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2013-OG-29200-18072013

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3ª Edição - Preço deste exemplar no Estado do Rio de Janeiro R$ 2,50 - Circulam com esta edição: Segundo Caderno, Revista Boa

Viagem e caderno Esportes
CHICO
CIÊNCIA
O Parque Nacional da Serra da Bocaina é um dos
que mais oferecem obstáculos à visitação. PÁGINA 31
DESAFIO DA BOCAINA
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O
M
IN
G
O
S
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E
IX
O
T
O
Cinco anos após a crise,
lucros dos bancos americanos
quase dobram e surpreendem
os analistas. PÁGINA 22
Nos EUA, lucros elevados
Relatório da Controladoria
Geral da União indica
superfaturamento, conflitos
de interesse e convênios da
instituição com entidade
inadimplente. SEGUNDO CADERNO
Irregularidades na
Biblioteca Nacional
Auditoria
OBrasil deve registrar, este ano,
déficit comercial, o que não
ocorria desde 2000. A previsão
da Associação de Comércio
Exterior do Brasil (AEB) é de
rombo de US$ 2 bi. PÁGINA 21
Déficit pode chegar
a US$ 2 bilhões
Balança comercial
Inflação ficará dentro
da meta, diz Dilma. Mas
longe de 4,5%. PÁGINA 22
COLUNISTAS
NÃO É TÃO BOM
QUANTO PARECE
MÍRIAMLEITÃO
Os aspectos mais terríveis
da violência urbana nos
EUA. SEGUNDO CADERNO
SER JOVEM E
NEGRO NA AMÉRICA
EDUARDOGRAÇA
OGLOBO
QUINTA-FEIRA, 18 DE JULHO DE 2013 ANO LXXXVIII - Nº 29.200 Irineu Marinho (1876-1925) (1904-2003) Roberto Marinho RIO DE JANEIRO oglobo.com.br
Cientistas conseguiram “desli-
gar” o cromossomo responsá-
vel pela síndrome de Down
emexperiência feita comcélu-
las humanas em laboratório. A
pesquisa, publicada na “Natu-
re”, pode levar a uma revolução
no tratamento da condição
dentrode alguns anos. Pessoas
com a síndrome têm três cópi-
as do cromossomo 21 em vez
de duas. CIÊNCIA, PÁGINA 32
Cromossomo é ‘desligado’
AVANÇOGENÉTICONASÍNDROMEDEDOWN
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3
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1
2
-
2
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1
2
TCM recua e faz devassa
em empresas de ônibus
Tribunal suspeita de formação de cartel e manipulação de receitas e despesas
Decisão ocorre apenas 22 dias depois que o órgão arquivoua mesma investigação. Prefeitura terá que
explicar por que fixa tarifas combase emdados não auditados e fornecidos pelas próprias empresas
DEPOIS DAS RUAS
_
OTribunal de Contas do Município de-
cidiu realizar uma devassa nas empre-
sas de ônibus do Rio apenas 22 dias de-
pois de arquivar uma investigação de
cartel no setor. Os conselheiros suspei-
tam agora de irregularidades na con-
corrência feita pela prefeitura em 2010,
já que as empresas agrupadas em con-
sórcios são as mesmas que operavam
Barricadas montadas por grupo de jovens na Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, que ficou mais de
duas horas interditada após confronto com a PM. Agências bancárias foram depredadas e uma loja de
roupas, saqueada. O tumulto começou depois de novo protesto contra o governador Sérgio Cabral. O
Túnel Zuzu Angel ficou duas horas fechado devido a outra manifestação. PÁGINAS 6 e 15
PROTESTO DEIXA LEBLON
EM PÉ DE GUERRA
M
A
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L
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C
A
R
N
A
V
A
L
O presidente da Câmara dos
Deputados, Henrique Eduar-
do Alves (PMDB-RN), disse
não ver problema em dar ca-
rona a políticos em voos ofici-
ais da Força Aérea Brasileira.
PÁGINA 3 e Merval Pereira
O presidente da Fifa, Joseph
Blatter, dissequearepetiçãode
protestos durante a Copa do
Mundo de 2014 poria emdúvi-
da o acerto da escolha do Bra-
sil como país-sede do evento.
CADERNO ESPORTES
Fifa teme novos protestos
Policiais federais cumpriram
oito mandados de busca e
apreensão para investigar
fraudes denunciadas pelo
GLOBO no programa. PÁGINA 8
PF investiga fraudes
no Minha Casa
Busca e apreensão
Alves defende carona na FAB
antes individualmente. O TCM criou
ainda uma força-tarefa para auditar re-
ceitas e despesas das empresas para sa-
ber comoas tarifas sãofixadas. As infor-
mações sobre custos são prestadas pe-
los empresários. A presidente Dilma
Rousseff disse que fará umdebate sobre
transporte público e comparou ônibus
a latas de sardinha. PÁGINA 9
BOAVIAGEM
Roteiro de verão
pela capital austríaca
reúne praias de rio,
museus de arte
contemporânea,
restaurantes e
bares modernos
e hotéis de design.
O LADO
JOVEM
DE VIENA
F
E
R
N
A
N
D
A
D
U
T
R
A
Contraste. Prédios novos e antigos
A poucos dias da Jornada,
peregrinos de vários países já
se divertem no Rio. O espaço
montado no Galeão, o
“Fun Zone”, é um dos pontos
mais animados. O Vaticano
afirmou que confia no Brasil
para garantir a segurança
do Papa. PÁGINAS 10 a 13
Peregrinos
já enchem
ruas do Rio
Visita doPapa
Liminar do presidente do
Supremo, ministro Joaquim
Barbosa, suspendeu a criação
dos quatro novos Tribunais
Regionais Federais. PÁGINA 8
Barbosa suspende
criação de TRFs
Gastos públicos
Galo perde a primeira
partida da final: 2 a 0
CADERNO ESPORTES
Copa Libertadores
NAS RUAS
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 3 Page: PAGINA_A User: Asimon Time: 07-18-2013 01:22 Color: CMYK
2 l O GLOBO 2ª Edição Quinta-feira 18. 7. 2013
Página2
Loterias
l
O leitor deve checar os resultados em agências oficiais e no
site da CEF porque, com os horários de fechamento do jornal,
os números aqui publicados, divulgados sempre no fim da
noite pela CEF, podem eventualmente estar defasados.
QUINA 3.241
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19
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40
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63
MEGA-SENA 1.512
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LOTOMANIA 1.366
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LOTOFÁCIL 932
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18
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20
l
21
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22
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23
l
25
O
GLOBOvemacompanhando de perto os
problemas na Fundação Biblioteca Naci-
onal (FBN) há alguns anos —do furto de
uma raríssima primeira edição da centenária
revista “OTico-Tico”, em2011, aos danos provo-
cados à estrutura e ao acervo decorrentes de
inundações, no ano passado. Hoje, a capa do
Segundo Caderno apresenta umpanorama ain-
da mais preocupante sobre o que se passa com
a maior biblioteca da América Latina: a reporta-
gem traz informações contidas num documen-
to sigiloso da Controladoria Geral da União
(CGU), emque são apontados, entre outras irre-
gularidades, indícios de superfaturamento na
compra de equipamentos e conflito de interes-
ses na relação de funcionários da FBN com em-
presas com as quais o órgão tem convênio.
O documento é o relatório preliminar de uma
auditoria que a CGU faz na Biblioteca sobre
contratos firmados em 2012. Ele foi obtido por
ANDRÉ MIRANDA, repórter do Segundo Caderno,
que assina a reportagem ao lado de LEONARDO
CAZES, repórter do Prosa.
A dupla ainda se deslocou para verificar pes-
soalmente a situação de algumas bibliotecas
públicas envolvidas em convênios suspeitos:
acompanhados da fotógrafa ANA BRANCO, An-
dré foi até o município de Silva Jardim, no inte-
rior do Estado do Rio, enquanto Leonardo foi
para a Rocinha.
—Orelatóriopreliminar é bastante abrangen-
te, passa por muitas situações suspeitas que te-
riamocorrido na Biblioteca. Nosso maior traba-
lho foi destrinchar os detalhes de cada uma de-
las — diz André. l
Uma biblioteca
de problemas
EDSON CORRÊA
Convênio suspeito. André e Ana foram a Silva Jardim
OGLOBO Por Dentro
NA PÁGINA 3 DE ONTEM:
“Votação do projeto sobre
royalties...” “Essa casa recebe
todos aqui, mas ela tem regras.”
Mau uso do demonstrativo. Certo:
“Esta casa recebe todos aqui, mas
ela tem regras.” P. 8: “Programa
nada família.” “...homem teria
tentado pagar prostituta com
cartão do Bolsa Família.” Erro de
regência. Certo: “...homem teria
tentado pagar a (ou a uma)
prostituta com cartão do Bolsa
Família.” Na página 3 do
Segundo Caderno: “Mão Santa.”
“...que vai acompanhado da família
no dia da benção do Papa...” Uso
de grafia antiga. Certo: “...que vai
acompanhado da família no dia da
bênção do Papa...”
U
Autocrítica
LEIA A ÍNTEGRA DA COLUNA NA WEB
oglobo.com.br
Resumo da crítica feita e supervisionada pelos
professores Ozanir Roberti e Sérgio Nogueira,
sob a coordenação do jornalista Aluizio
Maranhão. Distribuída todos os dias na Redação.
A revista americana “Rolling Stone”, famosa pelas capas
comcelebridades do mundo pop, atraiu a ira de
autoridades e da rede nos EUA ao destacar, na edição
de agosto, o checheno Dzhokhar Tsarnaev, acusado do
atentado na Maratona de Boston. A revista alega que o
tema é de interesse de seu público jovem. Leia mais na
PÁGINA29 l FLÁVIOLINO, flavio@oglobo.com.br
Um terrorista no
templo de ídolos pop
Visões
FOTO: REPRODUÇÃO
a Leiatambémnestaedição
Saída de Mark Webber da RBR
antecipa a abertura do mercado de
pilotos da Fórmula-1. CADERNO ESPORTES
CELSOITIBERÊ
Agora foi a vez de a Galzerano convocar
consumidores alertando para o risco de
desprendimento da criança ao usar a
cadeirinha do carro. ECONOMIA, PÁGINA 25
Novo recall de 117 mil cadeirinhas
por risco no cinto de segurança
A defesa de Francesco Schettino propôs,
no início do julgamento, que ele assuma a
culpa pelo naufrágio em troca de pena de
3 anos e 5 meses de prisão. MUNDO, PÁGINA 30
Capitão do Costa Concordia tenta
acordo coma Justiça na Itália
Texto, que ainda vai a plenário, busca
agilizar trâmite de processos civis e altera
regras para pagamento de pensão, penhora
de bens e reintegração de posse. PAÍS, PÁGINA 8
Comissão da Câmara aprova
mudanças no Código Civil
Para delegado, outra pessoa teria ajudado
suspeito Wagner Silva a retirar objetos do
local, como ar-condicionado, forno de
micro-ondas e televisão. RIO, PÁGINA 14
Polícia desconfia de cúmplice em
incêndio que atingiu AfroReggae
A relatora especial para a Liberdade
de Expressão da OEA, Catalina Botero,
criticou lei que restringe a liberdade de
expressão no Equador. ECONOMIA, PÁGINA 27
Lei sancionada no mês passado no
Equador é alvo de crítica da OEA
a Personagens dodia
Kelley Deal
A guitarrista lidera
sua banda, The
Breeders, na turnê
de comemoração
dos 20 anos do
disco “The last
splash”, que chega
ao Rio este mês.
SEGUNDO CADERNO
UM CLÁSSICO DO ROCK
ALTERNATIVO AO VIVO
DIVULGAÇÃO
Pablo Longueira
O candidato do
presidente chileno
Sebastián Piñera
alegou depressão e
abandonou corrida
à Presidência a
quatro meses das
eleições gerais.
MUNDO, PÁGINA 29
GOVERNISTA DESISTE
DE ELEIÇÃO NO CHILE
RONALDO SCHEMIDT/AFP/19-4-2012
Antonio Carlos Rodrigues (PR)
O suplente de
Marta Suplicy e
aliado do mensaleiro
Valdemar Costa
Neto pediu vista
e atrasou projeto
que cassa mandato
de condenados.
PAÍS, PÁGINA 4
PEC DOS MENSALEIROS
BARRADA POR SENADOR
AILTON DE FREITAS
|
Panorama
político
|
_
PETISTAS, adeptos da reforma ministerial, andam
resmungando pelos cantos que a presidente
Dilma é “padrão Felipão”. Não faz o que pedem.
_
ComSimone Iglesias, sucursais e correspondentes
panoramapolitico@oglobo.com.br
_
ILIMAR FRANCO
Ilimar@bsb.oglobo.com.br
_
A queda da presidente Dilma nas pesquisas
não animou apenas a oposição. A base do
governo está em alvoroço. O PT, dominado
por “Pantagruel”, pressiona para ter ainda
mais espaço. O PMDB também quer mais.
Um ministro resume: “Eles aproveitam para
tentar tirar tudo. Cada um usa sua arma.” O
PT vai de “Volta, Lula”. O PMDB prega o fim
da reeleição e ameaça com um rompimento.
A paisagem vista do Planalto
Reunindo forças
O vice de Agronegócio do
Banco do Brasil, Osmar
Dias, que foi senador pelo
PDT, está deixando o
trabalhismo. Ele está
negociando seu ingresso no
PMDB. As conversas fluem
com o deputado João
Arruda (PR), o presidente
do PMDB, senador Valdir
Raupp (RO), e com o vice Michel Temer. Osmar
Dias seria candidato ao governo do Paraná.
ELIÁRIA ANDRADE/8-8-2011
_
“O PT e o PMDB estão pressionando para
colocar gente no governo. Eles chegam
para conversar com um indicado, e um
currículo, no bolso do colete”
Ministro da presidente Dilma
Integrante do novo Conselho Político do Planalto sobre
os boatos de reforma ministerial
_
Um recado para Aécio Neves
O ex-governador José Serra está propagando a
tese de que o presidente do PSD, Gilberto Kassab,
está buscando uma reaproximação. O que isso
quer dizer: José Serra não desistiu de ser
candidato à Presidência. Os que o conhecem
afirmam com segurança que, pela quantidade de
artigos e de intervenções que ele tem feito, nos
últimos tempos, Serra não entregou os pontos. O
clima entre os tucanos é de euforia com a queda
da presidente Dilma nas pesquisas. O “já ganhou”
contaminou o presidente do PSDB, Aécio Neves, e
fez renascer a ambição de Serra. Para os tucanos,
o potencial de Marina Silva (Rede), revelado nas
mesmas pesquisas, não passa de mera ficção.
Realinhamento
O PSD mudou de posição na Lei dos Royalties.
Votou contra o governo na última votação, mas
pensou melhor e avisou que apoiará o Executivo
na volta do recesso. O governo quer que seja
usado apenas o rendimento do Fundo Social.
Nova batalha: Câmara x Planalto
O sistema de partilha do FPM e do FPE é o novo
contencioso entre os deputados e a presidente
Dilma. Ela vai vetar artigo que obriga o governo a
reembolsar perdas de receitas, de estados e de
municípios, com desonerações tributárias.
República das bananas
O Ministério da Justiça e a Polícia Federal ficaram
irritadíssimos com as informações dadas por
Exército e Abin sobre o esquema de segurança do
Papa Francisco. Os militares tiveram a intenção
de desencorajar protestos, mas, para a PF, ele
deveria ser mantido em sigilo. Os maiores
incômodos: falar sobre monitoramento das redes
sociais e abrir os fornecedores de softwares.
Há convites e convites
O Planalto liga para dizer que os parlamentares
são convidados para as solenidades com a
presidente Dilma nos estados. Fato. Mas o convite
que os aliados querem receber é para chegar aos
estados e descer do “AeroLula” ao lado de Dilma.
Discurso para efeitos políticos
A bancada do PMDB faz barulho, mas pesquisa
aplicada pelo presidente da Fundação Ulysses
Guimarães, Eliseu Padilha, revela que a ampla
maioria não quer romper com o governo. Eles
estão de olho nas eleições e querem prestígio.
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Foto‘viva’
Instruções
Situação é mais grave em Alagoas e na
Bahia, segundo o Mapa da Violência
2013. O estudo mostrou ainda que a
violência cresceu no interior. PAÍS, PÁGINA 8
Nordeste concentra cidades mais
violentas para jovens no Brasil
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 2 Page: PAGINA_B User: Asimon Time: 07-17-2013 22:48 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 O GLOBO l 3
País
NASASASDAFAB
_
Em defesa dos caronas
Presidente da Câmara diz que continuará a ceder lugares nos voos porque é ‘legítimo’
AILTON DE FREITAS
-BRASÍLIA- Opresidente da Câmara, depu-
tado Henrique Eduardo Alves (PMDB-
RN), que tem direito ao uso de aviões
da frota oficial da Força Aérea Brasileira
(FAB), disse ontemque dá caronas para
outros políticos, quando há vagas nes-
ses voos, e que continuará fazendo isso.
Ele reagiucomirritação à notícia publi-
cada no GLOBOde que viajou numavi-
ão da FAB com mais oito pessoas de
Natal para Brasília, segunda-feira, ne-
gando que tenha sido esse o número de
passageiros. Alves disse ontemque via-
jou acompanhado apenas de umpolíti-
co local, o deputado estadual Gustavo
Fernandes (PMDB), e de quatro segu-
ranças. Os dados obtidos pelojornal es-
tão disponíveis no site da FAB.
—Vocês vão desmentir a matéria, né?
Isso é irresponsabilidade. Eu e o depu-
tado estadual, duas pessoas, e coloca-
ram nove? O deputado Gustavo Fer-
nandes viria (para Brasília), tinha uma
agenda comigo, aqui, inclusive, sobre
assuntos do meu estado. Foram duas
pessoas... Acadeira da frente veio vazia,
até coloquei o pé — disse, completan-
do que é comum autoridades pedirem
carona: — O governador, às vezes, está
aqui, a bancada federal. Adeputada Fá-
tima Bezerra (PT-RN), a Sandra Rosado
(PSB-RN), o Felipe Maia (DEM-RN) di-
zem: “Você vai quando?” Vou dizer que
não, vou negar a um deputado federal
pedido para me acompanhar, sabendo
que tem lugar?
Segundo o presidente da Câmara, a
lei prevê que ele ceda vagas no voo a
deputados federais:
— Isso eu fiz, vou continuar fazendo,
porque é legal, é legítimo.
Em relação à transparência sobre os
voos da FAB, Alves disse ser “indiferen-
te” à divulgação da lista de passageiros.
Opresidente do Senado, Renan Calhei-
ros (PMDB-AL), defendeu a divulgação
dos nomes dos passageiros.
— A questão de segurança (a alega-
ção para não divulgação da lista) não é
comigo. Por mim, é indiferente divul-
gar ou não divulgar a lista —disse o de-
putado.
Na ediçãode ontem, combase nas in-
formações da FAB em seu site, com os
voos solicitados por autoridades na se-
gunda-feira, O GLOBO publicou que
Alves deixou Natal numa aeronave e
que a solicitou para nove passageiros.
Procurado pelo jornal terça-feira à noi-
te, ele disse que não diria quem eram
seus acompanhantes.
No site, constava a “previsão” de nove
passageiros. Ontem, a FAB, procurada,
confirmou que a solicitação feita por
ele foi de um avião para nove pessoas,
mas que não poderia informar quantos
embarcaram. Segundo a FAB, essa in-
formação deve ser solicitada à autori-
dade que requisitou a aeronave.
AControladoria Geral da União(CGU)
disse que nãotemcomoexigir que a FAB
divulgue os nomes dos passageiros. O
como a Controladoria Geral da União.
No caso da “FAB Tour”, isso foi se agra-
vando. E não tem qualquer justificativa
os presidentes do Senado e da Câmara
usarem avião (da FAB) — disse.
Professor de Ciência Política da Uni-
versidade de Brasília (UnB), David
Fleischer disse que a divulgação das in-
formações da FAB é uma consequência
positiva da Lei de Acesso à Informação.
Para ele, há regras para o uso de avião
oficial, mas ocorrem abusos.
— Eles não entende-
ram o recado das ruas.
Mas não é a primeira vez
que se faz crítica desse ti-
po (uso de aviões). No
governo Fernando Hen-
rique, um ministro usou
o avião para levar a famí-
lia a Fernando de Noro-
nha. Tem que haver con-
trole. Ou a FAB vai impor
as condições ou vai pedir
para a CGU avaliar. Tem
muito abuso tambémen-
tre os ministros — disse
Fleischer.
Apesar de ter direito a
usar os aviões da FAB pa-
ra viajar pelo país, e mes-
mo para o exterior, os
presidentes da Câmara e do Senado se
valem das cotas parlamentares a que
seus gabinetes têm direito para que
seus funcionários se desloquem. Pelas
regras internas, o parlamentar pode au-
torizar servidores de seus gabinetes a
viajar usando a cota.
Alves gastou R$ 9.590, entre feverei-
ro e junho, compassagens para funci-
onários que trabalham com ele. Três
assessores foram frequentes nas via-
gens: Norton Masera, Wellington
Costa e Hermann Lebedour. Já Re-
nan, entre fevereiro e março, usou R$
6.890. Quemviajou no período foi seu
assessor Everaldo França Ferro, fla-
grado em conversas com Zuleido Ve-
ras, dono da construtora Gautama,
acusada de pagar propina para obter
obras de governos. Renan disse que o
teor das conversas entre ambos não
configurava prática irregular. l
secretário-executivo da CGU, Carlos Hi-
gino Ribeiro de Alencar, usou, como
exemplo, o ministro da Justiça, José Edu-
ardo Cardozo, que viaja frequentemente
com seguranças e até policiais federais
— e muitas vezes os nomes deles não
podem ser divulgados.
Alencar explicou que as reservas fei-
tas pelas autoridades são endereçadas
a uma central na FAB. Combase nas in-
formações sobre trajeto, número esti-
mado de passageiros e horário, é reser-
vada a aeronave.
— A FAB está cum-
prindo plenamente suas
funções e está infor-
mando corretamente
sobre o uso dos aviões.
Não cabe a ela definir
que informação deve
ser mantida sob sigilo —
disse Alencar.
Segundo o secretário-
executivo, a controlado-
ria sugere que os minis-
térios e autoridades di-
vulguem a lista de passa-
geiros, mas observa que
não cabe à CGU exigir
dos presidentes da Câ-
mara e do Senado essa
divulgação.
Especialistas avaliam que as pessoas
que exercemo poder se acostumarama
privilégios e que o uso de aviões oficiais
é um deles. Historiador e professor da
pós-gradução de Ciência Política da
Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar ), Marco Antonio Villa acredi-
ta que essas distorções começaram
com a criação de Brasília, sob o argu-
mento da dificuldade de acesso à cida-
de, e que hoje os privilégios estão no
Executivo, no Legislativo e no Judiciá-
rio. Para ele, não há razão de os presi-
dentes da Câmara e do Senado terem
aviões oficiais, até porque os parlamen-
tares têmverba de passagens. Villa ain-
da critica o uso indiscriminado de avi-
ões da FAB por ministros:
— Os privilégios estão nos três pode-
res. A impressão que se tem é que o Es-
tado é uma imensa caixa d’água, reche-
ada de furos por todos os lados, e não se
consegue conter a saída dessa água,
apesar de todos os esforços de órgãos
CRISTIANE JUNGBLUT
crisjung@bsb.oglobo.com.br
D
esde 2009, os de-
putados não têm
mais verba espe-
cífica para gastar
com passagens: houve a
unificação das cotas, com a
criação da Cota para Exercí-
cio da Atividade Parlamen-
tar, que é mensal, batizada
de cotão. Nesse valor, que
varia de estado para estado
devido ao preço das passa-
gens aéreas, o deputado de-
cide como gastar, segundo
as necessidades de seu
mandato: passagens aéreas,
aluguel e manutenção de
escritórios de apoio à ativi-
dade parlamentar, contrata-
ção de consultoria, gastos
com telefonia, alimentação,
hospedagem fora de Brasí-
lia, fretamento de automó-
veis, aeronaves ou embarca-
ções, combustíveis, serviços
de segurança e divulgação
do mandato.
A maior verba é paga a de-
putados de Roraima (R$
38.616,18) e a menor, a de-
putados do Distrito Federal
(R$ 25.962,64). No caso do
RioGrande doNorte, a verba
equivale a R$ 36.157,43.
Após o escândalo do uso de
passagens aéreas, denuncia-
do pelo site “Congresso em
Foco”, em que deputados fo-
ram flagrados usando a cota
de passagens para viajar de
férias com a família, a regra
mudou: agora, só são ressar-
cidos gastos de passagens do
deputado ou de funcionário
dele a serviço. Para ter direi-
to ao ressarcimento de pas-
sagemdo funcionário, é pre-
ciso autorização da 3ª Secre-
taria da Casa.
Cada deputado tem 90 di-
as para apresentar as notas
fiscais do produto ou servi-
ço para ser reembolsado.
No caso dos gastos com
combustíveis e segurança
prestada por empresa espe-
cializada, o limite de cada
um é de R$ 4,5 mil por mês.
É vedado o uso do cotão pa-
ra divulgar atividade parla-
mentar nos 120 dias anteri-
ores a eleições. l
ISABEL BRAGA
isabraga@bsb.oglobo.com.br
-BRASÍLIA-
Verba mensal varia
segundo o estado do
deputado, podendo
chegar a R$ 38 mil
Cotão banca despesas
de parlamentares
Contexto
Alves reage a vaias no plenário:
‘Aqui ninguém é picareta, não!’
Deputado diz que é
preciso cuidado para
não causar rombo
nos cofres públicos
-BRASÍLIA- Ao fazer um balanço
dos trabalhos da Câmara dos
Deputados desde que começa-
ram os protestos nas ruas, o
presidente da Casa, Henrique
Alves (PMDB-RN), disse que é
preciso ter responsabilidade
ao pôr propostas em votação,
porque o Congresso não deve
gerar falsas expectativas. Para
ele, é preciso pensar antes de
aprovar temas de impacto, co-
mo a proposta que destina 10%
da receita corrente bruta da
União para a Saúde, o que cau-
saria umrombode quase R$ 40
bilhões aos cofres públicos.
— A Câmara já vinha num
ritmo importante: foram 82
matérias votadas desde março.
Agora, tem coisas que temos
que ter cuidado. Por exemplo,
10% para a Saúde, todos que-
rem, mas quem vai pagar a
conta? Você criar a expectativa
e frustrar depois? É para deci-
dir as coisas, e elas acontece-
rem — disse.
Numa estocada contra a pre-
sidente Dilma Rousseff, que
propôs a realização de um ple-
biscito para a reforma política
ainda este ano, ideia descartada
pelo Congresso, ele reafirmou:
— Não vi um cartaz nas ruas
com reforma política. Vi até
um cara dizer que queria ven-
der o Monza — disse, repetin-
do brincadeira feita pelo líder
do PMDB, Eduardo Cunha
(RJ). — Mas virou pauta. Esta-
mos fazendo um grupo de re-
forma política, para votar.
Ele criticou o comportamen-
to dos estudantes, que anteon-
tem o vaiaram devido à não
votação do projeto que destina
verba dos royalties do petróleo
para Educação e Saúde.
— Lamento não ter votado
uma pauta dessa importância.
Não fiquei irritado com as vai-
as, mas é uma questão de res-
peito com o plenário. Permiti
que entrassem todos, mas não
podem ficar cantando refrão-
zinho. Aqui ninguém é picare-
ta, não!
Alves reagiu a pressões para
que descumpra prazos regi-
mentais, no caso do deputado
Natan Donadon, preso após
ser condenado pelo STF por
desvio de recursos públicos:
— Não sou ditador da Casa.
Tem regras, tem direito de de-
fesa, tem sessões, tem parecer.
Mandamos tirar o apartamen-
to, cancelamos o salário, fe-
chamos o gabinete dele. (Cris-
tiane Jungblut) l
JORGE WILLIAM/16-7-2013
Reação barulhenta. Estudantes vaiam não votação de projeto dos royalties
R$ 9.590
Despesa do presidente da
Câmara, entre fevereiro e
junho deste ano, com
passagens aéreas para
seus funcionários.
R$ 6.890
Quantia gasta, entre
fevereiro e março deste
ano, pelo presidente do
Senado, compassagens
aéreas para assessores.
U
Números
Colaborou: Chico de Gois
INFORMAÇÕES OFICIAIS
FONTE: Ministério da Defesa
Em seu site, a FAB confirmou
que o presidente da Câmara
pediu um avião para nove
pessoas, no voo de Natal para
Brasília, mas disse que não
poderia informar quantos
passageiros embarcaram
Viagens. Henrique Alves, presidente da Câmara: “Por mim, é indiferente divulgar ou não divulgar a lista”, disse sobre os passageiros dos voos da FAB
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4 l O GLOBO l País l Quinta-feira 18. 7. 2013
MERVAL
PEREIRA
| |
merval@oglobo.com.br
Mesmo comalguns sinais positivos, como a
aprovação na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) do fimdo voto secreto para a eleição do
presidente do Senado e das comissões,
permanecemmostras preocupantes de que
deputados e senadores insistememvelhos
hábitos já rejeitados pela voz das ruas.
Não têm juízo
O
presidente da Câmara, Henrique Eduardo
Alves, por exemplo, voltou a usar um avião
da FABpara ir de Natal a Brasília, dando ca-
rona. Mesmo que esteja dentro da norma, pois ia
de seu estado para Brasília, e que as caronas nada
acrescentem ao custo do voo para a FAB, falta ao
presidente da Câmara o bom senso de não dar de-
monstrações de arrogância num momento em que
qualquer passo dos políticos está sob a lupa da opi-
nião pública.
Não há qualquer necessidade de usar um avião
da FAB quando os voos comerciais normais são
acessíveis, e o deputado tem cota de passagens a
seu dispor. Só mesmo o hábito de utilizar mordo-
mias, juntamente com a necessidade de demons-
trar força política no seu reduto eleitoral, explica
decisão tão equivocada.
Outro que demonstrou que está no cargo para
cuidar de seus interesses pessoais foi o suplente da
ministra Marta Suplicy, o senador Antonio Carlos
Rodrigues, do PRpaulista, que, aliado do mensalei-
ro Valdemar Costa Neto, impediu a votação de pro-
posta de emenda à Constituição que torna automá-
tica a perda do mandato de parlamentar nas hipó-
teses de improbidade administrativa ou de conde-
nação por crime contra a administração pública,
conhecida como a PEC dos Mensaleiros.
Com o pedido de vista, conseguiu adiar para
agosto a discussão da mudança que colocaria ime-
diatamente na cadeia, além de seu cupincha, os
deputados petistas José Genoino e João Paulo Cu-
nha, e Pedro Henry, do PP. Por fim, mesmo saben-
do que no Congresso a tendência majoritária, da
qual fazemparte muitos petistas, é que as reformas
só valham a partir da eleição municipal de 2016, a
presidente Dilma continua na defesa intransigente
do plebiscito para a realização de reformas ainda
em 2014, jogando para o Congresso a culpa de não
termos reformas imediatas, quando não há mesmo
prazo para aprová-las em tempo hábil, dentro das
atuais regras constitucionais.
Agindo assim, a presidente arrisca-se a ter o Con-
gresso contra o Executivo na volta dos trabalhos,
piorando a crise políti-
ca emque seu governo
está envolvido. Parece
faltar a todos juízo pa-
ra enfrentar os mo-
mentos tensos que te-
mos pela frente.
Quem fala fino
Chico Buarque, ao
apoiar a candidatura
de Dilma Rousseff em
2010, disse uma frase
sobre o governo brasi-
leiro que ficou famo-
sa: “Ele não fala fino
com Washington,
nem fala grosso com a
Bolívia”. Oque parecia
uma qualidade de
nossa política externa
mostrou-se, no entan-
to, um defeito, pelo
menos em relação a
nossos vizinhos boli-
varianos.
De fato, não falamos
grosso com a Bolívia,
nem com o Paraguai,
nem com a Venezuela,
mas deveríamos fazê-
lo em algumas situações. Se antes tínhamos um
“complexo de vira-lata” nas relações internacio-
nais, segundo diagnóstico do ex-presidente Lula,
hoje temos um “complexo de gorila”.
Temos receio de sermos vistos como imperialistas
na América do Sul e nos submetemos a vários vexa-
mes desnecessários e inaceitáveis. Agora mesmo
ficamos sabendo que aviões da FAB usados por au-
toridades brasileiras, inclusive o ministro da Defe-
sa, Celso Amorim, foram revistados abusivamente
por agentes antidrogas do governo da Bolívia.
O acinte aconteceu não uma única vez, mas três, e
somente então o governo brasileiro fez umprotesto
formal, que só se tornou público dois anos depois,
quando o fato foi revelado pela imprensa.
A Bolívia já expropriou uma refinaria da Petrobras,
e ficou por isso mesmo. Agora, recusa-se a permitir
que o senador oposicionista Roger Pinto Molina,
asilado há mais de um ano na embaixada em La
Paz, embarque para o asilo político em Brasília. E
nós, no nosso “complexo de gorila”, vamos falando
fino com nossos vizinhos. l
1
Permanecem mostras
preocupantes de que
parlamentares insistem em
velhos hábitos já rejeitados
pela voz das ruas. Henrique
Alves, por exemplo, voltou a
usar avião da FAB,
dando carona
2
Dilma, jogando sobre o
Congresso a culpa da não
realização do plebiscito,
arrisca-se a tê-lo contra o
Executivo. Parece faltar a
todos juízo para enfrentar
os momentos tensos que
temos pela frente
3
O Brasil não fala grosso
com a Bolívia, que revistou
três aviões da FAB. É o
nosso “complexo de gorila”,
que nos faz falar fino com
os vizinhos
U
Os pontos-chave
Diferentemente do que foi publicado ontem no GLOBO, o
deputado petista Henrique Fontana elegeu-se pelo Rio Grande
do Sul, não por São Paulo. l
Correção
Hoje
naweb
oglobo.com.br/pais
l ENQUETE: Qual o tema mais
importante da “agenda positiva”
que o Congresso deixou de votar
antes de entrar em recesso?
l INFOGRÁFICO: Entenda como
funcionava a fraude no
programa Minha Casa Minha
Vida
l MAPA DA VIOLÊNCIA 2013:
Confira a íntegra da pesquisa
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principais notícias da política
nacional e os grandes
acontecimentos do país
Ex-deputado petista, Professor Luizinho
volta ao Congresso como lobista
Ele defende interesses
de empresas que
administramportos secos
FERNANDA KRAKOVICS
fernanda@bsb.oglobo.com.br
-BRASÍLIA- Absolvido pelo Supremo
Tribunal Federal da acusação de
lavagem de dinheiro no julga-
mento do mensalão, o ex-depu-
tado Professor Luizinho (PT-SP)
está de volta ao Congresso, mas
em outro papel: o de lobista. Lí-
der do governo Lula na Câmara,
Luizinho está defendendo inte-
resses de empresas que adminis-
tramportos secos.
Anteontem, o petista acom-
panhou sessão da comissão
mista da Medida Provisória
612/2013, que, entre outros as-
suntos, acaba com a exigência
de licitação para a exploração
desses entrepostos. Ele solicitou
reuniões com o líder do gover-
no no Congresso, senador José
Pimentel (PT-CE), e o deputado
Vicente Cândido (PT-SP), vice-
presidente da comissão. Antes,
Luizinho já tinha conversado
sobre o assunto comdeputados
do PT na Câmara.
Durante o julgamento do
mensalão, o advogado de Luizi-
nho, Pierpaolo Bottini, disse
que o petista tem empresa de
consultoria. O ex-deputado
mora em Santo André, cidade
do ABC paulista.
Abordado pelo GLOBO, o ex-
deputado não quis falar. Ontem,
questionado por telefone se está
trabalhando para uma empresa
de São Bernardo do Campo, no
ABC paulista, ele negou e não
quis dar seguimento à conversa.
— Não, te deram a informa-
ção errada — disse o petista.
Luizinho foi acusado de sa-
car R$ 20 mil do esquema do
mensalão em uma agência do
Banco Rural, por meio do as-
sessor José Nilson dos Santos.
O STF entendeu, porém, que
Santos recebeu os recursos di-
retamente do então tesoureiro
do PT, Delúbio Soares, para
custear a campanha de candi-
datos a vereador em Santo An-
dré. O assessor teria agido de
forma independente.
O ex-deputado estaria traba-
lhando para um grupo de oito
empresas que receberam auto-
rização para operar portos se-
cos antes de 1993, quando a le-
gislação não exigia licitação.
Atualmente elas funcionam
com liminar. Esse grupo é a fa-
vor da MP, que vai cair porque
não será votada pelo Congresso
a tempo. Ela perde a validade
em 1º de agosto. A Associação
Brasileira dos Portos Secos
(Abepra) é contra a MPe defen-
de a manutenção da licitação. l
-BRASÍLIA- Sem esconder o receio
de mais umfracasso, deputados
do grupo da reforma política
criado pela Câmara defende-
ram ontem que as novas regras
sejamaprovadas antes do prazo
de 90 dias, mas que sejam váli-
das só para as eleições de 2018.
Para os deputados, no entanto,
é possível aprovar mudanças
pontuais nas regras eleitorais
em agosto deste ano, para valer
para a eleição de 2014.
Na primeira reunião do grupo
realizada ontem, um dos novos
alvos foramos marqueteiros das
campanhas eleitorais. Para os
representantes dos dois maiores
partidos, PT e PMDB, é preciso
reduzir custos eleitorais, e uma
alternativa seria simplificar os
programas eleitorais.
—Hoje, as campanhas são ca-
ras e há relação pouco republi-
cana entre financiadores e can-
didatos. O ideal será o fim dos
marqueteiros na campanha da
TV. Há abuso, marqueteiros
transformam candidatos em ar-
tistas, cobram preços exorbitan-
tes. Se só aparecesse o candida-
to, reduziríamos omarqueteiroa
zero—criticouodeputadoMar-
celo de Castro (PMDB-PI).
O deputado Ricardo Berzoini
(PT-SP) endossou a tese e, além
dos marqueteiros, sugeriu aca-
bar com cabos eleitorais.
— A ideia é que a campanha
de TV seja feita semmarquetei-
ros, percaadereços, imagens ex-
ternas, recursos gráficos, que
mais parecem um filme de
(Francis Ford) Coppola, preva-
lecendo as ideias, semedição. E
também o fim dos cabos eleito-
rais. A contratação de cabos
eleitorais namora com a com-
pra de votos — disse Berzoini,
justificando que o PT faz isso
porque todos fazem.
Coordenador do grupo da
reforma política, o deputado
Cândido Vaccarezza (PT-SP)
apresentou umcronograma de
trabalhos. No dia 22 de agosto
ele quer fechar o conteúdo da
reforma política a ser votada.
— No meu ponto de vista,
qualquer decisão aqui (sobre
reforma política) não vai valer
para 2014, mas, sim, 2018 —
afirmou Vaccarezza.
Para Vaccarezza, na reforma
eleitoral já para 2014 poderão ser
incluídos pontos importantes,
como a proposta de criação de
um teto de gastos para campa-
nhas eleitorais, defendido ontem
pelo deputado Miro Teixeira
(PDT-RJ); e a regulamentação da
pré-campanha, com liberação
total na internet. l
Deputados agora falam em proibir
marqueteiros e cabos eleitorais
Parlamentares defendemque regras sejamaprovadas antes de 90 dias
ISABEL BRAGA
isabraga@bsb.oglobo.com.br
A
liadodomensaleiro
Valdemar Costa
Neto (PR-SP), o se-
nador Antonio Car-
los Rodrigues (PR-SP) impe-
diu ontem a votação de Pro-
posta de Emenda Constituci-
onal (PEC) quetornaautomá-
tica a perda do mandato em
casos de improbidade admi-
nistrativa ou condenação por
crime contra a administração
pública. Apresentada por Jar-
bas Vasconcelos (PMDB-PE),
a medida, conhecida como
PECdos Mensaleiros, poderia
causar aperdadomandatode
Valdemar edos outros três de-
putados condenados pelo Su-
premo Tribunal Federal no
caso: José Genoino (PT-SP),
João Paulo Cunha (PT-SP) e
Pedro Henry (PP-MT).
O relator, senador Eduardo
Braga (PMDB-AM), deu parecer
favorável à aprovação da PEC na
Comissão de Constituição e Jus-
tiça, mas o senador Antonio Car-
los Rodrigues pediu vista, o que
deixa a proposta na gaveta até
agosto, quando os trabalhos le-
gislativos serão retomados. Esse
foi oúnicopedidodevistaindivi-
dual de Rodrigues desde que as-
sumiu uma cadeira na CCJ, no
início do ano. Em geral, pedidos
de vista são coletivos, mas nin-
guémacompanhou Rodrigues.
Antonio Carlos Rodrigues é
suplente da hoje ministra da
Cultura, Marta Suplicy. Assumiu
o mandato em outubro de 2012
e, desde então, atua mais nos
bastidores. O senador é nome
importante emseu partido e, re-
centemente, participou de reu-
niões com a presidente Dilma e
a cúpula do PR, quando foi feita
a troca no comando do Ministé-
rio dos Transportes.
Para Jarbas Vasconcelos, o
pedido de vista foi incom-
preensível, já que o tema ha-
via sido debatido com a par-
ticipação de Rodrigues:
— Sabia que o corporativis-
monãoiagostar dessaPEC. O
suplente (Rodrigues) disse
que não estava entendendo o
ótimo parecer do Braga e pe-
diu vista. Pensei emponderar
que ele ficaria exposto, por-
queédopartidodoValdemar.
O tema foi exaustivamente
debatido.
Rodrigues afirmou que de-
seja realizar alterações técni-
cas, semcontrariar a essência
do texto. Negou intenção de
retardar a tramitação da PEC
e afirmou ser favorável ao
mérito da medida:
— Dá a impressão de que
foi para favorecer algum de-
putado condenado, mas não
temnada disso. Apossibilida-
de de a PEC atingir condena-
dos no mensalão é remota,
porque tem que ser aprovada
em dois turnos no Senado e
na Câmara. Até lá, o julga-
mento já acabou. l
PECdos Mensaleiros na gaveta até agosto
Senador do PR impede
votação de proposta
que ameaça Valdemar
AILTON DE FREITAS
Atraso. Rodrigues negou ter pedido vista para favorecer deputado condenado
OALIADOAGRADECE
JÚNIA GAMA
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Quinta-feira 18. 7. 2013 l País l O GLOBO l 5
Consciente da sua força junto aos jovens, em sua 3ª edição no Brasil, o Rock in Rio assumiu o compromisso
de promover ações concretas Por Um Mundo Melhor. De lá para cá, US$ 16.717.335,36 foram investidos
em importantes projetos socioambientais: da formação de 3.200 jovens no ensino fundamental no Rio de Janeiro
a um centro de saúde no Maranhão. Da instalação de 760 painéis solares em 38 escolas públicas
à montagem de 14 salas sensoriais para crianças defcientes visuais em Portugal. Do plantio de 118 mil árvores
em áreas devastadas da Península Ibérica à construção de uma escola na Tanzânia. Da doação de mais de
2.200 instrumentos musicais para 150 instituições sem fns lucrativos à construção de 10 salas de música
em escolas públicas do Rio e a profssionalização de 40 jovens em Assistente de Luthier em uma das
primeiras comunidades pacifcadas. Este ano, o foco é a limpeza urbana. Com a campanha Lixo no Lixo,
Rio no Coração o festival quer mostrar que, diminuindo o alto custo da limpeza urbana vamos trazer
mais benefícios à cidade. Lado a lado com sua face socioambiental, caminha em paralelo o impacto econômico
sobre as cidades onde se realiza. Em 2011, no Rio, o impacto foi de 880 milhões de reais. No período do festival,
a ocupação hoteleira chegou a 95%, a cidade recebeu 350 mil turistas, 25% deles vindos do exterior.
Turistas que vieram assistir ao festival e com isso consumiram nos hotéis, bares, restaurantes e lojas
da cidade, trazendo divisa e gerando renda. A cada edição, a produção do evento gera cerca de 15.000 postos
de trabalho. O resultado deste trabalho tem seu momento máximo durante o evento - na emoção das pessoas,
na alegria do público e na certeza de estar contribuindo para uma cidade, um país e um mundo melhor.
ONDE TEMESTA MARCA TEMUM
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6 l O GLOBO l País l 3ª Edição Quinta-feira 18. 7. 2013
Mesmo com forte aparato de segurança — 13
veículos do Batalhão de Choque e 80 policiais
militares —, cerca de dois mil manifestantes
voltaram a protestar ontem no entorno da rua
onde mora o governador Sérgio Cabral, no Le-
blon. No fim da noite, depois de horas de mani-
festação pacífica, um confronto fez das ruas do
Leblon umcampo de batalha. Os manifestantes
montarampelo menos dez barricadas comfogo
na Avenida Ataulfo de Paiva, que ficou mais de
três horas interditada. Cinco agências bancárias
e uma papelaria, entre outros estabelecimentos,
sofreram depredação. Uma loja de roupas foi
saqueada. Pelo menos sete pessoas foram deti-
das pela PM. Houve falta de luz no Leblon.
O governador Sérgio Cabral convocou uma
reunião com a cúpula da segurança do estado
para a manhã de hoje.
O confronto começou por volta das 22h45m,
quando um grupo que estava na esquina da
Avenida General San Martin com a Rua Aristi-
des Espínola começoua jogar pedras nos polici-
ais militares, que se protegeram, inicialmente,
com seus escudos. Depois de cerca de dois mi-
nutos resistindo, os PMs reagiram com bombas
de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Acon-
fusão se estendeu para vias adjacentes, como a
Avenida Ataulfo de Paiva.
O Bar Jobi estava lotado de clientes e foi atin-
gido por uma bomba. Muitos clientes se abriga-
ramno interior do estabelecimento, que fechou
as portas, mas, devido ao incômodo causado
pelo gás, foram obrigados a deixar o bar. O res-
taurante Prima Bruschetteria, ali perto, também
foi atingido pelo gás. Pelo menos 20 bombas de
gás lacrimogêneo foram lançadas pela polícia.
No meio da confusão, manifestantes coloca-
vam fogo em lixeiras e detritos. Um caminhão
de jato de água da PM foi usado para apagar os
primeiros focos de incêndio nas ruas. Outras
barricadas forammontadas, comsacos de lixo e
pedaços de pau em chamas. Alguns manifes-
tantes correram em direção à orla após a PM
disparar as bombas. Somente no início da ma-
drugada, quatro carros dos Bombeiros chega-
ram à Ataulfo de Paiva para apagar os focos de
incêndio. Grupos de jovens encapuzados foram
a pé de madrugada para Ipanema e Lagoa.
Enquanto os jovens se dispersavam, um gru-
po danificou a portaria de um prédio adminis-
trativo da Rede Globo.
PROJEÇÃO DE IMAGENS EM PRÉDIO
Durante o dia, gritando palavras de ordem con-
tra o governo Cabral, manifestantes fecharam a
Ataulfo de Paiva duas vezes. Muitos motoristas
buzinaram em sinal de apoio ao ato, marcado
na semana passada pelo Facebook.
Apesar do clima de paz, integrantes do grupo
Black Bloc, que defende ações de vandalismo,
participaram do ato. Na Rua Rainha Guilhermi-
na, OGLOBOflagroujovens encapuzados pegan-
do pedras e restos de reboco de uma obra.
Num dos momentos de tensão, um homem
tentou derrubar uma das grades colocadas pela
PM para impedir o acesso dos manifestantes à
Rua Aristides Espínola. Sua atitude foi pronta-
mente repudiada pelos manifestantes, que o
chamaram de “infiltrado”.
Umboneco representando o governador foi in-
cendiado pelos manifestantes. O músico francês
Antoine Demena acompanhou o ato dizendo-se
chocado com “a impunidade no Brasil”:
— Na Europa, fala-se muito dos protestos. No
Brasil, o que mais me choca é a impunidade. O
Brasil é um país complexo, mas a manifestação
vir até o Leblon, um símbolo de elite, é legal.
Norepertóriodos manifestantes, hits das torcidas
defutebol —“Aha, uhu, oLeblonénosso” —ecria-
tividade. Universitários usaram um projetor para
expor imagens na fachada de umprédiovizinhoao
de Cabral. Sofia Maldonado, estudante de Cinema
na UFF, contou que se reuniu comamigas para en-
tender os motivos dos protestos:
— Estudamos o assunto e resolvemos participar.
Juntamos frases, imagens e estamos fazendo nosso
manifesto emrepúdio ao que está acontecendo. l
Antes, manifestantes voltarama ocupar entorno da residência de Sérgio Cabral
GUSTAVOGOULART
gus@oglobo.com.br
LETÍCIA FERNANDES
leticia.fernandes@infoglobo.com.br
MARCELO CARNAVAL
Vandalismo e saque. Na onda de violência que se alastrou pelo Leblon ontem à noite, um homem mascarado rouba peças de roupa da loja da Toulon na Avenida Ataulfo de Paiva
Leblon tem noite de confronto,
depredação e barricadas de fogo
MARCELO CARNAVAL
Emchamas. Uma das cerca de 10 barricadas de fogo montadas na Ataulfo de Paiva, que foi interditada por três horas
Para Cabral, manifestações são obra de opositores
Vice-governador também
comentou atos; oposição rejeita
tese de ação orquestrada
JULIANA CASTRO, TAÍS MENDES
E CÁSSIOBRUNO
opais@oglobo.com.br
Ogovernador doRio, SérgioCabral (PMDB), acu-
sou ontemseus adversários políticos de seremos
responsáveis pelas manifestações diárias na por-
ta de sua casa, no Leblon, na Zona Sul do Rio. Se-
gundo ele, há uma tentativa por parte de seus
opositores de antecipar o calendário eleitoral. O
governador fez as declarações poucas horas antes
do novo protesto em frente ao seu apartamento.
— Vivemos numa democracia, portanto, deve-
mos nos respeitar mutuamente. Todos os exces-
sos devem ser condenados. O que eu percebo é
uma tentativa de antecipação do calendário elei-
toral, isso é muito ruim. Não para mim, mas para
o Rio de Janeiro. Eu quero governar o estado jun-
to com a equipe do governo. Alguns adversários
políticos queremantecipar o calendário eleitoral.
Não se ganha política no tapetão. Ganha-se elei-
çãonas urnas, debatendoideias. Foi assimque eu
ganhei até hoje —disse o governador, ao inaugu-
rar a Casa do Trabalhador nas comunidades de
Manguinhos e Jacarezinho.
O vice-governador Luiz Fernando Pezão, pré-
candidato ao Palácio Guanabara, também atri-
buiu aos opositores a onda de protestos com
Cabral como alvo.
—Claro. Você nãoestá vendo? Nãoestá vendo
que é o (deputado federal Anthony) Garotinho
(pré-candidato do governo do Rio pelo PR) e o
(deputado estadual Marcelo) Freixo? As reivin-
dicações são nacionais e internacionais. É no
mundo inteiro. As redes sociais são uma reali-
dade. Mas não podemos antecipar o processo
eleitoral. Não se pode aproveitar um movimen-
to para fazer campanha.
OPOSIÇÃO NEGA ACUSAÇÕES
Aacusação do peemedebista foi rebatida pelos ad-
versários de seugoverno. Anthony Garotinho dis-
se que a atitude de Cabral é “um devaneio” e
“um delírio”:
—As pessoas estãoindopara as ruas protestar
contra a incompetência dos gestores em gerir
bem a Saúde pública, a Educação, o Transporte
e tudo mais que tem sido questionado pelo po-
vo. Ogovernador, emvez de ficar buscando cul-
pados, deveria apresentar soluções.
Overeador Cesar Maia, que deve ser candida-
to pelo DEMao governo do estado, afirmou que
o governador ainda não entendeu nada da di-
nâmica das redes sociais:
— Se ele (Cabral) imagina que algum político
promove essas manifestações, está atirando em
fantasmas ou sofrendo de alguma síndrome de
ansiedade.
Pré-candidato do PT a governador, o senador
Lindbergh Farias não quis comentar a declaração
do governador, seguindo orientação do comando
do PT para evitar o embate. Coube ao coordena-
dor do programa de governo de Lindbergh, Jorge
Bittar, avaliar os comentários de Cabral:
— Acho que se deve perguntar aos manifestan-
tes se foramorientados por alguém, mas me pare-
ce que são manifestações organizadas nas redes
sociais, e não faz sentido que setores do partido A,
B ou Cestejamincentivando atos desse tipo. l
No ‘Conselhão, presidente
exalta anseio do povo
por qualidade de vida
CRISTIANE BONFANTI E MARTHA BECK
opais@oglobo.com.br
-BRASÍLIA- A presidente Dilma Rousseff afir-
mou ontemque o país precisa enfrentar a
nova realidade e o ambiente político cria-
dos pelas manifestações de rua do mês
passado. Emdiscurso na reunião do Con-
selho de Desenvolvimento Econômico e
Social, Dilma afirmou que, ao promover a
ascensão social e uma série de melhorias
nopaís emumprocessoiniciadoainda na
gestão Lula, o governo sabia que isso era
apenas ocomeçoparamaiores exigências.
— Democracia, gente, gera desejo de
mais democracia. Inclusão provoca co-
brança de mais inclusão. Qualidade de
vida desperta o anseio por mais quali-
dade de vida, e não menos, sempre
mais. Éisso que nós temos de enfrentar.
Apresidente lembrou para os integran-
tes do conselho que, desde o princípio,
buscouenfatizar que era necessárioouvir
e interpretar a voz das ruas. Ela destacou
que, no Brasil, essa voz foi por mais direi-
tos sociais e por valores públicos, éticos e
de maior representatividade.
—É meu dever, como governante deste
país, que tem o mérito de ser um grande
país democrático, traduzir essas deman-
das e a energia dos manifestantes em
ações práticas de governo.
MINISTRO ADMITE REFERENDO
Após a abertura do conselho, o minis-
tro da Secretaria Geral da Presidência,
Gilberto Carvalho, admitiu que o go-
verno pode optar por outra forma de
consulta popular sobre a reforma polí-
tica caso o Congresso rejeite definitiva-
mente a ideia do plebiscito.
Embora acredite que o melhor for-
mato ainda seja o plebiscito, ele afir-
mou que um referendo ou a participa-
ção direta da população por meio de
projeto de lei de iniciativa popular não
estão descartados. Para o ministro, o
importante para o governo é atender
às demandas que foram apresenta-
das pela população durante as mani-
festações do mês passado. l
Dilma: ascensão
social fez crescer
as exigências
Modelo criticado agora teria
sido fortalecido pelo PT durante
o governo do ex-presidente
THIAGOHERDY
thiago.herdy@sp.oglobo.com.br
-SÃO PAULO- Ao dizer em artigo ao “New
York Times” que os movimentos nas ru-
as emjunho são resultado das conquis-
tas sociais, econômicas e políticas obti-
das nos últimos anos, o ex-presidente
Lula ignora a crise de representação
política no país, agravada durante o seu
governo, na avaliação de especialistas.
Emartigo publicado anteontemno jor-
nal americano, Lula citou a redução da
pobreza, oaumentodoacessoà universi-
dadeeabens deconsumocomoelemen-
tos capazes de fazer com que os jovens
“desejassem mais”. Não citou, porém, ca-
sos de corrupção envolvendo integrantes
de seu governo.
— De fato houve uma melhora da
qualidade de vida da população. Mas
não obtivemos uma melhora nos servi-
ços ou uma redução da corrupção que
tivesse acompanhado essa melhora do
ponto de vista econômico, o que acar-
retou nas manifestações — disse Cláu-
dio Couto, cientista político da Funda-
ção Getulio Vargas.
Para o sociólogo Rudá Ricci, a realida-
de “sugere umpoucomais de ousadia de
interpretação” do que há no texto:
— O Lula do artigo é um político que
ainda acredita nesta forma desgastada
de organização partidária, a estrutura
de poder que ele montou e que fortale-
ceu as estruturas neoclientelistas clás-
sicas regionais. Deu vida a isso, reestru-
turou isso.
O cientista político da UFSCar Fer-
nando Azevedo acredita que Lula tenta
deslocar para o sistema político os pro-
blemas de representação de hoje.
— Mesmo reconhecendo que o atu-
al modelo de presidencialismo e o
Congresso fragmentado demandam
coalizões, é importante lembrar que o
PT fez costura ampla, que descaracte-
rizou a natureza histórica do partido
— afirmou. l
Para especialistas,
Lula ignora crise de
representação política
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 3 Page: PAGINA_F User: Asimon Time: 07-18-2013 01:40 Color: CMYK
Ideli
Salvatti (PT)
Articulação Política
Marta
Suplicy (PT)
Cultura
Aloizio
Mercadante (PT)
Educação
Gleisi
Hoffmann
(PT)
Casa Civil
Marcelo
Crivella (PRB)
Antônio
Andrade (PMDB)
Agricultura
Moreira
Franco (PMDB)
Cesar
Borges (PR)
Transportes
Maria
do Rosário (PT)
Eleonora
Menicucci (PT)
Gilberto
Carvalho (PT)
Secretaria Geral
da Presidência
Senado
Disputada por
PT e PMDB
EXPECTATIVA DE DANÇA DE CADEIRAS
Pesca
Aviação Civil
Direitos Humanos
Mulheres
Deixariam de existir
e integrariam outros
ministérios
Mudariam de ministério
PMDB disputa
Quinta-feira 18. 7. 2013 l País l O GLOBO l 7
-BRASÍLIA- A recomposição mi-
nisterial cobrada pelo ex-pre-
sidente Lula em encontro re-
cente com a presidente Dilma
Rousseff foi um dos assuntos
do jantar de terça-feira da ban-
cada do PMDB, promovido pe-
lo presidente da Câmara, Hen-
rique Alves (PMDB-RN). Cer-
tos de que, neste momento de
fragilização do governo, só há
dois caminhos, romper ou
ocupar mais espaço, os pee-
medebistas pressionam por
uma reforma ministerial e es-
peram um desfecho para os
próximos dias.
Dilma também está sendo
pressionada pelo PT a fazer a
reforma e enxugar sua equipe
já durante o recesso parlamen-
tar, que começa hoje e vai até o
fim do mês.
Líderes e liderados do PMDB
expressam tudo que desejam
no primeiro escalão de Dilma,
já comprando de cara uma bri-
ga com o PT na disputa pelo
lugar de Ideli Salvatti. Apos-
tam, e vendem essa ideia a in-
terlocutores do governo, que
um nome do PMDB na articu-
lação política teria mais capa-
cidade de unir a base aliada
neste momento. Mas a direção
do PT tambémjá está emcam-
po e quer colocar na vaga de
Ideli o deputado Ricardo Ber-
zoini (PT-SP).
Ministro da Previdência e de-
pois do Trabalho no governo Lu-
la, Berzoini participoudereunião
com o ex-presidente, segunda-
feira, em São Paulo. Em reunião
de Dilma com a coordenação da
bancada do PT na Câmara, no
início do mês, Berzoini foi um
dos mais enfáticos na crítica à ar-
ticulação política do governo.
Se houver um enxugamento
do número de ministérios,
com a junção de pastas do
PMDB no Ministério dos
Transportes, por exemplo, cri-
ando um “blocão de infraes-
trutura”, o partido vai brigar
para indicar o comando da no-
va pasta, hoje ocupada por Ce-
sar Borges, do PR.
Na viagem-relâmpago e re-
servada a Brasília, semana
passada, Lula também se reu-
niu com o vice-presidente Mi-
chel Temer, quando manifes-
tou preocupação com a per-
manência do PMDBna aliança
governista e pediu que ele aju-
dasse a reorganizar a base.
Mas Dilma resiste em reorga-
nizar as forças políticas na Es-
planada. No jantar da banca-
da, o líder do PMDB, Eduardo
Cunha (RJ), adiantou a coleta
de assinaturas para apresenta-
ção de uma PEC que coloca na
Constituição o número-limite
de 20 ministérios. De público,
os peemedebistas evitam falar
do assunto.
— O PMDB está esperando
que a presidente se mexa e fa-
ça a reforma ministerial. Por
estar num momento de fragili-
dade, precisando do PMDB,
talvez esse seja o momento de
o partido efetivamente entrar
no governo. Se ela não fizer is-
so, a tendência é que seja lar-
gada. Se você perguntar hoje
aos deputados: me dê uma ra-
zão para continuar votando
com o governo? Ninguém tem
— disse um cacique peemede-
bista presente ao jantar.
GLEISI HOFFMANN NO SENADO
Depois de ter participado do
jantar, Temer se reuniu ontem
cedo com Dilma. À noite, vol-
tou a se encontrar, na casa de
Henrique, com lideranças do
partido.
Os políticos alimentam ex-
pectativa de mudanças no Mi-
nistério durante o recesso
branco e já adiantam especu-
lações de todo tipo. Uma delas
é em relação a Ideli, que, sem
mandato, seria deslocada para
o Ministério da Cultura, seu
objeto de desejo desde sem-
pre. A ministra Marta Suplicy
finalmente chegaria ao Minis-
tério da Educação; Aloizio
Mercadante assumiria, de fato,
a Casa Civil; Gleisi Hoffmann
voltaria para o Senado, para
organizar sua candidatura ao
governo do Paraná e tentar re-
forçar a fraca articulação polí-
tica na Casa; a Secretaria da
Pesca seria fundida com o Mi-
nistério da Agricultura, e Mar-
celo Crivella (PRB) também
voltaria para o Senado.
— A Ideli tem feito um esfor-
ço muito grande para resolver
os problemas, dentro de suas
limitações. Se botar o Papa
Francisco no seu lugar, sem
poder, vai continuar semresol-
ver — diz o líder do PMDB no
Senado, Eunício Oliveira (CE),
explicando que não adianta
mudança se quem entrar não
tiver autonomia para decidir
sem os entraves colocados por
Dilma e Gleisi.
Na tentativa de corrigir o ru-
mo, chegou a ser negociada a
ida do ex-deputado Eliseu Pa-
dilha (PMDB-RS) para a equi-
pe da ministra Ideli Salvatti,
como assessor. O vice-presi-
dente Michel Temer fez a son-
dagem, mas o peemedebista
não aceitou. Embora apoie o
governo Dilma, Padilha, histo-
ricamente, é aliado do tucano
José Serra.
No PMDB, a preocupação é
como ministro da Secretaria de
Aviação Civil (SAC), Moreira
Franco. Umdos desenhos prevê
a ida da SACe da Secretaria dos
Portos para o Ministério dos
Transportes. Aí seria criado um
superministério da Infraestru-
tura. Nesse caso, o PMDB rei-
vindica o direito de indicar o ti-
tular, no lugar de Cesar Borges.
ATÉ ITAMARATY MUDARIA
Em outra projeção, as secreta-
rias de Direitos Humanos, de
Maria do Rosário, e das Mulhe-
res, de Eleonora Menicucci,
iriam para o guarda-chuva da
Secretaria Geral, comandada
por Gilberto Carvalho.
Paradriblar afaltadecredibili-
dade da atual equipe econômi-
ca, Dilma resiste, mas as cobran-
ças sãocadavez maiores, asubs-
tituir o ministro da Fazenda,
Guido Mantega. O problema é
que a presidente não vislumbra
nomes que justifiquem a troca.
Chegarama falar na volta do ex-
ministro Antonio Palocci, o que
foi logo descartado.
Numa reforma ministerial,
tambémseriatrocadooministro
das Relações Exteriores. A presi-
dente estaria insatisfeita com
Antonio Patriota, que, por algu-
mas vezes, é pego de surpresa
quando questionado sobre
acontecimentos que envolvem
sua pasta. Em dois exemplos re-
centes, teria tirado a presidente
do sério: a espionagem dos bra-
sileiros pelos Estados Unidos e o
caso do avião de Evo Morales.
Segundo uma fonte do governo,
este foi um dos motivos da de-
mora de o Brasil se posicionar
sobre a proibição ao avião do
presidente da Bolívia de sobre-
voar alguns países europeus. l
PMDB quer aumentar sua fatia no governo, e PT espera enxugamento da equipe já no recesso do Congresso
MARIA LIMA, GABRIELA VALENTE
E FERNANDA KRAKOVICS
opais@oglobo.com.br
Aliados pressionam por reforma ministerial
Após anistia, desmatamento
cresceu 437% na Amazônia
Imazon vê Código
Florestal e grandes
obras como causas
para o aumento
CLEIDE CARVALHO
cleide.carvalho@sp.oglobo.com.br
-SÃO PAULO- A aprovação do Códi-
go Florestal deu início a umno-
vo ciclo de desmatamento na
Amazônia Legal, segundo o ins-
tituto Imazon. A anistia a pro-
prietários rurais que desmata-
ram antes de 2008, aliada à
pressão demográfica causada
por grandes obras de infraes-
trutura e a negociações para re-
duzir o tamanho de unidades
de conservação, teria criadoum
clima propícioaodesmatamen-
to na região. Segundo dados do
Imazon, emjunho deste ano foi
desmatada uma área de 184
quilômetros quadrados, 437% a
mais do que em junho de 2012,
conforme antecipou a colunista
Miriam Leitão.
De agosto de 2012, véspera
da votação do Código Flores-
tal, até junho, foram derruba-
dos 1.855 quilômetros de flo-
restas, mais que o dobro emre-
lação aos 1.106 quilômetros
quadrados desmatados entre
agosto de 2011 a julho de 2012.
— O Código Florestal emitiu
uma sinalização ruim, de perdão
a desmatamentos consumados,
e tanto o Congresso quanto o go-
verno federal emitem sinais de
afrouxamento das regras. Orisco
éperder denovoocontrolesobre
o desmatamento na Amazônia,
que estava em queda — afirma
Adalberto Veríssimo, pesquisa-
dor do Imazon.
O desmatamento dos últi-
mos onze meses de monitora-
mento do Imazon é o maior
desde o período 2007/2008,
quando foram desmatados
1.758 quilômetros quadrados.
Nele, está incluído o chamado
corte raso, quando toda a flo-
resta é posta abaixo para dar
lugar a pastos ou ocupações. A
degradação florestal, fruto de
queimadas e cortes seletivos
de árvores de maior valor co-
mercial, direcionados a ma-
deireiras, atingiu 1.462 km².
Segundo Veríssimo, está em
jogo o avanço da indústria de
grilagem sobre uma área esti-
mada em 25% da Amazônia
Legal, ou 1,250 milhão de km²
de terras de ocupação não
consolidada, habitadas por co-
munidades tradicionais.
Parte do desmatamento de-
corre ainda da pressão demo-
gráfica exercida sobre a floresta
por obras de infraestrutura, co-
mo o asfaltamento da BR-163 e
a construção de hidrelétricas
emPorto Velho (RO) e Altamira
(PA), que atraem milhares de
pessoas. Mais da metade do
desflorestamento (63%) ocorre
em áreas privadas ou em diver-
sos estágios de posse, onde há
expectativa de titulação. Assen-
tamentos de reforma agrária
respondem por 23%, e unida-
des de conservação, por 14%. l
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_G User: Asimon Time: 07-17-2013 22:09 Color: CMYK
8 l O GLOBO l País l 2ª Edição Quinta-feira 18. 7. 2013
-BRASÍLIA- APolícia Federal deflagrou ontem
a Operação 1905 para investigar fraudes
no programa Minha Casa Minha Vida, do
governofederal, reveladas emreportagens
do GLOBO. Os agentes cumpriram oito
mandados de busca e apreensão, expedi-
dos pela Justiça Federal, em São Paulo,
Brasília e Fortaleza. Oinquérito foi instau-
rado após o jornal informar que ex-servi-
dores do Ministério das Cidades monta-
ram empresas de fachada para operar o
programa em pequenas cidades, e que
construtores tinham de pagar propina à
RCAAssessoria para participar das obras.
Na investigação, a PF confirmou que
há indícios de que pessoas se valiam do
conhecimento que adquiriramao traba-
lhar no ministério para prestar serviços
inexistentes. Esses ex-servidores recebi-
am uma espécie de pedágio de emprei-
teiras contratadas para a construção de
unidades habitacionais. Algumas obras
jamais foram realizadas.
Segundo a PF, 1905 é a representação,
em algarismos romanos, da sigla do
programa habitacional — MCMV. Este
foi o código usado entre os agentes du-
rante as investigações para trocar infor-
mações sigilosas sobre o assunto.
Estavam envolvidas no suposto esque-
ma pequenas instituições financeiras, cor-
respondentes bancários e empresas de fa-
chada que, segundo a investigação da PF,
desviariamrecursos destinados à constru-
çãomoradias para famílias de baixa renda
em municípios com menos de 50 mil ha-
bitantes. Os investigados podem respon-
der por crimes contra osistema financeiro
nacional, estelionato, tráfico de influência
e lavagemde dinheiro. As penas somadas
chegama 32 anos de prisão.
O delegado Rodrigo Sanfurgo, chefe da
Delegacia de Crimes Financeiros em São
Paulo, informou que o processo deve du-
rar, no máximo, mais dois meses. Os HDs
e documentos apreendidos serão analisa-
dos pelos peritos. Um dia após O GLOBO
revelar que ogrupo—lideradopor Daniel
Nolasco, ex-coordenador do MCMV no
Ministério das Cidades — montou o es-
quema, a RCA Assessoria fez uma “atuali-
zação nos servidores da empresa”.
Segundo o delegado, falta ainda calcu-
lar quantas famílias foramprejudicadas e
o montante de dinheiro público desvia-
do. Essaapuraçãoestásendocomandada
pelo Tribunal de Contas da União e pela
Controladoria Geral da União. OMinisté-
riodas Cidades abriusindicância interna.
Emnota, a RCA afirmou que a denún-
cia é baseada numa “acusação inverídi-
ca”, gerada por um conflito societário.
Alegouque nãoháqualquer esquemair-
regular que envolva os sócios da RCA.
“Todos os imóveis acompanhados pela
RCA foram entregues em dia ou estão
sendo executados dentro do cronogra-
ma e do prazo estipulado”, diz a nota. l
Operação 1905 cumpre oito mandados de busca emtrês estados
GABRIELA VALENTE
valente@bsb.oglobo.com.br
ELIÁRIA ANDRADE/11-04-2013
Fachada. A RCA em São Paulo: acusações foram geradas por conflito societário, afirma empresa
PF apura denúncia de fraude
no Minha Casa Minha Vida
N
o dia 14 de abril, O GLOBO
publicou que um grupo de
ex-servidores criou empre-
sas fantasmas para fraudar
a execução do principal programa ha-
bitacional do país. No centro da histó-
ria, estava a RCA Assessoria, que tem
três sócios: Daniel Vital Nolasco, filia-
doaoPCdoBe ex-diretor de Produção
Habitacional do Ministério das Cida-
des, o ex-garçom da pasta José Iran
Alves dos Santos e opetista Carlos Ro-
berto Lopes de Luna.
Para contratar uma construtora para
obras no Espírito Santo, a empresa for-
jou uma concorrência. No site, publi-
cou edital para chamar os interessados
e, dias depois, divulgouonome daven-
cedora: JBLar, que funcionanomesmo
endereço da RCA. Após a empresa ser
procuradapeloGLOBO, olink“Editais”
sumiu de sua página na internet.
Oesquema para lucrar como Minha
Casa Minha Vida é descrito numa ação
quetramitanaJustiçadeSãoPaulo. Ne-
la, Fernando Lopes Borges, outro ex-
servidor doministério, apresenta-seco-
mo sócio oculto da RCA. Ele afirma,
semapresentar provas, que o desvio de
recursos do programa teria começado
coma ex-ministra da Casa Civil Erenice
Guerra. Segundo Borges, Erenice teria
direito a R$ 200 por cada casa construí-
da, oquepoderiarender R$12milhões.
Construtores confirmaram que só
podiamparticipar das obras se pagas-
sem propina que variava de 10% a
32% do valor do imóvel. O ministro
das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, afir-
mouontemque há indícios de irregu-
laridades e conflito de interesse de ex-
servidores. Ele disse que haverá um
procedimento administrativo disci-
plinar, que pode acabar em processo
de improbidade, por mais que os en-
volvidos não sejam mais dos quadros
da administração pública. l
Vencedora de concorrência
tinha mesmo endereço da
RCA, que havia lançado edital
para contratação
Fantasmas e propinas
Contexto
Nordeste concentra as cidades mais violentas para os jovens
Simões Filho (BA) e
Rio Largo (AL) estão
emprimeiro no
ranking, diz estudo
ANDRÉ DE SOUZA
andre.renato@oglobo.com.br
-BRASÍLIA- Aviolência, que antes se
concentrava nas capitais e regi-
ões metropolitanas, migroupara
o interior e para estados que até
dez anos atrás registravam taxas
de homicídio mais baixas. Mas a
principal vítima continua a mes-
ma: ohomemjovem, decor pre-
taouparda. Os dados fazempar-
te do Mapa da Violência 2013 —
Homicídios e Juventude no Bra-
sil, do sociólogo Julio Jacobo.
O Nordeste, em especial Ala-
goas e Bahia, concentra as cida-
des mais violentas para os jo-
vens brasileiros. Foram excluí-
das do levantamento cidades
com menos de 10 mil jovens,
para evitar distorção dos dados.
A cidade mais perigosa para os
jovens é Simões Filho, na Bahia,
com taxa de 378,9 assassinatos
para cada grupo de 100 mil.
Em segundo lugar, está Rio
Largo, na Região Metropolita-
na de Maceió, com324,1 assas-
sinatos por 100 mil jovens. Em
seguida está a própria capital
alagoana, Maceió (288,1). Ala-
goas é, inclusive, o estado mais
violento, com 156,4 homicídi-
os para cada 100 mil jovens.
Fora do Nordeste, destacam-
se negativamente Pará, Goiás e
Paraná. Ananindeua, na Região
Metropolitana de Belém, é a
quarta cidade com maior taxa
de homicídio entre os jovens:
286 por 100 mil. Em Goiás, a re-
gião mais perigosa é o Entorno
de Brasília. São Paulo é o estado
menos violento para os jovens.
No Rio, há quatro cidades
entre as cem piores: Duque de
Caxias (135,2 assassinatos por
100 mil jovens), Macaé (119,1),
Cabo Frio (115,1) e Nova Igua-
çu (94,2). Em todo o Estado do
Rio, foram58 jovens assassina-
dos em 2011 por 100 mil.
PARA OMS, TAXA É DE EPIDEMIA
Em2011, emtodo o Brasil, hou-
ve 27,1 assassinatos para cada
100 mil habitantes, número que
pouco mudou em relação a
2010, quando a taxa foi de 27,5.
Entre os jovens de 15 a 24 anos,
ataxaéquaseodobro. Em2011,
de cada 100 mil jovens, 53,4 fo-
ram assassinados, um pouco
abaixo dos 54,7 do ano anterior.
AOrganização Mundial da Saú-
de (OMS) considera epidemia
quando a taxa fica acima de dez
casos por 100 mil pessoas.
Jacobo explicou que estados
mais violentos há dez anos, co-
mo São Paulo, Rio e Pernambu-
co, tiveram mais investimentos
em segurança. Outras regiões,
onde surgiram novos polos de
crescimento econômico, viram
a criminalidade crescer. Além
de atraírem mais pessoas, não
se prepararam para o cresci-
mento econômico e populacio-
nal dos últimos anos.
Entre as capitais, todas têmta-
xa acima da considerada epidê-
mica. Mesmo emSão Paulo, on-
de os números são os mais bai-
xos do país, houve 20,1 homicí-
dios para cada 100 mil jovens
em2011. ORioé a quinta capital
menos violenta para os jovens:
41,4 assassinatos por 100 mil.
O estudo aponta também que
o número de homicídios entre
os jovens brancos caiu de 6.596
em2002para3.973em2011. En-
tre os pretos e pardos, subiu de
11.321 para 13.405 no mesmo
período. Segundo Jacobo, na
Guerra do Iraque, entre 2004 e
2007, a taxa de mortes foi de 64,9
por 100 mil habitantes: ou seja,
comparável coma taxa de várias
cidades e estados brasileiros.
Em 2011, no país, foram 23,2
mortes no trânsito para cada
100 mil pessoas. Quando con-
siderados apenas os jovens, a
taxa sobe para 27,7. l
Liminar de Barbosa
suspende novos TRFs
Aprovada no Congresso,
emenda foi contestada
pela Associação dos
Procuradores Federais
-BRASÍLIA- O presidente do Su-
premo Tribunal Federal (STF),
Joaquim Barbosa, suspendeu
ontem à noite os efeitos da
emenda constitucional apro-
vada pelo Congresso que cria
quatro novos Tribunais Regio-
nais Federais (TRFs) em Curi-
tiba, Manaus, Salvador e Belo
Horizonte. Acriação dos novos
tribunais foi contestada por
uma ação direta de inconstitu-
cionalidade de iniciativa da
Associação Nacional dos Pro-
curadores Federais (Anpaf ).
Barbosa concedeu monocra-
ticamente a liminar que parali-
sa o processo de criação dos
novos TRFs. Ocaso ainda pode
ser levado ao plenário do Su-
premo, mas, até lá, vale a deci-
são de Barbosa.
Para a Anpaf, os procurado-
res federais teriam suas condi-
ções de trabalho afetadas ne-
gativamente pelas alterações
no funcionamento da Justiça
Federal. Além disso, a ação
aponta que a emenda prevê
um prazo muito curto, de ape-
nas seis meses, para a instala-
ção dos novos tribunais.
Outro argumento que a An-
paf apresenta na ação é que há
vício formal de iniciativa da
emenda, já que a criação e a
extinção de tribunais seriam,
para a entidade, prerrogativas
exclusivas do Poder Judiciário,
e não do Legislativo.
“Embora exista a previsão
genérica da iniciativa parla-
mentar para a propositura de
emendas constitucionais, o fa-
to é que ela se encontra no rol
de matérias que são de iniciati-
va exclusiva do Judiciário”, ale-
ga a Anpaf.
Orelator da açãoera ominis-
tro Luiz Fux, mas, como o Judi-
ciário está de recesso, a deci-
são coube a Barbosa.
Quando tramitava no Con-
gresso, a proposta de emenda
à Constituição (PEC) que pre-
vê os novos TRFs gerou polê-
mica. Depois de aprovada, o
presidente do Congresso, Re-
nan Calheiros (PMDB-AL), re-
cusou-se a promulgá-la, ale-
gando que havia problemas ju-
rídicos na matéria. A lei só foi
promulgada quando Renan vi-
ajou, e seu substituto, o depu-
tado André Vargas (PT-PR), as-
sumiu o posto. O ato contrari-
ou Renan e Joaquim Barbosa,
que já havia se manifestado
contra a iniciativa. l
Código de Processo Civil: comissão
da Câmara aprova mudanças
Novas regras vão alterar
direitos de família e
trabalhista, entre outros
-BRASÍLIA- Uma comissão especial
da Câmara aprovou ontem mu-
danças no Código de Processo
Civil, emvigência desde 1973. As
novas regras buscam dar maior
celeridade e transparência ao
trâmite de processos civis em
questões do cotidiano dos cida-
dãos, como Direito de família,
Direito do consumidor e causas
trabalhistas, entre outras. Foram
feitas mudanças emrelaçãoape-
nhora de bens para pagamento
de dívidas, ao pagamento de
pensão alimentícia e à reintegra-
ção de posse emconflitos agrári-
os. Otexto, queaindaserávotado
emplenário, tem1.082 artigos.
No caso da pensão, o projeto
amplia de três para dez dias o
prazo para que o devedor de
pensão pague o valor atrasado
ou se explique ao juiz, antes de
ser preso. E, se aprisãofor deter-
minadapelafaltadepagamento,
primeiroserácumpridaemregi-
me semiaberto, para que a pes-
soa continue trabalhando e con-
siga pagar o débito. Só em caso
de reincidência, o condenado
será preso emregime fechado.
Um dos pontos principais do
projetoéousodaconciliaçãopa-
ra a solução de conflitos, como já
acontece nos juizados de peque-
nas causas. Senãofor possível re-
solver comamediação, oproces-
so segue para a audiência com o
juiz. O deputado Miro Teixeira
(PDT-RJ) explicaqueaideiaédar
espaço para negociação entre as
partes, evitando a judicialização.
No caso de conflitos agrários,
segundo o presidente da comis-
são, Fábio Trad (PMDB-MT), o
proprietário que tiver suas terras
invadidas poderá obter a reinte-
gração de posse, por liminar, no
primeiro ano. Após um ano, se o
conflito continuar, será obrigató-
ria a realização de audiência, e o
juiz pode convocar autoridades
para decidir sobre o conflito. l
REPRODUÇÃO
Denúncias. A reportagem do GLOBO
ES
SE
BA
AL
PB
PE
MG
GO
PA
187,7
Simões Filho-BA
Rio Largo-AL
Maceió-AL
Ananindeua-PA
São Miguel dos Campos-AL
Cabedelo-PB
Marituba-PA
Lauro de Freitas-BA
Porto Seguro-BA
Serra-ES
Itabuna-BA
Luziânia-GO
Santa Rita-PB
João Pessoa-PB
Esmeraldas-MG
Camaçari-BA
Teixeira de Freitas-BA
Cabo de Santo Agostinho-PE
Arapiraca-AL
União dos Palmares-AL
Taxa de homicídios por 100 mil jovens
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
MAPA DA VIOLÊNCIA
RANKING DAS 20 CIDADES MAIS VIOLENTAS (COM POPULAÇÃO DE MAIS DE 10 MIL JOVENS)
AL
SE
BA
PE
PB
4
7
12
15 10
17
9
11
Detalhe
378,9
324,1
288,1
286
272,6
272,5
269,6
261,5
240,9
239,9
225,3
218,4
217,2
215,1
199,5
194,7
193,7
193,2
192
13
6
14
18
20
3
2
5
19
8
16
1
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 2 Page: PAGINA_H User: Asimon Time: 07-17-2013 23:21 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 O GLOBO l 9
Rio
TEIADERELAÇÕES
_
Pizza não vai para o forno
Tribunal de Contas do Município volta atrás e pede devassa em 43 empresas de ônibus
GABRIEL DE PAIVA/28-6-2013
Emxeque. A qualidade do serviço de transporte também será investigada pela comissão do TCM, que pedirá acesso às planilhas de custos de empresas do setor
-RIO E BRASÍLIA- Vinte e dois dias depois de ter ar-
quivado uma investigação sobre empresas de
ônibus do Rio, o Tribunal de Contas do Municí-
pio (TCM) voltou atrás ontem. Numa nova ses-
são, os sete conselheiros do órgão, por unanimi-
dade, tomaram uma decisão diametralmente
oposta: agora, querem uma devassa nas 43 em-
presas que integramos consórcios emoperação
na cidade e a reabertura da investigação sobre
formação de cartel. E exigem mais: determina-
ramque a prefeitura faça estudos para demons-
trar se a tarifa de R$ 2,75 é compatível ou não
com a qualidade dos serviços prestados.
As medidas foram tomadas no mesmo proces-
so em que o arquivamento fora decidido. Nele,
são investigadas irregularidades por parte das
empresas na concorrência realizada em2010 pe-
la Secretaria municipal de Transportes. Na ocasi-
ão, os vencedores da primeira licitação da histó-
ria do sistema de ônibus da cidade foramos mes-
mos grupos que já operavamhá décadas nosetor.
Os empresários apenas se reorganizaram em
quatro consórcios —umpara cada região do Rio.
DILMA: POPULAÇÃO VIAJA COMO ‘SARDINHA’
Em Brasília, ao comentar ontem a onda de pro-
testos em todo o país, em evento no Itamaraty, a
presidente Dilma Rousseff anunciou que está
convocando um encontro entre gestores, socie-
dade civil e representantes do setor de transporte
público para discutir o preço das tarifas:
—Nós estamos tão preocupados coma questão
do transporte urbano que decidimos no ano pas-
sado, com repercussão este ano, a desoneração
da folha das empresas de transporte. Isso contri-
buiu para uma redução de 7,23% das tarifas, o
lou no domingo passado, o Sindicato das Em-
presas (Rio Ônibus) alegou um desequilíbrio fi-
nanceiro na concessão para aquele reajuste não
ser feito pela fórmula matemática do edital de
concessão. O próprio sindicato contratou pes-
quisas de preços: a cotação dos pneus, por
exemplo, foi feita na Guanabara Diesel, que per-
tence à família de Jacob Barata, conhecido co-
mo ‘’Rei dos Ônibus’’. O grupo tem participação
acionária em12 empresas dos con-
sórcios.
Na investigação de cartel, serão
convocados o ex-secretário munici-
pal de Transportes, Alexandre San-
são, titular da pasta em2010, bemco-
moos integrantes dacomissãodelici-
tação. O TCM quer saber se os servi-
dores agiram corretamente ao deixar
de considerar fatos como as cartas de
fianças dos consórcios vencedores,
emitidas pela mesma instituição fi-
nanceira, pelo mesmo gerente e no
mesmo dia. E o fato de várias empre-
sas terem os mesmos dirigentes. Ja-
cobBarataFilho(herdeirodo“Rei dos
Ônibus”) aparecia como diretor de
sete delas, e o empresário Álvaro Ro-
drigues Lopes, de outras cinco.
— Se ficar constatado o cartel, o
TCM não tem poder de punir, mas
encaminhará as conclusões para o
Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade) — explicou José Ricardo.
Em nota, a Secretaria de Transportes infor-
mou que prestará todos os esclarecimentos ne-
cessários. A oposição na Câmara comemorou.
— A reabertura do processo ocorreu por pres-
são da sociedade —disse Teresa Bergher (PSDB).
Autor dopedidode CPI, overeador Eliomar Coe-
lho (PSOL) disse que convidará a Coppe/UFRJ e a
PUCpara assessorarema CPI. l
que permitiu uma redução dos atritos por trans-
porte de má qualidade, extremamente apertados,
como sardinha, e com uma frequência não tão
adequada em várias partes do nosso país.
Aforça-tarefa do TCMficará responsável pela in-
vestigação, verificando todas as fontes de receita e
as despesas das empresas, inclusive as planilhas de
fornecedores. O trabalho terá de ser concluído em
60 dias (prorrogáveis por mais 30), com o objetivo
tambémdegerar subsídios paraaCPI
dos Ônibus, com início em agosto na
Câmara.
Nasessãoquearquivaraainvestiga-
ção, em 26 de junho, havia quatro
conselheiros (quórummínimo). Àex-
ceção de Jair Lins, que presidia a ses-
são, todos acompanharam o voto do
relator, Antônio Carlos Flores de Mo-
raes, contrariando os técnicos do ór-
gão, que queriam continuar as inves-
tigações. Desta vez, os sete conselhei-
ros estavam presentes, e seis foram
unânimes — Thiers Montebello, que
presidiuasessão, nãovotou—emde-
cidir pela reabertura do caso. Os con-
selheiros acolheramorecursodopro-
curador do TCM, José Ricardo Parrei-
radeCastro, edepartedabancadado
PSOL na Câmara, que pediam a revi-
são do voto de Flores de Moraes.
— A qualidade é a principal ques-
tão. Será que a tarifa de R$ 2,75 é justa e vale ser
paga pelo serviço prestado? A minha avaliação
pessoal é que não. Mas issoé oque a comissãoirá
esclarecer — disse José Ricardo Pereira.
Caberá à comissão fixar o prazo para a prefei-
tura realizar os estudos tarifários e esclarecer
uma dúvida que perdura há mais de umano en-
tre os técnicos do TCM: os critérios que levaram
ao reajuste da passagemde R$ 2,50 para R$ 2,75,
em1º de janeiro de 2012. Como OGLOBOreve-
LUIZ ERNESTOMAGALHÃES
luiz.magalhaes@oglobo.com.br
RUBENBERTA
rberta@oglobo.com.br
THIERS MONTEBELLO.
Presidente doTCM, não
votouporque comandoua
sessãode ontem. Em
junho, tambémnão
participou: estavaem
Brasílianaposse de Luiz
RobertoBarrosonoSTF.
ANTÔNIO CARLOS FLORES
DE MORAES.
Votou a favor da
reabertura da investigação
ontem. Na sessão
anterior, era o relator do
processo e deu parecer
pedindo o arquivamento.
JAIR LINS NETO.
Relatou a representação
julgada ontemque pedia a
reabertura de
investigação. Evotou a
favor. Emjunho, não
votou porque presidia a
sessão.
JOSÉ MORAES.
Vice-presidente do TCM.
Tambémvotou a favor da
reabertura da investigação
ontem. Na votação
anterior, o conselheiro
estava doente e não
compareceu à sessão.
NESTOR ROCHA.
Votou a favor da
reabertura da investigação
ontem. Emjunho, havia
seguido a decisão dos
colegas e votado pelo
arquivamento da
investigação.
IVANMOREIRA.
Tambémvotou pela
reabertura do caso ontem.
Emjunho, o conselheiro
estava de férias e não
participou da sessão que
arquivou a investigação.
FERNANDO BUENO
GUIMARÃES.
Outrovotoafavor das
investigações, ontem.
Emjunho, concordou
comFlores de
Moraes e votoupelo
arquivamento.
U
Ovotoantes e depois
TARIFA: Prefeitura terá
que realizar estudos
para explicar
passagemde R$2,75
RECEITAS: Empresas
terão que abrir
planilhas e detalhar
todas as receitas e
despesas, inclusive o
que ganhamcom
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CARTEL: Possível
formação de grupo para
licitação será apurada
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Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_I User: Asimon Time: 07-17-2013 21:41 Color: CMYK
-BUENOS AIRES- Em
mais umcapítu-
lo da Papama-
nia que tomou
conta do mundo
católico e, tam-
bém, de mui-
tos fãs do Papa
Francisco que
não praticamsua re-
ligião, o canal The
History Channel es-
treará no próximo
domingo o docu-
mentário “O Papa do fim do
mundo —A história por trás do
primeiro pontífice latino-ame-
ricano”. Durante pouco mais de
uma hora, a vida do ex-cardeal
argentino Jorge Mario Bergo-
glio, de 76 anos, é contada e
analisada com base em entre-
vistas com vaticanistas, biógra-
fos, amigos e ex-companheiros
da Igreja argentina.
Um personagem de desta-
que é o padre Pepe. Um dos
chamados “padres faveleiros”,
ele continua presente numa
comunidade portenha, fazen-
do o mesmo trabalho social
que o agora Papa Francisco
considerava essencial quando
comandava a Igreja de seu pa-
ís. “O Papa está mostrando ao
mundo a vida simples que o
mundo demanda da Igreja”, diz
Pepe. Ele já foi perseguido por
traficantes argentinos e contou
com a proteção do então car-
deal Bergoglio. Para Pepe e
muitos argentinos que foram
próximos do Papa em outros
tempos, o Francisco que o
mundo está conhecendo agora
é exatamente igual ao Bergo-
glio com o qual conviveram.
O documentário ressalta a
Documentário relembra trajetória e
trabalho do Papa na Argentina
Testemunhas negam
que Francisco
tenha sido cúmplice
de militares
simplicidade de Francisco e os
primeiros gestos que provoca-
ram imediata admiração no
mundo, entre eles a rejeição a
privilégios e mordomias doVa-
ticano. Segundo Marco Politi,
umdos vaticanistas entrevista-
dos, o Papa “não fala sentado
no trono e simde pé, como um
pastor. Ele mesmo disse que ‘o
carnaval terminou’”. Também
foram incluídas imagens de
Bergoglio quando era cardeal
na Argentina, em cerimônias
que marcaram sua trajetória
no país, como a de lavagem
dos pés, na quinta-feira santa,
em paróquias de favelas da ca-
pital argentina.
ATUAÇÃO DURANTE A DITADURA
A grande incógnita colocada
pelos especialistas é saber se o
novo Papa “terminará ficando
preso numa jaula de ouro” ou
se conseguirá “fazer uma revo-
lução na Igreja”. Na visão do ra-
bino Abraham Skorka, consi-
derado um irmão por Francis-
co, o Papa “tem a garra neces-
sária para enfrentar o que vi-
er”: “Vai liderar uma Igreja
mais próxima de Jesus”.
O documentário também
relembra a infância de Fran-
cisco, no bairro portenho de
Flores, onde se criou e desco-
briu que queria ser padre.
Seu papel na política argenti-
na também não podia faltar.
É citado seu passado pero-
nista e sua atuação durante a
última ditadura argentina
(1976-1983), que tanta polê-
mica provocou. Para falar so-
bre um dos períodos mais si-
nistros da História argentina,
foram entrevistadas a presi-
dente do grupo Avós da Praça
de Maio, Estella Carlotto, e a
advogada Alicia Olivera, ami-
ga de Francisco, que diz ter
sido ajudada por ele quando
foi perseguida pelos milita-
res. Com ambos os depoi-
mentos, o documentário re-
força a visão de que o Papa
não foi, como denunciaram
algumas ONGs de defesa dos
direitos humanos argentinas,
cúmplice do governo militar.
Sua fortíssima rivalidade
com o governo Kirchner, para
o qual sempre foi considerado
um adversário político, tam-
bém é mencionada. l
DIVULGAÇÃO/THE HISTORY CHANNEL
JANAINA FIGUEIREDO
Correspondente
janaina.figueiredo@oglobo.com.br
Emcena. O Papa no documentário que será exibido no History Channel
10 l O GLOBO l Rio l Quinta-feira 18. 7. 2013
E
nquanto a Jornada
Mundial da Juven-
tude não começa, o
grande encontroen-
tre os peregrinos de diversas
partes do Brasil e do mundo
tem acontecido no espaço
Fun Zone, no Aeroporto In-
ternacional TomJobim. Cerca
de 150 pessoas passaram a
madrugada de ontem no lo-
cal, quefoi preparadoparare-
ceber os visitantes duranteto-
do o dia. No período diurno,
aliás, a animaçãocostuma ser
grande, com fiéis cantando e
dançando.
Um dos que chegaram no
início da madrugada de on-
tem, acompanhado de mais
seis pessoas de seu país, foi
o panamenho Alfonso Bo-
net, de 66 anos. Ele disse
que a JMJ é importante para
a renovação da fé católica.
— O encontro da juventu-
de com o Papa é um dos
pontos mais altos da jorna-
da. É uma experiência úni-
ca, que venho acompa-
nhando desde 2000, em Ro-
ma — contou Alfonso.
Por volta das 3h, após 8hde
viagem, um grupo de Santa-
rém (PA) espalhava colcho-
netes e lençóis nochãodoes-
paço para tentar dormir.
—Ajornada será umeven-
to inesquecível — disse a
professora de dança Elissan-
dra Matos, de 29 anos.
Peregrinos que desembar-
cam no Galeão após as 22h
têm optado por dormir no
FunZone, por questões de se-
gurança. O espaço foi monta-
do pela Infraero no Terminal
1. Tem sofás, wi-fi, computa-
dores, telefones, videogame e
música ambiente. l
Umespaço de
muitas bandeiras
Fun Zone, no Galeão,
reúne fiéis de
diferentes origens
PONTODEENCONTRO
FERNANDO QUEVEDO
Espaço acolhedor. Peregrinos dormem no Fun Zone, no Galeão
Peregrinos pela segunda vez numa Jor-
nada Mundial da Juventude (JMJ) — a
primeira foi em Madri, em 2011 —, os
italianos Alessandro Bertasa, de 37
anos, e Matteo Bracciotti, de 20, estão
hospedados desde domingo na Paró-
quia Santo André, no Caju. Ainda den-
tro do avião, se surpreenderam com a
vista panorâmica das praias e da está-
tua do Cristo Redentor. Oêxtase inicial,
no entanto, se dissipou no dia seguinte,
quando levaramquase duas horas para
ir de ônibus do Caju até a Catedral Me-
tropolitana, na Lapa. No ponto, não ha-
via informações sobre os itinerários das
linhas. Só conseguiram chegar ao des-
tino com a ajuda de passageiros, que
explicaram qual coletivo deviam tomar
e onde deveriam descer. No caminho,
ainda enfrentaram engarrafamento.
A história dos italianos reflete o coti-
diano dos peregrinos estrangeiros que,
desde oinícioda semana, já estãona ci-
dade e usufruem do melhor e do pior
que o Rio tema oferecer. Eles elogiamo
carinho e a receptividade dos cariocas
e dão nota 10 à cidade no quesito bele-
za, mas se dizem surpreendidos com a
precariedade dos transportes públicos
e com os preços dos serviços, que con-
sideram salgados.
— Fomos ao Cristo e ficamos im-
pressionados coma vista. Opovo bra-
sileiro também é muito acolhedor,
alegre e está sempre disposto a aju-
dar. A única coisa que estranhamos
são os problemas nos transportes.
Andar de ônibus tem sido uma aven-
tura. Os motoristas correm muito. É
preciso segurar firme para não cair
quando aceleram e freiam — disse o
sorridente Bertasa, enquanto cami-
nhava pela orla de Copacabana, na
tarde de ontem.
—Oque dificulta a vida dos turistas é
que não há um mapa nos pontos de
ônibus com os números das linhas e
seus respectivos itinerários — acres-
centou Bracciotti.
De acordo com a organização da JMJ,
sãoesperados até 350 mil peregrinos de
diversos países, como a Polônia, cotada
para ser a próxima sede do evento. Há
uma semana no Brasil, a estudante po-
lonesa Joanna Golowiska, de 25 anos,
reclamou dos preços.
— O alto custo dos serviços não con-
diz coma qualidade. Pago emmédia R$
20 por um almoço. Na Polônia, isso se-
ria suficiente para duas pessoas come-
rem — disse Joanna, que no início da
tarde acompanhou jovens que carrega-
vam a Cruz Peregrina em frente ao Pa-
lácio São Joaquim, na Glória.
Pela manhã, um grupo de 13 jovens
ingleses chamava a atenção dos ba-
nhistas na Praia Vermelha, na Urca.
Eles aproveitavam a praia após uma vi-
sita ao Pão de Açúcar.
— Estamos sendo muito bem trata-
dos e ficamos encantados coma beleza
da cidade — disse o inglês Tom Black-
burn, de 18 anos, que está hospedado
em Barra do Piraí, com cerca de 180 jo-
vens da Inglaterra e da Escócia. l
Falta de informações empontos de ônibus é uma das reclamações
LUIZ GUSTAVOSCHMITT
gustavo.schmitt@oglobo.com.br
GUSTAVO STEPHAN
Italianos. Matteo Bracciotti e Alessandro Bertasa posam para foto na Praia de Copacabana
Peregrinos elogiam carinho do
povo, mas criticam transportes
JORNADAMUNDIALDAJUVENTUDE
_
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_J User: Asimon Time: 07-17-2013 21:35 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 l Rio l O GLOBO l 11
-CI DADE DO VATI CANO- O Papa
Francisco não teme as mani-
festações populares no Bra-
sil, apesar da preocupação da
Agência Brasil de Inteligên-
cia (Abin). O Vaticano anun-
ciou ontem que vai manter a
programação da primeira vi-
agem internacional do pontí-
fice, a partir de segunda-fei-
ra, tal como foi inicialmente
planejada, inclusive com
uma passagem pelo Palácio
Guanabara, em Laranjeiras,
alvo recente de protestos.
Francisco não vai usar o pa-
pamóvel blindado, quebrando
uma praxe desde 1981, quan-
do o então Papa João Paulo II
sofreu um atentado em Roma.
O Papa vai usar um jipe aberto
porque, segundo o Vaticano, se
sente melhor, emmaior comu-
nicação com as pessoas. Mas
isso apenas nos trechos meno-
res: os grandes deslocamentos
serão feitos em carro fechado.
O porta-voz do Vaticano,
Federico Lombardi, garantiu
que o Papa está “sereno” em
relação aos protestos. Para
ele, nada disso tem nada a ver
com a Igreja.
— Não é um confronto com
o Papa ou com a Igreja. Tenho
certeza de que será uma belís-
sima organização — assegu-
rou Lombardi.
O Papa, que viajará num voo
da Alitalia, desembarca no
Brasil na segunda-feira, para a
Jornada Mundial da Juventu-
de. O Vaticano confirmou para
esse dia o encontro com a pre-
sidente Dilma Rousseff, no Pa-
lácio Guanabara, e não na Base
Aérea do Galeão.
Segundo Lombardi, o Vatica-
no tem “plena confiança” nas
autoridades brasileiras:
—Sabemos que há uma situ-
ação de manifestações nas úl-
timas semanas no Brasil. Mas
temos confiança de que a cida-
de e as autoridades vão admi-
nistrar a situação, que vemos
com total serenidade.
Ele não soube dizer se o Papa
falará sobre as manifestações.
A passagem do pontífice pe-
lo Brasil deverá custar R$ 350
milhões. Lombardi minimizou
as críticas aos custos, afirman-
do que a questão surge “emto-
das as viagens do Papa”. Ele
acrescentou que a JMJ foi deci-
dida pelo antecessor de Fran-
cisco, Bento XVI. No entanto, a
agenda foi mudada para se
adaptar ao novo Papa. Por
exemplo, foram incluídas visi-
tas a uma favela, a um hospital
e à cidade de Aparecida (SP),
onde fica a Basílica de Nossa
Senhora Aparecida. Segundo o
porta-voz, Francisco é devoto
de Nossa Senhora.
—Ele vai pedir proteção pa-
ra seu pontificado, que está
começando. l
Programação do pontífice no Rio
vai ser mantida, inclusive com
passagem pelo Palácio Guanabara
DEBORAHBERLINCK
Correspondente
deborah.berlinck@oglobo.com.br
REUTERS/TONY GENTILE/12-2-2013
Tranquilidade.
O porta-voz do
Vaticano,
Federico
Lombardi: “Não
é um confronto
com o Papa ou
com a Igreja”,
disse ele, sobre
os protestos
Vaticano diz
que Papa não
tem medo de
manifestações
JORNADAMUNDIALDAJUVENTUDE
_
Arcebispo de Madri minimiza
manifestações de Indignados na JMJ
de 2011: ‘Eram pequenos grupos’
TATIANA FARAH
tatiana.farah@sp.oglobo.com.br
Cardeal espanhol não
espera protestos no Rio
Fé. O arcebispo
de Madri,
Antonio María
Rouco Varela:
“Confiamos no
povo brasileiro”
-SÃO PAULO- O cardeal Antonio María Rouco Varela,
arcebispo de Madri e presidente da Conferência
Episcopal Espanhola, descartou a possibilidade
de o Papa Francisco enfrentar protestos durante
sua passagem pelo Brasil. Em 2011, quando Ma-
dri sediou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ)
como papa Bento XVI, houve protestos contra os
gastos do governo como evento. Mas Varela, que
ontemcelebrouuma missa na Catedral da Sé, em
São Paulo, para 650 peregrinos, disse não acredi-
tar que isso vá acontecer no Brasil.
— Confiamos em Deus, confiamos no povo
brasileiro, nos responsáveis pela sociedade, nos
líderes políticos e sociais. Comessa hospitalida-
de com que fomos recebidos em São Paulo, não
posso imaginar que vá ser de outra maneira no
Rio — disse o cardeal antes da celebração.
Ele minimizouos protestos de 2011 emMadri:
— Não houve grandes multidões, eram pe-
quenos grupos dos chamados Indignados. Le-
vamos adiante nosso programa, com o diálogo
com representantes e autoridades, mas tam-
bém com eles. Eram pequenos grupos e não in-
comodaram em nada. Em nenhum momento o
protesto causou grande obstáculo —disse Vare-
la, que virá ao Rio para acompanhar a JMJ.
Cerca de dez mil peregrinos e voluntários da Jor-
nada se concentramemSão Paulo. Na celebração
da Sé, a maioria era de espanhóis, mas havia ou-
tros jovens de língua castelhana, comomexicanos.
Recém-formada em Economia Direito, a ma-
drilenha Teresa Soto, de 24 anos, está ansiosa pa-
ra conhecer oPapa Francisco. Ela já participoude
outras três jornadas, celebradas por Bento XVI:
— Este Papa é mais do povo — disse a jovem,
que não espera protestos no Rio. — Creio que no
Brasil as pessoas sejammais abertas aos católicos.
Auxiliadora Jimenez, também da Espanha,
que ajudava na coordenação de um grupo de
200 peregrinos, disse que
ouviu muitos avisos sobre
riscos de segurança no pa-
ís, mas ignorou todos.
—Dizemque o Brasil é
perigoso. Mas, se o Papa
está nos convocando ao
Brasil, vamos todos. l
Ministro: povo brasileiro vai
fazer a segurança de Francisco
Pauta de reunião
incluiu possibilidade
de mudanças no
roteiro da visita
LUIZA DAMÉ
luiza@bsb.oglobo.com.br
STÉFANOSALLES
stefano.sales@infoglobo.com.br
-BRASÍLIA E RIO- A segurança do Pa-
pa Francisco é a principal preo-
cupação do governo federal du-
rante a Jornada Mundial da Ju-
ventude (JMJ), que começa na
terça-feira. Ontem, o ministro
da Secretaria Geral da Presi-
dência, Gilberto Carvalho, divi-
diu com a população a respon-
sabilidade de zelar pela integri-
dade do pontífice durante sua
passagem pelo Brasil.
— A segurança do Papa será
feita pelo povo brasileiro e pela
juventude do mundo inteiro
que estará aqui presente. Écla-
ro que estamos tomando todos
os cuidados do ponto de vista
da logística e da segurança,
mas com muita tranquilidade,
tanto no aspecto de segurança
como no da ocorrência de ma-
nifestações — disse Carvalho.
Durante a tarde, os ministros
da Defesa, Celso Amorim, e da
Justiça, Eduardo Cardozo, se
reuniramcomo secretário esta-
dual de Segurança, José Maria-
no Beltrame, no Palácio Guana-
bara. Cardozo admitiu que a
pauta do encontro envolveu a
possibilidade de mudanças no
roteiro inicial do líder religioso
durante a estada na cidade.
—Estamos avaliando as pos-
sibilidades com todas as esfe-
ras envolvidas. Há o desejo do
Papa de que o carro utilizado
para percorrer a cidade não se-
ja blindado, e nós estamos ava-
liando isso. Tudo ainda está
em discussão, e revelar algo
agora, sem definições, seria
deselegante — afirmou. l
Cristina Kirchner virá ver o pontífice
A presidente da Argentina,
Cristina Kirchner, foi a primei-
ra a aceitar o convite da presi-
dente Dilma Rousseff, estendi-
do a todos os líderes da Améri-
ca Latina, para vir ao Brasil du-
rante a estada doPapa Francis-
co no país, para a Jornada
Mundial da Juventude.
De acordo com a agência
EFE, além de Cristina, o presi-
dente chileno, Sebastián Piñe-
ra, e o panamenho, Ricardo
Martinelli, também confirma-
ram presença. A expectativa é
que os líderes assistam à mis-
sa do próximo dia 28, no Cam-
pus Fidei, em Guaratiba, de
encerramento da Jornada
Mundial da Juventude. A pre-
sidente Dilma Rousseff deve
acompanhar a cerimônia
também. Cristina Kirchner e
Dilma visitaram o Papa Fran-
cisco no Vaticano, em março,
pouco depois de ele ser esco-
lhido como pontífice. l
REUTERS/ENRIQUE MARCARIAN
Visita. Presidente Cristina Kirchner
E
L

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12 l O GLOBO l Rio l Quinta-feira 18. 7. 2013
NA INTERNET
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Atenas
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Berlim
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Viena
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Jerusalém
Pequim
Tóquio
ÁFRICA
Cairo
Casablanca
Johannesburgo
OCEANIA
Bali
Sydney
N: nublado C: chuvoso Ne: neve
MUNDO
ÁSIA
S: sol
TEMPERATURAS MÍNIMAS PREVISÃO
Sol Sol com pancadas
de chuva
Nublado
com chuvas
Chuvas com
trovoadas
Geada Nublado Parcialmente
nublado
O TEMPO NO GLOBO
RIO
Previsão
Probabilidade
de chuva
Sensação
térmica/Rio Zona Oeste Zona Norte Zona Sul
BRASIL
Máx. Mín. Máx. Mín.
Ontem
Mínima Máxima
Acima
de 28˚
25˚/28˚ 21˚/24˚ 18˚/20º 15˚/17˚ 12˚/14˚ 9˚/11˚ 5˚/8˚ 2˚/4˚ Abaixo
de 2˚
22°

27°
14°
27°
14°
28°
18°
28°
18°
30°
16°
30°
16°
29°
15°
21°
10°
26°
14°
22°
11°
21°

30°
17°
29°
18°
30°
18°
30°
18°
23°
11°
29°
17°
29°
17°
29°
16°
28°
16°
29°
18°
28°
16°
28°
15°
28°
18°
27°
14°
28°
18°
27°
14°
30°
17°
29°
16°
30°
16°
30°
18°
29°
17°
29°
17°
28°
16°
27°
15°
Visconde
de Mauá
Barra
Mansa
Volta
Redonda
Angra
dos Reis
Paraíba
do Sul
Barra
do Piraí
Resende
Mangaratiba Rio de
Janeiro
Niterói
Maricá Saquarema
Araruama
Cabo Frio
São Pedro
da Aldeia
Búzios
Silva Jardim
Rio das Ostras
São Francisco
de Itabapoana
Bom Jesus do
Itabapoana
Santa Maria
Madalena
Casimiro
de Abreu
Cachoeiras
de Macacu
Nova
Friburgo
Macaé
Petrópolis
Duque de
Caxias
Valença
Paraty
Teresópolis
SUL
METROPOLITANA
LAGOS
SERRANA
NORTE
Campos
São Fidélis
Itaperuna
Porciúncula
Santo Antônio
de Pádua
São João
da Barra
Uma grande massa de ar seco
deixa o tempo ensolarado no
Rio de Janeiro. O dia começa
com névoa e temperatura
amena, mas à tarde esquenta
e faz calor. A umidade cai.
15,3˚
Alto da Boa Vista
28,7˚
Santa Cruz
17° 27° 16° 30° 16° 29° 17° 30°
18° 25° 17° 28° 18° 27° 19° 27°
18° 26° 17° 29° 18° 28° 18° 29°
18° 28° 17° 31° 17° 31° 18° 32°
17° 23° 16° 26° 17° 25° 18° 26°
16° 20° 15° 22° 16° 21° 16° 21°
14° 22° 12° 24° 13° 23° 13° 23°
Baixa
Alta
Alta
Alta
Alta
Alta
Média
HOJE
AMANHÃ
SÁBADO
DOMINGO
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
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Ondas Marés
Praias
Sol
Lua
Hora
Altura
Ventos
Minguante Nova Crescente Cheia
Poente Nascente
Região dos Lagos Região Serrana Costa Verde
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/
Baixa Alta
5h57m
0,2m
11h34m
0,9m
Baixa Alta
18h36m
0,3m
23h30m
0,8m
Vento de norte/nordeste a
norte/noroeste, entre 10km/h e
30km/h. Rajadas de até 50km/h.
Pressão atmosférica de 1.016hPa.
Ondas de 1m, com séries maiores.
Ondulação de sul. Melhores locais:
Grumari, Prainha e Macumba
(informações Ricosurf).
Impróprias (informações Inea):
Flamengo, Botafogo, Urca, Vidigal,
São Conrado, Pepino, Barra
(Quebra-Mar e Pepê) e Guaratiba.
Uma frente fria fica próxima do litoral fluminense e deixa a
umidade alta no Rio. O tempo fica aberto com sol e calor
no fim de semana. Chove de forma isolada nas tardes
17° 30°
Sol e pancadas de chuva no fim de semana
SÁBADO
DOMINGO
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
HOJE
AMANHÃ
16/7 22/7 29/7 6/8
6h32m 17h26m
9° 22° 16° 29°
18° 30° 10° 23° 17° 27°
19° 29° 10° 23° 18° 27°
18° 31° 11° 24° 17° 30°
18° 29° 12° 23° 16° 25°
17° 23° 9° 16° 14° 20°
14° 23° 6° 16° 12° 21°
C
S
C
S
C
C
S
C
C
S
18°
-4°


18°

14°



26°

16°
17°
27°
11°
22°
14°
20°
17°
12°
-4°


19°

15°



26°

16°
10°
26°
11°
22°

20°
14°
26°
22°
12°
24°
17°
23°
20°
22°
23°
13°
22°
32°
26°
20°
35°
34°
32°
30°
35°
31°
16°
36°
27°
22°
11°
24°
18°
25°
21°
23°
22°
14°
23°
32°
27°
23°
35°
34°
34°
30°
35°
32°
17°
35°
14°
22°
19°
15°
15°
15°
12°
15°
15°
10°
15°
13°
19°
10°
12°
15°
20°
16°
14°
22°
27°
28°
28°
27°
21°
23°
21°
29°
25°
30°
28°
33°
23°
24°
28°
31°
28°
31°
14°
22°
19°
15°
13°
16°
14°
11°
14°
11°
14°
12°
20°
12°
11°
16°
19°
16°
16°
22°
28°
29°
28°
26°
21°
24°
19°
29°
26°
28°
27°
34°
26°
23°
29°
30°
30°
31°
C
S
S
S
C
C
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S
C
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C
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C
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C
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C
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S
S
S
S
S
S
S
S
S
S
C
S
S
S
S
S
S
C
S
S
S
C
S
C
S
S
S
32°
31°
30°
30°
C
S
S
S
26°
21°
20°
23°
31°
31°
33°
30°
C
S
S
S
26°
21°
20°
23°
34°
28°
16°
S
S
S
21°
19°

34°
26°
14°
S
S
S
21°
18°

26°
20°
C
S
22°
11°
27°
20°
S
S
22°
11°
-1h
0h
-2h
0h
-1,5h
-1h
-2h
0h
-2h
-1h
-2h
-2h
-2h
-1h
-4h
-1h
-1h
-1h
-1h
-4h
-1h
+5h
+6h
+5h
+5h
+5h
+5h
+4h
+5h
+5h
+5h
+4h
+4h
+5h
+7h
+5h
+5h
+5h
+5h
+5h
+11h
+6h
+11h
+12h
+5h
+4h
+5h
+11h
+13h
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Campo Grande
Cuiabá
Boa Vista
Macapá Fortaleza
São Luís
Goiânia
Aracaju
João
Pessoa
Recife
Maceió
Natal
Florianópolis
Rio Branco
São Paulo
Rio de Janeiro
Belo Horizonte
Vitória
Porto Alegre
Brasília Brasília
Teresina Teresina
Palmas Palmas
Belém Belém
Porto Velho Porto Velho
Manaus Manaus
Salvador
Curitiba
14° 28° 28°
23° 34°
19° 36°
23° 32°
21° 34°
23° 32°
23° 35°
23° 32°
24° 32°
23° 34°
19° 36°
23° 28°
13° 28°
18° 29°
16° 30°
13° 27°
8° 26°
13° 27° 13° 19°
20° 35°
15° 31°
19° 31°
23° 29°
23° 29°
22° 29°
21° 27°
23° 28°
23° 29°
23° 32°
23° 32°
21° 34°
21° 34°
Tempo chuvoso e frio no Rio
Grande do Sul, e pancadas de
chuva de Santa Catarina a
Mato Grosso do Sul. Calor
e chuva rápida no norte do
Nordeste e em quase todo o
Norte. Sol e ar seco no
restante do país.
14°
JANAÍNA FIGUEIREDO
Correspondente
janaina.figueiredo@oglobo.com.br
Um dos melhores
amigos do Papa,
o rabino argentino
fala sobre as
preocupações que
divide com Francisco
e sobre o sonho de
que ele vá a Israel
no ano que vem
Abraham Skorka
‘Um exemplo de diálogo profundo e de espiritualidade’
-BUENOS AIRES- Às vésperas da chegada de
Francisco Rio, o rabino Abraham Skorka,
co-autor comJorgeMarioBergoglio, então
arcebispo de Buenos Aires, do livro “Entre
o Céu e a Terra”, participará, hoje, às 20h,
na Associação Religiosa Israelita (ARI), de
umtalk-showao lado do padre Jesus Hor-
tal Sánchez. Poucos antes de viajar, o rabi-
no falou ao OGLOBO.
l O senhor ficará no Rio para esperar
a chegada do Papa?
Ainda não sei se ficarei no Brasil, em
princípio estou retornando no domin-
go. Almoçamos juntos em 13 de junho
passado, foi muito bom revê-lo.
l Como começou a amizade entre
ambos?
A vida nos juntou na Catedral Metro-
politana, em cerimônias nas quais eu
representava a religião judaica. Nossa
amizade começou a crescer pelo com-
promisso profundo que temos emrela-
ção ao diálogo entre judeus e católicos.
Sempre quisemos ser um exemplo de
diálogo profundo e de espiritualidade.
lAgora são exemplo para o mundo...
Digamos que sim. Nosso livro já foi
traduzido para vários idiomas no mun-
do inteiro.
l Está sendo organizada uma viagem
do Papa a Israel, em 2014?
Sim, estamos sonhando comuma via-
gem a Israel, à Terra Santa, seria um ato
realmente muito importante para levar
paz a uma região de tanto conflito. E pa-
ra despertar sentimentos profundos de
concórdia e busca de entendimentos.
l O Papa também promoverá a aber-
tura dos arquivos do Vaticano sobre o
Holocausto?
Quando escrevemos o livro, Bergo-
glio defendeu a necessidade de enfren-
tar a verdade. Ele considera essencial
saber a verdade e aprender dela. Acho
que ele vai promover a abertura dos ar-
quivos, é uma questão de tempo.
l Quais são as principais preocupa-
ções que compartilham?
Como deixar uma marca em nosso
tempo sobre valores essenciais como o
respeito pelo outro. Depois virá o amor.
l Estão trabalhando em futuros
projetos?
Sim, temos projetos, mas neste mo-
mento o Papa está muito ocupado.
Voulhe apresentar umpré-projetopa-
ra que ele decida o melhor momento
para avançar. É basicamente umlivro.
l Comofoi oencontrocomoPapa?
Do ponto de vista físico, o vi muito
melhor do que emjaneiro, quando tí-
nhamos nos despedido. Ele me disse
que está assim porque sente muito a
paz de Deus. Nossa amizade tornou-
se ainda mais sensível. Nós nos fala-
mos por telefone e-mail, com um ca-
rinho ainda maior. A diferença é que
antes podíamos nos ver commais fre-
quência, tomar um café. A despedida
foi difícil para ambos. l
Corpoacorpo
JORNADAMUNDIALDAJUVENTUDE
_
LAURA SANTOS MOLLICA
Os familiares convidam pa-
rentes e amigos para a Missa
de 7º Dia do seu falecimento,
que será celebrada às 19h de
sexta-feira (19/07) na Igreja
São José da Lagoa, Av.
Borges de Medeiros.
LUCY DE MELLO ABDALLA
Célio, Simone, Fernando (in memoriam), Claudio, Julia,
Isabela, Rodrigo, irmãs e demais parentes, consternados,
agradecem as manifestações de pesar e convidam para a
Missa de 7º Dia, a ser celebrada sexta-feira, dia 19/07, às
19h, na Paróquia São Francisco de Paula, na Praça Euvaldo
Lodi, s/ nº - Barra.
Ricardo, Mercês, Marcelo e Rodrigo convidam para
a Missa de 7º Dia a realizar-se dia 19 de Julho, às
18:30h, na Igreja Nossa Sra. da Paz - Ipanema.
JÉSUS DE PAULA RAMOS
Missa de 7º Dia
SYLVIO JOSÉ BARROS DE SÁ FREIRE
MISSA DE 7° DIA
SUA FAMÍLIA CONVIDA PARA A MISSA DA RESSURREIÇÃO,
DIA 19 DE JULHO, 6
a
FEIRA, ÀS 17:30 HORAS, NA
PARÓQUIA SANTA MÔNICA,
AV. ATAULFO DE PAIVA 527, LEBLON.
ROBERTO DELLA PIAZZA
A Fundação do Câncer comunica que a Missa de 7° Dia
do querido amigo Roberto Della Piazza, conselheiro da
instituição de 1995 a 2007, será realizada hoje, quinta-
feira, às 18h30, na Paróquia Santa Mônica, no Leblon.
Brig. ROBERTO DELLA PIAZZA
A família agradece as manifestações de
pesar e convida para a Missa de 7º Dia, a
ser celebrada hoje, às 18:30h, na Paróquia
Santa Mônica - Leblon.
SONIA G. MALHEIROS
Filhos e amigos Aquacon convi-
dam p/ Missa de 7ª Dia, hoje, dia
18/07/13, às 19h, na Paróquia
Cristo Redentor, R. das Laranjeiras
519 - Laranjeiras.
Avisos Fúnebres e Religiosos
2534-4333
Plantão sábado/domingo
2534-5501
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_L User: Asimon Time: 07-17-2013 21:19 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 l Rio l O GLOBO l 13
Ateus planejam ‘desbatismo’ em resposta ao Papa
Evento, que usará secador de cabelo para retirar ‘moléculas de água do batismo’, quer debater Estado laico
HENRIQUE GOMES BATISTA
henrique.batista@oglobo.com.br
No dia 22, no exato momento
em que o Papa Francisco iniciar
seu primeiro ato em solo brasi-
leiro, ateus do Rio, São Paulo,
Porto Alegre, Belo Horizonte e
RibeirãoPretofarão, deformasi-
multânea, o primeiro “desbatis-
mo coletivo” do país. O objetivo
do grupo é chamar a atenção
paratemas comooensinoreligi-
oso em escolas públicas em um
Estado que se proclama laico,
além de debater o uso de recur-
sos governamentais na visita do
Papa e questionar a sobrevivên-
cia de símbolos religiosos emór-
gãos oficiais, como crucifixos
nas salas do Judiciário. Segundo
os organizadores, no Brasil as
pessoas sem religião ainda en-
frentammuito preconceito.
O “desbatismo” usará a fór-
mula consagrada nos Estados
Unidos, onde o movimento de
“ateus praticantes” está mais
desenvolvido, com uma ceri-
mônia para as pessoas interes-
sadas em “apagar” o batismo a
que foram submetidas quando
ainda eramcrianças. Após algu-
mas palavras emlatim“de men-
tirinha”, “os desbatizados” fica-
rão sob secadores de cabelos,
“para fazer evaporar do corpo
as últimas moléculas de água
do batismo involuntário comos
ventos do secularismo”. Depois
disso, as pessoas assinarão um
livro de presença e receberão
um diploma de “desbatismo”.
Oevento está sendo organiza-
do pela Associação Brasileira de
Ateus e Agnósticos (Atea). Em
São Paulo, o evento será na Pra-
ça da Sé. Nas outras cidades, os
locais seguem indefinidos. Da-
niel Sottomaior, engenheiro de
41 anos que preside a Atea —
que tememtornode dez mil fili-
ados e 260 mil seguidores emre-
des sociais —, explicaque aenti-
dade defende os interesses dos
cerca de 2 milhões a 4 milhões
de ateus e agnósticos do país.
— Sendo desbatizada, a pes-
soa mostra que não quer se vin-
cular aoque a Igreja Católica faz
ou diz — afirma Sottomaior.
Ainstituiçãocitapesquisas que
indicam que 70% da população
não votaria em um ateu para
qualquer tipo de cargo político.
— O Brasil ainda pensa com
a mentalidade de um país ca-
tólico — diz Sottomaior, que
não faz previsões sobre o nú-
mero de participantes nos
eventos. — Deixe isso para os
religiosos — provoca. l
JORNADAMUNDIALDAJUVENTUDE
_
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_M User: Asimon Time: 07-17-2013 21:08 Color: CMYK
14 l O GLOBO l Rio l Quinta-feira 18. 7. 2013
Polícia investiga participação de mais
um suspeito do incêndio no AfroReggae
Para delegado, uma pessoa
sozinha não poderia retirar
aparelhos da pousada
ANA CLAUDIA COSTA
accosta@oglobo.com.br
APolícia Civil investiga a parti-
cipação de mais um suspeito
no incêndio no prédio do Afro-
Reggae no Complexo do Ale-
mão, na Zona Norte. O fogo
atingiu a pousada da ONG e a
redação do jornal “Voz da Co-
munidade”. Na terça-feira,
Wagner Moraes da Silva, que
teve queimaduras em 30% do
corpo, foi preso, mas o delega-
do Reginaldo Guilherme, da
22ª DP (Penha), acredita que
ele não agiu sozinho.
—Foramretirados ar-condici-
onado, micro-ondas, televisão, e
uma pessoa sozinha não faria
tudo isso —afirmou o delegado.
Ele disse ainda que há fortes
indícios de que Wagner seja o
autor do incêndio. Segundo o
delegado, o depoimento de
uma testemunha reafirma que
a ocorrência pode ter sido cri-
minosa. O jovem está sob cus-
tódia da polícia.
— Prendemos o Wagner de-
vido a indícios. Estamos espe-
rando que ele melhore para ter
mais informações sobre o in-
cêndio. Uma testemunha con-
tou que o rapaz, que não é co-
nhecido na comunidade, teria
entrado pelo basculante. Esta-
mos apurando todas as verten-
tes — disse Reginaldo.
PREJUÍZO DE MAIS DE R$ 100 MIL
Wagner, de 20 anos, foi socorri-
do por bombeiros do quartel de
Ramos e levado para o Hospital
estadual Getúlio Vargas, na Pe-
nha. Segundo a Secretaria esta-
dual de Saúde, ele está em ob-
servação na UTI e seuestado de
saúde é considerado estável. O
jovem já tinha passagem pela
polícia, quandomenor, por diri-
gir uma moto roubada.
Oincêndio ocorreu na madru-
gadadeterça-feira. Peritos estive-
ram no edifício, que fica na Rua
Joaquim de Queiroz, e encontra-
ram manchas de sangue e uma
lata de tíner, produto inflamável
que teria provocado o incêndio.
Com as impressões digitais en-
contradas na lata, a polícia pode-
rá afirmar se Wagner é ou não o
autor do ato criminoso.
A perícia identificou tam-
bém três focos de incêndio no
prédio, sendo dois no terceiro
andar e um no primeiro. A
pousada do AfroReggae seria
inaugurada em5 de agosto. Se-
gundo o coordenador da ONG,
José Júnior, 80% da parte inter-
na do prédio foramdestruídos.
A pousada iria abrigar estu-
dantes de outros estados e es-
trangeiros que atuariam em
projetos voluntários no Rio. Jo-
sé Júnior calcula o prejuízo em
cerca de R$ 100 mil.
Paraele, oincêndionãofoi um
acidente. Em fevereiro do ano
passado, em entrevista ao jornal
“Extra”, o coordenador do Afro-
Reggae acusou o pastor Marcos
Pereira de ser “a mente crimino-
sa” do Rio de Janeiro, responsá-
vel pelos ataques ocorridos em
2006, logo após a eleição do go-
vernador SérgioCabral. Opastor
foi presoem7 de maioe respon-
de a processos por dois estupros
ecoaçãodetestemunha. Sobrea
suspeita de envolvimento de
Marcos Feliciano, o delegado li-
mitou-se a dizer que as investi-
gações prossegueme que a polí-
cia está tentando verificar essas
informações. l
‘Tamo junto e misturado’
Obabalaô Ivanir dos Santos, da
Comissão de Combate à Intolerância
Religiosa, e Lina D’Oxumarê,
sacerdotisa do terreiro Axé Bamgbosé,
terão encontros como Papa Francisco
emsua visita ao Rio.
Eu apoio.
Tensão no Planalto
De zero a dez, o nível de
preocupação do Planalto com a
visita do Papa Francisco é nove.
As apreensões vão da segurança
papal aos protestos de rua. Há tempos
o clima não andava tão nervoso.
Calma, gente
Este projeto de reforma do direito
autoral continua despertando a
cizânia entre artistas.
Aturma que defende uma
fiscalização maior no Ecad está
espalhando que o salário de Glória
Braga, superintendente da entidade, é
de R$ 53 mil por mês, alémde bônus.
A conferir.
Batalha de Itararé?
O ministro Aloizio Mercadante
estava, ontem, animado com as
reuniões com faculdades e entidades
de ensino médico:
—Temos uma chance enorme de
construir uma convergência, inclusive
coma ajuda do professor Adib Jatene,
emrelação às mudanças nos cursos
de medicina.
O peladão
Um passageiro da primeira classe
do voo 445 da Air France, que saiu
terça do Rio para Paris, tomou
umas e outras e fez um striptease
completo a bordo. O safadinho
exibiu até sua minúscula baguete.
Barrado no baile
Kitty Monte Alto e o marido, Julio
Lopes, secretário de Transportes do
Rio, levaram seis bolas pretas no
Gávea Golf Club.
ANCELMO
GOIS
www.oglobo.com.br/ancelmo
ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, DANIEL BRUNET,
JORGE ANTONIOBARROS E MÁRCIA VIEIRA
HojeocoleguinhaLuiz PauloHortafaz apalestra
“QueméJorgeBergoglio, oPapaFranciscoI”, na
TravessadoShoppingLeblon.
GilsonCampos seráhomenageadopelaInfraero
amanhã, noGaleão, por serviços prestados.
PrêmioUFFdeLiteratura2013homenageia
ViniciusdeMoraes.
Peregrinos daJMJ participaramde mutirãodo
Light ReciclanoChapéuMangueira/ Babilônia.
Abre hoje a Le Zil no Barrashopping.
A pizzaria Capricciosa fechou parceria coma
vinícola mineira Primeira Estrada Real.
OInstituto ZuzuAngel faz hoje desfile das alu-
nas mirins de Alice Tapajós noCopaPraiaHotel.
Twigg canta hoje no Via Parque Shopping.
A.BrandlançacoleçãohojenoRioDesignLeblon.
AntonioCarlos Secchinseráoorador naentrega
dos prêmios literários daABL, hoje.
U
ZonaFranca
O pibão de Chico
Causou alvoroço ontem entre
economistas, empresários e até
mesmo no governo um artigo do
professor Francisco Lopes, no “Valor”.
Diz que a “mídia especializada e a
maioria dos analistas parecem sofrer
de um pessimismo obsessivo”.
Segundo o ex-presidente do BC, no
segundo trimestre de 2013, a
economia brasileira estava crescendo
ao ritmo de 4% ao ano.
Marka e FonteCindam...
Chico Lopes goza de prestígio no meio
acadêmico mesmo depois do chamado
escândalo Marka e FonteCindam.
Em 1999, como presidente do BC,
ele promoveu uma desvalorização
cambial, resultando num processo
onde é acusado de irregularidades.
Nariz em pé de Blatter
Ojornal alemão “Die Zeit” publicou o
artigo “Obrigado, brasileiros”, dizendo que
conseguimos fazer o que Alemanha, em
2006, e África do Sul, em2010, não
fizeram: questionar a arrogância da Fifa.
Diz lá: “Finalmente, uma democracia
se levanta contra a profundamente
antidemocrática Fifa.” Aliás, ontem,
Joseph Blatter, pouco democrático,
voltou a reclamar dos protestos.
Falta pouco para a prefeitura do Rio entregar aos cariocas a ponte estaiada da
Barra da Tijuca, parte do corredor expresso Transcarioca. No sábado passado, foi
feita a última concretagemno vão central da via, que fica sobre a Lagoa de
Jacarepaguá. Com210metros, deve ser inaugurada emsetembro l
UMA PONTE SOBRE A LAGOA
DIVULGAÇÃO/SMO
‘Finding network’ é o cacete
A prefeitura
do Rio colocou
um painel
eletrônico na
esquina das
ruas Visconde
de Pirajá e
Jangadeiros,
para informar a
mudança de
mão no trecho.
Só que, na manhã de ontem, o
aparelho parecia fora de órbita.
Lá vem o noivo
O querido coleguinha Wilson
Figueiredo, 89 anos, viúvo, vai se casar
de novo. A noiva, Regina, é empresária.
Desafinou
São péssimas as relações da OSB com
Emilio Kalil, diretor da Cidade das Artes.
A Orquestra Sinfônica reclama de
favorecimento à Orquestra Petrobras,
que tem no conselho o próprio Kalil, e
até das datas oferecidas por ele à OSB,
terça e domingo de manhã.
Menos peregrinos
Cerca de 60 mil peregrinos não
confirmaram a inscrição para a JMJ.
Poxa, deputado
O Colégio Marília Mattoso, em
Niterói, deixou alunos do ensino
médio se formarem sem ter aulas de
Filosofia e Sociologia em 2010, 2011 e
2012, como manda a legislação.
A escola é do deputado Comte
Bittencourt, presidente da Comissão
de Educação da Alerj.
Última sessão
OGrupo Estação vai fechar as portas
do Estação Ipanema, que funciona numa
galeria da Rua Visconde de Pirajá.
Alémde o aluguel ter triplicado de
valor, a ordemda prefeitura para retirar o
letreiro do cinema inviabilizou, segundo
o grupo, o funcionamento da sala.
É pena.
RENATO MAURÍCIO PRADO
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_N User: Asimon Time: 07-17-2013 22:02 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 3ª Edição l Rio l O GLOBO l 15
GATÃODEMEIA-IDADE Miguel Paiva
Hoje
naweb
oglobo.com.br/rio
l TRÊS PERGUNTAS: O
secretário Carlos Roberto Osorio
fala sobre o trânsito na JMJ
l MÚSICA: Padre Fábio de Mello
canta o hino da jornada
l JORNADA: Em fotos, fiéis
esperam a chegada do Papa
lVAIRIO: Baixe o app de trânsito
Uma manifestação realizada ontem na
Autoestrada Lagoa-Barra por moradores
da Rocinha parouo trânsito de bairros co-
mo Lagoa, Gávea e São Conrado, dificul-
tando a volta para casa de quem mora na
Barra da Tijuca e arredores. Por causa do
protesto, a autoestrada foi fechada e rea-
berta várias vezes, parcial outotalmente, a
partir das 17h52m, segundo o Centro de
Operações da prefeitura. Os dois sentidos
da via, incluindo o Túnel Zuzu Angel, fo-
ram bloqueados por completo às 20h. Às
21h45m, os manifestantes desocuparam
totalmente a autoestrada.
No sentido Barra, o primeiro fecha-
mento total ocorreu às 18h40m. Depois
disso, alguns motoristas chegaram a
tentar voltar na contramão. Quem se-
guia para a Zona Sul encontrou trânsito
lento em toda a extensão da autoestra-
da, mesmo nos momentos emque a via
estava liberada.
APMestimouque cerca de mil pessoas
participaram da manifestação em frente
à Rocinha. Omotivo do protesto foi o de-
saparecimento de um homem que vivia
na comunidade. O grupo acusava polici-
ais da UPP da favela pelo sumiço do aju-
dante de pedreiro Amarildo de Souza, de
43 anos. Segundo familiares, ele foi visto
pela última vez no domingo. Depois de
voltar de uma pescaria, foi chamado para
prestar esclarecimentos na UPP. Sua mu-
lher, Elizabeth Gomes da Silva, com
quem ele tem seis filhos, disse que, de-
pois disso, não teve mais notícias de
Amarildo. Parentes procuraram a UPP,
onde foraminformados pelos policiais de
que o morador fora liberado.
—Há cinco meses que a gente vemre-
cebendo ameaças de policias. Eles dizem
queagenteescondebandidos earmas na
nossacasa. Agora, meumaridodesapare-
ceu. Comovouexplicar issoparaos meus
filhos? —perguntou Elizabeth.
PROCURA EM DELEGACIAS E HOSPITAIS
Carregando cartazes, os manifestantes
cobravam explicações da PM e faziam
denúncias de abuso policial. Entre os
cartazes, podia-se ler a mensagem: “A
família quer uma resposta do major”, ao
lado de uma foto do morador desapa-
recido. De acordo com Antônio Ferrei-
ra de Mello, presidente da Câmara Co-
munitária da Rocinha, São Conrado e
Gávea, familiares do ajudante de pe-
dreiro procuram por ele em hospitais e
delegacias da região desde o domingo.
— Tem muitos jovens e crianças, fa-
mílias mesmo, no protesto. As pessoas
estão revoltadas — disse.
Por volta das 20h, cerca de 150 mani-
festantes ocupavama pista da autoestra-
da no sentido Zona Sul. PMs armados
com fuzis tentavam liberar a via. En-
quanto isso, do outro lado, o protesto
ocupava uma área bemmaior da via, en-
tre a saída do Túnel Zuzu Angel e a pas-
sarela emfrente à Rocinha. Cerca de 250
policiais atuaram na manifestação. Às
21h30m, otrânsitocontinuava interrom-
pido no sentido Barra. Para quemseguia
para a Zona Sul, a via estava ora aberta,
ora fechada. Não houve confrontos.
Segundo o Centro de Operações, o
bloqueio da autoestrada levou os moto-
ristas a procurarema Avenida Niemeyer,
que também ficou com o trânsito com-
plicado. Oentorno do acesso para a ave-
nida já estava engarrafado por conta de
outro bloqueio, na Avenida Delfim Mo-
reira, no Leblon, palco de protesto con-
tra o governador Sérgio Cabral. l
Protesto na Rocinha dá nó no
trânsito da Zona Sul à Barra
Grupo ocupa autoestrada e acusa PM por sumiço de morador
CAROLINA DE OLIVEIRA CASTRO
carolina.ocastro@oglobo.com.br
DOMINGOS PEIXOTO
Bloqueio. Moradores da Rocinha caminham pelo Túnel Zuzu Angel, que ficou fechado por cerca de duas horas durante manifestação na Lagoa-Barra
Nathália
Timberg e Ary
Fontoura, dois
grandes atores
brasileiros que
dão banho de
interpretação
em“Amor à
vida”, trocam
chamego nos
bastidores
da novela
DUPLA DE
CRAQUES
NA TV
TV GLOBO/RAPHAEL DIAS
Aformosa ao
lado é Janine
Salles, a atriz
que vive Lúcia
em“Flor do
Caribe”, novela
da TVGlobo.
Ela aproveitou
uma folga para
registrar, num
ensaio
particular, sua
barriga de seis
meses de
gravidez
DE MÃE
PARA
FILHO
PAULA MASSONI
EmFrei Paulo, esta manchete,
de ontem, do “Jornal de
Notícias”, de Portugal, quer
dizer... deixa pra lá.
U
Ponto
Final
R
E
P
R
O
D
U
Ç
Ã
O
e-mail: coluna.ancelmo@oglobo.com.br
Fotos: fotoancelmo@oglobo.com.br
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 3 Page: PAGINA_O User: Asimon Time: 07-18-2013 01:03 Color: CMYK
16 l O GLOBO l Rio l 2ª Edição Quinta-feira 18. 7. 2013
Quem gosta de aventura, natureza e de
suar a camisa mesmo no inverno, em
um lugar onde a temperatura fica real-
mente baixa, ganha umnovo programa
a partir do mês que vem. Começa em
15 de agosto o projeto Caminhos da
Serra do Mar, da equipe do Parque Na-
cional da Serra dos Órgãos, que prome-
te percorrer, em seis dias, o Caminho
do Ouro, emMagé, seguindo por Petró-
polis, Teresópolis e Friburgo, chegando
ao município de Casimiro de Abreu.
Mas esta é apenas uma das novidades
previstas para a Região Serrana: o Par-
que estadual dos Três Picos, que corta
Teresópolis e Friburgo, vai ganhar um
guia bilíngue, com edição impressa e
on-line. O material, que ficará pronto
noanoque vem, faz parte de umpacote
de melhorias para o local, que foi inclu-
ído no Projeto Trilha da Copa, do Insti-
tuto Estadual do Ambiente (Inea).
O programa Caminhos da Serra do
Mar já tempágina no Facebook, curtida
por mais de 1.500 aventureiros. Mas o
textode apresentaçãoalerta que, emal-
guns trechos, as vagas são limitadas,
devido à capacidade da trilha. Toda a
atividade segue as coordenadas do pla-
no de manejo local. Além disso, de 18 a
20 de agosto será feito o trecho conhe-
cido como Travessia Petrópolis-Teresó-
polis, de ummunicípio a outro —e não
é possível fazer o trajeto apenas no dia
19 ou no dia 20. O ideal é que o cami-
nhante compre seu ingresso com ante-
cedência e escolha o local de pernoite.
No site de vendas para o Parque Nacio-
nal da Serra dos Órgãos (www.parna-
so.tur.br) há informações sobre preços,
abrigos e camping.
EVENTOS TRARÃO MAIS VISITANTES
De acordo com o Parque Nacional da
Serra dos Órgãos, o objetivo do projeto
é abrir para a visitação ordenada uma
série de trilhas da Serra do Mar, envol-
vendo não só o Serra dos Órgãos, como
o Três Picos e a Área de Preservação
Ambiental de Petrópolis, entre outros,
interligando serras, picos, pequenos vi-
larejos, cidades e paisagens cenográfi-
cas ao longo de aproximadamente 300
quilômetros.
Sobre o Três Picos, o diretor de Biodi-
versidade e Áreas Protegidas do Inea,
André Ilha, conta que o parque é um
dos três da rede estadual (os outros são
Pedra Branca e Tiririca) que serão be-
neficiados pelo Projeto Trilha da Copa.
Ao todo, 24 trilhas terão seus leitos re-
cuperados e ganharão nova sinaliza-
ção, bilíngue.
— O projeto está pronto e vai entrar
em licitação. Todas as trilhas já existem
e podem ser visitadas normalmente.
Mas o Estado do Rio vai receber muitos
turistas durante a Copa, em 2014, e as
Olimpíadas, em 2016. Para aumentar-
mos a capacidade de visitação, será
preciso tomar alguns cuidados para
evitar, por exemplo, a erosão — conta
Ilha, acrescentandoque oInea está rea-
lizando, ainda, o Projeto de Uso Públi-
co. — Desde maio de 2010 estamos
identificando atrativos de cada parque
e tipo de público, a fim de desenvolver
estratégias de visitação, de acordo com
o perfil de cada local. OTrês Picos é um
dos beneficiados.
Diretor de Patrimônio do Centro Ex-
cursionista Petropolitano, Julian Kro-
nenberger está animado com as novi-
dades na Serra. Ele ressalta que a Tra-
vessia Petrópolis-Teresópolis é a mais
conhecida e a mais procurada por
quem busca aventura na região. Ele
lembra, no entanto, que em alguns tre-
chos das trilhas, principalmente em
Petrópolis, o caminho não é fácil.
— Nesta época do ano cresce a pro-
cura por trilhas. A temporada vai de
abril a outubro, pois chove menos. Há
muitos guias à venda sobre a região,
com muitas informações. Mesmo as-
sim, é complicado para quem não co-
nhece a área, pode acabar se perdendo.
O ideal é fazer esse tipo de caminhada
em grupo ou contratar um guia local.
As administrações dos parques da regi-
ão e as associações e federações de
montanhismo podem dar informações
sobre profissionais capacitados. l
Emagosto, aventureiros poderão percorrer o Caminho do Ouro. Parque dos Três Picos terá guia bilíngue
EDIANE MEROLA
ediane@oglobo.com.br
PARNASO/DIVULGAÇÃO
Muita disposição. Um trecho do Caminho do Ouro: trajeto, que demora seis dias, é o programa ideal para quem gosta de aventura e natureza
Desbravando as trilhas da Região Serrana
Casas irregulares de Búzios
começam a ser demolidas
Empresa de
engenharia ainda
terá de recuperar
vegetação da área
Seis casas construídas em um
condomínio de luxo na Praia
de Geribá, emBúzios, começa-
ram a ser demolidas ontem a
pedido do Ministério Público
Federal (MPF). Conforme O
GLOBO noticiou, os casarões,
que seriam vendidos a R$ 1,5
milhão cada, foram erguidos
praticamente na areia da praia,
destruindo uma área de mais
de dois mil metros quadrados
de vegetação de restinga em
um dos poucos trechos da orla
de Geribá ainda preservados.
Apesar disso, a obra havia sido
licenciada pela prefeitura de
Búzios na administração ante-
rior. O secretário de Meio Am-
biente do município, Carlos
Alberto Muniz, disse ter ficado
surpreso com a demolição on-
tem, já que a operação estava
prevista para ser realizada no
fim deste mês.
—Adata nãonos foi informa-
da, soubemos porque viram a
movimentação de homens na
praia. Já mandei técnicos ao lo-
cal para acompanhar o traba-
lho — disse Muniz.
Aconstruçãodocondomínio
à beira-mar chamou a atenção
de ambientalistas e morado-
res, que mandaram uma carta
ao Instituto de Arquitetos do
Brasil (IAB-RJ). O documento
foi enviado ao MPF, que, em
maio, propôs um termo de
ajustamento de conduta (TAC)
à empresa Sotter Engenharia,
responsável pelo empreendi-
mento. Esta se comprometeu a
demolir as seis casas mais pró-
ximas da praia, remover o ater-
ro utilizado para as constru-
ções e o muro de contenção. A
Empresa se comprometeu
também a replantar a vegeta-
ção local.
Além de demolir as
mansões, a Sotter Engenharia
assumiu a responsabilidade
pela execução de um projeto
de recuperação da área degra-
dada, garantindo o replantio
de vegetação nativa, com um
período mínimo de manuten-
ção de cinco anos. l
ÉVELIN MARTINS/DIVULGAÇÃO
Estrago ambiental. Seis casas, parte de um condomínio em Geribá, Búzios, foram erguidas junto à areia da praia
SIMONE CANDIDA
simone.candida@oglobo.com.br
Evento do GLOBOinclui,
entre outros, shows e
aulas de gastronomia
Hoje tem possibilidade de sol
em Itaipava, com nevoeiro ao
amanhecer e temperatura en-
tre 9 graus e 27 graus. A previ-
são meteorológica, no entan-
to, pode até mudar nas próxi-
mas horas. Mas uma coisa é
certa: hoje recomeça a pro-
gramação da Casa na Serra,
evento realizado pelo jornal O
GLOBO, que tem patrocínio
de Chevrolet, TAM e Vivo, e
apoio da Fundação de Cultura
e Turismo de Petrópolis e Per-
formance Empreendimentos
Imobiliários. Até sábado, dia
20, o público vai poder parti-
cipar de shows, apresenta-
ções de stand up comedy, au-
las de paisagismo, gastrono-
mia e harmonização de vi-
nhos, entre outras atividades,
todas gratuitas. Caminhada e
cavalgada ecológica também
fazem parte do evento.
A programação da Casa na
Serra está no site www.casa-
naserra2013.com.br. Para
participar das atividades é ne-
cessário fazer a inscrição por
telefone. Basta conferir horá-
rios e locais e ligar para (21)
2567-0464, das 9h às 18h, até
o dia 20, inclusive nos fins de
semana. O agendamento será
feito de acordo com as vagas
disponíveis. l
Programação da
Casa na Serra
será retomada,
de hoje a sábado
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 2 Page: PAGINA_P User: Asimon Time: 07-17-2013 22:35 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 O GLOBO l 17
Dos Leitores
|
On-line
|
aMoradores e banhistas do Arpoador
reclamam de despejo clandestino de
esgoto em frente ao Parque Garota de
Ipanema. O leitor Elias Nogueira
informou que faz tempo que a
população está incomodada com a
situação e o mau cheiro na região. De
acordo com ele, reclamações foram
feitas à prefeitura, sem sucesso.
“Imagina como fica a situação em dia
de sol, praia cheia e com crianças?”,
indaga Elias. De acordo com a Cedae,
o gerente responsável pela área
informou que se trata de galeria de
água pluvial, de responsabilidade da
prefeitura, e que se houver
lançamento clandestino de esgoto no
local deve-se recorrer ao Instituto
Estadual do Ambiente (Inea) e à Rio
Águas, responsáveis pela
manutenção das galerias. A
Secretaria municipal de Meio
Ambiente informou que não havia
recebido denúncias, mas que enviaria
uma equipe para fazer vistoria. Ainda
segundo a prefeitura, se constatado o
problema, o caso será encaminhado
aos órgãos competentes. Já o Inea
esclareceu que técnicos da Gerência
de Qualidade da Água estiveram no
local na última segunda-feira para
coletar a água da praia. Após análise
de balneabilidade, foi constatado que
a água está apropriada para banho.
No entanto, na ocasião, segundo o
órgão, foi percebido o
transbordamento de uma galeria de
águas pluviais, provavelmente
ocasionado pelas últimas chuvas. De
acordo com o Inea, esse vazamento
não chegava a alcançar a água da
praia. — oglobo.com.br/participe
_
Vazamento e mau cheiro no Arpoador
ELIAS NOGUEIRA
a“O povo é quem fará a segurança do Papa”, disse o secretário-geral da Presi-
dência, Gilberto Carvalho. Nada mais do que uma fantasia, de quem
desconhece o comportamento de massas multitudinárias e dos perigos que
distúrbios mentais, fanatismos e extremismos podem realizar. Não há quem
contenha um estouro de massa por algum motivo, dentre eles, o fato de as
pessoas quererem se aproximar e tocar no Papa. Deveria o ministro dar séria
importância às ameaças individuais mais comuns e pensar nos atuais conflitos
de interesses entre o sagrado e o profano, decorrentes da administração
moralizadora do Papa Francisco, que já contraria ações de leigos e religiosos
envolvidos com crimes sexuais e movimentações fraudulentas de recursos do
Banco do Vaticano. A exigência de um papamóvel blindado até poderia
desagradar inicialmente ao nosso visitante, mas ele acabaria concordando que
é muito melhor prevenir do que remediar.
RODOLPHO HEGGENDORN DONNER
RIO
_
aA visita do Papa Francisco ao Brasil
será um evento importante para os
brasileiros, a América Latina e,
especialmente, para nossos políticos,
para se redimirem de seus pecados.
Entretanto, vários serão os
problemas a serem enfrentados pela
Igreja Católica, entre eles a
organização da enorme fila que se
formará à frente do confessionário,
assim como o dificílimo cálculo da
dosimetria de “Pai-Nossos e
Ave-Marias” necessários para a
concessão dos perdões aos
pecadores. Os políticos não poderão
oferecer a “Deus” o que estão
acostumados a fazer com o povo:
comprar o perdão, porque, se assim
fosse, os políticos desistiriam de seus
arrependimentos e ficariam, como
sempre, ao lado do diabo.
MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI
RIO
_
aMais do que ninguém, o sr.
Eduardo Paes sabe que se houver
manifestações nos dias da Jornada
Mundial da Juventude elas não serão
contra o Papa e muito menos para
pedir a ele que interceda por nós
para resolver os desmandos da
prefeitura carioca em relação aos
problemas que nos afligem. Até se
poderia usar este recurso, pois se
depender dos atuais governantes e
políticos as manifestações não vão
sair das mesas de discussões ou não
vão atender aos pleitos manifestados
pelo povo. O sr. prefeito, que está
sendo usado como porta-voz,
poderia aproveitar estes dias e
refletir um pouco sobre o Rio de
Janeiro.
AILSON DALTON
RIO
_
aDepois de julho, o Brasil não será o
mesmo. Vai mudar para melhor. A
passagem do Papa Francisco pelo
Brasil terá efeitos sociais que vão
revolucionar não somente o nosso
país, mas a América Latina. Foi assim
em junho de 1980, em plena ditadura
militar, quando João Paulo II abriu as
portas para a liberdade do povo
brasileiro, que vivia acabrunhado
desde 1964. O Papa fez discursos de
fundamentação política e social que
os militares não conseguiram
censurar. O poder da Igreja no Brasil
é muito grande. Francisco dará o
recado certo.
JOSÉ RIBAMAR PINHEIRO FILHO
BRASÍLIA, DF
_
aMuito legal a visita do Papa ao Rio
de Janeiro. Louvável a organização
da JMJ nesta cidade. Reprovável o
desperdício do dinheiro público com
o evento. Afinal, além do fato de nem
todos os contribuintes serem
católicos vivemos uma realidade de
escolas e hospitais em deplorável
estado. Gastar milhões de reais com
esse evento e decretar feriado por
dois dias e dois meios dias, causando
mais prejuízos a todos, demonstram
a insensatez de nossos governantes.
E olha que esse Papa é uma pessoa
pra lá de humilde.
PAULO SÉRGIO ROCHA SERRA
RIO
_
aO Papa Francisco não é apenas um
líder religioso, mas um chefe de
Estado e, como tal, a sua segurança é
responsabilidade do local que o
convidou. A Jornada Mundial da
Juventude já foi realizada em várias
cidades do mundo. A Igreja Católica
não pediu para trazer a Jornada para
cá. Foram a Arquidiocese do Rio e as
nossas autoridades que fizeram o
convite. O Papa Francisco não tem
nada com isso, já que foi eleito há
apenas quatro meses e a Jornada
acontece a cada dois anos, sendo,
portanto, planejada com bastante
antecedência. O resto é para desviar
o foco das coisas graves que estão
acontecendo no país e apenas
mostra a nossa incivilidade para com
um hóspede.
ANITA PITTIGLIANI MITTELSTAEDT
RIO
_
aReclamações à parte, a JMJ será
benéfica para o nosso país.
Principalmente para o povo do Rio
de Janeiro. Mesmo o governo tendo
investido R$ 350 milhões, com
certeza, todo esse movimento trará
lucros à nossa sociedade. Não nos
esqueçamos de que eles vêm para
fazer o bem. E todo bem é
bem-vindo. Todo bem dá lucro. Só o
que esses jovens devem injetar na
economia já compensa. Fora os
novos seguidores que farão.
Arrebanhando e tirando gente do
caminho do mal. Melhor do que a
Copa será!
MAURÍCIO BOYD
RIO
_
a“É bom que as autoridades e as
estruturas brasileiras se confessem
com o Papa Francisco e deixem de
cometer os seus pecados”, disse o
prefeito Eduardo Paes. Pelo amor de
Deus, prefeito! Delete a sua ideia! O
Sumo Pontífice ouvirá tantos
absurdos que embarcará num ônibus
do BRT tentando retornar ao
Vaticano. Sugiro outra coisa ao
senhor e aos demais governantes do
país: usem o Twitter! É! O Santo
Padre, simples, mas antenado,
aceitará confissões virtuais! Vá por
mim, prefeito! Será menos
desastroso. Por favor, prefeito, tenha
pena e consideração com o tão
simpático Papa.
ELMO LAGE DE CARVALHOSA FILHO
RIO
_
aPrefeito, não é culpa do Papa. Nem
os 20 centavos, nem a corrupção,
nem os políticos que dizem nos
representar. Ele perdoa pecados
quando confessados com
arrependimento real. Mas, quando
nem há confissão, também não há
Cântico de Aleluia. E pecados não
confessados são muitos no estado e
na Cidade Maravilhosa.
LIGIA RODRIGUES
RIO
_
Reforma política
aO presidente da Câmara criou um
grupo de parlamentares para elaborar
uma proposta de reforma política, que
deveria ser realizada por uma
comissão composta por
representantes dos diversos
segmentos de nossa sociedade e que
ouvisse o clamor das ruas. É
impensável imaginar que os políticos
criem dispositivos que, por exemplo,
venham a dificultar suas reeleições,
que os eternizam em seus cargos e
impedem a renovação do Parlamento.
O próprio ex-presidente Lula, em
artigo no “New York Times”, defendeu
uma profunda renovação no PT e na
política. Essa renovação, em âmbito
geral, para ser fecunda tem de
abranger a política e os políticos.
DICK S. MELLO
RIO
_
aOs partidos somente deveriam
apresentar como candidatos a
presidente quem tivesse sido
governador. Periodicamente, deveria
haver uma análise comparativa da
gestão de todos os governadores,
para avaliar os melhores métodos de
administração e quem seriam os
mais adequados governantes.
ALFREDO MURADAS DAPENA
RIO
_
aA presidência da Câmara dos
Deputados acolheu a indicação do
ex-presidente da República para
coordenação de grupo parlamentar
para finalizar a reforma política até
novembro. O escolhido foi o
deputado Cândido Vaccarezza
(PT-SP), pelo seu excelente trânsito
na base de coalizão governamental.
A assertiva é verdadeira, não fosse o
esforço hercúleo de conseguir
blindar o comparecimento de certos
governadores à CPMI do Cachoeira.
PAULO CÉSAR SOARES CABRAL
RIO
_
aMesmo que o Brasil faça uma
reforma política, os membros das
nossas instituições jamais acabarão
com a reeleição no Legislativo
(federal, estadual e municipal). O
político se reelege por infindáveis
vezes, sempre pensando na próxima.
Esta prática, que apenas deveria ser
permitida para os ocupantes de
cargos executivos, por razões óbvias,
vem fazendo o Brasil patinar sempre
nas mesmas politicagens. Se uma
emenda constitucional proibindo a
reeleição de ocupantes está longe de
acontecer, basta que todos votem nas
próximas eleições em candidatos que
pensem em melhorar o Brasil, em vez
de escolherem esses profissionais
que só pensam em se reeleger.
ROBERTO CARLOS LOPES MARTINS DA SILVA
RIO
_
aO fisiologismo escancarado do
político brasileiro, fruto de um
modelo político ultrapassado,
inconsequente e irresponsável,
evidencia a urgência da reforma
político-eleitoral. Eu acredito que a
mesma será fruto do voto nulo, o
último recurso do eleitor, e abrigará
aquelas premissas que as ruas
apontaram. De qualquer forma,
estamos prestes a grandes mudanças
no modelo político-eleitoral.
EDUARDO T. DIAS
CABO FRIO, RJ
_
Jatinhos
aComo os presidentes da Câmara e
do Senado formalizam a solicitação
de aeronaves à FAB? Como a
presidente não deve saber, proponho
que o ministro da Aeronáutica seja
convocado a dar explicações públicas
sobre o destino de alguns voos, as
finalidades das viagens e a relação
dos passageiros. Esta prática, mesmo
sendo bem explicada, deve ser
abolida, pela causa daquele
belíssimo movimento que passou a
representar o povo brasileiro. Poderia
manifestar-se também nas urnas.
Sonhar não custa nada, mas seria
uma lição e tanto!
ANTONIO SERGIO MENEZES DOS SANTOS
RIO
_
aOs jatinhos da FAB continuam a
decolar com seus ocupantes sob
“densa neblina”, em voos fora das
normas vigentes. Os “turistas” estão
sob sigilo das autoridades. A não
divulgação da lista está sob dúvida e
suspeição. O governo perdeu uma
boa oportunidade em transparência
ilibada, omitindo-se em expedientes
propícios a privilégios escabrosos.
FRITZ MUELLER
ARARUAMA, RJ
_
aA voz do povo parece não ter
chegado aos ouvidos dos
parlamentares, pois vemos que,
acintosamente, estão usando e
abusando de mordomias, como as
viagens nos aviões da FAB. Seria
pertinente se na tão falada reforma
política pudesse ser incluído o recall
dos políticos. Não funciona bem, é
defeituoso, troca-se. Elegeu, não deu
certo, retira-se. Infelizmente,
parece-nos que a má gestão e a
corrupção tornaram-se cláusulas
pétreas, também na globalização.
Não é privilégio brasileiro, pois estão
presentes em muitos outros países.
Mas, também, vemos a
disseminação dos protestos pelo
mundo afora. Será o fim da política,
da ética, da governabilidade, ou o
fim de uma era civilizada?
MARLY FAJARDO DE MELO BRAGA
RIO
_
aGostaria de saber quantos aviões
tem a Aeronáutica, para transportar,
de graça, autoridades e outros de
Brasília, e quanto custaram esses
lindos aviões, tudo pago com nossos
impostos. O mais terrível é que os
oficiais combatentes da Aeronáutica,
bem como os cadetes em
aprendizado, não dispõem de aviões
de caça modernos, pilotando sucatas
da década de 70, com risco iminente
das próprias vidas.
FERNANDO ARAGÃO
RIO
_
aAs asas da FAB já se prestaram a
objetivos mais nobres! Hoje são
utilizadas como “táxi aéreo” por
aqueles que demonstram seus
podres poderes. A FAB presta
relevantes serviços de integração na
Amazônia, transportando
profissionais de saúde de sua tropa,
num trabalho abnegado e contínuo
de solidariedade humana! Vamos
resgatar a Força Aérea e retirá-la das
mãos corruptas de autoridades cujo
único objetivo é locupletar-se de um
valioso patrimônio humano e
operacional que pertence
unicamente ao povo brasileiro!
EMMANUEL ALEXANDER BALTZ
CABO FRIO, RJ
_
aAs reportagens sobre o uso
indiscriminado e ilegal de aviões da
FAB por senadores, deputados e
ministros caracterizam alguns voos
como sendo “para ou de onde mora
o senador/deputado/ministro”. Ora,
suas realezas moram, ou deveriam
morar, em Brasília. Seus estados são,
tão somente, seus estados natais,
quando muito, suas bases eleitorais.
CARLOS FERNANDO MOREIRA E SILVA
RIO
O Papa no Rio
_
Nossa, que hardcore.
(@maorcs)
RT @JornalOGlobo:
Ateus vão promover
‘desbatismo’ coletivo
no dia da chegada
do Papa.
_
Como é que é?
(@murilo_nunes)
RT @JornalOGlobo:
Prefeitura do Rio
isenta empresas de
ônibus de seguro para
proteger passageiros.
_
Na casa do Eike.
(@pollysa)
RT @JornalOGlobo:
Flu x Vasco no
Maracanã: torcedores
ainda não sabem
sequer onde
comprar ingresso.
_
Eles me acham
atraente, mesmo
sem beber .
(@_laisvr)
RT @JornalOGlobo:
Quem bebe cerveja se
torna mais ‘atraente’...
para mosquitos.
_
E ir numa favela,
dançar com escola de
samba e tomar
caipirinha?
(@jorge_anp)
RT @JornalOGlobo:
Papa Francisco vai se
encontrar com
Neymar, Zico e Pelé.
_
Até a Rainha,
Feliciano.
(@A_Dreeh)
RT @JornalOGlobo:
Rainha Elizabeth
dá aval a lei de
casamento gay.
_
O Gigante dormiu.
(@Foxx)
RT @JornalOGlobo:
Congresso adia
votações de projetos
acelerados por causa
das manifestações.
twitter.com/jornaloglobo
_
“Não precisa ser ateu
para querer um
Estado laico. Basta ter
bom senso para
entender: o Estado
não deve financiar
crença religiosa em
respeito à diversidade
de crença e de não
crença na sociedade.
Isso não significa que
o Estado seja ‘contra a
religião’, mas que vai
se manter afastado de
assuntos relacionados
à fé, e que esta é uma
questão de cunho
individual. Se o Papa
quer vir ao Brasil, os
custos devem ser
financiados por
outras vias.”
BRUNO MOURA,
sobre protesto de ateus
marcado para o dia da
chegada do Papa.
_
“Quer dizer que para
monitorar uns
pé-rapados o Exército
tem tempo e recurso,
mas para monitorar a
corrupção e o crime
organizado nada? E
os diversos perfis do
Facebook feitos por
presidiários, com
fotos lá de dentro do
presídio? E os
diversos bandidos
que se exibem em
fotos portando
armas? Estes não são
os que deveriam ser
monitorados?”
LEONARDO BOIAGO,
sobre acompanhamento
feito pelo Exército dos
líderes de protestos nas
redes sociais.
google.com/+JornalOGlobo
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18 l O GLOBO Quinta-feira 18. 7. 2013
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|
Opinião
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Roteiro para a comissão da reforma
O
grupo de trabalho da reforma políti-
ca, instalado terça na Câmara, antes
do recesso, pode ser a materialização
da conhecida regra cultivada no setor
público de se criar uma comissão toda vez que
não se deseja resolver alguma coisa. Ou não.
Acomissão, afuncionar apartir deagosto, cum-
pre, dequalquer forma, anecessáriafunçãodeor-
denar oativismoquasemaníacoquetomouconta
do Planalto e do próprio Congresso, diante da
pressão das ruas. Naquele momento, cada um
metabolizouas pressões conforme oprópriointe-
resse. Ocaso mais evidente foi o de alas do PT in-
teressadas eminstalar mecanismos de “democra-
cia direta” no país, inspiradas no caudilho Hugo
Chávez. Surgiu daí, do bolso de umcolete ideoló-
gico, a ideia da “Constituinte exclusiva”. Estabele-
cida a sua inconstitucionalidade, ela foi converti-
da num plebiscito — por sua vez, desaconselhá-
vel, por não ser a legislação político-eleitoral ade-
quada a este tipo de consulta popular.
Sob a presidência do deputado petista Cândido
Vaccarezza (SP) —consta que escolhidopor Lula,
numa disputa do paulista com a ala gaúcha do
partido—, a comissãodeverá examinar a possibi-
lidade do plebiscito, algo como uma fixação ob-
sessiva do Planalto e parte da legenda. O melhor
desfecho, neste ponto, é a opção por um referen-
do sobre aquilo que o Congresso vier a decidir.
Outra proposta petista é o financiamento público
total de campanha, algo que, para ser efetivado,
forçará a mudança do sistema eleitoral para listas
fechadas de candidatos, o sonho de todo cacique
político. Vai ser preciso muito discurso para con-
vencer a população a gastar ainda mais compolí-
ticos — os mesmos execrados nas manifestações
—e que uma boa alternativa é ela não mais esco-
lher emquemvotar, delegandoestepoder àcarto-
lagempartidária.
Acomissãocontribuirá para oaperfeiçoamento
da vida pública se não abrir demais o leque de te-
mas, buscar alterações mínimas, porém de gran-
de efeito na oxigenação da política brasileira. O
fim das coligações nos pleitos proporcionais —
para as Casas legislativas — tem este poder. Os
próprios petistas sabemoquantolhes custa man-
ter na base parlamentar legendas de pouca ex-
pressão, interessadas apenas em negociar — lite-
ralmente — apoios e, em especial, seu tempo no
programa eleitoral gratuito. O mensalão deriva,
emparte, da pulverização do quadro partidário.
A comissão é mais uma oportunidade para
também se discutir a sério a definição de algu-
ma cláusula de barreira palatável ao Supremo,
outra ajuda na despoluição do quadro partidá-
rio.
À primeira vista, o grupo de trabalho que co-
meçaráafuncionar emagostoémais domesmo
—muito barulho para nada. É bomque não se-
ja. Opaís se move, ocampopolíticonopoder há
mais de 10 anos perde apoio popular, e a comis-
são é uma chance de toda a classe política res-
taurar alguma credibilidade no Congresso, cru-
cial para a governabilidade. l
Aclasse política deveria aproveitar
a chance de uma efetiva alteração
na legislação político-eleitoral para
fazer poucas mudanças, mas de
grande efeito na vida pública
L
evantamento do Centro de Pesquisas
Sociológicas da Espanha descobriu
que, depois do desemprego, o que mais
preocupa os espanhóis hoje é a corrup-
ção. Oprimeiroéumvelhoetemível conhecido,
decorrente do estouro da bolha imobiliária que
vinha dos anos 90 e da crise financeira interna-
cional iniciada em 2008. Ele atinge 27% da po-
pulação ativa, ou 4,7 milhões de pessoas. A se-
gunda vem se impregnando nas instituições
mais representativas da vida espanhola: a mo-
narquia e o governo central. Ambos são respon-
sáveis pelos elevados níveis de desilusão e frus-
tração no país, onde surgiu um dos principais
grupos modernos de protesto —Os indignados.
O governo de centro-direita do Partido Popu-
lar, à frente opresidente MarianoRajoy, esforça-
se para não ir a pique diante das novas revela-
ções sobre o caixa dois das campanhas do PP.
Com características de um mensalão espanhol,
elas destacamo tesoureiro Luis Bárcenas e atin-
gemdiretamente Rajoy, que recebeuilegalmen-
te € 25,200 anuais de 1997 a 2008, € 25 mil em
2009 e € 20 mil em2010. Bárcenas, que tem€ 48
milhões na Suíça, foi preso emjunho, semdirei-
to a fiança. Mas Rajoy, que já se viu às voltas
comessas denúncias antes, se nega a renunciar.
O PSOE, na oposição, esperneia e quer propor
umamoçãodedesconfiançaaogoverno, mas não
temvotos suficientes paraaprová-la. Elefoi gover-
no até 2011, quando os espanhóis, já cansados da
crise e das correspondentes medidas de austeri-
dade, enxotaramopresidenteJoséLuis Zapateroe
elegeram o PP de Rajoy. O PSOE tem telhado de
vidro: quando eleva a voz, seus rivais trazemà to-
na o caso ERE, uma fraude bilionária no fundo
dos desempregados da Andaluzia, que atinge o
presidente regional do partido.
A monarquia ganhou crédito com o papel do
rei Juan Carlos na transição da ditadura fran-
quista para a democracia. Mas até ela desan-
dou. Quando os espanhóis se deramconta, o rei
estava ferido, sem maiores consequências, nu-
ma caçada a elefantes em Botswana, África, ele
que é presidente honorário da ONG de defesa
animal WWF Espanha. Aviagemnão fora divul-
gada, assim como também a companhia real: a
princesa alemã Corinna zu Sayn-Wittgenstein,
que viria a ser uma de suas amantes. A infanta
Cristina, segunda filha do rei, acabou, por sua
vez, envolvida nas falcatruas domarido, obasco
Iñaki Urdangarin, acusado do desvio de € 6 mi-
lhões de fundos públicos a uminstitutosemfins
lucrativos que foi presidido por ele.
Éumgrande teste para as instituições espanho-
las, quefuncionamacontentoatéaqui. Elas deve-
rão encaminhar soluções para a atual crise políti-
ca. A Justiça precisará punir exemplarmente os
casos de corrupção. A monarquia precisa recon-
quistar oapoiodos súditos. Os espanhóis necessi-
tam de boas notícias para espantar o desânimo.
Elas poderão vir da economia, que começa a dar
sinais dequepoderiarespirar semaajudadeapa-
relhos. Aver. l
Mensalão espanhol de volta
Denúncias de corrupção que
atingempresidente do governo
e escândalos que enfraquecem
a monarquia não ajudama
melhorar ânimo dos espanhóis
Qual meta?
D
isse ontem a presidente Dil-
ma: “Temos certeza que va-
mos fechar o ano com a in-
flação dentro da meta.”
Diz o Conselho Monetário Nacional:
a meta de inflação é de 4,5%, conside-
rando-se o índice do IBGE (o IPCA).
Logo, o Brasil chega a dezembro de
2013 com a inflação em 4,5%, certo?
Errado. Quer dizer, não é bem assim.
Começa que ninguém, nemmesmo no
governo, acreditaque oIPCAtermine o
ano naquele nível. O próprio Banco
Central, justamente o encarregado de
acertar a meta, se compromete com
um objetivo mais folgado: alcançar
uma inflação menor que a do ano pas-
sado, que foi de 5,84%. Estará feliz com
uns 5,80%, queéconsensoentreanalis-
tas fora do governo.
Isso significa que a presidente, di-
gamos, faltou com a verdade?
Bem, quer dizer, temaqui umjogui-
nho de palavras ou de conceitos. A
mesma resolução do CMN que fixa a
meta de 4,5% acrescenta: “com inter-
valo de tolerância” de dois pontos pa-
ra mais ou para menos.
Quem for ao site do BC, encontrará
informação com o mesmo conteúdo.
Meta: 4,5%; banda, 2 pontos.
Aregra, portanto, éclara. Os dois pon-
tos são extrameta, uma margem para
acomodar momentos excepcionais em
que ocorram eventos inesperados, fora
do alcance dos controles do BC.
Pode ser desde uma guerra entre
países do petróleo ou uma escassez
de alimentos, eventos que provocam
altas de preços. Nesses casos, em vez
de agir imediatamente elevando ju-
ros, o BC topa conviver algum tempo
com a inflação elevada.
Mas, pela lógica do sistema e pela
prática mundial, inclusive brasileira,
isso é necessariamente provisório. O
BC deve organizar suas políticas para
logo buscar de novo a meta.
Ocorre que a inflação no governo Dil-
ma foi de 6,5% em 2011 e de 5,84% em
2012. Pela regra, comenta-se assim: a
inflação esteve acima da meta, mas
dentro do intervalo ou banda de to-
lerância.
Mas aqui entra o jogo oficial de pa-
lavras: da presidente aos ministros e
ao BC, passou-se a dizer que os 4,5%
são o “valor central” de uma meta que
vai até 6,5%. Torturaram a regra e a
deixaram meio grogue.
Por isso que a presidente Dilma não
dá o número. Ela diz que vamos ficar
“dentro da meta”. Só pela linguagem
governamental passada e presente,
pode-se concluir que é qualquer coi-
sa abaixo de 6,51% — e este é o novo
objetivo oficial.
Mas por que estamos discutindo es-
tes quase detalhes? Na verdade, a pre-
sidente tenta passar a conclusão de
que a inflação está sob controle e em
níveis aceitáveis.
Não está. Começa que os 4,5% já
constituemuma meta elevada. Nos pa-
íses emergentes, emgeral, nãopassade
3%—e vemsendo cumprida na maior
parte dos casos. Aqui na vizinhança da
América Latina, o nível mais alto de-
pois do Brasil é do México, com 4% ao
ano. (Claro, Argentina e Venezuela não
contam, pela desorganização, assim
como outras nações, como a Índia, pe-
lo histórico de inflação elevada).
Alémdisso, uma inflação rodando a
6%, por tanto tempo, é danosa para a
economia brasileira. Querem saber
por quê? Basta dar uma lida nos do-
cumentos recentes do BC, nos quais a
instituição explica por que resolveu
iniciar um processo de alta de juros.
Se a inflação estivesse confortável e
sob controle, o BC não precisaria ele-
var juros, não é mesmo?
Nomesmodiscursodeontem, apresi-
dente Dilma reclamou do “ambiente de
pessimismo”, criado a partir de suposta
exploraçãodeinformações parciais eem
“desrespeito aos dados, à lógica”.
Pois em nome da clareza também
seria bom para o debate que a presi-
dente explicitasse a que meta de in-
flação se refere. Isso faz muita dife-
rença. Por exemplo: se 6% ou 6,5% ao
ano estão dentro da meta, então o BC
está errado em aumentar os juros.
Por outro lado, se a meta é mesmo
4,5%, a taxa de juros precisa subir
mais forte — e isso afetaria consumo
e produção.
É exatamente a crítica que se tem
feito ao governo: a falta de clareza na
definição dos objetivos e na execução
de política econômica.
E por falar em ambiente: todos os
recentes índices de confiança, basea-
dos em pesquisas junto ao consumi-
dores e empresas, mostraram um au-
mento do pessimismo em relação à
situação atual e futura da economia.
Estarão todos equivocados? Seriam
todos vítimas dos críticos parciais?
Ou seria melhor admitir que as pes-
soas sabem de si e de sua situação?
Insuportável
É evidente a necessidade de uma
reforma tributária, se diz nos EUA:
quem pode lidar com uma Receita
Federal cujas regras ocupam 72.536
páginas (dado de 2011)?
Bom, se a gente considerar dez re-
gras por página, teríamos 725 mil nor-
mas e uns quebrados.
Segundo o Instituto Brasileiro de
Planejamento Tributário, foram edi-
tadas no Brasil, desde a Constituição
de 88, nada menos que 4,4 milhões de
normas tributárias. l
Carlos Alberto Sardenberg é jornalista
sardenberg@cbn.com.br
Emnome da clareza
tambémseria bompara o
debate que a presidente
explicitasse a que meta de
inflação se refere. Se 6%
ou 6,5%ao ano estão
dentro da meta, então
o BCestá errado em
aumentar os juros
MARCELO
CARLOSALBERTOSARDENBERG
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_R User: Asimon Time: 07-17-2013 20:56 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 O GLOBO l 19
OGLOBO
VERISSIMO
_
Oque significa
orégano
V
ocê eu não sei, mas eu estou preocu-
padíssimo com a revelação de que os
americanos têmmonitorado tudo que
é dito e escrito no Brasil nos últimos
anos. Ouvem nossos telefonemas, leem nossos
e-mails e provavelmente examinam o nosso li-
xo, atrás de indícios da nossa periculosidade. O
que me preocupa é que esta informação, de-
pois de coletada e classificada, é analisada tal-
vez pelas mesmas pessoas que nunca duvida-
ram que o Saddam Hussein tivesse armas de
destruição emmassa e nunca estranharamque
os sequestradores daqueles aviões que derru-
baram as torres, no onze de nove, não se inte-
ressassempelas aulas de aterrissagemnos seus
cursos de aviação. Quer dizer, que garantia nós
temos que não se enganarão de novo, e verão
ameaças à segurança americana nas nossas co-
municações mais inocentes? Um simples tele-
fonema entre namorados (“desliga você”, “não,
desliga você”) pode ser interpretado como par-
te de um plano para sabotar centrais elétricas.
Umpedido para troca de bujão de gás, uma evi-
dente referência cifrada à explosão da Casa
Branca. O fato é que tenho tentado recapitular
todos os meus telefonemas e e-mails nos últi-
mos anos, com medo de que um deles, mal in-
terpretado, acabe provocando minha aniquila-
ção por um drone.
Ou então me vejo chegando nos Estados Uni-
dos, sendo barrado por um agente da imigração
e levado para uma sala sem janelas, onde sou
cercado por outros agentes, provavelmente da
CIA, que me pedemexplicações sobre umtelefo-
nema, obviamenteemcódigo, quefiz antes devi-
ajar. Reconheço minha voz na gravação.
— O que quer dizer “à calabresa”, Mr. Verissi-
mo? — pergunta um dos agentes.
Estou confuso. Não consigo pensar. Calabre-
sa, calabresa...
— Alguma referência à máfia? Uma ligação
da organização terrorista, à qual o senhor evi-
dentemente pertence, coma Camorra, visando
a um atentado aqui nos Estados Unidos? O se-
nhor veio se encontrar com a máfia americana
para acertar os detalhes do complô. É isso, Mr.
Verissimo?
— Não, não. Eu...
— Notamos que, mais de uma vez na grava-
ção, o senhor diz “sem orégano, sem orégano”.
Deduzimos que há uma divergência dentro do
complô entre vocês e a máfia, uns a favor de se
usar “orégano” no atentado, outros contra. O
que, exatamente, significa “orégano”?
Finalmente, me dou conta.
— Orégano significa orégano. Eu estava pe-
dindo uma...
— Por favor, não faça pouco da nossa inteli-
gência, Mr. Verissimo. Não gastamos milhões
de dólares para ouvir que orégano significa
orégano. l
Umsimples telefonema entre
namorados (‘desliga você’, ‘não,
desliga você’) pode ser interpretado
como parte de umplano para
sabotar centrais elétricas. Um
pedido para troca de bujão de gás,
uma evidente referência cifrada à
explosão da Casa Branca
Bons ventos
na Baixada
O
bom momento que vive o
Rio de Janeiro, do ponto de
vista dos investimentos pú-
blicos e privados, está se re-
fletindo positivamente na Baixada Flu-
minense. Diferentemente da capital, a
região ainda tem terrenos livres a pre-
ços (embora crescentes) razoáveis. Sua
localização privilegiada — às margens
da Dutra, entre os maiores polos con-
sumidores do País, e a poucos quilôme-
tros do Porto de Itaguaí — se torna ain-
da mais atrativa tendo em vista a inau-
guração, prevista para 2015, do Arco
Metropolitano.
A Baixada já concentra uma vocação
industrial forte — os setores de fárma-
cos, de cosméticos e de plásticos são
tradicionais na região. A novidade é
que passamos a atrair também os gi-
gantes do setor de logística. Maior
exemplo disso foi a escolha de Queima-
dos para abrigar o primeiro Polo Inter-
modal Ferroviário do Rio de Janeiro,
que será operado pela gigante MRS, em
parceria com a MTO. O empreendi-
mento fará com que a MRS — dona da
malha ferroviária que corta os estados
de Minas, Rio e São Paulo, daí a sigla
que a batiza —, que hoje só transporta
minério rumo aos portos de Santos e
Itaguaí, passe também a operar com
carga doméstica, aproveitando a proxi-
midade com a Dutra e o Arco Metropo-
litano para fazer a distribuição rodoviá-
ria a partir desse novo porto seco.
Poucos se deram conta do que isso
significa para o Rio como umtodo e pa-
ra a Baixada em
particular. O pri-
meiro reflexo se-
rá a melhoria do
trânsito na Ro-
dovia Presidente
Dutra. Pois um
trem de carga
substitui nada
menos que 160
caminhões/dia
(ida e volta). Co-
mo a previsão é
termos dois
trens em operação até 2018, estamos
falando em menos 320 caminhões cir-
culando, diariamente, nas estradas da
Região Metropolitana. Ou seja: menos
engarrafamentos, menos poluição, me-
nos manutenção de estradas, menos
custos comobras, menos acidentes etc.
Só Queimados já tem, sozinha, hoje,
quatro grandes empreendimentos nes-
ta área: alémdo porto seco da MRS, ou-
tros quatro grandes empreendimentos
ocuparão mais de 200 mil metros qua-
drados na cidade.
Isso é uma grande notícia porque,
além de gerar muitos empregos, a área
de logística é ISS na veia dos municípi-
os. Ou seja, além de gerar trabalho e
renda, logística representa receita para
investimento em saneamento, asfalto,
saúde e educação.
A aprovação da MP dos Portos vai le-
var à maior abertura do setor. Sem dú-
vida, trata-se do setor que mais cresce-
rá nos próximos anos, em todo o terri-
tório nacional, e a Baixada precisa
aproveitar essa oportunidade.
Não somos produtores de petróleo,
mas estamos ao lado da Dutra e do Ar-
co Metropolitano, margeados por uma
ferrovia, a poucos quilômetros do Porto
de Itaguaí e no meio do caminho entre
Rio e São Paulo. Temos como trunfo a
nossa localização. Que sejamos capa-
zes de aproveitar os bons ventos. l
Max Lemos é prefeito de Queimados e
presidente eleito da Associação dos
Prefeitos do Estado do Rio
Aregião ainda
temterrenos
livres a preços
razoáveis e
localização
privilegiada
para empresas
de logística
MAXLEMOS
Amensagemda ‘segunda Tahrir’
O
Exército é a espinha dorsal do Estado
egípcio. Os oficiais do grupo de Gamal
Abdel Nasser derrubaram a monar-
quia, em 1952, consolidando a inde-
pendência, e governaram o país durante seis dé-
cadas, moldando uma elite dirigente. Arevolução
emcursonoEgitoé obscurecida, distorcida e des-
viada pelas interferências do Exército, que procu-
ra estabelecer-se como uma espécie de Poder
Moderador numa democracia limitada. Mesmo
assim, não é correto descrever a derrubada de
Mohamed Mursi como um golpe militar. O presi-
dente islâmico caiu sob o impacto de um levante
popular que representa, de muitas formas, a con-
tinuidade do levante da Praça Tahrir de 2011 con-
tra a ditadura de Hosni Mubarak.
Nomes têmimportância. Ogolpe militar anti-
monárquico de Nasser foi batizado como nome
de Revolução Nacional. Mursi não era um dita-
dor, mas um presidente eleito em meio à turbu-
lenta transição revolucionária. A Irmandade
Muçulmana classifica a sua remoção, por or-
dem do general Abdel Fatah al-Sisi, como um
golpe de Estado. As multidões incontáveis de
egípcios que fizeram a “segunda Tahrir” têm
opinião bem diferente.
“Sisi seguia a vontade do povo”, disse um ma-
nifestante ao repórter do jornal “Guardian”, sin-
tetizando uma narrativa possível sobre a nova
revolução no núcleo político do mundo árabe.
O cenário é mais complexo do que isso, como
atesta a vasta adesão às manifestações convoca-
das pela Irmandade Muçulmana para exigir a
restauração de Mursi. Contudo, atrás da óbvia
divisão política entre os egípcios, evidencia-se
que a Primavera Árabe não se encerrou pela
substituição de tiranias militares por tiranias re-
ligiosas. Pelo contrário, e para surpresa de tan-
tos comentaristas ocidentais, ela prossegue de-
safiando o fundamentalismo islâmico.
Fundada em1928, a Irmandade Muçulmana é
uma instituição tão importante quanto o Exér-
cito na sociedade egípcia. Ao longo das décadas
de autoritarismo militar, ela foi proscrita e per-
seguida, mas deitou raízes na mesquita, na uni-
versidade, em amplos setores das classes médi-
as e, sobretudo, entre os pobres. AIrmandade é,
além disso, a nascente principal do moderno
fundamentalismo islâmico em todo o mundo
árabe, inspirando organizações similares que
operam na Tunísia, na Argélia, na Síria e na Pa-
lestina. De uma de suas costelas, nasceu na dé-
cada de 1960 a corrente radical que, na estufa
ideológica da Arábia Saudita, geraria o jihadis-
mo contemporâneo. Depois daquela cisão, a or-
ganização egípcia renunciou à violência e, con-
vencendo-se de que o tempo era seu aliado, de-
cidiu percorrer o longo caminho da persuasão.
A aposta na moderação rendeu frutos após o
levante contra Mubarak. A Irmandade aderiu
tardia e relutantemente à “primeira Tahrir”, mas
se beneficiou da desorganização das correntes
laicas, tanto as liberais quanto as socialistas, na
hora das eleições. Na moldura de um sistema
eleitoral confuso, arranjado às pressas, a revolu-
ção popular caiu no colo da única organização
política implantada em todo o país. A maioria
dos eleitores não votou pela instalação de um
Estado islâmico, algo ausente da plataforma
eleitoral da Irmandade. O governo de Mursi,
contudo, interpretou erradamente a mensagem
das urnas —e o próprio sentido da democracia.
Mursi fracassouporque se recusoua enfrentar
a ala tradicionalista de seu movimento e a er-
guer pontes na direçãodas correntes laicas. AIr-
mandade imaginou a democracia do voto como
uma ferramenta para a reinvenção da socieda-
de egípcia segundo as linhas de sua própria
doutrina. A “segunda Tahrir” esclareceu as coi-
sas: a diversidade política e cultural do Egito
não cabe na caixa apertada do fundamentalis-
mo islâmico. A nova revolução egípcia, precipi-
tada pela onda de manifestações antifunda-
mentalistas da Praça Taksim, na Turquia, assi-
nala a reversão de uma tendência. O Islã políti-
co encontra-se, agora, na defensiva.
Não é apenas o futuro do Egito que está na ba-
lança. A“segunda Tahrir” acendeu umfacho in-
tensode luz sobre a questãoda compatibilidade
histórica entre o Islã e a democracia. Se a Ir-
mandade extrair a lição completa da dura der-
rota, terá a oportunidade de reformar-se a si
mesma, desistindo de esconder seus erros atrás
de fantasmagóricas conspirações ocidentais,
abandonando os resquícios da linguagem da ji-
had e aprendendo as virtudes da separação en-
tre política e religião. Nessa hipótese benigna, a
Primavera Árabe realizaria as esperanças que
suscitoue o mundo árabe encontraria umcami-
nho para escapar ao círculo de ferro da into-
lerância e do fanatismo.
Nem tudo, porém, depende da Irmandade. A
prisão de Mursi, as perseguições contra outros
líderes islâmicos e o massacre de manifestantes
que pediam a restauração do presidente depos-
to são nítidas provocações da cúpula militar. Na
direção oposta à dos chefes militares da Tunísia,
a cúpula do Exército egípcio não admite a hipó-
tese da retirada para os quartéis. Oantigo poder
almeja empurrar a Irmandade para a clandesti-
nidade e, mais além, para a via desastrosa do
terrorismo. Nessa hipótese, um inverno melan-
cólico congelaria a Primavera Árabe.
“Transitar dofascismoreligiosopara ofascismo
militar não é algo que mereça celebração”, disse
Mariam Kollos, uma ativista de direitos humanos
que participou ativamente dos levantes contra
Mubarak e Mursi. O termo “fascismo” pode não
ser apropriado, mas o que vale é o sentido da sen-
tença. A“segunda Tahrir” revela tantoa vitalidade
da revolução democrática no Egito quanto o fra-
cassodos profetas que condenaramde antemãoa
Primavera Árabe como uma queda no precipício
do fundamentalismo islâmico. Empouco mais de
dois anos, os egípcios derrubaram uma ditadura
militar e umgovernoeleitoque pretendia aprisio-
nar as liberdades no calabouço da ortodoxia reli-
giosa. Depois disso, a tese do “choque de civiliza-
ções” deveria ser recolhida ao museu das relíqui-
as ideológicas. l
DEMÉTRIOMAGNOLI
Demétrio Magnoli é sociólogo
demetrio.magnoli@uol.com.br
CLAUDIO DUARTE
Uma parceria pela cidade
A
experiência tem nos confirmado que
entre os maiores desafios para a im-
plantação do desenvolvimento sus-
tentável — independentemente da di-
mensão da iniciativa —está a nossa capacidade
de envolver, de forma articulada e transparente,
o poder público, as empresas e as demais insti-
tuições da sociedade organizada.
O Rio de Janeiro foi palco recentemente de uma
ação integrada envolvendo esses principais atores,
experiência que merece ser observada, estudada e
replicada. Refiro-meaoRioCidadeSustentável im-
plantado nos morros Chapéu Mangueira e Babilô-
nia, noLeme. Iniciadohádois anos e concluídore-
centemente, oRioCidadeSustentável éumprojeto
pioneiro de infraestrutura urbana e transformação
social, com foco em sustentabilidade, destinado a
comunidades de baixa renda, estejam elas locali-
zadas emáreas deperiferiadas cidades ouespaços
mais urbanizados, como foi o caso.
Trabalhamos conjuntamente em sete frentes,
todas elas procurando contemplar as dimensões
básicas da sustentabilidade —a econômica, a so-
cial, a ambiental e a cultural: melhoria habitacio-
nal sustentável; agricultura urbana orgânica; sus-
tentabilidade nas escolas e nos lares; turismo co-
munitário; desenvolvimento de empreendedores
locais; gestão comunitária de resíduos; e infraes-
trutura urbana verde.
O resultado obtido já justificaria a iniciativa.
Na área de capacitação profissional, 93 morado-
res foram formados nos cursos de pedreiro, ele-
tricista, bombeiro hidráulico e serralheiro; 16
estão capacitados a instalar e manter hortas em
produção contínua emquintais e lajes; e 51 em-
preendedores locais foram formalizados, po-
dendo agora emitir notas fiscais e obter crédito
em instituições financeiras.
Na área de melhoria urbana e ambiental, fo-
ram construídos 700 metros de calçada de con-
creto com granulado de borracha, que propor-
ciona maior resistência ao revestimento; e fo-
ram instalados sistemas de iluminação pública
em LED, que garante uma economia de energia
de 10%a 30%, e ecoponto para onde moradores
levam lixo reciclável, estimulando a cultura da
coleta seletiva de lixo. O envolvimento da co-
munidade foi reforçado comrealização de ofici-
nas e palestras na Escola Municipal Santo To-
más de Aquino, que tem mais de 600 alunos.
Contudo, o legado do projeto foi muito além
da abertura de uma nova perspectiva de vida
aos moradores das duas comunidades. Ao reu-
nir, num só projeto, 12 grandes empresas de di-
ferentes segmentos e até concorrentes de mer-
cado, as três esferas governamentais e institui-
ções sociais de diferentes áreas de atuação, si-
nalizamos que é possível trabalhar juntos, pro-
duzindo benefícios concretos para comunida-
des historicamente marginalizadas, para a vida
das cidades, para a atividade econômica, para o
meio ambiente e, enfim, para toda a sociedade.
Todos os envolvidos protagonizaram um pro-
cesso de aprendizagem diferenciado, no qual o
trabalho em grupo e as decisões multilaterais
devem sempre prevalecer. Com base nessa ex-
periência, daremos início agora ao BH Cidade
Sustentável, certamente com uma possibilida-
de de sucesso bem maior. l
MarinaGrossi é presidente-executivado Conselho
Empresarial Brasileiro parao Desenvolvimento
Sustentável
Ação integrada emprojeto pioneiro
de infraestrutura urbana
e transformação social,
comfoco emsustentabilidade,
deu bons resultados em
comunidades de baixa renda
do Leme, na Zona Sul carioca
MARINAGROSSI
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_S User: Asimon Time: 07-17-2013 20:56 Color: CMYK
20 l O GLOBO l Rio l Quinta-feira 18. 7. 2013
Pelo menos dois dos 26 veículos
apreendidos durante a Opera-
ção Dedo de Deus da Correge-
doria Interna da Polícia Civil, re-
alizada em 15 de dezembro de
2011, foramvendidos aterceiros,
emSãoPaulo, semqueos verda-
deiros donos soubessem. Os au-
tomóveis, uma Mercedes Benz
C200, placa KXQ 2363, e uma
Land Rover, KOO6492, que per-
tencem a Aline Mulller David e
Luiz Antônio Lourenço Drum-
mond, respectivamente, conti-
nuamno depósito da Polícia Ci-
vil, em Niterói. Aline é filha de
Aniz Abraão David, o Anísio, e
Luiz Antônio, de Luiz Pacheco
Drummond, o Luizinho Drum-
mond. No Detran, os carros
constamcomo alienados.
Ocaso está sendo investigado
pela Delegacia de Repressão a
Crimes Financeiros de São Pau-
lo. Segundo o delegado Alexan-
dre Manoel Gonçalves, emabril
a Caixa Econômica Federal afir-
mou ter sido vítima de estelio-
nato, pois liberara um financia-
mento para a compra da Land
Rover a um homem que se
identificou como Carlos Henri-
que Lacerda Leal. O mesmo
golpe foi aplicado em outro
banco, envolvendo a Mercedes.
O delegado desconfia que por
trás do crime haja uma quadri-
lha especializada em fraudes.
O advogado dos bicheiros,
Ubiratan Guedes, requer na
Justiça a liberação dos carros.
APolícia Civil do Rio disse que
a Corregedoria não é fiel deposi-
tária dos veículos e que nenhu-
ma financeira procurou o depó-
sito. Oórgãodisseque, seainves-
tigação apontar a participação,
tomará as medidas cabíveis. l
Veículos apreendidos
no Rio pela polícia
são vendidos em SP
Investigação descobre
pontos de venda de drogas
na favela pacificada
Sete suspeitos de tráfico foram
presos ontem na Ladeira dos
Tabajaras, em Copacabana,
durante uma operação de poli-
ciais da 12ª DP(Copacabana) e
da Unidade de Polícia Pacifica-
dora (UPP). A ação, segundo o
delegado titular da 12ª DP, José
William de Medeiros, tinha o
objetivo de desarticular o tráfi-
co de drogas que resiste na co-
munidade, que foi pacificada
em janeiro de 2010.
Além dos sete presos, a polí-
cia cumpriuoutros sete manda-
dos de prisão contra traficantes
que já estão detidos no comple-
xo penitenciário de Bangu. Eles
também vão responder por trá-
fico de drogas, formação de
quadrilha e associação para o
tráfico. Oito acusados que tive-
ram a prisão preventiva decre-
tada ainda estão foragidos.
As investigações para desarti-
cular o tráfico na favela começa-
ram há cerca de três meses. O
delegado explicou que, mesmo
preso emBangu, o traficante Ro-
naldo Pinto Lima Silva coman-
dava a venda de drogas na co-
munidade. Ele se comunicava
com os cúmplices na favela por
telefone e com a ajuda de quem
o visitava na cadeia. Sem armas,
os traficantes continuavam a
vender drogas dia e noite no
morro. Segundo o delegado, es-
ses bandidos agora evitam usar
telefone para não serem rastrea-
dos pela polícia. Ele disse ainda
que havia sete pontos de vendas
de drogas na favela.
No último sábado, a polícia
fez uma operação para pren-
der 58 traficantes na Rocinha,
também pacificada. Foram
capturados 37 suspeitos. A po-
lícia descobriu que o traficante
Antônio Bonfim Lopes, o Nem
da Rocinha, que está num pre-
sídio federal, continuava ge-
renciando o tráfico na favela. l
Presos sete
suspeitos de
tráfico na
Tabajaras
Grupo fez protesto após
queda de jovem de prédio
invadido perto do morro
Policiais da Unidade de Polícia
Pacificadora (UPP) da Man-
gueira usaram balas de borra-
cha para conter um tumulto
ocorrido na Rua Visconde de
Niterói, principal acesso ao
morro, na noite de quarta-feira.
Segundo a assessoria de im-
prensa das UPPs, a confusão
ocorreu após a morte de Jenni-
fer Ferreira, de 13 anos. Ajovem
caiu do terceiro andar do antigo
prédio do IBGE, invadido por
várias famílias que lá vivem, em
condições precárias.
Os policiais alegam que pre-
servavam o local da morte de
Jennifer para a realização da
perícia quando um grupo de
pessoas “com os ânimos exal-
tados” começou a jogar paus e
pedras contra a equipe. Um
homem não identificado foi
preso por desacato. A perícia
no local da queda foi realizada,
mas a polícia não informouco-
mo a jovem caiu. l
PM usa balas de
borracha contra
manifestantes
na Mangueira
Queijo bola
Boa Nata - kg
24,
90
R$
Arroz agulhinha
Fantástico
tipo 2 - 5 kg
6
,99
R$
Farinha láctea, Mucilon
vários sabores ou
Neston 3 cereais Nestlé
sachê 230 g ou 240 g
3
,99
cada
R$
Biscoito maizena ou
cream cracker ou
água e sal Triunfo - 200 g
0
,99
cada
R$
Biscoito
wafer Bauducco
vários sabores
130 g/165 g
1
,59
cada
R$
Bebida láctea polpa
Batmilk morango
ou iogurte com
polpa de fruta vários
sabores Elegê- 540 g
1
,99
cada
R$
Linguiça de carne suína
Perdigão a granel - kg
6
,98
R$
Café torrado e moído Pimpinela
tradicional, Golden ou Golden a
vácuo - 500 g
6
,78
cada
R$
Creme de leite
Shefa - TP 200 g
1
,49
R$
Farinha de trigo
especial
Rosa Branca - 1 kg
1
,49
R$
Leite condensado
Glória TP ou lata
395 g
2
,69
cada
R$
Queijo Polenghi
Sandwich-In mussarela,
cheddar ou prato - 100 g
2
,79
R$
Petit-suisse Nestlé Ninho Soleil
vários sabores - 320 g ou leite
fermentado Nestlé Chamyto
vários sabores - 450 g
3
,89
cada
R$
Almôndegas bovinas Swift - 500 g
ou hambúrguer de carne bovina
Friboi - 672g
8
,99
cada
R$
Carré suíno
congelado - kg
5
,75
R$ Acém, paleta
ou peito bovinos
resfriados peça
ou pedaço - kg
8
,95
R$
Ofertas válidas para o dia 18/7/2013 ou enquanto durarem os estoques. Após essa data, os preços voltam ao normal. Verifque a disponibilidade dos produtos na loja mais
próxima. Garantimos a quantidade mínima de 5 unidades/kg de cada produto por loja em que ele esteja disponível. Para melhor atender nossos clientes, não vendemos
por atacado e reservamo-nos o direito de limitar, por cliente, a quantidade dos produtos anunciados. Pagamento à vista pode ser feito em dinheiro, cheque, cartão de
débito ou com os cartões de crédito Amex, Aura, Diners, Good Card, MasterCard, Policard, Sorocred, Unik, Vale Shop ou Visa. No site www.extra.com.br, as ofertas e
formas de pagamento podem ser diferenciadas. Consulte condições para pagamento com cheque na loja. O Extra aceita vários vales-alimentação (confra relação na loja).
Fica ressalvada eventual retifcação das ofertas aqui veiculadas.
Ofertas válidas para todas as lojas Extra Hiper e Extra Supermercado do Rio de Janeiro.
Alguns produtos emoferta neste folheto podemnão estar disponíveis nas lojas Extra Supermercado, havendo variação nos estoques e sortimento de cada loja. Consulte a loja mais próxima no www.familiaextra.com.br
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OFERTAS VÁLIDAS PARA 18/7/2013.
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Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_T User: Asimon Time: 07-17-2013 22:02 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 O GLOBO l 21
Economia
EfeitoFed
PÁG. 22
DÓLAR CAI E BOLSA SOBE
COM FALA DE BERNANKE
Emdiscurso no Congresso americano, o presidente do Fed, Ben
Bernanke (foto), disse não ‘ter pressa’ para retirar estímulos
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Mudanças abordo
PÁG. 25
NOVAS REGRAS PARA
ASSENTOS EM AVIÕES
Apartir de 2014, cadeirantes e passageiros comcrianças
de colo poderão ser acomodados na parte traseira do avião
DIVULGAÇÃO
PIORANASPROJEÇÕES
_
Exportações
no vermelho
AEB revê estimativa e, em vez de superávit
comercial, prevê déficit de US$ 2 bi este ano
-BRASÍLIA- Aqueda das exportações e o crescimento
das importações, principalmente de petróleo e
derivados, levarama Associaçãode ComércioEx-
terior do Brasil (AEB) a mudar drasticamente sua
estimativa de resultado para a balança comercial
brasileira em2013. Aentidade, que emdezembro
de 2012 previa um superávit de US$ 14,620 bi-
lhões para este ano, agora aposta num déficit de
US$2,008bilhões. OBrasil nãotemdéficit comer-
cial desde oano2000, quandoas importações su-
peraram as exportações em US$ 732 milhões.
Na avaliaçãoda AEB, a reduçãodas vendas exter-
nas se deve à aceleração da queda dos preços das
commodities em geral, aliada à diminuição da
quantidade embarcada de petróleo,
óleos combustíveis, milho e algodão.
A entidade estima que neste ano as
exportações deverão ficar em US$
230,511 bilhões, valor 5% inferior ao
registrado em2012. Já as compras do
exterior atingirão US$ 232,519 bi-
lhões, uma alta de 4,2%.
— Sei que a previsão é ousada —
disse José Augusto de Castro, presi-
dente da AEB, acrescentando que
suas projeções são “até otimistas”.
A AEB apontou alguns fatores que
justificam, pelo menos até agora, o
aumento das importações. Citou a
menor taxa cambial vigente no pri-
meiro semestre, a regularização dos
registros de importaçãode petróleo, a
expectativa de expansãodoconsumo
interno e a manutenção do elevado
custo Brasil. Mas Castro acredita que
as compras noexterior crescerãome-
nos no segundo semestre, por causa
daaltadodólar ederecentes sinais defreionocon-
sumointerno. Doladodas exportações, eledefende
aadoçãodemedidas queaumentemacompetitivi-
dade das exportações brasileiras.
— Isso é imprescindível, embora não haja
praticamente nada a se fazer em relação às ex-
portações — disse ele.
Para Castro, a tradicional volatilidade nas cota-
ções de commodities está sendo substituída por
um viés de baixa lento e contínuo dos preços. No
entanto, ele observou que as projeções da AEB fo-
ramelaboradas combase no cenário atual e estão
sujeitas a oscilações, especialmente no caso de
eventual desaceleração do crescimento econômi-
co da China e aprofundamento da crise na União
Europeia. Tratam-se dos dois principais destinos
das exportações brasileiras de commodities.
Ele destacou a elevada participação das maté-
rias-primas na pauta de exportações, acima de
65%, cujos preços estão sujeitos a fatores fora de
controle do Brasil. Isso, destacou, torna instá-
veis os resultados da balança comercial.
Ogovernocontinuaapostandoemumsuperávit
para este ano. Segundo o Ministério do Desenvol-
vimento, IndústriaeComércioExterior (Mdic), en-
tre os fatores que permitemfazer essa previsão es-
tá o bomdesempenho do agronegócio.
DE OLHO NA INFLAÇÃO, FAZENDA QUER CORTAR TARIFA
Essa avaliaçãoé a mesma dosecretáriode Relações
Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio
Porto. Ele lembrou que, enquanto no primeiro se-
mestre a balança comercial geral, ou seja, que
abrangetodos os produtos vendidos noexterior pe-
lo Brasil, apresentou um déficit de
US$3bilhões, as exportações doagro-
negócio superaram as importações
emUS$ 42 bilhões.
—Nos últimos doze meses, as ex-
portações do agronegócio atingi-
ram cerca de US$ 100 bilhões.
Outras consultorias já começam a
rever para baixosuas estimativas para
abalança. ATendências divulgaráno-
vos números semana que vem. Se-
gundo o economista da Tendências
Felipe Salto, a estimativa atual é de
umsuperávit de US$ 9,5 bilhões.
—Ainda não sabemos qual será a
redução, mas ainda apostamos em
um superávit — disse Salto.
Rodrigo Branco, economista da
Fundação Centro de Estudos de Co-
mércio Exterior (Funcex), disse que
já rebaixou sua projeção de saldo
para a balança comercial duas vezes
este ano. A última, feita em março,
era de US$ 13 bilhões. Em sua opinião, o cresci-
mento das importações de petróleo e derivados
será determinante este ano. Ele lembrou que a
Petrobras adiouparaoprimeirosemestre de 2013
oregistrodecompras realizadas noexterior ainda
no ano passado, com um impacto em torno de
US$ 5,4 bilhões.
— A única boa performance esperada é a das
exportações agrícolas, apesar dos preços emque-
da, a quantidade embarcada deve aumentar.
Nos bastidores, há uma briga interna entre o
Mdic e oMinistérioda Fazenda. Preocupada coma
inflação, a área econômica defende a redução das
tarifas de importaçãode insumos, comoaço, fertili-
zantes e químicos. Emoutra ponta, as restrições às
compras externas emmedidas de defesa comercial
são inexpressivas emrelação ao total importado. l
ELIANE OLIVEIRA
elianeo@oglobo.com.br
U
MERCOSUL
-BUENOSAIRES- Apesar deas
presidentes DilmaRousseff e
CristinaKirchner nãoteremse
reunidonaúltimacúpuladechefes
deEstadodoMercosul, na
sexta-feirapassada, em
Montevidéu, comoestava
previsto, oassessor paraAssuntos
Internacionais daPresidênciada
República, MarcoAurélioGarcia,
assegurouqueoregime
automotivoentreos dois países
seráprorrogado. Ementrevistaao
siteargentino“Infobae”, Garcia
referiu-seaumdos principais
conflitos entreBrasil eArgentina
nomomento: ocomérciode
automóveis.
—Será prorrogado (o regime
automotivo). Épositivo para os
dois países. Temos de resolver o
problema das autopeças que
estão emmãos das
multinacionais. Deve ser
estimulada a produção, seja na
Argentina ou no Brasil —disse o
assessor.
Dado à falta de entendimento
entre os dois países sobre o
intercâmbio de automóveis, em1º
de julho último entrou emvigência
o livre comércio no setor. Até
então, essas transações eram
administradas, comregras e
limitações acordadas pelos dois .
Para os argentinos, a
negociação de umnovo acordo é
fundamental, já que Buenos Aires
teme que o livre comércio
desequilibre a balança comercial.
Já o Brasil parecia estar menos
preocupado como assunto e
pouco disposto a ajustar o regime
anterior. As declarações de Garcia
indicariam, porém, que a
prorrogação do acordo está sendo
negociada.
De acordo como Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (Mdic), entre
janeiro e maio deste ano, o total de
automóveis exportados pelo Brasil
ao mercado argentino atingiu US$
1,676bilhão, alta de 21,52%em
relação ao mesmo período de
2012. Já a importação de
automóveis da Argentina ficou em
US$1,604bilhão.
Garcia tambémlamentou a
saída da Vale da Argentina, já que
“o intercâmbio comercial entre os
dois países perdeu US$1bilhão”.
—Existe umanegociação
particular comogovernoargentino.
Vai ser solucionado—afirmou
Garcia. (JanaínaFigueiredo)
BRASIL DEVE PRORROGAR ACORDO AUTOMOTIVO
Dilma diz que país vai fechar o ano com inflação dentro da meta
Presidente critica
postura pessimista
com a economia
CRISTIANE BONFANTI
cristiane.bonfanti@bsb.oglobo.com.br
-BRASÍLIA- Depois de ainflaçãoba-
ter em 6,7% em junho, no acu-
mulado em 12 meses e, com is-
so, estourar o teto da meta fixa-
da para o ano, a presidente Dil-
ma Rousseff resolveuontemdar
um recado ao mercado. Ela as-
segurou que o índice fechará o
ano dentro do objetivo estabe-
lecido pela equipe econômica,
de 4,5%, com margem de to-
lerância dois pontos percentu-
ais para cima ou para baixo. A
presidente ressaltouque os pre-
ços vêm caindo de maneira
consistente nos últimos meses e
estimou que a inflação oficial
medida pelo IPCA deverá ficar
próximo de zero em julho.
— Temos certeza que vamos
fechar o ano com a inflação
dentro da meta — disse, du-
rante a abertura da 41ª reunião
do Conselho de Desenvolvi-
mento Econômico e Social, o
“Conselhão”, no Itamaraty.
Apresidente criticou as postu-
ras pessimistas em relação à
economiabrasileira. Dilmadisse
que há o país tem, hoje, condi-
ções estruturalmente melhores
do que em anos anteriores, o
que atrai investidores. Citou as
concessões de ferrovias, rodovi-
as e aeroporto, a 11ª rodada de
licitação para exploração de pe-
tróleo e a aprovação do marco
regulatório do setor portuário.
— Esse marco recém-apro-
vado já permitiu o anúncio de
50 terminais de uso privativo.
Para cada um, há pelo menos
um interessado e um concor-
rente inscrito, o que indica que
esse processo será também
bem-sucedido — disse a presi-
dente, que destacou ainda as
concessões dos aeroportos do
Galeãoe de Confins e a moder-
nização de 270 terminais regi-
onais a partir de outubro.
Dilma ressaltou que a capaci-
dade do país de honrar com-
promissos está garantida. A seu
ver, a situação atual do Brasil
nãoé comparada comqualquer
momento do passado. Ela des-
tacou que a dívida líquida do
país está hoje em 34,8% do PIB,
bem abaixo dos 60,4% registra-
dos há uma década, e que o dé-
ficit da Previdência está em tor-
no de 1% do PIB, entre os me-
nores patamares da década e
um dos menores do mundo.
—As despesas do governo fe-
deral com pessoal estão em
4,2% do PIB e também são as
menores dos últimos dez anos.
As despesas do governo com
pagamento de juros estão em
4,6%do PIB e são hoje 40%me-
nores que há dez anos — disse.
Segundo Dilma, analisados
comisenção, os números mos-
tram que “é incorreto falar em
descontrole da inflação ou das
despesas do governo”.
— É desrespeito aos dados, à
lógica, para dizer o mínimo —
afirmou a presidente.
A avaliação da área econômi-
ca do governo sobre o discurso
feito pela presidente é que Dil-
ma mostrou que apoia e equipe
comandada pelo ministro da
Fazenda, Guido Mantega.
O senador Aécio Neves
(PSDB-MG), criticou o discurso
da presidente. Segundo ele, as
expectativas em relação ao país
vêmpiorando devido a erros do
governo. “O Brasil não precisa
de ufanismo nem de avaliações
distantes da realidade neste
momento ruim da economia.
Até porque essa postura com-
promete o diagnóstico dos pro-
blemas que o país precisa en-
frentar. O momento é resultado
de muito esforço do governo da
presidente Dilma e de seu ante-
cessor para desmontar os pila-
res macroeconômicos que rece-
beram do presidente FHC”, dis-
se Aécio em nota. l
“É incorreto falar
em descontrole
da inflação ou
das despesas
do governo.
É desrespeito aos
dados, à lógica”
Dilma Rousseff
Presidente
US$ 5,4
BILHÕES
Éo impacto do registro
tardio, feito pela
Petrobras no 1º
semestre deste ano, de
importações de
petróleo e derivados
realizadas ano passado
US$ 42
BILHÕES
Foi o superávit
comercial registrado
pelo agronegócio
brasileiro no 1º
semestre deste ano
U
Números
OS NÚMEROS DO COMÉRCIO EXTERIOR
FONTE: AEB e MDIC
A MUDANÇA NA BALANÇA
COMERCIAL (superávit ou
déficit, em US$ bilhões):
EVOLUÇÃO DA BALANÇA COMERCIAL
BRASILEIRA NO PRIMEIRO SEMESTRE
DE 2013 (saldo em US$ bilhões):
-5
0
5
10
15
20
NO ANO
NO 1º SEMESTRE
2012
19,431
2012
7,061
2013*
-2,008
2013
-3,0
Importações
223,149
Exportações
242,580
Importações
110,153
Exportações
117,214
Importações
232,519
Exportações
230,511
Importações
117,516
Exportações
114,516
-4
-3
-2
-1
0
1
2
3
Jun Mai Abr Mar Fev Jan
Jun Mai Abr Mar Fev Jan
-4,040
-1,279
0,162
-0,995
0,758
2,394
Importações
Exportações
*Projeção da AEB
18,8 21,1 21,6 19,1 16,8 20,0
21,2 21,8 20,6 19,3 15,5 15,9
EDITORIA DE ARTE
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_U User: Asimon Time: 07-17-2013 21:50 Color: CMYK
22 l O GLOBO l Economia l Quinta-feira 18. 7. 2013
MÍRIAM
LEITÃO
| |
miriamleitao@oglobo.com.br
A
metaé4,5%, eissoelanãoentregounementre-
gará durante seu governo. O próprio BC já faz
projeções para 2015 para conseguir cenários de
convergência. Emumterçodoseugoverno, oIPCAes-
teve acima do teto. Oque ela temrazão é que ficará no
intervalo permitido de flutuação, mas foi assim, acei-
tando como bom qualquer resultado abaixo de 6,5%,
queogovernoDilmapassouaideiadeconivênciacom
a inflação. Isso ajudou a deteriorar as expectativas.
Os preços têmcaráter sazonal, diz apresidente, repe-
tindo uma platitude. E a sazonalidade é mais forte nos
produtos innatura. Noanopassadohouve umchoque
nos preços agrícolas pelasecaamericana. Mas tudoso-
mado não explica o que aconteceunos últimos meses:
uma inflação alta, disseminada, resistente. Há uma li-
ção que a inflação já deu ao Brasil durante décadas:
nunca subestimá-la; jamais aceitar conviver com ela.
Uma taxa alta fica vulnerável a qualquer choque. E
uma inflação que ronda os 6% com o país crescendo
tãopoucoéumpéssimosinal. Abrigatemqueser con-
traainflaçãoenãocontraquemalertaqueelaestáalta.
O economista Francisco Lopes publicou artigo no
“Valor” sustentando que o país está crescendo a 4%.
Usou dados do IBC-Br, do BC. “Se compararmos o tri-
mestre de março a maio
com o mesmo período
de 2012, obtemos
3,74%.” Na visão dele,
“mídia e analistas so-
fremde pessimismo ob-
sessivo”. Infelizmente, os
dados que confirmam
que houve piora na eco-
nomia são abundantes
demais para serem ape-
nas frutos de obsessão.
Em2013, o país vai cres-
cer mais do que em
2012, mas é até difícil
crescer menos que0,9%.
Chico é excelente eco-
nomista e autor de estu-
dos que estão na base
teórica que levou à esta-
bilização. Foram muitas
as vezes em que ele me
explicou, comoentrevistado, comofuncionaacomple-
xa economia brasileira. Uma das lições é que umdado
isolado não diz nada. É preciso olhar umconjunto de-
les para entender a conjuntura. Especificamente, o
IBC-Br tem problemas. Foi desenvolvido para anteci-
par o PIBdo IBGE, mas claramente está precisando de
aperfeiçoamentos porque temerrado para mais e para
menos. Foram sete diferenças grandes em 13 compa-
rações trimestrais (vejamnográficoos números, extraí-
dos de compilação feita mês atrás pelo Banco Fator).
Há uma lista de indicadores ruins: inflação acima
da meta, PIB fraco, dívida bruta em alta, contas ex-
ternas no vermelho, déficit na balança comercial,
carga tributária recorde, taxas de poupança e de in-
vestimento em queda, endividamento recorde, su-
perávit primário “real” cada vez menor. Infeliz-
mente, são esses os dados e os fatos neste momen-
to. Vamos torcer para que o país supere a má fase. l
Os fatos e os dados
A presidente Dilma garantiu que a inflação
terminará o ano dentro da meta. Com alegria,
registrei aqui na coluna, na terça-feira, que a
inflação de julho deve ficar muito perto de
zero e isso estará claro logo na prévia do
IPCA, que vai ser divulgado amanhã. Ela
voltará a cair no acumulado de 12 meses, mas
a presidente erra quando faz uma análise
benigna da inflação brasileira.
_
COMALVAROGRIBEL (DE SÃOPAULO)
oglobo.com.br/economia/miriamleitao
1
Inflação de julho será baixa,
mas, segundo o próprio BC,
não voltará ao centro da
meta no governo Dilma
2
Ao aceitar qualquer taxa
abaixo de 6,5%, o governo
passou a ideia de
conivência com a inflação
3
Desde 2010, índice do BC
não conseguiu antecipar o
PIB do IBGE em sete
comparações trimestrais
U
Os pontos-chave
-SÃO PAULO E BRASÍLIA- O discurso
de Ben Bernanke, presidente
do Fed (Federal Reserve, o
banco central dos EUA), no
Congresso americano, ontem,
levou alívio aos mercados glo-
bais e aos investidores brasi-
leiros. A Bovespa avançou
1,15%, aos 47.407 pontos e vo-
lume negociado de R$ 6,3 bi-
lhões. A moeda americana
caiu mais de 1% frente ao real
— encerrando os negócios
com queda de 1,19%, a R$
2,227, a mínima do dia.
No Comitê de Serviços Fi-
nanceiros da Câmara, Ber-
nanke reforçou argumentos
que já havia exposto, reiteran-
do que o Fed pode iniciar o
processo de retirada de estí-
mulos à economia ainda este
ano, mas só o fará se houver
uma recuperação significativa
dos principais indicadores
econômicos. Ele espera que o
desemprego — atualmente em
7,6%, só caia para 7% em 2014.
Ao indicar que o cronograma
de ação do BC é flexível e que
os estímulos podem até ser
ampliados, caso o cenário pio-
re, Bernanke tranquilizou o
mercado. Investidores temiam
que o Fed começasse a sus-
pender a injeção mensal de
US$ 85 bilhões por meio da re-
compra de títulos, que tem es-
timulado a economia, a partir
de setembro.
Ele também afirmou que os
juros ficarão próximos de zero
mesmo quando o desemprego
— um dos parâmetros decisi-
vos para definir a manutenção
dos estímulos — atingir 6,5%.
— Como nosso programa de
compra de títulos depende do
desenvolvimento econômico e
financeiro, não está de forma al-
guma como curso predefinido.
Para o estrategista-chefe do
banco WestLB, Luciano Ros-
tagno, o discurso de Bernanke
mostrou que não há pressa na
redução de estímulos.
— Ele mostrou que não há
urgência nesta redução e sina-
lizou até um aumento caso a
economia não cresça no ritmo
esperado. E um dado ruim de
construção de casas nos EUA
reforça a percepção de que os
estímulos não devem cair logo
—disse, emreferência à queda
de 9,9% no índice de constru-
ção de moradias em junho,
atingindo o menor patamar
desde agosto do ano passado.
As declarações de Bernanke
levaramodólar afechar embai-
xa em relação ao real. Aprovei-
tando o movimento, o Banco
Central anunciou, após o fecha-
mento do mercado, a realização
de um leilão de swap cambial,
operação equivalente à venda
de dólares no mercado futuro,
com oferta de 20 mil contratos
hoje. A operação é o início da
rolagem de contratos que ven-
cem no dia 1º de agosto.
SAÍDA DE DÓLARES
Apesar da queda recente na
cotação da moeda americana,
dados do BC mostram que o
país tem registrado saída de
dólares. Na segunda semana
de julho, o saldo negativo foi
de US$ 325 milhões, comsaída
de recursos tanto no mercado
financeiro quanto nas transa-
ções de comércio exterior. No
mês, o fluxo cambial está nega-
tivo emUS$ 1,1 bilhão. No ano,
no entanto, o resultado ainda é
positivo em US$ 8,4 bilhões.
No mercado de ações, a Bo-
vespa também registrou o ter-
ceiro dia seguido de ganhos. En-
tre as ações mais negociadas,
Vale PNA subiu 1,04% a R$
28,16; Petrobras PN, 1,96% a R$
16,06; e OGX ON, 4,08% a R$
0,52. A maior alta foi das ações
PNdaGol, de6,21%, aR$7,87. O
diretor financeiro da Gol, Edmar
Lopes Neto, disse que a previsão
de margemlíquidaneste anoes-
tá mantida, entre 1%e 3%.
Nos EUA, os principais índi-
ces acionários subiram de for-
ma moderada. O S&P 500 ga-
nhou 0,28%; o Dow Jones,
0,12%; e o Nasdaq, 0,32%. Na
Europa, as Bolsas também rea-
giram positivamente. Frankfurt
subiu 0,65%. Paris, 0,55%. E
Londres, 0,24%. l
Bovespa sobe e dólar cai após
discurso do presidente do Fed
Bernanke diz que não tempressa para reduzir estímulos à economia
JOÃOSORIMA NETO
joao.sorima@sp.oglobo.com.br
CHARLES DHARAPAK/AP
Alívio. Bernanke, no Congresso americano: “O nosso programa depende do desenvolvimento econômico e financeiro”
ColaborouGabrielaValente, com
agências internacionais
Lucro de bancos dos EUA supera projeções
Ganho surpreende
analistas. BofA lucra
US$ 3,57 bi
-NOVA YORK- Em meio a uma polê-
mica discussão no Congresso
americano sobre a aplicação de
regulação mais rígida para os
bancos, as instituições financei-
ras americanas vêmdandosinais
de uma “constrangida” prosperi-
dade, com resultados trimestrais
dos principais conglomerados
superando as previsões de ana-
listas, à medida que as institui-
ções se beneficiaram da flexibili-
zação monetária do Federal Re-
serve (Fed, o banco central ame-
ricano) para estimular a econo-
mia. Os ganhos reforçam a dis-
cussão sobre os lucros do setor,
pivô da crise financeira que es-
tourou em 2008, com o colapso
do Lehman Brothers.
Ontem, o Bank of America
(BofA), segundo maior banco
dos EUA em ativos, anunciou
que o lucro no segundo tri-
mestre saltou 70%, puxado
pelo aumento de receitas com
vendas de ações e correta-
gem. Olucro líquido no perío-
do alcançou US$ 3,57 bilhões,
frente a US$ 2,10 bilhões no
segundo trimestre de 2012. A
receita líquida de despesas
com juros subiu 3,5%, para
US$ 22,73 bilhões.
Já o BNY Mellon Corp., o se-
gundo maior banco de custó-
dia do mundo, viu seu lucro
líquido crescer 79%, para US$
833 milhões no segundo tri-
mestre em comparação com
o mesmo período do ano pas-
sado. Os ganhos vieram do
aumento dos preços das
ações em Wall Street, o que
elevou as tarifas cobradas pe-
la instituição para gerir os
ativos de clientes. O resulta-
do superou a previsão média
de 15 economistas ouvidos
pela Bloomberg.
Na terça-feira, o Goldman
Sachs anunciou que seu lucro
dobrou entre abril e junho de
2013, pulando de US$ 962 mi-
lhões para US$ 1,93 bilhão. O
resultado também superou as
projeções de analistas. Por
sua vez, o lucro do Citigroup,
o terceiro maior dos EUA em
ativos, subiu 26%, para US$
3,89 bilhões, em relação ao
mesmo período do ano passa-
do, com os preços de imóveis
reduzindo as perdas com hi-
potecas e ganhos com corre-
tagem. O maior banco dos
EUA, o JPMorgan já havia re-
gistrado na semana passada
umavanço de 31%no lucro do
segundo trimestre, que alcan-
çou US$ 6,5 bilhões. l
BRENDAN MCDERMID/REUTERS
No azul. Mulher passa em frente à agência do BofA: lucro líquido saltou 70%
79%
DE ALTA
No lucro do BNY Mellon no
segundo trimestre.
US$ 1,9
BILHÃO
Foi o lucro do Goldman Sachs.
U
Números
(trimestre contra trimestre anterior, em %)
IBC-Br X PIB
Fonte: Banco Fator
1º tri
2011
2º tri
2011
3º tri
2011
1º tri
2012
3º tri
2012
1º tri
2013
3º tri
2010
-0,7
0,9
0,1
1,7
2,5
PIB-IBGE
0,4
1
1,7
-0,3
0,8
0,5
-0,1
-0,5
0,7
0,1
0,9
1,2
0,6
0,3
IBC-Br Desde 2010, indicador do BC
não antecipou o PIB sete vezes
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Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_V User: Asimon Time: 07-17-2013 21:50 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 l Economia l O GLOBO l 23
Corte do Orçamento divide equipe econômica
Esforço para cumprir meta de superávit primário de 2,3%do PIB pode chegar a R$ 14 bilhões este ano
MARTHA BECK
marthavb@bsb.oglobo.com.br
GERALDA DOCA
geralda@bsb.oglobo.com.br
-BRASÍLIA.- A equipe econômica
está dividida em relação ao ta-
manho do corte que precisa
ser feito no Orçamento para
garantir o cumprimento do su-
perávit primário de 2,3% do
Produto Interno Bruto (PIB)
prometido pelo ministro da
Fazenda, Guido Mantega, para
2013. Enquanto a Fazenda de-
fende que o valor fique entre
R$ 10 bilhões e R$ 14 bilhões,
outras pastas alegamque o nú-
mero deveria ser abaixo de R$
10 bilhões, para não compro-
meter ainda mais o crescimen-
to da economia, que não deve
chegar nem a 3% este ano.
O dilema em torno do corte
cresceu de tal maneira que
Mantega cancelou duas via-
gens internacionais nos últi-
mos dias (uma para a cúpula
do Mercosul, no Uruguai, e ou-
tra para o encontro de minis-
tros do G-20, na Rússia) para
tratar doassunto. Segundotéc-
nicos, o ajuste no Orçamento e
a forma como ele será lido pelo
mercado são as principais pre-
ocupações da equipe econô-
mica no momento.
— Esse é o assunto mais im-
portante da pauta — afirmou
uma fonte.
MANTEGA COBRA DE ESTADOS
Uma das variáveis que estãosen-
do observadas comlupa para fe-
char o valor do corte é o desem-
penhofiscal deestados emunicí-
pios. Isso porque o que esses en-
tes deixaremde contribuir para o
superávit primário terá que ser
compensado pela União. A con-
tribuição dos governos regionais
para o primário de 2013 é de R$
47,8bilhões, ou0,95%doPIB. No
entanto, o resultado acumulado
em 12 meses fechados em maio
foi de apenas R$ 19,5 bilhões, ou
0,43%do PIB.
Segundo técnicos, se o pri-
mário dos governos regionais
não melhorar até o fim do ano,
será preciso continuar redu-
zindo despesas para garantir
os 2,3% do PIB. Por isso, uma
das possibilidades seria fazer
um corte pequeno agora e de-
pois calibrá-lo de acordo com
o resultado de estados e muni-
cípios de modo que se chegue
ao fim do ano dentro da meta.
Mas também há no governo
um pequeno grupo que já tra-
balha coma possibilidade de o
governo não conseguir atingir
o resultado primário nem
mesmo com cortes. Como é
preciso preservar investimen-
tos e despesas sociais, a mar-
gempara a tesourada é peque-
na. Por isso, a equipe econô-
mica teria que abater mais de-
sonerações e investimentos do
superávit além dos R$ 45,2 bi-
lhões já anunciados, o que bai-
xaria o esforço fiscal de 2,3%
para até 1,8% do PIB.
Ontem, ao ser indagado so-
bre a importância do corte pa-
ra a credibilidade da política
fiscal, Mantega cobrou a parti-
cipação dos entes regionais
nesse esforço:
— Cada um tem de fazer sua
parte. AUnião temde fazer sua
parte fiscal, e faremos. E esta-
dos e municípios também têm
de fazer a sua parte. l
Para especialistas,
recuperar a credibilidade
é mais importante
do que os cortes
-BRASÍLIAE RIO- Oministroda Fazen-
da, Guido Mantega, reafirmou
quequalquer gastoadicional que
o governo venha a fazer terá de
vir acompanhado de uma redu-
çãoemoutra área, para manter o
quadro fiscal sólido:
— A presidente estabeleceu
cinco pontos de acordo. O pri-
meiro deles é de responsabilida-
de fiscal, portanto, todos os atos
quenós venhamos afazer, inclu-
sive para melhorar a mobilidade
urbana, têm de vir acompanha-
dos de uma redução de gastos
em outra área. É a manutenção
de um quadro fiscal sólido que
temos hoje no país.
A palavra final será da presi-
dente Dilma Rousseff, que deve
bater o martelo ainda esta se-
mana para que o número saia
até o dia 22 de julho, data limite
para que o governo publique
decreto bimestral com a reesti-
mativa de suas receitas e despe-
sas. Segundo fontes, para a pre-
sidente, mais importante do
que o tamanho do corte, é dei-
xar claro que o governo está
comprometido com o equilí-
brio das contas públicas.
O corte deve ser feito nas des-
pesas de custeio e em boa parte
das emendas parlamentares,
preservando aquelas voltadas
para as áreas de saúde e educa-
ção. No decreto que trará o corte,
o governo também vai rever a
projeção para o crescimento da
economia para 3%, embora os
técnicos admitam que o valor
efetivo do ano será de 2,5%.
RECUPERAR A CONFINAÇA
O maior objetivo do corte de
gastos públicos é recuperar a
credibilidade da política fiscal,
dizem os especialistas.
—Temque cortar sim, porque
há um problema de credibilida-
de. Não adianta fazer manobra
nemcontabilidadecriativa. Ogo-
verno se comprometeu com
uma meta de superávit primário
de 2,3%doPIBe precisa cumprir
— diz a economista Margarida
Gutierrez, da Coppead/UFRJ.
Para Gabriel Leal de Barros,
especialista em contas públicas
do Ibre/FGV, o Planalto deveria
baixar a meta de superávit:
— Está cada vez mais difícil
acreditar nas estatísticas oficiais.
É melhor anunciar uma meta de
primário menor, mas crível; e re-
alizar de fato, semsubterfúgios.
Comoentre 70%a 80%das re-
ceitas estão comprometidos
com gastos fixos (como pessoal
e previdência), a margem para
cortes é considerada pequena.
— Uma alternativa seria sus-
pender isenções de IPI sobre
linha branca e automóveis.
Não faz sentido o BC subir os
juros para baixar a demanda e
reduzir a inflação, e a Fazenda
insistir empolíticas de estímu-
lo ao consumo. É preciso um
mínimo de sintonia no gover-
no —diz a professora da UFRJ.
(Martha Beck, Geralda Doca e
Nice de Paula) l
Dilma quer
rigor nas
contas, diz
Mantega
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_X User: Asimon Time: 07-17-2013 21:35 Color: CMYK
24 l O GLOBO l Economia l Quinta-feira 18. 7. 2013
|
Negócios &Cia
|
R$ 448
MILHÕES NO VAREJO
O setor foi o que mais recebeu aportes
estrangeiros no primeiro semestre deste
ano. Em 2º lugar, aparece o segmento
de hotéis, com R$ 366 milhões. Óleo e
gás será o destaque de julho a dezem-
bro, prevê Haddad, da Rio Negócios.
Santa Cruz
Três empresas entregaram
propostas para fazer o
estudo técnico para licitar a
construção do anel viário de
Santa Cruz, na Zona Oeste. A
decisão sai semana que vem,
diz o subsecretário de
Projetos Estratégicos do Rio,
Jorge Arraes. A vencedora
terá até R$ 6 milhões para
fazer a avaliação. A licitação
sai no início de 2014.
Legião
A Legião Urbana Produções
Artísticas foi proibida de vetar
o uso da marca “Legião
Urbana” pelos músicos Dado
Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.
Os dois e Renato Russo eram
parceiros na empresa, cujo
controle passou à família do
falecido vocalista, que era
sócio majoritário no negócio.
Prevê multa de R$ 50 mil por
infração. A decisão é do juiz
Fernando Viana, do TJ-RJ.
Cabe recurso.
Domésticas
O Limpeza.com, que reúne
cerca de 600 empresas de
limpeza profissional, registra
alta na procura por serviços
em domicílio pós-PEC das
Domésticas. Passou de 29
solicitações, em janeiro, para
mais de 1.100, mês passado.
De abril a junho, a busca por
faxineiras e diaristas dobrou.
Relógios
A Hublot, marca suíça de
relógios, abre hoje loja no
Fashion Mall. É a 1ª na
América Latina. Prevê alta
de 40% nas vendas no Brasil,
com ajuda da filial e da Copa
2014. Patrocinadora do
evento, vai lançar modelo
em homenagem a Pelé.
OE.T. do Carnaval, personagempopular dos blocos de rua do Rio, estrela chamada que
divulga, a partir de amanhã, a estreia do clássico de Steven Spielberg no Telecine Cult. Dia
2de agosto, o canal exibirá pela primeira vez o filme da década de 80. Oextraterrestre
incorpora Marilyn Monroe e Charles Chaplin no vídeo. Acriação é da Rede Telecine.
E.T. CULT
REPRODUÇÃO
Omunicípio de Macaé (RJ) ganha este mês o Cine Clube Petrobras. Terá sala de projeção e
encenação comcapacidade para 480pessoas, alémde uma escola de audiovisual com
modernos recursos técnicos. Aporte de R$20milhões, será entregue no dia 29, após obras
de reforma e ampliação. João Uchôa, da Ciclo Arquitetura, assina o projeto.
CINEMA E TEATRO
DIVULGAÇÃO
COMDANDARA TINOCO
E MARTA PAES
colunanegocios@oglobo.com.br
FLÁVIA OLIVEIRA
GLAUCE CAVALCANTI (INTERINA)
Despesa
Na Copa das Confederações,
os turistas gastaram mais em
Fortaleza, Rio e Brasília. Cada
estrangeiro deixou, em média,
R$ 2,7 mil na capital cearense
e R$ 2,66 mil na fluminense.
Os brasileiros gastaram R$ 1
mil em Brasília; R$ 788, em
Fortaleza, e de R$ 691, no Rio.
São dados parciais de
pesquisa da Fipe para o MTur.
Receita
A Imagem Scan, de impressão
digital, prevê faturar
R$ 3 milhões em 2014. É mais
que o dobro do R$ 1,3 milhão
em receita do ano passado. A
alta deverá ser puxada pelos
grandes eventos no Rio. Está
investindo R$ 1 milhão em
equipamentos.
E
mpresas fizeram aporte
de R$ 1,78 bilhão no Rio,
de janeiro a junho deste
ano, segundo a Rio Negócios.
O valor é 25% menor que o de
igual período do ano passado.
O cenário, contudo, é positivo,
afirma Marcelo Haddad, presi-
dente da agência carioca de in-
vestimentos. “O semestre foi
muito bom. É que de janeiro a
junho de 2012, só a Level 3
Communications investiu R$
1,45 bilhão. Foi um ponto fora
da curva”, avalia ele. No perío-
do, foram gerados 5.477 em-
pregos, mais que o triplo dos
primeiros seis meses de 2012.
Os EUApermanecemem1º lu-
gar entre os países investido-
res, com 45% do total. Entre os
setores mais fortes, o varejo
vem na frente, tanto em aporte
(25,1%) quanto em postos de
trabalho (49,3%). Grifes de lu-
xo, como Gucci e Versace,
além da chilena Cencosud, de
supermercados, são os princi-
pais responsáveis pelo resulta-
do. Para Haddad, a recente on-
da de manifestações populares
e os problemas enfrentados
pelo grupo EBX, de Eike Batis-
ta, são um “ruído de imagem”.
“Estamos vivendo uma ressa-
ca, após boas notícias. A preo-
cupação é mostrar a investido-
res estrangeiros que não saí-
mos dos trilhos”, afirma ele.
RIO ATRAIU R$ 1,78 BILHÃO EM INVESTIMENTOS ATÉ JUNHO
Resultado representa 25% de queda sobre janeiro a junho do ano passado, mas cenário é positivo, avalia Rio Negócios
Inadimplência cresce
5,6% no primeiro semestre
Novo indicador da
FGV mostra que
economia está
desacelerando
A inadimplência do consumi-
dor aumentou 5,6%no primei-
ro semestre, segundo o Indica-
dor Serasa Experian. A pesqui-
sa revela que, apesar da alta,
essa é a menor variação verifi-
cada nos primeiros seis meses
do ano desde 2011, quando o
aumento dos inadimplentes
chegou a 21,6%. Na compara-
ção mensal, entre junho e
maio, o índice recuou 4%. Para
os economistas da entidade, os
dados indicamque o consumi-
dor está mais cauteloso.
Já a Fundação Getulio Vargas
e o Conference Board, instituto
privado americano ligado à
pesquisa e consultoria em ne-
gócios, informaram que a eco-
nomia brasileira caminha para
uma desaceleração no curto
prazo, embora ainda seja pre-
maturo falar em recessão. As
instituições lançaram o Indi-
cador Antecedente Composto
da Economia (Iace), que tenta
prever o início de ciclos reces-
sivos. O índice mostrou recuo
de 0,6% em junho, em relação
ao mês anterior.
Segundo o economista Paulo
Picchetti, da FGV, a economia
brasileira passa pelo fimde um
período sustentado pelo con-
sumo privado, ao mesmo tem-
po em que, externamente, já
não conta com o mesmo im-
pulso da China, que também
vive uma desaceleração:
— É um sinal amarelo, prin-
cipalmente depois de termos
um PIB decepcionante, uma
queda forte da produção in-
dustrial em maio e já que não
há sinais de uma retomada
inequívoca.
O novo índice é formado por
oito componentes que vão
desde indicadores do mercado
financeiro, juros futuros a ex-
portações.
Bart Van Ark, do Conference
Board, mostrou uma visão me-
nos otimista a respeito da eco-
nomia brasileira. A entidade
revisoude 2,5%para 2%a pers-
pectiva de crescimento para o
país neste ano, abaixo da pre-
visão de desempenho da eco-
nomia mundial de 3%. l
O
executivo Chris Reynolds
levou um susto ao receber
seu extrato do PayPal, o sis-
tema de pagamento on-li-
ne. A conta do vendedor de autopeças
pela internet mostrava um crédito de
US$ 92.233.720.368.547.800,00 — ou
seja, US$ 92 quatrilhões —, revelou on-
temo site de notícias CNN. Ovalor não
só tornou, por alguns instantes, Rey-
nolds o homem mais rico do mundo,
mas o colocou como detentor de uma
fortunamais deummilhãodevezes su-
perior a do magnata mexicano Carlos
Slim, o homem mais rico do mundo
atualmente, com uma fortuna avaliada
emUS$ 67 bilhões.
Ah, se fosse verdade. Curioso, Rey-
nolds se logounovamente e a realidade
oatingiuemcheio: sua conta estava ze-
rada, o valor correto. “Tudo não passou
de um erro e agradecemos a com-
preensão do sr. Reynolds”, disse a Pay-
Pal emnota. Segundo a CNN, a empre-
sa ofereceu doar umbônus emdinheiro a
uma causa a escolha do usuário como
compensação, mas não divulgou o valor.
Antes do incidente de ontem, o máxi-
mo que Reynolds recebeu no PayPal foi
umpouco acima de US$ 1 mil, venden-
do pneus antigos BMW no eBay.
Indagado sobre o que, como quatrili-
onário, ele faria com tanto dinheiro,
Reynolds afirmou: “Eu provavelmente
pagaria a dívida nacional.”
Ontem, o eBay anunciou que sua
receita líquida do segundo trimestre
cresceu 14%, para US$ 3,88 bilhões,
puxada pelo PayPal e pelos negócios
no seu mercado on-line homônimo.
Mas seu lucro líquido caiu 8%, para
US$ 640 milhões devido a custos
maiores. Sua previsão para o terceiro
trimestre ficou abaixo das expectati-
vas de analistas e investidores de
Wall Street. l
Ummilhão de vezes mais rico que Slim
Extrato on-line do PayPal põe
por engano superfortuna
na conta de usuário
REPRODUÇÃO DA INTERNET
Na esportiva. Chris Reynolds ficou quatrilionário por alguns minutos: pagaria a dívida do país
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Quinta-feira 18. 7. 2013 l Economia l O GLOBO l 25
APathisa Notte
divulga hoje
campanha da Fleche
D’Or, marca mineira
vendida pela
multimarcas com
exclusividade no Rio.
Sairá emmídias
sociais e pontos de
venda. Traz a modelo
Renata Klein clicada
por Julia Cascaes.
Aloja carioca espera
aumento de 20%
nas vendas.
RIO-MINAS
DIVULGAÇÃO
Expansão
A CSM Brasil, de marketing
esportivo, investiu R$ 2
milhões em novo escritório
no Centro do Rio. Tem 1.200
m², o dobro do anterior, e
144 funcionários. Estava
interessada em comprar a
IMX, empresa de eventos da
EBX. O negócio não vingou.
‘Benchmarking’
Só exposição de mídia não
justifica investimento em
patrocínio esportivo. É um
dos dados de pesquisa de
melhores práticas no setor,
sendo feita pela Portas
Consulting. Já ouviu 26
grandes empresas no país.
Edital
O Oi Futuro abre hoje as
inscrições para o programa
de patrocínio esportivo. O
foco está em propostas para
inclusão social de jovens e
adolescentes. Desde 2007,
beneficiou 67 projetos, com
aporte de R$ 13,6 milhões.
Jogo móvel
A TV é o principal meio para
assistir a esportes no mundo.
A audiência, contudo, está
caindo 3% anualmente, diz a
Perform, múlti de conteúdo
esportivo multimídia. Perde
mercado para aparelhos
móveis. No Brasil, o
segmento cresce 5% ao ano.
Indicadores
TR
14/07: 0,0084% 15/07: 0,0238% 16/07: 0,0229%
Selic: 8,5%
Correção da Poupança
Até 03/05/12 A partir de 04/05/12
DIA ÍNDICE DIA ÍNDICE
02/08 0,5223% 02/08 0,4774%
03/08 0,5345% 03/08 0,4896%
04/08 0,5000% 04/08 0,4551%
05/08 0,5000% 05/08 0,4551%
06/08 0,5000% 06/08 0,4551%
07/08 0,5127% 07/08 0,4678%
08/08 0,5371% 08/08 0,4922%
09/08 0,5351% 09/08 0,4902%
10/08 0,5379% 10/08 0,4930%
11/08 0,5208% 11/08 0,5036%
12/08 0,5000% 12/08 0,4828%
13/08 0,5000% 13/08 0,4828%
14/08 0,5084% 14/08 0,4912%
15/08 0,5239% 15/08 0,5067%
16/08 0,5230% 16/08 0,5058%
Obs: Segundo norma do Banco Central, os
rendimentos dos dias 29, 30 e 31 correspondem ao
dia 1º do mês subsequente.
INSS/JULHO
Trabalhador assalariado
Salário de contribuição (R$) Alíquota (%)
Até 1.247,70 8
de 1.247,71 até 2.079,50 9
de 2.079,51 até 4.159,00 11
Obs: Percentuais incidentes de forma não cumulativa
(artigo 22 do regulamento da Organização e do
Custeio da Seguridade Social).
Trabalhador autônomo
Para o contribuinte individual e
facultativo, o valor da contribuição
deverá ser de 20% do salário-base, que
poderá variar de R$ 678 a R$ 4.159,00
UFIR UFIR/RJ
Julho Julho
R$ 1,0641 R$ 2,4066
Obs: foi extinta
UNIF
Obs: A Unif foi extinta em 1996. Cada Unif vale 25,08
Ufir (também extinta). Para calcular o valor a ser
pago, multiplique o número de Unifs por 25,08 e
depois pelo último valor da Ufir (R$ 1,0641). (1 Uferj
= 44,2655 Ufir-RJ)
INFLAÇÃO
IPCA (IBGE)
Índice Variações percentuais
(12/93=100) No mês No ano Últ. 12meses
Janeiro 3633,44 0,86% 0,86% 6,15%
Fevereiro 3655,24 0,60% 1,47% 6,31%
Março 3672,42 0,47% 1,94% 6,59%
Abril 3692,62 0,55% 2,50% 6,49%
Maio 3706,28 0,37% 2,88% 6,50%
Junho 3715,92 0,26% 3,15% 6,70%
IGP-M(FGV)
Índice Variações percentuais
(12/93=100) No mês No ano Últ. 12meses
Janeiro 511,977 0,34% 0,34% 7,91%
Fevereiro 513,467 0,29% 0,63% 8,29%
Março 514,526 0,21% 0,84% 8,05%
Abril 515,276 0,15% 0,99% 7,30%
Maio 515,299 0,00% 0,99% 6,22%
Junho 519,153 0,75% 1,74% 6,31%
IGP-DI (FGV)
Índice Variações percentuais
(12/93=100) No mês No ano Últ. 12meses
Janeiro 504,830 0,31% 0,31% 8,11%
Fevereiro 505,832 0,20% 0,51% 8,24%
Março 507,375 0,31% 0,81% 7,97%
Abril 507,087 -0,06% 0,76% 6,83%
Maio 508,715 0,32% 1,08% 6,20%
Junho 512,598 0,76% 1,85% 6,28%
ÍNDICES
BOVESPA SAL. MÍNIMO SAL. MÍNIMO
(FEDERAL) (RJ)*
Janeiro -1,95% R$ 622 R$ 802,53
Fevereiro -3,91% R$ 622 R$ 802,53
Março -1,87% R$ 678 R$ 802,53
Abril -0,78% R$ 678 R$ 802,53
Maio -4,30% R$ 678 R$ 802,53
Junho -11,31% R$ 678 R$ 802,53
Obs: * Piso para empregado doméstico, servente,
contínuo, mensageiro, auxiliar de serviços gerais e
funcionário do comércio não especializado, entre outros.
IMPOSTO DE RENDA
IR NA FONTE JULHO 2013
Base de cálculo Alíquota Parcela a deduzir
R$ 1.710,78 Isento —
De R$ 1.710,79 a R$ 2.563,91 7,5% R$ 128,31
De R$ 2.563,92 a R$ 3.418,59 15% R$ 320,60
De R$ 3.418,60 a R$ 4.271,59 22,5% R$ 577,00
Acima de R$ 4.271,59 27,5% R$ 790,58
Deduções: a) R$ 171,97 por dependente; b) dedução
especial para aposentados, pensionistas e
transferidos para a reserva remunerada com65 anos
ou mais: R$ 1.710,78; c) contribuição mensal à
Previdência Social; d) pensão alimentícia paga devido
a acordo ou sentença judicial. Obs: Para calcular o
imposto a pagar, aplique a alíquota e deduza a parcela
correspondente à faixa.
l Esta nova tabela só vale para o recolhimento do IRPF
este ano.
Correção da segunda parcela: 2,21%.
Fonte: Secretaria da Receita Federal
CÂMBIO
DÓLAR
Compra R$ Venda R$
Dólar comercial (taxa Ptax) 2,2366 2,2372
Paralelo (São Paulo) 2,16 2,41
Diferença entre paralelo e comercial - 3,42% 7,72%
Dólar-turismo esp. (Banco do
Brasil)
2,16 2,30
Dólar-turismo esp. (Bradesco) 2,14 2,36
EURO
Compra R$ Venda R$
Euro comercial (taxa Ptax) 2,9284 2,9294
Euro-turismo esp. (Banco do Brasil) 2,83 3,01
Euro-turismo esp. (Bradesco) 2,81 3,11
OUTRAS MOEDAS
Cotações para venda ao público (em R$)
Franco suíço 2,37164
Iene japonês 0,0224044
Libra esterlina 3,39480
Peso argentino 0,409947
Yuan chinês 0,363221
Peso chileno 0,00447552
Peso mexicano 0,178192
Dólar canadense 2,14099
FONTE: MERCADO
Obs: As cotações de outras moedas estrangeiras
podem ser consultadas nos sites www.xe.com/ucc e
www.oanda.com.
BOLSA DE VALORES: Informações sobre
cotações diárias de ações e evolução dos
índices Ibovespa e IVBX-2 podem ser
obtidas no site da Bolsa de Valores de São
Paulo (Bovespa), www.bovespa.com.br
CDB/CDI/TBF: As taxas de CDB e CDI
podem ser consultadas nos sites de Anbima
(www.anbima.com.br) e Cetip
(www.cetip.com.br). A Taxa Básica
Financeira (TBF) está disponível no site do
Banco Central (www.bc.gov.br). Para
visualizá-la, clicar em “Economia e finanças”
e, posteriormente, em “Séries temporais”
FUNDOS DE INVESTIMENTO:
Informações disponíveis no site da
Associação Brasileira das Entidades dos
Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima),
www.anbima.com.br. Clicar em “Fundos de
investimento”
IDTR: Pode ser consultado no site da
Federação Nacional das Empresas de
Seguros Privados e de Capitalização
(Fenaseg), www.fenaseg.org.br. Clicar na
barra “Serviços” e, posteriormente, em
FAJ-TR. Selecionar o ano e o mês desejados
ÍNDICE DE PREÇOS: Outros indicadores
podem ser consultados nos sites da
Fundação Getulio Vargas (FGV, www.fgv.br),
do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE, www.ibge.gov.br) e da
Anbima (www.anbima.com.br)
-BRASÍLIA- Em janeiro de 2014, en-
tramemvigor as novas regras de
acessibilidade fixadas pela Agên-
cia Nacional de Aviação Civil
(Anac) para os usuários dotrans-
porte aéreo. Com a mudança, as
empresas aéreas não serão mais
obrigadas a reservar as três pri-
meiras fileiras de assentos para
os passageiros com prioridade
(deficientes, idosos, gestantes,
pessoas comcriançadecolo). Es-
tes passageiros poderão ser aco-
modados na parte traseira, perto
dos banheiros ou das saídas de
emergência, de preferência em
assentos combraços móveis.
Comas novas regras, nãohave-
rá mais limitaçãode até dois pas-
sageiros portadores de necessi-
dades especiais a bordo por voo.
A quantidade de assentos com
braços móveis, quefacilitamalo-
comoção, nos corredores subirá
de 10%para 50%na aeronave.
Em contrapartida, o governo
desobrigou as empresas de ofe-
recer equipamentos necessários
ao embarque e desembarque de
pessoas com dificuldades de lo-
comoção, como elevadores e
rampas para cadeirantes. A res-
ponsabilidade passará para con-
cessionários de aeroportos, que
poderão cobrar da empresa des-
pesacomusodos aparelhos. Per-
manecerá a cargo da companhia
a locomoção do passageiro, in-
clusive assistência emconexões.
A Anac fixou um cronograma,
até 2015, para que os gestores ae-
roportuários adquiram ou alu-
guemesses equipamentos: aero-
portos commais de dois milhões
de passageiros por ano terão que
oferecer os aparelhos até o fim
deste ano; até dezembrode 2014,
os que movimentammais de 500
mil passageiros/ano e no fim de
2015, 500mil usuários oumenos.
Pelas novas regras, para ter
acesso à assistência especial, os
passageiros precisam informar
às empresas a até 48hda partida;
se precisarem de acompanhante
o prazo é de 72h. Se a empresa
nãopuder oferecer umfuncioná-
rio, terá que vender a passagem
ao acompanhante comdesconto
de 80%. Quem não informar no
prazo poderá ser transportado se
concordar com as condições da
hora da viagem.
Procurada, a assessoria de im-
prensa da Infraero informou que
vai cumprir as novas regras den-
trodocronograma. Dos aeropor-
tos da rede, apenas Galeão e
Congonhas dispõem de equipa-
mentos que facilitemo transpor-
te de usuários com dificuldades
de locomoção. Dos concedidos,
Guarulhos e Viracopos .
A Associação Brasileira das
Empresas Aéreas informou que
analisaas regras parase manifes-
tar sobre eventuais impactos nos
preços das tarifas. O descumpri-
mento pode resultar em multas
entreR$10mil eR$25mil por in-
fração, segundo a Anac. l
Aeronaves e aeroportos terão que ser adaptados à regulamentação
GERALDA DOCA
geralda@bsb.oglobo.com.br
Em 2014, transporte aéreo terá
novas regras de acessibilidade
AMotorola Solutions implantou,
coma TRCTelecom, sistema de
radiocomunicação digital no
Santuário Nacional de Aparecida
(SP). Serão 160rádios. OPapa
Francisco vai visitar o local.
Aimportadora ASAGourmet
investiu R$190mil em3.200
garrafas do português Quinta do
Pinto. Quer vender 25%mais.
AA.Brand lança hoje coleção de
verão. Espera vender R$68
milhões este ano.
AAteen abre hoje nova loja no
Rio Design Leblon. Lança ainda
e-commerce e coleção de verão.
Prevê alta de 20%emvendas.
U
LivreMercado
RESERVA: Acaba a reserva
obrigatória nas três primeiras
fileiras; as empresas poderão
acomodar passageiros com
prioridade nos últimos lugares,
próximos a banheiros ou a saídas
de emergência
EMBARQUE: Portadores de
deficiência terão que
comparecer ao embarque com
umhora antecedência como os
demais, hoje o prazo é de uma
hora e meia
PASSAGEIRO ESPECIAIS: A
limitação de dois passageiros por
voo deixará de existir
NOVAS OBRIGAÇÕES: O
percentual de assentos com
braços móveis, que facilitama
acomodação de passageiro
especial, sobe de 10%para 50%
U
ALGUNS PONTOS
Galzerano faz recall de 117
mil cadeirinhas para carro
Cintos de segurança
serão substituídos
emrazão de
problema no fecho
A Galzerano convocou ontem
o recall de 117.193 cadeirinhas
de bebê para carros, do mode-
lo Piccolina, para troca do cin-
to de segurança devido a um
possível problema no fecho,
que pode causar o desprendi-
mento da criança. O anúncio
ocorre seis dias após as marcas
Chicco, Burigotto e Peg-Pére-
go convocaremrecall de 13 mil
unidades do mesmo produto
pela mesma razão. Todos os
cintos defeituosos foram fabri-
cados pela italiana Sabelt.
A Galzerano informou, se-
gundo comunicado da Secreta-
ria Nacional do Consumidor
(Senacon), do Ministério da
Justiça, que as cadeirinhas que
precisam ser submetidas a re-
call são equipadas como dispo-
sitivo “Daphne 0” e foramfabri-
cadas entre 18 de junho de 2010
e o último dia 25 de abril. Não
há registros de acidentes emde-
corrência da falha.
Quanto aos riscos à saúde e à
segurança, a empresa destacou
que há possibilidade de o dispo-
sitivo de retenção apresentar
problema no fecho, o que pode
acarretar desprendimentoda cri-
ança, comrisco de graves lesões.
Para esclarecer dúvidas, o cli-
ente pode entrar em contato
com a empresa pelo telefone
0800-773-0330, de segunda a
sexta-feira, das 8h às 18h, e pelo
site www.galzerano.com.br. l
DIVULGAÇÃO
Risco. Modelo deve ter cinto trocado
Justiça Federal suspende
atividades do grupo BBom
Como TelexFREE, a
empresa agora está
proibida de aceitar
novos associados
A Justiça Federal de Goiás deter-
minou, na terça-feira, a suspen-
são das atividades do grupo Em-
brasystem, que atua por meio da
empresa de rastreadores BBom,
e bloqueou o cadastro de novos
associados. A BBom é investiga-
da por suspeita de atuar em es-
quema de pirâmide financeira,
considerado crime no país.
Adecisãodeterminaaindaque
a BBompublique emseus sites a
seguinte mensagem: “Por ordem
da Justiça Federal, a BBom está
impedida de receber a adesão de
novos associados, seja através de
seus sites, de sites de associados,
bemcomo de receber as mensa-
lidades cobradas dos associados
já admitidos no sistema”. Na se-
mana passada, a empresa já ti-
nha tido os bens bloqueados.
A decisão é da juíza substituta
da 4ª Vara Federal de Goiânia,
Luciana Gheller, que acatou os
pedidos dos Ministérios Público
Federal e Estadual de Goiás.
A empresa TelexFREE, tam-
bém investigada por crime de
pirâmide financeira, comuni-
couobloqueiodoseuescritório
virtual, por rede social, devido à
tentativa de invasão por
hackers. O bloqueio está impe-
dindoquedivulgadores possam
conferir seus ganhos. Mas o ad-
vogado da empresa, Horst Fu-
chs, afirmouontemque ofunci-
onamento será normalizado
“emumcurtoespaçodetempo”.
De acordo comFuchs, a medi-
da foi tomada após relato de um
divulgador do Acre de que
hackers estariamtentando trans-
ferir o dinheiro para o exterior. O
Ministério Público Estadual do
Acre divulgou nota ontem afir-
mando que o bloqueio não está
relacionado à decisão judicial
que suspendeu, emjunho, paga-
mentos de comissões, bonifica-
ções e quaisquer vantagens da
empresa a seus divulgadores, as-
sim como novas adesões à rede.
(Daiane Costa e Luiza Xavier) l
Hoje
naweb
oglobo.com.br/economia
l MORAR BEM
Faça você mesmo: mosaico com
vidro colorido. Arte na parede é
feita com cacos de potes.
l DEFESA DO CONSUMIDOR
Após o recall de 117 mil
cadeirinhas de bebê, especialista
em direito do consumidor
responde a dez perguntas sobre
esse tipo de convocação.
l NO TWITTER:
twitter.com/Rio_Show
O roteiro completo da cidade.
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Secretaria de Desenvolvimento Urbano - SEDUR
Comissão Especial de Licitação
Termo de Retificação nº 4
A Comissão Especial de Licitação da Implantação e Operação do Sistema Metroviário
de Salvador Lauro de Freitas divulga, para conhecimento público, a publicação do
Termo de Retificação nº 4 do Edital nº 01/2013, que estará disponível no site
www.sedur.ba.gov.br/metro.
Salvador, 17 de julho de 2013
Ana Cláudia Nascimento e Sousa
Presidente da Comissão Especial de Licitação
SEDUR
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_AA User: Asimon Time: 07-17-2013 22:06 Color: CMYK
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Caso se relere a
dados rouhados na
hriga da 1e|ecom
Ita|ia com0antas
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MţŴãƘ, Ɔa IȓáŴţa, DzĀȓĀƆcţƘȲ ƘƆŝ
ȓĀŽ Ƙ ƼǪĀDzţdĀƆȓĀ dƘ CƘƆDzĀŴŗƘ
dĀ AdŽţƆţDzȓǪaçãƘ da ģabǪţcaƆŝ
ȓĀ ţȓaŴţaƆa dĀ ƼƆĀȲDz PţǪĀŴŴţ,
MaǪcƘ TǪƘƆcŗĀȓȓţ PǪƘɑĀǪa, a
ȲŽa ƼĀƆa dĀ ȧɥ ŽĀDzĀDz dĀ ƼǪţŝ
DzãƘǎ EŴĀ ģƘţ cƘƆdĀƆadƘ ƼƘǪ ȓĀǪ
ǪĀcĀbţdƘ dadƘDz ǪƘȲbadƘDz
ǛȲaƆdƘ ĀɕĀǪcţa Ƙ caǪŅƘ dĀ ƼǪĀŝ
DzţdĀƆȓĀ da TĀŴĀcƘŽ IȓaŴţa ǛȲĀ,
à ăƼƘca, dţDzƼȲȓaɑa Ƙ cƘƆȓǪƘŴĀ
da ĀŽƼǪĀDza dĀ ȓĀŴĀģƘƆţa BǪaDzţŴ
TĀŴĀcƘŽ, ŗƘŰĀ Oţǎ
A dţDzƼȲȓa ģƘţ ƼƘŴąŽţcaǎ OȲŝ
ȓǪƘŅǪȲƼƘǛȲĀ ǛȲĀǪţa ƘcƘƆȓǪƘŴĀ
da BǪaDzţŴ TĀŴĀcƘŽ ĀǪa Ƙ baƆcƘ
OƼƼƘǪȓȲƆţȓɗ,
cƘŽaƆdadƘ ƼƘǪ
DaƆţĀŴ DaƆȓaDzǎ
NƘ BǪaDzţŴ, DaƆŝ
ȓaDz ģƘţ abDzƘŴɑţŝ
dƘ, ƼƘǪ ģaŴȓa dĀ
ƼǪƘɑaDz, ĀŽ ģĀŝ
ɑĀǪĀţǪƘ dĀ ȧɥƨȧ,
da acȲDzaçãƘ dĀ
ĀDzƼţƘƆaŅĀŽ
cƘƆȓǪa a TĀŴĀŝ
cƘŽ IȓaŴţa Ā DzĀȲDz ĀɕĀcȲȓţɑƘDzǎ A
dĀcţDzãƘ ģƘţ da ŰȲŦɡa AdǪţaƆa
FǪĀţDzŴĀbĀƆ dĀ ZaƆĀȓȓţ, DzȲbDzȓţŝ
ȓȲȓa da ĭƶ VaǪa FĀdĀǪaŴ CǪţŽţŝ
ƆaŴ ĀŽ SãƘ PaȲŴƘǎ
0Þë0AçÃ0 0HA0AL
O caDzƘ ɑĀţƘ à ȓƘƆa cƘŽ a OƼĀŝ
ǪaçãƘ CŗacaŴ da PƘŴŦcţa FĀdĀŝ
ǪaŴ, ĀŽ ȧɥɥļǎ A ĀɕŝƼǪĀDzţdĀƆȓĀ
da BǪaDzţŴ TĀŴĀcƘŽ CaǪŴa CţcƘ
ȓaŽb㎠ģƘţ abDzƘŴɑţda ƆƘ ƼǪƘŝ
cĀDzDzƘǎ SĀŅȲƆdƘ a dĀƆȴƆcţa,
DaƆȓaDz Ā CaǪŴa ȓĀǪţaŽDzĀ aDzDzƘŝ
cţadƘ a ƘȲȓǪƘDz acȲDzadƘDz ƼaǪa
cƘŽĀȓĀǪ ƘDz cǪţŽĀDz Ā ɑţƘŴaǪ Dzţŝ
ŅţŴƘ ƼĀDzDzƘaŴ Ā ĀŽƼǪĀDzaǪţaŴ dĀ
dţɑĀǪDzƘDz ĀɕĀcȲȓţɑƘDz da ĀŽŝ
ƼǪĀDza ţȓaŴţaƆaǎ A dȲƼŴa ȓĀǪţa
cƘƆȓǪaȓadƘ a KǪƘŴŴ ƼaǪa aDzDzĀDzŝ
DzƘǪaǪ Ƙ ƆĀŅƛcţƘǎ
OƼǪƘcĀDzDzƘƆa JȲDzȓţça ţȓaŴţaƆa
cƘŽĀçƘȲ dĀƼƘţDz dĀ ɑţǪ à ȓƘƆa Ƙ
ĀDzcûƆdaŴƘ dĀ ɑĀƆda dĀ ţƆģƘǪŝ
ŽaçƺĀDz ƼǪţɑţŴĀŅţadaDzǎ TǪƘƆŝ
cŗĀȓȓţ ģƘţ acȲDzadƘ dĀ ǪĀcĀbĀǪ,
ĀŽ ȧɥɥļ, ţƆģƘǪŽaçƺĀDz ǪƘȲbaŝ
daDz dĀ ȲŽa aŅąƆcţa dĀ DzĀŅȲŝ
ǪaƆça ƆƘ BǪaDzţŴ DzƘbǪĀ aDz aȓţɑţŝ
dadĀDz dƘ OƼƼƘǪȓȲƆţȓɗǎ O ĀɕĀŝ
cȲȓţɑƘ ţȓaŴţaƆƘ, ƆƘ ĀƆȓaƆȓƘ,
DzĀŽƼǪĀ ƆĀŅƘȲ ţǪǪĀŅȲŴaǪţdadĀDz,
aģţǪŽaƆdƘ ǛȲĀ ĀƆȓǪĀŅƘȲ aDz ţƆŝ
ģƘǪŽaçƺĀDz DzţŅţŴƘDzaDz ƼaǪa aDz aȲŝ
ȓƘǪţdadĀDz, aƼƛDz ȓąŝŴa ǪĀcĀbţdƘ
dĀ ģƘǪŽa aƆƝƆţŽaǎ
ëxë001|v0 vA| AÞëLA0
UŽ dƘDz ĀŽƼǪĀDzáǪţƘDz ŽaţDz ţŽŝ
ƼƘǪȓaƆȓĀDz da IȓáŴţa, TǪƘƆcŗĀȓȓţ
cƘŽaƆdƘȲa TĀŴĀcƘŽIȓaŴţa ĀƆŝ
ȓǪĀ ȧɥɥƨ Ā ȧɥɥȂǎ
EŴĀ ȓaŽb㎠ģƘţ
cƘƆdĀƆadƘ a
ƼaŅaǪ t Ɖɥɥ ŽţŴ
ƿUS$ ƨ,ƨČ Žţŝ
ŴŗãƘDž à ĀŽƼǪĀDza
dĀ ȓĀŴĀcƘŽȲƆţŝ
caçƺĀDzǎ
EŽ ƆƘȓa, Ƙ
ĀɕĀcȲȓţɑƘ aģţǪŝ
Ža ǛȲĀ ǤƆãƘ
dĀţɕaǪá dĀ ĀDzcŴaǪĀcĀǪ ǛȲĀ ģƘţ
cƘƆdĀƆadƘ ƼƘǪ ȓĀǪ dĀƆȲƆcţaŝ
dƘ ǛȲĀŽ ĀDzȓaɑa ĀDzƼţƘƆaƆdƘǥǎ
ǤEƆȓǪaǪĀţ cƘŽ ǪĀcȲǪDzƘ, cƘƆŝ
ɑĀƆcţdƘ dĀ ǛȲĀ a ɑĀǪdadĀ
ĀŽĀǪŅţǪáǎ EDzȓƘȲ DzĀŅȲǪƘ dĀ ǛȲĀ
a ɑĀǪdadĀ dƘDz ģaȓƘDz DzĀǪá ǪĀcƘŝ
ƆŗĀcţda ȓaŽb㎠ƼĀŴa JȲDzȓţçaǎ
SţŅƘ ĀŽģǪĀƆȓĀ cƘŽƼacţąƆcţa Ā
dĀȓĀǪŽţƆaçãƘǎǥ
UŽ dƘDz adɑƘŅadƘDz dƘ ĀŽŝ
ƼǪĀDzáǪţƘ ȓaŽb㎠ƆĀŅa ǛȲaŴŝ
ǛȲĀǪ ţǪǪĀŅȲŴaǪţdadĀ Ā dţDzDzĀ ǛȲĀ
ɑaţ ǪĀcƘǪǪĀǪ da DzĀƆȓĀƆçaǎ A dĀŝ
cţDzãƘ ƆãƘ ȓĀǪá ĀģĀţȓƘ aȓă ǛȲĀ Ƙ
ƼǪƘcĀDzDzƘ dĀ aƼĀŴaçãƘ DzĀŰa ĀDzŝ
ŅƘȓadƘǎ †
EŽ ŽĀţƘ àDz ĀɕƼĀcȓaȓţɑaDz dƘ
ŴĀţŴãƘ da áǪĀa dĀ LţbǪa, a ƼǪţŝ
ŽĀţǪa DzƘƆda dĀ ĀɕƼŴƘǪaçãƘ dƘ
ƼǪăŝDzaŴ, ĀƆcƘŽĀƆdada ƼĀŴa
PĀȓǪƘbǪaDz ƼaǪa SĀȓĀ BǪaDzţŴ, cƘŝ
ŽĀça a ŅaƆŗaǪ ģƘǪŽa ŗƘŰĀ,
ǛȲaƆdƘ DzĀȲ caDzcƘ Dzaţ dƘ dţǛȲĀ
DzĀcƘ dƘ ĀDzȓaŴĀţǪƘ JȲǪƘƆŅ ĀŽ
CţƆŅaƼȲǪa Ā DzĀǪá ŴaƆçadƘ aƘ
ŽaǪǎ OcaDzcƘ cƘŽĀçaǪá Ŵá ŽĀDzŝ
ŽƘ a ǪĀcĀbĀǪ ƘDz ƼǪţŽĀţǪƘDz
cƘŽƼƘƆĀƆȓĀDz Ā ƼţƆȓȲǪaDz Ā dĀŝ
ɑĀ cŗĀŅaǪ aƘ BǪaDzţŴ ĀŽ ŰaƆĀţǪƘ
dĀ ȧɥƨļ, ǛȲaƆdƘ DzĀǪá ģţƆaŴţɡaŝ
dƘ ƆƘ ĀDzȓaŴĀţǪƘ JȲǪƘƆŅ AǪacǪȲɡ,
ƆƘ EDzƼŦǪţȓƘ SaƆȓƘ, aȓȲaŴŽĀƆȓĀ
ĀŽ cƘƆDzȓǪȲçãƘǎ
EŽ ĀƆȓǪĀɑţDzȓa ĀɕcŴȲDzţɑa aƘ
GLOBO, JƘãƘ CaǪŴƘDz FĀǪǪaɡ,
ƼǪĀDzţdĀƆȓĀ da SĀȓĀ BǪaDzţŴ, Āɕŝ
ƼŴţca ǛȲĀ ĀŽ ŰaƆĀţǪƘ dƘ ƼǪƛɕţŝ
ŽƘ aƆƘ ȓaŽbăŽĀDzȓá ƼǪĀɑţDzȓa a
cƘƆcŴȲDzãƘ daDz ƘbǪaDz dƘ caţDz dĀ
acabaŽĀƆȓƘ Ā dƘ ĀƆǪƘcaŽĀƆŝ
ȓƘ ƿƼǪƘȓĀçãƘDž dƘ ĀDzȓaŴĀţǪƘ, ǛȲĀ
ĀDzȓaɑa ƼǪĀɑţDzȓƘ ţƆţcţaŴŽĀƆȓĀ
ƼaǪa DzĀǪ cƘƆcŴȲŦdƘ ĀŽ ƆƘɑĀŽŝ
bǪƘ dĀDzȓĀ aƆƘǎ EDzDzĀ caţDz ă ĀDzŝ
DzĀƆcţaŴ ƼaǪa ǪĀcĀbĀǪ Ƙ caDzcƘ Ā,
DzĀŅȲƆdƘ Ƙ ĀɕĀcȲȓţɑƘ, ƼĀǪŽţȓţǪá
ǛȲĀ a DzƘƆda DzĀŰa cƘƆcŴȲŦda,
ŽĀDzŽƘ ǛȲĀ ƘȲȓǪaDz áǪĀaDz dƘ ĀDzŝ
ȓaŴĀţǪƘ ƆãƘ ĀDzȓĀŰaŽ ƼǪƘƆȓaDz Ɔa
ƘcaDzţãƘǎ
ĕ A cƘƆDzȓǪȲçãƘ dƘ caţDz dĀ
acabaŽĀƆȓƘ ĀDzȓá aȓǪaDzadaǎ
QȲaƆdƘ Ƙ JȲǪƘƆŅ ƼaǪȓţcţƼƘȲ
dƘ ƼǪƘŰĀȓƘ dƘ ĀDzȓaŴĀţǪƘ ƆƘ BǪaŝ
DzţŴ, ĀŴĀ ĀDzȓaɑa ƼŴaƆĀŰaƆdƘ ƘDz
ŽĀDzŽƘDz cȲDzȓƘDz ǛȲĀ ȓĀǪţa ĀŽ
CţƆŅaƼȲǪa, ŽaDz ģƘǪaŽ ŽȲţȓƘ
ŽaţƘǪĀDzǎ PƘǪ ţDzDzƘ, ȓĀɑĀ dĀ DzĀ ģaŝ
ɡĀǪ ŽaţDz ƆĀŅƘcţaçƺĀDz ĕ dţɡ
FĀǪǪaɡǎ
N0 Þ0Az0
MaDz Ƙ ĀɕĀcȲȓţɑƘ dĀDzȓaca ǛȲĀ,
aƼĀDzaǪ dƘ aȓǪaDzƘ, a ƼǪţŽĀţǪa
DzƘƆda DzĀǪá ĀƆȓǪĀŅȲĀ à PĀȓǪƘbǪaDz
cƘƆģƘǪŽĀ Ƙ ƼŴaƆĀŰadƘ, ĀŽ
ȧɥƨĭ, Ā DzĀǪá ǪĀDzƼĀţȓadƘ Ƙ cƘƆȓĀŝ
ȴdƘ ŴƘcaŴ dƘ cƘƆȓǪaȓƘǎ PaǪa ĀDzDza
ƼǪţŽĀţǪa DzƘƆda, Ƙ cƘƆȓĀȴdƘ ŴƘŝ
caŴ DzĀǪá dĀ ĭƉnj, ŽaţƘǪ ǛȲĀ ƘDz
ĭĭnj ģţɕadƘDz ĀŽ cƘƆȓǪaȓƘǎ
O ƼĀǪcĀƆȓȲaŴ ŽaţƘǪ ģƘţ ģĀţȓƘ
ƼaǪa a ĀŽƼǪĀDza ȓĀǪ ȲŽa ŽaǪŝ
ŅĀŽ, caDzƘ ƘcƘǪǪĀDzDzĀ aŴŅȲŽ
aȓǪaDzƘ dȲǪaƆȓĀ a cƘƆDzȓǪȲçãƘ,
ǛȲĀ ƼȲdĀDzDzĀ cƘŴƘcaǪ ĀŽ ǪţDzcƘ
Ƙ ŦƆdţcĀ ŽŦƆţŽƘǎ NaDz ƼǪƛɕţŝ
ŽaDz, Ƙ cƘƆȓĀȴdƘ DzĀǪá ŽaţƘǪ,
cŗĀŅaƆdƘ a Ȃĭnj, ƆaDz ȴŴȓţŽaDzǎ
OĀɕĀcȲȓţɑƘ aģţǪŽa ǛȲĀ, aŴăŽ
da ǪĀȓƘŽada da ţƆdȴDzȓǪţa Ɔaŝ
ɑaŴ, a cƘƆDzȓǪȲçãƘ dĀDzDzaDz DzƘƆŝ
daDz ǪĀǛȲĀǪ ȓĀcƆƘŴƘŅţaDz cƘŽŝ
ƼŴĀɕaDz, Ā ŴĀɑa ȓĀŽƼƘ ƼaǪa ǛȲĀ
DzĀŰaŽ abDzƘǪɑţdaDzǎ
ĕ É ƼǪĀcţDzƘ ĀƆȓĀƆdĀǪ ǛȲĀ ă
ȲŽa ţƆdȴDzȓǪţa cƘŽƼŴĀɕa Ā ă
ƼǪĀcţDzƘ ȓĀŽƼƘ Ā ƼǪƘcĀDzDzƘDz
adĀǛȲadƘDz ƼaǪa ȓǪaƆDzģĀǪţǪ ĀDzDza
ȓĀcƆƘŴƘŅţaǎ EDzDzĀ ĀŽƼǪĀĀƆdţŝ
ŽĀƆȓƘ ƿcƘƆDzȓǪȲçãƘ daDz DzƘƆŝ
daDzDž ă cƘŽƘ ȲŽa cƘǪǪţda dĀ
ŽaǪaȓƘƆa, ƆãƘ cƘŽƘ ȲŽa cƘǪŝ
Ǫţda dĀ ƨɥɥ ŽĀȓǪƘDz ǪaDzƘDzǎ
AƘ ȓƘdƘ, a SĀȓĀ BǪaDzţŴ ĀDzȓá
cƘƆDzȓǪȲţƆdƘ ȧƉ DzƘƆdaDz, DzĀƆdƘ
ȧČ ƼaǪa a PĀȓǪƘbǪaDz Ā ȲŽa Ƽaŝ
Ǫa DzĀǪ aģǪĀȓada aƘ ŽĀǪcadƘǎ A
ĀƆcƘŽĀƆda ģƘţ ģĀţȓa ĀŽ cţƆcƘ
ĀDzȓaŴĀţǪƘDz: EDzȓaŴĀţǪƘ AȓŴûƆȓţcƘ
SȲŴ ƿEASDž, ĀŽ PĀǪƆaŽbȲcƘǸ
BǪaDzģĀŴ, ƆƘ RţƘ dĀ JaƆĀţǪƘǸ RţƘ
GǪaƆdĀ, ƆƘ RţƘ GǪaƆdĀ dƘ
SȲŴǸ PaǪaŅȲaçȲ, Ɔa BaŗţaǸ Ā
JȲǪƘƆŅ AǪacǪȲɡ, ƆƘ EDzƼŦǪţȓƘ
SaƆȓƘ ƿƘDz dƘţDz ȴŴȓţŽƘDz aţƆda
ĀŽ cƘƆDzȓǪȲçãƘǎ
OȓƘȓaŴ dĀ ţƆɑĀDzȓţŽĀƆȓƘDz ƼǪĀŝ
ɑţDzȓƘDz ă dĀ US$ ȧĭ bţŴŗƺĀDzǎ Já
ģƘǪaŽ ŅaDzȓƘDz US$ Ș,Ș bţŴŗƺĀDzǎ
AƼĀDzaǪ dĀ aDz ƘbǪaDz ĀDzȓaǪĀŽ a
ƼŴĀƆƘ ɑaƼƘǪ, Ƙ BNDES aţƆda
ƆãƘ ŴţbĀǪƘȲ ǪĀcȲǪDzƘDzǎ
ëMÞ0ë81|M08 0ë 00010 Þ0Az0
PƘǪ ţDzDzƘ, a SĀȓĀ BǪaDzţŴ ɑĀŽ ǪĀŝ
cƘǪǪĀƆdƘ a ĀŽƼǪăDzȓţŽƘDz dĀ
cȲǪȓƘ ƼǪaɡƘǎ A cƘŽƼaƆŗţa Űá
ģĀɡ dƘţDz cƘŽ baƆcƘDz ƆacţƘƆaţDz
ƆƘ ȓƘȓaŴ dĀ US$ ȧ,ȧ bţŴŗƺĀDzǎ EDzŝ
ȓá ƼǪĀɑţDzȓƘ ȲŽ ȓĀǪcĀţǪƘ ĀŽ
aŅƘDzȓƘ ƆƘ ɑaŴƘǪ dĀ US$ƨ,ƨ bţŝ
ŴŗãƘ Ā ŽaţDz ȲŽ ĀŽ DzĀȓĀŽbǪƘ,
dĀ US$ Ɖɥɥ ŽţŴŗƺĀDzǎ
O ƼǪţŽĀţǪƘ dĀDzĀŽbƘŴDzƘ dƘ
BNDES dĀɑĀ DzĀǪ DzaţǪ aȓă ŽaǪçƘ
dĀ ȧɥƨļ Ā DzĀǪá ĀƆȓǪĀ US$ ļ bţŝ
ŴŗƺĀDz Ā US$ ĭ bţŴŗƺĀDz, ƼaǪa aDz
DzƘƆdaDz ǛȲĀ DzĀǪãƘ ĀƆȓǪĀŅȲĀDz
ĀƆȓǪĀ ȧɥƨĭ Ā ȧɥƨȂǎ O DzĀŅȲƆdƘ,
ƆƘ ɑaŴƘǪ dĀ US$ ĭ,ĭ bţŴŗƺĀDz, DzĀŝ
Ǫá ŴţbĀǪadƘ ƆƘ ģţŽ dĀ ȧɥƨļǎ A
ȓĀǪcĀţǪa ƼaǪȓĀ,dĀ US$ ȧ,ĭ bţŝ
ŴŗƺĀDz a US$ Ș bţŴŗƺĀDz, DzĀǪá dĀDzŝ
ȓţƆada àDz DzƘƆdaDz ǪĀDzȓaƆȓĀDzǎ †
0e esta|eiro emCingapura,
equipamento chegara ao 8rasi|
em[aneiro do ano que vem
RAMONA ORDOÑEZ
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BRUNOROSA
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ŖŴeeėŻł ƑeıŖł e
ŖŴłeeŻŻłŻ
aaeŨƠaałŻ ŖaŴa
ƑŴaĸŻ|eŴėŴ eŻƑa
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ŁŚÉ暃ę Ɠƒĉ
ƒĮ ġƒŚ ĂĮĔÈ
Comissäo do Senado aprova convite
para diretor da Previc exp|icar
ap|icaç6es de lundos nas empresas X
A ĀŽƼǪĀDza dĀ cƘƆDzȓǪȲçãƘ ƆaɑaŴ OSX, dƘ ŅǪȲƼƘ
EBX, dĀ EţŲĀ BaȓţDzȓa, ţƆģƘǪŽƘȲ ƘƆȓĀŽ ǛȲĀ ģĀŝ
cŗƘȲ cƘƆȓǪaȓƘ ƆãƘ ĀɕcŴȲDzţɑƘ cƘŽƘ baƆcƘ dĀ ţƆŝ
ɑĀDzȓţŽĀƆȓƘDz CǪĀdţȓ SȲţDzDzĀ ƼaǪa ţƆȓĀǪŽĀdţaǪ
ȲŽa ƼƘȓĀƆcţaŴ ɑĀƆda dĀ aȓţɑƘDz da dţɑţDzãƘ dĀ ŴĀŝ
aDzţƆŅ da cƘŽƼaƆŗţaǎ O cƘŽȲƆţcadƘ ƆãƘ cţȓa
ǛȲaţDz aȓţɑƘDz ĀDzȓaǪţaŽ à ɑĀƆdaǎ NƘ ŽĀǪcadƘ, cƘŝ
ŽĀƆȓaŝDzĀ ǛȲĀ DzĀǪţaŽ dƘţDz ƆaɑţƘDzŝƼŴaȓaģƘǪŽa:
FPSO OSXŝƨ Ā FPSO OSXŝȧ, cada ȲŽ aɑaŴţadƘ
ĀŽ cĀǪca dĀ US$ ƨ bţŴŗãƘǎ
O ƼǪţŽĀţǪƘ ĀDzȓá ƆƘ caŽƼƘ dĀ TȲbaǪãƘ AɡȲŴ,
Ɔa Bacţa dĀ CaŽƼƘDz, cȲŰa ƼǪƘdȲçãƘ dĀɑĀǪá cĀDzŝ
DzaǪ ĀŽȧɥƨļǎ Já Ƙ FPSOOSXŝȧ, ǪĀcăŽŝcƘƆcŴȲŦdƘ
ĀŽ ȲŽ ĀDzȓaŴĀţǪƘ dĀ CţƆŅaƼȲǪa Ā ǛȲĀ dĀɑĀ cŗĀŝ
ŅaǪ aƘ BǪaDzţŴ ƆƘDz ƼǪƛɕţŽƘDz dţaDz, ĀDzȓaɑa dĀDzȓţƆaŝ
dƘ aƘDz caŽƼƘDz ǛȲĀ ȓţɑĀǪaŽDzĀȲ ƼŴaƆƘ dĀ dĀDzĀƆŝ
ɑƘŴɑţŽĀƆȓƘ DzȲDzƼĀƆDzƘ ƼĀŴa ĀŽƼǪĀDzaŝţǪŽã OGXǎ
A CƘŽţDzDzãƘ dĀ ADzDzȲƆȓƘDz SƘcţaţDz dƘ SĀƆadƘ
aƼǪƘɑƘȲ ƘƆȓĀŽ ǪĀǛȲĀǪţŽĀƆȓƘ da DzĀƆadƘǪa AƆa
AŽăŴţa ƿPPŝRSDž ƼaǪa cƘƆɑţdaǪ JƘãƘ MaǪţa RabĀŴƘ,
dţǪĀȓƘǪ da SȲƼĀǪţƆȓĀƆdąƆcţa NacţƘƆaŴ dĀ PǪĀɑţŝ
dąƆcţa CƘŽƼŴĀŽĀƆȓaǪ ƿPǪĀɑţcDž, a ƼǪĀDzȓaǪ ĀDzcŴaǪĀŝ
cţŽĀƆȓƘDz DzƘbǪĀaģţDzcaŴţɡaçãƘdƘDz ţƆɑĀDzȓţŽĀƆȓƘDz dĀ
ģȲƆdƘDz dĀ ƼĀƆDzãƘ ĀŽ ĀŽƼǪĀDzaDz dƘ ŅǪȲƼƘ EBXǎ O
dĀƼƘţŽĀƆȓƘ dĀɑĀ DzĀǪ ȓƘŽadƘ ĀŽaŅƘDzȓƘǎ
ĕ LaŽĀƆȓaɑĀŴŽĀƆȓĀ, ĀDzƼĀcţaŴŽĀƆȓĀ ƆƘDz ģȲƆŝ
dƘDz dĀ ƼĀƆDzãƘ daDz ĀDzȓaȓaţDz, ĀDzȓá ŗaɑĀƆdƘ ȲDzƘ
ƼƘŴŦȓţcƘ cƘŽ caDzƘDz dĀ aƼŴţcaçƺĀDz dĀ aŴȓƘ ǪţDzcƘ
ƼaǪa ƘDz ƼaǪȓţcţƼaƆȓĀDz ĕ dţDzDzĀ a DzĀƆadƘǪaǎ †
tŚs1ĉŲ äſĉššs ĉĦŲsŚġs1ĉaŚá
ƓsĦ1a 1s aŲĉƓĮš 1a 1äK
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ģţcçãƘ dƘ cƘƆŅĀŴaŽĀƆȓƘ dĀ ƼǪĀçƘDz, ŽaDz
acaba dĀ DzĀ ǪĀƆdĀǪ à ƆĀcĀDzDzţdadĀ dĀ aȓǪaţǪ
ţƆɑĀDzȓţŽĀƆȓƘDz ĀDzȓǪaƆŅĀţǪƘDzǎ
TODO O dţDzcȲǪDzƘ ƆacţƘƆaŴŝƼƘƼȲŴţDzȓa ģƘţ
ĀƆŅaɑĀȓadƘ ƼaǪa Ƙ ƼaŦDz cƘŽĀçaǪ a ĀɕƼŴƘǪaǪ
aDz ǪĀDzĀǪɑaDz dĀ ŅáDz ƆãƘ cƘƆɑĀƆcţƘƆaŴ dĀ
Vaca MȲĀǪȓa, cƘŽ a aŰȲda da CŗĀɑǪƘƆ,
ĀŽƼǪĀDza cƘŽ DzĀdĀ ƆƘ ǤIŽƼăǪţƘǥǎ
dŴłĸ¬ĐÏƑƑė ƑÏŴ…
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ŴţɡaçãƘ dƘ aƼŴţcaȓţɑƘ ƼaǪa Ƙ ţPŝ
ŗƘƆĀǎ A ƼaǪȓţǪ dĀ aŅƘǪa, Ƙ
DzƘģȓɓaǪĀ ǛȲĀ cȲDzȓaɑa US$ ɥ,ƉƉ
DzĀǪá ŅǪaȓȲţȓƘ ƼaǪa baţɕaǪ, ŽaDz,
aƼƛDz ƨȧ ŽĀDzĀDz dĀ ȲDzƘ, DzĀǪá cƘŝ
bǪada ȓaɕa aƆȲaŴ dƘ ŽĀDzŽƘ
ɑaŴƘǪǎ OŽƘdĀŴƘ dĀ cƘbǪaƆça Űá
ĀǪa ȲȓţŴţɡadƘ ƼaǪa ȲDzȲáǪţƘDz dƘ
DzţDzȓĀŽa AƆdǪƘţdǎ
ǤNƛDz DzţŽƼŴţģţcaŽƘDz ƆƘDzDzƘŽƘŝ
dĀŴƘ dĀ ƆĀŅƛcţƘ ƼaǪa ǛȲĀ ȓƘdƘDz
ƘDz ȲDzȲáǪţƘDz, ĀŽ ȓƘdaDz aDz ƼŴaȓaŝ
ģƘǪŽaDz, aƼǪƘɑĀţȓĀŽ Ƙ ƼǪţŽĀţǪƘ
aƆƘ dƘ DzĀǪɑţçƘ dĀ ŅǪaça Ā Ƽaŝ
ŅȲĀŽ a ȓaɕa aƆȲaŴ dĀ US$ ɥ,ƉƉ
aƼĀƆaDz aƼƛDz ĀDzDzĀ ƼĀǪŦƘdƘǥ, ţƆģƘǪŝ
Ža a ĀŽƼǪĀDza, ĀŽ cƘŽȲƆţcadƘǎ
ǤAbƘaƆƘȓŦcţaƼaǪaȓƘdƘDz ƘDz ȲDzȲŝ
áǪţƘDz aȓȲaţDz ă ǛȲĀ Ƙ WŗaȓDzAƼƼ
DzĀǪá ŅǪaȓȲţȓƘ ƼaǪa Ƙ ǪĀDzȓƘ da ɑţŝ
daǥǎ
AŴ㎠da ŽȲdaƆça ƆƘ ŽƘdĀŝ
ŴƘ dĀ cƘbǪaƆça, a aȓȲaŴţɡaçãƘ
ȓǪaɡ cƘŽƘ ƆƘɑţdadĀ a ƘƼçãƘ dĀ
aǪŽaɡĀƆaǪ aDz ŽĀƆDzaŅĀƆDz ƆƘ
ƼǪƘŅǪaŽa dĀ ƆȲɑĀŽ ţCŴƘȲdǎ
PaǪa ŗabţŴţȓaǪ a ģĀǪǪaŽĀƆȓa,
baDzȓa cŴţcaǪ ĀŽ ǤOƼçƺĀDz ō OƼŝ
çƺĀDz dĀ CƘƆɑĀǪDzaō BacŲȲƼ dĀ
CƘƆɑĀǪDzaDzǥǎ A ģȲƆcţƘƆaŴţdadĀ
DzĀǪɑĀ ƼaǪa ǪĀDzȓaȲǪaǪ aDz ŽĀƆDzaŝ
ŅĀƆDz ȓǪƘcadaDz ĀŽ caDzƘ dĀ
ǪĀţƆDzȓaŴaçãƘ dƘ aƼŴţcaȓţɑƘǎ
A ĀŽƼǪĀDza ȓaŽb㎠ģacţŴţȓƘȲ
Ƙ acĀDzDzƘ à IƆȓĀǪģacĀ dĀ PǪƘŅǪaŝ
ŽaçãƘ dĀ AƼŴţcaȓţɑƘDz ƿAPIDž,
ƼaǪa ǛȲĀ dĀDzĀƆɑƘŴɑĀdƘǪĀDz cǪţŝ
ĀŽ ƼǪƘŅǪaŽaDz ǛȲĀ ţƆȓĀǪaŰaŽ
DāgāƓaċ &Mădāa
ȼ
ĕwA8H|N010N ĕ OŅǪȲƼƘ dĀ dĀģĀDza da ƼǪţɑaŝ
cţdadĀ EŴĀcȓǪƘƆţc PǪţɑacɗ IƆģƘǪŽaȓţƘƆ
CĀƆȓǪĀ ƿEƼţcDž ƼĀdţȲǛȲĀ a CƘŽţDzDzãƘ FĀŝ
dĀǪaŴ dĀ CƘŽăǪcţƘ dƘDz EDzȓadƘDz UƆţdƘDz
ƿFTC, Ɔa DzţŅŴa ĀŽ ţƆŅŴąDzDž ţƆɑĀDzȓţŅȲĀ Ƙ
aƼŴţcaȓţɑƘ ǤMaŅƆa CaǪȓaǥ, cǪţadƘ ƼĀŴa
SaŽDzȲƆŅ ƼaǪa dţDzȓǪţbȲţǪ Ƙ ƆƘɑƘ áŴbȲŽ
dƘ ǪaƼƼĀǪ JaɗŝZǎ
ǤO ǦMaŅƆa CaǪȓaǧ cƘŴĀȓa ǛȲaƆȓţdadĀ
ŽaDzDzţɑa dĀ ţƆģƘǪŽaçƺĀDz ƼĀDzDzƘaţDz dƘDz
ȲDzȲáǪţƘDz, ţƆcŴȲţƆdƘ ŴƘcaŴţɡaçãƘ, dadƘDz
dĀ cƘƆȓaDz Ā dĀ ƘȲȓǪƘDz aƼŴţcaȓţɑƘDzǥ, aģţǪŝ
Ža a ƘǪŅaƆţɡaçãƘǎ
NƘ dƘcȲŽĀƆȓƘ, Ƙ EƼţc ǪĀǛȲĀǪ ǛȲĀ a
dţDzȓǪţbȲţçãƘ dƘ aƼŴţcaȓţɑƘ DzĀŰa DzȲDzƼĀƆŝ
Dza aȓă ǛȲĀ ƘDz ƼǪƘbŴĀŽaDz ǪĀŴacţƘƆadƘDz à
ƼǪţɑacţdadĀ DzĀŰaŽ DzaƆadƘDzǎ A ĀƆȓţdadĀ
ƼĀdĀ aţƆda ǛȲĀ ǤƘDz dadƘDz ƘbȓţdƘDz dƘDz
ȲDzȲáǪţƘDz DzĀŰaŽ aƼaŅadƘDzǥǎ
O ǤMaŅƆa CaǪȓaǥ ģƘţ ţƆDzȓaŴadƘ ƼƘǪ
aƼǪƘɕţŽadaŽĀƆȓĀ ƨ,ȧ ŽţŴŗãƘ dĀ ƼĀDzŝ
DzƘaDz, ǛȲĀ ƼȲdĀǪaŽ ĀDzcȲȓaǪ ƘDz DzȲcĀDzDzƘDz
dƘ caƆȓƘǪ ŅǪaȓȲţȓaŽĀƆȓĀ, ŽaDz, ĀŽ ȓǪƘŝ
ca, dĀǪaŽ à SaŽDzȲƆŅ dĀȓaŴŗĀDz dĀ ŴţŅaŝ
çƺĀDz, ǪĀdĀDz, ŴƘcaŴţɡaçãƘ, Ā ţƆģƘǪŽaçƺĀDz
DzƘbǪĀ aDz cƘƆȓaDz dƘ FacĀbƘƘŲ ƘȲTɓţȓȓĀǪǎ
0AÞÞë0 0ë00NHë0ë |ALHA
ǤO aƼŴţcaȓţɑƘ ţƆcŴȲţ ȓăcƆţcaDz dĀ DzƼaŽ
ĀDzcƘƆdţdaDz, ǛȲĀ ģƘǪçaŽ ƘDz ȲDzȲáǪţƘDz a
ƼǪƘŽƘɑĀǪ Ƙ áŴbȲŽǥ, cǪţȓţca a ĀƆȓţdadĀǎ
A SaŽDzȲƆŅ, ƼƘǪ DzȲa ɑĀɡ, aģţǪŽa ǛȲĀ Ƙ
ǤMaŅƆa CaǪȓaǥ ĀDzȓá dĀ acƘǪdƘ cƘŽ ƘȲŝ
ȓǪƘDz ƼǪƘdȲȓƘDz DzţŽţŴaǪĀDzǎ ǤQȲaŴǛȲĀǪ ţƆŝ
ģƘǪŽaçãƘ Ƙbȓţda ƆƘ ƼǪƘcĀDzDzƘ dĀ dƘɓƆŝ
ŴƘad dƘ aƼŴţcaȓţɑƘ DzĀǪɑĀ aƼĀƆaDz ƼaǪa
ƼǪƘƼƛDzţȓƘDz dĀ ɑĀǪţģţcaçãƘ dƘ cƘƆDzȲŽţŝ
dƘǪ, ģȲƆcţƘƆaŴţdadĀDz Ā cƘŽȲƆţcaçƺĀDz
dĀ ŽaǪŲĀȓţƆŅ, ŽaDz aƼĀƆaDz DzĀ Ƙ cƘƆDzȲŝ
ŽţdƘǪ acĀţȓaǪ ǪĀcĀbĀǪ ĀDzDzaDz cƘŽȲƆţcaŝ
çƺĀDzǥ, aģţǪŽƘȲ a ĀŽƼǪĀDza ĀŽ ƆƘȓaǎ
Na DzĀŽaƆa ƼaDzDzada, ĀŽcƘƆɑĀǪDza ƼĀŝ
ŴƘ TɓţȓȓĀǪ, JaɗŝZģƘţ ǛȲĀDzȓţƘƆadƘ DzƘbǪĀ Ƙ
aƼŴţcaȓţɑƘ, ǛȲĀ DzĀǪţa ǤţƆɑaDzţɑƘǥǎ ǤDĀɑĀŝ
ŽƘDz ģaɡĀǪ ŽĀŴŗƘǪǥ, ǪĀDzƼƘƆdĀȲ ŴacƘƆţŝ
caŽĀƆȓĀ Ƙ caƆȓƘǪǎ
EŽ dĀcţDzƺĀDz aƆȓĀǪţƘǪĀDz, a CƘŽţDzDzãƘ
FĀdĀǪaŴ dĀ CƘŽăǪcţƘ dƘDz EUA Űá ƼǪĀɑţȲ
ǛȲĀ ĀŽƼǪĀDzaDz ŴţŅadaDz aƘ DzĀȓƘǪ dĀ ŽƘbţŝ
ŴţdadĀ ƆãƘ ƼƘdĀŽ ɑţƘŴaǪ a DzĀŅȲǪaƆça
dĀ aƼaǪĀŴŗƘDz Ā aƼŴţcaȓţɑƘDzǎ UŽ ĀɕĀŽŝ
ƼŴƘ ģƘţ a ţƆɑĀDzȓţŅaçãƘ DzƘbǪĀ a HTC, ƆƘ
ŽąDz ƼaDzDzadƘǎ A ĀŽƼǪĀDza DzĀcǪĀȓaŽĀƆȓĀ
ţƆDzȓaŴƘȲ ƼǪƘŅǪaŽaDz ƼaǪa cƘŴŗĀǪ dadƘDz
dĀ ŴƘcaŴţɡaçãƘ, ƆaɑĀŅaçãƘ ɓĀb, cƘƆȓĀȴŝ
dƘ dĀ SMS, Ā aȓă aDz ȓĀcŴaDz dţŅţȓadaDz ƼĀŴƘ
ȲDzȲáǪţƘǎ O DzƘģȓɓaǪĀ ȓaŽb㎠ɑĀǪţģţcaɑa
ǛȲaţDz ƘȲȓǪƘDz aƼŴţcaȓţɑƘDz ĀDzȓaɑaŽ ţƆDzȓaŝ
ŴadƘDz ƆƘ DzŽaǪȓƼŗƘƆĀ †
Soltware do rapper seria invasivo e reco|heria dados dos usuarios
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łƠƑŴłŻ ŖŴł¸ŴaıaŻ
1|â tŚĉŲĉta |Ŏſa1ĮŚ
ŁĮŚ ęsĉ šĮtŚs ġċ1ĉa
Iegis|açäo que
regu|a comunicaçäo
ameaça a |iherdade
de expressäo no pais
EŽ ŴƘƆŅa caǪȓa ĀƆcaŽţƆŗada
aƘ ŅƘɑĀǪƆƘ dƘ EǛȲadƘǪ, a ǪĀŴaŝ
ȓƘǪa ĀDzƼĀcţaŴ ƼaǪa a LţbĀǪdadĀ
dĀ EɕƼǪĀDzDzãƘ da OǪŅaƆţɡaçãƘ
dƘDz EDzȓadƘDz AŽĀǪţcaƆƘDz
ƿOEADž, CaȓaŴţƆa BƘȓĀǪƘ, ȓĀcĀȲ
cǪŦȓţcaDz à LĀţ OǪŅûƆţca dĀ CƘŝ
ŽȲƆţcaçãƘ, DzaƆcţƘƆada ƆƘ dţa
ȧȧ dĀ ŰȲƆŗƘǎ SĀŅȲƆdƘ Ƙ dƘcȲŝ
ŽĀƆȓƘ, ǤaŴŅȲŽaDz dţDzƼƘDzţçƺĀDz
da ŴĀţ ƼƘdĀŽ DzĀǪ ţƆcƘŽƼaȓŦŝ
ɑĀţDz cƘŽ ƘDz ƼadǪƺĀDz ţƆȓĀǪƆacţŝ
ƘƆaţDzǥ Ā aŽĀaçaŽ a ŴţbĀǪdadĀ
dĀ ĀɕƼǪĀDzDzãƘ ƆƘ ƼaŦDzǎ
ǤAŴĀţ cƘƆDzaŅǪa aŴŅȲƆDz ƼǪţƆcŦŝ
ƼţƘDz ţŽƼƘǪȓaƆȓĀDz ƼaǪa Ƙ ĀɕĀǪcŦŝ
cţƘ dƘ dţǪĀţȓƘ dĀ ŴţbĀǪdadĀ dĀ
ƼĀƆDzaŽĀƆȓƘ Ā ĀɕƼǪĀDzDzãƘǎ NƘ
ĀƆȓaƆȓƘ, aƘ ǪĀŅȲŴaǪ ĀDzDzĀDz ƼǪţƆŝ
cŦƼţƘDz a ŴĀţ ĀDzȓabĀŴĀcĀ ŅǪaɑĀDz
ǪĀDzȓǪţçƺĀDzǥ, aģţǪŽa CaȓaŴţƆaǎ
O dƘcȲŽĀƆȓƘ dĀDzȓaca dĀɡ
ƼƘƆȓƘDz da ŴĀţ ĀǛȲaȓƘǪţaƆa ǛȲĀ
ĀƆȓǪaŽ ĀŽ cŗƘǛȲĀ cƘŽ Ƽaŝ
dǪƺĀDz ţƆȓĀǪƆacţƘƆaţDz dĀ dĀģĀDza
da ŴţbĀǪdadĀ dĀ ĀɕƼǪĀDzDzãƘ, DzĀƆŝ
dƘ a ŽaţƘǪ ƼaǪȓĀ DzƘbǪĀ a DzȲƼĀǪŝ
ɑţDzãƘ dƘ EDzȓadƘ à ƼǪáȓţca ŰƘǪƆaŝ
ŴŦDzȓţcaǎ ADz ƼǪţƆcţƼaţDz cǪŦȓţcaDz DzãƘ
Ƙ ĀɕcĀDzDzƘ dĀ ǪĀDzȓǪţçƺĀDz Ā a cǪţaŝ
çãƘ da SȲƼĀǪţƆȓĀƆdąƆcţa dĀ IƆŝ
ģƘǪŽaçãƘ Ā CƘŽȲƆţcaçãƘ, dĀģţŝ
Ɔţda cƘŽƘ Ƙ ǤƘǪŅaƆţDzŽƘ ȓăcƆţŝ
cƘ dĀ ɑţŅţŴûƆcţa, aȲdţȓƘǪţa, ţƆŝ
ȓĀǪɑĀƆçãƘ Ā cƘƆȓǪƘŴĀ, cƘŽ ƼƘŝ
dĀǪ ƼaǪaţŽƼƘǪ DzaƆçƺĀDzǥ, ǛȲĀDzĀŝ
Ǫá dţǪţŅţda ƼƘǪ ȲŽ ģȲƆcţƘƆáǪţƘ
ţƆdţcadƘ ƼĀŴa ƼǪĀDzţdąƆcţaǎ
AŴăŽdţDzDzƘ, aDz ǪĀŅǪaDz ǛȲĀ dĀŝ
ģţƆĀŽ aDz ţƆģǪaçƺĀDz Ā aDz ǪĀDzƼĀcŝ
ȓţɑaDz ƼĀƆaDz DzãƘ cƘƆDzţdĀǪadaDz
ǤɑaŅaDzǥ ƼĀŴƘ ƘǪŅaƆţDzŽƘ ţƆȓĀǪŝ
ƆacţƘƆaŴǎ A ŴĀţ ĀDzȓabĀŴĀcĀ, ƼƘǪ
ĀɕĀŽƼŴƘ, Ƙ ǤŴţƆcŗaŽĀƆȓƘ Žţŝ
dţáȓţcƘǥ cƘŽƘ a dţģȲDzãƘ dĀ ţƆŝ
ģƘǪŽaçãƘ cƘŽ Ƙ ƼǪƘƼƛDzţȓƘ dĀ
dĀDzƼǪĀDzȓţŅţaǪ ƘȲ ǪĀdȲɡţǪ a cǪĀŝ
dţbţŴţdadĀ ƼȴbŴţca dĀ ƼĀDzDzƘaDz
ģŦDzţcaDz ƘȲ ŰȲǪŦdţcaDzǎ
ǤNĀDzȓĀ DzĀƆȓţdƘ, ǛȲaŴǛȲĀǪ dĀŝ
ƆȴƆcţa DzȲDzȓĀƆȓada dĀ cƘǪǪȲƼŝ
çãƘ, ǛȲĀ ƼƘdĀ ǪĀdȲɡţǪ a cǪĀdţŝ
bţŴţdadĀ ƼȴbŴţca dƘ ģȲƆcţƘƆáŝ
ǪţƘ ĀƆɑƘŴɑţdƘ, ƼƘdĀ DzĀǪ ǛȲaŴţģţŝ
cada cƘŽƘ ǩŴţƆcŗaŽĀƆȓƘ Žţdţŝ
áȓţcƘǩǥ, cǪţȓţca a ǪĀŴaȓƘǪaǎ
OȲȓǪƘ ƼƘƆȓƘ dĀDzȓacadƘ ƼƘǪ
CaȓaŴţƆa ă a ƘbǪţŅaçãƘ dĀ ƘDz
ɑĀŦcȲŴƘDz ȓĀǪĀŽ, dĀƆȓǪƘ daDz ǪĀŝ
daçƺĀDz, ȲŽ ǤdĀģĀƆDzƘǪ dƘDz ĀDzŝ
ƼĀcȓadƘǪĀDz Ā ŴĀţȓƘǪĀDzǥ ĀDzcƘŴŗţŝ
dƘ ƼƘǪ cƘƆcȲǪDzƘ ƼȴbŴţcƘ ƘǪŅaŝ
ƆţɡadƘ ƼĀŴƘ ƛǪŅãƘ ĀDzȓaȓaŴ CƘƆŝ
DzĀŴŗƘ dĀ PaǪȓţcţƼaçãƘ Cţdadã Ā
CƘƆȓǪƘŴĀ SƘcţaŴǎ
ǤIŽƼƘǪ aƘDz ŽĀţƘDz dĀ cƘŽȲƆţŝ
caçãƘ a ţƆcŴȲDzãƘ ƆaDz ǪĀdaçƺĀDz
dĀ ȲŽa ƼĀDzDzƘa ĀDzcƘŴŗţda ƼƘǪ
ŽĀţƘ dĀ ȲŽ ƼǪƘcĀdţŽĀƆȓƘ dĀŝ
DzĀƆŗadƘ Ā ţŽƼŴĀŽĀƆȓadƘ ƼĀŴƘ
EDzȓadƘ caȲDza ŅǪaƆdĀ ƼǪĀƘcȲƼaŝ
çãƘǥ, ǪĀDzDzaŴȓa CaȓaŴţƆaǎ
PƘǪ ģţŽ, a ǪĀŴaȓƘǪa dĀŽƘƆDzȓǪa
ĀDzƼĀcţaŴ ƼǪĀƘcȲƼaçãƘ cƘŽ
cŴáȲDzȲŴaDz ǛȲĀ ĀDzȓabĀŴĀcĀŽ DzaƆŝ
çƺĀDz a ǛȲĀŽ ƼȲbŴţcaǪ ţƆģƘǪŽaŝ
çƺĀDz cƘƆDzţdĀǪadaDz cƘƆģţdĀƆcţŝ
aţDzǎ AƼĀDzaǪ dĀ Ƙ ģȲƆdadƘǪ dƘ
WţŲţŴĀaŲDz, JȲŴţaƆ ADzDzaƆŅĀ, ĀDzȓaǪ
abǪţŅadƘ Ɔa ĀŽbaţɕada ĀǛȲaȓƘŝ
ǪţaƆa ĀŽ LƘƆdǪĀDz, ţƆȓĀǪƆaŽĀƆŝ
ȓĀ a ŴĀŅţDzŴaçãƘ ƼǪƘŦbĀ a cţǪcȲŴaŝ
çãƘ dĀ ţƆģƘǪŽaçƺĀDz ƼǪƘȓĀŅţdaDz
cƘŽ cŴáȲDzȲŴaDz dĀ ǪĀDzĀǪɑaǸ daŝ
dƘDz ǛȲĀ ƼǪƘɑĀƆŗaŽ dĀ cƘŽȲŝ
ƆţcaçƺĀDz ƼĀDzDzƘaţDz DzĀŽaȲȓƘǪţɡaŝ
çãƘ dƘ ȓţȓȲŴaǪǸ Ā ţƆģƘǪŽaçƺĀDz
ƼǪƘdȲɡţdaDz ƼĀŴƘ MţƆţDzȓăǪţƘ Pȴŝ
bŴţcƘ ĀŽ ţƆɑĀDzȓţŅaçãƘǎ †
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28 l O GLOBO Quinta-feira 18. 7. 2013
Mundo
TRAGÉDIANAESCOLA
_
Merenda mortal
Indianos protestam nas ruas após mortes de pelo menos 27 crianças intoxicadas no almoço
AFTAB ALAM SIDDIQUI/AP
Imagemdo descaso. Num hospital de Patna, crianças indianas que adoeceram após almoço na escola; autoridades não esclareceram como a contaminação ocorreu
-PATNA, ÍNDIA- Em um país no qual, segundo o Uni-
cef, mais de 60 milhões de crianças com até 5
anos —quase metade do total —apresentamsi-
nais de subnutrição, a existência de um progra-
ma de merenda escolar que atende a 120 mi-
lhões de alunos é crucial para combater a ali-
mentação deficiente e, ao mesmo tempo, man-
ter as salas de aula cheias. Mas dezenas de cri-
anças entre 5 e 12 anos do vilarejo de Mashrakh,
no estado de Bihar, Leste da Índia, não voltaram
para casa anteontemdepois do almoço. Acomi-
da estava contaminada com pesticida, levando
à morte pelo menos 27 crianças de umgrupo de
51 que foram internadas. Os sobreviventes con-
tinuavam ontem num hospital de Patna, a capi-
tal de Bihar, muitas ainda com risco de morrer.
A tragédia causou revolta entre os moradores
da região, que fecharam rodovias e ferrovias, e
depredaramcarros de polícia e ônibus, noque fo-
ram reprimidos por forças policiais. Ao mesmo
tempo, famílias choravamas crianças mortas nas
proximidades da escola em que estudavam, em
cujo terreno várias delas foram sepultadas.
— O que sobrou agora? Queremos que o mi-
nistro-chefe venha aqui e veja a tragédia — co-
brou Rajiv Kumar, morador de Mashrakh, se-
gundo o jornal “Hindustan Times”.
Em paralelo ao sofrimento e à indignação em
Mashrakh, veio a notícia de que outras 50 crian-
ças de Bihar, no vilarejo de Bisfi, também tive-
ram que ser socorridas depois de almoçarem
em sua escola. Até ontem à noite, não havia
mortes registradas neste segundo grupo.
As autoridades de Bihar apenas confirmaram
que a intoxicação se deu pelo consumo de com-
postos organofosforados, comuns em inseticidas
e herbicidas. Não esclareceram se a contamina-
ção ocorreu durante o preparo
da comida na escola ou se os
alimentos presentes nos pratos
servidos —arroz, lentilha, soja e
batatas — já continham as
substâncias fatais. As crianças
começarama passar mal e a vo-
mitar logo após a refeição, e fo-
ram levadas às pressas para
hospitais locais. A diretora da
escola de Mashrakh fugiu após
as mortes.
—Temos a impressão de que
algum tipo de inseticida foi
misturado intencionalmente
ou acidentalmente à comida,
mas isso ficará claro comas in-
vestigações —disse R.K. Singh,
superintendente médico do
hospital infantil de Patna.
O ministro-chefe de Bihar,
Nitish Kumar, ofereceu uma
indenização de 200 mil rúpias
indianas (cerca de R$ 7.500) às
famílias dos que morreram. Fotos de Kumar fo-
ram queimadas nos protestos após a tragédia.
Bihar é o terceiro estado mais populoso dos 23
da Índia, e o que apresenta o segundo pior Índi-
ce de Desenvolvimento Humano: 0,447, de
acordo com a ONU, patamar baixo e similar ao
de países africanos pobres.
RELATOS FREQUENTES DE ROUBO E MÁ QUALIDADE
Mesmo antes de qualquer investigação ter sido
concluída, oministroda Educaçãode Bihar, P.K.
Shahi, já afirmava que a contaminação tinha
ocorrido de forma deliberada e comfundo polí-
tico. Segundo ele, os ingredientes usados no
preparo do almoço vieramda loja do marido da
diretora, que seria filiadoa umpartidode oposi-
ção. Uma cozinheira mencionou o óleo utiliza-
do como possível causa da intoxicação.
—Éumcaso criminoso de envenenamento —
defendeu Shahi.
O programa de merenda escolar gratuita já
existe em alguns estados indianos há décadas,
mas passou a ser universal em 2001, por ordem
da Suprema Corte do país. O objetivo principal
é reduzir a subnutrição. Só emBihar, 20 milhões
de crianças são atendidas.
Por outro lado, os relatos de roubo e desvio de
comida são frequentes, assim como as reclama-
ções sobre a má qualidade da comida servida.
Muitos estados terceirizam o fornecimento para
ONGs ligadas a políticos. Segundo MohanGupta,
da Iskcon Food Relief Foundation, organização
que serve refeições para quase 1 milhão de crian-
ças indianas, os programas de alimentação esco-
lar emBihar e no estado vizinho de Uttar Pradesh
são, há muito tempo, dos piores da Índia. A ONG
de Gupta não trabalha nesses estados.
— Há várias pequenas ONGs que atendem
uma ou duas escolas, e elas tendem a ser apa-
drinhadas por políticos — disse Gupta ao “New
York Times”. — São pobres e corruptas.
Os casos de intoxicação em Bihar podem abalar
os esforços do governo indiano para aprovar no
Congresso, emagosto, umprojetode lei que garan-
tiria o fornecimento de comida subsidiada a dois
terços da população do país ao custo anual de US$
20 bilhões. Críticos à ideia questionam como o go-
verno fará para garantir a qualidade dos alimentos
ao mesmo tempo em que previne a corrupção na
estrutura de distribuição dos produtos. l
AFP
Novos direitos permitem início de revolução silenciosa
Conjunto de leis aprovadas na
última década leva população a
se mobilizar frente ao Estado
-DALKI SAHI, ÍNDIA- Há três anos, umgrupo de pais de
um vilarejo remoto entregou a autoridades lo-
cais umabaixo-assinado exigindo uma nova es-
cola. Seus filhos tinham que andar mais de três
quilômetros entre fazendas, florestas e riachos
para chegar à escola pública mais próxima, ape-
sar de, como argumentavam, a nova lei de direi-
to à educação da Índia garantir algo mais perto.
Alegislação pode até ter mobilizado o povo de
Dalki Sahi, no estado de Orissa, Leste da Índia,
mas a nova escola ainda não apareceu. Por todo
o país, emmeio a dúvidas sobre o que o governo
pode de fato oferecer, muitos se perguntam se a
lei foi apenas uma promessa disfarçada de novo
direito fundamental.
Nos últimos oito anos, o governo do premier
Manmohan Singh conseguiu aprovar uma série
de leis que dão à população o direito a pesquisar
os arquivos oficiais e a conseguir escolas, traba-
lho no campo, terras em áreas florestais e, mais
recentemente, comida subsidiada. Alguns cha-
mam isso de revolução silenciosa indiana.
As leis marcam uma mudança radical na for-
ma usada pelo governo para proporcionar ser-
viços sociais — agora dizem que o povo tem di-
reito a eles, fazendo comque os indianos parem
de esperar passivamente e forcem a normal-
mente apática burocracia a agir. Defensores
deste ponto de vista afirmam que as leis estão
mudando, aos poucos, a inerente relação feudal
entre o governo e os cidadãos.
Ogoverno fez uma campanha publicitária so-
bre os novos direitos este ano, e os aliados de
Singh no Partido do Congresso dizem que as
leis devemser usadas como mote na campanha
para as eleições gerais do ano que vem.
PARA ALGUNS, LEIS DECORATIVAS
Os críticos dizemque muitos dos novos direitos
são apenas umeufemismo para gastos enormes
comfins eleitoreiros. Outros defendemque, se a
atitude do funcionalismo não muda, os direitos
são apenas decorativos frente a um deficiente
sistema de serviços sociais.
— Em outros países, eles realmente oferecem
comida, trabalho e aposentadoria. Na Índia, es-
tamos apenas falando de direitos a tudo isso.
Quem estamos enganando? — perguntou Surjit
Bhalla, presidente da consultoria Oxus Invest-
ments, de Nova Délhi. — Todos esses supostos
direitos significam corrupção e desperdício de
dinheiro. Não são nada além de populismo.
Mas ativistas afirmam que as novas leis estão,
sim, tornando os indianos mais exigentes dian-
te do Estado, mesmo sem resultados imediatos.
— As pessoas não estão mais se arrastando di-
ante das autoridades. Elas estão exigindo seus di-
reitos, não pedindo caridade ao governo — disse
Ranjan Kumar Mohanty, integrante do Centro de
Cultura Popular, ONGque trabalha como desen-
volvimento de comunidades rurais em Orissa.
Em março, autoridades de Educação de vários
governos estaduais, entre eles Orissa, procura-
ramo governo federal para dizer que não tinham
recursos suficientes para construir novas escolas
ou melhorar as existentes. Eles pediram mais
tempo ou o relaxamento de algumas exigências
na aplicação da lei aprovada há três anos.
— Aprovar esses projetos é atraente politica-
mente — diz Nikhil Dey, integrante de uma or-
ganização de trabalhadores de fábricas e do se-
tor rural. — Mas também é algo complicado,
porque pode se voltar contra você se as expecta-
tivas populares forem aumentadas sem serem
atendidas. l
RAMA LAKSHMI
Do WashingtonPost
120
MILHÕES DE
CRIANÇAS
Éaquantidade
dealunosque
almoçamem
escolasna
Índia
27
MORTOS
Acifra de
ontempode
aumentar
devido às
dezenas de
internados
U
Números
Repressão. Policiais com cassetetes tentam parar homens que protestavam após as mortes dos estudantes
ÍNDIA
Detalhe
NEPAL
SARAN
Mashrakh
O MAPA DA TRAGÉDIA
Bisfi
ESTADO
DE BIHAR
ÍNDIA
Segundo a ONU,
o índice de
desenvolvimento
humano em
Bihar é de
0,447, similar ao
dos países mais
pobres do mundo
Distritos
afetados
MADHUBANI
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_AD User: Asimon Time: 07-17-2013 21:31 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 l Mundo l O GLOBO l 29
-TEL AVIV- Um dia depois de a União Europeia
anunciar a suspensão de financiamento para
operações de organizações israelenses emterri-
tórios palestinos ocupados, o governo de Israel
aprovou uma nova expansão de assentamentos.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Ne-
tanyahu, deu sinal verde para a construção de
732 casas em Modiin Ilit, entre Jerusalém e Tel
Aviv. A ação representa mais um entrave no
ponto mais crítico das negociações de paz entre
israelenses e palestinos, no momento em que o
secretário de Estado americano, John Kerry, en-
contra-se na Jordânia para uma nova tentativa
de mediar um consenso entre os dois lados.
Se, por um lado, o anúncio da UE foi um im-
portante respaldo aos palestinos, Israel, que
quer manter faixas de assentamentos na Cis-
jordânia em qualquer acordo de paz, recebeu a
notícia com indignação. Segundo fontes do go-
verno israelense, Netanyahu manifestou preo-
cupação a Kerry e afirmou que a ação da UE “fe-
re os esforços para renovar o processo diplomá-
tico”. A imprensa israelense afirma que Ne-
tanyahu recorreu a líderes europeus e pediu à
UE que adie a implementação da medida.
Apesar do novo impasse, Kerry demonstrou
otimismo. Em sua sexta missão de paz no Ori-
ente Médio em seis meses, o secretário de Esta-
do americano afirmou que o abismo entre isra-
elenses e palestinos está diminuindo.
— Temos sido capazes de reduzir essas lacunas
de forma muito significativa. E assimnós continu-
amos a nos aproximar, e eu continuo a manter a
esperança de que as partes possam em breve ser
capazes de se sentar à mesma mesa —disse Kerry
ementrevista coletiva na capital da Jordânia, Amã.
O secretário de Estado americano reuniu-se
com o presidente palestino, Mahmoud Abbas,
para retomar as negociações congeladas desde
2010, justamente por uma disputa sobre a cons-
trução continuada de assentamentos israelenses.
Abbas anunciou para hoje uma reunião de con-
sulta com outros líderes da Organização para a
Libertação da Palestina (OLP), em Ramallah, na
Cisjordânia, para analisar a proposta de Kerry.
—Opresidentevai apresentar aofertaparatomar
uma decisão —disse Wasel Abu Youssef, da OLP.
A imprensa local citou uma declaração da Liga
Árabe emitida após uma reunião com Kerry, em
que o bloco teria afirmado seu apoio aos esforços
do secretário de Estado americano. Uma decisão
palestina positiva seria o primeiro sinal tangível
de avanço nas negociações, agora ofuscadas por
conflitos no Egito e na Síria.
Kerry pediu a Israel que considere a sério a ini-
ciativa de paz de 2002 da Liga Árabe, apresentada
numa cúpula emBeirute. Aproposta consistia no
reconhecimento de Israel, emtroca da devolução
dos territórios palestinos ocupados.
— Israel precisa considerar essa iniciativa,
que promete paz com 22 nações árabes e 35 na-
ções islâmicas — defendeu Kerry. l
Kerry diz que abismo nas negociações de paz diminuiu, apesar de impasse
ABBAS MOMANI/AFP
Dois lados. Forças de segurança de Israel montam guarda durante protesto de apoio a jornalistas palestinos: OLP analisará hoje proposta de paz feita por Kerry a Abbas
Após UE punir assentamentos,
Israel anuncia nova expansão
U
HERANÇADEAHMADINEJAD
Numtomque remete aos discursos do presidente
do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o governante eleito
do país, Hassan Rowhani, ridicularizou a afirmação
do premier israelense, Benjamin Netanyahu, de
que o Irã estava se aproximando dos limites
estabelecidos por Israel emrelação ao programa
nuclear de Teerã. Eminimizou a capacidade de
Israel de atacar o território iraniano.
Desde a vitória de Rowhani,que assume em
agosto sob expectativas de resolução da disputa
nuclear, Netanyahu temalertado as nações
ocidentais para que não se distraiam. Israel diz que
mantémtodas as opções emaberto para impedir
que o Irã adquira potencial nuclear.
—Quemsão os sionistas para nos ameaçar? Dá
vontade de rir —disse Rowhani, emcontraste com
afirmações anteriores de que pretende adotar uma
abordagemmenos agressiva do que a de
Ahmadinejad nas negociações nucleares.
OOcidente pressiona pela retomada das
conversas, suspensas desde abril, temendo que o
fracasso leve a umnovo conflito no Oriente Médio.
ROWHANI RIDICULARIZA
AMEAÇAS DE NETANYAHU
A
edição de agosto da revista “Rolling
Stone” causou irritação entre políti-
cos e o público americano por trazer
um dos suspeitos pelo atentado à
MaratonadeBostoncomoumacelebridadeem
sua capa, mais conhecida pelas fotos de artistas
da música pop americana. Dzhokhar Tsarnaev,
19 anos, é acusado de ter, com seu irmão Ta-
merlan, transformado panelas de pressão em
bombas caseiras eas explodidonalinhadeche-
gada da corrida. Seu objetivo, de acordo com a
mídia americana, seria vingar a morte de mu-
çulmanos em guerras dos EUA. Três pessoas
morreramnoataqueecentenas ficaramferidas.
Em represália, duas importantes redes de
varejo, CVS e Tedeschi Food Shops, afirma-
ramque não irão vender a próxima edição da
“RollingStone”. Usuários deredes sociais tam-
bém prometiam boicotar a revista e faziam
deboches com uma paródia em que terroris-
tas da al-Qaeda apareciam na capa.
A imagem de jovem galã, descrito como “The
Bomber”, algocomo“OBombardeador”, irritouo
prefeito de Boston, Thomas Menino:
—É uma desgraça total! (A capa) Deveria
ser sobre os sobreviventes ouos que primeiro
ajudaram. Por que glorificar umcara que cri-
ou uma mutilação na cidade de Boston?
O governador do estado de Massachusetts,
Deval Patrick, também criticou.
— Aparentemente se trata de uma reporta-
gem bem boa. Mas a capa é de mau gosto.
Na revista, a reportagem de 12 páginas, com
dezenas de entrevistas, é descrita como umre-
trato “fascinante de como umrapaz charmoso
com um futuro brilhante se transformou em
ummonstro”. Outro motivo para a decisão edi-
torial, defendeu-se a revista, foi a faixa etária
do acusado, próxima a de seus leitores: “É im-
portante, para nós, examinar as complexida-
des deste tema”. Ao longo da reportagem, a pu-
blicação trata Dzhokhar como culpado e ofe-
rece poucas revelações. Entre elas, a de que ele
afirmoua umamigoacreditar que ataques ter-
roristas poderiamser justificáveis e que levava
“sua religião muito a sério”.
A polêmica foto não foi feita pela revista. Dz-
hokhar se declarou inocente das 30 acusações
contra ele numa corte na semana passada. l
De terrorista a ‘astro pop’
Capa para acusado de atentado de
Boston põe ‘Rolling Stone’ sob fortes
críticas e boicote de vendas
MICHAEL THURSTON/AFP
‘O bombardeador’. Dzhokhar na edição de agosto
POLÊMICANAS BANCAS
-BOSTON-
Pablo Longueira alega depressão
e deixa caminho livre para rival,
a ex-presidente Bachelet
-SANTIAGO DO CHILE- A quatro meses das
eleições presidenciais no Chile, o can-
didato governista, Pablo Longueira, de-
cidiu abandonar a corrida eleitoral de-
vido a problemas de saúde. O anúncio
foi feito ontem, por um de seus filhos, e
surpreendeu a classe política. A saída
de Longueira é mais um obstáculo na
campanha da centro-direita chilena,
que não aparece como favorita nas pes-
quisas de opinião.
— Nosso pai está doente. Após ser
eleito nas primárias (do partido), du-
rante alguns dias de descanso sua saú-
de deteriorou-se devido a uma depres-
são — explicou Juan Pablo Longueira.
A desistência ocorre menos de três
semanas depois de sua vitória nas pri-
márias como representante da coalizão
governista, realizadas no dia 30 de ju-
nho. E pode favorecer ainda mais a ex-
presidente Michelle Bachelet, que se-
gundo sondagens lidera a preferência
dos eleitores para a ida às urnas previs-
ta para 17 de novembro.
A primeira mulher a comandar o país
(2006-2010) tenta vol-
tar aoPaláciode la Mo-
neda com a promessa
de combater a desi-
gualdade econômica
aumentando impostos
corporativos para fi-
nanciar a educação
universitária gratuita
—umdos pontos mais
críticos de protestos no
Chile. Bachelet propõe
ainda a elaboração de
umanovaConstituição
que substitua a criada
pelo ditador Augusto
Pinochet em 1980.
Longueira, que foi
ministro da Economia
no atual governo de
Sebastián Piñera e, an-
tes disso, assessor do
Ministério de Habita-
ção e Urbanismo no regime de Pinochet,
é aprincipal figuradaconservadoraUni-
ão Democrata Independente (UDI).
— Nos vemos diante deste momento
doloroso e inevitável, por sua responsa-
bilidade comoChile, suaaliançapolítica
e seu partido político, em que nosso pai
anuncia sua renúncia à candidatura pre-
sidencial — lamentou o filho de Lon-
gueira em entrevista coletiva.
O agora ex-candidato não foi a pri-
meira baixa do partido União Demo-
crata Independente (UDI) nestas elei-
ções. Ele fora escolhido depois que o
empresário Laurence Golborne aban-
donou a candidatura à Presidência,
após ser envolvido num escândalo so-
bre faturamento e contas não declara-
das no exterior.
SUBSTITUTO SERÁ ANUNCIADO HOJE
A UDI anunciou para hoje uma reu-
nião em que escolherá um novo candi-
dato. O presidente da legenda, Patricio
Melero, explicou que, coma retirada de
Longueira, os partidos da coalizão de
governo ficam livres para lançar seus
próprios candidatos.
— Nossa legislação prevê situações
como esta e estabelece que os partidos
que participaram na eleição primária
ficam liberados para nomear seus can-
didatos de forma individual ou empac-
to eleitoral — disse ele.
Segundo o jornal chileno “La Tercera”,
umdos mais cotados na corrida contra o
tempo que se configura no partido é An-
drés Allamand. Ex-ministro da Defesa,
ele foi derrotadopor poucopor Longuei-
ra na eleição primária do partido, mês
passado. Allamand pertence ao Partido
Renovação Nacional, que faz parte da
coalizão governista. l
Candidato governista
abandona campanha
presidencial no Chile
PABLO
LONGUEIRA.
Ex-ministro
da Economia
no governo
Piñera, foi
assessor do
Ministério de
Habitação
comPinochet
U
Quemé
l FOTOGALERIA: Enquanto navio
norte-coreano gera impasse no Panamá,
Kim Jong-un passeia
l #SNOWDENDAY:
Ativistas organizam manifestações em
apelo para que o governo brasileiro
conceda asilo ao ex-técnico da CIA
l PRÊMIO:
Casa da Moeda britânica dará uma
moeda de prata para quem nascer no
dia do bebê real
l NO TWITTER:
Confira as notícias do @OGlobo_Mundo
Hoje
naweb
oglobo.com.br/mundo
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30 l O GLOBO l Mundo l Quinta-feira 18. 7. 2013
-CIDADE DO PANAMÁ- O governo panamenho
pediu ontem a participação da ONU na
investigação de um navio norte-corea-
no apreendido no Canal do Panamá
quando levava armas e peças de Cuba
para a Coreia do Norte, emaparente vi-
olação a sanções internacionais ao re-
gime de Pyongyang. Havana alega que
as armas foram enviadas para conserto
e seriam devolvidas, o que a Coreia do
Norte confirma e diz ser legal. Ambos
afirmam que os equipamentos são ob-
soletos, fabricados em meados do sé-
culo passado, e Havana nega ter viola-
do o embargo internacional.
O Panamá anunciou que apresentará
queixas criminais contra a tripulação
por atentar contra a segurança interna
do país. As armas não estavam nos re-
gistros e foram encontradas embaixo
de toneladas de açúcar numa missão
de busca antidrogas. Cuba afirma que o
barco continha 240 toneladas de “ar-
mas defensivas obsoletas”: dois siste-
mas de mísseis antiaéreos, peças de no-
ve mísseis, de dois caças MiG-21 Bis e
15 motores desse tipo de aeronave.
—Onavioserá transferidopara oCon-
selho de Segurança, eles vão decidir o
que fazer —disse oministroda Seguran-
ça do Panamá, Jose Raul Mulino, referin-
do-se ao órgão máximo da ONU, que até
ontem de noite não se manifestara.
PROIBIÇÃO É AMPLA
Segundo o presidente panamenho, Ricar-
do Martinelli, o capitão do navio ficou de-
sesperadoaoter a carga encontrada e ten-
tou se matar cortando a própria garganta,
alémde ter sofridouminfarto—mas per-
manece detido com a tripulação de cerca
de 35 pessoas.
A Coreia do Norte se encontra sob san-
ções da ONUpor desobedecer resoluções
do Conselho de Segurança para desarmar
seu programa nuclear e de mísseis balísti-
cos. Cuba, por suavez, ensaiaumareapro-
ximação com os EUA — um tema de go-
verno para o presidente Barack Obama e
uma demanda crescente entre os países
do continente, que pedem o fim do blo-
queioeconômicoamericanoà ilha, emvi-
gor desdeoiníciodadécadade1960. Ape-
sar da possível violação de Cuba às san-
ções, uma reunião da agenda de aproxi-
mação entre Washington e Havana ocor-
reu normalmente ontem.
As alegações de Cuba e da Coreia do
Norte esbarram na resolução da ONU
adotada em 2009 sobre o embargo. Se-
gundoodocumento, as restrições se apli-
cam a “todas as armas e materiais relaci-
onados, assimcomo transações financei-
ras ou treinamento técnico e assessora-
mentorelacionadoa provisão, manufatu-
raemanutençãoouusodetais armas, ex-
cetoarmas pequenas e leves”. Ainvestiga-
ção deverá determinar se Cuba estava
realmente enviando armas para reparo
composterior retorno ao país, ou se esta-
va fornecendo equipamentos proibidos à
Coreia do Norte.
O navio Chong Chong Gang foi
apreendido no dia 11 de julho, mas as
armas sóforamencontradas esta sema-
na. As autoridades panamenhas dizem
que pode levar ainda uma semana para
revistar toda a embarcação, uma vez
que apenas um dos cinco comparti-
mentos é de contêineres. Ontem,
Pyongyang pediu que a tripulação da
embarcação fosse liberada, alegando
que a investigaçãobuscava drogas e ne-
nhuma carga ilegal foi encontrada. l
Embarcação pode ter violado embargo internacional à Coreia do Norte
RODRIGO ARANGUA/AFP
Busca refinada. O navio Chong Chong Gang no porto de Manzanillo, na costa atlântica do Panamá
Panamá pede à ONU que decida
sobre navio com armas cubanas
Costa Concordia:
capitão busca acordo
Defesa de Schettino
propõe redução de
pena a responsável
por naufrágio
-ROMA- A defesa do ex-capitão
Francesco Schettino, acusado
de ser o principal responsável
pelo naufrágio do cruzeiro Cos-
ta Concordia, propôs ontemum
acordo à Justiça da Itália para li-
vrá-lo de uma pena de mais de
mais de 20 anos de prisão. Se-
gundo o advogado Donato Lai-
no, Schettino se declararia cul-
pado pelo acidente que matou
32 pessoas em troca de uma re-
dução de pena para apenas três
anos e cinco meses de prisão.
Um ano e meio depois do
acidente emfrente à ilha italia-
na de Giglio, Schettino enfren-
ta julgamento pelos crimes de
negligência, homicídio culpo-
so múltiplo, abandono de na-
vio, danos ambientais e por
não ter informado imediata-
mente as autoridades portuá-
rias sobre a colisão.
A defesa argumenta que a
manobra perigosa que teria le-
vado à colisão era autorizada e,
principalmente, nega que o ex-
capitão — conhecido como al-
guémarrogante e de difícil trato
— tenha agido de forma irres-
ponsável ou deixado o navio.
— O capitão Schettino não
deixou o navio. A embarcação
inclinou cerca de 90 graus e o
capitão caiu em um dos botes
salva-vidas — disse recente-
mente o chefe de sua equipe de
advogados, Domenico Pepe.
O ÚNICO JULGADO
Acredita-se, porém, que a Justi-
ça deva rejeitar a proposta de
acordo. O julgamento come-
çou ontem com atraso. A pri-
meira audiência estava marca-
da para 9 de julho, mas teve de
ser adiada devido à greve dos
advogados que protestavam
contra as reformas do governo
italiano de Enrico Letta.
Segundo a imprensa local,
apresentaram-se 242 partes liti-
gantes, entre passageiros, gru-
pos ambientalistas, prefeitura e
ogrupoCosta Cruzeiros, aoqual
pertencia o navio. E o processo
deve ser longo: a promotoria
convocou 338 testemunhas, o
advogado de Schettino chamou
96, e as partes litigantes, 575.
Schettino é o único sendo
julgado pelo naufrágio após
outros acusados terem acor-
dos aceitos pela Justiça. l
ANDREW MEDICHINI/AP
Schettino. O ex-capitão na corte: proposta de uma pena de 3 anos e 5 meses
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aquícola, para cessão onerosa. A autorização/cessão onerosa se dará por meio
de oferta dos objetos relacionados no Edital, localizados nos Estados da Bahia
e Pernambuco, em consonância com as especifcações e quantidades contidas
no Anexo I – Termo de Referência.
Os envelopes contendoadocumentaçãorelativaàhabilitaçãojurídica, regularidadefscal,
qualifcação técnica e à proposta fnanceira dos concorrentes deverão ser entregues no
MPA, emBrasília – Distrito Federal, situado no Setor Bancário Sul, quadra 2, lote 10,
bloco J, Térreo, Edifício Carlton Tower, CEP: 70070-120, no período que terá início na
data de publicação deste edital e se estenderá até o dia 16/08/2013, às 18h00.
Realização: 19/08/2013 das 13:00h às 18:00h, no MPA, emBrasília – Distrito Federal,
no endereço: Ed. Sede do Ministério da Pesca eAquicultura – MPA, Setor Bancário Sul
– SBS– Ed. CarltonTower – Quadra 2, Lote 10, Bloco J, noAuditóriodoMPA, haverá
a abertura dos envelopes contendo a documentação relativa à habilitação jurídica,
regularidade fscal, qualifcação técnica e a proposta fnanceira dos concorrentes.
Não havendo expediente na data marcada para a abertura da licitação, fcará a
reunião adiada para o primeiro dia útil subsequente, salvo disposições emcontrário.
Informações Gerais e Endereço: A cópia do texto integral deste Edital está
disponível no site: www.mpa.gov.br, podendo ser retirado, mediante recolhimento
do valor de R$ 10,00 (dez reais) no endereço: Ed. Sede do Ministério da Pesca
e Aquicultura – MPA, Setor Bancário Sul – SBS – Ed. Carlton Tower – Quadra
2, Lote 10, Bloco J, Terreo, Plano Piloto, na cidade de Brasília – DF, Fones: (61)
2023-3156 e Fac-símile: (61) 2023-3902.
EDILSON RIBEIRO MOTA E SILVA
Presidente da Comissão Especial de Licitação – CEL
AVISO DE LICITAÇÃO
Pregão Eletrônico AA nº 29/2013 – BNDES
OBJETO: Contratação de serviços de acabamento gráfco “offine”, que englobam todas as atividades relacionadas ao
acabamento de material gráfco produzido no BNDES, conforme especifcações do Edital e de seus Anexos.
EDITAL: Disponível a partir de 18/07/2013, no endereço: Av. República do Chile 100, Térreo, Protocolo, Centro, Rio de
Janeiro - RJ e nos portais www.comprasnet.gov.br e www.bndes.gov.br.
ENTREGA DAS PROPOSTAS: A partir de 18/07/2013 às 10 h no portal www.comprasnet.gov.br.
ABERTURA DAS PROPOSTAS: 08/08/2013 às 11h no portal www.comprasnet.gov.br.
Rio de Janeiro, 18 de Julho de 2013. Tatiana Alvarenga Gouvêa – Gerente da Gerência de Licitações 1 - DELIC/AA.
AVISO DE LICITAÇÃO
Ministério do
Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior
-ROMA- Um tribunal da cidade de
Pádua, noNortedaItália, decidiu
punir apolíticaqueescandalizou
opaís aodefender queaministra
daIntegração, CecileKyenge, fos-
se estuprada. Dolores Valandro,
vereadora do partido conserva-
dor Liga Norte, foi condenada
ontem a uma pena de 13 meses
de prisão em regime aberto,
além de ser proibida de ocupar
cargos públicos por três anos.
Dolores foi considerada culpa-
da por instigar a violência sexual
por razões raciais em uma men-
sagem postada no Facebook, no
mês passado, sobre a ministra da
Integração— negra, nascida na
República Democrática do Con-
goealvoderepetidos insultos ra-
ciais por parte de integrantes da
Liga Norte. Cecile é a primeira
ministra negra da Itália e desde
abril, quando assumiu a pasta,
provocou um amplo debate pú-
blico sobre a imigração.
“Por quealguémnãoaestupra,
assim ela vai entender a experi-
ência da vítima deste crime san-
grento? Vergonha!”, escreveu Va-
landro, acima da fotoda ministra
edeumartigodeumsitexenófo-
bo sobre uma tentativa de estu-
pro cometida por umafricano.
Dolores também foi expulsa
da Liga Norte. A proibição de
ocupar cargos públicos não
entra em vigor até o julgamen-
to de dois recursos permitidos
por lei. A sentença em regime
aberto significa que ela não irá
para a cadeia a menos que co-
meta outro crime. l
Itália condena
vereadora por
pedir estupro
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_AF User: Asimon Time: 07-17-2013 21:27 Color: CMYK
Odesafiodos parques nacionais
Quinta-feira 18. 7. 2013 O GLOBO l 31
Ciência
-SÃO JOSÉ DO BARREIRO (SP) E PARATY (RJ)- Entrar no Par-
que Nacional da Serra da Bocaina, uma das
maiores áreas protegidas de Mata Atlântica, exi-
ge disposição e paciência. As condições precári-
as da estrada tornamumveículo4x4 necessário.
Alémdisso, a identificação na portaria é, muitas
vezes, feita pelo preenchimento manual de um
formulário. Neste caso, o ingresso na unidade
de conservação não é garantido. Afinal, a guari-
ta, a 26 quilômetros dali, pode barrar o turista,
alegando que a autorização seria forjada. Não é
possível conferir sua autenticidade, porque não
há comunicação entre aquela área e a sede da
administração.
Para caçadores e palmiteiros, noentanto, oaces-
so é muito mais fácil. A administração da Bocaina
encontrou cerca de 60 entradas clandestinas no
parque —lar de espécies ameaçadas como onças,
jacutingas e muriquis. Impedir a entrada de crimi-
nosos é praticamente impossível. Trata-se de uma
unidade de conservação de mil quilômetros qua-
drados, que se espalha por seis municípios, e é
monitorada por apenas 14 fiscais.
‘A JOIA DA COROA’ ENTRE DUAS METRÓPOLES
As dificuldades de acesso e as práticas ilegais na
Serra da Bocaina ilustram a situação precária
dos parques nacionais. Embora não esteja in-
cluída no Programa Parques da Copa, esta uni-
dade é emblemática por sua localização, entre
os dois maiores centros urbanos do país.
—Este parque deveria ser encarado como uma
prioridade —destacaAnaCarolinaLobo, coorde-
nadora de projetos e de relações institucionais do
Instituto Semeia, que elaborou, no início do ano,
um programa para aumentar a visibilidade da
Bocaina. — A unidade é a joia da coroa entre os
dois maiores polos emissores de turistas do país,
Rio e São Paulo.
Mesmo sendo uma unidade de proteção inte-
gral, ainda existem dezenas de fazendas, pre-
sentes desde antes da criaçãoda área de conser-
vação, em 1971. O plano de manejo, jamais im-
plementado, dificulta a tramitação dos proces-
sos. Um empresário não consegue vender sua
fazenda, que fica a apenas cinco quilômetros da
guarita do parque.
—Odonoda casa vemaqui a cada três meses, e
às vezes ele recebe a visita dos fiscais do ICMBio
(o Instituto Chico Mendes de Conservação da Bi-
odiversidade, órgão responsável pela administra-
ção dos parques nacionais) —conta a caseira Ve-
ra Aparecida. — Os técnicos dizem que metade
da propriedade está dentro da unidade de con-
servação. Mas acho que nem eles sabem onde o
parque começa.
Alémdo caminho tradicional da unidade, inici-
ado em São José do Barreiro, é possível explorar
suas extremidades pela Estrada Paraty-Cunha.
De seus 47 quilômetros, dez são dentro do par-
que. A pavimentação deste caminho só começou
em maio, embora os recursos já estivessem libe-
rados há mais de uma década.
A Paraty-Cunha será uma estrada-parque, um
conceito que exige a preservação dos rios e a
criação de “bichodutos” — travessias aéreas e
subterrâneas de animais.
No trecho fluminense do parque, o turista en-
contra outras mazelas. Em Angra dos Reis, boa
parte do bairro Boa Vista foi construída dentro da
unidadedeconservação. Sóaquelaregiãoconcen-
tra três mil habitantes emsituaçãoirregular. Como
ainfraestruturadisponível àqueles moradores está
consolidada, a administração da Bocaina já consi-
dera esta área definitivamente perdida.
O parque acaba nas praias do Meio e do Ca-
chadaço, ambas em Trindade, distrito de Pa-
raty. Deveria ser uma área de visitação restrita a
um certo número de banhistas, e com monito-
ramento constante da qualidade da água e da
areia, o que não ocorre. Por enquanto, a conta-
gem de visitantes no território marítimo da Bo-
caina é informal, mas já se sabe que este núme-
ro é muito maior do que o ideal para a preserva-
ção daquele ecossistema.
— Em apenas uma hora do domingo de Car-
naval, 740 pessoas foram à piscina natural da
Praia do Cachadaço, uma frequência totalmen-
te inadequada para qualquer cenário ambiental
— revela Francisco Livino, administrador do
parque. —Pensamos emadmitir apenas 80 pes-
soas por hora naquela região.
Em São José do Barreiro, único ponto a ter um
controle formal de visitantes, a Bocaina recebe, em
média, apenas 13turistas por dia. Precisaaumentar.
Estima-se que, no mesmo período, 550 banhistas
procuramas praias de Trindade. Precisa diminuir.
O Instituto Semeia recomendou ao ICMBio a
contratação de umconsórcio que, na Serra da Bo-
caina, assumiriaacomunicaçãoentreas divisas da
unidade, os projetos de arquitetura, a instalação
de postos de fiscalização e o reforço da frota.
Para atender a todas as demandas, as empre-
sas presentes no parque empregariam90 pesso-
as. O ICMBio, por sua vez, precisaria ter pelo
menos 30 funcionários lotados no parque —
mais do dobro do efetivo atual. O Semeia acre-
dita que estas medidas fariam a unidade de
conservação ultrapassar, emmenos de duas dé-
cadas, a marca de 1 milhão de frequentadores
por ano — além de dobrar o PIB de São José do
Barreiro, hoje de R$ 31,1 milhões.
UMA FLORESTA
DE PROBLEMAS
BUROCRACIA, estradas precárias e falta de divisas
desmotivamvisitantes a subir a Serra da Bocaina
DOMINGOS PEIXOTO
No topo. Um mirante na estrada do parque, em São José do Barreiro: paisagem restrita a visitantes que se dispõem a alugar um veículo, aventurar-se numa estrada pedregosa e se arriscar a invadir, inadvertidamente, áreas particulares
RENATOGRANDELLE
Enviado especial
renato.grandelle@oglobo.com.br
Angra dos
Reis
São José
do Barreiro
Cunha
RIO DE JANEIRO
SÃO
PAULO
Parque Nacional da
Serra da Bocaina
Paraty
10km
Descendo a serra. Estrada Paraty-Cunha, em estado precário de conservação, começou a ser pavimentada em maio
-BRASÍLIA- Aconcessãode serviços
à iniciativa privada, a entrada
de mais recursos a título de
compensação ambiental de
grandes obras e a ampliação de
parcerias com estados e muni-
cípios são as soluções aponta-
das pelo presidente do Instituto
Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade (ICMBio),
Roberto Vizentin, para a crítica
situação dos parques nacionais,
mostrada em série de reporta-
gens do GLOBO iniciada no úl-
timo domingo. O ICMBio está
subordinado ao Ministério do
Meio Ambiente e é o órgão res-
ponsável pela gestãoe pelas po-
líticas para as unidades de con-
servação.
Vizentin, que preside o insti-
tuto há um ano e quatro meses,
admitiu a realidade de baixo
acessodos brasileiros e de turis-
tas internacionais à biodiversi-
dade preservada nos parques.
— A série de reportagens re-
vela uma realidade que nós ad-
mitimos, não podemos tapar o
sol com a peneira. A estrutura-
ção dos parques nacionais é
uma estratégia que o instituto
vem tentando implementar —
disse o presidente do ICMBio
ao GLOBO, depois de assinar
umtermo de cooperação como
Google, que permitirá passeios
virtuais por 30unidades decon-
servação do país.
As concessões à iniciativa pri-
vada visam a serviços de visita-
ção, infraestrutura e logística,
segundo Vizentin. Parcerias pú-
blico-privadas já ocorrem em
unidades com grande público,
como Fernando de Noronha
(PE), Cataratas do Iguaçu (PR),
Tijuca e Serra dos Órgãos (RJ).
Esses espaços contam com ser-
viços privados de ingresso, ho-
telaria e transporte. Agestão ca-
be ao ICMBio. A ideia é esten-
der a parceria a outros parques.
— Estamos qualificando a
gestão, elaborando para cada
parque nacional um plano de
investimentos e de negócios —
afirmou Vizentin.
O presidente do ICMBio sus-
tentou que os investimentos
previstos para os parques, com
vistas à Copa do Mundo em
2014 e às Olimpíadas em 2016,
serão executados, com a estru-
turação das unidades para re-
ceber os visitantes. O Progra-
ma Parques da Copa tem esse
objetivo, mas ainda não tem
recursos específicos.
— Uma coisa é realmente
abrir os parques. A outra seria
arrombá-los. Sem essas precau-
ções comestrutura, trilhas epes-
soas capacitadas para orientar o
visitante, corre-se o risco de ha-
ver umaocupaçãodesordenada,
um prejuízo à conservação —
disse o presidente do ICMBio.
Vizentin prometeu soluções
específicas para os parques visi-
tados pela reportagem e mos-
trados na série de reportagens.
Eleita a representante amazôni-
ca do Parque das Copas, Anavi-
lhanas, em Manaus e Novo Ai-
rão (AM), terá mais equipa-
mentos instalados, mais servi-
dores e uma melhor parceria
comoestadoaté a realizaçãoda
Copa, em junho de 2014, con-
forme o presidente do ICMBio.
OParque Nacional de Brasília,
comapenas 1%da área utilizada
pelos moradores da capital, tem
uma nova gestão há um mês,
responsável por medidas como
a ampliação do uso da unidade.
Já a prioridade para os parques
Aparados da Serra e Serra Geral,
emCambarádoSul (RS), éaagi-
lização da regularização fundiá-
ria, segundo Vizentin.
ICMBIO ADMITE DIFICULDADE DE ACESSO ÀS UNIDADES
PRESIDENTE DOINSTITUTOpromete soluções para deficiências de parques visitados pelo GLOBO
VINICIUS SASSINE
vinicius.jorge@bsb.oglobo.com.br
BB SÉRIE: O DESAFIO DOS
PARQUES NACIONAIS
DOMINGO:
Natureza para poucos
SEGUNDA-FEIRA:
Perda bilionária para
setor turístico
TERÇA-FEIRA:
Piscina de problemas no
coração do Cerrado
QUARTA-FEIRA:
Abismo fundiário
AMANHÃ:
O exemplo da África do Sul
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_AG User: Asimon Time: 07-17-2013 21:01 Color: CMYK
32 l O GLOBO l Ciência l Quinta-feira 18. 7. 2013
China e EUA concordam em reduzir CO2
Países buscamuso
comercial de gases
do efeito estufa
A China e os Estados Unidos
—que concentram40%do di-
óxido de carbono despejado
na atmosfera do planeta —
chegaram a um acordo para
diminuir emissões de gases
do efeito estufa. Eles devem
eliminar gradualmente os hi-
drofluorcarbonos (HFC), usa-
dos emaerosóis e refrigerado-
res, com potencial de aqueci-
mento global, assim como
melhorar os padrões de
emissões veiculares.
Segundo especialistas, o
maior avanço do grupo de tra-
balho de mudança climática
dos EUA e China foi o acordo
de agir conjuntamente para
encontrar usos comerciais pa-
ra o CO2 capturado a partir de
usinas de energia — em vez de
deixá-lo solto ou armazenado.
O pacto inclui a promessa de
projetos de demonstração em
larga escala.
— O foco na captura e utili-
zação de carbono é importante
— disse à “New Scientist”
Durwood Zaelke, presidente
do Instituto para a Governança
e Desenvolvimento Sustentá-
vel, em Washington. — Arma-
zenar CO2 em nossas estradas
e edifícios é uma tecnologia in-
teligente e um modelo de ne-
gócios inteligente.
COOPERAÇÃO EM RENOVÁVEIS
Os dois países também se
comprometeram a colaborar
no desenvolvimento de redes
elétricas inteligentes que pos-
sam fazer um maior uso de
fontes de energia renováveis,
como eólica e solar, além de
identificar as dez melhores tec-
nologias de eficiência energé-
tica antes de sua próxima reu-
nião, em outubro. l
Cientistas conseguiram pela
primeira vez “desligar” em la-
boratório a cópia extra de um
cromossomo que causa a sín-
drome de Down, abrindo ca-
minho para o desenvolvimen-
to de futuras terapias genéticas
não só para esta condição co-
mo para outras semelhantes.
Enquantoseres humanos em
geral nascem com 23 pares de
cromossomos, incluindo os
dois que definem o sexo (XX
para mulheres e XY para os ho-
mens), num total de 46 em ca-
da célula, as pessoas com sín-
drome de Down têm três cópi-
as do cromossomo 21 no lugar
de duas. É essa chamada “tris-
somia do 21” que provoca o
aparecimento de sintomas co-
mo dificuldades de aprendiza-
do, maior propensão para o
mal de Alzheimer e um risco
aumentado para leucemia,
problemas cardíacos, imuno-
lógicos e hormonais.
A terapia genética já vem
sendo testada para corrigir
problemas causados por um
único gene defeituoso, mas,
até agora, a ideia de “silenciar”
um cromossomo inteiro, com
suas centenas de genes, pare-
cia impossível mesmo em la-
boratório. Os pesquisadores
da Escola de Medicina da Uni-
versidade de Massachusetts,
porém, conseguiram provar
que isso é possível.
Para tanto, eles usaram um
gene especial, conhecido como
XIST. Presente nos cromosso-
mos X, ele é responsável por
“desligar” uma das duas cópias
que as mulheres carregam, evi-
tando a dupla expressão das in-
formações neles contidas. Os
cientistas então introduziram o
XIST em uma região específica
do cromossomo 21 extra emcé-
lulas-tronco obtidas de umpor-
tador de síndrome de Down,
verificando que ele conseguiu
efetivamente impedir que os
genes do cromossomo adicio-
nal entrassem em ação, o que
fez com que as células agissem
como se tivessemuma configu-
ração normal.
— A última década viu enor-
mes avanços nos esforços para
corrigir desordens provocadas
por um único gene, começan-
do por células in vitro e em vá-
rios casos avançando para es-
tudos in vivo e testes clínicos
— lembra Jeanne Lawrence,
professora da Escola de Medi-
cina da Universidade de Mas-
sachusetts e principal autora
de artigo sobre o experimento,
publicado na edição desta se-
mana da revista “Nature”. —
Por outro lado, a correção de
centenas de genes em um cro-
mossomo inteiro até agora es-
tava fora do campo das possi-
bilidades. Nossa esperança é
que esta prova de princípio
abra múltiplos e excitantes no-
vos caminhos para o estudo da
síndrome de Down, além de
trazer para o campo da reali-
dade pesquisas em torno do
conceito de “terapia cromos-
sômica” no futuro.
Segundo Lawrence, mesmo
que um tratamento contra a
síndrome ainda esteja muito
distante nofuturo, a técnica vai
permitir desde já determinar
as patologias celulares e vias
genéticas da desordemde uma
uma forma que antes era im-
possível devido à complexida-
de e à variedade da expressão
genética dela nos indivíduos e
células. Estudos anteriores,
por exemplo, sugeriram que a
proliferação das células cere-
brais em pacientes com Down
seria prejudicada, mas não ob-
tiveram uma resposta definiti-
va para esta questão.
Usando a capacidade do
XIST de “desligar” o cromosso-
mo 21 extra, no entanto, Law-
rence e sua equipe puderam
pela primeira vez comparar o
comportamento de culturas
idênticas de células com
Down, mas com apenas uma
delas em que a expressão do
cromossomo adicional foi si-
lenciada. Assim, eles conse-
guiram demonstrar que as cé-
lulas com Down apresentam
defeitos da sua proliferação e
na diferenciação em células
neurais, com ambos podendo
ser revertidos se o cromosso-
mo 21 for desligado.
— Isso destaca o potencial ex-
perimental deste novo modelo
no estudo de diferentes ques-
tões emdiferentes tipos de célu-
las humanas e em modelos da
síndrome de Down em camun-
dongos —diz apesquisadora. —
Agora temos em mãos uma fer-
ramenta poderosa para identifi-
car e estudar as patologias celu-
lares evias genéticas afetadas di-
retamente pelaexpressãoexage-
rada do cromossomo 21. l
Desativação de cromossomo extra que causa condição abre caminho para novas terapias genéticas
CESAR BAIMA
cesar.baima@oglobo.com.br
AP/NATIONAL CANCER INSTITUTE
Conta certa. Imagem do genoma humano comum, com 46 cromossomos
Cientistas ‘desligam’ síndrome de Down
STEVE HEBERT/THE NEW YORK TIMES
Especial. Criança com síndrome de Down brinca com o pai em parque nos EUA: condição provocada por expressão exagerada de informações contidas em cromossomo 21 extra
“A correção de
centenas de genes
num cromossomo
inteiro até agora
estava fora do
campo das
possibilidades”
Jeanne Lawrence
Professora da Universidade de
Massachusetts
691
BEBÊS NASCEMNOS EUA
para que umtenha Down,
informa associação médica
270 MIL
PESSOAS É A POPULAÇÃO
estimada no Brasil de portadores
de síndrome de Down
U
Números
U
CROMOSSOMOS DEMAIS
Asíndrome de Down é uma das
condições advindas de uma
alteração no genoma mais
comumemhumanos, emque os
portadores têmuma cópia extra
do cromossomo 21, e por isso
tambémé chamada de
“trissomia do 21”. De acordo
como Ministério da Saúde, uma
criança a cada 600a 800nasce
coma síndrome de Down no
Brasil, independentemente de
etnia, gênero ou classe social.
No mundo, no entanto, a média
é de uma a cada mil a 1,1mil
nascimentos, diz a Organização
Mundial de Saúde (OMS).
Asíndrome de Down pode ser
a mais comum, mas não é a
única provocada por cópias
extras de cromossomos. Ade
Patau, por exemplo, é causada
por uma terceira cópia do
cromossomo 13, comos bebês
não vivendo mais que dois anos.
Já cópia extra do cromossomo
18está por trás da síndrome de
Edward e gera complicações
tamanhas que só 5%a 10%dos
bebês vivemmais de umano.
OUTRAS CONDIÇÕES
DE TRISSOMIAS
Poluição no ar mata dois milhões
Estudo americano
comparou emissões dos
anos de 1850 e 2000
A poluição do ar está relacio-
nada à morte de mais de dois
milhões de pessoas por ano,
segundo a Universidade de
Carolina do Norte, nos EUA,
que usou simulações por com-
putador de modelos climáticos
para medir o nível de emissões
em1850 e 2000 e seu efeito nas
taxas de mortalidade.
A equipe notou que o polu-
ente ozônio também foi res-
ponsável pela morte de 470 mil
por doenças respiratórias. Já o
aumento das partículas em
suspensão — que penetram os
pulmões — está por trás de 2,1
milhões de mortes por doen-
ças cardiovasculares ou pul-
monares.
— Estes números chocan-
tes são tão altos porque mui-
tas dessas mortes ocorrem na
Ásia, onde a população é
maior e onde a poluição do ar
aumentou significativamen-
te nos últimos anos — afir-
mou à “New Scientist” Frank
Kelly, da King's College, em
Londres.
O estudo também avaliou a
contribuição da mudança cli-
mática, que pode acelerar o
efeito da poluição do ar de vá-
rias formas, como mudar a
umidade, o que intensifica a
reação a determinado polu-
ente e a sua duração. Entre-
tanto, a mudança climática
estava associada a apenas
3.700 das mortes anuais pela
poluição do ar. Os resultados
são comparáveis com os estu-
dos anteriores.
— O panorama de 2,1 mi-
lhões não difere muito da es-
timativa relatada no ano pas-
sado pela Organização Mun-
dial de Saúde — disse Kelly.
—Mortal i dade prematura
associada à má qualidade do
ar tende a se tornar o maior
desafio ambiental do mun-
do, até mesmo superior ao
de água e saneamento. l
NG HAN GUAN/AP
Carbono. Veículos emitem gases-estufa em dia cinzento de Pequim, na China
Product: OGlobo PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_AH User: Asimon Time: 07-17-2013 21:01 Color: CMYK
ESPORTES
OGLOBO
Messi fala sobre Neymar
Craque do
Barcelona cobre
brasileiro de
elogios e garante:
os dois vão se dar
muito bem no
mesmo time
M
essi abriu o coração on-
tem para responder ele
mesmo o que o mundo
do futebol inteiro, des-
de a contratação de
Neymar pelo Barcelo-
na, vem arriscando di-
zer: o melhor jogador
do mundo e a estrela
maior da seleção brasi-
leira poderão conviver em paz no mesmo
time? Pois o argentino, em sua primeira
entrevista coletiva da temporada, após o
treino de ontem, disse que sim.
— Não sei de onde tiram isso de que
Neymar e eu não vamos nos dar bem. Ele
me parece um bom garoto, e não vai ha-
ver problema nenhum, porque temos um
‘É UM
BOM
GAROTO’
-BARCELONA-
A
L
E
S
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A
N
D
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O
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BLATTER
FIFA TEME
NOVOS
PROTESTOS
PÁGINA 2
QUINTA-FEIRA 18.7.2013 2ª EDIÇÃO
oglobo.com.br
Pit
Stop
PÁGINA 5
Saída de Mark
Webber da RBR
movimenta a F-1
345
GOLS
313
NO BARCELONA
GGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
215
Liga
espanhola
SELEÇÃO
59
Champions
League
24
1
Super
Eurocopa
Mundial
de Clubes
SuperCopa
da Espanha
Copa
do Rei
32
4
10
53
Campeonato
Paulista
54
Campeonato
Brasileiro
138
NO SANTOS
166
GOLS
SELEÇÃO
1
Recopa
Sul-Americana
3Amistosos
28
13
14
Copa
do Brasil
Libertadores
grupo de boas pessoas aqui — afirmou.
Entre todos os temas abordados pelo
batalhão de jornalistas, Neymar foi o que
despertou mais interesse. Do conflito en-
tre o técnico atual, Tito Vilanova, e seu
antecessor, Pep Guardiola, a seus própri-
os problemas com o Fisco espanhol,
Messi falou de tudo. Mas a todo instante
voltava a falar do brasileiro. O argentino
repetiu algumas vezes que não terá pro-
blemas para se entender em campo com
o ex-jogador do Santos. Segundo ele,
Neymar “vai somar muito” à equipe .
— Espero que, dentro de campo, funci-
one. Ele é um grande jogador. No “um
contra um”, Neymar desequilibra. Ele
chega a um time cheio de grandes joga-
dores, e creio que não terá problemas pa-
ra se adaptar entre nós. Sobre protago-
nismo... eu não sei. Tomara que ele
venha e faça muitos gols, para o
bemdo time. Isso é o importante, o
bem de todos — disse Messi.
O debate sobre possíveis crises
de vaidade entre as duas estrelas
ganhou repercussão após declara-
ção de Johan Cruyff. O ex-craque ho-
landês, que jogou e treinou o Barcelo-
na, criticou a contratação de Neymar, di-
zendo que “não se pode ter dois galos no
mesmo galinheiro”. O presidente do clu-
be, Sandro Rosell, rebateu e disse que, no
time, “só há um galo, Messi”.
DÍVIDA COM O FISCO
Questionado sobre suas dívidas com o
Fisco espanhol, Messi afirmou apenas
que confia nos seus representantes.
— Eu estou tranquilo, estou longe de
tudo isso. Meu pai e eu temos nossos as-
sessores, que trabalham com isso, e con-
fiamos neles. Espero que solucionem. Eu
não entendo nada disso. Por isso, temos
advogados — resumiu.
O craque argentino também foi come-
dido ao falar sobre o conflito entre Guar-
diola, atual técnico do Bayern de Muni-
que, e Tito Vilanova (Guardiola não teria
visitado Vilanova durante umtratamento
médico do ex-auxiliar em Nova York,
apesar de terem sido muito ligados).
— É um assunto entre eles dois, e não
tenho de me meter. Já falaram, e tudo já
está claro. Não opino sobre o tema.
Antes mesmo de o Barcelona anunciar
oficialmente, a camisa de Neymar com o
número 11 às costas já é vendida emuma
loja do clube. A revelação do número do
brasileiro foi feita de forma informal, pe-
lo sistema de som da loja. E os torcedo-
res, claro, correram para gravar o 11 e o
nome Neymar Jr. no uniforme.
Quando foi apresentado oficialmente
como novo reforço do Barcelona, em ju-
nho, Neymar ainda não tinha um núme-
ro definido. A camisa 10, claro, continua-
rá comMessi. As opções seriama 11, que
ele usava no Santos, e a 7.
Mas os dois números também tinham
donos na época: David Villa (7) e o brasi-
leiro Thiago Alcantara (11). Os dois, no
entanto, deixaram o clube nas últimas
semanas: o primeiro foi para o Atlético
de Madrid, e o filho do campeão mundial
Mazinho foi jogar com o técnico Pep
Guardiola no Bayern de Munique. A dú-
vida continuou, pois as duas camisas,
agora, estão vagas. Mas, ao que tudo indi-
ca, Neymar vai jogar com a 11, como nos
bons tempos de Santos. l
Product: OGloboEsportes PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 2 Page: PAGINA_A User: Asimon Time: 07-17-2013 22:28 Color: CMYK
2 l O GLOBO l Esportes l 2ª Edição Quinta-feira 18. 7. 2013
Gérson tem um drama: quer
ser titular da seleção brasileira
de futebol. O sonho impossível
de milhões de brasileiros no
seucaso depende só de umde-
talhe: a posição. Se jogar recua-
do, o lugar é quase seu; se se
transformar em jogador de
área, fazedor de goals, tempela
frente disputa inglória com um
monstro chamado Pelé. Foi por
isso que êle, antes do treino de
ontem do Flamengo, baixou a
cabeça, resmungou, argumen-
tou. Mas acabou cedendo à in-
sistência de Flávio Costa: será o
ponta-de-lança do team, no
primeiro clássico do campeo-
nato carioca, contra o Botafogo,
domingo. No treino, Gérson,
acidentalmente, quebrouaper-
na do juvenil Mauro.
Flávioquer fazer de
Gérsonumatacante
Emplena semana comemorativa
do seu 61º aniversário — que
transcorrerá domingo — o Flu-
minense inaugurará esta noite o
nôvo jardim de sua sede, com
farta vegetação e uma cascata lu-
minosa verde-vermelha-branca.
Para sábado, está programada a
abertura do moderno play-
ground, com sorteio de dezenas
de valiosos brinquedos para a
petizada tricolor. O presidente
Nélson Vaz Moreira anunciou
que as dependências sociais se-
rão totalmente pintadas externa-
mente de branco, a exemplo do
queocorrecomoestádio, prestes
a estar de roupagem nova. E re-
velou também que a diretoria
providenciará a construção do
aramado em tôrno do gramado
até antes de começar o returno.
Aos 61 anos, umFlu
de ‘roupagemnova’
Há50anos 18 de julho de 1963
JOSÉFIGUEIREDO
Blatter teme novos
protestos no Mundial
Para dirigente, Fifa pode
concluir que a opção
pelo Brasil foi um erro
-VIENA E BRASÍLIA- O presidente da
Fifa, Joseph Blatter, afirmou on-
temque a repetição na Copa de
2014 dos protestos no Brasil du-
rante a Copa das Confedera-
ções, mês passado, poriam em
dúvida o acerto da escolha do
país como sede do Mundial.
— Se isso acontecer em 2014,
então poderemos questionar se
fizemos umaescolhaerrada. Mas
não vai acontecer. Estouconfian-
te. O Brasil vai fazer uma grande
Copa. É o lugar certo — disse
Blatter ementrevistaàagênciade
notícias alemã DPA, na Áustria.
Blatter vai discutir os protestos
e outros temas relacionados à
Copa com a presidente Dilma,
em setembro. Na Copa das Con-
federações, a Fifa foi surpreendi-
da pelos confrontos violentos en-
tre polícia e manifestantes. Entre
os alvos das críticas dos manifes-
tantes estavamos gastos públicos
como Mundial. A Fifa se viu for-
çada a negar que estivesse consi-
derando retirar o Mundial do
Brasil por causa dos protestos.
TURISTAS GASTARAM MAIS
Mesmo com os problemas, a
Copa das Confederações foi um
bomnegóciopara opaís. Ogasto
médio dos turistas estrangeiros
durante a competição atingiu R$
4.854, enquanto os brasileiros
desembolsaram em média R$
1.042 entre despesas comhospe-
dagem, transporte e alimenta-
ção. Os dados são do Ministério
do Turismo, que divulgou a se-
gunda rodada de levantamento
feito pela Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe).
— É um gasto superior à mé-
dia dos turistas internacionais
no país, que, raramente, ultra-
passa os R$ 2.500 — disse José
FranciscoLopes, diretor dode-
partamento de Estudos e Pes-
quisas do ministério à agência
Valor Econômico. — O turista
de grandes eventos tem renda
média familiar de R$ 25 mil.
Apermanência média no Bra-
sil foi de 14,4 dias entre os visi-
tantes de fora. A maior parte do
público nacional foi de paulistas
(30,2%), seguidos por pernam-
bucanos (8,3%), mineiros (6,7%)
e fluminenses (5,8%). Entre os
turistas internacionais, os mexi-
canos foram30,9%, seguidos por
americanos (13,7%), uruguaios
(9,2%), espanhóis (7,4%) e japo-
neses (7%). AFipeentrevistou10
mil turistas brasileiros e estran-
geiros nos arredores dos estádi-
os, hotéis, comércios e locais de
retiradas deingressos das seis ci-
dades-sede e quatro mil estran-
geiros nos aeroportos de Belo
Horizonte, Fortaleza, Brasília,
Salvador, Rio, Recife e São Paulo.
COPA NO INVERNO
Blatter disse que a Copa de
2022 deve ser transferida para
o inverno, por causa do forte
calor no Qatar durante o verão,
com temperatura de 50 graus.
—A Copa deve ser uma festa
do povo. Você pode esfriar os
estádios, mas não todo o país.
Você não pode simplesmente
arrefecer o ambiente de uma
Copa. Os jogadores devem ser
capazes de jogar nas melhores
condições. Ainda temos tem-
po. Vou abrir discussões no co-
mitê executivo, em outubro. l
COPA-2014
MICHAEL BUHOLZER /REUTERS/19-3-2013
Segurança. Blatter discutirá o tema
Deputado alega que houve
repasse de dinheiro público a
empreendimentos privados
JÚNIA GAMA
junia.gama@bsb.oglobo.com.br
-BRASÍLIA- A oposição protocolou
ontempedido de instauração de
uma Comissão Parlamentar
Mista de Inquérito (CPMI) para
investigar irregularidades nouso
de recursos públicos nas obras
da Copa do Mundo. No pedido,
o deputado Izalci Ferreira
(PSDB-DF) argumenta que foi
retirado dinheiro do orçamento
público federal e repassado a
empreendimentos privados,
além do governo ter oferecido
renúncia fiscal às empresas que
atuaram nas obras do Mundial.
Para odeputado, houve omissão
das autoridades emprestar con-
tas a respeito do volume de re-
cursos públicos federais empre-
gados nas obras dos estádios.
O requerimento de CPMI de-
fende que há “graves suspeitas
de superfaturamento” em obras
de estádios, o que, segundo Izal-
ci, foi registrado pelo grupo de
trabalho da Copa, composto pe-
lo Ministério Público, Tribunal
deContas eControladoria-Geral.
A CPMI deverá apurar o destino
dos recursos, como foramgastos
e irregularidades na aplicação.
Até o momento, há assinaturas
de 192 deputados e de 28 sena-
dores. Como a leitura da CPMI
só será feita na próxima sessão
do Congresso, em 12 de agosto,
até a meia-noite dessa data os
parlamentares podem retirar ou
incluir suas assinaturas. l
Oposição tenta
instaurar CPMI
para investigar
obras da Copa
Caixa rejeita pedido e informa
que a Arena Pantanal não
se enquadra no programa
ANSELMOCARVALHOPINTO
esporteglb@oglobo.com.br
-CUIABÁ- A Caixa Econômica Fede-
ral rejeitou o pleito do governo
de Mato Grosso, que pretendia
usar na construção da Arena
Pantanal recursos de uma linha
de créditocriada para financiar a
contrapartida em obras do Pro-
grama de Aceleração do Cresci-
mento(PAC). Ovalor doemprés-
timo é de R$ 120 milhões.
O CPAC, como é chamado, é
um programa que disponibiliza
a estados, municípios e Distrito
Federal recursos para o financia-
mento da contrapartida exigida
por agentes financiadores em
obras do PAC.
Com capacidade para 42 mil
espectadores, a Arena Pantanal
está sendo erguida ao custo de
R$ 537 milhões. Parte dos recur-
sos, cerca de R$ 337 milhões,
vem de financiamento do BN-
DES (Banco Nacional de Desen-
volvimentoEconômicoe Social).
O Tribunal de Contas do Esta-
do indica que 74% das obras fo-
ramconcluídas. Ele temde estar
pronto até 31 de dezembro.
Emnota, obancoexplicouque
“não há nenhuma operação de
crédito para estádio de futebol,
via operação de crédito na linha
CPAC”. Segundo a nota, estádio
de futebol não se enquadra no
PAC. O texto da lei estadual que
autorizou a contratação do em-
préstimo era clara ao dizer que o
dinheiro viria do CPAC. l
Governo de MT
tenta usar linha
de crédito do
PAC em estádio
-ASSUNÇÃO- OAtlético-MGjá mos-
trou na semifinal contra o
Newell’s Old Boys que é capaz
de reverter uma desvantagem
deste tamanho. Mas o inédito
título da Libertadores ficou um
pouco mais distante, ontem, no
primeiro jogo da decisão, em
Assunção. O Olimpia venceu
por 2 a 0, comumgol no último
lance da partida, e abriu cami-
nho para conquistar o conti-
nente pela quarta vez (já ven-
ceu em 1979, 1990 e 2002).
Há um consolo. Na final, não
vale mais o critério de desem-
pate por gols marcados fora de
casa. O Atlético-MG agora pre-
cisa vencer por três gols de dife-
rença. Se a vitória for por dois
gols, em qualquer placar, a de-
cisão irá para prorrogação e pê-
naltis. O Olimpia pode até per-
der por umgol que será campe-
ão. A partida será no Mineirão,
na próxima quarta-feira.
—Já revertemos uma vez. Não
temnada decidido. Temos todas
as chances na nossa casa —dis-
se o goleiro Victor após o jogo.
— Não acabou. Contamos
com a força da torcida — agre-
gou o lateral Marcos Rocha.
Quase nada deu certo para o
time mineiro ontem, a ponto
de Ronaldinho Gaúcho ter si-
do substituído pelo técnico
Cuca ainda no início do segun-
do tempo. O Atlético só conse-
guiu encaixar um contra-ata-
que no primeiro tempo, aos 20
minutos. Marcos Rocha acer-
tou belo lançamento nas cos-
tas da zaga, deixando Tardelli
em condições de marcar, mas
o chute saiu para fora.
Dois minutos depois, saiu o
gol do Olimpia. Alejandro Silva
recebeu pela direita e foi avan-
çando, aproveitandoqueTardel-
li e Réver abdicaram de dar
combate. Da meia lua, acertou
chute no canto esquerdo de Vic-
tor, que não alcançou a bola.
A pressão sobre os atletica-
nos aumentou. Ao cobrar um
escanteio, Ronaldinho quase
foi atingido por duas pedras
atiradas da arquibancada. Do
gol paraguaio até o fim do pri-
meiro tempo, o Atlético não
conseguiu mais jogar, e pode-
ria ter chegado ao intervalo
perdendo por diferença maior.
O jogo voltou morno do inter-
valo, comboas chances só no fi-
nal. Aos 32, Jô recebeu de Gui-
lherme e bateu à queima-roupa
para ótima defesa do goleiro
uruguaio Silva. O lance mais in-
crível ainda viria. Aos 37, o ata-
que do Olimpia entrou na área
atleticana tabelando, até Ferrey-
ra concluir com o goleiro Victor
batido, e ver Leonardo Silva sal-
var sobre a linha. No rebote, Ba-
reiro perdeu como gol vazio.
No último lance, o golpe fa-
tal. Wilson Pittoni bateu falta
no ângulo, aos 48, e dobrou a
vantagem paraguaia. l
NOVO DESAFIO
Atlético-MG joga mal e terá de reverter desvantagem contra o Olimpia no Mineirão,
quarta-feira que vem. Time paraguaio pode até perder por um gol de diferença
JORGE ADORNO/REUTERS
Pouco fez. Ronaldinho protege a bola da marcação. Meia eve atuação apagada e foi substituído no segundo tempo
COPA LIBERTADORES
Tropeço no primeiro jogo
POSSE DE BOLA
OLIMPIA
45%
ATLÉTICO-MG
55%
Olimpia Atlético-MG
Olimpia: Martín Silva, Manzur, Miranda e
Candía; Alejandro Silva, Aranda, Gimenez
(Ferreyra), Wilson Pittoni e Benítez; Bareiro e
Salgueiro (Paredes). Atlético-MG: Victor,
Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e
Richarlyson; Pierre, Josué, Luan (Rosinei),
Ronaldinho Gaúcho (Guilherme) e Diego
Tardelli; Jô (Alecsandro). Cartões Amarelos:
Gimenez, Miranda, Alejandro Silva, Richarlyson,
Josué e Marcos Rocha. Cartão Vermelho:
Richarlyson. Juiz: Néstor Pitana (ARG).
0 2
FONTE: Footstats
PASSES
OLIMPIA
ATLÉTICO-MG
OLIMPIA
ATLÉTICO-MG
185 certos
33 errados
275 certos
32 errados
FINALIZAÇÕES
10 fora
7 no gol
2 gols
6 fora
4 no gol
, Miranda e
p
mpia: Martín Silva,
Victor 7.
Seguro. Não teve culpa nos gols sofridos e
fez boas defesas.
Marcos Rocha 7.
Ofensivo. Principal criador de jogadas no
primeiro tempo. Deu várias opções.
Leonardo Silva 7.
Atento. Evitou um gol do Olimpia
quase sobre a linha.
Réver 5.
Envolvido. Deu espaços em alguns lances,
como no primeiro gol do Olimpia.
Richarlyson 4,5.
Espaços. Falhou na marcação e foi duro
demais em alguns lances. Acabou expulso.
Pierre 7.
Carrapato. Marcou de perto os armadores
do Olimpia e roubou várias bolas.
Josué 6,5.
Força. Muita movimentação e esforço na
marcação. Apareceu pouco para o jogo.
Luan 5,5.
Decepcionou. Esperava-se mais dele.
Não criou jogadas de perigo.
Rosinei 6,5.
Tático. Entrou pelo lado direito e
criou bons lances.
Ronaldinho Gaúcho 5.
Apagado. Buscou pouco o jogo.
Guilherme 7,5.
Produtivo. Entrou e melhorou o time. Deu
belo passe para Jô quase empatar.
Diego Tardelli 8,5.
Destaque. Foi o melhor do Atlético-MG e
deu muito trabalho à zaga rival.
Jô 6.
Chance. Quase empatou no segundo
tempo ao desperdiçar passe de Guilherme.
Alecsandro 5.
Atrapalhou. Entrou no fim e prejudicou
Victor no lance do segundo gol ao ficar
sobre a linha.
Cuca 5.
Dificuldades. Seu time perdeu o padrão
nos jogos fora de casa.
aa ATLÉTI CO- MG
aa OLI MI PI A
O ala Alejandro Silva fez boas jogadas e
um belo gol. O atacante Bareiro jogou
bem, mas perdeu gol incrível.
aa ARBI TRAGEM
O argentino Nestor Pestana não teve
problemas para controlar o jogo.
ATUAÇÕES
Product: OGloboEsportes PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 2 Page: PAGINA_B User: Asimon Time: 07-18-2013 00:07 Color: CMYK
-VOLTA REDONDA- O Flamengo não
empolgou sua torcida na volta
do time ao Estado do Rio após
88 dias. No Raulino de Oliveira,
orubro-negroaproveitoua van-
tagem que fez contra o ASA-AL,
em Arapiraca, quando venceu
por 2 a 0, ontem, para pisar no
freio. Em ritmo lento, o time de
Mano saiu na frente, sofreu o
empate, mas garantiu a classifi-
cação às oitavas de final com
uma vitória por 2 a 1. Na próxi-
ma fase, a Copa do Brasil terá a
inclusão dos times que disputa-
ram a Libertadores e do Vasco.
O próximo adversário do Fla-
mengo na competição será de-
cidido em sorteio.
MORENO MARCA DE NOVO
Mesmo como início sonolento
do rubro-negro, o ASA, que es-
tá na zona de rebaixamento da
Série B, não tinha forças para
assustar o goleiro Felipe. En-
quanto isso, o Flamengo sentia
falta de meias criativos. On-
tem, o clube atuousemdois jo-
gadores do setor: Gabriel, que
sentiu dores no músculo adu-
tor da coxa direita na terça-fei-
ra, e Carlos Eduardo, que tem
programação especial para al-
cançar a melhor forma e foi
poupado. Quem também foi
poupado foi o lateral-direito
Léo Moura.
Semeles, o primeiro chute só
saiu aos 19 minutos de jogo,
com Marcelo Moreno, que
mandou para fora. Dois minu-
tos depois, foi Paulinho — he-
rói do clássico contra o Vasco
—que arriscou. Abola desviou
na zaga e foi para escanteio.
Moreno voltou a tentar seu gol
aos 37, em cabeçada após cru-
zamento do zagueiro González
pelo lado esquerdo.
Quando o morno primeiro
tempo chegava ao fim, Val fez
boa jogada, aos 43, e encon-
trou João Paulo na esquerda. O
lateral-esquerdo chegou à li-
nha de fundo e cruzou para a
pequena área. Lá, Elias apare-
ceu como um centroavante e,
de letra, desviou para a rede e
fez 1 a 0 para o Flamengo.
A vantagem no placar caiu
aos 11 minutos da segunda
etapa. Valdívia passou na área
para Léo Gamalho, que cru-
zou. Azaga desviou a bola, que
sobrou para Osmar, livre, chu-
tar forte e empatar. Após o gol,
Mano Menezes sacou Nixon,
que pouco apareceu, e pôs
Bruninho. Contratado junto ao
Atlético Sorocaba em maio, o
meia-atacante fez a sua estreia
pelo clube. Ele ainda não havia
jogado porque tomara um re-
médio para se recuperar de
uma sinusite, e os médicos do
clube temiamque ele caísse no
exame antidoping. E Bruninho
entrou dando novo fôlego ao
time. Aos 17, fez jogada e pas-
sou para Elias quase marcar.
Aos 35, ele voltou a aparecer.
Rápido, roubou a bola de Os-
mar na intermediária e cruzou
para Marcelo Moreno. De vo-
leio, boliviano fez seu quinto
gol em oito jogos pelo clube e
garantiu a vitória rubro-negra.
O lateral-esquerdo André
Santos chegou ontem ao Rio
para acertar sua volta ao Fla-
mengo, por onde jogou de
2005 a 2006. Ele tem contrato
com o Arsenal, da Inglaterra, e
o rubro-negro não terá custos
para a transferência além dos
salários dojogador. André San-
tos jogou com Mano no Corin-
thians e na seleção brasileira. l
NAS OITAVAS
Em jogo morno, Flamengo faz 2 a 1 sobre
o ASA e garante vaga na próxima fase. Já
no Rio, André Santos está perto de acerto
IDE GOMES/FRAME
Capitão. De letra, o volante Elias marcou seu segundo gol na Copa do Brasil. Com a vitória no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, o Flamengo está classificado para as oitavas de final da competição
COPA DO BRASIL
Vitória rubro-negra
Quinta-feira 18. 7. 2013 2ª Edição l Esportes l O GLOBO l 3
Depois de ganhar a Copa
Libertadores e o Mundial de
Clubes, o Corinthians
conquistou ontem à noite seu
terceiro título internacional em
apenas um ano: a Recopa
Sul-Americana, disputada
entre os campeões da
Libertadores (Corinthians) e
da Copa Sul-Americana (São
Paulo). A equipe dirigida pelo
técnico Tite voltou a vencer o
São Paulo, desta vez por 2 a 0,
no estádio do Pacaembu.
Romarinho e Danilo marcaram
os gols. No primeiro jogo, na
semana passada, no Morumbi,
os corintianos ganharam por 2
a 1 os são-paulinos e jogavam
com a vantagem do empate. A
nova derrota mostrou que o
técnico Paulo Autuori,
recém-contratado pelo São
Paulo, terá muito trabalho pela
frente. Ontem, o Corinthians
controlou bem a partida,
fazendo um gol em cada
tempo.
Corinthians derrota
São Paulo e é campeão
Recopa
REDE GLOBO
12:50 Globo Esporte
REDE BANDEIRANTES
11:10 Jogo Aberto
CNT
12:30 Balanço Esportivo
SPORTV
10:00 Redação Sportv
11:45 É gol!
14:00 Arena Sportv
17:30 Liga Mundial de Vôlei:
Rússia x Canadá
19:30 Tá na área
21:30 Liga Futsal: Maringá x Corinthians
23:15 Sportv News
SPORTV 2
21:00 Liga Mundial de Vôlei:
Bulgária x Itália
FOX SPORTS
19:30 Central Fox
ESPORTE INTERATIVO
17:30 Liga Mundial de Vôlei:
Rússia x Canadá
21:00 Mundial de Taekwondo
Hoje
naTV
OBS.: Horários e programação fornecidos
pelas emissoras.
Sem dores, Seedorf treina normalmente
Meia do Botafogo
participa de todo o treino.
Jéfferson é homenageado
TATIANA FURTADO
tatiana.furtado@oglobo.com.br
Apancada no tornozelo direito
foi apenas um susto. Pelo trei-
no de ontem, em General Se-
veriano, o meia Seedorf está
pronto para enfrentar o Náuti-
co, no sábado, em São Januá-
rio, às 18h30m.
Ojogador participou da con-
versa com o grupo, do aqueci-
mento, do trabalho físico e do
treino combola. E, no fim, ain-
da fez exercícios à parte como
corridas em volta do gramado.
Nenhumsinal visível das do-
res no tornozelo que vieram
após a falta cometida por Klé-
ber, do Grêmio, na derrota por
2 a 1, no domingo.
Com a presença de Seedorf,
as mudanças na equipe devem
ser apenas duas. Na lateral di-
reita, Gilberto é o provável
substituto de Lucas, que fratu-
rou o tornozelo esquerdo de-
pois de um carrinho de Zé Ro-
berto. MarceloMattos está sus-
penso, e Gabriel volta em seu
lugar. Renato deve ser mantido
na equipe titular.
Todos eles serão mais uma
vez encabeçados pelo goleiro e
capitão do time, Jéfferson, que
completará 301 jogos no próxi-
mo sábado. Ontem, ele rece-
beu, da diretoria, uma luva es-
tilizada segurando uma estrela
dourada dentro de uma caixa
de acrílico.
A luva, banhada de dourado,
é uma das utilizadas pelo go-
leiro nos treinamentos. Agora,
ela será exibida em São Januá-
rio aos torcedores que forem à
partida no sábado:
— Estou muito orgulhoso
por vestir a camisa do Botafo-
go, e, por isso, estar na seleção.
Meu coração está aqui dentro.
Tudo que puder fazer vou fa-
zer. Que venham mais títulos.
O presidente Maurício As-
sumpção afirmou que o acor-
do com o Consórcio Maracanã
S.A. está muito próximo. O pe-
ríodo do contrato deve ser de
35 anos, mas para jogar no es-
tádio como mandante de dez e
a 15 jogos anuais. A ideia é fa-
zer o primeiro jogo como man-
dante contra o Vitória, dia 1°
de agosto, mas dependerá do
local do clássico com o Vasco,
três dias depois. l
CEZAR LOUREIRO
Mãos de ouro.
Jéfferson exibe
homenagem por
seus 300 jogos
com a camisa do
Botafogo
CAMPEONATO BRASILEIRO
Flamengo Asa
POSSE DE BOLA
DOMÍNIO POR SETOR
PASSES
FLAMENGO
ASA
19
9
DRIBLES
Flamengo: Felipe, Digão, Wallace,
González e João Paulo; Cáceres (Diego
Silva), Val, Elias, Paulinho (Adryan) e
Nixon (Bruninho); Marcelo Moreno.
ASA-AL: Gilson, Osmar, Tiago Garça,
Edson e Chiquinho Baiano; Fabiano,
Reinaldo, Jorginho e Didira (Wanderson);
Leo Gamalho e Gilsinho (Valdívia). Juiz:
Anderson Daronco (RS). Cartão amarelo:
Val, Digão, Chiquinho Baiano e Fabiano.
Público: 2.284 pagantes.
S
e
n
t
i
d
o
d
o
a
t
a
q
u
e
FLAMENGO
50%
ASA
50%
FLAMENGO ASA
FLAMENGO
ASA
Menos Mais
FINALIZAÇÕES
1 2
FONTE: Footstats
FLAMENGO
278 certos
38 errados
ASA
345 certos
6 fora
3 no gol
2 gols
40 errados
2 fora
3 no gol
1 gol
Desarmes
Lançamentos
Cruzamentos
Faltas cometidas
Escanteios
20
43
19
17
12
25
38
20
25
5
g
Felip Dig lla
aa ASA
Assustou. Após se destacar no primeiro
jogo, Osmar confirmou a impressão, marcando
o gol em boa jogada de todo o ataque.
aa ARBI TRAGEM
Correto. O gaúcho Anderson Daronco
conduziu o jogo sem maiores problemas.
Felipe 6
Ousado. Sem culpa no gol, fez boa defesa para
impedir a virada. Com os pés, andou no limite
entre a confiança e a irresponsabilidade ao
driblar um rival antes de sair jogando.
Digão 5,5.
Discreto. Mostrou mais seriedade do que
ousadia, mas acabou envolvido com todo o lado
direito da defesa no lance do gol do ASA.
Wallace 5.
Vacilo. Hesitou entre Léo Gamalho e Valdívia,
e acabou não marcando nenhum dos dois
na jogada do empate alagoano.
González 5,5.
Confuso. Diante da falta de criatividade do
meio campo, insistiu, sem sucesso, em levar o
time à frente.
João Paulo 6,5.
Desafogo. Foi sempre uma opção no apoio e
cruzou bem para o gol de Elias.
Cáceres 4,5.
Sofrido. Lutou com a bola e com os
adversários, até sair machucado.
Diego Silva 5.
Preso. Entrou para proteger a zaga.
Val 5,5.
Agressivo. Atrasado na marcação, teve de
apelar para as faltas. No apoio, encontrou o
tempo certo ao inciar jogada do primeiro gol.
Elias 7.
Surpresa. Volante de origem, escalado como
armador, acabou sendo mais útil como atacante.
Marcou um gol de oportunismo e habilidade,
mas não conseguiu fazer o time trocar
passes no campo de ataque.
Paulinho 5.
Afoito. Um chute descalibrado quando tinha
boas opções. Melhorou no segundo tempo.
Adryan 5.
Estilo. Apareceu mais pelas luzes no cabelo.
Marcelo Moreno 7.
Golaço. Pouco acionado, não desistiu até fazer
o gol da vitória com belo voleio.
Nixon 5,5.
Minguante. Começou o jogo se mexendo bem
pelos lados, mas se tornou presa fácil ao insistir
pelo meio. Saiu logo depois do empate do ASA.
Bruninho 6,5.
Incendiou. Deu profundidade e empurrou o
ASA para trás. Fez jogada no segundo gol.
Mano Menezes 6.
Suficiente. Na falta de talento e volume no
meio campo, seu time ao menos têm explorado
com eficiência os atalhos das laterais.
ATUAÇÕES
aa FLAMENGO
Product: OGloboEsportes PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 2 Page: PAGINA_C User: Asimon Time: 07-18-2013 00:06 Color: CMYK
A reestreia de Juni-
nho Pernambucano
está próxima de acon-
tecer. Ontem, o nome
do meia apareceu no Bo-
letim Informativo Diário
(BID) da CBF. Para voltar a
vestir a camisa do 8 do Vas-
co, no entanto, falta umatesta-
do liberatório da federação
americana de futebol. O joga-
dor estava no New York Red
Bulls antes de voltar ao Brasil.
Se o documento chegar, a ex-
pectativa é de que ele enfrente
o Fluminense, domingo,
na reabertura do Maracanã
para os clubes cariocas.
Ontem, o meia treinou
pela manhã, mas foi poupado
no treino da tarde. Quem en-
trou em seu lugar foi Fábio Li-
ma, meia contratado por em-
préstimojuntoaoAtlético-GO.
Na lateral esquerda, quem
treinou foi Henrique, jovem
revelação da base.
Além de Juninho, há a
expectativa também de que
outro meia, o colombiano
Montoya, seja liberado. Sua si-
tuação é mais complicada,
porque o estrangeiro precisa
regularizar seu visto de traba-
lho. Ontem, o clube ficou pró-
ximo de acertar a chegada do
atacante Willie, de 20 anos. O
jogador do Vitória está sendo
avaliado pela comissão técnica
e chegaria por empréstimo até
o fimda temporada. Amá notí-
cia é que Hélton, sonho de
consumo vascaíno, não deve
voltar ao clube. O goleiro reve-
lado emSão Januário temcon-
trato até o meio do ano que
vem com o Porto, que não pre-
tende liberá-lo.
— O noticiado interesse do
Vasco não é para levar a sério
—disse Antero Henrique, dire-
tor do Porto, ao jornal “O Jogo”.
R$ 8 MILHÕES ANUAIS
Fora de campo, o Vasco teve
uma vitória ontem. O presi-
dente Roberto Dinamite as-
sinou um patrocínio que vai
render R$ 8 milhões anuais
com a multinacional Nissan,
com quem vinha negociando
desde o início do ano. A marca
da montadora japonesa ficará
estampada apenas nas costas
dos uniformes do clube. A es-
treia do logotipo deverá acon-
tecer já neste domingo, contra
o Fluminense.
Para a divulgação oficial da
parceria, estava programada
uma festa, que foi cancelada. O
motivo foi a chegada da Caixa
Econômica Federal, que já es-
tampou sua marca na camisa
do Vasco na última partida,
domingo, contra o Flamengo,
em Brasília. A montadora ja-
ponesa acredita que o novo
patrocínio ofuscou sua festa,
que seria realizada na sede
náutica do clube, na Lagoa. l
Juninho
próximo de
reestreia no
domingo
IVO GONZALEZ/12-7-2013
Volta. Juninho estava nos EUA
Meia aparece no BID.
Vasco garante um
novo patrocínio
4 l O GLOBO l Esportes l 2ª Edição Quinta-feira 18. 7. 2013
OVasco se apegava a uma tradi-
ção de mais de 60 anos. O Flu-
minense, ao contrato de 35 anos
assinado com o Consórcio Ma-
racanã. No meio do fogo cruza-
do, a Federação de Futebol do
Rio de Janeiro (Ferj) e a Polícia
Militar, que demoraramuma se-
mana desde que o acordo entre
otricolor eoestádiofoi assinado
para se posicionarem contra o
reposicionamento das torcidas.
No fim, o tricolor ganhou a que-
da de braçoe seutorcedor ficará
mesmo à direita da tribuna, co-
mo prevê o contrato entre clube
e concessionário do Maracanã.
Já o Vasco acena comumboico-
te da torcida ao jogo de domin-
go e umafastamento do estádio.
Em meio à polêmica e aos
atropelos de umjogo preparado
às pressas, as primeiras respos-
tas às muitas interrogações que
cercam o clássico surgiram.
Além do posicionamento das
torcidas, foram anunciados os
pontos de venda físicos de in-
gressos, tanto para os setores
que pertencem ao Fluminense
quanto para aqueles cuja renda
pertence ao consórcio. A venda
nos postos indicados começa
hoje. A venda pela internet ini-
ciou no começo da semana. O
setor inferior, no lado da torcida
do Fluminense, só tem ingres-
sos disponíveis nos pontos físi-
cos. A cota para venda na inter-
net se esgotou. Foram anuncia-
das, ainda, as condições parare-
tirada dos ingressos de gratui-
dade e de meia entrada.
Aqueda de braçocomeçara na
véspera, quando a Federação,
após uma reunião comos clubes
e a Polícia Militar, solicitou ao
Fluminense que abrisse mão do
direito, previsto em contrato, de
ocupar o lado direito das tribu-
nas. Alegava que a mudança, a
poucos dias do jogo, iria impor
dificuldades de segurança. Con-
tou com o apoio da PM. O trico-
lor não concordou e uma reuni-
ão foi convocada ontem para
tentar encerrar o impasse.
Num documento, Federa-
ção, Vasco e PM solicitavam
que os lados tradicionais fos-
sem respeitados e pediam a
intervenção da CBF, que igno-
rou a convocação e não envi-
ou representante ao encontro
de ontem, na sede da Federa-
ção. Após mais de três horas
de reunião, ficou decidido
que a torcida do Fluminense
ocupará o lado direito, e os
vascaínos terão que mudar
sua posição tradicional.
— A mudança de lado é ine-
gociável — disse o presidente
do Fluminense, Peter Siemsen,
em entrevista coletiva convo-
cada para antes da reunião, co-
mo forma de ratificar sua posi-
ção. — Não haverá mudança.
Nãoera oque pretendia a Fe-
deração. Nem o Vasco. En-
quanto os dirigentes discuti-
am, membros de torcidas or-
ganizadas do clube se concen-
traram na porta da Federação.
Um grupo foi para os fundos
da sede e atirou ovos em uma
das janelas. No fim da longa
reunião, um resignado Rober-
to Dinamite admitiu que a tor-
cida do Vasco mudará de lado.
—Federação, órgãos compe-
tentes, todos tinham um en-
tendimento. Mas o Fluminen-
se assinou um contrato e quer
exercê-lo. Eusó lamento. Atra-
dição poderia ter sido preser-
vada, os quatro clubes poderi-
am ter sido ouvidos. Mas o
Consórcio correu para conver-
sar com os que não têm cam-
po. O Vasco sempre teve o seu
campo. O torcedor do Vasco
tem que ter o direito de ir ou
não ao jogo — disse o presi-
dente do Vasco.
Foi a senha para o dirigente
mostrar, ainda que velada-
mente, umapoio ao movimen-
to da torcida, que fala em boi-
cotar o clássico.
— É decisão da torcida e te-
nho que entender. Se eu fosse
optar, não estaria no estádio —
disparou. — O torcedor do
Vasco pode não se sentir con-
fortável num outro setor.
Aparentemente, o Maracanã
deixou de ser a primeira opção
do Vasco para o futuro.
— O Vasco vai avaliar se
mandará seus clássicos emSão
Januário, Maracanã ou outro
lugar. E vamos lutar para que a
torcida do Vasco volte a seu lu-
gar no futuro — disse Roberto.
O presidente da Federação,
Rubens Lopes, não dá o assun-
to por encerrado. A entidade
quer prosseguir na discussão
sobre manter os lados tradicio-
nalmente ocupados pelas tor-
cidas no Maracanã.
— Quando fizeram os con-
tratos, não ouviram todas as
partes que deveriam. Oimpas-
se continua — avisou.
Hoje, os órgãos públicos pro-
metem divulgar esquemas de
trânsito e segurança para o jo-
go, alémdoacessodos torcedo-
res. No entanto, é certo que a
torcida do Fluminense entrará
pela nova rampa localizada
perto do antigo Portão 18, en-
quanto os vascaínos entrarão
no Maracanã pela nova rampa
perto do Museu do Índio. l
VALE O
ESCRITO
Fluminense vence queda de braço e sua
torcida ficará à direita das tribunas,
exercendo direito previsto no contrato.
Vascaínos falam em boicote ao clássico
CARLOS EDUARDOMANSUR
carlos.mansur@oglobo.com.br
Novos lados
no Maracanã
CAMPEONATO BRASILEIRO
Após três derrotas, treinador
decide fazer mudança para
o clássico
Ainda que o técnico Abel
Braga e os jogadores do Flu-
minense mantenham o dis-
curso de que o time atuou
melhor que os adversários
nas derrotas contra Botafogo
e Internacional, no futebol os
resultados costumam falar
mais alto. E as três derrotas se-
guidas levaram o treinador a
optar por uma mudança no ti-
me titular.
No treino de ontem, na Es-
cola de Educação Física do
Exército, na Urca, o meia De-
co treinou entre os titulares,
no lugar do atacante Rhayner,
que deve ficar no banco de re-
servas contra o Vasco, embora
Abel ainda não tenha confir-
mado a escalação. O técnico
usou apenas metade do gra-
mado, e os times tiveram oito
jogadores de linha, excluí-
da a dupla de zaga. Os ti-
tulares tiveram os late-
rais Bruno e Carlinhos e,
do meio para a frente,
Edinho, Jean, Deco, Wagner,
Rafael Sóbis e Fred.
Falta saber ainda se a troca
na escalação significará mu-
dança de ordem tática tam-
bém. Na semana passada, Abel
afirmou que não pretendia
mudar a estrutura do time e
deu a entender que, se optasse
pelo retorno de Deco à equipe,
Wagner poderia ser deslocado
para atuar mais pela faixa
lateral, como fazia Thiago
Neves.
O volante Valencia
deixou o treino de on-
temcomuma lesão na
coxa direita.
O Fluminense rece-
beu proposta do Es-
panyol, de Barcelona,
pelo atacante Samuel
e estádecidindose ven-
derá mais um atacante do elen-
co. Nas últimas semanas, Wel-
lington Nem foi negociado com
o Shalhtar Donetsk e Thiago Ne-
ves, como Al Hilal.
O empresário de Samuel le-
vou a oferta espanhola ao clu-
be tricolor, que detém 50% dos
direitos econômicos do joga-
dor. A proposta total seria de
R$ 11 milhões, mas o clube
ainda reluta em aceitá-la.
Sem dinheiro para contratar,
oFluminensetemeenfraquecer
demais seu elenco. Samuel é o
reserva imediato de Fred, e não
há outras opções de centroa-
vantes no grupo, já que Michael
deverá ser punido com longa
suspensão por uso de cocaína.
Noentanto, pode pesar a von-
tade de Samuel de se transferir.
Seu empresário é dono de 40%
dos direitos econômicos e pres-
siona o Fluminense a liberá-lo.
Os 10% restantes dos direitos
pertencem à Unimed. l
Abel troca
Rhayner por
Deco no time
do Fluminense
ALEXANDRE CASSIANO
Titular . Deco voltará ao time do Flu
MIGUEL CABALLERO
miguel.caballero@oglobo.com.br
Sul Superior - Fluminense
Sul Inferior - Fluminense
Sul Nível 5- Fluminense
Norte Superior - Vasco
Norte Inferior - Vasco
Norte Nível 5- Vasco
Premium Oeste
Premium Clube Oeste
Premium Leste
Premium Clube Leste
A VENDA DE INGRESSOS PARA O CLÁSSICO
Setores Sul e Norte
(atrás dos gols e escanteios)
PREÇOS R$ 60 (meia entrada a R$ 30)
PELA INTERNET
PONTOS FÍSICOS
DE VENDA
www.futebolcard.com. Retirada dos ingressos comprados no site:
Fluminense (Bilheteria 2 do Maracanã) e Vasco (São Januário).
www.fluminense.multiclubes.com.br. Para sócios do Flu
Sede Fluminense, R. Álvaro Chaves, nº 41 – Laranjeiras (Só torcida
Fluminense); Posto de Gasolina ALE, Góis Monteiro, 195 – Botafogo;
Cariocas FC, Penha Circular – Av. Vicente de Carvalho, 909; Shopping
Carioca, 2º piso; Cariocas FC, Méier – R. Dias da Cruz, 255, Shopping
Méier; Loja Fanático, Av. John Kennedy, 292, Loja 217; Lagoa
Shopping, Araruama; Loja Burgão, Estrada dos Bandeirantes, 3.300,
Jacarepaguá; Loja Casa do Atleta, R. José Clemente, 34, Centro, Niterói;
Casa da Vila da Feira, Hadoock Lobo, 195, Tijuca; Maracanã, Bilheteria
1 do Maracanãzinho (Só torcida Fluminense); Sede Náutica, Lagoa
Rodrigo de Freitas, General Tarso Fragoso, 65 (Só torcida Vasco); Estádio
do Vasco da Gama, Rua General Almério de Moura 131 – Bilheteria 05
(Sócios do Vasco); Sede do Vasco da Gama no Castelo, “Calabouço”,
Rua Jardel Jercules, s/n, Centro (Só torcida Vasco); e Estádio de São
Januário, Bilheteria 9, Rua Francisco Palheta (Torcida Vasco)
GRATUIDADES Menores de 12 anos, maiores de 65 anos e portadores
de necessidades especiais. Nos setores administrados
pelo Fluminense (Norte e Sul, nas categorias Superior,
Inferior e Nível 5), 10% dos ingressos são reservados a
gratuidades. Os ingressos são distribuídos em todos os
pontos de venda, até se esgotarem. Maracanãzinho e
São Januário são os pontos de venda que contam com
bilheteria exclusiva para gratuidades.
MEIA ENTRADA Têm direito à meia entrada: jovens de até
21 anos, adultos entre 60 e 64 anos,
estudantes em geral e professores da rede
pública municipal do Rio. Os documentos
que comprovam o direito à meia entrada
serão exigidos no momento da compra e
no acesso ao estádio
Setores Premium,
Premium Clube e Fã-clube
R$ 100 Fã Clube (meia entrada a R$ 50)
R$ 250 Premium Clube - Leste e Oeste
(meia entrada a R$ 125)
R$ 300 Premium (meia entrada a R$ 150,
e com acesso ao lounge)
maracana.imxdigital.com.br
Retirada dos ingressos: Bilheterias
do Maracanã
Bilheteria 1 do Maracanã
INGRESSOS
OESTE
SUL
Estação
Maracanã
Metrô
Maracanã
AV. RADIAL LESTE
R
.
P
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Ã
Rampa
Bellini
Rampa
Uerj
Maracanãzinho
LESTE
NORTE
D
C
B
A
F
E
Os torcedores devem
entrar pelo acesso do
Portão 18, na Rua
Eurico Rabello e na
Rampa da Uerj (Nível 5)
Os torcedores do
Vasco devem entrar
pelo acesso próximo
ao Museu do Índio e
pelo Bellini
B C
E F
D
A
A
D
D
OS NÍVEIS DOS SETORES
B, C, E e F
Nível 5
Superior
Inferior
Obs: Carga total de
ingressos: 60 mil,
incluindo 4 mil
gratuidades e 5 mil
cadeiras cativas
Product: OGloboEsportes PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 2 Page: PAGINA_D User: Asimon Time: 07-17-2013 23:26 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 l Esportes l O GLOBO l 5
Reds, a estratégia
O
mercado de pilotos da F-1 para 2014
abriu mais cedo este ano, culpa do
adeus de Mark Webber. O australiano
certamente será mais feliz desenvolvendo o
carro da Porsche para as próximas 24 Horas
de Le Mans e sorri quandoperguntamse Kimi
Raikkonen aceitará o cockpit do segundo Red
Bull. Digo segundo, porque, depois do que vi
nessa primeira metade de temporada, não te-
nho dúvidas de que Sebastian Vettel está para
o time como Fernando Alonso para a Ferrari.
Éo manda chuva. Kimi, como qualquer piloto
de altíssimonível, gostaria de fazer parte doti-
me papa-campeonatos, de orçamentofolgado
e melhor retaguarda técnica e tecnológica.
A Red Bull crê que Kimi assinará e que sua
dupla para 2014 será ainda mais forte. O fin-
landês mantémas conversas embanho maria
e se diz aberto às ofertas da Lotus. Acredita
que ter Adrian Newey como projetista num
ano de mudanças revolucionárias é vantagem
considerável, porque vai completar 34 anos
em outubro e não lhe resta muito tempo para
vencer. Por outro lado, considera o peso de
SebVet no time e as exigências do marketing,
que incluem exibições de rua, o que detesta.
A dupla Mateschitz/Horner, dono e chefão
do time, desde sempre aposta no futuro. A
escolha de Raikkonen tem duas vertentes: a
esportiva e a financeira. De um lado tem ta-
lento e técnica para aumentar a exposição da
equipe e atrair patrocinadores. De outro, sua
exuberante consistência o torna precioso na
briga pelo Mundial de Construtores, que
rende algumas centenas de milhões de dólares.
NO VÁCUO DE WEBBER
As renovações de Webber tinham razão de ser.
Se a Vettel sobra competência para brigar pelo
título de pilotos, é fundamental um
companheiro capaz de aparecer
constantemente no pódio. Webber marcou 242
pontos em 2010, 258 em 2011 e 179 no ano
passado. Raikkonen acaba de roubar de
Michael Schumacher o recorde de maior
número de GPs consecutivos na pontuação.
Isso o torna o mais regular das últimas duas
temporadas e o que se comenta nos corredores
da Red é que, na primeira conversa, Horner
teria dito a Kimi que sua expectativa para 2014
era de que terminasse com no mínimo 200
pontos. Fico imaginando que o finlandês nada
respondeu. Limitou-se a mostrar seu
sorrisinho irônico: “Deixa que eu resolvo”.
O PLANO B
Mas.... e se KR decidir ficar na Lotus, onde se
sente à vontade e todos respeitam sua maneira
de ser? Os outros “queridinhos” dos Touros,
pela ordem, Hamilton e Rosberg, estão
satisfeitos na Mercedes. Por isso, Christian
Horner já detalhou o plano B, que reserva o
posto de escudeiro de SebVet para Daniel
Ricciardo ou Jean-Eric Vergne, da Toro Rosso.
A indicação do australiano para os testes de
Silverstone indica que ele com a simpatia de
Helmut Marko, eminência parda da equipe.
Puro casuísmo. A lógica seria usar os dois e
dar-lhes tratamento idêntico, porque Vergne
tem-se mostrado forte nas corridas. Tem 13
pontos no Mundial, contra 11 do companheiro.
Talvez tenha sido preterido por ser mais
introvertido, do tipo caladão, incompatível
com um time marqueteiro por definição. Se
pensam assim, por que Kimi, que está a
anos-luz dos “simpaticões e tagarelas?
Acho que Vergne já iniciou pesquisa de
emprego para 2014. Se nada der certo, já sabe
quem terá por companheiro. Horner reservou
vaga no time júnior ao “menino de ouro da
escolinha”, Antonio Felix da Costa, português
da F-Renault 3.5.
NÚMEROS DE ALONSO-MASSA.
Essa preocupação da Red Bull com os
pontos do segundo piloto é o que move os
grandes. Daí a forte pressão de
Montezemolo, Domenicalli & Cia. sobre
Felipe Massa. Se ele não pontuar na
Hungria, Bélgica e Itália, a Ferrari ficará fora
da briga entre os construtores. Massa e
Alonso são companheiros desde 2010 e
nessas temporadas o asturiano sobrou. Em
2010, a diferença foi de 108 pontos. Em
2011, 139. Em 2012, 156. Este ano, após nove
corridas, Massa fez 57 pontos, contra 123 de
Don Fernando das Asturias.
Matematicamente, 46,3 por cento do
numero de Alonso. O espanhol subiu ao
pódio cinco vezes, duas no lugar mais alto.
O brasileiro chegou lá apenas uma vez.
A favor de Felipe é preciso reconhecer que
seus números melhoraram. Ano passado,
sem conseguir se entender com o F-2012,
chegou à metade da temporada com 23
pontos, contra 129 de Fernando. Meros 17%.
A situação de Massa me parece ligada a
Jules Bianchi. O anúncio de que ano que
vem a Ferrari cederá motores, câmbio, etc
para a Marussia me leva a especular que o
piloto dos vermelhinhos russos será o futuro
companheiro de Alonso. Quando? Não sei,
mas 2015 me parece mais provável. Se assim
for, o prazo de validade de Massa seria
alongado por uma temporada e o francês
teria as corridas do ano que vem para se
familiarizar com o equipamento. A conferir.
|
Pit Stop
|
CELSOITIBERÊ
celso.itibere@oglobo.com.br
-LONDRES.- Homem-forte da Fór-
mula-1, que manda e desman-
danas pistas domundo, oinglês
Bernie Ecclestone, de 82 anos,
foi formalmente indiciado pela
promotoria pública de Muni-
que, na Alemanha, pela acusa-
ção de suborno no caso da ven-
da dos direitos da F-1 ao grupo
CVC. Oinglês, donodos direitos
comerciais da F-1, é acusado de
ter repassado € 44 milhões (cer-
ca de R$ 130 milhões) a Gerhard
Gribkowsky, antigo diretor do
BayernLB. Obancopúblicoale-
mão era dono de 48% da Slec
Holdings, controladora de direi-
tos comerciais da F-1.
— Meus advogados aceitaram
a acusação. Isso significa que
eles precisampreparar uma res-
posta ao indiciamento e estão
fazendoissoincansavelmente—
declarou Bernie Ecclestone. —
Dizem que eu subornei alguém,
mas não fiz nada de ilegal.
Ecclestone também disse ao
Tribunal que merecia uma co-
missão pela negociação.
— Mereci porque fiz um
bom trabalho — defendeu-se
o megaempresário. — Eles
queriam dinheiro e sofri
chantagem desses caras. É al-
go que aconteceu antes.
Emjulgamento, Gribkowsky
admitiu ter recebido dinheiro
de Ecclestone entre 2006 e
2007 para vender a participa-
ção ao fundo de investimen-
tos britânico CVC Capital
Partners — da qual Bernie é o
principal executivo —, que
passou a assumir o controle
acionário da F-1. A transação
foi realizada por € 1,6 bilhão
(cerca de R$ 4,7 bilhões).
MAGNUSSEN DOMINA TESTE
Segundo Gribkowsky, foram
criadas diversas entidades na
operação com a finalidade de
burlar a declaração desse di-
nheiro à Receita da Alemanha.
Os fundos teriam origem em
contas de paraísos fiscais do
Caribe e das Ilhas Maurício.
Desde julho de 2012,
Gribkowsky está cumprindo
pena de oito anos e meio de
prisão. Foi condenado por so-
negação de impostos, desvio
de dinheiro e fraude fiscal.
Ecclestone até admitiu ter
feito os pagamentos, mas vem
alegando que só efetuou a
transação porque foi chanta-
geado por Gribkowsky. Ele
afirma que o ex-banqueiro
ameaçoufazer falsas alegações
sobre os negócios de sua famí-
lia na Inglaterra, que poderiam
comprometer o dirigente junto
à Inland Revenue, a instituição
do governo britânico que cui-
da dos impostos.
Ontem, na pista de Silversto-
ne, na Inglaterra, no primeiro
dia dos testes coletivos para jo-
vens pilotos — e que vêm sen-
do utilizados para testar os no-
vos pneus da Pirelli — o dina-
marquês Kevin Magnussen, da
McLaren, foi o mais rápido, no
tempo de 1m33s602 (101 vol-
tas), seguido por Paul di Resta,
da Force India, com
1m33s774s (59 voltas), e do
português Antonio Felix Da
Costa, da RBR, com m33s821
(83). Em quarto, ficou James
Calado, da
Force India,
com
1m33s986
(28), em
quinto, Dani-
el Juncadella,
da Williams,
com
1m34s098 (
56), e, emsex-
to, Johnny
Cecotto, da
STR, com
1m34s193
(77). O séti-
mo colocado
foi Robin
Frijns, da
Sauber, com
1m34s236
(73), o oitavo,
Nicolas Prost,
da Lotus,
com 1m34s816 (73), o nono,
Davide Rigon, da Ferrari, com
1m34s874 (77), o décimo, Ale-
xander Rossi, da Caterham,
com 1m35s651s (70). O penúl-
timo foi Tio Ellinas, da Marus-
sia, com 1m36s676 (37), e o úl-
timo, Max Chilton, da Marus-
sia, com 1m38s347 (28). Os
testes prosseguem até ama-
nhã, no mesmo circuito.
— Foi a primeira vez que eu
pilotei em Silverstone num car-
ro de F-1 e foi uma experiência
fantástica. Cobrimos uma dis-
tância de dois GPS, e, se levar-
mos em conta que não há mui-
tos testes atualmente, esta
oportunidade foi muito valiosa
— comentou o Magnussen. l
CERCO
QUE SE
FECHA
Bernie Ecclestone é indiciado pela
Justiça alemã, acusado de suborno
na venda de direitos da categoria
KAMRAN JEBREILI/AP/19-04-2013
Cerco. Bernie Ecclestone atende aos jornalistas no circuito no Bahrein
FÓRMULA-1
Corrupção
44 MI
DE EUROS
Quantia que
Bernie é
acusado de
repassar ao
banqueiro
Gerhard
Gribkowsky
1,6 BI
DE EUROS
Valor total
da venda
dos direitos
sobre a F-1
NÚMEROS
Tetracampeão Federer vence na
estreia no ATP 500 de Hamburgo
-HAMBURGO - O suíço Roger Fede-
rer, que vive sua pior tempora-
da desde 2004, começoucomo
pé direito o ATP 500 de Ham-
burgo, na Alemanha. De vira-
da, por 3/6, 6/3 e 6/2, o núme-
ro 5 do mundo despachou o
alemão Daniel Brands (58º).
Hoje, por volta das 10h30m
(de Brasília), nas oitavas de fi-
nal, o tetracampeão do torneio
(venceu em 2002, 2004, 2005 e
2007) enfrenta, pela primeira
vez na carreira, o tcheco Jan
Hajek (140º do mundo).
Ontem, em Hamburgo, o
brasileiro Thomaz Bellucci
(eliminado na estreia nas sim-
ples) venceu a primeira nas
duplas. Ele e o francês Benoit
Paire derrotaram o austríaco
Julian Knowle e o sueco Robert
Lindstedt por 6/3 e 6/4. Hoje, a
dupla terá pela frente o tcheco
Lukas Dlouhy e o eslovaco
Martin Klizan. l
TÊNIS
Elenco que vai a Pré-Mundial
se apresenta hoje, em São
Paulo, sem alguns jogadores
Aseleção brasileira de basque-
te, que se prepara para a Copa
América, o Pré-Mundial, apre-
senta-se hoje, em São Paulo,
onde vai treinar até o dia 31, vi-
sando ao torneio na Venezue-
la. O técnico Rubén Magnano
está preocupado em saber
com quem poderá contar, já
que Tiago Splitter, Nenê Hilá-
rio e Anderson Varejão, todos
da NBA, pediram dispensa.
— Leandrinho também não
deve se recuperar totalmente
(do problema no punho direi-
to). A prioridade agora é pen-
sar nos que se apresentarem—
afirmou. — Esta é nossa força.
Precisamos passar confiança
aos que se apresentarem, e o
objetivo é uma das quatro va-
gas no Mundial da Espanha.
Para Magnano, o elenco es-
pera lutar também pelo título
do Pré-Mundial. Mas o técnico
evita falar em equipe-base.
—Oprimeiro jogo a vencer é
ver quem chega ao hotel, para
sabermos quem se apresenta,
como se apresenta, antes de
pensarmos no quinteto inicial.
Ainda não sei quem pode co-
meçar jogando — disse.
O Brasil está no Grupo A,
com Porto Rico (30 de agosto),
Canadá (1 de setembro), Uru-
guai (2) e Jamaica (3). O B reú-
ne Argentina, México, Para-
guai, República Dominicana e
Venezuela. l
Magnano em
dúvida
para formar
a seleção
BASQUETE
Product: OGloboEsportes PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_E User: Asimon Time: 07-17-2013 21:42 Color: CMYK
6 l O GLOBO l Esportes l Quinta-feira 18. 7. 2013
Hoje naweb
oglobo.com.br/esportes
Fã de futebol,
Papa Francisco
vai se encontrar
com Neymar,
Zico e Pelé no
Rio, durante a
Jornada Mundial
da Juventude
l Planeta
Roger Federer
estreou ontem com
vitória no ATP 500
de Hamburgo,
contra o anfitrião
Daniel Brands.
Hoje, o suíço
encara Hazek
l Top Spin
Após derrota para
Chris Weidman,
brasileiro está de
volta aos treinos
l MMA
SPIDER SILVA
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-MAR DEL PLATA, ARGENTINA- Não era a decisão,
mas o início da etapa final de uma com-
petição. E, repetindo as Olimpíadas de
Londres, Brasil e Rússia se enfrentaram,
ontem, emuma partida tensa e de muita
provocação por parte dos russos, em
Mar del Plata, na Argentina, no primeiro
jogo da fase final da Liga Mundial de Vô-
lei. Como naquele confronto de agosto
de 2012, que valia a medalha de ouro
olímpica, a Rússia levou a melhor, ven-
cendopor 3 sets a 2 (25/17, 23/25, 22/25,
25/19 e 15/11), de virada.
Como resultado, a Rússia está na fren-
te do Grupo E, comdois pontos. OBrasil
somou um. Hoje, às 17h30m(horário de
Brasília), os russos pegam o Canadá. Às
21h, peloGrupoD, a Bulgária e a Itália se
enfrentam. O Sportv transmite. Hoje, a
seleção brasileira está de folga. Amanhã,
às 16h, jogará contra os canadenses.
—Foi umjogo tenso, porque é umjo-
go decisivo, não tem nada a ver com a
final olímpica. Eles, realmente, provo-
cam o tempo todo, mas o Brasil não
perdeu por causa disso. Cometemos
mais erros não forçados do que eles. O
segredo do jogo está aí, em erros, em
falta de consistência. Foi uma questão
técnica, não emocional — analisou o
técnico Bernardinho. — É bom que os
jogadores sintam esta derrota, fiquem
chateados, frustrados, mas temos uma
decisão contra o Canadá na sexta-feira
e, se passarmos, outra realidade se
abrirá no fim de semana.
SAQUE FORTE E BLOQUEIO PARA VENCER
Na partida de ontem, o Brasil cometeu
36 erros, contra 29 dos russos. Ooposto
Nikolay Pavlov foi o maior pontuador,
com 27 acertos. Pelo Brasil, o ponteiro
Lucarelli, o oposto Wallace e o meio de
rede Lucão marcaram 13 vezes.
— Faltou um pouco mais de regulari-
dade no quarto set. Nosso time precisa
aprender a jogar contra times iguais ao
da Rússia, quando não errar é o mais
importante — reconheceu Lucão.
O cartão de visitas da Rússia foi apre-
sentadologonoprimeiroset: saqueforte
e bloqueio bem posicionado. O time,
que começou forçando — e errando —
muito o serviço, rapidamente encontrou
o equilíbrio, enquanto a seleção brasilei-
ra não conseguia encontrar alternativas
ao paredão adversário, formado princi-
palmente por Muserskiy e Pavlov. Com
muitos erros (foramdez do Brasil contra
cinco da Rússia), a equipe comandada
por Bernardinho não conseguiu reagir e
acabou perdendo por 25/17.
No segundo set, o bloqueio brasileiro
começou a funcionar, e a equipe apro-
veitou suas chances de ataque. Encai-
xando um jogo mais rápido, com Luca-
relli na ponta e uma passagemproduti-
va de Lucão pelo saque, o Brasil conse-
guiu manter o jogo empatado até 19/
19. Umbloqueiode Lucãogarantiua vi-
tória brasileira por 25/23.
No terceiro set, o equilíbrio se mante-
ve. Enquanto os russos se aproveita-
vamde seusaque forte, principalmente
comPavlov e Muserskiy, o Brasil conse-
guia fazer com que seu bloqueio funci-
onasse. E foi assim até o fim, quando,
em um saque para fora do levantador
campeão olímpico Grankin, a seleção
brasileira ganhou por 25/22 e virou o
jogo para 2 sets a 1.
Precisando vencer para forçar mais
umset, a Rússia começou a quarta par-
cial arrasadora, fazendo 7/3 em três
aces seguidos de Zhilin. Sem conseguir
manter a regularidade, o Brasil viu os
adversários se distanciarem no placar,
fazendo facilmente 16/9 em um ataque
de Pavlov. O ponteiro Spiridonov, que
estava provocando o time brasileiro
desde o início do jogo, levou um cartão
vermelho, revertendo o ponto para a
seleção, mas já não adiantava mais. A
Rússia venceu por 25/19, levando a de-
cisão para o tie-break.
No último set, o primeiro ponto foi
brasileiro, com Eder, em uma indecisão
dos russos. Com dois pontos de blo-
queio do meio de rede, o Brasil passou
àfrente em9/8, mas viuos adversários
reagirem, e, com erros de ataque bra-
sileiros e dois pontos seguidos de Spi-
ridonov, os russos chegaram ao game
point em14/11. Melhor jogador daparti-
da, Pavlov confirmou a vitória russa em
15/11, fazendo 3 sets a 2. Um resultado
que só aumentou a rivalidade.
— Tomara que a gente volte a se en-
frentar, porque ganhar deles na final
vai ser muito melhor — provocou o
ponteiro Lucarelli. l
DERROTA AMARGA
Brasil perde para a Rússia por 3 sets a 2 na primeira partida da fase final da Liga Mundial, na
Argentina, e amanhã vai pegar o Canadá precisando vencer para ir à semifinal da competição
DIVULGAÇÃO/FIVB
Salto. O oposto Wallace tenta superar o bloqueio russo na derrota brasileira na estreia na fase final da Liga Mundial emMar del Plata
VÔLEI
Como nas Olimpíadas de Londres
Técnico do velocista pede a
ele que se declare culpado
e não procure desculpas
-KINGSTON, JAMAICA- Depois de a
Adidas ter cortado o patrocínio
do atleta americano Tyson
Gay, flagrado por doping reve-
lado no domingo, ontem foi a
vez de a fabricante chinesa de
material esportivo Li Nin sus-
pender o apoio financeiro e re-
tirar o nome do jamaicano
Asafa Powell de seu site, pelo
mesmo motivo.
Os dois velocistas foram fla-
grados no antidoping e estão
fora do Mundial, que será dis-
putado emagosto, na Rússia. A
jamaicana Sherone Simpson
tambémfoi flagrada, numa su-
cessão que abalou o mundo do
atletismo. Eles tiveramresulta-
dos positivos para a oxilofrina,
estimulante proibido pela
Agência Mundial Antidoping.
Powell e Sherone estão sob in-
vestigação policial na Itália.
—Uma empresa profissional
se opõe firmemente a quais-
quer atos de engano que ma-
culemos princípios da concor-
rência leal. Assim, suspende
seu patrocínio com Powell até
o fim das investigações. Se for
culpado, vamos encerrar de
vez a parceria — diz a nota.
Ontem, o canadense Chris-
topher Xuereb, técnico de
Powell e de Sherone, garantiu
não ter dado substância proi-
bida a eles. Xuereb pediu a
Powell, ex-recordista mundial
dos 100m, e a Sherone,
prata no 4x100m em
Londres-2012, para
“assumirem a respon-
sabilidade pelo
doping e não
buscarem bo-
de expiató-
rio”.
Já a Con-
federação
Brasileira
de Atletismo
(CBAt) divul-
gou anteon-
tem o doping
de Sabine
Heitling, ouro
no Pan-2007
nos 3.00m
com obstácu-
los, e do ma-
ratonista Inal-
do dos Santos
Rodrigues, já
suspensos. l
Powell perde
patrocínio
por causa
de acusação
DOPING
A
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Doping. Powell:
sempatrocínio
49
PONTOS DO BRASIL
No jogo de ontem, contra 55
da Rússia
17
BLOQUEIOS
Os jogadores da seleção
fizeram. Os da Rússia
bloquearam13vezes
2
ACES
Para a seleção brasileira no
jogo. Aequipe russa fez seis
pontos de saque
NÚMEROS
Product: OGloboEsportes PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_F User: Asimon Time: 07-17-2013 21:47 Color: CMYK
GUITO MORETO
Auditoria aponta indícios de superfaturamento, conflitos
de interesse e contratos irregulares na instituição;
presidente do órgão cancela convênios e pede investigação
CAIXA PRETA
Os labirintos
da Biblioteca
Nacional
Continua na página seguinte
ANDRÉ MIRANDA
andre.miranda@oglobo.com.br
LEONARDOCAZES
leonardo.cazes@oglobo.com.br
N
umambiente commilhões de livros e peri-
ódicos, o principal assunto hoje nos corre-
dores da Biblioteca Nacional é um docu-
mento de 55 páginas que ficou pronto no fim de
junhoefoi produzidopelaControladoriaGeral da
União(CGU). Nele aparecemindícios de superfa-
turamento na compra de equipamentos para bi-
bliotecas públicas, sugere-se que funcionários da
Fundação Biblioteca Nacional (FBN) mantêm re-
lações pessoais com instituições que assinaram
contratos milionários com o governo, questio-
nam-se gastos emeventos comoa Feira de Frank-
furt e ainda são apontados convênios firmados
com uma instituição inadimplente. O documen-
to, obtido pelo GLOBO, é umrelatório preliminar
de uma auditoria de contas que está sendo feita
pelaCGUnaFBNeque, mesmoantes desuacon-
clusão, já provoca mudanças na gestão da maior
biblioteca da América Latina.
Entre os principais pontos abordados pelo rela-
tórioestãooProgramadoLivroPopular; apartici-
pação da FBN na Feira do Livro de Frankfurt, na
Feira do Livro de Bogotá e na Bienal do Livro de
São Paulo; e a assinatura de convênios com pre-
feituras e governos para aparelhar bibliotecas pú-
blicas pelo país. A primeira reunião da Controla-
doria coma FBNocorreu no início de maio, duas
semanas após Renato Lessa, atual presidente da
Fundação, assumir o cargo. Desde então, audito-
res vêm solicitando documentos e planilhas para
avaliar contratos e convênios firmados em 2012,
quando o presidente era Galeno Amorim. Umre-
latório preliminar ficou pronto em 28 de junho, e
umanovareunião, destavez nãoapenas comLes-
sa, mas tambémcomos gestores das áreas envol-
vidas, foi realizada no dia 2 de julho.
— O trabalho da CGU ainda não acabou. De-
pois da reunião do dia 2, quando demos algu-
mas explicações, entregamos hoje (anteontem)
nossa resposta por escrito. Em 30 a 45 dias, eles
vãoliberar orelatóriofinal —explica Lessa. —O
que eu posso dizer é que a Biblioteca Nacional
mudou. Esses convênios foram assinados antes
de eu chegar, e agora estamos trabalhando para
reconfigurar as práticas administrativas. Nós
substituímos nosso auditor interno, e tudo está
sendo investigado. Já interrompemos alguns
convênios por recomendação da CGU e sus-
pendemos o Livro Popular. Também estamos
investigando se houve favorecimento a empre-
sas por relações comfuncionários da biblioteca.
Um dos alvos principais da auditoria realiza-
da pela CGU foi o Programa do Livro Popular
(PLP), criado em 2011 para fomentar a produ-
ção e circulação de livros a preços baixos pelo
país. No seu lançamento, durante a Bienal do
Livro do Rio daquele ano, a presidente Dilma
Rousseff afirmou em discurso que seu objetivo
era “ser um estímulo a toda a cadeia (do livro),
mas sobretudo ao brasileiro que pode amar os
livros”. Até dezembro de 2012, segundo o relató-
rio da CGU, foram depositados na conta bancá-
ria do programa quase R$ 35 milhões para a
compra de livros.
VÍNCULO DE COORDENADOR COM ÓRGÃO PRIVADO
Para operacionalizar o PLP, a FBN firmou um
convênio, no valor de R$ 1,5 milhão, com a Câ-
mara Rio-Grandense do Livro (CRL), escolhida
por meio de um edital de chamada pública. O
contrato, assinado em dezembro de 2011, dura-
ria até dezembro de 2012, mas foi prorrogado
por mais umano. Só que, segundo a CGU, há fa-
lhas no controle do convênio. Como a CRL e as
empresas contratadas por ela são responsáveis
por toda a cadeia do PLP, cabe à FBNapenas au-
torizar pagamentos de acordo comos relatórios
enviados pela instituição, com os valores e os
nomes dos beneficiários.
Além disso, o coordenador de Economia do
Livro da Biblioteca Nacional, Tuchaua Rodri-
gues, um dos responsáveis pela gestão do con-
vênio do Livro Popular, integrou por 14 anos a
diretoria da Câmara Rio-Grandense. O endere-
ço registrado no CNPJ da empresa é o mesmo
de sua residência, segundo a CGU. E membros
de quatro das 12 empresas contratadas pela
CRL para execução do convênio trabalham na
Coordenação do Sistema Nacional de Bibliote-
cas Públicas (SNBP), na FBN.
Procurado pelo GLOBO, Rodrigues explica que
foi o responsável pelo convênio dentro da CRL no
ano de 2012. De acordo com ele, em dezembro
daquele ano, somente após o fim do seu contrato
coma Câmara, é que teria recebidooconvite para
assumir o cargo na Biblioteca Nacional:
— Quando participei de diretorias da Câmara
Rio-Grandense do Livro e quando prestei servi-
ço remunerado como coordenador do convê-
nio, na CRL, eu não estava na FBN. Quando ter-
minou meu contrato, fui nomeado na FBN por
convite. Não existe, na minha percepção, confli-
to de interesses.
ANA BRANCO
Emxeque.
CGU questiona
contratos e
compras sem
pesquisa para a
Feira do Livro de
Frankfurt (ao
lado), além de
convênio para
adquirir 16.775
livros para
biblioteca de
Silva Jardim
(à esquerda)
DIVULGAÇÃO/2012
OGLOBO
CADERNO
SEGUNDO
‘Fruitvale station’
discute o papel da
polícia e alguns dos
desdobramentos
mais terríveis da
violência nos EUA
pág. 2
EDUARDO GRAÇA
QUINTA-FEIRA 18.7.2013
oglobo.com.br
SHOW BREEDERS TOCAM
DISCO DE 1993 NO RIO
pág. 10
O QUE DIZ O
DOCUMENTO
LIVRO POPULAR
Coordenador trabalhou
emórgão conveniado
ACâmaraRio-GrandensedoLivro
ficouresponsável por umconvênio
comaBibliotecaNacional (FBN) no
valor deR$1,5milhão, pelagestão
doprogramaLivroPopular. O
coordenador doprogramadentroda
FBNfoi dadiretoriadaCâmara
Rio-Grandensepor 14anos antes de
assumir ocargo. Outros funcionários
daBibliotecasãomembros de
empresas contratadas pelaCâmara
paraaoperaçãodoLivroPopular.
FRANKFURT
Orçamento de 2012 não
condiz complanilha
Orelatório aponta que o orçamento
de prestação de contas pela
participação da Biblioteca Nacional
emFrankfurt 2012não condiz com
a planilha apresentada para a
aprovação do projeto, no valor de R$
383,7mil. Emrelação à
participação brasileira emFrankfurt
2013, o relatório diz que não houve
pesquisa de preços e questiona a
dispensa de licitações para serviços
que serão contratados.
BIENAL E BOGOTÁ
Fornecedores e serviços
contratados semlicitação
ACGUindica que fornecedores e
serviços foramcontratados sem
pesquisa de preço e semlicitação
para a montagemdo estande do
Pavilhão do Brasil na Feira do Livro
de Bogotá 2012e na 22
a
Bienal
Internacional do Livro de São Paulo.
CONVÊNIOS
Contratos comprefeituras
e governos são irregulares
Aauditoriamostrairregularidades
emconvênios assinados com
prefeituras e governos. NaBiblioteca
Parque daRocinha, oorçamento
apresentadopelaSecretariaestadual
de CulturadoRioapresenta
sobrepreçode até 2.571%em
alguns itens. Jáoconvêniocoma
prefeiturade SilvaJardimpreviaa
comprade 16,7mil livros apreços
acimados de mercado. ABiblioteca
jáestácancelandoconvênios.
CBL
Entidade inadimplente
fechou convênios
De acordo coma CGU, quatro
convênios foramfechados coma
Câmara Brasileira do Livro (CBL),
numvalor total de R$4,7milhões,
numperíodo emque a entidade
estava inadimplente como
Ministério da Cultura, portanto
impedida de celebrar convênios com
órgãos federais. ACBLresolveua
pendência apenas recentemente.
DIÁRIAS
Gastos comhospedagem
acima do previsto por lei
Os gastos comhospedagemde
servidores e colaboradores na Bienal
do Livro de São Paulo e na Festa
Literária Internacional de Paraty
(Flip), em2012, foramcerca de
R$21,6mil acima do previsto pela
legislação. AFBNdiz que os preços
emParaty são muito altos durante a
Flip. Já na Bienal, houve a opção por
uma hospedagemmais próxima e
portanto mais cara.
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_A User: Asimon Time: 07-17-2013 15:55 Color: CMYK
|
PeloMundo
DeNovaYork
|
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EDUARDOGRAÇA
segundocaderno@oglobo.com.br
_
Ser jovem e negro
na América, em
tempos de Obama
“Como é que isso foi acontecer? Como é que
nós — que nos reconhecemos nos rostos
apresentados na tela do cinema — deixamos
isso acontecer?”. É assim que A.O. Scott
termina sua crítica de “Fruitvale station”, o
bom filme independente de Ryan Coogler
sobre as relações étnicas, o papel da polícia e
alguns dos desdobramentos mais terríveis da
violência urbana nos EUA. Uma obra de
tema difícil, que foi parar na capa dos
cadernos culturais dos principais jornais
americanos e ganhou público cativo muito
por conta de sua data de lançamento. Ele
chegou às telas no último fim de semana, o
mesmo em que a Justiça da Flórida decidiu
pela inocência do segurança George
Zimmerman, 28 anos, na morte de Trayvon
Martin, 17, em fevereiro do ano passado.
“F
ruitvalestation” voltaa2009, quandooutro
negro, Oscar Grant III, 22, também desar-
mado, foi morto por umpolicial, Johannes
Mehserle, branco, emuma estação de metrô de Oak-
land, na Califórnia. Zimmerman é filho de caucasia-
no com hispânico, informação considerada impor-
tante pela imprensa, pelos movimentos de direitos
civis e pela sociedade americana.
Entre uma tragédia e outra, a maioria conservado-
ra, com apoio decisivo do lobby dos fabricantes de
armas, conseguiumodificar legislações noSul dopa-
ís, com ênfase no direito de se usar arma de fogo em
defesa própria. O segurança de condomínio Zim-
merman sequer ficou detido pela polícia na noite da
morte de Martin. O caso só foi investigado e chegou
ao júri depois de uma enorme pressão popular. O
presidente Obama se pronunciou na ocasião, afir-
mando que “se eu tivesse um filho, ele se pareceria
com Trayvon”.
Oscar Grant e Trayvon Martin de fato se pareciam
comas fotos do presidente americano emsua juven-
tude. Grant, vivido pelo excelente Michael B. Jordan,
o Wallace da série televisiva cult “A escuta”, da HBO,
é, no filme, um homem repleto de dúvidas e com fa-
lhas morais escancaradas. Trayvon, o menino que
saiu à noite para comprar doce na esquina e nunca
mais voltou para a casa do pai, foi apresentado pela
defesa como um jovem raivoso, que escondia seu
rostopor trás de umgorro, tentara fugir dosegurança
e, de acordocomZimmerman, oatacara de forma vi-
olenta antes de ser alvejado de forma fatal. Oscar
Grant vende drogas no filme de Coogler. Exames
mostraram traços de maconha no sangue de Tray-
vonMartinemsuanoitederradeira. Curiosamente, o
fato de não se tornarem santos, nem na mídia, nem
no cinema, só aumentou a identificação entre boa
parte dos americanos e as vítimas mais notórias dos
últimos meses da violência urbana americana.
Aparentemente invisível, presente de forma incô-
moda quando em massacres como os da escola de
Newtown, o aparecimento de um novo serial-killer
ou atentados terroristas, no dia a dia ela surge cada
vez mais como perpetrada contra a parcela mais po-
bre e mais negra da população. Não causou espanto
quando a família de Zimmerman saiu emsua defesa
dizendoque se ocrime tivesse sidocometidopor um
negro contra outro negro o episódio não teria toma-
do tamanha dimensão. Em Nova York, a polícia de
Bloomberg segue sob intervenção federal por conta
de denúncias contra motivações étnicas, comnegros
e hispânicos investigados mais amiúde, parados
constantemente em batidas policiais e tratados de
forma mais dura.
EmOakland, Johannes Mehserle foi condenado a
dois anos na cadeia e expulso da corporação. De-
pois de umano, foi solto e vive emliberdade condi-
cional. Zimmerman está livre e, como não há ima-
gem da morte de Trayvon Martin — no caso de Os-
car Grant III, centenas de vídeos capturados nos ce-
lulares de outros passageiros ajudaram a fechar a
narrativa — especialistas acham difícil o Departa-
mento de Justiça de Obama iniciar um processo,
como o fez contra o policial da Califórnia, dentro da
seara dos direitos civis.
Adesumanização da violência americana, detecta-
da por A.O.Scott na tentação de se reduzir o negro —
sejaelepresidente, traficantenas horas vagas ouado-
lescente debaixodogorro—a vítima inocente, nobre
guerreiro ou ameaça à sociedade, é armadilha recor-
rente tanto na grande imprensa quanto na indústria
cultural locais. “Fruitvale station”, infelizmente sem
previsão de lançamento nos cinemas brasileiros, não
cai na armadilha, passa longe da dicotomia herói-vi-
lão e ilumina, nas salas de cinema dos EUA, momen-
to especial. Este em que, aqui, como aí, a sociedade
civil olha para sua polícia e não consegue entender
como “nós deixamos que isso acontecesse”. l
SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO DOMINGO
DANIEL
GALERA
Pelo
mundo
FRANCISCO
BOSCO
Pelo
mundo
HERMANO
VIANNA
JOSÉ
MIGUEL
WISNIK
CAETANO
VELOSO
ANA
PAULA
SOUSA
EDUARDO
GRAÇA
NOVA YORK
LONDRES
EDUARDO
LEVY
LOS ANGELES
OS LABIRINTOS DA BIBLIOTECA NACIONAL CONTINUAÇÃO DA PÁGINA 1
O
tesoureiro da CRL, Leo-
nardo Molinari Silveira,
explicou por e-mail que
“a CRL não obteve qualquer be-
nefício indevido e vematenden-
do a todas as determinações de
controle, a fim de garantir total
transparência às atividades de-
senvolvidas em virtude do con-
vênio, e não tem notícia oficial,
até o momento, da identificação
de qualquer irregularidade.”
A auditoria da CGU também
revelou que não houve análise
adequada de documentos apre-
sentados por municípios e esta-
dos para a celebração de seis
convênios coma FBN, cujos ob-
jetivos são equipar e adquirir
acervos para bibliotecas públi-
cas. E recomendou que alguns
fossem cancelados. Segundo
Renato Lessa, quatro já estão
suspensos, todos envolvendo
obras em bibliotecas públicas
no Maranhão e no Amapá.
— Historicamente, a Bibliote-
ca Nacional firmava de três a
cinco convênios por ano. Só
que, nos últimos dois anos, fo-
ram dezenas, por conta da vin-
da do Plano Nacional do Livro e
Leitura (antes subordinado di-
retamente ao Ministério da Cul-
tura, em Brasília) para a estru-
tura da FBN. Não havia condi-
ção de lidar com todos esses
contratos. Nemde fiscalizar. Por
issoestamos revendoos proces-
sos, e o Plano está voltando pa-
ra Brasília — diz Lessa.
Já os outros dois convênios,
esses não interrompidos, foram
firmados no estado do Rio. Um,
no valor de R$ 1,05 milhão, com
a prefeitura de Silva Jardim, ci-
dade com 21 mil habitantes, re-
fere-se à compra de 16.775 livros
para a Biblioteca Pública Muni-
cipal Tiradentes. ABiblioteca Ti-
radentes, como constatou O
GLOBO em visita à cidade, fun-
ciona numa casa alugada de
dois andares, com livros espa-
lhados por apenas quatro pe-
quenos quartos. Nenhumfunci-
onário soube dizer quantos vo-
lumes caberiamna casa.
O outro convênio ainda em
vigor, de R$ 940 mil, é coma Se-
cretaria estadual de Cultura do
Rio, para a aquisição de equipa-
mentos para o teatro da Biblio-
teca Parque da Rocinha. Oorça-
mento apresentado pela secre-
taria, e aprovado pela FBN,
apresentava sobrepreço de até
2.500%, caso de lâmpadas orça-
das emR$ 106,85, mas que cus-
tariam R$ 4 segundo levanta-
mento feito pela CGU. Um mi-
crofone sem fio foi orçado em
R$ 7,5 mil, enquanto seu preço
de mercado, ainda de acordo
com a CGU, seria de R$ 499.
SECRETARIA REVÊ CONVÊNIO
O relatório da Controladoria
afirma que a secretaria não re-
alizou pesquisa de preços,
apenas informou que eles fo-
ram estabelecidos a partir da
experiência adquirida em ou-
tras Bibliotecas Parques. No
documento, os auditores afir-
mam que o Sistema Nacional
de Bibliotecas Públicas
(SNBP), da FBN, não verificou
a adequação dos preços apre-
sentados antes de aprová-los.
A Secretaria estadual de Cul-
tura diz que foi informada da
inconsistência do convênio
em março e que vem realizan-
do pesquisa de preços. Asecre-
taria ressalta que ainda não
houve gastos e que não chegou
a receber as verbas relativas a
esse convênio. Já a prefeitura
de Silva Jardim não retornou o
pedido de entrevista.
O relatório da CGU também
questiona os convênios assi-
nados pela FBN com a Câmara
Brasileira do Livro (CBL). Aen-
tidade, que reúne empresas do
mercado editorial, teve quatro
contratos firmados desde
2009, num valor total de R$ 4,7
milhões. Porém, segundo a
CGU, a CBL estava inadim-
plente no Portal da Transpa-
rência devido a irregularida-
des na prestação de contas de
umconvênio de 2004, encerra-
do em 2006, com o MinC.
— O que aconteceu é que,
antes de fechar os contratos, a
Biblioteca apenas verificava a
situação das empresas no Sis-
tema de Convênios (Siconv)
do governo Federal e não no
Portal da Transparência. Por
alguma razão, a questão com a
CBL não aparecia no Siconv. A
partir de agora, instituímos
que as empresas devem sem-
pre ser verificadas nos dois sis-
temas — explica Lessa.
A CBL também é questiona-
da pelo relatório da CGU por
contratos feitos com a FBN pa-
ra a Bienal do Livro de São
Paulo e a Feira do Livro de
Frankfurt 2012 e 2013, por não
ter apresentado pesquisas de
preços ao contratar serviços
terceirizados. Em nota, a enti-
dade afirma que “atendeu es-
tritamente a todas as solicita-
ções feitas pela fundação” e
que, em relação a Frankfurt
2013, “as contratações feitas
respeitaram procedimentos de
cotação prévia”.
—Os contratos firmados com
a CBL serão mantidos, mas va-
mos ser mais rigorosos nas exi-
gências — promete Lessa.
Desde anteontem, por telefo-
ne e e-mail, a reportagem ten-
tou localizar Galeno Amorim,
presidente da Biblioteca Nacio-
nal de janeiro de 2011 a março
de 2013. Ele não respondeu aos
pedidos de entrevista. l
C
ontemplado no mês passado
com o edital de apoio a filmes de
baixo orçamento (B.O.) do Minis-
tério da Cultura (MinC), o cineasta per-
nambucano Cláudio Assis vai abrir mão
da verba que utilizaria para rodar seu
novo longa-metragem, “Big Jato”, basea-
do emlivro homônimo de Xico Sá. Pelas
regras do fomento, que concede até R$
1,2 milhãopor projeto, os cineastas sele-
cionados só podem somar mais R$ 300
mil ao montante concedido, para pode-
remrecebê-lo na íntegra, totalizando no
máximo R$ 1,5 milhão de recursos pú-
blicos. Mas o diretor de “Amarelo man-
ga” (2002) tem outros R$ 467 mil a rece-
ber do Programa de Fomento à Produ-
ção Audiovisual de Pernambuco. Para
poder utilizar os dois recursos, R$ 167
mil teriamque ser abatidos do total ofe-
recido pelo MinC, fazendo valer as dire-
trizes do concurso. Mas Assis enxerga
essa subtração como arbitrariedade.
—Quando o edital de B.O. surgiu, ele
representava a ideia de que filmes de
qualidade pudessem ser feitos com
pouco dinheiro. Mas continuar preso a
esse conceito é um retrocesso. Eu não
posso agregar valores de diferentes fon-
tes. Eu tenho que trabalhar com esmo-
la. Esmola eu não quero. Adiei “Big Ja-
to”, que filmaria emnovembro, e voure-
começar do zero. A política de cultura
da Marta (Suplicy) é o que há de mais
retrógrado — reclama Assis.
Secretário do Audiovisual do MinC,
Leopoldo Nunes rebate:
— O edital é transparente: as regras
estavam lá. E o Cláudio assinou saben-
do delas. Se agora, por interesses pes-
soais, ele não concorda mais, ele pode
devolver o dinheiro, se quiser. Há um
suplente para recebê-lo.
Lançado em dezembro de 2011 e
consolidado emjulho de 2012, quando
dez ganhadores (Assis entre eles) fo-
ram anunciados, o referido edital teve
seu resultado anulado e seu processo
de seleção retomado em fevereiro des-
te ano, sob protestos da classe cinema-
tográfica. Emfevereiro, o MinCanunci-
ou que “falhas processuais inviabiliza-
riam o repasse de recursos”, referindo-
se a uma cláusula de regionalidade. A
norma estabelecia que cada região do
país teria no máximo dois projetos
aprovados. O Nordeste, no entanto, te-
ve três, e o Sul, um. Refeita a seleção,
“Big Jato” e outros nove projetos foram
contemplados —entre eles, o também
pernambucano “Valeu boi!”, de Gabriel
Mascaro, e o carioca “A estrada”, de An-
dré Moraes. Outras produtoras con-
templadas alegam dificuldades frente
às normas do edital.
— Tenho gente interessada em inves-
tir no projeto “A estrada”, podendo che-
gar a até R$ 600 mil de apoio, mas eu
não posso aceitar, pois a regra do edital
proíbe — diz o produtor Leonardo Ed-
de, da Urca Filmes. — Se está escrito no
edital, não podemos mudar. Mas pode-
mos pleitear mudanças para o próximo.
“Big Jato”, que teria Irandhir Santos e
Matheus Nachtergaele, fica suspenso.
— No cinema, baixo orçamento não
pode ser miséria — diz Assis. l
Contemplado em edital do MinC para filmes de até R$ 1,5 milhão, Cláudio
Assis abre mão de verba e critica a política pública de fomento ao cinema
Contra.
Diretor
pernambucano
se recusa a
abrir mão da
verba total que
ganhou: “Baixo
orçamento não
pode ser
miséria”
DIVULGAÇÃO/ MARIO MIRANDA
RODRIGOFONSECA
rodrigo.fonseca@oglobo.com.br
Documentário sobre
Sebastião Salgado vai abrir
o festival, em setembro
CARLOS HELÍ DE ALMEIDA
carlos.heli@oglobo.com.br
J
á cobiçado por festivais es-
trangeiros, o filme baiano
“Depois da chuva”, de Cláu-
dio Marques e Marília Hughes,
é um dos seis títulos que irão
disputar o Candango de melhor
ficção no 46º Festival de Brasí-
lia, entre os dias 17 e 24 de se-
tembro. Divulgados ontem, os
demais concorrentes, todos
inéditos, são “A estrada 47 (a
montanha)”, de Vicente Ferraz
(RJ); “Avanti popolo”, de Michael
Wahrmann (SP), que traz no
elenco o diretor Carlos Rei-
chenbach, morto em 2012;
“Exilados do vulcão”, de Paula
Gaitán (RJ); “Os pobres diabos”,
de Rosemberg Cariry (CE); e
“Riocorrente”, de Paulo Sacra-
mento (SP). O documentário
“Revelando Sebastião Salgado”,
de Betse de Paula, abre a mara-
tona, emcaráter hors-concours.
Na competição de documen-
tários —à exceção de “Hereros
Angola”, de Sergio Guerra (BA),
exibido fora de concurso no
Cine PE —, os filmes também
são inéditos. Estão na briga “A
arte do renascimento — Uma
cinebiografia de Silvio Tend-
ler”, de Noilton Nunes (RJ);
“Morro dos Prazeres”, de Maria
Augusta Ramos (RJ); “Omestre
e o divino”, de Tiago Campos
(PE); “Outro sertão”, de Adria-
na Jacobsen e Soraia Vilela
(ES); e “Plano B”, de Getsema-
ne Silva (DF). O festival rece-
beu 480 inscrições. l
FILMES INÉDITOS
DISPUTARÃO
BRASÍLIA
DIVULGAÇÃO
“Avanti...”. Reichenbach como ator
2 l O GLOBO l SegundoCaderno l Quinta-feira 18. 7. 2013
Baixo orçamento,
ALTA TENSÃO
“Historicamente,
a Biblioteca
Nacional firmava
de três a cinco
convênios por ano.
Só que, nos
últimos dois anos,
foram dezenas.
Não havia
condição de lidar
com todos esses
contratos. Nem de
fiscalizar. Por isso
estamos revendo
os processos”
Renato Lessa
Presidente da Biblioteca Nacional
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_B User: Asimon Time: 07-17-2013 15:55 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 l SegundoCaderno l O GLOBO l 3
CLEOGUIMARÃES
genteboa@oglobo.com.br
COMMARIA FORTUNA, ISABELA BASTOS E THAMINE LETA
Ursinho sedutor
A campanha do Motel Panda, que
circulava em cartazes publicitários nas
traseiras dos ônibus da Zona Sul,
recebeu advertência da 12º Promotoria
da Infância e da Juventude do
Ministério Público e teve de ser
modificada. O anúncio original mostra
um homem com cabeça de urso panda
deitado numa cama redonda à espera
de uma mulher só de calcinha e sutiã.
Ursinho sedutor/2
Para o MP, a presença do panda daria
um sentido lúdico ao anúncio, o que
confundiria crianças que vissem os
cartazes. O ursinho então ganhou uma
tarja vermelha sobre a cabeça, onde se
lê: “proibido para pessoas cardíacas”.
Aliás e a propósito
Donos de motéis da cidade notaram
que suas suítes têm sido mais
procuradas nas noites de quarta e
sábado. Desconfiam que o movimento
seja de homens que tiram uma
casquinha do pay-per-view gratuito
em dias Brasileirão e de lutas do UFC.
Gina poética
Gina Indelicada, a personagem do
Facebook que recentemente foi
acusada de copiar comentários
sarcásticos de sites e de outros perfis
sem lhes dar o devido crédito, postou
anteontem trecho de um dos poemas
de “Rua da Padaria”, que Bruna Beber
lançou pela Record. Gina deu o
crédito para você? Nem para a Bruna,
que, aliás, autografa o livro hoje em SP.
Segurem seus cordões
Quantas pessoas ainda precisam ser
assaltadas na Rua Francisco Otaviano,
no Arpoador, para que haja algum
policiamento ali? Só ontem de manhã
foram duas novas vítimas.
Ipanema dividida
A Associação de Moradores de
Ipanema, assim como o Projeto de
Segurança de Ipanema, também foi
recebida pelo governador Sérgio
Cabral. Ela defende o oposto do PSI:
pede que as saídas da estação do
metrô fiquem na calçada da Praça N.
Sra. Paz, na esquina das ruas Maria
Quitéria e Joana Angélica, como
previsto no projeto original. “Se forem
para a calçada da Visconde de Pirajá,
vão ficar na porta de prédios,
atrapalhando a circulação”, diz Maria
Amélia Loureiro, da associação.
Andar de ônibus no Rio
O motorista da linha 415
(Usina-Leblon) ia pela Epitácio
Pessoa, na Lagoa, na manhã de ontem,
quando resolveu dar uma pausinha de
uns sete minutos na esquina da Maria
Angélica. Foi o tempo que demorou
para o cobrador descer e fazer uma
fezinha no jogo do bicho antes de
voltar tranquilamente para o carro,
número A48045.
Alvaro Seixas, Hugo Houayek e Rafael
Alonso lançam hoje o livro “Palácio”, às 19h,
na Mercedes Viegas Arte Contemporânea.
Márcia Marques-Rambourg, lança hoje
“Como o pão que come em dias secos”, da
editora Oficina Raquel, na Travessa Ipanema.
Ronaldo Canha, chef do Q e Quadrucci,
criou pratos especiais com ora-pro-nóbis em
homenagem ao Papa Francisco.
É hoje a festa de 5 anos da Quinta Black,
com charme e hip hop, na Estudantina.
Chandon faz festa hoje, na Bla Blá Champa-
nheria, na Barra. Os DJs da noite serão Igor
Costa e João Diniz.
U
Curtinhas
Antonia Fontenelle lança ‘Playboy’ emboate gay de Copa
‘FON-FON!’ NA COELHINHA
A
escolha de Antonia Fon-
tenelle para a capa da
Playboy de julho, lança-
da anteontemna boate Le Boy,
marca uma virada na revista,
segundo Thales Guaracy, novo
diretor de redação.
l
“É uma mulher compersonali-
dade e carreira, que simboliza
nossa nova fase”, afirma ele.
“Durante umtempo, o foco es-
teve em reality shows, agora
queremos mulheres que você
só vai ver na Playboy, que não
aparecem fácil por aí”.
l
Personalidade é mesmo o que
não falta a Antonia. Ela, que
disse “a cura gay sou eu” e “fiz
a Playboy para homens e mu-
lheres”, chegou à boate de Co-
pacabana fazendo “fon-fon”
nos pompons das coelhinhas.
Antonia usava um vestido rosa
bebê, que deixava à mostra a ta-
tuagem com a frase “Posso ser
um anjo ou um demônio, você
escolhe”, escrita em inglês.
l
Ao chegar no bar, ofereceu a
mão para o homem que bebia
sozinho no balcão, e ele não he-
sitouembeijá-la. “Ela é polêmi-
ca e pouco reservada, o que é
bom pra gente”, observou Tiago
Moura, do marketing da revista.
l
Antonia não gosta do lugar on-
de o backdrop com a marca da
revista está posicionado e sai
empurrando, ela mesma, a es-
trutura para o lado.
l
“Tá doido? A gente vai ficar
com a cara achatada”, reclama
ela. É que, se o painel perma-
necesse aonde estava —espre-
mido entre a saída de emer-
gência da boate e a parede do
corredor da galeria —, os fotó-
grafos não teriam espaço sufi-
ciente para fazer os cliques.
l
“Aí as pessoas vão pensar: ‘Co-
mo essa mulher fez a revista,
feia desse jeito?’", brinca Anto-
nia, que ganhou R$ 100 mil em
jóias de uma amiga para apa-
recer por aí neste, digamos,
momento Playboy.
l
Momento delicado, aliás, com
as notícias sobre o fimda revis-
ta. “Éboato, somos vítimas dis-
so”, garante Thales Guaracy.
Sobre Ronaldo ter comprado a
publicação, ele é vago. “Se ele
está dizendo isso, é porque
acha um bom negócio. Mas o
caminho até fechar tudo é lon-
go”, diz o diretor de redação.
FOTOS DE MARCOS RAMOS
Arrumando tudo. Antonia Fontenelle muda o backdrop de lugar, na festa de lançamento da sua “Playboy”
Funk, rap, break e grafite
O projeto da Fábrica do Funk que a
prefeitura planeja construir num
terreno da Avenida Brasil, em Benfica,
cresceu e ganhou outro nome.
Rebatizado de Escola da Rua, o prédio
de três andares e 13 mil m² de área
construída vai ter três palcos para
apresentações de funk, rap, break e
grafite. Colada na Barreira do Vasco, a
escola terá a fachada toda em vidro,
praça, jardins e galeria de exposições,
além das salas de aula.
Vai ficar assim. A fachada da Escola da Rua
SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS
Boneca de cabelo alisado
Uma grife infantil de São Paulo usou
sua página no Facebook para ensinar os
clientes a alisar o cabelo da Barbie — a
boneca que tem como slogan a frase
“tudo o que você quer ser”. Os
ingredientes e o modo de alisar são
descritos em detalhes e com linguagem
tatibitate, para que as próprias crianças
consigam deixar a cabeleira da Barbie
“lisa e escorrida”. “Retire o amaciante
do cabelo da boneca e penteie bem
retinho, pois é assim que vai ficar.”
Boneca de cabelo alisado/2
“Lamentável!”, comenta Rosiane
Rodrigues, especialista em relações
étnico-raciais, mestranda em
antropologia e estudiosa do movimento
negro. “É como se as meninas de
cachos que fogem dos padrões
europeus de beleza não tivessem lugar
na sociedade. Outra coisa: a classe
média negra se concentra em São
Paulo. Foi um tiro no pé.”
REPRODUÇÃO
Semcachos. Barbie, antes e depois
|
GenteBoa
|
EXPEDIENTE l EDITORA: FÁTIMA SÁ fatima.sa@oglobo.com.br l EDITORES ASSISTENTES: BERNARDO
ARAUJO bbaraujo@oglobo.com.br, CRISTINA FIBE cristina.fibe@oglobo.com.br, DEBORA GHIVELDER
debora. ghivelder@oglobo.com. br, NANI RUBIN nani@oglobo.com. br, SUZANA VELASCO
suzana.velasco@oglobo.com.brl DIAGRAMAÇÃO: CRISTINA FLEGNER E MAURÍCIO TUSSI l TELEFONES:
REDAÇÃO: 2534-5703 l PUBLICIDADE: 2534-4310 publicidade@oglobo.com.br l CORRESPONDÊNCIA: Rua
Irineu Marinho 35, 2º andar. CEP: 20233-900
Após descartar a hipótese de
overdose, a polícia canadense
revelou que a causa da morte
de Cory Monteith, ator de
“Glee”, foi uma mistura de he-
roína e álcool. Achado morto
numhotel de Vancouver no sá-
bado, Monteith já havia admi-
tido ser dependente químico e
chegou a se internar numa clí-
nica de reabilitação. l
Polícia muda versão
para a morte do ator
Ator de‘Glee’
Um dos maiores eventos da
cultura pop, a Comic-Con se
inicia hoje, em San Diego, nos
EUA, e vai até domingo. A feira
apresentará em primeira mão
os novos filmes de Capitão
América e Thor e o “RoboCop”,
de José Padilha, além de dar
destaque a séries como a nova
“Agents of S.H.I.E.L.D.” e o su-
cesso “Game of thrones”. l
Começa hoje a festa
da cultura pop
Comic-Con
Fotos. Julia Mayer confere o ensaio Elas. Ingra Liberato e Jéssika Alves
Anfitriã. Em seguida, Antonia recebe André Piva e Carlos Tufvesson
“A gente fica
pelada, posa para
fotos e ainda tem
que arrumar tudo!”
“As festas da
Playboy sempre
foram formais,
quis quebrar a
caretice aqui na
Le Boy”
Antonia Fontenelle
As corujas: fim de caso
O artista AbrahamPalatnik recorreu
da sentença e ganhou, em segunda
instância, o processo de plágio que
movia contra a C&A. Na imagem
acima, à esquerda, está a coruja criada
por ele. À direita, a que foi usada pela
marca na coleção “T-Collection”. O
mestre da arte cinética e a C&A
chegaram a um acordo.
REPRODUÇÕES
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_C User: Asimon Time: 07-17-2013 14:53 Color: CMYK
4 l O GLOBO l SegundoCaderno l Quinta-feira 18. 7. 2013
uma vertente mais visceral e conduz o
espectador através de trilhas sinuosas
que, tanto pelo que revelam como pelo
que ocultam, conduzem à turbulência
das paixões. A paixão de Charcot pela
ciência (e a paciente perfeita é parte
dela) inclui a exibição de casos clínicos
para plateias com direito a aplausos e
minucioso registro fotográfico. Já os di-
fusos desejos femininos são expressos
não apenas por Augustine mas tam-
bém por outras internas, em tocantes
depoimentos para a câmera.
Mesmo com alentadas discussões
acadêmicas e sociais — histeria era en-
tão a palavra da moda, sob protestos de
Guy de Maupassant (hoje ele escreve-
ria sobre depressão) —, a mola mestra
da narrativa gira em torno da alta ten-
são entre médico e paciente. Uma ten-
são crescente, de forte carga erótica,
feita de poucas palavras, economia de
gestos, e intensas expectativas: do cien-
Por trilhas sinuosas
DIVULGAÇÃO
Médico e paciente. Vincent Lindon e Soko mantém na tela uma relação de forte carga erótica, poucas palavras, e intensas expectativas
Em ‘Augustine’, a diretora Alice Winocour conduz médico e paciente, à turbulência das paixões
VEJA TRAILER
oglobo.com.br/rioshow
U
ma paciente magnífica. Assim
Jean-Martin Charcot, reconhe-
cido como “pai da neurologia
moderna”, definia Augustine, uma de
suas tristemente célebres “histéricas”
— mulheres tomadas por manifesta-
ções físicas devastadoras e quase nada
a dizer sobre a dor que extravasavam
através do corpo.
O objeto do entusiasmo era uma rús-
tica empregada doméstica de 19 anos,
levada ao Hospital Pitié-Salpêtrière, em
Paris. Com o lado esquerdo paralisado
e obscuras manifestações libidinosas
durante o sono, a jovem seria queima-
da emfogueira como feiticeira na Idade
Média ou banida do convívio social
com o passar dos tempos. No remoto
ano de 1885, porém, o destino de “au-
gustines” começava a deixar a idade
das trevas, em boa parte graças ao aus-
tero Professor Charcot, que tinha na
hipnose seu principal instrumento de
investigação. Caberia a Sigmund
Freud, seu aluno mais famoso, a guina-
da essencial rumo à psique das enfer-
mas, anos depois.
DIAGNÓSTICO FORA DE MODA
Apesar do diagnóstico fora de moda,
Augustine (tambémtítulo original) vin-
cula-se pelo tema a dois filmes recen-
tes: “Histeria”, fábula bom-astral sobre
a descoberta do vibrador para aliviar
aflições de londrinas, e “Um método
perigoso”, tese didática de David Cro-
nenberg envolvendo Freud, Jung e Sa-
bina Spielrein, parceira de infortúnio
da preferida de Charcot.
Em seu longa-metragem de estreia, a
diretora Alice Winocour envereda por
tista na vertigem da descoberta, da do-
ente na vertigem da cura.
Esta vertigem é vivida por uma dupla
em sintonia excepcional: o experiente
Vincent Lindon como Charcot e, sobre-
tudo, por Soko, cantora de sucesso na
França, arrebatadora como a primitiva
Augustine. Chiara Mastroianni inter-
preta Constance, a esposa “normal” do
Doutor, talvez por isso mesmo, menos
estimulante que a imprevisível Augus-
tine. Coisas da vida.
Na fotografia, George Lechaptois uti-
liza mais de 50 tons de cinza azulado
para revelar o clima opressivo de insti-
tuições e ambientes domésticos da
época, com raras incursões pelo exteri-
or. Mesmo que nem tudo seja verdade
(o Dr. Google não registra detalhes ínti-
mos da relação), o desenlace se impõe
comouma metáfora poética e libertária
sobre o poder da troca médico-pacien-
te e os seus insondáveis mistérios. l
“Augustine”
Direção: Alice Winocour
SUSANA SCHILD
segundocaderno_mail@oglobo.com.br
Mesmo com
alentadas
discussões
acadêmicas e
sociais, a mola
mestra da
narrativa gira em
torno da alta
tensão entre
médico e paciente
|
13minutos com
|
Realizadora de produções radicalmen-
te distintas como “Coração do samba”
(2012), sobre a bateria da Mangueira, e
“Fim do silêncio” (2009), sobre aborto,
a cineasta carioca Theresa Jessouroun
vai resgatar uma das maiores tragédias
sociais do Rio na década de 1990. Todo
filmado, já em processo de montagem,
o documentário batizado provisoria-
mente de “Vinte anos depois” aborda a
chacina ocorrida em 29 de agosto de
1993 na favela de Vigário Geral, na Zo-
na Norte do Rio de Janeiro. Na ocasião,
um grupo de policiais militares execu-
tou 21 pessoas a sangue frio. O massa-
cre, que reverberou negativamente por
todo o noticiário internacional, é revisi-
tado pela diretora em uma narrativa
que mescla realidade e ficção. Nesta
entrevista, Theresa explica essa mistura
e fala de sua abordagem.
l Qual é o sentido político de passar a
chacina de Vigário Geral às telas 20
anos depois da tragédia
Temos uma tradição antiga de violên-
cia praticada por polícias “mineiras”,
esquadrões da morte, grupos de exter-
mínio, cavalos corredores e, recente-
mente, milícias. O filme é sobre a vio-
lência e a corrupção da polícia do Rio
de Janeiro nestes últimos 20 anos. O
documentário parte da chacina de Vi-
gário Geral em 1993, que foi um marco
por trazer à tona a corrupção policial,
para revelar os mais emblemáticos ca-
sos de assassinatos praticados por ho-
mens da lei, culminando emexecuções
ocorridas nos anos de 2012 e 2013. Nar-
rado por pessoas diretamente envolvi-
das nos casos, o filme revela um legado
social devastador pela ausência do Es-
tado junto às vítimas da violência, prin-
cipalmente moradores de favelas e pe-
riferias. “Vinte anos depois” expõe a ur-
gência de se dar continuidade à nova
política de segurança pública do Rio.
l De que maneira você lida comos fa-
tos no filme?
Foram entrevistadas 30 pessoas en-
volvidas nos casos de violência aborda-
dos, entre testemunhas, sobreviven-
tes, parentes de vítimas, promotores,
advogados, juízes. Este é um docu-
mentário investigativo, em que os
fatos vão sendo costurados com de-
poimentos, imagens de arquivo de
TVs, fotos e matérias de jornais im-
pressos. Mas vou um pouco além:
reconstruo algumas cenas da me-
mória dos narradores com imagens
ficcionais. Aqui, a realidade é tão vi-
olenta e absurda que precisa ser fic-
cionalizada para ser contada.No fil-
me, imagens ficcionais que reconsti-
tuem a memória dos sobreviventes
recebemumtratamentode cor e tex-
tura diferenciados e não têm som.
l Houve alguma resistência ao
projeto em Vigário Geral?
Quando comecei, algumas pesso-
as me disseram: “Esquece esse te-
ma. O Rio de Janeiro e o Brasil estão
em outro momento”. Mas não é isso
que as ruas têm mostrado, com as
passeatas. (R.F.) l
Memória
de Vigário
Geral
TheresaJessouroun
DIVULGAÇÃO
Cinema
CARLOSHELÍ DEALMEIDAERODRIGOFONSECA
Hoje
l Às 14h, na Caixa Cultural
(3890-3815), começa o seminário
“Mulheres e o funk no Rio de
Janeiro”, na agenda do festival
Femina 2013. O evento terá como
palestrantes Débora Breder,
professora da Universidade
Federal de Minas Gerais, e Paloma
Coelho, antropóloga. Depois do
encontro, será exibido o filme
sueco “Untitled” (2012), de
Leontine Arvidsson.
l Apontado para chegar aos
cinemas dia 26, o drama “Como na
canção dos Beatles — Norwegian
wood”, do vietnamita Tran Anh
Hung ( “O cheiro do papaia verde”),
terá pré-estreia às 19h45m, no
Estação Rio (2266-9952). Após a
sessão, haverá debate com
membros da Associação de
Críticos de Cinema do Rio.
Amanhã
l Os fãs de Quentin Tarantino
podem conferir, às 14h, o
curta-metragem “Dance me to the
end of Love”, de Aaron A. Goffman,
do qual o diretor de “Pulp fiction”
participa como ator e roteirista,
uma das atrações da mostra
dedicada à obra do cultuado
realizador americano, em cartaz no
CCBB (3808-2020).
l Chegam aos cinemas os filmes
“Augustine”, de Alice Winocour, “O
concurso”, de Pedro Vasconcelos,
“Kátia”, de Karla Holanda, “Olhe
para mim de novo”, de Kiko
Goifman e Claudia Priscila, e
“Turbo”, de David Soren.
Sábado, dia 20
l Estrelado por Flávio Bauraqui, “O
senhor do labirinto” (2010), de
Geraldo Motta, será exibido às 13h,
no Museu Bispo do Rosário de
Arte Contemporânea (3432-2402).
Ao fim da exibição Bauraqui e
Motta debatem o longa, centrado
na trajetória de Bispo do Rosário.
Domingo, dia 21
l A mostra Vidas Marcadas, com
filmes sobre a Guerra Civil
Espanhola, exibe “O labirinto do
fauno” (2006), de Guillermo del
Toro, às 16h, e “Dragon rapide”
(1986), de Jaime Camino, às 18h.
Segunda, dia 22
l O Cinemaison (3974-6644)
exibe, às 18h, “O amor por terra”
(1984) e, às 20h15m, “Paris nos
pertence”. O programa duplo
encerra a mostra Jacques Rivettte
— Já Não Somos Tão Jovens.
aAgenda
DIVULGAÇÃO
“O amor por terra”. Filme de Jacques Rivette, na segunda, no Cinemaison
SEGUNDA ARTES VISUAIS l TERÇA MÚSICA l QUARTA ARTES CÊNICAS l QUINTA CINEMA l SEXTA TRANSCULTURA
| Curtas |
Sorrentino no Rio
Dirigido pelo italiano Paolo
Sorrentino, “La grande
bellezza”, sensação em
Cannes, é atração
confirmada para o Festival
do Rio (26 de setembro a
10 de outubro). Também
estão acertadas sessões de
“Spirit of 45”, de Ken Loach,
“The Cannyons”, de Paul
Schrader, e “Jeune et jolie”,
de François Ozon.
‘Inferno’ na tela
Depois de “O código Da
Vinci” e “Anjos e demônios”,
Ron Howard e Tom Hanks
vão voltar à obra de Dan
Brown, agora para adaptar o
recente romance “Inferno”.
O longa estreia em 2015.
Primeiros Herzogs
O Lincoln Center de Nova
York abriga em agosto (16 a
22) mostra com os filmes
da primeira fase da carreira
de Werner Herzog. A
retrospectiva inclui o cult
“Aguirre, a cólera dos
deuses” (1972), e “Signs of
life” (1968), longa de
estreia do diretor alemão.
‘Jango’ no iTunes
Coprodutor de “Dossiê
Jango”, o Canal Brasil lança
o filme no iTunes dia 20,
marcando parceria até
então inédita entre um
canal de TV a cabo e a loja
da Apple. O documentário
dirigido por Paulo
Henrique Fontenelle
estreou nas telas dia 5, e
chega ao iTunes como
parte da estratégia de
encurtamento entre as
janelas de lançamento.
Cine seminários
O Instituto Moreira Salles
inicia em agosto uma
mostra com três
seminários do programa
Questões Para o Cinema
Contemporâneo. O tema
do encontro inicial, entre 6
e 9 de agosto, é “Cinema e
religião”, com debates e
exibição de filmes.
| Bilheterias |
No Brasil
1
“O Homem de Aço”
(“Man of Steel”)
2
“Meu malvado favorito 2”
(“Despicable me 2”)
3
“Minha mãe é uma peça”
4
“O Cavaleiro Solitário”
(Lone Ranger”)
5
“Guerra mundial Z”
(“World war Z”)
Nos EUA
1
“Meu malvado favorito 2”
2
“Gente grande 2”
(“Grown ups 2”)
3
“Círculo de fogo”
(“Pacific Rim”)
4
“As bem-armadas”
(“The heat”)
5
“O Cavaleiro Solitário”
Fontes: Filme B e Box Office Mojo
DIVULGAÇÃO
Dianteira. “O Homem de Aço”
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_D User: Asimon Time: 07-17-2013 14:40 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 l SegundoCaderno l O GLOBO l 5
> 'Além da escuridão - Star Trek'. Ficção cientí-
fica. "Um filme no qual a dinâmica empol-
ga." (Arnaldo Bloch)
> 'A bela que dorme'. Drama. "Artesão refina-
díssimo, Bellocchio fez um belo ensaio mo-
ral." (Rodrigo Fonseca)
> 'A caça'. Drama. "Montagem primorosa,
elenco excepcional." (Susana Schild)
> 'César deve morrer'. Drama. "Uma obra viva
e inconformada diante da exclusão." (Rodrigo
Fonseca)
> 'A espuma dos dias'. Comédia dramática.
"Elogio surrealista à plenitude do amor." (Ro-
drigo Fonseca)
> 'Tabu'. Drama. "O filme é uma porta de en-
trada para umcinema mais expressivo." (An-
dré Miranda)
> 'O abismo prateado'. Drama. "Karim Aïnouz
é um cineasta que não teme projetos arris-
cados." (Daniel Schenker)
> 'Os amantes passageiros'. Comédia. Para Ro-
drigo Fonseca, aplaude sentado: “A foto-
grafia faz o filme decolar”. Para André Mi-
randa, dorme: “Decepcionante para quem
sempre espera algo surpreendente de Al-
modóvar.”
> 'Antes da meia-noite'. Drama. "Fruto de ma-
turidade, em todos os níveis, do diretor Ri-
chard Stuart Linklater." (Rodrigo Fonseca)
> 'A datilógrafa'. Comédia romântica. "Diver-
tido retrato social de uma época." (André Mi-
randa)
> 'Dossiê Jango'. Documentário. "O filme é
um convite à reflexão." (Consuelo Lins)
> 'Elena'. Documentário. " Petra Costa faz
lindo filme que é a expressão de sua rein-
venção." (Consuelo Lins)
> 'Ferrugem e osso'. Drama. "Filme une a dor
e a frieza com naturalidade e sem apela-
ção." (André Miranda)
> 'Hannah Arendt'. Drama. "Um retrato fasci-
nante dessa personagem." (Ely Azeredo)
> 'Homem de Ferro 2'. Ação. "Repleto de óti-
mos diálogos e com um bom roteiro." (Tom
Leão)
> 'Juan dos mortos'. Comédia. "Diálogos afia-
díssimos e sequências hilárias." (Mario Ab-
bade)
> 'A memória que me contam'. Drama. "As ar-
mas de Lúcia Murat, na tela, são lirismo, in-
tensa afetividade e irresistíveis emoções."
(Ely Azeredo)
> 'Minha mãe é uma peça'. Comédia. "No elen-
co, alinhado com a proposta, todos bri-
lham." (Mario Abbade)
> 'Qual é o nome do bebê?'. Comédia. "Numfil-
me de matriz teatral, o riso é uma força oni-
presente." (Rodrigo Fonseca)
> 'O que traz boas novas'. Comédia dramática.
"Um filme em que os verbos ensinar e edu-
car não parecem pertencer à mesma conju-
gação." (Marcelo Janot)
> 'Querida, vou comprar cigarros e já volto'. Co-
média. "A performance do veterano Emilio
Disi e a deliciosa narração fazem do filme
no mínimo uma divertida fantasia cômica."
(Marcelo Janot)
> 'Truque de mestre'. Suspense. "Tem algo a
mais." (Marcelo Janot)
> 'Uma dama em Paris'. Drama. "Um elenco
afiado, com destaque para Jeanne More-
au." (Mario Abbade)
> 'Adeus, minha rainha'. Drama. "O roteiro fra-
giliza sua radiografia de época ao estereoti-
par personagens e ações." (Rodrigo Fonseca)
> 'A cidade é uma só?'. Documentário. "Adir-
ley Queirós usa jingle para fazer uma provo-
cação." (Daniel Schenker)
> 'A fuga do Planeta Terra'. Animação. "Amen-
sagem didática não impede o filme de ter
boas sacadas." (Mario Abbade)
> 'O grande Gatsby'. Drama. "Com boas atua-
ções, amarra bema rede de intrigas." (André
Miranda)
> 'Guerra Mundial Z'. Ação. "Umfilme que deu
certo no quesito espetáculo." (Mario Abbade)
> 'Jards'. Documentário musical. "Eryk Ro-
cha confirma a habilidade no manejo da lin-
guagem cinematográfica." (Daniel Schenker)
> 'Meu malvado favorito 2'. Animação. "Não
tem o frescor do primeiro, mas é diversão
garantida para todos." (Mario Abbade)
> 'Renoir'. Drama. "Imperdível como pintura,
mas deixa a desejar como cinema." (Ely Aze-
redo)
> 'Uma garrafa no mar de Gaza'. Drama. "Busca
umequilíbrio na partilha de responsabilida-
des, na linha 'ninguém tem razão nessa his-
tória'." (Consuelo Lins)
> 'Universidade Monstros'. Animação. "Não
faltam atrativos ao público, mas peca pela
mensagem." (Daniel Schenker)
> 'O Cavaleiro Solitário'. Ação. "Seu problema é
a pretensão artística num filme concebido
para entreter." (Mario Abbade)
> 'Chamada a cobrar'. Suspense. "Não funcio-
na como triller nem como observação das
contradições entre classes sociais." (Ruy
Gardnier)
> 'O Homem de Aço'. Ação. "Uma releitura co-
rajosa, mas que npeca pelo descuido no
acabamento formal." (Rodrigo Fonseca)
> 'Juan e a bailarina'. Comédia. "Faltou acaba-
mento a esse projeto potencialmente sim-
pático." (Daniel Schenker)
> 'Se beber, não case! - Parte 3'. Comédia. "O
barato estava naquele humor de situações
que beiravam o surreal." (André Miranda)
> 'Therese D.'. Drama. "Audrey Tautou faz es-
forços evidentes para se impor como talento
dramático, mas não convence." (Susana
Schild)
O BONEQUINHO VIU...
RioShow
Os endereços das salas de exibição e os preços das
sessões estão na seção Nos Bairros.
Pré-Estreia
> ‘Como na canção dos Beatles: Norwegian
Wood’. “Noruwei no mori”. De Tran Ahn Hung (Ja-
pão, 2010). ComKen’ichMatsuyama, RinkoKiku-
chi, Kiko Mizuhara.
Drama. Nofimdosanos60, Toruseapaixonapelaex-
namorada de seu melhor amigo, já falecido. 133 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 14anos.
Zona Sul: Estação Rio 3: 19h45m.
> ‘Turbo’. “Turbo”. De David Soren (EUA, 2012).
Vozes de Ryan Reynolds.
Animação. Um caracol de jardim sonha em se tor-
nar o mais rápido do mundo, mas sofre um estra-
nho acidente e percebe que talvez nunca consiga
realizar seu desejo. Exibição em 3-D em algumas
salas. 96minutos. Livre.
Baixada: Cinesercla Nilópolis Square 3 (dub):
15h30m. Multiplex Caxias 1(3-D/dub): 14h15m.
Ni terói : Ci népol i s Box São Gonçal o 8 (dub):
12h50m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 3 (3-D/dub): 11h. Ci-
nesystem Vi a Brasi l Shoppi ng 5 (3-D/ dub):
14h10m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 6 (dub): 14h10m,
16h40m. Cinesercla PátioMix 4 (dub): 14h,
15h45m. CinesystemBangu 3(dub): 14h30m.
Zona Sul: Cinépolis Lagoon 3(dub): 12h50m.
Estreia
> ‘A bela que dorme’. “Bella Addormentata”. De
Marco Bel l occhi o (I tál i a, 2012). Com Al ba
Rohrwacher, Isabelle Huppert, Maya Sansa.
Drama. Inspirado no caso de Eluana Englaro, que
passou17anos emestado vegetativo antes de ter os
aparelhos que a mantinham viva desligados, após
uma longa batalha judicial. Ao longo dos seis dias,
personagens mostramdiferentes pontos de vista so-
bre o caso. 115 minutos. Não recomendado para
menores de 12anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 1: 13h20m, 17h20m.
Est ação Vi vo Gávea 3: 13h20m, 17h35m,
21h50m.
> ‘O Cavaleiro Solitário’. “The Lone Ranger”. De
Gore Verbinski (EUA, 2013). Com Johnny Depp,
Armie Hammer, Ruth Wilson.
Ação. Oíndio Tonto salva da morte umdelegado pa-
cifista, que passa a agir como umvigilante mascara-
do, chamado de Cavaleiro Solitário. 150 minutos.
Não recomendado para menores de 14anos.
Baixada: Cinemaxx Imperial (dub): 15h, 19h. Cine-
serclaNilópolis Square2(dub): 14h45m, 17h45m,
20h45m. Kinoplex Grande Rio 3 (dub): 15h, 18h,
21h. Multiplex Caxias 5(dub): 21h45m.
Bar r a: Ci nemar k Downt own 01: 11h25m,
14h30m, 17h50m, 21h10m. Cinemark Village-
Mal l 2: 20h15m. Ci nemar k Vi l l ageMal l 3:
15h30m. Cinesystem Recreio Shopping 3 (dub):
15h40m, 18h40m, 21h40m. Star Center 4(dub):
14h50m, 17h50m, 20h50m. UCI New York City
Center 10 (dub): 13h, 16h, 19h, 22h. UCI New
Yor k Ci t y Cent er 11: 13h30m, 16h30m,
19h30m, 22h30m.
Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 2: 16h10m, 19h,
21h50m.
Niterói: Bay Market 2 (dub): 14h15m, 17h20m,
20h25m. Cinemark Plaza Shopping 5: 12h50m,
16h05m, 19h20m, 22h30m. Cinépolis Box São
Gonçalo4(dub): 19h, 22h20m. Cinépolis Box São
Gonçalo 5 (dub): 13h30m, 16h50m, 20h. CinEs-
paço Boulevard 6(dub): 18h10m, 21h10m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 1 (dub): 11h20m,
14h30m, 17h50m, 21h. Cinesystem Via Brasil
Shopping 2 (dub): 14h. Cinesystem Via Brasil
Shopping 3 (dub): 13h30m, 16h30m, 21h50m.
Kinoplex Madureira 4(dub): 14h, 17h, 20h. Kino-
plex Nova América 2 (dub): 14h30m, 17h30m,
20h30m. Kinoplex Shopping Tijuca 3: 14h, 17h,
20h. Mul ti pl ex Jardi m Guadal upe 3 (dub):
16h30m, 21h30m. Shopping Iguatemi 2 (dub):
14h, 17h10m, 20h30m. UCI Kinoplex 04 (dub):
13h30m, 16h30m, 19h30m, 22h30m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 2 (dub): 15h45m,
18h45m, 21h45m. Cine Sesc Freguesia 3 (dub):
19h10m, 21h50m. Cinesercla PátioMix 1 (dub):
14h45m, 17h45m, 20h45m. Cinesystem Bangu
5 (dub): 15h45m, 18h45m, 21h45m. Kinoplex
West Shopping 4 (dub): 15h10m, 18h10m,
21h10m. UCI ParkShopping Campo Grande 3:
13h, 16h, 19h, 22h.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 1: 13h50m, 17h30m,
20h40m. Cinépolis Lagoon 3: dub, 15h; leg, 18h,
21h. Kinoplex FashionMall 3: 15h, 18h, 21h. Kino-
plex Leblon 3 (3-D): 14h, 17h, 20h. Kinoplex São
Luiz 1: 14h30m, 17h30m, 20h30m. Rio Sul 3:
14h50m, 17h50m, 20h50m.
> ‘Chamada a cobrar’. De AnnaMuylaert (Brasil,
2012). Com Bete Dorgam, Pierre Santos, Cida Al-
meida.
Suspense. Clarinha leva uma vida confortável em
São Paulo, mas tema rotina alterada quando aten-
de o telefonema de um suposto sequestrador que
teria raptado sua filha. 72 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12anos.
Zona Sul: Espaço Itaú de Cinema 2: 18h.
> ‘A cidade é uma só?’. De Adirley Queirós (Bra-
sil, 2012).
Documentário. Ahistória de Brasília contada a partir
de moradores comuns. 73 minutos. Não recomen-
dado para menores de 10anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 18h40m.
> ‘O Homem de Aço’. “Man of steel”. De Zack
Snyder (EUA/ Canadá/ Reino Unido, 2013). Com
Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon.
Ação. Nascido em Krypton, o pequeno Kal-El viveu
pouco tempo em seu planeta natal, que entrou em
colapso. Parasalvá-lo, seupai oenviouàTerra, onde
foi criadopor JonathaneMarthaKent. 140minutos.
Não recomendado para menores de 12anos.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 2 (dub):
14h40m, 17h30m, 20h20m. Cinesercla Nilópo-
l i s Square 1 (3-D/dub): 15h30m, 18h15m,
20h55m. Cinesercla Nilópolis Square 3 (dub):
20h50m. Kinoplex Grande Rio 1 (3-D/dub):
17h30m, 20h30m. Kinoplex Grande Rio 2 (3-D/
dub): 14h, 17h, 20h. Kinoplex Topshopping 2 (3-
D/dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m. Multiplex
Caxias 1 (3-D/dub): 16h15m, 19h, 21h45m.
Multiplex Caxias 2(3-D/dub): 21h. Multiplex Caxi-
as 4(3-D/dub): 15h, 17h45m, 20h30m.
Barra: Cinemark Downtown 02: 13h, 16h10m,
19h20m, 22h20m. Cinemark Downtown 08
(dub): 12h20m, 15h20m, 18h30m, 21h40m.
Ci nemar k Downt own 12 ( dub) : 11h15m,
14h20m, 17h20m, 20h30m. Cinemark Village-
Mall 3 (3-D): 12h20m, 18h40m, 21h50m. Ci-
nesyst em Recr ei o Shoppi ng 1 ( 3- D) : dub,
14h40m; leg, 17h30m, 20h20m. Espaço Rio De-
sign Vip: 15h, 18h, 21h. Star Center 2 (dub):
15h20m, 18h10m, 21h. UCI New York City Cen-
ter 04 (3-D/dub): 13h15m, 16h15m, 19h15m,
22h15m. UCI New York City Center 08 (3-D):
13h, 15h55m, 18h50m, 21h45m. UCI NewYork
City Center 09(3-D/dub): 19h30m, 22h30m. UCI
New York City Center 14 (3-D/dub): 15h10m,
18h10m, 21h10m. UCI New York City Center 15
(dub): 14h, 17h, 20h, 23h.
Ilha: CinesystemIlhaPlaza4(3-D): 14h, 19h10m,
22h.
Ni t erói : Bay Market 4 (3-D/ dub): 14h40m,
17h40m, 20h40m. Cinemark Plaza Shopping 4
(3-D): 15h10m, 18h20m, 21h40m. Cinemark
Plaza Shopping 6: 17h30m, 20h40m. Cinépolis
Box São Gonçalo 1: dub, 12h45m, 16h; leg,
19h15m, 22h30m. Cinépolis Box São Gonçalo 6
(dub): 14h15m, 17h30m, 20h45m. Cinépolis
Box São Gonçalo 7 (3-D/dub): 12h, 15h15m,
18h30m, 21h40m. CinEspaçoBoulevard3(3-D):
15h40m, 18h20m, 21h20m. CinEspaço Boule-
vard 5(dub): 14h30m, 17h30m, 20h30m.
Zona Norte: CineCarioca Méier 1 (3-D): dub,
14h40m; leg, 17h40m, 20h40m. CineCarioca No-
va Brasília (3-D): 21h40m. Cinemark Carioca 2
(dub): 12h20m, 15h30m, 18h30m, 21h30m. Ci-
nemark Carioca 3 (3-D): 19h30m, 22h30m. Ci-
nesystem Vi a Brasi l Shoppi ng 5 (3-D/ dub):
16h20m, 19h10m, 22h. Cinesystem Via Brasil
Shopping 6 (3-D): 18h50m. Kinoplex Madureira 2/
Evolution(3-D/dub): 14h50m, 17h50m, 20h50m.
Kinoplex Nova América 1 (dub): 15h, 17h50m,
20h40m. Kinoplex Nova América 5 (3-D): dub,
15h10m, 18h; leg, 20h50m. KinoplexShoppingTi-
j uca 1 (3-D): dub, 14h30m; l eg, 17h30m,
20h30m. Kinoplex Shopping Tijuca 4 (3-D):
18h20m, 21h20m. Multiplex Jardim Guadalupe 1
(dub): 17h45m, 20h30m. Shopping Iguatemi 1(3-
D): dub, 15h20m; leg, 20h50m. Shopping Iguate-
mi 4 (dub): 14h20m, 17h40m, 21h. UCI Kinoplex
01 (3-D): 14h20m, 17h15m, 20h10m. UCI Kino-
plex 06 (dub): 15h20m, 18h15m, 21h15m. UCI
Kinoplex 09(3-D/dub): 16h, 19h, 22h.
Zona Oeste: Cine 10Sulacap 1(3-D/dub): 16h30m,
21h40m. Cine 10 Sulacap 5 (dub): 14h40m,
17h30m, 20h20m. Cine Sesc Freguesia 1 (3-D/
dub): 19h, 21h45m. Cine Sesc Freguesia 3 (dub):
16h20m. Cinesercla PátioMix 2 (dub): 18h15m,
21h. Cinesercla PátioMix 3 (3-D/dub): 15h30m,
18h15m, 20h55m. CinesystemBangu2(3-D): leg,
13h30m; dub, 16h20m, 19h10m, 22h. Kinoplex
West Shopping 5/Evolution (3-D): dub, 14h50m,
17h50m; leg, 20h50m. UCI ParkShopping Campo
Grande 1 (3-D): dub, 13h10m, 19h; leg, 16h05m,
21h55m. UCI ParkShopping Campo Grande 4
(dub): 19h35m, 22h30m.
Zona Sul : Ci nemar k Bot af ogo 6: 11h20m,
14h40m, 17h50m, 21h10m. Cinépolis Lagoon
1: dub, 11h20m, 14h30m; l eg, 17h30m,
20h30m. Ci népol i s Lagoon 6 ( 3- D) : dub,
12h20m, 15h30m; leg, 18h30m, 21h40m. Es-
paço Itaú de Cinema 6: 13h, 15h45m, 18h30m,
21h15m. Ki nopl ex Fashi on Mal l 2 ( 3- D) :
14h30m, 17h30m, 20h30m. Kinoplex Leblon 1
(3-D): dub, 14h30m; leg, 17h30m, 20h30m. Ki-
noplex São Luiz 3 (3-D): dub, 14h40m; leg,
17h40m, 20h40m. Lebl on 1: 14h40m,
17h40m, 20h40m. RioSul 2(3-D): dub, 15h; leg,
18h, 21h10m. Roxy 3 (3-D): dub, 14h30m; leg,
17h30m, 20h30m.
> ‘Juan dos mortos’. “Juan de los Muertos”. De
Alejandro Brugués (Espanha/ Cuba, 2011). Com
Alexis Díaz de Villegas, Jorge Molina, Andrea Duro.
Comédia. Juan é um sujeito de 40 anos especiali-
zado na arte de não fazer nada, até que decide co-
meçar umnegócio ao lado do amigo Lazaro: assas-
sinar zumbis. 100minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 16anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 1: 15h30m. Estação
Vivo Gávea 1: 13h10m, 17h30m, 21h40m.
> ‘Renoir’. De Gilles Bourdos (França, 2012).
Com Michel Bouquet, Vincent Rottiers, Thomas
Doret.
Drama. Na França de 1915, o pintor Pierre Augus-
teRenoir sofrecomaperdadaesposaesenteas do-
res da velhice, até que a chegada da jovemAndrée
traz umnovo sentido à sua vida. 111minutos. Não
recomendado para menores de 14anos.
Zona Sul: Espaço Itaú de Cinema 3: 13h10m,
15h20m, 17h30m, 19h40m, 21h50m.
Continuação
> ‘Adeus, minha rainha’. “Les adieux à la reine”.
DeBenoît Jacquot (FrançaeEspanha, 2011). Com
Léa Seydoux, Diane Kruger, Virginie Ledoyen.
Drama. Em 1789, quando a notícia da tomada da
Bastilha chega a Versalhes, o castelo fica vazio, mas
Sidonie, uma jovem leitora inteiramente dedicada à
rainha, nãoquer acreditar nosrumores. 104minutos.
Não recomendado para menores de 14anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 3: 18h.
> ‘Alémda escuridão - Star Trek’. “Star Trek in-
to darkness”. De J.J Abrams (EUA, 2013). Com
Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana.
Ficçãocientífica. Prestes avoltar paracasa, atripu-
lação da Enterprise, sob o comando do Capitão
Kirk, descobre que uma força do mal, dentro da
própria organização, ameaça o planeta. Exibição
em3-Demalgumas salas. 132minutos. Nãoreco-
mendado para menores de 12anos.
Barra: UCI NewYork City Center 01: 21h20m.
> ‘Os amantes passageiros’. “Los amantes pa-
sajeros”. De Pedro Almodóvar (Espanha, 2013).
ComJavier Cámara, Cecilia Roth, Carlos Areces.
Comédia. A bordo de um avião fora de controle,
passageiros e comissários desesperados começam
a fazer confissões. 91 minutos. Não recomendado
para menores de 16anos.
Barra: Estação Barra Point 1: 15h50m, 21h30m.
Centro: Cine Santa Teresa: 17h, 21h.
Zona Sul : Ci ne St ar Speci al Laur a Al vi m 2:
14h30m, 16h10m, 17h50m, 19h30m,
21h10m. Espaço Itaú de Cinema 4: 19h, 21h. Es-
tação Botafogo 3: 20h. Estação Vivo Gávea 4:
13h10m, 17h45m, 22h10m.
> ‘Antes da meia-noite’. “Before midnight”. De
Ri chard Li nkl ater (EUA, 2013). Com Ethan
Hawke, Julie Delpy.
Drama. Continuação de ’Antes do amanhecer’
(1995) e ’Antes dopôr dosol’ (2004). Jesse Walla-
ce e Celine, agora comfilhos para criar e uma casa
emParis, viajampara a Grécia. 108 minutos. Não
recomendado para menores de 12anos.
Barra: Estação Barra Point 1: 17h35m.
Zona Sul: Candido Mendes: 20h30m. Estação Rio
1: 14h40m, 19h20m. Estação Vivo Gávea 3:
15h30m, 19h45m.
> ‘A caça’. “Jagten”. De Thomas Vinterberg (Dina-
marca, 2012). Com Mads Mikkelsen, Thomas Bo
Larsen, Alexandra Rapaport.
Drama. Em uma pequena cidade da Dinamarca, a
vidadeumprofessor entraemcolapsodepoisqueele
é injustamente acusado de abuso sexual. 114minu-
tos. Não recomendado para menores de 14anos.
Zona Sul: Cine Joia: 16h15m. Estação Botafogo 3:
21h50m.
> ‘César deve morrer’. “Cesare deve morire”. De
PaoloTavianni, VittorioTavianni (Itália, 2012). Com
Cosimo Rega, Salvatore Striano, Giovanni Arcuri.
Drama. Os paralelos entre a história do clássico
’Julio César’ e os problemas do grupo de detentos
que monta o espetáculo numa prisão de segurança
máxima. 76minutos. Livre.
Zona Sul: Cine Joia: 14h45m.
> ‘A datilógrafa’. “Populaire”. De Régis Roinsard
(França, 2012). Com Romain Duris, Déborah
François, Bérénice Bejo.
Comédia romântica. No interior da França, os talen-
tosemdatilografiadeumajovemalevamaparticipar
deumcampeonatointernacional. 111minutos. Não
recomendado para menores de 12anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 3: 15h50m.
> ‘Dossiê Jango’. De Paulo Henrique Fontenelle
(Brasil, 2012).
Documentário. Depois de eleito democraticamen-
te presidente do Brasil, João Goulart foi deposto no
Golpe de 1964e passou a viver, exilado, na Argen-
tina, onde morreu. 102 minutos. Não recomenda-
do para menores de 12anos.
Zona Sul: Candido Mendes: 18h30m. Espaço Itaú
de Cinema 5: 14h, 16h, 18h, 20h.
> ‘Elena’. De Petra Costa (Brasil, 2012).
Documentário. Elena viaja para Nova York com o
mesmo sonho da mãe: ser atriz de cinema. Deixa
para trás uma infância passada na clandestinidade
dos anos de ditadura e Petra, sua irmã de 7 anos.
Duas décadas depois, Petra se torna atriz e embar-
ca para Nova York embusca de Elena. 80minutos.
Não recomendado para menores de 12anos.
Zona Sul: Candido Mendes: 14h30m. Espaço Mu-
seu da República: 18h.
> ‘A espuma dos dias’. “L'ecume des jours”. De
Michel Gondry (Bélgica/ França, 2013). Com Au-
drey Tautou, Romain Duris, Gad Elmaleh.
Comédiadramática. AdaptaçãodoromancedeBo-
ris Vian. A história de Colin, um garoto belo, rico e
desocupado, que se apaixona por Chloé, portadora
de uma rara doença. 125 minutos. Não recomen-
dado para menores de 14anos.
Barra: Estação Barra Point 2: 16h30m, 21h15m.
Zona Sul: Cine Joia: 18h45m. Estação Rio 1:
16h50m, 21h30m. Est ação Vi vo Gávea 1:
15h10m, 19h20m.
> ‘Ferrugem e osso’. “De rouille et d’os”. De Jac-
ques Audiard (França/Bélgica, 2012). Com Marion
Cotillard, Matthias Schoenaerts, Armand Verdure.
Drama. Ao deixar a Bélgica para viver com a irmã
no vilarejo de Antibes, na França, Alain se envolve
comuma treinadora de baleias. 122minutos. Não
recomendado para menores de 14anos.
Zona Sul: Candido Mendes: 16h10m. Estação Bo-
tafogo 3: 13h30m.
> ‘Afuga do Planeta Terra’. “Escape fromPlanet
Earth”. De Cal Brunker (Canadá/EUA, 2013). Com
Brendan Fraser, Rob Corddry, Ricky Gervais.
Animação. Super-herói alienígena recebe a missão
de viajar ao planeta Terra, mas acaba sendo captu-
rado pelos humanos. 100minutos. Livre.
Baixada: Cine-TeatroOscarito(dub): 14h, 16h, 18h.
> ‘O grande Gatsby’. “The great Gatsby”. De Baz
Luhrmann (EUA/Austrália, 2013). Com Leonardo
DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan.
Drama. Inspirado no romance de F. Scott Fitzge-
rald. Nick Carraway se muda para Long Island, on-
de conhece e fica fascinado pelo estilo de vida de
Jay Gatsby. 143 minutos. Não recomendado para
menores de 14anos.
Zona Sul: Estação Vivo Gávea 4: 15h, 19h30m.
> ‘Guerra Mundial Z’. “World War Z”. De Marc
Forster (EUA/Malta, 2013). ComBrad Pitt, Abigail
Hargrove, Ann Ogbomo.
Ação. Baseado no livro homônimo de Max Brooks.
O mundo é invadido por zumbis e o repórter Gerry
Lane é enviado para a zona do conflito. 116 minu-
tos. Não recomendado para menores de 14anos.
Baixada: Cinemaxx Imperial (dub): 21h. Kinoplex
Grande Rio 5 (3-D/dub): 21h20m. Kinoplex
Topshopping 1 (dub): 21h. Multiplex Caxias 6
(dub): 17h.
Barra: Ci nemark Downtown 03 (3-D): 14h,
16h50m, 19h30m, 22h30m. Cinemark Down-
town 05: 21h30m. Cinemark VillageMall 4 (3-D):
16h20m, 21h10m. CinesystemRecreioShopping
2 (3-D): 21h20m. Star Center 3 (dub): 20h30m.
UCI New York City Center 12 (3-D): 13h40m,
16h10m, 18h40m, 21h10m. UCI New York City
Center 16(dub): 13h, 15h30m, 18h, 20h30m.
Ni t erói : Ci nemark Pl aza Shoppi ng 2 (3-D):
19h30m, 22h20m. Cinépolis Box São Gonçalo 2
(3-D/dub): 21h15m. Cinépolis Box São Gonçalo 5
(dub): 22h40m. CinEspaço Boulevard 1 (3-D/
dub): 21h30m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 4 (dub): 19h25m,
22h10m. CinesystemVia Brasil Shopping 6(3-D):
dub, 16h30m; leg, 21h40m. Kinoplex Madureira
1 (3-D/dub): 13h50m. Kinoplex Nova América 4
(dub): 13h40m, 18h30m. Kinoplex Shopping Ti-
juca 4 (3-D): 15h50m. Shopping Iguatemi 6
(dub): 16h. UCI Kinoplex 08 (dub): 14h35m. UCI
Kinoplex 09(3-D/dub): 13h30m. UCI Kinoplex 10
(3-D): 18h, 20h25m.
Zona Oeste: Cine10Sulacap6(dub): 18h, 20h30m.
Cine Sesc Freguesia 3 (dub): 14h10m. Cinesystem
Bangu 1 (3-D/dub): 21h30m. CinesystemBangu 4
(dub): 21h50m. UCI ParkShopping Campo Grande
6(3-D/dub): 16h, 21h10m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 4 (3-D): 12h50m,
16h10m, 19h10m, 22h10m. Cinépolis Lagoon 5
(3-D): 19h, 21h30m.
> ‘Hannah Arendt’. “Hannah Arendt”. De Marga-
rethe Von Trotta (Alemanha/ França, 2012). Com
Barbara Sukowa, Axel Milberg, Janet McTeer.
Drama. Cinebiografia da cientista política e filósofa
alemã Hannah Arendt e seus relatos sobre a vida
durante o Holocausto. 113 minutos. Não reco-
mendado para menores de 14anos.
Barra: Estação Barra Point 2: 14h15m, 19h.
Zona Sul: Estação Ipanema 2: 14h30m, 16h45m,
19h, 21h15m. Es t ação Ri o 2: 14h30m,
16h40m, 19h, 21h20m. Instituto Moreira Salles:
16h, 20h.
> ‘Jards’. De Eryk Rocha (Brasil, 2012).
Documentário musical. A vida e obra do cantor,
músico e ator carioca Jards Macalé. 93 minutos.
Não recomendado para menores de 12anos.
Zona Sul: Espaço Itaú de Cinema 5: 22h10m.
> ‘Juane a bailarina’. DeRaphael Aguinaga(Bra-
sil/Argentina, 2011). Com Marilu Marini, Arturo
Goetz, Luis Margano.
Comédia. Grupo de idosos que vive emasilo desco-
bre, durante as férias da enfermeira, que a Igreja
Católica clonou Jesus Cristo. Comisso, o local aca-
ba ficando uma bagunça. 95 minutos. Não reco-
mendado para menores de 12anos.
Zona Sul: Cine Joia: 13h.
> ‘A memória que me contam’. De Lucia Murat
(Brasil, 2013). Com Simone Spoladore, Irene Ra-
vache, Otávio Augusto.
Drama. Último elo de um grupo de amigos que re-
sistiramàditaduramilitar, aex-guerrilheiraAnaes-
tá morrendo. Na sala de espera da casa de saúde,
todos se reencontram, e suas histórias afloram. 95
minutos. Não recomendado para menores de 14
anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 13h10m.
> ‘Meu malvado favorito 2’. “Despicable me 2”.
DePierreCoffin, Chris Renaud(EUA, 2013). Vozes
de Al Pacino, Steve Carell, Kristen Wiig.
Animação. Depois que deixou para trás a vida de
crimes para criar Margo, Agnes e Edith, Gru, dr.
Nefário e os Minions levamuma vida tranquila, até
que têmque descobrir o responsável por umcrime
espetacular e levá-lo à Justiça. 98minutos. Livre.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 1 (dub):
13h40m, 15h30m. Cinesercla Nilópolis Square 1
(3-D/dub): 13h45m. Cinesercla Nilópolis Square
3 (dub): 13h45m, 17h15m. Kinoplex Grande Rio
4 (dub): 15h30m, 17h40m. Kinoplex Grande Rio
5 (3-D/dub): 13h, 15h05m, 17h10m, 19h15m.
Kinoplex Topshopping 1 (dub): 13h, 15h, 17h,
19h. Multiplex Caxias 2 (3-D/dub): 13h, 15h,
17h, 19h. Multiplex Caxias 4 (dub): 13h. Multi-
plex Caxias 5(dub): 13h45m, 15h45m, 17h45m,
19h45m.
Barra: Cinemark Downtown 05 (dub): 11h50m,
14h10m, 16h30m, 19h. CinemarkDowntown10
(3-D): 10h50m, 13h20m, 15h40m, 18h20m,
20h50m. Cinemark VillageMall 2 (3-D/dub):
12h40m, 15h, 17h40m. Cinesystem Recreio
Shopping 2 (3-D/dub): 14h30m, 16h40m, 19h.
Cinesystem Recreio Shopping 4 (dub): 13h40m,
15h45m, 17h50m. Espaço Rio Design 1 (3-D/
dub): 14h, 16h, 18h, 19h50m. Star Center 3
(dub): 14h30m, 16h30m, 18h30m. UCI New
Yor k Ci t y Cent er 02 ( 3- D/ dub) : 13h30m,
15h40m, 17h50m, 20h, 22h10m. UCI NewYork
Ci t y Cent er 09 ( 3- D/ dub) : 13h, 15h10m,
17h20m. UCI New York City Center 17 (dub):
14h10m, 16h20m, 18h30m, 20h40m. UCI New
York City Center 18 (dub): 14h40m, 16h50m,
19h, 21h10m.
Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 3 (dub): 13h30m,
15h35m, 17h40m. CinesystemIlha Plaza 4(3-D/
dub): 17h.
Ni t erói : Bay Market 3 (3-D/ dub): 14h20m,
16h35m, 18h50m, 21h. Cinemark Plaza Shop-
ping 2 (3-D/dub): 12h30m, 14h50m, 17h10m.
Cinemark Plaza Shopping 3 (dub): 13h30m, 16h,
18h30m, 21h. Cinépolis Box São Gonçalo 2 (3-D/
dub): 13h45m, 16h15m, 18h50m. Cinépolis Box
São Gonçal o 3 ( dub) : 12h15m, 14h45m,
17h15m, 19h40m. Cinépolis Box São Gonçalo 4
(dub): 13h, 15h30m. CinEspaço Boulevard 1
(dub): 13h40m, 15h40m, 17h40m, 19h40m.
CinEspaço Boulevard 3(3-D/dub): 13h50m.
Zona Norte: CineCarioca Méier 2 (dub): 14h10m,
16h30m, 18h50m, 21h10m. CineCarioca Nova
Brasília(3-D/dub): 13h, 14h50m, 16h40m. Cine-
mark Cari oca 4 (dub): 12h30m, 14h50m,
17h05m. Cinemark Carioca 8 (dub): 11h10m,
13h40m, 16h, 18h20m, 20h50m. Cinesystem
Via Brasil Shopping 2 (3-D/dub): 17h, 19h20m.
Cinesystem Via Brasil Shopping 4 (3-D/dub):
14h20m, 16h30m, 19h, 21h10m. Kinoplex Ma-
dur ei r a 5 ( 3- D/ dub) : 14h30m, 16h40m,
18h50m, 21h. Kinoplex Nova América 7 (3-D/
dub): 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Kino-
plex Shopping Tijuca 2(dub): 13h. Kinoplex Shop-
ping Tijuca 5(3-D/dub): 13h, 15h10m, 17h20m,
19h30m, 21h40m. Multiplex Jardim Guadalupe
1 (dub): 13h45m, 15h45m. Multiplex Jardim
Guadalupe 5 (3-D/dub): 13h40m, 15h30m,
17h20m, 19h10m. Shopping Iguatemi 1 (3-D/
dub): 13h, 18h25m. Shopping Iguatemi 5 (dub):
14h40m, 17h05m, 19h30m, 21h40m. UCI Ki-
noplex 02 (dub): 13h15m, 15h25m, 17h35m,
19h55m, 22h05m. UCI Kinoplex 03 (3-D/dub):
14h30m, 16h45m, 18h55m, 21h05m.
Zona Oest e: Ci ne 10 Sul acap 1 ( 3- D/ dub) :
14h20m, 19h30m. Cine 10 Sulacap 3 (dub):
14h, 16h30m, 19h, 21h10m. Cine Sesc Fregue-
sia 1 (dub): 15h, 17h. Cinesercla PátioMix 2
(dub): 14h30m, 16h30m. Cinesercla PátioMix 3
(3-D/dub): 13h45m. Cinesystem Bangu 1 (3-D/
dub): 14h20m, 16h40m, 19h20m. Cinesystem
Bangu 4(dub): 15h, 17h20m, 19h40m. Kinoplex
West Shopping 2 (3-D/dub): 13h, 15h05m,
17h10m, 19h15m, 21h20m. Kinoplex West
Shoppi ng 3 (dub): 14h10m, 16h20m. UCI
ParkShopping Campo Grande 4 (dub): 13h05m,
15h15m, 17h25m. UCI ParkShopping Campo
Gr ande 7 ( 3- D/ dub) : 14h10m, 16h20m,
18h30m, 20h40m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 1(dub): 11h30m. Ci-
nemar k Bot af ogo 5 ( 3- D/ dub) : 11h50m,
14h20m, 16h40m, 19h50m, 22h20m. Cinépo-
lis Lagoon 4 (3-D/dub): 15h50m, 17h50m, 20h.
Ci népol i s Lagoon 5 ( 3- D/ dub) : 12h40m,
14h50m, 16h50m. Espaço Itaú de Cinema 4 (3-
D/dub): 13h, 15h, 17h. Kinoplex Fashion Mall 1
(dub): 15h10m, 17h20m. Kinoplex Leblon 4 (3-
D/dub): 13h, 15h10m, 17h20m, 19h30m,
21h40m. Kinoplex São Luiz 4 (3-D/dub): 13h,
15h10m, 17h20m, 19h30m, 21h40m. Rio Sul 4
( dub) : 13h, 15h, 17h, 19h. Roxy 2 ( dub) :
13h50m, 16h.
> ‘Minha mãe é uma peça’. De André Pellenz
(Brasil, 2012). ComPaulo Gustavo, Ingrid Guima-
rães, Herson Capri.
Comédia. Adaptação da peça homônima. Dona
Hermínia, uma mulher de meia-idade e recém-se-
parada, só sabe cuidar da vida dos filhos e fofocar.
95 minutos. Não recomendado para menores de
12anos.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 1: 17h20m,
19h, 20h40m. Cinesercla Nilópolis Square 3: 19h.
Kinoplex Grande Rio 1: 13h30m, 15h30m. Kino-
plex Grande Rio 4: 19h50m, 21h50m. Kinoplex
Grande Rio 6: 13h20m, 15h20m, 17h20m,
19h20m, 21h20m. Kinoplex Topshopping 3:
13h20m, 15h20m, 17h20m, 19h20m, 21h20m.
Multiplex Caxias 3(dub): 13h, 15h, 17h, 19h, 21h.
Barra: Cinemark Downtown 04: 13h50m, 16h,
18h, 20h10m. Ci nemar k Downt own 07:
17h30m, 19h40m. Cinemark VillageMall 4:
13h30m, 19h. Cinesystem Recreio Shopping 4:
19h55m, 21h50m. Espaço Rio Design 2: 14h,
16h, 18h, 20h, 22h. Star Center 1: 18h50m,
20h40m. UCI NewYork City Center 03: 14h, 16h,
18h, 20h, 22h. UCI New York City Center 13:
13h20m, 15h20m, 17h20m, 19h20m,
21h20m.
Centro: Cine Santa Teresa: 15h, 19h. Odeon:
13h10m, 15h, 16h50m, 18h40m, 20h30m.
Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 1: 14h10m, 16h05m,
18h, 19h50m, 21h40m.
Ni t erói : Bay Market 1: 13h30m, 15h30m,
17h30m, 19h30m, 21h30m. Cinemark Plaza
Shoppi ng 1: 13h10m, 15h30m, 17h40m,
19h50m, 22h10m. Cinépolis Box São Gonçalo 8:
16h25m, 17h50m, 19h55m, 22h. CinEspaço
Boulevard 2: 13h30m, 15h20m, 17h10m. Ci-
nEspaço Boul evard 4: 14h, 16h, 18h, 20h,
21h40m.
Zona Norte: CineCarioca Méier 3: 15h, 17h10m,
19h10m, 21h30m. CineCarioca Nova Brasília:
18h20m, 20h. Ci nemar k Car i oca 5: 13h,
15h10m, 17h10m, 19h10m, 21h20m. Cine-
mark Carioca 6: 12h, 14h, 16h10m, 18h10m,
20h10m, 22h20m. Cinesystem Via Brasil Shop-
ping 1: 14h15m, 16h10m, 18h05m, 20h, 22h.
Kinoplex Madureira 1: 16h20m, 18h20m. Kino-
plex Madureira 3: 13h30m, 15h30m, 17h30m,
19h30m, 21h30m. Kinoplex Nova América 3:
13h30m, 15h30m, 17h40m, 19h40m,
21h40m. Kinoplex Nova América 6: 13h, 15h,
17h, 19h, 21h10m. Kinoplex Shopping Tijuca 2:
15h10m, 19h40m. Kinoplex Shopping Tijuca 6:
13h50m, 16h, 18h, 20h, 22h. Multiplex Jardim
Guadalupe 2: dub, 14h; leg, 15h50m, 17h40m,
19h30m, 21h20m. Ponto Cine: 14h, 16h, 18h,
20h. Shopping Iguatemi 3: 13h30m, 15h30m,
17h30m, 19h40m, 21h45m. Shopping Iguatemi
7: 13h50m, 15h50m, 17h50m, 19h50m,
21h50m. UCI Kinoplex 05: 13h55m, 15h50m,
17h45m, 19h40m, 21h35m. UCI Kinoplex 07:
13h, 14h55m, 16h50m, 18h45m, 20h40m.
Zona Oest e: Ci ne 10 Sul acap 4: 13h55m,
15h55m, 17h50m, 19h45m, 21h45m. Cine
Sesc Freguesia 2: 18h15m, 20h, 21h40m. Cine-
serclaPátioMix4: 17h30m, 19h15m. Cinesystem
Bangu6: 13h40m, 15h35m, 17h30m, 19h25m,
21h25m. Kinoplex West Shopping 1: 13h30m,
15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m. UCI
ParkShoppi ng Campo Grande 2: 14h20m,
16h15m, 18h10m, 20h05m, 22h. UCI
ParkShoppi ng Campo Grande 5: 14h50m,
16h45m, 18h40m, 20h35m, 22h30m.
Zona Sul: Cine Star Special Laura Alvim 3: 14h,
15h50m, 17h40m, 19h30m, 21h20m. Cine-
mark Botafogo 3: 12h10m, 15h, 17h, 19h30m,
21h50m. Ci népol i s Lagoon 4: 13h40m,
22h20m. Espaço Itaú de Cinema 2: 14h, 16h,
20h, 22h. Estação Vi vo Gávea 2: 13h40m,
15h20m, 17h, 18h40m, 20h20m, 22h. Kinoplex
Fashion Mall 1: 19h30m, 21h30m. Kinoplex São
Luiz 2: 13h20m, 15h20m, 17h20m, 19h20m.
Leblon 2: 14h, 16h, 18h, 20h, 22h. Rio Sul 1:
13h30m, 15h30m, 17h30m, 19h30m,
21h30m. Roxy 1: 13h20m, 15h20m, 17h20m,
19h20m, 21h20m.
> ‘Qual é o nome do bebê?’. “Le prénom”. De
Alexandre de la Patellière, Mathieu Delaporte
(França/Bélgica, 2012). Com Patrick Bruel, Valé-
rie Benguigui, Charles Berling.
Comédia. Vincent é um quarentão às vésperas de
ser pai pela primeira vez. Durante umjantar na ca-
sadairmã, questõesfamiliaresafloram. 110minu-
tos. Não recomendado para menores de 12anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 22h.
> ‘O que traz boas novas’. “Monsieur Lazhar”.
De Philippe Falardeau (Canadá, 2011). Com Mo-
hamed Fellag, Sophie Nélisse, Émilien Néron.
Comédiadramática. Umimigranteargelinocontra-
tado para substituir a professora que cometeu sui-
cídio provoca profundas mudanças numa escola
de ensino médio emMontreal. 94minutos. Não re-
comendado para menores de 12anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 15h.
> ‘Querida, vou comprar cigarros e já volto’.
“Querida, voy a comprar cigarrillos y vuelvo”. De
Mariano Cohn, Gastón Duprat (Argentina, 2011).
ComEmilio Disi, Darío Lopilato, Eusebio Poncela.
Comédia. Ernesto recebe uma proposta bizarra de
uma criatura misteriosa: ummilhão de dólares pa-
ra viver novamente dez anos de sua vida. 80minu-
tos. Não recomendado para menores de 10anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 20h20m.
> ‘Se beber, não case! - Parte 3’. “The hangover
- Part 3”. De Todd Phillips (EUA, 2013). Com
Bradley Cooper, Zack Galifianakis, Ed Helms.
Comédia. Terceiro filme da franquia. Nesta nova
aventura, a turma que compõe o ’bando de lobos’
está às voltas comummafioso. 100 minutos. Não
recomendado para menores de 14anos.
Barra: UCI NewYork City Center 07: 22h25m.
> ‘Tabu’. De Miguel Gomes (França/Portugal/Bra-
sil/Alemanha, 2012). ComTeresa Madruga, Laura
Soveral, Ana Moreira.
Drama. Quando uma idosa, que divide o andar de
um prédio em Lisboa com sua empregada cabo-
verdiana e uma vizinha dedicada a causas sociais,
morre, as outras duas descobrem uma história de
amor e crime vivida na África. 110 minutos. Não
recomendado para menores de 14anos.
Zona Sul: Espaço Museu da República: 14h, 16h,
20h.
> ‘Therese D.’. “Thérèse Desqueyroux”. De Clau-
de Miller (França, 2012). ComAudrey Tautou, Gil-
les Lellouche, Anaïs Demoustier.
Drama. Infeliz no casamento, uma mulher luta pa-
ra se libertar das pressões sociais e acabar com a
monotonia de sua vida suburbana. 111 minutos.
Não recomendado para menores de 14anos.
Barra: Cinemark Downtown 07: 21h50m.
> ‘Truque de mestre’. “Now you see me”. De
Louis Leterrier (EUA, 2013). ComJesseEisenberg,
Mark Ruffalo, Woody Harrelson.
Suspense. Um grupo de ilusionistas que assalta
bancos duranteas suas apresentações estánamira
de agentes do FBI. 115 minutos. Não recomenda-
do para menores de 12anos.
CINEMA
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_E User: Asimon Time: 07-17-2013 14:40 Color: CMYK
6 l O GLOBO l SegundoCaderno l Quinta-feira 18. 7. 2013
RioShow
Este caderno não se responsabiliza por mudanças em preços e horários. Ambos são fornecidos pelos organizadores dos espetáculos.
Como nem todas as casas fornecem a classificação etária, é recomendável a pais e responsáveis a consulta prévia por telefone, fax ou e-mail.
Zona Sul
> Candido Mendes — Rua Joana Angélica 63,
Ipanema — 2523-3663. (80 lugares): Elena,
14h30m; Ferrugemeosso, 16h10m; DossiêJan-
go, 18h30m; e Antes da meia-noite, 20h30m.
R$16(seg a qui) e R$18(sex a dome feriados).
> Cine Joia —Av. Nossa Senhora de Copacaba-
na 680, subsolo H, Copacabana — 2236-5624.
(87 lugares): Juan e a bailarina, 13h; César deve
morrer, 14h45m; A caça, 16h15m; A espuma
dos dias, 18h45m; eOabismoprateado, 21h. R$
10(seg a qui) e R$16(sex a dome feriados).
> Cine Star Special Laura Alvim— Av. Vieira
Souto176, Ipanema—2522-3180. Sala 1 (53lu-
gares): Truque de mestre, 14h20m, 16h40m,
19h, 21h30m. Sala 2 (29 lugares): Os amantes
passageiros, 14h30m, 16h10m, 17h50m,
19h30m, 21h10m. Sala 3 (41 lugares): Minha
mãe é uma peça, 14h, 15h50m, 17h40m,
19h30m, 21h20m. R$ 18 (qua), R$ 20 (seg, ter
e qui) e R$24(sex a dome feriados).
> Cinemark Botafogo — Botafogo Praia Shop-
ping, 8° piso, Praia de Botafogo 400, Botafogo —
2237-9485. Sala 1 (124 lugares): Meu malvado
favorito 2, dub, 11h30m; e OCavaleiro Solitário,
13h50m, 17h30m, 20h40m. Sala 2 (139 luga-
r es) : Uni ver si dade Monst r os, dub, 11h,
13h20m; e Tr uque de mest r e, 15h40m,
18h30m, 21h30m. Sala 3 (219 lugares): Minha
mãe é uma peça, 12h10m, 15h, 17h, 19h30m,
21h50m. Sala 4(186lugares): GuerraMundial Z,
(3-D), 12h50m, 16h10m, 19h10m, 22h10m.
Sala 5 (290 lugares): Meu malvado favorito 2,
dub, 11h50m, (3-D), 14h20m, 16h40m,
19h50m, 22h20m. Sala 6 (290 lugares): O Ho-
mem de Aço, 11h20m, 14h40m, 17h50m,
21h10m. R$ 15 (qua), R$ 16 (seg, ter e qui, até
as 17h), R$18(seg, ter equi, após as 17h), R$20
(sexadomeferiados, até17h), R$22(sexadome
feriados, após as 17h), R$ 23 (qua, 3-D), R$ 24
(seg, ter e qui, 3-D) e R$28(sex a dome feriados,
3-D). Toda semana, na Sessão Desconto, umfil-
me do horário das 15h custa apenas R$ 6 (con-
sulte o filme da semana por telefone, no site
www.cinemark.com.br ou no próprio cinema).
> Cinépolis Lagoon — Estádio de Remo da La-
goa, Av. Borges de Medeiros 1.424, Lagoa —
3029-2544. Sala 1 (235 lugares): O Homem de
Aço, dub, 11h20m, 14h30m; leg, 17h30m,
20h30m. Sala 2 (150lugares): Truquedemestre,
16h30m, 19h20m, 22h. Sala 3 (162 lugares):
pré-estreia de Turbo, dub, 12h50m; e OCavaleiro
Solitário, dub, 15h; leg, 18h, 21h. Sala 4(173lu-
gares): Meu malvado favorito 2, (3-D), dub,
15h50m, 17h50m, 20h; e Minha mãe é uma pe-
ça, 13h40m, 22h20m. Sala 5(161lugares): Meu
mal vado favori to 2, (3-D), dub, 12h40m,
14h50m, 16h50m; e Guerra Mundial Z, (3-D),
19h, 21h30m. Sala 6(232lugares): OHomemde
Aço, ( 3- D) , dub, 12h20m, 15h30m; l eg,
18h30m, 21h40m. R$18(qua, exceto feriados),
R$21(seg, ter equi), R$26(qua, excetoferiados,
salas 3-D; sex a dome feriados), R$ 27 (seg, ter e
qui, salas 3-D) eR$32(sex adomeferiados, salas
3-D).
> Espaço Itaú de Cinema — Praia de Botafogo
316, Botafogo — 2559-8750. Sala 1 (150 luga-
res): Truque de mestre, dub, 14h, 16h30m, 19h,
21h30m. Sala 2 (126lugares): Minha mãe é uma
peça, 14h, 16h, 20h, 22h; e Chamada a cobrar,
18h. Sala 3 (109 lugares): Renoir, 13h10m,
15h20m, 17h30m, 19h40m, 21h50m. Sala 4
(165 lugares): Meu malvado favorito 2, (3-D),
dub, 13h, 15h, 17h; e Os amantes passageiros,
19h, 21h. Sala 5 (136 lugares): Dossiê Jango,
14h, 16h, 18h, 20h; e Jards, 22h10m. Sala 6
(250 lugares): O Homemde Aço, 13h, 15h45m,
18h30m, 21h15m. R$16(qua, exceto feriados),
R$ 21 (seg, ter e qui, exceto feriados), R$ 25 (sex
a dom e feriados), R$ 28 (seg a qui, exceto feria-
dos, 3-D) e R$30(sex a dome feriados, 3-D).
> Espaço Museu da República —Rua do Cate-
te 153, Catete — 3826-7984. (90 lugares): Ta-
bu, 14h, 16h, 20h; e Elena, 18h. R$ 12 (seg a
qui) e R$16(sex a dome feriados).
> Estação Botafogo — Rua Voluntários da Pá-
tria88, Botafogo—2226-1988. Sala 1 (280luga-
res): Abela que dorme, 13h20m, 17h20m; e Ju-
an dos mortos, 15h30m. Sala 2 (41 lugares): A
memória que me contam, 13h10m; O que traz
boas novas, 15h; Uma garrafa no mar de Gaza,
16h50m; Acidadeéumasó?, 18h40m; Querida,
voucomprar cigarros ejávolto, 20h20m; e Qual é
o nome do bebê?, 22h. Sala 3 (66lugares): Ferru-
gem e osso, 13h30m; A datilógrafa, 15h50m;
Adeus, minharainha, 18h; Os amantes passagei-
ros, 20h; e A caça, 21h50m. R$ 14 (qua), R$ 15
(seg a qui), R$ 16 (seg, ter e qui, salas 2 e 3), R$
18(seg, ter equi, sala1), R$20(sex adomeferia-
dos, salas 2e 3) e R$22(sex a dome feriados, sa-
la 1).
> Estação Ipanema — Rua Visconde de Pirajá
605, Ipanema — 2279-4603. Sala 1 (141 luga-
res): Uma dama em Paris, 13h50m, 15h50m,
17h45m, 19h40m, 21h30m. Sala 2 (163 luga-
res): Hannah Arendt, 14h30m, 16h45m, 19h,
21h15m. R$18(qua), R$20(seg, ter e qui) e R$
24(sex a dome feriados).
> Estação Rio — Rua Voluntários da Pátria 35,
Botafogo — 2266-9952. Sala 1 (267 lugares):
Antes da meia-noite, 14h40m, 19h20m; e A es-
puma dos dias, 16h50m, 21h30m. Sala 2 (228
lugares): Hannah Arendt, 14h30m, 16h40m,
19h, 21h20m. Sala 3 (104 lugares): Uma dama
em Paris, 14h15m, 16h10m, 18h; e pré-estreia
de Como na canção dos Beatles: Norwegian Wo-
od, 19h45m. R$14(qua), R$18(seg, ter e qui) e
R$22(sex a dome feriados).
> Estação Vivo Gávea—Shopping daGávea, 4º
piso, Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
3875-3011. Sala 1 (79lugares): Juandos mortos,
13h10m, 17h30m, 21h40m; eAespumados di-
as, 15h10m, 19h20m. Sala 2 (126 lugares): Mi-
nha mãe é uma peça, 13h40m, 15h20m, 17h,
18h40m, 20h20m, 22h. Sala 3 (91 lugares): A
bela que dorme, 13h20m, 17h35m, 21h50m; e
Antes da meia-noite, 15h30m, 19h45m. Sala 4
(84 lugares): Os amantes passageiros, 13h10m,
17h45m, 22h10m; e O grande Gatsby, 15h,
19h30m. Sala 5(156lugares): Truquedemestre,
14h30m, 16h45m, 19h, 21h15m. R$18(qua),
R$22(seg, ter equi), R$26(sex adomeferiados;
qua, 3-D), R$27(seg, ter e qui, 3-D) e R$32(sex
a dome feriados, 3-D).
> Instituto Moreira Salles — Rua Marquês de
São Vicente 476, Gávea — 3284-7400. Sala 1
(120 lugares): Bom dia, noite, 14h; e Hannah
Arendt, 16h, 20h. R$ 16 (ter, qua e qui) e R$ 18
(sex a dome feriados).
> Kinoplex Fashion Mall —Fashion Mall, 2º pi-
so, Estrada da Gávea 899, São Conrado —2461-
2461. Sala 1 (139lugares): Meu malvado favorito
2, dub, 15h10m, 17h20m; e Minha mãe é uma
peça, 19h30m, 21h30m. Sala 2 (195lugares): O
Homem de Aço, (3-D), 14h30m, 17h30m,
20h30m. Sala 3 (114 lugares): O Cavaleiro Soli-
tário, 15h, 18h, 21h. Sala 4 (129 lugares): Tru-
que de mestre, 14h20m, 16h45m, 19h20m,
21h45m. R$ 21 (qua), R$ 23 (seg, ter e qui), R$
27 (sex a dom e feriados; qua, 3-D), R$ 29 (seg,
ter e qui, 3-D) e R$33(sex a dome feriados, 3-D).
> Kinoplex Leblon —Shopping Leblon, 4º piso,
Av. Afrânio de Melo Franco 290, Leblon —2461-
2461. Sala 1 (170 lugares): OHomemde Aço, (3-
D), dub, 14h30m; leg, 17h30m, 20h30m. Sala 2
(171 lugares): Truque de mestre, 13h30m, 16h,
18h30m, 21h10m. Sala 3 (172lugares): OCava-
leiro Solitário, (3-D), 14h, 17h, 20h. Sala 4 (161
lugares): Meu malvado favorito 2, (3-D), dub,
13h, 15h10m, 17h20m, 19h30m, 21h40m. R$
19(qua), R$23(seg, ter e qui), R$27(sex a dom
e feriados; qua, 3-D), R$ 29 (seg, ter e qui, 3-D) e
R$33(sex a dome feriados, 3-D).
> Kinoplex São Luiz —Rua do Catete 311, Fla-
mengo—2461-2461. Sala 1 (140lugares): OCa-
valeiro Solitário, 14h30m, 17h30m, 20h30m.
Sala 2 (258 lugares): Minha mãe é uma peça,
13h20m, 15h20m, 17h20m, 19h20m; e Tru-
que de mestre, 21h20m. Sala 3 (267 lugares): O
Homem de Aço, (3-D), dub, 14h40m; l eg,
17h40m, 20h40m. Sala 4 (149 lugares): Meu
malvado favorito 2, (3-D), dub, 13h, 15h10m,
17h20m, 19h30m, 21h40m. R$ 17 (qua), R$
18 (ter e qui, até as 17h), R$ 20 (seg, ter e qui,
após as 17h), R$ 23 (sex a dome feriados, até as
17h), R$ 24 (sex a dom e feriados, após as 17h;
qua, 3-D), R$ 25 (seg a qui, 3-D) e R$ 29 (sex a
dome feriados, 3-D).
> Leblon—Av. Ataulfo de Paiva 391, lojas Ae B,
Leblon—2461-2461. Sala 1 (640lugares): OHo-
memde Aço, 14h40m, 17h40m, 20h40m. Sala
2 (300 lugares): Minha mãe é uma peça, 14h,
16h, 18h, 20h, 22h. R$19(qua), R$23(seg, ter
e qui, exceto feriados), R$ 27 (sex a dom e feria-
dos; qua, 3-D), R$ 29 (seg, ter e qui, exceto feria-
dos, 3-D) e R$33(sex a dome feriados, 3-D).
> Rio Sul —Shopping Rio Sul, 4º piso, Rua Lauro
Müller 116, Botafogo —2461-2461. Sala 1 (159
lugares): Minha mãe é uma peça, 13h30m,
15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m. Sala 2
(209lugares): OHomemdeAço, (3-D), dub, 15h;
leg, 18h, 21h10m. Sala 3 (151 lugares): O Cava-
leiroSolitário, 14h50m, 17h50m, 20h50m. Sala
4 (156 lugares): Meu malvado favorito 2, dub,
13h, 15h, 17h, 19h; e Truque de mestre, 21h.
R$17(qua), R$18(seg, ter e qui, até as 17h), R$
20(seg, ter e qui, após as 17h), R$23(sex a dom
e feriados, até as 17h), R$ 24 (sex a dom e feria-
dos, após as 17h; qua, 3-D), R$25(ter equi, 3-D;
segaqui, 3-D) eR$28(sex adomeferiados, 3-D).
> Roxy — Av. Nossa Senhora de Copacabana
945, Copacabana —2461-2461. Sala 1 (304 lu-
gares): Mi nha mãe é uma peça, 13h20m,
15h20m, 17h20m, 19h20m, 21h20m. Sala 2
(306 lugares): Meu malvado favorito 2, dub,
13h50m, 16h; e Truque de mestre, 18h10m,
20h40m. Sala 3 (309lugares): OHomemde Aço,
(3-D), dub, 14h30m; leg, 17h30m, 20h30m. R$
17(qua), R$18(seg, ter e qui, até as 17h), R$20
(seg, ter equi, após as 17h), R$23(sex adomefe-
riados, até as 17h), R$ 24 (sex a dom e feriados,
após as 17h; qua, 3-D), R$ 25 (seg a qui, 3-D) e
R$29(sex a dome feriados, 3-D).
Barra da
Tijuca/Recreio
> Cinemark Downtown — Shopipng Down-
town, bloco 17, 2º piso, Av. das Américas 500,
BarradaTijuca—2494-5004. Sala 01 (143luga-
res): O Cavaleiro Solitário, 11h25m, 14h30m,
17h50m, 21h10m. Sala 02 (131 lugares): O Ho-
memde Aço, 13h, 16h10m, 19h20m, 22h20m.
Sala 03 (261 lugares): Guerra Mundial Z, (3-D),
14h, 16h50m, 19h30m, 22h30m. Sala 04 (286
lugares): Minha mãe é uma peça, 13h50m, 16h,
18h, 20h10m. Sala 05 (159 lugares): Meu mal-
vado f avor i t o 2, dub, 11h50m, 14h10m,
16h30m, 19h; e Guerra Mundial Z, 21h30m. Sa-
la 07 (172 lugares): Universidade Monstros, dub,
12h30m, 15h; Therese D., 21h50m; e Minha
mãe é uma peça, 17h30m, 19h40m. Sala 08
(297 lugares): O Homem de Aço, dub, 12h20m,
15h20m, 18h30m, 21h40m. Sala 09 (154luga-
res): Truque de mestre, 13h40m, 16h20m,
18h50m, 21h20m. Sala 10 (172 lugares): Meu
malvado favorito 2, (3-D), 10h50m, 13h20m,
15h40m, 18h20m, 20h50m. Sala 11 (145 luga-
res): Truque de mestre, 12h10m, 15h10m,
17h40m, 20h20m. Sala 12 (267 lugares): O Ho-
memde Aço, dub, 11h15m, 14h20m, 17h20m,
20h30m. R$ 13 (qua), R$ 16 (seg, ter e qui, até
as 17h), R$ 18 (seg, ter e qui, após as 17h; sex a
domeferiados, atéas 17h), R$21(sex adomefe-
riados, após as 17h), R$ 22 (qua, 3-D), R$ 23
(seg, ter e qui, 3-D) e R$25(sex a dome feriados,
3-D). Toda semana, na Sessão Desconto, umfil-
me do horário das 15h custa apenas R$ 6 (con-
sulte o filme da semana pelo telefone, no site
www.cinemark.com.br ou no próprio cinema).
> Cinemark VillageMall — Av. das Américas,
Barra da Tijuca. Sala 1 (86 lugares): Universidade
Monstros, (3-D), dub, 12h; e Truque de mestre,
14h30m, 17h10m, 19h50m, 22h30m. Sala 2
(86lugares): Meumalvado favorito 2, (3-D), dub,
12h40m, 15h, 17h40m; e OCavaleiro Solitário,
20h15m. Sala 3 (86 lugares): O Homem de Aço,
(3-D), 12h20m, 18h40m, 21h50m; e OCavalei-
ro Solitário, 15h30m. Sala 4 (72 lugares): Minha
mãeéumapeça, 13h30m, 19h; e GuerraMundi-
al Z, (3-D), 16h20m, 21h10m. R$ 42 (seg, ter e
qui, até as 17h), R$ 43 (qua), R$ 44 (seg, ter e
qui, após as 17h), R$45(sex adomeferiados, até
as 17h), R$ 46 (qua, 3-D), R$ 47 (seg, ter e qui,
3-D), R$ 50 (sex a dome feriados, após as 17h) e
R$56(sex a dome feriados, 3-D).
> Cinesystem Recreio Shopping — Av. das
Américas 19.019, Recreio dos Bandeirantes —
4003-7049. Sala 1 (286 lugares): O Homem de
Aço, (3-D), dub, 14h40m; leg, 17h30m; Homem
de Ferro 2, (3-D), 17h30m, 20h20m; O Homem
de Aço, (3-D), 20h20m; e Homemde Ferro 2, (3-
D), 14h40m. Sala 2 (286 lugares): Meu malvado
favorito 2, (3-D), dub, 14h30m, 16h40m, 19h; e
Guerra Mundial Z, (3-D), 21h20m. Sala 3 (212
lugares): Universidade Monstros, dub, 13h30m;
e O Cavaleiro Solitário, dub, 15h40m, 18h40m,
21h40m. Sala 4 (212 lugares): Meu malvado fa-
vorito2, dub, 13h40m, 15h45m, 17h50m; eMi-
nha mãe é uma peça, 19h55m, 21h50m. R$ 17
(seg e qua), R$18(qui), R$19(sex a dome feria-
dos, até 17h; ter), R$ 21 (sex a dom e feriados,
após 17h), R$ 23 (seg e qua, 3-D), R$ 24 (ter, 3-
D), R$25(qui, 3-D) eR$26(sex adomeferiados,
3-D). Promoção Terça Mais Cinema: ingressos a
R$ 9 (salas 2-D) e R$ 11,50 (salas 3-D). Promo-
ção Lady Quarta: toda segunda quarta-feira do
mês, mulheres pagam meia-entrada (inclusive
nas salas 3-D). Promoção do Beijo: às quintas-
feiras, ocasal queder umbeijonabilheteriapaga
R$ 15 (o casal) ou R$ 22 (o casal, 3-D). Promo-
ções por tempo indeterminado e não válidas para
feriados.
> Espaço Rio Design —Rio Design Barra, 3º pi-
so, Av. das Américas 7.777, Barra da Tijuca —
2438-7590. Sala 1 (149 lugares): Meu malvado
favorito2, (3-D), dub, 14h, 16h, 18h, 19h50m; e
Truque de mestre, 21h40m. Sala 2 (88 lugares):
Minha mãe é uma peça, 14h, 16h, 18h, 20h,
22h. Sala Vip (116 lugares): O Homem de Aço,
15h, 18h, 21h. R$ 21 (seg a qui), R$ 26 (sex a
dom e feriados), R$ 28 (seg a qui, 3-D), R$ 30
(sex a dome feriados, 3-D), R$36(seg a qui, Sala
VIP) e R$44(sex a dome feriados, Sala VIP).
> Estação Barra Point —Barra Point Shopping,
3º piso, Av. Armando Lombardi 350, Barra da Ti-
juca — 3419-7431. Sala 1 (165 lugares): Uma
dama emParis, 14h, 19h40m; Os amantes pas-
sageiros, 15h50m, 21h30m; e Antes da meia-
noite, 17h35m. Sala 2 (165 lugares): Hannah
Arendt, 14h15m, 19h; e A espuma dos dias,
16h30m, 21h15m. R$ 18 (qua), R$ 20 (seg, ter
e qui) e R$24(sex a dome feriados).
> Star Center Shopping Rio — Av. Geremário
Dantas 404, Tanque, Jacarepaguá — 3312-
5232. Sala 1 (208 lugares): Universidade Mons-
tros, dub, 14h30m, 16h40m; e Minha mãe é
uma peça, 18h50m, 20h40m. Sala 2 (148 luga-
res): O Homemde Aço, dub, 15h20m, 18h10m,
21h. Sala 3 (148 lugares): Meu malvado favorito
2, dub, 14h30m, 16h30m, 18h30m; e Guerra
Mundial Z, dub, 20h30m. Sala 4(148lugares): O
Cavaleiro Solitário, dub, 14h50m, 17h50m,
20h50m. R$ 14 (seg, qua e qui) e R$ 16 (ter; sex
a dome feriados). Às terças e quarta-feiras, todos
pagammeia-entrada. Promoção por tempo inde-
terminado e não válida para feriados e salas 3-D.
> UCI New York City Center — Av. das Améri-
cas 5.000, Barra da Tijuca — 2461-1818. Sala
01 (168 lugares): Universidade Monstros, dub,
14h20m, 16h40m, 19h; e Além da escuridão -
Star Trek, 21h20m. Sala 02 (238 lugares): Meu
mal vado favori to 2, (3-D), dub, 13h30m,
15h40m, 17h50m, 20h, 22h10m. Sala 03 (383
lugares): Minha mãe é uma peça, 14h, 16h, 18h,
20h, 22h. Sala 04/IMAX (383lugares): OHomem
de Aço, ( 3- D) , dub, 13h15m, 16h15m,
19h15m, 22h15m. Sala 05 (299 lugares): Tru-
que de mestre, 13h20m, 15h55m, 18h30m,
21h05m. Sala 06 (173 lugares): Truque de mes-
tre, 13h20m, 15h55m, 18h30m, 21h05m. Sala
07 (158 lugares): Universidade Monstros, dub,
13h05m, 15h25m, 17h45m, 20h05m; e Se be-
ber, não case! - Parte 3, 22h25m. Sala 08/De Lux
(297 lugares): O Homem de Aço, (3-D), 13h,
15h55m, 18h50m, 21h45m. Sala 09/De Lux
(159 lugares): Meu malvado favorito 2, (3-D),
dub, 13h, 15h10m, 17h20m; e O Homem de
Aço, (3-D), dub, 19h30m, 22h30m. Sala 10(166
lugares): O Cavaleiro Solitário, dub, 13h, 16h,
19h, 22h. Sala 11 (215 lugares): OCavaleiro Soli-
tário, 13h30m, 16h30m, 19h30m, 22h30m.
Sala 12 (252 lugares): Guerra Mundial Z, (3-D),
13h40m, 16h10m, 18h40m, 21h10m. Sala 13
(383lugares): Minha mãe é uma peça, 13h20m,
15h20m, 17h20m, 19h20m, 21h20m. Sala 14
(252 lugares): O Homem de Aço, (3-D), dub,
15h10m, 18h10m, 21h10m. Sala 15 (215 luga-
res): OHomemde Aço, dub, 14h, 17h, 20h, 23h.
Sala 16 (166 lugares): Guerra Mundial Z, dub,
13h, 15h30m, 18h, 20h30m. Sala 17 (297 luga-
res): Meu malvado favorito 2, dub, 14h10m,
16h20m, 18h30m, 20h40m. Sala 18 (277 luga-
res): Meu malvado favorito 2, dub, 14h40m,
16h50m, 19h, 21h10m. R$ 13 (qua), R$ 15
(seg, ter e qui, até as 17h), R$ 19 (seg, ter e qui,
após as 17h), R$ 20 (sex a dome feriados, até as
17h), R$ 22 (sex a dome feriados, após as 17h),
R$23(qua, IMAX), R$24(seg, ter e qui, 3-D), R$
25 (qua, IMAX, 3-D), R$ 26 (IMAX), R$ 27 (sex a
dome feriados, 3-D), R$35(excetoqua, IMAX, 3-
D), R$ 44 (seg a qui, DeLux), R$ 46 (sex a dome
feriados, DeLuxe, até as 17h; seg a qui, DeLux, 3-
D), R$ 50 (sex a dome feriados, DeLuxe, após as
17h), R$ 51 (sex a dom e feriados, DeLuxe, 3-D,
até as 17h) e R$ 56 (sex a dome feriados, DeLux,
3-D, após as 17h). Sessão Família: ingressos a
R$15(sáb, dome feriados, até 13h55m). Ticket
Família: na compra de quatro ingressos — 2
adultos e 2 crianças de até 12 anos —, a família
pagaR$46(salas 2-D), R$60(salas 3-D), R$58
(IMAX 2-D), R$ 78 (IMAX 3-D). Promoções por
tempo indeterminado.
Zona Norte
> CineCarioca Méier —Rua Dias da Cruz, Méier
—24612461. Sala 1 (164lugares): OHomemde
Aço, ( 3- D) , dub, 14h40m; l eg, 17h40m,
20h40m. Sala 2 (116 lugares): Meu malvado fa-
vorito 2, dub, 14h10m, 16h30m, 18h50m,
21h10m. Sala 3 (114lugares): Minha mãe é uma
peça, 15h, 17h10m, 19h10m, 21h30m. R$ 14
(qua), R$15(seg a qui), R$19(sex a dome feria-
dos; segaqui, 3-D; qua, 3-D) eR$23(sex adome
feriados, 3-D).
> CineCarioca Nova Brasília — Praça Nossa
Senhora de Fátima, Rua Nova Brasília s/nº, Bon-
sucesso. (93 lugares): Meu malvado favorito 2,
(3-D), dub, 13h, 14h50m, 16h40m; Minha mãe
é uma peça, 18h20m, 20h; e O Homem de Aço,
(3-D), 21h40m. R$ 4,50 (moradores da região,
estudantes e professores) e R$9.
> Cinemark Carioca — Carioca Shopping, Av.
Vicente Carvalho 909, Vicente de Carvalho —
3688-2340. Sala 1 (282lugares): OCavaleiro So-
litário, dub, 11h20m, 14h30m, 17h50m, 21h.
Sala 2 (188 lugares): O Homem de Aço, dub,
12h20m, 15h30m, 18h30m, 21h30m. Sala 3
(188 lugares): pré-estreia de Turbo, (3-D), dub,
11h; e O Homem de Aço, (3-D), 19h30m,
22h30m. Sala 4 (312 lugares): Meu malvado fa-
vorito 2, dub, 12h30m, 14h50m, 17h05m; e
Guerra Mundial Z, dub, 19h25m, 22h10m. Sala
5 (312 lugares): Minha mãe é uma peça, 13h,
15h10m, 17h10m, 19h10m, 21h20m. Sala 6
(228lugares): Minhamãeéumapeça, 12h, 14h,
16h10m, 18h10m, 20h10m, 22h20m. Sala 7
(188 lugares): Universidade Monstros, dub,
12h10m, 15h; e Tr uque de mest r e, dub,
17h40m, 20h40m. Sala 8 (282 lugares): Meu
malvado favorito 2, dub, 11h10m, 13h40m,
16h, 18h20m, 20h50m. R$ 12 (seg, ter e qui,
até as 17h; qua), R$ 13 (seg, ter e qui, após as
17h), R$ 15 (qua, 3-D), R$ 16 (seg, ter e qui, 3-
D), R$ 17 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$
19 (sex a dom e feriados, após as 17h) e R$ 22
(sex adome feriados, 3-D). Todasemana, naSes-
são Desconto, umfilme do horário das 15h custa
apenas R$6(consulte o filme da semana pelo te-
lefone, no site www.cinemark.com.br ou no pró-
prio cinema).
> Cinesystem Via Brasil Shopping —Rua Ita-
pera500, VistaAlegre—4003-7049. Sala 1 (143
lugares): Minha mãe é uma peça, 14h15m,
16h10m, 18h05m, 20h, 22h. Sala 2 (192 luga-
res): OCavaleiro Solitário, dub, 14h; Meu malva-
dofavorito2, (3-D), dub, 17h, 19h20m; eTruque
de mestre, dub, 21h30m. Sala 3 (161lugares): O
Cavaleiro Solitário, dub, 13h30m, 16h30m,
21h50m; e Truque de mestre, dub, 19h30m. Sa-
la 4(267lugares): Meumalvado favorito 2, (3-D),
dub, 14h20m, 16h30m, 19h, 21h10m. Sala 5
(213 lugares): pré-estreia de Turbo, (3-D), dub,
14h10m; e O Homem de Aço, ( 3-D) , dub,
16h20m, 19h10m, 22h. Sala 6 (184 lugares):
Universidade Monstros, (3-D), dub, 14h20m;
Guerra Mundial Z, (3-D), dub, 16h30m; leg,
21h40m; e O Homem de Aço, (3-D), 18h50m.
R$15(seg e qua, exceto feriados), R$16(qui, ex-
ceto feriados), R$17(ter, exceto feriados), R$18
(sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 20 (sex a
dom e feriados, após as 17h), R$ 21 (seg, ter e
qua, exceto feriados, 3-D), R$ 23 (qui, 3-D) e R$
24 (sex a dom e feriados, 3-D). Promoção Terça
Mais Cinema: ingressos a R$ 9 (salas 2-D) e R$
11,50 (salas 3-D). Promoção Lady Quarta: toda
segunda quarta-feira do mês, mulheres pagam
meia-entrada (inclusive nas salas 3-D). Promo-
ção do Beijo: às quintas-feiras, o casal que der
umbeijo na bilheteria paga R$15(o casal) ouR$
22 (o casal, 3-D). Promoções por tempo indeter-
minado e não válidas para feriados.
> Kinoplex Madureira — Estrada do Portela
222, Madureira —2461-2461. Sala 1 (197 luga-
res): GuerraMundial Z, (3-D), dub, 13h50m; Tru-
que de mestre, dub, 20h40m; e Minha mãe é
uma peça, 16h20m, 18h20m. Sala 2/Evolution
(222 lugares): O Homem de Aço, (3-D), dub,
14h50m, 17h50m, 20h50m. Sala 3 (183 luga-
res): Minhamãeéumapeça, 13h30m, 15h30m,
17h30m, 19h30m, 21h30m. Sala 4 (183 luga-
res): O Cavaleiro Solitário, dub, 14h, 17h, 20h.
Sala 5 (225 lugares): Meu malvado favorito 2, (3-
D), dub, 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. R$
14(qua), R$16(seg, ter e qui; qua, SalaKinoEvo-
lution), R$18(sex a dome feriados, até 17h; seg,
ter e qui, Sala KinoEvolution; qua, 3-D), R$ 20
(sex a dom e feriados, após 17h; seg, ter e qui,
3-D; qua, Sala KinoEvolution 3-D; sex a dome fe-
riados, KinoEvolution 2-D, até 17hs; sex a dom e
feriados, 3-D/ até 17h), R$ 22 (sex a dome feria-
dos, KinoEvolution 3-D, até 17h; sex a dome feri-
ados, Sala KinoEvolution/ após 17h; sex a dom e
feriados, 3-D/ após 17h; seg, ter equi, SalaKinoE-
volution 3-D) e R$ 24 (sex a dom e feriados, Sala
KinoEvolution 3-D, após 17h).
> Kinoplex Nova América — Shopping Nova
América, Av. Martin Luther King Jr. 126, Del Cas-
tilho — 2461-2461. Sala 1 (206 lugares): O Ho-
memde Aço, dub, 15h, 17h50m, 20h40m. Sala
2 (144 lugares): O Cavaleiro Solitário, dub,
14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 3 (183 luga-
res): Minhamãeéumapeça, 13h30m, 15h30m,
17h40m, 19h40m, 21h40m. Sala 4 (155 luga-
res): Guerra Mundial Z, dub, 13h40m, 18h30m;
e Truque de mestre, dub, 16h, 21h. Sala 5 (274
lugares): OHomemde Aço, (3-D), dub, 15h10m,
18h; leg, 20h50m. Sala 6 (311 lugares): Minha
mãe é uma peça, 13h, 15h, 17h, 19h, 21h10m.
Sala 7 (285 lugares): Meu malvado favorito 2, (3-
D), dub, 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. R$
14(qua), R$16(seg, ter e qui, até as 17h), R$18
(seg, ter equi, após as 17h), R$20(sex adomefe-
riados, até as 17h; qua, 3-D), R$ 22 (sex a dome
feriados, após as 17h; seg, ter e qui, 3-D, até
17h), R$24(seg, ter e qui, 3-D, após as 17h), R$
25 (sex a dom e feriados, 3-D, até 17h) e R$ 27
(sex a dome feriados, 3-D, após 17h).
> Kinoplex Shopping Tijuca — Av. Maracanã
987, Tijuca —2461-2461. Sala 1 (340 lugares):
O Homem de Aço, (3-D), dub, 14h30m; leg,
17h30m, 20h30m. Sala 2 (264 lugares): Meu
malvado favorito 2, dub, 13h; Minha mãe é uma
peça, 15h10m, 19h40m; e Truque de mestre,
17h10m, 21h40m. Sala 3 (197lugares): OCava-
leiro Solitário, 14h, 17h, 20h. Sala 4 (264 luga-
res): Uni versi dade Monstros, (3-D), dub,
13h30m; Guerra Mundial Z, (3-D), 15h50m; e O
Homemde Aço, (3-D), 18h20m, 21h20m. Sala 5
(340 lugares): Meu malvado favorito 2, (3-D),
dub, 13h, 15h10m, 17h20m, 19h30m,
21h40m. Sala 6 (405lugares): Minha mãe é uma
peça, 13h50m, 16h, 18h, 20h, 22h. R$19(qua;
ter e qui, até as 17h), R$ 21 (ter e qui, após as
17h), R$22(sex adomeferiados, atéas 17h), R$
24(sex adomeferiados, após as 17h), R$28(seg
a qui, 3-D) e R$32(sex a dome feriados, 3-D).
> Multiplex Jardim Guadalupe — Shopping
Jardim Guadalupe, loja 301, Av. Brasil 22.155,
Guadalupe — 3178-8600. Sala 1 (271 lugares):
Meu mal vado f avor i t o 2, dub, 13h45m,
15h45m; e O Homem de Aço, dub, 17h45m,
20h30m. Sala 2 MAXScreen(392lugares): Minha
mãe é uma peça, dub, 14h, 15h50m, 17h40m,
19h30m, 21h20m. Sala 3 (242 lugares): Truque
demestre, dub, 14h15m, 19h15m; eOCavaleiro
Solitário, dub, 16h30m, 21h30m. Sala 4 MAX
Screen (392 lugares): Truque de mestre, (3-D),
dub, 13h30m, 16h15m, 19h, 21h45m. Sala 5
(316 lugares): Meu malvado favorito 2, (3-D),
dub, 13h40m, 15h30m, 17h20m, 19h10m. R$
7 (qua, exceto feriados), R$ 8 (seg), R$ 10 (qua,
salas 3-D), R$ 11 (ter e qui), R$ 12 (seg), R$ 14
(sex a dom e feriados, até 18h), R$ 15 (ter e qui,
salas 3-D), R$ 16 (sex a dom e feriados, após
18h), R$ 17 (sex a dome feriados, até 18h, salas
3-D) e R$19(sex e sábe feriados, após 18h, salas
3-D).
> Ponto Cine — Guadalupe Shopping, 1º piso,
Estrada do Camboatá 2.300, Guadalupe —
3106-9995. (73 lugares): Minha mãe é uma pe-
ça, 14h, 16h, 18h, 20h. R$6.
> Shopping Iguatemi —RuaBarãodeSãoFran-
cisco 236, 3º piso, Vila Isabel —2461-2461. Sa-
la 1 (240lugares): Meu malvado favorito 2, (3-D),
dub, 13h, 18h25m; e O Homem de Aço, (3-D),
dub, 15h20m; leg, 20h50m. Sala 2 (156 luga-
res): O Cavaleiro Solitário, dub, 14h, 17h10m,
20h30m. Sala 3 (156lugares): Minha mãe é uma
peça, 13h30m, 15h30m, 17h30m, 19h40m,
21h45m. Sala 4(188lugares): OHomemde Aço,
dub, 14h20m, 17h40m, 21h. Sala 5 (155 luga-
res): Meu malvado favorito 2, dub, 14h40m,
17h05m, 19h30m, 21h40m. Sala 6 (152 luga-
res): Universidade Monstros, dub, 13h20m;
Guerra Mundial Z, dub, 16h; e Truque de mestre,
dub, 18h30m, 21h20m. Sala 7 (146 lugares):
Minha mãe é uma peça, 13h50m, 15h50m,
17h50m, 19h50m, 21h50m. R$ 13 (qua), R$
15(seg, ter equi), R$18(sex adomeferiados, até
as 17h), R$20(sex adomeferiados, após as 17h;
segaqui, 3-D) eR$22(sex adomeferiados, 3-D).
> UCI Kinoplex — Pátio NorteShopping, Av.
Dom Helder Câmara 5.474, Cachambi — 2461-
0050. Sala 01 (244 lugares): O Homem de Aço,
(3-D), 14h20m, 17h15m, 20h10m. Sala 02
(182 lugares): Meu malvado favorito 2, dub,
13h15m, 15h25m, 17h35m, 19h55m,
22h05m. Sala 03(170lugares): Meumalvadofa-
vor i t o 2, ( 3- D) , dub, 14h30m, 16h45m,
18h55m, 21h05m. Sala 04 (178 lugares): O Ca-
valeiro Solitário, dub, 13h30m, 16h30m,
19h30m, 22h30m. Sala 05(471lugares): Minha
mãe é uma peça, 13h55m, 15h50m, 17h45m,
19h40m, 21h35m. Sala 06 (471 lugares): OHo-
memde Aço, dub, 15h20m, 18h15m, 21h15m.
Sala 07 (165 lugares): Minha mãe é uma peça,
13h, 14h55m, 16h50m, 18h45m, 20h40m. Sa-
la 08 (159 lugares): Truque de mestre, dub, 17h,
19h25m, 21h50m; e Guerra Mundial Z, dub,
14h35m. Sala 09 (166 lugares): Guerra Mundial
Z, (3-D), dub, 13h30m; e O Homem de Aço, (3-
D), dub, 16h, 19h, 22h. Sala 10 (230 lugares):
Universidade Monstros, (3-D), dub, 13h20m,
15h40m; e Guerra Mundial Z, (3-D), 18h,
20h25m. R$ 14 (qua), R$ 16 (seg, ter e qui, até
17h), R$18(seg, ter e qui, após 17h), R$20(sex
a dome feriados, até 17h; qua, 3-D), R$22(sex e
sáb e feriados, após 17h; seg, ter e qui, 3-D, até
17h), R$24(seg, ter equi, 3-D, após 17h), R$25
(sex a dome feriados, 3-D, até 17h) e R$27(sex a
dom e feriados, 3-D, após 17h). Sessão Família:
R$13(sáb, dome feriados, até 13h55m). Ticket
Família: na compra de quatro ingressos — 2
adultos e 2 crianças de até 12 anos —, a família
pagaR$44(salas 2-D) ouR$55(salas 3-D). Pro-
moção por tempo indeterminado.
Centro
> Cine Santa — Largo dos Guimarães, Rua Pas-
choal Carlos Magno 136, Santa Teresa — 2222-
0203. (54lugares): Minhamãeéumapeça, 15h,
19h; e Os amantes passageiros, 17h, 21h. R$16
(seg a qui) e R$ 18 (sex a dome feriados). Segun-
da Santa: toda segunda, meia-entrada para to-
dos. Promoção por tempo indeterminado e não
válida para feriados.
> Odeon Petrobras — Praça Floriano 7, Centro
—2240-1093. (600lugares): Minha mãe é uma
peça, 13h10m, 15h, 16h50m, 18h40m,
20h30m. R$14.
Ilha doGovernador
> Cinesystem Ilha Plaza — Ilha Plaza Shop-
ping, 3º piso, Av. Maestro Paulo e Silva 400, Jar-
dimCarioca —4003-7049. Sala 1 (292 lugares):
Minha mãe é uma peça, 14h10m, 16h05m,
18h, 19h50m, 21h40m. Sala 2 (206 lugares):
Universidade Monstros, dub, 13h50m; e OCava-
leiro Solitário, 16h10m, 19h, 21h50m. Sala 3
(206 lugares): Meu malvado favorito 2, dub,
13h30m, 15h35m, 17h40m; e Truque de mes-
tre, 19h45m, 21h55m. Sala 4 (292 lugares):
Meu malvado favorito 2, (3-D), dub, 17h; e OHo-
mem de Aço, (3-D), 14h, 19h10m, 22h. R$ 15
(seg e qua, exceto feriados), R$ 16 (qui), R$ 17
(ter), R$18(sex adomeferiados, até17h), R$20
(sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 21 (ter,
3-D; seg e qua, exceto feriados, 3-D), R$ 23 (qui,
3-D) e R$ 24 (sex a dome feriados, 3-D). Promo-
ção Terça Mais Cinema: ingressos a R$ 9 (salas
2-D) e R$ 11,50 (salas 3-D). Promoção Lady
Quarta: toda segunda quarta-feira do mês, mu-
lheres pagam meia-entrada (inclusive nas salas
3-D). Promoção do Beijo: às quintas-feiras, o ca-
sal que der um beijo na bilheteria paga R$ 15 (o
casal) ou R$ 22 (o casal, 3-D). Promoções por
tempo indeterminado e não válidas para feria-
dos.
Zona Oeste
> Cine 10 Sulacap — Av. Marechal Fontenelle
3.555, JardimSulacap. Sala 1 (406lugares): Meu
mal vado favori to 2, (3-D), dub, 14h20m,
19h30m; e O Homem de Aço, ( 3-D) , dub,
16h30m, 21h40m. Sala 2 (235lugares): Univer-
sidade Monstros, dub, 13h30m; e O Cavaleiro
Solitário, dub, 15h45m, 18h45m, 21h45m. Sa-
la 3 (255 lugares): Meu malvado favorito 2, dub,
14h, 16h30m, 19h, 21h10m. Sala 4 (239 luga-
res): Minhamãeéumapeça, 13h55m, 15h55m,
17h50m, 19h45m, 21h45m. Sala 5 (137 luga-
res): O Homemde Aço, dub, 14h40m, 17h30m,
20h20m. Sala 6(101lugares): pré-estreiadeTur-
bo, dub, 14h10m, 16h40m; e Guerra Mundial Z,
dub, 18h, 20h30m. R$12(seg e qui), R$14(ter
e qua), R$16(sex a dom), R$18(seg e qui, salas
3-D), R$ 20 (ter e qua, salas 3-D) e R$ 22 (sex a
dom, salas 3-D). Promoção Terça Mais Cinema:
ingressos a R$ 8 (salas 2-D) e R$ 10 (salas 3-D).
Promoçãopor tempoindeterminadoenãoválidas
para feriados.
> Cine Sesc Freguesia Rioshopping — Ri-
oShopping, salas 205-207, Rua Gabinal 313,
Freguesia — 2189-8481. Sala 1 (158 lugares):
Meu malvado favorito 2, dub, 15h, 17h; e O Ho-
mem de Aço, (3-D), dub, 19h, 21h45m. Sala 2
(94 lugares): Universidade Monstros, dub, 14h;
Truque de mestre, dub, 16h; e Minha mãe é uma
peça, 18h15m, 20h, 21h40m. Sala 3 (92 luga-
res): Guerra Mundial Z, dub, 14h10m; OHomem
de Aço, dub, 16h20m; e O Cavaleiro Solitário,
dub, 19h10m, 21h50m. R$ 10 (qua, exceto feri-
ados), R$ 12 (seg, ter e qui, exceto feriados) e R$
16(sex a dome feriados).
> Cinesercla PátioMix Costa Verde — Shop-
ping PátioMix Costa Verde, 1° piso, Rodovia Rio-
Santos s/nº, lote B, Zona Industrial — 3781-
8794. Sala 1 (116 lugares): O Cavaleiro Solitário,
dub, 14h45m, 17h45m, 20h45m. Sala 2 (171
lugares): Meu malvado favorito 2, dub, 14h30m,
16h30m; e O Homem de Aço, dub, 18h15m,
21h. Sala 3 (175 lugares): Meu malvado favorito
2, (3-D), dub, 13h45m; e O Homem de Aço, (3-
D), dub, 15h30m, 18h15m, 20h55m. Sala 4
(119 lugares): pré-estreia de Turbo, dub, 14h,
15h45m; Truque de mestre, dub, 21h; e Minha
mãe é uma peça, 17h30m, 19h15m. R$ 8 (ter e
qui, até 17h), R$ 10 (ter e qui, após 17h), R$ 12
(sex a dom e feriados, até 17h), R$ 14 (ter e qui,
3-D; sex a dom e feriados, após 17h; seg e qua),
R$ 18 (sex a dom e feriados, 3-D, até 17h) e R$
20(segequa, 3-D; sex adomeferiados, 3-D, após
17h). Às segundas e quartas-feiras, meia-entra-
da para todos (por tempo indeterminado, exceto
emferiados).
> Cinesystem Bangu Shopping — Rua Fonse-
ca, Bangu — 4003-7049. Sala 1 (371 lugares):
Meu malvado favorito 2, (3-D), dub, 14h20m,
16h40m, 19h20m; e Guerra Mundial Z, (3-D),
dub, 21h30m. Sala 2 (368lugares): OHomemde
Aço, (3-D), dub, 16h20m, 19h10m, 22h; leg,
13h30m. Sala 3(197lugares): pré-estreiade Tur-
bo, dub, 14h30m; e Truque de mestre, dub,
16h50m, 19h35m, 21h55m. Sala 4 (187 luga-
r es) : Meu mal vado f avor i t o 2, dub, 15h,
17h20m, 19h40m; e Guerra Mundial Z, dub,
21h50m. Sala 5 (211 lugares): Universidade
Monstros, dub, 13h35m; e O Cavaleiro Solitário,
dub, 15h45m, 18h45m, 21h45m. Sala 6 (201
lugares): Minha mãe é uma peça, 13h40m,
15h35m, 17h30m, 19h25m, 21h25m. R$
11,50 (ter, 3-D), R$ 15 (seg e qua), R$ 17 (qui),
R$18(ter), R$19(sex adomeferiados, até17h),
R$ 21 (sex a dom e feriados, após 17h), R$ 22
(seg e qua, 3-D), R$ 23 (ter, 3-D), R$ 24 (qui, 3-
D) e R$ 25 (sex a dome feriados, 3-D). Promoção
Terça Mais Cinema: ingressos a R$ 9 (salas 2-D)
e R$ 11,50 (salas 3-D). Promoção Lady Quarta:
toda segunda quarta-feira do mês, mulheres pa-
gammeia-entrada (inclusive nas salas 3-D). Pro-
moçãodoBeijo: às quintas-feiras, ocasal queder
umbeijo na bilheteria paga R$15(o casal) ouR$
22 (o casal, 3-D). Promoções por tempo indeter-
minado e não válidas para feriados.
> Kinoplex West Shopping — West Shopping,
loja 401-E, Estrada do Mendanha 550, Campo
Grande — 2461-2461. Sala 1 (223 lugares): Mi-
nha mãe é uma peça, 13h30m, 15h30m,
17h30m, 19h30m, 21h30m. Sala 2 (221 luga-
res): Meu malvado favorito 2, (3-D), dub, 13h,
15h05m, 17h10m, 19h15m, 21h20m. Sala 3
(202 lugares): Meu malvado favorito 2, dub,
14h10m, 16h20m; e Truque de mestre, dub,
18h30m, 21h. Sala 4 (133 lugares): O Cavaleiro
Solitário, dub, 15h10m, 18h10m, 21h10m. Sa-
la 5/Evolution(285lugares): OHomemdeAço, (3-
D), dub, 14h50m, 17h50m; leg, 20h50m. R$12
(qua), R$ 16 (ter e qui), R$ 18 (sex a dome feria-
dos, até as 17h), R$ 20 (sex a dom e feriados,
após as 17h), R$ 21 (qua, 3-D), R$ 22 (ter e qui,
3-D) e R$25(sex a dome feriados, 3-D).
> UCI ParkShopping Campo Grande —Estra-
dadoMonteiro1.200, CampoGrande. Sala 1 (347
lugares): OHomemde Aço, (3-D), dub, 13h10m,
19h; leg, 16h05m, 21h55m. Sala 2 (182 luga-
res): Minhamãeéumapeça, 14h20m, 16h15m,
18h10m, 20h05m, 22h. Sala 3 (170 lugares): O
Cavaleiro Solitário, 13h, 16h, 19h, 22h. Sala 4
(321 lugares): Meu malvado favorito 2, dub,
13h05m, 15h15m, 17h25m; e O Homem de
Aço, dub, 19h35m, 22h30m. Sala 5 (184 luga-
res): Minhamãeéumapeça, 14h50m, 16h45m,
18h40m, 20h35m, 22h30m. Sala 6 (124 luga-
res): Truque de mestre, dub, 13h30m, 18h40m;
e Guerra Mundial Z, (3-D), dub, 16h, 21h10m.
Sala 7 (325 lugares): Meu malvado favorito 2, (3-
D), dub, 14h10m, 16h20m, 18h30m, 20h40m.
R$13(qua), R$15(qua, SalaXPlus), R$17(seg,
ter e qui), R$ 19 (sex a dom e feriados, até 17h;
seg, ter e qui, Sala XPlus), R$21(sex a dome feri-
ados, após 17h), R$ 22 (qua, 3-D), R$ 23 (seg a
qui, 3-D; sex a dome feriados, Sala XPlus), R$25
(qua, Sala XPlus 3-D), R$ 26 (seg, ter e qui, Sala
XPlus 3-D; sex a dome feriados, 3-D) e R$29(sex
a dome feriados, Sala XPlus 3-D).
Baixada
> Cine-Teatro Oscarito—Rua Santo Elias, qua-
dra 9, lote 13, Parque Fluminense, Duque de Ca-
xias —3134-7338. (126lugares): Afuga do Pla-
neta Terra, dub, 14h, 16h, 18h. R$2.
> Cinemaxx Imperial — Rua Dominique Level
30, Centro, Paracambi. (272lugares): OCavalei-
ro Solitário, dub, 15h, 19h; Universidade Mons-
tros, dub, 17h; e Guerra Mundial Z, dub, 21h. R$
10 (seg a qui, exceto feriados, até 17h59m), R$
12 (seg a qui, exceto feriados, após 18h; sex a
domeferiados, até17h59m) eR$14(sex adome
feriados, após 18h).
> Cinemaxx Unigranrio Caxias — Rua Mar-
quês de Herval 1.216, loja A, box 306, Jardim25
deAgosto, DuquedeCaxias —2672-2875. Sala 1
(120 lugares): Meu malvado favorito 2, dub,
13h40m, 15h30m; e Minha mãe é uma peça,
17h20m, 19h, 20h40m. Sala 2 (195 lugares): O
Homem de Aço, dub, 14h40m, 17h30m,
20h20m. R$8(segaqui) eR$10(sex adomefe-
riados). Às segundas, quartas e domingos, todos
pagam meia-entrada . Promoção por tempo in-
determinado e não válida para feriados e salas
3-D.
> Cinesercla Nilópolis Square — Rua Profes-
sor Alfredo Gonçalves Filgueiras 100, Centro, Ni-
lópolis —2792-0824. Sala 1 (172 lugares): Meu
malvado favorito 2, (3-D), dub, 13h45m; e OHo-
mem de Aço, (3-D), dub, 15h30m, 18h15m,
20h55m. Sala 2 (102 lugares): O Cavaleiro Soli-
tário, dub, 14h45m, 17h45m, 20h45m. Sala 3
(102 lugares): Meu malvado favorito 2, dub,
13h45m, 17h15m; pré-estreia de Turbo, dub,
15h30m; OHomemde Aço, dub, 20h50m; e Mi-
nha mãe é uma peça, 19h. R$ 8 (ter e qui, até
17h), R$ 10 (ter e qui, após 17h), R$ 12 (sex a
dom e feriados, até 17h), R$ 14 (ter e qui, 3-D;
sex a dome feriados, após 17h; seg e qua), R$18
(sex a dome feriados, 3-D) e R$ 20 (seg e qua, 3-
D). Às segundas e quartas-feiras, meia-entrada
para todos. Promoção por tempo indeterminado
e não válida para feriados e salas 3-D.
> Kinoplex Grande Rio — Rodovia Presidente
Dutra 4.200, Jardim25de Agosto, Duque de Ca-
xias — 2461-2461. Sala 1 (304 lugares): O Ho-
mem de Aço, (3-D), dub, 17h30m, 20h30m; e
Minha mãe é uma peça, 13h30m, 15h30m. Sala
2 (305 lugares): O Homem de Aço, (3-D), dub,
14h, 17h, 20h. Sala 3 (231 lugares): OCavaleiro
Solitário, dub, 15h, 18h, 21h. Sala 4 (232 luga-
res): Universidade Monstros, dub, 13h05m;
Meu mal vado f avor i t o 2, dub, 15h30m,
17h40m; e Minha mãe é uma peça, 19h50m,
21h50m. Sala 5 (304 lugares): Meu malvado fa-
vorito 2, (3-D), dub, 13h, 15h05m, 17h10m,
19h15m; e Guerra Mundi al Z, (3-D), dub,
21h20m. Sala 6(305lugares): Minhamãeéuma
peça, 13h20m, 15h20m, 17h20m, 19h20m,
21h20m. R$ 12 (qua), R$ 15 (seg, ter e qui), R$
17(sex adomeferiados, atéas 17h), R$20(sex a
dom e feriados, após as 17h; qua, 3-D), R$ 21
(seg, ter e qui, 3-D) e R$24(sex a dome feriados,
3-D).
> Kinoplex Topshopping — Top Shopping, 2º
piso, Rua Governador Roberto Silveira 540,
Centro, Nova Iguaçu —2461-2461. Sala 1 (222
lugares): Meu malvado favorito 2, dub, 13h,
15h, 17h, 19h; e Guerra Mundial Z, dub, 21h.
Sala 2 (234 lugares): O Homem de Aço, (3-D),
dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 3 (200
lugares): Minha mãe é uma peça, 13h20m,
15h20m, 17h20m, 19h20m, 21h20m. R$ 13
(qua), R$ 15 (seg, ter e qui), R$ 17 (sex a dome
feriados, até as 17h), R$ 20 (sex a dom e feria-
dos, após as 17h; seg a qui, 3-D) e R$ 23 (sex a
dome feriados, 3-D).
> Multiplex Caxias Shopping — Caxias Shop-
ping, 2º piso, Rodovia Washington Luiz 2.895,
Parque Duque, Duque de Caxias — 2784-2240.
Sala 1 (392 lugares): pré-estreia de Turbo, (3-D),
dub, 14h15m; e O Homem de Aço, (3-D), dub,
16h15m, 19h, 21h45m. Sala 2 (273 lugares):
Meu malvado favorito 2, (3-D), dub, 13h, 15h,
17h, 19h; e O Homem de Aço, (3-D), dub, 21h.
Sala 3(254lugares): Minhamãeéumapeça, dub,
13h, 15h, 17h, 19h, 21h. Sala 4 (204 lugares):
Meumalvadofavorito2, dub, 13h; eOHomemde
Aço, (3-D), dub, 15h, 17h45m, 20h30m. Sala 5
(193 lugares): Meu malvado favorito 2, dub,
13h45m, 15h45m, 17h45m, 19h45m; e O Ca-
valeiro Solitário, dub, 21h45m. Sala 6 (193luga-
res): Universidade Monstros, dub, 13h15m;
Guerra Mundial Z, dub, 17h; e Truque de mestre,
dub, 19h15m, 21h30m. R$ 7 (qua, exceto feria-
dos), R$ 8 (seg, exceto feriados), R$ 10 (qua, ex-
ceto feriados, 3-D), R$ 11 (ter e qui, exceto feria-
dos), R$ 12 (seg, exceto feriados, 3-D), R$ 14
(sex a dome feriados, até as 17h59m), R$15(ter
e qui, exceto feriados, 3-D), R$16(sex adome fe-
riados, a partir das 18h), R$17(sex a dome feria-
dos, 3-D, até as 17h59m) e R$19(sex adome fe-
riados, 3-D, a partir das 18h).
Niterói/SãoGonçalo
> Bay Market — Av. Visconde do Rio Branco
360, loja 3, Centro —2461-2461. Sala 1 (221lu-
gares): Mi nha mãe é uma peça, 13h30m,
15h30m, 17h30m, 19h30m, 21h30m. Sala 2
(221 l ugares): O Caval ei ro Sol i tári o, dub,
14h15m, 17h20m, 20h25m. Sala 3 (207 luga-
res): Meu mal vado favori to 2, (3-D), dub,
14h20m, 16h35m, 18h50m, 21h. Sala 4 (207
lugares): OHomemde Aço, (3-D), dub, 14h40m,
17h40m, 20h40m. R$ 13 (qua), R$ 14 (sex a
dome feriados, até as 17h; ter e qui), R$17(qua,
3-D; sexadomeferiados, apósas17h), R$18(ter
e qui, 3-D) e R$20(sex a dome feriados, 3-D).
> Cinemark Plaza Shopping — Plaza Shop-
ping, 3º piso, RuaQuinze de Novembro8, Centro
—2722-3926. Sala 1 (207lugares): Minha mãe
é uma peça, 13h10m, 15h30m, 17h40m,
19h50m, 22h10m. Sala 2 (301 lugares): Meu
mal vado favori to 2, (3-D), dub, 12h30m,
14h50m, 17h10m; e Guerra Mundial Z, (3-D),
19h30m, 22h20m. Sala 3 (345 lugares): Meu
mal vado f avor i t o 2, dub, 13h30m, 16h,
18h30m, 21h. Sala 4 (345 lugares): O Homem
deAço, (3-D), 15h10m, 18h20m, 21h40m. Sa-
la 5 (195 lugares): Universidade Monstros, dub,
12h40m, 15h; e O Cav al ei r o Sol i t ár i o,
12h50m, 16h05m, 19h20m, 22h30m. Sala 6
(225 lugares): O Homem de Aço, 17h30m,
20h40m. Sala 7 (317 lugares): Truque de mes-
tre, 13h20m, 16h10m, 19h, 21h50m. R$ 15
(seg, ter e qui, das 14h às 17h), R$17(seg, ter e
qui, das 14hàs 17h; qua), R$19(sex a dome fe-
riados, das 14h às 17h; seg, ter e qui, após as
17h), R$ 21 (qua, 3-D), R$ 22 (sex a dome feri-
ados, após as 17h), R$ 23 (seg, ter e qui, 3-D) e
R$25(sex a dome feriados, 3-D). Toda semana,
na Sessão Desconto, um filme do horário das
15h custa apenas R$ 6 (consulte o filme da se-
mana pelo telefone, no site www.cinemark-
.com.br ou no próprio cinema).
> Cinépolis Box São Gonçalo —Rodovia Nite-
rói-Manilha, Km 8,5, Boa Vista — 2461-2090.
Sala 1 (169 lugares): O Homem de Aço, dub,
12h45m, 16h; leg, 19h15m, 22h30m. Sala 2
(159 lugares): Meu malvado favorito 2, (3-D),
dub, 13h45m, 16h15m, 18h50m; e Guerra
Mundial Z, (3-D), dub, 21h15m. Sala 3(169luga-
res): Meu malvado favorito 2, dub, 12h15m,
14h45m, 17h15m, 19h40m; e Truque de mes-
tre, dub, 22h10m. Sala 4(169lugares): Meumal-
vado favorito 2, dub, 13h, 15h30m; e OCavaleiro
Solitário, dub, 19h, 22h20m. Sala 5 (169 luga-
res): O Caval ei ro Sol i tári o, dub, 13h30m,
16h50m, 20h; e Guer r a Mundi al Z, dub,
22h40m. Sala 6 (169lugares): OHomemde Aço,
dub, 14h15m, 17h30m, 20h45m. Sala 7(215lu-
gares): O Homem de Aço, (3-D), dub, 12h,
15h15m, 18h30m, 21h40m. Sala 8 (215 luga-
res): pré-estreia de Turbo, dub, 12h50m; e Minha
mãe é uma peça, 16h25m, 17h50m, 19h55m,
22h. R$9(seg), R$10(qua), R$12(ter equi), R$
16(sex adomeferiados; qua, 3-D), R$18(seg, ter
e qui, 3-D) e R$21(sex a dome feriados, 3-D).
> CinEspaço Boulevard — Boulevard Shop-
ping, 3º piso, Av. Presidente Kennedy 425, Cen-
tro — 2606-4855. Sala 1 (271 lugares): Meu
malvado favorito 2, dub, 13h40m, 15h40m,
17h40m, 19h40m; e Guerra Mundial Z, (3-D),
dub, 21h30m. Sala 2 (272 lugares): Truque de
mestre, dub, 19h, 21h30m; e Minha mãe é uma
peça, 13h30m, 15h20m, 17h10m. Sala 3 (194
lugares): Meu malvado favorito 2, (3-D), dub,
13h50m; e O Homem de Aço, (3-D), 15h40m,
18h20m, 21h20m. Sala 4(118lugares): Minha
mãe é uma peç a, 14h, 16h, 18h, 20h,
21h40m. Sala 5 (143 lugares): O Homem de
Aço, dub, 14h30m, 17h30m, 20h30m. Sala 6
(137 lugares): Universidade Monstros, dub,
13h50m, 16h; e O Cavaleiro Solitário, dub,
18h10m, 21h10m. R$10(seg), R$12(ter, qua
e qui), R$16(sex a dome feriados), R$18(seg a
qui, 3-D) e R$ 22 (sex a dome feriados, 3-D).
NOS BAIRROS
Bai xada: Multiplex Caxias 6 (dub): 19h15m,
21h30m.
Barra: CinemarkDowntown09: 13h40m, 16h20m,
18h50m, 21h20m. Cinemark Downtown 11:
12h10m, 15h10m, 17h40m, 20h20m. Cinemark
VillageMall 1: 14h30m, 17h10m, 19h50m,
22h30m. Espaço Rio Design 1: 21h40m. UCI New
York City Center 05: 13h20m, 15h55m, 18h30m,
21h05m. UCI NewYork City Center 06: 13h20m,
15h55m, 18h30m, 21h05m.
Ilha: CinesystemIlha Plaza 3: 19h45m, 21h55m.
Niterói: Cinemark Plaza Shopping 7: 13h20m,
16h10m, 19h, 21h50m. Cinépolis Box São Gon-
çalo 3 (dub): 22h10m. CinEspaço Boulevard 2
(dub): 19h, 21h30m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 7 (dub): 17h40m,
20h40m. CinesystemVia Brasil Shopping 2 (dub):
21h30m. CinesystemVia Brasil Shopping 3 (dub):
19h30m. KinoplexMadureira1(dub): 20h40m. Ki-
noplex Nova América 4 (dub): 16h, 21h. Kinoplex
Shopping Tijuca 2: 17h10m, 21h40m. Multiplex
Jardim Guadalupe 3 (dub): 14h15m, 19h15m.
Multiplex JardimGuadalupe 4(3-D/dub): 13h30m,
16h15m, 19h, 21h45m. Shopping Iguatemi 6
(dub): 18h30m, 21h20m. UCI Kinoplex 08 (dub):
17h, 19h25m, 21h50m.
Zona Oeste: Cine Sesc Freguesia 2 (dub): 16h. Cine-
sercla PátioMix 4 (dub): 21h. CinesystemBangu 3
(dub): 16h50m, 19h35m, 21h55m. KinoplexWest
Shopping 3 (dub): 18h30m, 21h. UCI ParkShop-
ping Campo Grande 6(dub): 13h30m, 18h40m.
Zona Sul: Cine Star Special Laura Alvim1: 14h20m,
16h40m, 19h, 21h30m. Cinemark Botafogo 2:
15h40m, 18h30m, 21h30m. Cinépolis Lagoon 2:
16h30m, 19h20m, 22h. Espaço Itaú de Cinema 1
(dub): 14h, 16h30m, 19h, 21h30m. Estação Vivo
Gávea 5: 14h30m, 16h45m, 19h, 21h15m. Kino-
plex Fashion Mall 4: 14h20m, 16h45m, 19h20m,
21h45m. Kinoplex Leblon 2: 13h30m, 16h,
18h30m, 21h10m. Kinoplex São Luiz 2: 21h20m.
Rio Sul 4: 21h. Roxy 2: 18h10m, 20h40m.
> ‘Uma dama emParis’. “UneestonienneàParis”.
DeIlmar Raag(França/Bélgica/Estônia, 2012). Com
Jeanne Moreau, Laine Mägi, Patrick Pineau.
Drama. Anne deixa a Estônia para ir a Paris cuidar
de Frida, uma estoniana idosa que vive na cidade
há muitos anos. 94 minutos. Não recomendado
para menores de 14anos.
Barra: Estação Barra Point 1: 14h, 19h40m.
Zona Sul: Estação Ipanema 1: 13h50m, 15h50m,
17h45m, 19h40m, 21h30m. Estação Rio 3:
14h15m, 16h10m, 18h.
> ‘Uma garrafa no mar de Gaza’. “Une bouteille
à la mer”. De Thierry Binist (França/Canadá/Israel,
2011). Com Agathe Bonitzer, Mahmud Shalaby,
HiamAbass.
Drama. Adaptação do livro de Valerie Zenatti. Uma
garrafa jogada no mar aproxima Tal e Naim. Ela
tem17anos, éfrancesa, judiaeviveemJerusalém.
Ele tem 20, é palestino e vive em Gaza. 99 minu-
tos. Não recomendado para menores de 12anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 16h50m.
> ‘Universidade Monstros’. “Monsters Univer-
sity”. De Dan Scanlon (EUA, 2013). Vozes de Billy
Crystal, John Goodman.
Animação. Mike Wazowski e James P. Sullivanfor-
mam um dupla inseparável, mas nem sempre foi
assim. Na universidade, eles se detestavam e
aprenderam a superar as diferenças até se torna-
remgrandes amigos. 107minutos. Livre.
Baixada: Cinemaxx Imperial (dub): 17h. Kinoplex
Grande Rio 4 (dub): 13h05m. Multiplex Caxias 6
(dub): 13h15m.
Barra: Cinemark Downtown 07 (dub): 12h30m,
15h. Cinemark VillageMall 1 (3-D/dub): 12h. Ci-
nesystem Recreio Shopping 3 (dub): 13h30m.
Star Center 1 (dub): 14h30m, 16h40m. UCI New
York City Center 01 (dub): 14h20m, 16h40m,
19h. UCI New Yor k Ci t y Cent er 07 ( dub) :
13h05m, 15h25m, 17h45m, 20h05m.
Ilha: CinesystemIlha Plaza 2(dub): 13h50m.
Ni t erói : Ci nemark Pl aza Shoppi ng 5 (dub):
12h40m, 15h. CinEspaço Boulevard 6 (dub):
13h50m, 16h.
Zona Norte: Cinemark Carioca 7 (dub): 12h10m,
15h. CinesystemVia Brasil Shopping 6(3-D/dub):
14h20m. Kinoplex Shopping Tijuca 4 (3-D/dub):
13h30m. Shopping Iguatemi 6 (dub): 13h20m.
UCI Kinoplex 10(3-D/dub): 13h20m, 15h40m.
Zona Oeste: Cine 10Sulacap 2(dub): 13h30m. Ci-
neSescFreguesia2(dub): 14h. CinesystemBangu
5(dub): 13h35m.
Zona Sul : Ci nemark Botaf ogo 2 (dub): 11h,
13h20m.
Reapresentação
> ‘O abismo prateado’. De KarimAïnouz (Brasil,
2011). Com Alessandra Negrini, Thiago Martins,
Otto Jr..
Drama. Violeta é uma dentista de 40 anos,pronta
para começar mais um dia em sua rotina, quando
recebeumamensagemeembarcaemumajornada
pelas ruas do Rio de Janeiro. 84 minutos. Não re-
comendado para menores de 14anos.
Zona Sul: Cine Joia: 21h.
> ‘Bom dia, noite’. “Buongiorno, notte”. De Mar-
coBellocchio(Itália, 2003). ComMayaSansa, Ro-
berto Herlitzka, Luigi Lo Cascio.
Drama. Inspirado no livro de Anna Laura Braghet-
ti. Em 1978, Aldo Moro, presidente do mais im-
portante partido político na Itália, é seqüestrado e
morto pelo grupo extremista Brigada Vermelha. A
jovem Chiara faz parte desse grupo. 106 minu-
tos. Não recomendado para menores de 12 anos.
Zona Sul: Instituto Moreira Salles: 14h.
Extra
> Femina — Festival Internacional de Cinema
Feminino 2013. A 10ª edição do festival, que
acontece de 16a 28de julho na Caixa Cultural Rio,
reúne 115 filmes divididos emduas mostras com-
petitivas (nacional e internacional) e 13 progra-
mas. A homenageada desta edição é a atriz e dire-
tora Patrícia Pillar. Qui, no Cinema 1, às 13h, Com-
petiçãoNacional 2: “Confete”, deJoSerfaty eMari-
ana Kaufman (Brasil, 2012); “Corpo cidade”, de
GabrielaGreeb(Brasil, 2012); e “Margaret Mee e a
flor da Lua”, de Malu de Martino (Brasil, 2013).
Não recomendado para menores de 14 anos. Às
15h, Competição Internacional 2: “Solitudes”, de
Liova Jedlicki (Romênia, 2012); “Ellen is leaving”,
de Michelle Savill (Nova Zelândia, 2012); entre
outros. Não recomendado para menores de 16
anos. Às 17h, Competição Internacional 3: “Love
games”, de Joung Yumi (Coréia do Sul, 2012);
“2011 12 30”, de Leontine Arvidsson (Suécia,
2012). Não recomendado para menores de 16
anos. Às 19h, Competição Nacional 3: “Retrato”,
AdelinaPontual (Brasil, 2012); “Tãolongeéaqui”,
Eliza Capai (2012); entre outros. Não recomenda-
do para menores de 14anos. No Cinema 2, às 14h:
“Mulheres no funk”, de Luisa Nolasco (Brasil,
2013). Não recomendado para menores de 14
anos. Às 17h30m, Foco Portugal 3: “Outras cartas
ou o amor inventado”, de Leonor Noivo (Portugal,
2012); “Sobre viver”, Cláudia Alves (Portugal,
2012). Não recomendado para menores de 14
anos. Às 19h30m, Programa FEMCINE Chile:
“San Juan, la noche más larga”, de Claudia Huai-
quimilla (Chile, 2012); “Descansa, Zulema”, de
Tana Gilbert (2012, Chile, 2012); entre outros.
Não recomendado para menores de 12anos.
Centro: Caixa Cultural Rio/Cinema 1 e 2 (Av. Almi-
rante Barroso 25, Centro — 3980-3815). R$2.
> Ópera de Paris: Falstaff. Óperaemtrês atos de
Giuseppe Verdi. Participação da Orquestra e coro
daÓperaNacional de Paris, sobadireçãode Domi-
nique Pitoiset. Duração: 2h33m. Livre.
Zona Sul: Estação Botafogo 1: qui, às 20h. R$40.
> Quentin Tarantino. Aos 50anos de idade e 20de
carreira, o diretor tema sua filmografia revisitada no
CCBB, de 17 a 29 de julho, coma exibição de 19 fil-
mes, sendo 17 longas e dois curtas, emseu formato
original e empelícula. Qui, às 15h30m: “Assassinos
por natureza”, de Quentin Tarantino (EUA, 1994).
Nãorecomendadoparamenoresde18anos. Às18h:
“O albergue”, de Quentin Tarantino (EUA, 2005).
Nãorecomendadoparamenoresde18anos. Às20h:
“O albergue 2”, de Quentin Tarantino (EUA, 2007).
Não recomendado para menores de 18anos.
Centro: Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primei-
ro de Março 66, Centro —38008-2020). R$6.
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_F User: Asimon Time: 07-17-2013 14:40 Color: CMYK
Estreia
> ‘Geração 80 — Amor e rock a gente canta’.
Textoedireção: PabloLyra. ComOscar Fabião, Chis-
tie Barth, Eric Paixão, Fernanda Misailidis e outros.
Embalado por hits nacionais dos anos 80, o musi-
cal narra as conquistas, decepções, sonhos e ama-
durecimento de uma turma de amigos.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2º piso. Rua
Marquês de São Vicente 52, Gávea —2540-6004.
Quaequi, às 21h. R$50. 80minutos. Nãorecomen-
dado para menores de 12anos. Até 29de agosto.
> ‘Para sempre, Abba’. Concepção: Carlos Alber-
to Serpa. Direção: TadeuAguiar. ComSabrina Kor-
gut, Rodrigo Cirne, Raul Veiga e outros
Mais de 40 músicas do icônico grupo dos anos 70
embalamo dia a dia de seis hóspedes de umhotel.
Teatro Clara Nunes: Shopping da Gávea, 3º piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2274-
9696. Qui a sáb, às 19h. Dom, às 21h. R$80(qui
e dom) e R$90(sex e sáb). Livre. Até 9de outubro.
Única apresentação
> ‘Fabulamente’. Texto: Diego Molina. Direção:
Fábio de Freitas. ComTainá Lasmar.
Mulher confinada cria teorias sobre o estado em
que se encontra.
Teatro Ziembinski: Rua Heitor Beltrão s/nº, Tijuca
— 3234-2003. Qui, às 20h. R$ 10. 60 minutos.
Não recomendado para menores de 16anos.
Continuação
> ‘Adágio’. Texto: Mauro Siqueira. Adaptação:
Gustavo Bicalho. Direção: Gustavo Bicalho e Hen-
rique Gonçalves. Com Suzana Castelo e Marcio
Nascimento.
Ahistóriadeumjovemquecuidadamãedeficiente
é encenada comajuda de boneco manipulável.
Centro Cultural Banco do Brasil (Teatro II): Rua Pri-
meiro de Março 66, Centro — 3808-2020. Qui a
dom, às 19h30m. R$6. 60minutos. Nãorecomen-
dado para menores de 16anos. Até 28de julho.
> ‘Cine_Monstro’. Texto: Daniel MacIvor. Direção
e interpretação: Enrique Diaz.
Emseu primeiro monólogo, o ator dá vida a históri-
as de horror e violência.
Oi Futuro Flamengo: Rua Dois de Dezembro 63, Fla-
mengo —3131-3060. Qui a dom, às 20h. R$20.
75 minutos. Não recomendado para menores de
16anos. Até 28de julho.
> ‘Comédia russa’. Texto e direção: Pedro Brício.
ComLuan Rodrigues e outros.
Jovem percebe que seus ideais serão soterrados
pela lentidão dos afazeres de uma repartição.
Teatro Café Pequeno: Av. Ataulfo de Paiva 269, Le-
blon —2294-4480. Qua e qui, às 20h. R$30. 90
minutos. Não recomendado para menores de 12
anos. Até 8de agosto.
> ‘Cruel’.Texto: August Strindberg. Adaptação e
direção: Elias Andreato. ComReynaldo Gianecchi-
ni, Erik Marmo e Maria Manoella.
Dois homens e uma mulher fazemumjogo de ma-
nipulações.
Teatro do Leblon (Sala Fernanda Montenegro): Rua
Conde Bernadotte 26, Leblon —2529-7700. Qui a
sáb, às 21h. Dom, às 18h. R$60(qui e sex), R$80
(dom) eR$90(sáb). 70minutos. Nãorecomendado
para menores de 14anos. Até 25de agosto.
> ‘Cucaracha’. Texto: Jô Bilac. Direção: Vinícius
Arneiro. ComCarolina Pismel e Júlia Marini.
Enfermeira vive uma delicada relação comumpa-
ciente que acompanha há anos.
Teatro Glaucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde s/nº,
Copacabana — 2332-7904. Qua e qui, às 21h.
R$20. 60minutos. Nãorecomendadoparameno-
res de 16anos. Até 22de agosto.
> ‘O dia em que raptaram o Papa’. Texto: João
Bethencourt. Direção: Tadeu Aguiar. Com Débora
Olivieri, Rogério Froes, Marcos Breda e outros.
Na comédia, taxista judeu sequestra o Papa e o leva
para a casa onde mora comsua mulher e dois filhos.
Teatro Clara Nunes: Shopping da Gávea, 3º piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2274-
9696. Qui asáb, às 21h. Dom, às 19h. R$70(qui)
e R$ 90 (sex a dom) 80 minutos. Não recomenda-
do para menores de 10anos. Até 29de setembro.
> ‘A falecida’. Texto: Nelson Rodrigues. Direção:
Moacyr Góes. Com Bianca Rinaldi, Leon Góes, Si-
mone Centurione e outros.
A tragédia carioca conta a história de mulher adúl-
tera obcecada pelo próprio enterro.
Teatro Maison de France: Av. Presidente Antonio
Carlos 58, Centro —2544-2533. Qui, sex e dom,
às 20h. Sáb, às 21h. R$60(qui esex) eR$70(sáb
e dom). 80 minutos. Não recomendado para me-
nores de 14anos. Até 13de outubro.
> ‘Forrobodó — Um choro na Cidade Nova’.
Texto: Carlos Bettencourt e Luiz Peixoto. Direção:
André Paes Leme. Com Flavio Bauraqui, Érico
Brás, Juliana Alves, Pedro Miranda e outros.
A comédia musical com sucessos de Chiquinha
Gonzaga gira em torno de um triângulo amoroso e
mistura rodas de samba e capoeira.
Teatro Sesc Ginástico: Rua Graça Aranha 187, Cen-
tro —2279-4027. Qui a dom, às 19h. R$ 30. 60
minutos. Não recomendado para menores de 12
anos. Até 8de setembro.
> ‘Funk Brasil – 40 anos de baile’. Texto: João
Bernardo Caldeira e Pedro Monteiro. ComAlex Go-
mes, Dérik Machado e Sabrina Rosa.
O musical conta a história do ritmo carioca desde
os anos 70até hoje.
Teatro João Caetano: Praça Tiradentes s/nº, Centro
— 2299-2141. Qui a sáb, às 20h. Dom, às 19h.
R$30. 75minutos. Nãorecomendadoparameno-
res de 10anos. Até 28de julho.
> OGLOBOindica ‘Umdia qualquer’. Texto: Ju-
lia Spadaccini. Direção: Alexandre Mello. ComAn-
na Sant´Ana, Dida Camero, Leandro Baumgratz e
Rogério Garcia.
Executivo, professora de inglês, ator e enfermeira
encontram-se num banco de praça no Centro do
Rio, emmeio à correria do dia a dia.
EspaçoSesc(Arena): RuaDomingosFerreira160, Co-
pacabana — 2547-0156. Qui a sáb, às 20h30m.
Dom, às 18h30m. R$ 32. 90 minutos. Não reco-
mendadoparamenores de12anos. Até28dejulho.
> ‘E foram (quase) felizes para sempre’. Texto
e interpretação: Heloísa Périssé. Direção: Susana
Garcia.
Na noite de autógrafos do novo livro, escritora vê
seu grande amor comoutra.
Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3º piso. Rua
Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2274-
7246. Qui asáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$70
(qui e sex) e R$ 80 (sáb e dom). 70 minutos. Não
recomendado para menores de 14 anos. Até se-
tembro.
> ‘Enlace — A loja do ourives’. Texto: Papa João
Paulo II. Direção: Roberto Lage. ComClaudia Oha-
na, Claudia Lira, Rodrigo Phavanello e outros.
Escrito por Karol Wojtyla, quando ainda era Bispo
da Cracóvia, o espetáculo fala sobre a dificuldade
da convivência dentro do casamento.
Imperator —Centro Cultural João Nogueira: RuaDias
da Cruz 170, Méier — 2596-1090. Qui a sáb, às
21h. Dom, às 19h30m. R$ 40. 120 minutos. Li-
vre. Até 28de julho.
> ‘Gonzagão — A lenda’. Texto e direção: João
Falcão. Com Laila Garin, Marcelo Mimoso, Ricca
Barros, Adrén Alves, Alfredo Del Penho e outros.
Uma homenagem ao centenário do Rei do Baião,
Luiz Gonzaga, commais de 30músicas.
Teatro Net Rio (Sala Tereza Rachel): Rua Siqueira
Campos143, Copacabana — 2147 8060. Qui a
sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 90 (balcão) e R$
120(plaetia). 90minutos. Nãorecomendadopara
menores de 12anos. Até 1º de setembro.
> ‘Hollywood — A magia do cinema’. Direção:
Carlos Alberto Serpa. Com Bruno Torquato, Analu
Pimenta e outros.
Oespetáculoacontece durante otradicional cháda
tarde, com canções do cinema apresentadas pelo
personagemCarlitos, de Charles Chaplin.
Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa: Praia do Fla-
mengo 340, Flamengo — 2551-1278. Qua a
dom, das 16h às 19h. R$ 100 (comchá). Não re-
comendado para menores de 18anos.
> ‘Jim’. Texto: Walter Daguerre. Direção: Paulo de
Moraes. ComEriberto Leão e Renata Guida.
Homemcuja vida foi pautada por ideias e ideais de
Jim Morisson, líder do The Doors, vai ao cemitério
Père-Lachaise, emParis, acertar contas comoídolo.
Teatro do Leblon (Sala Tônia Carrero): Rua Conde
Bernadotte 26, Leblon — 2529-7700. Ter, qua e
qui, às 21h. Balcão: R$ 60 (ter e qua) e R$ 70
(qui). Plateia: R$ 70 (ter e qua) e R$ 80 (qui). 80
minutos. Não recomendado para menores de 16
anos. Até 25de agosto.
> ‘Loucos por Sinatra’. Texto: Mauricio Baduh.
Direção: Marco Marcondes. ComMauricio Baduh,
Carolina Ebecken, Clara Francis, Carolina Fernan-
des e Olivia Vivone.
O musical relembra os clássicos interpretados por
Frank Sinatra e suas grandes paixões.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2º piso. Rua
Marquês de São Vicente 52, Gávea —2540-6004.
Qua e qui, às 19h. 70 minutos. Não recomendado
para menores de 12anos. R$70. Até 18de julho.
> OGLOBOindica ‘Novecentos’. Texto: Alessan-
dro Baricco. Tradução: Victor Garcia Peralta e Isio
Ghelma. Direção: Victor Garcia Peralta Com Isio
Ghelman.
Oator encarna o pianista Danny Boodmann.
Teatro Dulcina: Rua Alcindo Guanabara 17, Cine-
lândia — 2240-4879. Qua e qui, às 19h. R$ 20.
70 minutos. Não recomendado para menores de
14anos. Até 25de julho.
> ‘Palhaços’. Texto: Timochenco Wehbi. Direção:
Gabriel Carmona. Com Dagoberto Feliz e Danilo
Grangheia.
Após uma apresentação, o palhaço Careta recebe
fã emseu camarim.
Teatro Poerinha: Rua São João Batista 104, Botafo-
go — 2537-8053. Qui a sáb, às 21h. Dom, às
19h. R$ 30. 60 minutos. Não recomendado para
menores de 14anos. Até 25de agosto.
> ‘O patrão cordial’. Texto e direção: Sérgio de
Carvalho. ComCompanhia do Latão.
Inspirada emtextos de Brecht e Sérgio Buarque de
Holanda, a peça mostra o comportamento de um
fazendeiro do Vale do Paraíba no trato com sua fi-
lha, o motorista e outros subordinados.
Centro Cultural Banco do Brasil (Teatro III): Rua Pri-
meiro de Março 66, Centro — 3808-2020. Qua a
dom, às 19h. R$6. 100minutos. Nãorecomenda-
do para menores de 12anos. Até 28de julho.
> ‘Rain Man’. Texto: Dan Gordon. Direção: José
Wilker. ComMarcelo Serrado, Rafael Infante, Fer-
nanda Paes Leme e outros.
Vendedor de carros descobre que o irmão mais velho,
umautista, é o beneficiário da herança de seupai.
Teatro dos Quatro: Shopping da Gávea, 2º piso. Rua
Marquês de São Vicente 52, Gávea —2274-9895.
Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$70(qui e sex) e
R$80(sábedom). 100minutos. Nãorecomendado
para menores de 14anos. Até 1º de setembro.
> ‘Os sapos’. Texto: Renata Mizrahi. Direção: Re-
nata Mizrahi e Priscila Vidca. Com Gisela de Cas-
tro, Paula Sandroni, Peter Boos e outros.
Dois casais eumaamigaseveemconfinados esuas
relações são colocadas emxeque.
Espaço Tom Jobim (Galpão das Artes): Rua Jardim
Botânico 1.008, JardimBotânico —2274-7012.
Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 40.
60 minutos. Não recomendado para menores de
16anos. Até 4de agosto.
> ‘Osantoe a porca’. Texto: ArianoSuassuna. Di-
reção: João Fonseca. Com Élcio Romar, Gláucia
Rodrigues e outros.
A remontagem da Cia. Limite 151 conta a história
de coronel avarento, devoto de Santo Antônio, que
vive grudado a uma porca de madeira.
Teatro Ipanema: Rua Prudente de Moraes 824, Ipa-
nema — 2267-3750. Qua e qui, às 21h. R$ 40.
80 minutos. Não recomendado para menores de
10anos. Até 1º de agosto.
> O GLOBO indica ‘A vingança do espelho: a
história de Zezé Macedo’. Texto: Flavio Mari-
nho. Direção: Amir Haddad. Com Betty Gofman,
Tadeu Mello, Marta Paret e outros.
A peça mostra uma companhia de teatro se prepa-
rando para encenar a vida da atriz Zezé Macedo.
Teatro Leblon (Sala Marília Pêra): RuaCondeBernar-
dotte 26, Leblon — 2529-7700. Qui a sáb, às
21h. Dom, às 20h. R$ 50 (balcão), R$ 80 (qui e
sex) eR$90(sábedom). 90minutos. 12anos. Até
25de agosto.
Quinta-feira 18. 7. 2013 l SegundoCaderno l O GLOBO l 7
> Alma Thomas. A cantora americana radicada
no Rio faz sessão dupla hoje. Primeiro, anima a
happy hour lembrando sucessos do repertório de
Ella Fitzgeralde Joe Pass ao lado do guitarrista Thi-
ago Trajano. Depois, comseu grupo, faz uma mis-
tura de clássicos do jazz, MPB, sucessos atuais e
músicas próprias da banda.
TribOz: Rua Conde Lages 19, Lapa —2210-0366.
Qui, às 18h e às 21h. R$ 5 (happy hour) e R$ 25.
Não recomendado para menores de 18anos.
> Banda B. Formadopelos amigos FelipeEyer, Ro-
naldo Neves, André Correia, Sérgio Melo e André
Cruz, o grupo faz homenagem à uma das bandas
mais famosas do mundo, a Beatles. No repertório,
sucessos como “Help”, “Como together”, “Get
back” e “Ticket to ride”, entre outros.
Baretto-Londra: Av. Vieira Souto 80, Ipanema —
3202-4000. Qui, às 23h. R$45. Não recomenda-
do para menores de 18anos.
> Ceumar. A cantora mineira, que sobe ao palco
comLelena Anhaia (baixo, cavaquinho e voz), Pris-
cila Brigante (bateria, percussão e voz) e BenMen-
des (sax), apresenta o show “meu mundo só tem
começo”. No repertório, sucessos de seus antigos
álbuns, como “Pecadinhos”, de Zeca Baleiro, e a
autoral “Gira de meninos”.
Teatro Rival Petrobras: Rua Álvaro Alvim33/37, Ci-
nelândia—2240-4469. Qui, às 19h30m. R$50.
Não recomendado para menores de 16anos.
> Christina Paz. Acantora compartilha o resulta-
do de seu trabalho de pesquisa sobre a obra do
compositor Guadalupe da Vila, ex-integrante da
Velha Guarda da Vila Isabel.
Restaurante Vizta: Hotel Marina Palace. Av. Delfim
Moreira 630, Leblon — 2172-1089. Qui, às
21h30m. R$ 40. Não recomendado para meno-
res de 18anos.
> Grátis Conexão Rio. O evento oferece 29
shows gratuitos de música instrumental em dife-
rentes pontos da cidade. Hoje, o guitarrista Victor
Biglione recebe o violonista Marcel Powell.
Teatro Maria Clara Machado: Av. Padre Leonel
França 240, Gávea — 2274-7722. Qui , às
20h30m. Distribuição de senhas uma hora antes.
Grátis. Livre.
> Grátis Escambo chama Edu Kneip’Show.
Depois de lançar os álbuns “Da boca pra dentro” e
“Herói”, EduKneipapresenta as canções da “Saga
de EdGalanti e otesourodoMorrodoCastelo”, seu
próximo trabalho a ser gravado.
Midrash Centro Cultural: RuaGeneral VenâncioFlo-
res 184, Leblon —2239-1800. Qui, às 21h. Gra-
tuito. Nãorecomendadoparamenores de18anos.
> Grande Encontro do Violão Brasileiro. O
show reúne Lula Galvão, Bernardo Bosisio e Caio
Márcio, três dos maiores violononistas do país.
Com acompanhamento de Jorge Helder (baixo) e
Rafael Barata (bateria), o trio apresenta umreper-
tóriorecheadodearranjos ecomposições autorais,
mesclado comcanções da MPB.
Casarão Ameno Resedá: Rua Pedro Américo 377,
Catete —2556-2427. Qui, às 21h. R$ 80. Meia-
entrada com 1kg de alimento ou cadastro no site.
Não recomendado para menores de 18anos.
> Instrumental MPB—Ricardo Silveira convi-
da João Donato. Ricardo Silveira apresenta suas
composições pelo Projeto Instrumental MPB e
conta com a presença de João Donato. Além de
Donato ao piano e Ricardo na guitarra e violão, a
banda será composta por JurimMoreira (bateria),
Andre Vasconcelos (Baixo), Sidinho Moreira (per-
cussão). Participa ainda emduas canjas a cantora
Liz Rosa.
Miranda: Espaço Lagoon. Av. Borges de Medeiros
1.424, 2º piso, Lagoa — 2239-0305. Sex, às
SHOW
> Chá das cinco. Comcerca de 80itens à escolha
no cardápio, o tradicional chá é embalado por clás-
sicos da música brasileira.
Confeitaria Colombo: Rua Gonçalves Dias 32, Cen-
tro. Seg a sex, das 17h às 19h30m. R$55. Livre.
> ‘La Veritá’. Mesclando acrobacia, dança, teatro
e música, o espetáculo da suíça Compagnia Finzi
Pasca, que traz como grande atração a tela de Sal-
vador Dalí, “Tristão e Isolda”, como cenário. Com
direção da brasileira Beatriz Sayad, a montagem
une as companhias Finzi Pasca(Suíça) e XYZLive e
Nau de Icaros (Brasil).
Teatro Bradesco Rio: Shopping Village Mall. Av. das
Américas 3900, Barra — Qui, às 21h. Sex, às
21h30m. Sáb e dom, às 21h. Qui: R$ 100 (frisa),
R$ 140 (balcão nobre), R$ 150 (plateia alta) e R$
175(plateiabaixa). Sex, sábedom: R$150(frisa),
R$ 200 (balcão nobre), R$ 220 (plateia alta), R$
250(plateia baixa). Livre. Até 21de julho.
> Grátis ‘A música brasileira na Alemanha’. O
jornalista carioca Felipe Tadeu conta a sua experi-
ência há 22 anos na Alemanha, proferindo pales-
tras e aulas em centros culturais e universidades,
produzindo programas radiofônicos e escrevendo
para veículos da mídia alemã.
Midrash Centro Cultural: RuaGeneral VenâncioFlores
184, Leblon—2239-1800. Qui, às20h30m. Livre.
> Grátis ‘X-Tudo Cultural’. A mostra envolve diver-
sas manifestações artísticas até odia24de julho. Ho-
je, a partir das 19h, os grupos de dança D-efeitos,
H2K, BrasaeBoyz UPapresentamsuas coreografias.
Teatro Sesi Centro: Av. GraçaAranha1, Centro. Qui,
às 19h. — 2563-4163. Os ingressos serão distri-
buídos uma hora antes do evento. Até 24de julho.
EVENTOS
> Grátis ‘Correios em movimento/Dança em
trânsito’. Ofestival apresentaumrecortedadança
contemporânea com participação de companhias
brasileiras e internacionais. Nesta quinta, a partir
das 19h, apresentação de dança e debate com os
coreógrafos Angel Vianna, Regina Miranda, Carli-
nhos de Jesus, Luiz Mendonça, Marcia Rubin, Flá-
via Tápias e Marina Magalhães.
Centro Cultural Correios: Rua Visconde de Itaboraí
20, Centro — 2253-1580. Qui, a partir das 19h.
Até 22de julho.
DANÇA
> Grátis Música no Museu. O violonista Vitor
Santana toca obras de Villa-Lobos, Leo Brouwer e
outros.
Centro Cultural Justiça do Trabalho: Av. Presidente
Antonio Carlos 251, Centro — 3907-6764. Qui,
ao meio-dia e meia. Livre.
> Concertos de Eva. Oduo formado pelo violinis-
ta Ricardo Amado e a harpista Cristina Braga toca
obras de Bizet, Mascagni, Massenet e outros.
Fundação Eva Klabin: Av. Epitácio Pessoa 2.480,
Lagoa — 3202-8554. Qui, às 20h30m. R$ 30.
Livre.
MÚSICA
Eventos
> Era T-Rex. Oevento é uma exposição italiana de
cercade1.200metrosquadrados, com25réplicas
animatrônicas de quase 30 metros de comprimen-
to e até oito metros de altura, que recria uma flores-
ta comtodos os efeitos visuais e sonoros.
Shopping Via Brasil: Rua Itapera 500, Irajá —
3445-8850. Ter asex, das14hàs21h. Sáb, dome
feriados, das 13h às 21h. R$30(crianças de 0a 4
anos ou menores de um metro têm entrada gratui-
ta). Até domingo.
Jogos e Kart
> Hotzone. O parque conta com 90 novas atra-
ções para crianças, entre ela a Twister Coaster,
montanha- russa com com 175 metros de pista e
curvas de até 9,5metros de altura.
BarraShopping: Av. das Américas 4.666, Barra —
4003-4131. Seg a sex, das 13h às 22h. Sáb, das
13h às 23h. Dom, das 14h às 22h. Os brinquedos
do parque têm preços variados. R$ 9 (montanha-
russa e torre em queda livre). Carregando o cartão
comR$ 100, o visitante ganha mais R$ 50 e 15%
de desconto no valor de cada brinquedo. Livre.
> Philadélfia Park &Games. Espaço comquatro
pistas para até seis pessoas.
West Shopping: Estrada do Mendanha 555, Campo
Grande —2418-8869. Seg a qui, das 14hàs 22h.
Sex, das 14h às 23h. Sáb, das 13h às 23h. Dom,
13h às 22h. Preço por hora: R$ 40 (seg a qui), R$
60(sex a dom, véspera de feriados e feriados). Me-
nores de 13anos, só comresponsável.
> Point Kart Indoor. Para adultos, crianças e ca-
deirantes.
Supermercado Extra 24h: Rua José Higino 115,
subsolo, Maracanã — 2268-5863. Ter a sex, das
15hàs 23h. Sábe dom, das 14hàs 23h. R$49em
20 minutos de bateria. Kart infantil: para crianças
com, no mínimo, 1,40mde altura. Kart adulto: mí-
nimo de 1,50mde altura ou a partir dos 8anos.
> Striker BarraShopping. O boliche do Bar-
raShopping tem20pistas automáticas e no padrão
internacional, alémde espaço para mesas de sinu-
ca e boliche virtual.
BarraShopping: Av. das Américas 4.666, Barra —
2431-9566. Seg a sex e dom: do meio-dia às 24h.
Sáb, véspera de feriado e feriados, do meio-dia à
1h. R$ 40 (às segundas até 18h, para clientes ca-
dastrados/cadastro gratuito), R$ 50 (às segundas
após 18h, para clientes cadastrados/cadastro gra-
tuito), R$ 80 (ter a sexta, até 18h), R$ 100 (seg a
qui, após 18h), R$ 135 (sex e véspera de feriados
após 18h; esáb, domeferiados), R$3(aluguel dos
sapatos). Livre.
> Striker Casual Bowling. Espaço com26pistas
de boliche.
NorteShopping: Av. Dom Helder Câmara 5.080,
Cachambi — 3979-5555. Seg a sex e dom, das
17h à meia-noite. Sáb, véspera de feriado e feria-
dos, das 14h à 1h. R$ 40 (às segundas, somente
para clientes cadastrados/cadastro gratuito), R$
80 (ter a qui), R$ 105 (sex e véspera de feriados),
R$ 115 (sáb, dom e feriados), R$ 2,80 (aluguel
dos sapatos). Apartir das 21h, menores de13anos
só como responsável.
> Top Kart Indoor. Adultos e crianças podemdis-
putar corrida nas pistas.
Supermercado Extra 24h: Av. das Américas 1.510,
subsolo, Barra —2484-4545. Seg a sex, das 15h
às 23h. Sáb, dom, véspera de feriados e feriados,
das 14hàs 23h. Kart adulto: R$49por piloto (mo-
dalidade 6,5hp), em20minutos de bateria. Altura
mínima de 1,45m. Kart infantil: R$ 39 por piloto
(modalidade 5,5hp), em 15 minutos de bateria.
Recomendadoparacrianças comalturamínimade
1,20me altura máxima 1,45m.
Shopping Nova América: Av. Pastor Martin Luther
King Jr. 126, deck 2, subsolo, Del Castilho —
2303-4545. Seg a sex, das 15h às 23h. Sáb a ter,
das 14hàs 23h. Kart adulto: R$49por piloto (mo-
dalidade 6,5hp), em20minutos de bateria. Altura
mínima de 1,45m. Kart infantil: R$ 39 por piloto
(modalidade 5,5hp), em 15 minutos de bateria.
Recomendadoparacrianças comalturamínimade
1,20me altura máxima 1,45m.
Museus e centros
culturais
> Espaço Cultural da Marinha. Olocal é dedica-
do à História do Brasil e da navegação. No navio-
museuBauru, opúblicoconfereaexposição“Apar-
ticipação da Marinha do Brasil na Segunda Guerra
Mundial”. De quinta a domingo, são promovidos
passeios guiados à Ilha Fiscal, com saídas às
12h30m, 14h e 15h30m.
Espaço Cultural da Marinha: Av. Alfred Agache s/nº,
Praça Quinze —2233-9165. Ter a dom, do meio-
dia às 17h. Grátis (visita) e R$20(passeio). Livre.
> Grátis Museu de Astronomia. Os visitantes
podem conhecer o segundo maior meteorito do
Brasil, o Santa Luzia. Como destaque, a mostra “A
Química na história do Universo, da Terra e do Cor-
po”, que apresenta a química como agente da ori-
geme da evolução do universo.
Museu de Astronomia: Rua General Bruce 586, São
Cristóvão —2580-7010. Ter, qui e sex, das 9h às
17h. Qua, das 9h às 20h. Sáb, das 14h às 20h.
Dome feriados, das 14h às 18h. Livre.
> Planetário da Gávea. A exposição perma-
nente do Museu do Universo apresenta experi-
mentos interativos de Astronomia e Astrofísica.
A mostra “O universo deslumbrante” reúne ima-
gens captadas por telescópios instalados no Chi-
le, enquanto “Números e cores: uma história da
Astronomia” fala desta ciência por meio da evo-
lução dos registros. No fim de semana, exibição
de filmes na Sessão de Cúpula.
Planetário: Rua Vice-Governador Rubens Berar-
do 100, Gávea —2274-0046. Ter a sex, das 9h
às 17h. R$ 10. Sáb, dom e f er i ados , das
14h30m às 17h. R$10 (só visitação ao Museu
do Universo). R$ 20 (Sessão de Cúpula e visita-
ção ao Museu do Universo). Livre.
Patinaçãonogelo
> Barra On Ice. Pista para 120pessoas.
Supermercado Extra 24h: Av. das Américas 1.510,
Barra — 2431-4602. Qui, das 15h às 20h. Ter,
qua e sex, das 15h às 21h. Sáb e feriados, das
14h30m às 22h. Dom, das 14h30m às 21h. R$
35(por umahoradepatinação, comequipamentos
de segurança incluídos). O uso do par de meias de
cano longo é obrigatório, mas não é fornecido pela
pista. Não recomendado para menores de 5anos.
> Fun on ice. Pista para 100pessoas.
Shopping Barra Garden: Av das Américas 3.255,
Barra — 3388-5810. Seg a sáb, das 14h às 22h.
Dom e feriados, das 14h às 21h. R$ 35 (por uma
hora de patinação, comequipamentos de seguran-
çaincluídos). Ousodopar demeias decanolongoé
obrigatório, mas não é fornecido pela pista. Não re-
comendado para crianças menores de 5anos.
> Norte On Ice. Pista para 100pessoas.
NorteShopping (estacionamento Pedras Altas): Av.
Dom Helder Câmara 5.474, Cachambi — 2178-
4606. Seg a qui, das 15h às 21h. Sex, das 14h às
22h. Sáb, das 13h às 22h. Dom e feriados, das
13h às 21h.R$ 35 (por uma hora de patinação). O
uso do par de meias de cano longo é obrigatório,
mas não é fornecido pela pista. Não recomendado
para menores de 5anos.
> Tijuca On Ice. Pista para 60pessoas.
Supermercado Extra (estacionamento): Rua José Hi-
gino 115, Tijuca — 3238-5499. Ter a qui, das
15hàs 21h. Sex, das 14hàs 22h. Sáb, domeferia-
dos, das 13h às 22h. R$35(por uma hora de pati-
nação, com equipamentos de segurança incluí-
dos). Ouso do par de meias de cano longo é obriga-
tório, mas não fornecido pela pista. Não recomen-
dado para menores de 5anos.
Recreação
> Lagoa Aventuras. Escaladas, arvorismo e tiro-
lesa. Para a prática de todas as atividades, o públi-
co recebe os equipamentos necessários e é assisti-
do por monitores durante todo o circuito.
Parque da Catacumba: Av. Epitácio Pessoa 3.000,
Lagoa — 4105-0079. Ter a dom, das 9h30m às
17h30m. R$ 15 (duas descidas na tirolesa infan-
til), R$ 20 (quatro descidas na tirolesa infantil ou
uma na tirolesa adulto ou arvorismo infantil ou es-
calada) e R$ 30 (arvorismo adulto). Não recomen-
dado para menores de 4anos.
INFANTIL
RioShow
21h30m. R$40(ExtraVisãoParcial); R$80(setor
Sustenido); R$ 100 (Setor Notável e Bar Notável),
R$120(Setor UmTomAcima). Nãorecomendado
para menores de 16anos.
> Leila Pinheiro. A cantora e compositora apre-
sentao show“Eucanto samba”, comumrepertório
que inclui clássicos de Zé Kéti, Paulinho da Viola e
Dona Ivone Lara, entre outros.
Espaço Tom Jobim: Rua Jardim Botânico 1.008,
Jardim Botânico — 2274-7012. Qui, às 21h. R$
70. Não recomendado para menores de 12anos.
Luiz Alves Trio. Ao lado do piaista Marcos Ariel e do
bateristaetrompetistaClauton, ocontrabaixistato-
ca músicas que foram marcantes em sua carreira,
sempre ligada ao samba-jazz.
Santo Scenarium: Rua do Lavradio 36, Lapa —
3147-9007. Qui, às 19h30m. Sex, às 20h30m.
Sáb, às 21h30m. R$ 12. Não recomendado para
menores de 16anos.
> Manoel Francisco. Ocantor, bailarino e ator ce-
lebra seus 30anos de carreira comesta temporada
do show“Toma umtrago e lava o coração”, dirigido
por NanaCaymmi. Àfrentedequatromúsicos, oar-
tistafaz umtributoàcançãoromântica, comsuces-
sos de Charles Aznavour, Dorival Caymmi, Edith
Piaf, EvaldoGouveia, Jair Amorim, Maysa, Roberto
Carlos e TomJobim, entre outros. Participação es-
pecial da Focus Cia. de Dança esta semana.
Sesc Tijuca: Rua Barão de Mesquita 539, Tijuca —
3238-2139. Quaequi, às 20h. R$8. Livre. Até17
de agosto.
> Maria Creuza. Ao lado de seu trio, a cantora in-
terpreta clássicos da bossa nova, de nomes como
Vinicius de Moraes e TomJobim. Entre as canções,
estão “Eu sei que vou te amar", Garota de Ipanema"
e "Mais que nada”.
Vinicius Show Bar: Rua Vinicius de Moraes 39, 2º
andar, Ipanema — 2523-4757. Às 23h. R$ 42.
Não recomendado para menores de 18anos.
> Moyseis Marques.O músico volta às suas ori-
gens musicais, tocando sucessos do forró comseu
quinteto. Anoite começa comumbaile de salsa co-
mandadopelogrupoManoaMano, noprimeiroan-
dar da casa. Os DJs LP (salsa) e Leo Araripe (forró)
tocamnos intervalos.
Leviano Bar: Av. Mem de Sá 47, Lapa — 2507-
5779. Qui, a partir das 22h. R$ 16 (primeiro an-
dar), R$ 18 (segundo andar) e R$ 25 (passe livre).
Não recomendado para menores de 18anos.
> Nilze Carvalho. A cantora e cavaquinista, líder
do grupo Sururu na Roda, combina as músicas de
seu último CD, "O que é meu é meu", com sambas
consgrados. Antes, às 19h30m, tem show com o
cantor Thiagu Gentil.
Rio Scenarium: Rua do Lavradio 20, Lapa —3147-
9000. Qui, às 22h30m. R$25. Não recomendado
para menores de 18anos
> Rebeca Matta. A cantora baiana lanaç o CD e
DVD “À flor da pele”, resultado de umshowgrava-
do emSalvador. Alémde inéditas e autorais, o tra-
balho reúne parcerias com jovens artistas baianos
como “Sem palavras” e “Como um raio”. Ela sobe
ao palco com Juninho Costa (guitarra), Mauro Ta-
hin(bateria), Cadinho(baixo) eJoãoMeirelles (pro-
gramação eletrônica).
Studio RJ: Av. VieiraSouto110, 1º andar, Arpoador
— 2523-1204. Qui, às 21h30. R$ 40. Não reco-
mendado para menores de 18anos.
> Sacrilégio Samba Clube. O grupo faz um pas-
seio por clássicos do samba de raiz, alémde suces-
sos do choro e do partido-alto. No repertório, Noel
Rosa, Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho e outros.
O showde abertura, às 20h30m, é do cantor Mar-
cos Novato.
Café Cultural Sacrilégio: Av. Memde Sá 81, Lapa —
3970-1461, Qui, às 22h30m. R$ 25 (entrada).
Não recomendado para menores de 18anos.
> Web FestValda. Em sua 16ª edição, o festival,
que acontece dias 18, 19 e 20, no Circo Voador, já
revelounomes como Pedro Mariano e Tafari Roots.
Hoje, o Canto Cego abre o evento comclássicos do
rock.
Circo Voador: Rua dos Arcos s/nº, Lapa — 2533-
0354. Qui, às 21h. R$ 2. Não recomendado para
menores de 18anos.
Abertura
> Grátis ‘Agadoisó’. O espanhol Xevi Solà exibe
seis telas emgrandes dimensões na mostra. Otítu-
lo é derivado dos fonemas da fórmula da água,
H20, tema em que ambienta sua obra. Até 10 de
agosto. Abertura hoje.
Galeria Inox: ShoppingCassinoAtlântico. Av. Atlân-
tica 4.240, subsolo, Copacabana —2521-9940.
Seg a sex, das 10h às 20h. Sáb, das 11h às 19h.
> Grátis Caixa Cultural. Av. Almirante Barroso
25, Centro —3980-3815. Ter a dom, das 10h às
21h.
‘Chove no cafezal —Mabe, da figura à abstração’: Oja-
ponês Manabu Mabe exibe 30 pinturas e cinco de-
senhos realizados entre 1945 e 1959, período em
que conquistou o prêmio de Melhor Pintor Nacio-
nal, na V Bienal de São Paulo. Até 8de setembro.
> Grátis ‘A fé que move’. Objetos e fotografias
compõem a mostra que aborda cinco tradicionais
locais deperegrinaçãonoBrasil: AparecidadoNor-
te (São Paulo), Belém (Pará), Divina Pastora (Ser-
gipe), Bom Jesus da Lapa (Bahia) e Juazeiro do
Norte (Ceará). Até 19de janeiro.
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular: Ruado
Catete 179, Catete — 2285-0891. Ter a sex, das
11h às 18h. Sáb, dome feriados, das 15h às 18h.
> Grátis ‘MIMO —10 anos’. A mostra é composta
por 23 fotografias do pernambucano Beto Figuei-
roa, que registrou os bastidores de umdos maiores
festivais de música instrumental do país, o MIMO.
Até 30de julho.
Shopping Leblon: Av. Afrânio de Melo Franco 290,
Leblon—2430-5122. Seg a sáb, das 10hàs 22h.
Dome feriados, do meio-dia às 22h.
> Grátis ‘Nas águas do Divino II edição — So-
nia Madruga’. A artista mostra 28 aquarelas, nas
quais usa água da chuva e água benta, com ima-
gens de santos, como Nossa Senhora, por exem-
plo. Até 25de setembro. Abertura hoje.
Galeria Villa Riso: Estrada da Gávea 728, São Con-
rado —3322-1144. Doma sex, das 11h às 17h.
> Grátis ‘Universo Bordallo Pinheiro — Bor-
dallianos do Brasil’. Vik Muniz, Tunga, Maria
Lynch, Isabela Capeto, entre outros artistas con-
temporâneos, apresentamuma releitura do legado
de Rafael Bordallo Pinheiro, patrimônio artístico e
histórico da cultura portuguesa. Curadoria de Al-
berto Saraiva. Até 8de setembro.
Oi Futuro Flamengo: Rua Dois de Dezembro 63, Fla-
mengo — 3131-3060. Ter a dom, das 11h às
20h.
Museus e Centros
culturais
> Casa Daros. Rua General Severiano 159, Bota-
fogo — 2138-0850. Qua a sáb, do meio-dia às
20h. Dom, do meio-dia às 18h. Área livre: grátis.
Gratuito às quartas e R$12.
‘Cantos cuentos colombianos’: Mostra com75obras
de artistas colombianos, como Doris Salcedo, José
Alejandro Restrepo e Miguel Ángel Rojas, perten-
centes ao acervo da fundação Daros Latinamerica.
Até 8de setembro.
‘A guerra que não vimos’: Ocolombiano JuanManu-
el Echavarríatraz pinturas feitas emoficinas por ex-
combatentes da guerra da Colômbia. Até 18 de
agosto.
> Grátis Caixa Cultural. Av. Almirante Barroso
25, Centro —3980-3815. Ter a dom, das 10h às
21h.
‘Visões do desterro’: Dividida emquatro núcleos —
sonho, viagem, encontro e desterro —, a mostra
apresenta trabalhos dos portugueses Isaque Pi-
nheiro, André Cepeda, Rui Calçada Bastos e ou-
tros. Até 25de agosto.
> Grátis Centro Cultural Banco do Brasil. Rua
Primeiro de Março 66, Centro —3808-2020. Qua
a seg, das 9h às 21h.
‘Charlotte Rampling — Álbuns secretos’: Um painel
de 34 fotos de Charlotte Rampling, com registros
de viagem, família e amigos, além de imagens da
artista feitas por importantes fotógrafos do século
XX. Até 21de julho.
> Grátis Centro Cultural Correios. Av. Viscon-
de de Itaboraí 20, Centro. Ter a dom, do meio-dia
às 19h.
‘Antanas Sutkus: umolhar livre’: Renomado fotógra-
fo da antiga União Soviética, Antanas Sutkus ga-
nha mostra com cem imagens que registram pes-
soas simples e sua vida cotidiana. Até 21de julho.
‘Da época do fotoclubismo à fotografia contemporâ-
nea’: A coletiva de 18 fotógrafos da Sociedade Flu-
minense de Fotografia apresenta trabalhos feitos a
partir de 1940. Até 4de agosto.
‘Desordem’: Andréas Valentin apresenta uma se-
quência de fotografias captadas em ambientes di-
versos, mostrando uma lógica ordenada por um
sistema próprio e pessoal. Até 4de agosto.
‘Uma peleja no tempo’: A exposição-instalação de
Walter Carvalhoreúne10fotografias degrandefor-
mato, nas quais o artista explora a efemeridade do
tempo. Até 4de agosto.
‘Sabine Weiss, amor pela vida’: Divididas emseis se-
ções, 132 fotografias dos arquivos da francesa Sa-
bine Weiss traduzem o cotidiano parisiense. Até 4
de agosto.
‘Unheimlich Berlin’: OartistaThiagoBarros exibe 20
fotografias contemporâneas emformatos variados,
emcores e preto e branco, sobre sua vivência na ci-
dade de Berlim. Até 4de agosto.
> Grátis Centro Cultural Justiça Federal. Av.
Rio Branco 241, Centro — 3261-2550. Ter a
dom, do meio-dia às 19h.
‘FotoRio 2013’: O espaço integra a programação da
sexta edição do festival com 12 exposições indivi-
duais de fotógrafos de renome. Até 21de julho.
> Grátis Centro Nacional de Folclore e Cultu-
ra Popular. Rua do Catete 179, Catete — 2285-
0891. Ter a sex, das 11h às 18h. Sáb, dome feria-
dos, das 15h às 18h.
‘Motivos de fé’. Esculturas em madeira e barro, es-
tandartes elaborados em tecidos e bordados, pre-
sépios, entre outros objetos de cultura popular que
remetem às manifestações religiosas, estão na
mostra de artesãos. Até 4de agosto.
> Grátis Escola de Artes Visuais do Parque
Lage. Rua JardimBotânico 414, JardimBotânico
—3257-1800. Diariamente, das 10h às 17h.
‘Expo RioJovem’: Como parte da programação do
FotoRio, a exposição, com curadoria de Andreas
Valentim, tem80imagens de alunos do CAP/ Uerj,
que revelamo perfil do jovemcarioca. Até 21de ju-
lho.
> Grátis Instituto Moreira Salles. RuaMarquês
de São Vicente 476, Gávea — 3284-7400. Ter a
dom, das 11h às 20h.
‘Jacques Henri Lartigue — A vida emmovimento’: En-
tre fotografias, fac-símiles de páginas de diários e
álbuns, vistas estereoscópicas, autocromos e fil-
mes 225 obras da instituição francesa Donation
Lartigue serão apresentadas. Até 15de setembro.
‘Haruo Ohara — Fotografias’: Com curadoria de Ser-
hio Burgi, a mostra reúne 110 fotografias produzi-
das entre 1940e 1970pelo japonês Haruo Ohara,
que imigrou para o Brasil em 1927. Até 15 de se-
tembro.
> Museu de Arte Moderna (MAM). Av. Infante
DomHenrique 85, Parque do Flamengo —3883-
5600. Ter a sex, das 11h às 18h. Sáb, dome feria-
dos, do meio-dia às 19h. Grátis (menores de 12
anos e às quartas a partir das 15h) e R$12.
‘América do Sul – A pop arte das contradições’: A
mostra reúne cemobras de artistas brasileiros e ar-
gentinos, analisando a produção artística dos dois
países na década de 60 e as profundas mudanças
sociais do período. Até 14de agosto.
‘Elizabeth Jobim – Blocos’: A artista apresenta 13
novos trabalhos da série de blocos de dois metros
de altura, com pintura a óleo sobre tela sobre ma-
deira. Até 18de agosto.
‘Lena Bergstein’: Aexposiçãoapresentaamais nova
produção da carioca radicada em São Paulo, cuja
pintura é centrada nas questões da escrita. Até 11
de agosto.
‘MAM: sua história, seu patrimônio”: A história dos
65 anos do museu é contada a partir de uma ma-
quete, umvídeo e cerca de cemdocumentos, entre
fotos e catálogos. Permanente.
‘Marcos Cardoso — Arquitetura de vidro’: Mostra reú-
ne trabalhos feitos a partir da manipulação artesa-
nal de objetos da indústria. Até 21de julho.
‘Tempo para respirar’: MariaNepomucenoapresen-
ta a instalação que dá nome à mostra, feita com
contas de colar, palha trançada, cordas, cerâmica,
fibra de vidro, resina, madeira e móveis, no Espaço
Monumental. Até 8de setembro.
> Museu de Arte do Rio (MAR). Praça Mauá s/
nº, Centro — 2203-1235. Ter a dom, das 10h às
17h. Grátis (às terças paratodos eàs quartas-feiras
para alunos da rede pública de ensino médio e fun-
damental; menores de5anos; maiores de60anos;
professores da rede pública; e profissionais de mu-
seus) e R$8.
‘Atlas suíte’: A mostra apresenta 63 fotografias do
austríaco Arno Gisinger, montadas em ilhas espa-
lhadas pelo4º andar doprédioEscoladoOlhar. Até
28de agosto.
‘Rio de imagens: uma paisagem em construção’ (3º
andar): A mostra aborda a evolução da cidade, a
partir de 400 peças afetadas pela paisagemcario-
ca. NelaestãoquadrosdeTarsiladoAmaral, gravu-
ras de Lasar Segall e aquarelas de Ismael Nery.
‘O colecionador: arte brasileira e internacional na co-
leção Boghici’ (2º andar): Comcenografia de Daniela
Thomas, a mostra contém140 peças, entre pintu-
ras e esculturas, da coleção de Jean Boghici. O re-
corte inicia com a Missão Francesa de 1816 e se
estende aos dias de hoje. Di Cavalcanti, Rubens
Gerchman, Kandinsky estão entre os artistas.
‘Vontade construtiva na coleção Fadel’ (1º andar): A
mostra reúne 230 peças produzidas por artistas
brasileiros dos movimentos concretista e neocon-
cretista, de 1950 e 1960. Curadoria de Paulo
Herkenhoff e Roberto Conduru.
‘O abrigo e o terreno — Arte de sociedade no Brasil I’
(térreo): Comobras de Antonio Dias, Helio Oiticica,
Lygia Clark, Lygia Pape, Raul Mourão, Waltercio
Caldas e o coletivo Opavivará, a mostra tem cura-
doria de Clarissa Diniz e Paulo Herkenhoff.
> Grátis Museu Nacional de Belas Artes. Av.
Rio Branco 199, Cinelândia —2219-8474. Ter a
dom, das 9h às 21h.
Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea:
Depois de passar por reformas, o espaço reabre
comparte do acervo do museu. Entre os 205itens,
Portinari e Fayga Ostrower.
‘A herança do sagrado: obras-primas do Vaticano e
museus italianos’: Dividida em quatro módulos, a
mostra com curadoria de Giovanni Morello é com-
postade mais de cemobras doacervodoMusei Va-
ticani e de importantes instituições italianas. Epi-
sódios da vida de Cristo, apóstolos, VirgemMaria e
santos sãoos temas queseparamas seções. Até13
de outubro.
‘Oratórios: relíquias do Barroco brasileiro’: Comopar-
te da programação cultural da JMJ, a mostra reúne
115 oratórios, objetos e imagens sacras dos sécu-
los XVII ao XX, pertencentes do Museu do Oratório
de Ouro Preto (Minas Gerais). Até 18de agosto.
> Grátis Paço Imperial. Praça Quinze 48, Cen-
tro —2215-2622. Ter a dom, do meio-dia às 18h.
‘Umoutroolhar: ColeçãoRobertoMarinho’: Comcurado-
ria de Lauro Cavalcanti, mostra reúne 202 obras ad-
quiridas pelojornalista, entrepeças assinadas por no-
mes como Candido Portinari, Tarsila do Amaral, Di
Cavalcanti e Lasar Segall. Até 11de agosto.
Fotografia
> Grátis ‘Genesis’. Primeira inédita que Sebasti-
ão Salgado apresenta emmais de dez anos, a mos-
tra reúne 245 fotografias que, divididas em cinco
seções geográficas, revelam maravilhas que per-
manecem imunes à aceleração da vida moderna.
Até 26de agosto.
Museu do Meio Ambiente: Rua Jardim Botânico
1.008, Jardim Botânico — 2294-6619. Ter a
dom, das 9h às 17h.
EXPOSIÇÃO
TEATRO
Vendas:
16
CLIENTES NEXTEL, FIDELIDADE MIRANDA e ASSINANTES O GLOBO têm*50% de desconto na compra de ingressos. Os descontos não são válidos para
beneficiários de meia-entrada e não são cumulativos, e estão sujeitos a alterações. Menores de 16 anos, somente acompanhados do responsável legal. *Com exceção
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Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_G User: Asimon Time: 07-17-2013 14:40 Color: CMYK
8 l O GLOBO l SegundoCaderno l Quinta-feira 18. 7. 2013
Tempo de revolução estética
em Hollywood, pela chegada
de uma geração disposta a
engajar o cinema americano
em causas políticas, os anos
1970 pegaram uma carona
no Pontiac Trans Am guiado
por Burton Leon Reynolds Jr.
para se alienar da realidade
ao longo dos 96 minutos de
“Agarra-me... se puderes”. No
cálculo dos exibidores, a
comédia, cujo título original
é “Smokey and the Bandit”,
foi o segundo maior sucesso
de bilheteria de 1977, atrás
só de “Star Wars — Episódio
IV: Uma nova esperança”.
Com um custo de produção
de US$ 4,3 milhões, o filme
arrecadou US$ 300 milhões.
Na direção estava o dublê
Hal Brett Needham, então
estreando na função cineasta.
Apesar do tom galhofeiro do
roteiro, o longa-metragem
estava em sintonia com o
espírito de contestação da
década nas telas dos EUA, ao
propor o escárnio das forças
da Lei. A justiça é encarnada
na sisuda figura do xerife
Buford T. Justice, vivido por
Jackie Gleason (1916-1987),
uma lenda do humor desde os
anos 1950. Com o apelido de
“Smokey Bear”, o policial faz
tudo para deter Bo Darville, o
Bandido (Reynolds, dublado
por André Filho), motorista
que aceita uma oferta ilegal
para transportar 400 caixas
de cerveja do Texas até a
Georgia, cobrindo 2,9 mil
km em 28 horas. O Bandido
leva consigo a ex-nora (Sally
Field) de Bufford e o amigo
caminhoneiro Homem de
Neve (Jerry Reed, hilário).
Filmes
dehoje
CANTANDO PNEU
NA HOLLYWOOD
DOS ANOS 1970
FOTOS DE DIVULGAÇÃO
Embreagem. Carrie (Sally Field) cai na lábia do Bandido (Burt Reynolds)
RODRIGOFONSECA
rodrigo.fonseca@oglobo.com.br
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Agarra-me... se puderes
“Smokey and the Bandit”
De Hal Needham (EUA, 1977)
Telecine Cult, 14h10m
Dentro do universo enorme
de programas que
promovem transformações
em cômodos e casas, o
Home & Health traz
novidades para a seção
“Quintas em casa”. A
maratona começa com a
segunda temporada de “Ao
estilo de Candice”, a
simpática designer de
interiores que aplica tanto
as regras mais básicas da
decoração como algumas
pequenas transgressões para
adequar os espaços ao estilo
de seus donos.
A novidade mesmo fica por
conta de “Irmãos à obra”,
comandada pelos gêmeos
bonitões Drew e Jonathan
Scott. Os dois combinam
suas habilidade para
transformas espaços
detonados e antigos em
belíssimos e sofisticados lares.
Enquanto Drew é mestre em
decifrar o vai e vem do
mercado imobiliário para
identificar oportunidades,
Jonathan é o craque dos
projetos de reforma para
remodelar e resgatar os
espaços. Assim, ensinam os
espectadores a procurar por
uma casa ou reformar aquela
em que já vivem. Os dois, que
também são atores — fizeram,
por exemplo, participações na
série canadense “Breaker
high” e nas americanas
“Smallville” e “Arquivo X” —
resolveram mudar de
profissão juntos, mas ainda
aproveitam para usar a
desenvoltura em frente às
câmeras no reality.
Programas
dehoje
QUINTA DE
DICAS PARA
MUDAR A CASA
FOTOS DE DIVULGAÇÃO
Gêmeos. Os irmãos Drew e Jonatha Scott unem forças em nova atração
THAÍS BRITTO
thais.britto@oglobo.com.br
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Ao estilo de Candice
Reality
Discovery Home &Health, 21h30m
Irmãos à obra
Reality
Discovery Home &Health, 22h
Estima-se que 2 milhões de
brasileiros pagaram ingresso
para ver a versão do diretor
de “Cidade ameaçada”
(1959) para um roubo
realizado em 14 de junho de
1960 na estação Japeri.
Foram roubados 27 milhões
de cruzeiros. Eliezer Gomes
(1920-1979) assume o papel
de Tião Medonho, um dos
mandantes do crime ao lado
de Grilo, vivido com garra
por Reginaldo Faria.
ASSALTO AO
TREM PAGADOR
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
De Roberto Farias (Brasil, 1962)
CANAL BRASIL, 9h30m
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Lançada há dez anos, esta
produção, toda rodada em
Melbourne, serviu como
piloto para uma série de TV
sobre adolescentes em fase
escolar que se transformam
em gênios científicos. Na
trama, Toby (André de Vanny)
e Elizabeth (Bridget Neval)
sofrem uma mudança de
comportamento depois que
são atingidos por um pulso
magnético. A energia dá a eles
um QI acima da média, o que
gera mil confusões.
CIÊNCIA TRAVESSA
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
De Grant Brown (Austrália, 2003)
REDE GLOBO, 15h40m
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Na direção, Clint Eastwood
usa um prato de bateria
esvoaçante para marcar a
passagem do tempo nesta
cinebiografia do jazzista
Charles Christopher Parker
Jr. (1920-1955), ou apenas
Charlie Parker. Um mito do
bebop, apelidado de Bird,
Parker (encarnado em Forest
Whitaker) se divide entre o
saxofone, picadas de heroína
e talagadas de uísque, além
de uma ingestão suicida de
iodine para expor sua dor.
BIRD
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
De Clint Eastwood (EUA, 1988)
MAX, 22h
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Antonio Fagundes e Gaby
Amarantos são os
convidados do dia, e
conversam com Pedro Bial
sobre honestidade e
corrupção. O apresentador
relembra um episódio do
“Você decide”, apresentado
por Fagundes em 1992, que
teve resultado polêmico ao
questionar a honestidade do
personagem. Gaby canta
“Onde está a honestidade?”,
de Noel Rosa, em formato
voz e violão.
NA MORAL
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Variedades
GLOBO, 0h05m
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
A nova atração do canal coloca
os mergulhadores Silvia
Sampaio, Douglas Monteiro e
Ninha Santhiago para explorar
as histórias de 20 naufrágios
localizados na costa brasileira.
Na estreia, o trio precisa
encontrar uma embarcação do
primeiro período da 1ª Guerra
Mundial com a ajuda do
pesquisador e biólogo
Maurício Carvalho, que orienta
o grupo em terra. Depois, vão a
Abrolhos para desvendar a
história de um navio alemão.
NAUFRÁGIOS
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Viagem
OFF, 19h
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Programa mais assistido no
canal no Brasil, o reality segue
acompanhando, em sua quarta
temporada, os concorridos
leilões de depósitos de
armazenamento nos Estados
Unidos. A estreia já começa
com uma maratona de três
episódios: o primeiro marca o
retorno de Darrell Sheets à
disputa pelos melhores
depósitos, enquanto o segundo
traz Charles Phoenix, o “Rei do
kitsch”, para orientar Barry em
seu trabalho.
QUEM DÁ MAIS?
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Reality
A&E, 22h
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
PATRÍCIA
KOGUT
kogut@oglobo.com.br
SÉRIE NOVA DA GLOBO
Malu Galli estará em “A mulher do
prefeito”, série dirigida por Luiz Villaça
e estrelada por Denise Fraga e Tony
Ramos que vai ao ar na Globo. Os
ensaios começaram em São Paulo e se
estenderão até o início das gravações,
em agosto. Ao todo, serão 12 episódios.
Há testes de elenco em curso.
-
Para a reestreia de “A liga”,
anteontem na Band. O
programa, sobre funk
ostentação, fez um retrato
completo do gênero e estava
atual quando tratou da
morte do MC Daleste.
10
-
Para a cena de Glauce (Leona
Cavalli) com Elenice (Nathália
Rodrigues) que culminou na
morte da enfermeira em
“Amor à vida”. Só faltou a
seringa de Lívia Marini para
completar a tosqueira geral.
0
O clima está
pesado nos
bastidores de
“Amor à vida”
por causa das
cenas
suplementa-
res impostas
à equipe
agora que a
personagem
de Marina Ruy
Barbosa não
vai mais
raspar a
cabeça. Todo
mundo
começa a
trabalhar de
manhã e só
termina tarde
da noite. O
elenco já
recebeu os
textos sem as
cenas
secretas.
AINDA O
CABELO
Música em especiais
A Aventura Entretenimento,
de Luiz Calainho, fechou
uma parceria com o
Multishow para produzir
especiais com os bastidores
dos três musicais da série
“Uma aventura brasileira”:
“Elis — A musical”, com
dramaturgia de Nelson
Motta; “Se eu fosse você”,
com direção de Daniel Filho;
e “Velho Guerreiro — O
musical”, sobre Chacrinha,
com texto de Pedro Bial. Os
programas vão ao ar uma
semana após as estreias no
palco e mostrarão todo o
processo, desde as audições.
Tema recorrente
Depois do César de “Amor à
vida” criticar o aborto,
anteontem, a Stela (Laura
Neiva) de “Saramandaia”
disse: “Acho um absurdo não
poder ser feito às claras em
clínicas boas. A mulher é a
dona do próprio corpo”.
Conta
A RioFilme aprovou um
orçamento de R$ 78.880,00
para a Associação Brasileira
de Produtores Independentes
de Televisão (ABPI-TV)
realizar o workshop Produção
independente do
mercado de TV. O curso não
será gratuito. De acordo com
a assessoria da ABPI-TV, “o
valor não cobre o custo total
do treinamento que será de
uma semana para cerca de
80 pessoas”.
Números
A reestreia de “A liga”, das
22h59m às 0h04m, deu à
Band a vice-liderança e 11
pontos. A Globo liderou com
12. Record teve oito.
Números de São Paulo.
A gravidíssima
Guilhermina
Guinle esteve
nos pampas
gaúchos com
Alberto
Renault, diretor
do “Casa
brasileira”, do
GNT. Eles
gravaram um
programa sobre
a arquiteta
Rosa May
Sampaio, mãe
da atriz.
Guilhermina
mostrou a casa
centenária da
avó. A série
estreia dia 4 de
agosto
MEMÓRIA
RURAL
ARQUIVO PESSOAL
Quando você estiver lendo es-
ta coluna, a lista dos indica-
dos ao Emmy estará prestes a
sair (hoje). Mas, mesmo antes
do anúncio oficial, já é possí-
vel afirmar que a 65ª premia-
ção será diferente das anteri-
ores. É que entre os favoritos à
indicação surgiram pela pri-
meira vez programas produzi-
dos fora da jurisdição da tele-
visão tradicional. São eles
“House of cards” (melhor ator
para Kevin Spacey) e “Arres-
ted development” (melhor
série), da Netflix, serviço de
streaming que teve uma pre-
sença forte inegável em 2012.
A própria candidatura de
Spacey, o diabólico político de
“House of cards”, vem subli-
nhar a ideia de que as séries,
com sua qualidade, são “o no-
vo cinema”. Vencedor do Oscar
com“Beleza americana”, o ator
mudou de indústria e, se levar
um Emmy, poderá se tornar
uma figura exemplar desse
momento iluminado da TV.
Nos bastidores, rola o certo
desconforto natural das mu-
danças. Porém, todos são unâ-
nimes emdesejar “que vença a
qualidade”. A resistência é pa-
recida com a que a HBO en-
frentou, há alguns anos, quan-
do começou a levar troféus
com séries como “Família So-
prano”. Hoje, o cabo está total-
mente assimilado pelo Emmy.
Houve até quem sugerisse a
criação de uma categoria dife-
rente para o que é de internet.
A ideia não prosperou por ra-
zões óbvias: a televisão e o stre-
aming são, cada vez mais, uma
coisa só, brigando por um
mesmo público. E vale obser-
var: essa renovação na lista de
convidados ao prêmio só ofici-
aliza uma mudança que come-
çou lá atrás.
A questão é que a internet
ainda não é capaz de falar para
as multidões sem que suas
transmissões empaquem por
razões técnicas que limitam
sua capacidade. Mas isso são
outros 500. É um assunto que
escapa ao tapete vermelho.
Na lista exclusiva do Emmy, os
representantes da nova TV
Crítica
COMFLORENÇA MAZZA, ANNA LUIZA SANTIAGO,
CLARA PASSI E RAFAELA SANTOS
Enquanto
aguardava para
gravar, Ary
Fontoura, o
Doutor Lutero
de “Amor à
vida”, se
arriscou na
leitura de um
dos livros de
medicina que
compõem o
cenário da
novela
REINO
MÉDICO
ESTEVAM AVELLAR/TV GLOBO
NA WEB
patriciakogut.com
O mundo da televisão passa
por aqui. Visite.
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_H User: Asimon Time: 07-17-2013 14:51 Color: CMYK
Quinta-feira 18. 7. 2013 l SegundoCaderno l O GLOBO l 9
Ementrevista coletiva, o presidente dos EUAdecla-
rou que, após três dias de conversações em Mos-
cou, continua esperançado na conclusão de um
acôrdoparaaproibiçãolimitadadas provas nuclea-
res. Kennedytranqüilizouos aliados afirmandoque
nãoestãoempauta assuntos que interfiramnos in-
terêsses e direitos europeus.
Kennedy temfé emacôrdo comURSS
A alta-costura francesa está de luto: Lucky, o mais
famoso manequim do mundo, que tornou conhe-
cidas as criações de Jacques Fath e Christian Dior
emtodooplaneta, faleceuontem, vítimade câncer.
Seu corpo, como ela pedira, será envolto em mag-
nífico traje liso vermelho, que lhe foi dado por Dior
quando ela se retirou da casa do célebre modista.
OúltimoDior damodêlonº 1 domundo
Há50anos 18 de julho de 1963
PORJOSÉFIGUEIREDO
Comopassar dotempo, amaioriados ídolos cai de
seus pedestais — e poucas quedas terão sido tão
ruidosas como as dos comunistas Stalin e Prestes.
Por causa destes, um rapaz sofreu brincadeiras
exasperantes, alémde perder emprêgo emcima de
emprêgo. E acabou recorrendo à Justiça, onde en-
controu um juiz compreensivo, que se lembrou de
que não ficaria bemao Exército ter emsuas fileiras
—orapazterádeseapresentar embreve—umsol-
dado com o nome de Stalin Prestes Rodrigues. E o
seu drama terminou ontem, quando pela primeira
vez assinou seu nôvo nome: Luís Lucas Rodrigues.
Morre StalinPrestes, nasce Luís Lucas
Foram encontradas 47 palavras: 26
de 5 letras, 18 de 6 letras, 2 de 7
letras e 1 de 8 letras, além da
palavra original. Com a sequência de
letras TI foram encontradas 11
palavras.
Instruções: Encontrar a palavra
original utilizando todas as letras
contidas apenas no quadro maior.
Com estas mesmas letras formar o
maior número possível de palavras
de 5 letras ou mais. Achar outras
palavras (de 4 letras ou mais) com o
auxílio da sequência de letras do
quadro menor. As letras só poderão
ser usadas uma vez em cada
palavra. Não valem verbos, plurais e
nomes próprios.
S o l u ç ã o : A b a d e , a c e s a , á c i d a , a l d e ã , a l e i a , a l i á s , b a c i a , b a i l e , b a l d a , b a l d e ,
b i e l a , b i s c a , c a í d a , c a l d a , c a s a l , d á l i a , d é b i l , d i a b a , i d e a l , i l e s a , l á b i a , l a s c a , s á b i a ,
s a c a l , s a d i a , s a í d a ; a l d e i a , b a l d i a , b a l e i a , b á s i c a , b é l i c a , b i c a d a , b i s a d a , c a b i d e ,
c a d e l a , c á l i d a , c i l a d a , e s c a d a , e s c a l a , l e s a d a , s a b i d a , s á d i c a , s e l a d a , s í l a b a ;
a l c a i d e , l é s b i c a ; c a b i d e l a ; B E L I S C A D A . C o m a s e q u ê n c i a d e l e t r a s T I : á t i c a ,
b a l í s t i c a , b a t i d a , b e s t i a l , e l á s t i c a , e s t i a d a , e s t i c a d a , é t i c a , l a t i d a , t í b i a , t í l i a .
Logodesafio
PORSÔNIAPERDIGÃO
Passatempo
ÁRIES
(21/3 a 20/4)
Elemento: Fogo. Modalidade:
Impulsivo. Signo complementar:
Libra. Regente: Marte.
Este é um momento de interferir,
modificar, transformar e recriar. As
derrotas não causam tanto impac-
to, pois é possível regenerar-se sem
muitas dificuldades. É tempo de re-
vigorar forças para um novo ciclo.
TOURO
(21/4 a 20/5)
Elemento: Terra. Modalidade: Fixo.
Signo complementar: Escorpião.
Regente: Vênus.
Ter uma opinião diferente nem
sempre vai indicar uma incompati-
bilidade. Quando o que se tem em
excesso é o que falta no outro, for-
ma-se uma bela parceria. É tempo
de receber o que ele tem para dar.
GÊMEOS
(21/5 a 20/6)
Elemento: Ar. Modalidade: Mutável.
Signo complementar: Sagitário.
Regente: Mercúrio.
Ainda que a flexibilidade seja im-
prescindível para não se deixar en-
rijecer, o rigor é necessário para su-
portar as pressões. É tempo de de-
finir algumas coisas para que possa
agir com mais determinação.
CÂNCER
(21/6 a 22/7)
Elemento: Água. Modalidade:
Impulsivo. Signo complementar:
Capricórnio. Regente: Lua.
Num momento de fechamento
de ciclo, o importante é desapegar
para dar lugar a novas experiênci-
as. Se não há criatividade, é hora de
mudar. É tempo de transformar o
que está cristalizado pelo tempo.
LEÃO
(23/7 a 22/8)
Elemento: Fogo. Modalidade: Fixo.
Signo complementar: Aquário.
Regente: Sol.
Se você ficar resistindo a certas
mudanças pode estar se autoimpe-
dindo de chegar ao que há de mais
profundo em si mesmo. É tempo de
despertar o que está adormecido e
transformar seus vínculos afetivos.
VIRGEM
(23/8 a 22/9)
Elemento: Terra. Modalidade:
Mutável. Signo complementar:
Peixes. Regente: Mercúrio.
É possível que uma palavra fora
de hora coloque tudo a perder. Por
isso, é sempre bom aproveitar os
momentos de sabedoria. É tempo
de falar no momento certo, escutar
sempre e calar quando preciso.
LIBRA
(23/9 a 22/10)
Elemento: Ar. Modalidade:
Impulsivo. Signo complementar:
Áries. Regente: Vênus.
Se as suas relações estão fican-
do desinteressantes, é hora de
abrir espaço para a mudança. É
tempo de começar a transforma-
ção consigo e depois verificar o
que ainda pode ser mantido.
ESCORPIÃO
(23/10 a 21/11)
Elemento: Água. Modalidade: Fixo.
Signo complementar: Touro.
Regente: Plutão.
Talvez a objetividade o ajude a
distinguir o que é seu do que é do
outro. Pode ser um bom modo de
conduzir relacionamentos. É tem-
po de discernir o papel que cada
um desempenha na relação.
SAGITÁRIO
(22/11 a 21/12)
Elemento: Fogo. Modalidade:
Mutável. Signo complementar:
Gêmeos. Regente: Júpiter.
Se você puder escutar com ge-
nerosidade o que dizem os outros,
poderá entender o que eles que-
rem dizer e não conseguem. É
tempo de aprimorar a qualidade
dos seus relacionamentos.
CAPRICÓRNIO
(22/12 a 20/1)
Elemento: Terra. Modalidade:
Impulsivo. Signo complementar:
Câncer. Regente: Saturno.
Se você não atingir alguma me-
ta traçada, é importante perceber
que tudo muda e, de repente, vo-
cê já não caminha mais na mes-
ma direção. É tempo de escolher
novos caminhos.
AQUÁRIO
(21/1 a 19/2)
Elemento: Ar. Modalidade: Fixo.
Signo complementar: Leão.
Regente: Urano.
Ao estimular as pessoas que
estão acomodadas a se movimen-
tarem, estará criando um modo
de canalizar suas inquietudes. É
tempo de incentivar e instigar as
pessoas a começar algo novo.
PEIXES
(20/2 a 20/3)
Elemento: Água. Modalidade:
Mutável. Signo complementar:
Virgem. Regente: Netuno.
Ao valorizar a sensibilidade vo-
cê consegue olhar o mundo com
mais amplitude, ver a vida como
um todo. É tempo de deixar que o
seu modo de ver o mundo sirva
como fonte de inspiração.
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Horóscopo
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PORCLAUDIALISBOA
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_I User: Asimon Time: 07-17-2013 14:40 Color: CMYK
10 l O GLOBO l SegundoCaderno l Quinta-feira 18. 7. 2013
CORARÓNAI
Blog: cronai.wordpress.comE-mail: cora@oglobo.com.br
PREÇO, PREÇO, PREÇO
P
ronto: fui num pé, voltei
no outro. Vi as modas,
comi mais do que devia,
gastei um caminhão de
dinheiro e, como sem-
pre, morri de ódio do go-
verno brasileiro, que de-
termina a prioridade
das minhas compras no exterior. Não pelo
que posso ou não posso trazer, mas por tor-
nar tudo tão absurdamente caro no Brasil
que me pego — como todos nós nos pega-
mos —comprando itens banais que não de-
veriam fazer parte das compras de viagem
de ninguém.
Quando cheguei a Nova York, há uma se-
mana, uma pilha de caixotes já me esperava
no hotel. Eramroupinhas e brinquedos para
os meus netos. Reclamei com a Bia de um
navio pirata que ocupou meia mala e que
ameacei deixar de presente para a camarei-
ra: por que ela não comprou aquele trambo-
lho no Rio?
—Esse navio custa quase R$ 400 aqui, mãe;
aí, não chegou a US$ 40, com frete incluído!
Meia mala ou não meia mala, é claro que o
navio veio. A mesma diferença de preço se
aplicava a cada um dos outros itens, dos bo-
necos às fantasias, passando pelos tênis e pe-
las espadinhas e lanternas que fazem con-
junto com o navio.
Essa mesma lógica perversa se aplica a tu-
do de que um ser humano precisa, de bolsas,
jeans, roupa de cama e óculos a sapatos, cos-
méticos e temperos.
(Tudo, mas tudo mesmo, está mais barato
em Nova York do que no Rio. Até os hotéis,
que antigamente custavam duas ou três ve-
zes o preço dos nossos, estão mais ou menos
iguais, com a diferença que o número de es-
trelas na hotelaria de lá é levado a sério.)
Alguns vendedores, que ainda estranhamque
alguém em viagem entre numa loja e peça qua-
tro pares de tênis, me perguntaramse era verda-
de o que os turistas brasileiros andavam con-
tando a respeito dos preços no país. Numa das
lojas, me dei ao trabalho de procurar no celular
alguns exemplos dos nossos preços para o ven-
dedor incrédulo.
— Mas vocês pagam tudo isso?!
Pois é, pagamos, otários que somos. Eu, por
exemplo, sou refém de uma loja chamada Rud-
ge, a única que conheço, no Brasil, que perce-
beu que senhoras gordinhas que não queremse
vestir como garotas de 25 também têm direito a
roupas bem transadas. A Rudge se lembra do
que estava na moda quando tínhamos 20 anos e
temuma leve pegada étnica, umjeito late hippie
de ser. Suas roupas são mais originais e bonitas
do que propriamente bem acabadas, mas isso
não impede que os preços desafiem a imagina-
ção. Pois numa ótima loja americana chamada
Chico’s, que apesar do nome ridículo destina-se
à mesma clientela, comprei uma túnica, uma
calça, uma camiseta e umcolar lindo pelo preço
de uma única veste na Rudge. É como o navio
pirata do Fabinho: dá para não trazer?
É ridículo ir à maior cidade do mundo, ao
grande entreposto comercial do planeta, onde
se encontra o melhor de cada nação da Terra, e
voltar com a mala cheia de banalidades que,
num país com impostos menos ofensivos, po-
deríamos comprar na esquina, sem precisar
parcelar em dez vezes.
O precioso espaço de bagagem que deveria
ser usado para que trouxéssemos peças únicas
da África, objetos de designda península escan-
dinava, tecidos indianos e tesouros variados
vem ocupado por brinquedos de plástico, rou-
pas para o dia a dia, calçados diversos.
O pior é que, para sustentar sua cáfila de
ministros e o maior contingente de cargos de
confiança desta e de qualquer galáxia conhe-
cida, dona Dilma ainda vira sócia da econo-
mia que fazemos em dólares, e tunga o que
gastamos no cartão em 6%.
Quando passei pela alfândega, a agente
olhou para as minhas duas malas imensas e
perguntou se eu tinha algo a declarar. Não,
respondi — com toda a sinceridade: apenas
netos gêmeos e um manequim que a moda
brasileira ignora. A agente revirou os olhos,
como quem diz “sei bem o que é isso”, e me
deixou passar. Agradeço de coração a essa
moça compreensiva. Tirando um mini iPad,
eu não trouxe nada com tomada, mas se
abrisse aquelas malas nunca mais consegui-
ria fechá-las.
E não é que os americanos inventaram
uma variante do golpe do sequestro por tele-
fone? Funciona assim: uma pessoa que se diz
gerente do hotel liga para o quarto do hóspe-
de e diz que o seu cartão de crédito não pas-
sou direito na máquina, ou não foi aceito pe-
la operadora. Quando o hóspede se prontifi-
ca a descer para resolver o problema, o falso
gerente diz que não é necessário, e que basta
dar o número do cartão novamente, pelo te-
lefone. Muita gente tem caído no golpe — e,
quando volta para casa, tem a desagradável
surpresa de receber a cobrança de compras
que nunca fez.
Comodiz oAncelmo, deve ser terrível... vo-
cês sabem.
Beijo para a dona Lúcia, mãe da minha
amiga Bia Bruno, que adora uma novidade. l
É ridículo ir à maior cidade
do mundo, ao grande
entreposto comercial do
planeta, e voltar com a mala
cheia de banalidades
THE BREEDERS VOLTAM COM
LEMBRANÇAS DOS ANOS 1990
CARLOS ALBUQUERQUE
carlos.albuquerque@oglobo.com.br
N
a música, 1993 foi um ano agita-
do. Dizzy Gillespie, Sun-Ra e
Frank Zappa se foram. Prince
trocou seu nome por um símbolo. O
Oasis foi descoberto por Alan McGee,
da Creation Records. Michael Jackson
começou a ser acusado de assédio a
menores. E com o grunge no topo das
paradas de sucesso (“Ten”, do Pearl
Jam, foi um dos dez álbuns mais vendi-
dos do período), criou-se uma momen-
tânea e estranha inversão de valores,
que colocava Janet Jackson e Mariah
Carey como artistas alternativos.
— É realmente engraçado pensar nis-
so porque, de fato, os nomes que eram
do underground pularam, de repente,
para o topo das paradas, enquanto os
artistas que representavam o mainstre-
amse tornaram, durante umbreve perí-
odo, alternativos — lembra Kelley Deal,
guitarrista dos Breeders, que se apre-
sentamno próximo dia 25 no Circo Voa-
dor, em iniciativa do Queremos. — Foi
comose tivessemcolocadooshowbusi-
ness de cabeça para baixo naquele ano.
Foi nesse contexto que chegou às lo-
jas “The last splash”, segundo disco do
grupo americano, liderado por Kelley e
sua irmã gêmea, a cantora Kim Deal
(tambémbaixista do Pixies). Diferente-
mente de sua estreia, “Pod”, lançado em
1990, sem grandes repercussões (a não
ser para Kurt Cobain, do Nirvana, que o
considerava umdos discos mais impor-
tantes de sua vida), “The last splash”
surfou bem a onda daquele momento.
Comcanções de apelo pop cercadas de
distorção e microfonia, o disco vendeu
mais de um milhão de cópias.
ÁLBUM GANHOU NOVA EDIÇÃO ESTE ANO
Osucesso, porém, rendeu pouco para o
grupo de Ohio, que se desfez um ano
depois, após umshowno Lollapalooza,
seguido pela prisão de Kelley por posse
de heroína e sua internação em uma
clínica de reabilitação. O grupo voltou
nos anos 2000, com outros dois álbuns
e novas formações. Este ano, já consi-
derado um marco do rock dos anos
1990, “The last splash” ganhouuma no-
va edição, batizada “LSXX”, e fez o gru-
po se reunir com a antiga formação —
que incluía a baixista Josephine Wiggs
e o baterista Jim MacPherson — para a
turnê que o traz agora ao Brasil.
— Embora, obviamente, considere o
disco repleto de ótimas canções, acho
que o contexto contribuiu muito para
que ele se tornasse um marco daquele
período — reflete Kelley. — Havia uma
maré boa para o rock alternativo, as
pessoas pareciam cansadas de ouvir os
mesmos hits fabricados tocando nas
rádios e aparecendo na MTV.
A própria MTV —ainda influente na-
quela época —foi uma aliada do suces-
so de “The last splash”, graças ao vídeo
da música “Cannonball”, que, dirigido
pelo então novato Spike Jonze, rodava
semparar na sua programação. Arevis-
ta “NME” chegou a descrever a música
como um “hino indie”:
—Ovídeofoi outroexemplode sincro-
nia em torno do disco, de encontrarmos
Spike na hora certa, com a música certa.
Nos shows, o grupo temtocado o dis-
co na íntegra e incluído lados Be covers
de Beatles e Guided by Voices no bis.
— Há músicas como “Mad Lucas”
que nunca tínhamos tocado ao vivo, o
que tem feito da turnê uma divertida e
desafiadora volta ao passado — conta
Kelley. —Só não posso garantir que va-
mos gravar um novo disco depois des-
ses shows. Continuamos a ser uma
banda sem grandes planos. l
DIVULGAÇÃO
The Breeders. Show no Circo Voador, no próximo dia 25, terá a mesma formação de 1993
Grupo americano traz ao
Rio a turnê de 20 anos do
disco ‘The last splash’, um
marco do som indie
“Embora considere o
disco repleto de
ótimas canções, o
contexto contribuiu
muito para que ele se
tornasse um marco
daquele período”
Kelley Deal
Guitarrista dos Breeders
MUSICAL CELEBRA A
MÚSICA DE AUTORES
DE ‘MAMMA MIA’
‘Para sempre ABBA’
estreia hoje reunindo
43 canções do grupo
ícone dos anos 1980
NANI RUBIN
nani@oglobo.com.br
O
s fãs do ABBA hão de
perdoar Tadeu Aguiar.
Diretor de musicais co-
mo“Quasenormal” e“Baby”, ele
não era especialmente admira-
dor do grupo sueco, que produ-
ziu alguns dos maiores hits dos
anos 1970 e 1980. Mas dois me-
ses depois de uma aproximação
profissional com as canções do
quarteto, é comentusiasmoque
hoje se inclui (ainda que tardio)
entre os apaixonados por um
dos maiores ícones pop do sé-
culo XX. É nessa condição que
ele assistirá, hoje, às 19h, no Te-
atro Clara Nunes, à estreia de
“Para sempre ABBA”, espetáculo
emque assina a direção. No tra-
jeto de Copacabana, onde mo-
ra, até a Gávea, a trilha sonora
será... ABBA, que ele garante
não tirar mais do carro.
“Para sempre Abba” se inclui
numa linhagemde musicais re-
centes como “Beatles num céu
de diamantes” e “Milton Nasci-
mento — Nada será como an-
tes” (ambos da dupla Claudio
Botelhoe Charles Möeller), cuja
ação dramática é conduzida
por uma sequência de canções,
semtextos, o que o distancia ra-
dicalmente de espetáculos co-
mo “Mamma mia”. No caso de
“Para sempre ABBA”, as músicas
foram garimpadas por Rodrigo
Cirne, que integrou o elenco de
“Milton Nascimento”.
— Comecei a ouvir mais
atentamente o grupo há uns
cinco anos, e percebi que as le-
tras eram fortes, teatrais — diz
ele. — Baixei a discografia
completa e gostei muito do
que ouvi, eles têm músicas
muito pop, vibrantes, mas as
letras às vezes erammelancóli-
cas, tristes, como em “The
winner takes it all”. Quase to-
das falam de amor, mas algu-
mas citam brigas, separações.
Foi a partir daí que reuniu 43
músicas (a maioria editada)
num roteiro musical de
1h10m, dividido em seis te-
mas: flerte, paixão, decepção,
separação, recomeço e, por úl-
timo, celebração — “como se a
música do ABBA tivesse trans-
formado esses personagens”,
diz ele. Além de hits como
“Voulez-vous”, “Dancing
queen”, “Gimme, gimme, gim-
me” e “Fernando” (numa ver-
são latina), o roteiro inclui vá-
rios lados B do grupo, como
“Tiger” e “People need love”.
AÇÃO SITUADA EM HOTEL
A “ação” foi situada por Tadeu
Aguiar num hotel, onde seis
hóspedes se relacionam (além
de Cirne, estão no elenco Sabri-
na Korgut, Raul Veiga, Olavo
Cavalheiro, Giulia Nadruz e
Analu Pimenta, e ainda quatro
bailarinos/cantores, “funcioná-
rios” do hotel, acompanhados
por seis músicos). Como não há
falas, odiretor fez comque cada
ator/cantor imprimisse às mú-
sicas a emoção certa para dar
continuidade à história. Oespe-
táculo, que fica em cartaz até
outubro, tem direção musical e
arranjos vocais de Jules Vandys-
tadt, figurinos de Beth Serpa
(mulher do produtor Carlos Al-
berto Serpa, em sua primeira
incursão na área) e coreografia
de Roberto de Oliveira. l
DIVULGAÇÃO
Celebração. Sabrina Korgut (centro) e o elenco: dez atores e seis músicos
Product: OGloboSegundoCaderno PubDate: 18-07-2013 Zone: Nacional Edition: 1 Page: PAGINA_J User: Asimon Time: 07-17-2013 14:52 Color: CMYK
QUINTA-FEIRA 18.7.2013
oglobo.com.br
OGLOBO
Bahamas. Todo mundo quer receber mais brasileiros
EUA. O roteiro das cervejas artesanais em Washington
Jovens ocupando as ruas, bares animados,
hotéis inovadores e museus de arte
moderna formam a nova cara de Viena
Mais
umavalsa
V
ienaé umacidade tradicional, comar-
quitetura imponente, herança do im-
pério dos Habsburgo, onde a música
clássica faz parte do cotidiano das pessoas, e a
tradição gastronômica é feita de tortas com
creme e receitas à moda antiga, incluindo sal-
sichão com salada de batata. Quando convo-
camos a jovem repórter Fernanda Dutra para
visitar a cidade, lançamos o desafio: quere-
mos umroteiro moderno, fugindo dos estereó-
tipos vienenses. Pois ela foi, viu e venceu a
aposta, trazendo na bagagem uma bela re-
portagem, apresentando a capital austríaca
por novos ângulos, com gente na rua aprovei-
tando o verão, bairros festeiros e museus de ar-
te moderna e contemporânea. Essa Viena vo-
cê não conhecia. Nem eu.
BEM-VINDO
S
Bruno Agostini
EDITOR ASSISTENTE
CAPA Varanda de suíte do hotel 25 Hours, diante do Museums-
Quartier, no sétimo distrito de Viena. Foto de divulgação. Acima,
bar no sétimo distrito dentro de um pátio. Foto de Fernanda Dutra.
EXPEDIENTE
EDITORA Carla Lencastre (carla@oglobo.com.br)
EDITORES ASSISTENTES Bruno Agostini (bruno.agostini@oglobo.com.br)
e Cristina Massari (cristina.massari@oglobo.com.br)
REPÓRTERES Eduardo Maia (eduardo.maia@oglobo.com.br)
e Fernanda Dutra (fernanda.dutra@oglobo.com.br)
DIAGRAMADORA Mariana Morgado (maroca@oglobo.com.br)
Redação 2534-5000 boaviagem@oglobo.com.br
Publicidade 2534-4310 publicidade@oglobo.com.br
Correspondência Rua Irineu Marinho 35, 2º andar, Rio de Janeiro,
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Copacabana II ................................ 2513-5114
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Macaé Shop. ..............................22 2762-9494
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Cabo Frio....................................22 2645-5664
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alteração, conforme disponibilidade e sem aviso prévio. Promoção não é válida para embarque na alta temporada. Consulte condições específicas. Câmbio base 12/7/2013: US$ 1,00 = R$ 2, 34 e € 1,00 = R$ 3,05, exceto Punta Del Este
Preços, datas de saída e condições de pagamento sujeitos a reajustes e alterações sem aviso prévio e lugares sujeitos a disponibilidade. Condições de pagamento: em até 10 vezes sem juros, sendo 0+10 vezes somente no cartão
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C
om apenas 40 anos de
independência com-
pletados em 10 de ju-
lho, Bahamas vive ba-
sicamente do turismo
e dos milhões de dóla-
res deixados principalmente pelo en-
xame de americanos que invade as
suas praias e resorts, viajando a partir
de Miami, na Flórida, principal canal
de entrada no país. A presença de
brasileiros no arquipélago ainda é tí-
mida em comparação aos demais
destinos caribenhos, como Aruba,
Curaçau e Cancún. Mas o objetivo do
governo local, assim como o de qua-
se todomundo, é mudar esse panora-
ma de olho em fatias maiores dos
mais de US$ 8 bilhões deixados pelos
brasileiros em viagens ao exterior até
maio deste ano, o maior valor já re-
gistrado até hoje. O plano da ilha é
tornar a rota Brasil-Nassau mais viá-
vel e atraente para um público cativo
de destinos caribenhos tradicionais.
Uma das ações neste sentido é o in-
cremento das conexões para as Baha-
mas através do Panamá, que dispen-
sa visto para os Estados Unidos, faci-
litando a vida do viajante. l
FOTOS DE ANDRÉ COELHO
Nassau
deolhono
Brasil
Novidade. Destilaria
John Watling's funciona
na casa que abrigava
famoso pirata
ANDRÉ COELHO NASSAU
andre.coelho@bsb.oglobo.com.br
Conexões na América Central facilitama vida de
quempretende visitar a ilha caribenha
Show. The Dolphins
Cay, no Atlantis Resort,
em Paradise Island
Simpatia. Guarda de
trânsito na Bay Street,
na capital da ilha
Frutos domar.
Pilhas de conchas
em Stocking Island,
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Parcelamento em 10 x sem juros (entrada 30% + 9 parcelas) para compras em Cheque de Bancos Conveniados ou nos cartões Visa, Mastercard, Diners ou American Express válido somente para compras de passagem aérea desde o Brasil juntamente com a parte terrestre.
Preços mínimos, baixa estação em R$, por pessoa, em apto. duplo standard, calculados ao câmbio referencial de EUR 1,00 = R$ 3,086 e US$ 1,00 = 2,34 de 16/07/2013, sujeitos a variação na data do pagamento. Preços e lugares sujeitos à disponibilidade e a alterações sem prévio aviso.
Taxas não inclusas. Aéreo com saída de São Paulo ou Rio de Janeiro, em classe econômica promocional, exceto nos tours china Fascinante, reveillon na África e Encantos do Vietnã e camboja em que a saída é de São Paulo. | ABAV/RJ 94 | consulte seu agente de viagens.
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Nice, Mônaco, Lyon, Beaune,
Dijon, Reims | até SET
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9 dias/8 noites
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Monte St Michel, Saint Maloc,
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8 dias/7 noites
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cláSSico
10 dias/9 noites
Milão, Lago Maggiore, Stresa,
Locarno, Lugano, Como, Verona,
Pádua, Veneza, Bolonha, Pisa,
Florença, Assis, Roma | até SET
A partir de: total à vista R$ 8.809 ou
R$ 2.642 + 9x R$ 685
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Braga, Santiago de Compostela,
Salamanca, Ávila, Escorial, Madri |
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Barcelos, Braga, Guimarães, Santiago
de Compostela, Porto, Viseu, Castelo
Branco, Évora | até DEZ
A partir de: total à vista R$ 6.082 ou
R$ 1.824 + 9x R$ 473
ciRcUiTo
aRTE, vinHo E PaiXão
8 dias/7 noites
Lisboa, Bombarral, Óbidos, Fátima,
Azeitão, Évora, Estremoz, Vila Viçosa,
Sangalhos, Porto, Vale do Douro |
Circuitoemcarroprivativo| atéMAR2014
A partir de: total à vista R$ 7.702 ou
R$ 2.310 + 9x R$ 599
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8 dias/7 noites
4 noites em Lisboa no Hotel
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A partir de: total à vista R$ 5.545 ou
R$ 1.663 + 9x R$ 431
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Hotel Marina Atlântico +
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Tap
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FOTOS DE ANDRÉ COELHO
N
a chegada a Nassau, a imen-
sa silhueta do Atlantis Para-
dise Island se destaca no
horizonte da ilha. É umpre-
núncio do que o turista pode esperar
deste enorme complexo erguido em
umdos mais belos trechos de praia da
região. Oresort é uma espécie de cida-
de independente, com diversos res-
taurantes, lojas de grifes internacio-
nais, boates e o maior cassino do Cari-
be. Junte-se a isso, uma marina que
funciona como um pequeno mercado
à beira-mar onde convivem lado a la-
do pequenas lojas de suvenir e iates
multimilionários.
O lazer aquático é o carro-chefe das
atividades. Um enorme rio artificial
que corta a propriedade faz comque o
mar, acredite se quiser, fique relegado
a segundo plano, enquanto centenas
de famílias americanas disputamcada
palmo de espaço flutuando em boias,
e apenas poucos arriscam um mergu-
lho nos recifes. Alguns trechos das
praias chegamaficar realmente deser-
tos, tornando-se ideais para casais
desfrutarem de raros momentos de
tranquilidade.
Sucessoentre opúblicoadolescente,
tobogãs garantem diferentes níveis de
emoção, do mais básico ao mais radi-
cal. Nesta última categoria estãoinclu-
ídos The Abyss, uma queda vertical de
quase 90° com 15 metros de altura em
plenaescuridão, e oLeapof Faith, com
18 metros, partindo do alto de uma ré-
plica em tamanho real de um templo
maia. É comum presenciar pessoas
desistirem na beira do precipício, vi-
rando motivo de piadas entre os hós-
pedes e funcionários do parque. Há,
ainda, opções mais leves, com túneis
subaquáticos e escorregadores infan-
tis que passam pelo interior de gran-
des aquários submersos.
As lagoas artificiais do Atlantis são
uma atração à parte, abrigando uma
rica fauna marinha em exposição que
pode ser vista bem de perto em The
Dig, o enorme aquário central repleto
de cardumes de espécies tropicais, tu-
barões e arraias-jamanta, e cercado
por câmaras secundárias onde vivem
ParadiseIsland
Lazer aquáticoeaquário
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Aosol. Turistas aproveitam
uma das muitas piscinas
do Atlantis Resort
Diversão. O complexo
hoteleiro, em Paradise Island, é
quase uma cidade independente
as espécies mais exóticas como águas-
vivas luminescentes, moreias, e cava-
los-marinhos. Os corredores vivemlo-
tados de visitantes, mas a beleza e pro-
ximidade comos peixes vale o esforço.
Aárea de contato mais direto comos
animais acontece no Dolphin Cay, um
enorme complexode vida marinha on-
de os hóspedes têma oportunidade de
mergulhar na companhia de golfinhos,
leões-marinhos e arraias, além de ter
acessoaobastidores, umcentrodepes-
quisas edetratamentodos animais. Fo-
ra d'água, as atividades são mais con-
servadoras, com quadras esportivas,
campodegolfeeummurodeescalada.
A parte dedicada a gastronomia é
bastante generosa e impossível de ser
conferida em apenas alguns dias. São
mais de 40 opções entre bares, restau-
rantes, lounges e cafés espalhados por
todo o complexo. No fimdo dia, quem
viaja sem crianças pode curtir a noite
no Aura Nightclub ou no Drago’s Ultra
Lounge, casas noturnas exclusivas pa-
ra o público adulto. Sem sorte no
amor? Tente o cassino que fica a ape-
nas alguns passos de distância. l
Para aqueles que desejam
explorar um pouco a capital das
Bahamas, Nassau, há vida fora
dos muros dos resorts. Se o
intuito é conhecer a história
local, o hotel Graycliff pode ser
bom ponto de partida. O casarão
de 300 anos é uma espécie de
museu onde impera a decoração
clássica. O mobiliário de época e
a tapeçaria de alguns dos
quartos transportam o hospede
ao período colonial. Há também
quartos mais arejados e com
decoração mais moderna.
Os pontos altos da visita,
porém, ficam por conta das
pequenas fábricas de chocolates
e charutos, estes últimos feitos
tradicionalmente por imigrantes
cubanos, além da adega da
casa. De acordo com o
sommelier, ali está a terceira
maior coleção particular de
vinhos do mundo, com cerca de
275 mil garrafas, entre elas
raridades como um Châteaux
Lafite 1929 e um Rudesheimer
Apostelwein de 1727 avaliado
em US$ 200 mil.
Ainda no campo etílico, a
recém-inaugurada destilaria
John Watling’s é outro local onde
história e cultura estão ligados.
Entre um gole e outro do
tradicionalíssimo rum, faz-se
uma viagem pelo passado
bahamense: o local foi
esconderijo de piratas.
O polo comercial de Nassau
gira em torno da Bay Street e
suas ruelas adjacentes. Na
região convivem lado a lado
joalherias, grifes internacionais e
as tradicionais lojas de suvenires
e bugigangas. No meio de tudo,
fica o Nassau Straw Market,
uma espécie de camelódromo
local, onde entre um amontoado
de barracas vendedores
insistentes oferecem desde
charutos “cubanos” a óculos
“importados”, na companhia de
artesãos e entalhadores
trabalhando ao ar livre. Um
contraste interessante com as
lojas de rua, onde se tem a
impressão de que não há o
menor interesse em atender
quem deseja comprar.
Vinhos raros, rume piratas
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Blog de Bordo: famosos nas Bahamas
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ANDRÉ COELHO
Pose. Turistas tiram foto na Gold Rock Beach, no Lucayan National Park, na ilha de Grand Bahama
N
assau é famosa por
seus resorts de
praia, com boa es-
trutura de lazer e
decoração que pode lembrar
Las Vegas. No Sandals Royal
Bahamian o hóspede é re-
cepcionado por duas gigan-
tescas réplicas de divindades
gregas, estilo que se segue
em diversas partes do resort.
As duas principais piscinas
são cercadas por colunas, co-
mo um grande templo dedi-
cado ao ócio, onde há sem-
pre turistas bebendo ou boi-
ando sobre colchões de ar. A
programação pode incluir hi-
droginástica ou uminusitado
show de moda, estrelado pe-
los próprios hóspedes, que
desfilam modelos à venda na
loja do resort.
Além dos 404 quartos con-
vencionais, há ainda a opção
das chamadas villas, casas de
dois pavimentos e quatro
quartos, onde há mais priva-
cidade e tranquilidade do
que no interior do resort. Na
hora de fazer as refeições vo-
cê pode optar por um jantar
romântico no Gordon’s On
The Pier, montado sobre o
deque principal mar adentro,
onde se tem uma bela visão
noturna do resort, ou algo
mais informal no Kimonos,
onde garçons fazem malaba-
rismos com os ingredientes
sobre chapas fumegantes.
Festas e bares animam a
noite em ambientes decora-
dos com fotografias de época
onde membros da família re-
al britânica aparecem em ce-
nas de lazer e eventos oficiais
nas ilhas, relembrando o pas-
sado colonial inglês. Apesar
de jovem, com apenas 40
anos de independência, as
Bahamas permanecem liga-
das à chamada Commonwe-
alth of Nations e sob tutela da
coroa britânica.
Diferentemente de seu
congênere de Nassau, o San-
dals Emerald Bay, na vizinha
ilha de Great Exuma, é mais
novo (quatro anos de exis-
tência) e atrai um público di-
ferente, avesso a noitadas e
mais requintado, assim co-
mo suas instalações. Além
dos condomínios de aparta-
mentos cercados por coquei-
ros, há villas em frente ao be-
líssimo trecho de praia que
acompanha toda a área do
resort. Ali também estão dis-
poníveis caiaques e pranchas
do popular stand up paddle.
A proximidade, pouca pro-
fundidade e transparência da
água das praias de Exuma
são a combinação perfeita
para o mergulho, possibili-
tando a observação de toda a
rica vida marinha dos arreci-
fes. Os vários cays, como são
chamadas algumas das mais
de 300 ilhotas que circundam
a ilha principal, oferecem
uma grande variedade de
passeios, alguns beminusita-
dos. Não se surpreenda se
você cruzar pelo caminho
com iguanas e alguns porcos
(isso mesmo, suínos) nadan-
do tranquilamente ao lado
do barco próximo a Big Major
Spot Island.
Nos passeios, há também
paradas estratégicas para re-
feições, comoemStocking Is-
land, onde um morador pre-
para a tradicional conch sa-
lad bahamense, uma espécie
de vinagrete cujo principal
ingrediente é a carne de um
molusco local, cujas conchas
se amontoam na areia. Bem
ao lado da barraca, pode-se
observar um simpático casal
de pequenas arraias vascu-
lhando a parte rasa da praia
sem cerimônia em nadar por
entre as pernas de alguém.
A ilha de Grand Bahama,
onde está o Grand Lucayan
Resort, se destaca das demais
por sua diversidade turística.
Situado sobre o maior con-
junto de cavernas subaquáti-
cas do mundo, cuja extensão
total ainda é desconhecida, o
Lucayan National Park en-
globa seis ecossistemas em
seus 40 acres, onde uma ex-
tensa floresta, áreas de man-
gue, florestas de árvores nati-
vas da região e zonas de tran-
sição com partes rochosas
culminam, como sempre, no
mar. Após uma boa caminha-
da atravessando parte desse
exuberante conjunto natural,
o turista tem a monumental
visão da Gold Rock Beach, a
paradisíaca praia do parque,
frequentemente usada como
locação de ensaios fotográfi-
cos para revistas de moda. l
Hotéis
OndeLas
Vegas faz
escola
Serviço
Bahamas
A Copa Airlines voa do Rio
para Nassau, com conexão
na Cidade do Panamá e
tarifas de ida e volta a partir
de R$ 1.872. Pela
American Airlines, via
Miami, é preciso visto para
os EUA, e o bilhete custa a
partir de R$ 2.552. Preços,
com taxas, pesquisados
para a segunda quinzena de
agosto.
Onde ficar
Atlantis Paradise Island: O
imenso complexo hoteleiro
está com uma promoção de
verão, com diárias por a
partir de US$ 199. Tel.
1-242-363-3000.
atlantis.com
Grand Lucayan Resort:
Diárias a partir de US$
117. grandlucayan.com
Sandals Emerald Bay:
Diárias a partir de US$ 663
(no regime all-inclusive).
sandals.com
Sandals Royal Bahamian:
Diárias a partir de US$ 568
(no regime all-inclusive).
sandals.com
Como chegar
NA WEB
oglobo.com.br/boa-viagem
As belezas naturais
das Bahamas em vídeo
As Bahamas serviram
de cenário para cinco
filmes da franquia
007, cada umcomum
ator diferente no papel
de James Bond.
CASSINO ROYALE, de
2006, comDaniel
Craig
O MUNDO NÃO É O
BASTANTE, de1999,
comPierce Brosnan
LICENÇA PARA MATAR,
de 1989, comTimo-
thy Dalton
SOMENTE PARA SEUS
OLHOS, de 1981, com
Roger Moore
007 CONTRA A CHAN-
TAGEMATÔMICA, de
1965, comSean
Connery
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007noCaribe
André Coelho viajouaconvite
do Escritório de Turismo das
Bahamas e daCopaAirlines
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Piscinas
deáguas quentes
Estações termais pertode Quitoe Cuenca sãoboas alternativas nopaís
I
magine um banho em
uma piscina de águas
termais, provenientes
de um vulcão ativo. Ou
emuma piscina toda azul, re-
pleta de lodo termal vulcâni-
co. As duas experiências são
cada vez mais procuradas
pelos visitantes do Equador,
cujo terreno vulcânico tem
cerca de 60 pontos com
águas aquecidas e minerais
medicinais, de acordo com
um estudo do Instituto Naci-
onal de Meteorologia e Hi-
drologia. Ou seja, esse turis-
mo relaxante pode ser apro-
veitado nos Andes, na costa e
até na região amazônica.
O interesse por essas regi-
ões, antes restrito aos equa-
torianos, começa a se expan-
dir. No Spa Termas Papallac-
ta, por exemplo, os estrangei-
ros vêm ganhando espaço:
em média, três mil vão ao lo-
cal por mês. Entre os serviços
mais procurados, estão a visi-
ta de um dia ao balneário.
Opequeno povoado, a uma
hora de Quito, fica ao lado do
vulcão Antisana, distante al-
guns quilômetros dali — o
quarto vulcão nevado mais
elevado do Equador, com
uma altura de 5.753 metros.
No spa há piscinas de águas
termais —são oito no total —
e outras opções de lazer co-
mo massagem, aromaterapia
e saunas a vapor. Para quem
quiser se aventurar, o hotel
oferece ainda caminhadas,
cavalgadas e passeios guia-
dos. A acomodação, em ca-
banas individuais oupara ca-
sais, é outro atrativo das ter-
mas, que ainda têm um car-
dápio especial de trutas no
restaurante.
A 8km de Cuenca, a tercei-
ra maior cidade do Equador,
está a pequena Parroquia
Baños, que leva o nome de
um vulcão inativo. Na fonte
Piedra de Agua, a 2.550 me-
tros de altitude, alémdas pis-
cinas termais, os serviços
oferecidos incluem banhos
turcos, musicoterapia e ou-
tros menos tradicionais, co-
mo a piscina azul, com lodo
termal vulcânico. O serviço
passou a ser oferecido em
2011, quando foi descoberto
em uma escavação para am-
pliar as instalações. O lodo
vulcânico promete proteger a
pele do envelhecimento e da
desidratação, além de com-
bater a flacidez.
Outro ponto de turismo
termal fica em Chachimbiro,
na província de Ibarra. As
águas, termais e medicinais,
passaram a ser utilizadas pe-
los habitantes da região após
um terremoto, em agosto de
1868. E são provenientes do
vulcão ativo Cotacachi, cer-
cado por um tapete de vege-
tação que contrasta com a
paisagem desértica da regi-
ão. É a variedade da flora —
são mais de 70 espécies de
plantas catalogadas — o
grande destaque do Balnea-
rio de Nangulví, alémde suas
águas escaldantes. l
MARINA GONÇALVES QUITO
marina.gonçalves@oglobo.com.br
DIVULGAÇÃO
Relax. Turista curte as águas quentes e borbulhantes de Termas Papallacta, perto de Quito
Termas Papallacta: Entrada a
US$ 7,5. papallacta.com.ec
Piedra de Agua: Entrada a US$
10. piedradeagua.com.ec
Termas em Chachimbiro:
Informações sobre a região em
imbaburaturismo.gob.ec
Serviço
MarinaGonçalves viajoua
convite do QuorumQuito
E
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16
DIVULGAÇÃO
Espaçoso.
O novo
aeroporto
internacional
de Quito
D
esde fevereiro des-
te ano Quito tem
uma nova porta de
entrada. Localiza-
do em Tababela, a 25 km do
centro histórico da capital, o
novo Aeroporto Internacio-
nal Mariscal Sucre só herdou
do antigo o nome. Comcapa-
cidade para quase seis mi-
lhões de passageiros por ano,
o novo terminal promete im-
pulsionar o turismo no país.
As novas dimensões mar-
camo contraste como antigo
aeroporto, espremido no
centro da cidade. Se antes a
aterrissagem era tensa, pela
alta ocupação urbana e as
montanhas que circundam a
capital, agora há espaço sufi-
ciente. O terreno de 1.600
hectares comporta 38 mil m²
construídos e uma pista de
4.100 metros. Com isso, as
companhias que operam lá
já começaram a levar seus
aviões de grande porte, como
o Boeing 777-300 (até 368
passageiros) da KLM e o
A340-600 (até 380) da Iberia.
Do ponto de vista do passa-
geiro, o aeroporto novo é
mais agradável e espaçoso.
As salas VIP, com Wi-Fi, bufê
e poltronas confortáveis, em
finalização, serão abertas a
qualquer um que pague US$
15 na ala doméstica ou US$
17,50 na internacional.
O aeroporto será ligado à
cidade por uma linha de me-
trô, que deve ficar pronta em
2016. Até lá, o passageiro po-
de usar o Aeroservicio, um
ônibus especial que parte do
antigo Mariscal Sucre e leva
em média 90 minutos para
chegar ao novo, a US$ 8. A
corrida de táxi sai a US$ 23 do
Centro Histórico e a US$ 21
de La Carolina, por exemplo.
O antigo aeroporto será
transformado no Parque do
Bicentenário, uma área de 125
hectares que abrigará, além
de uma extensa área verde,
um centro de convenções e
uma estação do metrô. l
Aviação
Mariscal
Sucrede
casanova
EDUARDO MAIA
eduardo.maia@oglobo.com.br
Serviço
Quito
A TAM, em voos da LAN, faz
Rio-Quito por a partir de R$ 2.000,
com conexão em Buenos Aires, na ida
e Lima e Santiago, na volta. A
Avianca oferece o mesmo trecho por a
partir de R$ 2.300, com conexão em
Bogotá, na ida e na volta. A viagem
de Quito a Cuenca, de avião, leva 50
minutos e custa US$ 62 pela Tame.
Tarifas pesquisadas para a primeira
quinzena da agosto, com taxas.
Como chegar
EQUADOR
Quito
Chachimbiro
Papallacta
Cuenca
Baños
50km
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Preguiça. No
MuseumsQuartier,
bancos na praça e arte
Sabores. No Dom
Beisl, coelho com foie
gras e abobrinha
para a entrada
Arquitetura. Na
central Stephanplatz, o
prédio do hotel Do & Co
contrasta com catedral
Danúbio. Praias
artificiais atraem
moradores e visitantes
no final da tarde
FOTOS DE FERNANDA DUTRA
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S
exta-feira, final de junho.
A temperatura é de 18°C.
Para os vienenses, pouco
importa, pois é o calen-
dário quem dita o clima.
E, nele, é verão, último
dia de aulas nas universidades e es-
colas, início das férias. Diante do Pa-
lácio da Corte do Império Habsbur-
go, em Viena, há gente nos antigos
jardins da realeza numa espécie de
piquenique noturno. Na antiga estu-
fa, hoje um restaurante, música ele-
trônica desafia os ouvidos acostuma-
dos a Mozart e óperas variadas.
Erguido entre a antiga cidade amu-
ralhada e o subúrbio, os jardins reais
estão no meio de Viena. Ficam entre
o centro histórico e o MuseumsQuar-
tier, um complexo que reúne museus
de arte moderna ao redor de uma
praça, à noite. É a São Salvador deles:
uma grande social que precede os
bares e clubes, ali mesmo, dentro do
museu Leopold; ou perto, no moder-
ninho sétimo distrito. Os altos por-
tões ornamentados há muito não im-
pedem a passagem entre o velho e o
novo mundo austríaco, mesmo fe-
chados. Sem qualquer cerimônia, jo-
vens os escalam para ganhar as ruas
depois do piquenique.
E assim parece ser a atitude da Vie-
na contemporânea emrelação ao seu
passado glorioso: ainda ouve ópera e
música clássica, mas não se intimida
na hora de construir algo novo. Basta
ver, mesmo no centro histórico, a
profusão de prédios ultramodernos
como a obra do arquiteto francês Je-
an Nouvel que abriga o Sofitel ou a
dos vienenses do escritório BWMpa-
ra outros dois hotéis, o Topazz e o 25
Hours —ambos novos e compropos-
tas de hospedagem inovadoras. l
Viena
ensaiaária
doséculoXXI
FERNANDA DUTRA VIENA
fernanda.dutra@oglobo.com.br
Arte e arquitetura modernas e bares
e noites animadas mudama capital
Moderno. Museu para arte dos séculos XX e XXI foi inaugurado no ano passado
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FOTOS DE FERNANDA DUTRA
E
ntre os jardins imperiais e o
MuseumsQuartier (MQ), es-
tão os prédios que compu-
nham o palácio Habsburgo.
A fachada principal de um dos maio-
res deles, o Neue Palace, construído
já no século XIX, declínio do império,
possui traços barrocos e dá para a
Heldenplatz — onde Adolf Hitler
anunciou a anexação da Áustria em
1938. Adiante, estão os prédios gême-
os dos museus de Belas Artes e Histó-
ria Natural, dois palácios monumen-
tais separados pela praça onde se
destaca a estátua da única mulher
que governou a Áustria, a imperado-
ra Maria Theresa. Até aqui, respira-se
história, revivem-se os dias de Sissi.
Mas é quando chegamos aos está-
bulos dos Habsburgo que Viena mos-
tra sua faceta divertida e surpreenden-
te. Onde antes moravamos cavalos re-
ais, agora espalham-se bancos colori-
dos, chamados enzis, em meio a pré-
dios modernos e tradicionais do MQ
—que, aberto há 12 anos, consolidou-
se comoumadas áreas mais democrá-
ticas da cidade, recebendo locais e tu-
ristas, de dia e à noite. O MQ é a cara
da renovação de Viena, cujos hotéis
vêm registrando taxas recordes de
ocupação. Em 2012, ano do 150º ani-
versário de Gustav Klimt, foram 12,3
milhões de diárias, 7,5%a mais do que
em2011. Brasileiros ocuparam111mil
diárias em 2012, um aumento de 39%
em relação a 2011.
Sétimodistrito
Cores nos estábulos dos Habsburgos
DIVULGAÇÃO
O BAIRRO ONDE
MOROU GUSTAV
KLIMT E JOHAN
STRAUSS AINDA
ABRIGA ARTISTAS
E ESTUDANTES
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Rua. No sétimo
distrito, arte de rua
e lojas moderninhas
Design. A Finnshop
seleciona grifes
nórdicas
A tentação de passar o dia inteiro
no grande pátio repleto de cafés do
MQ é grande. Mas não perca os mu-
seus ao seu redor. O Leopold possui
a maior coleção do austríaco Egon
Schiele do mundo — e nos últimos
dois anos, recuperou duas telas do
pintor. “Wally”, umretrato da aman-
te do artista, fora roubado na déca-
da de 1990. E “Houses by the sea”
retornou ao museu depois de um
processo que questionou sua aqui-
sição. O museu de arte moderna e
contemporânea Mumok fica emum
grande cubo cinza de basalto, obra
do escritório de arquitetura Ortner
& Ortner, de 2001. No ano passado,
fechou por três meses para refor-
mas e reabriu com novos cinemas e
café, e galerias reorganizadas. O
Mumok exibe telas, esculturas, ins-
talações e gravuras do início do sé-
culo XX, e de nomes austríacos co-
mo Otto Mühl. Espaços para apre-
sentações de dança, exposições e
um museu infantil também
compõem o MQ.
Durante o dia inteiro e até as 23h, a
sensação entre hipsters e idosos é o
aluguel das bolas de petanca (jogo
parecido com bocha) para brincar
numa das quatro pistas abertas até
outubro. Nos fins de semana, os joga-
dores ganhamtrilha sonora do proje-
to Weekend Sounds, comDJs se reve-
zando entre meio-dia e 22h. Na ma-
drugada, a badalação se transfere pa-
ra o Café Leopold, um clube dentro
do museu. O espaço tem três ambi-
entes: bar e restaurante, com clima
lounge, e um salão maior para shows
e DJs famosos. Ali perto, em frente à
Ópera e perto da entrada dos jardins
imperiais, está o bar Albertina Passa-
ge, que ocupa uma antiga passagem
de pedestres subterrânea. Decorado
como se fosse um cenário do filme
“Laranja mecânica”, tem uma progra-
mação de jazz ao vivo apreciada pe-
los vienenses.
O bar no terraço do 25 Hours, que
ganhou expansão neste ano, também
é frequentado pelos locais. O hotel,
parte de uma rede presente também
na Alemanha e na Suíça, oferece
quartos com design jovem, a partir
de € 100. Sua lojinha de souvenir ven-
de duas grifes que usammateriais re-
ciclados, a de bolsas Freitag e a de de-
coração Gabarage. Outro novo hotel
na região é o Sans Souci, com 63
quartos, e decoração de interiores do
estúdio yoo, que trabalha com o ar-
quiteto Philippe Starck.
Ultrapassando os jardins imperiais,
chegamos ao jardim do povo, Volks-
garten. O belo gramado precede o
início de umpasseio pelas ruas do sé-
timo distrito, que concentra ateliês
de estilistas locais e outras propostas
originais. Seguindo pela Siebenstern-
gasse, encontramos a discreta
Finnshop, dedicada ao design nórdi-
co — são roupas coloridas, utensílios
de cozinha e até uma linha dedicada
aos Moomin’s, personagens de qua-
drinho da finlandesa Tove Jansson.
A Schokov leva a sério os chocola-
tes: temgrandes nomes europeus co-
mo Michel Cluizel e austríacos como
Bachhalm (amargos combinados a
especiarias ou castanhas) e Martin
Mayer. Os gourmets vão adorar a
Vom Fass. A loja armazena vinhos,
azeites, vinagres e destilados euro-
peus em barris de cerâmica — todos
adquiridos de pequenas cooperati-
vas e produtores selecionados pela
loja. Depois de provar, o cliente pode
escolher um vidrinho para levar o
item escolhido ou reaproveitar os
que já têm. Entre as lojas de roupas,
há desde as com maiores pretensões
fashion — como a minimalista Herta
Gross e a multimarcas At First Sight
— à linha street da Sixxa, que tam-
bém vende quadrinhos, toy art e
acessórios. O bairro onde morou
Gustav Klimt e Johan Strauss ainda
abriga artistas e estudantes, nas char-
mosas casinhas antigas ou nos bares
que, nesta época, invadem as calça-
das com mesas e cadeiras. l
Museus. Área que
abriga o Mumok recebe
turistas e locais
Dobarril. A
Vom Fass vende
azeites frescos
Gramado. O
Volksgarten é o antigo
jardim do povo
Hotel. O 25 Hours
investe em design e bar
badalado no terraço
Q
uando começou a
ser construído, ain-
da na década de
1990, o projeto do
prédio onde hoje fica o hotel
Do & Co, sofreu intensa opo-
sição. O motivo: seu desenho
moderno descaracterizaria a
tradicional praça da Catedral
de St. Stephan, no centro da
cidade. Mas, depois de ergui-
do, o edifício logo se incorpo-
rou à paisagem, refletindo
em sua fachada a igreja e ou-
tras construções monumen-
tais. Mesmo assim, ficou co-
mo símbolo da nova arquite-
tura em Viena.
Hoje, o centro histórico
possui outros bastiões da
modernidade — entre eles,
dois inaugurados no ano
passado: o Topazz e o Lamée,
ambos do mesmo dono e as-
sociados à rede Design Ho-
tels (assim como o Do & Co).
O primeiro se inspirou num
vaso do austríaco Koloman
Moser: tem formato cilíndri-
co e janelas ovais amplas nos
quartos. Abriga somente 31
apartamentos, com decora-
ção personalizada em tons
neutros. OLamée fica logo na
esquina num prédio menos
ousado. Nos fins de tarde, o
café Bloom, no nível da rua, é
o lugar ideal para praticar o
people watching.
Aproveite que está ali para
provar o sorvete mais con-
corrido de Viena. A fila em
frente à Eis Greissler sempre
se prolonga até a calçada.
Feito de leite orgânico fresco,
por uma família que cria va-
cas leiteiras há anos, oferece
sabores de fruta tradicionais
(maçã, morango, framboe-
sa), alguns veganos, e outros
mais criativos como sorbet
de queijo de cabra.
Nos últimos meses, o pri-
meiro distrito (do centro his-
tórico) ganhou outros dois
hotéis: um Ritz-Carlton, na
avenida Ring, que concentra
os prédios mais luxuosos da
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Design. Novo hotel
Topazz, no centro
cidade desde os tempos do
império, e um Kempinski,
em abril. O Ritz ocupa o es-
paço de quatro antigos palá-
cios do século XIX, e tem seu
próprio bar no terraço. São
202 quartos decorados em
tons neutros no clássico esti-
lo da rede. O Palais Hansen
Kempinski, como o nome
adianta, está num casarão de
1873 de inspiração renascen-
tista. A reforma foi comanda-
da pelo arquiteto vienense
Boris Podrecca, que soube
aproveitar a área ampla. Nu-
ma nação apaixonada por ta-
baco (ainda é possível fumar
em espaços públicos fecha-
dos emViena), ohotel se des-
taca por ter o maior lounge
de charutos da cidade com
uma ampla carta de uísques.
Um dos lançamentos mais
aguardados para o ano que
vem é o novo Park Hyatt. O
hotel fará parte de outro
quarteirão, o Golden. Ocom-
plexo ocupará cinco prédios
históricos, com escritórios,
residências e lojas de grifes
Centro
Hotéis
renovam
paisagem
Dourado. Grifes
luxuosas ocupam
novo quarteirão
FOTOS DE FERNANDA DUTRA
Numa viela atrás da Stephansplatz fica a
única adição vienense ao guia Michelin de
2013. O Dom Beisl abriu ano passado, sob o
comando do chef Harald Riedl, que já passou
pelo Radisson Blu da cidade. “Beisl”, para os
austríacos, significa “casa” e é assim que se
chamam os restaurantes tradicionais.
Portanto, não falta ao menu do Dom o
schnitzel vienense (vitela empanada com
batatas e salsa) ou ou goulash. Mas a casa de
Riedl, a quem se vê no corre-corre da cozinha
logo na entrada, procura trazer os sabores
mediterrâneos à tradição nacional. A
decoração austera contrasta com os pratos
coloridos e delicadamente apresentados,
como o amuse bouche de sardinha e polvo.
Escolhi o menu de três etapas e, seguindo as
sugestões do garçom, pedi a entrada de
abobrinhas recheadas com foie gras e filetes
de coelho ao molho de vinho tinto, com tantas
nuances de sabor quanto possível. Depois
chegou à mesa uma paleta de cordeiro com
risoto de cevada e alcachofras, uma receita
com cara e sabor de comfort food. Fechamos
com uma generosa sobremesa de mouse de
mocaccino com figos marinados e sorvete de
baunilha. A casa também é muitíssimo
considerada por sua carta de vinhos com cerca
de 600 rótulos. Outra boa notícia é que,
durante a semana, nem é preciso reservar.
Casa vienense estrelada
Dom. Áustria com inspiração mediterrânea
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luxuosas. A Prada, por exem-
plo, tomará o lugar do antigo
banco da monarquia, um
prédio do século XIXadorna-
do com relevos de Guten-
berg, Colombo e outros no-
mes históricos.
Roberto Cavalli, Miu Miu,
Mulberry, Louis Vuitton, Em-
porio Armani e Brioni já se
mudaram para uma constru-
ção original do século XVII,
expandida em 1938 e, após
bombardeios na Segunda
Guerra, quase toda refeita.
Hoje, a fragrância de tinta
fresca se mistura aos perfu-
mes das grifes nos corredores
do Golden Quartier. O proje-
to, porém, só será concluído
no ano que vem. Até lá, além
da Prada, 7 For All Mankind,
Brunello Cucinelli e Saint
Laurent chegam a Viena. As
novas lojas reforçamopoten-
cial do chamado Golden U,
formado pelas ruas Kärntner,
Graben e Kohlmarkt, onde se
encontram também as grifes
Chanel, Gucci, Burberry, Ar-
mani, Hermès e Swarovski.
A Áustria tem um sistema
de restituição de impostos
nacionais. Basta ter as notas
fiscais acima de € 75 e os pro-
dutos comprados à mão para
mostrar na partida. No aero-
porto de Viena, há guichês
próximos à alfândega que
oferecem o serviço. l
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FOTOS DE FERNANDA DUTRA
O
francês Jean Nou-
vel, vencedor do
prêmio Pritzker e
autor do projeto
do museu do Louvre em Abu
Dhabi, reconheceu numa en-
trevista que projetar em Vie-
na o intimida: “Acidade é im-
pressionante, e muito visível.
Tem um diálogo constante
com o passado e todos os
monumentos relembram a
importância de sua história
arquitetônica. Mas é preciso
estar em sincronia com a sua
era e eu queria que o hotel
demonstrasse isso. É um diá-
logo que se mantémao longo
dos séculos”, afirmou.
Inaugurado há dois anos, o
projeto de Nouvel para o So-
fitel se tornou um dos prédi-
os mais marcantes ao longo
do canal do Danúbio emVie-
na. O arquiteto se inspirou
nas cores da catedral, cinza,
preto e branco, para criar
quartos monocromáticos on-
de quatro largas janelas de
tamanhos diferentes criam
diferentes vistas da cidade.
Todo cinza e espelhado por
fora, o prédio destaca a colo-
rida obra que a artista suíça
Pipilotti Rist produziu para
os tetos de cinco andares do
hotel. O que mais chama a
atenção é o do 18º, onde fica
o bar e restaurante Le Loft.
Refletido nas paredes envi-
draçadas, parece expandir
suas cores pela noite, fundin-
do-se à paisagem vienense.
Com uma atração dessas, o
Le Loft logo se tornouumpo-
int entre locais e turistas.
Emfrente ao Sofitel, chama
a atenção uma espécie de
balsa modernista, toda espe-
lhada, com contornos bran-
cos, flutuando sobre o canal.
Trata-se do Motto am Fluss,
aberto em 2010 acima da es-
tação de balsas que ligam Vi-
ena a Bratslava, na Eslová-
quia, e outras cidades. Com
decoração inspirada na Ve-
neza dos anos 1950, o Motto
am Fluss funciona como ca-
fé, restaurante e noitada. No
verão, de quinta-feira a sába-
do, DJs tocam até tarde.
Mas a noite começa cedo à
beira do canal, onde nos últi-
mos anos pipocaram os bea-
ch clubs. Nos dias de sema-
na, a happy hour mais con-
corrida é nas faixas de areia
ao longo do canal. Aberto em
2009, o Tel Aviv Beach Club
surgiu como uma homena-
gem ao centésimo aniversá-
rio da cidade israelense.
Continua em forma em seu
quinto verão com muito hú-
mus, falafel e os vinhos da vi-
nícola moderninha vienense
Punk’s Finest Wines — são
três novos rótulos nesta tem-
porada, entre eles o branco
típico da região, o apimenta-
do grüner veltiner. Este ano,
o clube também traz quatro
sabores de sorvetes ao menu:
brownies, limão, cardamomo
e caramelo (eis uma prova do
que me disseram: vienenses
são loucos por sorvete, a
ponto de tomar na happy
hour entre cervejas). Do
meio-dia à meia-noite, tem
DJ na casa — mas ouve-se a
Final detarde
SorvetecomcervejanapraiaàbeiradoDanúbio
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1
3
Praia. Jovens
aproveitam a happy
hour diante do prédio
do Motto am Fluss
música sentado numa pol-
trona, embaixo de ombrelo-
nes, ou nos camarotes crava-
dos na areia.
Por falar em sorvete, há
uma Ben&Jerry’s rodeada de
cadeiras de pano malhadas.
A sorveteria americana tam-
bém serve coquetéis em Vie-
na. Faz parte de um comple-
xo maior, o Adria Wien, junto
de uma casa de vidro onde
ocasionalmente há festas.
Para completar a farofa, no
espaço tem churrasco vie-
nense na mesa (salsichas e
mais salsichas) e delicates-
sen de produtos orgânicos.
Vale a pena explorar o ca-
nal durante o dia também
para curtir os murais de arte
de rua, seja com uma cami-
nhada ouuma pedalada. Vie-
na possui um sistema públi-
co de aluguel de bicicletas
comuma hora de gratuidade.
Depois de umintervalo de 15
minutos, o cliente volta a ter
direito de retirar a bicicleta
semcustos por mais uma ho-
ra. O cadastro custa € 1 e exi-
ge um cartão de crédito co-
mo seguro — faça antes pelo
site (citybikewien.at).
Longe dali, no chamado
novo canal do Danúbio, a
praia tem mais cara de praia.
OVienna City BeachClub, ou
só VCBC, tem áreas para na-
dar e fazer stand-up paddle.
Na ilha de 21 quilômetros de
extensão no rio, há duas qua-
dras de vôlei e espaço mais
do que suficiente para cami-
nhar, pedalar ou andar de
skate. Aqui também dias e
noites são embalados por
música eletrônica — e este
ano, o lugar terá noites de
salsa especiais. l
Arte. Detalhe de mural
no Tel Aviv Beach Club
Vista. Teto do Le Loft,
no Sofitel, se reflete
na parede espelhada
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DIVULGAÇÃO
Daniel. Loja do hotel
vende produtos
exclusivos
E
m Viena, há quase
dez vezes mais mu-
seus do que Star-
bucks —são mais de
cem contra 12 das cafeterias.
Mas, para os vienenses, mu-
seus nunca são o bastante.
No final de 2011, o Belvedere
abriu umespaço para abrigar
sua coleção de arte do século
XX e XXI. A 21erHaus (ou,
“Casa do século XXI”) fica a
uma curta caminhada da
principal sede da instituição,
no terceiro distrito. O projeto
arquitetônico é do austríaco
Adolf Krischanitz e exige que
cruzemos uma ponte entre a
calçada e o museu. Olhando
para baixo, ainda na traves-
sia, vemos o simpático e co-
lorido café. A lojinha tem
menos suvenires reprodu-
zindo obras de arte famosas
da coleção e mais revistas e
livros de arte internacionais.
O primeiro piso é dedicado
a exposições temporárias.
Atualmente, a principal mos-
tra resulta de uma interven-
ção criada pelo coletivo Ge-
latin dentro da instituição: de
um gigantesco cubo branco
os artistas foram extraindo
suas obras de arte. O resulta-
do será exposto até o final de
setembro. O segundo andar
se dedica à coleção, apresen-
tada aos visitantes de forma
pedagógica e em mostras te-
máticas. Até novembro, “The
Collection #3” procura anali-
sar trabalhos os trabalhos de
artistas austríacos no pós-
guerra até hoje, contextuali-
zando-os internacionalmen-
te. A exposição é dividida em
três seções: liberdade-forma-
abstração; signo-imagem-
objeto, e corpo-psiquê-per-
formance. Nesses capítulos,
há obras de Cindy Sherman,
Paul McCarthy, Damien
Hirst, Sarah Lucas, Franz
West, Otto Mühl e até uma
versão de “Guernica” do
mesmo coletivo Gelatin.
Mas uma vez que você está
ali perto, não deixe de visitar
o prédio principal do Belve-
dere, numpalácio barroco do
século XVIII. Sair de Viena
sem conhecer o detentor de
uma das coleções mais res-
peitadas no mundo, equivale
a ir a Paris e esnobar o Louvre
—vale ressaltar que há muito
menos filas no museu vie-
nense. O Belvedere tem alas
de arte medieval à contem-
porânea e sua “Monalisa” é,
semdúvida, “Obeijo”, do aus-
tríaco Gustav Klimt, obra
produzida no início do sécu-
lo XX. O fascínio internacio-
nal por Klimt é tamanho que
o órgão oficial de turismo da
cidade reconheceu que as
comemorações por seu 150º
aniversário foram essenciais
ao recorde de visitas batido
no ano passado.
Além de bons números, os
festejos renderam ao museu
a doação de duas obras que
estão expostas permanente-
mente: a primeira é “O giras-
sol” (1908), que remete aos
girassóis de Van Gogh à pri-
meira vista. O de Klimt está
comosobuma lupa, porém, e
assume uma forma antropo-
mórfica que lembra a da tela
mais famosa do pintor. A ou-
tra obra é “Família” (1909),
numa pequena tela de 90 cm
x 90 cm, em tons expressio-
nistas, escuro, em que a mãe
e dois filhos aparecem dor-
mindo. Quem já conhecia o
museu e precisava de uma
desculpa para voltar, já tem.
O Belvedere acumula, agora,
24 obras do pintor, sendo a
maior coleção de Klimt do
mundo.
Os museus compõem o co-
ração do terceiro distrito,
uma região repleta de resi-
dências oficiais de embaixa-
dores, sede de embaixadas e
consulados, mas com pouca
vida residencial além disso.
Porém, um indicativo de que
começa a mudar é a instala-
ção de novos hotéis na regi-
ão. Quase vizinho aos por-
tões do Belvedere, o hotel
Daniel abriu no ano passado
num antigo prédio comercial
de fachada envidraçada, ori-
ginal de 1960, com 116 quar-
tos. No topo, vê-se umveleiro
em tamanho real — instala-
ção do austríaco Erwin
Wurm que pretende refletir o
desejo de ser diferente dos
empreendedores. Na conta
do hotel que prega o conceito
“estadia urbana, luxo esper-
to”, já há alguns fatores: col-
meias próprias, uma horta
diante da entrada do prédio
ao lado de um trailer ameri-
cano (disponível para reser-
vas); uma padaria no andar
térreo; check-in e check-out
no balcão da loja; uma loja
que vende “kit de emergên-
cia para homens e mulheres
gentis”, com sabonete produ-
zido especialmente para o
hotel, além de chapéus de
uma grife austríaca centená-
ria e camisas brancas feitas
sobencomenda a uma alfaia-
te, e diárias a partir de € 92.
Os quartos mais baratos têm
16m². O segundo hotel da
marca, que surgiu na austría-
ca Graz, chamou atenção: foi
eleito um dos melhores ho-
téis de negócios pela “Wall-
paper” e o melhor novo hotel
por menos de € 300 pela
“Condé Nast Traveller”.
No ano que vem, o terceiro
distrito ganha outro hotel de
design com diárias na faixa
de € 70, da rede alemã Motel
One — que já tem uma uni-
dade perto da estação princi-
pal de trem de Viena. E em
2015, o palácio barroco de
Schwarzenbeg será aberto
como umhotel cinco estrelas
com 128 quartos. l
Terceirodistrito
OséculoXXI eo
fascíniopor Klimt
FERNANDA DUTRA
Novo. A ponte que
leva ao 21er Haus
FernandaDutraviajoua
convite daLufthansa
DIVULGAÇÃO
ServiçoViena
Como chegar
Onde ficar
25 Hours: Perto do
MuseumsQuartier. Diárias
para casal a partir de € 90.
Lerchenfelder Strasse 1-3.
25hours-hotels.com
Sans Souci: Perto do
MuseumsQuartier,
inaugurado neste ano. Diárias
para casal a partir de € 219.
Burggasse 2.
sanssouci-wien.com
Sofitel: Próximo ao canal do
Danúbio. Diárias para casal a
partir de € 196. Praterstrasse
1. sofitel.com
Topazz: No centro histórico.
Diárias para casal a partir de
€ 161. Litchtensteg 3.
hoteltopazz.com
Lamée: No centro histórico,
perto da Stephansplatz.
Diárias para casal a partir de
€143. Rotenturmstrasse 15.
hotellamee.com
Daniel: Próximo do Belvedere.
Diárias para casal a partir de
€ 92. Landstrasser Gürtel 5.
hoteldaniel.com
Museus
MuseumsQuartier: Cada museu funciona num horário. Os
ingressos para o Mumok saem por € 10; para o Leopold, € 12.
Metrô: Museumsquartier. Museumsplatz 1. mqw.at
21er Haus: Abre quarta-feira, das 10h às 19h. De quinta a
domingo, das 10h às 18h. Ingressos por € 7. Metrô:
Südtirolerplatz. Arsenalstrasse 1. 21erhaus.at
Upper Belvedere: Todos os dias, das 10h às 18h. Só para o
Upper Belvedere, ingressos por € 12,50. Metrô: Südtirolerplatz.
Prinz Eugen-Strasse 27. belvedere.at
Bares e restaurantes
Adria Wien: De segunda a
domingo, a partir das 11h.
Obere Donaustrasse 97-99.
Metrô: Schottenring.
adriawien.at
Albertina Passage: No verão,
de quinta-feira a sábado, das
18h às 4h. Em frente à Ópera.
albertinapassage.at
Cafe Leopold: Em agosto, de
quinta-feira a domingo. Dentro
do museu Leopold, no
MuseumsQuartier.
cafe-leopold.at
DomBeisl: De segunda a
sexta-feira, das 11h30m às
23h. Schulerstrasse 4. Metrô:
Stephansplatz. dombeisl.at
Eis Greissler: Diariamente, das
11h às 23h. Rotenturmstrasse
14. Metrô: Schwedenplatz.
eis-greissler.at
Le Loft: Todos os dias, do
meio-dia às 2h. No Sofitel.
Motto amFluss: Todos os
dias. Restaurante, das
11h30m às 14h30m, e das
18h às 2h. Bar, das 18h às
4h. Café, das 8h às 2h.
Franz-Josefs-Kai 2. Metrô:
Schwedenplatz. motto.at
Tel Aviv Beach Club:
Diariamente, do meio-dia
à meia-noite. Obere
Donaustrasse 65. Metrô:
Schottenring. neni.at
Vienna City Beach Club: De
segundas a quintas-feiras e
aos domingos, das 10h30m à
meia-noite. Sextas e sábados,
das 10h30m às 4h.
Kaisermühlendamm, Neue
Donau Mitte. Metrô:
Donaustadtbrücke. vcbc.at
ÁUSTRIA
Viena
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Stephansplatz
Landstrasse
MuseumsQuartier
500m
Do Rio a Viena, a
Lufthansa voa
com conexão em
Frankfurt por
R$ 3.052. Com a Air
France, o bilhete, com
conexão em Paris,
custa R$ 3.027.
Valores com taxa
para agosto.
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Delícias
do
verão
friulano
Regiãovinícola nonorte
da Itália é berçode
vinhos brancos grandiosos
BRUNO AGOSTINI
CAPRIVA DEL FRIULI
bruno.agostinio@oglobo.com.br
A
cestinha cheia
de pães quen-
tinhos, com
grissini cro-
cante e impe-
cáveis lâminas
de massa fina como hóstia,
dão as boas vindas, ao lado
de uma garrafa de espuman-
te produzido coma uva ribol-
la gialla, estrela autóctone da
enologia local. Foi um prelú-
dio e tanto.
Logo o garçomtraz o primo
piato, um arranjo vertical de
espaguete lambuzado em
molho ralo e saboroso, com
vieiras, camarões, tomati-
nhos e ervas, uma bela com-
posição coroada comumvis-
tosolagostim. Asimplicidade
em uma de suas expressões
mais sublimes.
Então, abrimos o Collio Bi-
anco Molamatta 2009, um
branco fresco, aromático e
penetrante, comboa estrutu-
ra, produzido por Marco Fel-
luga, cuja vinícola está a pou-
cos minutos dali. O prato
principal chega para reafir-
mar o poder da candura, da
despretensão. Orata e denti-
ce, dois peixes pescados nas
águas do Mar Adriático, que
está a poucos quilômetros
dali, foram grelhados rapida-
mente. Um molho cítrico re-
alça as carnes brancas de sa-
bor delicado, e umas batati-
nhas cozidas acompanham
com a devida discrição. O
conjunto conta com a cola-
boração do vinho, que excita
as papilas e acentua a extre-
ma delicadeza do prato.
Umsorbet de Sambuca e li-
mão siciliano encerra a refei-
ção, mantendo o caráter de
seus antecedentes culinários
e enológicos: delicadeza,
frescor, leveza, numa se-
quência gastronômica muito
apropriada para uma tarde
quente do verão italiano.
O almoço, digno de eterna
recordação, tinha outros
componentes marcantes:
aconteceu na agradável va-
randa do restaurante do Cas-
tello di Spessa Resort, emCa-
priva del Friuli, no norte da
Itália, quase na fronteira com
a Eslovênia, numa tarde lin-
damente ensolarada que es-
timulava a sede pelos vinhos
refrescantes produzidos nas
redondezas. Porque um dos
grandes prazeres de uma via-
gemà Itália é juntar os comes
e bebes locais. No Friuli, es-
pecialmente entre junho e
setembro, isso significa co-
mer pescados frescos ao lado
de vinhos brancos idem.
Sedentos pelo calor do ve-
rão europeu neste início de
temporada de férias, ale-
mães, austríacos e suíços, vi-
ajando de carro, são os prin-
cipais visitantes desta área
do Friuli, região acima do Vê-
neto, às margens do Mar
Adriático. São eles, falando
alemão, que lotam as mesas
do restaurante do Castello di
Spessa, misto de vinícola e
hotel, um clássico local res-
ponsável por atrair visitantes,
comseu campo de golfe bem
cuidado e as simpáticas Ves-
pas amarelas que são em-
prestadas aos hóspedes para
passeios aos arredores.
No coração da região viní-
cola de Collio, próxima aos
balneário de Grado e de Tri-
este, o hotel fica na cidadezi-
nha de Capriva del Friuli, in-
serida emumcenário bucóli-
co, marcado por colinas de
elevação sutil, ora cobertas
por vinhedos, ora com mata
nativa inteiramente intacta.
Como o Bosco di Plessiva, ce-
nário marcado pelo Mount
Quarin, entre as áreas de pre-
servação ambiental do peda-
ço, com acácias, carvalhos e
castanheiras, trilhas para ca-
minhadas e animais como
veados, e espaço também
bastante procurado para ca-
valgadas e pedaladas.
O Mar Adriático garante os
pescados abundantes e fres-
cos, que se casam perfeita-
mente com os vinhos locais.
Há tintos de excelência, mas
foram os brancos que deram
FOTOS DE BRUNO AGOSTINI
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fama universal ao Friuli, que
é berço de alguns dos melho-
res vinhos do mundo nesta
categoria, produzidos por
nomes como Gravner, e os ir-
mãos Livio Felluga e Marco
Felluga, alémdopróprioCas-
tello di Spessa, quatro das
principais vinícolas de Col-
lio, uma das denominações
locais para vinhos.
Se o Castello di Spessa se
transformou em um hotel
grande e famoso, Marco Fel-
luga inaugurou recentemen-
te o Relais Russiz Superiore,
pequeno hotel de apenas seis
quartos e uma suíte, junto à
vinícola, rodeada pelas plan-
tações de uvas que ocupam
as encostas com vista para as
montanhas que marcam a
fronteira coma Eslovênia. In-
crementando a estrutura de
hospitalidade, que inclui vi-
sitas aos vinhedos e à adega,
com degustação de vinhos, o
hotel tem quartos confortá-
veis, numambiente que con-
vida ao relaxamento.
Perto dali, emGradisca d’I-
sonzo, junto à sede da com-
panhia, funciona o restau-
rante da família, a Antica
Trattoria Alle Viole, com car-
dápio dedicado à cozinha
tradicional do Friuli.
O restaurante mais famoso
da região não está muito lon-
ge dali, em Cormons, Al Cac-
ciatore della Subida, ou sim-
plesmente La Subida, que
conta com 17 quartos, em
um ambiente elegantemente
rústico, comarquitetura con-
temporânea que usa muita
madeira e temáreas envidra-
çadas que valorizam a paisa-
gemda região. No cardápio o
receituário campestre friula-
no, compratos como Zlikrofi,
de origem eslovena, um tor-
telli recheado de batata co-
berto com molho de sabor
intenso, feito com o caldo de
cozimento de carne, um pri-
mo próximo do varênique; o
gnocchi di susine, de batata
commolho de manteiga e to-
que de canela, duas das es-
trelas do menu de verão, e o
lombo de veado com molho
de mirtilos — pratos bem
executados responsável pela
estrela Michelin que a casa
ostenta. Se não houvesse
tantas outras, orestaurante já
seria, sozinho, uma bela ra-
zão para se ir até o Friuli. l
Uvas. Vinhedo com
vista para as
montanhas que
marcam a fronteira
com a Eslovênia
Hotel. Recém-
inaugurado, o Relais
Russiz Superiore
tem seis quartos
e uma suíte
Mesa. Peixes do Mar
Adriático se casam
com os rótulos locais
NA WEB
oglobo.com.br/blogs/enoteca
A grandeza dos vinhos do Friuli
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Marco Felluga. Diárias
a partir de € 120. Via
Russiz 7, Capriva del
Friuli. Tel. (39)
0481-99164.
marcofelluga.it
Castello di Spessa.
Diárias a partir de
€ 145. Via Spessa 1,
Capriva del Friuli. Tel.
(39) 0481-808124.
castellodispessa.it
La Subida.
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Air France 4003-9955 airfrance.com.br
American Airlines 4502-5005 aa.com.br
Avianca 4004-4040 avianca.com.br
Azul 4003-1118 voeazul.com.br
Alitalia (11) 2171-7610 alitalia.com
British Airways 0800-7610885 ba.com
Copa Airlines 0800-7712672 copaair.com
Delta Air Lines 4003-2121 delta.com
Emirates 0800 770 2130 emirates.com/br
Ethiopian Airlines (11) 4063-5199 ethiopianairlines.com
Gol/Varig 0300-1152121 voegol.com.br
Iberia (11) 3218-7130 iberia.com.br
KLM 4003-1888 klm.com.br
LAN 0300-7880045 lan.com
Lufthansa (11) 4700-1700 lufthansa.com
Pantanal 0800-123200 voepantanal.com.br
Taag 0800-2822206 taag.com.br
Taca 0800-7618222 taca.com
TAM 4002-5700 tam.com.br
TAP 0300-2106060 flytap.com.br
Team 2117-8326 voeteam.com.br
Trip 0300-7898747 voetrip.com.br
United Airlines 0800-162323 unitedairlines.com.br
US Airways 0800-7611114 usairways.com
OUTRAS EMPRESAS QUE OPERAM NO BRASIL
AeroMexico (11) 3253-3888 aeromexico.com
AeroSur (11) 3214-0484 aerosur.com
Air Canada (11) 3254-6630 aircanada.com.br
Cabo Verde 0300-3136868 flytacv.com
Cubana de Aviación (537) 838 1039 cubana.cu
Etihad Airways (11) 3443-7763 etihadairways.com
Korean (11) 3525-6700 koreanair.com
Qantas (0056) 2817-9500 qantas.com.au
Qatar Airways (11) 2367-2146 qatarairways.com/br
South African Airways (11) 3065-5115 flysaa.com
Singapore Airlines (11) 4305-3507 singaporeair.com
Swiss (11) 4700-1543 swiss.com/brasil
Tame (11) 32578611 tame.com.ec
Turkish Airlines (11) 3371-9600 thy.com
COMPANHIAS AÉREAS
Avianca Azul Gol/Varig TAM Trip
Jul ho** 10,64% 8, 86% 5,35% 7,7% 10,62%
Junho 13, 57% 16,15% 10,74% 8, 55% 17,3%
Mai o 9, 89% 13,64% 5,35% 6, 86% 17, 92%
Abri l 8,3% 9,6% 5, 2% 6% 16,7%
*Análise comparativa divulgada pela Infraero. ** Parcial obtida no dia 11 de julho. Consideram-se
atrasados voos que decolam mais de 30 minutos depois do horário previsto.
VOOS ATRASADOS*
Taxa: R$ 156,07. Documentos (originais): carteira de identidade
(maiores de 18 anos) ou certidão de nascimento (menores de 18
anos sem RG); certidão de casamento e identidade para mulheres
com estado civil diferente de solteira e que não conste no RG; título
de eleitor e comprovante de votação da última eleição (dos dois tur-
nos, se for o caso); certificado de reservista (18 a 45 anos); CPF; pro-
tocolo da solicitação, que deve ser feita através do site dpf.gov.br, no
qual o requerente deverá também agendar o atendimento, e passa-
porte anterior, se for o caso; comprovante do pagamento da taxa em
qualquer banco, casa lotérica ou agência dos Correios, por meio da
Guia de Recolhimento da União (GRU), que deve ser impressa do
mesmo endereço eletrônico. Endereços: Aeroporto do Galeão, Ter-
minal 1, 3º piso; diariamente, das 7h às 18h; tel. 3398-3142. Via Par-
que (Av. Ayrton Senna 3.000, Barra); segunda a sexta, das 10h às
21h30m; tel. 2430-5100. Rio Sul (Rua Lauro Müller 116, Botafogo); se-
gunda a sexta, das 10h às 20h; tel. 3527-7200. Shopping Leblon (Av.
Afrânio de Melo Franco 290, Leblon); segunda a sexta, das 10h às
22h; tel. 3138-8050. Niterói Shopping (Rua da Conceição 188, Cen-
tro); segunda a sexta, das 8h às 20h; tel. 2613-8830.
PASSAPORTE
Hora em relação a Brasília
Abu Dhabi +7
Amsterdã +5
Atlanta -1
Bogotá -2
Buenos Aires 0
Chicago -2
Cidade do México -2
Cidade do Panamá -2
Cingapura +11
Dallas -2
Doha +6
Dubai +7
Frankfurt +5
Havana -1
Houston -2
Istambul +6
Johannesburgo +5
Lima -2
Lisboa +4
Londres +4
Los Angeles -4
Madri +5
Miami -1
Nova York -1
Paris +5
Roma +5
Santiago -1
Seul +12
Tóquio +12
Toronto -1
Washington DC -1
Zurique +5
FUSOS
A lista com os endereços e telefones de todas as embaixadas pode
ser consultada no site portalconsular.mre.gov.br.
EMBAIXADAS
Dólar 2,25
Euro 2,94
Coroa dinamarquesa 0,39
Coroa norueguesa 0,37
Coroa sueca 0,34
Franco suíço 2,37
COTAÇÃO
Libra esterlina 3,40
Dólar canadense 2,16
Dólar australiano 2,05
Peso argentino 0,42
Peso chileno 0,0044
Peso mexicano 0,18
Lira turca 1,16
Rand sul-africano 0,23
Rublo russo 0,07
Rúpia indiana 0,037
Iene japonês 0,022
Yuan chinês 0,37
Angola 3526-9439
Austrália (61) 3226-3111
Canadá (11) 5509-4262
China 3237-6600
Cuba (11) 3873-2800
Egito 2554-6318
Emirados Árabes Unidos (61) 3248-0717
Estados Unidos 3958-0187
Índia (11) 3171-0341
Indonésia (61) 3443-8880
Japão 3461-9595
Jamaica 2122-8464
Jordânia (11) 3285-5521
Sérvia/Montenegro (61) 3223-7272
VISTOS
Roupas femininas
Brasil EUA Europa
36 2 34
38 4 36
40 6 38
42 8 40
44 10 42
46 12 44
48 14 46
NUMERAÇÃO
Camisas masculinas
Brasil EUA Europa
36 14 36
37 14, 5 37
38 15 38
39 15, 5 39
40 16 40
41 16, 5 41
42 17 42
Calçados infantis
Brasil EUA Europa
18 2, 5 20
19 4, 5 21
20 5, 5 22
21 6 23
22 7 24
23 7, 5 25
24 8, 5 26
Calçados femininos
Brasil EUA Europa
34 5, 5 36
35 6 37
36 7 38
37 7, 5 39
38 8, 5 40
39 9 41
40 10 42
Calçados masculinos
Brasil EUA Europa
39 7, 5 41
40 8, 5 42
41 9, 5 43
42 10 44
43 11 45
44 12 46
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capacidade atual do país inteiro (60
mil). Há também investimentos em
hotéis voltados para o golfe. Marrero,
que chegou ao Brasil dia 10 no voo
inaugural da rota Havana-São Paulo
da Cubana de Aviación, passou a
semana estreitando relações com o
Brasil. Acertou a realização de
eventos da Braztoa (em outubro) e da
Abav (maio) na ilha. Outra parceria é
com a Capemisa, que lançou o
Capemisa Travel, seu primeiro seguro
de viagem, voltado para quem viaja
para Cuba, além de ser a seguradora
oficial do voo da Cubana.
Com escritório instalado desde
ontem em São Paulo (e com previsão
de um outro no Rio até o fim do ano),
a Havanatur, agência de turismo
oficial de Cuba, já trabalha na
promoção da ilha no Brasil. O foco
são os cayos, praias com areia muito
clara, água muito azul e um número
crescente de resorts, vários operados
por grupos europeus, como o
Iberostar Mojito, inaugurado em Cayo
Coco em dezembro. De acordo com o
ministro do Turismo de Cuba,
Manuel Marrero Cruz, o litoral
ganhará 42 mil leitos, quase a
Novos resorts para
atrair brasileiros
Cuba
DIVULGAÇÃO
Resorts. Hotéis como o Iberostar Mojito, em Cayo Coco, ganham espaço em Cuba
Forte movimentação na alta
gastronomia francesa. Após
dez anos à frente dos
restaurantes do hotel Le
Meurice, em Paris, o chef
Yannick Alléno foi
substituído por Alain
Ducasse, responsável pela
cozinha do Plaza Athénée,
também na capital. Alléno se
transferiu para o Cheval
Blanc, luxuoso hotel de
montanha do grupo Louis
Vuitton em Courchevel, nos
Alpes franceses, além de
continuar com seu próprio
restaurante em Paris, o
Terroir Parisien. Os fãs de
Ducasse não precisam mais
esperar até a reabertura de
seu restaurante três estrelas
no Plaza Athénée, fechado
até meados de 2014 para
reformas. O chef assumirá
em setembro o restaurante
do Le Meurice, também com
três estrelas na gestão Alléno
e decoração que remete aos
palácios do século XVIII,
além do Le Dalí, restaurante
menor inspirado no pintor
surrealista, hóspede fiel do
hotel. Com isso Ducasse
amplia sua participação na
gastronomia do grupo
Dorchester Collection, dono
do Le Meurice e do Plaza
Athénée — Ducasse também
está à frente da cozinha do
The Dorchester de Londres,
outro hotel do grupo que
detém três estrelas Michelin.
Sai Alléno, entraDucasse
França
A Copa Airlines passa a
oferecer aos brasileiros mais
uma opção de voo para
Boston com a nova rota
inaugurada no dia 10 de
julho. O voo CM 0718 parte
todos os dias do Aeroporto
de Tocumen, na Cidade do
Panamá, às 11h46m, para a
capital de Massachusetts,
permitindo conexões para
os passageiros que chegam
do Brasil de Rio, São Paulo,
Belo Horizonte, Brasília,
Porto Alegre, Recife e
Manaus. Para quem
embarca do Rio no voo das
5h02m, a viagem até Boston
leva cerca de 14 horas. O
avião aterrissa no Panamá às
10h24m, e o passageiro tem
cerca de 50 minutos para
fazer a conexão. Em terra, o
trâmite é simplificado
porque os passageiros não
precisam fazer o tradicional
procedimento de imigração
quando desembarcam em
trânsito no Panamá. Entre os
aviões colocados em
operação na rota, estão os
modernos Boeing 737-800
Next Generation, com
capacidade para 155
passageiros. O bilhete pela
Copa Airlines, para o início
de agosto, custa a partir de
R$ 1.911. A viagem a Boston
também pode ser feitas por
outras companhias aéreas
entre elas American, Delta,
United e US Airways.
VooparaBostonviaPanamá
Estados Unidos
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Em tempos de espionagem em massa,
nada como revisitar o mais famoso espião
das telas de cinema. Está em cartaz no
International Spy Museum (800 F
Street NW) uma exposição
comemorativa dos 50 anos de
James Bond, focada nos inimigos
do agente 007. Em “Exquisitely
evil: 50 years of Bond villains”,
podem ser vistos os dentes de
Silva, o último vilão da franquia,
interpretado por Javier Bardem, e
outros 99 artefatos originais dos
filmes. Os vilões são separados
por tema, como Guerra Fria,
tráfico de drogas e mundo
cibernético. E também está lá um dos
carros utilizados por Bond em suas
caçadas aos mestres do Mal.
Inimigos de007nomuseudaespionagem
Bond, James Bond
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s cervejas
artesanais
viraram uma
febre na capital
americana, que, da
fabricação à degustação,
tem uma ótima oferta de
lugares que merecem a
visita do turista bom de
copo. Para ir direto à fonte,
reserve os sábados para
uma visita guiada pelas
instalações, seguido de
degustação, da DC Brau
(3.178-B, Bladensburg
Road NE), a mais
conhecida cervejaria local.
Do meio-dia até as 16h, há
tempo de sobra para
experimentar os três
carros-chefes da marca: a
IPA Corruption, a ale estilo
belga The Citizen e a já
tradicional pale ale The
Public. No mesmo horário,
a concorrente The
Chocolate City Beer (2.801
8th Street NE) abre as
portas para Growler Sales
— growlers são uma
espécie de botija que vão
sendo enchidas com chope
tipo refil (os musts da casa são
a copper ale Cornerstone e a
escura Cerveza Nacional). As
duas cervejarias vendem
growlers de suas marcas mas
aceitam garrafinhas da
concorrência. Toda estação as
cervejarias lançam novos
tipos, alguns temporários.
Não esqueça de levar o
passaporte, pois só maiores
de 21 anos têm direito ao
programa etílico.
Cervejas dacapital
WashingtonDC
Local. Loja de suvenires de DC Brau, tradicional cervejaria de DC
FOTOS DE DIVULGAÇÃO
FLÁVIA BARBOSA flavia.barbosa@oglobo.com.br
As cervejas artesanais também estão onde
a fome se une à vontade de beber. Uma das
melhores cartas da cidade está na Pizzeria
Paradiso, que tem unidades em
Georgetown (3.282 M Street NW) e em
Dupont Circle (2.003 P Street NW). As
entradas de queijos e frios e as pizzas em
11 sabores clássicos — massa fina e
crocante, como poucas na terra do fast
food — são perfeitas companhias para
mais de 16 tipos de cervejas na pressão, 248
marcas na garrafa e nove nas latas. Outra
pedida é o Churchkey (1.337 14th Street
NW), com delícias como os dumplings de
queijo de cabra, sanduíche de porchetta e a
seleção de queijos e embutidos. No
cardápio etílico, a lager da casa e 555
marcas de 30 países, em copos especiais.
Boas cartas nos
restaurantes
Comes ebebes
Um pouquinho de açúcar depois
de farra etílica é dica dos bons
bebedores e uma casa onde
literalmente há fila na porta é a
Georgetown Cupcake (3.301 M
Street NW, esquina com 33rd
Street). Os bolinhos doces das
irmãs Katherine e Sophie Kallinis
fazem sucesso desde 2008 pelo
gosto e a delicada aparência. São
17 sabores fixos e uma lista que
varia mensalmente de acordo com
os ingredientes da estação. As
combinações com chocolate são
campeãs de venda. Os cupcakes
saem a US$ 2,75 a unidade.
Cupcakes em
Georgetown
Docinhos
Possante. Carro de 007 no Spy Museum

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