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Atividade física e envelhecimento

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  • INTRODUÇÃO
  • CAPÍTULO I: REVISÃO DE LITERATURA
  • 1 A TERCEIRA IDADE E SUAS CARACTERISTICAS
  • 1.1 As etapas de envelhecimento
  • 1.2 Aspectos do envelhecimento – físico, psicológico e social
  • 1.3 Pontos em que a idade transparece
  • 2 O QUE É ATIVIDADE FÍSICA
  • 2.1 A importância da atividade física
  • 2.2 Objetivos e benefícios da atividade física
  • 2.3 Atividade física na terceira idade
  • 2.4 Atividade física e seus benefícios no envelhecimento
  • 2.5 Envelhecimento e exercício
  • 2.5.1 O Fenômeno do envelhecimento
  • 2.5.2 Classificação da idade
  • 2.5.3 Envelhecimento e Consumo Energético
  • 2.5.4 Envelhecimento e Performance Aeróbia
  • 2.5.5 Freqüência cardíaca
  • 2.5.6 Volume de ejeção
  • 2.5.7 Diferença artério-venosa para o oxigênio
  • 2.5.8 Conseqüências Funcionais
  • 2.5.9 Idade e Resposta ao Treinamento
  • 2.5.10 Envelhecimento e Função Músculo-Esquelética
  • 2.6 A influência da atividade física na manutenção do osso
  • 2.6.1 Necessidades e Restrições do Idoso, Como o corpo envelhece?
  • 2.6.2 Aptidão Física Relacionada à Saúde
  • 2.6.4 Classificação do nível de atividade do IDOSO
  • 2.6.5 Tipos de testes de avaliação para o idoso
  • 3 QUALIDADE DE VIDA
  • 3.1 Introdução ao conceito de Qualidade de Vida
  • 3.2 A Qualidade de Vida na perspectiva da Organização Mundial de Saúde
  • 3.2.1 O paradigma do Estilo de Vida Ativa
  • 3.2.2 Atividade Física, Saúde e Qualidade de vida
  • 3.3 Praticar exercícios: uma questão de começar
  • 3.4 Reconhecimento das limitações
  • 4 OBJETIVOS
  • 5 CONCLUSÃO
  • 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA FACULDADE DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

MARCELO CASAGRANDE

ATIVIDADE FÍSICA NA TERCEIRA IDADE

BAURU 2006

MARCELO CASAGRANDE

ATIVIDADE FÍSICA NA TERCEIRA IDADE

Trabalho de conclusão de Curso de Licenciatura Plena em Educação Física da Faculdade de Ciências da Unesp, campus de Bauru pela disciplina Trabalho de Formatura ministrada pela Profa. Marli Nabeiro.

BAURU 2006

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho aos meus pais: Anay e Gilberto, que me deram a vida e me ensinaram a lutar e viver com dignidade. Em especial à minha irmã Giseli, que sempre confiou em mim. In Memorian, ao meu eterno amigo João Paulo, que, enquanto presente me ensinou o quão importante é valorizar as amizades sinceras e verdadeiras. Ele se foi num adeus eterno; mas está aqui.

Amo vocês Marcelo Casagrande

AGRADECIMENTOS

À todos os professores e colegas de sala, por esses quatro anos que passamos juntos compartilhando momentos de dificuldades mas também de bastante alegria. À minha mãe, Anay, que sempre esteve ao meu lado auxiliando com sua experiência e dedicação. À Mônica, Tatiana e Adriano pela abnegação de seus tempos e trabalhos, por todos os momentos que tive às suas colaborações.

“O Segredo da existência humana consiste não somente em viver, mas em encontrar um movito de viver.” Dostoievski

buscou-se entender as conseqüências do envelhecimento sobre esta faixa etária. Concluiu-se que programas de exercícios físicos sistematizados podem melhorar a qualidade de vida em diversas atividades e tarefas realizadas por esta população. atividade física e qualidade de vida. PALAVRAS-CHAVE: idoso. a importância da atividade física e a manutenção desta na vida diária dos idosos. Para tanto. Realizando minuciosa leitura para compor a revisão literária. tal qual pode-se observar no entendimento dado pelos diversos autores citados. verificou-se que os exercícios físicos podem contribuir de forma mais eficaz na independência funcional visando a realização das tarefas diárias dos idosos. onde idosos praticantes de programas de exercícios físicos obtêm melhor desempenho em tarefas simulando atividades da vida diária. .RESUMO Este estudo de revisão bibliográfica tem como objetivo avaliar a ação dos exercícios físicos no cotidiano dos idosos para uma melhor condição de vida em suas atividades diárias. e a ação dos exercícios físicos como melhoria na qualidade de vida proporcionando uma vida saudável aos idosos.

...................................................................45 3....... Como o corpo envelhece? .......................20 2......8 Conseqüências Funcionais .....14 1...........5...................................................18 2 O QUE É ATIVIDADE FÍSICA ....................2 Objetivos e benefícios da atividade física .............................6 A influência da atividade física na manutenção do osso...............5.......7 Diferença artério-venosa para o oxigênio.............9 Idade e Resposta ao Treinamento ...27 2.1 Necessidades e Restrições do Idoso.........40 2..........................2 Classificação da idade .................. psicológico e social ................3 Pontos em que a idade transparece ......10 Envelhecimento e Função Músculo-Esquelética .5..................................................6......................................26 2.........35 2....................................................................................................3 Envelhecimento e Consumo Energético .29 2..............................................................................30 2...............................................................................4 Envelhecimento e Performance Aeróbia ......40 2.....................5...................................1 A importância da atividade física ...2 Aptidão Física Relacionada à Saúde ..................................40 2.............14 1 A TERCEIRA IDADE E SUAS CARACTERISTICAS ..................................................................................4 Atividade física e seus benefícios no envelhecimento ...............5.................19 2.........................4 Classificação do nível de atividade do IDOSO..........................................5......3 Atividades da Vida Diária São Classificadas de Acordo com a American Geriatrics Society em .........................................30 2.........................................................................9 CAPÍTULO I: REVISÃO DE LITERATURA ..41 2.........3 Atividade física na terceira idade ................................6.........5.................5 Freqüência cardíaca.............28 2..7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ...................5 Tipos de testes de avaliação para o idoso ............................6 Volume de ejeção..........................................6.........................................................................6.................................26 2.......6...............................................1 As etapas de envelhecimento....................................................27 2.45 ..2 Aspectos do envelhecimento – físico.......1 Introdução ao conceito de Qualidade de Vida ................14 1...................................................................................5......................29 2.........24 2...............42 3 QUALIDADE DE VIDA ......28 2.................................1 O Fenômeno do envelhecimento ..............................22 2........................20 2.....5 Envelhecimento e exercício ........................................................5...................................5....21 2.....16 1.......................

52 5 CONCLUSÃO.............................................................................45 3.......... Saúde e Qualidade de vida..........................................................53 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................2 Atividade Física....................2 A Qualidade de Vida na perspectiva da Organização Mundial de Saúde............................2....47 3....1 O paradigma do Estilo de Vida Ativa........................46 3.............49 3.................8 3.....55 ...........3 Praticar exercícios: uma questão de começar .......................................................51 4 OBJETIVOS ....................................4 Reconhecimento das limitações ...............2...........................................................................................................................

necessidades e suas condições físicas. No processo de envelhecimento. até o ano 2025. além de maior resistência às doenças e ao estresse emocional e ambiental. O trabalho de atividade física deve ser adaptado ao idoso visando atingir seus anseios. mostram melhor adaptação orgânica aos esforços físicos. o Brasil será. que dispõe sobre o Estatuto do Idoso bem como contamos com o decreto 1948/96. e . Embora essas medidas legais representem um ganho para a sociedade. com uma população projetada.658 habitantes estarão na faixa etária acima de 60 anos. são as Universidades Abertas da Terceira Idade.º10. M. Em 01/10/2003 foi promulgada a Lei n. pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). dos quais 30. como em outros paises vem se fomentando. A atividade física regular favorece a uma mudança comportamental. melhorando assim a sua qualidade de vida.265. que poderá proporcionar transformações sociais (Lopes. de 219. a manutenção do corpo em atividade é fundamental para conservar as funções vitais em bom funcionamento. quando comparadas às de vida ociosa. o sexto país mais envelhecido do mundo. A estimulação corporal favorece o melhor desempenho das atividades rotineiras. participando como sujeitos de saber e não apenas como objetos de estudo.346. As trocas de informações e conhecimentos favorecem o alcance dos objetivos propostos e a melhor condução das atividades para esta faixa etária. O corpo do idoso em movimento é sinal de saúde e alegria. A Legislação Brasileira adotou a mesma orientação.505 habitantes. Consoante a Organização das Nações Unidas (ONU). situando-se à frente das Filipinas e México. As pessoas de idade avançada ao praticarem atividades físicas com regularidade e sob orientação médica. buscando um trabalho multiprofissional.741.A. Outra iniciativa. a Terceira Idade é considerada a partir dos 60 anos.9 INTRODUÇÃO Segundo a Organização Mundial da Saúde. que regulamenta a lei 884/ 94 estabelecendo a Política Nacional do Idoso. instituições públicas e privadas que têm trazido para dentro de seus espaços um número cada vez maior de idosos que buscam retomar seu lugar na sociedade. ainda existe um longo caminho a percorrer até que se inaugure o tempo em que o cumprimento dessas leis represente o atendimento às reais necessidades da população idosa. A Educação Física para os idosos envolve outras áreas.

repercutindo positivamente em sua saúde. tem sido na atualidade. Segundo Shephard (1997) esta ocorre devido à diminuição da massa muscular magra. fraqueza funcional. irreversível. têm seus efeitos minimizados pela assimilação de um estilo de vida ativo. Aoyagi e Shephard (1992) destacam que esta diminuição ocorre devido ao declínio do número de fibras e/ou redução na área de seção transversa. como a progressiva atrofia muscular. aumento da espessura da parede de vasos. O envelhecimento humano é definido como um processo natural. Uma das formas de se alcançar à manutenção ou recuperação da vitalidade é a participação em atividades físicas e recreativas. Esses não farão parar o processo de envelhecimento. mas. A diminuição da capacidade funcional é decorrente em grande parte de doenças hipocinéticas. reintegra-las nas relações sociais. O exercício físico pode ser destacado como elemento de prevenção. descalcificação óssea. atinge todo ser humano e provoca uma perda estrutural e funcional progressiva no organismo. Acredita-se que há diminuição no número dos moto neurônios alfa e desenervação de um certo número de fibras musculares e que estas são conseqüências da degeneração da placa motora. grandes mudanças. afastando os riscos comuns na terceira idade. M. dentre outras. ou seja. permitindo ao indivíduo da terceira idade readaptar seu corpo. através da normalização da vida do idoso. poderão retardar o aparecimento de complicações. Problemas esses que. O trabalho do professor de Educação Física nesta faixa da população exige que uma série de preconceitos sejam revistos e que se respeite as limitações . visto que o idoso quando se valoriza pode desencadear junto a sua família e no seu meio social. Dar um sentido. interferindo positivamente no seu bem estar. aumento do nível de gordura. Guedes e Guedes (1995) consideram que os exercícios corretamente prescritos e orientados desempenham importante papel na prevenção. doenças decorrentes da inatividade física. 1997). uma qualidade a esta terceira etapa da existência.10 Siedler. fonte de importantes iniciativas. conservação e recuperação da capacidade funcional dos indivíduos. A atividade física na terceira idade tem como objetivo o retardamento do processo inevitável do envelhecimento. O processo de envelhecimento trás consigo várias alterações fisiológicas.J.. revalorizar as pessoas da terceira idade. em sua maioria. Com o envelhecimento humano a força muscular localizada tende a ser diminuída. ante seus próprios olhos e os da sociedade. diminuição da capacidade coordenativa.

Apesar do pequeno número de trabalhos com idosos e reabilitação. irreversível. induz ao aumento dos níveis de lipoproteínas de alta densidade (HDL). é indiscutível a melhora de capacidade funcional desse grupo. mostram melhor adaptação orgânica aos esforços físicos. tem efeito benéfico sobre a distribuição do tecido adiposo. capazes de ampliar as relações sociais e facilitar o convívio de pessoas que se identificam na participação do programa. desinibidoras. tenha o objetivo principal de contribuir para que as pessoas se integrem ao meio social onde vivem. a respeito das evidências dos benefícios da atividade física como fator de prevenção de incapacidade. O envelhecimento humano é definido como um processo natural. 1997). A estimulação corporal favorece o melhor desempenho das atividades rotineiras. As pessoas de idade avançada ao praticarem atividades físicas com regularidade e sob orientação médica. a manutenção do corpo em atividade é fundamental para conservar as funções vitais em bom funcionamento. SIEDLER. visto que o idoso quando se valoriza pode desencadear junto a sua família e no seu meio social. quando comparadas as de vida ociosa. atinge todo ser humano e provoca uma perda estrutural e funcional . além de maior resistência às doenças e ao estresse emocional e ambiental. Devem ser prazerosas. interessantes. intelectuais e afetivo-sociais. grandes mudanças. Esses dados levam à conclusão de que nos países em desenvolvimento o percentual de idosos que exerce alguma atividade física regular é ainda mais baixo. A atividade física corretamente orientada. mesmo nos países desenvolvidos. atividades recreativas são aquelas acima de tudo prazerosas e criadas para que o indivíduo possa melhor ocupar o seu tempo livre. sendo importante na redução do risco cardiovascular. que poderá proporcionar transformações sociais (LOPES. melhora a sensibilidade insulínica. altera favoravelmente o metabolismo lipídico e dos carboidratos. a adesão aos programas de exercícios regulares ainda é baixa. Por outro lado. segundo seus interesses e necessidades motoras. Devem atender aos diferentes interesses das diversas faixas etárias e dar liberdade de escolha das atividades para que o prazer seja gerado.11 a que estão submetidas às pessoas que se encontram na terceira idade. justificando maior difusão dos benefícios da atividade física regular dos programas de reabilitação para essa faixa etária. No processo de envelhecimento. A atividade física regular favorece a uma mudança comportamental. No caso do idoso. Segundo Guerra (1988).

O corpo do idoso em movimento é sinal de saúde e alegria. interferindo positivamente no seu bem estar. reduzindo a ansiedade e a depressão. ingestão alimentar incorreta. melhorar . Desta forma. para obter a melhora na qualidade de vida da terceira idade através de atividades físicas. doenças decorrentes da inatividade física. Guedes e Guedes (1995) consideram que os exercícios corretamente prescritos e orientados desempenham importante papel na prevenção. LOURENÇO e BARROS NETO. repercutindo positivamente em sua saúde. necessidades e suas condições físicas. O exercício físico pode ser destacado como elemento de prevenção. pois demonstra que através dos conhecimentos teóricos e práticos obtidos pode o profissional programar e realizar atividades físicas para integração de pessoas da terceira idade. apontando as transformações que ocorrem com o processo de envelhecimento e algumas possibilidades de se buscar o equilíbrio entre as potencialidades e as limitações do idoso. conservação e recuperação da capacidade funcional dos indivíduos. 1996). que. é necessário adaptá-las aos idosos visando atingir seus anseios. por meio de uma vida mais saudável. A diminuição da capacidade funcional é decorrente em grande parte de doenças hipocinéticas. sabe-se que o processo de envelhecimento é acompanhado por uma série de alterações fisiológicas ocorridas no organismo (FARO JR. E principalmente mostrar teoricamente os benefícios das atividades físicas nas implicações funcionais de uma idade avançada. O tema escolhido é de fundamental importância aos profissionais de Educação Física. Este estudo aborda a importância das atividades físicas para a qualidade de vida na terceira idade. a importância de compreender o trabalho junto a esta faixa etária. etc. melhorando sua condição aeróbica e diminuindo os efeitos deletérios do sedentarismo. bem como pelo surgimento de doenças crônico – degenerativas advindas de hábitos de vida inadequada (tabagismo. desenvolver a resistência e a força muscular. melhorar o contato social. mas. ausência de atividade física regular. ou seja. tipo de atividades laboral. Estes não farão parar o processo de envelhecimento.12 progressiva no organismo. poderão retardar o aparecimento de complicações. comuns nesta faixa etária. Por outro lado. A atividade física deve ser dirigida para quebrar o ciclo vicioso do envelhecimento.). Destaca também. torna-se extremamente importante para os profissionais de Educação Física. desenvolvendo atividades que favoreçam aos idosos possibilidades de um envelhecimento saudável com novas perspectivas de vida.

vitalidade e disposição. . redobrar suas energias. tornando sua vida mais alegre.13 sua mobilidade articular.

g) do estresse (fase de alarme. e) de erros nas funções celulares fundamentais. . (MEIRELLES. f) dos radicais livres. e essa classificação é utilizada como uma orientação para o profissional quanto à maneira de se abordar a problemática apresentada pelo individuo: se preventiva. que representam frequentemente uma tendência ou predisposição ao aparecimento de doenças. que os indivíduos demonstram.nesta idade.1 As etapas de envelhecimento “Envelhecimento é a conseqüência de alterações. entre elas estão: d) dos distúrbios no mecanismo de reparação do DNA. aproximadamente. b) velhice.14 CAPÍTULO I: REVISÃO DE LITERATURA 1 A TERCEIRA IDADE E SUAS CARACTERISTICAS 1. reabilitativa ou paliativa. Idade do meio ou critica – dos 45 aos 60 anos. da idade adulta até o fim da vida”. É caracterizada pelo aparecimento de alterações fisiológicas e funcionais instaladas. fase de esgotamento). c) longevo – ou grande velho – aquele com mais de 90 anos. Várias são as teorias que tentam explicar cientificamente o fenômeno do envelhecimento. fase de resistência. que surgem na presença de oxigênio que atacam as membranas celulares causando envelhecimento. encontram-se os primeiros sinais de envelhecimento. que se inicia por volta dos 70 anos. típicas da idade avançada. com progresso do tempo. de forma característica. os estudiosos em gerontologia são unânimes em salientar que a idade cronológica não corresponde a idade biológica. entre as quais se destacam: a) senescência gradual – dos 60 aos 70 anos. De maneira geral. 1997). está-se frente ao velho ou ancião no sentido estrito. aproximadamente.

O temor com a possível aproximação da morte se torna menos lógica quando observarmos as estatísticas. medo e constrangimento (AZEVEDO. sendo responsável por uma etapa feliz e digna da vida do indivíduo. é inegável. o mais substancial é poder. menos ainda. Portanto. e reduzir ao máximo as situações que gerem perda da capacidade ou autonomia do indivíduo. caracterizado por uma diminuição da resistência. onde. o prazer de viver é perdido pelo caminho. o aumento dessa população é uma realidade. A terceira idade desperta sentimento negativo como piedade. no sentido de não desampará-los dandolhes melhores e maiores assistências mediantes as necessidades. O envelhecimento é uma preocupação constante do homem em todos os tempos. Dado este fato. e ao contrário do que a . devemos sempre que possível. É a própria vida quem nos aproxima da morte e não o envelhecimento. apresentando considerável variação individual. ao chegar a uma idade mais avançada pode transcorrer de maneira harmoniosa. Segundo Verderi (2002). acreditando que envelhecer faz parte do processo de crescimento e desenvolvimento do ser humano. 1998). A população de idosos está atualmente ocupando um espaço muito importante em nossa sociedade. o envelhecimento é a regressão de funções e a diminuição de vulnerabilidade e não da aproximação da morte. porém. o envelhecimento é acompanhado de mudanças com grau de variação entre os indivíduos. para que possamos prolongar a vida com saúde. Em no que diz respeito à prevenção em gerontologia. isto é. conseguem ou sabem usufruir. Este é uma dádiva que poucos recebem e.15 A fase de esgotamento consistiria no envelhecimento. em nosso país começa a surgir certa preocupação em diversos setores. Em nossa sociedade o homem rejeita o envelhecimento. apesar da longevidade. E para isso é necessário que uma vida digna seja acessível a todos os indivíduos em todas as fases evolutivas do seu viver. ou pode acontecer de maneira desastrosa. com qualidade de vida. O fator em comum de todas essas evidências é que todos nós estamos envelhecendo e envelhecemos a cada dia de nossa vida. Existem várias maneiras de se envelhecer. dentro da variação individual. saber e querer envelhecer com dignidade. promover fatores que possibilitem o retardo dos declínios decorrentes do envelhecimento. Envelhecer não significa necessariamente acumular perdas e abandonar perspectivas. não se conformando com sua evidência. Uma coisa. O envelhecimento é um processo fisiológico que não necessariamente corre paralelo à idade cronológica.

mas principalmente à falta ou diminuição da atividade física associada ao aumento da idade cronológica. os vasos sanguíneos se tornam mais evidentes devido ao afinamento da pele e outras no sistema psicológico e funcional. o idoso não pode ser mais visto como um ser que não tem mais nada a oferecer. Patológico. ou associado à imagem de doença. o envelhecimento está associado não somente a fatores negativos. podemos dizer que encontramos na senilidade. Nessa situação. incapacidade e dependência (MATSUDO. Envelhecimento é um fenômeno fisiológico. não deixa de ser possível manter um nível relativamente alto de desempenho físico e mental por muitos anos. desequilíbrios no sistema motor e/ou cognitivo. que de certa maneira um está relacionado com o outro e caminham juntos. força muscular e equilíbrio. má postura. No entanto. e que muitas vezes acompanha um envelhecimento vinculado a uma precária qualidade de vida. manchas na pele muito expostas ao sol. apesar de alguns decréscimos de eficiência e capacidade físico-motora. mas também a uma série de aspectos positivos que enriquecem a vida do indivíduo em diversas áreas. cognitiva e social serão sempre privilegiados (VERDERI. que em muitos casos é conseqüência das perdas associadas ao envelhecimento. psicológicos e sociais. o dia-a-dia do idoso. comprometendo assim. que são responsáveis em grande parte pelo declínio na capacidade funcional (MATSUDO.16 sociedade pensa. . ele não será necessariamente patológico. Dessa forma. o organismo passaria a apresentar algumas limitações. que leva à perdas importantes na condição cardiovascular. nos quais são destacados os aspectos físicos. 1. pele pálida devido à perda de pigmentos da pele. perda da estatura. progressivo e inerente a todo ser humano. Aqueles que mantêm uma vida ativa de forma física. Muitas mudanças físicas que ocorrem com a idade afetam a aparência. 2001). renovação mais lenta das células lubrificantes. Ganho de gordura generalizado. perda dos músculos. 2001). à medida que envelhecemos. No entanto. psicológico e social O processo de envelhecimento ocasiona alterações consideráveis no indivíduo. A diminuição ou perda da capacidade funcional leva a incapacidade funcional.2 Aspectos do envelhecimento – físico. pele seca. 2004).

os do nordeste e os do sul. No sistema cardiovascular o coração aumenta seu volume. ocorre um flexionamento dos joelhos. sendo o mais respeitado pela experiência acumulada ao longo da vida. ocasionando atrofia muscular nos grandes grupos musculares. as articulações. de transferir para os jovens a cultura da tribo. diminuição da capacidade intelectual. sua crença. os pulmões diminuem de tamanho e peso. sentindo-se então pesados aos demais e recorriam ao suicídio. de 3 a 4 centímetros. solução indicada pela própria cultura. alterações em todos os órgãos e sistema dos organismos intracelulares que prejudicam não somente sua função como também sua multiplicação. a estatura diminui começando entre os 50 e 55 anos devido à compreensão das vértebras e aos achatamentos dos discos intervertebrais. acatava os velhos sábios quando atingiam essa etapa. alterações na atenção e etc. músculos e ossos sofrem diversas alterações. Na questão dos idosos no Brasil existem dois pontos distintos. diminuição dos reflexos da sensibilidade e da percepção corporal. deficiência e perda de neurônios. proverem suas próprias necessidades e colaborarem no geral do grupo. A sociedade da antiguidade em geral. No sul. Há perda de tônus muscular. há uma constante perda de equilíbrio devido a mudanças motoras. diminuindo o número de ramificações e conexões com os outros órgãos que inervam. ombros se curvam. No nordeste ainda predomina a família patriarcal. que caracteriza a osteoporose. nos ossos eles passam de um estado consistente para um estado esponjoso. se dá ao isolamento e ao esquecimento dos idosos. pois si sós. em que o velho desempenha o papel de destaque. seu folclore. No livro de Rauchbach (1990) relata com exemplo as tribos de esquimós. na qual o envelhecimento só chegava para os indivíduos no momento em que não conseguiam. a curvatura dorsal acentua-se.17 Pode–se citar dentre os fatores físicos. predomina a sociedade industrial. a cabeça se inclina para adiante. a freqüência cardíaca diminui. Mas nem sempre na velhice ocorre isso. No sistema nervoso ocorre uma diminuição da atividade cerebral. No sistema motor. pois existem atitudes e sociedades diferentes. prejudicando também o psicológico. há uma diminuição de volume de sangue que o coração bombeia. onde é muito forte a presença da cultura indígena. Já no aspecto social. Nas articulações a sobrecarga é danosa e principalmente à do idoso que se torna mais delgada e mais frágil. a descalcificação. marcada pelo . que faz com que ocorram várias situações. Segundo Lorda Paz (1990).

O equilíbrio social na velhice se torna mais difícil. 9 – PULMÕES: mais fracos. é preciso criar estímulos bem maiores para fazê-lo empreender uma nova ação. rugas. . transcendem os aspectos fisiológicos e contemplam o ser humano em sua globalidade: atendem também suas necessidades sociais e psicológicas. à medida que as pessoas envelhecem. decorrente da longa história de vida. baixa auto-estima. e a sua prática é um direito a todos.18 acirramento de competição entre as pessoas. os benefícios ao idoso. pressão alta. etc. depressão e as insônias precursoras comuns de infarto do miocárdio. 8 – ANDAR: quanto menos andar. quer pela aquisição de um sistema de reivindicações e desejos pessoais. a motivação tende a diminuir. passividade. Por isso. adquire manchas. quer pela fixação de estratégias de comportamento. Pode ser: 1 – MÃOS: enfeiam. 10 – CORAÇÃO: arteriosclerose. por mais fortes e saudáveis que sejam. 1. desgaste. a Educação Física possui um papel importante na vida das pessoas. onde alteram seus valores e atitudes. 3 – JOELHOS: desgaste 4 – OLHOS: enfraquecem 5 – OUVIDOS: alcance diminuído 6 – PELE: diminuição da elasticidade. na busca da promoção social e humana. mais lento e difícil se torna. sempre há algum ponto em que a idade transparece. Os entusiasmos são menores.3 Pontos em que a idade transparece Segundo Morgenthaler (1996). aparecem rugas. Ocorrem modificações no decorrer dos anos. queixas somáticas. discos. Por esse motivo. ansiedade. etc. podemos encontrar o pessimismo na sua existência. 2 – CABELOS: embranquecem ou caem. 7 – COLUNA: aparecem bico de papagaio. Atrás de uma barreira de isolamento social. para lutar contra fatores internos e externos que ameaçam a vida. ocasionado através da prática regular de exercícios físicos.

Já o termo Educação Física refere-se aos conhecimentos sistematizados sobre o movimento humano. da ordem do possível e da vontade do praticante. esses objetivos são variados e definidos pelo praticante em um amplo universo de possibilidades. Às vezes. mas não se senil. 2 O QUE É ATIVIDADE FÍSICA Atividade Física pode ser determinada como sendo o conjunto de ações que um indivíduo ou grupo de pessoas pratica envolvendo gasto energético e alterações orgânicas. a ginástica. um idoso tem problemas. também. Muitas vezes. do trabalho e da vida social implicam movimentos. Nesse sentido. o que inclui as atividades físicas de lazer. tristeza. as vezes parece que a mente não envia aos sentidos o comando. doença comum da terceira idade tem por sintomas choro fácil. aquilo que não pode deixar de ser. através de exercícios que envolvam movimento corporal. com autonomia. interagir e transformar o meio ambiente em busca de uma melhor qualidade de vida. diminuir os riscos de doenças como diabetes. DEPRESSÃO. são. angústia e insônia. tônus muscular. isto é. onde este indivíduo terá como resultado benefícios à sua saúde. DEMÊNCIA OU ARTERIOSCLEROSE. freqüência e duração da mesma. entende-se por atividade física qualquer movimento corporal produzido pelos músculos que resulte num substancial aumento do gasto das reservas energéticas. Entretanto. otimizar suas potencialidades e possibilidades de movimentos para se regular. com aplicação de uma ou mais capacidades físicas. confusão. portanto. 12 – MEMÓRIA: debilitada. causados por nervosismo ou outro. falta de vontade de conversar e se movimentar. falta de apetite. Pode-se praticar atividades físicas como. A DEPRESSÃO. que são da ordem do necessário. ou os dentes. são julgados como SENILIDADE.19 11 – APETITE: diminui. até por médicos menos experientes. melhorar a condição física ou com finalidades estéticas. qualquer comportamento. termos correntes nas publicações. etc. isolamento. as atividades do cotidiano. conhecimento esse que deve capacitar o aluno para. mas esta longe da senilidade. entre outras. o futebol e a ginástica como um meio para se alcançar objetivos de lazer. melhorando sua capacidade cárdio-respiratória. são os meios para se alcançar objetivos definidos “a priori”. são: Atividade Física e Educação Física. cansaço. flexibilidade. o intestino funciona mais devagar. nem toda atividade física é educação física pois. Além de. a autora chama a atenção: problemas de memória podem ser o problema de gente idosa. O problema pode ser também a dentadura. hipertensão. Neste item. associado à atividade mental e também social. a educação física tem . De acordo com Bouchard &Shephard (1994). o esporte. sentimento de culpa. controle de estresse. tudo isso dependendo do tipo de atividade e da intensidade. fácil irritabilidade. Para melhor compreensão dessa área. Sendo assim. entre outras. e eles podem atingir um estado de subnutrição. seu nível de força. por exemplo. mas isso não caracteriza educação física. como conteúdos da educação física. Já essas mesmas atividades. as tarefas da vida diária.

hipertensão e outros. que são feitos de maneira repetitiva e intencional são responsáveis pelos maiores e melhores resultados para quem os pratica. a atividade física se constitui num fim em si mesma e.003. etc. esporte. 2.2 Objetivos e benefícios da atividade física Várias pesquisas como a situada na revista do CREF4/SP. a educação física deve contribuir para a formação de um consumidor crítico dos espetáculos esportivos e informações veiculadas nos meios de comunicação. onde este nível está relacionado diretamente ao nível de saúde que as pessoas apresentam. bem estruturados. no segundo caso. natação. ou seja. melhorando a energia do indivíduo. a atividade física é um meio para a Educação Física. No primeiro caso. documentou-se a importância da força para a manutenção da homeostase e hemodinâmica na vida diária. além de terem seus riscos minimizados através de boas orientações e controles adequados. desde que bem orientada. Ano IV.20 como objetivo precípuo instrumentalizar o aluno para participar de programas de atividades físicas como ginástica. nº 007. sendo o sedentarismo considerado tão prejudicial à saúde quanto qualquer outra doença como o diabetes. através de elementos conceituais e perceptivos que lhe permitam apreciar e refletir sobre a estética e a técnica dessas manifestações. dezembro de 2. mostram que a atividade física seja ela qual for. Atividades Físicas que se constituem de exercícios bem planejados. 2. Além disso. Recentemente. avaliando sua qualidade e adequação para a promoção da saúde e bem estar. Tudo indica que a diferença fundamental está na relação meio/fim.1 A importância da atividade física A atividade física é importante porque através dela pode-se melhorar o nível de Aptidão Física que nada mais é que o conjunto de atributos que se relacionam com a capacidade que um indivíduo tem de realizar atividades físicas. Ou seja. Os exercícios regulares aumentam a longevidade. dança. As pessoas inativas e sedentárias estão mais expostas a doenças relacionadas ao estilo de vida. Melhorando também o seu nível intelectual e seu raciocínio. sua disposição e saúde de um modo geral. Isso devido á falta de força faz com que atividades comuns no cotidiano . idosos com pouca força muscular apresentaram aumento acentuado na freqüência cardíaca e pressão arterial. seu estilo de vida que é a sua própria qualidade de vida. promove benefícios à saúde. estando o sedentário mais predisposto a estes mesmos distúrbios. sua velocidade de reação e o seu convívio social..

que acabam interferindo nas condições sociais. d) fator psicológico: desenvolve a auto estima aumentando a vaidade e a vontade de viver. todas essas tarefas são muito mais comuns para o idoso. tendo consciência de que agora é sua vez como uma participação prazerosa e saudável dentro da sociedade. óbitos. O ser humano não pode continuar a ser encarado como um produto com prazo de validade. sentar e levantar de alturas relativamente baixas. "Não é o envelhecimento em si que produz manutenção de um alto metabolismo basal. dar pequenos piques. "Daí a importância de oferecer recursos para as pessoas diminuírem as perdas ou lidarem melhor com essas perdas. Alguns indivíduos chegam até mesmo a perda acentuada da capacidade de adaptação e de menor expectativa de vida. carregar objetos. Este processo leva à perda das possibilidades de interação social e.3 Atividade física na terceira idade A velhice pode ser vista pelos dois lados: como apogeu de uma vida ou como a decadência de um indivíduo. 2. a uma condição psicológica negativa. Atividade física na terceira idade também previne e combate doenças como diabetes e varizes. Na atualidade. tais e na matriz magra. Os principais objetivos e benefícios da atividade física na terceira idade são: a) manutenção da massa magra ( músculos) – torna o idoso apto a realizar tarefas diárias que exigem maior intensidade de força. pois esta privilegia as pessoas altamente produtivas. do que correr ou nadar longas distâncias. evitando assim obesidade e suas conseqüências. associada às alterações físicas e de saúde que o envelhecimento traz. A velhice não existe.21 tornem-se esforços de alta intensidade. o que significa uma convivência maior com a velhice. b) c) óssea. conseqüentemente. O que existe é uma fase da vida em que as pessoas deverão colher os frutos de seus trabalhos. como: osteoporose. pois a velhice nasce com o homem e é resultado de sua trajetória biológica e espiritual. tais como: subir escadas. A professora Silene Okuma (1998) que tem livros e artigos publicados sobre o assunto – lembra que a população brasileira hoje vive mais.". O passar do tempo faz com que o círculo das relações familiares e de amigos diminua pelo processo natural de dispersão. A indústria da beleza vende a eterna juventude e nega a velhice. por influenciar positivamente na mineralização . devido à massa prevenção de doenças crônicas ou crônico – degenerativas. ficando o idoso com a impressão de perder bruscamente a fase de sua razão de ser social. a velhice vive seu eterno conflito.

geradora de muito mal-estar e de condições psicológicas negativas. habilidades motoras (movimentos mais precisos como receber. intensidade (moderada sob recarga com progressão lenta). força. Relata ainda a forte associação entre qualidades físicas (entre outras resistências. na flexibilidade e em alguns exercícios de resistência). Pode não parecer. duração (com base na capacidade do indivíduo. a atividade física é definida como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que resultam em gasto calórico acima do basal. passar. flexibilidade. quicar. A caricatura que se faz do idoso ainda é de muita passividade e isolamento. estimular o corpo. equilíbrio. A atividade física está apoiada em vários fundamentos científicos. Com a autoridade de quem tornou-se uma referência nacional no assunto. explica a professora. Segundo Okuma (1996). estruturada e repetitiva. para 'funcionar' no meio social. favorecem ás áreas físicas. como caminhar). escrever etc). à medida que nos exercitamos. E uma das melhores formas de experimentá-lo é inserindo a atividade física no dia-a-dia. mas a forma como a pessoa experimenta este envelhecimento".4 Atividade física e seus benefícios no envelhecimento Segundo Matsudo (2001). costurar. arremessar. precisa de um corpo que funcione”. damos uma reserva funcional ao organismo. ." Para a autora. A mesma dá um importante recado: "Quem nos mostra que chegamos à velhice é o corpo. relata Okuma. de menos dependência dos outros. prevenir e tratar coronariopatia e o diabetes tipo II." Como os exercícios físicos mantêm a funcionalidade dos sistemas e órgãos. vem a condição de aprisionamento. O plano de atividade física deve ter: tipo de exercício (ênfase no movimento aleatório. quando o idoso percebe que não é incapaz. mas um bom sistema imunológico é importante também para manter uma relação saudável com o meio. eles aumentam a resistência às doenças. permitindo a manutenção de boas condições físicas mesmo no caso de doenças. Os exercícios se forem bem conduzidos. É quando as pessoas passam a assumir o estereótipo de que o idoso é incapaz. aprimorar o estado psicológico. "O indivíduo. e sim físico. É preconizada como indicador de qualidade de vida em todas as faixas etárias de caráter saudáveis ou comprometidos.22 a condição negativa. muda seus conceitos e passa a ter uma relação positiva com a velhice. preservar a integridade músculo-esquelético. cortar. freqüência (todos os dias com atividades de níveis mais baixos." Daí a importância de manter o corpo em boas condições. E muitos ainda assumem esta imagem. "A longevidade ainda é algo novo na nossa sociedade. "Para diminuir a velocidade da ação do tempo é preciso ativar. 2. Não existe envelhecimento social. A atividade física para idosos deve ter os seguintes objetivos: manter a capacidade funcional geral. É ele que reflete as transformações. em múltiplas sessões). O exercício físico é definido como uma subcategoria da atividade física que é planejada. relaxamento. velocidade. Silene Okuma (1996) frisa que o sedentarismo é muito negativo para as condições de saúde e acelera as modificações resultantes da idade. Quando se começa a perder as capacidades. até sessenta minutos por dia. ritmo e agilidade). resultando na melhora ou manutenção de uma ou mais variáveis da aptidão física. coordenação.

A atividade física é um fator fundamental na saúde do idoso. aparelho respiratório (melhorando sua performance. por exemplo. ajuda na queima de calorias. No entanto. desenvolvimento da auto-eficácia. o tipo de exercício a ser realizado depende do organismo e da vontade de cada um. 2001). arrumar camas. como estão presos nos ossos. abaixar-se para ver o forno. 1998). melhora das funções cognitivas e da socialização (MATSUDO. O idoso precisa olhar para si e ver qual a sua capacidade funcional nas atividades do dia-a-dia. melhora do humor. pois. e o fortalecimento dos músculos. Não há nenhuma fórmula predeterminada do que deve ser feito na terceira idade. carregar panelas de pressão. aumento da sensibilidade à insulina. melhora a imagem corporal e ajuda o idoso a ter autoconfiança). a massa óssea e a coordenação motora. diminuição da ansiedade). aumento de força muscular). um benefício muito mais importante é o aumento de seis a dez anos na expectativa de vida ajustada ao aumento da qualidade de vida incluem relatórios de maior bem-estar. perfil lipídico (reduzindo LDL colesterol e triglicerídeos e aumentando o HDL colesterol. a aumentar a massa óssea. a força muscular. Elas também melhoram as condições do coração. que tem efeito protetor sobre a parede arterial). vontade de viver. aumentando a massa muscular. Efeitos na saúde mental: melhora do autoconceito. a mobilidade articular. diminuição dos níveis de insulina. As atividades físicas estimulam o crescimento. como hipertensão. do débito cardíaco em repouso. A prática da atividade física pode controlar a manifestação e os sintomas de várias doenças. (OKUMA. aumento da massa muscular. A pessoa que faz exercícios tem mais disposição. . alterações endócrinas e metabólicas (diminuição da gordura corporal. Embora o hábito de praticar atividade física regular possa estender o ciclo vital de uma pessoa em um a dois anos. Estudos mostram que pelo menos 70% dos idosos têm um problema de saúde e a atividade física pode ser uma grande aliada do tratamento. ansiedade. depressões e fobias podem melhorar com a realização de exercícios leves de músculos e de respiração (KNOPLICH. composição corporal (efeito diurético. melhora da tensão muscular e da insônia. uma melhora da auto-estima e sensação de auto-eficácia. diminuição do consumo de medicamentos. A atividade física é um ponto importante na qualidade de vida do idoso. 1997). como subir as escadas de um ônibus. bem como uma redução do risco de ansiedade e depressão (SHEPHARD. melhora o equilíbrio. melhora da auto estima. aparelho cardiovascular central e periférico (aumenta a capacidade do coração e das veias para bombear sangue). previne quedas. melhora da imagem corporal. Os músculos. servindo os exercícios físicos de musculação. acompanhados de exercícios de relaxamento muscular. como poderoso método de tratamento de problemas emocionais e sexuais. 2001). da respiração. Em parte devido ao impacto sobre vários aspectos da saúde física a atividade física regular tem uma importante influência sobre as capacidades funcionais. Os benefícios da atividade sobre o controle da pressão arterial acontecem por diversos fatores diretos e indiretos da atividade física no organismo e que foram sintetizados assim: alterações cardiovasculares (diminuição da freqüência cardíaca de repouso. contribuindo para redução do peso). dando mais fôlego e aumentando a oxigenação do cérebro e do sangue.23 psíquicas e social tais como: composição corpórea (aumenta a massa magra e reduz a massa gordurosa. diminuição na atividade do sistema nervoso simpático. qualidade de vida e saúde mental do cidadão idoso. aumento da densidade capilar). estimulam estes a crescerem. comportamento (diminuição do estresse. da resistência periférica e do volume plasmático. As angústias. melhora da tolerância à glicose).

Tal fato tem-se associado com o aumento do risco de doenças crônicas não transmissíveis. Paffenbarger et al (1978). da artrite. Para isso. melhora a ingestão alimentar. das doenças cardíacas e dos problemas com colesterol alto e hipertensão. A prática de atividade física melhora o andar e o equilíbrio. . a atividade física tem sido amplamente empregada como estratégia para melhorar a qualidade de vida do idoso. diminui a depressão.24 por exemplo. diminuindo os efeitos deletérios causados pelas alterações que vêm acompanhadas com o aumento da idade e o contato social. auxilia o controle do diabetes. pois os reflexos e a velocidade ao andar ficam melhores. doença coronariana. problemas respiratórios e desvios posturais. Aumento do tecido não contrátil (gordura e tecido conectivo) no músculo. melhora a auto-eficácia. Por outro lado. Portanto. levando ao decréscimo da capacidade física. diabetes tipo 2. Redução do volume muscular.5 Envelhecimento e exercício No Brasil. contribui na manutenção do peso corporal e melhora da mobilidade do idoso (OKUMA. 2006). Durante o processo do envelhecimento temos alterações fisiológicas e em nossas capacidades físicas: Redução da força. como a hipertensão. acidente vascular cerebral. Alguns estudos que tinham como principal objetivo aumentar o nível de atividade física mediante orientações com técnicas de mudanças de comportamento se mostraram eficazes. aumentando a longevidade. o nervoso e o músculo-esquelético. Sugere-se que a morbimortalidade associada às doenças crônicas poderia ser reduzida com a prevenção. ocorre diminuição do envolvimento do número em atividades físicas vigorosas e moderadas e da vida diária com o aumento progressivo da idade. estima-se crescimento de 16 vezes no número de idosos no período de 1950 a 2020. e reduzir o consumo de remédios. osteoartrite. reduz as ocorrências de acidentes. é preciso trabalhos com três sistemas do corpo humano: o cardiovascular. demonstraram que a prática da atividade física regular reduziu o risco de mortalidade por doença coronariana e outras causas. reduzindo os problemas psicológicos. principalmente na dieta e atividade física. incluindo mudanças no estilo de vida. segundo projeções demográficas. contribui para a manutenção e/ou aumento da densidade óssea. 2.

1995 . Alterações da Força em Função da Idade Manutenção Declínio Músculos utilizados em atividades Músculos utilizados raramente diárias Força isométrica Força Dinâmica Contrações excêntricas Contrações concêntricas Contrações em baixa velocidade Contrações em alta velocidade Força utilizando pequenos ângulos de Força utilizando grandes ângulos de amplitude articular amplitudes articulares Força nos indivíduos do sexo Força nos indivíduos do sexo feminino masculino Fonte: Spirduso. com o envelhecimento. A redução da área de secção transversa do músculo também se dá às custas da redução do número de fibras ao longo do processo de envelhecimento. W.25 - Redução na área de secção transversa do músculo esquelético. - As fibras tipo II. Parte da redução da capacidade aeróbia (50%) no idoso tem sido atribuída a sua perda de massa muscular. Vários estudos têm relacionado a redução da força muscular a uma maior suscetibilidade a quedas. - Capacidade reduzida no idoso em gerar força em alta velocidade (potência). fraturas e dependência do idoso. reduzem em tamanho enquanto que as fibras do tipo I permanecem praticamente inalteradas. Com o envelhecimento ocorre também uma redução no número de unidades motoras. - O envelhecimento parece provocar redução no número tanto de fibras do tipo I como do tipo II. Esse fenômeno parece ser resultante da perda de neurônios motores alfa da medula espinhal com subseqüente degeneração de seus neurônios em contra partida as unidades motoras remanescentes aumentam de tamanho.Physical Dimensions of Aging Diretrizes e documentos oficiais sobre a prescrição da atividade física para idosos: . tem início aos25 anos e se torna mais pronunciada a partir da 5 década de vida.W.

5. porém torna-se menos importante impressionar o patrão ou pessoas do sexo oposto com aparência física e performance.também. e uma maior disponibilidade de renda diminui em muito os trabalhos domésticos que passam a ser delegados a empregados. 2. e os homens reduzem . a produção dos hormônios sexuais.1 O Fenômeno do envelhecimento Envelhecer e morrer parecem ser características de todos os organismos vivos. as células que morrem não são substituídas. uma desregulação do sistema imunológico que passa a atuar contra estruturas do organismo como proteínas. e em alguns órgãos como no cérebro. para preencher o tempo livre resultante da aposentadoria (8). Possíveis hipóteses incluem: um "desgaste" que excede a capacidade regenerativa dos tecidos.2 Classificação da idade Maioridade jovem cobre o período de 20-35 anos de idade.As carreiras profissionais têm geralmente atingindo o auge. No grupo de 75-85 anos muitos indivíduos têm adquirido alguma deficiência física-motora. O declínio . pode haver um modesto incremento da atividade física. Uma vida ativa pode estar presente mesmo com o crescimento familiar. havendo um aumento de 510 kg da massa de gordura corporal.26 2. os componentes celulares modificam-se com a idade. atividade física geralmente diminui.assim. Ateroesclerose e arterioesclerose progressivamente diminuem o fornecimento de oxigênio. diversas funções biológicas mostram uma progressiva degeneração relacionadas com a idade. Alguns biólogos argumentam que o envelhecimento foi "programado" pelo mecanismo da evolução para evitar os perigos de uma superpopulação. erros na divisão celular que são agravadas por fenômenos naturais como a radiação solar. da condição física aumenta e pode acelerar. aumento dos radicais livres. Por exemplo: ocorre uma degeneração das fibrilas colágenos dos tecidos. Os mecanismos controladores do processo do envelhecimento não estão bem esclarecidos. Durante a maturidade (45-65 anos). e em idosos muito avançados (acima de . quando tanto a função biológica quanto a performance física atingem o máximo. que leva a um enfraquecimento de certas estruturas como os tendões.5. Em conseqüência. Durante a meiaidade (35-45 anos). Em outros tecidos. mulheres atingem a menopausa. Em idosos (65-75 anos).

uma diminuição da capacidade vital e do tempo de reação. A ingestão de alimentos deve ser correspondentemente ajustada. perda da elasticidade da pele. ou para uma prescrição de exercícios deve levar em conta a idade biológica antes que a cronológica. pode também haver uma redução global no metabolismo celular. para continuar-se em determinada atividade (emprego). entretanto. por exemplo. em boa forma física. pode ocorrer um substancial aumento no peso. e como o metabolismo de repouso diminui com a idade. tomadas como um índice global parecem prover não mais que um complicado e impreciso método de avaliar a idade cronológica individual. Infelizmente. força muscular e flexibilidade uma pessoa com 65 anos. 2. Tentativas de combinação de medidas. e mais 10% subseqüentemente. 2. Uma baixa ingestão de alimentos pode não ser suficiente para satisfazer as necessidades de proteínas e outros nutrientes essenciais. Há. não há muitos métodos satisfatórios para a determinação da idade biológica.3 Envelhecimento e Consumo Energético O metabolismo basal (de repouso) dá conta por grande parte do gasto calórico diário.27 85 anos) há um aumento muito grande da dependência de terceiros para a realização de atividades. ou. Uma importante conseqüência da atividade física para os idosos é que pode ocorrer um aumento na ingestão calórica (devido ao gasto pelo exercício) aumentando assim as dosagens dos nutrientes essenciais sem que para isso sejam adotados suplementos vitamínicos e. como a descoloração do cabelo. uma larga inter-individual diferença no estado funcional em uma determinada idade. paralelo. minerais. porque os sistemas do organismo apresentam-se em diferentes taxas de idades (envelhecimento). Então uma avaliação.4 Envelhecimento e Performance Aeróbia . pode obter desempenhos comparados a jovens de 25 anos sedentários. Uma razão é a perda de massa muscular ativa com um aumento. particularmente o cálcio.5. nos depósitos de gorduras.5. Em termos de consumo máximo de oxigênio. cerca de 10% da maioridade jovem até a idade de aposentadoria. Em idosos.

eles continuam uma relativamente normal taxa de envelhecimento. que indicam que pessoas que tornam-se vigorosamente ativas sustentem um mesmo consumo máximo de oxigênio por muitos anos (6).5. É difícil saber até quanto esta perda é inevitável. durante uma corrida na esteira com inclinação. por causa de uma resposta menor das catecolaminas circulantes. principalmente. com alguma possibilidade de uma aceleração deste valor após os 65 anos(8).m. Causas potenciais da perda de potência aeróbia. relacionada à idade. porém uma revisão crítica dos dados sugere que uma vez que semelhantes sujeitos iniciam um treinamento e percebem qualquer resposta imediata.5 Freqüência cardíaca A freqüência cardíaca máxima diminui. ou mais. ocasionais.. normalmente as pessoas tornam-se mais sedentárias com a idade e atletas mais velhos normalmente reduzem seus treinamentos. Valores máximos são ainda mais diminuídos se o sujeito experimenta falta de ar (em doenças pulmonares crônicas) ou desenvolve isquemia do miocárdio. Igualmente em atletas que mantiveram seu volume de treino diário. do treino. 2. e a importância da diminuição da atividade física habitual para a mesma. do volume de ejeção e da diferença artério-venosa. Pesquisas mais recentes sugerem que um bem motivado sujeito de 65 anos de idade pode atingir uma taxa de 170 b.p. todos sendo determinantes do consumo máximo de oxigênio (CONSUMO DE OXIGÊNIO MÁXIMO = FREQÜÊNCIA CARDÍACA MÁXIMA x VOLUME DE EJEÇÃO CARDÍACO MÁXIMO x DIFERENÇA ARTÉRIO-VENOSA MÁXIMA). incluem uma diminuição da freqüência cardíaca máxima. 2. A equação clássica (freqüência Cardíaca máxima = 220 – idade) implica num máximo de 155 batimentos por minuto na idade de 65 anos (1). embora a fraqueza muscular possa levar a um valor mais baixo durante ciclo-ergometria (10).28 O consumo máximo de oxigênio declina entre 5 ml/kg /min por década a partir dos 25 anos até os 65 anos de idade. Há evidências.6 Volume de ejeção .5. a taxa de diminuição do consumo de oxigênio é somente um pouco menor que na população em geral.

Há muitas restrições na função ventricular do idoso. 2003). 2. A independência total provavelmente requer um transporte máximo de oxigênio de 12-14 ml/kg/min. a contratilidade ventricular pode ser piorada pelo desenvolvimento da isquemia silenciosa do miocárdio. o coração de um indivíduo de 65 anos pode compensar a menor taxa de freqüência cardíaca máxima por um aumento no volume diastólico final e assim no volume de ejeção cardíaca.7 Diferença artério-venosa para o oxigênio A máxima diferença artério-venosa do oxigênio diminui. argumentou que se cuidados forem tomados para excluir sujeitos com isquemia no miocárdio. e um lento relaxamento da parede ventricular. e também devido a debilidade dos músculos esqueléticos que devem contrair-se em uma maior percentagem da força voluntária máxima. o volume de ejeção pode ser maior que em um adulto jovem. Finalmente.5.ml/dl em adultos jovens até 120 – 130 ml/dl em cidadãos idosos. veias varicosas.8 Conseqüências Funcionais Dependendo da natureza da tarefa e do ambiente de trabalho. 2. Esta mudança reflete o redirecionamento de uma grande fração do rendimento cardíaco do exercício para regiões (pele e vísceras) onde a extração de oxigênio é bastante limitada. A pós-carga do ventrículo também aumenta mais que em indivíduos jovens. O . Durante exercícios submáximos. Assim. de talvez 140 – 150. Todavia.29 Weisfeldt (apud Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Uma sensibilidade reduzida para as catecolaminas atrapalha o incremento inotrópico durante o exercício vigoroso. o envelhecimento do sistema de transporte do oxigênio progressivamente restringe a habilidade do idoso em empreender atividades do cotidiano como uma caminhada numa pequena elevação (9). em parte devido a hipertensão e a perda da elasticidade arterial. o exercício torna-se fatigante quando a demanda atinge 33%-50% do consumo máximo de oxigênio. porém uma pessoa idosa tem dificuldade em manter o volume de ejeção quando o esforço máximo aproxima-se.5. este ponto de vista não foi confirmado em pesquisas posteriores. O enchimento venoso é piorado pelo: pobre tônus venoso periférico.

9 Idade e Resposta ao Treinamento Um programa correto de treinamento aeróbio pode aumentar a potência aeróbia em sujeitos de 65 anos tanto quanto 10 ml/kg/min num período de 3 meses de treino. a menos que ele.5. 2.5. Padrões de atividade nas idades entre 45-65 anos são fortes preditores da probabilidade de dependência na idade mais velha. não deve limitar a independência de indivíduos ativos.10 Envelhecimento e Função Músculo-Esquelética O envelhecimento conduz a uma progressiva diminuição da força e flexibilidade muscular. Se a aptidão inicial é bastante baixa.10. no entanto. porém tem pouca influência na sobrevivência além dos 80 anos de idade. porém é também proveitoso. com 25% de perda de força muscular máxima na idade de 65 anos. ou ela viva até uma idade. o treinamento com freqüências variando entre 110-120 b. a dependência vai aumentando a medida que a função vai sendo perdida por períodos de repouso na cama causado por doenças inter-relacionadas. de 100 anos.p. a condição aeróbia do idoso pode ser melhorada por uma baixa intensidade de treinamento.m. 2. e entra num platô até a faixa dos 35-40 anos. quando mostra um declínio rápido.1 Músculos A força máxima é atingida por volta dos 25 anos de idade. 2. A massa muscular diminui.m. reduzindo efetivamente a idade biológica do sistema transportador de oxigênio em 20 anos.p.30 consumo máximo de oxigênio de muitos idosos cai abaixo do mínimo por volta dos 80 anos de idade.m. não comum.5. Ganhos são maiores se uma freqüência cardíaca em torno de 130-140 batimentos por minuto puder ser mantida. No ancião debilitado a freqüência cardíaca raramente excede 85 b. então alguma resposta ao treinamento pode ser antecipada até mesmo com atividades que induzam a uma atividade de somente 100 b. O treinamento aeróbio ajuda a eliminar uma inaptidão prematura. A falta de um treinamento aeróbio. mesmo que com ganhos mais lentos. porém uma boa saúde será preservada até bem perto do óbito (4).p. .

se o sujeito evitar a manobra de Valsava. a velocidade de contração máxima é diminuída.10. adultos perdem algo como 8-10 cm de flexibilidade na região lombar e no quadril. porém a comparação de secções transversas de músculos entre pessoas ativas e inativas sugere que muito da perda de tecido magro pode ser evitada por um treinamento regular com pesos. o aumento da pressão sangüínea não será maior que durante uma série de exercícios na bicicleta ergométrica. a perfusão dos tecidos. ligamentos e cápsulas articulares diminuem devido a deficiências no colágeno. 2.31 aparentemente com uma perda seletiva na secção transversa. associada com a perda do broto terminal do nervo motor. piora do mecanismo de excitação-contração. A perda da força progressivamente impede ações normais do dia-a-dia. Algumas vezes há o temor que exercícios com pesos possam causar um perigoso aumento da pressão arterial.2 Flexibilidade A "elasticidade" dos tendões. que diminui a pressão sobre os vasos. Mudanças são maiores nas pernas que nos braços. e diminuição do recrutamento de fibras. Não está claro se isto é uma hipotrofia geral do músculo esquelético ou uma hipoplasia seletiva e degeneração das fibras tipo II. possivelmente porque há uma maior diminuição no uso das pernas com a idade. agora. Torna-se difícil transportar um pacote de 5 kg de alimentos. e. melhora com a idade. conterem uma maior proporção de fibras tipo I. até mesmo em sujeitos com 90 anos de idade (3). aparentemente. como medido no teste do . junções mio neurais. e até levantar o próprio corpo do assento do toalete (9). provocando um ataque cardíaco. A relação de força homem/mulher não é alterada.5. e mantiver 60 % da força máxima voluntária por mais que poucos segundos. Todavia. reduzem o risco de quedas e diminuem a magnitude da dispnéia. restringindo. em parte devido aos músculos. A síntese protéica ocorre mais lentamente que em adultos jovens. Músculos preparados melhoram a função das articulações. Tanto o tempo de contração e o tempo de relaxamento estão prolongados. A força muscular pode ser bastante melhorada por um período tão curto como 8 semanas de treinamento com pesos. Outras causas da perda funcional incluem uma deterioração das estruturas terminais das placas motoras. menos que em pessoas jovens. A resistência muscular em dada fração da força voluntária máxima. Durante a vida ativa. abrir um frasco de remédio. e também pela menor força muscular. por isto.

10. A perda de cálcio pode começar tão cedo como aos 30 anos. ou combinar os movimentos de vestir-se e pentear os cabelos. o pâncreas e a tiróide são afetadas por lesão e. Em mulheres. a independência é ameaçada porque o indivíduo não consegue utilizar um carro ou um banheiro normal. que sustenta o peso corporal.5. e o aquecimento da água incrementam a flexibilidade imediata das articulações. é incerto como uma diminuição da atividade física habitual contribui para uma idade relacionada perda de cálcio. Se a fraqueza muscular e artrite estão avançadas tais movimentos devem ser tentados em água aquecida. os ossos tornam-se tão fracos que uma pequena queda.32 alcance máximo – sentar e alcançar ou "sit and reach". Por exemplo. subir numa pequena escada. Mudanças são maiores nas mulheres que nos homens. 2. embora os riscos de tal terapia. ainda requererem maiores investigações. Semelhantemente uma dieta é particularmente efetiva quando acompanhada por um alto conteúdo de cálcio (1500 mg/dia). contribui para a cifose senil. A restrição na amplitude do movimento das maiores articulações torna-se maior durante o período da aposentadoria.4 Envelhecimento e Função Metabólica Muitos mecanismos hormonais diminuem sua eficiência em pessoas idosas. Uma regular e orientada carga de exercício pode parar e algumas vezes reverter a perda mineral até a oitava década de vida.10. Uma deterioração das vértebras. A flutuabilidade. também.3 Estrutura Óssea Há uma progressiva diminuição no conteúdo de cálcio com a deterioração da matriz orgânica do osso com o envelhecimento. Pensa-se que a flexibilidade possa ser conservada por suaves movimentos levados em toda a amplitude das principais articulações. gerada pelo empuxo da água. um acesso de tosse ou ainda uma contração muscular mais vigorosa podem causar uma fratura. os experts recomendam o uso de estrógenos. e em parte à baixa ingestão de cálcio e proteína de alta qualidade pelas mulheres. Em idosos. também.5. ou. Todavia o limiar entre normalidade e patologia não está claro. e. e eventualmente. e nas mulheres o processo acelera-se por volta do período da menopausa. 2. devido em parte as diferenças no aspecto hormonal. diminuição . Uma fratura do quadril é um modo bastante comum de iniciar um mórbido período de acamação.

neuropatia periférica. resultando em obesidade. e o miocárdio tem uma diminuição no número de receptores para as catecolaminas. a performance em atividades anaeróbias diminui menos abruptamente. os melhores competidores estão na faixa dos 30-40 anos. pois muitos só começaram a competir quando atingiram a terceira década de vida. assim.5. No entanto.6 Riscos do Exercício Físico: . Diabete mellitus apresenta um imediato risco de cetose. Conseqüências clínicas destas mudanças incluem o desenvolvimento de diabetes e mixedema. 2. como ganhos de treinamentos prolongados. Os exercícios físicos podem. Além disso. onde a experiência é essencial.5.10. ginástica olímpica) os melhores competidores são. Cuidados são necessários na elaboração de inferências fisiológicas para recordes atléticos. também. a performance atinge o auge na metade da vigésima década. Pela manutenção dos níveis de força muscular por um tempo mais longo. os motivos para a participação trocam de um sucesso competitivo (vencer a todo custo) para uma interação social. Em eventos onde a flexibilidade é requerida (por exemplo. isquemia do miocárdio. adolescentes.33 no número de células secretoras. pois o conjunto de competidores em potencial diminui com a idade. arteriosclerose.5 Performance Atlética A idade da performance máxima depende da característica principal da atividade do competidor. retinopatias e catarata) podem limitar a tolerância ao exercício físico. e em alguns participantes de eventos Masters há uma falta de habilidades acumuladas. e em competições como o golfe e equitação. Em eventos aeróbios. poupados de complicações em longo prazo da terapia insulínica e controle rígido da ingesta alimentar. úlceras. Complicações crônicas em longo prazo (infecções na pele.10. normalmente. um exercício moderado com uma dieta de restrição energética é um tratamento efetivo para a diabetes iniciada no idoso. 2. diminuição da tolerância ao frio e depressão. mesmo com a melhora nas habilidades motoras e experiência competitiva há uma diminuição do consumo máximo de oxigênio e flexibilidade. muitos pacientes são. corrigir tanto a obesidade e a depressão no paciente com hipotireodismo. hiper e hipoglicemia.

diminui o risco de deslizamentos. este será um meio mais agradável de morrer que outros (doenças. Em idosos com medicação hipotensiva. principalmente ao redor de piscinas). assim. assim. porém não torna-se desejável se o idoso deseja. a pessoa que inicia um programa de exercícios tem um menor risco de morte súbita que um semelhante sedentário. os quais reduzem a probabilidade de através de exercícios físicos. e não mais que isso. que pessoas idosas que tenham intenção de exercitar-se devem submeter-se a uma exaustiva rotina de avaliações. Além disso. O senhor deve. Todavia. Alguns médicos argumentam. cuidados especiais são necessários para a realização de atividades que requerem um bom senso de equilíbrio (escaladas. os idosos adquiram um comportamento fisicamente ativo. De fato. escorrego. e cria barreiras adicionais de custo e tempo. Se há um histórico de quedas. diminui o impacto sobre os membros inferiores. o risco relativo da atividade física (mortes quando exercitando-se versus mortes quando sedentário) diminui numa proporção maior que o aumento esperado em indivíduos envelhecendo. no dia seguinte. Atividades em meio aquático são particularmente úteis para aqueles com problemas articulares. Insistência numa longa avaliação médica sugere que atividade física seja perigosa. há o perigo de uma repentina . meramente. A dose recomendada de exercícios deve. um pequeno incremento no seu nível diário de atividade física. É difícil estimular pessoas idosas para o exercício regular. A visão. audição e o equilíbrio estão mais prejudicados. realizado em dias alternados. Finalmente. por exemplo). ou meramente caminhar. pois além de oferecer um estímulo de treinamento. deixar. O processo de recuperação ocorre lentamente. evitar esportes onde haja riscos de colisões com oponentes ou obstáculos estacionários. se uma forma de exercício em que o idoso sinta-se bem e confortável provocar uma morte súbita em alguém de 80 anos. assim. e um treinamento mais vigoroso deve ser.34 O risco de uma emergência cardíaca esta substancialmente incrementada quando uma pessoa está exercitando-se. incluindo um teste de esforço. e há pequena evidência que alguma avaliação clínica ou um teste de esforço possa detectar aqueles que têm uma resposta adversa ao exercício. Isto pode ser desejável se o indivíduo vai engajar-se num treinamento competitivo e vigoroso. certas precauções podem incrementar a segurança do exercício para o sujeito idoso. ciclismo. o praticante levemente cansado. Uma rápida caminhada é melhor que uma corrida. e talvez por uma atitude menos ambiciosa para o exercício. a interpretação de um ECG de esforço é muito difícil em muitos idosos. corridas.

uma baixa da resistência do osso é considerável fator de risco para uma possível fratura. Uma diminuição da massa óssea ou. particularmente se o local está quente. Em alguns casos. tomam condução. a mulher que praticou ginástica durante sua vida. por exemplo. e se o clima é extremamente quente ou frio. Quando se aposentam e deixam essas atividades. aumentam as chances do aparecimento da osteoporose. A mulher que tem a musculatura mais firme está mais protegida contra a osteoporose. mais precisamente.35 perda de consciência quando em pé no final de uma série de exercícios. na realidade estimula-se também os ossos a crescerem e a ficarem mais fortes. para caminhada indoor. a idade biológica é reduzida até em mais de 20 anos. 2. condições debilitantes são adiadas. A mulher que não faz nenhum tipo de atividade física e fica muito na cama tem maior facilidade de ter osteoporose. também estão fazendo atividade física. caso não haja um local assim o shopping center passa a ser um bom local). escrevem à máquina.6 A influência da atividade física na manutenção do osso Segundo Knoplich (2001). O exercício físico pode ser.. Mais importante é maximizar as funções fisiológicas do organismo que ainda estão conservadas. porém pode proteger o praticante contra um número de doenças crônicas relacionadas ao envelhecimento. Os músculos das coxas e dos braços são mais fortalecidos e estão presos aos ossos. desde a adolescência. assim quando se pratica qualquer tipo de atividade física. andam etc. estudos transversais mostram que as pessoas idosas . ou as veias estão com o tônus diminuído. pelo um período numa piscina. chega a menopausa com massa muscular maior. O serviço de dona de casa é também considerado como atividade física. Nas pessoas idosas. e ocorrem muitos ganhos na qualidade de vida. a atividade física regular participa da manutenção da densidade mineral óssea. relaxadas. alguma condição física pode ser atingida usando exercícios em uma posição sentada. um componente de grande importância para uma vida saudável em cidadãos idosos. A expectativa de vida é incrementada. O treinamento físico não pode restaurar tecidos que já foram destruídos. a atividade deve levar as possibilidades técnicas do local em conta (no calor deve haver um arcondicionado numa sala preparada. As mulheres que trabalham fora de casa. Condições ambientais extremas são fracamente toleradas. No conjunto. Para aqueles extremamente fracos. então.

Essa diferença depende também do local ósseo examinado. 1998). Essa fraqueza muscular é atribuída a uma perda das fibras musculares associada a uma atrofia daquelas remanescentes (diminuição da quantidade e tamanho das fibras musculares). uma massa óssea mais elevada do que as pessoas sedentárias da mesma idade. osteoartrose (desgaste e ruptura da cartilagem). a atividade física aumenta a força e a coordenação muscular das pessoas idosas. A atividade física permite adquirir um capital ósseo mais considerável e diminuir a perda óssea relacionada à idade e à menopausa. fator genético. atividade física. trabalhando a freqüência cardíaca máxima entre cinqüenta a setenta e cinco por cento. A atividade física adequada estará contribuindo para minimizar o processo da desmineralização e fortalecimento da musculatura. Ela é superior para o osso trobecular do esqueleto axial (coluna vertebral) em relação ao osso compacto (chamado de osso cortial) do esqueleto apendicular (todos os ossos longos. Os mais indicados nesse processo são os exercícios aeróbicos. A atividade realizada com regularidade é uma das principais bases para a manutenção da saúde. Além disso. a flexibilidade. ajudando na manutenção da massa óssea existente e diminuindo sua perda associada ao envelhecimento (OKUMA. Encontramos no processo de envelhecimento funcional outras alterações articulares e ósseas que estão intimamente ligadas com o histórico de vida de cada um. há controvérsias sobre a importância dessa diferença da massa óssea entre essas duas populações. entre sessenta e cinco e oitenta e nove anos. Todavia. assim. as quedas e as fraturas a elas associadas (MANIDI & MICHEL. mas igualmente outros fatores relacionados aos riscos de fraturas como a força muscular. mas ainda não há definição quanto ao programa para preveni-las. artrite reumatóide (inflamação da membrana sinovial). especialmente o fêmur e o rádio). associada à alimentação adequada e ao estado emocional equilibrado (VERDERI. diminuindo. A atividade pode diminuir as perdas ósseas.36 com antecedentes de atividade física regular possuem. . 2002). alimentação e qualidade de vida: osteoartrite (patologia degenerativa das articulações). o tempo de reação e o equilíbrio. A atividade física regular incrementa o pico de massa óssea. A atividade física beneficia não só o conteúdo mineral ósseo. em média. 2001). A prática regular da atividade física sistemáticas pode retardar ou suprimir a perda mineral óssea nas mulheres (ERNEST. Nas pessoas idosas que gozam de boa saúde observa-se uma diminuição da força muscular de um a dois por cento por ano. 2001).

2000). que ocorre a formação da densidade óssea ideal. 1997). 1996). Quanto maior o estímulo da matriz óssea. que se admite ser o parâmetro mais importante para se prever a osteoporose futura (SANTAREM. resultando numa diminuição da degeneração óssea precoce. A atividade física deve ser praticada desde a infância. aumenta a densidade óssea (DIMASI. indiretamente. quando se pratica algum exercício. uma estrutura esquelética tão desenvolvida quanto a massa muscular. por terem praticado esporte desde a infância. com isso uma estrutura esquelética bem desenvolvida. Níveis adequados de atividade física na juventude também são importantes para que as pessoas alcancem uma boa massa óssea máxima. Os indivíduos que adquirem uma maior disposição óssea na fase inicial de suas vidas estariam menos propensos a osteoporose. Por esse fato. Assim. também para a osteoporose. 2005). pois proporciona um fortalecimento muscular e. Depois de o pico ser atingido a remodelagem óssea permanece em equilíbrio até aproximadamente cinqüenta anos. está na realidade estimulando também o osso a crescer e a ficar mais forte (SOVA. mais específica dos nove aos vinte anos. possuem uma musculatura firme. isto é. 1998). mulheres atletas. elas estariam menos propensas à osteoporose. Por mecanismos ainda pouco esclarecidos. os exercícios mais eficientes são os que implicam em suporte de cargas e contrações musculares fortes. já que teriam adquirido uma maior disposição óssea na fase inicial de sua vidas (OURIQUES & FERNANDES. com isso. porém é entre os vinte e trinta anos que ocorre o pico de massa óssea. Como os músculos estão inseridos nos ossos. A prática de atividade física desde a adolescência proporciona uma massa muscular mais forte. já que a sua prática proporciona uma massa muscular mais forte e. estes também são estimulados no seu desenvolvimento. o uso do esqueleto devem ser incentivados. devendo ser praticada desde a infância. e. é durante a puberdade. Observa-se ainda que uma boa reserva óssea retarda o processo de desmineralização óssea. Além disso. Não se conhece nenhum substituto tão eficiente quanto o estresse mecânico para estimular a formação e a calcificação óssea (SANTOS. 2005). só a partir dessa idade é que começa a ocorrer a . um incremento do estresse mecânico sobre os ossos induz a múltiplas alterações fisiológicas que. maior é a formação ou regeneração óssea (BÁLSAMO & BATTARO. A atividade física é certamente um fator preventivo para várias doenças. os mais sugeridos e praticados são os exercícios com peso (KON & CARVALHO. 2005).37 Os exercícios. Dentre esses tipos de exercícios. Observa que de qualquer maneira. Assim.

as micro-lesões causadas pela sobrecarga tensional estimulariam o tecido ósseo a produzir alguma substância estimulante da osteogênese. nele encontramos as terminações nervosas. o estresse físico produzido micro-lesões. Imagina-se que a hipertrofia do osso em função muscular. O osso é ligado ao músculo pelo tendão. o estimulo da carga mecânica provocado pela atividade física ocasiona um efeito piezo elétrico localizado no osso. 2005). exercida por músculos mais fortes. Um dos mecanismos pelos quais os exercícios físicos estimulam o aumento de massa óssea seria no processo de remodelagem do osso que ocorre quando as forças mecânicas dobram ligeiramente o órgão. A atividade física provoca um aumento significativo na fosfátase alcalina. 1991). pelo aumento da força muscular. já que há uma tendência da massa óssea ser proporcional à força muscular. Sendo assim. pois a maior tração. onde se postula a existência de mecanoreceptores no osso. regulados por hormônios sexuais. Portanto a formação óssea atingida na puberdade poderá ser decisiva no futuro. nas quais estão relacionadas com a energia elétrica. que estimulariam estímulos de tensão em estímulos bioquímicos para a osteogênese (SANTAREM. 2005). causando uma aceleração da massa óssea inevitável que ocorrerá com o passar da idade (SIMÕES. os osteoblastos reparariam a matriz calcificada na área. O exercício físico preserva a massa óssea. o primeiro está relacionado com o . 2005). aumentando também a formação osteoblástica responsável pelo aumento do fator de crescimento insulínico IGF-1 e da proteína neutro fina 4 (NT-4). gerando mudanças elétricas que resultarão numa maior atividade osseblástica e aumentando a formação óssea por meio do incremento da síntese de proteína e de DNA (MATSUDO & MATSUDO. As terminações nervosas existentes nessa região são responsáveis em levar os estímulos proporcionados pela atividade física até a medula espinhal ou cérebro. produzindo cargas elétricas negativas na região côncava e positivas na convexa. em maior quantidade do que a removida. Outra possibilidade é um mecanismo alternativo ou sinérgico ao anterior. A atividade muscular juntamente com a atividade óssea (ligação óssea – tendínea) são responsáveis pela energia mecânica. tanto por ação direta do impacto sobre o esqueleto. o cálcio e o fósforo acumulam-se na região côncava e são reabsorvidos na região convexa.38 perda gradual da massa óssea por aceleração da atividade osteoclástica. como por ação indireta. as osteoclastos removeriam as estruturas lesadas. serve como estímulo à mineração dos ossos (OSTEOPOROSE.

uma das causas mais freqüentes de . também diminui com a idade. flexibilidade e coordenação podem indiretamente e efetivamente diminuir a incidência de fraturas por osteoporose. atividades que promovem um aumento da força. realizadas de 3 a 5 vezes por semana. com intensidade entre 60 e 85% da freqüência cardíaca máxima. Os exercícios com peso são os mais eficientes para aumentar a massa óssea. sendo um possível medidor potencial da interação músculo – osso. Evidências têm demonstrado que o osso em desenvolvimento é mais repulsivo à carga mecânica e à atividade física do que os ossos maduros. para a prevenção e possível tratamento da osteoporose são: a musculação (levantamento de peso). A relação Testosterona/Cortisol reflete o estado anabólico e está aumentando significativamente nos exercícios com peso. Além da perda da força muscular.que é uma atividade física essencial para um desenvolvimento normal e para a manutenção de um esqueleto saudável. Ocorre também a diminuição do número e comprimento dos sarcômeros. São bastante diversificados os tipos de atividades físicas que promovem o aumento da densidade óssea. exercícios não podem ser recomendados como um substituto da reposição hormonal. Seria interessante também um trabalho complementar para o fortalecimento das principais musculaturas. 2005). ou seja. destacando então que o exercício regular na infância pode ser um importante fator n a prevenção da osteoporose.39 aumento da massa magra. treinamento excessivo de exercício de longa duração (endurece) pode induzir alterações hormonais. como cardiovasculares. a proteína 4 (NT-4) facilita a conexão entre nervos e músculos. Porém. o segundo é responsável pelos efeitos benéficos do exercício no desempenho muscular. e também os que mais estimulam estes hormônios anabolizantes. Deste ponto de vista. também poderá ser utilizada principalmente em indivíduos osteoporóticos sujeitos às fraturas (OURIQUES & FERNANDES. atividades focadas no aumento da força muscular podem ser benéficas. especialmente para os ossos não expostos a tração de cargas. distúrbios mentais e até efeitos adversos na estrutura óssea. Recomenda-se a prática de atividade aeróbicas. 1998). contribuindo para o aumento da massa óssea e muscular (SANTAREM. deve-se dar preferência àquelas realizadas sob a ação da gravidade que também tenham a possibilidade de prevenir as outras doenças. a habilidade do músculo para exercer força rapidamente (potência). 1997). As recomendações. través da diminuição da possibilidade de quedas (COHEN. a natação. A potência muscular é uma habilidade vital e pode servir como um mecanismo protetor na queda.

Os principais fatores que influenciam o envelhecimento são: Tempo. respiratório. além de ser importante para o desempenho das atividades diárias.) para outro. 2. A partir dessas considerações. porém. e estes benefícios podem ser encontrados na prática da atividade física. pois é citada como um dos componentes mais importantes para uma boa qualidade de vida. muscular. 2. observamos que a atividade física é de suma importância para a autonomia dos idosos. Recentes estudos têm enfocado os efeitos do treinamento de força no metabolismo das proteínas musculares. Dieta.1 Necessidades e Restrições do Idoso.6. pois auxiliam na manutenção da força muscular e impedem uma intensa atrofia muscular. Estilo de Vida Nível de Atividade Física. Avançadas (AAVD): Referem-se às funções necessárias para se viver sozinho. recuperam uma boa parte de sua força perdida. o que as capacita para um melhor desempenho das atividades diárias. 2. Campbell e colaboradores apud Fleck e Kraemer (1999). assim como de um aparelho ou sistema (cardíaco. o processo de envelhecimento difere de pessoa para pessoa. Como o corpo envelhece? Não está exatamente claro como nosso corpo envelhece. Benedetti e Petroski (1999) destacam que os exercícios de resistência muscular são importantes para os idosos.6. afirma que pessoas idosas que se exercitam com pesos.2 Aptidão Física Relacionada à Saúde É a capacidade de: realizar as tarefas do cotidiano com vigor e energia. Elas . Através de seus estudos os autores evidenciam a ocorrência da perda de fibras glicolíticas com o envelhecimento e isso acontece provavelmente porque o idoso quase não executa contração muscular vigorosa contra uma resistência.6. Demonstrar traços e capacidades associados a um baixo risco de desenvolvimento prematuro de distúrbios orgânicos provocados pela falta de atividade física. etc. Intermediárias (AIVD): Englobam as ABVD e incluem tarefas essenciais para a manutenção da independência. Nieman (1999). ainda funciona na medida necessária para promover algumas adaptações ao treinamento de força. descobriram que o treinamento de força aumenta a retenção de nitrogênio e a velocidade de síntese de proteínas do corpo todo. A busca pelo prazer. pela satisfação e bem estar pessoal vem crescendo demasiadamente. Hereditariedade.3 Atividades da Vida Diária São Classificadas de Acordo com a American Geriatrics Society em Básicas (ABVD): São as atividades de Auto-Cuidado.40 lesões nos idosos. Meio Ambiente. sendo específica para cada indivíduo. isso indica que o sistema hormonal em indivíduos mais velhos.

Realiza trabalho físico moderado.9 n. Realiza trabalhos físicos leves. é capaz de cuidar da casa e ter "hobbies" e atividades que demandem baixo gasto de energia (caminhadas.6 Niterói nov. Esporte v. Neta categoria estão incluídos idosos que vão desde os que mantém um estilo de vida que demanda muito pouco da condição física até aqueles muito ativos. mãos e dedos.6. Tais atividades requerem força muscular de tronco. pode realizar algumas AIVD e todas Frágil as ABVD. viagens. e destreza de mãos. II III IV V Fonte: Revista Brasileira de Medicina do Esporte ISSN 1517-8692 Rev.4. Realiza algumas ABVD: caminha pouco. É capaz de realizar todas as AIVD. quadris. (OKUMA APUD MATSUDO-SD. jardinagem. Flexibilidade de ombros. necessita de cuidados de terceiros. banhar-se. faz Fisicamente compras leves. Está sujeito a passar Fisicamente para o nível II se houver alguma intercorrência na Independente saúde. joelhos. usar o banheiro. Realiza atividades competitivas. transferir-se de um lugar para outro e caminhar. braços. recreacionais e prestação de serviços comunitários. pois tem baixas reservas físicas. como alimentar-se. Fisicamente veste-se alimenta-se. pode fazer atividades domésticas. dança social.1590/S1517-86922003000600003. mas sedentários. 2001). 2003 doi: 10. 2. banha-se. Tem aparência física mais jovem que seus pares da mesma faixa etária. Capaz de fazer todas as AAVD e Apto/Ativo a maioria dos hobbies. podendo competir Atletas em nível internacional e praticar esportes de alto risco. dirigir automóveis). Méd. Brás.4. 2. vestir-se. 2. pernas.6.1 Idosos Fisicamente Dependentes Eles necessitam melhorar as funções que permitam realizar as tarefas de auto-cuidado./dez. transfere-se de um lugar para Dependente outro. Faz tarefas domésticas leves: prepara comida. esportes de Fisicamente resistência e jogos.4 Classificação do nível de atividade do IDOSO Nível I Classificação Características Fisicamente Não realiza nenhuma AVD e tem total dependência Incapaz dos outros. punhos e tornozelos. quadris.2 Idosos Fisicamente Frágeis .41 incluem a manutenção das funções ocupacionais.6.

(Okuma Apud Matsudo-SD).6. Testes de AAVD Testes de aptidão física: VO² máx. a força e resistência muscular. a endurance cardiovascular. incapacidades ou lesões que possam levar ao nível de fragilidade. Testes de aptidão física: VO² máx.1590/S1517-86922003000600003.4. o tempo de reação e de movimento. 2. tempo de reação e de movimento. flexibilidade. 2003 doi: 10. equilíbrio. equilíbrio. o equilíbrio. força.42 Necessitam melhorar as funções que permitam realizar as ABVD e as AIVD. flexibilidade. a flexibilidade. flexibilidade. a agilidade e a coordenação. tempo de reação e de movimento. flexibilidade.4. tempo de reação e de movimento. Estas últimas requerem força muscular e flexibilidade pra melhorar o padrão da marcha.5 Tipos de testes de avaliação para o idoso Fisicamente Dependente Fisicamente Frágil Fisicamente Independente Fisicamente Apto/Ativo Atletas Classificaçã Características o Testes de ABVD Testes de ABVD e AIVD Testes de aptidão física: VO² máx. ou seja. tais como cozinhar.agilidade. força.6 Niterói nov. 2.6. tempo de reação e de movimento. Brás.9 n. sair de casa. (Okuma Apud Matsudo-SD) 2./dez. limpar a casa. que influenciarão no equilíbrio.agilidade.3 Idosos Fisicamente Independentes Necessitam melhorar e manter as funções físicas que lhes permitem independência e previnem doenças. endurance cardiovascular. 2. estabilizar ombros e melhorar a postura. específicos da modalidade. Isto requer força e resistência muscular.6.5 Idosos Atletas Necessitam de treinamento que mantenha o nível de aptidão física e condições de performances máximas específicas das atividades competitivas ou recreativas. Méd. equilíbrio.6. . (OKUMA APUD MATSUDO-SD. fazer compras.agilidade. (OKUMA APUD MATSUDO-SD.4.4 Idosos Fisicamente Ativos/Aptos Necessitam manter em nível ótimo a aptidão física e funcional. Esporte v. 2001). agilidade e coordenação. Fonte: Revista Brasileira de Medicina do Esporte ISSN 1517-8692 Rev. força. equilíbrio. 2001).

Controle e na rapidez dos movimentos.6. Velocidade de contrações musculares. 2. Como conseqüência pode ser notado: Tamanho dos músculos.43 O que o envelhecimento pode causar no sistema muscular do idoso (=diminuição): - Do número de células musculares. Conteúdo de água e gordura no músculo. Medicamentos necessários para o tratamento de doenças. A força física diminui cerca de 5% a 10% por década entre os adultos que não exercitam seus músculos. Cãimbras e dores nos músculos. . Resistência Muscular. Flexibilidade. Elasticidade Muscular.5.6. 2.2 Principais fatores associados com a fraqueza muscular. Fluxo sanguíneo pra o músculo. Tamanho das células musculares. Acúmulo de doenças crônicas. Capacidade dos músculos se recomporem. Força Muscular. Alterações músculo-esqueléticas da senilidade.5. Equilíbrio.1 Mecanismos da Redução da Força Muscular e da Potência com a idade Inúmeros fatores poderiam contribuir para a perda de força muscular e da potência com a idade. Isso ocorre devido à perda gradual de tecido muscular que acompanha o processo de envelhecimento. Lesões Musculares. Facilidade dos músculos sofrerem lesões. Ainda não se sabe como estes fatores interagem uns com os outros e quais os mecanismos exatos que predominam sob certas condições ou em certas idades.

Essa habilidade é vital e pode servir como um mecanismo protetor na queda. 2. Desnutrição. O treinamento de força é um modo de diminuir o declínio da força e da massa muscular relacionado a idade. Redução das secreções Hormonais.6.3 O que o exercício regular pode fazer para o idoso - Aumenta a força muscular. As quedas nos idosos são uma das causas mais importantes de lesões. pois muitas atividades diárias (caminhar. Aumentos na força muscular foram observados para homens e mulheres com mais de 50 anos depois de oito semanas de exercícios de treinamento de força (367 pessoas envolvidas na pesquisa). Melhora a digestão e a excreção. mas pode ser até mesmo mais importante que a força muscular para as capacidades funcionais do indivíduo.6.1994). .1990). Aumenta a resistência muscular. subir escadas. 2. podem levar a morte e representam um grande problema de saúde pública (WOLINSKY & FITZGERALD. Melhora a coordenação. Aumenta a flexibilidade. Aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos. Diminui lesões musculares. O Treinamento regular conserva e aumenta a força muscular. Atrofia por desuso. levantar objetos) exigem um desenvolvimento rápido da força ou um certo grau de potência para serem realizadas.4 Treinamento de Força para Idosos Durante os últimos 10 anos.44 - Alterações no sistema nervoso. Além da perda de força muscular. Indivíduos com mais de 90 anos podem conseguir ganhos de força durante um período de treinamento de 8 semanas (FIATARONE ET AL.5. ficou comprovado que os idosos podem se beneficiar com a participação em programas de treinamento de força. a habilidade do músculo para exercer força rapidamente (potência) parece diminuir com a idade. Aumento de força e capacidade funcional podem melhorar a qualidade de vida até mesmo de indivíduos com doenças crônicas..5. A potência muscular e sua treinabilidade em idosos não tem sido objeto de muitos estudos.

na generalidade dos casos utilizados indiscriminadamente como sinônimos.2 A Qualidade de Vida na perspectiva da Organização Mundial de Saúde Foi neste contexto. felicidade. Este fato tem contribuído para dificuldades na delimitação científica do conceito. No entanto. estas designações são estruturalmente diferentes do conceito de qualidade de vida.45 Com idosos Homens (88.5 +/. apontando como referência o discurso do Presidente americano Lyndon Johnson que.1 Introdução ao conceito de Qualidade de Vida Historicamente. em que prevalecia uma abordagem essencialmente economicista que analisava o crescimento econômico das sociedades através da evolução do respectivo PIB ou do rendimento per capita. 3. Logo nos primeiros documentos do Grupo. de simultânea relevância e de falta de precisão conceptual do conceito de qualidade de vida. ao qual correspondia uma proliferação de instrumentos de avaliação. referiu que “o progresso social não pode ser medido através do balanço dos bancos.OMS (1948) como um estado de completo bemestar físico. muitos deles sem base conceptual e a maioria ancorados na cultura americana que.5 +/. mas através da qualidade de vida proporcionada às pessoas”. A evolução do conceito de QDV tem-se encontrado também associada a diversos referenciais teóricos que refletem conceitos como: satisfação com a vida. construir um instrumento para a sua avaliação: o WHOQOL. O interesse pela qualidade de vida (QDV) surgiu igualmente ligado aos sistemas de indicadores sociais. mental e social e não simplesmente como a ausência de doença.6 anos) e Mulheres (8. QDV surge definida como a percepção do indivíduo sobre a sua posição na vida. que a expressão qualidade de vida tem sido utilizada de forma cada vez mais freqüente. O interesse e aplicabilidade da expressão QDV na área da saúde decorre sobre tudo da definição de Saúde assumida pela Constituição da Organização Mundial de Saúde . no início da década de 90. velocidade e potência de subir escadas e velocidade de caminhada. NOLL. a potência dos extensores de joelho foi significativamente relacionada com a velocidade de levantar da cadeira. subsequentemente. em 1964. ainda que relacionados.6 anos). a OMS reuniu um conjunto de peritos pertencentes a diferentes culturas (WHOQOL Group) com o objetivo de debater o conceito de QDV e. existência com significado e bem-estar subjectivo. 3 QUALIDADE DE VIDA 3. A definição de qualidade de vida foi a primeira preocupação do WHOQOL Group. enquanto conceito científico pode revelar-se ambíguo. a não ser que seja objeto de uma definição precisa. 2000) indicam que a sua origem tem raízes no contexto político. 1999A. Alguns autores (FLECK. desde os anos 60 do século XX. No entanto. dentro do contexto dos sistemas de cultura e valores nos .

1997) A par das evidências de que o homem contemporâneo utiliza-se cada vez menos de suas potencialidades corporais e de que o baixo nível de atividade física é fator decisivo no desenvolvimento de doenças degenerativas sustenta-se a hipótese da necessidade de se promoverem mudanças no seu estilo de vida. 3. Nessa perspectiva. Da análise às justificativas presentes nas propostas de implementação de programas de promoção da saúde e qualidade de vida por meio do incremento da atividade física. nível de independência. uma capacidade ou uma percepção ou experiência. ambiente e aspectos espirituais/religião/crenças pessoais). levando-o a incorporar a prática de atividades físicas ao seu cotidiano. em Porto Alegre (FLECK ET AL.2. 2000). A primeira versão em língua portuguesa do WHOQOL-100 foi desenvolvida para Português do Brasil. “ESTILO DE VIDA” e “QUALIDADE DE VIDA” vem adquirindo relevância. relações sociais. fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência.46 quais está inserido e em relação aos seus objetivos. Composto por seis domínios (físico. . ensejando a produção de trabalhos científicos vários e constituindo um movimento no sentido de valorizar ações voltadas para a determinação e operacionalização de variáveis que possam contribuir para a melhoria do bem-estar do indivíduo por meio do incremento do nível de atividade física habitual da população. 1999a. estado psicológico. num total de 24 facetas específicas e uma de QDV geral.. 1995). como um dos fatores mais importantes na elaboração das propostas de promoção de saúde e da qualidade de vida da população. Esta definição explícita uma concepção abrangente de QDV. crenças pessoais e suas relações com aspectos do meio envolvente em que o indivíduo está inserido (WHOQOL Group. várias facetas da qualidade de vida sintetizam o domínio particular de qualidade de vida em que se inserem. padrões e preocupações (WHOQOL Group). um estado. o interesse em conceitos como “ATIVIDADE FÍSICA”.1 O paradigma do Estilo de Vida Ativa “Paradigmas são as realizações científicas universalmente reconhecidas que. nível de independência. em cada um. influenciada de forma complexa pela saúde física. psicológico. 1999b.” (Kuhn. Este entendimento fundamenta-se em pressupostos elaborados dentro de um referencial teórico que associa o estilo de vida saudável ao hábito da prática de atividades físicas e. Tal estilo tem sido apontado. por vários setores da comunidade científica. relações sociais. expectativas. Cada faceta do WHOQOL pode ser caracterizada como uma descrição de um comportamento. depreende-se que o principal argumento teórico utilizado está fundamentado no paradigma contemporâneo do estilo de Vida Ativa. durante algum tempo. Subjectiva.

3. estilo de vida e qualidade de vida. por parte da população. Este referencial toma a forma de um paradigma na medida em que constitui o modelo contemporâneo no qual se fundamentam a maioria dos estudos envolvendo a relação positiva entre atividade física. o qual tem sido incorporado ao discurso da Educação Física e das Ciências do Esporte. Observa-se. a relação: atividade física e saúde vem sendo gradualmente substituída pelo enfoque da qualidade de vida. na relação positiva estabelecida entre atividade física e melhores padrões de qualidade de vida. o qual vem sendo desencadeado no âmbito da Educação Física e Ciências do Esporte. Neste cenário. tornando os indivíduos mais ativos. nos eventos científicos. saúde. privilegiou em seu programa oficial a relação saúde/atividade física/qualidade de vida destacando os seus aspectos funcionais e anatomo-funcionais. Identifica-se. destacam a relação da qualidade de vida com fatores morfofisiológicos da atividade física.2 Atividade Física. realizado em setembro de 1999. Tem. O Simpósio Internacional de Ciências do esporte realizado em São Paulo em outubro de 1998. a ênfase dada a esta relação. cujo eixo epistemológico centra-se no incremento do nível de atividade física habitual da população em geral. promovido pelas instituições de ensino superior em Educação Física da região Centro-Oeste. realizados nos últimos anos. entende-se que o incremento do nível de atividade física constitui um fator fundamental de melhoria da saúde pública. na cidade de Brasília. o tema da atividade física e saúde representaram 20% dos trabalhos . a melhores padrões de saúde e qualidade de vida. sua maior expressão. cujo tema oficial foi a Atividade Física na perspectiva da cultura e da Qualidade de Vida. em janeiro de 1997. da qualidade de vida e da atividade física dentro de um movimento denominado aqui de Movimento Vida Ativa. a interação das dimensões da promoção da saúde. O pressuposto sustenta a necessidade de se proporcionar um maior conhecimento. Saúde e Qualidade de vida Recentemente. Esporte e Lazer.47 consequentemente. promovido pelo CELAFISCS com o tema Atividade Física: passaporte para a saúde.2. Muitas são as declarações documentadas neste sentido. nacionais e internacionais. sobre os benefícios da atividade física e de se aumentar o seu envolvimento com atividades que resultem em gasto energético acima do repouso. Os resumos e conferências publicadas nos anais do Congresso Mundial da AIESEP realizado no Rio de Janeiro. neste paradigma. No I Congresso Centro-Oeste de Educação Física.

1999).destaca a necessidade de inclusão da prática de atividade física no cotidiano das pessoas de modo a promover estilos de vida saudáveis rumo .48 publicados nos anais. Lopes & Altertjum (1999) escrevem que a prática da caminhada contribui para a promoção da saúde de forma preventiva e consciente. Guedes & Guedes (1995) reconhecem as vantagens da prática de atividade física regular na melhoria da qualidade de vida. nas sociedades industrializadas. Citando Blair (1993) & Pate (1995). O “Manifesto de São Paulo para a promoção de Atividades Físicas nas Américas” . Katch & McArdle (1996) preconizam a prática de exercícios físicos regulares como fator determinante no aumento da expectativa de vida das pessoas. quer seja relacionada à saúde. A temática da atividade física e qualidade de vida foi objeto de discussão em conferências e mesas redondas. cada vez mais. reiteram a prescrição de atividade física enquanto fator de prevenção de doença e melhoria da qualidade de vida. em posicionamento oficial. Lima (1999) afirma que a Atividade Física tem. A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (1999). consequentemente. buscando responder em que medida a atividade física proporcionaria uma desejável qualidade de vida. Vêem na atividade física um importante instrumento de busca de melhor qualidade de vida. ao distinguir a qualidade de vida em sentido geral (aplicada ao indivíduo saudável) da qualidade de vida relacionada à saúde (aplicada ao indivíduo sabidamente doente) vincula à prática de atividade física à obtenção e preservação da qualidade de vida. jan. Nahas (1997) admite a relação entre a atividade física e qualidade de vida. sugere que programas bem organizados de atividades físicas podem suprir as diversas necessidades individuais. multiplicando as oportunidades de se obter prazer e. Vários autores e entidades ligados à Educação Física ratificam este entendimento. otimizar a qualidade de vida. quer seja em termos gerais. o autor identifica. 1999) . Também neste evento observa-se a ênfase dada aos aspectos biofisiológicos da relação atividade física/saúde/qualidade de vida. a atividade física enquanto fator de qualidade de vida. Matsudo & Matsudo (1999.publicado na Revista Brasileira Ciência e Movimento. sustenta que a saúde e qualidade de vida do homem podem ser preservadas e aprimoradas pela prática regular de atividade física. Silva (APUD LECTURAS: EDUCACIÓN FÍSICA Y DEPORTES. 2000). possibilitando-lhes uma maior produtividade e melhor bemestar./2000 (APUD LECTURAS: EDUCACIÓN FÍSICA Y DEPORTES. Dantas (APUD LECTURAS: EDUCACIÓN FÍSICA Y DEPORTES. 1999). representado um fator de Qualidade de Vida dos seres humanos.

3. Para isso. YASBEK e BATISTELLA.FIEP. Melhorar a ingestão de alimentos. elaborou o “Manifesto Mundial de Educação Física 2000”. MATSUDO MATSUDO. com intensidade moderada e de baixo impacto.1992). satisfação e bem estar.1994. no âmbito desta entidade. . Aumentar o nível de atividade física espontânea. a Federação Internacional de Educação Física . Neste contexto. ter caráter lúdico. considerar a memória e o conhecimento acumulado pelo idoso para que o mesmo possa partilhar e reviver situações que lhe dão prazer. no decorrer do século XX. deve-se levar em conta que o equilíbrio entre as limitações e potencialidades do idoso contribuem para que o mesmo lide com as inevitáveis perdas decorrentes do processo de envelhecimento.49 a melhoria da qualidade de vida. Melhorar o andar. ser diversificadas.3 Praticar exercícios: uma questão de começar Várias pesquisas têm demonstrado que a participação em atividades físicas regulares e recreativas e de lazer são fundamentais para um bom desempenho físico do idoso (LEITE. a artrite e doenças cardíacas. Melhorar a auto-eficácia. O manifesto expressa os ideais contemporâneos de valorização da vida ativa. saúde e qualidade de vida e prioriza o combate ao sedentarismo como objetivo da Educação Física (formal e não formal) por meio da educação para a saúde e para o lazer ativo de forma continuada. incluindo-o socialmente a partir de mudanças no seu estilo de vida. Além de melhorar a capacidade cárdiorespiratória. a atividade física bem orientada contribui para: • • • • • • • • Melhorar o equilíbrio. FEDERIGHI. Um estilo de vida ativo traz efeitos benéficos para a manutenção da capacidade funcional e da autonomia física durante o processo de envelhecimento. ou seja. ratifica a relação entre atividade física. A manutenção e/ou aumento da densidade óssea. Elas também devem promover a aproximação social. os meios de comunicação constantemente veiculam informações a respeito da necessidade de o homem contemporâneo melhorar sua qualidade de vida por meio da adoção de hábitos mais saudáveis em seu cotidiano. Diminuir a depressão.1995.1990. As atividades direcionadas ao idoso devem ser organizadas considerando as suas particularidades e realizadas de forma gradual. o qual representa um importante acontecimento na história da Educação Física pois pretende reunir em um único documento as propostas e discussões efetivadas. Fora dos círculos acadêmicos. Estas geram autoconfiança. Controlar a diabetes.

diabetes ou outros problemas de saúde. desde que tome as devidas precauções. Estar em boa forma não é apenas uma questão estética. Portanto. Esse programa deve estar diretamente relacionado com as modificações mais importantes que ocorrem durante o processo de envelhecimento. à medida que seu condicionamento for melhorando. Melhorar a auto-estima. acima de tudo é uma terapia para a alma. poderá iniciar um programa de exercícios.50 • • • • • • • • • Fortalecer os músculos das pernas e costas. são maneiras simples de melhorar a forma física. subir as escadas ao invés de tomar o elevador. Outro fator importante é o aquecimento antes e o alongamento (desaquecimento) depois de uma atividade física. Ele poderá dizer se um esforço físico maior poderá trazer riscos a saúde. c) Obeso. visando à melhoria da qualidade de vida do idoso. corpo e mente. principalmente se enquadrar-se em algum desses casos: a) Mais de 60 anos. O ideal é fazer um check-up de rotina antes de iniciar qualquer programa de exercícios. A melhor forma de praticar atividade física é escolher um exercício do qual a pessoa goste. Melhorar os reflexos. etc. b) Mais de 35 anos e fora de forma (não faz exercícios físicos há algum tempo). não devendo entrar em forma muito rapidamente: seu corpo precisa de um certo tempo para se adaptar à nova rotina. Melhorar a mobilidade. Diminuir lesões musculares. Melhorar a sinergia motora das reações posturais. é preciso ter calma. a fim de que seja feita a prescrição de um programa de atividades físicas que leve em conta suas possibilidades e limitações. f) Histórico familiar de doenças cardíacas antes do 50 anos. proporciona benefícios em relação às capacidades motoras que apóiam a realização das atividades do cotidiano e favorece a capacidade de trabalho e de lazer bem como altera a taxa de declínio do estado funcional. ir andando à padaria. Se não fizer nenhum aquecimento. e) Hipertensão. Consulte o médico. a escolha correta de atividades que se adaptem aos objetivos pessoais e dedicação de tempo e esforços que combinem com o nível atual de condicionamento. . Manutenção do peso corporal. Incrementar a flexibilidade. antes de iniciar qualquer tipo de exercício é importante que o idoso seja submetido a uma avaliação médica cuidadosa. você poderá aumentar o tempo e a intensidade dos exercícios. que se encaixe na sua rotina diária como ir ao shopping de bicicleta ao invés de pegar o carro. Aumentar o fluxo sangüíneo para os músculos. é o segredo para atingir uma saúde perfeita. No entanto. Não tenha pressa. Mesmo sendo portador de alguma doença. doenças cardíacas. d) Fumante. estará se expondo à dores musculares ou até a lesões mais graves. Porém.

eles podem variar em função da intensidade do exercício. Articulações Articulações Músculos Rins Intestino Diarréia ou sangue ou muco nas fezes. Dor. tontura.51 3. tome as providências adequadas a seu caso: TABELA 2 – Partes do Corpo e Sintomas PARTE DO CORPO Coração SINTOMAS DE ALERTA Dores no peito. FONTE/AUTOR: Redação da Saúde Informações Veja a seguir. nível técnico e peso de quem o faz. Se seu treinamento inclui corrida de longa distância. que persistem até a sessão seguinte. Dor. o gasto calórico de algumas atividades.4 Reconhecimento das limitações Praticar exercícios com segurança também é ser capaz de reconhecer quando você está prejudicando alguma parte do corpo por estar se excedendo nos exercícios. veja a tabela abaixo e se tiver algum dos sintomas. Dor. Vá ao médico. intensa falta de ar. pescoço. desconforto e rigidez após uma sessão de exercícios. desmaios e outras reações poderiam ser evitadas se as pessoas soubessem o momento de parar ou diminuir a atividade que estão realizando. Dê um intervalo maior entre as sessões para que os músculos se recuperem. lesões sérias. Nesses casos. que talvez o aconselhe a diminuir o percurso das corridas de distância (por exemplo). Portanto. portanto. Vá ao médico. Se a urina não voltar ao normal. que persistem até a sessão seguinte. submeta-se a exames. . distensões. Faça um check-up assim que for possível Diminua a rotina de exercícios e coloque uma palmilha acolchoada no tênis. mandíbulas e braços. Não exagere nos exercícios de fortalecimento. desconforto e rigidez após uma sessão de exercícios. Sangue na urina. diminua. rigidez e inchaço. Estes valores foram baseados na medida padrão: mulher de 60 quilos em ação contínua durante um período de 1 hora. Não exagere nos exercícios de fortalecimento. sensação de cabeça oca e de desmaio. O QUE FAZER Pare imediatamente. palpitações. Dê um intervalo maior entre as sessões para que os músculos se recuperem.

que. tornando sua vida mais alegre. para obter a melhora na qualidade de vida da terceira idade através de atividades físicas. vitalidade e disposição. Destaca também. melhorando sua condição aeróbica e diminuindo os efeitos deletérios do sedentarismo. necessidades e suas condições físicas. melhorar o contacto social. O corpo do idoso em movimento é sinal de saúde e alegria. comuns nesta faixa etária. reduzindo a ansiedade e a depressão. apontando as transformações que ocorrem com o processo de envelhecimento e algumas possibilidades de se buscar o equilíbrio entre as potencialidades e as limitações do idoso. melhorar sua mobilidade articular.52 TABELA 3 – Atividade x Calorias Atividade Andar de bicicleta Dar banho no cachorro Caminhar na areia fofa Jogar frisbee Carregar a prancha do namorado Andar na água na altura do tornozelo Plantar um canteiro de flores Andar no calçadão ouvindo walkman Jogar queimada com os amigos Jogar vôlei na piscina Praticar mergulho (snorkel) Jogar cartas Tocar violão Ver o pôr-do-sol (sentada) Tirar leite da vaca Nadar no rio (crawl) Jogar frescobol Caminhar com água na altura do joelho Jogar vôlei na praia Cavalgar Gasto Calórico 230 cal 225 cal 520 cal 360 cal 465 cal 360 cal 250 cal 290 cal 345 cal 180 cal 330 cal 90 cal 165 cal 75 cal 195 cal 460 cal 600 cal 425 cal 325 cal 150 cal FONTE/AUTOR: Redação da Saúde Informações 4 OBJETIVOS Este estudo aborda a importância das atividades físicas para a qualidade de vida na terceira idade. é necessário adaptá-las aos idosos visando atingir seus anseios. desenvolver a resistência e a força muscular. redobrar suas energias. . A atividade física deve ser dirigida para quebrar o ciclo vicioso do envelhecimento. por meio de uma vida mais saudável.

incluindo atividades leves individuais ou coletivas como: caminhadas de baixa intensidade. Para isso é necessário que se procure estilos de vida ativos. a maneira como nos relacionamos com o mundo’’ (Silene Okuma. tirando proveito de sua condição. Londrina. A sociedade. bem-estar psicológico e interação social. espaço para lazer. cuidar do jardim. A elaboração de um programa de atividade física para a terceira idade deve levar basicamente em consideração o preparo para que o idoso possa cumprir suas necessidades básicas diárias (necessidades impostas pelo cotidiano). 2006). é preciso investir numa melhor qualidade de vida. muda também nossa dimensão interna.53 5 CONCLUSÃO Diante do que foi tratado teoricamente. bom relacionamento social e liberdade de expressão e criação. As atividades recreativas devem ser: atraentes. espaço para lazer. alimentação saudável. através das atividades físicas é possível recuperar funções e oferecer recursos para os idosos lidarem melhor com estas perdas – com atividade física. Para isso. demonstramos como resultado esperado que a atividade física traz inúmeros benefícios ao indivíduo nesta fase. seus conceitos mudam. Temos que ter em mente que a construção de uma boa velhice vai se dando ao longo da vida. o corpo pode voltar a ter músculos fortes. Ao término deste estudo. quando as pessoas da terceira idade percebem que não são incapazes. Constatou-se durante este estudo que. exercícios físicos. e quando ele muda. além de vencer os preconceitos. auxiliando na realização de movimentos do dia-a-dia. e com profissionais focados nessa transformação. e eles podem passar a ter uma relação positiva com a velhice. vai se refletir na vida: ‘‘O corpo é a dimensão concreta de nossa existência. tornando esses indivíduos prestativos em seu meio social e conscientes enquanto cidadãos. tem o dever de criar mecanismos que contribuam para a superação deste quadro e garantir ao idoso uma vida mais tranqüila. enfim. alimentação saudável. é necessário criar condições para que o idoso possa usufruir do tempo que tem disponível com qualidade. realizadas de forma gradual. sendo desenvolvidos de preferência coletivamente. respeitando as individualidades de cada um. concluímos que os estudos direcionados a terceira idade. Com atividade física. gerando autoconfiança. viagens turísticas a lazer em geral. bom relacionamento familiar. Com isso é possível se alcançar níveis bastante satisfatórios de desempenho físico. articulações flexíveis e condições cardiorespiratórias. O início de uma tomada de consciência profissional e humana . diversificadas. beneficiando-se por meio de: atividades físicas apropriadas para sua condição. a utilização de escadas ao invés de elevadores. A transformação do corpo. têm apontado uma gama de benefícios à saúde deste segmento promovidos com a prática de atividades físicas cotidianas. Uma velhice tranqüila é o somatório de tudo quanto beneficie o organismo. retardando o processo de envelhecimento humano. integrando atividades físicas a sua vida cotidiana. portanto. pois tanto a ansiedade como o esforço aumenta os fatores de risco. promovendo a aproximação social. prevenindo e mantendo em bom nível sua plena autonomia. proporcionam uma melhoria na condição física e psicológica. de baixo impacto. aprendendo a lidar com as transformações de seu corpo. mantendo sua produtividade social. satisfação. de menos dependência dos outros. Por isso. Uma rotina ativa com simples tarefas. como por exemplo. sem estimular atividades competitivas. com intensidade moderada. atividades aquáticas.

é importante pela integração social. mas também. oferecendo ao idoso condições de enfrentar as deficiências normais desse período de vida. conhecimento e disponibilidade para agir. Constatamos que a atividade física é importante para todas as pessoas. pois. .54 junto a esse novo grupo social exige sensibilidade. competência profissional. mas se reveste de uma importância ainda maior quando se trata da terceira idade. a Educação Fisica na terceira idade já constitui uma marcante realidade no mundo em que vivemos. não apenas como meio de proporcionar maior saúde e bem estar físico.

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