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MERITSSIMO JUIZ DE DIREITO DAS 2 VARA CVEL COMARCA DE GRAVATA/RS

DO FORUM DA

Autos n: 015/112.0009718-3

JORGE LUIZ FERREIRA NUNES, j devidamente qualificado, por sua procuradora, nos autos em epgrafe, que move em face de CRUZEIRO DO SUL, vem presena de Vossa Excelncia manifestar-se sobre o pedido do demandante, pelos motivos que passa a expor:

1. O Requerente no concorda com o pedido de LIQUIDAO EXTRAJUDICIAL ARGUIDA PELO REQUERIDO, por tratar-se de ao de conhecimento e de Direito. Assim...
Ementa: APELAO CVEL. AO REVISIONAL. NEGCIOS JURDICOS BANCRIOS. CONTRATO DE MTUO. BANCO CRUZEIRO DO SUL S.A.. LIQUIDAO EXTRAJUDICIAL. PEDIDO DE SUSPENSO DO PROCESSO. INDEFERIMENTO. A suspenso dos processos prevista no artigo 18, alnea a da lei n 6024/74, deve ser aplicada com ponderao, evitando-se impedir liquidanda de obter seus crditos. Decreto de liquidao extrajudicial durante o trmite da presente revisional. Hiptese em que a liquidanda foi demandada na figura de credora, por devedor que busca revisar as clusulas do contrato de mtuo, no existindo razo para que seja suspenso o processo, vez que este no implicar esvaziamento do acervo patrimonial em detrimento dos credores e do prprio sistema financeiro. ASSISTNCIA JUDICIRIA GRATUITA. PESSOA JURDICA. INDEFERIMENTO. A pessoa jurdica que tem a sua liquidao extrajudicial decretada, no tem presumido seu estado de miserabilidade. O deferimento da gratuidade judiciria para a pessoa jurdica admite concesso somente em casos especiais, pois o pedido deve vir instrudo com elementos suficientes a demonstrar a impossibilidade de arcar com os encargos processuais sem comprometer a existncia da entidade, o que no restou demonstrado nos autos. COMISSO DE PERMANNCIA. A incidncia da comisso de permanncia pressupe a presena de clusula expressa no contrato, hiptese dos autos, sendo vedada a cumulao com os demais encargos moratrios. APELAO DESPROVIDA. (Apelao Cvel N 70052965993, Dcima Quinta Cmara Cvel, Tribunal de Justia do RS, Relator: Ana Beatriz Iser, Julgado em 10/04/2013)

2. O procedimento de LIQUIDAO, no impossibilitava a apresentao do CONTRATO DE EMPRESTIMO CRIADO PELO DEMANDANTE em sua defesa, assim por obvio no se faz necessrio mais provas a produzir.

Requer outro sim: IO julgamento do feito nos termos do art. 330 CPC, e a condenao do Ru nos exatos termos da pea inicial, no suspendendo o presente feito.

Respeitosamente, pede deferimento. Gravata, 05 de julho de 2013. P.P.DRA. Maril Rosa Espndola Advogada OAB (RS) 30353