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Expressionismo - trabalho

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INTRODUÇÃO

O termo “expressionismo”, embora aplicado inicialmente à pintura, abrangia fenômeno bem mais amplo e complexo: batizava abertamente a inquietação (agitação) espiritual e a renovação cultural que se encontrava em marcha não só na Alemanha, mas também em toda a Europa. E passou, então, a ser aplicado também à literatura e às

demais artes. Seus ideais não ficaram completamente claros e definidos, mas sua conduta seguiu uma linha lúcida e decidida, impulsionada por um núcleo central de aspirações e metas, que permitiu reunir, nesse movimento autores e personalidades diferentes e até divergentes. Os antecedentes do Expressionismo, nas artes plásticas, podem se encontrados em Van Gogh: “Vejo expressão e até alma em toda a natureza”; na nostalgia da arte primitiva de Gauguin; na escultura negra; e na obra violenta e trágica do norueguês Edvard Munch. Mas foi com o grupo da “Ponte” (“Brücke”), formado na Alemanha em 1905, que a pintura expressionista começou a se impor. Denominam-se genericamente expressionistas os vários movimentos de vanguarda do fim do século XIX e início do século XX que estavam mais interessados na interiorização da criação artística do que em sua exteriorização, projetando na obra de arte uma reflexão individual e subjetiva. O Expressionismo não se confunde com o Realismo por não estar interessado na idealização da realidade, mas em sua apreensão pelo sujeito. Guarda, porém, com o movimento realista, semelhanças, como certa visão anti-"Romantismo" do mundo.

ORIGEM

O Expressionismo surge de um desdobramento do pós-impressionismo, recebendo influências de uma série de artistas pertencentes a este período, como o holandês Van Gogh e o norueguês Edvard Munch. Encontra ligações também com certas manifestações do art noveau e do simbolismo.

Considerando os desdobramentos do Impressionismo, os principais precursores do movimento foram Vincent van Gogh, Edvard Munch e Paul Klee, tal a dramaticidade de suas obras, a importância (e, em certo sentido, a independência) da cor. Ambas as obras propõem uma ruptura formal e ideológica com a Academia e com o Impressionismo. O simbolismo como um todo também influenciou os movimentos expressionistas, em outra esfera, devido à importância dada à mensagem oculta na obra. A introdução da pintura expressionista no Brasil foi obra de Lasar Segall, pintor da dor e sofrimento humanos, que apresentou seus quadros em duas exposições realizadas em São Paulo e Campinas no ano de 1913. Os críticos não entenderam aquele novo estilo. O povo menos ainda. Mas não surgiram críticas porque essas duas mostras contavam com o aval do poderoso político e incentivador das artes, o senador Freitas Valea quem ninguém ousava contrariar. Na realidade coube a Anita Malfatti, que conhecera o expressionismo nas suas viagens de estudo à Alemanha e Estados Unidos, despertar para o público essa novidade na expressão artística quando, em 1917, organizou em São Paulo sua segunda exposição individual. Recebidos inicialmente pela crítica com discreta desconfiança, aqueles quadros de forte colorido e totalmente diferentes da pintura acadêmica, transformaram-se num estopim de acirradas discussões e controvérsias quando surgiu na imprensa uma crônica de Monteiro Lobato intitulada A propósito da exposição Malfatti. Nela o escritor de Taubaté comparava a pintura de Anita à dos loucos ou mistificadores. Foi bastante cruel em relação à jovem pintora, mas sem querer provocou a reação de jovens intelectuais em defesa de Anita e o nascimento do movimento modernista no Brasil. Outros pintores apresentaram telas expressionistas como, por exemplo, Paulo Rossi Osir que também havia feito parte de sua formação artística na Alemanha. Pós-expressionista de grandes méritos é Juarez Machado, pintor catarinense que hoje vive e trabalha em Paris.

CARACTERÍSTICAS DAS PINTURAS Como o interesse do movimento é projetar uma reflexão subjetiva, é comum o retrato de seres humanos solitários e sofredores, onde a intenção é de captar estados mentais, que podem ser vistos em vários quadros de personagens deformadas. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento.

É a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão e à miséria humana. Características  Grandes manchas de cor intensas e contrastantes, aplicadas livremente sem respeito pelo real;  Temas pesados com fortes preocupações psicológicas (angústia, sofrimento, etc.);  Desenho simplificado;

Distorção intencional das imagens com o objetivo de obter expressividade;

 Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. A destruição expressionista da imagem tradicional foi favorecida pela crise da sociedade e pela desarticulação moral que antecederam a Primeira Guerra Mundial. Assim, o movimento baseou-se em sua imagem de condição humana e procurou transmitir às telas a situação do homem no mundo, seus vícios e seus horrores. As cores tornaram-se violentas e explosivas, as figuras distorcidas quase caricaturais, e a perspectiva foi negligenciada. Os artistas infundiram aos objetos sua própria personalidade e as emoções derivadas da tradição romântica (na qual sonho e imaginação eram valores essências). E isso sob uma nova forma do trágico, unido à angústia do século XX. Os temas expressionistas eram obsessivos e dramáticos, não somente pela marcação das cores, mas também pela monumentalidade da forma, a violência e a agudeza do grafismo; daí uma volta à linha expressiva, aos modelos simplificadores da gravura e às técnicas de ilustração, onde se contrastam juventude e velhice e onde os horrores da guerra e da decadência são apresentados de maneira nostálgica e angustiada, chegando por vezes à alucinação e às raízes da inconsciência. “Tentei com o vermelho e com o verde exprimir as terríveis paixões dos homens”. Falando a propósito de seu quadro Café à noite, Van Gogh expôs um dos princípios básicos do expressionismo: desenhar diretamente com a cor para que se exprimam de maneira sugestiva as coisas sofridas e vividas, por meio da deformação plástica. Assim o desenho perdeu sua importância em favor da magia do que não é totalmente expresso.

Com o alemão Nolde, a cor passou a ser elemento natural, fluente, ardoroso e agitado. Suas paisagens de um mundo primitivo e visionário exprimem estados psíquicos por meio do desenho simplificado e caricatural, em estranhos tons violeta, laranja e amarelo. O norueguês Edvard Munch, por outro lado, exprime o ser humano com melancolia e solidão, constantemente atormentado pela doença e pela morte; são figuras do desvario, de olhar medroso, boca apagada pelo medo.

EXPRESSIONISMO/ ARTES PLÁSTICAS Uma das primeiras manifestações, neste contexto das vanguardas, a ser chamada de expressionista foi a dos fauves (que mais tarde teria em Henri Matisse seu principal desdobramento, ainda que sua obra se afaste do arquétipo expressionista). No fovismo, a principal e mais clara herança dos pós-impressionistas (entre os quais Paul Gauguin tem posição de destaque, seguido do supracitado Van Gogh) é a pesquisa formal e psicológica dos efeitos dramáticos da cor na composição pictórica. A cor aqui é vista de uma maneira absolutamente não-naturalista, independente e é essencialmente uma forma de expressão de sensações e sentimentos. O expressionismo era baseado na explosão da emoção, na explosão do sentido. Utiliza a imagem visual que nos cerca para expressar uma realidade interior. Ocorre a deformação das imagens, devido ao sentimento interior intervir na realidade.

Existiram dois grupos, porém, que entre todos os movimentos são os mais facilmente identificados com o expressionismo. São eles: A Ponte (Die Brücke'), em Dresden(1905-1913); e O Cavaleiro Azul (Der Blaue Reiter), em Munique (19111914). Os primeiros eram mais agressivos e politizados e seus principais representantes são Ernst Ludwig Kirchner e Emil Nolde. O Cavaleiro Azul (que mais tarde se desdobrará e parte de seus membros virá a fazer parte da Bauhaus e do advento da abstração) eram mais voltados, em um primeiro momento, à espiritualidade da obra artística e seus principais membros são Vassíli Kandínski, Paul Klee e August Macke. Na América Latina o expressionismo muitas vezes manifestou-se como uma via de protesto político. No México, seus representantes mais importantes são os muralistas, como Diego Rivera. Durante a década de 1950, o expressionismo volta a se manifestar, mas agora de outra maneira, na obra de artistas americanos como Jackson Pollock, dentro do que ficou conhecido por expressionismo abstrato. Notabilizou-se principalmente na Alemanha.

EXPRESSIONISMO/LITERATURA A literatura expressionista distanciava-se mais da imitação do natural e da imagem do mundo. O artista deveria prefigurar para si mesmo outro universo que não se conformasse com o mundo dos pais; por isso, desejou desenvolver, também, uma nova linguagem que não mais se restringisse à transmissão de convenções (acordos, convênios, pactos). De início, o movimento expressionista dirigiu-se contra a ordem social da grande burguesia imperial. Também, o movimento expressionista endereçou-se para uma posição pacifista, radicalmente, contra o material bélico da primeira guerra mundial. Com entusiástico grito por uma renovação moral da humanidade, muitos expressionistas se documentaram para a posteridade, numa desesperada tentativa de quebrar o anonimato da moderna sociedade das massas. Para o drama expressionista, a proclamação do drama é alegórica. Seu objetivo é o “novo homem”, a mudança da sociedade. Também, quando os acontecimentos não mudavam em seu favor, os expressionistas valiam-se de um sinal comum com que apelavam para ações solidárias.

O movimento é marcado pela subjetividade do escritor, análise minuciosa do subconsciente dos personagens e metáforas exageradas ou grotescas. Em geral, a linguagem é direta, com frases curtas. O estilo é simbólico, associativo e abstrato. Dentro da literatura expressionista há três correntes que, em parte, se sobrepõem e que se denominam: 1. A “messiânica”, que pregava uma renovação espiritual por uma humanidade cristã; 2. A “revolucionária” ou “acionista”, que ansiava por um regime socialista; 3. A “diagnosticista”, que se distinguia por um diagnóstico social com exata descrição desiludidora — conscientes de que identificavam as verdadeiras causas, mas não podiam dar soluções. Formas literárias Os poemas suscitaram mais atenção quando os críticos perceberam uma repercussão da poesia de WALT WHITMANS e EMILE VERHARENS, considerados como únicos precursores da poesia expressionista. Um dos mais importantes expressionistas foi FRANZ WERFEL. Ele tinha opinião espontânea, até mesmo ingênua entrega à poesia sobre lembranças da infância, encontrando importantes valores íntimos no viver quotidiano aparentemente insignificante. Também, ERNST STADLER (1883-1914) trouxe, sem o porte de valores íntimos, expressões fascinantes sobre a dinâmica da vida moderna. A crítica à poesia expressionista não pode omitir o fato de que o irracionalismo (primazia do sentimento medíocre ante a razão) e a mitomania (doentia tendência à mentira) não consideraram a convicção subjetiva dos poetas, graves sintomas de desintegração de tradições na imagem do mundo burguês, no começo do século 20. O inverso exato daquela ideologia reinante, levantada francamente contra os expressionistas. Os expressionistas preferiram pequenas formas de contos, como, por exemplo, ensaios. Expoentes Gottfried Benn (1886-1956) Em 1912, o médico berlinense Gottfried Benn publicou nove poesias que provocaram entusiástica adesão da vanguarda e indignada recusa na literatura burguesa. A prosa de Benn tendeu sempre para o lirismo. Duas das suas obras foram, entre outras, romances: o Fenótipo e o Ptolomaico (ambas em 1949). Georg Heym (1887-1912) Os dois melhores poemas de Georg Heym foram: Os demônios das cidades e O deus da cidade. Entretanto, em outros textos inclinou-se para temas visionários e apocalípticos. Heym morreu afogado, aos vinte e quatro anos, numa corrida no gelo de Haval. Franz Kafka (1883-1924) Tcheco O conto “A sentença” (1913) de Franz começa com um idílio de domingo, mas termina com a sentença do pai sobre o filho: “Eu te condeno, agora, à morte por afogamento!”

Ao tempo de Kafka brilharam apenas dois dos seus contos: (1919) “Na colônia penal” e “Um médico de aldeia”. Alfred Döblin (1878-1957) Como outros contemporâneos, Alfred Döblin viu as contradições da época não só como sintoma da decadência, mas também como potencial de criatividade. Döblin serviu-se livremente até mesmo de formas arcaicas, cofigurando-as com as modernas; o que evidenciou, imediatamente, também, seu mais famoso, revolucionário e delicado romance do seu tempo: Berlin Alexanderplatz(1929). James Joyce, irlandês T.S. Eliot(1888-1965), inglês Georg Trakl(1887-1914)

CONTEXTO HISTÓRICO
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Na época do Expressionismo deu-se a primeira guerra mundial (1914-1918). O Expressionismo tinha, também, como cenário histórico o Imperialismo, que sempre tentava expandir-se com seu poder militar, político e áreas de influência sobre as escrituras. Na República de Weimar estabeleceu-se a maioria dos socialistas, o SPD, como base da democracia parlamentar, que impôs eleições coletivas nacionais para um estado constitucional em Weimar. Através do Tratado de Paz de Versalhes, St. Germain e Trianon mantiveram os letões, estônios, lituanos, polacos, iugoslavos (tchetchênicos lavínios do sul) não só a formalização definitiva, mas, também, a legitimação popular.

TEATRO EXPRESSIONISTA

Com tendência para o extremo e o exagero, as peças são combativas na defesa das transformações sociais. O enredo é, muitas vezes metafórico, com tramas bem construídas e lógicas. Em cena há atmosfera de sonho e pesadelo e os atores se movimentam como robôs. Foi na peça expressionista R.U.R., do tcheco Karel Capek(1890-1938) que se criou a palavra robô. Muitas vezes gravações de monólogos são ouvidas paralelamente à encenação para mostrar a realidade interna de um personagem. A primeira peça expressionista é A estrada de Damasco(1898-1904), do sueco August Strindberg(1849-1912). Entre os principais dramaturgos estão ainda os alemães Georg Kaiser(1878-1945) e Carl Sternheim (1878-1942) e o norte-americano Eugene O’Neill(1888-1953)

MÚSICA EXPRESSIONISTA A música expressionista caracteriza-se pela emotividade intensa, dissonâncias extremas, melodias ásperas e angulosas, podendo ser atonal,dodecafônica e/ou serial. Assim como nas outras manifestações artísticas expressionistas, o compositor deposita em sua música seus sentimentos mais profundos, extremos e desesperados, dando à obra um caráter exagerado e soturno. Intensidade de emoções e distanciamento do padrão estético marcam o movimento da música. A partir de 1908, o termo é usado para caracterizar a criação do compositor Arnold Schoenberg(1874-1951), autor do método de composição dodecafônica. Em 1912 compões Pierrot Lunaire, que rompe definitivamente com o romantismo. Schoenberg inova com uma música em que todos os doze sons da escala de dó a dó tem igual valor e podem ser dispostos em qualquer ordem a critério do compositor. Arnold Schoenberg, Alban Berg, e Anton Webern, formadores da "Segunda Escola de Viena", são os três principais compositores expressionistas, sendo o primeiro o criador do estilo, e os outros dois seus discípulos de maior renome.

EXPRESSIONISMO NO BRASIL Antes da explosão do movimento modernista de 1922, o Brasil teve com Lasar Segall (1891 – 1957) seu primeiro contato com a arte mais inovadora que era feita na Europa.Nas artes plásticas, os artistas mais importantes são Cândido Portinari, que retrata o êxodo no Nordeste, Anita Malfatti, Lasar Segall e o gravurista Oswaldo Goeldi. Em 1924, retornando ao Brasil, Lasar Segall passou a residir definitivamente em São Paulo, a partir daí, sua pintura assumiu uma temática brasileira. Seus personagens agora são mulatas, prostitutas e marinheiros: sua paisagem favelas e bananeiras são exemplos as telas mãe preta e bananal. Em 1929, o artista dedica-se á escultura em madeira, pedra e gesso. Mas entre os anos de 1936 e 1950, sua pintura volta-se para os grandes temas humanos e universais, sobretudo para sofrimento e a solidão. São dessa época entre outras as telas: Pragon, Navio de Emigrantes, Guerra e Campo de Concentração. Em 1951 Lasar Segall dá inicio ao ultimo ciclo de sua obra com as séries de pinturas Erradias, Favelas e Florestas. Esse ciclo é interrompido com sua morte, em 1957. A exposição que Lasar Segall realizou entre nós em 1913 não provocou nenhuma polêmica , pois seus trabalhos foram vistos como a produção de um estrangeiro. Como tal, ele tinha direito de apresentar uma arte estranha ao censo estético dos brasileiros. Mas com arte de Anita Malfatti (1896–1964), pintora brasileira, areação foi totalmente diferente.

Essa artista, que teve uma importância muito grande nos acontecimentos que antecederam o movimento Modernista no Brasil de 1922. Nasceu em São Paulo e aí realizou seus primeiros estudos da pintura em 1912 foi para a Alemanha, onde freqüentou a academia de Belas Artes de Berlim de volta para o Brasil em 1914, realizou sua primeira exposição individual. Entretanto, sua exposição mais famosa é a de 1917 foi esta exposição que provocou o artigo de Monteiro lobato citado no inicio deste capitulo contendo severas criticas á arte de Anita, Nessa mostra figuraram, por exemplo: A estudante Russa, O Homem Amarelo, Mulher de cabelos verdes e Caboclinha, Trabalhos que se tornaram marcos na pintura moderna brasileira por seu comprometimento comas novas tendências.

Depois das exposições de Lasar Segall e Anita Mafaltti, precursores da arte moderna no Brasil, os artistas mais inovadores começaram a se reunir em torno de idéia da realização de uma mostra coletiva que apresentasse ao público o que se fazia de mais atualizado no país. Entre esses artistas estava Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Mello (1897–1976), pintor conhecido como Di Cavalcanti um dos grandes incentivadores da semana de arte moderna de 1922, durante a semana, esse artista participou da seção da pintura com 12 trabalhos, entre os quais Ao Pé de Cruz, Boêmios e Intimidade: Depois de 1935 e 1940, Di Cavalcanti viveu na Europa, onde esteve em contato com os artistas mais notáveis da época. Na década de 40 sua arte estava amadurecida e conquistou definitivamente seu espaço na pintura brasileira. Di Cavalcanti foi influenciado por diversos pintores, com Picasso, Gauguim, Matisse e Braque, mas ele foi capaz de transformar essas influências numa produção muito pessoal e associada aos temas nacionais. É assim, por exemplo, em Pescadores obra de 1951. No teatro, a obra do dramaturgo Nelson Rodrigues tem características expressionistas.

PERSONALIDADES EXPRESSIONISTAS Ernst Ludwig Kirchner (Alemanha, 1880- Davos, Suíça, 1938) Foi um pintor expressionista alemão. Foi um dos fundadores do grupo de pintura expressionista Die Brücke. Influenciado pelo cubismo e fauvismo, o pintor alemão deu formas geométricas às cores e despojou-as de sua função decorativa por meio de contrastes agressivos, com o fim de manifestar sua verdadeira visão da realidade.Ernst Ludwig Kirchner nasceu na Alemanha em 1880, iniciou seus estudos em arquitetura no ano de 1901 na Technische Hochschule em Dresda. Dentre várias obras, Kirchner realizou trabalhos de decoração de interiores de casas e capelas, mas foi na pintura que mais se destacou, pintou mais de mil quadros.O artista foi o integrante de maior expressão do Die Brücke(a ponte), grupo formado em 1905 por quatro estudantes de arquitetura, cujo principal ideal era libertar a arte dos valores formais e tradicionais. A xilogravura foi uma técnica muito utilizada pelo grupo, Kirchner era o executor das xilogravuras para os cartazes e catálogos do Brücke, técnica que aprendeu aos 15 anos com seu pai. Em 1913, o grupo se dissolveu e cada artista seguiu seu caminho dentro da arte.As características da xilogravura foram levadas para as outras obras de Kirchner, como a pintura a óleo Amazona Nua (1912), caracterizada por contornos recortados e contraste agressivo entre claro e escuro.A bidimensionalidade e a simplicidade são marcas do artista, evidentes nas combinações simples de cor, poucas nuances, falta de perspectiva e motivos sobrepostos.A emoção e o tormento individual de Kirchner são expostos em seus trabalhos pelo tipo de pincelada curta e agressiva. Além da influência do fauvismo, revelada na exploração e emoção das cores, e do cubismo, evidente na geometrização das formas, o pintor também foi influenciado pelo pós-impressionismo, sobretudo Van Gogh.O mundo em torno do artista era o tema de seus trabalhos: vista de cidade, paisagens, retratos de seus companheiros, o corpo humano nu e cenas de circo e music-hall. Em 1911 Kirchner e seus amigos mudaram-se para Berlim, época na qual o pintor explorou em seus trabalhos a experiência numa metrópole moderna. As cenas urbanas se fizeram muito presentes na obras do artista, revelando um aspecto de movimento.Quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, Kirchner transmitiu para o seu

trabalho as suas perturbações. A destruição da figura humana foi uma das características dessa época. Um exemplo é a obra Auto-retrato como soldado, na qual ele se mostra em primeiro plano com a mão decepada, e no fundo uma modelo nua. O quadro pode ser interpretado como uma metáfora da masculinidade e ao horror da guerra.Em 1917, devido ao seu estado emocional, Kirchner é levado para a Suíça pelos seus amigos. Conseqüentemente o tema de suas pinturas transformou-se com a nova paisagem. As formas recortadas das cenas urbanas dão espaço às linhas horizontais e verticais, transmitindo a sensação de paz e ordem.Em 1938, sozinho e doente, o pintor se suicida na cidade de Davos, Suíça. Edvard Munch (Løten, 12 de Dezembro de 1863 — Ekely, 23 de Janeiro de 1944) Foi um pintor norueguês, um dos precursores do expressionismo alemão. Edvard Munch frequentou a Escola de Artes e Ofícios de Oslo, vindo a ser influenciado por Courbet e Manet. No campo das idéias, o pensamento de Henrik Ibsen e Bjornson marcaram o seu percurso inicial. A arte era considerada como uma arma destinada a lutar contra a sociedade. Os temas sociais estão assim presentes em O Dia Seguinte e Puberdade de 1886. Com A Menina doente (Das Kränke Mädchen - 1885) inicia uma temática que surgiria como uma linha de força em todo o seu caminho artístico. Fez inúmeras variações sobre este último trabalho, assim como sobre outras obras, e os seus sentimentos sobre a doença e a morte, que tinham marcado a sua infância (a mãe morreu quando ele tinha 5 anos, a irmã mais velha faleceu aos 15 anos, a irmã mais nova sofria de doença mental e outra irmã morreu meses depois de casar; o próprio Edvard estava constantemente doente), assumem um significado mais vasto, transformados em imagens que deixavam transparecer a fragilidade e a transitoriedade da vida.Edwar Munch Em Paris, descobre a obra de Van Gogh e Gauguin, e indubitavelmente o seu estilo sofre grandes mudanças. Em 1892 o convite para expor em Berlim torna-se num momento crucial da sua carreira e da história da arte alemã. Inicia um projeto que intitula O Friso da Vida. Edvard Munch representou a dança em 1950. Aos trinta anos ele pinta O Grito, considerada a sua obra máxima. O quadro retrata a angústia e o desespero e foi inspirado nas decepções do artista tanto no amor quanto com seus amigos. O Grito é uma das peças da série intitulada The Frieze of Life (O Friso da Vida). Os temas da série recorrem durante toda a obra de Munch, em pinturas como A Menina Doente (1885), Amor e Dor (1893-94), Cinzas (1894) e A Ponte. Rostos sem feições e figuras distorcidas fazem parte de seus quadros.

Em 1896, em Paris, interessa-se pela gravura, fazendo inovações nesta técnica. Os trabalhos deste período revelam uma segurança notável. Em 1914 inicia a execução do projeto para a decoração da Universidade de Oslo, usando uma linguagem simples, com motivos da tradição popular. Munch retratava as mulheres ora como sofredoras frágeis e inocentes ora como causa de grande anseio, ciúme e desespero. As últimas obras pretendem ser um resumo das preocupações da sua existência: Entre o Relógio e a Cama, Auto-Retrato de 1940. Toda a obra está impregnada pelas suas obsessões: a morte, a solidão, a melancolia, o terror das forças da natureza.

Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) Foi um pintor pós-impressionista neerlandês, freqüentemente considerado um dos maiores de todos os tempos.Sua vida foi marcada por fracassos. Ele falhou em todos os aspectos importantes para o seu mundo, em sua época. Foi incapaz de constituir família, custear a própria subsistência ou até mesmo manter contactos sociais. Aos 37 anos, sucumbiu a uma doença mental, suicidando-se. A sua fama póstuma cresceu especialmente após a exibição de 71 das suas telas em Paris, a 17 de Março de 1901. Somente após a sua morte sua obra foi amplamente reconhecida.Van Gogh é considerado pioneiro na ligação das tendências impressionistas com as aspirações modernistas, sendo a sua influência reconhecida em variadas frentes da arte do século XX, como por exemplo o expressionismo, o fauvismo e o abstraccionismo. Vincent nasceu em Zundert, uma cidade próxima a Breda, na província de Brabante do Norte, nos Países Baixos (mais conhecidos no Brasil e em Portugal como Holanda). Era filho de Theodorus, um pastor da Igreja Reformada Neerlandesa, e de Anna Cornelia Carbentus. Recebeu o mesmo nome de seu avô paterno e também daquele que seria o primogênito da família, morto antes mesmo de nascer exatamente um ano antes de seu nascimento. Especula-se que este fato tenha influenciado profundamente certos aspectos de sua personalidade, e que determinadas características de sua pintura (como a utilização de pares de figuras masculinas) tenham sido motivadas por isso. Ao todo, Vincent teve dois irmãos: Theodorus, apelidado de Theo, e Cornelius (Cor); e três irmãs: Elisabeth, Anna e Willemina (Will). Vincent era uma criança séria, quieta e introspectiva. Desenvolveu através dos anos uma grande amizade e forte ligação com seu irmão mais novo, Theo. A vasta correspondência entre Theo e Vincent foi preservada e publicada em 1914, trazendo a

público inúmeros detalhes da vida privada do pintor, bem como de sua personalidade. É através destas cartas que se sabe que foi Theo quem suportou financeiramente o irmão durante a maior parte da sua vida. Aos 16 anos, por recomendação de seu tio Vincent, começou a trabalhar para um comerciante de arte estabelecido na Haia, na empresa Goupil & Cie. Quatro anos depois foi transferido para Londres, e depois para Paris. No entanto, Vincent estava cada vez mais interessado em assuntos religiosos, e acabou sendo demitido da galeria. Ele então decidiu retornar à Inglaterra para fazer um trabalho sem remuneração. Durante o Natal, Van Gogh retornou para casa e começou a trabalhar numa livraria. Ele ficou seis meses no novo emprego, onde gastava a maior parte de seu tempo traduzindo a Bíblia. Em 1877 sua família mandou-o para Amsterdam, onde morou com seu tio Jan. Vincent preparou-se para os exames de admissão da Universidade de Teologia com seu tio Johannes Stricker (teólogo), mas fracassou. Mudou-se então para a Bélgica, e novamente fracassou nos estudos da escola Missionária Protestante. Em 1879, ainda na Bélgica, começou um trabalho temporário como missionário em uma comunidade pobre de mineiros. Em 1880, Vincent decidiu seguir a sugestão do seu irmão Theo e levar a pintura mais a sério. Ele partiu para Bruxelas para tomar aulas com Willem Roelofs, que o convenceu a tentar a Academia Royal de Artes. Lá ele estudou um pouco de anatomia e de perspectiva.Em 1881, Van Gogh mudou-se com a família para Etten, onde ficou amigo de Kee Vos-Stricker, sua prima e filha de Johannes Stricker. Ao pedi-la em casamento, ela o recusou com um enérgico "nunca". Porém, Van Gogh insistiu em sua idéia, o que gerou conflitos com seu pai. No final do mesmo ano, Vincent partiria para a Haia.Na Haia, ele juntou-se a seu primo, Anton Mauve, nos estudos de arte. Envolveu-se com uma prostituta grávida e já mãe de um filho, conhecida como Sien. Quando o pai de Van Gogh soube do relacionamento do filho, exigiu que ele a abandonasse. Em 1883, mudou-se para Nuenen (Holanda) onde se dedicou à pintura. Lá se apaixonou pela filha de uma vizinha, Margot Begemann. Decidiram se casar, mas suas famílias não aceitaram o casamento, o que fez com que Margot tentasse o suicídio.Em 1885, o pai de Van Gogh morreu de infarto. Neste mesmo ano ele pintou aquela que é considerada a sua primeira grande obra: Os Comedores de Batata. Em novembro do mesmo ano, muda-se para Antuérpia. Com pouco dinheiro, ele preferia mandar dinheiro para Theo em Paris, para que este lhe enviasse material de pintura, a comer uma boa refeição. Enquanto estava em Antuérpia, dedicou-se ao estudo das cores e visitou museus, apreciando trabalhos principalmente de Peter Paul Rubens, e tornou-se um bebedor freqüente de absinto. Foi nesta altura que

entrou em contacto com a arte japonesa, da qual se tornou fervoroso admirador e que posteriormente o influenciaria pelas cores fortes e uso das linhas. Em 1886, matriculou-se na Ecole des Beaux-Arts de Antuérpia. Em março de 1886, Van Gogh mudou-se para Paris, onde dividiu um apartamento em Montmartre com Theo. Depois, os dois mudaram-se para um apartamento maior na Rue Lepic, 54. Por alguns meses, Vincent trabalhou no Estúdio Cormon, onde conheceu os artistas John Peter Russell,Émile Bernard e Henri de Toulouse-Lautrec, entre outros.[1]Este último, alcoólatra, apresenta van Gogh ao absinto, bebida popular da ocasião, que viria a ser muito consumida pelo pintor, que a retratou em Natureza Morta com Absinto. O absinto possuía como principal ingrediente uma planta alucinógena de nome Artemisia absinthium e cuja graduação alcoólica era de 68%. O absinto, também conhecida como "fada verde" devido aos efeitos alucinógenos, foi responsabilizado por alucinações, surtos psicóticos e mesmo mortes. Através de Theconhece Monet, Renoir, Sisley, Pissarro, Degas, Signac e Seurat. Naquela época, o impressionismo tomava conta das galerias de arte de Paris, mas Van Gogh tinha problemas em assimilar esse novo conceito de pintura. Vincent e Émile Bernard começaram o uso da técnica do pontilhismo, inspirados em Georges Seurat. A partir de sua estada em Paris, Van Gogh abandona sua temática sombria e obscura de camponeses e suas obras recebens tons mais claros. São desta época os quadros Mulher sentada no Café du Tambourin, A ponte Grande Jatte sobre o Sena, Quatro Girassóis, os Retratos de Père Tanguy, entre outros. Em 1887, conhece Paul Gauguin, e mais para o final do ano expõe em Montmartre. No próximo ano, decide mudar-se de Paris. Vincent van Gogh chegou em Arles, no Sul de França, no dia 21 de fevereiro de 1888. A cidade era um local que o impressionava pelas paisagens e onde esperava fundar uma colônia de artistas. Com objetivo de decorar a sua casa em Arles (conhecida como A Casa Amarela, retratada em uma de suas obras), Van Gogh pintou a série de quadros com girassóis, dos quais um se tornaria numa de suas obras mais conhecidas. Dos artistas que deixara em Paris, apenas Gauguin respondeu ao convite feito para se instalar em Arles. O Vinhedo Vermelho, único quadro vendido durante a sua vida, foi pintado nesta altura. Ele o vendeu por 400 francos. Gauguin e Van Gogh partilhavam uma admiração mútua, mas a relação entre ambos estava longe de ser pacífica e as discussões, freqüentes. Para representar as relações abaladas entre os dois, Van Gogh pinta a A Cadeira de Van Gogh e a A Cadeira de Gauguin, ambas de dezembro de 1888. As duas cadeiras estão vazias, com objetos

que representam as diferenças entre os dois pintores. A cadeira de van Gogh é sem braços, simples, com assento de palha; a de Gauguin possui assento estofado e possui braços. Mediante os diversos conflitos, Gauguin pensa em deixar Arles: "Vincent e eu não podemos simplesmente viver juntos em paz, devido à incompatibilidade de temperamentos", queixou-se ele a Theo. Gauguin sentia-se incomodado com as variações de humor de Vincent pela pressão exercida pelas mesmas. Em 23 de dezembro de 1888, após a saída de Gauguin para uma caminhada, van Gogh o segue e o surpreende com uma navalha aberta. Gauguin se assusta e decide pernoitar em uma pensão. Transtornado e com remorso pelo feito, Vincent corta um pedaço de sua orelha direita, que embrulha em um lenço e leva, como presente, a uma prostituta sua amiga, Rachel. Vincent retorna à sua casa e deita-se para dormir como se nada acontecera. A polícia é avisada e encontra-o sem sentidos e ensanguentado. O artista é encaminhado ao hospital da cidade. Gauguin então manda um telegrama para Theo e volta para Paris, julgando melhor não visitar Vincent no hospital. Vincent passa 14 dias no hospital, ao final dos quais retorna à casa amarela. Em seu retorno pinta o Auto-Retrato com a Orelha Cortada. O episódio trágico convenceu van Gogh da impossibilidade de montar uma comunidade de artistas em Arles. O estilo de pintura acompanhou a mudança psicológica e Van Gogh trocou o pontilhado por pequenas pinceladas. Quatro semanas após seu retorno do hospital, van Gogh apresenta sintomas de paranóia e imagina que lhe querem envenenar. Os cidadãos de Arles, apreensivos, solicitam seu internamento definitivo. Sendo assim, van Gogh passa a viver no hospital de Arles como paciente e preso. Rejeitado pelo amigo Gauguin e pela cidade, descartados seus planos da comunidade de artistas, se agrava a depressão de van Gogh, que tinha como único amigo seu irmão Theo, que por sua vez estava por casar-se. O casamente de Theo constribui para a inquietação de Vincent, que teme pelo afastamento do irmão. Em 1889, aos 36 anos, pediu para ser internado no hospital psiquiátrico em Saint-Paul-de-Mausole, perto de Saint-Rémy-de-Provence, naProvença. A região do asilo possuía muitas searas de trigo, vinhas e olivais, que transformaram-se na principal fonte de inspiração para os quadros seguintes, que marcaram nova mudança de estilo: as pequenas pinceladas evoluíram para curvas espiraladas. Em maio de 1890, Vincent deixou a clínica e mudou-se de novo para perto de Paris (em Auvers-sur-Oise), onde podia estar mais perto do seu irmão e frequentar as consultas do doutor Paul Gachet, um especialista habituado a lidar com artistas,

recomendado por Camille Pissarro. Gachet não conseguiu melhorias no estado de espírito de Vincent, mas foi a inspiração para o conhecido Retrato do Doutor Gachet. Em Auvers Van Gogh produz cerca de oitenta pinturas. Entretanto, a depressão agravou-se, e a 27 de Julho de 1890, depois de semanas de intensa atividade criativa (nesta época Van Gogh pinta, em média, um quadro por dia)[5], Van Gogh dirige-se ao campo onde disparou um tiro contra o peito. Arrastou-se de volta à pensão onde se instalara e onde morreu dois dias depois, nos braços de Theo. As suas últimas palavras, dirigidas a Theo, teriam sido: "La tristesse durera toujours" (em francês, "A tristeza durará para sempre"). Na ocasião, o diagnóstico de van Gogh mencionava perturbações epiléticas, ainda que o diretor do asilo, Dr. Peyron, sequer fosse especialista em psiquiatria. As crises ocorriam de tempos em tempos, precedidas por sonolência e em seguida apatia. Tinham a média de duração de duas a quatro semanas, período no qual van Gogh não conseguia pintar. Nestas crises predominavam a violência e as alucinações. No entanto, van Gogh tinha consciência de sua doença e lhe era repulsivo viver com os demais doentes mentais da instituição. A doença de van Gogh foi analisada durante os anos posteriores e existem várias teses sobre o diagnóstico. Alguns como o doutor Dietrich Blumer, em artigo publicado no American Journal of Psychiatry, mantém o diagnóstico de epilepsia do lobo temporal, agravada pelo uso do absinto. Vincent teria sofrido de xantopsia (visão dos objetos em amarelo), por isso exagerava no amarelo em suas telas. Esta xantopsia pode ou não ter surgido pelo excesso de ingestão de absinto, que contém tujona, uma toxina. Outra teoria seria que doutor Gachet teria indicado o uso de digitalis para o tratamento de epilepsia, o que poderia ter ocasionado visão amarelada a Van Gogh. Outros documentos relatam ainda que na verdade Van Gogh seria daltônico. Há ainda diagnósticos de esquizofrenia e de transtorno bipolar do humor, sendo este último o diagnóstico mais aceito. Consta que na família de van Gogh existiram outros casos de transtorno mental: Théo sofreu depressão e ansiedade e faleceu de "demência paralítica" (neurossífilis), no Instituto Médico para Doentes Mentais em Utrecht. Wilhelmina era esquizofrênica e viveu durante 40 anos neste mesmo instituto e Cornelius cometeu suicídio aos 33 anos de idade.

Otto Dix (Gera, 2 de Dezembro 1891 — Singen, 25 de Julho 1969) Foi um pintor expressionista alemão. Veterano da Primeira Guerra Mundial, a sua obra é dominada pela temática antibélica. Pintou um famoso tríptico onde retrata a miséria do pós-guerra nos anos 30 e o aparecimento do jazz: Os Noctívagos (1927-1928). Filho de Franz Dix (1862-1942) e Louise Amann (1864-1953) nasceu em Gera, Alemanha, em 1891. Depois do ensino fundamental ele trabalhou localmente até 1910 quando ele se tornou um estudante na Escola Dresden de Artes e Ofícios. Para ajudar em sua educação, ele aceitou comissões e pintou retratos de pessoas locais. No desencadeamento da Primeira Guerra Mundial em 1914 Dix se voluntariou para o Exército Alemão e foi designado para um regimento de artilharia de campo em Dresden. No Outono de 1915 Dix foi enviado para a Frente Ocidental quando ele serviu como um oficial não-comissionado com uma unidade metralhadora. Ele estava no Somme durante a ofensiva aliada maior durante o Inverno de 1916. Dix foi ferido várias vezes durante a guerra. Em uma ocasião ele quase morreu quando um estilhaço de granada o atingiu no pescoço. Em 1917 ele lutou na Frente Oriental e depois de a Rússia negociar a paz com Alemanha, Dix retornou para a França onde ele participou da Ofensiva de Primavera Alemã. Até o fim da guerra em 1918 Dix tinha ganho a Cruz de Ferro (segunda classe) e alcançou o posto de vice-sargento-major. Depois da guerra Dix desenvolveu visões de esquerda e suas pinturas e desenhos se tornaram gradativamente políticos. Como outros artistas alemães como John Heartfield e George Grosz, Dix se revoltou com a maneira com que os ex-soldados feridos e aleijados eram tratados na Alemanha. Isto se refletiu nas suas pinturas como Aleijados na Guerra (1920), Açougue (1920) e Ferido na Guerra (1922). Em 1923 a pintura de Dix, A Trincheira foi adquirida pelo Museu Wallraf-Richartz. Quando a pintura foi exibida em 1924 a sua retratação de corpos decompostos em uma trincheira alemã criou tanto alarde público que o diretor do museu, Hans Secker, foi

obrigado a pedir demissão. Em 1924 Dix se juntou com outros artistas que tinham lutado na Primeira Guerra Mundial para uma exibição móvel de pinturas chamada Chega de Guerra! Dix também produziu um livro de gravuras, A Guerra (1924) que foi mais tarde descrita por um crítico como “talvez a maior e mais poderosa declaração anti-guerra da arte moderna”. Durante este período, Dix fez grande uso de fotografias tiradas de soldados alemães que foram severamente desfigurados pela guerra. Muitas dessas fotografias foram mais tarde usadas por outro artista alemão anti-guerra, Ernst Friedrich, em seu livro Guerra Contra a Guerra! (1924). Dix trabalhou por seis anos no que é considerado suas duas grandes obras-primas, Metrópole (1928) e Guerra de Trincheiras (1932). No painel do lado esquerdo de Metrópole, Dix se mostra como um aleijado na guerra entrando em Berlim e sendo recepcionado por uma fileira de prostitutas que o chamavam. Guerra de Trincheiras também é tripla (uma pintura com três painéis lado a lado) e trata mais diretamente da Primeira Guerra Mundial. O painel da esquerda mostra soldados alemães marchando para longe da guerra, o painel central é uma cena de casas destruídas e corpos entrelaçados, e o painel do lado direito mostra soldados vindos da guerra se esforçando para voltar para casa. Em 1933 Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha. Hitler e seu governo nazista não gostavam das pinturas anti-militares de Dix e providenciaram que ele fosse demitido de seu posto como tutor de arte na Academia Dresden. A carta de demissão de Dix dizia que seu trabalho “ameaçava minar a vontade do povo alemão de se defender”. Dix saiu de Dresden e foi viver perto do Lago Constance no sudeste da Alemanha. Logo depois, duas das pinturas de Dix, A Trincheira e Aleijados na Guerra, apareceram em uma exibição nazista para descreditar a arte moderna. A apresentação chamada Reflexos da Decadência foi realizada na Câmara Municipal de Dresden. Mais tarde, várias das pinturas anti-guerra de Dix foram destruídas por autoridades nazistas na Alemanhas. Dix respondeu à exibição Reflexos da Decadência pintando outra poderosa pintura antiguerra, Flanders (1934). Inspirada por uma passagem de Le Fe, um romance da Primeira Guerra Mundial escrito pelo soldado francês, Henri Barbusse, a pintura mostra uma cena da Frente Ocidental. Na pintura cadáveres flutuam em um rio cheio de cartuchos de balas enquanto aqueles soldados ainda vivos se assemelham com tocos de árvores apodrecidos. Depois que os nazistas subiram ao poder artistas na Alemanha só podiam trabalhar como um artista, comprar materiais ou mostrar seu trabalho, se eles fossem membros da Câmara Imperial de Belas Artes. A associação era controlada pelo governo nazista e em

1934 Dix obteve a permissão de se tornar um membro entre troca de concordar em pintar paisagens ao invés de assuntos políticos. Apesar de Dix principalmente pintar paisagens durante este período, ele ainda produzia pinturas ocasionais que continham ataques codificados ao governo nazista. Em 1938 várias dessas pinturas, incluindo Flanders, apareceram em uma exibição de um homem em Zurique. Em 1939 Dix foi preso e indiciado com envolvimento em um complô contra a vida de Hitler. Entretanto, ele foi consequentemente solto e as acusações foram retiradas. Na Segunda Guerra Mundial Dix foi recrutado no Volkssturm (Guarda Nacional Alemã). Em 1945 Dix foi forçado a se juntar ao Exército Alemão e no fim da guerra foi capturado e posto em um campo para prisioneiros de guerra. Solto em Fevereiro de 1946, Dix retornou para Dresden, uma cidade que foi virtualmente destruída por bombardeio pesado. A maioria das pinturas pós-guerra de Dix eram religiosas. Entretanto, pinturas como Emprego (1946), Máscaras em Ruínas (1946) e Ecce Homo II (1948) lidavam com o sofrimento causado pela Segunda Guerra Mundial. Otto Dix morreu em 1969. Cândido Portinari Importante pintor brasileiro, que expressava em suas obras o papel que os artistas da época propunham: denunciar as desigualdades sociais e as conseqüências desse desequilíbrio. Seu trabalho ficou conhecido internacionalmente através dos corpos humanos sugerindo volume e pés enormes que fazem com que as figuras pareçam relacionar-se intimamente com a terra, esta sempre pintada em tons muito vermelhos. Sua pintura retratou os retirantes nordestinos, os cangaceiros e abordou temas como Tiradentes e o painel A GUERRA E A PAZ(pintado em 1957, pela sede da ONU)

BIBLIOGRAFIA

www.históriadaarte.com.br pt.wikipedia.org Barsa www.infoescola.com

➢www.usinadeletras.com.br ➢www.expressionismo.pro.br ➢Almanaque Abril 2005

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