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CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL 2013 - ESQUEMA

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“Uma Ordem ao Serviço de Todos” António Raposo Subtil

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NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
PROPOSTA DE LEI N.º 113 XII
Entrada em vigor a 1 de Setembro de 2013

Índice da apresentação:
- Qual o paradigma? - Reforma do Processo Civil - Do Processo - Da Instância - Dos Procedimentos Cautelares - Da Acção Declarativa - Do Processo Executivo - Recursos - Regime Transitório

Processo Civil
Processo Declarativo Processo Executivo Processos especiais regulados pelo CPC
Tutela da personalidade; Interdições e inabilitações; Prestação de caução; Consignação em depósito; Da divisão de coisa comum; Divórcio e separação sem consentimento do outro cônjuge; Execução especial por alimentos; Liquidação da herança vaga benefício do Estado; Prestação de contas; Regulação e repartição das avarias marítimas; Reforma de autos; Acção de indemnização contra magistrados; Revisão de sentenças estrangeiras; Processos de jurisdição voluntária; em

Direito Adjectivo (Civil)
Processos e procedimentos “diversos”
Procedimento de despejo (Funcionários Judiciais) Procedimento de inventário (Notários) Procedimento pré-executivo (Agente de Execução) Procedimento de divórcio (Conservadores) SIREVE (IAPMEI) Etc.

O Regime processual supletivo

Reforma do Processo Civil
Um novo Código?
“O Programa do XIX Governo Constitucional prevê como medida essencial a reforma do Processo Civil, mediante a redução das formas de processo e a simplificação do regime, assegurando eficácia e celeridade, apostando, ao mesmo tempo, na desformalização de procedimentos, na oralidade processual e na limitação das questões processuais relevantes, tornando o processo mais eficaz e compreensível pelas partes.”

“(…) prevê-se a criação de um novo paradigma para a ação declarativa e para a ação executiva (…)” “(…) prevê-se ainda como essencial conferir maior eficácia à segunda instância (…)” “(…) a consagração de novas regras de gestão e de tramitação processual (…)” Transcrições da Explicação de Motivos da Proposta de Lei n.º 113/XII

Reforma do Processo Civil
Um novo Código?

A estrutura do novo Código
I – Da acção, das partes e do Tribunal II – Do processo em geral III – Do processo de declaração IV – Do processo de execução V – Dos processos especiais VI – Do Tribunal Arbitral necessário

Reforma do Processo Civil
Na nova estrutura processual é relevante:

A concentração dos princípios processuais A concentração da acção declarativa num único livro A concentração da acção executiva num único livro

Dados do novo CPC: 6 Livros, 36 Títulos, 1085 artigos. Dados do antigo CPC: 4 Livros, 8 Títulos, 1528 artigos.

Reforma do Processo Civil
Celeridade processual Objectivos do Novo Paradigma: Gestão e controlo dos prazos Reforço dos poderes do juiz Compreensibilidade

Art. 6.º (Dever de gestão processual)

Art. 602.º (Poderes do juiz)

Reforma do Processo Civil
Princípios gerais: Simplificação do regime processual Desformalização de procedimentos Maior oralidade processual Finalidade

Tornar o processo mais EFICAZ e COMPREENSÍVEL para as partes

“Uma Ordem ao Serviço de Todos” António Raposo Subtil

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I. Do Processo

I.I. Formas de Processo
Alterações mais relevantes:
Forma única de processo, adaptável ao caso em concreto, por via da extinção das formas sumária e sumaríssima Um novo figurino de audiência prévia e de preparação da audiência final Criação de uma tramitação mais simplificada para as acções de valor não superior a metade da alçada da Relação

Art. 597.º (Termos posteriores aos articulados nas acções de valor não superior a metade da alçada da Relação)

I.II. Estrutura
ELIMINAÇÃO do Tribunal Colectivo

O Juiz da causa é competente:

Audiência Prévia Audiência Final

Unidade e Concentração do Julgador
Nota: o juiz deve iniciar, acompanhar e terminar o processo (conduz a audiência prévia, acompanha a audiência final e profere sentença)

Art. 599.º (Juiz da audiência final)

I.II. Estrutura
MANUTENÇÃO do Relator, nas seguintes situações: Quando reformulada a decisão recorrida vier a ser interposto novo recurso da mesma. Quando existe anulação ou revogação da decisão recorrida ou intervenção do Supremo Tribunal de Justiça em sede de Revista.
Nota: é reforçado o princípio da concentração do processo ou do recurso num mesmo juiz.

Art. 605.º (Princípio da plenitude da assistência do juiz)

Art. 668.º (Reforma do acordão)

Art. 218.º (Manutenção do relator, no caso de novo recurso)

I.II. Estrutura
Os poderes “gestionários” do Juiz
Nos incidentes de intervenção de terceiros Na audiência prévia e pré-saneador Na ordem da produção da prova e respectiva apreciação Na audiência final e tentativa de conciliação Nos procedimentos cautelares e inversão do contencioso

Art. 602.º (Poderes do juiz)

Art. 512.º n. 1 (Ordem dos depoimentos)

Art. 367.º n. 1 (Audiência Final) em sede de procedimento cautelar

“Uma Ordem ao Serviço de Todos” António Raposo Subtil

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II. Da Instância

II. Da Instância
II.I. Intervenção de terceiros

Elimina-se a intervenção coligatória activa
Nota: Com o novo regime, o titular de direito paralelo deverá intentar acção própria requerendo a sua apensação. Art. 311.º e ss

II.II. Intervenção acessória provocada

Reforço dos poderes do Juiz para indeferir:
Nota: Quando a intervenção perturbe indevidamente o normal andamento do processo (esta decisão é irrecorrível). Art. 316.º e ss

II. Da Instância
II.IIII. Oposição provocada

Manutenção do regime, nomeadamente:
Réu aceita a divida, existindo dúvida fundada sobre a identidade do real credor, chama a intervir o terceiro que possa arrogar-se na qualidade de credor O Réu exonera-se do processo e procede à consignação em depósito do valor em dívida, nesse caso, prossegue litigio entre os possíveis credores

Art. 338.º e ss

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III. Dos Procedimentos Cautelares

III. Dos Procedimentos Cautelares

Procedimentos autónomos urgentes
Tutela da personalidade (processo especial)

Consagração do regime da inversão do contencioso
Procedimento cautelar independente da causa principal

Livro V – Título I Tutela da personalidade

Art. 364.º (Relação entre o procedimento cautelar e a acção principal)

III. Dos Procedimentos Cautelares
Previsão de situações que impõem a Inversão do Contencioso:
Dispensa o requerente da providência cautelar da propositura da acção principal; Obrigando ao invés o requerido a propor a acção para impugnar a existência do direito acautelado o prazo de 30 dias; Não o fazendo a providencia cautelar consolida-se como solução definitiva do litigio.
Art. 364.º (Relação entre o procedimento cautelar e a acção principal) Art. 372.º (Contraditório subsequente ao decretamento da providência)

Art. 369.º (Inversão do contencioso) Art. 376.º (Aplicação subsidiária aos procedimentos nominados)

Art. 370.º (Recursos)

Art. 382.º (Inversão do contencioso) na suspensão
de deliberações sociais

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IV. Da Acção Declarativa

IV.I. Audiência Prévia
Reforço dos princípios:
Da cooperação; Do contraditório; Da oralidade.
Nota: É alterada a denominação de Audiência Preliminar para Audiênca Prévia

e ampliado o princípio da adequação formal.

Capítulo V – Título II (Da gestão inicial do processo e da audiência prévia) – Artigos 590.º a 598.º

IV.I. Audiência Prévia
É OBRIGATÓRIA, salvo:
Nas acções não contestadas, que tenham prosseguido em regime de revelia inoperante Nas acções que devam findar no despacho-saneador pela procedência de uma execpção dilatória debatida nos articulados
Nestes casos, o juiz profere:

Despacho saneador, identifica o objecto do litigio, enuncia os temas da prova, programa e agenda os actos a realizar na audiência final (número de sessões e duração).
Nota: Nestas situações as Partes podem reclamar, requerendo a realização da audiência prévia.
Art. 592.º (Não realização da audiência prévia) Art. 593.º (Dispensa da audiência prévia)

IV.I. Audiência Prévia
Alargamento da finalidade:
Identificar o objecto do litigio e enunciar os temas da prova (despacho) Programar actos a realizar na Audiência Final (estabelecendo o número de sessões, duração provável e designar datas)

Mantêm-se como finalidade:
Tentativa de conciliação das partes (nos termos do art. 594.º) Exercício do contraditório (discussão de facto e direito) Debate oral para suprir insuficiências/ imprecisões alegadas pelas partes e que hajam passado o crivo do despacho pré-saneador

Art. 591.º (Audiência Prévia)

IV.II. Da Prova
Redução da prova testemunhal Fixado em 10 para cada partes + 10 em caso de reconvenção. O Juiz pode, por decisão irrecorrível, admitir mais testemunhas e alterar a ordem dos depoimentos Intervenção das partes As partes podem requerer, até ao inicio das alegações orais em 1ª instancia, a prestações de declarações sobre os factos em que tenham intervindo pessoalmente ou que tenham conhecimento directo. o Tribunal aprecia livremente este meio de prova. Prova por verificações não judiciais qualificadas Incumbe-se técnico ou pessoa qualificada de proceder aos autos de inspecção de coisas ou locais, ou reconstituição dos factos e de apresentar relatório. o Tribunal aprecia livremente este meio de prova.
Art. 511.º (Limite do número de testemunhas) Art. 491.º (Intervenção das partes) Art. 494.º (Verificações não judiciais qualificadas)

IV.III. Audiência Final
Poderes do Juiz na audiência final Inadiabilidade da audiência final, salvo se:
Houver impedimento do Tribunal Faltar advogado sem que tenha existido marcação da data na audiência prévia Ocorrer motivo que constitua justo impedimento
Nota: Nestas situações deve ser reagendada a audiência final e consignado nos autos o respectivo fundamento.

Art. 602.º (Poderes do juiz)

Art. 599.º (Juiz da audiência final)

Art. 603.º (Realização da audiência)

IV.III. Audiência Final
Limitação à suspensão da instância por acordo das partes:
As partes podem acordar na suspensão da instância por período não superior a 3 meses, desde que isso não implique o adiamento da audiência final, quando esta tenha sido agendada na audiência prévia.
Art. 269.º, n.º1, al.c) (Causas de suspensão da instância) Art. 272.º, n.º4 (Suspensão por determinação do juiz ou por acordo das partes)

Gravação, por regra, da audiência final

Art. 155.º (Gravação da audiência final e documentação dos demais atos presididos pelo juiz)

IV.III. Audiência Final
Junção das alegações de direito e de facto:
Finda a produção da prova seguem-se as alegações orais, que consistem nas conclusões de facto e de direito extraídas da prova produzida A inexistência de “base instrutória/questionário” dificulta a produção de alegações (na audiência prévia são referidos os “temas da prova”
Nota: Refere-se, expressamente, uma “breve alegação oral”.

Art. 295.º (Alegações orais e decisão)

IV.IV. Sentença
Novo regime:
Exigência de, para além da fundamentação, fazer constar na própria sentença quais os factos que o Juiz julga provados e não provados
“(…) 3 - Seguem-se os fundamentos, devendo o juiz discriminar os factos que considera provados e indicar, interpretar e aplicar as normas jurídicas correspondentes, concluindo pela decisão final. 4 - Na fundamentação da sentença, o juiz declara quais os factos que julga provados e quais os que julga não provados, analisando criticamente as provas, indicando as ilações tiradas dos factos instrumentais e especificando os demais fundamentos que foram decisivos para a sua convicção; o juiz toma ainda em consideração os factos que estão admitidos por acordo, provados por documentos ou por confissão reduzida a escrito, compatibilizando toda a matéria de facto adquirida e extraindo dos factos apurados as presunções impostas pela lei ou por regras de experiência. (…)”

Art. 607.º (Sentença)

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V. Da Acção Executiva

V.I. Títulos Executivos
Alteração com o novo regime: Redução dos títulos executivos
• • retira-se exequibilidade aos documentos particulares, e condiciona-se a exequibilidade dos documentos exarados e autenticados

Novo elenco dos títulos executivos Sentenças condenatórias
[a execução é tramitada nos próprios autos através de simples requerimento]

Documentos exarados ou autenticados; Títulos de créditos; Documentos cuja forma executória é atribuída por lei
Art. 707.º (Exequibilidade dos documentos autênticos ou autenticados)

Art. 703.º (Espécies de títulos executivos)

V.II. Atribuições do Juiz
Dependem de decisão judicial os actos ligados ao princípio da reserva do juiz ou susceptíveis de afectar direitos fundamentais Exclusiva atribuição do Juiz
Proferir despacho liminar Julgar a oposição à execução e à penhora Verificar e graduar créditos Decidir reclamações de actos e impugnações de decisões do agente da execução Adequar o valor da penhora de vencimentos à situação económica e familiar do executado Tutelar os interesses do executado quando estiver em causa a sua habitação Autorizar o faccionamento do prédio penhorado Designar administrador para proceder à gestão ordinária do estabelecimento comercial penhorado Aprovar as contas na execução para prestação de facto Autorizar a venda antecipada de bens penhorados, em caso de deterioração ou depreciação pu quando haja vantagem na antecipação da venda Decidir o levantamento da penhora em sede de oposição incidental do exequente a esse levantamento, perante o agente de execução, na sequência de pedido de herdeiro do devedor

Art. 732, (Competência do juiz)

V.III. Funções do Oficial de Justiça
Acesso à acção executiva: Qualquer cidadão pode recorrer ao sistema público de justiça requerendo que o Oficial de Justiça desempenhe o papel de Agente de Execução, nas seguintes situações: Cobranças de créditos de valor não superior ao dobro da alçada da 1º Instância – desde que não resulte de uma actividade comercial ou industrial; Cobranças de créditos laborais de valor não superior à alçada da Relação.
Nota: O que se entende por “sistema público de Justiça”?

Art. 722, n.º, al. e) (Desempenho das funções por oficial de justiça)

V.IV.I. Execução para pagamento de quantia certa
Eliminação da forma única de processo executivo:
Ordinária (Intervenção liminar do Juiz) Citação prévia do executado salvo quando:

Carácter de urgência Verificação do justo receio

Sumária Dispensa da intervenção liminar do Juiz Penhora imediata, prévia à citação do executado Remessa do requerimento por via electrónica para o AE.

Títulos executivos:
Decisão arbitral ou judicial; Injunção com formula executória; Títulos extrajudiciais de obrigações pecuniárias garantidas por hipoteca ou penhor, Título Extrajudicial de obrigação pecuniária vencida cujo valor não exceda o dobro da alçada do tribunal de 1ª Instância

V.IV.II. Oposição à Execução
Efeitos do recebimento de embargos É afastada a suspensão automática da execução por mero efeito do recebimento dos embargos

Só suspende mediante pagamento de caução
Excepto:

se o bem penhorado for casa de habitação efectiva do executado, O juiz pode determinar que a venda aguarde decisão sobre a oposição
Art. 733.º (Efeito do recebimento dos embargos)

V.V. Comunicabilidade da dívida
Novo regime: Comunicação da dívida ao cônjuge não executado: Nos títulos extrajudiciais apenas subscritos por um dos cônjuges. Através de incidente declarativo na própria execução.
“1 - Movida execução apenas contra um dos cônjuges, o exequente pode alegar fundamentadamente que a dívida, constante de título diverso de sentença, é comum; a alegação pode ter lugar no requerimento executivo ou até ao início das diligências para venda ou adjudicação, devendo, neste caso, constar de requerimento autónomo, deduzido nos termos dos artigos 293.º a 295.º e autuado por apenso.(…)“

Art. 741.º (Incidente de comunicabilidade suscitado pelo exequente)

V.VI. Ordem de penhora dos bens
Supressão da ordem de prioridade da penhora de bens:
O agente de execução realiza as penhoras pelos bens cujo valor pecuniário seja de mais fácil realização, devendo, contudo, respeitar as indicações do exequente, nos termos do art. 751.º n. 2: “2 - O agente de execução deve respeitar as indicações do exequente sobre os
bens que pretende ver prioritariamente penhorados, salvo se elas violarem norma legal imperativa, ofenderem o princípio da proporcionalidade da penhora ou infringirem manifestamente a regra estabelecida no número anterior. (…)”

Nota: No quadro actual do CPC (art. 834.º) está consagrada uma ordem de realização de penhora de bens, existindo bens preferencialmente penhoráveis.

Art. 751.º (Ordem de realização da penhora)

V.VII. Regras da penhora
Penhora de saldos bancários:
Abolição da necessidade de despacho judicial, sendo autorizada a comunicação electrónica do AE directa para as entidades bancárias Dois dias úteis para resposta

“1 - A penhora que incida sobre depósito existente em instituição legalmente autorizada a recebê-lo é feita por comunicação eletrónica realizada pelo agente de execução às instituições legalmente autorizadas a receber depósitos nas quais o executado disponha de conta aberta, com expressa menção do processo, aplicando-se o disposto nos números seguintes e no n.º 1 do artigo 417.º.”

Art. 780.º (Penhora de depósitos bancários)

V.VIII. Regras da penhora
Penhora de veículos automóveis É precedida de imobilização do veículo, sendo estabelecida a regra da sua
remoção.
Art. 768.º (Penhora de coisas móveis sujeitas a registo)

Penhora de rendimentos periódicos
Não havendo oposição ou sendo esta improcedente o Agente de Execução entrega as quantias depositadas e adjudicadas directamente ao exequente
Art. 779.º, n.º 3 (Penhora de rendas, abonos, vencimentos ou salários)

V.VI. Vendas
Mantêm-se as modalidades de venda actualmente elencadas no artigo 886º do CPC, a saber:
Venda mediante propostas em carta fechada; Venda em mercados regulamentados; Venda direta a pessoas ou entidades que tenham direito a adquirir os bens; Venda por negociação particular; Venda em estabelecimento de leilões; Venda em depósito público ou equiparado; Venda em leilão eletrónico. Nota: Contudo, atribui-se a possibilidade do exequente adquirir o bem através de licitação, na hora da venda, com o proponente de maior valor.

Art. 820.º, n.º 1 (Abertura das propostas)

V.VII. Suspensão da execução
Por acordo entre exequente, executado e credores reclamantes, as partes podem acordar, livremente, a alteração de prazos, perdões de dívidas, substituição de garantias, nos termos do art. 810.º n. 1: “1 – O executado, o exequente e os credores reclamantes podem acordar num plano de pagamentos, que pode consistir nomeadamente numa simples moratória, num perdão, total ou parcial, de créditos, na substituição, total ou parcial, de garantias ou na constituição de novas garantias. (…) “

Art. 810.º (Acordo global)

V.VIII. Extinção da Instância
Para além das actuais situações de extinção da acção executiva, são criadas as seguintes situações:

1.ª Situação

Requerimento Executivo

Secretaria comunica ao AE p/proceder a diligências de penhora (3 meses sem localizar bens) AE notifica exequente e executado (para, no prazo de 10 dias, indicarem bens)

Não se verificando resposta nem do exequente nem do executado

Extinção
Art. 750.º, n.º1 (Diligências subsequentes)

V.VIII. Extinção da Instância
2.ª Situação
Requerimento Executivo Penhora Citação do Executado Frustração da citação pessoal

NÃO HÁ LUGAR A CITAÇÃO EDITAL

Extinção
Art. 750.º, n.º1 (Diligências subsequentes)

V.VIII. Extinção da Instância
3.ª Situação
Notificação pelo AE p/pagamento de quantias em dívida

30 dias após a data da notificação

Não havendo pagamento das quantias em dívida

Extinção

Art. 721.º, n.º3 (Pagamento de quantias devidas ao agente de execução)

Art. 849.º, n.º3 (Extinção da execução)

V.IX. Execução para prestação de facto
Mantém-se a forma única de processo, na situação de: Cumulação de prestação de facto com pagamento de quantia certa ou entrega de coisa certa

Nota: A interpelação do executado tem lugar em conjunto com a notificação para deduzir oposição.

Livro IV Título V – Da execução para prestação de facto (Art. 868.º a 877.º)

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VI. Dos Recursos

VI. Recursos

Reforço dos poderes da 2ª Instância em sede de reapreciação da matéria de facto impugnada:
Anular a decisão recorrida Ordenar a renovação da produção de prova Ordenar a produção de novos meios de prova

Livro III Título V – Dos Recursos (Art. 627.º e seguintes)

VI. Recursos
Cessa o regime da dupla conforme: Impede o recurso de Revista, quando o acórdão da Relação confirme a decisão proferida na 1ª Instância, na seguinte situação:

Sem voto de vencido e sem fundamentação essencialmente diferente

Nota: Não existe dupla conforme se existir fundamentação essencialmente diferente

Art. 629.º (Decisões que admitem recurso)

VI. Recursos
Disposição transitória: Aos recursos interpostos de decisões proferidas a partir da entrada em vigor da presente lei em acções instauradas antes de 1 de Janeiro de 2008 aplica-se o regime de recursos decorrente do Código de Processo Civil anterior, com as alterações agora introduzidas. Excepção:

O disposto no n. 3 do art. 671.º do novo Código (para essas acções continua a aplicar-se o regime antigo da dupla conforme).

Art. 7.º do Decreto da Assembleia da República n.º 140/XII

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VII. Do Regime Transitório
Decreto da Assembleia da República n.º 140/XII de 19 de Abril de 2013

VII.I. Remissões

O novo CPC é, a partir de 1 de Setembro de 2013, imediatamente aplicável às acções declarativas pendentes, excepto no que diz respeito às normas reguladoras dos actos processuais da fase dos articulados, sendo que as referências legais ao processo declarativo ordinário, sumário ou sumaríssimo consideram-se feitas para o processo declarativo comum Nos processos de natureza civil não previstos no CPC também só será admissível juiz singular (excepto nas acções já pendentes no dia 1 de Setembro de 2013)

Art. 2.º do Decreto n.º 140/XII

VII.II. Acção Executiva e Procedimentos Cautelares
Entre 1 de Setembro de 2013 e 1 de Setembro de 2014, em caso de erro sobre o regime legal aplicável por aplicação das normas transitórias, o Juiz deverá proceder à sua correcção ou convidar a parte a fazê-lo O novo CPC é, a partir de 1 de Setembro de 2013, aplicável a todas as execuções pendentes, com as necessárias adaptações, sendo que as disposições referentes aos títulos executivos, formas do processo executivo, requerimento executivo e tramitação da fase introdutória só são aplicáveis às execuções iniciadas após a sua entrada em vigor As disposições relativas a procedimentos e incidentes de natureza declarativa apenas se aplicam aos procedimentos e incidentes que sejam deduzidos a partir de 1 de Setembro de 2013 O novo CPC não é aplicável aos procedimentos cautelares instaurados antes da sua entrada em vigor.
Art. 5.º e 6.º do Decreto 140/XII

VII.III. Intervenção oficiosa do Juiz
Entre 1 de Setembro de 2013 e 1 de Setembro de 2014,
Em caso de erro sobre o regime legal aplicável por aplicação das normas transitórias, o Juiz deverá proceder à sua correcção ou convidar a parte a fazê-lo. Em caso de erro sobre o regime processual aplicável por aplicação das normas transitórias, podendo praticar acto não admissível ou omitir acto que seja devido, deve o juiz, quando aquela prática ou omissão ainda sejam evitáveis, promover a superação do equívoco.

Art. 3.º do Decreto 140/XII

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