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TERRA DEVOLUTAS: São todas aquelas que, pertencentes ao
domínio público de qualquer das entidades estatais, não se acham
utilizadas pelo Poder Público, nem destinadas a fins administrativos
específicos. São bens públicos patrimoniais ainda não utilizados
pelos seus respectivos proprietários. Todas as terras existentes no
território brasileiro, que não se incorporaram legitimamente ao
domínio particular, bem como, as já incorporadas ao patrimônio
público, porém não afetadas a qualquer uso público. O deslinde das
terras se dá por ação discriminatória.

PLATAFORMA CONTINENTAL: É o prolongamento das terras
continentais sob o mar, até a profundidade aproximada de 200
metros a partir da qual o solo submarino descende abruptamente para
as regiões pelágicas e abissais.

TERRAS TRADICIONALMENTE OCUPADAS PELOS
ÍNDIOS
: São as porções do território nacional necessárias ao
sustento das populações indígenas que as habitam, assegura-lhes a
posse permanente e o usufruto das riquezas naturais e todas
utilidades nelas existentes. Como bens públicos da União com
destinação específica são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos
sobre elas imprescritíveis.

TERRENOS DE MARINHA: Todos os banhados pelas águas de
mar ou dos rios navegáveis, em sua foz, vão até a distância de 33
metros para parte da terra contados desde o ponto em que chega o
preamar médio.

TERRENOS ACRESCIDOS:Os que tiverem formado
naturalmente ou artificialmente, para o lado do mar ou dos rios e
lagos, em seguimento aos terrenos de marinha. São formados por
aluvião ou artificialmente.
o Aluvião próprio: resultante de acréscimos,
o Aluvião impróprio: afastamento das águas.

TERRENOS RESERVADOS: Terrenos reservados são os que
banhados pelas correntes navegáveis, fora do alcance da maré, vão

Direito Administrativo

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até a distância de 15 metros para parte da terra, contados desde o
ponto médio das enchentes ordinárias. São de propriedade do Estado,
salvo se, por algum título forem de domínio federal, municipal ou
particular.

FAIXA DE FRONTEIRA: A área de 150 Km de largura, paralela à
linha divisória terrestre do território nacional, considerada
indispensável a segurança nacional. Isto não quer dizer que todas as
faixas de fronteira sejam públicas e de propriedade da União,
existem terras particulares nesta faixa, que ficam sujeitas a uma
série de restrições - sua utilização é regulada por lei.

ILHAS: Ilhas dos rios e lagos públicos interiores pertencem aos
Estados-membros e as dos rios e lagos limítrofes com Estados
estrangeiros são de domínio da União. Ilhas marítimas classificam-
se:

o COSTEIRAS: são as que resultam do relevo continental ou
da plataforma submarina; - Pertencem a União.
o OCEÂNICAS: são as que se encontram afastadas da costa
nada têm a ver com relevo continental ou com a plataforma
submarina. - Pertencem a União.

ÁGUAS :

o ÁGUAS PÚBLICAS:
uso comum: os mares territoriais, nos mesmos
incluídos os golfos, baias enseadas e portos, as
correntes, canais, lagos e lagoas navegáveis ou
flutuáveis, as situadas nas zonas periodicamente
assoladas pelas secas.
dominicais: todas as águas situadas em terrenos que
também o sejam, quando as mesmas não forem de
domínio público de uso comum, ou não forem comuns.
o ÁGUAS COMUNS: são correntes não navegáveis ou
flutuáveis e de que essas não façam.
o ÁGUAS PARTICULARES: são as situadas em terrenos
particulares, desde que não estejam classificadas entre as
águas comuns de todos, águas públicas ou comuns.

JAZIDAS: É toda massa individualizada de substância mineral ou
fóssil aflorando à superfície ou existente no interior da terra e que
tenha valor econômico. MINA: é a jazida em lavra. Jazida é
fenômeno geológico, da natureza, enquanto a mina é o resultado de
exploração da jazida, traduzindo uma atividade econômica produtiva.
Regime de exploração:

Direito Administrativo

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o AUTORIZAÇÃO: dada mediante alvará no caso de pesquisa,
para definição da jazida, extensão e valor, exeqüibilidade e
aproveitamento econômico.
o CONCESSÃO: concessão dada pelo Presidente da República,
para execução dos trabalhos de lavra, ou seja, o
aproveitamento industrial das jazidas - dada somente para área
já pesquisada.
o LICENCIAMENTO: utilizado pelo proprietário do solo ou
quem seja por ele autorizado, para aproveitamento de jazidas
de substâncias minerais de emprego imediato na construção
civil.

o MATRÍCULA: para o aproveitamento definido como
garimpagem, faiscarão ou cata.

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INTERVENÇÃO NA PROPRIEDADE E ATUAÇÃO NO
DOMÍNIO ECONÔMICO

Os Estados sociais-liberais, como o nosso, reconhecem e asseguram a
propriedade privada e a livre empresa, condicionando o seu uso e o
exercício das atividades econômicas ao bem estar social.

Para o uso e gozo dos bens e riquezas particulares, o bem público impõe
normas e limites, e, quando o interesse público o exige intervém na
propriedade privada e na ordem econômica, através de atos de império,
com o fim de satisfazer as exigências coletivas e reprimir a conduta anti-
social da iniciativa particular.

Nessa intenção o Poder Público chega a retirar a propriedade privada para
dar-lhe finalidade pública através da desapropriação, ou para acudir uma
situação de iminente perigo mediante requisição , ou ordenar socialmente
o uso através de limitações e servidões administrativas, ou utilizar
transitóriamente o bem particular ocupação temporária.

Na ordem econômica, o Estado atua para coibir excessos da iniciativa
privada, ou realizar o desenvolvimento nacional ou, ainda, a justiça social;
fazendo através de repressão ao abuso do poder econômico, do controle
dos mercados e tabelamento de preços.

Essa intervenção, todavia, não é arbitrária, é instituída pela Constituição e
regulamentos federais.

Os fundamentos dessa intervenção repousam na necessidade de proteção do
Estado aos interesses da comunidade.

A nossa constituição assegura o direito de propriedade - é um direito
individual, um direito individual condicionado ao bem estar da
comunidade.

No domínio econômico - conjunto de bens me riquezas a serviço de
atividade lucrativa. - a Constituição assegura a livre iniciativa, mas no
interesse do desenvolvimento nacional e da justiça social, admite-se,
assim, a intervenção da União no abuso do poder econômico - o

Direito Administrativo

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fundamento da intervenção há de ser o interesse público e o seu objetivo
final, o bem estar social. Bem estar social é o bem-comum, expresso na
satisfação das necessidades comunitárias, o bem estar social é escopo da
justiça social, e só pode ser alcançado com o desenvolvimento nacional.

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