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O QUE SÃO AS BIRRAS?

As birras, as fúrias ou os berreiros são reacções bruscas e intempestivas que as crianças costumam manifestar
depois de uma contrariedade, habitualmente experimentada nas suas relações com os outros. Estas
manifestações apresentam-se de forma diferente conforme a idade: uma criança pequena pode atirar-se ao
chão, chorar gritar, berrar, etc., enquanto que uma criança mais velha pode atirar coisas para o chão, bater
com a porta, etc. As birras são um fenómeno normal num determinado estádio evolutivo da criança (com cerca
de 2-3 anos) e vão desaparecendo à medida que a criança cresce (por volta dos 5 ou 6 anos), a não ser que a
criança tenha aprendido a utilizar as birras para conseguir os seus objectivos.

POR QUE SE COMPORTA ASSIM?

A maior parte das vezes, a criança faz uma birra porque quer conseguir algo. Quando isto acontece, há pais
que deixam a criança gritar e chorar, e outros que cedem às suas exigências para que se cale. Este último tipo
de reacção tem consequências negativas: quando cedemos aos seus pedidos, na realidade estamos a
estabelecer uma regra que a criança vai seguir: “quando quiseres algo, grita ou berra até que o conseguires”.

Há que ter em conta o temperamento ou o carácter da criança, pois as birras costumam aparecer com mais
facilidade nas crianças muito activas e/ou naquelas que apresentam dificuldades de adaptação às mudanças. É
provável que a criança faça birras ou tenha ataques de fúria em casa e na escola, ou vice-versa embora mais
raramente. ou que as faça à frente da mãe, mas não do pai, por exemplo.

É importante saber as consequências que as birras têm: o nosso filho consegue o que quer, com elas? A
atenção que prestamos à criança quando tem ataques de fúria é um esforço mais intensos que lhe podemos
dar, uma vez que o interesse da criança se centra quase sempre em chamar a nossa atenção com energia. Isto
significa que, se lhe prestamos atenção quando faz uma birra, aprenderá que é uma conduta válida porque
funciona, e tenderá a fazer um berreiro sempre que quiser a nossa atenção. No entanto, se, pelo contrário, a
criança não obtém qualquer resultado com a sua actuação, o ataque de fúria deixa de ter valor e significado
para ela e abandona-la-á como recurso.

COMO ACTUAR CORRECTAMENTE?

Se a conduta inapropriada não for muito séria, a melhor reacção é ignorá-la completamente. Para obter
resultados, é importante não prestar qualquer tipo de atenção ao mau comportamento das crianças. Podemos
fazê-lo tendo em conta as orientações que se seguem:

• Ignore o mau comportamento: Não lhe preste atenção nem lhe ligue (sempre que isto não envolva perigo
para a criança —por exemplo, não o ignore se fugir a correr na rua—). É a melhor forma de actuar.

• Não entre em negociações: Você deve impor-se.

• Utilize a distracção: Por exemplo, se a criança não se quer sentar na cadeira do carro porque se aborrece
podemos ensiná-la a ver a paisagem e dar-lhe atenção enquanto lhe explicamos o que vê. Procure formas de a
distrair e conseguirá que se esqueça da fúria.

• Afaste-se fisicamente da criança: Se for possível.

• Quando o ignorar, a birra aumentará, de forma transitória, de intensidade: Provavelmente o seu filho vai pô-
lo à prova para ver quanto aguenta sem lhe ligar. Isto é normal e diminuirá se o continuar a ignorar.

• Volte a dar atenção à criança quando a birra terminar, não enquanto esta durar: Quando a criança tiver
comportamentos positivos, dê-lhe atenção; quando forem negativos, ignore-a.

Desde os 9 meses que dou leite-creme ao meu filho ao pequeno-almoço, por indicação da nutricionista e de
acordo com a receita dela, que é a seguinte: 1 colher de sopa de maizena+1 colher de sopa de açúcar+180 ml
de água e vai a engrossar; depois misturo o leite dele (que ainda é de lata pq ele é intolerante à proteína do
leite de vaca) num bocadinho de água e junto ao preparado anterior; no teu caso, podes logo juntar o leite à
maizena e ao açúcar; eu não o faço para não ferver o leite em pó; quanto ao açúcar, na altura achei que era
em demasia, e questionei a nutricionista, que também é pediatra, e ela garantiu-me que não faz mal esta
quantidade. Como já tinha mencionado, o meu filho come este leite-creme todos os dias ao pequeno-almoço,
pq houve uma altura que ele deixou de comer papa, devia estar enjoado, e a nutricionista dele deu-me esta
receita; nunca lhe deitei ovo, nem podia deitar todos dias, mas o sabor é bastante agradável. Acaba por
funcionar como um substituto à papa ou ao leite.

CONSELHOS PARA FACILITAR A MUDANÇA

• Seja perseverante: Mudar os comportamentos não é fácil. Talvez consiga resultados em dias, mas o mais
provável é que necessite de semanas.

• Premeie sempre as condutas adequadas do seu filho: Quando fizer as coisas bem, felicite-o, incentive-o ou
tenha uma conversa com ele/ela.

• Escolha o momento apropriado para começar a ignorar as birras: Se decide começar a ignorar as birras,
escolha um momento em que não tenha excesso de trabalho ou problemas pessoais que impeçam de o levar a
cabo com tranquilidade.

• Comece pelo mais simples: Experimente primeiro ignorar comportamentos que possa modificar ou controlar
facilmente e ser-lhe-á mais fácil começar a obter mudanças.

• Certifique-se de que as contingências são sempre as mesmas: Este ponto é muito importante. Se você
decidiu reprimir um comportamentos, castigue-a sempre; se decidiu premiá-la, faça-o sempre.

• Facilite o bom comportamento: Por exemplo, se quiser que o seu filho vá tomar banho, peça-lho quando os
desenhos animados acabarem e não enquanto os está a ver.

• Estabeleça rotinas: Isto ajuda a criança a conseguir mais coisas com menos esforço, e a converter as tarefas
habituais em hábitos.

• Dê instruções curtas e claras: Seja claro, breve e conciso, e dê-lhe tempo para que cumpra o que lhe é
pedido. Não dê sermões.

• Procure recorrer ao seu bom humor e imaginação: Tente não ficar excessivamente nervoso/a.

• Não culpabilize a criança pela sua conduta: Pense que, da mesma forma que aprendeu a dormir e a comer,
também deve aprender a comportar-se, e para isso experimenta comportamentos.

• Se passado um tempo o mau comportamento persistir, consulte o seu pediatra.


Ver as respostas às dúvidas mais frequentes sobre este tema.

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