EFEITOS VISUAIS E UMA ARQUEOLOGIA CINEMATOGRÁFICA.

Daniel Petry Doutorando - UNISINOS - RS Orientador: Gustavo Fischer Grupo TCAV.com.br danielpetry@gmail.com

Conclusão.Efeitos visuais.Bibliografia. . • 6.Panorama • 3.Empíricos.ESTRUTURA DA APRESENTAÇÃO • 1. • 5. da pesquisa.Recorte do artigo.Arqueologia • 4. • 7. da mídia. • 2.

softwares culturais e novas mídias são as principais referências entre a pesquisa desenvolvida durante o mestrado e o projeto de pesquisa que pretendemos desenvolver no doutorado. trata do movimento de inspiração arqueológica para as análises realizadas no desenvolvimento da pesquisa. arqueologia. RECORTE •O presente artigo é um recorte da dissertação de mestrado intitulada "01010110 01000110 01011000: EFEITOS VISUAIS E SOFTWARES NO CINEMA DA NOVA HOLLYWOOD".1. • Ele •A . os estudos de cultura do software.

os efeitos visuais e os softwares.2. suportes e temáticas. • Foram • Para . as análises foram utilizados materiais além dos filmes. analisados filmes de diferentes épocas. PANORAMA DA PESQUISA •A pesquisa da qual este artigo parte teve como objetivo entender as relações existentes entre o cinema da NovaHollywood.

3. ARQUEOLOGIA DAS MÍDIAS Manovich (2002) Zielinski (2002) .

ARQUEOLOGIA DAS MÍDIAS Manovich (2002) Zielinski (2002) Foucault (1987) .3.

3. 2006). ARQUEOLOGIA DAS MÍDIAS Manovich (2002) Zielinski (2002) Foucault (1987) A principal filiação das arqueologias de mídias à foucaultiana está em não se obrigar em encontrar a gênese dos objetos estudados ou em relacionar os fatos estritamente cronológicos com a história (ERNST. .

2010). a partir de onde nos afiliamos as ideias de Mirzoeff (1999) ao considerarmos que o mundo trabalha de forma cada vez mais visual.3. portanto fora de sincronia com o proposto nesta pesquisa sobre audiovisualidades. estando. ARQUEOLOGIA DAS MÍDIAS Kittler critica a arqueologia do saber de Foucault por limitar-se a uma época em que ocorria somente a inserção de mídias escritas em bibliotecas (CHUN apud KITTLER. Manovich (2002) Zielinski (2002) Foucault (1987) .

ARQUEOLOGIA DAS MÍDIAS Manovich (2002) Zielinski (2002) .3.

Não procuremos o velho no novo. mas encontremos algo novo no velho. (p. metáforas e iconografia que foram – e ainda são – usadas para descrever o progresso. do inferior ao superior. simples ao complexo. (p. Junto com todas as imagens.19) A noção de progresso contínuo.22) ZIELINSKI 2002 . deve ser abandonada.

Qualquer pessoa que fique ao lado da câmera ou dentro do set de filmagens poderia perceber e identificar estes efeitos facilmente. Todos estes componentes podem modificar a imagem e são imperceptíveis para quem está no set (MITCHEL. filtrar a luz de uma maneira especial. 8-9). 2004. p. . Ironicamente os chamados efeitos “visuais” não são necessariamente visíveis ao observador leigo. como definidos atualmente.4. preencher o set com fumaça ou água ou ainda erguer a câmera a uma altura excepcional. filmar utilizando uma velocidade diferente da comum ou interferir de qualquer modo na imagem capturada antes de ser apresentada. utilizar máscaras e filtros. Eles podem ser definidos como componentes de um processo fotográfico que são utilizados ou modificados com a intenção de alterar de alguma forma incomum a passagem da luz para a criação da imagem. Estas são todas técnicas físicas e são normalmente chamadas de efeitos “especiais” ou “físicos”. ocorrem quando são feitas mudanças físicas em qualquer elemento ou interface do processo de captação da imagem. EFEITOS VISUAIS Efeitos especiais. Então é possível substituir o plano no fundo do objeto com uma fotografia. Atear fogo ao plano que está no fundo ou na frente do objeto.

5. 2001-2003) (James Cameron. 2009) • Avatar . 1977) • Guerra •O Senhor dos Anéis (Peter Jackson. EMPÍRICOS ANALISADOS • Forrest • Un Gump (Robert Zemeckis. 1992) homme de têtes (Georges Méliès. 1896) nas Estrelas (George Lucas.

FORREST GUMP .

UN HOMME DE TÊTE .

SOBREPOSIÇÃO DE IMAGENS. .

tanto porque qualquer julgamento de valor não cabe aos pesquisadores como porque não temos como recriar as condições tecnológicas e sociais existentes para sabermos o quão bem o público aceitava as peripécias de Méliès como próximas ao referencial de realidade. . no caso considerando o cinema digital e analógico como mídias semelhantes mas não iguais. é um dos objetivos das arqueologias midiáticas. CONCLUSÃO Temos a potência dos efeitos visuais utilizados em Forrest Gump já presentes 96 anos antes de seu lançamento no filme de Georges Méliès. A relação entre as técnicas dos filmes já nos basta para entender que a utilização dos efeitos visuais está presente no cinema desde seus primórdios e independentemente de relações com gêneros e temáticas. Entender a formação das mídias e o que elas devem a suas antecessoras. Apesar das sobreposições realizadas em Forrest Gump terem uma maior precisão técnica que as do filme de Méliès.6. não podemos considerá-las melhores ou piores. comprovando que os efeitos visuais não são um fruto da atualidade e que seu uso está presente no cinema desde o princípio.

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