Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

ISSN 1415-3033

Circular Técnica
Brasília, DF Dezembro, 2005

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Construção de estufas para produção de hortaliças nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Casas-de-vegetação
As casas de vegetação são um instrumento de proteção ambiental para produção de plantas, como hortaliças e flores. Por definição, casas-devegetação são estruturas construídas com diversos materiais, como madeira, concreto, ferro, alumínio, etc, cobertas com materiais transparentes que permitam a passagem da luz solar para crescimento e desenvolvimento das plantas. O uso destas estruturas pode ser de caráter parcial ou pleno, dependendo das características exploradas. Um exemplo característico do uso parcial é a utilização de cobertura da estrutura para obter-se o efeito ‘guarda-chuva’, muito comum em regiões tropicais. Por outro lado, é possível explorar todo o potencial deste tipo de estrutura, construindo-se uma casa-de-vegetação completa, com todos os controles para a cobertura e para a proteção das plantas em relação a parâmetros meteorológicos adversos, como a precipitação pluviométrica, e com cortinas laterais para geração e aprisionamento do calor. Neste último caso, utiliza-se o efeito estufa desta estrutura, motivo pelo qual as casas-de-vegetação são mais conhecidas como estufas, embora sua utilização seja restrita à proteção das culturas utilizando-se somente o efeito ‘guarda-chuva’ da estrutura.

Autor
Neville V. B. dos Reis Eng. Agr., MSc Embrapa Hortaliças C. Postal 218 70359-970 Brasília-DF neville@cnph.embrapa.br

Estufas de plástico
As principais características de uma estufa plástica são a eficiência e a funcionalidade. Entende-se por ‘eficiência’ a faculdade que a mesma tem

e em segundo lugar proceder a um estudo rigoroso sobre as possibilidades de mercado e comercialização dos produtos olerícolas obtidos com a construção das estufas. apresenta clima predominantemente tropical quente e úmido. resultados de pesquisas. Centro Oeste e Nordeste) climaticamente influenciadas pela ação de grandes centros de circulação atmosférica localizadas nos Oceanos Pacifico Sul. como Japão. em áreas como o melhoramento genético.500. por exemplo. Em certas circunstancias. A seleção de um determinado tipo de estufa é função de uma série de aspectos técnicos.Amazônia A região Norte compreende grande parte da Amazônia brasileira. Atlântico Sul e pelo centro localizado na Zona de Convergência Intertropical. A ‘funcionalidade’ é um conjunto de requisitos que permitem a melhor utilização da estufa. Região Norte . Nordeste e Centro-Oeste de oferecer um determinado elemento do clima não de maneira estática. No Brasil. mercado e relação custo/beneficio. semiclimatizadas e não-climatizadas. o Brasil possui cinco regiões geográficas (Norte. Para se alcançar estes objetivos na construção de uma estufa. Holanda. tais como exigências agroclimáticas da espécie de planta a ser cultivada. As estufas semiclimatizadas são dotadas de determinado grau de automação no controle de temperatura. porém dentro dos limites de exigências fisiológicas da cultura. gerando condições de clima favoráveis e adversos à produção agrícola. da disponibilidade de mão-de-obra e de mercado. Diversidade Climática Regional no Brasil Com dimensões continentais de 8. Este tipo de estufa não possui nenhum tipo de equipamento que utilize energia transformada e sua utilização é condicionada a aplicação de transformação de fatores físicos da própria natureza do ambiente. com mercado e rentabilidade adequada à sobrevivência do empreendimento. radiação global anual média de 5. entre outros. As estufas podem ser classificadas em relação ao controle dos parâmetros meteorológicos em climatizadas. é preciso primeiro analisar os recursos naturais e humanos disponíveis na área onde se pretende instalar a estrutura. como levantamentos de solo. Esses centros de circulação atmosférica atuam sazonalmente nas regiões geográficas brasileiras de modos distintos. Sudeste. das características climáticas da área onde se pretende implantála. As estufas não-climatizadas são as que reúnem viabilidade econômica e podem ser utilizadas em processo de exploração comercial para produção hortaliças e flores. . tanto na ordem temporal como espacial. sendo sua utilização restrita a instituições de pesquisas para fins de experimentação. mercado e tecnologias utilizadas na produção hortícola. fez-se uma descrição sucinta de cada uma dessas regiões e de suas necessidades de construção de estruturas de estufas baseados na disponibilidade de materiais. umidade e luz. umidade relativa e luz. Sul. Estas características devem estar completamente harmonizadas com o objetivo de definir um sistema produtivo capaz de obter colheitas fora da época normal. Baseando-se em dados de observações meteorológicas e de outros.462 Wh/m2. Seu uso comercial é mais comum em países de economia estável e de alto poder aquisitivo. tanto do ponto de vista técnico como econômico. As estufas climatizadas possuem mecanismos elétricos. sendo também consideradas inviáveis economicamente para produção comercial de hortaliças. Seu emprego depende de uma exploração economicamente rentável e elevada. este tipo de estufa para produção de hortaliças é inviável. são utilizadas em instituições de ensino e pesquisa agropecuárias e florestal. mão-de-obra. Espanha.2 Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. estas condições impõem a necessidade de desenvolvimento de pesquisas para regularizar o abastecimento de certas espécies hortícolas. e fazem uso de energia transformada em suas atividades normais. eletrônicos e mecânicos de acionamento automático para controle de temperatura.000 km2. Até a presente fase de nosso desenvolvimento econômico.

pimentão e alface na região. exigindo materiais que possa melhor converter radiações de comprimento de onda baixíssimo em radiação fotossinteticamente ativa.600 mm anuais. sendo o período de outono-inverno o mais seco do ano. Estufa modelo teto convectivo retilíneo . A região é carente em pesquisa em relação à cobertura plástica. como geração de convecção para transporte de calor e massa produzidas pelo modelo de construção de telhado da referida estufa (Figuras 1 a 5). com extremos de variação de intensidade de radiação de um dia para outro. devido à quase inexistência de ventos advectivos. como madeiras de lei. com as seguintes características: .Geometria de telhado: este modelo de estufa admite construção em sistemas retilíneos e curvilíneos. muito importante no modelo e tipo de estufa a ser adotado. .300 mm.Dimensões: comprimento de nave de 50.0m de pé-direito x 5. Outro fator limitante à produção de hortaliças nessa região é a dificuldade de transporte de calor e da massa de vapor do interior para o exterior das estufas.vista lateral direita. com alto índice de precipitações pluviométricas. Em termos de temperatura. como por exemplo. . variando entre 1. boa relação custo/beneficio. Nordeste e Centro-Oeste 3 umidade relativa média de 90%. a região apresenta planícies compostas por Argissolos Vermelhos. vêm sendo conduzidos estudos pela Embrapa Hortaliças sobre a modificação de microclimas com o uso de estufas construídas artesanalmente com base em materiais abundantes na região.0 m de largura x 3. A evaporação do ar oscila entre 400 e 1.800 a 3. concentradas nas estações de primaveraverão.Material de estrutura: moirões a base de madeira de lei. exaustão. 120 e 150 micra. ventilação.0m x 8. etc). .Acessórios: não possuem nenhum tipo de acessório especial que implique em uso energia elétrica (aquecimento. nas espessuras de 75. . Argissolos VermelhoAmarelos a Argissolos Amarelos. mão-de-obra local. nebulosidade variando entre 10 e 70%. pepino.Cortinamento lateral: telas ou malhas de polipropileno de porosidade percentuais entre 18 e 50%. A Amazônia é uma região livre de geadas.Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. Para incentivar a produção de tomate. ou ainda com outros materiais. .Material de cobertura: polietileno de baixa densidade (MEPD). como ferro e cimento. mas utiliza transformações físicas atmosféricas. também podem ser construídos a base de cano de água galvanizado ou de ferro sem nenhum processo de galvanização. com durabilidade de uso entre 12 e 36 meses. . Com relação ao relevo. Fig. alvenaria ou ferro-concreto. trabalhada ou roliças (como apanhada em seu habitat natural sem nenhuma industrialização). 1. o uso de plástico fotodifusor. Têm sido observadas reduções na radiação fotossinteticamente ativa de 140 klux para 18 klux no quântico de energia que atinge a superfície do solo. a máxima varia entre 30 e 33°C e a mínima entre 18 e 24°C. preço estimado entre US$ 1020/m2. 100.0m de altura total até a segunda cumeeira do telhado.

Estufa modelo teto convectivo retilíneo construído a base de eucalipto. Estufa modelo teto convectivo curvilíneo. Fig. Estufa modelo teto convectivo retilíneo . 3.4 Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. .vista lateral esquerda. 4. 2. Nordeste e Centro-Oeste Fig. Fig.

. Nordeste e Centro-Oeste 5 Fig. transportado-os para as camadas de ar mais elevadas do interior da estufa. Esta transferência de calor e massa tem como vantagem a utilização contínua do excesso da radiação sensível no processo de evaporativo das superfícies livres das folhas das plantas e do solo. Outros modelos de estufas para a região Amazônica Os modelos de estufa ‘capela’ e ‘lean-to’ também são apropriados para as condições climáticas da Amazônia. 5. Estufa modelo ‘capela’ com janelas advectivas incorporadas. Figura 6. Para utilização do modelo ‘capela’ em condições de trópico úmido e quente foram adaptadas janelas do tipo advectiva em suas partes frontal e posterior (Figura 6). Vista interna da estufa modelo teto convectivo curvilíneo. Este tipo de adaptação permite um fluxo de ar contínuo em seu interior transportando o calor e massa para o lado externo.Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. diminuindo a temperatura interna da estufa (endotermia) e promovendo a diminuição da umidade.

Esse modelo de estufa pode ser construído com madeira de lei. Nordeste e Centro-Oeste Dimensões: O padrão de estufa capela é de 50. Croquis de estufa modelo ‘capela’. Esta estrutura pode ser construída em sistema de vão livre. ‘pé-direito’ de 3. Fig. 9. como pode ser visualizado na planta baixa (Figuras 7 e 8 ) ou adaptado para sistemas de terças. Configuração das tesouras internas e externas de estufa modelo ‘capela’.0 m de largura. Estufa modelo ‘Capela’.0 m de altura.0 m de comprimento. Fig. As tesouras externas tem conformação completa de um triângulo isósceles (Figura 7). O modelo das tesouras internas tem um formato da letra “A” em configuração de triângulo isósceles. 7. madeira roliça. com planta baixa exibindo detalhes dimensionais. onde a parte inferior da letra “A” é aberta e correspondente a 1/3 de toda área do referido triângulo. usando as tesouras acima mencionadas. 8.0 m e 14 módulos espaçado de 3. com uma altura total de 4. perfil de ferro tipo “U” enrijecido. concreto armado e de ferro galvanizado.6 Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. . 8. Fig.6 m entre moirões (Figura 8).

O material plástico de cobertura é o polietileno de baixa densidade (PEBD) aditivado contra radiação ultravioleta.40 m. nas espessuras de 75. que corresponde ao cobrimento de cada módulo individualmente com uma tira de plástico correspondente a largura de cada módulo ( 3. Nordeste e Centro-Oeste 7 Material de cobertura e cortinamento A cobertura do telhado desse modelo de estufa pode ser feito de duas maneiras: (a) pelo sistema fatiado. Fig. A principal vantagem do primeiro método (‘sistema fatiado’) sobre o segundo é a possibilidade de substituir as faixas defeituosas individualmente. entre outros. No segundo método. e (b) pelo recobrimento das duas águas do telhado com uma única folha de plástico inteiriço.60 m) mais um acréscimo de 0. condicionado à disponibilidade e ao tipo de material empregado na construção da estrutura. 10. 150 micra. A relação custo/benefício para esse modelo de estufa está entre US$ 15-30 por metro quadrado. 11. 120. o material de cortinamento utilizado são malhas de polipropileno na porosidade entre 18 e 50%. 100. se houver uma ruptura em qualquer extensão da folha de plástico que não puder ser corrigida por vulcanização. haverá necessidade de sua substituição total. custo e qualidade de mão-de-obra.Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. . Estufa modelo ‘lean-to’. Planta baixa da estufa modelo ‘lean-to’. embora tenha como desvantagem o aumento do custo de mão-de-obra e dificuldades para sua instalação. Fig. Como no modelo anterior.

formando um modelo de estufa em sistema de ‘dente-deserrote’. na parte mais baixa em nave isolada. quando montado em sistema de uma nave simples. Nordeste e Centro-Oeste Esse modelo de estufa. Estufa modelo ‘dente de serra’ retilíneo adaptado do modelo individual ‘lean-to’. largura . sendo por esta razão apropriado para locais onde o principal fator climático adverso é o excesso de pluviosidade. . pé-direito: 6 m de altura (mais alto) e 3 m (mais baixo). 11. Nesse sistema.8 Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. 12 e 13). Fig. Croquis de estufa modelo ‘lean-to’. forma um modelo de estufa de ‘dente de derrote’. Também pode ser instalado em módulo de naves conjugadas. o que facilita os trabalhos de mecanização de aração.0 m (Figura 11). gradagem e subsolagem do terreno da estufa em qualquer sentido. Os moirões são instalados de 3 em 3 metros igualmente distanciado em todas as direções. de teto retilíneo (Figura 13).de 9 a 12 m. É de fácil instalação. é um sistema ‘guarda-chuva’ (Figuras 10. Quando conjugado. Dimensões: Esse modelo de estufa tem as seguintes dimensões: comprimento . 12. Fig. os módulos são quadrados 3. em sua essência. 13.entre 27 e 60 m.0 x 3.

Devido a irregularidade de relevo.5 cm de diâmetro e espessura de parede de 3. Estufa modelo ‘teto em arco’ no formato de parábola invertida de flecha rasa. 120 e 150 micra. . com precipitação pluviométrica variando entre 300 e 1800 mm. entretanto. disposto em posição de contra-ataque de favorabilidade dos vento advectivos. Região Nordeste A predominância das condições climáticas do Nordeste brasileiro é de semi-árido.04 mm (Figura 15).5 a 3.880 Wh/m2. havendo em sua série histórica de observações meteorológicas registro de período de estiagem superior a quatro anos consecutivos.Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. A temperatura máxima varia entre 18 a 36°C e a mínima de 15 a 27°C. podendo. Fig. pimentão e alface a céu aberto. possui áreas montanhosas que geram microclimas especiais que permitem a produção tomate. ‘capela’ e teto em arco formato raso em parábola invertida com flecha variando entre 0. ‘lean-to’. É também a região do país mais castigada pelas oscilações causadas pelos fenômenos meteorológicos El Niño e La Ninã. As espessuras adotadas são de 75. O seu emprego é feito em maior escala para efeito ‘guarda-chuva’. A estufa modelo ‘teto em arco’ pode ser de construção industrial (Figura 14) ou de construção artesanal usando conduítes de água de ferro galvanizados e de bitolas variáveis entre 1. O plantio protegido para produção de hortaliças necessita de estufas cobertas com plásticos reflectivos e modelos que permitam a liberação de calor e controle de umidade. Nordeste e Centro-Oeste 9 Material de cobertura e cortinamento Esse modelo de estufa é coberto com filme agroplástico de polietileno de baixa densidade (PEBD) aditivado contra radiação ultravioleta. Em termos de radiação solar. em sistema fatiado longitudinal ou transversal. com cortinamento lateral feito por malhas de polipropileno nas porosidades de 12 a 50%. a produção de hortaliças para abastecimento dos grandes conglomerados urbanos começou a receber tecnologia de proteção a partir da década de 90. 100. 14.9 e 1. ‘capela’. ser adaptado para efeito ‘estufa’ com o uso de cortinas de agroplástico das espessura mencionadas acima. Os modelos de estufas mais adequados são teto convectivo retilíneo. a região tem uma média de 5.1 m (Figuras 14). Nessa região.

Croquis de estufa ‘teto em arco’ raso de construção artesanal com canos de ferro galvanizado. 15. que dificultam a produção de tomate. Túnel alto construído de bambu verde. . Os fatores adversos para a produção de hortaliças são a combinação de temperaturas mais acentuadas com umidade relativa superior a 70% e precipitações intensas. Possui vento de alta velocidade nas localidades da costa do Oceano Atlântico. que dura até a primavera. A Embrapa Hortaliças iniciou as pesquisas com plantio protegido em 1985 para regularizar o abastecimento de tomate. quando então começa um período seco e frio. No interior desta região. Nordeste e Centro-Oeste Fig. 16. O primeiro modelo trabalhado foi o túnel alto construído a base de bambu (Figura 16). combinados a teores médios de umidades. observam-se dois períodos sazonais bem distintos cobrindo as quatro estações do ano. Fig. Região Centro-Oeste Com a predominância de clima tropical úmido e seco.10 Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. Os primeiros trabalhos foram dedicados à construção de estufas de forma artesanal. No verão também podem ocorrer precipitações de granizo em pequena intensidade. as estações de primavera-verão são caracterizadas pelo domínio de altas temperaturas e baixos teores de umidade devido ao elevado índice de radiação solar e falta de mananciais de água. A região Nordeste do Brasil é carente de modelos estufas adaptadas as suas condições climáticas características. Pesquisas com controle de radiação solar global direta devem ser implementadas com a utilização de plásticos especiais para atenuar o excesso de radiação. alface. o modelo ‘teto em arco’ de construção artesanal ou industrial utiliza em sua cobertura e cortinamentos os mesmos materiais mencionados para os modelo anteriores. A precipitação pluviométrica tem início na primavera se estendendo até o principio da estação de outono. com materiais de maior disponibilidade e de mãode-obra capacitada. pepino. Como nos demais modelos de estufa. pimentão e outras culturas a céu aberto. onde essa energia poderia ser atenuada pelo processo evaporativo e evapotranspiratórios das culturas naturais e agrícolas. pimentão e alface na região. sem prejuízos da radiação fotossinteticamente ativa e com a projeção de novos modelos de estufas adaptadas para este clima. com elevadas temperaturas e baixos índices de umidade.

Para o tomate. ‘capela’. Nordeste e Centro-Oeste 11 As culturas utilizadas como teste de produção para esse modelo foram o tomate de mesa e pepino tipo ‘Japonês’. atribuído ao ‘efeito estufa’ produzido pelo cortinamento lateral da estrutura. pepino (tipos ‘Caipira’ e ‘Japonês’) e pimentão foram realizados com a estufa modelo ‘lean-to’. Estufa modelo ‘teto convectivo’ de fabricação industrial. ‘teto convectivo’. devido à geração de temperatura e umidade inadequadas para a cultura.0m de largura e pé-direito de 3. Fig. 17. túnel baixo e estrutura coberta com malha de aluminete.Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. As dimensões variam de 50m comprimento x 7. Atualmente. Os próximos trabalhos de pesquisas com as culturas de tomate de mesa. sem a necessidade de cortinamento lateral. Observou-se que este modelo de estufa proporcionou boa produção de pepino no outono-inverno.0 m de altura (Figuras 17 a 23). 18. observou-se uma produção significativamente maior para a cultura plantada sob proteção em relação aos produzidos a céu aberto. e para o pepino a melhor produtividade teve lugar no outonoinverno. nas estações de primavera-verão e com adaptações de cortinas laterais de plástico de polietileno de baixa densidade (PEBD) para as estações de outono-inverno. Fig. ‘Mansard’. . tanto de fabricação artesanal como industrial. mas não foi adequada para a produção de tomate na primavera-verão do Brasil Central.5 a 8. a produção de hortaliças com proteção de agrofilmes plásticos vem utilizando estufas modelos ‘teto em arco’. sem cortinamento lateral de plástico ou de malhas. Estufa modelo ‘teto em arco’ tipo não climatizada de fabricação industrial.

.12 Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. 21. 20. Fig. de fabricação industrial. Nordeste e Centro-Oeste Fig. Sistema de proteção com uso de tela ou malha de aluminete para a produção de pimentão. Fig. 19. Estufa modelo ‘Mansard’ de fabricação industrial. Estufa modelo ‘teto em arco’. com geminação de oito naves.

24.Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. Nordeste e Centro-Oeste 13 Fig. Outros tipos de estufa semiclimatizados encontram aplicação nas instituições de pesquisas com acessórios de controle de umidade e temperatura (Figuras 24 a 27 ) Fig. . Estufa modelo ‘teto em arco’ com janela zenital acoplada. 23. Conjunto de estufas modelo ‘teto em arco’ geminadas e dotadas de janela evaporadora (‘padfan’) tipo semiclimatizada da Embrapa Hortaliças. Túnel baixo de construção semi-industrial. 22. Fig.

Instalação de sistema de evaporação (‘padfan’) de estufa modelo ‘teto em arco’ tipo semiclimatizada. Fig. Estufa modelo ‘capela’ com cobertura e cortinamento de vidro. 27. semiclimatizada e com malha de proteção negra da Embrapa Hortaliças. 25. Fig. 26.14 Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. Sistema de exaustão de uma estufa modelo ‘teto em arco’ de construção industrial do tipo semiclimatizado. . Nordeste e Centro-Oeste Fig.

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70. In: GOTO.16 Construção de estufas para produção de hortaliças nas Reigões Norte. W. maio 1998.. 38 Exemplares desta edição podem ser adquiridos na: Embrapa Hortaliças Endereço: BR 060 km 9 Rod. A cultura do pimentão. New York: Springer Verlag. MOURA. B.V. Alcântara Membros: Nuno Rodrigo Madeira Miríam Josefina Baptista Alice Maria Quezado Duval Paulo Eduardo de Melo Supervisor editorial: Paula Cochiane Feitosa Fotos: Waldir A.. dos.. 1961. 2000.A. 10).. Resumo 315. Lima Editoração eletrônica: José Miguel dos Santos Expediente 1a edição 1a impressão (2005): 500 exemplares . TIVELLI. M. OLIVEIRA. REIS. 532p.F. Braz Editor Técnico: Flávia A. TREWARTH. 1997.. 2000.G.B. O.R... Postal 218.I. Base de dados meteorológicos do CNPH na Internet. (Embrapa Hortaliças. Henz Secretária-Executiva: Sulamita T. Produção de hortaliças em ambiente protegido: condições subtropicais.A. (EMBRAPA-CNPH.B. Pecuária e Abastecimento Comitê de Publicações Presidente: Gilmar P. 1998. dos. Brasília-Anápolis C.A. REIS. p. Competição de cultivares de pepino tipo “Japonês” sob cultivo protegido e a campo aberto.A.V.465-467 REIS.A. CARRIJO. N. W. O. 1997. Brasília: Embrapa Hortaliças. 2000. Circular Técnica. 1997. CHARCHAR. TIVELLI.S. R. v.. Anais. Trabalho apresentado no XI Congresso Brasileiro de Meteorologia. SEEMANN.). LOMAS.16. Piracicaba. 10. Meteorologia e climatologia. Nordeste e Centro-Oeste guarda-chuva..M. 38). Brasília: Embrapa Hortaliças. O. N. Material de coberturas e cortinamento: durabilidade e transparência e radiação solar. Y. SP. n. PRIMAULT. 3p. p.1.. N.. 8p.539-970 Brasília-DF Fone: (61) 3385-9009 Fax: (61) 3385-9042 E-mail: sac. Brasília: Embrapa Hortaliças. N.A. dos. CHIRKOV. Comunicado Técnico.br Ministério da Agricultura. 5p..V.. Madison: University of Wisconsin Press. TREWARTH. (ed. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE AGROMETEOROLOGIA. CARRIJO.A. 448p. 1968. SILVA. Pesquisa em Andamento. SILVA. 1999. SILVA. H..V. Brasília: EMBRAPA-CNPH. REIS. J. Efeito da solarização sobre a produção de tomate de mesa e de industria em uma estufa modelo capela. CARRIJO. The Earth’s problem climates. Y.A. J. REIS. da S. 2000. São Paulo: Editora UNESP.236-246.hortalicas@embrapa.W. Marovelli Dejoel B.R. (Embrapa Hortaliças. T..V.. An introduction to climate. 324p. O. 5p.B. C. MAROUELLI. Agrometeorology. W.B. CARRIJO. Espaçamento e sistema de condução para tomate tipo salada sob cultivo protegido.G.B. Brasília. Brasília: Instituto Nacional de Meteorologia. Horticultura Brasileira. N. M. 334p.V. Madison: University of Wisconsin Press. 14). Piracicaba: SBA. H. T. Pesquisa em Andamento da Embrapa Hortaliças. MAROUELLI. S.

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