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responsabilidade ecológica

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Escola secundária D.

Sancho I Filosofia 10º ano Turma 02

INTRODUÇÃO Desde os primórdios da Humanidade que a grande preocupação do Homem foi a de tentar compreender a natureza.

Os Homens primitivos sacralizavam a Natureza e explicavam os fenómenos naturais recorrendo ao sobrenatural

Para cada fenómeno havia uma explicação de carácter sagrado. Assim, a chuva que fertilizava os campos era a Deusa Chuva e a Terra (GEA) era a grande Deusa Terra-Natureza.

Com a aquisição do LOGOS o Homem tenta explicar a Natureza recorrendo aos elementos naturais. Para os filósofos pré-socráticos a grande questão à qual tentavam responder era a “Qual a origem do Cosmos?” ou “Arché” (princípio originário de todas as coisas)

A primeira resposta dada por Tales de Mileto foi: O princípio originário de todas as coisas é a Água. Os filósofos que lhe sucederam continuaram a recorrer aos elementos naturais (Terra-Água-Ar-Fogo) para explicarem a origem de todas as coisas.

Com a viragem antropológica do pensamento as questões fundamentais da filosofia passam a ser: O que me é permitido saber/conhecer? O que me é permitido fazer? O que me é permitido esperar? O que é o Homem? Apesar de já não se voltar exclusivamente para a Natureza a preocupação em conhecer e compreender o mundo dos fenómenos mantém-se e vai permanecer ao longo dos séculos.

Responsabilidade Ecológica A curiosidade Humana em relação à natureza levou ao desenvolvimento do espírito científico. O Homem criou leis, teorias explicativas, tecnologias, um conjunto estruturado de saberes e técnicas que lhe permitiram compreender a relação existente os fenómenos da Natureza.

Mas esta busca não era uma busca desinteressada, visava compreender para dominar.

O conhecimento científico permitiu a compreensão da relação causal entre fenómenos; (ex: duas nuvens carregadas com cargas opostas chocam - trovoada) Permitiu a previsão da ocorrência dos fenómenos; (ex: observação de condições climatéricas – previsão da tempestade) Permitiu construir as tecnologias que possibilitam o domínio desses fenómenos (ex: pára-raios)

O conhecimento científico trouxe assim inúmeras vantagens para a humanidade, mas simultaneamente possibilitou o domínio e consequentemente a destruição da Natureza.

Durante muito tempo julgou-se que a Natureza possui-a recursos inesgotáveis e que esses recursos deveriam ser colocados ao serviço do Homem. Foi esta perspectiva que levou ao descalabro ecológico.

Chegou, no entanto, o momento de o homem compreender que não é dono e senhor da natureza e que a sua própria sobrevivência passa necessariamente pelo respeito do meio ambiente do qual faz parte e com o qual deve viver em harmonia. O planeta revela sinais de desequilíbrio em consequência da intervenção humana e consumo excessivo de recursos naturais.

As alterações climáticas, a forte dependência de combustíveis fósseis e a inadequada utilização de recursos hídricos tem conduzido a efeitos catastróficos quer para o equilíbrio ecológico quer para a saúde humana. O aquecimento global é precisamente fruto da ausência de responsabilidade do ser Humano em relação à natureza.

São inúmeros os exemplos que podem ser dados dos efeitos nefastos da actividade Humana sobre a Natureza: - Degelo dos calotes polares; - Alteração das correntes marítimas; - Buraco da camada de ozono; - Subida do nível médio da água do mar; - Alterações nas estações; - Poluição atmosférica; - …

Para além destes efeitos o Homem corre o risco de, ao esgotar os recursos naturais, por em causa a sua própria sobrevivência. O futuro da civilização humana depende da capacidade de resposta do homem face aos problemas ambientais. Assim, defender a Natureza é defender a sobrevivência da espécie humana pois somos mais um elemento da natureza.

É URGENTE ACORDAR. É urgente uma política que una o desenvolvimento tecnológico com o preservação da natureza. É urgente a promoção de um DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (BOOM)

O Desenvolvimento Sustentável pressupõe a preocupação, não só com o presente, mas com a qualidade de vida das gerações futuras, protegendo recursos vitais, incrementando factores de coesão social e equidade. Esta política garante um crescimento económico amigo do ambiente e das pessoas.

É certo que a qualidade de vida tem melhorado para a maior parte das pessoas, na maior parte dos países ao longo das últimas décadas.

No entanto, é certo também que as disparidades têm vindo a acentuar-se e a tendência de degradação ambiental global tem aumentado.

No entanto, num mundo cada vez mais global há ainda um longo caminho a percorrer na procura da sustentabilidade.

Um grande passo foi alterar a política dos 3R’s , acrescentando aos conhecidos, REDUZIR, REUTILIZAR e RECICLAR , duas novas palavras de ordem: RESPONSABILIZAR e RESPEITAR

Responsabilizar: Sermos responsáveis e tomar as atitudes correctas para não prejudicar o ambiente.

Respeitar: Respeitar o Ambiente e o planeta fazendo tudo o que for necessário para a proteger

A sobrevivência das gerações futuras depende do comportamento que adoptarmos hoje. Só um comportamento responsável em relação ao ambiente garante a preservação da espécie Humana. É urgente a responsabilidade ecológica. (BOOM)

É urgente: “Procurar deixar o mundo um pouco melhor do que aquele que o encontraste”
(autor desconhecido)

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