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décio sena - coleção provas comentadas - português fcc - 3º edição - ano 2010

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Décio Sena

COLEÇÃO PROVAS COMENTADAS

3a edição
Conforme o Novo Acordo Ortográfico

Editora Ferreira

Rio de Janeiro 2010

Copyright© Editora Ferreira Ltda., 2007-2010 1. ed. 2007,1. reimpressão 2007; 2. ed, 2009; 3. ed. 2010

Capa Diniz Comes dos Santos Diagramação Diniz Cornes dos Santos Revisão APED Apoio Produção Ltda. Esta edição foi produzida em dezembro de 2009, no Rio de Janeiro, com as famílias tipográficas Syntax (8/9,6) e Minion Pm (12/14), e impressa nos papéis Chambril 70g/mJ e Caroíina 240g/mJ na gráfica Sermograf.

CXP-BRASIL, CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DÊ LIVROS, R3.
S477p 3.ed. Sena, Décio, 1945* Português FCC / Décio Sena. - 3.ed. - Rio de Janeiro: Ed. Ferreira, 2010. 45Sp. '(Provas comentadas / da FCC) ISBN 978-85-7842-115-1 1. Ungua portuguesa - Problemas, questões, exercícios. 2. Serviço público - Brasil - Concursos, L Fundação Carfos Chagas. H . Titulo. III. Série. 09-6258. CDD; 469.5 COU: 811.134.3*36 016630

07.12.09 10.12.09

Editora Ferreira contato@editoraferreira.com.br www.editoraferreira.com.br TODOS OS DIREITOS RESERVADOS - ê proibida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou por qualquer meio. A violação dos direitos de autor (Lei n° 9.610/98} é crime estabelecido peto artigo 184 do Código Penal. Depósito legal na Biblioteca Nacional conforme Decreto de 20 de dezembro de 1907. impresso no 8rasil/Prínted irt Brsxit 1.825,

Para Maria Cristina é Márcio, que possibilitaram Helena; minha presença no futuro.

Prefácio
Em nossas aulas preparatórias para concursos públicos, sempre reco­ mendamos aos alunos que procurem resolver um bom número de provas de Português elaboradas pelas Bancas Examinadoras que têm a responsabilidade de selecionar candidatos para um dado cargo. Justifica-se este pedido pela observação levada a efeito, em nossa trajetória profissional, de que as provas de cada uma das Bancas Examinadoras têm especükidades naturais, apresentam características bastante definidas, que são esta­ belecidas pelas inclinações a que se submetem os eminentes professores que as constituem: cada um deles tem preferência por esta ou aquela passagem do estu­ do da gramática de nossa língua; cada um deles tem gosto mais ou menos acen­ tuado por determinados modelos de questões. Deste modo, moveu-nos desta feita a intenção em ajudar o candidato a eventuais concursos que estejam sob responsabilidade da Banca Examinadora da Fundação Carlos Chagas. Assim, comentamos neste volume um conjunto de dez provas bastante representativas do estilo desta Instituição. Tanto quanto já fomos úteis em trabalho anterior, destinado à Banca Examinadora da ESAF, esperamos que nosso empenho seja convertido em boas provas para aqueles que nos dignarem com sua atenção. Boa sorte a todos! Décio Sena

VII

A presentè edição deste trabalho já surgiu sob a vigência dp Acordo Ortográfico da lííngua Portuguesa, com vigor a partir de 2009. j A ortografia empregada anteriormente aoAcordo Ortográfico pode ser aceita até 2012, entretanto. j | Adotamos] assim} os seguintes critérios quanto à grafia em nosso livro: 1} Preservámos os textos de prova como originalmente foram displstos em sua aplicação. | j 2) Adotanhos, em nossos comentários, os preceitos do novo Acordo Ortográfico. j j i Sempre que necessário, aproveitamos passagens dos textos originaiá das provas para reportarmos ao estudante a devida atualização ortográfica.

Sumário
Prova 1 -Agente Fiscal de Rendas/Secretaria de Estado de Fazenda/Sefaz~SP/FCC/2009...01 Prova 2 - Analista Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 4a Região/FCC/2Q09...39 Prova 3 - Analista Superior III/Infraero/FCC/2009........................ *........ .... .................. 61 Prova4 - Analista Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 15aRegião/FCC/2009...79 Prova 5 - Agente de Fiscalização Financeira/TCE-SP/2COS......................... ...................... 89 Prova 6 -Analista Judiciário/Bibliotecârio/TRT da 2a Região/2008........ ................... 101 Prova 7 - Secretário de Diligências/MPE-RS/2008.,....................................................... 119 Prova 8 ~Assessor/Área: Direito/MPE-RS/2008.......................................................... ,..133 Prova lõ -Audiior-Fiscalde Tributos Municipais/ISS-SP/2007.................................... 189 Prova II - Técnico Judiciário/TRE~SP/20Q6......................................... ................. ...... 217 Prova 12 - Analista Judiciário/TRE~SP/2006................................................................ 263 Prova 13 - Técnko Judiciário/TRF da IaRegião/2006..................................................... 2S3 Prova 15 - Analista/Banco Central/2006....................... ..............................................321 Prova 16 - Agente de Fiscalização Financeira/TCE~SP/2006.......................................... 349 Prova 17 -Agente Fiscal de Rendas/ICMS~SP/2006...................................................... 367 Prova 18 - Técnico Jndtciário/TRT4ada Região/2005..................................................... 425

Prova 9 -Analista Administrativo/MPU/2007................................................................... .... .......

Prova 14-Analista Judiciário/TRF da IaRegião/2006.........................................................*... ......

XI

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Prova 1

Agente Fiscal delRendas/Secretajria. de Estado de Fazendja/Sefàz-SP/FCd/2009
Instruções: Cohsidereo texto abaixo para responder às questões delnúmeros 1 a 10. j Esgotado por sucessivas batalhas, convencido da inutilidade de se­ guir lutando e tendo decidido ser preferível capitular a perder não só a liberdade como a vida, no verão de 1520 o rei asteca Montezúmaj prisioneiro dós espanhóis, concordou em entregar a Hernán Cortes o vas5 to tesouroj que seu pai, Axayáctl, reunira com tanto esforço, e em p ra r lealdade ao rei dà Espanha, aquele monarca distante e invisível cujo po­ der Cortés representava. Comentando a cerimônia, o cronista espinhol Fernando jde Oviedo relata que Montezuma chorou o tempó toáo, e, apontando a diferença entre o encargo que é aceito voluntariamente por io uma pessoa livre e o que é pesarosamente executado por alguém jacorrentndo, Oviedo cita o poeta romano Marcus Yarro, “O que é entregue à força não é serviço, mas espoliação”, j j Segundo todos os testemunhos,j o tesouro real asteca era magnífi­ co e ao ser reunido diante dos espanlióis formou três grandes; pillias de is ouro compostas, iem grande parte, dé utensílios requintados, que jsugeriam sofisjticadascerimônias sociais: colares intrincados, braceletes, cetros e leques decorados com penas multicoloridas, pedras preciosajs, pé­ rolas, pássaros e flores cuidadosamente cinzelados. Essas peças, segundo o próprio jCortési “além de seu valor, jeram tais e tão maravilhosas, que, 20 consideradas por sua novidade e estranheza, não tinham preço, nem é de acreditàr que algum entre todos osí Príncipes do Mundo de que se tem notícia pudesse tê-las tais, e de tal quálidade” Montezuma pretendia que o tes)ouro fosse um tributo de sua corte ao rei espànhol. Mas os soldados dê Cortés exigiram que o tesouro fos25 se tratado! como butim e que cada um deles recebesse uma parte do ouro. Feita a pajrtilha entre o rei da Espanha, o próprio Cortés e tantos outros envolvidos, chegava-se a cem pesos para cada soldado raso, uma soma tão insignificante diante de suas expectativas que, no fim, muitos se recusaram à aceitá-la. j

30 Cedendo à vontade de seus homens, Cortés ordenou aos afamados ourives de Azcapotzaico que convertessem os preciosos objetos de Montezuma em lingotes, em que se estamparam as armas reais. Os ourives levaram três dias para realizar a tarefa. Hoje, os visitantes do Museu do Ouro de Santa Fé de Bogotá podem ler, gravados na pedra sobre a porta, os se3 5 guintes versos, dirigidos por um poeta asteca aos conquistadores espa­ nhóis: “Maravilho-me de vossa cegueira e loucura, que desfazeis as joias bem lavradas para fazer delas vigotes’:
(Aàaptaào âe Alberto Manguei, À mesa com o Cka-peleiro Maluco; ensaios sobre corvos e escrí va-ninhas, TracLjfosely Viamta Baptista, São Paulo: Companhia das Letras, 2Ü09t p. 21-22)

01. No texto, o autor (A) atribui à diferença de cultura a capitulação de Montezuma ao soberano espanhol, figura de contornos fantasmagóricos ao olhar do rei asteca. (B) evidencia que homens que se dedicam às armas, como o poderoso Cortés, por força do próprio ofício, não mani£estam sensibilidade para as formas artísticas. (C) disserta sobre a apreciação da matéria-prima de tesouros em distin­ tas sociedades, circunscrevendo seus comentários ao século XVI. {D} relata e comenta um episódio histórico que torna clara a ideia de que produções culturais e ações humanas não têm valor absoluto. (E) toma o caráter mercenário do colonizador como causa do seu olhar apurado, responsável, em ultima instância, pela sofisticação dós ar­ tífices em metais preciosos. Analisemos cada uma das afirmativas que se estabeleceram nos itens de (A) a<E): (A) Errada. Conforme o texto possibilita entender, a capitulação de Montezuma ocorreu pela sua compreensão, advinda de inúmeras ten­ tativas de rachaçar os invasores espanhóis, de que, prosseguindo com tais esforços, perderia não só a liberdade como também a vida. (B) Errada. Evidentemente percebe-se que Cortés e seus soldados não fo­ ram tocados pela arte das jóias ástecasV No entanto, estender essa in­ sensibilidade a todos os homens que se dedicam à$ armas ultrapassa as ídeias desenvolvidas no texto.

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para os espanhóis significava. prisionei­ ro dos espanhóis. razão de deleite artístico. (C) as formas verbais tendo decidido e concordou expressam ações concomitantes. percebemos distintas valorações que se atribuem ao conjunto de joias: enquanto para os astecas o tesouro era. 3 Português . Esgotado por sucessivas batalhas.^gr. apenas a apre­ sentação de um fato histórico que evidencia o alheamento à arte por parte de um grupo de invasores frente às maravilhas da joalheria de um dado povo. em seu contexto. convencido da inutilidade de seguir lutando e tendo decidido ser preferível capitular a perder não só a liber­ dade como a vida. antes de tudo. e em jurar lealdade ao rei da Espanha. dado o fato histórico apresentado. Sobre o fragmento acima.idiiiia ue c^icsuu uc rciéenaa/. era que se estabelece rela­ ção rigorosamente absurda entre o caráter mercenário do colonizador e a sofisticação dos artífices em metais preciosos 02. (D) em perder não só a liberdade. é correto afirmar: (A) as orações iniciais (linhas 1 a 2 da transcrição acima) constituem se­ qüência que vai do acontecimento mais determinante para o menos determinante da ação de “concordar”. que todo o re­ quinte da produção de joias entre os astecas não foi suficiente para que se evitasse a cobiça meramente material demonstrada pelo invasor eu­ ropeu. interessado. no verão dé 1530 o rei asteca Montezuma.*?-^ /r -i_ ^ /^ u u a (C) Errada. no valor material da matéria-prima com que as joias tinham sido produzidas. aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés representava. valor pecuniário. mas bastante tranqüilo”. (B) não só e como introduzem os complementos verbais exigidos por ser preferível. Assim. reunira com tanto esforço. o elemento destacado tem o mesmo va­ lor e função dós notados nà frase “Estava só. apenas. unicamente. está expresso um juízo de valor. Axayáctl. concordou em entregar a Hernán Cortes o vasto tesou­ ro que seu pai. (D) Certa. Afirmativa inteiramente descabida. Entendemos.riuvtt i rracai ue r\orucis/^ct. Não há cotejo quanto à forma como distintas sociedades apre­ ciam a matéria-prima com que se elaboram tesouros. (E) em tanto esforço. (E) Erradá.

adjetivo . uma seqüência semântica com nítido valor ascendente. (E) Certo. sempre refletem opiniões carregadas de subjetividade. (B) Errada. assim. apresentação de fatos que vão do menos determinante para o mais determinante relativamente à opção por concordar. é aceitável — por resguardar o sen­ tido originai — a substituição de (A) (linha 7) Comentando por “Mesmo ao comentar” (B) (linha 8) o tempo todo por “intermitentemente”. )3. Ocorreu a inversão no ato de atribuir-se às circunstâncias ex­ pressas por Esgotado por sucessivas batalhas. Em perder não só a liberdade o vocábulo só. para o primeiro. Eventualmente. seria inútil continuar lutando. Denominamos juízo de valor às passagens textuais em que se evidenciam inserções do pensamento do redator relativamente a qual­ quer circunstância textual. tem equivalência se­ mântica com sozinho.apresenta-se com sujeito oracional (capitular) e com complemento nominal também oracional (a per­ der não só a liberdade como a vida). Não é possível aceitarmos a tese de que não só e como introduzem os complementos verbais exigidos por ser preferível* na medida em que o vocábulo preferível . simultaneamente. o que provocou a decisão de ca­ pitular. convencido da inutilidade de seguir lutando e tendo decidido ser preferível capitular a perder não só a liberdade como a vida referências semânticas que vão do mais para o me­ nos determinante.Provas Comentadas da FCC Vejamos todas as alternativas da questão: (A) Errada. Notamos. De qualquer modo. na verdade. Em outras circuns­ tâncias. indusive para não perder só a liberdade. Em Estava só. Há. É o que ocorre na passagem em que se atribui a Axayâctl ter reunido to­ das as joias que compunham o acervo asteca com tanto esforço. vale dizer. No contexto do primeiro parágrafo. (C) Errada. •édo Sena 4 . palavra denotativa de exclusão. (D) Errada. mas também a vida. são atribuídas aos personagens pelos produtores do texto. no sentido de que as sucessivas batalhas travadas por Montezuma e os invasores provocaram o conhecimento de. os juízos de valores são pertinentes às próprias impressões do articulista. tem valor semântico que o aproxima de apenas . Como sabemos. mas bastante tranqüilo a palavra só> adjetivo. Percebemos que o que se enuncia com a locução tendo decidido precede a ação de concordar. ações concomitantes são aquelas que ocorrem ao mesmo tempo.

. . qutí faz referência a encargo. carrega a mesma valoração semântica. (D) Inaceitável. que não é contínuo.que se PrirfnerííÊ c .o valor semântico apresentado pelo primeiro. analisemos todas as altemàtivas da qiiestão: j (A) Inaceitável. Esta é a resposta da questão. contextuálmente. : Obsérvamos em Comentando a cerimônia valor semântico | temporall o que não é referendado por Mesmo ao comentar.designa 6 que é feito por livre vontade. Voluntariamente ~ r advérbio formado por derivação súfixal a partir do adjetivo voluntário. I (C) ao ser retinido diante dos espanhóis. sçm coerção.advérbio pròvindo do adjetivo obstinado . j (E) (linhas 10-11) acorrentado por “subjugado” . | Em Segundo iodos os\testemunhos> o tesoilro real asteca era magnífico e ao ser reunido diante dos espanhóis formou tçès grandes pilhas de oura\ a ora­ ção ao ser retinido diante dos espanhóis formou três grandes pilhas de ouro apresenta-se sób forma reduzida. Por ouiro lado. em qu^ se percebe vjalor semântico concessivo. (0) (linha lfl| ) o por daquilo”. | (B) Inaceitável Como sabemos. | (B) o te$ouro\real asteca era magnífico. r Mais uma vei. em b tempo todo dá-se conta de àlgo que ocorreu sem soliição jde continuidade. com firmeza de propósito. j (D) formou trçs grandes pilhas de ouro (E) que sugeriam sofisticadas cerimòníasisociais.Prova 1 . | (E) Aceitávelj Embora do ponto de vistai :estritamente denotativo ios Vo­ cábulos acorrentado e subjugado não jse apresentem como sinôhimçs. Obstinadamente . por óbvio. No início do jparágrafo 2> o segmentoqiie corresponde a uma circmístância de terajpo é j (A) Segundo todos os testemunhos.. ■ [. | . j I i . ! ' ) I 04.Agente Rscal de Rendas/Secretaria dé Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FÇC/2009 (C) (linha 9)\voluntariamente por “obstinadamente”. o adjetivo intermitente faz menção. A forma adverbial intenniteníemente. àquilo que sofreiinterrupções. Apresenta nítida ideia temporal. O vocábulo o destacado pda eminente Banca Examihadcjra é pronome demonstrativo. >• i (C) Inaceitávd. . é pèrfdtamente aceitáyel como sendo de substituição correta pelo segundo.re­ porta o que é feito com denodo. . com pertinácia.

no segiíndd jpàrágrafo do textó. À resposta da ques­ tão está.inclui uma condição restritiva. assim. (C) (Unha 16) os dois-põntos iritroduzem citação direta do depoimento de uma testémühha. apontamos: (A) Segundo todos os testemunhos introduz circunstância identificada como conformativa. a pessoa que assistiu a um éventój du que dèle vai dár testemunho. Mais uma vez. não se percebendo nele qualquer valor temporal (D) formou três grandes pilhas âe ouro é parte da oração que se iniciou com a conjunção coordenativa aditiva e . (E) (linha 22) o pronome as (tê-las) remete atãò maravilhosas. o. (B) (linha 14) houve deslize com relação ào padrãõ culto escrito . em busca da que contém afirmativa correta: (A) Incorreta. já empregamos o também:Wbstantivó :feUémímkò ^ esse.formou pois a única forma aceita como correta é “formaram-se”. o qual faz mêiri^ãò àiini^èpoimenfô.traduziria mais claramente com seu desdobramento em Segundo todos os testemunhos. rio mais das vezes. Afirma-se com correção que. vejamos todas as assertivas feitas nas alternativas da questão.os teste­ munhos pois “testemunha” é palavra usada somente no feminino. relativamente ao substantivo utensílios>também des­ provida de qualquer possibilidade de conter nexo semântico temporal.'de gèriero mas­ culino-.de gênero fenüninò qüé significa..tesouro real asteca era magnífico). 05. o tesouro réal àsteca era magnífico e ao ser reunido diante dos espanhóis formou três grandes pilhas dé ouro a oração e quando fo i reunido diante das espanhóisformou três grandes pilhas de ouro. na alternativa (C). (Á) (linha 13) houve deslize com relação ao padrão culto escrito . assim. Ê preciso observarmos a existência do substantivo testemu­ nha .aígtim entre todos os Príncipes do Mundo de que se tem notícia . (E) que sugeriam sofisticadas cerimônias sociais ê oração subordinada ad­ jetiva explicativa. Nas demais alternativas. E. (B) o tesouro real àsteca era magnífico é fragmento qüè compõe a oração inicial do período {Segundo todos os testemunhos.{e form ou .Máfe:ou a uma décla- Décio Sena 6 . (D) (linha 21) a determinação de PHncipes .três grandes pilhas de ouro)y em que não se observa qualquer nuance semântica temporal.

Como sabemos. (D) Correta. 7 Português . uma evidente nuance semântica causai na referida oração. no caso).no caso. o pronome indicado é alusivo ao substantivo pe­ ças. a forma verbal citada concorda de forma rigorosamente correta. no fragmento referido.«gente rtsca* ae Kenaas/beaetaria de Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2009 ração provinda de uma testemunha. pronomes fazem referência a substantivos. Os dois-pontos preparam o leitor para a enumeração apositiva feita com respeito ao substantivo utensílios. Q D ) (linha 30) Cedendo ã vontade de seus homens. Â determinação a que se refere a afirmativa contida na pre­ sente opção faz-se. A oração reduzida de gerúndio apontada (Cedendo à vontade de seus ho­ mens) traduz a causa para o fato de Cortés ter autorizado que os ourives as­ tecas convertessem as joias em lingotes de ouro. (C) (Unha 28) no fim . Não ocorre. por meio dà expressão algum entre e introduz sensível valor restrivo ao substáhtivo mencionado. existência de voz passi­ va pronominaL Observemos que o sujeito da forma verbal formou está sendo indicado pelo sintagma o tesouro real Com tal sujeito.pudesse ser remissivo a um adjetivo (maravilhosas.em seucontexto: (A) Qmhií 23) Montezuma pretendia que o tesouro fosse um tributo de sua corte ao rei espanhoL (B) (linha 27) chegava-se &cem pesos p ara cada soldado raso.. que surgiu na linha 18 do texto. (E) Incorreta. Esta é a resposta da questão.camente em -las . pronominal . (B) Incorreta. (C) Incorreta. . em relação ao substantivo Príncipes (do Mundo). Não seria possível aceitar-se a indicação de que uma forma . Nas demais alternativas. Há assim. temos: . Ho texto de onde foi extraído o vocábulo testemunhos observa-se clara associação semântica entre tal vocábulo e o substantivo relatos.. o pronome oblíquo átono as. modificado grafi. muitos se recusaram a aceitá-la. Na presente passagem.nw d r . Pode-se eritender corretamente como expressão de causa a seguinte passagem. (E) (linha 35) dirigidospor um poeta asteca aos conquistadores espanhóis.

O fragmento transcrito está contido na oração que. no fim . reduzida de particípio. (A) que o tesourofosse tratado como butim / que o tesouro fosse conside­ rado pilhagem. (E) soma tão hisignificante diante de suas expectativas / quantia irrisó­ ria considerada a carência dos espanhóis. (C) no fim >muitos se recusaram a aceitá-la. em busca da que contém o entendi­ mento correto acerca de passagem textual inicialmente transcrita: Décio Sena 8 . (C) pássaros eflores cuidadosamente cinzetados / pássaros e flores soberbamente adornados. sua mensagem dá conta de um intento que sofre. Vejamos cada uma das alternativas. O fragmento transcrito na presente alternativa representa uma explicação.Provas Comentadas da FCC (A) Montezuma pretendia que o tesouro fosse um tributo de sua corte ao rei espanhol. Lê-se fato indicativo de conseqüência a que se chega após a menção feita a uma circunstância temporal» indicada por Feita a partilha entre o rei da Espanha. Está corretamente entendida a seguinte expressão do texto. Nenhuma possibilidade de admitir-se valor semântico tradutor de causa pode haver nessa afirmativa que abre 3o parágrafo. o acréscimo de uma informação adversa. (B) sugeriam sofisticadas cerimonias sociais / convidavam a comemora­ ções da aita sociedade. muitos se . logo a seguir. dirigidos por um poeta asteca aos (E) conquistadores espanhóis 07. (B) chegava-se a cem pesos para cada soldado raso. Trata-se de oração subordinada adjetiva explicativa. recusaram a aceitá-la» na verdade a conseqüência para a constatação de que a soma a ser distribuída para cada um dos invasores era insignificante. (D) tendo decidido serpreferível capitular / tendo optado por fazer conchavo. o próprio Cortês e tantos outros envolvidos. Na verdade.

vocábulo! que séqtier com emprego èonotativo teria encaixe iio fikgmento original. : : . (B) a correlação instaurada por tão cumpre-se pela associação entre esse termo e no fim .Agente Fiscal de Rendas/Secretaria de Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2009 (À) Correto. Mas significa.considepndo-sej que capitular significa. muitos se recusa­ ram a aceitá-la mantém a pontuação correta. espanhóis. também. Por outro ialio. combinação com fins. atende pèrfeitamente à necessidade dá manutenção do sentido original. | 08. • i J 9 Português .\ ou pri­ sioneiros! lha. iguaJmentej. ape­ nas como. a união. é absolutamente equivocado tentar-sé igualar serpreferível capitular .. ainda que se levem èm conta valores semânticos subjacentes ^ leitura do texto. valores semânticos. em conformidade com o Dicionáijio Houaiss.com fazer conchavo. (E) a eliminação da primeira vírgula èm que. p próprio Cortés e tantos outros envolvidos. nofim . uma soina tão insignificante diante de sm s expectativas que. a concórdia. render-se. ultimamente. É indevida sua equiparação a adomacíos.. s j: . sinônimo de conluio. j | (C) no fim eqüivale a “finalmente” exprimindo que o deseniace dá situa­ ção ocorreu exatamente como todois desejavam. o acordo en­ tre partesi De qualquer modo. c}tegavà~se a cem pesos pára cada soldado raso.escusos. (D) chegava-sé a cem pesos para cada soldado raso exprime consequencia de condição anteriormente cumprida. entre outros. ] í : \' . sob pena de alterarão significativa. O adjetivo “cinzelado” diz-rdspeito à característico do que é fei­ to com cifízek instrumento próprio para o entalhe ou a gravação feita ma­ nualmente em metal resistente. entregai~sè em rendição . muitos se recu­ saram a aceiiá-la. | (C) Incorreto. Sem dúvicja é isso. É muito . também |não é correta a equiparação jde sofisticadas cerimônias sociais com comemorações de alta sociedade. (D) Incorreto] O vocábulo conchavo vem sendo empregado. : | É afirmação correta sobre o fragmento abima: (A) muitos sç recasdram a aceitá-la expressa uma finalidade. Também hão é correta a substituição de 'cuidadosamente por soberbamente. Está indevida a substituição de sugeriam por convidavam. j I (B) Incorreto. no fim . (E) Incorreto.óbvia a impropriedade de se equiparar âianie\ de suas expèctativas com carência dos. Esta é a resposta da questão.Prova 1 .\Butim]é substantivo que significa. conjimto de bens materiais e de escravos. Feita a partilha entre o rei da Espanha. .

(E) Maravilho-me de sua cegueira: è loucuraj que desíazes as joias.. (A) Incorreto. em conseqüência. O advérbio tão acentua a insignificância da soma a ser distribuida entre os soldados espanhóis. É absurda a possibili­ dade de darmos como correta â asserção de qúè túdó ocorreu como esta­ va sendo esperado. A locução adverbial Nofim introduz. Maravilho-me dé vósisa cegueira e íoiicuia. o que faz surgir.. que desfazem as joias. poder-se-ia optar pela supressão de tàl relevo. respeitado o contexto* estaria totalmen­ te adèquáda ao pàdrãò cülto escrito em: (A) Maravilho-me dé sua cegueira e loucura. os còáquistadores espanhóis. O fragmento transcrito faz parte de oração que. encontramos. É emprego que põe em evidência. que a associação existente se dá en­ tre o advérbio citado e a conjunção subordinativa consecutiva: que.. prio Cortés e tantos outros envólvidos.. Dédo Sena 10 .. (E) Incorreto.. (C) BÍÍáravilhò-me de tua cegueira é Ioudira. por meio deoutropronome. no fragmento textual em que se fundamenta a questão aideia de ao término. a correlação entre esse novo pronome e á forina verbal.. (D) Correto. (B) Incorreto. igualmente. entretanto. É necessário qüe o par de vírgulas empregado na passagem tem por fim sinalizar a prêseriçá de üm adjunto adverbial. a recusa de muitos em aceitá-la. (B) Maravilho-me da cegueira e loucura de yocêsaque desfazeisas joias. Esta é a respóstada questão. (D) Maravilho~me de sua cegueira e loucura. 09. (C) Incorreto. . Se o poeta astecá tivesse se dirigido a seus iiitèriocütòrès. o que promoveria ó déslizé dé promover-se a séparáção entre a conjunção ..Ao analisarmos cada uma das alternativas. Podemos. que ãesfazeis as jo ia s bem lavfàdás para fa z er delas vigotes. que desfaz as joias. em relevo literário Òadjunto adverbial por fim. . qúe desfai ás joias. em busca da que contém asser­ tiva correta.. Como já apontamos no comentário da alternativa (B) da ques­ tão 6 da presente prova. Assim. Para tal. expressa ma­ tiz semântico tradutor de conseqüência.■subordinativaconsecütivá qü ee áÒíaçãopõr elàintroduzida.. e naò só de uma delas. então. chegàva-se a cem pesos para cada soldado raso reflete a conseqüência de Féità z partilha entre ó rei dàBspanha>ppró.. have­ ria necessidade da eliminação do par de vírgulas. coitio já sa­ lientamos no comentário da alternativa (C) da: questão 6.

aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés contestava.Como vimos no comentário da alternativa (A) da presente questão. o segmento aci­ ma mantém a correção se a formà verbal representava for substituída por (A) contestava.. (E) Incorreto. além da simples substituição da forma verbal representava. (B) Incorreto. haja vista o paralelis­ mo encontrado no fragmento cegueira e loucura. — Correto.agente riscai oe nenaas/iecretana ae tstado de Fazenda/Sefa2-SP/FCC/2009 Vejamos todas as alternativas da questão. O sujeito da forma verbal relativa ao verbo desfazer está indi­ cado pelo pronome relativo que. Tal fato implica a obrigatória do verbo citado em terceira pessoa do plural: desfazem. no caso . (B) se curvava. Assim.seu sujeito o qual representa semanticamente cegueira e loucura.objeto direto. A questão aborda princípios de regência. de emprego obrigatório. (D) fazia frente. considerando-se que nenhuma outra alteração textual foi comanda­ da. deveremos ver como ficariam os textos após as trocas Vejamos tódáè as suas alternativas: (A) . a atribuição ao pronome da substituição unicamente do substantivo loucura.. Ocorreu nesta alternativa o mesmo erro que se apontou na alternativa (À) da presente questão. (C) desconfiava. a forma desfazejn. Houve equívoco na correlação que se estabeleceu entre sua e desfazes.. concorda com o pronome relativo que . tem por complemento . Considerado do ponto de vista estritamente gramatical. (À) Incorreto. 11 Português .aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés representava. Á regência igualmente transitiva direta do verbo contestar pre­ servou o acerto gramatical da passagem.a expressão cujo poder. .nu™ « . de regime transitivo direto. Observemos que a forma verbal representava. (D) Correto. Não procede. (C) Incorreto. nesse caso. (E) se apoiava. por sua vez alusivo a cegueira e loucu­ ra. . Há equivoco na correlação entre vocês e desfazeis. Esta é a resposta da questão. 10..

de­ vidamente alertado. Agora. (E) . O expressão fazia frente demanda a obrigatória presença da preposição a... A arrogância da interpretação a posteriori A história não se repete. mas eu. — Incorreto.. — Incorreto. O fragmento ficará retificado em .. — Incorreto.. Cíarence Barrow A história tem sido definida como uma coisa depois da outra.. o emprego de se curvava exige que surja no texto não mais um objeto direto . (C) .. A regência transitiva indireta da forma verbal desconfiava exige a presença de um complemento indireto .. Essa ideia pode ser considerada um alerta contra duas tentações. por locução prepositiva. o his- Décio Sena 12 . (D) .aquele mo­ narca distante e invisível de cujo poder Cortés desconfiava.aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés desconfiava. mas rima. Primeiro. flertarei cautelosamente com ambas. mesmo..aquele mo­ narca distante e invisível diante de cujo poder Cortés contestava..aquele monar­ ca distante e invisível ante cujo poder Cortés se curvava ou . Instruções: Considere o texto a seguir para responder às questões de números 11 a 22.. o qual será introduzido por uma preposição ou. — Incorreto.. Apontamos possibilidades para a elaboração correta do fragmento:. MarkTwam  história repete-se.objeto indireto .que passou a ser indicado pelo pronome refle­ xivo se mais um adjunto adverbial de lugar.. o que faria surgir o texto corretamente grafado deste modo: ..aquele monarca distante e invisível a cujo poder Cortésfazia frente.regi­ do pela preposição de. essa é uma âas coisas erradas da história.Provas Comentadas da FCC (B) .aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés se curvava. O texto se retificará em . há exigência da preposição em para a introdução do adjunto adverbial indicada por em cujo poder.. Agora.aquele monarca distante e invisível em cujo poder Cortês se apoiava.aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés fazia frente.aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés se apoiava....

a ideia de que o passado atua para\produzir nosso presente especí­ fico? Ofalecido Stephen Jay Gould salientou. padrões se repetem. A se­ gunda tentação do Historiador é a soberba do presente: achar que o passa­ do teve por objetivo p tempo atual. essas são questões atualíssimas na hjstóría humana. coniol se os personagens do enredo da história não tivessem nada melhor afazer da vida do que prenunciár-nos. TradL Laura Teixeira Moita. é a de uma fila de ancestrais simiescos a andar desajeitadaineme. 2009. i | i !• : !i -.A evo­ lução rima. Esse (ipetite por padrões afronta quem achaque a historia não vai a lugar nenhum e tiâo segue regrai . lemiiiguek: designação comum á diversos jpequenos roedores. já tetn a sua grande teoria unificada. p.. com acerto.o homem como a última pa­ lavra da evolução (e nesse contexto é sempre um homem. atraindo a evolução do passado em direção àproeminênci^i. irias procuro fazê-lo com cautela. que uni ícone dominante dá evolução na mitologia popular. e surgem maisfortes e polêmicas naescqla temporal mais longa da evolução. Isso ocor­ re por razões\bem compreendidas. j .Prova 1 .“a história costuma ser um ne­ gócio aleatório. E quantolà segunda tentação. ele tende a buscar tasao e rima em tudo. o homeht como o alvo de todo o einpteenâimetito. . confuso” como também disse o próprio Mark Twaih. São Paulo: Companhia das Letras. o homem como um magneto. ! ii ! (Rlchard Dawkms. aceita por todos os profissionais bem infor­ mados no ramo. ao contrário da evolução humana ou mesmo da física. ! : | * 1 Obs. tom a colaboração de Yan Wong. a presunção da interpretação aiposteriori. pejo menos. ' " ■' i ' ' i’ I toriador é teiitado a vasculhar o passado à procura de padrões qúe se re­ petem. A histeria evolutiva pode ser represen­ tada como uma espécie depois dã outra. Mas muitos biólogos hão de con­ cordar comigo que se trata de uma ideia tacanha.Agente Fiscal de Rendas/Secretaria:dd Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2009 l í. embora em várifis versões e interpretações. E não simplesmente por acaso. Sob nomes que não vêm ao caso p>ara nós. Quem olha a evolução dessa perspectiva deixa passar a maiorpkrte do que é importante. sobreiudo razões danvinianasypoú a biologia. uma caricatura quase tão ubíquaquanipadeleminguesatirando-seàopenhasco (aliás> outipmito falso). Ao escrever a história evolutiva^não me esquivo a bitscarpadrões e princípios. ou.í A grande história da evolução: Na trilha dos nossos ances­ trais. . 17-18) j ■ - 1 M . como diria Mark Twain. e não unia mjulher). ascendendo tia esteira da majestosa figtira que os encabeça num andar ereto e vigoroso: o Homo sapiens sapiens .

o que sugere um estilo próprio na aproximação corri tal estudo» Esta é a res­ posta da questão. De início. No entanto. apesar de assim abrir o texto. considerada perspectiva ímpar a garantir qualidade. que a história tem sido definida como uma coisa depois da outra. no seu trabalho. provando sua definitiva inaceitabilidade.ou podem trazer . vale dizer. (C) faz um alerta contra a aceitação de conceito ultrapassado sobre a his­ tória. no texto.11. inicialmente.práticas suscetíveis de serem vistas como não recomen­ dáveis. mas dois: a busca por padrões que se re­ petem e a soberba do presente. (B) declara sua disposição para enfrentar com estilo próprio práticas suscetíveis de serem tomadas como não recomendáveis. ser o texto portador de uma análise meticulosa de cada uma dessas premis­ sas falsas . E > por fim. o autor (A) parte de uma concepção bastante difundida e analisa meticulosa­ mente as suas facetas. encontramos: (A) Incorreto. (C) Incorreto. Entende-se corretamente que. por alguns equívocos em sua própria atitude de estudioso. irá flertar cautelosamente com ambas. ser o texto provocador da aceitação da definitiva inaceitação das duas tentações que acometem os historiadores. Não se pode afirmar. duas visões acerca da ciência histórica que trazem . (D) assume a posição de defensor intransigente da pesquisa feita sob critérios controversos. o autor fundamenta a afirmativa de que tal concepção possibilita o advento de dois perigos aos historiado­ res. igualmente. não se pode. como vimos no comentário da alternativa (A) é fei­ to com respeito a duas concepções usualmente aceitas no estudo da Décio Sena 14 . inclusive. sugerindo què não se deixara impregnar peíás abordagens que conside­ ra nocivas àqueles qüe se dedicam à èstüdar a ciência histórica. (E) repele veementemente o comportamento dé pesquisadores que veem o passado como fóiitè de qualquer beneficio para o avanço da ciência. Ao investigarmos as diversas afirmativas contidas nos itens de (A) a (B). tam­ bém. (B) Correto. responsável. ó articulista nos dá conta de que. O alerta.segundo a visão do redator. Ao estabelecer. observemos que não há um ponto de partida para as considerações do articulista.

(D) o autor usa tom coloquial . dando-os. Ê absurda a aproximação entre o comportamento de pesqui­ sadores que veem o passado como fonte de qualquer beneficio para o avanço da ciência. Há. Rejeitamola em função do emprego da definitivamente. mas não obrigatório. à linha 8. Não há qualquer passagem textual que possibilite essa inferência. o autor busca expressar metaforicamente certa limitação a pensamento enunciado antes. na qual o verbo auxiliar destacado faz caracterizar evento comum. (E) o autor toma como afronta pessoal a sugestão para a busca de mode­ los comportamentais. como garantia de qualidade.c a histó­ ria costuma ser um negócio aleatório. em seu cotejo cora o em­ prego da locução verbal contida na afirmativa de Mark Tvvain (. sim.Prova 1 ~ Agente Fiscal de Rendai/Secretaria de Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2G09 História.não observável em qualquer passagem textual quanto ao autor. 15 Português . às linhas 5 e 8. na aceitação deles. (A) ao citar duas vezes Mark Twain.como se os personagens do enredo da his­ tória não tivessem nada melhor afazer da vida ~ para reforçar o de­ sacerto de quem atribui soberba a historiadores. como prova inconteste de que a história definitivamente não pode oferecer paradigmas. Observemos cada uma das assertivas estabelecidas na presente questão: (A) Incorreto. (B) Incorreto. ideia que rejeita sem concessões. o autor busca legitimação para seu entendimento de que o já vivido não é passível de cognição. (E) Incorreto. 12. A menção a Mark Twain não apresenta qualquer vinculação com uma hipotética aceitação . (C) ao valer-se de Mark Twain. No primeiro parágrafo. (B) o autor ciiá Mark Twain. Em nenhum momento pode-se aceitar a tese de que o articu­ lista defende intransigentemente critérios controversos. O presente item traz afirmativa bastante perigosa. o que impede a aceitação da forma adverbial contida na enunciação da alter­ nativa e transcrita acima. é absurda a afirmativa de que o próprio autor já se viu adotando tais conceitos em sua trajetória de historiador. Por outro lado. (D) Incorreto. confuso”). a menção ao fato de que os dois conceitos considerados perigosos para aqueles que estu­ dam História serão alvo de uma aproximação cuidadosa por parte dele. do entendimento de que o já vivido não é pas­ sível de cognição.

como se os perso­ nagens do enreâo da história não tivessem nada melhor a fazer da vida ~ vem ao encontro do pensamento dos adeptos da tese de que tudo o que foi vivido apenas teve por objetivo o momento presente. o autor explicita que a ideia de sucessão é inerente à evolução dos seres vivos e exclusiva dela. Esta é a resposta da questão. o autor exprime op­ ção pelo silêncio. possibilitado pela passagem Sob nomes que não vêm ao caso para nós que o autor conhece tais nomes. III e IV. (III) O emprego do pronome nós é recurso para promover aproximação mais estreita com o leitor. 13. confuso. (D) II e III. cuja característico é a de costumar ser aleatório. (IV) Em A história evolutiva pode ser representada como uma espécie depois da outra.Provas Comentadas da FCC (Q Correto. Ile lU . A presen­ te afirmativa está. iniciou sua exposição. o autor realiza um afunilamento do assunto “histó­ ria”. no primeiro parágrafo. (E) Incorreto. Dério Sena . Na frase Sob nomes que não vêm ao casopara nós. Inversamente ao que lemos na presente alternativa. mas sinaliza ter conhecimento acerca do que silencia. exatamente em oposição ao que texto permite depreender-se. Analisemos a correção de cada uma das afirmativas estabelecidas nos itens de I a IV.HIeIV. o frag­ mento pinçado pela eminente Banca Examinadora . (II) No parágrafo. (C)I. Considere o segundo parágrafo è às afirmações que seguem. A presente afirmativa é absolutamente fora de qualquer pos­ sibilidade de entendimento textual: a menção a uma afronta pessoal não tem a mínima sustentação. tomando o discurso mais intimo. Ao comparar metaforicamente a História com um negócio. como podemos observar. com que. Está claro o entendimento. (D) Incorreto. (I) O texto abona a correção do que se afirma APENAS em: (A )Ie IIr (B) I. (A) Correto. o fragmento de Mark Twain transcrito vem exatamente pôr um limite na afirmativa de que a his­ tória se repete por padrões pré-determinados. (E) II.

quanto aos perigos advin­ dos da aceitação da tese lançada. Sob nomes que não vêm ao caso para nós» jessas são questões atualíssimás na história humana. . é correto afirmar: (A) em essas são questões atualíssimas. Referimo-nos ao período A história tem sido definida como uma coi­ sa depois jla outra.Agénte Fiscal de Rendas/Secretaria de Estado de Fazenda/Sefa2“SP/FCC/20u9 adotando. em seu contexto. ! : ! i i i : : ! : 14. de modo subentendido. A resposta se faz presente. ainda no primeiro parágrafo. a ideia de que a história humana pjoderia abrigar mais de uma escala de tempo. contudo. Assim. a opção de não citá-los por considerá-los desne­ cessários á sua argumentação. vivos e exckísiva dela. j ] (B) Correto. ' ’I j (E) como wná espécie\depois da outra pode}ser substituído. considerações quê se põem de forma ampla. de início.| . o autor lança. Tal afirmativa enseja. Mas muitosj biólogos hão de concordar co­ migo que se trata de ama ideia tacanha. Na verdade. sem prejuízo da correção e do sentido originais.como uma espécie depois da outra. itemos de inicio a! apresentação da ciência histórica em sentido amplo e. i (C) como estai empregado com o mesmo jvalor e função observados no primeiro parágráfo à linha 5. (D) A passagem inerente à evolução dos seres. particular­ mente pelei emprego do adjetivo destacado faz-nos rejeitar o presente item. assim. II e III. ao atrelar a sua argumentação às ideiasde Darwin (sobretudo razões darivinianas). No seguindo parágrafo. è surgem mais fortes jepolêmicas na escala temporjal mais longa dajevolução. por “como espécies contíguas das outras”. No primeiro parágrafo. o au­ tor detêm-íse em situar a História sob oiprisma evolutivo. . | | (D) a expressão hão de concordar expressa convicção acercada inevitablilidade da ação. A história evolutiva pode ser representada.Prova 1 . o pronome remete a assuntos que serão anunciados a seguir.| entretanto. o autor em muito ultrapassa a afirmativa transcrita] Estão corretos! os itens I. j . j | Considerado ò fragmento. èm spguida. | | (C) Correto. Ê freqüente o emprego da primeira pessoa do plural como rfecurso emfjregadoípara envolver o leitor nas teses discutidas em passkgens textuais. i : :j I [ . | (B) nele está rejeitadia. a cônduçãò do raciocínio para ajparticularização de um aspecto em que a mesma pode ser estudada. ná alter­ nativa B. . a afirmati­ va que deflagrará todo o processo de reflexão estabelecido pelo! texto.

Aliás. (linha 22) em bora por “não obstante”. pretéritas ou futuras consideradas como certas em sua aplicação. que sugere efeito. como também disse o próprio Mark Twain * (linhas 7 e 8) o vocábu­ lo em grifo é conjunção subordinativa introdutora de matiz semântico tradutor de ideia de conformidade. o que exprime ações presentes. Já na passagem do fragmento tex­ tual transcrito especificamente para a formulação da presente questão. a alteração que mantém o sentido e a correção originais é a de: (A) (B) (C) (D) (E) (linha 15) Mas por “Apesar de”. gêmeo . (linhas 23-24) mas procuro por “ainda que procure” Observemos as modificações propostas: Déao Sena 18 . (linha 22) Ao escrever por “Salvo se escrever”. esse é o emprego comumente adotado para tal pronome. Ó pronome demonstrativo citado (Essas) é remissivo a ques­ tões citadas antecedentemente ao seu emprego. (D) Correto. em A história evolutiva pode ser representada como uma espécie depois da outra. . . (linha 16) Quem por “Muitos biólogos”. 15. (E) Incorreto. o vocábulo assinalado. (C) Incorreto. por não haver possibilidade de que se possa afirmar que a iàeia âe que a história humana poderia abrigar mais de uma escala de tempo.temporal. confuso” . ou seja. Assim. .Analisemos todas as alternativas da presente questão: (A) Incorreto. Está associado a percepções espaciais. in­ troduz valor semâtico comparativo. Relembremos que a locução verbal hão de concordar é semanticamente equiparada a concordarão* na verdade o futuro do presente do indicativo. caracteriza-se por tra­ zer referência anafóríca. modo da certeza. ou seja. O adjetivo contíguo significa vizinho. é rigorosamente descabida a tentativa de sua equiparação com a ideia expressa pela passagem depois da outra. também conjunção subordinativa.assim constava do gabarito oficial preliminar a afirmativa contida neste item não encontra suporte no fragmento lido. (B) Incorreto* Inicialmente apontada pela Banca Examinadora como res­ posta da questão . No segundo parágrafo. Em "a história costuma ser um negócio aleatório.

ao contrário da evolução humana ou mesmo da física. Passagem modificada A história evolutiva pode ser representada como uma espécie depois da outra. já tem a sua grande teoria unificada. não me esquivo a buscar padrões e princípios.ir/' UUy Passagem original A história evolutiva pode ser representada como tíma espécie depois da outra. Salvo se escrever a história evolutiva. mas procuro fazê-lo com cautela. não me <D) esquivo a buscar padrões e princípios. Mas muitos biólogos hão de concordar comigo que se trata de uma ideia tacanha. Podemos. (D) A troca sugerida alteraria o valor semântico temporal introduzido pela 19 Português . v Ao escrever a história evolutiva. já tem a sua grande teoria unificada. mas procuro faze-lo com cautela. não obstante em várias versões e interpretações. (B) O emprego de Muitos biólogos provocaria um visível equívoco de con­ cordância verbal. Muitos biólogos olha a evolução dessa perspectiva deixa passar a maior parle do que ê importante. sobretudo rasôes âanviniattús. Isso ocorre por razões bem compreendidas. além de não preservar a mensagem original. ainda que procure fazé-lo com cautela. já que o emprego do Apesar de exigiria emprego da for­ ma verbal da oração em que se situaria no infinitivo: Apesar de mui­ tos biólogos haverem de concordar comigo que se trata de uma ideia tacanha. aceita par todos os profissionais bem informados no ramo.i iw»u i — rtgtstikv. i tjv-ar uc ivctiuojí jcucuuis uc ciusuu uc rdu. uma vez que se procedeu à troca de um conectivo de valor adversativo por um outro de natureza semântica concessiva. Apesar de muitos biólogos hão de concordar comigo que se trata de uma ideia tacanha. não me (E) esquivo a buscar padrões e princípios. Ao escrever a história evolutiva. Mas (A) muitos biólogos hão de concordar comigo que se trata de uma ideia tacanha. mas procuro fazê-lo com cautela. Mas muitos biólogos hão de concordar comigo que se trata de uma ideia tacanha. Quem olha a evolução dessa perspectiva deixa passar a maior parte do que ê importante. Ao escrever a história evolutiva. aceita por todas os profissionais bem informados no ramo. então> apontar as seguintes impropriedades nas alternativas que estão incorretas: (A) A substituição sugerida.diuü/3eraz. pois a biologia. (B) Isso ocorre por razões bem compreendidas. pela não observância do emprego em terceira pessoa do plural na forma verbal olha: Muitos biólogos olham a evolução des­ sa perspectiva deixa passar a maior parte do que é importante. pois a biologia* ao contrário da evolução C C ) humana ou mesmo da física. embora em várias versões e interpretações. provocou equívoco de estruturação. sobretudo razões darwinianas. não me esquivo a bitscar padrões e princípios.

pro­ moveria a troca de uma oração adversativa. 16. podemos íer. (B) é ideia adotada pelo autor como decorrência de sua cautela. logo em seguida. No item (C). ambas expressões portadoras de valor significativo ligado à área concessiva. apreende adequadamente o passado. Sobre a presunção da interpretação a posteriori (linhas 25-26). nenhum prejuízo gramatical ou mesmo semântico acarretaria para o fragmento transcrito. implementado pela locução Salvo se.Provas Comentadas da FCC oração reduzida Ao escrever a história evolutiva para uma outra de nexo semântico semântico. o que implicaria ra­ dical alteração semântica no fragmento apresentado. introduzida pela conjunção coordenativa adversativa mas. ao analisarmos as diversas asserti­ vas contidas nas alternativas de (A) a (E): (A) Correto. é legítimo afirmai* que: (A) traduz apreciação crítica sobre tomar o momento presente como fim último da história. (D) por efeito da argumentação desenvolvida no texto. Encontraremos as seguintes percepções. a substituição de embora por não obstante. Assim. (E) denomina o raciocínio que. o que o autor do texto assim considera. Vemos então que a interpretação a posteriori consiste em se considerar que tudo que ocorreu antes de nós serviu apenas como elemento que fundamentou o atual estágio em que nos encontramos. Isso foi alvo de crítica logo no primeiro parágrafo. semelhantemente ao que ocorreu no item (A). No fragmento em que surge a expressão presunção ãa inter­ pretação a posteriori. com a passagem achar que o passado teve por objetivo o tempo atual como se os personagens do enredo da história não tivessem nada melhor afazer da vida do que prenunciar~nos. (E) A alteração indicada. introduzido pela locução conjuntiva ainda que. (C) é negada pelo que se afirma acerca da caricatura da fila de ancestrais simiescos. por uma outra de valor semântico conces­ sivo. que é a resposta da questão. à luz das conquistas teóricas do presen­ te. a expressão citada na presente alternativa insere-se na ambiência crítica em relação à concepção tam- Décfo Sena 20 . é concepção que contradiz a anunciada no título. Esta é a resposta da questão.

põe-na sob entica.. exceto como íe mento qáe pré-anunciou o presente. Antes.mas apenas oportúnizou a existência o tempo presen­ te. i s (A) (linha 9} jsoberba do presente /aura de mistério com que os fatos atuais desafiam. Ou seja. 17. como podemos lerino tex­ to e como pudemos comprovar no èomentário da alternativá a esta precedente. | | Incorretd. i j(C) (linha 28-29) quase tão ubíqua / próxima da perfeição desejável da reprodução. precedendo-o. Leitura atenta revelará que|a afirmativa está indo desencon­ tro ao pensamento desenvolvido peío jàutor e que se traduz com o títu­ lo A arrogância da inteipretação a pokeriorL j Incorretd O raciocínio predóminaiite quanto às relações que envolvem o presentb e o paissado é o de que o £as sado não conta. Está corretamente entendida a seguinte ' Iexpressão do texto: . . | (D) (Unha 34-35) como um magneto ■ /jà ■ semelhança de um nkateijial imaníado. • : [ j IncorretcL O autor não adota a ideia lugerida pela expressão interpjretação apbsteriori. Esta é a resposta da questão. seduzido pelo passado.aos An­ cestrais simiescos a anâar desajeitadamente como um ícone da evolução na mitologia popular. esse sim o que predomina. que se refere . j i (E) (linha 35) em direção à proeminência ( com vistas ao que está por vir} Comentamos os itens que compõem a questão. A intèrpretação a posteriori é criticada pelo autor do texto. j | Incorretd. acometer aos que se jdedicam a estudar História. não teve valor em si. por j reflètir como que momento culminante de lim processo do qual os aconteci­ mentos passados foram meros elementos preparadores. í 21 Í { Português . (B) (linhas 27-28} ícone dominante /iraàgem emblemática pelo ácert &e beleza dá representação. que se utiliza doiargumento de Stephen Jay Gouid. que.Prova 1 . o conhecimento do historiajdor. . qual s e ja a dei considerar que só o momento atual é relevante. em busca daquele que con­ tém entendimento correto acerca de passajgem textual: (A) Incorreto.Agente Fiscal de Rendas/Secretariade Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCO^OS (B) (C) (D) (E) bem denòminadapelo autor do texto [como a soberba do presente. A expressão soberba do presente faz menção à uma das tenta­ ções que ipodem.

independentemente do estrito significado do ver­ bo. entre suas acepções possíveis. É correto afirmar que. (linha 33) nesse contexto ê. A passagem em direção kproemtnênáa poderia ser substituí­ da. na alternativa (C). a tradução sugerida {como umtnagneto . (E) Incorreto. É de se ressaltar que o autor citado no presente co­ mentário situa 0 ícone descrito como algo como algo componente da mitologia popular. (D) Correto. De início. quando pensamos em evolução. No texto.que Stephen Jay Gould considerava com respeito à imagem dos ances­ trais simiescos a andar desajeitadaáiénie e sugerindo ürhaevolução que culmina no homem. 18. (C) Incorreto. Desse modo. para sugerir tal ação contínua. mais recorrentemente passagens grafadas na forma mna fila de ancestrais simiescos andando desajeitada­ mente dando conta da mesma ação em progresso. superior. Mais uma vez situemo-nos com respeito ao significado de um vocábulo. (linha 30) a andar. ou seja. Esta é a resposta da questão. em rumo ao superior: Isso porque o substantivo próeminência tem. Décío Sena 22 . faz alusão ao fato de a referida imagem dos ancestrais simiescos ser uma presença muito pre­ sente no pensamento ocidental. relembremos que magneto é o mésrilo que ímã. Houaiss. no qual se pode constatar a ação contínua de andar.(B) Incorreto. (linha 31) os éncabeça. a estrutura que expressa continuidade da ação é: (A) (B) (C) (D) (E) (linha 26) o passado atua. Encontraremos. esclareçamos que o adjetivo ubíquo diz respeito àquilo que está ou existe ao mesmo tempo em toda parte. encontra­ mos o texto uma fila de ancestrais simiescos a andar desajeitadamente . Desta vez. onipresen­ te (cf. A expressão ícone emblemática foi empregada em relação ao .à semelhança de um material imantado) é perfeitamente válida. algo que atrai.: É inacei­ tável a tentativa de associá-lo ao que está por vir. a de elevado. (linha 26) p ara produzir. Quando contextualizamos tal expressão. Dicionário Eletrônico). vera sendo mais freqüente a substituição do infinitivo preposicionado pelo gerúndio. Está bastante clara a ideia de ação em progresso indicada pela forma a andar. por exemplo. No Brasil.

Em o passado atiia-. às linhas 33. anteontem”. realizada de modo idêntico ao que se nota em uEu a vi ontem. encontramos: (A) Incorreto. à Unha 32. (C) os dois-pontos. nenhum vínculo existe entre a pergunta estabe­ lecida no inicio do ultimo parágrafo . introduzem uma citação latina que é tra­ duzida com objetividade no trecho após o travessão. aliás. o presente do indicativo da forma verbal faz menção a ação que ocorre no presente. Na presente alternativa transcreveu-se fragmento textual que contém verbo de ligação. Vejamos cada uma das alternativas da questão: (A) Incorreto. (B) Incorreto. Afirma-se corretamente que. (E) os parênteses. por isso a frase alterada manteria rigorosamente o sentido original.e sinalizada pelo ponto de inter­ rogação . Na verdade. acolhem comentário considerado perti­ nente. a expressão posta entre parênteses . (E) Incorreto. mas digressivo com relação ao fio principal da argumentação. ou seja. (B) Incorreto.introduz ressalva no sentido de confirmar a justeza do ar­ gumento de que também é errônea o pensamento que produz a tenta­ ção da soberba do presente. (C) Incorreto.Prova 1 . Português . é optativa. O presente do indicativo em os encabeça impede a existência do entendimento de ação que ocorre em continuidade. (D) Incorreto. no último parágrafo.e o pensamento do estudioso citado. Diríamos que a expressão latina teria sido traduzida com ob­ jetividade caso o autor se dedicasse a enunciá-la vertida para a língua portuguesa. (B) os parênteses às linhas 29-30 acolhem retificação.Agente Fiscal de Rendas/Secretaria de Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2009 Nas demais alternativas. 19. Em para produzir a forma em infinitivo alude a ação verbal que ocorre como decorrência de outra. não há sequer ação narrada. Embora a citação feita a entendimento atribuído a Stephen Jay Gold esteja contida no ambiente semântico de crítica à denominada presunção a posteríori. à linha 27. (A) o ponto de interrogação (linha 27) sinaliza a pergunta que foi direta­ mente respondida porStephen Jay.aliás. Não se observa ideia de ação tradutora de continuidade no frag­ mento colhido na alternativa ora estudada. (D) a colocação de uma vírgula antes do pronome que. outro mito falso .

(D) olharia .deixou passar .absolutamente inviável para a situação textual em que se encontra. Décio Sena 24 .de explicação.Quem olharia a evolução dessa pers­ pectiva deixaria passar a maior parte do que foi importante. (C) olhe (olha) . 20» Quem olha a evolução dessa perspectiva deixa passar a maior parte do que é importante. o comentário não tem relevância para o conteúdo que foi discutido no artigo. ou seja. (B) olhasse .Quem olharia a evolução dessa pers­ pectiva deixaria passar a maior parte do que fosse importante. a inserção da vírgula sugerida conduziria a mencionada oração para área semântica . (E) deixou passar (deixará passar) . (D) deixou passar (deixaria passar) .deixou passar . (E) olhar .Provas Comentadas da FCC (D) Incorreto. Está correta a correlação das formas verbais sugerida na opção (B).Quem olha a evolução dessa perspecti­ va deixará passar a maior parte do que é importante.fosse. no caso . Desse modo. por exemplo. já que todas as representações gráficas que vemos têm como elemento culminante na escala evolutiva que procede dos primeiros símios um homem.deixaria passar . (E) Correto.deixava passar .era.foi.Quem olha a evolução dessa perspectiva deixa passar a maior parte do que seja importante. Embora a observação Homo homo sapiens esteja sofrendo uma intervenção cabível. Alterando-se as formas verbais da frase acima. já indi­ cando suas substitutas corretas entre parênteses ao lado: (A) deixava passar (deixaria passar) . uma fuga ao assunto que se está discutindo. representa uma digressão.trata-se de uma subordinada adjetiva restritiva. Sendo assim. que feria resultar Quem olhasse a evolução dessa perspectiva deixaria passar a maior parte do que é importante. O pronome relativo mencionado introduz de teor semânti­ co restritivo .seja. apontamos as formas verbais inaceitáveis.deixava passar . a correlação entre as no­ vas formas ainda estará em conformidade com o padrão culto escrito em: (A) olharia . em um texto que abordasse a predominância do homem sobre a mulher na cultura ocidental.é. Seria adequado. Nas demais alternativas. (C) olhe .

! | (D) Incorretoi A passagem mas no que se\refere à minha pessoa não para­ fraseia corretaménte o que se dispôs nb texto original com mas eu. consciente do dever. flertarei cautelosamente com uma e outra. j j (D) mas no que se refere à minha pessoa. dever não guarda aproximação significativa bom devidamente alertado. . Essa ideia pode ser considerada um alerta contra duas tentações. flertarei com uma óu outra cuidadosamente. j (E) Correto. O empíego de umk só vírgula não promove o isolamento desejável. embora cauteloso. incorreção quanto a aspectosj de pontuado: a oração j á adver­ tido. | j (C) mas dado a mim. alerta que estou. mas eu.Prova 1 . TJma outra redação còrreta para o que se afirma no segmento destacado e: (A) mas. flertarei cautelosamente com ambas. por estar intercalada. pá advertido somente flertarei e com ambas. j j (E) mas eu. busco flertar com as duas. üma vez que não são antecédijdos por artigos definidos. kssiln. (C) Incorretoi A passagem dado a mim não tem suporte nas estruturas oracionais dà língua portuguesa. j . À expressão consciente do. vigilante na medida certa. terei cautela ao flertar cojm ambas. ] j 25 Poríugüês . devidamente alertado. também. convenientemente prevenidti.Agénte Fiscal de Rendas/Secretaria de Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2009 5 '' \ I 21. deveria estar isolada pbr vírgulas. tendò em vista encontrar aquela çm que se encontra correta reda­ ção alternativa para o fragmento original: j. j j (6) mas eu. riá. j (B) Incorretoj Houvé desvio semântico.dos itens da presente questão. o vocábüljo a que:os antecede só pode ser preposição. também não h f pará­ frase para devidamente alertado emyigilante na medida certa. A substituição de devidamente alertado por convenientemente prevenido é perfeitamente válida. cautelosamente.em cada um. (A) Incorreto] Há impropriedade quanto a | ó emprego do acento grave indi­ cativo de jcrase diante do pronome pessoal oblíquo tônico mim^Como sabemos.de haver emprego dental acento diante de prononies pessoais. inão po. quanto à mim. Ha continuidade. j I Podemos obsêrvar así seguintes análises . asisiin como é legítimo o emprego jde flertarei cautelosamente com uma e oitira em lugàr de flertarei cautelo­ samente com ambas>Não se notam èqjiívocos gramaticais. Esta e a res­ posta da questão.

por te de concordar com o su­ Décio Sena 26 .Outra passagem em que o verbo haver è verbo auxiliar de forma verbai composta que. (D) Incorreto. não portan­ do o significado de existir. . consoante o padrão culto escrito. . Quantos biólogos haverão pesquisado o assunto e talvez não tenham a mesma opinião. (C) Incorreto. Esta é a resposta da questão..Ocorreu. Sua ílexão em plural de­ ve-se à necessidade de se fazer a concordância com o sujeito Quantos biólogos. obrigatoriamente. mas certamente pou­ cos as conhecem. mas certamen­ te poucos as conhecem._____ sido submetidas à sua anáüse quando ele ex­ pressou essa convicção...O emprego do verbo tem de se dar. Talvez haja algumas versões da teoria citada. (C) Quantos biólogos______ pesquisado o assunto e talvez não tenham a mesma opinião.22. exige o emjprégo do verbo “haver” no singular é: (A) Muitas teorias já. Observemos que neste caso o verbo haver é verbo auxiliar de locução verbal. empregado com sentido de existir. páica apontarmos o item que é a resposta da questão: (A) incorreto. Alguns mitos falsos hão merecido representação artistica­ mente irrepreensível . neste caso. (B) Talvez______ algumas versões da teoria citada. Muitas teorias já haviam sido submetidas à sua análise quan­ do ele expressou essa convicção. (D) Alguns mitos falsos_____ merecido representação artisticamente irrepreensível. ~ Novamente temos o emprego do ver­ bo haver auxiliar de forma verbal composta. (B) Correto. Mas muitos biólogos hão de concordar. o emprego do verbo im­ pessoal haver. Por ser impessoal. para que se promova sua concordância com o sujeito indicado pelo sintagma Muitas teorias. no plural. Diferentemente do que se tem acima» a frase que.Vamos proceder aos preenchimentos daS lacunas constantes na questão. (E) N ós_____ de corresponder às expectativas depositadas em nossa equipe. Trata-se de uma clássica questão de concordância verbal. não pode sofrer flexão.

763} ' 27 Português . . à porta da estalagem. com muito pormenor misterioso. Crônica publicada era A semana. [14 de fevereiro] Conheci ontem o que é celebridade. ou no quarto em que residirem. caro e tapado leitor. depois a neta. José. In Obra completa. é isto mesmo. (E) Incorreto. Leitor obtuso. -Quem? ~Me esqueceu o nome dele. surge com o referido verbo flexionado obriga­ toriamente em plural. 1897. Ela levava uma pequena. disseram-lhe que algum jornal dera o retrato do Messias do sertão. Estava comprando gazetas a um homem que as vende na calçada da Rua de S. indicado por Nós. Rio de Janeiro: Nova Àguilar.ríuvd i —^igciae riii-at ue rsenuab/zKíçrtíiaria ae tstaao ae t-azenaa/i)eíaZ“SP/FCC/2009 jeito Alguns mitos falsos.Me dá uma folha que traz o retrato desse homem que briga lá fora. empre­ go do verbo haver como auxiliar de uma locução verbal. ê “esse homem que briga lá fora”. 15 A celebridade. novamente. naturalmentefilha.III. e foi comprá-lo. (Machado de Assis. Instruções: Considere o texto a seguir para responder às questões de núme­ ros 23 a 27. e não sairá mais. muita aurêola} muita lenda.Nesta última alternativa temos. crê-me que és ainda mais io obtuso do que pareces. Nós haveremos de corresponder às expectativas depositadas em nossa equipe. 1997. um dia con­ tará a história à filha. ignorando que nas ruas só se vendem asfolhas do dia . ouviu fa ­ lar da seita de Canudos. esquina do Largo da Carioca>quando vi chegar uma mulher simples e dizer ao vendedor com voz descansada: s . se não percebeste que “esse homem que briga láfora” é nada menos qúe o nosso Antônio Conselheiro. Não sabe o nome do Messias. A mulher provavelmente não sabe ler. p. no caso have­ remos de corresponder e tendo de concordar com o sujeito da oração. O nome de Antônio Conselheiro acabará por entrar tia memória desta mulher anônima. voI.

a caracte­ rização da mulher como tipicamente popular. no sentido de que pessoas não muito bem informadas costumam ter o compor­ tamento de. desconhecimento da realidade. o que o aproximaria. (E) a cena descrita. Da leitura da crônica de Machado de Assis. em conformidade com o comando da questão: (A) Correto. to­ marem-no como importante. nesse fragmento da crônica.e a conseqüente possibi­ lidade de a figura de Antônio Conselheiro passar a sucessivas gerações ~ preenche o segundo requisito. fica-nos a infor­ mação de que celebridade decorre de dois fatores. restringe o sentido atribuído à palavra celebridade pelo senso comum: fama. para apontarmos o item correto. por ouvirem falar com frequência em certos nomes. um certo alheamento.a ironia da su­ posição de que o leitor-interlocutor também desconheça quem é Antônio Conselheiro. quanto a presença da filha a seu lado. ironicamente. Décio Sena 28 . a possibilidade de a notoriedade ser transmíssível às gerações sucessivas. Está correto afirmar que. (D) a seqüência Não sabe o nome do Messias. é “esse homem que briga lá possibilita ao autor ressaltar.o que é característico em Machado de Assis . ob­ serva-se . Em primeiro lu­ gar. Rigorosamente. (B) Incorreto.Provas Comentadas da FCC 23. Em segundo lugar. (C) se estabelece tensão contínua entre o que o autor vê e o que imagina. a feita de inteligên­ cia que atribui ao leitor. captada pelo autor como síntese de um comporta­ mento exemplar. Assim. da mulher de características tipicamente populares. feto que obriga qualquer leitor crítico a rejeitar a assertiva Conheci ontem o que é celebridade. para a construção do conceito de celebridade de que trata o autor (B) é essencial a caracterização da mulher em oposição à do leitor-interlocutor na construção do conceito de celebridade de que trata o autor. As figuras da mulher e do leitor-interíocutor em nada contri­ buem para a construção do conceito de notoriedade. Vejamos cada uma das alternativas da questão. inculta atende à primeira exigência e a existência de sua filha pequena . apesar de estar em estrato sodocultural diverso. (A) são essenciais tanto a caracterização da mulher.

è "esse Ho­ mem quelbriga la fora* emana da personagem popular. inclusive. o qjue está auseiite na assertiva ora comentada. I (A) Correto. Indica que outros fatos ôcorriam à medida que a açãoj de comprar iera realizada. a partir da leitura da continuidade do texto. Por outro ladó. Percebemos que a \oaição\acabará por entran por forçajdo matiz semântico introduzido pelo verbo auxiliar acabar aporita ação que ocorrerá inevitavelmente. Não há qualquer possibilidade de admitirmos comOjViávjel a menção mas improvável 29 • j Português . Observamos que o emprego do pretérito. em momento anterior àquele em que ocorreu outra.descrita por disserqm . sem dúvida. está correto o qjie se afirma em: (A) (linha 1) Estava comprando indica.ação. Considerado jo contexto. ação em procebso.Agehte Fiscal de Rendas/Secretaria de Estado de Fazenda/SefkzSP/FCC/2009 (C) Incorreto. (C) (linha 16) acabará p o r entrar expressa um desejo. . | Não há a tensão crítica sugerida na presente alternativa. a assertiva Conheci ontemlo. (B) (linha 12) dera exprime ação ocorrida simultaneamente a disseram. j í (E) IncorretoJ A afirmativa é incorreta tendo em vista há dois fatores apon­ tados por jMachado para que se estabeleça o conceito de celebridade!: a notoriedade e a capacidade de ela ser levada a sucessivas gerações. j (B) Incorreto'. o que|imp|ede que atribuamos ao leitor-interlocutor a pecha de inculto. mas improvável. O emprego do pretérito. Esta é a resposjta da questão. 24. imperfeito nessa passagem traáuz fato passado» sem desdobramentos pára o presente.! A fala transcrita em Não sabe o nome do Messias. . ó propósito do pretérito mais que perfeito do indicati­ vo: apontar ação pretérita ocorrida* entretanto. (£) (linha 19) residirem exprime'fato possível. ] (E) Incorreto. entre ações simultâneas. À locução verbal Estava comprando sugere. mais que. ainda que ironicamente. Tal é.que ê celebridade é absolutjamente crível. | j (D) Incorreto. j (C) Incorreto. também pretérita. (D) (linha 17) levava designa fato passado concebido como permanente. j (D) Incorreto. perfei­ to em dei-a indica ser esta ação anterior à que é . aquejse estava processando quando sobrevieram as demais.Prova 1 .

em continuidade à frase.. (D) Incorreto. (C) Incorreto. as quatro exigências acima descritas não foram atendidas. atenderia corretamente ao padrão clilto escrito é: (A) que desse uma folha que traria o retrato desse homem que briga lá fora. igualmente. Não se atendeu à obrigatoriedade de emprego dos verbos tra­ zer e brigar em pretérito imperfeito. traz e brigaria. Há incorreto emprego do pronome oblíquo átono me como objeto indireto da forma verbal dê. (B) Correto. maus empregos dos verbos trazer e brigar e ausência do pronome demonstrativo aquele.25. para que haja a devida indicação de que tais ações foram enunciadas pela personagem feminina. O discurso indireto a ser produzido não pode sofrer a indi­ cação dos dois-pontos. Trata-se de questão que explora as modalidades de discurso direto e indireto e a transposição do primeiro para o segundo. o que será atingido pelo emprego do pronome demonstrativo aquele. Ocorrem igualmente deslizes no emprego de me. Ocorreram. Vejamos as alternativas da questão: (A) Incorreto. o que demanda o emprego de uma folha como objeto direto e do prono­ me oblíquo átono lhe como objeto indireto. Se o cronista tivesse preferido contar com suas próprias palavras o que a mulhér disse áo véüdédor. quando vi chegar uma mulher simples e pedir ao vendedor com vos des­ cansada i.. (£>) que me de uma folha que traz o reírato desse homemque brigaria lá fora. Déclo Sena 30 . também. para a reprodução fiel da mensagem que as formas verbais relativas aos verbos trazer e brigar e passem a ser empre­ gadas em pretérito imperfeito. Considerando-se que o discurso agora é indireto. (B) que lhe desse uma folhã que trazia ó retrato daquele homem que bri­ gava lá fora. to­ dos os requisitos para a transposição do discurso direto para o indireto foram atendidas. É indispensável. É necessário. é imprescindí­ vel que a regência transitiva direta e indireta do verbo dar esteja atendida. Como apontamos no comentário da alternativa anterior. (E) Incorreto. que se marque o distanciamento do narrador com respeito ao homem motivo do retrato. (C) que lhe âê uma folha que traz o retrato desse homem que briga lá fora. Na presente alternati­ va. á formulação que. também. bem como o necessário emprego do pronome demonstrativo aquele. (E) que: Dê-me uma folha que traz o retrato daquele homem que briga­ ria lá fora.

Trocando a segunda pela terceira pessoa. o imperativo afirmativo do verbo crer na se­ gunda pessoa do plural . de início..as terceiras pessoas do singular e do plural. da qual suprimiu-se a consoante final. A sugestão que emana do comando da questão é a de que verifiquemos em qual alternativa as alterações implementadas nas formas verbais mantive­ ram a correção gramatical. na formação do imperativo afirmativo. (C) crê-me que é ainda mais obtuso do que parece. a pro­ priedade de emprego de és e de pareces.forma que. . uwvivvuiia uv. 0 texto está. assim. Desse modo. crê-me que és ainda mais obtiíso do que pareces. analisemos cada uma das opções fornecidas nas alternativas de (A) a (E): (A) Correto . Tal opção provocou o equívoco de emprego da forma pareceu considerando-se que. procede da segunda pessoa do singu­ lar do presente do indicativo.. Observemos. como sabemos.Em creia-me que é ainãa mais obtuso do que parece . ainda.r »yvo i n g u s »uvui uv.. (D) creia-me que é ainda mais obtuso do que parecei. procuremos verificar o emprègo dás formas verbais no frag­ mento citado no enunciado da questão. consequentemente. que é . Parecei é a forma de imperativo afirmativo do verbo parecer em segunda pessoa do plural.Observamos em crede-me que ê ainda mais obtuso do que pa­ recei utilizou-se.crè-me que és ainda mais obtuso âo que pareces. (B) crede-mequeé ainda mais obtuso doque parecei. Esta é a resposta da questão. dela excluído o 5 final. a primeira pessoa do plural e. u^iuuu uw <u^vhuuj w 26. Nele.. também em terceira pes­ soa do singular do presente do indicativo. (B) Incorreto . ambas as formas também na segun­ da pessoa do singular. o tempo a ser empregado é o presente do indicativo. a forma verbal crê surgiu em segunda pessoa do singular do imperativo afirmativo . Inicialmente. a frase acima está em total con­ formidade com o padrão culto escrito em: (A) creia-me quê éainda mais obtuso do que parece. "creia” é a forma de imperativo afirmativo. nututu. nesse ponto do texto.forma que proveio da segunda pessoa do sin­ gular do presente do indicativo credes. (E) crede-me queés ainda mais obtuso do que parecei. proce­ dente do presente do subjuntivo . na terceira pessoa do singular. 31 Português . rigorosamente correto. para que se estabeleça o paralelo com a ante­ rior forma empregada é. a terceira pessoa do plural. procedem do presente do subjuntivo o que toma válidos os empregos deée parece .

a ação verbal expressa na voz ativa será representada na voz passiva ana­ lítica por locução verbal em que o verbo auxiliar será ser ou estar e o ver­ bo principal.Provas Comentadas da FCC (C) Incorreto . . Transpondo para a voz passiva a frase acima. 2. na voz passiva. 3. Importante lembrarmos que o verbo auxiliar deverá flexio­ nar-se concordando em número e pessoa com o sujeito da oração que es­ tamos criando e em tempo e modo deverá surgir naqueles em que estava empregado o verbo da oração originalmente disposta em voz ativa. apontamos o mau emprego da forma crê. 27.Errou-se em creia-me que ê ainda mais obtuso do que p a­ recei o emprego da última forma verbal . (B) haverá de ser contada. a forma verbal obtida cor­ retamente é: (À) seriam contadas. Ao promovermos a transposição da estrutura de uma oração redigida em voz ativa para a voz passiva analítica . O comando da questão. que será empregado em particípio. (D) Incorreto .parecei . o sujeito da voz ativa vai converter-se em agente da voz passiva.provinda do descarte da consoante finai de crês. em crê-me que é ainda mais obtuso do que parece . . em sujeito.. um dia contará a história k filha. que exemplifica a segunda pessoa do singular do presente do indi­ cativo.o que é o desejo da eminen­ te Banca Examinadora deveremos ter em vista algumas informações indispensáveis: o objeto direto existente na voz ativa se transformará. será o que se empregou na voz ativa. (E) poderiam ser contadas. assim. (C) será contada. forma a que se chegou após a supres­ são da consoante final de pareceis. (E) Incorreto. foi desrespeitado em sua exigên­ cia da necessidade de se grafar o texto com as formas verbais em tercei­ ra pessoa do singular. depois à neta . (D) haveria de ser contada. uma vez que surgem na segunda pessoa do singular (és) e na segunda pessoa do plural (crede e parecei}..pòsta em segunda pessoa do imperativo afirmativo. Dério Sena 32 1. No texto crede-me que és ainda mais obtuso do que pareceu as três formas verbais empregadas não atendem à exigência do enuncia­ do da questão.Agora. indicativa de segunda pessoa do singular do imperativo .

passemos a trabjalhar com o texto firnecido. surgindo) assim. jpois. muitas etapas mesmo. aonde o sucejsso depende da interferência imediata. . ! j j Relembrados esses fatos gramaticais. | j A resposta está. pjois a isso. se deixariam sem resolver.. j Vejamos todbs os itens da questão em busca do que contém texto não só. aos 13 de idádej partilhou com o trabalho do mestre por 7 anos. | 28. Por outro Iádo. a locução será contada. ain­ da que especificidades sejam atendidas de outra maneira. devem-se avanços na ciência. claro. muito. a forma de particípio deverá concordar nominalmente com o sujeito da oração.dessemodo. (B) O talentjoso pintor. por ser Eld. um dia a .observemos qué seu sujeito. I (E) A rapidez das ações é relevante pará essa iniciativa.história será . | j j (A) A comparação que os artistas fizeram entre as duas peças foi possí­ vel perceber qué materiais distintos exigem a mesma dedicação. a forma verbal cpntdrá. distintos exigem a mesmá dedica33 j • Português f . na altematíva (C). comd. í A frase convertida restaria . muitas vezes.contada [por ela] àj/iIha. caso uma das atitudes jfor adiada.tem de surgir em futuro do presente do iridicativo. o objeto direto^ história. Está clara e em total conformidade com | opadrão culto escrito a segupte redação. fornecido pela leitu­ ra. i (D) As ações levadas a efeito pelo grupo junto aos jovens possibilitariam reconhecimento e respeito de seus direitos. j (A) Incorreta Em A comparação que às [artistas fizeram entre as âuaslpeças fo i possível perceber que materiais. que estrutura] a voz ativa .Agente Fiscal de Rendas/Secretaria dejEstado de Farenda/Sefaz-SP/FctC/2009 } j 4.Prova 1 . um dia contará a história à filha. depois à m ia. . más reco­ nheceu tanto a pertinência quanto á importância do discordar. | na qual o particípio concordou nominalmente com o referido sujeito. também. experiência qúe -rendeu conhecimento de recur­ sos expressivos que dispôs em produções posteriores. sugere quê o verbo auxiliar da locução verbal . (C) Aludiu âe maneira discreta àquele que o havia contestado. em busca de reescrevê-lo na voz pássiva: } Em .. nó caso . o que lhes mobilizou a dar transparência ao movimento e resultados. vai-se converter ém sujeito.traduz semanticamente a autora da ação verbal. depois à neta.. o que implica a concprdância do verbo auxiliar com ele. encóntrado na oração de jvoz ativa. re­ digido nos nioldes do padrão culto.ser..

Com efeito.ção. partilhou do trabalho do mestre por 7 anos>experiência que rendeu conhe­ cimento de recursos expressivos que dispôs em produções posteriores (C) Correto. seu complemento indireto (ob­ jeto indireto) será regido pela preposição com . No texto da presente alternativa . Ao ser empregado com regime transitivo direto e indireto. providenciamos a inversão na ordem com que surgiram as orações: Foi possível perceber da comparação que os artistas fizeram entre as duas peças que materiais distintos exigem a mesma dedicação. encontraremos As ações levadas a Décio Sena 34 . (B) Incorreto. (D) Incorreto. estrutura oração de voz pas­ siva pronominal que tem como sujeito a expressão avanços na ciência. Ao ser trabalhado com regime transiti­ vo indireto.Ele partilhou das idéias daque­ lefilósofo por muitos anos. que fez résultar um texto sem coesão estrutural A forma correta­ mente redigida apontará Da comparação que os artistas fizeram entre as duas peças fo i possível perceber que materiais distintos exigem a mes­ ma dedicação. ainda que especiftcidades sejam atendidas de outra ma­ neira. apon­ tamos a ausência de preposição De regendò o sintã0ti^A:comparação. acompanhada do pronome apassivador se. ex­ periência que rendeu conhecimento de recursos expressivos que dispôs em produções posteriores observa-se uso transitivo indireto para o verbo partilhar.Eu partilhei meus parcos conhecimentos com meus alunos. ainda que especiftcidades sejam atendidas de outra maneira.O talentoso pintor. o. cujo verbo principal tem regime transitivo direto. obriga­ toriamente. Está havendo deslize de regência verbal no texto da presente alternativa.Chamamos a atenção para os seguintes empregos legítimos: acento grave indicativo de crase encontrado no pronome demonstrati­ vo àquele. aos 13 de idade. aos 13 de idade. regido pela preposição de . resultante da contração de preposição requisitada pela forma verbal Aludiu com o a que inicia o pronome citado. utilização em terceira pessoa do plural da forma verbal devem . partilhou com o trabalho do mestre por 7 anos. ainda que especiftcidades sejam atendidas de outra maneira. Para melhor entendimento da necessidade de emprego da aludi­ da preposição. o verbo partilhar pode surgir com regência tran­ sitiva direta e indireta ou transitiva indireta. o que faria o texto fi­ car corretamente redigido na forma O talentoso pintor. a qual. caracterizado pelo duplo complemento indireto atribuído à forma verbal mobilizou. apenas. Providenciada a retificação do texto. complemento da forma verbal compos­ ta havia contestado. o que impõe a presença da preposição de. emprego do pro­ nome pessoal oblíquo átono o. Há flagrante equívoco de regência verbal. seu complemento indireto (objeto indireto) deve ser.

má utilização de vírgulas isolando o adjunto adverbial muito. A frase que está em total conformidade com o padrão culto escrito é: (A) A sua crescente habilidade para o diálogo ao mesmo tempo franco e poli­ do foi atribuído aos ambientes em que freqüentava por conta da profissão. (B) Hão vai fazer diferença. ainda que em nível metafórico. a essa altura. quer pela presença da pre­ posição ci. (C) Esses argumentos em estilo tão requintado é fatal para convencer aqueles que os consideram mais pela aparência que pela consistên­ cia. (E) Incorreto. na seqüência a expressão muitas ve­ zes. que é um grande equívoco. e ninguém dentre eles poderia alegar que não fora avisado da necessidade de a ele se ater. para que se evitassem situações embaraçosas. Apontam-se erros de concordância nominal e de regência ver­ bal. o emprego da conjunção subordinativa condicional caso de­ manda o correlato uso da forma verbal relativa ao verbo ser em presente do subjuntivo. (0) Em favor à ideia ele expôs uma dezena de fatores. em busca daquela em que se nota texto produzido em total confonniàade com o padrão culto escrito. que serão retificados e realçados. no fragmento redigido com corre­ ção: A sua crescente habilidade para o diálogo ao mesmo tempo franco e 35 Português . que não tem razão para ter surgido. que funciona como sujeito de se deixariam. (£} O foco dos debates era aquela teoria. quer pela imprópria utilização do pronome em si. prejudicou a clareza da mensagem. caso uma das atitudes seja mui­ to adiada. Apontam-se algumas impropriedades no fragmento ora estuda­ do: mau emprego do pronome relativo aonde. os pareceres desfavorável ao projeto. pois. o que os mobilizou a dar transparência ao movi­ mento e resultados. considerando-se o feto de haver. em que o suces­ so depende da interferência imediata. pois grande parte dos consultores reconheceu a possibilida­ de de implementá-lo. já que não está sendo requi­ sitada por qualquer traço de regência. cujo teor poucos ti­ nham tido acesso antes da polêmica reunião. que. Apontamos uma possibilidade de redação correta para o fragmento ora es­ tudado: A rapidez das ações é relevante para essa iniciativa. mau emprego da vírgula após a ex­ pressão muitas etapas mesmo. não se observa men­ ção a lugares. muitas etapas mesmo se deixariam sem resolver.nvva i — vic rvcnucuf « jcwi^ um i«t uc csumjv uc rcL£CilUdYOtí ici^Or/rV-W -£UU^ efeito pelo grupo junto aos jovens possibilitaram reconhecimento e res­ peito âe séus direitos. (A) Incorreto. já que. Analisemos todas as alternativas da questão.

Apontam-se dois equívocos: concordância verbal incorreta­ mente efetuada na forma verbal é. salientemos que o sujeito da forma ver­ bal reconheceu. À frase que respeita Inteiramente o padrão culto escrito é: (A) Nada disso influe no que foi acordado já faz mais de dez dias. por ser grande parte dos consultores. Dédo Sena 36 . o que é um grande equívoco. Providenciadas ás retificações. (D) Incorreto. Como podemos verificar. pois grande parte dos consultores reconheceu a possibilidade de im­ plementá-lo. por sua vez. concordância nominal incorreta no prèdicativo do sujeito citado. a essa altura. de modo que se estabeleça seu vínculo com o sujeito ospareceres desfavoráveis ao projeto. permitiria o emprego igualmente correto do verbo citado em terceira pessoa do plural (C) Incorreto. vinculado ao substantivo/oco e a correta concordân­ cia feita na oração de vo2 passiva pronominal para que se evitassem si­ tuações embaraçosas . o verbofreqüentar tem empre­ go transitivo direto. encontra­ remos Hão vão fazer diferença. Retificado o texto. (E) Correto. ospareceres desfavorável ao projeto. Frisamos a concordância corretamente efetuada do pronome oblíquo tônico ele . 30. pela inobservân­ cia da obrigatoriedade de o verbo auxiliar da locução verbal vaifazer surgir em terceira pessoa do plural. a cujo teor poucos tinham tido acesso antes da polêmica reunião. na passagem que estudamos. demanda o emprego da preposição a. com o sujeito cujo núdeo é o substantivo habilidade. o verbo principal da locução verbal passiva/oi atribuída deve concordar» no particípio. Por outro lado. a preposição d e e o substantivo acesso. (B) Incorreto. o que impede a presença da preposição em que sur­ giu regendo-o. mas eles qtiizerara que eu reiterasse a sua disposição de manter o que foi estabelecido. empregado após consistência.Provas Comentadas da FCC polido fo i atribuída aos ambientes que freqüentava por conta da profis­ são. no texto original.em função de aposto resumitivo antecedendo o pronome relativo que. Esta é a resposta da questão. Redigido com as retificações necessárias. Está havendo deslize de concordância verbal. o texto ficará assim: Esses argumentos em estilo tão requintado são fatais para convencer aqueles que os consideram mais pela aparência que pela consistência. À guisa de lembrança. Ocorreu deslizes de regência nominal: o substantivo favor deve reger. cujo sujeito é Esses argumentos em es­ tilo tão requintado. teremos o texto corretamente redigido Em favor da ideia ele expôs uma dezena de fatores. que está representado pelo adjetivo fatak ausência do pro­ nome demonstrativo o .

por isso. * * 37 . para apontar­ mos aquela em que sé respeita inteiramente o paârão culto escrito. Moro aqui há anos. ■ I j | | Mais uma vez verifiquemos todas as alternativas da questão. i •■ ■| I (A) Incorreto] Há deslizes ortográficos em\influe e qaizeram. que aliás é assun­ to muito [frequentemente solicitado. forma|verbal: o verbo dispor. nem que para isso precisamos apelar paira a decência de todos. ein concursos públicos.Prova 1 . Observemos que a açãb de apelar é colocada em nível hipotético. não passível : . os mais novos não detiverem o curso das negociações. o que acakreta o emprego áo verbo auxiliar . richajiá e ha opção pelo emprego da preposição dè^na. (D) Incorretoj Ocorreu. I Pórtugàès ! * . se. reforçando a convicçãojde que dali há anos ainda estariam de Iàdos opostos.1 mas agora é necessário que seremedeie a sitúacáo. e só se. a: Daqui a cinco dias chegarei la. por isso mesmo. o que fo i estabelecido.Agente Fiscal de Rendas/Secretaria de (Estado de Fazenda/Sefaz-SP/FCC/2009 : % r (B) Gás iacrlmogêaiò foi usado para dispersar os grupos que cultivavam antiga richa. . . | I (B) Incorretoj. Em expressões indicativas de témpo a transcorrer. j I (E) Vocês divergem.Há equívocos ortográficos jem lacrimogênio. dom respeito ao deslize de eniprego de háfa . os mais novos não detiveram o curso das negociações. se. façam novos contratos e provejam o setor de profissioniis competeiites. equívoco de emprego de modo verbal. entretanto. O texto retifi­ cado apontará Nada disso influi no que fo i acordado já fa z mais de dez dias. emprega-se a preposição. forma arrizotônica do verbo semear e.da locução verbal de que faz parte emjsubjuntivo..açerto do emprego de Semeemos. reforçando a convicçãoj de que dali a anos ainda estariam em lados opostos. Ressaltamos o. ■ j I i \ (C) Ficou na dependência de ele redigir tudo o que os acionistas màis an­ tigos se dpsporam a oferecer. deverrios relembrai? que menções a tempos decorridos apresentam o emprego ào verbo haver. e só se. . expressão estariam de lados opostos. assim como este» nãoapresentji em nenhuma passagem ide sua conjugação a letra z. derivado de pôr.precisar] . mas\eles quiseram que eu reiterasse a sua disposição de manter. | (C) Incorreto] Há mau emprego de. Retificado o equivoco. j j (D) Semeemos a ideia de que tudo será resolvido de acordo com os iteps considerados prioritários. O texto ficará corrigido: sób a forma Gás lacrimogêneo fo i usado para dispersar os grupos que culkvavam antiga rixa. temos Ficou na dependên­ cia de ele j:redigir tudo o que os acionistas mais antigos se dispuseram a oferecer.

provêramos. odeio. como podemos ver em mediava. Inversamente. incendiar e odiar. odia­ va. ansiava. por exemplo. ansiar. na conjugação das formas rizòtônicas. entretanto. no modo indicativo (pretérito per­ feito e pretérito mais que perfeito). prover. proveram. anseio. provera. Empregaram-se corretamente três verbos muito recorrentes em provas de concursos públicos. provesses. provêssemos. proveram. provesse. teremos Semeemos a ideia de que tudo será resolvido de acordo com os itens con­ siderados prioritários . temos. quando conjugados nas formas rizòtônicas. da qual se afasta. proveras. proveres. do radi­ cal da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. provermos. Com res­ peito a divergir. divergir. incendeio. provesse. proveste.de ter seu radical alterado. como sabemos.juntamente com me­ diar (e seu derivado intemediar). provêreis. A título de rememoração. provera. remediar e prove?'. incendiava. Finalmente. os verbos que terminam em BAR. medeio. Nas formas arrizotônicas este fato não ocorre. Este fato provoca o surgimento do r&dical divirj em toda a conjugação do presente do subjuntivo. Em tais passagens. salientamos qué formas rizòtônicas são aquelas em que a vogal tônica está contida no radicai do vocábulo. no subjuntivo (pretérito imperfeito e futuro) e no particípio. proveu . em semeio. têm seus radicais alterados com= a inclusão de um í rio radical. as formas arrizotônicas são aquelas em que a vogal tô­ nica do vocábulo surge fora do radical. vale lembrar a forma irregular com que se apresen­ ta na primeira pessoa do singular do presente do indicativo: divirjo. Como sabemos. Assim. (E) Correto. tempo derivado. como. provestes. proverdes. prover. Retificado o equívoco. nem que para isso precisemos apelar para a de­ cência de todos. Tais verbos têm como característica a transformação em seus radicais da vogal i em ei. Gabarito oficial definitivo 01) D 02) E 03) E 04) C 05) D 06) D 07) A 08) D 09) D 10) A 11) B 12) C 13) B 14) D 15) C 16) A 17) D 18) C 19) E 20) B 21) E 22) B 23) A 24) A 25) B 26) A 27) C 28) C 29) E 30) E Décio Sena 38 . o verbo prover tem conjugação semelhante à do ver­ bo ver. provemos. O verbo remediar integra conhecido grupo de verbos . proverem. respectivamente: provi. provido. provessem. por exem­ plo. as conjugações desse ver­ bo são. provêsseis.

os demais jogaram-no no chão. 77% dos ciclistas levaram o panfleto embora. para evitar confusão com arte. Não havia lixeiras no local. grafitaram as paredes da mesma área. portanto enfraquece os controles impostos pela comunidade. porfalta de dados empíricos capazes de comprová-la. da Indonésia e da África do Sul. apesar do aviso para não fazê-la. Na situação ordeira>sem grafite. Mas houve. Mas. da Inglaterra. Janelas quebradas  deterioração da paisagem urbana é lida como ausência dos pode­ res públicos. Para simular ordem. uma campanha para remover os grafites do metrô^ que restãtou numa diminuição dos criio mes realizados em suas dependências. a teoria das is janelas quebrada gerou controvérsias nos meios acadêmicos. sim. a presença de lixo nas ruas e de grafite sujo nas paredes provoca mais desordem. 39 . apenas 31% o fizeram. da Holanda. alguns experimentos bem sucedidos. nos anos 1990.Prova 2 Trabalho da 4 a região/FCC/20fl> 9 Atenção: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto que segue. Medidas semelhantes foram adotadas em diversas cidades dos Estados Unidos. O sucesso da iniciativa serviu de base para a política de “tolerância zero” posta em prática a segtdr. penduraram um panfleto inútil nos guidões de bicicletas. A p-afitagem constava apenas de rabiscos malfeitos. de modo que precisasse ser retirado pelo ciclista antes de 25 partir. Na Holanda. apesar da popularidade. Para a desordem. Na presença do grafite. a cidade de Nova York iniciou. recebeu o nome de “teoria das janelas quebradasSegundo ela. um deles foi conduzido numa área de compras da cidade de Groningeti. defendi­ da pela primeira vez em 1982 pelos americanos James Wilson e George 5 Kelling. induz ao vandalismo e aos pequenos crimes. Em ambas as situações. aumenta a insegurança e convida à prática de crimes. Essa tese. Com base nes­ sas iãeias. os pesquisadores limparam a área e colocaram um 20 aviso bem visível de que era proibido grafitar.

mais respei­ Dério Sena 40 . Como podemos ler no texto. (E) a iniciativa dos cidadãos é determinante para a formulação de polí­ ticas públicas. na situação de desordem. (B) a concentração urbana é fator determinante para os serviços dos po­ deres públicos. (C) a atitude dos indivíduos é influenciada pela ação ou omissão dos po­ deres públicos. naturalmente. 1S/07/2009) 01. (C) Correto. Em nenhuma passagem do texto lido pode-se fundamentar a afirmativa presente na alternativa ora estudada. Dos transeuntes que passaram dian­ te da caixa limpa.Provas Comentadas da FCC 30 35 Em outra experiência holandesa. Não há vinculação entre a concentração urbana e a existên­ cia de políticas públicas no texto lido. Rigorosamente. Vejamos cada uma das alternativas propostas como resposta para a questão: (A) Incorreto. numa caixa de correio da rua. 13%furtaram o dinheiro. (B) Incorreto. A mensagem ê clara: desordem e su­ jeira nas ruas mais do que duplicam o número de pessoas que praticam contravenções ou pequenos crimes no espaço público. (D) a deterioração do espaço público decorre da ação irresponsável da maioria dos cidadãos.foi colocado. os ambientes urbanos que se en­ contram preservados. Esse número aumentou para 27% quando havia grafite e sujeira. cuidados são. deve-se entender que a “teoria das janelas quebradas” sustenta a tese de que: (A) o espaço público deve ser administrado a partir de iniciativas dos cidadãos. não há qualquer ligação entre o que se entende por teoria das janelas quebra­ das. De acordo cora o contexto. (AdaptadodeBrauzio Varella. um envelope parcialmente preso à boca da caixa (como se tivesse deixado de cair para dentro dela) com uma nota de 5 em seu interior. Na situação ordeira. que diz respeito à tendência por parte das pessoas em respeitarem mais ou menos os ambientes que estiverem bem ou mal conservados. em local bem visível para os transeuntes. limpos. a caixa es­ tava grafitada e com lixo em redor. Folhade S. a caixa es­ tava sem grafite e sem lixo em volta. Paulo.

' ■ (D) Incorreto. j 03. Este é a cònclusão a que chega a teorià dasjanelas quebradas. A rejeiçãodos meios acadêmicos à “tese das janelas quebradas” Géveu-se à frágil sistematização teóric^ dos experimentos holandesas. dentre as opções oferecidas* aquela cuja expressão pòssa jser vinculada a déscaso dás autoridades com respeito ao espaço público. ] (E) Incorretq. A tese defendida: pelos americanos James Wilson e George Keiiing en­ contra sustentação na remoção dos grafites do metrô de Nova Yórlc. percebemõs que a alternativa (D) faz men­ ção exatamente a situação exemplificadòra do desleixo público: lixo. a partir dá leitura do texto lido. (C) caixa de ^orreio da rua. deixando-aslficar degradadas.Analista Judiciário/Tribunal RegibnaJ do Trabalho da 4a região/FCC/2j)09 tados pelos cidadãos. é natdral que procuremjos. em fe ­ dor. Assim. se possa atri­ buir-se à teoria das janelas a afirmativa de que a deterioração dos espa­ ços públicos decorra da ação da maiona dos cidadãos.Prova 2 . Atente para as seguintes afirmações: | j i I I I. Não há como. | ! (B) situação ordeira. Ao lermos o texto em que se funda­ menta a presente questão. (D) lixo em redor. j 02. em si mesma. j Lendo as diversas alternativas. : . j III. também. \ (E) envelopelparcialmente preso. somos informados de que há uma natural inclinação por se desrespeitarem. O relato das duas experiências ocorridas na Holanda fornece sérios fundamentos para que se rechace a “teoria das janelas quebradas " ] H. A afirmativa inexiste no testo lido. no qual se toma conheci­ mento de que existe uma relação dé causalidade a envolver a iniciativa dos cida4ãos e eventuais adoções de políticas públicas. A expressãojanelas quebradas. pela expressão: (A) aviso bem visível. Deve-se deduzir quê a expressão janelas quebradas aponta para um jfe­ nômeno típico dos espaços urbanos indiciados. é sugestiva de situação em que se observam daiios impostos a propriedades. ao passo que ihá uma inclinação por transgredirem-se as normas de civilidade quando os lugares já estão degradaqos. normas em lugares ionde as pessoas observam qtie o po­ der público não se fazjpresente. ^ 41 í ! '| ! I PòrtueUês | . As demais alternativas não estão assodadas à ausência do poder públi­ co na manutenção dó espaço público.

somente. sob o nome de po­ lítica de tolerância zero. assim. transportada. (C) complementaridade. Fundamentadas nessa suposição. somente. (E) II. visto que a qualidade do espaço urbano real não encontra gradações entre uma e outra. Podemos ler no texto que no meio acadêmico a teoria das ja ­ nelas quebradas provocou controvérsias. Incorreto. para toda a cidade. A experiência revelou-se exitosa a ponto de ser. pela ausência de dados empí­ ricos que a comprovem. verifica-se uma relação de: (A) franca oposição. opor resistência. Correto. somente. Entre as situações referidas como de ordem ou d e desordem. caracterizada pelos tipos de indivíduos que são in­ citados a delas participarem. sem fundamentação teórica. II. posteriormente. mas com suporte na pura observação dos fenômenos. (B) I e II. James Wilson e George Kelling são dois americanos que. dos grafites ali existentes. defenderam a teoria das janelas quebradas . no metrô da cidade. Analisemos cada uma das alternativas numeradas de I a III: I. Décio Sena 42 . está correto o que se afirma em: (A) I. II e III. Está correta unicamente a afirmativa contida no item IL A resposta está na alternativa E. somente. reforçam a teoria áas janelas quebradass fazem-na crível. Como sabemos. As experiências holandesas. (B) franca oposição. caracterizada pelos elementos físicos que qualifi­ cam os espaços. no sentido oposto. segundo a qual há uma tendência de as pessoas mais intensamente desrespeita­ rem os espaços públicos que se mostrem degradados. as autoridades nova-iorquinas promoveram a limpeza. (C) l e r i l . pela primeira vez. dado que se aplicam a indivíduos de índoles semelhantes* (D) complementaridade. o empirismo caracteriza-se por ser um saber que decorre da observação de fatos repetidos com fre­ quência. 04. obtidos. Incorreto. Rechaçar significa repelir. III.Em relação ao texto. (D) II e III.

Vejamos todos os itens da questão. (C) Incorreto. sugerem zelo ou desalinho. (B) Incorreto.Analista Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 4a região/FCC/2009 (E) subordinação. pois é a existência da segunda situação que determina a da primeira. A intenção em estabelecer grafites mal rabiscados era exata­ mente. Do relato dó experimento realizado em Groningen (3o parágrafo). (C) há muita gente que considera artísticos os grafites mal rabiscados. reportemo-nos a todas as afirmativas lançadas na presen­ te questão: (A) Correto. buscavam simular um quadro de desordem urbana. a alusão a rabiscos mal feitos estabelece a intenção dos pesquisadores em não possibilitarem o entendimento de que os mesmos eram obras de arte. como já comentamos na alternativa (A) desta questão. As noções de ordem e desordem já são> por si sós» antagônicas. A leitura do texto permite a afirmativa de que esta oposição está sendo refor­ çada peíos estados físicos que. dada a resposta dos cidadãos envolvidos na pesquisa. 05. A partir do descarte dos panfletos. (D) a existência ou não de lixeiras foi a variável mais relevante. a tipos físicos que são incitados a enquadrarem-se em um quadro de ordem ou de desordem. ou vice-versa. (A) os rabiscos mal feitos funcionaram como índices de desordem. (B) a maior parte dos ciclistas na situação desordeira interessou-se pelo que dizia o panfleto. no texto. (C) Incorreto. Mais uma vez. (E) Incorreto. devese deduzir que. 43 Português . feito na maior parte por pessoas que estavam no ambiente simulador de desordem. Não há qualquer menção à índole dos indivíduos que se en­ quadram no grupo da ordem ou no da desordem. No texto. A relação de complementaridade entre a ordem e a desordem. (B) Correto. Com isso. o que foi atingido. em cada espaço. (D) Incorreto. sugerida na presente alternativa é rigorosamente absurda.rrova 2 . em suas afirmativas: (A) Incorreto. (E) nem mesmo os avisos bem visíveis impedem a ação dos grafiteiros. entendemos que o desinteresse pela sua leitura foi a tônica. Não há menção. para que não fossem considerados de teor artístico. Não é possível entendermos ser a ordem subordinada à desor­ dem.

(D) aumento da segurança e índice de criminalidade. Não é possível. encontramos: (A) Incorreto. Considerando-se o contexto. o ambiente físico descuidado leva à existência de um quadro de perda da honestidade. Décio Sena 44 .Provas Comentadas da FCC (D) Incorreto. (E) Incorreto. Não há nexo causai entre o incitamento ao furto e situação ordeira.estimula a. (D) Incorreto. (C) Incorreto. o que seria. absurdo. vale dizer. o que comprova que há uma relação de causa entre a qualidade do meio urbano e o comportamento moral das pessoas. Com base no relato da segunda experiência holandesa (4° parágrafo). Nas demais alternativas. comprova-se que há uma relação causai entre: (A) palavras grafitadas e eficácia das caixas de correio. está na alternativa (B). Não é cabível a presente afirmativa uma vez que o texto dei­ xa clara a informação de que não existiam lixeiras no local. Não é possível vincular-se a criminalidade urbana à existên­ cia de dinheiro exposto. a partir da leitura do texto fornecido» e&tabelecer-se qualquer relação de causalidade entre as palavras grafitadas e a eficácia das caixas de correio. está INCORRETA a tradução de sentido do segmento sublinhado em: (A) a deterioração da paisagem urbana é lida como ausência dos poderes públicos = é interpretada como omissão. (E) incitamento ao furto e situação ordeira. A experiência holandesa a que se refere o enunciado diz respeito ao fato de se ter comprovado que em lugar degradado houve maior tendência ao furto. A respos­ ta da questão. 07. A presente afirmativa nenhuma tangência tem com as idéias apreendidas da leitura do texto. por relação de causa. (B) qualidade do meio urbano e comportamento moral. (C) dinheiro exposto e criminalidade urbana. 06. assim. Em nenhum momento o texto aborda as questões de aumen­ to da segurança e de índice de criminalidade. (B) convida à prática de crimes . (E) Incorreto. Inclusive porque a pro­ posta da pesquisa era verificar se haveria maior incidência de forto em locais nos quais imperasse o ambiente sugestivo de desordem. diga-se de passagem.

j (B) Correto. válida a substituição! de induz ao .Prova 2 . Vejamos todas as alternativas da questão: í (A) Correto. apreendida. cometer. a forma verbal lida apresenta a vàloração semântica àe\entmdida. Português 45 . ! (C) Incorretoj Não é. A ausên­ cia do acento grave indicativo de crasè na segunda forma deve-se à re­ gência transitiva: direta do verbo estimular. Nele. a substituiçãp de ausência por omissão. (D) constavalapenas de rabiscos malfeitos ~ constituía-se tão somente. impeditiva da presença da preposição a. ou seja. apenas 31% oi fizeram = levaram o páinflito embora. no sen­ tido de traduzir o. alheamento do poderjpúblico é. atacar* . Ó fragmento ê lida como ausência porta o mesmo significado que seria depreensível com é interpretada como omissão. ^ in ­ terpretada. j [\ 08.que traduz a id sia de implicç. 'in­ juriar. hostilizar. As normas dç concordância verbal estão plenamente observadas na frajse: ! j ■ • (A) Sem o concurso! do poder público hão se implanta políticas dje segu­ rança e não $e impede a deterioração do espaço urbano. significar. perfeita. (E) Na situação ordeira. entre outros valores. que pode. o.o verbo acometer. Reportando-nos à leitura dcj texto. tem regência transitiva direta. a Holanda e á África do SuL j (D) O que se. È legítima a substituição de convida a por estimula a.Analista Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 4a região/FCC/2(!>09 (C) induz ao vandalismo ~ acomete com. Esta é a resposta da questão! (D) Correto. igualmente. acarreta o» leva ao ~ por 'acomete com . j (B) Não deixaram de harver experimentos bem sucedidos. apesar de a co­ munidade acadêmica ter acusado falta de comprovação da teòria. conclui das experiências relatadas é que cabe aos poderes públicos tomar iniciativas que nos levem a respeitar o espaço urbano.| (C) Logo se veriíicáram que médidasi semelhantes foram tomadas |>or outros países. exato sentido da mensagem original j (E) Correto. Por outro lado.assaltar. o emprego da preposição com utilizad^a. A substituição de constava apenas por constituía-se tão somen­ te preservará o. o que impede. como a Inglaterra. observaremos que' o pro­ nome oblíquo átono encontrado em o\fizeram faz menção anafóricajao feto de levar o panfleto embora. por cima. (E) O fato dejhaver desordem e sujeira nojespaço urbano acabam pór inci­ tar o cidadão a reagir como um contraventor ott pequeno criminoso.

tem como sujeito a :oração que. o verbo princi­ pal é haver. (B) Incorreto. as locuções verbais cujos verbos principais são impes­ soais são invariáveis em número.tem como sujeito implícito a expres- Décio Sena 46 .que se conclui das experi­ ências relatadas . cujo sujeito é políticas de segurança.tomar iniciativas . Em seguida. na locução verbal de que faz parte. impessoal. a Holanda e a África do Sul Orações subjetivas conduzem os verbos das principais às quais se ligam para a terceira pessoa do singular. o antecede. Em deixaram de haver está ocorrendo mau emprego do ver­ bo auxiliar. re­ presentante semântico do demonstrativo que. a Holanda e a África do Sul. a primeira oração ~ principal. vamos transcrevê-lo. Assim. (C) Incorreto. Desse modo. Temos nesta alternativa mais uma incidência de oração de voz passiva pronominal. empregado com sentido de existir e. como a Inglaterra. para a terceira oração . portanto.-. a frase correta será Não deixou de haver experimentos bem sucedidos..rrovas> ^ ui» çmu» um « * » « ** Analisemos as concordâncias verbais efetuadas nos textos contidos de (A) a (E). no caso. (A) Incorreto. que é Logo se ve­ rificaram. Agora.O é~ o sujeito é o pro­ nome demonstrativo O. Na primeira oração .o sujeito está indicado pelo pronome relativo que. (D) Correto. Retificado o texto teremos Sem o concurso do poder público não se implantam políticas de segurança e não se impede a deterioração do espaço urbano.que se conclui das experiências relatadas .apon­ tamos como sujeito a oração seguinte tomar iniciativas.:a subordina­ da substantiva subjetiva que medidas semelhantes foram tomadas por outros países. Como sabemos. já que.segue. apontando suas orações cons­ titutivas. o texto ficará correto redigido des­ te modo: Logo se verificou que medidas semelhantes foram tomadas por outros países. já citada . apontaremos os sujeitos de cada verbo contido nas respectivas orações: [O [que se conclui das experiências relatadas] ê) [que cabe aos poderes públicos] [tomar iniciativas) [que nos levem a respeitar o espaço urbano]. Em seguida. buscando encontrar a alternativa correta. comó a Inglaterra. Desse modo. Para melhor observação do acerto das concordâncias efetuadas no presente texto. A forma verbal relativa ao verbo implantar está estruturando oração de voz passiva pronominal.Na segunda oração . A quarta ora­ ção. no período composto que forma o tex­ to estudado. toma-se obrigatório o seu emprego em terceira pessoa do plural. seilxe . apesar de a comunidade acadêmica ter acusado falta de comprovação da teoria.

embora os artísticos sejam difíceis de separar dos rabiscos que sujam as paredes. o texto se retificará com o emprego da locução verbal redigida em aca­ ba por incitar. Esta é a res­ posta da questão. espelhando-as. Está inteiramente clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto: (A) Dráuzio Vareila. associado à falta de controle e higiene do es­ paço urbano. 47 Português .Prova 2 . cada vez mais. (B) Há quem admire os grafites. 09. (C) Pelo que afirma o texto se deduzem que as situações de ordem e desordem concitam a todos a agir de forma algo semelhante.poderes públicos no entanto au­ sente da oração de que faz parte o infinitivo. que. o que implica di­ zer que a forma tomarem estaria igualmente bem aplicada. é um ótimo cro­ nista e um cidadão preocupado com a qualidade do espaço urbano. impõe emprego em ter­ ceira pessoa do singular para o verbo auxiliar da locução citada. Assim. isso faz com que seu emprego. considerandose ser seu sujeito expressão plural . semanticamente. Finalmente.Anaiista judicíário/Tribunal Regional do Trabalho da 4a região/FCC/2009 são poderes públicos. possa se dar no infinitivo impessoal. (E) Incorreto. traduz iniciativas. aonde se degrada o espa­ ço público. vale recordar fato interessante ocorrido com respeito ao sujeito da quarta oração: tomar iniciativas: como podemos verificar. a par de ser um médico competente. Por oportu­ no. na quinta e última oração. o que. Vejamos todas as alternativas da questão. ou no infinitivo flexionado. a presença de grafites e ou­ tros elementos cuja degradação do espaço público é mais que visível. procurando aquela em que o tex­ to se fez claro e correto. (E) Os índices percentuais conclamados no texto não deixam dúvida diante da desagregação. o sujeito para a locução verbal levem a respeitar está sendo indicado pelo prono­ me relativo que. necessariamente. Em Ofato de haver desordem e sujeira no espaço urbano aca­ bam por incitar o cidadão a reagir como um contraventor ou pequeno criminoso o sujeito da locução verbal acabam por incitar está indicado pelo substantivo fato. a forma ver­ bal tomar é de infinitivo. (D) Nossas cidades ostentam. como ocorreu.

Em um texto no qual inexistem erros gramaticais. (C) Se ao poder público não convir enfrentar a ação de contraventores. salientar o emprego da locução a par de. O verbo advir tem sua conjugação assentada na do verbo vir. Retificado o erro. (B) Incorreto. (D) Se alguém se deter diante de uma caixa de correio toda grafitada. ao lado de. nesta passa­ gem aproximada semanticamente a além de. (E) O que a nós couber fazer para dignificar o espaço público» façamo-lo» sem qualquer hesitação. 10. por se referir ao vocábulo desagregação. neste item. deveria ter surgido na for­ ma feminina singular: associada. a mensagem está perfeitamente bem lançada. apenas. caracterizan­ do pela presença injustificável da preposição a . (C) Incorreto. erro de concordância verbal. Está havendo problema de coesão textual. (B) Incorreto. presente na oração se deduzem está sendo indicado pela ora­ ção seguinte que as situações de ordem e desordem concitam a todos. teremos Já se comprovou que Décio Sena 48 . Este é a resposta da questão. Assim. (B) Já se comprovou que não constitue boa prática política permitir que o espaço público seja degradado. caracterizado pela má concatenação do fragmento que tem inicio no pronome relativo cuja. junto. regendo o pronome re­ lativo onde. Está ocorrendo deslize de natureza gramatical.Provas Comentadas da FCC (A) Correto. que significa. a frase corretamente redigida restará O progresso que não advier de boas políticas públicas dificilmente advirá de iniciativas me­ ramente individuais. Vale a pena. o sujeito de deduzem. talvez hesite em deixar nela sua correspondência. Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas na frase: (A) O progresso que não advir de boas políticas públicas dificilmente ad­ virá de iniciativas meramente individuais. o que torna necessário o emprego da forma verbal relativa ao verbo dedu­ zir na terceira pessoa do singular. Surgiu. encontramos as seguintes passagens: (A) Incorreto. Há equívoco de concordância nominal: o particípio associa do. Ocorreu desvio ortográfico na grafia da forma verbal per­ tinente a constituir. em geral. que aja de modo a não favorecê-la. (E) Incorreto. Analisando cada uma das alternativas. (D) Incorreto.

Vemos no fragmento contido no item I a presença . | | IL Não fosse a vigilância dos cidadãos. Sua supressão em nada alteraria. Esta é a resposta da questão. ■j j (D) IncorretoJ Não se respeitou o fato de d verbo deter.âo verbo fàze?'. | : j t11. teremos! o texto correto Se alguém se detiver diante de uma caixa de cotreio toãa grafitada. levados a efeito em exem­ plos apontados nos itens de I a III.Anaíista iudiciário/Tribunai Regional do Trabalho da 4a reglão/FGC/2009 não constitui boa prática política peiynitir que o espaço público seja degradado. relatadas no texto. (C) OI. Nas duasí experiências holandesas.. (C) Incorreto^ O verbo convir é mais umjdos inúmeros derivados ide ijir. (E) H eIII. que aja de modo a não favorecê-la. j-.de ujm par de vírgulas isolando o adjunto advèrbial quase sempre. as vírgulas que isolam adjuntos adverbiais têm a função de colbcá-los emjrelevo. Após à retificação devida. . (D) I e II.Prova 2. com: respeito a verificar se a supressão das vírgulas njeles existentes alteraria ou hão a mensagem original : j I. | (E) Correto. A frase escrita após a correção necessária ficará Se ao poder público não convier enfrentar a ação de contrapentores. A supressão das vírgulas altera o sentido jdo que está SOMENTE em: (A) li (B) II. j m . atentos à conservação do espado público. talvez hesite em dei­ xar nela m a c o r r e s p o n d ê n c i a . a men­ sagem originalmente disposta.. 49 I Pòríugúês . ijão há equívocos no emprego da forma irregular do futuro do subjuntivo do verbo caben nem no emprego em presente do subjuntijo com pronome endítico . desse modo. Como sabe­ mos. Atente para as seguintes frases: j j As omissões do pòdèr público levamiquase sempre. ser um derivado de ter. f . veriíicou-jse dara conexão entre ação pública e reíção popular. Estudemos caçla um dos empregos de pontuação. I. Não alteraria. 6 cenário urbano estaria ainda mais degradado. a ações que degradam ^cenário urbano.

. entende-se que é característica intrínseca aos cidadãos .. (E) Dos transeuntes.. isso porque a menção feita a Nas duas experiências holandesas. . Alteraria. no sentido de que haveria cidadãos atentos à conservação do espaço público e outros não. então..sem exceção . vale dizer. Não alteraria. (D) (. alguns experimentos bem sucedidos.) a presença de lixo nas ruas (..) penduraram um panfleto inútil nos guidões de bicicletas (. fràgmento que abre o período. No entanto. como explicado na observação que abre o comen­ tário da presente questão.. sim.) a teoria das janelas quebradas gerou controvérsias (. A supressão desse par de vírgulas feria com que a expressão destacada reportasse informação restritiva.. Altera o sentido original apenas a supressão das vírgulas do item JL A res­ posta está na alternativa B. Apesar de a supressão das vírgulas marcarem valor se­ mântico explicativo para a expressão relatadas no teXto. por exemplo *. III. Vista essa observação. A presença do par de vírgulas isolando a expressão atentos à conservação do espaço público informam o leitor de que a referida ex­ pressão reveste-se de valor semântico explicativo. (. Temos nesta questão a presença de um fato interessante. (C) (. (B) (. Esta é a resposta da questão. NÃO admite transposição para a voz passiva a forma verbal da seguinte frase: (A) Mas houve.a vigilân­ cia com respeito à preservação do espaço público. A natureza transitiva direta da forma verbal provoca autoriza a conversão.. São verbos que fogem à sistemática de conversão de vozes verbais. impede que se modifique seu valor semântico final... passemos à análise das alternativas da presente questão: (A) Conversão inválida.) 13%furtaram o dinheiro... Sabemos que orações viáveis quanto a serem convertidas da voz ativa para a voz passiva são as que se estruturam com verbos de regência transitiva di­ reta ou transitiva direta e indireta. que faria resultar mais desordem éprovocada pela presença de lixo nas ruas.... alguns verbos de regência transitiva direta .) provoca mais desordem.haver e ter. o seu significa­ do não ficaria prejudicado com.não permitem a transposição.riuvds II. Décio Sena 50 . (B) Conversão válida.).a süprèssão das mesmas.)... 12..

tiradas por meio de celulares. torna a tirar. ou mesmo uma vaga melancolia. os ros­ tos adotam uma expressão sisuda. grava um momento que aspira à eternidade. cerimônia. A voz passiva correspondente à originalmente disposta em ativa será controvérsiasforam geradas pela teoria das janelas quebradas. (E) Conversão válida. As questões dé números 13 a 20 referem-se ao texto seguinte. permite a conversão. e as pouquíssimas fotografias eventualmente sal­ vas testemunham não a severa imortalidade dos antigos. mas a brincadei­ ra instantânea dos modernos. vê o resultado. o improviso e a multiplicação das fotos de hoje. Nada mais opostos a esse pretendido congelamento do tempo do que a velocidade. As roupas são formais. os corpos alinham-se em simetria. também transitiva di­ reta. Atenção./-iiicufóid iu m u ã fio / mouriai Kegronaj ao iraoaino aa 4“ região/FCC/2009 (C) Conversão válida. (Bernardo Coutinho. mas para brilhar por segundos na minúscula tela e desaparecer para sempre. Parece querer garantir a imortalidade dos fotografados. possibilita o surgimento da voz passiva o dinheiro fo i furtado por 13% dos transeuntes. As imagens não são feitas para durar. Todo mundo fotografa tudo. É como se a facilidade contemporânea de produção e difusão de imagens também levasse a crer que nenhuma delas merece durar mais que uma rápida aparição. (D) Conversão válida. dessa vez furtaram . Cada época tem sua própria concepção de tempo e sua própria forma de interpretá-lo era imagens» Ê curioso como em nossa época. caracteriza­ da pela profusão e velocidade das imagens. Dificilmente alguém ri nessas fotos: so­ bra gravidade. tira outras. Temos em gerou outra forma verbal transitiva dire­ ta.nuva . Mais uma forma verbal transitiva direta. Intermináveis álbuns virtuais desapare­ cem a um toque de dedo. A forma verbal penduraram . Cada foto corporifica um evento especiai. apaga fotos. apaga. da qual resultará um panfleto inútil fo i pen­ durado nos guidões de bicicletas. Velocidade das imagens Quem folheia um daqueles velhos álbuns de fotografias logo nota que as pessoas fotografadas prepararam-se longamente para o registro solene. estas se apresentem num torvelinho temporal que as trata sem qualquer respeito. inédito) 5 io is 20 51 Português .

(B) I e II. deixar de registrar que o adjetivo citado foi em­ pregado na passagem com sentido de longos.. por isso ga­ nha tanto destaque nos velhos álbuns de fotografias. Não podemos. não há como se recusar. II e 01. Em relação ao texto..) as pessoasfotografadas prepararam-se longamente para o regis­ tro solene. (D) Dificilmente alguém ri nessasfotos: sobra gravidade.. (C) intermináveis álbuns virtuais desaparecem a um toque de dedo. Expressa uma contradição interna a seguinte frase: (A) (. sem dúvida há uma contradição na passagem. inclusive porque as demais al­ ternativas em nada sugerem contradição. o item (C) como a resposta da questão. (B) (. Atente para as seguintes afirmações: L A melancolia é ama característica dos tempos antigos. A facilidade com que se tiram fotos em nossa época contrapõe-se à formalidade que caracterizava as antigas sessões de fotografia. apesar disso. (E) Todo mundofotografa tudo} vê o resultado»apagafotos (. Nessa ótica.) Cada época tem sua própria concepção âe tempo e sua própria forma de interpretá-lo em imagens.. Décio Sena 52 .. somente.. Evidentemente. a contradição apontada existe no sentido de que se atribua ao vocábulo intermináveis um de seus significados. mas pelo modo como eles as interpretam em cada época.. Os registros fotográficos não valem apenas pelas imagens que ex­ põem. está correto o que se afirma em: (A) I. qual seja o que apon­ ta para a característica de algo não ter término. entretanto.. cerimônia (. 14. Apontou-se a incoerência de algo que não tem fim poder ser finalizado de modo tão simples. mas.).) A contradição interna apontada pela eminente Banca Examinadora está no fato de os álbuns fotográficos virtuais terem sido considerados como in­ termináveis. poderem desaparecer a um toque de dedo. II. extensos♦ De qualquer modo. III. vastos.Provas Comentadas da FCC 13.

(E) II. considerahdo-j se simetria á correspondência dè elemenros que se encontram nos lados opostos de uma Unha ou de um plano. em contrapoj sição às fctps feitas: por aparelhos cehik^s. Para aceitarmos a afirmativa oíra estudada como válida. !• . (B) uma expreésâo sisuda ~ uma fisionomia circunspecta.assertlvas contidas nos itens de I a III. \ 1 . j II. somjente.também grafá-j vel como circwispeto . nos nossos dias. É patente essa oposição. (D) I I e III. tendo persj pectiva valor’ semântico de ponto de vista. (D) num torvélinho tetnporal = num fragmjento do tempo. Embora. sisudo 53 Português . Vejamos cada uma das propostas de paráfrase para passagens do textó: (A) Incorreto. ! [ III. se possa admitir a sjubstituição de alinham-se por perfilam . | .Analista Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 4 a regíão/FCC/2009 (C) I e III.porta exatamenteo significado de sério. | . . somente. que se [revela no quase ritual adótado para que as (pessoas se deixassem fotografar antigamente. Estão corretas ais assertivas contidas nos itens II e III. (C) pretendido congelamento ã o tempo = suposta inserção temporal. i (B) Correto. Correto. Vejamos cada uma das . expectativa. O fragmento expressão sisuda apresenta exatamente o mesmo sig­ nificado àe fisionomia circunspecta.Prova 2 . O adjetivo circunspecto . traduz-se corretamente o sentido de um segmento em: j ' ! (A) alinham-se^ em sintetria = perfilam em [perspectiva. (E) profusão e velocidade das imagens —dispersão e ritmo figurativo. Correto. ' . cbm em perspectiva.: basj ta que nos Reportemos à passagem textual Cada época tem sua própria concepção de tempo e sua própria form a \ãe interpretá-lo em imagens. : l. Tal afirmativa ultra­ passe os liirjites de entendimento que o téxto permite alcançar. j Incorreta. I. grave. em busca das que são corretas. 15» Considerando-Se o contexto. somente. Q fato dé algumas pessoas denotarem um certo ar melancólico em fotos dejantigamente não é motivo suficiente para considerarmos ser a melancolia uma característica dos tempjos antigos. não é admissível a equiparação de em simetria.

abundância . . a substituição de congelamento de tempo por inserção temporal. (D) O que m ais_____ (divertir) os milhões de fotógrafos amadores é a facilidade de prodação e exclusão de fotos* (E) _____ (despontar) em cada época não apenas novidades técnicas.ou sua va­ riante gráfica rodamoinho. 16. O verbo entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase: (A) Ainda em nossos dias .(C) Incorreto. mas novos modos de compreensão do mundo. (B) Não se_____ (esboçar) nas fisionomias graves dos cerimoniosos re­ tratados qualquer vestígio de sorriso. Décio Sena 54 .(parecer) transpirar daqueles velhos ál­ buns de fotografias um aflitivo anseio de perenidade. Nada tem a ver. com dispersão.verbo auxiliar da locução parece transpirar . (D) Incorreto. ou seja. Não é possível aceitar-se sua substituição por fragmento. era busca daquela em que se empregará forma verbal em plural. A substituição de pretendido por suposta é absurda. Profusão é substantivo que significa excesso. representado por qualquer vestígio de sorriso. indicado por um aflitivo anseio de perenidade.—A concordância da forma verbal parece . em singular obrigatório. (C) À esmagadora maioria das fotós ___„ •(caber) o destino de um rápi­ do e definitivo esquecimento. (B) Não se esboça nas fisionomias graves dos cerimoniosos retratados qual­ quer vestígio de sorriso. por motivos claros.O emprego obrigatório da forma verbal es­ boça no singular deve-se à necessidade de promover sua concordância com seu sujeito. fartura . O substantivo torvelinho significa redemoinho . em ora­ ção de voz passiva pronominal. portanto. Também está absolutamente fora de cogitação. não se aproximam minimamente as expressões velocidade das imagens e rit­ mo figurativo.deve ser feita com seu sujeito. Procedamos ao preenchimento das lacunas encontradas na presente ques­ tão. (A) Ainda em nossos dias parece transpirar daqueles velhos álbuns de fo­ tografias um aflitivo anseio de perenidade. Por outro lado. (E) Incorreto.

so.Nesse item. não se encontraria quem esteja rindo naquelas fotos. o que impõe o emprego do verbo na terceira pessoa do singular. cujas imagens pareceriam vir de outro universo. como sujeito de cabe o sintagma o destino de um rápido e definitivo esquecimento. com núcleo no substantivo facilidade força o empre­ go. —i-Mitiiuia jvnatv. por con­ fronto com a frase incorreta. perceber onde o erro foi cometido. . já apontamos a fra­ se devidamente retificada. no qual se fez promoveu corretamente o relacionamento entre o preté­ rito imperfeito do subjuntivo em viesse com o futuro do pretérito do in­ dicativo em deixaria. uma vez que fossem apagadas tão logo alguém as registrar. mas novos modos de compreensão do mundo.agora diverte . Quando necessário. o sujeito da forma verbal Despontam está sendo indicado por não apenas novidades téc­ nicas. Não há nada a se retificar no texto relativo ao presente item. .ii\jí luuuiicn i%cgíutia? uu iraoamo oa *v regiao/hCC/2009 (C) À esmagadora maioria das fotos cabe o destino de um rápido e defini­ tivo esquecimento.Temos. (D) O que mais diverte òs milhões de fotógrafos amadores é a facilidade de produção e exclusão de fotos. agora. (B) Adequada. do verbo . Está adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais na frase: (A) Bastaria um toque de dedo e os intermináveis álbuns virtuais desa­ parecessem por completo. Esta é a resposta da questão. (E) Despontam em cada época não apenas novidades técnicas. (A) Inadequada. mas novos modos de compreensão do mundo. A correção apontaria Bastaria um toque de dedo e os inter­ mináveis álbuns virtuais desapareceriam por completo. mais uma vez. daí o compulsório emprego verbal em plural. o que permitirá ao estudante veriScar. (E) É estranha a sensação que nos invade quando folheemos um velho álbum de fotos. (D) As imagens de hoje não seriam produzidas para permanecer. Vejamos as correlações entre tempos e modos verbais encontradas em cada uma das frases da presente questão.A expressão a facilidade de produção e exclusão de fotos. (B) Quem viesse a folhear um desses velhos álbuns não deixaria de notar a atitude cerimoniosa dos fotògrafados. Esta é a resposta da questão. (C) Dada a cerimônia que caracterizava os antigos registros fotográfi­ cos. 55 Português .> w-u.no singular. .

mas a artè da fotografia ainda se cir­ cunscreve aos que de fato são talentosos. Comentemos cada uma das alternativas. O pronome relativo a ser empregado no espaço em que sur­ giram os vocábulos sublinhados deverá formar um sintagma com o substantivo identidade. Assim. em busca da que contém correto emprego de pronomes relativos: (A) Incorreto. Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase: (À) Há. personagens que a iden­ tidade permanece misteriosa. nas velhas fotos dos álbuns amarelados. O fato de surgir ao lado de um substantivo. O texto será corrigido na forma As imagens de hoje não seriam produzidas para permanecer. nas velhas fotos dos álbuns amarelados. pela qual se entretêm milhões de pessoas. em todos os lugares. é forçoso reconhecermos a necessidade de a lacuna ser preenchida com o pronome relativo cuja. (E) Inadequada. cujas imagens parecem vir de outro universo. (D) Quase todo mundo tira fotos. uma vez que são apagadas tão logo alguém as registrar. (D) Inadequada. Trata-se de questão de regência. (E) A produção e difusão de imagens constituem operaçõès ém que hoje todos têm fácil acesso. trazendo valor de pertencimento com respei­ to ao substantivo antecedente personagens. de modelo recorrente nas provas elabora­ das pela banca examinadora da Fundação Carlos Chagas. não se encontraria quem es­ tivesse rindo naquelas fotos. A regência transitiva direta da forma verbal organizar. brincadeira. antecedendo-o. (B) Incorreto. (B) Antigamente tratava-se com reverência as fotos de que se costumava organizar em belos álbuns. (C) Fotografar é hoje uma. Mais uma Vez. apontamos o texto retificado: Ê estranha a sensação que nos invade quando folheamos um velho álbum de fotos.Provas Comentadas da FCC (C) Inadequada. perso­ nagens cuja identidade pemtanece misteriosa. Aponta-se o texto já retificado: Dada a cerimônia que ca­ racterizava os antigos registros fotográficos. 18. para a qual o pronome relativo a ser inserido no espaço ocupado pelos voDécio Sena 56 . Observemos o texto após a devida retificação: Há. indica tratar-se de um pronome adje­ tivo relativo.

mas à arte da fotografia ainda ££j circunscreve aos que de fato são talentosos nenhum equívoco apresen-l ta. se fo-j lhearmos os antigos álbuns de fotografias. j. õ pe-| ríodo Quase todo mundo tira fotos . empregado com sentido de limitar. ná qual se nota para a formaiver-j bal circunscrever objeto direto. a saber: Quase todol mundo tira \fotos% mas a arte da fotografia ainda se circunscreve aos ej que de fato 'são talentosos. e objeto indiijeto. O texto se retificará desse modo: Antigamente tratava-se com reverencia as fotos que se costumava organizar erhbelós ãlbuns. O fato que ensejou o presente comentário! está ocorrendo na segunda oração. nele» a existência de três orações. com a qual se entretêm mi­ lhões de pessoas. i 57 i Portüguê^ . j (B) A gravidade das pessoas fotografadas dá-nos a impressão de que se encontram tomadas pela melancolia. Retificado o textoj teremos A produção e difusão de imagens constituem operações a que hoje todos têm fácillacesso. Q substantivo acesso . j (C) Incorreto.\ restringir tem emprego transitivo direto je indireto. indicado pelo vocábulo aos . Assim. Apontamos. Ò adjunto adverbial de meio que se ligará à forma verbal entretém será regido pela preposição com . objéto diretó.• cábulos sublinhados funcionará como. resultante da combina ção da preposição a com o pronome ^demonstrativo os.(C) Folhear os velhos álbuns de fotografias jéuma experiência que nós d á| a sensação de estarmos viajando no tempo. sendo seu comple-j mento indireto regido pelas preposições a ou em. Desse modo. \ (D) Correto. j■ (A) Tem-se uma sensação de vaga melancolia que nos costuma passar a gravidade daquelas velhas fotos amareladas.ÁnaJtsta Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 4 a regiâo/FCC/2009 1 í• : » . impede a presen­ ça de qualquer preposição antecedendojò.Prova 2 . em nível estrutural» a tellação da seguinte frase: j I : .rege a preposição a . j í (E) Incorreto. | (E) Quem não gosta dé mergulhar no passado deve poupar-se de folhear esses velhos e melancólicos álbuns de fotografias. erri todos os lugares. j É preciso corrigir. Não há possibilidade de alguém entreter-se por algo. . Esta é ajres posta da questão. ! (D) Um forte sèntimento de melancolia pode tomar conta de nós. indicadb pelo pronome oblíquo se. teremos o tekto corretamente redigido sob a forma Fotografar ê hoje uma brincaãeiln. O jverbo circunscrever. i .

entre ás qúáis.Boa questãol O item (A) apresenta-nos texto que. Essa dubiedade interpretativá resüítou do fátó de se ter deslocado o sujeito a gravidade daquelas velhas fotos amareladas. Encontraremos. apresentando mériságens daràmenté' dispostas. Décio Sena 58 . oque nós levaria a en­ tender que a gravidade daquelas velhasfotos amareladas desempenha o papel de agente da ação de costumar ser passado. indicado pelo pronome obHquo átono.indicada pelo pronome relativo mencionado. bem çòmò dá antecipação do objeto indireto da mesma locução.de ménsagem. obviamen­ te. tètíámós còmo objétó direto da mesma locução 6 pronome relati­ vo que. com essa medida. a expressão a gravidade daquelas velhasfotos amareladas como objeto direto da locução verbal costuma passar. passaria a ser melancolia . ou. Isto significará dizer que a gravidade daquelas velhas fotos amareladas tem valor semântico passivo. é ambíguo. para posição posterior à locu­ ção verbal costuma passar. Em oütrá pèrcepçãoj qtiè nót párecem a^ o teor do téxtò lido e fundàmeiita ãs questões de 13 á 20 . em pri­ meiro lugar. o sujeito da referida locução verbal fica sob encargo do pronome relativo representante semântico de ineJíincolia. As demais alternativas não sé apresentam com necessidades de correção. cújo paciente. completa­ mente isento de ambigüidades: Tem-se uma sensação de vaga melancolia que a gravidade daquelas velhas fotos amareladas costuma passar-nos. agora. entendida còmo o agente da ação. o seguinte texto. com a colocação do sujeito e do objeto indireto mencionados : em suas posições mais freqüentes.nos. ainda representánte sémâriticò de melancolia. se insere a que oràèsíudàmos 4 poderemos pércèber em á gràvidade da­ quelas velhasfotós cimàreládás ò papel de sujeito dá locução verbal já referida. de regência transitiva direta e indireta. Para se evitar essa ausência de claréza . ela sofre a ação de costumar ser pas­ sada pela melancolia. vále dizer. Nesse caso. Pode-se interpretar. Com essa interpretação. antes e após do verbo» respec­ tivamente. alteraremos a estrutu­ ra do período. seja. considerada a disposição em que sur­ giram seus diversos componentes.

na ordem dada. estar atentos não só às regências.Prova 2 . às colocações pronominais. deveremos. Em (1) temos a obrigatoriedade do emprego assinalado: a regência tran­ sitiva direta da forma verbal busque. não as busque (1) nos velhos álbuns.as colecionavam. apontare­ mos as soluções diversas para um mesmo fragmento: Quem não gosta de fotos antigas. nesses velhos álbuns nos qúais nossos avós colecionavam aquelas fotos cóm todo o amor.Anaíista Judíciário/Tribunaí Regtonaí do Trabalho da 4a região/FCC/2009 20* Quem não gosta de fotos antigas. Por outro lado. ressaltando-se a inevitável presença da preposição em .colecionavam as mesmas.nos quais .lhes colecionavam. considerando-se que a expressão a ser pronominalizada é fotos antigas. Ao promovermos as pronominalizações dos fragmentos textuais sublinha­ dos. (C) lhes busque . (D) busque a elas ~ onde . Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os ele­ mentos sublinhados. Vamos transcrever o texto original.colecionavam-lhes. a presença do advérbio não impõe a obri­ gatoriedade da próciise. já’com as passagens destacadas devida­ mente representadas por formas pronominais. Em (2) temos as possibilidades de emprego de nos quais ou de em que. como também. 2. (B) as busque . (E) as busque . nos quais (ou em que) (2) «ossos avós as colecionavam (ou colecionavam-nas) (3) com todo o amor. São as seguintes as razões que nos levaram a adotar as formas acima: 1.lembremo-nos 59 Português .aonde . não busque essas fotos nos velhos ál­ buns. então. por: (A) busque a elas ~ em cujos . Quando possível.em que . A presente questão aborda conhecimentos de regência verbal e de coloca­ ção pronominal. exige a presença do pronome oblí­ quo átono as.as colecionavam. Ê modelo de questão muito presente nas provas de Língua Portuguesa ela­ boradas pela banca examinadora da Fundação Carlos Chagas.

Provas Comentadas da FCC 3.imediatamente antecedente do verbo. Gabarito oficial preliminar 01) c 02) D 03) E 04) B 05) A 06) B 07) C 0B) D 09) A 10) E 11) B 12) A 13) C 14) D 15) B 16) E 17) B 18) D 19) A 20) E Décio Sena 60 . de que em no qual a preposição está contraída com o pronome relativo para que se reja devidamente o adjunto adverbial de lugar relativo à forma verbal colecionavam . O item em que se nota apresentação acertadamente combinada das possibi­ lidades ora descritas é (E).avós . Em (3). a pródíse facultativa resulta da presença de um sujeito com nú­ cleo substantivo .

Se a rotij na das viagens jaéreas banalizou essas operações. Alguns bus­ cam cochilo. todos ignoram o milagre. As águas podem ser vistas como exten­ são horizontal jde caminhos.] ' ' | '. quantas toneladas de aço deverão flutuar á quilômetros d | s altura . Mas um voo éjcoisa mais séria: há o desafio radical da subiàa. do completo desligamento da superfície do planeta. ignora as siglas das placas e m onitores dó aeroporto. nem por isso o passaj geiro de primeira viagem deixa de experimentar as emoções de um hej roico pioneiro. e há o momento jcrucialjdo retomo. encanta-se com o firmamento azul e nãò tira os olhos da janela . ! Tudo começa pelo aprendizado dos procedimentos iniciais. áfivei lado o cinto com mãos trêmulas. localizada a poltrona. da reconciliação com o solo. outros conversam animadamente. Já l i de frente para a escada . o passageiro de primeko voo leva consigo os tastintose os medos primitivos de uma espécie criada para andar sobre a terra. ele se segura nos brados dá poltrona e seu corpo sè retesa na posição seja-o-que-Deus-quiser. acompanha com extrema atenção as estudadas instruções da bela comissária. até perceber que ele é a única testemunha da apresentação: os demais passageiros (mal-edujcados!) leem Jòrnai ou conversam. atordoa-se com os avijsos e as chamádas dai locutora invisível. j | Atravessadas as nuvens.| Prova 3 AmalibtaSiiperior:III/Infiraeroi/FCC/2Q09 Atenção: Para responder às questões de números 01 a 10. que se exploram pouco a pouco: aprendei se a nadar e a navegar a partir da segurança de uma borda. do 1 avião. já na cabeceira da pista. estima» iincrédulo. s ! O primeiro voo ! i Mais do que um marinheiro dé primeira viagem. aceleram para subir é arrancam a plena potência. considere o texto abaixo. s io 15 20 25 61 .com ele dentro. Quando enfim os motores. arrostando j se gradualmente os perigos. Q novato pode confundir bilhete com càrjtão de embarque.até perceber que é um embevecido solitário.

Pouco a pouco. um êxtase. degusta o lanche com o prazei: déum inéninó diàníé dá mérèndà. No 3o parágrafo. III. Incorreto.fazer face a. II. por sua vez. II. Correto. sem medo. Atente para as seguintes afirmações: I. A paráfrase configurouse. Podemos ler no Dicionário Aurélio (versão eletrônica) que arros­ tar é sinônimo de Olhar defrente. o verbo estimar está empregado com sentido de avaliar: O adjetivo incrédulo. Verifiquemos o acerto ou não de cada uma das assertivas dispostas de I a 10: I. Está correta unicamente a afirmativa contida no item I. correta. lerá jor­ nal. bater os pés no chão da pista e con­ vencer-se de que o homem é um bicho éstiánho. o segmento estima . (E) H eIII. Décio Sena 62 . (Firmino Alves* inédito) 01. No Io parágrafo. Na passagem indicada. Incorreto. vale dizer. encarando-se. refere-se à quali­ dade do que não crê. nosso pioneiro vai assimilando a rotina do voo. O adjetivo embevecido diz respeito àquele que sofre um embevecimento. destinado a imaginar o irrealizávei só pelo gosto de vir a realizá-lo. que dá para o firmamento azul. o segmento arrostando-se gradualmente os perigos tem o sentido de prevenindo-se passo a passo contra os riscos. assim. os perigos. está correto o que se afirma SOMENTE em: (A) I. Tudo con­ sumado. o fragmento prevenindo-se passo apasso contraos riscos tem o mes­ mo sentido de. III. cochilará e pouco olhará pela janela. No 2oparágrafo. um enlevo. descrente. por exemplo. Nos voos seguintes. Uma possibilidade de parafrasear corretamente o fragmento seria avalia. incrédulo tem o sentido de apre­ ciai duvidoso. gradativamente. Assim. afrontar. encarar. depois prepara-se 30 para o pouso nà mesma posição que assumirá xta decolagem. (B) Hs (C) HIj (D )íe II. resta-lhe descer a escada. Em relação ao texto. o segmento é um embevecido solitário tem o senti­ do de é o único enlevado.

deixando cla­ ra a tese de que. na segunda oportunidade. (D) o fascínio de uma aventura coletiva se converte em aflição individual.sua atitude será a de encarar o feto não mais como um feito. (E) a expectativa dos grandes desafios leva a uma inesperada frustração. As idéias de grandes desafios e de inesperada frustração inexistem no texto. no texto lido. (B) a reiteração de um feito transmuda o encantamento em indiferença. tudo já se terá convertido em rotina. Como vimos. Analisemos cada uma das alternativas da presente questão: (A) Incorreto. representado pelo desligamento físico do planeta. na segunda viagem o passageiro adota os mesmos atos de indi­ ferença observáveis nos demais passageiros.e mais ainda para os que o fazem pela primeira vez já que se rompe a lógica física dos pés no chão. mas como uma rotina que ele cumprirá como todos os demais passageiros.ou em achar excessiva .AnaJista Superior ltl/lnfraero/FCC/2009 02. (C) o espírito heroico do pioneirismo dá lugar ao sentimentalismo piegas.inspirados pelo fragmento textual Nos voos seguintes. Não se pode entender. lerá jornal . Não se pode vincular a atitude que traduz sensação de roti­ na com sentimentalismo piegas. Também não se observa passagem que permita chegar-se à conclusão de que teria ocorrido uma aflição individual (E) Incorreto. Ao detalhar e comentar as experiências de um passageiro imaginário. (D) Incorreto. E. não lhe seria permitido admitir que uma nova viagem aérea constituiria exemplo de novas ousadias. (C) Incorreto. ainda que momentaneamente o can­ didato assim pensasse. da leitura do texto.a caracterização da primeira viagem aérea como algo que sequer se aproxime do espírito heroico do pioneirismo. eis que.Prova 3 . cochilará e pouco olhará pela janela. embora desconfortável . 63 Português . em uma segunda oportunidade. pelo que íemos. como frisamos no comentário da alternati­ va anterior . Percebe-se. que dá para o firmamento azul . ao fim e ao cabo. tomando-se a primeira viagem de avião como um feito que demandou algum desconforto para o viajante incipiente. isso sim. e a percepção de que. insistimos em não acei­ tar . Por outro lado. a sensação de ficar-se frente a frente com algo novo e não natural para o homem. que o ato de viajar de avião pela primeira vez. (B) Correto. o que se demonstra textualmente com a expressão seu cor­ po se retesa na posição seja-o-que-Deus-quisei\ venha a se constituir na consumação de um ato heroico. Não há menção a qualquer aventura coletiva. o autor do texto vai qualificando a evolução de suas reações. (A) a consumação de um ato heroico inspira novas ousadias.

(B) antagonismo de sentido.Provas Comentadas da FCC 03. uma vez que o entendimento da primeira expressão depende da compreensão da segunda. pela primeira vez. mais ainda. o ato de se deslocarem de um lugar para outro. (E) semelhança meramente formal. 04. No contexto do primeiro parágrafo. contudo. pela primeira vez. uma diferença marcante entre as situações a que se referem . a continuidade do caminho que naturalmente trilharia na terra. (C) analogia de sentido. Assim. uma diferença crucial entre elas apontada no texto: enquanto para o ma­ rinheiro a viagem no mar representa. ora se está caracterizando a outra. na assertiva analogia âe sentido. com os naturais receios que acometem aos dois. uma vez que o imobilismo de uma situação se opõe ao dinamismo da outra. desligar-se do solo. a ideia de que es­ tará a quilômetros de altura e no interior de uma aeronave que pesa algu­ mas toneladas. uma diferença mar­ cante entre as situações a que se referem. Na frase a rotina das viagens aéreas banalizou essas operações3 o senti­ do do verbo banalizar é equivalente ao sentido que assume o verbo subli­ nhado em: (A) O progresso trivialízoa experiências que eram vistas como temerárias. lemos alternativa (C). (C) A agência de turismo fez de tudo para popularizar seus planos de viagem. Os demais itens contém assertivas que não se aproximam da resposta. (D) subordinação de sentido. As expressões marinheiro de primeira viagem e passageiro de primeiro voo apresentam como ponto de tangência o fato de designarem pessoas que se propõem realizar. a resposta da questão. de certa modo. a continuidade da terra. uma vez que os mares re­ presentam. (B) A nova diretoria restringiu algumas das iniciativas programadas. pois ora se está caracterizando uma. em que se ressalta. Há. pois o sentido da primeira em nada lembra o sentido da segunda. todavia. Décio Sena 64 . em que se res­ salta. todavia. entre as expressões marinheiro âe primeira viagem e passageiro âe primeiro voo esíabelece-se uma relação de (A) sucessivas alternâncias. fisicamente. para o passageiro de pri­ meiro voo surge o fato desconcertante de. em situação que afronta a gravidade e.

retirar dimensão. corretamente. Assim. emoções inesquecíveis. popularizar. Còmo sabemos. Vejamos cada um dos verbos propostos para que. num aero­ porto. Restringir é verbo que significa. vooj (D) O que logl atemorizam os passageirosde primeiro voo. entre outras acepções. limita (C) Incorreto. do ato dè tbmar alguma coisa uma rotina. j (E) As nuvens*. As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas em: I : . j (D) Incorreto. j: (B) Incorreto.\ l : I 05. difundir. ó que é diferente Be torná-ks corriqueiras. | i V ! : l i Vejamos todosj os itens da questão. toda operação representa um grande desafio para um passageiro de primeiro. se substituíss^ a forma verbal banalizou no excerto colhido np texto: j (A) Correto. é obrigatória a flex^o 65 Portíigi/ês . momentos palpitantes. (E) Incorreto. Askím. o firmamento azul. concordância jverbal: j I í í (A) Incorreto. rotineiro. são|as pequenas providências çjara o embarque. teve-se por ibtento a afirmação de que: hou­ ve a tentatrfa de tornar os planos de viagem acessíveis às pessoas. faz menção ao que é cor mum. corriqueiro.] O sujeito da locução verbal em que figura o verbo assistir como principal está indicado por o direito. Esta é a <resposta da questão. Temos em apequenar um verbo que traduz a ideia de diminuir. o que não é condizente com a ideia da trifializaçao. normal. ou seja.Prova 3 -A nalista Superior !fl/!nfraero/FCCÍ2009 (D) O comandante vulgarizou-se ao se dirigir daquele modo à tripulação (E) A companhia apequenou seus novos projetos diante da crise. (C) A começarem pelos procedimentos básicos iniciais. Ào se dizer que a agência âè Uirismofez de tudo para pópula rizar seus planos áè viagem. incompatíveis para a substituição do verbo t)iviaiizar. (B) A expectativa dos novos espetáculos jque sucederão nas alturas faz com que esses passageiros não tirem os olhos da janeía. O verbd vulgarizar apresentai entre outros matizes semântjf cos. tudò se lhe afiguram espetáculos no­ vos. os de propagar. a forma verbal triviàlizou está empregada com o mesmo sentido aiitecedentemente descrito comç banalizou . o adjetivo trivial. l : } í (A) Julgam os novatos que não deveriam assistir aos passageiros o direi­ to de permanecerem indiferentes ao espetáculo que se vê pela janela.:em busck daquela em que se observa plèno acatamentcj às normas de.

Temos. Déclo Sena 66 . Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto. no qual o sujeito está apontado por As nuvens. O sujeito da forma verbalfa z é a expressão A expectativa dos no­ vos espetáculos. Fihálmente. operações que o deixara ten­ so.do verbo auxiliar da referida locução na terceira pessoa do singular. o que justifica o emprego do verbo na terceira pessoa do singular. há equívoco no emprego verbal em ter­ ceira pessoa do plural. ao concor­ dar com o pronome indefinido tudo. para os homens. no fragmento ora es­ tudado. O texto ficará corretamente flexionado sob a forma julgam os novatos que não deveria assistir aospasàageiros o direito de permanecerem indiferen­ tes ao espetáculo que se vê pela janela. deve surgir eiri singular. Após retificado. concordam com tal palavra* É exatamente o que está ocorrendo no texto relativo a esta alternativa. o novato se entretia com o espetáculo cujo desenrolar as­ siste na janela. (C) Uma vez embarcado e vencido a preocupação. (A) Entre a decolagem e a aterrissagem. cuja beleza parece hipnotizá-lo. o pronome relativo que. O texto será retificado com a redação O que logo atemoriza os passageiros de primeiro voo. ofinnamento azul. ele se atém a contemplar o firmamento azul. (D) Incorreto. num aeroporto. què resume a informação presta­ da pelos núcleos do sujeito. 06. um fato gramatical de certa forma co­ mum: sujeitos compostos e antepostos aos verbos. Por suã vez. tudo„O verbo. de terceira pessoa do plural. ó sujéitò à t siicederão está sendo indicado pelo pro­ nome relativo que . Desse modo. O verbo atemorizar tem como sujeito. quando finalizados em palavra resumitiva. são as peque­ nas providências para o embarque. (B) Correto. Não há o que se retificar na presente alternativa. (B) Parece não haver. Esta é a resposta da questão. nesse item. o texto surgirá na forma As nuvens.seu imèdiáto áiitécéssof e representante semântico de espetáculos s o que implicá sèu emprego obrigatório ná forma suce­ derão. o sujeito de tirem é esses passageiros>daí o emprego verbal na terceira pessoa do plural. (C) Incorreto. representante semântico do pronome demonstrativo O. ofirmamento azul. desejos que não possam rea­ lizar-se. mormente quando sua dificuldade os tornam ainda mais inexeqtiíveis. emoções inesquecíveis. a tensão e o temor iniciais. tudo se lhe afigu­ ra espetáculos novos>momentos palpitantes.

mownente quando sua dificuldade os torna ainda mais inexequíveis. Está ocorrendo incorreção em aspecto de concordância nomi­ nal. O texto ficará corretamente grafado e claro sob a forma Parece não haver. Esta é a resposta da questão. (B) Incorreto. qual seja. Finalmente. esses passageiros retesam o corpo. entretinha e assistia. A recomendação gramatical é exatamente esta: adjetivo ou forma participial anteposta a uma seqüência de substantivos deve concordar com o mais próximo. ao ser empregado com sentido de ver. o novato se entretinha com o espetáculo a cujo desenrolar assistia na janela. com grafia no pretérito imper­ feito do indicativo em entretinha. o que provoca o surgimento da preposição a regendo o pronome relativo cujo. lembremos que a regência desse último verbo dtado. necessidade de se promover a correta correlação entre as formas verbais sugestiva de pretéritos. aponta­ rá: A indiferença dos passageiros que leem jom al ou conversam. particípio que deve concor­ dar com o substantivo mais proximamente colocado em relação a ele. igualmente. em face de seu temor primitivo. para os homens. a concordância com o conjunto dos substantivos. parece. solicitada pelo substantivo citado. presente alternativa. (A) Correto. ainda. cujo sujeito indicado por sua dificuldade impõe seu emprego na terceira pessoa do singulan toma. clara quanto à mensa­ gem que pretende veicular. desejos que não possam realizarse. Esta correto o emprego da preposição para. na medida em que está prestes a decolagem. por isso. Há. (D) Incorreto.r iu íb ialISUi JU[>cliy| fU fU lliatW J/ri~K. a tensão e o temor iniciais. (E) Tão logo o avião arranca na pista. O texto corrigido apontará Uma vez embarcado e vencida (ou vencidos) &preocupação. Analisemos cada um dos itens da questão. aos olhos do passageiro dé primeira viagèm. um descaso para a vista aérea. ou seja. parece. caracterizada pelo emprego de vencido. presenciar é transitiva direta. o que faria surgir a grafia vencidos. Apenas um equívoco surgiu nesta redação: a má grafia do subs­ tantivo descaso. Também ocorre erro no emprego da forma verbal pertinente a entreteri verbo derivado de ter e. Nada há a corrigir quanto a questões gramaticais no texto da . (C) Incorreto. igualmente. na forma vencida. que se mostra. após a retificação necessária. Alguns admitirão.féVU Sf (D) A indiferença dos passageiros que leem jornal ou conversam. 67 Português . Houve deslize de concordância verbal no emprego de tornam. aos olhos do passageiro de primeira viagem. A frase correta. um descazo para a vista aérea.

à medida que está prestes a decolagem. em vez de na medida em que. Por outro lado. atordoa-se com os avisos e as cha­ madas da locutora invisível Já de frente para a escada do avião. (C) II e III. Por exemplo: Ha medida em que nãofo i possível atingir a velocidade ideal na pista. ignora as si­ glas das placas e monitores do aeroporto. em seqüência. estima. No texto que ora estudamos. conquanto. ao estar sendo. O texto ficará retificado em Tão logo o avião arranca na pista. Ê imprescindível relembrarmos a passagem do texto nas quais surgem. «ma vez.. Localizada a poltrona. comumente confundida com à medida que. fica clara a necessidade de se empregar à medida que. até perceber que ele é a única testemunha da apresentação: os demais passageiros (mal-educados!) leem jornal ou conversam.com ele dentro. IV. as passagens localizada apoltrona e afivelado o cinto. esses passagei­ ros retesam o corpo. o piloto desistiu da decolagem. IL III. (B) I le lY . Ocorreu equívoco no emprego da locução na medida em que. in­ crédulo. (D )I e n i. nas expressões localizada a poltro­ na e afivelaâo o cinto. para poder­ mos apreender as relações semânticas que as envolvem contextuaimente: (.. ficava mais próxima a decola­ gem.) Décio Sena 68 .. Complementa corretamente o enunciado da questão o que está somente em: (A) I e II. quantas toneladas âe aço deverão flutuar a quilômetros de altura . em face de seu temorprimitivo.. acompanha com extrema atenção as estudadas instruções da bela comis­ sária. afivelado o cinto com mãos trêmu­ las. as formas sublinhadas poderiam ser precedidas por: I. tão logo.{.) O novato pode confundir bilhete com cartão de embarque. Considerando-se o sentido do contexto. à medida que reporta informação ligada à área da simultaneidade: A medi­ da que o avião ganhava velocidade na pista.Provas Comentadas da FCC (E) Incorreto. (E) le lV . 07. Relembremos qtíè na medida em que é locução que sugere valor semântico associado à área da causalida­ de ou da explicação.

os aplicando. j (C) percorre-o. utha vez e tão logo. o novato percorre o aero­ porto como se estivesse num labirinto.) O novato pode confundir bilhete com cartão de embarque.j (E) percorre-o-tomá-lo-aplicando-os..) As locuções empregadas encontram-se nós [itens II e GL I !• ■ •= ■ : : [ ' Í OS. buscando tornar o aeroporto fâ~ miliar aos seus olhos.d!stínguir bilhete com cartão de embarque. quantas toneladas de aço deverão flutuar a quilômetros de alturaicom ele dentro.tomár-lhe .tornar-lhe ..torná-lo.! o atordoamento com os avisos e chamadas propâlados pelos alto-falantes. aplicando seus olhos na identificação das rampas. Percebemos a menção a ações que'se desencadeiam cronologicamente. que sugerem exatamente tempo. tão logo afivélado o cinto cotp mãos trêmtdãè. j i i ! I | 1 69 í j | { Português • í j . . ^ e busquemos c o n jv o s que estejam ligados à áreja semântica tradutora de tempo.. a constatação doj imenso tamanho da aerònavje que o transpoíjtará. em escala teniporal sucessiva. . acompanha com extrema atenção as estudadas instmções da bela comissária.. ■ . por:j j (A) percorre-lhe . (D) o percorre.Prova 3 . ignoraas si­ glas das placas\e monitores do aeroporto. até perceber que ele ê q única testemunha da apresen­ tação: os demaíspassdgeiros (mal-educados!) lèem jornal ou conversam. da mais antiga para a mais recente: a confusão em não . j Evitam-se as viciosas repetições do textoj acima substituindo-se òs ele­ mentos sublinhados. incrédulo.aplicando-os.{.aplicando-lhes. Ao utilizar pela primeira vez um aeroporto. Assim. o desconhecimento das siglas existentes nas placas e nos mcinitores do aeroporto. Todos essès fatos sucedem-se uns aos outros. escadas e corredores em que se sente perdido. U o . Observemos como o teito ficaria coeso e coerente com a aplicação dos dois articuíadores escolhidcjs: | j l [ (.l Uma vez localizada apoltiotla. na ordem dada. a localização da poltiroiia e o afivelamento do cinto de segurança.Analista Superior lll/infraero/FCC/2009 f l ' Observa-se que1 os particípios localizada e afivélado surgem em passagem quie narra as dificuldades por que passa um novato em viagens aéreas. atordoa-se com os avisos e as cha­ madas da locütom invisível: fá de frente f>ara a escada do avião> estima. (B) o percorré-o tomar-aplicando-lhes. pinçamos dentre os que nos foraip fornecidos pela enunciação da questão. S ^ I ' i fi importante. .

quanto à colocação: em pródise ao verbo. seu objeto direto. agora. cujo núdeo olhos é sugestivo de flexão de gêne­ ro masculino e de número plural. apli­ cando-os (3) na identificação das rampas. com núcleo no substantivo aeroporto. Envolve conhecimentos de re­ gência e colocação pronominál. 3. Considerado o fragmento em que surge. então. Na locução buscando tornar. entretanto. Por sua vez. o que se mostra com a presença do objeto direto o aero­ porto. Seu objeto . o pronome será alterado graficamente em -lo. Teremos. buscando torná-lo (2) fam iliar aos seus olhos. então. No texto original. O sujeito de percorrer está indicado por o novato. de regência ainda transitiva direta e empre­ gado em forma de gerúndio: tornando. 2. O pronome a ser empregado é. a ênclise obrigatória na forma tornando-os.. o que resultaria em o percorre? ou em ênclise à forma verbal. os.Esta questão tem modelo muito recorrente nas provas elaboradas pela ban­ ca examinadorádá Fundação Carlos CKàgás. sendo a ênclise a opção única. A aplicação do pronome oblíquo átono o é. Agora temos o verbo aplicar. escadas e corredores em que se sente perdido. indicativo de gênero masculino e número sin­ gular. nada justi­ ficaria uma próclise. O verbo percorrer tem regência transitiva direta. Décio Sena 70 . obrigatória. do qúe resultaria percorre-o. Vejamos. o verbo principal tornar tem emprego tran­ sitivo direto. No tocante à sintaxe de colocação. então. as justificativas para as escolhas efetuadas: 1. o que nos impõe. Isso implica a dupla possibilidade de emprego do prono­ me citado. o que fará surgir a for­ ma torná. então. surge complementado pelo sintagma o aeroporto. a única possibilidade de pronominalização des­ sa passagem em torná-lo. procederemos ao descarte da sua consoante final. com obrigatório emprego de acento agudo na vogal tônica a de uma palavra oxítona. com os fragmentos que devem sofrer pronominalização já apontados: Ao utilizar pela primeira vez um aeroporto.direto está indicado pela expressão seus olhos. Observemos o texto fornecido. o novato percorre-o (1) como se estivesse num labirinto. Pela mesmã razão já citada no comentário do item I. lembremo-nos de que substantivos em pa­ pel de sujeito e imediatamente antecedentes aos verbos facultam a próclise. Ao ligarmos encliticamente o pronome referido à forma verbal tornan finalizada em verbo. é imperiosa a presença do pronome oblíquo átono o. Agora. cujo núcleo novato é um substantivo. não há possibilidade de em­ prego proclítico para o pronome mencionado.

ou que ignorasse as siglas que desfilem nos monitores. em busca do que contém texto com correta correlação entre tempos e modos verbais: (A) Incorreto. (E) Incorreto. Vejamos todos os itens da presente questão. (D) Não estranha que um novato confunda o bilhete com o cartão de em­ barque. reconhecesse as mensagens dos monitores? (B) Incorreto. o que apontari: A quantos não terá ocorrido confundir o bilhe­ te com o cartão de embarque.Prova 3 —Anaiista Superior íll/lnfraero/FCC/2009 A alternativa que nos apresenta a combinação adequada para as possibilida­ des acima colocadas está em E.: Retificado o texto. (E) Não deveria estranhar que um novato confundira o bilhete com o cartão de embarque. Ê necessário alterarmos o emprego do verbo ignorar para o presente do subjuntivo. Esta é a resposta da questão. ou se embaralhado com as mensagens dos monitores'? (C) Incorreto. ou que ignora as siglas que desfilam nos monitores. Transcrevemos o texto com as devidas retificações: Seria mesmo possível que alguém tomasse o bilhete como cartão de embarque. Não há o que se retificar no texto da presente alternativa. de modo que se estabeleça seu correto paralelo com ò também presente do subjuntivo encontrado em venha a confun­ dir. Temos de retificar o emprego indevido do gerúndio no final do texto. teremos É possível que um novato venha a con­ fundir o bilhete com o cartão de embarque. em que as correlações verbais mostram-se perfeitamente realizadas. além de empregar-se o verbo des71 Português . É necessário alterar-se os verbos confundir e ignorar para o pretérito imperfeito do subjuntivo. (D) Correto. ou demonstre ignorar as siglas que desfilam nos monitores. ou não. ou não reconhecesse as mensagens dos monitores? (B) A quantos não terá ocorrido confundir o bilhete com o cartão de embarque. ou que ignore as siglas que desfilem nos monitores. ou se embaralhando com as mensagens dos monitores? (C) É possível que um novato venha a confundir o bilhete com o cartão de embarque. Está adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais na se­ guinte frase: (A) Seria mesmo possível que alguém tome o bilhete como cartão de em­ barque.

o passageiro de­ monstra sua preocupação e incredulidade.Provas Comentadas da FCC filar em pretérito imperfeito do indicativo. na sintaxe dos pronomes relativos. assumiu a mesma posição defensiva a ® ê recorrera na decolagem. Trata-se de questão de regência. (E) O homem é um bicho de quem a natureza imprimiu. o que torna incorreto o emprego da preposição de regendo a oração que funciona como seu objeto direto. 10. o que faria resultar o texto corretamente redigido: Não deveria estranhar que um novato confun­ disse o bilhete com o cartão de embarque. já que o mesmo se relacionaria com o substantivo sentido. Vejamos todas as alternativas da questão: (A) Incorreto. Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase: (A) A expressão menino diante d a merenda atesta de que há ura prazer algo ingênuo e infantü no passageiro de primeiro voo. É. (C) Incorreto. vale dizer. em que (ou no qual) avulta a gigantesca estrutura de aço. em ctrio avulta a gigantesca estrutura de aço. O pronome relativo cujo (e suas fíexões) é o único prono­ me adjetivo relativo. o que significa dizer que está sempre anteceden­ do um substantivo. (B) Diante do avião. uma vez que a DécSo Sena 72 . O verbo atestar tem regência transitiva direta. também. (C) Áo se valer da expressão Tudo consumado. No presente texto. (B) Incorreto. o pas­ sageiro demonstra sua preocupação e incredulidade. (D) O passageiro novato. a presença da preposição em tomou o texto inaceitável. A frase retificada restará A expressão menino diante da merenda atesta que há um prazer algo ingênuo e infantil no passageiro de primeiro voo. ou que ignorasse as siglas que desfilavam nos monitores. na aterrissagem. o autor reveste de solenidade o fmal do voo. Embora a escolha pelo pronome relativo cw /o seja legítimo nesse caso. temos de empregar um prono­ me substantivo relativo. em cujo grave sentido se manifesta na Bíblia. uma obsessiva necessidade de sonhar alto. questão freqüente nas provas da Fundação Carlos Chagas. um pronome que funcione como um substantivo. ou seja. Temos as seguintes pos­ sibilidades para a correta redação do texto: Diante do avião. com desdobramentos quanto ao correto emprego de pronomes relativos. e não que esteja ao seu lado.

br) Portugòês 73 . o ãator reveste de solenidade o final do vool (D) Correto.de sonhar alto. | Reorganização da INERAERO | O presidente da INFRAERO assegurou que não haverá privatização da estatal. o pràzp de nove meses para a conclu­ são dos estudos. Como saBemos.gov. Caberá ao [BNDES coordenar os trabalhas s dos consultores contratados e submetê-los a apreciação dos conselheirosj “Tudo o que pode ser feito para raeíhorar a empresa. (E) Incorreto. sujeitos nãO: podem surgir regidos por prepo­ sições. na atènissagem. O homem é um bicho a quem a riaturfza imprínpu uma\obsessiva necessidade.] Optou-se por preposição indevida com o intuito de se reger o objeto indireto :da forma verbal impr^imiti. | (Adaptado de mátérla divulgada em março/2009 no site wvw. aos licitantes vencedores. cuja gestão essaprpvidênda perniitirá aperfeiçoar. considere o texto abais o. O tjexto corretamente redigido se apresentará deste modo! Ao ke valer da expressão Tado consumado}icujo grave sentido se manifesta na Bíblia. Atenção: Para responder às questões de números 11 a 15. em função da regência transitiva Indireta da forma verbal recorrera.” Segundo ele. E acrescentou: “jO trabalho do BNDES ivai ajudá-la a se preparar ainda mais para avançar io nos mercados'nacional e internacional’: | | O presidente do BNDES também se pronunciou: “O que nós queremps é fortalecer a capacidade de investimento éde desenvolvimento do sistema aeroportuáriíi brasileiro. isso só poderá ser feito de maneka articulada com a principal empresa de infraestrutura portuária.infraero. regèndo o pronome relativo que. viabilizando sua entrada d o mercado de capitais. assumiu a mesma po­ sição defeàsiva a que recorrera na dècòlagem justifica-se a presença da preposição a. já foi aprovado no conselho de ad­ ministração da INFRAERO”. Esta é a resposta da questão. Será con­ cedido. O comunicado foi feito durante.Prova 3 . Em O passageiro novato.Analista Superior üJ/ínfraero/FCC/2oj)9 l [ expressão jcüjo gràve sentido funciona cbnio sujeito da forma verbãi ma­ nifesta. explicou o presidente.entrevista sobre a contratação de empresa para estudar a reestruturação da INFRAERO. como se mostra por meio da leitura do texto já retificado. I 15 A contratkção dá consultoria está prevista em um termo de coopera­ ção técnica firmado entre o Ministério dia Defesa e o BNDES.

A resposta está na alternativa E. (D) no detalhamento das condições de uma licitação para contratar os serviços de empresa de consultoria. Sendo a principal empresa brasileira do setor. A entrevista concedida pelo piesidente da Infraero centra-se. L Caberá ao BNDES submeter aos consultores contratados o processo de aperfeiçoamento de gestão promovido pela INFRAERO. (B) na divulgação de medidas jurídicas que possibilitarão a entrada da empresa no mercado de capitais. As medidas necessárias para o ingresso da INFRAERO no mercado de capitais foram respaldadas pelo conselho de administração. (C) no desmentido de insistentes rumores acerca da possível privatiza­ ção daquela estatal. elementos que lhe chegarão vindos de empresa especializada em reestruturação. a INFRAERO con­ tará com o apoio do BNDES para o fortalecimento do sistema aeroportuário. Em reláçãó áò téxto. Todas as demais informações dizem respeito apenas a circunstâncias que advirão com o salto qualitativo em seu gerenciamento. com respeito a sua possibilidade de serem apreendidos da leitura do texto. (A) no anúncio de que © BNDES oferecerá seus serviços de consultoria para o aperfeiçoamento de gestão da estatal. U. ' (B) II. (E) II e III. fundamental­ mente. A razão primordial para a existência do texto ora estudado está na informa­ ção de que a INFRAERO terá sua gestão aprimorada por. (E) no informe acerca da contratação de consultoria especializada em reestruturação e gestão empresarial. (C) III.está correto òqúé se afirma SOMENTE em: (a ) i.provas i_omentaaas ua r>-'_ 11. 12. III. (D) I e II. Décio Sena 74 . ' Analisemos cada uma das alternativas numeradas d él aHI. Atente para as seguintes afirmações.

já fo i aprovado no conselho de administração da INFRAERO”.iUU9 I.I I e III. da INFRAERO no mercado de capi­ tais. III. para promover a reestruturação da empresa bem como a me­ lhoria de sua gestão. viabilizando sua entrada no mercado de capitais. . (C) I . Incorreto. isso só poderá serfeito de maneira articulada com a princi­ pal empresa de infraestrutura portuária. Analisemos a pontuação encontrada em cada um dos textos da presente questão: I. II. é o ingresso. Correto.jupeitur ui/rm raero/r-ct«. o presidente da INFRAERO asseverou. e tarefa de que se ocupará uma consultoria especializada. III. Transcrevemos passagem do texto que referenda a afirmativa presente neste item: uTudo o que pode ser feito para melhorar a empre­ sa.A reestruturação da empresa. A missão do BNDES será a de coordenar os trabalhos dos consúliofès còiiirátaãos e submetê-los à apreciação dos conselheiros. Está incorreto o emprego após o substantivo ingi^esso. Córrétò. somente. por meio de licitação pública já pre­ vista em um termo de cooperação técnica. (E) I è Ilfc sòméhte. somente. Reproduzimos o parágrafo em que se pode atestar a valida­ de da informação veiculada neste item: O presidente do BNDES tam­ bém se pronunciou: "O que nós queremos é fortalecer a capacidade de investimento e âe desenvolvimento do sistema aeroportuário brasileiro Segundo ele. por sepa­ rar o adjunto adnominal da INFRAERO do substantivo citado. (í>) I e II./’. será preciso contar com o auxílio de uma consultaria especiali­ zada. somente. para dirimir dúvidas. II. em que se pronunciou acerca da contratação de consultoria especializada. que não se cogita de privatizar a INFRAERO. Ê de se comentar.r iu v c io -rtticuiaut . Estão corretas as afirmativas contidas nos itens II e III. assim como o aperfeiçoamento de sua gestão. por oportuno. Incorreto. Aproveitando a oportunidade da entrevista concedida. . (B) II. Atente para as seguintes frases: I. Está plenamente adequada a pontuação do que está enunciado em: (A) II e III. a ser contratada proximamente. Se o que se deseja. ao qual se liga por preposição. o emprego da vírgula 75 Português .

antecedendo-as. Na seqüência isolou-se devidamente uma oração subordinada ad­ jetiva explicativa. em que as subordinadas adverbiais surgem em ordem direta. III.é subordinada adjetiva explicativa. Essa é uma situação que vem sendo mal compreendida. II. vale dizer. sinalizando término de oração subordinada adverbial antecipada.de um adjunto adverbial. promoveu-se o isolamento . Décio Sena 76 . caberá ao BNDES viabilizar o ingres­ so da INFRAERO no mercado de capitais e aprimorar nosso sistema aeroportuário. Correto. firmado entre o BNDES e o Ministério da Defesa.que se deseja. É predso corrigir. pelo que op­ tamos pela preferência da supressão da vírgula citada. Alguns eminentes mestres. reduzida de infinitivo e.que seu emprego é proibido nas circunstândas.facultativo . em nível estrutural. pressu­ põem alguns . a utilização da vírgula no inído de oração subordinada adverbial final. ou seja.em que se pronundou acerca da contratação de consul­ toria especializada . Observamos o correto emprego de dois pares de vírgulas que promovem a sinalização de existência de orações intercaladas. dentro dela. à existência de orações subordinadas longas contidas em períodos também longos. quan­ do ocorre esse iato. Correto. nos quais a vírgula promoveria uma pausa necessária à enunciação. como os tex­ tos de nossas gramáticas fezem menção ao emprego. também. Está correto o em­ prego da vírgula após o vocábulo capitais. As vírgulas que promovem o isolamento da expressão de na­ tureza aditiva assim como o aperfeiçoamento de sua gestão estão perfei­ tas. Não nos parece ser o presente caso.de forma equivocada . Está correto. como a presente. ponderam ser viável o emprego de vírgula ao término de oração subordinada adjetiva restritiva.Provas Comentadas da FCC posta após a forma verbal deseja. 14. (C) Em sua tarefa de coordenação. a redação da seguinte frase: (A) Prevê-se o auxilio de ama empresa de consultoria num termo de co­ operação técnica. esclarecer também que a mesma será reestruturada. que encerra uma oração subordinada ad­ jetiva restritiva . Fazem menção. que se inida com para . A pri­ meira delas . A segunda para dirimir dúvidas uma subordinada adverbial final. após as suas prindpais. Estão corretas as afirmativas existentes em II e III. em vista dos rumores sobre a privati­ zação da empresa. (B) Coube à direção dalNFRAJERO. em geral (grifo nos­ so). de vírgula isolando as orações subordinadas adverbiais que surgiram em ordem inversa em relação à prindpal. era trabalhos de grande prestígio acadêmico.

observa-se problema quanto à clareza da mensagem. empregaríamos o demonstra­ tivo esta: Coube à direção da INFRAERÔ. empregaremos o demonstrativojag«e/a: Coube à direção da INFRAERO. esclarecer também que aquela será reestruturada. esclarecer também que a mesma será reestruturada. na Infraerb. provocado pelo eráprego do vocábulo mesrria. e administrativa. 2.Ánaíísta Superior m/lnfraero/FCÇ/2009 (0) A par de desmentir kiimores sobre aprivatização da INFRAERO. reformulações de ordem técnica. torna-se necessá­ rio substituir i vocábulo citadò por um prbnome demonstrativo que. em\vtstá dos rumores sobre a privati­ zação da empresa. j (E) A orientação é a de que se______ (submeter) ao BNDES. em vista dos rumores spbre aprivatização da empresa.______ (dispòrse) de acordo com um termo de cooperação técnica já firmado. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher de modo corretcj a lacuna da frase: (A) Quanto às normas de contratação da consultoria. 1 (C ) _____ (Convergir) para o ingresso da INFRAERO no mercado jde capitais as recentes providências para a contratação de um serviço ide consultoria. foram desmentidos boatos sobre a privatiza­ ção da INFRAERO e anunciou-se o trâmite de contratação de em­ presa de consultoria. | (B ) _____ (impor-se). * 77 Pòrtugiiês . a reestruturação será implementada na impresa.Prova 3 . j Para expressar-se a primeira das mensagens. | l } * Caso haja intenção deise apontar a segundajdas mensagens. para o ingresso da empresa n o mercado dè capi­ tais. tex­ to contido na ppção (B) da presente questão. fàça clara menção a empresa qu a direção da INFRAERO. seu presidente anunciou a contratação defuma empresa de consultoria] (E) Durante à entrevista. a restruturáção atingirá a própria direçaò da empresa INFRAERO. na condi­ ção de órgão coordenador. que possibilita duplo entendimento: : j j 1. vale dizer. Nos demais itins nãoise notem problemas jrausados por má estruturação! | í • | 15. os trabalhos dos consultores contratados. anjaforicamente. em vista dos rumores sobre a p k vatização da empresai esclarecer também qfte esta será reestruturada. j l *| De modo a quje se evite a dubiedade semântica apontada. j i j i Em Coube à âjreção âa INFRAERO. j | (D) _______(caber) aos licitantes vencedores valer-se dos nove meses que têm de prazo para concluir os estudos.

com núcleo no substantivo normas. com núcleo no substantivo trabalhos.f"fOVtü HCi ítauai ua i '-v- Yamos transcrever todos os textos existentes nas alternativas de (A) a (E). numa oração de voz passiva pronominal. re­ formulações âe ordem técnica e administrativa. os trabalhos dos consultores contratados. (A) Quanto às normas de contratação da consultoria. (B) Impuseram-se. cujo sujeito está indicado por os trabalhos dos consultores contratados. .Emprego de verbo em singular. (D) Cabe aos licitantes vencedores valer-se dos nove meses que têm âe prazo para concluir os estudos. consideran­ do-se que seu sujeito está indicado pela oração valer-se dos nove meses. . para. ~ Emprego no plural. no plural (C) Convergiram para o ingresso da INFRAERO no mercado de capitais as recentes providências para a contratação de um serviço de consultoiia. na condição de órgão coordenador.o ingresso da empresa no mercado de capitais. -vEmprego de verbo em oração de voz passiva pronominal em concordância com o sujeito refor­ mulações de ordem técnica e administrativa. dispuseram-se de acordo com um termo de cooperação técnica já firmado. de modo a que se providencia sua cor­ reta concordância com o sujeito as recentes providências para a con­ tratação de um serviço de consultoria.Emprego de verbo em plural. cujo núcleo está indicado por providências. Como sabemos. já com as lacunas preenchidas/em busca daquele no qual a forma verbal indi­ cada surgirá no singular. e5consequentemente. levando-se em consideração que o sujeito do verbo dispor está implícito e indicado pela expréssão antecedente normas de contratação da consultoria. (E) A orientação é a d e que se submetam ao BNDES. verbos cujos sujeitos são oracíonais obrigam-se a per­ manecer no singular. com núcleo em reformula­ ções. Gabarito oficial definitivo 01) C 02) B 03) C 04) A 05) B 06) A 07) C 08) E 09) D 10) D 11) E 12) £ 13) A 14) B 15) D Décio Sena 78 . ~ Emprego de verbo em plural. Esta é a resposta da questão.

a sua filosofia. Apenas as eternas frases feitas. é sempre infalível. pois todos os sete. considere os textos I e l í apresentados a seguir. Autor que os queira conservar não deve ministrar-lhes o mínimo susto. por exemplo. Gostam de ler dormindo. a julgar pelo destaque que lhe dá a imprensa. W A vida é um fardo” . Plutarco. que um figurão qualquer de­ clara em entrevista: 15 “O Brasil não fugirá ao seu destino histórico!” O êxito da tirada. dorminhocos. seja um Império que desaba ou uma barata esmagada. v. único. pode-se repetir sempre. como há vinte séculos já se queixava Plutarco. E s acrescentar impunemente: “disse Bias” Bias não faz mal a ninguém. Mas. 2005. jo Pois não é mesmo tão bom falar e pensar sem esforço? O lugar-comum é a base da sociedade. Isto para ele. por exemplo. por natureza. Essa espécie de “preguiça lin79 . Já não é a primeira vez. como aliás os outros seis sábios da Grécia. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. a sua política. • Texto I Não despertemos o leitor Os leitores são. .Prova 4 Trabalho 'da 15a Regiio/FCC/2009 Àtencãó: Para responder às questões de números 1 a 10. embora o leitor semidesperto possa desconfiar que isso não quer dizer coisa alguma. (Mario Quintana. eram uns verdadeiros chatos. a segurança das instituições. devia ser a delícia e a tábua de salvação das conversas. Ninguém é levado a sério com ideias originais.isto. pois nada foge ao seu destino histórico. para o grego comum da época. Poesia completa. 275-276) Texto II Clichês são expressões tão utilizadas e repetidas que se desgastaram e se afastaram de seu significado original.

48-51) 01. da conversa de elevador aos discursos políticos. ao contrário. por conseqüência. O desconforto em relação ao uso de clichês está na denotação de fal­ ta de originalidade. o indiví­ duo se afasta da interação social por conta do uso de palavras-chave. pela mídia. (Adaptado de Tatiana Napoli. (. passando. à adoção de uma linguagem privada e ininteligível. permeia todos os níveis da linguagem. “men­ tira deslavada" e “chuva torrencial”. a incapaci­ dade de interpretar e criticar o mundo sensível dos fatos. exigindo um mínimo de produção e de interpreta­ ção. se torna incompreensível. que ele emprega sem pensar no que significam e que recebe e repassa como moeda de mercado. na mesma ordem). Segundo o psicanalista e sociólogo alemão Alfred Lorenzer. Ao usar clichês como muletas do discurso. Entre os chavões mais comuns estão as locuções e combinações invariáveis de palavras (sempre as mesmas. ZijdeNeld defende que “A vida social cotidiana é uma realidade impregnada por convenções e este fato prosaico constitui a própria base da ordem social. inibe a reflexão e multiplica a passividade entre interlocutor e receptor. porém. Ambos os textos: (A) se aproximam quando se referem a um eventual leitor. como “frio e calculista”. e a um autor que. num extremo. já nasce cristalizado. mas é repetida à exaustão e se transforma em um cacoete. For outro lado. p.a linguagem. seja formal ou informal. que pode es­ tar sonolento ao ler uma obra. Esse tipo de clichê está presente na linguagem falada e escrita. os clichês presentes em um texto. empobrece. O clichê nasce como uma ideia criativa. língua portuguesa.Provas Comentadas da FCC s io 15 25 30 guística” que poupa esforços.. A escassez de significado que marca o clichê repre­ senta o empobrecimento da linguagem e. Em outra visão. obviamente. Ele está inserido num contexto que a gíria nunca alcança e o provérbio sempre ultrapassa . a so­ ciedade degeneraria num estranho caos”. Décio Sena 80 . o testo certamente flui com facilidade . por ser original.a gíria pressupõe vitali­ dade e o provérbio.) Sem dichês. um ülme ou uma conversa apenas são entendidos como tal se os interlocutores tiverem referências em comum.. Sao Paulo: Escala Educacional. A tensão entre a necessidade de ser entendido e a vontade de fazê-lo com expedientes criativos e originais pode levar. o sociólogo Anton C. n° 17.

Prova 4 ~ Ànaiista Judiciário/Tribunal Regionalído Trabalho da 15a Regíão/FCG/2009

(B) estabelecei» uma situação paralela de compreensão mútua entre au­ tor e leitor, no texto I, e entre interlocutor e receptor, no texto H; ! (C) são concordes quanto ao fato de que ojlugar-comum dispensa maior elaboração, quer da parte de quem o repete, quer da parte de quem p lê ou ouve; j |
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(D) realçam a (importância da opinião dei certas pessoas, tal como a dl) “âgurão” no texto I, ou a dos especialistas que foram citados, njo texto II; i : j j ! * j (E) apontam ò sucesso incontestável das frases pronunciadas por pesso­ as de presàgio, seja nos tempos antigòs, seja na atualidade. |
Vejamos cada uma das alternativas da questão, com vistas a localizarmos aquela em quej se fez assertiva correta, tendo em vista a leitura dos textos lidos: j. : | | ! ; i | (A) Incorreto, !a aproximação sugédda nãojexiste, até porque a eventual di­ ficuldade de compreensão provocadaipélo emprego estilístico de clichês resulta nãi de o áutor ser original, e sim por estár, em dada situaçãj}, tentando se-io. ' j' \ (B) Incorreto, jNão há, segundo as ideiasapreensíveis.nos dois textos» uma situação de compreensão, mas tão somènte alheamento do leitor ‘ quan­ to âs mensagens Veiculadas, no textO:I,se incapacidade de compreensão do leitor, rjo segundo texto. ' ; j : | (C) Correto. Entendèmos que o.emprego do clichê é recurso que, pôr recorrer a situações lingüísticas já esgotadas pela abusiva repeti­ ção, abre mão de; maior capacidade' elaborativa. Esta é a resposta da questão, j [ I I i •| •: i (D) Incorreto. j A menção ao figurão, feita por Mário Quintana, sustenta] a tese de que, por falar obviedade, ninguém está prestando atenção áo que diz, ojque contradiz frontalmente jo que se lê: em realçam a impor­ tância da opinião, de certas pessoas , tal\como a do “ figurão”. j (E) Incorretol Não M sucesso algum proveniente do expediente de jse lançar mio de frases em que figuram lugares comuns. Na verda­ de, as mehsagens por ela expressas, por serem óbvias, ganham appnas a adesão dos ouvintes e/ou leitores que não estão propensos, à reflexão.

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02. Fica claro, no texto II, que os cíichês: (A) podem ser aiormula ideal pára garantir o sucesso literário de um es­ critor, pois é necessário que ele seja facilmente entendido pelos leitores; (B) resultam em desconforto para quem fala e também para quem ouve, porque algumas vezes impossibilitam uma perfeita comunicação en­ tre ambos; (C) são convenções que, por serem originais desde o início, se estabele­ cem na linguagem, embora nem sempre se estabeleça a comunicação entre os interlocutores; (D) se estruturam na linguagem cotidiana pela facilidade de entendi' mento, mas geram desconforto nos escritores, necessariamente ori­ ginais e criativos; (E) se criam e se mantêm dentro de um universo de referências comuns aos interlocutores, no momento do ato comunicativo, Fixemo-nos na leitura do fragmento textual transcrito, : .para nos decidirmos pela resposta para a presente questão: O desconforto em relação ao uso de clichês está na denotação de falta de originalidàâe, exigindo um mínimo de produção e de interpretação. Por outra lado. os clichês presentes em um texto. um filme ou urna conversa apenas são entendidos como tal se os interlocutores tiverem referências em comum. Â tensão entre a necessidade de ser entendido e a vontade âe fazê-lo com expe­ dientes criativos e originais pode levar, hum extremo; à adoção de uma lin­ guagem privada e ininteligível Lido o texto transcrito, com especial reflexão no fragmento sublinhado, não teremos dificuldade em apontar a alternativa E comò resposta para a pre­ sente questão. As demais alternativas não se aproximam do que se pretende. 03. De acordo com o texto II, clichê, gíria e provérbio: (A) podem, eventualmente, confundir-se, como fórmulas prontas de fá­ cil compreensão de leitura; (B) se diferenciam por sua própria história, em sua origem e na forma­ ção de seu sentido particular; (C) constituem marcas de originalidade em um discurso até mesmo por vezes pouco compreensível; (D) cristalizam pensamentos que se fixaram e se desgastaram pelo uso convencional ao longo do tempo;
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(B) resultam de transformações no idioma em conseqüência do emprego reiterado em textos formais ou informais. Um pormenor interessante certamente pouparia tempo ao candidato e lhe mostraria mais rapidamente a resposta procurada: da leitura do texto II, podemos perceber, com clareza, que o clichê, gíria e provérbio são coisas distintas, as quais, por sua vez, cumprem distintas funcionalidades no tex­ to. Não há, então, como igualá-los. Isto é apreensível da leitura dos dois pri­ meiros períodos do segundo parágrafo do texto citado, que transcrevemos: O clichê nasce como uma ideia criativa, mas é repetida à exaustão e se trans­ form a em um cacoete. Ele está inserido num contexto que a gíria nunca al­ cança e o provérbio sempre ultrapassa ~ agiria pressupõe vitalidade e o pro­ vérbio>ao contrário, já nasce cristalizado. Sendo assim, devemos rejeitar alternativas em que nâo se faça menção às diferenças que existem entre os três elementos lingüísticos. A única menção que enfatiza as distinções que há entre clichê, gíria e pro­ vérbio surge na alternativa (E), que é a resposta da questão. 04. Identifica-se noção de causa (1) e conseqüência (2), respectivamente, entre os segmentos do texto II: (Á) 1. são expressões tão utilizadas e repetidas; 2. que se desgastaram e se afastaram de seu significado original. (B) l. inibe a reflexão; 2, e multiplica a passividade entre interlocutor e receptor. (C) 1. O clichê nasce como uma ideia criativa; 2. más ê repetida à exaustão è se transforma em um cacoete. (0) 1. Ele èsiá inserido num contexto; 2. que a giria nunca alcança e o provérbio sempre ultrapassa. (E) I. O desconforto em relação ao uso de clichês está na denotação de fa lta de originalidade; 2. exigindo um mínimo de produção e de interpretação. Questão simples. •Ofragmento textual de onde foram colhidas as orações contidas na alternativa (À), já com suas orações constitutivas apontadas é [Clichês são expres­ sões tão utilizadas e repetidas] [que se desgastaram] [e se afastaram de seu significado original].

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Provas Comentadas da FCC

Classificando suas orações, encontraremos: 1. Clichês são expressões tão utilizadas e repetidas - Oração Principal das de número 2 e 3. 2. que se desgastaram ~ Oração subordinada adverbial consecutiva, com relação à de número 1..... 3. e se afastaram de seu.significado original - oração coordenada sindética aditiva, relativamente à de número 2 e oração subordinada adverbial consecutiva, em seu relacionamento com a de número 1. Podemos, então, observar que feto que se enunda na oração 1 é a causa provocadora dos que se colocam nas orações 2 e 3. Aí está, assim, a relação de causa e conseqüência procurada. 05. 0 4 ”parágrafo do texto II justifica a afirmativa de que: (A) as frases feitas nem sempre traduzem fielmente as imagens criadas por um escritorj (B) o lugar-coraum pode, em determinados contextos, assegurar a inte­ ração social; (C) os chavões, devido à combinação invariável de palavras, logram êxi­ to na linguagem; (D) o clichê é uma expressão desgastada, que denota dificuldade de pen­ samento críticoj (E) a incapacidade de interpretar os fetos cotidianos degenera em desor­ dem social. Vejamos cada uma das alternativas da questão, com vistas a apontarmos aquela em que se faz assertiva fundamentada na leitura do parágrafo citado. (A) Incorreto. O uso da expressão nem sempre permite o pressuposto de que as frases feitas, eventualmente, poderão traduzir com fidelidade as imagens elaboradas por um escritor, entendimento que ultrapassa o conteúdo do parágrafo lido. (B) Incorreto. Não há qualquer possibilidade de se admitir essa afirmativa como correta, considerando-se seu total desligamento das ideias textuais. (C) Incorreto. A ideia de que os chavões possam lograr êxito na linguagem é inteiramente descabida por uma interpretação correta do fragmento textual lido. (D) Correto. O fato de o clichê ser empregado sem que o seu emissor sequer pense no que significa atesta o desgaste de que se reveste. Por outro lado,
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Prova 4 - Analista Judiciário/Tribunal Regional do Trabalho da 15a Regfão/FCC/2003

o segundo período do parágrafo1 em análise faz clara menção à possibili­ dade de provocar a incapacidade de critichr o mundo sensível dosfatos (E) Incorreto. Á menção à possibilidade de j a incapacidade de interpretas os fetos cotidianos propiciar a desordem social está além do que o tex-j to permite entender. : L j i | í 06. O sentido do último parágrafo do texto l í aproxima-se, no texto I, dal afirmativa: (A) Os leitores são>por natureza, âorminhòcos; (B) Apenas as ètemasfrases feitas; (C) Bias nãofaz mal a ninguém, comoaliás os outros seis sábios da Grééia...i (D) Mas, para à grego icomum da época, devia ser a delícia e a tábua de salvação dasconversas; I I (E) O Uigar-conium é á base da sociedade, á sua política, a suafilosofia, a segurança das instituições. j i j No último parágrafo do texto H, o autor aprisenta-nos uma observação le-j vada a efeito pelb sociólogo Anton G ZijdéNdd segundo o qual as socieda-j des poderiam cjuninhár para o caos, se não houvesse os clichês, dando a entender que os|mesmòs funcionam comoípWo de equilíbrio nas relações entra aqueles que compõem uni corpo sociaL A mesma observação é; encontrada no texto jl, de Mário Quintana, najpas sagem que transcrevemos, e que se encontra jna alternativa (E); O lugar~comum\é a base da sociedade, a sua política, a suafilosofia, a segu rança das instituições. Èinguém é levado a sério com ideias originais. ; 07, O pensamento dos especialistas citados no|s dois últimos parágrafos dc texto II está sintetizado, respectivamente, nas expressões: (A) falta de originalidade - pobreza de reèursos que permitam intensá vida sodal;j ! j (B) Incapacidade critica - fixação de sentidos que favorece o convívio social; r (C) capacidade de síntese - ausência de originalidade nas relações cotidianas; | í I (D) ausência de valores - manutenção de um contexto comum de referências; | ' :I (E) exemplo de banalidade - maneira dej garantir a compreensão da realidade
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Percebemos que, no penúltimo parágrafo, a questão do uso de clichês está sendo discutida com o objetivo preponderante de apontar a impossibilida­ de de se estabelecer uma visão crítica da sociedade, se seus integrantes veem-se empobrecidos pela linguagem que advém do emprego dos chavões. No último parágrafo, fica patente que, sendo as sociedades regidas por con­ venções, o emprego dos clichês favorece a manutenção dessa ausência de originalidade, o que termina por propiciar melhor contato social. 08. - a linguagem, porém, empobrece. (Ioparágrafo - texto 11) O segmento Isolado pelo travessão indica, no contexto, (A) repetição insistente da afirmativa ihiriál dò texto. (B) explicação redundante dá expressão muletas âo discurso, (C) comentário desnecessário, cajo sentido está implícito no parágrafo. (D) afirmativa que restringe o que fõi dito anteriormente no período. (E) ressalva a todo o desenvolvimento do parágrafo.: , Observemos todas as afirmativas presentes nos itens de (A) a(£):=: . (À) Incorreto. O fato de a linguagem ,sofre processo de empobrecimento, como está claramente dito no fragmento isolado pelo .travessão, não surgira de modo explícito em passagem alguma do parágrafo, muito menosem sua afirmativa i n i c i a l . . ...... ,■.(B) Incorreto. O fragmento a linguagem, porém, empobrece não nõsexplica o que são muletas âo discursói X iú:verdade artifícios coíri que òs usuários de uma língua, pór repetirem éxpréssòès cristáiizàdas, fogem a qualquer possibilidade de construírem linguagem criativa. ■ (C) Incorreto. Lòngédé sér desnecessário, ó fragmento quesurge após o traves­ são tambémnao teve seusentidópostoem liível irriplícito no ixanscurso do parágrafo, cÓriiò já afirmámos no comentário dá ^teriiàtiva (Á)... (D) Correto. A. .expressão a Zí/ígaflgem ^^porert^ enípoòrece funciona, no tex. ;. to, como um contrapeso ;pará o qúe, imediatámenté em àüa-ántedência, . ;:,.estabeléceú-se:.còm:a .afirmativa; o texto çerfàmenteflúi coifi facilidade. ...;:Esta.é.ajespostadaxiuestão.i;;-::U:.r:;;;::-f ; (E) Incorreto. Nos comentários relativos âõé itens!(À) e (G)/já^nòs pronun­ ciamos eorii respeito áó fato dê 6 fràgmèntò -textuál não áêr pertinente •ao cóntèüdò total dó parágrafo; :

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Prova 4 - Analista Judiciário/Tribuna! Regional do Trabalho da 15a Região/FCC/2009

09. Pois não é mesmo tão bom fa lar e pensar sem esforço? (4oparágrafo - texto I) A questão acima encontra, no texto Ií> observação de sentido idêntico no segmento: (A) Essa espécie de “preguiça lingüística” que poupa esforços, inibe a re­ flexão e multiplica a passividade entre interlocutor e receptor, per­ m eia todos os níveis da linguagem ... (B) O clichê nasce como uma ideia criativa, mas é repetida à exaustão e se transforma em um cacoete. (C) Entre os chavões mais comuns estão as locuções e combinações inva­ riáveis â e palavras (sempre as mesmas , na mesma ordem), como “ fr io e calculista” “mentira deslavada” e “chuva torrencial”. (D) O desconforto em relação ao uso âe clichês está na denotação de fa lta â e originalidaâe ... (E) Por outro lado, os clichês presentes em um texto, um film e ou uma conversa apenas são'entendidos como tal se os interlocutores tiverem referências em comum. A possibilidade de fazer-se dos atos de escrever e falar simples procedimen­ tos mecânicos, que não nos exigem ^qualquer investimento de raciocínio está presente no fragmento colhido do texto 1 e, também, no que se mostra no item (A) da presente questão. Observemos, inclusive, a utilização, nas duas passagens textuais, das ex­ pressões sem esforço (texto I) e poupa esforços (texto II). Ressaltamos, apenas, que no item (A) da presente questão, além de se repe­ tir tal passagem, promoveu-se a ampliação de seu significado com a passa­ gem , inibe a reflexão e multiplica a passividade entre interlocutor e receptor: 10, A afirmativa do texto I empregada com sentido conotativo é: (A) Gostam ã e ler dormindo. (B) Apenas as eternas frases feitas. (C) Bias não faz m al a ninguém... (D) Ninguém é levado a sério com idéias originais. (E) “A vida ê u m farâo3 > ... Em “A vida é um fardo” temos uma metáfora, figura de palavras que se caracteriza por apresentar-nos comparação implícita. É exemplo caracte87 Português

Provas Comentadas da FCC

rlzador de passagem em que os vocábulos não devem ser tomados em sen­ tido literal - vale dizer, denotativo mas apreendidos em sentido alegó­ rico, o que é a característica da linguagem conotativa. A resposta está na alternativa (E). Nas demais alternativas, nota-se, unicamente, emprego denotativo vocabular.

Gabarito oficial definitivo 01) C 02) E 03) B 04) A 05) D 06) E 07) B 08) D 09) A 10) E

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Prova 5

Agente de Fi^calüação Financèira/TCE-SP/2008
As questões de núméros 1 a lO baseiam-se no texto apresentado abaixo. í \ ‘ j O futuro do nosso petróleo l \ A recente confirmação da descobertajánunciadà inicialmente em 2006, de reservas expressivas de petróleo leve de boa qualidade e gáís na Bacia de Santos é uma notícia auspiciosa para todos os brasileiros. A possibilidade técnica de extrair petróleo a inais de 6 mil metros de profundidade eleva o prestígio que a Petrobras já detém, com reconhecido mérito, no restrito clube das megaempresasimundiais idepetróleo e ener­ gia, onde é vistá com o a pequena, mas muito respeitada, irmã, [...] O Brasil tem umagrande oportunidade à frente, por dois motivos. Mais do que com dificuldades de exploraçãòe de extração, o mundo soire com a falta de capacidade de refino moderno, para produzir derivados com baixos teores de enxofre e aromáticos. ÍAo mesmo tempo, confirmase em nosso hemisfério iacruel realidáde dê que as reservas de gás de Bahia Blanca, ao sul de Buenos Aires, se estão esgotando. Isso sem contar ò na­ tural aumento 4a demanda argentina porgás. Estas reservas têm sido, até agora, a grande fonte de suprimento de resinas termoplásticas para toda a região, sendo [cerca de um terço delas destinado ao Brasil. A delimita­ ção do Campo de Tupi e outros adjacentes na Bacia de Santos vem em óti­ ma hora, quando estesdois fantasmas nois assombram, abrindo, ao mes­ mo tempo, novas oportunidades. O gás assodado de Tupi, na proporção de 15% das reservas totáis, é úmido é rico em etano, excelente matéria-pri­ ma para a petroquímica. Queimá-lo em usinas térmicas para gerar elètriddade ou para uso veicuíar seria um enormje desperdício. Outra opositunidade reside em investimentos maciços em capaçida-j de de refino. O mundo está sedento por gasolina e diesel espedais, maisj limpos, menos (poluentes. O maior focoídésta demanda são os Estados; Unidos, que consomem 46% de toda a gasolina do planeta, mas esta ê uma tendêndajque se vem espalhando como fogo em palha. O Brasil ainda tem a felicidade de dispor de etanoí de biomassa produzido déforJ ma competitiva, que póde somar-se aos derivados de petróleo para gerar produtos de altb valor ambiental. ' . | j

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(Adaptado de Plínio Mario Nastari. O Estado de S. Pauló, dconomia, B2» 28 de dezerobro de2007Í

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01. Queimá-lo em usinas térmicas para gerar eletricidade ou para uso veicu­ lar sèria um enòriüé desperdício, (final do 2o párágrãfó) ; A opmiãodo articulista no segmento transcrito acima sé justifica pelo fato de que: (A) na Argentina, além dé haver aumento da demanda por petróleo, as reservas de gás encontram-se era processo de esgotamento; (B) os Estados Unidos são os maiores consumidores da gasolina produ­ zida no planeta, tendência que ainda vem aumentando; (C)as possibilidades técnicas de extração de petróleo a mais de 6 mil metros de profundidade ampliam o prestígio mundial da Petrobras; (D) ás reservas recém-désçòbértás na^Bátía dé Sáíitòs cóhiém gás de ex(E) o Brasil dispõe de etanol debiomassa que,somado aos derivados de petróleo, diminui apohiiçãodomeio ambiente. Transcrevemos o fragmento textual contido no segundo parágrafo que embasará a resposta para esta questão: “O gás associado de Tupi, na proporção de 15% das reservas totais, é úmido e rico em etano, excelente matéria-prima para a petroquímica (grifo nosso). Queimá-lo em usinas térmicas para gerar eletricidade ou para uso veicular seria um enorme desperdício ” Não sèrá difícil a indicação da alternativa D (as reservas recém-descobertas na Bacia de Santos contêm gás. de excelente qualidade para a indústria petroquímica) para que se justifique a afirmativa contida no enunciado da questão {Queimá-lo em usinas térmicas para gerar eletricidade ou para uso veicular seria uni enorme desperdício). 02. O Brasil tem uma grande oportunidade à frente, por dois motivos, (iní­ cio do 2oparágrafo) Ocorre no contexto a retomada da afirmativa acima na frase: (A) Mais do que com dificuldades de exploração e de extração... (B) ... para produzir derivados com baixos teores de enxofre e aromáticos. (C) Estas reservas têm sido, até agora, a grande fonte de suprimento de resinas termoplásticas para toda a região... (D) Estas reservas têm sido, até agora, a grande fonte de suprimento de reservas termoplásticas,.. (E) A delimitação do Campo de Tupi e outros adjacentes na Bacia de Santos vem em ótima hora, qúàüdó estes dóis fantasmas nos assombram... ' .................................
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Lemos no enunciado da questão: O Brasf/ tem uma grande oportunidade à frente, por dois (grifo nosso) motivos, Este fragmento abre o segundo parágrafo. Na seqüência, o articulista ex­ põe as grandes dificuldades momentâneas na área petrolífera, que são a dificuldade na exploração e na extração do petróleo, além da incapacida­ de de refino moderno para produzir derivados com baixos teores de enxo­ fre e aromáticos e a perspectiva de esgotamento das reservas petrolíferas da Argentina. Deste modo, a delimitação do Campo de Tupi e de outros adjacentes na Bacia de Santos surge em excelente momento, uma vez que nos proporcio­ narão novas oportunidades. 03. Isso sem contar o natural aumento da demanda argentina por gás. (2o parágrafo) O pronome grifado substitui corretamente, considerando-se o contexto, (A) as dificuldades de exploração e extração de petróleo. (B) o esgotamento das reservas argentinas de gás. (C) a produção de derivados com baixos teores de enxofre e aromáticos. (D) a grande oportunidade coraeirciai que o Brasil tem pela frente. (E) a exportação de gás da Argentina para o Brasil. Vejamos o início do segundo parágrafo do texto desta prova, no qual se si­ tua o pronome demonstrativo requerido no enunciado da questão: O Brasil tem uma grande oportunidade à frente, por dois motivos. Mais do que com dificuldades de exploração e de extração, o mundo sofre com a falta de capacidade de refino moderno, para produzir derivados com bai­ xos teores de enxofre e aromáticos. Ao mesmo tempo, confirma-se em nos­ so hemisfério a cruel realidade de que as reservas de gás de Bahia Blanca, ao sul de Buenos Aires, se estão esgotando. Isso sem contar o natural aumento da demanda argentina por gás. Podemos observar que o demonstrativo em destaque retoma a informação antecedente - a de que as reservas de gás de Bahia Blanca, ao sul de Buenos Aires, estão-se acabando ao mesmo tempo que prepara o leitor para uma afirmativa agravante à informação lida. A resposta da questão está, assim, na alternativa B: “o esgotamento das re­ servas argentinas de gás”

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Provas Comentadas da FCC

04. O emprego das vírgulas assinala a ocorrência de uma ressalva em; (A) ...onde é vista como a pequena» mas muito respeitada, irmã. (B) ...que a Fetrobras já detém, com reconhecido mérito, no restrito clube... (C) ...de que as reservas de gás de Bahia Blanca, ao sul de Buenos Aires, se estão esgotando. (D) ...abrindo, ao mesmo tempo, novas oportunidades. (E) O gás associado de Tupi, na proporção de 15% das reservas totais, é úmido e rico em etano... Inicialmente, vamos recorrer a dois dos nossos melhores dicionários com vistas ao significado do verbete “ressalva”: Houaiss 1 observação escrita para emendar o que se escreveu erradamente ou para tornar válida a inserção de palavra ou trecho. 1.1 nota para validar rasuras ou emendas em documentos. 2 cláusula que modifica termos de um contrato, 3 certidão que prova isenção dos deveres militares ou eleitorais. 4 declaração por escrito visando à segurança de uma pessoa. 5 restrição, exceção, reserva. Aurélio 1. Certidão que atesta a isenção do serviço militar ou dos deveres eleitorais. 2. Nota destinada a corrigir erro naquilo que se escreveu ou publicou. [Cf., nesta acepç., errata (1).] 3. Documento para garantia de alguém ou de algo. 4. Exceção, reserva, restrição. 5. Cláusula restritiva. Da leitura atenta dos significados para o verbete propostos pelos excepcio­ nais dicionários apontados, fica a percepção de que a ressalva é feita quan­ do se quer emendar alguma passagem textual Entenda-se aqui emendar não como necessariamente retificar, mas validar, atestar a veracidade, darse peso a uma afirmativa. À partir desta compreensão, observemos a seguir, os diversos itens da questão:
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Prova 5 - Agente deÍFiscalização Financeira/TCE-SP/2008

(A) A expressão w mas| muito respeitada” interposta entre “pequena” e “irmã”, de que se 'separa por vírgula, semanticamente traduz que a | Petrobras, quando comparada a megaeiàpresas doramo petrolífero, é merecedora; de respeito, apesar de ser considerada pequena. Isto impli-I ca dizer que o adjetivo “pequena” foi, dej certo modo, matizado em seu significado,|ou melhor, teve seu significado denotativo atenuado. Houvé uma visível (ressalva, então, neste item, que é a resposta da questão, j (B) Temos, neste caso, ò emprego de vírgulas para isolar um adjunto adver-j bial. Não há qualquer ressalva no fragmènto. j

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(C) A expressão “ao sul de Buenos Âires” apenas localiza as reservas de gás mencionadas^ Trata-se de emprego dè vírgulas que, isolando adjunto adverbial intercalado, põém-íio!em destaque. Nãò há ressalva. | (D) Mais uma incidência de adjunto adverbill isolado pôr vírgulas para que se lhe dê ênjfase estilística. Não há ressalta na passagem. ! (E) A expressãò “na proporção dei 15% dka.reservas totais” não promove ressalva, más explica em que termos se faz a associação mencionada. I

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I.! M ■ ■ I 05. Mais do que com dificuldades de exploração e de extração» o mundo soj fre com a falta de capaddade de refino moderno, para produzir deriva| dos com baixos teores de enxofre e aromáticos. (2a parágrafo) ! ! : ! í A afirmativa acima aparece reescrita em outras palavras, com clareza e correção, sem alteração do sentido original, em: j (A) São maiores as dificuldades de exploração e de extração de petiróleó no mundo,; além da capaddade de refino moderno, com baixos teo­ res de enxofre e aromáticos, j j (B) A necessidade de refino moderno para produzir derivados comi baixos teores de enxofre e aromáticos iguala as dificuldades de extração e <kj produção. : j \ \ (C) A falta de capaddade de refinò moderno para a produção de deriva!dos com bdixos teores de enxofre e aromáticos supera as dificuldade;» de exploração e de extração do petróleo. j (D) As dificuldades de exploração e de extração no mundo estão na capajddade de Refino moderno, para produzir petróleo com baixos teores de enxofre|e aromáticos. M | (E) A exploração e a éxtração de petróleo nó mtmdosofre com a falta dk capacidade de refino moderno, com derivados com baixos teores <k enxofre e aromáticos. 1 :
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Português

nuvtü i^uuicuwuíü ua

Procuremos entender precisamente o que se lê em "Mais do .que com difi­ culdades de exploração e de extração, o mundo sofre com a falta de capaci­ dade de refino moderno, para produzir derivados com baixos teores de en­ xofre e aromáticos ” . . . Podemos entender que o mundo sofre com dois fatores: 1. Dificuldades de exploração e de extração (de petróleo); 2. Falta de capacidade de refino moderno pára produzir derivados (obvia­ mente do petróleo ) com baixos teores de enxofre è aromáticos. Por outro lado, ao lermos o texto èm seü início somos informados de que há uma gradação nestes sofrimentos, ou seja, um é maior do qué o outro. A lei­ tura atenta apontará que, dos dois, o segundo é o que mais provoca danos ao mundo, O oposto ocorreria se o texto se iniciasse com < r Menos do que” o que implicaria dizer que a falta de capacidade seria um problema menor do que as dificuldades de exploração e de extração de petróleo. A simples inversão na ordem com que as ideias foram lançadas talvez faci­ lite aos que ainda não perceberam a argumentação acima: “O mundo sofre com a falta de capacidade de refino moderno, para produ­ zir derivados com baixos teores dé enxofre è aromáticos mais do que cora dificuldades de exploração e de extração ” A resposta está indicada, então, na alternativa C, em que se empregou a for­ ma verbal “supera" em lugar de "sofre mais” . 06. ...que consomem 46% de toda a gasolina do planeta parágrafo)

O mesmo tipo de complemento exigido pelo verbo grifado acima está na frase: (A) ...o mundo sofre com a falta dé capacidade de refino moderno.» (B) ...e outros adjacentes na Bacia dé Santos vem em ótima hora... (C) Outra oportunidade reside em investimentos maciços em capacidade de refino; .-.-r (D) ...mas esta é «ma tendência que se vem espalhando como fogo em palha. (E) ... para gerar produtos de alto valor ambiental. Em “...que consomem 46% de toda a gasolina do planeta»? verificamos em­ prego de forma verbal cora regime transitivo direto. Seu complemento objeto direto, no caso - está indicado por 46% de toda a gasolina do planeta.

Dério Sena

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Para resolvermos a questão» temos de descobrir em que alternativa observase outro verbo de mesma regência. Vejamos a questão, item a item: (A) O verbo “sofrer” tem, neste fragmento textual, regência intransitiva. A expressão “com a falta de capacidade de refino moderno” é adjunto adverbial (B) O verbo “vir”, empregado na forma “vem”, tem regência intransitiva. A expressão “em ótima hora” é adjunto adverbial. (C) A forma verbal “reside”, pertencente ao verbo “residir”, é intransitiva. “Em investimentos maciços” é, ainda, adjunto adverbial. (D) Temos dois verbos, nesta alternativa. O primeiro deles, o verbo “ser”, é de ligação. O segundo está indicado pela locução verbal “vem espalhando”, com emprego intransitivo. Para o primeiro apontamos o predicativo do sujeito “uma tendência”. Para o segundo, o adjunto adverbial “como fogo em palha”. (E) A forma verbal “gerar” tem, nesta passagem, emprego transitivo direto, sendo o seu complemento - objeto direto - indicado por “produtos de alto valor ambiental”. Esta é a resposta da questão. 07. O mundo está sedento por gasolina e diesel especiais».. (3oparágrafo) O mesmo tipo de regência exigido pelo termo grifado acima encontra-se na expressão: (A) notícia auspiciosa para todos os brasileiros; (B) de reservas expressivas de petróleo leve de boa qualidade; (C) no restrito clube das megaempresas mundiais de petróleo e energia; (D) as reservas de gás de Bahia Blanca; (E) resinas termoplástfcas para toda a região. A questão aborda regência nominal Para resolvè-la, o candidato deverá ob­ servar que o adjetivo “sedento” está sendo complementado pela expressão “por gasolina e diesel especiais” Sabemos que às expressões que se ligam por preposição a adjetivos são, sempre, complementos nominais, sintagmas imprescindíveis para a estru­

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Português

Provas Comentadas da FCC

turação da frase verbal e, por isso mesmo, identificados como termos inte­ grantes pela Nomenclatura Gramatical Brasileira, A observação atenta das cinco alternativas indicará que apenás em uma de­ las ocorrerá um termo em comprometimento com um outro adjetivo. Nos demais casos, todas as expressões textuais se referirão a substantivos. Observemos: (A) A expressão “para todos os brasileiros” está vinculada ao adjetivo “aus­ piciosa”. Trata-se de atender-se à regência do adjetivo citado. Ê, assim, um caso idêntico ao d o enunciado lido. Esta é a resposta da questão. (B) Observemos como os adjetivos não sofrem acréscimo de termos complementares: o substantivo "reservas” está duplamente adjetivado» ou seja, são reservas expressivas e são reservas de petróleo. Por sua vez, o substantivo “petróleo” sofre, igualmente, dupla adjetivação, uma vez que lemos que o petróleo é leve e é de boa qualidade, Não há adjetivos complementados em seus sentidos, repetimos. (C) Temos, neste item, o substantivo “clube” sendo adjetivado por “restrito” e por “das megaempresas” (clube restrito e clube das megaempresas), O substantivo “megaempresas, por sua vez, sofre também dupla adjetiva­ ção. Dele diz-se que são megaempresas mundiais e megaempresas de petróleo e energia. Não há adjetivos complementados em seus sentidos, igualmente. (D) Agora, vemos uma adjetivação para o substantivo “reservas”, feita por “de gás”, Para o substantivo “gás” temos, também, uma adjetivação, a cargo de “Bahia Blanca”. Não se nota complementaçãó para adjetivo. (E) Finalmente, vemos que o substantivo “resinas” está adjetivado por “termoplásticas” e> também, por “para toda a região”. Não há, ainda, qual­ quer adjetivo complementado em seu sentido, 08, O termo grifado que poderia ser corretamente empregado na forma de feminino plural, sem alteração do sentido original, é: (A) A recente confirmação da descoberta, anunciada inicialmente em 2006... (B) ...é uma noticia auspiciosa para todos os brasileiros.

Dêdo Sena

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i j (C) A possibilidade técnica de extrair petrjóleo a mais de 6 mil metros die profundidade... de“anunciadas” ] (B) A claríssima associação de “auspiciosa” com “notícia” invalida o emprego do ajdjetivo na forma'-auspiciosaj. assim entendido. A expressão fra­ cionária é j “um terço” e o determinante. igualmente. que é “etanol”. buscando aquela em qiie a forma grifadà poderia. |N a verdade. é “delas” Nestes casos. j (A) Embora o yalor semântico do parfcicípio|lcanunciada" seja de certo modb ambíguo.surgiria para o empre­ go de “produzido” seria “produzida” (feminino singular). além dissò. ser empregada em feminino plural. Assim. Inviável.qmestão. nesta passagem.o que nos parece a mkihor opção tal ambigüidade não interfere na obrigatória utilização da aludida forma participial eái feminino singular. em associa­ ção a “biomassa” 97 Português . ou seja. o particípio “produzido” está= concordando com o termo a que se refere.. j ■ : t í (E) Observenios que. • . determinante. claramente indicador de feminino singular.. em concordância com o determinante “delas” Esta é a resposta da questão. a expressão qüe de­ termina acerca de que se trata a fração. a concordância poderá ser feita com a expres­ são fracionária oú com o determinantk Notamos que a forma “desti­ nado” privilegiou a concordância com a expressão fracionária “um ter­ ço” Igualmente correta estaria a grafiá. i j (D) . termos citados são. então. re­ presentativos de feminino singular.”..[ Analisemos cada uma das alternativas da. ambos.de dispor de etanol de biomassa produzido de fôrma competitiva..“destinadas”. jã que é possível fazermos sua associação a “confirmação” oju a “descoberta” .. j (E) . é absolutamente incoiretojo emprego. • I Í : j I j (C) O adjetivoj “técnica” está em evidente rjeferência ao substantivo “possi­ bilidade”. a alternátiva que. uma vez que os dois.Agente dè Hscaiizaçio:Ftnanceira/TCE-SP/200S .jo emprego do adjetivo mencionado naiòjrma “técnicas”. Não nos parece a melhor opçãoje..sendo cerca de úm terço delas destinado ao Brasil. j (D) Neste item temos o vocábulo “destinado" relacionando-se com expreksão fracionária que se faz seguir de um. na qual se fariaj a associação da forma partiçipial com o substantivo “biomassa”. à qual se liga por preposiçãb. o período é suges­ tivo de outra leitura.Prova 5 .

(2° parágrafo) A forma verbal grifada acima pode ser corretamente substituída.. (C) estão sendo esgotadas. de que as reservas de gás âe Bahia Blanca. (C) Uma política fiscal aplicada sobre as ofertas de energia devem con­ trolar o cumprimento dos contratos que se estabeleceu nesse setor. e que se atenda ao aumen­ to da demanda. A presença dó prohomé M se” indica estarmos com uma oração de voz passiva pronominal.09. no fragmento sublinhado um locução verbal for­ mada pelo verbo auxiliar “estar” e pelo verbo principal “esgotar” que tem regência transitiva direta.de que as reservas de gás de Bahia Blanca. Deste modo.. A concordância verbo-nominal está inteiramente correia na frase: (A) Urge que seja definido as metas de oferta de energia em quantidade su­ ficiente e preço adequado. ao sul de Buenos Aires. ao sul de Buenos Aires. (D) Os países importadores de derivados de petróleo paga o preço esta­ belecido na Europa^ o què gera efeitos negativos na economia. se estão esgotando" temos.. sem prejuízo dosentido origmal.. (B) vai ser esgotado. Décio Sena 98 . uma partícula apassivadora (ou pronome apassivador).as reser­ vas de gás de Bahia Blanca. a conversão da oração para a voz ativa apontará a oração w . . o que aponta como resposta desta questão a opção C 10.. paira impulsionar o desenvolvimento do país. estão sendo esgotadas”. ao sul de Buenos Aires.por: (A) está para esgotar. (E) vem esgotando. Em ". (E) Existe metas bíasilèiras que foram estabèlècidas em réláiçab à autossuficiência em petróleo é O momento òfetece a oportunidade de cumpri-las satisfatoriamente. sendo o pronome indicado. (D) vinham sendo esgotadas.. se es­ tão esgotando. (B) É imprescindível que se cumpram os acordos firmados em relação à oferta de energia e aos preços adequados. como sabemos.

À gui­ sa de lembrança comentamos que o pronome “se” presente nesta últi­ ma oração é um índice de indeterminação do sujeito. (C) Errado. que estipula que o sujeito é o determinante das flexões em número e pessoa dos verbos.Prova 5 .Agente de Fiscalizaçao Financeira/TCE-SP/2008 Analisemos cada um dos itens da questão. [e que se atenda ao aumento da demanda]”. em obediência à regra geral da concordância verbal. que organiza oração de voz passiva pronominal. (B) Certo. O sujeito da locução “devem controlar” está indicado por ex­ pressão cujo núcleo é o substantivo “política”. de regência transitiva indire­ ta e acompanhado do pronome “se”. empregada com o acrés­ cimo do pronome apassivador "se”. para impulsionar o desenvolvimento do país”. igualmente. gerou uma oração de voz passiva 99 Português . a ne­ cessidade da flexão em feminino plural para a forma de particípio deíinidas e relembre que os partidpios verbais . aponta-se como núcleo do sujeito o subs­ tantivo “acordos”. Assim. está erroneamente realizada.sofrem as mesmas flexões de gênero e número que recaem sobre os nomes. Por outro lado. finalmente. Deste modo» a retificação do texto apontará “Urge que sejam definidas as metas de oferta de energia em quantidade suficiente e preço adequado. tem sujeito indeterminado. A análise do período aponta as seguintes orações: “tfi imprescindível] [que se cumpram os acordos firmados em reiaçâo à oferta de energia e aos preços adequados]. daí o acerto na utilização verbal em terceira pessoa do plural. Esta é a resposta da questão. em busca daquele que não con­ tenha deslizes de concordância. As formas verbais existentes no período que forma este item estão corretamente empregadas e. para a forma verbal “cumpram”.formas nominais . o verbo “atender”. a forma verbal transitiva direta “estabeleceu”. os sujeitos dos verbos que estruturam as três orações apontadas são apontados deste modo: o sujeito da forma verbal “É” está indicado pela oração subordinada substantiva subjetiva “que se cumpram os acordos firmados em relação à oferta de energia e aos preços adequados”. A concordância da locução verbal passiva “seja definido”. (A) Errado. também. Isso porque o sujeito da aludida locução está indicado por sintagma cujo núcleo é o substantivo “metas”. Observe. o que justifica o uso verbal em terceira pes­ soa do singular. o que requer o obrigató­ rio emprego da locução em terceira pessoa do singular. não se notam deslizes em concordâncias nominais.

O núcleo do sujeito da forma verbal "paga” está indicado pelo substantivo “países”. cujo sujeito. que tem por sujeito o substantivo “momento” estão perfeitamente rea­ lizadas. cora núcleo no substantivo “me­ tas” implica emprego da forma verbal “Existe” em pluraL A concor­ dância de “foram estabelecidas”. O sujeito “metas brasileiras”. O texto retificado apontará: “Os países importadores de derivados de petróleo pagam o preço estabelecido na Europa. O texto retificado apontará: “Uma política fiscal aplicada sobre as ofertas de energia deve controlar o cumprimento dos contratos que se estabeleceram nesse setor” (D) Errado. re­ presentante semântico de "contratos” o que acarreta obrigatório empre­ go do verbo em terceira pessoa do plural. Assim ficará o texto retificado: “Existem metas brasileiras que foram estabelecidas em relação à autossuficiência em petróleo e o mo­ mento oferece a oportunidade de cumpri-las satisfatoriamente”. surgiu corretamente emprega­ do. indicado pelo pronome relativo "que” e representante se­ mântico do pronome demonstrativo “o”. cujo sujeito está indicado peío prono­ me relativo “que”. cujo sujeito está indicado pelo pronome relativo “que”. Nada desabona o emprego da forma verbal "gera”. representante semântico de “metas”. o que gera efeitos negativos na economia” (E) Errado. daí a obrigatória utilização do verbo em tercei­ ra pessoa do plural.Provas Comentadas da FCC pronominal. Gabarito: 01) D 02) E 03) B 04) A 05) C 06) E 07) A 08) D 09) C 10) B Déclo Sena 1nn . e de “oferece”.

aqueles futuros tornaram-se frequentemente cúm ^~ plices da barbárie do século. não há por que sermos nostálgicos dos futurojs que já foram . só para es­ pantar a morte. A qualidade de nossos atos de hoje depende do futuro com o qual sonhamos. nos voltamos sobretudo para o futuro.nãq pelo que somos. I : IAs questões de números i a 8 referem-se ao texto que segue. Hoje prevalece ò futuro dos afazeres imediatos. somente a agenda do dià. mas peló què poderíamos vir a ser. Nada de utopia. Afinal. Ou então ele pode ser imediato: as tajrefas do dia que começa. O futuro nos serve também para impor disciplina a? presente.i | Trata-se dè uma nova experiência do tempo: uma maneira originail de ser e de cria|r. j A questão jé: quali faturo? Ele pode ser de longo prazo: desde o apejIo do dever de produzir um mundo mais jpsto até o medo das águas què subirão por causa do efeito estufa. Ele i nosso. podemos ter uma experiên^cia fugaz e minoritária do presente» mas éj a voz do futuro que nos acorr da e nos força a sair da cama. | É que o futuro não foi inventado. a perspectiva d^ um encontro poucas horas mais tarde. Esperamos dele que avalie nòssois atos. Do século (17 ao começo do século 20»|o tempo dominante na expe­ riência de nossa cultura parece ter sido um futuro grandioso . modernos. que acho o futuro en­ colhido de hoje um pouco inquietante? . Terra de nhignétii) .Prmak | Analista Judiajário/BibHotecário/' TKljda 2a Região/2008 I 1 . Por que ser4 então. Pois nos de­ finimos pela capacidade de mudança . Receio que futuros muito encolhidos comandem vidas fran­ camente mesquinhas.projetos coletivos a lon^o prazo. M nosso despertar cotidiano. árbitro moral. j | |(Contarão Calllgaris. O tempo da nossa vidà é o futuro. Como George Steiner se sjpressa a declarar em seullivrp Gramáticas dà criação . como sugere Steiner. as necessidades dio fim do mês. j. projetos e potencialidades. í = O futuro encolheu | í I i 1 s io 15 20 25 Nós.

somente. (A) já não temos quaisquer objetivos a se alcançar num futuro próximo. A restrição à declaração 4e Geórgé Steiner. so­ mente a agenda do dia. Ê como se o futuro. pela projeção de um futuro altamente promissor. (D) o descarte das utopias levou-nos a valorizar o imediatismo. II. Atente para as seguintes afirmações: A pergunta "qual futuro?” no segundo parágrafo. como sugerido no título do texto. se­ gundo o autor. (B) é a força das mais altas expectativas que ainda nos mantém ativos. Nada de utopia. está correto o que sé afirma em: (A) I. ou seja. encolhido. Em relação ao texto. somente. o homem volta-se apenas para a vivência do seu dia a dia. que re­ fletiam um futuro grandioso e representavam utopias. (C) nossa experiência do tempo implica uma maior valorização do presente. expressa a perple­ xidade do autor diante da falta de respostas possíveis. I. Décio Sena 102 . III. de­ ve-se à importância que o áútor do texto atribui ao tempo futuro.Provas Comentadas da FCC 01. A afirmação que está no título do texto faz referência ao fato de que. (D) I e III. A resposta da questão inicial desta prova pode ser encontrada na leitura re­ flexiva do terceiro parágrafo do texto» que reproduzimos: Do século 17 ao começo do século 20. 02. tivesse sido reduzido ao presente. O período histórico referido rio tèrcéürò parágrafo íoi marcado. Hoje prevalece o futuro dos afazeres imediatos. somente. (C) II e III. somente. uma vez que hoje não há mais projetos coletivos a longo prazo. (E) III. II e III. então.projetos coletivos a lon­ go prazo. ■ ' (B) I e II. (E) a mesquinhez da vida presente induz-nos a renegar o passado. no ültimo parágrafo. o que o faz não mais pensar em ter­ mos de futuro. para o autor. Ora. o tempo dominante na experiência de nossa cultura parece ter sido um futuro grandioso .

em busca das que estão corretamente estabelecidas: I.. (E) vidas francamente mesquinhas e Nada de utopia. estabelecem uma franca oposição entre si as seguintes expressões: (A) capacidade de mudança e projetos e potencialidades. (C) futuro grandioso e agenda do dia. A resposta está na alternativa “c” Confrontemos as passagens em que sur­ gem as expressões “futuro grandioso” e “agenda do dia” para constatarmos como estão em absoluto antagonismo semântico: 103 Português . portanto..et. sendo merece­ dor. o tem­ po dominante tia experiência âe nossa cultura parece tersiâo um futuro grandioso -projetos coletivos a longo prazo . II. Ela estabelece a possibili­ dade de o articulista desenvolver seus argumentos quanto a estarmos em um período histórico em que há um vácuo de projetos coletivos. III. as necessidades do fim do mês. Errado. Vamos'lê-lo: Do século 17 ao começo do século 20. de uma valoração que escapara a Steiner. solidários. Vejamo-las: A questão é: qual futuro? EU pôde ser de longo prazo: desde o apelo do dever de produzir um mundo mais justo até o medo das águas que subirão por causa do efeito estufa. A pergunta feita não é retórica. (D) um mundo mais justo e árbitro moral. em detrimento de projetos tão somente personalistas. apeque­ nados. portanto. ■ Certo.w » V ) -• nnuium ^uvjk-icii [U/ uiunui. o articulista argumenta que o futuro serve como elemento moral . As respostas que Contardo Calligaris propõe para a per­ gunta motivadora deste item atestam nossos argumentos. A simples leitura do fragmento citado permite a compreensão de que o aludido período histórico proporcionava um futuro altamen­ te promissor. (B) despertar cotidiano e experiência fugaz. foram testemunhas das barbáries que nos têm acometido. apenas. como árbitro que impõe disciplina ao presente.dt IU/ l ru oa J . individuais. a perspectiva âe um encontro pou­ cas horas mais tarde. contrariamente às ex­ pectativas que geraram. no sentido de que os mesmos." KeglaO/2UUy Vejamos com atenção cada uma das afirmativas feitas na presente questão. Ou então ele pode ser imediato: as tarefas do dia que começa. Considerando-se o contexto. Certo* Contrariamente ao que Steiner declara relativamente aos futuros que já passaram.

projetos coletivos a lon­ go prazo . Assim. por conseguinte das águas que subi­ rão. para o qual chama nossa atenção no sentido de considerá-lo um árbi­ tro moral onde descartaríamos nossa vida mesquinha. vale dizer. caracterizado pelo emprego indevido da preposição "de” após o ver­ bo "lembrar” . os fatos que nos são do imediato cotidiano. (B) A expressão futuro dos afazeres imediatos traduz o encolhimento das nossas expectativas. além disso. o tempo dominante na experiência de nossa cultura parece ter sido um futuro grandioso .representada. sugestivos de um futuro grandioso. passemos à análise de cada uma das alternativas: (A) Errado. em razão do qual as experiências de vida tornam-se cada vez mais mesquinhas. hoje. tal como acon­ tecia desde o século 17. (D) Mesmo o medo do efeito estufa. 04. desenvolvíamos projetos coletivos a longo prazo. (3o parágrafo) Como vemos. (C) O autor do texto valoriza pedagogicamente a importância do futuro. pelo futuro grandioso . ser condizente com as mensagens explicitas e implícitas contidas no fragmento lido. Isso pressupõe duas exigências: a alternativa respos­ ta deverá conter texto gramaticalmente correto e. Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto: (A) Com a expressão nostálgicos dos futuros que j á foram George Steiner.empregado na forma de gerúndio "lembrando” de re­ gência transitiva direta. não nos leva à difusão utópica através da qual pudéssemos vir a relevar o teor mesquinho de nossas vidas. evidentemente. Por outro lado.mas tão somente a agenda do dia. lembrando de que o futuro também espanta a morte.Provas Comentadas da FCC Do século 17 ao começo do século 20. Nada de utopia. reduziu nosso tempo de tal modo que seu pa­ pel de árbitro moral acha-se literalmente controvertido. O enunciado da questão solicita que o candidato aponte a redação dara e cor­ reta acerca do texto lido. do século 17 ao início do século 20. Em contrapo­ sição. so­ mente a agenda do dia . Há flagrante equívoco de regência verbal na presente alternati­ va. é absurda a afirmativa de que Décio Sena 104 . não produz com isso razões de qualquer otimismo. (E) O descarte de um faturo mais promissor e longínquo. não nos resta mais a utopia . Hoje prevalece o futuro dos afazeres imediatos.

j (D) Não podem limitar-se às experiências do futuro imediato a expecta­ tiva que tèmos em relação aos nossosjprojetos. Gramaticalmente. aàrmativa perfeitamente coerente com o fragmento lido. i (B) Não se oferece aó homem moderno imagens de um futuro grandibso. j (E) Errado. Não há qualquer deslize gramatical no texto. de­ veriam determinar-se em função dos nossos projetos.que deveria ser substituída pòr “por meiojde”. j (C) Errado. embora tal exigência já se configure como um certo preciosismo. e cadaj um de nós só nos preocuparmos com a agenda do dia. sua leitura aponta para mensagem rigorosamente em antagonismo comoè sentidos originalmente díspojstos no texto original Para tantò. tal como acontecia desde o século I f ” com:o segmento original |Do século 17 ao começo do sécu­ lo 20. consequentemente.Anaiista judídário/Bibilotecário/TRT da 2a Regiãò/2008 o "o futuro também espanta a morte. e com isso prevalece em nossas vida^ o imediatismo dasmais rasas expectativas. É a resposta da questão. j j (B) Certo. j (D) Errado. No entanto. entretanto. contemporaneamente. confronte-se a passagem “O descar­ te de um futuro mais promissor e longínquo. j (C) A significação dè todos os nossos atos presentes. rege a preposição “de”: alguma coisa é descartada de outra.[. há que se ckamar a atenção para o emprègo indevido da expressão "através de”. pòr sua vez. Não há erros de natureza gramatical no fragmento que compõe a presente! alternativa. aceitar o fragmento lido nesta alternativa como um comentáriò claro acerca do texto fornecido para a resolução da questão. insiste o autor. j I 105 I | Pórtugijês M . o tempo dominante na experiência de nossa cultura parece ter sido um Juturdgrandioso .projetos coletivos a longo prazo ! ! :l' : Estão plenamente respeitadas as normas concordância verbal em: I 1 !! ! I í (A) Abandonaram-se as utopias. j (E) Atribui-se ao encolhimento do futuro as razões pelas quais: nos^a vida vem-jse tomando cada vez mais mesquinha. A íòrma verbal “descartaríamos”. Não se pode. inão produz com isso razões de qualquer Otimismo”. que contém. Tal feto im­ plicou erro de natkireza gramatical. uma vez que não há qualquer tangêncià entre o qúe nele se afirma com os conteúdos explícitos e implícitos dojtexto de Contardo Cailigaris. ouj ainda. ex­ posto de modo bastante claro. pela sua natureza semântica.Prova 6 . por “por intermédio de”.

o que demanda emprego verbal em terceira pessoa do singu­ lar. o que configura visível erro a ser retificado em “Não pode limitar-se às experiências do futuro imediato a expectativa que temos em relação aos nossos projetos”. está-se dizendo. em que o sujeito “as utopias” força o emprego verbal em terceira pessoa do plu­ ral. Deste modo. que se estruturam em tomo das formas verbais “Abandonaram” e “prevalece”. Na primei­ ra delas. Vejamos. na primeira oração do período ora estudado. Observemos que. Esta é a resposta da questão. assim. o sujeito de “prevalece”.A questão versa sobre concordância verbal. ou. com estrutura de passiva pronominal. indicado por “cada rnn de nós”. A frase corrigida apontará: “ A significação de todos os nossos atos presentes. o que se poderia dizer com estruturaDécio Sena 106 . Houve incorreção de concordância verbal no emprego da for­ ma verbal “oferece”. percebe-se uma oração de voz passiva pronominal. ainda. solicitando que o candidato aponte em que alternativa não se nota qualquer iiicòrreçãô. com núcleo em “sig­ nificação”. o texto retificado será: “Não se oferecem ao homem moderno imagens de um futuro grandioso. em concordância com “nós”. O período está composto por duas orações. concordando com “cada um". Mais uma vez empregou-se oração de voz passiva pronomi­ nal. O sujeito de “deveriam determinar-se” está sendo expresso por "A significação de todos os nossos atos presentes”. Neste item. indicado por “o imediatismo das mais rasas expectativas”. resultante de não se ter observado a existência de oração de voz passiva pronominal na qual o sujeito . (B) Errado. “ Atribui-se ao encolhimento do futuro as razões”. (E) Errado. o que foi feito. na terceira pessoa do singular. temos em “a expectativa” o sujeito da locução ver­ bal “podem limitar-se”. insiste o autor. e cada um de nós só nos preocupamos (ou se preocupa) com a agenda do dia” (C) Errado. deveria determinar-se em função dos nossos projetos” (D) Errado. Na segunda. faculta o emprego do verbo em primeira pessoa do plural. com núcleo em "imediatismo" impõe o emprego da forma verbal citada em terceira pessoa do sin­ gular. No seguimen­ to do período nota-se fato interessante: o sujeito para o verbo “ preocu­ par”. cada uma das alternativas da questão: (A) Certo.se fez representar por “imagens de um futuro grandioso” o que implica emprego obriga­ tório da forma verbal citada na terceira pessoa do plural.

para que continue a indicar o recebedor da ação verbal Deste modo. o que representa gritante erro pela não concordância da locução verbal passiva “É atribuída” com o seu sujeito "as razões”. 06» Transpondo-se para a voz passiva a construção a vos âo futuro nos acor­ da. semanticamente. Ao mesmo tempo. semanticamente. (C) sérèihòs acordados? (D) somos acordados.por indicar o autor da ação verbal nela expressa . O enunciado da questão solicita que o candidato converta a oração “a voz do futuíò nos acorda” para a voz passiva. questões de conversão de voz ativa em passiva e vice-versa tornam-se mais simplificadas quando identificamos o sujeito e o objeto dire­ to .ou sujeito e agente 107 Português . o objeto direto da voz ativa . o autor da ação verbal na voz passiva. (B) teremos acordadò. a redação correta para o presente período será: "Atribuem-se ao encolhi­ mento do futuro as razões pelas quais nossa vida vem-se tornando cada vez mais mesquinha” Chamamos a atenção do estudante para a neces­ sidade de estar-se atento às ocorrências de voz passiva pronominal es­ truturas muito frequentemente requisitadas em nossas provas.termo sintático que. (B) temos sido acordados. na mensagem original de passiva pronominal.Prova 6 . há uma correspondência entre termos sintáticos da voz ati­ va e da voz passiva. que se mantém inalterada: o sujeito de uma oração de voz ativa . á forma verbal resultante será: (A) temos acordado. sem especificar se passiva analí­ tica. .transforma-se em agente da passiva ~ termo sintático que traduz. aponta para o sofredor da ação pra­ ticada pelo sujeito ativo ~ vai-se transformar em sujeito passivo.em se tratando de conversão de ativa em passiva . na forma “São atri­ buídas”. na terceira pessoa do plural Assim. Como sabemos.Analista Judidário/Bibííotecário/TRT da 2a Região/2008 ção de passiva analítica: "É atribuída ao encolhimento do futuro as ra­ zões”. Do mesmo modo que para retificar-se a oração de passiva analítica ora apresenta­ da teremos de empregar a locução verbal em plural. também teremos de empregar o verbo "atribuir”. cornó se pode depreender das diversas opções oferecidas nas alternati­ vas de V a V .

natural aproveitamento do pronome reto correspondente ao oblíquo “nos” .quando estamos interessados em converter oração da voz pas­ siva para a voz ativa. Na presente oração» apontemos como sujeito o sintagma “a voz do futuro” e como objeto direto. então.Provas Comentadas da FCC da passiva . que é a resposta da questão.exercerá função de sujeito. (B) Steiner insiste de que somos nns nostálgicos de antigos futuros. o pronome pessoal oblíquo átono “nos” Deste modo. empregaremos o verbo "acordar” no particípio. (C) O futuro com que se almeja funciona enquanto árbitro moral do presente. Ao convertermos a oração para a voz passiva. um esqueleto de oração que se desenha: “Nós___________ pela voz do futuro”. criaremos uma locução verbal passiva. a expressão "a voz do futuro” funcionará como agente da passiva. empregado em presente do indicativo. Teremos. então: “Nós somos acordados pela voz do futuro”. Está inteiramente correta a construção da seguinte frase: (A) Para nós acaba sendo mais preferível a agenda do dia do que as utopias. Analisemos as construções propostas para cada um dos itens da presente questão: Dédo Sena . que se encontra na alternativa “d”. “somos acordados”. na qual empregaremos o auxiliar “ser” no tempo em que se encontra o verbo empregado na voz ativa que estamos transformando em passiva e concordan­ do com o seu novo sujeito» ou seja. 07. concordando nominalmente com o sujeito da oração. “so­ mos” Como verbo principal da locução passiva analítica. o pronome reto “Nós”. A oração devidamente convertida restará. (D) Já não há utopias aonde nos impulsionemos para construir o futuro. Encontramos na voz ativa o verbo “acor­ dar”. (E) O futuro com que já não se conta implica esvaziamento de sentido do presente. já estamos sabedores de que» na voz passiva que iremos construir. vale dizer. ao passo que o prono­ me reto “Nós” . assim. terceira pessoa do singular. Temos. concordando com o sujeito já apontado “a voz do futuro”. A questão faz menção apenas à forma verbal resultante “somos acordados”. Passemos agora à forma verbal.

Nã0 há razão para que se empregue nesse texto a preposição “com”: a oráção “que se almeja” em voz passiva pronominal. O adjetivo ^preferível” deve sér empregado com regência semejlhante ao verbo qué lhe é cognato “preferir”. refira-se. Nâb ve: mos possibilidade de emprego do‘pronofne relativo “onde” nessa passa gem. entretanto. Esteíato impede que surjá a aludida preposição. encontrar remos as orações a: seguir indicadas: [O jfuturo [com que já não seconjta] implica jesvaziaínento de sentido do presente]. “alguma coisa é preferível a butra coisa”. Afinal. N p há qualquer equívoco neste item.a luf gar virtual de onde alguém se impulsionaria para construir o futuro. A frase correta será: “O futuro que se almeja fukciona enquanto árbitro moral do presente”. mais sério invalida esta passagem.vez que nada a solicita nem a justifica. j ■ ' ' j'' S (D) Errado. À regência do verbo "insistir” èmbora transitiva indireta. Apontamos como correrão do texto desta alternativa: “Já não há utopias de qüe (ou nas quais) nos impulsionemos para construir o futuro” j (E) Certo.. á presença da preposição “a” regendo oipionome "onde” é absolutamen ­ te descabida. Unicamente alpreposição "à” deve ser empregai da para regér seu complemento nominalj Além disso. em que a oração sujbordinada àdjetivá restritiva “com quej já não se conta” apresenta-se com pronome relativo corretamente regido pela preposição “com” que surge da demanda da forma verbal “conta”. mas sim de um lugar. O prononie relativo “onde” deve ser empregado em referênjcia a lugarés. vale dizer. uma . Ao analisarmos o presente período em sua estrutura. nós não nos impulsionamos a um lugar. por ser substituto de “utopias”.Prova 6 . ja resposta da questão. Algo.Analista Judícráricj/Bibüotecário/TRT da 2a Regtão/2008 (A) Errado. j [ (B) Errado. que éj assim. | ^ 109 i ! Português : I .no sentido de “contar com algo” O pronome “se” é índice de indeterminação do sujeito. Ainda que se dê ao relativo “onde” o entendimento de que. “menos preferível”. São ás circunstântías em que surgem metáforas. é de se evitar gral dações do tipo “mais preferível”. I (C) Errado. represèntante semântico do substan| tivo "futuro”. É feio que tais lugares^ eyentualmente. embora reconhecendo ser questaoj melindrosa. tem comO sujeito o prònome relativo “que”. empregada com regência transitiva indireta. dejsautoriza o jemprego da preposição "dei: Eis o texto corrigido: “Steiner insiste em que somos uns nostálgicos de antigos futuros”. “muito mais preferijvel” e outrak O texto retificado restará: “Para nós acaba sendo preferívej a agenda doj dia às utopias” . não são físicos^ mas virtuais.

somente àqueles que as despacharam caberia a tarefa de buscar revigorá-las. II* Os sonhos coletivos. Atente para as seguintes frases: I.já não seriam todos os sonhos coletivos .de­ ram lugar aos afazeres imediatos. a par­ tir da leitura do texto com a pontuação com a qual se apresenta.o descarte das utopias. Com efeito. que surgiria da presença. em "Caberia aos homens de hoje que despacharam as utopias buscar revigorá-las”.08. entendemos que todos os sonhos coletivos alimentaram tempos passados e. A supressão das vírgulas altera o sentido da frase SOMENTE em: (A) I e l I . consequentemente. (D) II. 110 Décio Sena . muito mais a agenda do dia do que um projeto de longo prazo. hoje. a oração “que alimentaram tempos passados". com suas pontua­ ções empregadas: I. Vejamos os textos originalmente fornecidos pela questão. que despacharam as utopias. de uma oração subordinada adjetiva restritiva.e isto sem exceção . Observamos o mesmo emprego de pontuação. isolada por um. Assim. (B )Ie lII. As vírgulas empregadas salientam o caráter explicativo da oração su­ bordinada adjetiva “que despacharam as utopias” Entendemos. II.Assim. par de vírgulas. A supressão das vírgulas que isolam a aludida oráção promo­ veria sensível alteração semântica. fazendo com que o leitor entendesse que apenas os sonhos coletivos que alimenta­ ram tempos passados . do empre­ gado no item anterior. Preocupa-nos. neste item. deram lu­ gar aos afazeres imediatos. é entendida como uma ex­ plicação para a expressão K Os sonhos coletivos” . III. que alimentaram tempos passados. que é caracterizador do homem de hoje . o que promoveria clara alteração semântica no período. pas­ saríamos a entender que nem todos os homens “despacharam as uto­ pias” e que. Caberia aos homens de hoje. agora. (C) I. todos eles deram lugar aos afazeres imediatos. A supressão do par de vírgulas mencionado implicaria inserção de oráção de valor restritivo. por isso. buscar revigorá-las. (E) III.

Prova 6 . contanto que o organismo social em que se insere faça dessa meta o alvo de sua atividade global. São facultativas em seu emprego e têm por finalidade realçar estilisti* camente o aludido adjunto adverbial. percamos nossa integridade originária e nos trans­ formemos em números anônimos. crianças e adultos. na medida em que trabalha para que todos. Ela pode trabalhar a favor do homem e de sua liberdade. enfim. externada pelo período. a pluralidade dos se­ res.que dela faz parte . 2004» p. constrói um mundo que o coisifica e o devora como pessoa.são altas criações do espírito humano. É tam­ bém o perigo da televisão. na medida em que se subordina aos valores humanos. São Paulo: Editora Planeta do Brasil. tudo aquilo que significa o esforço do homem para realizar15 se e conquistar-se em sua dignidade. Manipulada por uma sodedade dividida e alienante. (B) adquirem alto valor ético quando postos a serviço da liberdade humana. (PéUegrino. 162/163} 09. destruindo-o no seu centro . os recursos da tecnologia: (A) adquirem alguma eficácia apenas quando bem manipulados. Ê esse o grave.a liberdade. passa a ser instru­ mento de opressão e alienação. De acordo com o autor. hipertroncamente utilitária e predatória. a criatividade. (E) são altamente positivos quando hipertroficamente utilitários. por melo da técniio ca. 111 Português . nenhum valor éti­ co. o homem. 5 A técnica pode melhorar e enriquecer extraordinariamente a vida hu­ mana. em consumidores de mercadorias num mundo todo ele transformado em mercado. nunca fim. (C) devem ser submetidos ao controle do totalitarismo social. e à propaganda que o serve. As questões de números 9 a 15 referem-se ao testo que segue. o terrível perigo da tecnologia posta a serviço de uma ordem de coisas desumana. aborrecem a liberda­ de. em si mesmas. a peculiaridade. Lucidez embriagada. Sua supressão em nada alteraria o sentido final da mensagem. Tecnologia e totalitarismo A tecnologia e a televisão . Hélio. a originalidade. (D) revelam o instinto que destrói nossa integridade originária. Nesse caso. A técnica é meio. mas não encerram.Analista Judidário/Biblíotecário/TRT da 2a Região/2008 III. As vírgulas empregadas neste período estão a isolar adjunto adverbial. Ao totalitarismo.

a sociedade em que a tecnologia é posta como instrumento para aprimorar o espírito humano .Provas Comentadas da FCC A resposta para esta questão. mas não encerram. u c”. na verdade. que. De início. convertendo-se. podemos apontar que os itens “a”. A técnica pode melhorar e enriquecer extraordinariamente a vida humana. nunca fim. deve-se entender que: (A) o totalitarismo é um subproduto do excesso de propaganda. presente na opção “b” pode ser encontrada na leitura atenta da passagem que abaixo transcrevemos: "A tecnologia e a televisão .e "alienante”. “b* “c” e "d” propõem como an­ tagônicas sociedades que. O autor do texto estabelece um confronto entre dois tipos antagônicos de sociedade: (A) a manipulada e a coisificada. na medida em que se subordina aos valores humanos. A técnica é meio. passi­ vo. desde que estejam impregnados de ética.” Os itens “a”.que dela faz parte . No contexto do segundo parágrafo. contanto que o organismo social em que se insere faça dessa meta o alvo de sua atividade global. (D) a consumista e a totalitária. nenhum valor ético. em si mesmas. 11. “d” e “e” trazem-nos afirmativas que vão de encontro à ideia central sugerida pelo texto. mas dela própria ou de interesses outros que não os da dignificação do ser humano. A resposta da questão está na opção V 5 . em “libertária” .são altas criações do espírito humano. assim. das mensagens da televisão. (E) a libertária e a alienante. aquela. em passivo consumi­ dor de produtos em um mundo no qual o mercado torna-se o senhor. 10. enquadram-se em um mesmo perfil: o daquelas em que a tecnologia foi posta a serviço não do homem. (C) a predatória e a opressiva. não possuem. Ela pode trabalhar a favor do homem e de sua liberdade. (B) as regras do mercado derivam da hipertrofia tecnológica. inversamente. que é: a tecnologia e a televisão são instru­ mentos importantíssimos para o homem. sozinhas. D é rin Çpna 1*»*) . (C) o consumismo submete o homem ao império do mercado. (B) a pluralista e a criativa. que torna o homem mero recebedor.

não poderiam ser a resposta solici-j tada no comando da questão. na medida em que trabalha para que to­ dos.percamos nossa integridade originária e nos trans­ formemos em números. passa' a ser instrumento de opressão e alienação. (E) a criatividade humana deve compatibilizar-se com o totalitarismo. '[Embora” é “Não obstante” sãoj todos portadores de uma valor semântico comum. que. homem ao império do mercado..Prova 6 . é a suaresposta:|0 consumismo submete o. (D) uma vez.. qual seja o de concessãoJ Sendo todos igualados Semanticamente. As demais opções contemplam afirmativas qixe não encontram justificativa na leitura do texto oferecido. b | Por outro lado. A frase acima NÃO sofrerá alteração de sentido caso venhamos a iniciála com: (A) conquanto.anônimos.Analista Judiciário/Bibliotecârio/TRT da 2a Região/2008. (E) não obstante. [para que se evidencie a natdreza condicionante da oraçãoj sublinhada em iManipúlada por uma sociedlde dividida e alienante. crianças e ajdultos. êm consumidores dè mercadorias num mundo todo elejtransformado em mercado”! Vemos. acima. hiper-j troficamente utilitária e predatória. | P n r+ itín !P < : . A leitura atenta j do último período do seguido parágrafo que transcreve­ mos fundamenta a respjosta para a presente questão: “É também o perigo dá televisão. o emprego de "Uma vez” torna-se muito oportunol Ê como se disséssemos: Casb seja manipulada por umã so-j ciedade divididã e alienante. | (B) mesmo quando. hipertroficamexíte utilitária e predatória. I 12. como Ünstrumento de opressão e alie-j nação” relativamente à-segunda oração. passa a ser instrumento de opressão e alienação. hipertroficamente utilitária e predatória. (C) embora. ’ . %mensagem relativa à indicação do item C da questão. (D) a perda de nossa integridade torna a televisão perigosa. Manipulada por uma sociedade dividida e [alienante. A questão poderia ser resolvida com certa fapidez caso se observasse que os operadores “Conquanto” “Mesmo quando’:’.

Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os ele­ mentos sublinhados. servindo ao homem. pelo pronome pessoal oblíquo átono “a”. sendo.trovas comencaaas aa ru c 13. (C) endeusar-lhe . existindo mesóclise. Décio Sena 1 1 4 . liberta-o. respecti­ vamente: vocábulo oxítono terminado em “a” e vocábulo monossílabo tônico terminado em “a”.tornar-Ihe-á. nes­ ta passagem. 2.tomá-la-á. o que faz com que se substitua o seu complemento "a tecnologia” pelo pronome pessoal oblíquo átono “a”. As justiõcátivas são as seguintes: 1. então. 3. (E) endeusá-la . (B) a endeusar. pondo-a: o complemento verbal M a tecnologia” atende à regência tran­ sitiva direta da forma verbal “pondo”. um objeto direto.pondo-lhe . Relembremos que. pon­ do-a acima de sua liberdade. torná-la-á: o verbo “tomar” tem emprego transitivo direto. respectivamente. (D) lhe endeusar . igualmente correta a forma “a endeusar”. mesóclise obrigatória.pondo-lhe . Os dois acentos agudos estão empregados em obediência às seguintes regras. A tecnologia. assim. mas se o homem endeusar a tecnologias pondo a tecnologia acima de sua liberdade. servindo ao homem. uma vez que a presença do sujeito indicado pelo substantivo "homem” facultaria a próclise. Ao se proceder às pronominalizações solicitadas. daí sua obrigatória substituição pelo pronome pessoal oblíquo V . por: (A) endeusá-la . O mesmo fato descrito no item an­ terior . tornárá a tecno­ logia um instrumento de opressão social. cada fração verbal remanescente deverá ser considerada como uma palavra de vida própria.inexistência de palavra atrativa em início de oração . pois estamos com uma oração em seu início.a tornará.pondo-a . estando.endeusá-la: o verbo “endeusar” tem regência transitiva direta. tomá-la-á tím iiistrumento de opressão social. para efeito de acentuação gráfica.torná-la-á.pondo-a . a ênclise é obrigatória. liberta-o. a opção pela ênclise é para que se localize a resposta da questão. mais uma vez. dado o uso do fu­ turo do presente em "tornará”.a pondo-lhe tomará. surgirá o período: A tecnologia. inexistindo vocábulo atrativo para o pronome citado.impede o emprego pronominal em próclise. más se o homem endeusá-la. o que implica. assim o seu complemento "a tecnologia” deverá ser substituído.

115 Português . (B) Ãos homens libertários jam ais_____ (dever) incomodar o pluralis­ mo dos valores sociais. por oportu­ no. novamente. (C) Não se______ (compreender) as razões pelas quais os homens se en­ cantam com o mundo da mercadoria* (D) ______ (decorrer) do maú emprego da tecnologia as situações em que o homem perde sua dignidade. seu sujeito semântico “homens”. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para preencher corretamente a lacuna da frase: (A) Quando se_____ (deixar) encantar pela tecnologia em si mesma. os homens tornam-se alienados. O plural é. Esta é a resposta da questão. Observe-se a trans­ formação da referida oração em sua correspondente voz passiva analí­ tica: w As razões pelas quais os homens se encantam como o mundo da mercadoria não são compreendidas”. Ao preenchermos as diversas lacunas encontradas na questão. que é indicado pelo substanti­ vo “situações” (E) A forma “vinculem” tem obrigatório emprego em plural para que se atenda. ela tra­ balhará a favor do homem. que faz caracte­ rizar tal expressão como objeto indireto da forma verbal “se vinculem”. para o emprego do acento grave em "à tecnologia”. (E) Caso se_____ (vincular) à tecnologia os imperativos éticos. teremos: (A) O plural é obrigatório para que se promova a concordância do verbo com o.14. com núcleo no substantivo “imperativos”. (D) O emprego em plural do verbo surge da necessidade de se fazer sua concordância com o núcleo do sujeito. assim» obrigatório. Atente-se. uma vez que seu sujeito está indicado pela expressão “os imperativos éti­ cos”. (B) O sujeito da locução verbal “deve incomodar” está indicado pela ex­ pressão "o pluralismo dos valores sociais” cujo núcleo “pluralismo” acarreta obrigatório emprego do verbo em singular. (C) O sujeito da oração de voz passiva pronominal “Não se compreendem as razões” tem como núcleo o substantivo "razões”. à regra geral da concordância dos verbos.

Entretanto. o acento está adequadamente empregado. (C) Não pode haver emprego de acento grave na primeira ocorrência do fragmento acima: "princípio” é vocábulo masculino. a segunda ocorrência do acento Décio Sena 116 . recebe obrigatório acento grave. caracterizou o fenômeno da crase. o primeiro acento está incorreto. (C) Os recursos tecnológicos. que. (E) O fato de estarmos sempre às voltas com as leis do mercado não sig­ nifica que devamos nos submeter às suas determinações. assinalado com o competente acento grave. de regência transitiva direta. Na segunda pas­ sagem. o acento é indispensável. o vocábulo “a” do referido sintagma apenas artigo definido e. Justificam-se ambos os usos do sinal de crase em: (A) Muitos ficam à vontade diante da televisão. a regência tran­ sitiva indireta do verbo "assistir” empregado com sentido de “ver” fez surgir a preposição "a”. então. No entanto. sen­ do. uma vez que temos uma locução adverbial (“à vontade”). trata-se de bem aproveitá-la à cada vez que se faz necessária. alcançam-no à medida que sejam utilizados. Na segunda ocorrência. como já vimos. por isso. pelo contrário. sem acento grave.Provas Comentadas da FCC 15. (D) Não é caso de mandar a tecnologia às favas. não têm valor em si mesmos. à princípio. ante­ cessor do substantivo feminino "televisão”. O verbo “poupar”. formada por pala­ vra feminina. uma vez que temos a locução conjuntiva “à medida que”. (B) Nesta alternativa. (B) Deve-se poupar à criança do risco que representa assistir à televisão durante horas seguidas. Nos diversos itens da questão. (D) O primeiro emprego do acento grave está correto: “às favas” é uma lo­ cução adverbial formada por palavra feminina e. notam-se os seguintes fatos no tocante ao emprego do acento grave indicativo da crase: (A) Na primeira passagem. o qual se analisa como objeto direto. a qual forma juntamente com "à proporção que as duas únicas locuções conjuntivas merecedoras obrigatórias do acento grave indicativo da crase. na segunda ocorrência há flagrante equívo­ co: não se emprega acento grave antes de vocábulos masculinos. não provoca presença de preposição em seu complemento “a criança”. à despeito de por ela se­ rem manipulados. contraída com o artigo definido “a”.

(E) Finalmente chegamos ao item em que osjdois acentos graves estão per­ feitamente empregaldos. jnesmo havendo a presença de pronome possessivo feminino claramente expresso. . com o artigo definido "as” que antecede o substantivo feminino plural “determinações” Convém recordarmos que. | 117 Português .” Esta é a resposta da questão. inviabilizadór de tal acento. Na segunda passa­ gem.preposição é. por! isso mesmo.Prova 6 . uma vez que o vocábulo 'cada" é pronome inde­ finido e. tal qual ocorreria. compulsó­ ria e requisitada pela regência verbal. por estar o vocábulo "às” no plural. o aceníjo grave deve-se à contração da preposição *a” exigida pela regência do verbo “submeter”..íem “O fito de estarmos sempre àsivoltas com as lèis do mercado não:significai que devamos nos submeter à (ou a) sua determinação. por exemplo.Analista Judidário/jBifafiotecário/TRT da 2a Região/2008\ grave está equivocada. o acento grave é in­ dispensável. Esta menção é importante uma vez que a presença de pronome possessivp feminino diante de substan­ tivo claramente expresso e em singular faculta o emprego do pronome. igualmente. Iuma vez que a simples indicação de plural para o vocábu­ lo ttas” já é o |suficiente para que percebamos haver a presença de artigo definido. formada por palavra feminina. Inicialmente. empregou-se 0 acento na locução adverbial "àá voltas*. I ' . aojmesmo tempo que a.

Gabarito: 01) D 02) C 03) C 04) B 05) A 06) D 07) E 08) A 09) B 10) E 11) C 12) D 13) A 14) B 15) E Décio Sena 118 .

mas tudo se resolve com bom humor. amigo! Está sempre recomendando calma e jeito. de saída. o serviço de assistência aos desabrigados pelo temporal. não te apures que é lançante.Prova 7 Secretário de DiIigêndás/MPE-RS/2008 As questões de números 01 a 10 baseiam-se no texto apresentado abaixo.Eh lá. carregar dois meninos ao mesmo tempo. homem! O outro.Porque senão te abombachas no banhado. Vendo o rapazinho imberbe que queria to­ mar a si o caso de uma famüia inteira. de incêndio. botar colchão na cabeça.Isto não é cancha pra cavalo de tiro curto. o que às vezes aumenta um pouco a atrapalhação. ia queimar-se. a divisão dos serviços em setores bem caracterizados: » ■ Pois não sabes que tropa grande se corta em mais de um lote pra que vá mais ligeiro? Ajuda mesmo. reassumir a postura erecta sem estalo nas juntas. surpreso. bota a mão no ombro do voluiitáriò msòfridò è'diz-lhe. que perdera tudo. Ainda assim. no posto mais próximo do hotel em que se hospedara. 5 10 is 20 25 119 . Só que não se apressa e. explicando: . de rodeio. prática de enchen­ te.Mas pór quê? . de eleição* de repressão a contrabando e prática de guerra (autobiografia oral). Voluntário O velho gaúcho foi ajudar. propõe. E seo òütro não entende: . pergunta: . de seca. ao vê-lo caminhar desempenado. quando um mais afobado desanda a correr pelo pátio ou a gritar ordens. olhos nos olhos: .Devagar pelas pedras. Ninguém lhe dá a idade que tem. afasta-o de leve. em vez de atrapalhar. e procura impedir que outros atrapalhem.Não guásqüeies sem precisão nem griteis sem ocasião. chêt Como tem prática de campo e prática de cidade. mas o rosto claro e amical do ve~ lho o desarma. inclinar-se até o ladrilho. aconselha por baixo da bigodeira branca: .

Prasa seleta. e prática de guerra (autobiografia oral) O comentário isolado por parênteses pressupõe que: (A) a enumeração dos possíveis atributos é feita pela própria personagem. de repressão a contrabando e prática de guerra (autobiografia oral}.. achara uma coisa nova: proteção e confiança. (E) as qualidades referidas devem ser exigidas de voluntários em situa­ ções de emergência. (B) as informações apresentadas no texto são aleatórias e desnecessárias.. propõe„de saída. de incêndio>de rodeio.Provas Comentadas da FCC Nomeia o rapazinho sen ajudante-de-ordens. constante do Io parágrafo. na ver­ dade um comentário estabelecido peio autor do texto . (C) a retificação é importante para esclarecer o que se afirma em todo o parágrafo. 2003> p. a divisão dos serviços em se­ tores bem caracterizados:** Nele percebe-se a inserção de informação contida entre parênteses. porque ficou idio35 tizado de terror.e é capaz de tirar outros. puxa-lhe o queixo. e diz-lhe: Estás que nem carancho em tronqueira.570~57I) 01. Anima a uns e outros. e daí a pouco a famí­ lia sente que. não quer ver ninguém triste demais da conta. Como tem prática de campo. v ol único. depois de tudo perder. piazito! Toma lá este regalo. W 30 (Carlos Drummond de Andrade.Carlos Drummond de Andrade revelador não só de ironia . que ele saca do bol40 so da calça como se fosse mágico . dá-lhe uma pancadinha no trasei­ ro. Suspende no ar o garotinho que não fala nem chora. O fragmento textual do qual se explorou a questão ora estudada está trans­ crito a seguir: “Como tem prática de campo e prática de cidade. prática de enchente» de seca. se aparece­ rem mais garotos infelizes. de carregação. (D) sua inclusão contradiz a caracterização da personagem. O regalo é um reloginho de pulso.consideradas as qualidades tão Dédo Sena 120 . Mio de Janeiro: Nova Águiíar. de eleição.

sendo umaidelas anterior a outr4. teremos as: indicações de modo e tempo' seguintes: j í i } : I (A) O presente do indicativo é o responsável [por esta indicação: os planetas. en­ tão. a depender de outro. o jogo já começara.de chegarmos ao estádio. passado.Prova 7 -Secretário de Difigêndas/MPE-RS/2008 : ‘ distintas que atingem o . j j Podemos verifkàr que as duas formas verbais constantes no período indicam! ações passadas: “chegamos” e “começara” sãoi sem dúvida. também no passado. o pretérito mais que perfeito aponta um fato pretérito. Deseja-se que o candidato indique o:tom semântico introduzido pela forma verbal sublinhada em “. então. também.no posto mais próximo do hotel em que se hospedara. daí a nomenclatura! apontada para aj forma verbal "começara” ser pretérito-mais-que-perfeito. de dtaas ações passadas e esgotadas no passado.. antecedentemente a um outro fato tâ-mbém pretérito. também já finalizado. O emprego da forma verbal grifada acima ibdica: (A) ação habitual e repetitiva. necessariamente. 121 Português . vale dizer. ou seja. .uvelho gaúcho”. no põsto mais próximo do hotel em que se hospedam . comò.. até por sèr aquela seqüência de atribiítos apenas uma autobiografia oral. pojr sua vez. j Para as demais alternativas.” Na verdade. j Observemos o ekemplo que se segue: Quando chegamos ao estádio... \ 1 . apòntamos como resposta paraj a presente questão o item (C): “ação passada. posterior ao primeiro.. anterior a outra. No confronto entre blas resta uma evidência: a cir-j cunstância de ojjogo começar é anterior à. de dois pretéritos perfeitos. provinda do própiüo personagem. (D) fato realizável.. Por excelência.. ser. de um |pretérito anterior a um outró pretérito.. ações do passadoj e concluídas no passado. ocorrido e finalizado. í Deste modo. Estamos a falar. subiínhou-se um pretérito mais que perfeito do indica tivo. Trata-i se. ajnterioría outra. (C) ação passada. do sistema sblar movem-se em torno do Sol. j (B) incerteza em relação a uma situação futura. (E) fato passado e terminado em um momento específico. também no passado”. a informação cru­ cial de.

consensual. 03. empregado como pronome pessoal. . Vejamos a transcrição do fragmento textual em que surgem os pronomes “lhe” motivadores da presente questão: "[O velho gaúcho] Anima a uns e outros. se o transplante houvesse sido realizado» . puxa-lhe o queixo. semanticaménté. ver. Ò articulista informou-nos que ó velho gàúchõ puxa o queixo do gárótinlio. (C) Nos dois últimos exemplos.vpõrtar válòr . sémanticamerite. (D) Nos dois primeiros exemplos. ninguém tiiste demais da conta.uma pancadinha no traseiro. nessas cir­ cunstâncias. dá-lhe uma pancadinha no traseiro. Tal análise. (D) Mensagem obtida pelo emprego do futuro do presente do indicativo: Irei ao debate. e diz-lheConsiderando-se os pronomes grifados acima. É fato conhecido que os pròriomés pessoais oblíquos átorios podem. em­ pregados com idêntica função sintática. Há ilustres autores que veem a função de objeto indireto para tais pronomes. contudo. às suas análises morfossintáticas: U puxa-lhe o queixo” . os pronòínes estão empregados como possessivos. ao velho gaúcho. porqueficou idiotizado de tenor. Décio Sena 122 . dá-lhs.(B) Esta noção é informada pelo pretérito imperfeito do subjuntivo: É pro­ vável que o doente estivesse recuperado. se houver compromisso de não ser agredido. oü.de possé. Suspende no à rp garotinho que não fa la nem chora. agora. de outra for­ ma. identifica-se função sintática idêntica dos pronomes. não quer. majoritariamente adotada.-indica posse.puxa-lhe o queixo. não é. e diz-lhe Passemos. (E) Nos dois últimos exemplos. os pronomes referem-se ao garotinho que não fala nem chora e. ao escrever “ puxa-lhé o queixo”... (E) Efeito semântico obtido pelo emprego do pretérito perfeito do indicati­ vo: Estudei naquele colégio em 1985. diferentemente do último. está correto o que se afir­ ma em: (A) Os três são exemplos de pronomes pessoais átonos de 3a pessoa. no primeiro. sintatícamente identificados como adjuntos adnominais. (B) O antecedente comum a todos os três prononies é ninguém triste de­ mais da conta. puxa o seu queixo. sendo.temos um pronome pessoal oblíquo átono que.

houve também al­ teração de sentido: (A) apenas em I. já apon­ tamos este fato. Na verdade. O último deles tem funçãç de objeto indireto. tradutor de pos­ se..outra ocorrência de pronome pessoal oblíquo átono... II e III. Com as alterações havidas na frase original do texto.becretana de üilfgenüas/MPE-RS/2008 aâá-lhe uma pancadinha no traseiro” . às análises das diversas alternativas da questão: (A) Incorreto* Como vimos. (B) Incorreto* Nenhum dos pronomes pessoais oblíquos átonos indicados tem o antecedente indicado. que é absolutamente despropositado. desta vez em atenção à regência transitiva indire­ ta da forma verbal transitiva indireta “diz”.aconselha.. III. Observemos que a mensagem produzida com a estrutura transcrita é a mesma de "dá uma pancadinha no traseiro do garotinho”.. Passemos.funcionam como adjuntos adnominais. semanticamente. Ele não só se apressa mas aconselha. Já vimos antecedentemente que os três pronomes são alusi­ vos a “garotinho”. objeto indireto. Ele não se apressa só. Como já vimos.e não os dois últimos .. Só que não se apressa e .. da­ das as informações do texto. Sintaticainente. (E) Incorreto. temos um adjunto adominal (objeto indireto. “e d iz . Só ele não se apressa e aconselha. para uns).prova / . agora... como visto na análise do primeiro pronome. no caso. (E) em I. O primeiro deles funciona como adjunto adnominal.. apenas os dois últimos pronomes pessoais têm a mesma função sintática. Na análise efetuada antes da verificação de cada item. ou mesmo “dá uma pancadinha no seu traseiro. 123 Português . II.novamente temos um pronome pessoal oblíquo átòno mais uma vez. os dois primeiros pronomes pessoais oblí­ quos átonos . ainda em função de objeto indireto. Esta é a resposta da questão. (C) Incorreto. (D) apenas em II e III. Observe o uso da palavra só nas frases seguintes: I. (C) apenas em I e II.. conquanto aconselhe. (D) Correto.l h e . os três pronomes são alusivos a “garotinho”. (B) apenas em III.

em um ritmo incessante.. agora. de certa forma. entretanto. O texto agora apresentado sugere que o velho gaúcho era o único a não se apressar e aconselhar.... mas feito com moderação. 05. . À presença do vocábulo “Só”.bota a mão ao ombro do voluntário insofrido.. ao vê4o caminhar âesempenado. sem pressa.como se fosse mágico.. Vejamos. Só que não se apressa e. que o velho gaúcho apressa-se em suas atividades. está em absoluta oposição ao informado no frag­ mento original.. freneticamente. III. carregar dois meninos ao mesmo tempo. as opções sugeridas para emprego do mesmo vocábulo “só”. botar colchão na cabe­ ça. Suspende no ar o garotirdio O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase: (A) (B) (C) (D) (E) . o leitor fosse tentado a imaginar que as mesmas se dessem em um processo desenfreado. . como já vimos. aconselha por baixo da bigodeira branca: Como podemos observar. inclinar-se até o ladrilho.pra que vá mais ligeiro? .. entretanto. mensagem que se põe em oposição semântica ao enunciado antecedentemente.. 124 I. II. no posto mais próximo do hotel em que se hospe­ dara. indica-nos que. reassu­ mir a postura erecta sem estalo nas juntas. o vocábulo ‘'Só” introduz uma ressalva que indica. Décio Sena . as mesmas se realizam calmamente.. que nos afirma ser sua característica manter a calma. o que. apesar de múltiplas as iniciativas do velho gaúcho. O regalo é um reiogmho de pulso..Provas Comentadas da FCC Transcrevemos o fragmento textual em que surge o vocábulo “Só”.porque ficou idiotizado de terror. Incorreta. sem. dedução não permitida pela pas­ sagem original.. ob­ viamente somos informados de que a pressa é apenas sua característica. em busca daquelas nas quais há identificação com o tom semântico que se afasta do indicado no texto e ora analisado: incorreto. Ao lermos que ele (o “velho gaúcho”) não se apressa só. como se as ações sucedessem-se umas às outras. Lemos. para sua melhor identificação semântica: O velho gaúcho fo i ajudar. o que vai de encontro ao conteúdo semântico original. quando um mais afobado desanda a correr pelo pátio ou a gritar ordens. Era de se esperar que das inúmeras atividades por ele de­ sempenhadas. Incorreta.. o serviço de assistência aos desabrigados pelo temporal Ninguém lhe dá a idade que tem. neste item. que se negasse tal característica a todos os demais in­ tegrantes da jornada de assistência de vítimas ao temporal..

o serviço de assistência aos desabrigados pelo temporalL A função sintática do jfcermo grifado aciiha é a mesma do termo.. | (D) Incorreto. | j 125 l Português .quando itm mais afobado desanda ajcorrer pelo pátio (B) Como tem prática de campoe prática decidade . vez que introdutorajde circunstância adverbial de lugar para a mesma* Esta é a resposta daj questão* . • í (C) Incorreto.Prova 7 . Temos. Todo o sintagma “no ombro do voluntário. opção.. (B) Incorreto. sendo seu complemento jdireto (objeto direto) indicado por “o garotinho”.. é adjunto. (C) . A expressão “mais ligeiro” traduz informação circunstancial (adjunto adverbial.na forma “vá? . do verbo “ser”. adverbial de lugar. neste caso) foi apresentado nésta opção.é intransitivo. nesta opção.. (E) Nomeia o rapazinho seu amdante-de-ordens*.. O velho gaúcho foi ajudar. da frase: i (A) ...Seèreíário de D!lfgêndas/MP£-RS/2008j t Em Suspende no. A forma verbal "bota” tem emprego. vejamos)todas as alternativas da quejstão para localizarmos. também. A expressão “no ar”. indicadora de modo.. funciona como predicativo < p vocábulo “mágico” 06. j j l I (D) .de repressão a contrabanido. ^neste caso “ser” . no posto máis próximo do hotel em que se hospedara.. A expressão “um reloginho de pulso" funciona sihtaticamente como predicativo. [ de saída. uma. no texto desta alternati^ va. O adjetivo “idjiotizadó” é predicativo. insofrido” desempénha papel de adjuntcf adverbial para a forma verbal em discussão. outro verbo de mesma regência tran-! sitiva direta: j | (A) Correto. tradütora de informação acessóriaj de lugar que se fornece ao verbo.. comoj solicitado no enünciado da questão. emprego. Ó verbo “ir” . j.. adivisão dosserviços em setores: bem caracterizados. também grifado. ! i r \ |. i i í • i I .. | Assim. Desta feita. portanj to). transitivo direto. Seu complemento direto (objeto direto)j está indicado por “a mão”. de ligação. do verbo "ficar”. ' .empregado ná forma “é” f surgiu nesta. Outro verbo de ligação (“fosse”.propõe. não se faz acompanhar de expressões compíementares. ar o gàfotinho observa-se v^rbo (“suspende”) com empre­ go transitivo direto.mas tado se resblve com bom humor. I (E) Incorreto. Mais um verbo de ligação. ou seja.

(E) Incorreto. (C) Incorreto. havendo vaior semântico passivo na expressão. a soja foi cultivada e} nes­ sa circunstância. (nota-se uma expressão preposiciona­ da e ligada ao substantivo abstrato ‘cultivo” tradutor de resultado de ação. (B) Correto. percebemos que a expressão preposi­ cionada tem valor semântico passivo. semanticamente observada. em busca de outro comple­ mento nominal: (A) Incorreto.desabrigados” . Temos. 2. tradutorada ação de cultivar. nessa opção. então.o que nos permite classificar a expressão çomò um.complemento nominal . as diversas opções da questão. tem nítido valor semântico passi­ vo. Aplicando os raciocínios acima descritos à passagem que ora estudamos Ç\.serviço de assistência aos desabrigados pelo temporal”) nòtamos valor semântico passivo para. caso a expressão preposicionada e ligada a substantivo abs­ trato por preposição tenha valor semântico ativo.Verifiquemos o texto fornecido no enunciado da questão. O cultivo do lavrador foi fértil. Foi posto em destaque um predicativo do objeto direto. recomenda-se cauteia para que se distinga o adjun­ to adnominal do complemento nominal. temos nes­ sa circunstância um adjunto adnominal). Por exemplo. A expressão “a contrabando”. bem como a fun­ ção sintática de sÜá éxprèssaò grifada: “O velho gaúcho fo i ajudar. Inversamente. Temos. ainda.“aos . sendo. Nesses casos. ainda portando o sen­ tido de resultado de ação. será adjunto adnominal. no posto mais próximo do hotel em que se hospedara. O cultivo de soia foi fértil. então. 1. agora.. teremos um complemento nominal. o serviço de assistência aos desabrigados pelo temporal ” Trata-se de expressão preposicionada e ligada ao substantivo abstrato “as­ sistência”. um complemento nominal Esta é a resposta da questão. Assinalou-se. Vejamos. Sabemos que. nesta opção. a denominamos complemento nominal). um adjunto adverbial. neste caso. Décio Sena 126 . outro adjunto adverbial (D) Incorreto. ou seja. ou seja. um adjunto adverbial. (observa-se uma expressão preposicionada e ligada ao mesmo substantivo abstrato “cultivo”. entendemos que a expressão preposicionada é. que se liga por meio da preposição “a” ao substantivo abstrato “repressão”.

. podem sintetizar corretamente a ideia central do texto. achara uma coisa nova: proteção e confiança.» i w a / — jçuiuwinu uu u/higti ivirc*l\0/ «4UU0 07. (C) ~ Pois não sabes que tropa grande se corta em mais de um lote pra que vá mais ligeiro? (0) Nomeia ó rapazinho seu ajudaníe-de-ordens. termos que caracterizam as atitudes do velho gaúcho. não quer ver ninguém triste demais da conta. 08. expressas em 2a pes­ soa. neste caso. garotinho. culminando com a menção à prática de guerra. o registro é apenas autobiográfico e. âe seca3 de incêndio.atribuído à crônica permite ao leitor uma ideia áhtecipádá dò deséhvolvimentó do texto. a divisão dos serviços em seto­ res bem caracterizados: Observa-se na atribuição de dotes que faz acerca do velho gaúcho. de repressão a contrabando e prática de guerra (autobiografia oral). oral. de rodeio3 de eleição.. quando um mais afobado desanda a correr pelo pátio ou a gritar ordens. constitui um dos recursos coesivos do texto. Está Incorreto ò que se afirma em: (A) O título .. prática âe enchente. e daí a pouco a família sèhte quê. (JD) O discurso direto que aparece em toda a narrativa. que abran­ gem um vasto espectro de possibilidades. de saída .Voluntário . (B) Proteção e confiança. propõe. 127 Português . (B) Como tem prática de campo e prática de cidade» prática de enchente. de eleição. garantem a coerência de todo o texto.. aconselha por baixo da bigodeira branca. Observemos a passagem: Como tem prática de campo e prática âe cidade. de incêndio» de rodeio. caracteriza­ da pelo universalismo dos predicados cedidos ao personagem. Percebe-se intenção irônica do autor em: (A) Só que não se apressa e. mais ainda. (C) As falas da personagem principal da narrativa. de repressão a contraban­ do e prática de guerra (autobiografia oral). (E) Anima a uns e outros. depois de tudo perder.servem de contraponto à presunção autoritária de uma pessoa mais velha e experiente. salientada pela informação de que. de seca.rapazinho. a interfe­ rência de Carlos Drummond de Andrade carregada de ironia. caracterizando os diálogos. piazito . (E) As palavras empregadas no diminutivo .

homem! Considerando-se a frase transcrita acima» a afirmativa que NÃO está de acordo é: (A) Os dois segmentos que a compõem apresentam paralelismo sintáti­ co. Carlos Drummond de Andrade optou pelo em­ prego da segunda pessoa do singular para as formas verbais e pronomi­ nais» o que é uma característica do falar do povo gaúcho. Habilmente. des­ te modo. inclusive. (E) Incorreto. (C) Correto. (C) O emprego do ponto de exclamação introduz vivacidade na narrati­ va e acentua a autoridade. “Proteção" e "confiança”. 09. A coesão é a característica que faz com que as ideias de um texto surjam logicamente encadeadas. Assim. Décio Sena 128 . Não guasqueies sem precisão nem grites sem ocasião. (B) O sentido que ela transmite retoma o que foi dito anteriormente em Está sempre recomendando calma e jeito. (D) Correto. baseada na experiência. comum em ditos populares. (B) Correto. ocorrido no Rio Grande do Sul. os diminutivos são sugestivos de fala carinhosa. Ê absurda a tentativa de associar-se ao velho gaúcho o per­ fil de pessoa autoritária. observemos como todos os discursos diretos inserem-se no fluxo da narrativa. do velho gaúcho. trazendo. coerência entre a linguagem e o fato narrado. atributos que se observam na perso­ nalidade do velho gaúcho. formam o eixo em torno do qual se estrutu­ ra o texto. sendo. O título “Voluntário” já é alusivo ao caráter solidário do velho gaúcho. Assim. Trata-se de personagem caracterizado peia brandura.Provas Comentadas da FCC Analisemos todas as alternativas da questão» em busca daquela em que se nota equívoco na apreciação do texto: (A) Correto. prenunciados pelos dois-pontos. pelo interesse em ajudar os demais de forma desinteressada. o que permite afirmar que promovem a ligação entre as ideias.

I \ : i i (E) Correto. 1Valha-me. em busca do que não contém afirmaf tiva correta. Vejamos os divérsos itens da questão. nâo me esqueça”. Lembremos que os imperativos nem sempre sugerem ordem. até mesmo. j (C) Correto. quanto “Está sempre recomendando calma e jeito” são mensa­ gens que tqm por finalidade acalmar. Nossa Senhoraf 129 Pórtuguês . grites sem ocasião) que formam um paralelismo sintático. na segunda pes­ soa do singular. J (E) Ambos os verbos éstão flexionados noimperativo negativo. os inlperatrvos negativos . com respeito ào vocativo "homem!”. configu­ rando-se aconselhamento.Não guasqueies sem precisão nem grites sem ocasião. j (B) Correto. : j■ j (A) Correto. comando. faz surgir máisjyividamente a autoridadé provínda da ejqperiência do velho gaúcho. Como sabemòs.em qual­ quer de suías pessoas ~ provêm do presjente do subjuntivo. ora com frases liominais (“Farinha pouca* meu pirão primjeiro”). Esta é a resposta da questão. com ferro fere com ferro será ^rido"). tra­ dutor da visão do cronista. ora com frases verbais (“Quem. Sèm dúvida a exclamação. sugestivos deipedidos e. ditajdos populares são frequentemente apresentados com estrutura análoga. À jfala Não gtiasqueies seni precisão nemgrites sem ocasião. ás ve­ zes. j | (D) Incorreto. Não háquaiquer inserção deiponto de vista personalista. homem!” está estruturada por meio de s duas orações coordenadas ( y Não guasqüeies sem precisão) e (nem. São. de súplica: “Por favor. intpdutora de valor semântico de expressivifjade naifala. Os. igualmente bimembre. Trata-se do emprego do impeiktívo negativo.Prova 7 . homem!”. de acordo com o contexto.Secretário de DÍligêndas/MPE-RS>2008 (0 ) O cronista se serve de um dito popular incluso na narrativa parajus tifkar seu ponto de vista pessoal. Tanto M .i I. pácificar o ambiente.

(E) Enquanto Viáüm ràpáziiUio no çaso de uma família inteira.tiro ciirto”:é transcrição literal..Isto não é cancha pra cavalo de tiro curto. á éxprèssãò. (B) . istóiiãòé prágéhte de p o ^ o fôlego. que tinha perdido tudo naquele caso.afãstóú-ò com delicadeza.não%ríí. na Ixansição entre “ . de faltá de clareza.dé. Vendo o rapazinho imberbe que queria tomar a si o caso de uma família inteira. ex­ plicando-lhe quèãijuilô^.texto revela-se rigorosamèiité sem coesão. Em outras palavras e com transformação de estruturas. vendo que o jovenzinho queria ser o responsável pelo caso de uma família inteira.:a expressão ‘‘cavalo . e explica que aquilo não é trabalho pra cavalo de tiro curto.. Não há mençãò no -texto original que possibilite o início da alternativa ora estudada com á passagem “Com pouco fôlego” Por ou. afasíou-o com tal explicação.'cGisãJáira"pessoas^iirèxp^iéhtes.Incorreto. .. em.dade.Isto não é cáncháprá cavalo de tiro curto”-e “foi ò jovenzinho que qtiériá rêsólVèir sozinho toda uma . '. busca daquela que contém texto coerenteménte produzido e reprodutor da mensagem ori­ ginalmente' disposta no enunciado Ha questão: (A) Incorreto. que per­ deu rèsdité4à(sòzml^^ expli­ cando que. pór exemplo. O texto sofre. V Observemos as diversas alternativas da presente questão. ao perder tudo.. O . afasta-o de leve.tro lado. . ainda.“càvalo de .foio qüé eledisse vendo o rapáá hoviiiliò que queria résòlver todo o caso de uma família que.. afasta todos de leve.10. o sentido do segmento transcrito acima encontra-se corretamente reproduzido. ao perder tudo. :Nãò há logici. que perdera tudo. sagem desprovida de:sentido/>Rèpéte4é. foi o jovenzinho quequeria resolver sozinho toda uma família. (C) Quando viu o rapaz ainda novo pretendendo auxiliar sozinho toda uma família quehaviá perdido tudo. (D) Qüéistoiião é cõisá prá géhtè pòucòsabi<Ía. . -família” além de^íqueria resolver sozinhò tòdà-uma família” sèr pas. o que contraria a solicitação de que se deve reproduzir ‘íem outras pialavras” o texto motivador da queétão. Décio Sena 13 0 .. (B) Afastando todos de leve é explicando: • * >Isto üão é cancha pra cavalo de tiro curto. com clareza.:áihdà. em: (A) Com pouco fôlego. explicando.

A símplesleitura do íira do texto permite a percepção de que não existe nele coerência semântica. e o seu referente. no qual.n u v a / — J c u c i u i tu u c i\. (E) Incorreto. em “resolvê-la”. temos a exata reprodução das ideias contidas no fragmento que embasa a presente questão. Esta é a resposta da questão. fruto de má coesão: “vendo o rapaz novinho que queria resolver todo o caso de uma família que. (C) Certo. No seu início. o texto já se mostra precário quanto à repro­ dução das ideias originais: "Enquanto via ura rapazinho no caso de uma família inteira”. afastou-o com tal explicação”. Com a continuidade da leitura percebe-se um tex­ to caótico semanticamente. não se consegue fa­ zer a associação devida entre o pronome “4a”.ia3/ <vu ^uuo tiro curto”. 131 Português . ao perder tudo. por exemplo. disposto em outra estrutura e renovado em suas escolhas vocabulares. constante no fragmento originalmente proposto no enun­ ciado da questão. Neste item. (D) Incorreto.

Provas Comentadas da FCC Gabarito: 01) A 02) C 03) D 04) E 05) A 06) B 07) B 08) B 09) D 10) C II 9IM' Dédo Sena 132 .

Pensam á pjartir da experiência: pegam a terra com as mãos e a cheiram. sendo abjsoluto.imperfeitos e mutáveis. Olhando. A senhora vai mor-j rer” Respondeu segundo um princípio iiiivariável para todas as situa-j ções. | Os jardineiros não olham para as estrelas.. Ela suspeita dis­ so e tem medoJ O médico vái visitá-la. A lealdade a umiprindpio o livra de úm pensamento perturbador. a resposta será simples: “Não. muito longe. jel^s têm de acreditar na palavra dos que dizem já as ter visto longe. E ele se perguntará: “Que pa-r lavra eu posso jdizer que. Ele só pensará nos olhos suplicantes daquela mulher. a que os filósofos dãó onomede ética de princípios e a que brota da contemplação dos jardins. I r I •. I . Os jardineiros só acre-j ditam no que seus olhbs veem. j: j ■■ Mas.. Como os homens comuns não veem essas estrelas. não sendo um engano (a senhora breve estará curada. imutáveis e mojrtas. o que a verdad^ irá fazer com o corpo e á aJma daquela mulher? O prin-j cípio.. elá pergunta: “Doutor.! . se for um jardineiro. . Pensará que a sua palavra teijá que produzir a bondade. É certò que eía morrerá.. | ] Vou aplicai* a metáfora a uma situação: concreta. Prova& Absesáoi/Áfea: Dirèító/MPE-RS/200^ As questões de números 1 á 10 referem-se ao texto que segúe. não leva em consideração o potencial destruidor da verdade. será que eu esca-j po desta?” | | Está configurada uma situação ética. Que é que ò médico vai dizeri| Se o médico for àdeptò da ética estelar de princípios. a senhora não escapará desta. mas vivos ~ a que os filósofos dão o nome de ética contextual. | Ética de princípios 5 io is 20 25 As duas éticas: a que brota da contemplação das estrelas perfèitas. do fundo do seu medoj no fundo dos cjlhos dò médico. ele não se [lembrará de nenhum princípio. Eles nada sabem sobre as estrelas que alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses.). cuidará da mulher como se a palavra fosse um colo que acolhe uma criança?”jE ele dirá: “Você me faz essa pergunta porque você está .. A mulher está cortí câncer em estddo avançado.

Peia ética de princípios. á pesquisa das célu35 las-tronco. Ao discorrer sobre as duas éticas . Folha âe S. por isso mes­ mo. os dois conversarão lohgaméntè .cniho se estivessem dé mãos dádas . então. enquanto a segunda privilegia à necessidade de se avaliar cada uma das situações com respeito ao que resultaria da simples aceitação de normas dadas como corretas. o divórcio. Mas a ética contextual nos obriga a fazer perguntas sobre o bem ou mal que uma ação irá criar. a eutanásia são questões resolvidas que não requerem decisões: os princípios universais os proíbem. Ao tratar das duas éticas.o autor expõe as suas distintas naturezas: a primeira delas está vinculada à necessi­ dade de se observarem valores consagrados como corretos e. a verdade está subordinada à bondade. (C) julga-as convergentes e demonstra esse fato por meio de uma metáfora.f lU V é lS ^ U U IC iu a u c ts u a 30 com medo de morrer» Também tenho medo de morrer. o autor: (A) considera-as complementares entre si e as julga com plena isenção. na quai se lê: "opõenas a partir dos distintos compromissos de cada uma”. ou seja.so­ bre a morte que òs dois haverãò dé enfrentar. . ' Décio Sena 134 . o aborto de fetos sem cérebro. inalteráveis. A resposta da questão está. 0-Í/03/20ÕS) 01. À uriica pergunta a se fazer é: “Qual delas está mais a serviço dó amor?” (Rubem Álvès.a de princípios e a contextual . Paulo. O uso da camisinha contribui para diminuir a incidência da Áids? As pesquisas com célúiás-tronco contri40 buem paira trazer a ciirá pára uma infinidade de doenças? O aborto de um feto sem cérebro contribuirá para diminuir a dor de uma mulher? O divórcio contribuirá para que homens e mulheres possam recomeçar suas vidas afetivas? A eutanásia pode sér ó único cámiiihò pará libertar uma pessoa da dor que não a deixará? 45 Duas éticas. assim. (D) opõe-nas a partir dos distintos compromissos de cada uma. leva em conta os diversos contex­ tos existenciais. ná alternativa '(D).. o uso da camisinha.. * A i. (E) aponta drásticas divergências entre elas e propõe um modo de conciliá-las. Comòsugériu o apóstolo Paulo. (B) aponta fatores de uma sutil divergência entre elas e os classifica.

apenas. (D) II e III. relativiza a ética. IÍL A frase a verdade está subordinada à bondade foi citada como con­ traposição a um princípio da ética estelar. apenas. apenas. I. apenasj (C) l e HI. da bondade sobre a verdade. segundo o autor. está correto o que se afirma em: (A) I. por certo. Cérto. II. as afirmativas ! é III. A frase do após­ tolo Paulo citada no item ora analisado está na oposição deste entendi­ mento e. por ser leal a um princípio. poderá provocar. a pa­ lavra sublinhada é uma metáfora dos princípios absolutos.Assessor/Área: Direito/MPE-RS/2008 02. Com respeito às afirmativas abaixo. de terem de empregar a ética de princípios. O autor defende em seu texto a ética contextual. por força de seu afazer profissio­ nal. Em relação ao texto. o fato de mé­ dicos estarem sujeitos à necessidade.Prova 8 . A ética de princípios brota da contemplação das estrelas perfei­ tas. Estão corretas. em nenhuma passagem autoriza o entendimento de que a éti­ ca de princípios não tenha aplicabilidade. (E) III. que se caracteriza pela necessidade de se atender a princípios rigidamente dispostos como corretos pelo corpo social. O. tem natureza absoluta. então. (B) I e II. a ética estelar está associada à noção de ética de •princípios. Errado. 135 Português . a ética que.H e III. não levando em conta os possíveis danos que a verdade. Considere as seguintes afirmações: Na figuração da frase os jardineiros não olham para as estrelas. III. No entanto. feitas acerca do texto “Ética de princí­ pios” verifiquemos quais estão corretamente apontadas: L Certo. A diferença básica entre a ética de princípios e a ética contextual está no fato de que a primeira não tem aplicabilidade possível. na medida em que propugna pela ascendência. em certos contextos. que passa. Como já vimos. em cada situa­ ção. ou seja. a ser ética contextual. inclusive. imutáveis e mortas. Cita.

Décio Sena 136 . 04. A direção argumentativa do texto sobrepõe a ética contextual à éti­ ca de princípios. Considerando-se o conjunto do texto. há um aspecto causai no segmento subli­ nhado na frase: (A) Os jardineiros só acreditam no que seus olhos veem. a qual serve como fundamento para o entendimento de que a vontade deve subordinar-se à bondade. (C) Errado. é correto inferir que o autor: (A) espera que o leitor responda afirmativamente a cada uma das per­ guntas formuladas no penúltimo parágrafo. ou sobre os condicio­ namentos sociais historicamente dados como corretos. Considerando-se o contexto. (B) Como sugeriu o apóstolo Paulo. de modo que a bon­ dade prevaleça. a verdade está subordinada à bondade. (E) Errado. Entendemos justamente o oposto: o autor defende a relatívização da ética em conformidade com as situações existenciais. Considerando-se o conjunto do texto. Pelo que entendemos da leitura atenta do texto. (C) demonstra intolerância com quem costuma relativizar um princípio ético no contexto de uma dada situação. Para tanto. o dilema ci­ tado nesta alternativa simplesmente não existe para o autor. (D) Errado. ainda que longe do nosso alcance. é correto inferir que ò autor. Ê nítida a opção do autor relativamente à necessidade de o sentimento amoroso predominar sobre a pura razão. (B) Errado. lança mão de testemunho de autoridade. ao citar o apóstolo Paulo: “a verdade está subordinada à vontade”. ou seja.Provas Comentadas da FCC 03. dada a sua aceitação de que a ética contextual deve prevalecer sobre a ética de princípios. Mais uma vez estabelece-se uma afirmativa que se encontra na exata oposição dos sentidos contidos no texto. (D) admite que só o sistema dos princípios absolutos constitui uma ética verdadeira. (E) alimenta a convicção de que os filósofos e os santos desconhecem a ética dos jardineiros. Esta é a resposta da questão. A argumentação que evidencia o equívoco desta afirmativa está na citação do apóstolo Paulo. inclusi* ve. (B) deseja provocar em nós o mesmo dilema que o transtorna a cada vez que se coloca diante da questão com que encerra o texto. a ética deve ser relativizada em cada situação. (A) Certo.

apontada em ”0 princípio não leva em consider ração o poiencial destruidor da verdade”. É como se disséssemos què "Por que [ < ? | princípio] ê absoluto. A oração reduzida de gerúndio "sendo absoluto” tem nítido vai lor causai. hão leva 'em consideração o potencial destruidortda verdade. se for. . 137 Português . sé sobrepormos a verdade à txondade.(“Os jardineiros jsó acreditam no”). í I (C) Errado. o princípio não leva em consideração o potencial! destruidor da verdade”. j: j (B) Errado. resujltante de ter sido introduzida] por conjunção desta natureza. sublinhou-se oração subordinada substantiva objetiva in d ire ta . | (C) Mesmo as jquestõès que requiserem uma escolha penosa levarão os adeptos daj ética de princípios a responder sem hesitação. que. Agora. . um jardineiro. contém uma palavra-dinotativa de exclusão (“só”) e o verbo que í núcleo do predicado verbal) de uma oração principal. mais que uma esperança. jObserve-se a conseqüência ique resulta da causa expressa pela oraçãq reduzida. na verdade. Estamos em busca da alternativa na qual fòi salientado aspecto semântico causai. Sutjlinhou-ise o sujeito. a certeza de sucesso: em inúmeras terapias.Prova 8 . A j passagem sublinhada é. . ele riaò se lembrará de nenhum princípioj. (B) A lealdadeja um princípio poderá nos livrar de pensamentos pertuijbadores. j j \ (E) Certo. um adjurko adverbiál e um verbo pronojminai que integram uma oração principal com valor semântico de adverr sidade. Nãjs se pojde identificar valor causai na passagem sublinhada!. j: | i í i (A) Errado. j j 05. | . D) O estágio átual das pesquisas com células-tronco constitue.Assessor/Área: Direito/MPE-RS/2008 (C) Mas. Todas as fòrms(s verbais estão corretamente empregadas e flexionadas na frase: | j (A) Se alguém ifor umiadepto da éíica estelar e lhe convir repudiar a májxima do ajjóstolo Paulo. (D) Mas a ética! contextual nos obriga a fàzer perguntas sobre o bem ou ò mal que uma ação irá criar. | (D) Errado. j (E) As angústias que Isobrevêm à declaração de uma verdade impiedosa não incomjodam òs adeptos dà éticade princípios. (E) O princípi|>. sendb absoluto. sugestiva de valor semântico conformatívo. não hesitará em dizer a verdade que dói.

na terceira pessoa do plural. (E) Costumam haver nos jardins imperfeitos e imutáveis mais inspira­ ção para a ética dos jardineiros do que para os adeptos da ética de princípios.u i i i c i iia -V iC » u a > w u A presente questão aborda as ftexões verbais. (B) Há perguntas a que só se devem responder levando-se em conta que as verdades precisam subordinar-se à bondade* (C) Não cabe aos médicos adeptos da ética coníextual a produção de con­ solos mentirosos. Analisemos os seus diversos itens. procederemos ás necessárias correções nos textos originais. Este último verbo. O emprego de seu derivado em “sobrevêm” está perfeito. (D) O estágio atual das pesquisas com céhãas-tronco constitui. as quais serão indicadas ém negrito. Quando necessário. a certeza de sucesso em inúmeras terapias. (E) As angústias que sobrevêm à declaração de uma verdade impiedosa não incomodam os adeptos da ética de princípios. não hesitará em dizer a verdade que dói. Em tal item. mais que uma esperança. por vezes atuantes na mesma pessoa. 06* As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase: (A) A escolha entre dois sistemas éticos. costumam caracterizar um genuíno dilema moral. (D) Atribuem-se às estrelas perfeitas» imutáveis e mortas a propriedade de figurarem os valores éticos que se julgam absolutos. portanto. para podermos indicar aquela ém qué hão sé notam equívocos de tal natureza. empregou-se o verbo “sobrevir” derivado de “vir”.r i u v íd \ . em busca do que não contém deslizes dessa natureza: Décio Sena 138 . mas o oferecimento de um apoio verdadeiro. (B) A lealdade a um princípio poderá nas livrar de pensamentos perturbado­ res. Como vimos. apenas o item (E) está isento de equívocos de flexão verbal. (C) Mesmo as questões que requererem uma escolha penosa levarão os adeptos da ética de princípios a responder sem hesitação. ao ser conjugado no presente do indi­ cativo e na terceira pessoa do plural faz surgir a forma “vêm”. (A) Se alguém fo r um adepto da ética estelar e lhe convier repudiara máxi­ ma do apóstolo Paulo. Vejamos cada uma das alter­ nativas da questão. Esta questão trabalha os princípios da concordância verbal. se sobrepusermos a verdade à bondade .

Deste modo.“devem responder” . atenuado. O sujeito da for­ ma verbal "cabe” está indicado por “a produção de consolos mentiro­ sos”. O texto retificado restará desta forma: “Costuma haver nos jardins imperfeitos e imutáveis mais inspiração para a ética dos jardineiros do que para os adeptos da ética de princípios". sempre surgirá em tercei­ ra pessoa do singular. Dirsito/MPE-RS/2008 (A) Errado. entretanto. seu objeto indireto. Retificado o texto. Nota-se. que na segunda oração (“a que só se devem res­ ponder”) encontra-se uma locução verbal . organiza orações de sujeito inexistente. por vezes atuantes na mesma pessoa. Em “Costumam haver” temos um freqüente erro de concordân­ cia verbal. teremos: “A escolha en­ tre dois sistemas éticos. (E) Errado. A forma verbal “costumam” está mal empregada em terceira pessoa do plural. imutáveis e mortas a propriedade de fi­ gurarem os valores éticos que se julgam absolutos”. Assim ficará o texto corretamente redigido: “Atribui-se às estrelas perfeitas. Não há erros de concordânciaverbal neste item.pessoa do singular. empregado com sentido de “existir”. (B) Errado.fTova y . Observemos a análise do período.” (C) Certo. uma vez que seu sujeito tem como núcleo o substan­ tivo “escolha” o que acarreta o compulsório emprego de "costuma”. O emprego do pronome “se” fez surgir oração com sujeito inde­ terminado. com sua conseqüente divi­ são em orações: [Há perguntas] [a que só se devem responder] [levan­ do-se em conta] [que as verdades precisam subordinar-se à bondade].cujo verbo principal tem regência transitiva indireta. é impessoal. o que força o emprego verbal em terceira pessoa do singular. fazem surgir orações de sujeito indeterminado. costuma caracterizar um genuíno dilema moral”. Observemos. como o comprova a existência do termo “a que”. o que desautoriza sua flexão em número. nem por isso. com núcleo em “produção”. o que implica obrigatório uso da forma verbal citada em terceira pessoa do singular.Assessor/Area. o que impõe a ãexão em terceira pes­ soa do singular para aquele verbo. 139 Português . neste item. vale dizer. na terceirá. o ver­ bo “haver”. (D) Errado. Sabemos que verbos transitivos indiretos. o texto tem de ser retifica­ do para “Há perguntas a que só se deve responder levando-se em conta que as verdades precisam subordinar-se à bondade. Ao ser empregado com tal acepção. equívoco semelhante ao que ocorreu na al­ ternativa (B): a forma verbal "Atribuem” tem regência transitiva indi­ reta. Esta é a resposta da questão. Como sabemos. agora. quando acompanhados do pronome “se”.

Houve a devida correspondência do pretérito imperfeito do sub­ juntivo em “fosse” com as formas de futuro do pretérito do indicativo "seria” e “teria”. (C) Se ele fosse um jardineiro. eles tinham de acreditar nas palavras dos que diziam que as tinham visto longe. (B) Incorreto. e sua resposta haveria de ser simples. os dois conversariam longamente. muito longe. a respos­ ta seria simples. Considerando-se o contexto. sobre o medo da morte. o elemento sublinhado tem sentido equiva­ lente ao do elemento em negrito no seguinte caso: (A) a que os filósofos dão o nome de ética contextual (Io parágrafo) . (D) A lealdade ao rígido princípio livrou-o da preocupação com o que a dureza da verdade poderia fazer com o corpo e a alma daquela mulher. Há plena compatibilidade entre o futuro do pretérito encontrado em “conversariam” e o presente do indicativo empregado em “assalta”. (C) Certo. como se de mãos da­ das. Esta é a resposta da questão. Não se nota deslize na correlação do pretérito imperfeito do sub­ juntivo existente em “fosse” com os futuros do pretérito em “viria” e "haveria”. que nos assalta a todos. Décio Sena 140 . Vejamos em que alternativa da presente questão a correlação entre tempos e modos verbais não se efetuou corretamente: (A) Certo. Não procede a relação entre o pretérito imperfeito do indica­ tivo em “viam” com o futuro do presente encontrado em “terão”. 08.a cuja.Provas Comentadas da FCC 07. repetiu-se a mesma correlação verbal empregada na alternativa (A) (D) Certo. Há falta de correlação entre os tempos e os modos verbais na frase: (A) Se o médico fosse um adepto da ética estelar de princípios. (B) Como os homens comuns não viam essas estrelas» eles terão de acredi­ tar nas palavras dos que diziam que as têm visto longe. muito longe”. ele não teria que decidir ou escolher. Não há equívoco na correlação entre o pretérito perfeito do indi­ cativo em “livrou” e o futuro do pretérito empregado em “poderia” (E) Certo. (E) Nesse caso. não lhe viria a ocorrer nenhum princípio. Neste item. O tex­ to será retificado com o uso do pretérito imperfeito para os verbos “ter” e “dizer” como se mostra a seguir: “Como os homens comuns não viam essas estrelas.

são vocábulos substitutos de termos antejriormente empregados. já que o termo sugerido (“conquanto”) é conjunção subordinativa concessiva. an[tecedendo-b e em relação ao qual exercerá função sintática de adjunto adnominall Não é. surge áempre jao lado de um substantivo. deste modo1 ... e jí que brota da contemplação dos jardins. a que os filósofos dãoio nome de ética de princípios.à ex­ ceção de “cpjo” (e fiexões) . não sendo um engano (6° parágrafo) = ainda que não seja. ! (C) que palavra eu posso dizer que. o pronome relativo “cujo” (e fiexões) é projnome adjetivo. . Como sabemosj. diferentemente. cada um dos itens da questão: (A) Errado. j 141 I Português . o pronome “quej’ sublinhado. imperfeitos e mutáveis.' \\ | (D) aí. | j I (E) a ética coniextualnos obriga a fazer pjsrguntas sobre o bem ou ma| que uma ação irá criar (7o parágrafo) = onde. a substituição proposta. está posto em lugar do pronome demonstrativo “a” que ò antecede. caracteriZam-se por serem pronomes dç natureza substantiva. os pronomes relativos . A expressão textual sublinhada compreende uma preposiçãó e um pronome relativo. viável. O focábulo assinalado é uma cpnjunção subordinativa càusa Introduz uma orarão que encerra a causa para que “ eles [os homem ] têm de acreditar ria palavra dos que dizem já as ter visto longe.que . ps dois conversarão longamente (6o parágrafo) = Em seguida. No presente caso. muito longe. Assim. uma vez que promoveria obrigatório emprego dja forma vertíal da. mas vivo? a cuja oslfilósofos dão o nome de ética\contextuaV\ (B) Errado. J i -I I Mesta questão. valè dizer.Prova 8 -lAssessor/Área: Direito/MPE-RS/2008 (B) como os horaens comuns não veem essas estrelas (2o parágrafo) = conquanto. porque prejudicado por má substituição: “ As duas éticas: a . Analisemos. j. imu­ táveis e màrtas. jpor exemplo.brota da contemplação das estrelas perfeitas.' bem como na de “têm” no futuro do pretérito do indicativjo ("teriam”)»!alteraria radicalmente a medsagem. qúe faíria resultario textoiincoerente. forma “veem* em pretérito imperfeito do subjuntivp ("vissem”). SuJ substituição pelo vocábulo ^conquanto”. então. além de gramaticamente irjaceitávèl. então. devemos verificar em que alternativa o elemento sublinhado tem sentido equivalente ao do um elemento em negrito extraído do texto di Rubem Alves.

Não há a menor possibilidade de substituir-se o pronome relati­ vo “que” sublinhado pelo também pronome relativo w onde% exclusiva­ mente empregado para substituição de referências locativas. ocorrerá uma longa conversa. (B) É certo que ela morrerá. Assim. Em muitas circunstâncias. logo após certa resposta de um jardineiro a uma mulher aflita. uma vez que introduzida por locução conjwitiva (“ainda que”) que porta significado desta natureza. então”. É provável que a eminente banca examinadora tenha visto na oração iniciada por “não sendo” uma subordinada adverbial causai. cuja aceitação implica afir­ mar que o presente item está errado. (D) Certo. Convenientemente. 09. particular­ mente as de particípio e gerúndio. A expressão “ Aí. a afirmativa. reduzida de gerúndio. Em nosso ver. o que não foi referendado pelo gabarito oficiai definitivo. A substituição proposta manteria então. Ela suspeite disso e tem medo.(C) Errado. uma subordinada adverbial concessiva. e esta é uma dificul­ dade que ocorre frequentemente com as orações reduzidas. É perfeitamente aceitável esta interpretação. metafóricos. Voltamos a lembrar que os lugares passíveis de serem representados pelo relativo “onde” não necessariamente serão físicos. no texto. (D) E ele dirá: “Você me faz essa pergunta porque você está com medo de morrer”. (E) Está configurada uma situação ética. sua substituição por “Em seguida” é per­ feitamente aceitável. Nesta outra pode-se ver na passagem sublinhada uma oração subordinada adverbial concessiva. No entanto. Que ê que o médico vai dizer? Décio Sena 142 . no qual se vê como resposta a alternativa (D) para esta questão. a verdade está subordinada à bondade. observa-se o correto emprego de “onde” em relação a lugares virtuais. no contexto em que surge* indica que. (E) Errado. (C) Como sugeriu o apóstolo Paulo. outra leitura é igualmente válida para a presente situação. Ambos os elementos sublinhados desempenham a função de sujeito no seguinte caso: (A) Eles nada sabem sobre as estrelas que alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses. desta oração também está correta. alterou-se o emprego da forma verbal relativa ao verbo "ser” para o pre­ sente do subjuntivo.

Estamos. A função sintática de “estrelas”.excetuando-se “cujo” (e flexões) .Assessor/Area: uireito/MKt-KV200B Vejamos em que item os termos grifados desempenham. esse substantivo funciona como núcleo de um adjunto adverbial de assun­ to (“sobre as estrelas”). fa­ zê-lo ser seguido por um adjetivo. terá a mesma função do substantivo que substitui. verificamos que. teremos: "alguns dizem já ter visto estrelas por re­ velação dos deuses”. É natural pensarmos. com uma oração nà qual as palavras não estão postas em ordem direta. mas de uma segunda oração de um período composto.são vocábulos que ocupam um cer­ to lugar da oração em lugar de outro vocábulo que lhes é antecedente. um objeto direto. mais ainda. Ora. nesta oração. que o adjetivo “certo” funcionará como predicativo do sujeito. Por exemplo. não nos esque­ çamos de que o pronome relativo que buscamos analisar sintaticamente é apenas um substituto de "estrelas” e. encontraremos a segunda oração assim escrita: "es­ trelas alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses”. foi assinalado um pronome relativo. ou seja. respectivamente. Pronomes relativos . ao procedermos a substituição de “que” por “estrelas”.rrova a . Isso porque não representa uma estrutura mode­ lar na língua portuguesa abrir-se oração com verbo e. portanto. Há necessidade de uma leve ordenação. por isso mesmo. após a substituição. (A) Inicialmente sublinhou-se um pronome reto. No entanto. na oração em que está o pronome relativo. Ordenando os termos da oração. então. Não se trata de um simples termo de uma única oração. é a de objeto direto da forma verbal composta “ter visto”. ambos. Sabemos que os prono­ mes retos têm como característica funcionarem como sujeito. igualmente. Neste caso. Achar a função sintática de pronomes relativos que não sejam "cujo” (e fiexões) consiste. portanto. então. Assim. a função de sujeito: . em identificar-se a função que o substantivo que ele substitui tem. é. temos. nes­ te caso. precisamos saber que função de­ sempenhará o substantivo “estrelas” quando posto em lugar do prono­ me relativo que o representa. temos um grifo posto sob uma oração. o que não atende â exigência do enunciado da questão. o pronome reto que abre o período é o sujeito da forma verbal "sa­ bem” Depois. o pronome relativo "que” é referente ao substantivo que o an­ tecede “estrelas” Na oração em que surge o substantivo "estrelas”. para que a fun­ ção de “estrelas” fique bem facilitada em sua identificação. (B) De início. Observemos que a ordem direta em que surgiriam as duas orações componentes deste período seria "Que ela morrerá é certo”. ressal­ te-se. evi­ dentemente. Deste modo. consideran143 Português . um sujeito e um objeto di­ reto.

núcleo de sujeito: há uma preposição antecedendo-o. é um sujeito oracional. Esta é. entretanto. Na medida em que os objetos diretos só ocorrem com verbos transitivos di­ retos ou transitivos diretos e indiretos. Na segunda ocorrência deste item não há dificuldade em atribuir-se ao pronome reto “Ela” o papel de sujeito. Assim. a respos­ ta da questão. na se­ qüência.na forma “é” . a verdade da declaração inicial des­ te comentário ressalta. o objeto direto da locução verbal “vai dizer” 10. que é caracterizador de tais pronomes. (C) O termo “verdade” funciona como núcleo do sujeito do verbo “estar”. in­ daga-se: qual será o sujeito para a forma verbal "é”? A única resposta possível resulta do entendimento de que a oração inteira sublinhada é o sujeito do verbo “ser”. pela ordem. Sabemos que uma oração de voz ativa só pode ser convertida para a voz passiva caso seu verbo seja transitivo direto ou transitivo direto e indireto. (D) Temos. igualmente. NÀO admite transposição para a voz passiva a frase: (A) Os adeptos da ética de princípios não se queixam da distância das estrelas. então.Provas Comentadas da FCC do-se que o verbo “ser” . Décio Sena 144 .é de ligação. empregado na forma “está”. impossível a aceitação de que “bondade” possa ser. Isso porque o termo sintático objeto direto . em busca daquela em que não se nota possibilidade de conversão de uma oração de voz ativa para a voz passiva. Na seqüência. surgi­ ram pela ordem um sujeito e um objeto indireto. (E) Desta vez assinalou-se o sujeito da locução "Está configurada” e. o que se faz indicar pela presença do acento grave indicativo da crase em “à” Nesta alternativa. assim.semanticamente indicativo do sofredor da ação verbal em uma voz ativa ~ surgirá como sujeito passivo. (C) Essa é a única pergunta que o médico fará. (D) Ele não desviará os seus dos olhos suplicantes daquela mulher. Deste modo. (E) Vou aplicar a metáfora a uma situação do nosso cotidiano. Trata-se de oração subordinada substanti­ va subjetiva. um núcleo de objeto direto e um núcleo de predícativo de sujeito. vejamos cada uma das alternativas da presente questão. (B) O uso da camisinha contribui para diminuir a propagação da Aids.

j Também. | (E) CONVERSÃO POSSÍVEL. as quais . item regência transitiva direta.. | (B) CONVERSÃO POSSÍVEL. que justifica a existência da segunda oração do período composjto em destaque. Assim. oique permite a conversão da oração por ele estrutuj rada em voz passiva. então. que j quase unicamente1 de tais eòisas trato nestas páginas.da mesma forma que mestre João! Ribeiro deu a um livro seu o subtítulo de “crônica de vário assunto” . “Desviar”. amigo P. V. Coisas vagas | Uma carta de P.. a conversão. a conversão que fará..bem poderiam denominar-s e “crônicas de vágo assánto”.do verbo “quei­ xar-se”. . j I (D) CONVERSj&O POSSÍVEL. j (C) CONVERSÃO POSSÍVEL. O texto assim ficará: “Essa é a. as suas perguníàs versam assuntos tão vagos tão difíceis de iresponder: poesia e outras coisas afins.Assessor/Área: Direito/MPE-RS/2008 (A) CONVERSÃO IMPOSSÍVEL. será possível e fará surgir “O usó da camisinha con­ tribui para que a propagação dá Aids seja diminuída”. nesta passagem. A culpa é nm tans to minha. Estamos [com um período simples que se estruturaj em tomo da forma verbaí < s se queixam” . tem regênciá transitiva direta. nem queira sàber como eu invejo um amigo médico que tenho je 20 que recebe cargas assiin: 145 .Prova 8 . verbo que estrutura a oração abj soluta do ppríodo simples ora estudadoi é transitivo direto e indireto! Isto permitjs. O verbo “diminuir” que estrutura a se­ gunda oração do período ora estudado. O verbo “aplicar” é de regência transitiva direta e indireta.única pergunta que será feita pelo médico”. V. Ah. essencialmente pronominal -> de regência transitiva indireta. Assim. distância dás estrelas”. como o atesta seu objeto indireto “da. Esta é a resposta da jquestãó. surgir: “Os seus olhos não sej rão desviados dos òlhos suplicantes daquela mulher”. queixando-se de gue ainda não respondi à sua interpelação.. será possível a conversão e teremos: “ A metáfora será aplicada por mim a uma situação do nosso cotidiano' Ás questões de números 11 a 20 referem-se aò ' exto que segue. . O verbo Afazer".

de três anos de idade.Se não quiser sentar-se.“Como posso ter certeza de que voa ter um bebê? Quais são os pri­ meiros sinais de gravidez?” Isso sim. Errado. Mário Quintana sustentá Òquèestá afirmado APENAS em: CA) Is I. II. eis aqui uma notícia que acabo de ler num dos últimos números d' O Cruzeiro .. inteiramente ao pé da letra. na presente questão: I. . III. o es25 pírito da justiça fica uma coisa tão vaga. S. (E) II e III. e que traz logo uma resposta exata. Há queistõès tão objetivas que podem ser respondidas dé modo a não gerar qualquer hesitação ou controvérsia. (Aáaptada âe Mário Quitifann. única. na seção “O impossível acontece”: 20 “Robert Tucker. P. foi absolvido porque as leis do Estado de Massachusetts proíbem ministrar álcool a menores. Mas. definitiva. (C) III. Considere as seguintes afirmações: Á imprecisão no manejo das palavras é uma característica própria da linguagem literária. Na volta da esquina) 11. pior para você. V. (D) I e II. em vez de leite. processado por dar álcool a beber a seu filho. de Boston. mas somente entre os sete e os dezessete anos” Está vendo? Quando a lei é só a lei. Observemos o acerto ou o erro contido em cada uma das afirmativas nume­ radas de I a III.. Em sua crônica.. O que lemos é que a poesia e coisas afins são matérias com as quais é di­ Décio Sena 146 . A aplicação das leis só é justa e rigorosa quando se prende ao senti­ do literal do texto em que se formulam.. .. que é pergunta precisaj sóbré assunto urgente. 15 Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente. (B) II. para que não se diga que só me interessam coisas vagas. amigo P. Não há possibilidade de este subentendimento ser estabelecido.

147 Português .há uma ponta de ironia. a terceira pessoa do indicativo do verbo “sentir”: “ele sente”. (B) duas formas verbais anômalas. inclusive. rápidas e exatas.imputando-se. no sentido de serem explicadas. 12. Vejamos.Se não quiser sentar-se. embora distintos inclusive no tocante às conjugações a que pertencem. em segui­ da. Dizemos. no exemplo de pergunta considerada como objetiva endere­ çada ao médico amigo por uma consulente tão objetivas que teriam respostas precisas. A ambigüidade citada no enunciado da questão consistiu no emprego das formas verbais apontadas a seguir: Mas poesia é coisa que não se explica: sente-se ou não se sente.fícil trabalhar. Diz o autor. o autor explora um efeito de bem humorada ambigüidade valendo-se de: (A) dois modos de um mesmo verbo. O autor queixa-se . . eviden­ temente.. Considerando-se o contexto em que se inscreve o post-scriptum de sua crônica em forma de carta. observemos a terceira pessoa do singu­ lar do presente do subjuntivo do verbo “sentar”: “ele sente”. . P. Certo. por exemplo. (C) formas homônimas de verbos distintos.. amiga P. de forma bem humorada. Errado. uma dose de cul­ pa ~ de que seiis correspondentes só lhe propõem perguntas de difí­ ceis respostas.. V C Na verdade. pior para você. Na primeira passagem. III. empregou duas vezes o presente do indicativo do verbo “sentir” Na segunda. então. II. a inveja que sofre de um amigo médico ao qual são endereçadas perguntas que considera objetivas . Agora. Relata-nos. Mário Quintana. A partir deste fato. A direção argumentativa do texto conduz para entendimento exatamente oposto ao que se lê neste item. (E) sinoníraia entre duas formas verbais. apresentam formas graficamente iguais. empre­ gou o verbo ‘sentar” em infinitivo impessoal Tais verbos.. S. na seqüência: sente-se ou não "sé sente. (D) antonímia entre duas formas verbais. até porque versam sobre poesia. trabalhou com for­ mas pertencentes a verbos diferentes. generalizar-se que a lin­ guagem literária terá como característica á imprecisão no manejo das palavras é uma inferência descabida.

num texto legal. entretanto. Décio Sena 148 . (B) a excessiva maleabilidade da lei toma injusta a aplicação de uma pena. lida após a notícia de O Cruzeiro relativa ao fato de um estado nos Estados Unidos não ter conse­ guido condenar cidadão que dera ao filho de três anos de idade álcool para beber. mas com idade entre 3 e 7 anos. mas significam coisas diferentes. têm á mesma pronúncia. onde se lê: "formas homôni­ mas de verbos distintos" Por oportuno. tais como “sou” . representada por "sente”. o autor aproximou os dois verbos. remete para a compreensão 1. igualmente. Podemos dizer. por que teria empregado o verbo “sentar”. procedem de raizes diferentes. criou o efeito humorístico de induzir o leitor a pensar.e assim o contexto da primeira utilização orientava . que são homônimos homógrafos homófonos. Uma reflexão adiante. por sua vez também pertencente . inteiramente ao pé da le­ tra. (C) o alcance da lei pode ser excessivamente abrangente. recordamos o que são: formas verbais anômalas: são formas que. rezava que crime era dar bebidas alcoó­ licas a menores.. ou seja. (A) há imprevisões que impedem uma justa condenação. o espirito da justiça fica uma coisa tão vaga. antonímia: característica que certos vocábulos têm quanto a apresenta­ rem significados em oposição: belo x feio. explicitamente. por ve­ zes.Provas Comentadas da FCC que as duas formas citadas são homógrafos perfeitos. (E) relevam-se as contravenções que ocorrem amiúde» A passagem Está vendo? Quando a lei é só a lei. de início.. porque a lei. 13. 3 > sinonímia: característica que se manifesta em vocábulos que têm signi­ ficados bastante aproximados: belo x lindo. “era” . na segunda passagem. no caso do texto que ora analisamos. A notícia transcrita da revista O Cruzeiro ilustra o fato de que. fez o efeito apresentar-se: há uma forma homônima no verbo “sentar”. apresentam a mesma grafia. embora pertencentes a um mesmo verbo. “fui” todas do verbo “ser” e nitidamente procedentes de origens distintas. (D) imputa-se o dolo até mesmo a quem age irrefíetidamente. Quando. 2.ao verbo "sentir” A resposta da questão está na alternativa (C).

na verdade lhe!são bem familiares. deste jbodo. nem sejmpre resulta preservado. na notícia. ném sempre resulta preservadò. que (ou os quails) Mário Quintana diz ter inse­ gurança para corrientar.Prova 8 . I * i (C) Os assuntos da poesia.: . A resposta para esta questão está. na. estando. impejáido de surgir preposicionado) 149 Portugii* :es . assim. que (ou o qual) os juristas invocam para legitimar os códigos. taremos: (A) Não foi discriminada. (£) O bom humor____ „ o cronista resolveu conduzir seu texto encon tra-se também em grande parte de seus poemas. em sua literalidade i. às vezes. ao qual caberá a função sintática de objeto direto da forma verbal “comentar” e. [ O pronome reiátivo què completa a lacuna será representante semântico de “bebida” e exercerá papel sintático de objeto jdireto da fòrma verbal “serviu?. preencheremos a lacuna com. A expressão conj que preenche corretameúte * lacuna da frase: (A) Não foi discriminada. a bebida alcoólica_____ . Ao preenchermos as diversas lacunas encontradas nas alternativas da pre sente questão.Assessor/Área: Direito/MPB-RS/2008 de que a aplicação da lei.o pai ser-j viuaofilhol .urn pronome alusivo ao substaÀtivo “assuntos’!. _____ os juristas invocam para legitimar os códi gos. j (B) O espírito da lei. (D) A despeito | da abrangência : se pretende emprestar a uma lei ela pode acabar tendo um alcance restrito. Não pode haver. impossibilitado de suijgir preposicionado.: déste modo._____ Mário Quintana diz ter insegurançí para comentar. I i A lacuna será preenchida por um pronorrfe relativo cujo referente será b substantivo "eápírito” = e funcionará sintatidamente como objeto direto da forma verbal “invocam”.. emprego de preposi­ ção antecedendo o pronome relativo. a bebida alcoólica que (ou a qual) ò pai serviu do íüho. impedimento para que se punam pessoas merecedoras de efetiva condenação. | (C) Os assuntos da poesia. na verdade lhe são berifamiliares. j Desta vez. i j È J' (B) O espírito da lei.. j | . em que se lê: “há imprevisões quej impedem uma justa condenkção” .alternativa (A). na notícia. 14. por isso mesmo.

um fato dig­ no de ser consternado. (B) O caso de Boston. relatado em O Cruzeiro. não poderá ser regido por preposição. vemos um pronome relativo que funcionará sintaticamente como núcleo de um adjunto adverbial de modò. na oração adjetiva por ele iniciada.(D) A despeito da abrangência que (ou a qual) se pretende emprestar a uma lei. segundo Mário Quintana. não deixariam de expor o teor que de fato elas assumem. observar o item em que se observa redação clara. ela pode acabar téndòum àícáncé restrito. teremos "o cro­ nista resolveu conduzir seu texto com humor”* 15. É representante semântico de “humor”. Está clara. (E) O bom humor com que (ou com o qual) o cronista resolveu conduzir seu texto encontra-se também em grande parte de seus poemas. correta e coerente. mais uma vez. se imbuído às páginas que costuma publicar. Temos o preenchimento da lacuna com um pronome relativo incumbido de substituir. (E) O título “crônicas de vago assunto”. posto que inusual. Agora. (D) No subtítulo do livro de João Ribeiro. menos precisos e menos definitivos que os circunscritos à área científica. cujas cartas ele não têm dificuldade em responder pela objetividade das perguntas. Décio Sena 15 0 . entretanto. nesta questão. Para melhor entendimento. a oração a que pertence o pro­ nome relativo citado é “com que o cronista resolveu conduzir seu texto” Efetuando-se a substituição do pronome relativo empregado pelo substan­ tivo que ele representa e ordenando-se os termos da oração. torna-se correto. o substantivo "abrangência”. Funcionará como objeto direto do verbo "emprestar” e. Devemos. o emprego dà forma singular vário como sendo equivalente ao pluralismo da mesma. amigo seu. A presença da preposição deve-se à necessidade de reger-se o ad­ junto adverbial. coerente e correta a redação da seguinte frase: (A) O poeta assegura de que sente inveja dé um médico. (C) Depreende-se do texto que o autor considera os assuntos atinentes à poesia menos urgentes. ainda que possa ser lido com espírito cômico não deixa de assomar.

claro em sua mensagem. nesta passagem. Há deslize grosseiro de concordância verbal. a redação "No subtítulo do livro de joão Ribeiro. o texto para w O poeta assegura que sen­ te inveja de um médico. o texto péca pela feita de clareza com respeito ao emprego da expressão “pluralismo da mesma”. Não há problema quanto ao emprego do particípio do verbo “imbuir”. relatado em O Cruzeiro» ainda que possa ser lido com espírito cômico.rruvti o — t/utii. entretanto. 151 Português . que se revela rigorosamente coerente em sua estruturação e. teremos “O caso de Boston. torna-se correto. (B) Incorreta. segundo Mário Quintana. Houve um deslize de pontuação pela ausência de vírgula delimitando.ííuut} Analisemos todos os itens da questão: (A) Incorreta. O lei­ tor poderá entender estar havendo contraposição entre a forma sin­ gular do vocábulo "vário” e a uma hipotética ideia de plural sugerido pelo vocábulo “mesma”. amigo seu. Retificamos. não deixaria de expor o teor que de fato elas assumem”. que está interca­ lada na principal oração do período. (D) Incorreta. pos­ to que inusual. Há erros de regência e de concordância verbal. Retificado o deslize. assim. por não se ter feito a devida associação entre o verbo “deixar” e o seu sujeito. a oração subordinada adverbial conces­ siva "ainda que possa ser lido com espírito cômico”. (E) Incorreta. se imbuído às pági­ nas que costuma publicar. (C) Correta. cujo nú­ cleo está indicado pelo substantivo “título”. O texto retificado apontará “O título ‘crô­ nicas de vago assunto1 . Por oportuno» lembramos que “assomar” é verbo si­ nônimo. Não há qualquer erro de natureza gramatical no período lido. neste texto empregado com sentido de “impregnado”. que proporciona mensagem ambígua. por conse­ qüência. em seu término. Muito mais clara seria. não deixa de assomar. de‘ mostrar-se”. Inicialmente» apontamos o mau emprego da preposição que surgiu regendo a oração subordinada substantiva objetiva direta relativamente à forma verbal transitiva direta “assegura”. cujas cartas ele não tem dificuldade em responder pela objetividade das perguntas”. o emprego da forma singular vário como sendo equi­ valente ao plural da mesma palavra”. Embora não existindo equívoco de ordem gramatical.u/ivtrt-to/. inequivocamente. um fato digno de ser consternado”. Em seguida» a má concordância do verbo "ter” em terceira pessoa do plural com sujeito indicado pelo pronome reto "ele”.

. (B) Incorreta. Do escrito. (D) Correta. Apesar de não existir erro de natureza gramatical.) Atentando-se para a correção da linguagem e a preservação do sentido. Não há qualquer erro gramatical neste texto. (E) Um pouco é culpa minha. caracterizado pelo emprego da preposição “de” no lugar da que seria corretamente empre­ gada. Além disso. Há flagrante equívoco de regência verbal. vejamos todas as alternativas da questão: (A) Incorreta. haja visto que são coisas que quase só eu ex­ ploro nestas páginas. igualmente. a preposição V *. as únicas coisas de que cuido nestas páginas. A culpa é um tanto minha. que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas (. que quase unicamente de tais coisas trato nestas páginas (.. existindo. atribuiu-se o adjetivo “únicas” ao substantivo “coisas”. (B) Sendo estas as coisas de que quase exclusivamente referem-se estas páginas. observese o desvio semântico em que se incorreu por não se ter observado que o advérbio “unicamente” no texto original. sendo que quase só dessas coisas são trata­ das nestas páginas. deve respeitar os sen­ tidos originalmente dispostos na passagem A adpa ê um tanto minha. é minha parte da culpa. exigida pela regência de “referir-se a” (C) Incorreta. não haveria manutenção do sentido original. parte da culpa é rainha. entendemos que o sujeito de “são tratadas” é a expressão “quase só dessas coisas". uma nova redação da frase acima pode ser: (A) £ minha um pouco da culpa. faz menção ao verbo “tra­ tar”. que reproduz com fidelidade as ideias originalmente dispostas.. o que configura oração estrutu­ rada de modo tal que não encontra suporte nas estruturas da Língua Portuguesa. (E) Incorreta. Na alternativa que ora estudamos. além disso.Provas Comentadas da FCC 16. (D) Como são essas. A expressão “haja vista” está grafada incorretamente. posto que são coisas quase únicas de que cuido nestas páginas. O enunciado da questão faz menção a duas exigências: inicialmente o tex­ to deverá estar gramaticalmente correto.. má coesão textual a partir do emprego do gerúndio “sendo" Dério Sena 152 . praticamente.) Assim. (C) Assumo parte da culpa.

afirma Mário Quintana. diário Quintana aqui e ali. ilustra bem um caso algo bizarro mas não tão incomum. recentemente. para podermos apontar aquela em que não existe jimpropriedade: (A) Incorreta. formula-se o paradoxo. o discurso indireto que finaliza o texto não deve seij sinalizado com ponto de interrogação. Observemos as jpontnaÇões empregadas nasj alternativas da questão. a vírgula posta jipós o substantivo “autor” esta equivocadahiente promovendo. numa carta. Inicialmente. de início. Não há deslizes de pontuação no texto desta alternativa. afirr 153 | Português . por exemplo: üma mulher lhe pergunta como ter certeza de que está grávida? (B) A poesia. por siia natureza. propicia especulações vagas. Está plenamente Jadequada a pontuação em: j : (A) O amigo médico do escritor recebe caríjas em que. ò que é indevido. deslize na pontuação dó adjunto adverbial ‘‘aqui e ali” que poderjia estar isolado por um par de vírgulas oU tê-las dispensado. O emprego de uma única vírgula nesj* sa passagem provocou afastamento ehtre o sujeito “Mário Quintana? e a forma verbal "trata” O texto retifiqado apontará “ Apesar de. de exploração dasibrechasdaleLj I I (D) Apesar de afirmar que. festa é a resposta da questão. afastamènto do sujeito “A notícia” do verbo "ilustra” Ná seqüência.|nota-se emprego de dois pares de vírgulas isolando adjuntos adverbiais. Já no fim do texto. j (C) Incorreta. As vir guias.V. de se pon­ tuar a evidência dé um fato. (C) A notícia dá revista O Cruzeiro de que se valeu o autor. não permite ex­ plicações. j (D) Incorreta. um tal de P. : j. mas não tão incomumí de exploraçao das brechas da lei.de vírgula diante da donjunção adversativa “mas” O texto ficará corretaj mente pontuado deste modo: A notíciá dá revista O Cruzeiro de que se valeu o autor ilustra bem um caso algò bizarro. dado com© inteiramente inadmissível. não houve emprego . uiáa mulher lhe pergunta como jter certeza de que está grávida. isólam uma oração intercalada.” (B) Correta. tais como a que (lhe propôs. A vírgula posta após a conjunção subordinativa integrante “que” está separando a aludida conjunção da oração que é por ela ínf troduzida. sépará orações coordenadas. i : r j [ . por exemplo. Ajexpressao de natureza explicativa deve ser isolada do texto poi um par de vírgulas. (£) Na frase “Oj imposisíve! acontece”. Nota-se^ amda.R5/2008' í 1 17. a poesia.obrigatório j. O texto corretamente pontuado reatará "O amigo médico do escritor recebe cartas em que. trata dos mistérios poéticos. Por outro lado.Prova 8 . Na seqüência.Âssessor/Área: D ireito/MPE.

atribuir-se indevidamente. (E) Incorreta. 18. Há equívocos de ortografia nos vocábulos "insofismáveis” e “arroga” . Na seqüência. já que o assunto era a insondável poesia. (B) Respostas prontas e insolfismáveis são próprias de quem se arrouga certezas. Mário Quintana preferiu.V. com o in­ tento de verificarmos em qual delas temos texto isento de iinperfeição: (A) Incorreta' Há equívocos de regência verbal caracterizado por uso equi­ vocado do regime do verbo “preferir” . que significa to­ mar como seu. Estão inteiramente adequados o emprego e a forma de todas as palavras da frase: (A) Ao interpelado P.V.do substantivo ao qual se liga. (D) Ao tratar de poesia. Mário Quintana não se vale de definições ex cathedra: prefere o humilde tateio de quem tão-somente investiga.por não se ter atentado párá as diferenças semânticas qué envolvem ás expressões “em vez de” (tradutora de substituição) e “ao invés de “ (seiháhticamente indicativa da ideia de oposição).de regência transitiva direta e indireta e com a possibilidade única de ter seu complemento indireto regido pela preposição “a” ". não permite explicações. Olhemos com atenção todas as alternativas da presente questão. trata dosniistériòs poéticos” ou “ Apesar de afir­ mar que. de impropriedáde vocabular . Mário Quintana. já que o assunto era a insondável poesia” (B) Incorreta. ao em vez de responder. tergiverçar. e de ortografia.do verbo “arrogar-se” (pronominal). O texto retifica­ do apontará “ Ao interpelado P. (C) Procrastinou-sé a absolvição de Roberl Tucker em face de um enten­ dimento ipsis litteriSy que ia de encontro ao texto legal. na não observân­ cia da correta redação para o substantivo “tergiversar”. (E) Terá havido mal acompanhamento do processo de Robert Tucker. iso­ lou-se uma restrição feita a um substantivo. Eis o texto após as devidas retificações: “Na frase “O impossível acontece”. separou-se uma oração completiva nominal .“de se pontuar a evi­ dência de um fato” . por sua natureza. a poesia por sua natureza. teremos Dédo Sena 1 5 4 . aqui é ali. formula-se o paradoxo de se pontuar a evidência de um feto dado como inteiramente inadmissíver. Mário Quintana aqui e ali trata dos mistérios poéticos”. Mario Quintana preferiu tergiversar a responder. não permite explicações.mar que a poesia. Retificado o texto. o que não é o caso de Mário Quintana. As duas vírgulas empregadas não tem justificativa. Na primei­ ra. caso contrário ele não seria imputado como inocente.

(B) Serite-se. (Ç) Yossâ Senhoria podereis sentar-vos. Já vimos precedentemente que o imperativo afirmativo re­ sulta do empréstimo que se faz a dois tempos e modos verbais: nas segundas pessoas (tu e vós). vemos que o mesmo padece de equívoco no emprego de “ia de encontro de”. 19. (D) Correta. permanecei em pé. por seu valor significativo. O verbo “procrastinar” significa. Empregou-se a 2a pessoa do plural nas formas verbais “qui­ serdes sentar” e “permanecei” sendo esta última de imperativo afir­ mativo. se prefere. Está inteiramente correia a seguinte construção: (A) Se não quiserdes sentar-vos. Não há qualquer equívoco no presente texto. presente em tais formas. Por outro lado. ou preferis permanecer em pé? (D) Senta-te.processo de Robert Tucker. Observadas essas indicações de sentido e lido com aten­ ção o texto. (E) Sentar-te-eis ou permanecereis em pé? Analisemos todas as alternativas da presente questão. ou permaneça èm pé. o presente do subjuntivo. a expressão “ir de encontro a” introduz valor semântico de oposição. caso con­ trário ele não será imputado como inocente”. entre outros valores. que. A frase estará coerentemente redigida sob a forma “Proscrastinou-se a absolvição de Robert Tucker em face de um entendimento ipsis litteris. (C) Incorreta.t iv v a w — n 3 3 « 3 3 v */ n iw a . ten­ do-se o cuidado de suprimir-se o “s” final. de discordância e se opõe semanticamente à expressão “ir ao en­ contro de” tradutora de valor semântico contido na área da concordância. Não há emprego coerente das formas verbais “Terá havido” e "seria” Podemos apontar duas possibilidades de correção para o pre­ sente texto: “Teria havido mal acompanhamento do processo de Robert Tucker. sem qualquer alteração 155 Português . em busca daquela que se apresenta com construção perfeita: (A) Correta. Observe-se o em­ prego do verbo “preferir” em que o complemento indireto está implíci­ to e depreensível pelo contesto frasal: prefere o humilde tateio de quem tão-somente investia (a valer-se de definição de definições ex cathedra). é 6 caso de Mário Quintana”. se quiseres. que ia ao encontro do texto legal”. “adiar”. ou permanece em pé. caso contrário ele não seria imputado como inocente” ou "Terá havido mal acompanhamento do. não constituiria motivo para adiamento da absolvição do réu. da convergência. (E) Incorreta. u iic h v m v u u * i\ Jr ^ U U o “Respostas prontas e insofismáveis são próprias de quem se arroga cer­ tezas» o qiié não. Nas demais formas. recorre-se ao presente do indicativo.

se preferes. destoando. No entan­ to. o competente emprego do pronome pessoal “vos”. aínda. Embora as formas verbais e pronominal empregadas nesta al­ ternativa (“podereis sentar”. empregou-se o verbo “permanecer” em terceira pessoa do singular do imperativo afirmativo. de segunda pessoa do plural. Esta é a resposta da questão. se quiser. Está igualmente correto o emprego da forma pronominal “te”. agora com as formas verbais em segunda pessoa do singular. ao presente do indicativo do verbo “perma­ necer” (“permaneces”). Desta forma. Podemos retificar a sen­ tença. é a base da sua formação. encontraremos: "permaneceis” Feita a supressão do “s” em seu final. dependentemente de indicarem tais flexoes de nú­ mero. a redação correta para a presente alternativa é “Vossa Senhoria poderá sentar-se. chegamos à forma “permanecei”. ou prefere permanecer em pé?” (D) Incorreta. “vos” e “preferis”) estejam todas em segun­ da pessoa do plural. No entanto. da primeira utilização ver­ bal. (E) Incorreta.Provas Comentadas da FCC gráfica. empregada na presente alter­ nativa. ou permaneça em pé”. As duas formas verbais de imperativo afirmativo (“Senta” e “permanece”) estão coerentes entre si. do qual se fez a supressão do V final e na segunda. ou seja. Deste modo. recorreu-se ao presente do indicativo do verbo “sentar” (“sentas”). Observe-se. na medida em que surgiram na segunda pessoa do singular. Na continuidade. “preferes”. exemplifica emprego de segunda pessoa do singular. por isso mesmo. observemos que a forma verbal “prefere” não é de imperativo. Isto implica seu empre­ go na segunda pessoa do singular. Igualmente correta estará a sentença “Senta-te. ao conjugarmos o ver­ bo “permanecer” no presente do indicativo. e na segunda pessoa do plural. ou permanece em pé”. Houve mistura de tratamentos. forma proveniente do presente do subjuntivo. restará o texto: “Senta-se. (B) Incorreta. deste modo. e. por não se ter observado que a concordância com formas pro­ nominais de tratamento (forma reverenciais) é feita nas terceiras pessoas (singular ou plural). (C) Incorreta. de acordo com as formas verbais empregadas. se quiseres. “Sentar-te-eis” é o emprego da segunda pessoa do plural da forma verbal (“sentareis”) com um pronome mesoclítico equivocadamente de segunda pessoa do singular (“te”). o texto contém equívocos de concordância verbal e nominal. no tocante às pessoas verbais. “quiseres”. que surge na seqüência. desta forma: “Sente-se. Observemos que “Sente” é a terceira pessoa do singular do imperati­ vo afirmativo. de segunda pessoa do singular. Retificado o equí­ voco. A segunda forma verbal Décio Sena 156 . trabalhando com todos os verbos na terceira pessoa do singu­ lar. Na primeira. ou permanece em pé”. com igual supressão da consoante final. mas de presente do indicativo.

ou seja. vale dizer. encontrávei no dxdònário sem a rubrica de figura do. estamos cocri o emprego da conotação. estar-se-á empregando denotação.Prova 8 . j (B) Pode causar espécie a circunstância. contextualmente. o emprego dó vocábulo “coração” nas senten­ ças que seguem: : f i í : I 1. pjor exemplo. j (C) Mário Quintana julga muito vagas as perguntasque versam assrni tos como a poesia e afins. objetive!» passível de ser inve foi empregado em seui um dicionário tomo “Órgão muscular situado na cavidade torácica que. Perdeu-se no coração da floresta. é constituído de duas aurículas e dois ventrfculos. o vocábulo foi empregado com valor denòtativo. | Observemos. Inversamente. caso se empregue um certo vocábulo com um valor semântico não habitual. Hoje em diaj a tecnologia associada à áreja médica tornou possível inter­ venções cirúrgicas no coração que. subjetividajde. seu va lor objetivo. Os empregos denotativo e conotativo das jfalavras distinguem-se na me dida em que. que jrevela simbolismo.Assessor/Área: Díreíto/MPE-RS/2008 está condizente com o emprego de “Sentáreís” e não deve ser retifica­ da. 157 Português . Está empregado jem sentido conotativo o elemento sublinhado em: j (A) As leis de Massachusetts proíbem miriistrar álcool a menores éntre os seie e osdezessete anos. referencial. nós vertebrados superiores. inveja da presteza com que um dentista pode respoiider a certas perguntas (E) Ê no reino jda poesia que um poeta sè sente à vontade. um jralor que não é o dicionarizado com valor real. j 2. na primeira sentença o substantivo "coração* sentido real. ainda quando não encontre explicações para o. j (D) O poeta sente. . caso houvessè a necessáriá alteração das formas verbais igualmen-j te para a segunda pèssoa do singular. j j Como podemos comprovar. o que faria surgir “Sentar-te-ás ou' permanecedás em pé?” í I 20. teremos k frase corretamente redigida. ao atribuir-se a um dàdo vocábulo. com as formas verbais mantidas em segunda pessoa do plural deste modo: “Sentar-vos-eis ouj permanecerèis em pé?” Seria igualmente viável a redação da mesma: sen-j tença com almanutenção do pronome pessoal de segimda pessoa do sin-i guiar. eram irrealizáveis. fenônieno poético. Assim. por vezes. em que se deu a absolvição de Robert Tudcer. décadks atrás.

Dizemos. (D) DENOTAÇÃO. O verbo “ministrar” foi empregado com senti­ do de “dar”. tèxikon Informática Ltda). século XXI. Entre outras acepções. (B) DENOTAÇÃO. assim. o verbo foi. efetivamente. denotação. um rei­ no. um Estado cujo soberano é um rei ou uma rainha. consistir”. então. No segundo exemplo. de conotação. subjetivo e. empregado com valor denotativo. ÇDicionáiiò Eletrônico Aurélio. Trata-se de óbvia imagem. noVembro de 1999. ou a mais importante. 20) £ Décio Sena 158 ..) è de sístòlé (q. "oferecer”. O substantivo “espécie” é sinônimo de “estranheza” “surpresa” A expressão “causar espécie” foi. por isso mesmo. no exemplo 1. tem emprego ri­ gorosamente figurado. Esta é a respos­ ta da questão. versão 3X). agora. de um lugar. um emprego figurado. mas teve. v^^. “servir” significados literais com que pode apresentar-se. então. vale dizer. em busca da­ quela em que se nota emprego vocabular conotativo: (A) DENOTAÇÃO. V . O vocábulo “reino” nesta passagem. “Presteza” é sinônimo de “celeridade” “rapidez”. ou seja. ou a mais central. caracterizadora. Como podemos comprovar da leitura da alternativa. empregada com va­ lor semântico real. (E) CONOTAÇÃO. o vocábulo ‘‘coração” recébéu emprego denotativo. (C) DENOTAÇÃO. as diversas alternativas da presente questão. o emprego coriotativó da palavra. para emprego vocabular objetivo. Gabarito: 01) D 02) C 03) A 04) E 05) E 06) C 07) B 08) D 09) B 10) A 11) B 12) C 13) A 14) E 15) C 16) D 17) B 18) D 19} A . inàis ümavéz. o verbo “versar” significa "ter por assunto ou objeto. "agi­ lidade”. deste modo.e que recebe o sangue e o bombeia por meio dos movimentos ritmados de diástòle (q. repor­ tando “A parte mais interna. objetivo. o vocábulo “coração” não porta semanticamente seu significado real. assim. Usou-se. isto sim. Vejamos. o que aponta. ou seja. conotati­ vo. que. Não é possível entendermos que a poesia seja. de uma região” (mesma fonte antecedemente citada).

um pouco mais à frente a própria continuida­ de da aplicação do método científico invariavelmente acabou por de­ monstrar que tal dogma não passava senão. contudo. Não há exemplo melhor deste tipo de superstição que o estatuto da noção de raça no nazismo. Mas os saberes científicos têm uma característica inescapável: os enunciados que produzem são necessariamente provisórios. de um equívoco.. No Ocidente. ln O avesso da liberdade. Ao longo da história. sempre inacabadas.Prova 9 Analista AdmiMstrativo/MPU/2007 As questões dé números 1 a 6 referem-se ao testo apresentado abaixo Os mitólogos costumam chamar de imagens de mundo certas es­ truturas simbólicas pelas quais.. como a cogitação filosófica. a inspiração poética ou a exal­ tação mística poderão talvez aspirar a pronunciar verdades últimas. as diferentes so­ ciedades humanas fundamentaram. p. a partir da revolução científica do Renascimento as ciências naturais passaram a contribuir de modo cada vez mais decisivo para a formulação das ca­ tegorias que a cultura ocidental empregará para compreender a realidadee agir sobre ela. quer pelos grandes sistemas religiosos. as ciências só podem pretender formular verdades transitórias. (Luiz Alberto Oliveira. essas constelações de ideias foram geradas quer pelas tradições étnicas. de verdade final e cabal. 2002. desde os últimos três séculos uma outra prática de pensamento veio se acrescentar a estes modos tradicionais na função de elaborar as bases de nossas experiências címcretas de vida: a ciência. “Valorc$ deslizantesí esboço de um ensaio sobre técnica e poder”. Adauto Novaes (Org). a experiência do existir. em todas as épocas. tanto coletiva quanto individual­ mente. Com efeito. locais. estão sempre sujeitos à superação e à renovação» Outros exercícios do espíri­ to humano. São Paulo: Companhia das Letras. Ernesto Sábato assinala com precisão que todas as vezes que se pretendeu elevar um enunciado científico à condição de dogma. de cada povo. 191) 5 10 is 20 25 .

Podemos comprovar a veracidade desta afirmativa na leitura do fragmento que transcrevemos do texto: “ Ao longo da his­ tória. apoiadas na religião ou em mi­ tos variados. chegando mesmo a estar presente em todas as categorias com que a cultura ocidental tentará compreender toda a realidade. o autor: (A) fornece uma descrição objetiva do modo como. Ê rigorosamente inexistente no primeiro pará­ grafo tal percepção. (B) ratifica a ideia. (E) Afirmativa incorreta. e no ocidente. tentarem apreender a realidade. (C) Afirmativa correta. fora do âmbito racional. Vejamos todas as afirmativas feitas nos cinco itens desta questão acerca do que se lê no primeiro parágrafo do texto: (A) Afirmativa incorreta. No primeiro parágrafo. passa a tecer considerações sobre como no ocidente a ciência. de cada povot quer pelos grandes sis­ temas religiosos" (D) Afirmativa incorreta. expressão em­ prestada aos mitólogos. Em seu primeiro parágrafo» o texto mostra-nos que as imagens do mundo sempre existiram a partir das diferentes con­ cepções com que povos diversos apreendem o mundo e. germinam e se desenvolvem as im agem âo mundo. é que as diferentes culturas fundamentaram-se nas imagens de mundo para. (E) expressa sua compreensão de que. Nele. O que se lê. isto sim. (D) defende que as sociedades humanas. passou a influir na formulação destas imagens do mundo. (C) atribui a idiossincrasias culturais as distintas representações daqui­ lo que legitimaria as práticas humanas. não há base sólida que fundamente a vida dos seres humanos.Provas Comentadas da FCC 01. Em nenhum momento pode-se ler que a experiên­ cia individual é autenticada perante a coletiva. nestes três últimos séculos. apenas nos três uitimos séculos. constróem imagens para autenticar a experiência indi­ vidual perante a coletiva. Fica muito clara para nós a ideia de que o pensa­ mento científico vem-se tornando. em seguida. ao longo da história. fundamental na percepção do mundo. de que o pensamento científico é a via mais eficaz para o conhecimento da realidade. (B) Afirmativa incorreta. essas constelações de iâeias [as imagens de mundo] foram geradas quer pelas tradições étnicas. construída ao longo da trajetória humana. pode-se ler que diferentes culturas sempre Détio Sena 16 0 . individual ou coletivamente. locais.

Tais imagens eram prove­ nientes das jdiversais formas como diferentes culturas se relacionavam com o mundo. a grandé dife­ rença quanto às tentativas de conhecimehto do mundo que se estabelece­ ram nos tres último séculos diz respeitojà influência que vem sendo pos­ ta em prática pela ciência. implicitamente. | (E) a forma verbal empregará (linha 12) evidencia que o autor dá como fato consumado o prestígio dà ciênçiai do Renascimento em diante. Afinal. O emprego da conjunção coordenativa adversativa “contudò” na passagem citada tem pór interesse fazer o contrapontò entre o modo como se configuravam . I : ^ 161 | Português . Trata-se de medida simples mas extre­ mamente faciütadora para o candidato que Juta contra o relógio. é correto aêrmar: (A) o emprego da conjunção contudo (linha 6) evidencia que o autor con­ sidera os modos tradicionais de conceber o mundo incompatíveis com a ciência. l ' | tentaram cojmpreeiider a realidade embasádas em cátegorias às quais os mitólogos dènòminaram imagens do mundo. loXivemos a iniciativa da Banca Examinadora emindijcar numericamente as linhas do texto. vieram acrebcentar^se pensamentos apoiados na ciência. principalmente nos últimos trezentos anos. que os substitui. (C) o emprego |da expressão Com efeito (liiiha 9) colabora para a cpnsoj Üdação da ideia â è que a observação dos fenômenos naturais foi conjquista do Renascimento. nas diversas formas de se pensar o mundo. j j (B) contém. o qué não costuma ser feito em projvas da Fundaçao Carlos Chagas. Ai nda sobre o piímeírò parágrafo. particularmente sob aspectos religiosos. ! (B) Afirmativa incorreta.|apartir dos três últimos séculos. Depois.Prova 9 f Analista Adm lnistrativo/M PU /2007.item (C) da prova 13. Não é possível tàl inferência. vem-se tornando importante na apreensão dá ijealidade. conforme) destacamos no comentário da questão 2 . a ideia de que a capacidade cognitiva é conj quista do mundo ocidental. j! (D) sustenta a ideia de que. a estas imagens do mundo. na constituição dò modo ocidental de pensar e agir. j Mais uma vez analisemos todas as alternativas da presente questão: | (A) Afirmativa incorreta. a partir do Renascimento. com respeito á valores na esfera individual ou coletiva. nestes: últimos trezentos anos. diz-nos o texto que. j l i ■ 1 02. I Antes de mais nada.as ideias de mundo antes dós tres últimos séçulos e como a ciência. as ciências désenj volveram iiormaspráticas para a conduta humana.

advindas de sua humana condição e permanente su­ jeição ao erro. a ideia de que a ciência* a partir dos três últimos séculos. fruto de distinta perspectiva dé análise. poetas e místicos. 03. o emprego da conjunção adversativa indicada no início do segundo parágrafo põe em contraponto duas re­ flexões: inicialmente. No parágrafo 2. (B) constrói-se uma relativízação das conquistas da ciência. (D) Afirmativa incorreta.(C) Afirmativa incorreta. Com efeito. Não há qualquer passagem do texto . (C) constata-se o caráter incontrólávei das Experiências científicas. im­ plicitamente atribuído às condições de descontinuidade em que se realizam. a estarem ocorrendo ou. sim. o fato de a ciência ser passível de contínuas mudanças. (A) a conjunção Mas (linha 14) foi empregada não para eliminar o que foi dito anteriormente. em segunda instância. para o autor. Vejamos todas as afirmativas que se estabeleceram nos itens desta questão. Em todas as épocas* não só no período do Renascimento. ainda. ganhou importância nas tentativas de o homem ocidental en­ tender a realidade que o cerca. dirigida a filósofos. ou seja. A diferença marcada peio emprego da expressão Com efeito áiz respeito ao empre­ go do pensamento científico. que desconsideram a objetividade na produção do saber. (D) a expressão necessariamente provisórios (linha 15) compõe uma ad­ vertência. para introduzir uma contrapartida do objeto. a virem a ocorrer . em busca da que observa corretamente uma passagem textual: (A) Afirmativa correta. de não ser verdade única e Décio Sena 162 . os fenômenos naturais foram observados. (E) Afirmativa correta. e.mos­ tra que. mas em toda a sua extensão .não apenas em seu parágrafo inicial. a ciência passará a ser elemento indispensável no modo ocidental de agir e pensar.que possibilite tal afirmativa. O emprego do futuro do presente do indicativo modo verbal em que se expressam fatos dados como certos quanto a te­ rem ocorrido. vigente a partir do Renascimento. (E) incentiva-se a luta do ser para a constante superação de suas fragilidades pessoais. sustentada na crítica de que ela se vale de procedimentos pouco objetivos na busca da verdade.

religioso. qual­ quer relativização das conquistas da ciência. Nem de longe o texto permite-nos entender que as experiências científicas têm caráter incontrolável Repetimos o argumen­ to de que a ideia adversativa tra2ida pela conjunção “Mas” refere-se ao fato de não serem as verdades científicas eternas. (D) Seria coerente com as ideias expressas no texto o seguinte comentá­ rio. os dogmas da humanidade. (E) No texto exprime-se o entendimento de que é comum a várias prá­ ticas de pensamento. Não há a mesma informação em dizer-se que a ciência tem caráter incontrolável e que a ciência está sujeita a freqüentes revisões. filosófico. por mais assustador que seja o fato. através do tempo. sempre sujeitas a mudanças. no período que se inicia por “Mas”. (D) Afirmativa incorreta. (C) Afirmativa incorreta. 04. (E) Afirmativa incorreta. Não há qualquer aproximação do que se afirma nesta alternativa com o que se lê a partir do emprego da conjunção ad­ versativa “Mas”. artístico. (B) O texto demonstra que superstições surgem nos mais diversos cam­ pos do conhecimento. (B) Afirmativa incorreta. Não há.rruva —«ftaiiht. configuram o estatuto do humano. científico quando formalizam» cada um a seu modo. excluindo-se o mítico. duradouras. É correto afirmar: (A) Infere-se do texto que os distintos discursos . na verdade estão conscientemente burlan­ do o espírito que orienta cada específica prática. A expressão necessariamente provisórios diz res­ peito à natureza não perene das verdades científicas. não foi isento de racionalidade”. e sim a informação de que as verdades por ela reveladas não são eternas. e são elas que. o perío­ do iniciado pela aludida conjunção traz uma notícia que se contrapõe à anterior no sentido de ser observada a partir de um outro ângulo. dada a natureza mutante de que se revestem as investigações científicas. (C) O íexto esclarece que é uma pretensão imprópria aspirar a conquis­ tas que.cc rtuniirnstrauvo/ívvKu/^uu/ imutável Sem que se elimine o que anteriormente foi afirmado. podem acabar por se constituir em meros pas­ sos de um trajeto insuperável. 163 Português . defender que o espírito humano é capaz de atingir o saber pleno. suscitado peio exemplo dado: “O nazismo. mas sujeitas a periódi­ cas revisões.

de verdade final e ca­ bal>um pouco mais à frente a própria continuidade da aplicação do método científico invariavelmente acabou por demonstrar que tal dogma não passa­ va senão. assim. No entanto. mas não foram ouvidos". Ê correto afirmar que: (A) a conjunção quer. na medida em que somos todos descendentes de um mesmo ancestral. torna-se assim evidente que o nazismo. algo que não comporta discussões Ernesto Sábato recorre à tese de que a raça aria­ na. Décio Sena 164 . tornou-se dogma . e ainda mais am­ pliado pela descoberta de que raças. foi uma concepção a que se chegou a partir do raciocínio.Provas Comentadas da FCC Para respondermos a esta pergunta. Ora. estabelece uma comparação entre os termos aproximados. ainda para mostrar-nos como uma verdade aparentemente científica . Todos sabemos que tal percepção. segundo os nazistas. apresentou-se. convém lermos atentamente a passa­ gem textual que ora transcrevemos: “ Ernesto Sábato assinala com precisão que todas as vezes qite se pretendeu elevar um enunciado científico à condição de dogma. racionalmente. por mais assustador que esta ideia nos seja. da razão. repetida (linhas 5-6). 05.. não existem.algo que todos aceitam sem contestação. seria a ideai.está submetida à inevitável evolução dos conceitos científicos. assim. foi uma verdade acei­ ta como dogma para eles. o equívoco daqueles que assim pensavam. o modelo de perfeição da espécie hu­ mana. de fato. (B) a forma verbal têm (linha 14) está em conformidade com as normas gramaticais. (C) o emprego do sinal gráfico indicativo da crase está correto em sujei­ tos à superação (linha 16). em certos casos. Não há exemplo melhor deste tipo de superstição que o estatuto da noção de raça no nazismo ” Ao empregar o nazismo como exemplo para a tese de que uma afirmação científica. existiu entre os adeptos daquele regime. reconhecido por todos nós no presente. neste caso. como se fosse verdade absoluta. na verdade. no presente momento. assim como está em “Chegaram à propor um acordo. de um equívoco. pode ser elevada ao status de dogma . em seguida.de tal modo considerada como correta que. A resposta está. o que significa que. ela sabe que está certa”. na alternativa (D).. indicando a superioridade de um so­ bre o outro.como a forma verbal destacada em “Embora eles não lhe dêm razão.

de cada povo. encontrada em "Ao longò da história. rekará "Chegaram a propor um acordo. com núcleo no substanti-j vo plural “saberes”. assim como o do segj mento assinalado èm “Foram os exemplos mais bem escolhidos”. in-j dicado pelajèxpressâo “os saberes científicos”. Não há superioridade de nenhum dos elemento! ligados pela série alternativa “quer” . (D) Afirmativa incorreta.\essas constelações de ideias foram geradas quer pelas tradi\ ções étnicasl locais. O acento grave indicativo de crase posto em “su-j jeitos à supèração”!está. mal de se estabelecer a concordância do verbo “ter”.|prova IX . | (A) Afirmativa 'incorreta.Prova 9'. [ (B) Afirmativa mcõrrefa. apcjs a retificação necessária. em mesmo nívèi dé descrição. quer pelos grandes sistemas religiosos1 ] Pode-se perceber que "tradições étnicasl locais de cada povo” e “gran-j des sistemajs religiosos" situam-se..o número de veprbos existentes em uma ora­ ção de voz passiva! analítica é sempré im a unidade maior do que o que se encojatra ná voz ativa.e*deverájser substituída por “deem” A Í frase fornecida estárá corretamente grafada deste modo: "Embora eles não lhe deem razão. | Vejamos todas as afirmativas feitas com respeito a elementos textuais:. em Não há exemplo meíhor (linhas 24-25). mas não foram ouvidos”. a formai verbaí "costumavam” Na verdade.leia-se. cqrreto e indica a contração da! preposição ja” requisitada pela regência do adjetivo “sujeitos” com ò tigo definido “a" .desta alternativa corretamente! transposta para a voz passiva fará com que encontremos: “os gran-i - j' | ar-j 165 Português! . A frase. | (C) Afirmativa incorreta. aceitar o aceito grave posto aktes da forma verbal "propor”. como já vimos em questões precedentes . o comentário inicial da questão 13. após a transposição! da voz passiva em que se encontra a frase original para a voz ati­ va. ela sabe que está certa”.~ Analista Administrativo/MPU/2007 I (D) a transposição da frase essas consteldções de ideias foram geradas querpelas bradições étnicas („. sem dúvida. está em conformidade com as normas gramaticais. Não. "quer”. por exemplo. A frase .há:por qu€ ■surgir. O emprego de “têm” está obedecendo ao rigor for-...) querpelos grandes sistemas religiosos (Unhas 4 a j> ) paraavoz ativa gera a forma verbal “costumam gerar”. (E) o emprego de melhor. a forma de 3apessoa do plural sugerida pelo verbo “dar” está incorreta.No entanto.antecessor do substantivo “superação” Não se podej entretanto.com seu sujeito. pará o autor..

a própria ciência sé incumbiu de dar continuidade. mostrà o erro dos dogmas qúe. responsá­ vel pelo método. ela mesma. quando. um pouco mais à fren te a própria continuidade da aplicação do método científico invariavelmente acabou p or demonstrar que tal dog­ m a não passava senão.. de verdade fi ­ nal e cabal.. Deste modo.e o advérbio “mais”.) qüèr pelos grandes sistemas religiosos”. O adequado entendimento daquilo que assinala Ernesto Sábato está ex­ presso. (E) É freqüente ver o que a continuidade faz. a ciência. Ernesto Sábato assinala com precisão que todas as vezes que se preten­ deu elevar um enunciado científico à condição de dogma. (B) Sempre que se tentou eternizar uma formulação científica.qualificador do substantivo “exemplo” . provou mais para fren­ te que ò enunciado cieniíficó rião tinha fundamento real. Estão corretos o adjetivo "melhor” . à locução verbal passiva "foram geradas” será substituída pelo pretérito perfeito simples do indicativo "geraram” (E) Afirmativa correta.. mas. pois a ciência. desenvolvendío. como universalmente demonstrado. por seus próprios ins­ trumentos. Décio Sena 166 . (C) Verdades finais e acabadas. de um equívoco. intensificador do tam­ bém advérbio “bem”. sempre existiram. mas se revelou impossível. anulando o dogma equivocado.. tornando obsoleto o método. aca­ bam invariavelmente provocando equívocos. de forma clara e correta. em: (A) É perfeito o entendimento de dogma como verdade acabada. desautorizou a pretensão. por sua vez tradutor de valor circunstancial de modo para o adjetivo (ou forma verbal em par ticípio) "escolhidos”. mas tem um desvio quando a ciência prova que o enunciado está ultra­ passado. antes precisos. desvelou a imperfeição daquele saber. o que ocorreu em todas as vezes.Provas Comentadas da K X des sistemas religiosos geraram essas constelações de idéias quer pe­ las tradições étnicas (. 06. porque a ciência. (D) Muitas vezes houve tentativa de construir dogmas. verdadeiros dogmas. sendo do universo científico.

fiel às idéias originalmente dispostas. o texto sofre de pro­ blemas de coesão e está rigorosamente fora da linha argumentativa do enunciado original.. mas dados como tal. vejamos cada uma das alternativas propostas: (A) Alternativa incorreta. (C) Alternativa incorreta... também. um pouco mais à frente apropria continuidade da aplicação do método científico invariavelmente acabou por demonstrar que tal dogma não passa­ va senão. uma vez que não surgiu o complemento para a transitividade direta deste verbo. Também está desproposita­ do o emprego da oração reduzida de gerúndio “desenvolvendo”. ausência de complementação da in­ formação contida em “. Está ocorrendo erro que consiste no emprego in­ devido do verbo “ter" em iugar de “haver” na passagem que se retifi­ caria em "..Analista Adminlstnativo/MPU/2007 O enunciado da questão pede que apontemos o entendimento expresso de formá clàíá è correta acerca da seguinte passagem do texto: “ Ernesto Sábato assinala com precisão que todas as vezes que se pretendeu elevar um enunciado científico à condição de dogma.. de verdade final e ca­ bal. de um equívoco? Assim. O texto não contém nenhuma incorreção e está. (B) Alternativa correta. Por outro lado. Não há justa associação das ideias a partir do emprego da conjunção adversativa.a própria ciência se incumbiu de dar continui­ dade”.mas há um desvio. A ausência de sujeito explícito na oração "mas se revelou impossível” tornou-se sem sentido.. antes precisos”. Não há no texto origi­ nal. Os dogmas não eram precisos antes.Prova 9 . (D) Alternativa incorreta. “a ciência mostra o erro dos dogmas que./'. Há. 167 Português . o que deixou esta informação incompleta.. Temos agora um texto em que se faz e afirmativa incorreta. além de claramente redigido. que introduz oração logo a seguir atalhada por outra reduzida de gerúndio sem encaixe semântico na passagem em que surge. menção ao fato de “o método" ter-se tornado “obsoleto”. ainda. (E) Afirmativa incorreta.

religiosos ou não. ou seja. enfiados nos sertões.a família. Í992. di­ fícil de controlar e até mesmo de enquadrar. quando. Era o fato de não fazerem nada. No texto. p. “Tensões sociais em Minas na segunda metade do século X V IIP . os arraiais foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”. Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 22 de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva. ou de nada fazerem de forma sistemática. e os que assim não procedessem seriam presos e tratados como salteadores de caminhos e ini­ migos comuns. . In Tempo e história.Provas Comentadas da FCC As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo Os vadios eram um grupo infrator caracterizado. a itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. sem residência fixa. por sua forma de vida. vínculo empregatício constituíam um grupo fluido e indistinto. como disse o jesuíta Antonil. vereadores etc. e incisiva na condenação da itinerânda de vadios e da forma peculiar de vida que escolhiam. Adauta Novaes. Por não terem laços . org. particularizando uma tentativa de disciplinamento oficialj (B) desenvolve considerações minuciosas a respeito do tema central de seu discurso: a carta de Luís Diogo Lobo da Silva. vivem separados do convívio da sociedade civil. Isto não podia ser tolerado. ser-lhes-iara distribuídas terras adjacentes ao povoado para que as cultivassem. o autor: (A) põe em foco um determinado estrato social. Uma vez estabelecidos. que os tornava suspeitos ante a parte bem organizada da sociedade. 358-359} 5 10 15 20 07. dizia o documento. Passados os primeiros tem­ pos dos descobertos auríferos. antes de mais nada. (C) narra um específico episódio ocorrido em Minas. São Paulo: Companhia das Letras/ Secretaria Municipal da Cultura. em domicílios volantes. tomado como exemplo do que se pode esperar da ação de grupo de infratores} (D) lança hipóteses sobre as causas de um determinado comportamento social. Tais homens. domicílio certo. e deve­ riam passar a viver em povoações que tivessem mais de cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas vilas coloniais: juiz ordinário. (Lauru de MeJio e Sou2 a. depois de caracterizá-lo a partir da teoria de pesquisadores.

.Prova 9j“ Analista Admínistrativo/MPU/2007 (E) toma os daaos de pesquisa histórica como apoio para expressar é jus­ tificar o seu próprio juízo de valor acerca de infratores.I (C) Alternativa incorreta. No processo de argumentação. D -^rfí 1/TJ tBc . | 32. ! \ (D) Alternativa jincorreta. mas apenas descreve um fato ocorrido em nossa história colonial.! . (D) I e II. A data de 1766 foi Citada como comprovação explícita de que o rei era realmente signatário da cartá. mas na caracterização do grupo dos “vadios” j i i i |■ . . uma tentativa de. Luís Diogo Lobtj da Silva. |. Considere as afirmações que seguem sobrejà organização do texto. dis-j ciplinar a ^ida de ipessoas errantes. (B) II. que se denominavam generica-j mente de “yadios”. A articulista não se posiciona de modo favoráve ou desfavorável à existência dos “vadios”. j Vejamos cada dma das! afirmativas feitas acerca do texto lido: | (A) Alternativa correta. (E) Alternativa incorréta. ! Está correto o que se afirma SOMENTE ènju C A ) I. relativas às causas que deram iní­ cio à sua existência. (E) H eIII. oficialjmente.mas apenas a notícia de que houve.não. O "determinado estrato social” é o grupo dos "vadios” e a tentativa de disciplinameiito oficial data de 1776. Não há episódio algum sendo narrado. O tema central do|texto não está na carta de. III. 08. Não há qüaisquèrjhipóteses aventadas quanto às causas do surgimento do grupo errante) Muito ménos existem teorias de pesquisadores. quan-j do se tentou impor-lhes regras com respeito à maneira toda particu­ lar como viviam. religiososou. | I (B) Alternativajincorreta. I. A fala do jesuíta constitui argumento para a consolidação da ideia de que a itii\erântid passou a ser cadá 4ez mais tolerada. (C) III. o autor valeu-se de testemunho autorizado.

não havia repressão para que "eles não errássèm éem destino. o adjetivo “régio” significa “relativo ao rei”. Observe-se. então. o emprego das aspas sina­ lizando discurso direto. Evidentemente. não é isto que se está lendo na afirmativa feita no presente item» Nela. Isso porque. 09. “próprio do rei”. sem rumo determinado. Observado o contexto» está corretamente entendida a seguinte expressão do texto: (A) nada fazerem d eform a sistemática . (B) um grupo fluido e indistinto ~ um conglomerado espontâneo e informal. No entanto. (C) difícil de controlar e até mesmo de enquadrar . em “carta régia”.esgotadas as primeiras jazidas de ouro. (D) Passados os primeiros tempos dos descobertos auríferos . Podemos recorrer à passagem textual transcrita no item I desta questão para observarmos que a fala do jesuíta Antonil diz respeito apenas ao fato de os arraiais serem “móveis como os filhos de Israel no deserto”. (E) form a peculiar de vida que escolhiam .não passível de orga­ nizar e mesmo dominar. III. Como sabemos.. Á simples menção ao ano em que a carta fora re­ digida não seria suficiente para que o leitor depreendesse que partira do rei. com atenção. Transcrevemos passageni do texto em que se nota a utilização deste recurso: aPassados os primeiros tènipos dos descobertos auríferos. não podemos atribuir ao jesuíta a declaração objetiva de que a itinerância tenha passado a ser cada vez mais tolerada. quando» como disse o jesuíta Antonil. Décio Sena 17 0 . Afirmativa incorreta.singular maneira que se con­ cediam de estar no mundo. Afirmativa correta. Afirmativa correta. afirma-se que: a fala do jesuíta constitui argumento.Provas Comentadas da FCC Vejamos cada uma das afirmativas feitas acerca do texto: I. os arraiais foram ‘mó­ veis como osfilhos de Israel no âeserto\ a itinerância passou a ser cada vez mais tolerada” II. logicamente. se os “vadios” tornaram-se móveis como os filhos de Israel no deserto”. ou seja. favorece a existência da tese de que a iti­ nerância passou a ser cada vez mais tolerada.nada produzirem de modo tec­ nicamente plausível. O que permite ésta compreensão é o emprego dò adjetivo “régia”.

que está correta e que não prejudica o sentido original. (B) da qual a notícia foi dada. . umá outra redação para o segmento destacado acima.. A menção temporal existente no fragmento origi­ nal . Nota-se que o pronome relativo “que”. teremos: “da primeira investida oficial se tem notícia” já realizada a contração da preposição “de” anteces- 171 Português . Os adjetivos “fluido” e “indistinto” nenhuma apro­ ximação semântica têm com "espontâneo” e "informal”. . ou. é representante semântico do substantivo “investida”.Analista Administrativo/MPU/2007 Vejamos as paráfrases sugeridas para passagens do texto: (A) Paráfrase incorreta. a "tecnicamente plausível”. é: (A) cuja existência se conhece. _ Considerado o contexto.“Passados os primeiros tempos” ."a primeira investida oficial” . presente na primeira oração do período. Não é viável a equiparação de "difícil” com “não passível”. . Procedendo-se à substituição do pronome relativo mencionado pelo subs­ tantivo que representa. Não é possível admitirmos que o adjetivo “sistemá­ tica” seja equiparado.da forma verbal “surge”. seu conectivo. como o foi. (D) naquál se temoregisíro. por todo o grupo vocabular do qual o substantivo é núcleo. Na passagem transcrita do texto "Em 1766 súrge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial de que se tem notícia” sublinhou-se uma oração subordinada adjetiva restritiva. Mm 1766surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial âe mie se tem notícia. para melhor entendimento. (C) Paráfrase incorreta. (D) Paráfrase incorreta. que é a sua oração principal. (E) dequeànotídachegouaténós. Observe-se que “os primeiros tempos dos descobertos auríferos” não corresponde a “esgo­ tadas as primeiras jazidas de ouro” (E) Paráfrase correta.não foi reproduzida correta­ mente em “esgotadas as primeiras jazidas de ouro”. (B) Paráfrase incorreta. A expressão "forma peculiar” foi corretamente re­ produzida por “singular maneira” e o fragmento “vida que escolhiam” está perfeitamente traduzido por "maneira que se concediam de estar no mundo”.Prova 9 . (C) que a notícia foi veiculada. núcleo do sujeito . 10.

já que se emprega o pronome substantivo relativo "a qual” em lugar do pro­ nome adjetivo relativo que comentamos. A sensação da inviabilidade decorre da tentativa de se substituir um pronome adjetivo relativo por um pronome substantivo relativo. (C) Teremos o texto que se segue. Nas demais alternativas. A única opção em que surgiu pronome adjetivo relativo é a contida no item (A). a resposta que desejamos. Temos. percebermos o sentido da oração sublinhada original­ mente. o período que resultaria da substituição su­ gerida seria: “Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira in­ vestida oficial de que a notícia chegou até nós”. que é. um pro­ nome que. rigorosa­ mente indevida. (E) Nesta última alternativa. Nela fez-se menção ao conhecimento da existência de uma primei­ ra investida contra os vadios. evidentemente incorre­ ta pela mesma razão mostrada na alternativa (B). Salientamos que. (D) Após a substituição do fragmento originalmente sublinhado pela ora­ ção que ora se propõe. -f?T . então. Colocando-os nesta ordem. caso se houvesse empregado a pre­ posição “de” em lugar de “em” o texto assim ficaria: “Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial da qual se tem registro” e haveria acerto.Provas Comentadas da FCC sor do pronome relativo com o artigo definido “a” presente no objeto dire­ to da oração anterior* Evidentemente.ou qualquer um que lhe seja correlato recupere a ideia de que havia este conhecimento. tere­ mos: “tem-se notícia da primeira investida oficial” oração de voz passiva pronominal em que o sujeito é “a notícia” e a expressão “da primeira inves­ tida oficiar* funciona como complemento nominal. ou seja. A simples leitura do texto que resultou da substituição constatará a inadequação da presentè proposta. Mais importante do que a percepção gramatical que ora levamos a efeito será> nesta questão. de empregar um pronome adjetivo relativo. teremos: “Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial na qual se tem o registro”. comentamos: (B) A substituição da oração originalmente sublinhada por esta que agora se propõe faria surgir o texto “Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial da qual a notícia foi dada” que é inaceitável. esta nova oração não surgiu com seus termos dispostos em ordem direta. a substituição não é viável. associando-se ao substantivo “existência” . após procedermos a substituição sugeri­ da nesta alternativa: “Em 1766 surge contra os vadios das Minas a pri­ meira investida oficial que a notícia foi veiculada” Como se pode veri­ ficar novamente por meio de uma simples leitura. então. então.

“em jpresença de”.] No entanto.sido| estabelecidq.grafia do particípio jdò verbo “imbuir” não admi-j te o acento. I [ 17 3 s > r | i Portúsuêsí . portador do significado de oposição. | j (E) Como em fluido. mas sim a de caracterizar um determinado grupo social Há cliara distinção semântica entrej “caracterizar” e “explicar”. este ultimo sim. comb o vocábulo “que”. não de. em conseqüência. é correto afirmar: (A) A expressão por sim forma de vida constitui uma explicação.! estando. ou de nadafaserém âe form a sistemática^ a conjunção ou introduz uma retificação dó qui se afirmou ianteriormente. antecessor neste texto da forma vérbal “tornava”. a ex-j pressão que| se inicia com a conjunção |coordenativa alternativa “ou”j introduz nó texto .Prova 9|. ação contrária e. j j (D) Afirmativa incorreta. nada. | : I (A) Afirmativa incorreta. maneira organizada [ou sistematizada. mântica explicativa. A preposição “ante” indica “diante de”. (B) No segmento Era ofato de não fazeremnada.. portanto^ correta a forma “imbuido” Vejamos cada uma das! afirmativas feitas acirca de fatos contidos no textd de Laura de Mello e Souza: . eles faziam. Obviamente a Banca Examinadora investigou. antes de mais. Iperante”. o deslocahiento do pronome destacado para depois do verbo atenderia ao que a gramática aconselha comó preferência. ] (B) Afirmativa porretai Ao afirmar inicialmente que os vadios caracteri-I zavam-se por não fazerem nada. a autora não havia sido inteiramen-j te correta n i que diz respeito ao atò dè fazer alguma coisa em associa-j ção ao grupo mencionado. : : : j (D) À preposição rmfeequivale a “versus”. dada a àtra-j ção que exercem sobre os pronomes oblíquos átonos os pronomes re­ lativos.Analista Administrativo/MPU/2007 Observadas as 6 linhas iniciais do texto. evidentemente. aproximado semanticamente de “versus”. por sua for-j ma de vida”* A expressão “por sua formaj de vida” não tem natureza se-. j j (C) Afirmativa incorreta. Assim. o rei conhecimento do candidato i | acerca dos significados & portados pela preposição “ante” e pelo prefixo de origem grega “ahti”. a. Na passagèm que atre o texto lê-se que "Os vadios eram um grjupo infrator caracterizado. j (C) Em que os tomava suspeitos. A ênclise sugeridajestaria incorreta. Algumas coisas.uma retificação do cjue anteriormente havia . neste item.

É conjunção subordinativa conformativa. sugere ideia de conformidade. associado a ideia de “por meio de”.. O vocábulo “como”.. A primeira delas é o substantivo que indica substancias líqui­ das ou gasosas. As aspas foram empregadas para que se indicasse citação. que se encontra em “como disse o jesuíta”. é correto aftraiar: (A) Em como disse ojesuíta.Krovas Lomenraaas aa (E) Afirmativa incorreta. o emprego do acento gráfico é obrigatório em atendimento ao preceito de acentuação gráfi­ ca que envolve as segundas vogais tônicas “i” e “u” dos hiatos. dividido em sílabas. Analisemos cada uma das afirmativas feitas nos itens desta questão: (A) Afirmativa incorreta. Contém. (E) Os dois-pontos introduzem uma citação. Suas pronún­ cias são diferentes: o substantivo é um vocábulo dissilábico paroxítono que.. um breve comentário acerca das palavras “fluido5 1e “fluídòYámbas existentés no léxico da língua por­ tuguesa. (D) No segmento a itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. Dédo Sena 174 .. O segundo vocábulo é um trissílabo paroxítono que exemplifica um hiato. os vadios eram tão errantes quanto os “filhos de Israel” Não há uso de lin­ guagem figurada na passagem. O segundo é o particípio do verbo "fluir”. A preposição “mediante" introduz signi­ ficado rigorosamente distinto.. Considerando as linhas 6 a 12. E é exa­ tamente em atenção a esta regra de acentuação gráfica que o vocábu­ lo "imbuído” portará obrigatoriamente o acento agudo sobre a segunda vogal. tônica. mas apelo ao seu significado literal.. a ex­ pressão passou a ser é a que exprime a ideia de progressão. Inicialmente. de modo. assim.. do hiato. as aspas indicam que a frase deve ser entendida em sentido figurado. cuja divisão silábica assim se estabelece: “flu-í-do” Neste segundo vocábulo. faz surgir fhii-do. como eqüivale a “mediante” (B) Em “móveis como osjilhos de Israel no deserto”. 12. “por intermédio de” (B) Afirmativa incorreta. (C) O emprego da palavra arraiais contribui para a produção do sentido de “morada provisional” tratado no fragmento. um ditongo orai decrescente em sua primeira sílaba. Como podemos ler no fragmento textual a que se refere o enunciado desta questão. a passagem “móveis como os filhos de Israel no deserto” deve ser entendida com apelo denotativo. ou seja.

13. Lê-se na passagem indicada no enunciado des­ ta questão que “os arraiais” foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”. (D) Afirmativa incorreta. obrigatória para a com­ preensão do documento. visto que domicílios volantes constitui uma incompatibilidade em termos. a citação nele existente foi sinalizada com o emprego das aspas. busca­ va-se neutralizar qualquer tom que pudesse ser entendido como intimidação. dista o documento\ vivem separados do convívio da socie­ dade civil. (E) a oração deveriam passar a viver em povoações expressa uma suposição. "temporário”. é estabelecida pela expressão “cada vez mais”. sem possibilidade de conciliação. como a lavra de minérios. Por outro lado. ou de metais ra­ ros.Prova 9 . na carta. (A) a expressão sociedade civil eqüivale a “conjunto de todos os mem­ bros que constituem o tecido social. A ideia de progressão. Os dois pontos não introduzem qualquer citação no fragmento em que se fundamentam as diversas afirmativas feitas nesta questão. Observado o contexto. Isto não podia ser tolerado. (E) Afirmativa incorreta. é correto afirmar que. no fragmento acima. sem hegemonia nem exclusão de nenhum grupo”. (D) o emprego da expressão de praxe evidencia que. e deveriam passar a viver em povoações que tivessem mais de cinqüenta casas e o aparelho administra­ tivo de praxe nas vilas coloniais: juiz ordinário. etc”. vereadores etc. Tais homens. geralmente formada em função de certas atividades extrativas. Acerca do substantivo “arraial”. Edição Eletrônica.Analista Adminístrativo/MPU/2007 (C) Afirmativa correta. como o com­ prova o emprego. (C) a expressão ou seja introduz uma explicação. sem re­ sidência fixa. enfiados nos sertõest em domicílios volantes. realmente existente no fragmento transcrito. unidos em tomo de ideias. no mesmo dicionário encontramos para o ver­ bete "provisionaí” além do significado com que mais comumente é em­ pregado. (B) a voz do autor mistura-se à voz do remetente da carta. também o significado de “interino”. entre outros significados. respectivamente? das formas verbais podia e vivem. Esta é a resposta da questão. pactos e acordos. ou seja. 175 Português . que o associa à ideia de “provisório”. podemos observar no Dicionário Aurélio. o de "povoação de caráter temporário. “passageiro”. Na realidade. Os dois-pontos existentes nesta passagem do tex­ to preparam o leitor para a explicação que será feita com respeito a qual terá sido a primeira investida oficial contra o grupo dos vadios.

Pretendeu-se. os vadios rece­ biam tratamento diferenciado em relação a outros grupos considera­ dos infratores. (E) Em tratados como salteadores . (C) Afirmativa incorreta. sem residência fixa. em uma carta régia. no Brasil colonial. indicar o aparato adminis­ trativo comumente empregado em determinadas cidades daquela época. dizia o documento>vivem separados do convívio da socieda­ de civil enfiados nos sertÕes} em domicílios volantes. Não seria viável que. o emprego de “dizia”. impositivamente. (D) Afirmativa incorreta. Uma vez estabelecidos . refletindo. apenas. Podemos comprovar daleitura do fragmento que a for­ ma verbal “vivem” fox realmente empregada no texto original. (B) O termo destacado em os que assim não procedessem refere-se à ação de optar por ser estabelecido.o adjetivo “vo­ lante” significa o que se pode mudar facilmente. Por outro lado. ser-lhes-iam distribuídas term s adjacentes ao p o ­ voado para que as cultivassem. o que é móvel . os “vadios” deveriam passar a viver em povoações. o termo destacado está emprega­ do com o mesmo valor que se nota em “Como cheira bem a sua caldeirada!” Décio Sena 176 . Empregou-se a expressão “de praxe” sem nenhuma intenção intimidadora. não precisa mais de cui­ dados médicos”. (B) Afirmativa correta. vereadores etc (A) Afirmativa incorreta. ou seja. e deveriam passar a viver em povoações que tivessem mais de cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas vilas coloniais: juiz ordinário. é correto afirmar: (A) A expressão uma vez comunica a mesma ideia que o segmento desta­ cado exprime em “Uma vez que ele se curou.tes”. a voz do remetente. o conceito de “sociedade civil” fosse apreendido deste modo. por isso. (C) A gramática prescreve que o vocábulo adjacentes seja assim separa­ do em sílabas: “a . (D) Há um subentendido no fragmento: no século X V III. A ideia de “domicílios volantes” . Sobre o que se tem no período acima transcrito.dja . O teor da carta régia indica-nos que.está suficientemente explicada pelo teor global do fragmento transcrito.cen . indica clara participação da autora do texto. Isto não podia ser tolerado. no pre­ térito imperfeito do indicativo. 14. e os que assim não procedessem seriam presos e tratados como salteadores de caminhos e inimigos comuns. (E) Afirmativa incorreta.Provas Comentadas da FCC Analisemos cada uma das afirmativas feitas com respeito ao texto que abai­ xo transcrevemos: “Tais homens.

entre eles. que. Uma vez estabelecidos. as terras próximo à vila. O advérbio "assim” diz respeito. ao? “vadios” que não cultivasbem as terras que lhes seriai concedidas. não precisa mais de cuidados médicos” observa-se valorj semântico causai sendo introduzido por { “Uma vez que”. poderiam! cultivá-las. . de modo que beneficiassem» (E) salvo se laviassemj receberiam por distribuição áreas incorporadas ao povoado) 177 Português! . não prejudica o sentido original é: j (A) sendo-lhes divididas as terraspertencéntes ao povoado. a fim de que as lavrassem. A divisão silábica adequada será "ad-ja-cen-tes” (D) Afirmativa correta. :0 tratamento difereríciado em reiação a outros gru­ pos considerados fica evidente a partir! da leitura do trecho que encerra o texto: % oh [vadios]' que assim não procedessem seriam presos e trata­ dos como salteadorès de caminhbs e inimigos comuns". j . (E) Afirmativa liricorréta. | ! i | i (B) com o objetivo de que tornassem produtivas.] : j (C) Afirmativa incorreta. o vocábulo “como” introduz valor semântico comparativo. Em “Como cheira bem a sua caldeifada!” percebe-se nò advérbio "como” valor semântico:tra­ dutor de inttnsíficação para o sentido dojadvérbio de modo “bem”. j (C) eles seriam jaquinhoados com áreas contíguas à vila. Em “tratados cdmo salteadores”.Prova 9 r Analista Administrativo/MPU/2007 Mais uma vez danscrevémos o fragmento textual em que se fundamentam' as afirmativas feitas nos diversos itens da questão: ! “Uma vez estabelecidos* ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes ao povo -J ado para que as cultivassem. receberiam. No fragmento transcrito. clara e correta. j (B) Afirmativa incorreta. Em "Uma vez quej ele se curou. | (D) compartilhariam entre si glebas em anexo ao povoado. Uma outra redáção para o segmento destacado acima. no fragmen-j to lido.ser -lhes-iam distribiiídas terras adjacentes ao po­ voado para quelas cultivassem. e os que assim. npo procedessem seriam presos e tratados como salteadores de caminhos e inimigos comuns ” j (A) Afirmativa incorreta. a expressão “Uma vez”! contida em iUma vez estabelecidos” indita condição.

mas nada tem haver com a temática que você quer estudar. erro de regência verbal. Por outro lado.1 -rovas comentaaas oa r^v. 16. em busca daquela que con­ tém frase totalmente de acordo com o padrão culto: Décío Sena 178 . deste modo.. não se admitindo. (D) Substituição incorreta. também. talvez haja assuntos sobre os quais ela queira nos colocar a par. senhor Ministro5poderíeis me receber amanhã em audiência. Analisemos todas as alternativas desta questão. para que lhe entregue pessoalmente meu projeto?. já com o fragmento textual sugerido substituindo a passagem originalmente observada: (A) Substituição incorreta. transitiva direta “beneficiassem”. (E) Substituição incorreta. (E) Ela vivia dizendo “Eu mesmo desenho meu futuro”. A frase que está totalmente de acordo com o padrão culto é: (A) Vossa Senhoria. para que fosse feita sua concordância com ‘"terras” (C) Substituição correta. sabe até desenhar com ambas mãos. não sei bem por quê. mas jamais quiz colocar sua habilidade em evidência. a redação “poderiam cultivá-las”. Reproduziu-se dessa vez o texto original com fi­ delidade e sem qualquer erro de natureza gramatical. A substituição de “adjacentes* por “pertencen­ tes” não é correta. Esta é a respos­ ta da questão. (D) Essas pinturas são consideradas as maiores obras-de-artes do perío­ do. (B) Ele é ambidestro. Vejamos cada uma das alternativas da presente questão. É indevida a equiparação entre “terras adjacen­ tes ao povoado” com “áreas incorporadas ao povoado*. caracterizado pela ausência do complemento para a forma verbal. (B) Substituição incorreto. percebemos que as terras distribuidas teriam de ser cultivadas. Está havendo omissão do objeto direto do verbo “tornar” Por outro lado. há deslize de concordância nominal pela inob­ servância da necessidade de que o vocábulo “próximo” surgisse empre­ gado em feminino plural. mas essa era uma forma dela ocultar sua relação mau resolvida com os pais. (C) Queria sair com nós três. A menção “glebas em anexo ao povoado” não traduz o que se disse previamente com "adjacentes ao povoado” Ocorreu.

Só podemos empre­ gar "com nós” quando após a preposição e o pronome oblíquo tônico citados surgirem os vocábulos “ambos”. erro na flexão de plural do composto “obra-de-arte”: como sabemos. “com nós mesmos”. deslize or­ tográfico na expressão “tem haver”. de início. (C) Alternativa correta. mas nada têm a ver com a temática que você quer estudar”. “próprios”. com núcleo em "pinturas”. “com nós que estávamos atentos”). “por que” e "por quê”. Também está havendo erro de grafia na forma relativa ao verbo “querer”. o que promoverá a devida concordância de “têm” com seu sujeito. remeteiri todas as concordâncias do texto para as terceiras pessoas do singular oü do plural. o verbo “poder” deveria ter surgido em 3a pessoa do singular. o que indica o correto plural em “obras-de-arte”. Cometeu-se. mas jamais quis colocar sua habilidade em evidência”. prova 17. ainda. in­ dicativo da pessoa gramatical adequada. Eis o tex­ to corrigido: “Ele é ambidestro. em compostos ligados por preposição. como "Vossa Senhoria” está empregado no singular. “mesmos”. (D) Alternativa incorreta. indicado por "Essas pin­ turas”. sabe até desenhar com ambas as mãos. necessário para que se indique a Eexão em 3a pessoa do plural. possibilitando a forma “com nós três”. a 3a do singular. erro de concordância verba! caracterizado pela ine­ xistência de acento circunflexo sobre a forma verbal “tem”. apenas a primeira palavra sofre a pluralização. Os pronomes de tratamento. Após ser retificado. como “Vossa Senhoria”. ainda. para que lhe entregue pessoalmente meu projeto?”. No comentário da questão 15. tece­ mos considerações acerca do emprego de “porque”. “com nós próprios”. que deverá ser retificada para “tem a ver”. poderia me receber amanhã em audiência. com acento em “quê”. Há. o texto ficaria deste modo redigido: "Vossa Senhoria» se­ nhor Ministro. Também está correto o emprego de “por quê”. O texto ficará corretamente grafado deste modo: “Essas pinturas são consideradas as maiores obras-de-arte do período. Ocorreu. Está correto o emprego do pronome átono "lhe”. o correto emprego da expressão “a par”.Analista Administrativo/MPU/2007 (A) Alternativa incorreta.prova y . ou seja. “porquê”. que deve ser redigida com a letra “s” Em ne­ nhuma forma dos verbos “querer” e “pôr” ocorre a letra “z”. que tem sentido bem distinto de “ao par”. Neste caso. "com nós dois”. (B) Alternativa incorreta. Ressaltemos. também. Observe-se o correto emprego do numeral cardi­ nal “três”. qual­ quer numeral ou uma oração subordinada adjetiva (“com nós ambos”. 179 Português . Faltou o emprego do artigo definido “as” após o numeral dual "ambas”.

a. fenômeno pu­ ramente fonossintático. os. que­ bram frequentemente os padrões que se queriam lógicos. que se dá na superfície. vir regido de preposição. Invocam-se argumentos de ordem lógica. as emoções do falante. e em nada altera a relação sintática. quando falamos. ter surgido contraído com a preposição “de". dos. segundo a regra a que aludimos no início. empregado em lugar do advérbio "mal” já que se está traduzindo cir­ cunstância de modo relativamente à forma verbal em particípio "re­ solvida”. das.. rVrin Çpns .. convém não esquecer. p. as: áoyda. volume I. o que. não se pode aplicar ao sujeito. por suposto. sem ferir con­ tudo o valor expressivo da frase. deslize de concordância nominal relativamente ao emprego do vocábulo “mesmo”.Provas Comentadas da FCC (E) Alternativa incorreta. por assim dizer. combinando-se ou não com o artigo. a prepo­ sição continua a reger toda a oração e não o seu sujeito. A combinação com o artigo é fenômeno de or­ dem fonética. para que concordasse com o pronome reto “Ela” Há. não pode. di­ zemos normalmente. São. Porque rege esta a oração infinitiva e não o substantivo. Portanto. [. ainda. Ocorreu. antes pelo contrário.] Caso comuníssimo é o da combinação da preposição de com o artigo ou pronome o. pois. Ora. as línguas históricas não se estruturam em moldes puramente lógicos. sempre termos subordinados: determinantes ou complementos. emprego incorreto do adjetivo “mau”. quer por complementação. 2000. Ê que sujeito e predicado são os termos primeiros da oração. Com respeito ao lato de o pronome “ela”. Os demais decorrem da expansão deles quer por determinação. O sentimento. que deveria ter surgido em flexão de gênero feminina. sendo o sol sujeito do verbo nascer. Editora Lucerna. Rio de Janeiro. permitimo-nos transcre­ ver a lição do eminente Mestre Sílvio Elia. que estudou esta contração em artigo publicado no livro “Na ponta da língua”. mandam redigir antes de o sol nascer. “Partiremos antes do sol nascer". uma das formas que tem a língua para marcar a subordinação é o recurso a um tipo de conectivo denominado preposição. ex.. nominais ou verbais. Todavia espíritos logicistas inventaram que construções que tais padecem de erro. Na verdade. inicialmente. Mas.. página 6: “Regra de gramática muito conhecida é a que interdita seja o sujeito da frase regido por preposição. sujeito de ‘'ocultar". Os gramáticos e os linguistas conhecem perfeitamente essas intervenções “perturbado­ ras” e as designam como sintaxe psicológica ou afetiva. Portanto termo regido (note-se o verbo: reger) é termo subordinado. porque.

dos relatos mais (recentes ~ são. j Contudo. j I 181 I .am compreendidas^ em suas minúcias os atritos delas decorrentes. Tal vírgula pode perma­ necer no texto caso empreguemos um sL-. embora pouco divulgada. | Português . presentes em todos ojs períodos desta questão: | Prova 9 *4Analista Administrativo/MPU/2007 I I 1 !i ' (A) Pontuação incorreta. o que é que ele fez?. (E) A ação deles é. j (D) As histórias relatadas nos seps romances iniciais . Vejamos as pontuações. em se tratando de concursos públicos. outra após o vocábulo ‘Ver” o que promoveria. que não há impropriedade em se deixar que as preposições surjam contraí­ das com os sujeitos nestas situações . portanto. indicado pela oração "comoj o autor aprèsenta á relação de conciliarão. talvez seja mais prudente mantermo-nos apegados à orientação que se disseminou. as­ sim teremos a refificação do texto desta altèrnativa: “Elá vivia dizendo “Eu mesmo desenho meu futuro” mas essa era uma forma de ela ocultar sua re­ lação mal resolvida com os pais”. a partir da muito clara exposição de Mestre Süvio Élia.que se distin­ guem.i ( ( I ! Percebemos. j 17. adjunto adverbial “nos textos”! Igualmentej despropositado está o emprego do ponto-e-vírgula após o adjetivo “cristã”. quais sejam “a consciência cristã” e “as práticas de eficácia temporal”. Deste modo. sensivelmente. assiiii. A frase que estájpontuada de acordo com íôs preceitos da gramática é: (A) Mas é preciso ver nos textos. . j (C) Basta então!. . fruto dá influência da cultura irlandesa. circunstâncias. como o autor apresenta a relação de conciliação essencial entre a consciência cristã. a intercalação do: . e as práticas de eficá­ cia temporal. uina vez que separa indevidamente os dois elementos que compõem a “relação de conciliação [essencial" indicada pelo autor. o que desejava que fosse respondido. (B) Pois bem: sè ele não os induziu a responderem. na sua maio­ ria. digna de reco­ nhecimento.: . A vírgula empregada após o substantivo “textos” separou o verbo “ver” de seu objeto diteto. Q texto estará corretamente pontuado deste modo: “Mas é preciso verQ nos textos(j) como o autor apresenta a relação de conciliação essencial entre a consciência cristã e as práticas dè eficácia temporal”. dos que os apoiaram nas mais diversas. essencial entre a consciên­ cia cristã e ás práticas de eficácia tempóral”. que sè conheçam as normas de organização social do período para que sè.

O texto estará corretamente pontuado deste modo: “ A ação de­ les é. a forma de particípio “conhecidas” aprésenta-se incorretamente flexionada em feminino. Dentro desta oração. pro­ moveu-se o realce semântico do adjunto adverbial “sensivelmente” com um par de vírgulas. por separá-la de séá objeto direto. o que é que ele fez?”.) em suas minúciasQ os atritos delas decorrentes”. Aliás.e após o pronome indefinido “di­ versas” . Estão corretas as vírgulas que isolam a conjunção coordenativa conclusiva "portanto” e a oração subordinada adverbial concessiva “embora pouco divulgada”. quando se empregou a vírgula única após a forma verbal “compreen­ didas”. contido no adjunto adverbial “nas mais diversas circunstân­ cias”. A inserção de uma vírgula após o substantivo “minúcias” retificaria o erro relatado. digna de reconhecimento dos que os apoiaram nas mais diversas circunstâncias”.separando o adjunto adnominaí “circunstâncias” do núcleo “diversas”.(B) Pontuação incorreta. não estão corretas as vírgulas empregadas após o substantivo “reconhecimento” . O tex­ to estará corretamente pontuado deste modo: “BastaQ entãoQ que se conheçam as normas de organização social do período para que sejam compreendidos(. O mesmo expediente de promoção de ênfase foi utilizado com o par de vírgulas que isolam a expressão “na sua maio­ ria”. Dédo Sena 182 . (E) Pontuação incorreta. (D) Pontuação correta. indica­ do pelo pronome demonstrativo “o”. o vocábulo “então” estará sendo intercalado. No entanto. Está indevidamente empregada a vírgula após a forma verbal “responderem”. Esta é a resposta da questão. portanto. Erro semelhante ocorreu na continuidade do texto. O par de travessões empregado está correto e iso­ lou oração subordinada adjetiva explicativa. que está indicado pela oração “que se conheçam as normas de organização social do período”. indicado por “os atritos delas decorrentes”. Ò ponto e vírgula posto após “res­ pondido” também não se justifica e deverá ser substituído por vírgula. Neste caso. A única vírgula empregada após o vocábulo “en­ tão” promoveu a separação da forma verbal "Basta” de seu sujeito. (C) Pontuação incorreta. Tal vírgula pode ser mantida no texto caso se em­ pregue uma outra após “Basta”. Dessa vez separóu-se o verbo mencionado de seu objeto direto. Teremos o texto corretamente pontuado deste modo: “Pois bem: se ele não os induziu a responderem o que desejava que fosse respondido. uma vez que tem por referente o substantivo “atritos”.por se­ parar o adjunto adnominaí “dos” . embora pouco divulgada.

questão 19. (D) Período inadequado. Retificado o texto. "construi”. (B) Período inadequado. persuadidos que tudo está sendo feito em busca da paz. (D) Eles enganam-se a si próprios. teremos: "Isso não é pertinente aos fins a que você visa com seu projeto”. O verbo "mediar” irregular de primeira conjuga­ ção. item (A). Não há qualquer deslize gramatical no texto conti­ do nesta alternativa. (C) Período inadequado. Está incorreta a grafia "constroe” para a 3a pes­ soa do singular do presente do indicativo do verbo “construirá que deverá ser substituída por "constrói” ou. (E) Espero que ele medie a reunião com a isenção de espírito de que to­ dos necessitamos. Esta é a resposta da questão. O adjetivo "persuadidos” rege a preposição “de”. Vejamos qual dos períodos apresentados nesta questão está apropriado às normas gramaticais: (A) Período apropriado. O período estará corretamente grafado deste modo: “Quem disse que ele constrói (ou construi) toda essa argumentação sem apoio de advogados?”. persuadidos de que tudo está sendo feito em busca da paz”. tem seu radical “medi” alterado para “medei” em todas as formas rizotônicas. Depois da retificação adequada encontraremos o texto corretamente redigido em “Eíes enganam-se a si próprios. ainda. esta últi­ ma forma muito raramente usada entre nós brasileiros e freqüente em Portugal. (E) Período inadequado. (B) Quem disse que ele constroe toda essa argumentação sem apoio de advogados? (C) Isso não é pertinente com os fins a que você visa com seu projeto. pode-se recorrer ã prova 17. O adjetivo "pertinente” rege a preposição “a”. 18 3 Português . A grafia correta do período será: "Espero que ele medeie a reunião com a isenção de espírito de que todos necessitamos”. Para ler-se sobre este verbo em descrição mais detalhada.A frase era que a forma destacada está apropriada às normas gramaticais é (A) Congregou-os o mesmo sincero desejo de fazer algo relevante pela comunidade.

é como se. (C) Aquele era o hotel onde costumava freqüentar durante o período que não conhecia problemas financeiros. (D) Os detalhes eram tão minuciosamente apresentados. caracterizado pela ausência da preposição "a”. e. de modo que o adjunto adverbial de tempo que se relaciona com a for­ ma verbal "conhecia” esteja corretamente disposta. é imprescindível que ocorra a preposição “em” diante do pro­ nome relativo que representa semanticamente o substantivo “período”. Também está ocorrendo erro de regência ver­ bal. muitos não che­ garão aonde desejam no horário previsto” (C) Redação incorreta. que o leitor chega ter acesso até a informação de qual das mãos segurava a taça de champanhe. pelo que está se vendo. Não cabe o emprego de artigos definidos após a pre­ posição "pelo” (e flexões). exigida pela forma verbal “chegarão". (B) Acompanhei os noticiários. O pronome relativo “onde” só pode ser empregado em referência a lugares. considerada a existência. Após as cor­ reções apontadas. Na seqüência. Por outro lado. Transcrevemos a seguir cada um dos textos que surgiram nas alternativas desta questão. do adje­ tivo “ilesos”. flexionado em plural O texto estará correto assim redigi­ do: “Naquele ambiente taciturno. descobrimos uma possibilidade longínqua de sair ilesos. muitos não chegarão onde desejam no horário previsto.Provas Comentadas da FCC 19. que deveria ter surgido em pretérito imperfei­ to do subjuntivo. a ser empregada na palavra “aonde” Não há erro na colocação do pronome oblíquo átono em pródise ao verbo principal “vendo” da locução verbal “está vendo” o que o isentou da pródise à lo­ cução verbal. o texto surgirá corretamente grafado deste modo: “ Acompanhei os noticiários. o infinitivo "sair” deve ser empregado em plural. e. sob a responsabilidade seja de quem for. A frase que está corretamente redigida é: (A) Naquele ambiente taciturno. O texto assim ficará. (E) A maneira como os bilhetes foram escritos não deixará dúvidas acer­ ca do que deve ser feito. que está antecedida por pronome indefinido: trata-se de sintaxe de colocação pronominal tipicamente brasileira. a cada passo. o que não está ocorrendo nesta alternativa. é como se. Está ocorrendo mau emprego de tempo e modo ver­ bal» em “descobrimos”. a cada passo. (B) Redação incorreta. descobrísse­ mos uma possibilidade longínqua de sairmos ilesos”. pelo o que está se vendo. na oração em que aparece. para julgarmos as suas redações: (A) Redação incorreta. Décío Sena 184 .

(D) Dado as contingências do momento* os diretores houveram porbeni atender aos prazos. ocorre deslize gráfico caracterizado pela ausência do acento grave indi­ cativo de crase no vocábulo V ' que surgiujapós “até” :Este acento. j (B) Considerou digna . Chamamos átejação para o fato de o vocábulo “até”. jque o leitor chega a ter acesso’ até à iníòrmkção de qual das mãos segiírava a taça dè champanhe”.do acento grave. além de claro e coerente com respei-j to à informação por ele veiculado. Observemos a substituição neste fragmento textual: “ . jcomo. | I 185 I | ' Porbguês .de ser encaminhadaja julgamento dos avaliadores a última versão dò projeto-piloto.Prova 9 -|Analista Administrativo/MPU/2007 depois das correções necessárias: “Aquele era o hotel que costumava fre­ qüentar durante o péríodo em què não conhecia problemas financeiros”. (D) Redação incorreta. porque parecem pouco claro. Não há qualquer retificação a ser feita neste texto. j. se podem existir fragilidaj des. as demais exigências. j \ I * (A) Acredito que as orientações dele. lemèremos . no pretérito imperfeito do indi­ cativo. indica a contração da preposição “aM . A concordância está totalmente de acordojcom a norma padrão da línj gua em: j M .que o vocábulo *'até”j empregado como palavra de­ notativa de inclusão.exigida pela re­ gência do substantivo "acesso” com o artigo definido “a” que anteceide o substantivo “informação”. pois.o leitor chega â ter acesso inclusive à informa­ ção O período corretamente redigido assumirá a forma: “Os detalhes. tanto quanto fossem. I (E) Devem fazèr mais de três meses que não os vejo.| não ser preposição. pode ser substituído por outra palavra denotativa de inclusão. "a”. e sim pala­ vra denotativa de inclusão. o que retira desta passagem a possibilidade de emprego fâcuItativo. j. que aparece antes de “a informação5 ’. | (E) Redação correta. por exemplo. Para estarmos a salvo destas situações pe­ rigosas. eram tão minuciosamente apresentados. e prometeram reavaliar. qud se revela grámaticalmente correto. não terão de seijem seguidas antes de um esclarecimento maior. de em­ prego obrigatório.do contrato. Está havendo ausência da preposição. O emprego de “eram?. Por outro lado. j 20. força iapresença do verbo “chegar”] empregado em seguida» tam­ bém no pretérito imperfeito. que vincularia os verbos da locução verbajl “chega a ter”. existènte quando a preposição “até” antecede a pklavra “a” ou “as”. (C) Elas se consideraram responsável peló erro e julgaram legítimo as cobranças que lhe serão feitas de agora em diante. mas quero dizei* que lhes dedico muitoíafeto.. tantos dias de iafasjtamento póderia ser entendido como descaso. elas certamente hão de ser mínimas. “inclusive”.

A expressão “tanto quanto fossem” está iricòrrètáj Em verdáde. não terão de ser seguidas antes de um es­ clarecimento maior” .Déstè iriodo. Na segunda passagem. o verbo “ser” é verbo principal de locução verbal> na qual o auxiliar é o verbo “ter”..< tDádás”.oblíquo átóno---lhè”. plural para íconcòrdar còih seu referente. Há três concordâncias nominais equivoca•das: inicialmente.Analisemos cada uma das alternativas desta questão para podermos desco­ brir em qual delas não há deslizes de concordância: (A) Concordâncias incorretas.. Nó priméiro caso. ós difétõfés hoüvéràm por bem atender aos :. reaváliáf tàhtò quan­ to fossé necessário^i” O téxtÔ'. diante”.: .. contingências do moinéntó. o adjetivo irein de surgir concordan­ do com o substantivo a que diz respeito. Décto Sena 186 .] seguidas”.v:^ v . posta no inído do períodoestáincorretaiospartidpiòsvérbãis-. ò adjètivó rrèsponsávérV põr sé referir a “Elas”. . como ocorreu neste caso em que o verbo auxiliar sur­ giu sob a forma “terão”.• (C) Concordâncias incorretas. -. o prõnõme . neste texto..:tál èxprèssaó omite a pre.umã das formas nominais do verbó. indicado ■pelo pronome reto "Elas” que abriu o período. o vocábulo “orien­ tações”.prazos. Após as correções. o tex­ to ficará corretamente redigido em: “Elas se consideraram responsáveis . .:sofrem âs mesmás:fièxõés dé gêriero e número que . conforme ocorreu com a forma de particípio da locução "terão [. em locuções verbais as flexões de número e pessoa incidem sempre sobre o verbo auxiliar. deve ser empregado no plural. O período estará corretamente redigido. Estão errados o adjetivo “claro” e a forma verbal “serem”. porque parecem pouco claras. ■ (B) Concordâncias corretas. em.:còmo ò sübstáhtivõ aó qual se refere o párticípiõ é “contüigênciás” tornasse obrigatório ò emprego des­ ta forma nóminal hõ femmiriò é ém pluràli. finalmente. .pròmetéfám. . pelo erro ejulgaram legítimas âs cobranças que lhes serâó feitas de ago­ ura em... :e proni^èteram^rèâvâliãr^fântô^qiíánto^-fijssej^as^déthais exigên­ cias do-contrato” í . “cobranças”. emíerríininó é nó plürál tèm de ser èmprega.também deve : ser empregado. .V (D) Concordância incorreta::Á fòrmà dé patüidpio “Dado”.:.. Como já sabemos.. do o adjetivo “légítimó^ pará^ue sé prómová á süá concordância com . deste modo: “ Acredito que as orientações dele.ficàrá retificado desta forma: “Dadas as .incidem sobre adjétivos. Não há náda a ser retificado nesta alternativa! . que é a resposta da questão. -Í. sença do adjetivo “necessário • V -“ ^:. após as devidas retificações.

tantos dias de afastamen­ to poderiam ser entendidos como descaso. uma vez que. Concordâncias incorretas. mas quero dizer que lhes dedi­ co muito afeto”. cujo verbo principal é "fazer”. O texto corretamente redigido ficará deste modo: “Deve fazer mais de três meses que não os vejo. o verbo “fazer”. 187 Português . 7 — m i t u t à u i A \uiiiuilbtrauV Q (’ ÍV irU / -ÍU U / (E) Devem fazer mais de três meses que nâo os vejo. "tantos dias de afastamento” é sujei­ to da locução verbal “poderia ser entendido”. como sabemos. já que não tem sujei­ to. o que provoca obrigatória flesão da referida locução. A locução verbal “Devem fazer”. empregado em passagem na qual se faz menção a tem­ po transcorrido. empregado em referência a tempo. não pode se apresentar flexionado. é impessoal. Por outro lado. mas quero dizer que lhes de­ dico muito afeto.r f u v d . tantos dias de afasta­ mento poderia ser entendido como descaso.

Provas Comentadas da FCC Gabarito: 01) C 02) E 03) A 04) D 05) E 06) B 07) A 08) D 09) E 10) A 11) B 12) C 13) B 14) D 15) C 16) C 17) D 18) A 19) E 20) B Décio Sena 188 .

nãojpor acaso. as regras de convívio existem para dar base e estabilidade às relações entre os homens. Variando de cultura para cultura. relacionando-se sob o exclusi­ vo impulso dosjmstintos. í Prova 10 : Awiditor-Fiscail dé TribMosMuMdpais/ISS-SP/2007 . "Não cobiçaráis a mulher do próximo" etcJ Ou seja: está siiposto nesses mandamentos que o ponto de partida para a boa conduta é o reconhecimento daquilo» que não pode ser permitido] daquilo que representa o limite de nossavontade e de nossas ações. instituem-se as sanções parajquem os ignore. em qualquer ati­ vidade humana] a inexistência de parâmeírojs normativos implica o estado de barbárie. os textos constitucionais e os regulamen-j tos de todo tipoj multiplicam-se e sofisticam-se. Os dez mandamen-j tos ditados por Deus a Moisés são um exemplo claro de que a reiigiãos toma para si a iarefa de orientar a conduta humana por meio de princíj pios fundamentais.Para garantia do cumpriment<j dos princípios. também conhecida. por vezes apresentados como eternos. Nó caso da lei mosaic% um desses princípios é o da interdição: “Não matárás”.I j ' \ :'■■■' " 5 j: . princípios de valor. quebra inteij ramente a relação de equilíbrio entre direitos e deveres comuns. a impunidade. como “a lei dá sel­ va”. uma vez manifesta. aliás. e passa á constituir um exemplo de delito vantajoso: aquele em que o sujeito pode ti| rar proveito pessoal dé uma regra exatamente por tê-la infringido. Todos nós reconhecemos que. apenas de iniciativas reconhecidas simplesmente como humanas:^ po­ dem apresentar-se como manifestações dái vontade divina.. A penalidade aplicada ao indivíduo transgressor é a garantia da validade social da nor-1 ma transgredida. Por isso. discriminação objetiva de direitos e deverès comuns. nojqual prevalece a mais dura e irracional das justificativas: a lei do mais forte. É nessa conçiição que vivem os animais. mas pennanece como susj tentação delas a ideia de que os direitos e cjs deveresdizem respeito a to-j dos e têm por ènalxdade o bem comum. Não decorrem. como valo-j res supremos. • | Nas sociedades modernas. Abuso 5 10 15 20 25 3o 189 . [Da impunidade] O homem ainda hão encontrou uma forma de organização socialque dispense regras | d econduta. Mas o homo sapiéns afirmou-se como tal exata mente quando estabeleceu critérios de controle dos impulsos primitivos.

não p or acaso. (A) valores inerentes aos sistemas políticos cuja autoridade se manifesta pelo emprego indiscriminado da força. em qualquer atividade humana} a inexistência de parâmetros nonnativos implica o estado de barbárie. corrupção. uma vez que. (C) qualidades naturais de todo indivíduo que se preocupa em conviver com os demais segundo sua própria índole. (D) elementos definidores de toda e qualquer forma de organização so­ cial comandada pelo princípio da repressão. A aceitar-se esta afirmativa. Todos nós reconhecemos que. . Um dos maiores desafióé dá nossã sociedade é õ de não permitir a proliferação desses casos. tráfico de influências. não existiriam as regras de convívio e parâmetros normativos das ativida­ des humanas. no qual prevalece a mais dura e irracional das justificativas: a lei do mais forte . chegar-se-ia à con­ clusão de que em nosso País . (Inácio Leal Pontes) 01. discriminação objetiva de direitos e deveres co­ muns. no texto. íornam-se estímulos pára uinà prática delituosa genera­ lizada. como'a lei da selva”’ Décío Sena 190 . Poder-se-á comprovar a veracidade da afirmativa nos dois primeiros períodos que abrem o texto: "O homem ahtda não encontrou uma form a de organização social que dispense regras de con­ duta. Se o ideal da civilização é permitir que todos os indivíduos vivam e convivam sob os mesmos princípios éticos acordados. (B) Afirmativa correta. princípios de valor.entre muitos outros por exemplo. Vejamos as diversas alternativas desta questão com respeito ao que nos é permitido afirmar acerca do que sejam “regras de convívio e parâmetros normativos das atividades humanas”. Regras de convívio e parâmetros normativos das atividades humanas são considerados. quando não seguidos de pu­ nição exemplar. a quebra desse acordo é a negação mesma desse ideal da humanidade.. (B) elementos indispensáveis à conduta civilizada e a toda organização social orientada pelo princípio do bem comum. . (E) valores prioritários das relações sociais cuja base ética se manifesta consoante os impulsos da ordem natural. a partir da leitura do texto: (A) Afirmativa incorreta. a autoridade não se manifesta pelo emprego indiscriminadamente da força. também conhecida.35 de poder. em nossa sociedade.

na medida em que os instintos básicos humanos têm de ser submetidos a um conjunto de valores que faça surgir o bem comum. todas as alternativas. Por outro lado.. e sim em todas as sociedades. Observemos. (E) Afirmativa incorreta. (B) Afirmativas não contraditórias. Tanto a "elaboração de textos constitu­ cionais” quanto a “instituição de sanções inibitórias para os delitos” re­ presentam. (D) valorização de princípios socialmente acordados /exaltação dos im­ pulsos individuais. Às regras de conduta e os parâmetros normativos das atividades humanas certamente existem. ” implica a compreensão de que as regras de conduta e os parâmetros normativos das atividades humanas não provêm dos impulsos de ordem natural. a “obediência aos ditames da lei mosaica” e o “acatamento do princípio da interdição” represen­ tam situações em que se traduz a submissão do homem a regras de con­ duta e a parâmetros que regulamentam as atividades humanas. tais normas não representam qualidades naturais de qualquer indivíduo. (B) elaboração de textos constitucionais /instituição de sanções inibitórias para os delitos. em qualquer atividade humana.. (D) Afirmativa incorreta. ações que visam a instituir um conjunto 191 Português . também. a inexistência de parâmetros normativos implica o estado de barbárie. 02. A afirmativa do primeiro parágrafo de que “Todos nós reconhecemos que. nas organiza­ ções sociais comandadas pelo princípio da repressão. em uma. (C) estabilização das relações entre os homens /aplicação de princípios éticos comuns. As regras de conduta e os parâmetros normativos evitam que os homens.Krova •fu-Auaitor-mcai oe moucos íviuruapais/os-ir/^uu/ (C) Afirmativa incorreta. Com efeito. em busca daquela em que se notam duas situações contraditórias entre si mesmas: (A) Afirmativas não contraditórias. de novo. contextualmente. (E) manifestações da vontade divina /eleição de valores acolhidos como eternos. mosaica /acatamento do princípio da interdição. São contraditórias entre si as duas situações representadas em: (A) obediência aos ditames da lei. Mas não somen­ te nelas. mas um acordo entre todos aqueies que convivem em uma sociedade.. sociedade* obedeçam apenas aos dita­ mes de sua própria indole.

II e III. A "valorização de princípios socialmente acordados” é instituída exatamente para que a “exaltação dos impulsos individuais” não aconteça e possamos viver em uma sociedade preocu­ pada com o bem comum. (C) I e III. A multiplicação e a sofisticação dos códigos e regulamentações que regem nossa vida vêm tendo como efeito a expansão da impunidade. o homem elabora. A “aplicação de princípios éticos co­ muns”. Em relação ao que diz o texto. apenas. deve concluir que a condição humana tomou-o imune à ação dos instintos. Afirmativa incorreta. ou. Considere as seguintes afirmações: I. apenas. apenas. III. apenas. às vezes. buscando aque­ las que estabeleçam fatos que estão sendo ditos pelo texto. (E) Afirmativas não contraditórias. (E) III. de manifestações da vontade divina. como pudemos ler no texto. O sentido social de uma norma já instituída é reforçado quando se pune exemplarmente o indivíduo que a violentou. promove a “estabilização das rela­ ções entre os homens”. II. (D) II eH i. 03. mesmo. (C) Afirmativas não contraditórias.Provas Comentadas da FCC de normas que propiciam a existência de regras de conduta e a parâme­ tros reguladores das atividades humanas. (D) Afirmativas contraditórias. Quando o homem se compara aos demais seres da natureza. Exatamente porque também se submete à ação dos instintos. para não viver em estado de barbá­ Décio Sena 192 . ou ao que dele pode-se depreender. Analisemos cada uma das afirmativas numeradas de I a III. que dele se podem depreender: I. Lemos no texto que a eleição de valo­ res acolhidos como eternos (Não matarás e Não cobiçarás a mulher do próximo> entre outros) advém. está correto o que se afirma em: (A) I. (B) I e n .

•. j Vejamos todas as alternativas da questão.que indica umj estado em que os apetite? hujmanos preponderam . j ção de “ (B) Paráfrase iiicorretá. O verbo “implicar”] que está empregado na formá " implica" assume è sentido de “acarretai:” “provocàr” ou seja. ènr busca daquela em que se tra-j duziu corretamente uiii fragmento transcrito do texto.. en* que ocorreu paráfrase textual: : í (A) Paráfrase incorreta.) III. I I : : r 04. ou seja. I j ! j (D) instituem-se as sanções (2o parágrafo) « prescrevem-se asj prerrogativas. Considerando-sej o contexto. (B) implica o estado d e barbárie (Ioparágrafo) = provém de uma consti­ tuição anômala.que significa um conjunto de regras ou preceitos anormais” .também não é correta. tomando-nos capazes de viver em paz com nossos semelhantes. complef tamente diáinto db significado com qde o verbo “provir” ~ da fòrmá “provém” -jse apresenta. I ! (E) seguidos delpünição exem plar (3o parágrafo) = advindos de exempli-j ficações punitivas. instituem-se as sanções para quem os ignore. • j | i . Afirmativa cbrreta. um conjunto de normas e procedimentos que o permitem viver de modo cívilizido com seus semelhantes. não se podè aceitar a equipara objètivai?com “tendenciosa”. í J : * I (C) toma para si a tarefa de orientar (2o pairágrafo) -investe-se da mís-j são de nortear.e “de uma constiíuição anômala” .Frova 1 0 . Afirmativa incorreta.j de aplicada qo indivíduo transgressor é a garantia da validade social da | norma transgredida?) contida em seu 3o parágrafo. Podemos comprovar à veracidade do que se afirma deste item relendo ajpassagem do texto. A penalida. traduz-se corretamente o sentido de uma ex­ pressão do texto em: i í : 1 : : (A) discriminação objetiva (Ioparágrafo) p [especificação tendenciosa.Audítor-Físcal de Tributos Municipais/ISS-SP/2G07 rie. I ■.j II. A multiplicação *eja sofisticação dos códigos e regulamentações que regem nossa vida yêm impondo freios aos ins­ tintos humanos."Rara garantia do cumprimento j dos princípiJs. Embora o vocábulo ^discriminação”esteja correta­ mente representado por "especificação”. 193 I Português . que é o de “origínar-se dé” A equiparação dé "o estado âk barbárie ” .

A concordância verbal estabelece-se plena e adequadamente em: (A) Para que o cumprimento de todos os princípios fundamentais seja garantido. enquanto a segunda significa “determinar”. com vistas às concor­ dâncias verbais nelas encontradas: (A) Concordância verbal correta. “Seguidos” significa “aquilo (ou alguém) que vem após alguma coisa (ou alguém}”. Também está correta à equiparação à e a tarefa de orientar” com “a missão de nortear”. “normatizar” “receitar”.que significa “privilégios ou vantagens que possuem os indivíduos de uma determinada ciasse ou espécie”. (D) Não houvesse sido criadas quaisquer regras de convívio. “ Advindos” está no caminho oposto deste significado. os substantivos “sanções1 ' . No entanto. concordando com o sujeito indi­ cado pela expressão “o cumprimento de todos os princípios fundamen- Dédo Sena 19 4 . hão de se lançar mão das sanções correspondentes. “nomear”. A forma verbal composta de pretéri­ to perfeito do subjuntivo composto “seja garantido” está corretamente empregada na 3a pessoa do singular. Analisemos todas as alternativas da presente questão. já que indica “aquilo (ou alguém) que se origina de algo ou de alguém” Também não é válida a substituição de “ punição exemplar” (que indica “castigo quê pode servir de exemploTde modelo ”) por “exemplificações punitivas” (que indica exemplos de punição). devem especificar-se as sanções. (D) Paráfrase incorreta.(C) Paráfrase correta. 05. (B) No caso de que se infrinja as normas e os princípios. "penas que correspondem a atos de infrações de dispositivos legais’* . A substituição de “toma para si” p or “investe-se” é perfeita.e "prerrogativas” .têm significados bastante distintos. (C) Constituem um dos exemplos de delitos vantajosos o caso em que o detentor de um poder abuse de sua autoridade. estaríamos todos vivendo sob o comando dè nossos instintos mais primitivos.que significa “aprovações dadas à lei”. (E) Paráfrase incorreta. As formas verbais “instituir” e “prescrever” têm significados aproximados: a primeira significa “dar formação” “estabe­ lecer”. (E) O que hos mandamentos dè Moisés se impõem como um dos prin­ cípios fundamentais é a necessidade de reconhecimento dos nossos limites. “regalias” .

item (D). questão 5. auxi­ liar da locução verbal passiva "devem especificar” está acertadamente empregado na 3apessoa do plural. O período es­ tará corretamente redigido desta forma: "Constitui um dos exemplos de delitos vantajosos o caso em que o detentor de um poder abuse de sua autoridade” (D) Concordância verbal incorreta. também. temos uma oração de voz passiva pronominal. item (E). existente na primeira oração do período ora estudado. há de se lançar mão das sanções correspondentes”. transcrevemos o período relativo a esta questão. de voz passiva pro­ nominal. está sendo indicado pelo pronome relativo “que”. seu imediato antecessor. também de voz passiva pronominal. questão 12. item (D). para que concorde com o sujeito "um dos exemplos de delitos vantajosos”. Para que se entenda melhor a presente afirmativa. em que o verbo “dever”. na prova I. indicado por “as sanções” (B) Concordância verbal incorre ta. na segunda oração. com o núcleo em “um”. “Não houvessem sido criadas quaisquer regras de convívio. Na primeira oração. o que implica emprego do verbo "infringir” em 3a pessoa do plural.]. 195 Português . o sujeito está indicado pelo substantivo “mão”. questão 5. por sua vez representante semântico do pronome demonstrativo “O”. na prova 2. questão 6. O sujeito da locução verbal passiva encontráda na primeira oração é “quaisquer regras de convívio” o que pro­ voca a flexão da referida locução em 3apessoa do plural.r jv v a i v . Este fato impõe o emprego do verbo citado na 3a pessoa do plural. Já vimos outras questões em que surgiu idêntica concordân­ cia. o sujeito está sendo indicado por “as normas e os princípios”. O verbo “constituir” deve ser emprega­ do na 3a pessoa do singular. caracterizando a correta concordân­ cia da locução mencionada com seu sujeito. com as suas orações constitutivas indicadas: [O [que nos mandamentos de Moisés se impõe como um dos princí­ pios fundamentais] é a necessidade de reconhecimento dos nossos li­ mites. Por outro lado. (C) Concordância verbal incorreta. o que acarreta emprego da locução verbal existente na oração em 3a pessoa do singular: “há de lançar”. item (C) e na prova 3. com núcleo no substantivo “cumprimento”. na prova 2. já com o erro origi­ nal retificado e. Na seqüência. O período ficará corretamente redigido deste modo: “No caso de que se infrinjam as normas e os princípios. (E) O sújéito do verbo “impor”. A forma correta de redigir-se o período é.n ü u i i v r r i x o » u c h íü u lu í m u iH U p a to /i^ -a rV ^ U U / tais”. estaríamos todos vivendo sob o comando de nossos instin­ tos mais primitivos”.

a chamada va­ lidade universal” (B) Correlação veibal correta. (B) Tendo cabido ao hom o sapietts discriminar critérios de convívio. fazia-se necessária a sanção dos que viessem a cometer delitos”. (D) Correlação verbal incorreta. até hoje. A forma de pretérito imperfeito com que surgiu a locução “viesse a permitir” exige o emprego da locução verbal passiva da oração precedente em futuro do pretérito. em pretérito imperfeito do subjuntivo. impõe o uso do verbo “fazer” em pretérito imperfeito do indicativo. após a retificação necessária: “A relação de equilíbrio entre direi­ tos e deveres comuns estaria sendo prejudicada caso se viesse a permi­ tir a existência de privilégios”.Provas Comentadas da FCC 06. A frase estaria corretamente grafada assim: “Se não variassem de cultura para cultu­ ra. as regras de convívio terão alcançado. O texto retificado resultará em: “Para que não se consagrasse o péssimo exemplo da impunidade. (C) Correlação verbal incorreta. Esta é. as regras de convívio teriam alcançado. efetivamente. Observemos as correlações entre tempos e modos verbais existentes em to­ das as alternativas desta questão: (A) Correlação verbal incorreta. conseguiu ele criar uma organização social que. efetivamente. a chamada validade universal. Está bem observada a correlação entre os tempos e modos verbais na cons­ trução do período: (A) Se não variassem de cultura para cultura. não abdica de punir quem os desrespeite. os homens estariam sempre se esforçando para tê-la superado. O pretérito imperfeito do subjuntivo em­ pregado em “variassem” demanda o emprego da forma verbal compos­ ta da oração seguinte em futuro do pretérito composto. auxiliar de uma locução verbal. (E) Enquanto os animais continuam regulando-se pela "lei da selva". a resposta da questão. Não há qualquer forma verbal desta alterna­ tiva que necessite de reparo. Décio Sena 196 . (C) A relação de equilíbrio entre direitos e deveres comuns estava sendo prejudicada caso se viesse a permitir a existência de privilégios. Assim ficaria o texto. bem como o do pretérito imperfei­ to do subjuntivo para o verbo "vir”. O emprego da forma “consagrasse”. (D) Para que não se consagrasse o péssimo exemplo da impunidade. fazse necessária a sanção dos que vierem a cometer delitos. então.

Deste modo ficaria á frase após a retificação: ^Enquanto os animais continuam regulando-se pela ‘lei da selva’.) o sujeito pode tirar proveito pessoal de uma regra por tê-la infringido: í I (C) (. Esta. j Vejamos os valbres semânticos e sintáticos â e todas as. para o verbo “estar”. substituir a formáde infinitivo composto ("ter superado’]) pela de infinitivo simples do verbo “superar”.orações sublinhadas da presente questão: i : ! j (A) Temos. tem valor ádjetívo. •| ! 07... preposição “de”. I ■ ■ r í I .. reduzida d. os homens estão sempre se esforçando para superarem-naf. em relação ao pronome substantivo demonstrativp “aquilo”. Deveíse.) o ideal da civilização é permitir que todos os indivíduos vivam sob os mesmos princípios éticos acordados. É oração suboi-dinada adjetiva restritiva e não contém vaior semântico de finalidade.) o ponto de pàrtida para a boa Conduta éo reconhecimento dáquilo que hão pode ser permitido. uma oração principal de período compostò por subordinação.' ! j (B) Neste itenJ.e infinitivo. [ j (D) A oração sublinhada “para dar base e estabilidade às relações entre qs homens” indica. com bastante clareza. que surgiu contraído*com a.. j i T i : (D) (.. demanda o empre­ go.. nesta alternativa. portanto. õ fim para que existem as regreis de convívib. igualmente no presente do indicáüyo.Auditor-Fiscai de Tributos Municípais/ISS-SP/2007 I : I (E) Correlação' verbal jincorreta. j 197 i Português . Expressa uma finalidade a oração subordinada adverbial sublinhada em: (À) (. a oração sublinhada deseilvolve valor semântico de catjsa.. O presente do indicativo encontrado em ”continuaih” verbb auxiliar de uma locução verbal.é a resposta da questão.) a religião toma para si a tarefa de orientar a conduta humana: j (B) (. que se inicia por um pronome relativo. tambéni. reduzida de infinitivo. Trata-sê de unia oração subordinada adverbial causai.) as regras de convívio existem pára dar base è estabilidadeàs re­ lações entife os homens: j (E) (. em que a segunda oração (“de orientar a conduta humana”) iexerce função sintática de complemento nominal. | j’ | (C) Desta vez a oração sublinhada.Prova 10 ... Trata-se de oração subordinada adverbial final. Não hjá valor semântico dè finalidade..

por anáfora.) a quebra desse acordo é a negação mesmá desse ideal da huma­ nidade (3oparágrafo) é equivalente aò de idêntica.. com respeito às equivalências semânticas promovidas entre os termos sublinhados. alusivo a “exemDécio Sena 198 . Esta é a resposta da questão. (C) (.) mas o homo sapiens afirmou-se como tal (1° parágrafo) é equiva­ lente ao de do mesmo modo . no texto. (D) (. A expressão “uma vez” introdutora de valor se­ mântico tradutor de tempo. com os qué isão sugeridos: .. Trátá-se de oração subordinada substantiva objetiva direta.. por exemplo. A substituição de um vocábulo pelo outro na passagem textual transcrita nesta alternativa mostrará o equívoco da afirmativa.) a impunidade. o valor de “homo sapiens”. semelhante a “portanto”. o vocábulo “onde” (ora advérbio..) um exemplo de delito vantajoso: aauele em que o sujeito p od e ti­ rar proveito pessoal (3oparágráfo) éequivalente ao á é aónde . O vocábulo “aliás” (pàlavra:denótàtiva de retifi­ cação). Considerando-se o contexto. Não sé nota nela5 èvidentemente. reproduzida fielmen­ te pelo advérbio "quando”. Está-se propondo que substitua expressão em que se nota pronome demonstrativo seguido por pronome relativo preposicionado. semanticamente. Como sabemos. (B) Afirmativa. Observemos todas as afirmativas dà prèséhte questão. incorreta. 08.. vaíor se­ mântico de finalidade. ora pronome relativo) só pode ser empregado para referências a luga­ res. deve-se entender que o sentido do elemento sublinhado em: (A) (. tem equivalência semântica com “aiém disso” enquan­ to “por conseguinte” conjunção coordenativa conclusiva. é.. aliás»apenas de iniciativas reconhecidas simplesmen­ te como humanas (2o parágrafo) é equivalente ao de p o r conseguinte. uma vez manifesta.... sendo o conjunto formado pela preposição e pronome relativo. quebra inteiramente a relação de equilíbrio (3°parágrafo) é equivalente ao de auando . (D) Afirmativa incorreta. (A) Afirmativa incorreta. introduz va­ lor semântico de conclusão.rrovas v^UU le u u * U c tò U tt rv_>_ (E) A oração sublinhada desta alternativa exerce papel sintático de obje­ to direto da--forma verbal “permitir”. (B) Não decorrem . (C) Afirmativa correta. A leitura do texto faz-nos entender que a expres­ são “como tal” retoma. (E) (. que apare­ cem no texto da prova.

a questão 6 da prova 9 e a questão 7 da prova 10. Lembramos que a pa­ lavra “aonde” representa uma combinação da preposição “a” com o ad­ vérbio (ou pronome relativo) “onde”. Sabemos que. a questão 6 da prova 8. Passemos à presente questão. funcionando como verbo principal. então. Já fizemos algumas questões de conversão de vozes verbais antes desta. O vocábulo "mesma” é. o que. Encontramos na voz ativa constante na enunciação da questão a forma verbal “estabeleceu”.Prova 10 —Audítor-Físca! de Tributos Munídpais/ISS-SP/2007 pio de delito vantajoso”. Passemos agora. não se trata de iugar. o termo ob­ jeto direto da voz ativa irá transformar-se no sujeito desta última oração. o que impede o emprego do vocábulo “onde” sugerido. a forma verbal resultan­ te será: (A) foi estabelecido. Alguns o classificam. 09. o sintagma “critérios de controle dos impulsos primitivos” desempe­ nha papel sintático de objeto direto da forma verbal “estabeleceu”. que se encontra na voz ativa. (B) são estabelecidos. (C) tem estabelecido.terá como sujeito a expressão "critérios de controle dos im­ pulsos primitivos”. Na oração fornecida no enunciado desta questão. Este verbo surgirá em uma locução verbal passiva. (D) têm sido estabelecidos. (E) Afirmativa incorreta. um pronome demonstrativo que recupera o antecedente “negação”. obviamente. Transpondo-se para a voz passiva a construção O homo sapiens estabele­ ceu critérios âe controle âos impulsos primitivos . à modificação da forma verbal. já sabemos que o sujeito da oração que iremos construir . nesta situação. por sua vez. neste fragmento textu­ al. como pronome demonstrativo reforçativo (ou pronome demonstrativo de reforço). Citamos a questão 13 da prova 7. faz-nos deduzir que a locução verbal passiva terá de surgir na 3a pessoa do plural. que se encontra em pretérito perfeito do indicativo.de voz passiva . na transposição da voz ativa para a voz passiva. A sua substituição por “idêntica” transtornaria por completo o sentido do texto original. no particípio 199 Português . Desta forma. que.

que será empregado no tempo e modo em que se encontrava o ver­ bo da oração de voz ativa inicial. na forma de pretérito perfeito do indicativo e na 3apes­ soa do plural “foram” A locução verbal passiva que queremos é. que.0 verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do sin­ gular para preencher corretamente a lacuna da frase: (A) Nunca___ __(haver) de prosperar as sociedades cujos princípios se­ jam frágeis. (A) Empregamos o verbo auxiliar da locução verbal “hão de prosperar” em plural. (D) Pela lei m osaica. (B) ______ (caber) aos animais viver segundo os impulsos de seus instin­ tos primários. Surgirá. Falta-nos. assim._____ (cuidar) os homens de observar rígidos ditames. a forma a vir a ser adota­ da pelo verbo "estabelecer”. por “critérios”. Observemos que. substantivo masculino plural. com núcleo em “sociedades”. princípios de interdição. O contexto desta frase só nos faculta o emprego de “ser”. o verbo principal “prosperar” não é impessoal e o verbo “haver” é um mero ver­ bo auxiliar. Vejamos em que alternativa da presente questão a forma verbal sublinhada surgirá numa forma de singular. Para tanto. consequentemente. está indicado em seu núcleo. "foram estabelecidos”. apresentamos todas as alterna­ tivas da questão. atendendo à exigência de concordarmos a locução verbal com seu sujeito. recordando. determinar como estará o verbo auxiliar da locução verbal passiva que estamos construindo. indicado pela expressão “as sociedades”. agora. (E) A nenhum de nós _____ (deixar) de afetar os rigores das sanções previstas. cujo núcleo é "crité­ rios”. com as lacunas já corretamente corrigidas. Logicamente. na locução verbal reportada. como se sabe. Sabemos que os verbos auxiliares de voz passiva são "ser” e “estar”. D^rin Çpna onn . mas concordando com o sujeito da ora­ ção.Provas Comentadas da FCC e concordando em gênero e número com o sujeito. (C) ______-se (estipular) na lei mosaica. 10. ria locução verbal passiva a que desejamos che­ gar é “estabelecidos”.

t.CÓm o sujeito oracional "viver sei gundo os impulsos de seus instintos primários" A expressão “aos anijmais” deseinpenha papel sintático de.. . aproveitando a . Não decorrem. ■ ' J (C) Temos nesta alternativa uma voz passiva pronominal Podemos Verifijcar o seu acerto observando a voz passiva analítica que corresponde à de voz passiva pronominal citada: “Os princípios de interdição. (B) Não implicam. Recordemos. j O elemento sublinhado na frase acima. nesta alternativa. i ] (D) Deve-se o émpregò da forma vèrbál''cuidam” na 3a pessoa do pliiral à necessidade de qud se proceda à sua cònçórdânda com o sujeito indicar do pela expressão “os homens” | j (E) Temos. denojoaina-se partícula apassivadorá (ou pronon^e apassivador). (C) Não têm oijigera. | aliás.sujeito na oração que [ora se estuda.objeto indireto de “caber” Èsta e a resposta da questão. que o pronome "se” integrante deíumi oração de vpz passiva pronominal.oportunidade. daí o obriga» tório emprego do verbo “estipular” naj3Í pessoa do plural.não é impessoal. Está ele indicado pela exprespão "osírigores das sanções grevistas” com núcleo no subs| tantivo em]fiexão de número plural “rigores” Este sujeito provocou a obrigatóriajflexão do verbo auxiliar da ibcução (“deixar”) na 3a pessoa do plural. identificamos seu sujeito na ejxpressão em plural ‘'princípibs de interdição”. (E) Não se atribuem."afetar1. apenas de iniciativas reconhecidas simplesmente como humanas (. | j I : 'i : J.de procèder-se à sua concordânda. (D) Não se devem. \ 201 Português .)* .Prova 10 —Auditor-Físckl de Tributos Municipais/tSS-SP/2007 singular decorre da exigênr . comó se sabe. XI. a presença dejüma locução verbal ("deixam de afetar”). são estipulados na lei mosaicat Comprovada a afirmativa dè que temos juma oração de voz^passiva pronominal... jcujo verbo principal . poderá permanecer o mesmo caso substituamos Nãò decorrem por: ■ (À) Não advêm. Isto équijvale a dizer|que há .

A presença da preposição “de” regendo o complemento indireto (objeto in­ direto) da forma verbal “decorrem” resulta. Quando esta re­ gência ocorre. sendo.)” Esta é. no tocante à suá regência. aquela em que ocorre verbo ou nome que igualmente demande preposição “de” regendo seu complemento. agora. Nesta passagem. quando se contempla o nível formal da linguagem. Teríamos a frase que se segue: “Não têm origem. aliás. as formas possíveis para o emprego do ver­ bo “implicar” nesta passagem seriam: “Não implicam.. apenas ini­ ciativas reconhecidas simplesmente como humanas („)**. conforme modernamente este verbo vem sendo emprega­ do.Provas Lomentaaas cia K_c Estamos à frente de uma questão de regência verbal. apenas em iniciativas reconhecidas simplesmente como humanas (. a frase: “Não se atri­ buem. ou. aliás.. (A) O verbo “advir” pode ter regência transitiva indireta.)”. Modernamente. a forma “atribuir-se” (pronomi­ nal) faria surgir a preposição “a”. que seria a re­ comendada pelo emprego culto formal da linguagem. (C) Agora.)”. nas diversas alternativas da questão. como este sentido. a resposta dá questão. apenas a iniciativas reconhecidas simplesmente como hu­ manas (. (D) A forma verbal “dever-se” (pronominal). “Não implicam. apenas de iniciativas reconhecidas simplesmente como humanas (. (B) O verbo “implicar” . de ser este ver­ bo de regência transitiva indireta e de seu complemento surgir regido pela preposição citada. naturalmente.empregado com sentido de “acarretar” . empregada nesta alternativa. faria surgir a preposição “a” e o texto ficaria sob a forma: “Não se de­ vem..)” (E) Tanto quanto na alternativa anterior. aliás. apenas em iniciativas reconhecidas simples­ mente como humanas (. vem sendo costumeiro seu emprego transitivo indireto. apenas a iniciativas reconhecidas simplesmente como hu­ manas Décio Sena 202 . assim. ainda. restando.. Procuraremos. Deste modo. aliás. seu complemento surge a ele ligado pela preposição “de”. então. seu complemento regido pela pre­ posição “em”. Várias questões de diversas Bancas Examinadoras já assim o empregaram... aliás. á preposição a reger o substantivo “iniciativas” seria “em” e de­ mandada pelo substantivo “origem”.tem regên­ cia transitiva direta.. teríamos a frase corretamente escrita deste modo: “Não advém.. neste caso. aliás.

0 termo sublinhado constitui o sujeito da seguinte construção: (A) Não se encontrou uma forma definitiva de organização social. O pronome sublinhado é partícula apassivadora (ou pronome apassivador). para üns) formada por "É (. suprimido o expletívo. em relação à qual surgiu posposto. A estrutu­ ra da oração que forma esta alternativa. (A) Afirmativa incorreta. Observemos todas as alternativas da presente questão. Observemos. (D) Afirmativa correta. A expressão “por conta das reiteradas situações de impunidade” desem­ penha papel sintático de adjunto adverbial de causa. (C) Tais delitos acabam tornando-se estímulos para a banalização das transgressõesi (D) Ocorre isso por conta dás reiteradas situações de impunidade. é “Nessa condição vivem os animais” em que o sujeito está indicado por “os ani­ mais1 ’. O pronome demonstrativo sublinhado “isso” é o sujeito da forma verbal “Ocorre”. ao qual se uniu por meio da forma verbal de ligação “tornando-se”. (B) Ê nessa condição qiie vivem os animais. a existência de expletivo (expressão de realce.. O substantivo “interdição” funciona sintaticamente como núcleo de adjunto adverbial de lugar. O substantivo “condição” sublinhado. Estamos em busca dos sujeitos de cada oração. Como po­ demos ver» o sujeito das duas orações de voz passiva está indicado pelo sintagma “uma forma definitiva de organização social” (B) Afirmativa incorreta. Estamos com uma oração de voz passi­ va pronominal» que tem sua correspondente passiva analítica em “Não foi encontrada uma forma definitiva de organização social5 ’. desempenha papei de nú­ cleo de adjunto adverbial de modo. Esta é a resposta da questão.. A oração está em voz passiva pronominal.) que”. com respeito à aná­ lise sintática das expressões sublinhadas. (E) Deve-se reconhecer na interdição um princípio da lei mosaica.Prova 10-Auditor-Fiscai de Tributos Municipaí5/l5S-SP/2007 12. o que se comprova pela possibilidade de a reescrevermos sob a forma de pas­ siva analítica “Deve ser reconhecido uni princípio da lei mosaica na interdição”. (E) Afirmativa incorreta. de início. O substantivo sublinhado (“estímulos”) desem­ penha papel sintático de predicativo do sujeito “Tais delitos”. 203 Português . (C) Afirmativa incorreta.

14. Dério Sena 204 . de modo que a cada delito corresponda uma justa punição. na investigação dos fatos. que deve ser grafado com a letra V\ (B) Alternativa incorreta. uma vez que. A palavra “abstenção” é grafada corretamente com “ç” (E) Alternativa correta. (A) Alternativa incorreta. as constituições. O vocábulo "pretensão” é grafado corretamente com a letra “s” (C) Alternativa incorreta. procurar constringir seu poder sobre nós. (E) A dissuasão dos contraventores se faz pela exemplaridade das san­ ções. nenhuma delas dei­ xa-se reger. ao menos. frequentemente. (D) Alternativa incorreta. deve ser empregada a letra V . Não há equívocos no texto desta alternativa. Está correta a grafia de todas as palavras na frase (A) Não constitui uma primasia dos animais a satisfação dos impul­ sos instintivos: também o homem regozija-se em atender a muitos deles. por princípios que desfavoreçam. Observemos todas as alternativas da presente questão. com respeito à grafia das palavras que nelas foram empregadas. devemos. para eles. (D) Se é impossível chegarmos à abstensão completa da satisfação dos ins­ tintos.Provas Comentadas da FCC 13.Estamos em busca da alternativa em que não se nota deslize ortográfico. (B) Por mais que difiram entre si. a qualificar como cruel ou maldoso o comportamento de certos animais. Ocorreu erro de grafia no vocábulo “primazia1 '. (C) Via de regra o abuso de poder constitui um caso difícil de ser apu­ rado. Está inteiramente adequada a pontuação do seguinte período: (A) Embora sejamos tentados. (C) Ê difícil atingir uma relação de complementaridade entre a premênsia dos instintos naturais e a força da razão. ou impeçam algum equilíbrio nas relações sociais. o próprio agente do delito. só há os instintos. o fato é que. costuma exercer forte influência. (B) As situações de impunidade infligem sérios danos à organização das sociedades que tenham apretenção da exemplarídade. No vocábulo “premência”.

Empregou-se corretamente um par de vírgulas para dar-se ênfalse ao adjunto adverbial “frequentemente” Sinalizou-sé corjretamente com uma vírgula a antecipação da oração subordinada ad­ verbial conjressiva que se iniciou com. pois. ainda em caráter facultativo.Auditor-Fisçal de Tributos Municipais/ISS-SP/2007 (0) Ê muito comum nas conversas mais mformais. valorizar o direito. A vírgula encontrada após o substantivo | . quanto à pontuaçãoj deste modo: “Por mais que difiram entrè si as constituições. A vírgula encontrada após o substantivo “influência” está incorreta pois isolá ad-j 205 s Portusuêsi ! ! :! ! . a separação da: forma verbal “difij ram” e seu sujeito. jtam[ bem. a vírgula posíra após o verbo “regei-”. Está incorreta. à vírgula encontrada após “consj tituições” ebtá correta e indicando o ítérmino de oração subordinada adverbial antecipada.. A vírgula posta após o pronome oblíquo tônico "si” promoveu. os indivíduos sé refí rirem a casos públicos de impunidadel tomando-os como justificatvaSj de delitos pessoais. a tendência é de um lado. A vírgula posta após “apu-j rado” está correta e isola. ainda] o isolamento com um par dk vírgulas dp adjunto adverbial "para èíep”.Prova 10 . | (B) Pontuação Incorreta. indevijdamente. a oração subor-j dinada adverbial que a ela se segue. submeter-se ao equilíbrio j entre o direito e o dever. O texto estará . O emprego da víJgula após a locução conjüntiva "uma vez que” separou o articulador bitado do corpo da oração que é por ele introduzida. o que é incorretoj. I (E) Não é fácií. I ! s e n is Analisemos as pontuações propostas para ais alternativas da presente quedtão. uma vez que separa.re|tificado. indicado por “as constituições”. o |agente ida passiva da oração em que sürge o verbo citada Está ainda èquivocado o emprego da vírgula antes da conjunção coorj denativa altjeraativá "ou” Por sua vez.a bonjunção “Embora” e teve setk fim em "animais” Promoveu-se.cdelitof está separando o sdjeito “o próprio agente do de-. posta em ordem direta. nenhuma delas deixajse reger por princípios que desfavoreçam ou impeçam al­ gum equilíbrio nas relações sociais” : ! (C) Pontuação incorreta. buscando ó item em que não haja errosJ I (A) Pontuação 'correta. e de outro minimizar b dever que lhe corresponde. equivocadamente. O texto! poderia aprèsentar-se com uma vírgula de natureza facultativa isolan-j do o adjunto adverbial de modo antecipado “Via de regra”. lito” do verio de qúe é sujeito (‘'costuma”).

Décio Sena 206 . Esta vírgula pode ser mantida. Também está incorreto o emprego da vírgula após o vocábulo “justificativas”. Deveria ter sido empregada uma vír­ gula após a 2a ocorrência da forma verbal “é”. indicado pela oração “os indivíduos se referirem a casos públicos de impunidade”. separa-se a conjunção da oração que por ela é in­ troduzida. (D) Pontuação incorreta. empregada após o adjeti­ vo “fácil”.este período desacon­ selharia. caso haja a inser­ ção de uma outra após o adjetivo “comum”.) nas conversas mais informaisQ os indivíduos se referirem a casos públicos de impunidadeQ tomando-os como justificativas de seus delitos pessoais”. incumbida de isolar oração reduzida de gerúndio. (E) Pontuação incorreta. separou indevidamente o verbo “ser” empregado na forma "é”>de seu sujeito. o que é facultativo. estaria corretamente pontuado deste modo: “Não é fácil submeter-se ao equilíbrio entre o direito e o dever. ao fazer-se isto. uma vez que. O texto. Está correto o emprego da vír­ gula após o substantivo “impunidade”. pois a tendência é. O mesmo expediente de isolamento deveria ter sido empregado para isolar-se a expressão “de outro”.Provas Comentadas da H-i_ junto adnominal que surge ligado por preposição ao substantivo ^influên­ cia”. esta vírgula. A vírgula unicamente posta após o adjetivo “informais” separou indevidamente a forma verbal *É*de seu sujei­ to. A primeira vírgula. de outro. subordinada adverbial. o que não é correto. A vírgula posta antes da conjunção coordenativa explicativa “pois” éstá correta e tem emprego obrigatório. valorizar o direito. no entanto.) o abuso de poder constitui um caso difícil de ser apuradoQ uma vez que o próprio agente do delito costu­ ma exercer forte influência na apuração dos fatos” Indicamos com um par de parênteses as vírgulas âe emprego facultativo. posta em ordem dire­ ta. não se pode empregar a Vírgula após esta conjunção. indicado pela oração “submeter-se ao equilíbrio entre o direito e o dever”. para que se promoves­ se a intercalação da expressão "de um lado”. O texto teria sua pontuação retificada deste modo: “Ê muito comum(. do qual é adjunto. então. minimizar o dever que lhe corresponde”. uma vez que o separa de seu adjunto adnomínal “de seus delitos pessoais”. e. No entanto. Deste modo. haveria a intercalação do adjunto adverbial “nas conversas mais informais”. O texto estaria com a sua pontuação correta deste modo: “Via de regra(. de um lado. O ritmo com que lemos.

é um artigo definido.. na oração em que o pronome aparece. Resta-nos. De início. mas sim de complemento verbal (objeto direto). Devemos. a expressão que abre a oração “no caso das leis mosaicas” não é o predicativo do sujeito que procuramos: trata-se de adjun­ to adverbial. institui-se uma sanção para quem o ignore. para ser o predicativo. O primeiro deles. existirá no texto. o pronome demonstrativo. empregado na 3apessoa do singular do presente do indicativo “é”. procurar a alternativa em que o pronome “o” nela existen­ te desempenhe. Assim. deste modo.Auditor-Fiscal de Tributos Municipais/iSS-SP/2007 15. inevitavelmente. que é pronome oblíquo átono. um desses princípios é o da interdição: “Não màtàrás”. no texto. E. vejamos a análise sintática do pronome sublinhado no texto do enunciado da questão ora estudada: Notemos que. Ora. O pronome sublinhado na frase acima reaparece* conservando a mesma ftmção sintática que nela exerce. vejamos todas as alternativas da presente questão: (A) De início. realmente. Devemo-nos preo­ cupar com o segundo vocábulo “o”. entretanto. nesta outra frase: (A) Para se garantir o cumprimento de um princípio. nem sem­ pre o aproveita em seu benefício. relacionado com a forma “ignore". Sua função. não é de predicativo do sujeito. (E) Se o indivíduo responsável pela aplicação da justiça transgride um princípio. ocorre o verbo de liga­ ção “ser”. (B) Quànto ao abuso de poder. cujo sujeito está sendo indicado pelo pronome indefinido “quem” 207 Português . função sintática de predicativo do sujeito. no entanto. o pronome demonstrativo “o” desempenha este papel sintático. No caso das leis mosaicas. só rigorosas diligências e isenta apuração o evitam. que ninguém o acoberte.f-rova io . ressaltemos que existem dois vocábulos “o” nesta alternativa. O sujeito deste verbo está sendo indicado pela expressão “um desses princí­ pios” Sendo o verbo “ser" de ligação. um predicativo do sujeito. então. (D) O homo sapiens. talvez o maior seja o de não se per­ mitir a impunidade. (C) Dos desafios da nossa sociedade. também. que tem o dom da racionalidade criativa.

(B) Aos homens nunca aprouve respeitar os princípios coletivos quando não prescrita uma punição para quem viesse a menosprezá-los. as relações sociais seriam mais harmoniosas. (D) No caso de evidente erro judiciário. cuja função é de complementar a regência transitiva direta do verbo “aproveitar”. posto após o pronome indefinido “ninguém” é pronome oblíquo átono. encontramos dois artigos definidos “o”. sendo. O vocábulo “o” que surge combinado com a preposição “a” . O segundo vocábulo “o”. um pronome demonstrativo que surge na oração do verbo de ligação “ser”. Esta é. O ter­ ceiro vocábulo “o”. (D) Nesta alternativa. nenhum caso de impunidade será tolerado. antecessor do substantivo “indivíduo” é arti­ go definido. seu objeto direto. é pronome oblí­ quo átono. (E) O primeiro vocábulo “o”. (C) Se os cidadãos elegerem princípios e convirem que estes são justos. 16. a resposta da questão. deve-se ratificar a sanção aplica­ da para que a punição injusta não constitue um argumento a favor da impunidade. que é “talvez o maior [desafio] seja o”. só os infligirá quem se valer de má fé. Na oração em que surge. Podemos notar. (E) Quando todos revirmos o papel sociai que nos cabe e nos dispormos a exercê-lo de fato. Ò primeiro de­ les é artigo definido e surge contraído com a preposiçãó “de” resultan­ do a palavra “Dos”. então. respectiva­ mente acompanhantes dos substantivos “homo sapiens” e “dom”. mais uma vez. (C) Temos três vocábulos “o” no texto desta alternativa. Décio Sena 208 . o pronome “o” funciona como predicativo do sujeito “o [desafio]”.Provas Comentadas da FCC (B) Temos um pronome oblíquo átono nesta alternativa. funcionando como objeto direto da forma verbal “acoberte”. situado após o advérbio “sempre”. flexionado na forma “sejam". então. finalmente. que se refe­ re ao substantivo implícito “desafio”. qual seja o “o” que antecede a forma verbal “evitam”. O segundo é também artigo definido. que o pronome citado exerce função sintática de complemento (objeto direto) da forma verbal referida. Estão corretos o emprego e a flexão de todas as formas verbais na frase: (A) Se os homens dessem ouvido à consciência e contessem seus instin­ tos.integrante da locução prepositiva "Quanto a” é arti­ go definido. O terceiro deles é.

Teríamos. A forma verbal “revirmos”. na passagem em que surge. depois da retificação necessária: |*N o caso de evidente erro judiciário* deve-se ratificar aisanj ção aplicada para que a punição injustaj não constitua um argumento em favor dá impunidade”. de maneira que se marque a ação colocada! ainda. j | Voamos os empregos He todas as formas verbais encontradas nas alternati­ vas da presente. deyer-se-ia ter empregado “consj titua” no niodo subjuntivo. Em lugar jdè “convirem” ~ forma do.Auditor-Fiscal de Tributos MunÍcipals/ISS-5p/2007 | i í E . as relações sociáis seriam mais harmoniosas”. (D) Emprego vèrbal incorreto. A formai “contesse” está equivocada. Chamamos atenção paia o verbo “aprazer”. j (E) Emprego vérbal incorreto. deveria ter sido grafada na passagem cojmentada a forma “contivessem”. j . Chamamos. item (C).3j pessoa do singular do presenj te do indicativo. Relembrfemos que inexiste na conjugação do verbo “constituir” tempo em qué surja a vogal “e” após o radi-j cal “constitii”. notadas em grajmáticas e dicionários diversos. Observe-se que “ele­ gerem” já fora empregado no futuro do subjuntivo. tecemos longo e importante comentárii acerca destè verbo<e de suas variáveisjdè conjugações. então. no pretérito imperfeito do subjuntívò e no futuro do subjuntivo. O verbo “ter”. apresenta-se ísob a forma "tivessem”. infi­ nitivo pessòal do yerbo “convir” derivado de “vir” . Na prova 14.deveria ter sido empregado) “convierem”. em plano dé suposição. ainda. o texto corretamente grafado deste modo: “Se os homens desdem ouvido à consciência é cont tivessem sejas instintos. pertencente ao verbo “rever”. só os infringirá quem se valer de í má-fé”. Não há qualquer deslize de utilização de formà verbal. na 3apesjsoa do plural do pretérito imperfeito dó subjuntivo. grafa-se “constitui”. O período será grafado deste modo.lugar çtej “constitue” forma verbal inej xistente dolverbo “constituir” que. derivado de “ver” estáicórretamente empregada no fu-l 209 | Português . O período: ficará corretamente grafado desj te modo: “Se os cidadãos elegerem princípios e convierem que estes são' j justos. atenção para a forj­ aria de particípio “prescrita” pertinente ao verbo “prescrever”. na. Ocorreu também deslize na éscoíha do vocábulo “infligirá” que deverá ser trocado pelò seu parônimo “infringirá”. (C) Emprego verbal incorreto. Deste modo. Em. questãò: ! (A) Emprego j/erbal 'incorreto. irregular no pretéjrito perfeito do indicativo. qjiestão 14. | (B) Emprego verbal correto. no futuro do sübjuntivo. empregar o pretérito imperjfeito do verbo “conter” que é dérivadó dé "ter”.i Prova 10 . Pretendeuie. no pretérito) mais-que-perfeito do indicatilvo.

de modo enclíticó ao ver­ bo "ignorar”. procederemos.os levem a sério. Exige conhecimentos de regência verbal e de colocação pronominal. "ignorá-los”. 17. Teremos o texto cor­ rigido escrito desta forma: “Quando todos revirmos o papel social que nos cabe e nos dispusermos a exercê-lo de fato.dá-lhes fé —levem-lhes a sério. na passagem “ignorar esses princípios”. "não dá fé á esses priricípios” temos um verbo tran­ sitivo direto e indireto (“dar”). nenhum caso de impu­ nidade será tolerado”. observamos que a expressão “esses princípios” funciona coàid objeto direto de "ignorar”. (E) os ignorar —os dá fé .os levem a sério.levem-lhes a sério. (A) ignorá-los . Vamos proceder às substituições das “viciosas repetições” da frase conti­ da no enunciado da questão. respectivamente. à supressão da letra citada e modificaremos graficamente o pronome para "-los”. Ao unirmos o pronome “os” . (C) lhes ignorar . cujos complementos são “fé” (objeto direto) Décio Sena 210 . A posição em que surge será de ênclise. (D) ignorá-los .levem-nos a sério» Trata-se de modélo de questão que surge com frequência nas provas elabo­ radas pela Banca Examinadora de Língua Portuguesa da Fundação Carlos Chagas. nó verbo. Deveria ter sido empregàdàtambém no futuro do subjuntivo» assumindo a forma “dispusermos”. pois quem não dá fé a esses princípios im­ pede que os contraventores levem a sério esses princípios. Não é preciso amar os princípios de convivência. Em primeiro lugar. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os seg­ mentos sublinhados por. derivadode "pôr”. Teremos. a forma “dispormos” embora existen­ te na conjugação do verbo “dispor”. então.natu­ ralmente indicado para representar um objeto direto cujo núcleo ("princí­ pios”. pélás formas pronominais oblíquas átonas convenientes.lhes dá fé . que termina em “r”. com a colocação do acento gráfico na forma verbal que se tomou um oxítono terminado em “a” Na segunda passagem. (B) ignorar-lhes . como também não se deve ignorar esses princípios. No entanto. neste caso) é tradutor de masculino plural .lhes dá fé . está conjugada em infinitivo pessoal.dar fé a eles .turo do subjuntivo.

desde que não se pode permitir casos de impunidade. empregaremos o pronome “lhes” Teremos. “lhes dá fé” e “os levem a sério” (ou "levem-nos a sério”). (B) Â medida em que desceu Moisés com os mandamentos do mon­ te Sinai. Está ciará. Ao unirmos o pronome “os” à forma verbal “levem”. seus seguidores deram-se conta de que alguns deles paltavam-se pelo princípio da interdição. indi­ cativo de masculino e plural. já que sem as mesmas correria-se o risco de se voltar ao estado da barbárie. em “levem a sério esses princípios”. Como o complemento é indireto e indicativo de plural. coerente e correta a redação da seguinte frase: (A) Conquanto seja impossível a adesão de todos em que se cumpra os princípios de convívio social. onde os infra­ tores ainda pousam de vitoriosos. 18. com respeito à sua clareza. Vejamos cada um dos textos contidos nas diversas alternativas da questão. assim. ainda assim há aqueles que relutam em aceitar tais esforços. coerência e correção: 211 Português . promovere­ mos a alteração da forma pronominal para “-nos”. Finalmente. assim. de forma alguma. Neste caso. É.rmva íu - Auaicor-í-iscai de Tributos Munícipais/ISS-SP/2007 e “a esses princípios” (objeto indireto). (C) Para que se mantenha um mínimo equilíbrio nas relações sociais. O pronome oblíquo átono que substituirá este complemento será. que termina em nasalidade marcada pela letra “m”. (D) Não é mau auferir benefícios pessoais quando estes não acarretam. observada a pródise obrigatória: "não íhes dá fê”. “os”. a seqüência: “ignorá-los”. Não perderemos de vista o fato de a forma verbal estar sendo precedida de advérbio. qualquer tipo de prejuízo ou restrição ao pleno exercício dos direitos alheios. a expressão “esses princí­ pios” funciona como objeto direto da forma verbal “levem”. o que permitiria surgir “os levem a sério”. (E) Emborá nem sempre seja de fácil aceitação. ainda. palavra que provoca pródises obrigatórias dos pronomes oblíquos átonos. restando a forma “levemnos'1 . a próclise pronominal seria também viável e facultada pela existência de sujeito representado por substantivo e encontrado imediata­ mente antes do verbo. nem sempre as sanções deixam de ser necessárias. Temos.

pronome relativo “onde”) mal escolhidos. Hão existe. (B) Alternativa incorreta. de modo que a 3a oração esteja coerentemente em­ pregada. todavia. com a substituição de “re­ lutam” por “insistem”. a incoerência semântica existente na mensagem na oração iniciada por "Ainda assim”. segundo o contexto: “Conquanto seja impossível a adesão de to­ dos para que se cumpram os princípios de convívio social. presente na forma “ “pautavam-se”. a grafia: “Para que se mantenha um mínimo equi­ líbrio nas relações sociais. Por outro lado. ocorreu erro de concordância no emprego do ver­ bo “cumprir” que. seus seguidores deram-se conta de que alguns deles pautavam-se pelo princípio da interdição”. O texto está iniciado por locução que não tem re­ gistro gráfico em nossa língua. (C) Alternativa incorreta. que o ad­ junto adverbial “do monte Sinai" surja após a forma verbal “desceu”. erro de paltavam-se”. má grafia da forma verbal “pousam” em passagem na qual deveria ter sido grafada a 3apessoa do plural do presente do in­ dicativo do verbo “posar”: “posam” Sugerimos. neste texto. a locução “À medida em que” O texto apresenta. que deverá ser retificado para grafia. O texto ficará cor­ reto assim redigido: “ À medida que Moisés desceu do Monte Sinai com os mandamentos. A primeira delas indica proporciona­ lidade. ainda assim há aqueles que insistem em aceitar tais esforços”. (D) Alternativa correta. Apontamos. ainda. Está ocorrendo. deveria ter sido empre­ gado na 3a pessoa do plural. em que os infratores ainda posam de vitoriosos”. é aconselhável que o sujeito “Moisés” surja em ordem direta e. enquanto a segunda traduz valor semântico causai.Provas Comentadas da FCC (A) Alternativa incorreta. Sugerimos a seguinte correção para o texto desta alternativa. para que se evite a ambigüidade presente no texto. também. já que não se pode permitir casos de impuni­ dade. como possibilidade de retificação do texto. Existem as locuções conjuntivas “à me­ dida que” e "na medida em que”. A mensagem de natureza semântica concessiva con­ tida em “Conquanto seja impossível a adesão de todos em que se cumpra os princípios de convívio social”. que resulta de mau emprego de elementos coesivos (locução conjuntiva “desde que” e. ainda. considerado o contexto em que surge. que esteja incorreto e o mes­ mo se mostra claro e coerente. O texto revela uma absoluta incoerência semân­ tica. não é coerente. Cano 010 . Nada há. principalmente. Para que haja mais clareza textual. por ter como sujeito a expressão “os princípios de con­ vívio social” em oração de voz passiva pronominal.

por ter como sujei­ to a expressãjo “as sanções”. à qual teria proveniência na vontade divina. devido à contração da preposição “a”. i NÃO se justificam as ocorrências do sinal de crase em: (Á) Não me reporto à impunidade de um ]caso particular» mas àquela que se generaliza e dissemina à descrença na justiça dos homens. dèveria ter sido grafada “sejam”. j j I : : I• • (C) O autor do texto faz menção à uma sériè de princípios de interdirão. o?que| será retificado com a substituição da expressão “nem sempre” (2tt ocor-1 rência) pelo iadvérbio “nunca”. caracterizadppela ocorrência de uma ênclise a forma verbal flexionada em futuro do pretérito.:Ocorrem crases nas duas passagens de emprego de acento gravé. Há. com núcleo'no substantivo “sanções”. (B) È difícil admitir que vivem à solta:tantos delinqüentes. com o "a” inicial 213 Português j .Prova 10 . sobretu­ do quando se sabe que pessoas inocentes são levadas à barra dos tribunais.Auditor-Fisçaljde Tributos Municipais/ISS-SP/2007 (E) Alternativa incorreta. . presente! no texto pela mesma razão anteriormente apontada. De início.exi­ gida pela regência da forma verbal “mè reporto”. Na primeira delas. contraíram-se uma preposição . Como sabemos. futuro do pretérito e pàrticípia Corrigida a passagem citada» surgiria o pronome em mesóclise: "correr-se-iaM . (E) Quem dá credito à ação da justiça nãò pjbde deixar de trabalhar para que não se furtem ás sanções os mais poderosos. erroú-sè na concordância da forma verbal de presente dò subjuntivo do verbq "ser” que. I . já que sem as mesmas correr-^e-ia o risco de se voltar ao es tado da barbárie”. íjía segunda. Vejamos todas ajs alteriiativas desta qüestao. empregada de modo pronominal com o artigo definido “a” antecessor do substantivo "im­ punidade”. as ênclises pronominais jamais poderão ocoírrer em três formas verbais: futuro do presente. ainda^ erro de colocação pronominal. (D) Assiste-se hoje à multiplicação de casos de impunidade. Por sua vez.ja segunda oração contém in­ formação semântica incoerente com o teor significativo do texto. Assim fkkrá o texto correto: “Embora | nem semprej sejam de fácil aceitação. em busca daquela em que se nota emprego indevido jdo acento grave indíqátívo de crase: (A) Alternativa çorreta. as sanções nunca deixam de ser| necessárias.. à descabida proliferação de maus exemplos de condüta social.

sujeitos não podem ser preposicionados. (B) Alternativa correta. exigida pela regência do verbo "assistir” ~ empregado com sentido de “vér’V“presenciar” “estar presente” .do pronome demonstrativo "aquela”. não havendo preposição para que ocorra o fenômeno da crase. prevalece o princípio da interdição. vocábulo que integra o pronome relativo “a qual”. com o artigo definido “a”. antecessor do subs­ tantivo “barra" (C) Alternativa incorreta. Na segunda.. temos uma locução adverbial formada por palavra feminina. cujo o rigor é indiscutível. Os dois acentos graves encontrados nesta alterna­ tiva sinalizam crases formadas pela mesma razão: contração da pre­ posição “a”. Na primeira ocorrência do acento grave. com o artigo definido “as”. Em “a descrença” temos o objeto direto da forma verbal "dissemina”. . apenas.com o artigo de­ finido antecessor dos substantivos “multiplicação” e “proliferação”. que antecede o substantivo “sanções”. Está correto o uso do segmento sublinhado na frase: (A) Trata-se de um texto em cuja tese poucos devem mostrar-se contrários. o que é vedado. Ná primeira ocorrência o acento grave sinaliza a contração da preposição “a”. respectivamente. No segundo caso.com o artigo definido “a”. que antecede o substantivo “ação”. o que indica que o vocábulo K a” é. uma contração da preposição “a” exigida peia regência da forma verbal em particípio "levadas”. a cujos os ho­ mens precisam superar. (B) A natureza também tem seus princípios de violência. . (C) Nos ditames da lei mosaica. o pronome relativo “a qual” desempenha papei sintático de sujei­ to da forma verbal “teria” e. 20 . Décio Sena 214 . exigida pelo objeto indireto da forma ver­ bal transitiva dirètá e indireta “dá" . Na segunda ocorrência temos contração de preposição “a” exigida pela regência transitiva in­ direta da forma verbal “furtar-se” (pronominal).do verbo “dar” . (E) Alternativa correta. como sabemos.... . empregou-se um acento grave antes de artigo indefinido. No primeiro caso. (D) Alternativa correta. Observam-se dois empregos indevidos de acen­ tos graves indicativos de crase.

Esta questão trabalha a sintaxe do pronome relativo "cujo” (e eventuais fle­ xões). verbo principal da locução verbal situada na oração a que pertence o pronome relativo a ser empregado. com o intuito de reger o relativo “cuja”. “quanto” . podendo desem­ penhar funções sintáticas de sujeito. ItlU U U O i i v i u n i a p a i s / t i > i . encontramos o pronome relativo “cujo” entre dois substantivos. de todos os demais pronomes relativos (“que”. tornam-se inócuos quando desprestigiados.n u v a U t. texto em que a expressão “a cuja tese” desempenha papel de complemento nominal. Por sua vez.e ‘ onde”). Observemos. 215 Português . Em geral. agora. Como sabemos. que (os quais) os homens precisam superar”. (Á) Está ocorrendo erro que se caracteriza por escolha indevida da prepo­ sição “em”. mostramo-nos contrários a alguma coisa ou a alguém. ou seja. ao pronome adjetivo relativo "cujo” (além de suas eventuais fle­ xões) caberá unicamente a função de adjunto adnominal Tal pronome. (E) Os braços da justiça» a cuio alcance deveriam estar todos. Afinal. objeto direto. que poderá ser “que” ou “os quais”. A preposição a ser empregada naquele espaço é exigida pelo adjetivo “contrários” e. teremos a alternativa retifi­ cada em: “ A natureza também tem seus princípios de violência.e flexões . o pronome relativo não poderá estar regido por preposição. de emas ninguém devia se afastar. quando nos mostramos con­ trários. surgirem sempre em lugar de um substantivo. (B) Desta vez não pode haver emprego do pronome relativo “cujo”. Como a forma verbal “superar”. nas alternati­ vas da presente questão. A retifi­ cação da passagem apontará: “Trata-se de um texto a cuja tese poucos devem mostrar-se contrários”. “quem”. já que se pretende recuperar o substantivo “princípios [de violência]”. mas sim ao lado de um substantivo. no tocante ao em­ prego. Assim.e flexões -. não está em lugar de um substantivo. teremos de utilizar um pronome substantivo relativo. o pronome relativo “cujo” difere. Assim. os empregos do pronome relativo “cujo”. tem de ser a preposição “a”. tem regência transitiva direta. por ser pronome adjetivo. não são exataMeáté ás èiésmás aò longo do tempo. comple­ mento nominal. “o qual” . assim sendo. objeto indireto.b p / ^ u ü 7 (D) As normas da ética. predicativo do sujeito e adjunto adverbial. A diferença decorre do fato de estes cinco pronomes relativos ora citados serem pronomes substantivos relati­ vos.

neste caso. ou seja. “as quais”. Deste modo. Por outro lado. as­ sim. na medida em que se pretende recuperar semantica­ mente o substantivo “normas”. que lhe vem após. Em nenhuma situação podem-se empregar artigos definidos após o relativo "cujo” e suas eventuais fíexões. deve-se recorrer ao pronome relativo “que” ou. neste item. o seu emprego. antecessor do pronome relativo a ser empregado. observemos que o pronome “cujo” reporta-se ao substan­ tivo “alcance”. (E) Alternativa correta quanto ao emprego do pronome relativo. teremos. ou seja. a preposição “a” surge da compreensão de que todos deveriam estar ao alcance do braço da justiça.Provas Comentadas da FCC (C) Agora o erro caracterizou-se pelo emprego do artigo definido “o” após o pronome relativo “cujo”. é um pronome adjetivo relati­ vo. Gabarito: 01) B 02) D 03) E 04) C 05) A 06) B 07) D 08) C 09) E 10) B 11) A 12) D 13) E 14) A 15) C 16) B 17) A 18) D 19) C 20) E Décto Sena 216 . Inicialmente. (D) Ocorreu. de que (ou das quais) ninguém devia se afastar. a frase corretamente expressa desta forma: "As normas da éti­ ca. não são exatamente as mesmas ao longo do tempo”. erro semelhante ao que comentamos na alterna­ tiva (B). sendo imprescindível. prevalece o prin­ cípio da interdição*. A fra­ se ficará retificada com a simples supressão do artigo definido citado: “Nos ditames da lei mosaica» cujo rigor é indiscutível. Observe-se que a regência de “afastar-se” exige a preposição “de”: afastar-se de alguém ou afastar-se de alguma coisa.

Na ividá real. Se passamos o dia entre esses pólos de flutuação. afirmam quef estar infeliz é mais do que natural. E quando tais sentimentos provpcam algum tipo de dor. Sim. do que gostamos. Superintessante. Sem dúvida. a tristeza nos ajuda a sobreviver. antes de manifestá-la. òu externbs. como a perda de um em­ prego ou de um pmor. Dé sáber o que queremos. uma pos­ sibilidade de nos conhecermos melhor. melancolia ou coração apertado. ninguém éosta dela. ÍÉ uma resposta natural a si­ tuações de perda ou de frustrações. uma das piores sen­ sações da nossa existência. Tristeza é um sentimento que respondeja estímulos internos. Especialistas. No caso da tristeza* nosso organismo elabora e amadurece a emoção. Até hojej.Provall As questões de números 1 a 8 baseiam-se no testo apresentado abaixo É melhor ser alegre que ser triste. isto é. que nósjfazem felizes. como o organismo poderia nos avísardè algo que não vai bem? (Adaptado de Mariana Sgarioni. iA tristeza é um dos raros mo­ mentos que nos permite reflexão. ejn que são liberados hormônios cerebrais responsáveis por angústia. já dizia Vinícius de Moraes. poderíamos nos atirar de um penhasco. E soniente com essa dareza de dados é què podemos buscar atividades que nos dão prazer. 18-20} 5 io 15 20 25 3o 217 . Assim como a dor e o medo. Ê fato: ser feliz o tempo todo está [virando uma obrigação a pònto de causar angústia. que é uma resposta imediata a um estímulo. muita gente chora ao ouvir esses versos porque eles tocam num ponto nevrálgico da vida humana: os sentimentos. no entanto. é bom não levar tão a sério os comerciais de margarina em que a família é linàai perfeita. porque se não sentís­ semos medo. fica difícil esquecer -j e ainda mais suportar. Emoção & inteligência. memórias. vivências. “A tristeza éjuma resposta que faz partè de nossa forma de ser e de estar no mundo] Passamos o dia flutuando entre pólos de alegria e in­ felicidade” afirma o médico psiquiatra Rics rdo Moreno. Vivemos uma época em que a felicidade constante é praticamente um dévir de todos. é necessário à condição humana. ninguém a quer. funciona mais ouj menos assim: parece bonita apenas nas músicas. entoando emj rima e em prosa que triste­ za não tem fim. O poeta p ia mais longe. como recordações. Á tristeza. Não se trata de uma èmoção. E se não tivéssemos dor. sim. alegre e até os ca­ chorros parecení sorrir o tempo inteiro. Já a felicidade. p. uma volta para nós mesmos.

Deste modo. (B) Felicidade corresponde a uma forma ideal de vida. Diante deste tipo de questão devemos» então. no sentido de por que ele foi escrito.01. (C) Tristeza é um sentimento natural de reação a situações de frustração. alternamos tais momentos com outros momentos felizes em um dia só. observamos que a intenção maior é. eventualmente. Com este modelo de questão. quando se afirma que a tristeza é um sentimento natural de reação a si­ tuações de frustração. Décio Sena 218 . sentimentos permanentes da vida. No presente texto. sim. sendo. Estaremos. frequentemente são colocadas à disposição do candidato. procurar descobrir qual a razão de ser do texto. inerente à condição humana. ao dissertarmos sobre alguma coisa. por isso utilizados atualmente por publicitários. sem dúvida. são acometidas de tristeza. Às vezes. Ou seja. todos nós temos nossos momentos de tristeza. utilizamos argumen­ tos para fundamentar nossos pontos de vista. ser confundidos com a razão primordial da existência do tex­ to. então. Tais argumentos não de­ vem. mas que não representam seu cerne. em busca de quai terá sido a razão central para que o texto viesse a ser elaborado. portanto. (E) O ideal que todos devem buscar. são os temas preferidos de poetas e músicos. inclusive. portanto. Até porque a triste­ za significa a reação que temos. como a tristeza. uma vez que todas as pessoas. passagens que realmente estão contidas no texto. as­ sim. O enunciado da questão solicita que o candidato aponte a ideia principal do texto. pôr-nos a par de que estarmos tristés não é uma coisa incomum. e. sua ideia central É sabido que. Identifica-se a ideia principal do texto em: (A) Poetas convivem com sentimentos negativos. em seu dia a dia. como meros elementos hòs qúáis nós apoiamos para justificar nossa tese. a resposta para a presente questão encontra-se na alternativa (C). sendo. inerente à condição humana. por isso peças de publicidade enfatizam os momentos mais agradáveis da vida familiar. nas diversas alternativas. (D) Tristeza e felicidade. deve ser o de se sen­ tirem constantemente alegres e felizes. a fatos que nos são adversos. porque são incapazes de percebe? os momentos felizes que ocorrem normal­ mente no cotidiano das pessoas.

e aproveitarmos para dela extrairmos lições que nos serão de grande valor no futuro. o texto afirma que Vinícius de Moraes já dizia que é melhor ser alegre do que ser triste. ambos. A afirmativa correta. algo que damos como natural em nossas reflexões. sensação de dor nas pessoas. provocam. Há nele. em seu início. apóia-se em descobertas recentes sobre os sentimentos humanos. sua destinação central. o texto não nos afirma que tristeza e felicidade são sentimentos permanentes da vida. Tal obrigatoriedade. (E) Alternativa perigosa. 219 Português . necessaria­ mente. 02. (C) a televisão. quando ela nos chegar. custe o que custar. observaremos: (A) Afirmativa absurda. ao mostrar situações familiares de felicidade completa.riuva t i — i ewifiiu juutucmu/ i iNU-ar/^vuo Comentando as demais alternativas. uma vez que. Talvez valha a lembrança: a ideia central do texto não tem de ser. deixa-nos clara a ideia de que devemos aceitar a tristeza. deste modo. sim. evidentemente Mariana Sgarioni não encampa esta compreensão da vida. qual seja a de que devemos buscar a felicidade a qualquer preço. está. (E) a tristeza constitui um sentimento que propicia ao ser humano maior consciência de si próprio e de seus anseios. Mas não traduz a sua ideia principal. (D) o choro causado pelos versos de uma música bem triste ensina as pes­ soas a suportarem melhor as grandes frustrações da vida real. Mas isto não representa a ideia central do texto. (B) sentimentos de felicidade e de tristeza. de acordo com o texto. todos nós devemos buscar ser fe­ lizes. não há qualquer menção ao fato de os publicitários utilizarem a tristeza e a felicidade em suas cam­ panhas publicitárias. isto sim. Ocorre. (D) Há algumas falhas na presente afirmativa. embora sejam opostos entre si. Inicialmente. alternando-se. hoje em dia. apenas. Em seu último parágrafo. as pessoas sentem-se obrigadas a ser felizes. converten­ do-se em angústia. Ora. é: (A) vinícius de Moraes tinha toda a razão quando escreveu que tristeza não tem fim. breve passagem em que a autora nos alerta para o fato de ser apenas fantasia o fato de existirem famílías nas quais até os cachorros parecem sorrir. (B) A afirmativa feita neste item é correta e encontra amparo no texto. como se fosse sua obrigação estarem feli­ zes. inclusi­ ve. segundo a autora. menção ao fato de que. mas a felicidade. Evidentemente. Por outro lado. Entendemos que são sentimentos que permeiam a nossa existên­ cia.

quando envoltos pelo sentimento da tristeza. Nele lemos o testemunho de um médico psiquiatra.. sem que haja predomínio de um sobre o outro. promover o desdobramento desta ora­ ção.. mas sim a reflexão que desenvolvemos. muita pente chora ao ouvir esses versos . Não é o choro causado por versos de uma músi­ ca bem triste que nos ensina a suportar melhor os reveses da vida. Quanto às demais alternativas. a noção de: (A) tempo.muita gente chora quando ouve esses versos. mantendo o mesmo sentido original. então. que nos deixa claro que os sentimen­ tos de tristeza e de alegria são cambiáveis em nossa vida.. O fragmento sublinhado é uma oração reduzida de infinitivo. Podemos encontrar ampla justificativa para ela no parágrafo final de nos­ sa leitura.. Poderíamos. E isto não é autorizado pela leitura. (B) Afirmativa incorreta. (C) condição. bem como afirmativas genericamente atribuí­ das a “especialistas”.. Percebemos. a resposta fica bastante ciara e contida na alternativa (E).. 03.Provas Comentadas da FCC Do que já lemos relativamente ao texto de Mariana Sgarioni e do que refle­ timos acerca dele. Não é correta a afirmativa de que a alegria provo­ ca dor nas pessoas. Não há menção a qualquer descoberta recente acerca de sentimentos humanos no texto. (D) Afirmativa incorreta. . Oécio Sena 220 . (Io parágrafo) O segmento grifado acima introduz. (B) restrição. no curso de uma existência.. Aceitá-la como correta seria aceitar a supremacia temporal da tristeza sobre a felicidade. vejamos: (A) Afirmativa incorreta. no contexto. o que faria resultar: . (D) finalidade. claro nexo semântico temporal. (C) Afirmativa incorreta.. (E) alternância.

A expressão “a emoção” funciona como objeto di­ reto de “amadurece” Empregou-se. déverse-ia ter emfregado.desempenha função de obje­ to direto da forma verbal “tivéssemos”. A posiçãojproclítica . Como sabemos. (B) não levar tão a sério os comerciais . Tal pronome. Ocorreram. Sendo expressão de gênero mascjulino einúmero plural. foi feita pelo pronome. Neste caso..Prova t1 “ Técnico Judiciárro/TRE-SP/2006 04. então. O substantivo fangústia” funciona como-ob­ jeto direto de “causar”. j (D) Substituiçãoj incorreta. (C) a ponto de causar angústia = de cansá-la: (D) podemos buscar atividades ~ buscar-ihes. represéntando-a.não! levá-los tão a sério. promoveu-se sua substituição pelo pronome pessoal oblíquo átono “os”. rriesmo com o advérbio' “não” 'antecedendo o verbo. por sua vez. funcionar também como objetojdireto. I :I 221 Português! . provocou a queda da consoante final do vérbo e. (B) Substituição j correta. Sjua substituição pelo pronòme. o [pronome pessoal oblíquo áto­ no “as”. neste caso . o qiie faria surgir a forma “busc4-las”. os mesmos fatos gráficos descritos ná (alternativa anterior. o quemão ocorre com o verboÍ"buscar”. a substituição dos segmentos grifados pelo pronome correspondente está INCORRETA somente em: (A) elabora e atiiadurece a em oção —elabora e amadurece-a. Os infinitivos facuii * ■ tam as próchses pronominais.deve-jse à presença do advérbio “não”. “a”. que antecede “tivéssemos”. que é transitivo direto. então. Considerando-se o contexto. modificou-se em “-los” À presença enclítica do prono­ me "-los”. pessoal oblíquo átono é legítima. . Vejamos cada uma das sabstituições levadas a efeito: (A) Substituição [correta. ió podém ligar-se a Verbos* tjjànsitivos indiretos. quando em função de complemen­ tos verbais. A expressão “os comerciais” desempenha papei sintático de bbjeto direto da forma verbal “levar”. ao ligar-se por ênclise à forma vérbal “levar”. “ Atividades” é substantivo que exerce a função de objeto direto da forma verbal “buscarj”. já que se trata de substantivo de gêne­ ro feminino e número plural. (C) Substituição) correta. o prono­ me pessoal oblíquo átono “a” para. o pronòme “lhe” e sua firma flexionada “lhes”. de forma acertada. . . jna junção enclítica do pronome. (E) se não tivéssemos dor = se não a tivéssenios. (E) Substituição |correta. Sua troca. deve-se ao fato de a forma Verbal “levar” ser de infinitivo.: ! j.obrigatória. O substantivo “dor”. obrigatoriamente.

recebeu o acento' diferencial de intensidade. “pêlo”. “côa” . (fí) a vida pára e perde seu significado em momentos de tristeza. o que. (3o parágrafo) A frase em que se emprega uma palavra acentuada pela mesma norma que justifica o acento gráéco no vocábulo grifado acima é: (A) a tristeza é um sentimento saudável na vida das pessoas. É. uma observação acerca do acento gráfico em “pólos”.ainda poderão ser . mais uma vez insisti­ mos.juntamente com os seus correlatos empregados em “polo”.: O Acordo Ortográfico também aponta a possibilidade de se empregar. os acentos diferenciais dás formas verbais *pôr" (infinitivo) e “pôde” (pretérito perfeito do indicativo). “péla”. levou-nos a comentar a presente questão. nesse caso. Assim. existente na fráse que surgiu rio enunciado desta ques­ tão.pelo Acordo Ortográfico vigente a partir de janeiro de 2009. (C) com frequência. O vocábulo “pólo”. ainda em caráter de transição até dezembro de 2012. fazendo-lhe. um acento diferenciáide timbre. Lembramos que vocábu­ los homógrafos são aqueles que têm a mesma grafia e significados distintos. sentimo-nos tristes. sem mesmo saber o motivo. Inicialmente. Recebiam a de­ nominação de acentos diferenciais de intensidade.empregados para que se procedes­ se à diferença entre vocábulos homógrafos átonos e tônicos. facultativamente. moti­ vador da presente questão: esse sinal gráfico foi suprimido . acento cincunflexo no substantivo “fôrma” para que se estabeleça a oposição com a forma verbal "forma”. seus empregos configurarão erro de acentuação gráfica. Istò' para que se fizesse a distinção entre “pólo” (cada uma das extremidades do eixo imaginário em torno do qual a Terra executa seu movimento de rotação). “pôlo” (falcão ou gavião com menos de um ano) e “polo” (contração em desuso de preposição Décio Sena 222 . Foram mantidos. contudo. preservamos os textos originalmente empregados em cada uma das provas. “pêrá”.05. Todos esse acentos eram . neste caso. Após o dia Io de janei­ ro de 2013. Se passamos o dia entre esses pólos de fluU iação .. embora com'data marcada para extinguir-se.. "pára”. “péra”.. essa devida observação inicial. (D) pesquisadores apontam com segurança o caráter inconstante da felicidade. (E) após momentos de grande felicidade podem surgir sentimentos de tristeza. não teria razão de existir a partir de janeiro de 2013. apenas. a questão que ora se analisa. os comentários ora dispostos referem-se ao sistema ortográfico vi­ gente na oportunidade em que a prova foi aplicada e. de tèrcéirá pessoa dó singular do presente do indi­ cativo do verbo “formar”. ainda em vigor entre nós. Por óbvio. Como dispusemos em nossa notà introdutória à presen­ te edição deste trabalho.

"saudáver . pois são respostas naturais a determinadas situações vividas. respectivamente. (B) Pessoas que.paroxítono terminado em " 1”."para” (preposição). "pêra” (fruta) . daí chamar-se o sinal que sobre elas se põe de acento diferencial de intensidade.pelo (preposição)* Recomendamos uma leitura atenta do capítulo de acentuação gráfica. fa­ zem parte do cotidiano. Há um grupo não muito extenso de vocábulos que se apresentam com igual acentuação gráfica. sobre a palavra "pára”. pelo menos. o mesmo que "para”). Como os timbres das vogais tônicas dos dois pri­ meiros são. encontrado no volume 5 de “ As Ültimas do Português Nas alternativas fornecidas. tais como se observa nos comerciais divulgados na mídia.pêlo'(substan~ tivo) . 06. (E) Sentimentos de tristeza. tomaram-se uma obrigação da vida moderna. (C) "freqüência” . “pélo" (forma do verbo "pelar”) . assim justificam-se os acentos: (A) **é” -monossílabo tônico terminado em “e”. Os dois primeiros vocábulos são tônicos e o terceiro. como o de tristeza. átono. (C) Torna-se impossível quaisquer tentativas de só sentirmos alegria.com artigo definido. parecer feliz. encontramos acento diferencial de intensidade no item (B).o trema está aplicado sobre uma semivogal do encontro "que” e o acento circunílexo por ser vocábulo paroxítono terminado em ditongo. para a sobrevivência da espécie humana. pois sentimentos de tristeza aparece sempre como o outro lado da mesma moeda. a exemplo dos comerciais exibidos na televisão. (D) Em vários estudos.oxí tono terminado em “o” seguido de "s”. À concordância está inteiramente correta na frase: (A) Ser feliz ou. o mesmo que "pelo”). acento agudo e acento circunflexo.Vejamos algumas: “pára” (forma verbal) . busca ser feliz o tempo todo sofre mais e se distancia das pequenas alegrias da vida. empregou-se. assim como os que nos trazem alegria.“péra” (antigo substantivo. Nas demais alternativas. a qual tem por fim estabelecer a distinção entre pala­ vras tônicas e palavras átonas. (D) "caráter” ~ paroxítono terminado em “r”. 223 Português . aberto e fechado. também pela ordem. pôr (forma verbal) . o mesmo que “pedra”) .por (preposição). (E) "após” . aponta-se efeitos benéficos em sentimentos nega­ tivos.pera (preposição an­ tiga.

representante semântico do pronome demonstrativo antece­ dente “os”. O sujeito do verbo “buscar”. O adjetivo “feliz”. Na oração de voz passiva pronominal estrutu­ rada pelo verbo “apontar”. tal como se observa nos co­ merciais divulgados na mídia. Dério Sena 224 . a necessidade de emprego do verbo “aparecer” em 3“ pessoa do plural. que funciona como predicativo do sujeito. ainda. buscam ser felizes o tempo todo sofrem mais e se distanciam das pequenas alegrias da vida. tornou-se uma obrigação da vida moderna. Trata-se. o que conduz o verbo para a ter­ ceira pessoa do singular. então. Igualmente em plu­ ral deverá surgir o adjetivo “impossível”. Por outro lado. o que justifica seu emprego em 3a pessoa do plural. do que resulta o obrigatório emprego de tais ver­ bos em 3a pessoa do plural. para a sobrevivência da espécie humana “ (E) Concordância correta. O sujeito de “Torna-se” está indicado pelo sin­ tagma “quaisquer tentativas”. a exemplo dos co­ merciais exibidos na televisão.” (D) Concordância incorreta. A expressão “Sentimentos de tristeza” é. está representado pelo substantivo “Pessoas”.Provas Comentadas da FCC Vejamos cada uma das alternativas da questão: (A) Concordância incorreta. ainda. cujo sujeito é o pronome rela­ tivo “que”. O texto estará correto assim escrito: “Pessoas que. o que implica obrigatório emprego verbal em 3° pessoa do plural. apontam-se efeitos benéficos em sentimentos negativos. pelo menos. Há. pois sentimen­ tos de tristeza aparecem sempre como o outro lado da mesma moeda. parecer feliz.” (B) Concordância incorreta. não há razão para a expressão “tais como” ter surgida com o vocábulo “tais” flexionado. está corretamente empregado em 3° pessoa do plural. concordando com seu sujeito “sentimentos de tris­ teza”. o sujeito é indicado por “efeitos benéficos em sentimentos negativos”. O verbo “fazer” cujo sujeito é “Sentimentos de tris­ teza”. como o de tristeza. Igualmente correto está o emprego do verbo “trazer”. por sua vez predicativo do sujeito “Pessoas”. sujeito do ver­ bo "ser”. O texto estará corretamente escrito sob a forma: “Em vários estudos.” (C) Concordância incorreta. também deve concordar com o substantivo citado. de sujeito oracional. O período estará corretamente disposto desta forma: “Tomam-se impossíveis quaisquer tentativas de só sentirmos alegria. O sujeito do verbo “tornar-se” está indica­ do pela oração “Ser feliz”. O texto esta­ ria corretamente grafado assim: “Ser féliz ou. isto implica a flexão verbal obrigatória em 3a pessoa do plural para a forma verbal mencionada. que é o mesmo sujeito das formas verbais “sofre” e "distancia”. retificada por outra oração: "parecer feliz”.

j (A) Por que ninguém irecebe só boas notícias o dia todo. . j • j (E) O caráter éfêmero da felicidade é explicado por especialistas comò um impulso biológico que garante a perpetuação da espécie húmaj na. se não há comò fujgir do sentimento de tristeza. que parece ser propósito geral atualf mente. j (C) A tristeza e um sentimento natural que aflora. como um desentèndij mento com a pessoa amada. | í (C) Se ninguém recebe só boas notícias . j. i I í = |- I J l I ! 225 | Português .o jdia todo. em: : j. com lógica. pois não há como fugir dele. Ninguém recebe só bods notícias o d ia todo J Não há como fugir do: sentlmento de tristeza. as [quais devem ser reescritas nas formas “percepção” e “atinge’! [ . As frases acima articulam-se em um único período.= = . surgindo em conse­ qüência de! alguns reveses sofridos itó vida. conquanto é importante entender as causas dos seus sentimentos. clareza e correção. [ \ \ í | j | . ambas na alj temativa (B).* j (D) É importante entender as causas do Sentimento de tristeza.’ visto rx que f i i entender as causas dele são | importantes. ninguém recebe só boas nojtícías o. l i Prov^ 11 . j ] (B) A persepçãb das razões d o sentimento âetristeza que nos atinje pode levar ao controle de sua intensidade. ' j | l ' * ■í 08. agindo jcomo instrumento de defesja. Estão incorretamente grafadas as palavras “percepção” e “atinje". não se foge dó sentimento de tristeza. . já que ninguém recebe só boas notícias o dia todo^ (E) Ninguém recebe só boas notícias o dia todo. | (D) Sabe-se que artistas e intelectuais viveram o auge de sua produção em momentos de grande melancolia* especialmente os compositores de obras musicais. sendo importante. |nátentativa de evitar soérimenf to maior3além de desnecessário. Há palavras estritas dè modo INCORRETO na frase: (A) Sentir-se feliz o tempo todo. ■ j (B) Não tendo] como fugir do sentimento.Técnico Judiciário/TRE-SP/2006 \i ! j- : '■ 07. ‘ j . Entender as causas do sofrimento de tristeza é importante. . mas não deve tornar-se obsesj são para asj pessoas.. pode ser visto como privilégio. dia todo e mesmó que entender as causas desse f importante. . j. de tristeza. onde não há como fugir desse sentimento. temos que entender as causas do sentimento de tristeza.

As orações estão perfeitamente encadeadas e a leitura flui sem perturbação. caso o texto estivesse válido. inclusive. Neste caso.. Não há vinculação lógica entre as orações do período formado* em cujo início. de modo absoluto. Déçío Sena 226 .temos que entender as causas do sentimento de tristeza. uma vez que a conjunção deveria ter sido grafada “Porque” A conjunção subordina­ tiva concessiva "conquanto” . nota-se erro de grafia.. está com emprego inteira­ mente despropositado. por exemplo. màs responde pór cerca de um terço da riqueza produzida no País. Na verdade. de natureza semântica causai. Historicamente baseado na agri5 cultura e na indústria.. no qual a forma verbal relativa ao verbo “entender”. deveria. o articulador “visto que”. onde não há como fugir desse sentimento”.inadequada para a passagem em que está .. o que prejudicou. Mais uma vez apresentou-se um texto em que as ora­ ções não se vinculam com lógica e clareza. o emprego do verbo “ser” em subjuntivo: “con­ quanto seja. ” (B) Texto incorreto.ninguém recebe só boas notícias o dia todo e mesmo que entender as causas desse é importante”.Vejamos cada uma das alternativas que pretendem agrupar os três períodos em um só» articulando-os com lógica. é justificada por oração explicativa (“pois não há como fugir dele”). sendo importante. parte-se de uma afirmativa inicial CÉ importante entender as causas do sentimento de tristeza”) que..exigiria. (D) Texto correto. Não há qualquer coesão e coerência no fragmento em que se lê: “. não se pode aceitar a mensagem expressa na segunda oração como con­ dição do que se disse na primeira delas. a clareza da passagem: “. logo a seguir. As questões de números 9 a 14 baseiam-se no texto apresentado abaixo: Apesar da queda relativa* a Região Sudeste ainda responde por mais da metade do PIB nacional. ter sido empregada em presente do subjuntivo: "entenda”. o Sudeste está rapidamente descortinando sua vocação para os serviços. clareza e correção: (A) Texto incorreto. A última oração dá-nos a causa (“já que ninguém recebe só boas notícias o dia todo”) do que se afirmou na oração antecedente. por sua vez. (C) Texto incorreto. por força da locução conjuntiva concessiva “mes­ mo que”. Novamente se falhou por falta de coesão e coerência no fim do período. Por outro lado. (E) Texto incorreto. O Estado de São Paulo apresentou a maior queda relativa nos últimos anos.

15 Para o mercado de trabalho. o Sudeste avança pelo setor terciário. a interiorização do desenvolvimento é uma tendência irreversível. O Sudeste está se transformando numa referência na América Latina nas áreas de saúde. a região está se sofisticando e se especializando na pres­ tação de serviços. para torná-lo mais flexível.já e majoritário nos quatro Estados da Região. O setor financeiro mais sofisticado deve permanecer concentrado na re­ gião por longos anos. Alguns centros no interior de São Paulo e Minas Gerais têm força equivalente à de capitais de Estados menores. À ten­ dência será concentrar a produção em culturas com maior produtividade 20 que se encaixam nesse perfil. 10 Carlos Azzoní. (E) De base historicamente agroindústria!. (D) A queda relativa do PIB na Região Sudeste desperta interesse mais voltado para a agricultura. Paulo. além do mercado. em relação aos da Região Sudeste. a laranja e as ílores. ampliam oportunidades de trabalho.. Por isso. W M I W V ^ M W » V 4 V M I V # »I N U > »/^ V V W O chamado setor terciário . A agricultura deverá manter sua força na Região. mão-de-obra qualificada e custos reduzidos em relação aos grandes centros. (Adaptado de fiaria Terra. a área financei­ ra e todós os tipos dé serviços . segundos os especialis­ tas.11 dc dezembro dc 2005} 0 9 . Embora as facilidades logísticas desobriguem as empresas de produ­ zir junto ao mercado. 227 Português . (B) As distancias entre centros produtores e os respectivos consumido­ res justificam a queda relativa do PIB na Região Sudeste. como a cana-de-açúcar. educação. da quai as empresas dependem cada vez mais. tecnologia e informática. H 2 . com a interiorização dos serviços. Essas cidades 25 médias possuem. Novo m apa do Brasil. Segundo o professor de economia da Universidade de São Paulo. por ser um setor que se de30 senvolve necessariamente junto aos grandes mercados. a mudança da vocação regional signifi­ ca a perda de vagas fixas e a abertura de muitas oportunidades de trabalho menos rígidas. Outra aposta recorrente está na área de logística e distribuição. mas pre­ cisa investir em culturas extensivas para garantir a competitividade.0 texto está corretamente resumido da seguinte maneira: (A) A ausência de consumidores obriga o setor industrial a uma trans­ formação no mercado de trabalho. (C) Estados de extensão geográfica menor. O Estado de S. com a produção de alguns itens diferenciados. a força de consumo do Sudeste ainda cria muitas oportunidades.que engloba o comércio. que já se tornou o mais significativo em toda a Região.

ainda é a região mais rica do país. (E) concentra sua economia em cidades menores. As demais consi­ derações resultaram das novas variáveis decorrentes deste deslocamento. o autor diz-nos que ci­ dades do interior de São Paulo e de Minas Gerais têm força semelhante à de algumas capitais de Estados menores. (D) sofreu queda no PIB em conseqüência do afastamento de muitas em­ presas. O que se diz é que há uma tendência na região para fazer do setor terciário o seu polo econômico mais importante. Não há qualquer vinculação lógica entre a queda relativa do PIB da região Sudeste e a inclinação para alguma atividade econômica. (B) deve ampliar sua força de consumo no mercado interno. o que leva à perda relativa de sua importância na economia nacional. (D) Afirmativa incorreta. Deste modo. (C) representa papel de destaque na economia brasileira. Na única passagem em que promove comparação entre a região Sudeste e outras áreas geográficas. por seus custos redu­ zidos. O texto não informa qual a razão para a queda relativa do PIB da região sudeste. para escoar a produção agrícola específica e recuperar a queda do PIB. Nas demais alternativas. Em nenhuma passagem do texto existe alusão à < c ausência de consumidores” (B) Afirmativa incorreta. encontramos a resposta da questão na alternativa (E). especialmente na área de serviços. traça um paralelo en­ tre o perfil econômico da região observado da perspectiva de um passado próximo. com novas oportunidades de trabalho. Dédo Sena 228 . temos: (A) Afirmativa incorreta. lemos que a região Sudeste. que a Região Sudeste (A) perdeu consideravelmente sua importância na área agroindústria!. o tipo de mão de obra que a região demandará. De início. qual seja o de a região ter a maior par­ te de sua riqueza deslocando-se para o setor de serviços. 10. o autor informa que o Sudeste é a região de maior PIB do país. É correto afirmar. com a interiorização do desenvolvimento econômico. por exemplo. Em seguida. apesar de ter sofrido queda relativa no PIB nacio­ nal. que passaram a operar à distância do mercado consumidor.Provas Comentadas da FCC A leitura do texto deixa no leitor a clara percepção de que seu mote foi a questão da economia da região Sudeste. que se caracterizava por ter sua forca calcada na agricultura e na indústria. (C) Afirmativa incorreta. considerando-se o contexto. como. gerando mais da metade do nosso PIB. e o que ora se entremostra.

com intenção explicativa. (B) enumeração específica. (C) segmento opinativo. | (B) Afirmativa incorreta. os! dois fatos citados são inviáveis. no contexto.|no contexto da ideia! principal.j Muito menos existe a informação de que houve interiorização do de-j senvolvimento econômico desta região. i Nas demais alternativas. nó texto. a afirmativa de que muitas empresas afastaram-se desta região.que etigloba o comércio. Como já. que esta recente vockção da região Sudeste provocará o surgimento de inúme-j ros novos postos de trabalho. .comentamos anteriormente. tambéml que está havendo um deslocamento das atividades econô micas desta região. ' . (D) introdução jde novós dados. Não há. importantes para a clareza do contexto. O que se íê no téxfó relativamente a cidadesímenores é a informação de que cidades méilias do interior de São Paúlo e de Minas Gerais apresentam força ecohomica igual à de algumas capi­ tais de Estados menores. e passaram k operar à distância do mercâdo consumidor. . tradicionalmente centradas na agricultura e indústria. 2 29 Português. com restrição à expressão que o antecede. [' I (D) Afirmativa incorreta. (E) Afirmativa incorreta. comentamos: . passagem que justifique! a afirmativa de que a região Sudeste: djéve escoar1produção agrícola! específica. o denominado setorj terciário. 1 1 1 . à luz dá lógica econômica. para o setor de serviços1 . I t : : | (A) Afirmativa incorreta. Por outro lado. observamos que a resjiosta está contida na alternati­ va (C). é désêàbida.rAliás. em que se diz que o Sudeste ‘representa papel de destaque na eco­ nomia brasileira. no tocante j ao mercado de trabalho. especialmente na área de serviços]'. com novas oportunidades jde trabalho. a área financeira à todos os tipos â e serviços (2 o parágrafo) j Os travessões delimitam. . referência ao fato de o Sudeste! ter perdido consideravelmente sua importância na área agroindustrial. o texto: não nos permite! inferir á razão de pòr que à ijègião Sudeste apresentou que­ da relativa do PIB. j | \ i De tudo o que lemos. tendo o texto como re­ ferência. (E) reprodução de opinião alheia. (A) repetição enfática. Tomamos conhecimento» ainda. no testo. Não se nota. para embasar a afirmativa em que se insere. a bem da verdade.Prova [11 -Técnico Judiciário/TRE-SP/2006' Lemos.

realmente. introduzido novos dados. no sentido de esclarecer que atividades compõem o setor de serviços da economia. Por outro lado. como podemos ver. a área financeira e todos os tipos de serviços” Como percebemos. deste modo. obrigatório e em geral feito por vírgulas. neste caso. Está na alternativa (B).[que engloba o comércio. esclarecem de que é composto o setor terciário da economia: “o comércio”. sendo promo­ vido pelo par de travessões. “a área fi­ nanceira” e “todos os tipos de serviços”. o isolamento da oração subordinada adjetiva explicati­ va. um período composto por duas orações. Nas demais alternativas encontramos: (A) Afirmativa incorreta. já submetido à in­ dicação de suas orações constituintes: • [O chamado setor terciário . que as­ sim se classificam: Oração Principal: “O chamado setor terciário já é majoritário nos quatro Estados da Região.” Oração Subordinada Adjetiva Explicativa: “que engloba o comércio. Até porque são informa­ ções de natureza meramente explicativa. Décio Sena 230 . isolam informação explicativa. A informação que nos chegou intercalada pelos travessões emanou do próprio autor do texto. O texto posto entre travessões não indica opinião provinda do autor. A justificativa para o emprego dos travessões. especificamente. Também não se nota nenhum interesse enfático. a área financeira e todos os tipos de serviços] . então. está. (D) Afirmativa incorreta. (C) Afirmativa incorreta.] Temos. tornou-se cla­ ra. notamos que a explicação que se acrescentou ao texto caracterizou-se pela enumeração de três itens que. Retirado o fragmento escri­ to entre os sinais de pontuação já comentados. (E) Afirmativa incorreta.já é majoritário nos quatro Estados da Região. sua presen­ ça não é importante para a clareza do texto. o texto manter-se-ia rigorosamente claro. Apesar de o fragmento intercalado por traves­ sões ter.Observemos o fragmento em que surgem os travessões. com inten­ ção explicativa”. em que se lê “enumeração específica. Não há qualquer repetição. Já podemos afirmar que os travessões. mas informação acerca de que atividades integram o setor terciário da economia.

Agora notamos. É... Por ser preposicionado. que abre a oração em que se encontra. sendo representado por “da qual” a mesma função de objeto indireto é por esta última desempenhada Temos. (E) . Semanticamente. citado no enunciado da questão... ou seja.. (B) .. é o complemento de verbo transitivo indireto. vejamos um pouco mais do período em que surge o fragmento pinçado pela Banca Examinadora. dizemos que é um objeto indireto.. Estamos. de procurar em que alternativa há um verbo que demande um complemento indireto. “da área de logística e distribuição”. Como "da área de lo­ gística e distribuição” está. (final do texto) O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acimaestáBafrase: (A) . agora. O verbo “depender”.já é majoritário nos quatro Estados da Região. Deste . está sendo complementado pela expressão preposicionada "da qual”.a mudançada vocação regional significa a perda de vagas fixas.. esta oração pode ser mais bem ar­ rumada. (D) .a interiorização do desenvolvimento é uma tendência irreversível..i«wiiuj juoictano/1 K&-SP/2006 .... en­ tão. então. (C) .. com facilidade.da qual as empresas dependem cada vez m ais . em busca de verbo transitivo indireto ou de verbo transitivo direto e indireto.. após fazermos a substituição do pronome relativo pelo que ele representa: “da área de logística e distribuição as empresas de­ pendem cada vez mais”. 231 Português .] Como podemos observar. o que fará resultar: “as empresas dependem cada vez mais da área de logística e distribuição”.a Região Sudeste ainda responde por mais da metade do PIB nacional. no texto original. por sua vez. que o comple­ mento da forma verbal “dependem” é.. como se disséssemos. Evidentemente.} [da qual as empresas dependem cada vez mais>][ por ser um setor] [que se desenvolve necessariamente junto aos grandes mercados.modo. o pronome relativo repre­ senta o vocábulo "área”.nuvrt « i . está con­ traído com a preposição "de”. Para entendermos melhor a afirmativa ora feita. sem dúvida. a oração em que surge o verbo "depender” está sendo iniciada pelo pronome relativo “a qual” que. é transitivo indireto... núcleo de “área de logística e distribuição”. já di­ vidido em suas orações constitutivas: [Outra aposta recorrente está na área de logística e distribuição.a forçá de consumo do Sudeste ainda cria muitas oportunidades.

também denominados “verbos não nocionais”. . uma vez que cumprem a tarefa de promover o vínculo entre predicativo e outra estrutura sintática. não indicam ação verbal. (D) está sendo descortinada. em que se nota o verbo auxiliar “estar” e o verbo principal “descortinar”. 13. A afirmativa comprova-se quando percebemos que o sujeito “O Sudeste” é. Dizemos que é um sujeito agente de ação verbal. Estão empregados em presente do indicativo e gerúndio. ativo. presente nesta alternativa. têm conteúdo semântico muito esvaziado. Podemos ler sobre eles no item (B). no caso representado por “a perda de vagas fixas”. Observemos seu ob­ jeto direto indicado pela expressão “muitas oportunidades”. vale dizer. Esta é a resposta da questão.o Sudeste está descortinando sua vocação p ara os serviços. (C) O verbo “significar”. a ação verbal está sendo traduzida por uma locução verbal. Décio Sena 232 . Observemos o seu complemento regido pela preposição “por”: “por mais da metade do PIB nacional. tem regência transitiva direta. (E) está para ser descortinados. Na verdade. Por sua vez. corretamente: (A) estão descortinando. (B) serão descortinados. (final do Io parágrafo) Transpondo a frase achna para a voz passiva.. Ligou-se a ele um complemento não preposicionado. o autor da ação verbal. ele mesmo. (E) Nesta alternativa repetiu-se o emprego de verbo de ligação. Relembremos que os verbos de ligação.. (C) vai ser descortinada. Nunca se apresentam complementados. também. a forma verbal passar a ser. (D) O verbo “criar” é. respectivamente. A oração “O Sudeste está descortinando sua vocação para os serviços” apre­ senta-se em voz ativa. verbo transitivo direto. verbo de ligação.Provas Comentadas da FCC Vejamos cada uma das alternativas da questão: (A) O verbo “responder" está empregado como verbo transitivo indire­ to. que chama­ mos de objeto direto. (B) Nesta alternativa o verbo empregado é “ser1 1 .

sujeito da voz ativa. Podemos. agora. a voz ativa surge com doi^ verbos: “Eu tenho lido livros. ja temos jdois termos da nova|oração: o sujeito (“sua voçaçã para os serviçcjs”) e o kgente da passiva (O jSudeste).indicado peía expressão “suajvocação para os serviços”. sendo seu complemento . será o sujeito da ordção que queremos fazer surgir.1 As passivas decorrentes surgirão com trêsvérbos: “Livros têm sido lidos por mim” j .objetó direto. Sabermos o sujeito desta oraçãb é fundamental] pois o verbo terá de com ele. ajvoz passiva terá dois verbos: í“0 livro foi lido por mim” Em outros cascjs. afirmar que na voz passiva [haverá um verbo a mais do qu | e havia na voz afciva e que o verbo principal jde uma locução verbal passiva surgirá. sempre. navoz ativa: “Eu devija ter lido o livro” ’ M 1 Surgirão. irá funcionar como agente da passiva na oração que queremos criai O mesmo conhecimentoi dá-nos a informação de què “suja vocação para os serviços”. daremos cur­ so à correspondência entre os termos oracícínais comoimostramos a sèguií: Termo da voz ativa Sujeito Objeto direto passa a Termo da voz passiva Agente da passiva Sujeito * O conhecimento das Correspondências entp os termos sintáticos das ora­ ções de vozes ativa e passiva implica saber que a expressão “O Sudeste]’. em que se pede apènas a forma verbal passiva.. Para esta questão.Técnico Judiciário/TRE-SP/2006 Observemos q^ie o verbo principal da locução verbal adota regência transi­ tiva direta. objeto direto presjente na oração de voz ativa.” 233 Português . Nestes casos. situáções em que se notam três verbos. observamos um fato interessante acerca das alterações verbais na!s conversões de vozes: . no caso . I j : ! | Agora.Prova 11 . ainda. em particípio. [ ■ I Há casos em qúe na voz ativa só temos um verbo: “Eu li o livro”. passivàs com quatro verbòs[“0 livro devia ter sido lido por 1 : * i I"■ mim» • .concordar. a vozatjiva surgiu com dois verbos: “O Sudeste está descortinando sua vocação para os serviços. j: ' • | Há. então. \j Na questão que estamos estudando. Deste modo. í Ao convertermos uma oração de voz ativa para voz passiva. m | .

já sabe­ mos que o verbo principal ~ o què coiitém á mensagem fundamentai da ora­ ção . a Região Sudeste deve confirmar sua nova vocação. na opção (D). São Paulo sofre com os congestionamen­ tos. atentando para a devida concordância com o sujeito da oração: “Sua vocação para os serviços está sendo descortinada pelo Sudeste ” À resposta está. ná voz passiva.surge. custos indiretos da concentração econômica. Dédo Sana 234 .r i u v g j v»»v/*iiv« * i ws~ A passiva correspondente terá. (B) São Paulo. A Região Sudeste deve confirmar sua nova vocação. é a Região Sudeste que deve confirmar sua nova vocação? (E) Como enfrentar sérias qúèstões fazendo parte dos custos indiretos da concentração econômica. Por outro lado. em condições de proceder à conversão. ainda mais. como São Paulo sofrendo com os congestionamentos e a violência sem limites. As frases acima aríiculam-se em um único período» com lógica. tais como enfrentar sérias questões que faz parte dos custos in­ diretos da concentração econômica. a Região Sudeste deve confirmar sua nova voca­ ção. (C) Para confirmar sua nova vocação. e a Região Sudeste deve confir­ mar sua nova vocação. Há várias questões a serem enfrentadas como custos indiretos da concen­ tração econômica. como São Paulo que sofre com os congestio­ namentos e a violência parecendo não ter limites. e a violência pare­ cendo sem limites. três verbos. então. como os congestionamentos em São Paulo e a violência. a violência parece não ter limites. que parece não ter limites. clareza e correção» em: (A) Enfrentando sérias questões que faz parte dos custos indiretos da concentração econômica. a Règião Südesté deve enfrentar sérias questões. Estamos. que sofre com os congestionamentos. Sabemos. xiõ particípio. deste modo. que o sujei­ to da locução verbal estará representado por ‘ sua vocação pára os serviços”. 14. São Paulo sofre com os congestionamentos. A violência parece não ter limites. assim. (D) Enfrentar sérias questões fazendo parte dos custos indiretos da con­ centração econômica.

ter sido grafado “fazem”. então. excetuando-se deslizes de pontuação muito claros. necessitando apenas do tempo necessário para que se leia cada opção e se promova seu descarte ou não. sua leitura não consegue informar-nos coi­ sa alguma. não há qualquer sentido na mensagem. deveria ter surgido em 3“ pessoa do plu­ ral. má acentuação gráfica. não apresen­ tar os tradicionais deslizes gramaticais. Ainda assim. para ser de boa qualidade. pela razão comentada antèriormente. claro e com informações dispostas còm lógica. estão muito claramente desprovidas de qualquer lógica informativa. tal a faita de lógica com que se apresentaram suas diversas informações. (E) O comentário pertinente a esta alternativa é o de que o seu texto é tão.rrova ri . Esta é a resposta da questão. não ne­ cessita. Ocorre que este pronome é representante semântico do substantivo “questões”. ser gramaticalmente correto. Apesar de ser um pouco maior do que a sua antecessora. O mesmo verbo "fa­ zer”. a resolução desta questão exige do candidato muito bom sen­ so e quase nenhuma gramática. que. Como vimos.i ecnico Judiciário/1 Kfc-bP/2006 Esta questão é idêntica à de número 8 desta prova. o que implica obrigatória flexão em 3“pessoa do plural para o aludido verbo. apenas. Isto porque. ou mais. vale dizer. sua resolução é extremamen­ te rápida. (D) Este é um exemplo de que um texto. No entanto. erros ortográficos e outros. er­ ros de regência. por má ordenação de seus componentes. agora no fim do período. (B) O mesmo erro de concordância surgiu neste texto. confuso e ilógico quanto o do item precedente. mostra-se bastan­ te simples. que'deveria. re~ vela-se caótica. (C) Não há qualquer deslize gramatical neste texto. 235 Português . Deste modo. clareza e correção não tem agasalho em alternativas que não opõem qual: quer dificuldade a que se note este fato. não há er­ ros neste texto. além do mais. uma vez que a exigência de que tenhamos um texto com lógica. vejamos cada uma das alternativas: (A) O texto apresenta-se com deslize de concordância verbal que o inva­ lida logo no início da leitura^ Observemos que o sujeito da forma ver­ bal" faz” é indicado pelo pronome relativo “que”. apesar de ser uma questão longa. que se revela. tais como de concordância. Além disso. seu imediato anteces sor.

é assunto de interesse público. o direito de apresentar projetos de lei diretamente às casas legislativas. Foi ela que permi20 tiu aos homens. muito se fala do voto como expressão do exercício de cidadania. a educação é apresentada como prioridade nos diferentes pro~ 25 gramas de candidatos a cargos executivos e legislativos.elegendo ou sendo eleitos como representantes do povo principalmente interrándo no processo de elaboração e na fiscalização das leis. que os cidadãos participem nos negócios públicos . No entanto. pois. como programa básico de dife­ rentes candidatos a cargos eletivos. Em verdade. não apenas em de­ fesa de interesses próprios. que compete aos cidadãos. 7. por exemplo. como é conveniente que os cidadãos tenham pelo menos 15 boas noções de processo legislativo. especialmente em relação ao exercício do direito do voto. o 5 conceito de cidadania.Provas Comentadas da FCC As questões de números 15 a 20 baseiam-se no texto apresentado abaixo Durante os períodos eleitorais. em defesa do interesse comum. uma elaborada adaptação ao meio am­ biente. além disso. como um dos fundamentos da República. o conceito de cidadania não se es­ gota no direito de eleger e de ser eleito para compor os órgãos estatais in­ cumbidos de elaborar. A ideia central do texto consiste na discussão de: (A) normas legais. mas o instrumento supremo da sobrevivência humana e de sua evolução. Julho de 2006) 15. (B) determinados princípios democráticos a que todos devem submeterse. Dèclo Sena 236 . porque sempre foi não apenas a ferramenta essencial da construção da cultura e da civilização. (Adaptado de Cláudio Fonseca» Jornal dos Professores. Por sua reconhecida importância estratégica para a vida das pessoas e do País. de petidonar ou de representar aos poderes públicos. cada vez mais. mas dos de toda a sociedade. A cidadania compreende. CPP. (D) um conceito mais amplo de cidadania e das condições para exercê-la de uma forma eficaz e participativa. (C) como os candidatos a cargos executivos e legislativos devem partici­ par efetivamente da ordem democrática. Foi e continua sendo o grande dife­ rencial na história evolutiva da humanidade. no Estado Democrático 10 de Direito. executar ou fazer cumprir as leis. A educação. (E) uma educação pública de qualidade. a cidadania exige. ao longo de incontáveis eras. é mais que o mero exercício do direito do voto. Vê-se. especialmente nos períodos eleitorais. p. para saber como e quando devem nele intervir. Ao contrário.

| (B) Afirmativa incorreta. por inferência. o direito de também podermos legislar. ou sejã. em geral. E. Muito mais do que jnos mostrar que devemos sutjmeter-nos à preceitos legais. além de simplesmente ele­ germos nossos representantes. Faz-se menção. a fim de podermos apresen­ tar projetos de lei. Sendó assim. qu4.direi­ tos que teróos e qiie. Do que lemos. Apesar. o conceito de cidadania não se esgota nb direito de elegir e de ser eleito para compor os órgãos estatais incumbidcs de elaborar. autor do texto dispõe-se a argumentar que.processo eleitoral. a didática: textual encaminha-se em direçãjo a este cidadão e não aos candidatos acárgos executivos e legislativos. Não há no texto menção às normas legais relatjvas. o de tanibém podermos Iapresentar projetos de lei às nossas mesas legislativas. assim raciocinar. para exercermos nosso direito de cjdadania. sobretudo. está. É cerjto. o. argumenta o texto que a educação é o grande diferencial de um povo. o tema "educação” dkverá estar.de o texío preocupar-se com o tema da educação. diferentemente do senso comum que temos acerca do conceito de cidadania. de diferentes candi­ datos a cargos eletivos. E. Apontamos. Em texto no qualja tônica é a questão dos direitcjs que têm osj cidadãos no processo legislativo. costumeiramente. apresentarem em suas plataformas políticas a questão ediicacional como prioritária. O destinatário . exicutar ou fazer cumprir as leis” (primeiro parágrafo). poder­ mos representar os poderes públicos. Mas isto sem o atfelamento à éducaçacj pública de qualidade. encontramos: I (A) Afirmativa' incorreta.do texto é. o texto preocupa-se em mostrar-nos . hão exercemos. Assim.Prova 11 .e deve . e isto fica claro no texto. à necessidade que temos de. mesmo.: ].ser exercitada por meio de atividades diferentes da de sirriplesmente atribuir mandatos a nossos representantes. o cidadãjo brasileiro que desconhece seus direitos jde cidadania relacionados com o processo |eleitorâl. ao exercício do direito do voto. para exercermos os diversos direitos que nos qabem. conhecermos o. não seria esta inter ção a ideiajcentral. Faz-se alusão.Técnico Judicíário/TRE-SP/2006 A partir do período “No entanto. é certo. j (C) Afirmativa incorreta. jjiele não se observa. especialmente. esta prerrogativa de cada um de nos pode .do texto. 237 Português . inclusive. prioritariamente. ao fato de os candidato^. a . ainc^a que pudéssemos. (E) Afirmativd incorreta. o verbo “submeter-se” nã| o tem encaixe lógicó. peticionar ou. Nas demais alternativas. istp sim. I Entre outros meios de expressarmos nossa cidadania. como programa básico. dada a suã relevância para nossos destinok.presença da educa­ ção pública de qualidade. temos de ter conhecimento do processo legisla­ tivo.às mesas legiálativasj. então. em especial. como ideia central. o item (D) como resposta. nos projetos de candidatos a quaisquer cargos do Executivo e do Legislativo.

deve valorizar aqueles que não se preo­ cupam prioritariamente com a educação pública. é óbvio que não devemos valorizar os candi­ datos que não se preocupem prioritariamente còm a educação pública. especialmente os que envolvem função legislativa. Pode ser comprovada nas passagens textuais: “Ao contrário. O conceito de cidadania engloba participação ativa nos negócios pú­ blicos e ultrapassa o simples ato de votar nos dias de eleição. como um dos fundamentos da República. é mais que o mero exercício do direito do voto". A evolução da humanidade só foi coroada de êxito a partir da defi­ nição e da aceitação de ura conceito comum dé educação. (terceiro parágrafo). porque sempre foi não apenas a ferramenta essen­ cial da construção da cultura e da civilização. Vamos proceder à análise de cada uma das afirmativas da questão: I. Segundo o autor dó texto. esta correto o que se afirma SOMENTE em: (A) (B) (C) (D) (E) I. H eIII. II. Considere as afirmativas abaixo: I. III. (primeiro parágrafo) e “ A cidadania compreende. uma vez que as va­ riáveis culturais dos povos criam fatores educacionais distintos. mas o instrumento supre­ mo da sobrevivência humana e de sua evolução”. O grande destaque que mereceu a questão edu­ cacional no texto em nenhum momento deixou-nos perceber que a hu­ manidade só evoluiu a par tir da definição e da aceitação de um conceito comum de educação. III. Afirmativa correta. Falar-se da educação como conceito fundamentai para todos os povos é algo distinto de supor-se a existência de um con­ ceito comum de educação para toda a humanidade. A escolha dos candidatos a cargos públicos.incorreta. II. Afirmativa incorreta.16. A partir desta compreensão. í e II. o direito de apresen­ tar projetos de lei diretamente às casas'legislativas. Considerando-se o contexto. o conceito de cidadania. “a educação é assunto de interesse público. Décio Sena 238 . além disso. Afirmativa. III. de peticionar ou de representar aos poderes públicos” (segundo parágrafo). II.

como outras palavras.U/uuiciano/ 1 Kt-bP/2006 17.nwvo i i — IC U IM V . 18. o conceito de cidadania. 23 9 Português .(m íciodo 2 ° parágrafo) A expressão pronominal grifada acima evita a repetição. (E) Caso seja reconhecida importância estmtégjrCapara a vida das pesso­ as e do País.... por meio do pronome demonstrativo promove-se a remissão a “mero exercício do direito do voto” O pronome é elemento do processo coesivo do texto. (D) do respeito aos princípios democráticos . de peticionar ou de representar aos pode­ res públicos. além disso . para entendermos a referência feita pelo pronome de­ monstrativo "isso’*. (B) conquanto seja reconhecida importância estratégica para a vida das pessoas e do País. A cidadania compreende. muito se fala do voto como expressão do exercício de cidadania. a educação ê apresentada com op ríorid ad e . é mais que o mero exercício do direito do voto”. Ao contrário. o direito de apresentar projetos de lei diretamente às casas legislativas. era: (A) devido à sua reconhecida importância estratégica p ara a vida das pessoas e do País. do segmento: (A) dos períodos eleitorais. além disso. (último parágrafo) Iniciando-se o período acima por A educação é apresentada como prio­ ridade o segmento grifado terá o mesmo sentido original. (B) do conceito de cidadania. A cidadania compreende. em seu valor anafórico: “Durante os períodos eleitorais.. no contesto. Por sua reconhecida importância estratégica para a vida das pessoas e da País . (C) embora seja reconhecida importância esti’atégica p ara a vida das pessoas e do País . (D) para que fosse reconhecida importância estratégica p ara a vida das pessoas e do País .* (E) da expressão âa vontade geral Observemos o texto. o conceito de cidadania não se esgota no direito de eleger e de ser eleito para compor os órgãos estatais incumbi­ dos de elaborar. executar ou fazer cumprir as leis. como um dos fundamentos da República. No entanto. o direito de apresentar projetos de lei . Como podemos notar. (C) do mero exercido do direito do voto.

(2 oparágrafo) O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o do grifado acima está na frase (A) ... Em “que os cidadãos participem nos negócios públicos” o verbo sublinhado está flexionado na 3a pessoa do plural do presente do subjuntivo. (D) ..que os cidadãos tenham pelo menos boas noções de processo legislativo.... ” .... no presente do subjuntivo: (A) “. (C) . Analisemos.” o segmento textual sublinhado introduz nexo semântico causai A mesma relação significativa será obtida com o emprego da locução prepositiva “devido a” Assim. igualmente.que os cidadãos participem nos negócios públicos». (E) A conjunção subordinativa “Caso” introduz nexo semântico de condição.... 19. a educação é apresentada como prioridade... encontraremos. agora. Décio Sena 240 .o verbo “submeter” está empregado em presente do indicativo.” expressa exa­ tamente a mesma ideia anteriormente veiculada. os verbos constantes nas diversas alternativas da questão. o tex­ to “Devido à sua reconhecida importância estratégica para a vida das pes­ soas e do País.. intro­ duz valor semântico concessivo.Provas Comentadas da FCC Em “Por sua reconhecida importância estratégica para a vida das pessoas e do Pais..e continua sendo o grande diferencial na história evolutiva d a humanidade.. . (D) A locução conjuntiva “para que” introduz valor semântico indicativo de finalidade. (B) ..... cada vez mais .. (B) A conjunção subordinativa “conquanto” introduz valor semântico concessivo..que permitiu aos homens .às quais todos se submetem .. em busca daquela na qual surja um. Nas demais alternativas... (E) . uma elaborada adapta­ ção ao meio ambiente. tanto quanto “conquanto”.. a educação é apresentada como prioridade .como e quando devem nele intervir.às quais todos se submetem. (C) A conjunção subordinativa “embora”..

. no gerúndio. I ^ ^ Temos no enunciado a sòlicitação para que enbontremos a. íno entanto.que pern\ithi aos homens>cada vez criais.. | (C) No entantoj porém. como no conceito dè cidadania. Como sabemos. em órgãos estataijs. paráfrase é areíescrítura de um texto.o verbo “ter” surgiu em presente ido subjuntivo. agora. em outras palavras.que os cidadãos tenham pelo menos boas noções de processo legislatiA vo. No entanto. executar ou cumprir as leis como se deve.como e qftando devem nele intervin. Esta é a respos-j tadaquestãb. ele se esgota no direito de eleger e de ser eleito para os órgãósj do Estado que vão elabòrar.. = (E) O conceito de cidadania. executar ou fazer cumprir as leis. é a reprodução das ideias de um texto lançando-se mão de outros vocábulos.. ” . o emprego de lòcução verbal em que o verboi principal (“continua”) está no presente do indicativo e o verbo auxiliarj (“ser”). executar as ieis ou fazer que secumpra. executar ou fazer cumprir as leis. I j 20. ou Iseja.. j j . 241 | Português . (D) “ . no infinitivo. estatais de eleger ie de ser eleito para compô-ias. no entanto. o conceito de cidadania não se esgota no direito de elegere de ser eleito para cpmpor os órgãos estatais incumbidos de elaborarex ecu ­ tar ou fa z er cumprir as leis . porém..temos.. j | j I .paráfrase do frag­ mento dado. ao direito de ele­ ger e de ser eleito para ser incumbido não só de elaborar.Prova j11 -Técnico Judiáário/TR£-SP/20 Q 6.nesta alternativa. e de ser eleito aos Órgãos que se incumbiu de elaborar.nesta alternativa temos o emprego dejlocução verbal. incumbidos de elaborar. o sentido origi­ nai do segmento transcrito acima é: (A) Entretanto. f . (D) Cidadania é um conceito que sè limita.. í A frase que reproduz corretamente. executai* ou|fiscalizar o cumprimento das leis. cujo verbo alixiliar (“dévem”) está no:pre sente do indjicativo e o principal (“intervir”).e contmuli sendo-o grande diferencial na história evolutiva da huma-j nidade” . (C) w . f . abrange mais do que o direito dé vo­ tar e de faz^r parté dos órgãos dos Estado aos qúais compete criar. j | (E) “ .. o conceito de ddadania deve esgotar-se nãó no direito dos jórgãos. (B) “ ..'0 verbo ‘"permitir” está empre-j gado no pretérito perfeito do indicativo. uma elaborada adaptação ao meio ambiente. (B) O conceito k e cidadania restringe-se aoj direito de votar....

(B) Outro equívoco de concordância verbal ocorreu neste texto. de valor semântico adversativo. representante semântico de "órgãos". deveria ter sido empregado na 3a pessoa do plural (“incumbiram1 3 ). re­ quisita tempo maior do candidato. Décio Sena 242 .a. a mensagem que expressa é. incidindo sobre a forma verbal “incumbiu” que. Esta é a resposta da questão. priorizando as questões de natureza gramatical. Mais uma alternativa que não pode ser resposta para a questão. A oposição se estabelece a partir do emprego da forma verbal “limita”. que está no enunciado da questão. para que a paráfrase esteja correta.. de suas relações significativas no confronto com outro. além de confusa. Deste modo. (D) Não há equívocos de natureza gramatical neste texto. No entanto. sem dúvid. (E) Desta vez temos um texto rigorosamente correto do ponto de vista gra­ matical e tradutor fiel das mensagens do fragmento original. oposta à original. contrária ao conceito de “não se esgota”. em outras palavras. Desta vez. Vejamos cada uma das alternativas da questão. exis­ tente no fragmento que serve de base para a paráfrase. procederemos ao descarte de algumas alternativas por notar­ mos que contêm erros gramaticais. Com efeito. já que. por redundância semân­ tica. O emprego duplicado de articuladores que expressam a mesma natureza semânti­ ca implica redundância viciosa. Em questões desta natureza. o reconhe­ cimento das falhas gramaticais que geralmente ocorrem torna mais rápida a resolução da questão.É imprescindível. que estrutura oração de voz passiva pronominal.Esta alter­ nativa também não pode ser resposta da questão. são. (C) Agora notamos emprego vocabular indevido. tem como sujeito o substantivo flexionado no plural “leis”. (A) Está ocorrendo erro de concordância verbal no último verbo do tex­ to. É como está no enunciado: “frase que reproduz corretamente. Havendo deslizes já poderemos ir elimi­ nando as alternativas que os contêm. inicialmente. o questionamento acerca do sen­ tido de um texto. ambas. Tal fato invalida esta alternativa como resposta. que não haja deslizes de natureza gramatical no texto que estamos construindo. por ter como sujeito o pronome relativo “que”. o senti­ do original do segmento transcrito”. Este fato provoca o emprego da forma verbal obrigatoriamente na 3a pessoa do plural (“cumpram). As conjunções “No entanto” e “porém” postas em seqüência no início do texto. o verbo “cumprir”.

o setor ferroviário nacional nunca chegou a formar uma autêntica rede cobrindo todo o território. algumas vozes 05 apontaram o descompasso que tenderia a se verificar entre as modestas dimensões da economia nacional e os grandes investimentos requeridos para as construções ferroviárias. o triunfo das rodovias no Brasil teria sido is obtido graças a um complõ que envolveria governos e grandes empresas petrolíferas e automobilísticas. p. Elas foram fundamentais no período dominado pela agroexportação e continuaram a ser importantes no contesto da industrialização acelerada. A parür dos anos 30. marcado pelos horários dos trens. 20-22. no predomínio das rodovias. elas impuseram um novo ritmo de vida. ôs transportes rodoviários . frequentemente dramática. atravessando qualquer tipo de ter­ reno. (Adaptado áe Paulo Roberto Cimó Queiroz. não seria propriamente incorre­ to dizer que a experiência ferroviária no Brasil não passou de um rela­ tivo fracasso ~ que se traduziria. Como a economia depen­ dia da agroexportação. Folha (Sinapse). nos quais as estações se destacavam como “cate­ drais” da ciência e da técnica. ao contrário do ocorrido em outros países de grandes dimensões. Representaram uma experiência indelével. quando se colocou o desafio da efetiva integração econômica dõ país como parte do processo de expansão do mercado inter­ no. No Brasil. Mas pontos de vista como esse foram vencidos pela fascinação exercida pelo trem de ferro e pela fé em seu po­ der de transformar a realidade. io De um ponto de vista econômico. e revitalizaram antigas. para os trabalha­ dores mobilizados nas construções.22 de fevereiro de 2005) 243 Português . Isso não significa que as ferrovias não tenham desempenhado um importante papel econômico no país.'U Í O I 1 — i B U II1 . além de outras defi­ ciências estruturais. onde a era ferroviária se iniciou em 1854. De acor­ do com supostas explicações. as ferrovias criaram no­ vas cidades. Objeto de fascínio.mais ágeis. as ferrovias surgiam como o meio quase mágico que permitiria transpor enormes distâncias com ra­ pidez e grande capacidade de carga. como Porto Velho. e reorganiza35 ram espaços urbanos. Mas a verdade é que. No Brasil. necessitando de uma infra-es­ trutura muito menor que a das vias férreas ~ demonstraram uma flexibi25 lidade que o trem não tinha como acompanhar. Mas as estradas de ferro não podem ser analisadas apenas median30 te critérios estritamente econômicos. hoje. o problema-consistia simplesmente em ligar as 20 regiões produtoras aos portos marítimos.U JUUiUdílO/ I RE-Jt^/iUUQ As questões de números 21 a 30 baseiam-se no texto apresentado abaixo Na primeira metade do século XIX.

Por tudo isso.0 autor do texto (A) apoia as opiniões contrárias à construção ide ferrovias pèlo alto cus­ to dos investimentos necessários. Apesar de informar que as ferrovias continuam a ser importantes no processo da industrialização acelerada. reorganização do espaço urbano) e econômicos (revitalização de cidades e criação de outras) pertinentes às ferro­ vias. Diz-nos. a partir de informações objetivas. acabaram por impor-se como o meio de deslocamento que mais se expandiu em nosso pais. em nenhum momento do texto. (B) defende. (C) considera. o autor. Vejamos as demais alternativas: (A) Afirmativa incorreta. embora aponte algumas desvantagens das ferrovias no Brasil. (E) conclui. quando o desafio da integração nacional re­ almente começou a existir. que a opção por rodovias no Brasil não trouxe os benefícios que acompanharam a expansão da rede ferroviária. afirma que elas continuam como o meio de transporte mais favorável em todo o País. analisan­ do aspectos econômico-sociais positivos e negativos desse meio de transporte no Brasil. seu autor faz um sumário da história do transporte ferrovi­ ário no mundo e no Brasil. por ser o único meio capaz de vencer com certa facilidade as enormes distâncias no Brasil. por ser mais ágil e de menor custo. (B) Afirmativa incorreta. que elas permanecem ainda hoje como meio de transporte mais favorável em todo o Pais. tendo em vista a falta de produtos a serem transportados. a resposta da questão está na opção (D). Em certo ponto. a seguir. Em seu último parágrafo. Seu relato é isento quanto à sua possível predileção por uma ou outra forma de transporte. No inído do texto.Provas Comentadas da FCC 2 1 . (D) aponta fatos históricos referentes à utilização de ferrovias. Não ocorre esta defesa no texto. as rodovias. Em nenhum momento o autor endossa as opiniões contrárias à construção de ferrovias. por serem mais ágeis e exigirem menor infraestrutura. Décio Sena 244 . o sistema rodoviário atenderia melhor às nossas necessidades. a utilização de trens no transporte das atuais safras. com argumentos consistentes. que a partir de 1930. o autor chega a dizer que. o autor ata alguns méri­ tos sociais (imposição de novo ritmo de vida. em outra informação de nature­ za histórica. (C) Afirmativa incorreta.

que é a res.já comentada na questão J anterior .guando comparado ao necessário para o. | Nas demais alternativas^ temos: ! (B) Afirmativa ibcorreta. Na verdade.Técnico Judiriário/TRE-SP/2Ò06 (E) Afirmativa incorreta. j I I * A resposta para esta quèstão está ná passagem . | além de facilitar a integração econômicá do País. (C) inexistia um! mercado interno favorável no País. ostrànsportes rodoviários .j cesso de expansão do mercado interno. Atribuir ao sistema] ferroviário o rótulo de “trans porte de menor importância” nunca ocorreu.j posta da questão!. quandp as rodovias impuseram-se às| ferrovias. . houve o predomíniodas rodovias no Brasil porque: (A) exigiam menor infraestrutura para suá construção e manutenção. 22.j terísticas regionais de produção industrial. em razão das carac. que tivessem ponto de vistaj oposto a estè. para tornar possível o j escoamento cia produção agrícola. uma vez que em seus países o sistema* ferroviário tem im-j portância capital.j cou o desafio dajefetrva integração econômica do país como parte do pro.demonstraram uma flexibilidade que o trem não tinha como acompa­ nhar” (grifos nossos).sistema ferroviário . O texto informa-nos que o transporte ferroviário não logrou o pxito qúe dele se poderia esperar e que ò transporte rodo­ viário acabotí por sei* mais importante dojque o primeiro.para a construção dé rodovias. segundo o texto. 245 S Português . bem cojmo maior agilidade no trãns-| porte das mercadorias. inclusiye. (B) havia enormes distâncias a serem percorridas. aos inves­ tidores estrahgeirosí É de se supor. jO que as favoreceu foi o baiko nível de investimentos ne­ cessários . Isto está reproduzido lia alternativa (A). (D) houve desinteresse de grupos econômicos estrangeiros em inveistir enormes quantias hum meio de transporte de menor importância.Prova ijj . (D) Afirmativa ibcorreta. o nosso pais era essencialmente agrário.distânpias não seriam obstáculos para as ferrovias. j (C) Afirmativa ibcorreta. j.em que o autor diz que "A partir dos anos 30. De acordo com o texto. (E) refletiam a importância da modernização dos meios de transporte | em meio a um acentuado processo de industrialização. As longas . quando se cólo. necessitando de uma infraestrutura muito menor que a das vias férre­ as .mais ágeis.

disponível para esse tipo de trabalho. por falta de mão-de-obra capacitada e qualificada. apenas. no texto. bem como ao custo de investimento maior destas em relação àquelas. (A) aspectos negativos da exagerada importância atribuída. (C) as exigências de conhecimento técnico específico para a construção de ferrovias. como ins­ trumento de progresso. (E) a transformação sodaí provocada pela chegada dos trens. encontraremos: (A) Afirmativa incorreta. Não se fala. (D) aspectos econômicos da opção pelo transporte ferroviário. tendo era vista as cidades abrangidas pór suas linhas. por isso. no último parágrafo. Nas demais alternativas. na opção (E). mesmo considerando os problemas decorrentes da exigência de horários rí­ gidos nas estações. relativos à necessidade de as ferrovias exigirem infraestrutura maior do que a das rodovias. do texto. 2 3 . (B) Afirmativa incorreta. uma vez que impu­ seram um novo ritmo de vida. Décio Sena 24 6 . da expectativa econômica não aten­ dida: houve aspectos positivos que estão citados na alternativa resposta. na época. No último parágrafo do texto o autor menciona o fato de as ferrovias.veja-se o exemplo de Porto Velho . sim. além de permitir lima agilidade e flexibilização que o sistema rodoviário não pode apresentar.(E) Afirmativa incorreta. O predomínio do sistema rodoviário deveu-se não ao fato de ser mais moderno. Fazem-se comentá­ rios. (B) as dificuldades inerentes à construção de ferrovias. a um sistema de transporte que pouco benefício trouxe aos brasileiros. à questão de mão de obra especializada para construção de ferrovias. a centros urbanos mais afastados.0 último parágrafo do texto salienta. bem como de terem criado cidades . a partir do horário rígido das chegadas e partidas dos trens.e revitalizado outras. Não há menção. de as­ pectos negativos» exceto pela breve passagem de não se poder julgar o sistema ferroviário a partir. A resposta da questão está. mas sim ao de exigir menor nível de investíméhtos para sua implantação. a des­ peito de não terem conseguido alcançar o sucesso que delas se esperava» te­ rem sido introdutoras de novos hábitos em nosso País.

o triunfo das rodovias no Brasil teria sido obtido graças a um complô que envolveria governos e grandes empresas petrolíferas e au­ tomobilísticas. pela afirmativa de que não se deve julgar o sistema ferroviário brasileiro apenas pelo critério econômico. (E) ser necessário o aumento da produção agrícola. o setor ferroviário nacional nunca chegou a formar uma autêntica rede co­ 247 Português . exceto» como já comentamos. De acordo com supos­ tas explicações. pois as ferrovias buscavam apenas o escoamento de produtos agrícolas para a exportação. Mais uma vez a Banca Examinadora elaborou al­ ternativa que não tem suporte no texto. É áe se imaginar que a constru­ ção de ferrovias exija conhecimento técnico específico» mas não se faz menção a este fato. Mas a verdade é que. no texto. no predomínio das rodovias.rrova n . exi­ gindo altos custos de transporte para a exportação agrícola. Para respondermos a esta questão. (A) não haver. vamos reler. O último parágrafo do texto não menciona qual­ quer aspecto econômico resultante da opção pelo transporte ferroviá­ rio. Além disso. interessados em obter lucros cada vez maiores no País. centros urbanos desenvolvidos e capacitados a consumir a produção interna. Uma das justificativas apresentadas no texto para o relativo fracasso das ferrovias brasileiras está no fato de. não seria propriamente incorreto di­ zer que a experiência ferroviária no Brasil não passou de um relativo fra­ casso . (D) estarem os portos marítimos afastados dos locais de produção. também não há menção a ci­ dades que seriam abrangidas por suas linhas. mas somente ao fato de as ferrovias terem revitalizado algumas cidades e criado outras. tendo em vista maior abertura do mercado extemo. ao contrário do ocorrido em outros países de grandes dimensões. fragmentos do segundo pa­ rágrafo do texto: “De um ponto de vista econômico. na época. (C) ter sido esse tipo de transporte o preferido por grandes grupos eco­ nômicos. hoje. levada pelós trens a todas as regiões do País.que se traduziria. (D) Afirmativa incorreta. (B) não ter sido criada uma malha mais extensa de transporte.i ecntco JUdiciârio/TRE-SP/2006 (C) Afirmativa incorreta. além de outras deficiências estruturais. 24.

Não se mencionam. Como a economia dependia da agro exportação. Como a economia dependia da agroexportação. distâncias que separam os portos marítimos dos locais de produção. Este descarte fica evidencia­ do quando iniciamos a leitura do período final do parágrafo: “Mas a verdade é que. as regiões produtoras agrícolas com os portos marítimos. (E) Afirmativa incorreta. Décio Sena 248 .. a explicação dada pelo ar­ ticulista para o “relativo fracasso” está vinculada à questão da inexis­ tência de uma autêntica rede ferroviária.Provas Comentadas da FCC brindo todo o território. o problema consistia simplesmente em ligar as regiões produtoras aos portos marítimos”.. Como podemos ler. no texto. (final do 2 o parágrafo) As duas afirmativas do período acima transcrito denotam relação de: (A) (B) (C) (D) (E) conclusão e ressalva. conseqüência e condição. O suposto compiô envolvendo. no texto. (C) Afirmativa incorreta. em conformidade com o texto lido. não fomos capazes levar os trens a todas as regiões do País. de nunca termos criado uma verdadei­ ra malha ferroviária. causa e conseqüência? finalidade e conclusão. Nas demais alternativas. o relativo fracasso que se atribui ao sistema ferroviário brasileiro resulta.interesses da in­ dústria automobilística é descartado pelo autor como fator da não dis­ seminação da malha ferroviária entre nós. temos: (A) Afirmativa incorreta* Como acabamos de ler. Não há. o problem a consistia sim­ plesmente em ligar as regiões produtoras aos portos marítimos . condição e finalidade. qualquer menção à questão de o mercado externo estar mais ou menos receptivo. 25.” (D) Afirmativa incorreta. limitando-nos a criar linhas que punham em contato. de ele jamais ter che­ gado a cobrir o território brasileiro. portanto. A respos­ ta está na alternativa (B). Como já esclarecemos. apenas.

. No caso da presente passagem. tod0 (avistei. Como se estivesse parafraseando o texto original. a causa pelo efeito (gostaria que você lesse meu trabàlhojl [substituiu-jse a caúsa pelo efeito. Este é um modejlo de questão muito empregádo nas provas elaboradasjpeia Fundação Carlos Chagas.. ao longe..0 segmento que aparece reescrito com o mesmo sentido original é: (A) algumas vozes apontaram o descompasso = certo número de pessoas mostrou a falia de ajustamento. 249 Português . a parte pelo.” A conjunção “Còmo” poderia perfeitamentejser substituída por outras de valor igualmente causai: “Já que a economia dependia.. por exemplo. que sieria a embarcação].. igualmente válida é a substituição de “apontaj ram o descompasso” por “mostrou a fált|i de ajustamento”. Vejamos cada uma das alternaüvas da questão: | i ■ ■\ f (A) Alternativa) correta.”? "Visto que a eco­ nomia dependiai”. ter-se-á substituído o efeito (“algumas vozes”) pela causa (“certo número de pessoas”). i (B) pela f é em sèu p od èr de transformar à realidade ~ á crença que con­ segue superjar os problemas existentes. A substituição de “algumas vozes” por “certo nú-l mero de pessoas” é válida. de modo que se tróque. que sferia o livro].Prova 1 1 .Técnico judiriário/TRE-SP/2006 Observamos queja afirmativa inicial “Como a economia dependia da agroexportação” é caúsa do que se diz na sequêncik “o problema consistia em li­ gar as regiões produtoras aos portos marítimòs.”. •í i ! ■ j 2 6 . Na verdade. às velas que viriam sàlvar-me) [substituiu-se a parite pelo todo.ou­ tros países extensos colocaram-se contra a ideia. cj lugar pelo produto (tomei um champanha) [substituiu-se o lugar [que jseria da região de Champagne] pelo produto]. (D) De acordo\ com supostas explicações = Segundo argumentosj procedentes. ■ ! j (E) a ser importantes também no contexto k a industrialização acelerada = necessárias para|dar início ^indnsteikUzaçâo. quando obsèrvamos a metonímia existenj te na passagem original. “Uma vez que a economia dependia. "Porque a econo­ mia dependia. j (C) ao contrário do ocorrido em outros países de grandes dimensões .”. pretende-se perceber a capacidade de o candidato bntender a mensagem origiriál e ter condições de extemá-j la com outros vocábulos. Entendemos por metonímia a figura literária que icdnsiste em designar-se alguma coisa citando-se algo que caracteriza dutra..

uma vez que os pronomes rela­ tivos nelas constantes estão preposicionados. Não se admite a substituição de “a ser importan­ tes” por “necessárias”.. fato gramatical incompatível com a função sujeito. correspondente à grifada acima q«e. é: (A) de onde cobria. que também são coisas absolutamente diferentes. (D) Alternativa incorreta. Este fato invalida as alternativas (C). A alternativa (A) não tem encaixe lógico no texto. (C) à qual icobria. Não é possível aceitar-se que a expressão “supos­ tas explicações” se equipare a “argumentos procedentes”. (C) Alternativa incorreta. (B) que cobrisse. também não procede a substituição de “á realidade” por "os problemas existentes”. diz-se que algo ocorreu ao contrário do ocorrido em ou­ tros paises e. Observemos que o pronome relativo que surge de modo obrigatório no des­ dobramento desempenha papel sintático de sujeito do verbo “cobrir”. Em o setor ferroviário nacional nunca chegou a formar uma autêntica rede cobrindo todo o território” o verbo sublinhado estrutura uma oração reduzida de gerúndio incumbida de adjetivar o substantivo “rede”.. As informações são completamente diferentes: em uma delas.o setor ferroviário nacional nunca chegou a formar unia autentica rede que cobrisse tódõ d território”. mantém o sentidò original. diz-se que os países ficaram contrários a algo.. Décio Sena 250 . (2o parágrafo) A forma verbal correta.o setor ferroviário nacional nunca chegou a form ar uma autêntica rede cobrindo todo o território. . ó que faria resúítar “. em outra. O desdobramento da oração reduzidá apontará unicamente còmo respos­ ta a alternativa (B). (E) Afirmativa incorreta.(B) Alternativa incorreta. (E) de que cobria. introduzi­ da por pronome. (D) em que cobria. Não se pode aceitar a equiparação de “poder de transformar a realidade” com “consegue superar os problemas exis­ tentes”: as formas verbais “transformar” e “superar” (verbos principais de locuções verbais) têm valores semânticos rigorosamente distintos. (D) e (E).. nem a de “no contexto da industrialização acele­ rada” por “para dar início à industrialização” 27.

no contexto. (E) ação habitual... (B) ação anterior a outra.. no texto. Observemos que. o futuro do pretérito “permitiria” está reportan­ do algo que. Observe a alteráçãò dos sinais de pontuação nos segmentos transcritos abaixo. (B) III. condicionada a um fato futuro. (A) ímalidade de uma ação presente. . p ara os trabalhadores. necessitando de uma infraestrutura muito menor que a das vias férreas) III. somente.. (C) I e II..nuvu I ( - i ecntco JUQICianO/I K t-b P /20U & 28. mantém-se o sentido original em (A) I.. representaria uma possibilidade de vir a ocorrer.. somente.. (D) II e III» somente. 29. Vejamos cada uma das alterações de pontuação impostas nas passagens selecionadas do texto. (D) situação hipotética em relação a um fato no passado.para os trabalhadores.. (C) certeza futura na realização de um fato. observado do passado. na alternativa (D). I. Representaram Unia experiência indelével. então.. que se traduziria} hoje . II e III. .como o meio quase mágico que perm itiria transpor enormes distâncias . A resposta estã. frequentemente dramática..mais âgeis3 necessitando de uma infraestrutura muito menor que a das vias férreas ~ (mais ágeis.. Representaram uma experiência indelével . (E) I. II. em que se lê situação hi­ potética em relação a um fato no passado. O emprego da forma verbal grifada acima denota. Com as alterações. que se traduziria hoje no predomínio das rodovias. no predomínio das rodovias . com respeito às possível mudanças dos seus senti­ dos originais: 251 Português . somente.frequentemente dramá­ tica . no passado.

II. Inicialmente. Está correto o emprego das formas verbais empregadas na alternativa (C). As outras formas verbais da alternativa. A supressão das vírgulas em nada alterou a mensagem original da passagem. o que não implicou qualquer alteração semântica para o fragmento original Não houve. (B) Altos custos de construção e manutenção das ferrovias interviram como agravantes para seu abandono no Pais. foi empregado um par de pa­ rênteses. 3 0 . Tais vírgulas foram. o que manteve o isolamento anteriormente promovido pelos travessões. então. com verbo im­ plícito. (D) Empresas interessadas no desenvolvimento dos transportes provi-* ram recursos para a construção de rodovias.é conju­ gado tendo como modelo o verbo “pôr”. no mesmo tempo/modo e número/pessoa. e que o pu­ nham em relevo estilístico. apenas. expandiu-se por meio de duas orações . subordinada adverbial comparativa. Sabemos que este verbo. as ferrovias não satisfazeram plenamente as necessi­ dades de transporte no Brasil.0 verbo corretamente flexionado está na frase: (À) Em sua época. tal como está no texto da referida alternativa. No lugar dos travessões citados.uma. em “propuseram”. substituídas por um par de travessões. reduzida de gerúndio. em seguida. seu derivado “propor” será igualmente conjugado. Desta vez. o texto apresentou uma expressão intercalada por meio de vírgulas.Provas Comentadas da FCC L A mudança provocada foi. direcionando-os para outros setores da economia. suprimiram-se os travessões que isolavam um aposto. Décio Sena 252 . a de se promover a supressão das vírgulas que originalmente isolavam o adjunto adverbial. por sua vez. na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo assume a forma “puse­ ram”. O verbo “propor1 " . que. Assim. nenhuma modificação nos sentidos textuais. (C) Ultimamente propuseram-se novos investimentos destinados a re­ cuperar as estradas de ferro brasileiras.certamente a maior dificuldade da alternativa . e outra. sem nenhuma mudança no sentido do texto. III. (E) Vários investidores revíeram seus projetos para a área de transpor­ tes. quais sejam “destinados” e “recuperar” nenhuma dificuldade apresentam ao candidato.

[ (D) “ Empresas interessadas no desenvolvimento dos transportesprovirain re­ cursos para a construção de rodovias? . conjuga-se èm “viram”. No pretérito imperfeito do subjünti-| vo assumirá as formas provesse. provesses.ípro-j vêsseis.está incorreta a forma do verbo. uma vez que perjtencemi ã verbosregulares. deveria ter surgido. . | r Vejamos. . provessem. pro^eraj provêramos* provêreís. na 3a pessoa plural do prej térito perfeito do indicativo. o verbo “prover” teik a mesma conjugação apresentada pelo verbo “ver”. coáio tal. de cuja conjugação.satisfazéram plenamente as necessida­ des de transporte no Brasil ” . à forma “reviram”. proveram. no entanto. o parti*j cípio apresentará aíforma provido. no prétéri-j to perfeito do indicativo terá a conjugaçãb que se segue: provi. derivádo de “vir” e que. na formá “intervieram”. proverem. provêssemos. no verbo “rever”. proteste.3apessoá do plural do pretérito perfeito requisitada ka frase desta alternativa faría surgir a forma “proveram” (E) “Vários investidoresirevieram seusprojetJspara a área de transportes.está incòrieta a forma do verbo “satisfa­ zer1 ’. prpver. Nos demais tempos/modos. proverdes. provesse. 1 i 253 Português . “prover”. dos quais representam o párticípio e o infinitivo. proveram. derivado de“ver”. em sua conjugação de 3apessoa do plural dri pretérito perfeito do indicati­ vo. será conjugado em proverj proveres. ©este modo. proveras. se afasta em! cinco tempos. podemos perceber que a. o verbo “prover”. pretérito perfeito do indicativo . proyemos. pretérito imper-j feito do subjjuntivoi futuro dosubjuntivbe particípio. provermos. “satisfizeram” (B) “ Altos custos l d e construção e manutençàoldasfenovias interviram como! agravantespfira seulabandono no País? -( está incorreta a forma doíver-j bo “intervirT. direcionando^os parà outros setores da ecqnomia? . provestes. que. respectivamente.a partir da 2apessoa do! singular pretéritp mais-que-perfeito do indicativo.Prova 11 ~ Técnico judiciário/TRE-SP/2006 . Finalmente. por ser denvado de “fazer” deveria ter sido grafado na 3apes­ soa do plurají do pretérito perfeito do indicativo. bs erros das demaisalternativ fas: (A) "Em sita época. Nestes teniposj o verbo “próver5 5difere do verbo “ver” pòr trocar avogal “i” que se se­ gue ao radical pela vogal “e”. Deste modo. derivado de “ver” que.' proveu.iNo futuro do subjuntivo. as ferrovias não .está incorreta a forf ma do verbp “rever”. o que dá ensejo. agora.INo pretérito mais-que-pèrfei-J to do indicativo será conjugado desta forxna: provera.

soube que estava discutindo com um professor de física nuclear: Você ê presidencialista ou parlamentarista? — perguntou então. Corcel ou Opala. essa é a distância: que separa a ciência da arte. A menos que ocorra ao discutidor o recurso daquele outro. senão a de matar o tempo da melhor maneira possível. no melhor de sua argumentação sobre energia atômica. que teve de se calar quando. Como em toda arte.As questões de números 31 a 38 baseiam-se no texto apresentado abaixo A arte brasileira da conversa não é defádl aprendizado. exige antes de mais nada uma verdadeira vocação. — Pois eu sou parlamentarista.. 15 que poderiam muito bem passar a defender o ponto de vista oposto. p. no íntimo. interrompendo animadíssima conversa: — Posso dar minha opinião? Todos se calaram para ouvi-lo. No papo bem batido. Caetano ou Chico.E essa vocação se aprimora ao longo do caminho que vai da inocência à experiência. Os que nela se envolvem devem estar sempre prontos a reconhecer. E ele. muito sério: Qual é o assunto? (Fernando Sabino* Deixa o Alfredo falar! Record: Rio de Janeiro. mas uin fim ém si mesmo. Como toda arte. de súbito ninguém mais saiba o que se está discutindo. sem intuito de convencer ninguém. pode exaurir o papo dian20 te de uma impossível opção. 1976.2S-31) 30 Décio Sena 254 . a ponto de permitir que. nem de provar que se tem razão. a discussão não passa de «ma motivação. hábil em conduzir o papo. Tolstoi ou Dostoievski. Se não me engano. no desenrolar da con­ versa. Mas por que arte brasileira? Os outros povos acaso não batem papo? [. erigido numã das mais requintadas instituições nacionais. [. Além disso a discussão. E recomeçaram a discutir. só mesmo o que um dia se intro­ meteu na nossa roda. des­ de que os que o defendem fizessem o mesmo. como a de saber qual é o melhor. ainda que gratuita.„] 5 Falo precisamente no bate-papo. Mais ardente praticante do que estes. — Presidencialista. Os temas devem ser de uma apaixonante gratuidade..] Este não devle ter finalidade alguma. É coisa de latino em geral e de brasileiro em 10 particular: fazer da conversa não um meio.

31. De acordo com o texto, ser hábil em conduzir o papo consiste em: (A) dar preferência a determinados temas que não possibilitem acordo nas innndáveis discussões; (B) encaminhar discussões com especialistas em assuntos que exigem um conhecimento mais profundo; (C) assumir um ponto de vista que seja, preferencialmente, próximo ao que o outro também defende; (D) introduzir rapidamente novos elementos na conversa, como solução imediata para um possível impasse; (E) conduzir a conversa a uma situação de escolha entre posições anta­ gônicas, a fim de expor sua própria opinião. À passagem do texto em que Fernando Sabino empregou a expressão “ser hábil em conduzir o papo” é aquela em que o personagem, vendo-se em si­ tuação de tanta inferioridade no tocante ao conhecimento do assunto que o impedia de continuar a discussão, rapidamente desvencilhou-se daquele tema, trazendo à baila, por meio de uma pergunta, outra questão - a dos re­ gimes presidencialista e parlamentarista que possibilitaria a continuida­ de da conversa. Foi, então, hábil em mudar de assunto, em solucionar a di­ ficuldade por que provavelmente passaria, no curso da conversa relativa ao assunto anterior. A resposta está na alternativa (D). Nas demais alternativas, temos: (A) Afirmativa incorreta. Apesar de os temas que não possibilitam acordo se­ rem propícios para que se debata muito, a intenção maior de quem exerce o bate-papo, segundo a visão folclórica de Fernando Sabino, expressa no tex­ to, é simplesmente conversar, sem que haja a intenção de alguém impor-se pela sua argumentação. Ou seja, não se está em busca de um acordo, mas sim usufruindo~se da agradável prática do bate-papo desinteressado. (B) Afirmativa incorreta. Como já salientamos, o texto valoriza o bate-pa­ po que não tem compromisso com qualquer necessidade de conheci­ mento aprofundado sobre o que quer que seja. (C) Afirmativa incorreta. De preferência, para que se instale o bate-papo nos moldes em que Fernando Sabino relatou, as opiniões devem ser dis­ cordantes. Não para que alguém tente impor seu ponto de vista, insisti­ mos, mas simplesmente para que a conversa flua por mais tempo. (E) Afirmativa incorreta. A intenção em escolherem-se temas que criem posições antagônicas não tem por fim permitir que o conversador hábil possa expor a sua própria opinião. Isto porque o que ele mais deseja, de verdade, é conversar. Caso seja necessário, ele assumirá um lado ou ou­ tro das posições antagônicas, para que a conversa se prolongue.
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Provas Comentadas da FCC

32. Conclui-se corretamente do texto que o verdadeiro espírito da arte d a conversa está em: (A) passar algum tempo discorrendo calmamente sobre qualquer assun­ to, sem outra finalidade prática; (B) chegar a conclusões comuns a todos os participantes, por meio de longas discussões sobre algum tema; (C) calar-se diante de outros participantes, ao perceber que seus conhe­ cimentos a respeito do assunto são insuficientes; (D) defender seu ponto de vista, especialmente diante de um possível im­ passe, no caso de envolver escolhas pessoais; (E) sustentar a discussão, ainda que alguns interlocutores desconheçam o assunto a ser tratado. Vamos proceder à leitura do texto que se segue, retirado do terceiro parágrafo: "Mas por que arte brasileira? Os outros povos acaso não batem papo? [...] Este não deve ter finalidade alguma, senão a de matar o tempo da melhor maneira possível” A partir desta informação, bem como do teor global do texto, vemos que a resposta da questão está na alternativa (A), quando se afirma que o verda­ deiro espírito da arte da conversa está em passar algum tempo discorrendo calmamente sobre qualquer assunto, sem outra finalidade prática. Nas demais alternativas, temos: (B) Afirmativa incorreta. Como já vimos, a verdadeira arte da conversa prescinde da obrigatoriedade de chegar-se a uma conclusão acerca de qualquer assunto. (C) Afirmativa incorreta. O verdadeiro conversador, ao perceber que está em posição de muita desvantagem quanto aos conhecimentos neces­ sários para manter uma conversação, rapidamente trocará de assunto, conduzindo a conversa para uma área em que se sinta mais à vontade e, por conseqüência, a conversa dure mais tempo. (D) Afirmativa incorreta. O interesse daquele que domina a arte da conver­ sa é, simplesmente, o de mantê-la fluindo. Diante de um possível im­ passe, ele fará com que a conversa tome outro rumo. (E) Afirmativa incorreta. Como o interesse maior de quem domina a arte da conversa é, apenas, o de conversar, não há interesse em sustentar dis­ cussões em torno de assuntos acerca dos quais os demais participantes não tenham informações que propiciem a manutenção da conversa.

Décio Sena

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Prova 11 - Técnico Judiciário/TRE-SP/2006

33. A frase do texto que pode ser interpretada como uma síntese do que o au­ tor afirma no 4°jparágrafo é: ! (A) Mas por quétarte bmsileirat; ; I. (B) É coisa de latino em geral e de brasileiro em particular; (C) — Você é presidencialista ou parlamentarista?; (D) Todos se calaram para ouvi-lo; j (E) — Qual é o àssunió? |. Procedamos à leitura dó quarto parágrafo, paira, em seguida, podermospresponder à presente questão: j “No papo bem bqtido, a discussão não passa âe uma motivação, sem intuito de convencer niúguém, hem âe provar que sentem razão. Os que nela sé en­ volvem devem eètar sempre prontos a reconhecei; no íntimo, que poderiam muito bem passar a defendero ponto âe vistal oposto, âesâe que os que o de­ fendem fizessemlo mesmo. Os temas devem ser âe uma apaixonante grqtui-i daâe, aponto de\permitir que, no desenrolar da conversa, âe súbito ninguéml mais saiba o qu ise está ldiscutinâo. {...]” = Do que se lê, entíende-sè que, na visãò do autor, ò bate-pápo é algo agradável! pelo simples prazer de sèr posto em prática. Não há intenções de persuadir-se; ninguém, de mostrar-se'grande conhecimento acerca de úm determinado as-j sunto, de criarem-se polêmicas. Ao‘conversador nato interessa, apenas, con-j versar* Sobre qualquer assunto, com pessoas que, como ele, também gostem! de conversar e, por isso,íque tanto quanto ele, jestejam dispostos a gastarem d tempo falando sobre coisas de que não necessariamente conhecem, têm in-j teresse ou predileção. Qualquer tema, contanto que seja propício à conversaj serve. A resposta está, então, na alternativa (£), em que se mostra a predispo-j sição para convejrsar-se,|a partir da simples frjise “Qual é o assunto?” j 34. A justificativa apresentada pelo autor para considerar como arte o hábitai brasileiro da conversa está no fato de quê, jàara ele, a conversa: j (A) constitui troca forinal de ideias, no senjtido de esclarecer desentendi] raentos poi meió de discussões a respeito de temas variados; j (B) decorre como um simples bate-papo:, cpm a única intenção dosparj ticipantes de passarem o tempo de fôrma agradável; (C) possibilita jesclarecimentos de opiniões entre vários participantes dè um grupo, jdispostos a debater qualquér tema; | (D) se torna palavreado sem utilidade prática, que não apresenta concluf sões plausíveis e convincentes aos participantes; j (E) desenvolve; pontos de vista necessariamente opostos, embora não se perca a coerência que deve permear toda a discussão. i ;
257 i Português

A resposta desta questão tem de ser a que contenha afirmativa que enfatize a característica de certas conversas peculiares aos latinos e aòs brasileiros em particular, nas quais não há propósito algum que não seja apenas o de fazer passar o tempo, na visão de Fernando Sabino. A resposta convenien­ te está na alternativa (B). Nás demais alternativas, encontramos: (A) Afirmativa incorreta. Náo há formalismo na arte brasileira da conversa. (C) Afirmativa incorreta. Não há intenção de. esclarecèr-se nada na arte brasileira da conversa. . , (D) Afirmativa incorreta. Não há interesse em chegar-se a conclusões na arte brasileira da conversa. (E) Afirmativa incorreta. Não há necessidade de que a coerência permeie toda a conversação na arte brasileira da conversa. 35,... desde que os que os defendem fizessem o mesmo. (4o parágrafo) O segmento grifado acima evita corretamente a repetição, consideran­ do-se o contexto, do segmento: (À) provassem estar com a razão; (B) soubessem o que se está discutindo; (C) passassem a defender o ponto de vista oposto; (0 ) se motivassem com as discussões; (E) aprimorassem uma verdadeira vocação. A leitura de um fragmento do quarto parágrafo possibilitará respondermos mais rapidamente à questão: “No papo bem batido, a discussão não passa de uma motivação, sem intuito de convencer ninguém, nem de provar que se tem razão. Os que nela se en­ volvem devem estar sempre prontos a reconhecer, no íntimo, que poderiam muito bem passar a defender o ponto de vista oposto, desde que os que o de­ fendem fizessem o mesmo? Do que lemos, percebemos que “fizessem o mesmo”, na passagem, estabe­ lece que as outras pessoas envolvidas na conversação também se predispu­ sessem a defender o ponto de vista oposto. A resposta surge, com clareza, na alternativa (C).

Décio Sena

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... 0 que se está discutindo, (final do 4oparágrafo) A forma verbal de sentido idêntico ao da frase transcrita aciraa, conside­ rando-se o contexto, é: (A) se discutirá; (B) é para discutir; (C) vão ser discutidos; (D) está sendo discutido; (£) deverá serdiscutindo. Temos em “...o que se está discutindo” uma oração subordinada adjetiva restritiva, que se inicia com o pronome relativo “que”. O vocábulo “o”, an­ tecessor do pronome relativo, é um pronome demonstrativo. Para facilitar a compreensão do que faremos a seguir, utilizaremos» em lugar do prono­ me demonstrativo citado o vocábulo “aquilo”, outro pronome demonstrati­ vo. Desta forma, assim teremos o texto: “...aquilo que se está discutindo.” Este artifício facilitou-nos a percepção de ser o pronome relativo “que” o su­ jeito da forma verbal “discutindo”, uma vez que, efetuada a substituição do relativo pelo vocábulo que é por ele representado, teremos: “...aquilo] [aquilo se está discutindo.”] Estamos, assim, diante de uma oração subordinada adjetiva restritiva como já havíamos estabelecido - estruturada em voz passiva pronominal O vocábulo “se” que dela faz parte denomina-se pronome apassivador (ou partícula apassivadora). Podemos atestar isto procedendo à sua grafia em voz passiva analítica, que fará resultar: “...aquilo] [aquilo está sendo discutido.”] Desté modo, provamos que a forma verbal "...está discutindo”, de voz pas­ siva pronominal, encontra correspondência de sentido na estrutura de voz passiva analítica “está sendo discutido”.

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Português

provas Comentadas da FCC

37, A concordância está em desacordo com a norma culta na frase: (A) Os bate-papos devem ser reconhecidos como uma das mais requinta­ das instituições nacionais; (B) Existe pessoas que desenvolvem verdadeira habilidade na arte de sustentarem bons papos; (C) Os brasileiros mostram-se astuciosos na arte da conversa, para a qual têm verdadeira vocação; (D) Discussões gratuitas podem não levar a nada, a não ser a situações de impasse entre os debatedores; (E) São vários os caminhos que levam ao cultivo da arte da conversa, tal como ocorre em qualquer atividade artística. Ocorre flagrante equívoco de concordância verbal no item (B). O sujeito do verbo “existir” está indicado pelo substantivo "pessoas” daí o emprego obrigatório do verbo flexionado em 3a pessoa do plural» restando assim a frase correta: "Existem pessoas que desenvolvem verdadeira habilidade na arte de sustentarem bons papos Apesar de bastante simples, o erro desta alternativa frequentemente é ex­ plorado pelas bancas examinadoras» uma vez que ocorre, também com fre­ quência, a confusão feita pelos candidatos com os regimes dos verbos "ha­ ver” (significando "existir”) e “existir”. Enquanto o primeiro verbo citado é impessoal, permanecendo obrigatoriamente no singular» o seu sinônimo ci­ tado em segundo lugar não tem esta característica, flexionando-se natural­ mente em concordância com seu sujeito. Caso houvesse sido empregado, no texto da alternativa resposta desta questão o verbo "haver”, o texto ficaria corretamente assim redigido: “Há pessoas que desenvolvem verdadeira ha­ bilidade na arte de sustentarem bons papos ” Vale, então, a lembrança: não devemos confundir o emprego impessoal do verbo "haver” (significando "existir”) com o próprio verbo "existir”! Nas demais alternativas, nada há de incorreto, como podemos observar: (A) "Os bate-papos devem ser reconhecidos como uma âas mais requintadas instituições nacionais3 , - concordância correta: o sujeito “bate-papos” (vocábulo composto formado por forma verbal somada a substantivo e, por isso, flexionado em número plural apenas no substantivo) conduziu a locução verbal “devem ser reconhecidos” para o plural; observem-se as flexões de gênero e número perfeitamente aplicadas no particípio verbal.

Décio Sena

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Prova [ti — Técnico Judiciário/TRE-SP/2006!

(C) “Os brasileiros mostram-se astuciosos na arte da conversa, para a qualtêm verdadeira v o c a ç ã o - concordância correia: o sujeito “Os brasileiros;1 re­ meteu corretamente as formas verbais fmostram-se” e “têm” para a 3a pessoa do plural. Nà última forma, lembremos que à flexão de número plural está sendo indicado pelo acento circunflexo posto no verbo. : (D) "Discussões gratuitas podem não levaria pada, a não ser a situações de impasse entre os débatedores”. - concordância correta: mais uma vez um sujeito ém plural (“Discussões gratuitas”) impôs o verbo de que é sujeito, no caso a locução verbal "podem levar”, para a 3apessoa dojplural; como sabemos,:em locuções verbais,jas flexões de número e pessoa incidem sempre nos verbos auxiliares, |neste caso o verbo “poder”, ; I v ' ' ' í (E) “São vários às caminhos que levam ao ciâiivo da conversa, tal como ocor­ re em qualquer atividade a r tís tic a - cbncordância correta: o sujeito dei “São” está indicado pela expressão “os caminhos” Tal expressão surge, a seguir, representada pelo pronome relativo “que”, daí o emprego tam-| bém em 3Spessoa do.plural da forma verbal “levam5 ’. : | 38. Todos conhecem pessoas dispostas ...... umjbom bate-papo,......mesa dej um bar, tratando de temas que vão da previsão do tempo......sérias; dis-j cussões filosóficas. , : j ! As lacunas da frase acima estão corretamente preenchidas, respectiva*! mente, por: j (A) a - à - à; (B) à - à - a ; (C) a - à - a; (D) a - a - à; (E)à~a-a. | ! I

Preencheremos ja primeira lacuna apenas com a preposição “a”, exigidápekj adjetivo “dispostas”. Não há artigo definido Ta”, uma vez que após a laçuná surge a expressão masculina “um bom batejpapo” na qual ocorre, inclusií ve, o artigo indefinido “um”. . ! A segunda lacuna será preenchida com a contração da preposição "a* còm o artigo definido (a”, laljartigosurgeda presença da locução adverbial de lu] gar “à mesa de um barl, que tem como núcleo o vocábulo feminino “mesan i Como sabemos;, os adjuntos adverbiais forinados por palavras femininas^ j quando introduzidos pela preposição V*, recebem acento grave.

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|

Português

A terceira lacuna será preenchida, finalmente, com a preposição “a”, ape­ nas. Registremos qúe, em virtüdè dáé àltérnativás, temos dè empregar ape­ nas a preposição “a” em texto rio qualficaria mais adequado, por força de paralelismo, o uso da contração da preposição "a” com o artigo definido “as”. Assim grafado, o texto preservaria o paralelismo formado por "...vão da previsão do tempo às sérias discussões filosóficas” Como não nos foi oferecida esta alternativa, ficamosj, éntão, acenas cóm o úso da preposição, A ordem está colocada, então, em: a - à - a. Gabarito:

01) c
02) E 03) A 04) D 05) B 06) E 07) B 08) D 09) E 10) C

11 ) B 12) A 13) D 14) C 15) D 16) A 17) C IS) A 19) B 20) E

21) D 22) A 23) E 24) B 25) C 26) A 27) B 28) D 29) E 30) C

31) D 32) A 33) E 34) B 35) C 36) D 37) B 38) C

Décio Sena

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Prova 12

Analista JudidUurio/TRE-SP/2006
As questões de números I a 15 referem-se ao texto seguinte: Vocações Na época do vestibular» minha sobrinha resolveu optar pelo curso de Enfermagem. - Por que não Medicina? - foi à infalível pergunta de mui­ tos parentes e amigos. Moça paciente, explicou que não queria ser médica, queria ser enfermeira. Formou-se cora brilho, fez proveitoso e bem-sucedido estágio éhoje trabalha em um grande hospital de São Paulo. Mas ain­ da tem, vez ou outra, de explicar por que não preferiu ser médica. Muita gente não leva a sério essa tal de vocação. Ela levou. Poderia ter entrado, sim, no curso de Medicina: sua pontuação no vestibular dei­ xou isso claro. Mas alguma coisa dentro dela deve ter-lhe dito: serei uma ótima enfermeira. E assim foi. Confesso que a admiro por ter seguido essa voz interior que nos chama pa.ra este caminho, e não para aquele. Poucas pessoas têm tal discernimento quanto ao que efetivamente que­ rem ser. Em geral são desviadas dessa voz porque acabam cumprindo ex­ pectativas já prontas, mais convencionais. Calculam as vantagens, pecuniárias ou relativas ao status, fazem contas, avaliam “objetivamente” as opções e acabam decidindo pelo que parece ser o mais óbvio. Mas se es­ quecem, justamente, da mais óbvia pergunta: Serei feliz? É exatamen­ te isso o que eu quero? Da falta desse fecundo momento de interrogação saem os profissionais burocráticos, sonolentos em seu ofício, vagamente conformados, que passam a levar a vida, em vez de vivê-la. Em meu último encontro com a sobrinha pude ver que ela está feliz. Faz exatamente o que gosta, leva a sério uma das mais exigentes profis­ sões do mundo e se realiza a cada dia com ela. E vejam que atua numa es­ pecialidade das mais penosas: oncologia infantil. Desde seu estágio, envolveu-se com seus pequenos pacientes, por quem tem grande carinho. Tenho certeza de que eles encontram nela mais do que o apoio da profis­ sional competente? veem-na, certamente, como aquela irmã mais velha e indispensável nas horas difíceis.

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Provas Comentadas da FCC

Quando nossa vocação real é atendida, o trabalho não enfada, não 30 pesa como uma maldição. Cansativo que seja, sentimos que estamos no ofício que é nosso, que nos ocupamos com algo que nos diz respeito e que, em larga medida, nos define como sujeitos, Não é pouco; é quase tudo, É o que parece dizer o olhar franco, aberto e feliz dessa jovem enfermeira. Ela não trabalha "para” atingir algum objetivo, não trabalha ‘‘para” viver, 35 “para” ganhar a vida. Trabalhando, ela já “é” E isso não é invejável?
(Valentlno Rodrigues)

01 . Um dos entraves à realização plena de uma vocação está: (A) no enfado que costuma advir dos trabalhos desmotivados; (B) no convencionalismo que rege os critérios de escolha; (C) na importância que conferimos à nossa realização como sujeitos; (D) no descaso que demonstramos em relação às vantagens materiais; (E) no atendimento do que identificamos como nossa voz interior. Segundo o depoimento do autor do texto, tio da enfermeira, a felicidade desta resulta da escolha acertada da atividade profissional que iria desen­ volver. E sobre esta escolha, diz ele: “Mas alguma coisa dentro dela deve ter-lhe dito: serei uma ótima enfermeira.” No prosseguimento da narrativa, diz-nos que a moça deve ter ouvido uma voz interior, e não simplesmente analisado de modo objetivo quais carreiras são mais vantajosas do ponto de vista da remuneração ou, mesmo, do status. Para o autor do texto, as pessoas escolhem suas carreiras da segunda for­ ma citada. E, por isso, fazem escolhas que não são condizentes com suas vocações, escolhas convencionais, seguindo simplesmente critérios do que se considera, momentaneamente, uma carreira em que os profissionais são bem remunerados, disto resultando pessoas profissionalmente desmotiva­ das, com comportamentos burocráticos, enfadadas. Vejamos as demais alternativas da questão: (A) Afirmativa incorreta. Na verdade, esta alternativa traz-nos não o entra­ ve à realização plena de uma vocação, mas a descrição de como proce­ dem os profissionais que não fizeram escolhas acertadas, fundamenta­ das no compromisso com suas vocações. (C) Afirmativa incorreta. Caso assim procedêssemos, não haveria tantos profissionais que trabalham com enfado, sem interesse maior pelo traDécio Sena 264

Prova 12 - Anaíista J udiciário/TRE-SP/2006'

balho. Enteridámos:“nossa realização corno sujeitos” como a busca pelaj felicidade, e jnão por conquistas materiàis. j (D) Afirmativa incorreta. Um dos entraves* talvez o maior, para uma corre-1 ta escolha profissional, segundo o texto, é exatamente valorizarmos ex­ cessivamente a questão da remuneração pecuniária ou o prestígio que advirá de nossa atividade futura. (E) Afirmativa ibcorreta. O que se diz no texto é exatamente o oposto. 02. Atente para as seguintes afirmações: I. O caso da sobrinha do autor é um exera pio da falta desse fecundo momento dé interrogação; II. Depreende-se do texto que a negligência quanto à vocação autênti­ ca nasce do fato de que as pessoas passam a levar a vida, em vez de vivê-la; í III. No trabalho vocacionado, a preocupação com metas a serem alcan­ çadas dá lugar à plena realização da vivência cotidiana. Em relação ao texto, está correto SOMEN1JE o que se afirma em; (A) I; <B) II; (C) III; (D) I e II; (E) II e III. Vejamos cada uina das afirmativas que compõem a presente questão; Afirmativa incorreta. A sobrinha do autor, ao se formar em enferma* gem, acatou! os conselhos de sua voz interior, optando por carreira que do ponto dé vista de status, goza de menos prestígio junto à sociedade em geral. j : i t ' ' II. Afirmativa incorreta, O fato de as pessoas passarem a levar a vida, erri vez de vivê-la decorre, de acordo com o que lemos, de terem sido negli-j gentes na escolha de suas carreiras profissionais. j III. Afirmativa correta. Segundo o texto, para aqueles que optaram por tra balharem em áreas;profissionais em relação às quais se sentem vocacio nados, o trabalho é feito, ainda que comjcansaço, prazerosamente» sen. enfado, representando elemento motivador muito maior do que as me­ tas de produção.
265 Português

I.

03. Na frase Cansativo que seja, sentimos que estamos no ofício que é nosso, o sentido do segmento sublinhado eqüivale ao da expressão: (A) desde que estejamos cansados; (B) pelo fato de ser cansativo; (C) a menos que seja cansativo; (D) ainda que nos canse; (E) à medida em que seja cansativo. O fragmento textual sublinhado traz-nos informação que, do ponto de vis­ ta semântico, está em oposição ao que se afirma a seguir com "sentimos que estamos no ofício que é nosso’1 . Em verdade, observada a lógica das infor­ mações, seria um obstáculo, um empecilho a que nos sentíssemos em nosso ofício. Esta é a relação semântica introduzida pelo valor concessivo. Vejamos, agora, as alternativas da questão: (A) A locução conjuntiva “desde que” introduz nexo semântico condicional. (B) Observamos nexo semântico causai (ou explicativo) sendo introduzido por meio da expressão “pelo fato de”. (C) A locução conjuntiva M a menos que” faz surgir relação semântica de condição. (D) A locução “ainda que” introduz nexo semântico concessivo(E) A locução conjuntiva “à medida que” introduz nexo semântico de proporcionalidade. 04. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma frase ou expressão do texto em: (A) fo i a infalível pergunta (Io parágrafo) = foi o singular questionamento; (B) Poucas pessoas têm tal discernimento (2o parágrafo) = pouca gente deixa de assim deduzir; (C) Da fa lta desse fecundo momento de interrogação (2o parágrafo) - na ausência fecunda de tal perplexidade; (D) com algo qite nos diz respeito (4° parágrafo) - pela respeitabilidade que evoca; (E) Trabalhando, ela j á "ê” (4o parágrafo) ~ já realiza seu ser quando trabalha.

Décio Sena

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Vejamos cada uma das alternativas da questão, em busca da que correta­ mente traduz fragmènto textual: (A) Alternativa incorreta. Não é possível aceitamos a substituição de “infa­ lível” (aquilo que não falha, algo que é inevitável) por “singular” (aqui­ lo que é único, excepcional). (B) Alternativa incorreta. Inicialmente, o texto afirma que poucas pesso­ as têm esta capacidade de percepção do fato, têm esta compreensão. Depois tai conceito foi substituído pelo de que pouca gente não conse­ gue inferir deste modo. São informações, obviamente, distintas. (C) Afirmativa incorreta- A expressão “fecundo momento de interroga­ ção”, que indica “da ausência de instante fértil de questionamento" foi substituída, de modo absolutamente incorreto por “ausência fecunda de tal perplexidade”. (D) Afirmativa incorreta. "Algo que nos diz respeito” não tem nenhuma aproximação semântica com “respeitabilidade que nos toca”. (E) Afirmativa correta. A forma verbal "é” foi empregada com valor se­ mântico que a encaixa, ontologicamente, na área semântica do “ser”. 05. As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase: (A) Se nenhum desses profissionais da saúde resolvesse optar pela oncologia infantil, de quem esperariam algum amparo os pequenos pacientes?; (B) Caso não se considere os impulsos da verdadeira vocação, não se sa­ tisfaz nem mesmo os pequenos prazeres, impedidos pela escolha infeliz; (C) Do fato de se envolverem efetivamente com seus pequenos pacien­ tes não resultam que os profissionais da enfermagem sejam menos objetivos; (D) O que define ou não os profissionais como sujeitos revelam-se já nos critérios de que se valem no momento de escolherem sua profissão; (E) Não falta, nessa crônica de um tio visivelmente orgulhoso, razões efetivas para que se rejubile com os caminhos que vem sendo trilha­ dos pela sobrinha. Analisemos cada uma das alternativas com respeito às concordâncias ver­ bais nelas existentes:
Português

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impedidos pela escolha infeliz”. O texto corrigido apontará: “Não faltam. com suas orações indicadas: ["O fque define ou não os profissionais como sujeitos] revela-se já nos critérios] [de que se valem] [no momento de escolherem sua profissão”. razões efetivas para que se rejubile com os caminhos que vêm sendo trilhados peia sobrinha”. (C) Afirmativa incorreta. Deste modo. O sujeito da forma verbal “resultam” está indica­ do pela oração “que os profissionais da enfermagem sejam menos obje­ tivos” Como sabemos. Para melhor compreensão. o texto após a correção: “Do fato de se envolverem efetivamente com seus pe­ quenos pacientes não resulta que os profissionais da enfermagem sejam menos objetivos”. então. Os dois verbos do texto. estão em orações de voz passiva pronominal. ficando assim a frase correta: “Caso nâo se conside­ rem os impulsos da verdadeira vocação. teriam de ser empregados na 3apessoa do plural. Dédo Sena 268 . seu imediato antecessor. sujeitos oracionais fazem com que os verbos se­ jam empregados na 3a pessoa do singular. por “os pequenos prazeres”. “considerar” e "satisfa­ zer”. com núcleo no pronome indefinido "ne­ nhum”. indicamos o período corretamente redigido. o que implica seu emprego na 3a pessoa do plural Em segundo lugar. Assim ficaria. nessa crônica de um tio visivel­ mente orgulhoso. A forma verbal “resolvesse” está concordando de modo correto com seu sujeito.] (E) Afirmativa incorreta. O sujeito de "revelam-se” é o pronome demons­ trativo “O”. que concordou com seu sujeito. Primeiramente. não se satisfazem nem mesmo os pequenos prazeres. que abre o texto. Igualmente correta está a concordância de “esperariam”. a forma verbal relativa ao verbo “faltar” tem como sujeito a expressão “razões efetivas”. indicado pela expressão "os pequenos pa­ cientes”. representado pela expressão “nenhum desses profissionais da saúde”. deslocado para o fim da oração. (D) Afirmativa incorreta.Provas Comentadas da FCC (A) Afirmativa correta. O sujeito do primei­ ro é indicado por “os impulsos da verdadeira vocação” è o do segundo. daí o obrigatório emprego da locução na 3a pessoa do plural. (B) Afirmativa incorreta. o sujeito da locução “vem sendo trilhados” é o pronome relativo “que”. Ocorre que este pronome é representante semântico do substantivo “cami­ nhos”. Cometeram-se dois erros de concordância ver­ bal.

a forma verbal resultante será: (À) tem sido levado a sério. (B) justifica-se em si mesmo. J (D) é levada a sério. que sé justifica por si mesmo..I Prova 12 . I 2 69 Português] . a qual. A pergunta. ou seja. (D) não tem finálidadedefinida. na voz passiva. Em “leva a sério juma das mais exigentes profissões do mundo”. cobra-nos a relaçãaj deste emprego de frases: fei­ tas com o trabalho da sobrinha do articulista. no jsntantò. frases que. j I | j i As aspas estão níarcandb clichês lingüísticos] ou seja. (C) são levadas á sério. a expressão ‘uma das mais exigentes profissões do mundo” exerçe a função sintática de objeto direto.. como já vimos. Uma das mais exigentes profissões do mundo.Analista judiáário/TRE-SP/2006 06. Item no seu trabalho muito mais do que a intenção de atingir um objetivo ou de simplesmente viyer. é levada a sério. teremos a oração: j. o trabalho exercido pela enfermeira é a sua própria razão de existir e não precisa de ràzões para ser exercido. Airesposta está na alternativa (B). Deste modo. 07. em sujeito. (B) tem levado aj sério. É algo que faz parte de kua existência. acabam perdendo suaf expressividade. “trabalha para viver’! re­ metem ao trabalho automatizado. as frases “trabalha para atingir um objetivo”. De modo ge­ ral. es­ truturada em voz ativa. que as frases Ela não trabalha apara”\atlngiiralgum objetivo e não trabalha “ p ara” viver sus­ tentam a argumentação de que o sentido àoj trabalho da sobrinha: (A) prende-se a inúmeras finalidades. daqueles que não ouviram seu coração para! escolher a atividade profissiònal que iríam desenvolver. {£) é valorizadoj como improvisação. Deve-se enteuderj no contexto do último parágrafo. | i Í.Transpondo-se pàra a voz passiva a frase le\\a a sén o uma das mais exi­ gentes projt$soes\ão muhdo. à força de tanto serem repetidas. O objeto direto da voz ativa transfotma-se. oração. (E) será levada a sério. À forma verbal éjgrafadá tal como está na alternativa (D). robotizadi). (C) é buscado sem muito critério. Rigorosamente.

Nò segundo. Não há qualquer menção ao fato de haver improvisação no trabalho desempenhado pela enfermeira. Teríamos. Outra menção absurda para aqueles que entende­ ram o texto. porque haveria necessidade de inserção de outra formaverbálCdár”). Décio Sena 270 . (E) vem assistindo . a quem teni dado miiitá atenção5 ’. (B) esteve próxima de . Tem finalidade definida previa­ mente. no caso de se substituírem os elementos sublinhados. vem«sé dedicando a seus pequenos pacienteis. porque aformà verbal “se dedican­ do” exigiria a preposição “a”. (E) Afirmativa incorreta. por: (A) vem-se dedicando por . Apesar de. Após as devidas alterações citadas. respectivamente. Desde seu estágio. O trabalho da enfermeira dá os frutos que proce­ dem da alegria cora que ele é exercido.de cujos trata com carinho. A menção feita neste item é absurda. Nenhuma das substituições sugeridas poderia ser levada à efeito.a cujos dedica muito afeto. o texto desta forma: "Desde seu estágio. por ser exercido com satisfação.(-■rovas L om eniauai u« r\~v.com os quais é muito carinhosa. Vejamos cada uma das alternativas1 . certamente. o trabalho da persona­ gem servir a inúmeras finalidades. 08.a quem tem muita atenção. Estará formalmente correta a nova redação da frase acima. com as suas respectivas sugestões de reescritura dos fragmentos textuais sublinhados: (A) Alternativa incorreta. envolveu-se com seus pequenos pacientes. de ser bem conduzido. (D) tem tipo apego para .de quem tem multa dedicação. tem nele mesmo sua ra­ zão maior. (C) demonstra zelo a . No priméirò caso. A primeira sugestão de reescritura é satisfatória. Vejamos as demais alternativas: (A) Afirmativa incorreta. p or quem tem grande carinho.• teríamos ó texto correto: “Desdeseu éstágio. exigiria as preposições “por” ou “a”. (C) Afirmativa incorreta. esteve próxima de seus pequenos pacientes. qual seja a de ser bem feito. quando en­ tendemos o texto. uma vez que. (D) Afirmativa incorreta. no entanto. (B) Alternativa incorreta. então. não se prende a nenhuma delas. A segunda. por quem tem muita dedicação”.

A primeira sugestão de reescritura apresenta erro na escolha da preposição “a” que deve ser substituída por "por”. com as devidas retificações: “Desde seu estágio. o pronome relativo “cujos” não tém possibilidade de emprego no fragmento. com os quais é muito carinhosa” que foi a sugerida pela Banca Examinadora ou “Desdê seu estágio vem assistindo a seus pe­ quenos pacientes.fora . Assim ficará o texto. A segunda rees­ critura também é rigorosamente correta. Deste modo.tínhamos visto. nosso trabalho não é penoso: a cada momento vemos nele nossa realização.será . 271 Português . Pode também. dos quais trata com carinho”. Relembremos que. uma vez que. Na se­ gunda. (D) Alternativa incorreta. uma vez que se preservou.veremos. “auxiliar”. em todas elas. obriga­ toriamente antecederá substantivo.Analista Judiriário/TRE-SP/2006 (C) Alternativa incorreta. citado na alternativa anterior.era . 09. teríamos duas possibilidades de grafia: “Desde seu estágio vem assistindo seus peque­ nos pacientes. com os quais é muito carinhosa” que apresentaria o verbo “assistir” com regência transitiva indireta. demonstra zelo por seus pequenos pacien­ tes. (E) Alternativa correta. o ver­ bo “assistir” por estar portando significado de “ajudar”. aos quais dedica muito afeto”. As substituições propostas estão corretas. A frase com os defeitos reparados restará: "Desde seu estágio. Manter-se-á correta a articulação entre os tempos verbais da frase acima caso se substituam os elementos sublinhados. (£) fizésisemos . (C) fazíam os-era-virm os.Prova 12 . como comentado. na pri­ meira sugestão de reescritura. por ser pronome adjetivo relativo. (B) fizésisemos . (D) fizermos . . na ordem dada. tem tido apego a seus pequenos pacientes. com tal sentido. assumir regência transitiva indireta. por: (A) fizermos .teremos visto. A preposição “para” deverá ser substituída. a correlação de formas verbais tradutoras de futuro.será . na primeira reescritura. está corretamente empregado com regência transitiva direta. Vejamos cada uma das alternativas com as substituições propostas: (A) Alternativa correta. Na segunda. Se fazemos exatamente o que queremos. pela preposição “a”.viramos. repetiuse o mau emprego do pronome relativo.

Como se mostrou no item (B) desta questão: “Se fizéssemos exa­ tamente o que queremos. (B) Caso as pessoas como costuma ocorrer. poderiam fazer opções.“fizermos" é futuro do subjuntivo . nosso trabalho não será penoso: a cada mo­ mento veremos nele nossa realização”. A opção pelo futuro . o futuro do pretérito para o verbo "ver”. A frase estaria correta desta forma: “Se fizéssemos exatamen­ te o que queremos. O emprego de “fizéssemos” (pretérito imperfeito do subjuntivo) demanda o correlato emprego do futuro do pretérito do indicativo para o verbo “ser” e.“fizéssemos” . a sobrinha não manifesta. pela Medicina.é absolutamente inadmissível para a terceira substituição. que é a oncologia infantil. nosso trabalho não era penoso: a cada passo víamos nele nossa realização”. qualquer desprazer no que faz. nosso trabalho não seria penoso: a cada mo­ mento veríamos nele nossa realização". teremos: “Se fizermos exa­ tamente o que queremos. (D) Com muita frequência a sobrinha tem que justificar. de modo algum. pela última vez com sua sobrinha pôde constatar: que ela estava feliz. ainda. mais uma irmã mais velha.implicaria o emprego de “ser” e de “ver” em futuro do pretérito. parece de fato. o autor. (D) Alternativa incorreta. Assim.perpassará o texto todo. Está inteiramente correta a pontuação da seguinte frase: (A) Ao encontrar-se. Assim teremos o texto com as correlações desejadas: “Se fazíamos exatamente o que queríamos. Os dois primeiro verbos estão corretamente re­ lacionados. desde que se altere a forma “queremos” (de presente do in­ dicativo) para “queríamos” (pretérito imperfeito do indicativo). A for­ ma “virmos” . Dónn Çpna 272 . (E) Para os pequenos pacientes. não calculassem tanto as vantagens “exteriores” do trabalho. O emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo .Provas Comentadas da FCC (B) Alternativa incorreta. do que simplesmente uma profissional da área.de futuro do subjuntivo . (E) Alternativa incorreta. aquela jovem enfermeira. segun­ do critérios mais justificáveis. por que esco­ lheu a Enfermagem quando poderia ter optado. (C) Embora tenha optado por uma especialidade penosa. 10. nosso trabalho não seria penoso: a cada momento veríamos nele nossa realização” (C) Alternativa incorreta.

Deste modo. Caberia. como costuma ocorrer. As vírgulas que isolam o sintagma “o autor” podejriam ser mantidas. A-oração jsubordinada adjetiva “que é á oncologia infantil” está corretámenté isòlada por um par de vírgulasl Optou-se. ou seja.ao adjunto adverbial “Com imuij ta frequência”. Evitar-se-ia ámbiguidade.Prova 12 . Também estão incorretos os dois-pontos (postos após "pôde constatar”. desta locução verbal. não calculassem tanto as vantagens do trabaj lho.: caso se empregasse outra vírgula após o substantivo "vez”. então:-“Com muitá frequêríciaQ a sobrinha tem que justil 273 ! Português . por questões enfáticas. A vírgula após á forma verbal “justificar”. A vírgula apés o substantivo “trabalho” teni emprego obrigatório. A primeira vírgula! marca o fim de oração suborí dinada advprbiai ántecipada. A vírgula únicaposta após “costuma ocorrer” se| parou o sujleito “as pessoas” deseu verbjò “calculassem” Este equívoco deveria ter jsido reparado com à inserção de outra vírgula após o subs­ tantivo “pessoas". Também não se sustenta a vírgula posf ta após o substantivo “opções”. O texto jestaria corretamente pontuado deste modoj. para que se sinalizé o término da oração subòrdijnada adverbial condicional que surgiu abrindo o texto. que proj moveu separação de verbo e complemeíito (objeto indireto). que sepára adjunto adnominal ligado á seu núcleo por preposição. sujeito de "pôde constatar”. que não têm emprego obrigatório. poderl4m fazér opções segundo critérios mais justificáveis”. o texto ficará assim: “Caso as pessoas!. iniciada: pela conjunção suj bordinativá tempotai “quando”. já que separam verbo' de complemento (objeto direto oracional. está incorretamente empregada: separa verbo de complemento (objeto dij reto representado por oração. anteci} pada. ter-sé-ik sinalizado a intercalação da oração “corno costuma ocorrer. no caso). ainda.Analista Judiciário/TRE-SFV200€ Vejamos a pontkiação adotada em todas as alternativas da questão: j (À) Alternativajincorreta. (D) Aiternativaj incorreta.semânticía e não se promoveria a separajção do sintagma citado.) pelá última vez(}) com sua sobriiha pôde constatar que elajestaf va feliz” i' \ : (B) Alternativa! incorreta. vírgula facultativa no início da oração subordinada adverbial em ordem direta. pòder-se-Ia empregar vírgula após o substantivo “frequência”i caso se desejasse dar relevo estilístico . como najáltemativa (A) desta questão)! Igualmentej equivocada está a vírgula posta após “ter optado”. O texto estaria corretamente pontuado deste modo: “ Ao encontrar-sèQ o autor(. . por colocar-se o adjunto adverbia “de modo sjlgum” entre vírgulas. | (C) Alternativa] correta. No ihício do texto. Corretamente pontuado.

Considerando-se o contexto. (II). (II). relembremos. em conseqüência de não haver o fecundo momento da in­ Décio Sena 274 . (A) Podemos observar em II informação que contraria o que se dispôs em I. (D) Agora. Eis ó texto corretamen­ te pontuado.. A única vírgula colocada após “fato” promoveu separação do verbo de ligação “parece” e o predicativo "uma irmã mais velha” Poderse-iam empregar vírgulas isolando o adjunto adverbial “simplesmen­ te”. caso se desejasse realçá-lo estiHsticamentè..) aquela jovem enfermeira pareceQ de fatoQ mais uma irmã mais velha do queQ simplesmenteQ uma profissional da área.e conseqüência . Mais uma vez. encontramos relação semântica de conseqüência e causa.) envolveu-se com seus pequenos pacientes (I) / por quem tem grande carinho. então.. (II). (B) Confesso que a admiro (I) /por ter seguido essa voz interior.ficar por que escolheu a EnfermagemQ quando poderia ter optado pela Medicina”. (B) Podemos notar que o fragmento II diz-nos a causa daquilo que ocor­ re em í: observa-se nexo semântico de conseqüência e causa. presença de valores semânticos ádversativòs. (II).. “Para os pequenos pacienites(. Estamos procurando. (C) Em geral são desviadas dessa voz (I) /porque acabam cumprindo ex­ pectativas já prontas. (E) (. que vêm a existir na relação entre os dois fragmentos. Podemos observar que. então.. (C) Novamente observamos que o fragmento II informa-nos a causa do que ocorre em I. Observemos as relações semânticas existentes entre os fragmentos tex­ tuais pinçados do texto da prova. (E) Alternativa incorreta. A primeira vírgula empregada é facultativa.indicado pelo fragmento I . Há. a relação causa e conseqüência... temos a relação causa e conseqüência que queríamos. 11. Estamos procurando o item em que se venha a observar nexo semântico de causa ..presente no fragmento II. (D) Da falta desse fecundo momento de interrogação (I) /saem os pro­ fissionais burocráticos. põe em destaque um adjunto adverbial A vírgula colocada após o substan­ tivo “enfermeira” separou o sujeito ‘ aquela jovem enfermeira” do verbo “parece”. verifica-se uma relação de causa (I) e conse­ qüência (II) entre os seguintes segmentos: (A) Muita gente não leva a sério essa tal de vocação. (II). (I) /Ela levou.

quando empregado na voz ativa. representado por “quaisquer outras vozes”. quaisquer outras vozes que não sejam as da real vocação. torna-se obrigatório o emprego do verbo na 3a pessoa do singular. sendo o pronome citado identificado como índice de indeterminação do sujeito. ou seja.) Diz-se voz passiva sintética porque representam uma maneira 275 Português . Para preencher corretamente a lacuna. a escolha profissional não é aleatória. Verbos de regência transitiva direta ou transitiva direta e indireta. valorizam as vantagens pecuniárias de uma profissão. tais profissio­ nais são resultantes de não terem tido seguido a “voz interior”. ( 0 ) _____ (poder) haver. concor­ dando com seu sujeito. surgem os profissionais burocráticos. como o texto da prova nos informa. (E) Em I o autor relata uma atitude que sua sobrinha desenvolve junto a seus pacientes e. em seguida. quando acompanhados do pronome “se” estruturam orações de voz passiva pronominal (ou sintética). o verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma de plural nà frase: (A) Em geral não se ______ (desconfiar) das razões que levam à escolha de uma profissão. (E) Muitas pessoas. nesses casos. A oração de que o verbo citado faz parte está em voz passiva pronominal.r<uvtt — r\ n au > i< s. Ora. partícula apassivadora (ou pronome apassivador. ^uuiuctMu/ í r^cor/^tuut> terrogação. muitas razões para que se escolha uma profis­ são. na escolha de uma profissão. na época do vestibular. achando que não lhes_____ (bastar) ouvir os apelos da vocação. como afirmamos previamente. 12. no fragmento II traz-nos informação de natureza explicativa acerca destes últimos. Diz-se pronominal porque a estrutura de tais vozes passivas apresentam-se com o pronome "se”. de­ nominado. tem regência tran­ sitiva direta. Vejamos o emprego das formas verbais em todas as lacunas da presente questão: (A) Emprego obrigatório do verbo “desconfiar” na 3a pessoa do singular. Sendo este verbo de regência transitiva indireta e estando acompa­ nhado do pronome ‘‘se". criou-se uma oração de sujeito indetermina­ do. (C) Quando o que„____ (indicar) nossos caminhos são os apelos da voz interior. mas nenhuma delas é mais forte que a da voz interior. estando o sujeito indeterminado com pronome “se”. (B) Ê preciso que não s e ___ __ (ouvir). (B) Emprego obrigatório do verbo "ouvir” na 3a pessoa do plural. já que este verbo.

encontramos relação semântica de conseqüência e causa. (II). Podemos observar que. (I) /Ela levou. Estamos procurando o item em que se venha a observar nexo semântico de causa . Observemos as relações semânticas existentes entre os fragmentos tex­ tuais pinçados do texto da prova. (D) Agora. Eis o texto corretamen­ te pontuado: "Para os pequenos pacientesQ aquela jovem enfermeira pareceQ de fatoQ mais uma irmã mais velha do queQ simplesmenteQ uma profissional da área.. (B) Podemos notar que o fragmento II diz-nos a causa daquilo que ocor­ re em I: observa-se nexo semântico de conseqüência e causa. (D) Da falta desse fecundo momento de interrogação (I) / saem os pro­ fissionais burocráticos. relembremos. Estamos procurando. então.. Poderse-iam empregar vírgulas isolando o adjunto adverbial “simplesmen­ te”. Mais uma vez. (E) (. a relação causa e conseqüência. Considerando-se o contexto. A vírgula colocada após o substan­ tivo “enfermeira” separou o sujeito “aquela jovem enfermeira” do verbo “parece”... A primeira vírgula empregada é facultativa: põe em destaque um adjunto adverbial.. (II). Em geral são desviadas dessa voz (I) / porque acabam cumprindo ex­ pectativas já prontas. (B) Confesso que a admiro (I) / por ter seguido essa voz interior. caso se desejasse reálçá-lo estilisticamente. (C).e conseqüência . (C) Novamente observamos que o fragmento II informa-nos a causa do que ocorre em I.presente no fragmento II. verifica-se uma relação de causa (I) e conse­ qüência (II) entre os seguintes segmentos: (A) Muita gente não leva a sério essa tal de vocação. 11. A única vírgula colocada após “fato” promoveu separação do verbo de ligação “parece” e o predicativo “uma irmã mais velha”.indicado pelo fragmento I . (II).. Há. em conseqüência de não haver o fecundo momento da in~ Décio Sena 274 .) envolveu-se com seus pequenos pacientes (I) / por quem tem grande carinho. que vêm a existir na relação entre os dois fragmentos. (II)..Provas Comentadas da FCC íicar por que escolheu a EnfermagemQ quando poderia ter optado pela Medicina” (E) Alternativa incorreta. (II). temos a relação causa e conseqüência que queríamos. então. presença de valores semânticos adversativos.. (A) Podemos observar em II informação que contraria o que se dispôs em I.

(E) Muitas pessoas. torna-se obrigatório o emprego dó % |erbo na 3a pessoa do singular. como afirmamos previamente. “se” criou-se uma oração de sujeito indetermina­ do. achando que não lhes j" (bastar) ouvir os apelos da vocação. surgem bs profissionais burocráticos. (B) É preciso qiie não s e _____ (ouvir). j: (E) Em I o autor relata! uma atitude que sua:sobrinha desenvolve junto a seus pacientès e. (D) _____. na época do vestibulár. no fragmento II traz-nos informação de natureza explicativa acerca destes últimojs. tais profissio­ nais são resultantes :de não terem tido seguido a "voz interior” como o texto da proya nos informa.Prova Í2 . quando acompanhados do pronome “se”. A oração de que o verbo citado faz parte está em voz passiva pronominal. (Á) Emprego obrigatório do verbo "desconfiar7 ’ na 3a pessoa do singular. concor­ dando com]seu sujeito. representado por “quaisquer outras vozes”. (B) Emprego obrigatório do verbo Touvir” ria 3a pessoa do plural.) Diz-jse voz passiva sintética porque representam uma maneira 275 P o rtuguês I !r . sendo o. . Diz-se pronominal porque s estrutura dé tais vozes passivas apresentám-se com ò pronome “se”. quaisquer outras vozes que não sejam ais da real vocação.: valorizam as vantagens pecuniárias de uma profissão. pronome citado identificado como índice de indeterminação do sujeito. (C) Quando o que___ L_ (indicar) nossos caminhos são os apelos da voz interior. 1 ^ ^ 12. mas nenhuma delas é mais forte iquè a da voz interior. j ? j. o verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma de plural da frase: (Á) Em geral não se ____ (desconfiar) das razões que levam à escolha de uma profissão. Para preencher cprretaraente a lacuna. partícula apassivadora (ou pronome apassivador. de-j nominado. estruturam orações de voz passiva pronominal (ou sintética). ou seja. já que este verbo. • i". Vejamos o emprego das formas verbais em todas as lacunas da presente questão. q[uando empregado ná voz ativa. estando o sujeito indeterminado com pronome “se”. tem regência tran-j sitiva diretaí Verbos de regência transitiva direta ou transitiva direta e | indireta. em seguida.. a escolha profissional não é aleatória. Ora. na escolha de uma profissão. Sendo este Verbo de regência transitiva indireta e estando acompa­ nhado do pronome. . besses casos.. (podfer) haver muitas razões para que se escolha uma profis­ são.Analista Judlcíário/TRE-SP/2006 \ 1• terrogação.

concordando com seu sujeito. transcreveremos o período que constitui esta alternativa. indicado pela oração “ouvir os apelos da vocação”. sendo empregado com senti­ do de “existir”. não há como se flexionar o verbo auxiliar da locução. na voz pas­ siva analítica. (D) Emprego obrigatório do verbo sublinhado na 3a pessoa do singular. Para maior fa­ cilidade de entendimento. este verbo. para a 3a pessoa do singular. a segunda oração. consequentemente. agora. assim empregado. com suas orações já divididas: [Quando o [que indica nossos caminhos] são os apelos da voz interior.sintetizada de se escrever em voz passiva uma oração que. como mostramos: "E preci­ so que. no texto original. posto no início da se­ gunda oração. Esta é a resposta da questão. que foi posto no lugar do pronome “o”. con­ cordando com seu sujeito. (C) Emprego obrigatório do verbo “indicar” na 3a pessoa do singular. obrigatoriamente. "ocorrer” Como sabemos. fica visível á obrigatória fiexão da forma verbal sublinhada em terceira pessoa do singular. pronome demonstrativo “o”. encontraremos: [Quando aquilo [que indica nossos caminhos] são os apeios da voz in­ terior. que o pronome relativo "que”. não tem sujeito. Ora. vale dizer. representado pelo também pronome demonstrativo "o”. Sujeitos oracionais remetem os verbos de que são sujeitos.] É sempre mais fácil trabalharmos com o pronome demonstrativo "aquilo” em lugar do também. veicula a seguinte informação: Aquilo indica nossos caminhos.] [a escolha profissional não é aleatória. não tem sujeito. não havendo sujeito. Temos. Décio Sena 276 . representante semântico do pro­ nome demonstrativo “aquilo”. sem nenhuma dúvida. surgiria com locução verbal.] Observemos. na escolha de uma profissão. quaisquer outras vozes que não se­ jam as da real vocação não sejam ouvidas”. A oração de que faz parte. con­ sequentemente. é. a presença de uma locução verbal (“Pode ha­ ver”) em que o verbo principal é "haver”. o pronome relativo “que”. é impessoal. representante se­ mântico do pronome demonstrativo “o” que o antecede. Fazendo-se a substituição. (E) Emprego obrigatório do verbo sublinhado na 3a pessoa do singular. após a substituição do pronome relativo pelo demonstrativo que representa. Desta forma. Sendo este pronome demonstrativo. nesta alternativa.] [a escolha profissional não é aleatória.

concordando com seu sujeito. rigorosamente. observa-se o correto emprego do verbo “advir” . Vejamos todos os itens da presente questão: (A) Emprego correto dos verbos “considerar”. Em “advierem”. em vez de lhe convier como vocação. ver­ bo “optar” empregado na 3a pessoa do singular do presente do indicati­ vo. Esta é a resposta da questão. na conjugação do verbo “incluir”. (B) Muitas decepções acabam por se infligir quem opta por uma profis­ são que não inclue o prazer do atendimento a uma vocação. nenhuma forma em que surja a vogal “e” após o radical “ind” Ficará. A forma verbal “opta”. (E) Muita gente continuará escolhendo uma profissão que. Finalmente. (C) Os obstáculos que se interporem entre o indivíduo e sua realização profissional proverão do desajuste entre a vocação e a escolha. parece-lhe mais rendosa ou prestigiosa. está corretamente empregada. que es­ trutura oração de voz passiva pronominal. então. que está indicado pela expressão “uma vocação”. na qual surgiu na 3a pessoa do plural do presente do subjuntivo. o último verbo. indicado pelo pronome “quem” Está incorreto o emprego da forma verbal “in­ clue”. representado pelo pronome relativo "que”. deste modo a frase com as retificações necessárias: “Muitas decepções acaba por se infligir quem opta por uma profissão que 277 Português .derivado de “vir” con­ jugado em 3a pessoa do plural do futuro do subjuntivo e concordando com seu sujeito.13. deveria estar grafada “in­ clui”. por ser própria do verbo “incluir”. represen­ tante semântico de "vantagens”. “advir” e “realizar”. concordando com seu sujeito. que. deveria ter sido empregada com o verbo auxiliar na 3a pessoa do singular: “acaba por se infligir”. concordando com seu sujeito. surgiu em 3a pessoa do sin­ gular. será ca­ paz de ouvir e atender aos apelos de sua vocação. Esclarecemos que o verbo está empregado na 3a pessoa do singu­ lar do presente do indicativo. O pri­ meiro deles está em oração de voz passiva pronominal. Não há. indicado por “compensações adicionais”. (D) Se alguém vir a refletir e conter as ambições mais materiais. (B) A locução verbal "acabam por se infligir” está equivocadamente flexio­ nada em 3a pessoa do plural: por ter como sujeito a oração "quem opta por uma profissão”. Estão corretos o emprego e a ílexão das formas verbais na frase: (A) Considerem-se compensações adicionais as vantagens que advie­ rem do exercício de uma profissão na qual de fato se realize uma vocação.

. entende-se. atrativos que não eram os vocacionados. na 3apessoa do singular do futuro do subjuntivo. o tempo a ser empregado na passagem desta alternativa é o infinitivo. que. o segundo verbo deveria ter sido grafado “provirão”. como convém neste texto. Décio Sena 278 . parece-lhe mais ren­ dosa ou prestigiosa”. en­ quanto o verbo “atender” tem regência facultativamente transitiva direta ou transitiva indireta. então. 14. e observada a existência do paralelismo estrutural. Por outro lado. neste texto. o que não pode ser feito. Este verbo “vir”.. a forma “proverão” pertence ao verbo “prover”.derivado “de vir” sendo o futuro do subjuntivo. na escolha da profissão. A frase fi­ cará retificada sob a forma: “Muita gente continuará escolhendo uma profissão que.Provas Comentadas da FCC não inclui o prazer do atendimento a uma vocação”. Embora seja uma forma grafi­ camente legítima na conjugação do verbo “convir” . parecem ter se esque­ cido que levaram em conta. No entan­ to. e não o futuro do subjuntivo. deve ser empregado. Teremos. conjugado. (D) Está incorreta a forma verbal “vir”. que se pretendeu empregar o verbo “provir”. o texto cor­ retamente grafado assim: “Os obstáculos que se interpuserem entre o indivíduo e sua realização profissional provirão do desajuste entre a vo­ cação e a escolha”. deriva­ do de “pôr”. conjugado na 3apessoa do plural do futuro do subjuntivo. (C) Está incorreto o emprego de “interporem” O verbo “interpor”. assume a forma “contiver”. Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto: (A) Muitos que se queixam do enfado no trabalho. devese entender que o mesmo complemento indireto foi concedido ao verbo “ouvir”. ocorre erro de re­ gência verbal na passagem “ . que integra a locução verbal “vir a re­ fletir”. no futuro do subjuntivo.” Isto porque o verbo "ouvir” tem regência transitiva direta. faz surgir a forma “vier” Está igual­ mente equivocado o emprego da forma verbal “conter”. será capaz de ouvir e atender os apelos de sua vocação” (E) Está incorreta a forma verbal "convier”. Esta forma grafa-se corretamente com o registro “interpuserem”. capaz de ouvir e atender aos apelos da sua vocação. Do modo que surgiu o complemento “aos apelos de sua conjugação”. Por outro lado. Assim. em vez de lhe convir como vocação. A frase íicará corretamente escrita des­ te modo: “Se alguém vier a refletir e contiver as ambições mais materiais. pelo teor semân­ tico do texto.

' \ ! (E) O autor está certo de que sua sobrinha poderia. . o texto não se apresenta coerente na vinculação das ideias que plretende externar.j“n o entanto” é uma delas -je conclusivas que surgem no' interior dasj orações devem obrigatoriamente acontecer entre vírgulas. a vírgiila unicamente empregada ab fim do adjunto adverbial "na hora de se escolher uma profissão*’ . As [conjunções coordenativas ad versativas . a frase assim ficará: “Muitos que se queixam do enfado no trabalho parecem ter se esquejcido (de) que levaram em con­ ta. pois ocorre que na hora dej se escolher |uma profissão. Nao se percebe vinculação explicativa da oração que está|sen-j do introduzida por tal conjunção e á oração antecedente. Por outrcj lado. conquanto ouvisse sua vocaçãò real.Prova 112.posta . dado que ela obteve uma alta pontuâção| no vestibular| Vejamos todas ásalternativas.da questão: }: j : i (A) Não é adequado o iempregoda. admite-se a ausência da preposição “de”j Após a devida correção. | (C) Senão fizéssemos tanta questão das ví ntagens materiais. ÍEste deslize se retificará com ã 279 i Português i í- . Embora o jferbo “esquecer-se” (pronomi-j nal) tenha ijegênciâ transitivo Indireta. indiòadq pelo pronome indefinido “Muitos”. núcleo dcj adjunto adverbial* surgiu expandido poij uma oração . j .é o corpo da oração por ela introduzida. Isto porquê a conjunção coordenativà ex-j plicativa “pois” não tem encaixe semântico na passagem em que foi em-j pregada. quando seu complemento é re-j presentado por unia oração. embora estalde fato possa ser menos iren-j dosa que àquela. | ! (D) Não se sabe porquê tanta gente mostra rriais preferência pelaMedicina| do que pelá Enfermagem.após “ocorre” . ter segui-: do a carreira da Medicina. somos levàc òs no entanto por vantagens^ ilusórias. atrativos qúeinão eram os vocacionados”.Analista iudiciário/TRE'SP/2006 (B) Não é que níos falta apenas discernimento.j Por outro liado. da locução verbal (“parecem ter se‘ esquecido”}^da qual é sujeito. se quisesse. (B) Há equívocb de pontuação no texto.promoveu a se-j paração entlre a conjunção subordinativa integrante “que” . na escolha da profissão.o [substantivo "hora”.que é “somos Ieva-j dos no entanto por>vantagens ilusórias”. nossa es-j colha profissional possivelmente seria diferente.vírgula após o substantivo “trabalho” considerada a natureza restritiva da oraçao adjetiva.“que se queixam do enfado no trabalho” Tal vírgula acabou por separar o sujeito.

obviamente. o que promoverá o destaque estilístico para o adjunto adverbial também já citado. e.. (C) Ocorre erro ortográfico no início do texto que será retificado com a grafia de dois vocábulos “Se” . bem como o emprego da preposição “pela” regendo. Está mal empregada a conjunção “con­ quanto”.inserção de outra vírgula após a conjunção integrante já mencionada. já que. na passagem tex­ tual em que surgiu. o substantivo "Medicina”. érrado. então. nossa escolha possivelmente sériá diferente. Esta é.semântico concessivo. não en­ tendemos o emprego da Ia (ou 3°?) . a res­ posta da questão. indi­ cativo da atividade profissional a que se. lã” lião tem"nenhuma raizãó pàrà:èjdstir.. èstando.'questãd das vantagens mate­ riais. claro e coerente na transmissão dás mensagens qúe:pretende veicular.pessoa do singular do pretérito im­ perfeito do subjuntivo “ouvisse”. na hora de se escolher uma profissão. somos levados por vantagens ilusórias”. introdutorà de valor. o acento grave pòstõ sobre õ “a”. como tal.. o teor do .v= Dério Sena 280 . há necessidade do emprego da preposição “por” e do pronome indefinido interrogativo “que”. do que”. . também não procéde o emprego da conjunção coordenativa adversativa “no entanto”. Apresentamos üma proposta de correção pai-a ó texto desta alternativa: “Não sè sabe por que tanta gente demonstra preferência a Medicina so­ bre Enfermagem. Finalmente.■ ■ ■ ■ /■ -. sem . Dentro da oração introduzida pela conjunção subordinativa integrante "que”. Também não é correto o cotejo dos substantivos “Medicina” e “Enfermagem” feito pela expres­ são de natureza semântica comparativa “mais. em texto que vem sendo conduzido na Io pessoa do plural. Uma proposta para a reescritura do texto: “Não é que nos falta apenas discernimento» ocorre que.iníciái dõ pronome demonstrativo “aque. e ouviríamos nossa vocação real”.encaixe lógico e coerente com. dá preferência. (D) Há erro ortográfico no emprego de “porque".advérbio de negação.conjunção subordinativa condicional e “não". embora esta atividade de fato possa ser menos rendo­ sa que aqüèla V (E) O texto desta alternativa está rigorosamente correto.texto ’ For outro lado. Igualmente não está ajustado o emprego do prono­ me de 3a pessoa do singular “sua” Propomos a seguinte forma para re­ tificar o texto: “Se não fizéssemos-tantá.

Quanto ao gêne­ ro. diz respeito à 3a pessoa do singular. Evitaremos as repetições do complemento verbal indicado por ‘'nossa profis­ são” com sua substituição pelos pronomes pessoais oblíquos átonos devidos.15.avaliar-lhe. por: (A) eleger-lhe . por isso é difícil que. Teremos. o pronome acertado para substituir “nossa profissão” é “a”. O comple­ mento.avaliá-la.lhe avaliar. então. é feminino. ao eleger a nossa profissão* se)amos capazes de avaliar a nossa pro­ fissão como uma escolha que resulte da nossa autêntica vocação. 281 Português . presentes na alternativa (C). as formas “elegê-la” e “avaliá-la”. (B) a eleger . Não descuidaremos da verificação da necessidade do acento gráfico nas for­ mas verbais resultantes da supressão da letra “r”. Ao fazermos a ligação enclítica deste pronome com as duas formas ver­ bais. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os seg­ mentos sublinhados. que será grafado “-la” Não há palavras que exercem atração sobre as formas pronominais átonas. adotaremos um procedimento comum. já que ambas terminam pela letra V ’: eliminaremos esta letra representativa de um fonema consonantai e promoveremos modificação gráfica no pronome. que é a resposta da questão. por sua vez. (D) lhe eleger . (E) elegê-la . As duas formas verbais têm a mesma regência transitiva direta. Somos muito jovens quando elegemos nossa profissão. (C) elegê-la .a avaliar.avaliar-lhe. respectivamente. Do que vimos.

Provas Comentadas da FCC Gabarito: 01) B 02) C 03) D 04) E 05) A 06) D 07) B 08) E 09) A 10) C 11) D 12) B 13) A 14) E 15) C Décio Sena 282 .

a aparição da lua. j | (Crisüano Calógeras)j 01. os felhinhos viam muito pouca coisa. .e nós seguimos olhando. olhando sem parar.. : 1.quase infinitas. que ligám o computador. um cumprimento. Sobretudo nos fins de tarde. palavras e formas.. seja o cachorro de verdade que se coça na esquina da padaria. t :. fechados ínos quartos. l: í • !’ • j j Janelas de ontem e de hoje Os velhinhos de ontem costumavam. abrem as janelas da Internet e navegam por horas por um mnndo de imagens. seja o passeio virtual por Marte. j Eles se espantariam com as crianças elosjovens de hoje. O que eu imagino é que. Prova\I3 Técnico Judiciário/T^F Ia Região/2006 i : ■ | Às questões de número l a 15 referem-se ao textò seguinte: I . é: j í . na tela colorida. responsável pela suá es­ truturação. Deve-se considerar que o tema central dó texto. O que ninguém sabe é se o mundo estájcada vez maior ou menor. :: : : i . sempre com aquela sensação dè que somos parte de(sse espetáculo que não pòde20 mos parar de olhar. mudou seu jeito de olhar. 283 i . (D) a vantagem de se conhecer cada vez mais realidades virtuais. qlhandq.. Mudaram as janelas para o mundo . e passa de uma para oütra quase sem se inteirar plenamente do que está vendo. .. das janelas . o s pôr do sol. Mudou o tempò in­ terior do homein. já quem is fica nas janelas |da Internet vê coisas demais. mas pensavam muito sobre cada uma delas. o mundo se torna cáda vez mais compreensível. ficar olhando tudo.|’ i . O homem continua sendo um bicho muito curioso.das casap. Tinham tempo para recolher as informações mínimas da vidá e matutar sobre elas. (C) o interesse permanente com que o olhai humano investiga o mundo.• • ■ •• : I (A) o antigo hábito de. uma conversa. às vézds com os cotovelos apoiádos em almofadas esperando que algo acontecesse: a aproximação de umico­ nhecido. ! .j. (E) a evidenciai de que. uma correria ide crianças.j de suas Janelas. O mundo segue 10 intrigando-o. abrir as janelas jdas casas e ficar ali. (B) o hábito moderno de se ficar abrindo imagens dainternet.

quando havia o hábito de ficar-se ob­ servado a vida passar pelas janelas das casas. A afirmativa contida neste item certamente consta do texto lido. responsá­ vel pela sua estruturação. que o fez surgir. o texto mostra-nos o interesse permanente em se investigar o mundo. temos mais uma informação que é pertinente em relação ao texto lido. sem que haja a preocupação de se refletir acerca delas» o que deixa o ho­ mem contemporâneo sem inteirar-se plenamente do que viu. lança mão do confronto entre os olhares do homem moderno. desejando conhecer o qüé ò circunda. a abundância da informação faz-nos passar olhares rápidos sobre as múltiplas possibilida­ des trazidas pela tecnologia. Poder-se-ia dizer que. impede que tenhamos percepção clara sobre o que vimos. Pára tan­ to. (E) Outra afirmativa que não tem apoio no texto lido. em procurar-se entendê-lo. encontramos: . refletia-se mais acerca do que fora visto. Neste afã. sua ideia centr&LNa realidade. de procurar perce­ ber o que ocorre à sua volta. mais uma vez lança-se mão apenas de um dos recur­ sos por meio dos quais trabalhou-se a sua ideia fundamental. (D) Não há qualquer passagem no texto que referende esta afirmativa. na alternativa (C). o autor critica o hábito de olharem-se muitas coisas na Internet. da leitura do texto. ao menos. Nas demais alternativas. que se pode depreen­ der dele. deste modo. vale dizer. Contudo. A resposta está. Não é. Hoje. surge apenas como elemento secundário para que se desenvolva a tese central. em seu cerne. Peio con­ trário.O texto. ao passo que hoje se olham muito mais coisas pelas janelas virtuais que a Internet nos possibilita. pela ideia que motivou o texto. no entanto. e os do homem do passado. que nos fala da permanente necessidade de o homem olhar o mundo. muito distante de ser o tema central do que se Ieu. assim. (B) Tanto quanto na afirmativa anterior. no qual se solicita que busquemos o tema central do testo. talvez porque houvesse menor quantidade de informação ao alcan­ ce do olhar. o homem do passado olhava poucas coisas de seu ângulo de observação situado nas janelas de sua casa. o homem moderno recebe um número muito maior de informações. que está. Nas duas épocas. mas que reflete pouco acerca delas. o autor propõe interessante questão: inversamente ao que ocorre hoje. passando rapidamente de uma informação para outra. No entanto. aborda a questão de o homem estar sempre olhando o mundo. da era da Internet. (A) Insistimos em chamar a atenção do candidato ipara ó enunciado da ques­ tão. ou. observando-o. Décio Sena 284 .. o texto argumenta que a rapidez com que mu­ damos o foco do nosso olhar ha Internet. Como dissemos no co­ mentário do item anterior.

O que se nota é que. hoje. muito mais tempo para que se meditasse acerca do que fora visto. diferem no sentido de serem as que se obtinham por janelas bem mais pensadas e. introjetadas em nós mesmos. O incessante movimento em saber o que ocor­ re à suá volta permite a inferência de qúe tudo que cerca o homem é de seu interesse. (D) I é 11. Afirmativa incorreta. por meio da Internet.»v v *I * w v * *M i < . enquanto a velocidade frenéti­ ca com que surgem hoje. de modo algum. por isso. também. fundamentalmente. III. o ritmo da vida* por ser lento. significa que ele nada tenha a ver com o que foi observado. infinitas. III. antigamente.diferente. o que. Quaisquer que sejam as janelas que o homem abra. com a Internet. II. Considere as seguintes afirmações: L O primeiro parágrafo ilustra a afirmação de que havia mais tempo» antigamente. da velocidade com que vivemos a vida contemporânea. 285 Português .w v v 02.o que sugere longo tem­ po de permanência . Mas. havia. as janelas abrem-se com tanta rapidez e facilidade que dificultam a reflexão sobre o que foi vis­ to. sem que tenha havido tempo para que as pudés­ semos absorver convenientemente. faz com que sejam rapi­ damente descartadas. Em conseqüência. Não só as imagens são distintas. (C) III. numeradas de I a III: I. O autor do texto afirma que a unica diferença entre abrir as janelas da Internet está no tipo de imagem que é recolhido. com os cotovelos apoiados em almofadas . portanto. A afirmativa está correta. já que se tornam múltiplas. hoje em dia. está correto SOMENTE o que se afirma em: (A) I. todas lhe dão a mesma sensação de que ele pouco tem a ver com o que se observa a distância» Em relação ao texto. completamente . (B) II. (E) H e líl.pudesse observar muito menos coisas do que. Vejamos cadá uma das afirmativas. Afirmativa incorreta. permitia que o homem que se punha à janela. pata recolher ás informações mínimas da vida e refle­ tir sobré étàsj II. sâo-lhe permitidas pela Internet. Sem sombra de dúvida.

Nas demais alternativas. Oécio Sena 286 . (B) Nenhum nexo semântico de alternância pode ser detectado neste perío­ do simples.0 trecho em que se expressa uma alternativa é: (A) (B) (C) (D) (E) Eles se espantariam com as crianças e os jovens de hoje (.“crianças” e “jovens” . Não existe nexo semântico de oposição entre “nos fins de tarde” e “o pôr do sol”... Nesta pas­ sagem.. O único item em que se faz menção a uma alternativa é o (D).. (. (.exemplificam razão de espanto do homem de outrora caso lhe fosse permitido o conhecimento destes dois seres contemporâneos. 0 4 ..) fechados nos quartos / abrem as janelas. no item (B). há possibilidades .. portanto .Provas Comentadas da FCC 0 3 ..) nos fins de tarde/o pôr do sol. (. (. Tinham tempo para recolher as informações mínimas da vida e ma­ tutar sobre elas.ninguém sabe é se o mundo está maior ou menor”. do mundo. (E) Mais uma vez notamos relação semântica de adição que se desenvolve a partir da soma da informação “e matutar sobre elas” como texto prece­ dente "Tinham tempo para recolher as informações mínimas da vida".). O que ninguém sàbe é se o mundo está maior ou menor. como sabemos.. Mudou o tempo interior do homem. nos fins de tarde. me­ taforicamente falando-se. ambos os substantivos . então.) viam muito pouca coisa I vê coisas demais..) seja o cachorro de verdade /seja o passeio virtual.quanto ao tamanho.. duas orações que simplesmente se acrescentam uma à outra. quando se afirma que ". mudou seu jeito de olhar. neste item. (A) A simples relação criada por “crianças” e “jovens” não traduz ideia al­ ternativa. (C) Notam-se. À relação significativa desenvolvida entre as duas é de adi­ ção de informações. Até porque o pôr do sol ocorre.alternativas.. A res­ posta desta questão está.0 autor NÃO explora uma relação de oposição entre os segmentos: (A) (B) (C) (D) (E) Os velhinhos de ontem / as crianças e os jovens de hoje.. em que se nota tão somente atributo (predicativo) endere­ çado ao sujeito da oração. Na verdade. encontramos. O homem continua sendo um bicho muito curioso.

qual­ quer imagem são càpazes de atrair as atenções donosso olhar.jpredicativo do sujeito já citado. em meio a tantas novida­ des da vida moderna.. seu imediato antecessor e que é substituto Semântico de “velhinhos”. A fra-j se fica corretamente grafada. é capaz de deixar [perplexas as crianças de hoje” 287 } Português . (C) (. : { As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase ! : : I1 (A) O olhar dosjvelhinhos que ficam horas nas janelas sempre expressa­ ram seu interesse pelo mundo. são capa­ zes de deixajr perplexas as crianças dé hoje. | I (B) Concordânjcia incdrreta. Está correta a jforma verbal “ficam”. (C) Ninguém fica tanto tempo nasjanelas das casas sem matutarem so­ bre o sentidb do que vêem.. retificado [o erro de concordância. concor-j dando comj seu sujeito representado pelo pronome relativo “que”..Prova 13 -Tqcnico judiciário/TRF 1a região/2006 | Nas demais alternativas. desté modo: “O cílhar dos velhinhos que ficairi horas nas janelas sempre exj pressou seu:interesse pelo mundo”. (D) (. ícujo... j = j. .) viam muito pouca coisa /vê coisas demais. Assim ficará a frase correta. | (D) Não Imporíja o que sejam.) seja o cacjhorro de verdade /seja o passeio virtual.. I Vejamos todas ás alternativas da questão: : I •j j i (A) Concordância incorreta. j: (B) Pouca coisa] em méio a tantas novidades da vida moderna. Errou-se o emprego do verbo “expressar” naj 3apessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo. .sublinhamos os fraglnentos opositivos: (A) Os velhinhos! de ontem I as criancas e os íbvens de hoje. núcleo é o substantivo “olhar”. deveria ter sido empregado na 3a pessoa do singular: “expressou”.tem como sujeito ia exr pressão “Pouca coisa”. O verbo “ser1 . se um cachorro ou o planeta Marte. após a correção necessária: “Pouca coisa. o que implica seu obrigatório emprego na 3? pessoa do Mngulan Deve-se empregar jtambém no singular o adjetijvo “capaz”.-|que surgiu na forma de 3apesjsoa do plural do presente do indicativo “são” . (E) (. I (E) Suspeitamos sempre que as riquezas que nos oferece o mundo pare-] cem excedei* o limite da nossa compreensão.. por ler comb sujeito a expressão | “0 olhar dos velhinhos”.) fechados hos quartos /abrem as janèlás. uma vez que este! verbo.

fora visto. o qual representa semanticamente o pronome demonstrativo "o”. então. tem sujei­ to implícito. qualquer imagem é capaz de atrair as atenções do nosso olhar”. (E) Concordâncias corretas. assumirá a forma: "Não importa o que seja. (D) Concordâncias incorretas. que abre o texto. ao convertermos para a voz passiva a oração de voz ativa que é citada no enunciado da questão. O sujeito destes dois verbos está sendo indicado pelo pronome indefinido “Ninguém”. Deste modo temos o téxto corretamente redigido: "Ninguém fica tanto tempo nas janelas das casas sem matutar sobre o sentido do que vê”. No primeiro caso. tinha sido vista. tinham visto. já que tem por sujeito a expressão “as riquezas” 06. A frase correta. o que provoca emprego obrigatório dos dois verbos em 3a pessoá do singular. Deste modo. porque seu sujeito está sendo indicado por “qualquer ima­ gem”. porque seu sujeito é o pronome relativo “que” seu imediato anteces­ sor. Como iá vimos no comentário da questão 13 da prova II. a forma verbal resultante será: • (A) (B) (C) (D) (E) era vista.(C) Concordâncias incorretas. se um cachorro ou o planeta Marte. ocorrem as al­ terações de natureza sintática que se seguem: L o sujeito da oração de voz ativa será transformado em agente àa voz passiva. No segundo. o que se nota pela sua desinêncxa número-pessoal “-mos”. 2. o objeto direto da oração de voz ativa será transformado em sujeito da voz passiva. O verbo “suspeitar”. Transpondo-se para a voz passiva a frase Os velhinhos viam muito pouca coisa. Por sua-vez* a locução verbal “pa­ recem exceder” está corretamenté empregada. Estão erradas as formas em 33 pessoa do plu­ ral em que surgiram os verbos “matutar” e “ver”. ao se converter uma oração de voz ativa para a voz passiva correspondente. As formas verbais pertinentes aos verbos "ser” deveriam ter surgido em 3a pessoa do singular. eram vistos. percebemos que as expressões "Os ve~ Dècio Sena 288 . A expressão "o mundo”. por ser sujeito de “oferece5 5 . provocou a fíexão deste verbo em 3apessoa do singular.

sugere que tal ação efetivamente ocorrera. No entanto. A utilização do pretérito mais-que-perfeito. ainda no comentário da questão já citada. No entanto. "Muita pouca coisa era vista pelos velhinhos ” Observemos que na locução verbal utilizamos o verbo principal (“ver1 ) no particípio e o verbo auxiliar (“ser”) no mesmo tempo em que se encontrava o verbo empregado na voz ativa . que. Inicialmente. o pretérito imperfeito do subjuntivo sugere possibilidade de ação que ocorreria no passado. uma conversa. às vezes com os cotovelos apoiados em almofadas es­ perando que alço acontecesse: a aproximação de um conhecido. uma correria de crianças. semanticamente.0 segmento sublinhado em esperando que algo acontecesse pode ser subs­ tituído. no con­ texto em que surgiu originalmente a oração “que algo acontecesse”. (E) que algo venha a acontecer. 07. semanticamente. a frase ficará. sobretudo nosfins de tarde. 289 Português .n u v a r o — r c w u w v ju u iu a M W » i\ r i r c y ia o / ^ U U o Ihinhos” (sujeito da voz ativa) irá representar o agente da passiva da oração que surgirá. o que. traduz ação pretérita ocorrida anteriormente a outra também pretérita. havendo um verbo na voz ativa. (D) que algo estiver acontecendo'. (B) que álgoyiesse a acontecer. a passagem transcri­ ta no enunciado da questão: < e 0s velhinhos de ontem costumavam. a aparição da lua? Passemos à resolução da questão. Assim. Vimos.que deu origem à nova oração de voz passiva. vejamos como surge. abrir as ja ­ nelas das casas eficar ali. indicado por “muita pouca coisa” será transformado em sujei­ to da oração de voz passiva que queremos construir. não possibilita o encaixe da expressão sugerida. promovendo-se a substituição da oração sublinhada pelos segmentos sugeridos nas diversas alternativas: (A) Hão há impropriedade gramatical na passagem. e isto é perfeito para o que queremos.pretérito imperfeito do indicativo . o pôr do sol. sem prejuízo para a correta articulação entre os tempos verbais do primeiro parágrafo.. (C) que áigo tivesse acontecido. um cumprimento. surgirão dois verbos na voz passiva. por: (A) algo que acontecera. épor isso será regido pela preposição “pelos” O objeto direto da voz ativa. no texto da prova.

instalavam-se nelas . abriam as janelas.instalavam-se nelas . a possibilidade de acontecimento ocorrer no passado. ela não estaria adequada» uma vez que promoveria prejuízo semântico em relação à passagem original. (D) lhes abriam . Trata-se. deveremos substituir o complemento direto (objeto direto) da forma verbal "as janelas” Em se tratando de complemento indicativo de gê­ nero feminino e de número plural. de promover-se substituição de ele­ mentos sublinhados no texto . (D) Desta vez ocorreu deslize de natureza gramatical. (B) as abriam .transformavam-lhes.por for­ mas pronominais oblíquas átonas. respectivamente. na verdade.lhes transformavam. a substituição de “esperando que aigo acontecesse” por "esperando algo que tivesse acon­ tecido” provoca alteração no sentido original da passagem. já comentada. (E) Mais uma vez não se nota impropriedade gramatical no emprego da forma verbal sugerida. por: (A) abriam-lhes . 08. Por outro lado. ainda que houvesse sido esta última a forma da presente alternativa. uma das expressões a ser substituída não é complemento verbal. ser objeto direto. instalavam-se nas ja­ nelas e transformavam as janelas em postos de observação. A ideia de ação hipo­ tética deverá obrigatoriamente! neste caso.Provas Comentadas da FCC (B) A locução “viesse a acontecer" traduz com absoluta fidelidade o que an­ tes se afirmara com "esperando que algo acontecesse” ao realçar a hi­ pótese. Passemos à resolução da presente questão.em geral complementos verbais . Nesta questão. Os velhinhos iam para as janelas. é de modelo semelhante ao da presente questão.instalavam-se-Ihes . o pronome pessoal oblíquo átono obrigatório é “as”. A questão 15 da prova 12. mas sim adjunto adverbial de lugar.transforraavam-nas.lhes instalavam-se . (C) Embora não promova erro de natureza gramatical. (E) abriam-nas ~ nelas se instalavam . no entanto renova-se o prejuízo semântico com respeito ao texto original.transformavam-lhes. (C) abriam-nas . além de. Inicialmente. Na passagem da ques- Décio Sena 290 . ser traduzida com o verbo auxiliar (“estar”) empregado no presente do subjuntivo: “esperando que algo esteja acontecendo”. Nisto ela difere da que apareceu no exame antecedentemente citado. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os seg­ mentos sublinhados.transforraavam-nas. repetindo-se.

a sua posição relativamente ao verbo íseráj em ênclise. neste caso.5 . o pronome “elas” transformado em oblíquo tônico em face de ter surgi­ do antecedido ppr preposição. I j | (C) Muitos jovjens ficam imaginando | têm o mundo sob seu. então.ao ser acrescido de inforj j . de empre­ garmos pronome átono. Poderemos ter] então. o que faculta a sua pródise. Não há pronome pessoal oblíquo átono que possa substituir o adjunto adverbial de lugar.: j. A expressão de mie preenche corretamente a lacuna da frase: (A) Muita gente ignora _____ ficam refletindo os velhinhos às janelas. . não liá vocábulo de atração para umai eventual próclisè.con­ trole. assim.a forma verbal “abriam” termina na nasalídade re­ presentada pela ietra “m” Isto promove a alteração gráfica do pronome ci­ tado para M -nas’j Teremos. Ficaremos. com “instalavam-se nelas”. o complemento tem como núcleo um subs-j tantivo femininio plural. j Ficaremos. voltaremos a substituir um complemento verbal direto (obje­ to direto) por uib pronome pessoal oblíquo átono. "transfoijmavam-nas” ou. é devida àjnecessidade de o verbo“refletir”. I Para sabermos êomo preencher corretamente às lacunas com os pronomes rela­ tivos. então. Ocorre que . Desta vez. com a seqüência “abriam-nàs” “instalavam-se nelas” é “transformavam-nas” ’ I I ' : > 09. Teremos de empregar. Finalmente. (B) As imagenls virtuais _ nos entregamos costumam ter força de realidade. devemos dstar atentos para a estrutura siátática das orações que os contêm. (D) Queria adivinhar os pensamentos l se povoam as cabeças des­ ses velhinhos.qúejrege opronome relativo ‘‘que. por um pronome. posição que não surgiu em jjtenhuma das alternativas. j 291 l Portugup . . já com os preenchimentos das lacunas efetuados: j (A) A presençl da préposição “sobre”. neste caso. “abriam-nas” Ao fazermos a substituição do adjunto adverbial de lugar “nas janelas”.Técnico Judiciário/TRF 1a região/2006 j í ! ■ ^ í tão em que utilizaremos tal pronome. quando diantfe de um monitor. en­ tão. na Internet. que é “janelas”. | Trata-se de questão de regência. (E) Ê visível ajansiedáde_____ as crianças manifestam.transformavam”. Vejamos todosjos itens. J : | l f .Prova 13 . o verbo está anteçedi-j do por conjunção coordenativa. “as . Semelhantemente ao que vimos na primeira substituição. Desté modo. mesmo. = j. dèveremos observar a impossibilidade.

para sempre. um elemen­ to intrigante para o homem. Décio Sena 292 . esse bicho. esse bicho curioso. (E) O pronome relativo “que”. (D) O mundo continua sendo. Reflete-se sobre alguma coisa. (B) O mundo continua. exerce função sintática de objeto direto da forma verbal “manifestam”. sendo como talvez seja. exigir que surja a preposição “sobre”. 10. (E) O mundo continua sendo. Esta é a res­ posta da questão. Está inteiramente correta a pontuação da seguinte frase: (A) O mundo continua sendo> como talvez seja para sempre um elemen­ to intrigante. empregado na lacuna do texto deste item. a alguém. um ele­ mento intrigante para o homem.inação acerca do assunto que levou à reflexão. não é possível a presença de preposição antes do pronome rela­ tivo ora estudado. esse bicho curioso. regendo o pronome relativo "que” nes­ te período. para o homem.empregado no gerúndio . decorre do entendimento de que a forma verbal “povoarse” (pronominal) demanda tal preposição regendo seu complemento. (C) O mundo continua sendo . complementar para a regência transitiva direta do verbo “imaginar” . esse bicho curioso.como talvez seja para sempre um ele­ mento intrigante. para o homem. para que se reja o pronome relativo “que”. (C) Desta vez. mesmo. como talvez seja para sempre: um elemen­ to intrigante. um adjunto adverbial de assunto. (B) O verbo “entregar-se” (pronominal) tem seu complemento indireto (ob­ jeto indireto) regido pela preposição “a” Entregamo-nos a alguma coisa ou. Afinal. esse bicho curioso. da oração precedente. introdutora de oração subordinada subs­ tantiva objetiva direta. Dal o emprego da preposição “a” na lacuna origi­ nalmente existente na frase. curioso. Se procedermos à substituição do pronome rela­ tivo “que” pelo vocábulo que ele representa e pusermos a sua oração em ordem direta. Assim.e que pertence à locu­ ção verbal “ficam imaginando”. vale dizer. (D) A presença da preposição “de”. encontraremos “as crianças manifestam ansiedade”. a cabeça dos velhinhos povoa-se de pensamentos. É representante semântico do substantivo “ansiedade” que imedia­ tamente o antecede. como talvez seja para sempre. o vocábulo a ser introduzido na lacuna da frase é a conjun­ ção subordinativa integrante. Também seria conveniente a loaiçãò preposxtiva “acerca de*. para o homem.

Por outro lado. Ainda está incorreta a vírgula empregada após “intrigante”. um elemento intrigante para o ho­ mem. (C) Pontuação incorreta. seja devidamente sinalizada. (B) Pontuação incorreta. : (A) Pontuação incorreta. como já comentado no item (A) desta questão.Prova 13 . com a substituição das virgulas que isolam a oração intercalada por um par de travessões: “O mundo continua sen­ do . No entan­ to. pois separa o predicativo do sujeito (“um elemento intrigante”) do ver­ bo de ligação que surgiu em forma de gerúndio na locução “continua sendo”.como talvez seja para sempre . como talvez seja para sempre. esse bicho curioso”. . a vírgula que se utilizou depois do segundo travessão está incorreta. provocou a separação entre o complemento nominal “para o homem” do adjetivo “intrigante”. do adjunto adnominaí “curioso”. ou.gerúndio do verbo de ligação “ser” .promoveu a separação en­ tre este verbo e o predicativo do sujeito “um elemento intrigante”. . como pu­ demos ler neste comentário.um elemento intrigante para o ho­ mem. com vistas às pon­ tuações nelas empregadas. O texto ficará corretamente pontuado como indicado no item '(A). O texto ficará corretamente pontuado desta forma: “O mundo continua sendo. intercalada.“para o homem” . A vírgula posta após “continua” separa indevida­ mente os verbos que formam uma locução verbal. uma vez que o sinal de intercaiação da oração “como talvez seja para sempre” que se abriu com a vírgula após o gerúndio “sen­ 293 Português . Não se justifica o emprego dos dois-pontos após o advérbio “sempre”. a vírgula após o adjetivo “intrigante” provocou separação entre complemento nomi­ nal .Técnico Judiciário/TRF 1a região/2006 Vejamos cada uma das alternativas da presente questão. Este deslize será sanado pela inserção de uma outra vírgula após o vocábu­ lo “sempre”. Também não se sinalizou a intercaiação da oração “como talvez seja para sempre”.do adjetivo do'qual é complemento: “intrigan­ te”. uma vez que. esse bicho curioso”. posta após o substantivo “homem". que tem seu sentido complementado. À única vírgula posta após a forma verbal “sen­ do3 ’ . a qual promove o isolamento de um aposto. O texto estaria cor­ retamente pontuado como se indicou na alternativa (A). O par de travessões que isolam a oração de tom semântico explicativo está corretamente empregado para que se pro­ mova a sinalização do fato de haver uma oração intercalada. a fazer com que a oração “como talvez seja para sempre”. Está ainda incorre­ ta a vírgula posta após o substantivo “bicho” núcleo de um aposto. Está correto o emprego da última vírgula do período. (D) Pontuação incorreta.

em busca da que exponha suas ideias de modo claro. por ser um par. o mundo é sempre duvidoso. deverá ser sinalizado em seu fecho por outra vírgula. A conjunção coordenativa explicativa “pois” não tem aplicação lógica na passagem em que surgiu. (A) Alternativa incorreta. (C) A velocidade com que o homem passou a receber informações. O par de vírgulas isolando a oração de tom expli­ cativo “como talvez seja para sempre”.Provas Comentadas da FCC do”. Por outro lado. Está clara. O texto fi­ cará corretamente pontuado com a redação que se sugeriu em (A). não separou a forma de gerúndio “sendo” do predicativo do sujeito “um elemento intrigante". obrigatória. embora em ambas o homem se vê postado para melhor conhecer.que o autor considera para ilustrar os espetácu­ los que temos acesso. diz-se que o mundo é sempre duvidoso. coerente e correto. (B) O autor vê com equiparação as janelas de uma casa tanto quanto a Internet. esse bicho curioso” está perfeito e. A vírgula empregada após o substantivo “homem”. Não há coerência no texto. isola o aposto deste substantivo. Ocorreu falha na elaboração do paralelismo es­ trutural. (E) Pontuação correta. que está intercalada na oração “O mundo continua sendo um elemento intrigante para o homem. pois nos parece familiar à medida que o co­ nhecemos mais. (D) Dois exemplos radicais de informação ~ um cachorro se coçando e a viagem por Marte . (B) Alternativa incorreta. pois quanto mais se lhe conhece mais nos parece familiar. Deveria ter sido emprega­ da uma conjunção subordinativa concessiva. Afinal. para que se enfatizasse o paradoxo existente em o mundo ser sempre duvidoso. embora nos pa­ reça mais familiar à proporção que o conhecemos. 11. coerente e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto: (A) Quanto a estar maior ou menor. reduziu o tempo de reflexão sobre elas. so­ bretudo pela Internet. caracterizada pela correlação “as janelas de uma casa tanto Décio Sena 294 . (E) Não significa que as coisas simples para os velhinhos de ontem viam nas janelas era menos curioso para um menino que vê o mundo na Internet. voltou-se a incorrer no erro da colocação da vírgula após o adjetivo "in­ trigante” já explicado nas alternativas (A) e (C) desta questão. Vejamos cada uma das alternativas da presente questão.

. caracterizado péla inobservância do emprego da preposição “a” . como. O texto assim ficaria. o adjetivo “curiosos” deveria estar flexionado em feminino (“curiosas”) para que se promoves­ se sua concordância cbm o substantivo a qiíe se refere::''coisas” 12.. conjunção subordinativa concessiva “embora” hão tem encaixe semântico viável no lugar em que foi empregadjL E> caso tivesse. A substituição dó pjrónome relativo “que”. a forma verbal “era” está equivocadamente empregada na jla pessoa do singular. Não ocorre neste texto-qualquer deslize gramatical e suas ideias estão veiculadas com clareza e coerência.) a aproximação de um conhecido.).exigida pelo substanti­ vo “acesso” -ja reger b pronome relativo "que” posto após o substanti­ vo "espetáculos”. deslize de regência nominal. tornou o frag­ mento que se inicia cjom o advérbio “Nãó”|até a expressão “nas janelas” rigorosamente sem ctíerência informativa. e abrindo o tex­ to. flexiona­ do em 3a pessoa do plural do presente doj indicativo.. : • •j' (E) Alternativa incorretai.a resposta da questão. Ocorreu.que o autor considera para ilustrar os espetáculos a que temos acesso". Parece-nos ter havido supressão vocabular. /uma correria de crianças (.. a ser empregado antes de “òs velhinhos” pela preposição “para”. Representam uma causa é seu efeito./ abrir as janelas das casas (. Português .um câchorro se coçando e a via­ gem por Marte . por exemploí a do verbo “ser”. umá vez que a concatenação en­ tre suas estruturas não se fez adequadarriènte. j • .. já que. (E) (. deveria ter sido em­ pregada na 3apessoa do plural: “eram”. nessa ordem. Por outro lado. oj emprego do verbo “ver” :na forma de subjjuntivo "veja”. os segmentos. Finalmente. A leitura do texto desta alternativa deixa-nos sem nenhuma mensagem absorvida. Esta é.. (C) Alternativa córreta. após sua retificação: “São dòis exemplos radicais de informação ..Técnico Judidário/TRF I a região/2006 quanto a Internet” que deveria estar escrita "as janelas de uma casa tanto quanto as da Internet” Além dissol a. (A) Já quem fica nas janelas da Internet /vê coisas demais. | (D) Alternativa incorreta. forçaria. tendo como siijeito a ^expressão “as coisas simples”. (C) Os velhinhos de ontem costumavam (. (D) (. (B) O homem coftiiraa sendo / um bicho mriito curioso. | j. .Prova 13 .) seja o cachorro dé verdade /que se coça na esquina da padaria (. também.

O que se nota. (B) Não há qualquer possibilidade de existir nesta oração absoluta. que constitui um período simples» nexo semântico de causa e conseqüên­ cia. na verdade.e uma ação verbal que so­ fre uma complementação . Observemos as diversas alternativas da questão. Esta é a resposta da questão. (C) N ã o _____ (costumar) atemorizar as crianças aquilo que elas vêem nas janelas da Internet. estando rigorosamente ausente qualquer infor­ mação de causa e conseqüência. isto sim. Décio Sena 296 . ou seja. é uma mera afirmativa. (A) Entendemos que “ficar na janela” oportuniza "ver-se coisas demais”. por oração adjetiva. 13. que. em busca daquela em que se nota relação semântica de causa e efeito. compõe um primeiro elemen­ to de relação semântica alternativa. não importa de qual janela. o fato de ficar-se na janela é causa para verem-se coisas demais. (D) A mudança dasjattelas de uma casa p ara as da Internet _____ (im­ plicar) profundas transformações nos Itábitos das pessoas.represen­ tado pela expressão "Os velhinho de ontem” . o que não envolve os valores semânticos mencionados. informações que se acrescem uma à outra. (B) Sempre m e _____ (afetar) as imagens do mundo que estiver obser­ vando. por sua vez. (C) O fragmento apontado nesta alternativa apresenta um sujeito . nesta ordem. expandida. Observemos os diversos empregos verbais nos textos que se transcreveram das respectivas alternativas. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para pre­ encher corretamente a lacuna da frase: (A) Nunca ______ (deixar) âe nos afetar o q u e virmos pelas jan elas aber­ tas para o mundo. (D) Também não se nota nexo semântico de causa e conseqüência na pas­ sagem ora estudada. simples atribuição de característica predicativa a um sujeito.rruvctb uuiiiw iw utb ua rv*v. sua conseqüência."costumavam abrir as janelas das casas” Não há qualquer possibilidade de se ver relação de causa e conseqüência nes­ ta oração. (E) Leem-se. agora. formando uma seqüência aditiva. já com as lacunas devidamente preenchidas. (E) N ão _____ (convir) às criançasjicar um tempo demasiadamente lon­ go diante de um monitor.

para que concorde com seu sujeito. 14. para que sé faça sua concordância com seu sujeito. para que se pro­ ceda à concordância com seu sujeito. “os” e “as”) podemos retomar o co­ mentário do item (C) da questão 12 da prova 12» (B) Emprego obrigatório de “afetarão” na 3apessoa do plural. (C) Emprego obrigatório do verbo “costumar” em 3a pessoa do singular. de modo que concorde com seu sujeito. Para maior facilidade de entendimento» transcrevemos o texto já com suas orações divididas: [Nunca deixará de nos afetar o] [que virmos pelas janelas abertas para o mundo]. (B) Os meninos âe hoje talvez não entendam o p or que de os velhinhos f i ­ carem à janela* (C) Eram simpáticas aquelas casinhas aonde as janelas davam direta­ mente para a calçada . (D) Praticamente não mais se constroem casas cujas as janelas se abram sobre a calçada. (D) Emprego obrigatório do verbo “implicar” em 3a pessoa do singular. (E) São raras as casas em cuias janelas as pessoas fiquem observando a vida das ruas » 297 Português . a seguir. representado pela expressão “ A mu­ dança das janelas de uma casa para as da Internet” (E) Emprego obrigatório do verbo “convir” em 3apessoa do singular. indicado pelo prono­ me demonstrativo “o”. o período com suas orações já apontadas* para melhor compreensão: [Não costuma atemorizar as crianças aquilo][que éles veem nas janelas da Internet].Prova 13 . indicado pela expressão “as imagens do mundo”. Para lermos sobre a análise sintática de pronomes relativos que se fazem anteceder pelo pronome demons­ trativo “o" (e eventuais fLexões "a”. representado pela oração “ficar um tempo demasiadamente longo diante de um monitor”.Técnico Judlcrário/TRF 1a região/2006 (A) Emprego obrigatório da forma verbal em 3a pessoa do singular. uma vez que seu sujeito está sendo indicado pelo pronome demons­ trativo “aquilo” Transcrevemos. para mais clara percepção. Mais uma vez transcreve­ mos. o período com suas orações já apontadas: [Mão convém às crianças][ficar um tempo demasiadamente longo diante de um monitor]. Está correto o emprego da expressão sublinhada na frase: (A) Vovó é do tempo de onde as pessoas ficavam demoradamente nas j a ­ nelas da casa. que antecede o pronome relativo "que”.

veja-se. (B) Já não interessa à muita gente ficar olhando a vida a partir da janela de uma casa. (C) Os velhinhos ficavam assistindo à tudo das janelas. Dédo Sena 298 . A frase corretamen­ te apontaria: "Vovó é do tempo em que (ou no qual) as pessoas ficavam demoradamente nas janelas da casa”. antecedendo o pro­ nome relativo “cujas”. Não há razão para ter surgido a preposição "a” antecedendo o pronome relativo “onde” Tal fato ocorre quando. A presença da preposição “em”. (E) Antigamente. tem pronúncia fechada. ser grafado "porquê”.e eventuais flexões. o pronome relativo “onde” só pode ser empregado quando em alusão a lugares. Não se admite o emprego de artigos definidos após o pronome relativo “cujo” . a frase “ A casa aonde vais é bonita” -. por questões de regência . (D) Das janelas assistia-se à vontade à movimentação das pessoas na rua. por exemplo. Quanto à necessidade do uso do sinal da crase. a preposição passa a reger o pronome relativo. a frase inteiramente cor­ reta é: (A) Não se sabe à partir de quando as janelas perderam a sua condição de posto de observação do mundo. A frase correta ficará: “Os meninos de hoje talvez não entendam o porquê de os velhinhos ficarem à janeia” (C) Alternativa incorreta.Provas Comentadas da FCC Vejamos cada uma das alternativas da presente questão» com respeito à cor­ reção das passagens sublinhadas: (A) Alternativa incorreta* Como sabemos. Deve. para onde leva­ vam almofadas. então. as pessoas pareciam mais dispostas à observar os detalhes do mundo. Isto implica o obrigatório emprego do pronome adjetivo relativo “cujas”. 15. (B) Alternativa incorreto* A presença do artigo definido “o” antecedendo o vocábulo seguinte torna-o substantivo. considerando-se que é vocábulo oxítono terminado em “e” o qual. quanto ao timbre. (D) Alternativa incorreta. Além do mais. o pronome relativo a ser empregado no texto desta alternativa será alu­ sivo ao substantivo “janelas”. deve-se à necessidade de o adjunto adverbial de lugar “em cujas janelas” ser regido pela citada preposição. A frase ficará cor­ retamente escrita deste modo: "Praticamente não mais se constroem casas cujas janelas se abram sobre a calçada” (E) Alternativa correta. O texto estará corretamente grafado deste modo: "Eram simpáticas aquelas casinhas cujas janelas davam di­ retamente para a calçada”. à despeito de não haver muito o que fazer.

de forma verbal. não haver muito o que fazer. j (B) Alternativa jbncorreta. após as devidas re. \ \ \ l Português j j \ . Não se emprega. A frase correto será: “Não se sabè a partir de quando as janelas.j bo “assistir”]. do que ocasiona ja interdição do uso de acento | grave. Não pode haver emprego de acento grave in-1 dícativo de crase diante de pronomes. uma vez que nâo há artigo definido antecedendo o vocábulo | "partir”.indefinidos.j cução adverbial formada por palavra feminina “à vontade” bem como | para que se sinalizasse a contração de preposição “a”. a despeito de. o que impede j a contração jvocabuíar. Está é a | resposta da questão. (C) Alternativa incorreta. A frase corretamente redigida seráj "Já não interessa a muita gen. as j pessoas pareciam mais dispostas a obseryár os detalhes do mundo”. Considerando-se p vaior semântico indefinido j da expressão “muita gente” não há artigo diante dela. questão: | | (A) Alternativa incorreta. “presenciar” coto o j artigo definido “a”.empregado. Empregou-se corretamente o acento grave na lo. .Prova 13 .Tjécníco Judiciário/TRF 1a região/2006j í | ! I I Quanto ao uso do acento grave indicativo da crase.j tificações: “Antigamente. Assim ficatá o texto. antecessor do substanitivo “movimentação”.j te ficar olhando a vida a partir da janela jie uma casa”. exigida pelo ver. Teremos o texto corretamente redigido deste modo: M Os velhinhos ficavâm assistindo a tudo 4as janelas. perderam a sua condição de posto de observação do mundo”. de que o vocábulo! "tudo” é exemplo. j (E) Alternativa incorreta. para onde levaVam almofadas”. Não se pode empregar acento grave na locução “aj partir de”. comseptido de Ver”. acento grave indicativo de cra. vejamos cada uma dasj alternativas da presente.como.j se diante de palavra. pjor exemplo “despeito” bem j como diante. I \ j | i (D) Alternativa correta.. masculina .

Gabarito: 01) C 02) A 03) D 04) B 05) E 06) A 07) B 08) C 09) D 10) E 11) C 12) A 13) B 14) E 15) D Décio Sena 300 .

A polêmica gerada pela revista The Lancer deveu-se ao fato de que seu editorial: (A) propunha restrições ao desenvolvimento econômico do regime cuba­ no. que sofre de câncer. O texto da revista sugeriu que o país pode mergulhar num caos após a morte do ditador Fidel Castro. também protestou: “Temos condição de decidir se precisamos de ajuda e direito de escolher a quem pedi-la. da 15 Academia de Ciências de Cuba. pre­ vendo o caos do regime e do sistema de saúde cubanos. Sergio Pastrana. com remédios e serviços de profissionais. (E) insinuava que o povo cubano se prestaria a referendar um regime ainda mais rígido depois da morte do ditador Fidel Castro. (D) considerava que a morte do ditador cubano revelaria para o mundo o caos em que há muito mergulhara a saúde pública do país. coordenador-geral da Alames (Associação LatinoAmericana de Medicina Social). n. (C) antecipava os acontecimentos e propunha ingerências externas. E conclamou os Estados Unidos a preparar ajuda humanitária para os cubanos. tal como já acontecera com outros países comunistas. “A atenção do Estado cubano para com a saúde de sua população é um exemplo para todos. 301 . “O editorial é um desrespeito à soberania de Cuba”. diz Maurício 10 Torres Tovar. diversos países atingidos por catástrofes”.” (Revista Pesquisa Fapesp. a publicação insinua que há dúvidas sobre a ca­ pacidade do sistema de saúde cubano fazer frente a esse quadro. tal como ocor5 reu nos países do Leste Europeu após a queda de seus regimes comunis­ tas. De quebra. denunciando os planos expansionistas do enfraquecido ditador caribenho. ajudando.Prova 14 Ia Região/2fi>§6 Orgulho ferido Ura editorial da respeitada revista britânica The Lancer sobre o fu­ turo de Cuba acendeu uma polêmica com pesquisadores latino-ameri­ canos. 128} 01. (B) buscava intervir na política externa de Cuba. Outubro 2006. afirmou. Cuba tem uma notável vocação solidária.

as experiências cubanas» na área da saúde. Cuba mergulhar em caos político. segundo o qual o povo cubano se prestaria a referendar um regime político ainda mais rígido do que o atualmente existente. o que difere. 02 . Exatamente o oposto à possibilidade de existirem planos expansionistas do ditador e de seu governo. referência a supostas restri­ ções ao desenvolvimento econômico do regime cubano. II. devem ser consideradas exemplares. instalado na ilha. nem menção de que já houvera idênticas restrições a outros países comunistas. Não há. provavelmente haveria colapso político após a morte de Fidel Castro. Propunha. uma vez que este não dispunha de sistema de saúde suficien­ te para fazer frente ao problema que adviria do colapso iminente. ha­ via sido noticiado que. O. sempre se pautaram pela solidariedade. por completo. o sistema de saúde cubano talvez não estivesse capacitado a dar conta do caos político que viria a ser instalado. (C) Afirmativa correta. da afirmativa deste item. além do mais. (E) Afirmativa incorreta. demonstram a eficiência interna e a vocação solidária do Estado Cubano nessa área. após a sua morte. (D) Afirmativa incorreta. Na matéria divulgada pela revista The Lancer. O po­ lêmica. . tal como aconteceu antes com paí­ ses do Leste Europeu que passaram por situações análogas.polêmico editorial da revista The Lancer afir­ mava que Fidel Castro se encontrava em grave situação de saúde e lan­ çava a hipótese de. no quadro internacional da me­ dicina social. como já havíamos comentado na alternativa (A) desta questão. no texto lido. Segundo a alegação do coordenador-geral da Alames. que os Estados Unidos se predispusessem a ajudar o país caribenho. III. (B) Afirmativa incorreta. Não há menção ao fato de o sistema de saúde pú­ blica cubano já estar. após a morte de Fídel Castro. segundo o texto.Provas Comentadas da FCC Vejamos cada uma das alternativas: (A) Afirmativa incorreta. embora fossem muito redu­ zidas e contassem com recursos limitados. Segundo a matéria veiculada ná revista The Lancer. há muito. I. surgiu da afirmativa de que Cuba entraria em colapso após a morte de Fidel Castro.

somente. Cuba tem uma notável vocação solidária. somente. | (B) condição dejapoiar a quem quiser e de escolher quem venha a apoiá-lo. diversos países atingidos por^ catástrofes j I | Estão corretas. afirma no texto que compõe esta prova que Cuba sempije foi solidária com os demaisj países na área da saúde. a. Afirmativa Çorreta. Sérgio Pastrana. I. j (B) I e II. atribuídas a! Sérgio Pastrana: . . Sergio Pastrana {afirma. somente. II e UL | I I í . podemos comprovaç seu acerto transcrevendo pa-j lavras atribuídas a Sérgio Pastrana e colhidas no texto da nossa provarj “ A atenção 4o Estado cubano para com d saúde de sua população é wn\ exemplo patp todos.ssim> as alternativas II e III. em relação à posição do editorial do periódico] britânico. Afirmativa mcorreta.j j | í 303 | Português! . cõordenador-geral da ALAMES (Associaçãoj Latino-Americana de Medicina Social). que cj povo cubano tem: í ] (A) competência para decidir seu destino | edireito de apoiar a quem! quiser. No entanto. | j j (D) o direito de reconhecer suas fraquezas e o dever de saná-lasj inter-namejiite. j (D) II e III. I 03. ajudan-^ doycom remédios e serviços de profissionais.Analista Judiciário/TRF 1a região/2006' { } Completa corretamente o enunciado o que se afirma em: (A) II. já tendo ajudadjo outros países que passavam! por dificuldades.Prova 1 4 . não faz menção ao feto de os recursos dej que dispunlia o País fossem limitados. | (E) I. I (E) o direito de avaliar suas necessidades e dè decidir quem as preencheria. somente. j | I I Afirmativa èorreta. (C) a convfcçãojde sua autossuficiência e o direito de escolher sua área de míluênda. (C) I e III. somente. Analisemos cada uma das afirmativas numeradas de I a III. C A ^atenção do Estado cúbanopara com a saúde de sua\ população é\um exemplo para todos” \ | III. Iremos no texto as seguintes palavras.

Há. (A) ensejar . Pelo contrário. teremos: (A) Um editorial da respeitada revista britânica The Lancer sobre o faturo de Cuba ensejou {originalmente “acendeu1 ’ ) polêmica com pesquisadores lati­ no-americanos. Considerando-se o contexto. ainda de Sérgio Pastrana. Procedendo-se à substituição dos verbòs destacados no enunciado da ques­ tão pelos que se sugerem nas alternativas da questão. (C) Afirmativa incorreta. (B) instigar . (E) conduzir . no primeiro parágrafo do texto. afirmativa de que Cuba já ajudou diversos países.atribuir . (B) Afirmativa incorreta. sobrevindo alguma necessidade de solicitar ajuda externa. Não há na passagem transcrita menção ao fato de Cuba ajudar qualquer outro país.aventar . Quatro ações são atribuídas. (D) solapar . tem-no como um modelo a ser seguido por outros países. ao editorial da revista britânica The Lancer : acender.conceder . O texto da revista aventou (originalmente “sugeriu” ) que Décio Sena 304 . relativa à posição do povo cubano caso uma possível necessidade de ajuda externa viesse a exis­ tir: "Temos condição de decidir se precisamos de ajuãa e direito de escolher a quem pedi-la Agora. ter o direito de escolher a quem solicitá-la.insinuar —proclamar —confessar. sugerir. (C) dirimir .convocar . sim. percebemos que o articulista não acei­ tou a premissa de que seu sistema de saúde público contenha fraque­ zas.Observemos a afirmativa. não haveria prejuízo para o sentido se ti­ vessem sido empregados.infiltrar. conclamar e insinuar.propor .induzir. Faz-se menção ao direto cubano de “escolher sua área de influência”. mas sim a de que. o que não está sendo veiculado no texto. Podemos depreender o acerto destá aixrmativa re­ lendo o parágrafo introdutório dos comentários desta questão. (A) Afirmativa incorreta.conceder .insuflar.retificar . respectivamente.reiterar . vejamos cada uma das alternativas propostas na questão 3. É falsa a afirmativa de que o texto estabeleça que Cuba tem condição de apoiar a quem quiser. (E) Afirmativa correta.sugerir. (D) Afirmativa incorreta. No texto. 04.

Estão indevidas as substituições propostas para as substituições feitas com "instigou”. O texto da revista retificou (originalmente “ sugeriu” ) que 305 Português . Alternativa incorreta.nos países do Leste Europeu apôs a que­ da de seus regimes comunistas. a publicação sugere (originalmente "insinua” ) que há dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano fazerfrente a esse quadro. O texto dá revista concedeu (originalmen­ te “ sugeriu” ) que o país pode mergulhar num caos após a morte do di­ tador Fidel Castro. De quebra. i u i i u í t r s r j •l« g m o / ^ U U b o país pode mergulhar num caos após a morte do ditador Fidel Castro. As substituições efetuadas preservaram o exato senti­ do do texto original. “reiterou” e “infiltra”. tal como ocorreu nos países do Leste Europeu após a queda de seus regimes comunistas„E atribuiu (ori­ ginalmente < ( conclamouu )os Estados Unidos a preparar ajuda humanitá­ ria para os cubanos. Alternativa incorreta. O texto da revista propôs (originalmente “ sugeriu” ) que o país pode mergulhar num caos após a morte do ditador Fidel Castro. que sofre de câncer. De que­ bra. (G) Um editorial da respeitada revista britânica The Lancer sobre o futuro de Cuba dirimiu (originalmente "acendeu” ) uma polêmica com pesqui­ sadores latino-americanos. De quebra. Todas as substituições efetuadas são incorretas. que sofre âe câncer. que sofre de câncer. (B) Um editorial da respeitada revista britânica The Lancer sobre o futu­ ro de Cubà instigou (originalmente “ acendeu” ) uma polêmica com pes­ quisadores latino-americanos. tal como ocorreu nos países do Leste Europeu após a queda de seus regimes comunistas. Afirmativa correta. E reiterou (original­ mente “conclamou” ) os Estados Unidos a preparar ajuda humanitária para os cubanos. por não se ajusta­ rem semanticamente às passagens em que foram empregados. a publicação infiltra (originalmente “insi­ nua” ) que há dúvidas sobre a capacidade do sistema desaiíde cubano f a ­ zer frente a esse quadro. tàlcomo ocorreu .^ u u ii . por apresentarem vocábulos que não se ajustam semanticamente às passagens em que foram empregados. a publicação insufla (originalmente “in­ sinua” ) que há dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano fazer frente a esse quadro. (D) Um editorial da respeitada revista britânica The Lancer sobre o futuro de Cuba solapou (originalmente 'acendeu” ) polêmica com pesquisadores lati­ no-americanos. E convocou (originalmente "conclamou” ) os Estados Unidos a preparar ajuda humanitária para os cubanos.

tal como ocorreu nos países do Leste Europeu apôs a queda de seus regimes comunistas. Alternativa incorreta. a publicação inãuz (originalmente “insinua'} que há dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano fazer frente a esse quadro. que sofre de câncer. O texto da revista insinuou (originalmente “ suge­ riu” ) que o país pode mergulhar num caos após a morte do ditador Fidel Castro. De quebra. Esta questão aborda regência nominal . tal como ocorreu nos países do Leste Europeu após a que­ da de seus regimes comunistas. De que­ bra. a frase correta ficará: “constitui uma afronta à soberania de Cuba”. 05. (C) estabelece uma restrição com a soberania de Cuba. Mais uma vez estão equivocadas todas as substitui­ ções propostas. Insistiu-se em substituições completamente equivoca­ das semanticamente para as formas verbais originariamente empregadas. a publicação confessa (originalmente “insinua” ) que há dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano fazer frente a esse quadro. (B) representa um atentado contra a soberania de Cuba. O substanti­ vo “afronta” rege a preposição “a” Deste modo. Alternativa incorreta. E proclamou (originalmen­ te “conclamoua ) os Estados Unidos a preparar ajuda humanitária para os cubanos. que não têm adequação semântica nas passagens indicadas. Observemos todas as alternativas da questão: (A) Alternativa incorreta. (D) é uma desconsideração em meio à soberania de Cuba. (E) trata com descaso pela soberania de Cuba. E concedeu (originalmente * 'conclamou” ) os Estados Unidos a preparar ajuda humanitária para os cubanos. A frase acima permanecerá formalmente correta caso se substitua o seg­ mento sublinhado por: (A) constitui uma afronta da soberania de Cuba. O editorial é um desrespeito à soberania de Cuba.e verbal na última delas.em quatro alternativas .Provas Comentadas da FCC o pais pode mergidhar num caos após a morte do ditador Fidel Castro. Ocorreu erro de regência nominal. que sofre de câncer. (E) Um editorial da respeitada revista britânica The Lancer sobre o futuro de Cuba conduziu (originalmente f‘acendeu’) polêmica com pesquisado­ res latino-americanos. Décio Sena 306 .

j j (C) Será que o sistema de saúde cubano temj suscitado dúvidas sobre sua eficácia? I ! I ‘ ’ í ’ (D) Que dúvidas têm propalado os adversários de Cuba sobre seu siste­ ma de saúde? \ (E) A quantas djívidas tem dado margemo Sistema de saúde de Cubà? Para resolvermos esta qüestão. quando Empregado com sentido de “existir”. empregado com sentido de “existir”. Na. in­ dica flexão em terceira pessoa do plural o|que. j l 307 r * Português ] . . o acento circuríflexo posto sobre a forma verbal. Nada existe paíajser retificado na presente al­ ternativa. agora. ou seja. como vimos. uma vezique não tem sujeito. comojsabemos. é necessário lèmbramo-nos de que o verbo “haver".A ríaÜsfca Judiáário/TRF 1a região/2006 (B) Alternativa c-orreta. Sendo impessoal o verbo prin­ cipal da forma verbal composta. não há =sujeito pjara que sei promova a flexão. O substantivo “restrição” rege a preposição “a”. ÍA preposição “contrj” está sendo requisitada pelo substantivo latentado”. é indevido. será preciso corrigir a frase: I j (A) Têm havido duvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano. também. Para que se respeite a concordância verbal. Todos os demais verbos dà questão não têm a característica de impessoalidade que existe com o verlio citado. todas as alternativas dá questão.Prova 1 4 .| Observemos. [ (E) Alternativa mcorretk A forma verbal "trata” tem emprego transitivo j direto. ■ * 06. j (B) Têm sido levantadas dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde j cubano. : j: (D) Alternativa incorreta: O sübstantivo “desconsideração” rege a preposi­ ção "a”.auxiliar “Têm” . com respeito às con­ cordâncias verbais efetuadas. ' i (A) Concordância verbal incorreta. j (C) Alternativa incorreta. Ora. flexionado. que é a resposta da questão. verdade. é impessoal. au­ xiliar “ter” ej pelo verbo principal “haver?1 .está formada pelo verbo. não pode ser flexionado. é verbo impessoal. A formà yerbal composta empregada pretérito perfeito composto do indicativo j. A frase ficaria correta se fosse retificada desta-forma: “trata com i descaso a soberania de Cuba”. Teríamos a frase corretamente redigida áesta formà: “estabelece uma restrição à sqberaniá de Cuba”. que. o verbó auxiliar não pode ser. A frase estaria corretamente redigida desta forma: “é uma des­ consideração à soberania de Cuba’’.

. Décio Sena 308 . (C) Concordância verbal correta. A ausência de acento circunflexo na forma verbal auxiliar w tem” indi­ ca sua flexão nestas pessoa e número. Esta é. represen­ tado. para que fosse feita a devida concor­ dância verbal. o su­ jeito de “tem dado” está sendo indicado pela expressão “o sistema de saúde de Cuba”. Este verbo princi­ pal não é impessoal» o que nos faz perceber que o sujeito da oração está sendo indicado pelo substantivo “dúvidas” Observemos. 07. O verbo “dar”. A frase que admite transposição para a voz passiva é: (A) O país pode chegar a uma situação caótica. para que a concordância verbal fóssè corretamente efetuada. Como podemos observar. de modo que se caracterizasse sua flexão em 3a pessoa do plural. principal da forma verbal composta “tem dado”. principal da forma verbal composta “têm propalado” não é impessoal. representado. caracterizando-se a concordân­ cia verbal como correta. em sêu núcleo por “sistema” substantivo designativo da 3ttpessoa do singular. O sujeito da forma verbal composta está sendo indicado pela expressão “os adversário de Cuba”. o que torna o texto correto quanto à concordância verbal. O sujeito da oração está sendo indicado pela expressãó “o sistema de saúde cubano”. (E) Concordância verbal correta. cujo núcleo “sistema” indica a 3ft pessoa do singular. o verbo “suscitar”. não é impessoal. principal da forma ver­ bal composta “tem suscitado” não é impessoal. o que provocou o emprego do acento circunflexo sobre a forma verbal auxiliar do tempo composto. a forma verbal composta “Têm sido levantadas” tem como seu verbo principal o particípio do verbo “levantadas” do verbo “levantar”. O verbo auxiliar do tempo composto foi empregado corre­ tamente em 3opessoa do singular. ainda. a respos­ ta da questão. O verbo “propalar”. Sendo o sujeito da oração o substantivo “dú­ vidas”. (D) Concordância verbal correta. surge uma locução verbal auxiliar. (B) Concordância verbal correta. Na oração ora estudada. o verbo auxiliar da locução verbal auxiliar sofreu a natural flexão em 3apessoa do plural. em seu núcleo.A frase ficará corretamente grafada deste modo: “Tem havido dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano”. então. pelo substantivo “adversários”. (B) O editorial é um desrespeito à soberania cubana. designativo de 3“ pessoa do plural. que na forma verbal composta mencionada. designativo de 3a pessoa do plural. indicada por “Têm sido”.

tem verbo principal de regência transitiva direta. de ligação.tem regência transitiva indireta. não podemos afirmar que a ação recaiu sobre esta função inexistente. é imprescindível que o verbo que surge na voz ativa seja de regência transitiva direta ou tran­ sitiva direta e indireta. prova 12. O verbo des­ ta oração é. questão 13. (E) Ê possível a conversão desta oração para a voz passiva. Isto porque seu verbo . não admite o trânsito da oração em que surge para a voz ativa. então. (B) A conversão desta oração para a voz passiva é impossível Na verdade. O verbo “ha­ ver”. Já vimos em questões precedentes . apesar de transitivo direto. também. A voz passiva correspondente a esta oração será: “Os países vítimas de catástrofes têm sido auxiliados por Cuba”.“ser” . um aspecto fundamen­ tal para que haja conversão de voz ativa para a voz passiva. verbos de ligação não apontam ação que tenha sido praticada ou sofrida pelo sujeito. 309 Português . ques­ tão 6 e prova 13. Relembremos. Na ver­ dade. questão 6 . ser denominados verbos não nocionais. (D) Houve indignação é protestos contra o editorial da revista. por isso mesmo. para a resolução desta questão.(C) A atenção do Estado cubano para com a saúde popular é exemplo pkta todos.os mecanismos de conversão das vozes ver­ bais. agora. no caso . o que os faz. (D) A conversão desta oração para a voz passiva é impossível. Desta vez temos uma oração cuja forma verbal composta .é de ligação. à observação dos diversos itens que compõem esta questão: (A) A conversão desta oração para a voz passiva é impossível. (E) Cúba tem auxiliado países vítimas de catástrofes. já que. empregado com sentido de “existir”. não é viável afirmarmos que esta oração esteja na voz ativa. Como já sabemos. o comentário da alter­ nativa antecedente. O verbo prin­ cipal da locução verbal . Leia-se. não havendo sujeito. também não procede denominarmos de voz ativa a oração por ele estruturada. (C) A conversão desta oração para a voz passiva é impossível.pretérito perfeito compos­ to do indicativo com núcleo representado por “auxiliado”.“chegar”.prova 11. São ver­ bos em que o conteúdo semântico praticamente inexiste. Passemos.

(E) Por isso mesmo .Provas Comentadas da FCC 08. vejamos a mesma frase com exatamente a mesma mensagem sendo veiculada já substituída pelas expressões que mantêm o sentido originai: Além disso.enquadrar-se nisso. Agora. De quebra. (A) Não está correta a primeira substituição. a publicação insinua que há dúvidas sobre a capacidade do sis­ tema de saúde cubano enfrentar esse quadro. o que não é viabilizado Décio Sena 310 .enquadrar esse fato. a publicação insinua que há dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano fazer frente a esse quadro. também de valor concessivo. (B) Não obstante . (B) As duas sugestões de substituição propostas não atendem às necessidades semânticas de se preservar o sentido do texto original.ficar face a face com esse quadro. “fazer frente a esse qua­ dro” sugere o enfrentamento com o quadro.tanto quanto a anteriormente emprega­ da "Apesar disso” .confrontar-se com esse quadro. as demais alternativas da questão. (D) A expressão “Ainda assim”.enfrentar esse quadro. por: (A) Apesar disso . procedendo-se à substituição dos fragmentos sublinhados no texto contido no enunciado da questão pelas sugestões nelas contidas. além de estabelecer redundância viciosa. não repro­ duz o que se disse anteriormente com “De quebra” A substituição de “fazer frente a esse quadro” por “ficar face a face com esse quadro” também provoca desvio semântico. de valor concessivo. não condiz com a ideia de acrésci­ mo sugerida por “De quebra” “Confrontar-se com esse quadro" pode­ ria ser substituto para “fazer frente a esse quadro”. agora. A frase acima conservará a correção e o sentido caso se substituam os elementos sublinhados» respectivamente. A resposta da questão está na alternativa (C). a publicação insinua que há dúvidas sobre a capacidade do sis­ tema de saúde cubano fazer frente a esse quadro. A introdução da expressão "Apesar disso”. consequentemente. (D) Ainda assim . (C) Além disso .o qual não reproduz a ideia de acréscimo de infor­ mação trazida pela expressão “De quebra”»e a expressão “enquadrar esse quadro”. Afinal. igualmente não repro­ duz a mensagem veiculada por “fazer frente a esse quadro”. Observemos. Observemos a frase constante do enunciado da questão: De quebra. A expressão “Não obstante” tem valor concessivo .

: ! ] (E) Desta vez.Prova 14 -Analista Judiciário/TRF 1“ região/2006j cora "ficar face a face com esse quadroTtradutor da ideia de ficar-se. (D) A publicação tinha conclamado os Estados Unidos a que providen ciariam ajuldfa humanitária para os cubfanos. 311 Português .. ■ .! apenas. Está adequada a ^articulação entre os tempos e os modos verbais da frase: (A) A publicação conclamaria os Estados Unidos a terem providenciadoj ajuda humanitária para os cubanos. | (C) A publicaçao conclamará os Estados Uipdos a que providenciam aju-j da humanitária para os cubanos. j j j M | 09. j Vejamos cada uma das. . ll : . : ! j (D) A publicação tinhá conclamado os Estados Unidos a que providenciasl sem ajuda humanitária para os cubanos^ i (E) A publicaçao terá conclamado os Estados Unidos a . ' | (B) A publicação teria conclamado os EstaâosXínidos a que providenciassem ajuda humanitária para os cubanos.. . já com as formas verbais adequadamente dispostas na articulação entre:seus tempos ejmo-j dos. . A expressão que exprime conteú-] do retificadór “Por ísso mesmo” tem significado completamente distin-j to de “De quebra” e a substituição de "fazer frente1 a esse quadro” por! “enquadrarie nisso” é absurda iquanto aò atendimento da exigência dei preservaçãojdo sentido originai. apenas a alternativa (B) hão teve dé ser retificada. à frènte do iquadro. | j (C) A publicação conclamará os Estados Unidos a que providenciem ajudà humanitárih para às cubanos. | j ! . . quando necessário. (E) A publicaçao terájconclamado os Estados Unidos a que têm provi^ denciado ajuda humanitária para os cubanos. ás duas substituições propostas não atendem às exigênciasj semânticas originalmente impostas. j.que providenciem ajuda humanitária para os cubanos. alternativas da presejnte questão. ! (A) A publicação conclamaria os Estados \ Unidos a providenciarem djudd humanitária para os cubanos. ' i Como observamos. j j (B) A publicação teria conclamado os Estâdòs Unidos a que providen-j ciassem ajulda humanitária para os ciibjanos.

Afinal. Sugerimos a frase seguinte: “ A vocação de Cuba pela solidariedade é incontestável e. Como sabemos. realmente. atentando-se para a construção paralela. Cuba também já demonstrou. Décio Sena 312 . o quanto é vocacionada para o exercício da solidariedade. o que provocou falta de lógi­ ca semântica textual. sobejamente. o texto deman­ da nova estruturação que suprima o uso do vocábulo citado. (B) Onde a vocação de Cuba é realmente notável está no fator de sua in­ contestável solidariedade. o quanto é solidária. ainda assim. Para ser corrigido. (A) Alternativa incorreta. após o adjetivo “solidária”. Esta é. Nenhum reparo torna-se necessário para que este texto esteja claro e correto. ficando àssim: “Ficou tão evidente no texto o quanto Cuba é solidária e o quanto tem para isso umá notável vocação” (B) Alternativa incorreta. (C) Amplamente vocacionada para tanto.10. por isso mesmo. (E) Nunca faltou à solidariedade de Cuba a vocação para se mostrar res­ pectivamente notável nisso. com a inclusão da conjunção coordenativa adi­ tiva V*. Observemos todas as alternativas da questão. incorreto. O texto poderia ser retificado. notável”. já que Cuba é amplamente vocacionada para ajudar outros países. unicamente. (D) Alternativa correta. Está ciara e correta a redação da seguinte frase: (A) Ficou tão evidente no texto o quanto Cuba é solidária que tem para isso uma notável vocação. em busca daquela que traz re­ dação ciara e correta. então. O emprego do vocábulo “Onde”. bem domo da expressão reforçatlva “o quanto”. para fazer menção a lugares. (D) Cuba já demonstrou. nãó atende á esta exigên­ cia e está. o advérbio e pronome relativo “onde” deve ser empregado. (C) Alternativa incorreta. Sendo expressão de teor semântico concessivo. neste texto. a resposta da questão. A transição da passagem “Ficou tão evidente no texto o quanto Cuba é solidária” para “que tem para isso uma notável vocação” não se realizou com coerência. “ainda assim” não tem encaixe semântico lógico neste texto. não é lógico o emprego da expressão articüladora citada para a afirmação de “o quanto é solidária” A simples supressão de “ainda assim" tornaria o texto claro e correto: “Amplamente vocacionáda para tanto. Cuba tam­ bém já demonstrou o quanto é solidária”.

por: (A) trataram a ela . Já pudemos ver este modelo de questão na prova 12. surgem como complementos verbais dispostos de modo redundante. trata­ ram a soberania dé Caba como uma questão menor. Trata-se de questão cujo modelo vem-se tornando comum nas provas ela­ boradas pela Banca Examinadora da Fundação Carlos Chagas. Evitam-sé as viciosas repetições acima substituindo-se os segmentos su­ blinhados. “reduzir” e “tivessem construído”.com nú­ cleo no substantivo “soberania” . O editorial foi considerado-um desrespeito à soberania de Cuba. 313 Português . Passemos à observação desta questão. (C) a trataram . o pronome pessoal oblíquo átono devido para sua substituição é “a”. Podemos observar que a expressão “a soberania de Cuba” surgiu como com­ plemento verbal de “trataram”. Sendo. uma vez que a distância em que se encontra de seus an­ tecedentes o faz perder a clareza quanto a seu referente.reduziram-lhe . As três for­ mas verbais para as quais serviu como complemento têm a mesma regência transitiva direta. neste texto.a tivessem construído. em geral.a reduziram . Não há encaixe semântico lógico para o advérbio “respectivamente”.tivessem-na construído. 11. como se os habitantes do país não tivessem construído a soberania de Caba com sangue. então. que surgiu contraído com a preposição “em”. pretenderam redu­ zir a soberania de Cuba a dimensões risíveis. Sugerimos nova redação para este tex­ to: “ A vocação de Cuba à solidariedade nunca deixou de ser notável”.(E) Alternativa incorreta. (D) trataram-lhe . a expressão "a soberania de Cuba” . as duas inversões que abrem o texto não são necessárias e dificultam a apreen­ são imediata do sentido do texto. também não é adequado o emprego do pronome demonstrativo “isso”. suor e lágrimas.reduzi-la .reduziram-lhe lhe tivessem construído. questões 15 e pro­ va 13 questão 8. O candidato deve saber reconhecer as regências verbais e ps pronomes oblí­ quos átonos incumbidos de substituírem expressões que. respectivamente. Por outro lado.a tivessem construído. (B) trataram-na .lhe tivessem construído. (E) trataram-na . For outro lado.reduzir-lhe .indicativa de 3apessoa e do gênero femini­ no.

. em de­ sagravo à dignidade do país... pelo fato de o verbo terminar em nasalldade.. deveremos proceder à vinculação deste pronome com as for­ mas verbais já citadas.. ” . a réplica______ Sergio Pastrana se valeu. observaremos a obrigatoriedade da transformação gráfica deste pronome em “-lawquando o juntamos de modo enclítico a formas verbais terminadas em V . (D) As grandes potêndas costumam ser presunçosas quando analisam o tipo de sociedade_____ os pequenos países escolheram construir. w .. Dédo Sena 314 .trataram a soberania de Cuba.não a tivessem construído. Temos.. a sequênda: “trataram-na”. 12.. em face de não ser possível realizar-se ênclise a formas verbais em particípio e existir vocábu­ lo de atração (o advérbio “não”). (C) A muitos cubanos ofenderam os termos _____ o editorial se referiu ao futuro do país. Teremos.. da sinta­ xe de colocação de pronomes átonos) neste fragmento.... então: “ .não tivessem construído a soberania de Cuba... deste modo: “ .ao providenciarmos a ênclise pro­ nominal. A expressão com que preenche corretamente a lacuna da frase: (A) Foi dura. “s” e V 5 . única posição possível neste fragmento já que não há palavra de atração para o pronome. ” . “ ... única posição possível neste fragmento..ao providenciarmos a pródise do pronome relativamente ao tempo composto "tivessem constru­ ído” .... deveremos observar a obrigatoriedade exis­ tente. “ .ao providenciarmos a ên­ clise pronominal.pretenderam reduzir a soberania de Cuba. de transformarmos graficamente o pronome “a” em "na”.Provas Comentadas da FCC Deste modo.. uma vez que não há palavra de atração para o pronome.pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo única posição correta (levando-se em conta apenas as indicações cultas formais..trataram-na.M . ” . te­ remos “ . mas justa. “reduzi-la” e "a tivessem construído”.preten­ deram reduzi-la.. Teremos. (E) A revista britânica esqueceu-se de que os cubanos notabilizaram-se pelo sentimento de solidariedade_____ já demonstraram nas últi­ mas décadas. então. imediatamente antes do tempo citado. (B) Foi grande a repercussão_____ obteve o editorial da revista entre pesquisadores latino-americanos.

j riu” .!Sendo objeto direto.| junto adverbial de nieio. pronome relativo empregado é |representante semântico do substantivo que o antecede “termos”).j te como objejto direto e. como ocolrreu. cujo sujfeito é “o editorial da revista”.Analista Judfdário/TRF 14 região/2006 I | \ | | j Vejamos cada uma das sentenças contidas nas àlternativas desta questão. representante semântico de “repercus.! garemos “com que”: i■j: \ (A) O pronome rellativo “que” desempenha. funciona sintaticamente como objeto direto da forma verbal “ób. não podendo ser precedido por pre-1 posição.já j com a lacuna preenchida corretamente.j ma preposição poderá anteceder o pronome relativo citado.j Prova 14 . Observemos que o referido pronòme é representante semânti­ co de “solidariedade”. o pronome1 re. : |. neste item.funciona como objeto direto do vert>o principal da locução verbal j “escolheram jconstruir” Sendo objeto direto. ! I' j I 1 7 ■ [' . então.j teve”.j de” . o pronome relativo. Esta j é a resposta da questão. Ajprèposíção “com” surgiu.com o jpronome em próclise . Este verbo.I são”. Observe-se que a oração ora [analisada está-nos dizendo [que o editorial se referiu ao futuro do país com ítermos (considerandb-se que o. é transitivo indireto e seu complemento surge regido da preposição citada: “Sérgio Pastrana valea-se de uma nota de desagravo ”. para reger o adjunto ad­ verbial “comjque” (semanticamente equiparada a “com termos”).j feriu” está sendo indicado por “o editorial”. temos um pronome relati\jò funcionando sintaticamen. j (E) Mais uma veiz. Na oração em: que surge. função sintática . nenhu. por isso. em busca daquelas na qual empre. : : . poi* exemplo. nenhuma preposição po~. empregado de niodo pronominal. derá antecedêr o pronome relativo. i ! ■ r : 315 Português . | j j j j j (B) Desta vez. j (C) O pronome rklativo deste texto classificasse sintaticamente como ad.temjregência transitiva indireta.I (D) De modo semelhante ao que ocorreu na alternativa (B).de objeto indireto da forma verbal “valer-se” O verbo "valer-se” exigiu que o pronome relativo surgisse regido da preposição "de”.j iativo desta oração -i representante semântico do substantivo “socieda. | o que faz surgir o objeto indireto “ao futiiiro do país”. o sujeito de “se re. A forma verbal “se refe.

com firmeza ao edito­ rial veiculado pela revista K 7he Lancer " e. Considere as seguintes frases: I. I e II. sem que o sentido geral do téxto viesse a ser atingido. a retirada da ênfase que se concedeu à expressão “por si mesmo”. Ê vírgula de emprego facultativo e que tem por intenção colocar a mensagem expressa pela oração subordinada adverbial temporal em relevo esti- Dédo Sena 316 . empregou-se uma vírgula para que se separasse de sua ora­ ção principal uma oração subordinada adverbial temporal. I. sem exceção. transformar-se-ia uma oração subordinada adjetiva explicativa em uma oração subordinada adjetiva restritiva. se precisa ou não de aju­ da externa. colo­ cando-a em reievo estilístico. Sua supressão provocaria. Desta vez. III. II. III. Observemos a razão de emprego das vírgulas encontradas nos textos nu­ merados de I a III. A eliminação da(s) vírgula{s) altera o sentido SOMENTE do que está em: (A) (B) (C) (D) (E) I. entendemos que todos os pesquisado­ res latino-americanos. As vírgulas deste texto isolam expressão de natureza explicativa. II. por óbvio. o que implicaria evidente alteração de sentido do texto original. por si mesmo. Ofertas de auxílio podem ser constrangedoras. II e III. O editorial calou fundo nos pesquisadores latino-americanos. A supressão da vírgula que ora co­ mentamos transformaria o sentido que comentamos de tal modo que se passaria a dizer que apenas os pesquisadores latino-americanos nos quais o editorial da revista inglesa calou fundo teriam reagido ao mesmo com firmeza. quando não solicitadas. A vírgula que surgiu após o composto “latino-americanos” tem por fim indicar a natureza semântica explicativa da oração “que a ele re­ agiram com firmeza” Assim. o que indica não ter calado fundo em todos os pesquisadores. também. O povo cubano deve decidir. reagiram. que a ele reagiram com firmeza. Ou seja. unicamente.13. o editorial calou fundo em todos eles. II. XII.

que in­ dica “causar prazer”. vale dizer. erro na conjugação do verbo “aprazer”. (B) Alternativa incorreta. “deleitar” (cf. apresenta-se. “agradar”. Ocorreu. sem que o sentido geral do texto sofresse qualquer alteração. segundo a maioria das gramáticas. 14. após uma eventual ruptura política. que. No entanto. com empre­ go defectivo. Nova Fronteira) Este verbo. deverá ser grafada “acirrou”. tratando-os como bem lhe aprouveu. (C) Alternativa incorreta. como significa “inocentar”.lístico. Por outro lado. não conjugado em todas as formas. Ocorreu erfo de grafia na forma do verbo “acir­ rar” que. e não o seu parônimo “imer­ gir” (afundar). ainda. A retirada da vírgula que se mencionou apenas promoveria a supressão do destaque originalmente concedido à mensagem expressa pela oração subordinada adverbial temporal. Estão corretos o emprego e a flexão dos verbos na frase: (A) A polêmica que o editorial tinha aceso entre os latino-americanos também acerrou os ânimos de intelectuais progressistas europeus. Está ocorrendo deslize de grafia na forma “des­ criminou” pertencente ao verbo “descriminar”. seriam duramente rechaçados. (D) Se os cubanos interviessem em outros países do modo como já inter­ vieram as grandes potências. Vejamos o que se lê. há vozes discordantes. frequentemente empregado em provas de português de concur­ sos públicos. na 3a pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. com respeito ao emprego e flexão das formas verbais nela encontradas. Dicionário Eletrônico Aurélio .Ed. (B) Atitudes colonialistas costumam insulflar ressentimentos entre os povos que buscam imergir de suas fundas penúrias. o contexto semântico recomenda o emprego do ver­ bo “emergir” (vir à tona) nesta alternativa. (A) Alternativa incorreta. não tem aplicação semântica viável no contexto em que surgiu. “ser aprazível”. (E) Que ninguém se surprenda se os cubanos recomporem seu estilo de vida. em nossas gramáticas e dicioná­ rios acerca dele: 317 Português . Ocorreu erro de grafia na forma do verbo “insu­ flar1 ’. Vejamos cada uma das alternativas da questão. (C) A revista 'lhe Lancer descriminou os cubanos.

aproiiveram (formas irregulares)_______ Pretérito Imperfeito do Indicativo: aprazía. Nova Fronteira. 269). para alguns. lemos que o verbo “aprazer” conjuga-se como o verbo “prazer”. este último tempo não deveria apresentar form a alguma. Lucerna. este verbo apresenta as seguinte formas irregulares:. 1999. como podemos observar. deveria haver as form as âe imperativo negativo “não apraza você” e “não aprazam vocês” Na gramática do eminente Mestre Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa. informam-nos "Empregado apenas na 3a pessoa. aprazerão______________________ Futuro do Pretérito do Indicativo: aprazeria. 3a edição» 12° reimpressão. 1. Celso Cunha e Lindley Cintra. 2. o que implica a possibilidade de o verbo “aprazer” não ser defectivo.EcL Nova Fronteira. obrigatoriamente. aprazerem____________'_______________________. 37a edição. Não havendo a primeira pessoa do singular do presente do subjuntivo. aprouveram (formas irregulares) Futuro do Presente do Indicativo: aprazerá. Á mesma informação de que o verbo "aprazer” não é defectivo. Rio de Janeiro.” em divergência à infor­ mação que nos chega das duas formas precedentemente citadas. Ed. 2001. em Nova Gramática ào Português Contemporâneo. Gerúndio: aprazendo________' ___________________________________ Particípio: aprazido ______________________________________________ Há algumas Incoerências na conjugação acima vista.Provas Comentadas da FCC Presente do Indicativo: apraz. apraziam_______________________ Pretérito Mais-que-Perfeito do Indicativo: aprouvera. aprouverem______________________________ Imperativo Afirmativo: inexistente____________________________ Imperativo Negativo: inexistente __________________ Infinitivo Impessoal: aprazer_______________________ Infinitivo Pessoal: aprazer. Ed. p. que ê a form a de que se deriva o presente do subjuntivo.. 432. p. as form as àe presente do subjuntivo “apraza” e “ aprazam” . mas sim conjugado em todas as formas. aprazem____________ ___________________________ Pretérito Perfeito do Indicativo: aprouve. Quando nos orienta acerca da conjugação deste último verbo. aprouvessem (formas Irregulares) Futuro do Subjuntivo: aprouvet. Dédo Sena 318 . obtemos a informação de que ele é “Pouco usado na Ia e 2a pessoa”. aprazeriam_____________________ Presente do Subjuntivo: apraza. encontra-se no Dicionário Eletrônico Aurélio . Rio de Janeiro. que é a mais consensualmente empregada deste verbo. aprazam___________________ Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: aprouvesse. Existindo.

Íê~se que o verbo “aprazerse” (pronominalmente empregado) tem todas jas suas formas conjugadas. por estar no futjuro do subjuntivo. 2003! p. Ed. a sua possível redação em voz passiva analítica (ou com auxiliar): “Há muito. alguns gramáti­ cos aceitam as foijmas “apra2erá” e “aprazeram” para o pretérito mais-qüeperfeito do indicativo. Não há qualquer deslize no texto. por sua vez. temos informação coincidente com a obtida no Dicionário Hpuaiss de Verbos. deve-j se atentar pàra ò fato de o mesmo estar em oração de voz passiva pro-j nominal (oijt sintética). caso os termos do j editorial dajrevista fossem menos prepotentes. a forma verbal “recomporem”. Iaedição. Observe-se. 1 (D) Foi precisa á argumentação de que se • j (valer) os pesquisadores j latino -americanos em sua réplica ao editorial. (E) Aos países ricos não_____ (competir) tomar decisões que afetem a soberania dos países em desenvolvimento. Rio de Janeiro. deriva de “pôr”. ao comen­ tar o verbo "prazer”. aiia-o ao verbo “aprazer”:ejem nota de rodapé. deveria ter sido grafada sob a forma “recompuserem”. (B) Ê natural qiie____ L (ferir) o orgulho db povo cubano as exortações j publicadas na revistabritânica. | Por outro lado. obrigitoriamente. pertencente a "re­ compor”. Por otitro lado. no Dicionário Houaiss âe Verbòs. Conjugação e Usp de Preposições antecedentemente citada. em todas as fontes acima citadas. (D) Alternativa cprreta. procurando aquela em que a forma verbal empregada na lacunaj assumirá.j galar para preencher corretamentea lacuna da frase I (A) Há muito aao se I ■ (tolerar) atitudes arrogantes como a do èdi. 176. Objetiva.Anáiista Juàláário/TRF 14 região/2006 Vera Cristina Rodrigues.j-! (C) Os pesquisa|dores ríão_____ (haver) de jsé ofender. Edj Objetiva.0 verbo Lndicadojentre parênteses deverá flexionar-se numa forma do sin. modernamente. acrescida. Conjugação e Uso de Preposições.Prova 14 . 319 j Poriiiguêá . | j (E) Alternativa ifiCorretai Ocorreu erro de grafia na forma verbal “surpre­ enda”. informanos que “Embora jalguns gramáticos mencionejm conjugação completa para estes verbos. j 15. j Vejamos o prednchimento das lacunas existentes nas alternativas destaj questão. constata-se no uso corrente apenas a conjugação defectiva” i No Dicionário Eletrônico Houaiss da língua portuguesa. que. comò prova desta afirmativa. a flexão de número singular: ! . de nota em que se faz menção ao fato de que. (A) Ao se preencher a lacuna desta sentença com o verbo “tolerar”. Esta é a resposta da questão.j torial da revjista britânica. .

na qual o ver­ bo principal.”] Assim. o que faz com que tenhamos de flexionar a locução verbal em 33 pessoa do plural. O sujeito da locução explicitada está sendo indicado pela expressão “Os pesquisadores”. entendemos que “tomar decisões [que afetem a soberania dos países em desenvolvimento] não compete aos países ricos”. as flexões de número e péssòa incidem sobre o ver­ bo auxiliar. Esta é a resposta da questão. como foi efetuada. (E) O sujeito da forma verbal concernente ao verbo “competir” está sendo in­ dicado pela oração "tomar decisões”. (B) Observamos que o sujeito da forma verbal sublinhada. o que justifica a forma verbal "hão” (D) A expressão “os pesquisadores latino-americanos”. os sujeitos representados por orações provocam a flexão dos verbos de que são sujeitos na 3apessoa do singular. sujeito do verbo “valer-se” (pronominal). com núcleo no substantivo “pesquisadores". “ofender”. reescrevemos o período com suas orações já divididas e com seus termos postos em ordem direta: [“Não compete aos países ricos] [to­ mar decisões] [que afetem a soberania dos países em desenvolvimento. temos uma locução verbal (“hãó de ofender”). pertencente ao verbo "ferir” é a expressão “as exortações” que lhe surge posposta. óbservamòsque à expressão "atitudes arrogantes” fun­ ciona como sujeito do verbo que devemos empregar. na 3a pessoa do plural. 0 verbo “haver” está em­ pregado nesta locução como seu verbo auxiliar. Gabarito: 01) C 02) D 03) E 04) A 05) B 06) A 07) E 08) C Décio Sena 09) B 10) D 11) B 12) C 13) A 14) D 15) E 320 . em uma locução verbal. Gomo sabemos.não são toleradas atitudes arrogantes como a do editorial da revista bri­ tânica. Como já sabemos. Eis a reescritura do período. o qüe implica sua flexão. surge no infinitivo. acarretou o seu obrigatório emprego também na 3a pessoa do plural. com os termos das suas orações postos em or­ dem direta: “É natural que as exortações publicadas na revista britâni­ ca firam o orgulho dopovó cubano” (C) Desta vez. Para mais fácü apreensão do que afirmamos.” Asáirri. o que impõe o emprego da forma verbal citada na 3apessoa do plural.

criou as condições necessárias ao surgi­ mento do capitalismo. seduzia os emigrantes europeus: sonhos de posse. quando ele descreve a “acumulação primitiva” ou seja. mas substancial . as primeiras foram arrancadas de seus meios de subsistên­ cia. de bem-estar e de ascensão social. foi necessário.entre as massas do século XVI e os migrantes da globalização. o jornalista Elio Gaspari evocava o drama recente de iun navio de crianças escravas er­ rando ao largo da costa do Benin. Pará que ganhássemos nosso mundo moderno.” São pa­ lavras de Marx. Simples continuação ou repetição? Talvez haja uma diferença . o processo que. A expropriação que toma essa passagem possível é psico­ 321 5 io 15 20 25 30 . As condições para que o capitalismo invente sua versão neoliberai são subjetivas. um ajuste. um século atrás. Massas inteiras se encontraram. mistura de leprosário com campo de extermínio e reserva de mão de obra para migrações desesperadas. por exemplo. Elio Gaspari propunha um termo para designar esse povo móvel e desesperado: “os cidadãos descartáveis” "Massas de homens e mulheres são arrancados de seus meios de subsistência e jogados no mercado de trabalho como proletários livres. os segundos são expropriados de seu lugar pela violência da fome. essa violência não deveria ter acabado? Ao que parece. a criação de sujeitos descartáveis globais para um capi­ talismo enôm global.Prova 15 Analista/Banco Cemtral/2006 As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto apresentado abaixo O segredo da acumulação primitiva neoliberai Numa coluna publicada na Folha de São Paulo. expropriados do pedaci­ nho de terra que podiam cultivar para sustentar-se. no século XVI. O protó­ tipo poderia ser o prospecto que. que os servos feudais fossem. por exemplo. o século XX pediu uma espécie de segunda ro­ dada. paradoxalmente livres da servidão. Ao ler o texto ~ que era inspirado o navio tornava-se uma metáfora de toda a África subsaariana: ilha à deriva.pe­ quena. mas quase sempre eles recebem em troca um devaneio. assim. desprotegidos e sem direitos. Quatro ou ciaco sécülos mais tarde. mas obrigadas a vender seu trabalho para sobreviver. à força.

2002) Nota: O autor desse texto. que ele seja parte inalterável. uma cortina ou uma lipoaspiração. definidora. o que importa não é lhe ven­ der mais uma roupa. desde o prospecto do emigrante. Aconteceria uma queda total do índice de confiança dos consumidores. No entanto. mas quisesse.Provas Comentadas da FCC lógica: necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência. hipoteticamente. é psicanalista e foi professor de estudos culturais na New School de Nova York. uma insa­ tisfação radical. crise. Pois esses sonhos perpetuam o sentimento de nossa inadequação e garan­ tem. Desemprego. mas. Não é pouca coisa: é necessário promover e vender ob­ jetos e serviços por eles serem indispensáveis para alcançarmos nossos ideais de status. 60 Melhor deixar como está. da personalidade 55 contemporânea. para sermos lançados numa procura infinita de status (e. Arrancados de nós mesmos. acelerando progressivamente por inércia 65 . Contardo Calligaris. A partir dos anos 60. de bem-estar e de felicidade. sem condutor. 35 de bem-estar) definido pelo acesso a bens e serviços. Trata-se de 45 alimentar um sonho infinito de perfectibilidade e. ir para a cidade. mas de nossa comunidade restrita. sonhos e devaneios de aventura e 40 sucesso. etc. sonhador descartável. é preciso que toda satisfação conclusiva permaneça impossível. acalmar nossa insatisfação. Bolsas e economias iriam para o brejo. portanto. que corre atrás da miragem de sua felicidade como um trem descontrolado. assim. Provavelmente seria uma catástrofe se pudéssemos. Depois da liberdade de vender nossa força de trabalho. Do meu pequeno observatório psicanalítico. 30 Para fomentar o sujeito neoliberál. {Contardo CalHgaris. de repente. a televisão forneceu os sonhos para que o cam­ po não só devesse. é alimentar nele sonhos de elegância perfeita.até que os trilhos não aguentem mais. E. a oferta vem se aprimoran­ do. Terra de ninguém. ao mesmo tempo. ou seja. casa perfeita e corpo perfeito. São Paulo: Publifolha. parece que o permanente sentimen­ to de inadequação faz do sujeito neoliberál uma espécie de. familiar e social. de cultivar visões. a “acumula­ ção primitiva* do neoiiberalismo nos oferece a liberdade de mudar e su­ bir na vida. Faz parte do corpo doDécio Sena 322 . deveremos querer ardentemente ser algo além do que somos. a coisa não fica bem. O requisito para que a máquina neoliberál funcione é mais refinado do que a venda dos mesmos sabonetes ou filmes para todos.

Considere as seguintes afirmações: . j II.. . está a transformação dos j servos feudiis em trabalhadores que precisavam vender sua força dej trabalho. Afirmativa incorreta. segundo d texto 323 Portugüês .Pro^a 15 .à expressão "cidadãos descartaveis” não é originalmente atribuída a Kari Marx. portanto. (D) I e II. A expressãcj “acumulação primitiva” é considerada pelo autor como j inteiramente anacrônica.a expijopriação dos servos feudais dàs terras quejlhe davam sustento para vifer . Afirmativa) incorreta. Tomando cimo ponto de partida um comentário de outro jornalis­ ta sobre umjfato recente da época. É verdadeira apejias a afirmativa de que oíautdr do texto liclo o redigiu tendo còmo elemento motivador inicial a leitura do jornalista Elio Gaspari. Também não é verdadeira a afirmativa de que Marx já havia previsto o processo migratório dé trabalhadores a que Gaspari se refere e quje aconteceu em fins do séculp XX. (B) II. Acredita o ktitor que na base do mund<ji moderno. está o fim do feudalismo. do ponto de vis. j j 01. III. Vejamos cada uma das afirmativas feitas nèenunciação desta questão. (C) ni. . É também colunís-j ta da Folha de Si Paulo. incapaz. (E) I I e m . nu ­ meradas de I a jíll. ! II. A expressão “acumulação primitiva”. de sugerir qualquer ca-j minho de análise do neoliberalismo contemporâneo. o autor dispõe-se a compreender esse fato à luz de uma expressão de Marx “cidadãos descartáveis”.não está.j ta econômico. No entanto. emprega­ da por Marx para descrever o fato que deu suporte. I. ao surgimfento do capitalismo . com respeito à correção $o que enunciaram: j I. j Em relação ao texto está correto SOMENTIE o que se afirma em: (A)I. que já previa o processo migratório de jrabalhadores no século XX. no século XVI. mas sim ao jornalis­ ta Elio Gaspari.Analista/Banco Centrai/2006Í cente do Instituíç fo r tire Stiiãy ofViolencel eni Boston.

(C) Para que ganhássemos nosso mundo moderno. descrita por Marx quando abordou o fim do feudalismo. passando. (B) O navio tornava-se uma metáfora de toda a África subsaariana: ilha à deriva. um ajuste: a criação de sujeitos descartáveis globais para üm capita­ lismo enfim global. expropríados do pe­ dacinho de terra que podiam cultivar para sustentar-se. momento em que os servos feudais foram expropríados das terras que lhes davam sustento. o capitalismo ~ sistema econômico que ora vige en­ tre nós. que é “O segredo da acumulação primitiva neoliberál” (A) Afirmativa incorreta. O específico segredo a que se refere o autor no título do texto representase conceitualmente em vários momentos de sua argumentação. um insatisfação radical. o articulista: “ As condições para que o capitalismo invente sua versão neoliberál são subjetivas ” III. então. foi necessário. essa violêtíciáiião deveria tér acábado? Ao que parece. não nos esquecendo de que buscamos a razão do emprego do vocábulo "segredo” encontrada no título deste texto. anacrônica. bem anterior àquele em que se instala o neoliberalismo. à força. assim. um ajuste: a criação de sujeitos descartáveis globais para um capitalismo enfim global. em escala praticamente planetária . paradoxalmente livres da servidão. 02. por­ tanto. Décio Sena 324 .” Dois parágrafos adiante do texto ora transcrito. ainda. mistura de leprosário com campo de extermínio e reserva de mão-de-obra para migrações desesperadas. O fato expresso nesta alternativa diz respeito a outro momento histórico. o século XX pediu uma espécie de segunda rodada. por exemplo. Como se depreende da leitura do texto.lido. o século X X pediu uma espécie de segunda rodada. que os servos feudais fossem. tal como ocorre na seguinte frase: (A) Massas inteiras se encontraram. Afirmativa correta. (D) Ao que parece. Vejamos todas as alternativas desta questão. mas obrigadas a vender seu trabalho para sobreviver. Podemos notar isso quando o autor escreve "Quatro ou cinco séculos mais tarde. (E) Trata-se de alimentar um sonho infinito de perfectibilidade e. a necessitar vender sua força de trabalho para sobreviver. segundo Contardo Calligaris.teve seus fundamentos com a acumulação primitiva. escreve.

que passam a ser. O segredo a que se refere o autor do texto está fundado na sedução pela busca de um bem estar que nunca satisfaz as pessoas. (D) localiza na permanência do sentimento âe nossa inadequação um re­ quisito com que vem contando o neoliberalismo. de promover o etferno desejo de adquirir novos produ­ tos ou de as pessoas desejarem ser diferentes do que realmente são. (C) Afirmativa incorreta. mais atuais. 03. . À passagem citada nesta alternativa é fragmento do texto de Élio Gaspari. produto de constante insatisfação. A afirmação de que As condições p ara que o capitalismo invente sua ver­ são neoliberal são subjetivas tem sua coerência respaldada no desenvol­ vimento do texto. para melhor se apoiar em aspectos da vida privada dos indivíduos típicos da era industrial. mais novos. desde que o homem passou a se identificar com seu status\ (C) analisa o funcionamento da máquina liberal e a considera uma tri­ butária direta do conhecido processo da acumulação primitiva . (E) entende que o neoliberalismo assenta sua base no princípio de que os sonhos dos cidadãos descartáveis devem ser excluídos do pragmatis­ mo produtivista. por isso. agora. que denominou os passageiros deste navio de "cidadãos descartáveis”. deixa no homem moderno uma angústia. Este moto-contínuo. para que se pro­ mova a ligação da violência a que estiveram submetidos os servos feu­ dais com a violência que se abate sobre o homem contemporâneo. (D) Afirmativa incorreta. A passagem lida serve.Frova 15 —Analista/Banco Centraí/2006 (B) Afirmativa incorreta. sem que se faça alusão ao segredo neoliberal. Trata-s© da estratégia neoliberal de estimular o consumo. üma vez que sempre surgem outros ideais de bem-estar. no texto. Não é. assim. assim» fato que nos esclareça acerca do que é o segredo neoliberal. mais uma menção a fato ocorrido em moínénto histórico no qual se instalou o neoliberalismo e. 325 Português . novos objetos de desejo. (£) Afirmativa correta. Temos. fundamento principal cultivado pela propaganda contemporânea. o que invalida este texto como ex­ plicação para o emprego do substantivo "segredo" presente em seu título. enfim. bem anterior àquele em que vivemos. (B) mostra como as exigências de satisfação pessoal vêm sendo progres­ sivamente atendidas.á que o autor: (A) descarta à análise de processos históricos.

Na verdade. está questionando a tese de que os processos históricos ocorreriam: (A) como atualização de providências já verificadas no passado. a estratégia capitalista. o funcionamento da máquina liberal. (B) numa escala de progressivo aperfeiçoamento social. na eterna busca de bem estar. Décto Sena 326 . da leitura do texto. que faz resultar o “sentimento de nossa inadequação” e. (E) Afirmativa incorreta. O sucesso do neoliberalismo assenta-se no prin­ cípio da insatisfação pessoal. na versão neoliberal. Percebemos. o que leva as pessoas a sempre posterga­ rem a realização de seus sonhos. segundo o texto. venhamos a fazer parte dos milhares de pessoas que. Como vimos. (B) Afirmativa incorreta. está fundada. ocorrido no século XVI. freneticamente. (D) Afirmativa correta. Não há possibilidade de. mais uma vez. criada pela propaganda neoliberál. expressão cria­ da por Marx para descrever o violento processo. essa violência não deveria ter acabado? No contexto em que formula a pergunta acima. O texto tem ampla exposição de aspectos históri­ cos para que suas teses sejam fundamentadas. da desapropriação dos servos feudais das terras de onde retiravam seu sustento. segun­ do lemos no texto. por conseqüência. (D) de modo a recompensar o esforço das classes dirigentes. (E) de modo a tornar cada vez mais nítidas as aspirações de cada classe social. em que não se nota a violência. peia leitura do texto. está fundamentado em algo bem rnais sutil. o autor. que o segredo para que o neoliberalismo se imponha como fato praticamente inevitá­ vel no mundo de hoje é exatamente a insatisfação pessoaL (C) Afirmativa incorreta. procurara a perfeição inatingível. Quatro ou cinco séculos mais tarde. todas as alternativas da presente questão: (A) Afirmativa incorreta. o que as torna rigorosamente depen­ dentes do produtivismo. implicitamen­ te. a qual existe de maneira disfarçada. (C) alternando ganhos e perdas na qualidade de vida dos cidadãos. aceitarmos a tese de que o funcionamento da máquina liberal seja um tributário direto do processo da acumulação primitiva.Provas Comentadas da FCC Vejamos. 04.

citahdo esta afirmativa para. melhorariam as relações dos homens com elesprópjrios. em seguida. obviamente parte do pressuposto de que.observe-se o emprego da forma verbal "deveria ter acabado” em jfuturo do pretérito que o problema acerca do qual dis­ corre já poderia (ou teria) terminado.Analista/Banco C eníra!/2006 ! Novamente vejamos todas as alternativas da questão: (A) Alternativa incorreta. os quais nem se­ quer são citados. o autor concede em que há uma vantagem real nesse caminho econômico. com ò passar do tempo. ou seja. agora em sua versão neoliberal. o au­ tor acusa o processo de despersonalização acionado pela máquina neoliberal. 05.) acalmar nos­ sa insatisfação»o autor mostra ó quanto! os neoliberais subestimam a força da nossa subjetividade. No contexto em que ocorre a afirmação de que: (A) deveremos qyerer ardentemente ser algo além do que somos. r (E) Alternativa incorreta. o termo sonhos está representando ura caminho [alternativo para as práticas neoliberais. (C) Provavelmente seria uma catástrofe se pudéssemos (. j ] (B) a “acumulação primitiva” do neoliberalismo nos oferece a liberdade de mudar e subir na vida. Quanto o articulista faz a menção ao fato de que “quatro ou cinco séculos já passaram”. o autor está tomando como pior a situa­ ção represenjada por um trem descontroladot sem condutor. { í 327 I Português i j \ . : ! (C) Alternativa incorretas O texto lido não faz menção a eventuais ganhos de qualidade reaí de vidá dos cidadão. Não há procedência no que se lê neste item.. até porque não ha qualquer menção ao fató de terem sido tomadas provi­ dências no passado ou mesmo no presentd momento. e não às aspirações de: cada daèse social.. ' [ j (D) é melhor deixar como está.Prová 1 5 . (B) Alternativa correta. (D) Alternativa incorreta: Em nenhuma passagem do texto seu autor alúde a esforços feitos por membros das classes (dirigentes. A pergunta feita pdlo articulista e transcrita . de que haveria iím natural progresso das ins­ tituições sociais. sugenr .no enunciado da|questãõ remete à questão dajviolência do processo de ma­ nipulação das pessoas pelo processo capitalista. (E) esses sonhos perpetuam o sentimento de nossa inadequação. nem permite que deduzamos isto.

(B) à época muito remota da ação narrada e a uma qualidade circuns­ tancial do estilo. déüma melhor roupa. esti­ mula. (C) Alternativa incorreta. No primeiro parágrafo. sim. então. deste modo. ou seja. que o fariam mudar de vida. no poder. Segundo o autor. O segredo da "acumulação primitiva” do neoliberalismo decorre da percepção de que o homém torna-se presa fácil das técnicas propagandísticas de persuasão levadas a efeito peio referi­ do sistema. 06. Pior seria que percebêssemos o quanto somos manipulados em nossos desejos e pudéssemos. irrefletidamente. o autor. Na realidade. Décio Sena 328 . Çontardo Caliigaris posiciona-se exatamente na posição oposta ao que se lê neste item. ser pessoa diferente daquela que realmente é. mas simplesmente porque fomos á isto indúzido. o homem a consumir os produtos que supostamente trariam para ele bem-estar. Os “sonhos” citados no fragmento' textual trans­ crito são os que resultam da estratégia neoliberai de fazer com que cor­ ramos. o autor se valeu das formas evocava e era inspi­ rado. por isso. principalmente por meio dé propagandas ilusórias. a máquina neoliberai. a partir daí. (D) Alternativa incorreta. inclusive: como testemu­ nho. vejamos todos os itens da questão. são objetos dela. Cita. em busca daquele que contém assertiva correta: (A) Alternativa correta.1sem condutor”. sonhos que “pérpetuam o sentimento de nossa inadeqiiação” séndo. ser pessoa de sucesso. de um melhor corpo físico não porque delès necessitemos. e. (E) Alternativa incorreta. para poder realizar seu objetivo de manter-se ativa. em busca de uííiã melhor casa. referindo-se a um texto do jornalista Elio Gaspari.riuvaà v -u in c K tn u o ? * Mais uma vez. elementos por meio dos quais as práticas neoiiberais se mantêm. (B) Alternativa incorreta. ter ascensão sócioeconômica. O emprego do tempo verbal comum a essas duas formas indica que Contardo Caliigaris está dando relevo^ rio texto dé seú còiéga. sugere que a ordem que se instalaria não seria mais a que nos faz agir buscando nossas miragens.São. a experiência que obtém em seu consultório de psicanálise. "como trem descontrolado. (A) ao aspecto durativo da narração e a uma qualidade permanente da sua linguagem. libertarmo-nos deles. Neste caso. os neoiiberais não subestimam a força da sub­ jetividade humana porque sabem que os homens são prisioneiros deía. e não seus agentes.

2. o aspecto durativo da ação com o pretérito imperfeito de “evocar” (observe-se que. o jornalista Elio Gaspari evocava o drama recente de um navio de crianças escravas errando ao lar­ go da costa do Benin. (E) ao caráter inacabado da ação narrada e a uma passagem especial da narração. em ações que ocorrem concomitantemente. traduzirfátos pretéritos que se julgam contínuos (durativos) ou permanentes: O poeta escrevia. mistura de leprosário com campo de extermínio e reserva de mão-de-obra para migrações desesperadas” Como podèmos observar. aquela que fo i atalha­ da por outra: Ria-se muito.3. As formas verbais assinaladas (evocava e era inspirado) estão no pretérito imperfeito do indicativo. Todo dia. ao empregar o pretérito imperfeito. Esta é a passagem em que surgem as formas verbais de pretérito imperfeito que deram origem à presente questão: “Numa coluna publicada na Folha de São Paulo. a forma de pretérito per- 329 Português . em relação ao texto de Elio Gaspari. Como babemos. durante sua estada naquela pousada. o autor do texto .está destacando.Anaiista/Banco Central/2006 (C) a duas ações narradas simultaneamente. quando minha mãe faleceu. . ao cair da tarde.Prova 15 .. Ao ler o texto . punha-se a regar as plantas de seu jardim. seus poemas de ma­ nhã e a mocinha os lia ao fim do dia. encerradas num passado já remoto.que era inspirado o navio tornavase uma metáfora de toda a África subsaariana: ilha à deriva. e o professor interveio aborrecido. sendo a ação de "evocar” já ocorrida no momento em que o articulista Contardo Calligaris comentou o texto.Contardo Calligaris . (D) à rapidez com que ocorreu a ação narrada e a um mérito ocasional da linguagem. entre òs valores significativos apontados pelo pretérito im­ perfeito do indicativo. narrar. estão: L apontar ação passada frequentemente ou repetidamente ocorrida: Eu estudava em colégio com regime de internato.

Décio Sena 330 . 07. vender e sobreviver. Na frase Massas inteiras se encontraram . que é absurdo. destituída do aspecto durativo que apontamos). mas obrigadas a vender seu trabalho para so­ breviver” o emprego dos vocábulos "livres” e “obrigadas”»por. assim . (C) Vendam-se os mesmos sabonetes ou filmes para todos. o aspecto de permanência de qualida­ de textual (a qualidade de o texto ser inspirado) foi alcançado com a forma verbal também de pretérito imperfeito "era”. vender e obrigadas-. o principal requisito dos procedimentos neoliberais vai além disso. livres e obrigadas. viver e vender . É paradoxal no fragmento “Massas inteiras se encontraram . assim. 08. (B) Fez-se necessária não só a criação. ainda assim. m as obrigadas a vender seu trabalho p ara sobreviver >o em­ prego do termo paradoxalmente justifica-se quando se atenta para a re­ lação nuclear que entre si estabelecem» no contexto. assim. mas também a multiplicação de sujeitos descartáveis para que se caracterizassem as condições de um capitalismo globalizado. que é um disparate. encerrarem a ideia de que pessoas livres eram. paradoxalm ente livres da servidão. e atende a exigências que são de alta sofisticação. entre si. Por outro lado. Os valores semânticos de “livres” e “obrigadas” são. contraditórios.Provas Comentadas da FCC feito “evocou” a daria como encerrada e. obrigadas a vender seu tra­ balho para viver. cometeu-se um deslize quanto à concordância verbal em: (A) Não teriam sido suficientes quatro ou cinco séculos para que se extiiiguissem de vez as manifestações de violência principiadas no sé­ culo XVI?. Na proposta de uma nova redação para uma frase do texto. os elementos: (A) (B) (C) (D) (E) massas e livres. tudo aquilo que é um contra-senso. Paradoxo é tudo aquilo que se opõe ao senso comum. parado­ xalmente livres da servidão.

i ! (A) Concordâncias verbais corretas.está ísen-l do indicadojpela expressão "um quadrp < jle semelhanças”. indicado por “um quadro de! semelhançaà”. tados. concordando com o séu sujeito. ’ | j .que como já esclarecemos. Em virtude doides-j lize na concordância da primeira forma vérbaí comentada.j (E) Áo nos agraciar com sonhos de perfectibilidade. . Igualmente correta está a.Prova 15 . cujo núcleo éj o substantivo “quadro”.1 : M ■ ■ (D) Concordância verbal incorreta. As formas verbais “Vendam”. temos orações de voz ativai Observe-se jque o sujeito de “atende” . por “os mesmoé sabonetes ou filmes pará to-j dos” (primeiro verbo) e “o principal requisito dos procedimentos neoli-i berais” (segundo e terceiro verbos). I Vejamos todas às alternativas da presente iqtíestão. I I ! ■ I ! ‘ . a máquina liberai inclui entre seus segredos estratégicos ò sentimento da insatisfação radical.Analista/Banco Central/2006 (D) Devem-se notar. comparando-se as massas do século XVI e os mi-j grantes da globalização. Nos outros doijS. em oração de voz passiva pronominal. A formaj verbal composta “teriam sido’] está corretajmente concordando com o siujeito indicado pela expressão "quatro ou cinco séculos”. respectivamente.está implícito. com núcleo no substantivo “quadro”. j (B) Concordância verbais corretas. representado pela expressão “as manifestações de violência". com vistas a descobrir­ mos em qual delas é possível observar-se deslize de concordância verbal: | !. Note-se que hòúve a intercalação de umajlon~j ga oração reduzida^de gerúndio entre a locução verbal e seu sujeito. } Português .. é oj mesmo de “jvai” . mas também a multiplicação deisujeitos descartáveis” (concordância por atração) e “as condições de um capitalisrfro globalizado”. No primeiro caso.forma "extinguis-j sem” que. A | forma verbal “exclui” está corretamente empregada em 3° pessoa doj singular. O sujeito da locução “Deve-se notar”! . temos oração em! voz passiva jpronominal. .agora corretamente empregada cm 3a pessoa do singular . estão concordando correta­ mente com seus sujeitos apontados por Tnão só a criação. esta é a res-l posta da questão. | (C) Concordâncias verbais corretas. “vai” è “atende7 1 estão corretamente concordando com seus sujeitos représen-. Os verbós “fazer” e “caracterizar” . am­ bos em orações de voz passiva pronominal. respectivamente. concorda com seu su-j jeito. um quadro dé semelhanças que não exclui uma impoijtante diferença.

O valor semântico de finalidade foi preservado com a expressão “com p fito". semanticamente. A forma verbal em gerúndio “errando” indi­ ca.. Considerando-se o contexto. Vejamos todas as expressões originais e suas respectivas tentativas de paráfrases. Décio Sena 332 . Por outro lado. promover. exatamente. À passagem “ao lado da costa do Benin” pòderíà ser substituída pòr “junto áo litoral do Benin”.oração re­ duzida. traduz-se corretamente o sentido de uma expressão ou frase do texto em: (A) um navio (. estimular. Inicialmente. que o navio não tinha rumo definido. O verbo “fomentar’’ significa prover de recursos que possibilitem o crescimento. A equivalência das expressões “de nós mesmos” e “por nossos próprios impulsos” é indevida. (B) Alternativa correta. (D) Alternativa incorreta. “arrancar” também não é. (D) Ê preciso que toda satisfação conclusiva perm aneça impossível ~ é mister que não se conclua a satisfação possível. encontramos a forma verbal “inclui”.arrastados por nossos próprios impulsos. com o intuito de descobrirmos em qual delas se incorreu em erro: (A) Alternativa incorreta. o substantivo “sujeito” foi empregado no texto. corretamente empregada em 3a pessoa do singular.um navio toman­ do um rumo equivocado junto ao litoral do Benin? (B) Para fom entar o sujeito neoliberai = corii ò fito de estimular o ho­ mem neoliberai. Depois. original com sentido de ser humano. Finalmente. temos . ou. com o verbo "agraciar” empregado em infinitivo impessoal. (C) Alternativa incorreta. homem. “arrastar”. neste caso.. (C) arrancados de nós mesmos .r " ií_ . para que concorde com seu sujeito.) errando ao lado d a costa do Benin . Não é possível aceitar-se què a oração “que toda satisfação conclusiva permaneça impossível” seja. (E) O protótipo poderia ser o retrospecto —o modelo primitivo poderia ser a ilusão. entendido como a espécie humana. represen­ tado por “a máquina liberal" 09.v o ^ > u u m c i u a u c p u a i (E) Concordâncias verbais corretas.uma .

ou seja . Considerando-se o contexto.) o que importa não é lhe vender mais uma rou­ p a. pode-se recor­ rer a uma elipse: embora não se represente de novo na frase. uma cortina. uma cortina. expressões ou frases. âe repente.) o que importa não é lhe vender mais uma roupa. o elemento oculto estará subentendido. na alternativa (C): “(.substantivo “satisfação”.” Nas demais opções não há possibilidade de emprego da palavra ou das ex­ pressões indicadas. que ele seja parte inalterável. o substantivo “retrospecto” significa a observação ou a percepção de um fato passado e nada tem a ver com “ilusão” consequentemente. mas sim o verbo “concluir” o qual recebe como objeto direto o sintagma **a satisfação possível”. de cultivar visões. uma lipoaspiração. é alimentar nele sonhos de ele­ gância perfeita. que ha oração original. sonhos devaneios de aventura e sucesso.. e corpo perfeito. assim. uma li­ poaspiração. 10. não se empregou o adjeti­ vo “conclusiva”. da personalidade contemporânea. Para se evitar repetição de palavras. há a elipse de: (A) ua vidá em Ç.. por exemplo. casa perfeita. 333 Português . acalm ar a nossa insatisfação.. uma insatisfação radical (C) o que importa em (. e sim o modelo inicial de alguma coisa. (D) pudéssemos em provavelmente seria uma catástrofe se pudéssemos. Observe-se. [o que importa] é alimentar nele sonhos âe elegância perfeitas casa perfeita. defini­ dora.. ò adjetivo “conclusiva” refere-se ao . portanto. O substantivo “protótipo” não significa “mode­ lo primitivo”. Na segunda oração.nuvd i= > —^naiista/tsanco Centra (/2006 igualada a “que não se conclua a satisfação possível”. e corpo perfeito . Podemos verificar o uso implícito de “o que importa”. (E) Alternativa incorreta. (B) sonho infinito em trata-se de'alimentar um sonho infijiiio de perfcctibilidade e.-) a acumulação primitiva nos oferece a liberdade de mudar e subir na vida. Em acréscimo. (E) o sentimento em pois esses sonhos perpetuam o sentimento de nossa inadequação e garantem.

ainda que não haja vocábulo de atração. devemos observar de início a regência de cada uma delas. também. que3 nes­ te fragmento textual funcionam como complementos das formas verbais a que se ligam. Sendo objeto indireto e plural.os convoca . em casos como este.Provas Comentadas da FCC 11.os realizaremos. por: (A) há eles . vejamos cada uma das passagens sublinhadas: 1) “há sonhos”. Evitam-se as viciosas repetições dos elementos sublinhados na frase aci­ ma substituindo-os. (C) há-os . a forma pronominal oblíqua tônica “a eles”. Ao procedermos às substituições das expressões sublinhadas. temos na primeira passagem: "há-os” ou "os há”.os convoca .atribui-lhes . em segundo lugar.realizaremo-los. há sonhos dentro de nós e por toda parte. mesmo. atribui a esses sonhos um valor incoraensurável. podemos em­ pregar a forma pronominal oblíqua átona “lhes” ou. (B) os há . Então. Sendo indicativo de masculino e plural. 2) “convoca esses sonhos”. No tocante à coloca­ ção. é a ênclise verbal “há-os” Contudo. Sonhos não faltara.realizálos-eraos. (D) há estes ~ lhes convoca .os realizaremos. observaremos a localização que deve ser dada a cada pronome» para que não se cometa erro de colocação pronominal. Se optarmos pelo emprego da forma Décio Sena 334 . como sabemos. o pro­ nome ajustado para sua substituição será. tam­ bém. o substantivo “sonhos” funciona como objeto direto da for­ ma verbal “há” e indica.lhes atribui . Então. Deste modo. 3) "atribui a esses sonhos”: a expressão “a esses sonhos” funciona como ob­ jeto indireto de “atribui”. “os” A existência de sujeito com núcleo substantivo imediatamente antecedendo o ver­ bo “convocar” faculta a próclise. na ordem dada. ocorre nesta passagem um fato interessante: a posição recomendá­ vel. nos quais a jun­ ção enclítica cria vocábulo que apresenta dissonância. (E) há-os . Então. a expressão “esses sonhos” é o objeto direto da forma verbal “convoca”." razão pela qual a estratégia neoliberai convoca esses sonhos. sabendo que nunca realizaremos esses sonhos.atribui-lhes .realizaremo-Ios. admite-se.os atribuí . quanto ao gênero e número. o pronome a ser empregado neste caso é “os”. considerando-se a inexistência de palavras que atraiam o pronome. a pródise.atribui-lhes . teremos como possíveis na segunda passagem: “convoca-os” ou “os convoca”.convoca-lhes .convoca-os . o masculino plural. para podermos optar pelos pronomes oblíquos átonos devidos.

obr-igktoriamente “os realizaremos”! A observação da próclise obrigatória do último pronome seria sufic-ientè para que fossenj descartadas as alternativás (A). O terceiro complemen­ to será substituído por “lhes” ou “a eles” j. não representai igualmente. pjela inexistência de palavra atrativa. aò lòngo da vida.satisfaremos. Como lemos no cojmentário da questão 20 da pro I I i i va 10. difícil} mente será|paga pelo valor em que nos. Vejamos as divèrsas alternativas. Teremos. são projeções de anseios cujo destino não é a satisfação Conclusiva. com respejíto à sintaxe dos pronomes re lati1 os apontados: (A ) Alternativalincorreta. áqual sejrefere o autor do texto. a única possibilidade de colocação está em ênclise. considerando-se a má opçjio pelo pronome “lhes” . é ucij dadãos des.embora a forma verbal Realizaremos” seja de futuro do presente . Desta vez. é o objeto direto da forma verbal “realizaremos”.tehdo em: vista a presença dò advérbio “nunca” posto antes dó verbo e sem pausa. (B) e (C).como objeto direto de verbo. por ser masculif no e plural. Còmo já vimos. | A alternativa (Ú). então. empregaremos o pronome fos” que obrigatoriamente surgif rá em próclise .òbrij gatoriamente eriipregado para atender à transitividade indireta verbal em lugar da forma torreta i “os” também não pode ser aceita.: Prova 15 . ou seja. uma vez que tál pronome costuma ser eriaprejgado com valor batafórico. o prónome relativo “cujo” tem enjtprego distinto de todos os de- Português = I . citado ineste item (D).Analista/Banco Central/200è i l j [ | '| í pronominal oblíqua: átona “lhes". para anunciar algo que ainda vai seriditoj 12. Esclarecemos qué o emprego do demonstrativo “estes”. | (E) A força do (nosso trabalho* de que nãò relutamos em vender. (C) Os objetivos de qiue se propõem os neoiiberais não coincidem com aá necessidades por cuias se movem os “cidadãos descartáveis” [ (D) Ás miragens a que nos prendemos. já que nestas três não se nota a prpclise pronominal obrigatória. j \ 4} “realizaremojs esses= sonhos”: novamentej temos a expressão “esses so| nhos” funcidnando . arrielhor escolha. Está correto o emprego de ambos os elemeiàtos sublinhados na frase j (A) Os sonhos de cuios nos queremos alinlentar não satisfazem os desej jos com qu^ a eles nos moveram.cartávéis” e alude às criaturas desesperadas cujo o riumo é inteiramente incerto. j (B) A expressãp de Elio Gaspari.

Na primeira ocorrência de pronome relativo. neste texto. sempre. é “com”. O período estará corrigido deste modo: "Os ob­ jetivos a que se propõem os neoiiberais não coincidem com as necessi­ dades por que se movem os ‘cidadãos descartáveis7 ” (D) Alternativa correta. ao lado de um substantivo. Deste modo. neste texto. o que não ocorreu neste testo. Assim ficará o texto. também está incorreto o segundo empre­ go do pronome relativo. O primeiro pronome relativo não pode ser regi­ do por preposição: funciona como objeto direto da forma verbal “relu­ tamos”. (B) Alternativa incorreta. A regência transitiva indireta do verbo “referir-se” contido na oração que se inicia no primeiro pronome relativo assinala­ do. cujo rumo é inteiramente incerto” (C) Alternativa incorreta. impõe que sua forma gráfica seja “à qual” de modo que se indique a contração da preposição comentada com o Vocábulo “a” qué faz parte do pronome relativo. núcleo do sujeito da forma verbal “é”. À sua correção apontará. após as correções necessárias: “A força do nosso trabalho. à qual sè refere o autor do texto. A preposição exigida pela forma verbal “satisfazer”. como já sabemos. (E) Alternativa incorreta. Décio Sena 336 . Por outro lado. dificilmente será paga pelo valor com que nos satisfaremos”. e alude às criaturas desesperadas. é "cidadãos descartáveis”. não se pode empregar artigo definido após o pronome rela­ tivo “cujo” (e eventuais flexões). é pronome adjetivo relativo. e não "em”. Está perfeito o emprego do pronome adjetivo rela­ tivo “cujo” què funciona como adjunto adnominaí para o substantivo “destino”. retificaremos o texto des­ te modo: “ A expressão de Elio Gaspari. uma vez que a preposição “com” não é exigida pelo verbo “mover”. uma vez que não requerida pelo verbo “propor-se” (com emprego pronominal). que não relutamos em vender. A preposição que surge regendo o pronome subs­ tantivo relativo “que” está sendo exigida pela regime da forma ver­ bal “prendemos”. Na segunda ocorrência. prova 9. o pronome relativo "cujas”. não pode ser empregado com valor substantivo.mais pronomes relativos. o que significa dizer que está. “Os sonhos de que (ou dos quais) nos queremos alimentar não satisfazem os dese­ jos que a eles nos moveram”. como lemos no comentário da questão 20. Esta é a resposta da questão. lan­ çou-se mão de preposição indevida. Por outro lado.

(D) houve a necessidade de se expropriar do pedacinho de terra. diz-se que os servos feudais perderam. do peda­ cinho de terra que cultivavam para sustentar-se. agora. cultivado para o sustento dos servos feudais. Podemos ler em Dicionário Eletrônico Aurélio. na qual os servos feudais cultivavam para sustentarem-se. Vejamos. tivesse sido expropriado à força. todas as alternativas da presente questão: (A) Alternativa correta. à força. Em "Para que ganhássemos o mundo moderno. que os servos feudais cultivavam para seu sustento. Ed. citado no início dos comentários desta questão. Para que ganhássemos o mundo moderno. éxoropriados do pedacinho de terra que podiam cultivar para sustentar-se. (C) Alternativa incorreta. 337 Português . o verbo "expropriar” tem regência transitiva direta e indireta. (B) Alternativa incorreta. à forca. Como lemos no fragmento transcrito do Dicionário Aurélio. com respeito aos autores do cultivo. Houve a precisa reprodução do texto originalmen­ te sublinhado e contido no enunciado da questão.. Nova Fronteira: Expropriar: “Desapossar (alguém) de sua propriedade segundo as formas legais e mediante justa indenização”. foi necessário que os ser­ vos feudais fossem. à força.w iu a i/z U U O 13. (E) houve a necessidade do pedacinho de terra ser expropriado. o pedacinho de terra que podiam cultivar para seu próprio sustento. do pedacinho de terra que os servos feudais podiam cultivar para seu sustento. A simples supressão da preposição “de”.c feudais fòssemvà forca. à força. O texto está incorretamente tratan­ do este verbo. à força. foi necessário que os servn. em: (A) foi preciso que houvesse a exproprlação. numa outra construção correta. . (C) foi preciso que se expropriassem dos servos feudais. A inserção de “cultivado para o sustento dos ser­ vos feudais” é ambígua. Conserva-se. a sa­ ber: "dos servos feudais” e “do pedacinho de terra” . o sentido do trecho subli­ nhado na frase acima. por meio de emprego de força. que rege o primeiro fragmento ora apontado. corrigiria a re­ dação desta alternativa. (B) fez-se necessário que o pedacinho de terra. uma vez que apresenta duas expressões preposicionadas. expropriados do pedacinho de terra que podiam cultivar para sustentar-se ”. Esta é a resposta.

já que se trata de. no texto.Provas Comentadas da FCC (D) Alternativa incorreta. Sugerimos suareescritura deste modo: “houve a necessidade de o pedacinho de terra. não pode ser aceito. A resposta afirmativa estaria correta. O requisito para que a máquina neoliberai funcione é mais refinado do que a venda dos mesmos sabonetes ou filmes para todos. e. pois consiste em» Constatamos a existência de nexo semântico explicativo enlaçando os dois períodos. assim como há a necessidade de. o articulador que estabelece o vínculo entre os dois períodos. (C) para todos? Sim. (E) para todos. nexo semântico de simples adição. (B) Alternativa incorreta. como seria indicado pela expressão “assim como”. uma vez que a oração "que os servos feudais cultivavam para seu susten­ to” não tem encaixe semântico viável. (B) para todos? Não.. explica-se a razão da afirmativa feita precedentemente. que porta valor semântico concessivo. por falta de coesão e coerência. Não existe. A coesão no fragmento citado ficou prejudicada.. há uma conexão lógica que se manteria com a substituição do segmento sublinhado por: (A) para todos. Décio Sena 338 .) é mais refinado (. a redação: “houve a necessidade de se expropriar os ser­ vos. Entre os dois períodos acima.. conquanto seja o caso de. A resposta está. então. Traia-se de ali­ mentar um sonho infinito de perfectibilidade (. na alternativa (E). do pedacinho de terra que cultivavam para seu sustento”. novamente. deles fosse expropriado. mas a ex­ pressão “a despeito de”. o que. (E) Alternativa incorreta. A aceitação desta alternativa..). a despeito de consistir em. preservando o nexo semântico já apontado é a conjunção coordenativa ex­ plicativa "pois”. entre os dois períodos apontados. Afinal. em seguida. à força.. por se tratar da premis­ sa em que se fundamentou o autor do texto. implicaria dizer-se que a afirmativa inicial estaria incorreta.) para to­ dos. para que se retifique o texto. afirma-se que o requisito (. (C) Alternativa incorreta. Nas demais alternativas. invalida­ ria a continuidade do texto. (D) para todos. Deste modo. o qual os servos feudais cultivaram para sus­ tentarem-se. O texto peca.. à força” 14. encontramos: (A) Alternativa incorreta. Sugerimos.

. que. O texto. então. a despeito disso. também. coeso é coerente:1 (A) Alternativa incorreta.| siva “conquanto” semelhantemente ao que vimos na alternativa prece-! dente. Em seguida.Ar»a!ista/Banco Central/2006 i l i (D) Alternativa incorreta. ficaria correto assim redigido: “Depois de ha­ verem passaao quatro ou cinco séculos! éjde se esperar que se houves­ se posto fim ja tamanha violência”* A ausência de acento grave indica­ tivo de crase jna palavra V* que antecede b adjetivo “tamanha” devè-se ao teor indefinido do segmento. \\ (C) Alternativa ibcorreta. Não se deve confun­ dir esta menção temporal com caso de sujeito inexistente. Observadas as cinçò alternativas. rigorosamente correto. Ê como se estivés­ semos dizendo:".Prova 1 5 . (E) Mesmo que j[á se passassem três ou quatro séculos. essa Vio­ lência vem ocorrendo de forma sistemática.. O emprego da conjunção subordinativa conces. o quejnab faz surgir artigo definido. . i 15.jNão há qualquer deslize gramatical neste texto. notamos que as expressões “quatrò ou cinco séculos”:. uma vez que introduziria oração contendo I valor semântico em oposição ao que se bnúnciou na primeira oração. j (B) Alternativa dorreta. não há si­ nais de arrefecimento de toda essa violência. coesa e coerente ê: \ i }: (A) Depois de haver passado quatro ou cinco séculos. em busca daquela lem que se nota texto (inteiramente correto. não pode ser àceito. A frase inteiramente correta. De iníckv çegisti-ernos o deslize de concordân­ cia verbal pela não flexão do verbo auxllikr “haver” da locução “haver passado”. Esta é a resposta da questão. é de se esperar que se houvesse posto fim com tamanha violência.devem ser consideradas 339 Português . está. . apesar desses quatro ou ciiico séculos em que ocorreu.alternativas (A) e (B) . quanto à clarezá e coerência. (D) Muito embora tenham passado-se três jou quatro séculos.em que surge. Vejamos todas as alternàtivas da presente questão. apontemos ol emprego indevido da preposição “com” na passagem . sendo a palafra “a” mencionada apenas preposição. é de se esperar que se houvesse posto fim a tamanho constrangimènto”. não obstante não houve indícios de que a violência tenha amenizado. (B) Já decorreram quatro ou cinco séculos e. cujb sujeítò é “quatro du cincò séculos”. í : i(C) Não parece que essa violência venha:a ser dirimida.alternativas (D) e (É) .e “três ou quatro sébulos” .

de valor conces­ sivo . Assim. Caberia. Comentamos. motivada pela presença da conjunção subordinativa concessiva “embora” (“Muito embora se tenham p a s s a d o o u a colocação proclítica ao verbo prin­ cipal da verbal citada (“Muito embora tenham se passado. a prócllse do pro­ nome ao pretérito perfeito composto do modo subjuntivo. Teríamos. não seria de se espe­ rar que a violência. Desta vez. Sua retirada tornará o texto correto e assim redigido: “Mesmo que já se passassem três ou quatro séculos. (A) a ação expressa em necessita deve ser atribuída a essa passagem . neste caso. essa violência vem ocorren­ do de forma sistemática”. que a utilização da ex­ pressão “apesar de” . Nesta alternativa. (E) Alternativa incorreta. a consideração da expressão “em que” como adjunto adverbial de tempo para o verbo “ocorrer”. 16. uma vez que. “decorreram” em (B). não pa­ recesse vir a ser dirimida.de valor semântico concessivo . “tenham passado” em (D) e “passas­ sem” em (E). não houve indícios de que a violência tenha amenizado”. então. portanto.”}. o texto retificado deste modo: "Muito embora se tenham passado (ou "te­ nham se passado”) três ou quatro séculos. Na frase acima. por oportuno. estando.. Não pode haver êncíise a formas verbais em par­ ticípio. O emprego de “não obstante” . e no contexto do parágrafo que ela integra. Détio Sena 340 . não procede a aceitação de que o tex­ to não seria coerente e. a partir daí. tendo ocorrido era quatro ou cinco séculos.como sujeitos sintáticos de diversas formas verbais: "haverem passa­ do” em (A). A expropriação que torna essa passagem possível é psicológica: necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência3 mas de nossa comunidade restrita3fam iliar e social. (D) Alternativa incorreta.é coerente. equivocada a colocação do pronome oblíquo átono em “tenham passado-se”. que teria como sujeito implícito a expressão “a violência”.provocou redundância que prejudicou a coesão e a coerência do texto. a expressão “quatro ou cinco séculos” igualmente funciona como sujeito. fi­ cando o texto corretamente redigido desta forma: “Não parece que essa violência venha a ser dirimida. da forma verbal relativa ao verbo “ocorrer" que. deve surgir na 3a pessoa do plural. no plano lógico de articulação das idéias. por isso. lembran­ do-se que esta última posição pronominal é caracteristicamente pecu­ liar à sintaxe brasileira de colocação pronominal. apesar desses quatro ou cinco séculos que ocorreram”.

(C) Afirmativa correta. na voz passiva."nós" . Este confronto se marca pelo emprego das expressões “nem tanto” .é indicado pela desinência verbal número-pessoal “-mos”. à prova 9. sem prejuízo para o sentido. Para que expressemos tal indeterminação. familiar e so­ cial”.. Por outro lado. Desta comparação resulta a percepção de que o que se diz a partir de “nem tanto” é menos relevante do que aquilo que se estabelece a se­ guir. Para comprovarmos esta correção.)> tem sentido equivalente a arrancados . Vejamos todas as afirmativas feitas a respeito de passagens do texto da prova: (A) Afirmativa incorreta. por exemplo. seguida da expressão p or conseguinte. consideran­ do-se a regência transitiva direta do verbo “arrancar” . um cotejo entre aquilo que por ela é reportado e “nossa comunidade restrita. seu agente nos é desconhecido. então.. é “nós”. mas de (.”. ’ (C) a expressão arrancados nem tanto âe nosso meios de subsistência. representava o sujeito. menos do que de nossos meios de subsistência.deveremos empregar este verbo na 3a pessoa do plural O objeto direto deste verbo será representado pela expressão que. que fecha a comparação destacando que a mensa- 341 Português .i«/-r»M cu out/octi^u ^.enirai/^uuo (B) a expressão sejamos arrancados tem sentido equivalente ao de nos arranquemos. questão 9. ser substi­ tuído por vírgula.. fam iliar e social. como vimos precedentemente nestes comentários. convém voltar­ mos ao parágrafo em que surge a expressão sublinhada: “ A expropriação que torna essa passagem possível ê psicológica: necessita que seja­ mos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência. " ■ . Isto implica dizer que. de (D) o complemento verbal de necessita é expresso por nossa comunidade restrita. e não a “essa passagem” (B) Afirmativa incorreta. a expressão “arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência” estabelece uma comparação. com “arranquem-nos”. Ficaremos.e pela conjunção adversativa “mas”. A expressão verbal “sejamos arrancados” repre­ senta uma locução verbal passiva. Como podemos verificar. podemos retornar.a ser usado na voz ativa .que tem valor semântico tradutor de inferioridade . teremos como sujeito uma indeterminação. (E) o sinal de dois-pontos pode. o qual. Para lermos acerca da transposição de vozes verbais. cujo sujeito .. ao transportarmos a locu­ ção verbal passiva citada para a voz ativa. A ação expressa pela forma verbal “necessita” tem como sujeito o sintagma "A expropríação” e obviamente deve ser atri­ buída a tai sintagma..

é mensagem ascendente em relação àquela. os dois-pontos preparam o leitor para a explicação trazida pelo autor para a afirmativa inicial de que "A expressão que toma essa passagem possível é psicológica”. 17.. para sermos lançados numa procura infinita de status (e> hipoteticamente. por conseguinte necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência. (D) Afirmativa incorreta. “portanto”. A Banca Examinadora propôs que escrevêssemos o texto com a substítuição: de "nem tanto” por “menos do que” o que evidencia o processo descrito neste comen­ tário. Originalmente. de bem-estar) definido peio acesso a bens e servi­ ços” o complemento verbal de “necessita” é a oração seguinte “(de) que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência. “pois”. ou seja. Esta é a resposta da questão. (E) Afirmativa incorreta.. mais contundentes serão as iniciativas da máquina neoliberai. A ausência da preposição que redigimos entre parênteses é permitida em casos nos quais o obje­ to indireto do verbo “necessitar” faz-se representar por uma oração. (B) A não_____ (ser) pelas miragens que alimenta» muitas pessoas não conseguiriam sustentar o ânimo de viver. Em “necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência. fa­ miliar e social. familiar e social”. Décio Sena 342 . É do grupo das conjunções “logo”. (C) O que não lhes______ (dever) convir é abandonar todos esses sonhos que ajudam a viver. mas de nossa comunidade restrita. O verbo indicado entre parênteses deverá ser obrigatoriamente flexiona­ do numa forma do plural para preencher de modo correto a frase: (A) Quanto mais interesses____ _ (haver) em jogo. caso realizássemos a substituição sugerida: “ A expropriação que torna essa passagem possível é psicológica. a locução conjuntiva “por conseguinte” introduz valor semânti­ co conclusivo. Vejamos como ficaria o fragmento textual. tendo em vista a inexistência de nexo semântico conclusivo envolvendo as afirmativas “A expropriação que torna essa passagem possível e psicológica” e “necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência”.Provas Comentadas da FCC gem por ela introduzida é oposta àquela em que se Ieu "nem tanto”.” Como sabe­ mos.. mas de nossa comunidade restrita. A alteração sugerida não pode ser feita.

não pode desempe­ nhar papel dje sujeito do verbo.! zem seu trabklho» : 1 Vejamos todas as|alternativas da questão e seiis respectivos verbos empre­ gados. o que implica seu obrigatório emprego na 3apessoa do singular. Trata-se de fato lin­ güístico já cómentado em algumas questpes anteriores. vez representante semântico do pro­ nome demonstrativo “O”. ! (A) Nesta alternativa. obrigatoriamente. a forma verbal “ser" . para vermós fato idêntico ao qué agora ocorreu. como indicado.na locução "deve convirj . Como já vimos algumas vezes anteriormente. (D) Desta vez.de modo que fosse estabele­ cida a concordância da referida locução com seu sujeito. os sobressaltos que cáda | sonho traz consigo.obrigatoriamente empregada impessoalmente no infinitivo .trova o . nesta alternativa. A expressão “á es­ sas miragens”. seu objeto indireto. Para que haja mais facilidade de apreensão do que comentamos. em busca (ia alternativa em que se utilizará. para que seja feita a sua concordância com o sujeito que se indica com á ex­ pressão “o esjforço” ó qíxal surgiu pospostjo ao verbo. 5 | : ! (B ) _____ -se (deWr) a éssás miragens o eéfojrço com que muitos condu. tratá-se de verbo impessoal. i : ' í| Português . com sentido de “exis­ tir” “acontecèr”. derivado de “vir” Isto porque seu:su­ jeito está representado pela expréssão ‘ ossobressaltos”.integrã a!‘expressão’denotativa de ex­ clusão “ A nãò ser”. apresentamos o perío­ do da presenb alternativa. ha (verdade. sèndo. seu antecessor imediato.Anaiisia/Banco Central/2006 (D) Nunca me _|____(sobrevir). a 3a pessoa do plural: | . o verbo auxiliar “dever” . pelo:fato de estar preposíciònada. é obrigatório do emprego da 3apessoa do plural para o preté­ rito perfeito ko verbo “sobrevir”. já com suas:orações dividas e devidamente apontadas: [Ò [que hão lhes deve convir] Sé][abandonar todos essesjsonhos][que ajúdam a viver.na 3a pessoa do singularj . indicado pelo pronome relativo “qüe” por sua. item (E).] Podemos repojrtar-nos à prova 9. questão 5. Esta é a respos­ ta da questão. i (E) Emprego obrigatório dp verbo “dever” em 3a pessoa do singular. permanecendo sem flexão. : : (B) Nesta alternativa. como agora. empregou-se o verboi “haver”. (C) Empregou-sej.

Observe-se que não era o prospecto que seduzia os emigrantes europeus. Décio Sena 344 . por exemplo.) o jornalista Elio Gaspari evocava o dram a recente de um navio de crianças escravas errando ao largo da costa do Benin. mas quisesse.. por se tê-lo empregado em lugar de outro.. uma cortina ou uma lipoaspiração (. atribuídas a campo . procurar em que alternativa está. O protótipo poderia ser o Vrasvecto que.) (D) Aconteceria uma queda total do índice de confiança dos consumidores . Para tanto. ocorrendo metonímia. ti'Vocábulo “campo” empregado em lugar de “pessoas” Esta figura dè pensamento' dêriòminà-sè metonímia. igualmente. um século atrás. vamos reler fragmento relativo ao 5o parágrafo do texto da prova: “Talvez haja uma diferença ~pequenat mas substancial .18» A partir dos anos 60> a televisão forneceu os sonhos p ara que o campo não só devesse. também uma metonímia na alternativa (A) da presente questão.entre as massas do século XVI e os migrantes da globalização: as primeiras foram arrancadas de seus meios de subsistência. para a cidade” ocor­ re emprego de figura literária que cónsiste èm empregar-se um vocábu­ lo em lugar de outro. em nenhuma outra alternativa. Tal recurso estilístico está presente também no segmento sublinhado na frase: (A) O protótipo p oderia ser o pròspecta que (. então.” O mesmo processo de alargamento do sentido de um vocábulo. (C) Não é pouca coisa: é necessário promover e vender objetos e serviços (. transcrita no item (À) desta questão.. seduzia os emigrantes europeus: sonhos de posse.. mas quisesse. ir.. as formas devesse e quisesse exprimem condições subjeti­ vas. Na frase acima. mas quase sempre eles recebem em troca um devaneio. mas sim o teor persuasivo da sua mensagem. os segundos são expropriados de seu lugar pela violência da fome. nota-se na passagem sublinhada. tal figura de pensamento.) seduzia os emigrantes europeus. èstaridoV heste caso. Não se nota. Temos. Devemos.) No fragmento o campo devesse.. assim. (E) que im porta não è lhe vender mais uma roupa .. (B) (. ir p ara a cidade. de bem-estar e de ascensão social..

(B) Emprego verbal incorreto. que deve ser grafado “extinga” Por outro. deverá ser grafado na 3apessoa do plural do pretérito imperfeito dò subjuntivo. lado. O. (C) Para que se extingua essa expropriação histórica. Cometeu-se erro de grafia na representação da 3a pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo “extinguir *.19. (B) O autor do texto e seu colega Elio Gaspari conviram em que os “cida­ dãos descartáveis” constituíssem o efeito vivo do funcionamento da máquina liberal. caso seja grafado desta forma: “O autor do texto e seu colega Elio Gaspari con­ vieram em que os “cidadãos descartáveis” constituíssem o efeito vivo do funcionamento da máquina liberal” (C) Emprego verbal incorreto. pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo “constituir”. derivado de “vir”. ao ser grafado na 3a pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo. sendo grafada deste modo: “Para que não sobreviessem maiores violências. seria preciso interfe­ rir nesse processo de acumulação. O texto desta alternativa ficará corrigido. grafada em “constituíssem”.verbo “sobrevir” . que a tantos destitue das mínimas condições de sobrevivência. Estão corretamente flexionadas e articuladas as formas verbais da frase: (A) Para que xiãosobrevissem màiòres violências. que a tantos destitui das mínimas con­ dições de sobrevivência”. então. (E) Por não terem podido resistir à expropriação de seus pedacinhos de terra. seria preciso interferir nesse processo de acumulação. 345 Português . as­ sume a forma “convieram”. O verbo “convir”. A alternativa estará retificada.derivado de “vir” por ter como sujeito a expressão “maiores violências”. Analisemos os empregos verbais constantes nos períodos que compõem esta questão: (A) Emprego verbal incorreto. O verbo “destituir”. o que faz sur­ gir a forma “sobreviessem”. em vez de no pretérito imperfeito do subjuntivo. ao ser empregado na 3a pessoa do singular do presente do indicativo. fazer-se-ia neces­ sário que haja pleno controle do processo de acumulação. os servos feudais não contiveram um processo que só fez cres­ cer ao longo dos séculos. cometeu-se desli­ ze no emprego de tempo verbal ao se empregar o verbo “haver” no pre­ sente do subjuntivo. (D) Os sonhos que advirem da contínua sedução que sobre nós exerce a máquina neoliberal estariam condenados à insatisfação. Está correta a forma de 3a pessoa do plu­ ral. assume a forma “des­ titui”.

segundo a qual. (B) O jornalista Elio Gaspari. a julgar pela expressão de sua própria lavra.Provas Comentadas da FCC que seria a forma apropriada para este texto. 20. uma vez que incorporam sonlios de reali­ zação impossível. o verbo “conter” está corretamente utilizado na 3a pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo. A frase corretamente redigida apontará “Os sonhos que ad­ viessem da contínua sedução que sobre nós exerce a máquina neolibe­ ral estariam condenados à insatisfação”.derivado de “vir” . redigindo: “Para que se extinga essa expropriação histórica. citado pelo autor. haja os que não concordem com a tese esposada pelo autor. Não há nada a ser corrigido nesta alternativa. O verbo “advir” . a maioria dos cidadãos. que há sujeitos inteiramente excluí­ dos do processo civilizatório. há sempre uma mira­ gem que deve ser perseguida. na forma “adviessem”. como se miragens pudessem de repen­ te ganhar corpo» (0) Continuação ou repetição das mesmas violências . Dério Sena 346 . de modo que o emprego do futuro do pretérito encontrado em “estariam” esteja adequado. faz parte de uma estratégia. Retificaremos o texto da presente alternativa. (C) A busca incessante de status empreendida pela maioria das pessoas. (E) Emprego verbal correto.não importa o fato é que não temos conseguido incluir. a de que as condições de atuação do neoli­ beralismo são subjetivas. está inteiramente correta a frase: (A) Ê possível que entre os leitores. para que a máquina liberal aja em conformidade com uma estratégia aliás muito bem planejada. mercê do funcionamento da máquina neoliberal. grafado. (E) Ao se referir ao seu observatório psicanalítico o autor expõe a pers­ pectiva. num processo era que houvesse um mínimo de justiça. fazer-se-ia necessário que houvesse pleno controle do proces­ so de acumulação”. Além disso. segundo a qual. acredita. Quanto à pontuação. (D) Emprego verbal incorreto. Empregou-se convenientemente em “terem podido resistir” a locução auxiliar “terem podido” no infinitivo com­ posto.deve ser empregado nesta alternativa na 3a pessoa do plural do pretérito im­ perfeito do subjuntivo. na distribui­ ção das riquezas. então. detectou razões de ordem subjetiva.

para que se si-.. jTai vírgula pode permanecer no texto. Pode-se aceitar o emprego do ponto e vírgula j no espaço em que surgiu. O texto ficará correto.j les empregados: j j j (A) Pontuação inporreta.j aceitar que um par de vírgu.j jeito “ A busca incessante de status empreendida pela maioria das pes. o empjrego de vírgula que põe em rjelevo estilístico o adjunto ad.Provk 15 . Lembremos que este isolamento tem hatureza facúltativá. corretp destaíforma: “ A busca incejssante de status empreendida j pela maioria|das pessoas faz parte de uina estratégia segundo a qual há j sempre uma! miragem que deve ser perseguida.j verbial “mercê do funcionamento da máquina neoliberál”. Não há incorreção no emprego dos travessões para que se ponha em relevo oração intèrferente. subordinada adje.su. j (C) Pontuação incorreta.j las ponha em destaque o adjunto adverbial “de repente” O texto ficará. empregou-se inconvenientemente ] vírgula entre: o pronome relativo “a quaPje a oração. ainda. Depois. j então. uma vez qiiej promove a separação entre a | conjunção subordinativa integrante “que” e o corpo. como se miragens ípu. cpm respeito à pontuação ne. [' (D) Pontuação incorreta. para que se jsole o aposto resumitivo. que devei ser substituído pjor uma vírgula.| soas” e a forma verbal “faz". não é certa a presença da vírgula posta j após o substantivo “leitores”. (B) Pontuação correta. Entretanto.j tiva por ele introduzida. j ainda. em que se intercalou com um par de vírgulas as orações intercaladas “citado pelo autor” e “a julgar pela expressão de sua própria lavra”. De início. é indis­ pensável emprego de vírgula após o seguindo travessão. :separa oração subordinada ad­ verbial postajem ordem direta. Deste modo. Também não está adequado o sinal de pontjoe vírgula posto após o substantivo “autor”. desde que se em­ pregue uma òutra após a conjunção subordinativa citada. Promoveu-se. 347 ! Português | .j dessemQ dejrepentéQ ganhar corpo1 1 . estaria sendd isolada a expressão “entre jo sleitores”. sendo assinalkda a facultatividàde de emprego das vírgulas jcomentadas com emprego de parênteses.Analista/Banco CentraJ/2006 i Vejamos todos os itens da presente questão. Pode-se. da oração por ela ] introduzida. Nada existe para se retificar neste item. deste modo: “É possível que(>) éritre os leitoresQ haja os que não concordim corri a tese esposada pelo autor* a de que as condições de atuação do neoliberalismo são subjetivàsQ uma vez que incorporam sonhos de realização impossível” | . in­ dicado pelo pronome demonstrativo “a" Â vírgula posta após o adjeti­ vo “subjetivas” de emprego facultativo.. Inicialmente está ocorrendo separação entre o.

nalize o término do aposto “Continuação ou. também. ihdicàdo pór "á maiòria dos cidadãos” ííãd está cor­ reta. Não é possível o emprego da vírgula que sepa­ ra o pronome relativo ‘ a qual” da oração subordinada adjetiva que por ele é introduzida.iiãò importa o fato é que não temos conseguido incluir a :maioria dos cidadãos num processo em que houvesse um mínimo de justiça. Gabarito: 01) C 02) E 03) D 04) B 05) A 06) A 07) C 08) D 09) B 10) C IDE 12) D 13) A 14) E 15) B 16) C 17) D 18) A 19) E 20) B Décio Sena 348 . na distribuição das riquezas”. a palavra denotativa de retificação “aliás” deverá ser empregada entre vírgulas. de natureza facultativa quanto a seu emprego. está isolando oração subordinada adverbial que surgiu em ordem direta. A vírgula que surgiu separando á: fòrmá Verbal “concluir” e seu complemento. Não há. corretamente pontuado: “ Ao se referir ao seu obser­ vatório psicanalítico. muito bem planejada”. necessidade de inserção dé vírgula após o subs­ tantivo “cidadãos”. assim. segundo a qual detec­ tou razões de ordem subjetiva(. repetição das mesmas vio­ lências”. O texto ficará. (E) Pontuação incorreta.) para que a máquina liberal aja em con­ formidade com uma estratégia. É obrigatório o emprego de uma vírgula após o adjetivo "psicanalítíco” de modo que se sinalize o término de oração subordinada antecipada. o autor expõe a perspectiva. Apontamos» assim. o téxto corretamente pontuado: "Continuação ou repetição das mesmas violências . Dentro desta oração adjetiva. A vírgula após o adjetivo “subjetiva”. aliás.

O leitor de Maquiavel acaba encontrando nesse texto admirável uma série de análises e revelações que permitem desmascarar os ha­ bituais embustes das ideologias mais abstratas. concebido na Renascença. Injustamente reconhecido como um texto de caráter maligno e cínico . mas como discernimento político. Tem. que Maquiavel passa a compreender não mais em seu sen­ tido moral. Ou seja: além de ser útil aos “príncipes”. essa obra continua sendo vaiiosa para todo aquele que queira se inteirar da lógica que comanda as ações de quem deseja alcançar o poder e nele se manter.qualidades que perduram no emprego do adjetivo maquiavélico .Prova 16 Agente de Fiscalização Financeira/TCE-SP/2006 As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que segue Maquiavel sempre vivo Voltado para os problemas políticos específicos que viviam os pe­ quenos principados italianos» quase todos submetidos a princípios ti­ rânicos. um caráter prescritivo: dedicado ao jovem prínci­ pe Lorenzo de Medicís. Vale dizer: o pensador italiano evitou confun­ dir Religião e Estadoj separou essas duas instâncias e dedicou-se a uma análise inteiramente objetiva dos mecanismos práticos que tanto permi­ tem chegar ao poder como mantê-lo. (Dorival Santino) s 10 is 20 25 349 . reúne inúmeros aconselhamentos pragmáti­ cos* apresentados como lições de sabedoria política. um conjunto de argutas análises do exercício concreto do poder. Não espanta que esse pequeno tratado. venha até hoje servindo de inspi­ ração para políticos de todas as inclinações e ideologias. Nicolau Maquiavel (1469-1527) escreveu O Príncipe . Uma das contribuições desse tratado foi o deslocamento do concei­ to de virtude. qualidade indispensável para um bom governante.O Príncipe é. dessas que se apegam a supostos princípios de validade universal para melhor encobrirem práticas de proveito particular. na verdade. obra con­ siderada basilar da ciência política. também.

II. III. separou essas duas instâncias e dedicou-se a uma análise inteiramente objetiva dos mecanismos práticos que tanto permitem chegar ao poder e como mantê-lo. Décio Sena 350 . O fato de Maquiavel preocupar-se com a análise objetiva e concre­ ta do exercício do poder dota seu tratado de um caráter pedagógico que se tem mostrado resistente ao tempo. como o prova a separação que promoveu entre Igreja e Estado. O texto permite-nos perceber que Maquiavel. sendo por isso necessário analisá-las a fundo. Afirmativa incorreta. II. não se mostrou preocupado em adequar-se aos princípios morais de sua época. (D) I e II. Maquiavel soube ver que o piano religioso e o plano das ações políticas tecem entre si íntimas relações. ainda se mantém atual. (B) II. Afirmativa correta. em seu tratado. (C) III. apesar de já se terem passado séculos de sua publicação.Provas Comentadas da FCC 01. as lições de Maquiavel: (A) se apegam a supostos princípios de validade universal. De acordo com o terceiro parágrafo.n 02 . O autor do texto considera que a principal contribuição de Maquiavel foi adequar o pragmatismo político de seu tratado aos exigentes princípios morais de sua época. No segundo parágrafo do texto sómos informa­ dos: “Vale dizer: o pensador italiano evitou confundir Religião e Estado. UI. Analisemos cada uma das alternativas numeradas de I a III: L Afirmativa incorreta. para melhor exporem suas qualidades pragmáticas. está correto APENAS o que se afirma em: (A)I. Atente para as seguintes afirmações: I. Em plena Renascença. más assumiu posição de independência em re­ lação a eles. Por ter analisado de modo independente as relações de poder em sua época. (E) II e III. Maquiavel legou-nos um tratado que. Em relação ao texto.

O que nele sé lê é que as ideologias que sejfundamentam em tais prihcípios costumam deles se utilizar para encobrirem os propósitos de pro­ veito particular. com respeito ao que nos é possí­ vel entender das lições de Maquiavel. inten­ ção de revela^-se se éxisíe ou não-possibiliáade de se auferir proveito pes­ soal quandojse manipulam princípios supostos de validade universal. a leitura do texto inteiro deixa-nos ciéntesj de que.b 3o parágrafo: K Ou seja . 1 f ‘ (C) Afirmativa incorreta. ao desmascarar ideologias abstratas. A leitura atenta do|3° parágrafo não nos permite tal inferêncija. des­ mascara idedlogias que. interessadas em práticas de proveito particular. (D) são úteis tanjto para quem exerce o podér como para quem simples­ mente deseja analisar os fundamentos desse exercício. obrigando o leitor a considerar os argumentos jpróprios a cada uma dessas? duas esferas. sem-j pre. os conceitos de ideologia e pragmatismo não se fundem. como foi concebida ten­ do com o prerrogativa a análise objetivados mecanismos políticos. Não há. unia vez que a perenidade de sjia obra reside exatamente em ? não ter cedido a quaiquer preceito ideológico. Maquiavel.3o paragrafo de nosso texto. além de ser útil cios príncipes. após a leitura do 3oparágrafo do texto: (A) Afirmativa ilicorretá. Vejamos todas alternativas da questão. à análise objetiva dos fatos políticosi | 3 5 1 Português . . (E) fundem ideologia ejpragmatismo. j (E) Afirmativa incorreta. Como estabelecemos no item antecedente. Na realidade. mas ter-se apegado. fundamentajn-se em supostos princípios jde validade universal (B) Afirmativa incorreta. j í i (D) Afirmativa correta. no. Podemos comprovar [sua correção com a passagem que encerra . universal em que se fundamentam. A obra de Maquiarei.Prova 1 6 -Agente de Fiscalização Rnanceira/TCE-SP/2006 (B) expõem com: extreràa habilidade os argumentos das ideologias mais abstratas» tornando-òs como se fossem objetivos. (C) mostram que não há possibilidade de qualquer proveito pessoal quando se manipulam princípios de validade universal.aquele que queira se inteirar da lógica que comanda as ações de quem deseja alcançar o poder e nele se manter. põe por terra os prin­ cípios supostamente de validade. essa obra continua sendo valiosa para todo . em Maquiavel.

ou. sendo um pouco menos exato. que Maquiavel passa a compreender não mais em seu sentido moral mas como discernimento político. e não de “supressão”. Analisemos todos os Itens da questão* que se fundamenta no texto a seguir: “Uma das contribuições desse tratado fo i o deslocamento do conceito âe vir­ tude. Após as rememorações acima. em atendimento à expressa Uma das contribuições. o sujei­ to de uma voz ativa corresponderá ao agente da passiva.. que Maquiavel passa a compreender não mais em seu sentido moral» mas como discernimento político. (C) Afirmativa incorreta. irá converter-se. (E) o sentido da expressão não mais tem como pressuposto a duração de algo até então. o pronome relativo “que” representa semanticamente o substantivo “conceito”. em sujeito. em­ bora com mais propriedade. Uma das contribuições desse tratado fo i o deslocamento do conceito de virtude. no texto. faz referência à expressão “conceito de virtude”. No contexto da frase acima. tam­ bém. Relembremos que o ob­ jeto direto existente em uma oração de voz ativa. como já vimos. ao substantivo “conceito” (B) Afirmativa incorreta. O pronome relativo “que”. No fragmento “.j I | 03. A função sintática exercida pelo pronome relativo citado ê a de objeto direto da' forma ver­ bal “compreender”. ou.”. (D) seria preferível a utilização da forma plural foram ... verbo principal da locução vérbál de vozativa “pas­ sa a compreender”. como sinônimo de “mudança”. Por outro lado. (A) a palavra que toma como referência anterior e direta a palavra tratado. “alteração”. estamos aptos a construir a oração em que surgirá a conversão para a forma passiva da locução verbal ativa “passa a Décio Sena 352 . presente no texto da questão. mais espe­ cificamente. “Deslocamento” deve ser entendido. (C) a opção pela forma passiva de passa a compreender levaria a passam a ser compreendidos. “conceito de virtude”. Já vimos em questões precedentes os mecanismos necessários para a conversão das vozes verbais. que o número de verbos encontrados em uma oráção de voz pas­ siva analítica (ou com auxiliar) ê sempre timà unidade maior do que os que encontramos na voz ativa correspondente.que Maquiavel passa a compreen­ der. caso a oração seja escrita em voz passiva. (B) o sentido da palavra deslocamento é equivalente ao de supressão.. Vimos.” (A) Afirmativa incorreta.

o autor.. o que implica concordância verbal em 33 pessoa do singular. assim. Maquiavel escreveu um tratado político. que será: “que passa a ser compreendido por Maquiavel”. que a questão semântica é. No fragmento "Uma das contribuições desse tra­ tado fo i o deslocamento do conceito de virtude. respectivamente. Para lermos acerca das conversões de vozes verbais.Prova 1 6 . (E) de cuja potência de análise /lhe considerar /os julgue indevassáveis /lhes dissimular. (D) Afirmativa incorreta.”o núcleo do sujeito da forma verbal “foi” está indicado pelo vocábulo “Uma”. podemos retomar as pro­ vas 10 (questão 9). por: (A) cuja potência de análise / considerá-lo / os julgue indevassáveis / dissimulá-los. 11 (questão 13). Logicamente. 13 (questão 6) e 14 (questão 7).. Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os segmentos sublinhados. ao empregar a expressão “não mais”. (E) Afirmativa correta. e a potência de análise desse tratado político permite considerar esse tratado político como um tex­ to que efetivamente revela os mecanismos do poder. ainda. 04. 12 (questão 6). também. embora sempre haja quem julgue indevassáveis esses mecanismos do poder. 353 Português . uma contraposição temporal: algo aconte­ ceu até então e não mais acontecerá. Há. Como seria se substituíssemos o pronome relativo pela expressão que representa: “o conceito de virtude passa a ser compreendido por Maquiavel”. (C) cuja a potência de análise / considerá-lo /julgue-os indevassáveis / dissimular-lhes.. ao dizermos “Uma das contribuições desse tratado” estamos nos referindo apenas a um elemento.Agente ae Hscanzaçao nrianceira/ 1 Cfc-bK/zuub compreender”. na verdade representante semântico de “conceito de virtude”. Observe-se. (D) que a potência de análise /considerar-lhe /os julgue indevassáveis / dissimulá-los. referendo para o emprego na pessoa e número indicados: afinal. estava interessado em contrapor um fato que vinha ocor­ rendo "até então”. (B) em cuja potência de análise /o considerar /lhes julgue indevassáveis /os dissimular. com ò verbo auxiliar “passa” obrigatoriamente empregado em 3a pessoa do singular para qüé concorde com seu sujeito indicado pelo pronome relativo “que”. pois todos os po­ líticos buscam dissimular esses mecanismos do poder.

fa­ cultativa esta próclise. indicativo de masculino singular . os pronomes indefinidos implicam próclises obrigatórias. tornando. além do verbo (na forma de presente do sub­ juntivo “julgue”). temos de pronominalizar o objeto direto do verbo “dissi­ mular”. Temos. vejamos as re­ ferendadas pela gramática tradicional: 4. 2) A segunda expressão “tratado político” funciona sintaticamente como objeto direto da forma verbal “considera”. obviamente. Desta feita.. quan­ to a gênero e número. 4) Finalmente. Convém que nos lembremos de que não se pode empregar artigos definidos após os pronomes relativos K cujo” e flexões. o objeto direto “esses mecanismos do poder” e o predicativo do objeto direto “indevassáveis”. Logicamente empregaremos. "os julgue indevassáveis”. Deveremos. Décio Sena 354 . cuja potência de análise.próclise à locução verbal. às medidas necessárias para que isto ocorra: 1 ) Inicialmente. então. então. Está passível de ser substituído por pronome o objeto direto. então. assim. jus­ tificada pela existência do sujeito de núcleo substantivo (“políticos”) imediatamente antecedente da locução verbal. De início. com “Maquiavel escreveu um tratado político. de novo.”. Desta vez cabem diversas posições pronominais para o relacionamento do prono­ me com a locução verbal “buscam dissimular”. será obrigatória a ênclise pronominal e teremos: “considerá-lo”. Teremos. há um prono­ me indefinido precedendo a forma verbal "julgue" já citada.1 “os políticos os buscam dissimular” . de modo que criemos um vínculo entre duas orações. de empregar um pronome adjetivo relativo. Ficaremos. Sendo objeto direto e. então. adjeti­ va. representado novamente pela expressão “esses mecanismos do poder”. percebemos que o “tratado político” referido em “a potên­ cia de análise desse tratado político” já fora citado antes. Procedamos.Provas Comentadas da FCC Sugere a Banca Examinadora que evitemos as repetições viciosas que sur­ giram no texto. empregar o pronome oblíquo átono “os". Como não há palavra de atração antecedendo a forma ver­ bal a que nos referimos. 3) Agora temos sublinhados. o pronome “os”. sendo a segunda delas. Como sabe­ mos.. cujo núcleo é “mecanismos”. assim.considerado o seu núcleo “tratado” o pronome oblíquo átono ajustado à substitui­ ção será “o”.

que.se tomou extensa. então as formas:.os julgue indevassáveis .buscam os dissimular) . uma vez que. 13 (questão 8)j lk (questão 11) e 15 (questão ll)i 355 í Português . possível pela atração apenas facultativa do sujeito de núcleo jsubstantivo.(A).enclise ao verbo principal da locução verbal.Agente de Fiscalização Firiandeira/TCE-SP/2006 4. particu-| larmente aquela? concernentes :à última substituição. em conformidade cojm o emprego formal da linguagem.2 “os políticòs buscam-nos dissimular”. ás posições pronominais possíveis para esta situação. no entanto. ‘ | í cuja potência de [análise . sendo o pronome “os” alterado graficamènte para “nós”. havendo a supressão! da consoantejfinal dó verbo e a alteração gráfica do pronome “os” para “-los”. á enclise a este verbo principal será sempre correta. I í j | ! l j j j No entanto. | I ' ■ « |. : | Temos. que surgiu em infinitivo. | ainda. havendo locuçãb verbal ciijo verbo principal esteja no mfinitivo ou no gerúndio. aiiida encontraremos a possibilidade de deixarmos o prono­ me “solto” entre òs verbòs da locução verbal. preocupou-nos ó fato de explicarmos as diver-| sas passagens por meio das quais evitaríamos jas repetições viciosas.o candidato deve hábituar-se a tentar resolver asj questões no tem^o mínimo em que isto ocorta com segurança. f | . Coriio sabemos. apenas o item (Á) dispqe esta forma. Nesta ques­ tão. .como explicamos . . 4 . em virtude de o verbo terminar em nasalidade indicada pela letra “m”. assim.considerá-lo . 12 (questão 15). por exemplo.não! teria a obrigatoriedade ide investigar as dèniais alternativas. em posição icaracterizadora da:sintaxe de colocação pronomi­ nal brasileira.3 “os políticos buscam dissimulá-los” .Prova 1 6 . ! A alternativa resposta é. I ! I • : ! ' ! O candidato poderá encontrar questões com este modelo nas provas 10' (questão 17).os bus-1 cam dissimular j(ou buscam-nos dissimular bu buscam dissimulá-los: ou. i j \ j Em nossa análise da questão. o candidato consciente de que a única forma apontada| nas alternativas !era . j.“cuja potência de análise ” . ò que caracterizaremos como ] prócüse ao verbd principal da locução verbàlj surgindo á derradeira forma j possível para este caso: "os políticos buscam ds dissimular”. -j enclise aoverbo auxüiarí da locução verbal. f . J' São três. Em prova..

o texto correto: uCompreendam-se as lições de O Príncipe não como exercícios de cinismo. compunha-se no campo da moral e da religião. seja para exercê-lo. (B) Concordância verbal incorreta. seja para exercê-lo. recusando esse plano de valores em que a inseriam. cujo núcleo “poder” impõe a flexão do verbo referido em 3apessoa do singular. tomada num sentido essencialmente religioso. (C) Integrava as qualidades morais a da virtude. (D) Todas as acepções de virtude. aqueles que se preo­ cupam com o poder. para que concorde com o seu sujeito. em cujos fundamentos espelha-se. O verbo “preocupar”. seja para criticá-lo”. então. fizeram com que ele se dedicasse à ciência políti­ ca. Vejamos todos os textos contidos nas alternativas da questão. seja para criticá-lo. tem como sujeito exatamente este pronome relativo. por sua vez. mas como exem­ plos de análises a que não se deve furtar toda gente interessada na lógi­ ca do poder. que tanto preocu­ pavam Maquiavel. mas couberam a pou­ cos discernir as sutilezas da política. As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase (A) Compreenda-se as lições de O Príncipe não còmo exercícios de cinis­ mo. e esten­ dia-se à esfera da política. como se tudo fosse essencialmente um mesmo fenômeno. mas como exemplos de análises a que rião se devem fartar toda gente interessada na lógica do poder. o sujeito da locução formada pelo verbo auxiliar "dever” e pelo verbo principal ‘'furtar-se” (prono­ minal) está sendo indicado por “toda gente interessada na lógica do po­ der”.05. indicado por “as lições" Por outro lado. em que Maquiavel foi um mestre. até o momento em que surgiu Maquiavel. Assim ficará. até hoje. de hoje e de sempre a ambi­ ção desmedida pelo poder e pela glória pessoal. (E) Nunca faltaram aos “príncipes” de ontem. o qual. com respeito às suas concordâncias verbais: (A) Concordância verbal incorreta. A ocorrência de voz passiva pronomi­ nal implica a concordância da forma verbal relativa ao verbo “com­ preender” em 3a pessoa do plural. até que Maquiavel. empregado na oração adjetiva que se iniciou com o pronome relativo "que5 í. represen- Déao Sena 35 6 . deslocou seu sentido para o campo da política. (B) A problemática divisão da Itália em principados.

assim como “inseriam”. (D) Concordância verbal incorreta. o texto fi­ cará corretamente grafado desta forma: “Todas as acepções de virtude. flexionada em gênero feminino para concordar com o subs­ tantivo implícito “qualidade” O gerúndio “recusando”. Não há qualquer modificação a ser feita. como indicamos. concordando com o sujeito indicado pelo pronome reto “ele” e “preocupar” (empregado de modo pronominal).rrova 1 0 -a g e n te ae i-iscauzaçao Pinanceíra/TCE-SP/200õ ta o substantivo “divisão”. e estendiam-se à esfera da política. O verbo “fazer” . concordando com "Maquiavel”. o verbo "espe­ lhar” tem como sujeito o pronome demonstrativo "aqueles” que lhe está posposto. Deste modo. O sujeito do verbo "faltar”. compunham-se no campo da moral e da religião.tem como éujeito a expressão “ A problemática divisão da Itália em princi­ pados”. até o momento em que surgiu Maquiavel. portanto. portanto. que tanto preocupava Maquiavel. A forma verbal “surgiu” está corretamente empregada em 3a pes­ soa do singular. por ter como sujeito a expressão “Todas as acepções da virtude”. representante semântico do pronome demonstrativo anterior “aqueles”. por concordar com seu sujeito* a pronome relati­ vo ‘‘que”. é “divisão” Esse verbo deverá ser em­ pregado. como se tudo fosse essencialmente um mesmo fenômeno ” (E) Concordância verbal incorreta. está sendo indicado pela expressão que lhe surge posPortuguês 357 . com núcleo em “acepções”. Este fato acarreta o obrigatório emprego verbal na 3apessoa do sin­ gular. obviamente. até hoje. e “deslocou”. já que. odo. empregado em 3apessoa do plural para que se indetermine seu sujeito. Isto força o seu emprego em 3a pessoa do plural Estão corre­ tas as concordâncias dos verbos "dedicar”. tem de ser usado. na 3apessoa do plural.Finalmente. (C) Concordância verbal correta. cujo núcleo. cujo núcleo “qualidade” está implícito. que surgiu concor­ dando com o sujeito "Maquiavel”. está correto. aqueles que se preocupam com o poder”. já apontado. A forma verbal “Integrava” está con­ cordando com seu sujeito representado pela expressão “a (qualidade] da virtude”.pertencente à primeira oração do período . fez com que ele se dedicasse à ciência política. Igualmente correto está o emprego da forma nominal (de particípio) “tomada”. como foi realmente. em cujos fundamentos espelham-se. posto no início do período. O texto corrigido apontará: “ A problemática divisão da Itália em prin­ cipados. Está empregada erradamente a forma verbal “compunha” que. tem de surgir na 3a pessoa do plural O mesmo fato repete-se com a forma verbal “esten­ dia”. em 3apessoa do singular. núcleo do sujeito da primeira oração do perí.

Para preenchermos as lacunas existentes nos textos que compõem a ques­ tão ora analisada. Teremos o texto corretamente redigido desta forma: “Nunca faltou aos ‘príncipes* de ontem. de hoje e de sempre a ambição desmedida pelo po­ der e pela glória pessoal. para Maquiavel. ___ __ muita gente até hoje se entrega. no tratado_____ Maquiavel tornou uma obra basilar. nessa ordem. em que Maquiavel foi um mestre”.Provas Comentadas da FCC posta “a ambição desmedida pelo poder e pela glória pessoal". (D) O adjetivo maquiavélico . já com suas lacunas preenchidas e. Vamos aos itens. ganhou uma acepção_____ costumam discordar os cientistas políticos. mas coube a poucos discernir as sutilezas da política. As expressões de que e com que preenchem corretamente. verbos que têm orações como su­ jeito devem ser empregados sempre na 3a pessoa do singular. qualquer aplicação_____ pudesse se valer na análise da política. Como sabemos. pois é um tratado político_____ muitos têm muito a aprender. (C) Os valores abstratos_____ muita gente costuma cultuar não ti­ nham. cujo nú­ cleo indicado pelo substantivo “ambição” impõe o emprego do referi­ do verbo em 3ttpessoa do singular. verbo que. exigida em função da regência transitiva indireta do verbo “desfrutar”. (E) A leitura de O Príncipe . às expli­ cações necessárias: (A) Preenchemos a primeira lacuna com o pronome relativo “que” ante­ cedido pela preposição “de”. 06. em seguida. as iacunas da frase: (A) O prestígio____ _ o texto de Maquiavel desfruta até hoje é merecido. (B) As qualidades morais_____ muitos estavam habituados a conside­ rar como tais foram substituídas pelas políticas. também estaria correto o preenchi- Dédo Sena 358 . Está igualmente equivocada a forma verbal “couberam”: seu sujeito é indicado pela oração “discernir as su­ tilezas da política”. ______ muitos utilizam para denegrir o ca­ ráter de alguém. semelhantemente ao seu si­ nônimo “usufruir” tem regência facultativamente transitiva direta ou transitiva indireta. temos de conhecer aspectos de sintaxe de regência verbal. A última forma verbal “foi” está corretamente concordando com “Maquiavel”. inte­ ressa a todos_____ se sintam envolvidos na lógica da política. Sendo assim.

de Maquiavel desfruta até hoje de prestígio” e “muitos têm j muito a aprender com tratado ”. representante semântico de "valores”. obte-! mos: "o texto. à j substituição jdos pronomes relativos citados pelos termos que por eles ] se fazem repiresentar e colocando as estruturas orácionais em ordem j direta.} senta semanticamente o substantivo “aplicação” e funciona como obje. por sua vez.Agente de fiscalização Financeira/TCE'SP/2006 * • mento da primeira lacuna apenas com oi pronome relativo "que”. a preposição “de” j surgiu naturalmente. não poderá j estar preposiüonadó.desempe­ nha papel sintático . repre.é o objeto direto da for. conio se fez na alternativa (À). (D) O primeiro jjronomé relativo “que”. encorltramos: “muitos estavam habituados a considerar quali­ dades” e “Máquiavel tornou tratado uma! obra basilar”.| to indireto da forma verbal “valer-se” (pronominal) principal da locu.representante semântico de “tratado” .j ção verbal “pudesse se valer”. funcionando como óbjeto direto da forma verbal “utilizam” sendo.de preposições. I « 1 (C) O primeiro pronome relativo. análise da política”.. impede ^presença.Prova 16 . está. Isto por­ que os dois funcionam sintaticamente como objetos diretos de for­ mas verbaisJo que. j funciona como objeto direto da forma verjbal "cultuar”. Sènjdo objeto direto. os dois pronomes relativos com que preenchemos as lacu­ nas não puderam surgir regidos por qualquer preposição. empregaremos o prono-1 me relativo “que” precedido da preposição “com”. verbal "têm a aprender” Observados os valores se. não precedido de preposição. (B) Desta vez.j les . encontramos: “muita gente costumaj cultuar valores” e “(ele . obviamente. consequentemente.representante semântícò de “qualidades” . Procedendo-se.im. O segundo pronomje relativo. Na segunda lacüna. O primeiro deles .j plícito) pudeáse se valer de aplicação na.j mânticos que estão sendo indicados peloépronomes relativos e apenas j as orações em que os mesmos surgiram postas em ordem direta. O segundo :de. Procedendo-se comj> fizemos nas alternativas {A) j e (B). Esta é a rjesposta da^questão. Sendo objeto indireto.de objeto direto db yerbo principal "considerar” da locução vprbal “estavam habituados á considerar”.j ma verbal “tornou”. verbo principal j da locução verbal “costuma cultuar”. daí 0 emprego obrigatório da pre- 359 \ Português . usadb desacompanhado de prepo­ sição. demanda do verbo í principal da locução. com o qual preenchemos a lacuna inicial do texto. O segundo pronome relativo “que” está desempenhando papel sin­ tático de objejto indireto da forma verbal “discordar” verbo principal da locução verbal “costumam discordar”.

um tratado sobre política cujo valor continua sendo re­ conhecido em nosso tempo.fiu v c is v —<-*< i t e * t i a u c u u c l posição “de”. escreveu em plena Renascença» um tratado sobre os fundamen­ tos das ações políticas. considera­ da basilar. <B) Em plena Renascença» Maquiavel. para quem se interesse por política. Vejamos todos as alternativas da questão. dos principados italianos. a única vírgula posta no fim do adjunto adverbial “em ple- Dédo Sena 360 . por tantos sécu­ los. O segundo pronome relativo deste item não pode ser antecedido por preposição porque desempenha papei sin­ tático de sujeito da forma verbal "sintam”. já com seus termos em ordem direta e com a substituição dos pronomes pelos vocá­ bulos que representam: "muitos utilizam adjetivo” e “os cientistas políti­ cos costumam discordar de acepção”. de que é sujeito e que se encontra na segunda oração. aquele tratado sobre política datado da Renascença. (£) Finalmente. A pontuação está inteiramente correta em: (A) Nicolau Maquiavel analisando os problemas dos principados italia­ nos. temos um primeiro pronome relativo obrigatoriamente antecedido da preposição “a” por exigência da regência da forma ver­ bal “entregar-se” (pronominal). e. continuaria atual em plena modernidade. Igualmente. Estamos em busca daquela em que a pontuação está inteiramente correta. A única vírgula posta ao fim da oração reduzi­ da de gerúndio “analisando os problemas dos principados italianos” provocou a separação do sujeito “Nicolau Maquiavel” da forma ver­ bal “escreveu”. (C) Quando escreveu O Príncipe Maquiavel preocupou-se com os pro­ blemas. um verdadeiro tratado de política. (E) Poucos imaginariam que. Procedendo-se como em to­ das as alternativas anteriores. Mais uma vez apontamos as estruturas oracionais em que surgem os pronomes relativos ora estudados. teria um valor tal que se manteria vivo. resultando uma obra. escreveu O Príncipe . teremos: “muita gente até hoje se entrega à leitura” e “todos se sintam envolvidos na lógica da política”. (0) Tendo escrito O Príncipe »em plena Renascença Maquiavel nos legou sem dúvida. precedendo-o. analisando os problemas dos principados italianos. 07. (A) Pontuação incorreta.

361 Português . um tratado sobre os fundamentos das ações políticas”. Maquiavel preocupou-se com os problemas dos principados italianos. no entanto» procedência para o emprego da que surgiu após “problemas”. Está correta a vírgula em­ pregada ápós italianos.Agente de Fiscalização Financeira/TCE-SP/2006 na Renascença" acarretou a separação da forma verbal “escreveu” e seu objeto direto “um tratado sobre os fundamentos das ações políticas”. Inicialmente empregou-se uma vírgula . um tratado sobre política cujo valor continua sendo reconhecido em nosso tempo”.Prova 1 6 . Maquiavel nos legou. o texto ficará corretamente pontuado deste modo: “Tendo escrito O Príncipe em plena Renascença. o texto ficará corretamente pontuado deste modo: “Quando escreveu O Príncipe.que pôs em destaque o adjunto ad­ verbial "Em plena Renascença”. Em seguida» colocou-se entre um par de vírgulas . Deste modo. Não há. forçosamente. (B) Pontuação correta. promoveu-se o isolamento do aposto “um ver­ dadeiro tratado de política” Não há qualquer retificação a ser feita. (D) Pontuação incorreta. A vírgula colocada após o substantivo “obra” está incor­ retamente empregada. A oração subordinada adverbial temporal anteci­ pada "Quando escreveu O Principen deverá ser.uma oração reduzida de gerúndio intercalada.como é obrigatório . então: "Nicolau Maquiavel* analisando os problemas dos principados italianos. A oração reduzida de valor adverbial e antecipa­ da "Tendo escrito O Príncipe em plena Renascença” será obrigatoria­ mente isolada do período por vírgula. não será isolada da oração anterior. dada a natureza semântica também restritiva da oração “para quem se interesse por política”. sinaliza­ da com vírgula em seu término. A oração que se inicia com o pronome relativa “cujo”»dada a natureza restritiva de sua mensagem. (C) Pontuação incorreta. O texto se retificará com a inclusão de duas outras vírgulas que sinali­ zarão a intercalação da oração reduzida de gerúndio e do adjunto ad­ verbial apontados. Finalmente. escreveu» em plena Renascença. para que se indique início de oração reduzida de gerúndio. resultando uma obra considerada basilar para quem se inte­ resse por política”. A expressão “sem dúvi­ da” ficará obrigatoriamente entre vírgulas. dada a natureza restritiva da oração reduzida de particípio "considerada basilar” Não há possibilidade de empregar-se vírgula após o adjetivo “basilar”.de nature­ za facultativa quanto ao emprego . Assim. separando-o de seu adjun­ to adnominal "dos principados italianos”. Embora não esteja errada a co­ locação do adjunto adverbial de tempo “em plena Renascença" que se encontra no interior da oração apontada» o texto fluirá melhor em sua enunciação sem que se faça seu isolamento. Teremos. sem dúvida.

em seguida. responsável pela introdução de oração subordinada substantiva objetiva direta. III e IV.somente. II. a vír­ gula posta após a conjunção coordenativa aditiva “e” está errada. II e III. somente. III e IV. aqueles por àqueles. O texto ficará assim pontuado: “Poucos imaginariam que aquele tratado so­ bre política. (B) I. uma vez que separa conectivo da oração que por ele é introduzida. Inicialmente. Deduz-se da leitura por Se deduz à leitura . 08. III e IV. se forem feitas. Este deslize será retificado com a inserção de uma vírgula após o substantivo “política5 *. IV. ficando então a oração reduzida de particí­ pio de valor explicativo “datado da Renascença” entre vírgulas. Impõem-se as substituições constantes em: (A) I. datado da Renascença. A vírgula posta após a conjunção subordina­ tiva integrante. por tantos séculos. transcreveremos o texto em que a questão se fun d am en ta e. não pode ser empregada: não se separam os conectivos do corpo das orações que por eles são introduzidas. a exaustão por à exaustão. teria um valor tal que se manteria vivo. mas também aqueles que têm interesse era analisar a exaustão as práticas políticas. A única vírgula posta após o vocábulo "Renascença” separou o sujei­ to “aquele tratado sobre polítka” da forma verbal “teria”. somente. de que é su­ jeito. II.julga Maquiavel ter prestado por julga ter prestado Maquiavel.Provas Comentadas da FCC (E) Pontuação incorreta. (E) HeIII. deixarão o tex­ to correto. O texto acima resultará correto caso se substitua: I. comentaremos as sugestões propostas: Décio Sena 362 . Estão corretas as vírgulas de emprego facultativo que surgiram para realçar o adjunto adverbial (de tempo) “por tantos séculos” No entanto. (C) II. e continuaria atual em plena modernidade”. Deduz-se da leitura do texto que seu autor julga Maquiavel ter prestado um serviço não apenas aos poderosos governantes. A questão sugere que façamos algumas modificações no texto original e que indiquemos quais as modificações que. (D) I. III. somente.

época venha a permanecer vivo por tantos séculos. j (D) Não se sabei de algum pensador que pudesse ter tido influência sobre Maquiavel. o emprego do acento grave indicativo da cráse é obrigatório. mas também aqueles que têm interesse em analisar a exaustão as práticas políticas*” i I. se fosse posta em prática! provocaria èrro de. Sugestão correta ei indispensável À preposição que surge por exigên-j cia do substantivo “serviço” rege não só à expressão “aos poderosos go­ vernantes" pomo também o pronome demonstrativo “aqueles”. A expressão “a exaustão” desempenhíj papel sintático de adjunto adverbial.^ : Assim. a sugestão fornecida. III e IV deixám cj texto correto. Porjser adjunto adverbial formado. 363 I Português . mas também àqueles que têm interesse era.”. governantes. mas desnecessária.. imaginese o quanto. j II. (B) O Príncipe pão teria tido um peso tãò decisivo no caso àquela épocaj vierem a ser separados o poder do Estajdo do poder religioso. feita a substituição. Sugestão iridevidaJ Não há qualquer irripropriedade em “ Deduz-se da leitura”.Prova 16 .julga Maquiavel ter prestado um serviço não apenas aos poderosos governantes. Sugestão correta e indispensável.. ter prestado um serviço não iape-j nas aos poderosos. uma vez que nãq se pode iniciar período por pronome oblíquo átono. j (C) Ainda há quem considere O Príncipe umà obra satânica. haverão de se beneficiar os jque o leram àquela época. Sugestão correta. na|Renascença.. i “Deduz-se da lèitura do texto que seu autoi: julga Maquiavel ter prestado um serviço nã0 apenas aos poderosos govérnantes. Por outro lado..Agente de Fiscalização Financeira/TCE-SP/2006 ! | . | ! j• j I *í 09.. mas [também ter prestado um servii ça a] aquelas que têm interesse em. De qualquer modo. imaginariam que um texto escrito àquela. Está inteiramente correta a articulação entlre os tempos verbais na frase: (A) Poucos.qual passaria a surgir posposto à referida forma ver-j bal. eíitãoj o texto ficaria M „. jantes que este tivesse escrito O Príncipe. as modificações propbstas em II. por ter desven-j dado os subterfúgios dos políticos quando se encontrarem no poder. (E) Se ainda boje tantos se beneficiam dá leitura desse tratado. apenas inverteu-se a ordem do sujeito dá forma verbal composta “ter prestado”. A Ocorrência do paralelismo es-j trutural sintático isenta a reprodução d e|todos os vocábulos em itálico] mas não deixa prescindível a preposição! Corretamente grafado. do que vimos. çomcj demonstramos: ".sintaxe de colocaçãoIpronominal. j IV.. Ná verdade. o. [ : í III.julga Maquiavel. inicialmente em ordem direta. por palavra] feminina. o texto continuaria correto! | ! .

.^ í . auxiliar de lóCüçaò verbal.Vejamos as diversas alternativas. : ^: ■ '■ ■ ■ v -rs:* de Décio Sena 364 .no presente doiindicativó. por ter. paraque haja .àquelaépoca”.. .Vser ííèi?é eqüivaleriteàodàé^réssSó: 7. (E) Articulação indevida.indevída..• ■ . Ò texto estará corretamente gra. (C) uma vez sendo util.emprego verbal. então.'piérfeitá'a corrélàçãó"^^ ‘'j^ e s s e ^ r tido” Córri “tivèssé”. No contexto do último período dó texto. caso sé àquela epoca viesse a ser separado ò poder do Estado do poder . O texto correto assim restaria: "Poucos. 7 . (D) Articulação 'córrèta. há deslizé de cortóòrdância verbal no fragmento original da questão. ficando . . . auxiliar da locução “haver de be­ neficiar” deveria ter surgido no futurò dó pretéritò do indicativo.. Além disso. que te­ nha haVidó òmissãò de um tòíiectivo “ pròvávelmèhté tradutôr de tora semântico condicional.. auxiliar de locução verbal. . X-'. ^icáremos. (C) Articulação indevidá.'É de se presumir. correto . com seus respectivos textos. . A forma de futuro do pretérito dó indicativo em­ pregada em “imaginariam” exige o uso em pretérito imperfeito do sub­ juntivo para o verbo “vir”.: O verbo “encontrâf^tèmde surgir.. NãÓ há háda à sèr retificádò hésta alternativa.^íéta. desvendado. fádo deste modo: “O Príncipe Vnão terià tidò um peso tão decisivo no . • 10. (A) ainda que fossè ü tiif (B) à fim dé ser útil.dmagine-se o quanto haveriam de se beneficiar os que o leram ..". (E) ademais de ser útil.. na Renascença. uma obra satânica. ^ .textò: “Se airida hoje tahtos se beneficiam da leitura des. novámènté^o emprégó dópretéritò imperfeito do subjuntivo para o verbo “Vir”. ainda. Ó verbo “haver”. se tratado. assim correto o . o sentido dà expressão ".há quem considere G Príncipe : . imaginariam que um texto es­ crito àquela época viesse à permanecer vivo por tantos séculos” (B) Articulação indevida. os subterfúgios dos políticos quando se encontram nopòdér V '. (D) à medida que é útil. com o seguinte texto corrigido: “ Ainda . O futiírodo pretérito composto"teria tido” exi­ ge. para poder­ mos avaliar a correção das articulações entre as formas verbais: (A) Articulação..

‘ainda que ” introduz ideia de concessãoj incompa­ tível com o sentido de “além de ser útil” (B) afim d e . A resposta está. com­ pletamente distinta do que o texto afirmou. que tam­ bém não se revela adequado para reprodução do sentido original. do nexo semântico indicado no texto original.“uma vez' indica valor semântico causai. no item (E). então. encontramos: (A) ainda que fosse útil . "além do mais”. portanto. (C) uma vez sendo útil .fTova i b .é locução conjuntiva de valor proporcional e. 365 Português . assim. diferente.é locução prepositiva que traduz valor semântico de finalidade. Nas demais alternativas. (D) à medida que .Agente de Hscalização Fínanceira/TCE-SP/2006 O advérbio “ademais” significa “além disso”.

Provas Comentadas da FCC Gabarito: 01} B 02) D 03) E 04) A 05) C 06) A 07) B 08) C 09) D 10) E Décio Sena .

isto é. como esclarece. èsse 30 adestramento limitava-se a uma reduzida classé social. na poesia rural gnômica de Hesíodo. aproxi5 madamente o m<jsmo em todos os povos. : j: A educação e uma função tão natural e universal da comunidade hu­ mana que» pela própria evidência. na sua conduta e comportamento exterior e na sua atitude interior. Da educaçãoj neste sentido. A formação mánifesta-se na forma integral do Homem. O 25 que é fundamental nela é o kalón. Os preceitos' elementares do procedimen­ to correto para com os deuses. E o rico tesouro da sabedoria popular. os Gregos deram o nome de technê. do ideal. distingue-se à formação do Homem por meio da criação de um {tipo ideal intimamente coerente e claramente definido. mas são antes produtos de uma disciplina cons­ ciente..j : r ' Prova 17 Agente-Fiscal de RenÜas/ICMS-SP/20Ó6 ■ As questões de números 1 a 11 referem-se ao texto abaixo [ I . Nem lima nem outra nasceram do acaso. honrar pai è mãe. transmitidas oralmente pelos sécu­ lo los afora. e apresenta-se ainda como comunicação de conhecimentos e ap­ tidões profissionais a cujo conjunto. os pais e os esjxanhos foram mais tarde. 4. 23-24) I = : l:" ' 367 . não essencial.ed„ SãoJPauio: Martins Fontes. por outro lado. respeitar os estrangeiros. Também entre os Gregos foi assim. à exposição escrita dos seus segredos. relativamente tardio o seu primeiro vestígio na tradição literária. consiste. As regras das artes e ofidos resistiam naturalmente. no que 20 se refere à profissão médica. Obs: gnômiço = sentencioso (Adaptado de Wfcrner Jaeger. a coleção dos escritos hipocráticos. Já Platão a icomparou ao adestramento de cães de raça. a nóbreza. atra­ vés de uma antiqiiíssima tradição oral. em virtude da sua pró­ pria natureza. Partreira. numa série de preéeitos sobre a moralidade exter­ na e em regras de prudência para a vida. A princípio. Artur M. chegava pelá primeira vez à luz do dia. Reveste. pelo menos. 2001. Trad. Paideia: a form ação d o Homem grego. leva muito [tempo a atingir a plena cons­ ciência daqueles Ique a recebem e praticam^ sjèado. p. in­ corporados à lei escrita dos Estados. por isso. como holnrar osideuses.|A utilidade lhe é indiferente ou. O seu conteúdo. em parte. is mesclado de regras primitivas de conduta e preceitos de prudência enraiza­ dos em superstições populares. Essa formação não é possível sem se oferecer ao espírito uma imagem do homem tal como ele deveser. abeíezaj>no sentido normativo da ima­ gem desejada. é ao mesmo tempo moral e prático. a forma de manda­ mentos. na medijia em que é transmissível.

como se deu na maioria dos povos. impli­ cando que a conscientização dos educandos acerca do que lhes é en­ sinado não seja imediata. Não existe no primeiro parágrafo. para descobrir aquele em que se faz afirmativa correta com respeito ao que se afirma no primeiro pa­ rágrafo do texto lido: (A) Afirmativa incorreta. o autor: (A) defende a ideia de que universalmente a sociedade humana se dedica à educação porque sua necessidade é inconteste. nem mesmo em todo o texto. ou seja. (D) evidencia que todo processo educativo é naturalmente longo. no primeiro período do texto lido. Décio Sena 368 .. apenas. (B) Afirmativa incorreta. No primeiro parágrafo. ao fato de ser ela uma atividade absolutamente ine­ rente aos grupos humános. Existe. a grande importância de a educação tratar.” (D) Afirmativa incorreta. (C) Afirmativa correta. que transcrevemos a seguir: “ A educação é uma função tão natural e universal da comunidade Jtumaná que. O que se diz. Vamos aos diversos itens desta primeira questão. a menção ao fato de que a educação tem necessidade inconteste. dá como váüda ou verdadeira. a ieducação levou muito tempo para atingir a consciência dos que educavam e dos que eram educados. de temas ligados a questões de ordem éticas ou pragmáticas. de cérta forma tardio. da referência à educação em textos escritos.01. leva muitò tempo a atingir a plena consciência daqueles qiié a recebem e praticam. diz respeito ao fato de que. de temas associados a questões éticas e pragmáticas. isto sim. Em nenhum momento o autor abona. por ser uma função tão natu­ ral e universal da comunidade humana. destas intenções. sendo. como podemos ler no fragmento transcrito no comentário da ques­ tão precedente. nó texto. pelaprópria evidência. como ocorre na maioria dos povos. a afirmativa do autor de que a educação se revestia. por isso. visto que só registrou vestígios da atividade educativa quan­ do cada indivíduo da comunidade humana já a praticava natural e espontaneamente. Encontramos a justificativa para considerarmos correta o que se expressou nesta alternativa.. (E) confere à tradição literária uma natureza relativamente vagaro­ sa. é que a educação ê"um a função (. entre os povos antigòs e especificamente entre os gregos. (B) abona a grande importância de a educação tratar.) natural e universal da comunidade kumàtía”. A referência à questão de longo período de tem­ po. (C) atribui o caráter. relativamente tardio o seu primeiro vestígio na tradição literária.

honrar p a i e mãe . é correto afirmar: (A) Na frase Também entre os Gregosfo i assim. Considerados o fragmento acima e o contexto. como já comentamos antecedentemente. aproximadamente o mesmo em todos os povos. numa série de preceitos sobre a moralidade externa e em regras de prudência p ara a vida . 02 . no período antecedente àquele em que surge a declaração transcrita neste item» senão vejamos: “O seu conteúdo. (B) O período iniciado por Reveste constitui uma explicação. sejam educadores ou educandos. o autor passa a explicar-nos porque afirmou que a educação “também entre os gregos foi assim”. uma observação que não está vincula­ da à pergunta que ora responderemos. respeitar os estrangei­ ros. Também entre os Gregos fo i assim. (C) Afirmativa incorreta.*e apresenta-se ainda como comunicação de conhecimen­ tos e aptidões profissionais a cujo conjunto. em parte. na m edida em que é transmis­ sível. na escala argumentativa. (E) Em apresenta-se ainda. o termo grifado introduz um fator que. é considerado como o mais relevante de todos. (D) A correlação entre Reveste. A assertiva “Também entre os gregos foi assim” faz menção. é ao mesmo tempo moral e prático. Também entre os Gregos fo i assim? (B) Afirmativa correta. (Q O como (linha 7) foi empregado com o mesmo vaior que adqui­ re em “Explicou detalhadamente o modo como tratar os animais recém-nascidos”. p or outro lado deno­ ta que a educação entre os gregos tinha uma aparência que não cor­ responde totalmente à sua essência. a form a de manda­ mentos. Antes.ao fato de ter sido demorado o tempo que a educação levou para atingir plenamente a consciência dos que faziam parte de seu processo. Não há qualquer menção ao fato de a tradição li­ terária sér vagarosa. como honrar os deuses.(E) Afirmativa incorreta. No período que se inicia com a forma v “Reveste”. e que é costumeira nas provas da Fundação Carlos Chagas: 369 Português . . os Gregos deram o nome de techné. p o r outro lado. transmitidas oralmente p e­ los séculos afora .Afirmativa incorreta. Analisemos todas as afirmativas que foram feitas com respeito apenas ao fragmento textual transcrito: (A). o termo grifado refere-se ao que será caracterizado posteriormente. em parte e consiste. ao que se dispôs anteriormente.Reveste. mas à forma com que a prova se apresentou. mas sim. consiste.

verificamos que o vocábulo “Como” a que se refere a presente questão. por outro lado”. em: (A) (B) (C) (D) (E) de cujo conjunto se sabe o nome. surgiu na passagem "como honrar os deuses. honrar pai e mãe. por exemplo» as linhas 1 . os gregos ti­ nha uma aparência que não corresponde totalmente à sua essência”. como honrar os deuses. Poderia ser substituído por “tal qual” (“Também entre os gregos foi assim. que apresenta claro valor se­ mântico conformativo. Este pronome e o substan­ tivo “conjunto” formam uma expressão em que se observa valor semântico Détio Sena 370 .4 . respeitar os estrangeiros. como techné . a que os gregos deram à e techné . 03. ocorre a presença do pronome adjetivo relativo “cujo”. a forma de mandamentos. inexistindo qualquer possibili­ dade de introduzir a afirmativa de que “a educação entre.’'. que. sem que haja preponderância de qualquer um de­ les sobre os outros. como podemos ver neste item desta questão e em muitas outras que se seguirão.Provas Comentadas da FCC os textos não se apresentam com as suas linhas indicadas. (D) Afirmativa incorreta. o que não ocorre com o vocábulo “como” existente em “Explicou detalhadamente o modo como tratar os animais recém-nascidos”. hon­ rar pai e mãe. Reveste. pelo conjunto dos quais os gregos nominaram de techné j o conjunto dos quais recebeu dos gregos o nome de techné . Na expressão “a cujo conjunto os gregos deram o nome de techné”. (E) Afirmativa incorreta. pelos gregos. os gregos mencionaram por techné . em que se lê Também entre os Gregosfo i assim. tal qual honrar os deuses. em parte” e “con­ siste. Deste modo. No que diz res­ peito à presente alternativa. em parte. 8. aconselhamos os candidatos que» antes de iniciarem a resolução das questões. pelo conjunto. A correlação realçada menciona os aspectos que norteavam a educação entre os gregos. respeitar os estrangeiros ”). honrar pai e mãe.de numerarem as linhas com cuidado. A expressão a cujo conjunto os gregos deram o nome de techné está corre­ tamente reformulada} mantendo o sentido originai. Apesar dis­ to. indicando. tomem a iniciativa. há referências a iinhas do texto em que estão contidos fa­ tos gramaticais ou semânticos que serão objeto de investigação. a form a de mandamentos. Reveste. O termo grifado faz menção a mais um aspecto que balizava o processo educacional entre os gregos e que surgiu após os que foram introduzidos pelas expressões “Reveste. respeitar os estrangeiros” por sua vez contida em um fragmento maior de texto.12 e seguintes. Tem natureza semântica comparativa. em parte. do qual conjunto foi nomeado.

ainda. apesar de con­ ter exatamente a inesma informação. j j (D) A referência! à palavra de Hipócrates constitui argumento de reforço | para o que se diz acerca das artes e ofícios. e apresentase ainda como co\nunicàção de conhêcimentos^e aptidões profissionais a cujo conjunto. os Üregos deram o nome de techné. . como objeto indireto» "dos gregos”.em que a forma verbal tran­ sitiva direta e indireta “recebeu” tem como sujeito a expressão “o conjunto dos quais”. No (entanto. j (B) A menção àjlei dosíEstados foi feita paria realçar um típico traço da | cultura grega.I i ! í 371 | ! : Português j I I . como mostramos:consiste. Considerado o processo jde argumentaçao desenvolvido no texto. numa séiielde preceitos sobre a moralidade externa e em regras depru . transmitidas oràlmentépèlós séculos afora. o pronome relativo “os quais” é alusivo a “comunicação de conheci. em uma | oração estruturada pela. . j que tem como sujeito “os Gregos”. perfei­ j to. j (E) A alusão feita a Platão constitui arguménto de autoridade para fun. é corre­ to afirmar: j 5 (A) Deuses e pais foram citados como modelos do procedimento corre. o cultivo da legalidade.j damentar a ideia de que a educação despreza o pragmatismo. a exigência de que a nova construção deveria substi­ tuir a original emj seu textò de origem hão está presente no enunciado. origem dios preceitos elementares do. com respeito àiexpressão “comunicações e aptidões profissionais”. por outro lado.j mentos e aptidões profissionais”.direto. I . Interessanteísetá registrar que.comportamento grego.que em “o conjunto j dos quais”. a presen­ ça da preposição] “a” antecedendo o pronomef"cujo” . O texto está.]. já quê entendemos. os valores sintáticos dê objeto direto para o sintagma | “o nome de techiné” e de objeto indireto paça "a cujo conjunto”. forma verbal transitiva direta e indireta “deram”. [. assim. por fim. j (C) A poesia rural gnômica de Hesíodo foi citada como confirmação da | riqueza da sabedoria popular. por ra­ zões coesivas. 04.” Note-se..1 dência para a vt4a.. tanto qüáhto o seu predecessor. Percebem-se. como objeto .Ageínte Fisca! de Rendas/ICMS-SP/20061 i j de posse. | presente um poiico antes no téxto. do ponto de vjista da sintaxe.’ hão tem encaixe lógico no texto do qual procede a passagem *a cujo conjunto os gregos deram o nome de techné”. As demais alternativas afastaram-se: demasiadamente de qualquer possibi­ lidade de serem áceitas como possíveis respostas.í to. Igualmente preservado estará o sentido. “o nome de teçhné” e.j i Prova 17 . crou-se oração dje estrutura sintática perfeita[. : \ Ao se redigir “o conjunto dos quais recebeu dos gregos o nome de techné”.

de modo algum. ainda ocorre a referência. a pártír désta referenda. A citação a Deuses e pais diz respeito. mesclado de regras primitivas de conduta epreceitos âe prudência enraizados em superstições populares. mas que a tomou pública. Podemos ler que.de ca­ racterística associada. os pais e os estranhos foram mais tarde incorporados à lei escrita dos E sta d o s Naò é possível. (D) Afirmativa correta. que a menção aos escritos hipocráticos tem por intenção o reforço a respeito da afirmativa de que as regras das artes e ofícios resistiam à exposição escrita dos seus segredos. à oralidade . através de uma antiquíssima tradição oral na poesia rural gnômica de Hesíodo” . (E) Afirmativa incorreta. ao mandamento de respeitar os estrangeiros. (B) Afirmativa incorreta. no que se refere à profissão médica t a coleção dos escritos hipocráticos". como esclarece. pode-se ler no texto que “ As regms das artes e ofícios resistiam naturalmente. à parte de mandamentos que representavam um dos objetivos da educa­ ção entre os gregos. Como se pode observar. A referência a Platão tem por objetivo reforçar a tese de que. A exposição escrita dos seus segredos. (C) Afirmativa incorreta. a educação revestia-se fundamentalmente de uma atitude de disciplina consciente. de Hesíodo: “ E o rico tesoura da sabeâona popular. não se podendo. apenas. chegava pela primeira vez à luz do dia. a poesia rural gnômica de Hesíodo foi o veículo . mesmo nesta específica parte de mandamentos.Observemos todas as alternativas da presente questão: (A) Afirmativa incorreta. Acerca da palavra de Hipócrates. Não está correta a afirmativa de que tal poesia confirmou a riqueza da sabedoria po­ pular. entre os gregos. inclusive. Transcrevemos a passagem do texto em que se alude à poesia rural gnômica. fazèr-sé à afirmati­ va de que o cultivo dá legalidade era uni típico traço dá cúlturá grega.por meio dò qual o rico te­ souro da sabedoria popular chegou pela primeira vez àluz do dia. Está corretamente entendida a seguinte expressão do texto: (A) tipo ideal intimamente coerente e claramente definida = modelo de perfeição coeso na sua essência e lixado com nitidez. assim.. acatar a informação de que “Deuses” e "pais” estão na origem dos preceitos elementares do comportamento grego. 05. em virtu­ de da sua própria natureza. Vemos. lê-se o fragmento que ora trans­ crevemos: aOs preceitos elementares do procedimento correto para com os deuses. A respeito de Estado e sua yinculação textual com o processo educacional entre os gregos. Décjo Sena 372 .

no presente texto. tem valor semântico tradütor de proporcionalidade.conjunto de presunções desfavoráveis ao modo de agir alheio. (C) enraizados em superstições populares . Não é possível aceitar-se a equiparação de “preceitos5 '’ com “presunções”. (B) Paráfrase incorreta. tendo em vista os valores semân­ ticos diferentes de “superstições” e “profecias”. por sua vez. Também não é viável a substituição de "transmissível” por “compreensível”. como “neste entendimento”. A expressão "tipo ideal” foi substituída por “mode­ lo de perfeição”. por “fixado com nitidez”. Apesar de o adjeti­ vo “coerente” não ser reprodutor exato da ideia externada pelo adjetivo “coeso" há. 373 Português .(B) na m edida em que é transmissível — à proporção que se tome -corapreènsível. uma aproximação semântica bastante ra­ zoável. A substituição de “enraizados” por “fundamentados" é viável. caso se tomem os vocábulos em suas extensões de significados. (C) Paráfrase incorreta. A expressão “neste sentido” deve ser entendida. nem de “moralidade externa” com “modo de agir alheio”. (D) neste sentido = com essa finalidade. vale dizer. Vejamos as paráfrases propostas: (A) Paráfrase correta. Esta questão propõe que se parafraseie um fragmento pinçado no texto da prova. que faz a substituição ser possível. “intimamente coerente” por “coeso na sua essência” e “claramente definido”. (E) série de preceitos sobre a moralidade externa . bem como de “populares” e “massas incultas” (0) Páráfrasè incorreta. No entanto. a troca de “superstições populares” por “profecias das mas­ sas incultas” é absolutamente descabida. (E) Afirmativa incorreta. da­ dos os valores semânticos rigorosamente diferentes que apresentam. com valor semântico completamente distinto da ideia de fim ou propósito introduzida peia expressão “com essa finalidade". A expressão “na medida em que” introduz valor se­ mântico associado à ideia de causa ou explicação. na passagem em que surge.fundamentados em profecias das massas incultas. “À medida que".

aquela em que se faz afirmativa correta com respei­ to ao período “A utilidade lhe é indiferente ou. Voltemos a analisar todas as alternativas da questão. no que se refere à profissão médica. ou morrer pelo Brasil”). O pronome oblíquo átono “lhe”. (C) condição e conclusão. de: (A) fato e hipótese. [. 07. (D) fato e conclusão. Em u As regras das artes e ofícios resistiam naturalmente3 em virtude da sua própria natureza.Provas Comentadas da FCC 06. (A) o pronome pessoal obliquo refere-se a “homem”. (D) a expressão pelo menos assinala que o elemento referido correspon­ de.. (C) a conjunção ou tem valor enfático (como em ttou ficar a pátria livre. (A) Afirmativa incorreta. mas no início do parágrafo do qual foi extraído. os segmentos As regras das artes e oficios resistiam natural­ mente e a sua própria natureza estão em relação. (E) a expressão não essencial é sinônima de “não é indispensável”. neste sentido. distingue-se a formação do Homem por meio da criação de um tipo ideal intimamente coerente e claramente definido. na frase acima. que não está presente no período transcrito. à exposição escrita dos seus segredos.. numa hierarquia. porque introduz uma ratificação Integral do que foi afirmado antes. (E) hipótese e conseqüência. não essencial” Décio Sena 374 . pelo menos. pelo menos. àquele que pode ser desconsiderado. como mostramos: “Da educação. respectivamente. A utilidade lhe é indiferente ou. (B) o lhe foi empregado com o mesmo valor que tem na frase “Ouviramlhe o choro convulsivo”. como esclarece. é alusivo ao substantivo “educação”. pelo menos.]. em seguida. É correto afirmar que. não essencial”. a coleção dos escritos hipocráticos ” perce­ bemos nexo semântico de conseqüência (w As regras das artes e ofícios re­ sistiam naturalmente”) e causa ("em virtude da sua própria natureza”). (B) conseqüência e cansa. A compreensão deste nexo semântico foi facilitada pela presença da locução prepositiva “em virtude de”. presente no pe­ ríodo ora estudado. No texto. A utilidade lhe é indiferente ou. não essencial. com o propósito de as­ sinalarmos.

j (A) não prescinde da propositura ao espírito de uma imagem idealjde homem.j (C) implica a impossibilidade de se oferecer ao espírito uma ideia do homem sonhado. No texto em quei sé fundamentam as afirmati­ vas desta quekão. Ao lermos “Essa form ação não é. Em “ A utilidade lhe k indiferente ou. 375. pelo menos. M (C) Afirmativa incorreta. OB. ou seja» a formLção não abre mão de que se ofereça ao espírito uma imagem idealizada doí homem. Algo que tem-a característica de não ser essencial se revela.Agende Fiscal de Rendas/ICMS-SP/2006 (B) Afirmativa incorreta. Português | j I | | | j I j . como hão indispensável.í tacado acima. | -j-.possível seitf. introdutor de retificação a ser feita com respeitosa uma afirmativa anterior.O pronome oblíquo átono “lhe” na fráse “Onviram-lhéi o choro convulsivo” tem Valor 1 semântico tradutor de posse ("Ouviram o seu choro convulsivo”) e funciona como adjunto adnominaí àò núcleo do objeto direto.! j (E) Afirmativa correta. é: j j. A alternativa que traduz corretamente a ideia expressa no segmento des.Prova 17 .?. (B) só é possível! porque uma imagem do hiomem desejado como tai é oferecida ao espírito. | • M . ! i: (D) Afirmativa injcorreta. Essa formação não é possível sem se oferecer ao homem tal como ele deve ser. não indica elemento que possa ser desconsiderado. indicado pelo substantivo “cho­ ro” Ho período a quê se refere a presente [afirmativa^ o pronome oblí­ quo átono “Ihje” exerèe papel sintático dè complemento nominal relati­ vamente ao adjetivo ‘‘indiferente”. deste modo.valor semântico alternati­ vo. considerado o contexto. (E) Impossibilitá-se quándo não se oferece áo espírito uma reprodução do homem como tal. se oferecer ao espírito uma imagem do homèm tal como ele deve sen\ entendemos que essa formação não é possibilitada sem que se oferte ao espírito úma representação huma­ na exatamente ccjmo deve ser. a conjunção “óuwassúmè. . ij (D) exige a isenção da oferta ao espíritode uma representação ideal! de homem. o valor desempenhado pela expressão :“pelo menos” tem aproximação com a èxpressâo “no mínimõ” e. também. não essencial.

(E) Afirmativa incorreta. as diversas alternativas da questão: (A) Afirmativa correta. que se coloca na oposição . Dédo Sena 376 . esse adestramento limitava-se a uma reduzida classe social. ou mesmo com "a imagem ideal do homem” (D) Afirmativa incorreta. I. agora. a nobreza . uma imagem do ho­ mem tal como ele deve ser. não se pode abrir mão. Nem uma nem outra nasceram do acaso . Não há aproximação significativa entre “uma imagem do homem desejado como tal” e a "imagem ideal do homem”. (C) Afirmativa incorreta. Já Platão a comparou ao adestramento de cães de raça. E. uma das quais está subentendida. Á expressão A principio leva ao reconhecimento de duas informa­ ções distintas na frase. sem prejuízo do sentido ori­ ginal. implica uma imagem ideal do homem. Está correto o que se afirma APENAS em (A) Is (B) II. "Não prescinde” significa “é imprescindível". A principio.ao que lemos no período que dá suporte a esta questão. vaie dizer. por “entretanto” II. A conjunção mas pode ser substituída. Considere as afirmações que seguem sobre o fragmento transcrito. Novamente se falhou em promover-se a equipa­ ração errada de "uma reprodução do hòmèm como tal7 1 com "a imagem ideai do homem” 09. por outro lado. mas são antes produtos de uma disciplina consciente. res­ peitado sempre o contexto. bem como a expressão “uma ideia do homem sonhado” que nada tem a ver com “a imagem do homem tal como deve ser”. (B) Afirmativa incorreta. como já afirmamos. A afirmativa se torna rigorosamente desproposi­ tada ao citar “a isenção da oferta ao espírito de uma representação ideal de homem”. Não está semanticamente bem empregado o vo­ cábulo “impossibilidade”. O advérbio Já introduz a ideia de que mesmo Platão percebera a si­ milaridade que o autor comenta.Vejamos. baseado na comparação feita pelo filósofo entre “cães de raça” e “nobreza” III.

Embora os vocábulos “mas” e “entretanto” perten­ çam ao grupo de conjunções coordenativas adversativas. 10. da voz ativa para a voz passiva. (D) I e II. Platão percebera que a educação asseme­ lha-se. o autor deixa que percebamos. ao adestramen­ to de cães de raça. em referência tempo­ ral que dá destaque ao pretérito. a existência de uma etapa pos­ terior a este adestramento . (D) Ela foi comparada por Platão ao adestramento de cães de raça. a nobreza”. Ao dizer-nos que “ A princípio. (E) II e III Vejamos cada uma das afirmativas feitas acerca do período que fundamen­ ta esta questão: L Afirmativa incorreta. III. Desta vez. (B) A comparação entre ela e o adestramento de cães tinha sido feito por Platão. A expressão “a princípio” significa “no começo”. A frase que se deseja reescrever na voz passiva é “Platão a comparou ao adestramento de cães de raça ”. O vocábulo “mesmo” faz surgir valor semântico concessivo que é incompatível com a mensagem originalmente disposta no texto. ‘ • ___• . “no início” “na fase inicial”. (C) Comparou-se o adestramento de cães e ela.’* » * * *w » -* » v u u u j í /a o w u '% (C) III. I| f | | Estamos com uma questão em que se solicita que o candidato proceda à conversão de vozes verbais.na verdade. O emprego do advérbio “Já” enfatiza que. que não seria alcançado com o emprego de “entretanto” II. esse ades­ tramento Hmitava-se a uma reduzida classe social. (E) Haviam sido comparados por Platão o adestramento de cães de raça e ela. a concepção do processo de educação* Está correto apenas o item HI. Afirmativa incorreta. na qual o sujeito está indicado por “Platão” 377 Português . pela disciplina consciente que exige do educando. neste período a conjunção “mas” introduz valor semântico de retificação da mensagem anterior. implicitamente. A frase Platão a comparou ao adestramento de cães de raça está correta­ mente transposta para a voz passiva em: (A) O adestramento dos cãès de raçà é comparado a da por Platão. feito por Platão. Afirmativa correta. < í-- .

relativamente tardio o seu primeiro vestígio na tradição literária. questão 13. o acento indicativo da crase deveria permanecer. Décío Sena 378 . os termos destacados remetem ao mesmo referente. 11. se o termo destacado fosse subs­ tituído por “A sua essência”. em seu comentário inicial. sendo simultâneos o moral e o prático”. (D) Em resistiam naturalmente. sendo. é ao mesmo tempo moral e prático está clara e corretamente reescrita assim: “Confrontando os povos. (B) Em O seu conteúdo. na voz passiva o sujeito sendo indicado pelo pronome reto “Ela” e o agente da passiva sendo indicado por "por Platão” Na voz ativa» empregou-se o pretérito perfeito simples do indicativo. em virtude da sua própria natureza à exposição escrita dos seus segredos. a palavra mesmo. A afirmativa correta é: (A) Em A educação é uma Junção tão natural e universal da comunida­ de humana que. pelaprópria evidência. alusivo a "educação” Teremos. (E) A frase O seu conteúdo. será flexionado também em pretéri­ to perfeito do indicativo. consequentemente. empregaremos uma locução verbal passiva.Provas Comentadas da FCC e o objeto direto pelo pronome oblíquo átono V . vê-se que o mesmo conteúdo é bem próximo. nas duas ocorrências. não precisaria sofrer nenhuma alteração. O verbo principal “comparar” será empregado no particípio e era concordância com o sujeito "Ela” Deste modo. Na conversão da frase para a voz passiva. em virtude da sua própria natureza à exposição escrita. para que fosse mantida a correção da frase. aproximadamente o mesmo em todos os povos. o sentido original não sofreria alteração. confor­ me o padrão culto da Ungua. poderá dirigir-se à prova 11. Caso o candidato deseje ler acerca dos mecanismos de conversão de vozes verbais. encontraremos a oração de voz passiva: “Ela foi comparada por Platão ao adestramento de cães de caça”. em que o verbo "ser” auxiliar. (C) Em As regras das artes e ofícios resistiam naturalmente. aproximadamente o mesmo em todos os po­ vos. é ao mesmo tempo moral e prático. leva muito tempo a atingir a plena consciência daqueles que a recebem epraticam. se ou­ tra vírgula fosse posta antes de naturalmente. por isso. na substituição do segmento destacado por “expor na escrita”.

j (E) A frase O seú conteúdo.” j Afirmativa incojrreta. é ao mesmo tempp moral e prático ”. sendo simultâneos 0 moral e o prático.j gras das artes resistiam em virtude da sua própria . qué deixaria de acontècér devido à ausência de artigo] definido antjes da forma verbaPexpor” j. clareza no que se elaborou. as regras das artes resistiam em. j ! 379 Português . 0 jque o colocaria imolado.j ção escrita dos seus. 4 ao mesmo tempo moral e prático está cidra e corretamente reescrità as-\ sim : “Confrontando os povos. segredos”. inclusive. com ape­ nas uma vírgula após o advérbio “naturalinente” percebemos que o. Não há. naturajbnaente” j (D) Afirmativa incorreta.vir-j tude da sua própria! natureza à exposiçãd escrita dos seus segredos^’ ouj “ As regras dás artes^resistiam em virtude da sua própria natureza à ex-j posição escrita dos seus segredos. É como se' o advérbio surgisse no início ou no fim dó texto: “Naturalméhte. vê~se que oj mesmo conteúdo é bem prôxí j mo. A substituição de “exposição escrita” por “exporj na escrita” ijmpediria a existência do acento grave indicativo do fenô-j meno da crase. O fragmento que se sugeriu como paráfrase da passa-j gem originalmdnte retirada do texto da prova está muito afastado do sen-j tido original. aproximadamente a mesma em todos os povos. Os dois vocábulos sublinhados 7 pronome pessoal oblíquo átono e pronome possessivo» respectivamente . Do modo como esta pontuado o texto. (C) Afirmativa incorreta. aproximadamente o mesmo em todos os povos. ÍApresença de uma vírgula antecedendo o advérbio.são alusivos ao mesmo referente: "educação" j (B) Afirmativa incorreta.natureza à exposi.como mostramos: sua essência. ad­ vérbio citadcj traz informação circunstanciai para a forma verbal “résistia” apenas.Prova 1 7 -Agente Fiscal de Rendas/JCMS-SP/2006 Vejamos cada uma das afirmativas feitas nas [diversas alternativas da pre­ sente questão: | l (A) Afirmativa còrreta. faria cora que entendêssemos que o advérbio soeria introdutor de informação circunstancial alusiva a toda a oração “ As re. que peca por princípios de coesão. O segundo vocábulo “mesmo” nãoi sofreria qualquer modificação em sua forma. A substituição sugerida implicaria obrigatória flexão em gênero feminino da expressão *| amesma” .

a viagem de Colombo ocupa um lugar muito es15 pecial. As coisas funcionam do mesmojeito para os terapos que consideramos “nossosVou seja. Artes e Ofícios. quan­ to a importância de não sermos indiferentes à data. (B) a eleição de uma data ou evento é sempre relativa. o autor deixa claro que (A) sua indagação è meramente retórica. "A Psicanálise e o sujeito coloniaVVlN: Psicanálise e colonização: leituras do sintoma social no B rasil Porto Alegre. espécie de útero vital compartilhado . quando era rapaz. p. No primeiro parágrafo. em outras palavras. Assim acontece com as histórias de nossas vidas que contamos para os amigos e para o espelho: os inícios estão sempre em função da imagem de nós mesmos de que gostamos e que queremos divulgar. para áinaodernidade. pois aquele que elege o faz sob a pressão da imagem de si mesmo que é veiculada em seu tempo.) 12. E vice-versa: a visão de nosso presente decide das origens que cons fessamos (ou até inventamos). (Contardo Caliigaris. hoje. evocar o mar Mediterrâneo 20 este pátio comum navegável e navegado por milênios. Décio Sena 380 . Precisa.. contem­ plar. mas reto para frente. O momento que elegemos como originário de­ pende certamente da ideia de nós mesmos que preferimos. pois imediatamente a seguir justifica tanto a sua escolha do evento iniciai dá modernidade..As questões de números 12 a 20 referem-se ao texto abaixo Quando começa a modernidade? A escolha de uma data ou de um evento não é indiferente.). io Bem antes qué tentassem mé convencer dé que a data denascimento da modernidade era um espirro cartesiano {. do aban­ dono da casa materna e paterna. (C) o jogo intermitente entre presente e passado obscürece o sentido ori­ ginal dos eventos. não costeando. Entre elas. 1999. o primeiro capítulo dos tempos modernos erame são as grandes explorações. se en­ sinava que a modernidade começou em outubro de 1492.il-12. motivo peio qual deve ser constantemente contro­ lada a imagem que se tem dos marcos iniciais.para entender por que a viagem de Colombo aca­ bou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado. Descidas Saara adentro ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam comparadas com a aventura do ge~ novês. Precisa ler "Mediterrâneo” de Fernand Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar. Nos livros da escola.

As indagações retóricas são aquelas para as quais os textos não apresentam respostas. como in­ ferência permitida pela leitura do primeiro parágrafo do texto. não há possibi­ lidade de percebermos que exista obscurecimento no sentido original dos eventos e. determinados pela indiferença com que. O momento que elegemos como originário de­ pende certamente ãa ideia de nós mesmos que preferimos. 381 Português . tanto na história individual quanto na história das nações. A afirmativa tornou-se equivocada com a men­ ção de que aquele que elege uma data oü evento assim procede sob a pressão da imagem de si mesmo que é veiculada em seu tempo.(D) há um mecanismo comum na demarcação de datas inaugurais: elas flutuam na dependência doaspecto particular de si mesmo que o su­ jeito deseja ressaltar. que a imagem que se tem dos marcos iniciais deva ser constantemente controlada.. Vejamos todas as alternativas da presente questão: (A) Afirmativa incorreta. (B) Afirmativa incorreta. a expressão “o jogo intermitente entre presente e passado” é ab­ solutamente Inadequada semanticamente. São meros elementos utilizados para despertarmos a atenção dos leitores com respeito ao tema sobre o qual discorreremos. aquele que elege uma data ou um evento o faz segundo a imagem que se faz de si próprio. (E) existem distintos marcos de origem. Neste caso. menos dia. hoje. Além disso. De início. contem­ plar. ainda mais. A simples leitura atenta do período ora transcrito evidencia o acerto desta afirmativa: "A escolha de uma âata ou de um evento não é indiferente. e não da imagem que é veiculada em seu tempo. mais dia. que sofre interrupções. (C) Afirmativa incorreta. menos dia. as balizas são tratadas. Ê absurda a afirmativa "determinados pela indi­ ferença com que. Na ver­ dade. Deste modo. mais dia. à pergunta feita corresponde uma res­ posta proposta pelo autor. as balizas são tratadas”. E vice-versa: a visão de nosso presente decide das origens que con­ fessamos (ou até inventamos) ” (E) Afirmativa incorreta. ressaltemos que o adjetivo “intermi­ tente” faz menção ao que é descontínuo. (D) Afirmativa correta.

(C) o autor defende que o conhecimento exato do trajeto de Colombo e da geografia do Mar Mediterrâneo só é possível a partir da dimensão simbólica dos espaços conquistados. não possibilita a inferência de que a relevância das viagens do navegador genovês. segundo o texto. segundo sua enunciação. célebre pelas navegações no Mediterrâneo. (D) o lugar espedal que Colombo ocupa entre os exploradores não é legi­ timado pelo autor. o Saara. (B) Afirmativa incorreta. Mais uma vez. (E) a viagem de Colombo. Décio Sena 382 . no texto. era para o homem europeu da época um lugar em que estaria a salvo de perigos. Enfim. a dimensão simbólica que releva não está. apoiada em imagens fantasiosas. em 1492. observemos todas as afirmativas que foram feitas nos itens desta questão. e sim no espaço que fora deixado para trás. por exemplo. foram depreendidas a partir da leitura do segundo parágrafo do texto: (A) Afirmativa incorreta. tenha-lhe ficado abalada. (C) Afirmativa incorreta. Não há necessidade de evocarmos nosso conhe­ cimento de mundo para impugnarmos a presente alternativa. nos espaços conquistados. que o atribui a uma compreensão equivocada da viagem.Provas Comentadas da FCC 13. uma vez que ela está flagrantemente equivocada quanto ao vaior atribuído. que metaforicamente é sinalizado como “este pátio comum navegável e nave­ gado por milênios. deve o cará­ ter simbólico de sua viagem à memória dos que celebram a notável transposição desse mar de uma extremidade a outra. espécie de útero vital compartilhado" ou seja. Entende-se corretamente do segundo parágrafo que (A) Colombo. é uma travessia cujo caráter simbólico só pode ser elaborado quando se tem presente a imagem do Mediterrâneo. O simples fato de o autor do texto não equiparar à viagem de Colombo outras viagens que foram feitas cruzando-se. particularmente aquela em que chegou à América. comumente associada ao inicio da moderni­ dade. O autor defende a tese da importância de o homem ter chegado a outras paragens a partir da saída do mar Mediterrâneo. ou mesmo chegando-se à China por meio de inter­ mináveis caravanas. à viagem de Colombo. (B) o convencimento do autor acerca da importância da viagem de Colombo ficou abalado quando descobriu travessias de outra ordem de montes e desertos tão ou mais relevantes que a do genovês. que.

um dia. estando estes milê-j nios reportados a período anterior ao daá grandes navegações. assim] como do fim eqüivale a “finai”. j (C) acabou e continua settão é expressãò que alia um fato considerado pontual (ocorreu num momento precisò do passado) e um fato con-j siderado era sua permanência. | | (A) Afirmativa incorreta.s 383 Português .Agente Fiscai de Rendas/iCMS-SP/2006 (D) Afirmativa incorreta. navegado prír milênios.:assim.1maíi que se punia “retojpara frente”. A expressão 'navegável e navegado por milênios” j no contexto! indica-nos que o mar Mediterrâneo esteve navegável pojq milênios e foi. (E) Afirmativa correta.correta apreensão do simbolismo desta atitude. Nãojpro-j cede. para. como também chegar a ser navegado durante milênios”. em outras palavras. do item (C) desíja questão para obtermos à Explicação que referenda este item como còrreto. o emprego do futuro do pretérito “poderia permitir”. . ^hovameste. Como lemos na explicação precedente. iio fragmento acimaj (A) navegável e navegado p o r ntilêmos equiyaiè a “que poderia. j (. Poderemos. por semelhan-j ça. j (B) Afirmativa incorreta. Precisa. portanto.:empregada pelb ar­ ticulista. entre viagem de Colombo e inundo fechado.Prova 17 .para entender por que a viagem de \Colombo acabou e continua senão uma metáfora dofim do mundofechado. i [: E correto afirmar que.este pátio ico~ nmtn navegável e navegado por milê?tios} espécie âe útero vital comparti­ lhado . ’ M j (D) casa materna e pátema equiválé a “casa da mãe e do pai”. importância de que p leitor necessita compreender a da viagem que não simplesmente costéava o mar Mediterrâneo.' : } (B) para entender eqüivale a “para traduzir! corretamente em palavras”. efetivamente. não só permitir a navegação. ter a. j (E) a composição da metáfora baseia-se ria jáproximação. evocar o mar Mediterrâneo . do abandono da casa ma­ terna epaternaJ . salienta a. A expressão “para entender”. j ] \ : \ ! Vejamos todas as afirmativas feitas com respeito ao fragmento textual) transcrito: j . recorrer à explicação. em ne­ nhum momento do jtexto a imagem de Colombo é posta em cheque pelo autor.

didaticamen­ te observado.foi a obra que mais o teria impressionado sobre o assunto. ainda poderemos encontrar “por quê” e “por­ quê”.. além destas duas formas gráficas. do abandono da casa materna e paterna (E) Afirmativa incorreta. . itens (B)> (C) e. entre "mundo fecha­ do” e “espécie de útero” 15.para entender p or que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora.. o marco de início da era moderna: este é um fato considerado em sua permanência. (E) _____ . Realmente. a frase que deve ser preenchida com forma idêntica à destacada acima é: (A) Alguém poderá perguntar: —O autor citou Braudel.. Teceremos comentário acerca das duas primeiras grafias na prova 24. o marcó ide início da era moderna: este é um fato pon­ tuai. Esta questão explora a grafia de “por que” e de “porque”. principalmente (D). A viagem de Colombo acabou sendo.” Entretanto a substituição de “do fim” por “final” é inviável. (D) Referências são sempre interessantes.(C) Afirmativa correta. a via­ gem de Colombo continua sendo. A composição da metáfora existente no texto está fundamentada na aproximação. (D) Afirmativa incorreta. para estar de acordo com o padrão culto. do abandono da casa da mãe e do pai.. No que se refere à grafia. questão 12 . (B) Gostaria de saber _____ ele se interessou especificamente por essa obra de Braudel acerca do mar Mediterrâneo._____ ?. ocorreu num momento preciso do passado: Por outro lado._____ despertam curiosidade acerca da obra. Sabemos que. também didaticamente observado. Décio Sena 384 . respondeu alguém quando indagado sobre o motivo da citação. sob pena de se provocar desvio semântico: “ para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora final do mundo fechado. (C) Quem sabe o _____ da citação da obra de Braudel?. a substituição de "casa materna e pa­ terna” por “casa da mãe e do pai” é possível no fragmento que fun­ damenta esta questão: < ( para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado. por semelhança.

385 Português .. (C) Desta vez surgiu o substantivo “porquê”. com o timbre da vogal tônica fecha­ do. diferente da átona com que soa em início de período. nesta última lacuna» a conjunção coordenati­ va explicativa “porque”. agora. de “tempos que nos são estranhos”). que porta acento circunflexo porque se trata de vocábulo oxítono terminado em “e”. daí o emprego do acento circunflexo. assim. exigindo que se entenda o enunciado em sentido contrário (tra­ ta-se. com pronúncia tônica para o vocábulo “quê”.este pátio comam. (B) Temos. tal qual na se fez na alternativa anterior. portan­ to. (E) Bmprégou^se novamente. que recebe acento circun­ flexo por ser monossüabo tônico terminado em “e” com timbre fechado. sem prejuízo da correção. sem acento gráfico. (E) A vírgula antes de não costeando (Unha 18) pode ser substituída. e. precedido de artigo que é vocábulo oxítono terminado em "e”. emprego da preposição "por” e do pronome interrogati­ vo “que” em oração de interrogação indireta. Empregamos “por quê” em interrogações. compartilhado —(linhas 20 a 21) isolam uma apreciação acerca do Mediterrâneo e são equivalen­ tes a vírgulas. agora. como tal. situa­ ção em que o vocábulo “que” tem enunciação tônica. (B) Òs parênteses em (ou até inventamos) . (D) Empregou-se a conjunção coordenativa explicativa "porque”. o preenchimento das lacunas da presente questão: (A) Temos o emprego de “por que”.A» porque . 16» A única afirmação incorreta sobre os sinais de pontuação empregados no texto é: (A) Os dois pontos após vice-versa : (linha 4) anunciam um esclareci­ mento acerca do que foi enunciado..linha 5 ." ' ■ 1 3 '* * * " ' * * \ ^ n u ct> / I V -/V O -^ r /jiU U O « Completamos nossos comentários relativamente à grafia de “por quê” e . nas quais a preposição “por” e o advérbio (ou pronome interrogativo) “que” surgem no fim do texto.incluem comentá­ rio considerado um viés do que se afirma. A grafia “ porquê” é do substantivo . Vejamos.e. por isso. com timbre fe­ chado em sua vogal tônica. dissílabo átono e. em fim de oração interrogativa. (Ç) Ás aspas em “nossos” (linha 9) firmam o caráter irônico da expres­ são. por travessão. (D) Os travessões em .

dada a menor frequência com que tais sinais surgem. personalísticos. antes de tudo. em seguida. que. já que se entrelaçam. uma vez que tal nomeação resulta de critérios. efetivamente. apesar de serem dois grupos vocabulares. espécie de útero vital compartilhado*) desempenha.o aposto mencionado. nenhum prejuízo adviria ao texto. assim. sendo “espécie de útero vital compartilhado” com o que uma ratificação do que antes se afirmou com “este pátio comum navegável e navegado por milênios” O fragmento in­ teiro (“este pátio comum navegável e navegado por milênios. com o emprego das aspas. papel morfossintático de aposto e. Não há qualquer ironia no emprego de "nossos” mas sim a intenção em realçar um vocábulo com emprego semântico que se afasta de seu sentido próprio. um tempo que seja nosso. no substantivo “ tantivo “espécie de útero": “este pátio comum navegável e navegado por milênios” e 4 ‘espécie de útero vital compartilhado” Na verdade. Percebemos. por extensão de sentido.provas Comentadas da FCC Observemos os comentários feitos acerca de passagens de pontuação rela-* tivamente ao texto de Contardo Caliigaris para. apresenta. apontarmos a alternativa em que se faz afirmação incorreta: (A) Afirmativa correta. usualmente. que não há. o emprego de travessões deve-se ao interesse de o re­ dator pôr em relevo estilístico . empregado com sentido diferente do que. foi empregado nesta alternativa como sinônimo de “meio furtivo ou tortu­ oso de se obter algo” (C) Afirmativa incorreta. os dois pontos preparam o leitor para o esclarecimento que se faz com o fragmento “a visão de nosso presente âeciâe das origens que confessamos (ou até inventamos)? (B) Afirmativa correta. desta forma. é a indicação da posse. desempenham um único papel na estrutura da oração. como está sugeri­ do. neste caso. O substantivo “viés”. Na verdade. Observemos o emprego dos travessões que isolam o fragmento “ este pátio comum navegável e navegado por milênios. es­ pécie de útero vital compartilhado" Trata-se de fragmento revestido de valor explicativo para o sintagma "o mar Mediterrâneo“ Podemos ob­ servar que está representado por duas afirmativas cujos núcleos repou­ pátio” e no grupo de valor subs­ sam. caso os tra­ vessões fossem substituídos por um par de vírgulas. (D) Afirmativa correta. no confronto com as vírgulas . Décio Sena 38 6 . respectivamente. Ha verdade.

este gabarito foi alterado para o item (C). posto no início da ora] ção por ele iniciada.da questão paija podermos Indicar aquela em que não há deslizes de regência: j j (A) Alternativajmcorreta. exigida.Ferreira. res[pectivamente. onde ainda pode. e que foi posto à dispo­ sição dos candidatos no “site” da Editora. originalmente. “idas reto para a frente”] Esta questão. | ' :)■ No comentário dfesta quéstão transcrevemos jjassagens de recurso que pre­ paramos na época em que a prova foi aplicada. i (B) Estavam cientes de Ique teriam muito afkzer para conseguir os regis-| tros de que dependiam.Prova 17 —Ageríte Fiscal de Rèndas/{CMS-SP/2006 (E) Afirmativa correta Á troca da vírgula pelb travessão sugerido não im­ plicaria qualquer deslize de pontuação é promoveria: maior relevo esti­ lístico para a òração reduzida de gerúndio f “não costeando5 ' e da expres­ são que a retifica. teve seu gabarito divulgado pela Banca Examinadora em (D). j l * \ (D) Foram informados que esboços da inóspita região circundada çomj imensas pedras podiam ser consultados. Posteriormente. j j (C) Encontraram-se referências à coerção1 que marinheiros mais ex-j perientes faziam contra os mais novos que trabalhassem mafsj j arduamente. por exij gência do regime do verbo "apoiar-se”. O pronome relativo'“que”. Atentou-se para a exigência de os dois pronomes relativos serem igualmente regidos pela preposição “de”. jA frase corretamente redigida será: “Esperavam encontrar todos os documentos em que os estudiosos se apoiarar^. | (E) Havia registro de uma insatisfação em|que os insurretos às atitudesarbitrárias jde um navegante foram impedidos de lhe inquirir. I • j A frase em que a (regência está totalmente de acordo com o padrão culto é: j (Á) Esperavam jencontrar todos os documentos que os estudiosos se | apoiaram para descrever a viagem deColombo.” j (B) Alternativa correta. para descrever a viagem deiColombo.ser encontrado. j Vejamos todas ás alternativas . deve ser antecedido^ pela preposição “em”. pelo adjetivo “cientes” e pela forma verbal “dependiam! 387 Português . .

” (E) Alternativa incorreta. por força de seu verbo principal “informar” exige que a conjunção su­ bordinativa integrante “que" surja obrigatoriamente regida pela pre­ posição “de”. pode-se observar a ausência da preposição “para" regendo a última ora­ ção do período.(C) Alternativa incorreta. para que haja mais facilidade de observação. O texto ficará correto com a grafia: “Foram informados de que esboços da inóspita região circundada com imensas pedras po­ diam ser consultados. de natureza final . Décio Sena 388 . inclusive por excesso. desempenha papel sintático de objeto direto da forma verbal “inquirir”. o pronome oblíquo átono “lhe” Assim ficará o tex­ to corretamente redigido e. a despeito da exiguidade do vosso tempo. última palavra do período. 18. Está indevidamente empregado. mas a questão não pára por aí: há pon­ tos mais complexos em discussão. (B) Sob a rubrica de “As grandes explorações”. insertas era texto bastante aces­ sível ao leigo. o autor leu muito do que lhe sucitou interesse pelo tema e desejo de pôr em discussão algumas questões. (E) Disse adivinhar o que alguns detratores diriam acerca dé questões polêmicas como a de rever o significado assente de fatos históricos: “é mera questão de querer auferir prestígio”. após a retificação necessária: “Encontraram-se referências à coerção que marinheiros mais experientes faziam contra os mais novos para que trabalhassem mais arduamente. (D) As reflexões do iminente estudioso. A frase que está totalmente de acordo com o padrão culto da língua é: (A) Todos reconheceram que Vossa Senhoria. O pronome relativo “que” localizado antes de “os insurretos”. nada têm daquele teor iracível e tendencioso que se nota em algumas obras polêmicas.O texto assumirá a seguinte forma. sempre recebeu os estudiosos do assunto e lhes deu grande apoio. (C) Certas pessoas consideram ultrage a hesitação em associar o início da modernidade à Descartes. A partir do contexto presente nesta alternativa. com suas orações constitutivas apontadas: [“Havia registro de uma insa­ tisfação] [que os insurretos às atitudes arbitrárias de um navegante foram impedidos de inquirir”].” (D) Alternativa incorreta. A locução verbal passiva “foram informados”.

como. Nada existe. O período corrigido assumirá a forma: “Todos re­ conheceram que Vossa Senhoria. para ser corrigido neste item.Agente Fiscal de Rendas/lCMS-SP/2006 Vamos à reescritura de cada um dos textos presentes nas alternativas da presente questão. erro gráfico em “irascível”. insertas em texto bastante acessível ao leigo. adjetivo que significa “firme”. que não recebe acento circunflexo. equivoco no tocante ao emprego do acento grave indicativo do fenômeno da crase. o autor leu muito do que lhe suscitou interesse pelo tema e desejo de pôr em discus­ são algumas questões” (C) Alternativa incorreta. “tirar” “colher”. mas a questão não para por aí: há pontos mais complexos em discussão. Devidamente retificado. que significa “obter”. sempre recebeu os estudiosos do assunto e lhes deu grande apoio ” (B) Alternativa incorreta. Houve erro de grafia na forma de 3apessoa do sin­ gular do pretérito perfeito do indicativo do verbo “suscitar”. Está grafado incorretamente o substantivo “apoio”.'que não pode ser empregado antes de palavras masculinas. “assen­ tado” e do verbo “auferir”. Deveria ter sido grafa­ do “eminente”. O Acordo Ortográfico vigente a partir de janei­ ro de 2009 suprimiu o acento na forma verbal “para” (do verbo "parar”). O texto estará correto com a forma: “Certas pessoas consideram ultra­ je a hesitação em associar o início da modernidade a Descartes.exige o emprego de verbos e pronomes em terceiras pessoas do singular ou do plural. o emprego do pronome pessoal "vosso”. e não tem empre­ go correto na passagem de texto em que surgiu. "Vossa Senhoria” . o período assumirá a forma: "Sob a rubrica de ‘As grandes explorações’. ainda.” (E) Alternativa correta. ainda. o texto restará: “ As reflexões do eminente estudioso. Errou-se a grafia do substantivo “ultraje” Cometeu-se. Está corre­ ta e é merecedora de atenção pela frequência com que surge em provas a forma gráfica paroxítona de “rubrica”. Está incorre­ to. 389 Português .. Após as correções. “distinto”.” (D) Alternativa incorreta. de 2 ° pessoa do plu­ ral. procedendo às correções que se fizerem necessárias: (A) Alternativa incorreta. por èxempio. Ressaltemos a grafia de “assente”. Houve emprego inadequado de parônimos: “imi­ nente". A concordância feita com pronomes de tratamen­ to .Prova 17 . Há. então. bem como antes de nomes de vultos históricos ou de entidades religiosas. que significa “proeminente”. a despeito da exiguidade do seu tem­ po. nada têm daquele teor irascível e tendencioso que se nota em algumas obras polêmicas. que significa algo que está prestes a ocorrer.

igualmente. “incendiar”. Mudança de radical exatamente igual a esta que ocorre nas formas verbais rizòtônicas do verbo “mediar” acontece com os verbos “ansiar”. para concordar com seu sujeito. “remediar”. Empregou-se o corretamente verbo “propor”. “frear” e tantos ou­ tros. Trata-se. derivado de “pôr”»no infinitivo pessoal {ou flexionado) e o verbo "me­ diar”. A frase que respeita o padrão culto no que se refere à flexão é: (A) No caso de proporem um diálogo sem pseudodilemas teóricos. como “passear”. que é deri­ vado de “vir”."medi” nas formas rizòtônicas. de que adviram os textos de difusão que produziu. Em segui­ da a este radical modificado surge. (D) Em troca-trocas acalorados de ideias. Décio Sena 390 . Analisemos todas as alternativas desta questão» na quai se solicita que o can­ didato aponte a frase que respeita o padrão culto no que se refere à flexão: (A) Flexões verbais corretas. Assim. como as que interviram no último debate público. “odiar” e “intermediar” . certamente apresentará com mais tranqüilidade sua contribuição. Está corretamente empregado o substantivo composto “pseudodi­ lemas” em número plural e em gênero masculino.além de surgir. indicado pelo pronome relativo “que” representante semântico de "professor”. (B) Está incorreto o emprego do verbo “intervir”. em todos os verbos que terminem em “ear”. de forma rizotônica e seu radical será modificado para “medei”. observamos que a vogai tônica incide sobre a vo­ gal em que. poucos se atêem às questões mais relevantes da temática. como naturalmente ocorre. Este verbo. (E) Quando aquele grupo de pesquisadores reaver a credibilidade com­ prometida nos últimos revés.que é de­ rivado de “mediar" . “nomear”. a voz te­ mática “a”. na 3a pessoa do presente do indicativo. então. deveria ter surgido com a grafia “intervieram”. corretamente empregado no plural em “clãs”. (B) Chegam a constituir-se como clãs os grupos que defendem opiniões divergentes. O subs­ tantivo “clã”. é de gênero masculino. (C) Ele era o mais importante testemunha do acalorado embate entre opi­ niões contrárias. Convém relembrarmos que o verbo “mediar” sofre alte­ ração em seu radical . em “medeia”. São rizotônicos os vocábulos cujas vogais tônicas estejam no interior dos radicais. originalmente.Provas Comentadas da FCC 19. estaria o “i" do radical. o professor visitante diz que medeia as sessões.

. de cujo dados discordou-sè.! Português! i . . I l i ■ . Está correta a flexão de plural a que se submeteu o substantivo “troca-troca”. cuja 3a pessoa do plujrai do presente do indicativo é “têm” deveria tersido grafado “atem”. é grafado na fórmá “advieram”] Está também incorretamente flexionado em gênero mas-j culino o substantivo “testemunha” quejé sempre precedido do artigq “a”. (E) O relatório. todas as questões que lhe erampóstas elejulgava irrelevantes. foi rejeitado imediatamen­ te. em caráter de urgência.Prova 17 . na 3tt pessoa do pluralidè pretérito perfeito do indicati-j vo. ! j (C) Ê sempre falível. deriva-. i (D) Suponho que devem existir sérias razões para ele ter-se comportado assim. A frase em que a concordância está em conformidade com o padrão culto é: (A) Os advogados reclamaram da indecisão do depoente. na passagem em que surgiu. tempo verbal ajustado para a presente passagem. para não a confundirmos cóm a i grafia de “revezes”. para o qual existem as for-l mas válidas de “troca-trocas”.2 a pessoa do singular do presente do subjuntivo do! verbo “revezar” j j ! ■ j20. como surgiu nesta alternativa da ques­ tão. | (B) Era intrincada a associação de ideias dcj promotor e o apelo que fazia) aos jurados^ o que. no plural.Agente Fiscal de Rendas/ICMS-SP/200è (C) Está incorreta a forma verbal “advirara! O verbo “advir”. por ser futuro do subjuntivo. .meu ver. que. t‘ í : : t: ' : I (E) Está equivocado o emprego da forma veijbal "reaver”. . como neste caso. a. reportajdo a eventuais seres de gênero masculino. sem percebei] que as perguntas que a ele eram dirigidas lhes parecia obscura. consideradas as circunstâncias. . ainda qjue. tendo sido sugerido. do de “ter” j. (D) Está incorrèta a forma gráfica atêem” jjá que o verbo “ater”.verbo. os conduziram aj uma decisão questionável. pizemós que é um substantivo sobrecomum. e "trocás-trocas”. os juízos que se fundamentam mais naj verve do orador que no conteúdo de seu discurso. É importante observarmos a fle-i xão de plurai que sé aplica em "revés”. também dej rivado de “yir”. deveria ter sido grafado “reouver” Está também incorretamente! fiexionado o substantivo. mesmo quando osj ouvintes lh^ neguem aquele predicado. á sua plena revisão ou até mesmo sua substituição. "re-j veses” grafado deste modo. difí-i ceis de serem compreendidas. [ j r i I I i 391 I | ! .

os conduziu a uma decisão questionável. A concordância feita de modo gramatical lógico. com núcleo no substantivo "perguntas” Tem de ser empregada. Este fato impli- Décio Sena 392 . Assim. ambos os vocábulos citados. difíceis de serem compreendidas. O verbo “ser”. o período tal como se apresentou» mas com suas ora­ ções já divididas: [“Era intricada a associação de ideias do promotor e o apelo] [que fazia aos jurados. já apontado. na qual surge um pronome demonstrativo “o”. que abre o texto.” (B) Concordância verbal incorreta.]. “associação". que o antecede. o pronome relativo que inicia a ter­ ceira oração é representante semântico do pronome demonstrativo “o”. concordando em gênero feminino e em número plural com o substantivo “circunstâncias” Ficará o texto deste modo redigido. após a correção necessária: “Era intricada a associação de ideias do promotor e o apelo que fazia aos jurados. Está correto o emprego do particípio “consideradas”. procurando identificar aquele em que não ocorreram deslizes de concordância: (A) Concordâncias incorretas. a concordância verbal e a nominal feitas por atração. que lhe surge posposta. o verbo “conduzir”. Observamos. considera­ das as circunstâncias.” (C) Concordâncias incorretas. então. [consideradas as circunstâncias] os conduziram a uma decisão questionável”. O texto ficará corretamente redigido deste modo: “Os advogados reclamaram da indecisão do depoente. com os dois núcleos também estaria correta e apontaria “Eram in­ tricados” Na segunda oração. Desse modo. tem como sujeito a expressão “os juízos”. Observemos de inicio. ou seja. o que. funcionando sintatícamente como aposto resumitivo. que se refere ao mesmo substanti­ vo “perguntas”. o que justifica o emprego de "Era” na 3a pessoa do singular e de “intricada” em feminino singular: é que estão. na forma “conduziu”. em 3* pessoa do plural. sem per­ ceber que as perguntas que a ele eram dirigidas lhes pareciam obscuras. e para melhor compreensão. Igualmente flexionado tem de surgir o adjetivo “obscura”. tem de surgir na ter­ ceira pessoa do singular. o] [que.Vejamos cada um dos períodos constantes nas alternativas desta ques­ tão. Á forma verbal “parecia” tem como sujeito a expressão “as perguntas”. na primei­ ra oração. que lhes está mais próxi­ mo. con­ cordando com o primeiro núcleo do sujeito. cujo sujeito é o pro­ nome relativo surgido após o demonstrativo “o”. a forma verbal “fazia" está concordando corretamente com o seu sujeito implícito “promotor” A terceira ora­ ção apresenta fato gramatical já visto em algumas outras questões co­ mentadas neste trabalho: está sendo intercalada por outra oração.

para concordar com o seu referente: "discurso”. em caráter de emergência. os juristas.Prova 17 . são frases de adultos. Não. com núcleo no substantivo "razões”. O perigo está em que o movi­ mento de busca cesse e dê lugar à paralisia dos valores estratificados. e em princípio é legítima: está na base io de todas as culturas. O pronome oblíquo átono “lhe”. surgiu corretamente empregado no singular: “lhe”. foi rejeitado imediata­ mente. reite­ radas a propósito das mais diferentes pessoas. 393 Português . os políticos. núcleo de seú sujeito.Agente Fiscal de Rendas/iCMS-SP/2006 caemprego verbal em 3a pessoa do plural: “São”. pro­ voca os filósofos. em meio ao caldeirão de valores da sociedade moderna. Sicrano è “do mal”. Igualmente em pluràl deve ficar o predicativo "falíveis” referido ao mesmo substantivo "juízos” Observe-se a correção do emprego em singular do pronome oblíquo átono "lhe”. a meu ver. dá sustentação a religiões e inspira ideologias. (E) Concordâncias nominais incorretas. a forma de particípio "sugerido” tem de ser empregada no gênero feminino. Essa oposição rudimentar revela a necessidade que temos de estabele­ cer algum juízo de valor para a orientação da nossa própria conduta. para que se promova sua devida concordância com o subs­ tantivo "revisão”. os juízos que se fundamentam mais na verve do orador que no con­ teúdo de seu discurso. que deveria ter sido empregado em plural. Tal busca de discernimento é antiga. O julgamento definitivo e em preto e branco que elas implicam 5 parece traduzir o esforço de adotar. de cujos dados discordou-se. não são crianças co­ mentando um filme de mocinho e bandido. a sua plena revi­ são ou até mesmo sua substituição ” As questões de números 21 a 30 referem-se ao texto abaixo Acerca do bem e do mal Fulano é “do bem”. um princípio básico de qualificação moral e ética. Inicialmente. O texto ficará retificado deste modo: “São sempre falíveis. errou-se a flexão do pronome adjetivo relativo "cujo”. mesmo quando os ouvintes lhe neguem aquele predicado” (D) Concordâncias corretas. i?as mais diversas situ­ ações. na qual o verbo auxiliar "devem” está em flexão de 3n pessoa do plural para que a locução concorde com o seu sujeito indica­ do por "sérias razões”. uma vez que relacionado com o substantivo "dados” Além dis­ so. Está correta a concordância da locução verbal "devem existir”. por se referir ao pronome reto “ele”. O texto estará retificado deste modo: “O relatório. tendo sido sugerida.

(A) acusar a maleabilidade dos princípios jurídicos. que 40 merece ser analisada e enfrentada em suas particulares manifestações históricas. sobejamente. Não h á . a que levam tais ideologias absolutistas. mascarados pela suposta preservação de princípios da civilização. A busca de distinção entre o que é “do bem” e o que é “do mal” traz consigo ura dilema: por um lado. Lembrando o instigante paradoxo de um filósofo francês. Décio Sena 394 . que se atribuem o direito de julgar o outro segundo o critério da religião que este professa. pois faculta ao mais forte a iniciativa de intervir na vida e no espaço do mais fraco. A História já nos mostrou. as20 sim. há a preocupação constante de. A escolha do critério de julgamento é sempre crítica 35 e sofrida quando responsável. o desejável} por outro lado. na rota da civilização. não podemos dispensar alguma bússo­ la de orientação ética e moral. (Cândido Otoniel de Almeida) 21. que aponte para o que parece ser o justo. restará a terrível fatalidade dos dogmas. da etnia a que pertence.Provas Comentadas da FCC O exemplo pode vir de cima: quando um chefe de poderosa nação passa a classificar países inteiros como integrantes do “eixo do mal”. 30 o correto. de fato. comprometemos de vez a di­ nâmica que é própria da história e dos valores humanos. a responsabilida­ de dessa escolha. de que fala o filósofo. Essa divisão tosca é. constituições que não admitam revisões. es15 tá-se proclamando como representante dos que constituiriam o “eixo do bem”. da qual decorrem indesejáveis ambigüidades na interpretação das leis. A intolerância em relação às diferenças culturais. do regime político que adota. É quando a ética saí de cena. para dar lugar àbarbárie. a escolha en­ tre o que é “do bem” e o que é “do mal” é uma questão sempre viva. se o norteamento dos nossos juí­ zos for inflexível como o teimoso ponteiro. cos­ tumes inalteráveis. sob a alegação de que o faz para preservar os chamados “valores funda­ mentais da humanidade” Interesses estratégicos e econômicos são. dispensando-se.e mais fracas. Se assim não for. por exem25 pio. Na argumentação com a qual o autor desenvolve o tema central do texto. leis eternas. “estamos condenados a ser livres”. muito conveniente. estará garantido um espaço cada vez maior para a ação dos fundaraentalistas de todo tipo. porém. Nessa compulsória liberdade. acaba levando o mais forte à subjugação das pessoas “diferentes” .

o texto faz a apologia das distintas valoraçõesjéticas e morais que provêmidas diferenças étjicas e culturais existentes entre povos distintos. que se devem estabe-j lecer no dinamismo que é próprio da ilistória e dia análise crítica. ] (B) Afirmativa incorreta. Em nenhum moiJénto o articulista prega ai su­ pressão da diferença entre o bem e o mal| ou mesmo a inexistência de­ les. Afirma. A direção argumeritativa do texto é rigorosamen.Agente Fiscal de Rendas/ICMS-SP/2006 ' í * (B) defender a hecessidade de paradigmas éticos e morais que despre-i zem difereiiças culturais e políticas entre os povos. a fim de que. ‘ (D) relativizar à importância dos vaiores eticos e morais. Em todo o texto. j Í S .j te oposta à que se lê nesta alternativa. Como já comentamos na alternativa (B). tjem como a ambigüidades in-j desejáveis na interpretação das leis.se lê acerca de leis. qualquer menção a supostaj maleabilidade dos princípios jurídicos. | a partir dest. que não é possí­ vel a eleição jâe um unico critério para qué se fixem os princípios éticos. j: ! Vejamos cada uma das afirmativas que surgiram nos itens desta questão: | (Á) Afirmativa ihcorreta.Prova 17 . : j ! (C) Afirmativa cíorreta. possa estabelecer-se análise crítica isenta j de pardaüdádes. claramente. isto sim. (E) Afirmativa incorreta. : | :" I (D) Afirmativa incorreta.e procedimento. Não há. i . no sentidò de| que não pocíem ser desconsideradas. Depreendemos. O qué. antes deve-se atentai* para as diferenças culturais existentes entre osipovos. | ■ ' | • i 395 Português . ! (C) condenar a jestratificação dos princípios éticos. ocorre a valori-1 zação das diferenças culturais e políticas. entre os povos. uma vez que| não é dada ao homem a faculdade de adotá-los livremente. no texto ilido. que e bastante difícil que se estabele­ ça esta distinção. da leitura do texto. em vista da impos-í sibilidade dje fixação de valores éticos e|morais permanentes. ! j (E) suprimir a diferença entre o que é o bem e o mal. diz respei-| to ao fato dej não existirem leis irrevogáveis. bem como para o próprio curso que jà História toma.

Vejamos cada uma das afirmativas presentes nos itens numerados de I a III: I Afirmativa correta. Julgamento (. (D) II e III.) em preto é bràhco(l° parágrafo) e divisão tosca (2o parágrafo) são expressões que ajudam a esclarecer o sentido de norteamento (.22. está correto o que se afirma em (A) I. Em relação ao texto. do regime político que adota. III. apontava para a informação de “julgamento (. Afirmativa correta. da etnia a que p e r t e n c e em que revela sua tese de que há ideologias absolutistas e in­ tolerantes.. como “tosca”.. somente... A referência a um chefe ãe poderosa itação (2o pãrágrafo) ábre a de­ monstração de que há ideologias absolutistas e intolerantes que se sustentam pela força. o au­ tor está-no$ fazendo perceber a inflexibilidade da percepção do aludido dirigente. A ideia sugerida por “norteamento” tem a ver com os sentidos de "rumo” “direção” presentes no vocábulo “norte” que lhe dá origem. A referência feita ao chefe âe uma poderosa nação serve para que o autor. (B) I e II. II. Décio Sena 396 . II. ao adjetivar a classificação empregada por um governante com respeito a países integrantes de um suposto “eixo do mal”. na seqüência do 2oparágrafo. exemplificadas pela posição do “chefe de poderosa nação”. II e III. somente. previamente.. (E) somente. que se sustentam pela força. sobejamente. que se attibuem o direito dejtãgaro outro segunâo a critério da religião que este professa.) em preto e branco” por meio do substantivo “bússo­ la” empregado pouco antes dè "norteamento” Do mesmo modo. (C) I e IIÍ.) inflexível (3° parágrafo). argumente que “ A História já nos inostivu. A frase “estamos condenados a ser livres” (3o parágrafo) instiga o autor do texto a justificar a posição áos fimdamentalistas de todo tipo (3o parágrafo).. Considere as seguintes afirmações: I. e que. a que levam tais ideologias abso­ lutistas. somente.

para dar lugar à barbárie” permite a observação de que a chegada da barbá­ rie ocorre ápós a saída da ética da cena. (E) de alternância entre duas situações semelhantes. (C) de simultaneidade entre duas ocorrências interdependentes? (D) de causalidade entre valores antagônicos. quando a intolerân­ cia em relação às diferenças culturais acaba levando o mais forte a subjugar as pessoas consideradas por ele como “diferentes”). como vimos.dos* Além disso. agora. para dar lugar à barbárie” (C) Afirmativa incorreta. Não é possível que os dois fatos ocorram simultaneamente. o acesso da barbárie à cena e a saída dela por parte da ética não são fatos independentes.Agente Fiscal de Rendas/lCMS-SP/2Q0õ III Afirmativa incorreta. A menção '‘estamos condenados a ser livres” está em absoluta oposição à visão de mundo que possuem os “fundamentalistas de todo tipo” Estão corretas. são a ética e a barbárie. para o autor. ao mesmo tempo. as afirmativas contidas em I e II. (B) Afirmativa incorreta. Os valores antagônicos.Prova 17 . o autor do texto estabelece uma relação de causalidade entre valores antagônicos. Ê quando a ética sai ãe cétiayp ara dar lugár à barbárie * Na frase acima. Vejamos. a ética sai de cena para dar lugar à barbárie. evidente­ mente. em virtude de a ética dela ter saído. Dê início. A redação U É quando a ética sai de cena. a simples justaposição de fatos seria in. Não há. fatos hipotéticos em “Ê quando a ética sai de cena. sendo o primeiro deles conseqüência do segundo. 23. em determinada situação (no caso. então. (B) entre uma hipótese e um fato que a confirma. Ao estabelecer que. Evidentemente não há duas situações semelhan­ tes em “a ética sai de cena para dar lugar à barbárie” 397 Português . as outras alternativas: (A) Afirmativa incorreta. (E) Afirmativa incorreta. ou seja. A resposta está na alternativa (D). a seqüência dás ações sai ã é cena e dai' lugar estabelece uma relação (A) de justaposição de fatos independentes. Causalidade decorrente de a barbárie entrar em cena. dício da ausência da relação semântica causai que envolve os fatos cita.

vemos o emprego de “em princípio”. assim como a forma verbal cognata. “maniqueísmo” é doutrina que se apóia na existência dos princípios opostos exis­ tentes entre o bem e o mal. A substituição de “rudimentar” por "grosseiro" é pacífica. Podemos observar.significa “no começo”. (B) tal busca de discernimento . a ideia de “oposição” está contida em “maniqueísmo”. mas com “em tese” Não se pode aceitar. “que Décio Sena 398 . a substituição de “legítima” . Não é aceitável a substituição de “discernimento” .por “relativização” . Na verdade. (C) em princípio é legítima = inicialmente é irredutível. o candidato ne­ cessitou saber o significado da expressão “a princípio” Agora. Editora Objetiva* com sentido de “ato ou efeito de relativizar”.capacidade de compreender situações. o momento de estabele­ cermos a distinção entre “em princípio” e “a princípio”: “em princípio” significa “antes de qualquer consideração”.Provas Comentadas da FCC 24. Na questão 9» desta mesma prova. Chegou. Esse substantivo.verbete encontrado no Dicionário Eletrônico Houaiss.que significa “que tem força de lei”. O substantivo “oposição” foi substituído por “mani­ queísmo” empregado metaforicamente.essa tentativa de relativização. enquanto “a princípio” . (E) provoca osfilósofos . mas que não há correspondência com “inicialmente”.ctraduções” feitas com respeito às passagens origi­ nais do texto. Como sabemos. então. “antes de tudo”. antecedentemente» que paráfrase é a reescritura de um texto» Vejamos cada uma das . (B) Paráfrase incorreta. que se empregou cor­ retamente a expressão “em princípio”. este modelo de questão requer que se estabeleçam paráfrases de fragmentos textuais. também. “em tese”.dissimula-se entre os pensadores. “no iní­ cio”. de distinguir o certo do erra­ do .recordemos . “na fase inicial”. (A) Paráfrase correta. Considerando-se o contexto do primeiro parágrafo. Assim. traduz-se correta­ mente o sentido de uma frase ou expressão em: (A) essa oposição rudimentar ~ esse grosseiro maniqueísmo. (C) Paráfrase incorreta. então. não aparecem nos dicionários eletrônicos Aurélio e Michaelis. (D) paralisia dos valores estratificados » imobilização dos atributos improvisados. Já vimos.

Não há tangência semântica entre “provoca” que significa “desafia”..não é viável a subs.. | (E) Paráfrase incorreta.) | (B) A dificuldade de eles distinguirem entre as boas e as más ações (. que é ó niícleo do sujeito da oração do verbo “trazer”.) I (0 ) Essa divisão| entre ó bem e o mal. (.j tituição de “piores estratificados” ou “valores estagnados" (por deriva-1 ção de sentido) pórjw atributos improvisados” ou seja» “qualidadesique! surgem sem [planejamento” \ j. com núcleo. ..) 1 (C) Muitas pesscjas sabehi que tal alteràatíva.por “irredutível” .(.Prova 1 7 .que significa “írre-1 duzível”..) { I (E) As osdlaçõei que todo indivíduo experimenta entre o bem e o mal (. I I | ■ •í■ 399 | j ( Português . 25. \ í (A) O fato de quase todas as pessoas oscilarem entre o bem e o mal (. "perseverante”* . se aceite a substituição de “paralisia” j por “imobilipação” -por extensão de significados -.Agânte Fiscal de Rendas/lCMS-5P/2006j • . "fingsj". numa alternativa cujai es­ trutura textuki é idêntica à do item antericp O sujeito do verbo “trazer”. | j (D) Paráfrase incorreta..I víduos. “autêntico".\ é legal”. Considere a seguinte frase: A busca de distinção entre o que é “ão bem” e o que é “do mal” traz coiisigo um dilema | O verbo trazer deverá ílexionar-se numa forma do plural caso se substí. para que concorde com o seu sujeito. que é ‘A dificuldade” tem seu núcleo no substantivo “dificuldade”. indicado por “O feto” : j . que se faz representar por “tai alternativa”.. [nas diferentes situações.. à medida que se acentua nos indi...| tua o elemento sublinhado por I : .. “oculta” ! j I. | \ | (B) Emprego do jverbo em 3a pessoa do singular.“instiga” “impele” . I l '! 1 i | : :I j I .e “dissimula" . Ainda que. no substantivo “alternativa”. "genuíno” .. * .que indica “dis­ farça”. (C) Emprego do yerbo eba 3a pessoa do singular.) j Vejamos as formajs adequadas do verbo “trazerIpara preenchimento dos espaços que existem entre os parênteses das diversas alternativas desta questão: ! } ‘ • (A) Emprego obcigatório do verbo em 3a pessoa do singular para que concorde com o jsubstantívo “fato".

para que se estabeleça a de­ vida concordância com seu sujeito que. Vejamos cada uma das sugestões de substituição dé passagens originais do texto. quando res­ ponsável. Mantêm-se o sentido e a correção da frase caso se substitua (A) dispensando-se. (B) Alternativa incorreta. Está ocorrendo erro de concordância nominal. resultante. “além do mais”. a responsabilidade dessa escolha. porém. não seria adequa­ da para a substituição da conjunção subordinativa concessiva "porém”. porém (C) quando responsável (D) quando responsável (E) quando responsável por se dispensarem-se. ademais..uma vez dispensadá. porém (B) dispensando-se. cujo núcleo está indicado pèlo substantivo “divisão”. por cónquàiitó séjà responsável. res­ tará a terrível fatalid ad e dos dogmas.. de modo que haja a devida concordância. a responsabilidade dessa escolha. que significa “além disso”. quando res­ ponsável. restará a terrível fatalidade dos dogmas? (A) Alternativa incorreta. dá presença da conjunção subordinativa (condicional) “se”. 26. por désdequ e responsável pór posto que responsável. indica plural e é re­ presentado por “As oscilações”. ”.com seu sàjeito “Essa divisão entre o bem e o mal”. Décio Sena 400 . Inicialmente apontemos o deslize de colocação pronominal existente em “se dispensarem-se” provocado pela não ob­ servância dá próclise pronominal obrigatória. dessa vez. em büscá da que mantém o sentido e a correção do período em que surgem. dispensando-se. For outro lado. que se caracteriza pelo emprego do pártídpio “dispensado”: seria im­ prescindível que a forma de particípio concordasse em gênero femini­ no com o substantivo “responsabilidade” que seria o seu sujeito. A fra­ se correta seria: " . pórnn. por uma vez dispensado. a responsabilidade ãèssa èscolha.(D) Emprego do verbo em 3apessoa do singular. A escolha do critério de julgamento é sempre critica e sofrida. no entanto . (E) Emprego do verbo em 3a pessoa do plural. com núcleo no substantivo “oscilações”. iio entanto. que transcrevemos a seguir: “ A escolha ão critério de julgamento é semprè crítica e sófrida. a palavra "ademais”.. dispensando-se..

O nexo condicional apontado no comentário da alternati­ va anterior estaria sendo substituído por oração que introduz valor se­ mântico explicativo. exigiria igualmente a preposição "de” para que seu complemento a ele se ligasse. A presença da preposição “de” antecedendo o pronome relativo "que” é de­ vida à regência transitiva indireta com que se empregou» no fragmento tex­ tual. Numa nova redação da frase acima. em busca daquela em que. Nessa compulsória liberdade. agora. (B) cuida o filósofo. de que cuida o filósofo (. de que fala o filósofo (.).. A substituição proposta preservaria o nexo semân­ tico condicional que está sendo introduzido por "quando responsável”.. (C) investiga o filósofo... 27. A substituição sugerida promoveria alteração semântica. a que se refere o filósofo (. A regência do verbo "cuidar”. o verbo "falar” Vejamòs. (D) Alternativa incorreta.„)” (B) Alternativa correta. (E) Alternativa incorreta. transitiva indireta. —r>gv:t»«.)”. ao se substituir "fala o filósofo” pelas passagens indicadas. Desta vez haveria troca de uma referência condi­ cional. com respeito a “Â escolha do critério de julgamento é sempre crítica e sofrida”. o texto fi­ caria grafado assim: "Nessa compulsória liberdade. como já esclarecemos no comentário da alternativa (C) da pre­ sente questão por um outro. de natureza semântica concessiva. preser­ va-se o emprego do pronome relativo “que” precedido pela preposição "de”. Trata-se de questão de regência verbal.c ri>vo« uc rsenaas/ JdVlb-bH/ÜOU6 (C) Alternativa correta. mantém-se corretamente a expres­ são sublinhada caso se substituafa la o filósofo por: ^ (A) se refere o filósofo. A regência transitiva indireta do verbo pronominál "réferir-se” exige que á preposição seja "a”. (D) aflige o filósofo...w vx» . Deste modo. 401 Português . O texto ficaria: “Nessa compulsória liberdade. (E) disserta o filósofo. cada uma das alternativas da questão. como estabelecido no enunciado: (A) Alternativa incorreta..

o “eixo do bem” que seria constituído.. (D) Alternativa incorreta. o sujeito da forma verbal "investiga é "o filósofo”. (E) comprometemos de vez a dinâmica . Observemos que a preposição “de” que a introduz liga-a ao Dêcio Sena 402 . representante semântico de "liberdade” o objeto direto da forma verbal mencionada. ainda. sendo o pronome relativo “que”.)” 28. em conseqüência» não poderia haver preposição regendo o pronome rela­ tivo. Na transposição de uma voz verbal para outra. sobre que disserta o filósofo (. (C) segundo o critério da religião que este professa ~ segundo o critério da religião que por este é professada. que aflige o filósofo (E) Alternativa incorreta. O texto ficaria corretamente grafado deste modo: “Nessa compulsória liberda­ de. empregou-se nesta alternativa o verbo “afligir”. e. O texto restaria assim: “Nessa compulsória liberdade.. Semelhantemente ao item acima. (B) passa a classijicar países inteiros = países inteiros passam a ser classificados. O adjunto adverbial aparecerá ligando-se ao verbo "dissertar” por meio da preposição "sobre”. e o texto será grafado corre­ tamente deste modo: “Nessa compulsória liberdade. Em “a necessidade que temos de estabelecer al­ gum juízo de valor” encontramos a oração reduzida de infinitivo su­ bordinada substantiva completiva nominal “de estabelecer algum juízo de valor”. que inves­ tiga o poeta Observemos. (D) que constituiriam o “eixo do bem ” . que nesta oração. conforme mencionado na sua enunciação: (A) Conversão incorreta. Observemos todas as transposições de vozes verbais presentes nas alterna­ tivas desta questão. de modo a localizarmos o item em que ocorreu impropriedade. O verbo "investigar” é transitivo direto.a dinâmica é por nós de vez comprometida. ocorre uma impropriedade no seguinte caso: (A) a necessidade que temos de estabelecer algum juízo de valor = a ne­ cessidade que temos de que houvesse sido estabelecido algum juízo de valor. de regência transitiva direta.Provas Comentadas da FCC (C) Alternativa incorreta.

Como já vimos em algumas questões precedentes] a esta províi . embora inadequada. Ao çohvertermos a oração "que! este professa” . que surgir a locução verbal . "de estabelecer algum juízo de valor” fará surgir oj período: "a necessidade que temos de. por exemplo. A expressão "o eixo do bemí’ desempenha papel de objeto direto da forma verbal "cons­ tituiriam”. "o eixo do bemj seria constituído” Òcorreú colocação do pronome relativo "que” entre ò sujeito e a locução verbal! passiva. exercerá. que passará a exercer papeí sintático! de sujeito. para agen-j te da passiva. assim. na qual se constatou. néste caso.de voz ativa .. para inserção no fragmento. teremos a oração assim iniciada:! "países inteiros. encon-j traremos oração em que o pronome “qüe” deverá. existindo .Prova 17 .a ser classificados”. Assim sendo. desempenhar papel sintático de sujeito d. obrigatoriamente.. . a função de sujeito. Na oração subordinada adjetiva restritiva “que:. como. | ' | (D) Conversão cprreta.. ò cjomentário. iniciai desenvolvi-l do na questão 13. a expressão “países inteiros”. originalmente sujeito da voz ativa.sem que se promová outra alteração. no mesmo .a forma verbal passiva. Sua função sintática é a de objetoj direto da forma verbal “professa”. Teremos.estej professa”. também.. a mudança de papel sintático do prono-j me demonstrativo "este”.dois verbos na vòz ativa* surgirão três verbosjna voz passiva corresponden-j te. o qúejsó seria viável se a oração re-| duzida já mencionada tivesse surgido sob a forma desdobrada "de que. o pronome relativo que a iniciá é representante semântico do| substantivo jantecedente "religião”. um pouco am-j pliado e coni suas orações constitutivas ja apontadas: [quando um chefel 403 \ Portdguês i . Assim. prova 11 .! como apontado na alternativa.Deste modo. ao convertermos à oração em que surge tal ex­ pressão para! a voz passiva.. a jconversão de “passa a classificar países inteiros” para á vozj passiva fará surgir a oração "países inteujos passam. Para vermos a razão de seu empregd transcrevemos o texto original da questão.o objeto direto existente em uma voz ati­ va.còmentário. . j j (C) Conversão correta. navozpas-j siva.pas4 siva "houvesse sido estabelecido”. ori-j ginalmente dtado.Agente Fiscal de Rendas/ICMS-SP/2006 substantivo “necessidade” Não há por. É exa-| tamente o que está acontecendo na oração “que por este é professada”.para sua voz passiva correspondente. haverá alteração de função sintática da mes­ ma. . Vimos. houvéssemcjs estabelecido algum juízo de valor”* A correta conversãoj da oração reduzida.que.veja-se. (B) Conversão correta.ser estabelecido algum juízo dej valor”.

agora. a Banca Examinadora deveria ter proposto a oração “por quem o ‘eixo do bem* seria constituído”. caso empregado fielmente em lugar. à subs­ tituição da oração que no texto original da questão deu ensejo à conver­ são verbal pela oração já convertida.está implícito e sendo denunciado pela desinência número-pessoai “-mos” Funcionará. será o sujei­ to da voz passiva. Ocorre que sua inserção na passagem em que surge. ou seja.]. da oração "que constituiriam o eixo do berrí. entãoj què o pronome relativo “que”. “os constituiriam o eixo do bem” desfeito a troca dos vocábulos citados -. então. Melhor será o entendimento dos argumentos.o pronome reto “nós” . o que fa­ ria termos o período que segue: [quando um chefe de poderosa m ção pas­ sa a classificar países inteiros como integrantes âo “eixo do mal”] [está-se proclamando como representante dos][por quem “eixo do bem seria cons­ tituído”]. na voz passiva resultaria em “o eixo do bem seria constituído por os”. Aceitando-se a troca dos pronomes demonstra­ tivos “os” por “aqueles” e procedendo-se à substituição do pronome re­ lativo “que” pelo vocábulo que representa. Comò se nota. teremos a oração “aqueles constituiriam o eixo do bem”. A expressão “a dinâmica” fun­ ciona como objeto direto de "comprometemos” e. O fragmento textual sugerido pela banca para a subs­ tituição promoveria. como podemos verificar transcrevendo Décio Sena 404 . nãó haveria coesão na tran­ sição da oração “está-se pròclámando como representante dos” e “o eixo do bem seria constituído por os”. para inserção no fragmento originalmente citado. Vemos. deste modo. com flagrante perda de coerência semântica. assumirá a forma: “a dinâmica é por nós de vez comprometida”. não seria cabível. que. O sujeito de “com­ prometemos” . embora inadequada. o que prejudicaria a coerência textual Entendemos que. articulador da oração subordinada adjetiva restritiva “que constituiriam o ‘eixo do bem’” é representante semântico do pronome demonstrativo “os” que o antecede. Procedendo-se. no texto original. deslize de coesão textual. salvo melhor juízo.de poderosa nação passa a classificar países inteiros como integrantes do " eixo do mal”} {está-se proclainando como representante das)[ que cons­ tituiriam o "eixo do bem” ]. sem que se promova outra altera­ ção. que. assim. caso substituamos o pronome demonstrativo “os” pelo também pronome de­ monstrativo “aqueles". teremos: [quando um chefe de pode­ rosa nação passa a classificar países inteiros como integrantes do “eixo do mal”] {está-se proclamando como representante dos}[ o eixo do bem seria constituído por os. como agente da passiva da oração que será construída. (E) Correção correta.

Agente Hscal de Rendas/lCMS-SP/2006 o fragmento de texto original um pouco ampliado: “se o norteamento âos .nas quais a conversão da voz ativa pára a voz passiva resultaria em fragmentos textuais que não poderiam ser inseridos nas posições originais não deve ser entendido como fator que anularia esta questão. inexistindo a obrigatoriedade de suas inserções nos textos originais. ela permanecerá de­ fensável e coerente. traz consigo. em seu enunciado. entre o que é “do bem”. critica e sofrida quan­ do responsável. são crianças comentando um fihne de mocinho e bandi­ do. Pela oração sugerida. e o que é do m al”. (B) Não. para que não haja tal prejuí­ zo. 29. a dinâmica é por nós de vez comprometiâa que é própria da história e dos valores humanos\ em que se nota deslize de coesão provo­ cado pela separação entre o substantivo "dinâmica” e sua adjetivação.] é por nós de vez comprometida”. teremos: “se o norteamento âos nossosjuízos for inflexível como o teimoso ponteiro. que a oração subordinada adjetiva restritiva volte a grafar~se ao lado do substantivo “dinâmica”. é legítima .. é. que foi feita pela oração subordinada adjetiva restritiva “que é própria da histó­ ria e dos valores humanos”. Propomos. das mais diferentes pessoas. nòssós juízosfo r inflexível cõnió o teimoso ponteiro. em princípio. que passaria a estar assim grafado: “a dinâmica [. A ausência de coesão entre as ideias prejudicou sensivelmente a coerência textual.de adultos. a dinâmica que é própria da história e dos valores humanos êpor nós de vez comprometidâ\ Esta gra­ fia seria apontada com o emprego do sinal de inserção textual no fragmen­ to de texto sugerido para que se promovesse a alteração da voz ativa para a voz passiva. pela su­ posta preservação. (E) Interesses estratégicos e econômicos são assim mascarados. sempre. o candidato foi ape­ nas consultado acerca da correção das mudanças das vozes verbais nas ora­ ções. um áilem a. em (A) A bttsca âe distinção. 405 Português . reiteradas a propósito.. considerado o contexto. Alíerando-se a pontuação de um segmento do texto. (0 ) Tal busca de discernimento é antiga e. A existência dé duas alternativas ~(D) e (E) . são frases . o que nos dará o texto: "se o norteamento dos nos­ sos juízos for inflexível como o teimoso ponteiro. (C) A escolha do critério de julgamento. uma vez que.rrova i / . de princípios da civilização. não. comprometemos de vez á dinâmica què é própria dá história e dos valores humanos”.

A vírgula que isola os advérbios de negação “Não”. e in­ dicadas as vírgulas facultativas. Finalmente. indicado por "traz”. Eis o texto corretamente pontuado: “Não. também. (A) Pontuação incorreta. já que separa o sujeito “ A escolha do crité­ rio de julgamento” da forma verbal de que é sujeito: “é” Estão corretas as vírgulas que enfatizam o adjunto adverbial de tempo “sempre”: têm emprego facultativo. obteremos: “A escolha do critério de julgamento é(») sempreQ crítica e sofridaG) quando responsável ” Dédo Sena 406 . reiteradas a propósito das mais diferentes pessoas” (C) Pontuação incorreta. Retificada a pontuação do texto. Não há possibilidade de emprego das vírgulas que surgiram isolando a expressão “entre o que é *do bem”*: a expressão ci­ tada está iigada peía preposição “entre” ao substantivo “distinção”. haver emprego de vírgula que se faculta no início das orações subordinadas adverbiais postas em ordem direta às suas orações principais. não são crianças comentan­ do um filme de mocinho e bandido» são frases de adultos. Está incorreto o emprego do travessão que iso­ la o adjunto adnominaí “de adultos” do predicativo “frases” ao qual se ligou por preposição. no interior deste sujeito. por separar a forma verbal “traz” de seu objeto direto "um dile­ ma”.tônico “consi­ go”. Corrigidos os deslizes comentados. Observemos. a vírgula que se pôs após o vocábulo "mal’'. as expansões provocadas pelas duas orações subordinadas adje­ tivas restritivas "que é do bem” e “que é do mal”. ainda está incorreta a vírgula que surgiu após o pronome oblíquo . Está incorreta a vírgula que se observa após o substantivo “julgamento”. que se liga pela preposição "de” ao vocá­ bulo citado. teremos o texto agora pontua­ do corretamente: "A busca da distinção entre o que é do bem e o que é do mal traz consigo um dilema ” (B) Pontuação incorreta. Poderia. indicado pela longa expressão “ A busca de distinção entre o e o” de seu verbo.não adequada para o conteúdo semântico do significado do texto pode­ ríamos aceitar a vírgula após o segundo dos advérbios ora comentados. por se­ parar sujeito. ainda. Está incorreta. Também está incorreto o emprego da vírgula após o vocábulo “propósito” o que provocou a separação da expressão “das mais diferentes pessoas”. "não” está correta por isolar palavras repetidas. Em outra compreensão .Provas Comentadas da FCC Vejamos todas os textos contidos nas alternativas desta questão. com vis­ tas a encontrarmos aquele em que a mudança na pontuação não implicou equívoco.

pela supostdpreservação de princípios da Civilização “ 30.por preposição. Não há. |.Prova 17 . a articulação entre suas novas formas estará correta em j | j (A) O perígo esitava em que o movimento dá busca cessava e desse lugaxj à paralisia dos valbres estratificados. da passiva . ■ ' ! 407 Português . Relembremos què o emprego destas vírgulas éj facultativo. Isolou-se um agente.ojque não é permitido. O verbo "cessar” deveria ter surgido no pretérita imperfeito do subjuntivo. . Ficará ccjrretamente escrito o textoldeste modo: “Iriteresses estratégicos e econômicos sãoQ assimQ mascarados.Agente Fiscal de Rendas/l CMS-SP/2006 (D) Pontuação cjorreta. j | \ ■ l (A) Articulaçãci incorreta. I . ó que se retificar no texto desta! altemativa. [ (B) O perigo estará em que o movimento dè busca cessasse e tivesse dadoj lugar à paralisia dós valores estratificados. (E) O perígo esjaria em que o movimentõ da busca cessasse e desse liigaij à paralisia dos valores estratificados. O perigo está ettt que o movimento â e busca cesse e dê lugar à paralisia* dos valores estratificados. . te questão: j . (C) O perigo estaria em que o movimento jda busca cessar e dar lugar a paralisia dos valores estratificados. b adjunto adnominal "de prin­ cípios da civilização” ligado ao substanüvfo núcleo dò agente da passiva “preservaçãi” . assim estaria correto: “O perigo estavaj em que o mjovimento da busca cessasse e desse lugar à paralisia dos va-j lores estratificados/’ i ■ ! ■ . ao) se separar do substantivo “preservação” que exerce função* sintática de núcleo Ho agente da. Errou-se.j também. | j (D) O perigo esitava em que o movimento da busca cessou e dera lugar a paralisia dos valores estratificados. tal qual ocorreu com a fórma verbal “desse”] do verbo “dar” O texto."pela supostapre-j servação de princípios da civilização” . Isolou-se com um par. passiva. então. consequentemente.de virguias a expressão inter-j calada “em princípio". { | : i Observemos as jarticulâções verbais propostas nas alternativas da presen-.1 I (E) Pontuação iiicorretà. | Alterando-se os tempos dos verbos da frase acima.

(B) Articulação incorreta. mas o serviço era regular: acompanhava meu pai. Para fazer justiçai autoridade mesmo meu pai só mostra­ va diante desses grandes proprietários arrogantes. Assim ficará a frase. O emprego de “estará”. teremos: “O perigo estaria em que o movimento da busca cessasse e desse lugar à paralisia dos valores estratificados” (D) Articulação incorreta. e eu ainda fazia questão de carregar sua pasta. após as cor­ reções necessárias: “O perigo estará ém que o movxmerito de busca ces­ se e tenha dado lugar à paralisia dos valores estratificados” (C) Articulação incorreta. salgado ou refrigerante-oque configurava. como se vê.” (E) Articulação correta. Outra compensação emroritràva eu em des10 frutar. O texto ficará correto desta forma: “O perigo esta­ va em que o movimento da busca cessasse e desse lugar à lugar à para­ lisia dos valores estratificados. não implicava proventos ou tempo para a apo­ sentadoria.. O emprego do verbo "estar” em futuro do pre­ térito do indicativo. da sombra dá autoridade que emana de um fiscal de rendas. As questões de números 31 a 35 referem-se ao testo abaixo O fiscal e o menino Já pelos meus dez anos ocupava eu um posto na Secretaria da Fazenda. A ocupação era informal. do mal e do fisco. faturo do presente do in­ dicativo» demanda o emprego do verbos “cessar" . ainda que vagamente. Cada 5 passada dele exigia duas das minhas. uma espécie de pacto entre interesseiros. Na verdade. E ai de quem se atrevesse a sugerir um “arranjo”.e do tempo composto “ter dado” no presente do subjuntivo. Retificado o texto. pesada de processos. Tanto esforço tinha suas compensações: nos bares ou padarias. em suas visitas rotineiras aos comerciantes da cidade.. que era fis­ cal de rendas. O emprego do pretérito imperfeito do indicativo de “estava” demanda o pretérito imperfeito do subjuntivo para os ver­ bos “cessar” e “dar”. que se julgam acima do bem. neste item temos texto que foi aponta­ do pará a retificação dò qiié fora apontado como eqüivócádò ná alter­ nativa (C). por conta da sonegação evidente. implica emprego de pretérito imperfeito do sub­ juntivo para os verbos “cessar” e “dar”. Décio Sena 408 . o proprietário lembrava-se de me agradar com doce.

Ao dono 20 de um botequim da zona rural .) (Io parágrafo). em busca daquela em que se faz afirmativa correta. o emprego do pronome acen­ tua a distância que o tempo imprimiu entre o narrador e seu pai. o elemen­ to sublinhado indica uma alternativa que exclui a compensação já mencionada.homem viúvo. com respeito a elementos textuais: (A). (C) Outra compensação encontrava eu (. intempestivo e por vezes injusto ao julgar os outros. Nessas situações. o termo esforço já anuncia as duras atividades do menino. carregado de filhos pe­ quenos.. sonegação. 15 (Júlio Pictrobou das Neves) 31. Duro no trato com os filhos e com a mulher. guarda-livros. Dado o contexto. mora 25 e outras tantas.ajudou com dinheiro do próprio bolso» para a quitação da divida fiscal. fiscal de rendas» no desempenho deste ofí­ cio”. revelava-se um co­ ração mole diante de um comerciante pobre e em débito com o governo. na frase (A) o serviço era regular (Io parágrafo). Não há fantasia na expressão textual “o serviço era regular” que faz parte do jogo lúdico de que participava a criança acompanhante de seu pai. (B) Tanto esforço tinha suas compensações (Xa parágrafo). em situação quase falimentar . isto porque a afirmativa "o serviço era regular” está empregada em sentido denotativo: traduz o fato de haver regularidade no fato de 409 Português . há o mesmo grau de fantasia que na frase ocupava eu um posto na Secretaria da Fazenda. (E) Não posso dizer que nunca me interessou a profissão de fiscal de rendas>a dupla negativa tem o efeito de intensificação do interesse negado. Afirmativa incorreta. muitos deles continuam obscuros para mim até hoje. De qualquer modo.Prova 17 . discriminadas a seguir. Vejamos todás as alternativas da questão. não posso dizer que nunca me interes­ sou a profissão de fiscal de rendas. (D) Gostava daquele fiscal (2 o parágrafo). condescendia no prazo de regularização do imposto e instruía o pòbre-diabo acerca da melhor maneira de proceder. A intimidade com esses termos não implicava que lhes conhecesse o sentido..Agente Fiscal de Rendas/ÍCMS-SP/2006 Gostava daquele fiscal. estampilha. é correto afirmar que. na verdade. Meu estágio em tal ocupação também aumentou meu vocabulário: conheci palavras como sisa.

a afirmativa “ocupava eu um posto na Secretaria da Fazenda” (B) Afirmativa incorreta. (E) Afirmativa incorreta. na verdade o fiscal mencionado.Provas Comentadas da FCC o menino acompanhar sen pai. (D) Afirmativa correta. e a figura paterna. semanticamente. para ele pesada . sem dúvida.expressão alusiva à necessidade de a criança. no entanto. jamais. As seguintes expressões do texto mantêm entre si uma relação marcada por oposição de sentido (A) ocupação informal e não implicava proventos. que se pôs na condição da crian­ ça que acompanhava o fiscal de rendas. Como podemos notar não existiam “as duras atividades do menino”. A afirmativa de existir dupla negativa. para poder acompa­ nhar o pai. de modo algum. interessado ao menino a profissão de fiscal de rendas. o emprego do demonstrativo citado. (C) Afirmativa incorreta. existente entre o narrador.eram traduzidas pela seqüência textual unos bares ou pada­ rias. exclui a primeira delas. da. A outra compensação a que se refere o narrador está descrita na passagem “Outra compensação encontrava eu em des­ frutar ( ainda que vagamente. Neste caso. que surgiu contraído com a preposição “de”. As compensações que advinham de “tanto esfor­ ço” . 32. ou seja. o pronome demonstrativo "aquele” é empregado em alusão a fatos ou pessoas que estão distantes da pessoa que fala. o proprietário lembrava-se de me agradar com doce} salgado ou re­ frigerante”. ter de acelerar a passada enquanto carregava a pasta.sombra da autoridade que emana de um fiscal de rendas” que. costnmeiramente tal fato ocor­ ria. Fantasiosa é. não verí­ amos nela o resultado obtido com a intensificação do interesse de não ter. Como sabemos. (B) um coração mole e condescendia no prazo. Décio Sena 4 10 . cita­ da no comentário da alternativa anterior. é sinal que reforça o distanciamento. valor temporal? Ainda que. no tempo. aceitássemos a existência da dupla negativa. resultante do advérbio de negação “Não” e do advérbio de tempo "nunca” é susce­ tível de questionamento: como se estabelecer dupla negativa por meio do emprego de um vocábulo realmente tradutor de valor semântico ne­ gativo e um outro que indica.

(D) Duro no trato e intempestivo por vezes. a expressão “pobre-diabo” foi. em que se registrou intimidade com esses termos e corítinuam obscuros. neste texto. seus significados sejam | conhecidos daqujeles que com eles têm intimidade. encontraremos: : j j (A) Não existe ojposição de sentido neste item. fiscal de ren-1 das. uma vez que as expressões “ocupação informal” e “não implicava: proventos” não guardam senti-i do opositivol Afinal. j (E) Mais uma aítematíva em que sé dispuseram expressões que nadai têmj de opositivajs. apenas porque os escutava com frequência. pelo menos os de alguns.iesteí item em que hão sejnofca qualquer relação de oposição semântica entrej "Duro no trato” e “intempestivo por vezes”. Como a remuneração de servidor público. Na verdade. no entanto. sim. j (B) Não há ideiá opositiva na associação de "um coração mole” e “condes-1 cendia no prazo” Antes. desse modo. saber-lhes | o sentido. as ocupações informais não são remuneradas com| proventos. ^inoportuno” ficamos aptos a rejeitar. a leitura do j texto faz-nos perceber que a intimidade com termos empregados na área da j fiscalização era presente no filho que acompânhava seu pai. usada em referência a coíner-\ ciante pobreleem débito com o governo. também. “Condescendente no prazo” (D) Na medida im que sábemos qué b adjetivo intempestivo significa “foraj do tempo proprio”. agora não maisnjenino. que.j ta emocionada hbmenagem a seu pai. j I ^ Há oposição de sentido nás expressões indica&as na alternativa (C). Ê de se ima­ ginar que ao se tjer ‘'intimidade com esses terinos”. No entanto. J 411 i Portúgúêsj . j (E) pobre-diabo jesituação falimentar. continuam desconhecidos até hoje j para o narrador da crônica. por força de suas ideias.Prova 17 . : jj Nas demais alternativas. sem. é natural que um fiscal que tenha K um coração ] mole” seja. Novamente temos a citação dej expressões. que se situamem mesmo campo semântico. mas o adulto que pires. no texto em jque se fundamenta a presen~j te questão. entendido o sentiâò de provento.Agente Fiscal de Rendas/l CMS-SP/2006 (C) intimidade còm esses termos e continuam obscuros.

(D) Ao deter lembranças de seu pai e dele mesmo. há outro equívoco no emprego do também pronome rela­ tivo “cujos”. assim. Está clara e correia a redação do seguinte comentário sobre o testo: (A) Essa pequena crônica e revelãdora do modo qüé guardamos as ima­ gens mais intensas da infância. surgir preposicionado. confirmando-se assim o poder seletivo démóiistrado pèlas máis fortes lembranças. o pronome relati­ vo “que” desempenha. (C) Uma das artimanhas da memória aqui se confirmam por que somos capazes de guardar palavras e detalhes reveladores dos tempos da infância. conservada no tem­ po. (B) Relatos como este vão de encontro à tese de que não se perdem em nossas memórias aquilo que realmente nos marcou. uma vez que chega a salientar no pai seus traços mais duros. (E) Eica flagrante a admiração do menino pelo pai. A Banca Examinadora solicita que o candidato aponte a alternativa em que se lê comentário sobre o texto “O fiscal e o menino3 * que esteja redigido de modo claro e correto. papel de adjunto adverbial de modo. não sendo possível. está incorreta a sintaxe do pronome relati­ vo “que”. Em primeiro lugar. sintaticamente. que está acompanhando o núcleo “encantos” do sujeito da locução verbal “continuam a nos fascinar”. empregado após o substantivo “modo”. Há. o narrador enfatisa nos traços em que melhor se definia ele. de emprego pronominal: o sujeito da oração é in­ determinado e o verbo deverá surgir obrigatoriamente na 3a pessoa do Décio Sena 412 . Podemos apontar os seguintes deslizes grama­ ticais. ao representar semanticamente o substantivo a que nos referimos. Vejamos cada uma das alternativas da questão: (A) Alternativa incorreta. também. de pouca animosidade.33. onde nem suspeitávamos de quão importantes viriam a ser os mais simples elementos. materializado numa rotina de trabalho. sobretudo quando se tratam de relações familiares. cometeu-se erro de concordância verbal na forma relativa ao verbo "tratar-se”. já que. de cujos encantos continuam a nos fascinar peio tempo a fora. erro de grafia no advérbio “afora” Finalmente. sem forçar qualquer ideali­ zação. sendo obrigatoriamente regido1pela preposição “com” Em se­ gundo lugar. capaz de estimular uma crônica cujo sentimento básico é o de um antigo companheirismo.

com a letra “zn . mau emprego vocabular: pretendeu-se dizer que “ao reter lembranças de seu pai e dele mesmo.” e não “ao deter. Há. “ir ao encontro de” é expressão que in­ dica “em busca de:” “em direção a” Como podemos observar da leitura do texto.. “ir ao encontro de” que são muito assemelhadas na forma. O período contido nesta alternativa ficará corretamente redi­ gido deste modo: "Essa pequena crônica é reveladora do modo com que guardamos as imagens mais intensas da infância. “ser contrário a”. erro na grafia da conjunção subordinativa causai “porque” Por fim. Não há outro deslize na alternativa.singular. Por outro lado. cujos encantos conti­ nuam a nos fascinar pelo tempo afora» sobretudo quando se trata de relações familiares. 413 Português . de início. que informará com pre­ cisão que a ação indicada por “se definia” é alusiva ao pai. O texto ficará correto assim grafado: “Uma das artimanhas da memória aqui se confirma porque somos capazes de guardar palavras e detalhes revela­ dores dos tempos da infância. a expressão que semanticamente se ajusta ao comentário fei­ to é “ir ao encontro de”. o emprego do pronome reto “ele” provocou ambigüidade semân­ tica: não sabemos exatamente a quem se refere o pronome citado. Ocorreu. então. quanto ao sentido. (D) Alternativa incorreta. por ter como sujeito. que só pode ser empregado em referência a lugares e deve ser substituído pela conjunção subordinativa temporal “quando”. Podemos corrigir esta duplicidade semânti­ ca com o emprego do demonstrativo “aquele”. também. Logo em seguida surge erro de grafia na forma verbal “enfatiza”. Ocorre.”.. deveria ter sido empregado na 3“ pessoa do singu­ lar. que. quando nem suspeitávamos de quão im­ portantes viriam a ser os mais simples elementos”. confirmando-se assim o poder seletivo demonstrado pelas mais fortes lembranças” (C) Alternativa incorreta. Por outro lado. e. Inicialmente cometeu-se equívoco de concor­ dância verbal no emprego de “confirmam”. se ao pai. também. neste fragmento textual.” (B) Alternativa incorreta. empregada neste item. mas rigorosamente opostas. assim será retificada: "Relatos como este vão ao encontro da tese de que não se perdem em nossas memórias aquilo que realmente nos marcou. Relembremos os significados das expressões “ir de encontro ao”. já que este verbo. cometeu-se deslize no emprego do pronome relati­ vo “onde”. que deve ser grafada como agora. a expressão “Uma das artima­ nhas da memória”. se ao próprio narrador... “Ir de encontro a” traduz a ideia de “ir em sentido oposto a”.

O texto ficará corretamente grafado deste modo: “ Ao reter lembranças de seu pai e deie mesmo. sem encaixe semântico lógico no fragmento e devendo ser substituído por “poucos amigos”. sem forçar qualquer idealização. “ran­ cor”. Exige-se que o candidato aponte os sinônimos para os verbos “desfrutar” e “emanar”. Ainda está equivocado o emprego do substan­ tivo “animosidade”. Uma outra redação correta do que se afirma na frase Cada passada dele exigia duas das minhas é: (A) Duas das minhas passadas exigia cada uma das deie. que chega a sa­ lientar do pai os traços mais duros. consequentemente. (B) usufruir e provém. A resposta está na alternativa (B). Nada existe para ser retificado no texto desta alter­ nativa. (E) deleitar-me e se associa. ainda que vagamente. ainda. o que impede o emprego da preposição regendo a expres­ são “os traços" incumbida de funcionar como objeto direto do verbo citado. É questão de semântica. de poucos amigos. 35. (B) Exigiam-se duas das minhas passadas cada uma das deie. uma vez. (D) comprazer-me e esparge. do narrador.” (E) Alternativa correta. (C) beneficiar e instila. o narrador enfatiza os traços em que melhor se de­ finia aquele. em que se lê texto claro e correto gramaticalmente. Dédo Sena 414 . Nas demais alternativas não se encontram sinônimos para os vocábulos sublinhados. que significa “predisposição negativa para”. "má vontade” e. Todas as palavras da frase acima poderão permanecer rigorosamente as mesmas caso as formas verbais sublinhadas sejam substituídas por. respectivamente (A) incorporar e projeta. Destaquemos outra passagem ambígua: o pronome possessivo "seus” não nos esclarece devidamente se os “traços duros” eram do pai ou.Provas Comentadas da FCC • a ser retificado o complemento do verbo “enfatizar” -de regência tran­ sitiva direta. da sombra da autoridade que emana de um fiscal de rendas. em que se leem os vocábulos “usufruir” e “provém” (forma do verbo “provir”). Outra compensação encontrava eu em desfrutar. 34.

também. deste modo. com p sujeitò. duas dás minhas. impõe a flexão em 3a pessoa do plural para o verbo “ser”.da oração está sendd indicado por “cada uma dasj deles”. Podemos verificar a mesma informação sendo prestada na alternaüva. agora. pronome apassivador. nes^e texto. eqüivalia a duas passadas Ide seu filho. o sujeito da oração. caso houvesse yoz passivaípronominal. . Desta vez o sujeito. não pode ser. por ser adulto. (E) A cada passkda dele exigia-se duas das minhas.. = . . apontará: "Cada uma {pas­ sada] das dele exigia duàs das minhas passadas” | Vejamos.Agente Fiscal de'Rendas/ICMS-SP/Í2006| (C) Era exigidoj a cada passada dele.(A). Novamente erroju-se a concordância verbal. Está havendo erro[de emprego verbal. além doinais. a cadaj passada deli duas das minhas {passadas}? (D) Alternativa incorreta. Agora.” [ 415 Português í .! auxiliar da locução: verbal passiva “era exigido”. • : (’ j . uma vez que em orações de voz passiva pironominal o sujeito não surge | explícito e. Em “Cada passcifia dele exigia duas das mmhàs”. sendo representadoj por “duas:[passadas] das. posto em ordem direta. O prono-j me “se” não jtem razão para ser empregado: não é índice de indetermi-! nação do su)éito. Estamos com umaj oração de voz passiva prono-j minai.as demais alternativas da questão: j (B) Alternativa incorreta.. restando a frase: “Duasj passadas minhas exigia cada uma [passada] das dele” (E) Alternativa incorreta.| em que se diz que “Duàs das minhas passadas exigia cada uma das dele. já 1que o sujeito está ^explícito no período e indicado j por “cada uma das dele”. over-j bo teria de surgir em 3opessoa do singular. (D) Duas passadas minhas exigiam cada uma das dele. mi-j nhas” Apontamos p núcleo implícito do jsujeito passadas. afirma-se que a passada do pai. indicado por “duas das minhas’]. com jo núcleo implícito passadá. . ÍAfrase corretamente redigida seria: “Eram exigidas. Isto provoca| o obrigatório emprego da forma verbal rplativa ao verbo "exigir” na 3aj pessoa do plural Ajfrase corrigida apontará: “A cada passada deleiexi-j giam-se duàs [passadas] das minhas. Na verdade.] terá de ser empregado na 3apessoa do singular. além de o particípio j ter de surgir concordando com o feminino plural denotado por “duasj [passadas]". . o texto contido) na alternativa resposta..”] Note-se que.Prova 17 . o sujeito da forma verbal "exigia” surgiu pospostoj e está representado por “cada uma das deles?. p verbo “exigir”. já que o sujeito “cada uma| [passada] dàs dele” assim o exige: Apontamos entre colchetes o núcleo implícito do|siijeitoÍ I (C) Alternativa incorreta.

Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente continuo.O breve século XX. São Paulo: Companhia das Letras. Considere as seguintes afirmações. sem 5 qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vi­ vem. apenas. porém. O pensamento do autor vai ao encontro do que afirma a seguinte frase. dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas . II.é um dos fenômenos mais característicos e lugubres do final do século XX. p.ou melhor. Por esse mesmo motivo. e particularmente todos os ministérios do Exterior do mundo. (Eric Hobsbawm. cujo ofício é lembrar o que outros esque­ cem. relativamente popularizada: Estamos condenados a repetir os erros d a História que fo i esquecida. destaca-se a de com­ preender rigorosamente em si mesmos os valores históricos e sociais de seu próprio presente.As questões de números 36 a 40 referem-se ao texto seguinte O século XX: vista aérea A destruição do passado . Entre as ftmções essenciais deum historiador. ter-se-iam beneficiado de um seminário sobre os acordos de paz firmados após as duas guerras mundiais que a maioria deles aparentemente havia esquecido. apenas. A referência aos acordos de paz firmados depois das duas guerras mundiais vem a propósito da importância que eles deveriam conser­ var em todas as resoluções dé política extern^. apenas. (D) I e III. Décio Sena 416 . èm nível global. (C) II e HI. Em relação ao texto. de Marcos Santarrita. memorialistas e compiladores. 13) 36. I. Por isso os historiadores. (E) I. tornam-se mais importantes que nunca no final do segundo mi­ lênio. (B) I. Trad. eles têm de ser mais que simples cronistas. III. Era dos extremos . Em 1989 todos os governos do 10 mundo. está correto o que se afirma em: (A) l e II. 2005. apenas.H e III.

consequentemente.v u u i i u a s /i u v i j . em seu último período. para que não incorramos em erros que já foram cometidos pelos que os precederam. (D) não saberiam arrolar os fatos mais remotos de um passado. Inicialmente» retomemos os significados das ex­ pressões “ir ao encontro de”.w --. e “ir de encontro ao”. III. Afirmativa incorreta. então. ter-se-iam beneficiado de um seminário sobre os acordos de paz firmados após as duas guerras mun­ diais que a maioria deles aparentemente havia esquecido " Estão corretos. no final do isegundo milênio. tem seu papel sobrelevado no fim do sécu­ lo XX. perceber que o texto. e particularmente todos os ministérios da Exterior do mundo. realmente. 417 Português . em vista da perda de sua relação orgânica com esses fatos. (A) esíariam restritos à tarefa de estabelecer uma relação orgânica com o passado público de sua época. como se não vivessem em um tempo que é fruto das experiências de tempos que o precederam. deste modo. Afirmativa correta. certa. Segundo o texto. 37. o historiador. lamentando que os jovens de hoje prati­ camente vivam num presente contínuo. se fossem sitnpíes cronistas. pro­ clama a necessidade de não nos esquecermos do passado. A leitura do texto. Depreende-se dá leitura do texto que. os itens I e III. Está correto o emprego de "vai ao encontro de”. como os seminários.-- ' .j r /^ W O Vejamos cada uma das afirmativas feitas acerca do texto “O século XX: vis­ ta aérea”: I. II. já salientados na questão 33» alternativa (B). cujo ofício é lem­ brar o que outros esquecem . dá-nos a convicção de que a afirmativa está. insufi­ cientes para avivar os mecanismos sociais que vinculam nossa expe­ riência pessoal à das gerações passadas. Vamos. desta prova. Afirmativa correta. (E) ficariam restritos a tarefas acadêmicas. Podemos. empregada neste item. agora. para que a memória do passado não seja destruída. transcrevê-lo: "Em 1989 todos os governos do mundo. (B) se limitariam a recompor os mecanismos sociais que vinculam as ex­ periências de seu tempo às das gerações passadas. (C) não èstanam comprometidos com o esclarecimento da nossa relação orgânica com o passado público que foi esquecido. metnoriálistas e compiladores* os historiadores.

. aplicado a esta afirmativa. Por isso os historiadores. (B) Afirmativa incorreta. não teriam tais pessoas a missão de estabelecer uma relação or­ gânica com o passado público de sua época.como se pode depreender da leitura do texto não o deixan­ do ser destruído. tornam-se mais importantes que nunca no fim do segundo milênio. vale dizer. não poderiam perder algo que nunca tiveram. empregado na alternativa anterior. por óbvio. não haverá prejuízo para a correção e o sen­ tido da frase acima se se substituir (A) cujo oficio é lembrar o que outros esquecem por a quem cabe resgatar o que é esquecido. de preservar a memória do passado . tarefa que. per­ tence aos historiadores. memorialistas e compiladores: (A) Afirmativa incorreta. Não há. memorialistas e compiladores. que exatamente por serem simples cronistas. 38. Deste modo. em nenhuma circunstância. memorialistas e compila­ dores. A tarefa de recompor os mecanismos sociais que vinculam as experiências que as pessoas de um determinado momen­ to vivem à das gerações passadas. traduzido por Marco Santarrita. relativamente ao que ocorreria se os historiadores fossem simples cronistas. Não é possível a inferência de que simples cronistas. intenção em simples cronistas. (E) Afirmativa incorreta. cujo ofício é lembrar o que outros esquecem. a partir da leitura atenta do texto. (B) Por isso por pela razão que se exporá♦ (C) tomam-se mais importantes que nunca por mais do que nunca faDécio Sena 418 . comprova-a como correta. memorialistas e compiladores viessem a ficar restritos a tarefas acadêmicas. memorialistas e compiladores do processo de esclare­ cimento da nossa relação orgânica com o passado público que foi es­ quecido. Entendemos. segundo o texto.Provas Comentadas da FCC Vejamos cada uma das afirmativas feitas com respeito ao entendimento do texto de Eric Hobsbawm. (C) Afirmativa correta* O argumento que empregamos para excluir os sim­ ples cronistas. apreenderem os processos que promovem a nossa relação orgânica com os fatos de um passado remoto. memorialistas e compiladores. Considerando-se o contexto. é tarefa dos historiadores e não de simples cronistas. (D) Afirmativa incorreta.

Nesta nova opçâo de texto encontramos. cujd ofício é lembrar o que outros esquecem..ocorre no fragmenjto textual sugerido erro de colocação pronominal. Até porque . tornam-se mais importantes que nunca nò firri do segundo milênio. também. por sua vez. sem qualquer relação orgânica com o paissado público da épofca em que yivem ” A passagerá sugerida para a troca contém verbo empregado em futuro do presente.“a quem cabe resgatar o” . a quem cabe rèsgaj tar o que é(esquecido. sendo. igualmente. \| | (C) A substituição nãó pode ser efetuada. procedenj do-se à substituição. (E) tomam-se mais miportantes do que itimca por nunca se tornaram mais importantesJ | | Vejamos cada rnna das^proposições1constanles nas alternativas da questão.oração subordinadafadjetiva explicativa “cujo ofíj cio é lembrar o”. como podemos observai* procedendo-se à alteração in­ dicada: “Pèr isso os historiadores. expandiu-se n& oraj ção subordinada adjetiva restritiva “qujb é esquecido”.Prova 1 7 . Além de as esj truturas dos dois segmentos serem idênticos. satisfatória.Agente Fiscal de Rendas/ICMS-SP/2006 zem-se de importantes. sugere algo que ainda não se èstabeleceu no texto. observa-se. se expande por. O pronome dehionstrativo “isso” está emprej gado com yalor anafórico no. ou seja..a qual. desta forma. encaiixe do fragrhento sugerido no texto originalmente disposto no enuncia­ do da questão. aindá que inexistisse o dèsíize gramatical indicado. que. ! (D) cujo oficio ê lembrar o que outros esquecem por aos quais cabem res guardar o quefoi esquecido. Não haverià. uma vez que remete ao que antef riormente se afirmou primordialmente (em "Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo. uma oração subordinada adjetiva explicativâ .! í : | : ! (A) A substituirão da.” \ j (B) A substituirão de “Por isso” por “Pela razão que sé exporá” não é3evif dentementé. que consiste nãò objservância da próclise obrigatória do prdnome oblíquo “se” com respeijto à forma Verbal “fazem” motivada pela presença do advérbio “nunca}. Imais dò que nunca se fazeni de importantes que nunca nò 419 \ Português . jque o teor semântico do texto permanecej inalterável: "Por isso os historiadores. texto. de um pelo outro.meio da oração suj bordinada adjetiva restritiva “que outrojs esquecem” por M a quem ícabé resgatar o que é esquecido” está perfeita. inadequadá a substituição.

tornam-se mais importantes que nunca no fim do segundo milênio ” (E) Embora não ocorra deslize gramatical no fragmento indicado para subs­ tituir a passagem original. (E) Não.. a hipoté­ tica substituição: “Por isso os historiadores.fim do segundo milênio ”. (competir) aos historiadores exercer a mera função de ar­ quivistas públicos. feita a substituição: "Por isso os historiadores... aos olhos dos próprios historiadores contemporâ­ neos. -se (esperar) deles uma com­ preensão participativa da história. sem qualquer conexão com o passado. (D) Está ocorrendo erro de concordância verbal nó fragmento textual que se forneceu para substituir o originalmente empregado. (D) _____ (avultar). o verbò “caber” tem como sujeito a ora­ ção reduzida de infinitivo subordinada substantiva subjetiva “resguar­ dar o” que se expande por meio da oração subordinada adjetiva restri­ tiva “que foi esquecido”. (C) _____ (aprazer) aos governantes fazer esquecer o que não lhes______ (interessar) lembrar. a figura de Eric Hobsbawm como um dos intérpretes que me­ lhor ______________________________ (compreender) o século XIX. O texto poderia apresentar-se com. (B) Ao historiador_____ (dever) sensibilizar as omissões de toda e qual­ quer experiência que_______(sofrer) nossos antepassados. uma vez que o texto sofreria sensível mudança semântica. o que invalida este item. não haverá possibilidade de que isto aconteça. No texto sugerido. nunca se tornaram mais importantes no fim do se­ gundo milênio ” 39.. impõe-se a flexão em 3a pessoa do singular para tal verbo. cujo ofício é lembrar o que outros esquecem. para melhor se valerem da falta de memória histórica. Décio Sena 420 . o qual. passando a in­ formar o oposto do que originalmente se dispôs. como podemos observar. mais que isso. Sendo assim.. como podemos obser­ var.. Ambos os verbos indicados entre parênteses deverão flexionar-se numa forma do plural para preencherem corretamente as lacunas da frase (A ) _____________________(ser) de se lamentar que aos jovens de hoje_____ ( ver o tempo como uma espécie de presente contínuo. apresenta a redundância de “mais do qüè nunca” è "mais importantes que nunca”. aos quais cabe resguardar o que foi esquecido.

Apontamos também á existência do mesmo fato gramatical nas provas 12 (questão 12 . questão 14. haven­ do flexão de número. Neste ponto de nosso trabalho. a 3a pessoa do singular. 421 íPpYtuguês . em locuções verbais. o pronome relativo “que”. na qual encontramos divergências em nossas gramáticas. Também tem como sujeito uma oração o verbo “restar”. e 9 (questão 18. No primeiro caso. a for­ ma verbal "sofreram” flexionou-se em 3a pessoa do plural.uvw j u c rvcuuoi/ l U V D . (C) Empregou-se o verbo "aprazer” na 3a pessoa do singular para que se efetuasse sua devida concordância com a oração “fazer esquecer o” A 3a pessoa do singular em que se empregou o verbo “interessar” decorre da concordância que se fez com seu sujeito. empregado igualmente na 3a pessoa do singular. para concor­ dar com seu sujeito. o sujeito de “devem sensibilizar” está sendo indicado pela expressão "as omissões de toda e qualquer experiência”. 13 (ques­ tão 5. chamamos a atenção para a conjugação do verbo “aprazer”. Aproveitamos a oportunidade para enfatizar a importância dó mane­ jo com situações nas quais os pronomes relativos se vejam antecedidos por pronomes demonstrativos. cujo núdeo “omissões” impõe a con­ cordância verbal em 3a pessoa do plural. o papel de sujeito está sendo exer­ cido pela oração reduzida de infinitivo “viver o tempo como uma espé­ cie de presente continuo. item (C)). Na primeira iacuna3 o verbo “ser” tem como sujeito a oração “que aos jo­ vens de hoje reste” Os verbos cujos sujeitos são indicados por orações devem assumir. representante semântico do pronome demonstrativo "o”. Recomendamos. indicamos a reieitura prioritariamente do item (E) da questão 5. item (D)). Na segunda passagem. obrigatoriamente. Deste modo.j r ^ u u o Vamos ao preenchimento das diversas lacunas presentes nas alternativas da questão. que está representado por “nossos antepassados”. com núcleo (“antepassados”) traduzindo estes número e pessoa. item (C)). (B) As duas formas verbais desta alternativa surgiram em flexão de número plural obrigatória. ela recairá sobre o verbo auxiliar. a reieitura do item (C). sem qualquer conexão com o passado”. buscando encontrar aquela em que as duas lacunas serão preenchi­ das com formas verbais em plural: (A) Empregaram-se duas formas verbais em flexão de número singular.Pesta vez. “devem” é verbo auxiliar da locu­ ção “devem sensibilizar”. prova 14.Como sabemos. Ora. assim. na prova 10. É fato muito comum em nossas estrutu­ ras oracionais.

representado por “a figura de Eric Hobsbawm”. que vivem o tempo como uma espécie de presente continuo. II. tem como sujeito a expressão “uma compreensão participati­ va da história”. caso haja a eliminação da vírgula neles presentes. A segunda porque. in­ tegrante da expressão “um dos que”. A Banca Examinadora deseja que o candidato aponte a alternativa que re­ laciona os textos cujos significados serão alterados. como indicado. I. é subordinada adjetiva explicativa. Vejamos. neste caso» o emprego da 3a pessoa do plural (E) As formas verbais “compete5 1 e "espera” têm de surgir no presente texto em 3a pessoa do singular. 40. (E) IelH . A eliminação da vírgula acarretará alteração de sentido APENAS para o que está em: (A) I. então. estando em oração de voz passiva pro­ nominal. cada um dos textos numerados de I a III. <B) II.Provas Comentadas da FCC (D) Utilizou-se o verbo “avultar” na 3° pessoa do singular para que se efe­ tuasse sua concordância com seu sujeito. (C) III. A vírgula empregada neste texto decorre do fato de se desejar deixar claro para o leitor o fato de que a oração que a ela se segue. concordando com seu sujeito representado pelo pronome relativo “que”. representado por “exercer a mera função de arquivis­ tas públicos”. A semântica textual desaconselha. Ao final do século XIX. ocorreu o esquecimento dos mecanis­ mos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas. traz Dédo Sena 422 . III. ou seja. Considere as seguintes frases: I. Também foi empregado na 3a pessoa do singular o verbo “compreender”. Preservemos a memória do passado. representante semântico do vocábulo *um”. cujas experiências encerram li­ ções ainda vivas. O autor lamenta a situação dos jovens de hoje. A primeira delas porque tem sujeito oracional. (D)IeII. iniciada pelo pronome relativo “que”.

no caso .“cujas experiências encerram. c( áso a vírgula em discussão fosse suprimidal Simplesmente estaria. entenderíamos.o texto passará a informar-nòs algo bem | diverso. Já vimos precedentemente que o emprego de sinais gráficos de pontuação isolando òs adjuntos. não havendo.: na aludiBa oração subordinada adjetivja um tom sehsânticò restritivo. a vírgula está-nos indicando a natureza1semântica de explicação que o autor do período deseja que atribuamos à oraçãb subordinada adjetiva ~ inicia­ da pelo prjanome relativo “cujas” . em primeiro lugar. apenas.havendo o não interesse em que o ad­ junto advejrbial ganhasse expressividade. nenhum transtor­ no quantojao sentido adviria ab texto’ . é-nos reportado que há experiências da memória do passado que en­ cerram lições ainda vivas e outras qué não as trazem. o que entendemos é que as ex­ periências da memória do passado serhpre encerram lições vivas. lições ainda vivas”. sem nenhuma jexceçãò.a espécie de jpresenté contínuo. Assim pontuado. Passarià a ser classificada como subordi­ nada adjetiva restritiva e. Isto implica dizer qué devemos preservar tpda a memória do passadò. por dedução lógita. Suprimidaa vírguld. assim. têm por fim mera­ mente darjlhes relevo estilístico. uin adjunto adverbial de tempo j~ “Ao final do séculb XIX’1 . que neifi todos os jovens dè hoje vivem o tempo como uma espécie de presen­ te contínuo.Prova 17 —Agente Fiscal de Rendas/ICMS-SP/200è> para o substantivo' á que se refere . A oração “cujas experiências encerram lições ain­ da vivas” àerá classificada como subordinada adjetiva restritiva. Agora. sem nenhuma exceção . então."jovens”. : ! | II. A vírgula áurgiu neste texto isolando. O que. A classificação da oração áerá de oração subordinada adjptiva explicativa.entendendo-se o texto comcj está pontuado vivem o tempo como uma espécie dé pre­ sente contínuo. avançando só um poucq. dbs jovens! que vivem o tempo comó um. j III. Dessa forma. entenderíamos que o autor la­ mentaria aj situação. mas também os travessões.adverbiais. E. mais fre­ quentemente a vírgula. É que à leitura de um fragmento assim disposto promove pausa na leitura dos adjuntos adverbiais. leva à conclusão de que o au­ tor lamenta a situação de todos os jovènis déhoje. restrição! semântica. De modo jsemelhante ao que ocorreu nò item I já estudado.apenas uma ex­ plicação. Esta pau­ sa acentua-lhes o!aspecto semântico. Isto significa dizer que todos os joveris de hoje. A supressão da vírgu­ la citada implicaria significativa alteração da mensagem textual^ umia vez que se passarià a observar. Assim se énten- 423 Português .

não todas. 01) c 02) B 03) E 04) D 05) A 06) B 07) E 08) A 09) C 10) D 11) A 12) D 13) E 14) C 15) B 16) C 17) B 18) E 19) A 20) D 21) C 22) B 2 3 )0 24) A 25) E 26) C 27) B 28) A 29) D 30) E 31) D 32) C 33) E 34) B 35) A 36) D 37) C 38) A 39) B 40) E Déclo Sena 424 . Do que vimos. Preseívatemos. altera-se o nexo semântíco do período caso se proceda à eliminação das vírgulas encontradas nos itens I e HL Gabarito. ás memórias do passado que propiciam lições ainda vivas. algumas memórias do passado. apenas. apenas. somos aconselhados a preservar.dendo.

à alternância entre ruas congestionadas e ruas desertas. disputa-a com as crianças. um rancor. Entre as crianças menores. Algumas pessoas não resistem à alteração dos horários de refeição.e dissemi­ nam pela casa uma insatisfação. Já os meninos e as meni­ nas maiores tendem a reproduzir. essas alegrias ou dores dos homens. com intensidade muito menor. coisa rara. nessa época de gols. está-se falando aqui de uma “família brasileira padrão”. a mulher passa a olhar melancolicamente para o vazio de uma janela ou de um espelho. E se. Ê preciso também reconhecer que são muito distintas as atuações dos membros da família. uma Copa do Mundo pode abrir feridas que demoram a fechar.ter novos hábi­ tos. os rojões e os alaridos da vizinhança não os deixarão esquecer de que a honra da pá­ tria está em jogo nos gramados estrangeiros. ou nenhuma: continuam a se in­ teressar por seus próprios jogos e brinquedos. Como toda exaltação de pai­ xões. prolonga seu tempo diante da televisão. amargar em luto a tragédia de perdê-la. Sim. seja lá o que isso signifique. uma vingança que afetam o companheiro. por força dos diferentes papéis que os familiares desempenham duran­ te os jogos. sobretu­ do nos centros urbanos. volta a rotina. retornam os papéis tradicionais até que chegue uma outra Copa. as mulheres resignam-se a espelhar. Quando solidá­ rias. Claro. Cicatrizam. O homem da casa passa a. às súbitas mudanças de humor coletivo . (Itamar Rodrigo de Valença) 5 io is 20 25 30 425 IÍL . recolher o drama de uma derrota. algo da atuação do pai ou da mãe. nem o homem nem a mulher se deixam tocar pela sucessão interminável de jogos. a modi­ ficação de comportamento é mínima. uma Copa do Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares. O que indiscutivelmente ocorre é que. respectivamente. costumam cicatrizar esses ressentimentos que por vezes se abrem. a companheira ou os filhos. exaltar a glória máxima da con­ quista da Copa. as bandeiras. às tensas expectativas.Prova 18 Técnico Jtadiciário/TRT 4aRegião/2005 A rotina de uma família costuma ser duramente atingida numa Copa do Mundo dé futebol. Cabe aos homens personificar em grau máximo as paixões envolvidas: comemorar o alto prazer de uma vitória.

em seguida. Décío Sena 426 . No terceiro parágrafo do texto. segundo o autor do texto. No segundo parágrafo do texto. apenas. As crian­ ças. Afirmativa correta. quando pequenas. está correto o que se afirma em: (A) I. Lemos no início do terceiro parágrafo que a mu­ dança na rotina familiar. mencionam-se as diferentes altera­ ções que a Copa do Mundo provoca nas atitudes de alguns membros da família. em proporções menores. não se sentem afetadas em sua rotina. Afirmativa correta. quando deseja mostrar-se solidária. em seguida. continuam a agir como sempre. analisaremos cada uma delas. apenas. Transcreveremos as afirmativas que foram feitas relativamente ao texto da prova e. o que põe o equilíbrio familiar em prova.Provas Comentadas da FCC 01. lê-se que “a rotina de uma família costuma ser duramente atingida numa Copa do Mundo de futebol”. (E) III. ao contrário do que ocorre com a das mulheres. <C) l e III. para sabermos se estão corretas ou incorretas: L Afirmativa incorreta: No primeiro relato. Atente para as seguintes afirmações: I. Segundo o texto. III. ten­ de a reproduzir o gestual do marido. apenas. apenas. pode afetar o hu­ mor dos familiares. (B) I e II. desenvolve-se a ideia de que o equi­ líbrio da vida familiar fica ameaçado pelas mudanças de hábito e pe­ las paixões provocadas por uma Copa do Mundo. (D) II e III. No primeiro parágrafo do texto. o texto nos informa que as mu­ lheres também se veem atingidas pela mudança que sofre a vida roti­ neira: “a mulher passa a olhar melancolicamen ie para o vazio de uma janela ou de um espelho”. E. II.H eIII. A mulher. o homem externa de modo efu­ sivo as emoções que sente quando vê os jogos da Copa do Mundo em casa. III. mostra-se como a vida rotineira dos homens. II. pela televisão. Em relação ao texto. As crianças maiores tendem a repetir o com­ portamento patemo ou materno visto por elas. logo em seu início. sofre alterações durante uma Copa do Mundo.

pòr exemplo.Prova 18 -[Técnico Judiciário/TRT 4a regiãó/2005 I I O texto sugere} que. já que o compor. não deixará de tomar conhecimento das emoções quejo evento proporciona. | 4 27 Português I . ainda que nâo se in­ teressem por futebol. | | Vejamos cada tuna das afirmativas contidasinos itens desta questão. (E) atingir tão-somente as pessoas da jcasa que se interessam po|r futebol. (E) Afirmativa incorreta. durante a trans­ missão doà jogos de uma Copa do Muiido. j (C) Afirmativa incorreta. o homem reagejde modo mais efusivo.veem-se com os hábitos modificados duran­ te uma Cópa do Mundo. do mèsmò modo. são afetadas pelò evento. Como já vimos| os membros de uma fámília apresentain diferentes formas de comportamento durante umajCopja do Mundcj. ppr ser o personificador em grau máximo das alterações de humor a que:estão submetidas as pessoas de uma família brasileira.apenas as famílias mal constituídas têm seu compojrtamento modificado por uma Copa do. ainda que se mostre indife­ rente a futebol. Segundo o texto. As esposas. (A) Afirmativa incorreta. Ao contrário. terem comprometido o iacesso à televisão nos horários dos jogos. más de toda a cidade ém que vive relatará que se está a viver um momento distinto dos habituais. Segundo o textoi uma família. assim. j (C) começar por influência dos alardes da! vizinhança. no textoj qualquer indício que permita) a inferência| de que. Não há. Mundo. | I (D) Afirmativk incorreta.excetuandòse as criaáças pequenas . | ( (B) Afirmativa correta. lê-se qiie as modificações descritas no texto tentam descrever o comportamenio de uma família brasileira padrão. a cadeia de alterações no comportamento dè uma faroíüa costiima: (A) atingir simultaneamente a todos os membros da casa.tajmento não só dos vizinhos. . sendo responsáveis por reações que vão das mais efusivas até mesmò à indiferença absoluta.Todas as pessoas de uma família . atingir todos os demais membros da família. durante uma Copa dójMundo. no mínimo por. | (D) atingir tão-somente a rotina de grupds familiares mal constituídos. j : I ! (B) começar pelo homem da casa e propágar-se pelos outros membrojs da família. Siias re­ ações poderão.

os membros sobre os quais as paixões provocadas pelos jogos de uma Copa do Mundo mais se fazem intensas. A resposta da questão está. Além de não ter suporte em qualquer passagem do texto. Considerando-se o contexto.. Nenhuma passagem do texto dá-nos suporte para podermos aceitar esta afirmativa. Décio Sena 428 . Nas demais alternativas. veem-se modificadas em seu comportamento. vemòs: (A) Afirmativa incorreta. (E) Atribui-se à personalidade masculina aobrigação de conter ao má­ ximo suas emoções. (B) Afirmativa incorreta. (E) Afirmativa incorreta. (B) Ê umdireito masculino fazer de outras pessoas o centro de suas paixões. em uma família. em uma família.” o autor relata que os homens são. embora realmente o façam. qual seja o fato de o homem ser o. assim.03.grande protagonista das pesso­ as que. (D) Afirmativa incorreta. Convém não confundirmos um fato que ocorre mais frequentemente com certos indivíduos com o direito que estes indivíduos têm de poder ser os agentes desse fato. Não há. também. traduz-se corretamente o sentido da fra­ se Cabe aos homens personificar em grau m áximo ás paixões envolvidas nesta outra redação: (A) Ê intenção dos homens envolver outras pessoas nas intensas paixões que ele vive.. na alter­ nativa C. no texto» qualquer passagem que autorize esta afirmativa. (C) B nos homens que as mais intensas paixões despertadas costumam corporiücar-se. (D) Atribui-se aos homens o dever de partilhar çom os outros as mais violentas emoções. O texto não nos permite compreender que os ho­ mens têm a intenção de envolver outras pessoas nos sentimentos por eles vividos durante uma Copa do Mundo. o que se afirma nesta alternativa contraria algo que nos é infor­ mado. Ao escrever que “Cabe aos homens personificar em grau máximo as pai­ xões envolvidas.

Vejamos tòdas as alternativas da questão» com o objetivo de descobrirmos aquela em que se observa nexo semântico de causa e efeito. que a expressão “Como toda exaltação de paixões” representa a causa para o efeito "uma Copa pode abrir feridas que demoram a fechar”. que é viabilizada pela segunda oração. Podemos notar. Não há nexo semântico indicativo da relação causa e efeito envolvendo os dois fragmentos apontados. neste item. (E) Alternativa correta. indicado.. Há uma relação de causa (I) e efeito (II) entre os segmentos da seguinte formulação: (A) A rotina de U m afam ília (I) /costmna ser duramente atingida numa Copa do Mundo (II)* (B) (. (D) (. (£) tem sido posto. neste item. Podemos observar. em que se destacou um su­ jeito e um predicado. res­ pectivamente por (I) e (II). / uma Copa pode abrir feridas què demoram a fech ar (II). Notamos nexo semântico adverbial de tempo. que se indica por “nessa época de gols”. (C) era posta.. (D) tem posto. (A) é posta. (B) são postos. (C) Alternativa incorreta. a forma verbal deverá ser substituída por..) retornam os papéis tradicionais (I) / até que chegue uma outra Copa (11}. (C) Ê preciso também reconhecer (I) /que são muito distintas as atuações dos membros da fa m ília (II). (A) Alternativa incorreta..) são muito distintas as atuações dos membros da fam ília (I) nessa época de gols (II). (D) Alternativa incorreto. 05. Transpondo-se para a voz passiva a frase uma Copa do Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares.r i \jv-a. Note-se que o que se afirma era II é o complemento da forma verbal “reconhecer”. a existência de uma relação semântica temporal. (B) Alternativa incorreta. i o ~ i ^ u u i c i a n o / 1kI 4a região/2005 04. Não há qualquer nexo semântico adverbial envolvendo as passagens da oração transcrita. (E) Como toda exaltação de paixões (I). 429 Português .

e 14 (questão 7). Transcrevemos a seguir as alternativas da questão. O verbo indicado entre parênteses deverá ser obrigatoriamente flexionado numa forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase: (A) Qualquer súbita alteração nos hábitos familiares _____ (poder) afrouxar os vínculos entre as pessoas de uma casa. Quanto à forma verbal. em todas as casas.Provas Comentadas da FCC À oração “uma Copa do Mundo põe à prova a solidez dos laços familiares” está estruturada em voz ativa. em sujeito da voz passiva. ou seja. já com os verbos indica­ dos preenchendo as lacunas respectivas e as devidas justificativas. por sua vez. 13 (questão 6). (C) As emoções que_____ (demonstrar) a mulher da casa costumam ser menos intensas que as do homem. o sujeito indicado por “uma Copa do Mundo” é o agente da ação de “pôr à prova”. havendo um verbo na voz ativa. (B) Não______ (costumar> afetar a quem não gosta de futebol as vibra­ ções dos torcedores durante uma Copa do Mundo. Observadas estas indicações. Esta ação. (D) Diante das televisões. o sujeito da voz ativa transfor­ ma-se em agente da passiva e o objeto direto da voz ativa. (E) Sempre______ (faltarh aos torcedores mais fanáticos» a convicção de que os jogadores deram o melhor de si. 06. Nela. tem seu objeto em “a solidez dos laços familiares”. teremos a seguinte oração como resultante da transformação da voz ativa já citada em sua forma correspondente de voz passiva: “ A solidez dos laços familiares é posta à prova por uma Copa do Mundo ” Outras questões de conversão de vozes verbais poderão ser encontradas nas provas 11 (questão 13). se a voz passiva por que estamos interessa­ dos for analítica (ou com auxiliar). Como sabemos. (A) Empregou-se o verbo auxiliar da locução “pode afrouxar5 ’ na 3a pessoa do singular para que fosse efetuada a concordância da locução mencio­ nada com o sujeito indicado por “Qualquer súbita alteração nos hábitos familiares” Dédo Sena 430 . ao transpormos uma oração de voz ativa para a voz passiva._____ -se (aglomerar) uma imensa torcida nacional. uma locução verbal em que seu verbo auxiliar (“ser” ou “estar”) surgirá no tempo em que estava o verbo da voz ativa e seu verbo principal no particípío. encon­ traremos dois verbos na passiva. 12 (questão 6).

pro­ movendo-se a substituição do pronome relativo pela expressão que ele re­ presenta e pondo-se a 2a oração disposta com seus termos em ordém di­ reta. Assim. então a divisão do período. para ele. substitui o substántivo “as emoções”. | tem como objeto direto exatamente o pronome relativo iquej” . terembs: "a mulher da casa demonstra emoções”. de regência transi­ tiva direta. [ I i (E) Empregou)-se o vérbo “faltar” na 3a pessoa do singular (“falta”) para que se fizesse de modo correto a suai concordância com o sujeito indi­ cado pela expressão "a convicção”. numa Copa do Mundo sãb exacerbadas e incontroláyeis. nem mesmo para ele parece fazer muito sentido. (D) Deve-se o | emprego do verbo “aglomerar” (utilizado de modo prono­ minal) emÍ3ttpessoa do singulaf . comparável | à que lhe dejsperta uma Copa do Mundo. : | (D) A expressão “família brasileira padrão” ______ sè refere o autor. i M í 431 | Português . para podermos melhor entender a afirmativa acima: ["As emoções [qüe demonstra. o qual.“aglomera” .Prova 18 -j Técnico Judlciário/TRT 4a região/2005 (B) A locução| verbal I"costumam e afetar” íjeve seu verbo auxiliar (“costu­ mam”) flexionado na 3a pessoa do piuijai para que se procedesse à sua concordância com o sujeito indicado por "as vibrações dos torcedores”.ser menos intensas] [do que âs do homem”] Notemos. como já vimos. j [ (C) As paixões____ trata o texto talvez pareçam incompreensíveis para outros povoS. oração . j (E) As emoçõès_____ os torcedores se deixam arrastar. Este verbo. (C) Empregoujse o verbo “demonstrar” na{3° pessoa do singular para que fosse feita a sua concordância com o sujeito "a mulher da casa”.à necessidade deique p mesmo concorde com o sujeito “uma imensa torcida nacional”.a que se inicia com jo pronome relativo à que já nos referimos o sujeito “a mulher da casa” está posposto à forma verbal “demonstra”. que na 2\. j (B) A expectativa_____ nós alimentávamos em relação a esta Copa résultou emjfrancadecepção. agora. a muHier da casa] [costumam . há perigo dei o candidato deixar-se trair pela observação equivoca­ da de que p sujeito da forma verbal pertencente ao verbo “demonstrar” esteja sendp indicado pelo pronome relativo “que”> = n a verdade represen­ tante semâjntico de "emoções” Observemos. I A expressão de que preenche corretamentp a lacuna da seguinte fráse: | (A) Nenhumaípaixão______ se pode imaginar é. Neste item.

explica­ mos a razão de seus empregos. Procedendo-se à substituição do pronome relativo pelo vocábulo por ele representado na oração de que faz parte e dispondo-a em ordem direta. encontraremos: "o texto trata de paixões”. de modo que se atenda à exigência do verbo principal da locução verbal “se deixam ar­ rastar”. Décio Sena 432 . pronome relativo. ou seja “paixão pode ser imaginada”. encontraremos: “nós alimentávamos expectativa em relação a esta Copa” (C) Desta vez. o pronome relativo “que”. empregado em "se re­ fere”. representante semântico de “emoções” surgiu antecedido pela preposição “por”. empregado com a acepção de "tratar de algo”. O acento grave resulta da contração da preposição “a” exigida pela transitividade ver­ bal com o artigo definido “a" que antecederia o substantivo "expressão”. encontraremos: “o autor se refere à expressão*1 . Em seguida. (B) O pronome relativo "que” representante semântico de “expectativa” funciona neste texto como objeto diréto da forma verbal “alimentáva­ mos5 5 . Procedendo-se à substituição do pro­ nome relativo pelo vocábulo que representa na oração de que faz parte e dispondo-a em ordem direta. se optarmos por escrever a oração em voz passiva analítica. já com as lacunas preenchidas com os pronomes relativos necessários. representan­ te semântico de “paixões”. (E) Nesta alternativa. Procedendo-se à substituição do pronome relativo pelo vocábulo que representa na oração de que faz parte e dispondo-a em ordem dire­ ta. Isto porque o sujeito da oração de voz passiva pronominal em que surge está representado justamente por ele. o que impede a presença de qualquer preposição antecedendo-o. Transcrevemos a seguir todas as alternativas da questão. estará antecedido pela preposição “de” já que funciona como objeto indireto da forma verbal “tratar1 1 . (D) O pronome relativo “que” representante semântico de “expressão” sur­ giu preposicionado nesta opção para que atendêssemos à regência tran­ sitiva indireta do verbo “referir-se1 ’ (pronominal). (A) Empregamos o pronome relativo sem qualquer preposição antece­ dendo-o. Procedendo-se à substituição do pronome relativo pelo vocábulo que representa na oração de que faz parte e dispondo-a em ordem direta» encontraremos a oração de voz passiva pronominal: “pode-se imaginar paixão”.Trata-se de questão de regência verbal. empregado com o sentido de “se deixam arrastar por alguma coisa”. obrigatoriamente o pronome relativo “que*.

Por outro lado. Inicialmente. Estamos em busca da alternativa em que se constatará a pre­ sença de texto claro e correto. (E) Talvez seja um exagero do autor do texto achar que os próprios laços familiares se ameacem devido as frustações do futebol. no qual se deixe levar a quase histeria. obviamente. não procede o emprego de "fôssemos corrigir”»que sugere hipotética .Prova 18 . pode ser que corrigíssemos alguns excessos deles”. deste modo. derivado de “ver” Dever-se-ia ter utilizado a for­ ma “revíssemos”. preposicionado. deslize que se caracteriza pela ausência do acento grave indi­ cativo de crase no vocábulo “a” antecessor de "quase histeria”. (A) Alternativa insatisfatória. que se fariam anteceder. ao passo que uma Copa seja assistida pelos adultos com mais emoção. O mesmo fato. pela prepo­ sição “em” Em segundo lugar. emprega­ remos a forma simples de pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo "corrigir”. do que resultou “no qual” . (B) Alternativa insatisfatória. esse pronome rela­ tivo w o qual”.não pode estar. evidentemente. deste modo: “Se nós revíssemos nosso comportamento durante uma Copa. pode ser que fôssemos corrigir alguns excessos deles.que surgiu contraído com a preposição “em”. Primeiramente. A frase ficará corretamente redigida* então. Em seu lugar.Técnico Judiciário/TKT 4a região/2005 Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto: (A) Se nós revêssemos nosso comportamento durante uma Copa. Observemos as redações propostas para os textos contidos nas alternativas desta questão. dever-se-ia ter empregado o pronome substantivo relativo “que” (ou “a qual”). Estão incorretos os dois empregos de prono­ mes relativos constantes no texto. o pronome relativo “cujo” é pronome adjetivo relativo. funciona como su­ jeito da locução verbal “se deixe levar” (empregada pronominalmente). Na verdade. “cujos” e “cujas” No fragmento em que surgiu o pronome relativo “cuja”. naquela passagem.ação pretérita. Há. ainda. que se faz 433 Português . representante semântico de “torcedor”. (C) É incrível como as crianças muito pequenas não se incomodam. sempre se emprega an­ tecedendo substantivo. o pronome relativo w o qual” . O texto apresenta algumas impropriedades. e. (D) É apenas por solidariedade a seus maridos que muitas mulheres bus­ cam se abrir às emoções de uma Copa do Mundo. ocorrerá para suas flexões: “cuja”. (B) Não é muito fácil encontrar alguma família em cuja não exista al­ gum torcedor mais fanático. cometeu-se equívoco na grafia da forma verbal “revêsse­ mos1 ’ do verbo "rever”.

desse modo. deslize de grafia no substantivo “frustrações” O texto ficará correto assim escrito: “Talvez seja um exagero áo autor do texto achar que o$ pró­ prios laçosfamiliares se ameacem devido àsfrustrações dofuteboT. (B) Quem não se disporá torcei* numa Copa terá dificuldade era se iso­ lar num canto aonde nâo cheguem as ressonâncias da competição. vale . O texto revela-se caótico. como glória máxima. Estão corretamente flexionadas as formas verbais da frase: (A) Mesmo quem não tenha querido ou podido acompanhar a última Copa do Mundo certamente não ficou indiferente às irritações que ela suscitou entre nós. Ocorreu. que é exigida pela forma verbal "abrir-se” (pronominal) e do artigo “as”. Não há qualquer deslize gramatical no período que surgiu nesta alternativa. o qual apresenta as suas ideias com clare­ za. tam­ bém. 09. (D) Alternativa satisfatória.dizer.afirmar “Ê incrível como as crianças muito pequenas nâo se incomodam com uma Copa do Mundo. Estão ocorrendo dois deslizes de natureza gra­ matical Há exigência de acento grave indicativo de crase no vocábulo “as5 ’ que antecede o substantivo “frustrações”. Tal acento grave indicará a con­ tração da preposição “a” presente na locução prepositiva "devido a” com o artigo definido "as” antecessor do substantivo “frustrações”. (E) É comum que os meninos menores não se detenhem diante da televi­ são. que antecede o substantivo “emoções”. (C) Se os policiais não detessem os torcedores mais exagerados. certa­ mente não se veriam tantas famÜias nos estádios alemães. (E) Alternativa insatisfatória. repetimos) e o artigo definido “a” que antecede o substantivo “histeria" Teremos. Aproveitamo-lo apenas para comentar o correto emprego do acento grave indicativo de crase decorrente da presença da preposição “a”. quando se trata de um jogo da Copa do Mundo. a ima­ gem do nosso capitão erguendo a taça da penúltima Copa. enquanto os adultos assistem-na com grande emoção”. a correção do período assim representada: “Não é muito fácil encontrar alguma famíüa em que não exista algum torcedor mais fanático. o qual se deixe levar à quase histeria” (C) Alternativa insatisfatória. Décio Sena 434 . supondo que se tenha querido . Sugerimos outra ela­ boração para ele. não há clareza com respeito ao que pretendeu veicular. (D) Os torcedores brasileiros ainda reteem.Provas Comentadas da FCC necessário para que se indique a contração da preposição “a” exigida pela locução "se deixe levar” (com emprego pronominal.

È. certamente não se veriam tantas famílias nos estádios alemães” : j (D) Alternativa incorreta. surgirá:sob ja forma: “É çomum|que os meninos menores não se detenham diante da televisão. j (E) O autor do texto nota. após a devida retificação. nos fãs do [futebol. Cometeu-se erro|na flexão do verbo “reter”. derivado de “ter VO período. e o total esvaziamento das ruas. na 3a pessoa do plural dò presente do indicativo. apos a correção: “Quem não se dispuser a torcer numa Copa terá dificuldade eija se isolar nuin canto aonde não cheguem as ressonâncias da competição”. j (E) Alternativ^ incorreta. Assim ficará o período.os torcedores mais exagerados. Não há um único senão a se registrar neste texto. du­ rante a Copa. costuma siofrer nervosas oscilações. teremos jo período: “Se os policiais não detivessemj . quando se trata de um jogo dà Copa do Mundo”. Retificado o erro. Cometeu-se umí equívoco na conjugação do :verbjo “dispor” . com razão. derivado de “ter” no pretérito imperfeito do subjuntivo.Prova 18 -Técnico Judidário/T