Anatomia Sistêmica

2009

Atualizada, revista e ampliada

Professor Dr. Nader Wafae Titular de Anatomia Descritiva e Topográfica por Concurso Público Especialista pela Escola Paulista de Medicina Doutor pela Escola Paulista de Medicina Livre Docente Pela Universidade Federal de São Paulo

Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. Nader Wafae. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor.

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Índice Orientações sobre o Curso de Anatomia. Bibliografia. Normas. Introdução ao Estudo da Anatomia Descritiva: conceito, divisão, métodos de estudo, posição anatômica, terminologia anatômica, planos e eixos. Tipos Constitucionais. Normal e Variação. Fatores Gerais de Variações Princípios Gerais de Construção do Corpo Humano História da Anatomia Aparelho Locomotor: Sistema ósseo Aparelho Locomotor: Sistema Articular Aparelho Locomotor: Sistema Muscular Sistema Circulatório: Funções. Composição. Circulações Sistema Circulatório: Coração Sistema Circulatório: Artérias Sistema Circulatório: Veias Sistema Circulatório: Linfáticos Sistema Circulatório: Vascularização do Coração Sistema Circulatório: Complexo Estimulante Sistema Circulatório: Fatores Biodinâmicos das Circulações Venosa e Linfática Sistema Respiratório Sistema Respiratório: Mecânica Respiratória Sistema Digestório Sistema Digestório: Glândulas anexas Peritônio Sistema Urinário Sistema Genital Feminino Glândula mamária Sistema Genital Masculino Bulbo do olho Orelhas Tegumento Comum Sistema Endócrino Soalho da pelve

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ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A DISCIPLINA DE ANATOMIA Normas Avental Nas aulas práticas de laboratório é obrigatório o uso de avental, branco, longo, manga comprida. Esta exigência longe de ser autoritária é uma providência primordial de higiene, limpeza, prevenção e de proteção a saúde do aluno e de seus familiares. A sua utilidade é tão grande que caracteriza a figura do médico. Respeito para com as peças de estudo Nossas peças de laboratório, em sua grande maioria, são de seres humanos que em vida, muitas vezes, apresentaram incertezas, indefinições, infortúnios e até mesmo se tornaram um ônus para a sociedade, mas ao morrerem e seus corpos serem utilizados para estudo se redimiram totalmente da indigência oferecendo-se para a nobre missão de salvar outras vidas através do ensino e da pesquisa, são dignos, portanto, de todo o nosso respeito e nossa gratidão. Segundo o professor Renato Locchi, “A anatomia é uma disciplina informativa na medida que fornece novos conhecimentos que serão de essencial aplicação na atividade profissional. É normativa na medida que impõe a disciplina de estudo e a metodologia e precisão de linguagem. É principalmente estético-moral, pela natureza do material de estudo, o cadáver. Essencialmente, porém, lição de ética e de humildade.” Inicia, assim, desde o primeiro ano o respeito pelo ser humano que deverá caracterizar as atitudes do médico. Desta forma, não será admitido qualquer tipo de atitude de desrespeito com material humano de estudo. Luva cirúrgica Embora nosso material não ofereça risco evidente de contaminação é importante que o aluno manuseie as peças com luvas cirúrgicas principalmente para proteger suas mãos da ação de substâncias químicas. Atualmente, estão disponíveis no mercado as luvas descartáveis para procedimentos acondicionadas em caixas. Manuseio das peças Preserve as peças anatômicas com muito cuidado, já que, por serem humanas são difíceis de obter e renovar. A qualidade do nosso ensino depende do cuidado que você tiver ao estudar nessas peças. Não arranque, não puxe, não fure. Preserve-as. Gerais Por determinação da justiça não é permitido levar material cadavérico (ossos, órgãos, etc.) para estudo fora do laboratório da Faculdade (residência, biblioteca, etc.) os infratores estão sujeitos às penas da lei. Da mesma forma não é permitido fotografar ou filmar as peças a não ser para trabalhos científicos ou preparação de aulas.

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E. 2ª ed.Moore.2ª ed. 2006.Drake RL.Mc Graw Hill. Atlas de Anatomia Humana. 2003. Editora Manole. Guanabara Koogan Neuroanatomia 1. H.Machado. Atlas de anatomia humana.Anatomia Orientada para a Clínica . H. Tranum. Guanabara Koogan. K. 2. 5. Neuroanatomia funcional . Editora Artes Médicas 4.Martin J. A. L & Dalley..Telefones celulares durante as aulas Durante as aulas teóricas. Nader Wafae.Tillmann B. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor. 6ª ed.Rohen. N. Lütjen-Drecoll. 3. Anatomia em Diagnóstico por imagem..D. Editora Manole. Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. esteja absolutamente convicto de ter respondido a chamada ou assinado a lista de presença no mesmo período em que é feita ou passada.Van de Graaff. Yokochi.Anatomia Humana.Jensen J. Sobotta Atlas de Aanatomia Humana – 22ª ed. K. W. Anatomia da imagem 1. Atlas Fotográfico de Anatomia Sistêmica e Regional. (e aulas teórico-práticas se o professor estiver expondo matéria) e nas provas os proprietários de telefones celulares são obrigados a desligar seus aparelhos para não perturbar a aula. . C. 2006.Atheneu 2. Anatomia Humana. F. Bibliografia Atlas 1. .Netter. 6ª ed. A presença do aluno às aulas práticas é registrada em todos os dias do curso. Editora manole 1ª Ed. e em respeito ao professor. Ed Manole. J. 4 .4ª ed. Pabst R. Vogl AW e outros. Neuroanatomy – 3ª ed .M. 2. . Livro texto 1. A.Fleckenstein P. Gray’s Atlas de Anatomia – Elsevier. Não serão possíveis correções posteriores.Putz R.

e peças isoladas de diferentes espécies animais na anatomia comparada. radiografia. o Etimologia A palavra Anatomia é de origem grega. comumente. É importante no exame físico do paciente. veias e linfáticos).estuda as particularidades das estruturas no corpo de crianças.cortar.em partes e secare . ex. filmes radiográficos. batráquio. Para conservar e evitar a decomposição. ana . ex. É importante no diagnostico de enfermidades. a conformação. desenvolvimento e vários aspectos funcionais do ser organizado. ex. Nader Wafae Anatomia Conceito É a ciência que estuda a constituição. tomada de pressão arterial e pulsação.estuda as estruturas que contribuem para uma função comum e que são reunidas em sistemas ex. mamífero etc. Em tempos passados anatomizar e dissecar eram sinônimos. Importante em pediatria e cirurgia pediátrica.cortar. atualmente anatomia é o nome da ciência e dissecar o seu principal método de estudo. o correspondente em latim é dissecar na qual dis . sob vários enfoques e com a utilização de vários métodos de estudo.  Topográfica ou regional .  Mais recentemente estão se desenvolvendo a anatomia em cortes subsídio para tomografias e para ressonância magnética e anatomia geriátrica Métodos de estudo Cada uma dessas divisões utiliza. artérias.significa em partes e tome quer dizer .  Sistêmica ou descritiva . as peças 5 .INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA DESCRITIVA Professor Dr. comparar o coração de peixe.  Pediátrica .  Imagem . assim temos a dissecação para a anatomia topográfica.estuda as estruturas através de suas imagens projetadas por meios físicos. métodos de estudo próprios orientados para a sua especialidade. mesmo que pertencentes a sistemas diferentes. originaram-se as várias divisões da anatomia. Assim sendo. Divisão O ser organizado pode ser estudado de várias maneiras. tomográficos e de ressonância magnética na anatomia da imagem. palpação e ausculta para a anatomia de superfície. pescoço. Importante para a genética e embriologia. aplicação de injeções. enfim tem enorme aplicação para todos os profissionais que trabalham em saúde. ultra-sonografia.  De superfície . sistema circulatório (coração.estuda as estruturas próximas situadas numa determinada região do corpo.procura identificar as estruturas anatômicas através da pele.estuda uma mesma estrutura em diferentes espécies animais. a inspeção. É importante no exame físico do paciente e na cirurgia.  Comparada .

a dissecação. a terminologia anatômica. a escola anatômica de uma localidade homenageava um eminente anatomista dando seu nome a uma estrutura julgando que ele tinha sido o primeiro a descrevê-la e no entanto. determina normas que devem ser seguidas pelos profissionais da área da saúde para que haja uma padronização universal de comunicação e de descrições. A relação que resultou dessa reunião chamou-se Basle Nomina Anatomica mais conhecida por BNA. Desta forma. pelos meios de transporte. Posição anatômica Por convenção é a posição em que se coloca o corpo humano com a finalidade de padronizar as descrições a terminologia e as relações de suas estruturas. Lançada pelos alemães esse esforço de unificação se foi bem sucedido em países de influência 6 . A medida que as dificuldades de comunicações representadas pelas distâncias. A primeira tentativa concreta de simplificação da nomenclatura ocorreu em 1895.000 nomes para designar apenas as 5. dos Congressos. As vezes.000 estruturas do corpo humano (cada estrutura tinha em média 10 nomes). no final do século XIX.Suíça. cabeça voltada para frente. Como em determinado momento histórico a anatomia se desenvolveu em centros universitários situados em cidades isoladas umas das outras. Mas o principal método de estudo em anatomia é sem dúvida. o mesmo ocorria em outra cidade a respeito da mesma estrutura. e dos intercâmbios entre as Escolas Anatômicas. constatou-se. Assim sendo. determinadas estruturas recebiam nomes e descrições diferentes nas diferentes escolas anatômicas da época.anatômicas são fixadas em formol e conservadas em formol e fenol ou em glicerina e para facilitar o estudo podemos injetar as estruturas tubulares como artérias e veias com substâncias plásticas coloridas. pelas distâncias que os separavam. membros superiores pendentes lateralmente ao corpo. palmas das mãos voltadas para frente. pela diversidade de línguas iam sendo superados através do progresso tecnológico. e os planos e eixos do corpo humano. durante o encontro de anatomistas de vários países europeus na cidade da Basiléia . membros inferiores justapostos com os calcanhares ligeiramente afastados e os dedos dos pés para frente. em cortes. a anatomia é uma ciência normativa isto é. usamos métodos de coloração que mostram as diferenças entre substância branca e substância cinzenta. Como já foi exposto. das publicações científicas. que existiam 50. pela lentidão dos meios de transporte e pelas diferenças de idiomas. Indivíduo ereto. olhar no horizonte. Nas peças de sistema nervoso. as comunicações entre os pesquisadores eram difíceis. Terminologia anatômica É uma tendência natural do ser humano dar nomes as coisas para facilitar a comunicação entre as pessoas. Normas de padronização para estudo e descrições do corpo humano. Nas radiografias podemos utilizar meios de contraste para expor órgãos com densidades semelhantes. temos: a posição anatômica.

Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados transversais. além da posição anatômica e da terminologia anatômica foram traçados planos e eixos convencionais ao longo do corpo humano que permitiram essa importante uniformidade descritiva. Nova tentativa de unificação e simplificação dos termos verificou-se por iniciativa dos alemães na cidade de Yena.mistos (função e forma . Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos frontais ou coronais. Alemanha em 1935 com a Nomenclatura Anatômica de Yena (YNA). Princípios normativos: que devem orientar a nomenclatura de cada estrutura: ter um só nome . Ela foi ratificada na cidade de São Paulo em 1997 pela Comissão Federativa da Terminologia Anatômica. pela posição (subclávio). Finalmente a reunião decisiva e concreta realizou-se durante o VI Congresso de Anatomia na cidade de Paris em 1955 ocasião em que foi aprovada a PNA.. lançariam uma revisão denominada Birmingham Revision (BR).não usar epônimos (nomes de pessoas) . pela função (supinador.a língua oficial é o latim (a tradução é permitida) deve ser curto. em 1933. Com o corpo humano em posição anatômica. o entendimento e o aprendizado nas descrições dos órgãos e dos sistemas. podemos imaginar o corpo humano contido no interior de um paralelepípedo ou de retângulo. também chamado cranial.científica alemã. 2) Plano posterior: é vertical passando pelas costas do corpo. Sendo editada em língua portuguesa em 2001 e será a que adotaremos em nosso curso. mas ainda desta vez não se conseguiu a pretendida globalização. onde tornam-se evidentes os 6 planos de referências: 1) Plano anterior: é vertical passando pela frente do corpo. Em 1939 com a deflagração da segunda guerra mundial o assunto foi relegado. pelos locais de fixação (coracobraquial). Assim fazendo. ou coronal anterior. Planos e eixos do corpo humano A fim de padronizar a comunicação. 7 . 3) Plano superior: é horizontal passando rente ao couro cabeludo. flexor dos dedos). Critérios históricos: a grande maioria dos termos anatômicos são de origem grega e latina. ou coronal posterior. sendo que os critérios mais usados para dar nomes às estruturas foram: pela forma (deltóide. estribo). Estes últimos.adotar nomes semelhantes para estruturas vizinhas. 4) Plano inferior: é horizontal passando pela planta do pé. também chamado dorsal ou frontal posterior. também chamado podálico. pelo número de partes (bíceps braquial). também chamado ventral ou frontal anterior. Nomenclatura Anatômica de Paris que apesar de algumas modificações introduzidas nos Congressos de Anatomia subseqüentes é a nomenclatura atualmente adotada universalmente. tracemos planos rentes às suas superfícies em todos os seus lados. junção de critérios . simples e fácil de memorizar . não conseguiu unanimidade entre franceses e ingleses.pronador redondo).

É homopolar pois em suas extremidades temos porções semelhantes do corpo. Todos os eixos paralelos a ele são ditos sagitais em qualquer parte. 8 . É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo. 2) Eixo longitudinal: é o eixo que une o centro do plano transversal superior ao centro do plano transversal inferior. 3) Eixo transversal: é o eixo que une o centro do plano lateral direito ao centro do plano lateral esquerdo. 6 Plano lateral esquerdo: é vertical tangencial ao lado esquerdo do corpo. órgão ou articulação do corpo. Termos de posição Amparados por normas anatômicas padronizadas: de posição. ou entre superior e inferior Cranial ou cefálico = mais próximo do plano transversal superior Podálico ou caudal = mais próximo do plano transversal inferior Superficial = externamente à fáscia muscular (tecido conjuntivo que envolve os músculos) ou mais próximo da superfície do corpo Profundo = internamente à fáscia muscular ou mais afastado da superfície do corpo. Unindo-se os dois pontos que ocupam os centros de planos paralelos obtemos 3 eixos. órgão ou articulação do corpo . Todos os eixos paralelos a ele são ditos transversais em qualquer parte.5) Plano lateral direito: é vertical tangencial ao lado direito do corpo. 1) Eixo sagital: é o eixo que une o centro do plano frontal anterior ao centro do plano frontal posterior. Todos os eixos paralelos a ele são ditos longitudinais em qualquer parte. Esses eixos podem ser transferidos para qualquer parte do corpo desde que sua orientação seja mantida. de terminologia e dos planos e eixos podemos entender os termos de posição mais usados em anatomia: Medial = mais próximo do plano sagital mediano Lateral = mais afastado do plano sagital mediano Mediano = situado ao longo do plano sagital mediano Intermédio = entre uma estrutura lateral e uma estrutura medial Superior = mais próximo do plano transversal superior Inferior = mais próximo do plano transversal inferior Anterior = mais próximo do plano frontal anterior Posterior = mais próximo do plano frontal posterior Interno = no interior de uma cavidade Externo = no exterior de uma cavidade Proximal = mais próximo da raiz (origem) do membro Distal = mais afastado da raiz (origem) do membro Médio = entre proximal e distal. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos sagitais. órgão ou articulação do corpo. O plano sagital que passa exatamente pelo meio do corpo dividindo-o em duas metades direita e esquerda chama-se plano sagital mediano. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo.

Principais características :  Longilíneo: apresenta pescoço longo. e que são 3: longilíneo. feixes musculares supranumerários). tórax achatado ântero-posteriormente. tórax cilíndrico. mas não necessariamente. o tamanho dos membros predomina em relação ao tronco. Condicionadas são aquelas que aparecem influenciadas pelos fatores gerais de variação. As variações podem ser individuais e condicionadas. no conjunto tornam a vida impossível (ex. o tamanho do tronco predomina em relação aos membros. resultando naquilo que denominamos de tipos constitucionais ou biótipos.  Conceito de variação: uma estrutura é considerada variação quando sua apresentação não é a mais freqüente na população mas está apta para a função. modificações ósseas no idoso podem contribuir para o aparecimento de variações. Em geral. mas não necessariamente. a presença de genitais diferentes podem.  Conceito de monstruosidade: é a estrutura que apresenta. de causas hereditárias. Fatores Gerais de Variação O aparecimento de variações (estruturas pouco freqüentes. ex. que passaremos a expor. existe predominância do tórax sobre o abdome.  Mediolíneo: características intermediárias entre os dois tipos anteriores. várias e graves anomalias que. brevilíneo e mediolíneo. favorecer o aparecimento de variações em estruturas 9 . Individuais são aquelas que aparecem em determinadas pessoas não estando relacionadas com os fatores gerais que predispõem o aparecimento de variações. (ex.  Sexo: Não são consideradas as diferenças oriundas do evidente dimorfismo sexual (caracteres sexuais primários e secundários). diferenças físicas em sua conformação. Uma estrutura é normal em anatomia quando sua apresentação é a mais freqüente e está apta para a função. variação e anomalia em anatomia  Conceito de normal: é um conceito estatístico e funcional. em alguns indivíduos. em geral. Em geral. dedos e costelas supranumerários).  Idade: modificações anatômicas influenciadas pela idade. existe predominância do abdome sobre o tórax.  Conceito de anomalia: é a estrutura pouco freqüente e não está apta para a função (ex. mas aptas para a função) no ser humano é de grande aplicação na atuação profissional principalmente no exame físico dos pacientes. são baixos e obesos. Pertence a outro campo de estudo chamado Teratologia. são altos e magros. Mas a diferente disposição da tela subcutânea.  Brevilíneo: apresenta pescoço curto. a presença do timo em crianças e a sua regressão nos adultos condicionam um rearranjo das estruturas (vasos. durante o desenvolvimento. anencefalia).Tipos constitucionais Os indivíduos humanos apresentam. Conceitos de normal. endócrinas e ambientais conciliando genótipos e fenótipos. processos invasivos de diagnóstico e de tratamento. geralmente. nervos) entre o pescoço e o tórax. cirurgias.

Biótipo: a forma de determinados órgãos pode estar relacionada ao biótipo ex. mais saliente nos homens. altitude. exemplos: índios. A aparente simetria externa pode ser avaliada observando separadamente as duas metades de uma fotografia da face. ossos. Princípios gerais de construção do corpo humano Célula é a unidade anatomofuncional do ser vivo. negros e amarelos podem apresentar variações relacionadas ao seu grupo étnico. Paquimeria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído ântero-posteriormente por dois tubos contíguos chamados paquímeros. Antimeria: é o princípio pelo qual o corpo humano é constituído por duas metades chamadas antímeros. Metameria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído pela superposição de segmentos transversais semelhantes chamados metâmeros. alimentação. exemplos osteócito (célula). pode sofrer modificações pela mudança dos hábitos alimentares. a mandíbula. pulmões. caucasianos. estômago em J dos longilíneos.     que habitualmente são semelhantes de ambos os sexos. Grupo étnico: brancos. a margem supra-orbital apresentou muitas diferenças. a reunião de tecidos diferentes forma um órgão. o tubo anterior é maior contém as vísceras daí o nome paquímero ventral ou visceral. esquimós. colo sigmóide etc. osso (órgão). exemplo: a proeminência laríngea. podem também ser condicionantes de variações.. Meio ambiente: clima. o tubo posterior é menor contem o sistema nervoso central daí o nome paquímero dorsal ou neural. Evolução: diante de sucessivas mudanças na civilização. São freqüentes as publicações científicas comparando povos que vivem em regiões diferentes. o que pode condicionar diferenças em outras estruturas próximas. uma reunião de células semelhantes constitui um tecido. vértebras. exemplo: músculo piramidal na parede abdominal é mais freqüente em brancos. Lado: podem aparecer diferenças de trajeto de algumas estruturas em função do lado ex. o pescoço curto dos brevilíneos pode condicionar diferenças de situação e trajeto em estrutura anatômicas. costelas. articulações e músculos esqueléticos (aparelho) O corpo humano apresenta alguns princípios de construção que constituem verdadeiras normas gerais observadas na formação de seus diversos componentes. ex. podem surgir novas adaptações anatomofuncionais. fígado. 10 . A evidente assimetria interna é comprovada pela situação do coração. tecido ósseo (tecido). as evidentes diferenças anatômicas entre as pelves dos dois sexos podem condicionar diferenças de trajeto de nervos e de vasos. latitude etc. pe. o conjunto dos ossos (sistema). aparentemente simétricas externamente mas de evidente assimetria interna. o nervo laríngeo recorrente no pescoço apresenta diferenças de trajeto nos dois lados. o conjunto de órgãos afins chama-se sistema e a reunião de sistemas afins forma um aparelho.

na preparação do corpo para a vida futura em que acreditavam. devemos dividir a História da Anatomia em duas fases: 1ª fase: Pré-história. Nader Wafae Preliminarmente. Iniciava-se assim o primeiro período da fase científica – o período grego . História da Anatomia Prof.Utilização de armaduras e escudos para proteger determinados locais do corpo considerados vitais.religiosos.Estratificação: é o princípio de construção pelo qual o corpo humano (e seus órgãos) é constituído pela superposição de camadas de tecidos. 3. 2 .que se estenderia até a morte do imperador Alexandre Magno (323 AC). mas nessa fase. ou pré-científica ou da anatomia fortuita Nesta fase. Nesse período destacaram-se: 11 .C). desenvolver.Desenhos rupestres encontrados em cavernas (Pindal -Espanha) representando o animal que deverá ser abatido para servir de alimento com flecha ou lança apontando o lugar ideal para sacrificar o animal com maior sucesso. inicialmente. c. esclarecer ou melhorar conhecimentos. b. Segmentação: é o princípio observado em muitos órgãos do corpo humano pelo qual um órgão é subdivido em partes chamados segmentos dotadas de certa autonomia anatômica e funcional. as relações ou identificações de estruturas anatômicas não visavam o conhecimento já que tinham três objetivos básicos: 1. para se defender dos ataques inimigos. Estes objetivos foram comprovados por: a.a proteção do seu próprio corpo. As dúvidas sobre a existência de Asclépio enquanto ser humano fez com que alguns autores marcassem o início desse período pelas descrições anatômicas contidas na Ilíada de Homero (século VIII a. esse processo de identificação de órgãos vitais não tinha o interesse em adquirir. Dr.a sobrevivência através do consumo de carne animal. Para sobreviver. Este médico reconhecia que para atender melhor os doentes necessitava conhecer a constituição do corpo humano.Preparação de múmias na qual se indicava a retirada das vísceras para se evitar a decomposição. para a qual o conhecimento da constituição do corpo do animal era importante para a caça bem sucedida. para se defender ou atacar e para preservar o corpo após a morte utilizava-se a anatomia. Período Grego A história da anatomia ou fase científica se inicia na Grécia com o trabalho de atendimento aos doentes desenvolvido por Asclepio no século XIV AC. 2ª fase: História ou científica Cuja característica essencial consistia na identificação dos órgãos. para relacioná-los com doenças visando o tratamento e mais tarde também para o aprimoramento do conhecimento científico.

terra. A única nódoa e crítica que se faz a este período é a prática da vivisecção (dissecação em organismos vivos) em condenados com a justificativa de ver os órgãos em funcionamento Marino é o último nome importante deste período. Nesse período destacaram-se: Herofilo (330 – 270 AC) a quem é permitido realizar a primeira dissecação em cadáver humano. Empedocles (500-430 AC) relaciona os princípios da natureza: ar. O império é dividido entre seus generais que não tinham o mesmo interesse científico do imperador. amplia o conhecimento das vísceras em geral e dá o nome de duodeno à primeira porção do intestino. e já demonstra um esboço da pequena circulação. Descreve as cavidades cardíacas. Hipocrates (460-377 AC) é o pai da medicina. é o fundador da escola alexandrina. os imperadores romanos tendo mais interesse em conquistas. o general Ptolomeu. incentivador das ciências. porém.Claudio Galeno. Destaca-se mais como médico do que como anatomista. a censura imposta. veias pulmonares. sabe diferenciar artérias das veias. demonstrou grande interesse em desenvolver a ciência e deu início ao segundo período da era científica – o período alexandrino que vai de 300 AC a 100 DC. apenas um grande nome despontou nesse período. a não ser um deles. era uma relação de nomes de estruturas anatômicas. oferecem boa descrição dos ossos. é quem denomina as valvas tricúspide e as sigmóideas. Período Alexandrino Com a morte de Alexandre Magno. Suas obras: Corpus hipocraticus e Da natureza do homem. muitos aspectos do sistema vascular. Surpreendentemente. apesar das dificuldades 12 .) e com doenças lançando a teoria dos humores. A conquista do Egito pelos romanos. principalmente nomes dos ossos. sangue (fígado).Alcmeon (500 AC) – escreve a primeira obra anatômica conhecida.000 volumes e provavelmente o desinteresse dos imperadores com a ciência fazem a Escola Anatômica de Alexandria entrar em decadência. como os demais cientistas da época acreditava que nas artérias circulava o ar que respiramos. já conhecia algumas glândulas e estruturas do sistema nervoso. o incêndio parcial da Biblioteca de Alexandria com 400. guerras e cobranças de impostos não impulsionaram a ciência. Erasistrato (310-250) dedica-se mais a fisiologia da qual é fundador. fleuma (pulmões) etc. partes do sistema digestório e do respiratório (traquéia e brônquios). a quem coube o Egito no norte da África. Distingue os nervos dos tendões e dos ligamentos . Este general. Muito mais por sua genialidade e interesse pessoal do que pelo apoio Institucional . Período Romano Um dos períodos mais longos e mais pobres para a anatomia. Especializa-se na pesquisa do sistema circulatório estudando as valvas do coração. Descreve grande parte do sistema nervoso central. água e fogo com os humores do corpo (bile (baço). dando os nomes: aorta e carótida. zoologia e da anatomia comparada. reformula a escola e é chamado de restaurador da anatomia. Aristoteles (384-322 AC) criador da biologia. o período grego entra em declínio. já conhecia os linfáticos e dos órgãos dos sentidos. estuda o coração e os grandes vasos. De 100 DC até o declínio do império romano no século V. De fato. mas ele não distinguia bem os músculos e confundia ligamentos com tendões.

nas quais a associação de pesquisadores interessados e o apoio de senhores feudais da localidade possibilitavam o avanço da anatomia como. cujo único erro consistia na passagem do sangue do ventrículo direito para o esquerdo.é a idade das trevas. por exemplo. a maior parte dos nervos periféricos já eram de seu conhecimento. descreve muitas veias principalmente do encéfalo. Nascido na Ásia menor (129-201 DC) demonstrou interesse pessoal pela anatomia e pela medicina. No norte da África e na Ásia a ciência se desenvolveu com os árabes a partir do século VII. Hali Abbas. Na Europa. destaca-se em Constantinopla.enfrentadas. Várias obras árabes foram traduzidas para o latim. as descrições de Galeno prevaleceram por cerca de 1000 anos guardados e traduzidos nos mosteiros. e foram exatamente as duas realidades que ocorreram. dois destinos: ou refugiar-se nos mosteiros com a simples repetição das descrições de Galeno pelos monges ou prosperar em outro continente. nomes como veia safena. esse homem torna-se um dos maiores anatomistas de todos os tempos. o globo ocular etc. ou Clemente VII permitia a dissecação para fins de ensino da 13 . Destacaram-se nesse período: Rhaze em Bagdá (840-920) que escrevei a primeira obra de anatomia em árabe. Avicenas (980-1037) é o grande nome desse período. embora o Corão também proibisse dissecação em cadáveres. escreve: Da utilidade das partes do corpo e Manipulações anatômicas. anualmente. em Montpellier aonde é permitido dissecar o cadáver de um condenado. basílica. ou em cidades como Bolonha e Pádua onde o papa Sisto IV permitia dissecações desde que tivessem autorização para tanto. Este anatomista reunia 3 características importantes: habilidade manual para dissecar (animais). Com a divisão do império romano em oriental e ocidental. Período das Escolas Européias A partir do século XII a Europa começa a readquirir o domínio científico da anatomia com o aparecimento das escolas européias isoladas. então. interesse pela pesquisa anatômica e reconhecimento da importância do conhecimento científico. mas que se limita a retransmitir os ensinamentos de Galeno. Período Árabe A queda do império romano invadido pelos bárbaros durante o século V. cujos ensinamentos prevaleceram por mais de 1000 anos. a ascensão do cristianismo que condenava as pesquisas sobre o corpo humano e a dispersão bárbara sem nenhum interesse científico. o príncipe da medicina escreve Canon medicinae e acrescenta contribuições pessoais aos escritos de Galeno. nuca são desse período e muitos outros que foram substituídos quando a Europa retomou o domínio do conhecimento científico. e na volta à Roma. cefálica. os ossos do crânio. em Salermo onde Frederico II (1240) decretou que só poderiam exercer a cirurgia quem tivesse estudado anatomia. Oribase. Este teve. dedica-se bastante ao estudo do sistema nervoso. Apresenta um esboço para a pequena circulação. paralisam o desenvolvimento do conhecimento anatômico . Diferencia nervos. em torno de 325 a 403 DC. foi para a Alexandria para estagiar com os anatomistas da época. tendões e ligamentos. cujo tratado com descrições anatômicas importantes foi traduzido para o latim.

Libertados da obediência aos cânones de Galeno. mas Professor em Pádua. reformar a anatomia e tornar-se o pai da anatomia moderna através de sua coragem se inicia o período moderno da anatomia. várias estruturas foram desenhadas e descritas por ele ao desejar atingir a perfeição em suas obras de arte.medicina. Ainda neste século XVI aparecem outros anatomistas: Colombo. Mas em outras cidades em que a dissecação humana era condenada. Aselli. Caluniosamente acusado por seus inimigos de vivissecção. Spiegel Arancio e outros. e com Bartolomeu Eustáquio (1520-1574) em “ Opuscula Anatomica”. Apesar disso. É neste ambiente que aparece Andre Vesalius (1514-1564) anatomista nascido em Bruxelas. nessas Escolas isoladas foram surgindo bons anatomistas como Leonardo da Vinci (1452-1519) em Florença cujos desenhos se aproximavam muito da realidade. 14 . que iria confrontar-se com os adeptos de Galeno. Paré. Servet. Juntos formam o triunvirato reformador da Anatomia. acima de tudo dando credibilidade à anatomia. ratificando alguns aspectos e retificando outros. No século XVII a grande contribuição é dada por Willian Harvey (1578-1657) ao descrever a circulação sangüínea em sua obra de 1628: “Exercitatio Anatomica De Motu Cordis Et sanguinis in Animalibus” embora sem conhecer os capilares sangüíneos sua descrição é correta. Sylvius em Paris apesar de alquimista estimula o estudo da anatomia em cadáveres. Todos os sistemas são objetos de reformulação. outros anatomistas do mesmo período de Vesalius se aliam a este no processo de modernização é o que ocorre com Gabriel Falópio (1523-1562) em Pisa. as dificuldades enfrentadas por anatomistas eram enormes e muitos anatomistas foram condenados a morte pela Inquisição. no retorno o navio em que se encontrava afunda no Mediterrâneo e Vesalius morre. sua descrição é de cadáveres humanos. Varoli. mas havia trabalhado com a anatomia de animais e sua época já estava defasada de um milênio em termos de conhecimento científico. Vesalius é condenado pela inquisição a fazer uma peregrinação ao santo sepulcro em Jerusalém. Neste século grandes avanços são feitos no estudo dos linfáticos com Pecquet. Malpighi em 1666 descobre os capilares sangüíneos. Este pesquisador fora muito competente. A descoberta da imprensa por Gutemberg também viria dar grande impulso à anatomia pela facilidade de comunicação e transmissão escrita dos conhecimentos. Bahuin. Aquapende. Andre Vesalius publica sua obra “De Humanis Corporis Fabrica” que se transforma em importante marco de transição porque: liberta-se dos dogmas de Galeno. introduz novas técnicas de preparação de peças e de dissecação. Botal. dá novo impulso às investigações anatômicas. Ainda neste século começa a se desenvolver a anatomia microscópica com o aperfeiçoamento técnico do microscópio. No entanto havia um problema ainda a ser resolvido era a influência e a servidão que os anatomistas da época ainda demonstravam ao seguirem cegamente os ensinamentos de Galeno. Bartholinus e mesmo com Tulp (professor flamengo imortalizado na tela de Rembrant "aula de anatomia do professor Tulp"). Período da Anatomia Moderna Em 1543. escrevendo “Observações Anatômicas” focalizando principalmente os genitais.

Aparelho Locomotor O aparelho locomotor é constituído por três sistemas: ósseo. escápula. pescoço e tronco) e apendicular (membros superiores e inferiores). Henle. assistimos ao desenvolvimento da anatomia cirúrgica ou topográfica com Palfin. Planos: em que o comprimento e a largura predominam sobre a espessura. conjunto de alavancas que sob a ação dos músculos torna possível o movimento. Divisão do esqueleto: divide-se em axial (cabeça. Possuem duas extremidades chamadas epífises e uma parte média. e os neuroanatomistas Wrisberg e Reil. produção de células sangüíneas (medula óssea vermelha). a lâmina epifisial contendo a cartilagem de crescimento. OSSOS Número de ossos: 206 a 208 Tipos de ossos Longos: em que o comprimento predomina sobre a largura e a espessura. Hesselbach. No período de crescimento do osso distinguem-se entre as epífises e a diáfise. Na anatomia predominam os autores alemães: Meckel. além da consolidação da histologia. ex. 15 . Luscka. assistimos avanços na anatomia patológica com Morgagni. No século XX aparecem as extensas obras anatômicas escritas e os grandes estudos em neuroanatomia onde se destaca o espanhol Ramon Y Cajal que além de sua contribuição anatômica consolida as normas para a realização de pesquisas científicas na área biológica. mas como cada um dos seus sistemas apresenta atribuições específicas. Bichat e outros. na fisiologia e o início da embriologia. Funções do esqueleto: proteção de órgãos (caixa craniana). depósito de ions Ca e P. Na Histologia temos Schwam (pai da histologia). INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO SISTEMA ÓSSEO Prof. articular e muscular. Primordialmente tem por função dar conformação e sustentação ao corpo e tornar possível a locomoção. metacarpais. Nader Wafae Esqueleto Conceito: É o conjunto de estruturas rígidas e resistentes chamadas ossos e de estruturas menos rígidas chamadas cartilagens que se articulam para dar conformação e sustentação ao corpo humano. ossos da calvária no crânio.No século XVIII. úmero. sustentação e conformação do corpo. Purkinge. corpo ou diáfise onde se encontra a cavidade medular. Dr. elas serão abordadas nos respectivos capítulos. Scarpa entre outros. ex. No século XIX. fêmur.

tuberosidade – saliência não articular de tamanho médio e superfície rugosa (tuberosidade para o músculo deltóide). Descrição dos ossos Na descrição da maioria dos ossos podemos distinguir: faces. maxila. (côndilos do fêmur). Supranumerários: não presentes habitualmente. Extremidades: são os locais dos ossos onde se encontra a maior parte dos seus pontos de reparos consistindo de saliências e depressões. ex. tubérculo . Irregulares: em que os conceitos anteriores não se aplicam. epicôndilo – saliência não articular situada acima do côndilo (epicôndilo lateral do fêmur). vem do latim avançar (processo mastóide do temporal).saliência não articular de maior tamanho e superfície menos rugosa (trocanter maior no fêmur) . Sesamóides: ossos curtos porém incluídos em tendões ou cápsulas de certas articulações. margens e extremidades Faces: são partes da superfície do osso perfeitamente delimitadas principalmente no corpo. capítulo – uma cabeça pequena (capítulo do úmero). protuberância – espinha – saliência fina e aguçada (espinha isquiática) crista – saliência estreita. túber – saliência não articular de maior tamanho e superfície rugosa (túber isquiático).saliência não articular de pequeno tamanho e superfície menos rugosa ( tubérculo maior do úmero). frontal. ex. Alongados: em que o conceito de osso longo não se aplica perfeitamente porque faltam as extremidades alargadas é o caso das costelas. trocanter . ex. geralmente linear e de extremidade livre (crista etmoidal) linha – saliência linear (linha áspera do fêmur). ossos do carpo e do tarso. esfenóide. ex. vértebras. ossos suturais. ossos da base do crânio. entre os ossos occipital e parietais. côndilo – extremidade articular arredondada com forma ovóide ou em espira. 16 . processo – saliência que se destaca acentuadamente na superfície do osso. Margens: são linhas agudas que delimitam as faces. Osso heterotópico é aquele que se forma em lugar onde não existe normalmente. Pneumáticos: são ossos que contêm cavidades em seu interior cheias de ar. Saliências: são os relevos que se sobressaem na superfície do osso podem ser articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cabeça – extremidade articular semelhante a uma esfera (cabeça do fêmur).Curtos: em que não há predomínio de uma das dimensões sobre as outras. eminência – saliência cônica ou arredondada que se destaca na superfície do osso semelhante ao proceeso ((eminência intercondilar na tíbia).

incisura: depressão em forma de arco na superfície do osso entre projeções ósseas. hormônios e substâncias bioquímicas. canal: depressão linear ou curva formando um túnel (canal carótico) Aberturas: são buracos delimitados adaptados para a passagem de estruturas. Depressões: são escavações na superfície do osso articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cavidade . colo: escavação circular situada abaixo da cabeça. Encontra-se na cavidade medular do osso compacto e nos espaços entre as trabéculas do osso esponjoso. A disposição das trabéculas dos ossos esponjosos resulta da interação entre as linhas de maior tensão para resistir às tensões e as de compressão (peso do corpo) visando à manutenção da posição ereta (teoria trajetorial). Substância esponjosa: as células ósseas se dispõem em pequenas trabéculas que se entrecruzam formando uma rede.escavação de profundidade intermediária (fossa mandibular no osso temporal). dos ossos curtos e planos. em geral para. O osso é um tecido. assim além das células ósseas possui sais inorgânicos (fosfato e cálcio) que lhe dão dureza e parte orgânica (fibras colágenas) que lhe confere flexibilidade. sulco: depressão linear ou curva pouco profunda (sulco do nervo radial). Os ossos longos são mais adaptáveis para possibilitar movimentos pela ação dos músculos. é encontrada nas epífises dos ossos longos e nos ossos curtos. Medula óssea É a parte do esqueleto que elabora células sanguíneas. Um osso submetido ao ácido acético perde a dureza pela falta dos sais inorgânicos. nutrição. Confere força ao osso. quando exposto ao fogo perde a matéria orgânica e se esfacela. acetábulo – escavação mais profunda – (acetábulo do osso do quadril). mas mantém a flexibilidade.escavação articular arredondada e menos profunda (cavidade glenoidal na escápula). É resistente e densa sendo encontrada na diáfise dos ossos longos em torno da cavidade medular e envolvendo o osso esponjoso das epífises. (incisura isquiática maior). vasos e nervos meato: ducto com abertura nas extremidades (meato acústico externo) poro: as aberturas que delimitam o meato (poro acústico externo) Estrutura do osso Quanto à estrutura os ossos podem ser de dois tipos: compactos e esponjosos. Além das forças a que são submetidos e da função a que se destinam a forma dos ossos depende também da hereditariedade. forame: orifício circular que dá passagem. formando cilindros aderidos entre si e dispostos de acordo com o maior eixo do osso. fóvea .escavação rasa pouco profunda fóvea da cabeça do fêmur). Substância compacta: as células ósseas (osteócitos) se dispõem em camadas chamadas lamelas concêntricas em torno de um canal central. fossa . Pode ser vermelha quando está ativa na produção células 17 .tróclea – saliência em forma de carretel (tróclea do úmero).

O periósteo é contínuo com a cápsula articular e não reveste as superfícies articulares onde é substituído por cartilagem.Diáfise 3. a parte superficial é fibrosa com fibras colágenas e fibroblastos. Inicialmente a cartilagem hialina se modifica. Endósteo É uma fina camada de tecido conjuntivo que reveste o osso internamente: as trabéculas. Funções: crescimento do osso em espessura. morrem e são substituídos por osteoblastos e a matriz cartilagínea é substituída por minerais (cálcio).Cartilagem epifisial 18 . proteção do osso e auxiliar nas fixações de músculos e tendões. o canal central. os condrócitos se hipertrofiam. Roteiro prático de Anatomia radiológica – introdução ao estudo do sistema ósseo : 1.sanguíneas e amarela quando não produz células sanguíneas substituída por células gordurosas. Partes de um osso longo O osso longo apresenta duas extremidades chamadas epífises e um corpo entre as epífises chamado diáfise. entre a epífise e a diáfise há um espaço preenchido por cartilagem hialina chamado lâmina epifisial.Epífise 2. pela transformação de células mesenquimatosas do tecido conjuntivo em osteoblastos (centro de ossificação). As medulas das epífises do fêmur e do úmero são as últimas a se tornarem amarelas. a parte profunda é osteogênica. No recém nascido a medula óssea é do tipo vermelho. a cavidade medular. através da qual o osso cresce em comprimento. b) a partir de tecido conjuntivo fibroso (ossos da calvária. costelas.Linha epifisial (de conjugação ou de condensação) 5. clavícula): ossificação intramembranácea. c) mista em que ocorrem os dois tipos de ossificação. O local onde as células cartilagíneas da lâmina epifisial são substituídas por células ósseas chama-se metáfise. mas no adulto encontra-se apenas no esterno. (esfenóide) Periósteo É a camada de tecido conjuntivo que envolve o osso. Vascularização Os ossos são irrigados pela artéria nutrícia que perfura o osso compacto pelo forame nutrício. inervação (sensibilidade). é a parte da lâmina mais próxima da diáfise. Ossificação Dois tipos: a) a partir da transformação de cartilagens hialinas (a grande maioria): ossificação endocondral. por ramos das artérias do periósteo e por vasos das articulações. vértebras.Lâmina epifisial 4. No osso em crescimento. nutrição.

escafóide. média e distal. O cíngulo do membro inferior é formado pelos dois ossos do quadril. patela. osso do quadril. Para tanto escolha um ou dois acidentes do osso e oriente-os nos 3 planos do espaço (superior ou inferior. é lateral. ulna.Sesamóide 11. Membro Superior Escápula: A escápula é um dos dois ossos do cíngulo do membro superior. intermédio e lateral). semilunar. falanges ( proximal. três margens: medial. lateral e superior e três ângulos: inferior. rádio. maior é a 19 . fíbula. lateral ou medial e anterior ou posterior) por exemplo. O cíngulo do membro superior é formado pelos ossos clavícula e escápula. tíbia.Espaço articular radiológico 10.Substância compacta 9. saliência plana. superior e lateral. clavícula. falanges (proximal. úmero.Osso pneumático OSSOS DO ESQUELETO APENDICULAR O esqueleto apendicular é constituído pelos ossos dos membros superior e inferior incluindo os cíngulos dos membros superior e inferior. com duas faces: costal e posterior.Substância esponjosa 8. úmero. cuneiformes (medial. fêmur. o polegar tem apenas proximal e distal) Membro inferior: osso do quadril (com três partes: ílio. perpendicular à face e de direção oblíqua. em duas fossas a superior. no caso da escápula observe que a espinha da escápula é posterior e superior e sua extremidade. ísquio e púbis). cubóide. menor é a fossa supra-espinal e a inferior. metacarpais (I a V contados a partir do polegar ) . calcâneo.  Finalmente procure identificar os acidentes (saliências e depressões) dos ossos grifados no texto e listados no final:  A identificação desses acidentes é importante para conhecer inserções musculares. o hálux tem apenas proximal e distal). A face posterior está dividida pela espinha da escápula. tálus. navicular. fêmur. diagnósticos de fraturas. é plano. rádio. pisiforme. reparo de fraturas e no diagnóstico de várias doenças ósseas. tíbia e fíbula. Assim agindo procure identificar o lado dos ossos: escápula. trapézio. metatarsais (I a V contados a partir do hálux).Cavidade medular 7. escápula. piramidal.6.  Em seguida devemos saber identificar a que lado pertencem esses ossos (se direito ou esquerdo). hamato. capitato.  Inicialmente devemos identificar os ossos do esqueleto apendicular pelos seus nomes: Membro superior: clavícula. trapezóide. o acrômio. ulna. média e distal.

Na transição entre a epífise e a diáfise encontra-se o colo cirúrgico. No corpo do úmero. ligeira depressão que contorna a cabeça. mais abaulada e extremidade acromial mais achatada. com a convexidade maior voltada para frente e medialmente. medial. medial. Completando a extremidade inferior. o tubérculo infraglenoidal. posterior e interóssea. o tubérculo dorsal. a maior lateral é o tubérculo maior e a outra é o tubérculo menor separados pelo sulco intertubercular. menor é a fossa coronóidea e a posterior. A pequena depressão em curva na margem superior por onde passam nervo e vasos é a incisura da escápula. é osso alongado. a saliência da margem lateral é a tuberosidade para o músculo deltóide . Superiormente ao côndilo. a incisura ulnar e uma pequena proeminência na face posterior. o capítulo do úmero e uma depressão em forma de carretel. apresenta: extremidade esternal. Rádio: O rádio é o osso longo lateral do antebraço. duas escavações a anterior. o côndilo do úmero se desdobra em: pequena saliência redonda. superiormente a ela encontra-se uma pequena saliência puntiforme é o tubérculo supraglenoidal e inferiormente outra pequena saliência. A face costal em contato com as costelas é côncava com saliências lineares oblíquas. lateral. Na extremidade inferior destacamos: a saliência pontiaguda lateral. maior é a fossa do olécrano. apresenta três faces: anterior. Ulna: 20 . uma leve depressão medial em arco. Na extremidade inferior. anteriormente duas saliências.é o outro osso do cíngulo do membro superior. a fóvea articular. a tróclea do úmero. a cabeça do úmero que se assemelha a uma esfera. e forma a fossa subescapular. ÚMERO: O úmero (do latim: ombro) é o osso longo do braço. posterior e lateral delimitadas por três margens: anterior. Clavícula: Clavícula cujo nome vem do latim . em sua margem superior destaca-se uma saliência curva que lembraria o bico de corvo daí o seu nome processo coracóide. A saliência medial na parte superior do corpo é a tuberosidade do rádio. Na extremidade superior destacamos: a cabeça do rádio com a circunferência articular e uma ligeira depressão. duas importantes saliências para inserções musculares: a medial e maior é o epicôndilo medial no qual passa o sulco do nervo ulnar e a lateral menor. A extremidade lateral da espinha da escápula é achatada e constitui o acrômio. na face inferior próximo a esta última extremidade encontra-se o tubérculo conóide. processo estilóide do rádio.fossa infra-espinal. e a depressão em espiral da face posterior é o sulco do nervo radial. o colo anatômico. apresenta três faces: ântero-medial. ântero-lateral e posterior e três margens: anterior. é o epicôndilo lateral. a área estreita abaixo da cabeça é o colo do rádio. Na extremidade superior destacamos: medialmente. raio de uma roda. seu nome deriva do latim. O ângulo lateral da escápula apresenta uma escavação rasa que se articula com o úmero é a cavidade glenoidal.pequena chave .

posterior e medial e três margens: anterior. em número de oito dispostos em duas séries.A ulna (do latim: antebraço) é o outro osso longo do antebraço. média e distal e duas para o polegar. capitato.colo cirúrgico 21 . a pequena depressão em arco que se articula com o rádio é a incisura radial. a incisura troclear cuja ponta anterior é o processo coronóide. o medial.fossa subescapular 6.espinha da escápula 2.sulco intertubercular 19.tubérculo conóide ÚMERO: 14. o maior. proximal e distal.colo anatômico 16.incisura da escápula Clavícula: 11. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal. lateralmente. Os ossos metacarpais são ossos longos e numerados de I a V a partir do polegar.tubérculo infraglenoidal 10.extremidade esternal 12.cabeça do úmero 15. a proeminência posterior em forma de arco cuja face anterior é escavada. seguindo na direção medial para lateral estão. A extremidade distal constitui a cabeça da ulna. a proximal.processo coracóide 7.extremidade acromial 13. Na extremidade superior destacamos: o olécrano. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro superior Escápula: 1. a série distal indo na mesma direção estão: hamato com uma saliência chamada hâmulo.cavidade glenoidal 8. metacarpais e falanges: Os ossos carpais são ossos curtos.fossa infra-espinal 5. piramidal.tubérculo maior 17. posterior e interóssea. três faces: anterior. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V. proximal perto dos metacarpais.acrômio 3. pisiforme. a circunferência articular e o processo estilóide. semilunar e escafóide.tubérculo menor 18.tubérculo supraglenoidal 9.fossa supra-espinal 4. Mão: A mão é formada pela sucessão de três camadas de ossos: carpais. trapezóide e trapézio.

fossa coronóidea 28. 50. o anterior é o púbis e o posterior é o ísquio.capitato 47.trapezóide 48. 22 .20.tuberosidade do rádio 32.capítulo do úmero 23.processo estilóide do rádio 33.falange distal.sulco do nervo ulnar 26. 49.processo coronóide 38.epicôndilo medial 25.falange média 52.trapézio. classificado como irregular.tubérculo dorsal. Ulna: 35. Osso do quadril: O osso do quadril com o seu homônimo do outro lado formam o cíngulo do membro inferior.tuberosidade para o músculo deltóide 21.olécrano 36.fossa do olécrano Rádio: 29. Mão: Ossos carpais 41. Ílio: Forma a parte superior do osso do quadril.cabeça do rádio 30.piramidal 43.sulco do nervo radial côndilo do úmero 22.incisura troclear 37. originalmente é formado pela fusão de três ossos: o superior é o ílio.escafóide 45.tróclea do úmero 24.falange proximal 51.semilunar 44.incisura radial 39.epicôndilo lateral 27.pisiforme 42.hamato 46.processo estilóide.colo do rádio 31.cabeça da ulna 40.incisura ulnar 34. O corpo do ílio é plano ligeiramente côncavo em seu lado medial onde se encontra a asa do ílio ou fossa ilíaca.ossos metacarpais numerados de I a V a partir do polegar.

Púbis Forma a parte anterior do osso do quadril. Abaixo da fossa ilíaca encontramos uma saliência em forma de arco que participa da delimitação da abertura superior da pelve é a linha arqueada. A face convexa do ílio é a face glútea onde se observam as linhas glúteas: anterior. importante ponto de referência em obstetrícia. a parte mais espessa do lábio externo chama-se tubérculo ilíaco. . sacro e cóccix é dividida em pelve maior. a incisura do acetábulo. A parte rugosa posterior à fossa ilíaca é a face sacropélvica onde encontramos a face auricular para se articular com o sacro e atrás desta a tuberosidade ilíaca. Na realidade é recoberto por músculos nos dois lados daí o seu nome.Seu contorno superior constitui a crista ilíaca que nas extremidades apresenta quatro proeminências. o limbo do acetábulo. O ramo superior apresenta duas linhas bem evidentes: a medial é a linha pectínea do púbis e a lateral é a crista obturatória. a fossa do acetábulo e uma descontinuidade da margem na parte inferior. linha arqueada e completada pelo seu prolongamento na asa do sacro. É lateral e apresenta uma margem semicircular. O limite inferior da cavidade pélvica constitui a abertura inferior da pelve que da margem inferior da sínfise púbica vai aos túberes isquiáticos e termina no cóccix. Por ser relativamente larga tem lábios interno e externo e uma linha intermédia no meio. a lateral é o tubérculo púbico e a medial é a crista púbica. posterior e inferior. mais larga e pelve menor. duas anteriores: espinha ilíaca ântero-superior e espinha ilíaca ântero-inferior e duas posteriores: espinha ilíaca pósterosuperior e espinha ilíaca póstero-inferior. Diâmetro transverso: une a parte mais larga da abertura superior da pelve 23 . A parte saliente limite entre o púbis e o ílio constitui a eminência iliopúbica. Ísquio: Forma a parte posterior do osso do quadril. continuando pela margem posterior encontramos uma saliência aguda é a espinha isquiática. e o arco maior da margem posterior do osso do quadril entre a espinha isquiática e espinha ilíaca póstero-inferior é a incisura isquiática maior. A parte posterior do ramo larga e volumosa denomina-se túber isquiático. parte do arco total formado pela linha terminal. mais estreita. A extremidade anterior do corpo articula-se com a do outro lado é a face sinfisial que apresenta em sua parte superior duas pequenas saliências. e o pequeno arco entre a espinha isquiática e o túber isquiático é a incisura isquiática menor. É constituído pelo corpo (posterior) e pelo ramo (inferior). a parte lisa que contorna a fossa é a chamada face semilunar Forame obturado É o grande orifício situado abaixo do acetábulo. A cavidade pélvica formada pelos ossos do quadril. A separação entre as duas é feita pela abertura superior da pelve ou linha terminal (estreito superior) delimitada pela linha pectínea. uma parte mais profunda. É constituído pelo corpo do púbis (anterior) e pelos ramos superior do púbis e inferior do púbis. Acetábulo Escavação circular em forma de “xícara” ponto de encontro dos três ossos que formam o osso do quadril. A identificação dos diâmetros da pelve é de importância para a obstetrícia.

ambos estão ligados pela crista intertrocantérica. medial e interóssea. Como é triangular. observam-se duas proeminências: a maior e superior é o trocanter maior e a menor inferior é o trocanter menor. significa pequeno prato. Ainda na extremidade superior. Fêmur: O fêmur é o osso longo da coxa. lateral e posterior e três margens: anterior (canela). as linhas supracondilares lateral e medial que delimitam uma área triangular: a face poplítea. a origem do nome é latina e significa flauta. porém posteriormente. Pouco acima da parte posterior do côndilo medial vê-se uma ligeira proeminência é o tubérculo do adutor. Na parte posterior do corpo do fêmur destaca-se uma rugosidade linear é a linha áspera que se continua superiormente com duas saliências também lineares: a linha pectínea.Diâmetro oblíquo: une a extremidade inferior da articulação sacroilíaca de um lado com o centro do forame obturado do outro lado. encimados respectivamente pelos epicôndilos lateral e medial. Patela: É osso sesamóide. Denomina-se ângulo de inclinação do fêmur. apresenta três faces: medial. e a tuberosidade glútea. A extremidade superior larga é formada pelo côndilo lateral e pelo côndilo medial em cuja parte superior plana ou face articular superior apresenta no centro uma proeminência. em sua extremidade superior apresenta: a cabeça do fêmur. A linha áspera também se divide inferiormente em duas. a grande área estreita abaixo da cabeça constitui o colo do fêmur e a rugosidade que o contorna embaixo e por diante é a linha intertrocantérica. a eminência 24 . Diâmetro diagonal: une a margem inferior da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. lateralmente. por estar incluído no tendão do músculo quadríceps femoral. o ângulo formado entre o eixo que passa pelo colo e o eixo do corpo do fêmur e mede em média 125°. o seu ápice é inferior e a base superior. estrutura semelhante a uma esfera voltada medialmente com uma pequena escavação. medialmente. está situado na região anterior do joelho e articula-se com a face patelar do fêmur. A extremidade distal do fêmur apresenta duas proeminências bem evidentes: côndilo lateral e côndilo medial. Diâmetro verdadeiro: une a parte mais saliente do dorso da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. a face patelar. Diâmetro anatômico: une a margem superior da sínfise púbica com o ponto mediano do promontório. apresenta duas faces: articular e anterior. Tíbia: É o osso longo e medial da perna. O espaço profundo existente entre as partes posteriores dos côndilos constitui a fossa intercondilar cujo contorno superior é a linha intercondilar. O corpo do fêmur é encurvado e sua convexidade é anterior. a fóvea da cabeça do fêmur . Completando a extremidade inferior observa-se na frente e entre os côndilos uma superfície lisa.

em número de sete. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro inferior Osso do quadril Ílio 1. proximal perto dos metatarsais.espinha ilíaca póstero-superior 7. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V. A linha oblíqua situada na parte superior da face posterior é a linha para o músculo sóleo. posterior e interóssea. uma área lisa. próxima aos côndilos. face articular do maléolo lateral para a tíbia. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal.espinha ilíaca ântero-inferior 6. medial. cuneiforme intermédio e cuneiforme lateral.linha arqueada 3. A extremidade inferior apresenta uma expansão terminada em ponta. O côndilo lateral apresenta uma pequena área lisa é a face articular fibular A saliência rugosa na parte superior da margem anterior.intercondilar com os tubérculos intercondilar lateral e intercondilar medial.linhas glúteas 25 . tálus e navicular e anteriormente: cubóide. Pé O pé é formado pela sucessão de três camadas de ossos: tarsais. maléolo lateral.fossa ilíaca (asa do ílio) 2. é a tuberosidade da tíbia. Complertando com o sulco póstero-lateral. Os ossos metatarsais são ossos longos e numerados de I a V a partir do hálux.espinha ilíaca ântero-superior 5. longitudinal no eixo maior e transversal no eixo menor. apresenta três faces: lateral. média e distal e duas para o hálux. cuneiforme medial. maléolo medial atrás do qual encontra-se o sulco maleolar. Na extremidade superior encontramos a cabeça da fíbula cuja ponta é o ápice da cabeça da fíbula e a pequena face articular da cabeça da fíbula. Fíbula É o osso longo lateral da perna deriva do latim. metatarsais e falanges: Os ossos tarsais são ossos curtos.espinha ilíaca póstero-inferior 8. A face plantar do pé apresenta dois arcos importantes para a marcha e para a sustentação da posição bípede e que são: longitudinal e transversal de acordo com o a direção que apresentam. o sulco maleolar. alfinete. atrás da qual a pequena depressão constitui a fossa do maléolo lateral. posterior e três margens: anterior. proximal e distal. A área estreita abaixo da cabeça é o colo da fíbula.crista ilíaca 4. de trás para diante estão: calcâneo. Quando esses arcos encontram-se alterados temos os distúrbios conhecidos por pé chato (arco longitudinal diminuído) e pé cavo (arco longitudinal aumentado). Na extremidade inferior da tíbia destaca-se a proeminência.

colo do fêmur 28.corpo 12.fossa do acetábulo 22.tuberosidade ilíaca 10.tubérculo do adutor 37.espinha isquiática 15.fossa intercondilar 41.fóvea da cabeça do fêmur 27.incisura isquiática maior Púbis 17.linha áspera 33.eminência intercondilar 46.cabeça do fêmur 26.côndilo lateral 44.face patelar Patela Tíbia: 43.linha intertrocantérica 32.trocanter menor 30.face auricular Ísquio 11.trocanter maior 29.face sinfisial 18.côndilo lateral 39.eminência iliopúbica Acetábulo 21.linha pectínea do púbis 20.côndilo medial 36.9.tubérculo intercondilar medial 47.tubérculo intercondilar lateral 48-tuberosidade da tíbia 49.Forame obturado Fêmur: 25.face semilunar 24.epicôndilo lateral 40.côndilo medial 45.tuberosidade glútea 35.tubérculo púbico 19.linha pectínea 34.ramo 13.crista intertrocantérica 31.Incisura do acetábulo 23.face poplítea 42.túber isquiático 14.epicôndilo medial 38.incisura isquiática menor 16.maléolo medial 26 .

do tórax e do pescoço. de origem cartilagínea é constituído principalmente pelos ossos da base do crânio 3.osso etmóide .osso occipital .maléolo lateral Pé: Ossos tarsais 54.colo da fíbula 53. vômer. a crista frontal e as partes nasal e orbital. Na face interna temos uma lâmina sagital mediana. de onde derivam: mandíbula.tálus 56.ímpar .falange média 64.oito ossos Vista anterior .par .Viscerocrânio. CABEÇA No desenvolvimento dos ossos da cabeça destacamos três características: 1.cuneiforme intermédio 60. palatino.navicular 57. Na face externa destacam-se as protuberâncias laterais.cabeça da fíbula 51.Neurocrânio. 2. túberes frontais.falange proximal 63.ossos metatarsais numerados de I a V a partir do hálux. maxila. da coluna vertebral. o contorno superior da órbita com o arco superciliar e a margem supra-orbital. sua convexidade denomina-se escama frontal e tem duas faces: externa e interna. Crânio . 27 .osso esfenóide – ímpar O osso frontal (do latim frontalis = testa) constitui a parte anterior da calvária e a parte superior da face.osso temporal . OSSOS DO ESQUELETO AXIAL O esqueleto axial é constituído pelos ossos da cabeça.calcâneo 55.ímpar Vista lateral .ápice da cabeça da fíbula 52.cuneiforme lateral 61. ossículos da audição.Fíbula 50.par Vista posterior.ímpar Vista inferior .falange distal. 62.cubóide 58. de origem membranácea consiste nos ossos que formam a calvária e parte da face. zigomático.Condrocrânio.osso parietal .osso frontal .cuneiforme medial 59.

A parte petrosa é interna. constitui. as linhas temporais. O osso esfenóide (do grego sphen = cunha ou sphein = mariposa) é tipicamente irregular em sua forma.par Vista inferior . pequeno osso colocado na parte ânteromedial da órbita atrás do processo frontal da maxila. Os ossos parietais (do latim parietalis = parede) constituem as partes laterais e superiores da calvária.par . A face interna apresenta sulcos nos quais se colocam vasos. principalmente. o processo zigomático facilmente palpável.par . a menor das três é inferior e contorna o meato acústico externo.palatino . Na face externa distinguimos saliências lineares em arcos. afunilada. convexos têm faces externa e internas. entra na constituição da base do crânio e é muito rígida e compacta. sua parte central é o corpo e os prolongamentos laterais correspondem às asas maior e menor e o inferior ao processo pterigóide. na parte superior está a lâmina cribriforme. liga-se ao esfenóide e sua superfície interna é o clivo. Tomandose o forame magno como referência divide-se em três partes: parte basilar por diante.ímpar .lacrimal . Osso nasal ( do latim nasal = nariz).mandíbula – ímpar Orelha média Martelo Bigorna Estribo Lacrimal (do latim lacrima = lágrima). Osso de conformação complexa apresenta três partes: petrosa.osso nasal . a proeminência. pequeno osso situaado por diante do processo frontal da maxila correspondendo à parte significativa do dorso do nariz. A parte escamosa é a que participa da calvária tem a forma de arco e de sua parte anterior projeta-se um prolongamento. Os ossos temporais (do latim temporalis = tempo) constituem a parte inferior e lateral da calvária mas são importantes participantes da base do crânio. O osso occipital (do latim occipitum = parte póstero-inferior da cabeça) constitui a parte posterior da calvária e posterior da base do crânio. alberga importantes estruturas da audição e do equilíbrio. muito frágil.par .vômer . Face . 28 .par .14 ossos Vista anterior . Às vezes pode estar subdivido pela presença do osso interparietal (Inca) na porção mais elevada da escama.zigomático . túber parietal.maxila . parte lateral em cada lado onde se encontram os côndilos occipitais e escama occipital atrás. ocupa a maior parte da fossa média do crânio. sagitalmente temos a lâmina perpendicular. A parte timpânica. nas partes laterais encontram-se os labirintos etmoidais formados pelas células etmoidais (cavidades cheias de ar). o esqueleto da cavidade nasal.O osso etmóide (do grego ethmos = peneira). lâminas orbitais (paredes mediais das órbitas) e as conchas nasais superior e média (saliências para dentro da cavidade nasal).concha nasal inferior . timpânica e escamosa.par .

palatino (do latim palatinum = palato) vômer (do latim vomer = lâmina do arado) osso ímpar que corresponde ao septo nasal ósseo que se completa pela lâmina perpendicular do etmóide. ptério: ponto de encontro das suturas fronto-esfeno-temporal astério: ponto de encontro dos ossos. corresponde ao bregma. tem importância em obstetrícia para identificar a posição do feto. alvéolos dentais e as eminências alveolares e os ramos da mandíbula. que no caso do crânio recebem nomes especiais. verticais. anterior. que do ângulo da mandíbula se prolonga até o processo condilar. parietal. Suturas São as linhas de ligação entre ossos. Fontículo anterior: ímpar. zigomático (do grego zygomatikos = ligado) é o osso que forma a conhecida “maçã do rosto” e portanto saliente apresenta faces: lateral. vértice: o ponto mais elevado co crânio obélio: cruzamento da linha que une os forames parietais com a sutura sagital ínio: o ápice da protuberância occipital externa gônio: ângulo formado pela margem posterior do ramo e a base da mandíbula.maxila (do latim maxilla = queixada) é formado pelo corpo com as faces: orbital. concha nasal inferior. entre frontal e os parietais. lambda: ponto de encontro das suturas sagital e lambdóidea. este último contém o arco alveolar com os alvéolos dentais e as eminências alveolares. 29 . Tendem a desaparecer com a idade. os ossos da calvária não estão totalmente ossificados existem membranas de tecido fibroso interpostas entre ossos de origem membranácea e que se ossificam progressivamente até os dois anos de idade aproximadamente.l Sutura metópica quando o osso frontal está dividido na linha mediana (ausente na maioria das vezes). infratemporal e nasal e pelos processos: frontal. násio: o ponto de encontro da sutura frontonasal. temporal e orbital e os processos temporal e frontal. mandíbula ( do latim mandere = mastigar). temporal e occipital. encontra-se na parte ínfero-lateral da cavidade nasal. a incisura da mandíbula e o processo coronóide Os ossos da orelha média serão estudados em orelhas. é o único osso dotado de movimento da cabeça apresenta o corpo da mandíbula cuja parte inferior é a base e a parte superior corresponde à parte alveolar com o arco alveolar. glabela: o ponto mais saliente entre os arcos superciliares bregma: ponto de encontro das suturas coronal e sagital. Sutura lambdóidea entre os ossos parietais e occipita. o maior. palatino e alveolar. próstio: ponto ósseo situado entre os dois dentes incisivos. Pontos craniométricos: gnátio: ponto mais saliente do mento. Fontículos Por ocasião do nascimento. zigomático. Sutura coronal entre os ossos frontal e parietais. Sutura sagital entre os ossos parietais.

Fontículos posterolaterais: par. Fontículos anterolaterais: par. entre o occipital. braquicéfalos quando alargados e mesocéfalos os de equilíbrio entre largura e comprimento. Feminino: menos volumoso. órbitas baixas e quadrangulares. linhas de inserções musculares pouco evidentes. locais por onde passam vasos e nervos importantes. glabela marcada. entre o frontal. túberes frontais e parietais menos salientes. arcos superciliares visíveis. órbitas altas e arredondadas.  Roteiro prático do Sistema ósseo . mais baixa e estreita. glabela apagada. Diferenças sexuais presentes no crânio Masculino: mais volumoso. arcos superciliares imperceptíveis. túberes frontais e parietais mais salientes. linhas de inserções musculares mais evidentes. efetivamente. fronte vertical. entre o occipital e os parietais corresponde ao lambda. o temporal e o parietal (ptério).  Identificar os seguintes acidentes dos ossos do crânio: Vista inferior Forame magno Forame e fossa jugular Canal carótico Processo mastóide Forame estilomastóideo Processo pterigóide (lâminas medial e lateral) Fossa pterigóidea Forame lacerado Forame incisivo Processo estilóide Forame palatino maior Espinha nasal posterior Canal do nervo hipoglosso Côndilo occipital Vista interna Fossa anterior do crânio Crista etmoidal (galli) Lâmina cribriforme com forames Seio frontal 30 . mais alta e larga. o temporal e parietal (astério). dão inserções para músculos cujas ações são essenciais ou são locais aonde se posicionam estruturas de real aplicação prática.Fontículo posterior: ímpar. Tipos de crânios Sem entrarmos em especificidades técnicas de mensuração podemos dizer que os crânios se classificam em dolicocéfalos quando alongados.esqueleto axial Os pontos de referência e forames selecionados para identificação na cabeça são. fronte oblíqua.

Fossa média do crânio Parte petrosa do temporal Poro acústico interno (saída do meato) Sela turca Fossa hipofisial Asa maior do esfenóide Asa menor do esfenóide Canal óptico Sulco carótico Forame oval Forame espinhoso Forame redondo Dorso da sela Tubérculo da sela Processo clinóide anterior Processo clinóide posterior Sulco da artéria meníngea média Fossa posterior do crânio Protuberância occipital interna Crista occipital interna Sulco do seio transverso Eminência cruciforme Vista anterior Órbita Lâmina perpendicular do etmóide Abertura piriforme Espinha nasal anterior Margens supra-orbital e infra-orbital Forame supra-orbital Forame infra-orbital Fissura orbital superior Forame mentual Protuberância mentual Forame da mandíbula (língula e canal) Vista lateral Arco zigomático Poro acústico externo (entrada do meato) Fossa mandibular Processo condilar (cabeça e colo da mandíbula) Ramo da mandíbula Processo coronóide Incisura da mandíbula Ângulo da mandíbula Vista posterior Protuberância occipital externa Crista occipital externa Linha nucal superior e inferior 31 .

artéria oftálmica Meato acústico interno: nervos facial e vestibulococlear Forame mastóideo: veia emissária Fossa incisiva: nervo nasopalatino Forame palatino maior: nervos palatinos Forame da mandíbula nervos e vasos alveolares inferiores Vista anterior: Fissura orbital superior: nervos oculomotor. vago e acessório Canal carótico: artéria carótida interna Forame espinhoso: vasos meníngeos médios Forame oval: nervo mandibular Forame redondo: nervo maxilar Forame lacerado: parte do trajeto da artéria carótida interna Forame estilomastóideo: nervo facial Lâmina cribriforme: nervo olfatório Canal óptico: nervo óptico. como ossos irregulares. artérias vertebrais Canal condilar: veia emissária Canal do nervo hipoglosso: nervo hipoglosso Forame jugular: veia jugular interna.Escama occipital Vista superior Sutura coronal Sutura sagital Sutura lambdóidea Observação: Não podem ser vistos através dessas vistas porque se encontram no interior dos respectivos ossos. nervo acessório. nervos glossofaríngeo. troclear. 32 . abducente e ramos do oftálmico Fissura orbital inferior: nervo maxilar Forame supra-orbital: nervos e vasos supra-orbitais Forame infra-orbital: nervos e vasos infra-orbitais Forame mentual: nervos e vasos mentuais COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é uma estrutura axial metamérica constituída por 33 segmentos ósseos semelhantes e superpostos chamados vértebras e classificadas quanto à forma. caso esses ossos estiverem abertos podemos distinguir: Seio frontal Seio esfenoidal Seio maxilar Células etmoidais anteriores e posteriores A fim de demonstrar a importância prática dos forames do crânio vamos citar alguns deles com as principais estruturas que constituem os seus conteúdos: Vista inferior e interna Forame magno: medula e bulbo. pela maioria dos autores.

Processo articular . corpo com expansão lateral chamada unco do corpo.de convexidade posterior.central. Apesar de classificadas por suas características em tipos diferentes podemos distinguir elementos anatômicos que são comuns à maioria delas. Arco vertebral . Processo transverso . processo transverso com forame transversário. 5 lombares. e um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence. 33 .  Características que identificam a região da coluna a qual a vértebra pertence: Cervical: processo espinhoso bífido.lâminas planas que articulam e encaixam a vértebra superior à inferior tendem a ocupar as posições: transversal nas cervicais. processo articular tendendo à posição transversal. arredondada e volumosa. É discutível se os termos cifose e lordose devam ser aplicados como sinônimos de curvaturas primária e secundária ou apenas quando essas curvaturas são acentuadas. também chamadas cifoses e duas secundárias por se formarem após o nascimento . 5 sacrais e 4 coccígeas. formado pelos contornos posterior do corpo vertebral e mediais dos arcos vertebrais. forame vertebral tende para a forma triangular. é um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence. Os forames intervertebrais formam-se entre as incisuras vertebrais superior e inferior de vértebras adjacentes. O conjunto dos forames vertebrais forma o canal vertebral.parte do arco vertebral que une o corpo vertebral à lâmina do corpo vertebral e aos processos transverso e articular. corpo com fóveas costais superior e inferior (articular com as costelas). quando se mantém na posição bípede.  Identificar as partes comuns de uma vértebra típica: Corpo vertebral . também chamadas lordoses.parte posterior confluente que delimita o forame vertebral.de convexidade anterior. processo transverso com fóvea costal (articular com as costelas). melhor vistas na posição lateral: duas primárias por conservarem a posição fetal .cervical e lombar .extremidade formada pela união das lâminas.parte anterior. Escolioses são os desvios laterais da coluna vertebral. Torácica: processo espinhoso em ponta.expansões laterais da vértebra. processo articular tendendo à posição frontal. frontal nas torácicas e sagital nas lombares Forame vertebral . A curvatura cervical formase quando a criança sustenta a cabeça ereta e a curvatura lombar.torácica e sacral .partes do arco vertebral que confluem atrás para formar o processo espinhoso Pedículo . Curvaturas: a coluna vertebral consiste em 4 curvaturas.Pela semelhança que podem apresentar e pela região em que se encontram. Processo espinhoso . É formado pelos pedículos e pelas lâminas do arco vertebral Lâmina . 12 torácicas. forame vertebral tende para a forma circular. as vértebras foram divididas em: 7 cervicais. Os seus contornos superior e inferior formam as incisuras vertebrais superior e inferior.

processo transverso em ponta chamado costiforme. processo articular tendendo à posição sagital.é a 1ª vértebra cervical suas características são: não possui o corpo vertebral e apresenta dias massas laterais com forames transversários. Sacral: as vértebras sacrais estão fundidas formando um osso triangular. Os processos mamilares são saliências arredondadas e posteriores dos processos articulares superiores. Costelas São ossos alongados que no conjunto formam a caixa torácica 34 . algumas vezes.  e o ângulo infra-esternal formado pelas margens inferiores das costelas.  Identifique o ângulo do esterno (saliência na união do manúbrio do esterno com o corpo do esterno). Hiato sacral é a abertura inferior em seqüência ao canal sacral circunscrito pelos cornos sacrais e a face articular para o osso do quadril denomina-se face auricular. apresenta em seu contorno superior. ápice. a margem saliente da extremidade superior da primeira vértebra sacral é o promontório. corpo grande em forma de rim. as linhas transversas. TÓRAX Esterno ( do grego sternon = peito) é o osso plano da parede anterior do tórax. Cóccix: Vestígio de uma cauda primitiva é o conjunto das últimas 4 vértebras cuja forma lembra o bico de um pássaro (cuco) daí o seu nome. a sua extremidade superior mais larga é o manúbrio do esterno. A parte superior do sacro é a sua base e a extremidade inferior é o ápice do sacro. asa. não possui processo espinhoso mas apenas o tubérculo posterior fazendo saliência no arco posterior. Identifique no osso sacro: base. O manúbrio do esterno. Os processos espinhosos formam a crista sacral mediana. canal. mas em vértebras isoladas é difícil identificá-la. cristas sacrais (mediana.  Identificar as vértebras com nomes específicos: Atlas . os processos transversos as partes laterais (asa do sacro). O processo xifóide. a extremidade inferior. a ligação das lâminas com os corpos. a crista sacral medial. os discos intervertebrais. forames sacrais anteriores e posteriores. forame vertebral tende para a forma triangular.é a sétima vértebra cervical.Lombar: processo espinhoso quadrado (em forma de machado). O arco anterior possui também um tubérculo anterior mais saliente. hiato.é a 2ª vértebra cervical e nela destaca-se o dente com seu ápice para cima já apresenta arco vertebral e processo espinhoso Proeminente . Áxis . a incisura jugular e nos contornos laterais as incisuras claviculares O corpo do esterno é formado pela união de placas chamadas esternebras. seguido pelo corpo do esterno e pelo processo xifóide. medial e lateral). os forames intervertebrais os forames sacrais anteriores e posteriores. promontório. apresenta-se como cartilagem.

ângulo da costela. a 10) articulam-se com o esterno através da cartilagem da última verdadeira. flutuantes (11 e 12) não se articulam com o esterno. falsas (8. Classificação: verdadeiras (1 a 7) articulam-se diretamente com o esterno através de cartilagens próprias. tubérculo anterior.  Roteiro prático do Sistema ósseo . Processo espinhoso Processo transverso Processo articular superior e inferior Forames: Forame transversário Forame intervertebral Forame vertebral Forames sacrais anteriores e posteriores Vértebras cervicais: Unco do corpo Atlas: massa lateral. colo da costela. arco anterior. anterior e pelos cornos menor e maior. PESCOÇO Osso hióide (do grego hyo (letra U) situado na região anterior do pescoço acima da laringe é formado pelo corpo. nível em que se verifica a mudança de orientação do corpo da costela de transversal para sagital e o sulco da costela depressão na margem inferior do corpo onde se encontra o feixe vasculonervoso intercostal. posteriores. arco posterior tubérculo posterior Áxis: dente Vértebras torácicas: Fóveas costais no corpo vertebral e nos processos transversos 35 . a parte estreita logo após a cabeça. e uma flutuante. corpo da costela a parte restante que apresenta o tubérculo da costela pequena rugosidade com face articular para o processo transverso da vértebra. a segunda. extremidade posterior ligeiramente alargada.Número: 12 para cada lado. Partes de uma costela típica: cabeça da costela. Identifique as costelas: a primeira.esqueleto axial  Identificar os seguintes acidentes ósseos da coluna vertebral: Elementos comuns: Corpo vertebral Arco vertebral Lâmina Pedículo Incisuras vertebrais superior e inferior. apresenta faces articulares separadas por uma crista.

hematoma. Causas: traumas ou quedas. deformidade. corno maior e menor Doenças do sistema ósseo FRATURAS Definição: É a ruptura da integridade de um osso. sulco Esterno Manúbrio do esterno. colo. O fragmento ósseo pode estar passando através da lesão. hiato Cóccix  Identificar os seguintes acidentes ósseos do esqueleto do tórax: Costelas: Verdadeira. Sintomas: Dor local. corpo. dificuldade para movimentar o local e crepitação (ruído ao movimentar local). corpo do esterno. Fratura complicada Além da fratura óssea ocorreu lesão de outro órgão interno. ângulo. asa. flutuante. corno. processo mamilar Sacro: Base. Fratura simples Na qual não há comunicação com o meio exterior.Vértebras lombares: Processo costiforme. Tipos Fratura exposta ou composta Ruptura do osso associada com lesão da pele e tela subcutânea. cabeça. Fratura incompleta Na qual a descontinuidade entre os fragmentos não é total. ângulo infra-esternal Hióide Corpo. inchaço. cristas sacrais (mediana. A ferida cutânea pode resultar do traumatismo que ocasionou a fratura ou aberta pelo fragmento ósseo. tubérculo. processo xifóide Caixa torácica Arco costal. promontório. face auricular. medial). Fratura linear 36 . ângulo do esterno. Fratura direta É a que ocorre no local do trauma Fratura indireta É a que ocorre em ponto distante do local do trauma. mas pode ocorrer também espontaneamente se o osso tiver alguma patologia que o enfraqueça. Fratura completa Na qual a descontinuidade entre os fragmentos é total.

Fratura patológica Ocorre por enfraquecimento do osso por alguma outra doença óssea. imobilização.A ruptura se apresenta como uma linha fina sem desvio dos fragmentos.e. Fratura por arrancamento ou avulsão Um fragmento do osso. úmero. 37 . Fratura por compressão Resulta do aumento da pressão sobre o osso. Fraturas mais freqüentes: punho. Fratura em galho verde Na qual não há desvio dos fragmentos e a fratura não é completa. é separado do restante durante a contração muscular. Fratura espiral Na qual o nível da lesão é oblíquo Fratura com luxação Na qual além da fratura ocorreu também deslocamento articular. rádio Osteoporose Definição: É a redução da massa óssea e conseqüente desestruturação do tecido ósseo. Fratura transversal Na qual o nível da lesão é perpendicular ao maior eixo do osso. colo do fêmur. Sintomas: dor local. por exemplo metástases ou osteoporose. endócrinas (glândulas). por exemplo vértebras Fratura por explosão Na qual fragmentos ósseos são projetados Fratura impactada Na qual um dos fragmentos entra no interior do osso. escafóide. Causas: idade. Fratura de Colles É fratura dos ossos do antebraço próximo ao punho com desvio dos fragmentos. a partir de uma ferida nas proximidades ou por via sanguínea a partir de infecções em outros locais. tornando os ossos mais fracos e assim mais sujeitos às fraturas. Causa: invasão do osso por germes infectantes (estafilococo ou estreptococo p. maior tendência à fraturas espontâneas. Fratura por achatamento Na qual o fragmento é deslocado internamente. medicamentos (corticóides). Locais mais freqüentes: fêmur. sedentarismo. Sintomas: depende dos ossos mais atingidos. fumo. Osteomielite Definição: É a infecção do osso e da medula óssea. Fratura acavalada Na qual um dos fragmentos se superpõe a outro.) que se instalam no osso diretamente nas fraturas expostas. geralmente no ponto de inserção muscular. Fratura de tensão Pequena fratura linear para a qual não ficou evidenciado o trauma ou a queda. Fratura cominutiva Na qual resultam pelos menos três fragmentos ósseos e apresenta desvios. febre e comprometimento da função. tíbia.

metástases. a) Sincondrose: a cartilagem interposta é do tipo hialino. apresenta células plasmáticas e proteínas anormais no sangue que lhe são características (Bence-Jones). Dr. só admitem vibrações e grande parte delas tende a desaparecer com o envelhecimento formando as sinostoses. pode ser interóssea exemplos entre os ossos da base do crânio (occipital e esfenóide). condroma. ARTICULAÇÕES Prof. são pouco móveis. Sintomas característicos de neoplasias malignas: dor progressiva. c. exemplo entre vômer e esfenóide. exemplo: tibiofibular distal. b) Sindesmose: são as possuem muito tecido fibroso interposto. junturas.em forma de serra. tumor localizado em metáfises de ossos longos provocado por osteoblastos malignos d. Os subtipos consideram a forma das partes dos ossos que se articulam são: • Plana . sinais de compressão. volumosos e de crescimento lento.metastáticos. esquindelese e gonfose. • Serrátil . tumor generalizado. exemplo: temporal e parietal. tumoração e dor. tem pouca mobilidade e apenas algumas delas tendem a desaparecer.Locais mais freqüentes: vértebras Tumores ósseos malignos a. exemplo: entre os ossos nasais. condroblastoma Sinais de compressão de estruturas vizinhas.superfícies retilíneas.mieloma plasmocitário. Sinônimos: juntas. . são tumores em que a origem encontra-se em outro órgão e cujas células atingem o osso por via sanguínea ou linfática e passam a crescer em seu interior. d) Gonfose: são articulações entre os dentes e os alvéolos da mandíbula e da maxila. tumoração.osteossarcoma. tumor de origem cartilagínea. Tipos: sincondrose e sínfise. a) Suturas: são as que possuem pouco tecido fibroso interposto. exemplo: entre frontal e parietais.condrossarcoma. sindesmose. formando no conjunto a chamada cruz de Santo André de importância em obstetrícia.Tipos: sutura. • Escamosa . Tumores ósseos benignos: Osteoma. ou 38 .superposição de um osso sobre o outro em bisel. osteoblastoma. Tipos: Fibrosas: O tecido interposto é conjuntivo fibroso. b. Nader Wafae Conceito: É a conexão ou junção que existe entre as partes do esqueleto. c) Esquindelese são articulações fibrosas em que uma das superfícies ósseas tem a forma de calha. Classificação: Critério usado atualmente considera o tipo de tecido ou a substância que se interpõe entre as partes que se articulam. Cartilagíneas: o tecido interposto é cartilagem.

intra-óssea, exemplos, a lâmina epifisial dos ossos longos em idade de crescimento. d) Sínfise: a cartilagem interposta é do tipo fibroso, exemplo entre os corpos vertebrais, entre os ossos púbis. Sinoviais: a interposição entre os ossos não é feita por um tecido e sim por um liquido chamado líquido sinovial. Admitem movimentos que são mais amplos de acordo com o tipo considerado; não podem desaparecer. Características: • Líquido sinovial: lubrifica e protege a articulação. • Cápsula articular: envolve as extremidades dos ossos que se articulam. • Membrana sinovial: reveste a cápsula articular por dentro, produz e reabsorve o líquido sinovial. • Cartilagem articular: reveste as superfícies articuláveis dos ossos. • Ligamentos: reforçam a cápsula. • Meniscos ou discos: complementam as superfícies articulares dos ossos. • Movimentos: se realizam em torno dos eixos permitidos pela articulação de acordo com a forma das superfícies que se articulam. O número de eixos permitidos denomina-se grau de liberdade. Os movimentos permitidos recebem nomes de acordo com o eixo em torno do qual esses movimentos se realizam: em torno do eixo longitudinal - rotação; em torno do eixo transversal - flexão e extensão; em torno do eixo sagital - adução e abdução. Tipos: a) Plana: Superfícies Articulares: planas Graus de Liberdade: não possui. Eixos Movimentos: deslizamento Exemplos : processos articulares das vértebras, ossos do carpo b) Gínglimo: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de carretel, o outro é um arco escavado que gira em torno do outro Graus de liberdade: Um Eixo: movimento em torno do eixo transversal Movimentos: Flexão e Extensão Ex. cotovelo (umeroulnar), talocrural c) Trocóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta cabeça circular, o outro um arco ósseo escavado menos acentuado. Graus de liberdade: Um. Eixo: movimento em torno do eixo longitudinal; Movimento: rotação Ex.: rádio e ulna proximal e distal, atlas e áxis. d) Elipsóidea ou Condilar: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta superfície arredondada em dois planos e achatada no terceiro plano, outro se encaixa nessa superfície.

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Graus de liberdade: Dois, Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão; adução e abdução Ex.: radiocarpal e) Selar: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de sela (côncava), outro em forma de cavaleiro (convexo) Graus de liberdade: Dois Eixos: movimentos em torno dos eixos: transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução Ex. trapézio e primeiro metacarpal f) Esferóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos é uma esfera arredondada nos três planos, o outro uma cavidade esférica Graus de liberdade: Três Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal, sagital e longitudinal. Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução, rotação e a somatória de todos, é a circundução. Existem outros critérios de caráter histórico utilizados para classificar as articulações e que apresentam certa correspondência entre si, por exemplo: A- pelo tipo do contato: a)por continuidade (fibrosas e cartilagíneas); b) por contiguidade (sinoviais). B- pelo número de superfícies articulares: a) simples (duas); b) composta (mais de duas); c) complexa (com interposição de discos). C- pela posição: a) concordantes (bem justapostas) b) discordantes (contato incompleto). D- pela função: a) dependentes (temporomandibular); b) independentes. E- pelo movimento: a) diartroses (móveis); b) anfiartroses (pouco móveis); c) sinartroses (imóveis)  Roteiro prático: Classifique as seguintes articulações:
entre os ossos nasais internasal entre os ossos parietais sutura sagital entre o frontal e o parietal sutura coronal entre o occipital e os parietasi sutura lambdóidea entre o temporal e o parietal temporoparietal entre o dente e o alvéolo dental dentoalveolar entre o vômer e o esfenóide esfenovomeral entre a tíbia e a fíbula distal tibiofibular distal entre o occipital e o esfenóide esfenoccpital entre o occipital e temporal petrooccipital entre o esfenóide e temporal esfenopetrosa entre costelas e cartilagens costais costo condral entre cartilagens costais e o esterno costesternal entre os corpos vertebrais intervertebral entre os ossos púbis do quadril sínfise púbica entre manúbrio e corpo do esterno manubrioesternal entre a clavícula e a escápula acromioclavicular entre os processos articulares das vértebras entre as costelas e as vértebras costovertebral entre o úmero e a ulna no cotovelo umeroulnar entre a tíbia e o tarso talocrural 1 fibrosa sutura plana 2 fibrosa sutura serrátil 3 fibrosa sutura serrátil 4 fibrosa sutura serrátil 5 fibrosa sutura escamosa 6 fibrosa gonfose 7 fibrosa esquindelese 8 fibrosa sindesmose 9 cartilagínea sincondrose 10 cartilagínea sincondrose 11 cartilagínea sincondrose 12 cartilagínea sincondrose 13 cartilagínea sincondrose 14 cartilagínea sínfise 15 cartilagínea sínfise 16 cartilagínea sincondrose 17 sinovial plana 18 sinovial plana 19 sinoviais planas 20 sinovial gínglimo 21 sinovial gínglimo

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entre a ulna e o rádio radiulnar entre o áxis e o atlas atlantoaxial mediana entre o rádio e o carpo radiocarpal entre o trapézio e o 1º metacarpal carpometacarpal do polegar entre o úmero e a escápula ombro (glenoumeral) entre o fêmur e o osso do quadril quadril (coxofemoral) entre os ossos do carpo entre os metacarpais e as falanges metacarpofalângica Entre as falanges interfalângicas

22 sinovial trocóidea 23 sinovial trocóidea 24 sinovial elipsóidea 25 sinovial selar 26 sinovial esferóidea 27 sinovial esferóidea 28 sinovial plana 29 sinovial elipsóidea 30 sinovial gínglimo

As articulações; do joelho, esternoclavicular, temporomandibular são exemplos de articulações sinoviais complexas e de difícil classificação, daí a não uniformidade entre os autores. Por coincidência apresentam a interposição de discos ou meniscos.  Identifique os elementos de uma articulação sinovial cápsula articular membrana sinovial cartilagem articular ligamento menisco articular disco articular Ligamentos são estruturas geralmente em forma de fita constituídas de tecido conjuntivo denso que reforçam as articulações sinoviais. Podem ser intracapsulares quando se encontram no interior da cápsula articular, por exemplo, ligamentos cruzados do joelho, extracapsulares, quando se encontram por fora da cápsula articular, constituem a maioria e capsulares quando se encontram na própria cápsula. Identificar os seguintes ligamentos: Esqueleto apendicular Articulação esternoclavicular Ligamento interclavicular Ligamento esternoclavicular anterior O ligamento interclavicular situado sobre a incisura jugular do esterno une as duas extremidades das clavículas. O ligamento esternoclavicular anterior está situado na superfície anterior da articulação entre o esterno e a clavícula. Articulação acromioclavicular Ligamento coracoclavicular (ligs. conóide + trapezóide) O ligamento coracoclavicular é formado por duas partes: a) conóide, menor, mais medial, vai do tubérculo conóide da face inferior da clavícula à parte superior e posterior do processo coracóide e b) trapezóide, maior, vai da linha trapezóidea da face inferior da clavícula até o processo coracóide por diante e lateralmente ao conóide. Articulação do ombro Ligamento coracoumeral Ligamento coracoacromial O ligamento coracoumeral situado na parte superior da articulação do ombro é uma fita que liga o tubérculo maior do úmero à extremidade do processo coracóide.
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a maioria deles é de difícil visualização e dissecção. Ligamentos iliofemoral (superior). isquiofemoral.O ligamento coracoacromial embora ligue duas partes da escápula é importante na estabilização do ombro é largo.Ligamento colateral fibular Ligamento transverso do joelho Ligamentos meniscofemoral (anterior e posterior) Ligamento poplíteo (oblíquo e arqueado) Ligamento da patela 42 . citamos estes por serem maiores e de melhor visualização. Ligamento sacroespinal vai da margem do sacro por dentro do ligamento sacrotuberal até a espinha isquiática. fixando-se na maior parte do processo coracóide atrás e lateralmente ao coracoclavicular e na extremidade do acrômio. Observação . Articulações da mão Ligamentos radiocarpais palmar e dorsal O ligamento radiocarpal palmar. vai do processo estilóide do rádio ao osso capitato. direção oblíqua. Articulação sacroilíaca Ligamento sacrotuberal Ligamento sacroespinal Ligamento sacrotuberal é uma faixa larga que vai da margem lateral e inferior do sacro ao túber isquiático. pubofemoral (é difícil individualiza-los) Ligamento da cabeça do fêmur é intracapsular liga à fóvea da cabeça do fêmur ao acetábulo. Articulação do quadril Ligamento da cabeça do fêmur Ligamentos iliofemoral. Articulação do cotovelo Ligamento colateral ulnar Ligamento colateral radial Ligamento anular do rádio O ligamento colateral ulnar vai do epicôndilo medial do úmero à parte medial do processo coronóide e do olécrano da ulna. isquiofemoral (posterior) e pubofemoral (anterior) envolvem e reforçam a cápsula articular seus nomes indicam o trajeto que seguem Articulação do joelho posterior Ligamento cruzado anterior . O ligamento colateral radial vai do epicôndilo lateral do úmero à parte lateral do processo coronóide e do olécrano e à cabeça do rádio onde se une ao ligamento anular do rádio. O ligamento radiocarpal dorsal.Ligamento cruzado Ligamento colateral tibial . O ligamento anular do rádio envolve a cabeça do rádio unindo-a à incisura da ulna.A mão apresenta um número elevado de ligamentos. também oblíquo vai da margem inferior do rádio ao osso piramidal.

intracapsular.Ameniza as pressões funcionando como almofada 4. Ligamento cruzado posterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar. Reforçam a superfície posterior da cápsula Funções dos meniscosna articulação do joelho 1.Auxilia a nutrição da cartilagem 5. mais estreito e menor. oblíquo liga a parte posterior do menisco lateral ao ligamento cruzado posterior. Ligamento meniscofemoral anterior também ligado ao menisco lateral situa-se entre os dois ligamentos cruzados. intracapsular. vai do epicôndilo lateral do fêmur à cabeça da fíbula. estreito. na realidade é uma reunião de pequenos ligamentos.Melhora a distribuição das pressões 3. posterior) Ligamentos tibiofibulares anterior e posterior unem as extremidades inferiores dos dois ossos. e esfenomandibular (para a espinha do esfenóide). Ligamento poplíteos (arqueado e oblíquo) extracapsulares. Coluna vertebral Ligamento nucal Ligamento longitudinal anterior Ligamento longitudinal posterior Ligamento amarelo Ligamento interespinal 43 . vai do côndilo medial do fêmur à parte lateral e posterior do platô da tíbia. Ligamento colateral lateral liga o maléolo lateral aos ossos tálus e calcâneo também é um conjunto de ligamentos Esqueleto axial Crânio: Os principais ligamentos da articulação temporomandibular são: lateral (para o processo zigomático. Ligamento colateral fibular. é uma fita estreita horizontal que liga os meniscos pela frente. Ligamento da patela é a continuação do tendão do músculo quadríceps femoral que se fixa à tuberosidade anterior da tíbia. O interior dessa articulação é ocupada por forte tecido fibroso interósseo que forma a sindesmose tibiofibular distal Articulação do pé Ligamento colateral medial ou deltóideo Ligamento colateral lateral Ligamento deltóide liga o maléolo medial aos ossos tálus. Ligamento meniscofemoral posterior. navicular e cubóide. mais largo.Dá estabilidade à articulação evitando sobrecarga nos ligamentos 2. estilomandibular (para o processo estilóide). Ligamento transverso do joelho.Melhora a distribuição do liquido sinovial. Articulação tibiofibular Ligamento tibiofibular (anterior.Ligamento cruzado anterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar vai do côndilo lateral do fêmur à parte medial e anterior do platô da tíbia. Ligamento colateral tibial é uma faixa que vai do epicôndilo medial do fêmur até a parte superior da face medial da tíbia. inferiores e posteriores situam-se nas proximidades do tendões dos músculos semimembranáceo e poplíteo.

que aumenta com o movimento. O ligamento longitudinal é uma larga faixa que adere às faces posteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais no interior do canal vertebral. traumática ou espontânea por fragilidade ligamentar.Ligamento supra-espinal O ligamento nucal é uma larga faixa situada na linha mediana da região cervical posterior entre os músculos da nuca de ambos os lados. degenerativa. Osteoartrite é característica do envelhecimento articular com progressivo desgaste das cartilagens articulares. Artrite gotosa de causa metabólica com aumento do ácido úrico no sangue que sob a forma de sais passa a se depositar nas articulações principalmente do pé. As mais comuns são: Artrite reumatóide de causa auto-imune apresenta espessamento da membrana sinovial. do ombro e do cotovelo. O ligamento amarelo situa-se entre lâminas vertebrais vizinhas. O ligamento longitudinal anterior é uma larga faixa que adere às faces anteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais ao longo da coluna vertebral. 44 . A sintomatologa característica é a presença de tumor (edema). rubor e dor. desgaste da cartilagem articular e conseqüente incapacitação. rigidez do cotovelo e tumoração flácida atrás do cotovelo. rigidez articular. metabólica (ácido úrico). Pode ser congênita. calor. Sintomas: Dor. dilacerante. As mais freqüentes são: do quadril. Doenças articulares Artrite é a inflamação de uma articulação pode ser infecciosa (estafilococo). No local há deformidade. limitação dos movimentos e incapacidade funcional. A mais freqüente é a retroolecraniana. Os ligamentos interespinais encontram-se os processos espinhosos seqüenciais. Apresenta dor que piora com a movimentação. coxartrose do quadril e gonartrose do joelho. As artroses mais comuns são: espondiloartrose da coluna vértebra. aumento do líquido sinovial. traumática. Bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial. Os ligamentos supra-espinais ligam as extremidades dos processos espinhosos. A limitação de movimentos e a dor são os principais achados. apresenta irritação da cartilagem articulae e membrana sinovial e conseqüente dor e inchaço. Luxação é o deslocamento de superfícies articulares. ao longo da coluna vertebral. Os sintomas são: dor. As articulações do joelho e do quadril são mais atingidas Artrose é a degeneração progressiva de uma articulação. ao longo da coluna vertebral.

Etimologia: grego = mys . citoplasma estriado Sistema Nervoso Somático Relação com o esqueleto Locomoção movendo os ossos Brusca Isolados Visceral fusiforme. misto (pronador quadrado). Partes: Ativa é a parte central carnosa avermelhada que se contrai (ventre. multinucleada. gerando um movimento. vida de relação) B) Viscerais (involuntários. Esta parte passiva compreende: Origem (é o ponto fixo. corpo) e Passiva são as partes periféricas esbranquiçadas não se contraem (tendínea ou tendão). citoplasma liso Sistema Nervoso Autônomo Relação com as vísceras Movimento peristáltico visceral Lenta Camadas Músculos esqueléticos: Número de músculos do corpo: 501.rato Classificação dos músculos: A) Esqueléticos (voluntários. geralmente distal. Genu valgum no qual os côndilos da tíbia se aproximam um em relação ao outro “X”. 45 . pequeno inchaço. lisos. vida vegetativa) C) Cardíaco (involuntário e estriado) Características Célula Inervação Localização Função Contração Apresentação Esquelética Alongada. uninucleada. cauda) Critérios utilizados para dar nomes os músculos: Forma (trapézio). localização (braquial). Os sintomas são: dor. chamadas fibras musculares.músculo latim = mus . geralmente proximal. estriados. cuja característica essencial é a contratilidade sob a ação de um estímulo. Genu varum no qual os côndilos da tíbia se afastam um em relação ao outro “O”. cabeça) e inserção (é o ponto móvel. Nader Wafae Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. Dr. mas varia de acordo com o critério para músculos pares ou ímpares.mio . Conceito: Músculo é um conjunto de células especializadas.Entorse é a lesão articular na qual os ligamentos podem estar mais ou menos atingidos. MIOLOGIA Prof. e incapacidade articular. função (flexores dos dedos). fixações: (coracobraquial) número de cabeças (bíceps).

ex. Antagonista (é o músculo que realiza o movimento contrário ao desejado). biventre (digástrico). Perimísio (tecido conjuntivo que envolve um fascículo . planos: nos quais predomina a largura (oblíquo externo do abdome). músculos da expressão facial Profundos: quando situados sob a fáscia muscular. Classificação dos músculos quanto à situação: Superficiais: quando situados sob a pele. Unidade motora: conjunto de fibras musculares estimuladas pela mesma célula nervosa. Pelo número de ventres: univentre (maioria).Classificação dos músculos baseada no número de suas partes: Pelo número de origens: uníceps (maioria) bíceps. ex. Classificação quanto à direção: Retilíneos: (a maioria) Reflexos: quando inicialmente seguem uma direção e depois formam um ângulo e mudam de direção (oblíquo superior do olho) Classificação quanto à forma: Longos: nos quais predomina o comprimento (bíceps). término-lateral: o tendão e a parte carnosa formam um ângulo pode ser apenas um lado do tendão (semipeniforme). mais próximos dos ossos. O músculo de movimentos mais delicados possui mais 46 . bicaudado. de de ou do Classificação quanto à função do músculo: Agonista ( é o músculo que realiza o movimento desejado).conjunto de fibras musculares). tríceps. afastados dos ossos. quadríceps. Epimísio (tecido conjuntivo que envolve todo o músculo). Fixadores (fixam articulações). Classificação quanto à relação entre tendão e ventre do músculo: término-terminal: o tendão é plano e continuação direta da parte carnosa músculos planos (oblíquo externo do abdome). policaudado (flexores dos dedos). Sinergista ( é o músculo que auxilia o movimento desejado anulando movimentos indesejáveis de outros músculos que também participam do movimento). ou nos dois lados (peniforme). curtos: nos quais não há predomínio de dimensões (alguns músculos profundos da coluna vertebral). Pelo número de inserções: unicaudado ( maioria). o tendão envolve a parte final da parte carnosa ( fusiforme). poliventre (reto do abdome). Envolturas: Endomísio (tecido conjuntivo que envolve uma fibra muscular). Fáscia profunda (tecido conjuntivo fibroso denso que envolve os músculos ligando os músculos entre si. intermediário: o músculo apresenta três tendões sendo um deles no meio músculo (digástrico). músculos dos membros.

C4-C6 Ação: Abdução INFRA-ESPINAL Origem: Fossa infra-espinal. C5-C6 Ação: Abdução (parte acromial) . C5-C6 Ação: Adução 47 .Adução e rotação medial (parte clavicular) . margem inferior da espinha da escápula.unidades motoras isto é menos fibras musculares por célula nervosa.Extensão e rotação lateral (parte espinal) SUPRA-ESPINAL Origem: Fossa supra-espinal Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. C5-C6 Ação: Rotação lateral SUBESCAPULAR Origem: Fossa subescapular Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo axilar. Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular. O músculo de movimentos mais grosseiros possui menos unidades motoras isto é mais fibras musculares dependem de uma célula nervosa. Nader Wafae Músculos do ombro que atuam na articulação do ombro e no braço DELTÓIDE Origem: parte clavicular Terço lateral da clavícula parte acromial Acrômio parte espinal Espinha da escápula Inserção: Tuberosidade para o músculo deltóide (úmero) Inervação Nervo axilar. C5-C6 Ação: Rotação medial REDONDO MENOR Origem: Terço superior da margem lateral da escápula. MÚSCULOS DO ESQUELETO APENDICULAR Prof. Dr. C5-C6 Ação: Rotação lateral REDONDO MAIOR Origem: Ângulo inferior e margem lateral da escápula.

face lateral do rádio. Cabeça ulnar: processo coronóide. C5-C6 Flexão do antebraço Compartimento posterior do braço TRÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo infraglenoidal Cabeça curta: superfície posterolateral do úmero Cabeça medial: dois terços distais e posteromedial do úmero Inserção Olécrano Inervação Nervo radial. Inervação: Nervo mediano C6-C7 Ação: Pronação e flexão do antebraço 48 . flexão e supinação do antebraço BRAQUIAL Origem: Inserção: Inervação: Ação: Dois terços distais da face anterior do úmero Tuberosidade da ulna. Superfície lateral do olécrano. C5-C7 Ação: Flexão e adução BÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo supraglenoidal Cabeça curta: processo coracóide Inserção Tuberosidade do rádio Inervação Nervo musculocutâneo C5-C6 Ação: Flexão do braço. processo coronóide Nervo musculocutâneo. nervo radial. Nervo radial. C6-C8 Ação: Extensão do braço e do antebraço ANCÔNEO Origem: Inserção: Inervação: Ação: Superfície posterior do epicôndilo lateral do úmero. quarto posterior e proximal da ulna.BRAÇO Músculo do compartimento anterior do braço CORACOBRAQUIAL Origem Processo coracóide Inserção Face medial na parte média do úmero Inervação Nervo musculocutâneo. C6-C8 Auxiliar do tríceps braquial na extensão do antebraço ANTEBRAÇO Compartimento anterior do antebraço PRONADOR REDONDO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. Inserção: Tuberosidade para o músculo pronador. C5-C7.

Inserção: Osso hamato. Inervação: Nervo interósseo anterior. Cabeça ulnar: olécrano.FLEXOR RADIAL DO CARPO Origem Epicôndilo medial do úmero. ramo do nervo mediano C6-T1 Ação: Pronação do antebraço Compartimento lateral do antebraço 49 . Inervação: Nervo ulnar. C7-T1. dois terços proximais da ulna. C7-T1 Ação: Flexão da falange média FLEXOR PROFUNDO DOS DEDOS Origem Parte proximal da face anterior da ulna Inserção Face palmar da base das falanges distais dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano (ramo interósseo anterior) . Inserção: Quarto distal da face anterior do rádio. processo coronóide da ulna Inserção: Face anterior (palmar) da base da falange distal do polegar. C7-T1. osso pisiforme. C7-T1. C6-C8. Ação: Flexão e abdução da mão PALMAR LONGO (inconstante. osso metacarpal V. Ação irrelevante FLEXOR ULNAR DO CARPO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. Inserção Face ventral das bases dos ossos metacarpais II e III. Inserção Aponeurose palmar.parte medial. C5-T1 Nervo ulnar . C8-T1.parte lateral. Ação: Flexão das falanges distais FLEXOR LONGO DO POLEGAR Origem: Face anterior da parte média do rádio. Inervação Nervo mediano. processo coronóide da ulna Cabeça radial: face anterior do rádio Inserção Base da falange média dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano. Ação: Flexão da falange distal do polegar PRONADOR QUADRADO Origem: Quarto distal da face anterior da ulna. presente em 69% dos antebraços) Origem Epicôndilo medial do úmero. Ação: Flexão e adução da mão FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS Origem Cabeça umeroulnar: epicôndilo medial. Inervação Nervo mediano. Inervação: Nervo interósseo anterior do nervo mediano.

ramo profundo. C6-C8. Inervação Nervo radial. ramo profundo C5-C6 Ação: Supinação do antebraço ABDUTOR LONGO DO POLEGAR Origem Terço médio da face posterior do rádio. Ação: Estende a falange proximal do polegar EXTENSOR LONGO DO POLEGAR Origem Parte média da face dorsal da ulna Inserção Face dorsal da base da falange distal do polegar Inervação Nervo radial. Ação: Extensão e abdução da mão Compartimento posterior do antebraço SUPINADOR Origem: Epicôndilo lateral do úmero. C6-C8.BRAQUIORRADIAL Origem Crista supracondilar lateral do úmero Inserção Face lateral do rádio. Inervação: Nervo radial. Ação Estende a falange distal do polegar EXTENSOR ULNAR DO CARPO Origem Cabeça umeral: epicôndilo lateral do úmero Cabeça ulnar: parte dorsal da ulna. C5-C6 Ação: Flexão do antebraço EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO Origem Crista supracondilar lateral. ramo profundo. C6-C8. C6-C7. dois terços distais da face posterior da ulna Inserção Face lateral da base do osso metacarpal I. Inervação Nervo radial. Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . Crista do músculo supinador. ramo profundo. Inervação Nervo radial C6-C7 Ação: Extensão e abdução da mão EXTENSOR RADIAL CURTO DO CARPO Origem Epicôndilo lateral do úmero. Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . Inserção Face dorsal do osso metacarpal V. Inserção: Terço proximal do rádio . Inervação Nervo radial. Ação: Abdução do metacarpal I EXTENSOR CURTO DO POLEGAR Origem Terço distal da face posterior do rádio Inserção Face dorsal da base da falange proximal do polegar Inervação Nervo radial. ramo profundo C6-C8. base do processo estilóide do rádio Inervação Nervo radial. ramo profundo. 50 .

Ação: Extensão das falanges proximais dos dedos EXTENSOR DO INDICADOR Origem Metade distal da face posterior da ulna Inserção Face medial da aponeurose dorsal do indicador Inervação Nervo radial. IV e V Inervação Nervo ulnar. ligamento colateral ulnar Inserção Os quatro tendões se separam no dorso da mão e se inserem nas faces dorsais dos dedos II ao V . interósseo palmar 3: face lateral do osso metacarpal V Inserção Expansões extensoras das falanges proximais dos dedos II. ramo profundo. lumbricais 3 e 4: nervo ulnar. C8-T1 Ação: Flexão das falanges proximais.uma parte na base das falanges médias. C6-C8. extensão das falanges médias e distais. Inserção Face lateral da base da falange proximal do indicador. ramo profundo. interósseo palmar 1: face medial do osso metacarpal II. INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Faces mediais e laterais de dois ossos metacarpais contíguos. ramo profundo. Ação: Extensão da falange proximal do dedo indicador EXTENSOR DO DEDO MÍNIMO Origem Epicôndilo lateral do úmero Inserção Aponeurose dorsal do dedo mínimo Inervação Nervo radial. Ação: Extensão da falange proximal do dedo mínimo Mão LUMBRICAIS 1 A 4 Origem Tendões do flexor profundo dos dedos Inserção Expansões extensoras na face lateral (radial) de cada dedo Inervação Mm. ramo profundo. C8 . Inervação Nervo radial. C8 . outra parte na base da falange distal.T1. Faces lateral e medial do dedo III Face medial do dedo IV Expansões extensoras dos dedos II . extensão das falanges médias e distais. Ação: Abdução dos dedos. INTERÓSSEOS PALMARES 1 A 3 Origem M. flexão das falanges proximais. Flexão das falanges proximais.IV Inervação Nervo ulnar.Ação: Abdução e adução do antebraço EXTENSOR DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral do úmero. Ação: Adução dos dedos. interósseo palmar 2: face lateral do osso metacarpal IV M. C6-C8.T1. extensão das falanges médias e distais. 51 . C8-T1 Mm. ramo profundo. C6-C8. M. lumbricais 1 e 2: nervo mediano.

52 .Eminência Tenar ABDUTOR CURTO DO POLEGAR Origem Tubérculo do escafóide. Ação: Oposição do polegar aos demais dedos ADUTOR DO POLEGAR Origem Cabeça oblíqua: osso capitato. Inserção Face lateral da diáfise do osso metacarpal I. ramo profundo. osso trapézio Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. C7-T1 Cabeça profunda: Nervo ulnar. C8-T1. Inervação Nervo mediano C7-T1.T1. Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar. C8 .T1. base do osso metacarpal II e III.T1. C8 . Ação: Abdução do polegar FLEXOR CURTO DO POLEGAR Origem Cabeça superficial: osso trapézio Cabeça profunda: osso trapezóide. Ação: Abdução do dedo mínimo OPONENTE DO DEDO MÍNIMO Origem Hâmulo do osso hamato. ramo profundo. tendão do músculo flexor ulnar do carpo Inserção Margem medial da base da falange proximal V e expansão extensora do dedo mínimo. Inervação Nervo ulnar.T1. Ação: Flexor da falange proximal ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Osso pisiforme. Inervação Nervo ulnar. Inervação Cabeça superficial: Nervo mediano. C7-T1. Cabeça transversa: dois terços proximais da face palmar do osso metacarpal III. retináculo dos músculos flexores. C7 . Inserção Osso sesamóide medial na articulação carpometacarpal do polegar Inervação Nervo ulnar. Inervação Nervo ulnar. Ação: Adução do polegar Eminência hipotenar FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Osso hamato Inserção Margem medial da base da falange proximal V. ramo profundo. Inervação Nervo mediano. osso capitato. retináculo dos músculos flexores. Inserção Face medial do osso metacarpal V. Ação: Flexão da falange proximal do polegar OPONENTE DO POLEGAR Origem Osso trapézio. ramo profundo C8 .

Oponente do polegar e Adutor do polegar Eminência hipotenar : Abdutor do dedo mínimo.Ação: Oposição juntamente com o polegar PALMAR CURTO Origem Aponeurose palmar. Flexor curto do dedo mínimo e Oponente do dedo mínimo Palma da mão: 3 interósseos palmares e 4 lumbricais Dorso da mão: 4 interósseos dorsais  Principais ações dos músculos do membro superior 53 . Inervação Nervo ulnar. Inserção Pele do lado medial (ulnar) da palma da mão.T1. Ação irrelevante Roteiro prático: Identificar os músculos do membro superior Ombro: Deltóide Infra-espinal Redondo maior Braço: Anteriores: Bíceps braquial Braquial Posteriores: Tríceps braquial Antebraço: Anteriores: Pronador redondo Palmar longo Flexor superficial dos dedos Flexor longo do polegar Laterais Braquiorradial Extensor radial curto do carpo Posteriores: Extensor ulnar do carpo Extensor do indicador Supinador Extensor longo do polegar Supra-espinal Subescapular Redondo menor Coracobraquial Ancôneo Flexor radial do carpo Flexor ulnar do carpo Flexor profundo dos dedos Pronador quadrado Extensor radial longo do carpo Extensor dos dedos Extensor do dedo mínimo Abdutor longo do polegar Extensor curto do polegar Mão: Eminência tenar : Abdutor curto do polegar. ramo superficial C7 . retináculo dos músculos flexores. Flexor curto do polegar.

ligamento sacrotuberal. face glútea do ílio. tríceps braquial. pronador quadrado Supinação (rotação lateral) supinador. pronador redondo Extensão de antebraço: tríceps braquial. Rotação lateral: redondo menor. extensor ulnar do carpo Abdução da mão: flexor radial do carpo. coracobraquial Extensão do braço: deltóide (parte espinal). bíceps braquial. redondo maior Adução do braço: redondo maior. braquiorradial. bíceps braquial Flexão da mão: flexor ulnar do carpo. L4-S1 Ação Abdução e rotação medial da coxa GLÚTEO MÍNIMO 54 . coracobraquial Abdução do braço: deltóide (parte acromial). aponeurose toracolombar. infra-espinal. bíceps braquial. flexor radial do carpo Extensão da mão: extensores radiais longo e curto do carpo.Flexão do braço: deltóide (parte clavicular). ancôneo Pronação (rotação medial) pronador redondo. extensores radiais longo e curto do carpo Flexão da falange proximal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Flexão da falange média: flexor superficial dos dedos Flexão da falange distal: flexor profundo dos dedos e flexor longo do polegar Extensão das falanges média e distal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Extensão da falange proximal dos dedos: extensor dos dedos Extensão da falange distal do polegar: extensor longo do polegar Extensão da falange proximal do polegar: extensor curto do polegar Adução dos dedos: interósseos palmares Abdução dos dedos: interósseos dorsais Músculos do membro inferior Músculos do quadril GLÚTEO MÁXIMO Origem Face posterior do sacro. rotação lateral da coxa GLÚTEO MÉDIO Origem Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Inserção Trocanter maior Inervação Nervo glúteo superior. espinha ilíaca póstero-superior Inserção Parte superior: trato iliotibial Parte inferior: tuberosidade glútea Inervação Nervo glúteo inferior. extensor ulnar do carpo Adução da mão: flexor ulnar do carpo. L5-S2 Ação Extensão do quadril e da coxa. supra-espinal Flexão do antebraço: braquial. redondo maior. supra-espinal Rotação medial: subescapular. redondo menor.

L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa GÊMEO INFERIOR Origem Tuberosidade isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno ou nervo do músculo quadrado femoral ou nervo pudendo ou nervo isquiático. próximo à espinha ilíaca ântero-superior Trato iliotibial. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa QUADRADO FEMORAL Origem Margem lateral do túber isquiático Inserção Crista intertrocantérica Inervação Nervo do músculo quadrado femoral. processo costiforme LI à LV Inserção Parte distal do trocanter menor 55 . L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa TENSOR DA FÁSCIA LATA Origem Inserção Inervação Ação Crista ilíaca. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa OBTURADOR INTERNO Origem Margem do forame obturado (face medial) Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno. altura do terço médio do fêmur Nervo glúteo superior. ilíaco: fossa ilíaca. L4-L5 Flexão e rotação medial da coxa Compartimento anterior da coxa ILIOPSOAS Origem M. psoas maior: faces laterais dos corpos vertebrais TXII à LV. L5-S2 Rotação lateral e abdução da coxa GÊMEO SUPERIOR Origem Espinha isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Ramos diretos do plexo sacral. raramente também pelo nervo isquiático.Origem Inserção Inervação Ação PIRIFORME Origem Inserção Inervação Ação Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Trocanter maior Nervo glúteo superior. ligamento iliolombar. M. espinha ilíaca ântero-inferior. L4-S1 Abdução e rotação medial da coxa Face pélvica do sacro Limite superior do trocanter maior Nervo isquiático ou ramos diretos do plexo sacral. ligamento sacroilíaco anterior.

L2-L4. o reto femoral é também flexor da coxa SARTÓRIO Origem Espinha ilíaca ântero-superior. cabeça reflexa: sulco supra-acetabular M. Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). Flexão da coxa PECTÍNEO Origem Eminência iliopúbica Inserção Linha pectínea do fêmur. psoas: ramos ventrais do plexo lombar. Inervação Nervo femoral. ilíaco: nervo femoral. M. L2-L3. Ação Extensão da perna. L2-L4.Inervação Ação M. L3 Ação Adução e flexão da coxa QUADRÍCEPS FEMORAL Origem M. reto femoral. L2-L4 Adução da coxa ADUTOR LONGO Origem Ramo superior do púbis Inserção Lábio medial da linha áspera (terço médio) Inervação Nervo obturatório. L2-L3 Nervo obturatório. vasto lateral: linha áspera. trocanter maior. Nervo obturatório. logo abaixo do epicôndilo medial. ramo anterior. vasto intermédio: dois terços superiores da diáfise do fêmur. Ação Flexão da coxa e da perna Compartimento Medial da Coxa GRÁCIL Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis Extremidade proximal da tíbia. ramo anterior. M. M. ramo anterior. L2-L3. reto femoral. linha intertrocantérica. Inervação Nervo femoral. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR MAGNO 56 . Inserção Tuberosidade da tíbia através do ligamento da patela. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR CURTO Origem Ramo inferior do púbis Inserção Lábio medial da parte superior da linha áspera Inervação Nervo obturatório. cabeça reta: espinha ilíaca ântero-inferior M. parte distal do trocanter menor Inervação Nervo femoral. vasto medial: linha áspera. ramo anterior. linha intertrocantérica.

parte tibial. Inserção Face medial e plantar do osso cuneiforme medial Base do osso metatarsal I. parte tibial. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna SEMITENDÍNEO Origem Túber isquiático Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). septo intermuscular lateral. rotação lateral SEMIMEMBRANÁCEO Origem Túber isquiático. Inserção Face lateral da cabeça da fíbula. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. L5-S1 Ação Extensão do hálux. L5-S1 Flexão da perna. Inervação Nervo isquiático. Inervação Nervo isquiático. metade proximal lateral da tíbia. L2-L4 Parte posterior: nervo isquiático. septo intermuscular lateral. L4-S1 Adução da coxa. parte tibial. ramo do ísquio. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. Inserção Parte póstero-medial do côndilo medial da tíbia. Menisco lateral Face posterior do terço proximal da tíbia. 57 . L4-L5 Ação Dorsiflexão e inversão do pé EXTENSOR LONGO DO HÁLUX Origem Terço médio da face anterior da fíbula Inserção Face dorsal da falange distal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. a parte extensora estende a coxa Compartimento posterior da coxa BÍCEPS FEMORAL Origem Cabeça longa: túber isquiático e ligamento sacrotuberal. parte proximal e lateral do tendão comum. Inervação Cabeça longa: nervo isquiático. túber isquiático Parte anterior: linha áspera do fêmur Parte posterior: tubérculo do adutor Parte anterior: nervo obturatório. rotação medial POPLÍTEO Origem Inserção Inervação Ação Côndilo lateral do fêmur. côndilo lateral da tíbia. Inervação Nervo fibular profundo. rotação medial da perna Compartimento anterior da perna TIBIAL ANTERIOR Origem Côndilo lateral da tíbia. Nervo tibial. Cabeça curta: linha áspera.Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis.

septo intermuscular anterior Inserção Por quatro tendões sobre as aponeuroses dorsais dos dedos II . Inserção Tuberosidade do osso metatarsal V. L5-S1. Dorsiflexão e inversão do pé FIBULAR TERCEIRO (presente em 90% das pernas) Origem Terço distal da fíbula Inserção Face dorsal da base do osso metatarsal V. Ação Flexão plantar e eversão do pé FIBULAR CURTO Origem Dois terços distais da fíbula. osso cuneiforme medial Inervação Nervo fibular superficial L5-S1. Inserção Base do osso metatarsal I. S1. Septo intermuscular da perna. dois terços distais da fíbula. Inervação Nervo fibular profundo. Inserção Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. Arco tendíneo do músculo sóleo Parte superior e medial da tuberosidade do calcâneo. Inervação Nervo tibial. três quartos proximais da face anterior da fíbula. L5-S1 Ação Extensão dos dedos. S1-S2 Flexão plantar do pé. S1-S2 Ação Flexão da perna e plantar do pé. septo intermuscular da perna.EXTENSOR LONGO DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral da tíbia. Nervo tibial. Ação Dorsiflexão e eversão do pé Compartimento lateral da perna FIBULAR LONGO Origem Côndilo lateral da tíbia. S1-S2 Irrelevante 58 . Nervo tibial. Inervação Nervo fibular superficial. terço médio da tíbia.V (falanges média e distal) Inervação Nervo fibular profundo. inversão do pé SÓLEO Origem Inserção Inervação Ação PLANTAR Origem Inserção Inervação Ação Terço posterior e proximal da fíbula. Ação Eversão do pé Compartimento posterior da perna GASTROCNÊMIOS Origem Côndilos medial e lateral do fêmur. Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. inversão do pé Face poplítea e epicôndilo lateral do fêmur .

Inervação Nervo tibial. L5-S1 Ação Extensão dos dedos EXTENSOR CURTO DO HÁLUX Origem Face dorsolateral do calcâneo. Inervação Nervo tibial. osso cuneiforme. seio do tarso Inserção Falange proximal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. osso cubóide. S1-S2 Ação Abdução do hálux FLEXOR CURTO DOS DEDOS Origem Face plantar da tuberosidade do calcâneo. L5-S2 Ação Flexão da falange distal do hálux TIBIAL POSTERIOR Origem Dois terços proximais da face posterior da tíbia e medial da fíbula. osso metatarsal II-IV Inervação Nervo tibial. L5-S2 Ação Flexão das falanges distais dos dedos Dorso do pé EXTENSOR CURTO DOS DEDOS Origem Face súpero-lateral do calcâneo Inserção Aponeurose dorsal dos dedos II .FLEXOR LONGO DO HÁLUX Origem Dois terços distais da face posterior da fíbula. inserção Falange distal do hálux. Inserção Falange média dos dedos II-V. S1-S2 Ação Inversão do pé FLEXOR LONGO DOS DEDOS Origem Face dorsal da tíbia.IV Inervação Nervo fibular profundo. Inserção Osso navicular. L5-S1 Ação Extensão da falange proximal do hálux Planta do pé ABDUTOR DO HÁLUX Origem Parte medial da tuberosidade do calcâneo Inserção Falange proximal do hálux. Inervação Nervo plantar medial. Inserção Falange distal dos dedos II-V. Inervação Nervo plantar medial. 59 . S1-S2 Ação Flexão das falanges média e proximal dos dedos ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Processo lateral da tuberosidade do calcâneo Inserção Face lateral da falange proximal do dedo mínimo.

S2-S3 Abdução do dedo mínimo QUADRADO PLANTAR Origem Face plantar do calcâneo. lumbrical I: nervo plantar medial. tendão do músculo tibial posterior. ligamento plantar longo. S2-S3 Ação Adução e flexão do hálux FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Base do osso metatarsal V. S1-S3 Cabeça lateral: nervo plantar lateral. osso cuneiforme lateral. Inervação Nervo plantar lateral. S2-S3 Ação Flexão dos dedos FLEXOR CURTO DO HÁLUX Origem Cabeça medial e cabeça lateral: face plantar dos ossos cuneiformes. Inserção Cabeça medial: base da falange proximal do hálux. S2-S3 60 . ligamento plantar longo Inserção Margem lateral do músculo flexor longo a frente da divisão de seus tendões terminais. ligamento calcaneocubóideo plantar. osso sesamóide medial. S2-S3 Ação Flexor da falange proximal do dedo mínimo INTERÓSSEOS PLANTARES 1 A 3 Origem Base da face medial dos ossos metatarsais III-V Inserção Parte medial da falange proximal dos dedos III-V Inervação Nervo plantar lateral. Inervação Cabeça medial: nervo plantar medial. S2-S3 Ação Flexão falanges proximais MÚSCULOS LUMBRICAIS DO PÉ 1 A 4 Origem Tendões do músculo flexor longo dos dedos Inserção Falanges proximais dos dedos II ao IV. Inervação Nervo plantar lateral. Inserção Falange proximal e osso sesamóide lateral do hálux. S1-S2 Mm.Inervação Ação Nervo plantar lateral. lumbricais II ao IV: nervo plantar lateral. S1-S3 Ação Flexão da falange proximal do hálux ADUTOR DO HÁLUX Origem Cabeça oblíqua: osso cubóide. ligamento calcaneocubóideo plantar. Cabeça lateral: base da falange proximal do hálux. osso sesamóide lateral. ligamento plantar longo. Ligamento plantar longo Inserção Falange proximal do dedo mínimo Inervação Nervo plantar lateral. aponeuroses dorsais desses dedos Inervação M. Cabeça transversa: cápsula das articulações metatarsofalângicas III e V. ligamento metatarsal transverso profundo.

Glúteo médio. camada média inferior: quadrado plantar. face medial do dedo II Inervação Nervo plantar lateral. lumbricais. vasto intermédio. vasto lateral. camada 61 . Tensor da fáscia lata Gêmeo superior Gêmeo inferior Coxa: Anteriores: Iliopsoas Sartório Quadríceps femoral (reto femoral. S2-S3 Ação Flexão e abdução dos dedos Roteiro prático: identificar os músculos do membro inferior Quadril: Glúteo máximo Glúteo mínimo Piriforme Obturador interno (tendão) Quadrado femoral. vasto medial) Pectíneo Mediais: Grácil Adutor curto Posteriores: Semitendíneo Bíceps femoral Perna: Anteriores: Tibial anterior Extensor longo do hálux Laterais: Fibular longo Adutor longo Adutor magno Semimembranáceo Extensor longo dos dedos.Ação Flexão e adução dos dedos INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Cada músculo se insere em ossos metatarsais adjacentes Inserção Face lateral da falange proximal dos dedos II ao IV. sóleo) Tibial posterior Flexor longos dos dedos Flexor longo do hálux plantar Pé: Dorsais: extensor curto dos dedos. interósseos dorsais Plantares: camada inferior: abdutor do dedo mínimo. flexor curto dos dedos abdutor do hálux. extensor curto do hálux. Fibular terceiro Fibular curto Posteriores: Tríceps sural (gastrocnêmios medial e lateral.

semimembranáceo. piriforme Rotação medial da coxa: glúteos médio e mínimo. músculos do couro cabeludo. e etc. portanto não se destinam a gerar movimentos e são os responsáveis pelas expressões faciais de dor. tensor da fáscia lata. interósseos plantares e dorsais. 62 . sartório. músculos da faringe.  ação dos músculos do membro inferior Flexão da coxa: iliopsoas. médio e inferior. interósseos dorsais Músculos do Esqueleto Axial: Professor Dr. grácil. pectíneo Abdução da coxa: glúteos médio e mínimo. flexor curto do dedo mínimo. músculos da mastigação. Adução da coxa: adutores longo. alegria. semitendíneo. Flexão da perna: bíceps femoral. quadrado plantar Adução dos dedos: adutor do hálux. fibular longo Inversão do pé: tibiais anterior e posterior Eversão do pé: fibulares longo. camada superior: interósseos plantares. bíceps femoral. músculos dos ossículos da audição. satisfação. curto e magno (parte adutora).média superior: flexor curto do hálux. reto femoral. semitendíneo. gêmeos. obturador interno. lumbricais. Nader Wafae MÚSCULOS DA CABEÇA Os músculos da cabeça dividem-se em vários grupos: músculos da expressão facial. extensores longos dos dedos. fibular Flexão plantar do pé: tríceps sural. tensor da fáscia lata. curto e terceiro Extensão das falanges: extensores longos e curtos dos dedos e do hálux Flexão das falanges: flexores longos e curtos dos dedos e do hálux. sartório. músculos da orelha. interósseos plantares Abdução dos dedos: abdutores do hálux e do dedo mínimo. poplíteo Extensão da perna: quadríceps femoral Flexão dorsal do pé: tibial anterior. músculos extrínsecos do bulbo do olho. semimembranáceo. angústia. quadrado femoral. pectíneo Extensão da coxa: glúteo máximo. músculos da língua e músculos da nuca. piriforme. parte extensora do adutor magno. Músculos da expressão facial: Características: são músculos superficiais situados sob a pele da face tendo pelo menos uma fixação na pele e outra podendo ser óssea ou muscular. adutor do hálux. semitendíneo Rotação lateral da coxa: glúteo máximo. Podemos dividi-los em patamares superior.

abaixa o lábio inferior MENTUAL: mandíbula e pele do mento. eleva a pele do mento. Músculos extrínsecos do bulbo do olho RETO MEDIAL. serão estudados juntamente com as orelhas. processo coronóide da mandíbula. RETO LATERAL. OBLÍQUO SUPERIOR. mandíbula e maxila.No patamar superior encontram-se os músculos da órbita e do nariz : ORBICULAR DO OLHO. músculo esfinctérico. enruga a testa NASAL. frontal não tem inserção 63 . osso frontal. PRÓCERO. PTERIGÓIDEO LATERAL: processo pterigóide do esfenóide. CORRUGADOR DO SUPERCÍLIO. levanta o lábio superior e dilata a narina. osso frontal. Levanta a mandíbula TEMPORAL: fossa temporal. Protrai e movimenta lateralmente a mandíbula. O m. Músculos da mastigação: MASSETER: arco zigomático. leva o ângulo da boca para baixo e para o lado. Músculos dos ossículos da audição TENSOR DO TÍMPANO e MÚSCULO DO ESTAPÉDIO. osso nasal. osso zigomático. músculo esfinctérico. leva o ângulo da boca lateralmente BUCINADOR. RETO SUPERIOR. fecha os lábios ZIGOMÁTICOS MAIOR E MENOR. ramo da mandíbula. Temporoparietal e pela aponeurose epicrânica. contorna o dorso do nariz transversalmente. aproxima os supercílios. LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR: maxila. OBLÍQUO INFERIOR E LEVANTADOR DA PÁLPEBRA SUPERIOR. fecha as pálpebras. No patamar inferior encontram-se os músculos mais inferiores ABAIXADOR DO ÂNGULO DA BOCA: mandíbula. o m. circular. Tensor das bochechas durante a mastigação impede que o alimento saia do interior da boca e fique entre os dentes e a bochecha. auxilia a dilatar as narinas No patamar médio encontram-se os músculos da boca ORBICULAR DA BOCA. pele entre os supercílios. ramo da mandíbula. que circunda a órbita. Levanta a mandíbula. occipital ocupa a escama do osso occipital. serão estudados juntamente com o bulbo do olho. levam o ângulo da boca para cima e lateralmente LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E DA ASA DO NARIZ: maxila. levanta e everte o lábio superior LEVANTADOR DO ÂNGULO DA BOCA: eleva o ângulo da boca RISÓRIO: masseter. processo condilar da mandíbula. ABAIXADOR DO LÁBIO INFERIOR: mandíbula. Músculos do couro cabeludo MÚSCULO EPICRÂNICO formado pelos músculos OCCIPITOFRONTAL (occipital e frontal). Levanta a mandíbula PTERIGÓIDEO MEDIAL: processo pterigóide do esfenóide. RETO INFERIOR. situado acima do anterior.

ramo do nervo mandibular. Músculos supra-hióideos. Ação: abaixam a mandíbula quando se abre a boca e levantam o hióide quando se deglute. palatoglosso). 64 . Músculos da faringe Podem ser constritores e levantadores. superficiais: AURICULARES ANTERIOR. MÚSCULOS DO PESCOÇO: PLATISMA é um músculo superficial que ocupa grande parte do pescoço se insere na pele sobre os músculos deltóide e peitoral maior e na mandíbula. hioglosso. estiloglosso. C2 Ação: Juntos: flexionam a coluna cervical e a cabeça. Isoladamente: inclinam a cabeça e a coluna cervical para o mesmo lado e rodam a cabeça para o lado oposto. Ventre posterior: nervo facial. MILO-HIÓIDEO: Origem: Linha milo-hióidea na face interna da mandíbula Inserção: Margem superior do corpo do osso hióide Inervação: Nervo milo-hióideo. condroglosso. Músculos da nuca Serão vistos ainda neste capítulo no estudo dos músculos do dorso. vertical) e extrínsecos (genioglosso. Músculos da orelha São os pequenos músculos POSTERIOR e SUPERIOR. Movimentam o couro cabeludo. pequeno insere-se na pele e fáscia temporal acima e na frente da orelha externa. Serão estudados no sistema digestório. Músculos da língua Podem ser intrínsecos (longitudinais superior e inferior. Ação: abaixam a mandíbula e levantam o soalho da boca e a língua ajudando a deglutição. São acessórios da inspiração forçada. de modo geral elevam o osso hióide: DIGÁSTRICO: Origem: Ventre posterior: processo mastóide Inserção: Ventre anterior: margem inferior da mandíbula Inervação: Ventre anterior: nervo mandibular. transverso.óssea. Serão estudados no sistema digestório. plexo cervical. Ação: eleva e puxa a pele do pescoço para a frente ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO: Origem: Cabeça esternal: manúbrio do esterno Cabeça clavicular: terço medial da clavícula Inserção: Processo mastóide Inervação: Nervo acessório (XI). O temporoparietal.

C1-C4 Ação: Abaixa a laringe e o soalho da boca concluída a deglutição Músculos escalenos: Flexão lateral da coluna cervical (pescoço). Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. Músculos infra-hióideos em forma de fita. TIREO-HIÓIDEO: Origem: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Terminação: Corno maior do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C4 Ação: Abaixa o osso hióide. C1-C4 Ação: Levanta a laringe ESTERNOTIREÓIDEO: Origem: Face posterior do manúbrio do esterno. C1-C4 ESTERNO-HIÓIDEO: Origem: Parte medial da clavícula. de modo geral abaixam o osso hióide. face posterior da 1ª cartilagem costal Terminação: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Inervação: Alça cervical. ESCALENO ANTERIOR: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 3ª à 6ª vértebra cervical Inserção: Tubérculo do músculo escaleno anterior sobre a 1ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais C5-C8 ESCALENO MÉDIO: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 2ª à 7ª vértebra cervical 65 . OMO-HIÓIDEO: Origem: Margem superior da escápula Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C2 Ação: semelhante ao milo-hióideo ESTILO-HIÓIDEO: Origem: Processo estilóide do osso temporal Inserção: Margem lateral do corpo do osso hióide Inervação: Nervo facial. acessórios da inspiração forçada. Ação: puxam o osso hióide para trás.GENIO-HIÓIDEO: Origem: Espinha geniana na mandíbula Inserção: Face anterior do corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. face posterior do manúbrio do esterno.

subcostais e levantadores das costelas (serão estudados no sistema respiratório) MÚSCULOS DO ABDOME RETO DO ABDOME: 66 . MÚSCULOS LONGOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO: occipital. vértebras cervicais (corpos e processos transversos). metade medial da clavícula Inserção Crista do tubérculo maior Inervação Nervos peitorais medial e lateral. consequentemente a escápula se desloca lateralmente constituindo o que chamamos de escápula alada pela semelhança com uma asa. atlas. A atrofia do músculo serrátil anterior o afasta da parede torácica. C5-C7 Ação: abdução do braço Obs. SERRÁTIL ANTERIOR: Origem 1ª à 9ª costela Inserção Margem medial da escápula Inervação Nervo torácico longo. Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 5ª e 6ª vértebras cervicais Inserção: Margem superior da 2ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. SUBCLÁVIO: Origem e inserção: clavícula e primeira costela Os músculos que atuam na respiração: transverso do tórax. C4-C8 ESCALENO POSTERIOR: Nem sempre está presente. diafragma. C7-C8 MÚSCULOS PRÉ-VERTEBRAIS: Ação flexão da coluna cervical (pescoço) e da cabeça. PEITORAL MENOR: Origem 3ª à 5ª costela Inserção Processo coracóide Inervação Nervos peitorais medial e lateral. adução e rotação medial do braço. C8-T1 Ação: Flexão. C6-C8 Ação: Abaixa a escápula. posteriormente ao sulco da artéria subclávia Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais.Inserção: 1ª costela. MÚSCULOS DO TÓRAX PEITORAL MAIOR: Origem Esterno. 6 costela e cartilagens costais superiores. intercostais internos e externos. MÚSCULOS RETOS ANTERIORES: occipital.

vômito. Nervo iliohipogástrico. Terminação Crista púbica Sínfise púbica Inervação Nervos intercostais. Nervo ilioinguinal. Nervo ilioinguinal. a micção. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. linha alba através da bainha dos músculos retos do abdome. cartilagens costais da 9ª à 12ª costelas. L1 Ação Na contração unilateral. T5-T11. T12. T12-L1. L1 Ação Rotação do tórax em relação à pelve do lado oposto. Nervo subcostal. vômito. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. Nervo iliohipogástrico. T12-L1. Inervação Nervos intercostais. T12. T12. L1 Ação: Na contração unilateral. TRANSVERSO DO ABDOME: Origem Cartilagens costais da 6ª à 12ª costelas. na contração bilateral. L1 Ação Flexão da parte torácica da coluna vertebral. o bilateral. rotação do tórax para o mesmo lado. OBLÍQUO INTERNO DO ABDOME: Origem Ligamento inguinal. O reflexo cremastérico consiste na contração do músculo pelo toque na parte súpero-medial da coxa. lábio externo a crista ilíaca. a micção. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto.Origem Face anterior da 5ª à 7ª cartilagem costal. rotação do tórax para o mesmo lado. T5-T11. T12-L1. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. Juntamente com os outros músculos do abdome. T12-L1. Nervo iliohipogástrico. Pode colaborar no controle térmico da bolsa testicular junto com o dartos (túnica de músculo liso). Terminação Crista púbica. crista ilíaca. flexão da coluna vertebral. crista púbica. T12. Nervo ilioinguinal. ramo genital L1-L2 Ação Levanta a bolsa testicular. aponeurose toracolombar. Inervação Nervo genitofemoral. flexão da coluna vertebral. processo xifóide. Estabiliza a pelve. flexão da coluna vertebral na contração bilateral. ligamento inguinal. OBLÍQUO EXTERNO DO ABDOME: Origem Margem inferior e face anterior da 5ª à 12ª costelas. o bilateral. Nervo subcostal. Terminação Linha alba Inervação Nervos intercostais. 67 . Inervação Nervos intercostais. Nervo iliohipogástrico. Juntamente com os outros músculos do abdome. T5-T11. Nervo ilioinguinal. Na contração bilateral. Terminação Tubérculo púbico. Nervo subcostal. na contração bilateral. T5-T11. tosse e a defecação. tosse e a defecação. Terminação Face interna da bolsa testicular . Nervo subcostal. MÚSCULO CREMASTER Origem Fibras mais inferiores do músculo oblíquo interno do abdome e algumas fibras do músculo transverso. linha alba. Na contração bilateral.

PIRAMIDAL: Origem linha alba Inserção púbis Inervação Nervo ilio-hipogástrico Ação Insignificante Bainha do músculo reto do abdome O músculo reto do abdome encontra-se no interior da bainha do músculo reto do abdome formada pelas lâminas anterior e posterior. Linha semilunar é a linha formada pelas aponeuroses dos músculos abdominais ao atingirem a margem lateral do músculo reto do abdome. todas as aponeuroses passam por diante do músculo reto do abdome. Esta fragilidade da fáscia transversal. PSOAS MENOR E ILÍACO.Juntamente com os outros músculos do abdome. Chama-se aponeurose. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome juntas e a lâmina posterior apenas pela fáscia transversal. Na contração bilateral. QUADRADO DO LOMBO: Origem Crista ilíaca Inserção Décima segunda costela. a micção. A parte inferior da bainha do músculo reto do abdome abaixo do umbigo é de constituição diferente: a lâmina anterior passa a ser formada pelas aponeuroses dos músculos oblíquo externo do abdome. processos costiformes Ação: Na contração unilateral inclina o tórax para o mesmo lado e auxilia os músculos do quadril impedindo o abaixamento da pelve durante o movimento. Linha alba é a linha mediana da parede abdominal formada pelo entrecruzamento de aponeuroses de ambos lados. Na contração bilateral seu desempenho na respiração é discutível. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome. 68 . o tendão plano dos músculos planos como são os casos: oblíquo externo do abdome. Esta diferença de comportamento das aponeuroses na bainha do músculo reto do abdome acima e abaixo da linha arqueada resultou da mudança de posição do ser humano em bípede. A parte superior da lâmina posterior é formada pela subdivisão posterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome juntamente com a aponeurose do músculo transverso do abdome. nesse nível. tosse e a defecação. favorece o aparecimento das hérnias inguinais. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. Abaixo dessa linha. O nível de transição entre essas duas partes é marcada na lâmina posterior pela linha arqueada. A parte superior da lâmina anterior é formada pela aponeurose do músculo oblíquo externo juntamente com uma subdivisão anterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. vômito. PSOAS MAIOR. deixando a lâmina posterior da bainha do reto formada apenas pela frágil fáscia transversal.

parte descendente: Protuberância occipital externa. terço lateral da clavícula Inervação Nervo acessório (XI) Ação Eleva. processo espinhoso da 1ª à 4ª vértebra cervical. Inervação Nervo dorsal da escápula. 9ª . MÚSCULOS DO DORSO Os músculos do dorso se dispõem em 3 camadas superpostas da superfície em direção à profundidade: camada superficial. processos espinhosos da 3ª à 5ª vértebras torácicas. CAMADA SUPERFICIAL: TRAPÉZIO Origem parte ascendente: processos espinhosos da 4ª à 12ª vértebras torácicas parte transversa: Ligamento nucal. da linha nucal superior. retrai e fixa o ombro LATÍSSIMO DO DORSO Origem Aponeurose toracolombar.12ª costela Inserção Crista do tubérculo menor Inervação Nervo toracodorsal. aduz e roda medialmente o braço CAMADA MÉDIA LEVANTADOR DA ESCÁPULA Origem Tubérculo posterior dos processo transversos da 1ª à 4ª vértebra cervical Inserção Ângulo superior e parte da margem medial da escápula. camada média e camada profunda. acrômio. C3-C5. C4-C5 Ação Levanta e retrai a escápula ROMBÓIDE MENOR Origem Processo espinhoso da 6ª e 7ª vértebra cervical.Foram estudados no esqueleto apendicular sob a denominação de músculo iliopsoas. Inserção Margem medial da escápula no nível da espinha. terço posterior da crista ilíaca. C6-C8 Ação Estende. C4 Ação Levanta e retrai a escápula SERRÁTIL POSTERIOR SUPERIOR 69 . Inserção espinha da escápula. Ação Levanta a escápula ROMBÓIDE MAIOR Origem Processos espinhosos da 1ª à 5ª vértebras torácicas Inserção Margem medial da escápula entre a espinha e o ângulo inferior Inervação Nervo dorsal da escápula. Inervação Nervo dorsal da escápula.

Terminação Tubérculos posteriores dos processos transversos da 2ª à 5ª vértebras cervicais. 70 . LONGUÍSSIMOS .a parte mediana.a parte lateral. inserida nos processos transversos. inserida nos processos espinhosos. ILIOCOSTAIS . Terminação Processo mastóide. Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C5-C7. São encontrados no lombo. Ação Extensão do pescoço na contração bilateral. Ação Extensão da cabeça e pescoço na contração bilateral. Os oblíquos em geral ligam os processos transversos aos processos espinhosos e destinam-se principalmente à rotação. Processos espinhosos da 7ª vértebra cervical à 3ª vértebra torácica. C11-L2 Ação Abaixa as costelas CAMADA PROFUNDA: ESPLÊNIO da CABEÇA Origem Metade inferior do ligamento nucal. são oblíquos. Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ESPLÊNIO do PESCOÇO Origem Processos espinhosos da 3ª à 6ª vértebra torácica.Origem duas Inserção Inervação Ação Processos espinhosos das duas últimas vértebras cervicais e primeiras vértebras torácicas 2ª à 5ª costela Ramos anteriores dos nervos espinais. Linha nucal superior Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C3-C5. Os longitudinais em geral ligam processos espinhosos entre si ou processos transversos entre si e destinam-se principalmente à extensão do segmento em que se encontram. C6-T2 Levanta as costelas SERRÁTIL POSTERIOR INFERIOR Origem Processos espinhosos das duas últimas vértebras torácicas e das duas primeira vértebras lombares Inserção Margem inferior da 9ª à 12ª costela Inervação Ramos anteriores dos nervos espinais. Pertencem a este grupo: MULTÍFIDOS. Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ERETOR DA ESPINHA.a parte intermédia. A direção de suas fibras determina a função. Transverso-espinais. suas fixações pulam pelo menos duas vértebras (2 a 5). tórax e pescoço. inserida nas costelas e processos transversos. são músculos curtos que vão de uma vértebra a outra ou de uma costela a uma vértebra e se colocam ao longo da coluna vertebral. formado por 3 partes longitudinais dispostas no sentido transversal: ESPINAIS . vão de processos transversos inferiores para processos espinhosos superiores. é o principal extensor da coluna vertebral.

são oblíquos. fixam-se em processos espinhosos de vértebras adjacentes. Ação Extensor. Roteiro prático dos músculos do esqueleto axial Músculos da expressão facial: 1-Prócero 2-Nasal 3-Orbicular do olho 4-Orbicular da boca 5-Bucinador 6-Zigomático maior 7-Abaixador do ângulo da boca 71 . pescoço e cabeça. Inervação: em geral. Terminação Parte medial da linha nucal inferior. inclinação lateral da cabeça . Ação dos músculos do dorso: De modo geral os músculos do dorso destinamse à movimentação da coluna vertebral e da cabeça. fraco rotador OBLÍQUO INFERIOR DA CABEÇA: Origem Processo espinhoso do áxis. OBLÍQUO SUPERIOR DA CABEÇA Origem Tubérculo posterior do atlas. inclinação lateral da cabeça. inclinação lateral da cabeça RETO POSTERIOR MENOR DA CABEÇA: Origem Tubérculo posterior do atlas. Ação: Rotador. C2. Terminação Osso occipital acima e lateralmente à linha nucal inferior Inervação Nervo suboccipital C1. INTERESPINAIS. Inervação Nervo suboccipital C1-C2. porém mais longos que os anteriores. INTERTRANSVERSÁRIOS. osso occipital Inervação Nervo suboccipital C1 Ação: Extensor. extensor. pelos ramos posteriores dos nervos espinais. Suboccipitais: RETO POSTERIOR MAIOR DA CABEÇA Origem Processo espinhoso do atlas. pulam mais de 5 vértebras) localizam-se na parte superior da coluna vertebral: tórax. Inervação Nervo suboccipital. são oblíquos. são longitudinais. inclinação lateral da cabeça. Terminação Parte posterior do processo transverso do atlas. fixam-se em processos transversos de vértebras adjacentes. tórax e pescoço SEMI-ESPINAIS.ROTADORES. participando da extensão. vão do processo transverso inferior para o processo espinhoso imediatamente superior (rotador curto) ou pulam uma vértebra (rotador longo). São encontrados no lombo. rotação e inclinação lateral conforme o sentido de suas fibras. são longitudinais. (em geral. Terminação Parte média da linha nucal inferior. Ação Extensor.

Rombóide menor 38.Trapézio 35.Rombóide maior 39.Linha arqueada 33.Lâmina posterior da bainha do músculo reto do abdome 32.Reto posterior maior da cabeça 46.Longuíssimo 42.Espinal 41.Fáscia transversal Músculos do dorso: 34.Oblíquo superior da cabeça 72 .Latíssimo do dorso 36.Esplênio 44.Semi-espinal 45.Lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome 31.Levantador da escápula 37.Piramidal 30.Iliocostal 43.Reto posterior menor da cabeça 47.Eretor da espinha 40.8-Mentual Músculos da mastigação: 9-Masseter 10-Temporal 11-Pterigóideo medial 12-Pterigóideo lateral Músculos do pescoço 13-Platisma 14-Esternocleidomastóideo 15-Escaleno anterior 16-Escaleno médio 17-Digástrico 18-Milo-hióideo 19-Omo-hióideo 20-Esternotireóideo 21-Esterno-hióideo Músculos do tórax: 22-Peitoral maior 23-Peitoral menor 24-Serrátil anterior Músculos do abdome: 25-Reto do abdome 26-Oblíquo externo do abdome 27-Oblíquo interno do abdome 28-Transverso do abdome 29.

Quadrado do lombo 50. Pode ser um estiramento das fibras musculares.Psoas maior 51. Sintomas: dor no nível do epicôndilo lateral do cotovelo. Sintomas: progressiva perda da força muscular. Epicondilite (cotovelo do tenista) Inflamação no nível da inserção comum dos músculos extensores e supinadores do antebraço. uma dilaceração das fibras musculares até a ruptura do músculo ou tendão. Traumatismos musculares Geralmente decorrentes de práticas desportivas que provocam o estiramento brusco do músculo contraído.Oblíquo inferior da cabeça 49.Multífido 52. As lesões por esforços repetitivos são as causas mais freqüentes.Serrátil posterior inferior Doenças musculares Câimbra: Contração muscular dolorosa e involuntária. Miastenia grave 73 . Sintomas: é a permanência da cabeça inclinada e dor intensa ao tentar movimentar o pescoço.Rotador 53.Serrátil posterior superior 54. Fibromialgia Enfermidade não inflamatória caracterizada por dor muscular generalizada. Sintomas: dor generalizada e rigidez do tronco. Tendinite Inflamação dos tendões. Sintomas: dor ao acionar o tendão lesado. Sintomas: dor súbita no nível lesado. na qual a cabeça permaneça inclinada para o lado atingido. Distrofia muscular As distrofias musculares caracterizam-se pela perda progressiva da força e da integridade muscular. rigidez e fadiga. incapacidade menor ou maior para usar o músculo. pode apresentar hematoma. Tendinite do manguito rotador ou “ombro doloroso” A tendinite se deve a pequenos traumatismos repetitivos principalmente no tendão do supra-espinal. Torcicolo Contratura dos músculos do pescoço.48. Sintomas dificuldade e dor ao levantar o braço.

distúrbios visuais. Funções: O sistema circulatório desempenha suas funções principalmente através da rede capilar interposta entre artérias e veias. Composição: o sistema circulatório desempenha suas funções através de meios líquidos (sangue e linfa). O sangue chega à rede capilar proveniente das artérias sob uma pressão suficiente para que parte de seu componente líquido atravesse as paredes permeáveis dos capilares. Para completar esta função o sistema circulatórios conduz esses resíduos até o rim e pulmão para serem eliminados. as veias e os vasos linfáticos. Os vasos microscópicos de paredes permeáveis através das quais ocorrem as permutas com o líquido intersticial constituem os capilares. em que sua toxina bloqueia a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. Dr. sua composição pode ser comparada a de um sistema hidráulico com uma bomba hidráulica que o dinamiza e um conjunto de tubos no interior dos quais o líquido circula. Sintomas: dor sobre o processo estilóide do rádio e ruído ao movimento. 1. SISTEMA CIRCULATÓRIO Prof. Assim sendo. embora a produção da acetilcolina não esteja alterada.Excreção: quando o líquido intersticial retorna para o interior do capilar trás consigo os resíduos químico (uréia.Doença da junção neuromuscular na qual o impulso nervoso não pode passar ao músculo. Assim sendo. Tenossinovite estenosante Retração inflamatória estenosante da bainha comum dos tendões do extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar ao passarem pelo rádio. como os elementos figurados e as moléculas maiores principalmente de proteínas e gorduras não conseguem atravessar a membrana aumentam a pressão osmótica no interior do capilar que agora recupera o líquido que forneceu em sua parte inicial para neutralizar a pressão osmótica . 74 .Defesa do nosso organismo : o sistema circulatório através de mecanismos imunológicos (anticorpos) e dos próprios glóbulos brancos promove a nossa defesa contra agressões de microrganismos. 3. creatinina) e gasoso (gás carbônico) resultantes do trabalho celular e que devem ser retirados das células e do interstício por serem tóxicos. Nader Wafae O sistema circulatório da mesma forma que os sistemas nervoso e endócrino é um sistema de integração no nosso organismo. Botulismo Doença causada pelo Clostridium botulinum. 2.Nutrição: quando o componente líquido do sangue atravessa a parede do capilar trás consigo material nutritivo químico como glicose e aminoácidos que alimenta nossas células e o oxigênio para o metabolismo celular. seus componentes encontram-se em todas as partes do corpo. Sintomas: enfraquecimento muscular generalizado. A bomba hidráulica é o coração e os tubos chamados vasos são as artérias.

é claro. em grande parte. 75 . os fatores patológicos. para auxiliar a manter nossa temperatura constante. e retorna através das veias cavas para o átrio direito. 5. e retorna pelas veias pulmonares para o átrio esquerdo. três faces e um ápice.Correlação humoral: transporta substâncias químicas produzidas em certos órgãos (glândulas endócrinas. A região onde se situa denomina-se mediastino médio. essas medidas médias podem ser alteradas por influências de vários fatores como: idade. biotipo e desenvolvimento muscular. Principalmente na pele antes de chegarmos a rede capilar existem pequenos vasos que comunicam as artérias menores (arteríolas) com as veias menores (vênulas) são as anastomoses arteríolo-venulares e cujos funcionamentos são reguláveis. após a morte e a conseqüente fixação passa a se apresentar como uma pirâmide triangular com base.Regulação térmica: atua mediante mecanismos de vasoconstrição e vasodilatação na pele. a largura entre 9 e 10 cm e a espessura em torno de 6 cm.4. sexo. Dimensões: em média o peso do coração situa-se em torno de 5 gramas por quilo de peso na pessoa adulta. sua forma é de um cone de base superior. por diante da coluna vertebral (5ª à 8ª vértebras) e do esôfago. Caso a temperatura ambiente esteja alta (quente). Circulação Sangüínea: Grande circulação. Caso a temperatura ambiente esteja baixa (frio) essas comunicações se dilatam e são postas a funcionar evitando. não considerando. Situação: é órgão impar situado na cavidade torácica atrás do esterno e das cartilagens costais. que o sangue passe pelo capilar o que levaria o corpo a ceder calor para o ambiente. Sua função endócrina é representada pela produção do hormônio atrial natriurético que estimula a excreção de sódio. por exemplo) para que atuem em outros órgãos situados a distância do local em que são produzidos. Pequena circulação. as anastomoses se contraem e o sangue passa predominantemente pelos capilares para devolver ao ambiente o calor que o corpo está recebendo desse mesmo ambiente. ANATOMIA DO CORAÇÃO Conceito: é um órgão predominantemente muscular com cavidades e válvulas em seu interior. sistêmica ou de nutrição: o sangue passa do ventrículo esquerdo para o interior da aorta que distribui o sangue pelas redes capilares dos tecidos. cuja função principal é movimentar o sangue mediante mecanismos de aspiração e propulsão semelhantes a uma bomba hidráulica. em cima do diafragma e entre os dois conjuntos pleuropulmonares. Forma: no vivo. a altura entre 13 e 15 cm. coração-pulmão ou funcional: o sangue passa do ventrículo direito para o interior do tronco pulmonar e artérias pulmonares daqui para a rede capilar pulmonar. No entanto.

pulmonar (esquerda) e diafragmática (inferior). Assim definida. apresenta um sulco oblíquo. se deposita em maior quantidade. o tecido adiposo está ausente ou em pequena quantidade. a predominante.Orientação: o eixo cardíaco que se estende do centro da base ao ápice orienta-se de cima para baixo. É o ápice que toca na parede torácica no nível do 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo ("choque da ponta") por estar em posição mais anterior. Face diafragmática ou inferior é plana por colocar-se sobre o centro tendíneo do músculo diafragma. aguda. entram na constituição da base: os átrios direito e esquerdo. Este meio de fixação situado posteriormente garante a livre movimentação dos ventrículos situados anteriormente. as aurículas direita e esquerda. Base: embora não haja uniformidade na sua delimitação. As faces são três: esternocostal (anterior). por ser pouco espessa. é a mais abaulada. apesar de seu dinamismo. as paredes dos dois ventrículos entram em sua formação sem predomínio evidente de uma delas e estão separadas por um sulco verticalizado o sulco interventricular posterior. É a tendência de retificação de seu arco que ocorre pela entrada do sangue durante a sístole que leva o coração. o sulco interatrial e os grandes vasos. sendo a parede do ventrículo direito. Estática: o coração é mantido em posição. é onde o tecido adiposo. pouco tecido adiposo e não apresenta sulcos é portanto constituída somente pela parede do ventrículo esquerdo. uma base e quatro sulcos. formada pelo encontro das faces esternocostal e diafragmática é constituída unicamente pela parede do ventrículo direito que. assim o alongamento vertical do átrio direito e o alongamento horizontal do átrio esquerdo. formada pelas veias cavas superior e inferior que constituem o tirante vertical e pelas veias pulmonares que formam o tirante horizontal é o principal meio de fixação. Justifica-se. um ápice. DESCRIÇÃO EXTERNA Externamente o coração apresenta: três faces. A cruz venosa. Margem direita. Face esternocostal ou anterior. A parte da parede do ventrículo direito que antecede a artéria pulmonar chama-se cone arterial. consideramos como a parte do coração situada acima e atrás do sulco coronário que separa externamente as paredes dos átrios e dos ventrículos. Face esquerda ou pulmonar. particularmente a ponta. pela continuidade com os grandes vasos da base. o sulco interventricular anterior que separa as paredes dos ventrículos direito e esquerdo que constituem esta face. O ápice ou ponta do coração é predominantemente constituído pela parede do ventrículo esquerdo separado da pequena porção do ventrículo direito por um sulco chamado incisura do ápice que representa a continuidade entre os sulcos interventriculares anterior e posterior. Já a artéria aorta é importante meio de suspensão do coração. formou-se em função da maior espessura da parede do ventrículo esquerdo. não chegou a formar uma face como aconteceu no lado esquerdo. da direita para a esquerda e de trás para diante. em geral. pouco abaulada. Parte inicial da aorta e do 76 . contra a parede do tórax. uma margem.

Na parede do átrio direito. a média e mais desenvolvida é o miocárdio e a externa é o epicárdio ou lâmina visceral do pericárdio seroso. O endocárdio forra toda a parte interna das paredes atriais e ventriculares é formado por células endoteliais e um extrato subendotelial de tecido conjuntivo frouxo com fibroblastos. o átrio direito recebe o sangue das veias cavas superior e inferior e do seio coronário e o átrio esquerdo recebe das quatro veias pulmonares (duas de cada pulmão). vai do ápice às proximidades da origem da artéria pulmonar e aurícula esquerda. encontramos o sulco terminal representação externa da crista terminal e que indica a separação entre as partes do átrio que derivam do seio venoso e do átrio primitivo. É formado por componentes horizontais e 77 . Miocárdio é a camada média muscular formada principalmente por fibras musculares cardíacas. é oblíquo. O sulco interventricular posterior situado na parte média da face diafragmática é verticalizado e contém a artéria interventricular posterior e a veia cardíaca média ou interventricular posterior. Os átrios são as câmaras receptoras do sangue proveniente das circulações. As aurículas são apenas apêndices que prolongam os átrios anteriormente envolvendo parcialmente as artérias aorta e pulmonar. sua parte anterior é ocupada à direita pela artéria coronária direita e à esquerda pela artéria circunflexa. externamente. Sulcos: representam. a mais interna é o endocárdio. Esqueleto fibroso do coração: é um conjunto de anéis e feixes de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagíneo interligados que dão sustentação à musculatura cardíaca às valvas atrioventriculares e contribuem para a preservação da forma do coração.tronco pulmonar e as terminações das veias cava superior e cava inferior e das veias pulmonares direitas superior e inferior e esquerdas superior e inferior. é ocupado por gordura. como os existentes entre os átrios e entre os ventrículos. entre os óstios das veias cavas. O sulco coronário separa os átrios dos ventrículos. fibras colágenas. ARQUITETURA DO CORAÇÃO O coração é um vaso diferenciado. Antes de analisá-lo temos que descrever o esqueleto fibroso do coração no qual direta ou indiretamente as fibras cardíacas se inserem. O sulco interventricular anterior situado na face esternocostal separa as paredes dos ventrículos. ou através dos óstios dotados de valvas como os que existem entre os átrios e os ventrículos do mesmo lado. assim sendo apresenta em sua arquitetura três camadas. pela artéria interventricular anterior e pela veia cardíaca magna ou interventricular anterior. pelo seio coronário. O sulco interatrial que indica o local da separação interna dos átrios é pouco pronunciado e se situa ao lado das desembocaduras das veias pulmonares direitas. contorna o coração. elásticas e musculares lisas. A parte posterior é ocupada. à direita pela continuação da artéria coronária direita e à esquerda. a maior veia do coração. O sulco interatrial que indica a separação entre os átrios encontra-se na base e já foi descrito. a separação interna que existe entre as câmaras cardíacas que pode ocorrer através dos septos.

trígono fibroso esquerdo. e que no adulto forma recessos chamados seios. a lâmina parietal reveste internamente o pericárdio fibroso. Sabe-se hoje que o pericárdio atua como superfície de deslizamento diminuindo a resistência provocada pelo atrito. esquerdo e aórtico. O pericárdio seroso de tecido conjuntivo frouxo e mesotélio é fino. feixe triangular situado na confluência dos anéis fibrosos direito. são portanto independentes tendo no esqueleto fibroso o ponto comum de inserção. feixe triangular situado na confluência esquerda dos anéis fibrosos esquerdo e aórtico e o tendão do cone. uma externa.verticais. espesso. feixe oblíquo que liga o anel fibroso aórtico ao anel fibroso pulmonar. por trás chama-se seio transverso. As cúspides das valvas atrioventriculares direita e esquerda se inserem na parte interna dos anéis fibrosos. anel fibroso pulmonar que contorna o óstio do tronco pulmonar entre ventrículo direito e tronco pulmonar. opaco. Funções do pericárdio. resistente e inextensível quando solicitado subitamente. o tendão intermediário. na parte inferior e lateral. dá ao coração a contenção fibro-elástica necessária para impedir a distensão excessiva da fibra miocárdica e conseqüente lesão. As fibras musculares cardíacas se dispõem segundo um trajeto preferencial e fundamental que é helicoidal tridimensional. O componente vertical é representado pela porção membranácea do septo interventricular. serosa. portanto é a própria camada externa do coração. protege contra traumas em choques por súbita diminuição da velocidade (princípio da inércia) e impede a deformação do 78 . Aquele situado entre o tronco pulmonar e a aorta ascendente por diante e pelas paredes dos átrios e aurículas. A musculatura dos átrios se insere em sua parte superior e lateral e a musculatura ventricular. anel fibroso esquerdo que contorna o óstio atrioventricular esquerdo entre átrio e ventrículo esquerdos. desta forma uma mesma fibra pode em um ponto ocupar a superfície do órgão e em outro ponto estar no meio da musculatura ou até mesmo em sua parte interna. predominantemente no sentido horário e de cima para baixo. trígono fibroso direito. O pericárdio fibroso de tecido conjuntivo denso fibroelástico é externo. brilhante e frágil costuma-se dividi-lo em duas lâminas embora sejam contínuas. já que direta ou indiretamente toda a musculatura cardíaca se insere nele. É formado por duas partes distintas. protetor e lubrificante A reflexão que dá continuidade a essas lâminas ocorre ao nível dos grandes vasos da base. Pericárdio É uma membrana fibrosserosa em forma de bolsa que recobre o coração. O recesso que se forma entre a face posterior do átrio esquerdo e as veias pulmonares é o seio oblíquo. a um músculo digástrico em que átrios e ventrículos são os feixes musculares e o esqueleto fibroso. a lâmina visceral também denominada epicárdio reveste e adere ao miocárdio. Entre essas lâminas forma-se um espaço chamado cavidade do pericárdio que contém pequena quantidade de líquido pericardíaco. O coração assemelha-se. anel fibroso aórtico que contorna o óstio da aorta entre ventrículo esquerdo e aorta. assim. fibrosa e outra interna. O esqueleto fibroso funciona como um centro tendíneo. Os componentes horizontais são: anel fibroso direito que contorna o óstio atrioventricular direito entre átrio e ventrículo direitos.

coração que os movimentos do diafragma ou que a aspiração torácica pela pressão negativa poderiam provocar. DESCRIÇÃO INTERNA As câmaras cardíacas são separadas entre si ou por septos que no indivíduo normal impedem qualquer tipo de comunicação ou por óstios que sendo providos de valvas permitem a comunicação entre as câmaras do mesmo lado ou não, de acordo com a fase do ciclo cardíaco. Septos Septo interatrial é uma parede predominantemente muscular, (há locais apenas com tecido conjuntivo) revestida de endocárdio que separa os átrios. Participam de sua formação duas expansões: o septum primum e o septum secundum Em ambos os lados, apresenta vestígios da primitiva comunicação que existia entre os átrios durante o período fetal intra-uterino. Septo atrioventricular é a porção do septo que separa o átrio direito do ventrículo esquerdo. O átrio direito mais longo em virtude da tração vertical exercida pelas veias cavas e a formação da valva atrioventricular esquerda em ponto mais superior devem interferir para esse desnível. Septo interventricular é a parede que separa os ventrículos, apresenta duas partes bem diferenciadas: uma inferior, larga e maior é a parte muscular e outra superior, pequena e estreita é a parte membranácea. Óstios Óstios atrioventriculares: são passagens arredondadas existentes entre átrios e ventrículos correspondentes, podendo estar fechados pelas valvas constituídas por cúspides quando estas se fecham ou abertos quando as valvas se abrem, dependendo da fase do ciclo cardíaco, sístole ou diástole. O óstio atrioventricular direito é maior que o esquerdo. ÁTRIO DIREITO A parede posterior do átrio direito é lisa, nela se encontram os óstios das veias cavas e do seio coronário deriva portanto do seio venoso sendo chamada de seio intervenoso ou entrecavas, onde pode-se observar uma saliência denominada tubérculo intervenoso, vestígio de um dos feixes musculares do primitivo seio venoso. Os óstios da veia cava inferior e do seio coronário são dotados de válvulas, vestígios da válvula direita de separação entre seio venoso e átrio primitivo, em geral insuficientes ou até mesmo ausentes. A parede lateral apresenta numerosos relevos musculares: a crista terminal e os músculos pectíneos. A crista terminal também vestígio da válvula direita do seio venoso constitui importante feixe muscular e marca a transição entre seio venoso e o átrio primitivo. Os músculos pectíneos formam diversos feixes musculares que se destacam perpendicularmente da crista terminal semelhante a um pente e correspondem à parede rugosa da parte direita do átrio primitivo. A parede medial ou parte direita do septo interatrial deriva do septum secundum, e apresenta em sua parte central uma depressão oval de consistência fina chamada fossa oval, vestígio do forame oval da circulação fetal através do qual o sangue proveniente da veia cava inferior passava para o átrio esquerdo. A fina membrana que forra a fossa deriva do septum primum situado à esquerda. Contornando superiormente a fossa oval encontra-se o

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saliente feixe límbico superior, formando o limbo da fossa oval que, pelo menos em parte, procede da válvula esquerda do seio venoso. ÁTRIO ESQUERDO A parede posterior do átrio esquerdo, como as demais, é lisa, apresenta os quatro óstios das veias pulmonares: 2 das veias direitas e 2 das veias esquerdas. A parede medial ou parte esquerda do septo interatrial deriva do septum primum, mais fino do que o septum secundum, também mostra vestígios da primitiva passagem que existia na circulação fetal, a válvula do forame oval, uma prega em meia lua simples ou dupla situada no quadrante ântero-superior do septo (85%) por diante da fossa oval, e que em nosso meio é permeável em cerca de 25% dos casos (Wafae). ELEMENTOS COMUNS AOS VENTRÍCULOS DIREITO E ESQUERDO Os dois ventrículos possuem estruturas que são encontradas tanto no lado direito como no lado esquerdo, embora com as especificidades próprias de cada lado, são as trabéculas cárneas e as estruturas que compõem o aparelho valvar. As trabéculas cárneas são feixes musculares que se distribuem pelas paredes dos ventrículos, costuma-se classificá-las em 3 tipos: cristas, presas às paredes dos ventrículos em toda extensão; pontes, presas às paredes dos ventrículos apenas pelas extremidades e músculos papilares, presos às paredes dos ventrículos apenas por uma extremidade e ligados às cúspides pela outra extremidade. As trabéculas cárneas em conjunto orientam a corrente sangüínea para circular da via de entrada para a via de saída do ventrículo; aumentam a força de contração do ventrículo sem a necessidade de hipertrofiar ainda mais a parede ventricular e auxiliam na nutrição do miocárdio por serem revestidas de endocárdio. Aparelho valvar atrioventricular é o conjunto de estruturas que funcionam harmonicamente tornando possível a abertura e o fechamento do óstio atrioventricular de acordo com a fase do ciclo cardíaco. É constituído pelo anel fibroso, pelas cúspides, pelas cordas tendíneas e pelos músculos papilares. O anel fibroso de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagem faz parte do esqueleto fibroso, sustenta o óstio atrioventricular e em sua parte interna dá inserção às cúspides das valvas. As cúspides são membranas de tecido conjuntivo denso revestidas de endocárdio, possuem 2 faces: atrial e ventricular e 2 margens: a aderente se insere no anel fibroso e a livre que se aproxima das demais durante o fechamento do óstio. Para desempenhar sua função são necessárias mais de uma cúspide, ao conjunto delas damos o nome de valvas. Cordas tendíneas são filamentos de tecido conjuntivo tendíneo que prendem as cúspides aos músculos papilares ou à parede ventricular. Desta forma, contribuem para evitar a eversão das cúspides durante a sístole. Músculos papilares são trabéculas cárneas cônicas presas às paredes ventriculares pela parte inferior, mais larga, e as cúspides através de cordas tendíneas. Impedem a eversão das cúspides e tracionam o plano valvar em direção ao ápice durante a sístole ventricular. Além do óstio atrioventricular, os ventrículos possuem outro óstio através do qual o sangue é enviado para o interior das grandes artérias. Estes

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óstios são providos de valvas constituídas por válvulas, que são expansões de endocárdio com tecido fibroso, em forma de meia lua daí serem chamadas semilunares. São três válvulas para cada valva. As margens livres dessas válvulas, que se aproximam quando a valva fecha, denominam-se lúnulas e o espessamento que apresenta em seu ponto médio é o nódulo. Tudo indica que os três nódulos se imbricam ao se encontrarem durante o fechamento da valva, reforçando-o. O espaço entre a parede da artéria e a válvula denomina-se seio. VENTRÍCULO DIREITO A cavidade do ventrículo direito é mais ampla, porém suas paredes são menos espessas, cerca de um terço menor, que as paredes do ventrículo esquerdo. Funcionalmente, podemos dividi-lo em duas partes: uma pósteroinferior ou via de entrada próximo a valva atrioventricular direita e outra ânterosuperior ou via de saída, próximo à origem do tronco pulmonar. Limitando estas duas partes encontra-se o óstium bulbi formado por: crista supraventricular, trabécula septomarginal, músculo papilar anterior e parte da valva atrioventricular. A crista supraventricular é um volumoso feixe muscular situado na parte superior do ventrículo direito interposto entre as vias de entrada (óstio atrioventricular) e de saída (óstio do tronco pulmonar) é constante. Sua contração na sístole ajuda a direcionar o sangue para a via de saída. A trabécula septomarginal, outro feixe muscular bem desenvolvido, procede da parte medial do anel fibroso direito, entra na composição do septo muscular, e se prolonga formando uma ponte até o músculo papilar anterior e parede anterior. Citada, inicialmente, por Leonardo da Vinci em seus desenhos, a trabécula delimita em grande parte o ostium bulbi, sendo portanto importante no direcionamento do sangue para a via de saída, além de conduzir o ramo direito do complexo estimulante para as partes do ventrículo direito com as quais se relaciona. Aparelho valvar atrioventricular direito Anel fibroso tem em média um perímetro de 10,45 cm as variações de seu tamanho não se associam com o número de cúspides da valva nem com o número de músculos papilares. Embora tradicionalmente aceito que a valva atrioventricular direito possua três cúspides daí o nome tricúspide, pesquisas tem demonstrado que o número de cúspides é variável principalmente na metade lateral da valva. Wafae et alli utilizando critérios morfométricos e morfológicos encontraram de 2 até 6 cúspides nesta valva, sendo 3 e 4 os mais freqüentes. Denominam-se, septal, anterior e posterior nos casos com 3 cúspides. Podem ser encontradas pequenas cúspides comissurais entre as cúspides habituais. O ventrículo direito possui músculos papilares distribuídos pelas três paredes: anterior, posterior e septal, exceto na parede anterior na qual, com maior freqüência, encontramos um único músculo papilar, nas demais costuma-se encontrar mais de um músculo papilar. A parte lisa da via de saída denomina-se cone arterial onde encontramos além do músculo papilar septal, as três válvulas semilunares da valva do tronco pulmonar: anterior, direita e esquerda. VENTRÍCULO ESQUERDO É mais longo por ocupar área maior no ápice do coração e pela valva atrioventricular esquerda situar-se em nível mais alto e as paredes são mais espessas do que o ventrículo direito, sua cavidade tende mais para a forma

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direita e esquerda. sejam encontrados em número variável. e as vias de entrada e de saída estão bem mais próximas separadas por uma septo fibroso. grupos de músculos papilares anteriores e grupos de músculos papilares posteriores. Aparelho valvar atrioventricular esquerdo O anel fibroso esquerdo que delimita o óstio atrioventricular esquerdo é menor que o do lado direito. Além do óstio atrioventricular esquerdo. O músculo papilar posterior origina-se na parte da parede posterior próximo ao septo. número variável de cúspides mas com maior freqüência são duas anterior e posterior. A valva atrioventricular esquerda classicamente denominada de valva mitral ou bicúspide. embora. são bem mais volumosos e maiores do que aqueles do ventrículo direito e suas situações no ventrículo costumam ser mais constantes. Os músculos papilares também variam em número. este ventrículo apresenta o óstio da aorta guarnecido por três válvulas semilunares: posterior.oval. apresenta na realidade. denominam-se músculo papilar anterior e músculo papilar posterior.  roteiro prático do coração 1-Face esternocostal 2-Face esquerda 3-Face diafragmática 4-Sulco coronário 5-Ventrículo direito 6-Ventrículo esquerdo 7-Átrio direito 8-Átrio esquerdo 9-Aurícula direita 10-Aurícula esquerda 11-Veia cava superior 12-Veia cava inferior 13-Uma das veias pulmonares (4) 14-Aorta 15-Tronco pulmonar 16-Sulco interatrial 17-Margem direita 18-Ápice 19-Sulco interventricular anterior 20-Sulco interventricular posterior 21-Pericárdio fibroso 22-Lâmina visceral do pericárdio seroso 23-Lâmina parietal do pericárdio seroso 24-Miocárdio 25-Endocárdio 26-Trígono fibroso (direito e esquerdo) 27-Músculos pectíneos 28-Crista terminal 29-Fossa oval 30-Válvula do forame oval 82 . em geral. na realidade temos. O músculo papilar anterior se destaca da porção lateral da parede anterior.

A parte abdominal da aorta emite importantes ramos uns pares e outros impares nesta seqüência: frênica inferior (par). 9 pares de ramos intercostais posteriores e um par subcostal. Diferenças com as veias. No cadáver: vazias.31-Crista 32-Ponte 33-Músculo papilar 34-Crista supraventricular 35-Trabécula septomarginal 36-Valva atrioventricular direita (Tricúspide) 37-Valva atrioventricular esquerda (Mitral) 38-Cordas tendíneas 39-Septo interatrial 40-Septo interventricular 41-Válvula semilunar Principais Artérias Artérias: artérias são vasos que se originam nos ventrículos do coração através da artéria aorta e do tronco pulmonar e que se ramificando distribuem o sangue a todas as partes do corpo humano. A seguir a aorta assume direção descendente colocando-se por diante da coluna vertebral. Os ramos arteriais podem ser terminais quando a artéria que originou os ramos deixa de existir e ramos colaterais quando a artéria que os originou continua presente. Portanto. Artéria aorta A artéria aorta origina-se no ventrículo esquerdo. além do sentido da corrente: No vivo: pressão sangüínea maior. posição essa que irá manter até sua terminação no nível da 4ª vértebra lombar ao se dividir em artérias ilíacas comuns direita e esquerda e emitir a artéria sacral mediana. localização: sempre profundas. o nível de separação é a passagem pelo hiato aórtico do diafragma. desta porção originam-se as artérias (da direita para a esquerda) tronco braquiocefálico. No vivo e no cadáver: paredes mais resistentes. 4 a 5 ramos esofágicos. Em seqüência a aorta descreve um arco para a esquerda e para trás é o arco da aorta. e uma série de ramos inconstantes: frênicas superiores. inicialmente apresenta trajeto ascendente. não possuem válvulas. sua parede pulsa. forma: regularmente cilíndrica. esbranquiçadas. cor é avermelhada . Desta porção originam-se as artérias coronárias direita e esquerda. 83 . tronco celíaco (ímpar). mediastinais e pericárdicas. Neste trajeto a parte descendente da aorta divide-se em: parte torácica da aorta e parte abdominal da aorta. são vasos no interior dos quais o sentido do fluxo sangüíneo é centrífugo ou divergente em relação ao coração. artéria carótida comum e artéria subclávia. A parte torácica da aorta emite vários ramos de pequeno calibre: 2 a 3 ramos bronquiais. ligeiramente para a direita é a parte ascendente da aorta.

gonadal (par). supra-renal média (par). estruturas nervosas.mesentérica superior (ímpar). crânio Ramos principais: tireóidea superior (glândula tireóide. laringe). para a direita. Arco da aorta Tronco braquiocefálico Origem: primeiro ramo do lado direito do arco da aorta. facial (parte externa da face. ligeiramente por trás da glândula tireóide. não emite ramos no pescoço. Terminação: atrás do ramo da mandíbula divide-se em artérias temporal superficial e maxilar. Parte ascendente da aorta Artérias coronárias direita e esquerda serão estudadas em aula específica. faringe. Ramos: carótida externa e carótida interna Artéria carótida interna Origem: é ramo terminal mais lateral e posterior da artéria carótida comum. Órgãos irrigados: como não emite ramos colaterais sua área de irrigação é o conjunto das áreas de irrigação de seus ramos terminais carótidas interna e externa. Órgãos irrigados: é o conjunto dos órgãos de seus ramos terminais. couro cabeludo. medialmente à veia jugular interna e nervo vago. mesentérica inferior (ímpar). meninges. lombares (pares). Trajeto: coloca-se ao lado da traquéia e laringe. Ramos: Carótida comum direita. contornando a traquéia. glândula 84 . subclávia direita. Órgãos irrigados: pescoço. Trajeto. sobe por dentro do ramo da mandíbula até às proximidades da glândula parótida. face. Órgãos irrigados: encéfalo. cerebral anterior. meninges. no lado esquerdo é o segundo ramo do arco da aorta. cavernosa (no seio cavernoso) e cerebral nas proximidades da sela turca. Terminação: após um trajeto de 5 a 7 cm emite seus ramos terminais: carótida comum direita e subclávia direita Trajeto: para cima. Artéria carótida comum Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. Terminação: No nível de um plano transversal passando pelo osso hióide divide-se em seus ramos terminais: carótida externa e carótida interna. subclávia e carótida comum. Terminação: próximo à sela turca emite seus ramos terminais: cerebral anterior e cerebral média. cerebral média Artéria carótida externa Origem: é ramo terminal mais medial e anterior da artéria carótida comum emite vários ramos para o pescoço e face. soalho da boca). petrosa (no canal carótico). sobe em direção ao crânio no qual penetra pelo canal carótico. olho e anexos Ramos principais: oftálmica. lingual (língua. Eventualmente (+-8%) a tireóidea ima. etmoidais. Trajeto: apresenta 4 partes: cervical (no pescoço). renal (par).

parede e órgãos torácicos. diafragma). membro superior. Órgãos irrigados: Parte posterior do encéfalo. esôfago). Terminação: região anterior do cotovelo ao emitir seus ramos terminais: ulnar e radial. ombro. laringe. e dos músculo esternocleidomastóideo e escaleno anterior formando um arco sobre a primeira costela por trás da veia subclávia. Trajeto. Terminação: na margem lateral da primeira costela muda de nome para artéria axilar. pleura. o nervo mediano. Órgãos irrigados: membro superior Ramos principais: braquial profunda (principal artéria do braço) colaterais ulnar e radial. dorsal da escápula (ombro) Artéria axilar: Origem: continuação da artéria subclávia a partir da margem lateral da primeira costela. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar superficial que se une à artéria ulnar parar formar o arco palmar superficial. cervical ascendente (pescoço). tóraco-acromial (ombro).submandibular). occipital. Artéria braquial: Origem: continuação da artéria axilar a partir da margem inferior do músculo redondo menor. segunda parte: atrás do músculo. Ramos principais: vertebral (parte posterior do encéfalo e medula espinal). Órgãos irrigados: parede torácica. que a acompanha. medula espinal. torácica interna (parede torácica.intercostal suprema (parede torácica). dentes. radial e ulnar. em ambos os lados dirige-se lateralmente por trás da clavícula. cervical transversa e supra-escapular (ombro). maxilar (parte interna da face.antes do músculo. pericárdio.tireóidea inferior (glândula tireóide. orelha crânio) auricular posterior. Trajeto: segue pela região braquial anterior desviada medialmente. couro cabeludo. no lado esquerdo é o terceiro ramo do arco da aorta. faringe) temporal superficial (parótida. ombro. cruza por diante. pescoço. Terminação: margem inferior do músculo redondo menor Trajeto: passa pela axila por trás do músculo peitoral menor que a divide em três partes: primeira . Artéria radial: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo.circunflexa da escápula (ombro) toracodorsal (parede torácica). tronco costocervical . e terceira parte: depois do músculo. segunda atrás do músculo e terceira depois do músculo. carpal dorsal que se une 85 . Ao passar por trás do músculo escaleno anterior costuma ser dividida em três partes: primeira parte: antes do músculo. tronco tireocervical . Artéria subclávia: Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. traquéia. no cotovelo ocupa o seu centro. boca. circunflexa do úmero anterior e posterior. cervical profunda (pescoço). membro superior Ramos principais: subescapular . torácica lateral.

Terminação: no punho emitindo os ramos palmar profundo que se une à artéria radial parar formar o arco palmar profundo. as artérias bronquiais esquerdas. palmar profunda Arco palmar superficial Formação: artéria ulnar unida ao ramo palmar superficial da artéria radial Ramos: artéria digitais palmares comuns que originam as artérias digitais palmares próprias. Trajeto: sobre o músculo flexor profundo dos dedos. arco palmar profundo. distalmente ao lado do nervo ulnar sob o músculo flexor ulnar do carpo. são 9 pares 86 . Ramos principais: interóssea comum que se divide em interóssea anterior e interóssea posterior (principal artéria do antebraço). Ramos: artéria metacarpais dorsais. Órgãos irrigados: mão e antebraço Ramos principais: recorrente radial. pulmões e pleuras Terminação e trajeto penetram nos pulmões juntamente com os brônquios principais Ramos: subdividem-se no interior dos pulmões Artérias intercostais posteriores: Origem: destacam-se do contorno posterior da artéria aorta a partir do terceiro espaço intercostal. sob o músculo braquiorradial e lateralmente ao flexor radial do carpo. Artéria ulnar: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. carpal dorsal. Ramos: artérias metacarpais palmares Rede carpal dorsal Formação ramo carpal dorsal da artéria radial unida ao ramo carpal dorsal da artéria ulnar. carpal dorsal que se une com o ramo carpal dorsal da radial para formar a rede dorsal da mão e o arco palmar superficial que se une ao ramo palmar superficial da artéria radial. geralmente duas são ramos diretos da parte torácica da aorta próximas ao brônquio esquerdo que acompanham Órgãos irrigados: brônquios. arco palmar superficial. carpal dorsal.com o ramo carpal dorsal da ulnar para formar a rede dorsal da mão e arco palmar profundo que se une ao ramo palmar profundo da artéria ulnar. palmar superficial.] Parte descendente da aorta Parte torácica da aorta Artérias bronquiais Origem: a artéria bronquial direita é de origem variável. principal do polegar. Trajeto: é lateral no antebraço. Arco palmar profundo Formação: artéria radial unida ao ramo palmar profundo da artéria ulnar .

pâncreas. Artéria gástrica esquerda: Origem: tronco celíaco Terminação: na curvatura menor do estômago emitindo ramos para o esôfago abdominal e para a curvatura menor do estômago Trajeto: de início ascendente até o cárdia e depois desce pela curvatura menor do estômago. fígado. estômago. glândula supra-renal Ramos: supra-renal superior e ramos diafragmáticos Tronco celíaco Origem: face anterior da aorta é impar Terminação: emite três ramos terminais: artéria gástrica esquerda. Órgãos irrigados: esôfago abdominal. é par Terminação: ramificando-se na cúpula diafragmática correspondente Trajeto: de início seguem os respectivos pilares do diafragma. Órgão irrigado: músculo diafragma. Trajeto é curto de um a 2 cm dirige-se anteriormente é envolvido pelos nervos do plexo celíaco autônomo.Terminação: nos espaços intercostais dividem-se em ramos ventrais e dorsais. Ramos: gástrica esquerda. vesícula biliar. pouco acima do tronco celíaco. Ramos mediastinais: pequenos e vários que se destinam ao tecido conjuntivo frouxo e linfonodos. Órgãos irrigados: esôfago abdominal e estômago Ramos: esofágicos e gástricos Artéria esplênica: Origem: tronco celíaco 87 . Trajeto: passam pelo sulco da costela na margem inferior da costela Órgãos irrigados: os espaços intercostais correspondentes Artérias esofágicas: Origem: destacam-se do contorno anterior da aorta. quando presentes destinam-se ao diafragma Parte abdominal da aorta Artéria frênica inferior: Origem: contorno lateral da aorta. a seguir cruzamos e se distribuem pela superfície inferior do diafragma. esplênica e hepática comum. Artéria frênicas superiores são inconstantes. em número de 4 a 5 Terminação: no esôfago Trajeto: é muito curto. artéria esplênica e artéria hepática comum. oblíquo em direção ao esôfago Órgão irrigado: esôfago Ramos pericárdicos: alguns ramos pequenos que se destinam ao pericárdio. baço. duodeno.

pancreático duodenal inferior. lado direito do intestino grosso Ramos: jejunais e ileais de 12 a 17. cólica direita. vesícula biliar. é par Terminação: na glândula supra-renal anastomosando-se com as supra-renais superior e inferior Trajeto: cruzam os pilares do diafragma em direção lateral Órgãos irrigados: glândula supra-renal Ramos: terminais na glândula Artéria mesentérica superior Origem: face anterior da aorta Terminação: ramos jejunais. artéria gastroduodenal Trajeto: segue para a direita e para cima em direção ao fígado Órgãos irrigados: fígado. estômago Ramos: pancreática dorsal. Órgãos irrigados: duodeno. ramos direito e esquerdo pancreaticoduodenal inferior. ileocólica. retroduodenal Artéria supra-renal média Origem: contorno lateral da aorta. íleo. pancreática magna. vesícula biliar e estômago Ramos: gástrica direita para a curvatura menor do estômago e cística ramo da hepática direita. cólica) cólica direita (saindo diretamente da mesentérica só em 20% das artérias) ramos ascendente e descendente. ileocólica (2 cecais. estômago. gastromental esquerda. 88 . gastromental direita. Ramos: Hepática própria e gastroduodenal Artéria hepática própria Origem: hepática comum Terminação: ramos hepática direita e hepática esquerda Trajeto: à esquerda do ducto colédoco Órgãos irrigados: fígado. cólica média. pancreática inferior. Artéria hepática comum Origem: tronco celíaco Terminação: artéria hepática própria. cólica média. pela margem superior do pâncreas Órgãos irrigados: baço. jejuno. Trajeto: descendente por trás da primeira porção do duodeno Órgãos irrigados: estômago. duodeno e pâncreas Ramos: pancreaticoduodenal superior. pâncreas. pancreática caudal.Terminação: no hilo do baço Trajeto: segue para a esquerda. Trajeto: desce por trás do pâncreas entre a cabeça e o colo entra no mesentério onde emite seus ramos: jejunais e ileais para à esquerda. pâncreas. ileal. pâncreas. duodeno. gástricas curtas. ileocólica e cólica direita para à direita e os demais para cima. ileais. apendicular. ramos esplênicos. Artéria gastroduodenal Origem: hepática comum Terminação: gastromental direita para a curvatura maior do estômago e pancreaticoduodenal superior para o duodeno e cabeça do pâncreas.

sobre o músculo psoas maior. Terminação da aorta . espinais para a medula. Observação: As artérias ileocólica. supra-renal. ramos renais segmentares Artéria gonadal: (testicular ou ovárica de acordo com o sexo) Origem: face anterior da aorta é par e de pequeno calibre Terminação: testículo ou ovário de acordo com o sexo Trajeto: descendente. interlobares. ureter (cremaster. cólica média ramos da mesentérica superior anastomosam-se com as artérias cólica esquerda e sigmóideas da mesentérica inferior formando o arco justacólico (artéria marginal. sigmóideas.artéria ilíacas comuns direita e esquerda e sacral mediana Ao colocar-se por diante da quarta vértebra lombar a artéria aorta divide-se em seus dois ramos terminais as artérias ilíacas comuns direita e esquerda. Esta artéria destinava-se à cauda e quando o ser humano a perdeu. medula espinal Ramos: posteriores para o dorso. cólica esquerda com ramos ascendente e descendente. grande parte de seu comprimento regrediu permanecendo a pequena porção que se destina ao reto e provavelmente à parede sacral. Lombares: Origem: face posterior da aorta em geral 4 para cada lado Terminação: na parede posterior do abdome Trajeto: transversal correspondem as vértebras lombares Órgãos irrigados: parede abdominal posterior. interlobulares Trajeto: transversal. sigmóideas e cólica esquerda Trajeto: de início é descendente até dividir-se em seus ramos terminais Órgãos irrigados: lado esquerdo do intestino grosso. de Drummond). entram no ligamento suspensor do ovário ou no funículo espermático Órgãos irrigados: gônadas. de Rioland. é a artéria sacral mediana. tuba uterina) Ramos: genitais externos. ureter Ramos: supra renal inferior. musculares Mesentérica inferior Origem: lado esquerdo da aorta próximo à sua terminação Terminação: quando emite os ramos retal superior. entrando pelo hilo do rim atrás da veia renal Órgãos irrigados: rim. Artérias ilíacas comuns Origem: são ramos terminais da artéria aorta Terminação: ramos ilíacas interna e externa 89 . reto Ramos: retal superior. ureteres. gônadas e genitais internos. de sua face posterior pouco antes de se dividir destaca-se um ramo mediano de diâmetro muito pequeno. cólica direita.Artéria renal: Origem: contorno lateral da aorta é par Terminação: no interior do rim divide-se em ramos segmentares.

pudenda interna. circunflexa ilíaca superficial. desce pela região femoral anterior por diante da veia e penetra no canal dos adutores de onde sairá com o nome de poplítea Órgãos irrigados: membro inferior. femoral profunda. circunflexa femoral lateral. uterina. média e inferior do joelho e ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Tibial anterior Origem: divisão da poplítea na parte superior da perna 90 . vaginal. descendente do joelho Poplítea Origem: continuação da femoral a partir do canal dos adutores na região genicular posterior Terminação: divide-se nos ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Trajeto: região genicular posterior ao lado da veia poplítea Órgãos irrigados: joelho. iliolombar. membro inferior Ramos: epigástrica inferior. perna e pé Ramos: superior. a glútea superior é o primeiro ramo tão volumoso quanto a própria ilíaca interna. Ilíaca externa Origem: uma dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal continua como artéria femoral Trajeto: é a continuação da artéria ilíaca comum entre as pelves menor e maior Órgãos irrigados: parede abdominal. retal média. pudenda externa. sacral lateral Observações: A glútea superior e a glútea inferior apresentam trajeto paralelo de direção lateral. só os terminais: ilíacas interna e externa Ilíaca interna Origem: um dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: variável. a pudenda interna é o ramo mais profundo. umbilical. em geral. os ramos pudenda interna e glútea inferior Trajeto: dirige-se à pelve menor encostada à parede da pelve Órgãos irrigados: órgãos e paredes da pelve Ramos: glútea superior. Órgãos irrigados: correspondem ao conjunto de seus ramos terminais Ramos: geralmente não emitem ramos colaterais. circunflexa femoral medial. a obturatória atravessa junto com o nervo obturatório o músculo obturador interno. partes dos genitais externos e parede abdominal Ramos: epigástrica superficial. vesical inferior. obturatória. circunflexa ilíaca profunda Femoral Origem: continuação da artéria ilíaca externa Terminação: ao sair do canal dos adutores passa se chamar poplítea Trajeto: Continuação da ilíaca externa a partir do ligamento inguinal. glútea inferior. a umbilical possui duas partes distintas: a patente até emitir a vesical superior e a oclusa que sobe pela parede anterior do abdome em direção ao umbigo.Trajeto: divergem como se dirigissem aos membros inferiores (5 a 7 cm) entre as pelves menor e maior.

Artéria coronária esquerda 9. Arco da aorta 3. Ramo circunflexo 11. Ramo interventricular anterior 10. Ramo interventricular posterior 8. Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: musculares e dorsal do pé Dorsal do pé Origem: continuação da artéria tibial anterior no dorso do pé Terminação: continua como artéria arqueada Trajeto: entre os tendões dos extensores longos Órgãos: pé Ramos: arqueada de onde saem as artérias metatarsais dorsais e destas as digitais dorsais para os dedos Tibial posterior Origem: uma das divisões da artéria poplítea Terminação: ramos na planta do pé: plantar medial e plantar lateral Trajeto: de início sobre o tibial posterior no final margem medial do tendão do calcâneo Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: fibular. plantar medial e plantar lateral Plantar lateral Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ao emitir o arco plantar profundo Trajeto: entre os músculos flexor curto dos dedos e quadrado plantar Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: arco plantar profundo de onde saem as artérias metatarsais plantares das quais se destacam as artérias digitais plantares e destas as artérias digitais plantares próprias. Tronco braquiocefálico 91 . Plantar medial Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ramos digitais Trajeto: próximo ao músculo abdutor do hálux Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: superficial e profundo Roteiro prático: Artérias 1. Ramo marginal direito 7. Parte descendente da aorta (abdominal) 5. Parte descendente da aorta (torácica0 4.Terminação: continua no dorso do pé com o nome de dorsal do pé Trajeto: de início entre os músculos tibial anterior e extensor longo dos dedos e depois entre os extensores longos dos dedos e do hálux. Parte ascendente da aorta 2. Artéria coronária direita 6.

Artéria carótida interna 21. Artéria obturatória 47. Artéria facial 24. Artéria carótida externa 20. Artéria femoral profunda 50. Artéria ilíaca comum 40. Artéria frênica inferior 28. Artéria tibial anterior 52. Artéria radial 60.Artéria maxilar 25. Tronco celíaco 29. Artéria glútea superior 44. Artéria fibular 55. Artéria gonadal (testicular ou ovárica) 37. Tronco tireocervical 17. Artéria ilíaca interna 43. Artéria cervical transversa 19. Artéria esplênica 32. Artéria tireóidea inferior 18. Artéria glútea inferior 45. Artéria pudenda interna 46. Artéria braquial 58. Artéria braquial profunda 59. Artéria sacral mediana 41. Artéria tireóidea superior 22. Artéria gastroduodenal 34. Artéria ilíaca externa 42. Artéria femoral 49. Artéria renal 36. Artéria subescapular 57. Artéria subclávia 13. Artéria dorsal do pé 48. Artéria hepática comum 31. Artéria lingual 23.12. Artéria ulnar 61. Artéria vertebral 16. Artéria temporal superficial 26. Artéria mesentérica inferior 39. Artéria tibial posterior 54. Artéria intercostal posterior 27. Artéria circunflexa da escápula 92 . Artéria torácica interna 15. Artéria axilar 56. Artéria mesentérica superior 35. Artéria gástrica esquerda 30. Artéria carótida comum 14. 53. Artéria lombar 38. Artéria poplítea 51. Artéria hepática própria 33.

Artéria supra-escapular 64. Artéria epigástrica inferior 66. Artéria umbilical – parte oclusa 65. Artéria toracodorsal 63. Arco palmar superficial 93 .62.

94 .

não pulsam e possuem válvulas ao longo de suas paredes. estão cheias de sangue e podem ser superficiais (usadas para aplicação de injeções) e profundas. orelha Terminação: une-se à veia retromandibular para formar a veia jugular externa Veia facial Localização: sulco nasogeniano Drenagem: estruturas superficiais da face Terminação: variável pode abrir-se na jugular interna ou na jugular externa Veia maxilar Localização: internamente ao ramo da mandíbula Drenagem: estruturas profundas da face Terminação: une-se à veia temporal superficial para formar a veia retromandibular 95 . o sentido da corrente sangüínea é centrípeto em relação ao coração. As veias se diferenciam das artérias pela pressão sangüínea mais baixa. confluem uns com outros até a formação das veias cavas através das quais o sangue é levado de volta ao coração. Esses seios drenam o encéfalo. frágeis e transparentes. as meninges e o couro cabeludo. Portanto nas veias. Seio sagital superior na margem superior da foice do cérebro Seio sagital inferior na margem inferior da foice do cérebro Seio reto continuação do seio sagital inferior em direção posterior Seio occipital que percorre a foice do cerebelo Os seios sagital superior. Veias que drenam para a veia cava superior Cabeça Veias superficiais e profundas do encéfalo drenam para um tipo especial de vasos que são canais abertos na dura-máter chamados seios venosos. Veia temporal superficial Localização: fossa temporal acima da orelha Drenagem: crânio. o crânio. por isso parecem azuladas (cor escura do sangue em seu interior) e achatadas. reto e occipital juntam-se na confluência dos seios (altura da protuberância occipital interna do occipital) de onde saem lateralmente os seios transversos que percorrem os sulcos dos seios transversos do osso occipital na inserção da tenda do cerebelo seguem como seios sigmóideos recebendo os seios petrosos antes de chegar à fossa jugular onde terminam como veia jugular interna. couro cabeludo. suas paredes são mais finas. atrás da orelha Drenagem: crânio. couro cabeludo Terminação: une-se à veia maxilar para formar a veia retromandibular Veia auricular posterior Localização: nuca.Principais veias Veias: são vasos que recolhem o sangue dos tecidos.

pescoço. crânio. lingual. Tórax Veia ázigo 96 . pescoço Terminação: veia braquiocefálica Veia tireóidea inferior Localização: diante da traquéia Drenagem: glândula tireóide e demais estruturas inferiores do pescoço Terminação: veia braquiocefálica Parede torácica Veia torácica interna Formação: veias epigástrica superior e frênica Localização: ao lado do esterno Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais anteriores Terminação: veia braquiocefálica Veia braquiocefálica Localização: mediastino superior. faríngea Terminação: une-se à veia subclávia para formar a veia braquiocefálica Veia vertebral Localização: forames transversários da coluna cervical Drenagem: plexo venoso vertebral. maxilar e facial Terminação: une-se à veia auricular posterior para formar a jugular externa Pescoço Veia jugular externa (veia superficial) Localização: cruza superficialmente o músculo esternocleidomastóideo Drenagem: face. tireóidea média. pescoço. atrás do manúbrio do esterno e cartilagens costais superiores Drenagem: cabeça. encéfalo. ombro Tributárias: jugular anterior. subclávia e jugular interna Terminação: une-se à veia braquiocefálica do outro lado para formar a veia cava superior. pescoço. vertebral. face Tributárias: facial. arco jugular. por trás do ramo da mandíbula Drenagem: conjunto das veias: temporal superficial. parede torácica Tributárias: torácica interna. membro superior. tireóidea superior. tireóidea inferior. cervical transversa Terminação: desemboca na junção das veias jugular interna e subclávia Veia jugular interna Localização: no pescoço lateralmente à artéria carótida comum e nervo vago Drenagem: crânio.Veia retromandibular Localização: interior da glândula parótida. jugular externa.

no sulco das costelas Drenagem: parede torácica Terminação: veia ázigo (lado direito) veias hemiázigo e hemiázigo acessória (lado esquerdo) Veia bronquiais Localização: (2) brônquios Drenagem: brônquios e pulmões Terminação: ázigo (lado direito) hemiázigo (lado esquerdo) Veias subcostais Localização: sob a última costela Drenagem: parede abdominal Terminação: formam as veias ázigo e hemiázigo Esofágicas Localização: parede do esôfago (número variável) Drenagem: esôfago Terminação: veia ázigo Veia intercostal suprema Localização: 2 ou 3 espaços intercostais superiores Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais posteriores Terminação: ázigo e hemiázigo Membro Superior Veias superficiais do membro superior 97 .Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado direito Localização parede torácica ao lado direito da coluna vertebral: Drenagem: parede e órgãos torácicos Tributárias: intercostais posteriores direitas. parte inferior Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veia hemiázigo acessória Formação: a partir da 4ª veia intercostal posterior esquerda Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veias intercostais posteriores Localização: parte posterior do espaço intercostal. hemiázigo acessória Terminação: veia cava superior Veia hemiázigo Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado esquerdo Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral. hemiázigo.

perfura a fáscia dois dedos acima do cotovelo Drenagem: lado medial do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: Após perfurar a fáscia no início do braço acompanha a veia braquial e se une a ela na axila para formar a veia axilar Veia intermédia do cotovelo Localização: região anterior do cotovelo unindo as veias basílica e cefálica. é muito variável Drenagem: é uma anastomose das veias cefálica e basílica Tributárias: veia intermédia do antebraço Terminação: unindo as veias basílica e cefálica pode ser em m ou transversal Veia intermédia do antebraço Localização: no centro da região antebraquial anterior Drenagem: superficial do antebraço Terminação: em geral. na intermédia do cotovelo. sulco deltopeitoral Drenagem: lado lateral do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: aprofunda-se no sulco deltopeitoral e desemboca na veia axilar Veia basílica Formação: veias mediais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado medial do antebraço. Veias profundas do membro superior As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. cotovelo e braço. cotovelo e braço.Rede venosa dorsal da mão Localização: dorso da mão Drenagem: mão Terminação: forma a veia cefálica (lateralmente) e veia basílica (medialmente) Veia cefálica Formação: veias laterais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado lateral do antebraço. em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. Veias digitais palmares próprias Veias digitais palmares comuns Arco venoso palmar superficial Veiasmetacarpais palmares Arco venoso palmar profundo Veias metacarpais dorsais Veias ulnares Veias radiais Veias braquiais 98 .

toracoepigástrica Terminação: margem lateral da primeira costela Veia subclávia Formação: continuação da veia axilar a partir da margem lateral da 1ª costela Localização: pescoço em trono da primeira costela. membros superiores. torácica lateral. arco jugular Terminação: junta-se à veia jugular interna formando a veia braquiocefálica Veia cava Superior Formação: união das duas veias braquiocefálicas direita e esquerda Localização: mediastino superior. por trás do maléolo lateral. ombros. parede torácica. epigástrica superficial. atrás da clavícula Drenagem: membro superior. Veias que drenam para a veia cava inferior Membro Inferior Veias superficiais do membro inferior Veias digitais dorsais Veias intercapitulares Rede venosa dorsal do pé Veia safena parva Formação: veia marginal lateral da rede venosa dorsal Localização: lado lateral do pé. Drenagem: pé Tributárias: várias sem nome definidos Terminação: em geral na veia poplítea no joelho Veia safena magna Formação: veia marginal medial da rede venosa dorsal Localização: lado medial do pé. pescoço. lado direito Drenagem: Cabeça. pudenda externa. ombro. pescoço Tributárias: jugular externa. tórax.Veia axilar Localização: na axila Formação: união da veia braquial com a basílica Drenagem: membro superior e parede torácica Tributárias: subescapular. Tributárias: veias braquiocefálicas e ázigo Terminação: Átrio direito. joelho e coxa Drenagem: membro inferior Tributárias: safena acessória. sobe pelo centro da região posterior da perna. passa por diante do maléolo medial sobe pelo lado medial da perna. circunflexa ilíaca superficial Terminação: veia femoral atravessando hiato safeno Veias profundas do membro inferior 99 .

femoral profunda. vesical. circunflexa ilíaca profunda Terminação: ao se unir com a veia ilíaca interna no nível da articulação sacroilíaca forma a veia ilíaca comum Veia ilíaca interna Formação: reunião da veia glútea superior com o tronco da reunião das demais Localização: parede lateral da pelve menor Drenagem: alguns órgãos e parede da pelve Tributárias: glútea inferior.As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. Veias digitais plantares Veias metatarsais plantares Arco venoso plantar profundo Veias plantares mediais e laterais Veias tibiais posteriores Veias fibulares Veias tibiais anteriores Veia poplítea Formação: fossa poplítea pela reunião das fibulares. pudenda interna. obturatória. em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. genitais externos Tributárias: epigástrica inferior. retal média. circunflexa femoral lateral. safena magna Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal passa a se chamar ilíaca externa Veia ilíaca externa Formação: continuação da veia femoral a partir do ligamento inguinal Localização: entre a pelve menor e a pelve maior Drenagem: parede abdominal. uterina. membro inferior. glútea superior Terminação: une-se com a veia ilíaca externa para formar a veia ilíaca comum Veia ilíaca comum Formação: no nível da articulação sacroilíaca pela união das veias ilíacas interna e externa de cada lado 100 . tibiais posteriores e tibiais anteriores Localização: região genicular posterior Drenagem: membro inferior Tributárias: veias do joelho Terminação: ao entrar no canal dos adutores sai como veia femoral Veia femoral Formação: continuação da veia poplítea a partir do canal dos adutores Localização: trígono femoral (anterior da coxa) Drenagem: membro inferior parte da parede abdominal e dos genitais externos Tributárias: circunflexa femoral medial. vaginal.

psoas maior Localização: funículo espermático. supra-renal direita. supra-renal. ou duas fundidas em uma Terminação: junção das veias ilíacas comuns ou na ilíaca esquerda Veia cava inferior Formação: junção das veias ilíacas comuns direita e esquerda no nível da quinta vértebra lombar Localização: por diante da coluna vertebral à direita da artéria aorta Drenagem: membros inferiores. gonadal direita.lado esquerdo: rim ureteres. lado esquerdo do diafragma Tributárias: lado esquerdo: supra-renal. pelve. gonadal Terminação: veia cava inferior Veia supra-renal Formação: glândula supra-renal Localização: acima da veia renal Drenagem: glândula supra-renal Terminação: lado direito: veia cava inferior .ligamento suspensor do ovário. ureteres . Veia sacral mediana Formação: principalmente veia retal posterior Localização: face anterior do sacro Drenagem: reto parte da parede da pelve Tributárias: pode ser uma. duas. gônada. abdome abaixo do diafragma Tributárias: lombares. pelve e parede abdominal Tributárias: sacral lateral. Veias lombares (4 pares) Localização: região lombar Drenagem: músculos e parede da região lombar Tributárias: pequenas veias do dorso Terminação: veia cava inferior Veia gonadal (testicular ou ovárica) Formação: plexo pampiniforme .Localização: convergem uma em direção à outra para se encontrarem por diante da 5ª vértebra lombar Drenagem: membro inferior. frênicas inferiores hepáticas Terminação: átrio direito após atravessar o diafragma pelo óstio da veia cava.plexo ovárico . frênica inferior. psoas maior Drenagem: Gônadas e anexos Terminação: veia cava inferior no lado direito e veia renal esquerda no lado esquerdo Veia renal Formação: veias intra-renais Localização: pedículo renal por diante da artéria renal Drenagem: lado direito: rim.lado esquerdo: veia renal esquerda 101 . iliolombar e sacral mediana (esquerda) Terminação: unem-se para formar a veia cava inferior.

psoas maior Drenagem: reto. estômago. pancreaticoduodenais. Intestino grosso. atrás do colo pâncreas e do duodeno. gastromental direita. Terminação: ramos direito e esquerdo no interior do fígado 102 . estômago Tributárias: veias jejunais. pâncreas. na maioria das vezes pela união das veias mesentérica superior e esplênica Localização: omento menor atrás do ducto colédoco e artéria hepática própria Drenagem: Intestino delgado.na veia renal Veia hepáticas Formação: no interior do fígado Localização: face diafragmática do fígado Drenagem: fígado Tributárias: veias dos lobos do fígado Terminação: veia cava inferior Veias que drenam para a veia porta Veia mesentérica superior Formação: veias do intestino delgado. lado direito do intestino grosso. gástrica direita.lado esquerdo . intestino grosso. ileais. mesentérica inferior.Veia frênica inferior Formação: diafragma Localização: superfície inferior das cúpulas do diafragma Drenagem: diafragma Terminação: lado direito na veia cava inferior . baço. ileocólica. cólica média. esôfago abdominal Tributárias: mesentérica superior. pâncreas. cólica esquerda Terminação: geralmente na veia esplênica. pâncreas. Veia porta Formação: no nível da segunda vértebra lombar. pancreáticas. colo descendente flexura esquerda Tributárias: retal superior. gástricas curtas. umbigo. estômago Tributárias: veias pancreáticas. lado esquerdo colo (sigmóide. mas pode terminar na veia mesentérica superior ou na junção das veias mesentérica superior e esplênica. sigmóideas. Terminação: une-se à veia esplênica para formar a veia porta Veia esplênica Formação: veias do baço em número de 5 a 7 Localização: margem superior do pâncreas Drenagem: baço. esplênica. cólica direita. gástrica esquerda. gastromental esquerda Terminação: une-se à veia mesentérica superior para formar a veia porta Veia mesentérica inferior Formação: veias do lado esquerdo do colo e do reto Localização: ao lado da artéria e depois ao lado do m. cística e paraumbilicais. pâncreas e estômago Localização: mesentério Drenagem: intestino delgado.

Veia jugular interna 14. Veia tireóidea superior 16. Veia cava superior 21. Veia braquiocefalica 19. Veia tireóidea inferior 18. Veia facial 15. Seio transverso 13. Veia subclavia 10.Veia gástrica esquerda Formação: curvatura menor do estômago e esôfago abdominal Localização: curvatura menor do estômago Drenagem: estômago e esôfago abdominal Tributárias: ramos venosos da curvatura menor e do esôfago abdominal Terminação: veia porta Gástrica direita Formação: curvatura menor do estômago Localização: omento menor Drenagem: estômago e duodeno Terminação: veia porta Veia cística Formação: vesícula biliar Localização: ao dado do ducto cístico Drenagem: vesícula biliar Terminação: ramo direito da veia porta Veias paraumbilicais (4) Formação: umbigo Localização: ligamento redondo Drenagem: umbigo Tributárias: parede abdominal em torno do umbigo Terminação: ramo esquerdo da veia porta Roteiro Prático: Principais Veias 1. Seio reto 12. Veia ázigos 20. Veia cefálica 3. Veia basilica 4. Veia jugular externa 17. Veia braquial 8. Seio sagital superior 11. Rede venosa dorsal do pé 22. Veia axilar 9. Veia radial 6. Veia ulnar 7. Veia safena parva 103 . Rede venosa dorsal da mão 2. Veia mediana do cotovelo 5.

Veia sacral mediana 31. Veia poplítea 27. Veia safena acessoria 55. Veia ilíaca comum 42. Veia mesenterica inferior 36. Veias lombares 33. Veia pudenda externa 54. Veia cava inferior 32. Veias intercostais posteriores 45. Veia tibial posterior 26. Veias cardíacas anteriores 49. Veia retromandibular 104 . Veia hepatica 40. Veia circunflexa superficial do ílio 53. Veia ilíaca interna 30. Veia interventricular anterior 43. Veia mesenterica superior 37. Veia gonadal 34. Veia posterior do ventrículo esquerdo 51. Veia femoral 28. Seio coronário 41. Veia tibial anterior 25. Veia hemiazigos 57. Seio sigmóideo 47. Veia porta 39. Veia jugular anterior 46. Veia ilíaca externa 29. Veia hamiazigos acessoria 58. Veia torácica interna 59. Veia fibular 56. Veia esplenica 38. Veia epigástrica superficial 52. Veia marginal esquerda 50. Veia profunda da coxa 48. Veia temporal superficial 61. Veia renal 35. Veia epigástrica inferior 60. Veia safena magna 24. Veia maxilar 62.23. Veia interventricular posterior 44.

105 .

Absorção e transporte de moléculas grandes de proteínas e gorduras. Componentes: Capilar linfático: podem ser abertos na extremidade intersticial com fibras elásticas regulando a entrada da linfa ou fechados “em dedo de luva”. Rede capilar de origem: é o entrecruzamento de capilares que estão anastomosados e imersos no espaço intersticial. Podem ser aferentes quando penetram em um linfonodo o que fazem por sua curvatura maior (convexidade) ou eferentes quando saem de um linfonodo que é feito pela curvatura menos (concavidade). média e adventícia).Defesa do organismo através de linfócitos. Nader Wafae Conceito É o conjunto de estruturas responsáveis pela formação e pelo transporte da linfa e pela defesa do nosso organismo mediante mecanismos imunológicos. maturação ou transformação de linfócitos.Produção.Drenagem do excesso de líquido do espaço intersticial. possuem as três camadas (íntima. b.Conteúdo . que é uma dilatação linfática situada por diante e do lado direito da segunda vértebra lombar formada pela reunião dos troncos: lombares direito e esquerdo e intestinal. filtração e anticorpos.SISTEMA LINFÁTICO Prof. c. Vasos Linfáticos: paredes mais finas do que as veias. Ducto torácico: Formação: na cisterna do quilo. Pré coletor: pequenos condutores interpostos entre a rede capilar de origem e os vasos linfáticos.estruturas anexas ou interpostas ao continente.Limpeza do interstício celular. Coletores Linfáticos: são os condutos de maior calibre formados pela reunião de troncos e vasos linfáticos e através deles a linfa é lançada nas grandes veias do pescoço. No organismo humano existem 2 coletores linfáticos: o ducto torácico e o ducto linfático direito. e. b. formados pela reunião de vasos linfáticos. Malpighi 1661 (capilares). Constituição: a. Troncos Linfáticos: condutos de calibre maior.líquido chamado linfa a. Continente: São os condutores encarregados de recolher a linfa a partir dos espaços intercelulares nos tecidos e transportar e lançá-la nas grandes veias do pescoço. 106 . e numerosas válvulas. Histórico: Aselli 1622 (vasos linfáticos).Órgãos linfáticos . plasmócitos e macrófagos d. Pecquet 1651 (cisterna do quilo).Continente . Funções: a.conjunto de condutos de diferentes calibres.

Trajeto: diante da coluna vertebral. de início no lado direito. colo. posteriormente às inserções inferiores do músculo esternocleidomastóideo. em relação com o diafragma). dilata-se e forma o arco do ducto torácico. mais os lados esquerdos do tórax. mas os elementos celulares são diferentes. Muito desenvolvido no recém nascido diminui de crescimento com a idade reduzindo-se a uma pequena quantidade vestigial a partir da puberdade. Ducto Linfático Direito: Formação: na base do lado direito do pescoço. Baço: Está situado embaixo da cúpula esquerda do diafragma (hipocôndrio esquerdo). coloca-se entre a veia ázigo. Terminação: como arco do ducto torácico desemboca na junção das veias: subclávia e jugular interna do lado esquerdo. pescoço. Está constituído por dois lobos (direito e esquerdo). cruza a linha mediana e se coloca no lado esquerdo da coluna vertebral lateralmente ao esôfago. pela quantidade insignificante de hemácias e pelo número maior de linfócitos. no nível da 5a vértebra torácica. relaciona-se com o estômago. cabeça e membro superior esquerdo. cabeça e membro superior direito. Trajeto: é muito curto (1 a 2 cm) Terminação: junção das veias subclávia e jugular interna do lado direito. 107 . dispostos em grupos de número variável porém de localização e distribuição constante pelo corpo. é irrigado pela artéria esplênica e drenado pela veia esplênica. pela reunião dos troncos subclávio. Drenagem: os dois lados do corpo situados abaixo do diafragma. Drenagem: lado direito do tórax. Conteúdo O líquido que circula no interior dos condutos linfáticos é a linfa que procede do líquido intersticial assimilado pelos capilares linfáticos. pescoço. rim e pâncreas) e diafragmática (convexa. Linfonodos: São estruturas pequenas com a forma e o tamanho de feijão. interpostos entre os vasos linfáticos. faz exceção a linfa intestinal que é branca e leitosa pelo alto teor em gorduras e se chama quilo. o esôfago e a aorta. Tributários: os troncos provenientes do tórax apresentam comportamento variável em relação ao ducto torácico. atravessa o diafragma através do hiato aórtico. o timo. A composição química da linfa é semelhante a do sangue. Órgãos linfáticos: Completando o sistema linfático temos estruturas macroscópicas que se intercalam entre os vasos linfáticos. as tonsilas e a medula óssea. É de cor levemente amarelada ou transparente. apresenta 2 faces: visceral (côncava. em seguida passa por trás da artéria subclávia e da veia braquiocefálica esquerdas e já no lado esquerdo do pescoço recebe os troncos jugular e subclávio. são os linfonodos ou estão anexos como o baço. Timo: É órgão linfático situado no mediastino superior por diante da traquéia e acima do coração. jugular e torácico do lado direito.

epicôndilo medial do úmero Deltopeitoral .trago Parotídeo . trapézio Mastóideo .embaixo da porção lateral da mandíbula Submentual . Dr.inserção do m.sulco deltopeitoral. vasos faciais Mandibulares. veia cefálica Profundos: Axilares Lateral: veia axilar Anterior: borda lateral do m. Agrupamentos linfonodulares Prof.soalho da boca Retrofaríngeo . Nader Wafae Cabeça: Occipital . Apêndice vermiforme: O apêndice vermiforme do sistema digestório possui estruturas semelhantes aos linfonodos apenas se diferenciam por não possuir cápsula e são denominados nódulos linfáticos agregados.veia jugular interna Membro Superior: Superficiais: Supra-troclear .entre os ventres anteriores do músculo digástrico.Além das funções próprias do sistema linfático é também órgão hemocaterético (destruição de hemácias que completaram seus ciclos). Tonsilas: Situadas principalmente no início dos sistemas respiratório e digestivo (onde serão estudadas) encontramos as tonsilas: faríngea.profundamente ao ramo da mandíbula Linguais . palatinas e lingual formando o anel linfático da faringe (de Waldeyer).atrás da parte nasal da faringe Pescoço: Submandibular . tubárias.jugular anterior e traquéia Cervical Profundo .ao lado da coluna vertebral Frênicos Anteriores .inserção do m. peitoral menor Posterior: artéria subescapular Intermédio: centro da axila Medial: sob a clavícula Tórax: Parietais: Paraesternais .artéria torácica interna Intercostais .interior da parótida Faciais . Cervical Superficial .veia jugular externa Cervical Anterior .mm bucinador e masseter.Médios e Posteriores Viscerais: 108 . esternocleidomastóideo na mastóide Auricular .

Tonsila lingual 11. veias braquiocefálicas Justaesofágicos .broncopulmonar e pulmonares Braquiocefálicos . Tonsila palatina 10. Tonsila faríngea 9. Tronco lombar 3. esquerdos Epigástricos . Ducto linfático direito 6. Linfonodo 7.externos.mediastino superior. paravaginais Membro Inferior Tibiais Anterior e posterior .Superficiais .Baço 12. Profundos .ligamento inguinal.Fossa poplítea Inguinais . Cisterna do quilo 2.Traqueobronquiais traqueais .esôfago e aorta descendente Abdome: Parietais: Aórticos: Laterais.vasos femorais Roteiro Prático: Sistema Linfático 1. Pré e Retroaórticos Lombares: direitos.bronquiais .vasos tibiais anterior e posterior Poplíteo .vasos epigástricos inferiores Viscerais: Gástricos: curvaturas maior e menor Hepáticos: hilo do fígado Esplênicos: artéria esplênica Mesentéricos superiores Mesentéricos inferiores Pancreáticos Pancreaticoduodenais Pilóricos Pelve: Parietais: Ilíacos . Vaso linfático 8.Timo 109 . internos e comuns Sacrais Viscerais: Pararretais Vesicais parauterinos. Ducto torácico 4. Arco do ducto torácico 5.

Seus ramos terminais são: interventricular anterior e circunflexa. A artéria coronária direita apresenta ramos ventriculares anteriores para a parede anterior do ventrículo direito. entre este e a face esquerda ou em plena face esquerda do coração. a artéria coronária direita pode terminar na margem direita. De início coloca-se superficialmente no sulco coronário para terminar. Artéria coronária esquerda A artéria coronária esquerda origina-se no seio da aorta esquerdo. e da parede posterior e com a artéria interventricular anterior na parede anterior.ARTÉRIAS DO CORAÇÃO Prof. ramos atriais entre os quais a artéria do nó 110 . Seus ramos laterais distribuem-se pelas paredes dos ventrículos e os ramos septais penetram no septo. continuar até a cruz do coração. ou em sua parte posterior. Logo após sua origem ocupa o lado direito do sulco coronário. Artéria coronária direita A artéria coronária direita origina-se no seio da aorta direito. marginal esquerda e em 10% dos casos termina como artéria interventricular posterior. Desta forma. ou no terço final do sulco interventricular posterior. sua terminação é variável: é considerada curta quando termina na face esquerda ou antes da cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. geralmente é uma só mas pode ser dupla. após curto trajeto. três ramos ou quatro ramos. Há relatos excepcionais na literatura de uma e até quatro coronárias As artérias coronárias se originam no início da parte ascendente da aorta em regiões chamadas seios da aorta situados entre as paredes da artéria e as partes livres das válvulas semilunares. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem no nível do ápice. Nader Wafae As artérias do coração procedem das artérias coronárias que mais freqüentemente são duas: artéria coronária direita e artéria coronária esquerda. descer pelo sulco interventricular posterior ou continuar pelo lado esquerdo do sulco coronário. contorna lateralmente o tronco pulmonar para se colocar no sulco interventricular anterior que percorrerá até o ápice. a artéria marginal direita. após sua origem coloca-se no lado esquerdo do sulco coronário posteriormente à aurícula esquerda. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem na região do cone arterial. Quando a coronária esquerda é a dominante. Nos demais casos com 3 e 4 ramos temos as artérias diagonais. coronário e interventricular posterior) é longa quando ultrapassa a cruz do coração (10%). Seus ramos são atriais e ventriculares. contorna a margem direita e continua na parte posterior do sulco podendo terminar aí. Artéria interventricular anterior (descendente anterior) É um dos ramos terminais da artéria coronária esquerda. Artéria circunflexa É o outro ramo terminal constante da artéria coronária esquerda. dividindo-se em dois ramos. podendo terminar em sua parte anterior. é única. do ápice. do septo e em alguns outros pontos da parede anterior. Seu comprimento varia de 2 a 40 mm. no cruzamento. ramos septais. entre a margem direita e o cruzamento dos septos. excepcionalmente seus ramos terminais podem se originar separadamente no mesmo seio. o ramo para o cone arterial. ramos ventriculares posteriores para a parede posterior dos ventrículos. Dr.

Tributárias: veia posterior do ventrículo esquerdo. Uma destas veias. a cardíaca parva ou pequena do coração. na parede posterior do ventrículo esquerdo entre as veias marginal e interventricular posterior (cardíaca média). emite ramos ventriculares posteriores e ramos septais. em geral insuficiente. coronário e interventricular posterior) e constitui o ramo interventricular posterior. Artéria dominante A identificação da artéria dominante no coração tem importante aplicação clínica. pode terminar na metade superior do sulco interventricular posterior. Através das veias cardíacas anteriores: São pequenas veias no lado direito da face esternocostal em número de 3 a 4 que oriundas da parede anterior do ventrículo direito desembocam diretamente no átrio direito. pelo centro da face esquerda. em geral. Há autores que colocam o início do seio coronário quando a veia cardíaca magna entra no sulco coronário. As anastomoses com ramos da artéria interventricular anterior ocorrem no cone arterial. onde se observa a presença da válvula do seio coronário. no ápice. e no ápice. veia oblíqua do átrio esquerdo. na parede posterior e face esquerda e entre as marginais. As anastomoses com a artéria interventricular anterior ou com as marginais ocorrem no ápice. com ramos da artéria circunflexa. situada na margem direita pode comportar-se como cardíaca anterior e desembocar diretamente no átrio ou percorrer o sulco coronário e terminar no seio coronário. VEIAS DO CORAÇÃO A drenagem venosa do coração é efetuada de três formas: Através do seio coronário: A maior veia do coração localiza-se na parte posterior e esquerda do sulco coronário. na parede anterior. a coronária esquerda através de seu ramo circunflexo é a dominante em 10% e nos restantes 10% a 20% há equilíbrio e dizemos que é do tipo balanceada. caminha junto à artéria circunflexa até se unir à veia marginal esquerda que ascende. veia interventricular posterior (cardíaca média) no sulco interventricular posterior desemboca no seio coronário próximo ao seu término. Assim a coronária direita é a dominante em 70 a 80% dos corações. seu início é apontado de diversas maneiras pelos autores. A veia interventricular anterior (cardíaca magna) que começa em torno do ápice do coração coloca-se no sulco interventricular anterior juntamente com a artéria interventricular anterior. cava inferior e da cúspide septal da valva atrioventricular direita. a mais natural é a que indica como origem o encontro das veias interventricular anterior (cardíaca magna) e marginal esquerda. vestígio da veia cardinal esquerda. Artéria interventricular posterior (descendente posterior) A artéria interventricular posterior. 111 . é ramo terminal da artéria coronária direita em 90% dos casos. na metade inferior desse sulco ou no ápice. Terminação: o seio coronário desemboca no átrio direito próximo à desembocadura da v.sinoatrial (58%) e ramo para o nó atrioventricular (86%). entra no sulco coronário. Aceita-se como artéria dominante entre as coronárias direita e esquerda àquela que ultrapassa a cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial.

interventricular anterior 3. v. interventricular posterior 9. cardíaca média (interventricular posterior) 14. mesmo depois de retirado do corpo e portanto com suas conexões com o sistema nervoso cortadas. marginal esquerda 12.Através das veias cardíacas mínimas: São veias diminutas formadas nas paredes internas das 4 câmaras cardíacas e que desembocam na cavidade em cuja parede se encontram. a. Willis (1644) relaciona o funcionamento do coração com as demais vísceras dependentes do sistema nervoso autônomo. Nader Wafae É o conjunto de estruturas responsáveis pela origem e pela condução do estímulo necessário para a contração do músculo cardíaco. v. é provavelmente o primeiro a falar em teoria neurogênica. seio coronário 15. a.a. coronária esquerda 2-a. Roteiro Prático sobre vascularização do coração 1-a. v. cardíaca mínima COMPLEXO ESTIMULANTE DO CORAÇÃO Prof. marginal esquerda 5. 112 . tivemos uma fase inicial na qual se considerava o aquecimento do coração como a origem e a dilatação cardíaca (diástole) como o movimento ativo. v. O interesse em esclarecer a causa dos batimentos cardíacos motivou os pesquisadores desde a antigüidade. coronária direita 6. posterior do ventrículo esquerdo 13. deu margem a que surgissem os defensores da teoria miogênica entre os quais Von Haller (1754) para o qual a distensão da fibra muscular devido ao enchimento da câmara cardíaca pelo sangue provocaria sua contração. a força vital de Galeno e a reação química exotérmica de Silvius. a. do nó sinoatrial 10. a. v. demonstrando que o coração mantinha seus batimentos. Dr. v. Pertencem a esta fase as teorias: fogo vestal de Hipócrates. marginal direita 8. por algum tempo. a. Diante das experiências em animais. a. cardíaca parva 16. Assim. cardíaca magna (interventricular anterior) 11. circunflexa 4. do cone arterial 7. São melhor visíveis no átrio esquerdo pela paredes lisas que apresenta . calor natural de Aristóteles pela presença da alma no coração. ambas concordavam em que a sístole seria o movimento ativo. A segunda fase é científica e se caracteriza pelas controvérsias entre os que defendiam a teoria neurogênica pela qual a origem e a condução do estímulo seriam determinados pelo sistema nervoso e os adeptos da teoria miogênica que atribuía essas funções ao próprio músculo cardíaco.

o nó sinoatrial. Local: junção ântero-lateral da veia cava superior com o átrio direito no ponto de encontro de três linhas que passam pela margem lateral da veia cava superior. Mahain já havia esclarecido em 1932 que a parte inicial do septo interventricular muscular era estimulado diretamente pelo feixe atrioventricular por fibras que levam o seu nome. nó de Keith & Flack). Mas o decisivo avanço contra a teoria neurogênica foi dado por His Jr. mediante dissecação e cortes histológicos seriados. Forma: variável (fusiforme. Irrigação: artéria do nó sinoatrial ramo da artéria coronária D (58%) ou da artéria coronária esquerda ou de seu ramo circunflexo (42%). em 1893 descobre. três feixes do complexo estimulante ligando o nó sinoatrial ao nó atrioventricular e os denominou de feixes internodais. passando do nó sinoatrial para as células comuns dos átrios até alcançar o nó atrioventricular quando então retomava o trajeto do sistema condutor especializado. margem superior da aurícula direita e pelo sulco terminal (crista terminal) sob o pericárdio. Keith & Flack (1907) estudando a região junto à desembocadura da veia cava superior no átrio direito conhecida por ultimus moriens por ser o último local do coração a parar de contrair descobrem o marcapasso do coração. Nó sinoatrial (marcapasso. através de seus estudos embriológicos demonstrou que o coração já apresenta movimentos antes que qualquer fibra nervosa fosse encontrada no coração. a ligação entre as musculaturas do átrio e do ventrículo ao identificar o feixe atrioventricular de origem muscular que atravessava o trígono fibroso direito e unia as musculaturas. todos os eventos elétricos mostrados pelo eletrocardiograma estavam explicados anatomicamente. Restava demonstrar como o estímulo originado no nó sinoatrial chegaria ao nó atrioventricular. o conceituado pesquisador James revelou ter encontrado. Desta forma. que em 1890. pacemaker. oval. Condução interatrial e internodal Embora ainda haja controvérsias de como se realizaria essa propagação nos átrios o que mais se aceita é que seja feita através de feixes especiais de 113 . Lewis (1910) sugere que a condução atrioventricular se daria por propagação radial. .8-5mm) espessura (11. A rede subendocárdica dispersa pelas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos já era conhecida desde Purkinge.5mm) Cor: branco amarelado.A grande dificuldade para aceitar a teoria miogênica consistia em como explicar a seqüência de estimulação que passava dos átrios para os ventrículos. Descoberta a conexão e o tipo de célula muscular encontrada seguiu-se a identificação das demais estruturas do complexo estimulante. O mesmo His Jr. ferradura) Tamanho: comprimento (10-30mm) largura (1. pois se sabia que as musculaturas dos átrios e dos ventrículos eram independentes e as estruturas do esqueleto fibroso interpostas entre átrios e ventrículos não tinham capacidade para condução de estímulos. finalmente. Tawara (1906) descreve o nó atrioventricular na extremidade superior do feixe atrioventricular e os ramos direito e esquerdo na extremidade inferior. a origem dos estímulos. mas em 1963.

Fascículo Atrioventricular (feixe atrioventricular.tecido condutor contínuos ou descontínuos. Local: parte inferior do lado direito do septo interatrial no centro de um triângulo formado pelo óstio do seio coronário. Local: incluídos nas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos. posterior e septais Ramo esquerdo do fascículo atrioventricular: Local: Lado esquerdo do septo interventricular muscular. possivelmente septais e aórtico Ramos subendocárdicos (rede subendocárdica. quando se divide em dois feixes. Condução Ventricular Ramo direito do fascículo atrioventricular: Local: Lado direito do septo interventricular muscular. na maioria das vezes. 114 . espessura 1 mm. Irrigação: artéria coronária direita (90%). atravessa o trígono fibroso direito e em seguida ocupa a parte inferior e direita do septo interventricular membranáceo. Feixe internodal posterior: origina-se no nó sinoatrial. Forma: cordão Tamanho: comprimento 5-20 mm largura 2. Nó Atrioventricular (nó de Aschoff & Tawara.5 mm espessura 1. rede de Purkinge). Divisões: ramos direito e esquerdo. cruza o seio entre as veias cavas e alcança o septo interatrial no qual se situa logo adiante da fossa oval seguindo até encontrar o nó atrioventricular.5 mm. é possível encontrá-los também isolados formando falsas cordas tendíneas. pelo óstio da veia cava inferior e pela inserção da cúspide septal da valva AV direita no anel fibroso. São 3 feixes internodais: anterior. Forma: fita achatada Divisões: anterior e posterior. médio e posterior Feixe internodal anterior: origina-se no nó sinoatrial passa por diante da desembocadura da veia cava superior. largura 3 mm. um se dirige ao átrio esquerdo e o outro segue pela parte mais anterior do septo interatrial até encontrar o nó atrioventricular. torna-se visível acompanhando a trabécula septomarginal. às vezes. Vias acessórias como bases morfológicas da pré-excitação ventricular. em sua porção alta é intramuscular tornando-se subendocárdico a partir do terço médio do septo quando. penetra na crista terminal que segue até o fim. é subendocárdico em toda sua extensão o que o torna visível. nó AV). Forma: ovóide Tamanho: comprimento 5 mm. feixe de His Jr. passando depois entre o óstio do seio coronário e o óstio da veia cava inferior até alcançar o nó atrioventricular. continua pela parede superior do átrio direito até encontrar o septo interatrial. / Kent) Local: parte inferior e anterior do lado direito do septo interatrial. Feixe internodal médio: origina-se no nó sinoatrial passa por trás da desembocadura da veia cava superior. Forma: cordão arredondado Divisões: ramos anterior.

b) a elasticidade da aorta e das artérias de maior calibre que distendidas durante a sístole voltam ao seu calibre durante a diástole mantendo a continuidade da corrente sangüínea também durante a diástole ventricular. Este valor é o vis a tergo. É o resquício. A pressão arterial no arco da aorta que está em torno de 180 mm de Hg. fascículo atrioventricular 4. Assim sendo. nó atrioventricular 3. Podem ser ostiais quando situadas na desembocadura de uma veia menor em outra maior ou parietais ao longo da parede veia.VIS A TERGO: Força que vem de trás. mas também orientam a corrente sanguínea porque há veias cuja circulação é favorecida pela gravidade mas possuem válvulas. e para 32 mm de Hg nas arteríolas. que empurra. As válvulas impedem o refluxo do sangue porque ao se encherem de sangue encostam na outra cúspide ou na parede do vaso e impedem o refluxo. no lado venoso o sangue encontra dificuldades para retornar ao coração principalmente por ter que circular em sentido contrário ao da gravidade na maior parte das veias. 1. Nas vênulas. nó sinoatrial 2. cby-pass entre o feixe internodal e o fascículo atrioventricular. ramo direito do fascículo 5. ramo esquerdo do fascículo FATORES BIODINÂMICOS DA CIRCULAÇÃO VENOSA Prof.VÁLVULAS: São expansões da camada interna das veias em direção à luz do vaso. início do lado venoso a pressão encontra-se em torno de 12 mm. Estabelece-se assim um diferencial decrescente na circulação do sangue pois nas veias cavas a pressão do sangue é de 1 mm de Hg ou mesmo zero. existem diversos fatores que auxiliam o retorno venoso que isoladamente podem parecer de pequena grandeza e por isso devem ser considerados no local e no momento em que atuam colaborando no conjunto para a progressão do sangue.Possíveis desvios da propagação do estímulo no nível da junção atrioventricular contornando o nó atrioventricular e assim evitando sua ação provocando a aceleração dos batimentos (taquicardia) podem ser devidas a: aconexões atrioventriculares acessórias bconexões entre o nó sinoatrial e o fascículo atrioventricular . No entanto. Dr. Quanto mais sofrem a 115 . passa para 120 mm de Hg nas artérias menores. Roteiro prático de complexo estimulante do coração 1. c) a musculatura das artérias menores estimuladas pela inervação autônoma. apresentam forma semilunar e cada uma de suas unidades podem ser chamadas de cúspides. 2. Nader Wafae A circulação do sangue no lado arterial é facilitada por vários fatores: a) a força da contração do ventrículo. d) além da gravidade que favorece a maior parte das artérias. o vestígio da pressão que tendo impulsionado o sangue no lado arterial ainda sobrou para dar o impulso inicial ao sangue no lado venoso.

VIA A FRONTE: Força que vem da frente.resistência da gravidade maior é o número de válvulas que apresentam. É representado por dois fatores: 1. 8. Desta forma.ANASTOMOSES ARTERÍOLO-VENULARES Há partes no corpo. envolvida por músculos principalmente dos membros. mas o que é importante é que os vasos são envolvidos por uma bainha comum de tecido conjuntivo que envolve artérias e veias em conjunto de modo que. que suga o sangue para os átrios. Essa distensão dos átrios exerce uma força de sucção sobre as veias próximas do coração. 4. quando estes músculos contraem comprimem as veias impulsionando o sangue no sentido das válvulas.MUSCULATURA LISA DA PAREDE DAS VEIAS Nos locais onde o demais fatores estão prejudicados.a pressão negativa intratorácica durante a inspiração se transmite às paredes das veias atuando como uma força de sucção aspirando o sangue. As veias abdominais de grande calibre e as próximas do coração não apresentam válvulas.Durante a sístole ventricular o plano que passa pelas valvas atrioventriculares desloca-se em direção à ponta do coração distendendo os átrios que são fixos pelas veias cavas e pulmonares. bate na parede da veia que por ser fina cede e se transmite portanto ao sangue do seu interior movimentando-o já que a bainha é muito pouco distensível e este movimento do sangue só pode ocorrer no sentido permitido pelas válvulas. De maneira que. 5. em geral é discreta. o sangue nas arteríolas que se encontra sob pressão de 32 mm de Hg passa para as vênulas onde a pressão é muito menor e portanto recebe um impulso maior. 2. auxilia a circulação do sangue nas veias acima do coração. Quando as válvulas tornam-se insuficientes podem desencadear a estase do sangue e até mesmo as varizes. As veias abdominais também recebem esta ação muscular através dos movimentos peristálticos. as veias apresentam uma adaptação na qual a musculatura lisa da túnica média que. Comparando-se a medida do diâmetro da perna de uma pessoa que permanece em pé durante determinado tempo e quando a mesma pessoa anda no mesmo tempo observaremos que o diâmetro diminui quando anda porque o movimento determinado pelas contrações musculares restringe a estase no líquido intersticial que aumenta o diâmetro. 3. em que arteríolas se comunicam diretamente com vênulas antes da rede capilar através de anastomoses que desviam a corrente sanguínea chamadas metarteríolas. 7.GRAVIDADE A gravidade que dificulta o retorno do sangue nas veias situadas abaixo do coração.VIS A LATERALIS (pulsação das artérias): Significa a força que vem dos lados. apresenta-se aumentada às custas da transformação de tecido 116 . As artérias de menor calibre são acompanhadas de duas veias que se colocam aos lados da artéria e as de maior calibre em geral são acompanhadas por uma artéria. 6.CONTRAÇÃO MUSCULAR: Parte das veias encontra-se situada profundamente. principalmente na pele. quando a pulsação da artéria passa.

enfrenta dificuldades para circular diante do obstáculo oferecido pela gravidade. pois a musculatura lisa desse segmento impulsiona a linfa para o segmento seguinte que não reflui pela presença das válvulas que o limitam. os bloqueios sino-atriais e parasinusais.FÁSCIA MUSCULAR A fáscia muscular que envolve os músculos é pouco distensível e assim funciona como uma meia compressiva que limita a estase de sangue nas veias ou o acúmulo de líquido no espaço intersticial. Desta forma. pulsação arterial. É o que ocorre com o segmento da veia femoral situado no trígono femoral não envolvido por músculos. A bradicardia sinusal pode ser observada em indivíduos atletas. contrações dos músculos extrínsecos. da mesma forma que o sangue nas veias. quando levantamos o pé para dar o próximo passo essas veias se enchem de sangue que será deslocado na próxima pisada e assim sucessivamente. Distúrbios sinusais estão localizados nó sinoatrial e podem ser: bradicardia sinusal. no fascículo atrioventricular (feixe de His) ou nos ramos 117 . 9. vários fatores biodinâmicos que auxiliam o retorno venoso também o fazem para os linfáticos: vis a tergo. Nas bradiarritmias a freqüência é inferior à normal (menos de 60 batimentos por minuto). Podem ser bradiarritimias ou taquiarritmias. No entanto. Doenças do sistema circulatório Arritmias. O segmento compreendido entre dois conjuntos de válvulas subsequentes constitui o linfônio que é a unidade de movimento da circulação linfática. etc. vis a fronte. o líquido não podendo acumular no interstício porque a fáscia não cede é obrigado a entrar nos capilares e circular no interior das veias.mesenquimal compensando a falta de outros fatores. São os distúrbios de formação ou de condução do estímulo produzindo alterações no ritmo e na freqüência cardíaca. Biodinâmica da circulação linfática: A linfa. 10. As alterações de condução entre o átrio e o ventrículo podem localizar-se no nó atrioventricular. Assim sendo. Esta seqüência de esvaziamento e de enchimento assemelha-se as fases do ciclo cardíaco de sístole e diástole e por isso foi chamado de coração venoso do pé descrito inicialmente por Lejars. os fatores que mais auxiliam a circulação linfática são a substancial musculatura lisa de suas paredes e as numerosas válvulas.CORAÇÃO VENOSO DO PÉ As veias da planta do pé são comprimidas quando pisamos durante a caminhada e o sangue dessas veias sobe para as veias da perna.

persistência do canal arterial. A transmissão de uma freqüência atrial elevada ao ventrículo pode gerar sintomas de insuficiência cardíaca ou hipotensão arterial. o paciente pode apresentar palpitações. As causas dependem de alterações na formação ou na condução do impulso. A incidência é 6 casos para mil nascidos vivos. rubéola materna. que se transmite ao ventrículo de forma irregular. como paroxística (aparece e desaparece repentinamente) gerada nos átrios ou no nó atrioventricular. etc. transposição dos grandes vasos. hipotensão arterial e perda de consciência e pode ir até a insuficiência cardíaca. Nas taquiarritmias a freqüência é superior a 100 batimentos por minuto. hipotensão.subendocárdicos (rede de Purkinje). Doença reumática Doença inflamatória de caráter auto-imune secundária à infecção faríngea por estreptococo beta hemolítico do grupo A de Lancefield para o qual forma anticorpos. Comunicação interatrial. tonturas. exercício. doenças maternas. Pode verificar-se em situações de estresse. febre. idade materna. Na taquicardia atrial ou supraventricular a freqüência está acima de 130. etc. Os bloqueios atrioventriculares. ventrículo único. No quadro clínico das taquicardias. sensação de aceleração cardíaca. tela subcutânea e sistema nervoso central. Quadro clínico: atinge com maior freqüência a valva mitral e em seguida a valva da aorta levando à insuficiência valvar com aparecimento dos sopros 118 . acavalamento da aorta sobre o septo com defeito e hipertrofia do ventrículo direito). estenose aórtica. obstrução do fluxo na saída do ventrículo direito. comunicação interventricular. alterações cromossômicas. são classificados em três graus de acordo com a gravidade. Taquicardia por via acessória (Wolff-Parkinson-White) ocorre quando a condução entre os átrios e os ventrículos realiza-se mediante uma via acessória (contornando o nó atrioventricular). trata-se de uma síndrome de préexcitação Taquicardia ventricular é a que se inicia no ventrículo. tetralogia de Fallot (comunicação interventricular. Os fatores causais podem ser genéticos e ambientais: hereditariedade. apresenta-se. Podem ser cianóticas e acianóticas. Na taquicardia sinusal a freqüência está alta mas o comando continua com o nó sinoatrial. Há o risco de formação de trombos e embolias. Fibrilação atrial é arritmia na qual a atividade atrial está desorganizada. Cardiopatia congênita Resulta de alterações do desenvolvimento intra-uterino do sistema circulatório. A fibrilação ventricular é uma arritmia extremamente grave. estenose pulmonar. teratógenos (talidomida). que produz desorganização da atividade ventricular e morte. as contrações são incompletas e de alta freqüência. O paciente costuma apresentar palpitações irregulares e rápidas. altitude. em geral. Além do coração atinge articulações. alcoolismo. ansiedade. coartação da aorta. É uma arritmia grave que pode gerar problemas hemodinâmicos e morte.

A trombose coronária que se segue à ruptura de uma placa ateroesclerótica é a causa mais freqüente. espasmo coronário e dissecação espontânea de uma artéria coronária são causas menos frequentes. corticóides. antidepressivos. ruptura cardíaca. A hipertensão é um importante fator de risco para a aterosclerose. No sistema nervoso pode provocar cefaléia. encefalopatia hipertensiva. transtornos tireóideos) e cardiovasculares (coartação da aorta. Insuficiência cardíaca e aumento da área cardíaca na radiografia aparecem posteriormente. etc. sudorese. insuficiência aórtica. tabagismo. insuficiência respiratória grave.característicos. sedentarismo. náuseas e vômitos. Insuficiência cardíaca É uma síndrome caracterizada pela incapacidade do coração em propiciar suprimento sanguíneo adequado para manter as necessidades metabólicas do organismo. Na maioria dos casos a causa é desconhecida (hipertensão essencial primária). antiinflamatórios. embora se reconheça a influencia de fatores hereditários e ambientais como dietas ricas sal e ácidos graxos polissaturados. No quadro clínico o paciente apresenta dor torácica tipo angina de peito e sintomas neurovegetativos como: sudorese fria. comprometendo os alvéolos e consequentemente o intercambio gasoso com hipoxemia. Hipertensão arterial Considera-se hipertenso o paciente que apresenta pressão sistólica acima de 140 mm/hg ou pressão diastólica acima de 90 mm/hg. etc. As complicações mais graves são: arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular). Embolia coronária. Em certos casos a hipertensão é secundária as enfermidades renais. insuficiência cardíaca. Quadro clínico: paciente agitado ansioso membros pendentes.). No bulbo do olho. É a mais grave das manifestações das síndromes coronárias agudas. estresse. Pode apresentar tosse com expectoração espumosa e rosada. com sensação de morte iminente. de uma ou varias artérias coronárias. No rim observa-se arteriosclerose das arteríolas aferentes e eferentes e do glomérulo com alterações da filtração glomerular e insuficiência renal. Infarto agudo do miocárdio É a oclusão aguda. distúrbios endócrinos (excessiva produção de mineralocorticóides. etc. obesidade. acidente vascular encefálico. elevado consumo de álcool.) ou ações de medicamentos (ciclosporinas. determinando a necrose (morte celular) do músculo cardíaco dependente dessas artérias. síndrome de Cushing. alterações graves dos vasos da retina que podem se tornar irreversíveis. É emergência e pode ser mortal se não tratada com rapidez. total e prolongada. Edema agudo do pulmão Forma grave e aguda de insuficiência cardíaca caracterizada pelo acúmulo anormal de líquidos no parênquima pulmonar. 119 . etc.

metástases. valvopatias cardíacas. bactérias. fibrose e hipertrofia do miocárdio ventricular. embora possa também ser causada por reações de hipersensibilidade. processos auto-imunes. que comprime ambos os ventrículos. A miocardite viral pode apresentar-se como uma miopericardite com predomínio dos sintomas de inflamação do pericárdio ou como miocardite isolada com sintomas de insuficiência cardíaca e arritmias. Pode ser de vários tipos: A miocardiopatia dilatada apresenta dilatação das cavidades ventriculares e alteração da função sistólica (ejeção). traumatismos. dor no lado direito do abdome (estase no fígado). que se transforma em uma espécie de couraça rígida. com alteração da função diastólica (relaxamento). Também pode ser secundária ao infarto agudo do miocárdio. observam-se sinais e sintomas de insuficiência cardíaca. Pericardite É a inflamação do pericárdio. Quadro clínico: dispnéia (falta de ar) progressiva pelo acúmulo de líquidos no pulmão. secundária a um infarto do miocárdio ou ruptura valvar ou na forma crônica. inesperada no tempo e na forma de sua apresentação. Na miocardiopatia chagásica é comum o bloqueio de ramo direito e os sintomas de insuficiência ventricular direito. Geralmente. a tosse e o exercício e diminui ao inclinar a paciente para frente. etc. Geralmente. de causa cardiovascular. Miocardite Doença inflamatória do miocárdio. impedindo seu correto enchimento na diástole. Miocardiopatia Doença primária do músculo cardíaco (miocárdio). formação de tecido de granulação e calcificação do pericárdio. O principal sintoma é a dor retroesternal. definida como uma forma de morte natural. A tuberculose é uma das principais causas de pericardite constritiva resulta da fibrose. Pode ser idiopática ou causada por organismos infecciosos (vírus.As causas mais freqüentes são: síndrome coronária aguda. radiações ou fármacos. fungos ou parasitas). se produz em conseqüência de arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular) desencadeadas por cardiopatias isquêmicas. 120 . Morte súbita cardíaca Geralmente. Na miocardiopatia restritiva observa-se infiltração. Os sintomas são devidos à incapacidade do coração em dinamizar a circulação dos líquidos e a diminuição da irrigação sangüínea para o resto do organismo. insuficiência renal. edema de membros inferiores. miocardiopatias. hipertensão arterial. precedida de perda súbita de consciência. dispnéia noturna acompanhada de tosse (asma cardíaca). Na miocardiopatia hipertrófica há aumento da rigidez secundária à hipertrofia ventricular. A causa mais freqüente é a infecção viral. Pode apresentar-se em forma aguda. que caracteristicamente aumenta com a inspiração profunda.

Os tumores secundários ou metastáticos podem ser assintomáticos ou produzir pericardite. Os mais encontrados são carcinomas brônquico. o estreptococo é o mais freqüente. Embora possa ser causada por qualquer germe. mamário. Outras causas podem ser: espasmo arterial. epigástrio ou no dorso que aumenta com os esforços e desaparece com repouso. A diminuição de fornecimento de oxigênio (isquemia) produz desde alterações mínimas da função ventricular. Habitualmente. Síndrome coronária aguda É a redução crítica do fluxo sanguíneo e portanto de oxigênio ao músculo cardíaco. abaixo e acima da valva. 121 . as causas se relacionam com alterações em nível valvar: congênita (valva bicúspide). geralmente valvar. e melanoma maligno. Tumor cardíaco Os tumores primários do coração são raríssimos porque as células musculares permanentes não se multiplicam e assim não apresentam a característica para se desenvolverem tumores. outros muito raros são o rabdomioma e o angiosarcoma. síncope e dispnéia. pode propagar-se para o pescoço. nos estreitamentos congênitos. linfomas. etc. Podem apresentar ainda arritmias e bloqueios do complexo estimulante. pericardite ou insuficiência cardíaca. Valvopatias Endocardite infecciosa É a Infecção do endocárdio. Pode ocorrer em três níveis: na própria valva por fusão de seus folhetos em processos de cicatrização defeituosa. A localização mais freqüente é na valva atrioventricular esquerda (mitral). até lesão severa e irreversível da parede ventricular (infarto agudo do miocárdio). Os sintomas mais importantes são: angina de peito. embolias. Angina de peito é a dor em opressão retrosternal da síndrome coronária aguda. embolia ou aumento da demanda por hipertrofia do miocárdio. Estenose valvar aórtica Diminuição da vazão ventricular esquerda por estreitamento na área da valva aórtica. degenerativa ou calcificada. mas dependentes de drogas endovenosas verifica-se na valva atrioventricular direita (tricúspide). A causa mais freqüente é a ruptura de uma placa aterosclerótica das artérias coronárias. O mais freqüente é o mixoma proveniente do endocárdio do átrio esquerdo e não é metastático. por microrganismos. Em qualquer dessas eventualidades há hipertrofia compensadora do ventrículo esquerdo.Pode haver febre e dispnéia. No quadro clínico temos febre. nódulos de Osler nos dedos. ombro e braço esquerdo. insuficiência cardíaca e arritmias. manchas de Roth na retina. reumática. que aparecem somente durante o esforço (angina crônica estável). sopro cardíaco e esplenomegalia. tamponamento cardíaco.

no quadro clínico predominam os sinais de congestão venosa. A insuficiência pulmonar pode ser congênita ou secundária à dilatação do ventrículo direito na hipertensão pulmonar. Em determinadas ocasiões pode gerar insuficiência mitral. Observa-se muito frequentemente na população geral. Em conseqüência há refluxo do sangue para o átrio esquerdo. 122 . que se dilatam. sobre tudo no sexo feminino. com deslocamento de uma ou ambas as válvulas para o átrio na sístole. A causa mais freqüente é a febre reumática. fraqueza muscular. tosse. sinal de Durozies – sopro na artéria femoral) Insuficiência valvar mitral É o fechamento incompleto da valva atrioventricular esquerda (mitral). Insuficiência valvar aórtica É o fechamento incompleto da valva da aorta na diástole. edema de membros inferiores. endocardites. e até edema agudo de pulmão e embolias de origem cardíaca. A causa mais freqüente é a febre reumática. se gera um gradiente de pressão diastólica entre o átrio e o ventrículo esquerdos produzindo um aumento de pressão no átrio esquerdo. fadiga. cardiopatias congênitas. tanto no átrio como no ventrículo esquerdo. Em geral. dispnéia paroxística noturna. edema de membros inferiores e anorexia. que se transmite de forma retrograda para o território venoso e capilar pulmonar (hipertensão pulmonar). Em certos casos pode produzir dor torácica. Esse volume regressa ao ventrículo esquerdo na diástole seguinte produzindo uma sobrecarga de volume. hemoptise. transcorre de forma assintomática. palpitações. Há aumento de pressão e hipertrofia ventricular. Assintomática durante anos pode apresentar: dispnéia progressiva. em diástole.Estenose mitral É a diminuição da área da valva atrioventricular esquerda (mitral) aberta. Quadro clínico: assintomática por muito tempo quando se complica com a insuficiência ventricular esquerda aparece dispnéia e alguns sinais decorrentes da diferença entre as pressões sistólica e distólica (sinal de Musset – movimentação da cabeça. dispnéia e perda de consciência. Valvopatia pulmonar A estenose do tronco pulmonar em geral é congênita. assim ocorre refluxo do sangue da aorta para o ventrículo esquerdo. À medida que se reduz a área mitral. O paciente apresenta dispnéia aos exercícios. palpitações. Este refluxo aumenta a pressão no ventrículo esquerdo dilatando-o. sinais de congestão venosa e hipofluxo pulmonar. Outras causas são: prolapso de valva mitral. Prolapso da valva mitral Ocorre por uma deficiente coaptação das válvulas da valva mitral. sinal de Quincke – pulsação nas extremidades.

extirpação cirúrgica ou irradiação no tratamento de certas neoplasias (câncer de mama) ou infecções (filariose). Aneurisma da aorta Dilatação anormal (maior de 50%) da aorta. A aterosclerose da circulação coronária é a principal causa de cardiopatia isquêmica e infarto agudo do miocárdio. O crescimento da placa vai diminuindo a luz das artéria. compressão das estruturas vizinhas ou dissecação e ruptura. conseqüentemente diminui o aporte de oxigênio e nutrientes ao tecido irrigado. O comprometimento da artéria carótida interna pode provocar um acidente isquêmico transitório ou um acidente vascular encefálico (ave). Esta patologia é devida à degeneração da camada média e o descolamento da íntima. Aterosclerose Distúrbio das artérias caracterizado pelo endurecimento e espessamento de suas paredes. Ocorre com mais freqüência nos membros inferiores. O obstáculo ao esvaziamento do átrio direito sobrecarrega às veias cavas superior e inferior produzindo congestão jugular. associada à febre reumática. No quadro clínico temos: hepatomegalia. Há sobrecarga de volume nas cavidades direitas e assim predominam os sintomas de congestão venosa sistêmica. Pode apresentar-se ao longo de toda a extensão da aorta. São atingidas as três camadas da parede arterial e pode complicar-se com trombose e embolismo. Dores nos membros inferiores ao se caminhar distâncias variáveis obrigando a parada é a manifestação da aterosclerose na circulação dos membros inferiores e denomina-se claudicação intermitente. O linfedema pode ser congênito ou secundário causado por invasão cancerígena de vasos ou gânglios. É um processo crônico inflamatório que afeta a maioria das artérias.Valvopatia tricúspide A estenose é rara. em geral. alteração da função hepática. A deposição de colesterol. macrófagos e a formação do processo inflamatório completam a placa aterosclerótica. Com a ruptura da adventícia produz-se hemorragia maciça. hepática e edema nos membros inferiores. esplenomegalia. cálcio. A causa mais freqüente é a aterosclerose. separando a íntima da média e formando um canal de sangue dentro da parede da aorta. embora a maioria localiza-se na parte abdominal da aorta próximo à bifurcação. A placa pode se romper induzindo a formação de trombose. Linfedema Edema (inchaço) decorrente da obstrução de linfáticos. ascite e edemas nos membros inferiores. 123 . A insuficiência tricúspide pode ser funcional (secundária à dilatação do ventrículo direito) ou orgânica (seqüela de endocardite por febre reumática ou uso endovenoso de drogas). Dissecação da aorta A ruptura da camada íntima da aorta propicia a entrada do sangue na camada média.

esfriamento. Podem ser primárias. ou neoplasias. são trombos de origem cardíaca. tronco tibiofibular ou aortoilíaca. Existem fatores que predispõem à trombose venosa. Ocorrem com freqüência nos membros inferiores. Trombose venosa profunda Formação e desenvolvimento de um trombo produzindo obstrução parcial ou total das veias profundas.Obstrução arterial aguda Interrupção brusca do fluxo arterial geralmente causada por embolismo ou trombose. palidez e desaparecimento da pulsação. em geral. Obstrução arterial crônica Causada principalmente pela aterosclerose e pela tromboangeite obliterante que levam à obstrução arterial após evolução relativamente longa. A complicação mais grave é a migração do trombo e embolia pulmonar. em pacientes com fibrilação atrial ou outra patologia cardíaca embolígena. Componentes familiar e profissional podem estar presentes. Moléstia de Raynaud Distúrbio vascular funcional de vasoespasmos de etiologia desconhecida caracterizada por episódios recorrentes de palidez e cianose seguida de rubor dos dedos secundários à exposição ao frio ou emoções intensas. pós-operatório. Varizes Veias superficiais permanentemente dilatadas e tortuosas. gravidez. 124 . ou secundarias por incompetência das válvulas nas veias comunicantes ou perfurantes que comunicam as veias superficiais às veias profundas. Habitualmente. por debilidade congênita da parede. Há dor. É mais freqüente nas mãos. imobilização prolongada. Os êmbolos. se localiza na região femoropoplítea (artérias femoral e poplítea). Fenômeno de Raynaud é o quadro clínico de palidez e cianose intermitente especialmente nos dedos.

Soalho: palato duro (processo palatino da maxila e lâmina horizontal do palatino) e palato mole revestidos por mucosa respiratória. Limites: O limite anterior corresponde a prega limiar do nariz e o limite posterior é um orifício chamado coano que separa a cavidade nasal da parte nasal da faringe. A cartilagem é a própria cartilagem do septo nasal que se interpõe entre lâmina perpendicular do etmóide e o vômer. Partes internas: vestíbulo do nariz é a área que se estende. As cartilagens são: cartilagem do septo nasal com seus prolongamentos no dorso do nariz. as cartilagens alares maiores que formam os contornos das narinas e um número variável de cartilagens alares menores ocupando os espaços entre as cartilagens principais. Partes externas: raiz é o ponto de implantação do nariz na face. dorso é o contorno superior. o limiar do nariz. em cima. Parede lateral: apresenta as seguintes estruturas de cima para baixo: • recesso esfenoetmoidal com a abertura do seio esfenoidal • concha nasal superior que pertence ao osso etmóide 125 . a concha nasal inferior. Conformação da cavidade nasal: Teto: Lâmina cribriforme do etmóide. revestidos por mucosa olfatória. internamente das narinas até uma prega oblíqua. lateralmente). os processos laterais que dão continuidade aos ossos nasais. lâmina perpendicular do etmóide e vômer. no centro e as conchas superior e média. Os ossos são: parte nasal do osso frontal. os orifícios contornados pelas asas do nariz e parcialmente cobertas pelas vibrissas (pêlos) e separadas pela cartilagem do septo nasal. narinas. ossos nasais e processos frontais da maxila que delimitam a abertura piriforme.SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof. seios paranasais. lâmina perpendicular. fornece oxigênio para ser distribuído as células e elimina o gás carbônico resultante da atividade celular. Os ossos são: partes do osso etmóide: (lâmina cribriforme. Parede medial: divisão mediana da cavidade em duas metades pelo septo nasal constituído por: cartilagem do septo. formando o septo nasal. Nader Wafae É o conjunto de órgãos responsáveis pelo transporte de gases e pelas trocas gasosas entre nosso corpo e o meio ambiente. partes nasal e oral da faringe e laringe. Dr. maxila e palatino (estes dois últimos formando o palato duro). Vias aéreas superiores Nariz: Externamente o esqueleto do nariz é formado por ossos e cartilagens. Cavidade nasal: Internamente o esqueleto da cavidade nasal também é formado por ossos e cartilagens. ápice é a extremidade anterior do dorso. Tem atuação ativa na fonação. cavidade nasal. revestidos por mucosa olfatória superiormente e respiratória inferiormente. Partes: vias aéreas (superiores: nariz. o vômer (septo ósseo). inferiores: traquéia e brônquios) e parte respiratória (pulmões e pleuras). parte do esfenóide.

Paredes: Parede superior: tonsila faríngea (adenóide) é um dos órgãos linfáticos de proteção imunológica. envolvido pela concha nasal média contém: uma elevação redonda cheia de ar a bolha etmoidal com a abertura da parte anterior do seio etmoidal. tornar mais leve a cabeça e possivelmente funcionam também como caixa de ressonância para a produção da voz. esfenóide e frontal que se comunicam com a cavidade nasal. proteger contra infecções. etmóide. Divisões da cavidade nasal: Região olfatória: reveste o teto da cavidade nasal. envolvido pela concha nasal superior contém a abertura da parte posterior do seio etmoidal concha nasal média que pertence ao osso etmóide meato nasal médio. seio esfenoidal e seio etmoidal. este sulco prolonga-se anteriormente e superiormente com o nome de infundíbulo etmoidal onde se encontra a abertura do seio frontal concha nasal inferior é um osso isolado meato nasal inferior com a abertura do ducto lacrimonasal que é a comunicação com a órbita através do saco lacrimal. palato mole e parede posterior da faringe) que a separa da parte oral da faringe . este último formado por um conjunto de pequenas cavidades chamadas células etmoidais anteriores e posteriores (suas aberturas já foram vistas na parede lateral da cavidade nasal). Quando essa mucosa inflama constitui a sinusite.• • • • • meato nasal superior. seio maxilar. Parte nasal da faringe: situada atrás da cavidade nasal. Denominações: Seio frontal. parte das conchas nasais superiores e parte superior do septo. na frente do óstio está a prega salpingopalatina que contém o músculo salpingopalatino. Parede posterior: recesso faríngeo que pode conter uma pequena tonsila tubária. a umidade e filtrar o ar inspirado. o hiato semilunar. 126 . Acima do óstio encontra-se uma cartilagem chamada toro tubário para inserção musculares. inferior . um sulco em forma de meia lua embaixo da bolha. atrás do óstio está a prega salpingofaríngea que contém o músculo salpingofaríngeo e embaixo do óstio encontra-se o toro do levantador que contém o músculo levantador do véu palatino. Funções: regular a temperatura. Limites: anterior – coano. Parede lateral: contém as seguintes estruturas: óstio faríngeo da tuba auditiva que é a comunicação com a orelha média para equilibrar a pressão sobre a membrana timpânica.istmo da garganta (formado por: arco palatofaríngeo. o qual contém a abertura do seio maxilar. contém ar e são revestidos por mucosa similar à mucosa respiratória da cavidade nasal. Região respiratória: reveste o restante Seios paranasais: Conceito: são cavidades no interior dos ossos: maxila. Os músculos que formam essas pregas levantam o palato ou a própria faringe na deglutição impedindo o refluxo do alimento para a cavidade nasal.

a cartilagem apresenta 4 prolongamentos: 2 cornos superiores e dois cornos inferiores. (entre as cartilagens tireóidea e cricóidea). ligamentos. em forma de anel com a lâmina posterior e o arco anterior. cone elástico (da cartilagem cricóidea ao ligamento vocal). A corniculada situa-se no ápice da cartilagem aritenóidea. músculos e revestida de mucosa situado por diante da coluna vertebral cervical. Laringe: Conceito: é um tubo constituído por cartilagens. e a cuneiforme. é anterior e a maior delas. situam-se portanto atrás da cartilagem tireóidea. Importante na deglutição quando a laringe se eleva e sua abertura é ocluída por ela.Parte oral da faringe: é a parte da faringe que continua a parte nasal e sendo comum aos sistemas: respiratório e digestório. podem ser: Externos: membrana tireo-hióidea. ligamento vocal (internamente à prega vocal). Cartilagem Cricóidea: é inferior à cartilagem tireóidea. Está constituída. ligando as cartilagens entre si e estas aos órgãos vizinhos. ligamento cricotireóideo. estão sobre as cartilagens aritenóideas. Ligamentos: contribuem para manter o esqueleto da laringe. ligamento cricotraqueal (entre a cartilagem cricóidea e a traquéia). Cavidade da laringe: É revestida por mucosa e divide-se em 3 partes: Superior ou Vestíbulo: vai do ádito da laringe (margem que delimita a entrada da laringe) à prega vestibular (falsa corda vocal). mais saliente nos homens. ao seu lado. é par e se articulam com a margem superior da cartilagem cricóidea. (entre a cartilagem tireóidea e o osso hióide) com espessamento no centro (ligamento tireo-hióideo mediano) e nas laterais (ligamentos tireo-hióideos laterais) . ligamento vestibular (internamente à prega vestibular). a superior projeta-se para frente como proeminência laríngea. entre a faringe e a traquéia. Cartilagem Corniculada. Cartilagens: 3 ímpares: tireóidea. são pequenas e de menor expressão funcional. Cartilagem Aritenóidea: em forma triangular. cricóidea e epiglótica e 3 pares: aritenóidea. Cartilagem Epiglótica: em forma de folha. são importantes principalmente na fonação. Além da função respiratória é o órgão da fonação e auxiliar na deglutição. Cartilagem Tireóidea: em forma de escudo. anteriormente por: duas lâminas direita e esquerda com incisuras medianas (incisuras tireóideas superior e inferior). Sua margem inferior é o limite com a traquéia. Internos: membrana quadrangular (da prega ariepiglótica ao ligamento vestibular) . 127 . a parte larga para cima e a parte afunilada chamada pecíolo para baixo. Posterioremente. corniculada e cuneiforme. Cartilagem Cuneiforme: ambas pares. será estudada com o sistema digestório.

sobre as cartilagens tireóidea e cricóidea e músculo vocal. interrompidos na parte de trás e ligados entre si pelos ligamentos anulares. É continuação da laringe.situados posteriormente sobre a lâmina da cartilagem cricóidea Grupo C .situado sobre as cartilagens aritenóideas. Internamente no nível da bifurcação da traquéia encontramos uma crista mediana chamada carina da traquéia que separa os brônquios principais direito e esquerdo e orienta a corrente de ar para ambos os brônquios. Rima do vestíbulo é o espaço entre as duas pregas vestibulares. (bifurcação da traquéia) nos brônquios principais direito e esquerdo. portanto.músculos que aproximam as pregas vocais (adução) e portanto são fonadores: aritenóideos (oblíquo e transverso) .Músculos que distendem a prega vocal (tensores): cricotireóideo situado anteriormente.coano 8.  Roteiro prático do Sistema Respiratório (1ª parte a identificar) Nariz 1-raiz 2-dorso 3-cartilagem do septo e processos laterais 4-cartilagem alar maior Cavidade nasal 5. Inferior ou infraglótica: vai da prega vocal à margem inferior da cartilagem cricóidea Músculos: Grupo A . tireoaritenóideo e cricoaritenóideo lateral situados lateralmente sob as lâminas da cartilagem tireóidea. nesta parte observamos o ventrículo. o espaço em forma de sulco entre as pregas vestibular e vocal do mesmo lado.músculos que afastam as pregas vocais (abdução) e portanto respiratórios: cricoaritenóideo posterior .recesso esfenoetmoidal 128 .vômer 9. em cada lado. Grupo B . Situa-se.vestíbulo do nariz 6. Rima da glote é o espaço entre as duas pregas vocais.Média ou Glote: vai da prega vestibular à prega vocal (verdadeira corda vocal). Inervação: nervos laríngeos inferiores (recorrentes) ramos do nervo vago. as cartilagens traqueais. tem cerca de 15 cm e se estende até a sexta vértebra torácica quando se divide. parte no pescoço (porção cervical) e parte no tórax (porção torácica). este situado no interior da prega vocal.limiar do nariz 7.lâmina perpendicular do osso etmóide 10 . Irrigação: artérias tireóideas superior e inferior Vias aéreas inferiores Traquéia: é um tubo formado por cerca de 16 arcos de cartilagem sobrepostos.

meato nasal médio 15.meato nasal inferior (com ducto lacrimonasal) Parte nasal da faringe 20 tonsila faríngea 21 óstio faríngeo da tuba auditiva 22 recesso faríngeo 23 toro tubário 24 prega salpingopalatina 25 prega salpingofaríngea 26 toro do levantador Seios paranasais 27 seio frontal 28 seio maxilar 29 seio etmoidal 30 seio esfenoidal Laringe 31 proeminência laríngea 32 cartilagem tireóidea (lâmina) 33 cartilagem tireóidea (corno) 34 cartilagem cricóidea 35 cartilagem epiglótica 36 cartilagem aritenóidea 37 ádito da laringe 38 vestíbulo da laringe 39 prega vestibular 40 prega vocal 41 ventrículo 42 músculo cricotireóideo 43 músculo cricoaritenóideo posterior 44 músculos aritenóideos (oblíquo e transverso) 45 músculos cricoaritenóideo lateral e tireoaritenóideo (juntos) Traquéia 46 cartilagem traqueal 47 ligamento anular 48 carina da traquéia Anatomia Funcional da Laringe 129 .infundíbulo etmoidal 18.concha nasal inferior 19.hiato semilunar 17.concha nasal superior 12.11.concha nasal média 14.meato nasal superior 13.bolha etmoidal 16.

130 . b) pregas vestibulares Simultaneamente o corpo adiposo pré-epiglótico é empurrado para trás causando a aproximação e fechamento das pregas vestibulares. b) pregas vestibulares. aritenóideos que aproximam as partes posteriores das pregas vocais e cricoaritenóideo lateral que giram as cartilagens aritenóideas levando as pregas vocais medialmente. da mesma forma que a traquéia são tubos com arcos de cartilagem. mais vertical e mais grosso que o brônquio principal esquerdo que é mais longo. c) pregas vocais. produz a vibração das mesmas. Também desempenham funções no papel fonador. além disso a epiglote abaixa pela ação da base da língua e suas margens se aproximam das pregas ariepiglóticas as quais delimitam a entrada da laringe reduzindo o seu espaço. entram pelo hilo do pulmão e ramificam-se no interior do pulmão formando a árvore bronquial. com a conseqüente elevação da epiglote o alimento é desviado em direção ao esôfago. Neste caso mecanismos reflexos regulam a coordenação entre a laringe e o diafragma. A adução ou aproximação das pregas vocais é determinada pelos músculos: tireoaritenóideo poderoso adutor. É evidente que não estando participando da deglutição ou da fonação a laringe com as pregas vocais abduzidas ou afastadas permite a livre passagem do ar atuando como via da respiração. Ela desempenha essa função através do fechamento em três níveis: a) epiglote. o ventrículo da laringe semelhante ao boquim ou lingüeta dos instrumentos de sopro e os diferentes espaços da via aérea atuando como caixa de ressonância. O músculos cricotireóideo ao se contrair modifica o ângulo entre as cartilagens cricóidea e tireóidea distendendo e aumentando as pregas vocais. se alojem no lado direito. A laringe é o nosso órgão fonador responsável pela emissão dos sons e se assemelha a um instrumento de sopro ou daqueles quer funcionam com foles. são dois: direito e esquerdo. c) pregas vocais Durante a deglutição os músculos adutores aproximam as pregas vocais completando o terceiro esfíncter de fechamento. Brônquios principais: Os brônquios principais resultam da divisão da traquéia no nível da 6ª vértebra torácica. Diferenças: O brônquio principal direito é mais curto. isto é próximas uma da outra. Por causa dessas diferenças é mais comum que corpos estranhos que entram na via aérea. predominantemente. mais horizontal e mais fino. O ar expirado proveniente dos pulmões ao encontrar as pregas vocais em adução. Essa vibração se exterioriza através de sons. a) epiglote Durante a deglutição a laringe é elevada principalmente pelos músculos suprahióideos.A laringe é um órgão auxiliar da deglutição porque ao proteger a via respiratória impedindo que alimentos e líquidos ingeridos entrem nessa via está colaborando para que esses elementos se dirijam efetivamente para os órgãos do sistema digestório a que se destinam.

médio e inferior. mediastinal (medial) e diafragmática (inferior) e 3 margens: anterior. 2 fissuras: oblíqua e horizontal. medial e lateral). 131 . Brônquios intrassegmentares: São ramificações menores dos brônquios segmentares contidas no interior dos segmentos broncopulmonares. são: 3 no lado direito brônquios lobar superior. a face diafragmática. 2 no lobo médio (medial e lateral) e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior. anterior. São 10 no pulmão direito sendo 3 no lobo superior (apical. as impressões das costelas. posterior. uma base. mais curto. posterior. além da incisura cardíaca em sua margem anterior Diferenças Pulmão direito: mais pesado. e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior ( anterior. impressão da veia ázigos. anterior. A margem anterior é fina e aguda. 10 segmentos broncopulmonares. inferior sobre a cúpula do diafragma é também sua base. O pulmão esquerdo apresenta na mesma face evidentes impressões para a artéria aorta e para o coração.Brônquios lobares: Resultam da divisão do brônquio principal no nível do hilo. posterior). inferior. Impressões: Ambos os pulmões apresentam na face costal. tem 3 lobos: superior. superior. maior de todas está voltada para as costelas que deixam suas impressões nessa face. No local do lobo médio. a mediastinal. o pulmão esquerdo apresenta um prolongamento chamado língula do pulmão esquerdo. Lobos e Fissuras O pulmão direito consiste em 3 lobos: superior. 3 faces: costal (lateral). O pulmão direito apresenta na face mediastinal a impressão da veia ázigo e uma imperceptível impressão cardíaca. mais largo. medial e lateral). voltada para o mediastino em relação com o coração. médio e inferior. São 9 no pulmão esquerdo sendo 4 no lobo superior (apicoposterior. e 2 no lado esquerdo: brônquios lobar superior e lobar inferior Brônquios segmentares: Resultam de divisões dos brônquios lobares e se dirigem aos segmentos broncopulmonares. posterior e inferior. A face costal. lingular superior e lingular inferior). a margem posterior é romba e a margem inferior contorna a face diafragmática ou base. cardíaca. separados por 2 fissuras: oblíqua e horizontal. lobar médio e lobar inferior. Pulmões: Partes Cada pulmão apresenta: um ápice. O pulmão esquerdo consiste em 2 lobos: superior e inferior separados pela fissura oblíqua.

Pedículo é o conjunto dos elementos que entram (artéria pulmonar e brônquio principal) ou saem (veias pulmonares) do pulmão.Músculos que auxiliam diretamente nos movimentos respiratórios: Intercostais internos (menos a parte intercondral). Hilo é uma fenda plana na face mediastinal do pulmão por onde entram e saem os elementos do pedículo. Transverso do tórax e 132 . A aderência entre folhetos da pleura mediastinal abaixo do hilo forma o ligamento pulmonar. A disposição dos elementos do pedículo no hilo não é constante mas a mais freqüente de diante para trás é a seguinte: veias. mais longo. impressão cardíaca e da aorta. Isto tem sua importância clínica pois permite condutas terapêuticas segmentares. São músculos inspiratórios que atuam aumentando os eixos da caixa torácica longitudinal. ducto alveolar. língula no lugar de lobo médio e incisura cardíaca na margem anterior. menos largo. expiração (quando o ar sai pelas vias aéreas).Músculos que atuam direta e ativamente nos movimentos respiratórios: Diafragma. Cavidade pleural é o espaço virtual que existe entre a pleura visceral e a pleura parietal e contem uma pequena quantidade de líquido é o líquido pleural. tem 2 lobos: superior e inferior. saco alveolar e alvéolo pulmonar. Levantadores das costelas e partes intercondrais dos intercostais internos. O conceito de raiz do pulmão não é unanimidade mas podemos considerar como o conjunto do hilo com o pedículo A unidade funcional da parte respiratória dos pulmões é formada pelo bronquíolo respiratório. Intercostais externos. Pleuras: São membranas serosas brilhantes (películas finas e transparentes) que envolvem os pulmões (pleura visceral) e as paredes torácicas e o diafragma (pleura parietal). transversal e sagital e assim diminuem a pressão intratorácica em relação à atmosférica possibilitando a entrada do ar. Músculos da respiração: Os movimentos respiratórios compreendem 2 fases: inspiração (quando o ar entra pelas vias aéreas). A freqüência média em condições normais é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto. 1 fissura: oblíqua. 9 segmentos broncopulmonares. Recesso costomediastinal é a reflexão da pleura parietal costal em mediastinal e recesso costodiafragmático é a reflexão da pleura parietal costal em diafragmática. Cada segmento broncopulmonar é uma parte do pulmão dotado de certa individualidade pois recebe um ramo da artéria pulmonar e uma ramificação de brônquio segmentar.Pulmão esquerdo: menos pesado. diafragmática e mediastinal seus nomes correspondem às partes que revestem. B. A pleura parietal é formada pelas partes: costal. artéria e brônquios. Os músculos que interferem na respiração podem ser divididos em 3 grupos: A.

Intercostais internos: são músculos situados entre as costelas. A parte lombar se insere sobre o músculo quadrado do lombo através do ligamento arqueado lateral. direita (mais alta por causa do fígado) e esquerda. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de diante para trás. mas principalmente nos corpos vertebrais das primeiras vértebras lombares através de dois pilares: o direito. d) na parte posterior. próximos a ela são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal interna ou posterior. c) na parte anterior. peitorais maior e menor. Diafragma: o músculo diafragma situa-se entre o tórax e o abdome. O diafragma apresenta 3 orifícios para passagens de estruturas: na parte muscular temos: o hiato esofágico para o esôfago e o hiato aórtico para a aorta. costal e lombar. esternocleidomastóideo. contorna o esôfago e o esquerdo que formam o ligamento arqueado mediano sobre a aorta. Quando se contrai durante a inspiração o músculo diafragma abaixa suas cúpulas. Intercostais externos: são músculos situados entre as costelas. d) na parte posterior. maior. Divide-se em 3 partes: esternal. médio e posterior).Músculos acessórios que somente atuam nos movimentos respiratórios forçados: escalenos (anterior. na parte inferior do esterno e na coluna vertebral. abaixa a pressão no interior do tórax. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de trás para diante. profundos e posteriores que vão das vértebras para as costelas vizinhas. latíssimo do dorso. c) na parte anterior. Esses músculos elevam as costelas e portanto. aumenta o eixo longitudinal do tórax. chegam até o osso esterno. não chegam até a coluna vertebral. São expiratórios cuja atividade é sobrepujada pela própria elasticidade do pulmão em se retrair e portanto promover a expiração. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. no centro tendíneo: o forame para a veia cava por onde passa a veia cava inferior. A porção muscular fica em torno do centro tendíneo e se insere nas últimas costelas. chegam até a coluna vertebral. A porção tendínea localiza-se no centro do músculo e se chama centro tendíneo (de cor branca. próximo a ele são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal externa ou anterior. menos a parte intercondral que é inspiratória. oblíquos do abdome (externo e interno) e eretor da espinha. Características: a) constituem a camada interna. sobre o músculo psoas pelo ligamento arqueado medial. Esta camada muscular 133 . abaixo do coração). É portanto músculo inspiratório. são inspiratórios. São auxiliares da expiração. Elevam as costelas e portanto são inspiratórios. C. Levantadores das costelas: são músculos pequenos. A parte esternal muito pequena fixa-se ao processo xifóide do esterno. Características: a) constituem a camada mais externa. tem a forma de um guarda chuva com duas cúpulas.Subcostais. A parte costal procede das cartilagens costais e costelas inferiores. não chegam até o osso esterno. O diafragma é inervado pelo frênico e irrigado pelas artérias frênicas. abaixando as costelas. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. serrátil anterior.

134 .interna costuma ser subdividida em duas camadas: intercostais internos e intercostais íntimos separados pelos trajetos de nervos e vasos . Durante a inspiração o ar penetra pelas vias aéreas até chegar aos alvéolos pulmonares onde em contato com os capilares sangüíneos provenientes da artéria pulmonar são realizadas as trocas gasosas ou hematose. Nader Wafae A freqüência respiratória média é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto e compreende a inspiração com a entrada do ar e a expiração. Para tonar a pressão negativa no interior do tórax principalmente na inspiração a caixa torácica deve ser ampliada em seus três eixos: longitudinal. O aumento do eixo ou diâmetro longitudinal ou súpero-inferior é determinado pela contração do músculo diafragma que devido a posição especial de seu centro tendíneo central abaixa unicamente suas cúpulas em direção ao abdome. a entrada do ar submetido a pressão atmosférica é feita através da negatividade da pressão no interior do tórax. promovendo assim uma pressão aspirativa. Volumes respiratórios: Volume corrente é o volume de ar que entra e sai em cada respiração normal Volume inspiratório de reserva é o volume de ar que pode ser inspirado em inspiração forçada Volume expiratório de reserva é o volume de ar que pode ser expirado em expiração forçada Volume residual é o volume de ar que permanece nos pulmões após expiração forçada Mecânica Respiratória Prof. assim o diâmetro ou eixo longitudinal. tornado possível a entrada do ar pela diferença de pressões com o meio ambiente. É o movimento predominante me mulheres (respiração torácica). Esse movimento denominado BRAÇO DE BOMBA. porém alternadas e não subseqüentes são encontrados apenas na parte superior e inferior do tórax. A penetração do ar nas vias aéreas pode ser feita com pressão positiva através de aparelhos como ocorre durante os atos cirúrgicos. Transverso do tórax: músculo em forma radiada situado atrás do esterno. sagital e transversal. Mas em nosso organismo em situação normal. posteriores. a sua saída. em conseqüência deste movimento ocorre a elevação da parte anterior das costelas que levantam o esterno e assim aumentam o diâmetro ântero-posterior. ocorre principalmente da 2ª a 6ª costela. pela semelhança com o movimento das alavancas que puxavam água. aumentando. vão de costela para costela. Subcostais: músculos pequenos. Dr. É o movimento predominante no sexo masculino (respiração abdominal) O aumento do diâmetro sagital ou ântero-posterior é determinado pelo movimento das costelas na articulação costovertebral em torno de um eixo transversal formado pela parte posterior das costelas. O volume médio de ar em cada movimento respiratório gira em torno de 500 ml.

a pleura visceral acompanha a pleura parietal à qual esta aderida pela pequena quantidade de líquido pleural (experiência dos vidros planos com água). levantando sua parte média e lateral e assim aumentando a distância transversal do tórax. Respiratório (2ª parte a identificar) Brônquios 1 Brônquio principal direito 2 Brônquio principal esquerdo 3 Brônquio lobar 4 Brônquio segmentar Pulmões 5 Ápice 6 Base ou face diafragmática 7 Face costal 8 Face mediastinal 9 Margem anterior 10 Margem posterior 11 Margem inferior 12 Lobo superior do pulmão direito 13 Lobo médio do pulmão direito 14 Lobo inferior do pulmão direito 15 Lobo superior do pulmão esquerdo 16 Lobo inferior do pulmão esquerdo 17 Fissura oblíqua do pulmão direito 18 Fissura horizontal do pulmão direito 19 Fissura oblíqua do pulmão esquerdo 20 Hilo / Raiz 21 Pedículo (artéria.O aumento do diâmetro transversal ou látero-lateral é determinado pelo movimento das costelas principalmente nas articulações costotransversárias da 7ª a 10ª costela em torno de um eixo ântero-posterior das costelas. brônquios) 22 Impressão da veia ázigos 23 Impressão da aorta 24 Impressão cardíaca 25 Impressões das costelas 26 Incisura cardíaca (margem anterior do pulmão esquerdo) 27 Língula do pulmão esquerdo 135 .  Roteiro prático do Sistema. Esse movimento denomina-se ALÇA DE BALDE pela semelhança do movimento da costela com o levantamento da alça de um balde. e como o pulmão está ligado à pleura visceral também irá se expandir negativando a pressão em seu interior e assim permitindo a entrada do ar. A expiração poderia até dispensar os músculos expiratórios uma vez que atingido o ápice da inspiração. o pulmão normalmente tenderia a voltar à sua situação anterior pela sua elasticidade. As paredes da caixa torácica dilatadas e o diafragma abaixado levam com eles a pleura parietal aderida às paredes e ao diafragma. veias.

em geral de natureza infecciosa: pneumococo. Na rinite por ar seco pode aparecer crostras (descamação) e sangramento. diminuição do olfato. ou por utilização inadequada da voz. 136 . alergia. Sintomas: gotejamento nasal (rinorréia). tosse seca e dor de “garganta”. haemophyllus influenzae.Pleuras 28 Pleura parietal 29 Pleura visceral ou pulmonar 30 Recesso costodiafragmático Músculos da respiração 31 Diafragma 32 Centro tendíneo 33 Pilar direito 34 Pilar esquerdo 35 Óstio da veia cava 36 Hiato esofágico 37 Hiato aórtico 38 Intercostal externo 39 Intercostal interno 40 Membrana intercostal externa 41 Transverso do tórax 42 Subcostais 43 Levantador da costela Doenças do sistema respiratório Rinite Inflamação da mucosa nasal. febre. A ozena é rinite atrófica que apresenta crostras. Bronquite Inflamação da mucosa dos brônquios e de suas ramificações geralmente de causa infecciosa. obstrução nasal. espirros. Neste caso pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica com a diminuição de área pulmonar ativa. Apresenta disfonia. mau cheiro e anosmia (ausência de olfato). Decorre de infecções virais (resfriado comum). tosse e escarro purulento ou crônica se os sintomas tosse e catarro persistirem por mais tempo três meses a dois anos. rinorréia purulenta e dor à palpação dos pontos sinusais. Pode ser aguda: curta evolução. secura no ar e atrofia (ozena). Sinusite Inflamação da mucosa que recobre os seios paranasais. Cefaléia. estafilococo. Laringite aguda É a inflamação aguda da laringe pode ser infecciosa provocada por vírus ou bactérias provenientes de infecções superiores.

escarro. Pode ser assintomática ou apresentar tosse e dispnéia leve nas fase iniciais mas quando a fibrose aumenta apresenta dispnéia grave e tosse.. Pode ser lobar se estiver restrita a um lobo do pulmão ou broncopneumonia se estiver disseminada pelos pulmões. Pneumotórax É a presença de ar no espaço pleural. a contaminação ocorre pelo ar através de bacilos provenientes de enfermos ao tossir. Ao ser inalada provoca reação do organismo caracterizada por fibrose pulmonar. cuspir ou mesmo pela fala. Pneumoconiose Doença pulmonar decorrente da inalação de partículas de pó. Pode apresentar cianose (coloração azulada da pele) e síncope (perda súbita da consciência) nos casos mais graves. Tuberculose pulmonar Infecção pulmonar provocada pelo Mycobacterium tuberculosis. Os sintomas são dor no peito. palidez. de sílica quando denomina-se silicose. Estes podem ser trombos de veias de membros inferiores que se desprenderam. quando ar penetra na cavidade pleural durante a inspiração por um mecanismo que funciona como válvula. dor no peito. Sintomas nem sempre presentes: tosse seca. Pode ser: traumático quando resulta de um trauma. Os germes que com maior freqüência produzem pneumonia são Streptococcus pneumoniae. Apresenta febre. Embolia pulmonar. Sintomatologia: tosse. Staphylococcus aureus e Haemophylus influenzae. dispnéia. os idosos e os imunodeficientes são mais suscetíveis e com maior gravidade. Obstrução da artéria pulmonar por êmbolos. êmbolos de gordura ou de medula óssea em fraturas. emagrecimento e fraqueza. falta de ar (dispnéia). Na maioria das vezes decorre de bronquite crônica e seus sintomas se confundem e assim também pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica. As crianças. Quando a quantidade de ar ´´e grande pode colapsar o pulmão (atelectasia) e apresentar cianose. espontâneo nas rupturas de cistos pulmonares ou hipertensivo. Sintomatologia: dispnéia. Sarcoidose Doença granulomatosa sistêmica de causa desconhecida que geralmente atinge o pulmão formando fibroses. febre baixa. tosse com escarro purulento Enfisema pulmonar Aumento anormal de espaços aéreos após o bronquíolo terminal com destruição das paredes alveolares.Pneumonia É a inflamação do parênquima pulmonar associada a um processo infeccioso bacteriano ou virótico. 137 . por exemplo. tosse seca. taquipnéia (aumento da freqüência respiratória) súbitos.

Nader Wafae Funções: O sistema digestório é responsável pela mastigação. hemorrágico. esôfago. jejuno e íleo). Utiliza para o desempenho dessas funções processos mecânicos e químicos. Parede anterior .palato duro e palato mole Soalho . faringe. redução no tamanho e na consistência dos alimentos. Cavidade oral: Compreende o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca. Vestíbulo da boca: é a parte da cavidade oral situada entre a arcada dentária e os lábios e a bochecha Cavidade própria da boca: e a parte da cavidade oral situada por dentro das arcadas dentárias. arco palatoglosso e dorso da língua Paredes laterais . SISTEMA DIGESTÓRIO Prof. frênulo da língua e carúncula sublingual (abertura da glândula salivar submandibular) Conteúdo: Dentes implantados nos alvéolos dentais da maxila e da mandíbula 138 . pela deglutição.dentes e gengivas Teto . uma vez transformados.comunicação com a faringe através do istmo das fauces formado por: palato mole com a úvula palatina. fibrinoso. Exsudato.rima da boca com os lábios Parede posterior . Sintomatologia: dor que aumenta com a inspiração. fígado e pâncreas). falta de ar (dispnéia). Constituição: O sistema digestório é um tubo muscular e mucoso que assume diferenças de diâmetro desde seu início na cavidade oral até o seu término no ânus. estômago. Pode ser: Transudato: o líquido passa através da parede capilar em quantidade maior que o normal e apresenta pequena quantidade de células. intestino delgado (duodeno. transformação dos alimentos da forma como são ingeridos em substâncias mais simples e solúveis. os produtos da alimentação são introduzidos em nosso organismo pelas células do tubo digestório. No exsudato a pleura deve apresentar algum distúrbio. Suas partes são: cavidade oral. pela digestão.Derrame pleural Consiste na presença de líquidos em quantidade anormal na cavidade pleural. pela excreção aquilo que não é selecionado para ser absorvido ou excedente é eliminado pelas fezes. passagem do alimento da boca para os órgãos internos.dorso da língua. pela absorção. Dr. o acúmulo de líquido ocorre pelo aumento da permeabilidade capilar e apresenta maior quantidade de células. O líquido pode ser purulento (empiema). intestino grosso e glândulas anexas (salivares.

moem o alimento. um aglomerado de tecido linfático com aberturas em forma de criptas. dorso e face inferior. número total 8 Caninos: coroa em ponta.Partes do dente: coroa. percepção do gosto e na fonação. azedo nas margens laterais e salgado em toda margem incluindo o ápice. Ainda no dorso mas já próximo da raiz. é delimitada pela prega glossoepiglótica mediana e pela prega glossoepiglótica lateral de cada lado. função: cortam o alimento. Entre as papilas circunvaladas e a tonsila lingual existe um sulco em forme de V chamado sulco terminal Músculos da língua: podem ser intrínsecos. – folhadas em forma de estrias como se fossem rachaduras ou sulcos longitudinais. colo e raiz. Pertencendo ao sistema linfático é um órgão de defesa imunológica que compõe o chamado anel linfático. número total 12. com forma circular e circunscritas por uma depressão também circular. situação: laterais. margem superior cortante. Os músculos extrínsecos são: hioglosso estende-se do osso hióide à margem lateral da língua. – filiformes as mais numerosas ocupam todo o dorso e o ápice. 32 Língua: órgão muscular atua na mastigação. No dorso estão as papilas linguais com os corpúsculos gustativos para percepção do gosto: amargo. função: moem o alimento. Tipos: Incisivos: coroa em bisel. estão dispostas em V e localizam-se entre o dorso e a raiz. situada entre a epiglote e o dorso da língua. deglutição. par. função: perfuram e arrancam o alimento. Os músculos intrínsecos. situação: anterolaterais. A primeira dentição possui 20 – a dentição definitiva. do palato mole à margem lateral da língua delimitando o arco palatoglosso. margens. número total 4 Pré-molares: coroa com dois tubérculos. longitudinal inferior (no contorno inferior das margens da língua). situados na própria língua e extrínsecos ligando a língua às estruturas vizinhas. uma raiz. palatoglosso. duas ou três raízes. – fungiformes. uma ou duas raízes. número total 8 Molares: coroa com quatro tubérculos. transverso da língua (abaixo do longitudinal superior) e vertical da língua (mesclados entre o longitudinal superior e o transverso). situação: posteriores. localizam-se nas margens da língua. situação anteriores. na parte posterior. Partes: raiz. doce. em torno do ápice. atrás do V lingual encontramos a tonsila lingual. Valécula epiglótica é uma depressão. uma raiz. Papilas linguais. são pequenas saliências dispersas no dorso em forma de cogumelo. ligada ao osso hióide. 139 . estiloglosso. do processo estilóide à parte lateral da língua. Os músculos da língua intrínsecos e extrínsecos atuam em conjunto adaptando a forma da língua visando o melhor desempenho das funções iniciais do sistema digestório. corpo que apresenta: ápice. mastigação e deglutição. são vistos na língua seccionada sagitalmente e se dispõem em camadas: longitudinal superior (logo abaixo das papilas). da face interna do mento à face inferior da língua. genioglosso. tipos – circunvaladas são as maiores.

duas escavações os recessos piriformes. Os músculos da faringe podem ser constritores que comprimem o alimento: constritor superior da faringe. Apresenta estreitamentos considerados normais que são determinados pelo músculo cricofaríngeo. palatofaríngeo.acima de um plano passando pela transição com o esôfago Corpo ..entre o fundo e a parte pilórica Parte pilórica . o estômago se destina mais à digestão através do suco gástrico (HCl. duas atuam no sistema digestório: a parte oral e a parte laríngea. Atravessa o diafragma pelo hiato esofágico. essencialmente é um tubo para passagem do bolo alimentar. 140 . que levantam a faringe fazendo o alimento passar para o esôfago e impedindo o refluxo para a cavidade nasal: estilofaríngeo. Parte oral: apresenta a fossa tonsilar delimitada pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo que contem a tonsila palatina também chamada amígdala em seu interior. pelo brônquio esquerdo e pelo diafragma. torácica (a maior de todas) e a abdominal. Essa região divide-se em antro pilórico (próximo ao corpo) e canal pilórico (próximo ao duodeno). salpingofaríngeo. óstio pilórico (transição com o duodeno).Faringe: Das três partes da faringe. Estômago: É o segmento mais dilatado do tubo digestório interposto entre o esôfago e o intestino delgado.próxima ao duodeno. situa-se sucessivamente atrás da traquéia e do átrio esquerdo que lhe deixa uma impressão. Faces ou paredes: anterior e posterior Curvaturas: gástrica maior e gástrica menor Partes: Cárdia . pelo arco da aorta. muco. Entre as funções do sistema digestório. arco palatofaríngeo e parede posterior da faringe Parte laríngea: apresenta. enzimas) e à transformação do alimento em quimo (massa semilíquida) principalmente pelos movimentos peristálticos e produção de muco para facilitar a digestão e a absorção no intestino. levantador do véu palatino Esôfago: Continuação da faringe antecede o estômago. A dificuldade em se delimitar anatomicamente as partes do estômago procede já que se trata de divisão de caráter histológico. constritor médio da faringe e constritor inferior da faringe e levantadores. A parte oral e a parte nasal comunicam-se através do istmo da garganta delimitado pelo palato mole. apresenta três partes: cervical. Na sua transição com o estômago encontra-se o cárdia. lateralmente.em torno de sua continuação com o esôfago abdominal. tendo a coluna vertebral em seu contorno posterior. pode ser avaliada traçando uma linha oblíqua a partir do ponto em há mudança de orientação da curvatura gástrica menor de vertical para horizontal ( incisura angular). situa-se na cavidade abdominal logo abaixo do diafragma nas regiões denominadas epigastro e hipocôndrio esquerdo. Orifícios: óstio cárdico (transição com o esôfago). Tem cerca de 25 cm. Fundo .

e na curvatura maior entre as artérias gastromental direita ramo da artéria gastroduodenal e gastromental esquerda ramo da artéria esplênica e a região do fundo gástrico recebe ainda as artérias gástricas curtas ramos da artéria esplênica. O estômago é peritonizado e a parte do omento menor que liga o estômago ao fígado chama-se ligamento hepatogástrico e a parte do omento maior entre o estômago e o colo transverso é o ligamento gastrocólico. O vago posterior coloca-se atrás do esôfago abdominal. próximo ao cárdia divide-se em ramo maior. Entre as funções do tubo digestório. Intestino delgado: Tem em torno de 6 metros de comprimento e compreende o duodeno. ramos da v. Inervação do estômago e do esôfago O estômago recebe inervação autônoma parassimpática através dos nervos vagos e simpática através do plexo celíaco para o estômago e esplâncnicos e tronco simpático para o esôfago. compreende o intestino delgado e o intestino grosso. o maior é o celíaco e o terceiro é o hepático. A drenagem venosa é feita pelas veias gástricas direita e esquerda tributárias da veia porta do fígado que se encontram na curvatura menor do estômago. gástrico anterior e outros dois menores: hepático e celíaco. ao se aproximar da parte abdominal do esôfago as fibras do plexo se separam para formar o tronco vagal anterior no qual predominam fibras do vago esquerdo e o tronco vagal posterior formado principalmente pelo vago direito. Na curvatura menor entre as artérias gástrica esquerda ramo do tronco celíaco e a gástrica direita. O nervo gástrico anterior emite vários ramos curtos e no nível do antro encontramos o ramo principal (nervo de Latarjet). ramo da artéria hepática própria. esplênica que se encontram na curvatura maior do estômago e pelas veias gástricas curtas do fundo gástrico. Variações anatômicas do tronco celíaco são freqüentes. O vago anterior coloca-se na frente do esôfago abdominal. Intestinos: É a parte final do tubo digestório. (na maioria das vezes).Piloro (significa portão) é uma concentração de fibras musculares circulares esfinctéricas entre o estômago e o duodeno e que regula a passagem do bolo alimentar para o duodeno. esplênica. pelas veias gastromental direita ramo da v. Os nervos vagos direito e esquerdo descem do pescoço para o tórax onde confluem por diante do esôfago para formar o plexo esofágico. Vascularização do estômago: A irrigação arterial do estômago se faz através de dois círculos anastomóticos situados nas curvaturas. a parte inicial participa ativamente da digestão mas o intestino delgado como um todo é o grande responsável pela absorção alimentar. Em alguns casos ocorre a presença de uma artéria gástrica posterior ramo da a. mesentérica superior e gastromental esquerda ramo da v. (freqüentemente um pouco à direita do esôfago) emite três ramos o menor é o gástrico posterior. o jejuno e o íleo. 141 . esplênica para a face posterior do estômago.

3ª ou horizontal ou inferior.  Roteiro prático do Sistema Digestório . ramos da a. importante em clínica por apresentar características internas semelhantes ao estômago. mas o início da primeira parte e o final da quarta parte são peritonizados. na junção dos dois ductos forma-se a ampola hepatopancreática que se abre na papila maior do duodeno desta parte do duodeno. O duodeno é retroperitoneal. vai do piloro à transição com o jejuno na flexura (ângulo) duodenojejunal.Duodeno: É a parte inicial do intestino delgado. difíceis de individualizar) 10 Tonsila lingual 11 Valécula epiglótica 12 Prega glossoepiglótica mediana 13 Prega glossoepiglótica lateral 14 Músculo longitudinal superior da língua 142 .1ª parte Cavidade oral 1 Vestíbulo da boca 2 Cavidade própria da boca 3 Palato duro 4 Palato mole 5 Úvula palatina Língua 6 Papila circunvalada 7 Papila folhada 8 Papila fungiforme 9 Papila filiforme (revestem todo o dorso da língua. 2ª ou descendente é onde desembocam os ductos. gastroduodenal e as artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. O duodeno está ligado ao fígado pelo ligamento hepatoduodenal. mesentérica superior através das artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. seu início chama-se bulbo duodenal. Em alguns casos podemos encontrar um pouco acima a papila menor do duodeno onde se abre o ducto pancreático acessório. mesentérica superior. 4ª ou ascendente que se continua com o jejuno a partir da flexura duodenojejunal fixa por uma estrutura muscular lisa chamada músculo suspensor do duodeno (Treitz). Aqui também formam-se círculos anastomóticos entre as artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior ramos da a. Vascularização do duodeno A irrigação arterial do duodeno procede da artéria hepática comum ramo do tronco celíaco através das artérias gástrica direita e gastroduodenal e da a. Apresenta a forma da letra C que contorna a cabeça do pâncreas Partes: 1ª ou superior é a parte que segue o estômago. a parte livre do omento menor. colédoco trazendo a bile da vesícula biliar e do fígado e o pancreático trazendo o suco pancreático do pâncreas.

143 . Tem importância prática saber identificar a primeira alça do jejuno o que possível pois sabemos que a mesma esta presa à parede posterior juntamente com a última porção do duodeno pelo músculo suspensor do duodeno.antro pilórico 33 Parte pilórica . É evidente que as alças próximas ao duodeno são jejunais e aquelas próximas ao intestino grosso são ileais. macroscopicamente é difícil diferenciá-las como pertencentes ao jejuno ou ao íleo.15 Músculo transverso da língua 16 Músculo genioglosso 17 Músculo palatoglosso Dentes 18 Incisivo 19 Canino 20 Pré-molar 21 Molar Parte oral da faringe 22 Arco palatoglosso 23 Arco palatofaríngeo 24 Tonsila palatina na fossa tonsilar Parte laríngea da faringe 25 Recesso piriforme Esôfago 26 Parte cervical 27 Parte torácica 28 Parte abdominal Estômago 29 Cárdia 30 Fundo gástrico 31 Corpo gástrico 32 Parte pilórica .canal pilórico 34 Curvatura menor 35 Curvatura maior 36 Piloro Duodeno 37 Parte superior 38 Parte descendente 39 Parte horizontal 40 Parte ascendente 41 Papila maior do duodeno 42 Músculo suspensor do duodeno Intestinos (continuação) Jejuno e íleo: Constituídos por grande número de alças intestinais que ocupam a área central do abdome.

próximo ao baço. absorção de água e ferro. apendicular e cólico. Apêndice vermiforme. é identificável por estar mais livre (solto) que o colo descendente que está preso à parede posterior. sigmóideas e retal superior para o lado esquerdo do intestino grosso.Vascularização: irrigação . A artéria cólica direita enquanto ramo direto da mesentérica superior está presente em cerca de 20% dos indivíduos.saculações (provavelmente musculatura lisa circular concentrada em pregas circulares delimitando formações em bolsas). Pécten anal é o espaço situado abaixo das válvulas e das colunas até o ânus. drenagem . produção de muco. mas sua posição é variável. Colo sigmóide. Colo transverso. próximo ao fígado. a disposição de sua musculatura é diferente daquela do colo restante por isso não apresenta tênias ou saculações. Identificação: pela presença de: 1. Vascularização do intestino grosso: irrigação – A artéria mesentérica superior emite os ramos: ileocólica. próximo ao fígado à flexura esquerda. Colo descendente: no lado esquerdo vai da flexura esquerda até o início do colo sigmóide. estas delimitam com a parede anal espaços chamados seios anais. Canal anal: vai do reto ao ânus apresenta em seu contorno saliência longitudinais. Contornado a parte inferior do canal temos os músculos que atuam na defecação: esfíncter externo do ânus. cecais anterior e posterior. parte inicial que se comunica com o íleo. Partes: Ceco. estriado sob controle voluntário. as colunas anais ligadas nas extremidades inferiores pelas válvulas anais. No seu interior observamos as pregas transversas do reto cuja função é discutível. continuação do ceco até a flexura direita. tênia omental e tênia livre) e 3. liso sob controle autônomo. 2. Colo ascendente: no lado direito.ramos jejunais e ileais da artéria mesentérica superior. A artéria mesentérica inferior emite os ramos: cólica esquerda. Tem várias curvas o que lhe dá a forma da letra S.apêndices omentais do colo (pequenas formações saculares de gordura). Intestino grosso: Funções: formação. Reto é a parte terminal. cólica direita e cólica média para o lado direito do intestino grosso. como possui o mesossigmóide. ao nível da transição encontrase uma saliência a papila ileal com uma abertura no centro o óstio ileal ( a existência de uma valva ileocecal não é unanimidade entre os autores). vai da flexura direita. As artérias: ileocólica. pois sabemos que o material proveniente da absorção intestinal deve passar antes pelo fígado para só depois entrar na corrente circulatória. A artéria ileocólica se dirige para a transição entre o íleo e colo ascendente através dos ramos: ileal. transporte e eliminação das fezes. A direita é mais baixa do que a esquerda devido à presença do fígado no lado direito.tênias do colo que são faixas de musculatura lisa longitudinal concentrada em 3 fitas ao longo do intestino (tênia mesocólica.da veia mesentérica superior para a veia porta. cólica 144 . esfíncter interno do ânus. sua parte mais dilatada chama-se ampola. encontra-se na parte inferior do ceco no encontro das 3 tênias.

A drenagem venosa é efetuada por ramos das veias mesentéricas superior e inferior para a veia porta e das veias retais média e inferior para a veia ilíaca interna. submandibular e sublingual. ligamento redondo. quadrado e caudado separados pelas seguintes estruturas: vesícula biliar. inferior voltada para as demais vísceras abdominais que a marcam com suas impressões: esofágica. Glândulas salivares: Produzem uma secreção chamada saliva cujas funções são umedecer e lubrificar o alimento. Sua inflamação é conhecida pelo nome de caxumba (parotidite epidêmica). participa assim da formação do bolo alimentar e ainda iniciam a digestão dos hidratos de carbono pois contem a enzima chamada ptialina que atua sobre o amido. forma uma saliência no soalho da boca. Sublingual também situada embaixo do soalho da boca. guarda importante relação com o nervo facial que se encontra em seu interior e se abre através do ducto parotídeo. linguais. O reto. distribuídas pela cavidade da boca e reunidas de acordo com a localização em: labiais. localiza-se na cavidade abdominal. todas se comunicam com a cavidade oral. localiza-se na frente da orelha. a prega sublingual e em lugar de um único ducto possui vários ductos (de 8 a 17) que se abrem diretamente no soalho da boca. gástrica. da bochecha e molares. esquerdo. parte final do intestino grosso. no nível do 2º dente molar superior. duodenal. no soalho da boca ao lado do frênulo da língua em uma pequena saliência chamada carúncula sublingual. cólica e renal. as menores são numerosas. É constituído por 4 lobos: direito. abre-se através do ducto submandibular. As glândulas anexas são: glândulas salivares que se abrem na cavidade oral. fígado e pâncreas que se abrem no duodeno. Apresenta duas faces: diafragmática. cólica esquerda e sigmóideas estão interligadas pelo arco justacólico (artéria de Riolan). Submandibular localiza-se embaixo da cavidade da boca envolvida pela mandíbula. Glândulas anexas ao tubo digestório: São órgãos que produzem substâncias químicas ricas em enzimas que se comunicam com o tubo digestório através de ductos (tubos) por meio dos quais suas secreções vão atuar no processo de digestão dos alimentos. embaixo da cúpula direita do diafragma. porém acima da glândula submandibular. Fígado: É a maior glândula do corpo humano.direita. e está protegido pelas últimas costelas do lado direito. ligamento venoso (à esquerda) e hilo hepático ou porta do 145 . nas proximidades do frênulo da língua. na mucosa do vestíbulo da cavidade da boca. Dividem-se em dois grupos: maiores e menores. Glândulas salivares maiores: Parótida é a maior de todas. superior envolvida pelo diafragma e a visceral. É ímpar. recebe ramos retais (média e inferior) da artéria ilíaca interna. As glândulas salivares maiores são 3 pares: parótida. veia cava inferior (à direita). palatinas. cólica média. sob a pele e sobre o ramo da mandíbula. nas regiões do hipocôndrio direito e epigastro.

Compreendem os ductos hepáticos direito e esquerdo que se unem para formar o ducto hepático comum que ao receber o ducto cístico proveniente da vesícula biliar formam o ducto colédoco que vai se unir ao ducto pancreático proveniente do pâncreas para juntos desembocarem através da ampola hepatopancreática na papila maior do duodeno na 2 a porção do duodeno. o corpo também apresenta uma proeminência em sai margem superior. a veia porta (posterior) que traz o sangue dos locais onde houve absorção alimentar (estômago. Suas partes. por diante da coluna vertebral é envolvido em parte pelo duodeno e se estende até o baço no lado esquerdo. Entram. É órgão retroperitoneal. isto é coloca-se posteriormente ao peritônio. lipase para as gorduras e tripsina para digestão das proteínas. eliminando bile para o duodeno através dos ductos cístico e colédoco. na ampola hepatopancreática. situado por trás do estômago.fígado (ao centro). Os sais biliares atuam sobre as gorduras quebrando suas moléculas para que as lipases possam atuar melhor. O fígado é envolvido por peritônio visceral menos em uma pequena parte da face diafragmática chamada área nua. um pouco acima do outro na papila menor do duodeno. colo. O comportamento do peritônio em relação ao fígado será estudado posteriormente. O suco pancreático escoa principalmente por um ducto chamado ducto pancreático que desemboca na papila maior do duodeno. Em alguns indivíduos podemos ter um segundo ducto chamado acessório que desemboca também no duodeno. A vesícula biliar é um reservatório de bile que se contrai estimulada pela presença de alimento gorduroso no duodeno. ambos sem maior significado funcional. A parte posterior da cabeça ao contornar os vasos mesentéricos superiores apresenta um prolongamento em ponta chamado processo uncinado. Contém ainda o bicarbonato de sódio para neutralizar o ácido clorídrico do estômago. corpo e cauda. são: cabeça. partindo do duodeno em direção ao baço. Pâncreas: É também abdominal. Vascularização: a cabeça do pâncreas é irrigada pelas artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior. ramos da artéria 146 . a artéria hepática própria (à esquerda) e saem os ductos hepáticos (à direita) das vias biliares conduzindo a bile com sais biliares. Sua secreção para o duodeno chama-se suco pancreático e contém as enzimas: amilase para os hidratos de carbono. é o túber omental. Podem ser intra-hepáticas situadas dentro do fígado e extra-hepáticas quando saem do fígado pelo hilo. Atualmente o fígado é dividido em 8 segmentos que desfrutam de certa autonomia funcional com aplicação cirúrgica. Vias biliares: É o conjunto de ductos (tubos) que conduzem a bile desde a sua formação no tecido hepático até a desembocadura na 2a porção do duodeno. Ao nível do hilo temos o pedículo hepático representado pelas estruturas que entram e saem do fígado. na 2a porção juntamente com o ducto colédoco. intestinos).

O corpo é irrigado por ramos da artéria esplênica (pancreática magna. esfíncter interno do ânus Glândulas salivares maiores 23 Parótida 24 Ducto parotídeo 25 Submandibular 26 Ducto submandibular 27 Sublingual Fígado 28 Face diafragmática Face visceral compreende: 29 Lobo direito 30 Lobo esquerdo 147 . a.2ª parte 1 Alça do jejuno 2 Alça do íleo Intestino Grosso 3 Ceco 4 Apêndice vermiforme 5 Colo ascendente 6 Colo transverso 7 Colo descendente 8 Colo sigmóide 9 Tênia do colo 10 Saculação 11 Apêndice omental 12 a. ileocólica 13 a. Essas artérias se anastomosam. cólica esquerda 15. nas partes anterior e posterior da cabeça. A drenagem venosa é efetuada pelas veias pancreáticas da veia esplênica Roteiro prático do Sistema Digestório .gastroduodenal e ramos anterior e posterior da artéria pancreaticoduodenal inferior ramo da artéria mesentérica inferior. cólica média 14 a. retal superior Reto 16 Ampola do reto 17 Prega transversa Canal anal 18 Coluna anal 19 Válvula anal 20 Seio anal 21 M. respectivamente. pancreática inferior. pancreática dorsal) e a cauda pela pancreática caudal também ramo da artéria esplênica. esfíncter externo do ânus 22 M.

fina.31 Lobo quadrado 32 Lobo caudado 33 Porta do fígado 34 Veia cava inferior 35 Ligamento redondo 36 Ligamento venoso 37 Veia porta 38 Artéria hepática própria 39 Impressões de órgãos vizinhos (renal) Vias biliares 40 Vesícula biliar 41 Ducto cístico 42 Ducto hepático (direito e esquerdo) 43 Ducto hepático comum 44 Ducto colédoco Pâncreas 45 Cabeça do pâncreas 46 Colo do pâncreas 47 Corpo do pâncreas 48 Cauda do pâncreas 49 Processo uncinado 50 Ducto pancreático PERITÔNIO Prof. b) manutenção das vísceras em posição. a cavidade não aparece (potencial) embora exista. Entre o peritônio parietal e o peritônio visceral existe uma cavidade vazia (na mulher contém o ovário) chamada cavidade peritoneal. c) proteção das vísceras mediante mecanismos de secreção e absorção. Divisão: Embora seja uma membrana contínua. lisa. 148 . pelve e diafragma. quase transparente que reveste as paredes e os órgãos das cavidades abdominal e pélvica. Função: a) superfície de deslizamento para as vísceras permitindo os seus pequenos movimentos sem grandes desgastes por atrito. conta para tanto com a ação lubrificante do líquido peritoneal. já que de alguma maneira fixam as vísceras nas paredes. no entanto como os órgãos estão muito próximos uns dos outros e das paredes. Nessa cavidade existe uma pequena quantidade de líquido chamado líquido peritoneal. Nader Wafae Conceito: é uma membrana serosa. o peritônio é dividido em duas folhas: peritônio visceral que recobre as vísceras (órgãos) e o peritônio parietal que recobre as paredes do abdome.

duas que descem e duas que sobem) envolvem o colo transverso e se dirigem a parede posterior como mesocolo transverso. b) mudanças de forma e de posição por torções e deslocamentos c) coalescência (lâminas peritoneais próximas. nesse trajeto formam o omento menor. bolsa: uma formação sacular revestida por peritônio. elásticas e células gordurosas principalmente Tamanho: 2 a 7 metros quadrados. em contato e desprovidas de movimento são reabsorvidas pelo organismo e desaparecem.Constituição: apresenta uma camada de mesotélio.f) fossa: uma escavação rasa revestida por peritônio.) se encontram no hilo do fígado e se colocam uma na frente e outra atrás para se dirigirem à curvatura menor do estômago. Definições: a) folhas: cada uma das divisões do peritônio (visceral e parietal). nesse momento voltam-se sobre si mesmas e sobem em direção ao colo transverso pelo mesmo trajeto por onde desceram e forma o omento maior (4 lâminas. g) recesso: uma escavação profunda revestida por peritônio. c) omento: porção do peritônio que vai de uma víscera à outra víscera e contem vasos em seu interior. O peritônio que recobre o cólo sigmóide o faz a uma certa distância da parede formando o mesossigmóide. Desenvolvimento: o peritônio se desenvolve acompanhando as vísceras que recobre. o peritônio parietal deriva da somatopleura (parede do celoma próxima ao ectoderma). parede posterior do estômago. d) l igamento: porção do peritônio que vai da parede à víscera ou de uma víscera à outra e não contem vasos em seu interior. e) prega: saliência linear de peritônio ao contornar uma estrutura pequena . As duas margens do omento menor são espessadas e são chamadas de ligamentos a) hepatogástrico. desprendem-se deste para revestir o fígado tornando-se visceral. no trajeto do diafragma e parede ânterolateral para o fígado formam-se dois ligamentos: a) o coronário (cujas extremidades constituem os triangulares) e b) o falciforme. b) hepatoduodenal na margem livre do omento menor sob o qual existe uma passagem chamada forame omental por onde se introduz o dedo para alcançar a bolsa omental. ao atingir a curvatura menor separam-se para revestir as faces anterior e posterior do estômago até a curvatura maior. Disposições especiais em órgãos do sistema digestório: o peritônio parietal após revestir as paredes abdominais ântero-laterais (parte vem da direita e parte vem da esquerda) e o diafragma. b) meso: porção do peritônio que vai da parede à víscera contendo vasos em seu interior. uma camada basal de sustentação e uma camada conjuntiva de fibras colágenas. 2 lâminas anteriores do omento maior e a parede posterior pelo peritônio parietal posterior e pelas 2 lâminas posteriores do omento maior. Bolsa omental é um espaço sacular peritoneal cuja parede anterior é formada pelo omento menor. O peritônio que recobre os colos 149 . Após revestir o fígado as duas lâminas (direita e esquerda. as etapas mais importantes são: a) crescimento simples (multiplicação celular). Formação: o peritônio visceral deriva da esplancnopleura (parede do celoma próxima ao endoderma). onde se juntam novamente e descem até um plano passando pelas cristas ilíacas.

sobra apenas o revestimento anterior deixando o pâncreas atrás do peritônio. o ponto que vai formar a flexura direita do colo colocado. no início de sua formação é peritonizado mas deixa de sê-lo durante o desenvolvimento por coalescência. É primária quando o distúrbio encontra-se na 150 . O peritônio restringe-se à margem anterior do ovário. De fato. A parte do duodeno ligada à cabeça do pâncreas sofre o mesmo processo e a cauda do pâncreas pode estar parcialmente peritonizada. O mesmo ocorre com a flexura duodeno jejunal. inicialmente. na linha mediana próximo à pelve vai se colocar. são portanto parcialmente peritonizados.ascendente e descendente somente o fazem pela frente e pelos lados. Assim sendo. no lado direito embaixo do fígado mediante essa rotação de 270º. Esta rotação vai permitir o crescimento do jejuno e íleo que se liga à parede posterior pelo mesentério cuja base oblíqua tem em torno de 15 cm mas o suficiente para alcançar na borda livre todo o jejuno e íleo Os únicos órgãos situados no interior da cavidade peritoneal são o ovário e partes da tuba uterina (infundíbulo com as fímbrias). O pâncreas é um órgão secundariamente retroperitoneal isto é. fazendo com que a parte esquerda do peritônio que o reveste encoste no peritônio parietal posterior. inicialmente o pâncreas é sagital isto é colocado no sentido ântero-posterior durante seu desenvolvimento e por acompanhar o estômago desloca-se para a esquerda. Como o intestino (delgado e grosso) necessita de grande crescimento para atingir sua extensão completa (6 metros) irá apresentar durante o desenvolvimento embrionário uma torção de 270° tendo como eixo a artéria mesentérica superior. O ceco é peritonizado mas não possui meso que se restringe ao apêndice (mesoapêndice). Roteiro prático de peritônio 1 Peritônio parietal 2 Peritônio visceral 3 Omento maior 4 Omento menor 5 Mesentério 6 Mesocolo 7 Prega umbilical mediana 8 Prega umbilical medial 9 Escavação retovesical ou retouterina 10 Ligamento coronário 11 Ligamento falciforme 12 Ligamento triangular 13 Forame omental Doenças do sistema digestório Acalasia É distúrbio no relaxamento do esfíncter esofágico gerando obstrução funcional do esôfago durante a deglutição. em sua posição definitiva. lâminas próximas sem movimento são reabsorvidas por coalescência. de início à direita e no alto coloca-se mais a esquerda e embaixo.

Fumo e consumo de álcool podem estar associados. doença de Chagas. Podem ser de propulsão quando a pressão é interna e de tração quando a força é externa ao órgão. Ardor retroesternal (pirose). Também pode ocorrer por falha dos fatores que normalmente impedem o refluxo: incompetência do esfíncter esofágico. Pode ocorrer esofagite de refluxo com inflamação e mudanças do epitélio.. Úlcera péptica Lesão erosiva e circunscrita das mucosas do estômago ou do duodeno. integridade do ligamento frenicoesofágico e manutenção do ângulo entre esôfago e estômago. linfomas. 151 . aspiração e carcinoma esofágico são as principais complicações. vômitos e emagrecimento. Divertículos do esôfago Evaginações da parede do esôfago formando pequenas bolsas. É comum sua associação com infecção por Helicobacter pylori. É secundária quando é conseqüência de outras doenças como: tumores gástricos e esofágicos. Esôfago de Barrett Formação de epitélio mais resistente na parte do esôfago próximo ao estômago provavelmente readaptação nos casos de refluxo gastroesofágico. No quadro clínico apresentam: disfagia (dificuldade em deglutir). regurgitação de alimentos e disfagia. Espasmo esofágico Contrações múltiplas do esôfago que podem ser espontâneas ou durante a deglutição. regurgitação. dor torácica e regurgitação. pela gravidade na posição deitada e pelo aumento da pressão abdominal. dor torácica e disfagia. Pela semelhança com a mucosa do estômago as úlceras duodenais ocorrem no início da parte superior. Ocorre quando fatores agressores da mucosa como o ácido clorídrico e as enzimas digestivas predominam sobre os fatores defensivos da mucosa – a barreira mucosa. No quadro clínico predomina a disfagia não progressiva e ardor retroesternal.inervação da musculatura lisa. No quadro clínico apresentam halitose (mau hálito). Esofagite. As úlceras gástricas podem estar localizadas no corpo. O divertículo faringoesofágico de Zenker forma-se na transição entre a faringe e o esôfago no nível do músculo cricofaríngeo. No quadro clínico é comum a disfagia. Aoresentam tendência para adenocarcinoma. Câncer do esôfago Em 90% é do tipo carcinoma epidermóide (revestimento epitelial) localizado no terço médio e em 10% é adenocarcinoma (glandular). na curvatura menor ou nas proximidades do piloro. Refluxo gastroesofágico Quando o conteúdo gástrico reflui para o esôfago provocado por excesso de suco gástrico.

em geral. aveia e cevada). dispepsia. e febre. em geral está associada à infecção por Helicobacter pylori. antiinflamatórios. Etiologia desconhecida porém apresenta componente familiar. 152 . vômitos. b. náuseas e vômitos. Sintomas: dor no epigástrio. A gastrite crônica. Gastrenterite aguda Inflamação da mucosa do intestino delgado. anemia são alguns sintomas. prurido anal. parasitas (giárdia) e vírus presentes em alimentos e água contaminados. Parasitose intestinal Infestação intestinal causada por parasitas. ou de fome. No quadro clínico temos: diarréia líquida. Pode ser: a.enquanto que úlceras duodenais o ritmo é – dói – come – passa. No quadro clínico predomina o vômito nas primeiras semanas de vida. nos casos graves pode apresentar hemorragia. Adenocarcinoma gástrico É o tumor maligno glandular do estômago. Alguns são microscópicos como a giárdia lamblia e amebas) e outros são maiores como ascaris e tênias. desnutrição e desidratação. Os sintomas são comuns ao refluxo gastroesofágico.por deslizamento quando ocorre apenas pela junção esofagogástrica. Estenose hipertrófica do piloro Obstrução do canal pilórico devido à hipertrofia congênita da camada muscular. Pode ser aguda ou crônica. Hérnia de hiato É a passagem de parte do estômago para o interior do tórax através do hiato esofágico.O quadro clínico característico é a dor epigástrica em queimação. Diarréia. São importantes os antecedentes de incidência familiar. Alimentos contendo ovos ou larvas são os principais responsáveis pela transmissão. dieta com alimentos salgados. Doença celíaca Doença de má absorção pelo intestino delgado com diarréia e desnutrição desencadeada pela ingestão de glúten em pessoas que tem intolerância ao glúten (trigo. nas úlceras gástrica o ritmo é – dói – come – dói – passa . No quadro clínico apresentam: dor epigástrica e emagrecimento.paraesofágica quando é o estômago que se desloca. infecciosa provocada por bactérias (Salmonela). corticóides e álcool. defumados e crus e fumantes. Associa-se com fatores genéticos e auto-imunológicos. Gastrite Inflamação da mucosa gástrica. dor abdominal. dores abdominais fracas. A gastrite aguda pode ser desencadeada pela ingestão de aspirina. centeio.

Síndrome de má absorção É a absorção desordenada ou inadequada de nutrientes pela mucosa intestinal. Várias são as causas: doenças que atingem a mucosa intestinal, infecções, insuficiência pancreática, deficiência de lactase, falta de sais biliares, diminuição da superfície de absorção. Os sintomas mais comuns são: diarréia, emagrecimento, distensão abdominal, e desnutrição. Doença de Crohn Doença inflamatória do intestino de causa provavelmente auto-imune. Mais frequentemente atinge o íleo terminal e colo direito é descontínua. No quadro clínico o paciente apresenta: dor abdominal e diarréia, emagrecimento. Pode complicar com formação de fístulas (comunicação anormal entre vísceras ou cavidades) e perfuração e favorecer a formação de tumores. Diverticulite aguda Inflamação de um ou mais divertículos (evaginações da parede do colo formando pequenas bolsas). Em geral aparece colo sigmóide de idosos com dietas pobres em fibras. A inflamação decorre, em geral, de infecção que ocorre após obstrução do divertículo com matéria fecal. Apresenta risco de perfuração. No quadro clínico observa-se: febre, dor abdominal localizada na região inguinal esquerda, diarréia ou prisão de ventre. Obstrução intestinal É a parada na progressão do conteúdo intestinal. As causas são muitas: obstrução por corpo estranho (bolo de ascaris), compressão externa (tumores em órgãos vizinhos), estenoses (tumores intrínsecos), aderências (bridas peritoneais aderindo alças), torção de alça intestinal (volvo intestinal), invaginação intestinal ( pedaço de alça intestinal entrando dentro da própria alça). No quadro clínico, o paciente apresenta: dor em torno do umbigo, náuseas, vômitos, eliminação de gases e de fezes suspensas, distensão abdominal. Diarréia Define-se como o aumento de peso das fezes, do número de evacuações ou diminuição da consistência das fezes. A diarréia aguda, em geral, é infecciosa proveniente de alimentos contaminados ou a vírus. A diarréia crônica pode ser provocada por estimulação da secreção intestinal, alteração da motilidade intestinal ou inflamação desencadeada por laxantes. Apendicite aguda É a inflamação do apêndice vermiforme. Em geral é a infecção do apêndice que segue à sua obstrução. As causas mais comuns da obstrução são: aumento dos folículos linfáticos, fecalitos (fragmento endurecido de fezes), corpos estranhos ou tumores. No quadro clínico, em geral, começa com dor periumbilical, que depois se localizana região inguinal direita é dor contínua e forte, vômitos e febre são freqüentes.

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Colite ulcerativa Doença inflamatória da mucosa do colo de causa desconhecida. Atinge toda a mucosa e no quadro clínico temos: sangramento, diarréia, contendo muco e pus, febre, dor abdominal e pode complicar perfurando. Constipação (prisão de ventre) É a eliminação de fezes em períodos irregulares, em geral devido à falta de fibras na dieta. Além do mal estar apresenta dificuldades para defecar e dor abdominal. Pólipo intestinal Tumor, em geral benigno, com pedículo. Os pólipos do intestino grosso merecem cuidado pois podem se tornar tumores malignos. Há componente familiar. Assintomáticos, podem apresentar sangramentos. Síndrome do colo irritável É o distúrbio funcional e desordenado da motilidade intestinal. É a afecção mais freqüente do sistema digestório. Não são encontradas evidências bioquímicas, microbiológicas ou anatômicas para explicar a sintomatologia O paciente apresenta dor abdominal acompanhada de diarréia ou constipação intestinal ou alternância de ambas, gases, distensão abdominal, intolerância por alguns alimentos.. Transtornos psicológicos como ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e estresse emocional estão associados com freqüência. Adenocarcinoma colorretal É o tumor maligno glandular do colo e o mais freqüente do sistema digestório. São importantes os antecedentes de dieta gordurosa, inflamações freqüentes e incidência familiar. Os tumores do colo ascendente apresentam sangramento e anemia, os do colo sigmóide, sintomas obstrutivos, perfuração e enterorragia (sangramento nas fezes). Fissura anal Ulceração benigna localizada no canal anal. provocada por infecção das colunas anais e traumatismos pelas dificuldades em evacuar. Apresenta dor intensa ao defecar, podendo ocorrer sangramento retal. Hemorróidas Dilatações de veias anorretais. Podem ser internas, externas e mistas. As internas podem ser de primeiro grau quando não se exteriorizam, de segundo grau quando se exteriorizam mas podem ser reduzidas e de terceiro grau quando são permanentes; as externas localizam-se nas margens do ânus. Sintomas: dor ao defecar, sangramentos, pode ocorrer trobose. Hepatites a vírus Infecção do fígado provocada por vírus que se classificam em: A, B, C, D, E. As hepatites A e E são transmitidas pelas fezes, em água e alimentos contaminados pelo vírus. As hepatites B, C e D são transmitidas principalmente pelo sangue.

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O quadro clínico apresenta: anorexia, náuseas, vômitos, fraqueza, icterícia, colúria, (urina escura) e acolia (fezes claras). Pode haver complicações e cronicidade. Hepatopatia alcoólica São as lesões apresentadas pelo fígado em função do consumo de álcool. Podem ser: esteatose (degeneração gordurosa), hepatite e cirrose. Na esteatose há aumento do fígado, na hepatite e na cirrose os quadros clínicos comuns às hepatites e à cirrose. Cálculos biliares (litíase) É a presença de cálculos (pedras) nas vias biliares, mais comumente na vesícula biliar. Os cálculos podem ser de colesterol, de bilirrubina ou de proteínas. É mais freqüente em mulheres obesas. No quadro clínico predominam a dor em cólica no hipocôndrio direito e os vômitos biliares. Carcinoma hepatocelular É o tumor maligno do fígado. O paciente apresenta dor e massa abdominal palpável no hipocôndrio direito. Cirrose hepática Fibrose do tecido hepático, alterações degenerativas e estruturais, infiltração gordurosa, e presença de nódulos. São importantes os antecedentes de: alcoolismo, hepatite a vírus, drogas, deficiência nutricional. No quadro clínico podemos ter: hemorragia digestiva por varizes esofágicas, icterícia, ascite (líquido na cavidade peritoneal). Colecistite aguda É a inflamação da vesícula biliar. Na maioria dos casos é obstrutiva por cálculo seguida de infecção bacteriana. O paciente apresenta dor em cólica no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos biliosos e febre e sinal de Murphy (dor a palpação no hipocôndrio direito). Pancreatite É a inflamação do pâncreas, pode ser aguda ou crônica. Costuma-se associála à obstrução por cálculos biliares e ao alcoolismo, medicamentos, vírus e aos traumatismos abdominais. Os sintomas mais freqüentes são: forte dor abdominal em faixa que se irradia para as costas, e vômitos. Fibrose cística do pâncreas Doença sistêmica hereditária ligada a gene recessivo que atinge à parte exócrina do pâncreas e a maioria das glândulas de secreção externa (sudoríferas, brônquicas). No quadro clínico temos: dor abdominal, diarréia, emagrecimento e associação com sintomas respiratórios. Câncer de pâncreas Em geral é adenocarcinoma do ducto, na cabeça do pâncreas.

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ureter. suspensão dos ruídos intestinais. Essas funções são desenvolvidas através dos seguintes mecanismos: 1-Filtração do sangue pelos glomérulos renais (um litro por minuto) para os túbulos renais 2-Reabsorção desse filtrado depurado nos túbulos renais (a maior parte) 3-Excreção pequena parte desse filtrado com resíduos químicos é eliminado pela urina (um a um litro e meio por dia). Síndrome de Zollinger-Ellison É presença de tumores pancreáticos secretores de gastrina. cálice maior. Apresenta dor e distensão abdominal. na produção de glóbulos vermelhos. . difusa (generalizada). circunscrita (localizada). Há vários tipos de peritonite: asséptica (substâncias químicas). bexiga urinária e uretra. Nader Wafae Funções: O rim depura o sangue e mantém o equilíbrio eletrolítico. emagrecimento e icterícia (coloração amarela da pele e das mucosas). Nas diretas o conteúdo abdominal passa pela parede posterior do canal inguinal (fáscia transversal).No quadro clínico temos dor epigástrica constante. biliar (presença de bile). Constituição: O sistema urinário se compõe de um órgão par chamado rim e das vias urinárias: cálice menor. Nas diretas o conteúdo abdominal passa para parede através do anel inguinal profundo (fáscia transversal). No quadro clínico o paciente apresenta dor abdominal e diarréia. Hérnia inguinal É a passagem de conteúdo abdominal através de um ponto fraco da parede muscular do abdome. direito e esquerdo 156 . Dr. Peritonite Inflamação do peritônio. pelve renal. através dos genitais internos femininos. taquicardia. observa-se ou palpa-se uma tumoração mole no nível inguinal ou no escroto. Rim: Número: dois. encapsulada (abscessos) gasosa (presença de gases). 4-Secreção do hormônio renina que atua na regulação da pressão arterial e eritropoetina. Podem ser diretas e indiretas. A causa mais freqüente é a propagação de infecções em vísceras peritonizadas (secundária). perfurações ou rupturas de vísceras ocas. Quando não se consegue reduzir (empurrar a hérnia para dentro) pode ocorrer a hérnia estrangulada com o comprometimento da irrigação do saco herniado. rigidez da parede abdominal (abdome em tábua)e pode chegar ao choque. em resposta o estômago secreta grandes quantidades de ácido clorídrico e pepsina e conseqüente aparecimento de úlceras no estômago e no intestino delgado. febre. SISTEMA URINÁRIO Prof. Em geral.

Localização: parede posterior da cavidade abdominal ao lado da coluna vertebral, entre 12a vértebra torácica e 3a lombar, sendo que o direito se encontra um pouco mais baixo. Descrição externa: faces: anterior e posterior; pólos: superior e inferior; margens: lateral (convexa) e medial (côncava); forma: de um feijão; Hilo Renal é uma abertura na margem medial do rim Seio Renal é uma escavação que continua o hilo para dentro do rim e que contem parte das vias urinárias, gordura e vasos. Pedículo Renal é o conjunto dos elementos que entram no rim como a artéria renal ou saem veia renal e pelve renal (um dos componentes das vias urinárias). A disposição mais freqüente desses elementos no hilo renal é de diante para trás: veia, artéria e pelve renal. Cápsula renal fibrosa: é a membrana fina e transparente que envolve os rins. Relações com outros órgãos: Rim direito = fígado, duodeno, colo Rim esquerdo = estômago, baço, pâncreas, colo Relações com o peritônio: os rins são retroperitoneais, portanto sem relação com o peritônio. São envolvidos por tecido conjuntivo frouxo que deriva do tecido extraperitoneal, a fáscia renal, contínua na parte superior que envolve as glândulas supra-renais e disponde de abertura na parte inferior. Entre a fáscia renal e a cápsula renal existe gordura no espaço perirrenal. Descrição interna: Mediante um corte frontal do rim identificamos as partes: Medula renal, mais interna, formada por estruturas triangulares escuras chamadas pirâmides onde predominam os túbulo renais e ductos coletores, alternadas com estruturas retangulares claras chamadas colunas renais. Córtex renal, mais externa e clara, onde predominam os glomérulos renais, das bases das pirâmides destacam-se pequenos prolongamentos, os raios medulares. Os vértices das pirâmides estão voltados medialmente e denominam-se papilas e se encaixam no início das vias urinárias ou seja nos cálices menores. Cada pirâmide associada a córtex e as colunas que a envolvem constituem o lobo renal que são em número de 7 a 14 por rim. O rim apresenta estrutura segmentar totalizando cinco segmentos. Vascularização: O rim é irrigado pela artéria renal que se divide em 5 artérias segmentares, estas formam, em seqüência: as artérias interlobares situadas nas colunas renais, artérias arqueadas na base das pirâmides, artérias interlobulares entre os raios medulares, arteríolas glomerulares aferentes, arteríolas glomerulares eferentes, arteríolas retas. A drenagem é feita pela veia renal. Vias urinárias: Cálices menores: adaptam-se às papilas das pirâmides recolhendo a urina formada nos túbulos coletores. Cálices maiores: em número de 2 a 3 por rim são formados pela reunião de número variável de cálices menores. Pelve renal: Formada pela confluência dos cálices maiores, conduz a urina para o ureter já fora do rim, Ureter: é um tubo longo que une a pelve renal à bexiga urinária. Divide-se em 3 partes conforme sua localização: abdominal, pélvica e intramural (esta na

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parede da bexiga). Sua desembocadura na bexiga urinária chama-se óstio do ureter. Apresenta em sua extensão três estreitamentos onde costumam encravar cálculos: 1- na junção com a pelve renal, 2- ao passar sobre os vasos ilíacos e 3- na parede da bexiga, intramural. Bexiga urinária: é uma estrutura sacular situada na pelve que funciona como reservatório de urina (cerca de 1 a 1,5 litro). O ápice está voltado para cima e para diante, e a base e o colo estão situados inferiormente. Internamente destaca-se o trígono da bexiga que é uma área triangular situada na base da bexiga, delimitado por 2 óstios do ureter unidos pela prega interuretérica e pelo óstio interno da uretra. A maior parte que compõe a musculatura da bexiga denomina-se detrusor e nas proximidades do óstio interno situa-se a musculatura esfinctérica lisa e estriada. A bexiga é revestida por mucosa pregueada, menos a do trígono que é lisa. No início e atrás do óstio interno da uretra há uma pequena saliência chamada úvula da bexiga. Uretra: é a parte final das vias urinárias que comunica a bexiga urinária ao meio exterior. em seu início apresenta uma linha saliente na parede posterior: a crista uretral. Há diferenças acentuadas entre a uretra feminina e a masculina: • Uretra feminina é curta, retilínea, exclusivamente urinária. • Uretra masculina é longa, sinuosa pertencente aos sistema urinário e genital. Divide-se em três partes: prostática que atravessa a próstata, membranácea que atravessa o períneo e esponjosa incluída no corpo esponjoso do pênis com uma dilatação inicial: fossa bulbar e outra terminal: fossa navicular que se abre no exterior pelo óstio externo da uretra.

Roteiro prático do Sistema Urinário 1 Rim: face anterior 2 Rim: face posterior 3 Rim: margem medial 4 Rim: margem lateral 5 Rim: extremidade (pólo) superior 6 Rim: extremidade (pólo) inferior 7 Hilo renal 8 Seio renal 9 Pedículo renal 10 Cápsula renal (fibrosa) 11 Fáscia renal 12 Córtex renal 13 Medula renal 14 Pirâmide renal 15 Papila renal 16 Artéria segmentar 17 Coluna renal 18 Cálice menor 19 Cálice maior

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20 Pelve renal 21 Ureter: parte abdominal 22 Ureter: parte pélvica 23 Bexiga urinária 24 Músculo detrusor 25 Úvula da bexiga 26 Trígono da bexiga 27 Prega interuretérica 28 Óstio do ureter 29 Óstio interno da uretra 30 Uretra masculina: parte prostática 31 Colículo seminal 32 Utrículo prostático 33 Seio prostático 34 Uretra masculina: parte membranácea 35 Uretra masculina: parte esponjosa 36 Fossa navicular da uretra 37 Óstio externo da uretra Doenças do sistema urinário Carcinoma renal. Adenocarcinoma das células do túbulo contorcido proximal é o tumor renal mais freqüente. No quadro clínico observa-se: hematúria, dor e tumor no local. Glomerulonefrite Inflamação dos glomérulos renais de caráter auto-imune pois em geral ocorre após infecções do sistema respiratório por estreptococos. Pode ser aguda, subaguda e crônica. No quadro clínico observa-se: proteinúria, hematúria, hipertensão arterial, edemas e eventualmente insuficiência renal. Antecedente de amidalite é importante. Hidronefrose. Distensão e retenção de urina na pelve renal e ou ureter em decorrência de obstrução do fluxo da urina principalmente na junção pieloureteral. As causas mais comuns são: cálculo ureteral, estenose do ureter, bexiga neurogênica, malformações congênitas, estenoses cicatriciais, compressões extrínsecas. (vasculares, tumores, gravidez, infecções). Quadro clínico depende da causa e da evolução pode ir ata insuficiência renal por compressão do parênquima pela urina. Infecção urinária Pode ser alta ou pielonefrite quando atinge o rim e baixa, quando atinge a bexiga (cistite) ou a uretra (uretrite). A via de infecção mais comum é pela uretra. É mais freqüente em mulheres, idosos, pacientes sondados e gestantes.

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O quadro clínico apresenta oligúria. congênito que pelo crescimento vão ocupando espaço no rim podendo levar à insuficiência renal. Litíase É a presença de cálculos (pedras) nas vias urinárias. insuficiência cardíaca. nefropatia diabética. de urgência. hipertensão arterial ou em doenças renais. hipertensão. dor forte descontínua na região lombar que se propaga para os genitais externos. em geral. O quadro clínico apresenta hematúria (sangue na urina). com diminuição de proteínas no sangue e edema como conseqüência de doenças renais como glomerulonefrites. Síndrome nefrítico Caracteriza-se pela tríade: hematúria. nictúria (eliminação aumentada duante a noite) e hipertensão arterial.A lesão do glomérulo acarreta a passagem de glóbulos vermelhos e proteínas na urina. edema nos membros inferiores. Resultam de distúrbios metabólicos com acúmulo de cristais nas vias urinárias como oxalato de cálcio. convulsões) e endócrinos. provenientes de fatores anatômicos musculares ou nervosos. culminado com a uremia e seus sintomas toxêmicos. A uremia é caracterizada por sintomas nos diferentes sistemas: anorexia. Síndrome nefrótico Perda excessiva de proteínas pela urina. causada por contrações do 160 . polineurite (inflamação de nervos periféricos). Insuficiência renal aguda É a incapacidade do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. conseqüente de glomerulonefrites. dor lombar e outros sintomas de infecção urinária.Quadro clínico: na cistite apresenta disúria. fosfato de cálcio e ácido úrico. arritmias por hiperpotassemia. diminuição da quantidade de urina (oligúria). Insuficiência renal crônica É a incapacidade continuada do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. polaciúria. na pielonefrite apresenta febre. O quadro clínico característico é a cólica renal. hematúria. As causas mais freqüentes são: de esforço. vômitos. dor no hipogástrio. é o que ocorre na diabete. micção urgente. No quadro clínico temos: edema de face e de membros inferiores podendo generalizar-se (anasarca). Resulta de lesão renal não superada no decorrer do tempo levando a um progressivo distúrbio da função renal. encefalopatias (confusão mental. em geral. Policisto renal É a presença de cisto (coleção líquida envolvida por uma cápsula). proteinúria e insuficiência renal aguda. Incontinência urinária É a incapacidade para controlar voluntariamente a micção.

progesterona responsável pelo amadurecimento e preparação da mucosa do endométrio. Órgãos genitais internos: Ovário: Conceito: glândula endócrina em forma irregularmente oval. disúria (dor ao urinar). ovarius que carrega ovos.medial em relação com a tuba uterina (tubária) e lateral em relação com parede da pelve. útero. pela gestação (desenvolvimento do feto) e pelo parto. Etimologia: do latim. Constituição: os órgãos genitais classificam-se em internos e externos.) e pela reconstrução da mucosa do endométrio após a menstruação. pela implantação. b) da definição dos caracteres sexuais secundários da mulher pela secreção de hormônios sexuais. forma da pelve. O quadro clínico apresenta incontinência urinária. clitóris.músculo detrusor. lábios maiores. o óvulo. de transbordamento. Os órgãos genitais externos são: monte do púbis. nos casos hiperrefléxicos temos perda de urina. alterações no esfíncter ou de sua coordenação com o detrusor. duas extremidades – 161 . tuba uterina e vagina. Distúrbios funcionais da bexiga urinária como contração exagerada ou diminuída. Dr. lábios menores. fixação do ovo na mucosa uterina. Carcinoma da bexiga Em geral é proveniente das células do epitélio de revestimento. nas bexigas neurogênicas por hiporreflexia há dilatação e são freqüentes as infecções. relaxina que durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve. bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares maiores e menores. urgência miccional e infecções urinárias. quando excede a capacidade da bexiga e funcionais decorrentes dos hábitos. No quadro clínico observa-se: hematúria (sangue na urina). Bexiga neurogênica Alteração do funcionamento normal da bexiga urinária em decorrência de distúrbios do sistema nervoso ou dos nervos que controlam a bexiga urinária. encontro do óvulo com o espermatozóide. Nader Wafae O sistema genital feminino participa a) da reprodução humana pela produção da célula genital feminina. Descrição externa: O ovário apresenta: duas faces . direito e esquerdo Função: produção de óvulos e de hormônios – estrógeno responsável pela formação dos caracteres sexuais secundários (voz. SISTEMA GENITAL FEMININO Prof. implantação do ovo e preservação da gravidez. disposição dos pêlos. polaciúria (aumento do número de micções). mama etc. Número: 2. o conjunto destas estruturas denomina-se vulva ou pudendo feminino. polaciúria. Os órgãos genitais internos são: ovário. Situação: fossa ovária na parte lateral e posterior da pelve entre a parte oclusa da artéria umbelical e a artéria ilíca interna. pela fecundação.

162 . Ligamentos: suspensor do ovário que fixa a extremidade superior do ovário à parede lateral da pelve). Óstios: nas extremidades da tuba uterina situam-se os orifícios: um deles é medial e se abre na cavidade uterina. útero-ovárico que fixa a extremidade inferior do ovário ao útero) e mesovário que fixa a margem meosvárica à lâmina posterior do ligamento largo. veias: ováricas. duas margens – mesovárica situada anteriormente e ligada ao mesovário e livre (posterior) emrelação com a tuba uterina. Linfáticos: drenam para os linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. Tuba uterina: Conceito: é um tubo alargado na extremidade lateral que se estende do fundo do útero em direção à parede da pelve para recobrir partes do ovário. Vascularização: pela artérias e veias ovárica e uterina. Etimologia: do latim. em seguida a porção mais longa. o termo salpinge usado em ginecologia deriva do grego. Etimologia: do latim uterus – saco de pele para levar líquidos. é a parte uterina. na parte superior da pelve menor Comprimento: 10 a 12 cm Partes: são 4. Estrutura: O ovário é formado por uma sucessão de camadas que da externa para a interna são: epitélio geminativo. O hilo localiza-se na margem mesovárica. trombeta. Situação: disposta transversalmente. o istmo da tuna uterina. Linfáticos: linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. seguida por um segmento estreito fora do útero. que se abre na cavidade abdominal. as fímbrias. do grego histerus – que vem depois. mucular e serosa. córtex com os folículos ovarianos e estroma ovário e finalmente a medula do ovário. Útero: Conceito: órgão predominantemente muscular em forma de pêra com a parte dilatada para cima. Ligamento: possui apenas o mesossalpinge que liga a tuba uterina ao ligamento largo. o óstio abdominal da tuba uterina. lateral.tubária (superior) encoberta pela tuba uterina e uterina (inferior) com o ligamento útero-ovárico que prende o ovário ao útero. Estrutura: é formada por três camadas: mucosa. fecundação. Número: 1 Função: receber o ovo e desenvolver a gestação. a ampola e a parte mais larga. túnica albugínea. a porção inicial da tuba localiza-se no interior da parede uterina. ramo da aorta e um ramo da uterina. ramo da artéria ilíaca interna. o óstio uterino da tuba e outro. Número: 2. trombeta. a direita é tributária da veia cava inferior e a esquerda desemboca na veia renal esquerda. o infundíbulo que termina em prolongamentos que se assemelham a uma franja. Vascularização: artérias: ovárica. direita e esquerda Função: transporte do óvulo e dos espermatozóides.

Miométrio. a partir da emergência das tubas uterinas. a leve inclinação e torção do útero para a direita. O colo do útero é aextremidade inferior apresenta duas partes: uma supra vaginal situada na pelve e outra vaginal localizada no interior da vagina. O ligamento redondo eleva-se na folha anterior do ligamento largo enquanto o mesossalpinge e o mesovário o fazem em sua folha posterior Os ligamentos retouterinos. linfonodos.). mesovário para trás e mesométrio para baixo. O istmo é a parte estreita entre o colo e o corpo a partir do qual se forma durante a gravides o segmento inferior dos obstetras que pela quantidade menor de fibras musculares é o local indicado para incisões nas cesáreas. em anteflexão: o ângulo de inclinação para frente formado entre o colo do útero e o corpo do útero e destrotorção. Ligamentos – Os ligamentos presos às partes do útero são importantes para sua suspensão e sustentação.estreitandose inferiormente. A esses conceitos devemos acrescentar: Mesométrio localiza-se na lâmina posterior do ligamento largo ligando o útero à parede da pelve. Os ligamentos transversos do colo (cardinais. A pregas palmadas são oblíquas e se encaixam de modo a ocluir as paredes do colo. O corpo do útero é a parte maior. ou de Mackenrodt . istmo. Partes: fundo. A lâmina posterior do ligamento largo divide-se em três partes: mesossalpinge para cima. Estrutura: Endométrio é o revestimento interno da cavidade do útero. a camada externa. sua camada interna ou mucosa uterina. corpo. a camada média constitui a musculatura do útero Perimétrio é o peritônio que envolve o útero. gordura e os ligamentos transversos do colo. o óstio anatômico interno do útero em sua parte superior e outro na vagina o óstio do útero dotado de lábios anterior e posterior. globosa. A distância entre os dois óstios denomina-se canal do colo do útero. O ligamento redondo do útero prende o fundo do útero ao monte do púbis passando pelo canal inguinal. Faces e margens: descrevemos duas faces no útero: anterior (vesical) e posterior (intestinal) que se encontram nas laterais pelas margens do útero. mais estreito nas extremidades e no interior do qual estão as pregas palmadas e as glândulas cervicais. O fundo do útero é sua parte mais superior. e colo. importante recesso para diagnóstico em ginecologia pela sua proximidade com a vagina. 163 .Localização: no centro da cavidade pélvica Posição: para posicionar corretamente o útero devemos afirmar que ele está em anteversão: o ângulo de inclinação para frente formado entre os eixos da vagina e do útero. prendem o colo do útero à parede lateral da pelve. ligam o colo do útero ao sacro e delimitam a escavação retouterina ou fundo de saco de Douglas. Paramétrio é o espaço entre as duas lâminas do ligamento largo contendo vasos. formado pela união das lâminas anterior e posterior e liga as margens laterais do corpo do útero às paredes laterais da pelve menor. O ligamento largo é o prolongamento do peritônio que após revestir o útero estende-se para ambos os lados do útero. assim mesossalpinge e mesovário se encontram formando uma angulação. achatada anteroposteriormente. dois óstios.

Bulbo do vestíbulo é outro órgão eréctil da mulher. Óstio da vagina – abertura para o meio exterior situado no pudendo feminino. e dotado de pregas transversais. Hímen – membrana que veda parcialmente a vagina. as rugas vaginais. Glândulas vestibulares maiores.Vascularização: artéria uterina. O fórnice posterior é o maior porque a parede posterior é mais longa e utilizado para recolher secreções e análise de células e pela proximidade com a escavação retouterina também usado para punções diagnósticas. atravês do pudendo feminino com o útero. Correspondência entre os sexos: 164 . Inervação: plexos hipogástrico e ovárico. Função: é o órgão da cópula. abrem-se entre a margem do óstio e o lábio menor do pudendo. As veias pertencem ao plexo uterino. Entre a parte vaginal do colo do útero e as paredes da vagina formam-se espaços denominados fórnices: anterior. mediano. inferiormente. corresponde ao corpo esponjoso masculino. a rima do pudendo. Nesse ponto a artéria uterina mantem importante relação com o ureter. Nas proximidades do clitóris os lábios menores do pudendo se delaminam e contornam o clitóris formando superiormente o prepúcio do clitóris e inferiormente o frênulo do clitóris. quando infectadas constituem a bartolinite. Etimologia: do latim bainha para guardar a espada romana chamada gládio. Lábios maiores do pudendo são 2 dobras de pele livres que convergem nas extremidades formando as comissuras anterior e posterior dos lábios e que delimitam entre si um espaço. Glândulas vestibulares menores estão dispersas pelas paredes do vestíbulo da vagina. óstio da vagina e os óstios das glândulas vestibulares maiores. A artéria uterina encontra-se próximo ao ligamento transverso do colo. Órgãos genitais externos: Monte do púbis: é a saliência situada na parte anterior da vulva coberta por pêlos. Clitóris é um dos órgãos erécteis femininos. par situados em torno do óstio da vagina. corresponde aos corpos cavernosos do homem e como estes apresenta as partes: dois ramos. substituída posteriormente pelas carúnculas himenais. Lábios menores do pudendo são 2 dobras de pele por dentro dos lábios maiores e que delimitam entre si um espaço menor. corpo e glande do clitóris. . Vestíbulo da vagina: é o espaço entre os lábios menores do pudendo contendo de cima para baixo: óstio externo da uretra. Vagina Conceito: É o tubo que comunica o meio exterior. É envolvido por prolongamentos dos lábios menores que formam o prepúcio do clitóris. superiormente e frênulo do clitóris. ao atingir a parte supravaginal do colo emite ramos para o colo e para o copro do útero. par. laterais e posterior. situadas por trás do bulbo do vestíbulo lubrificam a parte inferior da vagina. ramo da artéria ilíaca interna. o vestíbulo da vagina. clitóris. Linfáticos: os do colo do útero drenam para os linfonodos ilíacos e os do corpo e do fundo para os pré-aórticos e aórticos laterais.

Vagina 24.Corpo do útero 8.Ligamento suspensor do ovário 15.Óstio da vagina 35.Prepúcio do clitóris 29.Mesossalpinge 17.Fórnice da vagina 25.corpo esponjoso Ovário .Ligamento redondo do útero 12.Ampola da tuba uterina 4.  Roteiro prático de sistema genital feminino 1.Lábio maior do pudendo 27.Escavação retouterina 165 .Miométrio 20.Bulbo do vestíbulo 34.Fundo do útero 7.glândulas bulbouretrais.Clitóris 30.Ovário 2.Endométrio 19.Óstio externo da uretra 33.Istmo 9.Infundíbulo da tuba uterina 5.utrículo (colículo seminal) Glândulas vestibulares maiores .Ligamento útero-ovárico 14.Frênulo do clitóris 31.Istmo da tuba uterina 3.Monte do púbis 26.Glândula vestibular maior 36.Mesométrio 23.Paramétrio 22.testículo Útero .Colo do útero 10.Prepúcio do clitóris 32.Perimétrio 21.escroto Clitóris .Lábios maiores do pudendo .Ligamento largo 13.Ligamento retouterino 18.Óstio do útero 11.corpos cavernosos Bulbo do vestíbulo .Mesovário 16.Fímbrias da tuba uterina 6.Lábio menor do pudendo 28.

por diante dos músculos: peitoral maior. pode ser feita pelos linfonodos axilares. esses ductos podem apresentar uma dilatação na extremidade ou pouco antes do final e que são os seios lactíferos. Serve de parâmetro para os procedimentos cirúrgico. rica em glândulas sudoríferas e sebáceas estas últimas são volumosas e formam os tubérculos. deltopeitorais e cervicais profundos. os lóbulos da glândula mamária que por sua vez são constituídos pela reunião de alvéolos em forma de cachos e cujos ductos se unem para formar os ductos maiores. Durante a gravidez a sua pigmentação fica mais acentuada O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas circulares que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não se deve a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. Dr. apresenta fibras musculares lisas circulares e radiadas. A mama situa-se na parede torácica anterior.Glândula mamária Prof. Drena para as veias: torácica interna. anterior. mais pigmentada onde se abrem os ductos lactíferos ou seios lactíferos. Linfáticos A drenagem linfática. posterior e intermédio. Estrutura externa: A papila mamária (mamilo) é uma saliência central cônica. Através das comunicações com as veias intercostais é que entra em conexão com o plexo vertebral o que explica as metástases para o sistema nervoso central. A aréola é um círculo pigmentado que circunda a papila mamária. Desenvolvimento Sua formação se inicia na sexta semana a partir do ectoderma. muito importante em função das metástases. O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática da glândula mamária quando esta apresenta tumor ou câncer. é formada pela glândula mamária que ocupa sua parte central. por tecido adiposo que se concentra na periferia e por feixes fibrosos que a atravessam servindo de fixação. Vascularização A glândula mamária recebe seu fornecimento arterial das artérias: torácica interna e torácica lateral. as fáscias superficial e profunda. quimioterápico e radioterápico e para avaliação do prognóstico. A glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. Cada lobo é constituído por unidades ainda menores. mas na puberdade essa diferença se acentua às custas do desenvolvimento do tecido glandular e deposição de tecido adiposo. Por ocasião do nascimento não apresenta diferenças marcantes entre os sexos. Os linfonodos axilares são numerosos e dividem-se em cinco agrupamentos: lateral. os chamados ligamentos suspensores da mama. axilar e intercostais. serrátil anterior e oblíquo externo do abdome. Caso a biópsia 166 . Estrutura interna: É constituída por 15 a 20 unidades funcionais chamadas lobos da glândula mamária com um ducto lactífero que se abre na papila mamária. Irá crescer mais durante a gravidez e regredir na menopausa. Baseia-se na progressão ordenada das células tumorais através dos linfáticos e é por onde se inicia a disseminação das metástases. Nader Wafae A glândula mamária é uma glândula de secreção externa de origem sudorífera modificada para a produção de leite e que se encontra no interior da mama. medial. Situa-se predominantemente no agrupamento axilar.

Órgão genitais externos: Escroto: É a bolsa situada atrás do pênis que contém os testículos. compreende dois ramos e o bulbo. Em geral. Nader Wafae O sistema genital masculino é responsável a) pela produção dos espermatozóides b) pela sua condução e eliminação c) pelos caracteres sexuais secundários.Glândula mamária 2. Tanto os corpos cavernosos como o corpo esponjoso são preenchidos por pequenos espaços (os do corpo esponjoso são menores) chamados cavernas e contornados por 167 . Estando comprometido com células tumorais indica que o processo de disseminação do tumor já está em desenvolvimento. Diferentemente do sistema genital feminino que é especificamente genital. ducto ejaculatório. no sistema genital masculino há órgãos comuns aos sistemas urinário e genital. Pênis: É o órgão erétil da cópula. os epidídimos e parte dos ductos deferentes. Dr. O dartos é uma camada de fibras musculares lisas aderida à pele e que ajuda a manter a temperatura ideal do testículo.Tubérculo 5. Os ramos inseridos no ísquio de cada lado irão constituir os corpos cavernosos. próstata.  Roteiro prático de glândula mamaria 1.Ligamento suspensor SISTEMA GENITAL MASCULINO Prof. Os órgãos genitais internos são: testículo. glândula seminal. Os órgãos genitais externos são: o escroto (bolsa testicular) e pênis.Papila mamária 3. o bulbo. de origem mediana entre os dois ramos não tem inserção óssea e irá constituir o corpo esponjoso abaixo dos dois corpos cavernosos. é possível distinguir suas partes direita e esquerda porque a esquerda é mais baixa que a direita e pela rafe do escroto que é uma prega na pele que separa as duas partes. Apresenta duas partes: a raiz e o corpo. epidídimo. o diagnóstico precoce é fundamental para a cura e aí reside a importância do auto exame e dos meios de diagnóstico por imagem.Aréola 4. contrai-se em temperaturas frias e se relaxa quando estiver quente. ducto deferente. A raiz é a parte fixa e oculta. É constituído por órgãos externos e internos.revele o seu não comprometimento a cirurgia será menos ampla e o prognóstico melhor. Como o câncer de mama leva de 6 a 8 anos para atingir um centímetro. O escroto é constituído por pele e pelo dartos. glândulas bulbouretrais e glândulas uretrais.

o hormônio sexual masculino. Embora originários das proximidades do rim. o colo da glande. fáscia do pênis que é a continuação da fáscia profunda do períneo. a uretra esponjosa comum aos sistemas urinário e genital. Número: par (2) Forma e partes: oval com extremidades polo superior e polo inferior. se enchem de sangue proveniente das artérias helicinas durante a ereção nessa fase a entrada de sangue sobrepuja a saída. tela subcutânea ou fáscia superficial do pênis e pele. prolongamento da fáscia transversal. O corpo do pênis é a parte externa propriamente dita constituído por dois corpos cavernosos. Todas as camadas que constituem a parede do abdome têm prolongamentos envolvendo o testículo que este levou consigo durante seu descenso. Próximo ao epidídimo os túbulos tornam-se ductos eferentes. da qual deriva o septo do pênis situado entre os dois corpos cavernosos. fáscia espermática interna. Suprimento sanguíneo: As artérias: profunda do pênis. Esta temperatura ideal é aproximadamente1. O corpo esponjoso contém em seu interior. Situação: no escroto. extensão do músculo oblíquo interno do 168 . apesar de ser mais estreito do que os corpos cavernosos. Pequenas glândulas sebáceas presentes no prepúcio (glândulas prepuciais) secretam o esmegma.5 ºC abaixo da temperatura do corpo (em torno de 35ºC). irá ocorrer o contrário na fase de flacidez. dorsal do pênis e do bulbo do pênis originam os ramos que vão preencher as cavernas dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso. mais saliente é a coroa da glande atrás da qual se encontra um estreitamento. A margem posterior da glande do pênis. Quando o descenso não se completa temos a criptorquidia. responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. Assim sendo. Esses espaços. o esquerdo em nível mais baixo. através de mecanismo nervoso. superiores e um corpo esponjoso. na parte anterior da glande do pênis está o óstio externo da uretra.trabéculas. margens anterior e posterior e faces medial e lateral. O pênis é envolvido por várias túnicas identificadas na sequência de sua parte interna para a externa por: túnica albugínea dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso de tecido fibroso denso. Órgãos genitais internos: Testículo: É o órgão que produz espermatozóides e testosterona. inferior. a extremidade anterior do corpo esponjoso é dilatada e se chama glande do pênis. A glande é coberta por uma dobra de pele chamada prepúcio e na parte inferior uma prega mediana que prende a pele à glande é o frênulo do prepúcio. Estrutura: constituído por grupos de túbulos seminíferos contorcidos e retos separados por septos e envolvidos por uma capa resistente chamada albugínea. os testículos precisam migrar até o escroto para ter neste local a temperatura ideal para a formação de espermatozóides sadios. cremaster e fáscia cremastérica. identificamos indo de interno para externo: túnica vaginal de origem peritoneal com dois folhetos o visceral colado à albugínea e o parietal separado.

Trajeto: atravessa a próstata e se abre na uretra prostática através de 2 óstios situados ao lado do utrículo no colículo seminal. pelve. plexo vensoso (pampiniforme). Número: ímpar (1) Forma: triangular. é ela que se une ao ducto da glândula seminal para formarem o ducto ejaculatório. Partes: ápice para baixo. Ducto ejaculatório: É o ducto formado pela união do ducto deferente com o ducto da glândula seminal. Ducto deferente: É o tubo que continua o ducto do epidídimo e vai entrar na formação do ducto ejaculatório. Trajeto: escroto. Número: par (2) Partes: sua parte terminal alargada chama-se ampola do ducto deferente. Epidídimo: É a parte do sistema genital masculino onde os espermatozóides ficam depositados. Em seu curso no escroto e no canal inguinal o ducto deferente forma um conjunto com os vasos do ducto. e no cheiro do líquido seminal. cavidade abdominal. corpo e cauda. canal inguinal. Número: par (2) Situação: atrás da bexiga urinária na frente do reto e sobre a próstata. base junto à bexiga urinária e 3 lobos: direito. Situação: na margem posterior do testículo Número: par (2) Forma e partes: semilunar ou da letra C subdivide-se em cabeça (superior). Estrutura: na cabeça e parte corpo estão os ductos eferentes que formam depois o ducto do epidídimo.abdome e fáscia espermática externa continuação do músculo oblíquo externo do abdome. semelhante a uma castanha. 169 . Glândula seminal: É a glândula que secreta o líquido tônico e nutritivo para os espermatozóides que vai contribuir na composição do líquido seminal. linfáticos e nervos e as túnicas que envolvem o testiculo denominado funículo espermático. na frente do reto. Número: par (2) Próstata: É outra glândula cuja secreção nutritiva entra na composição.. atrás e abaixo da bexiga. Forma: enovelada que converge para a formação de um ducto que se une à ampola do ducto deferente para formar o ducto ejaculatório. Estrutura: elevada concentração de musculatura lisa e tecidos glandular e fibroso. Situação: na parte inferior da cavidade pélvica. esquerdo e mediano. artéria testicular.

Escroto 2.Ductos: não possui um único ducto de escoamento e sim vários que se abrem na uretra prostática ao lado do colículo seminal nas regiões chamadas seios prostáticos.Seio prostático 26.Dartos 3.Frênulo do prepúcio 10.Corpo cavernoso 5.Glândula seminal 22.Glande 6.Ducto ejaculatório 23. a secreção produzida se antecipa a ejaculação e vai lubrificar e lavar a uretra mudando seu Ph e preparando-a para a passagem do esperma.Cremaster 15.Prepúcio do pênis 9.Cabeça do epidídimo 17.Bulbo do pênis 30.Corpo do pênis 29. O colículo seminal é uma elevação situada na uretra prostática que apresenta no seu centro um orifício em fundo cego chamado utrículo aos lados do qual se abrem os ductos ejaculatórios.Óstio externo da uretra 170 .Fáscia espermática interna 14.Ducto deferente 20.  Roteiro Prático do Sistema Genital Masculino 1. abrem-se no início da uretra esponjosa.Colículo seminal 25.Coroa da glande 7.Ampola do ducto deferente 21.Corpo do epidídimo 18.Túnica vaginal (lâmina parietal) 13. Glândulas bulbouretrais: Duas pequenas glândulas situadas próximo à uretra membranácea.Próstata 24.Túnica albugínea 12.Raiz do pênis 28.Testículo 11.Cauda do epidídimo 19.Fáscia espermática externa 16.Corpo esponjoso 4.Colo da glande 8.Funículo espermático 27. Glândulas uretrais: Numerosas e diminutas se abrem ao longo da uretra esponjosa com função semelhante às bulbouretrais.

A incidência anterior em familiares é importante fator predisponente. das células germinativas. ocorre nas anomalias de desenvolvimento dos genitais como: na síndrome de Turner. Na maioria das vezes os sintomas já são devidos às metástases. Câncer da glândula mamária Com maior freqüência são carcinomas epiteliais dos ductos (ductal) ou glandulares (lobares) mas pode ocorrer sarcomas também. 171 . anorexia nervosa. ou por via linfática. doenças consumptivas. a hiperplasia suprarenal congênita. Pode ocorrer também nos casos de hímen imperfurado. na síndrome de Morris ou pseudohermafroditismo masculino com cariótipo masculino (XY). Câncer do endométrio Adenocarcinoma é o câncer de útero mais freqüente. Câncer do colo do útero Mais frequentemente é do tipo epidermóide. fraqueza. Tumor maligno responsável pelo maior número de mortes em mulheres. Os fatores predisponentes são vários. Displasia do colo do útero. Hemorragias após a relação sexual é um dos sinais. . A propagação para o peritônio é muito freqüente. medicamentos. na síndrome de Rokitanski. dissemina por via linfática daí a importância do exame do paramétrio.Doenças do sistema genital Amenorréia É a falta de menstruação. dor abdominal. alterações de permeabilidade dos ductos de Muller a partir dos quais se desenvolvem os genitais internos. tumores de ovário. do estroma ovárico ou dos tubos embrionários. supra-renal. O exame de Papanicolau é importante como prevenção. É secundária quando a mulher já menstruou e está ausente durante três meses seguidos. exercício intenso e nos distúrbios psíquicos. doenças da tireóide. menopausa precoce. anorexia nervosa. testículos intraabdominais e diminuição ou ausência de ação dos andrógenos. As metástases ocorrem por via linfática e hematogênica assim como propagação aos órgãos vizinhos. Câncer do pudendo feminino Geralmente é carcinoma epidermóide dos lábios maiores do pudendo e o prurido local é o sintoma mais comum. O auto exame é muito importante e a palpação de pequenos nódulos é motivo para esclarecimento diagnóstico. As causas mais freqüentes são: insuficiência ovariana. Câncer do ovário Pode originar-se do epitélio (maioria). Hemorragia genital em mulheres em menopausa é um indicativo. ausência do cromossomo X. distensão e ascite. A principal via de disseminação é a linfática para os gânglios axilares. deltopeitorais e cervicais profundos. É primária quando a mulher nunca menstruou até os 16 anos.

A distensão que ocorre na tuba acaba em sua ruptura e hemorragia abdominal grave. mas sangramentos menorragias) podem ocorrer. Mastopatia fibrocística. mais freqüentes são: estafilococo e estreptococo. útero (endometrite). As bactérias que em geral entram pela papila mamária. quadro de abdome agudo. Causa desconhecida. tuba uterina (salpingite) e ovário (ooforite).A transição entre o epitélio cilíndrico e o epitélio estratificado presentes no colo do útero pode originar tecidos anormais e cancerizar. A paciente pode apresentar dor pélvica e durante a menstruação (dismenorréia). Gravidez ectópica É o desenvolvimento da gravidez fora do útero. insuficiência testicular. do corpo do útero. A paciente apresenta dor pélvica e corrimento (escoamento de secreção pela vagina). Apresentase como um nódulo endurecido. Presença de cistos palpáveis e endurecidos na mama. como no peritônio. Doenças sexualmente transmissíveis por chlamydia e neisseria gonorrhoeae são freqüentes mas podem ser causadas por outras bactérias que passam pelo colo do útero (cervicite). Em geral. inflamações no testículo (orquite) ou no epidídimo (epididimite). Fibroadenoma mamário É tumor benigno da mama deriva de tecido conjuntivo ou glandular. A mama se apresenta inflamada. músculos abdominais contraídos e choque hemorrágico. dolorida. ovário. Endometriose É o desenvolvimento do tecido endometrial além de seu local habitual na camada interna do útero. em geral na tuba uterina. Mioma uterino Tumor da musculatura lisa do útero de evolução benigna. Infecções nos órgãos genitais internos da mulher Na maioria das vezes são provocadas por via ascendente a partir dos genitais externos. Mastite É a infecção da glândula mamária. do ovário. não apresenta sintomas a não ser o abaulamento na parte inferior do abdome. forte dor abdominal. As causas masculina mais freqüentes são: varicocele. pode eliminar secreção purulenta pela papila mamária. febre e linfonodos aumentados. 172 . azospermia (ausência de espermatozóides). As causas femininas mais freqüentes são: doenças do colo uterino. Esterilidade É a impossibilidade de se realizar a gravidez. criptorquidia. ligamentos e até nas paredes do intestino e bexiga urinária..

Nos homens provoca uretrite e pode propagar-se ao epidídimo (epididimite) ou próstata (prostatite). Invade órgãos vizinhos.. reprodutivas. Pólipo endometrial Formações benignas derivadas do endométrio que crescem para o interior do útero.Pode provocar infertilidade. diminuição do volume e da distância do jato de urina. Os ovários se apresentam aumentados de tamanho e com cistos múltiplos provenientes de folículos ovarianos que apresentaram distúrbios no desenvolvimento. Criptorquidia É o descenso incompleto do testículo que pode permanecer no abdome ou no canal inguinal. Pode ser unilateral ou bilateral. São comuns alterações nos ciclos menstruais e menstruações irregulares. coriocarcionomas). pulmão e fígado. de Sertoli.. Gonorréia Doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neiseria gonorrhoeae. ausentes ou escassas. No quadro clínico observa-se: os sintomas são decorrentes da obstrução da uretra (diminuição do volume e da distância do jato de urina. Pode causar infertilidade. Geralmente é assintomático mas sua ausência no escroto é percebida. A via principal de disseminação é linfática. Parafimose é o estrangulamento da glande quando houve retração de um prepúcio estenosado.. Necessita de atendimento de urgência. Ovário policístico. ou granulosas). dá metástases por vias sanguínea e linfática para os ossos. Hiperplasia prostática Crescimento benigno da próstata. Pêlos podem aparecer pelo corpo. por disposição antômica são mais freqüentes no lado esquerdo. sensação que não esvaziou a bexiga. Carcinoma da próstata É o tumor maligno mais freqüente no sexo masculino. No quadro clínico observa-se: sintomas obstrutivos. de sustentação (células de Leydig. sensação que não esvaziou a bexiga) até a retenção total. 173 . Varicocele Varizes do plexo pampiniforme (veias escrotais). Fimose Impedimento de exposição da glande por constrição do prepúcio que a envolve. Câncer do testículo Pode originar-se de células germinativas (seminomas.

frontal. Nos homens manifesta-se com secreção esbranquiçada ou purulenta pela uretra e disúria (dor ao urinar). esfenóide. pigmentada. Na transição entre essas duas partes conhecida por limbo da córnea encontramos o seio venoso da esclera (canal de Schlemm) que drena o humor aquoso. zigomático e palatino. controlando a entrada de raios luminosos. é a retina. é formado pelo músculo ciliar (liso) situado entre a corióide e a íris e por filamentos concêntricos. Nader Wafae O bulbo do olho está situado no interior de uma cavidade na face. acomodando a visão para postos distantes. É constituído por 3 camadas: a túnica externa. A íris. aumento dos linfonodos regionais e lesões dispersas pela pele. resistente e opaca que constitui os 2/3 posteriores desta camada. os processos ciliares. sua contração relaxa a zônula ciliar e a lente dilata melhorando a visão para pontos próximos. Túnica vascular: É a camada média formada pela corióide. a zônula ciliar distende e a lente estreita. Alterações desse ângulo (mais fechadoi ou mais aberto) influenciam na etiologia do glaucoma. 174 . escuros. Sua cor depende da quantidade de melanina que possua. compreende a esclera e a córnea. Bulbo do olho Prof.Nas mulheres provoca uretrite ou cervicite (inflamação do colo uterino) e pode propagar-se ao endométrio e tubas uterinas. Túnica fibrosa: É a camada externa formada pela esclera e pela córnea. Entre a córnea e a íris forma-se um ângulo chamado ângulo iridocorneal. A esclera é a parte branca. fibrosa. lacrimal. É na esclera que se fixam os músculos extrínsecos do olho e é atravessada pelo nervo óptico. o cancro. A corióide. A ação do músculo ciliar interfere na forma da lente. de cor escura por ser pigmentada. vascular. muscular. funciona como um diafragma que dilata e diminui a abertura central chamada pupila. reveste a esclera por dentro. A córnea é transparente e constitui a parte anterior desta camada. que se prendem à zônula ciliar e auxiliam na fixação da lente. Sífilis Doença sexualmente transmissível provocada pelo espiroqueta Treponema pallidum. a sífilis secundária apresenta febre. Dr. A musculatura apresenta fibras circulares que diminuem a pupila e fibras radiadas que aumentam a pupila. a fase terciária ocorre vários anos depois com comprometimento dos sistemas circulatório e nervoso. Nas mulheres manifesta-se com os sintomas de infecção urinária. maxila. importante para a drenagem do humor aquoso. localizado no ponto de entrada no ato sexual. É uma doença que transcorre por fases: a sífilis primária tem como característica a ulceração abaulada e indolor. a íris e o corpo ciliar. pelo corpo ciliar e pela íris. são vistos na parte periférica e posterior da íris. O corpo ciliar. compreende a corióide. e a túnica interna. a órbita óssea formada pelos ossos: etmóide. quando o músculo ciliar relaxa. nervosa. a túnica média. também escuro.

elevação. O terço anterior é a parte cega. biconvexa. deslocamento para baixo e lateralmente M. e o disco do nervo óptico (ponto cego). reto inferior. Músculos: a) movimentação do bulbo do olho: M. pelo ponto lacrimal no centro da papila. O espaço entre a lente e a retina (4/5 do bulbo) constitui o corpo vítreo que é preenchido por uma massa gelatinosa e transparente. O limite entre estas duas partes: óptica e cega forma a ora serrata. reto lateral. e está fixa por uma espécie de ligamento chamado zônula ciliar à retina e ao corpo ciliar auxiliada por filamentos do corpo ciliar. os processos ciliares.Entre a córnea e a íris existe um espaço. reto superior. abdução. estrato nuclear interno. deslocamento para baixo M. estrato limitante interno. canalículo lacrimal que começa no ponto lacrimal e termina no saco lacrimal situado na margem medial da órbita. Lente A lente (cristalino) é transparente. A lente estreitada possibilita visão à distância. deslocamento para o lado M. intorção. O humor aquoso é produzido por vasos nos processos ciliares do corpo ciliar e reabsorvido pelo seio venoso da esclera. extorção. Estruturas anexas ao bulbo do olho Túnica Conjuntiva é a mucosa que reveste a parte anterior do bulbo do olho e a parte interna das pálpebras. adução. o humor vítreo. Túnica nervosa: É formada pela retina cujos 2/3 posteriores constitui a parte óptica onde se encontram: os receptores fotossensíveis (cones e bastonetes). deslocamento para o meio M. reto medial. estrato das neurofibrilas. estrato limitante externo. A retina é constituída por duas subcamadas: o estrato pigmentoso que contém pigmentos e o estrato nervoso formado por uma série de estratos ou camadas onde se encontram as células nervosas que participam da via da visão: estrato dos segmentos externo e interno. oblíquo inferior. e pelo ducto lacrimonasal que do saco lacrimal abre-se no meato nasal inferior. deslocamento para cima M. deslocamento para cima e lateralmente b) movimentação da pálpebra 175 . a câmara anterior preenchido por um líquido chamado humor aquoso que também preenche a câmara posterior situada entre a íris e o corpo ciliar e lente. estrato plexiforme interno. oblíquo superior. estrato ganglionar. abaixamento. pela ausência de fotorreceptores. lente dilatada possibilita visão próxima. Aparelho lacrimal: formado pela glândula lacrimal (na parte súpero-lateral da órbita). Por diante da lente e atrás do corpo ciliar encontra-se a câmara posterior contendo humor aquoso. pela papila lacrimal (parte medial das pálpebras). a mácula lútea com a fóvea central (foco de melhor visão com numerosos cones).

problemas nos músculos do bulbo dificultando a focalização simultânea de ambos os olhos.Conjuntivite. opacificação da lente. 2. Íris 6.M. a focalização dos raios luminosos é distorcida por problemas de contorno na córnea ou na lente. Lente 10. Corpo ciliar 5.Estrabismo. a focalização dos raios luminosos verifica-se antes da retina porque o bulbo do olho está alongado. Músculo reto lateral 14. Pupila 7. 3. a focalização dos raios luminosos verifica-se atrás da retina porque o bulbo do olho está encurtado. 3.Ceratite.Tracoma. 2. infecção bacteriana da conjuntiva e córnea. 3. aumento da pressão intra-ocular pelo predomínio da produção de líquidos nas câmaras oculares sobre sua reabsorção. Músculo oblíquo inferior 17. 2. infecção no folículo piloso de um cílio Roteiro prático do bulbo do olho: 1. dilatação palpebral por obstrução de suas glândulas 4.Astigmatismo. inflamação da túnica conjuntiva.Calázio. Retina 8.Degeneração da mácula por deficiência de irrigação sangüínea. Alterações obstrutivas 1. 4. Músculo reto superior 13.Hipermetropia. opacificação da córnea.Catarata.Glaucoma. Músculo reto medial 15.Terçol. Músculo oblíquo superior 176 .Miopia. levanta a pálpebra superior Principais alterações da visão Alterações de refração 1. a focalização dos raios luminosos é prejudicada porque a flexibilidade da lente está diminuída e consequentemente a sua acomodação.Presbiopia. Corióide 4.Descolamento da retina. Músculo reto inferior 16. Câmara posterior 12. 3. Nervo óptico 9. 2. levantador da pálpebra superior. no qual a retina é separada da túnica vascular. Câmara anterior 11. Alterações da retina 1. Alterações nos anexos do bulbo 1. Córnea 3. Esclera 2.

Identifique o disco do nervo óptico.18. 5. a pupila e a lente através da pupila. esclera (branca). 4.Identifique a córnea (transparente). e atrás da íris identifique os processos ciliares (delgados filamentos pretos) de distribuição radial. Desta maneira ficou exposta a câmara anterior cujo humor aquoso extravasou quando perfurou a córnea. concha da orelha. A 177 . Músculo levantador da pálpebra superior Dissecção do bulbo do olho Material: olho bovino.Perfure a córnea com a ponta do bisturi em um ponto do limbo da córnea (transição entre córnea e esclera).Da mesma forma como recortou a córnea faça o mesmo na transição entre a íris e a corióide. orelha média e orelha interna. Orelhas Prof. retirando o corpo adiposo da órbita e os fragmentos dos músculos. antélice. deixe um pequeno segmento para permitir o seu rebatimento lateral. fossa triangular. 2. nervo óptico. 1. corpo adiposo da órbita e fragmentos dos músculos extrínsecos do bulbo do olho. trago. limpe a peça. 3. em seguida introduza a ponta da tesoura nesse ponto e recorte a córnea contornando-a mas.é constituída de cartilagem elástica e pele. não a corte inteiramente. conjuntiva.Virando o olho com as aberturas para baixo solte o humor vítreo (gelatina) que forma o copo vítreo e identifique no fundo do olho a túnica nervosa ou retina (branca) que geralmente encontra-se solta.Com a tesoura. 7. Identifique a íris. Dr. a saliência de mesmo trajeto porém anterior a ela é a antélice e as duas pequenas saliências próximas ao poro acústico externo são o trago na frente e antitrago atrás. abra a tesoura com cuidado o suficiente para separa a esclera da corióide em toda a sua circunferência. 6. apresenta saliências: hélice. A câmara posterior ficou exposta. pinça dente de rato. Orelha externa: compreende a orelha e o meato acústico externo Orelha . Despregue a lente do corpo ciliar.Introduza a tesoura fechada entre as túnicas esclera (branca) e corióide (preta). e uma parte inferior não cartilagínea que é o lóbulo da orelha. A hélice é a saliência que forma o contorno da orelha. Nader Wafae Compreende 3 partes: orelha externa.Faça uma pequena incisão perpendicular na esclera nos seus quatro pontos cardiais. antitrago e depressões: escafa. expondo a esclera. a córnea e o nervo óptico. bisturi e tesoura.

o soalho (jugular) apresenta a fossa jugular. Havendo necessidade de puncionar a membrana.depressão entre a hélice e a antélice é a escafa. É dividida por uma lâmina espiral óssea formando duas rampas: a rampa superior é a do vestíbulo em relação com a janela do vestíbulo e a rampa inferior. isto deve ser feito no quadrante inferior e posterior para se evitar o descolamento do ossículo martelo nela inserido. o recesso hipotimpânico. As articulações entre martelo e bigorna e entre a bigorna e o estribo são sinoviais. é um espaço cheio de ar contendo no seu interior os ossículos da audição (martelo. o labirinto membranáceo. A parede superior (tegmental) é formada pela parte petrosa do osso temporal. A cóclea. Os canais semicirculares. é constituído por: ductos semicirculares. Orelha média: ou cavidade timpânica. bigorna e estribo) e os músculos: tensor do tímpano (para o martelo) e estapédio (para o estribo). O meato acústico externo é um conduto fibrocartilagíneo revestido por pele com numerosas glândulas que produzem o cerume se inicia pelo poro acústico externo e termina na membrana timpânica. o modíolo. Apresenta na parede lateral (membranácea). a depressão superior que resulta da bifurcação da antélice é a fossa triangular e a depressão maior em torno do poro acústico externo é a concha da orelha. superior. onde se encontra o estribo e a janela da cóclea. a janela do vestíbulo. Orelha interna: situada na parte petrosa do osso temporal. posterior e lateral. que se comunica com a orelha média através das janelas do vestíbulo e da cóclea e interliga os canais semicirculares com a cóclea. inferior. situadas no interior do labirinto ósseo. os dois primeiros são verticais mas perpendiculares entre si e o terceiro é horizontal. 178 . a do tímpano em relação com a janela da cóclea. recesso epitimpânico e abaixo. O vestíbulo é uma dilatação na parte média do labirinto. está a tuba auditiva que comunica a orelha média com a parte nasal da faringe e o mússculo tensor do tímpano. (líquido que separa o labirinto ósseo do labirinto membranáceo) e pela endolinfa outro líquido no interior do labirinto membranáceo. uma espiral semelhante a casa de um caracol com duas voltas e meia em torno de um eixo central. O labirinto ósseo é constituído por: canais semicirculares. é formada pelo labirinto ósseo (conjunto de espaços ósseos encurvados). Na parede anterior (carótica). em forma de arcos são em número de 3: anterior. Na parede posterior (mastóidea) encontramos as comunicações com as células mastóideas e o músculo do estapédio e na parede medial (labiríntica). um em cada plano do espaço. A membrana timpânica é uma lâmina oblíqua que separa a orelha externa da orelha média. a membrana timpânica presa ao martelo completada por pequenos espaços acima da membrana. pelo labirinto membranáceo (tecido conjuntivo fibroso situado no interior do labirinto ósseo e que reproduz aproximadamente a sua forma) pela perilinfa. o ponto central de sua face lateral denomina-se umbigo. utrículo. O labirinto membranáceo é o conjunto de estruturas formadas de tecido conjuntivo fibroso. A perilinfa é o líquido que isola o labirinto ósseo de sua parte interna. sáculo e ducto coclear. vestíbulo e cóclea. ocluída pela membrana timpânica secundária.

Otite externa . vértice na lâmina espiral e base na parede da cóclea e endilinfa em seu interior é a parte do labirinto membranáceo situada no interior da cóclea e relaciona-se com a audição.Tipos de surdez: 5. Doença de Meniere associada com alterações do equilíbrio causada por alterações vasculares na orelha interna.1.infecções da orelha média 3. lateral (horizontal) e posterior (oblíquo). de percepção: na via da audição Roteiro Prático de Orelhas Orelha externa 1. Estribo 14. anterior (vertical).Os ductos semicirculares estão situados no interior dos canais semicirculares apresentam a mesma forma e recebem os mesmo nomes. 4. Janela do vestíbulo 179 . traumas e ruídos intensos 4. de condução: excesso de cerume. otosclerose. Tumores dos nervos 5. infecções. Lóbulo da orelha 2. Bigorna 13.3.2. Concha da orelha 6. O utrículo forma a base onde se abrem os ductos semicirculares.por infecções.Otite média . relacionam-se igualmente com receptores do equilíbrio.infecções da orelha externa 2. O sáculo intercomunica o utrículo com o ducto coclear. Membrana timpânica 11.2.Deficiências auditivas ou perda da audição 4. Afecções mais comuns das orelhas: 1. 5. Antitrago 8.1. O ducto coclear com forma triangular. suas extremidades dilatadas chamamse ampolas e se comunicam com o utrículo. Fossa triangular 9. Meato acústico externo Orelha média 10.degeneração e soldadura dos ossículos da audição 4. perfuração de membrana timpânica. Antélice 4. Hélice 3. Otosclerose . Utrículo e sáculo estão situados no interior do vestíbulo.Perfuração da membrana timpânica . Receptores no seu interior são estimulados pelas alterações do equilíbrio. Trago 7. Martelo 12. Sua parede superior é a membrana vestibular e a parede inferior é a lâmina basilar e em seu interior encontra-se o órgão espiral com os receptores para a audição. Escafa 5.

Cóclea 20.15. Canais semicirculares 19. Meato acústico interno 21. Janela da cóclea 16. Células mastóideas 17. Vestíbulo 180 . Tuba auditiva Orelha interna 18.

é a primeira a ser mobilizada. armazenamento mais duradouro de gordura. A observação da cor da pele permite fazer diagnósticos: anemia (pálida). unhas. c) lamelar. glândulas sebáceas. incluída no folículo piloso. cílios. glândulas mamárias) e tela subcutânea. caroteno. pestana etc. b) fáscia superficial película fina de tecido fibroso. cianose (extremidades roxas). partes = zona córnea e zona germinativa. Espessura: variável de 0. impermeabilização. folículos pilosos. Cristas papilares: são linhas salientes da epiderme que nos dedos constituem as impressões digitais: importância em medicina legal. dilatação inicial é o bulbo onde se encontra uma escavação.5 mm a 1. regulação térmica. ou queimaduras). vasos. receptores táteis (Meissner). vibrissas. Nader Wafae É a túnica que reveste toda a superfície corporal compreendendo: pele com seus anexos (pelos. Tipos. Funções: reserva de gordura e impede perda de calor. evaporação do suor. glândulas sudoríferas. Partes: 3 camadas . Partes: a) raiz = interna. Dr. possibilita o deslizamento das camadas de gordura e portanto da pele o que auxilia a palpar os órgãos deslizando a pele. vermelha (febre.tecido epitelial. zona germinativa . mais externa.células mortas com queratina.tecido conjuntivo: contém glândulas. Pêlos: Resultam de processos especiais de queratinização de células epiteliais situam-se no derma. b) haste = externa. livre constituída 181 . terminações nervosas (Ruffini). gordura se dispõe em camadas paralelas à pele. cabelo. armazenamento.5 mm mais espessa na palma da mão e planta do pé. mais profunda. Para o cálculo de partes do corpo humano utiliza-se a regra dos 9% (vem em queimaduras).melanina (na camada germinativa). Aplicações: local das injeções hipodérmicas. descamativa. púbicos. axilares. barba.Tegumento Comum Prof. Tela subcutânea ou hipoderme formada por tecido adiposo e conjuntivo frouxo. hemoglobina.de reprodução celular Derme . fibras elásticas que se dispõem em grupos de mesmo sentido (importância cirúrgica). Pele Funções: proteção. Função: proteção. Esse cálculo tem importância nas queimaduras. sensibilidade. zona córnea . icterícia (amarelo esverdeado). regulação térmica e sensibilidade. grumos arredondados de gordura.a)areolar = mais superficial. Ocupando 7% do peso corporal é o nosso maior órgão. Estrutura: Epiderme e derme Epiderme . Área: cerca de dois metros quadrados ou mais corretamente é obtida multiplicando-se o peso pela altura. Coloração: deposição de pigmentos . a papila. A elasticidade da pele diminui com a idade.

Tela subcutânea 7. Derma 4. situam-se no derme. as margens laterais são cobertas por pregas de pele chamadas de periníquio e sob a borda livre outra prega de pele chama-se hiponíquio. Pêlo . Partes: raiz.estímulo . O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. Partes: papila mamária (mamilo) (abertura dos ductos lactíferos ou seios lactíferos. Glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. faltam na palma da mão e na planta do pé. cortical (queratina dura) e medula (queratina mole). Função: proteção das extremidades e defesa contra agressões. Função: produção de leite para amamentação. produzem gordura chamada sebo. Hiponíquio 13. a parte clara em meia lua é a lúnula (opacidade aos capilares). são do tipo tubular e seu longo ducto se abre na superfície da pele através do poro. Função: conserva o calor e lubrifica a pele. Corpo. Epiderme . Cor .de fora para dentro por cutícula. fibras musculares lisas). aréola (pele pigmentada circular. é formada pela glândula mamária e por tecido adiposo. Estímulo = calor e emoção.inervação simpática . Glândulas sebáceas: são anexos do pêlo. Pêlo . exposta. Eponíquio 11.raiz 9. Periníquio 12. Epiderme . Pêlo .depende da quantidade de melanina na cortical. Glândula sudorífera 6.haste 8. Roteiro Prático de Tegumento Comum 1.zona germinativa 3. com glândulas sudoríferas e sebáceas. Unhas: derivam do endurecimento da camada córnea da pele nas extremidades dos dedos (células corneificadas). Músculo eretor do pelo . Glândula sebácea 5. abremse no folículo piloso e suas células são eliminadas conjuntamente.zona córnea 2. proximal. Corpo da unha 15. Leito ungueal é a camada de pele embaixo do corpo e matriz embaixo da raiz (formadora da unha). Papila mamária 182 . Mama: situada na parede torácica anterior por diante dos músculos peitoral maior e escaleno anterior. Maior quantidade na palma da mão e planta do pé. Lúnula 14.emoção e frio. oculta por uma prega da pele chamada eponíquio (cutícula).tubérculos. Na axila as células se desintegram junto com o suor e produzem cheiro.bulbo com papila 10. Glândulas sudoríferas: Função: regulação térmica. distal.

Mancha acrômica ou apigmentada . Glândula mamária Tipos de lesões cutâneas Bolha . Pápula – Elevação delimitada e endurecida da pele.5%.5%.5%) Membro superior D = 9% (anterior 4. dor e descamação. Úlcera .Mancha avermelhada por vasodilatação. parte abdominal = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%.Elevação arredondada da pele com líquido em seu interior maior que a vesícula. Eritema . assim temos: Adultos Cabeça = 9% (face 4.5% Genitais = 1% 183 . Aréola 17. Fotofitomelanose – Manchas hiperpigmentadas provocadas pelos raios solares sobre a pele com resíduos vegetais.5% Região anterior do membro superior esquerdo = 4. posterior = 9%) Genitais externos = 1%. posterior = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%. nuca 4. Pústula – Elevação de pele contendo secreção purulenta no interior.5%. Queimaduras cutâneas É a lesão da pele pelo calor que pode provir do fogo. Crianças Região anterior do tórax e do abdome = 16% Região anterior do membro superior direito = 4. Um dos critérios é a regra dos nove pela qual se atribui para cada segmento do corpo o valor 9% em relação à área total. Cisto – Tumoração encapsulada com retenção de líquidos. radiação ou choque elétrico.Descontinuidade anormal comprometendo a integridade das camadas da pele.Área circunscrita de coloração mais escura. Por ocasião do atendimento de pessoas com queimaduras é importante o cálculo da área de pele atingida. Indica uma infecção.5%) Tronco: região anterior = 18% (parede torácica = 9%. apresenta além das características anteriores também bolhas. posterior 4.5% Região anterior do membro inferior direito = 7% Região anterior da cabeça e do pescoço = 10.Pequena elevação da pele contendo líquido em seu interior.16. Doenças da pele.5%) Membro superior E = 9% (anterior 4. parede abdominal = 9%) Tronco: dorso = 18% ( parte torácica = 9%. de segundo grau quando atinge a epiderme e a derme. Mancha hipercrôimica ou hiperpigmentada . Podem ser de primeiro grau quando atinge apenas a epiderme e apresenta cor vermelha intensa. em princípio de natureza não infecciodsa. posterior 4. Tubérculo 18. Vesícula . e de terceiro grau quando a pele do local é inteiramente destruída.Área circunscrita de coloração mais clara de causa pigmentar.

Resulta da obstrução do orifício do folículo por queratina e conseqüente infecção bacteriana. de 30 a 50% é muito grave e se ocupa entre 15 a 30% é grave. O local mais característico é eponíquio das unhas. Piodermites Infecção bacteriana. Candidíase É uma infecção cutânea causada pelo fungo Candida. Apresenta manchas descoradas com distúrbio de sensibilidade. Casos mais acentuados podem apresentar tumefações. 184 . Ptiríase versicolor Infecção causada pelo fungo pityrosporum ovale. Hanseníase É causada pelo Mycobacterium leprae que atinge pele e nervos.5% Região posterior do membro inferior direito = 7% Quando a extensão da área de pele apresenta queimaduras que supere 50% da superfície corporal. Assumem formas diversas conforme o local comprometido: foliculite (folículo piloso). Pediculose Infecção da pele recoberta de pêlos causada pelo parasita hematófago Pediculus humanus. ou piolho. Caracateriza-se pelo aparecimento de manchas claras ou escuras descamativas no tronco.5% Região posterior do membro superior esquerdo = 4.Região anterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior da cabeça e do pescoço = 10. A erisipela provocada pelo estreptococo beta hemolítico é de maior gravidade. cortes. Herpes simples Infecção viral pode ser extragenital (tipo I) e genital (tipo II) Herpes zoster Infecção viral que em geral acompanha o trajeto de nervos. Fatores hormonais também estão envolvidos. picadas etc. celulite (tela subcutânea). inpetigo (epiderme). em geral estafilococo ou estreptococo que entram em locais com solução de continuidade na pele. áreas descoradas com eritemas nas bordas. o prognóstico é gravíssimo. os lepromas sobretudo na face (face leonina). Distúrbios cutâneos de natureza infecciosa Acne (espinha) É a inflamação do folículo piloso. Escabiose A sarna é uma infecção da pele produzida pelo ácaro ( sarcoptes scabiei).5% Região posterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior do tórax e do abdome = 16% Região posterior do membro superior direito = 4.

Com maior freqüência localiza-se na cabeça e no pescoço. joelhos e couro cabeludo. Lupus eritematoso Apresenta-se polimórfico quanto às lesões cutâneas. arredondadas. 185 . hormonais. Verrugas Pápulas endurecidas provocadas por vírus. Evolui em surtos sobretudo fundo emocional. Carcinoma epidermóide É um tumor maligno cuja origem procede dos queratinócitos da epiderme. Psoríase Apresenta placas avermelhadas. cicatrizes por infecções. porém as mais características são hiperpigmentações na face lembrando as asas de uma borboleta. fatores hereditários. Podem ser congênitos ou adquiridos. Pênfigo Moléstias caracterizadas pelo aparecimento de bolhas na pele e nas mucosas. Vitiligo Distúrbio caracterizado pela descoloração da pele em placas. geralmente bilateral de causa desconhecida. Carcinoma basocelular Tumor maligno mais freqüente que tem origem na camada basal da epiderme.Tinha Infecção causada por fungos do tipo dermatófitos com formação de manchas avermelhadas e escamosas procipalmente na periferia. imunológicos ou nervosos Ictiose O comprometimento na queratinização da pele resulta em pele áspera lelbrando escamas de peixe daí o nome. Distúrbios imunológicos ou de causa desconhecida Alopecia É a perda de pêlo. A exposição ao sol é um fator importante. tinea pedis ou pé de atleta ou frieira ou pelo corpo. com escamas comuns nos cotovelos. Mas pápulas e escamações pelo corpo podem aparecer. mudanças de clima ou em reação a certos medicamentos. A exposição ao sol é importante fator. Em geral resultam de traumatismos. Tumores Angiomas São aglomerados extensos de vasos sanguíneos formando tumores de evolução benigna. De acordo com o local em que se encontram temos: tinea capitis. queimaduras.

Cefálicas 2 . Conhecida por caspa. Outras causas Dermatite seborréica É o processo inflamatório da derme mais comum em locais com grande quantidade de glândulas sebáceas. cosméticos. Altamente metastático.Melanoma Tumor de origem pigmentar dos melanócitos e portanto hiperpigmentado. roupas. Os locais mais freqüentes são dorso e pernas. Glândulas sem ducto São glândulas que produzem substâncias químicas chamadas hormônios que são lançadas na corrente sangüínea já que não possuem ductos e por isso são também chamadas de glândulas sangüíneas. Nevo pigmentar A hiperpigmentação da pele pode dever-se ao aumento da quantidade de melanina ou do número de melanócitos. Dr. Essa integração não se faz através de estruturas anatômicas dispersas no interior do corpo como ocorre com os outros dois sistemas mas através dos hormônios produzidos pelas glândulas endócrinas ou sem ducto que se difundem pelo organismo promovendo a integração. Urticária Reação inflamatória com vergões ou vermelhões com prurido. Classificação: Apesar de terem surgido vários critérios para classificá-las todos os critérios apresentam vantagens e desvantagens por isso em anatomia adotamos a classificação pela localização em que as glândulas se encontram: 1 . Cisto sebáceo Glândulas sebáceas encapsuladas obstruídas e dilatadas pela retenção do sebo. Nader Wafae O sistema endócrino é um dos três sistemas de integração do nosso organismo juntamente com os sistemas nervoso e circulatório. Eczema Lesão cutânea. principalmente no couro cabeludo. em geral por medicamentos. alimentos. fatores emocionais. fatores imunológicos. SISTEMA ENDÓCRINO Prof.Cervicais hipófise e glândula pineal tireóide e paratireóides 186 . em geral alérgica. causada por agentes irritantes. térmicos etc.

que conduz a produção de progesterona. Sua produção é regulada por hormônios liberadores e inibidores do hipotálamo e pelos hormônios sexuais Tireotrófico estimula a glândula tireóide a produzir seus hormônios. órgãos digestórios. Folículo estimulante (FSH) atua sobre o ovário promovendo o desenvolvimento do folículo ovariano e nos homens a produção de espermatozóide. escurecimento da pele. sua produção é regulada pela própria tireóide em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo. Hormônios produzidos: Somatotrófico (do crescimento) estimula o aumento da cartilagem nas lâminas epifisiais dos ossos longos e sua transformação em osso.. A hipófise anterior ou adenohipófise origina-se embriologicamente da parte superior da boca e sobe durante seu desenvolvimento. Assim sendo.Torácicas 4 . na fossa hipofisial da sela turca do osso esfenóide é formada por 3 partes das quais a segunda parte é insipiente no ser humano. promovendo o crescimento em estatura. vamos expor os lobos anterior e posterior.3 . Prolatina. sua produção é regulada por mecanismo de retroalimentação de hormônios sexuais. sua produção é regulada pela própria supra-renal em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo. Luteinizante atua sobre o ovário provocando a ovulação e estimula a formação do corpo amarelo. rins ovários. se o excesso de hormônio é produzido após a fase de crescimento gera a acromegalia em que as partes moles das extremidades aumenta consideravelmente. Nos homens estimula a produção de testosterona pela células intersticiais.Pélvicas - timo e coração pâncreas. Hipófise intermediária Desenvolvida em outras categorias de animais produz a Intermedina que atua nos melanóforos estimulando a produção e deposição de pigmentos cutâneos (sem atividade de importância no ser humano) Hipófise posterior ou neurohipófise é de origem hipotalâmica descendo até a sela turca para se unir à adenohipófise Hormônios produzidos 187 .Cefálicas: Hipófise. situada no hipotálamo. regulado pelo hipotálamo Distúrbios hormonais: excesso de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao gigantismo. estimula a produção de leite pela glândula mamária para a amamentação Hormônio estimulante do melanócito.Abdominais 5 . supra-renais. testículos e placenta 1. Adrenocorticotrófico estimula a supra-renal a produzir seus hormônios. diminuição de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao nanismo hipofisário. em direção à sela turca para se juntar à hipófise posterior que é de origem neurológica hipotalâmica.

Antidiurético e ocitocina são produzidos no hipotálamo e armazenados na neurohipófise conduzidos através do infundíbulo por axônios de células nervosas. triiodotironina (T3) e calcitonina. inibe a liberação do cálcio pelos ossos e estimula a excreção do cálcio pela urina. Regulação pela hipófise Calcitonina . a síntese protéica . O aumento da glândula ocorre para garantir maior captação de iodo. acima e atrás do tálamo tem aproximadamente 1 cm de comprimento. 2 . infertilidade (Mixedema). A tiroxina e a triiodotironina melhoram o metabolismo celular aumentando a oferta de oxigênio às células. sudorese. Também é atribuída à glândula pineal ação na maturação sexual que ocorre na puberdade. em geral. excesso do hormônio leva à hipocalcemia Distúrbio hormonal: A produção de hormônio em excesso constitui o hipertireoidismo ou doença de Graves Basedow. taquicardia e exoftalmia. O hormônio antidiurético atua nos túbulos do rim promovendo a reabsorção de sódio e de água A ocitocina atua promovendo a contração uterina e a liberação de leite pela glândula mamária. Controle de produção: pelo nível de cálcio no sangue. tremores.produzida pelas células c da tiróide. Produz os hormônios: Tiroxina (T4). situada no epitálamo. Paratireóides são 4 glândulas muito pequenas (5 a 7 mm) situadas.interfere no crescimento e no metabolismo de hidratos de carbono. A produção do seu hormônio melatonina é regulada pelo hipotálamo e tem atuação importante no ciclo circadiano (dia/noie) e sua produção aumenta à noite.Cervicais Tireóide situada por diante da laringe e primeiros anéis traqueais tem dois lobos laterais unidos por um istmo. atrás das extremidades dos lobos da glândula tireóide. Este aumento pode ocorrer com hipertireoidismo. doença de Hashimoto . aumenta a atividade do sistema circulatório. fadiga. hipertensão arterial. A produção insuficiente do hormônio constitui o hipotireoidismo. 188 . Glândula pineal. hipotireodismo ou ate normotireoidismo. Os autores ainda não são concordantes quanto a um terceiro hormônio produzido pelo hipotálamo a vasopressina para uns seria a mesma ocitocina para outros um hormônio a parte que provocaria vasoconstrição e aumento da pressão arterial Distúrbios hormonais A diminuição de hormônio antidiurético leva ao diabetes insipidus com eliminação exagerada de urina e sede excessiva. a produção de ambos é regulada pelo hipotálamo. emagrecimento.obesidade. cujos principais sintomas são: nervosismo. gorduras e proteínas. quando a deficiência é congênita constitui o cretinismo O aumento da glândula tireóide por falta de iodo na alimentação constitui o bócio (papeira). Ação: é inversa do paratormônio.

A insulina regula o metabolismo dos hidratos de carbono controlando a quantidade de glicose no sangue não permitindo a sua elevação. se esta aumenta também aumenta insulina. tremores. Distúrbios hormonais A diminuição da produção de insulina constitui o diabetes melitus que caracteriza-se pela hiperglicemia. Supra-renal.maturação sexual. aumenta a glicose no sangue e diminui o glicogênio no fígado. O controle é feito pela quantidade de glicose no sangue. regride quando o indivíduo atinge a puberdade sua ação principal é na defesa imunológica do sistema linfático.Torácicas Timo: formado por dois lobos situado no mediastino superior acima do coração Ação . sonolência. tetania. estimulando sua excreção pelo rim. em conseqüência interfere na diminuição do volume sangüíneo e da pressão arterial. cãibras. palidez. O pâncreas é uma glândula mista é endócrina porque as células das ilhotas pancreáticas produzem insulina (células beta) e glucagon (células alfa) e é exócrina por sua secreção externa (suco pancreático) sua anatomia já foi estudada no sistema digestório. glicosúria.se feocromocitoma. situada sobre o rim. alterações metabólicas. oxidando o excesso de glicose. osteoporose. mas parece estimular a produção de linfócitos T Coração: Os átrios do coração produzem o hormônio natriurético que atua no metabolismo do sódio.O hormônio produzido por elas chama-se paratormônio ou hormônio da paratireóide sua ação consiste em controlar e manter o nível da quantidade de cálcio no sangue O controle de produção é feito pelo nível de cálcio no sangue. hipofosfatemia. principalmente hipertensão e taquicardia. forma piramidal. Secreta um hormônio timosina cuja atuação não está ainda bem esclarecida. aumento da reabsorção óssea. apresenta duas partes distintas: medula e córtex. calculose renal. Distúrbios hormonais: Excesso de paratormônio conduz a hipercalcemia. O glucagon produz efeitos contrários ao da insulina. vasculares e do nervos A produção excessiva do hormônio corresponde ao hiperinsulinismo levando ao quadro de hipoglicemia: sudorese. favorecendo a deposição de glicogênio no fígado e nos músculos.Abdominais Pâncreas. Medula: produz adrenalina e os seus efeitos são os mesmos decorrentes da via eferente simpática do sistema nervoso autônomo. 3 . O tumor desta região da glândula chama. é uma glândula par. contraturas musculares. 4 . hipotensão. fraturas A produção insuficiente do hormônio leva a sintomas decorrentes de hipocalcemia. 189 .

diminuição da massa muscular. vômitos. Esse hormônio carregado pela corrente sangüínea chega à vesícula biliar estimulando sua contração para provocar a liberação de bile. o hormônio mais representativo deste tipo é a aldosterona que atua no metabolismo eletrolítico reabsorvendo sódio e em conseqüência água no rim e eliminando potássio. Renina. anorexia. Intestino delgado.Sexuais (zona reticulada) principalmente testosterona. aumenta a glicemia. Estômago. cuja liberação é estimulada pela presença de gordura no duodeno. Há autores que acham que simplesmente se tratam de faixas de desenvolvimento. Progesterona: preparação para a gestação. primeira parte do intestino delgado produz a colecistoquinina. produz a secretina que estimula a secreção de água e bicarbonato no suco pancreático e a motolina que estimula a mobilidade intestinal. produz transtornos psíquicos mas é um importante antiinflamatório c. emagrecimento. tudo indica que cada camada produz um tipo. o seu excesso produz características masculinizantes. Relaxina: durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve controle: mecanismo de feedback entre os hormônios ovarianos e os hormônios hipofisários. alterações psíquicas. da interna para a externa reticulada. Rim: anatomia estudada em sistema urinário. estimula a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea. caso esta esteja baixa o rim libera renina para aumentá-la e melhorar a filtração. apatia.Córtex: constituída por três subcamadas. controle: ACTH e quantidade de glicocorticóide Distúrbio hormonal Excesso de hormônio. a. fasciculada e glomerulosa. Eritropoetina.Glicocorticóides (zona fasciculada) o hormônio mais representativo é a hidrocortisona que atua no metabolismo dos hidratos de carbono. Com esta glândula produz três tipos de hormônios. face de "lua cheia". 5. doença de Addison: cansaço. edema hipertensão arterial. próximo ao glomérulo renal está o aparelho justaglomerular cujas células avaliam a pressão sangüínea de filtração. Diminuição de hormônio. diminui as proteínas. produz a gastrina que estimula as células parietais do estômago a secretarem ácido clorídrico. doença de Cushing: obesidade. b. hipotensão e hiperpigmentação da pele Órgãos Digestórios Duodeno.Mineralocorticóides (zona glomerulosa). fraqueza. Testículo: 190 . acne. maturação da mucosa uterina.Pélvicas: Ovário: Estrógeno: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários femininos e pela reconstrução da mucosa uterina perdida durante a menstruação.

Rim 11.Pâncreas 8. A estatura é anormalmente baixa e o fácies é característico. Na maioria das vezes deve-se à doença de Graves. gônadas e dependendo da idade também o crescimento. 191 .Hipófise 2. doenas consumptivas crônicas. Hipopituitarismo É a produção insuficiente de hormônios hipofisários.Duodeno e alças intestinais 9.Glândula pineal 3. trauma craniano e radiações.Placenta Patologias do Sistema endócrino Hipófise Nanismo hipofisário É a carência de hormônio do crescimento motivada por distúrbio hipofisário levando ao atraso de crescimento na infância de etiologia congênita ou adquirida.Supra-renal 10. O hipopituitarismo também pode ocorrer em casos de anorexia nervosa.Testículo 13. Tireóide Hipertireoidismo É a doença provocada pelo aumento de hormônios tireoidianos . ou tireoidites.Timo 7. Placenta Hormônios: estrógenos.Glândula tireóide 4.Testosterona: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos.Ovário 12. tireóide. É o que ocorre na síndrome de Sheehan.Átrio direito do coração 6. partos com hemorragias graves ou choque e conseqüente infarto ou irrigação deficiente da hipófise. atua na espermatogênese e na ereção. Roteiro Prático: Identificar as glândulas endócrinas: 1.Glândula paratireóide 5. adenomas. Em conseqüência também ficam comprometidas às funções das glândulas integradas à hipófise: supra-renal. tumores. controle: mecanismo de feedback entre a testosterona e os hormônios hipofisários. progesterona e uma série de hormônios semelhantes aos da adenohipófise: gonadotrofinas coriônicas. auto-agressão do sistema imunológico ou então: bócio multinodular hiperfuncionante.

No quadro clínico observa-se: obesidade. e secundário quando a causa situa-se na hipófise. Ocorre nas ressecções cirúrgicas da glândula. tireoidite auto-imune de Hashimoto. a diminuição de potássio pode acarretar distúrbios musculares e. do consumo de oxigênio e maior atividade do sistema nervoso simpático: nervosismo. sudorese excessiva. fraqueza. na hiperplasia ou no carcinoma de supra-renal. sensibilidade ao frio. tratamentos com substância radiativas. aumento da língua. em geral. fraqueza. Os casos mais graves constituem o mixedema com fácies característico. como na síndrome de Conn tumor de células produtoras de aldosterona. No quadro clínico: aumento da glândula. deficiência de iodo na alimentação ou então congênito (cretinismo) neste há comprometimento da estatura e retardo mental. á vírus (Quervain) e pós-parto. Pode ser primário quando se refere ao funcionamento da própria tireóide. são decorrentes da hipertensão arterial: dor de cabeça. distúrbios menstruais e mentais. hemorragia ou neoplasia. demais sintomas dependem da causa. bócio (aumento da glândula). arritmias cardíacas. hipotensão. Tratamentos prolongados cor corticóide podem provocar insuficiência suprareal funcional. bradicardia. atraso mental. pele seca. 192 . Os sintomas. hipoplasia ou desenvolvimento deficiente. Supra-renal Feocromocitoma É o tumor da medula da supra-renal elevando a produção adrenalina em níveis altos. auto-imune (autoagressão pelo sistema imunológico). É secundário quando a causa não é na glândula supra-renal como no aumento da produção de renina desencadeando o processo: renina-angiotensina-aldosterona. tremores e exoftalmia (protusão dos olhos empurrado pelo corpo adiposo da órbita).Os sintomas característicos dependem do aumento da atividade metabólica. taquicardia.arritmia cardíaca. aumento do número de defecações. Outras tireoidites são de Reidel com fibrose da glândula. bacteriana. A mais freqüente é a de Hashimoto de causa auto-imune (auto-agressão imunológica). Insuficiência supra-renal É a produção insuficiente de hormônios pelo córtex supra-renal. Hipotireoidismo É a produção insuficiente de hormônios pela tireóide. disfunção intestinal. palpitações. aumento do apetite. doença de Addison – destruição da glândula de causa infecciosa. Pode ser primário nas doenças da glândula supra-renal. inchaços. O quadro clínico é de hipertensão arterial. transtornos emocionais. Tireoidite É a inflamação da glândula tireóide. Hiperaldosteronismo É o aumento na produção de aldosterona pela supra renal. O sintomas são característicos da via eferente simpática: taquicardia e aumento da pressão arterial resistente aos medicamentos. emagrecimento.

emagrecimento. hipoglicemia. sinal de Trousseau. em geral. ocorre após cirurgia em paratireóides ou na tireóide. fácies característica de lua cheia. renal. Nos casos graves alem da tetania. Outros Obesidade Acúmulo excessivo ou anormal de gordura no corpo. contrações dos do carpo ao pressionar o manguito do aparelho de pressão. Preocupante é sua associação diabete mellitus. distúrbios no centro hipotalâmico do apetite ou no dispêndio de energia metabólico. Síndrome de Cushing É a produção excessiva de glicorticóides pelo córtex supra-renal. massa corporal superior a 27. contrações dos músculos da expressão facial pelo estímulo do nervo facial. hipertensão arterial. Pode aparecer também nos tratamentos prolongados com corticóides. vitiligo (manchas hipocrômicas). arterioesclerose. Hipoparatireoidismo É a secreção insuficiente do paratormônio e conseqüente hipocalcemia isto é a diminuição do cálcio plasmático. hiperpigmentação da pele. falta de apetite (anorexia). osteoporose. muscular e nervoso. SOALHO DA PELVE 193 . prejudicial à saúde. O quadro clínico decorre da hipocalcemia: parestesias. Paratireóide Hiperparatireodismo É o aumento da secreção do paratormônio pelas paratireóides causado por adenoma da ou hiperplasia paratireóidea. Fatores genéticos. espinhas. hirsutismo. vômitos. ou 20% a 25% acima do peso médio esperado. São característicos: o sinal de Chvostek. Resulta do desequilíbrio entre as calorias ingeridas e consumidas. espasmos musculares e tetania (contrações e espasmos musculares generalizados). infarto do miocárdio. etc. hipotensão. cansaço. O critério de sua determinação é variável. estrias. digestório.No quadro clínico observa-se: muita fraqueza. câimbras. hipertensão arterial. provocada por tumor da glândula. convulsões e espasmo de glote.8 Kg/m2 . sedentarismo. O quadro clínico é uma decorrência do aumento do cálcio no sangue – hipercalcemia provocando alterações nos sistemas: esquelético. edema. náuseas. No quadro clínico observa-se: obesidade. Quando desencadeada pelo hormônio adrenocorticotrófico chama-se doença de Cushing. desproteinemia.

Prof. A inervação dessa região tanto motora para os músculos como sensitiva para a pele depende principalmente do nervo pudendo. apenas músculos e fáscias sendo formado pelo peritônio.fáscia profunda do períneo 4. Nader Wafae A pelve apresenta 2 paredes ântero-laterais (ossos do quadril. isquiocavernoso e transverso superficial do períneo.fáscia superior do diafragma da pelve que deriva da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por cima. Não tendo estruturas ósseas de sustentação. 5. 3. mesmo assim esse soalho suporta toda a pressão da cavidade abdómino-pélvica. 2 . iliococcígeo e pubococcígeo 4 . músculo obturador interno). Região anal é formado por: 1 .fáscia superficial (tecido subcutâneo) 3 .fáscia superficial do períneo que é a tela subcutânea. 194 .pele 2. O soalho da pelve não possui esqueleto ósseo.fáscia visceral que deriva do tecido extraperitoneal e que forma os ligamentos pubocervical. O diafragma da pelve é formado de cima para baixo por: 1 .músculos: levantador do ânus e isquiococcígeo. O diafragma ou região urogenital é formado por: 1.espaço superficial do períneo onde se encontram os músculos: bulboesponjoso. retouterino e transverso do colo que prendem o colo do útero às paredes da pelve. A resistência desse soalho deve-se a uma estrutura que fica no centro do soalho e que serve de ponto de apoio e de sustentação de todas essas camadas é o corpo do períneo.espaço profundo do períneo onde se encontram os músculos transverso profundo do períneo e esfíncter externo da uretra 7. ligamentos sacrotuberal e sacroespinal) e um soalho. O períneo é uma região em forma de losango que se estende da sínfise púbica aos túberes isquiáticos de cada lado e daí ao cóccix. pelo diafragma da pelve e pelo períneo.fáscia superior do diafragma urogenital A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima.fossa isquioanal cheia de gordura e músculo esfíncter externo do ânus A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima. uma parede posterior (sacro. dos ligamentos e dos músculos que compõem o soalho da pelve. formado pelo entrecruzamento das fáscias.pele 2 .fáscia inferior do diafragma urogenital 6. Dr. ramo do plexo sacral. divide-se em dois triângulos.fáscia inferior do diafragma da pelve também derivada da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por baixo. o anterior é a região ou diafragma urogenital e o posterior é a região anal. 3 . O músculo levantador do ânus é formado por 3 fascículos: puborretal.

S3. Pelvimetria O conhecimento de algumas medidas da pelve óssea tem importante aplicação em obstetrícia se considerarmos que durante o trabalho de parto a cabeça do feto deve se ajustar a essas medidas.Nervo pudendo 9.5 cm É a distância do ponto mais saliente e posterior da sínfise púbica ao centro do promontório. Diâmetro conjugado obstétrico – 11.Corpo do períneo 195 . S4 que passa por trás da espinha isquiática (ponto de referência para anestesiá-lo durante o trabalho de parto) e a seguir entra no períneo emitindo os ramos retal inferior.5 cm É a maior distância entre as linhas terminais.Músculo transverso superficial do períneo 6. Roteiro Prático de soalho da pelve 1.Músculo bulboesponjoso 4.Espinha isquiática 8.5 cm É a distância da margem inferior da sínfise púbica ao promontório que é o ponto mais saliente da articulação sacrolombar em geral a extremidade anterior da primeira vértebra sacral.Músculo isquiocavernoso 5.Músculo levantador do ânus 2.Fossa isquioanal 7. Diâmetro interespinoso É a distância entre as duas espinhas isquiádicas.formado pelas raízes de S2. Diâmetro oblíquo É a distância da articulação sacroilíca de um lado à eminência iliopúbica do outro lado. Diâmetro anatômico conjugado verdadeiro É a distância da margem superior da sínfise púbica ao centro do promontório Diâmetro tranverso – 13. Vejamos as mais conhecidas: Diâmetro diagonal – 12. perineal e dorsal do clitóris.Músculo isquiococcígeo 3.

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