profissional. É normativa na medida que impõe a disciplina de estudo e a metodologia e precisão de linguagem. É principalmente estético-moral, pela natureza do material de estudo, o cadáver. Essencialmente, porém, lição de ética e de humildade.” Inicia, assim, desde o primeiro ano o respeito pelo ser humano que deverá caracterizar as atitudes do médico. Desta forma, não será admitido qualquer tipo de atitude de desrespeito com material humano de estudo. Luva cirúrgica Embora nosso material não ofereça risco evidente de contaminação é importante que o aluno manuseie as peças com luvas cirúrgicas principalmente para proteger suas mãos da ação de substâncias químicas. Atualmente, estão disponíveis no mercado as luvas descartáveis para procedimentos acondicionadas em caixas. Manuseio das peças Preserve as peças anatômicas com muito cuidado, já que, por serem humanas são difíceis de obter e renovar. A qualidade do nosso ensino depende do cuidado que você tiver ao estudar nessas peças. Não arranque, não puxe, não fure. Preserve-as. Gerais Por determinação da justiça não é permitido levar material cadavérico (ossos, órgãos, etc.) para estudo fora do laboratório da Faculdade (residência, biblioteca, etc.) os infratores estão sujeitos às penas da lei. Da mesma forma não é permitido fotografar ou filmar as peças a não ser para trabalhos científicos ou preparação de aulas.

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É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor. 2.Atheneu 2.2ª ed.Anatomia Humana. H. K.. 2ª ed. Nader Wafae. Gray’s Atlas de Anatomia – Elsevier.Telefones celulares durante as aulas Durante as aulas teóricas.Netter.Van de Graaff.Martin J.Tillmann B. Atlas Fotográfico de Anatomia Sistêmica e Regional. Lütjen-Drecoll. 3. K. Guanabara Koogan Neuroanatomia 1. Vogl AW e outros. . e em respeito ao professor. L & Dalley. 6ª ed. E. Atlas de anatomia humana. J. Tranum. 6ª ed. Sobotta Atlas de Aanatomia Humana – 22ª ed. Não serão possíveis correções posteriores. Atlas de Anatomia Humana. .Fleckenstein P. Guanabara Koogan. Ed Manole. Anatomia da imagem 1. H.Rohen. Editora Manole. Editora Manole. W. N.Moore. Anatomia Humana. Pabst R. Bibliografia Atlas 1.. 4 . Neuroanatomia funcional . 2003.Mc Graw Hill. Anatomia em Diagnóstico por imagem. (e aulas teórico-práticas se o professor estiver expondo matéria) e nas provas os proprietários de telefones celulares são obrigados a desligar seus aparelhos para não perturbar a aula. .4ª ed. Editora Artes Médicas 4. Livro texto 1. 2006. C. 5. Editora manole 1ª Ed.Machado.Drake RL.M.Putz R. Neuroanatomy – 3ª ed .D. esteja absolutamente convicto de ter respondido a chamada ou assinado a lista de presença no mesmo período em que é feita ou passada. F. Yokochi. A. A presença do aluno às aulas práticas é registrada em todos os dias do curso. 2006. 2.Jensen J. Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr.Anatomia Orientada para a Clínica . A.

o correspondente em latim é dissecar na qual dis .estuda as estruturas que contribuem para uma função comum e que são reunidas em sistemas ex.  Topográfica ou regional .  Sistêmica ou descritiva .procura identificar as estruturas anatômicas através da pele. originaram-se as várias divisões da anatomia.  De superfície . métodos de estudo próprios orientados para a sua especialidade.  Mais recentemente estão se desenvolvendo a anatomia em cortes subsídio para tomografias e para ressonância magnética e anatomia geriátrica Métodos de estudo Cada uma dessas divisões utiliza. ex. atualmente anatomia é o nome da ciência e dissecar o seu principal método de estudo. batráquio. ex. palpação e ausculta para a anatomia de superfície. e peças isoladas de diferentes espécies animais na anatomia comparada. ex. sob vários enfoques e com a utilização de vários métodos de estudo. Importante para a genética e embriologia. radiografia.  Comparada . comparar o coração de peixe. a conformação.estuda uma mesma estrutura em diferentes espécies animais. o Etimologia A palavra Anatomia é de origem grega. a inspeção. Para conservar e evitar a decomposição. assim temos a dissecação para a anatomia topográfica. desenvolvimento e vários aspectos funcionais do ser organizado.cortar. pescoço. mesmo que pertencentes a sistemas diferentes. Importante em pediatria e cirurgia pediátrica. Divisão O ser organizado pode ser estudado de várias maneiras. É importante no diagnostico de enfermidades.INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA DESCRITIVA Professor Dr.estuda as estruturas próximas situadas numa determinada região do corpo. É importante no exame físico do paciente e na cirurgia. Em tempos passados anatomizar e dissecar eram sinônimos.significa em partes e tome quer dizer . enfim tem enorme aplicação para todos os profissionais que trabalham em saúde. ana . É importante no exame físico do paciente. filmes radiográficos.  Pediátrica . Nader Wafae Anatomia Conceito É a ciência que estuda a constituição. sistema circulatório (coração. tomográficos e de ressonância magnética na anatomia da imagem.estuda as particularidades das estruturas no corpo de crianças.cortar. aplicação de injeções. tomada de pressão arterial e pulsação. artérias.em partes e secare . mamífero etc.estuda as estruturas através de suas imagens projetadas por meios físicos. ultra-sonografia. Assim sendo. comumente. veias e linfáticos). as peças 5 .  Imagem .

pelas distâncias que os separavam. Como em determinado momento histórico a anatomia se desenvolveu em centros universitários situados em cidades isoladas umas das outras. As vezes. que existiam 50. Indivíduo ereto. pela diversidade de línguas iam sendo superados através do progresso tecnológico. as comunicações entre os pesquisadores eram difíceis. Nas peças de sistema nervoso. Desta forma. a anatomia é uma ciência normativa isto é.000 estruturas do corpo humano (cada estrutura tinha em média 10 nomes). em cortes. e os planos e eixos do corpo humano.000 nomes para designar apenas as 5. Assim sendo. determinadas estruturas recebiam nomes e descrições diferentes nas diferentes escolas anatômicas da época. Terminologia anatômica É uma tendência natural do ser humano dar nomes as coisas para facilitar a comunicação entre as pessoas. Como já foi exposto. dos Congressos.anatômicas são fixadas em formol e conservadas em formol e fenol ou em glicerina e para facilitar o estudo podemos injetar as estruturas tubulares como artérias e veias com substâncias plásticas coloridas. Posição anatômica Por convenção é a posição em que se coloca o corpo humano com a finalidade de padronizar as descrições a terminologia e as relações de suas estruturas. Mas o principal método de estudo em anatomia é sem dúvida. A relação que resultou dessa reunião chamou-se Basle Nomina Anatomica mais conhecida por BNA. A medida que as dificuldades de comunicações representadas pelas distâncias. a escola anatômica de uma localidade homenageava um eminente anatomista dando seu nome a uma estrutura julgando que ele tinha sido o primeiro a descrevê-la e no entanto. usamos métodos de coloração que mostram as diferenças entre substância branca e substância cinzenta. Nas radiografias podemos utilizar meios de contraste para expor órgãos com densidades semelhantes. a dissecação. A primeira tentativa concreta de simplificação da nomenclatura ocorreu em 1895. no final do século XIX. membros superiores pendentes lateralmente ao corpo. membros inferiores justapostos com os calcanhares ligeiramente afastados e os dedos dos pés para frente. palmas das mãos voltadas para frente. constatou-se. pela lentidão dos meios de transporte e pelas diferenças de idiomas. durante o encontro de anatomistas de vários países europeus na cidade da Basiléia . cabeça voltada para frente. das publicações científicas. o mesmo ocorria em outra cidade a respeito da mesma estrutura. pelos meios de transporte. olhar no horizonte. determina normas que devem ser seguidas pelos profissionais da área da saúde para que haja uma padronização universal de comunicação e de descrições.Suíça. temos: a posição anatômica. Normas de padronização para estudo e descrições do corpo humano. a terminologia anatômica. Lançada pelos alemães esse esforço de unificação se foi bem sucedido em países de influência 6 . e dos intercâmbios entre as Escolas Anatômicas.

Nomenclatura Anatômica de Paris que apesar de algumas modificações introduzidas nos Congressos de Anatomia subseqüentes é a nomenclatura atualmente adotada universalmente. onde tornam-se evidentes os 6 planos de referências: 1) Plano anterior: é vertical passando pela frente do corpo. lançariam uma revisão denominada Birmingham Revision (BR). Planos e eixos do corpo humano A fim de padronizar a comunicação.mistos (função e forma . sendo que os critérios mais usados para dar nomes às estruturas foram: pela forma (deltóide. junção de critérios . Finalmente a reunião decisiva e concreta realizou-se durante o VI Congresso de Anatomia na cidade de Paris em 1955 ocasião em que foi aprovada a PNA. Assim fazendo.adotar nomes semelhantes para estruturas vizinhas. Em 1939 com a deflagração da segunda guerra mundial o assunto foi relegado.não usar epônimos (nomes de pessoas) . pela função (supinador. Alemanha em 1935 com a Nomenclatura Anatômica de Yena (YNA). tracemos planos rentes às suas superfícies em todos os seus lados. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados transversais. 2) Plano posterior: é vertical passando pelas costas do corpo. além da posição anatômica e da terminologia anatômica foram traçados planos e eixos convencionais ao longo do corpo humano que permitiram essa importante uniformidade descritiva. em 1933. Critérios históricos: a grande maioria dos termos anatômicos são de origem grega e latina. simples e fácil de memorizar . mas ainda desta vez não se conseguiu a pretendida globalização. também chamado ventral ou frontal anterior. podemos imaginar o corpo humano contido no interior de um paralelepípedo ou de retângulo. Nova tentativa de unificação e simplificação dos termos verificou-se por iniciativa dos alemães na cidade de Yena. Com o corpo humano em posição anatômica.científica alemã. pelo número de partes (bíceps braquial). flexor dos dedos). ou coronal posterior. também chamado cranial. pelos locais de fixação (coracobraquial). Ela foi ratificada na cidade de São Paulo em 1997 pela Comissão Federativa da Terminologia Anatômica. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos frontais ou coronais. 3) Plano superior: é horizontal passando rente ao couro cabeludo..pronador redondo). também chamado dorsal ou frontal posterior. o entendimento e o aprendizado nas descrições dos órgãos e dos sistemas. não conseguiu unanimidade entre franceses e ingleses. Estes últimos. ou coronal anterior. Princípios normativos: que devem orientar a nomenclatura de cada estrutura: ter um só nome . 4) Plano inferior: é horizontal passando pela planta do pé. estribo). pela posição (subclávio).a língua oficial é o latim (a tradução é permitida) deve ser curto. Sendo editada em língua portuguesa em 2001 e será a que adotaremos em nosso curso. 7 . também chamado podálico.

8 . É homopolar pois em suas extremidades temos porções semelhantes do corpo. Termos de posição Amparados por normas anatômicas padronizadas: de posição. Unindo-se os dois pontos que ocupam os centros de planos paralelos obtemos 3 eixos. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos sagitais. 3) Eixo transversal: é o eixo que une o centro do plano lateral direito ao centro do plano lateral esquerdo. 1) Eixo sagital: é o eixo que une o centro do plano frontal anterior ao centro do plano frontal posterior. ou entre superior e inferior Cranial ou cefálico = mais próximo do plano transversal superior Podálico ou caudal = mais próximo do plano transversal inferior Superficial = externamente à fáscia muscular (tecido conjuntivo que envolve os músculos) ou mais próximo da superfície do corpo Profundo = internamente à fáscia muscular ou mais afastado da superfície do corpo. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo. Todos os eixos paralelos a ele são ditos longitudinais em qualquer parte. de terminologia e dos planos e eixos podemos entender os termos de posição mais usados em anatomia: Medial = mais próximo do plano sagital mediano Lateral = mais afastado do plano sagital mediano Mediano = situado ao longo do plano sagital mediano Intermédio = entre uma estrutura lateral e uma estrutura medial Superior = mais próximo do plano transversal superior Inferior = mais próximo do plano transversal inferior Anterior = mais próximo do plano frontal anterior Posterior = mais próximo do plano frontal posterior Interno = no interior de uma cavidade Externo = no exterior de uma cavidade Proximal = mais próximo da raiz (origem) do membro Distal = mais afastado da raiz (origem) do membro Médio = entre proximal e distal. Todos os eixos paralelos a ele são ditos sagitais em qualquer parte. órgão ou articulação do corpo. 6 Plano lateral esquerdo: é vertical tangencial ao lado esquerdo do corpo. 2) Eixo longitudinal: é o eixo que une o centro do plano transversal superior ao centro do plano transversal inferior. órgão ou articulação do corpo . órgão ou articulação do corpo. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo. Esses eixos podem ser transferidos para qualquer parte do corpo desde que sua orientação seja mantida. Todos os eixos paralelos a ele são ditos transversais em qualquer parte.5) Plano lateral direito: é vertical tangencial ao lado direito do corpo. O plano sagital que passa exatamente pelo meio do corpo dividindo-o em duas metades direita e esquerda chama-se plano sagital mediano.

existe predominância do tórax sobre o abdome. mas aptas para a função) no ser humano é de grande aplicação na atuação profissional principalmente no exame físico dos pacientes. mas não necessariamente. e que são 3: longilíneo. Principais características :  Longilíneo: apresenta pescoço longo. anencefalia). várias e graves anomalias que.  Mediolíneo: características intermediárias entre os dois tipos anteriores. de causas hereditárias. o tamanho do tronco predomina em relação aos membros. variação e anomalia em anatomia  Conceito de normal: é um conceito estatístico e funcional. Em geral. brevilíneo e mediolíneo. durante o desenvolvimento. Individuais são aquelas que aparecem em determinadas pessoas não estando relacionadas com os fatores gerais que predispõem o aparecimento de variações. nervos) entre o pescoço e o tórax. Uma estrutura é normal em anatomia quando sua apresentação é a mais freqüente e está apta para a função.Tipos constitucionais Os indivíduos humanos apresentam. ex. no conjunto tornam a vida impossível (ex. existe predominância do abdome sobre o tórax. geralmente. dedos e costelas supranumerários). diferenças físicas em sua conformação. Pertence a outro campo de estudo chamado Teratologia. Conceitos de normal. são altos e magros. mas não necessariamente. Fatores Gerais de Variação O aparecimento de variações (estruturas pouco freqüentes. Em geral. modificações ósseas no idoso podem contribuir para o aparecimento de variações. tórax cilíndrico. processos invasivos de diagnóstico e de tratamento.  Conceito de variação: uma estrutura é considerada variação quando sua apresentação não é a mais freqüente na população mas está apta para a função. que passaremos a expor. a presença de genitais diferentes podem. em alguns indivíduos. resultando naquilo que denominamos de tipos constitucionais ou biótipos.  Sexo: Não são consideradas as diferenças oriundas do evidente dimorfismo sexual (caracteres sexuais primários e secundários). em geral. o tamanho dos membros predomina em relação ao tronco. Condicionadas são aquelas que aparecem influenciadas pelos fatores gerais de variação. (ex. favorecer o aparecimento de variações em estruturas 9 . são baixos e obesos. feixes musculares supranumerários). a presença do timo em crianças e a sua regressão nos adultos condicionam um rearranjo das estruturas (vasos. endócrinas e ambientais conciliando genótipos e fenótipos.  Idade: modificações anatômicas influenciadas pela idade. As variações podem ser individuais e condicionadas.  Brevilíneo: apresenta pescoço curto.  Conceito de anomalia: é a estrutura pouco freqüente e não está apta para a função (ex. tórax achatado ântero-posteriormente.  Conceito de monstruosidade: é a estrutura que apresenta. cirurgias. Mas a diferente disposição da tela subcutânea.

Meio ambiente: clima. pe. 10 . a margem supra-orbital apresentou muitas diferenças. aparentemente simétricas externamente mas de evidente assimetria interna. negros e amarelos podem apresentar variações relacionadas ao seu grupo étnico. o tubo anterior é maior contém as vísceras daí o nome paquímero ventral ou visceral. vértebras. podem também ser condicionantes de variações. o nervo laríngeo recorrente no pescoço apresenta diferenças de trajeto nos dois lados. o que pode condicionar diferenças em outras estruturas próximas. podem surgir novas adaptações anatomofuncionais. Princípios gerais de construção do corpo humano Célula é a unidade anatomofuncional do ser vivo. a reunião de tecidos diferentes forma um órgão. fígado. articulações e músculos esqueléticos (aparelho) O corpo humano apresenta alguns princípios de construção que constituem verdadeiras normas gerais observadas na formação de seus diversos componentes. alimentação. o tubo posterior é menor contem o sistema nervoso central daí o nome paquímero dorsal ou neural. estômago em J dos longilíneos. ex. Paquimeria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído ântero-posteriormente por dois tubos contíguos chamados paquímeros. colo sigmóide etc. Antimeria: é o princípio pelo qual o corpo humano é constituído por duas metades chamadas antímeros. uma reunião de células semelhantes constitui um tecido. as evidentes diferenças anatômicas entre as pelves dos dois sexos podem condicionar diferenças de trajeto de nervos e de vasos. Metameria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído pela superposição de segmentos transversais semelhantes chamados metâmeros. Lado: podem aparecer diferenças de trajeto de algumas estruturas em função do lado ex. exemplos: índios. altitude. osso (órgão). esquimós. pulmões. caucasianos. tecido ósseo (tecido). A evidente assimetria interna é comprovada pela situação do coração. mais saliente nos homens. A aparente simetria externa pode ser avaliada observando separadamente as duas metades de uma fotografia da face. exemplo: músculo piramidal na parede abdominal é mais freqüente em brancos. a mandíbula.     que habitualmente são semelhantes de ambos os sexos. pode sofrer modificações pela mudança dos hábitos alimentares. o conjunto dos ossos (sistema). ossos. exemplos osteócito (célula). Evolução: diante de sucessivas mudanças na civilização. exemplo: a proeminência laríngea. latitude etc.. Biótipo: a forma de determinados órgãos pode estar relacionada ao biótipo ex. o conjunto de órgãos afins chama-se sistema e a reunião de sistemas afins forma um aparelho. o pescoço curto dos brevilíneos pode condicionar diferenças de situação e trajeto em estrutura anatômicas. São freqüentes as publicações científicas comparando povos que vivem em regiões diferentes. costelas. Grupo étnico: brancos.

Iniciava-se assim o primeiro período da fase científica – o período grego . História da Anatomia Prof. desenvolver. Período Grego A história da anatomia ou fase científica se inicia na Grécia com o trabalho de atendimento aos doentes desenvolvido por Asclepio no século XIV AC. Dr. para se defender ou atacar e para preservar o corpo após a morte utilizava-se a anatomia. b. esse processo de identificação de órgãos vitais não tinha o interesse em adquirir.Preparação de múmias na qual se indicava a retirada das vísceras para se evitar a decomposição. c. As dúvidas sobre a existência de Asclépio enquanto ser humano fez com que alguns autores marcassem o início desse período pelas descrições anatômicas contidas na Ilíada de Homero (século VIII a. Nader Wafae Preliminarmente.religiosos. 2 . para a qual o conhecimento da constituição do corpo do animal era importante para a caça bem sucedida. Este médico reconhecia que para atender melhor os doentes necessitava conhecer a constituição do corpo humano. para se defender dos ataques inimigos.C).a proteção do seu próprio corpo. para relacioná-los com doenças visando o tratamento e mais tarde também para o aprimoramento do conhecimento científico. na preparação do corpo para a vida futura em que acreditavam.Desenhos rupestres encontrados em cavernas (Pindal -Espanha) representando o animal que deverá ser abatido para servir de alimento com flecha ou lança apontando o lugar ideal para sacrificar o animal com maior sucesso. ou pré-científica ou da anatomia fortuita Nesta fase. Para sobreviver. inicialmente. as relações ou identificações de estruturas anatômicas não visavam o conhecimento já que tinham três objetivos básicos: 1.a sobrevivência através do consumo de carne animal.que se estenderia até a morte do imperador Alexandre Magno (323 AC). devemos dividir a História da Anatomia em duas fases: 1ª fase: Pré-história. mas nessa fase. esclarecer ou melhorar conhecimentos. Nesse período destacaram-se: 11 . Segmentação: é o princípio observado em muitos órgãos do corpo humano pelo qual um órgão é subdivido em partes chamados segmentos dotadas de certa autonomia anatômica e funcional.Estratificação: é o princípio de construção pelo qual o corpo humano (e seus órgãos) é constituído pela superposição de camadas de tecidos. Estes objetivos foram comprovados por: a. 2ª fase: História ou científica Cuja característica essencial consistia na identificação dos órgãos. 3.Utilização de armaduras e escudos para proteger determinados locais do corpo considerados vitais.

e já demonstra um esboço da pequena circulação. guerras e cobranças de impostos não impulsionaram a ciência. De fato. porém. demonstrou grande interesse em desenvolver a ciência e deu início ao segundo período da era científica – o período alexandrino que vai de 300 AC a 100 DC. A conquista do Egito pelos romanos.Claudio Galeno.) e com doenças lançando a teoria dos humores. A única nódoa e crítica que se faz a este período é a prática da vivisecção (dissecação em organismos vivos) em condenados com a justificativa de ver os órgãos em funcionamento Marino é o último nome importante deste período. Hipocrates (460-377 AC) é o pai da medicina. fleuma (pulmões) etc. a não ser um deles. principalmente nomes dos ossos. o general Ptolomeu. Aristoteles (384-322 AC) criador da biologia. apesar das dificuldades 12 . terra. o incêndio parcial da Biblioteca de Alexandria com 400. a quem coube o Egito no norte da África. Nesse período destacaram-se: Herofilo (330 – 270 AC) a quem é permitido realizar a primeira dissecação em cadáver humano. partes do sistema digestório e do respiratório (traquéia e brônquios). Especializa-se na pesquisa do sistema circulatório estudando as valvas do coração. Surpreendentemente. Distingue os nervos dos tendões e dos ligamentos . De 100 DC até o declínio do império romano no século V. os imperadores romanos tendo mais interesse em conquistas. apenas um grande nome despontou nesse período. Período Alexandrino Com a morte de Alexandre Magno. reformula a escola e é chamado de restaurador da anatomia. muitos aspectos do sistema vascular. Suas obras: Corpus hipocraticus e Da natureza do homem. já conhecia algumas glândulas e estruturas do sistema nervoso. como os demais cientistas da época acreditava que nas artérias circulava o ar que respiramos.000 volumes e provavelmente o desinteresse dos imperadores com a ciência fazem a Escola Anatômica de Alexandria entrar em decadência.Alcmeon (500 AC) – escreve a primeira obra anatômica conhecida. Destaca-se mais como médico do que como anatomista. o período grego entra em declínio. incentivador das ciências. O império é dividido entre seus generais que não tinham o mesmo interesse científico do imperador. oferecem boa descrição dos ossos. Descreve as cavidades cardíacas. amplia o conhecimento das vísceras em geral e dá o nome de duodeno à primeira porção do intestino. mas ele não distinguia bem os músculos e confundia ligamentos com tendões. Erasistrato (310-250) dedica-se mais a fisiologia da qual é fundador. Descreve grande parte do sistema nervoso central. é o fundador da escola alexandrina. veias pulmonares. Muito mais por sua genialidade e interesse pessoal do que pelo apoio Institucional . era uma relação de nomes de estruturas anatômicas. água e fogo com os humores do corpo (bile (baço). Este general. sangue (fígado). dando os nomes: aorta e carótida. Empedocles (500-430 AC) relaciona os princípios da natureza: ar. zoologia e da anatomia comparada. estuda o coração e os grandes vasos. já conhecia os linfáticos e dos órgãos dos sentidos. a censura imposta. sabe diferenciar artérias das veias. Período Romano Um dos períodos mais longos e mais pobres para a anatomia. é quem denomina as valvas tricúspide e as sigmóideas.

Diferencia nervos. descreve muitas veias principalmente do encéfalo. e foram exatamente as duas realidades que ocorreram. Este teve. escreve: Da utilidade das partes do corpo e Manipulações anatômicas. foi para a Alexandria para estagiar com os anatomistas da época. e na volta à Roma. embora o Corão também proibisse dissecação em cadáveres. por exemplo. nas quais a associação de pesquisadores interessados e o apoio de senhores feudais da localidade possibilitavam o avanço da anatomia como. Nascido na Ásia menor (129-201 DC) demonstrou interesse pessoal pela anatomia e pela medicina. ou em cidades como Bolonha e Pádua onde o papa Sisto IV permitia dissecações desde que tivessem autorização para tanto. a maior parte dos nervos periféricos já eram de seu conhecimento. anualmente. esse homem torna-se um dos maiores anatomistas de todos os tempos. Período das Escolas Européias A partir do século XII a Europa começa a readquirir o domínio científico da anatomia com o aparecimento das escolas européias isoladas. Na Europa. No norte da África e na Ásia a ciência se desenvolveu com os árabes a partir do século VII. as descrições de Galeno prevaleceram por cerca de 1000 anos guardados e traduzidos nos mosteiros. o príncipe da medicina escreve Canon medicinae e acrescenta contribuições pessoais aos escritos de Galeno. Avicenas (980-1037) é o grande nome desse período. então. Destacaram-se nesse período: Rhaze em Bagdá (840-920) que escrevei a primeira obra de anatomia em árabe. o globo ocular etc. Oribase. os ossos do crânio. em torno de 325 a 403 DC. Este anatomista reunia 3 características importantes: habilidade manual para dissecar (animais). Várias obras árabes foram traduzidas para o latim.enfrentadas. Período Árabe A queda do império romano invadido pelos bárbaros durante o século V. dedica-se bastante ao estudo do sistema nervoso. paralisam o desenvolvimento do conhecimento anatômico . dois destinos: ou refugiar-se nos mosteiros com a simples repetição das descrições de Galeno pelos monges ou prosperar em outro continente. basílica. cujos ensinamentos prevaleceram por mais de 1000 anos. cefálica. a ascensão do cristianismo que condenava as pesquisas sobre o corpo humano e a dispersão bárbara sem nenhum interesse científico. Apresenta um esboço para a pequena circulação. Hali Abbas. Com a divisão do império romano em oriental e ocidental. nomes como veia safena. cujo tratado com descrições anatômicas importantes foi traduzido para o latim.é a idade das trevas. em Montpellier aonde é permitido dissecar o cadáver de um condenado. interesse pela pesquisa anatômica e reconhecimento da importância do conhecimento científico. cujo único erro consistia na passagem do sangue do ventrículo direito para o esquerdo. destaca-se em Constantinopla. nuca são desse período e muitos outros que foram substituídos quando a Europa retomou o domínio do conhecimento científico. em Salermo onde Frederico II (1240) decretou que só poderiam exercer a cirurgia quem tivesse estudado anatomia. ou Clemente VII permitia a dissecação para fins de ensino da 13 . mas que se limita a retransmitir os ensinamentos de Galeno. tendões e ligamentos.

introduz novas técnicas de preparação de peças e de dissecação. Ainda neste século XVI aparecem outros anatomistas: Colombo. Sylvius em Paris apesar de alquimista estimula o estudo da anatomia em cadáveres. no retorno o navio em que se encontrava afunda no Mediterrâneo e Vesalius morre. Caluniosamente acusado por seus inimigos de vivissecção. Paré. dá novo impulso às investigações anatômicas. Todos os sistemas são objetos de reformulação. escrevendo “Observações Anatômicas” focalizando principalmente os genitais. Andre Vesalius publica sua obra “De Humanis Corporis Fabrica” que se transforma em importante marco de transição porque: liberta-se dos dogmas de Galeno. acima de tudo dando credibilidade à anatomia. sua descrição é de cadáveres humanos. Apesar disso. 14 . Varoli. No século XVII a grande contribuição é dada por Willian Harvey (1578-1657) ao descrever a circulação sangüínea em sua obra de 1628: “Exercitatio Anatomica De Motu Cordis Et sanguinis in Animalibus” embora sem conhecer os capilares sangüíneos sua descrição é correta. A descoberta da imprensa por Gutemberg também viria dar grande impulso à anatomia pela facilidade de comunicação e transmissão escrita dos conhecimentos. Spiegel Arancio e outros. Bahuin. Bartholinus e mesmo com Tulp (professor flamengo imortalizado na tela de Rembrant "aula de anatomia do professor Tulp"). nessas Escolas isoladas foram surgindo bons anatomistas como Leonardo da Vinci (1452-1519) em Florença cujos desenhos se aproximavam muito da realidade. Ainda neste século começa a se desenvolver a anatomia microscópica com o aperfeiçoamento técnico do microscópio. mas Professor em Pádua. reformar a anatomia e tornar-se o pai da anatomia moderna através de sua coragem se inicia o período moderno da anatomia. No entanto havia um problema ainda a ser resolvido era a influência e a servidão que os anatomistas da época ainda demonstravam ao seguirem cegamente os ensinamentos de Galeno. Aselli. Juntos formam o triunvirato reformador da Anatomia. Neste século grandes avanços são feitos no estudo dos linfáticos com Pecquet. Este pesquisador fora muito competente. as dificuldades enfrentadas por anatomistas eram enormes e muitos anatomistas foram condenados a morte pela Inquisição. Vesalius é condenado pela inquisição a fazer uma peregrinação ao santo sepulcro em Jerusalém. mas havia trabalhado com a anatomia de animais e sua época já estava defasada de um milênio em termos de conhecimento científico. e com Bartolomeu Eustáquio (1520-1574) em “ Opuscula Anatomica”. É neste ambiente que aparece Andre Vesalius (1514-1564) anatomista nascido em Bruxelas. várias estruturas foram desenhadas e descritas por ele ao desejar atingir a perfeição em suas obras de arte. que iria confrontar-se com os adeptos de Galeno. Período da Anatomia Moderna Em 1543. ratificando alguns aspectos e retificando outros. Malpighi em 1666 descobre os capilares sangüíneos. Mas em outras cidades em que a dissecação humana era condenada. Libertados da obediência aos cânones de Galeno. Botal. Aquapende.medicina. Servet. outros anatomistas do mesmo período de Vesalius se aliam a este no processo de modernização é o que ocorre com Gabriel Falópio (1523-1562) em Pisa.

articular e muscular. OSSOS Número de ossos: 206 a 208 Tipos de ossos Longos: em que o comprimento predomina sobre a largura e a espessura. Primordialmente tem por função dar conformação e sustentação ao corpo e tornar possível a locomoção. assistimos ao desenvolvimento da anatomia cirúrgica ou topográfica com Palfin. ex. Hesselbach. Na anatomia predominam os autores alemães: Meckel. metacarpais. Funções do esqueleto: proteção de órgãos (caixa craniana). a lâmina epifisial contendo a cartilagem de crescimento. assistimos avanços na anatomia patológica com Morgagni. Purkinge. sustentação e conformação do corpo. Scarpa entre outros. Aparelho Locomotor O aparelho locomotor é constituído por três sistemas: ósseo. conjunto de alavancas que sob a ação dos músculos torna possível o movimento. produção de células sangüíneas (medula óssea vermelha). INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO SISTEMA ÓSSEO Prof. No século XX aparecem as extensas obras anatômicas escritas e os grandes estudos em neuroanatomia onde se destaca o espanhol Ramon Y Cajal que além de sua contribuição anatômica consolida as normas para a realização de pesquisas científicas na área biológica. corpo ou diáfise onde se encontra a cavidade medular. 15 . ossos da calvária no crânio. ex.No século XVIII. Dr. pescoço e tronco) e apendicular (membros superiores e inferiores). e os neuroanatomistas Wrisberg e Reil. depósito de ions Ca e P. Bichat e outros. além da consolidação da histologia. Na Histologia temos Schwam (pai da histologia). Luscka. elas serão abordadas nos respectivos capítulos. Divisão do esqueleto: divide-se em axial (cabeça. úmero. No período de crescimento do osso distinguem-se entre as epífises e a diáfise. fêmur. Henle. Nader Wafae Esqueleto Conceito: É o conjunto de estruturas rígidas e resistentes chamadas ossos e de estruturas menos rígidas chamadas cartilagens que se articulam para dar conformação e sustentação ao corpo humano. na fisiologia e o início da embriologia. mas como cada um dos seus sistemas apresenta atribuições específicas. No século XIX. Possuem duas extremidades chamadas epífises e uma parte média. escápula. Planos: em que o comprimento e a largura predominam sobre a espessura.

margens e extremidades Faces: são partes da superfície do osso perfeitamente delimitadas principalmente no corpo. Supranumerários: não presentes habitualmente. processo – saliência que se destaca acentuadamente na superfície do osso. Sesamóides: ossos curtos porém incluídos em tendões ou cápsulas de certas articulações. vértebras.saliência não articular de pequeno tamanho e superfície menos rugosa ( tubérculo maior do úmero). ossos da base do crânio. (côndilos do fêmur). ex. 16 . Irregulares: em que os conceitos anteriores não se aplicam. Alongados: em que o conceito de osso longo não se aplica perfeitamente porque faltam as extremidades alargadas é o caso das costelas. protuberância – espinha – saliência fina e aguçada (espinha isquiática) crista – saliência estreita. entre os ossos occipital e parietais.Curtos: em que não há predomínio de uma das dimensões sobre as outras.saliência não articular de maior tamanho e superfície menos rugosa (trocanter maior no fêmur) . Osso heterotópico é aquele que se forma em lugar onde não existe normalmente. maxila. eminência – saliência cônica ou arredondada que se destaca na superfície do osso semelhante ao proceeso ((eminência intercondilar na tíbia). côndilo – extremidade articular arredondada com forma ovóide ou em espira. frontal. ossos suturais. Margens: são linhas agudas que delimitam as faces. Pneumáticos: são ossos que contêm cavidades em seu interior cheias de ar. vem do latim avançar (processo mastóide do temporal). Extremidades: são os locais dos ossos onde se encontra a maior parte dos seus pontos de reparos consistindo de saliências e depressões. ex. tuberosidade – saliência não articular de tamanho médio e superfície rugosa (tuberosidade para o músculo deltóide). ex. geralmente linear e de extremidade livre (crista etmoidal) linha – saliência linear (linha áspera do fêmur). Saliências: são os relevos que se sobressaem na superfície do osso podem ser articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cabeça – extremidade articular semelhante a uma esfera (cabeça do fêmur). esfenóide. Descrição dos ossos Na descrição da maioria dos ossos podemos distinguir: faces. túber – saliência não articular de maior tamanho e superfície rugosa (túber isquiático). tubérculo . trocanter . capítulo – uma cabeça pequena (capítulo do úmero). epicôndilo – saliência não articular situada acima do côndilo (epicôndilo lateral do fêmur). ex. ossos do carpo e do tarso.

tróclea – saliência em forma de carretel (tróclea do úmero). Substância compacta: as células ósseas (osteócitos) se dispõem em camadas chamadas lamelas concêntricas em torno de um canal central. Além das forças a que são submetidos e da função a que se destinam a forma dos ossos depende também da hereditariedade. Pode ser vermelha quando está ativa na produção células 17 . A disposição das trabéculas dos ossos esponjosos resulta da interação entre as linhas de maior tensão para resistir às tensões e as de compressão (peso do corpo) visando à manutenção da posição ereta (teoria trajetorial). forame: orifício circular que dá passagem. fossa . vasos e nervos meato: ducto com abertura nas extremidades (meato acústico externo) poro: as aberturas que delimitam o meato (poro acústico externo) Estrutura do osso Quanto à estrutura os ossos podem ser de dois tipos: compactos e esponjosos.escavação articular arredondada e menos profunda (cavidade glenoidal na escápula). nutrição. canal: depressão linear ou curva formando um túnel (canal carótico) Aberturas: são buracos delimitados adaptados para a passagem de estruturas. O osso é um tecido. Substância esponjosa: as células ósseas se dispõem em pequenas trabéculas que se entrecruzam formando uma rede. Medula óssea É a parte do esqueleto que elabora células sanguíneas. formando cilindros aderidos entre si e dispostos de acordo com o maior eixo do osso. (incisura isquiática maior). quando exposto ao fogo perde a matéria orgânica e se esfacela. assim além das células ósseas possui sais inorgânicos (fosfato e cálcio) que lhe dão dureza e parte orgânica (fibras colágenas) que lhe confere flexibilidade.escavação de profundidade intermediária (fossa mandibular no osso temporal). em geral para. é encontrada nas epífises dos ossos longos e nos ossos curtos. dos ossos curtos e planos. mas mantém a flexibilidade. incisura: depressão em forma de arco na superfície do osso entre projeções ósseas. É resistente e densa sendo encontrada na diáfise dos ossos longos em torno da cavidade medular e envolvendo o osso esponjoso das epífises. acetábulo – escavação mais profunda – (acetábulo do osso do quadril). Um osso submetido ao ácido acético perde a dureza pela falta dos sais inorgânicos. Depressões: são escavações na superfície do osso articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cavidade . Confere força ao osso. colo: escavação circular situada abaixo da cabeça. Encontra-se na cavidade medular do osso compacto e nos espaços entre as trabéculas do osso esponjoso.escavação rasa pouco profunda fóvea da cabeça do fêmur). sulco: depressão linear ou curva pouco profunda (sulco do nervo radial). hormônios e substâncias bioquímicas. Os ossos longos são mais adaptáveis para possibilitar movimentos pela ação dos músculos. fóvea .

a cavidade medular.sanguíneas e amarela quando não produz células sanguíneas substituída por células gordurosas. No osso em crescimento. proteção do osso e auxiliar nas fixações de músculos e tendões. costelas. através da qual o osso cresce em comprimento. a parte superficial é fibrosa com fibras colágenas e fibroblastos. nutrição.Epífise 2.Lâmina epifisial 4. Ossificação Dois tipos: a) a partir da transformação de cartilagens hialinas (a grande maioria): ossificação endocondral. é a parte da lâmina mais próxima da diáfise. Funções: crescimento do osso em espessura. os condrócitos se hipertrofiam. O local onde as células cartilagíneas da lâmina epifisial são substituídas por células ósseas chama-se metáfise. pela transformação de células mesenquimatosas do tecido conjuntivo em osteoblastos (centro de ossificação). clavícula): ossificação intramembranácea. b) a partir de tecido conjuntivo fibroso (ossos da calvária.Diáfise 3. Inicialmente a cartilagem hialina se modifica. c) mista em que ocorrem os dois tipos de ossificação. (esfenóide) Periósteo É a camada de tecido conjuntivo que envolve o osso.Linha epifisial (de conjugação ou de condensação) 5. por ramos das artérias do periósteo e por vasos das articulações. mas no adulto encontra-se apenas no esterno. As medulas das epífises do fêmur e do úmero são as últimas a se tornarem amarelas. o canal central. Vascularização Os ossos são irrigados pela artéria nutrícia que perfura o osso compacto pelo forame nutrício. No recém nascido a medula óssea é do tipo vermelho. O periósteo é contínuo com a cápsula articular e não reveste as superfícies articulares onde é substituído por cartilagem. morrem e são substituídos por osteoblastos e a matriz cartilagínea é substituída por minerais (cálcio). Roteiro prático de Anatomia radiológica – introdução ao estudo do sistema ósseo : 1. entre a epífise e a diáfise há um espaço preenchido por cartilagem hialina chamado lâmina epifisial. a parte profunda é osteogênica. Endósteo É uma fina camada de tecido conjuntivo que reveste o osso internamente: as trabéculas.Cartilagem epifisial 18 . vértebras. inervação (sensibilidade). Partes de um osso longo O osso longo apresenta duas extremidades chamadas epífises e um corpo entre as epífises chamado diáfise.

lateral ou medial e anterior ou posterior) por exemplo. escápula. lateral e superior e três ângulos: inferior.Cavidade medular 7. rádio. maior é a 19 . A face posterior está dividida pela espinha da escápula. média e distal. é lateral. escafóide. metacarpais (I a V contados a partir do polegar ) . Assim agindo procure identificar o lado dos ossos: escápula. metatarsais (I a V contados a partir do hálux). intermédio e lateral). tíbia e fíbula. falanges ( proximal. capitato. O cíngulo do membro inferior é formado pelos dois ossos do quadril. piramidal. cubóide. rádio. úmero. pisiforme. saliência plana.6. cuneiformes (medial. o hálux tem apenas proximal e distal). com duas faces: costal e posterior. clavícula. em duas fossas a superior. hamato. fíbula.  Inicialmente devemos identificar os ossos do esqueleto apendicular pelos seus nomes: Membro superior: clavícula. diagnósticos de fraturas. tíbia. superior e lateral. calcâneo. navicular. média e distal.Osso pneumático OSSOS DO ESQUELETO APENDICULAR O esqueleto apendicular é constituído pelos ossos dos membros superior e inferior incluindo os cíngulos dos membros superior e inferior. reparo de fraturas e no diagnóstico de várias doenças ósseas. O cíngulo do membro superior é formado pelos ossos clavícula e escápula. osso do quadril. trapézio. ísquio e púbis). Para tanto escolha um ou dois acidentes do osso e oriente-os nos 3 planos do espaço (superior ou inferior. é plano. trapezóide. no caso da escápula observe que a espinha da escápula é posterior e superior e sua extremidade.Substância compacta 9. fêmur.  Finalmente procure identificar os acidentes (saliências e depressões) dos ossos grifados no texto e listados no final:  A identificação desses acidentes é importante para conhecer inserções musculares.Espaço articular radiológico 10. patela.  Em seguida devemos saber identificar a que lado pertencem esses ossos (se direito ou esquerdo). úmero. semilunar. fêmur. falanges (proximal. Membro Superior Escápula: A escápula é um dos dois ossos do cíngulo do membro superior. perpendicular à face e de direção oblíqua. ulna. tálus. três margens: medial.Sesamóide 11. ulna. o polegar tem apenas proximal e distal) Membro inferior: osso do quadril (com três partes: ílio. menor é a fossa supra-espinal e a inferior.Substância esponjosa 8. o acrômio.

Na transição entre a epífise e a diáfise encontra-se o colo cirúrgico. apresenta: extremidade esternal. Na extremidade inferior destacamos: a saliência pontiaguda lateral. apresenta três faces: ântero-medial. o colo anatômico. a incisura ulnar e uma pequena proeminência na face posterior. duas importantes saliências para inserções musculares: a medial e maior é o epicôndilo medial no qual passa o sulco do nervo ulnar e a lateral menor. a maior lateral é o tubérculo maior e a outra é o tubérculo menor separados pelo sulco intertubercular. A extremidade lateral da espinha da escápula é achatada e constitui o acrômio. e a depressão em espiral da face posterior é o sulco do nervo radial. seu nome deriva do latim. No corpo do úmero. a saliência da margem lateral é a tuberosidade para o músculo deltóide . ÚMERO: O úmero (do latim: ombro) é o osso longo do braço. o capítulo do úmero e uma depressão em forma de carretel. o côndilo do úmero se desdobra em: pequena saliência redonda. lateral. é osso alongado. menor é a fossa coronóidea e a posterior. ântero-lateral e posterior e três margens: anterior.pequena chave . medial. a cabeça do úmero que se assemelha a uma esfera. O ângulo lateral da escápula apresenta uma escavação rasa que se articula com o úmero é a cavidade glenoidal. Superiormente ao côndilo.fossa infra-espinal. ligeira depressão que contorna a cabeça. em sua margem superior destaca-se uma saliência curva que lembraria o bico de corvo daí o seu nome processo coracóide. Clavícula: Clavícula cujo nome vem do latim . A face costal em contato com as costelas é côncava com saliências lineares oblíquas. Na extremidade superior destacamos: a cabeça do rádio com a circunferência articular e uma ligeira depressão.é o outro osso do cíngulo do membro superior. processo estilóide do rádio. medial. a área estreita abaixo da cabeça é o colo do rádio. A saliência medial na parte superior do corpo é a tuberosidade do rádio. uma leve depressão medial em arco. Na extremidade inferior. A pequena depressão em curva na margem superior por onde passam nervo e vasos é a incisura da escápula. com a convexidade maior voltada para frente e medialmente. anteriormente duas saliências. Rádio: O rádio é o osso longo lateral do antebraço. o tubérculo infraglenoidal. duas escavações a anterior. a fóvea articular. maior é a fossa do olécrano. posterior e lateral delimitadas por três margens: anterior. Ulna: 20 . posterior e interóssea. Na extremidade superior destacamos: medialmente. o tubérculo dorsal. e forma a fossa subescapular. apresenta três faces: anterior. é o epicôndilo lateral. raio de uma roda. a tróclea do úmero. superiormente a ela encontra-se uma pequena saliência puntiforme é o tubérculo supraglenoidal e inferiormente outra pequena saliência. mais abaulada e extremidade acromial mais achatada. Completando a extremidade inferior. na face inferior próximo a esta última extremidade encontra-se o tubérculo conóide.

trapezóide e trapézio.extremidade acromial 13. o maior. pisiforme. posterior e medial e três margens: anterior. Mão: A mão é formada pela sucessão de três camadas de ossos: carpais. proximal e distal.extremidade esternal 12. seguindo na direção medial para lateral estão.colo anatômico 16.acrômio 3. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro superior Escápula: 1. Na extremidade superior destacamos: o olécrano. o medial.tubérculo conóide ÚMERO: 14.A ulna (do latim: antebraço) é o outro osso longo do antebraço. A extremidade distal constitui a cabeça da ulna.colo cirúrgico 21 .sulco intertubercular 19. piramidal.tubérculo maior 17.cabeça do úmero 15. três faces: anterior. a série distal indo na mesma direção estão: hamato com uma saliência chamada hâmulo. a circunferência articular e o processo estilóide.tubérculo supraglenoidal 9.fossa supra-espinal 4.fossa subescapular 6.tubérculo menor 18. capitato. a incisura troclear cuja ponta anterior é o processo coronóide. semilunar e escafóide.incisura da escápula Clavícula: 11. lateralmente.cavidade glenoidal 8. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V.fossa infra-espinal 5. proximal perto dos metacarpais. a proximal. a pequena depressão em arco que se articula com o rádio é a incisura radial. metacarpais e falanges: Os ossos carpais são ossos curtos. em número de oito dispostos em duas séries. Os ossos metacarpais são ossos longos e numerados de I a V a partir do polegar.processo coracóide 7. a proeminência posterior em forma de arco cuja face anterior é escavada.espinha da escápula 2.tubérculo infraglenoidal 10. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal. posterior e interóssea. média e distal e duas para o polegar.

tuberosidade do rádio 32. Ulna: 35. Mão: Ossos carpais 41.fossa do olécrano Rádio: 29.capítulo do úmero 23. originalmente é formado pela fusão de três ossos: o superior é o ílio.falange proximal 51.falange média 52.trapezóide 48.ossos metacarpais numerados de I a V a partir do polegar.epicôndilo lateral 27.incisura troclear 37.incisura radial 39.falange distal. Ílio: Forma a parte superior do osso do quadril.incisura ulnar 34.epicôndilo medial 25.escafóide 45.processo estilóide do rádio 33.processo estilóide.pisiforme 42.sulco do nervo ulnar 26. O corpo do ílio é plano ligeiramente côncavo em seu lado medial onde se encontra a asa do ílio ou fossa ilíaca. Osso do quadril: O osso do quadril com o seu homônimo do outro lado formam o cíngulo do membro inferior.hamato 46.cabeça da ulna 40. 49.fossa coronóidea 28. 22 .capitato 47. classificado como irregular.sulco do nervo radial côndilo do úmero 22.colo do rádio 31.piramidal 43.tubérculo dorsal.tróclea do úmero 24. 50.olécrano 36.processo coronóide 38.20.trapézio.cabeça do rádio 30. o anterior é o púbis e o posterior é o ísquio.tuberosidade para o músculo deltóide 21.semilunar 44.

a incisura do acetábulo. A identificação dos diâmetros da pelve é de importância para a obstetrícia. Diâmetro transverso: une a parte mais larga da abertura superior da pelve 23 . e o arco maior da margem posterior do osso do quadril entre a espinha isquiática e espinha ilíaca póstero-inferior é a incisura isquiática maior. linha arqueada e completada pelo seu prolongamento na asa do sacro. posterior e inferior. mais larga e pelve menor. Abaixo da fossa ilíaca encontramos uma saliência em forma de arco que participa da delimitação da abertura superior da pelve é a linha arqueada. importante ponto de referência em obstetrícia. É constituído pelo corpo (posterior) e pelo ramo (inferior). a fossa do acetábulo e uma descontinuidade da margem na parte inferior. e o pequeno arco entre a espinha isquiática e o túber isquiático é a incisura isquiática menor. sacro e cóccix é dividida em pelve maior. É constituído pelo corpo do púbis (anterior) e pelos ramos superior do púbis e inferior do púbis. Na realidade é recoberto por músculos nos dois lados daí o seu nome. O ramo superior apresenta duas linhas bem evidentes: a medial é a linha pectínea do púbis e a lateral é a crista obturatória. Púbis Forma a parte anterior do osso do quadril. A extremidade anterior do corpo articula-se com a do outro lado é a face sinfisial que apresenta em sua parte superior duas pequenas saliências. duas anteriores: espinha ilíaca ântero-superior e espinha ilíaca ântero-inferior e duas posteriores: espinha ilíaca pósterosuperior e espinha ilíaca póstero-inferior. a lateral é o tubérculo púbico e a medial é a crista púbica. uma parte mais profunda. Acetábulo Escavação circular em forma de “xícara” ponto de encontro dos três ossos que formam o osso do quadril. A parte rugosa posterior à fossa ilíaca é a face sacropélvica onde encontramos a face auricular para se articular com o sacro e atrás desta a tuberosidade ilíaca. a parte lisa que contorna a fossa é a chamada face semilunar Forame obturado É o grande orifício situado abaixo do acetábulo. mais estreita. A cavidade pélvica formada pelos ossos do quadril.Seu contorno superior constitui a crista ilíaca que nas extremidades apresenta quatro proeminências. a parte mais espessa do lábio externo chama-se tubérculo ilíaco. o limbo do acetábulo. parte do arco total formado pela linha terminal. A separação entre as duas é feita pela abertura superior da pelve ou linha terminal (estreito superior) delimitada pela linha pectínea. É lateral e apresenta uma margem semicircular. A parte saliente limite entre o púbis e o ílio constitui a eminência iliopúbica. Ísquio: Forma a parte posterior do osso do quadril. . continuando pela margem posterior encontramos uma saliência aguda é a espinha isquiática. O limite inferior da cavidade pélvica constitui a abertura inferior da pelve que da margem inferior da sínfise púbica vai aos túberes isquiáticos e termina no cóccix. A parte posterior do ramo larga e volumosa denomina-se túber isquiático. A face convexa do ílio é a face glútea onde se observam as linhas glúteas: anterior. Por ser relativamente larga tem lábios interno e externo e uma linha intermédia no meio.

ambos estão ligados pela crista intertrocantérica. Como é triangular. a fóvea da cabeça do fêmur . a origem do nome é latina e significa flauta.Diâmetro oblíquo: une a extremidade inferior da articulação sacroilíaca de um lado com o centro do forame obturado do outro lado. encimados respectivamente pelos epicôndilos lateral e medial. O espaço profundo existente entre as partes posteriores dos côndilos constitui a fossa intercondilar cujo contorno superior é a linha intercondilar. O corpo do fêmur é encurvado e sua convexidade é anterior. o seu ápice é inferior e a base superior. significa pequeno prato. Tíbia: É o osso longo e medial da perna. Diâmetro verdadeiro: une a parte mais saliente do dorso da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. lateralmente. o ângulo formado entre o eixo que passa pelo colo e o eixo do corpo do fêmur e mede em média 125°. A linha áspera também se divide inferiormente em duas. A extremidade distal do fêmur apresenta duas proeminências bem evidentes: côndilo lateral e côndilo medial. porém posteriormente. a face patelar. Denomina-se ângulo de inclinação do fêmur. está situado na região anterior do joelho e articula-se com a face patelar do fêmur. em sua extremidade superior apresenta: a cabeça do fêmur. medialmente. e a tuberosidade glútea. Fêmur: O fêmur é o osso longo da coxa. Patela: É osso sesamóide. medial e interóssea. as linhas supracondilares lateral e medial que delimitam uma área triangular: a face poplítea. observam-se duas proeminências: a maior e superior é o trocanter maior e a menor inferior é o trocanter menor. Diâmetro anatômico: une a margem superior da sínfise púbica com o ponto mediano do promontório. apresenta três faces: medial. Na parte posterior do corpo do fêmur destaca-se uma rugosidade linear é a linha áspera que se continua superiormente com duas saliências também lineares: a linha pectínea. Diâmetro diagonal: une a margem inferior da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. Pouco acima da parte posterior do côndilo medial vê-se uma ligeira proeminência é o tubérculo do adutor. estrutura semelhante a uma esfera voltada medialmente com uma pequena escavação. Ainda na extremidade superior. A extremidade superior larga é formada pelo côndilo lateral e pelo côndilo medial em cuja parte superior plana ou face articular superior apresenta no centro uma proeminência. apresenta duas faces: articular e anterior. por estar incluído no tendão do músculo quadríceps femoral. lateral e posterior e três margens: anterior (canela). a grande área estreita abaixo da cabeça constitui o colo do fêmur e a rugosidade que o contorna embaixo e por diante é a linha intertrocantérica. Completando a extremidade inferior observa-se na frente e entre os côndilos uma superfície lisa. a eminência 24 .

maléolo lateral. é a tuberosidade da tíbia. o sulco maleolar. apresenta três faces: lateral. longitudinal no eixo maior e transversal no eixo menor. proximal perto dos metatarsais. Fíbula É o osso longo lateral da perna deriva do latim. proximal e distal. cuneiforme medial. de trás para diante estão: calcâneo.espinha ilíaca póstero-inferior 8. A linha oblíqua situada na parte superior da face posterior é a linha para o músculo sóleo.espinha ilíaca ântero-superior 5.linhas glúteas 25 . A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal. O côndilo lateral apresenta uma pequena área lisa é a face articular fibular A saliência rugosa na parte superior da margem anterior.espinha ilíaca póstero-superior 7.espinha ilíaca ântero-inferior 6. Os ossos metatarsais são ossos longos e numerados de I a V a partir do hálux. Complertando com o sulco póstero-lateral. posterior e três margens: anterior. maléolo medial atrás do qual encontra-se o sulco maleolar. média e distal e duas para o hálux. A área estreita abaixo da cabeça é o colo da fíbula. A extremidade inferior apresenta uma expansão terminada em ponta. alfinete. Na extremidade superior encontramos a cabeça da fíbula cuja ponta é o ápice da cabeça da fíbula e a pequena face articular da cabeça da fíbula.fossa ilíaca (asa do ílio) 2. uma área lisa. Na extremidade inferior da tíbia destaca-se a proeminência. atrás da qual a pequena depressão constitui a fossa do maléolo lateral.intercondilar com os tubérculos intercondilar lateral e intercondilar medial. posterior e interóssea. próxima aos côndilos.linha arqueada 3. cuneiforme intermédio e cuneiforme lateral. face articular do maléolo lateral para a tíbia. metatarsais e falanges: Os ossos tarsais são ossos curtos.crista ilíaca 4. Quando esses arcos encontram-se alterados temos os distúrbios conhecidos por pé chato (arco longitudinal diminuído) e pé cavo (arco longitudinal aumentado). em número de sete. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro inferior Osso do quadril Ílio 1. tálus e navicular e anteriormente: cubóide. Pé O pé é formado pela sucessão de três camadas de ossos: tarsais. medial. A face plantar do pé apresenta dois arcos importantes para a marcha e para a sustentação da posição bípede e que são: longitudinal e transversal de acordo com o a direção que apresentam. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V.

tubérculo púbico 19.tuberosidade glútea 35.face sinfisial 18.face auricular Ísquio 11.linha pectínea 34.cabeça do fêmur 26.maléolo medial 26 .Incisura do acetábulo 23.corpo 12.face poplítea 42.fóvea da cabeça do fêmur 27.túber isquiático 14.incisura isquiática maior Púbis 17.9.trocanter menor 30.eminência intercondilar 46.ramo 13.tubérculo intercondilar medial 47.epicôndilo lateral 40.côndilo lateral 39.linha intertrocantérica 32.tuberosidade ilíaca 10.fossa do acetábulo 22.linha pectínea do púbis 20.fossa intercondilar 41.epicôndilo medial 38.tubérculo intercondilar lateral 48-tuberosidade da tíbia 49.trocanter maior 29.Forame obturado Fêmur: 25.côndilo medial 36.espinha isquiática 15.incisura isquiática menor 16.face patelar Patela Tíbia: 43.côndilo medial 45.côndilo lateral 44.linha áspera 33.tubérculo do adutor 37.colo do fêmur 28.crista intertrocantérica 31.eminência iliopúbica Acetábulo 21.face semilunar 24.

falange proximal 63.par . palatino. Crânio . da coluna vertebral.ossos metatarsais numerados de I a V a partir do hálux.osso occipital .osso temporal . maxila. a crista frontal e as partes nasal e orbital. túberes frontais.Fíbula 50.falange distal.cuneiforme medial 59.cabeça da fíbula 51. do tórax e do pescoço. de origem membranácea consiste nos ossos que formam a calvária e parte da face.osso frontal . sua convexidade denomina-se escama frontal e tem duas faces: externa e interna.Condrocrânio. 62.calcâneo 55.ímpar Vista inferior . 2.colo da fíbula 53.Neurocrânio.navicular 57. Na face externa destacam-se as protuberâncias laterais.tálus 56. OSSOS DO ESQUELETO AXIAL O esqueleto axial é constituído pelos ossos da cabeça.osso etmóide . zigomático.ímpar . CABEÇA No desenvolvimento dos ossos da cabeça destacamos três características: 1.cuneiforme lateral 61. ossículos da audição.ímpar Vista lateral . de onde derivam: mandíbula.cubóide 58.osso esfenóide – ímpar O osso frontal (do latim frontalis = testa) constitui a parte anterior da calvária e a parte superior da face.maléolo lateral Pé: Ossos tarsais 54. 27 .osso parietal .ápice da cabeça da fíbula 52. de origem cartilagínea é constituído principalmente pelos ossos da base do crânio 3.par Vista posterior.oito ossos Vista anterior . vômer.falange média 64.Viscerocrânio. o contorno superior da órbita com o arco superciliar e a margem supra-orbital. Na face interna temos uma lâmina sagital mediana.cuneiforme intermédio 60.

par . Tomandose o forame magno como referência divide-se em três partes: parte basilar por diante.par . a menor das três é inferior e contorna o meato acústico externo. Osso nasal ( do latim nasal = nariz). as linhas temporais.O osso etmóide (do grego ethmos = peneira).ímpar . A parte timpânica.vômer .par .par . Às vezes pode estar subdivido pela presença do osso interparietal (Inca) na porção mais elevada da escama.concha nasal inferior . entra na constituição da base do crânio e é muito rígida e compacta.palatino . nas partes laterais encontram-se os labirintos etmoidais formados pelas células etmoidais (cavidades cheias de ar). Os ossos temporais (do latim temporalis = tempo) constituem a parte inferior e lateral da calvária mas são importantes participantes da base do crânio.osso nasal . Face . Osso de conformação complexa apresenta três partes: petrosa. pequeno osso situaado por diante do processo frontal da maxila correspondendo à parte significativa do dorso do nariz. o esqueleto da cavidade nasal. muito frágil. ocupa a maior parte da fossa média do crânio. a proeminência. Os ossos parietais (do latim parietalis = parede) constituem as partes laterais e superiores da calvária. constitui. A parte escamosa é a que participa da calvária tem a forma de arco e de sua parte anterior projeta-se um prolongamento. timpânica e escamosa. convexos têm faces externa e internas. parte lateral em cada lado onde se encontram os côndilos occipitais e escama occipital atrás. A parte petrosa é interna.mandíbula – ímpar Orelha média Martelo Bigorna Estribo Lacrimal (do latim lacrima = lágrima).14 ossos Vista anterior . alberga importantes estruturas da audição e do equilíbrio.lacrimal . o processo zigomático facilmente palpável. principalmente. sagitalmente temos a lâmina perpendicular. afunilada.maxila . lâminas orbitais (paredes mediais das órbitas) e as conchas nasais superior e média (saliências para dentro da cavidade nasal). O osso esfenóide (do grego sphen = cunha ou sphein = mariposa) é tipicamente irregular em sua forma.par Vista inferior .par . sua parte central é o corpo e os prolongamentos laterais correspondem às asas maior e menor e o inferior ao processo pterigóide. 28 . liga-se ao esfenóide e sua superfície interna é o clivo. na parte superior está a lâmina cribriforme. túber parietal.zigomático . A face interna apresenta sulcos nos quais se colocam vasos. pequeno osso colocado na parte ânteromedial da órbita atrás do processo frontal da maxila. Na face externa distinguimos saliências lineares em arcos. O osso occipital (do latim occipitum = parte póstero-inferior da cabeça) constitui a parte posterior da calvária e posterior da base do crânio.

próstio: ponto ósseo situado entre os dois dentes incisivos. encontra-se na parte ínfero-lateral da cavidade nasal. Fontículos Por ocasião do nascimento. que do ângulo da mandíbula se prolonga até o processo condilar. alvéolos dentais e as eminências alveolares e os ramos da mandíbula. este último contém o arco alveolar com os alvéolos dentais e as eminências alveolares. Suturas São as linhas de ligação entre ossos. palatino e alveolar. tem importância em obstetrícia para identificar a posição do feto. násio: o ponto de encontro da sutura frontonasal. mandíbula ( do latim mandere = mastigar). Sutura sagital entre os ossos parietais. zigomático. os ossos da calvária não estão totalmente ossificados existem membranas de tecido fibroso interpostas entre ossos de origem membranácea e que se ossificam progressivamente até os dois anos de idade aproximadamente.maxila (do latim maxilla = queixada) é formado pelo corpo com as faces: orbital. vértice: o ponto mais elevado co crânio obélio: cruzamento da linha que une os forames parietais com a sutura sagital ínio: o ápice da protuberância occipital externa gônio: ângulo formado pela margem posterior do ramo e a base da mandíbula. infratemporal e nasal e pelos processos: frontal. Sutura coronal entre os ossos frontal e parietais. concha nasal inferior. temporal e occipital. a incisura da mandíbula e o processo coronóide Os ossos da orelha média serão estudados em orelhas. zigomático (do grego zygomatikos = ligado) é o osso que forma a conhecida “maçã do rosto” e portanto saliente apresenta faces: lateral.l Sutura metópica quando o osso frontal está dividido na linha mediana (ausente na maioria das vezes). palatino (do latim palatinum = palato) vômer (do latim vomer = lâmina do arado) osso ímpar que corresponde ao septo nasal ósseo que se completa pela lâmina perpendicular do etmóide. Tendem a desaparecer com a idade. parietal. verticais. é o único osso dotado de movimento da cabeça apresenta o corpo da mandíbula cuja parte inferior é a base e a parte superior corresponde à parte alveolar com o arco alveolar. lambda: ponto de encontro das suturas sagital e lambdóidea. ptério: ponto de encontro das suturas fronto-esfeno-temporal astério: ponto de encontro dos ossos. 29 . que no caso do crânio recebem nomes especiais. Fontículo anterior: ímpar. glabela: o ponto mais saliente entre os arcos superciliares bregma: ponto de encontro das suturas coronal e sagital. entre frontal e os parietais. Pontos craniométricos: gnátio: ponto mais saliente do mento. temporal e orbital e os processos temporal e frontal. anterior. corresponde ao bregma. Sutura lambdóidea entre os ossos parietais e occipita. o maior.

órbitas baixas e quadrangulares. entre o occipital e os parietais corresponde ao lambda. linhas de inserções musculares mais evidentes. locais por onde passam vasos e nervos importantes. mais alta e larga. arcos superciliares imperceptíveis. fronte vertical. entre o occipital. Fontículos posterolaterais: par. órbitas altas e arredondadas. dão inserções para músculos cujas ações são essenciais ou são locais aonde se posicionam estruturas de real aplicação prática. Tipos de crânios Sem entrarmos em especificidades técnicas de mensuração podemos dizer que os crânios se classificam em dolicocéfalos quando alongados.Fontículo posterior: ímpar. linhas de inserções musculares pouco evidentes. túberes frontais e parietais mais salientes. efetivamente. mais baixa e estreita. Diferenças sexuais presentes no crânio Masculino: mais volumoso. entre o frontal. Fontículos anterolaterais: par. fronte oblíqua. o temporal e o parietal (ptério).  Identificar os seguintes acidentes dos ossos do crânio: Vista inferior Forame magno Forame e fossa jugular Canal carótico Processo mastóide Forame estilomastóideo Processo pterigóide (lâminas medial e lateral) Fossa pterigóidea Forame lacerado Forame incisivo Processo estilóide Forame palatino maior Espinha nasal posterior Canal do nervo hipoglosso Côndilo occipital Vista interna Fossa anterior do crânio Crista etmoidal (galli) Lâmina cribriforme com forames Seio frontal 30 . Feminino: menos volumoso. glabela marcada.esqueleto axial Os pontos de referência e forames selecionados para identificação na cabeça são. glabela apagada. túberes frontais e parietais menos salientes. braquicéfalos quando alargados e mesocéfalos os de equilíbrio entre largura e comprimento. o temporal e parietal (astério).  Roteiro prático do Sistema ósseo . arcos superciliares visíveis.

Fossa média do crânio Parte petrosa do temporal Poro acústico interno (saída do meato) Sela turca Fossa hipofisial Asa maior do esfenóide Asa menor do esfenóide Canal óptico Sulco carótico Forame oval Forame espinhoso Forame redondo Dorso da sela Tubérculo da sela Processo clinóide anterior Processo clinóide posterior Sulco da artéria meníngea média Fossa posterior do crânio Protuberância occipital interna Crista occipital interna Sulco do seio transverso Eminência cruciforme Vista anterior Órbita Lâmina perpendicular do etmóide Abertura piriforme Espinha nasal anterior Margens supra-orbital e infra-orbital Forame supra-orbital Forame infra-orbital Fissura orbital superior Forame mentual Protuberância mentual Forame da mandíbula (língula e canal) Vista lateral Arco zigomático Poro acústico externo (entrada do meato) Fossa mandibular Processo condilar (cabeça e colo da mandíbula) Ramo da mandíbula Processo coronóide Incisura da mandíbula Ângulo da mandíbula Vista posterior Protuberância occipital externa Crista occipital externa Linha nucal superior e inferior 31 .

nervos glossofaríngeo. como ossos irregulares.Escama occipital Vista superior Sutura coronal Sutura sagital Sutura lambdóidea Observação: Não podem ser vistos através dessas vistas porque se encontram no interior dos respectivos ossos. artéria oftálmica Meato acústico interno: nervos facial e vestibulococlear Forame mastóideo: veia emissária Fossa incisiva: nervo nasopalatino Forame palatino maior: nervos palatinos Forame da mandíbula nervos e vasos alveolares inferiores Vista anterior: Fissura orbital superior: nervos oculomotor. artérias vertebrais Canal condilar: veia emissária Canal do nervo hipoglosso: nervo hipoglosso Forame jugular: veia jugular interna. caso esses ossos estiverem abertos podemos distinguir: Seio frontal Seio esfenoidal Seio maxilar Células etmoidais anteriores e posteriores A fim de demonstrar a importância prática dos forames do crânio vamos citar alguns deles com as principais estruturas que constituem os seus conteúdos: Vista inferior e interna Forame magno: medula e bulbo. abducente e ramos do oftálmico Fissura orbital inferior: nervo maxilar Forame supra-orbital: nervos e vasos supra-orbitais Forame infra-orbital: nervos e vasos infra-orbitais Forame mentual: nervos e vasos mentuais COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é uma estrutura axial metamérica constituída por 33 segmentos ósseos semelhantes e superpostos chamados vértebras e classificadas quanto à forma. vago e acessório Canal carótico: artéria carótida interna Forame espinhoso: vasos meníngeos médios Forame oval: nervo mandibular Forame redondo: nervo maxilar Forame lacerado: parte do trajeto da artéria carótida interna Forame estilomastóideo: nervo facial Lâmina cribriforme: nervo olfatório Canal óptico: nervo óptico. troclear. 32 . pela maioria dos autores. nervo acessório.

33 . processo transverso com fóvea costal (articular com as costelas). Processo transverso . processo articular tendendo à posição transversal. Arco vertebral . É discutível se os termos cifose e lordose devam ser aplicados como sinônimos de curvaturas primária e secundária ou apenas quando essas curvaturas são acentuadas.  Características que identificam a região da coluna a qual a vértebra pertence: Cervical: processo espinhoso bífido. 5 lombares.  Identificar as partes comuns de uma vértebra típica: Corpo vertebral . Processo articular . arredondada e volumosa.de convexidade posterior. Os forames intervertebrais formam-se entre as incisuras vertebrais superior e inferior de vértebras adjacentes.extremidade formada pela união das lâminas. 12 torácicas.parte anterior. O conjunto dos forames vertebrais forma o canal vertebral. A curvatura cervical formase quando a criança sustenta a cabeça ereta e a curvatura lombar. processo articular tendendo à posição frontal. 5 sacrais e 4 coccígeas. forame vertebral tende para a forma circular. É formado pelos pedículos e pelas lâminas do arco vertebral Lâmina . Torácica: processo espinhoso em ponta.torácica e sacral . formado pelos contornos posterior do corpo vertebral e mediais dos arcos vertebrais. forame vertebral tende para a forma triangular. frontal nas torácicas e sagital nas lombares Forame vertebral .central. as vértebras foram divididas em: 7 cervicais. e um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence. corpo com fóveas costais superior e inferior (articular com as costelas).Pela semelhança que podem apresentar e pela região em que se encontram. Escolioses são os desvios laterais da coluna vertebral.parte do arco vertebral que une o corpo vertebral à lâmina do corpo vertebral e aos processos transverso e articular.partes do arco vertebral que confluem atrás para formar o processo espinhoso Pedículo . processo transverso com forame transversário. quando se mantém na posição bípede.parte posterior confluente que delimita o forame vertebral. corpo com expansão lateral chamada unco do corpo. melhor vistas na posição lateral: duas primárias por conservarem a posição fetal .de convexidade anterior.lâminas planas que articulam e encaixam a vértebra superior à inferior tendem a ocupar as posições: transversal nas cervicais. Processo espinhoso . é um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence. também chamadas lordoses. também chamadas cifoses e duas secundárias por se formarem após o nascimento . Curvaturas: a coluna vertebral consiste em 4 curvaturas.cervical e lombar .expansões laterais da vértebra. Os seus contornos superior e inferior formam as incisuras vertebrais superior e inferior. Apesar de classificadas por suas características em tipos diferentes podemos distinguir elementos anatômicos que são comuns à maioria delas.

é a 2ª vértebra cervical e nela destaca-se o dente com seu ápice para cima já apresenta arco vertebral e processo espinhoso Proeminente . apresenta-se como cartilagem. Hiato sacral é a abertura inferior em seqüência ao canal sacral circunscrito pelos cornos sacrais e a face articular para o osso do quadril denomina-se face auricular.é a 1ª vértebra cervical suas características são: não possui o corpo vertebral e apresenta dias massas laterais com forames transversários. os discos intervertebrais. forame vertebral tende para a forma triangular. Identifique no osso sacro: base.  Identificar as vértebras com nomes específicos: Atlas . TÓRAX Esterno ( do grego sternon = peito) é o osso plano da parede anterior do tórax. seguido pelo corpo do esterno e pelo processo xifóide. a margem saliente da extremidade superior da primeira vértebra sacral é o promontório. A parte superior do sacro é a sua base e a extremidade inferior é o ápice do sacro. hiato. cristas sacrais (mediana. a incisura jugular e nos contornos laterais as incisuras claviculares O corpo do esterno é formado pela união de placas chamadas esternebras. processo articular tendendo à posição sagital. mas em vértebras isoladas é difícil identificá-la.Lombar: processo espinhoso quadrado (em forma de machado). os forames intervertebrais os forames sacrais anteriores e posteriores. O arco anterior possui também um tubérculo anterior mais saliente. forames sacrais anteriores e posteriores. ápice. os processos transversos as partes laterais (asa do sacro). O manúbrio do esterno. algumas vezes. a ligação das lâminas com os corpos.  e o ângulo infra-esternal formado pelas margens inferiores das costelas. a sua extremidade superior mais larga é o manúbrio do esterno. asa. a crista sacral medial. apresenta em seu contorno superior.é a sétima vértebra cervical. processo transverso em ponta chamado costiforme. O processo xifóide. Os processos espinhosos formam a crista sacral mediana. Os processos mamilares são saliências arredondadas e posteriores dos processos articulares superiores. Cóccix: Vestígio de uma cauda primitiva é o conjunto das últimas 4 vértebras cuja forma lembra o bico de um pássaro (cuco) daí o seu nome. Áxis . não possui processo espinhoso mas apenas o tubérculo posterior fazendo saliência no arco posterior. canal. corpo grande em forma de rim. Sacral: as vértebras sacrais estão fundidas formando um osso triangular. as linhas transversas. promontório. medial e lateral). a extremidade inferior. Costelas São ossos alongados que no conjunto formam a caixa torácica 34 .  Identifique o ângulo do esterno (saliência na união do manúbrio do esterno com o corpo do esterno).

Partes de uma costela típica: cabeça da costela. flutuantes (11 e 12) não se articulam com o esterno. Processo espinhoso Processo transverso Processo articular superior e inferior Forames: Forame transversário Forame intervertebral Forame vertebral Forames sacrais anteriores e posteriores Vértebras cervicais: Unco do corpo Atlas: massa lateral. corpo da costela a parte restante que apresenta o tubérculo da costela pequena rugosidade com face articular para o processo transverso da vértebra.Número: 12 para cada lado. a 10) articulam-se com o esterno através da cartilagem da última verdadeira.esqueleto axial  Identificar os seguintes acidentes ósseos da coluna vertebral: Elementos comuns: Corpo vertebral Arco vertebral Lâmina Pedículo Incisuras vertebrais superior e inferior. apresenta faces articulares separadas por uma crista. posteriores. anterior e pelos cornos menor e maior. ângulo da costela. extremidade posterior ligeiramente alargada. Identifique as costelas: a primeira. PESCOÇO Osso hióide (do grego hyo (letra U) situado na região anterior do pescoço acima da laringe é formado pelo corpo. tubérculo anterior. a parte estreita logo após a cabeça. arco posterior tubérculo posterior Áxis: dente Vértebras torácicas: Fóveas costais no corpo vertebral e nos processos transversos 35 . colo da costela. falsas (8. arco anterior. Classificação: verdadeiras (1 a 7) articulam-se diretamente com o esterno através de cartilagens próprias. nível em que se verifica a mudança de orientação do corpo da costela de transversal para sagital e o sulco da costela depressão na margem inferior do corpo onde se encontra o feixe vasculonervoso intercostal. e uma flutuante. a segunda.  Roteiro prático do Sistema ósseo .

medial). Fratura linear 36 . hiato Cóccix  Identificar os seguintes acidentes ósseos do esqueleto do tórax: Costelas: Verdadeira. Causas: traumas ou quedas. processo xifóide Caixa torácica Arco costal. asa.Vértebras lombares: Processo costiforme. corno maior e menor Doenças do sistema ósseo FRATURAS Definição: É a ruptura da integridade de um osso. hematoma. corpo. dificuldade para movimentar o local e crepitação (ruído ao movimentar local). Fratura simples Na qual não há comunicação com o meio exterior. corno. Fratura completa Na qual a descontinuidade entre os fragmentos é total. corpo do esterno. tubérculo. Fratura complicada Além da fratura óssea ocorreu lesão de outro órgão interno. O fragmento ósseo pode estar passando através da lesão. promontório. face auricular. mas pode ocorrer também espontaneamente se o osso tiver alguma patologia que o enfraqueça. inchaço. processo mamilar Sacro: Base. cabeça. sulco Esterno Manúbrio do esterno. colo. flutuante. ângulo. ângulo do esterno. Fratura incompleta Na qual a descontinuidade entre os fragmentos não é total. A ferida cutânea pode resultar do traumatismo que ocasionou a fratura ou aberta pelo fragmento ósseo. Tipos Fratura exposta ou composta Ruptura do osso associada com lesão da pele e tela subcutânea. ângulo infra-esternal Hióide Corpo. deformidade. cristas sacrais (mediana. Fratura direta É a que ocorre no local do trauma Fratura indireta É a que ocorre em ponto distante do local do trauma. Sintomas: Dor local.

tornando os ossos mais fracos e assim mais sujeitos às fraturas. Fratura acavalada Na qual um dos fragmentos se superpõe a outro. Sintomas: depende dos ossos mais atingidos. Locais mais freqüentes: fêmur. Fratura cominutiva Na qual resultam pelos menos três fragmentos ósseos e apresenta desvios.e. por exemplo metástases ou osteoporose. 37 . tíbia. Fraturas mais freqüentes: punho. Fratura por compressão Resulta do aumento da pressão sobre o osso. febre e comprometimento da função. geralmente no ponto de inserção muscular. Causas: idade. Fratura por arrancamento ou avulsão Um fragmento do osso. endócrinas (glândulas). Causa: invasão do osso por germes infectantes (estafilococo ou estreptococo p. Fratura em galho verde Na qual não há desvio dos fragmentos e a fratura não é completa. a partir de uma ferida nas proximidades ou por via sanguínea a partir de infecções em outros locais. Fratura de Colles É fratura dos ossos do antebraço próximo ao punho com desvio dos fragmentos. úmero. Fratura por achatamento Na qual o fragmento é deslocado internamente. Fratura espiral Na qual o nível da lesão é oblíquo Fratura com luxação Na qual além da fratura ocorreu também deslocamento articular. rádio Osteoporose Definição: É a redução da massa óssea e conseqüente desestruturação do tecido ósseo. sedentarismo. imobilização. fumo. colo do fêmur. Fratura patológica Ocorre por enfraquecimento do osso por alguma outra doença óssea. por exemplo vértebras Fratura por explosão Na qual fragmentos ósseos são projetados Fratura impactada Na qual um dos fragmentos entra no interior do osso. maior tendência à fraturas espontâneas.A ruptura se apresenta como uma linha fina sem desvio dos fragmentos. Fratura de tensão Pequena fratura linear para a qual não ficou evidenciado o trauma ou a queda. Fratura transversal Na qual o nível da lesão é perpendicular ao maior eixo do osso. Sintomas: dor local. Osteomielite Definição: É a infecção do osso e da medula óssea. escafóide.) que se instalam no osso diretamente nas fraturas expostas. é separado do restante durante a contração muscular. medicamentos (corticóides).

Tipos: sincondrose e sínfise. Classificação: Critério usado atualmente considera o tipo de tecido ou a substância que se interpõe entre as partes que se articulam. d) Gonfose: são articulações entre os dentes e os alvéolos da mandíbula e da maxila. Os subtipos consideram a forma das partes dos ossos que se articulam são: • Plana . b.Tipos: sutura. exemplo entre vômer e esfenóide.em forma de serra. tumor de origem cartilagínea. Cartilagíneas: o tecido interposto é cartilagem. tumoração e dor. sindesmose. a) Suturas: são as que possuem pouco tecido fibroso interposto.condrossarcoma. exemplo: tibiofibular distal. sinais de compressão. junturas. formando no conjunto a chamada cruz de Santo André de importância em obstetrícia. esquindelese e gonfose. condroblastoma Sinais de compressão de estruturas vizinhas. tumor generalizado. osteoblastoma. Tipos: Fibrosas: O tecido interposto é conjuntivo fibroso. volumosos e de crescimento lento. Sinônimos: juntas. exemplo: entre frontal e parietais.superposição de um osso sobre o outro em bisel. tumor localizado em metáfises de ossos longos provocado por osteoblastos malignos d. exemplo: temporal e parietal. b) Sindesmose: são as possuem muito tecido fibroso interposto. Sintomas característicos de neoplasias malignas: dor progressiva. são pouco móveis. tumoração. pode ser interóssea exemplos entre os ossos da base do crânio (occipital e esfenóide). tem pouca mobilidade e apenas algumas delas tendem a desaparecer. • Serrátil .osteossarcoma. exemplo: entre os ossos nasais. • Escamosa . ou 38 . só admitem vibrações e grande parte delas tende a desaparecer com o envelhecimento formando as sinostoses. condroma. Tumores ósseos benignos: Osteoma. c. apresenta células plasmáticas e proteínas anormais no sangue que lhe são características (Bence-Jones).Locais mais freqüentes: vértebras Tumores ósseos malignos a.mieloma plasmocitário. a) Sincondrose: a cartilagem interposta é do tipo hialino. c) Esquindelese são articulações fibrosas em que uma das superfícies ósseas tem a forma de calha. Dr. .superfícies retilíneas. Nader Wafae Conceito: É a conexão ou junção que existe entre as partes do esqueleto. metástases.metastáticos. são tumores em que a origem encontra-se em outro órgão e cujas células atingem o osso por via sanguínea ou linfática e passam a crescer em seu interior. ARTICULAÇÕES Prof.

intra-óssea, exemplos, a lâmina epifisial dos ossos longos em idade de crescimento. d) Sínfise: a cartilagem interposta é do tipo fibroso, exemplo entre os corpos vertebrais, entre os ossos púbis. Sinoviais: a interposição entre os ossos não é feita por um tecido e sim por um liquido chamado líquido sinovial. Admitem movimentos que são mais amplos de acordo com o tipo considerado; não podem desaparecer. Características: • Líquido sinovial: lubrifica e protege a articulação. • Cápsula articular: envolve as extremidades dos ossos que se articulam. • Membrana sinovial: reveste a cápsula articular por dentro, produz e reabsorve o líquido sinovial. • Cartilagem articular: reveste as superfícies articuláveis dos ossos. • Ligamentos: reforçam a cápsula. • Meniscos ou discos: complementam as superfícies articulares dos ossos. • Movimentos: se realizam em torno dos eixos permitidos pela articulação de acordo com a forma das superfícies que se articulam. O número de eixos permitidos denomina-se grau de liberdade. Os movimentos permitidos recebem nomes de acordo com o eixo em torno do qual esses movimentos se realizam: em torno do eixo longitudinal - rotação; em torno do eixo transversal - flexão e extensão; em torno do eixo sagital - adução e abdução. Tipos: a) Plana: Superfícies Articulares: planas Graus de Liberdade: não possui. Eixos Movimentos: deslizamento Exemplos : processos articulares das vértebras, ossos do carpo b) Gínglimo: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de carretel, o outro é um arco escavado que gira em torno do outro Graus de liberdade: Um Eixo: movimento em torno do eixo transversal Movimentos: Flexão e Extensão Ex. cotovelo (umeroulnar), talocrural c) Trocóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta cabeça circular, o outro um arco ósseo escavado menos acentuado. Graus de liberdade: Um. Eixo: movimento em torno do eixo longitudinal; Movimento: rotação Ex.: rádio e ulna proximal e distal, atlas e áxis. d) Elipsóidea ou Condilar: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta superfície arredondada em dois planos e achatada no terceiro plano, outro se encaixa nessa superfície.

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Graus de liberdade: Dois, Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão; adução e abdução Ex.: radiocarpal e) Selar: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de sela (côncava), outro em forma de cavaleiro (convexo) Graus de liberdade: Dois Eixos: movimentos em torno dos eixos: transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução Ex. trapézio e primeiro metacarpal f) Esferóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos é uma esfera arredondada nos três planos, o outro uma cavidade esférica Graus de liberdade: Três Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal, sagital e longitudinal. Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução, rotação e a somatória de todos, é a circundução. Existem outros critérios de caráter histórico utilizados para classificar as articulações e que apresentam certa correspondência entre si, por exemplo: A- pelo tipo do contato: a)por continuidade (fibrosas e cartilagíneas); b) por contiguidade (sinoviais). B- pelo número de superfícies articulares: a) simples (duas); b) composta (mais de duas); c) complexa (com interposição de discos). C- pela posição: a) concordantes (bem justapostas) b) discordantes (contato incompleto). D- pela função: a) dependentes (temporomandibular); b) independentes. E- pelo movimento: a) diartroses (móveis); b) anfiartroses (pouco móveis); c) sinartroses (imóveis)  Roteiro prático: Classifique as seguintes articulações:
entre os ossos nasais internasal entre os ossos parietais sutura sagital entre o frontal e o parietal sutura coronal entre o occipital e os parietasi sutura lambdóidea entre o temporal e o parietal temporoparietal entre o dente e o alvéolo dental dentoalveolar entre o vômer e o esfenóide esfenovomeral entre a tíbia e a fíbula distal tibiofibular distal entre o occipital e o esfenóide esfenoccpital entre o occipital e temporal petrooccipital entre o esfenóide e temporal esfenopetrosa entre costelas e cartilagens costais costo condral entre cartilagens costais e o esterno costesternal entre os corpos vertebrais intervertebral entre os ossos púbis do quadril sínfise púbica entre manúbrio e corpo do esterno manubrioesternal entre a clavícula e a escápula acromioclavicular entre os processos articulares das vértebras entre as costelas e as vértebras costovertebral entre o úmero e a ulna no cotovelo umeroulnar entre a tíbia e o tarso talocrural 1 fibrosa sutura plana 2 fibrosa sutura serrátil 3 fibrosa sutura serrátil 4 fibrosa sutura serrátil 5 fibrosa sutura escamosa 6 fibrosa gonfose 7 fibrosa esquindelese 8 fibrosa sindesmose 9 cartilagínea sincondrose 10 cartilagínea sincondrose 11 cartilagínea sincondrose 12 cartilagínea sincondrose 13 cartilagínea sincondrose 14 cartilagínea sínfise 15 cartilagínea sínfise 16 cartilagínea sincondrose 17 sinovial plana 18 sinovial plana 19 sinoviais planas 20 sinovial gínglimo 21 sinovial gínglimo

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entre a ulna e o rádio radiulnar entre o áxis e o atlas atlantoaxial mediana entre o rádio e o carpo radiocarpal entre o trapézio e o 1º metacarpal carpometacarpal do polegar entre o úmero e a escápula ombro (glenoumeral) entre o fêmur e o osso do quadril quadril (coxofemoral) entre os ossos do carpo entre os metacarpais e as falanges metacarpofalângica Entre as falanges interfalângicas

22 sinovial trocóidea 23 sinovial trocóidea 24 sinovial elipsóidea 25 sinovial selar 26 sinovial esferóidea 27 sinovial esferóidea 28 sinovial plana 29 sinovial elipsóidea 30 sinovial gínglimo

As articulações; do joelho, esternoclavicular, temporomandibular são exemplos de articulações sinoviais complexas e de difícil classificação, daí a não uniformidade entre os autores. Por coincidência apresentam a interposição de discos ou meniscos.  Identifique os elementos de uma articulação sinovial cápsula articular membrana sinovial cartilagem articular ligamento menisco articular disco articular Ligamentos são estruturas geralmente em forma de fita constituídas de tecido conjuntivo denso que reforçam as articulações sinoviais. Podem ser intracapsulares quando se encontram no interior da cápsula articular, por exemplo, ligamentos cruzados do joelho, extracapsulares, quando se encontram por fora da cápsula articular, constituem a maioria e capsulares quando se encontram na própria cápsula. Identificar os seguintes ligamentos: Esqueleto apendicular Articulação esternoclavicular Ligamento interclavicular Ligamento esternoclavicular anterior O ligamento interclavicular situado sobre a incisura jugular do esterno une as duas extremidades das clavículas. O ligamento esternoclavicular anterior está situado na superfície anterior da articulação entre o esterno e a clavícula. Articulação acromioclavicular Ligamento coracoclavicular (ligs. conóide + trapezóide) O ligamento coracoclavicular é formado por duas partes: a) conóide, menor, mais medial, vai do tubérculo conóide da face inferior da clavícula à parte superior e posterior do processo coracóide e b) trapezóide, maior, vai da linha trapezóidea da face inferior da clavícula até o processo coracóide por diante e lateralmente ao conóide. Articulação do ombro Ligamento coracoumeral Ligamento coracoacromial O ligamento coracoumeral situado na parte superior da articulação do ombro é uma fita que liga o tubérculo maior do úmero à extremidade do processo coracóide.
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a maioria deles é de difícil visualização e dissecção.O ligamento coracoacromial embora ligue duas partes da escápula é importante na estabilização do ombro é largo.A mão apresenta um número elevado de ligamentos. Observação . Ligamentos iliofemoral (superior).Ligamento colateral fibular Ligamento transverso do joelho Ligamentos meniscofemoral (anterior e posterior) Ligamento poplíteo (oblíquo e arqueado) Ligamento da patela 42 . Ligamento sacroespinal vai da margem do sacro por dentro do ligamento sacrotuberal até a espinha isquiática. isquiofemoral.Ligamento cruzado Ligamento colateral tibial . fixando-se na maior parte do processo coracóide atrás e lateralmente ao coracoclavicular e na extremidade do acrômio. Articulações da mão Ligamentos radiocarpais palmar e dorsal O ligamento radiocarpal palmar. O ligamento anular do rádio envolve a cabeça do rádio unindo-a à incisura da ulna. O ligamento colateral radial vai do epicôndilo lateral do úmero à parte lateral do processo coronóide e do olécrano e à cabeça do rádio onde se une ao ligamento anular do rádio. também oblíquo vai da margem inferior do rádio ao osso piramidal. pubofemoral (é difícil individualiza-los) Ligamento da cabeça do fêmur é intracapsular liga à fóvea da cabeça do fêmur ao acetábulo. Articulação sacroilíaca Ligamento sacrotuberal Ligamento sacroespinal Ligamento sacrotuberal é uma faixa larga que vai da margem lateral e inferior do sacro ao túber isquiático. O ligamento radiocarpal dorsal. citamos estes por serem maiores e de melhor visualização. Articulação do quadril Ligamento da cabeça do fêmur Ligamentos iliofemoral. vai do processo estilóide do rádio ao osso capitato. direção oblíqua. isquiofemoral (posterior) e pubofemoral (anterior) envolvem e reforçam a cápsula articular seus nomes indicam o trajeto que seguem Articulação do joelho posterior Ligamento cruzado anterior . Articulação do cotovelo Ligamento colateral ulnar Ligamento colateral radial Ligamento anular do rádio O ligamento colateral ulnar vai do epicôndilo medial do úmero à parte medial do processo coronóide e do olécrano da ulna.

Ligamento colateral lateral liga o maléolo lateral aos ossos tálus e calcâneo também é um conjunto de ligamentos Esqueleto axial Crânio: Os principais ligamentos da articulação temporomandibular são: lateral (para o processo zigomático.Melhora a distribuição das pressões 3. navicular e cubóide. oblíquo liga a parte posterior do menisco lateral ao ligamento cruzado posterior. Articulação tibiofibular Ligamento tibiofibular (anterior. mais estreito e menor. Ligamento colateral tibial é uma faixa que vai do epicôndilo medial do fêmur até a parte superior da face medial da tíbia. estilomandibular (para o processo estilóide). posterior) Ligamentos tibiofibulares anterior e posterior unem as extremidades inferiores dos dois ossos. é uma fita estreita horizontal que liga os meniscos pela frente.Melhora a distribuição do liquido sinovial.Ligamento cruzado anterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar vai do côndilo lateral do fêmur à parte medial e anterior do platô da tíbia.Dá estabilidade à articulação evitando sobrecarga nos ligamentos 2. e esfenomandibular (para a espinha do esfenóide). na realidade é uma reunião de pequenos ligamentos. vai do côndilo medial do fêmur à parte lateral e posterior do platô da tíbia. intracapsular. Ligamento poplíteos (arqueado e oblíquo) extracapsulares. Ligamento meniscofemoral anterior também ligado ao menisco lateral situa-se entre os dois ligamentos cruzados. Coluna vertebral Ligamento nucal Ligamento longitudinal anterior Ligamento longitudinal posterior Ligamento amarelo Ligamento interespinal 43 . O interior dessa articulação é ocupada por forte tecido fibroso interósseo que forma a sindesmose tibiofibular distal Articulação do pé Ligamento colateral medial ou deltóideo Ligamento colateral lateral Ligamento deltóide liga o maléolo medial aos ossos tálus. Reforçam a superfície posterior da cápsula Funções dos meniscosna articulação do joelho 1. intracapsular.Ameniza as pressões funcionando como almofada 4.Auxilia a nutrição da cartilagem 5. Ligamento da patela é a continuação do tendão do músculo quadríceps femoral que se fixa à tuberosidade anterior da tíbia. estreito. Ligamento transverso do joelho. Ligamento meniscofemoral posterior. vai do epicôndilo lateral do fêmur à cabeça da fíbula. inferiores e posteriores situam-se nas proximidades do tendões dos músculos semimembranáceo e poplíteo. Ligamento cruzado posterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar. mais largo. Ligamento colateral fibular.

Osteoartrite é característica do envelhecimento articular com progressivo desgaste das cartilagens articulares. ao longo da coluna vertebral. traumática ou espontânea por fragilidade ligamentar. rigidez articular. Os sintomas são: dor. O ligamento amarelo situa-se entre lâminas vertebrais vizinhas.Ligamento supra-espinal O ligamento nucal é uma larga faixa situada na linha mediana da região cervical posterior entre os músculos da nuca de ambos os lados. As artroses mais comuns são: espondiloartrose da coluna vértebra. A mais freqüente é a retroolecraniana. Pode ser congênita. rubor e dor. Doenças articulares Artrite é a inflamação de uma articulação pode ser infecciosa (estafilococo). metabólica (ácido úrico). apresenta irritação da cartilagem articulae e membrana sinovial e conseqüente dor e inchaço. A limitação de movimentos e a dor são os principais achados. Artrite gotosa de causa metabólica com aumento do ácido úrico no sangue que sob a forma de sais passa a se depositar nas articulações principalmente do pé. dilacerante. A sintomatologa característica é a presença de tumor (edema). calor. As articulações do joelho e do quadril são mais atingidas Artrose é a degeneração progressiva de uma articulação. desgaste da cartilagem articular e conseqüente incapacitação. que aumenta com o movimento. As mais comuns são: Artrite reumatóide de causa auto-imune apresenta espessamento da membrana sinovial. rigidez do cotovelo e tumoração flácida atrás do cotovelo. Os ligamentos supra-espinais ligam as extremidades dos processos espinhosos. O ligamento longitudinal é uma larga faixa que adere às faces posteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais no interior do canal vertebral. Bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial. degenerativa. coxartrose do quadril e gonartrose do joelho. Luxação é o deslocamento de superfícies articulares. do ombro e do cotovelo. Apresenta dor que piora com a movimentação. Os ligamentos interespinais encontram-se os processos espinhosos seqüenciais. ao longo da coluna vertebral. aumento do líquido sinovial. 44 . O ligamento longitudinal anterior é uma larga faixa que adere às faces anteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais ao longo da coluna vertebral. As mais freqüentes são: do quadril. limitação dos movimentos e incapacidade funcional. No local há deformidade. traumática. Sintomas: Dor.

citoplasma liso Sistema Nervoso Autônomo Relação com as vísceras Movimento peristáltico visceral Lenta Camadas Músculos esqueléticos: Número de músculos do corpo: 501.músculo latim = mus . geralmente distal. pequeno inchaço.Entorse é a lesão articular na qual os ligamentos podem estar mais ou menos atingidos. Genu valgum no qual os côndilos da tíbia se aproximam um em relação ao outro “X”. cuja característica essencial é a contratilidade sob a ação de um estímulo. geralmente proximal. vida vegetativa) C) Cardíaco (involuntário e estriado) Características Célula Inervação Localização Função Contração Apresentação Esquelética Alongada. cabeça) e inserção (é o ponto móvel. localização (braquial). lisos. multinucleada. Partes: Ativa é a parte central carnosa avermelhada que se contrai (ventre.rato Classificação dos músculos: A) Esqueléticos (voluntários. corpo) e Passiva são as partes periféricas esbranquiçadas não se contraem (tendínea ou tendão). mas varia de acordo com o critério para músculos pares ou ímpares. 45 . vida de relação) B) Viscerais (involuntários. estriados. misto (pronador quadrado). gerando um movimento. MIOLOGIA Prof. chamadas fibras musculares. cauda) Critérios utilizados para dar nomes os músculos: Forma (trapézio). e incapacidade articular. Nader Wafae Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. fixações: (coracobraquial) número de cabeças (bíceps). função (flexores dos dedos). Etimologia: grego = mys . uninucleada.mio . Genu varum no qual os côndilos da tíbia se afastam um em relação ao outro “O”. Conceito: Músculo é um conjunto de células especializadas. Esta parte passiva compreende: Origem (é o ponto fixo. Dr. citoplasma estriado Sistema Nervoso Somático Relação com o esqueleto Locomoção movendo os ossos Brusca Isolados Visceral fusiforme. Os sintomas são: dor.

afastados dos ossos. O músculo de movimentos mais delicados possui mais 46 . ex.conjunto de fibras musculares). Pelo número de inserções: unicaudado ( maioria). planos: nos quais predomina a largura (oblíquo externo do abdome). Classificação quanto à direção: Retilíneos: (a maioria) Reflexos: quando inicialmente seguem uma direção e depois formam um ângulo e mudam de direção (oblíquo superior do olho) Classificação quanto à forma: Longos: nos quais predomina o comprimento (bíceps). o tendão envolve a parte final da parte carnosa ( fusiforme). Perimísio (tecido conjuntivo que envolve um fascículo . biventre (digástrico). poliventre (reto do abdome). Classificação quanto à relação entre tendão e ventre do músculo: término-terminal: o tendão é plano e continuação direta da parte carnosa músculos planos (oblíquo externo do abdome). Unidade motora: conjunto de fibras musculares estimuladas pela mesma célula nervosa. Pelo número de ventres: univentre (maioria). Epimísio (tecido conjuntivo que envolve todo o músculo).Classificação dos músculos baseada no número de suas partes: Pelo número de origens: uníceps (maioria) bíceps. mais próximos dos ossos. ou nos dois lados (peniforme). bicaudado. curtos: nos quais não há predomínio de dimensões (alguns músculos profundos da coluna vertebral). policaudado (flexores dos dedos). Antagonista (é o músculo que realiza o movimento contrário ao desejado). intermediário: o músculo apresenta três tendões sendo um deles no meio músculo (digástrico). Fáscia profunda (tecido conjuntivo fibroso denso que envolve os músculos ligando os músculos entre si. Envolturas: Endomísio (tecido conjuntivo que envolve uma fibra muscular). quadríceps. de de ou do Classificação quanto à função do músculo: Agonista ( é o músculo que realiza o movimento desejado). Fixadores (fixam articulações). Sinergista ( é o músculo que auxilia o movimento desejado anulando movimentos indesejáveis de outros músculos que também participam do movimento). músculos da expressão facial Profundos: quando situados sob a fáscia muscular. Classificação dos músculos quanto à situação: Superficiais: quando situados sob a pele. músculos dos membros. término-lateral: o tendão e a parte carnosa formam um ângulo pode ser apenas um lado do tendão (semipeniforme). tríceps. ex.

C5-C6 Ação: Rotação lateral REDONDO MAIOR Origem: Ângulo inferior e margem lateral da escápula. C5-C6 Ação: Abdução (parte acromial) . Nader Wafae Músculos do ombro que atuam na articulação do ombro e no braço DELTÓIDE Origem: parte clavicular Terço lateral da clavícula parte acromial Acrômio parte espinal Espinha da escápula Inserção: Tuberosidade para o músculo deltóide (úmero) Inervação Nervo axilar. C5-C6 Ação: Rotação lateral SUBESCAPULAR Origem: Fossa subescapular Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular.Adução e rotação medial (parte clavicular) . Dr. Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular.Extensão e rotação lateral (parte espinal) SUPRA-ESPINAL Origem: Fossa supra-espinal Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo axilar.unidades motoras isto é menos fibras musculares por célula nervosa. MÚSCULOS DO ESQUELETO APENDICULAR Prof. C5-C6 Ação: Rotação medial REDONDO MENOR Origem: Terço superior da margem lateral da escápula. C4-C6 Ação: Abdução INFRA-ESPINAL Origem: Fossa infra-espinal. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. O músculo de movimentos mais grosseiros possui menos unidades motoras isto é mais fibras musculares dependem de uma célula nervosa. margem inferior da espinha da escápula. C5-C6 Ação: Adução 47 .

Inervação: Nervo mediano C6-C7 Ação: Pronação e flexão do antebraço 48 . Cabeça ulnar: processo coronóide. C5-C7. quarto posterior e proximal da ulna. flexão e supinação do antebraço BRAQUIAL Origem: Inserção: Inervação: Ação: Dois terços distais da face anterior do úmero Tuberosidade da ulna. processo coronóide Nervo musculocutâneo. Superfície lateral do olécrano. C5-C7 Ação: Flexão e adução BÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo supraglenoidal Cabeça curta: processo coracóide Inserção Tuberosidade do rádio Inervação Nervo musculocutâneo C5-C6 Ação: Flexão do braço. C5-C6 Flexão do antebraço Compartimento posterior do braço TRÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo infraglenoidal Cabeça curta: superfície posterolateral do úmero Cabeça medial: dois terços distais e posteromedial do úmero Inserção Olécrano Inervação Nervo radial. C6-C8 Ação: Extensão do braço e do antebraço ANCÔNEO Origem: Inserção: Inervação: Ação: Superfície posterior do epicôndilo lateral do úmero.BRAÇO Músculo do compartimento anterior do braço CORACOBRAQUIAL Origem Processo coracóide Inserção Face medial na parte média do úmero Inervação Nervo musculocutâneo. nervo radial. Inserção: Tuberosidade para o músculo pronador. Nervo radial. C6-C8 Auxiliar do tríceps braquial na extensão do antebraço ANTEBRAÇO Compartimento anterior do antebraço PRONADOR REDONDO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. face lateral do rádio.

Inervação Nervo mediano. Ação irrelevante FLEXOR ULNAR DO CARPO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. Inserção Face ventral das bases dos ossos metacarpais II e III. Inervação: Nervo ulnar. Inserção: Quarto distal da face anterior do rádio.FLEXOR RADIAL DO CARPO Origem Epicôndilo medial do úmero.parte medial. C7-T1. Inserção: Osso hamato. presente em 69% dos antebraços) Origem Epicôndilo medial do úmero. C7-T1 Ação: Flexão da falange média FLEXOR PROFUNDO DOS DEDOS Origem Parte proximal da face anterior da ulna Inserção Face palmar da base das falanges distais dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano (ramo interósseo anterior) . Ação: Flexão da falange distal do polegar PRONADOR QUADRADO Origem: Quarto distal da face anterior da ulna. C6-C8. processo coronóide da ulna Inserção: Face anterior (palmar) da base da falange distal do polegar. Inervação: Nervo interósseo anterior do nervo mediano.parte lateral. C5-T1 Nervo ulnar . osso metacarpal V. dois terços proximais da ulna. Ação: Flexão e adução da mão FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS Origem Cabeça umeroulnar: epicôndilo medial. C7-T1. C7-T1. processo coronóide da ulna Cabeça radial: face anterior do rádio Inserção Base da falange média dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano. Inervação: Nervo interósseo anterior. C8-T1. Cabeça ulnar: olécrano. Inervação Nervo mediano. osso pisiforme. Inserção Aponeurose palmar. Ação: Flexão e abdução da mão PALMAR LONGO (inconstante. Ação: Flexão das falanges distais FLEXOR LONGO DO POLEGAR Origem: Face anterior da parte média do rádio. ramo do nervo mediano C6-T1 Ação: Pronação do antebraço Compartimento lateral do antebraço 49 .

ramo profundo. Crista do músculo supinador. dois terços distais da face posterior da ulna Inserção Face lateral da base do osso metacarpal I. Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . Inserção Face dorsal do osso metacarpal V. Ação: Abdução do metacarpal I EXTENSOR CURTO DO POLEGAR Origem Terço distal da face posterior do rádio Inserção Face dorsal da base da falange proximal do polegar Inervação Nervo radial.BRAQUIORRADIAL Origem Crista supracondilar lateral do úmero Inserção Face lateral do rádio. Ação: Extensão e abdução da mão Compartimento posterior do antebraço SUPINADOR Origem: Epicôndilo lateral do úmero. C6-C8. ramo profundo. Ação Estende a falange distal do polegar EXTENSOR ULNAR DO CARPO Origem Cabeça umeral: epicôndilo lateral do úmero Cabeça ulnar: parte dorsal da ulna. 50 . C6-C7. Inserção: Terço proximal do rádio . Inervação: Nervo radial. C5-C6 Ação: Flexão do antebraço EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO Origem Crista supracondilar lateral. base do processo estilóide do rádio Inervação Nervo radial. Inervação Nervo radial C6-C7 Ação: Extensão e abdução da mão EXTENSOR RADIAL CURTO DO CARPO Origem Epicôndilo lateral do úmero. Ação: Estende a falange proximal do polegar EXTENSOR LONGO DO POLEGAR Origem Parte média da face dorsal da ulna Inserção Face dorsal da base da falange distal do polegar Inervação Nervo radial. ramo profundo C6-C8. ramo profundo. Inervação Nervo radial. C6-C8. ramo profundo C5-C6 Ação: Supinação do antebraço ABDUTOR LONGO DO POLEGAR Origem Terço médio da face posterior do rádio. Inervação Nervo radial. ramo profundo. C6-C8. Inervação Nervo radial. Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II .

C6-C8. Inervação Nervo radial. Ação: Abdução dos dedos. lumbricais 3 e 4: nervo ulnar. C8 . IV e V Inervação Nervo ulnar. M. ligamento colateral ulnar Inserção Os quatro tendões se separam no dorso da mão e se inserem nas faces dorsais dos dedos II ao V . C8 . interósseo palmar 2: face lateral do osso metacarpal IV M.Ação: Abdução e adução do antebraço EXTENSOR DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral do úmero.IV Inervação Nervo ulnar. Ação: Extensão da falange proximal do dedo mínimo Mão LUMBRICAIS 1 A 4 Origem Tendões do flexor profundo dos dedos Inserção Expansões extensoras na face lateral (radial) de cada dedo Inervação Mm. INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Faces mediais e laterais de dois ossos metacarpais contíguos. Ação: Adução dos dedos.T1. ramo profundo. lumbricais 1 e 2: nervo mediano.T1.uma parte na base das falanges médias. 51 . interósseo palmar 1: face medial do osso metacarpal II. extensão das falanges médias e distais. Inserção Face lateral da base da falange proximal do indicador. flexão das falanges proximais. extensão das falanges médias e distais. outra parte na base da falange distal. ramo profundo. ramo profundo. C6-C8. ramo profundo. Faces lateral e medial do dedo III Face medial do dedo IV Expansões extensoras dos dedos II . Ação: Extensão das falanges proximais dos dedos EXTENSOR DO INDICADOR Origem Metade distal da face posterior da ulna Inserção Face medial da aponeurose dorsal do indicador Inervação Nervo radial. Flexão das falanges proximais. C8-T1 Mm. ramo profundo. INTERÓSSEOS PALMARES 1 A 3 Origem M. C8-T1 Ação: Flexão das falanges proximais. C6-C8. interósseo palmar 3: face lateral do osso metacarpal V Inserção Expansões extensoras das falanges proximais dos dedos II. Ação: Extensão da falange proximal do dedo indicador EXTENSOR DO DEDO MÍNIMO Origem Epicôndilo lateral do úmero Inserção Aponeurose dorsal do dedo mínimo Inervação Nervo radial. extensão das falanges médias e distais.

Inervação Nervo ulnar.T1. C8 . Inervação Nervo ulnar.T1. C7 . C8-T1. Ação: Flexor da falange proximal ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Osso pisiforme. ramo profundo.T1. C7-T1 Cabeça profunda: Nervo ulnar. Ação: Oposição do polegar aos demais dedos ADUTOR DO POLEGAR Origem Cabeça oblíqua: osso capitato.T1. ramo profundo. C7-T1. Inserção Face lateral da diáfise do osso metacarpal I. ramo profundo C8 . Inervação Nervo mediano C7-T1. Inserção Face medial do osso metacarpal V. osso capitato. retináculo dos músculos flexores. osso trapézio Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. C8 . Inervação Cabeça superficial: Nervo mediano. Cabeça transversa: dois terços proximais da face palmar do osso metacarpal III. Inserção Osso sesamóide medial na articulação carpometacarpal do polegar Inervação Nervo ulnar. Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. Inervação Nervo mediano. Ação: Adução do polegar Eminência hipotenar FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Osso hamato Inserção Margem medial da base da falange proximal V. Ação: Abdução do dedo mínimo OPONENTE DO DEDO MÍNIMO Origem Hâmulo do osso hamato. Ação: Flexão da falange proximal do polegar OPONENTE DO POLEGAR Origem Osso trapézio. Inervação Nervo ulnar.Eminência Tenar ABDUTOR CURTO DO POLEGAR Origem Tubérculo do escafóide. tendão do músculo flexor ulnar do carpo Inserção Margem medial da base da falange proximal V e expansão extensora do dedo mínimo. ramo profundo. Ação: Abdução do polegar FLEXOR CURTO DO POLEGAR Origem Cabeça superficial: osso trapézio Cabeça profunda: osso trapezóide. 52 . retináculo dos músculos flexores. base do osso metacarpal II e III.

Ação: Oposição juntamente com o polegar PALMAR CURTO Origem Aponeurose palmar. Inervação Nervo ulnar. Ação irrelevante Roteiro prático: Identificar os músculos do membro superior Ombro: Deltóide Infra-espinal Redondo maior Braço: Anteriores: Bíceps braquial Braquial Posteriores: Tríceps braquial Antebraço: Anteriores: Pronador redondo Palmar longo Flexor superficial dos dedos Flexor longo do polegar Laterais Braquiorradial Extensor radial curto do carpo Posteriores: Extensor ulnar do carpo Extensor do indicador Supinador Extensor longo do polegar Supra-espinal Subescapular Redondo menor Coracobraquial Ancôneo Flexor radial do carpo Flexor ulnar do carpo Flexor profundo dos dedos Pronador quadrado Extensor radial longo do carpo Extensor dos dedos Extensor do dedo mínimo Abdutor longo do polegar Extensor curto do polegar Mão: Eminência tenar : Abdutor curto do polegar. Flexor curto do polegar. Flexor curto do dedo mínimo e Oponente do dedo mínimo Palma da mão: 3 interósseos palmares e 4 lumbricais Dorso da mão: 4 interósseos dorsais  Principais ações dos músculos do membro superior 53 . Inserção Pele do lado medial (ulnar) da palma da mão.T1. Oponente do polegar e Adutor do polegar Eminência hipotenar : Abdutor do dedo mínimo. retináculo dos músculos flexores. ramo superficial C7 .

aponeurose toracolombar. bíceps braquial. espinha ilíaca póstero-superior Inserção Parte superior: trato iliotibial Parte inferior: tuberosidade glútea Inervação Nervo glúteo inferior. L4-S1 Ação Abdução e rotação medial da coxa GLÚTEO MÍNIMO 54 . extensor ulnar do carpo Abdução da mão: flexor radial do carpo. supra-espinal Flexão do antebraço: braquial. pronador quadrado Supinação (rotação lateral) supinador. bíceps braquial. redondo menor. face glútea do ílio.Flexão do braço: deltóide (parte clavicular). redondo maior Adução do braço: redondo maior. extensor ulnar do carpo Adução da mão: flexor ulnar do carpo. coracobraquial Extensão do braço: deltóide (parte espinal). Rotação lateral: redondo menor. infra-espinal. extensores radiais longo e curto do carpo Flexão da falange proximal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Flexão da falange média: flexor superficial dos dedos Flexão da falange distal: flexor profundo dos dedos e flexor longo do polegar Extensão das falanges média e distal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Extensão da falange proximal dos dedos: extensor dos dedos Extensão da falange distal do polegar: extensor longo do polegar Extensão da falange proximal do polegar: extensor curto do polegar Adução dos dedos: interósseos palmares Abdução dos dedos: interósseos dorsais Músculos do membro inferior Músculos do quadril GLÚTEO MÁXIMO Origem Face posterior do sacro. L5-S2 Ação Extensão do quadril e da coxa. supra-espinal Rotação medial: subescapular. rotação lateral da coxa GLÚTEO MÉDIO Origem Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Inserção Trocanter maior Inervação Nervo glúteo superior. redondo maior. braquiorradial. ancôneo Pronação (rotação medial) pronador redondo. pronador redondo Extensão de antebraço: tríceps braquial. flexor radial do carpo Extensão da mão: extensores radiais longo e curto do carpo. coracobraquial Abdução do braço: deltóide (parte acromial). tríceps braquial. ligamento sacrotuberal. bíceps braquial Flexão da mão: flexor ulnar do carpo.

L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa GÊMEO INFERIOR Origem Tuberosidade isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno ou nervo do músculo quadrado femoral ou nervo pudendo ou nervo isquiático. ilíaco: fossa ilíaca. raramente também pelo nervo isquiático. processo costiforme LI à LV Inserção Parte distal do trocanter menor 55 . altura do terço médio do fêmur Nervo glúteo superior. ligamento iliolombar. ligamento sacroilíaco anterior. L5-S2 Rotação lateral e abdução da coxa GÊMEO SUPERIOR Origem Espinha isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Ramos diretos do plexo sacral. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa QUADRADO FEMORAL Origem Margem lateral do túber isquiático Inserção Crista intertrocantérica Inervação Nervo do músculo quadrado femoral. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa OBTURADOR INTERNO Origem Margem do forame obturado (face medial) Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno. espinha ilíaca ântero-inferior. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa TENSOR DA FÁSCIA LATA Origem Inserção Inervação Ação Crista ilíaca. M. L4-S1 Abdução e rotação medial da coxa Face pélvica do sacro Limite superior do trocanter maior Nervo isquiático ou ramos diretos do plexo sacral. próximo à espinha ilíaca ântero-superior Trato iliotibial.Origem Inserção Inervação Ação PIRIFORME Origem Inserção Inervação Ação Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Trocanter maior Nervo glúteo superior. L4-L5 Flexão e rotação medial da coxa Compartimento anterior da coxa ILIOPSOAS Origem M. psoas maior: faces laterais dos corpos vertebrais TXII à LV.

L3 Ação Adução e flexão da coxa QUADRÍCEPS FEMORAL Origem M. ilíaco: nervo femoral. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR MAGNO 56 . L2-L3. Flexão da coxa PECTÍNEO Origem Eminência iliopúbica Inserção Linha pectínea do fêmur.Inervação Ação M. Inervação Nervo femoral. Inserção Tuberosidade da tíbia através do ligamento da patela. ramo anterior. o reto femoral é também flexor da coxa SARTÓRIO Origem Espinha ilíaca ântero-superior. L2-L4. vasto medial: linha áspera. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR CURTO Origem Ramo inferior do púbis Inserção Lábio medial da parte superior da linha áspera Inervação Nervo obturatório. L2-L4. reto femoral. L2-L4 Adução da coxa ADUTOR LONGO Origem Ramo superior do púbis Inserção Lábio medial da linha áspera (terço médio) Inervação Nervo obturatório. cabeça reflexa: sulco supra-acetabular M. parte distal do trocanter menor Inervação Nervo femoral. logo abaixo do epicôndilo medial. reto femoral. Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). trocanter maior. M. Nervo obturatório. Inervação Nervo femoral. Ação Flexão da coxa e da perna Compartimento Medial da Coxa GRÁCIL Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis Extremidade proximal da tíbia. Ação Extensão da perna. vasto intermédio: dois terços superiores da diáfise do fêmur. ramo anterior. linha intertrocantérica. M. L2-L3 Nervo obturatório. psoas: ramos ventrais do plexo lombar. L2-L3. M. ramo anterior. vasto lateral: linha áspera. linha intertrocantérica. cabeça reta: espinha ilíaca ântero-inferior M. ramo anterior.

septo intermuscular lateral. rotação medial da perna Compartimento anterior da perna TIBIAL ANTERIOR Origem Côndilo lateral da tíbia. a parte extensora estende a coxa Compartimento posterior da coxa BÍCEPS FEMORAL Origem Cabeça longa: túber isquiático e ligamento sacrotuberal. rotação lateral SEMIMEMBRANÁCEO Origem Túber isquiático. Menisco lateral Face posterior do terço proximal da tíbia. septo intermuscular lateral.Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis. Inervação Nervo isquiático. Inserção Face lateral da cabeça da fíbula. metade proximal lateral da tíbia. Inervação Nervo isquiático. Inserção Face medial e plantar do osso cuneiforme medial Base do osso metatarsal I. Inserção Parte póstero-medial do côndilo medial da tíbia. ramo do ísquio. côndilo lateral da tíbia. L2-L4 Parte posterior: nervo isquiático. Inervação Cabeça longa: nervo isquiático. Inervação Nervo fibular profundo. L5-S1 Ação Extensão do hálux. 57 . L4-S1 Adução da coxa. L4-L5 Ação Dorsiflexão e inversão do pé EXTENSOR LONGO DO HÁLUX Origem Terço médio da face anterior da fíbula Inserção Face dorsal da falange distal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna SEMITENDÍNEO Origem Túber isquiático Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. parte proximal e lateral do tendão comum. parte tibial. parte tibial. parte tibial. rotação medial POPLÍTEO Origem Inserção Inervação Ação Côndilo lateral do fêmur. túber isquiático Parte anterior: linha áspera do fêmur Parte posterior: tubérculo do adutor Parte anterior: nervo obturatório. Nervo tibial. L5-S1 Flexão da perna. Cabeça curta: linha áspera.

L5-S1 Ação Extensão dos dedos. Inervação Nervo fibular profundo. terço médio da tíbia. L5-S1. S1-S2 Ação Flexão da perna e plantar do pé. inversão do pé SÓLEO Origem Inserção Inervação Ação PLANTAR Origem Inserção Inervação Ação Terço posterior e proximal da fíbula. Nervo tibial. três quartos proximais da face anterior da fíbula. Inserção Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. Dorsiflexão e inversão do pé FIBULAR TERCEIRO (presente em 90% das pernas) Origem Terço distal da fíbula Inserção Face dorsal da base do osso metatarsal V. inversão do pé Face poplítea e epicôndilo lateral do fêmur . Arco tendíneo do músculo sóleo Parte superior e medial da tuberosidade do calcâneo. osso cuneiforme medial Inervação Nervo fibular superficial L5-S1.V (falanges média e distal) Inervação Nervo fibular profundo. Septo intermuscular da perna. Nervo tibial. Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo.EXTENSOR LONGO DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral da tíbia. Ação Eversão do pé Compartimento posterior da perna GASTROCNÊMIOS Origem Côndilos medial e lateral do fêmur. S1. Inervação Nervo fibular superficial. Ação Flexão plantar e eversão do pé FIBULAR CURTO Origem Dois terços distais da fíbula. septo intermuscular anterior Inserção Por quatro tendões sobre as aponeuroses dorsais dos dedos II . Ação Dorsiflexão e eversão do pé Compartimento lateral da perna FIBULAR LONGO Origem Côndilo lateral da tíbia. septo intermuscular da perna. dois terços distais da fíbula. S1-S2 Flexão plantar do pé. Inervação Nervo tibial. Inserção Tuberosidade do osso metatarsal V. Inserção Base do osso metatarsal I. S1-S2 Irrelevante 58 .

L5-S1 Ação Extensão da falange proximal do hálux Planta do pé ABDUTOR DO HÁLUX Origem Parte medial da tuberosidade do calcâneo Inserção Falange proximal do hálux. Inserção Falange média dos dedos II-V. Inserção Osso navicular. Inervação Nervo tibial. Inervação Nervo tibial. S1-S2 Ação Flexão das falanges média e proximal dos dedos ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Processo lateral da tuberosidade do calcâneo Inserção Face lateral da falange proximal do dedo mínimo. osso metatarsal II-IV Inervação Nervo tibial. inserção Falange distal do hálux. L5-S2 Ação Flexão das falanges distais dos dedos Dorso do pé EXTENSOR CURTO DOS DEDOS Origem Face súpero-lateral do calcâneo Inserção Aponeurose dorsal dos dedos II . Inervação Nervo plantar medial. L5-S2 Ação Flexão da falange distal do hálux TIBIAL POSTERIOR Origem Dois terços proximais da face posterior da tíbia e medial da fíbula. 59 . Inserção Falange distal dos dedos II-V. seio do tarso Inserção Falange proximal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. S1-S2 Ação Inversão do pé FLEXOR LONGO DOS DEDOS Origem Face dorsal da tíbia.FLEXOR LONGO DO HÁLUX Origem Dois terços distais da face posterior da fíbula. Inervação Nervo plantar medial. osso cubóide. osso cuneiforme. S1-S2 Ação Abdução do hálux FLEXOR CURTO DOS DEDOS Origem Face plantar da tuberosidade do calcâneo. L5-S1 Ação Extensão dos dedos EXTENSOR CURTO DO HÁLUX Origem Face dorsolateral do calcâneo.IV Inervação Nervo fibular profundo.

Inervação Ação Nervo plantar lateral. S2-S3 Ação Flexão falanges proximais MÚSCULOS LUMBRICAIS DO PÉ 1 A 4 Origem Tendões do músculo flexor longo dos dedos Inserção Falanges proximais dos dedos II ao IV. S1-S2 Mm. ligamento calcaneocubóideo plantar. Inserção Falange proximal e osso sesamóide lateral do hálux. S1-S3 Cabeça lateral: nervo plantar lateral. ligamento metatarsal transverso profundo. ligamento plantar longo. lumbricais II ao IV: nervo plantar lateral. S2-S3 Ação Adução e flexão do hálux FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Base do osso metatarsal V. S2-S3 Ação Flexão dos dedos FLEXOR CURTO DO HÁLUX Origem Cabeça medial e cabeça lateral: face plantar dos ossos cuneiformes. Inervação Cabeça medial: nervo plantar medial. ligamento plantar longo Inserção Margem lateral do músculo flexor longo a frente da divisão de seus tendões terminais. ligamento plantar longo. Inervação Nervo plantar lateral. ligamento calcaneocubóideo plantar. osso cuneiforme lateral. S2-S3 Abdução do dedo mínimo QUADRADO PLANTAR Origem Face plantar do calcâneo. S2-S3 Ação Flexor da falange proximal do dedo mínimo INTERÓSSEOS PLANTARES 1 A 3 Origem Base da face medial dos ossos metatarsais III-V Inserção Parte medial da falange proximal dos dedos III-V Inervação Nervo plantar lateral. osso sesamóide lateral. lumbrical I: nervo plantar medial. Ligamento plantar longo Inserção Falange proximal do dedo mínimo Inervação Nervo plantar lateral. osso sesamóide medial. aponeuroses dorsais desses dedos Inervação M. Cabeça lateral: base da falange proximal do hálux. Inserção Cabeça medial: base da falange proximal do hálux. tendão do músculo tibial posterior. Inervação Nervo plantar lateral. S2-S3 60 . S1-S3 Ação Flexão da falange proximal do hálux ADUTOR DO HÁLUX Origem Cabeça oblíqua: osso cubóide. Cabeça transversa: cápsula das articulações metatarsofalângicas III e V.

sóleo) Tibial posterior Flexor longos dos dedos Flexor longo do hálux plantar Pé: Dorsais: extensor curto dos dedos. extensor curto do hálux. Tensor da fáscia lata Gêmeo superior Gêmeo inferior Coxa: Anteriores: Iliopsoas Sartório Quadríceps femoral (reto femoral. lumbricais. vasto intermédio. Glúteo médio.Ação Flexão e adução dos dedos INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Cada músculo se insere em ossos metatarsais adjacentes Inserção Face lateral da falange proximal dos dedos II ao IV. flexor curto dos dedos abdutor do hálux. vasto lateral. Fibular terceiro Fibular curto Posteriores: Tríceps sural (gastrocnêmios medial e lateral. S2-S3 Ação Flexão e abdução dos dedos Roteiro prático: identificar os músculos do membro inferior Quadril: Glúteo máximo Glúteo mínimo Piriforme Obturador interno (tendão) Quadrado femoral. interósseos dorsais Plantares: camada inferior: abdutor do dedo mínimo. camada média inferior: quadrado plantar. face medial do dedo II Inervação Nervo plantar lateral. camada 61 . vasto medial) Pectíneo Mediais: Grácil Adutor curto Posteriores: Semitendíneo Bíceps femoral Perna: Anteriores: Tibial anterior Extensor longo do hálux Laterais: Fibular longo Adutor longo Adutor magno Semimembranáceo Extensor longo dos dedos.

pectíneo Extensão da coxa: glúteo máximo. angústia. reto femoral. alegria. lumbricais. médio e inferior. 62 .  ação dos músculos do membro inferior Flexão da coxa: iliopsoas. obturador interno. tensor da fáscia lata. Podemos dividi-los em patamares superior. semimembranáceo. e etc. grácil. fibular Flexão plantar do pé: tríceps sural. poplíteo Extensão da perna: quadríceps femoral Flexão dorsal do pé: tibial anterior. portanto não se destinam a gerar movimentos e são os responsáveis pelas expressões faciais de dor. satisfação. músculos dos ossículos da audição. extensores longos dos dedos. interósseos dorsais Músculos do Esqueleto Axial: Professor Dr. Flexão da perna: bíceps femoral. músculos extrínsecos do bulbo do olho. músculos do couro cabeludo. músculos da faringe. piriforme. Músculos da expressão facial: Características: são músculos superficiais situados sob a pele da face tendo pelo menos uma fixação na pele e outra podendo ser óssea ou muscular. adutor do hálux. músculos da orelha. quadrado plantar Adução dos dedos: adutor do hálux. bíceps femoral. piriforme Rotação medial da coxa: glúteos médio e mínimo.média superior: flexor curto do hálux. semitendíneo. fibular longo Inversão do pé: tibiais anterior e posterior Eversão do pé: fibulares longo. quadrado femoral. semimembranáceo. sartório. interósseos plantares Abdução dos dedos: abdutores do hálux e do dedo mínimo. flexor curto do dedo mínimo. gêmeos. sartório. pectíneo Abdução da coxa: glúteos médio e mínimo. parte extensora do adutor magno. semitendíneo Rotação lateral da coxa: glúteo máximo. tensor da fáscia lata. curto e terceiro Extensão das falanges: extensores longos e curtos dos dedos e do hálux Flexão das falanges: flexores longos e curtos dos dedos e do hálux. músculos da língua e músculos da nuca. semitendíneo. Adução da coxa: adutores longo. músculos da mastigação. curto e magno (parte adutora). interósseos plantares e dorsais. Nader Wafae MÚSCULOS DA CABEÇA Os músculos da cabeça dividem-se em vários grupos: músculos da expressão facial. camada superior: interósseos plantares.

ramo da mandíbula. osso frontal. Protrai e movimenta lateralmente a mandíbula. Levanta a mandíbula PTERIGÓIDEO MEDIAL: processo pterigóide do esfenóide. fecha os lábios ZIGOMÁTICOS MAIOR E MENOR. CORRUGADOR DO SUPERCÍLIO. O m. circular. levanta o lábio superior e dilata a narina. abaixa o lábio inferior MENTUAL: mandíbula e pele do mento. pele entre os supercílios. Músculos do couro cabeludo MÚSCULO EPICRÂNICO formado pelos músculos OCCIPITOFRONTAL (occipital e frontal). Levanta a mandíbula. RETO SUPERIOR. serão estudados juntamente com o bulbo do olho. levanta e everte o lábio superior LEVANTADOR DO ÂNGULO DA BOCA: eleva o ângulo da boca RISÓRIO: masseter. frontal não tem inserção 63 . PRÓCERO. o m. situado acima do anterior. aproxima os supercílios. Temporoparietal e pela aponeurose epicrânica. serão estudados juntamente com as orelhas. mandíbula e maxila. processo condilar da mandíbula. Levanta a mandíbula TEMPORAL: fossa temporal. LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR: maxila. RETO INFERIOR. Tensor das bochechas durante a mastigação impede que o alimento saia do interior da boca e fique entre os dentes e a bochecha. fecha as pálpebras. osso nasal.No patamar superior encontram-se os músculos da órbita e do nariz : ORBICULAR DO OLHO. PTERIGÓIDEO LATERAL: processo pterigóide do esfenóide. enruga a testa NASAL. Músculos da mastigação: MASSETER: arco zigomático. Músculos extrínsecos do bulbo do olho RETO MEDIAL. que circunda a órbita. processo coronóide da mandíbula. ABAIXADOR DO LÁBIO INFERIOR: mandíbula. leva o ângulo da boca lateralmente BUCINADOR. contorna o dorso do nariz transversalmente. OBLÍQUO SUPERIOR. osso frontal. No patamar inferior encontram-se os músculos mais inferiores ABAIXADOR DO ÂNGULO DA BOCA: mandíbula. RETO LATERAL. auxilia a dilatar as narinas No patamar médio encontram-se os músculos da boca ORBICULAR DA BOCA. ramo da mandíbula. leva o ângulo da boca para baixo e para o lado. levam o ângulo da boca para cima e lateralmente LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E DA ASA DO NARIZ: maxila. osso zigomático. músculo esfinctérico. músculo esfinctérico. occipital ocupa a escama do osso occipital. Músculos dos ossículos da audição TENSOR DO TÍMPANO e MÚSCULO DO ESTAPÉDIO. eleva a pele do mento. OBLÍQUO INFERIOR E LEVANTADOR DA PÁLPEBRA SUPERIOR.

O temporoparietal. ramo do nervo mandibular. Músculos da nuca Serão vistos ainda neste capítulo no estudo dos músculos do dorso. Músculos supra-hióideos. vertical) e extrínsecos (genioglosso. 64 . MILO-HIÓIDEO: Origem: Linha milo-hióidea na face interna da mandíbula Inserção: Margem superior do corpo do osso hióide Inervação: Nervo milo-hióideo. Serão estudados no sistema digestório. plexo cervical. C2 Ação: Juntos: flexionam a coluna cervical e a cabeça. Ação: abaixam a mandíbula e levantam o soalho da boca e a língua ajudando a deglutição. Músculos da língua Podem ser intrínsecos (longitudinais superior e inferior. MÚSCULOS DO PESCOÇO: PLATISMA é um músculo superficial que ocupa grande parte do pescoço se insere na pele sobre os músculos deltóide e peitoral maior e na mandíbula. Ventre posterior: nervo facial. Ação: eleva e puxa a pele do pescoço para a frente ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO: Origem: Cabeça esternal: manúbrio do esterno Cabeça clavicular: terço medial da clavícula Inserção: Processo mastóide Inervação: Nervo acessório (XI). pequeno insere-se na pele e fáscia temporal acima e na frente da orelha externa. Isoladamente: inclinam a cabeça e a coluna cervical para o mesmo lado e rodam a cabeça para o lado oposto. Serão estudados no sistema digestório. Movimentam o couro cabeludo. superficiais: AURICULARES ANTERIOR. de modo geral elevam o osso hióide: DIGÁSTRICO: Origem: Ventre posterior: processo mastóide Inserção: Ventre anterior: margem inferior da mandíbula Inervação: Ventre anterior: nervo mandibular. Músculos da faringe Podem ser constritores e levantadores.óssea. palatoglosso). Músculos da orelha São os pequenos músculos POSTERIOR e SUPERIOR. condroglosso. Ação: abaixam a mandíbula quando se abre a boca e levantam o hióide quando se deglute. transverso. hioglosso. São acessórios da inspiração forçada. estiloglosso.

acessórios da inspiração forçada. ESCALENO ANTERIOR: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 3ª à 6ª vértebra cervical Inserção: Tubérculo do músculo escaleno anterior sobre a 1ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais C5-C8 ESCALENO MÉDIO: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 2ª à 7ª vértebra cervical 65 . C1-C4 ESTERNO-HIÓIDEO: Origem: Parte medial da clavícula. face posterior da 1ª cartilagem costal Terminação: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Inervação: Alça cervical. OMO-HIÓIDEO: Origem: Margem superior da escápula Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. face posterior do manúbrio do esterno.GENIO-HIÓIDEO: Origem: Espinha geniana na mandíbula Inserção: Face anterior do corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C4 Ação: Abaixa a laringe e o soalho da boca concluída a deglutição Músculos escalenos: Flexão lateral da coluna cervical (pescoço). Músculos infra-hióideos em forma de fita. C1-C4 Ação: Levanta a laringe ESTERNOTIREÓIDEO: Origem: Face posterior do manúbrio do esterno. TIREO-HIÓIDEO: Origem: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Terminação: Corno maior do osso hióide Inervação: Alça cervical. Ação: puxam o osso hióide para trás. de modo geral abaixam o osso hióide. Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C4 Ação: Abaixa o osso hióide. C1-C2 Ação: semelhante ao milo-hióideo ESTILO-HIÓIDEO: Origem: Processo estilóide do osso temporal Inserção: Margem lateral do corpo do osso hióide Inervação: Nervo facial.

MÚSCULOS DO TÓRAX PEITORAL MAIOR: Origem Esterno. SUBCLÁVIO: Origem e inserção: clavícula e primeira costela Os músculos que atuam na respiração: transverso do tórax. SERRÁTIL ANTERIOR: Origem 1ª à 9ª costela Inserção Margem medial da escápula Inervação Nervo torácico longo. posteriormente ao sulco da artéria subclávia Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. diafragma. consequentemente a escápula se desloca lateralmente constituindo o que chamamos de escápula alada pela semelhança com uma asa.Inserção: 1ª costela. PEITORAL MENOR: Origem 3ª à 5ª costela Inserção Processo coracóide Inervação Nervos peitorais medial e lateral. adução e rotação medial do braço. metade medial da clavícula Inserção Crista do tubérculo maior Inervação Nervos peitorais medial e lateral. intercostais internos e externos. A atrofia do músculo serrátil anterior o afasta da parede torácica. MÚSCULOS LONGOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO: occipital. subcostais e levantadores das costelas (serão estudados no sistema respiratório) MÚSCULOS DO ABDOME RETO DO ABDOME: 66 . MÚSCULOS RETOS ANTERIORES: occipital. vértebras cervicais (corpos e processos transversos). C6-C8 Ação: Abaixa a escápula. C8-T1 Ação: Flexão. C5-C7 Ação: abdução do braço Obs. C4-C8 ESCALENO POSTERIOR: Nem sempre está presente. 6 costela e cartilagens costais superiores. Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 5ª e 6ª vértebras cervicais Inserção: Margem superior da 2ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. atlas. C7-C8 MÚSCULOS PRÉ-VERTEBRAIS: Ação flexão da coluna cervical (pescoço) e da cabeça.

ligamento inguinal. T12. T5-T11. T12. T12-L1. Na contração bilateral. T12-L1. OBLÍQUO INTERNO DO ABDOME: Origem Ligamento inguinal. vômito. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. a micção. flexão da coluna vertebral. Terminação Crista púbica Sínfise púbica Inervação Nervos intercostais. Nervo ilioinguinal. Nervo ilioinguinal. rotação do tórax para o mesmo lado. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. Pode colaborar no controle térmico da bolsa testicular junto com o dartos (túnica de músculo liso). T5-T11. Nervo ilioinguinal. T12. Nervo iliohipogástrico. L1 Ação Na contração unilateral.Origem Face anterior da 5ª à 7ª cartilagem costal. tosse e a defecação. Nervo subcostal. rotação do tórax para o mesmo lado. processo xifóide. Inervação Nervos intercostais. T12-L1. Nervo subcostal. Nervo iliohipogástrico. 67 . Terminação Linha alba Inervação Nervos intercostais. lábio externo a crista ilíaca. Inervação Nervos intercostais. Terminação Crista púbica. TRANSVERSO DO ABDOME: Origem Cartilagens costais da 6ª à 12ª costelas. crista púbica. flexão da coluna vertebral. MÚSCULO CREMASTER Origem Fibras mais inferiores do músculo oblíquo interno do abdome e algumas fibras do músculo transverso. Nervo ilioinguinal. ramo genital L1-L2 Ação Levanta a bolsa testicular. Juntamente com os outros músculos do abdome. aponeurose toracolombar. a micção. Nervo subcostal. Nervo subcostal. T5-T11. OBLÍQUO EXTERNO DO ABDOME: Origem Margem inferior e face anterior da 5ª à 12ª costelas. Terminação Face interna da bolsa testicular . tosse e a defecação. T12. L1 Ação: Na contração unilateral. Juntamente com os outros músculos do abdome. vômito. L1 Ação Flexão da parte torácica da coluna vertebral. flexão da coluna vertebral na contração bilateral. na contração bilateral. T12-L1. cartilagens costais da 9ª à 12ª costelas. linha alba através da bainha dos músculos retos do abdome. Terminação Tubérculo púbico. T5-T11. Nervo iliohipogástrico. na contração bilateral. L1 Ação Rotação do tórax em relação à pelve do lado oposto. o bilateral. Inervação Nervo genitofemoral. crista ilíaca. o bilateral. Estabiliza a pelve. O reflexo cremastérico consiste na contração do músculo pelo toque na parte súpero-medial da coxa. Na contração bilateral. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. linha alba. Nervo iliohipogástrico.

Abaixo dessa linha. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome juntas e a lâmina posterior apenas pela fáscia transversal. todas as aponeuroses passam por diante do músculo reto do abdome. a micção. Esta diferença de comportamento das aponeuroses na bainha do músculo reto do abdome acima e abaixo da linha arqueada resultou da mudança de posição do ser humano em bípede. processos costiformes Ação: Na contração unilateral inclina o tórax para o mesmo lado e auxilia os músculos do quadril impedindo o abaixamento da pelve durante o movimento. PSOAS MENOR E ILÍACO. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. Linha semilunar é a linha formada pelas aponeuroses dos músculos abdominais ao atingirem a margem lateral do músculo reto do abdome. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. Chama-se aponeurose. A parte superior da lâmina posterior é formada pela subdivisão posterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome juntamente com a aponeurose do músculo transverso do abdome. QUADRADO DO LOMBO: Origem Crista ilíaca Inserção Décima segunda costela. PIRAMIDAL: Origem linha alba Inserção púbis Inervação Nervo ilio-hipogástrico Ação Insignificante Bainha do músculo reto do abdome O músculo reto do abdome encontra-se no interior da bainha do músculo reto do abdome formada pelas lâminas anterior e posterior. A parte superior da lâmina anterior é formada pela aponeurose do músculo oblíquo externo juntamente com uma subdivisão anterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome. Linha alba é a linha mediana da parede abdominal formada pelo entrecruzamento de aponeuroses de ambos lados. O nível de transição entre essas duas partes é marcada na lâmina posterior pela linha arqueada. favorece o aparecimento das hérnias inguinais. Na contração bilateral. A parte inferior da bainha do músculo reto do abdome abaixo do umbigo é de constituição diferente: a lâmina anterior passa a ser formada pelas aponeuroses dos músculos oblíquo externo do abdome. Na contração bilateral seu desempenho na respiração é discutível. PSOAS MAIOR. o tendão plano dos músculos planos como são os casos: oblíquo externo do abdome. Esta fragilidade da fáscia transversal. vômito. 68 .Juntamente com os outros músculos do abdome. deixando a lâmina posterior da bainha do reto formada apenas pela frágil fáscia transversal. tosse e a defecação. nesse nível.

retrai e fixa o ombro LATÍSSIMO DO DORSO Origem Aponeurose toracolombar. C3-C5. parte descendente: Protuberância occipital externa.12ª costela Inserção Crista do tubérculo menor Inervação Nervo toracodorsal. camada média e camada profunda. terço posterior da crista ilíaca. C4 Ação Levanta e retrai a escápula SERRÁTIL POSTERIOR SUPERIOR 69 . C4-C5 Ação Levanta e retrai a escápula ROMBÓIDE MENOR Origem Processo espinhoso da 6ª e 7ª vértebra cervical. Inervação Nervo dorsal da escápula. MÚSCULOS DO DORSO Os músculos do dorso se dispõem em 3 camadas superpostas da superfície em direção à profundidade: camada superficial. processos espinhosos da 3ª à 5ª vértebras torácicas. aduz e roda medialmente o braço CAMADA MÉDIA LEVANTADOR DA ESCÁPULA Origem Tubérculo posterior dos processo transversos da 1ª à 4ª vértebra cervical Inserção Ângulo superior e parte da margem medial da escápula. processo espinhoso da 1ª à 4ª vértebra cervical. Inervação Nervo dorsal da escápula. Inserção espinha da escápula. Inserção Margem medial da escápula no nível da espinha. 9ª .Foram estudados no esqueleto apendicular sob a denominação de músculo iliopsoas. Ação Levanta a escápula ROMBÓIDE MAIOR Origem Processos espinhosos da 1ª à 5ª vértebras torácicas Inserção Margem medial da escápula entre a espinha e o ângulo inferior Inervação Nervo dorsal da escápula. da linha nucal superior. CAMADA SUPERFICIAL: TRAPÉZIO Origem parte ascendente: processos espinhosos da 4ª à 12ª vértebras torácicas parte transversa: Ligamento nucal. C6-C8 Ação Estende. acrômio. terço lateral da clavícula Inervação Nervo acessório (XI) Ação Eleva.

Transverso-espinais. 70 . C6-T2 Levanta as costelas SERRÁTIL POSTERIOR INFERIOR Origem Processos espinhosos das duas últimas vértebras torácicas e das duas primeira vértebras lombares Inserção Margem inferior da 9ª à 12ª costela Inervação Ramos anteriores dos nervos espinais. ILIOCOSTAIS . LONGUÍSSIMOS . Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ESPLÊNIO do PESCOÇO Origem Processos espinhosos da 3ª à 6ª vértebra torácica. Linha nucal superior Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C3-C5.a parte intermédia. Ação Extensão do pescoço na contração bilateral. inserida nos processos transversos.Origem duas Inserção Inervação Ação Processos espinhosos das duas últimas vértebras cervicais e primeiras vértebras torácicas 2ª à 5ª costela Ramos anteriores dos nervos espinais. Terminação Tubérculos posteriores dos processos transversos da 2ª à 5ª vértebras cervicais. São encontrados no lombo. suas fixações pulam pelo menos duas vértebras (2 a 5). formado por 3 partes longitudinais dispostas no sentido transversal: ESPINAIS . são músculos curtos que vão de uma vértebra a outra ou de uma costela a uma vértebra e se colocam ao longo da coluna vertebral. inserida nas costelas e processos transversos.a parte mediana. A direção de suas fibras determina a função. Os longitudinais em geral ligam processos espinhosos entre si ou processos transversos entre si e destinam-se principalmente à extensão do segmento em que se encontram. Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ERETOR DA ESPINHA.a parte lateral. tórax e pescoço. C11-L2 Ação Abaixa as costelas CAMADA PROFUNDA: ESPLÊNIO da CABEÇA Origem Metade inferior do ligamento nucal. Os oblíquos em geral ligam os processos transversos aos processos espinhosos e destinam-se principalmente à rotação. Processos espinhosos da 7ª vértebra cervical à 3ª vértebra torácica. são oblíquos. inserida nos processos espinhosos. vão de processos transversos inferiores para processos espinhosos superiores. Pertencem a este grupo: MULTÍFIDOS. Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C5-C7. Terminação Processo mastóide. Ação Extensão da cabeça e pescoço na contração bilateral. é o principal extensor da coluna vertebral.

inclinação lateral da cabeça. são longitudinais. osso occipital Inervação Nervo suboccipital C1 Ação: Extensor. fixam-se em processos espinhosos de vértebras adjacentes. pelos ramos posteriores dos nervos espinais. OBLÍQUO SUPERIOR DA CABEÇA Origem Tubérculo posterior do atlas. C2. Terminação Parte média da linha nucal inferior. Ação dos músculos do dorso: De modo geral os músculos do dorso destinamse à movimentação da coluna vertebral e da cabeça. Suboccipitais: RETO POSTERIOR MAIOR DA CABEÇA Origem Processo espinhoso do atlas. INTERESPINAIS. são oblíquos. inclinação lateral da cabeça . são longitudinais. pescoço e cabeça. Inervação Nervo suboccipital. inclinação lateral da cabeça. pulam mais de 5 vértebras) localizam-se na parte superior da coluna vertebral: tórax. Terminação Parte medial da linha nucal inferior. inclinação lateral da cabeça RETO POSTERIOR MENOR DA CABEÇA: Origem Tubérculo posterior do atlas. rotação e inclinação lateral conforme o sentido de suas fibras. Ação Extensor. extensor. Terminação Osso occipital acima e lateralmente à linha nucal inferior Inervação Nervo suboccipital C1. porém mais longos que os anteriores. Ação: Rotador. fixam-se em processos transversos de vértebras adjacentes. são oblíquos. participando da extensão. São encontrados no lombo. INTERTRANSVERSÁRIOS. (em geral. Terminação Parte posterior do processo transverso do atlas. Ação Extensor. Inervação: em geral. fraco rotador OBLÍQUO INFERIOR DA CABEÇA: Origem Processo espinhoso do áxis. vão do processo transverso inferior para o processo espinhoso imediatamente superior (rotador curto) ou pulam uma vértebra (rotador longo). Inervação Nervo suboccipital C1-C2. Roteiro prático dos músculos do esqueleto axial Músculos da expressão facial: 1-Prócero 2-Nasal 3-Orbicular do olho 4-Orbicular da boca 5-Bucinador 6-Zigomático maior 7-Abaixador do ângulo da boca 71 . tórax e pescoço SEMI-ESPINAIS.ROTADORES.

Linha arqueada 33.Lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome 31.Latíssimo do dorso 36.Semi-espinal 45.Reto posterior maior da cabeça 46.8-Mentual Músculos da mastigação: 9-Masseter 10-Temporal 11-Pterigóideo medial 12-Pterigóideo lateral Músculos do pescoço 13-Platisma 14-Esternocleidomastóideo 15-Escaleno anterior 16-Escaleno médio 17-Digástrico 18-Milo-hióideo 19-Omo-hióideo 20-Esternotireóideo 21-Esterno-hióideo Músculos do tórax: 22-Peitoral maior 23-Peitoral menor 24-Serrátil anterior Músculos do abdome: 25-Reto do abdome 26-Oblíquo externo do abdome 27-Oblíquo interno do abdome 28-Transverso do abdome 29.Rombóide maior 39.Iliocostal 43.Espinal 41.Trapézio 35.Piramidal 30.Rombóide menor 38.Fáscia transversal Músculos do dorso: 34.Eretor da espinha 40.Oblíquo superior da cabeça 72 .Lâmina posterior da bainha do músculo reto do abdome 32.Longuíssimo 42.Levantador da escápula 37.Esplênio 44.Reto posterior menor da cabeça 47.

Torcicolo Contratura dos músculos do pescoço. Tendinite do manguito rotador ou “ombro doloroso” A tendinite se deve a pequenos traumatismos repetitivos principalmente no tendão do supra-espinal. Epicondilite (cotovelo do tenista) Inflamação no nível da inserção comum dos músculos extensores e supinadores do antebraço. Fibromialgia Enfermidade não inflamatória caracterizada por dor muscular generalizada.Psoas maior 51. Sintomas: progressiva perda da força muscular. uma dilaceração das fibras musculares até a ruptura do músculo ou tendão. As lesões por esforços repetitivos são as causas mais freqüentes. Distrofia muscular As distrofias musculares caracterizam-se pela perda progressiva da força e da integridade muscular. Miastenia grave 73 . Sintomas: dor súbita no nível lesado. Pode ser um estiramento das fibras musculares. Sintomas: é a permanência da cabeça inclinada e dor intensa ao tentar movimentar o pescoço.Rotador 53.48. incapacidade menor ou maior para usar o músculo. Sintomas: dor no nível do epicôndilo lateral do cotovelo. Tendinite Inflamação dos tendões. na qual a cabeça permaneça inclinada para o lado atingido. pode apresentar hematoma.Serrátil posterior inferior Doenças musculares Câimbra: Contração muscular dolorosa e involuntária. Sintomas: dor ao acionar o tendão lesado.Multífido 52. rigidez e fadiga. Traumatismos musculares Geralmente decorrentes de práticas desportivas que provocam o estiramento brusco do músculo contraído.Quadrado do lombo 50. Sintomas dificuldade e dor ao levantar o braço.Serrátil posterior superior 54. Sintomas: dor generalizada e rigidez do tronco.Oblíquo inferior da cabeça 49.

as veias e os vasos linfáticos. O sangue chega à rede capilar proveniente das artérias sob uma pressão suficiente para que parte de seu componente líquido atravesse as paredes permeáveis dos capilares. SISTEMA CIRCULATÓRIO Prof. sua composição pode ser comparada a de um sistema hidráulico com uma bomba hidráulica que o dinamiza e um conjunto de tubos no interior dos quais o líquido circula. 3. em que sua toxina bloqueia a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. 1. creatinina) e gasoso (gás carbônico) resultantes do trabalho celular e que devem ser retirados das células e do interstício por serem tóxicos. Para completar esta função o sistema circulatórios conduz esses resíduos até o rim e pulmão para serem eliminados. Botulismo Doença causada pelo Clostridium botulinum. seus componentes encontram-se em todas as partes do corpo. embora a produção da acetilcolina não esteja alterada. Assim sendo. Funções: O sistema circulatório desempenha suas funções principalmente através da rede capilar interposta entre artérias e veias. Sintomas: enfraquecimento muscular generalizado. Sintomas: dor sobre o processo estilóide do rádio e ruído ao movimento. Tenossinovite estenosante Retração inflamatória estenosante da bainha comum dos tendões do extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar ao passarem pelo rádio. Assim sendo. A bomba hidráulica é o coração e os tubos chamados vasos são as artérias. 2. Dr. Composição: o sistema circulatório desempenha suas funções através de meios líquidos (sangue e linfa). como os elementos figurados e as moléculas maiores principalmente de proteínas e gorduras não conseguem atravessar a membrana aumentam a pressão osmótica no interior do capilar que agora recupera o líquido que forneceu em sua parte inicial para neutralizar a pressão osmótica . 74 .Defesa do nosso organismo : o sistema circulatório através de mecanismos imunológicos (anticorpos) e dos próprios glóbulos brancos promove a nossa defesa contra agressões de microrganismos. Nader Wafae O sistema circulatório da mesma forma que os sistemas nervoso e endócrino é um sistema de integração no nosso organismo.Doença da junção neuromuscular na qual o impulso nervoso não pode passar ao músculo. Os vasos microscópicos de paredes permeáveis através das quais ocorrem as permutas com o líquido intersticial constituem os capilares.Nutrição: quando o componente líquido do sangue atravessa a parede do capilar trás consigo material nutritivo químico como glicose e aminoácidos que alimenta nossas células e o oxigênio para o metabolismo celular.Excreção: quando o líquido intersticial retorna para o interior do capilar trás consigo os resíduos químico (uréia. distúrbios visuais.

e retorna através das veias cavas para o átrio direito. biotipo e desenvolvimento muscular. após a morte e a conseqüente fixação passa a se apresentar como uma pirâmide triangular com base. Dimensões: em média o peso do coração situa-se em torno de 5 gramas por quilo de peso na pessoa adulta. e retorna pelas veias pulmonares para o átrio esquerdo. em cima do diafragma e entre os dois conjuntos pleuropulmonares. Principalmente na pele antes de chegarmos a rede capilar existem pequenos vasos que comunicam as artérias menores (arteríolas) com as veias menores (vênulas) são as anastomoses arteríolo-venulares e cujos funcionamentos são reguláveis. não considerando. a largura entre 9 e 10 cm e a espessura em torno de 6 cm. Caso a temperatura ambiente esteja baixa (frio) essas comunicações se dilatam e são postas a funcionar evitando. os fatores patológicos. a altura entre 13 e 15 cm. Caso a temperatura ambiente esteja alta (quente). 75 . essas medidas médias podem ser alteradas por influências de vários fatores como: idade. sua forma é de um cone de base superior. No entanto. Circulação Sangüínea: Grande circulação. por exemplo) para que atuem em outros órgãos situados a distância do local em que são produzidos. Sua função endócrina é representada pela produção do hormônio atrial natriurético que estimula a excreção de sódio. A região onde se situa denomina-se mediastino médio. as anastomoses se contraem e o sangue passa predominantemente pelos capilares para devolver ao ambiente o calor que o corpo está recebendo desse mesmo ambiente. por diante da coluna vertebral (5ª à 8ª vértebras) e do esôfago. em grande parte. sexo. coração-pulmão ou funcional: o sangue passa do ventrículo direito para o interior do tronco pulmonar e artérias pulmonares daqui para a rede capilar pulmonar. ANATOMIA DO CORAÇÃO Conceito: é um órgão predominantemente muscular com cavidades e válvulas em seu interior.Regulação térmica: atua mediante mecanismos de vasoconstrição e vasodilatação na pele. 5. é claro. Forma: no vivo. cuja função principal é movimentar o sangue mediante mecanismos de aspiração e propulsão semelhantes a uma bomba hidráulica. Pequena circulação. Situação: é órgão impar situado na cavidade torácica atrás do esterno e das cartilagens costais. para auxiliar a manter nossa temperatura constante. que o sangue passe pelo capilar o que levaria o corpo a ceder calor para o ambiente.Correlação humoral: transporta substâncias químicas produzidas em certos órgãos (glândulas endócrinas. três faces e um ápice. sistêmica ou de nutrição: o sangue passa do ventrículo esquerdo para o interior da aorta que distribui o sangue pelas redes capilares dos tecidos.4.

não chegou a formar uma face como aconteceu no lado esquerdo. entram na constituição da base: os átrios direito e esquerdo. É o ápice que toca na parede torácica no nível do 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo ("choque da ponta") por estar em posição mais anterior. Estática: o coração é mantido em posição. pela continuidade com os grandes vasos da base. pouco tecido adiposo e não apresenta sulcos é portanto constituída somente pela parede do ventrículo esquerdo. uma margem. contra a parede do tórax. as aurículas direita e esquerda. formou-se em função da maior espessura da parede do ventrículo esquerdo. Face esquerda ou pulmonar. o tecido adiposo está ausente ou em pequena quantidade.Orientação: o eixo cardíaco que se estende do centro da base ao ápice orienta-se de cima para baixo. a predominante. assim o alongamento vertical do átrio direito e o alongamento horizontal do átrio esquerdo. particularmente a ponta. Justifica-se. Assim definida. o sulco interventricular anterior que separa as paredes dos ventrículos direito e esquerdo que constituem esta face. um ápice. DESCRIÇÃO EXTERNA Externamente o coração apresenta: três faces. A cruz venosa. apesar de seu dinamismo. Base: embora não haja uniformidade na sua delimitação. O ápice ou ponta do coração é predominantemente constituído pela parede do ventrículo esquerdo separado da pequena porção do ventrículo direito por um sulco chamado incisura do ápice que representa a continuidade entre os sulcos interventriculares anterior e posterior. aguda. por ser pouco espessa. As faces são três: esternocostal (anterior). uma base e quatro sulcos. Este meio de fixação situado posteriormente garante a livre movimentação dos ventrículos situados anteriormente. sendo a parede do ventrículo direito. as paredes dos dois ventrículos entram em sua formação sem predomínio evidente de uma delas e estão separadas por um sulco verticalizado o sulco interventricular posterior. pouco abaulada. é onde o tecido adiposo. Parte inicial da aorta e do 76 . Face diafragmática ou inferior é plana por colocar-se sobre o centro tendíneo do músculo diafragma. formada pelo encontro das faces esternocostal e diafragmática é constituída unicamente pela parede do ventrículo direito que. em geral. Margem direita. da direita para a esquerda e de trás para diante. pulmonar (esquerda) e diafragmática (inferior). o sulco interatrial e os grandes vasos. é a mais abaulada. Face esternocostal ou anterior. se deposita em maior quantidade. Já a artéria aorta é importante meio de suspensão do coração. A parte da parede do ventrículo direito que antecede a artéria pulmonar chama-se cone arterial. formada pelas veias cavas superior e inferior que constituem o tirante vertical e pelas veias pulmonares que formam o tirante horizontal é o principal meio de fixação. apresenta um sulco oblíquo. É a tendência de retificação de seu arco que ocorre pela entrada do sangue durante a sístole que leva o coração. consideramos como a parte do coração situada acima e atrás do sulco coronário que separa externamente as paredes dos átrios e dos ventrículos.

O sulco interventricular posterior situado na parte média da face diafragmática é verticalizado e contém a artéria interventricular posterior e a veia cardíaca média ou interventricular posterior. ARQUITETURA DO CORAÇÃO O coração é um vaso diferenciado. O sulco interventricular anterior situado na face esternocostal separa as paredes dos ventrículos. O sulco interatrial que indica a separação entre os átrios encontra-se na base e já foi descrito. sua parte anterior é ocupada à direita pela artéria coronária direita e à esquerda pela artéria circunflexa. pela artéria interventricular anterior e pela veia cardíaca magna ou interventricular anterior. é oblíquo. O sulco interatrial que indica o local da separação interna dos átrios é pouco pronunciado e se situa ao lado das desembocaduras das veias pulmonares direitas. o átrio direito recebe o sangue das veias cavas superior e inferior e do seio coronário e o átrio esquerdo recebe das quatro veias pulmonares (duas de cada pulmão). O sulco coronário separa os átrios dos ventrículos. elásticas e musculares lisas. ou através dos óstios dotados de valvas como os que existem entre os átrios e os ventrículos do mesmo lado. como os existentes entre os átrios e entre os ventrículos.tronco pulmonar e as terminações das veias cava superior e cava inferior e das veias pulmonares direitas superior e inferior e esquerdas superior e inferior. entre os óstios das veias cavas. a maior veia do coração. O endocárdio forra toda a parte interna das paredes atriais e ventriculares é formado por células endoteliais e um extrato subendotelial de tecido conjuntivo frouxo com fibroblastos. é ocupado por gordura. encontramos o sulco terminal representação externa da crista terminal e que indica a separação entre as partes do átrio que derivam do seio venoso e do átrio primitivo. As aurículas são apenas apêndices que prolongam os átrios anteriormente envolvendo parcialmente as artérias aorta e pulmonar. pelo seio coronário. a média e mais desenvolvida é o miocárdio e a externa é o epicárdio ou lâmina visceral do pericárdio seroso. contorna o coração. Miocárdio é a camada média muscular formada principalmente por fibras musculares cardíacas. Esqueleto fibroso do coração: é um conjunto de anéis e feixes de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagíneo interligados que dão sustentação à musculatura cardíaca às valvas atrioventriculares e contribuem para a preservação da forma do coração. Na parede do átrio direito. É formado por componentes horizontais e 77 . Antes de analisá-lo temos que descrever o esqueleto fibroso do coração no qual direta ou indiretamente as fibras cardíacas se inserem. Sulcos: representam. fibras colágenas. A parte posterior é ocupada. assim sendo apresenta em sua arquitetura três camadas. Os átrios são as câmaras receptoras do sangue proveniente das circulações. externamente. à direita pela continuação da artéria coronária direita e à esquerda. a mais interna é o endocárdio. vai do ápice às proximidades da origem da artéria pulmonar e aurícula esquerda. a separação interna que existe entre as câmaras cardíacas que pode ocorrer através dos septos.

serosa. O pericárdio fibroso de tecido conjuntivo denso fibroelástico é externo. espesso. na parte inferior e lateral. trígono fibroso esquerdo. O pericárdio seroso de tecido conjuntivo frouxo e mesotélio é fino. o tendão intermediário. A musculatura dos átrios se insere em sua parte superior e lateral e a musculatura ventricular. feixe triangular situado na confluência esquerda dos anéis fibrosos esquerdo e aórtico e o tendão do cone. a lâmina parietal reveste internamente o pericárdio fibroso. Entre essas lâminas forma-se um espaço chamado cavidade do pericárdio que contém pequena quantidade de líquido pericardíaco. Os componentes horizontais são: anel fibroso direito que contorna o óstio atrioventricular direito entre átrio e ventrículo direitos. a um músculo digástrico em que átrios e ventrículos são os feixes musculares e o esqueleto fibroso. dá ao coração a contenção fibro-elástica necessária para impedir a distensão excessiva da fibra miocárdica e conseqüente lesão. Pericárdio É uma membrana fibrosserosa em forma de bolsa que recobre o coração. assim. opaco. O coração assemelha-se. Funções do pericárdio. portanto é a própria camada externa do coração. Sabe-se hoje que o pericárdio atua como superfície de deslizamento diminuindo a resistência provocada pelo atrito. resistente e inextensível quando solicitado subitamente. O recesso que se forma entre a face posterior do átrio esquerdo e as veias pulmonares é o seio oblíquo. Aquele situado entre o tronco pulmonar e a aorta ascendente por diante e pelas paredes dos átrios e aurículas. As cúspides das valvas atrioventriculares direita e esquerda se inserem na parte interna dos anéis fibrosos. O esqueleto fibroso funciona como um centro tendíneo. fibrosa e outra interna. As fibras musculares cardíacas se dispõem segundo um trajeto preferencial e fundamental que é helicoidal tridimensional. trígono fibroso direito. uma externa. anel fibroso esquerdo que contorna o óstio atrioventricular esquerdo entre átrio e ventrículo esquerdos. desta forma uma mesma fibra pode em um ponto ocupar a superfície do órgão e em outro ponto estar no meio da musculatura ou até mesmo em sua parte interna. esquerdo e aórtico. protetor e lubrificante A reflexão que dá continuidade a essas lâminas ocorre ao nível dos grandes vasos da base. protege contra traumas em choques por súbita diminuição da velocidade (princípio da inércia) e impede a deformação do 78 . são portanto independentes tendo no esqueleto fibroso o ponto comum de inserção. predominantemente no sentido horário e de cima para baixo. anel fibroso pulmonar que contorna o óstio do tronco pulmonar entre ventrículo direito e tronco pulmonar. feixe oblíquo que liga o anel fibroso aórtico ao anel fibroso pulmonar. feixe triangular situado na confluência dos anéis fibrosos direito. e que no adulto forma recessos chamados seios. brilhante e frágil costuma-se dividi-lo em duas lâminas embora sejam contínuas. anel fibroso aórtico que contorna o óstio da aorta entre ventrículo esquerdo e aorta. por trás chama-se seio transverso. a lâmina visceral também denominada epicárdio reveste e adere ao miocárdio. É formado por duas partes distintas. O componente vertical é representado pela porção membranácea do septo interventricular. já que direta ou indiretamente toda a musculatura cardíaca se insere nele.verticais.

coração que os movimentos do diafragma ou que a aspiração torácica pela pressão negativa poderiam provocar. DESCRIÇÃO INTERNA As câmaras cardíacas são separadas entre si ou por septos que no indivíduo normal impedem qualquer tipo de comunicação ou por óstios que sendo providos de valvas permitem a comunicação entre as câmaras do mesmo lado ou não, de acordo com a fase do ciclo cardíaco. Septos Septo interatrial é uma parede predominantemente muscular, (há locais apenas com tecido conjuntivo) revestida de endocárdio que separa os átrios. Participam de sua formação duas expansões: o septum primum e o septum secundum Em ambos os lados, apresenta vestígios da primitiva comunicação que existia entre os átrios durante o período fetal intra-uterino. Septo atrioventricular é a porção do septo que separa o átrio direito do ventrículo esquerdo. O átrio direito mais longo em virtude da tração vertical exercida pelas veias cavas e a formação da valva atrioventricular esquerda em ponto mais superior devem interferir para esse desnível. Septo interventricular é a parede que separa os ventrículos, apresenta duas partes bem diferenciadas: uma inferior, larga e maior é a parte muscular e outra superior, pequena e estreita é a parte membranácea. Óstios Óstios atrioventriculares: são passagens arredondadas existentes entre átrios e ventrículos correspondentes, podendo estar fechados pelas valvas constituídas por cúspides quando estas se fecham ou abertos quando as valvas se abrem, dependendo da fase do ciclo cardíaco, sístole ou diástole. O óstio atrioventricular direito é maior que o esquerdo. ÁTRIO DIREITO A parede posterior do átrio direito é lisa, nela se encontram os óstios das veias cavas e do seio coronário deriva portanto do seio venoso sendo chamada de seio intervenoso ou entrecavas, onde pode-se observar uma saliência denominada tubérculo intervenoso, vestígio de um dos feixes musculares do primitivo seio venoso. Os óstios da veia cava inferior e do seio coronário são dotados de válvulas, vestígios da válvula direita de separação entre seio venoso e átrio primitivo, em geral insuficientes ou até mesmo ausentes. A parede lateral apresenta numerosos relevos musculares: a crista terminal e os músculos pectíneos. A crista terminal também vestígio da válvula direita do seio venoso constitui importante feixe muscular e marca a transição entre seio venoso e o átrio primitivo. Os músculos pectíneos formam diversos feixes musculares que se destacam perpendicularmente da crista terminal semelhante a um pente e correspondem à parede rugosa da parte direita do átrio primitivo. A parede medial ou parte direita do septo interatrial deriva do septum secundum, e apresenta em sua parte central uma depressão oval de consistência fina chamada fossa oval, vestígio do forame oval da circulação fetal através do qual o sangue proveniente da veia cava inferior passava para o átrio esquerdo. A fina membrana que forra a fossa deriva do septum primum situado à esquerda. Contornando superiormente a fossa oval encontra-se o

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saliente feixe límbico superior, formando o limbo da fossa oval que, pelo menos em parte, procede da válvula esquerda do seio venoso. ÁTRIO ESQUERDO A parede posterior do átrio esquerdo, como as demais, é lisa, apresenta os quatro óstios das veias pulmonares: 2 das veias direitas e 2 das veias esquerdas. A parede medial ou parte esquerda do septo interatrial deriva do septum primum, mais fino do que o septum secundum, também mostra vestígios da primitiva passagem que existia na circulação fetal, a válvula do forame oval, uma prega em meia lua simples ou dupla situada no quadrante ântero-superior do septo (85%) por diante da fossa oval, e que em nosso meio é permeável em cerca de 25% dos casos (Wafae). ELEMENTOS COMUNS AOS VENTRÍCULOS DIREITO E ESQUERDO Os dois ventrículos possuem estruturas que são encontradas tanto no lado direito como no lado esquerdo, embora com as especificidades próprias de cada lado, são as trabéculas cárneas e as estruturas que compõem o aparelho valvar. As trabéculas cárneas são feixes musculares que se distribuem pelas paredes dos ventrículos, costuma-se classificá-las em 3 tipos: cristas, presas às paredes dos ventrículos em toda extensão; pontes, presas às paredes dos ventrículos apenas pelas extremidades e músculos papilares, presos às paredes dos ventrículos apenas por uma extremidade e ligados às cúspides pela outra extremidade. As trabéculas cárneas em conjunto orientam a corrente sangüínea para circular da via de entrada para a via de saída do ventrículo; aumentam a força de contração do ventrículo sem a necessidade de hipertrofiar ainda mais a parede ventricular e auxiliam na nutrição do miocárdio por serem revestidas de endocárdio. Aparelho valvar atrioventricular é o conjunto de estruturas que funcionam harmonicamente tornando possível a abertura e o fechamento do óstio atrioventricular de acordo com a fase do ciclo cardíaco. É constituído pelo anel fibroso, pelas cúspides, pelas cordas tendíneas e pelos músculos papilares. O anel fibroso de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagem faz parte do esqueleto fibroso, sustenta o óstio atrioventricular e em sua parte interna dá inserção às cúspides das valvas. As cúspides são membranas de tecido conjuntivo denso revestidas de endocárdio, possuem 2 faces: atrial e ventricular e 2 margens: a aderente se insere no anel fibroso e a livre que se aproxima das demais durante o fechamento do óstio. Para desempenhar sua função são necessárias mais de uma cúspide, ao conjunto delas damos o nome de valvas. Cordas tendíneas são filamentos de tecido conjuntivo tendíneo que prendem as cúspides aos músculos papilares ou à parede ventricular. Desta forma, contribuem para evitar a eversão das cúspides durante a sístole. Músculos papilares são trabéculas cárneas cônicas presas às paredes ventriculares pela parte inferior, mais larga, e as cúspides através de cordas tendíneas. Impedem a eversão das cúspides e tracionam o plano valvar em direção ao ápice durante a sístole ventricular. Além do óstio atrioventricular, os ventrículos possuem outro óstio através do qual o sangue é enviado para o interior das grandes artérias. Estes

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óstios são providos de valvas constituídas por válvulas, que são expansões de endocárdio com tecido fibroso, em forma de meia lua daí serem chamadas semilunares. São três válvulas para cada valva. As margens livres dessas válvulas, que se aproximam quando a valva fecha, denominam-se lúnulas e o espessamento que apresenta em seu ponto médio é o nódulo. Tudo indica que os três nódulos se imbricam ao se encontrarem durante o fechamento da valva, reforçando-o. O espaço entre a parede da artéria e a válvula denomina-se seio. VENTRÍCULO DIREITO A cavidade do ventrículo direito é mais ampla, porém suas paredes são menos espessas, cerca de um terço menor, que as paredes do ventrículo esquerdo. Funcionalmente, podemos dividi-lo em duas partes: uma pósteroinferior ou via de entrada próximo a valva atrioventricular direita e outra ânterosuperior ou via de saída, próximo à origem do tronco pulmonar. Limitando estas duas partes encontra-se o óstium bulbi formado por: crista supraventricular, trabécula septomarginal, músculo papilar anterior e parte da valva atrioventricular. A crista supraventricular é um volumoso feixe muscular situado na parte superior do ventrículo direito interposto entre as vias de entrada (óstio atrioventricular) e de saída (óstio do tronco pulmonar) é constante. Sua contração na sístole ajuda a direcionar o sangue para a via de saída. A trabécula septomarginal, outro feixe muscular bem desenvolvido, procede da parte medial do anel fibroso direito, entra na composição do septo muscular, e se prolonga formando uma ponte até o músculo papilar anterior e parede anterior. Citada, inicialmente, por Leonardo da Vinci em seus desenhos, a trabécula delimita em grande parte o ostium bulbi, sendo portanto importante no direcionamento do sangue para a via de saída, além de conduzir o ramo direito do complexo estimulante para as partes do ventrículo direito com as quais se relaciona. Aparelho valvar atrioventricular direito Anel fibroso tem em média um perímetro de 10,45 cm as variações de seu tamanho não se associam com o número de cúspides da valva nem com o número de músculos papilares. Embora tradicionalmente aceito que a valva atrioventricular direito possua três cúspides daí o nome tricúspide, pesquisas tem demonstrado que o número de cúspides é variável principalmente na metade lateral da valva. Wafae et alli utilizando critérios morfométricos e morfológicos encontraram de 2 até 6 cúspides nesta valva, sendo 3 e 4 os mais freqüentes. Denominam-se, septal, anterior e posterior nos casos com 3 cúspides. Podem ser encontradas pequenas cúspides comissurais entre as cúspides habituais. O ventrículo direito possui músculos papilares distribuídos pelas três paredes: anterior, posterior e septal, exceto na parede anterior na qual, com maior freqüência, encontramos um único músculo papilar, nas demais costuma-se encontrar mais de um músculo papilar. A parte lisa da via de saída denomina-se cone arterial onde encontramos além do músculo papilar septal, as três válvulas semilunares da valva do tronco pulmonar: anterior, direita e esquerda. VENTRÍCULO ESQUERDO É mais longo por ocupar área maior no ápice do coração e pela valva atrioventricular esquerda situar-se em nível mais alto e as paredes são mais espessas do que o ventrículo direito, sua cavidade tende mais para a forma

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Aparelho valvar atrioventricular esquerdo O anel fibroso esquerdo que delimita o óstio atrioventricular esquerdo é menor que o do lado direito. este ventrículo apresenta o óstio da aorta guarnecido por três válvulas semilunares: posterior. embora. A valva atrioventricular esquerda classicamente denominada de valva mitral ou bicúspide. O músculo papilar anterior se destaca da porção lateral da parede anterior. na realidade temos. sejam encontrados em número variável. apresenta na realidade. Os músculos papilares também variam em número.oval. O músculo papilar posterior origina-se na parte da parede posterior próximo ao septo. denominam-se músculo papilar anterior e músculo papilar posterior. são bem mais volumosos e maiores do que aqueles do ventrículo direito e suas situações no ventrículo costumam ser mais constantes. grupos de músculos papilares anteriores e grupos de músculos papilares posteriores. Além do óstio atrioventricular esquerdo. número variável de cúspides mas com maior freqüência são duas anterior e posterior. direita e esquerda.  roteiro prático do coração 1-Face esternocostal 2-Face esquerda 3-Face diafragmática 4-Sulco coronário 5-Ventrículo direito 6-Ventrículo esquerdo 7-Átrio direito 8-Átrio esquerdo 9-Aurícula direita 10-Aurícula esquerda 11-Veia cava superior 12-Veia cava inferior 13-Uma das veias pulmonares (4) 14-Aorta 15-Tronco pulmonar 16-Sulco interatrial 17-Margem direita 18-Ápice 19-Sulco interventricular anterior 20-Sulco interventricular posterior 21-Pericárdio fibroso 22-Lâmina visceral do pericárdio seroso 23-Lâmina parietal do pericárdio seroso 24-Miocárdio 25-Endocárdio 26-Trígono fibroso (direito e esquerdo) 27-Músculos pectíneos 28-Crista terminal 29-Fossa oval 30-Válvula do forame oval 82 . e as vias de entrada e de saída estão bem mais próximas separadas por uma septo fibroso. em geral.

Em seqüência a aorta descreve um arco para a esquerda e para trás é o arco da aorta. Os ramos arteriais podem ser terminais quando a artéria que originou os ramos deixa de existir e ramos colaterais quando a artéria que os originou continua presente. mediastinais e pericárdicas. esbranquiçadas. além do sentido da corrente: No vivo: pressão sangüínea maior. 4 a 5 ramos esofágicos. 9 pares de ramos intercostais posteriores e um par subcostal. A parte abdominal da aorta emite importantes ramos uns pares e outros impares nesta seqüência: frênica inferior (par). Artéria aorta A artéria aorta origina-se no ventrículo esquerdo. localização: sempre profundas. Diferenças com as veias. não possuem válvulas. o nível de separação é a passagem pelo hiato aórtico do diafragma. posição essa que irá manter até sua terminação no nível da 4ª vértebra lombar ao se dividir em artérias ilíacas comuns direita e esquerda e emitir a artéria sacral mediana. artéria carótida comum e artéria subclávia. cor é avermelhada . desta porção originam-se as artérias (da direita para a esquerda) tronco braquiocefálico. inicialmente apresenta trajeto ascendente. A seguir a aorta assume direção descendente colocando-se por diante da coluna vertebral. Portanto. Desta porção originam-se as artérias coronárias direita e esquerda. são vasos no interior dos quais o sentido do fluxo sangüíneo é centrífugo ou divergente em relação ao coração. No cadáver: vazias. e uma série de ramos inconstantes: frênicas superiores. Neste trajeto a parte descendente da aorta divide-se em: parte torácica da aorta e parte abdominal da aorta. tronco celíaco (ímpar). A parte torácica da aorta emite vários ramos de pequeno calibre: 2 a 3 ramos bronquiais. ligeiramente para a direita é a parte ascendente da aorta.31-Crista 32-Ponte 33-Músculo papilar 34-Crista supraventricular 35-Trabécula septomarginal 36-Valva atrioventricular direita (Tricúspide) 37-Valva atrioventricular esquerda (Mitral) 38-Cordas tendíneas 39-Septo interatrial 40-Septo interventricular 41-Válvula semilunar Principais Artérias Artérias: artérias são vasos que se originam nos ventrículos do coração através da artéria aorta e do tronco pulmonar e que se ramificando distribuem o sangue a todas as partes do corpo humano. 83 . No vivo e no cadáver: paredes mais resistentes. forma: regularmente cilíndrica. sua parede pulsa.

não emite ramos no pescoço. ligeiramente por trás da glândula tireóide. sobe por dentro do ramo da mandíbula até às proximidades da glândula parótida. olho e anexos Ramos principais: oftálmica. Eventualmente (+-8%) a tireóidea ima. Ramos: carótida externa e carótida interna Artéria carótida interna Origem: é ramo terminal mais lateral e posterior da artéria carótida comum. Artéria carótida comum Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. gonadal (par). Trajeto: coloca-se ao lado da traquéia e laringe. renal (par). contornando a traquéia. Órgãos irrigados: encéfalo. Trajeto. Parte ascendente da aorta Artérias coronárias direita e esquerda serão estudadas em aula específica. Arco da aorta Tronco braquiocefálico Origem: primeiro ramo do lado direito do arco da aorta. couro cabeludo. Terminação: No nível de um plano transversal passando pelo osso hióide divide-se em seus ramos terminais: carótida externa e carótida interna. facial (parte externa da face. faringe. etmoidais. mesentérica inferior (ímpar). cavernosa (no seio cavernoso) e cerebral nas proximidades da sela turca. estruturas nervosas.mesentérica superior (ímpar). Órgãos irrigados: como não emite ramos colaterais sua área de irrigação é o conjunto das áreas de irrigação de seus ramos terminais carótidas interna e externa. meninges. laringe). cerebral média Artéria carótida externa Origem: é ramo terminal mais medial e anterior da artéria carótida comum emite vários ramos para o pescoço e face. no lado esquerdo é o segundo ramo do arco da aorta. cerebral anterior. Terminação: atrás do ramo da mandíbula divide-se em artérias temporal superficial e maxilar. sobe em direção ao crânio no qual penetra pelo canal carótico. Terminação: após um trajeto de 5 a 7 cm emite seus ramos terminais: carótida comum direita e subclávia direita Trajeto: para cima. Terminação: próximo à sela turca emite seus ramos terminais: cerebral anterior e cerebral média. crânio Ramos principais: tireóidea superior (glândula tireóide. glândula 84 . lingual (língua. para a direita. meninges. petrosa (no canal carótico). soalho da boca). subclávia direita. Órgãos irrigados: é o conjunto dos órgãos de seus ramos terminais. Trajeto: apresenta 4 partes: cervical (no pescoço). face. lombares (pares). subclávia e carótida comum. supra-renal média (par). Órgãos irrigados: pescoço. Ramos: Carótida comum direita. medialmente à veia jugular interna e nervo vago.

o nervo mediano. pericárdio. tronco tireocervical . faringe) temporal superficial (parótida. ombro. membro superior Ramos principais: subescapular . parede e órgãos torácicos. Órgãos irrigados: membro superior Ramos principais: braquial profunda (principal artéria do braço) colaterais ulnar e radial. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar superficial que se une à artéria ulnar parar formar o arco palmar superficial. Ramos principais: vertebral (parte posterior do encéfalo e medula espinal). torácica interna (parede torácica. Órgãos irrigados: parede torácica.submandibular). Artéria radial: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. torácica lateral. traquéia. boca. pleura. membro superior. couro cabeludo. Terminação: margem inferior do músculo redondo menor Trajeto: passa pela axila por trás do músculo peitoral menor que a divide em três partes: primeira . carpal dorsal que se une 85 . ombro. Terminação: na margem lateral da primeira costela muda de nome para artéria axilar. Artéria subclávia: Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. orelha crânio) auricular posterior. segunda parte: atrás do músculo. Órgãos irrigados: Parte posterior do encéfalo.tireóidea inferior (glândula tireóide. pescoço. tronco costocervical . em ambos os lados dirige-se lateralmente por trás da clavícula. no lado esquerdo é o terceiro ramo do arco da aorta. esôfago). Terminação: região anterior do cotovelo ao emitir seus ramos terminais: ulnar e radial. laringe.intercostal suprema (parede torácica). tóraco-acromial (ombro). segunda atrás do músculo e terceira depois do músculo.circunflexa da escápula (ombro) toracodorsal (parede torácica). cervical ascendente (pescoço). medula espinal. cervical profunda (pescoço). e dos músculo esternocleidomastóideo e escaleno anterior formando um arco sobre a primeira costela por trás da veia subclávia. Trajeto: segue pela região braquial anterior desviada medialmente. Trajeto.antes do músculo. Artéria braquial: Origem: continuação da artéria axilar a partir da margem inferior do músculo redondo menor. no cotovelo ocupa o seu centro. occipital. que a acompanha. cervical transversa e supra-escapular (ombro). radial e ulnar. cruza por diante. dentes. e terceira parte: depois do músculo. circunflexa do úmero anterior e posterior. dorsal da escápula (ombro) Artéria axilar: Origem: continuação da artéria subclávia a partir da margem lateral da primeira costela. maxilar (parte interna da face. diafragma). Ao passar por trás do músculo escaleno anterior costuma ser dividida em três partes: primeira parte: antes do músculo.

carpal dorsal que se une com o ramo carpal dorsal da radial para formar a rede dorsal da mão e o arco palmar superficial que se une ao ramo palmar superficial da artéria radial.] Parte descendente da aorta Parte torácica da aorta Artérias bronquiais Origem: a artéria bronquial direita é de origem variável. Artéria ulnar: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. Órgãos irrigados: mão e antebraço Ramos principais: recorrente radial. carpal dorsal. arco palmar superficial. as artérias bronquiais esquerdas. geralmente duas são ramos diretos da parte torácica da aorta próximas ao brônquio esquerdo que acompanham Órgãos irrigados: brônquios. distalmente ao lado do nervo ulnar sob o músculo flexor ulnar do carpo. principal do polegar. carpal dorsal. arco palmar profundo. Trajeto: é lateral no antebraço. palmar superficial. Ramos principais: interóssea comum que se divide em interóssea anterior e interóssea posterior (principal artéria do antebraço). Arco palmar profundo Formação: artéria radial unida ao ramo palmar profundo da artéria ulnar .com o ramo carpal dorsal da ulnar para formar a rede dorsal da mão e arco palmar profundo que se une ao ramo palmar profundo da artéria ulnar. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar profundo que se une à artéria radial parar formar o arco palmar profundo. palmar profunda Arco palmar superficial Formação: artéria ulnar unida ao ramo palmar superficial da artéria radial Ramos: artéria digitais palmares comuns que originam as artérias digitais palmares próprias. pulmões e pleuras Terminação e trajeto penetram nos pulmões juntamente com os brônquios principais Ramos: subdividem-se no interior dos pulmões Artérias intercostais posteriores: Origem: destacam-se do contorno posterior da artéria aorta a partir do terceiro espaço intercostal. Trajeto: sobre o músculo flexor profundo dos dedos. Ramos: artérias metacarpais palmares Rede carpal dorsal Formação ramo carpal dorsal da artéria radial unida ao ramo carpal dorsal da artéria ulnar. sob o músculo braquiorradial e lateralmente ao flexor radial do carpo. Ramos: artéria metacarpais dorsais. são 9 pares 86 .

pâncreas. Ramos: gástrica esquerda. Artéria frênicas superiores são inconstantes. duodeno. Artéria gástrica esquerda: Origem: tronco celíaco Terminação: na curvatura menor do estômago emitindo ramos para o esôfago abdominal e para a curvatura menor do estômago Trajeto: de início ascendente até o cárdia e depois desce pela curvatura menor do estômago. a seguir cruzamos e se distribuem pela superfície inferior do diafragma. Ramos mediastinais: pequenos e vários que se destinam ao tecido conjuntivo frouxo e linfonodos. artéria esplênica e artéria hepática comum. é par Terminação: ramificando-se na cúpula diafragmática correspondente Trajeto: de início seguem os respectivos pilares do diafragma. estômago. Trajeto é curto de um a 2 cm dirige-se anteriormente é envolvido pelos nervos do plexo celíaco autônomo. glândula supra-renal Ramos: supra-renal superior e ramos diafragmáticos Tronco celíaco Origem: face anterior da aorta é impar Terminação: emite três ramos terminais: artéria gástrica esquerda. oblíquo em direção ao esôfago Órgão irrigado: esôfago Ramos pericárdicos: alguns ramos pequenos que se destinam ao pericárdio. Órgãos irrigados: esôfago abdominal. baço. Órgãos irrigados: esôfago abdominal e estômago Ramos: esofágicos e gástricos Artéria esplênica: Origem: tronco celíaco 87 . em número de 4 a 5 Terminação: no esôfago Trajeto: é muito curto. Trajeto: passam pelo sulco da costela na margem inferior da costela Órgãos irrigados: os espaços intercostais correspondentes Artérias esofágicas: Origem: destacam-se do contorno anterior da aorta. Órgão irrigado: músculo diafragma. vesícula biliar. esplênica e hepática comum. fígado. quando presentes destinam-se ao diafragma Parte abdominal da aorta Artéria frênica inferior: Origem: contorno lateral da aorta. pouco acima do tronco celíaco.Terminação: nos espaços intercostais dividem-se em ramos ventrais e dorsais.

pâncreas. Artéria hepática comum Origem: tronco celíaco Terminação: artéria hepática própria. cólica) cólica direita (saindo diretamente da mesentérica só em 20% das artérias) ramos ascendente e descendente. cólica média. ramos direito e esquerdo pancreaticoduodenal inferior. íleo. jejuno. Órgãos irrigados: duodeno. vesícula biliar e estômago Ramos: gástrica direita para a curvatura menor do estômago e cística ramo da hepática direita. 88 . pâncreas. gastromental esquerda. pancreática caudal. apendicular. pancreática magna. ileocólica e cólica direita para à direita e os demais para cima. estômago Ramos: pancreática dorsal. é par Terminação: na glândula supra-renal anastomosando-se com as supra-renais superior e inferior Trajeto: cruzam os pilares do diafragma em direção lateral Órgãos irrigados: glândula supra-renal Ramos: terminais na glândula Artéria mesentérica superior Origem: face anterior da aorta Terminação: ramos jejunais. vesícula biliar. estômago. ramos esplênicos. duodeno. cólica média. Ramos: Hepática própria e gastroduodenal Artéria hepática própria Origem: hepática comum Terminação: ramos hepática direita e hepática esquerda Trajeto: à esquerda do ducto colédoco Órgãos irrigados: fígado. lado direito do intestino grosso Ramos: jejunais e ileais de 12 a 17. duodeno e pâncreas Ramos: pancreaticoduodenal superior. cólica direita. ileais. ileal. ileocólica. Trajeto: descendente por trás da primeira porção do duodeno Órgãos irrigados: estômago. retroduodenal Artéria supra-renal média Origem: contorno lateral da aorta. gastromental direita. artéria gastroduodenal Trajeto: segue para a direita e para cima em direção ao fígado Órgãos irrigados: fígado. pâncreas. Trajeto: desce por trás do pâncreas entre a cabeça e o colo entra no mesentério onde emite seus ramos: jejunais e ileais para à esquerda. pela margem superior do pâncreas Órgãos irrigados: baço. pancreático duodenal inferior. ileocólica (2 cecais.Terminação: no hilo do baço Trajeto: segue para a esquerda. pancreática inferior. gástricas curtas. Artéria gastroduodenal Origem: hepática comum Terminação: gastromental direita para a curvatura maior do estômago e pancreaticoduodenal superior para o duodeno e cabeça do pâncreas.

de Rioland. cólica esquerda com ramos ascendente e descendente. ureter (cremaster. Artérias ilíacas comuns Origem: são ramos terminais da artéria aorta Terminação: ramos ilíacas interna e externa 89 . sigmóideas. supra-renal. espinais para a medula. interlobares. Terminação da aorta . ureter Ramos: supra renal inferior. ramos renais segmentares Artéria gonadal: (testicular ou ovárica de acordo com o sexo) Origem: face anterior da aorta é par e de pequeno calibre Terminação: testículo ou ovário de acordo com o sexo Trajeto: descendente. cólica média ramos da mesentérica superior anastomosam-se com as artérias cólica esquerda e sigmóideas da mesentérica inferior formando o arco justacólico (artéria marginal. entrando pelo hilo do rim atrás da veia renal Órgãos irrigados: rim. entram no ligamento suspensor do ovário ou no funículo espermático Órgãos irrigados: gônadas. cólica direita. de sua face posterior pouco antes de se dividir destaca-se um ramo mediano de diâmetro muito pequeno. de Drummond).Artéria renal: Origem: contorno lateral da aorta é par Terminação: no interior do rim divide-se em ramos segmentares. gônadas e genitais internos. interlobulares Trajeto: transversal. medula espinal Ramos: posteriores para o dorso. tuba uterina) Ramos: genitais externos. é a artéria sacral mediana. sigmóideas e cólica esquerda Trajeto: de início é descendente até dividir-se em seus ramos terminais Órgãos irrigados: lado esquerdo do intestino grosso. ureteres. reto Ramos: retal superior. Observação: As artérias ileocólica. Lombares: Origem: face posterior da aorta em geral 4 para cada lado Terminação: na parede posterior do abdome Trajeto: transversal correspondem as vértebras lombares Órgãos irrigados: parede abdominal posterior. sobre o músculo psoas maior.artéria ilíacas comuns direita e esquerda e sacral mediana Ao colocar-se por diante da quarta vértebra lombar a artéria aorta divide-se em seus dois ramos terminais as artérias ilíacas comuns direita e esquerda. Esta artéria destinava-se à cauda e quando o ser humano a perdeu. grande parte de seu comprimento regrediu permanecendo a pequena porção que se destina ao reto e provavelmente à parede sacral. musculares Mesentérica inferior Origem: lado esquerdo da aorta próximo à sua terminação Terminação: quando emite os ramos retal superior.

só os terminais: ilíacas interna e externa Ilíaca interna Origem: um dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: variável. circunflexa ilíaca profunda Femoral Origem: continuação da artéria ilíaca externa Terminação: ao sair do canal dos adutores passa se chamar poplítea Trajeto: Continuação da ilíaca externa a partir do ligamento inguinal. pudenda interna. desce pela região femoral anterior por diante da veia e penetra no canal dos adutores de onde sairá com o nome de poplítea Órgãos irrigados: membro inferior. partes dos genitais externos e parede abdominal Ramos: epigástrica superficial. sacral lateral Observações: A glútea superior e a glútea inferior apresentam trajeto paralelo de direção lateral. uterina. glútea inferior. circunflexa femoral lateral.Trajeto: divergem como se dirigissem aos membros inferiores (5 a 7 cm) entre as pelves menor e maior. a glútea superior é o primeiro ramo tão volumoso quanto a própria ilíaca interna. a obturatória atravessa junto com o nervo obturatório o músculo obturador interno. média e inferior do joelho e ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Tibial anterior Origem: divisão da poplítea na parte superior da perna 90 . descendente do joelho Poplítea Origem: continuação da femoral a partir do canal dos adutores na região genicular posterior Terminação: divide-se nos ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Trajeto: região genicular posterior ao lado da veia poplítea Órgãos irrigados: joelho. a pudenda interna é o ramo mais profundo. pudenda externa. a umbilical possui duas partes distintas: a patente até emitir a vesical superior e a oclusa que sobe pela parede anterior do abdome em direção ao umbigo. obturatória. membro inferior Ramos: epigástrica inferior. retal média. os ramos pudenda interna e glútea inferior Trajeto: dirige-se à pelve menor encostada à parede da pelve Órgãos irrigados: órgãos e paredes da pelve Ramos: glútea superior. circunflexa femoral medial. iliolombar. femoral profunda. circunflexa ilíaca superficial. perna e pé Ramos: superior. umbilical. Órgãos irrigados: correspondem ao conjunto de seus ramos terminais Ramos: geralmente não emitem ramos colaterais. vaginal. Ilíaca externa Origem: uma dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal continua como artéria femoral Trajeto: é a continuação da artéria ilíaca comum entre as pelves menor e maior Órgãos irrigados: parede abdominal. em geral. vesical inferior.

Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: musculares e dorsal do pé Dorsal do pé Origem: continuação da artéria tibial anterior no dorso do pé Terminação: continua como artéria arqueada Trajeto: entre os tendões dos extensores longos Órgãos: pé Ramos: arqueada de onde saem as artérias metatarsais dorsais e destas as digitais dorsais para os dedos Tibial posterior Origem: uma das divisões da artéria poplítea Terminação: ramos na planta do pé: plantar medial e plantar lateral Trajeto: de início sobre o tibial posterior no final margem medial do tendão do calcâneo Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: fibular. Artéria coronária esquerda 9. Parte descendente da aorta (abdominal) 5. Parte ascendente da aorta 2. plantar medial e plantar lateral Plantar lateral Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ao emitir o arco plantar profundo Trajeto: entre os músculos flexor curto dos dedos e quadrado plantar Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: arco plantar profundo de onde saem as artérias metatarsais plantares das quais se destacam as artérias digitais plantares e destas as artérias digitais plantares próprias. Plantar medial Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ramos digitais Trajeto: próximo ao músculo abdutor do hálux Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: superficial e profundo Roteiro prático: Artérias 1. Ramo interventricular posterior 8. Ramo interventricular anterior 10. Artéria coronária direita 6. Parte descendente da aorta (torácica0 4.Terminação: continua no dorso do pé com o nome de dorsal do pé Trajeto: de início entre os músculos tibial anterior e extensor longo dos dedos e depois entre os extensores longos dos dedos e do hálux. Ramo marginal direito 7. Tronco braquiocefálico 91 . Arco da aorta 3. Ramo circunflexo 11.

Artéria intercostal posterior 27. Artéria mesentérica inferior 39. Artéria frênica inferior 28. Artéria ilíaca comum 40. Artéria torácica interna 15. Tronco celíaco 29. Artéria ulnar 61. 53. Artéria fibular 55. Artéria poplítea 51. Artéria gonadal (testicular ou ovárica) 37. Artéria glútea inferior 45. Artéria carótida interna 21. Artéria hepática própria 33. Artéria subescapular 57. Artéria obturatória 47. Artéria renal 36. Artéria tireóidea superior 22. Artéria ilíaca interna 43. Artéria gástrica esquerda 30. Artéria subclávia 13. Artéria braquial 58. Artéria tibial anterior 52. Artéria dorsal do pé 48.12. Artéria vertebral 16. Artéria hepática comum 31. Artéria radial 60. Artéria carótida externa 20. Artéria temporal superficial 26. Artéria pudenda interna 46. Artéria sacral mediana 41. Artéria ilíaca externa 42. Artéria lingual 23.Artéria maxilar 25. Artéria femoral 49. Artéria tireóidea inferior 18. Tronco tireocervical 17. Artéria glútea superior 44. Artéria lombar 38. Artéria braquial profunda 59. Artéria gastroduodenal 34. Artéria carótida comum 14. Artéria femoral profunda 50. Artéria axilar 56. Artéria esplênica 32. Artéria tibial posterior 54. Artéria circunflexa da escápula 92 . Artéria mesentérica superior 35. Artéria cervical transversa 19. Artéria facial 24.

Artéria epigástrica inferior 66. Arco palmar superficial 93 . Artéria supra-escapular 64. Artéria toracodorsal 63. Artéria umbilical – parte oclusa 65.62.

94 .

couro cabeludo. Veias que drenam para a veia cava superior Cabeça Veias superficiais e profundas do encéfalo drenam para um tipo especial de vasos que são canais abertos na dura-máter chamados seios venosos. por isso parecem azuladas (cor escura do sangue em seu interior) e achatadas. Esses seios drenam o encéfalo. as meninges e o couro cabeludo. não pulsam e possuem válvulas ao longo de suas paredes.Principais veias Veias: são vasos que recolhem o sangue dos tecidos. As veias se diferenciam das artérias pela pressão sangüínea mais baixa. o sentido da corrente sangüínea é centrípeto em relação ao coração. orelha Terminação: une-se à veia retromandibular para formar a veia jugular externa Veia facial Localização: sulco nasogeniano Drenagem: estruturas superficiais da face Terminação: variável pode abrir-se na jugular interna ou na jugular externa Veia maxilar Localização: internamente ao ramo da mandíbula Drenagem: estruturas profundas da face Terminação: une-se à veia temporal superficial para formar a veia retromandibular 95 . reto e occipital juntam-se na confluência dos seios (altura da protuberância occipital interna do occipital) de onde saem lateralmente os seios transversos que percorrem os sulcos dos seios transversos do osso occipital na inserção da tenda do cerebelo seguem como seios sigmóideos recebendo os seios petrosos antes de chegar à fossa jugular onde terminam como veia jugular interna. confluem uns com outros até a formação das veias cavas através das quais o sangue é levado de volta ao coração. estão cheias de sangue e podem ser superficiais (usadas para aplicação de injeções) e profundas. Veia temporal superficial Localização: fossa temporal acima da orelha Drenagem: crânio. couro cabeludo Terminação: une-se à veia maxilar para formar a veia retromandibular Veia auricular posterior Localização: nuca. Portanto nas veias. frágeis e transparentes. Seio sagital superior na margem superior da foice do cérebro Seio sagital inferior na margem inferior da foice do cérebro Seio reto continuação do seio sagital inferior em direção posterior Seio occipital que percorre a foice do cerebelo Os seios sagital superior. atrás da orelha Drenagem: crânio. suas paredes são mais finas. o crânio.

atrás do manúbrio do esterno e cartilagens costais superiores Drenagem: cabeça. subclávia e jugular interna Terminação: une-se à veia braquiocefálica do outro lado para formar a veia cava superior. por trás do ramo da mandíbula Drenagem: conjunto das veias: temporal superficial. ombro Tributárias: jugular anterior. maxilar e facial Terminação: une-se à veia auricular posterior para formar a jugular externa Pescoço Veia jugular externa (veia superficial) Localização: cruza superficialmente o músculo esternocleidomastóideo Drenagem: face. pescoço Terminação: veia braquiocefálica Veia tireóidea inferior Localização: diante da traquéia Drenagem: glândula tireóide e demais estruturas inferiores do pescoço Terminação: veia braquiocefálica Parede torácica Veia torácica interna Formação: veias epigástrica superior e frênica Localização: ao lado do esterno Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais anteriores Terminação: veia braquiocefálica Veia braquiocefálica Localização: mediastino superior. tireóidea superior. faríngea Terminação: une-se à veia subclávia para formar a veia braquiocefálica Veia vertebral Localização: forames transversários da coluna cervical Drenagem: plexo venoso vertebral. encéfalo. pescoço. tireóidea média. Tórax Veia ázigo 96 . pescoço. tireóidea inferior. arco jugular. lingual.Veia retromandibular Localização: interior da glândula parótida. vertebral. pescoço. face Tributárias: facial. membro superior. cervical transversa Terminação: desemboca na junção das veias jugular interna e subclávia Veia jugular interna Localização: no pescoço lateralmente à artéria carótida comum e nervo vago Drenagem: crânio. crânio. parede torácica Tributárias: torácica interna. jugular externa.

parte inferior Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veia hemiázigo acessória Formação: a partir da 4ª veia intercostal posterior esquerda Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veias intercostais posteriores Localização: parte posterior do espaço intercostal. hemiázigo acessória Terminação: veia cava superior Veia hemiázigo Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado esquerdo Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral. no sulco das costelas Drenagem: parede torácica Terminação: veia ázigo (lado direito) veias hemiázigo e hemiázigo acessória (lado esquerdo) Veia bronquiais Localização: (2) brônquios Drenagem: brônquios e pulmões Terminação: ázigo (lado direito) hemiázigo (lado esquerdo) Veias subcostais Localização: sob a última costela Drenagem: parede abdominal Terminação: formam as veias ázigo e hemiázigo Esofágicas Localização: parede do esôfago (número variável) Drenagem: esôfago Terminação: veia ázigo Veia intercostal suprema Localização: 2 ou 3 espaços intercostais superiores Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais posteriores Terminação: ázigo e hemiázigo Membro Superior Veias superficiais do membro superior 97 . hemiázigo.Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado direito Localização parede torácica ao lado direito da coluna vertebral: Drenagem: parede e órgãos torácicos Tributárias: intercostais posteriores direitas.

em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. cotovelo e braço.Rede venosa dorsal da mão Localização: dorso da mão Drenagem: mão Terminação: forma a veia cefálica (lateralmente) e veia basílica (medialmente) Veia cefálica Formação: veias laterais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado lateral do antebraço. cotovelo e braço. sulco deltopeitoral Drenagem: lado lateral do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: aprofunda-se no sulco deltopeitoral e desemboca na veia axilar Veia basílica Formação: veias mediais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado medial do antebraço. Veias digitais palmares próprias Veias digitais palmares comuns Arco venoso palmar superficial Veiasmetacarpais palmares Arco venoso palmar profundo Veias metacarpais dorsais Veias ulnares Veias radiais Veias braquiais 98 . perfura a fáscia dois dedos acima do cotovelo Drenagem: lado medial do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: Após perfurar a fáscia no início do braço acompanha a veia braquial e se une a ela na axila para formar a veia axilar Veia intermédia do cotovelo Localização: região anterior do cotovelo unindo as veias basílica e cefálica. na intermédia do cotovelo. é muito variável Drenagem: é uma anastomose das veias cefálica e basílica Tributárias: veia intermédia do antebraço Terminação: unindo as veias basílica e cefálica pode ser em m ou transversal Veia intermédia do antebraço Localização: no centro da região antebraquial anterior Drenagem: superficial do antebraço Terminação: em geral. Veias profundas do membro superior As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham.

atrás da clavícula Drenagem: membro superior. sobe pelo centro da região posterior da perna. torácica lateral. passa por diante do maléolo medial sobe pelo lado medial da perna. epigástrica superficial. toracoepigástrica Terminação: margem lateral da primeira costela Veia subclávia Formação: continuação da veia axilar a partir da margem lateral da 1ª costela Localização: pescoço em trono da primeira costela. joelho e coxa Drenagem: membro inferior Tributárias: safena acessória. pudenda externa. membros superiores. tórax. arco jugular Terminação: junta-se à veia jugular interna formando a veia braquiocefálica Veia cava Superior Formação: união das duas veias braquiocefálicas direita e esquerda Localização: mediastino superior. por trás do maléolo lateral. parede torácica. ombros. circunflexa ilíaca superficial Terminação: veia femoral atravessando hiato safeno Veias profundas do membro inferior 99 .Veia axilar Localização: na axila Formação: união da veia braquial com a basílica Drenagem: membro superior e parede torácica Tributárias: subescapular. ombro. Tributárias: veias braquiocefálicas e ázigo Terminação: Átrio direito. Drenagem: pé Tributárias: várias sem nome definidos Terminação: em geral na veia poplítea no joelho Veia safena magna Formação: veia marginal medial da rede venosa dorsal Localização: lado medial do pé. Veias que drenam para a veia cava inferior Membro Inferior Veias superficiais do membro inferior Veias digitais dorsais Veias intercapitulares Rede venosa dorsal do pé Veia safena parva Formação: veia marginal lateral da rede venosa dorsal Localização: lado lateral do pé. pescoço Tributárias: jugular externa. lado direito Drenagem: Cabeça. pescoço.

safena magna Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal passa a se chamar ilíaca externa Veia ilíaca externa Formação: continuação da veia femoral a partir do ligamento inguinal Localização: entre a pelve menor e a pelve maior Drenagem: parede abdominal. pudenda interna. obturatória. circunflexa ilíaca profunda Terminação: ao se unir com a veia ilíaca interna no nível da articulação sacroilíaca forma a veia ilíaca comum Veia ilíaca interna Formação: reunião da veia glútea superior com o tronco da reunião das demais Localização: parede lateral da pelve menor Drenagem: alguns órgãos e parede da pelve Tributárias: glútea inferior.As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. membro inferior. glútea superior Terminação: une-se com a veia ilíaca externa para formar a veia ilíaca comum Veia ilíaca comum Formação: no nível da articulação sacroilíaca pela união das veias ilíacas interna e externa de cada lado 100 . genitais externos Tributárias: epigástrica inferior. uterina. circunflexa femoral lateral. retal média. vaginal. femoral profunda. Veias digitais plantares Veias metatarsais plantares Arco venoso plantar profundo Veias plantares mediais e laterais Veias tibiais posteriores Veias fibulares Veias tibiais anteriores Veia poplítea Formação: fossa poplítea pela reunião das fibulares. vesical. tibiais posteriores e tibiais anteriores Localização: região genicular posterior Drenagem: membro inferior Tributárias: veias do joelho Terminação: ao entrar no canal dos adutores sai como veia femoral Veia femoral Formação: continuação da veia poplítea a partir do canal dos adutores Localização: trígono femoral (anterior da coxa) Drenagem: membro inferior parte da parede abdominal e dos genitais externos Tributárias: circunflexa femoral medial.

duas.ligamento suspensor do ovário. gônada. Veias lombares (4 pares) Localização: região lombar Drenagem: músculos e parede da região lombar Tributárias: pequenas veias do dorso Terminação: veia cava inferior Veia gonadal (testicular ou ovárica) Formação: plexo pampiniforme .lado esquerdo: veia renal esquerda 101 . frênicas inferiores hepáticas Terminação: átrio direito após atravessar o diafragma pelo óstio da veia cava.lado esquerdo: rim ureteres. frênica inferior. ou duas fundidas em uma Terminação: junção das veias ilíacas comuns ou na ilíaca esquerda Veia cava inferior Formação: junção das veias ilíacas comuns direita e esquerda no nível da quinta vértebra lombar Localização: por diante da coluna vertebral à direita da artéria aorta Drenagem: membros inferiores. abdome abaixo do diafragma Tributárias: lombares. gonadal direita. supra-renal. Veia sacral mediana Formação: principalmente veia retal posterior Localização: face anterior do sacro Drenagem: reto parte da parede da pelve Tributárias: pode ser uma. psoas maior Drenagem: Gônadas e anexos Terminação: veia cava inferior no lado direito e veia renal esquerda no lado esquerdo Veia renal Formação: veias intra-renais Localização: pedículo renal por diante da artéria renal Drenagem: lado direito: rim. gonadal Terminação: veia cava inferior Veia supra-renal Formação: glândula supra-renal Localização: acima da veia renal Drenagem: glândula supra-renal Terminação: lado direito: veia cava inferior . pelve e parede abdominal Tributárias: sacral lateral. supra-renal direita. iliolombar e sacral mediana (esquerda) Terminação: unem-se para formar a veia cava inferior. lado esquerdo do diafragma Tributárias: lado esquerdo: supra-renal. ureteres . psoas maior Localização: funículo espermático.plexo ovárico . pelve.Localização: convergem uma em direção à outra para se encontrarem por diante da 5ª vértebra lombar Drenagem: membro inferior.

cística e paraumbilicais. cólica média. mas pode terminar na veia mesentérica superior ou na junção das veias mesentérica superior e esplênica. estômago. lado esquerdo colo (sigmóide. cólica esquerda Terminação: geralmente na veia esplênica. Veia porta Formação: no nível da segunda vértebra lombar. gastromental esquerda Terminação: une-se à veia mesentérica superior para formar a veia porta Veia mesentérica inferior Formação: veias do lado esquerdo do colo e do reto Localização: ao lado da artéria e depois ao lado do m.Veia frênica inferior Formação: diafragma Localização: superfície inferior das cúpulas do diafragma Drenagem: diafragma Terminação: lado direito na veia cava inferior . atrás do colo pâncreas e do duodeno. Terminação: une-se à veia esplênica para formar a veia porta Veia esplênica Formação: veias do baço em número de 5 a 7 Localização: margem superior do pâncreas Drenagem: baço. esplênica. esôfago abdominal Tributárias: mesentérica superior. gástrica esquerda. pâncreas e estômago Localização: mesentério Drenagem: intestino delgado. gástrica direita. pâncreas. Terminação: ramos direito e esquerdo no interior do fígado 102 .na veia renal Veia hepáticas Formação: no interior do fígado Localização: face diafragmática do fígado Drenagem: fígado Tributárias: veias dos lobos do fígado Terminação: veia cava inferior Veias que drenam para a veia porta Veia mesentérica superior Formação: veias do intestino delgado. ileais. mesentérica inferior. colo descendente flexura esquerda Tributárias: retal superior. pancreaticoduodenais. Intestino grosso. pancreáticas. pâncreas. lado direito do intestino grosso. cólica direita. estômago Tributárias: veias jejunais. ileocólica. gastromental direita. baço. psoas maior Drenagem: reto. intestino grosso. sigmóideas. pâncreas. na maioria das vezes pela união das veias mesentérica superior e esplênica Localização: omento menor atrás do ducto colédoco e artéria hepática própria Drenagem: Intestino delgado. gástricas curtas. umbigo.lado esquerdo . estômago Tributárias: veias pancreáticas.

Veia jugular interna 14. Veia axilar 9. Veia jugular externa 17. Veia basilica 4. Veia ulnar 7. Seio reto 12. Veia radial 6. Veia braquial 8. Veia braquiocefalica 19. Seio sagital superior 11. Veia subclavia 10. Veia tireóidea superior 16. Veia safena parva 103 .Veia gástrica esquerda Formação: curvatura menor do estômago e esôfago abdominal Localização: curvatura menor do estômago Drenagem: estômago e esôfago abdominal Tributárias: ramos venosos da curvatura menor e do esôfago abdominal Terminação: veia porta Gástrica direita Formação: curvatura menor do estômago Localização: omento menor Drenagem: estômago e duodeno Terminação: veia porta Veia cística Formação: vesícula biliar Localização: ao dado do ducto cístico Drenagem: vesícula biliar Terminação: ramo direito da veia porta Veias paraumbilicais (4) Formação: umbigo Localização: ligamento redondo Drenagem: umbigo Tributárias: parede abdominal em torno do umbigo Terminação: ramo esquerdo da veia porta Roteiro Prático: Principais Veias 1. Rede venosa dorsal do pé 22. Veia cefálica 3. Veia ázigos 20. Veia mediana do cotovelo 5. Seio transverso 13. Veia cava superior 21. Veia tireóidea inferior 18. Veia facial 15. Rede venosa dorsal da mão 2.

Veia tibial posterior 26. Veia circunflexa superficial do ílio 53. Veias intercostais posteriores 45. Veia ilíaca externa 29. Veia jugular anterior 46. Veia cava inferior 32. Seio sigmóideo 47. Veia porta 39. Veia sacral mediana 31. Veia ilíaca interna 30. Veia safena acessoria 55. Veia torácica interna 59. Veia interventricular posterior 44. Veia epigástrica superficial 52. Veia profunda da coxa 48. Veia mesenterica superior 37. Veias cardíacas anteriores 49. Veia gonadal 34. Veia hemiazigos 57. Veia maxilar 62. Seio coronário 41. Veia ilíaca comum 42. Veia tibial anterior 25. Veia esplenica 38. Veia hepatica 40. Veia retromandibular 104 . Veia femoral 28. Veia posterior do ventrículo esquerdo 51. Veia safena magna 24. Veia marginal esquerda 50. Veia renal 35. Veia temporal superficial 61. Veia mesenterica inferior 36. Veia fibular 56.23. Veia pudenda externa 54. Veias lombares 33. Veia poplítea 27. Veia hamiazigos acessoria 58. Veia interventricular anterior 43. Veia epigástrica inferior 60.

105 .

b.Defesa do organismo através de linfócitos. 106 .líquido chamado linfa a. Podem ser aferentes quando penetram em um linfonodo o que fazem por sua curvatura maior (convexidade) ou eferentes quando saem de um linfonodo que é feito pela curvatura menos (concavidade). formados pela reunião de vasos linfáticos.Drenagem do excesso de líquido do espaço intersticial. maturação ou transformação de linfócitos.Produção.Conteúdo . possuem as três camadas (íntima.SISTEMA LINFÁTICO Prof. plasmócitos e macrófagos d. Vasos Linfáticos: paredes mais finas do que as veias. Coletores Linfáticos: são os condutos de maior calibre formados pela reunião de troncos e vasos linfáticos e através deles a linfa é lançada nas grandes veias do pescoço.estruturas anexas ou interpostas ao continente. c. que é uma dilatação linfática situada por diante e do lado direito da segunda vértebra lombar formada pela reunião dos troncos: lombares direito e esquerdo e intestinal. filtração e anticorpos.Continente . Continente: São os condutores encarregados de recolher a linfa a partir dos espaços intercelulares nos tecidos e transportar e lançá-la nas grandes veias do pescoço. média e adventícia). e. e numerosas válvulas. Componentes: Capilar linfático: podem ser abertos na extremidade intersticial com fibras elásticas regulando a entrada da linfa ou fechados “em dedo de luva”. Pecquet 1651 (cisterna do quilo).Absorção e transporte de moléculas grandes de proteínas e gorduras. Constituição: a. Ducto torácico: Formação: na cisterna do quilo. b. Funções: a. Pré coletor: pequenos condutores interpostos entre a rede capilar de origem e os vasos linfáticos. Rede capilar de origem: é o entrecruzamento de capilares que estão anastomosados e imersos no espaço intersticial. Malpighi 1661 (capilares). Troncos Linfáticos: condutos de calibre maior. Nader Wafae Conceito É o conjunto de estruturas responsáveis pela formação e pelo transporte da linfa e pela defesa do nosso organismo mediante mecanismos imunológicos.Limpeza do interstício celular.conjunto de condutos de diferentes calibres. Histórico: Aselli 1622 (vasos linfáticos). No organismo humano existem 2 coletores linfáticos: o ducto torácico e o ducto linfático direito.Órgãos linfáticos .

cabeça e membro superior esquerdo. Linfonodos: São estruturas pequenas com a forma e o tamanho de feijão. o esôfago e a aorta. pela quantidade insignificante de hemácias e pelo número maior de linfócitos. no nível da 5a vértebra torácica. É de cor levemente amarelada ou transparente. em seguida passa por trás da artéria subclávia e da veia braquiocefálica esquerdas e já no lado esquerdo do pescoço recebe os troncos jugular e subclávio. cabeça e membro superior direito. de início no lado direito. dilata-se e forma o arco do ducto torácico. 107 . rim e pâncreas) e diafragmática (convexa. Baço: Está situado embaixo da cúpula esquerda do diafragma (hipocôndrio esquerdo). apresenta 2 faces: visceral (côncava. Ducto Linfático Direito: Formação: na base do lado direito do pescoço. colo. pescoço. A composição química da linfa é semelhante a do sangue. jugular e torácico do lado direito. Drenagem: lado direito do tórax. mas os elementos celulares são diferentes. Terminação: como arco do ducto torácico desemboca na junção das veias: subclávia e jugular interna do lado esquerdo. em relação com o diafragma). interpostos entre os vasos linfáticos. o timo. cruza a linha mediana e se coloca no lado esquerdo da coluna vertebral lateralmente ao esôfago. atravessa o diafragma através do hiato aórtico. Está constituído por dois lobos (direito e esquerdo). é irrigado pela artéria esplênica e drenado pela veia esplênica. relaciona-se com o estômago. pescoço.Trajeto: diante da coluna vertebral. Tributários: os troncos provenientes do tórax apresentam comportamento variável em relação ao ducto torácico. Timo: É órgão linfático situado no mediastino superior por diante da traquéia e acima do coração. Conteúdo O líquido que circula no interior dos condutos linfáticos é a linfa que procede do líquido intersticial assimilado pelos capilares linfáticos. as tonsilas e a medula óssea. são os linfonodos ou estão anexos como o baço. mais os lados esquerdos do tórax. dispostos em grupos de número variável porém de localização e distribuição constante pelo corpo. Trajeto: é muito curto (1 a 2 cm) Terminação: junção das veias subclávia e jugular interna do lado direito. pela reunião dos troncos subclávio. Órgãos linfáticos: Completando o sistema linfático temos estruturas macroscópicas que se intercalam entre os vasos linfáticos. posteriormente às inserções inferiores do músculo esternocleidomastóideo. faz exceção a linfa intestinal que é branca e leitosa pelo alto teor em gorduras e se chama quilo. Drenagem: os dois lados do corpo situados abaixo do diafragma. coloca-se entre a veia ázigo. Muito desenvolvido no recém nascido diminui de crescimento com a idade reduzindo-se a uma pequena quantidade vestigial a partir da puberdade.

vasos faciais Mandibulares. Nader Wafae Cabeça: Occipital .jugular anterior e traquéia Cervical Profundo .mm bucinador e masseter. tubárias.sulco deltopeitoral.interior da parótida Faciais .inserção do m.epicôndilo medial do úmero Deltopeitoral .embaixo da porção lateral da mandíbula Submentual . Tonsilas: Situadas principalmente no início dos sistemas respiratório e digestivo (onde serão estudadas) encontramos as tonsilas: faríngea.artéria torácica interna Intercostais .atrás da parte nasal da faringe Pescoço: Submandibular . peitoral menor Posterior: artéria subescapular Intermédio: centro da axila Medial: sob a clavícula Tórax: Parietais: Paraesternais .ao lado da coluna vertebral Frênicos Anteriores . Agrupamentos linfonodulares Prof. Dr. Apêndice vermiforme: O apêndice vermiforme do sistema digestório possui estruturas semelhantes aos linfonodos apenas se diferenciam por não possuir cápsula e são denominados nódulos linfáticos agregados.Médios e Posteriores Viscerais: 108 .profundamente ao ramo da mandíbula Linguais .veia jugular externa Cervical Anterior . veia cefálica Profundos: Axilares Lateral: veia axilar Anterior: borda lateral do m.veia jugular interna Membro Superior: Superficiais: Supra-troclear .soalho da boca Retrofaríngeo .trago Parotídeo . Cervical Superficial .inserção do m.Além das funções próprias do sistema linfático é também órgão hemocaterético (destruição de hemácias que completaram seus ciclos). palatinas e lingual formando o anel linfático da faringe (de Waldeyer). esternocleidomastóideo na mastóide Auricular .entre os ventres anteriores do músculo digástrico. trapézio Mastóideo .

veias braquiocefálicas Justaesofágicos .Timo 109 .Superficiais . Profundos . Ducto torácico 4. Arco do ducto torácico 5. Tonsila faríngea 9. Ducto linfático direito 6. internos e comuns Sacrais Viscerais: Pararretais Vesicais parauterinos.mediastino superior.Traqueobronquiais traqueais .ligamento inguinal. Tronco lombar 3. Tonsila palatina 10.Tonsila lingual 11.vasos epigástricos inferiores Viscerais: Gástricos: curvaturas maior e menor Hepáticos: hilo do fígado Esplênicos: artéria esplênica Mesentéricos superiores Mesentéricos inferiores Pancreáticos Pancreaticoduodenais Pilóricos Pelve: Parietais: Ilíacos .vasos femorais Roteiro Prático: Sistema Linfático 1.broncopulmonar e pulmonares Braquiocefálicos . Cisterna do quilo 2.esôfago e aorta descendente Abdome: Parietais: Aórticos: Laterais.bronquiais . paravaginais Membro Inferior Tibiais Anterior e posterior . Vaso linfático 8.vasos tibiais anterior e posterior Poplíteo .Baço 12. Linfonodo 7.Fossa poplítea Inguinais . Pré e Retroaórticos Lombares: direitos. esquerdos Epigástricos .externos.

continuar até a cruz do coração. contorna lateralmente o tronco pulmonar para se colocar no sulco interventricular anterior que percorrerá até o ápice. Nos demais casos com 3 e 4 ramos temos as artérias diagonais. descer pelo sulco interventricular posterior ou continuar pelo lado esquerdo do sulco coronário. Nader Wafae As artérias do coração procedem das artérias coronárias que mais freqüentemente são duas: artéria coronária direita e artéria coronária esquerda. contorna a margem direita e continua na parte posterior do sulco podendo terminar aí. Há relatos excepcionais na literatura de uma e até quatro coronárias As artérias coronárias se originam no início da parte ascendente da aorta em regiões chamadas seios da aorta situados entre as paredes da artéria e as partes livres das válvulas semilunares. sua terminação é variável: é considerada curta quando termina na face esquerda ou antes da cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. ou no terço final do sulco interventricular posterior.ARTÉRIAS DO CORAÇÃO Prof. após sua origem coloca-se no lado esquerdo do sulco coronário posteriormente à aurícula esquerda. coronário e interventricular posterior) é longa quando ultrapassa a cruz do coração (10%). do septo e em alguns outros pontos da parede anterior. Artéria circunflexa É o outro ramo terminal constante da artéria coronária esquerda. dividindo-se em dois ramos. três ramos ou quatro ramos. é única. ramos septais. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem no nível do ápice. Artéria interventricular anterior (descendente anterior) É um dos ramos terminais da artéria coronária esquerda. Seus ramos laterais distribuem-se pelas paredes dos ventrículos e os ramos septais penetram no septo. marginal esquerda e em 10% dos casos termina como artéria interventricular posterior. Dr. Logo após sua origem ocupa o lado direito do sulco coronário. Artéria coronária esquerda A artéria coronária esquerda origina-se no seio da aorta esquerdo. A artéria coronária direita apresenta ramos ventriculares anteriores para a parede anterior do ventrículo direito. a artéria coronária direita pode terminar na margem direita. Artéria coronária direita A artéria coronária direita origina-se no seio da aorta direito. Seus ramos são atriais e ventriculares. do ápice. podendo terminar em sua parte anterior. após curto trajeto. o ramo para o cone arterial. Seus ramos terminais são: interventricular anterior e circunflexa. ramos ventriculares posteriores para a parede posterior dos ventrículos. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem na região do cone arterial. geralmente é uma só mas pode ser dupla. Quando a coronária esquerda é a dominante. e da parede posterior e com a artéria interventricular anterior na parede anterior. Desta forma. ramos atriais entre os quais a artéria do nó 110 . a artéria marginal direita. ou em sua parte posterior. entre este e a face esquerda ou em plena face esquerda do coração. De início coloca-se superficialmente no sulco coronário para terminar. no cruzamento. entre a margem direita e o cruzamento dos septos. excepcionalmente seus ramos terminais podem se originar separadamente no mesmo seio. Seu comprimento varia de 2 a 40 mm.

no ápice. coronário e interventricular posterior) e constitui o ramo interventricular posterior. As anastomoses com ramos da artéria interventricular anterior ocorrem no cone arterial. Uma destas veias. entra no sulco coronário. Terminação: o seio coronário desemboca no átrio direito próximo à desembocadura da v. na metade inferior desse sulco ou no ápice. Assim a coronária direita é a dominante em 70 a 80% dos corações.sinoatrial (58%) e ramo para o nó atrioventricular (86%). em geral insuficiente. com ramos da artéria circunflexa. cava inferior e da cúspide septal da valva atrioventricular direita. na parede posterior do ventrículo esquerdo entre as veias marginal e interventricular posterior (cardíaca média). pelo centro da face esquerda. seu início é apontado de diversas maneiras pelos autores. VEIAS DO CORAÇÃO A drenagem venosa do coração é efetuada de três formas: Através do seio coronário: A maior veia do coração localiza-se na parte posterior e esquerda do sulco coronário. A veia interventricular anterior (cardíaca magna) que começa em torno do ápice do coração coloca-se no sulco interventricular anterior juntamente com a artéria interventricular anterior. 111 . situada na margem direita pode comportar-se como cardíaca anterior e desembocar diretamente no átrio ou percorrer o sulco coronário e terminar no seio coronário. a cardíaca parva ou pequena do coração. Há autores que colocam o início do seio coronário quando a veia cardíaca magna entra no sulco coronário. na parede posterior e face esquerda e entre as marginais. Artéria interventricular posterior (descendente posterior) A artéria interventricular posterior. Artéria dominante A identificação da artéria dominante no coração tem importante aplicação clínica. onde se observa a presença da válvula do seio coronário. em geral. Através das veias cardíacas anteriores: São pequenas veias no lado direito da face esternocostal em número de 3 a 4 que oriundas da parede anterior do ventrículo direito desembocam diretamente no átrio direito. na parede anterior. veia oblíqua do átrio esquerdo. caminha junto à artéria circunflexa até se unir à veia marginal esquerda que ascende. veia interventricular posterior (cardíaca média) no sulco interventricular posterior desemboca no seio coronário próximo ao seu término. a coronária esquerda através de seu ramo circunflexo é a dominante em 10% e nos restantes 10% a 20% há equilíbrio e dizemos que é do tipo balanceada. a mais natural é a que indica como origem o encontro das veias interventricular anterior (cardíaca magna) e marginal esquerda. vestígio da veia cardinal esquerda. e no ápice. emite ramos ventriculares posteriores e ramos septais. Tributárias: veia posterior do ventrículo esquerdo. As anastomoses com a artéria interventricular anterior ou com as marginais ocorrem no ápice. Aceita-se como artéria dominante entre as coronárias direita e esquerda àquela que ultrapassa a cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. é ramo terminal da artéria coronária direita em 90% dos casos. pode terminar na metade superior do sulco interventricular posterior.

Pertencem a esta fase as teorias: fogo vestal de Hipócrates. tivemos uma fase inicial na qual se considerava o aquecimento do coração como a origem e a dilatação cardíaca (diástole) como o movimento ativo.Através das veias cardíacas mínimas: São veias diminutas formadas nas paredes internas das 4 câmaras cardíacas e que desembocam na cavidade em cuja parede se encontram. do nó sinoatrial 10. a. do cone arterial 7.a. a. deu margem a que surgissem os defensores da teoria miogênica entre os quais Von Haller (1754) para o qual a distensão da fibra muscular devido ao enchimento da câmara cardíaca pelo sangue provocaria sua contração. mesmo depois de retirado do corpo e portanto com suas conexões com o sistema nervoso cortadas. cardíaca mínima COMPLEXO ESTIMULANTE DO CORAÇÃO Prof. circunflexa 4. Nader Wafae É o conjunto de estruturas responsáveis pela origem e pela condução do estímulo necessário para a contração do músculo cardíaco. marginal direita 8. a. a. v. demonstrando que o coração mantinha seus batimentos. a. O interesse em esclarecer a causa dos batimentos cardíacos motivou os pesquisadores desde a antigüidade. cardíaca média (interventricular posterior) 14. é provavelmente o primeiro a falar em teoria neurogênica. a. v. calor natural de Aristóteles pela presença da alma no coração. marginal esquerda 12. São melhor visíveis no átrio esquerdo pela paredes lisas que apresenta . cardíaca parva 16. cardíaca magna (interventricular anterior) 11. 112 . Diante das experiências em animais. marginal esquerda 5. interventricular anterior 3. v. ambas concordavam em que a sístole seria o movimento ativo. Assim. coronária esquerda 2-a. v. posterior do ventrículo esquerdo 13. Roteiro Prático sobre vascularização do coração 1-a. v. interventricular posterior 9. por algum tempo. Willis (1644) relaciona o funcionamento do coração com as demais vísceras dependentes do sistema nervoso autônomo. Dr. coronária direita 6. seio coronário 15. A segunda fase é científica e se caracteriza pelas controvérsias entre os que defendiam a teoria neurogênica pela qual a origem e a condução do estímulo seriam determinados pelo sistema nervoso e os adeptos da teoria miogênica que atribuía essas funções ao próprio músculo cardíaco. a força vital de Galeno e a reação química exotérmica de Silvius. v.

através de seus estudos embriológicos demonstrou que o coração já apresenta movimentos antes que qualquer fibra nervosa fosse encontrada no coração. oval. Keith & Flack (1907) estudando a região junto à desembocadura da veia cava superior no átrio direito conhecida por ultimus moriens por ser o último local do coração a parar de contrair descobrem o marcapasso do coração. Restava demonstrar como o estímulo originado no nó sinoatrial chegaria ao nó atrioventricular. pacemaker. Tawara (1906) descreve o nó atrioventricular na extremidade superior do feixe atrioventricular e os ramos direito e esquerdo na extremidade inferior. ferradura) Tamanho: comprimento (10-30mm) largura (1. a ligação entre as musculaturas do átrio e do ventrículo ao identificar o feixe atrioventricular de origem muscular que atravessava o trígono fibroso direito e unia as musculaturas. o nó sinoatrial. Descoberta a conexão e o tipo de célula muscular encontrada seguiu-se a identificação das demais estruturas do complexo estimulante. finalmente. . Mas o decisivo avanço contra a teoria neurogênica foi dado por His Jr.8-5mm) espessura (11. Irrigação: artéria do nó sinoatrial ramo da artéria coronária D (58%) ou da artéria coronária esquerda ou de seu ramo circunflexo (42%). Local: junção ântero-lateral da veia cava superior com o átrio direito no ponto de encontro de três linhas que passam pela margem lateral da veia cava superior. a origem dos estímulos. Forma: variável (fusiforme. A rede subendocárdica dispersa pelas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos já era conhecida desde Purkinge. pois se sabia que as musculaturas dos átrios e dos ventrículos eram independentes e as estruturas do esqueleto fibroso interpostas entre átrios e ventrículos não tinham capacidade para condução de estímulos. margem superior da aurícula direita e pelo sulco terminal (crista terminal) sob o pericárdio. passando do nó sinoatrial para as células comuns dos átrios até alcançar o nó atrioventricular quando então retomava o trajeto do sistema condutor especializado. mas em 1963. que em 1890.5mm) Cor: branco amarelado. três feixes do complexo estimulante ligando o nó sinoatrial ao nó atrioventricular e os denominou de feixes internodais. Condução interatrial e internodal Embora ainda haja controvérsias de como se realizaria essa propagação nos átrios o que mais se aceita é que seja feita através de feixes especiais de 113 . Lewis (1910) sugere que a condução atrioventricular se daria por propagação radial. Mahain já havia esclarecido em 1932 que a parte inicial do septo interventricular muscular era estimulado diretamente pelo feixe atrioventricular por fibras que levam o seu nome. Desta forma.A grande dificuldade para aceitar a teoria miogênica consistia em como explicar a seqüência de estimulação que passava dos átrios para os ventrículos. todos os eventos elétricos mostrados pelo eletrocardiograma estavam explicados anatomicamente. em 1893 descobre. nó de Keith & Flack). mediante dissecação e cortes histológicos seriados. Nó sinoatrial (marcapasso. o conceituado pesquisador James revelou ter encontrado. O mesmo His Jr.

Condução Ventricular Ramo direito do fascículo atrioventricular: Local: Lado direito do septo interventricular muscular.5 mm espessura 1. Irrigação: artéria coronária direita (90%). 114 . Feixe internodal médio: origina-se no nó sinoatrial passa por trás da desembocadura da veia cava superior. na maioria das vezes. São 3 feixes internodais: anterior. torna-se visível acompanhando a trabécula septomarginal. nó AV). passando depois entre o óstio do seio coronário e o óstio da veia cava inferior até alcançar o nó atrioventricular. largura 3 mm. quando se divide em dois feixes. rede de Purkinge). Forma: ovóide Tamanho: comprimento 5 mm. pelo óstio da veia cava inferior e pela inserção da cúspide septal da valva AV direita no anel fibroso. posterior e septais Ramo esquerdo do fascículo atrioventricular: Local: Lado esquerdo do septo interventricular muscular. Local: incluídos nas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos. é subendocárdico em toda sua extensão o que o torna visível. Vias acessórias como bases morfológicas da pré-excitação ventricular. Feixe internodal posterior: origina-se no nó sinoatrial. / Kent) Local: parte inferior e anterior do lado direito do septo interatrial. continua pela parede superior do átrio direito até encontrar o septo interatrial. Nó Atrioventricular (nó de Aschoff & Tawara. Forma: fita achatada Divisões: anterior e posterior. Forma: cordão Tamanho: comprimento 5-20 mm largura 2. Forma: cordão arredondado Divisões: ramos anterior. Local: parte inferior do lado direito do septo interatrial no centro de um triângulo formado pelo óstio do seio coronário. possivelmente septais e aórtico Ramos subendocárdicos (rede subendocárdica. Divisões: ramos direito e esquerdo. é possível encontrá-los também isolados formando falsas cordas tendíneas.5 mm. penetra na crista terminal que segue até o fim.tecido condutor contínuos ou descontínuos. cruza o seio entre as veias cavas e alcança o septo interatrial no qual se situa logo adiante da fossa oval seguindo até encontrar o nó atrioventricular. um se dirige ao átrio esquerdo e o outro segue pela parte mais anterior do septo interatrial até encontrar o nó atrioventricular. médio e posterior Feixe internodal anterior: origina-se no nó sinoatrial passa por diante da desembocadura da veia cava superior. em sua porção alta é intramuscular tornando-se subendocárdico a partir do terço médio do septo quando. feixe de His Jr. atravessa o trígono fibroso direito e em seguida ocupa a parte inferior e direita do septo interventricular membranáceo. às vezes. Fascículo Atrioventricular (feixe atrioventricular. espessura 1 mm.

Nas vênulas. existem diversos fatores que auxiliam o retorno venoso que isoladamente podem parecer de pequena grandeza e por isso devem ser considerados no local e no momento em que atuam colaborando no conjunto para a progressão do sangue. início do lado venoso a pressão encontra-se em torno de 12 mm. fascículo atrioventricular 4. Nader Wafae A circulação do sangue no lado arterial é facilitada por vários fatores: a) a força da contração do ventrículo. Estabelece-se assim um diferencial decrescente na circulação do sangue pois nas veias cavas a pressão do sangue é de 1 mm de Hg ou mesmo zero. É o resquício. A pressão arterial no arco da aorta que está em torno de 180 mm de Hg.VÁLVULAS: São expansões da camada interna das veias em direção à luz do vaso. As válvulas impedem o refluxo do sangue porque ao se encherem de sangue encostam na outra cúspide ou na parede do vaso e impedem o refluxo. Dr. d) além da gravidade que favorece a maior parte das artérias. 1. passa para 120 mm de Hg nas artérias menores. que empurra. ramo esquerdo do fascículo FATORES BIODINÂMICOS DA CIRCULAÇÃO VENOSA Prof. Assim sendo. o vestígio da pressão que tendo impulsionado o sangue no lado arterial ainda sobrou para dar o impulso inicial ao sangue no lado venoso.VIS A TERGO: Força que vem de trás. nó atrioventricular 3. ramo direito do fascículo 5. no lado venoso o sangue encontra dificuldades para retornar ao coração principalmente por ter que circular em sentido contrário ao da gravidade na maior parte das veias. Podem ser ostiais quando situadas na desembocadura de uma veia menor em outra maior ou parietais ao longo da parede veia. e para 32 mm de Hg nas arteríolas. 2. Roteiro prático de complexo estimulante do coração 1. nó sinoatrial 2. c) a musculatura das artérias menores estimuladas pela inervação autônoma. apresentam forma semilunar e cada uma de suas unidades podem ser chamadas de cúspides. Este valor é o vis a tergo. Quanto mais sofrem a 115 . No entanto.Possíveis desvios da propagação do estímulo no nível da junção atrioventricular contornando o nó atrioventricular e assim evitando sua ação provocando a aceleração dos batimentos (taquicardia) podem ser devidas a: aconexões atrioventriculares acessórias bconexões entre o nó sinoatrial e o fascículo atrioventricular . cby-pass entre o feixe internodal e o fascículo atrioventricular. b) a elasticidade da aorta e das artérias de maior calibre que distendidas durante a sístole voltam ao seu calibre durante a diástole mantendo a continuidade da corrente sangüínea também durante a diástole ventricular. mas também orientam a corrente sanguínea porque há veias cuja circulação é favorecida pela gravidade mas possuem válvulas.

bate na parede da veia que por ser fina cede e se transmite portanto ao sangue do seu interior movimentando-o já que a bainha é muito pouco distensível e este movimento do sangue só pode ocorrer no sentido permitido pelas válvulas. auxilia a circulação do sangue nas veias acima do coração. que suga o sangue para os átrios. Comparando-se a medida do diâmetro da perna de uma pessoa que permanece em pé durante determinado tempo e quando a mesma pessoa anda no mesmo tempo observaremos que o diâmetro diminui quando anda porque o movimento determinado pelas contrações musculares restringe a estase no líquido intersticial que aumenta o diâmetro. 5. apresenta-se aumentada às custas da transformação de tecido 116 .resistência da gravidade maior é o número de válvulas que apresentam.ANASTOMOSES ARTERÍOLO-VENULARES Há partes no corpo. o sangue nas arteríolas que se encontra sob pressão de 32 mm de Hg passa para as vênulas onde a pressão é muito menor e portanto recebe um impulso maior. em que arteríolas se comunicam diretamente com vênulas antes da rede capilar através de anastomoses que desviam a corrente sanguínea chamadas metarteríolas. 7.VIA A FRONTE: Força que vem da frente.GRAVIDADE A gravidade que dificulta o retorno do sangue nas veias situadas abaixo do coração. mas o que é importante é que os vasos são envolvidos por uma bainha comum de tecido conjuntivo que envolve artérias e veias em conjunto de modo que. As veias abdominais também recebem esta ação muscular através dos movimentos peristálticos.Durante a sístole ventricular o plano que passa pelas valvas atrioventriculares desloca-se em direção à ponta do coração distendendo os átrios que são fixos pelas veias cavas e pulmonares. quando a pulsação da artéria passa.MUSCULATURA LISA DA PAREDE DAS VEIAS Nos locais onde o demais fatores estão prejudicados. as veias apresentam uma adaptação na qual a musculatura lisa da túnica média que. principalmente na pele. 8. Desta forma. Essa distensão dos átrios exerce uma força de sucção sobre as veias próximas do coração.VIS A LATERALIS (pulsação das artérias): Significa a força que vem dos lados.a pressão negativa intratorácica durante a inspiração se transmite às paredes das veias atuando como uma força de sucção aspirando o sangue. De maneira que. É representado por dois fatores: 1. quando estes músculos contraem comprimem as veias impulsionando o sangue no sentido das válvulas.CONTRAÇÃO MUSCULAR: Parte das veias encontra-se situada profundamente. 4. As artérias de menor calibre são acompanhadas de duas veias que se colocam aos lados da artéria e as de maior calibre em geral são acompanhadas por uma artéria. 6. 2. em geral é discreta. 3. envolvida por músculos principalmente dos membros. Quando as válvulas tornam-se insuficientes podem desencadear a estase do sangue e até mesmo as varizes. As veias abdominais de grande calibre e as próximas do coração não apresentam válvulas.

9. da mesma forma que o sangue nas veias. A bradicardia sinusal pode ser observada em indivíduos atletas. As alterações de condução entre o átrio e o ventrículo podem localizar-se no nó atrioventricular. pois a musculatura lisa desse segmento impulsiona a linfa para o segmento seguinte que não reflui pela presença das válvulas que o limitam. vis a fronte. contrações dos músculos extrínsecos.mesenquimal compensando a falta de outros fatores. pulsação arterial. no fascículo atrioventricular (feixe de His) ou nos ramos 117 . Nas bradiarritmias a freqüência é inferior à normal (menos de 60 batimentos por minuto). Podem ser bradiarritimias ou taquiarritmias. São os distúrbios de formação ou de condução do estímulo produzindo alterações no ritmo e na freqüência cardíaca. É o que ocorre com o segmento da veia femoral situado no trígono femoral não envolvido por músculos. os bloqueios sino-atriais e parasinusais. Distúrbios sinusais estão localizados nó sinoatrial e podem ser: bradicardia sinusal. os fatores que mais auxiliam a circulação linfática são a substancial musculatura lisa de suas paredes e as numerosas válvulas. Biodinâmica da circulação linfática: A linfa. Doenças do sistema circulatório Arritmias. o líquido não podendo acumular no interstício porque a fáscia não cede é obrigado a entrar nos capilares e circular no interior das veias. vários fatores biodinâmicos que auxiliam o retorno venoso também o fazem para os linfáticos: vis a tergo. Esta seqüência de esvaziamento e de enchimento assemelha-se as fases do ciclo cardíaco de sístole e diástole e por isso foi chamado de coração venoso do pé descrito inicialmente por Lejars. Assim sendo. etc.CORAÇÃO VENOSO DO PÉ As veias da planta do pé são comprimidas quando pisamos durante a caminhada e o sangue dessas veias sobe para as veias da perna.FÁSCIA MUSCULAR A fáscia muscular que envolve os músculos é pouco distensível e assim funciona como uma meia compressiva que limita a estase de sangue nas veias ou o acúmulo de líquido no espaço intersticial. No entanto. quando levantamos o pé para dar o próximo passo essas veias se enchem de sangue que será deslocado na próxima pisada e assim sucessivamente. Desta forma. 10. enfrenta dificuldades para circular diante do obstáculo oferecido pela gravidade. O segmento compreendido entre dois conjuntos de válvulas subsequentes constitui o linfônio que é a unidade de movimento da circulação linfática.

A transmissão de uma freqüência atrial elevada ao ventrículo pode gerar sintomas de insuficiência cardíaca ou hipotensão arterial. apresenta-se. etc. alcoolismo. Na taquicardia atrial ou supraventricular a freqüência está acima de 130. as contrações são incompletas e de alta freqüência. obstrução do fluxo na saída do ventrículo direito. Taquicardia por via acessória (Wolff-Parkinson-White) ocorre quando a condução entre os átrios e os ventrículos realiza-se mediante uma via acessória (contornando o nó atrioventricular). As causas dependem de alterações na formação ou na condução do impulso. tela subcutânea e sistema nervoso central. No quadro clínico das taquicardias. Os fatores causais podem ser genéticos e ambientais: hereditariedade. comunicação interventricular. acavalamento da aorta sobre o septo com defeito e hipertrofia do ventrículo direito). idade materna. o paciente pode apresentar palpitações. em geral. Comunicação interatrial. exercício. persistência do canal arterial. Além do coração atinge articulações. febre. ventrículo único. altitude. transposição dos grandes vasos. Fibrilação atrial é arritmia na qual a atividade atrial está desorganizada. alterações cromossômicas. doenças maternas. estenose aórtica. que se transmite ao ventrículo de forma irregular. coartação da aorta. Pode verificar-se em situações de estresse. Na taquicardia sinusal a freqüência está alta mas o comando continua com o nó sinoatrial. tonturas. rubéola materna. são classificados em três graus de acordo com a gravidade. que produz desorganização da atividade ventricular e morte. Cardiopatia congênita Resulta de alterações do desenvolvimento intra-uterino do sistema circulatório. ansiedade. trata-se de uma síndrome de préexcitação Taquicardia ventricular é a que se inicia no ventrículo. Podem ser cianóticas e acianóticas. sensação de aceleração cardíaca. etc. Há o risco de formação de trombos e embolias. O paciente costuma apresentar palpitações irregulares e rápidas. estenose pulmonar. A incidência é 6 casos para mil nascidos vivos. Quadro clínico: atinge com maior freqüência a valva mitral e em seguida a valva da aorta levando à insuficiência valvar com aparecimento dos sopros 118 . hipotensão arterial e perda de consciência e pode ir até a insuficiência cardíaca. Os bloqueios atrioventriculares. hipotensão. como paroxística (aparece e desaparece repentinamente) gerada nos átrios ou no nó atrioventricular. A fibrilação ventricular é uma arritmia extremamente grave. tetralogia de Fallot (comunicação interventricular. teratógenos (talidomida). Doença reumática Doença inflamatória de caráter auto-imune secundária à infecção faríngea por estreptococo beta hemolítico do grupo A de Lancefield para o qual forma anticorpos.subendocárdicos (rede de Purkinje). É uma arritmia grave que pode gerar problemas hemodinâmicos e morte. Nas taquiarritmias a freqüência é superior a 100 batimentos por minuto.

etc. corticóides. transtornos tireóideos) e cardiovasculares (coartação da aorta. Hipertensão arterial Considera-se hipertenso o paciente que apresenta pressão sistólica acima de 140 mm/hg ou pressão diastólica acima de 90 mm/hg. distúrbios endócrinos (excessiva produção de mineralocorticóides. espasmo coronário e dissecação espontânea de uma artéria coronária são causas menos frequentes. sedentarismo. No quadro clínico o paciente apresenta dor torácica tipo angina de peito e sintomas neurovegetativos como: sudorese fria. insuficiência respiratória grave. acidente vascular encefálico. Insuficiência cardíaca É uma síndrome caracterizada pela incapacidade do coração em propiciar suprimento sanguíneo adequado para manter as necessidades metabólicas do organismo. antidepressivos. alterações graves dos vasos da retina que podem se tornar irreversíveis. estresse. No rim observa-se arteriosclerose das arteríolas aferentes e eferentes e do glomérulo com alterações da filtração glomerular e insuficiência renal. Insuficiência cardíaca e aumento da área cardíaca na radiografia aparecem posteriormente. Na maioria dos casos a causa é desconhecida (hipertensão essencial primária). total e prolongada. Em certos casos a hipertensão é secundária as enfermidades renais. antiinflamatórios. sudorese. náuseas e vômitos. Edema agudo do pulmão Forma grave e aguda de insuficiência cardíaca caracterizada pelo acúmulo anormal de líquidos no parênquima pulmonar. embora se reconheça a influencia de fatores hereditários e ambientais como dietas ricas sal e ácidos graxos polissaturados. encefalopatia hipertensiva. Embolia coronária. A trombose coronária que se segue à ruptura de uma placa ateroesclerótica é a causa mais freqüente. insuficiência cardíaca. etc.). etc. etc.característicos. É emergência e pode ser mortal se não tratada com rapidez. comprometendo os alvéolos e consequentemente o intercambio gasoso com hipoxemia. síndrome de Cushing. obesidade. com sensação de morte iminente. 119 . No sistema nervoso pode provocar cefaléia. ruptura cardíaca. determinando a necrose (morte celular) do músculo cardíaco dependente dessas artérias. É a mais grave das manifestações das síndromes coronárias agudas. A hipertensão é um importante fator de risco para a aterosclerose. insuficiência aórtica. No bulbo do olho. Infarto agudo do miocárdio É a oclusão aguda. Quadro clínico: paciente agitado ansioso membros pendentes. As complicações mais graves são: arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular). de uma ou varias artérias coronárias. elevado consumo de álcool. Pode apresentar tosse com expectoração espumosa e rosada.) ou ações de medicamentos (ciclosporinas. tabagismo.

secundária a um infarto do miocárdio ou ruptura valvar ou na forma crônica. A tuberculose é uma das principais causas de pericardite constritiva resulta da fibrose. Miocardite Doença inflamatória do miocárdio. que comprime ambos os ventrículos. Na miocardiopatia restritiva observa-se infiltração. Os sintomas são devidos à incapacidade do coração em dinamizar a circulação dos líquidos e a diminuição da irrigação sangüínea para o resto do organismo. Na miocardiopatia hipertrófica há aumento da rigidez secundária à hipertrofia ventricular. dor no lado direito do abdome (estase no fígado). Geralmente. hipertensão arterial. Geralmente. dispnéia noturna acompanhada de tosse (asma cardíaca). Quadro clínico: dispnéia (falta de ar) progressiva pelo acúmulo de líquidos no pulmão.As causas mais freqüentes são: síndrome coronária aguda. insuficiência renal. Miocardiopatia Doença primária do músculo cardíaco (miocárdio). valvopatias cardíacas. Pode apresentar-se em forma aguda. A causa mais freqüente é a infecção viral. Pode ser de vários tipos: A miocardiopatia dilatada apresenta dilatação das cavidades ventriculares e alteração da função sistólica (ejeção). embora possa também ser causada por reações de hipersensibilidade. formação de tecido de granulação e calcificação do pericárdio. processos auto-imunes. que se transforma em uma espécie de couraça rígida. O principal sintoma é a dor retroesternal. a tosse e o exercício e diminui ao inclinar a paciente para frente. Morte súbita cardíaca Geralmente. radiações ou fármacos. bactérias. observam-se sinais e sintomas de insuficiência cardíaca. definida como uma forma de morte natural. que caracteristicamente aumenta com a inspiração profunda. precedida de perda súbita de consciência. fibrose e hipertrofia do miocárdio ventricular. miocardiopatias. traumatismos. Pode ser idiopática ou causada por organismos infecciosos (vírus. 120 . edema de membros inferiores. Na miocardiopatia chagásica é comum o bloqueio de ramo direito e os sintomas de insuficiência ventricular direito. com alteração da função diastólica (relaxamento). inesperada no tempo e na forma de sua apresentação. A miocardite viral pode apresentar-se como uma miopericardite com predomínio dos sintomas de inflamação do pericárdio ou como miocardite isolada com sintomas de insuficiência cardíaca e arritmias. Pericardite É a inflamação do pericárdio. etc. impedindo seu correto enchimento na diástole. de causa cardiovascular. metástases. Também pode ser secundária ao infarto agudo do miocárdio. fungos ou parasitas). se produz em conseqüência de arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular) desencadeadas por cardiopatias isquêmicas.

Estenose valvar aórtica Diminuição da vazão ventricular esquerda por estreitamento na área da valva aórtica. que aparecem somente durante o esforço (angina crônica estável). mamário.Pode haver febre e dispnéia. Os mais encontrados são carcinomas brônquico. Outras causas podem ser: espasmo arterial. Habitualmente. até lesão severa e irreversível da parede ventricular (infarto agudo do miocárdio). Valvopatias Endocardite infecciosa É a Infecção do endocárdio. A localização mais freqüente é na valva atrioventricular esquerda (mitral). ombro e braço esquerdo. embolia ou aumento da demanda por hipertrofia do miocárdio. por microrganismos. 121 . Pode ocorrer em três níveis: na própria valva por fusão de seus folhetos em processos de cicatrização defeituosa. outros muito raros são o rabdomioma e o angiosarcoma. nódulos de Osler nos dedos. manchas de Roth na retina. No quadro clínico temos febre. sopro cardíaco e esplenomegalia. embolias. A causa mais freqüente é a ruptura de uma placa aterosclerótica das artérias coronárias. degenerativa ou calcificada. Podem apresentar ainda arritmias e bloqueios do complexo estimulante. linfomas. insuficiência cardíaca e arritmias. Angina de peito é a dor em opressão retrosternal da síndrome coronária aguda. etc. tamponamento cardíaco. Em qualquer dessas eventualidades há hipertrofia compensadora do ventrículo esquerdo. Os tumores secundários ou metastáticos podem ser assintomáticos ou produzir pericardite. geralmente valvar. e melanoma maligno. epigástrio ou no dorso que aumenta com os esforços e desaparece com repouso. síncope e dispnéia. abaixo e acima da valva. mas dependentes de drogas endovenosas verifica-se na valva atrioventricular direita (tricúspide). O mais freqüente é o mixoma proveniente do endocárdio do átrio esquerdo e não é metastático. pericardite ou insuficiência cardíaca. A diminuição de fornecimento de oxigênio (isquemia) produz desde alterações mínimas da função ventricular. Síndrome coronária aguda É a redução crítica do fluxo sanguíneo e portanto de oxigênio ao músculo cardíaco. o estreptococo é o mais freqüente. as causas se relacionam com alterações em nível valvar: congênita (valva bicúspide). Os sintomas mais importantes são: angina de peito. Tumor cardíaco Os tumores primários do coração são raríssimos porque as células musculares permanentes não se multiplicam e assim não apresentam a característica para se desenvolverem tumores. reumática. pode propagar-se para o pescoço. nos estreitamentos congênitos. Embora possa ser causada por qualquer germe.

e até edema agudo de pulmão e embolias de origem cardíaca. Em certos casos pode produzir dor torácica. sinal de Durozies – sopro na artéria femoral) Insuficiência valvar mitral É o fechamento incompleto da valva atrioventricular esquerda (mitral). Em determinadas ocasiões pode gerar insuficiência mitral. fraqueza muscular. com deslocamento de uma ou ambas as válvulas para o átrio na sístole. À medida que se reduz a área mitral. Valvopatia pulmonar A estenose do tronco pulmonar em geral é congênita. transcorre de forma assintomática. fadiga. em diástole. endocardites. edema de membros inferiores e anorexia. no quadro clínico predominam os sinais de congestão venosa. Insuficiência valvar aórtica É o fechamento incompleto da valva da aorta na diástole. Prolapso da valva mitral Ocorre por uma deficiente coaptação das válvulas da valva mitral. dispnéia paroxística noturna. que se dilatam. Este refluxo aumenta a pressão no ventrículo esquerdo dilatando-o. 122 . sobre tudo no sexo feminino. A causa mais freqüente é a febre reumática. se gera um gradiente de pressão diastólica entre o átrio e o ventrículo esquerdos produzindo um aumento de pressão no átrio esquerdo. sinais de congestão venosa e hipofluxo pulmonar. cardiopatias congênitas. assim ocorre refluxo do sangue da aorta para o ventrículo esquerdo. Assintomática durante anos pode apresentar: dispnéia progressiva. Esse volume regressa ao ventrículo esquerdo na diástole seguinte produzindo uma sobrecarga de volume. Observa-se muito frequentemente na população geral. palpitações. Em geral. Há aumento de pressão e hipertrofia ventricular. edema de membros inferiores. hemoptise. palpitações. Em conseqüência há refluxo do sangue para o átrio esquerdo. Quadro clínico: assintomática por muito tempo quando se complica com a insuficiência ventricular esquerda aparece dispnéia e alguns sinais decorrentes da diferença entre as pressões sistólica e distólica (sinal de Musset – movimentação da cabeça. Outras causas são: prolapso de valva mitral.Estenose mitral É a diminuição da área da valva atrioventricular esquerda (mitral) aberta. A causa mais freqüente é a febre reumática. dispnéia e perda de consciência. que se transmite de forma retrograda para o território venoso e capilar pulmonar (hipertensão pulmonar). tanto no átrio como no ventrículo esquerdo. sinal de Quincke – pulsação nas extremidades. tosse. O paciente apresenta dispnéia aos exercícios. A insuficiência pulmonar pode ser congênita ou secundária à dilatação do ventrículo direito na hipertensão pulmonar.

Dissecação da aorta A ruptura da camada íntima da aorta propicia a entrada do sangue na camada média. Esta patologia é devida à degeneração da camada média e o descolamento da íntima. O comprometimento da artéria carótida interna pode provocar um acidente isquêmico transitório ou um acidente vascular encefálico (ave). compressão das estruturas vizinhas ou dissecação e ruptura. A causa mais freqüente é a aterosclerose. alteração da função hepática. 123 . A deposição de colesterol. Aterosclerose Distúrbio das artérias caracterizado pelo endurecimento e espessamento de suas paredes. A placa pode se romper induzindo a formação de trombose. Dores nos membros inferiores ao se caminhar distâncias variáveis obrigando a parada é a manifestação da aterosclerose na circulação dos membros inferiores e denomina-se claudicação intermitente. Pode apresentar-se ao longo de toda a extensão da aorta. O linfedema pode ser congênito ou secundário causado por invasão cancerígena de vasos ou gânglios. esplenomegalia. em geral. conseqüentemente diminui o aporte de oxigênio e nutrientes ao tecido irrigado. cálcio. Com a ruptura da adventícia produz-se hemorragia maciça. extirpação cirúrgica ou irradiação no tratamento de certas neoplasias (câncer de mama) ou infecções (filariose). ascite e edemas nos membros inferiores. O crescimento da placa vai diminuindo a luz das artéria. É um processo crônico inflamatório que afeta a maioria das artérias. A insuficiência tricúspide pode ser funcional (secundária à dilatação do ventrículo direito) ou orgânica (seqüela de endocardite por febre reumática ou uso endovenoso de drogas). associada à febre reumática. A aterosclerose da circulação coronária é a principal causa de cardiopatia isquêmica e infarto agudo do miocárdio.Valvopatia tricúspide A estenose é rara. hepática e edema nos membros inferiores. Aneurisma da aorta Dilatação anormal (maior de 50%) da aorta. São atingidas as três camadas da parede arterial e pode complicar-se com trombose e embolismo. No quadro clínico temos: hepatomegalia. macrófagos e a formação do processo inflamatório completam a placa aterosclerótica. Há sobrecarga de volume nas cavidades direitas e assim predominam os sintomas de congestão venosa sistêmica. embora a maioria localiza-se na parte abdominal da aorta próximo à bifurcação. separando a íntima da média e formando um canal de sangue dentro da parede da aorta. O obstáculo ao esvaziamento do átrio direito sobrecarrega às veias cavas superior e inferior produzindo congestão jugular. Linfedema Edema (inchaço) decorrente da obstrução de linfáticos. Ocorre com mais freqüência nos membros inferiores.

Podem ser primárias. gravidez. Há dor. ou secundarias por incompetência das válvulas nas veias comunicantes ou perfurantes que comunicam as veias superficiais às veias profundas. Obstrução arterial crônica Causada principalmente pela aterosclerose e pela tromboangeite obliterante que levam à obstrução arterial após evolução relativamente longa. em geral. Habitualmente. Existem fatores que predispõem à trombose venosa. Fenômeno de Raynaud é o quadro clínico de palidez e cianose intermitente especialmente nos dedos. Varizes Veias superficiais permanentemente dilatadas e tortuosas. Moléstia de Raynaud Distúrbio vascular funcional de vasoespasmos de etiologia desconhecida caracterizada por episódios recorrentes de palidez e cianose seguida de rubor dos dedos secundários à exposição ao frio ou emoções intensas. palidez e desaparecimento da pulsação. imobilização prolongada. Trombose venosa profunda Formação e desenvolvimento de um trombo produzindo obstrução parcial ou total das veias profundas. esfriamento.Obstrução arterial aguda Interrupção brusca do fluxo arterial geralmente causada por embolismo ou trombose. 124 . É mais freqüente nas mãos. Os êmbolos. são trombos de origem cardíaca. Componentes familiar e profissional podem estar presentes. pós-operatório. se localiza na região femoropoplítea (artérias femoral e poplítea). em pacientes com fibrilação atrial ou outra patologia cardíaca embolígena. ou neoplasias. por debilidade congênita da parede. Ocorrem com freqüência nos membros inferiores. tronco tibiofibular ou aortoilíaca. A complicação mais grave é a migração do trombo e embolia pulmonar.

A cartilagem é a própria cartilagem do septo nasal que se interpõe entre lâmina perpendicular do etmóide e o vômer. o vômer (septo ósseo). internamente das narinas até uma prega oblíqua. Vias aéreas superiores Nariz: Externamente o esqueleto do nariz é formado por ossos e cartilagens. em cima. lateralmente). revestidos por mucosa olfatória superiormente e respiratória inferiormente. Cavidade nasal: Internamente o esqueleto da cavidade nasal também é formado por ossos e cartilagens. Partes: vias aéreas (superiores: nariz. Os ossos são: parte nasal do osso frontal. Partes externas: raiz é o ponto de implantação do nariz na face. os orifícios contornados pelas asas do nariz e parcialmente cobertas pelas vibrissas (pêlos) e separadas pela cartilagem do septo nasal. lâmina perpendicular do etmóide e vômer. Limites: O limite anterior corresponde a prega limiar do nariz e o limite posterior é um orifício chamado coano que separa a cavidade nasal da parte nasal da faringe. no centro e as conchas superior e média. Dr. ossos nasais e processos frontais da maxila que delimitam a abertura piriforme. Os ossos são: partes do osso etmóide: (lâmina cribriforme. revestidos por mucosa olfatória. Partes internas: vestíbulo do nariz é a área que se estende.SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof. As cartilagens são: cartilagem do septo nasal com seus prolongamentos no dorso do nariz. parte do esfenóide. Parede lateral: apresenta as seguintes estruturas de cima para baixo: • recesso esfenoetmoidal com a abertura do seio esfenoidal • concha nasal superior que pertence ao osso etmóide 125 . Soalho: palato duro (processo palatino da maxila e lâmina horizontal do palatino) e palato mole revestidos por mucosa respiratória. os processos laterais que dão continuidade aos ossos nasais. cavidade nasal. fornece oxigênio para ser distribuído as células e elimina o gás carbônico resultante da atividade celular. o limiar do nariz. Parede medial: divisão mediana da cavidade em duas metades pelo septo nasal constituído por: cartilagem do septo. Tem atuação ativa na fonação. a concha nasal inferior. narinas. dorso é o contorno superior. seios paranasais. ápice é a extremidade anterior do dorso. maxila e palatino (estes dois últimos formando o palato duro). Nader Wafae É o conjunto de órgãos responsáveis pelo transporte de gases e pelas trocas gasosas entre nosso corpo e o meio ambiente. partes nasal e oral da faringe e laringe. Conformação da cavidade nasal: Teto: Lâmina cribriforme do etmóide. inferiores: traquéia e brônquios) e parte respiratória (pulmões e pleuras). lâmina perpendicular. as cartilagens alares maiores que formam os contornos das narinas e um número variável de cartilagens alares menores ocupando os espaços entre as cartilagens principais. formando o septo nasal.

etmóide. Paredes: Parede superior: tonsila faríngea (adenóide) é um dos órgãos linfáticos de proteção imunológica. Divisões da cavidade nasal: Região olfatória: reveste o teto da cavidade nasal. este sulco prolonga-se anteriormente e superiormente com o nome de infundíbulo etmoidal onde se encontra a abertura do seio frontal concha nasal inferior é um osso isolado meato nasal inferior com a abertura do ducto lacrimonasal que é a comunicação com a órbita através do saco lacrimal. Os músculos que formam essas pregas levantam o palato ou a própria faringe na deglutição impedindo o refluxo do alimento para a cavidade nasal. atrás do óstio está a prega salpingofaríngea que contém o músculo salpingofaríngeo e embaixo do óstio encontra-se o toro do levantador que contém o músculo levantador do véu palatino. a umidade e filtrar o ar inspirado. tornar mais leve a cabeça e possivelmente funcionam também como caixa de ressonância para a produção da voz. Parede posterior: recesso faríngeo que pode conter uma pequena tonsila tubária. envolvido pela concha nasal superior contém a abertura da parte posterior do seio etmoidal concha nasal média que pertence ao osso etmóide meato nasal médio. palato mole e parede posterior da faringe) que a separa da parte oral da faringe . Limites: anterior – coano. parte das conchas nasais superiores e parte superior do septo. Funções: regular a temperatura. Acima do óstio encontra-se uma cartilagem chamada toro tubário para inserção musculares. inferior .• • • • • meato nasal superior. Parte nasal da faringe: situada atrás da cavidade nasal. 126 . Denominações: Seio frontal. Parede lateral: contém as seguintes estruturas: óstio faríngeo da tuba auditiva que é a comunicação com a orelha média para equilibrar a pressão sobre a membrana timpânica. um sulco em forma de meia lua embaixo da bolha. Região respiratória: reveste o restante Seios paranasais: Conceito: são cavidades no interior dos ossos: maxila. seio maxilar. seio esfenoidal e seio etmoidal. este último formado por um conjunto de pequenas cavidades chamadas células etmoidais anteriores e posteriores (suas aberturas já foram vistas na parede lateral da cavidade nasal). na frente do óstio está a prega salpingopalatina que contém o músculo salpingopalatino. proteger contra infecções. esfenóide e frontal que se comunicam com a cavidade nasal. Quando essa mucosa inflama constitui a sinusite. o hiato semilunar. contém ar e são revestidos por mucosa similar à mucosa respiratória da cavidade nasal. o qual contém a abertura do seio maxilar. envolvido pela concha nasal média contém: uma elevação redonda cheia de ar a bolha etmoidal com a abertura da parte anterior do seio etmoidal.istmo da garganta (formado por: arco palatofaríngeo.

é par e se articulam com a margem superior da cartilagem cricóidea. Cartilagem Tireóidea: em forma de escudo. entre a faringe e a traquéia. situam-se portanto atrás da cartilagem tireóidea. corniculada e cuneiforme. são importantes principalmente na fonação. (entre a cartilagem tireóidea e o osso hióide) com espessamento no centro (ligamento tireo-hióideo mediano) e nas laterais (ligamentos tireo-hióideos laterais) . Cavidade da laringe: É revestida por mucosa e divide-se em 3 partes: Superior ou Vestíbulo: vai do ádito da laringe (margem que delimita a entrada da laringe) à prega vestibular (falsa corda vocal). será estudada com o sistema digestório. Internos: membrana quadrangular (da prega ariepiglótica ao ligamento vestibular) . ligamento cricotraqueal (entre a cartilagem cricóidea e a traquéia). Cartilagem Cricóidea: é inferior à cartilagem tireóidea. Cartilagem Corniculada. a cartilagem apresenta 4 prolongamentos: 2 cornos superiores e dois cornos inferiores. Ligamentos: contribuem para manter o esqueleto da laringe. Laringe: Conceito: é um tubo constituído por cartilagens. Cartilagem Aritenóidea: em forma triangular. Está constituída. mais saliente nos homens. estão sobre as cartilagens aritenóideas. Posterioremente. a superior projeta-se para frente como proeminência laríngea. e a cuneiforme. Sua margem inferior é o limite com a traquéia. Cartilagem Epiglótica: em forma de folha. ligando as cartilagens entre si e estas aos órgãos vizinhos. A corniculada situa-se no ápice da cartilagem aritenóidea. cricóidea e epiglótica e 3 pares: aritenóidea. 127 . a parte larga para cima e a parte afunilada chamada pecíolo para baixo.Parte oral da faringe: é a parte da faringe que continua a parte nasal e sendo comum aos sistemas: respiratório e digestório. ligamentos. músculos e revestida de mucosa situado por diante da coluna vertebral cervical. anteriormente por: duas lâminas direita e esquerda com incisuras medianas (incisuras tireóideas superior e inferior). ao seu lado. é anterior e a maior delas. ligamento vocal (internamente à prega vocal). Importante na deglutição quando a laringe se eleva e sua abertura é ocluída por ela. cone elástico (da cartilagem cricóidea ao ligamento vocal). em forma de anel com a lâmina posterior e o arco anterior. Cartilagem Cuneiforme: ambas pares. ligamento cricotireóideo. podem ser: Externos: membrana tireo-hióidea. (entre as cartilagens tireóidea e cricóidea). ligamento vestibular (internamente à prega vestibular). Cartilagens: 3 ímpares: tireóidea. Além da função respiratória é o órgão da fonação e auxiliar na deglutição. são pequenas e de menor expressão funcional.

recesso esfenoetmoidal 128 .situado sobre as cartilagens aritenóideas. interrompidos na parte de trás e ligados entre si pelos ligamentos anulares. o espaço em forma de sulco entre as pregas vestibular e vocal do mesmo lado. nesta parte observamos o ventrículo. tem cerca de 15 cm e se estende até a sexta vértebra torácica quando se divide. Situa-se. Irrigação: artérias tireóideas superior e inferior Vias aéreas inferiores Traquéia: é um tubo formado por cerca de 16 arcos de cartilagem sobrepostos.Média ou Glote: vai da prega vestibular à prega vocal (verdadeira corda vocal). parte no pescoço (porção cervical) e parte no tórax (porção torácica).situados posteriormente sobre a lâmina da cartilagem cricóidea Grupo C .lâmina perpendicular do osso etmóide 10 . Rima da glote é o espaço entre as duas pregas vocais. este situado no interior da prega vocal.coano 8. É continuação da laringe. Inferior ou infraglótica: vai da prega vocal à margem inferior da cartilagem cricóidea Músculos: Grupo A . Rima do vestíbulo é o espaço entre as duas pregas vestibulares.  Roteiro prático do Sistema Respiratório (1ª parte a identificar) Nariz 1-raiz 2-dorso 3-cartilagem do septo e processos laterais 4-cartilagem alar maior Cavidade nasal 5.músculos que afastam as pregas vocais (abdução) e portanto respiratórios: cricoaritenóideo posterior . as cartilagens traqueais. Internamente no nível da bifurcação da traquéia encontramos uma crista mediana chamada carina da traquéia que separa os brônquios principais direito e esquerdo e orienta a corrente de ar para ambos os brônquios. sobre as cartilagens tireóidea e cricóidea e músculo vocal. Grupo B . (bifurcação da traquéia) nos brônquios principais direito e esquerdo. Inervação: nervos laríngeos inferiores (recorrentes) ramos do nervo vago. tireoaritenóideo e cricoaritenóideo lateral situados lateralmente sob as lâminas da cartilagem tireóidea. em cada lado.vestíbulo do nariz 6.Músculos que distendem a prega vocal (tensores): cricotireóideo situado anteriormente.músculos que aproximam as pregas vocais (adução) e portanto são fonadores: aritenóideos (oblíquo e transverso) . portanto.vômer 9.limiar do nariz 7.

11.hiato semilunar 17.meato nasal superior 13.meato nasal inferior (com ducto lacrimonasal) Parte nasal da faringe 20 tonsila faríngea 21 óstio faríngeo da tuba auditiva 22 recesso faríngeo 23 toro tubário 24 prega salpingopalatina 25 prega salpingofaríngea 26 toro do levantador Seios paranasais 27 seio frontal 28 seio maxilar 29 seio etmoidal 30 seio esfenoidal Laringe 31 proeminência laríngea 32 cartilagem tireóidea (lâmina) 33 cartilagem tireóidea (corno) 34 cartilagem cricóidea 35 cartilagem epiglótica 36 cartilagem aritenóidea 37 ádito da laringe 38 vestíbulo da laringe 39 prega vestibular 40 prega vocal 41 ventrículo 42 músculo cricotireóideo 43 músculo cricoaritenóideo posterior 44 músculos aritenóideos (oblíquo e transverso) 45 músculos cricoaritenóideo lateral e tireoaritenóideo (juntos) Traquéia 46 cartilagem traqueal 47 ligamento anular 48 carina da traquéia Anatomia Funcional da Laringe 129 .infundíbulo etmoidal 18.bolha etmoidal 16.meato nasal médio 15.concha nasal superior 12.concha nasal média 14.concha nasal inferior 19.

mais vertical e mais grosso que o brônquio principal esquerdo que é mais longo. b) pregas vestibulares. b) pregas vestibulares Simultaneamente o corpo adiposo pré-epiglótico é empurrado para trás causando a aproximação e fechamento das pregas vestibulares. Diferenças: O brônquio principal direito é mais curto. A laringe é o nosso órgão fonador responsável pela emissão dos sons e se assemelha a um instrumento de sopro ou daqueles quer funcionam com foles. c) pregas vocais Durante a deglutição os músculos adutores aproximam as pregas vocais completando o terceiro esfíncter de fechamento. Ela desempenha essa função através do fechamento em três níveis: a) epiglote. Essa vibração se exterioriza através de sons. É evidente que não estando participando da deglutição ou da fonação a laringe com as pregas vocais abduzidas ou afastadas permite a livre passagem do ar atuando como via da respiração. produz a vibração das mesmas. o ventrículo da laringe semelhante ao boquim ou lingüeta dos instrumentos de sopro e os diferentes espaços da via aérea atuando como caixa de ressonância. a) epiglote Durante a deglutição a laringe é elevada principalmente pelos músculos suprahióideos. Também desempenham funções no papel fonador. Por causa dessas diferenças é mais comum que corpos estranhos que entram na via aérea. da mesma forma que a traquéia são tubos com arcos de cartilagem. Brônquios principais: Os brônquios principais resultam da divisão da traquéia no nível da 6ª vértebra torácica. 130 . predominantemente. O músculos cricotireóideo ao se contrair modifica o ângulo entre as cartilagens cricóidea e tireóidea distendendo e aumentando as pregas vocais. mais horizontal e mais fino. c) pregas vocais. A adução ou aproximação das pregas vocais é determinada pelos músculos: tireoaritenóideo poderoso adutor. aritenóideos que aproximam as partes posteriores das pregas vocais e cricoaritenóideo lateral que giram as cartilagens aritenóideas levando as pregas vocais medialmente. se alojem no lado direito.A laringe é um órgão auxiliar da deglutição porque ao proteger a via respiratória impedindo que alimentos e líquidos ingeridos entrem nessa via está colaborando para que esses elementos se dirijam efetivamente para os órgãos do sistema digestório a que se destinam. além disso a epiglote abaixa pela ação da base da língua e suas margens se aproximam das pregas ariepiglóticas as quais delimitam a entrada da laringe reduzindo o seu espaço. com a conseqüente elevação da epiglote o alimento é desviado em direção ao esôfago. são dois: direito e esquerdo. O ar expirado proveniente dos pulmões ao encontrar as pregas vocais em adução. entram pelo hilo do pulmão e ramificam-se no interior do pulmão formando a árvore bronquial. isto é próximas uma da outra. Neste caso mecanismos reflexos regulam a coordenação entre a laringe e o diafragma.

mais largo. além da incisura cardíaca em sua margem anterior Diferenças Pulmão direito: mais pesado. No local do lobo médio. maior de todas está voltada para as costelas que deixam suas impressões nessa face. posterior. são: 3 no lado direito brônquios lobar superior. o pulmão esquerdo apresenta um prolongamento chamado língula do pulmão esquerdo. São 10 no pulmão direito sendo 3 no lobo superior (apical. medial e lateral). a mediastinal. 3 faces: costal (lateral). e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior ( anterior. a face diafragmática. lobar médio e lobar inferior. separados por 2 fissuras: oblíqua e horizontal. superior. A face costal. Lobos e Fissuras O pulmão direito consiste em 3 lobos: superior. anterior. O pulmão esquerdo apresenta na mesma face evidentes impressões para a artéria aorta e para o coração.Brônquios lobares: Resultam da divisão do brônquio principal no nível do hilo. posterior e inferior. impressão da veia ázigos. uma base. posterior. tem 3 lobos: superior. voltada para o mediastino em relação com o coração. O pulmão esquerdo consiste em 2 lobos: superior e inferior separados pela fissura oblíqua. a margem posterior é romba e a margem inferior contorna a face diafragmática ou base. médio e inferior. Pulmões: Partes Cada pulmão apresenta: um ápice. São 9 no pulmão esquerdo sendo 4 no lobo superior (apicoposterior. mediastinal (medial) e diafragmática (inferior) e 3 margens: anterior. inferior sobre a cúpula do diafragma é também sua base. Brônquios intrassegmentares: São ramificações menores dos brônquios segmentares contidas no interior dos segmentos broncopulmonares. cardíaca. A margem anterior é fina e aguda. médio e inferior. 2 fissuras: oblíqua e horizontal. posterior). 2 no lobo médio (medial e lateral) e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior. Impressões: Ambos os pulmões apresentam na face costal. inferior. e 2 no lado esquerdo: brônquios lobar superior e lobar inferior Brônquios segmentares: Resultam de divisões dos brônquios lobares e se dirigem aos segmentos broncopulmonares. as impressões das costelas. mais curto. medial e lateral). 10 segmentos broncopulmonares. O pulmão direito apresenta na face mediastinal a impressão da veia ázigo e uma imperceptível impressão cardíaca. lingular superior e lingular inferior). anterior. 131 .

Pleuras: São membranas serosas brilhantes (películas finas e transparentes) que envolvem os pulmões (pleura visceral) e as paredes torácicas e o diafragma (pleura parietal). A pleura parietal é formada pelas partes: costal.Músculos que auxiliam diretamente nos movimentos respiratórios: Intercostais internos (menos a parte intercondral). A freqüência média em condições normais é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto. ducto alveolar. diafragmática e mediastinal seus nomes correspondem às partes que revestem. tem 2 lobos: superior e inferior. A disposição dos elementos do pedículo no hilo não é constante mas a mais freqüente de diante para trás é a seguinte: veias. Pedículo é o conjunto dos elementos que entram (artéria pulmonar e brônquio principal) ou saem (veias pulmonares) do pulmão. São músculos inspiratórios que atuam aumentando os eixos da caixa torácica longitudinal. Músculos da respiração: Os movimentos respiratórios compreendem 2 fases: inspiração (quando o ar entra pelas vias aéreas). O conceito de raiz do pulmão não é unanimidade mas podemos considerar como o conjunto do hilo com o pedículo A unidade funcional da parte respiratória dos pulmões é formada pelo bronquíolo respiratório.Pulmão esquerdo: menos pesado. Cavidade pleural é o espaço virtual que existe entre a pleura visceral e a pleura parietal e contem uma pequena quantidade de líquido é o líquido pleural. transversal e sagital e assim diminuem a pressão intratorácica em relação à atmosférica possibilitando a entrada do ar. mais longo. artéria e brônquios. B. impressão cardíaca e da aorta. Recesso costomediastinal é a reflexão da pleura parietal costal em mediastinal e recesso costodiafragmático é a reflexão da pleura parietal costal em diafragmática. saco alveolar e alvéolo pulmonar. A aderência entre folhetos da pleura mediastinal abaixo do hilo forma o ligamento pulmonar. Hilo é uma fenda plana na face mediastinal do pulmão por onde entram e saem os elementos do pedículo.Músculos que atuam direta e ativamente nos movimentos respiratórios: Diafragma. menos largo. expiração (quando o ar sai pelas vias aéreas). Os músculos que interferem na respiração podem ser divididos em 3 grupos: A. Intercostais externos. Levantadores das costelas e partes intercondrais dos intercostais internos. Cada segmento broncopulmonar é uma parte do pulmão dotado de certa individualidade pois recebe um ramo da artéria pulmonar e uma ramificação de brônquio segmentar. Transverso do tórax e 132 . Isto tem sua importância clínica pois permite condutas terapêuticas segmentares. 9 segmentos broncopulmonares. língula no lugar de lobo médio e incisura cardíaca na margem anterior. 1 fissura: oblíqua.

abaixo do coração).Subcostais. próximo a ele são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal externa ou anterior. contorna o esôfago e o esquerdo que formam o ligamento arqueado mediano sobre a aorta. peitorais maior e menor. sobre o músculo psoas pelo ligamento arqueado medial. menos a parte intercondral que é inspiratória. A parte costal procede das cartilagens costais e costelas inferiores. direita (mais alta por causa do fígado) e esquerda. Intercostais internos: são músculos situados entre as costelas. A parte lombar se insere sobre o músculo quadrado do lombo através do ligamento arqueado lateral. no centro tendíneo: o forame para a veia cava por onde passa a veia cava inferior. na parte inferior do esterno e na coluna vertebral.Músculos acessórios que somente atuam nos movimentos respiratórios forçados: escalenos (anterior. serrátil anterior. oblíquos do abdome (externo e interno) e eretor da espinha. Divide-se em 3 partes: esternal. A porção muscular fica em torno do centro tendíneo e se insere nas últimas costelas. próximos a ela são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal interna ou posterior. maior. médio e posterior). São expiratórios cuja atividade é sobrepujada pela própria elasticidade do pulmão em se retrair e portanto promover a expiração. chegam até o osso esterno. O diafragma apresenta 3 orifícios para passagens de estruturas: na parte muscular temos: o hiato esofágico para o esôfago e o hiato aórtico para a aorta. Intercostais externos: são músculos situados entre as costelas. aumenta o eixo longitudinal do tórax. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de diante para trás. chegam até a coluna vertebral. Esses músculos elevam as costelas e portanto. C. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. Características: a) constituem a camada interna. são inspiratórios. Quando se contrai durante a inspiração o músculo diafragma abaixa suas cúpulas. Levantadores das costelas: são músculos pequenos. c) na parte anterior. tem a forma de um guarda chuva com duas cúpulas. Elevam as costelas e portanto são inspiratórios. Esta camada muscular 133 . esternocleidomastóideo. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. mas principalmente nos corpos vertebrais das primeiras vértebras lombares através de dois pilares: o direito. profundos e posteriores que vão das vértebras para as costelas vizinhas. O diafragma é inervado pelo frênico e irrigado pelas artérias frênicas. c) na parte anterior. Diafragma: o músculo diafragma situa-se entre o tórax e o abdome. A porção tendínea localiza-se no centro do músculo e se chama centro tendíneo (de cor branca. latíssimo do dorso. d) na parte posterior. É portanto músculo inspiratório. não chegam até o osso esterno. Características: a) constituem a camada mais externa. abaixa a pressão no interior do tórax. São auxiliares da expiração. abaixando as costelas. d) na parte posterior. não chegam até a coluna vertebral. costal e lombar. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de trás para diante. A parte esternal muito pequena fixa-se ao processo xifóide do esterno.

Dr. vão de costela para costela. Para tonar a pressão negativa no interior do tórax principalmente na inspiração a caixa torácica deve ser ampliada em seus três eixos: longitudinal. A penetração do ar nas vias aéreas pode ser feita com pressão positiva através de aparelhos como ocorre durante os atos cirúrgicos. Esse movimento denominado BRAÇO DE BOMBA. O aumento do eixo ou diâmetro longitudinal ou súpero-inferior é determinado pela contração do músculo diafragma que devido a posição especial de seu centro tendíneo central abaixa unicamente suas cúpulas em direção ao abdome. a entrada do ar submetido a pressão atmosférica é feita através da negatividade da pressão no interior do tórax. Volumes respiratórios: Volume corrente é o volume de ar que entra e sai em cada respiração normal Volume inspiratório de reserva é o volume de ar que pode ser inspirado em inspiração forçada Volume expiratório de reserva é o volume de ar que pode ser expirado em expiração forçada Volume residual é o volume de ar que permanece nos pulmões após expiração forçada Mecânica Respiratória Prof. a sua saída. Nader Wafae A freqüência respiratória média é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto e compreende a inspiração com a entrada do ar e a expiração. É o movimento predominante me mulheres (respiração torácica). É o movimento predominante no sexo masculino (respiração abdominal) O aumento do diâmetro sagital ou ântero-posterior é determinado pelo movimento das costelas na articulação costovertebral em torno de um eixo transversal formado pela parte posterior das costelas. pela semelhança com o movimento das alavancas que puxavam água. O volume médio de ar em cada movimento respiratório gira em torno de 500 ml. sagital e transversal. Subcostais: músculos pequenos. Durante a inspiração o ar penetra pelas vias aéreas até chegar aos alvéolos pulmonares onde em contato com os capilares sangüíneos provenientes da artéria pulmonar são realizadas as trocas gasosas ou hematose. Mas em nosso organismo em situação normal. assim o diâmetro ou eixo longitudinal. 134 .interna costuma ser subdividida em duas camadas: intercostais internos e intercostais íntimos separados pelos trajetos de nervos e vasos . posteriores. ocorre principalmente da 2ª a 6ª costela. porém alternadas e não subseqüentes são encontrados apenas na parte superior e inferior do tórax. em conseqüência deste movimento ocorre a elevação da parte anterior das costelas que levantam o esterno e assim aumentam o diâmetro ântero-posterior. aumentando. promovendo assim uma pressão aspirativa. Transverso do tórax: músculo em forma radiada situado atrás do esterno. tornado possível a entrada do ar pela diferença de pressões com o meio ambiente.

Respiratório (2ª parte a identificar) Brônquios 1 Brônquio principal direito 2 Brônquio principal esquerdo 3 Brônquio lobar 4 Brônquio segmentar Pulmões 5 Ápice 6 Base ou face diafragmática 7 Face costal 8 Face mediastinal 9 Margem anterior 10 Margem posterior 11 Margem inferior 12 Lobo superior do pulmão direito 13 Lobo médio do pulmão direito 14 Lobo inferior do pulmão direito 15 Lobo superior do pulmão esquerdo 16 Lobo inferior do pulmão esquerdo 17 Fissura oblíqua do pulmão direito 18 Fissura horizontal do pulmão direito 19 Fissura oblíqua do pulmão esquerdo 20 Hilo / Raiz 21 Pedículo (artéria. brônquios) 22 Impressão da veia ázigos 23 Impressão da aorta 24 Impressão cardíaca 25 Impressões das costelas 26 Incisura cardíaca (margem anterior do pulmão esquerdo) 27 Língula do pulmão esquerdo 135 . o pulmão normalmente tenderia a voltar à sua situação anterior pela sua elasticidade. a pleura visceral acompanha a pleura parietal à qual esta aderida pela pequena quantidade de líquido pleural (experiência dos vidros planos com água).  Roteiro prático do Sistema. levantando sua parte média e lateral e assim aumentando a distância transversal do tórax. A expiração poderia até dispensar os músculos expiratórios uma vez que atingido o ápice da inspiração.O aumento do diâmetro transversal ou látero-lateral é determinado pelo movimento das costelas principalmente nas articulações costotransversárias da 7ª a 10ª costela em torno de um eixo ântero-posterior das costelas. e como o pulmão está ligado à pleura visceral também irá se expandir negativando a pressão em seu interior e assim permitindo a entrada do ar. As paredes da caixa torácica dilatadas e o diafragma abaixado levam com eles a pleura parietal aderida às paredes e ao diafragma. Esse movimento denomina-se ALÇA DE BALDE pela semelhança do movimento da costela com o levantamento da alça de um balde. veias.

rinorréia purulenta e dor à palpação dos pontos sinusais. mau cheiro e anosmia (ausência de olfato). Pode ser aguda: curta evolução. Bronquite Inflamação da mucosa dos brônquios e de suas ramificações geralmente de causa infecciosa. Sintomas: gotejamento nasal (rinorréia). espirros. secura no ar e atrofia (ozena). Sinusite Inflamação da mucosa que recobre os seios paranasais. haemophyllus influenzae. tosse e escarro purulento ou crônica se os sintomas tosse e catarro persistirem por mais tempo três meses a dois anos. Apresenta disfonia. estafilococo. Neste caso pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica com a diminuição de área pulmonar ativa. 136 .Pleuras 28 Pleura parietal 29 Pleura visceral ou pulmonar 30 Recesso costodiafragmático Músculos da respiração 31 Diafragma 32 Centro tendíneo 33 Pilar direito 34 Pilar esquerdo 35 Óstio da veia cava 36 Hiato esofágico 37 Hiato aórtico 38 Intercostal externo 39 Intercostal interno 40 Membrana intercostal externa 41 Transverso do tórax 42 Subcostais 43 Levantador da costela Doenças do sistema respiratório Rinite Inflamação da mucosa nasal. em geral de natureza infecciosa: pneumococo. A ozena é rinite atrófica que apresenta crostras. tosse seca e dor de “garganta”. Decorre de infecções virais (resfriado comum). Laringite aguda É a inflamação aguda da laringe pode ser infecciosa provocada por vírus ou bactérias provenientes de infecções superiores. diminuição do olfato. Na rinite por ar seco pode aparecer crostras (descamação) e sangramento. febre. alergia. Cefaléia. ou por utilização inadequada da voz. obstrução nasal.

emagrecimento e fraqueza. Staphylococcus aureus e Haemophylus influenzae. de sílica quando denomina-se silicose. Os sintomas são dor no peito. tosse seca. cuspir ou mesmo pela fala. Quando a quantidade de ar ´´e grande pode colapsar o pulmão (atelectasia) e apresentar cianose. Sarcoidose Doença granulomatosa sistêmica de causa desconhecida que geralmente atinge o pulmão formando fibroses. 137 . Obstrução da artéria pulmonar por êmbolos. Pode apresentar cianose (coloração azulada da pele) e síncope (perda súbita da consciência) nos casos mais graves. tosse com escarro purulento Enfisema pulmonar Aumento anormal de espaços aéreos após o bronquíolo terminal com destruição das paredes alveolares. Sintomatologia: tosse. êmbolos de gordura ou de medula óssea em fraturas. espontâneo nas rupturas de cistos pulmonares ou hipertensivo. taquipnéia (aumento da freqüência respiratória) súbitos. escarro. dispnéia. Na maioria das vezes decorre de bronquite crônica e seus sintomas se confundem e assim também pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica. a contaminação ocorre pelo ar através de bacilos provenientes de enfermos ao tossir. Pode ser: traumático quando resulta de um trauma. por exemplo. Os germes que com maior freqüência produzem pneumonia são Streptococcus pneumoniae. falta de ar (dispnéia).Pneumonia É a inflamação do parênquima pulmonar associada a um processo infeccioso bacteriano ou virótico. os idosos e os imunodeficientes são mais suscetíveis e com maior gravidade. Pode ser assintomática ou apresentar tosse e dispnéia leve nas fase iniciais mas quando a fibrose aumenta apresenta dispnéia grave e tosse. Pneumoconiose Doença pulmonar decorrente da inalação de partículas de pó. dor no peito. quando ar penetra na cavidade pleural durante a inspiração por um mecanismo que funciona como válvula. Estes podem ser trombos de veias de membros inferiores que se desprenderam. As crianças. Embolia pulmonar.. febre baixa. Pode ser lobar se estiver restrita a um lobo do pulmão ou broncopneumonia se estiver disseminada pelos pulmões. Pneumotórax É a presença de ar no espaço pleural. Apresenta febre. Sintomas nem sempre presentes: tosse seca. Sintomatologia: dispnéia. Tuberculose pulmonar Infecção pulmonar provocada pelo Mycobacterium tuberculosis. palidez. Ao ser inalada provoca reação do organismo caracterizada por fibrose pulmonar.

fibrinoso. o acúmulo de líquido ocorre pelo aumento da permeabilidade capilar e apresenta maior quantidade de células. pela absorção.dentes e gengivas Teto . Suas partes são: cavidade oral.rima da boca com os lábios Parede posterior . No exsudato a pleura deve apresentar algum distúrbio. pela digestão. esôfago. Dr. Pode ser: Transudato: o líquido passa através da parede capilar em quantidade maior que o normal e apresenta pequena quantidade de células. Constituição: O sistema digestório é um tubo muscular e mucoso que assume diferenças de diâmetro desde seu início na cavidade oral até o seu término no ânus. Cavidade oral: Compreende o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca. faringe. frênulo da língua e carúncula sublingual (abertura da glândula salivar submandibular) Conteúdo: Dentes implantados nos alvéolos dentais da maxila e da mandíbula 138 . hemorrágico. Exsudato.palato duro e palato mole Soalho . os produtos da alimentação são introduzidos em nosso organismo pelas células do tubo digestório. SISTEMA DIGESTÓRIO Prof. uma vez transformados.dorso da língua.comunicação com a faringe através do istmo das fauces formado por: palato mole com a úvula palatina. pela excreção aquilo que não é selecionado para ser absorvido ou excedente é eliminado pelas fezes. arco palatoglosso e dorso da língua Paredes laterais . Utiliza para o desempenho dessas funções processos mecânicos e químicos. redução no tamanho e na consistência dos alimentos. O líquido pode ser purulento (empiema). intestino grosso e glândulas anexas (salivares. Sintomatologia: dor que aumenta com a inspiração. intestino delgado (duodeno. transformação dos alimentos da forma como são ingeridos em substâncias mais simples e solúveis. fígado e pâncreas). pela deglutição. estômago. jejuno e íleo). Vestíbulo da boca: é a parte da cavidade oral situada entre a arcada dentária e os lábios e a bochecha Cavidade própria da boca: e a parte da cavidade oral situada por dentro das arcadas dentárias.Derrame pleural Consiste na presença de líquidos em quantidade anormal na cavidade pleural. falta de ar (dispnéia). passagem do alimento da boca para os órgãos internos. Parede anterior . Nader Wafae Funções: O sistema digestório é responsável pela mastigação.

Tipos: Incisivos: coroa em bisel. uma raiz. do processo estilóide à parte lateral da língua. em torno do ápice. função: cortam o alimento. dorso e face inferior. são pequenas saliências dispersas no dorso em forma de cogumelo. um aglomerado de tecido linfático com aberturas em forma de criptas. par. margem superior cortante. Valécula epiglótica é uma depressão. 139 . margens. moem o alimento. uma ou duas raízes. número total 12. Entre as papilas circunvaladas e a tonsila lingual existe um sulco em forme de V chamado sulco terminal Músculos da língua: podem ser intrínsecos. situados na própria língua e extrínsecos ligando a língua às estruturas vizinhas. Os músculos intrínsecos. Papilas linguais. percepção do gosto e na fonação. localizam-se nas margens da língua. Partes: raiz. atrás do V lingual encontramos a tonsila lingual. – fungiformes. 32 Língua: órgão muscular atua na mastigação. número total 4 Pré-molares: coroa com dois tubérculos. situação: posteriores. situação anteriores. função: moem o alimento. palatoglosso. Ainda no dorso mas já próximo da raiz. da face interna do mento à face inferior da língua. doce. com forma circular e circunscritas por uma depressão também circular. situada entre a epiglote e o dorso da língua. situação: anterolaterais. tipos – circunvaladas são as maiores. deglutição. na parte posterior. longitudinal inferior (no contorno inferior das margens da língua). – folhadas em forma de estrias como se fossem rachaduras ou sulcos longitudinais. – filiformes as mais numerosas ocupam todo o dorso e o ápice.Partes do dente: coroa. função: perfuram e arrancam o alimento. mastigação e deglutição. azedo nas margens laterais e salgado em toda margem incluindo o ápice. número total 8 Molares: coroa com quatro tubérculos. corpo que apresenta: ápice. Pertencendo ao sistema linfático é um órgão de defesa imunológica que compõe o chamado anel linfático. estão dispostas em V e localizam-se entre o dorso e a raiz. colo e raiz. são vistos na língua seccionada sagitalmente e se dispõem em camadas: longitudinal superior (logo abaixo das papilas). do palato mole à margem lateral da língua delimitando o arco palatoglosso. Os músculos extrínsecos são: hioglosso estende-se do osso hióide à margem lateral da língua. estiloglosso. transverso da língua (abaixo do longitudinal superior) e vertical da língua (mesclados entre o longitudinal superior e o transverso). genioglosso. Os músculos da língua intrínsecos e extrínsecos atuam em conjunto adaptando a forma da língua visando o melhor desempenho das funções iniciais do sistema digestório. duas ou três raízes. No dorso estão as papilas linguais com os corpúsculos gustativos para percepção do gosto: amargo. número total 8 Caninos: coroa em ponta. uma raiz. ligada ao osso hióide. A primeira dentição possui 20 – a dentição definitiva. é delimitada pela prega glossoepiglótica mediana e pela prega glossoepiglótica lateral de cada lado. situação: laterais.

acima de um plano passando pela transição com o esôfago Corpo . Atravessa o diafragma pelo hiato esofágico. muco. Entre as funções do sistema digestório. Essa região divide-se em antro pilórico (próximo ao corpo) e canal pilórico (próximo ao duodeno). levantador do véu palatino Esôfago: Continuação da faringe antecede o estômago. Orifícios: óstio cárdico (transição com o esôfago). essencialmente é um tubo para passagem do bolo alimentar. A parte oral e a parte nasal comunicam-se através do istmo da garganta delimitado pelo palato mole. pode ser avaliada traçando uma linha oblíqua a partir do ponto em há mudança de orientação da curvatura gástrica menor de vertical para horizontal ( incisura angular). Os músculos da faringe podem ser constritores que comprimem o alimento: constritor superior da faringe. 140 . óstio pilórico (transição com o duodeno). palatofaríngeo. Fundo . pelo arco da aorta. torácica (a maior de todas) e a abdominal.próxima ao duodeno. enzimas) e à transformação do alimento em quimo (massa semilíquida) principalmente pelos movimentos peristálticos e produção de muco para facilitar a digestão e a absorção no intestino. pelo brônquio esquerdo e pelo diafragma. apresenta três partes: cervical. arco palatofaríngeo e parede posterior da faringe Parte laríngea: apresenta. salpingofaríngeo. Parte oral: apresenta a fossa tonsilar delimitada pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo que contem a tonsila palatina também chamada amígdala em seu interior. situa-se na cavidade abdominal logo abaixo do diafragma nas regiões denominadas epigastro e hipocôndrio esquerdo. Estômago: É o segmento mais dilatado do tubo digestório interposto entre o esôfago e o intestino delgado. o estômago se destina mais à digestão através do suco gástrico (HCl. Tem cerca de 25 cm. constritor médio da faringe e constritor inferior da faringe e levantadores.entre o fundo e a parte pilórica Parte pilórica . situa-se sucessivamente atrás da traquéia e do átrio esquerdo que lhe deixa uma impressão. duas escavações os recessos piriformes. Na sua transição com o estômago encontra-se o cárdia. duas atuam no sistema digestório: a parte oral e a parte laríngea. Apresenta estreitamentos considerados normais que são determinados pelo músculo cricofaríngeo.Faringe: Das três partes da faringe. A dificuldade em se delimitar anatomicamente as partes do estômago procede já que se trata de divisão de caráter histológico..em torno de sua continuação com o esôfago abdominal. Faces ou paredes: anterior e posterior Curvaturas: gástrica maior e gástrica menor Partes: Cárdia . que levantam a faringe fazendo o alimento passar para o esôfago e impedindo o refluxo para a cavidade nasal: estilofaríngeo. lateralmente. tendo a coluna vertebral em seu contorno posterior.

gástrico anterior e outros dois menores: hepático e celíaco. pelas veias gastromental direita ramo da v. O nervo gástrico anterior emite vários ramos curtos e no nível do antro encontramos o ramo principal (nervo de Latarjet). Intestino delgado: Tem em torno de 6 metros de comprimento e compreende o duodeno. Em alguns casos ocorre a presença de uma artéria gástrica posterior ramo da a. esplênica para a face posterior do estômago. 141 . O vago posterior coloca-se atrás do esôfago abdominal. a parte inicial participa ativamente da digestão mas o intestino delgado como um todo é o grande responsável pela absorção alimentar. Entre as funções do tubo digestório. compreende o intestino delgado e o intestino grosso. Variações anatômicas do tronco celíaco são freqüentes. mesentérica superior e gastromental esquerda ramo da v. ramo da artéria hepática própria. Intestinos: É a parte final do tubo digestório.Piloro (significa portão) é uma concentração de fibras musculares circulares esfinctéricas entre o estômago e o duodeno e que regula a passagem do bolo alimentar para o duodeno. (freqüentemente um pouco à direita do esôfago) emite três ramos o menor é o gástrico posterior. Os nervos vagos direito e esquerdo descem do pescoço para o tórax onde confluem por diante do esôfago para formar o plexo esofágico. esplênica. o maior é o celíaco e o terceiro é o hepático. O estômago é peritonizado e a parte do omento menor que liga o estômago ao fígado chama-se ligamento hepatogástrico e a parte do omento maior entre o estômago e o colo transverso é o ligamento gastrocólico. ao se aproximar da parte abdominal do esôfago as fibras do plexo se separam para formar o tronco vagal anterior no qual predominam fibras do vago esquerdo e o tronco vagal posterior formado principalmente pelo vago direito. (na maioria das vezes). Inervação do estômago e do esôfago O estômago recebe inervação autônoma parassimpática através dos nervos vagos e simpática através do plexo celíaco para o estômago e esplâncnicos e tronco simpático para o esôfago. ramos da v. esplênica que se encontram na curvatura maior do estômago e pelas veias gástricas curtas do fundo gástrico. O vago anterior coloca-se na frente do esôfago abdominal. o jejuno e o íleo. Na curvatura menor entre as artérias gástrica esquerda ramo do tronco celíaco e a gástrica direita. Vascularização do estômago: A irrigação arterial do estômago se faz através de dois círculos anastomóticos situados nas curvaturas. próximo ao cárdia divide-se em ramo maior. A drenagem venosa é feita pelas veias gástricas direita e esquerda tributárias da veia porta do fígado que se encontram na curvatura menor do estômago. e na curvatura maior entre as artérias gastromental direita ramo da artéria gastroduodenal e gastromental esquerda ramo da artéria esplênica e a região do fundo gástrico recebe ainda as artérias gástricas curtas ramos da artéria esplênica.

Aqui também formam-se círculos anastomóticos entre as artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior ramos da a. O duodeno é retroperitoneal. colédoco trazendo a bile da vesícula biliar e do fígado e o pancreático trazendo o suco pancreático do pâncreas. ramos da a. importante em clínica por apresentar características internas semelhantes ao estômago. 4ª ou ascendente que se continua com o jejuno a partir da flexura duodenojejunal fixa por uma estrutura muscular lisa chamada músculo suspensor do duodeno (Treitz). Em alguns casos podemos encontrar um pouco acima a papila menor do duodeno onde se abre o ducto pancreático acessório. difíceis de individualizar) 10 Tonsila lingual 11 Valécula epiglótica 12 Prega glossoepiglótica mediana 13 Prega glossoepiglótica lateral 14 Músculo longitudinal superior da língua 142 . Vascularização do duodeno A irrigação arterial do duodeno procede da artéria hepática comum ramo do tronco celíaco através das artérias gástrica direita e gastroduodenal e da a. mesentérica superior através das artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. Apresenta a forma da letra C que contorna a cabeça do pâncreas Partes: 1ª ou superior é a parte que segue o estômago. mas o início da primeira parte e o final da quarta parte são peritonizados.Duodeno: É a parte inicial do intestino delgado. 3ª ou horizontal ou inferior.  Roteiro prático do Sistema Digestório . mesentérica superior.1ª parte Cavidade oral 1 Vestíbulo da boca 2 Cavidade própria da boca 3 Palato duro 4 Palato mole 5 Úvula palatina Língua 6 Papila circunvalada 7 Papila folhada 8 Papila fungiforme 9 Papila filiforme (revestem todo o dorso da língua. seu início chama-se bulbo duodenal. 2ª ou descendente é onde desembocam os ductos. vai do piloro à transição com o jejuno na flexura (ângulo) duodenojejunal. na junção dos dois ductos forma-se a ampola hepatopancreática que se abre na papila maior do duodeno desta parte do duodeno. a parte livre do omento menor. gastroduodenal e as artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. O duodeno está ligado ao fígado pelo ligamento hepatoduodenal.

canal pilórico 34 Curvatura menor 35 Curvatura maior 36 Piloro Duodeno 37 Parte superior 38 Parte descendente 39 Parte horizontal 40 Parte ascendente 41 Papila maior do duodeno 42 Músculo suspensor do duodeno Intestinos (continuação) Jejuno e íleo: Constituídos por grande número de alças intestinais que ocupam a área central do abdome. macroscopicamente é difícil diferenciá-las como pertencentes ao jejuno ou ao íleo. É evidente que as alças próximas ao duodeno são jejunais e aquelas próximas ao intestino grosso são ileais.antro pilórico 33 Parte pilórica . Tem importância prática saber identificar a primeira alça do jejuno o que possível pois sabemos que a mesma esta presa à parede posterior juntamente com a última porção do duodeno pelo músculo suspensor do duodeno.15 Músculo transverso da língua 16 Músculo genioglosso 17 Músculo palatoglosso Dentes 18 Incisivo 19 Canino 20 Pré-molar 21 Molar Parte oral da faringe 22 Arco palatoglosso 23 Arco palatofaríngeo 24 Tonsila palatina na fossa tonsilar Parte laríngea da faringe 25 Recesso piriforme Esôfago 26 Parte cervical 27 Parte torácica 28 Parte abdominal Estômago 29 Cárdia 30 Fundo gástrico 31 Corpo gástrico 32 Parte pilórica . 143 .

Vascularização: irrigação .saculações (provavelmente musculatura lisa circular concentrada em pregas circulares delimitando formações em bolsas). cólica 144 . Colo sigmóide. mas sua posição é variável. A artéria mesentérica inferior emite os ramos: cólica esquerda.apêndices omentais do colo (pequenas formações saculares de gordura). as colunas anais ligadas nas extremidades inferiores pelas válvulas anais. A artéria cólica direita enquanto ramo direto da mesentérica superior está presente em cerca de 20% dos indivíduos. Contornado a parte inferior do canal temos os músculos que atuam na defecação: esfíncter externo do ânus. As artérias: ileocólica. A direita é mais baixa do que a esquerda devido à presença do fígado no lado direito. parte inicial que se comunica com o íleo. pois sabemos que o material proveniente da absorção intestinal deve passar antes pelo fígado para só depois entrar na corrente circulatória. esfíncter interno do ânus. sua parte mais dilatada chama-se ampola. transporte e eliminação das fezes. Colo ascendente: no lado direito. Intestino grosso: Funções: formação. produção de muco. vai da flexura direita. liso sob controle autônomo.ramos jejunais e ileais da artéria mesentérica superior. 2. Identificação: pela presença de: 1. tênia omental e tênia livre) e 3. próximo ao baço.da veia mesentérica superior para a veia porta. Canal anal: vai do reto ao ânus apresenta em seu contorno saliência longitudinais. Reto é a parte terminal. é identificável por estar mais livre (solto) que o colo descendente que está preso à parede posterior. sigmóideas e retal superior para o lado esquerdo do intestino grosso. No seu interior observamos as pregas transversas do reto cuja função é discutível. cecais anterior e posterior. absorção de água e ferro. Tem várias curvas o que lhe dá a forma da letra S. Apêndice vermiforme. estriado sob controle voluntário. encontra-se na parte inferior do ceco no encontro das 3 tênias. ao nível da transição encontrase uma saliência a papila ileal com uma abertura no centro o óstio ileal ( a existência de uma valva ileocecal não é unanimidade entre os autores). Colo descendente: no lado esquerdo vai da flexura esquerda até o início do colo sigmóide. apendicular e cólico. próximo ao fígado à flexura esquerda. Pécten anal é o espaço situado abaixo das válvulas e das colunas até o ânus. A artéria ileocólica se dirige para a transição entre o íleo e colo ascendente através dos ramos: ileal. Vascularização do intestino grosso: irrigação – A artéria mesentérica superior emite os ramos: ileocólica. próximo ao fígado. continuação do ceco até a flexura direita. a disposição de sua musculatura é diferente daquela do colo restante por isso não apresenta tênias ou saculações. Colo transverso. drenagem . cólica direita e cólica média para o lado direito do intestino grosso. Partes: Ceco. como possui o mesossigmóide. estas delimitam com a parede anal espaços chamados seios anais.tênias do colo que são faixas de musculatura lisa longitudinal concentrada em 3 fitas ao longo do intestino (tênia mesocólica.

Glândulas anexas ao tubo digestório: São órgãos que produzem substâncias químicas ricas em enzimas que se comunicam com o tubo digestório através de ductos (tubos) por meio dos quais suas secreções vão atuar no processo de digestão dos alimentos. A drenagem venosa é efetuada por ramos das veias mesentéricas superior e inferior para a veia porta e das veias retais média e inferior para a veia ilíaca interna. veia cava inferior (à direita). É constituído por 4 lobos: direito. parte final do intestino grosso. Glândulas salivares: Produzem uma secreção chamada saliva cujas funções são umedecer e lubrificar o alimento. abre-se através do ducto submandibular. localiza-se na cavidade abdominal. embaixo da cúpula direita do diafragma. É ímpar. As glândulas anexas são: glândulas salivares que se abrem na cavidade oral. palatinas. no nível do 2º dente molar superior. cólica média. linguais. Dividem-se em dois grupos: maiores e menores. ligamento redondo. esquerdo. Sua inflamação é conhecida pelo nome de caxumba (parotidite epidêmica). as menores são numerosas. Fígado: É a maior glândula do corpo humano. superior envolvida pelo diafragma e a visceral. no soalho da boca ao lado do frênulo da língua em uma pequena saliência chamada carúncula sublingual. duodenal. Glândulas salivares maiores: Parótida é a maior de todas.direita. Sublingual também situada embaixo do soalho da boca. recebe ramos retais (média e inferior) da artéria ilíaca interna. porém acima da glândula submandibular. nas proximidades do frênulo da língua. As glândulas salivares maiores são 3 pares: parótida. Submandibular localiza-se embaixo da cavidade da boca envolvida pela mandíbula. nas regiões do hipocôndrio direito e epigastro. todas se comunicam com a cavidade oral. participa assim da formação do bolo alimentar e ainda iniciam a digestão dos hidratos de carbono pois contem a enzima chamada ptialina que atua sobre o amido. O reto. guarda importante relação com o nervo facial que se encontra em seu interior e se abre através do ducto parotídeo. localiza-se na frente da orelha. inferior voltada para as demais vísceras abdominais que a marcam com suas impressões: esofágica. cólica esquerda e sigmóideas estão interligadas pelo arco justacólico (artéria de Riolan). ligamento venoso (à esquerda) e hilo hepático ou porta do 145 . sob a pele e sobre o ramo da mandíbula. submandibular e sublingual. quadrado e caudado separados pelas seguintes estruturas: vesícula biliar. cólica e renal. gástrica. na mucosa do vestíbulo da cavidade da boca. e está protegido pelas últimas costelas do lado direito. fígado e pâncreas que se abrem no duodeno. da bochecha e molares. forma uma saliência no soalho da boca. a prega sublingual e em lugar de um único ducto possui vários ductos (de 8 a 17) que se abrem diretamente no soalho da boca. distribuídas pela cavidade da boca e reunidas de acordo com a localização em: labiais. Apresenta duas faces: diafragmática.

Vascularização: a cabeça do pâncreas é irrigada pelas artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior. Compreendem os ductos hepáticos direito e esquerdo que se unem para formar o ducto hepático comum que ao receber o ducto cístico proveniente da vesícula biliar formam o ducto colédoco que vai se unir ao ducto pancreático proveniente do pâncreas para juntos desembocarem através da ampola hepatopancreática na papila maior do duodeno na 2 a porção do duodeno. colo. é o túber omental. É órgão retroperitoneal. Podem ser intra-hepáticas situadas dentro do fígado e extra-hepáticas quando saem do fígado pelo hilo. a artéria hepática própria (à esquerda) e saem os ductos hepáticos (à direita) das vias biliares conduzindo a bile com sais biliares. situado por trás do estômago. ramos da artéria 146 . A vesícula biliar é um reservatório de bile que se contrai estimulada pela presença de alimento gorduroso no duodeno. lipase para as gorduras e tripsina para digestão das proteínas. O suco pancreático escoa principalmente por um ducto chamado ducto pancreático que desemboca na papila maior do duodeno. O comportamento do peritônio em relação ao fígado será estudado posteriormente. Vias biliares: É o conjunto de ductos (tubos) que conduzem a bile desde a sua formação no tecido hepático até a desembocadura na 2a porção do duodeno. Em alguns indivíduos podemos ter um segundo ducto chamado acessório que desemboca também no duodeno. um pouco acima do outro na papila menor do duodeno. ambos sem maior significado funcional. Atualmente o fígado é dividido em 8 segmentos que desfrutam de certa autonomia funcional com aplicação cirúrgica. Suas partes.fígado (ao centro). O fígado é envolvido por peritônio visceral menos em uma pequena parte da face diafragmática chamada área nua. partindo do duodeno em direção ao baço. eliminando bile para o duodeno através dos ductos cístico e colédoco. Contém ainda o bicarbonato de sódio para neutralizar o ácido clorídrico do estômago. corpo e cauda. Entram. Os sais biliares atuam sobre as gorduras quebrando suas moléculas para que as lipases possam atuar melhor. intestinos). Pâncreas: É também abdominal. Sua secreção para o duodeno chama-se suco pancreático e contém as enzimas: amilase para os hidratos de carbono. Ao nível do hilo temos o pedículo hepático representado pelas estruturas que entram e saem do fígado. a veia porta (posterior) que traz o sangue dos locais onde houve absorção alimentar (estômago. na ampola hepatopancreática. na 2a porção juntamente com o ducto colédoco. A parte posterior da cabeça ao contornar os vasos mesentéricos superiores apresenta um prolongamento em ponta chamado processo uncinado. são: cabeça. por diante da coluna vertebral é envolvido em parte pelo duodeno e se estende até o baço no lado esquerdo. o corpo também apresenta uma proeminência em sai margem superior. isto é coloca-se posteriormente ao peritônio.

ileocólica 13 a. a. retal superior Reto 16 Ampola do reto 17 Prega transversa Canal anal 18 Coluna anal 19 Válvula anal 20 Seio anal 21 M. respectivamente. A drenagem venosa é efetuada pelas veias pancreáticas da veia esplênica Roteiro prático do Sistema Digestório . pancreática dorsal) e a cauda pela pancreática caudal também ramo da artéria esplênica. Essas artérias se anastomosam. cólica esquerda 15. cólica média 14 a. O corpo é irrigado por ramos da artéria esplênica (pancreática magna. esfíncter interno do ânus Glândulas salivares maiores 23 Parótida 24 Ducto parotídeo 25 Submandibular 26 Ducto submandibular 27 Sublingual Fígado 28 Face diafragmática Face visceral compreende: 29 Lobo direito 30 Lobo esquerdo 147 . esfíncter externo do ânus 22 M. nas partes anterior e posterior da cabeça.2ª parte 1 Alça do jejuno 2 Alça do íleo Intestino Grosso 3 Ceco 4 Apêndice vermiforme 5 Colo ascendente 6 Colo transverso 7 Colo descendente 8 Colo sigmóide 9 Tênia do colo 10 Saculação 11 Apêndice omental 12 a.gastroduodenal e ramos anterior e posterior da artéria pancreaticoduodenal inferior ramo da artéria mesentérica inferior. pancreática inferior.

Função: a) superfície de deslizamento para as vísceras permitindo os seus pequenos movimentos sem grandes desgastes por atrito. lisa. quase transparente que reveste as paredes e os órgãos das cavidades abdominal e pélvica. b) manutenção das vísceras em posição. no entanto como os órgãos estão muito próximos uns dos outros e das paredes. Entre o peritônio parietal e o peritônio visceral existe uma cavidade vazia (na mulher contém o ovário) chamada cavidade peritoneal. pelve e diafragma. c) proteção das vísceras mediante mecanismos de secreção e absorção. Divisão: Embora seja uma membrana contínua. já que de alguma maneira fixam as vísceras nas paredes. Nessa cavidade existe uma pequena quantidade de líquido chamado líquido peritoneal.31 Lobo quadrado 32 Lobo caudado 33 Porta do fígado 34 Veia cava inferior 35 Ligamento redondo 36 Ligamento venoso 37 Veia porta 38 Artéria hepática própria 39 Impressões de órgãos vizinhos (renal) Vias biliares 40 Vesícula biliar 41 Ducto cístico 42 Ducto hepático (direito e esquerdo) 43 Ducto hepático comum 44 Ducto colédoco Pâncreas 45 Cabeça do pâncreas 46 Colo do pâncreas 47 Corpo do pâncreas 48 Cauda do pâncreas 49 Processo uncinado 50 Ducto pancreático PERITÔNIO Prof. fina. o peritônio é dividido em duas folhas: peritônio visceral que recobre as vísceras (órgãos) e o peritônio parietal que recobre as paredes do abdome. conta para tanto com a ação lubrificante do líquido peritoneal. 148 . Nader Wafae Conceito: é uma membrana serosa. a cavidade não aparece (potencial) embora exista.

O peritônio que recobre os colos 149 . bolsa: uma formação sacular revestida por peritônio. b) mudanças de forma e de posição por torções e deslocamentos c) coalescência (lâminas peritoneais próximas. parede posterior do estômago. nesse momento voltam-se sobre si mesmas e sobem em direção ao colo transverso pelo mesmo trajeto por onde desceram e forma o omento maior (4 lâminas. duas que descem e duas que sobem) envolvem o colo transverso e se dirigem a parede posterior como mesocolo transverso. O peritônio que recobre o cólo sigmóide o faz a uma certa distância da parede formando o mesossigmóide. b) hepatoduodenal na margem livre do omento menor sob o qual existe uma passagem chamada forame omental por onde se introduz o dedo para alcançar a bolsa omental. e) prega: saliência linear de peritônio ao contornar uma estrutura pequena . g) recesso: uma escavação profunda revestida por peritônio. desprendem-se deste para revestir o fígado tornando-se visceral. Desenvolvimento: o peritônio se desenvolve acompanhando as vísceras que recobre. Formação: o peritônio visceral deriva da esplancnopleura (parede do celoma próxima ao endoderma).) se encontram no hilo do fígado e se colocam uma na frente e outra atrás para se dirigirem à curvatura menor do estômago. nesse trajeto formam o omento menor. em contato e desprovidas de movimento são reabsorvidas pelo organismo e desaparecem. c) omento: porção do peritônio que vai de uma víscera à outra víscera e contem vasos em seu interior. o peritônio parietal deriva da somatopleura (parede do celoma próxima ao ectoderma). no trajeto do diafragma e parede ânterolateral para o fígado formam-se dois ligamentos: a) o coronário (cujas extremidades constituem os triangulares) e b) o falciforme. Após revestir o fígado as duas lâminas (direita e esquerda. Definições: a) folhas: cada uma das divisões do peritônio (visceral e parietal). Bolsa omental é um espaço sacular peritoneal cuja parede anterior é formada pelo omento menor.f) fossa: uma escavação rasa revestida por peritônio. Disposições especiais em órgãos do sistema digestório: o peritônio parietal após revestir as paredes abdominais ântero-laterais (parte vem da direita e parte vem da esquerda) e o diafragma. ao atingir a curvatura menor separam-se para revestir as faces anterior e posterior do estômago até a curvatura maior. uma camada basal de sustentação e uma camada conjuntiva de fibras colágenas. 2 lâminas anteriores do omento maior e a parede posterior pelo peritônio parietal posterior e pelas 2 lâminas posteriores do omento maior. d) l igamento: porção do peritônio que vai da parede à víscera ou de uma víscera à outra e não contem vasos em seu interior. As duas margens do omento menor são espessadas e são chamadas de ligamentos a) hepatogástrico. b) meso: porção do peritônio que vai da parede à víscera contendo vasos em seu interior. elásticas e células gordurosas principalmente Tamanho: 2 a 7 metros quadrados. onde se juntam novamente e descem até um plano passando pelas cristas ilíacas. as etapas mais importantes são: a) crescimento simples (multiplicação celular).Constituição: apresenta uma camada de mesotélio.

O peritônio restringe-se à margem anterior do ovário. de início à direita e no alto coloca-se mais a esquerda e embaixo. fazendo com que a parte esquerda do peritônio que o reveste encoste no peritônio parietal posterior. no início de sua formação é peritonizado mas deixa de sê-lo durante o desenvolvimento por coalescência. em sua posição definitiva. são portanto parcialmente peritonizados. sobra apenas o revestimento anterior deixando o pâncreas atrás do peritônio. O ceco é peritonizado mas não possui meso que se restringe ao apêndice (mesoapêndice). no lado direito embaixo do fígado mediante essa rotação de 270º. É primária quando o distúrbio encontra-se na 150 . na linha mediana próximo à pelve vai se colocar. Roteiro prático de peritônio 1 Peritônio parietal 2 Peritônio visceral 3 Omento maior 4 Omento menor 5 Mesentério 6 Mesocolo 7 Prega umbilical mediana 8 Prega umbilical medial 9 Escavação retovesical ou retouterina 10 Ligamento coronário 11 Ligamento falciforme 12 Ligamento triangular 13 Forame omental Doenças do sistema digestório Acalasia É distúrbio no relaxamento do esfíncter esofágico gerando obstrução funcional do esôfago durante a deglutição. A parte do duodeno ligada à cabeça do pâncreas sofre o mesmo processo e a cauda do pâncreas pode estar parcialmente peritonizada. inicialmente. o ponto que vai formar a flexura direita do colo colocado. O mesmo ocorre com a flexura duodeno jejunal. De fato. lâminas próximas sem movimento são reabsorvidas por coalescência. Como o intestino (delgado e grosso) necessita de grande crescimento para atingir sua extensão completa (6 metros) irá apresentar durante o desenvolvimento embrionário uma torção de 270° tendo como eixo a artéria mesentérica superior. O pâncreas é um órgão secundariamente retroperitoneal isto é. inicialmente o pâncreas é sagital isto é colocado no sentido ântero-posterior durante seu desenvolvimento e por acompanhar o estômago desloca-se para a esquerda.ascendente e descendente somente o fazem pela frente e pelos lados. Esta rotação vai permitir o crescimento do jejuno e íleo que se liga à parede posterior pelo mesentério cuja base oblíqua tem em torno de 15 cm mas o suficiente para alcançar na borda livre todo o jejuno e íleo Os únicos órgãos situados no interior da cavidade peritoneal são o ovário e partes da tuba uterina (infundíbulo com as fímbrias). Assim sendo.

integridade do ligamento frenicoesofágico e manutenção do ângulo entre esôfago e estômago. No quadro clínico é comum a disfagia. Esofagite. É comum sua associação com infecção por Helicobacter pylori. Divertículos do esôfago Evaginações da parede do esôfago formando pequenas bolsas. No quadro clínico apresentam halitose (mau hálito).. vômitos e emagrecimento. Úlcera péptica Lesão erosiva e circunscrita das mucosas do estômago ou do duodeno. Ocorre quando fatores agressores da mucosa como o ácido clorídrico e as enzimas digestivas predominam sobre os fatores defensivos da mucosa – a barreira mucosa. Espasmo esofágico Contrações múltiplas do esôfago que podem ser espontâneas ou durante a deglutição. doença de Chagas. Câncer do esôfago Em 90% é do tipo carcinoma epidermóide (revestimento epitelial) localizado no terço médio e em 10% é adenocarcinoma (glandular). aspiração e carcinoma esofágico são as principais complicações. linfomas. É secundária quando é conseqüência de outras doenças como: tumores gástricos e esofágicos. Esôfago de Barrett Formação de epitélio mais resistente na parte do esôfago próximo ao estômago provavelmente readaptação nos casos de refluxo gastroesofágico. 151 . Podem ser de propulsão quando a pressão é interna e de tração quando a força é externa ao órgão. na curvatura menor ou nas proximidades do piloro. No quadro clínico apresentam: disfagia (dificuldade em deglutir). dor torácica e regurgitação.inervação da musculatura lisa. regurgitação. regurgitação de alimentos e disfagia. Fumo e consumo de álcool podem estar associados. dor torácica e disfagia. Também pode ocorrer por falha dos fatores que normalmente impedem o refluxo: incompetência do esfíncter esofágico. Aoresentam tendência para adenocarcinoma. Refluxo gastroesofágico Quando o conteúdo gástrico reflui para o esôfago provocado por excesso de suco gástrico. Pode ocorrer esofagite de refluxo com inflamação e mudanças do epitélio. Ardor retroesternal (pirose). Pela semelhança com a mucosa do estômago as úlceras duodenais ocorrem no início da parte superior. O divertículo faringoesofágico de Zenker forma-se na transição entre a faringe e o esôfago no nível do músculo cricofaríngeo. No quadro clínico predomina a disfagia não progressiva e ardor retroesternal. pela gravidade na posição deitada e pelo aumento da pressão abdominal. As úlceras gástricas podem estar localizadas no corpo.

defumados e crus e fumantes. nos casos graves pode apresentar hemorragia. dores abdominais fracas. Associa-se com fatores genéticos e auto-imunológicos. dispepsia. Doença celíaca Doença de má absorção pelo intestino delgado com diarréia e desnutrição desencadeada pela ingestão de glúten em pessoas que tem intolerância ao glúten (trigo. dor abdominal. Hérnia de hiato É a passagem de parte do estômago para o interior do tórax através do hiato esofágico. prurido anal. Alimentos contendo ovos ou larvas são os principais responsáveis pela transmissão. No quadro clínico temos: diarréia líquida.enquanto que úlceras duodenais o ritmo é – dói – come – passa. náuseas e vômitos. nas úlceras gástrica o ritmo é – dói – come – dói – passa .paraesofágica quando é o estômago que se desloca. Pode ser: a. Sintomas: dor no epigástrio. b. Os sintomas são comuns ao refluxo gastroesofágico. 152 . infecciosa provocada por bactérias (Salmonela). A gastrite crônica. A gastrite aguda pode ser desencadeada pela ingestão de aspirina. anemia são alguns sintomas. São importantes os antecedentes de incidência familiar. corticóides e álcool. Alguns são microscópicos como a giárdia lamblia e amebas) e outros são maiores como ascaris e tênias. Pode ser aguda ou crônica. Diarréia. antiinflamatórios. Gastrenterite aguda Inflamação da mucosa do intestino delgado. Parasitose intestinal Infestação intestinal causada por parasitas. No quadro clínico apresentam: dor epigástrica e emagrecimento. No quadro clínico predomina o vômito nas primeiras semanas de vida.O quadro clínico característico é a dor epigástrica em queimação. desnutrição e desidratação. Gastrite Inflamação da mucosa gástrica. centeio. Adenocarcinoma gástrico É o tumor maligno glandular do estômago. ou de fome. e febre. Estenose hipertrófica do piloro Obstrução do canal pilórico devido à hipertrofia congênita da camada muscular. em geral. aveia e cevada). Etiologia desconhecida porém apresenta componente familiar. parasitas (giárdia) e vírus presentes em alimentos e água contaminados. em geral está associada à infecção por Helicobacter pylori.por deslizamento quando ocorre apenas pela junção esofagogástrica. vômitos. dieta com alimentos salgados.

Síndrome de má absorção É a absorção desordenada ou inadequada de nutrientes pela mucosa intestinal. Várias são as causas: doenças que atingem a mucosa intestinal, infecções, insuficiência pancreática, deficiência de lactase, falta de sais biliares, diminuição da superfície de absorção. Os sintomas mais comuns são: diarréia, emagrecimento, distensão abdominal, e desnutrição. Doença de Crohn Doença inflamatória do intestino de causa provavelmente auto-imune. Mais frequentemente atinge o íleo terminal e colo direito é descontínua. No quadro clínico o paciente apresenta: dor abdominal e diarréia, emagrecimento. Pode complicar com formação de fístulas (comunicação anormal entre vísceras ou cavidades) e perfuração e favorecer a formação de tumores. Diverticulite aguda Inflamação de um ou mais divertículos (evaginações da parede do colo formando pequenas bolsas). Em geral aparece colo sigmóide de idosos com dietas pobres em fibras. A inflamação decorre, em geral, de infecção que ocorre após obstrução do divertículo com matéria fecal. Apresenta risco de perfuração. No quadro clínico observa-se: febre, dor abdominal localizada na região inguinal esquerda, diarréia ou prisão de ventre. Obstrução intestinal É a parada na progressão do conteúdo intestinal. As causas são muitas: obstrução por corpo estranho (bolo de ascaris), compressão externa (tumores em órgãos vizinhos), estenoses (tumores intrínsecos), aderências (bridas peritoneais aderindo alças), torção de alça intestinal (volvo intestinal), invaginação intestinal ( pedaço de alça intestinal entrando dentro da própria alça). No quadro clínico, o paciente apresenta: dor em torno do umbigo, náuseas, vômitos, eliminação de gases e de fezes suspensas, distensão abdominal. Diarréia Define-se como o aumento de peso das fezes, do número de evacuações ou diminuição da consistência das fezes. A diarréia aguda, em geral, é infecciosa proveniente de alimentos contaminados ou a vírus. A diarréia crônica pode ser provocada por estimulação da secreção intestinal, alteração da motilidade intestinal ou inflamação desencadeada por laxantes. Apendicite aguda É a inflamação do apêndice vermiforme. Em geral é a infecção do apêndice que segue à sua obstrução. As causas mais comuns da obstrução são: aumento dos folículos linfáticos, fecalitos (fragmento endurecido de fezes), corpos estranhos ou tumores. No quadro clínico, em geral, começa com dor periumbilical, que depois se localizana região inguinal direita é dor contínua e forte, vômitos e febre são freqüentes.

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Colite ulcerativa Doença inflamatória da mucosa do colo de causa desconhecida. Atinge toda a mucosa e no quadro clínico temos: sangramento, diarréia, contendo muco e pus, febre, dor abdominal e pode complicar perfurando. Constipação (prisão de ventre) É a eliminação de fezes em períodos irregulares, em geral devido à falta de fibras na dieta. Além do mal estar apresenta dificuldades para defecar e dor abdominal. Pólipo intestinal Tumor, em geral benigno, com pedículo. Os pólipos do intestino grosso merecem cuidado pois podem se tornar tumores malignos. Há componente familiar. Assintomáticos, podem apresentar sangramentos. Síndrome do colo irritável É o distúrbio funcional e desordenado da motilidade intestinal. É a afecção mais freqüente do sistema digestório. Não são encontradas evidências bioquímicas, microbiológicas ou anatômicas para explicar a sintomatologia O paciente apresenta dor abdominal acompanhada de diarréia ou constipação intestinal ou alternância de ambas, gases, distensão abdominal, intolerância por alguns alimentos.. Transtornos psicológicos como ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e estresse emocional estão associados com freqüência. Adenocarcinoma colorretal É o tumor maligno glandular do colo e o mais freqüente do sistema digestório. São importantes os antecedentes de dieta gordurosa, inflamações freqüentes e incidência familiar. Os tumores do colo ascendente apresentam sangramento e anemia, os do colo sigmóide, sintomas obstrutivos, perfuração e enterorragia (sangramento nas fezes). Fissura anal Ulceração benigna localizada no canal anal. provocada por infecção das colunas anais e traumatismos pelas dificuldades em evacuar. Apresenta dor intensa ao defecar, podendo ocorrer sangramento retal. Hemorróidas Dilatações de veias anorretais. Podem ser internas, externas e mistas. As internas podem ser de primeiro grau quando não se exteriorizam, de segundo grau quando se exteriorizam mas podem ser reduzidas e de terceiro grau quando são permanentes; as externas localizam-se nas margens do ânus. Sintomas: dor ao defecar, sangramentos, pode ocorrer trobose. Hepatites a vírus Infecção do fígado provocada por vírus que se classificam em: A, B, C, D, E. As hepatites A e E são transmitidas pelas fezes, em água e alimentos contaminados pelo vírus. As hepatites B, C e D são transmitidas principalmente pelo sangue.

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O quadro clínico apresenta: anorexia, náuseas, vômitos, fraqueza, icterícia, colúria, (urina escura) e acolia (fezes claras). Pode haver complicações e cronicidade. Hepatopatia alcoólica São as lesões apresentadas pelo fígado em função do consumo de álcool. Podem ser: esteatose (degeneração gordurosa), hepatite e cirrose. Na esteatose há aumento do fígado, na hepatite e na cirrose os quadros clínicos comuns às hepatites e à cirrose. Cálculos biliares (litíase) É a presença de cálculos (pedras) nas vias biliares, mais comumente na vesícula biliar. Os cálculos podem ser de colesterol, de bilirrubina ou de proteínas. É mais freqüente em mulheres obesas. No quadro clínico predominam a dor em cólica no hipocôndrio direito e os vômitos biliares. Carcinoma hepatocelular É o tumor maligno do fígado. O paciente apresenta dor e massa abdominal palpável no hipocôndrio direito. Cirrose hepática Fibrose do tecido hepático, alterações degenerativas e estruturais, infiltração gordurosa, e presença de nódulos. São importantes os antecedentes de: alcoolismo, hepatite a vírus, drogas, deficiência nutricional. No quadro clínico podemos ter: hemorragia digestiva por varizes esofágicas, icterícia, ascite (líquido na cavidade peritoneal). Colecistite aguda É a inflamação da vesícula biliar. Na maioria dos casos é obstrutiva por cálculo seguida de infecção bacteriana. O paciente apresenta dor em cólica no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos biliosos e febre e sinal de Murphy (dor a palpação no hipocôndrio direito). Pancreatite É a inflamação do pâncreas, pode ser aguda ou crônica. Costuma-se associála à obstrução por cálculos biliares e ao alcoolismo, medicamentos, vírus e aos traumatismos abdominais. Os sintomas mais freqüentes são: forte dor abdominal em faixa que se irradia para as costas, e vômitos. Fibrose cística do pâncreas Doença sistêmica hereditária ligada a gene recessivo que atinge à parte exócrina do pâncreas e a maioria das glândulas de secreção externa (sudoríferas, brônquicas). No quadro clínico temos: dor abdominal, diarréia, emagrecimento e associação com sintomas respiratórios. Câncer de pâncreas Em geral é adenocarcinoma do ducto, na cabeça do pâncreas.

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em resposta o estômago secreta grandes quantidades de ácido clorídrico e pepsina e conseqüente aparecimento de úlceras no estômago e no intestino delgado. Nas diretas o conteúdo abdominal passa para parede através do anel inguinal profundo (fáscia transversal). Quando não se consegue reduzir (empurrar a hérnia para dentro) pode ocorrer a hérnia estrangulada com o comprometimento da irrigação do saco herniado. Constituição: O sistema urinário se compõe de um órgão par chamado rim e das vias urinárias: cálice menor. Peritonite Inflamação do peritônio. taquicardia. rigidez da parede abdominal (abdome em tábua)e pode chegar ao choque. Dr. circunscrita (localizada).No quadro clínico temos dor epigástrica constante. No quadro clínico o paciente apresenta dor abdominal e diarréia. pelve renal. ureter. Podem ser diretas e indiretas. Nader Wafae Funções: O rim depura o sangue e mantém o equilíbrio eletrolítico. bexiga urinária e uretra. difusa (generalizada). Síndrome de Zollinger-Ellison É presença de tumores pancreáticos secretores de gastrina. Apresenta dor e distensão abdominal. Rim: Número: dois. Hérnia inguinal É a passagem de conteúdo abdominal através de um ponto fraco da parede muscular do abdome. Essas funções são desenvolvidas através dos seguintes mecanismos: 1-Filtração do sangue pelos glomérulos renais (um litro por minuto) para os túbulos renais 2-Reabsorção desse filtrado depurado nos túbulos renais (a maior parte) 3-Excreção pequena parte desse filtrado com resíduos químicos é eliminado pela urina (um a um litro e meio por dia). emagrecimento e icterícia (coloração amarela da pele e das mucosas). Há vários tipos de peritonite: asséptica (substâncias químicas). febre. observa-se ou palpa-se uma tumoração mole no nível inguinal ou no escroto. biliar (presença de bile). encapsulada (abscessos) gasosa (presença de gases). suspensão dos ruídos intestinais. cálice maior. SISTEMA URINÁRIO Prof. Em geral. . na produção de glóbulos vermelhos. A causa mais freqüente é a propagação de infecções em vísceras peritonizadas (secundária). 4-Secreção do hormônio renina que atua na regulação da pressão arterial e eritropoetina. através dos genitais internos femininos. perfurações ou rupturas de vísceras ocas. Nas diretas o conteúdo abdominal passa pela parede posterior do canal inguinal (fáscia transversal). direito e esquerdo 156 .

Localização: parede posterior da cavidade abdominal ao lado da coluna vertebral, entre 12a vértebra torácica e 3a lombar, sendo que o direito se encontra um pouco mais baixo. Descrição externa: faces: anterior e posterior; pólos: superior e inferior; margens: lateral (convexa) e medial (côncava); forma: de um feijão; Hilo Renal é uma abertura na margem medial do rim Seio Renal é uma escavação que continua o hilo para dentro do rim e que contem parte das vias urinárias, gordura e vasos. Pedículo Renal é o conjunto dos elementos que entram no rim como a artéria renal ou saem veia renal e pelve renal (um dos componentes das vias urinárias). A disposição mais freqüente desses elementos no hilo renal é de diante para trás: veia, artéria e pelve renal. Cápsula renal fibrosa: é a membrana fina e transparente que envolve os rins. Relações com outros órgãos: Rim direito = fígado, duodeno, colo Rim esquerdo = estômago, baço, pâncreas, colo Relações com o peritônio: os rins são retroperitoneais, portanto sem relação com o peritônio. São envolvidos por tecido conjuntivo frouxo que deriva do tecido extraperitoneal, a fáscia renal, contínua na parte superior que envolve as glândulas supra-renais e disponde de abertura na parte inferior. Entre a fáscia renal e a cápsula renal existe gordura no espaço perirrenal. Descrição interna: Mediante um corte frontal do rim identificamos as partes: Medula renal, mais interna, formada por estruturas triangulares escuras chamadas pirâmides onde predominam os túbulo renais e ductos coletores, alternadas com estruturas retangulares claras chamadas colunas renais. Córtex renal, mais externa e clara, onde predominam os glomérulos renais, das bases das pirâmides destacam-se pequenos prolongamentos, os raios medulares. Os vértices das pirâmides estão voltados medialmente e denominam-se papilas e se encaixam no início das vias urinárias ou seja nos cálices menores. Cada pirâmide associada a córtex e as colunas que a envolvem constituem o lobo renal que são em número de 7 a 14 por rim. O rim apresenta estrutura segmentar totalizando cinco segmentos. Vascularização: O rim é irrigado pela artéria renal que se divide em 5 artérias segmentares, estas formam, em seqüência: as artérias interlobares situadas nas colunas renais, artérias arqueadas na base das pirâmides, artérias interlobulares entre os raios medulares, arteríolas glomerulares aferentes, arteríolas glomerulares eferentes, arteríolas retas. A drenagem é feita pela veia renal. Vias urinárias: Cálices menores: adaptam-se às papilas das pirâmides recolhendo a urina formada nos túbulos coletores. Cálices maiores: em número de 2 a 3 por rim são formados pela reunião de número variável de cálices menores. Pelve renal: Formada pela confluência dos cálices maiores, conduz a urina para o ureter já fora do rim, Ureter: é um tubo longo que une a pelve renal à bexiga urinária. Divide-se em 3 partes conforme sua localização: abdominal, pélvica e intramural (esta na

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parede da bexiga). Sua desembocadura na bexiga urinária chama-se óstio do ureter. Apresenta em sua extensão três estreitamentos onde costumam encravar cálculos: 1- na junção com a pelve renal, 2- ao passar sobre os vasos ilíacos e 3- na parede da bexiga, intramural. Bexiga urinária: é uma estrutura sacular situada na pelve que funciona como reservatório de urina (cerca de 1 a 1,5 litro). O ápice está voltado para cima e para diante, e a base e o colo estão situados inferiormente. Internamente destaca-se o trígono da bexiga que é uma área triangular situada na base da bexiga, delimitado por 2 óstios do ureter unidos pela prega interuretérica e pelo óstio interno da uretra. A maior parte que compõe a musculatura da bexiga denomina-se detrusor e nas proximidades do óstio interno situa-se a musculatura esfinctérica lisa e estriada. A bexiga é revestida por mucosa pregueada, menos a do trígono que é lisa. No início e atrás do óstio interno da uretra há uma pequena saliência chamada úvula da bexiga. Uretra: é a parte final das vias urinárias que comunica a bexiga urinária ao meio exterior. em seu início apresenta uma linha saliente na parede posterior: a crista uretral. Há diferenças acentuadas entre a uretra feminina e a masculina: • Uretra feminina é curta, retilínea, exclusivamente urinária. • Uretra masculina é longa, sinuosa pertencente aos sistema urinário e genital. Divide-se em três partes: prostática que atravessa a próstata, membranácea que atravessa o períneo e esponjosa incluída no corpo esponjoso do pênis com uma dilatação inicial: fossa bulbar e outra terminal: fossa navicular que se abre no exterior pelo óstio externo da uretra.

Roteiro prático do Sistema Urinário 1 Rim: face anterior 2 Rim: face posterior 3 Rim: margem medial 4 Rim: margem lateral 5 Rim: extremidade (pólo) superior 6 Rim: extremidade (pólo) inferior 7 Hilo renal 8 Seio renal 9 Pedículo renal 10 Cápsula renal (fibrosa) 11 Fáscia renal 12 Córtex renal 13 Medula renal 14 Pirâmide renal 15 Papila renal 16 Artéria segmentar 17 Coluna renal 18 Cálice menor 19 Cálice maior

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20 Pelve renal 21 Ureter: parte abdominal 22 Ureter: parte pélvica 23 Bexiga urinária 24 Músculo detrusor 25 Úvula da bexiga 26 Trígono da bexiga 27 Prega interuretérica 28 Óstio do ureter 29 Óstio interno da uretra 30 Uretra masculina: parte prostática 31 Colículo seminal 32 Utrículo prostático 33 Seio prostático 34 Uretra masculina: parte membranácea 35 Uretra masculina: parte esponjosa 36 Fossa navicular da uretra 37 Óstio externo da uretra Doenças do sistema urinário Carcinoma renal. Adenocarcinoma das células do túbulo contorcido proximal é o tumor renal mais freqüente. No quadro clínico observa-se: hematúria, dor e tumor no local. Glomerulonefrite Inflamação dos glomérulos renais de caráter auto-imune pois em geral ocorre após infecções do sistema respiratório por estreptococos. Pode ser aguda, subaguda e crônica. No quadro clínico observa-se: proteinúria, hematúria, hipertensão arterial, edemas e eventualmente insuficiência renal. Antecedente de amidalite é importante. Hidronefrose. Distensão e retenção de urina na pelve renal e ou ureter em decorrência de obstrução do fluxo da urina principalmente na junção pieloureteral. As causas mais comuns são: cálculo ureteral, estenose do ureter, bexiga neurogênica, malformações congênitas, estenoses cicatriciais, compressões extrínsecas. (vasculares, tumores, gravidez, infecções). Quadro clínico depende da causa e da evolução pode ir ata insuficiência renal por compressão do parênquima pela urina. Infecção urinária Pode ser alta ou pielonefrite quando atinge o rim e baixa, quando atinge a bexiga (cistite) ou a uretra (uretrite). A via de infecção mais comum é pela uretra. É mais freqüente em mulheres, idosos, pacientes sondados e gestantes.

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insuficiência cardíaca. O quadro clínico apresenta oligúria. Policisto renal É a presença de cisto (coleção líquida envolvida por uma cápsula). causada por contrações do 160 . dor forte descontínua na região lombar que se propaga para os genitais externos. provenientes de fatores anatômicos musculares ou nervosos. O quadro clínico apresenta hematúria (sangue na urina). hipertensão. conseqüente de glomerulonefrites. edema nos membros inferiores. com diminuição de proteínas no sangue e edema como conseqüência de doenças renais como glomerulonefrites. Litíase É a presença de cálculos (pedras) nas vias urinárias. Insuficiência renal aguda É a incapacidade do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular.Quadro clínico: na cistite apresenta disúria. hematúria. Síndrome nefrítico Caracteriza-se pela tríade: hematúria. No quadro clínico temos: edema de face e de membros inferiores podendo generalizar-se (anasarca). As causas mais freqüentes são: de esforço. Resulta de lesão renal não superada no decorrer do tempo levando a um progressivo distúrbio da função renal. culminado com a uremia e seus sintomas toxêmicos. nefropatia diabética. convulsões) e endócrinos. dor no hipogástrio. é o que ocorre na diabete. na pielonefrite apresenta febre. nictúria (eliminação aumentada duante a noite) e hipertensão arterial. congênito que pelo crescimento vão ocupando espaço no rim podendo levar à insuficiência renal. em geral. Síndrome nefrótico Perda excessiva de proteínas pela urina. micção urgente. Resultam de distúrbios metabólicos com acúmulo de cristais nas vias urinárias como oxalato de cálcio. encefalopatias (confusão mental. polineurite (inflamação de nervos periféricos).A lesão do glomérulo acarreta a passagem de glóbulos vermelhos e proteínas na urina. fosfato de cálcio e ácido úrico. hipertensão arterial ou em doenças renais. em geral. polaciúria. proteinúria e insuficiência renal aguda. O quadro clínico característico é a cólica renal. dor lombar e outros sintomas de infecção urinária. A uremia é caracterizada por sintomas nos diferentes sistemas: anorexia. vômitos. arritmias por hiperpotassemia. Insuficiência renal crônica É a incapacidade continuada do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. Incontinência urinária É a incapacidade para controlar voluntariamente a micção. de urgência. diminuição da quantidade de urina (oligúria).

) e pela reconstrução da mucosa do endométrio após a menstruação. ovarius que carrega ovos. disposição dos pêlos. Número: 2. Carcinoma da bexiga Em geral é proveniente das células do epitélio de revestimento. nos casos hiperrefléxicos temos perda de urina. Distúrbios funcionais da bexiga urinária como contração exagerada ou diminuída. nas bexigas neurogênicas por hiporreflexia há dilatação e são freqüentes as infecções. polaciúria (aumento do número de micções). quando excede a capacidade da bexiga e funcionais decorrentes dos hábitos. O quadro clínico apresenta incontinência urinária. Os órgãos genitais externos são: monte do púbis. Constituição: os órgãos genitais classificam-se em internos e externos. pela fecundação. progesterona responsável pelo amadurecimento e preparação da mucosa do endométrio. polaciúria. tuba uterina e vagina. útero. Órgãos genitais internos: Ovário: Conceito: glândula endócrina em forma irregularmente oval. o conjunto destas estruturas denomina-se vulva ou pudendo feminino. pela implantação. de transbordamento. No quadro clínico observa-se: hematúria (sangue na urina). urgência miccional e infecções urinárias. fixação do ovo na mucosa uterina. pela gestação (desenvolvimento do feto) e pelo parto. b) da definição dos caracteres sexuais secundários da mulher pela secreção de hormônios sexuais. encontro do óvulo com o espermatozóide. Dr. Etimologia: do latim. Nader Wafae O sistema genital feminino participa a) da reprodução humana pela produção da célula genital feminina. bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares maiores e menores. Descrição externa: O ovário apresenta: duas faces . SISTEMA GENITAL FEMININO Prof. relaxina que durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve.músculo detrusor. implantação do ovo e preservação da gravidez. mama etc. alterações no esfíncter ou de sua coordenação com o detrusor. direito e esquerdo Função: produção de óvulos e de hormônios – estrógeno responsável pela formação dos caracteres sexuais secundários (voz. lábios menores. Bexiga neurogênica Alteração do funcionamento normal da bexiga urinária em decorrência de distúrbios do sistema nervoso ou dos nervos que controlam a bexiga urinária. Os órgãos genitais internos são: ovário. disúria (dor ao urinar). o óvulo. forma da pelve. Situação: fossa ovária na parte lateral e posterior da pelve entre a parte oclusa da artéria umbelical e a artéria ilíca interna. duas extremidades – 161 . clitóris. lábios maiores.medial em relação com a tuba uterina (tubária) e lateral em relação com parede da pelve.

Número: 2. as fímbrias. O hilo localiza-se na margem mesovárica. Ligamentos: suspensor do ovário que fixa a extremidade superior do ovário à parede lateral da pelve). Etimologia: do latim. Útero: Conceito: órgão predominantemente muscular em forma de pêra com a parte dilatada para cima. Etimologia: do latim uterus – saco de pele para levar líquidos. o istmo da tuna uterina. córtex com os folículos ovarianos e estroma ovário e finalmente a medula do ovário. o termo salpinge usado em ginecologia deriva do grego. direita e esquerda Função: transporte do óvulo e dos espermatozóides. Ligamento: possui apenas o mesossalpinge que liga a tuba uterina ao ligamento largo. lateral. a porção inicial da tuba localiza-se no interior da parede uterina. útero-ovárico que fixa a extremidade inferior do ovário ao útero) e mesovário que fixa a margem meosvárica à lâmina posterior do ligamento largo. em seguida a porção mais longa. Situação: disposta transversalmente. a direita é tributária da veia cava inferior e a esquerda desemboca na veia renal esquerda. duas margens – mesovárica situada anteriormente e ligada ao mesovário e livre (posterior) emrelação com a tuba uterina. Óstios: nas extremidades da tuba uterina situam-se os orifícios: um deles é medial e se abre na cavidade uterina. trombeta. Tuba uterina: Conceito: é um tubo alargado na extremidade lateral que se estende do fundo do útero em direção à parede da pelve para recobrir partes do ovário. Número: 1 Função: receber o ovo e desenvolver a gestação. 162 . na parte superior da pelve menor Comprimento: 10 a 12 cm Partes: são 4.tubária (superior) encoberta pela tuba uterina e uterina (inferior) com o ligamento útero-ovárico que prende o ovário ao útero. Estrutura: O ovário é formado por uma sucessão de camadas que da externa para a interna são: epitélio geminativo. Vascularização: pela artérias e veias ovárica e uterina. Vascularização: artérias: ovárica. que se abre na cavidade abdominal. seguida por um segmento estreito fora do útero. Linfáticos: drenam para os linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. fecundação. o óstio uterino da tuba e outro. túnica albugínea. veias: ováricas. do grego histerus – que vem depois. o óstio abdominal da tuba uterina. mucular e serosa. trombeta. é a parte uterina. o infundíbulo que termina em prolongamentos que se assemelham a uma franja. Estrutura: é formada por três camadas: mucosa. ramo da aorta e um ramo da uterina. a ampola e a parte mais larga. Linfáticos: linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. ramo da artéria ilíaca interna.

Estrutura: Endométrio é o revestimento interno da cavidade do útero. o óstio anatômico interno do útero em sua parte superior e outro na vagina o óstio do útero dotado de lábios anterior e posterior. O colo do útero é aextremidade inferior apresenta duas partes: uma supra vaginal situada na pelve e outra vaginal localizada no interior da vagina. A pregas palmadas são oblíquas e se encaixam de modo a ocluir as paredes do colo. linfonodos. Paramétrio é o espaço entre as duas lâminas do ligamento largo contendo vasos.). O ligamento redondo eleva-se na folha anterior do ligamento largo enquanto o mesossalpinge e o mesovário o fazem em sua folha posterior Os ligamentos retouterinos. globosa. corpo. Faces e margens: descrevemos duas faces no útero: anterior (vesical) e posterior (intestinal) que se encontram nas laterais pelas margens do útero. em anteflexão: o ângulo de inclinação para frente formado entre o colo do útero e o corpo do útero e destrotorção. Miométrio.estreitandose inferiormente. achatada anteroposteriormente. ligam o colo do útero ao sacro e delimitam a escavação retouterina ou fundo de saco de Douglas. Ligamentos – Os ligamentos presos às partes do útero são importantes para sua suspensão e sustentação. A lâmina posterior do ligamento largo divide-se em três partes: mesossalpinge para cima. Os ligamentos transversos do colo (cardinais. a camada média constitui a musculatura do útero Perimétrio é o peritônio que envolve o útero.Localização: no centro da cavidade pélvica Posição: para posicionar corretamente o útero devemos afirmar que ele está em anteversão: o ângulo de inclinação para frente formado entre os eixos da vagina e do útero. 163 . prendem o colo do útero à parede lateral da pelve. sua camada interna ou mucosa uterina. formado pela união das lâminas anterior e posterior e liga as margens laterais do corpo do útero às paredes laterais da pelve menor. dois óstios. A distância entre os dois óstios denomina-se canal do colo do útero. mais estreito nas extremidades e no interior do qual estão as pregas palmadas e as glândulas cervicais. ou de Mackenrodt . O corpo do útero é a parte maior. gordura e os ligamentos transversos do colo. assim mesossalpinge e mesovário se encontram formando uma angulação. e colo. mesovário para trás e mesométrio para baixo. a leve inclinação e torção do útero para a direita. importante recesso para diagnóstico em ginecologia pela sua proximidade com a vagina. istmo. O ligamento redondo do útero prende o fundo do útero ao monte do púbis passando pelo canal inguinal. O fundo do útero é sua parte mais superior. O ligamento largo é o prolongamento do peritônio que após revestir o útero estende-se para ambos os lados do útero. A esses conceitos devemos acrescentar: Mesométrio localiza-se na lâmina posterior do ligamento largo ligando o útero à parede da pelve. O istmo é a parte estreita entre o colo e o corpo a partir do qual se forma durante a gravides o segmento inferior dos obstetras que pela quantidade menor de fibras musculares é o local indicado para incisões nas cesáreas. a partir da emergência das tubas uterinas. a camada externa. Partes: fundo.

Entre a parte vaginal do colo do útero e as paredes da vagina formam-se espaços denominados fórnices: anterior. Lábios maiores do pudendo são 2 dobras de pele livres que convergem nas extremidades formando as comissuras anterior e posterior dos lábios e que delimitam entre si um espaço. abrem-se entre a margem do óstio e o lábio menor do pudendo. A artéria uterina encontra-se próximo ao ligamento transverso do colo. As veias pertencem ao plexo uterino. situadas por trás do bulbo do vestíbulo lubrificam a parte inferior da vagina. Óstio da vagina – abertura para o meio exterior situado no pudendo feminino. corresponde aos corpos cavernosos do homem e como estes apresenta as partes: dois ramos. substituída posteriormente pelas carúnculas himenais. laterais e posterior. Vestíbulo da vagina: é o espaço entre os lábios menores do pudendo contendo de cima para baixo: óstio externo da uretra. Hímen – membrana que veda parcialmente a vagina. par. o vestíbulo da vagina. Bulbo do vestíbulo é outro órgão eréctil da mulher. superiormente e frênulo do clitóris. O fórnice posterior é o maior porque a parede posterior é mais longa e utilizado para recolher secreções e análise de células e pela proximidade com a escavação retouterina também usado para punções diagnósticas. . Clitóris é um dos órgãos erécteis femininos. Linfáticos: os do colo do útero drenam para os linfonodos ilíacos e os do corpo e do fundo para os pré-aórticos e aórticos laterais. atravês do pudendo feminino com o útero. mediano. inferiormente. as rugas vaginais. Lábios menores do pudendo são 2 dobras de pele por dentro dos lábios maiores e que delimitam entre si um espaço menor. Nesse ponto a artéria uterina mantem importante relação com o ureter. corresponde ao corpo esponjoso masculino. Glândulas vestibulares menores estão dispersas pelas paredes do vestíbulo da vagina. quando infectadas constituem a bartolinite. Vagina Conceito: É o tubo que comunica o meio exterior. Nas proximidades do clitóris os lábios menores do pudendo se delaminam e contornam o clitóris formando superiormente o prepúcio do clitóris e inferiormente o frênulo do clitóris. Glândulas vestibulares maiores. Etimologia: do latim bainha para guardar a espada romana chamada gládio. par situados em torno do óstio da vagina. ao atingir a parte supravaginal do colo emite ramos para o colo e para o copro do útero. Inervação: plexos hipogástrico e ovárico. É envolvido por prolongamentos dos lábios menores que formam o prepúcio do clitóris. Função: é o órgão da cópula. e dotado de pregas transversais. Órgãos genitais externos: Monte do púbis: é a saliência situada na parte anterior da vulva coberta por pêlos. clitóris.Vascularização: artéria uterina. corpo e glande do clitóris. ramo da artéria ilíaca interna. a rima do pudendo. Correspondência entre os sexos: 164 . óstio da vagina e os óstios das glândulas vestibulares maiores.

Ligamento retouterino 18.Mesométrio 23.Fímbrias da tuba uterina 6.Ligamento redondo do útero 12.Prepúcio do clitóris 32.Miométrio 20.testículo Útero .Fórnice da vagina 25.Ligamento útero-ovárico 14.Endométrio 19.utrículo (colículo seminal) Glândulas vestibulares maiores .Glândula vestibular maior 36.Istmo da tuba uterina 3.Mesossalpinge 17.Paramétrio 22.Colo do útero 10.Lábio maior do pudendo 27.Óstio da vagina 35.corpos cavernosos Bulbo do vestíbulo .Prepúcio do clitóris 29.Clitóris 30.Corpo do útero 8.Ligamento largo 13.Lábio menor do pudendo 28.Frênulo do clitóris 31.Bulbo do vestíbulo 34.Mesovário 16.Ampola da tuba uterina 4.Óstio do útero 11.Perimétrio 21.Fundo do útero 7.Infundíbulo da tuba uterina 5.Ligamento suspensor do ovário 15.  Roteiro prático de sistema genital feminino 1.Óstio externo da uretra 33.Monte do púbis 26.Ovário 2.Escavação retouterina 165 .glândulas bulbouretrais.corpo esponjoso Ovário .Lábios maiores do pudendo .escroto Clitóris .Vagina 24.Istmo 9.

posterior e intermédio. A glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. os lóbulos da glândula mamária que por sua vez são constituídos pela reunião de alvéolos em forma de cachos e cujos ductos se unem para formar os ductos maiores. Nader Wafae A glândula mamária é uma glândula de secreção externa de origem sudorífera modificada para a produção de leite e que se encontra no interior da mama. apresenta fibras musculares lisas circulares e radiadas. Através das comunicações com as veias intercostais é que entra em conexão com o plexo vertebral o que explica as metástases para o sistema nervoso central. mas na puberdade essa diferença se acentua às custas do desenvolvimento do tecido glandular e deposição de tecido adiposo. medial. muito importante em função das metástases. Estrutura interna: É constituída por 15 a 20 unidades funcionais chamadas lobos da glândula mamária com um ducto lactífero que se abre na papila mamária. Linfáticos A drenagem linfática. Drena para as veias: torácica interna. A mama situa-se na parede torácica anterior. é formada pela glândula mamária que ocupa sua parte central. A aréola é um círculo pigmentado que circunda a papila mamária. O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática da glândula mamária quando esta apresenta tumor ou câncer. serrátil anterior e oblíquo externo do abdome. Cada lobo é constituído por unidades ainda menores. Irá crescer mais durante a gravidez e regredir na menopausa. Desenvolvimento Sua formação se inicia na sexta semana a partir do ectoderma. os chamados ligamentos suspensores da mama. mais pigmentada onde se abrem os ductos lactíferos ou seios lactíferos. Estrutura externa: A papila mamária (mamilo) é uma saliência central cônica. Caso a biópsia 166 . esses ductos podem apresentar uma dilatação na extremidade ou pouco antes do final e que são os seios lactíferos. Durante a gravidez a sua pigmentação fica mais acentuada O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas circulares que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não se deve a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. Os linfonodos axilares são numerosos e dividem-se em cinco agrupamentos: lateral. quimioterápico e radioterápico e para avaliação do prognóstico. Dr. Baseia-se na progressão ordenada das células tumorais através dos linfáticos e é por onde se inicia a disseminação das metástases. Serve de parâmetro para os procedimentos cirúrgico. as fáscias superficial e profunda. por tecido adiposo que se concentra na periferia e por feixes fibrosos que a atravessam servindo de fixação. deltopeitorais e cervicais profundos. pode ser feita pelos linfonodos axilares. Vascularização A glândula mamária recebe seu fornecimento arterial das artérias: torácica interna e torácica lateral. rica em glândulas sudoríferas e sebáceas estas últimas são volumosas e formam os tubérculos. Situa-se predominantemente no agrupamento axilar. anterior. por diante dos músculos: peitoral maior.Glândula mamária Prof. Por ocasião do nascimento não apresenta diferenças marcantes entre os sexos. axilar e intercostais.

Os órgãos genitais internos são: testículo. Estando comprometido com células tumorais indica que o processo de disseminação do tumor já está em desenvolvimento. Pênis: É o órgão erétil da cópula. contrai-se em temperaturas frias e se relaxa quando estiver quente. no sistema genital masculino há órgãos comuns aos sistemas urinário e genital.revele o seu não comprometimento a cirurgia será menos ampla e o prognóstico melhor. os epidídimos e parte dos ductos deferentes. Em geral. É constituído por órgãos externos e internos. Diferentemente do sistema genital feminino que é especificamente genital. próstata. Órgão genitais externos: Escroto: É a bolsa situada atrás do pênis que contém os testículos.Ligamento suspensor SISTEMA GENITAL MASCULINO Prof.Papila mamária 3. de origem mediana entre os dois ramos não tem inserção óssea e irá constituir o corpo esponjoso abaixo dos dois corpos cavernosos. o diagnóstico precoce é fundamental para a cura e aí reside a importância do auto exame e dos meios de diagnóstico por imagem.Aréola 4. Como o câncer de mama leva de 6 a 8 anos para atingir um centímetro. Nader Wafae O sistema genital masculino é responsável a) pela produção dos espermatozóides b) pela sua condução e eliminação c) pelos caracteres sexuais secundários. epidídimo.Tubérculo 5. Dr.Glândula mamária 2. compreende dois ramos e o bulbo. A raiz é a parte fixa e oculta. Os órgãos genitais externos são: o escroto (bolsa testicular) e pênis. Apresenta duas partes: a raiz e o corpo. Tanto os corpos cavernosos como o corpo esponjoso são preenchidos por pequenos espaços (os do corpo esponjoso são menores) chamados cavernas e contornados por 167 . O escroto é constituído por pele e pelo dartos.  Roteiro prático de glândula mamaria 1. Os ramos inseridos no ísquio de cada lado irão constituir os corpos cavernosos. ducto deferente. O dartos é uma camada de fibras musculares lisas aderida à pele e que ajuda a manter a temperatura ideal do testículo. é possível distinguir suas partes direita e esquerda porque a esquerda é mais baixa que a direita e pela rafe do escroto que é uma prega na pele que separa as duas partes. o bulbo. glândulas bulbouretrais e glândulas uretrais. glândula seminal. ducto ejaculatório.

Estrutura: constituído por grupos de túbulos seminíferos contorcidos e retos separados por septos e envolvidos por uma capa resistente chamada albugínea. fáscia espermática interna. Embora originários das proximidades do rim. identificamos indo de interno para externo: túnica vaginal de origem peritoneal com dois folhetos o visceral colado à albugínea e o parietal separado.5 ºC abaixo da temperatura do corpo (em torno de 35ºC). O corpo do pênis é a parte externa propriamente dita constituído por dois corpos cavernosos. Assim sendo. através de mecanismo nervoso. responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. Todas as camadas que constituem a parede do abdome têm prolongamentos envolvendo o testículo que este levou consigo durante seu descenso. extensão do músculo oblíquo interno do 168 . o hormônio sexual masculino. Esses espaços. fáscia do pênis que é a continuação da fáscia profunda do períneo. Quando o descenso não se completa temos a criptorquidia.trabéculas. margens anterior e posterior e faces medial e lateral. tela subcutânea ou fáscia superficial do pênis e pele. irá ocorrer o contrário na fase de flacidez. a extremidade anterior do corpo esponjoso é dilatada e se chama glande do pênis. O pênis é envolvido por várias túnicas identificadas na sequência de sua parte interna para a externa por: túnica albugínea dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso de tecido fibroso denso. dorsal do pênis e do bulbo do pênis originam os ramos que vão preencher as cavernas dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso. inferior. Situação: no escroto. A glande é coberta por uma dobra de pele chamada prepúcio e na parte inferior uma prega mediana que prende a pele à glande é o frênulo do prepúcio. A margem posterior da glande do pênis. Pequenas glândulas sebáceas presentes no prepúcio (glândulas prepuciais) secretam o esmegma. o esquerdo em nível mais baixo. Esta temperatura ideal é aproximadamente1. prolongamento da fáscia transversal. o colo da glande. da qual deriva o septo do pênis situado entre os dois corpos cavernosos. Suprimento sanguíneo: As artérias: profunda do pênis. Órgãos genitais internos: Testículo: É o órgão que produz espermatozóides e testosterona. se enchem de sangue proveniente das artérias helicinas durante a ereção nessa fase a entrada de sangue sobrepuja a saída. Número: par (2) Forma e partes: oval com extremidades polo superior e polo inferior. os testículos precisam migrar até o escroto para ter neste local a temperatura ideal para a formação de espermatozóides sadios. cremaster e fáscia cremastérica. na parte anterior da glande do pênis está o óstio externo da uretra. O corpo esponjoso contém em seu interior. apesar de ser mais estreito do que os corpos cavernosos. Próximo ao epidídimo os túbulos tornam-se ductos eferentes. a uretra esponjosa comum aos sistemas urinário e genital. superiores e um corpo esponjoso. mais saliente é a coroa da glande atrás da qual se encontra um estreitamento.

esquerdo e mediano. Em seu curso no escroto e no canal inguinal o ducto deferente forma um conjunto com os vasos do ducto. semelhante a uma castanha. Partes: ápice para baixo. corpo e cauda. Trajeto: escroto. pelve. canal inguinal. Estrutura: elevada concentração de musculatura lisa e tecidos glandular e fibroso. e no cheiro do líquido seminal. Número: par (2) Situação: atrás da bexiga urinária na frente do reto e sobre a próstata. Ducto ejaculatório: É o ducto formado pela união do ducto deferente com o ducto da glândula seminal.. na frente do reto. Forma: enovelada que converge para a formação de um ducto que se une à ampola do ducto deferente para formar o ducto ejaculatório. linfáticos e nervos e as túnicas que envolvem o testiculo denominado funículo espermático. Trajeto: atravessa a próstata e se abre na uretra prostática através de 2 óstios situados ao lado do utrículo no colículo seminal. plexo vensoso (pampiniforme). 169 .abdome e fáscia espermática externa continuação do músculo oblíquo externo do abdome. Estrutura: na cabeça e parte corpo estão os ductos eferentes que formam depois o ducto do epidídimo. Número: ímpar (1) Forma: triangular. Número: par (2) Partes: sua parte terminal alargada chama-se ampola do ducto deferente. Epidídimo: É a parte do sistema genital masculino onde os espermatozóides ficam depositados. atrás e abaixo da bexiga. é ela que se une ao ducto da glândula seminal para formarem o ducto ejaculatório. cavidade abdominal. Situação: na parte inferior da cavidade pélvica. base junto à bexiga urinária e 3 lobos: direito. Glândula seminal: É a glândula que secreta o líquido tônico e nutritivo para os espermatozóides que vai contribuir na composição do líquido seminal. Número: par (2) Próstata: É outra glândula cuja secreção nutritiva entra na composição. Situação: na margem posterior do testículo Número: par (2) Forma e partes: semilunar ou da letra C subdivide-se em cabeça (superior). artéria testicular. Ducto deferente: É o tubo que continua o ducto do epidídimo e vai entrar na formação do ducto ejaculatório.

Frênulo do prepúcio 10.Prepúcio do pênis 9.Dartos 3.Cabeça do epidídimo 17. a secreção produzida se antecipa a ejaculação e vai lubrificar e lavar a uretra mudando seu Ph e preparando-a para a passagem do esperma.Fáscia espermática externa 16.Óstio externo da uretra 170 . O colículo seminal é uma elevação situada na uretra prostática que apresenta no seu centro um orifício em fundo cego chamado utrículo aos lados do qual se abrem os ductos ejaculatórios.Corpo do epidídimo 18.Cremaster 15.Fáscia espermática interna 14.  Roteiro Prático do Sistema Genital Masculino 1.Glande 6.Colo da glande 8.Seio prostático 26.Túnica albugínea 12.Raiz do pênis 28. abrem-se no início da uretra esponjosa.Glândula seminal 22.Bulbo do pênis 30.Corpo cavernoso 5.Escroto 2.Funículo espermático 27.Cauda do epidídimo 19. Glândulas uretrais: Numerosas e diminutas se abrem ao longo da uretra esponjosa com função semelhante às bulbouretrais.Corpo do pênis 29.Próstata 24.Coroa da glande 7.Ampola do ducto deferente 21.Colículo seminal 25.Corpo esponjoso 4.Ductos: não possui um único ducto de escoamento e sim vários que se abrem na uretra prostática ao lado do colículo seminal nas regiões chamadas seios prostáticos. Glândulas bulbouretrais: Duas pequenas glândulas situadas próximo à uretra membranácea.Túnica vaginal (lâmina parietal) 13.Testículo 11.Ducto ejaculatório 23.Ducto deferente 20.

exercício intenso e nos distúrbios psíquicos. Na maioria das vezes os sintomas já são devidos às metástases. Hemorragias após a relação sexual é um dos sinais. doenças consumptivas. . O auto exame é muito importante e a palpação de pequenos nódulos é motivo para esclarecimento diagnóstico. Tumor maligno responsável pelo maior número de mortes em mulheres. medicamentos. Pode ocorrer também nos casos de hímen imperfurado. distensão e ascite. fraqueza. anorexia nervosa. Câncer do colo do útero Mais frequentemente é do tipo epidermóide. alterações de permeabilidade dos ductos de Muller a partir dos quais se desenvolvem os genitais internos. supra-renal. na síndrome de Morris ou pseudohermafroditismo masculino com cariótipo masculino (XY). 171 . menopausa precoce. testículos intraabdominais e diminuição ou ausência de ação dos andrógenos. O exame de Papanicolau é importante como prevenção. A incidência anterior em familiares é importante fator predisponente. dissemina por via linfática daí a importância do exame do paramétrio. tumores de ovário. É primária quando a mulher nunca menstruou até os 16 anos. deltopeitorais e cervicais profundos. das células germinativas. do estroma ovárico ou dos tubos embrionários. É secundária quando a mulher já menstruou e está ausente durante três meses seguidos. dor abdominal. na síndrome de Rokitanski. ou por via linfática. ocorre nas anomalias de desenvolvimento dos genitais como: na síndrome de Turner. Câncer do endométrio Adenocarcinoma é o câncer de útero mais freqüente. Câncer do ovário Pode originar-se do epitélio (maioria). As causas mais freqüentes são: insuficiência ovariana. Câncer do pudendo feminino Geralmente é carcinoma epidermóide dos lábios maiores do pudendo e o prurido local é o sintoma mais comum. a hiperplasia suprarenal congênita. A principal via de disseminação é a linfática para os gânglios axilares. Displasia do colo do útero. Hemorragia genital em mulheres em menopausa é um indicativo. As metástases ocorrem por via linfática e hematogênica assim como propagação aos órgãos vizinhos. anorexia nervosa. Câncer da glândula mamária Com maior freqüência são carcinomas epiteliais dos ductos (ductal) ou glandulares (lobares) mas pode ocorrer sarcomas também. doenças da tireóide. A propagação para o peritônio é muito freqüente.Doenças do sistema genital Amenorréia É a falta de menstruação. ausência do cromossomo X. Os fatores predisponentes são vários.

tuba uterina (salpingite) e ovário (ooforite). em geral na tuba uterina. mais freqüentes são: estafilococo e estreptococo. A mama se apresenta inflamada. Mastite É a infecção da glândula mamária. pode eliminar secreção purulenta pela papila mamária. do ovário. dolorida. não apresenta sintomas a não ser o abaulamento na parte inferior do abdome. A distensão que ocorre na tuba acaba em sua ruptura e hemorragia abdominal grave. A paciente pode apresentar dor pélvica e durante a menstruação (dismenorréia). forte dor abdominal. Gravidez ectópica É o desenvolvimento da gravidez fora do útero. Presença de cistos palpáveis e endurecidos na mama. Fibroadenoma mamário É tumor benigno da mama deriva de tecido conjuntivo ou glandular. Apresentase como um nódulo endurecido. quadro de abdome agudo. mas sangramentos menorragias) podem ocorrer. do corpo do útero. como no peritônio.A transição entre o epitélio cilíndrico e o epitélio estratificado presentes no colo do útero pode originar tecidos anormais e cancerizar. ovário. Doenças sexualmente transmissíveis por chlamydia e neisseria gonorrhoeae são freqüentes mas podem ser causadas por outras bactérias que passam pelo colo do útero (cervicite). Mastopatia fibrocística. As causas masculina mais freqüentes são: varicocele. azospermia (ausência de espermatozóides).. Esterilidade É a impossibilidade de se realizar a gravidez. músculos abdominais contraídos e choque hemorrágico. ligamentos e até nas paredes do intestino e bexiga urinária. A paciente apresenta dor pélvica e corrimento (escoamento de secreção pela vagina). insuficiência testicular. Endometriose É o desenvolvimento do tecido endometrial além de seu local habitual na camada interna do útero. Causa desconhecida. 172 . inflamações no testículo (orquite) ou no epidídimo (epididimite). As causas femininas mais freqüentes são: doenças do colo uterino. útero (endometrite). Infecções nos órgãos genitais internos da mulher Na maioria das vezes são provocadas por via ascendente a partir dos genitais externos. criptorquidia. febre e linfonodos aumentados. As bactérias que em geral entram pela papila mamária. Em geral. Mioma uterino Tumor da musculatura lisa do útero de evolução benigna.

Nos homens provoca uretrite e pode propagar-se ao epidídimo (epididimite) ou próstata (prostatite). Pode causar infertilidade. dá metástases por vias sanguínea e linfática para os ossos. ausentes ou escassas. de sustentação (células de Leydig. Necessita de atendimento de urgência. sensação que não esvaziou a bexiga) até a retenção total. Parafimose é o estrangulamento da glande quando houve retração de um prepúcio estenosado. Criptorquidia É o descenso incompleto do testículo que pode permanecer no abdome ou no canal inguinal.. Ovário policístico. de Sertoli. 173 . diminuição do volume e da distância do jato de urina. A via principal de disseminação é linfática. Fimose Impedimento de exposição da glande por constrição do prepúcio que a envolve. Pêlos podem aparecer pelo corpo. Gonorréia Doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neiseria gonorrhoeae. Os ovários se apresentam aumentados de tamanho e com cistos múltiplos provenientes de folículos ovarianos que apresentaram distúrbios no desenvolvimento. Pólipo endometrial Formações benignas derivadas do endométrio que crescem para o interior do útero.. ou granulosas). por disposição antômica são mais freqüentes no lado esquerdo.Pode provocar infertilidade. sensação que não esvaziou a bexiga. Câncer do testículo Pode originar-se de células germinativas (seminomas. No quadro clínico observa-se: sintomas obstrutivos. Pode ser unilateral ou bilateral. Carcinoma da próstata É o tumor maligno mais freqüente no sexo masculino. Hiperplasia prostática Crescimento benigno da próstata.. Invade órgãos vizinhos. Geralmente é assintomático mas sua ausência no escroto é percebida. reprodutivas. pulmão e fígado. São comuns alterações nos ciclos menstruais e menstruações irregulares. No quadro clínico observa-se: os sintomas são decorrentes da obstrução da uretra (diminuição do volume e da distância do jato de urina. Varicocele Varizes do plexo pampiniforme (veias escrotais). coriocarcionomas).

o cancro. É constituído por 3 camadas: a túnica externa. A córnea é transparente e constitui a parte anterior desta camada. acomodando a visão para postos distantes. É uma doença que transcorre por fases: a sífilis primária tem como característica a ulceração abaulada e indolor. importante para a drenagem do humor aquoso. sua contração relaxa a zônula ciliar e a lente dilata melhorando a visão para pontos próximos. A esclera é a parte branca. É na esclera que se fixam os músculos extrínsecos do olho e é atravessada pelo nervo óptico. são vistos na parte periférica e posterior da íris. Sua cor depende da quantidade de melanina que possua. Túnica fibrosa: É a camada externa formada pela esclera e pela córnea. quando o músculo ciliar relaxa. Alterações desse ângulo (mais fechadoi ou mais aberto) influenciam na etiologia do glaucoma. é a retina. a íris e o corpo ciliar. A ação do músculo ciliar interfere na forma da lente. compreende a corióide. a órbita óssea formada pelos ossos: etmóide. de cor escura por ser pigmentada. 174 . zigomático e palatino. a zônula ciliar distende e a lente estreita. maxila. pigmentada. os processos ciliares. reveste a esclera por dentro. a sífilis secundária apresenta febre. Nas mulheres manifesta-se com os sintomas de infecção urinária. a fase terciária ocorre vários anos depois com comprometimento dos sistemas circulatório e nervoso. vascular. compreende a esclera e a córnea. Nader Wafae O bulbo do olho está situado no interior de uma cavidade na face. pelo corpo ciliar e pela íris. aumento dos linfonodos regionais e lesões dispersas pela pele. lacrimal. A íris. resistente e opaca que constitui os 2/3 posteriores desta camada. fibrosa. esfenóide. que se prendem à zônula ciliar e auxiliam na fixação da lente. a túnica média. funciona como um diafragma que dilata e diminui a abertura central chamada pupila. localizado no ponto de entrada no ato sexual. Bulbo do olho Prof. Dr. frontal. Nos homens manifesta-se com secreção esbranquiçada ou purulenta pela uretra e disúria (dor ao urinar). Sífilis Doença sexualmente transmissível provocada pelo espiroqueta Treponema pallidum. nervosa. também escuro. A corióide. O corpo ciliar.Nas mulheres provoca uretrite ou cervicite (inflamação do colo uterino) e pode propagar-se ao endométrio e tubas uterinas. escuros. Entre a córnea e a íris forma-se um ângulo chamado ângulo iridocorneal. A musculatura apresenta fibras circulares que diminuem a pupila e fibras radiadas que aumentam a pupila. controlando a entrada de raios luminosos. Túnica vascular: É a camada média formada pela corióide. Na transição entre essas duas partes conhecida por limbo da córnea encontramos o seio venoso da esclera (canal de Schlemm) que drena o humor aquoso. muscular. é formado pelo músculo ciliar (liso) situado entre a corióide e a íris e por filamentos concêntricos. e a túnica interna.

estrato ganglionar. reto inferior. oblíquo inferior. O espaço entre a lente e a retina (4/5 do bulbo) constitui o corpo vítreo que é preenchido por uma massa gelatinosa e transparente. Estruturas anexas ao bulbo do olho Túnica Conjuntiva é a mucosa que reveste a parte anterior do bulbo do olho e a parte interna das pálpebras. deslocamento para o meio M. pela ausência de fotorreceptores. abaixamento. lente dilatada possibilita visão próxima. o humor vítreo. a mácula lútea com a fóvea central (foco de melhor visão com numerosos cones). Túnica nervosa: É formada pela retina cujos 2/3 posteriores constitui a parte óptica onde se encontram: os receptores fotossensíveis (cones e bastonetes). estrato limitante interno. reto lateral. O limite entre estas duas partes: óptica e cega forma a ora serrata. Lente A lente (cristalino) é transparente. oblíquo superior. reto medial. estrato das neurofibrilas. pelo ponto lacrimal no centro da papila. e pelo ducto lacrimonasal que do saco lacrimal abre-se no meato nasal inferior. abdução. biconvexa. Por diante da lente e atrás do corpo ciliar encontra-se a câmara posterior contendo humor aquoso. A lente estreitada possibilita visão à distância. deslocamento para baixo e lateralmente M. reto superior. estrato nuclear interno. extorção. intorção. estrato limitante externo. A retina é constituída por duas subcamadas: o estrato pigmentoso que contém pigmentos e o estrato nervoso formado por uma série de estratos ou camadas onde se encontram as células nervosas que participam da via da visão: estrato dos segmentos externo e interno. deslocamento para o lado M. canalículo lacrimal que começa no ponto lacrimal e termina no saco lacrimal situado na margem medial da órbita. O humor aquoso é produzido por vasos nos processos ciliares do corpo ciliar e reabsorvido pelo seio venoso da esclera. O terço anterior é a parte cega. pela papila lacrimal (parte medial das pálpebras). deslocamento para cima M. a câmara anterior preenchido por um líquido chamado humor aquoso que também preenche a câmara posterior situada entre a íris e o corpo ciliar e lente. e o disco do nervo óptico (ponto cego). Músculos: a) movimentação do bulbo do olho: M. e está fixa por uma espécie de ligamento chamado zônula ciliar à retina e ao corpo ciliar auxiliada por filamentos do corpo ciliar. os processos ciliares. deslocamento para baixo M. adução. elevação. Aparelho lacrimal: formado pela glândula lacrimal (na parte súpero-lateral da órbita).Entre a córnea e a íris existe um espaço. deslocamento para cima e lateralmente b) movimentação da pálpebra 175 . estrato plexiforme interno.

Corióide 4. infecção bacteriana da conjuntiva e córnea. Córnea 3.Terçol. Esclera 2. 3. levanta a pálpebra superior Principais alterações da visão Alterações de refração 1.Degeneração da mácula por deficiência de irrigação sangüínea. Músculo reto superior 13.Miopia. Nervo óptico 9.Hipermetropia. a focalização dos raios luminosos é distorcida por problemas de contorno na córnea ou na lente. a focalização dos raios luminosos verifica-se antes da retina porque o bulbo do olho está alongado. problemas nos músculos do bulbo dificultando a focalização simultânea de ambos os olhos. a focalização dos raios luminosos verifica-se atrás da retina porque o bulbo do olho está encurtado.Astigmatismo. Lente 10. Músculo oblíquo inferior 17.Descolamento da retina. Íris 6.Conjuntivite.Presbiopia. no qual a retina é separada da túnica vascular. Músculo reto medial 15.Ceratite. Retina 8. Câmara anterior 11. Alterações nos anexos do bulbo 1. 3.Calázio. inflamação da túnica conjuntiva.Glaucoma. Alterações obstrutivas 1. opacificação da lente. infecção no folículo piloso de um cílio Roteiro prático do bulbo do olho: 1. opacificação da córnea. aumento da pressão intra-ocular pelo predomínio da produção de líquidos nas câmaras oculares sobre sua reabsorção. 2.Tracoma. Alterações da retina 1. 2. Pupila 7.Catarata. Músculo reto lateral 14. 3. 2. Corpo ciliar 5.M. levantador da pálpebra superior.Estrabismo. Músculo oblíquo superior 176 . 3. 2. dilatação palpebral por obstrução de suas glândulas 4. Músculo reto inferior 16. a focalização dos raios luminosos é prejudicada porque a flexibilidade da lente está diminuída e consequentemente a sua acomodação. 4. Câmara posterior 12.

Virando o olho com as aberturas para baixo solte o humor vítreo (gelatina) que forma o copo vítreo e identifique no fundo do olho a túnica nervosa ou retina (branca) que geralmente encontra-se solta. Orelhas Prof.é constituída de cartilagem elástica e pele. conjuntiva. Dr. antitrago e depressões: escafa. Orelha externa: compreende a orelha e o meato acústico externo Orelha . retirando o corpo adiposo da órbita e os fragmentos dos músculos. Músculo levantador da pálpebra superior Dissecção do bulbo do olho Material: olho bovino. esclera (branca).18. corpo adiposo da órbita e fragmentos dos músculos extrínsecos do bulbo do olho. expondo a esclera. pinça dente de rato.Da mesma forma como recortou a córnea faça o mesmo na transição entre a íris e a corióide. Nader Wafae Compreende 3 partes: orelha externa. 1. a saliência de mesmo trajeto porém anterior a ela é a antélice e as duas pequenas saliências próximas ao poro acústico externo são o trago na frente e antitrago atrás. Despregue a lente do corpo ciliar. a córnea e o nervo óptico. e atrás da íris identifique os processos ciliares (delgados filamentos pretos) de distribuição radial. apresenta saliências: hélice.Identifique a córnea (transparente). 2. orelha média e orelha interna.Faça uma pequena incisão perpendicular na esclera nos seus quatro pontos cardiais. A hélice é a saliência que forma o contorno da orelha.Perfure a córnea com a ponta do bisturi em um ponto do limbo da córnea (transição entre córnea e esclera). antélice. bisturi e tesoura. 4. 3. nervo óptico. deixe um pequeno segmento para permitir o seu rebatimento lateral. Desta maneira ficou exposta a câmara anterior cujo humor aquoso extravasou quando perfurou a córnea. A 177 . 7. 6. fossa triangular. Identifique a íris. em seguida introduza a ponta da tesoura nesse ponto e recorte a córnea contornando-a mas. 5. a pupila e a lente através da pupila.Introduza a tesoura fechada entre as túnicas esclera (branca) e corióide (preta).Com a tesoura. A câmara posterior ficou exposta. e uma parte inferior não cartilagínea que é o lóbulo da orelha. trago. Identifique o disco do nervo óptico. não a corte inteiramente. abra a tesoura com cuidado o suficiente para separa a esclera da corióide em toda a sua circunferência. limpe a peça. concha da orelha.

que se comunica com a orelha média através das janelas do vestíbulo e da cóclea e interliga os canais semicirculares com a cóclea. a janela do vestíbulo. Havendo necessidade de puncionar a membrana. em forma de arcos são em número de 3: anterior. (líquido que separa o labirinto ósseo do labirinto membranáceo) e pela endolinfa outro líquido no interior do labirinto membranáceo. A membrana timpânica é uma lâmina oblíqua que separa a orelha externa da orelha média. a membrana timpânica presa ao martelo completada por pequenos espaços acima da membrana. O vestíbulo é uma dilatação na parte média do labirinto. Na parede anterior (carótica). o soalho (jugular) apresenta a fossa jugular. onde se encontra o estribo e a janela da cóclea. isto deve ser feito no quadrante inferior e posterior para se evitar o descolamento do ossículo martelo nela inserido. a do tímpano em relação com a janela da cóclea. Orelha interna: situada na parte petrosa do osso temporal. é um espaço cheio de ar contendo no seu interior os ossículos da audição (martelo. recesso epitimpânico e abaixo.depressão entre a hélice e a antélice é a escafa. os dois primeiros são verticais mas perpendiculares entre si e o terceiro é horizontal. O labirinto membranáceo é o conjunto de estruturas formadas de tecido conjuntivo fibroso. situadas no interior do labirinto ósseo. As articulações entre martelo e bigorna e entre a bigorna e o estribo são sinoviais. a depressão superior que resulta da bifurcação da antélice é a fossa triangular e a depressão maior em torno do poro acústico externo é a concha da orelha. É dividida por uma lâmina espiral óssea formando duas rampas: a rampa superior é a do vestíbulo em relação com a janela do vestíbulo e a rampa inferior. Orelha média: ou cavidade timpânica. é constituído por: ductos semicirculares. A perilinfa é o líquido que isola o labirinto ósseo de sua parte interna. o ponto central de sua face lateral denomina-se umbigo. O meato acústico externo é um conduto fibrocartilagíneo revestido por pele com numerosas glândulas que produzem o cerume se inicia pelo poro acústico externo e termina na membrana timpânica. bigorna e estribo) e os músculos: tensor do tímpano (para o martelo) e estapédio (para o estribo). uma espiral semelhante a casa de um caracol com duas voltas e meia em torno de um eixo central. inferior. o labirinto membranáceo. O labirinto ósseo é constituído por: canais semicirculares. posterior e lateral. é formada pelo labirinto ósseo (conjunto de espaços ósseos encurvados). Na parede posterior (mastóidea) encontramos as comunicações com as células mastóideas e o músculo do estapédio e na parede medial (labiríntica). sáculo e ducto coclear. 178 . está a tuba auditiva que comunica a orelha média com a parte nasal da faringe e o mússculo tensor do tímpano. A cóclea. o recesso hipotimpânico. o modíolo. A parede superior (tegmental) é formada pela parte petrosa do osso temporal. utrículo. pelo labirinto membranáceo (tecido conjuntivo fibroso situado no interior do labirinto ósseo e que reproduz aproximadamente a sua forma) pela perilinfa. um em cada plano do espaço. vestíbulo e cóclea. Os canais semicirculares. ocluída pela membrana timpânica secundária. Apresenta na parede lateral (membranácea). superior.

4. Concha da orelha 6.Os ductos semicirculares estão situados no interior dos canais semicirculares apresentam a mesma forma e recebem os mesmo nomes.Tipos de surdez: 5. de condução: excesso de cerume. Fossa triangular 9. relacionam-se igualmente com receptores do equilíbrio.infecções da orelha média 3. de percepção: na via da audição Roteiro Prático de Orelhas Orelha externa 1.por infecções.Perfuração da membrana timpânica .3. Tumores dos nervos 5. O ducto coclear com forma triangular. vértice na lâmina espiral e base na parede da cóclea e endilinfa em seu interior é a parte do labirinto membranáceo situada no interior da cóclea e relaciona-se com a audição. O sáculo intercomunica o utrículo com o ducto coclear. Hélice 3. perfuração de membrana timpânica. Estribo 14.Otite média .2. Sua parede superior é a membrana vestibular e a parede inferior é a lâmina basilar e em seu interior encontra-se o órgão espiral com os receptores para a audição. Otosclerose . Utrículo e sáculo estão situados no interior do vestíbulo. Doença de Meniere associada com alterações do equilíbrio causada por alterações vasculares na orelha interna. Janela do vestíbulo 179 .1.1. Martelo 12. suas extremidades dilatadas chamamse ampolas e se comunicam com o utrículo. Lóbulo da orelha 2.Deficiências auditivas ou perda da audição 4. infecções. 5. Meato acústico externo Orelha média 10. Escafa 5. otosclerose. O utrículo forma a base onde se abrem os ductos semicirculares.infecções da orelha externa 2.2.degeneração e soldadura dos ossículos da audição 4. Bigorna 13. Receptores no seu interior são estimulados pelas alterações do equilíbrio. Antélice 4. Antitrago 8. Afecções mais comuns das orelhas: 1. Membrana timpânica 11. Trago 7. traumas e ruídos intensos 4.Otite externa . anterior (vertical). lateral (horizontal) e posterior (oblíquo).

Cóclea 20. Canais semicirculares 19. Tuba auditiva Orelha interna 18. Janela da cóclea 16. Vestíbulo 180 . Células mastóideas 17.15. Meato acústico interno 21.

armazenamento mais duradouro de gordura.5 mm a 1. Cristas papilares: são linhas salientes da epiderme que nos dedos constituem as impressões digitais: importância em medicina legal.células mortas com queratina. caroteno. Pêlos: Resultam de processos especiais de queratinização de células epiteliais situam-se no derma. Partes: 3 camadas . barba. Tela subcutânea ou hipoderme formada por tecido adiposo e conjuntivo frouxo. impermeabilização. Coloração: deposição de pigmentos . Função: proteção. axilares. Nader Wafae É a túnica que reveste toda a superfície corporal compreendendo: pele com seus anexos (pelos. regulação térmica e sensibilidade. regulação térmica. armazenamento. vasos. evaporação do suor. cabelo. Partes: a) raiz = interna. sensibilidade. mais externa. grumos arredondados de gordura. incluída no folículo piloso. descamativa. dilatação inicial é o bulbo onde se encontra uma escavação.de reprodução celular Derme . hemoglobina. terminações nervosas (Ruffini). Esse cálculo tem importância nas queimaduras. icterícia (amarelo esverdeado). Para o cálculo de partes do corpo humano utiliza-se a regra dos 9% (vem em queimaduras). a papila. A elasticidade da pele diminui com a idade. cílios. gordura se dispõe em camadas paralelas à pele. Estrutura: Epiderme e derme Epiderme . b) haste = externa.tecido epitelial. Dr. Ocupando 7% do peso corporal é o nosso maior órgão.tecido conjuntivo: contém glândulas.5 mm mais espessa na palma da mão e planta do pé. vibrissas. unhas.a)areolar = mais superficial. pestana etc. glândulas sebáceas. Pele Funções: proteção. púbicos. zona germinativa . c) lamelar. Espessura: variável de 0. partes = zona córnea e zona germinativa. glândulas sudoríferas. vermelha (febre. fibras elásticas que se dispõem em grupos de mesmo sentido (importância cirúrgica). Aplicações: local das injeções hipodérmicas. cianose (extremidades roxas). receptores táteis (Meissner). Tipos. livre constituída 181 . folículos pilosos. Funções: reserva de gordura e impede perda de calor. ou queimaduras). glândulas mamárias) e tela subcutânea. mais profunda. é a primeira a ser mobilizada. A observação da cor da pele permite fazer diagnósticos: anemia (pálida).melanina (na camada germinativa). possibilita o deslizamento das camadas de gordura e portanto da pele o que auxilia a palpar os órgãos deslizando a pele.Tegumento Comum Prof. b) fáscia superficial película fina de tecido fibroso. Área: cerca de dois metros quadrados ou mais corretamente é obtida multiplicando-se o peso pela altura. zona córnea .

Glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea.inervação simpática . Eponíquio 11. proximal. Papila mamária 182 . Roteiro Prático de Tegumento Comum 1.zona córnea 2. Tela subcutânea 7. Na axila as células se desintegram junto com o suor e produzem cheiro. oculta por uma prega da pele chamada eponíquio (cutícula). Epiderme . aréola (pele pigmentada circular. é formada pela glândula mamária e por tecido adiposo. Partes: raiz. Função: proteção das extremidades e defesa contra agressões.zona germinativa 3. Lúnula 14. Músculo eretor do pelo . O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. Função: conserva o calor e lubrifica a pele. Corpo. com glândulas sudoríferas e sebáceas. Glândula sebácea 5. Unhas: derivam do endurecimento da camada córnea da pele nas extremidades dos dedos (células corneificadas). Pêlo . Glândulas sudoríferas: Função: regulação térmica.raiz 9. Leito ungueal é a camada de pele embaixo do corpo e matriz embaixo da raiz (formadora da unha).bulbo com papila 10. Periníquio 12. Glândulas sebáceas: são anexos do pêlo. Mama: situada na parede torácica anterior por diante dos músculos peitoral maior e escaleno anterior. Corpo da unha 15. fibras musculares lisas). abremse no folículo piloso e suas células são eliminadas conjuntamente. Glândula sudorífera 6. Hiponíquio 13.emoção e frio. as margens laterais são cobertas por pregas de pele chamadas de periníquio e sob a borda livre outra prega de pele chama-se hiponíquio. cortical (queratina dura) e medula (queratina mole). distal.estímulo . Cor . Epiderme . faltam na palma da mão e na planta do pé. a parte clara em meia lua é a lúnula (opacidade aos capilares).haste 8.de fora para dentro por cutícula. Maior quantidade na palma da mão e planta do pé. Pêlo . produzem gordura chamada sebo. exposta. Função: produção de leite para amamentação. Estímulo = calor e emoção.tubérculos.depende da quantidade de melanina na cortical. Partes: papila mamária (mamilo) (abertura dos ductos lactíferos ou seios lactíferos. situam-se no derme. Pêlo . são do tipo tubular e seu longo ducto se abre na superfície da pele através do poro. Derma 4.

Descontinuidade anormal comprometendo a integridade das camadas da pele.5% Genitais = 1% 183 .5% Região anterior do membro inferior direito = 7% Região anterior da cabeça e do pescoço = 10. Indica uma infecção. Pápula – Elevação delimitada e endurecida da pele.Área circunscrita de coloração mais clara de causa pigmentar. Eritema .5%) Tronco: região anterior = 18% (parede torácica = 9%. Fotofitomelanose – Manchas hiperpigmentadas provocadas pelos raios solares sobre a pele com resíduos vegetais. Úlcera . nuca 4.16.5%. posterior = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%.Mancha avermelhada por vasodilatação.5% Região anterior do membro superior esquerdo = 4. Aréola 17. posterior 4.5%.5%) Membro superior D = 9% (anterior 4. em princípio de natureza não infecciodsa. Doenças da pele. de segundo grau quando atinge a epiderme e a derme. Cisto – Tumoração encapsulada com retenção de líquidos. Queimaduras cutâneas É a lesão da pele pelo calor que pode provir do fogo. Por ocasião do atendimento de pessoas com queimaduras é importante o cálculo da área de pele atingida.5%. e de terceiro grau quando a pele do local é inteiramente destruída. Mancha acrômica ou apigmentada . parte abdominal = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%. Pústula – Elevação de pele contendo secreção purulenta no interior. Um dos critérios é a regra dos nove pela qual se atribui para cada segmento do corpo o valor 9% em relação à área total. radiação ou choque elétrico.Pequena elevação da pele contendo líquido em seu interior.Área circunscrita de coloração mais escura. dor e descamação. assim temos: Adultos Cabeça = 9% (face 4. Vesícula .5%) Membro superior E = 9% (anterior 4. Tubérculo 18. Glândula mamária Tipos de lesões cutâneas Bolha . Crianças Região anterior do tórax e do abdome = 16% Região anterior do membro superior direito = 4.Elevação arredondada da pele com líquido em seu interior maior que a vesícula. Mancha hipercrôimica ou hiperpigmentada . parede abdominal = 9%) Tronco: dorso = 18% ( parte torácica = 9%. posterior = 9%) Genitais externos = 1%. Podem ser de primeiro grau quando atinge apenas a epiderme e apresenta cor vermelha intensa. posterior 4. apresenta além das características anteriores também bolhas.

Piodermites Infecção bacteriana. Ptiríase versicolor Infecção causada pelo fungo pityrosporum ovale. Pediculose Infecção da pele recoberta de pêlos causada pelo parasita hematófago Pediculus humanus. os lepromas sobretudo na face (face leonina). Fatores hormonais também estão envolvidos. Assumem formas diversas conforme o local comprometido: foliculite (folículo piloso).5% Região posterior do membro inferior direito = 7% Quando a extensão da área de pele apresenta queimaduras que supere 50% da superfície corporal. celulite (tela subcutânea). O local mais característico é eponíquio das unhas. Resulta da obstrução do orifício do folículo por queratina e conseqüente infecção bacteriana. Escabiose A sarna é uma infecção da pele produzida pelo ácaro ( sarcoptes scabiei).Região anterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior da cabeça e do pescoço = 10. de 30 a 50% é muito grave e se ocupa entre 15 a 30% é grave. picadas etc. Distúrbios cutâneos de natureza infecciosa Acne (espinha) É a inflamação do folículo piloso.5% Região posterior do membro superior esquerdo = 4. Caracateriza-se pelo aparecimento de manchas claras ou escuras descamativas no tronco. inpetigo (epiderme). Herpes simples Infecção viral pode ser extragenital (tipo I) e genital (tipo II) Herpes zoster Infecção viral que em geral acompanha o trajeto de nervos. 184 . A erisipela provocada pelo estreptococo beta hemolítico é de maior gravidade. em geral estafilococo ou estreptococo que entram em locais com solução de continuidade na pele. ou piolho. Candidíase É uma infecção cutânea causada pelo fungo Candida. Hanseníase É causada pelo Mycobacterium leprae que atinge pele e nervos. Casos mais acentuados podem apresentar tumefações. Apresenta manchas descoradas com distúrbio de sensibilidade. o prognóstico é gravíssimo. áreas descoradas com eritemas nas bordas.5% Região posterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior do tórax e do abdome = 16% Região posterior do membro superior direito = 4. cortes.

Com maior freqüência localiza-se na cabeça e no pescoço. 185 . Tumores Angiomas São aglomerados extensos de vasos sanguíneos formando tumores de evolução benigna. mudanças de clima ou em reação a certos medicamentos. porém as mais características são hiperpigmentações na face lembrando as asas de uma borboleta. geralmente bilateral de causa desconhecida. Mas pápulas e escamações pelo corpo podem aparecer. queimaduras. Pênfigo Moléstias caracterizadas pelo aparecimento de bolhas na pele e nas mucosas. com escamas comuns nos cotovelos. Carcinoma basocelular Tumor maligno mais freqüente que tem origem na camada basal da epiderme. Lupus eritematoso Apresenta-se polimórfico quanto às lesões cutâneas. imunológicos ou nervosos Ictiose O comprometimento na queratinização da pele resulta em pele áspera lelbrando escamas de peixe daí o nome. tinea pedis ou pé de atleta ou frieira ou pelo corpo. Distúrbios imunológicos ou de causa desconhecida Alopecia É a perda de pêlo.Tinha Infecção causada por fungos do tipo dermatófitos com formação de manchas avermelhadas e escamosas procipalmente na periferia. De acordo com o local em que se encontram temos: tinea capitis. Em geral resultam de traumatismos. A exposição ao sol é um fator importante. joelhos e couro cabeludo. hormonais. arredondadas. A exposição ao sol é importante fator. Carcinoma epidermóide É um tumor maligno cuja origem procede dos queratinócitos da epiderme. fatores hereditários. Podem ser congênitos ou adquiridos. Vitiligo Distúrbio caracterizado pela descoloração da pele em placas. Psoríase Apresenta placas avermelhadas. cicatrizes por infecções. Verrugas Pápulas endurecidas provocadas por vírus. Evolui em surtos sobretudo fundo emocional.

Conhecida por caspa. térmicos etc. Altamente metastático. Dr. principalmente no couro cabeludo.Cefálicas 2 . causada por agentes irritantes.Cervicais hipófise e glândula pineal tireóide e paratireóides 186 . fatores imunológicos. Classificação: Apesar de terem surgido vários critérios para classificá-las todos os critérios apresentam vantagens e desvantagens por isso em anatomia adotamos a classificação pela localização em que as glândulas se encontram: 1 .Melanoma Tumor de origem pigmentar dos melanócitos e portanto hiperpigmentado. SISTEMA ENDÓCRINO Prof. em geral por medicamentos. Nevo pigmentar A hiperpigmentação da pele pode dever-se ao aumento da quantidade de melanina ou do número de melanócitos. Essa integração não se faz através de estruturas anatômicas dispersas no interior do corpo como ocorre com os outros dois sistemas mas através dos hormônios produzidos pelas glândulas endócrinas ou sem ducto que se difundem pelo organismo promovendo a integração. roupas. fatores emocionais. cosméticos. Glândulas sem ducto São glândulas que produzem substâncias químicas chamadas hormônios que são lançadas na corrente sangüínea já que não possuem ductos e por isso são também chamadas de glândulas sangüíneas. Nader Wafae O sistema endócrino é um dos três sistemas de integração do nosso organismo juntamente com os sistemas nervoso e circulatório. Cisto sebáceo Glândulas sebáceas encapsuladas obstruídas e dilatadas pela retenção do sebo. alimentos. Urticária Reação inflamatória com vergões ou vermelhões com prurido. Eczema Lesão cutânea. Outras causas Dermatite seborréica É o processo inflamatório da derme mais comum em locais com grande quantidade de glândulas sebáceas. Os locais mais freqüentes são dorso e pernas. em geral alérgica.

promovendo o crescimento em estatura. sua produção é regulada pela própria tireóide em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo. regulado pelo hipotálamo Distúrbios hormonais: excesso de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao gigantismo. supra-renais. diminuição de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao nanismo hipofisário. se o excesso de hormônio é produzido após a fase de crescimento gera a acromegalia em que as partes moles das extremidades aumenta consideravelmente.Abdominais 5 . Folículo estimulante (FSH) atua sobre o ovário promovendo o desenvolvimento do folículo ovariano e nos homens a produção de espermatozóide. Hormônios produzidos: Somatotrófico (do crescimento) estimula o aumento da cartilagem nas lâminas epifisiais dos ossos longos e sua transformação em osso. A hipófise anterior ou adenohipófise origina-se embriologicamente da parte superior da boca e sobe durante seu desenvolvimento. situada no hipotálamo. Prolatina.Cefálicas: Hipófise. sua produção é regulada por mecanismo de retroalimentação de hormônios sexuais.3 . na fossa hipofisial da sela turca do osso esfenóide é formada por 3 partes das quais a segunda parte é insipiente no ser humano. Assim sendo. que conduz a produção de progesterona. rins ovários. em direção à sela turca para se juntar à hipófise posterior que é de origem neurológica hipotalâmica.. Luteinizante atua sobre o ovário provocando a ovulação e estimula a formação do corpo amarelo. escurecimento da pele. Sua produção é regulada por hormônios liberadores e inibidores do hipotálamo e pelos hormônios sexuais Tireotrófico estimula a glândula tireóide a produzir seus hormônios.Pélvicas - timo e coração pâncreas. Hipófise intermediária Desenvolvida em outras categorias de animais produz a Intermedina que atua nos melanóforos estimulando a produção e deposição de pigmentos cutâneos (sem atividade de importância no ser humano) Hipófise posterior ou neurohipófise é de origem hipotalâmica descendo até a sela turca para se unir à adenohipófise Hormônios produzidos 187 . Nos homens estimula a produção de testosterona pela células intersticiais. vamos expor os lobos anterior e posterior. estimula a produção de leite pela glândula mamária para a amamentação Hormônio estimulante do melanócito. Adrenocorticotrófico estimula a supra-renal a produzir seus hormônios. testículos e placenta 1. órgãos digestórios.Torácicas 4 . sua produção é regulada pela própria supra-renal em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo.

inibe a liberação do cálcio pelos ossos e estimula a excreção do cálcio pela urina.interfere no crescimento e no metabolismo de hidratos de carbono.Cervicais Tireóide situada por diante da laringe e primeiros anéis traqueais tem dois lobos laterais unidos por um istmo. taquicardia e exoftalmia.obesidade. Os autores ainda não são concordantes quanto a um terceiro hormônio produzido pelo hipotálamo a vasopressina para uns seria a mesma ocitocina para outros um hormônio a parte que provocaria vasoconstrição e aumento da pressão arterial Distúrbios hormonais A diminuição de hormônio antidiurético leva ao diabetes insipidus com eliminação exagerada de urina e sede excessiva. Controle de produção: pelo nível de cálcio no sangue. cujos principais sintomas são: nervosismo. hipertensão arterial. A produção insuficiente do hormônio constitui o hipotireoidismo. atrás das extremidades dos lobos da glândula tireóide. acima e atrás do tálamo tem aproximadamente 1 cm de comprimento. em geral. O aumento da glândula ocorre para garantir maior captação de iodo.Antidiurético e ocitocina são produzidos no hipotálamo e armazenados na neurohipófise conduzidos através do infundíbulo por axônios de células nervosas. A produção do seu hormônio melatonina é regulada pelo hipotálamo e tem atuação importante no ciclo circadiano (dia/noie) e sua produção aumenta à noite. hipotireodismo ou ate normotireoidismo. A tiroxina e a triiodotironina melhoram o metabolismo celular aumentando a oferta de oxigênio às células. 2 . Glândula pineal. situada no epitálamo. Também é atribuída à glândula pineal ação na maturação sexual que ocorre na puberdade. excesso do hormônio leva à hipocalcemia Distúrbio hormonal: A produção de hormônio em excesso constitui o hipertireoidismo ou doença de Graves Basedow. infertilidade (Mixedema). quando a deficiência é congênita constitui o cretinismo O aumento da glândula tireóide por falta de iodo na alimentação constitui o bócio (papeira). a síntese protéica . Este aumento pode ocorrer com hipertireoidismo. aumenta a atividade do sistema circulatório. triiodotironina (T3) e calcitonina. 188 . tremores. Produz os hormônios: Tiroxina (T4). emagrecimento. Ação: é inversa do paratormônio. doença de Hashimoto . a produção de ambos é regulada pelo hipotálamo.produzida pelas células c da tiróide. sudorese. O hormônio antidiurético atua nos túbulos do rim promovendo a reabsorção de sódio e de água A ocitocina atua promovendo a contração uterina e a liberação de leite pela glândula mamária. fadiga. Paratireóides são 4 glândulas muito pequenas (5 a 7 mm) situadas. gorduras e proteínas. Regulação pela hipófise Calcitonina .

hipotensão. vasculares e do nervos A produção excessiva do hormônio corresponde ao hiperinsulinismo levando ao quadro de hipoglicemia: sudorese. Distúrbios hormonais A diminuição da produção de insulina constitui o diabetes melitus que caracteriza-se pela hiperglicemia. se esta aumenta também aumenta insulina. contraturas musculares. forma piramidal. 3 . Distúrbios hormonais: Excesso de paratormônio conduz a hipercalcemia. estimulando sua excreção pelo rim. O glucagon produz efeitos contrários ao da insulina. situada sobre o rim. osteoporose. aumento da reabsorção óssea.Abdominais Pâncreas. alterações metabólicas. 4 . O controle é feito pela quantidade de glicose no sangue.Torácicas Timo: formado por dois lobos situado no mediastino superior acima do coração Ação . principalmente hipertensão e taquicardia. tremores. O pâncreas é uma glândula mista é endócrina porque as células das ilhotas pancreáticas produzem insulina (células beta) e glucagon (células alfa) e é exócrina por sua secreção externa (suco pancreático) sua anatomia já foi estudada no sistema digestório. O tumor desta região da glândula chama. hipofosfatemia. 189 . Medula: produz adrenalina e os seus efeitos são os mesmos decorrentes da via eferente simpática do sistema nervoso autônomo.O hormônio produzido por elas chama-se paratormônio ou hormônio da paratireóide sua ação consiste em controlar e manter o nível da quantidade de cálcio no sangue O controle de produção é feito pelo nível de cálcio no sangue. em conseqüência interfere na diminuição do volume sangüíneo e da pressão arterial. tetania. fraturas A produção insuficiente do hormônio leva a sintomas decorrentes de hipocalcemia. Secreta um hormônio timosina cuja atuação não está ainda bem esclarecida.maturação sexual. Supra-renal. sonolência. cãibras. regride quando o indivíduo atinge a puberdade sua ação principal é na defesa imunológica do sistema linfático. favorecendo a deposição de glicogênio no fígado e nos músculos. mas parece estimular a produção de linfócitos T Coração: Os átrios do coração produzem o hormônio natriurético que atua no metabolismo do sódio.se feocromocitoma. palidez. calculose renal. glicosúria. apresenta duas partes distintas: medula e córtex. é uma glândula par. aumenta a glicose no sangue e diminui o glicogênio no fígado. oxidando o excesso de glicose. A insulina regula o metabolismo dos hidratos de carbono controlando a quantidade de glicose no sangue não permitindo a sua elevação.

Testículo: 190 . a. alterações psíquicas. vômitos. produz transtornos psíquicos mas é um importante antiinflamatório c. Eritropoetina. primeira parte do intestino delgado produz a colecistoquinina. diminuição da massa muscular. tudo indica que cada camada produz um tipo. Progesterona: preparação para a gestação. edema hipertensão arterial. maturação da mucosa uterina. Intestino delgado.Córtex: constituída por três subcamadas. apatia.Mineralocorticóides (zona glomerulosa). fasciculada e glomerulosa. Relaxina: durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve controle: mecanismo de feedback entre os hormônios ovarianos e os hormônios hipofisários. estimula a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea. próximo ao glomérulo renal está o aparelho justaglomerular cujas células avaliam a pressão sangüínea de filtração. hipotensão e hiperpigmentação da pele Órgãos Digestórios Duodeno.Sexuais (zona reticulada) principalmente testosterona. Com esta glândula produz três tipos de hormônios. 5. Há autores que acham que simplesmente se tratam de faixas de desenvolvimento. emagrecimento. controle: ACTH e quantidade de glicocorticóide Distúrbio hormonal Excesso de hormônio. acne. cuja liberação é estimulada pela presença de gordura no duodeno. Rim: anatomia estudada em sistema urinário. o seu excesso produz características masculinizantes. produz a secretina que estimula a secreção de água e bicarbonato no suco pancreático e a motolina que estimula a mobilidade intestinal. doença de Addison: cansaço.Pélvicas: Ovário: Estrógeno: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários femininos e pela reconstrução da mucosa uterina perdida durante a menstruação. diminui as proteínas. Renina. Diminuição de hormônio. aumenta a glicemia. Estômago. b. anorexia.Glicocorticóides (zona fasciculada) o hormônio mais representativo é a hidrocortisona que atua no metabolismo dos hidratos de carbono. da interna para a externa reticulada. fraqueza. Esse hormônio carregado pela corrente sangüínea chega à vesícula biliar estimulando sua contração para provocar a liberação de bile. face de "lua cheia". caso esta esteja baixa o rim libera renina para aumentá-la e melhorar a filtração. doença de Cushing: obesidade. produz a gastrina que estimula as células parietais do estômago a secretarem ácido clorídrico. o hormônio mais representativo deste tipo é a aldosterona que atua no metabolismo eletrolítico reabsorvendo sódio e em conseqüência água no rim e eliminando potássio.

Testosterona: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. auto-agressão do sistema imunológico ou então: bócio multinodular hiperfuncionante.Glândula tireóide 4. trauma craniano e radiações. tireóide. Em conseqüência também ficam comprometidas às funções das glândulas integradas à hipófise: supra-renal. É o que ocorre na síndrome de Sheehan.Timo 7. Na maioria das vezes deve-se à doença de Graves. A estatura é anormalmente baixa e o fácies é característico. doenas consumptivas crônicas. partos com hemorragias graves ou choque e conseqüente infarto ou irrigação deficiente da hipófise.Ovário 12.Duodeno e alças intestinais 9.Glândula pineal 3. gônadas e dependendo da idade também o crescimento.Hipófise 2. controle: mecanismo de feedback entre a testosterona e os hormônios hipofisários.Testículo 13. ou tireoidites. Roteiro Prático: Identificar as glândulas endócrinas: 1. 191 .Placenta Patologias do Sistema endócrino Hipófise Nanismo hipofisário É a carência de hormônio do crescimento motivada por distúrbio hipofisário levando ao atraso de crescimento na infância de etiologia congênita ou adquirida. Hipopituitarismo É a produção insuficiente de hormônios hipofisários.Glândula paratireóide 5.Rim 11. tumores. progesterona e uma série de hormônios semelhantes aos da adenohipófise: gonadotrofinas coriônicas. Tireóide Hipertireoidismo É a doença provocada pelo aumento de hormônios tireoidianos .Pâncreas 8. atua na espermatogênese e na ereção. adenomas. Placenta Hormônios: estrógenos. O hipopituitarismo também pode ocorrer em casos de anorexia nervosa.Supra-renal 10.Átrio direito do coração 6.

Outras tireoidites são de Reidel com fibrose da glândula. arritmias cardíacas. palpitações.arritmia cardíaca. demais sintomas dependem da causa. disfunção intestinal. O sintomas são característicos da via eferente simpática: taquicardia e aumento da pressão arterial resistente aos medicamentos. bócio (aumento da glândula). tratamentos com substância radiativas. Os sintomas. Hipotireoidismo É a produção insuficiente de hormônios pela tireóide. Hiperaldosteronismo É o aumento na produção de aldosterona pela supra renal. inchaços. Ocorre nas ressecções cirúrgicas da glândula. pele seca. aumento da língua. hipoplasia ou desenvolvimento deficiente. emagrecimento.Os sintomas característicos dependem do aumento da atividade metabólica. transtornos emocionais. Supra-renal Feocromocitoma É o tumor da medula da supra-renal elevando a produção adrenalina em níveis altos. aumento do número de defecações. O quadro clínico é de hipertensão arterial. Insuficiência supra-renal É a produção insuficiente de hormônios pelo córtex supra-renal. Pode ser primário quando se refere ao funcionamento da própria tireóide. do consumo de oxigênio e maior atividade do sistema nervoso simpático: nervosismo. aumento do apetite. É secundário quando a causa não é na glândula supra-renal como no aumento da produção de renina desencadeando o processo: renina-angiotensina-aldosterona. Pode ser primário nas doenças da glândula supra-renal. deficiência de iodo na alimentação ou então congênito (cretinismo) neste há comprometimento da estatura e retardo mental. Tireoidite É a inflamação da glândula tireóide. No quadro clínico observa-se: obesidade. Tratamentos prolongados cor corticóide podem provocar insuficiência suprareal funcional. atraso mental. tremores e exoftalmia (protusão dos olhos empurrado pelo corpo adiposo da órbita). distúrbios menstruais e mentais. bradicardia. A mais freqüente é a de Hashimoto de causa auto-imune (auto-agressão imunológica). auto-imune (autoagressão pelo sistema imunológico). como na síndrome de Conn tumor de células produtoras de aldosterona. taquicardia. a diminuição de potássio pode acarretar distúrbios musculares e. tireoidite auto-imune de Hashimoto. hemorragia ou neoplasia. sudorese excessiva. são decorrentes da hipertensão arterial: dor de cabeça. e secundário quando a causa situa-se na hipófise. doença de Addison – destruição da glândula de causa infecciosa. sensibilidade ao frio. 192 . fraqueza. No quadro clínico: aumento da glândula. á vírus (Quervain) e pós-parto. em geral. hipotensão. fraqueza. Os casos mais graves constituem o mixedema com fácies característico. bacteriana. na hiperplasia ou no carcinoma de supra-renal.

estrias. O quadro clínico é uma decorrência do aumento do cálcio no sangue – hipercalcemia provocando alterações nos sistemas: esquelético. falta de apetite (anorexia). vômitos. Síndrome de Cushing É a produção excessiva de glicorticóides pelo córtex supra-renal. Fatores genéticos. O critério de sua determinação é variável.No quadro clínico observa-se: muita fraqueza. SOALHO DA PELVE 193 . hipoglicemia. ocorre após cirurgia em paratireóides ou na tireóide. hirsutismo. edema. espasmos musculares e tetania (contrações e espasmos musculares generalizados). convulsões e espasmo de glote. distúrbios no centro hipotalâmico do apetite ou no dispêndio de energia metabólico. sinal de Trousseau. O quadro clínico decorre da hipocalcemia: parestesias. hiperpigmentação da pele. contrações dos do carpo ao pressionar o manguito do aparelho de pressão. vitiligo (manchas hipocrômicas). Pode aparecer também nos tratamentos prolongados com corticóides. hipertensão arterial. Nos casos graves alem da tetania. sedentarismo. etc. renal. No quadro clínico observa-se: obesidade.8 Kg/m2 . emagrecimento. hipotensão. prejudicial à saúde. em geral. Quando desencadeada pelo hormônio adrenocorticotrófico chama-se doença de Cushing. Resulta do desequilíbrio entre as calorias ingeridas e consumidas. hipertensão arterial. Hipoparatireoidismo É a secreção insuficiente do paratormônio e conseqüente hipocalcemia isto é a diminuição do cálcio plasmático. Preocupante é sua associação diabete mellitus. massa corporal superior a 27. Outros Obesidade Acúmulo excessivo ou anormal de gordura no corpo. digestório. fácies característica de lua cheia. osteoporose. arterioesclerose. náuseas. espinhas. provocada por tumor da glândula. infarto do miocárdio. São característicos: o sinal de Chvostek. contrações dos músculos da expressão facial pelo estímulo do nervo facial. ou 20% a 25% acima do peso médio esperado. muscular e nervoso. cansaço. Paratireóide Hiperparatireodismo É o aumento da secreção do paratormônio pelas paratireóides causado por adenoma da ou hiperplasia paratireóidea. desproteinemia. câimbras.

formado pelo entrecruzamento das fáscias.espaço profundo do períneo onde se encontram os músculos transverso profundo do períneo e esfíncter externo da uretra 7. O soalho da pelve não possui esqueleto ósseo. mesmo assim esse soalho suporta toda a pressão da cavidade abdómino-pélvica.fáscia inferior do diafragma da pelve também derivada da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por baixo. O músculo levantador do ânus é formado por 3 fascículos: puborretal. isquiocavernoso e transverso superficial do períneo. Não tendo estruturas ósseas de sustentação. Nader Wafae A pelve apresenta 2 paredes ântero-laterais (ossos do quadril. ligamentos sacrotuberal e sacroespinal) e um soalho. ramo do plexo sacral.pele 2 . A inervação dessa região tanto motora para os músculos como sensitiva para a pele depende principalmente do nervo pudendo. 2 .fáscia profunda do períneo 4.fossa isquioanal cheia de gordura e músculo esfíncter externo do ânus A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima. Região anal é formado por: 1 . o anterior é a região ou diafragma urogenital e o posterior é a região anal.fáscia inferior do diafragma urogenital 6. dos ligamentos e dos músculos que compõem o soalho da pelve. Dr. uma parede posterior (sacro. A resistência desse soalho deve-se a uma estrutura que fica no centro do soalho e que serve de ponto de apoio e de sustentação de todas essas camadas é o corpo do períneo.fáscia superior do diafragma urogenital A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima. 3.Prof. músculo obturador interno).músculos: levantador do ânus e isquiococcígeo. 5.fáscia superficial do períneo que é a tela subcutânea.fáscia superior do diafragma da pelve que deriva da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por cima. retouterino e transverso do colo que prendem o colo do útero às paredes da pelve. O períneo é uma região em forma de losango que se estende da sínfise púbica aos túberes isquiáticos de cada lado e daí ao cóccix.pele 2. 3 .fáscia visceral que deriva do tecido extraperitoneal e que forma os ligamentos pubocervical. pelo diafragma da pelve e pelo períneo. apenas músculos e fáscias sendo formado pelo peritônio. 194 . divide-se em dois triângulos. O diafragma ou região urogenital é formado por: 1.espaço superficial do períneo onde se encontram os músculos: bulboesponjoso. iliococcígeo e pubococcígeo 4 . O diafragma da pelve é formado de cima para baixo por: 1 .fáscia superficial (tecido subcutâneo) 3 .

Corpo do períneo 195 .Nervo pudendo 9. perineal e dorsal do clitóris. Diâmetro anatômico conjugado verdadeiro É a distância da margem superior da sínfise púbica ao centro do promontório Diâmetro tranverso – 13. Vejamos as mais conhecidas: Diâmetro diagonal – 12.Músculo transverso superficial do períneo 6.Músculo isquiocavernoso 5.Músculo isquiococcígeo 3. Diâmetro oblíquo É a distância da articulação sacroilíca de um lado à eminência iliopúbica do outro lado. S4 que passa por trás da espinha isquiática (ponto de referência para anestesiá-lo durante o trabalho de parto) e a seguir entra no períneo emitindo os ramos retal inferior.Músculo bulboesponjoso 4.5 cm É a distância da margem inferior da sínfise púbica ao promontório que é o ponto mais saliente da articulação sacrolombar em geral a extremidade anterior da primeira vértebra sacral. Pelvimetria O conhecimento de algumas medidas da pelve óssea tem importante aplicação em obstetrícia se considerarmos que durante o trabalho de parto a cabeça do feto deve se ajustar a essas medidas. Diâmetro conjugado obstétrico – 11.Músculo levantador do ânus 2.formado pelas raízes de S2. Diâmetro interespinoso É a distância entre as duas espinhas isquiádicas.Espinha isquiática 8.Fossa isquioanal 7.5 cm É a maior distância entre as linhas terminais. Roteiro Prático de soalho da pelve 1.5 cm É a distância do ponto mais saliente e posterior da sínfise púbica ao centro do promontório. S3.

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