Anatomia Sistêmica

2009

Atualizada, revista e ampliada

Professor Dr. Nader Wafae Titular de Anatomia Descritiva e Topográfica por Concurso Público Especialista pela Escola Paulista de Medicina Doutor pela Escola Paulista de Medicina Livre Docente Pela Universidade Federal de São Paulo

Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr. Nader Wafae. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor.

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Índice Orientações sobre o Curso de Anatomia. Bibliografia. Normas. Introdução ao Estudo da Anatomia Descritiva: conceito, divisão, métodos de estudo, posição anatômica, terminologia anatômica, planos e eixos. Tipos Constitucionais. Normal e Variação. Fatores Gerais de Variações Princípios Gerais de Construção do Corpo Humano História da Anatomia Aparelho Locomotor: Sistema ósseo Aparelho Locomotor: Sistema Articular Aparelho Locomotor: Sistema Muscular Sistema Circulatório: Funções. Composição. Circulações Sistema Circulatório: Coração Sistema Circulatório: Artérias Sistema Circulatório: Veias Sistema Circulatório: Linfáticos Sistema Circulatório: Vascularização do Coração Sistema Circulatório: Complexo Estimulante Sistema Circulatório: Fatores Biodinâmicos das Circulações Venosa e Linfática Sistema Respiratório Sistema Respiratório: Mecânica Respiratória Sistema Digestório Sistema Digestório: Glândulas anexas Peritônio Sistema Urinário Sistema Genital Feminino Glândula mamária Sistema Genital Masculino Bulbo do olho Orelhas Tegumento Comum Sistema Endócrino Soalho da pelve

3 5 9 10 11 15 38 45 74 75 83 95 106 110 112 115 125 134 138 145 148 156 161 166 167 174 177 181 186 194

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ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A DISCIPLINA DE ANATOMIA Normas Avental Nas aulas práticas de laboratório é obrigatório o uso de avental, branco, longo, manga comprida. Esta exigência longe de ser autoritária é uma providência primordial de higiene, limpeza, prevenção e de proteção a saúde do aluno e de seus familiares. A sua utilidade é tão grande que caracteriza a figura do médico. Respeito para com as peças de estudo Nossas peças de laboratório, em sua grande maioria, são de seres humanos que em vida, muitas vezes, apresentaram incertezas, indefinições, infortúnios e até mesmo se tornaram um ônus para a sociedade, mas ao morrerem e seus corpos serem utilizados para estudo se redimiram totalmente da indigência oferecendo-se para a nobre missão de salvar outras vidas através do ensino e da pesquisa, são dignos, portanto, de todo o nosso respeito e nossa gratidão. Segundo o professor Renato Locchi, “A anatomia é uma disciplina informativa na medida que fornece novos conhecimentos que serão de essencial aplicação na atividade profissional. É normativa na medida que impõe a disciplina de estudo e a metodologia e precisão de linguagem. É principalmente estético-moral, pela natureza do material de estudo, o cadáver. Essencialmente, porém, lição de ética e de humildade.” Inicia, assim, desde o primeiro ano o respeito pelo ser humano que deverá caracterizar as atitudes do médico. Desta forma, não será admitido qualquer tipo de atitude de desrespeito com material humano de estudo. Luva cirúrgica Embora nosso material não ofereça risco evidente de contaminação é importante que o aluno manuseie as peças com luvas cirúrgicas principalmente para proteger suas mãos da ação de substâncias químicas. Atualmente, estão disponíveis no mercado as luvas descartáveis para procedimentos acondicionadas em caixas. Manuseio das peças Preserve as peças anatômicas com muito cuidado, já que, por serem humanas são difíceis de obter e renovar. A qualidade do nosso ensino depende do cuidado que você tiver ao estudar nessas peças. Não arranque, não puxe, não fure. Preserve-as. Gerais Por determinação da justiça não é permitido levar material cadavérico (ossos, órgãos, etc.) para estudo fora do laboratório da Faculdade (residência, biblioteca, etc.) os infratores estão sujeitos às penas da lei. Da mesma forma não é permitido fotografar ou filmar as peças a não ser para trabalhos científicos ou preparação de aulas.

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2006. Bibliografia Atlas 1. Atlas de anatomia humana.4ª ed. N. Anatomia em Diagnóstico por imagem. Anatomia Humana.Putz R. K. Editora Artes Médicas 4. Yokochi. Editora Manole. 2. Pabst R. Vogl AW e outros. 6ª ed. .Tillmann B. Neuroanatomy – 3ª ed . Não serão possíveis correções posteriores.Anatomia Humana. H. H. Guanabara Koogan.Fleckenstein P.Van de Graaff. Editora Manole. 2. E. Nader Wafae.. W. K. 6ª ed.Mc Graw Hill. esteja absolutamente convicto de ter respondido a chamada ou assinado a lista de presença no mesmo período em que é feita ou passada. Sobotta Atlas de Aanatomia Humana – 22ª ed. L & Dalley. . Observação: Os direitos autorais desta apostila pertencem exclusivamente ao Professor Dr.Moore. Livro texto 1. Atlas de Anatomia Humana. Atlas Fotográfico de Anatomia Sistêmica e Regional. A. 2006.Atheneu 2.Telefones celulares durante as aulas Durante as aulas teóricas. 2003. 2ª ed. A presença do aluno às aulas práticas é registrada em todos os dias do curso.2ª ed.D. 4 . . (e aulas teórico-práticas se o professor estiver expondo matéria) e nas provas os proprietários de telefones celulares são obrigados a desligar seus aparelhos para não perturbar a aula. 3. e em respeito ao professor.Anatomia Orientada para a Clínica . Editora manole 1ª Ed. F. J.Rohen. Tranum.Jensen J..Machado.Drake RL.Netter. Gray’s Atlas de Anatomia – Elsevier. Lütjen-Drecoll.Martin J. Ed Manole. C. É terminantemente proibida a reprodução e utilização desta apostila em seu todo ou em partes sem a autorização expressa (por escrito) do autor. Neuroanatomia funcional .M. 5. A. Guanabara Koogan Neuroanatomia 1. Anatomia da imagem 1.

aplicação de injeções.cortar. comparar o coração de peixe. sob vários enfoques e com a utilização de vários métodos de estudo. originaram-se as várias divisões da anatomia. É importante no diagnostico de enfermidades.procura identificar as estruturas anatômicas através da pele. Assim sendo. mamífero etc. sistema circulatório (coração. É importante no exame físico do paciente e na cirurgia. ex. pescoço. tomográficos e de ressonância magnética na anatomia da imagem. Divisão O ser organizado pode ser estudado de várias maneiras.  Mais recentemente estão se desenvolvendo a anatomia em cortes subsídio para tomografias e para ressonância magnética e anatomia geriátrica Métodos de estudo Cada uma dessas divisões utiliza. mesmo que pertencentes a sistemas diferentes.  De superfície . assim temos a dissecação para a anatomia topográfica. veias e linfáticos). e peças isoladas de diferentes espécies animais na anatomia comparada. atualmente anatomia é o nome da ciência e dissecar o seu principal método de estudo. palpação e ausculta para a anatomia de superfície. ex.  Sistêmica ou descritiva . enfim tem enorme aplicação para todos os profissionais que trabalham em saúde.  Topográfica ou regional .estuda as estruturas próximas situadas numa determinada região do corpo. Importante para a genética e embriologia. batráquio.  Pediátrica . as peças 5 . Nader Wafae Anatomia Conceito É a ciência que estuda a constituição. radiografia. Para conservar e evitar a decomposição. métodos de estudo próprios orientados para a sua especialidade.significa em partes e tome quer dizer .em partes e secare . o correspondente em latim é dissecar na qual dis . comumente.estuda as estruturas que contribuem para uma função comum e que são reunidas em sistemas ex. o Etimologia A palavra Anatomia é de origem grega. É importante no exame físico do paciente. filmes radiográficos. ex. a inspeção. tomada de pressão arterial e pulsação.cortar.estuda as particularidades das estruturas no corpo de crianças. desenvolvimento e vários aspectos funcionais do ser organizado. Em tempos passados anatomizar e dissecar eram sinônimos. ana . Importante em pediatria e cirurgia pediátrica.estuda uma mesma estrutura em diferentes espécies animais.estuda as estruturas através de suas imagens projetadas por meios físicos. artérias.  Imagem . ultra-sonografia.INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA DESCRITIVA Professor Dr. a conformação.  Comparada .

Desta forma. Como já foi exposto.Suíça. pela lentidão dos meios de transporte e pelas diferenças de idiomas. Assim sendo. As vezes. pelas distâncias que os separavam. Posição anatômica Por convenção é a posição em que se coloca o corpo humano com a finalidade de padronizar as descrições a terminologia e as relações de suas estruturas. a escola anatômica de uma localidade homenageava um eminente anatomista dando seu nome a uma estrutura julgando que ele tinha sido o primeiro a descrevê-la e no entanto. o mesmo ocorria em outra cidade a respeito da mesma estrutura.000 estruturas do corpo humano (cada estrutura tinha em média 10 nomes). determinadas estruturas recebiam nomes e descrições diferentes nas diferentes escolas anatômicas da época. a anatomia é uma ciência normativa isto é. olhar no horizonte. e dos intercâmbios entre as Escolas Anatômicas. determina normas que devem ser seguidas pelos profissionais da área da saúde para que haja uma padronização universal de comunicação e de descrições. das publicações científicas. e os planos e eixos do corpo humano. cabeça voltada para frente. durante o encontro de anatomistas de vários países europeus na cidade da Basiléia .000 nomes para designar apenas as 5. A medida que as dificuldades de comunicações representadas pelas distâncias. Como em determinado momento histórico a anatomia se desenvolveu em centros universitários situados em cidades isoladas umas das outras. as comunicações entre os pesquisadores eram difíceis. temos: a posição anatômica. usamos métodos de coloração que mostram as diferenças entre substância branca e substância cinzenta. Normas de padronização para estudo e descrições do corpo humano. Indivíduo ereto. Terminologia anatômica É uma tendência natural do ser humano dar nomes as coisas para facilitar a comunicação entre as pessoas. Mas o principal método de estudo em anatomia é sem dúvida. no final do século XIX. Lançada pelos alemães esse esforço de unificação se foi bem sucedido em países de influência 6 . A primeira tentativa concreta de simplificação da nomenclatura ocorreu em 1895. membros superiores pendentes lateralmente ao corpo. A relação que resultou dessa reunião chamou-se Basle Nomina Anatomica mais conhecida por BNA. a dissecação. constatou-se. em cortes. que existiam 50. a terminologia anatômica. membros inferiores justapostos com os calcanhares ligeiramente afastados e os dedos dos pés para frente. pelos meios de transporte. dos Congressos. palmas das mãos voltadas para frente.anatômicas são fixadas em formol e conservadas em formol e fenol ou em glicerina e para facilitar o estudo podemos injetar as estruturas tubulares como artérias e veias com substâncias plásticas coloridas. Nas radiografias podemos utilizar meios de contraste para expor órgãos com densidades semelhantes. Nas peças de sistema nervoso. pela diversidade de línguas iam sendo superados através do progresso tecnológico.

podemos imaginar o corpo humano contido no interior de um paralelepípedo ou de retângulo.científica alemã. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos frontais ou coronais. ou coronal anterior. tracemos planos rentes às suas superfícies em todos os seus lados. Sendo editada em língua portuguesa em 2001 e será a que adotaremos em nosso curso. pela função (supinador. pela posição (subclávio).não usar epônimos (nomes de pessoas) . não conseguiu unanimidade entre franceses e ingleses.. Finalmente a reunião decisiva e concreta realizou-se durante o VI Congresso de Anatomia na cidade de Paris em 1955 ocasião em que foi aprovada a PNA. Nova tentativa de unificação e simplificação dos termos verificou-se por iniciativa dos alemães na cidade de Yena. mas ainda desta vez não se conseguiu a pretendida globalização. estribo).a língua oficial é o latim (a tradução é permitida) deve ser curto. simples e fácil de memorizar . Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados transversais. Princípios normativos: que devem orientar a nomenclatura de cada estrutura: ter um só nome . em 1933. 4) Plano inferior: é horizontal passando pela planta do pé. pelo número de partes (bíceps braquial). Estes últimos.pronador redondo). Critérios históricos: a grande maioria dos termos anatômicos são de origem grega e latina. o entendimento e o aprendizado nas descrições dos órgãos e dos sistemas. também chamado dorsal ou frontal posterior. também chamado ventral ou frontal anterior. sendo que os critérios mais usados para dar nomes às estruturas foram: pela forma (deltóide. também chamado cranial. 2) Plano posterior: é vertical passando pelas costas do corpo. Nomenclatura Anatômica de Paris que apesar de algumas modificações introduzidas nos Congressos de Anatomia subseqüentes é a nomenclatura atualmente adotada universalmente. 3) Plano superior: é horizontal passando rente ao couro cabeludo. onde tornam-se evidentes os 6 planos de referências: 1) Plano anterior: é vertical passando pela frente do corpo. junção de critérios .adotar nomes semelhantes para estruturas vizinhas. ou coronal posterior. também chamado podálico. além da posição anatômica e da terminologia anatômica foram traçados planos e eixos convencionais ao longo do corpo humano que permitiram essa importante uniformidade descritiva. Em 1939 com a deflagração da segunda guerra mundial o assunto foi relegado. Assim fazendo. flexor dos dedos). Com o corpo humano em posição anatômica.mistos (função e forma . pelos locais de fixação (coracobraquial). lançariam uma revisão denominada Birmingham Revision (BR). 7 . Ela foi ratificada na cidade de São Paulo em 1997 pela Comissão Federativa da Terminologia Anatômica. Planos e eixos do corpo humano A fim de padronizar a comunicação. Alemanha em 1935 com a Nomenclatura Anatômica de Yena (YNA).

Esses eixos podem ser transferidos para qualquer parte do corpo desde que sua orientação seja mantida. O plano sagital que passa exatamente pelo meio do corpo dividindo-o em duas metades direita e esquerda chama-se plano sagital mediano. É homopolar pois em suas extremidades temos porções semelhantes do corpo. órgão ou articulação do corpo.5) Plano lateral direito: é vertical tangencial ao lado direito do corpo. órgão ou articulação do corpo. Unindo-se os dois pontos que ocupam os centros de planos paralelos obtemos 3 eixos. 8 . É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo. 3) Eixo transversal: é o eixo que une o centro do plano lateral direito ao centro do plano lateral esquerdo. Todos os eixos paralelos a ele são ditos longitudinais em qualquer parte. Todos os eixos paralelos a ele são ditos transversais em qualquer parte. de terminologia e dos planos e eixos podemos entender os termos de posição mais usados em anatomia: Medial = mais próximo do plano sagital mediano Lateral = mais afastado do plano sagital mediano Mediano = situado ao longo do plano sagital mediano Intermédio = entre uma estrutura lateral e uma estrutura medial Superior = mais próximo do plano transversal superior Inferior = mais próximo do plano transversal inferior Anterior = mais próximo do plano frontal anterior Posterior = mais próximo do plano frontal posterior Interno = no interior de uma cavidade Externo = no exterior de uma cavidade Proximal = mais próximo da raiz (origem) do membro Distal = mais afastado da raiz (origem) do membro Médio = entre proximal e distal. 2) Eixo longitudinal: é o eixo que une o centro do plano transversal superior ao centro do plano transversal inferior. Todos os eixos paralelos a ele são ditos sagitais em qualquer parte. ou entre superior e inferior Cranial ou cefálico = mais próximo do plano transversal superior Podálico ou caudal = mais próximo do plano transversal inferior Superficial = externamente à fáscia muscular (tecido conjuntivo que envolve os músculos) ou mais próximo da superfície do corpo Profundo = internamente à fáscia muscular ou mais afastado da superfície do corpo. 1) Eixo sagital: é o eixo que une o centro do plano frontal anterior ao centro do plano frontal posterior. órgão ou articulação do corpo . Termos de posição Amparados por normas anatômicas padronizadas: de posição. 6 Plano lateral esquerdo: é vertical tangencial ao lado esquerdo do corpo. Todos os planos paralelos e contidos entre esses dois planos são chamados planos sagitais. É heteropolar pois em suas extremidades temos porções diferentes do corpo.

favorecer o aparecimento de variações em estruturas 9 . processos invasivos de diagnóstico e de tratamento. feixes musculares supranumerários). (ex. são baixos e obesos. existe predominância do tórax sobre o abdome. nervos) entre o pescoço e o tórax. mas não necessariamente. no conjunto tornam a vida impossível (ex. mas aptas para a função) no ser humano é de grande aplicação na atuação profissional principalmente no exame físico dos pacientes. várias e graves anomalias que.  Mediolíneo: características intermediárias entre os dois tipos anteriores. resultando naquilo que denominamos de tipos constitucionais ou biótipos. Em geral.  Conceito de monstruosidade: é a estrutura que apresenta. As variações podem ser individuais e condicionadas. a presença do timo em crianças e a sua regressão nos adultos condicionam um rearranjo das estruturas (vasos. modificações ósseas no idoso podem contribuir para o aparecimento de variações. diferenças físicas em sua conformação. cirurgias. a presença de genitais diferentes podem. anencefalia). Em geral. ex.  Conceito de variação: uma estrutura é considerada variação quando sua apresentação não é a mais freqüente na população mas está apta para a função. existe predominância do abdome sobre o tórax. Conceitos de normal. de causas hereditárias. Individuais são aquelas que aparecem em determinadas pessoas não estando relacionadas com os fatores gerais que predispõem o aparecimento de variações. Fatores Gerais de Variação O aparecimento de variações (estruturas pouco freqüentes. geralmente.  Brevilíneo: apresenta pescoço curto. variação e anomalia em anatomia  Conceito de normal: é um conceito estatístico e funcional.Tipos constitucionais Os indivíduos humanos apresentam.  Idade: modificações anatômicas influenciadas pela idade. tórax cilíndrico. Uma estrutura é normal em anatomia quando sua apresentação é a mais freqüente e está apta para a função. Principais características :  Longilíneo: apresenta pescoço longo. Mas a diferente disposição da tela subcutânea. Condicionadas são aquelas que aparecem influenciadas pelos fatores gerais de variação. que passaremos a expor. o tamanho do tronco predomina em relação aos membros. durante o desenvolvimento. são altos e magros. tórax achatado ântero-posteriormente.  Sexo: Não são consideradas as diferenças oriundas do evidente dimorfismo sexual (caracteres sexuais primários e secundários). brevilíneo e mediolíneo. dedos e costelas supranumerários). endócrinas e ambientais conciliando genótipos e fenótipos. mas não necessariamente. o tamanho dos membros predomina em relação ao tronco. em alguns indivíduos. e que são 3: longilíneo.  Conceito de anomalia: é a estrutura pouco freqüente e não está apta para a função (ex. Pertence a outro campo de estudo chamado Teratologia. em geral.

São freqüentes as publicações científicas comparando povos que vivem em regiões diferentes. 10 . estômago em J dos longilíneos. a reunião de tecidos diferentes forma um órgão. a margem supra-orbital apresentou muitas diferenças. ossos. Paquimeria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído ântero-posteriormente por dois tubos contíguos chamados paquímeros. exemplo: músculo piramidal na parede abdominal é mais freqüente em brancos. pulmões. Evolução: diante de sucessivas mudanças na civilização. A evidente assimetria interna é comprovada pela situação do coração.     que habitualmente são semelhantes de ambos os sexos. o conjunto de órgãos afins chama-se sistema e a reunião de sistemas afins forma um aparelho. fígado. o nervo laríngeo recorrente no pescoço apresenta diferenças de trajeto nos dois lados. ex. Lado: podem aparecer diferenças de trajeto de algumas estruturas em função do lado ex. Grupo étnico: brancos. o que pode condicionar diferenças em outras estruturas próximas. negros e amarelos podem apresentar variações relacionadas ao seu grupo étnico. alimentação. mais saliente nos homens. vértebras. Metameria: é o princípio de construção pelo qual o tronco é constituído pela superposição de segmentos transversais semelhantes chamados metâmeros. exemplos osteócito (célula). latitude etc. pode sofrer modificações pela mudança dos hábitos alimentares. Meio ambiente: clima. o tubo posterior é menor contem o sistema nervoso central daí o nome paquímero dorsal ou neural. a mandíbula. o conjunto dos ossos (sistema). costelas. osso (órgão). altitude. pe. Biótipo: a forma de determinados órgãos pode estar relacionada ao biótipo ex. exemplo: a proeminência laríngea.. aparentemente simétricas externamente mas de evidente assimetria interna. o pescoço curto dos brevilíneos pode condicionar diferenças de situação e trajeto em estrutura anatômicas. exemplos: índios. A aparente simetria externa pode ser avaliada observando separadamente as duas metades de uma fotografia da face. as evidentes diferenças anatômicas entre as pelves dos dois sexos podem condicionar diferenças de trajeto de nervos e de vasos. colo sigmóide etc. o tubo anterior é maior contém as vísceras daí o nome paquímero ventral ou visceral. Princípios gerais de construção do corpo humano Célula é a unidade anatomofuncional do ser vivo. esquimós. podem surgir novas adaptações anatomofuncionais. tecido ósseo (tecido). uma reunião de células semelhantes constitui um tecido. articulações e músculos esqueléticos (aparelho) O corpo humano apresenta alguns princípios de construção que constituem verdadeiras normas gerais observadas na formação de seus diversos componentes. Antimeria: é o princípio pelo qual o corpo humano é constituído por duas metades chamadas antímeros. caucasianos. podem também ser condicionantes de variações.

mas nessa fase. ou pré-científica ou da anatomia fortuita Nesta fase. na preparação do corpo para a vida futura em que acreditavam. b. 2ª fase: História ou científica Cuja característica essencial consistia na identificação dos órgãos. Segmentação: é o princípio observado em muitos órgãos do corpo humano pelo qual um órgão é subdivido em partes chamados segmentos dotadas de certa autonomia anatômica e funcional. para se defender ou atacar e para preservar o corpo após a morte utilizava-se a anatomia. para relacioná-los com doenças visando o tratamento e mais tarde também para o aprimoramento do conhecimento científico. c.Desenhos rupestres encontrados em cavernas (Pindal -Espanha) representando o animal que deverá ser abatido para servir de alimento com flecha ou lança apontando o lugar ideal para sacrificar o animal com maior sucesso. Iniciava-se assim o primeiro período da fase científica – o período grego .Estratificação: é o princípio de construção pelo qual o corpo humano (e seus órgãos) é constituído pela superposição de camadas de tecidos.a proteção do seu próprio corpo. desenvolver. esse processo de identificação de órgãos vitais não tinha o interesse em adquirir.Preparação de múmias na qual se indicava a retirada das vísceras para se evitar a decomposição.a sobrevivência através do consumo de carne animal. 3. Dr. devemos dividir a História da Anatomia em duas fases: 1ª fase: Pré-história.religiosos. Nesse período destacaram-se: 11 . para a qual o conhecimento da constituição do corpo do animal era importante para a caça bem sucedida. As dúvidas sobre a existência de Asclépio enquanto ser humano fez com que alguns autores marcassem o início desse período pelas descrições anatômicas contidas na Ilíada de Homero (século VIII a.que se estenderia até a morte do imperador Alexandre Magno (323 AC). Estes objetivos foram comprovados por: a. História da Anatomia Prof.C).Utilização de armaduras e escudos para proteger determinados locais do corpo considerados vitais. Período Grego A história da anatomia ou fase científica se inicia na Grécia com o trabalho de atendimento aos doentes desenvolvido por Asclepio no século XIV AC. para se defender dos ataques inimigos. esclarecer ou melhorar conhecimentos. 2 . inicialmente. Este médico reconhecia que para atender melhor os doentes necessitava conhecer a constituição do corpo humano. Para sobreviver. Nader Wafae Preliminarmente. as relações ou identificações de estruturas anatômicas não visavam o conhecimento já que tinham três objetivos básicos: 1.

Muito mais por sua genialidade e interesse pessoal do que pelo apoio Institucional . Aristoteles (384-322 AC) criador da biologia.) e com doenças lançando a teoria dos humores. Empedocles (500-430 AC) relaciona os princípios da natureza: ar. porém. De fato. Descreve as cavidades cardíacas. Período Alexandrino Com a morte de Alexandre Magno. Suas obras: Corpus hipocraticus e Da natureza do homem. o incêndio parcial da Biblioteca de Alexandria com 400. dando os nomes: aorta e carótida. a censura imposta. sabe diferenciar artérias das veias. fleuma (pulmões) etc. os imperadores romanos tendo mais interesse em conquistas. Erasistrato (310-250) dedica-se mais a fisiologia da qual é fundador. já conhecia algumas glândulas e estruturas do sistema nervoso. Descreve grande parte do sistema nervoso central. o período grego entra em declínio. O império é dividido entre seus generais que não tinham o mesmo interesse científico do imperador. apenas um grande nome despontou nesse período. já conhecia os linfáticos e dos órgãos dos sentidos. Destaca-se mais como médico do que como anatomista.Alcmeon (500 AC) – escreve a primeira obra anatômica conhecida.Claudio Galeno. a não ser um deles. veias pulmonares. Nesse período destacaram-se: Herofilo (330 – 270 AC) a quem é permitido realizar a primeira dissecação em cadáver humano. é o fundador da escola alexandrina. era uma relação de nomes de estruturas anatômicas. água e fogo com os humores do corpo (bile (baço). a quem coube o Egito no norte da África. é quem denomina as valvas tricúspide e as sigmóideas. partes do sistema digestório e do respiratório (traquéia e brônquios). estuda o coração e os grandes vasos. De 100 DC até o declínio do império romano no século V. o general Ptolomeu. terra. guerras e cobranças de impostos não impulsionaram a ciência. Distingue os nervos dos tendões e dos ligamentos . principalmente nomes dos ossos. sangue (fígado). Este general. reformula a escola e é chamado de restaurador da anatomia. Período Romano Um dos períodos mais longos e mais pobres para a anatomia. A conquista do Egito pelos romanos. Hipocrates (460-377 AC) é o pai da medicina. demonstrou grande interesse em desenvolver a ciência e deu início ao segundo período da era científica – o período alexandrino que vai de 300 AC a 100 DC. apesar das dificuldades 12 . mas ele não distinguia bem os músculos e confundia ligamentos com tendões. Especializa-se na pesquisa do sistema circulatório estudando as valvas do coração. incentivador das ciências. como os demais cientistas da época acreditava que nas artérias circulava o ar que respiramos. e já demonstra um esboço da pequena circulação. Surpreendentemente. zoologia e da anatomia comparada. muitos aspectos do sistema vascular.000 volumes e provavelmente o desinteresse dos imperadores com a ciência fazem a Escola Anatômica de Alexandria entrar em decadência. amplia o conhecimento das vísceras em geral e dá o nome de duodeno à primeira porção do intestino. oferecem boa descrição dos ossos. A única nódoa e crítica que se faz a este período é a prática da vivisecção (dissecação em organismos vivos) em condenados com a justificativa de ver os órgãos em funcionamento Marino é o último nome importante deste período.

Este teve. e na volta à Roma. em Montpellier aonde é permitido dissecar o cadáver de um condenado. Hali Abbas. anualmente. Na Europa. Avicenas (980-1037) é o grande nome desse período. destaca-se em Constantinopla. por exemplo. cujos ensinamentos prevaleceram por mais de 1000 anos.enfrentadas. o príncipe da medicina escreve Canon medicinae e acrescenta contribuições pessoais aos escritos de Galeno. escreve: Da utilidade das partes do corpo e Manipulações anatômicas. Apresenta um esboço para a pequena circulação. tendões e ligamentos. cujo único erro consistia na passagem do sangue do ventrículo direito para o esquerdo. paralisam o desenvolvimento do conhecimento anatômico . a maior parte dos nervos periféricos já eram de seu conhecimento. e foram exatamente as duas realidades que ocorreram. embora o Corão também proibisse dissecação em cadáveres. descreve muitas veias principalmente do encéfalo.é a idade das trevas. Destacaram-se nesse período: Rhaze em Bagdá (840-920) que escrevei a primeira obra de anatomia em árabe. ou Clemente VII permitia a dissecação para fins de ensino da 13 . cefálica. nomes como veia safena. Diferencia nervos. em Salermo onde Frederico II (1240) decretou que só poderiam exercer a cirurgia quem tivesse estudado anatomia. o globo ocular etc. cujo tratado com descrições anatômicas importantes foi traduzido para o latim. foi para a Alexandria para estagiar com os anatomistas da época. Este anatomista reunia 3 características importantes: habilidade manual para dissecar (animais). mas que se limita a retransmitir os ensinamentos de Galeno. nuca são desse período e muitos outros que foram substituídos quando a Europa retomou o domínio do conhecimento científico. basílica. esse homem torna-se um dos maiores anatomistas de todos os tempos. Oribase. Nascido na Ásia menor (129-201 DC) demonstrou interesse pessoal pela anatomia e pela medicina. Período Árabe A queda do império romano invadido pelos bárbaros durante o século V. No norte da África e na Ásia a ciência se desenvolveu com os árabes a partir do século VII. Várias obras árabes foram traduzidas para o latim. dois destinos: ou refugiar-se nos mosteiros com a simples repetição das descrições de Galeno pelos monges ou prosperar em outro continente. interesse pela pesquisa anatômica e reconhecimento da importância do conhecimento científico. em torno de 325 a 403 DC. as descrições de Galeno prevaleceram por cerca de 1000 anos guardados e traduzidos nos mosteiros. então. Com a divisão do império romano em oriental e ocidental. ou em cidades como Bolonha e Pádua onde o papa Sisto IV permitia dissecações desde que tivessem autorização para tanto. nas quais a associação de pesquisadores interessados e o apoio de senhores feudais da localidade possibilitavam o avanço da anatomia como. os ossos do crânio. dedica-se bastante ao estudo do sistema nervoso. a ascensão do cristianismo que condenava as pesquisas sobre o corpo humano e a dispersão bárbara sem nenhum interesse científico. Período das Escolas Européias A partir do século XII a Europa começa a readquirir o domínio científico da anatomia com o aparecimento das escolas européias isoladas.

Juntos formam o triunvirato reformador da Anatomia. Aselli. no retorno o navio em que se encontrava afunda no Mediterrâneo e Vesalius morre. outros anatomistas do mesmo período de Vesalius se aliam a este no processo de modernização é o que ocorre com Gabriel Falópio (1523-1562) em Pisa. A descoberta da imprensa por Gutemberg também viria dar grande impulso à anatomia pela facilidade de comunicação e transmissão escrita dos conhecimentos. e com Bartolomeu Eustáquio (1520-1574) em “ Opuscula Anatomica”. Ainda neste século começa a se desenvolver a anatomia microscópica com o aperfeiçoamento técnico do microscópio. Mas em outras cidades em que a dissecação humana era condenada. as dificuldades enfrentadas por anatomistas eram enormes e muitos anatomistas foram condenados a morte pela Inquisição. Caluniosamente acusado por seus inimigos de vivissecção. Período da Anatomia Moderna Em 1543. mas Professor em Pádua. várias estruturas foram desenhadas e descritas por ele ao desejar atingir a perfeição em suas obras de arte. Neste século grandes avanços são feitos no estudo dos linfáticos com Pecquet. Todos os sistemas são objetos de reformulação. Botal. Ainda neste século XVI aparecem outros anatomistas: Colombo. dá novo impulso às investigações anatômicas. Spiegel Arancio e outros. acima de tudo dando credibilidade à anatomia. reformar a anatomia e tornar-se o pai da anatomia moderna através de sua coragem se inicia o período moderno da anatomia. Varoli. escrevendo “Observações Anatômicas” focalizando principalmente os genitais. Bartholinus e mesmo com Tulp (professor flamengo imortalizado na tela de Rembrant "aula de anatomia do professor Tulp"). Apesar disso. Libertados da obediência aos cânones de Galeno. Servet.medicina. Este pesquisador fora muito competente. Paré. No entanto havia um problema ainda a ser resolvido era a influência e a servidão que os anatomistas da época ainda demonstravam ao seguirem cegamente os ensinamentos de Galeno. que iria confrontar-se com os adeptos de Galeno. No século XVII a grande contribuição é dada por Willian Harvey (1578-1657) ao descrever a circulação sangüínea em sua obra de 1628: “Exercitatio Anatomica De Motu Cordis Et sanguinis in Animalibus” embora sem conhecer os capilares sangüíneos sua descrição é correta. Sylvius em Paris apesar de alquimista estimula o estudo da anatomia em cadáveres. Andre Vesalius publica sua obra “De Humanis Corporis Fabrica” que se transforma em importante marco de transição porque: liberta-se dos dogmas de Galeno. 14 . ratificando alguns aspectos e retificando outros. sua descrição é de cadáveres humanos. Bahuin. Vesalius é condenado pela inquisição a fazer uma peregrinação ao santo sepulcro em Jerusalém. introduz novas técnicas de preparação de peças e de dissecação. Aquapende. Malpighi em 1666 descobre os capilares sangüíneos. nessas Escolas isoladas foram surgindo bons anatomistas como Leonardo da Vinci (1452-1519) em Florença cujos desenhos se aproximavam muito da realidade. mas havia trabalhado com a anatomia de animais e sua época já estava defasada de um milênio em termos de conhecimento científico. É neste ambiente que aparece Andre Vesalius (1514-1564) anatomista nascido em Bruxelas.

15 . corpo ou diáfise onde se encontra a cavidade medular. assistimos avanços na anatomia patológica com Morgagni. elas serão abordadas nos respectivos capítulos. sustentação e conformação do corpo. Na anatomia predominam os autores alemães: Meckel. OSSOS Número de ossos: 206 a 208 Tipos de ossos Longos: em que o comprimento predomina sobre a largura e a espessura. Hesselbach. Henle.No século XVIII. Bichat e outros. Dr. a lâmina epifisial contendo a cartilagem de crescimento. Nader Wafae Esqueleto Conceito: É o conjunto de estruturas rígidas e resistentes chamadas ossos e de estruturas menos rígidas chamadas cartilagens que se articulam para dar conformação e sustentação ao corpo humano. ossos da calvária no crânio. Divisão do esqueleto: divide-se em axial (cabeça. além da consolidação da histologia. metacarpais. mas como cada um dos seus sistemas apresenta atribuições específicas. produção de células sangüíneas (medula óssea vermelha). Na Histologia temos Schwam (pai da histologia). pescoço e tronco) e apendicular (membros superiores e inferiores). ex. Possuem duas extremidades chamadas epífises e uma parte média. úmero. Planos: em que o comprimento e a largura predominam sobre a espessura. Purkinge. e os neuroanatomistas Wrisberg e Reil. ex. articular e muscular. Scarpa entre outros. Funções do esqueleto: proteção de órgãos (caixa craniana). escápula. Aparelho Locomotor O aparelho locomotor é constituído por três sistemas: ósseo. No século XX aparecem as extensas obras anatômicas escritas e os grandes estudos em neuroanatomia onde se destaca o espanhol Ramon Y Cajal que além de sua contribuição anatômica consolida as normas para a realização de pesquisas científicas na área biológica. No período de crescimento do osso distinguem-se entre as epífises e a diáfise. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO SISTEMA ÓSSEO Prof. na fisiologia e o início da embriologia. No século XIX. conjunto de alavancas que sob a ação dos músculos torna possível o movimento. fêmur. Luscka. assistimos ao desenvolvimento da anatomia cirúrgica ou topográfica com Palfin. depósito de ions Ca e P. Primordialmente tem por função dar conformação e sustentação ao corpo e tornar possível a locomoção.

margens e extremidades Faces: são partes da superfície do osso perfeitamente delimitadas principalmente no corpo. ex. Supranumerários: não presentes habitualmente. capítulo – uma cabeça pequena (capítulo do úmero). trocanter . côndilo – extremidade articular arredondada com forma ovóide ou em espira. Sesamóides: ossos curtos porém incluídos em tendões ou cápsulas de certas articulações. Saliências: são os relevos que se sobressaem na superfície do osso podem ser articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cabeça – extremidade articular semelhante a uma esfera (cabeça do fêmur). Margens: são linhas agudas que delimitam as faces. Alongados: em que o conceito de osso longo não se aplica perfeitamente porque faltam as extremidades alargadas é o caso das costelas. Extremidades: são os locais dos ossos onde se encontra a maior parte dos seus pontos de reparos consistindo de saliências e depressões.Curtos: em que não há predomínio de uma das dimensões sobre as outras. Osso heterotópico é aquele que se forma em lugar onde não existe normalmente. tuberosidade – saliência não articular de tamanho médio e superfície rugosa (tuberosidade para o músculo deltóide). geralmente linear e de extremidade livre (crista etmoidal) linha – saliência linear (linha áspera do fêmur). tubérculo . epicôndilo – saliência não articular situada acima do côndilo (epicôndilo lateral do fêmur). ex. ossos do carpo e do tarso. Pneumáticos: são ossos que contêm cavidades em seu interior cheias de ar. entre os ossos occipital e parietais. processo – saliência que se destaca acentuadamente na superfície do osso.saliência não articular de pequeno tamanho e superfície menos rugosa ( tubérculo maior do úmero). eminência – saliência cônica ou arredondada que se destaca na superfície do osso semelhante ao proceeso ((eminência intercondilar na tíbia). maxila. ossos suturais. Irregulares: em que os conceitos anteriores não se aplicam. ex.saliência não articular de maior tamanho e superfície menos rugosa (trocanter maior no fêmur) . ossos da base do crânio. ex. 16 . frontal. túber – saliência não articular de maior tamanho e superfície rugosa (túber isquiático). (côndilos do fêmur). protuberância – espinha – saliência fina e aguçada (espinha isquiática) crista – saliência estreita. vem do latim avançar (processo mastóide do temporal). esfenóide. vértebras. Descrição dos ossos Na descrição da maioria dos ossos podemos distinguir: faces.

é encontrada nas epífises dos ossos longos e nos ossos curtos. fóvea . incisura: depressão em forma de arco na superfície do osso entre projeções ósseas. hormônios e substâncias bioquímicas. Os ossos longos são mais adaptáveis para possibilitar movimentos pela ação dos músculos. Substância esponjosa: as células ósseas se dispõem em pequenas trabéculas que se entrecruzam formando uma rede. É resistente e densa sendo encontrada na diáfise dos ossos longos em torno da cavidade medular e envolvendo o osso esponjoso das epífises. canal: depressão linear ou curva formando um túnel (canal carótico) Aberturas: são buracos delimitados adaptados para a passagem de estruturas. Depressões: são escavações na superfície do osso articulares e não articulares e que de acordo com sua forma e tamanho podem ser: cavidade . fossa . nutrição. Pode ser vermelha quando está ativa na produção células 17 . Um osso submetido ao ácido acético perde a dureza pela falta dos sais inorgânicos. vasos e nervos meato: ducto com abertura nas extremidades (meato acústico externo) poro: as aberturas que delimitam o meato (poro acústico externo) Estrutura do osso Quanto à estrutura os ossos podem ser de dois tipos: compactos e esponjosos. Encontra-se na cavidade medular do osso compacto e nos espaços entre as trabéculas do osso esponjoso. acetábulo – escavação mais profunda – (acetábulo do osso do quadril). quando exposto ao fogo perde a matéria orgânica e se esfacela. mas mantém a flexibilidade. Confere força ao osso. formando cilindros aderidos entre si e dispostos de acordo com o maior eixo do osso. A disposição das trabéculas dos ossos esponjosos resulta da interação entre as linhas de maior tensão para resistir às tensões e as de compressão (peso do corpo) visando à manutenção da posição ereta (teoria trajetorial). assim além das células ósseas possui sais inorgânicos (fosfato e cálcio) que lhe dão dureza e parte orgânica (fibras colágenas) que lhe confere flexibilidade. sulco: depressão linear ou curva pouco profunda (sulco do nervo radial). Medula óssea É a parte do esqueleto que elabora células sanguíneas. O osso é um tecido. Além das forças a que são submetidos e da função a que se destinam a forma dos ossos depende também da hereditariedade.escavação rasa pouco profunda fóvea da cabeça do fêmur). em geral para. colo: escavação circular situada abaixo da cabeça.escavação de profundidade intermediária (fossa mandibular no osso temporal). Substância compacta: as células ósseas (osteócitos) se dispõem em camadas chamadas lamelas concêntricas em torno de um canal central. forame: orifício circular que dá passagem. dos ossos curtos e planos.escavação articular arredondada e menos profunda (cavidade glenoidal na escápula). (incisura isquiática maior).tróclea – saliência em forma de carretel (tróclea do úmero).

Ossificação Dois tipos: a) a partir da transformação de cartilagens hialinas (a grande maioria): ossificação endocondral.Lâmina epifisial 4.Cartilagem epifisial 18 . inervação (sensibilidade). Funções: crescimento do osso em espessura. c) mista em que ocorrem os dois tipos de ossificação.Linha epifisial (de conjugação ou de condensação) 5. clavícula): ossificação intramembranácea. entre a epífise e a diáfise há um espaço preenchido por cartilagem hialina chamado lâmina epifisial. através da qual o osso cresce em comprimento. As medulas das epífises do fêmur e do úmero são as últimas a se tornarem amarelas. a cavidade medular. (esfenóide) Periósteo É a camada de tecido conjuntivo que envolve o osso. os condrócitos se hipertrofiam. Inicialmente a cartilagem hialina se modifica. Vascularização Os ossos são irrigados pela artéria nutrícia que perfura o osso compacto pelo forame nutrício. nutrição. Roteiro prático de Anatomia radiológica – introdução ao estudo do sistema ósseo : 1. costelas. a parte profunda é osteogênica. por ramos das artérias do periósteo e por vasos das articulações. No osso em crescimento. proteção do osso e auxiliar nas fixações de músculos e tendões. O periósteo é contínuo com a cápsula articular e não reveste as superfícies articulares onde é substituído por cartilagem. morrem e são substituídos por osteoblastos e a matriz cartilagínea é substituída por minerais (cálcio).Epífise 2. Partes de um osso longo O osso longo apresenta duas extremidades chamadas epífises e um corpo entre as epífises chamado diáfise. mas no adulto encontra-se apenas no esterno. o canal central. O local onde as células cartilagíneas da lâmina epifisial são substituídas por células ósseas chama-se metáfise. a parte superficial é fibrosa com fibras colágenas e fibroblastos. é a parte da lâmina mais próxima da diáfise. pela transformação de células mesenquimatosas do tecido conjuntivo em osteoblastos (centro de ossificação).sanguíneas e amarela quando não produz células sanguíneas substituída por células gordurosas. vértebras. No recém nascido a medula óssea é do tipo vermelho. b) a partir de tecido conjuntivo fibroso (ossos da calvária.Diáfise 3. Endósteo É uma fina camada de tecido conjuntivo que reveste o osso internamente: as trabéculas.

Osso pneumático OSSOS DO ESQUELETO APENDICULAR O esqueleto apendicular é constituído pelos ossos dos membros superior e inferior incluindo os cíngulos dos membros superior e inferior.Espaço articular radiológico 10. úmero. O cíngulo do membro inferior é formado pelos dois ossos do quadril. osso do quadril. escápula. falanges (proximal. o hálux tem apenas proximal e distal). superior e lateral. trapézio. O cíngulo do membro superior é formado pelos ossos clavícula e escápula.  Em seguida devemos saber identificar a que lado pertencem esses ossos (se direito ou esquerdo). reparo de fraturas e no diagnóstico de várias doenças ósseas. maior é a 19 . clavícula. patela. cubóide. escafóide. tíbia e fíbula. falanges ( proximal.Substância compacta 9. lateral e superior e três ângulos: inferior. metacarpais (I a V contados a partir do polegar ) . ulna. cuneiformes (medial. Membro Superior Escápula: A escápula é um dos dois ossos do cíngulo do membro superior. é plano. três margens: medial. A face posterior está dividida pela espinha da escápula. rádio. rádio. média e distal. Para tanto escolha um ou dois acidentes do osso e oriente-os nos 3 planos do espaço (superior ou inferior.  Finalmente procure identificar os acidentes (saliências e depressões) dos ossos grifados no texto e listados no final:  A identificação desses acidentes é importante para conhecer inserções musculares. calcâneo. fêmur. piramidal. com duas faces: costal e posterior. ulna. capitato. é lateral. média e distal. fêmur. diagnósticos de fraturas. úmero. Assim agindo procure identificar o lado dos ossos: escápula. menor é a fossa supra-espinal e a inferior. navicular. semilunar. o acrômio. intermédio e lateral). lateral ou medial e anterior ou posterior) por exemplo. perpendicular à face e de direção oblíqua. o polegar tem apenas proximal e distal) Membro inferior: osso do quadril (com três partes: ílio.  Inicialmente devemos identificar os ossos do esqueleto apendicular pelos seus nomes: Membro superior: clavícula. tálus.6. trapezóide. em duas fossas a superior. fíbula. hamato. pisiforme.Substância esponjosa 8. ísquio e púbis). tíbia.Cavidade medular 7. saliência plana. metatarsais (I a V contados a partir do hálux). no caso da escápula observe que a espinha da escápula é posterior e superior e sua extremidade.Sesamóide 11.

com a convexidade maior voltada para frente e medialmente. o côndilo do úmero se desdobra em: pequena saliência redonda. a área estreita abaixo da cabeça é o colo do rádio. processo estilóide do rádio. a incisura ulnar e uma pequena proeminência na face posterior. posterior e interóssea. a fóvea articular. o colo anatômico. menor é a fossa coronóidea e a posterior. Na extremidade inferior. a cabeça do úmero que se assemelha a uma esfera. A pequena depressão em curva na margem superior por onde passam nervo e vasos é a incisura da escápula. a tróclea do úmero. medial. é osso alongado. Na extremidade superior destacamos: a cabeça do rádio com a circunferência articular e uma ligeira depressão. A extremidade lateral da espinha da escápula é achatada e constitui o acrômio. Superiormente ao côndilo. em sua margem superior destaca-se uma saliência curva que lembraria o bico de corvo daí o seu nome processo coracóide. raio de uma roda. O ângulo lateral da escápula apresenta uma escavação rasa que se articula com o úmero é a cavidade glenoidal. Clavícula: Clavícula cujo nome vem do latim . posterior e lateral delimitadas por três margens: anterior. medial. maior é a fossa do olécrano. apresenta três faces: ântero-medial. Rádio: O rádio é o osso longo lateral do antebraço. duas escavações a anterior. No corpo do úmero. superiormente a ela encontra-se uma pequena saliência puntiforme é o tubérculo supraglenoidal e inferiormente outra pequena saliência.pequena chave . na face inferior próximo a esta última extremidade encontra-se o tubérculo conóide. A face costal em contato com as costelas é côncava com saliências lineares oblíquas. Completando a extremidade inferior. ântero-lateral e posterior e três margens: anterior. ÚMERO: O úmero (do latim: ombro) é o osso longo do braço. apresenta: extremidade esternal. duas importantes saliências para inserções musculares: a medial e maior é o epicôndilo medial no qual passa o sulco do nervo ulnar e a lateral menor. a saliência da margem lateral é a tuberosidade para o músculo deltóide . uma leve depressão medial em arco.fossa infra-espinal. é o epicôndilo lateral. mais abaulada e extremidade acromial mais achatada. Na transição entre a epífise e a diáfise encontra-se o colo cirúrgico. a maior lateral é o tubérculo maior e a outra é o tubérculo menor separados pelo sulco intertubercular. ligeira depressão que contorna a cabeça. e forma a fossa subescapular. lateral. o tubérculo dorsal. Na extremidade inferior destacamos: a saliência pontiaguda lateral. anteriormente duas saliências. Ulna: 20 . Na extremidade superior destacamos: medialmente. o tubérculo infraglenoidal. seu nome deriva do latim. apresenta três faces: anterior. A saliência medial na parte superior do corpo é a tuberosidade do rádio. e a depressão em espiral da face posterior é o sulco do nervo radial.é o outro osso do cíngulo do membro superior. o capítulo do úmero e uma depressão em forma de carretel.

lateralmente.tubérculo infraglenoidal 10. três faces: anterior.tubérculo menor 18. o maior.acrômio 3. capitato. pisiforme. Mão: A mão é formada pela sucessão de três camadas de ossos: carpais.cabeça do úmero 15. a pequena depressão em arco que se articula com o rádio é a incisura radial. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro superior Escápula: 1.cavidade glenoidal 8. a proeminência posterior em forma de arco cuja face anterior é escavada.espinha da escápula 2. Na extremidade superior destacamos: o olécrano. a proximal.extremidade esternal 12.extremidade acromial 13. proximal e distal. a série distal indo na mesma direção estão: hamato com uma saliência chamada hâmulo. média e distal e duas para o polegar. proximal perto dos metacarpais. a incisura troclear cuja ponta anterior é o processo coronóide. o medial. A extremidade distal constitui a cabeça da ulna. posterior e interóssea. piramidal.tubérculo conóide ÚMERO: 14.fossa subescapular 6.colo cirúrgico 21 . em número de oito dispostos em duas séries. Os ossos metacarpais são ossos longos e numerados de I a V a partir do polegar. trapezóide e trapézio. a circunferência articular e o processo estilóide.sulco intertubercular 19.colo anatômico 16.tubérculo maior 17. seguindo na direção medial para lateral estão.fossa infra-espinal 5. posterior e medial e três margens: anterior. metacarpais e falanges: Os ossos carpais são ossos curtos.tubérculo supraglenoidal 9.A ulna (do latim: antebraço) é o outro osso longo do antebraço. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal. semilunar e escafóide.fossa supra-espinal 4.incisura da escápula Clavícula: 11.processo coracóide 7.

capítulo do úmero 23.cabeça da ulna 40.piramidal 43.falange média 52.epicôndilo lateral 27.tuberosidade do rádio 32.processo estilóide do rádio 33.falange proximal 51.sulco do nervo radial côndilo do úmero 22.cabeça do rádio 30.colo do rádio 31.sulco do nervo ulnar 26. o anterior é o púbis e o posterior é o ísquio.semilunar 44.incisura ulnar 34. Mão: Ossos carpais 41.tuberosidade para o músculo deltóide 21. Osso do quadril: O osso do quadril com o seu homônimo do outro lado formam o cíngulo do membro inferior. 22 .ossos metacarpais numerados de I a V a partir do polegar. Ulna: 35.hamato 46. O corpo do ílio é plano ligeiramente côncavo em seu lado medial onde se encontra a asa do ílio ou fossa ilíaca.processo coronóide 38.capitato 47. Ílio: Forma a parte superior do osso do quadril.falange distal. classificado como irregular.20. 49.trapézio. 50.pisiforme 42.fossa coronóidea 28.escafóide 45.fossa do olécrano Rádio: 29.tubérculo dorsal.processo estilóide.olécrano 36.epicôndilo medial 25.trapezóide 48.incisura radial 39.incisura troclear 37. originalmente é formado pela fusão de três ossos: o superior é o ílio.tróclea do úmero 24.

A extremidade anterior do corpo articula-se com a do outro lado é a face sinfisial que apresenta em sua parte superior duas pequenas saliências. a fossa do acetábulo e uma descontinuidade da margem na parte inferior. A parte posterior do ramo larga e volumosa denomina-se túber isquiático. a parte lisa que contorna a fossa é a chamada face semilunar Forame obturado É o grande orifício situado abaixo do acetábulo. sacro e cóccix é dividida em pelve maior. Abaixo da fossa ilíaca encontramos uma saliência em forma de arco que participa da delimitação da abertura superior da pelve é a linha arqueada. posterior e inferior. É constituído pelo corpo do púbis (anterior) e pelos ramos superior do púbis e inferior do púbis. A face convexa do ílio é a face glútea onde se observam as linhas glúteas: anterior. importante ponto de referência em obstetrícia. mais larga e pelve menor. linha arqueada e completada pelo seu prolongamento na asa do sacro. O ramo superior apresenta duas linhas bem evidentes: a medial é a linha pectínea do púbis e a lateral é a crista obturatória. A parte rugosa posterior à fossa ilíaca é a face sacropélvica onde encontramos a face auricular para se articular com o sacro e atrás desta a tuberosidade ilíaca. Na realidade é recoberto por músculos nos dois lados daí o seu nome. a lateral é o tubérculo púbico e a medial é a crista púbica. uma parte mais profunda. Por ser relativamente larga tem lábios interno e externo e uma linha intermédia no meio.Seu contorno superior constitui a crista ilíaca que nas extremidades apresenta quatro proeminências. A parte saliente limite entre o púbis e o ílio constitui a eminência iliopúbica. o limbo do acetábulo. A separação entre as duas é feita pela abertura superior da pelve ou linha terminal (estreito superior) delimitada pela linha pectínea. e o arco maior da margem posterior do osso do quadril entre a espinha isquiática e espinha ilíaca póstero-inferior é a incisura isquiática maior. duas anteriores: espinha ilíaca ântero-superior e espinha ilíaca ântero-inferior e duas posteriores: espinha ilíaca pósterosuperior e espinha ilíaca póstero-inferior. É constituído pelo corpo (posterior) e pelo ramo (inferior). A cavidade pélvica formada pelos ossos do quadril. Ísquio: Forma a parte posterior do osso do quadril. É lateral e apresenta uma margem semicircular. Púbis Forma a parte anterior do osso do quadril. . a incisura do acetábulo. Acetábulo Escavação circular em forma de “xícara” ponto de encontro dos três ossos que formam o osso do quadril. mais estreita. continuando pela margem posterior encontramos uma saliência aguda é a espinha isquiática. parte do arco total formado pela linha terminal. O limite inferior da cavidade pélvica constitui a abertura inferior da pelve que da margem inferior da sínfise púbica vai aos túberes isquiáticos e termina no cóccix. e o pequeno arco entre a espinha isquiática e o túber isquiático é a incisura isquiática menor. A identificação dos diâmetros da pelve é de importância para a obstetrícia. Diâmetro transverso: une a parte mais larga da abertura superior da pelve 23 . a parte mais espessa do lábio externo chama-se tubérculo ilíaco.

Diâmetro verdadeiro: une a parte mais saliente do dorso da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. Ainda na extremidade superior. A extremidade superior larga é formada pelo côndilo lateral e pelo côndilo medial em cuja parte superior plana ou face articular superior apresenta no centro uma proeminência. A linha áspera também se divide inferiormente em duas. em sua extremidade superior apresenta: a cabeça do fêmur. o seu ápice é inferior e a base superior. apresenta três faces: medial. Diâmetro diagonal: une a margem inferior da sínfise púbica ao ponto mediano do promontório. Como é triangular. Denomina-se ângulo de inclinação do fêmur. medialmente. significa pequeno prato. o ângulo formado entre o eixo que passa pelo colo e o eixo do corpo do fêmur e mede em média 125°. Diâmetro anatômico: une a margem superior da sínfise púbica com o ponto mediano do promontório. as linhas supracondilares lateral e medial que delimitam uma área triangular: a face poplítea. a fóvea da cabeça do fêmur . O espaço profundo existente entre as partes posteriores dos côndilos constitui a fossa intercondilar cujo contorno superior é a linha intercondilar. e a tuberosidade glútea. apresenta duas faces: articular e anterior. por estar incluído no tendão do músculo quadríceps femoral. lateral e posterior e três margens: anterior (canela). porém posteriormente. Pouco acima da parte posterior do côndilo medial vê-se uma ligeira proeminência é o tubérculo do adutor. está situado na região anterior do joelho e articula-se com a face patelar do fêmur. O corpo do fêmur é encurvado e sua convexidade é anterior. lateralmente. Completando a extremidade inferior observa-se na frente e entre os côndilos uma superfície lisa. encimados respectivamente pelos epicôndilos lateral e medial. A extremidade distal do fêmur apresenta duas proeminências bem evidentes: côndilo lateral e côndilo medial. ambos estão ligados pela crista intertrocantérica. Fêmur: O fêmur é o osso longo da coxa. observam-se duas proeminências: a maior e superior é o trocanter maior e a menor inferior é o trocanter menor. a eminência 24 . Na parte posterior do corpo do fêmur destaca-se uma rugosidade linear é a linha áspera que se continua superiormente com duas saliências também lineares: a linha pectínea.Diâmetro oblíquo: une a extremidade inferior da articulação sacroilíaca de um lado com o centro do forame obturado do outro lado. a origem do nome é latina e significa flauta. a face patelar. a grande área estreita abaixo da cabeça constitui o colo do fêmur e a rugosidade que o contorna embaixo e por diante é a linha intertrocantérica. Tíbia: É o osso longo e medial da perna. Patela: É osso sesamóide. medial e interóssea. estrutura semelhante a uma esfera voltada medialmente com uma pequena escavação.

cuneiforme medial.espinha ilíaca póstero-inferior 8. de trás para diante estão: calcâneo. O côndilo lateral apresenta uma pequena área lisa é a face articular fibular A saliência rugosa na parte superior da margem anterior. Fíbula É o osso longo lateral da perna deriva do latim.fossa ilíaca (asa do ílio) 2. maléolo medial atrás do qual encontra-se o sulco maleolar. alfinete. medial. apresenta três faces: lateral. face articular do maléolo lateral para a tíbia. proximal e distal.espinha ilíaca ântero-inferior 6. As falanges também ossos longos são em número de três para os dedos II ao V. Roteiro Prático de Esqueleto apendicular: membro inferior Osso do quadril Ílio 1.espinha ilíaca ântero-superior 5. uma área lisa. é a tuberosidade da tíbia.linha arqueada 3. o sulco maleolar. Na extremidade superior encontramos a cabeça da fíbula cuja ponta é o ápice da cabeça da fíbula e a pequena face articular da cabeça da fíbula. cuneiforme intermédio e cuneiforme lateral. em número de sete. Quando esses arcos encontram-se alterados temos os distúrbios conhecidos por pé chato (arco longitudinal diminuído) e pé cavo (arco longitudinal aumentado). Pé O pé é formado pela sucessão de três camadas de ossos: tarsais. próxima aos côndilos. proximal perto dos metatarsais. Na extremidade inferior da tíbia destaca-se a proeminência.crista ilíaca 4. A falange distal apresenta uma dilatação em sua extremidade é a tuberosidade da falange distal. maléolo lateral. A face plantar do pé apresenta dois arcos importantes para a marcha e para a sustentação da posição bípede e que são: longitudinal e transversal de acordo com o a direção que apresentam.intercondilar com os tubérculos intercondilar lateral e intercondilar medial. metatarsais e falanges: Os ossos tarsais são ossos curtos.linhas glúteas 25 . A extremidade inferior apresenta uma expansão terminada em ponta. Os ossos metatarsais são ossos longos e numerados de I a V a partir do hálux. A linha oblíqua situada na parte superior da face posterior é a linha para o músculo sóleo. longitudinal no eixo maior e transversal no eixo menor. tálus e navicular e anteriormente: cubóide.espinha ilíaca póstero-superior 7. A área estreita abaixo da cabeça é o colo da fíbula. atrás da qual a pequena depressão constitui a fossa do maléolo lateral. posterior e interóssea. média e distal e duas para o hálux. posterior e três margens: anterior. Complertando com o sulco póstero-lateral.

tubérculo intercondilar medial 47.túber isquiático 14.tuberosidade ilíaca 10.tubérculo púbico 19.eminência intercondilar 46.fóvea da cabeça do fêmur 27.linha pectínea do púbis 20.tuberosidade glútea 35.incisura isquiática maior Púbis 17.cabeça do fêmur 26.maléolo medial 26 .9.epicôndilo lateral 40.côndilo lateral 44.fossa intercondilar 41.côndilo medial 45.fossa do acetábulo 22.face patelar Patela Tíbia: 43.linha intertrocantérica 32.linha pectínea 34.face sinfisial 18.crista intertrocantérica 31.trocanter maior 29.tubérculo intercondilar lateral 48-tuberosidade da tíbia 49.corpo 12.tubérculo do adutor 37.linha áspera 33.face semilunar 24.eminência iliopúbica Acetábulo 21.trocanter menor 30.face auricular Ísquio 11.côndilo lateral 39.Incisura do acetábulo 23.epicôndilo medial 38.colo do fêmur 28.face poplítea 42.incisura isquiática menor 16.espinha isquiática 15.côndilo medial 36.Forame obturado Fêmur: 25.ramo 13.

CABEÇA No desenvolvimento dos ossos da cabeça destacamos três características: 1. palatino.osso etmóide .osso frontal .cubóide 58.falange distal. Na face externa destacam-se as protuberâncias laterais. OSSOS DO ESQUELETO AXIAL O esqueleto axial é constituído pelos ossos da cabeça.cabeça da fíbula 51. o contorno superior da órbita com o arco superciliar e a margem supra-orbital.Viscerocrânio. vômer.oito ossos Vista anterior . Na face interna temos uma lâmina sagital mediana. de origem cartilagínea é constituído principalmente pelos ossos da base do crânio 3.cuneiforme lateral 61.Neurocrânio. 2.par .ímpar Vista inferior .Condrocrânio. zigomático. túberes frontais.osso occipital .cuneiforme medial 59.ossos metatarsais numerados de I a V a partir do hálux.ápice da cabeça da fíbula 52.osso temporal .maléolo lateral Pé: Ossos tarsais 54.osso parietal .Fíbula 50.ímpar .navicular 57.cuneiforme intermédio 60.tálus 56. 62.calcâneo 55.par Vista posterior. da coluna vertebral. 27 . de origem membranácea consiste nos ossos que formam a calvária e parte da face.colo da fíbula 53. Crânio . de onde derivam: mandíbula. ossículos da audição. do tórax e do pescoço. sua convexidade denomina-se escama frontal e tem duas faces: externa e interna.ímpar Vista lateral . a crista frontal e as partes nasal e orbital. maxila.falange média 64.falange proximal 63.osso esfenóide – ímpar O osso frontal (do latim frontalis = testa) constitui a parte anterior da calvária e a parte superior da face.

parte lateral em cada lado onde se encontram os côndilos occipitais e escama occipital atrás. O osso esfenóide (do grego sphen = cunha ou sphein = mariposa) é tipicamente irregular em sua forma. Osso nasal ( do latim nasal = nariz). A face interna apresenta sulcos nos quais se colocam vasos. liga-se ao esfenóide e sua superfície interna é o clivo.par .14 ossos Vista anterior .par .mandíbula – ímpar Orelha média Martelo Bigorna Estribo Lacrimal (do latim lacrima = lágrima). na parte superior está a lâmina cribriforme.par .par .concha nasal inferior . Osso de conformação complexa apresenta três partes: petrosa.palatino .vômer . convexos têm faces externa e internas. nas partes laterais encontram-se os labirintos etmoidais formados pelas células etmoidais (cavidades cheias de ar). alberga importantes estruturas da audição e do equilíbrio. muito frágil.par . A parte escamosa é a que participa da calvária tem a forma de arco e de sua parte anterior projeta-se um prolongamento. principalmente.lacrimal .ímpar . Tomandose o forame magno como referência divide-se em três partes: parte basilar por diante. o processo zigomático facilmente palpável. pequeno osso colocado na parte ânteromedial da órbita atrás do processo frontal da maxila. lâminas orbitais (paredes mediais das órbitas) e as conchas nasais superior e média (saliências para dentro da cavidade nasal). A parte timpânica. timpânica e escamosa.zigomático . afunilada. a menor das três é inferior e contorna o meato acústico externo.osso nasal . Na face externa distinguimos saliências lineares em arcos. O osso occipital (do latim occipitum = parte póstero-inferior da cabeça) constitui a parte posterior da calvária e posterior da base do crânio. constitui.par Vista inferior . Os ossos temporais (do latim temporalis = tempo) constituem a parte inferior e lateral da calvária mas são importantes participantes da base do crânio.maxila . pequeno osso situaado por diante do processo frontal da maxila correspondendo à parte significativa do dorso do nariz. as linhas temporais.O osso etmóide (do grego ethmos = peneira). sagitalmente temos a lâmina perpendicular. sua parte central é o corpo e os prolongamentos laterais correspondem às asas maior e menor e o inferior ao processo pterigóide. A parte petrosa é interna. o esqueleto da cavidade nasal. entra na constituição da base do crânio e é muito rígida e compacta. Os ossos parietais (do latim parietalis = parede) constituem as partes laterais e superiores da calvária. a proeminência. ocupa a maior parte da fossa média do crânio. 28 . Face . túber parietal. Às vezes pode estar subdivido pela presença do osso interparietal (Inca) na porção mais elevada da escama.

vértice: o ponto mais elevado co crânio obélio: cruzamento da linha que une os forames parietais com a sutura sagital ínio: o ápice da protuberância occipital externa gônio: ângulo formado pela margem posterior do ramo e a base da mandíbula. que no caso do crânio recebem nomes especiais. násio: o ponto de encontro da sutura frontonasal. Fontículo anterior: ímpar. Fontículos Por ocasião do nascimento. anterior. encontra-se na parte ínfero-lateral da cavidade nasal. mandíbula ( do latim mandere = mastigar). Tendem a desaparecer com a idade. ptério: ponto de encontro das suturas fronto-esfeno-temporal astério: ponto de encontro dos ossos.l Sutura metópica quando o osso frontal está dividido na linha mediana (ausente na maioria das vezes). zigomático (do grego zygomatikos = ligado) é o osso que forma a conhecida “maçã do rosto” e portanto saliente apresenta faces: lateral. alvéolos dentais e as eminências alveolares e os ramos da mandíbula. glabela: o ponto mais saliente entre os arcos superciliares bregma: ponto de encontro das suturas coronal e sagital. palatino (do latim palatinum = palato) vômer (do latim vomer = lâmina do arado) osso ímpar que corresponde ao septo nasal ósseo que se completa pela lâmina perpendicular do etmóide. concha nasal inferior. Sutura sagital entre os ossos parietais. corresponde ao bregma. este último contém o arco alveolar com os alvéolos dentais e as eminências alveolares. temporal e orbital e os processos temporal e frontal. a incisura da mandíbula e o processo coronóide Os ossos da orelha média serão estudados em orelhas. é o único osso dotado de movimento da cabeça apresenta o corpo da mandíbula cuja parte inferior é a base e a parte superior corresponde à parte alveolar com o arco alveolar. palatino e alveolar. entre frontal e os parietais. tem importância em obstetrícia para identificar a posição do feto. o maior. Sutura coronal entre os ossos frontal e parietais. os ossos da calvária não estão totalmente ossificados existem membranas de tecido fibroso interpostas entre ossos de origem membranácea e que se ossificam progressivamente até os dois anos de idade aproximadamente. Suturas São as linhas de ligação entre ossos. parietal. Sutura lambdóidea entre os ossos parietais e occipita. zigomático.maxila (do latim maxilla = queixada) é formado pelo corpo com as faces: orbital. 29 . que do ângulo da mandíbula se prolonga até o processo condilar. verticais. próstio: ponto ósseo situado entre os dois dentes incisivos. temporal e occipital. lambda: ponto de encontro das suturas sagital e lambdóidea. infratemporal e nasal e pelos processos: frontal. Pontos craniométricos: gnátio: ponto mais saliente do mento.

esqueleto axial Os pontos de referência e forames selecionados para identificação na cabeça são. mais baixa e estreita. Fontículos posterolaterais: par. o temporal e o parietal (ptério).  Roteiro prático do Sistema ósseo . fronte oblíqua. mais alta e larga.  Identificar os seguintes acidentes dos ossos do crânio: Vista inferior Forame magno Forame e fossa jugular Canal carótico Processo mastóide Forame estilomastóideo Processo pterigóide (lâminas medial e lateral) Fossa pterigóidea Forame lacerado Forame incisivo Processo estilóide Forame palatino maior Espinha nasal posterior Canal do nervo hipoglosso Côndilo occipital Vista interna Fossa anterior do crânio Crista etmoidal (galli) Lâmina cribriforme com forames Seio frontal 30 . entre o occipital e os parietais corresponde ao lambda. Feminino: menos volumoso.Fontículo posterior: ímpar. arcos superciliares visíveis. entre o occipital. Fontículos anterolaterais: par. linhas de inserções musculares pouco evidentes. órbitas baixas e quadrangulares. linhas de inserções musculares mais evidentes. túberes frontais e parietais mais salientes. Diferenças sexuais presentes no crânio Masculino: mais volumoso. locais por onde passam vasos e nervos importantes. braquicéfalos quando alargados e mesocéfalos os de equilíbrio entre largura e comprimento. Tipos de crânios Sem entrarmos em especificidades técnicas de mensuração podemos dizer que os crânios se classificam em dolicocéfalos quando alongados. túberes frontais e parietais menos salientes. entre o frontal. arcos superciliares imperceptíveis. o temporal e parietal (astério). glabela marcada. órbitas altas e arredondadas. fronte vertical. dão inserções para músculos cujas ações são essenciais ou são locais aonde se posicionam estruturas de real aplicação prática. glabela apagada. efetivamente.

Fossa média do crânio Parte petrosa do temporal Poro acústico interno (saída do meato) Sela turca Fossa hipofisial Asa maior do esfenóide Asa menor do esfenóide Canal óptico Sulco carótico Forame oval Forame espinhoso Forame redondo Dorso da sela Tubérculo da sela Processo clinóide anterior Processo clinóide posterior Sulco da artéria meníngea média Fossa posterior do crânio Protuberância occipital interna Crista occipital interna Sulco do seio transverso Eminência cruciforme Vista anterior Órbita Lâmina perpendicular do etmóide Abertura piriforme Espinha nasal anterior Margens supra-orbital e infra-orbital Forame supra-orbital Forame infra-orbital Fissura orbital superior Forame mentual Protuberância mentual Forame da mandíbula (língula e canal) Vista lateral Arco zigomático Poro acústico externo (entrada do meato) Fossa mandibular Processo condilar (cabeça e colo da mandíbula) Ramo da mandíbula Processo coronóide Incisura da mandíbula Ângulo da mandíbula Vista posterior Protuberância occipital externa Crista occipital externa Linha nucal superior e inferior 31 .

abducente e ramos do oftálmico Fissura orbital inferior: nervo maxilar Forame supra-orbital: nervos e vasos supra-orbitais Forame infra-orbital: nervos e vasos infra-orbitais Forame mentual: nervos e vasos mentuais COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é uma estrutura axial metamérica constituída por 33 segmentos ósseos semelhantes e superpostos chamados vértebras e classificadas quanto à forma. 32 . artérias vertebrais Canal condilar: veia emissária Canal do nervo hipoglosso: nervo hipoglosso Forame jugular: veia jugular interna. troclear. caso esses ossos estiverem abertos podemos distinguir: Seio frontal Seio esfenoidal Seio maxilar Células etmoidais anteriores e posteriores A fim de demonstrar a importância prática dos forames do crânio vamos citar alguns deles com as principais estruturas que constituem os seus conteúdos: Vista inferior e interna Forame magno: medula e bulbo. nervo acessório. como ossos irregulares. vago e acessório Canal carótico: artéria carótida interna Forame espinhoso: vasos meníngeos médios Forame oval: nervo mandibular Forame redondo: nervo maxilar Forame lacerado: parte do trajeto da artéria carótida interna Forame estilomastóideo: nervo facial Lâmina cribriforme: nervo olfatório Canal óptico: nervo óptico.Escama occipital Vista superior Sutura coronal Sutura sagital Sutura lambdóidea Observação: Não podem ser vistos através dessas vistas porque se encontram no interior dos respectivos ossos. nervos glossofaríngeo. artéria oftálmica Meato acústico interno: nervos facial e vestibulococlear Forame mastóideo: veia emissária Fossa incisiva: nervo nasopalatino Forame palatino maior: nervos palatinos Forame da mandíbula nervos e vasos alveolares inferiores Vista anterior: Fissura orbital superior: nervos oculomotor. pela maioria dos autores.

forame vertebral tende para a forma circular.parte do arco vertebral que une o corpo vertebral à lâmina do corpo vertebral e aos processos transverso e articular. arredondada e volumosa.torácica e sacral .cervical e lombar . as vértebras foram divididas em: 7 cervicais. 5 sacrais e 4 coccígeas. Torácica: processo espinhoso em ponta. A curvatura cervical formase quando a criança sustenta a cabeça ereta e a curvatura lombar. Arco vertebral . Escolioses são os desvios laterais da coluna vertebral.  Identificar as partes comuns de uma vértebra típica: Corpo vertebral . É discutível se os termos cifose e lordose devam ser aplicados como sinônimos de curvaturas primária e secundária ou apenas quando essas curvaturas são acentuadas. processo transverso com forame transversário. 33 . Os seus contornos superior e inferior formam as incisuras vertebrais superior e inferior. Os forames intervertebrais formam-se entre as incisuras vertebrais superior e inferior de vértebras adjacentes.lâminas planas que articulam e encaixam a vértebra superior à inferior tendem a ocupar as posições: transversal nas cervicais. frontal nas torácicas e sagital nas lombares Forame vertebral . Processo espinhoso . também chamadas cifoses e duas secundárias por se formarem após o nascimento .de convexidade posterior.partes do arco vertebral que confluem atrás para formar o processo espinhoso Pedículo . É formado pelos pedículos e pelas lâminas do arco vertebral Lâmina .central.parte anterior. Curvaturas: a coluna vertebral consiste em 4 curvaturas. forame vertebral tende para a forma triangular. Processo articular .extremidade formada pela união das lâminas.expansões laterais da vértebra. formado pelos contornos posterior do corpo vertebral e mediais dos arcos vertebrais.parte posterior confluente que delimita o forame vertebral. 12 torácicas. também chamadas lordoses.Pela semelhança que podem apresentar e pela região em que se encontram. processo articular tendendo à posição transversal. corpo com expansão lateral chamada unco do corpo. e um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence. 5 lombares. melhor vistas na posição lateral: duas primárias por conservarem a posição fetal . Processo transverso .de convexidade anterior. Apesar de classificadas por suas características em tipos diferentes podemos distinguir elementos anatômicos que são comuns à maioria delas. é um dos pontos de reparo para distinguir a parte da coluna a que a vértebra pertence. quando se mantém na posição bípede. processo articular tendendo à posição frontal. O conjunto dos forames vertebrais forma o canal vertebral. corpo com fóveas costais superior e inferior (articular com as costelas).  Características que identificam a região da coluna a qual a vértebra pertence: Cervical: processo espinhoso bífido. processo transverso com fóvea costal (articular com as costelas).

O arco anterior possui também um tubérculo anterior mais saliente. Sacral: as vértebras sacrais estão fundidas formando um osso triangular. corpo grande em forma de rim. a margem saliente da extremidade superior da primeira vértebra sacral é o promontório.  Identifique o ângulo do esterno (saliência na união do manúbrio do esterno com o corpo do esterno).é a sétima vértebra cervical. processo transverso em ponta chamado costiforme. a sua extremidade superior mais larga é o manúbrio do esterno. O processo xifóide.é a 2ª vértebra cervical e nela destaca-se o dente com seu ápice para cima já apresenta arco vertebral e processo espinhoso Proeminente . Cóccix: Vestígio de uma cauda primitiva é o conjunto das últimas 4 vértebras cuja forma lembra o bico de um pássaro (cuco) daí o seu nome.é a 1ª vértebra cervical suas características são: não possui o corpo vertebral e apresenta dias massas laterais com forames transversários. Costelas São ossos alongados que no conjunto formam a caixa torácica 34 . forame vertebral tende para a forma triangular. ápice.  Identificar as vértebras com nomes específicos: Atlas . os processos transversos as partes laterais (asa do sacro). medial e lateral). hiato. forames sacrais anteriores e posteriores. as linhas transversas. os discos intervertebrais. Os processos espinhosos formam a crista sacral mediana. promontório. Identifique no osso sacro: base.  e o ângulo infra-esternal formado pelas margens inferiores das costelas. processo articular tendendo à posição sagital. a incisura jugular e nos contornos laterais as incisuras claviculares O corpo do esterno é formado pela união de placas chamadas esternebras. mas em vértebras isoladas é difícil identificá-la. a ligação das lâminas com os corpos. asa. Os processos mamilares são saliências arredondadas e posteriores dos processos articulares superiores. apresenta-se como cartilagem. TÓRAX Esterno ( do grego sternon = peito) é o osso plano da parede anterior do tórax. algumas vezes. Hiato sacral é a abertura inferior em seqüência ao canal sacral circunscrito pelos cornos sacrais e a face articular para o osso do quadril denomina-se face auricular. a extremidade inferior. Áxis . O manúbrio do esterno. A parte superior do sacro é a sua base e a extremidade inferior é o ápice do sacro. seguido pelo corpo do esterno e pelo processo xifóide. os forames intervertebrais os forames sacrais anteriores e posteriores.Lombar: processo espinhoso quadrado (em forma de machado). canal. cristas sacrais (mediana. a crista sacral medial. não possui processo espinhoso mas apenas o tubérculo posterior fazendo saliência no arco posterior. apresenta em seu contorno superior.

corpo da costela a parte restante que apresenta o tubérculo da costela pequena rugosidade com face articular para o processo transverso da vértebra. tubérculo anterior. Partes de uma costela típica: cabeça da costela. extremidade posterior ligeiramente alargada. anterior e pelos cornos menor e maior. posteriores. falsas (8. a 10) articulam-se com o esterno através da cartilagem da última verdadeira. e uma flutuante. colo da costela. nível em que se verifica a mudança de orientação do corpo da costela de transversal para sagital e o sulco da costela depressão na margem inferior do corpo onde se encontra o feixe vasculonervoso intercostal. PESCOÇO Osso hióide (do grego hyo (letra U) situado na região anterior do pescoço acima da laringe é formado pelo corpo. arco posterior tubérculo posterior Áxis: dente Vértebras torácicas: Fóveas costais no corpo vertebral e nos processos transversos 35 . arco anterior.esqueleto axial  Identificar os seguintes acidentes ósseos da coluna vertebral: Elementos comuns: Corpo vertebral Arco vertebral Lâmina Pedículo Incisuras vertebrais superior e inferior. apresenta faces articulares separadas por uma crista. a segunda. ângulo da costela. flutuantes (11 e 12) não se articulam com o esterno. Processo espinhoso Processo transverso Processo articular superior e inferior Forames: Forame transversário Forame intervertebral Forame vertebral Forames sacrais anteriores e posteriores Vértebras cervicais: Unco do corpo Atlas: massa lateral. a parte estreita logo após a cabeça. Identifique as costelas: a primeira.  Roteiro prático do Sistema ósseo .Número: 12 para cada lado. Classificação: verdadeiras (1 a 7) articulam-se diretamente com o esterno através de cartilagens próprias.

asa. processo mamilar Sacro: Base. flutuante. sulco Esterno Manúbrio do esterno. cabeça. Fratura direta É a que ocorre no local do trauma Fratura indireta É a que ocorre em ponto distante do local do trauma. Sintomas: Dor local. hiato Cóccix  Identificar os seguintes acidentes ósseos do esqueleto do tórax: Costelas: Verdadeira. tubérculo.Vértebras lombares: Processo costiforme. dificuldade para movimentar o local e crepitação (ruído ao movimentar local). A ferida cutânea pode resultar do traumatismo que ocasionou a fratura ou aberta pelo fragmento ósseo. processo xifóide Caixa torácica Arco costal. Fratura complicada Além da fratura óssea ocorreu lesão de outro órgão interno. ângulo. face auricular. Tipos Fratura exposta ou composta Ruptura do osso associada com lesão da pele e tela subcutânea. Fratura linear 36 . ângulo infra-esternal Hióide Corpo. colo. corpo do esterno. corno. Fratura incompleta Na qual a descontinuidade entre os fragmentos não é total. corno maior e menor Doenças do sistema ósseo FRATURAS Definição: É a ruptura da integridade de um osso. mas pode ocorrer também espontaneamente se o osso tiver alguma patologia que o enfraqueça. Causas: traumas ou quedas. hematoma. inchaço. deformidade. cristas sacrais (mediana. Fratura simples Na qual não há comunicação com o meio exterior. corpo. Fratura completa Na qual a descontinuidade entre os fragmentos é total. promontório. O fragmento ósseo pode estar passando através da lesão. ângulo do esterno. medial).

imobilização. Osteomielite Definição: É a infecção do osso e da medula óssea. Locais mais freqüentes: fêmur. febre e comprometimento da função. úmero. geralmente no ponto de inserção muscular. Fratura por arrancamento ou avulsão Um fragmento do osso. maior tendência à fraturas espontâneas. escafóide. 37 . Fratura em galho verde Na qual não há desvio dos fragmentos e a fratura não é completa. Fratura espiral Na qual o nível da lesão é oblíquo Fratura com luxação Na qual além da fratura ocorreu também deslocamento articular. medicamentos (corticóides). a partir de uma ferida nas proximidades ou por via sanguínea a partir de infecções em outros locais. Fratura de Colles É fratura dos ossos do antebraço próximo ao punho com desvio dos fragmentos. Fratura acavalada Na qual um dos fragmentos se superpõe a outro. Fratura por achatamento Na qual o fragmento é deslocado internamente. sedentarismo. por exemplo vértebras Fratura por explosão Na qual fragmentos ósseos são projetados Fratura impactada Na qual um dos fragmentos entra no interior do osso. Fraturas mais freqüentes: punho. colo do fêmur. Fratura cominutiva Na qual resultam pelos menos três fragmentos ósseos e apresenta desvios. por exemplo metástases ou osteoporose.) que se instalam no osso diretamente nas fraturas expostas.e. tíbia. endócrinas (glândulas). tornando os ossos mais fracos e assim mais sujeitos às fraturas. Fratura transversal Na qual o nível da lesão é perpendicular ao maior eixo do osso. fumo. Causas: idade. Sintomas: dor local.A ruptura se apresenta como uma linha fina sem desvio dos fragmentos. Fratura de tensão Pequena fratura linear para a qual não ficou evidenciado o trauma ou a queda. Fratura patológica Ocorre por enfraquecimento do osso por alguma outra doença óssea. Sintomas: depende dos ossos mais atingidos. Causa: invasão do osso por germes infectantes (estafilococo ou estreptococo p. é separado do restante durante a contração muscular. Fratura por compressão Resulta do aumento da pressão sobre o osso. rádio Osteoporose Definição: É a redução da massa óssea e conseqüente desestruturação do tecido ósseo.

tumor generalizado.superposição de um osso sobre o outro em bisel. são pouco móveis. Os subtipos consideram a forma das partes dos ossos que se articulam são: • Plana . são tumores em que a origem encontra-se em outro órgão e cujas células atingem o osso por via sanguínea ou linfática e passam a crescer em seu interior. condroblastoma Sinais de compressão de estruturas vizinhas. sindesmose. volumosos e de crescimento lento. exemplo: entre os ossos nasais. exemplo: temporal e parietal.Locais mais freqüentes: vértebras Tumores ósseos malignos a. esquindelese e gonfose. Cartilagíneas: o tecido interposto é cartilagem. tumoração. c. tumoração e dor.em forma de serra. Tipos: sincondrose e sínfise. tumor localizado em metáfises de ossos longos provocado por osteoblastos malignos d. apresenta células plasmáticas e proteínas anormais no sangue que lhe são características (Bence-Jones). sinais de compressão. formando no conjunto a chamada cruz de Santo André de importância em obstetrícia. b) Sindesmose: são as possuem muito tecido fibroso interposto. tumor de origem cartilagínea. Tipos: Fibrosas: O tecido interposto é conjuntivo fibroso. a) Suturas: são as que possuem pouco tecido fibroso interposto. Sintomas característicos de neoplasias malignas: dor progressiva. Tumores ósseos benignos: Osteoma.condrossarcoma. ou 38 . • Serrátil . Sinônimos: juntas. exemplo: entre frontal e parietais.superfícies retilíneas. condroma. ARTICULAÇÕES Prof. Classificação: Critério usado atualmente considera o tipo de tecido ou a substância que se interpõe entre as partes que se articulam. Nader Wafae Conceito: É a conexão ou junção que existe entre as partes do esqueleto.mieloma plasmocitário. junturas. exemplo entre vômer e esfenóide. osteoblastoma. . só admitem vibrações e grande parte delas tende a desaparecer com o envelhecimento formando as sinostoses. d) Gonfose: são articulações entre os dentes e os alvéolos da mandíbula e da maxila.osteossarcoma. c) Esquindelese são articulações fibrosas em que uma das superfícies ósseas tem a forma de calha. • Escamosa . exemplo: tibiofibular distal. pode ser interóssea exemplos entre os ossos da base do crânio (occipital e esfenóide).metastáticos. b. a) Sincondrose: a cartilagem interposta é do tipo hialino. tem pouca mobilidade e apenas algumas delas tendem a desaparecer. Dr.Tipos: sutura. metástases.

intra-óssea, exemplos, a lâmina epifisial dos ossos longos em idade de crescimento. d) Sínfise: a cartilagem interposta é do tipo fibroso, exemplo entre os corpos vertebrais, entre os ossos púbis. Sinoviais: a interposição entre os ossos não é feita por um tecido e sim por um liquido chamado líquido sinovial. Admitem movimentos que são mais amplos de acordo com o tipo considerado; não podem desaparecer. Características: • Líquido sinovial: lubrifica e protege a articulação. • Cápsula articular: envolve as extremidades dos ossos que se articulam. • Membrana sinovial: reveste a cápsula articular por dentro, produz e reabsorve o líquido sinovial. • Cartilagem articular: reveste as superfícies articuláveis dos ossos. • Ligamentos: reforçam a cápsula. • Meniscos ou discos: complementam as superfícies articulares dos ossos. • Movimentos: se realizam em torno dos eixos permitidos pela articulação de acordo com a forma das superfícies que se articulam. O número de eixos permitidos denomina-se grau de liberdade. Os movimentos permitidos recebem nomes de acordo com o eixo em torno do qual esses movimentos se realizam: em torno do eixo longitudinal - rotação; em torno do eixo transversal - flexão e extensão; em torno do eixo sagital - adução e abdução. Tipos: a) Plana: Superfícies Articulares: planas Graus de Liberdade: não possui. Eixos Movimentos: deslizamento Exemplos : processos articulares das vértebras, ossos do carpo b) Gínglimo: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de carretel, o outro é um arco escavado que gira em torno do outro Graus de liberdade: Um Eixo: movimento em torno do eixo transversal Movimentos: Flexão e Extensão Ex. cotovelo (umeroulnar), talocrural c) Trocóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta cabeça circular, o outro um arco ósseo escavado menos acentuado. Graus de liberdade: Um. Eixo: movimento em torno do eixo longitudinal; Movimento: rotação Ex.: rádio e ulna proximal e distal, atlas e áxis. d) Elipsóidea ou Condilar: Superfícies Articulares: um dos ossos apresenta superfície arredondada em dois planos e achatada no terceiro plano, outro se encaixa nessa superfície.

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Graus de liberdade: Dois, Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão; adução e abdução Ex.: radiocarpal e) Selar: Superfícies Articulares: um dos ossos em forma de sela (côncava), outro em forma de cavaleiro (convexo) Graus de liberdade: Dois Eixos: movimentos em torno dos eixos: transversal e sagital Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução Ex. trapézio e primeiro metacarpal f) Esferóidea: Superfícies Articulares: um dos ossos é uma esfera arredondada nos três planos, o outro uma cavidade esférica Graus de liberdade: Três Eixos: movimentos em torno dos eixos transversal, sagital e longitudinal. Movimentos: flexão e extensão, adução e abdução, rotação e a somatória de todos, é a circundução. Existem outros critérios de caráter histórico utilizados para classificar as articulações e que apresentam certa correspondência entre si, por exemplo: A- pelo tipo do contato: a)por continuidade (fibrosas e cartilagíneas); b) por contiguidade (sinoviais). B- pelo número de superfícies articulares: a) simples (duas); b) composta (mais de duas); c) complexa (com interposição de discos). C- pela posição: a) concordantes (bem justapostas) b) discordantes (contato incompleto). D- pela função: a) dependentes (temporomandibular); b) independentes. E- pelo movimento: a) diartroses (móveis); b) anfiartroses (pouco móveis); c) sinartroses (imóveis)  Roteiro prático: Classifique as seguintes articulações:
entre os ossos nasais internasal entre os ossos parietais sutura sagital entre o frontal e o parietal sutura coronal entre o occipital e os parietasi sutura lambdóidea entre o temporal e o parietal temporoparietal entre o dente e o alvéolo dental dentoalveolar entre o vômer e o esfenóide esfenovomeral entre a tíbia e a fíbula distal tibiofibular distal entre o occipital e o esfenóide esfenoccpital entre o occipital e temporal petrooccipital entre o esfenóide e temporal esfenopetrosa entre costelas e cartilagens costais costo condral entre cartilagens costais e o esterno costesternal entre os corpos vertebrais intervertebral entre os ossos púbis do quadril sínfise púbica entre manúbrio e corpo do esterno manubrioesternal entre a clavícula e a escápula acromioclavicular entre os processos articulares das vértebras entre as costelas e as vértebras costovertebral entre o úmero e a ulna no cotovelo umeroulnar entre a tíbia e o tarso talocrural 1 fibrosa sutura plana 2 fibrosa sutura serrátil 3 fibrosa sutura serrátil 4 fibrosa sutura serrátil 5 fibrosa sutura escamosa 6 fibrosa gonfose 7 fibrosa esquindelese 8 fibrosa sindesmose 9 cartilagínea sincondrose 10 cartilagínea sincondrose 11 cartilagínea sincondrose 12 cartilagínea sincondrose 13 cartilagínea sincondrose 14 cartilagínea sínfise 15 cartilagínea sínfise 16 cartilagínea sincondrose 17 sinovial plana 18 sinovial plana 19 sinoviais planas 20 sinovial gínglimo 21 sinovial gínglimo

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entre a ulna e o rádio radiulnar entre o áxis e o atlas atlantoaxial mediana entre o rádio e o carpo radiocarpal entre o trapézio e o 1º metacarpal carpometacarpal do polegar entre o úmero e a escápula ombro (glenoumeral) entre o fêmur e o osso do quadril quadril (coxofemoral) entre os ossos do carpo entre os metacarpais e as falanges metacarpofalângica Entre as falanges interfalângicas

22 sinovial trocóidea 23 sinovial trocóidea 24 sinovial elipsóidea 25 sinovial selar 26 sinovial esferóidea 27 sinovial esferóidea 28 sinovial plana 29 sinovial elipsóidea 30 sinovial gínglimo

As articulações; do joelho, esternoclavicular, temporomandibular são exemplos de articulações sinoviais complexas e de difícil classificação, daí a não uniformidade entre os autores. Por coincidência apresentam a interposição de discos ou meniscos.  Identifique os elementos de uma articulação sinovial cápsula articular membrana sinovial cartilagem articular ligamento menisco articular disco articular Ligamentos são estruturas geralmente em forma de fita constituídas de tecido conjuntivo denso que reforçam as articulações sinoviais. Podem ser intracapsulares quando se encontram no interior da cápsula articular, por exemplo, ligamentos cruzados do joelho, extracapsulares, quando se encontram por fora da cápsula articular, constituem a maioria e capsulares quando se encontram na própria cápsula. Identificar os seguintes ligamentos: Esqueleto apendicular Articulação esternoclavicular Ligamento interclavicular Ligamento esternoclavicular anterior O ligamento interclavicular situado sobre a incisura jugular do esterno une as duas extremidades das clavículas. O ligamento esternoclavicular anterior está situado na superfície anterior da articulação entre o esterno e a clavícula. Articulação acromioclavicular Ligamento coracoclavicular (ligs. conóide + trapezóide) O ligamento coracoclavicular é formado por duas partes: a) conóide, menor, mais medial, vai do tubérculo conóide da face inferior da clavícula à parte superior e posterior do processo coracóide e b) trapezóide, maior, vai da linha trapezóidea da face inferior da clavícula até o processo coracóide por diante e lateralmente ao conóide. Articulação do ombro Ligamento coracoumeral Ligamento coracoacromial O ligamento coracoumeral situado na parte superior da articulação do ombro é uma fita que liga o tubérculo maior do úmero à extremidade do processo coracóide.
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Ligamentos iliofemoral (superior). a maioria deles é de difícil visualização e dissecção. Articulação sacroilíaca Ligamento sacrotuberal Ligamento sacroespinal Ligamento sacrotuberal é uma faixa larga que vai da margem lateral e inferior do sacro ao túber isquiático. pubofemoral (é difícil individualiza-los) Ligamento da cabeça do fêmur é intracapsular liga à fóvea da cabeça do fêmur ao acetábulo. vai do processo estilóide do rádio ao osso capitato. também oblíquo vai da margem inferior do rádio ao osso piramidal. fixando-se na maior parte do processo coracóide atrás e lateralmente ao coracoclavicular e na extremidade do acrômio. direção oblíqua. Articulação do quadril Ligamento da cabeça do fêmur Ligamentos iliofemoral.O ligamento coracoacromial embora ligue duas partes da escápula é importante na estabilização do ombro é largo. O ligamento anular do rádio envolve a cabeça do rádio unindo-a à incisura da ulna. Ligamento sacroespinal vai da margem do sacro por dentro do ligamento sacrotuberal até a espinha isquiática. O ligamento colateral radial vai do epicôndilo lateral do úmero à parte lateral do processo coronóide e do olécrano e à cabeça do rádio onde se une ao ligamento anular do rádio. isquiofemoral. O ligamento radiocarpal dorsal. Observação . citamos estes por serem maiores e de melhor visualização. isquiofemoral (posterior) e pubofemoral (anterior) envolvem e reforçam a cápsula articular seus nomes indicam o trajeto que seguem Articulação do joelho posterior Ligamento cruzado anterior . Articulações da mão Ligamentos radiocarpais palmar e dorsal O ligamento radiocarpal palmar.Ligamento cruzado Ligamento colateral tibial .A mão apresenta um número elevado de ligamentos. Articulação do cotovelo Ligamento colateral ulnar Ligamento colateral radial Ligamento anular do rádio O ligamento colateral ulnar vai do epicôndilo medial do úmero à parte medial do processo coronóide e do olécrano da ulna.Ligamento colateral fibular Ligamento transverso do joelho Ligamentos meniscofemoral (anterior e posterior) Ligamento poplíteo (oblíquo e arqueado) Ligamento da patela 42 .

oblíquo liga a parte posterior do menisco lateral ao ligamento cruzado posterior.Ligamento cruzado anterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar vai do côndilo lateral do fêmur à parte medial e anterior do platô da tíbia. Ligamento transverso do joelho. Ligamento cruzado posterior é intracapsular cruza a fossa intercondilar. inferiores e posteriores situam-se nas proximidades do tendões dos músculos semimembranáceo e poplíteo. Articulação tibiofibular Ligamento tibiofibular (anterior. estilomandibular (para o processo estilóide). é uma fita estreita horizontal que liga os meniscos pela frente.Dá estabilidade à articulação evitando sobrecarga nos ligamentos 2. mais largo. Ligamento colateral tibial é uma faixa que vai do epicôndilo medial do fêmur até a parte superior da face medial da tíbia. intracapsular. Ligamento colateral lateral liga o maléolo lateral aos ossos tálus e calcâneo também é um conjunto de ligamentos Esqueleto axial Crânio: Os principais ligamentos da articulação temporomandibular são: lateral (para o processo zigomático. estreito. na realidade é uma reunião de pequenos ligamentos. Coluna vertebral Ligamento nucal Ligamento longitudinal anterior Ligamento longitudinal posterior Ligamento amarelo Ligamento interespinal 43 . Reforçam a superfície posterior da cápsula Funções dos meniscosna articulação do joelho 1.Melhora a distribuição do liquido sinovial. O interior dessa articulação é ocupada por forte tecido fibroso interósseo que forma a sindesmose tibiofibular distal Articulação do pé Ligamento colateral medial ou deltóideo Ligamento colateral lateral Ligamento deltóide liga o maléolo medial aos ossos tálus. vai do epicôndilo lateral do fêmur à cabeça da fíbula.Auxilia a nutrição da cartilagem 5.Melhora a distribuição das pressões 3. Ligamento meniscofemoral anterior também ligado ao menisco lateral situa-se entre os dois ligamentos cruzados. intracapsular. mais estreito e menor. Ligamento poplíteos (arqueado e oblíquo) extracapsulares.Ameniza as pressões funcionando como almofada 4. Ligamento da patela é a continuação do tendão do músculo quadríceps femoral que se fixa à tuberosidade anterior da tíbia. e esfenomandibular (para a espinha do esfenóide). navicular e cubóide. posterior) Ligamentos tibiofibulares anterior e posterior unem as extremidades inferiores dos dois ossos. vai do côndilo medial do fêmur à parte lateral e posterior do platô da tíbia. Ligamento colateral fibular. Ligamento meniscofemoral posterior.

Luxação é o deslocamento de superfícies articulares. traumática. Sintomas: Dor. traumática ou espontânea por fragilidade ligamentar. calor.Ligamento supra-espinal O ligamento nucal é uma larga faixa situada na linha mediana da região cervical posterior entre os músculos da nuca de ambos os lados. ao longo da coluna vertebral. Osteoartrite é característica do envelhecimento articular com progressivo desgaste das cartilagens articulares. A mais freqüente é a retroolecraniana. A limitação de movimentos e a dor são os principais achados. Artrite gotosa de causa metabólica com aumento do ácido úrico no sangue que sob a forma de sais passa a se depositar nas articulações principalmente do pé. aumento do líquido sinovial. Bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial. que aumenta com o movimento. degenerativa. do ombro e do cotovelo. dilacerante. As articulações do joelho e do quadril são mais atingidas Artrose é a degeneração progressiva de uma articulação. Os sintomas são: dor. No local há deformidade. apresenta irritação da cartilagem articulae e membrana sinovial e conseqüente dor e inchaço. Os ligamentos supra-espinais ligam as extremidades dos processos espinhosos. O ligamento longitudinal é uma larga faixa que adere às faces posteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais no interior do canal vertebral. As mais freqüentes são: do quadril. rigidez articular. A sintomatologa característica é a presença de tumor (edema). Apresenta dor que piora com a movimentação. Pode ser congênita. As artroses mais comuns são: espondiloartrose da coluna vértebra. rigidez do cotovelo e tumoração flácida atrás do cotovelo. metabólica (ácido úrico). limitação dos movimentos e incapacidade funcional. O ligamento longitudinal anterior é uma larga faixa que adere às faces anteriores dos corpos vertebrais e discos intervertebrais ao longo da coluna vertebral. As mais comuns são: Artrite reumatóide de causa auto-imune apresenta espessamento da membrana sinovial. desgaste da cartilagem articular e conseqüente incapacitação. Os ligamentos interespinais encontram-se os processos espinhosos seqüenciais. Doenças articulares Artrite é a inflamação de uma articulação pode ser infecciosa (estafilococo). rubor e dor. ao longo da coluna vertebral. O ligamento amarelo situa-se entre lâminas vertebrais vizinhas. 44 . coxartrose do quadril e gonartrose do joelho.

rato Classificação dos músculos: A) Esqueléticos (voluntários. lisos. citoplasma liso Sistema Nervoso Autônomo Relação com as vísceras Movimento peristáltico visceral Lenta Camadas Músculos esqueléticos: Número de músculos do corpo: 501. Conceito: Músculo é um conjunto de células especializadas. função (flexores dos dedos). cauda) Critérios utilizados para dar nomes os músculos: Forma (trapézio). Os sintomas são: dor. vida vegetativa) C) Cardíaco (involuntário e estriado) Características Célula Inervação Localização Função Contração Apresentação Esquelética Alongada. corpo) e Passiva são as partes periféricas esbranquiçadas não se contraem (tendínea ou tendão). uninucleada. multinucleada. estriados. geralmente proximal. gerando um movimento. chamadas fibras musculares. cabeça) e inserção (é o ponto móvel. citoplasma estriado Sistema Nervoso Somático Relação com o esqueleto Locomoção movendo os ossos Brusca Isolados Visceral fusiforme. geralmente distal. misto (pronador quadrado). 45 . Partes: Ativa é a parte central carnosa avermelhada que se contrai (ventre. fixações: (coracobraquial) número de cabeças (bíceps). Genu valgum no qual os côndilos da tíbia se aproximam um em relação ao outro “X”. e incapacidade articular. MIOLOGIA Prof. mas varia de acordo com o critério para músculos pares ou ímpares. Esta parte passiva compreende: Origem (é o ponto fixo. cuja característica essencial é a contratilidade sob a ação de um estímulo. vida de relação) B) Viscerais (involuntários. Etimologia: grego = mys . Genu varum no qual os côndilos da tíbia se afastam um em relação ao outro “O”.músculo latim = mus . pequeno inchaço.mio .Entorse é a lesão articular na qual os ligamentos podem estar mais ou menos atingidos. localização (braquial). Nader Wafae Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. Dr.

ex. de de ou do Classificação quanto à função do músculo: Agonista ( é o músculo que realiza o movimento desejado). Antagonista (é o músculo que realiza o movimento contrário ao desejado). quadríceps. Pelo número de inserções: unicaudado ( maioria). Sinergista ( é o músculo que auxilia o movimento desejado anulando movimentos indesejáveis de outros músculos que também participam do movimento). biventre (digástrico). intermediário: o músculo apresenta três tendões sendo um deles no meio músculo (digástrico). Fáscia profunda (tecido conjuntivo fibroso denso que envolve os músculos ligando os músculos entre si. bicaudado. Unidade motora: conjunto de fibras musculares estimuladas pela mesma célula nervosa. policaudado (flexores dos dedos). término-lateral: o tendão e a parte carnosa formam um ângulo pode ser apenas um lado do tendão (semipeniforme). tríceps. músculos dos membros. Classificação dos músculos quanto à situação: Superficiais: quando situados sob a pele. curtos: nos quais não há predomínio de dimensões (alguns músculos profundos da coluna vertebral). mais próximos dos ossos. afastados dos ossos. Epimísio (tecido conjuntivo que envolve todo o músculo). Pelo número de ventres: univentre (maioria).Classificação dos músculos baseada no número de suas partes: Pelo número de origens: uníceps (maioria) bíceps. Perimísio (tecido conjuntivo que envolve um fascículo . poliventre (reto do abdome). ou nos dois lados (peniforme). Envolturas: Endomísio (tecido conjuntivo que envolve uma fibra muscular). Fixadores (fixam articulações).conjunto de fibras musculares). Classificação quanto à relação entre tendão e ventre do músculo: término-terminal: o tendão é plano e continuação direta da parte carnosa músculos planos (oblíquo externo do abdome). planos: nos quais predomina a largura (oblíquo externo do abdome). O músculo de movimentos mais delicados possui mais 46 . Classificação quanto à direção: Retilíneos: (a maioria) Reflexos: quando inicialmente seguem uma direção e depois formam um ângulo e mudam de direção (oblíquo superior do olho) Classificação quanto à forma: Longos: nos quais predomina o comprimento (bíceps). músculos da expressão facial Profundos: quando situados sob a fáscia muscular. ex. o tendão envolve a parte final da parte carnosa ( fusiforme).

Adução e rotação medial (parte clavicular) . C4-C6 Ação: Abdução INFRA-ESPINAL Origem: Fossa infra-espinal.unidades motoras isto é menos fibras musculares por célula nervosa. C5-C6 Ação: Abdução (parte acromial) . Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. Nader Wafae Músculos do ombro que atuam na articulação do ombro e no braço DELTÓIDE Origem: parte clavicular Terço lateral da clavícula parte acromial Acrômio parte espinal Espinha da escápula Inserção: Tuberosidade para o músculo deltóide (úmero) Inervação Nervo axilar. Dr. MÚSCULOS DO ESQUELETO APENDICULAR Prof. Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo axilar.Extensão e rotação lateral (parte espinal) SUPRA-ESPINAL Origem: Fossa supra-espinal Inserção: Tubérculo maior Inervação: Nervo supra-escapular. C5-C6 Ação: Adução 47 . C5-C6 Ação: Rotação lateral REDONDO MAIOR Origem: Ângulo inferior e margem lateral da escápula. O músculo de movimentos mais grosseiros possui menos unidades motoras isto é mais fibras musculares dependem de uma célula nervosa. C5-C6 Ação: Rotação lateral SUBESCAPULAR Origem: Fossa subescapular Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular. margem inferior da espinha da escápula. C5-C6 Ação: Rotação medial REDONDO MENOR Origem: Terço superior da margem lateral da escápula. Inserção: Tubérculo menor Inervação: Nervo subescapular.

nervo radial. C5-C7 Ação: Flexão e adução BÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo supraglenoidal Cabeça curta: processo coracóide Inserção Tuberosidade do rádio Inervação Nervo musculocutâneo C5-C6 Ação: Flexão do braço. C6-C8 Ação: Extensão do braço e do antebraço ANCÔNEO Origem: Inserção: Inervação: Ação: Superfície posterior do epicôndilo lateral do úmero. face lateral do rádio. Nervo radial. flexão e supinação do antebraço BRAQUIAL Origem: Inserção: Inervação: Ação: Dois terços distais da face anterior do úmero Tuberosidade da ulna.BRAÇO Músculo do compartimento anterior do braço CORACOBRAQUIAL Origem Processo coracóide Inserção Face medial na parte média do úmero Inervação Nervo musculocutâneo. processo coronóide Nervo musculocutâneo. Cabeça ulnar: processo coronóide. C5-C7. Inervação: Nervo mediano C6-C7 Ação: Pronação e flexão do antebraço 48 . C5-C6 Flexão do antebraço Compartimento posterior do braço TRÍCEPS BRAQUIAL Origem Cabeça longa: tubérculo infraglenoidal Cabeça curta: superfície posterolateral do úmero Cabeça medial: dois terços distais e posteromedial do úmero Inserção Olécrano Inervação Nervo radial. Inserção: Tuberosidade para o músculo pronador. Superfície lateral do olécrano. C6-C8 Auxiliar do tríceps braquial na extensão do antebraço ANTEBRAÇO Compartimento anterior do antebraço PRONADOR REDONDO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. quarto posterior e proximal da ulna.

C7-T1 Ação: Flexão da falange média FLEXOR PROFUNDO DOS DEDOS Origem Parte proximal da face anterior da ulna Inserção Face palmar da base das falanges distais dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano (ramo interósseo anterior) . osso pisiforme. Cabeça ulnar: olécrano. Ação: Flexão e abdução da mão PALMAR LONGO (inconstante. C7-T1. C5-T1 Nervo ulnar . Inserção Face ventral das bases dos ossos metacarpais II e III. dois terços proximais da ulna. Inserção Aponeurose palmar.parte lateral. Ação: Flexão da falange distal do polegar PRONADOR QUADRADO Origem: Quarto distal da face anterior da ulna. Ação: Flexão das falanges distais FLEXOR LONGO DO POLEGAR Origem: Face anterior da parte média do rádio. C7-T1. C6-C8. osso metacarpal V. C8-T1. ramo do nervo mediano C6-T1 Ação: Pronação do antebraço Compartimento lateral do antebraço 49 . presente em 69% dos antebraços) Origem Epicôndilo medial do úmero.parte medial. Inervação Nervo mediano.FLEXOR RADIAL DO CARPO Origem Epicôndilo medial do úmero. Ação: Flexão e adução da mão FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS Origem Cabeça umeroulnar: epicôndilo medial. Inervação Nervo mediano. Inserção: Osso hamato. C7-T1. Inervação: Nervo ulnar. Inervação: Nervo interósseo anterior do nervo mediano. Inervação: Nervo interósseo anterior. Inserção: Quarto distal da face anterior do rádio. processo coronóide da ulna Inserção: Face anterior (palmar) da base da falange distal do polegar. Ação irrelevante FLEXOR ULNAR DO CARPO Origem: Cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero. processo coronóide da ulna Cabeça radial: face anterior do rádio Inserção Base da falange média dos dedos II ao V Inervação Nervo mediano.

BRAQUIORRADIAL Origem Crista supracondilar lateral do úmero Inserção Face lateral do rádio. C5-C6 Ação: Flexão do antebraço EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO Origem Crista supracondilar lateral. ramo profundo. Crista do músculo supinador. ramo profundo. Inervação Nervo radial. ramo profundo. Inserção Face dorsal do osso metacarpal V. base do processo estilóide do rádio Inervação Nervo radial. Ação: Extensão e abdução da mão Compartimento posterior do antebraço SUPINADOR Origem: Epicôndilo lateral do úmero. Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . 50 . C6-C7. ramo profundo C6-C8. Ação Estende a falange distal do polegar EXTENSOR ULNAR DO CARPO Origem Cabeça umeral: epicôndilo lateral do úmero Cabeça ulnar: parte dorsal da ulna. Inervação: Nervo radial. dois terços distais da face posterior da ulna Inserção Face lateral da base do osso metacarpal I. Inervação Nervo radial. ramo profundo. Ação: Estende a falange proximal do polegar EXTENSOR LONGO DO POLEGAR Origem Parte média da face dorsal da ulna Inserção Face dorsal da base da falange distal do polegar Inervação Nervo radial. Inervação Nervo radial C6-C7 Ação: Extensão e abdução da mão EXTENSOR RADIAL CURTO DO CARPO Origem Epicôndilo lateral do úmero. Inserção: Terço proximal do rádio . Inserção Face dorsal da base do osso metacarpal II . Ação: Abdução do metacarpal I EXTENSOR CURTO DO POLEGAR Origem Terço distal da face posterior do rádio Inserção Face dorsal da base da falange proximal do polegar Inervação Nervo radial. C6-C8. ramo profundo C5-C6 Ação: Supinação do antebraço ABDUTOR LONGO DO POLEGAR Origem Terço médio da face posterior do rádio. C6-C8. C6-C8. Inervação Nervo radial.

interósseo palmar 3: face lateral do osso metacarpal V Inserção Expansões extensoras das falanges proximais dos dedos II. outra parte na base da falange distal. IV e V Inervação Nervo ulnar.Ação: Abdução e adução do antebraço EXTENSOR DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral do úmero. ramo profundo. 51 . INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Faces mediais e laterais de dois ossos metacarpais contíguos. Ação: Extensão da falange proximal do dedo indicador EXTENSOR DO DEDO MÍNIMO Origem Epicôndilo lateral do úmero Inserção Aponeurose dorsal do dedo mínimo Inervação Nervo radial. C8-T1 Mm. ramo profundo. interósseo palmar 2: face lateral do osso metacarpal IV M. C8 . ramo profundo. Faces lateral e medial do dedo III Face medial do dedo IV Expansões extensoras dos dedos II .T1. Inervação Nervo radial.uma parte na base das falanges médias. flexão das falanges proximais.T1. C8-T1 Ação: Flexão das falanges proximais. extensão das falanges médias e distais. ramo profundo. interósseo palmar 1: face medial do osso metacarpal II. Flexão das falanges proximais. C8 . C6-C8. Ação: Extensão da falange proximal do dedo mínimo Mão LUMBRICAIS 1 A 4 Origem Tendões do flexor profundo dos dedos Inserção Expansões extensoras na face lateral (radial) de cada dedo Inervação Mm. Ação: Extensão das falanges proximais dos dedos EXTENSOR DO INDICADOR Origem Metade distal da face posterior da ulna Inserção Face medial da aponeurose dorsal do indicador Inervação Nervo radial. C6-C8. lumbricais 3 e 4: nervo ulnar. Ação: Adução dos dedos. Ação: Abdução dos dedos. C6-C8. M. ramo profundo. Inserção Face lateral da base da falange proximal do indicador.IV Inervação Nervo ulnar. ligamento colateral ulnar Inserção Os quatro tendões se separam no dorso da mão e se inserem nas faces dorsais dos dedos II ao V . lumbricais 1 e 2: nervo mediano. INTERÓSSEOS PALMARES 1 A 3 Origem M. extensão das falanges médias e distais. extensão das falanges médias e distais.

Ação: Abdução do polegar FLEXOR CURTO DO POLEGAR Origem Cabeça superficial: osso trapézio Cabeça profunda: osso trapezóide. Ação: Flexor da falange proximal ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Osso pisiforme. Inervação Cabeça superficial: Nervo mediano. Ação: Adução do polegar Eminência hipotenar FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Osso hamato Inserção Margem medial da base da falange proximal V. retináculo dos músculos flexores. base do osso metacarpal II e III. ramo profundo. Inervação Nervo mediano C7-T1. ramo profundo. Inserção Face medial do osso metacarpal V. C7-T1. Inervação Nervo ulnar. C8 . C8-T1.T1. Inserção Osso sesamóide medial na articulação carpometacarpal do polegar Inervação Nervo ulnar. 52 . Ação: Abdução do dedo mínimo OPONENTE DO DEDO MÍNIMO Origem Hâmulo do osso hamato. Inervação Nervo mediano. C8 . C7 . Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar.T1. Inserção Face lateral da diáfise do osso metacarpal I. Ação: Oposição do polegar aos demais dedos ADUTOR DO POLEGAR Origem Cabeça oblíqua: osso capitato. osso trapézio Inserção Face lateral da base da falange proximal do polegar.Eminência Tenar ABDUTOR CURTO DO POLEGAR Origem Tubérculo do escafóide. ramo profundo C8 .T1.T1. C7-T1 Cabeça profunda: Nervo ulnar. retináculo dos músculos flexores. Cabeça transversa: dois terços proximais da face palmar do osso metacarpal III. ramo profundo. Inervação Nervo ulnar. tendão do músculo flexor ulnar do carpo Inserção Margem medial da base da falange proximal V e expansão extensora do dedo mínimo. Inervação Nervo ulnar. osso capitato. Ação: Flexão da falange proximal do polegar OPONENTE DO POLEGAR Origem Osso trapézio.

Inervação Nervo ulnar. Ação irrelevante Roteiro prático: Identificar os músculos do membro superior Ombro: Deltóide Infra-espinal Redondo maior Braço: Anteriores: Bíceps braquial Braquial Posteriores: Tríceps braquial Antebraço: Anteriores: Pronador redondo Palmar longo Flexor superficial dos dedos Flexor longo do polegar Laterais Braquiorradial Extensor radial curto do carpo Posteriores: Extensor ulnar do carpo Extensor do indicador Supinador Extensor longo do polegar Supra-espinal Subescapular Redondo menor Coracobraquial Ancôneo Flexor radial do carpo Flexor ulnar do carpo Flexor profundo dos dedos Pronador quadrado Extensor radial longo do carpo Extensor dos dedos Extensor do dedo mínimo Abdutor longo do polegar Extensor curto do polegar Mão: Eminência tenar : Abdutor curto do polegar. Flexor curto do dedo mínimo e Oponente do dedo mínimo Palma da mão: 3 interósseos palmares e 4 lumbricais Dorso da mão: 4 interósseos dorsais  Principais ações dos músculos do membro superior 53 . Oponente do polegar e Adutor do polegar Eminência hipotenar : Abdutor do dedo mínimo.Ação: Oposição juntamente com o polegar PALMAR CURTO Origem Aponeurose palmar. Inserção Pele do lado medial (ulnar) da palma da mão. Flexor curto do polegar.T1. retináculo dos músculos flexores. ramo superficial C7 .

ancôneo Pronação (rotação medial) pronador redondo. infra-espinal. redondo menor. coracobraquial Abdução do braço: deltóide (parte acromial). L4-S1 Ação Abdução e rotação medial da coxa GLÚTEO MÍNIMO 54 . pronador quadrado Supinação (rotação lateral) supinador. extensores radiais longo e curto do carpo Flexão da falange proximal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Flexão da falange média: flexor superficial dos dedos Flexão da falange distal: flexor profundo dos dedos e flexor longo do polegar Extensão das falanges média e distal: interósseos (palmares e dorsais) e lumbricais Extensão da falange proximal dos dedos: extensor dos dedos Extensão da falange distal do polegar: extensor longo do polegar Extensão da falange proximal do polegar: extensor curto do polegar Adução dos dedos: interósseos palmares Abdução dos dedos: interósseos dorsais Músculos do membro inferior Músculos do quadril GLÚTEO MÁXIMO Origem Face posterior do sacro. supra-espinal Flexão do antebraço: braquial. redondo maior Adução do braço: redondo maior. extensor ulnar do carpo Abdução da mão: flexor radial do carpo. braquiorradial. rotação lateral da coxa GLÚTEO MÉDIO Origem Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Inserção Trocanter maior Inervação Nervo glúteo superior. bíceps braquial. bíceps braquial. coracobraquial Extensão do braço: deltóide (parte espinal). tríceps braquial. aponeurose toracolombar. espinha ilíaca póstero-superior Inserção Parte superior: trato iliotibial Parte inferior: tuberosidade glútea Inervação Nervo glúteo inferior. L5-S2 Ação Extensão do quadril e da coxa.Flexão do braço: deltóide (parte clavicular). extensor ulnar do carpo Adução da mão: flexor ulnar do carpo. Rotação lateral: redondo menor. flexor radial do carpo Extensão da mão: extensores radiais longo e curto do carpo. pronador redondo Extensão de antebraço: tríceps braquial. ligamento sacrotuberal. face glútea do ílio. redondo maior. supra-espinal Rotação medial: subescapular. bíceps braquial Flexão da mão: flexor ulnar do carpo.

L5-S2 Rotação lateral e abdução da coxa GÊMEO SUPERIOR Origem Espinha isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Ramos diretos do plexo sacral. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa OBTURADOR INTERNO Origem Margem do forame obturado (face medial) Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno. ligamento iliolombar. raramente também pelo nervo isquiático.Origem Inserção Inervação Ação PIRIFORME Origem Inserção Inervação Ação Asa do ílio entre as linhas glúteas anterior e posterior Trocanter maior Nervo glúteo superior. processo costiforme LI à LV Inserção Parte distal do trocanter menor 55 . espinha ilíaca ântero-inferior. psoas maior: faces laterais dos corpos vertebrais TXII à LV. próximo à espinha ilíaca ântero-superior Trato iliotibial. ligamento sacroilíaco anterior. L4-L5 Flexão e rotação medial da coxa Compartimento anterior da coxa ILIOPSOAS Origem M. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa QUADRADO FEMORAL Origem Margem lateral do túber isquiático Inserção Crista intertrocantérica Inervação Nervo do músculo quadrado femoral. M. ilíaco: fossa ilíaca. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa TENSOR DA FÁSCIA LATA Origem Inserção Inervação Ação Crista ilíaca. altura do terço médio do fêmur Nervo glúteo superior. L5-S2 Ação Rotação lateral da coxa GÊMEO INFERIOR Origem Tuberosidade isquiática Inserção Fossa trocantérica Inervação Nervo do músculo obturador interno ou nervo do músculo quadrado femoral ou nervo pudendo ou nervo isquiático. L4-S1 Abdução e rotação medial da coxa Face pélvica do sacro Limite superior do trocanter maior Nervo isquiático ou ramos diretos do plexo sacral.

L2-L3 Nervo obturatório. Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). parte distal do trocanter menor Inervação Nervo femoral. ramo anterior. ramo anterior. cabeça reta: espinha ilíaca ântero-inferior M. Nervo obturatório. reto femoral. o reto femoral é também flexor da coxa SARTÓRIO Origem Espinha ilíaca ântero-superior. linha intertrocantérica. trocanter maior. cabeça reflexa: sulco supra-acetabular M. L2-L4 Adução da coxa ADUTOR LONGO Origem Ramo superior do púbis Inserção Lábio medial da linha áspera (terço médio) Inervação Nervo obturatório. Ação Flexão da coxa e da perna Compartimento Medial da Coxa GRÁCIL Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis Extremidade proximal da tíbia. Ação Extensão da perna. M. ramo anterior. L2-L4. L3 Ação Adução e flexão da coxa QUADRÍCEPS FEMORAL Origem M. Flexão da coxa PECTÍNEO Origem Eminência iliopúbica Inserção Linha pectínea do fêmur. vasto medial: linha áspera. vasto lateral: linha áspera. Inervação Nervo femoral. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR MAGNO 56 . L2-L4. vasto intermédio: dois terços superiores da diáfise do fêmur. ilíaco: nervo femoral. linha intertrocantérica. Inserção Tuberosidade da tíbia através do ligamento da patela. ramo anterior. reto femoral. L2-L4 Ação Adução da coxa ADUTOR CURTO Origem Ramo inferior do púbis Inserção Lábio medial da parte superior da linha áspera Inervação Nervo obturatório. M. M. Inervação Nervo femoral.Inervação Ação M. logo abaixo do epicôndilo medial. L2-L3. L2-L3. psoas: ramos ventrais do plexo lombar.

rotação medial POPLÍTEO Origem Inserção Inervação Ação Côndilo lateral do fêmur. parte tibial. Inervação Nervo fibular profundo. septo intermuscular lateral. ramo do ísquio. Inervação Nervo isquiático. Inserção Face medial e plantar do osso cuneiforme medial Base do osso metatarsal I. Inserção Face lateral da cabeça da fíbula. Inserção Parte póstero-medial do côndilo medial da tíbia. metade proximal lateral da tíbia. L2-L4 Parte posterior: nervo isquiático. L5-S1 Flexão da perna. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. a parte extensora estende a coxa Compartimento posterior da coxa BÍCEPS FEMORAL Origem Cabeça longa: túber isquiático e ligamento sacrotuberal. rotação medial da perna Compartimento anterior da perna TIBIAL ANTERIOR Origem Côndilo lateral da tíbia. Inervação Nervo isquiático. septo intermuscular lateral. L4-L5 Ação Dorsiflexão e inversão do pé EXTENSOR LONGO DO HÁLUX Origem Terço médio da face anterior da fíbula Inserção Face dorsal da falange distal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna. túber isquiático Parte anterior: linha áspera do fêmur Parte posterior: tubérculo do adutor Parte anterior: nervo obturatório. parte tibial.Origem Inserção Inervação Ação Ramo inferior do púbis. L4-S1 Adução da coxa. 57 . Nervo tibial. Menisco lateral Face posterior do terço proximal da tíbia. côndilo lateral da tíbia. rotação lateral SEMIMEMBRANÁCEO Origem Túber isquiático. Cabeça curta: linha áspera. parte proximal e lateral do tendão comum. Inervação Cabeça longa: nervo isquiático. L5-S2 Ação Extensão da coxa e flexão da perna SEMITENDÍNEO Origem Túber isquiático Inserção Face medial proximal da tíbia através da pata de ganso ( pes anserinus). L5-S1 Ação Extensão do hálux. parte tibial.

V (falanges média e distal) Inervação Nervo fibular profundo. Nervo tibial. Nervo tibial.EXTENSOR LONGO DOS DEDOS Origem Epicôndilo lateral da tíbia. Inserção Tuberosidade do osso metatarsal V. Inervação Nervo fibular profundo. três quartos proximais da face anterior da fíbula. Arco tendíneo do músculo sóleo Parte superior e medial da tuberosidade do calcâneo. inversão do pé SÓLEO Origem Inserção Inervação Ação PLANTAR Origem Inserção Inervação Ação Terço posterior e proximal da fíbula. Inervação Nervo tibial. Ação Dorsiflexão e eversão do pé Compartimento lateral da perna FIBULAR LONGO Origem Côndilo lateral da tíbia. S1-S2 Irrelevante 58 . septo intermuscular da perna. septo intermuscular anterior Inserção Por quatro tendões sobre as aponeuroses dorsais dos dedos II . Inervação Nervo fibular superficial. Septo intermuscular da perna. Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. S1. osso cuneiforme medial Inervação Nervo fibular superficial L5-S1. Dorsiflexão e inversão do pé FIBULAR TERCEIRO (presente em 90% das pernas) Origem Terço distal da fíbula Inserção Face dorsal da base do osso metatarsal V. Ação Flexão plantar e eversão do pé FIBULAR CURTO Origem Dois terços distais da fíbula. Inserção Base do osso metatarsal I. inversão do pé Face poplítea e epicôndilo lateral do fêmur . S1-S2 Flexão plantar do pé. S1-S2 Ação Flexão da perna e plantar do pé. Ação Eversão do pé Compartimento posterior da perna GASTROCNÊMIOS Origem Côndilos medial e lateral do fêmur. Inserção Partes superior e medial da tuberosidade do calcâneo. L5-S1. dois terços distais da fíbula. terço médio da tíbia. L5-S1 Ação Extensão dos dedos.

Inserção Falange média dos dedos II-V. S1-S2 Ação Flexão das falanges média e proximal dos dedos ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO Origem Processo lateral da tuberosidade do calcâneo Inserção Face lateral da falange proximal do dedo mínimo. seio do tarso Inserção Falange proximal do hálux Inervação Nervo fibular profundo. osso cubóide. Inserção Osso navicular. S1-S2 Ação Abdução do hálux FLEXOR CURTO DOS DEDOS Origem Face plantar da tuberosidade do calcâneo. L5-S2 Ação Flexão das falanges distais dos dedos Dorso do pé EXTENSOR CURTO DOS DEDOS Origem Face súpero-lateral do calcâneo Inserção Aponeurose dorsal dos dedos II . L5-S1 Ação Extensão dos dedos EXTENSOR CURTO DO HÁLUX Origem Face dorsolateral do calcâneo. L5-S1 Ação Extensão da falange proximal do hálux Planta do pé ABDUTOR DO HÁLUX Origem Parte medial da tuberosidade do calcâneo Inserção Falange proximal do hálux. Inervação Nervo plantar medial.IV Inervação Nervo fibular profundo. Inervação Nervo tibial. Inserção Falange distal dos dedos II-V. osso cuneiforme. Inervação Nervo plantar medial.FLEXOR LONGO DO HÁLUX Origem Dois terços distais da face posterior da fíbula. S1-S2 Ação Inversão do pé FLEXOR LONGO DOS DEDOS Origem Face dorsal da tíbia. 59 . osso metatarsal II-IV Inervação Nervo tibial. inserção Falange distal do hálux. L5-S2 Ação Flexão da falange distal do hálux TIBIAL POSTERIOR Origem Dois terços proximais da face posterior da tíbia e medial da fíbula. Inervação Nervo tibial.

ligamento metatarsal transverso profundo. Cabeça lateral: base da falange proximal do hálux. Ligamento plantar longo Inserção Falange proximal do dedo mínimo Inervação Nervo plantar lateral. ligamento calcaneocubóideo plantar. S2-S3 Abdução do dedo mínimo QUADRADO PLANTAR Origem Face plantar do calcâneo. osso cuneiforme lateral. ligamento calcaneocubóideo plantar. osso sesamóide medial. ligamento plantar longo Inserção Margem lateral do músculo flexor longo a frente da divisão de seus tendões terminais. Inserção Cabeça medial: base da falange proximal do hálux. Cabeça transversa: cápsula das articulações metatarsofalângicas III e V. S2-S3 Ação Flexão falanges proximais MÚSCULOS LUMBRICAIS DO PÉ 1 A 4 Origem Tendões do músculo flexor longo dos dedos Inserção Falanges proximais dos dedos II ao IV. Inervação Nervo plantar lateral. S2-S3 Ação Flexor da falange proximal do dedo mínimo INTERÓSSEOS PLANTARES 1 A 3 Origem Base da face medial dos ossos metatarsais III-V Inserção Parte medial da falange proximal dos dedos III-V Inervação Nervo plantar lateral. tendão do músculo tibial posterior. S1-S2 Mm. ligamento plantar longo. ligamento plantar longo. lumbrical I: nervo plantar medial. S1-S3 Cabeça lateral: nervo plantar lateral.Inervação Ação Nervo plantar lateral. S1-S3 Ação Flexão da falange proximal do hálux ADUTOR DO HÁLUX Origem Cabeça oblíqua: osso cubóide. lumbricais II ao IV: nervo plantar lateral. S2-S3 Ação Flexão dos dedos FLEXOR CURTO DO HÁLUX Origem Cabeça medial e cabeça lateral: face plantar dos ossos cuneiformes. S2-S3 60 . osso sesamóide lateral. Inervação Nervo plantar lateral. Inserção Falange proximal e osso sesamóide lateral do hálux. Inervação Cabeça medial: nervo plantar medial. S2-S3 Ação Adução e flexão do hálux FLEXOR CURTO DO DEDO MÍNIMO Origem Base do osso metatarsal V. aponeuroses dorsais desses dedos Inervação M.

Glúteo médio. Tensor da fáscia lata Gêmeo superior Gêmeo inferior Coxa: Anteriores: Iliopsoas Sartório Quadríceps femoral (reto femoral. camada média inferior: quadrado plantar. camada 61 . vasto intermédio. Fibular terceiro Fibular curto Posteriores: Tríceps sural (gastrocnêmios medial e lateral.Ação Flexão e adução dos dedos INTERÓSSEOS DORSAIS 1 A 4 Origem Cada músculo se insere em ossos metatarsais adjacentes Inserção Face lateral da falange proximal dos dedos II ao IV. sóleo) Tibial posterior Flexor longos dos dedos Flexor longo do hálux plantar Pé: Dorsais: extensor curto dos dedos. extensor curto do hálux. vasto lateral. face medial do dedo II Inervação Nervo plantar lateral. lumbricais. flexor curto dos dedos abdutor do hálux. vasto medial) Pectíneo Mediais: Grácil Adutor curto Posteriores: Semitendíneo Bíceps femoral Perna: Anteriores: Tibial anterior Extensor longo do hálux Laterais: Fibular longo Adutor longo Adutor magno Semimembranáceo Extensor longo dos dedos. S2-S3 Ação Flexão e abdução dos dedos Roteiro prático: identificar os músculos do membro inferior Quadril: Glúteo máximo Glúteo mínimo Piriforme Obturador interno (tendão) Quadrado femoral. interósseos dorsais Plantares: camada inferior: abdutor do dedo mínimo.

interósseos plantares Abdução dos dedos: abdutores do hálux e do dedo mínimo. 62 . semitendíneo. músculos do couro cabeludo. médio e inferior. piriforme Rotação medial da coxa: glúteos médio e mínimo. sartório.  ação dos músculos do membro inferior Flexão da coxa: iliopsoas. semimembranáceo. grácil. Músculos da expressão facial: Características: são músculos superficiais situados sob a pele da face tendo pelo menos uma fixação na pele e outra podendo ser óssea ou muscular. parte extensora do adutor magno. angústia. interósseos dorsais Músculos do Esqueleto Axial: Professor Dr. lumbricais.média superior: flexor curto do hálux. curto e magno (parte adutora). bíceps femoral. Podemos dividi-los em patamares superior. adutor do hálux. músculos da mastigação. curto e terceiro Extensão das falanges: extensores longos e curtos dos dedos e do hálux Flexão das falanges: flexores longos e curtos dos dedos e do hálux. obturador interno. músculos da orelha. pectíneo Abdução da coxa: glúteos médio e mínimo. músculos da língua e músculos da nuca. semimembranáceo. Nader Wafae MÚSCULOS DA CABEÇA Os músculos da cabeça dividem-se em vários grupos: músculos da expressão facial. alegria. Adução da coxa: adutores longo. pectíneo Extensão da coxa: glúteo máximo. e etc. tensor da fáscia lata. músculos extrínsecos do bulbo do olho. músculos dos ossículos da audição. camada superior: interósseos plantares. quadrado femoral. tensor da fáscia lata. sartório. músculos da faringe. semitendíneo. piriforme. poplíteo Extensão da perna: quadríceps femoral Flexão dorsal do pé: tibial anterior. semitendíneo Rotação lateral da coxa: glúteo máximo. extensores longos dos dedos. fibular Flexão plantar do pé: tríceps sural. gêmeos. fibular longo Inversão do pé: tibiais anterior e posterior Eversão do pé: fibulares longo. Flexão da perna: bíceps femoral. interósseos plantares e dorsais. flexor curto do dedo mínimo. quadrado plantar Adução dos dedos: adutor do hálux. satisfação. portanto não se destinam a gerar movimentos e são os responsáveis pelas expressões faciais de dor. reto femoral.

enruga a testa NASAL. frontal não tem inserção 63 . ramo da mandíbula. OBLÍQUO SUPERIOR. leva o ângulo da boca para baixo e para o lado. Tensor das bochechas durante a mastigação impede que o alimento saia do interior da boca e fique entre os dentes e a bochecha. osso zigomático. músculo esfinctérico. PTERIGÓIDEO LATERAL: processo pterigóide do esfenóide. OBLÍQUO INFERIOR E LEVANTADOR DA PÁLPEBRA SUPERIOR. fecha os lábios ZIGOMÁTICOS MAIOR E MENOR. o m. Músculos da mastigação: MASSETER: arco zigomático. RETO LATERAL. CORRUGADOR DO SUPERCÍLIO. PRÓCERO. levanta o lábio superior e dilata a narina. osso nasal. Temporoparietal e pela aponeurose epicrânica. osso frontal. ramo da mandíbula. No patamar inferior encontram-se os músculos mais inferiores ABAIXADOR DO ÂNGULO DA BOCA: mandíbula. contorna o dorso do nariz transversalmente. músculo esfinctérico. Músculos do couro cabeludo MÚSCULO EPICRÂNICO formado pelos músculos OCCIPITOFRONTAL (occipital e frontal). levam o ângulo da boca para cima e lateralmente LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E DA ASA DO NARIZ: maxila. mandíbula e maxila. Músculos extrínsecos do bulbo do olho RETO MEDIAL. situado acima do anterior. RETO INFERIOR. O m. que circunda a órbita. abaixa o lábio inferior MENTUAL: mandíbula e pele do mento. circular. auxilia a dilatar as narinas No patamar médio encontram-se os músculos da boca ORBICULAR DA BOCA. aproxima os supercílios. Levanta a mandíbula PTERIGÓIDEO MEDIAL: processo pterigóide do esfenóide. levanta e everte o lábio superior LEVANTADOR DO ÂNGULO DA BOCA: eleva o ângulo da boca RISÓRIO: masseter. occipital ocupa a escama do osso occipital. serão estudados juntamente com as orelhas. processo coronóide da mandíbula. processo condilar da mandíbula. Levanta a mandíbula TEMPORAL: fossa temporal. LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR: maxila. fecha as pálpebras. Levanta a mandíbula. ABAIXADOR DO LÁBIO INFERIOR: mandíbula. pele entre os supercílios. osso frontal. Músculos dos ossículos da audição TENSOR DO TÍMPANO e MÚSCULO DO ESTAPÉDIO. RETO SUPERIOR. Protrai e movimenta lateralmente a mandíbula.No patamar superior encontram-se os músculos da órbita e do nariz : ORBICULAR DO OLHO. eleva a pele do mento. serão estudados juntamente com o bulbo do olho. leva o ângulo da boca lateralmente BUCINADOR.

Músculos da orelha São os pequenos músculos POSTERIOR e SUPERIOR. ramo do nervo mandibular. Músculos supra-hióideos. Serão estudados no sistema digestório. palatoglosso). Músculos da língua Podem ser intrínsecos (longitudinais superior e inferior. Músculos da nuca Serão vistos ainda neste capítulo no estudo dos músculos do dorso. superficiais: AURICULARES ANTERIOR. Ação: abaixam a mandíbula e levantam o soalho da boca e a língua ajudando a deglutição. Ação: abaixam a mandíbula quando se abre a boca e levantam o hióide quando se deglute. condroglosso. hioglosso. Serão estudados no sistema digestório. Músculos da faringe Podem ser constritores e levantadores. O temporoparietal. C2 Ação: Juntos: flexionam a coluna cervical e a cabeça. vertical) e extrínsecos (genioglosso. Ação: eleva e puxa a pele do pescoço para a frente ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO: Origem: Cabeça esternal: manúbrio do esterno Cabeça clavicular: terço medial da clavícula Inserção: Processo mastóide Inervação: Nervo acessório (XI). Movimentam o couro cabeludo. plexo cervical.óssea. transverso. MÚSCULOS DO PESCOÇO: PLATISMA é um músculo superficial que ocupa grande parte do pescoço se insere na pele sobre os músculos deltóide e peitoral maior e na mandíbula. MILO-HIÓIDEO: Origem: Linha milo-hióidea na face interna da mandíbula Inserção: Margem superior do corpo do osso hióide Inervação: Nervo milo-hióideo. estiloglosso. São acessórios da inspiração forçada. 64 . Isoladamente: inclinam a cabeça e a coluna cervical para o mesmo lado e rodam a cabeça para o lado oposto. Ventre posterior: nervo facial. pequeno insere-se na pele e fáscia temporal acima e na frente da orelha externa. de modo geral elevam o osso hióide: DIGÁSTRICO: Origem: Ventre posterior: processo mastóide Inserção: Ventre anterior: margem inferior da mandíbula Inervação: Ventre anterior: nervo mandibular.

Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C4 Ação: Abaixa o osso hióide. acessórios da inspiração forçada. Ação: puxam o osso hióide para trás. Músculos infra-hióideos em forma de fita. face posterior da 1ª cartilagem costal Terminação: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Inervação: Alça cervical. C1-C2 Ação: semelhante ao milo-hióideo ESTILO-HIÓIDEO: Origem: Processo estilóide do osso temporal Inserção: Margem lateral do corpo do osso hióide Inervação: Nervo facial. ESCALENO ANTERIOR: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 3ª à 6ª vértebra cervical Inserção: Tubérculo do músculo escaleno anterior sobre a 1ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais C5-C8 ESCALENO MÉDIO: Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 2ª à 7ª vértebra cervical 65 .GENIO-HIÓIDEO: Origem: Espinha geniana na mandíbula Inserção: Face anterior do corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. C1-C4 Ação: Levanta a laringe ESTERNOTIREÓIDEO: Origem: Face posterior do manúbrio do esterno. C1-C4 Ação: Abaixa a laringe e o soalho da boca concluída a deglutição Músculos escalenos: Flexão lateral da coluna cervical (pescoço). de modo geral abaixam o osso hióide. C1-C4 ESTERNO-HIÓIDEO: Origem: Parte medial da clavícula. face posterior do manúbrio do esterno. OMO-HIÓIDEO: Origem: Margem superior da escápula Inserção: Corpo do osso hióide Inervação: Alça cervical. TIREO-HIÓIDEO: Origem: Linha oblíqua da cartilagem tireóidea Terminação: Corno maior do osso hióide Inervação: Alça cervical.

C7-C8 MÚSCULOS PRÉ-VERTEBRAIS: Ação flexão da coluna cervical (pescoço) e da cabeça. 6 costela e cartilagens costais superiores. MÚSCULOS RETOS ANTERIORES: occipital.Inserção: 1ª costela. consequentemente a escápula se desloca lateralmente constituindo o que chamamos de escápula alada pela semelhança com uma asa. MÚSCULOS DO TÓRAX PEITORAL MAIOR: Origem Esterno. SERRÁTIL ANTERIOR: Origem 1ª à 9ª costela Inserção Margem medial da escápula Inervação Nervo torácico longo. C8-T1 Ação: Flexão. C5-C7 Ação: abdução do braço Obs. metade medial da clavícula Inserção Crista do tubérculo maior Inervação Nervos peitorais medial e lateral. subcostais e levantadores das costelas (serão estudados no sistema respiratório) MÚSCULOS DO ABDOME RETO DO ABDOME: 66 . Origem: Tubérculos anteriores dos processos transversos da 5ª e 6ª vértebras cervicais Inserção: Margem superior da 2ª costela Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. MÚSCULOS LONGOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO: occipital. C4-C8 ESCALENO POSTERIOR: Nem sempre está presente. intercostais internos e externos. atlas. C6-C8 Ação: Abaixa a escápula. SUBCLÁVIO: Origem e inserção: clavícula e primeira costela Os músculos que atuam na respiração: transverso do tórax. posteriormente ao sulco da artéria subclávia Inervação: Ramos anteriores dos nervos espinais. diafragma. A atrofia do músculo serrátil anterior o afasta da parede torácica. adução e rotação medial do braço. vértebras cervicais (corpos e processos transversos). PEITORAL MENOR: Origem 3ª à 5ª costela Inserção Processo coracóide Inervação Nervos peitorais medial e lateral.

Nervo subcostal. flexão da coluna vertebral. T12. T5-T11. 67 . promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. Inervação Nervos intercostais. OBLÍQUO INTERNO DO ABDOME: Origem Ligamento inguinal. T12-L1. Pode colaborar no controle térmico da bolsa testicular junto com o dartos (túnica de músculo liso). Inervação Nervo genitofemoral. TRANSVERSO DO ABDOME: Origem Cartilagens costais da 6ª à 12ª costelas. T5-T11. T12-L1. O reflexo cremastérico consiste na contração do músculo pelo toque na parte súpero-medial da coxa. crista púbica. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. Terminação Tubérculo púbico. T12-L1. T12-L1. Nervo iliohipogástrico. a micção. Juntamente com os outros músculos do abdome. rotação do tórax para o mesmo lado. Nervo iliohipogástrico. Nervo subcostal. o bilateral. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. Na contração bilateral. L1 Ação Flexão da parte torácica da coluna vertebral. Nervo ilioinguinal. Terminação Face interna da bolsa testicular . crista ilíaca. Nervo subcostal. Na contração bilateral. Nervo iliohipogástrico. Inervação Nervos intercostais. T5-T11. ramo genital L1-L2 Ação Levanta a bolsa testicular. flexão da coluna vertebral na contração bilateral. MÚSCULO CREMASTER Origem Fibras mais inferiores do músculo oblíquo interno do abdome e algumas fibras do músculo transverso.Origem Face anterior da 5ª à 7ª cartilagem costal. T12. flexão da coluna vertebral. Terminação Linha alba Inervação Nervos intercostais. Juntamente com os outros músculos do abdome. Nervo ilioinguinal. a micção. processo xifóide. cartilagens costais da 9ª à 12ª costelas. ligamento inguinal. L1 Ação Na contração unilateral. T12. L1 Ação Rotação do tórax em relação à pelve do lado oposto. T12. na contração bilateral. Nervo ilioinguinal. linha alba através da bainha dos músculos retos do abdome. tosse e a defecação. Estabiliza a pelve. Nervo subcostal. tosse e a defecação. vômito. linha alba. OBLÍQUO EXTERNO DO ABDOME: Origem Margem inferior e face anterior da 5ª à 12ª costelas. rotação do tórax para o mesmo lado. Terminação Crista púbica Sínfise púbica Inervação Nervos intercostais. L1 Ação: Na contração unilateral. T5-T11. Terminação Crista púbica. Nervo ilioinguinal. Nervo iliohipogástrico. lábio externo a crista ilíaca. o bilateral. na contração bilateral. aponeurose toracolombar. vômito.

todas as aponeuroses passam por diante do músculo reto do abdome. Abaixo dessa linha. PIRAMIDAL: Origem linha alba Inserção púbis Inervação Nervo ilio-hipogástrico Ação Insignificante Bainha do músculo reto do abdome O músculo reto do abdome encontra-se no interior da bainha do músculo reto do abdome formada pelas lâminas anterior e posterior. Esta fragilidade da fáscia transversal. favorece o aparecimento das hérnias inguinais. Esta diferença de comportamento das aponeuroses na bainha do músculo reto do abdome acima e abaixo da linha arqueada resultou da mudança de posição do ser humano em bípede. A parte inferior da bainha do músculo reto do abdome abaixo do umbigo é de constituição diferente: a lâmina anterior passa a ser formada pelas aponeuroses dos músculos oblíquo externo do abdome. Linha alba é a linha mediana da parede abdominal formada pelo entrecruzamento de aponeuroses de ambos lados. vômito. nesse nível. PSOAS MENOR E ILÍACO. a micção. A parte superior da lâmina posterior é formada pela subdivisão posterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome juntamente com a aponeurose do músculo transverso do abdome. promove a compressão da parede abdominal em particular durante o parto. a parte superior abaixa as costelas na expiração forçada. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome juntas e a lâmina posterior apenas pela fáscia transversal. 68 .Juntamente com os outros músculos do abdome. Na contração bilateral. oblíquo interno do abdome e transverso do abdome. Linha semilunar é a linha formada pelas aponeuroses dos músculos abdominais ao atingirem a margem lateral do músculo reto do abdome. O nível de transição entre essas duas partes é marcada na lâmina posterior pela linha arqueada. PSOAS MAIOR. Chama-se aponeurose. deixando a lâmina posterior da bainha do reto formada apenas pela frágil fáscia transversal. processos costiformes Ação: Na contração unilateral inclina o tórax para o mesmo lado e auxilia os músculos do quadril impedindo o abaixamento da pelve durante o movimento. A parte superior da lâmina anterior é formada pela aponeurose do músculo oblíquo externo juntamente com uma subdivisão anterior da aponeurose do músculo oblíquo interno do abdome. o tendão plano dos músculos planos como são os casos: oblíquo externo do abdome. tosse e a defecação. QUADRADO DO LOMBO: Origem Crista ilíaca Inserção Décima segunda costela. Na contração bilateral seu desempenho na respiração é discutível.

parte descendente: Protuberância occipital externa. 9ª . C4-C5 Ação Levanta e retrai a escápula ROMBÓIDE MENOR Origem Processo espinhoso da 6ª e 7ª vértebra cervical. processo espinhoso da 1ª à 4ª vértebra cervical. terço posterior da crista ilíaca. Ação Levanta a escápula ROMBÓIDE MAIOR Origem Processos espinhosos da 1ª à 5ª vértebras torácicas Inserção Margem medial da escápula entre a espinha e o ângulo inferior Inervação Nervo dorsal da escápula. aduz e roda medialmente o braço CAMADA MÉDIA LEVANTADOR DA ESCÁPULA Origem Tubérculo posterior dos processo transversos da 1ª à 4ª vértebra cervical Inserção Ângulo superior e parte da margem medial da escápula.12ª costela Inserção Crista do tubérculo menor Inervação Nervo toracodorsal. acrômio. camada média e camada profunda.Foram estudados no esqueleto apendicular sob a denominação de músculo iliopsoas. processos espinhosos da 3ª à 5ª vértebras torácicas. Inserção Margem medial da escápula no nível da espinha. Inervação Nervo dorsal da escápula. da linha nucal superior. C6-C8 Ação Estende. retrai e fixa o ombro LATÍSSIMO DO DORSO Origem Aponeurose toracolombar. C4 Ação Levanta e retrai a escápula SERRÁTIL POSTERIOR SUPERIOR 69 . CAMADA SUPERFICIAL: TRAPÉZIO Origem parte ascendente: processos espinhosos da 4ª à 12ª vértebras torácicas parte transversa: Ligamento nucal. Inervação Nervo dorsal da escápula. Inserção espinha da escápula. C3-C5. terço lateral da clavícula Inervação Nervo acessório (XI) Ação Eleva. MÚSCULOS DO DORSO Os músculos do dorso se dispõem em 3 camadas superpostas da superfície em direção à profundidade: camada superficial.

Pertencem a este grupo: MULTÍFIDOS. C11-L2 Ação Abaixa as costelas CAMADA PROFUNDA: ESPLÊNIO da CABEÇA Origem Metade inferior do ligamento nucal. tórax e pescoço. Transverso-espinais. LONGUÍSSIMOS . 70 .a parte lateral. Ação Extensão do pescoço na contração bilateral. A direção de suas fibras determina a função. Os longitudinais em geral ligam processos espinhosos entre si ou processos transversos entre si e destinam-se principalmente à extensão do segmento em que se encontram. é o principal extensor da coluna vertebral. Linha nucal superior Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C3-C5.Origem duas Inserção Inervação Ação Processos espinhosos das duas últimas vértebras cervicais e primeiras vértebras torácicas 2ª à 5ª costela Ramos anteriores dos nervos espinais. Os oblíquos em geral ligam os processos transversos aos processos espinhosos e destinam-se principalmente à rotação. vão de processos transversos inferiores para processos espinhosos superiores. são músculos curtos que vão de uma vértebra a outra ou de uma costela a uma vértebra e se colocam ao longo da coluna vertebral. Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ESPLÊNIO do PESCOÇO Origem Processos espinhosos da 3ª à 6ª vértebra torácica. São encontrados no lombo. formado por 3 partes longitudinais dispostas no sentido transversal: ESPINAIS . inserida nos processos espinhosos. Terminação Processo mastóide. inserida nos processos transversos. suas fixações pulam pelo menos duas vértebras (2 a 5).a parte mediana. são oblíquos. C6-T2 Levanta as costelas SERRÁTIL POSTERIOR INFERIOR Origem Processos espinhosos das duas últimas vértebras torácicas e das duas primeira vértebras lombares Inserção Margem inferior da 9ª à 12ª costela Inervação Ramos anteriores dos nervos espinais.a parte intermédia. Ação Extensão da cabeça e pescoço na contração bilateral. Inervação Ramos posteriores dos nervos espinais C5-C7. inserida nas costelas e processos transversos. Rotação e inclinação para o mesmo lado na contração unilateral ERETOR DA ESPINHA. Processos espinhosos da 7ª vértebra cervical à 3ª vértebra torácica. Terminação Tubérculos posteriores dos processos transversos da 2ª à 5ª vértebras cervicais. ILIOCOSTAIS .

OBLÍQUO SUPERIOR DA CABEÇA Origem Tubérculo posterior do atlas. (em geral. Terminação Parte média da linha nucal inferior. Terminação Parte posterior do processo transverso do atlas. pelos ramos posteriores dos nervos espinais. fixam-se em processos transversos de vértebras adjacentes. Ação Extensor. tórax e pescoço SEMI-ESPINAIS.ROTADORES. inclinação lateral da cabeça RETO POSTERIOR MENOR DA CABEÇA: Origem Tubérculo posterior do atlas. inclinação lateral da cabeça. Ação: Rotador. fraco rotador OBLÍQUO INFERIOR DA CABEÇA: Origem Processo espinhoso do áxis. Terminação Parte medial da linha nucal inferior. Ação dos músculos do dorso: De modo geral os músculos do dorso destinamse à movimentação da coluna vertebral e da cabeça. INTERTRANSVERSÁRIOS. são longitudinais. fixam-se em processos espinhosos de vértebras adjacentes. pulam mais de 5 vértebras) localizam-se na parte superior da coluna vertebral: tórax. participando da extensão. extensor. Inervação Nervo suboccipital C1-C2. Inervação: em geral. são oblíquos. osso occipital Inervação Nervo suboccipital C1 Ação: Extensor. Inervação Nervo suboccipital. são longitudinais. inclinação lateral da cabeça. Suboccipitais: RETO POSTERIOR MAIOR DA CABEÇA Origem Processo espinhoso do atlas. são oblíquos. pescoço e cabeça. inclinação lateral da cabeça . Terminação Osso occipital acima e lateralmente à linha nucal inferior Inervação Nervo suboccipital C1. rotação e inclinação lateral conforme o sentido de suas fibras. Ação Extensor. porém mais longos que os anteriores. São encontrados no lombo. vão do processo transverso inferior para o processo espinhoso imediatamente superior (rotador curto) ou pulam uma vértebra (rotador longo). Roteiro prático dos músculos do esqueleto axial Músculos da expressão facial: 1-Prócero 2-Nasal 3-Orbicular do olho 4-Orbicular da boca 5-Bucinador 6-Zigomático maior 7-Abaixador do ângulo da boca 71 . INTERESPINAIS. C2.

Piramidal 30.Rombóide maior 39.Oblíquo superior da cabeça 72 .Longuíssimo 42.Trapézio 35.Latíssimo do dorso 36.Levantador da escápula 37.Iliocostal 43.Reto posterior menor da cabeça 47.Eretor da espinha 40.Lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome 31.Reto posterior maior da cabeça 46.Espinal 41.Linha arqueada 33.Esplênio 44.Lâmina posterior da bainha do músculo reto do abdome 32.8-Mentual Músculos da mastigação: 9-Masseter 10-Temporal 11-Pterigóideo medial 12-Pterigóideo lateral Músculos do pescoço 13-Platisma 14-Esternocleidomastóideo 15-Escaleno anterior 16-Escaleno médio 17-Digástrico 18-Milo-hióideo 19-Omo-hióideo 20-Esternotireóideo 21-Esterno-hióideo Músculos do tórax: 22-Peitoral maior 23-Peitoral menor 24-Serrátil anterior Músculos do abdome: 25-Reto do abdome 26-Oblíquo externo do abdome 27-Oblíquo interno do abdome 28-Transverso do abdome 29.Rombóide menor 38.Fáscia transversal Músculos do dorso: 34.Semi-espinal 45.

Sintomas: dor súbita no nível lesado.Serrátil posterior inferior Doenças musculares Câimbra: Contração muscular dolorosa e involuntária. Sintomas: dor ao acionar o tendão lesado.Rotador 53. Distrofia muscular As distrofias musculares caracterizam-se pela perda progressiva da força e da integridade muscular. Pode ser um estiramento das fibras musculares. Tendinite do manguito rotador ou “ombro doloroso” A tendinite se deve a pequenos traumatismos repetitivos principalmente no tendão do supra-espinal. Sintomas: dor generalizada e rigidez do tronco.Psoas maior 51.Serrátil posterior superior 54. pode apresentar hematoma.Multífido 52. Sintomas: é a permanência da cabeça inclinada e dor intensa ao tentar movimentar o pescoço. rigidez e fadiga. Torcicolo Contratura dos músculos do pescoço. Sintomas: dor no nível do epicôndilo lateral do cotovelo. incapacidade menor ou maior para usar o músculo. Sintomas: progressiva perda da força muscular.Quadrado do lombo 50. Epicondilite (cotovelo do tenista) Inflamação no nível da inserção comum dos músculos extensores e supinadores do antebraço. na qual a cabeça permaneça inclinada para o lado atingido. uma dilaceração das fibras musculares até a ruptura do músculo ou tendão.48. As lesões por esforços repetitivos são as causas mais freqüentes. Miastenia grave 73 . Tendinite Inflamação dos tendões. Fibromialgia Enfermidade não inflamatória caracterizada por dor muscular generalizada.Oblíquo inferior da cabeça 49. Sintomas dificuldade e dor ao levantar o braço. Traumatismos musculares Geralmente decorrentes de práticas desportivas que provocam o estiramento brusco do músculo contraído.

Doença da junção neuromuscular na qual o impulso nervoso não pode passar ao músculo. como os elementos figurados e as moléculas maiores principalmente de proteínas e gorduras não conseguem atravessar a membrana aumentam a pressão osmótica no interior do capilar que agora recupera o líquido que forneceu em sua parte inicial para neutralizar a pressão osmótica . SISTEMA CIRCULATÓRIO Prof. 2. creatinina) e gasoso (gás carbônico) resultantes do trabalho celular e que devem ser retirados das células e do interstício por serem tóxicos. O sangue chega à rede capilar proveniente das artérias sob uma pressão suficiente para que parte de seu componente líquido atravesse as paredes permeáveis dos capilares.Defesa do nosso organismo : o sistema circulatório através de mecanismos imunológicos (anticorpos) e dos próprios glóbulos brancos promove a nossa defesa contra agressões de microrganismos. Assim sendo. Tenossinovite estenosante Retração inflamatória estenosante da bainha comum dos tendões do extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar ao passarem pelo rádio. 1. Para completar esta função o sistema circulatórios conduz esses resíduos até o rim e pulmão para serem eliminados. distúrbios visuais. Botulismo Doença causada pelo Clostridium botulinum. 3. em que sua toxina bloqueia a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. Funções: O sistema circulatório desempenha suas funções principalmente através da rede capilar interposta entre artérias e veias.Excreção: quando o líquido intersticial retorna para o interior do capilar trás consigo os resíduos químico (uréia.Nutrição: quando o componente líquido do sangue atravessa a parede do capilar trás consigo material nutritivo químico como glicose e aminoácidos que alimenta nossas células e o oxigênio para o metabolismo celular. Os vasos microscópicos de paredes permeáveis através das quais ocorrem as permutas com o líquido intersticial constituem os capilares. 74 . seus componentes encontram-se em todas as partes do corpo. Sintomas: dor sobre o processo estilóide do rádio e ruído ao movimento. Composição: o sistema circulatório desempenha suas funções através de meios líquidos (sangue e linfa). Assim sendo. Nader Wafae O sistema circulatório da mesma forma que os sistemas nervoso e endócrino é um sistema de integração no nosso organismo. Dr. as veias e os vasos linfáticos. embora a produção da acetilcolina não esteja alterada. A bomba hidráulica é o coração e os tubos chamados vasos são as artérias. sua composição pode ser comparada a de um sistema hidráulico com uma bomba hidráulica que o dinamiza e um conjunto de tubos no interior dos quais o líquido circula. Sintomas: enfraquecimento muscular generalizado.

a altura entre 13 e 15 cm.4. Caso a temperatura ambiente esteja alta (quente). Dimensões: em média o peso do coração situa-se em torno de 5 gramas por quilo de peso na pessoa adulta. três faces e um ápice.Regulação térmica: atua mediante mecanismos de vasoconstrição e vasodilatação na pele. coração-pulmão ou funcional: o sangue passa do ventrículo direito para o interior do tronco pulmonar e artérias pulmonares daqui para a rede capilar pulmonar. e retorna pelas veias pulmonares para o átrio esquerdo. após a morte e a conseqüente fixação passa a se apresentar como uma pirâmide triangular com base. não considerando. em grande parte. sexo. a largura entre 9 e 10 cm e a espessura em torno de 6 cm. Situação: é órgão impar situado na cavidade torácica atrás do esterno e das cartilagens costais. Sua função endócrina é representada pela produção do hormônio atrial natriurético que estimula a excreção de sódio. Forma: no vivo. No entanto. que o sangue passe pelo capilar o que levaria o corpo a ceder calor para o ambiente. Principalmente na pele antes de chegarmos a rede capilar existem pequenos vasos que comunicam as artérias menores (arteríolas) com as veias menores (vênulas) são as anastomoses arteríolo-venulares e cujos funcionamentos são reguláveis. sua forma é de um cone de base superior. 75 . por exemplo) para que atuem em outros órgãos situados a distância do local em que são produzidos. para auxiliar a manter nossa temperatura constante. os fatores patológicos. em cima do diafragma e entre os dois conjuntos pleuropulmonares. 5. cuja função principal é movimentar o sangue mediante mecanismos de aspiração e propulsão semelhantes a uma bomba hidráulica. as anastomoses se contraem e o sangue passa predominantemente pelos capilares para devolver ao ambiente o calor que o corpo está recebendo desse mesmo ambiente. Circulação Sangüínea: Grande circulação. por diante da coluna vertebral (5ª à 8ª vértebras) e do esôfago. biotipo e desenvolvimento muscular. sistêmica ou de nutrição: o sangue passa do ventrículo esquerdo para o interior da aorta que distribui o sangue pelas redes capilares dos tecidos. Caso a temperatura ambiente esteja baixa (frio) essas comunicações se dilatam e são postas a funcionar evitando. ANATOMIA DO CORAÇÃO Conceito: é um órgão predominantemente muscular com cavidades e válvulas em seu interior. Pequena circulação. é claro. e retorna através das veias cavas para o átrio direito.Correlação humoral: transporta substâncias químicas produzidas em certos órgãos (glândulas endócrinas. essas medidas médias podem ser alteradas por influências de vários fatores como: idade. A região onde se situa denomina-se mediastino médio.

Margem direita. pela continuidade com os grandes vasos da base. formou-se em função da maior espessura da parede do ventrículo esquerdo. apesar de seu dinamismo. contra a parede do tórax. o sulco interventricular anterior que separa as paredes dos ventrículos direito e esquerdo que constituem esta face. Face esternocostal ou anterior. Parte inicial da aorta e do 76 . Justifica-se. O ápice ou ponta do coração é predominantemente constituído pela parede do ventrículo esquerdo separado da pequena porção do ventrículo direito por um sulco chamado incisura do ápice que representa a continuidade entre os sulcos interventriculares anterior e posterior. A cruz venosa. pouco abaulada. As faces são três: esternocostal (anterior). formada pelo encontro das faces esternocostal e diafragmática é constituída unicamente pela parede do ventrículo direito que. por ser pouco espessa. se deposita em maior quantidade. Este meio de fixação situado posteriormente garante a livre movimentação dos ventrículos situados anteriormente. Estática: o coração é mantido em posição. É o ápice que toca na parede torácica no nível do 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo ("choque da ponta") por estar em posição mais anterior. em geral. um ápice. entram na constituição da base: os átrios direito e esquerdo. assim o alongamento vertical do átrio direito e o alongamento horizontal do átrio esquerdo. sendo a parede do ventrículo direito. pulmonar (esquerda) e diafragmática (inferior). aguda. é a mais abaulada. as paredes dos dois ventrículos entram em sua formação sem predomínio evidente de uma delas e estão separadas por um sulco verticalizado o sulco interventricular posterior. Base: embora não haja uniformidade na sua delimitação. pouco tecido adiposo e não apresenta sulcos é portanto constituída somente pela parede do ventrículo esquerdo. Já a artéria aorta é importante meio de suspensão do coração. Face diafragmática ou inferior é plana por colocar-se sobre o centro tendíneo do músculo diafragma. É a tendência de retificação de seu arco que ocorre pela entrada do sangue durante a sístole que leva o coração. consideramos como a parte do coração situada acima e atrás do sulco coronário que separa externamente as paredes dos átrios e dos ventrículos.Orientação: o eixo cardíaco que se estende do centro da base ao ápice orienta-se de cima para baixo. é onde o tecido adiposo. Assim definida. o sulco interatrial e os grandes vasos. uma margem. as aurículas direita e esquerda. particularmente a ponta. da direita para a esquerda e de trás para diante. apresenta um sulco oblíquo. uma base e quatro sulcos. A parte da parede do ventrículo direito que antecede a artéria pulmonar chama-se cone arterial. a predominante. não chegou a formar uma face como aconteceu no lado esquerdo. formada pelas veias cavas superior e inferior que constituem o tirante vertical e pelas veias pulmonares que formam o tirante horizontal é o principal meio de fixação. o tecido adiposo está ausente ou em pequena quantidade. Face esquerda ou pulmonar. DESCRIÇÃO EXTERNA Externamente o coração apresenta: três faces.

Antes de analisá-lo temos que descrever o esqueleto fibroso do coração no qual direta ou indiretamente as fibras cardíacas se inserem. Os átrios são as câmaras receptoras do sangue proveniente das circulações. O sulco coronário separa os átrios dos ventrículos. Sulcos: representam. externamente. ou através dos óstios dotados de valvas como os que existem entre os átrios e os ventrículos do mesmo lado. a média e mais desenvolvida é o miocárdio e a externa é o epicárdio ou lâmina visceral do pericárdio seroso. é ocupado por gordura. fibras colágenas. Miocárdio é a camada média muscular formada principalmente por fibras musculares cardíacas.tronco pulmonar e as terminações das veias cava superior e cava inferior e das veias pulmonares direitas superior e inferior e esquerdas superior e inferior. Esqueleto fibroso do coração: é um conjunto de anéis e feixes de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagíneo interligados que dão sustentação à musculatura cardíaca às valvas atrioventriculares e contribuem para a preservação da forma do coração. O sulco interatrial que indica o local da separação interna dos átrios é pouco pronunciado e se situa ao lado das desembocaduras das veias pulmonares direitas. vai do ápice às proximidades da origem da artéria pulmonar e aurícula esquerda. As aurículas são apenas apêndices que prolongam os átrios anteriormente envolvendo parcialmente as artérias aorta e pulmonar. A parte posterior é ocupada. a mais interna é o endocárdio. pelo seio coronário. entre os óstios das veias cavas. como os existentes entre os átrios e entre os ventrículos. O sulco interatrial que indica a separação entre os átrios encontra-se na base e já foi descrito. assim sendo apresenta em sua arquitetura três camadas. O sulco interventricular anterior situado na face esternocostal separa as paredes dos ventrículos. pela artéria interventricular anterior e pela veia cardíaca magna ou interventricular anterior. encontramos o sulco terminal representação externa da crista terminal e que indica a separação entre as partes do átrio que derivam do seio venoso e do átrio primitivo. o átrio direito recebe o sangue das veias cavas superior e inferior e do seio coronário e o átrio esquerdo recebe das quatro veias pulmonares (duas de cada pulmão). à direita pela continuação da artéria coronária direita e à esquerda. O endocárdio forra toda a parte interna das paredes atriais e ventriculares é formado por células endoteliais e um extrato subendotelial de tecido conjuntivo frouxo com fibroblastos. O sulco interventricular posterior situado na parte média da face diafragmática é verticalizado e contém a artéria interventricular posterior e a veia cardíaca média ou interventricular posterior. a separação interna que existe entre as câmaras cardíacas que pode ocorrer através dos septos. a maior veia do coração. É formado por componentes horizontais e 77 . sua parte anterior é ocupada à direita pela artéria coronária direita e à esquerda pela artéria circunflexa. Na parede do átrio direito. contorna o coração. elásticas e musculares lisas. ARQUITETURA DO CORAÇÃO O coração é um vaso diferenciado. é oblíquo.

Entre essas lâminas forma-se um espaço chamado cavidade do pericárdio que contém pequena quantidade de líquido pericardíaco. na parte inferior e lateral. O coração assemelha-se. opaco. Sabe-se hoje que o pericárdio atua como superfície de deslizamento diminuindo a resistência provocada pelo atrito. dá ao coração a contenção fibro-elástica necessária para impedir a distensão excessiva da fibra miocárdica e conseqüente lesão. O pericárdio seroso de tecido conjuntivo frouxo e mesotélio é fino. e que no adulto forma recessos chamados seios. anel fibroso esquerdo que contorna o óstio atrioventricular esquerdo entre átrio e ventrículo esquerdos. são portanto independentes tendo no esqueleto fibroso o ponto comum de inserção. protege contra traumas em choques por súbita diminuição da velocidade (princípio da inércia) e impede a deformação do 78 . feixe oblíquo que liga o anel fibroso aórtico ao anel fibroso pulmonar. predominantemente no sentido horário e de cima para baixo. anel fibroso aórtico que contorna o óstio da aorta entre ventrículo esquerdo e aorta. fibrosa e outra interna. O recesso que se forma entre a face posterior do átrio esquerdo e as veias pulmonares é o seio oblíquo. Pericárdio É uma membrana fibrosserosa em forma de bolsa que recobre o coração. espesso. É formado por duas partes distintas. brilhante e frágil costuma-se dividi-lo em duas lâminas embora sejam contínuas. feixe triangular situado na confluência dos anéis fibrosos direito. a lâmina parietal reveste internamente o pericárdio fibroso. a um músculo digástrico em que átrios e ventrículos são os feixes musculares e o esqueleto fibroso. assim. o tendão intermediário. Funções do pericárdio. trígono fibroso direito. Os componentes horizontais são: anel fibroso direito que contorna o óstio atrioventricular direito entre átrio e ventrículo direitos. desta forma uma mesma fibra pode em um ponto ocupar a superfície do órgão e em outro ponto estar no meio da musculatura ou até mesmo em sua parte interna. protetor e lubrificante A reflexão que dá continuidade a essas lâminas ocorre ao nível dos grandes vasos da base.verticais. As cúspides das valvas atrioventriculares direita e esquerda se inserem na parte interna dos anéis fibrosos. A musculatura dos átrios se insere em sua parte superior e lateral e a musculatura ventricular. anel fibroso pulmonar que contorna o óstio do tronco pulmonar entre ventrículo direito e tronco pulmonar. esquerdo e aórtico. O componente vertical é representado pela porção membranácea do septo interventricular. O pericárdio fibroso de tecido conjuntivo denso fibroelástico é externo. portanto é a própria camada externa do coração. feixe triangular situado na confluência esquerda dos anéis fibrosos esquerdo e aórtico e o tendão do cone. resistente e inextensível quando solicitado subitamente. a lâmina visceral também denominada epicárdio reveste e adere ao miocárdio. serosa. uma externa. O esqueleto fibroso funciona como um centro tendíneo. por trás chama-se seio transverso. trígono fibroso esquerdo. As fibras musculares cardíacas se dispõem segundo um trajeto preferencial e fundamental que é helicoidal tridimensional. Aquele situado entre o tronco pulmonar e a aorta ascendente por diante e pelas paredes dos átrios e aurículas. já que direta ou indiretamente toda a musculatura cardíaca se insere nele.

coração que os movimentos do diafragma ou que a aspiração torácica pela pressão negativa poderiam provocar. DESCRIÇÃO INTERNA As câmaras cardíacas são separadas entre si ou por septos que no indivíduo normal impedem qualquer tipo de comunicação ou por óstios que sendo providos de valvas permitem a comunicação entre as câmaras do mesmo lado ou não, de acordo com a fase do ciclo cardíaco. Septos Septo interatrial é uma parede predominantemente muscular, (há locais apenas com tecido conjuntivo) revestida de endocárdio que separa os átrios. Participam de sua formação duas expansões: o septum primum e o septum secundum Em ambos os lados, apresenta vestígios da primitiva comunicação que existia entre os átrios durante o período fetal intra-uterino. Septo atrioventricular é a porção do septo que separa o átrio direito do ventrículo esquerdo. O átrio direito mais longo em virtude da tração vertical exercida pelas veias cavas e a formação da valva atrioventricular esquerda em ponto mais superior devem interferir para esse desnível. Septo interventricular é a parede que separa os ventrículos, apresenta duas partes bem diferenciadas: uma inferior, larga e maior é a parte muscular e outra superior, pequena e estreita é a parte membranácea. Óstios Óstios atrioventriculares: são passagens arredondadas existentes entre átrios e ventrículos correspondentes, podendo estar fechados pelas valvas constituídas por cúspides quando estas se fecham ou abertos quando as valvas se abrem, dependendo da fase do ciclo cardíaco, sístole ou diástole. O óstio atrioventricular direito é maior que o esquerdo. ÁTRIO DIREITO A parede posterior do átrio direito é lisa, nela se encontram os óstios das veias cavas e do seio coronário deriva portanto do seio venoso sendo chamada de seio intervenoso ou entrecavas, onde pode-se observar uma saliência denominada tubérculo intervenoso, vestígio de um dos feixes musculares do primitivo seio venoso. Os óstios da veia cava inferior e do seio coronário são dotados de válvulas, vestígios da válvula direita de separação entre seio venoso e átrio primitivo, em geral insuficientes ou até mesmo ausentes. A parede lateral apresenta numerosos relevos musculares: a crista terminal e os músculos pectíneos. A crista terminal também vestígio da válvula direita do seio venoso constitui importante feixe muscular e marca a transição entre seio venoso e o átrio primitivo. Os músculos pectíneos formam diversos feixes musculares que se destacam perpendicularmente da crista terminal semelhante a um pente e correspondem à parede rugosa da parte direita do átrio primitivo. A parede medial ou parte direita do septo interatrial deriva do septum secundum, e apresenta em sua parte central uma depressão oval de consistência fina chamada fossa oval, vestígio do forame oval da circulação fetal através do qual o sangue proveniente da veia cava inferior passava para o átrio esquerdo. A fina membrana que forra a fossa deriva do septum primum situado à esquerda. Contornando superiormente a fossa oval encontra-se o

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saliente feixe límbico superior, formando o limbo da fossa oval que, pelo menos em parte, procede da válvula esquerda do seio venoso. ÁTRIO ESQUERDO A parede posterior do átrio esquerdo, como as demais, é lisa, apresenta os quatro óstios das veias pulmonares: 2 das veias direitas e 2 das veias esquerdas. A parede medial ou parte esquerda do septo interatrial deriva do septum primum, mais fino do que o septum secundum, também mostra vestígios da primitiva passagem que existia na circulação fetal, a válvula do forame oval, uma prega em meia lua simples ou dupla situada no quadrante ântero-superior do septo (85%) por diante da fossa oval, e que em nosso meio é permeável em cerca de 25% dos casos (Wafae). ELEMENTOS COMUNS AOS VENTRÍCULOS DIREITO E ESQUERDO Os dois ventrículos possuem estruturas que são encontradas tanto no lado direito como no lado esquerdo, embora com as especificidades próprias de cada lado, são as trabéculas cárneas e as estruturas que compõem o aparelho valvar. As trabéculas cárneas são feixes musculares que se distribuem pelas paredes dos ventrículos, costuma-se classificá-las em 3 tipos: cristas, presas às paredes dos ventrículos em toda extensão; pontes, presas às paredes dos ventrículos apenas pelas extremidades e músculos papilares, presos às paredes dos ventrículos apenas por uma extremidade e ligados às cúspides pela outra extremidade. As trabéculas cárneas em conjunto orientam a corrente sangüínea para circular da via de entrada para a via de saída do ventrículo; aumentam a força de contração do ventrículo sem a necessidade de hipertrofiar ainda mais a parede ventricular e auxiliam na nutrição do miocárdio por serem revestidas de endocárdio. Aparelho valvar atrioventricular é o conjunto de estruturas que funcionam harmonicamente tornando possível a abertura e o fechamento do óstio atrioventricular de acordo com a fase do ciclo cardíaco. É constituído pelo anel fibroso, pelas cúspides, pelas cordas tendíneas e pelos músculos papilares. O anel fibroso de tecido conjuntivo fibroso e fibrocartilagem faz parte do esqueleto fibroso, sustenta o óstio atrioventricular e em sua parte interna dá inserção às cúspides das valvas. As cúspides são membranas de tecido conjuntivo denso revestidas de endocárdio, possuem 2 faces: atrial e ventricular e 2 margens: a aderente se insere no anel fibroso e a livre que se aproxima das demais durante o fechamento do óstio. Para desempenhar sua função são necessárias mais de uma cúspide, ao conjunto delas damos o nome de valvas. Cordas tendíneas são filamentos de tecido conjuntivo tendíneo que prendem as cúspides aos músculos papilares ou à parede ventricular. Desta forma, contribuem para evitar a eversão das cúspides durante a sístole. Músculos papilares são trabéculas cárneas cônicas presas às paredes ventriculares pela parte inferior, mais larga, e as cúspides através de cordas tendíneas. Impedem a eversão das cúspides e tracionam o plano valvar em direção ao ápice durante a sístole ventricular. Além do óstio atrioventricular, os ventrículos possuem outro óstio através do qual o sangue é enviado para o interior das grandes artérias. Estes

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óstios são providos de valvas constituídas por válvulas, que são expansões de endocárdio com tecido fibroso, em forma de meia lua daí serem chamadas semilunares. São três válvulas para cada valva. As margens livres dessas válvulas, que se aproximam quando a valva fecha, denominam-se lúnulas e o espessamento que apresenta em seu ponto médio é o nódulo. Tudo indica que os três nódulos se imbricam ao se encontrarem durante o fechamento da valva, reforçando-o. O espaço entre a parede da artéria e a válvula denomina-se seio. VENTRÍCULO DIREITO A cavidade do ventrículo direito é mais ampla, porém suas paredes são menos espessas, cerca de um terço menor, que as paredes do ventrículo esquerdo. Funcionalmente, podemos dividi-lo em duas partes: uma pósteroinferior ou via de entrada próximo a valva atrioventricular direita e outra ânterosuperior ou via de saída, próximo à origem do tronco pulmonar. Limitando estas duas partes encontra-se o óstium bulbi formado por: crista supraventricular, trabécula septomarginal, músculo papilar anterior e parte da valva atrioventricular. A crista supraventricular é um volumoso feixe muscular situado na parte superior do ventrículo direito interposto entre as vias de entrada (óstio atrioventricular) e de saída (óstio do tronco pulmonar) é constante. Sua contração na sístole ajuda a direcionar o sangue para a via de saída. A trabécula septomarginal, outro feixe muscular bem desenvolvido, procede da parte medial do anel fibroso direito, entra na composição do septo muscular, e se prolonga formando uma ponte até o músculo papilar anterior e parede anterior. Citada, inicialmente, por Leonardo da Vinci em seus desenhos, a trabécula delimita em grande parte o ostium bulbi, sendo portanto importante no direcionamento do sangue para a via de saída, além de conduzir o ramo direito do complexo estimulante para as partes do ventrículo direito com as quais se relaciona. Aparelho valvar atrioventricular direito Anel fibroso tem em média um perímetro de 10,45 cm as variações de seu tamanho não se associam com o número de cúspides da valva nem com o número de músculos papilares. Embora tradicionalmente aceito que a valva atrioventricular direito possua três cúspides daí o nome tricúspide, pesquisas tem demonstrado que o número de cúspides é variável principalmente na metade lateral da valva. Wafae et alli utilizando critérios morfométricos e morfológicos encontraram de 2 até 6 cúspides nesta valva, sendo 3 e 4 os mais freqüentes. Denominam-se, septal, anterior e posterior nos casos com 3 cúspides. Podem ser encontradas pequenas cúspides comissurais entre as cúspides habituais. O ventrículo direito possui músculos papilares distribuídos pelas três paredes: anterior, posterior e septal, exceto na parede anterior na qual, com maior freqüência, encontramos um único músculo papilar, nas demais costuma-se encontrar mais de um músculo papilar. A parte lisa da via de saída denomina-se cone arterial onde encontramos além do músculo papilar septal, as três válvulas semilunares da valva do tronco pulmonar: anterior, direita e esquerda. VENTRÍCULO ESQUERDO É mais longo por ocupar área maior no ápice do coração e pela valva atrioventricular esquerda situar-se em nível mais alto e as paredes são mais espessas do que o ventrículo direito, sua cavidade tende mais para a forma

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apresenta na realidade. O músculo papilar posterior origina-se na parte da parede posterior próximo ao septo. O músculo papilar anterior se destaca da porção lateral da parede anterior. na realidade temos. Aparelho valvar atrioventricular esquerdo O anel fibroso esquerdo que delimita o óstio atrioventricular esquerdo é menor que o do lado direito. Além do óstio atrioventricular esquerdo. direita e esquerda. são bem mais volumosos e maiores do que aqueles do ventrículo direito e suas situações no ventrículo costumam ser mais constantes. número variável de cúspides mas com maior freqüência são duas anterior e posterior. Os músculos papilares também variam em número.  roteiro prático do coração 1-Face esternocostal 2-Face esquerda 3-Face diafragmática 4-Sulco coronário 5-Ventrículo direito 6-Ventrículo esquerdo 7-Átrio direito 8-Átrio esquerdo 9-Aurícula direita 10-Aurícula esquerda 11-Veia cava superior 12-Veia cava inferior 13-Uma das veias pulmonares (4) 14-Aorta 15-Tronco pulmonar 16-Sulco interatrial 17-Margem direita 18-Ápice 19-Sulco interventricular anterior 20-Sulco interventricular posterior 21-Pericárdio fibroso 22-Lâmina visceral do pericárdio seroso 23-Lâmina parietal do pericárdio seroso 24-Miocárdio 25-Endocárdio 26-Trígono fibroso (direito e esquerdo) 27-Músculos pectíneos 28-Crista terminal 29-Fossa oval 30-Válvula do forame oval 82 . este ventrículo apresenta o óstio da aorta guarnecido por três válvulas semilunares: posterior. denominam-se músculo papilar anterior e músculo papilar posterior. sejam encontrados em número variável. em geral. grupos de músculos papilares anteriores e grupos de músculos papilares posteriores. embora.oval. e as vias de entrada e de saída estão bem mais próximas separadas por uma septo fibroso. A valva atrioventricular esquerda classicamente denominada de valva mitral ou bicúspide.

4 a 5 ramos esofágicos. e uma série de ramos inconstantes: frênicas superiores. Artéria aorta A artéria aorta origina-se no ventrículo esquerdo. A parte torácica da aorta emite vários ramos de pequeno calibre: 2 a 3 ramos bronquiais. A seguir a aorta assume direção descendente colocando-se por diante da coluna vertebral. ligeiramente para a direita é a parte ascendente da aorta. sua parede pulsa. são vasos no interior dos quais o sentido do fluxo sangüíneo é centrífugo ou divergente em relação ao coração. não possuem válvulas. Os ramos arteriais podem ser terminais quando a artéria que originou os ramos deixa de existir e ramos colaterais quando a artéria que os originou continua presente. localização: sempre profundas. tronco celíaco (ímpar).31-Crista 32-Ponte 33-Músculo papilar 34-Crista supraventricular 35-Trabécula septomarginal 36-Valva atrioventricular direita (Tricúspide) 37-Valva atrioventricular esquerda (Mitral) 38-Cordas tendíneas 39-Septo interatrial 40-Septo interventricular 41-Válvula semilunar Principais Artérias Artérias: artérias são vasos que se originam nos ventrículos do coração através da artéria aorta e do tronco pulmonar e que se ramificando distribuem o sangue a todas as partes do corpo humano. posição essa que irá manter até sua terminação no nível da 4ª vértebra lombar ao se dividir em artérias ilíacas comuns direita e esquerda e emitir a artéria sacral mediana. cor é avermelhada . além do sentido da corrente: No vivo: pressão sangüínea maior. mediastinais e pericárdicas. Desta porção originam-se as artérias coronárias direita e esquerda. A parte abdominal da aorta emite importantes ramos uns pares e outros impares nesta seqüência: frênica inferior (par). 9 pares de ramos intercostais posteriores e um par subcostal. artéria carótida comum e artéria subclávia. inicialmente apresenta trajeto ascendente. No cadáver: vazias. Neste trajeto a parte descendente da aorta divide-se em: parte torácica da aorta e parte abdominal da aorta. forma: regularmente cilíndrica. Portanto. Em seqüência a aorta descreve um arco para a esquerda e para trás é o arco da aorta. esbranquiçadas. desta porção originam-se as artérias (da direita para a esquerda) tronco braquiocefálico. Diferenças com as veias. o nível de separação é a passagem pelo hiato aórtico do diafragma. No vivo e no cadáver: paredes mais resistentes. 83 .

Eventualmente (+-8%) a tireóidea ima. Artéria carótida comum Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. contornando a traquéia. petrosa (no canal carótico). mesentérica inferior (ímpar).mesentérica superior (ímpar). meninges. sobe por dentro do ramo da mandíbula até às proximidades da glândula parótida. meninges. Trajeto: apresenta 4 partes: cervical (no pescoço). cerebral anterior. gonadal (par). Terminação: No nível de um plano transversal passando pelo osso hióide divide-se em seus ramos terminais: carótida externa e carótida interna. subclávia direita. couro cabeludo. cavernosa (no seio cavernoso) e cerebral nas proximidades da sela turca. medialmente à veia jugular interna e nervo vago. etmoidais. Órgãos irrigados: como não emite ramos colaterais sua área de irrigação é o conjunto das áreas de irrigação de seus ramos terminais carótidas interna e externa. faringe. estruturas nervosas. Trajeto: coloca-se ao lado da traquéia e laringe. glândula 84 . Órgãos irrigados: encéfalo. sobe em direção ao crânio no qual penetra pelo canal carótico. supra-renal média (par). facial (parte externa da face. Órgãos irrigados: é o conjunto dos órgãos de seus ramos terminais. Terminação: atrás do ramo da mandíbula divide-se em artérias temporal superficial e maxilar. no lado esquerdo é o segundo ramo do arco da aorta. laringe). para a direita. Órgãos irrigados: pescoço. olho e anexos Ramos principais: oftálmica. Trajeto. ligeiramente por trás da glândula tireóide. Terminação: após um trajeto de 5 a 7 cm emite seus ramos terminais: carótida comum direita e subclávia direita Trajeto: para cima. cerebral média Artéria carótida externa Origem: é ramo terminal mais medial e anterior da artéria carótida comum emite vários ramos para o pescoço e face. renal (par). Ramos: Carótida comum direita. crânio Ramos principais: tireóidea superior (glândula tireóide. lombares (pares). soalho da boca). Terminação: próximo à sela turca emite seus ramos terminais: cerebral anterior e cerebral média. não emite ramos no pescoço. Parte ascendente da aorta Artérias coronárias direita e esquerda serão estudadas em aula específica. face. lingual (língua. Ramos: carótida externa e carótida interna Artéria carótida interna Origem: é ramo terminal mais lateral e posterior da artéria carótida comum. Arco da aorta Tronco braquiocefálico Origem: primeiro ramo do lado direito do arco da aorta. subclávia e carótida comum.

tronco tireocervical . radial e ulnar. Ao passar por trás do músculo escaleno anterior costuma ser dividida em três partes: primeira parte: antes do músculo. segunda atrás do músculo e terceira depois do músculo.circunflexa da escápula (ombro) toracodorsal (parede torácica). ombro. laringe. torácica interna (parede torácica.submandibular). e dos músculo esternocleidomastóideo e escaleno anterior formando um arco sobre a primeira costela por trás da veia subclávia.intercostal suprema (parede torácica).antes do músculo. boca. occipital. tóraco-acromial (ombro). Órgãos irrigados: parede torácica. circunflexa do úmero anterior e posterior. pleura. pescoço. Terminação: margem inferior do músculo redondo menor Trajeto: passa pela axila por trás do músculo peitoral menor que a divide em três partes: primeira . tronco costocervical . Artéria braquial: Origem: continuação da artéria axilar a partir da margem inferior do músculo redondo menor. cervical profunda (pescoço). que a acompanha. Órgãos irrigados: membro superior Ramos principais: braquial profunda (principal artéria do braço) colaterais ulnar e radial. couro cabeludo. Trajeto: segue pela região braquial anterior desviada medialmente. orelha crânio) auricular posterior. o nervo mediano. Terminação: na margem lateral da primeira costela muda de nome para artéria axilar. dentes. traquéia. Artéria radial: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. no cotovelo ocupa o seu centro. Terminação: região anterior do cotovelo ao emitir seus ramos terminais: ulnar e radial. parede e órgãos torácicos. Órgãos irrigados: Parte posterior do encéfalo. e terceira parte: depois do músculo. faringe) temporal superficial (parótida. carpal dorsal que se une 85 . no lado esquerdo é o terceiro ramo do arco da aorta. Ramos principais: vertebral (parte posterior do encéfalo e medula espinal). membro superior Ramos principais: subescapular . em ambos os lados dirige-se lateralmente por trás da clavícula. dorsal da escápula (ombro) Artéria axilar: Origem: continuação da artéria subclávia a partir da margem lateral da primeira costela. segunda parte: atrás do músculo. torácica lateral.tireóidea inferior (glândula tireóide. medula espinal. Artéria subclávia: Origem: no lado direito é um dos ramos terminais do tronco braquiocefálico. pericárdio. esôfago). cruza por diante. maxilar (parte interna da face. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar superficial que se une à artéria ulnar parar formar o arco palmar superficial. Trajeto. cervical ascendente (pescoço). cervical transversa e supra-escapular (ombro). ombro. diafragma). membro superior.

palmar superficial. Trajeto: é lateral no antebraço. são 9 pares 86 . geralmente duas são ramos diretos da parte torácica da aorta próximas ao brônquio esquerdo que acompanham Órgãos irrigados: brônquios. Terminação: no punho emitindo os ramos palmar profundo que se une à artéria radial parar formar o arco palmar profundo.] Parte descendente da aorta Parte torácica da aorta Artérias bronquiais Origem: a artéria bronquial direita é de origem variável. arco palmar superficial. Ramos: artérias metacarpais palmares Rede carpal dorsal Formação ramo carpal dorsal da artéria radial unida ao ramo carpal dorsal da artéria ulnar. principal do polegar.com o ramo carpal dorsal da ulnar para formar a rede dorsal da mão e arco palmar profundo que se une ao ramo palmar profundo da artéria ulnar. sob o músculo braquiorradial e lateralmente ao flexor radial do carpo. Trajeto: sobre o músculo flexor profundo dos dedos. arco palmar profundo. Órgãos irrigados: mão e antebraço Ramos principais: recorrente radial. pulmões e pleuras Terminação e trajeto penetram nos pulmões juntamente com os brônquios principais Ramos: subdividem-se no interior dos pulmões Artérias intercostais posteriores: Origem: destacam-se do contorno posterior da artéria aorta a partir do terceiro espaço intercostal. carpal dorsal que se une com o ramo carpal dorsal da radial para formar a rede dorsal da mão e o arco palmar superficial que se une ao ramo palmar superficial da artéria radial. Arco palmar profundo Formação: artéria radial unida ao ramo palmar profundo da artéria ulnar . distalmente ao lado do nervo ulnar sob o músculo flexor ulnar do carpo. palmar profunda Arco palmar superficial Formação: artéria ulnar unida ao ramo palmar superficial da artéria radial Ramos: artéria digitais palmares comuns que originam as artérias digitais palmares próprias. carpal dorsal. Ramos principais: interóssea comum que se divide em interóssea anterior e interóssea posterior (principal artéria do antebraço). Artéria ulnar: Origem: é um dos ramos terminais da artéria braquial no cotovelo. carpal dorsal. as artérias bronquiais esquerdas. Ramos: artéria metacarpais dorsais.

Artéria frênicas superiores são inconstantes. pouco acima do tronco celíaco. estômago. fígado. Ramos mediastinais: pequenos e vários que se destinam ao tecido conjuntivo frouxo e linfonodos. pâncreas. quando presentes destinam-se ao diafragma Parte abdominal da aorta Artéria frênica inferior: Origem: contorno lateral da aorta. Artéria gástrica esquerda: Origem: tronco celíaco Terminação: na curvatura menor do estômago emitindo ramos para o esôfago abdominal e para a curvatura menor do estômago Trajeto: de início ascendente até o cárdia e depois desce pela curvatura menor do estômago. duodeno.Terminação: nos espaços intercostais dividem-se em ramos ventrais e dorsais. Órgão irrigado: músculo diafragma. a seguir cruzamos e se distribuem pela superfície inferior do diafragma. baço. Órgãos irrigados: esôfago abdominal. esplênica e hepática comum. glândula supra-renal Ramos: supra-renal superior e ramos diafragmáticos Tronco celíaco Origem: face anterior da aorta é impar Terminação: emite três ramos terminais: artéria gástrica esquerda. em número de 4 a 5 Terminação: no esôfago Trajeto: é muito curto. Trajeto é curto de um a 2 cm dirige-se anteriormente é envolvido pelos nervos do plexo celíaco autônomo. vesícula biliar. Órgãos irrigados: esôfago abdominal e estômago Ramos: esofágicos e gástricos Artéria esplênica: Origem: tronco celíaco 87 . artéria esplênica e artéria hepática comum. é par Terminação: ramificando-se na cúpula diafragmática correspondente Trajeto: de início seguem os respectivos pilares do diafragma. Ramos: gástrica esquerda. Trajeto: passam pelo sulco da costela na margem inferior da costela Órgãos irrigados: os espaços intercostais correspondentes Artérias esofágicas: Origem: destacam-se do contorno anterior da aorta. oblíquo em direção ao esôfago Órgão irrigado: esôfago Ramos pericárdicos: alguns ramos pequenos que se destinam ao pericárdio.

ramos esplênicos. ileais. Ramos: Hepática própria e gastroduodenal Artéria hepática própria Origem: hepática comum Terminação: ramos hepática direita e hepática esquerda Trajeto: à esquerda do ducto colédoco Órgãos irrigados: fígado. pâncreas. ileocólica e cólica direita para à direita e os demais para cima. vesícula biliar e estômago Ramos: gástrica direita para a curvatura menor do estômago e cística ramo da hepática direita. ramos direito e esquerdo pancreaticoduodenal inferior. duodeno e pâncreas Ramos: pancreaticoduodenal superior. pancreática caudal. cólica média. gástricas curtas. cólica) cólica direita (saindo diretamente da mesentérica só em 20% das artérias) ramos ascendente e descendente. Órgãos irrigados: duodeno. retroduodenal Artéria supra-renal média Origem: contorno lateral da aorta. pancreático duodenal inferior. lado direito do intestino grosso Ramos: jejunais e ileais de 12 a 17. ileocólica. jejuno. cólica direita. estômago. apendicular. vesícula biliar. Artéria gastroduodenal Origem: hepática comum Terminação: gastromental direita para a curvatura maior do estômago e pancreaticoduodenal superior para o duodeno e cabeça do pâncreas. cólica média. pancreática inferior. Artéria hepática comum Origem: tronco celíaco Terminação: artéria hepática própria. pela margem superior do pâncreas Órgãos irrigados: baço. pâncreas.Terminação: no hilo do baço Trajeto: segue para a esquerda. Trajeto: desce por trás do pâncreas entre a cabeça e o colo entra no mesentério onde emite seus ramos: jejunais e ileais para à esquerda. Trajeto: descendente por trás da primeira porção do duodeno Órgãos irrigados: estômago. ileal. pancreática magna. gastromental direita. íleo. gastromental esquerda. artéria gastroduodenal Trajeto: segue para a direita e para cima em direção ao fígado Órgãos irrigados: fígado. duodeno. pâncreas. 88 . ileocólica (2 cecais. é par Terminação: na glândula supra-renal anastomosando-se com as supra-renais superior e inferior Trajeto: cruzam os pilares do diafragma em direção lateral Órgãos irrigados: glândula supra-renal Ramos: terminais na glândula Artéria mesentérica superior Origem: face anterior da aorta Terminação: ramos jejunais. estômago Ramos: pancreática dorsal.

cólica direita. supra-renal. gônadas e genitais internos. Observação: As artérias ileocólica. interlobulares Trajeto: transversal. sigmóideas e cólica esquerda Trajeto: de início é descendente até dividir-se em seus ramos terminais Órgãos irrigados: lado esquerdo do intestino grosso. de Rioland. musculares Mesentérica inferior Origem: lado esquerdo da aorta próximo à sua terminação Terminação: quando emite os ramos retal superior. entrando pelo hilo do rim atrás da veia renal Órgãos irrigados: rim. Artérias ilíacas comuns Origem: são ramos terminais da artéria aorta Terminação: ramos ilíacas interna e externa 89 . ureteres. espinais para a medula. reto Ramos: retal superior. sobre o músculo psoas maior.Artéria renal: Origem: contorno lateral da aorta é par Terminação: no interior do rim divide-se em ramos segmentares. cólica média ramos da mesentérica superior anastomosam-se com as artérias cólica esquerda e sigmóideas da mesentérica inferior formando o arco justacólico (artéria marginal. ramos renais segmentares Artéria gonadal: (testicular ou ovárica de acordo com o sexo) Origem: face anterior da aorta é par e de pequeno calibre Terminação: testículo ou ovário de acordo com o sexo Trajeto: descendente. sigmóideas. Lombares: Origem: face posterior da aorta em geral 4 para cada lado Terminação: na parede posterior do abdome Trajeto: transversal correspondem as vértebras lombares Órgãos irrigados: parede abdominal posterior. entram no ligamento suspensor do ovário ou no funículo espermático Órgãos irrigados: gônadas. ureter Ramos: supra renal inferior. ureter (cremaster. tuba uterina) Ramos: genitais externos. Terminação da aorta . é a artéria sacral mediana. de sua face posterior pouco antes de se dividir destaca-se um ramo mediano de diâmetro muito pequeno. grande parte de seu comprimento regrediu permanecendo a pequena porção que se destina ao reto e provavelmente à parede sacral. de Drummond). interlobares.artéria ilíacas comuns direita e esquerda e sacral mediana Ao colocar-se por diante da quarta vértebra lombar a artéria aorta divide-se em seus dois ramos terminais as artérias ilíacas comuns direita e esquerda. cólica esquerda com ramos ascendente e descendente. Esta artéria destinava-se à cauda e quando o ser humano a perdeu. medula espinal Ramos: posteriores para o dorso.

partes dos genitais externos e parede abdominal Ramos: epigástrica superficial. circunflexa ilíaca profunda Femoral Origem: continuação da artéria ilíaca externa Terminação: ao sair do canal dos adutores passa se chamar poplítea Trajeto: Continuação da ilíaca externa a partir do ligamento inguinal. circunflexa femoral lateral. a umbilical possui duas partes distintas: a patente até emitir a vesical superior e a oclusa que sobe pela parede anterior do abdome em direção ao umbigo. só os terminais: ilíacas interna e externa Ilíaca interna Origem: um dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: variável. circunflexa femoral medial.Trajeto: divergem como se dirigissem aos membros inferiores (5 a 7 cm) entre as pelves menor e maior. Órgãos irrigados: correspondem ao conjunto de seus ramos terminais Ramos: geralmente não emitem ramos colaterais. membro inferior Ramos: epigástrica inferior. perna e pé Ramos: superior. pudenda interna. femoral profunda. os ramos pudenda interna e glútea inferior Trajeto: dirige-se à pelve menor encostada à parede da pelve Órgãos irrigados: órgãos e paredes da pelve Ramos: glútea superior. circunflexa ilíaca superficial. a glútea superior é o primeiro ramo tão volumoso quanto a própria ilíaca interna. desce pela região femoral anterior por diante da veia e penetra no canal dos adutores de onde sairá com o nome de poplítea Órgãos irrigados: membro inferior. média e inferior do joelho e ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Tibial anterior Origem: divisão da poplítea na parte superior da perna 90 . descendente do joelho Poplítea Origem: continuação da femoral a partir do canal dos adutores na região genicular posterior Terminação: divide-se nos ramos terminais: tibial anterior e tronco tibiofibular Trajeto: região genicular posterior ao lado da veia poplítea Órgãos irrigados: joelho. pudenda externa. Ilíaca externa Origem: uma dos ramos terminais da artéria ilíaca comum Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal continua como artéria femoral Trajeto: é a continuação da artéria ilíaca comum entre as pelves menor e maior Órgãos irrigados: parede abdominal. sacral lateral Observações: A glútea superior e a glútea inferior apresentam trajeto paralelo de direção lateral. glútea inferior. vesical inferior. a obturatória atravessa junto com o nervo obturatório o músculo obturador interno. a pudenda interna é o ramo mais profundo. retal média. iliolombar. umbilical. vaginal. em geral. obturatória. uterina.

Artéria coronária direita 6. Ramo interventricular posterior 8. plantar medial e plantar lateral Plantar lateral Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ao emitir o arco plantar profundo Trajeto: entre os músculos flexor curto dos dedos e quadrado plantar Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: arco plantar profundo de onde saem as artérias metatarsais plantares das quais se destacam as artérias digitais plantares e destas as artérias digitais plantares próprias. Ramo circunflexo 11. Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: musculares e dorsal do pé Dorsal do pé Origem: continuação da artéria tibial anterior no dorso do pé Terminação: continua como artéria arqueada Trajeto: entre os tendões dos extensores longos Órgãos: pé Ramos: arqueada de onde saem as artérias metatarsais dorsais e destas as digitais dorsais para os dedos Tibial posterior Origem: uma das divisões da artéria poplítea Terminação: ramos na planta do pé: plantar medial e plantar lateral Trajeto: de início sobre o tibial posterior no final margem medial do tendão do calcâneo Órgãos irrigados: perna e pé Ramos: fibular.Terminação: continua no dorso do pé com o nome de dorsal do pé Trajeto: de início entre os músculos tibial anterior e extensor longo dos dedos e depois entre os extensores longos dos dedos e do hálux. Artéria coronária esquerda 9. Arco da aorta 3. Parte ascendente da aorta 2. Plantar medial Origem: um dos ramos terminais da artéria tibial posterior Terminação: ramos digitais Trajeto: próximo ao músculo abdutor do hálux Órgãos irrigados: planta do pé e dedos Ramos: superficial e profundo Roteiro prático: Artérias 1. Parte descendente da aorta (torácica0 4. Tronco braquiocefálico 91 . Ramo marginal direito 7. Ramo interventricular anterior 10. Parte descendente da aorta (abdominal) 5.

Artéria axilar 56. Artéria ulnar 61. Artéria dorsal do pé 48.12. Artéria carótida comum 14. Artéria pudenda interna 46. Artéria gástrica esquerda 30. Artéria hepática própria 33. Artéria femoral profunda 50. Artéria radial 60. Artéria braquial profunda 59. Artéria frênica inferior 28. Artéria glútea inferior 45. Artéria carótida externa 20. Artéria gonadal (testicular ou ovárica) 37. Tronco tireocervical 17. Artéria poplítea 51. Artéria mesentérica inferior 39. Artéria carótida interna 21. Artéria mesentérica superior 35. Artéria circunflexa da escápula 92 . Artéria gastroduodenal 34. Artéria tireóidea inferior 18. 53. Artéria ilíaca interna 43. Artéria femoral 49. Artéria lingual 23. Artéria intercostal posterior 27. Artéria renal 36. Artéria torácica interna 15. Artéria esplênica 32. Artéria lombar 38. Artéria tibial posterior 54. Artéria subclávia 13. Artéria ilíaca externa 42. Artéria temporal superficial 26. Artéria vertebral 16. Artéria subescapular 57. Artéria fibular 55. Artéria facial 24. Artéria ilíaca comum 40. Artéria sacral mediana 41. Artéria obturatória 47. Artéria braquial 58. Tronco celíaco 29. Artéria hepática comum 31. Artéria tibial anterior 52. Artéria cervical transversa 19.Artéria maxilar 25. Artéria glútea superior 44. Artéria tireóidea superior 22.

Artéria umbilical – parte oclusa 65.62. Arco palmar superficial 93 . Artéria supra-escapular 64. Artéria toracodorsal 63. Artéria epigástrica inferior 66.

94 .

as meninges e o couro cabeludo.Principais veias Veias: são vasos que recolhem o sangue dos tecidos. atrás da orelha Drenagem: crânio. confluem uns com outros até a formação das veias cavas através das quais o sangue é levado de volta ao coração. o crânio. suas paredes são mais finas. couro cabeludo Terminação: une-se à veia maxilar para formar a veia retromandibular Veia auricular posterior Localização: nuca. o sentido da corrente sangüínea é centrípeto em relação ao coração. frágeis e transparentes. estão cheias de sangue e podem ser superficiais (usadas para aplicação de injeções) e profundas. couro cabeludo. Esses seios drenam o encéfalo. Seio sagital superior na margem superior da foice do cérebro Seio sagital inferior na margem inferior da foice do cérebro Seio reto continuação do seio sagital inferior em direção posterior Seio occipital que percorre a foice do cerebelo Os seios sagital superior. Veia temporal superficial Localização: fossa temporal acima da orelha Drenagem: crânio. não pulsam e possuem válvulas ao longo de suas paredes. Veias que drenam para a veia cava superior Cabeça Veias superficiais e profundas do encéfalo drenam para um tipo especial de vasos que são canais abertos na dura-máter chamados seios venosos. reto e occipital juntam-se na confluência dos seios (altura da protuberância occipital interna do occipital) de onde saem lateralmente os seios transversos que percorrem os sulcos dos seios transversos do osso occipital na inserção da tenda do cerebelo seguem como seios sigmóideos recebendo os seios petrosos antes de chegar à fossa jugular onde terminam como veia jugular interna. por isso parecem azuladas (cor escura do sangue em seu interior) e achatadas. orelha Terminação: une-se à veia retromandibular para formar a veia jugular externa Veia facial Localização: sulco nasogeniano Drenagem: estruturas superficiais da face Terminação: variável pode abrir-se na jugular interna ou na jugular externa Veia maxilar Localização: internamente ao ramo da mandíbula Drenagem: estruturas profundas da face Terminação: une-se à veia temporal superficial para formar a veia retromandibular 95 . As veias se diferenciam das artérias pela pressão sangüínea mais baixa. Portanto nas veias.

tireóidea superior. tireóidea média. encéfalo.Veia retromandibular Localização: interior da glândula parótida. tireóidea inferior. membro superior. por trás do ramo da mandíbula Drenagem: conjunto das veias: temporal superficial. arco jugular. atrás do manúbrio do esterno e cartilagens costais superiores Drenagem: cabeça. crânio. jugular externa. pescoço. pescoço. lingual. pescoço Terminação: veia braquiocefálica Veia tireóidea inferior Localização: diante da traquéia Drenagem: glândula tireóide e demais estruturas inferiores do pescoço Terminação: veia braquiocefálica Parede torácica Veia torácica interna Formação: veias epigástrica superior e frênica Localização: ao lado do esterno Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais anteriores Terminação: veia braquiocefálica Veia braquiocefálica Localização: mediastino superior. parede torácica Tributárias: torácica interna. Tórax Veia ázigo 96 . cervical transversa Terminação: desemboca na junção das veias jugular interna e subclávia Veia jugular interna Localização: no pescoço lateralmente à artéria carótida comum e nervo vago Drenagem: crânio. pescoço. ombro Tributárias: jugular anterior. faríngea Terminação: une-se à veia subclávia para formar a veia braquiocefálica Veia vertebral Localização: forames transversários da coluna cervical Drenagem: plexo venoso vertebral. vertebral. maxilar e facial Terminação: une-se à veia auricular posterior para formar a jugular externa Pescoço Veia jugular externa (veia superficial) Localização: cruza superficialmente o músculo esternocleidomastóideo Drenagem: face. face Tributárias: facial. subclávia e jugular interna Terminação: une-se à veia braquiocefálica do outro lado para formar a veia cava superior.

Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado direito Localização parede torácica ao lado direito da coluna vertebral: Drenagem: parede e órgãos torácicos Tributárias: intercostais posteriores direitas. hemiázigo. parte inferior Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veia hemiázigo acessória Formação: a partir da 4ª veia intercostal posterior esquerda Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral Drenagem: parede torácica esquerda Tributárias: intercostais posteriores do lado esquerdo Terminação: veia ázigo no nível da 7ª vértebra torácica Veias intercostais posteriores Localização: parte posterior do espaço intercostal. hemiázigo acessória Terminação: veia cava superior Veia hemiázigo Formação: junção das veias subcostal e lombar ascendente do lado esquerdo Localização: parede torácica ao lado esquerdo da coluna vertebral. no sulco das costelas Drenagem: parede torácica Terminação: veia ázigo (lado direito) veias hemiázigo e hemiázigo acessória (lado esquerdo) Veia bronquiais Localização: (2) brônquios Drenagem: brônquios e pulmões Terminação: ázigo (lado direito) hemiázigo (lado esquerdo) Veias subcostais Localização: sob a última costela Drenagem: parede abdominal Terminação: formam as veias ázigo e hemiázigo Esofágicas Localização: parede do esôfago (número variável) Drenagem: esôfago Terminação: veia ázigo Veia intercostal suprema Localização: 2 ou 3 espaços intercostais superiores Drenagem: parede torácica Tributárias: intercostais posteriores Terminação: ázigo e hemiázigo Membro Superior Veias superficiais do membro superior 97 .

em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. cotovelo e braço. Veias digitais palmares próprias Veias digitais palmares comuns Arco venoso palmar superficial Veiasmetacarpais palmares Arco venoso palmar profundo Veias metacarpais dorsais Veias ulnares Veias radiais Veias braquiais 98 . cotovelo e braço.Rede venosa dorsal da mão Localização: dorso da mão Drenagem: mão Terminação: forma a veia cefálica (lateralmente) e veia basílica (medialmente) Veia cefálica Formação: veias laterais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado lateral do antebraço. é muito variável Drenagem: é uma anastomose das veias cefálica e basílica Tributárias: veia intermédia do antebraço Terminação: unindo as veias basílica e cefálica pode ser em m ou transversal Veia intermédia do antebraço Localização: no centro da região antebraquial anterior Drenagem: superficial do antebraço Terminação: em geral. perfura a fáscia dois dedos acima do cotovelo Drenagem: lado medial do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: Após perfurar a fáscia no início do braço acompanha a veia braquial e se une a ela na axila para formar a veia axilar Veia intermédia do cotovelo Localização: região anterior do cotovelo unindo as veias basílica e cefálica. sulco deltopeitoral Drenagem: lado lateral do membro superior Tributárias: numerosas mas sem nomes definidos Terminação: aprofunda-se no sulco deltopeitoral e desemboca na veia axilar Veia basílica Formação: veias mediais da rede venosa dorsal da mão Localização: lado medial do antebraço. na intermédia do cotovelo. Veias profundas do membro superior As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham.

arco jugular Terminação: junta-se à veia jugular interna formando a veia braquiocefálica Veia cava Superior Formação: união das duas veias braquiocefálicas direita e esquerda Localização: mediastino superior. passa por diante do maléolo medial sobe pelo lado medial da perna. lado direito Drenagem: Cabeça. pescoço. toracoepigástrica Terminação: margem lateral da primeira costela Veia subclávia Formação: continuação da veia axilar a partir da margem lateral da 1ª costela Localização: pescoço em trono da primeira costela. torácica lateral. circunflexa ilíaca superficial Terminação: veia femoral atravessando hiato safeno Veias profundas do membro inferior 99 .Veia axilar Localização: na axila Formação: união da veia braquial com a basílica Drenagem: membro superior e parede torácica Tributárias: subescapular. Drenagem: pé Tributárias: várias sem nome definidos Terminação: em geral na veia poplítea no joelho Veia safena magna Formação: veia marginal medial da rede venosa dorsal Localização: lado medial do pé. por trás do maléolo lateral. Tributárias: veias braquiocefálicas e ázigo Terminação: Átrio direito. pudenda externa. joelho e coxa Drenagem: membro inferior Tributárias: safena acessória. sobe pelo centro da região posterior da perna. pescoço Tributárias: jugular externa. atrás da clavícula Drenagem: membro superior. ombros. parede torácica. Veias que drenam para a veia cava inferior Membro Inferior Veias superficiais do membro inferior Veias digitais dorsais Veias intercapitulares Rede venosa dorsal do pé Veia safena parva Formação: veia marginal lateral da rede venosa dorsal Localização: lado lateral do pé. tórax. membros superiores. epigástrica superficial. ombro.

obturatória. pudenda interna. em geral são duas veias para uma artéria e são conhecidas como veias satélites. uterina. membro inferior. circunflexa femoral lateral. genitais externos Tributárias: epigástrica inferior. vaginal.As veias profundas recebem os mesmos nomes das artérias que acompanham. Veias digitais plantares Veias metatarsais plantares Arco venoso plantar profundo Veias plantares mediais e laterais Veias tibiais posteriores Veias fibulares Veias tibiais anteriores Veia poplítea Formação: fossa poplítea pela reunião das fibulares. femoral profunda. tibiais posteriores e tibiais anteriores Localização: região genicular posterior Drenagem: membro inferior Tributárias: veias do joelho Terminação: ao entrar no canal dos adutores sai como veia femoral Veia femoral Formação: continuação da veia poplítea a partir do canal dos adutores Localização: trígono femoral (anterior da coxa) Drenagem: membro inferior parte da parede abdominal e dos genitais externos Tributárias: circunflexa femoral medial. circunflexa ilíaca profunda Terminação: ao se unir com a veia ilíaca interna no nível da articulação sacroilíaca forma a veia ilíaca comum Veia ilíaca interna Formação: reunião da veia glútea superior com o tronco da reunião das demais Localização: parede lateral da pelve menor Drenagem: alguns órgãos e parede da pelve Tributárias: glútea inferior. retal média. glútea superior Terminação: une-se com a veia ilíaca externa para formar a veia ilíaca comum Veia ilíaca comum Formação: no nível da articulação sacroilíaca pela união das veias ilíacas interna e externa de cada lado 100 . safena magna Terminação: ao passar pelo ligamento inguinal passa a se chamar ilíaca externa Veia ilíaca externa Formação: continuação da veia femoral a partir do ligamento inguinal Localização: entre a pelve menor e a pelve maior Drenagem: parede abdominal. vesical.

abdome abaixo do diafragma Tributárias: lombares. Veia sacral mediana Formação: principalmente veia retal posterior Localização: face anterior do sacro Drenagem: reto parte da parede da pelve Tributárias: pode ser uma. pelve. ureteres .lado esquerdo: rim ureteres. Veias lombares (4 pares) Localização: região lombar Drenagem: músculos e parede da região lombar Tributárias: pequenas veias do dorso Terminação: veia cava inferior Veia gonadal (testicular ou ovárica) Formação: plexo pampiniforme . gônada.ligamento suspensor do ovário. supra-renal.lado esquerdo: veia renal esquerda 101 . psoas maior Localização: funículo espermático. iliolombar e sacral mediana (esquerda) Terminação: unem-se para formar a veia cava inferior.Localização: convergem uma em direção à outra para se encontrarem por diante da 5ª vértebra lombar Drenagem: membro inferior.plexo ovárico . lado esquerdo do diafragma Tributárias: lado esquerdo: supra-renal. gonadal Terminação: veia cava inferior Veia supra-renal Formação: glândula supra-renal Localização: acima da veia renal Drenagem: glândula supra-renal Terminação: lado direito: veia cava inferior . psoas maior Drenagem: Gônadas e anexos Terminação: veia cava inferior no lado direito e veia renal esquerda no lado esquerdo Veia renal Formação: veias intra-renais Localização: pedículo renal por diante da artéria renal Drenagem: lado direito: rim. duas. supra-renal direita. pelve e parede abdominal Tributárias: sacral lateral. ou duas fundidas em uma Terminação: junção das veias ilíacas comuns ou na ilíaca esquerda Veia cava inferior Formação: junção das veias ilíacas comuns direita e esquerda no nível da quinta vértebra lombar Localização: por diante da coluna vertebral à direita da artéria aorta Drenagem: membros inferiores. frênicas inferiores hepáticas Terminação: átrio direito após atravessar o diafragma pelo óstio da veia cava. gonadal direita. frênica inferior.

pancreaticoduodenais. gástrica direita. psoas maior Drenagem: reto. pancreáticas. esplênica. pâncreas. intestino grosso. Veia porta Formação: no nível da segunda vértebra lombar. mesentérica inferior. gastromental esquerda Terminação: une-se à veia mesentérica superior para formar a veia porta Veia mesentérica inferior Formação: veias do lado esquerdo do colo e do reto Localização: ao lado da artéria e depois ao lado do m. estômago Tributárias: veias pancreáticas.na veia renal Veia hepáticas Formação: no interior do fígado Localização: face diafragmática do fígado Drenagem: fígado Tributárias: veias dos lobos do fígado Terminação: veia cava inferior Veias que drenam para a veia porta Veia mesentérica superior Formação: veias do intestino delgado. pâncreas e estômago Localização: mesentério Drenagem: intestino delgado. colo descendente flexura esquerda Tributárias: retal superior. cólica média. lado esquerdo colo (sigmóide. gástrica esquerda. ileais. pâncreas. umbigo. estômago Tributárias: veias jejunais. estômago. gástricas curtas.Veia frênica inferior Formação: diafragma Localização: superfície inferior das cúpulas do diafragma Drenagem: diafragma Terminação: lado direito na veia cava inferior . pâncreas.lado esquerdo . sigmóideas. cólica direita. Terminação: ramos direito e esquerdo no interior do fígado 102 . gastromental direita. Intestino grosso. lado direito do intestino grosso. cística e paraumbilicais. cólica esquerda Terminação: geralmente na veia esplênica. esôfago abdominal Tributárias: mesentérica superior. Terminação: une-se à veia esplênica para formar a veia porta Veia esplênica Formação: veias do baço em número de 5 a 7 Localização: margem superior do pâncreas Drenagem: baço. mas pode terminar na veia mesentérica superior ou na junção das veias mesentérica superior e esplênica. na maioria das vezes pela união das veias mesentérica superior e esplênica Localização: omento menor atrás do ducto colédoco e artéria hepática própria Drenagem: Intestino delgado. ileocólica. baço. atrás do colo pâncreas e do duodeno.

Seio sagital superior 11. Veia safena parva 103 . Seio reto 12. Veia cefálica 3. Rede venosa dorsal do pé 22. Veia radial 6. Veia facial 15. Veia jugular interna 14. Veia tireóidea inferior 18. Veia axilar 9. Veia tireóidea superior 16. Veia subclavia 10. Veia cava superior 21. Veia braquial 8. Veia ulnar 7. Veia mediana do cotovelo 5.Veia gástrica esquerda Formação: curvatura menor do estômago e esôfago abdominal Localização: curvatura menor do estômago Drenagem: estômago e esôfago abdominal Tributárias: ramos venosos da curvatura menor e do esôfago abdominal Terminação: veia porta Gástrica direita Formação: curvatura menor do estômago Localização: omento menor Drenagem: estômago e duodeno Terminação: veia porta Veia cística Formação: vesícula biliar Localização: ao dado do ducto cístico Drenagem: vesícula biliar Terminação: ramo direito da veia porta Veias paraumbilicais (4) Formação: umbigo Localização: ligamento redondo Drenagem: umbigo Tributárias: parede abdominal em torno do umbigo Terminação: ramo esquerdo da veia porta Roteiro Prático: Principais Veias 1. Veia jugular externa 17. Veia ázigos 20. Rede venosa dorsal da mão 2. Veia braquiocefalica 19. Veia basilica 4. Seio transverso 13.

Veia maxilar 62. Veias intercostais posteriores 45. Veia hepatica 40. Veia ilíaca comum 42. Veia torácica interna 59. Veia ilíaca interna 30. Veia epigástrica inferior 60. Veia posterior do ventrículo esquerdo 51. Veia mesenterica inferior 36. Veia fibular 56. Veia mesenterica superior 37. Veia renal 35. Veia hamiazigos acessoria 58. Veia epigástrica superficial 52. Veia hemiazigos 57. Veia temporal superficial 61. Veia femoral 28. Veia safena magna 24. Veia gonadal 34. Veia tibial anterior 25. Veia interventricular anterior 43. Veia pudenda externa 54. Veia marginal esquerda 50. Veia tibial posterior 26. Veia retromandibular 104 . Veias lombares 33. Seio coronário 41. Veia porta 39. Veia interventricular posterior 44. Veia poplítea 27.23. Veia safena acessoria 55. Veia sacral mediana 31. Seio sigmóideo 47. Veia ilíaca externa 29. Veia esplenica 38. Veia circunflexa superficial do ílio 53. Veia jugular anterior 46. Veia profunda da coxa 48. Veias cardíacas anteriores 49. Veia cava inferior 32.

105 .

Coletores Linfáticos: são os condutos de maior calibre formados pela reunião de troncos e vasos linfáticos e através deles a linfa é lançada nas grandes veias do pescoço. plasmócitos e macrófagos d. maturação ou transformação de linfócitos.conjunto de condutos de diferentes calibres.Defesa do organismo através de linfócitos. Continente: São os condutores encarregados de recolher a linfa a partir dos espaços intercelulares nos tecidos e transportar e lançá-la nas grandes veias do pescoço. b. Rede capilar de origem: é o entrecruzamento de capilares que estão anastomosados e imersos no espaço intersticial. No organismo humano existem 2 coletores linfáticos: o ducto torácico e o ducto linfático direito. Nader Wafae Conceito É o conjunto de estruturas responsáveis pela formação e pelo transporte da linfa e pela defesa do nosso organismo mediante mecanismos imunológicos.Continente . Pecquet 1651 (cisterna do quilo). Malpighi 1661 (capilares). Ducto torácico: Formação: na cisterna do quilo.SISTEMA LINFÁTICO Prof. Componentes: Capilar linfático: podem ser abertos na extremidade intersticial com fibras elásticas regulando a entrada da linfa ou fechados “em dedo de luva”. Podem ser aferentes quando penetram em um linfonodo o que fazem por sua curvatura maior (convexidade) ou eferentes quando saem de um linfonodo que é feito pela curvatura menos (concavidade). c. média e adventícia).Limpeza do interstício celular. possuem as três camadas (íntima.Absorção e transporte de moléculas grandes de proteínas e gorduras.líquido chamado linfa a.estruturas anexas ou interpostas ao continente.Órgãos linfáticos . Troncos Linfáticos: condutos de calibre maior. b.Conteúdo .Produção. Vasos Linfáticos: paredes mais finas do que as veias. Funções: a. Pré coletor: pequenos condutores interpostos entre a rede capilar de origem e os vasos linfáticos. que é uma dilatação linfática situada por diante e do lado direito da segunda vértebra lombar formada pela reunião dos troncos: lombares direito e esquerdo e intestinal. e.Drenagem do excesso de líquido do espaço intersticial. 106 . e numerosas válvulas. Histórico: Aselli 1622 (vasos linfáticos). Constituição: a. filtração e anticorpos. formados pela reunião de vasos linfáticos.

dispostos em grupos de número variável porém de localização e distribuição constante pelo corpo. é irrigado pela artéria esplênica e drenado pela veia esplênica. rim e pâncreas) e diafragmática (convexa.Trajeto: diante da coluna vertebral. atravessa o diafragma através do hiato aórtico. A composição química da linfa é semelhante a do sangue. Conteúdo O líquido que circula no interior dos condutos linfáticos é a linfa que procede do líquido intersticial assimilado pelos capilares linfáticos. colo. Drenagem: lado direito do tórax. são os linfonodos ou estão anexos como o baço. Ducto Linfático Direito: Formação: na base do lado direito do pescoço. É de cor levemente amarelada ou transparente. Está constituído por dois lobos (direito e esquerdo). o timo. cabeça e membro superior esquerdo. pela reunião dos troncos subclávio. 107 . o esôfago e a aorta. Terminação: como arco do ducto torácico desemboca na junção das veias: subclávia e jugular interna do lado esquerdo. no nível da 5a vértebra torácica. cruza a linha mediana e se coloca no lado esquerdo da coluna vertebral lateralmente ao esôfago. jugular e torácico do lado direito. faz exceção a linfa intestinal que é branca e leitosa pelo alto teor em gorduras e se chama quilo. Drenagem: os dois lados do corpo situados abaixo do diafragma. posteriormente às inserções inferiores do músculo esternocleidomastóideo. dilata-se e forma o arco do ducto torácico. Tributários: os troncos provenientes do tórax apresentam comportamento variável em relação ao ducto torácico. pescoço. apresenta 2 faces: visceral (côncava. pela quantidade insignificante de hemácias e pelo número maior de linfócitos. em seguida passa por trás da artéria subclávia e da veia braquiocefálica esquerdas e já no lado esquerdo do pescoço recebe os troncos jugular e subclávio. relaciona-se com o estômago. interpostos entre os vasos linfáticos. Muito desenvolvido no recém nascido diminui de crescimento com a idade reduzindo-se a uma pequena quantidade vestigial a partir da puberdade. de início no lado direito. Trajeto: é muito curto (1 a 2 cm) Terminação: junção das veias subclávia e jugular interna do lado direito. mas os elementos celulares são diferentes. mais os lados esquerdos do tórax. em relação com o diafragma). pescoço. Timo: É órgão linfático situado no mediastino superior por diante da traquéia e acima do coração. Baço: Está situado embaixo da cúpula esquerda do diafragma (hipocôndrio esquerdo). Linfonodos: São estruturas pequenas com a forma e o tamanho de feijão. Órgãos linfáticos: Completando o sistema linfático temos estruturas macroscópicas que se intercalam entre os vasos linfáticos. coloca-se entre a veia ázigo. cabeça e membro superior direito. as tonsilas e a medula óssea.

Nader Wafae Cabeça: Occipital .veia jugular interna Membro Superior: Superficiais: Supra-troclear .embaixo da porção lateral da mandíbula Submentual .entre os ventres anteriores do músculo digástrico.sulco deltopeitoral.artéria torácica interna Intercostais . Cervical Superficial . tubárias.soalho da boca Retrofaríngeo . veia cefálica Profundos: Axilares Lateral: veia axilar Anterior: borda lateral do m.ao lado da coluna vertebral Frênicos Anteriores .epicôndilo medial do úmero Deltopeitoral . Agrupamentos linfonodulares Prof. peitoral menor Posterior: artéria subescapular Intermédio: centro da axila Medial: sob a clavícula Tórax: Parietais: Paraesternais . palatinas e lingual formando o anel linfático da faringe (de Waldeyer).profundamente ao ramo da mandíbula Linguais .trago Parotídeo . esternocleidomastóideo na mastóide Auricular .veia jugular externa Cervical Anterior . vasos faciais Mandibulares.Médios e Posteriores Viscerais: 108 .atrás da parte nasal da faringe Pescoço: Submandibular .mm bucinador e masseter.jugular anterior e traquéia Cervical Profundo .Além das funções próprias do sistema linfático é também órgão hemocaterético (destruição de hemácias que completaram seus ciclos). Tonsilas: Situadas principalmente no início dos sistemas respiratório e digestivo (onde serão estudadas) encontramos as tonsilas: faríngea. Dr.interior da parótida Faciais .inserção do m.inserção do m. trapézio Mastóideo . Apêndice vermiforme: O apêndice vermiforme do sistema digestório possui estruturas semelhantes aos linfonodos apenas se diferenciam por não possuir cápsula e são denominados nódulos linfáticos agregados.

Timo 109 .mediastino superior. paravaginais Membro Inferior Tibiais Anterior e posterior .Superficiais .esôfago e aorta descendente Abdome: Parietais: Aórticos: Laterais. Profundos . Vaso linfático 8. Tonsila palatina 10. esquerdos Epigástricos .externos. Pré e Retroaórticos Lombares: direitos.Fossa poplítea Inguinais . Ducto linfático direito 6. Tonsila faríngea 9. Ducto torácico 4.vasos tibiais anterior e posterior Poplíteo .vasos epigástricos inferiores Viscerais: Gástricos: curvaturas maior e menor Hepáticos: hilo do fígado Esplênicos: artéria esplênica Mesentéricos superiores Mesentéricos inferiores Pancreáticos Pancreaticoduodenais Pilóricos Pelve: Parietais: Ilíacos . Arco do ducto torácico 5.Tonsila lingual 11.vasos femorais Roteiro Prático: Sistema Linfático 1.Traqueobronquiais traqueais .ligamento inguinal. internos e comuns Sacrais Viscerais: Pararretais Vesicais parauterinos. Cisterna do quilo 2.broncopulmonar e pulmonares Braquiocefálicos . veias braquiocefálicas Justaesofágicos .bronquiais . Linfonodo 7.Baço 12. Tronco lombar 3.

Dr. sua terminação é variável: é considerada curta quando termina na face esquerda ou antes da cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. ramos atriais entre os quais a artéria do nó 110 . Quando a coronária esquerda é a dominante. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem na região do cone arterial. De início coloca-se superficialmente no sulco coronário para terminar. A artéria coronária direita apresenta ramos ventriculares anteriores para a parede anterior do ventrículo direito. Seu comprimento varia de 2 a 40 mm. após curto trajeto. ramos ventriculares posteriores para a parede posterior dos ventrículos. excepcionalmente seus ramos terminais podem se originar separadamente no mesmo seio. Artéria coronária direita A artéria coronária direita origina-se no seio da aorta direito. marginal esquerda e em 10% dos casos termina como artéria interventricular posterior. a artéria coronária direita pode terminar na margem direita. Logo após sua origem ocupa o lado direito do sulco coronário. Nos demais casos com 3 e 4 ramos temos as artérias diagonais. contorna a margem direita e continua na parte posterior do sulco podendo terminar aí. entre este e a face esquerda ou em plena face esquerda do coração. a artéria marginal direita. do ápice. ou no terço final do sulco interventricular posterior. Artéria coronária esquerda A artéria coronária esquerda origina-se no seio da aorta esquerdo. As anastomoses com ramos da artéria coronária direita ocorrem no nível do ápice. continuar até a cruz do coração. Seus ramos terminais são: interventricular anterior e circunflexa. Desta forma. do septo e em alguns outros pontos da parede anterior. no cruzamento. o ramo para o cone arterial. dividindo-se em dois ramos. descer pelo sulco interventricular posterior ou continuar pelo lado esquerdo do sulco coronário. ou em sua parte posterior. e da parede posterior e com a artéria interventricular anterior na parede anterior. podendo terminar em sua parte anterior. ramos septais. coronário e interventricular posterior) é longa quando ultrapassa a cruz do coração (10%). três ramos ou quatro ramos. Artéria interventricular anterior (descendente anterior) É um dos ramos terminais da artéria coronária esquerda. contorna lateralmente o tronco pulmonar para se colocar no sulco interventricular anterior que percorrerá até o ápice. é única. Nader Wafae As artérias do coração procedem das artérias coronárias que mais freqüentemente são duas: artéria coronária direita e artéria coronária esquerda. entre a margem direita e o cruzamento dos septos. geralmente é uma só mas pode ser dupla. Há relatos excepcionais na literatura de uma e até quatro coronárias As artérias coronárias se originam no início da parte ascendente da aorta em regiões chamadas seios da aorta situados entre as paredes da artéria e as partes livres das válvulas semilunares. Artéria circunflexa É o outro ramo terminal constante da artéria coronária esquerda. Seus ramos laterais distribuem-se pelas paredes dos ventrículos e os ramos septais penetram no septo. após sua origem coloca-se no lado esquerdo do sulco coronário posteriormente à aurícula esquerda. Seus ramos são atriais e ventriculares.ARTÉRIAS DO CORAÇÃO Prof.

A veia interventricular anterior (cardíaca magna) que começa em torno do ápice do coração coloca-se no sulco interventricular anterior juntamente com a artéria interventricular anterior. em geral insuficiente. na parede anterior. pelo centro da face esquerda. situada na margem direita pode comportar-se como cardíaca anterior e desembocar diretamente no átrio ou percorrer o sulco coronário e terminar no seio coronário. veia interventricular posterior (cardíaca média) no sulco interventricular posterior desemboca no seio coronário próximo ao seu término. emite ramos ventriculares posteriores e ramos septais. entra no sulco coronário. a coronária esquerda através de seu ramo circunflexo é a dominante em 10% e nos restantes 10% a 20% há equilíbrio e dizemos que é do tipo balanceada. em geral. veia oblíqua do átrio esquerdo. VEIAS DO CORAÇÃO A drenagem venosa do coração é efetuada de três formas: Através do seio coronário: A maior veia do coração localiza-se na parte posterior e esquerda do sulco coronário. Através das veias cardíacas anteriores: São pequenas veias no lado direito da face esternocostal em número de 3 a 4 que oriundas da parede anterior do ventrículo direito desembocam diretamente no átrio direito. onde se observa a presença da válvula do seio coronário. Artéria dominante A identificação da artéria dominante no coração tem importante aplicação clínica. vestígio da veia cardinal esquerda. na parede posterior do ventrículo esquerdo entre as veias marginal e interventricular posterior (cardíaca média). Assim a coronária direita é a dominante em 70 a 80% dos corações. 111 . caminha junto à artéria circunflexa até se unir à veia marginal esquerda que ascende. seu início é apontado de diversas maneiras pelos autores. As anastomoses com a artéria interventricular anterior ou com as marginais ocorrem no ápice. Há autores que colocam o início do seio coronário quando a veia cardíaca magna entra no sulco coronário. Terminação: o seio coronário desemboca no átrio direito próximo à desembocadura da v. Artéria interventricular posterior (descendente posterior) A artéria interventricular posterior. com ramos da artéria circunflexa.sinoatrial (58%) e ramo para o nó atrioventricular (86%). na metade inferior desse sulco ou no ápice. pode terminar na metade superior do sulco interventricular posterior. coronário e interventricular posterior) e constitui o ramo interventricular posterior. cava inferior e da cúspide septal da valva atrioventricular direita. e no ápice. As anastomoses com ramos da artéria interventricular anterior ocorrem no cone arterial. é ramo terminal da artéria coronária direita em 90% dos casos. a cardíaca parva ou pequena do coração. no ápice. na parede posterior e face esquerda e entre as marginais. Tributárias: veia posterior do ventrículo esquerdo. a mais natural é a que indica como origem o encontro das veias interventricular anterior (cardíaca magna) e marginal esquerda. Aceita-se como artéria dominante entre as coronárias direita e esquerda àquela que ultrapassa a cruz do coração (cruzamento dos sulcos interatrial. Uma destas veias.

Willis (1644) relaciona o funcionamento do coração com as demais vísceras dependentes do sistema nervoso autônomo. interventricular anterior 3. cardíaca média (interventricular posterior) 14. por algum tempo. ambas concordavam em que a sístole seria o movimento ativo. mesmo depois de retirado do corpo e portanto com suas conexões com o sistema nervoso cortadas. v. a. Pertencem a esta fase as teorias: fogo vestal de Hipócrates. é provavelmente o primeiro a falar em teoria neurogênica. a força vital de Galeno e a reação química exotérmica de Silvius. marginal esquerda 5. marginal direita 8. Dr. posterior do ventrículo esquerdo 13. Assim. v. a. cardíaca parva 16. cardíaca mínima COMPLEXO ESTIMULANTE DO CORAÇÃO Prof.Através das veias cardíacas mínimas: São veias diminutas formadas nas paredes internas das 4 câmaras cardíacas e que desembocam na cavidade em cuja parede se encontram.a. v. demonstrando que o coração mantinha seus batimentos. tivemos uma fase inicial na qual se considerava o aquecimento do coração como a origem e a dilatação cardíaca (diástole) como o movimento ativo. a. coronária esquerda 2-a. v. coronária direita 6. do cone arterial 7. do nó sinoatrial 10. seio coronário 15. a. marginal esquerda 12. 112 . interventricular posterior 9. v. a. O interesse em esclarecer a causa dos batimentos cardíacos motivou os pesquisadores desde a antigüidade. Nader Wafae É o conjunto de estruturas responsáveis pela origem e pela condução do estímulo necessário para a contração do músculo cardíaco. v. circunflexa 4. A segunda fase é científica e se caracteriza pelas controvérsias entre os que defendiam a teoria neurogênica pela qual a origem e a condução do estímulo seriam determinados pelo sistema nervoso e os adeptos da teoria miogênica que atribuía essas funções ao próprio músculo cardíaco. deu margem a que surgissem os defensores da teoria miogênica entre os quais Von Haller (1754) para o qual a distensão da fibra muscular devido ao enchimento da câmara cardíaca pelo sangue provocaria sua contração. calor natural de Aristóteles pela presença da alma no coração. São melhor visíveis no átrio esquerdo pela paredes lisas que apresenta . a. cardíaca magna (interventricular anterior) 11. Diante das experiências em animais. Roteiro Prático sobre vascularização do coração 1-a.

margem superior da aurícula direita e pelo sulco terminal (crista terminal) sob o pericárdio. Descoberta a conexão e o tipo de célula muscular encontrada seguiu-se a identificação das demais estruturas do complexo estimulante. o nó sinoatrial. A rede subendocárdica dispersa pelas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos já era conhecida desde Purkinge. mas em 1963. a origem dos estímulos.8-5mm) espessura (11. todos os eventos elétricos mostrados pelo eletrocardiograma estavam explicados anatomicamente. pacemaker. oval. . que em 1890. Nó sinoatrial (marcapasso. Restava demonstrar como o estímulo originado no nó sinoatrial chegaria ao nó atrioventricular. ferradura) Tamanho: comprimento (10-30mm) largura (1. Forma: variável (fusiforme. o conceituado pesquisador James revelou ter encontrado. O mesmo His Jr. Mahain já havia esclarecido em 1932 que a parte inicial do septo interventricular muscular era estimulado diretamente pelo feixe atrioventricular por fibras que levam o seu nome.A grande dificuldade para aceitar a teoria miogênica consistia em como explicar a seqüência de estimulação que passava dos átrios para os ventrículos. pois se sabia que as musculaturas dos átrios e dos ventrículos eram independentes e as estruturas do esqueleto fibroso interpostas entre átrios e ventrículos não tinham capacidade para condução de estímulos. mediante dissecação e cortes histológicos seriados. em 1893 descobre. três feixes do complexo estimulante ligando o nó sinoatrial ao nó atrioventricular e os denominou de feixes internodais. Local: junção ântero-lateral da veia cava superior com o átrio direito no ponto de encontro de três linhas que passam pela margem lateral da veia cava superior. Desta forma. finalmente. Mas o decisivo avanço contra a teoria neurogênica foi dado por His Jr. através de seus estudos embriológicos demonstrou que o coração já apresenta movimentos antes que qualquer fibra nervosa fosse encontrada no coração. Lewis (1910) sugere que a condução atrioventricular se daria por propagação radial. Keith & Flack (1907) estudando a região junto à desembocadura da veia cava superior no átrio direito conhecida por ultimus moriens por ser o último local do coração a parar de contrair descobrem o marcapasso do coração.5mm) Cor: branco amarelado. Tawara (1906) descreve o nó atrioventricular na extremidade superior do feixe atrioventricular e os ramos direito e esquerdo na extremidade inferior. nó de Keith & Flack). a ligação entre as musculaturas do átrio e do ventrículo ao identificar o feixe atrioventricular de origem muscular que atravessava o trígono fibroso direito e unia as musculaturas. Irrigação: artéria do nó sinoatrial ramo da artéria coronária D (58%) ou da artéria coronária esquerda ou de seu ramo circunflexo (42%). Condução interatrial e internodal Embora ainda haja controvérsias de como se realizaria essa propagação nos átrios o que mais se aceita é que seja feita através de feixes especiais de 113 . passando do nó sinoatrial para as células comuns dos átrios até alcançar o nó atrioventricular quando então retomava o trajeto do sistema condutor especializado.

Feixe internodal médio: origina-se no nó sinoatrial passa por trás da desembocadura da veia cava superior. Fascículo Atrioventricular (feixe atrioventricular. posterior e septais Ramo esquerdo do fascículo atrioventricular: Local: Lado esquerdo do septo interventricular muscular. às vezes. Feixe internodal posterior: origina-se no nó sinoatrial. cruza o seio entre as veias cavas e alcança o septo interatrial no qual se situa logo adiante da fossa oval seguindo até encontrar o nó atrioventricular. Forma: cordão Tamanho: comprimento 5-20 mm largura 2. continua pela parede superior do átrio direito até encontrar o septo interatrial. Vias acessórias como bases morfológicas da pré-excitação ventricular. Irrigação: artéria coronária direita (90%). um se dirige ao átrio esquerdo e o outro segue pela parte mais anterior do septo interatrial até encontrar o nó atrioventricular. Forma: ovóide Tamanho: comprimento 5 mm.5 mm. 114 . pelo óstio da veia cava inferior e pela inserção da cúspide septal da valva AV direita no anel fibroso. possivelmente septais e aórtico Ramos subendocárdicos (rede subendocárdica. Nó Atrioventricular (nó de Aschoff & Tawara. médio e posterior Feixe internodal anterior: origina-se no nó sinoatrial passa por diante da desembocadura da veia cava superior. torna-se visível acompanhando a trabécula septomarginal.tecido condutor contínuos ou descontínuos. na maioria das vezes. Forma: fita achatada Divisões: anterior e posterior. espessura 1 mm. Forma: cordão arredondado Divisões: ramos anterior. Local: parte inferior do lado direito do septo interatrial no centro de um triângulo formado pelo óstio do seio coronário. é possível encontrá-los também isolados formando falsas cordas tendíneas. quando se divide em dois feixes. / Kent) Local: parte inferior e anterior do lado direito do septo interatrial. atravessa o trígono fibroso direito e em seguida ocupa a parte inferior e direita do septo interventricular membranáceo. é subendocárdico em toda sua extensão o que o torna visível. largura 3 mm. Local: incluídos nas trabéculas cárneas de ambos os ventrículos.5 mm espessura 1. passando depois entre o óstio do seio coronário e o óstio da veia cava inferior até alcançar o nó atrioventricular. em sua porção alta é intramuscular tornando-se subendocárdico a partir do terço médio do septo quando. Divisões: ramos direito e esquerdo. rede de Purkinge). feixe de His Jr. Condução Ventricular Ramo direito do fascículo atrioventricular: Local: Lado direito do septo interventricular muscular. São 3 feixes internodais: anterior. penetra na crista terminal que segue até o fim. nó AV).

nó atrioventricular 3. 2.VIS A TERGO: Força que vem de trás. fascículo atrioventricular 4. Nas vênulas. No entanto. b) a elasticidade da aorta e das artérias de maior calibre que distendidas durante a sístole voltam ao seu calibre durante a diástole mantendo a continuidade da corrente sangüínea também durante a diástole ventricular. Dr. Assim sendo.VÁLVULAS: São expansões da camada interna das veias em direção à luz do vaso. apresentam forma semilunar e cada uma de suas unidades podem ser chamadas de cúspides. Estabelece-se assim um diferencial decrescente na circulação do sangue pois nas veias cavas a pressão do sangue é de 1 mm de Hg ou mesmo zero. início do lado venoso a pressão encontra-se em torno de 12 mm. c) a musculatura das artérias menores estimuladas pela inervação autônoma. o vestígio da pressão que tendo impulsionado o sangue no lado arterial ainda sobrou para dar o impulso inicial ao sangue no lado venoso. Nader Wafae A circulação do sangue no lado arterial é facilitada por vários fatores: a) a força da contração do ventrículo. nó sinoatrial 2. mas também orientam a corrente sanguínea porque há veias cuja circulação é favorecida pela gravidade mas possuem válvulas. no lado venoso o sangue encontra dificuldades para retornar ao coração principalmente por ter que circular em sentido contrário ao da gravidade na maior parte das veias. ramo direito do fascículo 5. Podem ser ostiais quando situadas na desembocadura de uma veia menor em outra maior ou parietais ao longo da parede veia. Quanto mais sofrem a 115 . ramo esquerdo do fascículo FATORES BIODINÂMICOS DA CIRCULAÇÃO VENOSA Prof. existem diversos fatores que auxiliam o retorno venoso que isoladamente podem parecer de pequena grandeza e por isso devem ser considerados no local e no momento em que atuam colaborando no conjunto para a progressão do sangue.Possíveis desvios da propagação do estímulo no nível da junção atrioventricular contornando o nó atrioventricular e assim evitando sua ação provocando a aceleração dos batimentos (taquicardia) podem ser devidas a: aconexões atrioventriculares acessórias bconexões entre o nó sinoatrial e o fascículo atrioventricular . 1. e para 32 mm de Hg nas arteríolas. As válvulas impedem o refluxo do sangue porque ao se encherem de sangue encostam na outra cúspide ou na parede do vaso e impedem o refluxo. É o resquício. Roteiro prático de complexo estimulante do coração 1. passa para 120 mm de Hg nas artérias menores. A pressão arterial no arco da aorta que está em torno de 180 mm de Hg. Este valor é o vis a tergo. cby-pass entre o feixe internodal e o fascículo atrioventricular. que empurra. d) além da gravidade que favorece a maior parte das artérias.

É representado por dois fatores: 1. quando estes músculos contraem comprimem as veias impulsionando o sangue no sentido das válvulas. o sangue nas arteríolas que se encontra sob pressão de 32 mm de Hg passa para as vênulas onde a pressão é muito menor e portanto recebe um impulso maior. bate na parede da veia que por ser fina cede e se transmite portanto ao sangue do seu interior movimentando-o já que a bainha é muito pouco distensível e este movimento do sangue só pode ocorrer no sentido permitido pelas válvulas. envolvida por músculos principalmente dos membros.resistência da gravidade maior é o número de válvulas que apresentam. As veias abdominais de grande calibre e as próximas do coração não apresentam válvulas. 8. 3.a pressão negativa intratorácica durante a inspiração se transmite às paredes das veias atuando como uma força de sucção aspirando o sangue.ANASTOMOSES ARTERÍOLO-VENULARES Há partes no corpo. em que arteríolas se comunicam diretamente com vênulas antes da rede capilar através de anastomoses que desviam a corrente sanguínea chamadas metarteríolas.CONTRAÇÃO MUSCULAR: Parte das veias encontra-se situada profundamente. 7. que suga o sangue para os átrios. 5. 2.Durante a sístole ventricular o plano que passa pelas valvas atrioventriculares desloca-se em direção à ponta do coração distendendo os átrios que são fixos pelas veias cavas e pulmonares.VIA A FRONTE: Força que vem da frente. As artérias de menor calibre são acompanhadas de duas veias que se colocam aos lados da artéria e as de maior calibre em geral são acompanhadas por uma artéria. auxilia a circulação do sangue nas veias acima do coração. as veias apresentam uma adaptação na qual a musculatura lisa da túnica média que. De maneira que. 4. mas o que é importante é que os vasos são envolvidos por uma bainha comum de tecido conjuntivo que envolve artérias e veias em conjunto de modo que. em geral é discreta. apresenta-se aumentada às custas da transformação de tecido 116 .GRAVIDADE A gravidade que dificulta o retorno do sangue nas veias situadas abaixo do coração.MUSCULATURA LISA DA PAREDE DAS VEIAS Nos locais onde o demais fatores estão prejudicados. 6. principalmente na pele.VIS A LATERALIS (pulsação das artérias): Significa a força que vem dos lados. As veias abdominais também recebem esta ação muscular através dos movimentos peristálticos. Desta forma. Essa distensão dos átrios exerce uma força de sucção sobre as veias próximas do coração. quando a pulsação da artéria passa. Comparando-se a medida do diâmetro da perna de uma pessoa que permanece em pé durante determinado tempo e quando a mesma pessoa anda no mesmo tempo observaremos que o diâmetro diminui quando anda porque o movimento determinado pelas contrações musculares restringe a estase no líquido intersticial que aumenta o diâmetro. Quando as válvulas tornam-se insuficientes podem desencadear a estase do sangue e até mesmo as varizes.

Distúrbios sinusais estão localizados nó sinoatrial e podem ser: bradicardia sinusal. Nas bradiarritmias a freqüência é inferior à normal (menos de 60 batimentos por minuto). 10. vis a fronte. Biodinâmica da circulação linfática: A linfa. da mesma forma que o sangue nas veias. É o que ocorre com o segmento da veia femoral situado no trígono femoral não envolvido por músculos. etc.CORAÇÃO VENOSO DO PÉ As veias da planta do pé são comprimidas quando pisamos durante a caminhada e o sangue dessas veias sobe para as veias da perna. Podem ser bradiarritimias ou taquiarritmias. Doenças do sistema circulatório Arritmias. pulsação arterial. As alterações de condução entre o átrio e o ventrículo podem localizar-se no nó atrioventricular. no fascículo atrioventricular (feixe de His) ou nos ramos 117 .FÁSCIA MUSCULAR A fáscia muscular que envolve os músculos é pouco distensível e assim funciona como uma meia compressiva que limita a estase de sangue nas veias ou o acúmulo de líquido no espaço intersticial. 9. enfrenta dificuldades para circular diante do obstáculo oferecido pela gravidade. contrações dos músculos extrínsecos. O segmento compreendido entre dois conjuntos de válvulas subsequentes constitui o linfônio que é a unidade de movimento da circulação linfática. Esta seqüência de esvaziamento e de enchimento assemelha-se as fases do ciclo cardíaco de sístole e diástole e por isso foi chamado de coração venoso do pé descrito inicialmente por Lejars. vários fatores biodinâmicos que auxiliam o retorno venoso também o fazem para os linfáticos: vis a tergo. A bradicardia sinusal pode ser observada em indivíduos atletas. os bloqueios sino-atriais e parasinusais. pois a musculatura lisa desse segmento impulsiona a linfa para o segmento seguinte que não reflui pela presença das válvulas que o limitam. quando levantamos o pé para dar o próximo passo essas veias se enchem de sangue que será deslocado na próxima pisada e assim sucessivamente. Assim sendo. São os distúrbios de formação ou de condução do estímulo produzindo alterações no ritmo e na freqüência cardíaca.mesenquimal compensando a falta de outros fatores. os fatores que mais auxiliam a circulação linfática são a substancial musculatura lisa de suas paredes e as numerosas válvulas. o líquido não podendo acumular no interstício porque a fáscia não cede é obrigado a entrar nos capilares e circular no interior das veias. No entanto. Desta forma.

As causas dependem de alterações na formação ou na condução do impulso. ventrículo único. tela subcutânea e sistema nervoso central. tetralogia de Fallot (comunicação interventricular. como paroxística (aparece e desaparece repentinamente) gerada nos átrios ou no nó atrioventricular. febre. Nas taquiarritmias a freqüência é superior a 100 batimentos por minuto. trata-se de uma síndrome de préexcitação Taquicardia ventricular é a que se inicia no ventrículo. O paciente costuma apresentar palpitações irregulares e rápidas. alterações cromossômicas. exercício. Fibrilação atrial é arritmia na qual a atividade atrial está desorganizada. acavalamento da aorta sobre o septo com defeito e hipertrofia do ventrículo direito). Doença reumática Doença inflamatória de caráter auto-imune secundária à infecção faríngea por estreptococo beta hemolítico do grupo A de Lancefield para o qual forma anticorpos. as contrações são incompletas e de alta freqüência. Quadro clínico: atinge com maior freqüência a valva mitral e em seguida a valva da aorta levando à insuficiência valvar com aparecimento dos sopros 118 . Na taquicardia atrial ou supraventricular a freqüência está acima de 130. transposição dos grandes vasos. A fibrilação ventricular é uma arritmia extremamente grave. obstrução do fluxo na saída do ventrículo direito. Taquicardia por via acessória (Wolff-Parkinson-White) ocorre quando a condução entre os átrios e os ventrículos realiza-se mediante uma via acessória (contornando o nó atrioventricular). Pode verificar-se em situações de estresse. alcoolismo. rubéola materna. doenças maternas. tonturas. o paciente pode apresentar palpitações. Na taquicardia sinusal a freqüência está alta mas o comando continua com o nó sinoatrial. Podem ser cianóticas e acianóticas. apresenta-se. etc. são classificados em três graus de acordo com a gravidade. coartação da aorta. comunicação interventricular. persistência do canal arterial. sensação de aceleração cardíaca. em geral. que produz desorganização da atividade ventricular e morte. que se transmite ao ventrículo de forma irregular. A transmissão de uma freqüência atrial elevada ao ventrículo pode gerar sintomas de insuficiência cardíaca ou hipotensão arterial. teratógenos (talidomida). É uma arritmia grave que pode gerar problemas hemodinâmicos e morte.subendocárdicos (rede de Purkinje). estenose pulmonar. ansiedade. Os fatores causais podem ser genéticos e ambientais: hereditariedade. etc. idade materna. hipotensão. No quadro clínico das taquicardias. Além do coração atinge articulações. Há o risco de formação de trombos e embolias. Comunicação interatrial. estenose aórtica. Os bloqueios atrioventriculares. A incidência é 6 casos para mil nascidos vivos. Cardiopatia congênita Resulta de alterações do desenvolvimento intra-uterino do sistema circulatório. altitude. hipotensão arterial e perda de consciência e pode ir até a insuficiência cardíaca.

acidente vascular encefálico. insuficiência aórtica.) ou ações de medicamentos (ciclosporinas. Hipertensão arterial Considera-se hipertenso o paciente que apresenta pressão sistólica acima de 140 mm/hg ou pressão diastólica acima de 90 mm/hg. com sensação de morte iminente. Insuficiência cardíaca e aumento da área cardíaca na radiografia aparecem posteriormente. Edema agudo do pulmão Forma grave e aguda de insuficiência cardíaca caracterizada pelo acúmulo anormal de líquidos no parênquima pulmonar. etc. antidepressivos. espasmo coronário e dissecação espontânea de uma artéria coronária são causas menos frequentes. tabagismo. alterações graves dos vasos da retina que podem se tornar irreversíveis. sudorese. 119 . comprometendo os alvéolos e consequentemente o intercambio gasoso com hipoxemia. corticóides. etc. náuseas e vômitos. estresse. A hipertensão é um importante fator de risco para a aterosclerose. insuficiência cardíaca. Quadro clínico: paciente agitado ansioso membros pendentes. As complicações mais graves são: arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular). É a mais grave das manifestações das síndromes coronárias agudas. etc. total e prolongada. obesidade. É emergência e pode ser mortal se não tratada com rapidez.característicos. No quadro clínico o paciente apresenta dor torácica tipo angina de peito e sintomas neurovegetativos como: sudorese fria. No sistema nervoso pode provocar cefaléia. No rim observa-se arteriosclerose das arteríolas aferentes e eferentes e do glomérulo com alterações da filtração glomerular e insuficiência renal. No bulbo do olho. Embolia coronária. Na maioria dos casos a causa é desconhecida (hipertensão essencial primária). sedentarismo. etc.). síndrome de Cushing. Em certos casos a hipertensão é secundária as enfermidades renais. encefalopatia hipertensiva. transtornos tireóideos) e cardiovasculares (coartação da aorta. antiinflamatórios. embora se reconheça a influencia de fatores hereditários e ambientais como dietas ricas sal e ácidos graxos polissaturados. insuficiência respiratória grave. Insuficiência cardíaca É uma síndrome caracterizada pela incapacidade do coração em propiciar suprimento sanguíneo adequado para manter as necessidades metabólicas do organismo. de uma ou varias artérias coronárias. distúrbios endócrinos (excessiva produção de mineralocorticóides. A trombose coronária que se segue à ruptura de uma placa ateroesclerótica é a causa mais freqüente. determinando a necrose (morte celular) do músculo cardíaco dependente dessas artérias. ruptura cardíaca. Pode apresentar tosse com expectoração espumosa e rosada. elevado consumo de álcool. Infarto agudo do miocárdio É a oclusão aguda.

As causas mais freqüentes são: síndrome coronária aguda. Miocardiopatia Doença primária do músculo cardíaco (miocárdio). com alteração da função diastólica (relaxamento). Pode ser de vários tipos: A miocardiopatia dilatada apresenta dilatação das cavidades ventriculares e alteração da função sistólica (ejeção). Também pode ser secundária ao infarto agudo do miocárdio. processos auto-imunes. Pericardite É a inflamação do pericárdio. Geralmente. secundária a um infarto do miocárdio ou ruptura valvar ou na forma crônica. definida como uma forma de morte natural. 120 . dor no lado direito do abdome (estase no fígado). bactérias. Os sintomas são devidos à incapacidade do coração em dinamizar a circulação dos líquidos e a diminuição da irrigação sangüínea para o resto do organismo. edema de membros inferiores. radiações ou fármacos. de causa cardiovascular. Na miocardiopatia hipertrófica há aumento da rigidez secundária à hipertrofia ventricular. Quadro clínico: dispnéia (falta de ar) progressiva pelo acúmulo de líquidos no pulmão. dispnéia noturna acompanhada de tosse (asma cardíaca). observam-se sinais e sintomas de insuficiência cardíaca. impedindo seu correto enchimento na diástole. metástases. miocardiopatias. A causa mais freqüente é a infecção viral. se produz em conseqüência de arritmias ventriculares (taquicardia ou fibrilação ventricular) desencadeadas por cardiopatias isquêmicas. insuficiência renal. formação de tecido de granulação e calcificação do pericárdio. que comprime ambos os ventrículos. Miocardite Doença inflamatória do miocárdio. traumatismos. etc. Morte súbita cardíaca Geralmente. inesperada no tempo e na forma de sua apresentação. A miocardite viral pode apresentar-se como uma miopericardite com predomínio dos sintomas de inflamação do pericárdio ou como miocardite isolada com sintomas de insuficiência cardíaca e arritmias. A tuberculose é uma das principais causas de pericardite constritiva resulta da fibrose. precedida de perda súbita de consciência. Geralmente. Pode ser idiopática ou causada por organismos infecciosos (vírus. fungos ou parasitas). que caracteristicamente aumenta com a inspiração profunda. embora possa também ser causada por reações de hipersensibilidade. Pode apresentar-se em forma aguda. hipertensão arterial. O principal sintoma é a dor retroesternal. fibrose e hipertrofia do miocárdio ventricular. valvopatias cardíacas. Na miocardiopatia chagásica é comum o bloqueio de ramo direito e os sintomas de insuficiência ventricular direito. Na miocardiopatia restritiva observa-se infiltração. que se transforma em uma espécie de couraça rígida. a tosse e o exercício e diminui ao inclinar a paciente para frente.

epigástrio ou no dorso que aumenta com os esforços e desaparece com repouso. as causas se relacionam com alterações em nível valvar: congênita (valva bicúspide). Síndrome coronária aguda É a redução crítica do fluxo sanguíneo e portanto de oxigênio ao músculo cardíaco. insuficiência cardíaca e arritmias. embolia ou aumento da demanda por hipertrofia do miocárdio. embolias. linfomas. Angina de peito é a dor em opressão retrosternal da síndrome coronária aguda. 121 . pode propagar-se para o pescoço. abaixo e acima da valva. Os sintomas mais importantes são: angina de peito. Outras causas podem ser: espasmo arterial.Pode haver febre e dispnéia. outros muito raros são o rabdomioma e o angiosarcoma. Estenose valvar aórtica Diminuição da vazão ventricular esquerda por estreitamento na área da valva aórtica. até lesão severa e irreversível da parede ventricular (infarto agudo do miocárdio). A localização mais freqüente é na valva atrioventricular esquerda (mitral). nos estreitamentos congênitos. O mais freqüente é o mixoma proveniente do endocárdio do átrio esquerdo e não é metastático. tamponamento cardíaco. geralmente valvar. etc. degenerativa ou calcificada. Embora possa ser causada por qualquer germe. Em qualquer dessas eventualidades há hipertrofia compensadora do ventrículo esquerdo. síncope e dispnéia. Tumor cardíaco Os tumores primários do coração são raríssimos porque as células musculares permanentes não se multiplicam e assim não apresentam a característica para se desenvolverem tumores. e melanoma maligno. mas dependentes de drogas endovenosas verifica-se na valva atrioventricular direita (tricúspide). Os tumores secundários ou metastáticos podem ser assintomáticos ou produzir pericardite. ombro e braço esquerdo. Os mais encontrados são carcinomas brônquico. Habitualmente. A diminuição de fornecimento de oxigênio (isquemia) produz desde alterações mínimas da função ventricular. Podem apresentar ainda arritmias e bloqueios do complexo estimulante. sopro cardíaco e esplenomegalia. por microrganismos. A causa mais freqüente é a ruptura de uma placa aterosclerótica das artérias coronárias. nódulos de Osler nos dedos. que aparecem somente durante o esforço (angina crônica estável). manchas de Roth na retina. Pode ocorrer em três níveis: na própria valva por fusão de seus folhetos em processos de cicatrização defeituosa. Valvopatias Endocardite infecciosa É a Infecção do endocárdio. mamário. No quadro clínico temos febre. pericardite ou insuficiência cardíaca. reumática. o estreptococo é o mais freqüente.

palpitações. transcorre de forma assintomática. cardiopatias congênitas. sinais de congestão venosa e hipofluxo pulmonar. Insuficiência valvar aórtica É o fechamento incompleto da valva da aorta na diástole. À medida que se reduz a área mitral. no quadro clínico predominam os sinais de congestão venosa. dispnéia paroxística noturna. dispnéia e perda de consciência. se gera um gradiente de pressão diastólica entre o átrio e o ventrículo esquerdos produzindo um aumento de pressão no átrio esquerdo. Outras causas são: prolapso de valva mitral. com deslocamento de uma ou ambas as válvulas para o átrio na sístole. endocardites. Observa-se muito frequentemente na população geral. A insuficiência pulmonar pode ser congênita ou secundária à dilatação do ventrículo direito na hipertensão pulmonar. palpitações. Em conseqüência há refluxo do sangue para o átrio esquerdo. tosse. Este refluxo aumenta a pressão no ventrículo esquerdo dilatando-o. Em geral. Esse volume regressa ao ventrículo esquerdo na diástole seguinte produzindo uma sobrecarga de volume. Valvopatia pulmonar A estenose do tronco pulmonar em geral é congênita. Prolapso da valva mitral Ocorre por uma deficiente coaptação das válvulas da valva mitral. em diástole. Assintomática durante anos pode apresentar: dispnéia progressiva. A causa mais freqüente é a febre reumática. sinal de Quincke – pulsação nas extremidades. Em certos casos pode produzir dor torácica. 122 . assim ocorre refluxo do sangue da aorta para o ventrículo esquerdo. edema de membros inferiores. edema de membros inferiores e anorexia. que se transmite de forma retrograda para o território venoso e capilar pulmonar (hipertensão pulmonar). sobre tudo no sexo feminino. tanto no átrio como no ventrículo esquerdo.Estenose mitral É a diminuição da área da valva atrioventricular esquerda (mitral) aberta. Quadro clínico: assintomática por muito tempo quando se complica com a insuficiência ventricular esquerda aparece dispnéia e alguns sinais decorrentes da diferença entre as pressões sistólica e distólica (sinal de Musset – movimentação da cabeça. hemoptise. sinal de Durozies – sopro na artéria femoral) Insuficiência valvar mitral É o fechamento incompleto da valva atrioventricular esquerda (mitral). que se dilatam. fraqueza muscular. Em determinadas ocasiões pode gerar insuficiência mitral. A causa mais freqüente é a febre reumática. Há aumento de pressão e hipertrofia ventricular. e até edema agudo de pulmão e embolias de origem cardíaca. fadiga. O paciente apresenta dispnéia aos exercícios.

conseqüentemente diminui o aporte de oxigênio e nutrientes ao tecido irrigado. Aterosclerose Distúrbio das artérias caracterizado pelo endurecimento e espessamento de suas paredes. alteração da função hepática. O crescimento da placa vai diminuindo a luz das artéria. A insuficiência tricúspide pode ser funcional (secundária à dilatação do ventrículo direito) ou orgânica (seqüela de endocardite por febre reumática ou uso endovenoso de drogas). A aterosclerose da circulação coronária é a principal causa de cardiopatia isquêmica e infarto agudo do miocárdio. É um processo crônico inflamatório que afeta a maioria das artérias. hepática e edema nos membros inferiores. ascite e edemas nos membros inferiores. A deposição de colesterol. 123 . A placa pode se romper induzindo a formação de trombose. Dores nos membros inferiores ao se caminhar distâncias variáveis obrigando a parada é a manifestação da aterosclerose na circulação dos membros inferiores e denomina-se claudicação intermitente. São atingidas as três camadas da parede arterial e pode complicar-se com trombose e embolismo. Pode apresentar-se ao longo de toda a extensão da aorta. Há sobrecarga de volume nas cavidades direitas e assim predominam os sintomas de congestão venosa sistêmica. Linfedema Edema (inchaço) decorrente da obstrução de linfáticos. extirpação cirúrgica ou irradiação no tratamento de certas neoplasias (câncer de mama) ou infecções (filariose). A causa mais freqüente é a aterosclerose. O obstáculo ao esvaziamento do átrio direito sobrecarrega às veias cavas superior e inferior produzindo congestão jugular. associada à febre reumática. Ocorre com mais freqüência nos membros inferiores. Dissecação da aorta A ruptura da camada íntima da aorta propicia a entrada do sangue na camada média. macrófagos e a formação do processo inflamatório completam a placa aterosclerótica. em geral. cálcio. O comprometimento da artéria carótida interna pode provocar um acidente isquêmico transitório ou um acidente vascular encefálico (ave). Esta patologia é devida à degeneração da camada média e o descolamento da íntima. Com a ruptura da adventícia produz-se hemorragia maciça. Aneurisma da aorta Dilatação anormal (maior de 50%) da aorta.Valvopatia tricúspide A estenose é rara. No quadro clínico temos: hepatomegalia. esplenomegalia. embora a maioria localiza-se na parte abdominal da aorta próximo à bifurcação. separando a íntima da média e formando um canal de sangue dentro da parede da aorta. compressão das estruturas vizinhas ou dissecação e ruptura. O linfedema pode ser congênito ou secundário causado por invasão cancerígena de vasos ou gânglios.

imobilização prolongada. são trombos de origem cardíaca. Varizes Veias superficiais permanentemente dilatadas e tortuosas. Componentes familiar e profissional podem estar presentes. pós-operatório. A complicação mais grave é a migração do trombo e embolia pulmonar. Fenômeno de Raynaud é o quadro clínico de palidez e cianose intermitente especialmente nos dedos. ou secundarias por incompetência das válvulas nas veias comunicantes ou perfurantes que comunicam as veias superficiais às veias profundas. 124 . Ocorrem com freqüência nos membros inferiores. ou neoplasias. Os êmbolos. em pacientes com fibrilação atrial ou outra patologia cardíaca embolígena. Obstrução arterial crônica Causada principalmente pela aterosclerose e pela tromboangeite obliterante que levam à obstrução arterial após evolução relativamente longa. Habitualmente. É mais freqüente nas mãos. palidez e desaparecimento da pulsação. Podem ser primárias. gravidez.Obstrução arterial aguda Interrupção brusca do fluxo arterial geralmente causada por embolismo ou trombose. Há dor. tronco tibiofibular ou aortoilíaca. Existem fatores que predispõem à trombose venosa. esfriamento. Moléstia de Raynaud Distúrbio vascular funcional de vasoespasmos de etiologia desconhecida caracterizada por episódios recorrentes de palidez e cianose seguida de rubor dos dedos secundários à exposição ao frio ou emoções intensas. Trombose venosa profunda Formação e desenvolvimento de um trombo produzindo obstrução parcial ou total das veias profundas. por debilidade congênita da parede. se localiza na região femoropoplítea (artérias femoral e poplítea). em geral.

narinas. parte do esfenóide. inferiores: traquéia e brônquios) e parte respiratória (pulmões e pleuras). revestidos por mucosa olfatória. dorso é o contorno superior. cavidade nasal. Conformação da cavidade nasal: Teto: Lâmina cribriforme do etmóide. Soalho: palato duro (processo palatino da maxila e lâmina horizontal do palatino) e palato mole revestidos por mucosa respiratória. ápice é a extremidade anterior do dorso. lâmina perpendicular do etmóide e vômer. os processos laterais que dão continuidade aos ossos nasais. as cartilagens alares maiores que formam os contornos das narinas e um número variável de cartilagens alares menores ocupando os espaços entre as cartilagens principais. Partes internas: vestíbulo do nariz é a área que se estende. Tem atuação ativa na fonação. ossos nasais e processos frontais da maxila que delimitam a abertura piriforme. A cartilagem é a própria cartilagem do septo nasal que se interpõe entre lâmina perpendicular do etmóide e o vômer. os orifícios contornados pelas asas do nariz e parcialmente cobertas pelas vibrissas (pêlos) e separadas pela cartilagem do septo nasal. lateralmente). Partes externas: raiz é o ponto de implantação do nariz na face. Partes: vias aéreas (superiores: nariz. fornece oxigênio para ser distribuído as células e elimina o gás carbônico resultante da atividade celular. Nader Wafae É o conjunto de órgãos responsáveis pelo transporte de gases e pelas trocas gasosas entre nosso corpo e o meio ambiente. formando o septo nasal. Cavidade nasal: Internamente o esqueleto da cavidade nasal também é formado por ossos e cartilagens. o limiar do nariz. Os ossos são: partes do osso etmóide: (lâmina cribriforme. maxila e palatino (estes dois últimos formando o palato duro). em cima. Parede lateral: apresenta as seguintes estruturas de cima para baixo: • recesso esfenoetmoidal com a abertura do seio esfenoidal • concha nasal superior que pertence ao osso etmóide 125 . Limites: O limite anterior corresponde a prega limiar do nariz e o limite posterior é um orifício chamado coano que separa a cavidade nasal da parte nasal da faringe. Vias aéreas superiores Nariz: Externamente o esqueleto do nariz é formado por ossos e cartilagens. Parede medial: divisão mediana da cavidade em duas metades pelo septo nasal constituído por: cartilagem do septo. As cartilagens são: cartilagem do septo nasal com seus prolongamentos no dorso do nariz.SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof. partes nasal e oral da faringe e laringe. lâmina perpendicular. no centro e as conchas superior e média. internamente das narinas até uma prega oblíqua. a concha nasal inferior. o vômer (septo ósseo). Os ossos são: parte nasal do osso frontal. Dr. revestidos por mucosa olfatória superiormente e respiratória inferiormente. seios paranasais.

parte das conchas nasais superiores e parte superior do septo. envolvido pela concha nasal superior contém a abertura da parte posterior do seio etmoidal concha nasal média que pertence ao osso etmóide meato nasal médio. seio esfenoidal e seio etmoidal. Paredes: Parede superior: tonsila faríngea (adenóide) é um dos órgãos linfáticos de proteção imunológica. o qual contém a abertura do seio maxilar. etmóide. este último formado por um conjunto de pequenas cavidades chamadas células etmoidais anteriores e posteriores (suas aberturas já foram vistas na parede lateral da cavidade nasal). seio maxilar. esfenóide e frontal que se comunicam com a cavidade nasal. um sulco em forma de meia lua embaixo da bolha. Parede posterior: recesso faríngeo que pode conter uma pequena tonsila tubária. envolvido pela concha nasal média contém: uma elevação redonda cheia de ar a bolha etmoidal com a abertura da parte anterior do seio etmoidal. tornar mais leve a cabeça e possivelmente funcionam também como caixa de ressonância para a produção da voz. contém ar e são revestidos por mucosa similar à mucosa respiratória da cavidade nasal. Região respiratória: reveste o restante Seios paranasais: Conceito: são cavidades no interior dos ossos: maxila. palato mole e parede posterior da faringe) que a separa da parte oral da faringe . Limites: anterior – coano. na frente do óstio está a prega salpingopalatina que contém o músculo salpingopalatino. 126 . Divisões da cavidade nasal: Região olfatória: reveste o teto da cavidade nasal.• • • • • meato nasal superior. Parede lateral: contém as seguintes estruturas: óstio faríngeo da tuba auditiva que é a comunicação com a orelha média para equilibrar a pressão sobre a membrana timpânica. Quando essa mucosa inflama constitui a sinusite. Os músculos que formam essas pregas levantam o palato ou a própria faringe na deglutição impedindo o refluxo do alimento para a cavidade nasal. proteger contra infecções. Denominações: Seio frontal. o hiato semilunar. Funções: regular a temperatura. inferior . atrás do óstio está a prega salpingofaríngea que contém o músculo salpingofaríngeo e embaixo do óstio encontra-se o toro do levantador que contém o músculo levantador do véu palatino.istmo da garganta (formado por: arco palatofaríngeo. Parte nasal da faringe: situada atrás da cavidade nasal. Acima do óstio encontra-se uma cartilagem chamada toro tubário para inserção musculares. este sulco prolonga-se anteriormente e superiormente com o nome de infundíbulo etmoidal onde se encontra a abertura do seio frontal concha nasal inferior é um osso isolado meato nasal inferior com a abertura do ducto lacrimonasal que é a comunicação com a órbita através do saco lacrimal. a umidade e filtrar o ar inspirado.

(entre a cartilagem tireóidea e o osso hióide) com espessamento no centro (ligamento tireo-hióideo mediano) e nas laterais (ligamentos tireo-hióideos laterais) . Além da função respiratória é o órgão da fonação e auxiliar na deglutição. a cartilagem apresenta 4 prolongamentos: 2 cornos superiores e dois cornos inferiores. podem ser: Externos: membrana tireo-hióidea. é par e se articulam com a margem superior da cartilagem cricóidea. Cartilagens: 3 ímpares: tireóidea. entre a faringe e a traquéia.Parte oral da faringe: é a parte da faringe que continua a parte nasal e sendo comum aos sistemas: respiratório e digestório. Está constituída. Cartilagem Corniculada. Posterioremente. ligando as cartilagens entre si e estas aos órgãos vizinhos. ligamento cricotraqueal (entre a cartilagem cricóidea e a traquéia). Internos: membrana quadrangular (da prega ariepiglótica ao ligamento vestibular) . músculos e revestida de mucosa situado por diante da coluna vertebral cervical. em forma de anel com a lâmina posterior e o arco anterior. ligamento cricotireóideo. Cartilagem Aritenóidea: em forma triangular. são importantes principalmente na fonação. ligamento vestibular (internamente à prega vestibular). corniculada e cuneiforme. 127 . Cavidade da laringe: É revestida por mucosa e divide-se em 3 partes: Superior ou Vestíbulo: vai do ádito da laringe (margem que delimita a entrada da laringe) à prega vestibular (falsa corda vocal). cricóidea e epiglótica e 3 pares: aritenóidea. é anterior e a maior delas. estão sobre as cartilagens aritenóideas. (entre as cartilagens tireóidea e cricóidea). cone elástico (da cartilagem cricóidea ao ligamento vocal). Importante na deglutição quando a laringe se eleva e sua abertura é ocluída por ela. anteriormente por: duas lâminas direita e esquerda com incisuras medianas (incisuras tireóideas superior e inferior). ligamento vocal (internamente à prega vocal). ligamentos. será estudada com o sistema digestório. Ligamentos: contribuem para manter o esqueleto da laringe. Sua margem inferior é o limite com a traquéia. Cartilagem Cricóidea: é inferior à cartilagem tireóidea. Cartilagem Epiglótica: em forma de folha. Laringe: Conceito: é um tubo constituído por cartilagens. Cartilagem Tireóidea: em forma de escudo. A corniculada situa-se no ápice da cartilagem aritenóidea. a parte larga para cima e a parte afunilada chamada pecíolo para baixo. ao seu lado. a superior projeta-se para frente como proeminência laríngea. e a cuneiforme. Cartilagem Cuneiforme: ambas pares. mais saliente nos homens. situam-se portanto atrás da cartilagem tireóidea. são pequenas e de menor expressão funcional.

sobre as cartilagens tireóidea e cricóidea e músculo vocal. o espaço em forma de sulco entre as pregas vestibular e vocal do mesmo lado. Irrigação: artérias tireóideas superior e inferior Vias aéreas inferiores Traquéia: é um tubo formado por cerca de 16 arcos de cartilagem sobrepostos.vestíbulo do nariz 6.coano 8. Inervação: nervos laríngeos inferiores (recorrentes) ramos do nervo vago.recesso esfenoetmoidal 128 .situado sobre as cartilagens aritenóideas. interrompidos na parte de trás e ligados entre si pelos ligamentos anulares. parte no pescoço (porção cervical) e parte no tórax (porção torácica).Média ou Glote: vai da prega vestibular à prega vocal (verdadeira corda vocal).vômer 9. portanto. Grupo B .limiar do nariz 7. em cada lado. Inferior ou infraglótica: vai da prega vocal à margem inferior da cartilagem cricóidea Músculos: Grupo A .situados posteriormente sobre a lâmina da cartilagem cricóidea Grupo C .músculos que aproximam as pregas vocais (adução) e portanto são fonadores: aritenóideos (oblíquo e transverso) .lâmina perpendicular do osso etmóide 10 . este situado no interior da prega vocal. É continuação da laringe.Músculos que distendem a prega vocal (tensores): cricotireóideo situado anteriormente.  Roteiro prático do Sistema Respiratório (1ª parte a identificar) Nariz 1-raiz 2-dorso 3-cartilagem do septo e processos laterais 4-cartilagem alar maior Cavidade nasal 5. as cartilagens traqueais. Situa-se.músculos que afastam as pregas vocais (abdução) e portanto respiratórios: cricoaritenóideo posterior . (bifurcação da traquéia) nos brônquios principais direito e esquerdo. Rima do vestíbulo é o espaço entre as duas pregas vestibulares. tireoaritenóideo e cricoaritenóideo lateral situados lateralmente sob as lâminas da cartilagem tireóidea. tem cerca de 15 cm e se estende até a sexta vértebra torácica quando se divide. nesta parte observamos o ventrículo. Internamente no nível da bifurcação da traquéia encontramos uma crista mediana chamada carina da traquéia que separa os brônquios principais direito e esquerdo e orienta a corrente de ar para ambos os brônquios. Rima da glote é o espaço entre as duas pregas vocais.

meato nasal inferior (com ducto lacrimonasal) Parte nasal da faringe 20 tonsila faríngea 21 óstio faríngeo da tuba auditiva 22 recesso faríngeo 23 toro tubário 24 prega salpingopalatina 25 prega salpingofaríngea 26 toro do levantador Seios paranasais 27 seio frontal 28 seio maxilar 29 seio etmoidal 30 seio esfenoidal Laringe 31 proeminência laríngea 32 cartilagem tireóidea (lâmina) 33 cartilagem tireóidea (corno) 34 cartilagem cricóidea 35 cartilagem epiglótica 36 cartilagem aritenóidea 37 ádito da laringe 38 vestíbulo da laringe 39 prega vestibular 40 prega vocal 41 ventrículo 42 músculo cricotireóideo 43 músculo cricoaritenóideo posterior 44 músculos aritenóideos (oblíquo e transverso) 45 músculos cricoaritenóideo lateral e tireoaritenóideo (juntos) Traquéia 46 cartilagem traqueal 47 ligamento anular 48 carina da traquéia Anatomia Funcional da Laringe 129 .concha nasal superior 12.infundíbulo etmoidal 18.concha nasal média 14.concha nasal inferior 19.meato nasal superior 13.bolha etmoidal 16.11.meato nasal médio 15.hiato semilunar 17.

isto é próximas uma da outra. Também desempenham funções no papel fonador. b) pregas vestibulares Simultaneamente o corpo adiposo pré-epiglótico é empurrado para trás causando a aproximação e fechamento das pregas vestibulares. se alojem no lado direito. entram pelo hilo do pulmão e ramificam-se no interior do pulmão formando a árvore bronquial. Diferenças: O brônquio principal direito é mais curto. mais horizontal e mais fino. além disso a epiglote abaixa pela ação da base da língua e suas margens se aproximam das pregas ariepiglóticas as quais delimitam a entrada da laringe reduzindo o seu espaço. são dois: direito e esquerdo. Brônquios principais: Os brônquios principais resultam da divisão da traquéia no nível da 6ª vértebra torácica. da mesma forma que a traquéia são tubos com arcos de cartilagem. c) pregas vocais Durante a deglutição os músculos adutores aproximam as pregas vocais completando o terceiro esfíncter de fechamento. O músculos cricotireóideo ao se contrair modifica o ângulo entre as cartilagens cricóidea e tireóidea distendendo e aumentando as pregas vocais.A laringe é um órgão auxiliar da deglutição porque ao proteger a via respiratória impedindo que alimentos e líquidos ingeridos entrem nessa via está colaborando para que esses elementos se dirijam efetivamente para os órgãos do sistema digestório a que se destinam. a) epiglote Durante a deglutição a laringe é elevada principalmente pelos músculos suprahióideos. aritenóideos que aproximam as partes posteriores das pregas vocais e cricoaritenóideo lateral que giram as cartilagens aritenóideas levando as pregas vocais medialmente. O ar expirado proveniente dos pulmões ao encontrar as pregas vocais em adução. A adução ou aproximação das pregas vocais é determinada pelos músculos: tireoaritenóideo poderoso adutor. Ela desempenha essa função através do fechamento em três níveis: a) epiglote. Por causa dessas diferenças é mais comum que corpos estranhos que entram na via aérea. produz a vibração das mesmas. c) pregas vocais. com a conseqüente elevação da epiglote o alimento é desviado em direção ao esôfago. Neste caso mecanismos reflexos regulam a coordenação entre a laringe e o diafragma. 130 . mais vertical e mais grosso que o brônquio principal esquerdo que é mais longo. predominantemente. É evidente que não estando participando da deglutição ou da fonação a laringe com as pregas vocais abduzidas ou afastadas permite a livre passagem do ar atuando como via da respiração. Essa vibração se exterioriza através de sons. b) pregas vestibulares. o ventrículo da laringe semelhante ao boquim ou lingüeta dos instrumentos de sopro e os diferentes espaços da via aérea atuando como caixa de ressonância. A laringe é o nosso órgão fonador responsável pela emissão dos sons e se assemelha a um instrumento de sopro ou daqueles quer funcionam com foles.

3 faces: costal (lateral). superior. 131 . impressão da veia ázigos. posterior. as impressões das costelas. A face costal. 2 fissuras: oblíqua e horizontal. cardíaca. medial e lateral). A margem anterior é fina e aguda. No local do lobo médio. a mediastinal. posterior e inferior.Brônquios lobares: Resultam da divisão do brônquio principal no nível do hilo. mais largo. inferior. maior de todas está voltada para as costelas que deixam suas impressões nessa face. anterior. médio e inferior. lobar médio e lobar inferior. Pulmões: Partes Cada pulmão apresenta: um ápice. 10 segmentos broncopulmonares. O pulmão esquerdo apresenta na mesma face evidentes impressões para a artéria aorta e para o coração. tem 3 lobos: superior. a margem posterior é romba e a margem inferior contorna a face diafragmática ou base. voltada para o mediastino em relação com o coração. mais curto. e 2 no lado esquerdo: brônquios lobar superior e lobar inferior Brônquios segmentares: Resultam de divisões dos brônquios lobares e se dirigem aos segmentos broncopulmonares. Impressões: Ambos os pulmões apresentam na face costal. medial e lateral). mediastinal (medial) e diafragmática (inferior) e 3 margens: anterior. Brônquios intrassegmentares: São ramificações menores dos brônquios segmentares contidas no interior dos segmentos broncopulmonares. 2 no lobo médio (medial e lateral) e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior. além da incisura cardíaca em sua margem anterior Diferenças Pulmão direito: mais pesado. o pulmão esquerdo apresenta um prolongamento chamado língula do pulmão esquerdo. lingular superior e lingular inferior). posterior. e 5 no lobo inferior (superior e 4 basilares: anterior ( anterior. são: 3 no lado direito brônquios lobar superior. uma base. Lobos e Fissuras O pulmão direito consiste em 3 lobos: superior. médio e inferior. São 10 no pulmão direito sendo 3 no lobo superior (apical. O pulmão direito apresenta na face mediastinal a impressão da veia ázigo e uma imperceptível impressão cardíaca. separados por 2 fissuras: oblíqua e horizontal. São 9 no pulmão esquerdo sendo 4 no lobo superior (apicoposterior. a face diafragmática. O pulmão esquerdo consiste em 2 lobos: superior e inferior separados pela fissura oblíqua. inferior sobre a cúpula do diafragma é também sua base. anterior. posterior).

9 segmentos broncopulmonares. Recesso costomediastinal é a reflexão da pleura parietal costal em mediastinal e recesso costodiafragmático é a reflexão da pleura parietal costal em diafragmática. Cada segmento broncopulmonar é uma parte do pulmão dotado de certa individualidade pois recebe um ramo da artéria pulmonar e uma ramificação de brônquio segmentar. Intercostais externos. A disposição dos elementos do pedículo no hilo não é constante mas a mais freqüente de diante para trás é a seguinte: veias. Os músculos que interferem na respiração podem ser divididos em 3 grupos: A. 1 fissura: oblíqua. saco alveolar e alvéolo pulmonar. Hilo é uma fenda plana na face mediastinal do pulmão por onde entram e saem os elementos do pedículo. Levantadores das costelas e partes intercondrais dos intercostais internos.Músculos que auxiliam diretamente nos movimentos respiratórios: Intercostais internos (menos a parte intercondral). menos largo. mais longo. transversal e sagital e assim diminuem a pressão intratorácica em relação à atmosférica possibilitando a entrada do ar. Pleuras: São membranas serosas brilhantes (películas finas e transparentes) que envolvem os pulmões (pleura visceral) e as paredes torácicas e o diafragma (pleura parietal). diafragmática e mediastinal seus nomes correspondem às partes que revestem. Cavidade pleural é o espaço virtual que existe entre a pleura visceral e a pleura parietal e contem uma pequena quantidade de líquido é o líquido pleural. tem 2 lobos: superior e inferior. impressão cardíaca e da aorta. A aderência entre folhetos da pleura mediastinal abaixo do hilo forma o ligamento pulmonar. Isto tem sua importância clínica pois permite condutas terapêuticas segmentares. A freqüência média em condições normais é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto. língula no lugar de lobo médio e incisura cardíaca na margem anterior. B. expiração (quando o ar sai pelas vias aéreas).Pulmão esquerdo: menos pesado.Músculos que atuam direta e ativamente nos movimentos respiratórios: Diafragma. Pedículo é o conjunto dos elementos que entram (artéria pulmonar e brônquio principal) ou saem (veias pulmonares) do pulmão. A pleura parietal é formada pelas partes: costal. Músculos da respiração: Os movimentos respiratórios compreendem 2 fases: inspiração (quando o ar entra pelas vias aéreas). São músculos inspiratórios que atuam aumentando os eixos da caixa torácica longitudinal. Transverso do tórax e 132 . ducto alveolar. artéria e brônquios. O conceito de raiz do pulmão não é unanimidade mas podemos considerar como o conjunto do hilo com o pedículo A unidade funcional da parte respiratória dos pulmões é formada pelo bronquíolo respiratório.

O diafragma apresenta 3 orifícios para passagens de estruturas: na parte muscular temos: o hiato esofágico para o esôfago e o hiato aórtico para a aorta. costal e lombar. Levantadores das costelas: são músculos pequenos. menos a parte intercondral que é inspiratória. maior. Esta camada muscular 133 . A parte costal procede das cartilagens costais e costelas inferiores. direita (mais alta por causa do fígado) e esquerda. O diafragma é inervado pelo frênico e irrigado pelas artérias frênicas. Diafragma: o músculo diafragma situa-se entre o tórax e o abdome. Divide-se em 3 partes: esternal. Quando se contrai durante a inspiração o músculo diafragma abaixa suas cúpulas. Características: a) constituem a camada mais externa. Esses músculos elevam as costelas e portanto. sobre o músculo psoas pelo ligamento arqueado medial. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. A porção muscular fica em torno do centro tendíneo e se insere nas últimas costelas. c) na parte anterior. no centro tendíneo: o forame para a veia cava por onde passa a veia cava inferior. Intercostais externos: são músculos situados entre as costelas. É portanto músculo inspiratório. oblíquos do abdome (externo e interno) e eretor da espinha. na parte inferior do esterno e na coluna vertebral. esternocleidomastóideo. chegam até a coluna vertebral. Elevam as costelas e portanto são inspiratórios.Subcostais. aumenta o eixo longitudinal do tórax. são inspiratórios. abaixando as costelas. mas principalmente nos corpos vertebrais das primeiras vértebras lombares através de dois pilares: o direito.Músculos acessórios que somente atuam nos movimentos respiratórios forçados: escalenos (anterior. próximo a ele são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal externa ou anterior. d) na parte posterior. A porção tendínea localiza-se no centro do músculo e se chama centro tendíneo (de cor branca. profundos e posteriores que vão das vértebras para as costelas vizinhas. c) na parte anterior. C. abaixa a pressão no interior do tórax. serrátil anterior. São inervados pelos nervos intercostais e irrigados pelas artérias intercostais. A parte lombar se insere sobre o músculo quadrado do lombo através do ligamento arqueado lateral. Características: a) constituem a camada interna. peitorais maior e menor. não chegam até a coluna vertebral. não chegam até o osso esterno. próximos a ela são substituídos por uma película transparente chamada membrana intercostal interna ou posterior. médio e posterior). tem a forma de um guarda chuva com duas cúpulas. contorna o esôfago e o esquerdo que formam o ligamento arqueado mediano sobre a aorta. d) na parte posterior. chegam até o osso esterno. abaixo do coração). A parte esternal muito pequena fixa-se ao processo xifóide do esterno. Intercostais internos: são músculos situados entre as costelas. latíssimo do dorso. São expiratórios cuja atividade é sobrepujada pela própria elasticidade do pulmão em se retrair e portanto promover a expiração. São auxiliares da expiração. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de trás para diante. b) suas fibras musculares estão orientadas de cima para baixo e de diante para trás.

Para tonar a pressão negativa no interior do tórax principalmente na inspiração a caixa torácica deve ser ampliada em seus três eixos: longitudinal. sagital e transversal. aumentando. Dr. porém alternadas e não subseqüentes são encontrados apenas na parte superior e inferior do tórax. O volume médio de ar em cada movimento respiratório gira em torno de 500 ml. promovendo assim uma pressão aspirativa. É o movimento predominante me mulheres (respiração torácica). pela semelhança com o movimento das alavancas que puxavam água. tornado possível a entrada do ar pela diferença de pressões com o meio ambiente. em conseqüência deste movimento ocorre a elevação da parte anterior das costelas que levantam o esterno e assim aumentam o diâmetro ântero-posterior. É o movimento predominante no sexo masculino (respiração abdominal) O aumento do diâmetro sagital ou ântero-posterior é determinado pelo movimento das costelas na articulação costovertebral em torno de um eixo transversal formado pela parte posterior das costelas. assim o diâmetro ou eixo longitudinal. O aumento do eixo ou diâmetro longitudinal ou súpero-inferior é determinado pela contração do músculo diafragma que devido a posição especial de seu centro tendíneo central abaixa unicamente suas cúpulas em direção ao abdome. A penetração do ar nas vias aéreas pode ser feita com pressão positiva através de aparelhos como ocorre durante os atos cirúrgicos. 134 . Subcostais: músculos pequenos. Durante a inspiração o ar penetra pelas vias aéreas até chegar aos alvéolos pulmonares onde em contato com os capilares sangüíneos provenientes da artéria pulmonar são realizadas as trocas gasosas ou hematose. Transverso do tórax: músculo em forma radiada situado atrás do esterno. Nader Wafae A freqüência respiratória média é de 12 a 14 movimentos respiratórios por minuto e compreende a inspiração com a entrada do ar e a expiração. a entrada do ar submetido a pressão atmosférica é feita através da negatividade da pressão no interior do tórax. vão de costela para costela. Volumes respiratórios: Volume corrente é o volume de ar que entra e sai em cada respiração normal Volume inspiratório de reserva é o volume de ar que pode ser inspirado em inspiração forçada Volume expiratório de reserva é o volume de ar que pode ser expirado em expiração forçada Volume residual é o volume de ar que permanece nos pulmões após expiração forçada Mecânica Respiratória Prof. Mas em nosso organismo em situação normal. Esse movimento denominado BRAÇO DE BOMBA. posteriores. a sua saída.interna costuma ser subdividida em duas camadas: intercostais internos e intercostais íntimos separados pelos trajetos de nervos e vasos . ocorre principalmente da 2ª a 6ª costela.

o pulmão normalmente tenderia a voltar à sua situação anterior pela sua elasticidade.O aumento do diâmetro transversal ou látero-lateral é determinado pelo movimento das costelas principalmente nas articulações costotransversárias da 7ª a 10ª costela em torno de um eixo ântero-posterior das costelas. brônquios) 22 Impressão da veia ázigos 23 Impressão da aorta 24 Impressão cardíaca 25 Impressões das costelas 26 Incisura cardíaca (margem anterior do pulmão esquerdo) 27 Língula do pulmão esquerdo 135 . Esse movimento denomina-se ALÇA DE BALDE pela semelhança do movimento da costela com o levantamento da alça de um balde.  Roteiro prático do Sistema. As paredes da caixa torácica dilatadas e o diafragma abaixado levam com eles a pleura parietal aderida às paredes e ao diafragma. Respiratório (2ª parte a identificar) Brônquios 1 Brônquio principal direito 2 Brônquio principal esquerdo 3 Brônquio lobar 4 Brônquio segmentar Pulmões 5 Ápice 6 Base ou face diafragmática 7 Face costal 8 Face mediastinal 9 Margem anterior 10 Margem posterior 11 Margem inferior 12 Lobo superior do pulmão direito 13 Lobo médio do pulmão direito 14 Lobo inferior do pulmão direito 15 Lobo superior do pulmão esquerdo 16 Lobo inferior do pulmão esquerdo 17 Fissura oblíqua do pulmão direito 18 Fissura horizontal do pulmão direito 19 Fissura oblíqua do pulmão esquerdo 20 Hilo / Raiz 21 Pedículo (artéria. veias. a pleura visceral acompanha a pleura parietal à qual esta aderida pela pequena quantidade de líquido pleural (experiência dos vidros planos com água). A expiração poderia até dispensar os músculos expiratórios uma vez que atingido o ápice da inspiração. levantando sua parte média e lateral e assim aumentando a distância transversal do tórax. e como o pulmão está ligado à pleura visceral também irá se expandir negativando a pressão em seu interior e assim permitindo a entrada do ar.

Bronquite Inflamação da mucosa dos brônquios e de suas ramificações geralmente de causa infecciosa. tosse seca e dor de “garganta”. haemophyllus influenzae. diminuição do olfato. Decorre de infecções virais (resfriado comum). espirros. tosse e escarro purulento ou crônica se os sintomas tosse e catarro persistirem por mais tempo três meses a dois anos. Pode ser aguda: curta evolução. 136 . Cefaléia. Laringite aguda É a inflamação aguda da laringe pode ser infecciosa provocada por vírus ou bactérias provenientes de infecções superiores. secura no ar e atrofia (ozena). A ozena é rinite atrófica que apresenta crostras. Apresenta disfonia.Pleuras 28 Pleura parietal 29 Pleura visceral ou pulmonar 30 Recesso costodiafragmático Músculos da respiração 31 Diafragma 32 Centro tendíneo 33 Pilar direito 34 Pilar esquerdo 35 Óstio da veia cava 36 Hiato esofágico 37 Hiato aórtico 38 Intercostal externo 39 Intercostal interno 40 Membrana intercostal externa 41 Transverso do tórax 42 Subcostais 43 Levantador da costela Doenças do sistema respiratório Rinite Inflamação da mucosa nasal. rinorréia purulenta e dor à palpação dos pontos sinusais. Sinusite Inflamação da mucosa que recobre os seios paranasais. Sintomas: gotejamento nasal (rinorréia). mau cheiro e anosmia (ausência de olfato). Na rinite por ar seco pode aparecer crostras (descamação) e sangramento. obstrução nasal. em geral de natureza infecciosa: pneumococo. febre. estafilococo. alergia. ou por utilização inadequada da voz. Neste caso pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica com a diminuição de área pulmonar ativa.

Staphylococcus aureus e Haemophylus influenzae. palidez. dor no peito. êmbolos de gordura ou de medula óssea em fraturas. dispnéia. cuspir ou mesmo pela fala. febre baixa. Pneumoconiose Doença pulmonar decorrente da inalação de partículas de pó. Pode ser lobar se estiver restrita a um lobo do pulmão ou broncopneumonia se estiver disseminada pelos pulmões. quando ar penetra na cavidade pleural durante a inspiração por um mecanismo que funciona como válvula. de sílica quando denomina-se silicose. falta de ar (dispnéia).Pneumonia É a inflamação do parênquima pulmonar associada a um processo infeccioso bacteriano ou virótico. Estes podem ser trombos de veias de membros inferiores que se desprenderam. Os germes que com maior freqüência produzem pneumonia são Streptococcus pneumoniae. Pode apresentar cianose (coloração azulada da pele) e síncope (perda súbita da consciência) nos casos mais graves. emagrecimento e fraqueza. os idosos e os imunodeficientes são mais suscetíveis e com maior gravidade. Os sintomas são dor no peito.. a contaminação ocorre pelo ar através de bacilos provenientes de enfermos ao tossir. Sarcoidose Doença granulomatosa sistêmica de causa desconhecida que geralmente atinge o pulmão formando fibroses. Tuberculose pulmonar Infecção pulmonar provocada pelo Mycobacterium tuberculosis. Quando a quantidade de ar ´´e grande pode colapsar o pulmão (atelectasia) e apresentar cianose. tosse seca. Embolia pulmonar. tosse com escarro purulento Enfisema pulmonar Aumento anormal de espaços aéreos após o bronquíolo terminal com destruição das paredes alveolares. escarro. As crianças. Sintomatologia: tosse. Apresenta febre. 137 . espontâneo nas rupturas de cistos pulmonares ou hipertensivo. por exemplo. Na maioria das vezes decorre de bronquite crônica e seus sintomas se confundem e assim também pode levar à doença pulmonar obstrutiva crônica. taquipnéia (aumento da freqüência respiratória) súbitos. Sintomas nem sempre presentes: tosse seca. Ao ser inalada provoca reação do organismo caracterizada por fibrose pulmonar. Sintomatologia: dispnéia. Pode ser: traumático quando resulta de um trauma. Pneumotórax É a presença de ar no espaço pleural. Pode ser assintomática ou apresentar tosse e dispnéia leve nas fase iniciais mas quando a fibrose aumenta apresenta dispnéia grave e tosse. Obstrução da artéria pulmonar por êmbolos.

comunicação com a faringe através do istmo das fauces formado por: palato mole com a úvula palatina. Utiliza para o desempenho dessas funções processos mecânicos e químicos. Suas partes são: cavidade oral. Parede anterior . intestino grosso e glândulas anexas (salivares. Constituição: O sistema digestório é um tubo muscular e mucoso que assume diferenças de diâmetro desde seu início na cavidade oral até o seu término no ânus. fígado e pâncreas). Sintomatologia: dor que aumenta com a inspiração. uma vez transformados. Nader Wafae Funções: O sistema digestório é responsável pela mastigação. falta de ar (dispnéia). Vestíbulo da boca: é a parte da cavidade oral situada entre a arcada dentária e os lábios e a bochecha Cavidade própria da boca: e a parte da cavidade oral situada por dentro das arcadas dentárias. SISTEMA DIGESTÓRIO Prof.palato duro e palato mole Soalho . faringe. estômago. Cavidade oral: Compreende o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca. O líquido pode ser purulento (empiema). arco palatoglosso e dorso da língua Paredes laterais .rima da boca com os lábios Parede posterior . Pode ser: Transudato: o líquido passa através da parede capilar em quantidade maior que o normal e apresenta pequena quantidade de células. intestino delgado (duodeno. esôfago. Exsudato. frênulo da língua e carúncula sublingual (abertura da glândula salivar submandibular) Conteúdo: Dentes implantados nos alvéolos dentais da maxila e da mandíbula 138 . transformação dos alimentos da forma como são ingeridos em substâncias mais simples e solúveis. os produtos da alimentação são introduzidos em nosso organismo pelas células do tubo digestório. pela digestão. fibrinoso.dentes e gengivas Teto . pela deglutição. Dr. pela excreção aquilo que não é selecionado para ser absorvido ou excedente é eliminado pelas fezes.Derrame pleural Consiste na presença de líquidos em quantidade anormal na cavidade pleural. pela absorção. jejuno e íleo).dorso da língua. passagem do alimento da boca para os órgãos internos. redução no tamanho e na consistência dos alimentos. No exsudato a pleura deve apresentar algum distúrbio. hemorrágico. o acúmulo de líquido ocorre pelo aumento da permeabilidade capilar e apresenta maior quantidade de células.

com forma circular e circunscritas por uma depressão também circular. deglutição. Pertencendo ao sistema linfático é um órgão de defesa imunológica que compõe o chamado anel linfático. atrás do V lingual encontramos a tonsila lingual. do processo estilóide à parte lateral da língua. margem superior cortante. função: cortam o alimento. função: moem o alimento. situados na própria língua e extrínsecos ligando a língua às estruturas vizinhas. Ainda no dorso mas já próximo da raiz. azedo nas margens laterais e salgado em toda margem incluindo o ápice. 32 Língua: órgão muscular atua na mastigação. número total 4 Pré-molares: coroa com dois tubérculos. uma ou duas raízes. uma raiz. situada entre a epiglote e o dorso da língua. situação anteriores. localizam-se nas margens da língua. tipos – circunvaladas são as maiores. ligada ao osso hióide. 139 . moem o alimento. longitudinal inferior (no contorno inferior das margens da língua). estiloglosso. dorso e face inferior. Os músculos da língua intrínsecos e extrínsecos atuam em conjunto adaptando a forma da língua visando o melhor desempenho das funções iniciais do sistema digestório. em torno do ápice. na parte posterior. Os músculos intrínsecos. número total 12. do palato mole à margem lateral da língua delimitando o arco palatoglosso. situação: posteriores. Os músculos extrínsecos são: hioglosso estende-se do osso hióide à margem lateral da língua. da face interna do mento à face inferior da língua. Papilas linguais. mastigação e deglutição. – fungiformes. uma raiz. Tipos: Incisivos: coroa em bisel. número total 8 Molares: coroa com quatro tubérculos. No dorso estão as papilas linguais com os corpúsculos gustativos para percepção do gosto: amargo. duas ou três raízes. par. função: perfuram e arrancam o alimento. colo e raiz. estão dispostas em V e localizam-se entre o dorso e a raiz. transverso da língua (abaixo do longitudinal superior) e vertical da língua (mesclados entre o longitudinal superior e o transverso). corpo que apresenta: ápice. situação: laterais. Entre as papilas circunvaladas e a tonsila lingual existe um sulco em forme de V chamado sulco terminal Músculos da língua: podem ser intrínsecos. número total 8 Caninos: coroa em ponta. genioglosso. um aglomerado de tecido linfático com aberturas em forma de criptas.Partes do dente: coroa. Valécula epiglótica é uma depressão. margens. são vistos na língua seccionada sagitalmente e se dispõem em camadas: longitudinal superior (logo abaixo das papilas). percepção do gosto e na fonação. é delimitada pela prega glossoepiglótica mediana e pela prega glossoepiglótica lateral de cada lado. Partes: raiz. palatoglosso. situação: anterolaterais. são pequenas saliências dispersas no dorso em forma de cogumelo. – folhadas em forma de estrias como se fossem rachaduras ou sulcos longitudinais. doce. – filiformes as mais numerosas ocupam todo o dorso e o ápice. A primeira dentição possui 20 – a dentição definitiva.

enzimas) e à transformação do alimento em quimo (massa semilíquida) principalmente pelos movimentos peristálticos e produção de muco para facilitar a digestão e a absorção no intestino. Os músculos da faringe podem ser constritores que comprimem o alimento: constritor superior da faringe. situa-se sucessivamente atrás da traquéia e do átrio esquerdo que lhe deixa uma impressão. essencialmente é um tubo para passagem do bolo alimentar. muco. Parte oral: apresenta a fossa tonsilar delimitada pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo que contem a tonsila palatina também chamada amígdala em seu interior.Faringe: Das três partes da faringe. levantador do véu palatino Esôfago: Continuação da faringe antecede o estômago. pelo brônquio esquerdo e pelo diafragma. apresenta três partes: cervical. Estômago: É o segmento mais dilatado do tubo digestório interposto entre o esôfago e o intestino delgado.. Atravessa o diafragma pelo hiato esofágico. torácica (a maior de todas) e a abdominal. Na sua transição com o estômago encontra-se o cárdia. constritor médio da faringe e constritor inferior da faringe e levantadores. Entre as funções do sistema digestório. o estômago se destina mais à digestão através do suco gástrico (HCl.próxima ao duodeno. situa-se na cavidade abdominal logo abaixo do diafragma nas regiões denominadas epigastro e hipocôndrio esquerdo. Faces ou paredes: anterior e posterior Curvaturas: gástrica maior e gástrica menor Partes: Cárdia . Apresenta estreitamentos considerados normais que são determinados pelo músculo cricofaríngeo. A dificuldade em se delimitar anatomicamente as partes do estômago procede já que se trata de divisão de caráter histológico. arco palatofaríngeo e parede posterior da faringe Parte laríngea: apresenta. Orifícios: óstio cárdico (transição com o esôfago). pode ser avaliada traçando uma linha oblíqua a partir do ponto em há mudança de orientação da curvatura gástrica menor de vertical para horizontal ( incisura angular). duas escavações os recessos piriformes. duas atuam no sistema digestório: a parte oral e a parte laríngea.em torno de sua continuação com o esôfago abdominal. pelo arco da aorta. salpingofaríngeo. palatofaríngeo. óstio pilórico (transição com o duodeno). tendo a coluna vertebral em seu contorno posterior. A parte oral e a parte nasal comunicam-se através do istmo da garganta delimitado pelo palato mole. Essa região divide-se em antro pilórico (próximo ao corpo) e canal pilórico (próximo ao duodeno). 140 . lateralmente. que levantam a faringe fazendo o alimento passar para o esôfago e impedindo o refluxo para a cavidade nasal: estilofaríngeo.entre o fundo e a parte pilórica Parte pilórica . Fundo . Tem cerca de 25 cm.acima de um plano passando pela transição com o esôfago Corpo .

141 . ramo da artéria hepática própria.Piloro (significa portão) é uma concentração de fibras musculares circulares esfinctéricas entre o estômago e o duodeno e que regula a passagem do bolo alimentar para o duodeno. esplênica para a face posterior do estômago. O nervo gástrico anterior emite vários ramos curtos e no nível do antro encontramos o ramo principal (nervo de Latarjet). Variações anatômicas do tronco celíaco são freqüentes. ramos da v. a parte inicial participa ativamente da digestão mas o intestino delgado como um todo é o grande responsável pela absorção alimentar. Intestinos: É a parte final do tubo digestório. gástrico anterior e outros dois menores: hepático e celíaco. O vago anterior coloca-se na frente do esôfago abdominal. Os nervos vagos direito e esquerdo descem do pescoço para o tórax onde confluem por diante do esôfago para formar o plexo esofágico. esplênica. o maior é o celíaco e o terceiro é o hepático. O vago posterior coloca-se atrás do esôfago abdominal. mesentérica superior e gastromental esquerda ramo da v. (freqüentemente um pouco à direita do esôfago) emite três ramos o menor é o gástrico posterior. Em alguns casos ocorre a presença de uma artéria gástrica posterior ramo da a. Vascularização do estômago: A irrigação arterial do estômago se faz através de dois círculos anastomóticos situados nas curvaturas. ao se aproximar da parte abdominal do esôfago as fibras do plexo se separam para formar o tronco vagal anterior no qual predominam fibras do vago esquerdo e o tronco vagal posterior formado principalmente pelo vago direito. Entre as funções do tubo digestório. Na curvatura menor entre as artérias gástrica esquerda ramo do tronco celíaco e a gástrica direita. próximo ao cárdia divide-se em ramo maior. Inervação do estômago e do esôfago O estômago recebe inervação autônoma parassimpática através dos nervos vagos e simpática através do plexo celíaco para o estômago e esplâncnicos e tronco simpático para o esôfago. A drenagem venosa é feita pelas veias gástricas direita e esquerda tributárias da veia porta do fígado que se encontram na curvatura menor do estômago. Intestino delgado: Tem em torno de 6 metros de comprimento e compreende o duodeno. (na maioria das vezes). o jejuno e o íleo. O estômago é peritonizado e a parte do omento menor que liga o estômago ao fígado chama-se ligamento hepatogástrico e a parte do omento maior entre o estômago e o colo transverso é o ligamento gastrocólico. compreende o intestino delgado e o intestino grosso. pelas veias gastromental direita ramo da v. e na curvatura maior entre as artérias gastromental direita ramo da artéria gastroduodenal e gastromental esquerda ramo da artéria esplênica e a região do fundo gástrico recebe ainda as artérias gástricas curtas ramos da artéria esplênica. esplênica que se encontram na curvatura maior do estômago e pelas veias gástricas curtas do fundo gástrico.

a parte livre do omento menor. 2ª ou descendente é onde desembocam os ductos. vai do piloro à transição com o jejuno na flexura (ângulo) duodenojejunal.1ª parte Cavidade oral 1 Vestíbulo da boca 2 Cavidade própria da boca 3 Palato duro 4 Palato mole 5 Úvula palatina Língua 6 Papila circunvalada 7 Papila folhada 8 Papila fungiforme 9 Papila filiforme (revestem todo o dorso da língua. mesentérica superior através das artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. 4ª ou ascendente que se continua com o jejuno a partir da flexura duodenojejunal fixa por uma estrutura muscular lisa chamada músculo suspensor do duodeno (Treitz). gastroduodenal e as artérias pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior. O duodeno está ligado ao fígado pelo ligamento hepatoduodenal. Vascularização do duodeno A irrigação arterial do duodeno procede da artéria hepática comum ramo do tronco celíaco através das artérias gástrica direita e gastroduodenal e da a. seu início chama-se bulbo duodenal. 3ª ou horizontal ou inferior. mesentérica superior. na junção dos dois ductos forma-se a ampola hepatopancreática que se abre na papila maior do duodeno desta parte do duodeno. mas o início da primeira parte e o final da quarta parte são peritonizados. O duodeno é retroperitoneal.Duodeno: É a parte inicial do intestino delgado. Em alguns casos podemos encontrar um pouco acima a papila menor do duodeno onde se abre o ducto pancreático acessório. Apresenta a forma da letra C que contorna a cabeça do pâncreas Partes: 1ª ou superior é a parte que segue o estômago.  Roteiro prático do Sistema Digestório . colédoco trazendo a bile da vesícula biliar e do fígado e o pancreático trazendo o suco pancreático do pâncreas. ramos da a. importante em clínica por apresentar características internas semelhantes ao estômago. difíceis de individualizar) 10 Tonsila lingual 11 Valécula epiglótica 12 Prega glossoepiglótica mediana 13 Prega glossoepiglótica lateral 14 Músculo longitudinal superior da língua 142 . Aqui também formam-se círculos anastomóticos entre as artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior ramos da a.

macroscopicamente é difícil diferenciá-las como pertencentes ao jejuno ou ao íleo. 143 .15 Músculo transverso da língua 16 Músculo genioglosso 17 Músculo palatoglosso Dentes 18 Incisivo 19 Canino 20 Pré-molar 21 Molar Parte oral da faringe 22 Arco palatoglosso 23 Arco palatofaríngeo 24 Tonsila palatina na fossa tonsilar Parte laríngea da faringe 25 Recesso piriforme Esôfago 26 Parte cervical 27 Parte torácica 28 Parte abdominal Estômago 29 Cárdia 30 Fundo gástrico 31 Corpo gástrico 32 Parte pilórica .antro pilórico 33 Parte pilórica . Tem importância prática saber identificar a primeira alça do jejuno o que possível pois sabemos que a mesma esta presa à parede posterior juntamente com a última porção do duodeno pelo músculo suspensor do duodeno.canal pilórico 34 Curvatura menor 35 Curvatura maior 36 Piloro Duodeno 37 Parte superior 38 Parte descendente 39 Parte horizontal 40 Parte ascendente 41 Papila maior do duodeno 42 Músculo suspensor do duodeno Intestinos (continuação) Jejuno e íleo: Constituídos por grande número de alças intestinais que ocupam a área central do abdome. É evidente que as alças próximas ao duodeno são jejunais e aquelas próximas ao intestino grosso são ileais.

cólica 144 . A direita é mais baixa do que a esquerda devido à presença do fígado no lado direito. cecais anterior e posterior. Canal anal: vai do reto ao ânus apresenta em seu contorno saliência longitudinais. cólica direita e cólica média para o lado direito do intestino grosso.tênias do colo que são faixas de musculatura lisa longitudinal concentrada em 3 fitas ao longo do intestino (tênia mesocólica. Colo descendente: no lado esquerdo vai da flexura esquerda até o início do colo sigmóide. a disposição de sua musculatura é diferente daquela do colo restante por isso não apresenta tênias ou saculações.saculações (provavelmente musculatura lisa circular concentrada em pregas circulares delimitando formações em bolsas). drenagem . ao nível da transição encontrase uma saliência a papila ileal com uma abertura no centro o óstio ileal ( a existência de uma valva ileocecal não é unanimidade entre os autores). mas sua posição é variável. próximo ao baço. liso sob controle autônomo. estriado sob controle voluntário. A artéria ileocólica se dirige para a transição entre o íleo e colo ascendente através dos ramos: ileal. Colo transverso. próximo ao fígado à flexura esquerda. sua parte mais dilatada chama-se ampola. Contornado a parte inferior do canal temos os músculos que atuam na defecação: esfíncter externo do ânus. Pécten anal é o espaço situado abaixo das válvulas e das colunas até o ânus. Tem várias curvas o que lhe dá a forma da letra S. As artérias: ileocólica. Identificação: pela presença de: 1. próximo ao fígado. continuação do ceco até a flexura direita. Colo ascendente: no lado direito. absorção de água e ferro. transporte e eliminação das fezes. pois sabemos que o material proveniente da absorção intestinal deve passar antes pelo fígado para só depois entrar na corrente circulatória. Colo sigmóide.da veia mesentérica superior para a veia porta. Partes: Ceco. tênia omental e tênia livre) e 3. A artéria mesentérica inferior emite os ramos: cólica esquerda. A artéria cólica direita enquanto ramo direto da mesentérica superior está presente em cerca de 20% dos indivíduos. produção de muco. Apêndice vermiforme. Vascularização do intestino grosso: irrigação – A artéria mesentérica superior emite os ramos: ileocólica. apendicular e cólico. parte inicial que se comunica com o íleo. as colunas anais ligadas nas extremidades inferiores pelas válvulas anais. vai da flexura direita. é identificável por estar mais livre (solto) que o colo descendente que está preso à parede posterior.apêndices omentais do colo (pequenas formações saculares de gordura). como possui o mesossigmóide. encontra-se na parte inferior do ceco no encontro das 3 tênias. esfíncter interno do ânus. Reto é a parte terminal. estas delimitam com a parede anal espaços chamados seios anais.Vascularização: irrigação .ramos jejunais e ileais da artéria mesentérica superior. 2. sigmóideas e retal superior para o lado esquerdo do intestino grosso. Intestino grosso: Funções: formação. No seu interior observamos as pregas transversas do reto cuja função é discutível.

localiza-se na cavidade abdominal. recebe ramos retais (média e inferior) da artéria ilíaca interna. forma uma saliência no soalho da boca. As glândulas anexas são: glândulas salivares que se abrem na cavidade oral. esquerdo. e está protegido pelas últimas costelas do lado direito. Apresenta duas faces: diafragmática. inferior voltada para as demais vísceras abdominais que a marcam com suas impressões: esofágica. É ímpar. distribuídas pela cavidade da boca e reunidas de acordo com a localização em: labiais. nas proximidades do frênulo da língua. A drenagem venosa é efetuada por ramos das veias mesentéricas superior e inferior para a veia porta e das veias retais média e inferior para a veia ilíaca interna. O reto. As glândulas salivares maiores são 3 pares: parótida. no soalho da boca ao lado do frênulo da língua em uma pequena saliência chamada carúncula sublingual. participa assim da formação do bolo alimentar e ainda iniciam a digestão dos hidratos de carbono pois contem a enzima chamada ptialina que atua sobre o amido. Dividem-se em dois grupos: maiores e menores. da bochecha e molares. as menores são numerosas. duodenal. Glândulas salivares: Produzem uma secreção chamada saliva cujas funções são umedecer e lubrificar o alimento. Submandibular localiza-se embaixo da cavidade da boca envolvida pela mandíbula. ligamento venoso (à esquerda) e hilo hepático ou porta do 145 . É constituído por 4 lobos: direito. porém acima da glândula submandibular. cólica esquerda e sigmóideas estão interligadas pelo arco justacólico (artéria de Riolan). no nível do 2º dente molar superior. palatinas. cólica média. guarda importante relação com o nervo facial que se encontra em seu interior e se abre através do ducto parotídeo. Glândulas anexas ao tubo digestório: São órgãos que produzem substâncias químicas ricas em enzimas que se comunicam com o tubo digestório através de ductos (tubos) por meio dos quais suas secreções vão atuar no processo de digestão dos alimentos. Glândulas salivares maiores: Parótida é a maior de todas. Fígado: É a maior glândula do corpo humano. fígado e pâncreas que se abrem no duodeno.direita. na mucosa do vestíbulo da cavidade da boca. veia cava inferior (à direita). nas regiões do hipocôndrio direito e epigastro. embaixo da cúpula direita do diafragma. submandibular e sublingual. Sua inflamação é conhecida pelo nome de caxumba (parotidite epidêmica). a prega sublingual e em lugar de um único ducto possui vários ductos (de 8 a 17) que se abrem diretamente no soalho da boca. linguais. superior envolvida pelo diafragma e a visceral. ligamento redondo. localiza-se na frente da orelha. parte final do intestino grosso. Sublingual também situada embaixo do soalho da boca. sob a pele e sobre o ramo da mandíbula. todas se comunicam com a cavidade oral. abre-se através do ducto submandibular. quadrado e caudado separados pelas seguintes estruturas: vesícula biliar. cólica e renal. gástrica.

Contém ainda o bicarbonato de sódio para neutralizar o ácido clorídrico do estômago.fígado (ao centro). Vascularização: a cabeça do pâncreas é irrigada pelas artérias pancreaticoduodenais superiores anterior e posterior. na ampola hepatopancreática. ambos sem maior significado funcional. É órgão retroperitoneal. Em alguns indivíduos podemos ter um segundo ducto chamado acessório que desemboca também no duodeno. lipase para as gorduras e tripsina para digestão das proteínas. um pouco acima do outro na papila menor do duodeno. corpo e cauda. Pâncreas: É também abdominal. O suco pancreático escoa principalmente por um ducto chamado ducto pancreático que desemboca na papila maior do duodeno. a artéria hepática própria (à esquerda) e saem os ductos hepáticos (à direita) das vias biliares conduzindo a bile com sais biliares. Entram. O fígado é envolvido por peritônio visceral menos em uma pequena parte da face diafragmática chamada área nua. Atualmente o fígado é dividido em 8 segmentos que desfrutam de certa autonomia funcional com aplicação cirúrgica. Ao nível do hilo temos o pedículo hepático representado pelas estruturas que entram e saem do fígado. situado por trás do estômago. na 2a porção juntamente com o ducto colédoco. são: cabeça. a veia porta (posterior) que traz o sangue dos locais onde houve absorção alimentar (estômago. por diante da coluna vertebral é envolvido em parte pelo duodeno e se estende até o baço no lado esquerdo. A vesícula biliar é um reservatório de bile que se contrai estimulada pela presença de alimento gorduroso no duodeno. isto é coloca-se posteriormente ao peritônio. eliminando bile para o duodeno através dos ductos cístico e colédoco. Compreendem os ductos hepáticos direito e esquerdo que se unem para formar o ducto hepático comum que ao receber o ducto cístico proveniente da vesícula biliar formam o ducto colédoco que vai se unir ao ducto pancreático proveniente do pâncreas para juntos desembocarem através da ampola hepatopancreática na papila maior do duodeno na 2 a porção do duodeno. Vias biliares: É o conjunto de ductos (tubos) que conduzem a bile desde a sua formação no tecido hepático até a desembocadura na 2a porção do duodeno. partindo do duodeno em direção ao baço. O comportamento do peritônio em relação ao fígado será estudado posteriormente. A parte posterior da cabeça ao contornar os vasos mesentéricos superiores apresenta um prolongamento em ponta chamado processo uncinado. colo. é o túber omental. intestinos). ramos da artéria 146 . Sua secreção para o duodeno chama-se suco pancreático e contém as enzimas: amilase para os hidratos de carbono. o corpo também apresenta uma proeminência em sai margem superior. Os sais biliares atuam sobre as gorduras quebrando suas moléculas para que as lipases possam atuar melhor. Podem ser intra-hepáticas situadas dentro do fígado e extra-hepáticas quando saem do fígado pelo hilo. Suas partes.

retal superior Reto 16 Ampola do reto 17 Prega transversa Canal anal 18 Coluna anal 19 Válvula anal 20 Seio anal 21 M. cólica esquerda 15. esfíncter interno do ânus Glândulas salivares maiores 23 Parótida 24 Ducto parotídeo 25 Submandibular 26 Ducto submandibular 27 Sublingual Fígado 28 Face diafragmática Face visceral compreende: 29 Lobo direito 30 Lobo esquerdo 147 . pancreática dorsal) e a cauda pela pancreática caudal também ramo da artéria esplênica. esfíncter externo do ânus 22 M. cólica média 14 a. O corpo é irrigado por ramos da artéria esplênica (pancreática magna.2ª parte 1 Alça do jejuno 2 Alça do íleo Intestino Grosso 3 Ceco 4 Apêndice vermiforme 5 Colo ascendente 6 Colo transverso 7 Colo descendente 8 Colo sigmóide 9 Tênia do colo 10 Saculação 11 Apêndice omental 12 a. ileocólica 13 a. nas partes anterior e posterior da cabeça.gastroduodenal e ramos anterior e posterior da artéria pancreaticoduodenal inferior ramo da artéria mesentérica inferior. respectivamente. Essas artérias se anastomosam. a. A drenagem venosa é efetuada pelas veias pancreáticas da veia esplênica Roteiro prático do Sistema Digestório . pancreática inferior.

Divisão: Embora seja uma membrana contínua. pelve e diafragma. c) proteção das vísceras mediante mecanismos de secreção e absorção. Função: a) superfície de deslizamento para as vísceras permitindo os seus pequenos movimentos sem grandes desgastes por atrito. lisa. Nessa cavidade existe uma pequena quantidade de líquido chamado líquido peritoneal. a cavidade não aparece (potencial) embora exista. 148 . b) manutenção das vísceras em posição. o peritônio é dividido em duas folhas: peritônio visceral que recobre as vísceras (órgãos) e o peritônio parietal que recobre as paredes do abdome. já que de alguma maneira fixam as vísceras nas paredes. Entre o peritônio parietal e o peritônio visceral existe uma cavidade vazia (na mulher contém o ovário) chamada cavidade peritoneal. fina. no entanto como os órgãos estão muito próximos uns dos outros e das paredes.31 Lobo quadrado 32 Lobo caudado 33 Porta do fígado 34 Veia cava inferior 35 Ligamento redondo 36 Ligamento venoso 37 Veia porta 38 Artéria hepática própria 39 Impressões de órgãos vizinhos (renal) Vias biliares 40 Vesícula biliar 41 Ducto cístico 42 Ducto hepático (direito e esquerdo) 43 Ducto hepático comum 44 Ducto colédoco Pâncreas 45 Cabeça do pâncreas 46 Colo do pâncreas 47 Corpo do pâncreas 48 Cauda do pâncreas 49 Processo uncinado 50 Ducto pancreático PERITÔNIO Prof. Nader Wafae Conceito: é uma membrana serosa. quase transparente que reveste as paredes e os órgãos das cavidades abdominal e pélvica. conta para tanto com a ação lubrificante do líquido peritoneal.

no trajeto do diafragma e parede ânterolateral para o fígado formam-se dois ligamentos: a) o coronário (cujas extremidades constituem os triangulares) e b) o falciforme. O peritônio que recobre o cólo sigmóide o faz a uma certa distância da parede formando o mesossigmóide. duas que descem e duas que sobem) envolvem o colo transverso e se dirigem a parede posterior como mesocolo transverso. uma camada basal de sustentação e uma camada conjuntiva de fibras colágenas. onde se juntam novamente e descem até um plano passando pelas cristas ilíacas. e) prega: saliência linear de peritônio ao contornar uma estrutura pequena . 2 lâminas anteriores do omento maior e a parede posterior pelo peritônio parietal posterior e pelas 2 lâminas posteriores do omento maior. bolsa: uma formação sacular revestida por peritônio. b) hepatoduodenal na margem livre do omento menor sob o qual existe uma passagem chamada forame omental por onde se introduz o dedo para alcançar a bolsa omental. Formação: o peritônio visceral deriva da esplancnopleura (parede do celoma próxima ao endoderma).Constituição: apresenta uma camada de mesotélio. c) omento: porção do peritônio que vai de uma víscera à outra víscera e contem vasos em seu interior.f) fossa: uma escavação rasa revestida por peritônio. b) mudanças de forma e de posição por torções e deslocamentos c) coalescência (lâminas peritoneais próximas. Disposições especiais em órgãos do sistema digestório: o peritônio parietal após revestir as paredes abdominais ântero-laterais (parte vem da direita e parte vem da esquerda) e o diafragma. O peritônio que recobre os colos 149 . b) meso: porção do peritônio que vai da parede à víscera contendo vasos em seu interior. ao atingir a curvatura menor separam-se para revestir as faces anterior e posterior do estômago até a curvatura maior. desprendem-se deste para revestir o fígado tornando-se visceral. elásticas e células gordurosas principalmente Tamanho: 2 a 7 metros quadrados. parede posterior do estômago. Bolsa omental é um espaço sacular peritoneal cuja parede anterior é formada pelo omento menor. Após revestir o fígado as duas lâminas (direita e esquerda. Definições: a) folhas: cada uma das divisões do peritônio (visceral e parietal). Desenvolvimento: o peritônio se desenvolve acompanhando as vísceras que recobre. g) recesso: uma escavação profunda revestida por peritônio. d) l igamento: porção do peritônio que vai da parede à víscera ou de uma víscera à outra e não contem vasos em seu interior. nesse momento voltam-se sobre si mesmas e sobem em direção ao colo transverso pelo mesmo trajeto por onde desceram e forma o omento maior (4 lâminas. As duas margens do omento menor são espessadas e são chamadas de ligamentos a) hepatogástrico. o peritônio parietal deriva da somatopleura (parede do celoma próxima ao ectoderma). em contato e desprovidas de movimento são reabsorvidas pelo organismo e desaparecem.) se encontram no hilo do fígado e se colocam uma na frente e outra atrás para se dirigirem à curvatura menor do estômago. nesse trajeto formam o omento menor. as etapas mais importantes são: a) crescimento simples (multiplicação celular).

O pâncreas é um órgão secundariamente retroperitoneal isto é. Como o intestino (delgado e grosso) necessita de grande crescimento para atingir sua extensão completa (6 metros) irá apresentar durante o desenvolvimento embrionário uma torção de 270° tendo como eixo a artéria mesentérica superior. inicialmente. inicialmente o pâncreas é sagital isto é colocado no sentido ântero-posterior durante seu desenvolvimento e por acompanhar o estômago desloca-se para a esquerda. De fato. na linha mediana próximo à pelve vai se colocar. fazendo com que a parte esquerda do peritônio que o reveste encoste no peritônio parietal posterior. O mesmo ocorre com a flexura duodeno jejunal. É primária quando o distúrbio encontra-se na 150 . Esta rotação vai permitir o crescimento do jejuno e íleo que se liga à parede posterior pelo mesentério cuja base oblíqua tem em torno de 15 cm mas o suficiente para alcançar na borda livre todo o jejuno e íleo Os únicos órgãos situados no interior da cavidade peritoneal são o ovário e partes da tuba uterina (infundíbulo com as fímbrias). no início de sua formação é peritonizado mas deixa de sê-lo durante o desenvolvimento por coalescência. no lado direito embaixo do fígado mediante essa rotação de 270º. em sua posição definitiva. o ponto que vai formar a flexura direita do colo colocado. de início à direita e no alto coloca-se mais a esquerda e embaixo. sobra apenas o revestimento anterior deixando o pâncreas atrás do peritônio. Roteiro prático de peritônio 1 Peritônio parietal 2 Peritônio visceral 3 Omento maior 4 Omento menor 5 Mesentério 6 Mesocolo 7 Prega umbilical mediana 8 Prega umbilical medial 9 Escavação retovesical ou retouterina 10 Ligamento coronário 11 Ligamento falciforme 12 Ligamento triangular 13 Forame omental Doenças do sistema digestório Acalasia É distúrbio no relaxamento do esfíncter esofágico gerando obstrução funcional do esôfago durante a deglutição. lâminas próximas sem movimento são reabsorvidas por coalescência. são portanto parcialmente peritonizados. O ceco é peritonizado mas não possui meso que se restringe ao apêndice (mesoapêndice). Assim sendo. O peritônio restringe-se à margem anterior do ovário.ascendente e descendente somente o fazem pela frente e pelos lados. A parte do duodeno ligada à cabeça do pâncreas sofre o mesmo processo e a cauda do pâncreas pode estar parcialmente peritonizada.

aspiração e carcinoma esofágico são as principais complicações. dor torácica e regurgitação.. doença de Chagas. na curvatura menor ou nas proximidades do piloro. Ardor retroesternal (pirose). É secundária quando é conseqüência de outras doenças como: tumores gástricos e esofágicos. Ocorre quando fatores agressores da mucosa como o ácido clorídrico e as enzimas digestivas predominam sobre os fatores defensivos da mucosa – a barreira mucosa. pela gravidade na posição deitada e pelo aumento da pressão abdominal.inervação da musculatura lisa. vômitos e emagrecimento. No quadro clínico é comum a disfagia. No quadro clínico apresentam: disfagia (dificuldade em deglutir). No quadro clínico apresentam halitose (mau hálito). Fumo e consumo de álcool podem estar associados. Esôfago de Barrett Formação de epitélio mais resistente na parte do esôfago próximo ao estômago provavelmente readaptação nos casos de refluxo gastroesofágico. É comum sua associação com infecção por Helicobacter pylori. Espasmo esofágico Contrações múltiplas do esôfago que podem ser espontâneas ou durante a deglutição. Pode ocorrer esofagite de refluxo com inflamação e mudanças do epitélio. dor torácica e disfagia. Também pode ocorrer por falha dos fatores que normalmente impedem o refluxo: incompetência do esfíncter esofágico. Divertículos do esôfago Evaginações da parede do esôfago formando pequenas bolsas. Aoresentam tendência para adenocarcinoma. Pela semelhança com a mucosa do estômago as úlceras duodenais ocorrem no início da parte superior. regurgitação. Câncer do esôfago Em 90% é do tipo carcinoma epidermóide (revestimento epitelial) localizado no terço médio e em 10% é adenocarcinoma (glandular). Úlcera péptica Lesão erosiva e circunscrita das mucosas do estômago ou do duodeno. regurgitação de alimentos e disfagia. No quadro clínico predomina a disfagia não progressiva e ardor retroesternal. Podem ser de propulsão quando a pressão é interna e de tração quando a força é externa ao órgão. O divertículo faringoesofágico de Zenker forma-se na transição entre a faringe e o esôfago no nível do músculo cricofaríngeo. Esofagite. Refluxo gastroesofágico Quando o conteúdo gástrico reflui para o esôfago provocado por excesso de suco gástrico. linfomas. As úlceras gástricas podem estar localizadas no corpo. 151 . integridade do ligamento frenicoesofágico e manutenção do ângulo entre esôfago e estômago.

dor abdominal. Pode ser: a. Etiologia desconhecida porém apresenta componente familiar. Diarréia. b. 152 . centeio. A gastrite crônica. parasitas (giárdia) e vírus presentes em alimentos e água contaminados. Os sintomas são comuns ao refluxo gastroesofágico. dispepsia. e febre. Estenose hipertrófica do piloro Obstrução do canal pilórico devido à hipertrofia congênita da camada muscular. Pode ser aguda ou crônica. náuseas e vômitos. antiinflamatórios. Parasitose intestinal Infestação intestinal causada por parasitas. No quadro clínico temos: diarréia líquida. anemia são alguns sintomas. Gastrenterite aguda Inflamação da mucosa do intestino delgado.por deslizamento quando ocorre apenas pela junção esofagogástrica. Doença celíaca Doença de má absorção pelo intestino delgado com diarréia e desnutrição desencadeada pela ingestão de glúten em pessoas que tem intolerância ao glúten (trigo. Associa-se com fatores genéticos e auto-imunológicos. No quadro clínico apresentam: dor epigástrica e emagrecimento. No quadro clínico predomina o vômito nas primeiras semanas de vida. nas úlceras gástrica o ritmo é – dói – come – dói – passa . Sintomas: dor no epigástrio. em geral. prurido anal. vômitos. Alguns são microscópicos como a giárdia lamblia e amebas) e outros são maiores como ascaris e tênias. Hérnia de hiato É a passagem de parte do estômago para o interior do tórax através do hiato esofágico. corticóides e álcool. Gastrite Inflamação da mucosa gástrica. São importantes os antecedentes de incidência familiar. A gastrite aguda pode ser desencadeada pela ingestão de aspirina. desnutrição e desidratação. dieta com alimentos salgados. em geral está associada à infecção por Helicobacter pylori. nos casos graves pode apresentar hemorragia.paraesofágica quando é o estômago que se desloca.enquanto que úlceras duodenais o ritmo é – dói – come – passa. dores abdominais fracas.O quadro clínico característico é a dor epigástrica em queimação. Alimentos contendo ovos ou larvas são os principais responsáveis pela transmissão. Adenocarcinoma gástrico É o tumor maligno glandular do estômago. infecciosa provocada por bactérias (Salmonela). ou de fome. defumados e crus e fumantes. aveia e cevada).

Síndrome de má absorção É a absorção desordenada ou inadequada de nutrientes pela mucosa intestinal. Várias são as causas: doenças que atingem a mucosa intestinal, infecções, insuficiência pancreática, deficiência de lactase, falta de sais biliares, diminuição da superfície de absorção. Os sintomas mais comuns são: diarréia, emagrecimento, distensão abdominal, e desnutrição. Doença de Crohn Doença inflamatória do intestino de causa provavelmente auto-imune. Mais frequentemente atinge o íleo terminal e colo direito é descontínua. No quadro clínico o paciente apresenta: dor abdominal e diarréia, emagrecimento. Pode complicar com formação de fístulas (comunicação anormal entre vísceras ou cavidades) e perfuração e favorecer a formação de tumores. Diverticulite aguda Inflamação de um ou mais divertículos (evaginações da parede do colo formando pequenas bolsas). Em geral aparece colo sigmóide de idosos com dietas pobres em fibras. A inflamação decorre, em geral, de infecção que ocorre após obstrução do divertículo com matéria fecal. Apresenta risco de perfuração. No quadro clínico observa-se: febre, dor abdominal localizada na região inguinal esquerda, diarréia ou prisão de ventre. Obstrução intestinal É a parada na progressão do conteúdo intestinal. As causas são muitas: obstrução por corpo estranho (bolo de ascaris), compressão externa (tumores em órgãos vizinhos), estenoses (tumores intrínsecos), aderências (bridas peritoneais aderindo alças), torção de alça intestinal (volvo intestinal), invaginação intestinal ( pedaço de alça intestinal entrando dentro da própria alça). No quadro clínico, o paciente apresenta: dor em torno do umbigo, náuseas, vômitos, eliminação de gases e de fezes suspensas, distensão abdominal. Diarréia Define-se como o aumento de peso das fezes, do número de evacuações ou diminuição da consistência das fezes. A diarréia aguda, em geral, é infecciosa proveniente de alimentos contaminados ou a vírus. A diarréia crônica pode ser provocada por estimulação da secreção intestinal, alteração da motilidade intestinal ou inflamação desencadeada por laxantes. Apendicite aguda É a inflamação do apêndice vermiforme. Em geral é a infecção do apêndice que segue à sua obstrução. As causas mais comuns da obstrução são: aumento dos folículos linfáticos, fecalitos (fragmento endurecido de fezes), corpos estranhos ou tumores. No quadro clínico, em geral, começa com dor periumbilical, que depois se localizana região inguinal direita é dor contínua e forte, vômitos e febre são freqüentes.

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Colite ulcerativa Doença inflamatória da mucosa do colo de causa desconhecida. Atinge toda a mucosa e no quadro clínico temos: sangramento, diarréia, contendo muco e pus, febre, dor abdominal e pode complicar perfurando. Constipação (prisão de ventre) É a eliminação de fezes em períodos irregulares, em geral devido à falta de fibras na dieta. Além do mal estar apresenta dificuldades para defecar e dor abdominal. Pólipo intestinal Tumor, em geral benigno, com pedículo. Os pólipos do intestino grosso merecem cuidado pois podem se tornar tumores malignos. Há componente familiar. Assintomáticos, podem apresentar sangramentos. Síndrome do colo irritável É o distúrbio funcional e desordenado da motilidade intestinal. É a afecção mais freqüente do sistema digestório. Não são encontradas evidências bioquímicas, microbiológicas ou anatômicas para explicar a sintomatologia O paciente apresenta dor abdominal acompanhada de diarréia ou constipação intestinal ou alternância de ambas, gases, distensão abdominal, intolerância por alguns alimentos.. Transtornos psicológicos como ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e estresse emocional estão associados com freqüência. Adenocarcinoma colorretal É o tumor maligno glandular do colo e o mais freqüente do sistema digestório. São importantes os antecedentes de dieta gordurosa, inflamações freqüentes e incidência familiar. Os tumores do colo ascendente apresentam sangramento e anemia, os do colo sigmóide, sintomas obstrutivos, perfuração e enterorragia (sangramento nas fezes). Fissura anal Ulceração benigna localizada no canal anal. provocada por infecção das colunas anais e traumatismos pelas dificuldades em evacuar. Apresenta dor intensa ao defecar, podendo ocorrer sangramento retal. Hemorróidas Dilatações de veias anorretais. Podem ser internas, externas e mistas. As internas podem ser de primeiro grau quando não se exteriorizam, de segundo grau quando se exteriorizam mas podem ser reduzidas e de terceiro grau quando são permanentes; as externas localizam-se nas margens do ânus. Sintomas: dor ao defecar, sangramentos, pode ocorrer trobose. Hepatites a vírus Infecção do fígado provocada por vírus que se classificam em: A, B, C, D, E. As hepatites A e E são transmitidas pelas fezes, em água e alimentos contaminados pelo vírus. As hepatites B, C e D são transmitidas principalmente pelo sangue.

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O quadro clínico apresenta: anorexia, náuseas, vômitos, fraqueza, icterícia, colúria, (urina escura) e acolia (fezes claras). Pode haver complicações e cronicidade. Hepatopatia alcoólica São as lesões apresentadas pelo fígado em função do consumo de álcool. Podem ser: esteatose (degeneração gordurosa), hepatite e cirrose. Na esteatose há aumento do fígado, na hepatite e na cirrose os quadros clínicos comuns às hepatites e à cirrose. Cálculos biliares (litíase) É a presença de cálculos (pedras) nas vias biliares, mais comumente na vesícula biliar. Os cálculos podem ser de colesterol, de bilirrubina ou de proteínas. É mais freqüente em mulheres obesas. No quadro clínico predominam a dor em cólica no hipocôndrio direito e os vômitos biliares. Carcinoma hepatocelular É o tumor maligno do fígado. O paciente apresenta dor e massa abdominal palpável no hipocôndrio direito. Cirrose hepática Fibrose do tecido hepático, alterações degenerativas e estruturais, infiltração gordurosa, e presença de nódulos. São importantes os antecedentes de: alcoolismo, hepatite a vírus, drogas, deficiência nutricional. No quadro clínico podemos ter: hemorragia digestiva por varizes esofágicas, icterícia, ascite (líquido na cavidade peritoneal). Colecistite aguda É a inflamação da vesícula biliar. Na maioria dos casos é obstrutiva por cálculo seguida de infecção bacteriana. O paciente apresenta dor em cólica no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos biliosos e febre e sinal de Murphy (dor a palpação no hipocôndrio direito). Pancreatite É a inflamação do pâncreas, pode ser aguda ou crônica. Costuma-se associála à obstrução por cálculos biliares e ao alcoolismo, medicamentos, vírus e aos traumatismos abdominais. Os sintomas mais freqüentes são: forte dor abdominal em faixa que se irradia para as costas, e vômitos. Fibrose cística do pâncreas Doença sistêmica hereditária ligada a gene recessivo que atinge à parte exócrina do pâncreas e a maioria das glândulas de secreção externa (sudoríferas, brônquicas). No quadro clínico temos: dor abdominal, diarréia, emagrecimento e associação com sintomas respiratórios. Câncer de pâncreas Em geral é adenocarcinoma do ducto, na cabeça do pâncreas.

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suspensão dos ruídos intestinais. taquicardia. Podem ser diretas e indiretas. pelve renal. cálice maior. bexiga urinária e uretra. encapsulada (abscessos) gasosa (presença de gases). Quando não se consegue reduzir (empurrar a hérnia para dentro) pode ocorrer a hérnia estrangulada com o comprometimento da irrigação do saco herniado. direito e esquerdo 156 . perfurações ou rupturas de vísceras ocas. A causa mais freqüente é a propagação de infecções em vísceras peritonizadas (secundária). . rigidez da parede abdominal (abdome em tábua)e pode chegar ao choque. difusa (generalizada). SISTEMA URINÁRIO Prof. Hérnia inguinal É a passagem de conteúdo abdominal através de um ponto fraco da parede muscular do abdome. Em geral. Dr. Essas funções são desenvolvidas através dos seguintes mecanismos: 1-Filtração do sangue pelos glomérulos renais (um litro por minuto) para os túbulos renais 2-Reabsorção desse filtrado depurado nos túbulos renais (a maior parte) 3-Excreção pequena parte desse filtrado com resíduos químicos é eliminado pela urina (um a um litro e meio por dia). No quadro clínico o paciente apresenta dor abdominal e diarréia. biliar (presença de bile). Rim: Número: dois. Nas diretas o conteúdo abdominal passa pela parede posterior do canal inguinal (fáscia transversal). Síndrome de Zollinger-Ellison É presença de tumores pancreáticos secretores de gastrina. observa-se ou palpa-se uma tumoração mole no nível inguinal ou no escroto.No quadro clínico temos dor epigástrica constante. ureter. Constituição: O sistema urinário se compõe de um órgão par chamado rim e das vias urinárias: cálice menor. em resposta o estômago secreta grandes quantidades de ácido clorídrico e pepsina e conseqüente aparecimento de úlceras no estômago e no intestino delgado. Peritonite Inflamação do peritônio. febre. Nader Wafae Funções: O rim depura o sangue e mantém o equilíbrio eletrolítico. na produção de glóbulos vermelhos. Apresenta dor e distensão abdominal. circunscrita (localizada). Há vários tipos de peritonite: asséptica (substâncias químicas). Nas diretas o conteúdo abdominal passa para parede através do anel inguinal profundo (fáscia transversal). emagrecimento e icterícia (coloração amarela da pele e das mucosas). através dos genitais internos femininos. 4-Secreção do hormônio renina que atua na regulação da pressão arterial e eritropoetina.

Localização: parede posterior da cavidade abdominal ao lado da coluna vertebral, entre 12a vértebra torácica e 3a lombar, sendo que o direito se encontra um pouco mais baixo. Descrição externa: faces: anterior e posterior; pólos: superior e inferior; margens: lateral (convexa) e medial (côncava); forma: de um feijão; Hilo Renal é uma abertura na margem medial do rim Seio Renal é uma escavação que continua o hilo para dentro do rim e que contem parte das vias urinárias, gordura e vasos. Pedículo Renal é o conjunto dos elementos que entram no rim como a artéria renal ou saem veia renal e pelve renal (um dos componentes das vias urinárias). A disposição mais freqüente desses elementos no hilo renal é de diante para trás: veia, artéria e pelve renal. Cápsula renal fibrosa: é a membrana fina e transparente que envolve os rins. Relações com outros órgãos: Rim direito = fígado, duodeno, colo Rim esquerdo = estômago, baço, pâncreas, colo Relações com o peritônio: os rins são retroperitoneais, portanto sem relação com o peritônio. São envolvidos por tecido conjuntivo frouxo que deriva do tecido extraperitoneal, a fáscia renal, contínua na parte superior que envolve as glândulas supra-renais e disponde de abertura na parte inferior. Entre a fáscia renal e a cápsula renal existe gordura no espaço perirrenal. Descrição interna: Mediante um corte frontal do rim identificamos as partes: Medula renal, mais interna, formada por estruturas triangulares escuras chamadas pirâmides onde predominam os túbulo renais e ductos coletores, alternadas com estruturas retangulares claras chamadas colunas renais. Córtex renal, mais externa e clara, onde predominam os glomérulos renais, das bases das pirâmides destacam-se pequenos prolongamentos, os raios medulares. Os vértices das pirâmides estão voltados medialmente e denominam-se papilas e se encaixam no início das vias urinárias ou seja nos cálices menores. Cada pirâmide associada a córtex e as colunas que a envolvem constituem o lobo renal que são em número de 7 a 14 por rim. O rim apresenta estrutura segmentar totalizando cinco segmentos. Vascularização: O rim é irrigado pela artéria renal que se divide em 5 artérias segmentares, estas formam, em seqüência: as artérias interlobares situadas nas colunas renais, artérias arqueadas na base das pirâmides, artérias interlobulares entre os raios medulares, arteríolas glomerulares aferentes, arteríolas glomerulares eferentes, arteríolas retas. A drenagem é feita pela veia renal. Vias urinárias: Cálices menores: adaptam-se às papilas das pirâmides recolhendo a urina formada nos túbulos coletores. Cálices maiores: em número de 2 a 3 por rim são formados pela reunião de número variável de cálices menores. Pelve renal: Formada pela confluência dos cálices maiores, conduz a urina para o ureter já fora do rim, Ureter: é um tubo longo que une a pelve renal à bexiga urinária. Divide-se em 3 partes conforme sua localização: abdominal, pélvica e intramural (esta na

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parede da bexiga). Sua desembocadura na bexiga urinária chama-se óstio do ureter. Apresenta em sua extensão três estreitamentos onde costumam encravar cálculos: 1- na junção com a pelve renal, 2- ao passar sobre os vasos ilíacos e 3- na parede da bexiga, intramural. Bexiga urinária: é uma estrutura sacular situada na pelve que funciona como reservatório de urina (cerca de 1 a 1,5 litro). O ápice está voltado para cima e para diante, e a base e o colo estão situados inferiormente. Internamente destaca-se o trígono da bexiga que é uma área triangular situada na base da bexiga, delimitado por 2 óstios do ureter unidos pela prega interuretérica e pelo óstio interno da uretra. A maior parte que compõe a musculatura da bexiga denomina-se detrusor e nas proximidades do óstio interno situa-se a musculatura esfinctérica lisa e estriada. A bexiga é revestida por mucosa pregueada, menos a do trígono que é lisa. No início e atrás do óstio interno da uretra há uma pequena saliência chamada úvula da bexiga. Uretra: é a parte final das vias urinárias que comunica a bexiga urinária ao meio exterior. em seu início apresenta uma linha saliente na parede posterior: a crista uretral. Há diferenças acentuadas entre a uretra feminina e a masculina: • Uretra feminina é curta, retilínea, exclusivamente urinária. • Uretra masculina é longa, sinuosa pertencente aos sistema urinário e genital. Divide-se em três partes: prostática que atravessa a próstata, membranácea que atravessa o períneo e esponjosa incluída no corpo esponjoso do pênis com uma dilatação inicial: fossa bulbar e outra terminal: fossa navicular que se abre no exterior pelo óstio externo da uretra.

Roteiro prático do Sistema Urinário 1 Rim: face anterior 2 Rim: face posterior 3 Rim: margem medial 4 Rim: margem lateral 5 Rim: extremidade (pólo) superior 6 Rim: extremidade (pólo) inferior 7 Hilo renal 8 Seio renal 9 Pedículo renal 10 Cápsula renal (fibrosa) 11 Fáscia renal 12 Córtex renal 13 Medula renal 14 Pirâmide renal 15 Papila renal 16 Artéria segmentar 17 Coluna renal 18 Cálice menor 19 Cálice maior

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20 Pelve renal 21 Ureter: parte abdominal 22 Ureter: parte pélvica 23 Bexiga urinária 24 Músculo detrusor 25 Úvula da bexiga 26 Trígono da bexiga 27 Prega interuretérica 28 Óstio do ureter 29 Óstio interno da uretra 30 Uretra masculina: parte prostática 31 Colículo seminal 32 Utrículo prostático 33 Seio prostático 34 Uretra masculina: parte membranácea 35 Uretra masculina: parte esponjosa 36 Fossa navicular da uretra 37 Óstio externo da uretra Doenças do sistema urinário Carcinoma renal. Adenocarcinoma das células do túbulo contorcido proximal é o tumor renal mais freqüente. No quadro clínico observa-se: hematúria, dor e tumor no local. Glomerulonefrite Inflamação dos glomérulos renais de caráter auto-imune pois em geral ocorre após infecções do sistema respiratório por estreptococos. Pode ser aguda, subaguda e crônica. No quadro clínico observa-se: proteinúria, hematúria, hipertensão arterial, edemas e eventualmente insuficiência renal. Antecedente de amidalite é importante. Hidronefrose. Distensão e retenção de urina na pelve renal e ou ureter em decorrência de obstrução do fluxo da urina principalmente na junção pieloureteral. As causas mais comuns são: cálculo ureteral, estenose do ureter, bexiga neurogênica, malformações congênitas, estenoses cicatriciais, compressões extrínsecas. (vasculares, tumores, gravidez, infecções). Quadro clínico depende da causa e da evolução pode ir ata insuficiência renal por compressão do parênquima pela urina. Infecção urinária Pode ser alta ou pielonefrite quando atinge o rim e baixa, quando atinge a bexiga (cistite) ou a uretra (uretrite). A via de infecção mais comum é pela uretra. É mais freqüente em mulheres, idosos, pacientes sondados e gestantes.

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culminado com a uremia e seus sintomas toxêmicos. dor forte descontínua na região lombar que se propaga para os genitais externos. Incontinência urinária É a incapacidade para controlar voluntariamente a micção. Resulta de lesão renal não superada no decorrer do tempo levando a um progressivo distúrbio da função renal. hipertensão arterial ou em doenças renais. é o que ocorre na diabete. hematúria. em geral. causada por contrações do 160 . Litíase É a presença de cálculos (pedras) nas vias urinárias. de urgência. polineurite (inflamação de nervos periféricos). proteinúria e insuficiência renal aguda. polaciúria.Quadro clínico: na cistite apresenta disúria. As causas mais freqüentes são: de esforço. nefropatia diabética. com diminuição de proteínas no sangue e edema como conseqüência de doenças renais como glomerulonefrites. fosfato de cálcio e ácido úrico. Resultam de distúrbios metabólicos com acúmulo de cristais nas vias urinárias como oxalato de cálcio. Insuficiência renal aguda É a incapacidade do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. hipertensão. nictúria (eliminação aumentada duante a noite) e hipertensão arterial. na pielonefrite apresenta febre. insuficiência cardíaca.A lesão do glomérulo acarreta a passagem de glóbulos vermelhos e proteínas na urina. O quadro clínico apresenta oligúria. dor no hipogástrio. Síndrome nefrítico Caracteriza-se pela tríade: hematúria. Policisto renal É a presença de cisto (coleção líquida envolvida por uma cápsula). dor lombar e outros sintomas de infecção urinária. micção urgente. diminuição da quantidade de urina (oligúria). congênito que pelo crescimento vão ocupando espaço no rim podendo levar à insuficiência renal. provenientes de fatores anatômicos musculares ou nervosos. conseqüente de glomerulonefrites. vômitos. Insuficiência renal crônica É a incapacidade continuada do rim em excretar normalmente as substâncias tóxicas resultantes do metabolismo celular. O quadro clínico apresenta hematúria (sangue na urina). Síndrome nefrótico Perda excessiva de proteínas pela urina. em geral. encefalopatias (confusão mental. convulsões) e endócrinos. edema nos membros inferiores. No quadro clínico temos: edema de face e de membros inferiores podendo generalizar-se (anasarca). A uremia é caracterizada por sintomas nos diferentes sistemas: anorexia. arritmias por hiperpotassemia. O quadro clínico característico é a cólica renal.

tuba uterina e vagina. pela gestação (desenvolvimento do feto) e pelo parto. disúria (dor ao urinar). direito e esquerdo Função: produção de óvulos e de hormônios – estrógeno responsável pela formação dos caracteres sexuais secundários (voz. alterações no esfíncter ou de sua coordenação com o detrusor. Constituição: os órgãos genitais classificam-se em internos e externos. Descrição externa: O ovário apresenta: duas faces . Etimologia: do latim. Dr. nos casos hiperrefléxicos temos perda de urina. o conjunto destas estruturas denomina-se vulva ou pudendo feminino. O quadro clínico apresenta incontinência urinária. quando excede a capacidade da bexiga e funcionais decorrentes dos hábitos. Nader Wafae O sistema genital feminino participa a) da reprodução humana pela produção da célula genital feminina. lábios maiores. útero. Situação: fossa ovária na parte lateral e posterior da pelve entre a parte oclusa da artéria umbelical e a artéria ilíca interna. polaciúria (aumento do número de micções). implantação do ovo e preservação da gravidez. Órgãos genitais internos: Ovário: Conceito: glândula endócrina em forma irregularmente oval. Bexiga neurogênica Alteração do funcionamento normal da bexiga urinária em decorrência de distúrbios do sistema nervoso ou dos nervos que controlam a bexiga urinária. Carcinoma da bexiga Em geral é proveniente das células do epitélio de revestimento. fixação do ovo na mucosa uterina. Os órgãos genitais internos são: ovário. Número: 2.músculo detrusor. mama etc. forma da pelve. lábios menores. nas bexigas neurogênicas por hiporreflexia há dilatação e são freqüentes as infecções.medial em relação com a tuba uterina (tubária) e lateral em relação com parede da pelve. b) da definição dos caracteres sexuais secundários da mulher pela secreção de hormônios sexuais. duas extremidades – 161 . pela fecundação. ovarius que carrega ovos.) e pela reconstrução da mucosa do endométrio após a menstruação. No quadro clínico observa-se: hematúria (sangue na urina). bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares maiores e menores. relaxina que durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve. encontro do óvulo com o espermatozóide. Os órgãos genitais externos são: monte do púbis. Distúrbios funcionais da bexiga urinária como contração exagerada ou diminuída. disposição dos pêlos. clitóris. urgência miccional e infecções urinárias. de transbordamento. progesterona responsável pelo amadurecimento e preparação da mucosa do endométrio. o óvulo. pela implantação. polaciúria. SISTEMA GENITAL FEMININO Prof.

Linfáticos: linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. o infundíbulo que termina em prolongamentos que se assemelham a uma franja. o istmo da tuna uterina.tubária (superior) encoberta pela tuba uterina e uterina (inferior) com o ligamento útero-ovárico que prende o ovário ao útero. Linfáticos: drenam para os linfonodos pré-aórticos e aórticos laterais Inervação: plexos ovárico e hipogástrico. duas margens – mesovárica situada anteriormente e ligada ao mesovário e livre (posterior) emrelação com a tuba uterina. Ligamentos: suspensor do ovário que fixa a extremidade superior do ovário à parede lateral da pelve). em seguida a porção mais longa. é a parte uterina. Etimologia: do latim uterus – saco de pele para levar líquidos. Óstios: nas extremidades da tuba uterina situam-se os orifícios: um deles é medial e se abre na cavidade uterina. a ampola e a parte mais larga. a direita é tributária da veia cava inferior e a esquerda desemboca na veia renal esquerda. córtex com os folículos ovarianos e estroma ovário e finalmente a medula do ovário. na parte superior da pelve menor Comprimento: 10 a 12 cm Partes: são 4. O hilo localiza-se na margem mesovárica. do grego histerus – que vem depois. Vascularização: pela artérias e veias ovárica e uterina. Útero: Conceito: órgão predominantemente muscular em forma de pêra com a parte dilatada para cima. seguida por um segmento estreito fora do útero. Número: 2. Ligamento: possui apenas o mesossalpinge que liga a tuba uterina ao ligamento largo. trombeta. Tuba uterina: Conceito: é um tubo alargado na extremidade lateral que se estende do fundo do útero em direção à parede da pelve para recobrir partes do ovário. o óstio abdominal da tuba uterina. útero-ovárico que fixa a extremidade inferior do ovário ao útero) e mesovário que fixa a margem meosvárica à lâmina posterior do ligamento largo. Estrutura: O ovário é formado por uma sucessão de camadas que da externa para a interna são: epitélio geminativo. trombeta. túnica albugínea. Estrutura: é formada por três camadas: mucosa. Vascularização: artérias: ovárica. 162 . ramo da aorta e um ramo da uterina. fecundação. a porção inicial da tuba localiza-se no interior da parede uterina. veias: ováricas. Situação: disposta transversalmente. mucular e serosa. Número: 1 Função: receber o ovo e desenvolver a gestação. Etimologia: do latim. o óstio uterino da tuba e outro. lateral. as fímbrias. ramo da artéria ilíaca interna. que se abre na cavidade abdominal. o termo salpinge usado em ginecologia deriva do grego. direita e esquerda Função: transporte do óvulo e dos espermatozóides.

A esses conceitos devemos acrescentar: Mesométrio localiza-se na lâmina posterior do ligamento largo ligando o útero à parede da pelve. O ligamento redondo eleva-se na folha anterior do ligamento largo enquanto o mesossalpinge e o mesovário o fazem em sua folha posterior Os ligamentos retouterinos.estreitandose inferiormente. globosa. 163 . A lâmina posterior do ligamento largo divide-se em três partes: mesossalpinge para cima. O fundo do útero é sua parte mais superior. a camada externa. a leve inclinação e torção do útero para a direita. Faces e margens: descrevemos duas faces no útero: anterior (vesical) e posterior (intestinal) que se encontram nas laterais pelas margens do útero. dois óstios. Estrutura: Endométrio é o revestimento interno da cavidade do útero. ou de Mackenrodt . e colo. mais estreito nas extremidades e no interior do qual estão as pregas palmadas e as glândulas cervicais. O ligamento redondo do útero prende o fundo do útero ao monte do púbis passando pelo canal inguinal. mesovário para trás e mesométrio para baixo. istmo. achatada anteroposteriormente. em anteflexão: o ângulo de inclinação para frente formado entre o colo do útero e o corpo do útero e destrotorção. Partes: fundo. O corpo do útero é a parte maior. o óstio anatômico interno do útero em sua parte superior e outro na vagina o óstio do útero dotado de lábios anterior e posterior. A distância entre os dois óstios denomina-se canal do colo do útero. A pregas palmadas são oblíquas e se encaixam de modo a ocluir as paredes do colo. ligam o colo do útero ao sacro e delimitam a escavação retouterina ou fundo de saco de Douglas. O colo do útero é aextremidade inferior apresenta duas partes: uma supra vaginal situada na pelve e outra vaginal localizada no interior da vagina.Localização: no centro da cavidade pélvica Posição: para posicionar corretamente o útero devemos afirmar que ele está em anteversão: o ângulo de inclinação para frente formado entre os eixos da vagina e do útero. Ligamentos – Os ligamentos presos às partes do útero são importantes para sua suspensão e sustentação. prendem o colo do útero à parede lateral da pelve. O ligamento largo é o prolongamento do peritônio que após revestir o útero estende-se para ambos os lados do útero. Miométrio. gordura e os ligamentos transversos do colo.). assim mesossalpinge e mesovário se encontram formando uma angulação. sua camada interna ou mucosa uterina. a partir da emergência das tubas uterinas. O istmo é a parte estreita entre o colo e o corpo a partir do qual se forma durante a gravides o segmento inferior dos obstetras que pela quantidade menor de fibras musculares é o local indicado para incisões nas cesáreas. linfonodos. Os ligamentos transversos do colo (cardinais. Paramétrio é o espaço entre as duas lâminas do ligamento largo contendo vasos. importante recesso para diagnóstico em ginecologia pela sua proximidade com a vagina. corpo. a camada média constitui a musculatura do útero Perimétrio é o peritônio que envolve o útero. formado pela união das lâminas anterior e posterior e liga as margens laterais do corpo do útero às paredes laterais da pelve menor.

laterais e posterior. atravês do pudendo feminino com o útero. óstio da vagina e os óstios das glândulas vestibulares maiores. o vestíbulo da vagina. superiormente e frênulo do clitóris. Órgãos genitais externos: Monte do púbis: é a saliência situada na parte anterior da vulva coberta por pêlos. Correspondência entre os sexos: 164 . corresponde aos corpos cavernosos do homem e como estes apresenta as partes: dois ramos. Nas proximidades do clitóris os lábios menores do pudendo se delaminam e contornam o clitóris formando superiormente o prepúcio do clitóris e inferiormente o frênulo do clitóris. a rima do pudendo. par. corpo e glande do clitóris. Bulbo do vestíbulo é outro órgão eréctil da mulher. substituída posteriormente pelas carúnculas himenais. Inervação: plexos hipogástrico e ovárico. corresponde ao corpo esponjoso masculino. as rugas vaginais. As veias pertencem ao plexo uterino. É envolvido por prolongamentos dos lábios menores que formam o prepúcio do clitóris. Entre a parte vaginal do colo do útero e as paredes da vagina formam-se espaços denominados fórnices: anterior. Vagina Conceito: É o tubo que comunica o meio exterior. quando infectadas constituem a bartolinite. situadas por trás do bulbo do vestíbulo lubrificam a parte inferior da vagina. . Glândulas vestibulares menores estão dispersas pelas paredes do vestíbulo da vagina. Glândulas vestibulares maiores. clitóris. Etimologia: do latim bainha para guardar a espada romana chamada gládio. Linfáticos: os do colo do útero drenam para os linfonodos ilíacos e os do corpo e do fundo para os pré-aórticos e aórticos laterais. Função: é o órgão da cópula. Clitóris é um dos órgãos erécteis femininos. O fórnice posterior é o maior porque a parede posterior é mais longa e utilizado para recolher secreções e análise de células e pela proximidade com a escavação retouterina também usado para punções diagnósticas. ao atingir a parte supravaginal do colo emite ramos para o colo e para o copro do útero. inferiormente. mediano. ramo da artéria ilíaca interna. A artéria uterina encontra-se próximo ao ligamento transverso do colo. Lábios maiores do pudendo são 2 dobras de pele livres que convergem nas extremidades formando as comissuras anterior e posterior dos lábios e que delimitam entre si um espaço. Nesse ponto a artéria uterina mantem importante relação com o ureter. abrem-se entre a margem do óstio e o lábio menor do pudendo.Vascularização: artéria uterina. Óstio da vagina – abertura para o meio exterior situado no pudendo feminino. Hímen – membrana que veda parcialmente a vagina. Lábios menores do pudendo são 2 dobras de pele por dentro dos lábios maiores e que delimitam entre si um espaço menor. e dotado de pregas transversais. par situados em torno do óstio da vagina. Vestíbulo da vagina: é o espaço entre os lábios menores do pudendo contendo de cima para baixo: óstio externo da uretra.

utrículo (colículo seminal) Glândulas vestibulares maiores .Ligamento retouterino 18.Mesovário 16.Lábios maiores do pudendo .Mesométrio 23.Monte do púbis 26.Colo do útero 10.Ovário 2.corpo esponjoso Ovário .Bulbo do vestíbulo 34.Ligamento redondo do útero 12.Ampola da tuba uterina 4.Lábio menor do pudendo 28.Miométrio 20.Mesossalpinge 17.Clitóris 30.Vagina 24.Glândula vestibular maior 36.Óstio externo da uretra 33.Istmo 9.Ligamento suspensor do ovário 15.Endométrio 19.Ligamento útero-ovárico 14.Prepúcio do clitóris 32.Prepúcio do clitóris 29.Corpo do útero 8.Escavação retouterina 165 .Perimétrio 21.Óstio da vagina 35.Paramétrio 22.Istmo da tuba uterina 3.glândulas bulbouretrais.Ligamento largo 13.Fundo do útero 7.Fórnice da vagina 25.Fímbrias da tuba uterina 6.Frênulo do clitóris 31.Infundíbulo da tuba uterina 5.Lábio maior do pudendo 27.escroto Clitóris .Óstio do útero 11.corpos cavernosos Bulbo do vestíbulo .  Roteiro prático de sistema genital feminino 1.testículo Útero .

Através das comunicações com as veias intercostais é que entra em conexão com o plexo vertebral o que explica as metástases para o sistema nervoso central. Irá crescer mais durante a gravidez e regredir na menopausa. Dr. Nader Wafae A glândula mamária é uma glândula de secreção externa de origem sudorífera modificada para a produção de leite e que se encontra no interior da mama. serrátil anterior e oblíquo externo do abdome. Os linfonodos axilares são numerosos e dividem-se em cinco agrupamentos: lateral. pode ser feita pelos linfonodos axilares. Linfáticos A drenagem linfática. deltopeitorais e cervicais profundos. O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática da glândula mamária quando esta apresenta tumor ou câncer. axilar e intercostais. Vascularização A glândula mamária recebe seu fornecimento arterial das artérias: torácica interna e torácica lateral. A glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. rica em glândulas sudoríferas e sebáceas estas últimas são volumosas e formam os tubérculos. muito importante em função das metástases. os chamados ligamentos suspensores da mama. posterior e intermédio. mas na puberdade essa diferença se acentua às custas do desenvolvimento do tecido glandular e deposição de tecido adiposo. A mama situa-se na parede torácica anterior. Desenvolvimento Sua formação se inicia na sexta semana a partir do ectoderma. apresenta fibras musculares lisas circulares e radiadas. Baseia-se na progressão ordenada das células tumorais através dos linfáticos e é por onde se inicia a disseminação das metástases. as fáscias superficial e profunda. Cada lobo é constituído por unidades ainda menores. Drena para as veias: torácica interna. Serve de parâmetro para os procedimentos cirúrgico. Por ocasião do nascimento não apresenta diferenças marcantes entre os sexos. A aréola é um círculo pigmentado que circunda a papila mamária. Durante a gravidez a sua pigmentação fica mais acentuada O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas circulares que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não se deve a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. é formada pela glândula mamária que ocupa sua parte central. Situa-se predominantemente no agrupamento axilar. Estrutura interna: É constituída por 15 a 20 unidades funcionais chamadas lobos da glândula mamária com um ducto lactífero que se abre na papila mamária. anterior. quimioterápico e radioterápico e para avaliação do prognóstico. medial. por tecido adiposo que se concentra na periferia e por feixes fibrosos que a atravessam servindo de fixação.Glândula mamária Prof. Caso a biópsia 166 . os lóbulos da glândula mamária que por sua vez são constituídos pela reunião de alvéolos em forma de cachos e cujos ductos se unem para formar os ductos maiores. Estrutura externa: A papila mamária (mamilo) é uma saliência central cônica. mais pigmentada onde se abrem os ductos lactíferos ou seios lactíferos. esses ductos podem apresentar uma dilatação na extremidade ou pouco antes do final e que são os seios lactíferos. por diante dos músculos: peitoral maior.

Dr. O escroto é constituído por pele e pelo dartos.Aréola 4. Os ramos inseridos no ísquio de cada lado irão constituir os corpos cavernosos. Os órgãos genitais internos são: testículo. glândula seminal. É constituído por órgãos externos e internos.Tubérculo 5. A raiz é a parte fixa e oculta. Os órgãos genitais externos são: o escroto (bolsa testicular) e pênis. compreende dois ramos e o bulbo. no sistema genital masculino há órgãos comuns aos sistemas urinário e genital. ducto deferente. o diagnóstico precoce é fundamental para a cura e aí reside a importância do auto exame e dos meios de diagnóstico por imagem. Em geral. de origem mediana entre os dois ramos não tem inserção óssea e irá constituir o corpo esponjoso abaixo dos dois corpos cavernosos. glândulas bulbouretrais e glândulas uretrais.Papila mamária 3. Apresenta duas partes: a raiz e o corpo. Pênis: É o órgão erétil da cópula. os epidídimos e parte dos ductos deferentes.revele o seu não comprometimento a cirurgia será menos ampla e o prognóstico melhor. o bulbo. Tanto os corpos cavernosos como o corpo esponjoso são preenchidos por pequenos espaços (os do corpo esponjoso são menores) chamados cavernas e contornados por 167 . O dartos é uma camada de fibras musculares lisas aderida à pele e que ajuda a manter a temperatura ideal do testículo. é possível distinguir suas partes direita e esquerda porque a esquerda é mais baixa que a direita e pela rafe do escroto que é uma prega na pele que separa as duas partes. próstata. epidídimo. Nader Wafae O sistema genital masculino é responsável a) pela produção dos espermatozóides b) pela sua condução e eliminação c) pelos caracteres sexuais secundários.Glândula mamária 2. Estando comprometido com células tumorais indica que o processo de disseminação do tumor já está em desenvolvimento. ducto ejaculatório. Órgão genitais externos: Escroto: É a bolsa situada atrás do pênis que contém os testículos. Como o câncer de mama leva de 6 a 8 anos para atingir um centímetro. contrai-se em temperaturas frias e se relaxa quando estiver quente.Ligamento suspensor SISTEMA GENITAL MASCULINO Prof. Diferentemente do sistema genital feminino que é especificamente genital.  Roteiro prático de glândula mamaria 1.

fáscia espermática interna. Esta temperatura ideal é aproximadamente1. na parte anterior da glande do pênis está o óstio externo da uretra. Todas as camadas que constituem a parede do abdome têm prolongamentos envolvendo o testículo que este levou consigo durante seu descenso. o colo da glande. Estrutura: constituído por grupos de túbulos seminíferos contorcidos e retos separados por septos e envolvidos por uma capa resistente chamada albugínea. Assim sendo. a uretra esponjosa comum aos sistemas urinário e genital. O corpo esponjoso contém em seu interior. A margem posterior da glande do pênis. margens anterior e posterior e faces medial e lateral. através de mecanismo nervoso. prolongamento da fáscia transversal.5 ºC abaixo da temperatura do corpo (em torno de 35ºC). inferior.trabéculas. cremaster e fáscia cremastérica. superiores e um corpo esponjoso. O pênis é envolvido por várias túnicas identificadas na sequência de sua parte interna para a externa por: túnica albugínea dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso de tecido fibroso denso. irá ocorrer o contrário na fase de flacidez. o hormônio sexual masculino. A glande é coberta por uma dobra de pele chamada prepúcio e na parte inferior uma prega mediana que prende a pele à glande é o frênulo do prepúcio. se enchem de sangue proveniente das artérias helicinas durante a ereção nessa fase a entrada de sangue sobrepuja a saída. a extremidade anterior do corpo esponjoso é dilatada e se chama glande do pênis. da qual deriva o septo do pênis situado entre os dois corpos cavernosos. Quando o descenso não se completa temos a criptorquidia. dorsal do pênis e do bulbo do pênis originam os ramos que vão preencher as cavernas dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso. o esquerdo em nível mais baixo. identificamos indo de interno para externo: túnica vaginal de origem peritoneal com dois folhetos o visceral colado à albugínea e o parietal separado. O corpo do pênis é a parte externa propriamente dita constituído por dois corpos cavernosos. mais saliente é a coroa da glande atrás da qual se encontra um estreitamento. Suprimento sanguíneo: As artérias: profunda do pênis. Situação: no escroto. Pequenas glândulas sebáceas presentes no prepúcio (glândulas prepuciais) secretam o esmegma. Órgãos genitais internos: Testículo: É o órgão que produz espermatozóides e testosterona. responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. Embora originários das proximidades do rim. fáscia do pênis que é a continuação da fáscia profunda do períneo. Esses espaços. os testículos precisam migrar até o escroto para ter neste local a temperatura ideal para a formação de espermatozóides sadios. Próximo ao epidídimo os túbulos tornam-se ductos eferentes. tela subcutânea ou fáscia superficial do pênis e pele. Número: par (2) Forma e partes: oval com extremidades polo superior e polo inferior. apesar de ser mais estreito do que os corpos cavernosos. extensão do músculo oblíquo interno do 168 .

Trajeto: escroto. atrás e abaixo da bexiga. pelve. esquerdo e mediano. plexo vensoso (pampiniforme). Situação: na parte inferior da cavidade pélvica. Estrutura: elevada concentração de musculatura lisa e tecidos glandular e fibroso. Situação: na margem posterior do testículo Número: par (2) Forma e partes: semilunar ou da letra C subdivide-se em cabeça (superior). Número: par (2) Próstata: É outra glândula cuja secreção nutritiva entra na composição. Partes: ápice para baixo. 169 . corpo e cauda. Ducto deferente: É o tubo que continua o ducto do epidídimo e vai entrar na formação do ducto ejaculatório. Glândula seminal: É a glândula que secreta o líquido tônico e nutritivo para os espermatozóides que vai contribuir na composição do líquido seminal.abdome e fáscia espermática externa continuação do músculo oblíquo externo do abdome. canal inguinal. semelhante a uma castanha. Em seu curso no escroto e no canal inguinal o ducto deferente forma um conjunto com os vasos do ducto. Epidídimo: É a parte do sistema genital masculino onde os espermatozóides ficam depositados.. base junto à bexiga urinária e 3 lobos: direito. Forma: enovelada que converge para a formação de um ducto que se une à ampola do ducto deferente para formar o ducto ejaculatório. e no cheiro do líquido seminal. na frente do reto. Estrutura: na cabeça e parte corpo estão os ductos eferentes que formam depois o ducto do epidídimo. Número: par (2) Situação: atrás da bexiga urinária na frente do reto e sobre a próstata. artéria testicular. Ducto ejaculatório: É o ducto formado pela união do ducto deferente com o ducto da glândula seminal. Número: par (2) Partes: sua parte terminal alargada chama-se ampola do ducto deferente. Trajeto: atravessa a próstata e se abre na uretra prostática através de 2 óstios situados ao lado do utrículo no colículo seminal. Número: ímpar (1) Forma: triangular. cavidade abdominal. é ela que se une ao ducto da glândula seminal para formarem o ducto ejaculatório. linfáticos e nervos e as túnicas que envolvem o testiculo denominado funículo espermático.

Glande 6.Coroa da glande 7.Ampola do ducto deferente 21.Colo da glande 8.Ductos: não possui um único ducto de escoamento e sim vários que se abrem na uretra prostática ao lado do colículo seminal nas regiões chamadas seios prostáticos.Corpo cavernoso 5.Bulbo do pênis 30.Dartos 3.Próstata 24. Glândulas uretrais: Numerosas e diminutas se abrem ao longo da uretra esponjosa com função semelhante às bulbouretrais.Corpo do pênis 29.Escroto 2. O colículo seminal é uma elevação situada na uretra prostática que apresenta no seu centro um orifício em fundo cego chamado utrículo aos lados do qual se abrem os ductos ejaculatórios.Túnica albugínea 12.Ducto ejaculatório 23.Fáscia espermática interna 14.Prepúcio do pênis 9.Fáscia espermática externa 16.Frênulo do prepúcio 10. Glândulas bulbouretrais: Duas pequenas glândulas situadas próximo à uretra membranácea.Ducto deferente 20.  Roteiro Prático do Sistema Genital Masculino 1.Óstio externo da uretra 170 .Testículo 11.Cabeça do epidídimo 17.Corpo do epidídimo 18. a secreção produzida se antecipa a ejaculação e vai lubrificar e lavar a uretra mudando seu Ph e preparando-a para a passagem do esperma.Túnica vaginal (lâmina parietal) 13.Funículo espermático 27.Cremaster 15.Cauda do epidídimo 19.Raiz do pênis 28. abrem-se no início da uretra esponjosa.Colículo seminal 25.Seio prostático 26.Corpo esponjoso 4.Glândula seminal 22.

anorexia nervosa. na síndrome de Morris ou pseudohermafroditismo masculino com cariótipo masculino (XY). das células germinativas. alterações de permeabilidade dos ductos de Muller a partir dos quais se desenvolvem os genitais internos. anorexia nervosa. testículos intraabdominais e diminuição ou ausência de ação dos andrógenos. As causas mais freqüentes são: insuficiência ovariana. A incidência anterior em familiares é importante fator predisponente. exercício intenso e nos distúrbios psíquicos. Câncer do endométrio Adenocarcinoma é o câncer de útero mais freqüente. ocorre nas anomalias de desenvolvimento dos genitais como: na síndrome de Turner. Pode ocorrer também nos casos de hímen imperfurado. 171 . deltopeitorais e cervicais profundos. O auto exame é muito importante e a palpação de pequenos nódulos é motivo para esclarecimento diagnóstico. É primária quando a mulher nunca menstruou até os 16 anos.Doenças do sistema genital Amenorréia É a falta de menstruação. Hemorragia genital em mulheres em menopausa é um indicativo. Câncer do colo do útero Mais frequentemente é do tipo epidermóide. A propagação para o peritônio é muito freqüente. Os fatores predisponentes são vários. dor abdominal. fraqueza. supra-renal. menopausa precoce. a hiperplasia suprarenal congênita. . do estroma ovárico ou dos tubos embrionários. medicamentos. Câncer do pudendo feminino Geralmente é carcinoma epidermóide dos lábios maiores do pudendo e o prurido local é o sintoma mais comum. As metástases ocorrem por via linfática e hematogênica assim como propagação aos órgãos vizinhos. doenças consumptivas. Tumor maligno responsável pelo maior número de mortes em mulheres. na síndrome de Rokitanski. Displasia do colo do útero. dissemina por via linfática daí a importância do exame do paramétrio. tumores de ovário. distensão e ascite. Câncer do ovário Pode originar-se do epitélio (maioria). A principal via de disseminação é a linfática para os gânglios axilares. Câncer da glândula mamária Com maior freqüência são carcinomas epiteliais dos ductos (ductal) ou glandulares (lobares) mas pode ocorrer sarcomas também. Hemorragias após a relação sexual é um dos sinais. ausência do cromossomo X. ou por via linfática. doenças da tireóide. O exame de Papanicolau é importante como prevenção. É secundária quando a mulher já menstruou e está ausente durante três meses seguidos. Na maioria das vezes os sintomas já são devidos às metástases.

Causa desconhecida. do ovário. dolorida. Mastopatia fibrocística. Mioma uterino Tumor da musculatura lisa do útero de evolução benigna. febre e linfonodos aumentados. Esterilidade É a impossibilidade de se realizar a gravidez. em geral na tuba uterina.A transição entre o epitélio cilíndrico e o epitélio estratificado presentes no colo do útero pode originar tecidos anormais e cancerizar. ligamentos e até nas paredes do intestino e bexiga urinária. tuba uterina (salpingite) e ovário (ooforite). Gravidez ectópica É o desenvolvimento da gravidez fora do útero. A distensão que ocorre na tuba acaba em sua ruptura e hemorragia abdominal grave.. As bactérias que em geral entram pela papila mamária. mas sangramentos menorragias) podem ocorrer. Doenças sexualmente transmissíveis por chlamydia e neisseria gonorrhoeae são freqüentes mas podem ser causadas por outras bactérias que passam pelo colo do útero (cervicite). A paciente pode apresentar dor pélvica e durante a menstruação (dismenorréia). não apresenta sintomas a não ser o abaulamento na parte inferior do abdome. ovário. Endometriose É o desenvolvimento do tecido endometrial além de seu local habitual na camada interna do útero. As causas femininas mais freqüentes são: doenças do colo uterino. A paciente apresenta dor pélvica e corrimento (escoamento de secreção pela vagina). insuficiência testicular. Presença de cistos palpáveis e endurecidos na mama. Infecções nos órgãos genitais internos da mulher Na maioria das vezes são provocadas por via ascendente a partir dos genitais externos. azospermia (ausência de espermatozóides). criptorquidia. inflamações no testículo (orquite) ou no epidídimo (epididimite). do corpo do útero. 172 . quadro de abdome agudo. como no peritônio. Em geral. músculos abdominais contraídos e choque hemorrágico. Apresentase como um nódulo endurecido. útero (endometrite). Fibroadenoma mamário É tumor benigno da mama deriva de tecido conjuntivo ou glandular. mais freqüentes são: estafilococo e estreptococo. Mastite É a infecção da glândula mamária. A mama se apresenta inflamada. forte dor abdominal. pode eliminar secreção purulenta pela papila mamária. As causas masculina mais freqüentes são: varicocele.

Pêlos podem aparecer pelo corpo. sensação que não esvaziou a bexiga) até a retenção total. A via principal de disseminação é linfática. Nos homens provoca uretrite e pode propagar-se ao epidídimo (epididimite) ou próstata (prostatite). de Sertoli.. Ovário policístico. Geralmente é assintomático mas sua ausência no escroto é percebida. Varicocele Varizes do plexo pampiniforme (veias escrotais). Fimose Impedimento de exposição da glande por constrição do prepúcio que a envolve. por disposição antômica são mais freqüentes no lado esquerdo. No quadro clínico observa-se: os sintomas são decorrentes da obstrução da uretra (diminuição do volume e da distância do jato de urina. pulmão e fígado. Carcinoma da próstata É o tumor maligno mais freqüente no sexo masculino. No quadro clínico observa-se: sintomas obstrutivos. diminuição do volume e da distância do jato de urina. Câncer do testículo Pode originar-se de células germinativas (seminomas.. reprodutivas. Gonorréia Doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neiseria gonorrhoeae.. Pode ser unilateral ou bilateral. Hiperplasia prostática Crescimento benigno da próstata. de sustentação (células de Leydig. coriocarcionomas). dá metástases por vias sanguínea e linfática para os ossos. Pólipo endometrial Formações benignas derivadas do endométrio que crescem para o interior do útero. Invade órgãos vizinhos. Parafimose é o estrangulamento da glande quando houve retração de um prepúcio estenosado. sensação que não esvaziou a bexiga. Os ovários se apresentam aumentados de tamanho e com cistos múltiplos provenientes de folículos ovarianos que apresentaram distúrbios no desenvolvimento. São comuns alterações nos ciclos menstruais e menstruações irregulares. Pode causar infertilidade. Criptorquidia É o descenso incompleto do testículo que pode permanecer no abdome ou no canal inguinal. Necessita de atendimento de urgência.Pode provocar infertilidade. ausentes ou escassas. ou granulosas). 173 .

Bulbo do olho Prof. Sua cor depende da quantidade de melanina que possua. importante para a drenagem do humor aquoso. Sífilis Doença sexualmente transmissível provocada pelo espiroqueta Treponema pallidum. vascular. zigomático e palatino. Túnica vascular: É a camada média formada pela corióide. lacrimal. É uma doença que transcorre por fases: a sífilis primária tem como característica a ulceração abaulada e indolor. compreende a esclera e a córnea. a sífilis secundária apresenta febre. Entre a córnea e a íris forma-se um ângulo chamado ângulo iridocorneal. é formado pelo músculo ciliar (liso) situado entre a corióide e a íris e por filamentos concêntricos. frontal. Nader Wafae O bulbo do olho está situado no interior de uma cavidade na face. Na transição entre essas duas partes conhecida por limbo da córnea encontramos o seio venoso da esclera (canal de Schlemm) que drena o humor aquoso. acomodando a visão para postos distantes. são vistos na parte periférica e posterior da íris. de cor escura por ser pigmentada. os processos ciliares. Nas mulheres manifesta-se com os sintomas de infecção urinária. a túnica média. aumento dos linfonodos regionais e lesões dispersas pela pele.Nas mulheres provoca uretrite ou cervicite (inflamação do colo uterino) e pode propagar-se ao endométrio e tubas uterinas. reveste a esclera por dentro. o cancro. A íris. controlando a entrada de raios luminosos. A ação do músculo ciliar interfere na forma da lente. O corpo ciliar. A musculatura apresenta fibras circulares que diminuem a pupila e fibras radiadas que aumentam a pupila. escuros. também escuro. esfenóide. maxila. a zônula ciliar distende e a lente estreita. é a retina. Nos homens manifesta-se com secreção esbranquiçada ou purulenta pela uretra e disúria (dor ao urinar). fibrosa. É constituído por 3 camadas: a túnica externa. A corióide. compreende a corióide. que se prendem à zônula ciliar e auxiliam na fixação da lente. muscular. a fase terciária ocorre vários anos depois com comprometimento dos sistemas circulatório e nervoso. Túnica fibrosa: É a camada externa formada pela esclera e pela córnea. a órbita óssea formada pelos ossos: etmóide. nervosa. sua contração relaxa a zônula ciliar e a lente dilata melhorando a visão para pontos próximos. Alterações desse ângulo (mais fechadoi ou mais aberto) influenciam na etiologia do glaucoma. pigmentada. quando o músculo ciliar relaxa. resistente e opaca que constitui os 2/3 posteriores desta camada. A córnea é transparente e constitui a parte anterior desta camada. A esclera é a parte branca. funciona como um diafragma que dilata e diminui a abertura central chamada pupila. Dr. 174 . a íris e o corpo ciliar. e a túnica interna. É na esclera que se fixam os músculos extrínsecos do olho e é atravessada pelo nervo óptico. pelo corpo ciliar e pela íris. localizado no ponto de entrada no ato sexual.

abdução. e o disco do nervo óptico (ponto cego). Por diante da lente e atrás do corpo ciliar encontra-se a câmara posterior contendo humor aquoso. Túnica nervosa: É formada pela retina cujos 2/3 posteriores constitui a parte óptica onde se encontram: os receptores fotossensíveis (cones e bastonetes). e está fixa por uma espécie de ligamento chamado zônula ciliar à retina e ao corpo ciliar auxiliada por filamentos do corpo ciliar. deslocamento para cima M. estrato ganglionar. reto superior. abaixamento. O limite entre estas duas partes: óptica e cega forma a ora serrata. reto inferior. O humor aquoso é produzido por vasos nos processos ciliares do corpo ciliar e reabsorvido pelo seio venoso da esclera. biconvexa. o humor vítreo. adução. deslocamento para o meio M. Lente A lente (cristalino) é transparente. A lente estreitada possibilita visão à distância. canalículo lacrimal que começa no ponto lacrimal e termina no saco lacrimal situado na margem medial da órbita. lente dilatada possibilita visão próxima. Estruturas anexas ao bulbo do olho Túnica Conjuntiva é a mucosa que reveste a parte anterior do bulbo do olho e a parte interna das pálpebras. intorção. Músculos: a) movimentação do bulbo do olho: M. deslocamento para o lado M. estrato plexiforme interno. estrato das neurofibrilas. estrato nuclear interno. O espaço entre a lente e a retina (4/5 do bulbo) constitui o corpo vítreo que é preenchido por uma massa gelatinosa e transparente. estrato limitante externo. a mácula lútea com a fóvea central (foco de melhor visão com numerosos cones). reto medial. a câmara anterior preenchido por um líquido chamado humor aquoso que também preenche a câmara posterior situada entre a íris e o corpo ciliar e lente.Entre a córnea e a íris existe um espaço. A retina é constituída por duas subcamadas: o estrato pigmentoso que contém pigmentos e o estrato nervoso formado por uma série de estratos ou camadas onde se encontram as células nervosas que participam da via da visão: estrato dos segmentos externo e interno. oblíquo superior. estrato limitante interno. elevação. e pelo ducto lacrimonasal que do saco lacrimal abre-se no meato nasal inferior. O terço anterior é a parte cega. deslocamento para baixo M. Aparelho lacrimal: formado pela glândula lacrimal (na parte súpero-lateral da órbita). oblíquo inferior. deslocamento para baixo e lateralmente M. os processos ciliares. reto lateral. extorção. deslocamento para cima e lateralmente b) movimentação da pálpebra 175 . pela ausência de fotorreceptores. pelo ponto lacrimal no centro da papila. pela papila lacrimal (parte medial das pálpebras).

M.Estrabismo. 4. Músculo oblíquo inferior 17. no qual a retina é separada da túnica vascular. Músculo oblíquo superior 176 . 3.Ceratite.Miopia. a focalização dos raios luminosos verifica-se atrás da retina porque o bulbo do olho está encurtado. aumento da pressão intra-ocular pelo predomínio da produção de líquidos nas câmaras oculares sobre sua reabsorção.Calázio. dilatação palpebral por obstrução de suas glândulas 4. Lente 10. Câmara posterior 12. Alterações da retina 1.Descolamento da retina. 3.Glaucoma. 2. 3.Presbiopia.Terçol.Degeneração da mácula por deficiência de irrigação sangüínea. Câmara anterior 11. problemas nos músculos do bulbo dificultando a focalização simultânea de ambos os olhos.Catarata. 2.Tracoma. Corpo ciliar 5. Alterações obstrutivas 1. 3. a focalização dos raios luminosos é distorcida por problemas de contorno na córnea ou na lente.Conjuntivite. Retina 8.Hipermetropia. infecção no folículo piloso de um cílio Roteiro prático do bulbo do olho: 1. Pupila 7. Nervo óptico 9. Corióide 4. infecção bacteriana da conjuntiva e córnea. opacificação da córnea. levanta a pálpebra superior Principais alterações da visão Alterações de refração 1. 2. levantador da pálpebra superior. 2. Alterações nos anexos do bulbo 1.Astigmatismo. Íris 6. opacificação da lente. Músculo reto superior 13. Músculo reto inferior 16. Músculo reto medial 15. a focalização dos raios luminosos é prejudicada porque a flexibilidade da lente está diminuída e consequentemente a sua acomodação. Músculo reto lateral 14. inflamação da túnica conjuntiva. Esclera 2. a focalização dos raios luminosos verifica-se antes da retina porque o bulbo do olho está alongado. Córnea 3.

Nader Wafae Compreende 3 partes: orelha externa. Identifique a íris. concha da orelha. 1. abra a tesoura com cuidado o suficiente para separa a esclera da corióide em toda a sua circunferência.Identifique a córnea (transparente). Orelha externa: compreende a orelha e o meato acústico externo Orelha . 3. em seguida introduza a ponta da tesoura nesse ponto e recorte a córnea contornando-a mas.Introduza a tesoura fechada entre as túnicas esclera (branca) e corióide (preta). bisturi e tesoura. apresenta saliências: hélice. A 177 . a pupila e a lente através da pupila. antitrago e depressões: escafa. trago. 7.é constituída de cartilagem elástica e pele. corpo adiposo da órbita e fragmentos dos músculos extrínsecos do bulbo do olho. expondo a esclera. antélice. Identifique o disco do nervo óptico. e atrás da íris identifique os processos ciliares (delgados filamentos pretos) de distribuição radial. pinça dente de rato. Músculo levantador da pálpebra superior Dissecção do bulbo do olho Material: olho bovino. orelha média e orelha interna. e uma parte inferior não cartilagínea que é o lóbulo da orelha. Desta maneira ficou exposta a câmara anterior cujo humor aquoso extravasou quando perfurou a córnea. deixe um pequeno segmento para permitir o seu rebatimento lateral. A câmara posterior ficou exposta. retirando o corpo adiposo da órbita e os fragmentos dos músculos. 6.Faça uma pequena incisão perpendicular na esclera nos seus quatro pontos cardiais.Virando o olho com as aberturas para baixo solte o humor vítreo (gelatina) que forma o copo vítreo e identifique no fundo do olho a túnica nervosa ou retina (branca) que geralmente encontra-se solta. a saliência de mesmo trajeto porém anterior a ela é a antélice e as duas pequenas saliências próximas ao poro acústico externo são o trago na frente e antitrago atrás. Despregue a lente do corpo ciliar. a córnea e o nervo óptico.18. A hélice é a saliência que forma o contorno da orelha. não a corte inteiramente. 5. limpe a peça. 4.Da mesma forma como recortou a córnea faça o mesmo na transição entre a íris e a corióide. Orelhas Prof. conjuntiva. Dr. fossa triangular. esclera (branca).Perfure a córnea com a ponta do bisturi em um ponto do limbo da córnea (transição entre córnea e esclera).Com a tesoura. nervo óptico. 2.

a janela do vestíbulo. a do tímpano em relação com a janela da cóclea. vestíbulo e cóclea. (líquido que separa o labirinto ósseo do labirinto membranáceo) e pela endolinfa outro líquido no interior do labirinto membranáceo. é um espaço cheio de ar contendo no seu interior os ossículos da audição (martelo. recesso epitimpânico e abaixo. superior. A membrana timpânica é uma lâmina oblíqua que separa a orelha externa da orelha média. O vestíbulo é uma dilatação na parte média do labirinto. está a tuba auditiva que comunica a orelha média com a parte nasal da faringe e o mússculo tensor do tímpano. uma espiral semelhante a casa de um caracol com duas voltas e meia em torno de um eixo central. o soalho (jugular) apresenta a fossa jugular. sáculo e ducto coclear. é constituído por: ductos semicirculares. é formada pelo labirinto ósseo (conjunto de espaços ósseos encurvados). os dois primeiros são verticais mas perpendiculares entre si e o terceiro é horizontal. o labirinto membranáceo. Na parede posterior (mastóidea) encontramos as comunicações com as células mastóideas e o músculo do estapédio e na parede medial (labiríntica). Havendo necessidade de puncionar a membrana. situadas no interior do labirinto ósseo. O labirinto membranáceo é o conjunto de estruturas formadas de tecido conjuntivo fibroso. A perilinfa é o líquido que isola o labirinto ósseo de sua parte interna.depressão entre a hélice e a antélice é a escafa. em forma de arcos são em número de 3: anterior. Orelha média: ou cavidade timpânica. um em cada plano do espaço. posterior e lateral. Os canais semicirculares. utrículo. Apresenta na parede lateral (membranácea). bigorna e estribo) e os músculos: tensor do tímpano (para o martelo) e estapédio (para o estribo). onde se encontra o estribo e a janela da cóclea. É dividida por uma lâmina espiral óssea formando duas rampas: a rampa superior é a do vestíbulo em relação com a janela do vestíbulo e a rampa inferior. inferior. o recesso hipotimpânico. O meato acústico externo é um conduto fibrocartilagíneo revestido por pele com numerosas glândulas que produzem o cerume se inicia pelo poro acústico externo e termina na membrana timpânica. a depressão superior que resulta da bifurcação da antélice é a fossa triangular e a depressão maior em torno do poro acústico externo é a concha da orelha. o ponto central de sua face lateral denomina-se umbigo. isto deve ser feito no quadrante inferior e posterior para se evitar o descolamento do ossículo martelo nela inserido. As articulações entre martelo e bigorna e entre a bigorna e o estribo são sinoviais. pelo labirinto membranáceo (tecido conjuntivo fibroso situado no interior do labirinto ósseo e que reproduz aproximadamente a sua forma) pela perilinfa. Orelha interna: situada na parte petrosa do osso temporal. o modíolo. a membrana timpânica presa ao martelo completada por pequenos espaços acima da membrana. Na parede anterior (carótica). ocluída pela membrana timpânica secundária. 178 . A cóclea. A parede superior (tegmental) é formada pela parte petrosa do osso temporal. que se comunica com a orelha média através das janelas do vestíbulo e da cóclea e interliga os canais semicirculares com a cóclea. O labirinto ósseo é constituído por: canais semicirculares.

Doença de Meniere associada com alterações do equilíbrio causada por alterações vasculares na orelha interna.por infecções. relacionam-se igualmente com receptores do equilíbrio.infecções da orelha externa 2. Antélice 4. Concha da orelha 6. O sáculo intercomunica o utrículo com o ducto coclear. anterior (vertical).2. Hélice 3. Bigorna 13. de condução: excesso de cerume. 4.Perfuração da membrana timpânica .1. Tumores dos nervos 5. perfuração de membrana timpânica.Os ductos semicirculares estão situados no interior dos canais semicirculares apresentam a mesma forma e recebem os mesmo nomes. Fossa triangular 9. otosclerose.1. Trago 7. Estribo 14.Deficiências auditivas ou perda da audição 4. Janela do vestíbulo 179 .Otite média . 5.Otite externa . de percepção: na via da audição Roteiro Prático de Orelhas Orelha externa 1. vértice na lâmina espiral e base na parede da cóclea e endilinfa em seu interior é a parte do labirinto membranáceo situada no interior da cóclea e relaciona-se com a audição. Membrana timpânica 11.3.infecções da orelha média 3. Lóbulo da orelha 2. lateral (horizontal) e posterior (oblíquo). Afecções mais comuns das orelhas: 1. Receptores no seu interior são estimulados pelas alterações do equilíbrio. Sua parede superior é a membrana vestibular e a parede inferior é a lâmina basilar e em seu interior encontra-se o órgão espiral com os receptores para a audição. suas extremidades dilatadas chamamse ampolas e se comunicam com o utrículo. Utrículo e sáculo estão situados no interior do vestíbulo. Antitrago 8.2. Escafa 5. Martelo 12. O utrículo forma a base onde se abrem os ductos semicirculares. Otosclerose . infecções.Tipos de surdez: 5. O ducto coclear com forma triangular. traumas e ruídos intensos 4. Meato acústico externo Orelha média 10.degeneração e soldadura dos ossículos da audição 4.

Meato acústico interno 21.15. Cóclea 20. Células mastóideas 17. Vestíbulo 180 . Tuba auditiva Orelha interna 18. Canais semicirculares 19. Janela da cóclea 16.

mais profunda. A observação da cor da pele permite fazer diagnósticos: anemia (pálida). grumos arredondados de gordura. Aplicações: local das injeções hipodérmicas. a papila. Espessura: variável de 0. é a primeira a ser mobilizada. mais externa. partes = zona córnea e zona germinativa. pestana etc. vasos. armazenamento. impermeabilização. Pele Funções: proteção. Coloração: deposição de pigmentos . Ocupando 7% do peso corporal é o nosso maior órgão. barba. caroteno. b) fáscia superficial película fina de tecido fibroso. glândulas mamárias) e tela subcutânea. glândulas sebáceas.melanina (na camada germinativa). possibilita o deslizamento das camadas de gordura e portanto da pele o que auxilia a palpar os órgãos deslizando a pele. c) lamelar.tecido epitelial. regulação térmica e sensibilidade. livre constituída 181 . vermelha (febre. terminações nervosas (Ruffini). Dr.Tegumento Comum Prof. cílios. descamativa. zona germinativa .tecido conjuntivo: contém glândulas. incluída no folículo piloso. armazenamento mais duradouro de gordura. Partes: 3 camadas . cabelo. axilares. Partes: a) raiz = interna. evaporação do suor. folículos pilosos. Nader Wafae É a túnica que reveste toda a superfície corporal compreendendo: pele com seus anexos (pelos. glândulas sudoríferas. Esse cálculo tem importância nas queimaduras.de reprodução celular Derme . b) haste = externa.5 mm a 1. fibras elásticas que se dispõem em grupos de mesmo sentido (importância cirúrgica). regulação térmica. Pêlos: Resultam de processos especiais de queratinização de células epiteliais situam-se no derma. Cristas papilares: são linhas salientes da epiderme que nos dedos constituem as impressões digitais: importância em medicina legal. hemoglobina. Funções: reserva de gordura e impede perda de calor.a)areolar = mais superficial.células mortas com queratina. Para o cálculo de partes do corpo humano utiliza-se a regra dos 9% (vem em queimaduras). Função: proteção. sensibilidade. receptores táteis (Meissner). vibrissas.5 mm mais espessa na palma da mão e planta do pé. zona córnea . Tela subcutânea ou hipoderme formada por tecido adiposo e conjuntivo frouxo. cianose (extremidades roxas). gordura se dispõe em camadas paralelas à pele. dilatação inicial é o bulbo onde se encontra uma escavação. unhas. Estrutura: Epiderme e derme Epiderme . Área: cerca de dois metros quadrados ou mais corretamente é obtida multiplicando-se o peso pela altura. ou queimaduras). A elasticidade da pele diminui com a idade. icterícia (amarelo esverdeado). Tipos. púbicos.

Corpo. Mama: situada na parede torácica anterior por diante dos músculos peitoral maior e escaleno anterior. Periníquio 12. Glândula sebácea 5. cortical (queratina dura) e medula (queratina mole). Glândula sudorífera 6. é formada pela glândula mamária e por tecido adiposo. oculta por uma prega da pele chamada eponíquio (cutícula). Leito ungueal é a camada de pele embaixo do corpo e matriz embaixo da raiz (formadora da unha). as margens laterais são cobertas por pregas de pele chamadas de periníquio e sob a borda livre outra prega de pele chama-se hiponíquio. Partes: papila mamária (mamilo) (abertura dos ductos lactíferos ou seios lactíferos. a parte clara em meia lua é a lúnula (opacidade aos capilares).inervação simpática . Corpo da unha 15. Papila mamária 182 . Pêlo . Glândulas sebáceas: são anexos do pêlo. Pêlo . Derma 4. Cor .emoção e frio. Função: produção de leite para amamentação. Tela subcutânea 7. O endurecimento da papila mamária que facilita a amamentação é devido à contração das fibras musculares lisas que entram em sua constituição a que damos o nome de telotismo e não a presença de estrutura erétil sangüínea como ocorre com os órgãos genitais. Partes: raiz. situam-se no derme. com glândulas sudoríferas e sebáceas. produzem gordura chamada sebo. Na axila as células se desintegram junto com o suor e produzem cheiro. fibras musculares lisas). Estímulo = calor e emoção. Lúnula 14. Hiponíquio 13.tubérculos. Função: proteção das extremidades e defesa contra agressões.estímulo .zona germinativa 3.raiz 9. Glândula mamária situa-se entre as camadas da tela subcutânea. Maior quantidade na palma da mão e planta do pé.bulbo com papila 10. aréola (pele pigmentada circular.haste 8. Roteiro Prático de Tegumento Comum 1. Eponíquio 11. exposta. Glândulas sudoríferas: Função: regulação térmica. Músculo eretor do pelo . Epiderme . faltam na palma da mão e na planta do pé.de fora para dentro por cutícula. Unhas: derivam do endurecimento da camada córnea da pele nas extremidades dos dedos (células corneificadas). distal. Pêlo . Epiderme .zona córnea 2. Função: conserva o calor e lubrifica a pele. proximal. são do tipo tubular e seu longo ducto se abre na superfície da pele através do poro.depende da quantidade de melanina na cortical. abremse no folículo piloso e suas células são eliminadas conjuntamente.

assim temos: Adultos Cabeça = 9% (face 4. dor e descamação. Queimaduras cutâneas É a lesão da pele pelo calor que pode provir do fogo. Vesícula . Pápula – Elevação delimitada e endurecida da pele.5%. Crianças Região anterior do tórax e do abdome = 16% Região anterior do membro superior direito = 4. Mancha hipercrôimica ou hiperpigmentada .Pequena elevação da pele contendo líquido em seu interior. Fotofitomelanose – Manchas hiperpigmentadas provocadas pelos raios solares sobre a pele com resíduos vegetais.5% Região anterior do membro inferior direito = 7% Região anterior da cabeça e do pescoço = 10. em princípio de natureza não infecciodsa. parte abdominal = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%.Descontinuidade anormal comprometendo a integridade das camadas da pele.16. Eritema .5% Região anterior do membro superior esquerdo = 4. nuca 4. radiação ou choque elétrico.5% Genitais = 1% 183 . posterior 4. posterior 4. Glândula mamária Tipos de lesões cutâneas Bolha . posterior = 9%) Genitais externos = 1%.5%) Membro superior D = 9% (anterior 4. e de terceiro grau quando a pele do local é inteiramente destruída. Por ocasião do atendimento de pessoas com queimaduras é importante o cálculo da área de pele atingida. Indica uma infecção.5%) Membro superior E = 9% (anterior 4.Área circunscrita de coloração mais clara de causa pigmentar. parede abdominal = 9%) Tronco: dorso = 18% ( parte torácica = 9%.5%.Área circunscrita de coloração mais escura.5%. Doenças da pele. Tubérculo 18. apresenta além das características anteriores também bolhas. Podem ser de primeiro grau quando atinge apenas a epiderme e apresenta cor vermelha intensa. posterior = 9%) Membro inferior = 18% (anterior = 9%. Pústula – Elevação de pele contendo secreção purulenta no interior. Úlcera . Cisto – Tumoração encapsulada com retenção de líquidos.Mancha avermelhada por vasodilatação.Elevação arredondada da pele com líquido em seu interior maior que a vesícula. Mancha acrômica ou apigmentada .5%) Tronco: região anterior = 18% (parede torácica = 9%. Aréola 17. Um dos critérios é a regra dos nove pela qual se atribui para cada segmento do corpo o valor 9% em relação à área total. de segundo grau quando atinge a epiderme e a derme.

Caracateriza-se pelo aparecimento de manchas claras ou escuras descamativas no tronco. Piodermites Infecção bacteriana. inpetigo (epiderme). ou piolho. O local mais característico é eponíquio das unhas. Distúrbios cutâneos de natureza infecciosa Acne (espinha) É a inflamação do folículo piloso. A erisipela provocada pelo estreptococo beta hemolítico é de maior gravidade. cortes. Resulta da obstrução do orifício do folículo por queratina e conseqüente infecção bacteriana. Apresenta manchas descoradas com distúrbio de sensibilidade. picadas etc.Região anterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior da cabeça e do pescoço = 10. em geral estafilococo ou estreptococo que entram em locais com solução de continuidade na pele.5% Região posterior do membro inferior direito = 7% Quando a extensão da área de pele apresenta queimaduras que supere 50% da superfície corporal.5% Região posterior do membro inferior esquerdo = 7% Região posterior do tórax e do abdome = 16% Região posterior do membro superior direito = 4. Casos mais acentuados podem apresentar tumefações. Assumem formas diversas conforme o local comprometido: foliculite (folículo piloso). Ptiríase versicolor Infecção causada pelo fungo pityrosporum ovale. Hanseníase É causada pelo Mycobacterium leprae que atinge pele e nervos. áreas descoradas com eritemas nas bordas. Fatores hormonais também estão envolvidos. 184 . os lepromas sobretudo na face (face leonina). Pediculose Infecção da pele recoberta de pêlos causada pelo parasita hematófago Pediculus humanus. o prognóstico é gravíssimo. Escabiose A sarna é uma infecção da pele produzida pelo ácaro ( sarcoptes scabiei). Herpes simples Infecção viral pode ser extragenital (tipo I) e genital (tipo II) Herpes zoster Infecção viral que em geral acompanha o trajeto de nervos. celulite (tela subcutânea). Candidíase É uma infecção cutânea causada pelo fungo Candida.5% Região posterior do membro superior esquerdo = 4. de 30 a 50% é muito grave e se ocupa entre 15 a 30% é grave.

Verrugas Pápulas endurecidas provocadas por vírus. com escamas comuns nos cotovelos. porém as mais características são hiperpigmentações na face lembrando as asas de uma borboleta. arredondadas. imunológicos ou nervosos Ictiose O comprometimento na queratinização da pele resulta em pele áspera lelbrando escamas de peixe daí o nome. Lupus eritematoso Apresenta-se polimórfico quanto às lesões cutâneas. Vitiligo Distúrbio caracterizado pela descoloração da pele em placas. Podem ser congênitos ou adquiridos. De acordo com o local em que se encontram temos: tinea capitis. fatores hereditários. Pênfigo Moléstias caracterizadas pelo aparecimento de bolhas na pele e nas mucosas. Carcinoma epidermóide É um tumor maligno cuja origem procede dos queratinócitos da epiderme. tinea pedis ou pé de atleta ou frieira ou pelo corpo. A exposição ao sol é importante fator. hormonais. cicatrizes por infecções.Tinha Infecção causada por fungos do tipo dermatófitos com formação de manchas avermelhadas e escamosas procipalmente na periferia. A exposição ao sol é um fator importante. Psoríase Apresenta placas avermelhadas. Com maior freqüência localiza-se na cabeça e no pescoço. Carcinoma basocelular Tumor maligno mais freqüente que tem origem na camada basal da epiderme. joelhos e couro cabeludo. Distúrbios imunológicos ou de causa desconhecida Alopecia É a perda de pêlo. Evolui em surtos sobretudo fundo emocional. 185 . queimaduras. Mas pápulas e escamações pelo corpo podem aparecer. Tumores Angiomas São aglomerados extensos de vasos sanguíneos formando tumores de evolução benigna. geralmente bilateral de causa desconhecida. Em geral resultam de traumatismos. mudanças de clima ou em reação a certos medicamentos.

Conhecida por caspa. Classificação: Apesar de terem surgido vários critérios para classificá-las todos os critérios apresentam vantagens e desvantagens por isso em anatomia adotamos a classificação pela localização em que as glândulas se encontram: 1 . SISTEMA ENDÓCRINO Prof.Cervicais hipófise e glândula pineal tireóide e paratireóides 186 . Outras causas Dermatite seborréica É o processo inflamatório da derme mais comum em locais com grande quantidade de glândulas sebáceas. Urticária Reação inflamatória com vergões ou vermelhões com prurido. causada por agentes irritantes. térmicos etc. fatores emocionais. em geral alérgica. Os locais mais freqüentes são dorso e pernas. Altamente metastático. Eczema Lesão cutânea. Essa integração não se faz através de estruturas anatômicas dispersas no interior do corpo como ocorre com os outros dois sistemas mas através dos hormônios produzidos pelas glândulas endócrinas ou sem ducto que se difundem pelo organismo promovendo a integração. alimentos. cosméticos. Nevo pigmentar A hiperpigmentação da pele pode dever-se ao aumento da quantidade de melanina ou do número de melanócitos. roupas. Cisto sebáceo Glândulas sebáceas encapsuladas obstruídas e dilatadas pela retenção do sebo. Glândulas sem ducto São glândulas que produzem substâncias químicas chamadas hormônios que são lançadas na corrente sangüínea já que não possuem ductos e por isso são também chamadas de glândulas sangüíneas. Dr.Melanoma Tumor de origem pigmentar dos melanócitos e portanto hiperpigmentado. Nader Wafae O sistema endócrino é um dos três sistemas de integração do nosso organismo juntamente com os sistemas nervoso e circulatório. principalmente no couro cabeludo. fatores imunológicos. em geral por medicamentos.Cefálicas 2 .

Adrenocorticotrófico estimula a supra-renal a produzir seus hormônios. Nos homens estimula a produção de testosterona pela células intersticiais. Luteinizante atua sobre o ovário provocando a ovulação e estimula a formação do corpo amarelo. vamos expor os lobos anterior e posterior. testículos e placenta 1. promovendo o crescimento em estatura. Hormônios produzidos: Somatotrófico (do crescimento) estimula o aumento da cartilagem nas lâminas epifisiais dos ossos longos e sua transformação em osso. rins ovários. sua produção é regulada por mecanismo de retroalimentação de hormônios sexuais. que conduz a produção de progesterona. na fossa hipofisial da sela turca do osso esfenóide é formada por 3 partes das quais a segunda parte é insipiente no ser humano. Prolatina. regulado pelo hipotálamo Distúrbios hormonais: excesso de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao gigantismo.Pélvicas - timo e coração pâncreas.3 .. diminuição de hormônio do crescimento na fase de crescimento leva ao nanismo hipofisário.Torácicas 4 .Cefálicas: Hipófise. A hipófise anterior ou adenohipófise origina-se embriologicamente da parte superior da boca e sobe durante seu desenvolvimento. escurecimento da pele. sua produção é regulada pela própria tireóide em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo.Abdominais 5 . Hipófise intermediária Desenvolvida em outras categorias de animais produz a Intermedina que atua nos melanóforos estimulando a produção e deposição de pigmentos cutâneos (sem atividade de importância no ser humano) Hipófise posterior ou neurohipófise é de origem hipotalâmica descendo até a sela turca para se unir à adenohipófise Hormônios produzidos 187 . em direção à sela turca para se juntar à hipófise posterior que é de origem neurológica hipotalâmica. Assim sendo. estimula a produção de leite pela glândula mamária para a amamentação Hormônio estimulante do melanócito. Sua produção é regulada por hormônios liberadores e inibidores do hipotálamo e pelos hormônios sexuais Tireotrófico estimula a glândula tireóide a produzir seus hormônios. supra-renais. Folículo estimulante (FSH) atua sobre o ovário promovendo o desenvolvimento do folículo ovariano e nos homens a produção de espermatozóide. órgãos digestórios. situada no hipotálamo. se o excesso de hormônio é produzido após a fase de crescimento gera a acromegalia em que as partes moles das extremidades aumenta consideravelmente. sua produção é regulada pela própria supra-renal em mecanismo de retroalimentação e pelo hormônio liberador do hipotálamo.

cujos principais sintomas são: nervosismo. atrás das extremidades dos lobos da glândula tireóide. doença de Hashimoto . A produção insuficiente do hormônio constitui o hipotireoidismo.obesidade. Controle de produção: pelo nível de cálcio no sangue. A produção do seu hormônio melatonina é regulada pelo hipotálamo e tem atuação importante no ciclo circadiano (dia/noie) e sua produção aumenta à noite. fadiga. 2 . a produção de ambos é regulada pelo hipotálamo.interfere no crescimento e no metabolismo de hidratos de carbono. hipertensão arterial. A tiroxina e a triiodotironina melhoram o metabolismo celular aumentando a oferta de oxigênio às células. excesso do hormônio leva à hipocalcemia Distúrbio hormonal: A produção de hormônio em excesso constitui o hipertireoidismo ou doença de Graves Basedow.Cervicais Tireóide situada por diante da laringe e primeiros anéis traqueais tem dois lobos laterais unidos por um istmo. Os autores ainda não são concordantes quanto a um terceiro hormônio produzido pelo hipotálamo a vasopressina para uns seria a mesma ocitocina para outros um hormônio a parte que provocaria vasoconstrição e aumento da pressão arterial Distúrbios hormonais A diminuição de hormônio antidiurético leva ao diabetes insipidus com eliminação exagerada de urina e sede excessiva. Este aumento pode ocorrer com hipertireoidismo. triiodotironina (T3) e calcitonina.produzida pelas células c da tiróide. gorduras e proteínas. em geral. O aumento da glândula ocorre para garantir maior captação de iodo. hipotireodismo ou ate normotireoidismo. Regulação pela hipófise Calcitonina . aumenta a atividade do sistema circulatório. tremores. 188 . Ação: é inversa do paratormônio. infertilidade (Mixedema). a síntese protéica . Paratireóides são 4 glândulas muito pequenas (5 a 7 mm) situadas. Produz os hormônios: Tiroxina (T4). Glândula pineal. emagrecimento. O hormônio antidiurético atua nos túbulos do rim promovendo a reabsorção de sódio e de água A ocitocina atua promovendo a contração uterina e a liberação de leite pela glândula mamária. quando a deficiência é congênita constitui o cretinismo O aumento da glândula tireóide por falta de iodo na alimentação constitui o bócio (papeira). Também é atribuída à glândula pineal ação na maturação sexual que ocorre na puberdade. inibe a liberação do cálcio pelos ossos e estimula a excreção do cálcio pela urina.Antidiurético e ocitocina são produzidos no hipotálamo e armazenados na neurohipófise conduzidos através do infundíbulo por axônios de células nervosas. situada no epitálamo. acima e atrás do tálamo tem aproximadamente 1 cm de comprimento. taquicardia e exoftalmia. sudorese.

fraturas A produção insuficiente do hormônio leva a sintomas decorrentes de hipocalcemia. alterações metabólicas. estimulando sua excreção pelo rim. 189 . cãibras. aumenta a glicose no sangue e diminui o glicogênio no fígado. Secreta um hormônio timosina cuja atuação não está ainda bem esclarecida. sonolência. Supra-renal. O pâncreas é uma glândula mista é endócrina porque as células das ilhotas pancreáticas produzem insulina (células beta) e glucagon (células alfa) e é exócrina por sua secreção externa (suco pancreático) sua anatomia já foi estudada no sistema digestório. contraturas musculares.Torácicas Timo: formado por dois lobos situado no mediastino superior acima do coração Ação . palidez. O controle é feito pela quantidade de glicose no sangue. regride quando o indivíduo atinge a puberdade sua ação principal é na defesa imunológica do sistema linfático. tremores. situada sobre o rim. principalmente hipertensão e taquicardia. 4 . se esta aumenta também aumenta insulina.Abdominais Pâncreas. glicosúria. em conseqüência interfere na diminuição do volume sangüíneo e da pressão arterial. mas parece estimular a produção de linfócitos T Coração: Os átrios do coração produzem o hormônio natriurético que atua no metabolismo do sódio. é uma glândula par. osteoporose. aumento da reabsorção óssea. O glucagon produz efeitos contrários ao da insulina. calculose renal. apresenta duas partes distintas: medula e córtex.O hormônio produzido por elas chama-se paratormônio ou hormônio da paratireóide sua ação consiste em controlar e manter o nível da quantidade de cálcio no sangue O controle de produção é feito pelo nível de cálcio no sangue. 3 . hipofosfatemia. tetania. A insulina regula o metabolismo dos hidratos de carbono controlando a quantidade de glicose no sangue não permitindo a sua elevação. Distúrbios hormonais A diminuição da produção de insulina constitui o diabetes melitus que caracteriza-se pela hiperglicemia. Medula: produz adrenalina e os seus efeitos são os mesmos decorrentes da via eferente simpática do sistema nervoso autônomo.se feocromocitoma. forma piramidal. vasculares e do nervos A produção excessiva do hormônio corresponde ao hiperinsulinismo levando ao quadro de hipoglicemia: sudorese. oxidando o excesso de glicose.maturação sexual. O tumor desta região da glândula chama. Distúrbios hormonais: Excesso de paratormônio conduz a hipercalcemia. favorecendo a deposição de glicogênio no fígado e nos músculos. hipotensão.

5. doença de Addison: cansaço. a.Pélvicas: Ovário: Estrógeno: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários femininos e pela reconstrução da mucosa uterina perdida durante a menstruação. maturação da mucosa uterina. fraqueza. hipotensão e hiperpigmentação da pele Órgãos Digestórios Duodeno.Glicocorticóides (zona fasciculada) o hormônio mais representativo é a hidrocortisona que atua no metabolismo dos hidratos de carbono. acne. produz a gastrina que estimula as células parietais do estômago a secretarem ácido clorídrico. Há autores que acham que simplesmente se tratam de faixas de desenvolvimento. emagrecimento. Eritropoetina. doença de Cushing: obesidade. edema hipertensão arterial. b. cuja liberação é estimulada pela presença de gordura no duodeno. diminuição da massa muscular. da interna para a externa reticulada. produz a secretina que estimula a secreção de água e bicarbonato no suco pancreático e a motolina que estimula a mobilidade intestinal. Renina. tudo indica que cada camada produz um tipo. Intestino delgado. produz transtornos psíquicos mas é um importante antiinflamatório c. Testículo: 190 . Progesterona: preparação para a gestação.Mineralocorticóides (zona glomerulosa). Com esta glândula produz três tipos de hormônios. próximo ao glomérulo renal está o aparelho justaglomerular cujas células avaliam a pressão sangüínea de filtração. fasciculada e glomerulosa. alterações psíquicas. estimula a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea. controle: ACTH e quantidade de glicocorticóide Distúrbio hormonal Excesso de hormônio. Diminuição de hormônio. primeira parte do intestino delgado produz a colecistoquinina. Relaxina: durante a gestação flexibiliza as articulações da pelve controle: mecanismo de feedback entre os hormônios ovarianos e os hormônios hipofisários. vômitos. apatia. o hormônio mais representativo deste tipo é a aldosterona que atua no metabolismo eletrolítico reabsorvendo sódio e em conseqüência água no rim e eliminando potássio. Esse hormônio carregado pela corrente sangüínea chega à vesícula biliar estimulando sua contração para provocar a liberação de bile.Sexuais (zona reticulada) principalmente testosterona. diminui as proteínas. face de "lua cheia".Córtex: constituída por três subcamadas. aumenta a glicemia. Rim: anatomia estudada em sistema urinário. anorexia. Estômago. o seu excesso produz características masculinizantes. caso esta esteja baixa o rim libera renina para aumentá-la e melhorar a filtração.

O hipopituitarismo também pode ocorrer em casos de anorexia nervosa.Glândula paratireóide 5.Testículo 13. trauma craniano e radiações. partos com hemorragias graves ou choque e conseqüente infarto ou irrigação deficiente da hipófise.Supra-renal 10.Timo 7. 191 . Roteiro Prático: Identificar as glândulas endócrinas: 1.Glândula tireóide 4. progesterona e uma série de hormônios semelhantes aos da adenohipófise: gonadotrofinas coriônicas.Glândula pineal 3.Ovário 12. doenas consumptivas crônicas. adenomas. Na maioria das vezes deve-se à doença de Graves. gônadas e dependendo da idade também o crescimento.Rim 11. tumores. auto-agressão do sistema imunológico ou então: bócio multinodular hiperfuncionante. Hipopituitarismo É a produção insuficiente de hormônios hipofisários.Testosterona: é o hormônio responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. controle: mecanismo de feedback entre a testosterona e os hormônios hipofisários.Placenta Patologias do Sistema endócrino Hipófise Nanismo hipofisário É a carência de hormônio do crescimento motivada por distúrbio hipofisário levando ao atraso de crescimento na infância de etiologia congênita ou adquirida.Pâncreas 8.Hipófise 2. atua na espermatogênese e na ereção. A estatura é anormalmente baixa e o fácies é característico. ou tireoidites. Tireóide Hipertireoidismo É a doença provocada pelo aumento de hormônios tireoidianos . Em conseqüência também ficam comprometidas às funções das glândulas integradas à hipófise: supra-renal.Átrio direito do coração 6.Duodeno e alças intestinais 9. tireóide. Placenta Hormônios: estrógenos. É o que ocorre na síndrome de Sheehan.

doença de Addison – destruição da glândula de causa infecciosa. Tratamentos prolongados cor corticóide podem provocar insuficiência suprareal funcional. pele seca. tireoidite auto-imune de Hashimoto. Tireoidite É a inflamação da glândula tireóide. Pode ser primário nas doenças da glândula supra-renal. inchaços. arritmias cardíacas. tremores e exoftalmia (protusão dos olhos empurrado pelo corpo adiposo da órbita). em geral. e secundário quando a causa situa-se na hipófise. palpitações. atraso mental. deficiência de iodo na alimentação ou então congênito (cretinismo) neste há comprometimento da estatura e retardo mental. Hiperaldosteronismo É o aumento na produção de aldosterona pela supra renal. são decorrentes da hipertensão arterial: dor de cabeça. fraqueza. A mais freqüente é a de Hashimoto de causa auto-imune (auto-agressão imunológica). demais sintomas dependem da causa. sensibilidade ao frio. aumento do número de defecações. taquicardia. Insuficiência supra-renal É a produção insuficiente de hormônios pelo córtex supra-renal. tratamentos com substância radiativas. do consumo de oxigênio e maior atividade do sistema nervoso simpático: nervosismo. Os casos mais graves constituem o mixedema com fácies característico. Os sintomas. bacteriana. O sintomas são característicos da via eferente simpática: taquicardia e aumento da pressão arterial resistente aos medicamentos.Os sintomas característicos dependem do aumento da atividade metabólica. hipotensão. auto-imune (autoagressão pelo sistema imunológico). disfunção intestinal. Ocorre nas ressecções cirúrgicas da glândula. Supra-renal Feocromocitoma É o tumor da medula da supra-renal elevando a produção adrenalina em níveis altos. 192 . transtornos emocionais. distúrbios menstruais e mentais.arritmia cardíaca. como na síndrome de Conn tumor de células produtoras de aldosterona. hipoplasia ou desenvolvimento deficiente. á vírus (Quervain) e pós-parto. Outras tireoidites são de Reidel com fibrose da glândula. aumento do apetite. na hiperplasia ou no carcinoma de supra-renal. bradicardia. bócio (aumento da glândula). a diminuição de potássio pode acarretar distúrbios musculares e. fraqueza. emagrecimento. sudorese excessiva. É secundário quando a causa não é na glândula supra-renal como no aumento da produção de renina desencadeando o processo: renina-angiotensina-aldosterona. Hipotireoidismo É a produção insuficiente de hormônios pela tireóide. hemorragia ou neoplasia. O quadro clínico é de hipertensão arterial. No quadro clínico observa-se: obesidade. aumento da língua. Pode ser primário quando se refere ao funcionamento da própria tireóide. No quadro clínico: aumento da glândula.

São característicos: o sinal de Chvostek. espasmos musculares e tetania (contrações e espasmos musculares generalizados). Quando desencadeada pelo hormônio adrenocorticotrófico chama-se doença de Cushing. cansaço. convulsões e espasmo de glote. hipertensão arterial. desproteinemia. O critério de sua determinação é variável. hipertensão arterial. ocorre após cirurgia em paratireóides ou na tireóide. Paratireóide Hiperparatireodismo É o aumento da secreção do paratormônio pelas paratireóides causado por adenoma da ou hiperplasia paratireóidea. digestório. Outros Obesidade Acúmulo excessivo ou anormal de gordura no corpo. distúrbios no centro hipotalâmico do apetite ou no dispêndio de energia metabólico. Síndrome de Cushing É a produção excessiva de glicorticóides pelo córtex supra-renal. SOALHO DA PELVE 193 . Fatores genéticos. falta de apetite (anorexia). hipoglicemia. Preocupante é sua associação diabete mellitus. arterioesclerose. muscular e nervoso. hiperpigmentação da pele. ou 20% a 25% acima do peso médio esperado. Nos casos graves alem da tetania. vitiligo (manchas hipocrômicas). contrações dos do carpo ao pressionar o manguito do aparelho de pressão. hipotensão. estrias. câimbras. edema. hirsutismo. O quadro clínico é uma decorrência do aumento do cálcio no sangue – hipercalcemia provocando alterações nos sistemas: esquelético. No quadro clínico observa-se: obesidade. provocada por tumor da glândula. prejudicial à saúde. sinal de Trousseau.8 Kg/m2 . em geral. náuseas. fácies característica de lua cheia. emagrecimento. O quadro clínico decorre da hipocalcemia: parestesias.No quadro clínico observa-se: muita fraqueza. espinhas. Hipoparatireoidismo É a secreção insuficiente do paratormônio e conseqüente hipocalcemia isto é a diminuição do cálcio plasmático. infarto do miocárdio. osteoporose. vômitos. etc. massa corporal superior a 27. sedentarismo. contrações dos músculos da expressão facial pelo estímulo do nervo facial. Pode aparecer também nos tratamentos prolongados com corticóides. Resulta do desequilíbrio entre as calorias ingeridas e consumidas. renal.

fáscia inferior do diafragma urogenital 6. Região anal é formado por: 1 .espaço superficial do períneo onde se encontram os músculos: bulboesponjoso. O períneo é uma região em forma de losango que se estende da sínfise púbica aos túberes isquiáticos de cada lado e daí ao cóccix.pele 2 . mesmo assim esse soalho suporta toda a pressão da cavidade abdómino-pélvica. retouterino e transverso do colo que prendem o colo do útero às paredes da pelve.fáscia inferior do diafragma da pelve também derivada da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por baixo.fáscia superior do diafragma urogenital A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima. A inervação dessa região tanto motora para os músculos como sensitiva para a pele depende principalmente do nervo pudendo.fáscia superior do diafragma da pelve que deriva da fáscia transversal da parede abdominal e reveste os músculos levantador do ânus e coccígeo por cima. 3.músculos: levantador do ânus e isquiococcígeo. uma parede posterior (sacro.fáscia profunda do períneo 4. Dr.pele 2. A resistência desse soalho deve-se a uma estrutura que fica no centro do soalho e que serve de ponto de apoio e de sustentação de todas essas camadas é o corpo do períneo. dos ligamentos e dos músculos que compõem o soalho da pelve. divide-se em dois triângulos.fossa isquioanal cheia de gordura e músculo esfíncter externo do ânus A estrutura que vem a seguir é fáscia inferior do diafragma da pelve que pertence ao diafragma da pelve visto acima. ramo do plexo sacral. músculo obturador interno).fáscia superficial (tecido subcutâneo) 3 . 2 . Não tendo estruturas ósseas de sustentação. Nader Wafae A pelve apresenta 2 paredes ântero-laterais (ossos do quadril. pelo diafragma da pelve e pelo períneo. o anterior é a região ou diafragma urogenital e o posterior é a região anal. 194 .espaço profundo do períneo onde se encontram os músculos transverso profundo do períneo e esfíncter externo da uretra 7. 5.Prof. formado pelo entrecruzamento das fáscias. ligamentos sacrotuberal e sacroespinal) e um soalho.fáscia visceral que deriva do tecido extraperitoneal e que forma os ligamentos pubocervical. 3 . O diafragma da pelve é formado de cima para baixo por: 1 . iliococcígeo e pubococcígeo 4 .fáscia superficial do períneo que é a tela subcutânea. O soalho da pelve não possui esqueleto ósseo. isquiocavernoso e transverso superficial do períneo. O diafragma ou região urogenital é formado por: 1. O músculo levantador do ânus é formado por 3 fascículos: puborretal. apenas músculos e fáscias sendo formado pelo peritônio.

5 cm É a maior distância entre as linhas terminais. Diâmetro conjugado obstétrico – 11.Músculo levantador do ânus 2. Roteiro Prático de soalho da pelve 1.Músculo isquiocavernoso 5.Músculo isquiococcígeo 3. Diâmetro oblíquo É a distância da articulação sacroilíca de um lado à eminência iliopúbica do outro lado.5 cm É a distância da margem inferior da sínfise púbica ao promontório que é o ponto mais saliente da articulação sacrolombar em geral a extremidade anterior da primeira vértebra sacral.Espinha isquiática 8.Músculo transverso superficial do períneo 6.Músculo bulboesponjoso 4. Pelvimetria O conhecimento de algumas medidas da pelve óssea tem importante aplicação em obstetrícia se considerarmos que durante o trabalho de parto a cabeça do feto deve se ajustar a essas medidas. Vejamos as mais conhecidas: Diâmetro diagonal – 12. Diâmetro interespinoso É a distância entre as duas espinhas isquiádicas. S4 que passa por trás da espinha isquiática (ponto de referência para anestesiá-lo durante o trabalho de parto) e a seguir entra no períneo emitindo os ramos retal inferior.formado pelas raízes de S2. Diâmetro anatômico conjugado verdadeiro É a distância da margem superior da sínfise púbica ao centro do promontório Diâmetro tranverso – 13. S3. perineal e dorsal do clitóris.Nervo pudendo 9.Fossa isquioanal 7.Corpo do períneo 195 .5 cm É a distância do ponto mais saliente e posterior da sínfise púbica ao centro do promontório.

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