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Geografia Do Brasil

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I.

ESPAÇO GEOGRÁFICO BRASILEIRO a) A formação do Território Nacional

O território do Brasil ocupa uma área de 8 514 876 km². Em virtude de sua extensão territorial, o Brasil é considerado um país continental por ocupar grande parte da América do Sul. O país se encontra em quinto lugar em tamanho de território. A população brasileira está irregularmente distribuída, pois grande parte da população habita na região litorânea, onde se encontram as maiores cidades do país. Isso nada mais é do que uma herança histórica, resultado da forma como o Brasil foi povoado, os primeiros núcleos urbanos surgiram no litoral. Até o século XVI, o Brasil possuía apenas a área estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494 por Portugal e Espanha. Esse tratado dividia as terras da América do Sul entre Portugal e Espanha. Os principais acontecimentos históricos que contribuíram para o povoamento do país foram: No século XVI: a ocupação limitava-se ao litoral, a principal atividade econômica desse período foi o cultivo de cana para produzir o açúcar, produto muito apreciado na Europa, a produção era destinada à exportação. As propriedades rurais eram grandes extensões de terra, cultivadas com força de trabalho escrava. O crescimento da exportação levou aos primeiros centros urbanos no litoral, as cidades portuárias. Século XVII e XVIII: foram marcados pela produção pastoril que adentrou a oeste do país e também pela descoberta de jazidas de ouro e diamante nos estados de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso. Esse período foi chamado de aurífero e fez surgir várias cidades. Século XIX: a atividade que contribuiu para o processo de urbanização foi a produção de café, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Essa atividade também contribuiu para o surgimento de várias cidades.

ESPAÇO GEOGRÁFICO BRASILEIRO: Origens históricas

Objetivos da Aula

- Identificar e compreender que o processo de construção do espaço geográfico se deu a partir de varias atividades econômicas ligadas a atividades primarias como a extração vegetal (pau- brasil) extração mineral (ouro), agropecuária (cana-de-açúcar e criação de gado no nordeste) -Identificar que a áreas mais desenvolvidas do país estão localizadas próximas ao litoral devido a colonização de exploração implantadas pelos portugueses acabou favorecendo que grande parte da população brasileira se aglomere na região litorânea; - Identificar que a forma como se deu a colonização do Brasil justifica em parti a existência de diferenças socioeconômica existente nas regiões do país; - Identificar os vários graus de desenvolvimento econômico das regiões brasileiras relacionando-os a cada um tipo de ciclo econômico que deu ou deram origem aos diversos tipos de espaço geográfico .

Fala galera!! Tudo bem! Em nossa aula de hoje vamos tratar de um assunto muito importante para entendermos a atual configuração do espaço geográfico brasileiro, que são as suas bases histórica que remonta o tipo de colonização realizada no Brasil pela coroa portuguesa.

NOÇÕES PRELIMINARES: Normalmente dizemos que o desenvolvimento do território brasileiro se deu em forma de arquipélagos (ilhas). Pois a medida que se mudavam as atividades econômicas algumas cidades surgiram, associadas as atividades econômicas em si e de forma isoladas. Eram atividades econômicas que tinha sua existência na necessidade do mercado europeu, e quase sempre era áreas distintas e muito distante umas das outras. O que impediam uma ligação econômica entre elas. Então a expansão de nosso território ocorre de forma desigual, onde não existia uma articulação entre as áreas das diversas áreas econômicas o que favorecia o isolamento econômico entre elas e consequentemente a inexistência de um mercado interno integrado, isto é, falava uma atividade que servisse de motor dinamizador da integração da economia nacional, que possibilitasse uma ligação econômica entre essas áreas das diversas atividades econômicas que existiam no Brasil colonial. A ideia chave sobre esse assunto, é saber que a construção bem como a expansão do território brasileiro, está alicerçada na exploração econômica do território (atividades econômicas), no papel desempenhada pelos padres jesuítas frente aos indígenas (com suas missões jesuíticas ou reduções) tanto no que se refere ao aldeamento que se transformaram em povoados (cidades)

como também na contribuição desses para a dominação dos indígenas com a realização da catequização dos indígenas onde os padres lhes ensinavam a rezar mas também língua do colonizador como também sua cultura (ocorre aí genocídio cultural da cultura indígena) tendo dessa forma, desempenhado um papel importante para a soberania portuguesa sobre o território. Quanto as entradas(os bandeirantes= bandeirismo) que foram grupos de homens que partiram de São Paulo em direção ao interior do território com o objetivo de capturar índios para o trabalho escravo nas lavouras de cana-deaçúcar do litoral. Assim, eles dominaram os povos indígenas e abriram caminhos para o interior, consolidando o controle da Coroa portuguesa sobre o território. A partir do final do século XVIII, os bandeirantes passaram a explorar ouro e pedras preciosas em áreas dos atuais estados de Minas Gerais e de Mato Grosso. a)Atividades econômicas do período colonial. Galera!! a exploração econômica do território teve grande importância para a ocupação realizada pelos colonizadores. O território brasileiro possui uma formação baseada em vários contrastes históricos, que na sua maioria determinaram a configuração espacial, econômica, social e cultural do Brasil. Esses fatos se devem muito a forma como foi colonizado por Portugal (colônia de exploração). Nas primeiras décadas de ocupação das terras americanas, não foram encontrados metais preciosos;assim, os portugueses começaram a explorar o pau-brasil olongo de uma extensa área do território para comercializá-lo na Europa. Século XVI No século XVI, além da exploração do pau-brasil a produçãode cana de açúcar, principalmente no Nordeste, começou a ganhar importância. Nesse período a ocupação se concentrava no litoral. Nesse processo de colonização as atividades econômicas foram fator essencial para a expansão territorial brasileira. Nossa economia colonial ( 1500- 1822) girava em torno da produção de gêneros primários voltados, em sua maior parte, á exportação e ás necessidades da metrópole portuguesa. Durante o período colonial, Portugal inseriu o Brasil no típico modelo colonialista, de enriquecimento da metrópole, baseado na produção em larga escala, ligado principalmente à área litorânea; esse fato foi um forte

determinante para a configuração atual da população no espaço litorâneo brasileiro. a principal ordem nesse processo . uma das formas utilizadas pela Coroa portuguesa. o Brasil colônia foi integrado definitivamente ao sistema econômico mundial baseado no pacto colonial. No século XVI. devido a qualidade do solo (massapé) e pelo clima favorável ao desenvolvimento do produto. Com o desenvolvimento da cana-de-açúcar. A ocupação ocorreu no século XVI pela implementação da cana-de-açúcar também na região litorânea. Em meados de 1530 os portugueses passaram a explorar o Pau-Brasil no litoral brasileiro. principalmente na região nordeste do Brasil. para colonizar e garantir a posse das terras da três forma uma delas fora a espada (pela ação militar das entradas e bandeiras) uma outra foi pela cruz (pela ação evangelizadora através de ordens religiosas).

. proibindo as manifestações religiosa e cultural indígena Político: Século XVII A partir do século XVIII. baseado no desenvolvimento da pecuária e na exploração das drogas do sertão. canela. não gerando mais os lucros para a coroa portuguesa. a expansão do povoamento acompanhou a produção de cana de açúcar em áreas do Sudeste. A pecuária levou o povoamento em direção ao interior. salsa entre outras .Catequizar os indígenas: impor a doutrina católica ensinando-lhes os costumes europeus. Havia na época a necessidade de desenvolvimento econômico de novos produtos. Objetivos e interesses das Missiões: Religiosos: .Reafirmar o cristianismo abalado pela Reforma e Contra Reforma Protestante. .e em busca pelas drogas do sertão .possibilitou o início da ocupação da Amazônia pelos portugueses. cravo.guaraná.de catequização dos novos povos conquistados foram os jesuítas. pois a cana-de-açúcar estava atravessando uma crise econômica. Missões jesuíticas ou reduções eram aldeamentos indígenas organizados e dirigidos pelos padres jesuítas. urucum. No século XVII iniciou realmente o processo de interiorização do território.

mato Grosso e Goiás.ES à São Vicente .Monções: era o bandeirismo de comercio onde abasteciam as regiões mineradoras com alimentos.Apresador: capturavam índios e os vendiam como escravos financiando assim a busca do ouro. IMPORTANTE: As entradas(expedições oficiais) e as bandeiras (expedições não oficiais). O alvo preferido destes bandeirantes eram as missões onde encontravam índios já pacificados pelos jesuítas.SP). Foram responsáveis pela destruição de palmares e o assassinato de Zumbi sob o comando de Domingos Jorge Velho. como decorrência da corrida do ouro.Prospector: busca por metais e pedras preciosas. .A partir do final do século XVII. tinham como objetivo descobrir ouro e recuperar a economia abalada com a crise do açúcar.Sertanismo de contrato: eram bandeirantes contratados para combater índios. . Também queriam descobrir ouro. . Tipos de bandeirismo: . já que a área povoada do território brasileiro restringia a área litorânea (Vitória . que eram levados em canoas pelos rios de São Paulo. a porção mais interior do espaço do sudeste brasileiro começou a ser ocupada e organizada. ferramentas etc. destruir quilombos. . etc. capturar escravos fugitivos.

Com a descoberta do OURO (1690) e depois dos DIAMANTES (1729), expectativas de enriquecimento rápido passou a atraíram grande número de pessoas para a região das Minas Gerais. Essa atividade estendeu-se por todo o século XVIII. (OBS. Atividades secundárias: comercio e a agricultura) - A pecuária nesse período era considerada uma atividade secundária por não ser destinada a exportação. Chegou até a ser proibida próximas as áreas produtora de açúcar passando a ser itinerante, dando origem aos currais no Ceará e Maranhão que forneciam força motriz para os engenhos, transporte, couro e carne. Século XVIII No século XVIII foram, enfim, encontradas várias jazidas de ouro na região central do país, principalmente em Minas Gerais e Goiás. Com o desenvolvimento da mineração, o centro político e econômico deslocou-se da região nordeste para a região centro-sul, o Rio de Janeiro nesse período passou a ser capital federal. (1763). Nesse período, além do desenvolvimento da mineração, houve a expansão da pecuária em todo o país, e o desenvolvimento da borracha no norte (Amazônia). IMPORTANTE: Durante praticamente todo o século XVIII, a mineração constituiu a principal atividade econômica da colônia fazendo com que o sudeste assumisse o comando da economia colonial brasileira. Isso implicou na transferência da capital do Brasil em 1763, que er salvador (Bahia) para o rio de Janeiro que reunia as condições ideais de clima e solo para o desenvolvimento do novo produto: o café.

- A pecuária nesse período a corroa portuguesa incentivou essa atividade no sul do país com o objetivo de povoar e manter o domínio sobre a região. Há que se destacar que era a única atividade que favorecia a mobilidade social, uma vez que utilizava mão-de-obra livre que eram os vaqueiros normalmente mestiços de negros com indígenas. Bem pessoal! a pecuária no sul do país foram criadas as estâncias que eram grandes fazendas nos pampas. - Objetivo: povoar a região, estabelecer o domínio português e garantir a posse sobre o rio da Prata. - economia: voltado para produção de charque e passou a ser fonte de abastecimento para a região mineradora. b) Período imperial: O surgimento de um novo produto econômico na região sudeste nas primeiras décadas do século XIX foi o motor, o dinamizador da integração da economia nacional. Qual foi esse produto? Foi o CAFÉ!!!!

CONTEXTUALIZANDO: quando a atividade mineradora começou a declinar, e o açúcar e o algodão perdiam competitividade no mercado externo, um novo produto agrícola "O CAFÉ" veio fortalecer ainda mais o crescimento e a estruturação dessa região. Quando: No final do século XVIII e inicio do século XIX, expandindo-se para São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. BEM PESSOAL!!! A atividade cafeeira teve inicio no Rio de Janeiro, IMPORTANTE SABER: A nova atividade proporcionou vários benefícios a região Sudeste em particular à São Paulo. E QUAIS FORAM ESSES BENEFÍCIOS PESSOAL!!!??? - Criação de inúmeras ferrovias e estradas foram abertas para o escoamento da produção CAFEEIRA até o porto de Santos e do Rio de Janeiro; - Com o fim da escravidão veio para o Sudeste quase 5 milhões de imigrantes(trabalhar nas fazendas de café); - Os Barões do café conseguiram acumular capital(que mais tarde será usado na implantação da atividade industrial no Brasil). c) Período republicano: A integração Nacional Declínio do café e o surgimento da industria brasileira CAUSAS (FATORES): - Crise de 1929: que afeto de cheio a economia brasileira. Porquê? Dependência da venda exclusiva de produto agrícola e de minérios para o exterior; Necessidade da compra de produtos industrializados. Esses dois fatores dentro da crise de 1929 obrigou o governo brasileiro e os ricos comerciantes do SUDESTE a investirem seus capitais na atividade industrial. ATIVIDADE INDUSTRIAL: CONTEXTUALIZANDO: A partir da década de 1930, a importância do café na economia do Brasil começou a diminuir em razão da crise de 1929, que afetou brutalmente a comercialização do produto, principalmente por depender das exportações para os EUA. Isso fez com que o governo nacional criasse políticas econômicas nacionais que passaram a incentivar os setores privados locais a investirem seus capitais na atividade industrial, onde tal processo se deu em torno das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro POR QUE? FATORES (MOTIVOS) - O acúmulo de capital, proporcionado pelo cultivo do café; - A rede ferroviária existente usada para o escoamento da produção do café, no caso serviria para o escoamento da produção industrial; - A modernização dos pontos de Santos e do Rio de Janeiro; - Mão de obra qualificada dos imigrantes(trabalhadores usados na cafeicultura já conheciam o trabalho operário nas industria européias) - Crescimento do mercado consumidor local(urbano);

Podemos então concluir que a integração econômica. A partir do mapa. II. sob o comando de São Paulo. Atividade de fixção: 01 Questão: (Unesp 2011) Analise o mapa. III. o território do Brasil colonial foi resultado da partilha de 1494 entre as duas potências ibéricas. gerando desiquilíbrios regionais.OBSERVAÇÃO: Estes foram os fatores fundamentais para a implantação e posterior desenvolvimento da atividade industrial. uma vez que as capitanias. relativamente independentes umas das outras. A localização de quatro áreas de evangelização de indígenas pelos jesuítas estavam distribuídas na fronteira dos territórios portugueses e espanhóis. mantinham um laço direto com a metrópole. . são feitas as seguintes afirmações: I. Muitas áreas se desestruturaram com o declínio dessas atividades. da forma como está organizado a atual do espaço brasileiro ainda guarda heranças das diversas atividades econômicas que sucederam na história do país. Imensa colônia de um pequeno Estado europeu. O Brasil colonial não era uma construção contínua.

as motivações que o provocaram e os percalços encontrados durante cinco séculos de povoamento.IV. apenas. na região central do continente. . d) II. b) As motivações para o povoamento do território estiveram ligadas à existência dos estados federados e à desigualdade de desenvolvimento existente entre eles. II. Estão corretas as afirmações a) I e II. apenas. II e III. III e IV. C. no século XVIII. o processo de povoamento. torna-se necessário compreender também o processo de transformação do espaço brasileiro em território. baseada na exploração das drogas do sertão. e) A forma como foram criados os estados federados gerou um país com distribuição populacional e desenvolvimento desiguais. provedor de charque e mulas. c) a economia no século XVI. assinale a alternativa correta. c) Alguns estados brasileiros têm maior população e são considerados mais desenvolvidos pela forma como ocorreu sua divisão. apenas. e com o Rio de Janeiro. (Fonte: ANDRADE. a divisão dos estados brasileiros e sua configuração atual resultam da implantação das capitanias hereditárias. 02 Questão:(Ufpr 2010) Para se compreender a divisão do território brasileiro em estados e. A característica do relevo sul-americano possibilitou o rápido avanço populacional tanto do lado Atlântico como do Pacífico. apenas. III e IV. integrou a porção Centro-Oeste à região Sul. e) I. o que evitou. desenvolvida a partir das numerosas vilas da Zona da Mata. foi um elemento importante na integração do território nacional. a existência dos estados federados e a desigualdade de seu desenvolvimento. de. podemos afirmar que a) a mineração. M. foi importante na integração do território devido às relações com o Sul. vazios demográficos desde 1650.) Com base nesse texto. b) a pecuária no rio São Francisco. d) A divisão do território brasileiro e suas características podem ser compreendidas pela forma histórica como ocorreu a ocupação e o povoamento do espaço. consequentemente. por onde escoava o ouro. a) Mesmo após cinco séculos de ocupação e povoamento. 03 Questão: (FUVEST-2002) Quanto à formação do território brasileiro. A Federação brasileira – uma análise geopolítica e geossocial. São Paulo: Contexto. c) III e IV. b) I. 1999.

humanos e econômicos. Ela apresenta uma densidade demográfica significativa. Nordeste IV. percorrendo terrenos da Depressão Periférica. Ela contribui muito com a migração para outras regiões. o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) dividiu o país em cinco regiões há cerca de trinta anos. no Rio Grande do Sul. Sul Analise as seguintes afirmações sobre a divisão regional do Brasil. Ela apresenta áreas chuvosas e áreas de clima semiárido. pela ―rota dos tropeiros‖. Resolução: Altenativa A Esse tema. Posteriormente. ( ) Região mais povoada do Brasil. As regiões identificadas pelo IBGE são as seguintes: I. ( ) Região que corresponde a 6. Nessa região. região dos pampas. onde a extração do ouro concentrara grande população. Lá. onde eram comercializados. Além disso. ( ) É a região mais extensa do país. O Tempo e o Vento. embora apresente baixa densidade demográfica. enquanto uma pequena parcela detém parte das riquezas. a qual possui quase 43% da população brasileira e concentra a maior produção agrícola e industrial do país. clima quente e úmido. baseada no binômio plantation e escravidão. na parte Ana Terra. Ela equivale a cerca de 60 % do território brasileiro. de territórios pertencentes à Espanha. foi importante na expansão das fronteiras do território brasileiro. abordado na obra de Érico Veríssimo. Com base nessas diferenças. vinham até Sorocaba-(SP). assim . floresta densa e heterogênea. com mais de 41 hab/km2. promovida pelos paulistas por meio das entradas e bandeiras. rios extensos e caudalosos. ao Brasil. foi a responsável pela incorporação. Sudeste V. Centro-Oeste III. abordado em História do Brasil. ( ) É uma região de contrastes nos aspectos naturais. destaca-se o predomínio de um clima subtropical. quase um quarto da população vive na miséria. partindo de Vacaria-(RS). Nessa região predominam aspectos naturais.8 % do território brasileiro. os quais drenam terras geralmente de altitude pouco elevada. Norte II. seja em aspectos físicos. eram levados a Minas Gerais. o Brasil apresenta muitos contrastes. que consumia o charque utilizava os animais para transportar o ouro até o Rio de Janeiro (Ufpel 2006) Devido à sua grande extensão territorial. e) a extração do pau-brasil. criavam-se os animais e produzia-se o charque (carne-seca) que. econômicos ou humanos.d) a economia açucareira do Nordeste brasileiro. mas é a segunda em importância econômica. trata da criação de bovinos e mulas.

como a maior rede de transportes. É nessa região que podemos observar melhor a diversidade espacial resultante do desigual desenvolvimento do país. ( ) Esta região corresponde a quase 19% do território brasileiro. Pouco povoada, apresenta uma densidade demográfica de 6,8 hab/km2. Foi desbravada nos séculos XVII e XVIII pelos bandeirantes, que procuravam pedras e metais preciosos. Desde a década de 1960, a região atrai imigrantes por oferecer grande quantidade de terras a serem exploradas. Escolha a alternativa que apresenta a relação correta entre as regiões e suas características. a) I, II, V, III e IV. b) II, III, IV, V e I. c) V, III, I, II e IV. d) III, I, V, IV e II. e) IV, I, III, II e V.

(Ufpr 2008) Há inúmeras formas de dividir o território de um país. O mapa a seguir apresenta uma divisão do Brasil em três grandes regiões geoeconômicas. Com base no mapa e nos conhecimentos de Geografia Regional, assinale a alternativa correta. a) A Amazônia possui a estrutura produtiva mais diversificada das três regiões, pois suas atividades de extração mineral e vegetal exploram grandes províncias mineralógicas e uma floresta com alta biodiversidade. b) Critérios geopolíticos pesam nessa regionalização, posto que Goiás e outras áreas do Centro-Oeste fazem parte da região geoeconômica mais importante por serem polarizadas pelo Distrito Federal. c) O Nordeste é a mais homogênea das três regiões, pois o declínio socioeconômico e a perda de população para o Centro-Sul definem os espaços que a constituem. d) O avanço da agricultura moderna na região dos cerrados foi o que levou ao conceito de região geoeconômica Centro-Sul, pois tornou a estrutura produtiva dessa região mais semelhante com a do Sul e Sudeste. e) A influência dos recursos naturais sobre as atividades econômicas explica por que as áreas da Amazônia e do Nordeste coincidem com os limites da floresta equatorial e do Polígono das Secas. (Ufpb 2007) Observe o mapa.

No mapa, verifica-se que a ocupação do Brasil, no Período Colonial, privilegiou o litoral face à sua posição em relação ao Oceano Atlântico, que funcionava como via de comunicação com Portugal. Posteriormente, esse movimento de ocupação estendeu-se para o interior do continente, sendo reconhecido pelos Tratados de Madri e de Santo Ildefonso, com base nos princípios do 'Uti Possidetis' (quem tem a posse tem o domínio). Em relação a esse movimento de ocupação do território brasileiro, é correto afirmar: a) O Vale do São Francisco serviu de rota para a penetração dos bandeirantes, devido à existência de recursos minerais, principalmente o manganês. b) O movimento das bandeiras, mesmo penetrando o interior de São Paulo, conseguiu despovoar outras áreas como o Rio de Janeiro, situado na região Centro-Sul. c) Algumas áreas, durante o movimento de interiorização no Brasil, no século XIX, esvaziaram-se logo após o esgotamento dos recursos naturais, a exemplo das jazidas minerais. d) O negro teve grande importância no movimento de penetração no território brasileiro quando da ocupação em direção à Amazônia. e) O litoral foi a região mais densamente povoada devido, principalmente, ao clima ameno e à existência de portos para o escoamento da produção da pecuária. (Uff 2007) O texto a seguir questiona o uso de uma expressão que faz parte das representações geográficas do Brasil. DO CHUÍ AO OIAPOQUE

Me desculpem a maneira de escrever quando se trata de situar geograficamente nosso país. Todo mundo, em todos os cursos primários, quando quer se referir ao Brasil todo, ou quando qualquer demagogo em véspera de eleição quer bancar o patriota, começa sua aula ou seu discurso assim: "Brasileiros, com a mesma franqueza com que me habituei a falar-vos do Oiapoque ao Chuí...". E o cara recomeça... "somos um todo". E por aí vai o negócio. De norte para sul. Eu também, que não posso deixar de ser provinciano porque sou brasileiro e adoro meu país, tenho a mania de inverter os pontos cardeais por puro patriotismo de bairro, de província. Ao contrário, jamais falei ou falarei do Oiapoque ao Chuí. Morro dizendo: do Chuí ao Oiapoque. Paciência. Como nasci no Rio Grande, é ali que eu acho que começa o Brasil. Adaptado de João Saldanha, "Vida que Segue", Nova Fronteira, 2006, p. 118 (publicado originalmente em "O Globo", 17/03/1970). Tendo em vista o questionamento apresentado, assinale a opção que melhor explica a atitude do autor ao inverter a consagrada expressão "Do Oiapoque ao Chuí". a) Preocupação em corrigir os pontos extremos do País b) Precariedade de conhecimento geográfico do Brasil c) Manifestação de uma identidade regional d) Inconformismo quanto à vulgarização da linguagem geográfica e) Reação política contra o uso patriótico do discurso geográfico
(Ufpb 2007) A divisão oficial das Regiões Brasileiras apresentada pelo IBGE respeita os limites entre os estados brasileiros. Por outro lado, a divisão em três regiões geoeconômicas Amazônia, Nordeste e Centro-Sul - tem como base os aspectos comuns que caracterizam cada uma dessas regiões. Considerando as informações apresentadas e levando em conta a formação histórica do território brasileiro, pode-se afirmar:

I. A decadência econômica do Nordeste e o desenvolvimento do Centro-Sul ocorreram a partir do final do século XIX. II. O Nordeste foi a região mais importante do país nos três primeiros séculos da colonização. III. O declínio econômico do Nordeste e o desenvolvimento do Centro-Oeste acentuaram-se no século XIX. IV. A Amazônia, com suas riquezas naturais, passa a contribuir para o pagamento da dívida externa a partir do século XX, mas desvalorizando-se pela ausência de população.

Estão corretas apenas: a) I e II b) II e IV

embora a maioria da sua população fosse brasileira e não obedecesse à autoridade boliviana. financeira e de circulação.Nordeste . b) Nordeste .Na região "d". é o resultado da transferência da população rural para o meio urbano.Centro-Oeste. III .Nordeste . (FGV) As secas e o apelo econômico da borracha — produto que no final do século XIX alcançava preços altos nos mercados internacionais — motivaram a movimentação de massas humanas oriundas do Nordeste do Brasil para o Acre. já que acompanhou a implantação de sistemas econômicos modernos. IV . a urbanização é antiga e intensa.Norte. "c" e "d" são.Na região "b". 2004.Centro-Oeste . como está especificado a seguir: I . o governo de La Paz negociou o arrendamento da região a uma entidade internacional.Concentrada . essa região pertencia à Bolívia. Há poucas cidades que estabelecem as relações desta região com o restante do território nacional.Na região "c". ARAÚJO. a urbanização é dispersa. no comércio e nos serviços. propôs uma divisão regional para o Brasil. mas as taxas de urbanização são baixas. D.Norte-Nordeste .Concentrada.c) I e III d) I e IV e) II e III (Ufes 2007) "Urbanização é o processo de crescimento da população urbana em ritmo mais acelerado que o do crescimento da população rural. As regiões "a". Esse processo sinaliza a transição de um padrão de vida econômica apoiado na produção agrícola fechada e auto-suficiente para outro..) O geógrafo Milton Santos.Concentrada . "Projeto de ensino de Geografia". e) Concentrada . a) Centro-Oeste . ou seja. ou seja. baseado na indústria. o que se deve à baixa mecanização do território. até o início do século XX. a partir de seus estudos sobre a difusão do meio técnico-científico-informacional no território brasileiro.Centro-Sul . a urbanização se deu recentemente e de forma intensa. o .Na região "a". respectivamente. Entretanto. Cada região apresenta características diferenciadas no processo de urbanização. II . "b"." (MAGNOLI. c) Centro-Sul .Amazônia.Amazônia.Concentrada . R. p. 166. há numerosos núcleos urbanos. d) Nordeste . fruto do processo histórico de mecanização do território. São Paulo: Moderna.Sudeste . Para reagir à presença de brasileiros. a tendência à urbanização é menor.Sul-Sudeste . área com a maior dinâmica industrial.

conhecidos como "soldados da borracha". Assinale a alternativa CORRETA. as migrações internas conheceram um rápido crescimento a partir do advento do processo de industrialização.Bolivian Syndicate. iniciando violentas disputas dos dois lados da fronteira. (Uel) Com base nos conhecimentos sobre movimentos migratórios no Brasil. pelo qual o Brasil comprou o território por 2 milhões de libras esterlinas. 2008 (adaptado). d) em função da presença de inúmeros imigrantes estrangeiros na região. que indenizava o Brasil pela sua anexação. IV. Compreendendo o contexto em que ocorreram os fatos apresentados. Disponível em: www. Na primeira metade do século XX. uma vez que mudanças nas condições internacionais favoreceram a redução da imigração. b) por meio do auxílio do Bolivian Syndicate aos emigrantes brasileiros na região. (Espm) Observe a matéria que aborda a produção de borracha no Brasil: TEM MELHOR INVESTIMENTO QUE ESSE? .mre. o primeiro ciclo da borracha na Amazônia foi responsável pela intensificação do fluxo de imigrantes. O conflito só terminou em 1903. III. b) Somente as afirmativas III e IV são corretas. Ao longo do século XX. considere as afirmativas a seguir. o número absoluto de imigrantes foi amplamente superado pelo de migrantes nacionais. após a segunda guerra mundial.br. No contexto das migrações no Brasil. III e IV são corretas. Acesso em: 03 nov. II e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I.gov. e) Somente as afirmativas II. c) devido à crescente emigração de brasileiros que exploravam os seringais. com a assinatura do Tratado de Petrópolis. a) Somente as afirmativas I e III são corretas. I. tanto em termos numéricos quanto em termos socioeconômicos. pois se constituiu na principal estratégia de implantação do trabalho livre no Brasil. c) Somente as afirmativas I e II são corretas. sobretudo europeus. o Acre tornou-se parte do território nacional brasileiro ) pela formalização do Tratado de Petrópolis. e) pela indenização que os emigrantes brasileiros pagaram à Bolívia. A imigração foi mais importante na segunda metade do século XIX do que na segunda metade do século XX. II. de integração do território e da formação de um mercado interno unificado.

em 1988. há 4 anos. Depois disso. Durante a 2a Guerra Mundial. O economista Daniel Bampa Netto. abastecendo a indústria estadunidense. Esse acordo deu ao Brasil o controle sobre as florestas no Acre. caminha lentamente entre as fileiras de árvores aspirando com gosto o ar fresco e viscoso que. a borracha encontrou uma nova fase de produção. foram gerados muitos conflitos de fronteiras entre Brasil e Bolívia.Cotação de borracha chegou a R$ 3. (Ufpel) Enquanto durou.. a região produtora de borracha no Brasil também voltou a chamar a atenção com a morte do seringalista Chico Mendes. sem precisar de importação. III. As novas cotações deixam o setor cada vez mais longe do seu pior momento. Paulo" . A necessidade da borracha como matéria-prima das fábricas europeias. faz com que a borracha não esteja entre os produtos de extrativismo vegetal que representam uma importante atividade econômica para a população amazônica. Em 1876. de país urbano industrial. II. que está com produção e preço em alta. A atual posição do Brasil. na época o único produtor desse material no mundo. I. Analise as afirmativas sobre a cultura da borracha no Brasil.7 mil tonelada e sua produção já emprega 20 mil pessoas. V. ("O Estado de S. e) Rondônia. de gota em gota. e a borracha atende as necessidades internas de consumo. Atualmente a região amazônica não apresenta focos de violência. e logo sua produção superou a do Brasil. Na época da riqueza dos seringais. d) Acre. em importantes polos econômicos e culturais na Amazônia.. . b) Amazonas. os quais só foram resolvidos através do acordo estruturado pelo diplomata Barão de Rio Branco. vai enchendo pequenos baldes atados ao caule.00. sementes da seringueira brasileira foram transplantadas para as colônias britânicas do sudeste asiático. em plena Revolução Industrial. o maior produtor brasileiro de borracha é: a) São Paulo. como Manaus. quando a tonelada de borracha valia US$ 500. apesar de ser extraída de forma rudimentar e ser uma atividade que subsiste em condições adversas. c) Pará. criou uma aristocracia rural e transformou cidades. Atualmente.Outubro/2006) A matéria faz referência ao novo ciclo da borracha brasileiro. IV. o ciclo da borracha (1890-1910) promoveu o enriquecimento da região amazônica. o que conferiu destaque para a Amazônia.

Estão corretas apenas a) I, III e IV. b) I, II e III. d) I, IV e V. e) II, IV e V.

c) II, III e V.

(Ufg) Segundo os critérios de cor e raça, adotados pelo IBGE, a distribuição da população brasileira, com predomínio de brancos e pardos, pode ser compreendida se forem considerados também os processos de povoamento e ocupação do território nacional. Esse predomínio explica-se na Região a) Sudeste, desde o início da colonização, pela miscigenação entre índios, negros e brancos. b) Centro-Oeste, desde o período da mineração, pelo contato entre indígenas e negros. c) Sul, desde a guerra do Brasil com o Paraguai, pelo contato entre indígenas e colonizadores brancos. d) Nordeste, desde o período da economia açucareira, pela miscigenação entre indígenas e negros. e) Norte, desde a construção da Rodovia Transamazônica, pela mestiçagem entre indígenas e negros. (Upe) Sobre o importante tema A Formação Territorial Brasileira, são feitas as considerações a seguir. Com base nos seus conhecimentos históricos e geográficos, identifique as que são verdadeiras e as falsas, se existirem. ( ) No regime das Capitanias Hereditárias, nos séculos XVI e XVII, os donatários possuíam amplos poderes nas suas capitanias, inclusive o de distribuir sesmarias. Esse regime fragmentou a América Portuguesa. ( ) A economia canavieira foi o centro da empresa agrícola do Brasil Colonial; essa economia baseou-se no Sistema de ―Plantation‖. ( ) A expansão territorial do Brasil foi realizada por diversos tipos de movimentos ditos expansionistas, como, por exemplo, a exploração de drogas e especiarias existentes no interior da colônia e nas expedições militares. ( ) A existência de solos litólicos rasos de massapê, de grande fertilidade na Zona da Mata nordestina, e o predomínio do clima quente e úmido (As’) foram fatores decisivos no desenvolvimento da economia canavieira e, consequentemente, na criação de diversas cidades pernambucanas, como Goiana, Igarassu e Barreiros. ( ) No século XVII, a exportação de fumo e a descoberta de ouro e bauxita na parte ocidental do Nordeste brasileiro, na fronteira com o que hoje é o Estado do Tocantins, foram fatores que influenciaram a Coroa lusitana a decidir-se pela formação de várias cidades, como Teresina, Arapiraca, Mariana, entre outras.

(Fgv) A atuação do marquês de Pombal como ministro do reino português, a partir de 1755, foi caracterizada pela implementação de um amplo conjunto de reformas. Entre elas, é correto apontar: a) A afirmação da soberania imperial em áreas como a fronteira sul do Brasil, que culminou em confronto aberto com os jesuítas. b) A abertura dos mercados metropolitanos e coloniais à livre-concorrência, que se baseava nos princípios do liberalismo econômico. c) As medidas que visavam estimular o desenvolvimento das manufaturas do Brasil e incrementar o seu mercado interno. d) A extinção das companhias de comércio que atuavam no Brasil e o restabelecimento do sistema de capitanias controladas por particulares. e) A diminuição da entrada de escravos oriundos do continente africano e o início de uma política migratória para o Brasil. (Feevale) Foi a partir de 1530 que Portugal resolveu reforçar a sua presença no Brasil. O domínio português avançou para além das águas costeiras, com o objetivo de definir os seus limites em terras americanas. Sobre o Brasil Colônia, considere verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações que seguem. ( ) A instalação das capitanias hereditárias gerou conflitos entre portugueses e indígenas, já que o confisco das terras e o trabalho forçado feriam o modo de vida das populações nativas. ( ) A cana-de-açúcar foi o primeiro produto de monocultura cultivado nas terras do Brasil português e lançou as bases de uma sociedade escravista. ( ) Os portugueses estabeleceram o domínio sobre o território da colônia sem conflitos com as populações nativas. Marque a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo. a) V – V – V b) V – F – V c) V – V – F d) F – F – F e) F – F – V (Espm) As primeiras atividades econômicas praticadas pela colonização portuguesa no Brasil tiveram por cenário apenas o litoral do leste-nordeste brasileiros, sem que de modo sensível penetrassem no vago e misterioso sertão, ainda ocupado por tribos selvagens. Determinava essa situação o desinteresse econômico por qualquer tentativa de fixação de povoadores em regiões mais afastadas do mar. Assim enquanto sob os Reis Filipes penetravam os Vicentinos pelo sul na caça ao índio, ao mesmo tempo em que se sucediam as conquistas litorâneas em todo o nordeste, a solução encontrada para o povoamento do sertão forneceu-a (.......), atividade econômica essencialmente fixadora de população, mesmo escassas.

(Hélio Viana. História do Brasil) O texto e o mapa referem-se a: a) criação de gado; b) busca de drogas do sertão; c) produção de algodão; d) extração de borracha; e) cultivo de tabaco. (G1 - cftsc) Na história do Brasil, tivemos vários ciclos econômicos que marcaram as atividades econômicas de nosso país. Sobre esses ciclos, é correto afirmar que: a) no período Republicano, o ciclo do ouro que ocorreu no eixo econômico do Nordeste colaborou com a estabilidade monetária do país. b) no período Colonial, o açúcar, cujo ciclo de produção ocorreu no eixo econômico do Sul do Brasil, foi o grande produto de exportação. c) no período do Segundo Império, o café foi o grande produto exportado e trouxe grandes divisas para o país. d) no período do Primeiro Império, o ciclo econômico do Pau-Brasil sustentou a máquina administrativa do governo. e) no período da República Velha, o ciclo do gado foi o responsável pelo equilíbrio da balança comercial brasileira. (Pucrs) Entre 1500 e 1530, os interesses da coroa portuguesa, no Brasil, focavam o pau-brasil, madeira abundante na Mata Atlântica e existente em quase todo o litoral brasileiro, do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro. A extração era feita de maneira predatória e assistemática, com o objetivo de abastecer o mercado europeu, especialmente as manufaturas de tecido, pois a tinta avermelhada da seiva dessa madeira era utilizada para tingir tecidos. A aquisição dessa matéria-prima brasileira era feita por meio da a) exploração escravocrata dos europeus em relação aos índios brasileiros. b) criação de núcleos povoadores, com utilização de trabalho servil. c) utilização de escravos africanos, que trabalhavam nas feitorias. d) exploração da mão de obra livre dos imigrantes portugueses, franceses e holandeses. e) exploração do trabalho indígena, no estabelecimento de uma relação de troca, o conhecido escambo.

(Puccamp) MAPA PARA 2 questões que se seguem:

de sebo e de especiarias da região. d) a expansão da pecuária no Nordeste e a coleta das drogas do sertão na Amazônia determinaram a ocupação de territórios bolivianos pelos sertanejos nordestinos. c) era interesse do Brasil estender seus domínios até essa estratégica área. Pode-se associar a essa incorporação o fato de que a) as expedições dos bandeirantes.A marcha do povoamento (Adaptado de José William Vesentini. pertencente à Bolívia. para controlar o mercado de couro. São Paulo: Ática. à modernização da lavoura no Nordeste e ao surto da produção da borracha. é correto afirmar que a ocupação e povoamento dessa faixa a) ocorrem desde a vinda das expedições exploratórias no litoral e ligam-se à exploração econômica do pau-brasil. 181) A área hachurada no mapa foi incorporada ao território brasileiro em 1903. 2003. . promoveram a ocupação da província boliviana e garantiram a posse do território pelo 'uti possidetis'. p. b) era uma província boliviana habitada por nordestinos que para lá migraram devido à seca. e) a descoberta do ouro em locais vizinhos a essa área pertencente à Bolívia deu origem a um deslocamento maciço de habitantes de vários lugares do Brasil para a região. "Geografia: série Brasil". (Puccamp) No que se refere à faixa escura à leste. à procura de riquezas minerais.

Pode-se afirmar que estão corretas: a) I e II. III.b) têm início em meados do século XVIII e associam-se ao sucesso das capitanias do Nordeste e do Sudeste. II. foram feitas as quatro observações seguintes: I. 1997. I. foi decorrência da penetração do gado. SP: Cia. b) I. significou a criação de vilas e cidades na região do planalto central. apenas. da Letras. p. III e IV. d) II e III. . Fernando. A respeito da ocupação do território brasileiro. seguiu os cursos dos rios em direção ao interior. e) têm origem econômica na indústria açucareira e ligam-se à integração gradativa do índio e do negro à sociedade brasileira. 53. c) vêm desde a época colonial e expressam a ligação econômica em relação aos centros mundiais do capitalismo. apenas. 19. e) III e IV. apenas. c) I. (Ufscar) Observe o mapa. II. II e III. iniciou-se pela nascente do rio Amazonas. Vol. IV. "História da vida privada no Brasil". MARCHA DE POVOAMENTO E A URBANIZAÇÃO DO SÉCULO XVII NOVAIS. desde sua formação. da busca de metais preciosos e da exploração de drogas do sertão. apenas. d) resultam da invasão do litoral pelos imigrantes europeus e associam-se à desestruturação econômica do feudalismo.

trabalhista. 2. aberto aos países que quisessem dele participar. Sumário: 1. 4.Grupo de Mercado Comum. Para ser considerado um associado.Comissão de Comércio. Diante disso. responsável pelos acordos e tratados para implementação das políticas econômicas e comerciais entre os países. 2.b) A inserção da economia brasileira no processo de globalização da economia 1) O Brasil e o Mercosul Resumo: O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é a união aduaneira composta por quatro paísesmembros . Cooperação e Desenvolvimento – 1988) visando incrementar o comércio entre si e criar um mercado maior. 1 – INTRODUÇÃO O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é a união aduaneira composta por quatro países-membros Argentina.e um país em processo de adesão. Bloco econômico. Desses. responsável pela política de integração do bloco e representada pelos chanceleres e ministros da fazenda dos estados-membros. Alguns outros países participam do bloco na qualidade de estados associados como Bolívia.Conselho de Mercado Comum. Chile.0 trilhões. Peru. trabalhista. Brasil e Argentina iniciam conversações e assinam acordos bilaterais (Declaração de Iguaçu – 1985 e o Tratado de Integração. Conclusão. Nesta década. mas também à cultura. Introdução. Além disso. . a Venezuela. Paraguai e Uruguai passam a integrar o grupo em 1991 a partir da assinatura do Tratado de Assunção.O MERCOSUL NO CENÁRIO MUNDIAL Economicamente o bloco se situa como o terceiro maior. Colômbia e Equador. Os objetivos do MERCOSUL são bastante ambiciosos. quando surgiu a ALADI (Associação Latino Americana de Integração). mas também à cultura. O embrião do processo integrador na América Latina remonta aos anos 60 do século XX. o Brasil se apresenta como a maior economia. sendo responsável por 70% do PIB gerado. Paraguai. deslocamentos populacionais.ESTRUTURA E OBJETIVOS DO MERCOSUL A estrutura funcional do MERCOSUL é formada por diversos órgãos como: . Palavras-chaves: MERCOSUL. Paraguai. O “status” de estados associados confere aos mesmos o direito de participarem de reuniões do MERCOSUL como convidados e de assinarem tratados onde haja interesses comuns. Uruguai e Brasil . atrás do NAFTA e da UE. 3. sendo o seu Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 3. o país deverá assinar acordos de complementação econômica e obedecer a um cronograma para redução de tarifas e criação de uma zona de livre comércio com o bloco econômico. educação. 3. mensurados a partir da paridade do poder compra.e um país em processo de adesão. Uruguai e Brasil . possui uma secretaria geral.Argentina. cujos objetivos são bastante ambiciosos. quando foi criada a ALALC (Associação Latino Americana de Livre Comércio) e aos anos 80. O Brasil no MERCOSUL. a Venezuela. Estrutura e Objetivos do MERCOSUL. E é acerca do papel do Brasil neste importante bloco econômico sulamericano que este trabalho científico se ocupa. deslocamentos populacionais. educação. criando assim o MERCOSUL (Mercado Comum do Sul). entre outros. abrangendo áreas relacionadas não somente à economia. abrangendo áreas relacionadas não somente à economia. entre outros. órgão técnico que assessora o Grupo de Mercado Comum nas suas decisões. . . Brasil. O MERCOSUL no Cenário Mundial . sediada em Montevidéu e uma Comissão Parlamentar Conjunta.

.Juros dos empréstimos e financiamentos realizados. o Brasil. Além disso. organismos internacionais analisam os países segundo a: • Expectativa de vida (É a média de anos de vida de uma pessoa em determinado país). mas na verdade rende frutos como: . os dois maiores integrantes do bloco têm registrado superávits crescentes em suas balanças comerciais.Essa supremacia pode resultar em problemas. em função de suas características econômicas. . Isso pode parecer. auxiliando. à primeira vista. a posição a favor do multilateralismo para fazer frente à posição norte-americana e à tentativa de implementação da ALCA (ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS). assim. . as duas maiores economias do bloco é cerca de 15 vezes maior que o comércio entre Paraguai e Uruguai. algumas políticas são realizadas com a finalidade de reduzir essas assimetrias. Pelo lado brasileiro. o que estimulará a demanda por produtos brasileiros. demarca definitivamente a América do Sul como sua área de influência político-econômica. Aliado à característica integradora. geográficas etc. cada vez mais integrador. populacionais. o comércio entre Brasil e Argentina. Os problemas intrabloco acabam acontecendo por conta das assimetrias econômicas e de desenvolvimento. as economias mais fracas. uma vez que as economias mais fortes geralmente acabam por ter maiores vantagens no relacionamento comercial e se impõem naturalmente no mercado de outros países. não há dúvidas de que o Brasil acaba por exercer grande influência e possui muito poder nas decisões tomadas no âmbito do MERCOSUL 2) O desenvolvimento econômico e os indicadores sociais no Brasil Os indicadores sociais são meios utilizados para designar os países como sendo: Ricos (desenvolvidos). Em Desenvolvimento (economia emergente) ou Pobres (subdesenvolvidos). ainda. assim como a Argentina com os mesmos países. CONCLUSÃO Por todo o exposto.Fornecimento de equipamentos e matérias-primas para equipar o novo parque produtivo. . é incontestável sua posição de líder. a partir do MERCOSUL.O BRASIL NO MERCOSUL O papel do Brasil no MERCOSUL é.Geração de renda nos países. Para que se tenha uma ideia. o valor agregado das mercadorias exportadas por Brasil e Argentina é maior. na geração de crescentes superávits em favor desses países. Com isso. gerando desequilíbrios.Possibilidade da venda de novos bens compatíveis com o novo padrão de produção no Uruguai e no Paraguai. portanto. No confronto Brasil e Uruguai ou Brasil e Paraguai. Contudo. um benefício de mão-única. Reforça. O poder que Uruguai e Paraguai possuem de colocar suas mercadorias nos mercados brasileiro e argentino é muito menor do que o poder que Brasil e Argentina têm de atingir os mercados uruguaio e paraguaio. É importante perceber que a posição de líder aumenta a responsabilidade do Brasil na condução e na sobrevivência do MERCOSUL. tais como investimentos em outros países do bloco e empréstimos e financiamentos de bancos de desenvolvimento (BNDES) a atividades produtivas nos países menos favorecidos. • Taxa de mortalidade (Corresponde ao número de pessoas que morreram durante o ano). 4.

a MUDANÇA. Também é bom ressaltar que não existe nenhum país do mundo com índice 0. sempre uma característica marcante.500 calorias. acesso à internet entre outros). • Alimentação (Refere-se à alimentação mínima que uma pessoa necessita.) • Qualidade de vida e acesso ao consumo (Correspondem ao número de carros. O IDH avalia os países em uma escala de 0 a 1. • Taxa de analfabetismo (Corresponde ao percentual de pessoas que não sabem ler e nem escrever). e se essa alimentação é balanceada). • Saúde (Refere-se à qualidade da saúde da população). cerca de 2. tornandose um dos elementos mais básicos de uma determinada região . como as pessoas estão vivendo nos países de todo o mundo.• Taxa de mortalidade infantil (Corresponde ao número de crianças que morrem antes de completar 1 ano). por exemplo. principalmente. água tratada. pavimentação etc. taxas de analfabetismo de 100% e todos os outros indicadores em níveis desastrosos. seja ela qual for. televisores. por exemplo.Trazendo consigo. tanto na cultura como na economia ou até mesmo no espaço que ela ocupa e no impacto que ela causará em seu ambiente. pois tal índice iria significar que determinado país apresenta uma realidade quase que perfeita. • Condições médico-sanitárias (Acesso a esgoto. expectativa de vida de 90 anos e assim por diante. . O índice 1 não foi alcançado por nenhum país do mundo. celulares. baseada na paridade de poder de compra dos habitantes. IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) Foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para tentar medir o grau econômico e. pois se isso ocorresse era o mesmo que apresentar. as indústrias vêm conquistando o seu espaço no Brasil. • Renda Nacional Bruta (RNB) per capita. de computadores. uma elevada renda per capita. c) O ESPAÇO INDRUSTRIAL BRASILEIRO Há tempos.

muito concentrada no Sudeste brasileiro. como e porque. que vem ocorrendo intra . devido à cafeicultura. Estas áreas oferecem. o estado tinha. destacando .tendo como principal objetivo.regionalmente e também entre as regiões. a atuação estatal através de diversos planos governamentais. mercado consumidor. no Vale do Paraíba ao longo da Rodovia Fernão Dias. os principais fatores para instalação das indústrias a saber: capital. de uns tempos pra cá. Além disso. chamada por alguns autores de desindustrialização. acentuou esta concentração no Sudeste. foi determinada pelo processo histórico. que liga São Paulo à Belo Horizonte. geralmente universidades. menores custos de mão-de-obra. A desconcentração industrial entre as regiões vem determinando o crescimento de cidades-médias dotadas de boa infra-estrutura e com centros formadores de mão-de-obra qualificada. de uso intensivo de mão-de-obra. percebe-se um movimento de indústrias tradicionais. como a de calçados e vestuários para o Nordeste. seguindo uma tendência mundial. e modifica a vida de sua população. como o Plano de Metas. vem se distribuindomelhor entre as diversas regiões do país. que um lugar que comporta uma ou várias indústrias se modifica. transportes menos congestionados e por tratarem-se de cidades-médias. Porque as indústrias tendem a se concentrar mais em uma determinada região?Como fica odesenvolvimento de uma região pouco industrializada?Essas e outras questões.como os meios de transporte e comunicação podem influenciar para a industrialização de uma determinada região. já que no momento do início da efetiva industrialização. o Brasil vem passando por um processo de descentralização industrial. melhor qualidade de vida.fazer que se entenda melhor. com acentuada concentração em São Paulo. Dentro da Região Sudeste há uma tendência de saída do ABCD Paulista. chamada INDÚSTRIA ! A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL A atividade industrial.A seguir. Além disso. atraídas sobretudo. o papel desta gigante. buscando menores custos de produção do interior paulista. pela mão-de-obra extremamente barata. além de incentivos fiscais. mão-de-obra e transportes. Atualmente. veremos um pouco mais sobre essas indústrias. A CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL NO SUDESTE A distribuição espacial da indústria brasileira. o que é vital quando trata-se de tecnopólos. serão abordadas a seguir.

é a região que possui a maior concentração industrial do país. que não possuía um espaço geográfico nacional integrado. O grande interesse de empresas multinacionais é principalmente pela mão-deobra mais barata. Esta integração reflete nossa divisão interregional do trabalho. para a região de Sorocaba.de produtos químicos. petroquímicos. etc. enquanto empresas nacionais ocupam áreas diversificadas. A cidade de São Paulo. para o Vale do Paraíba – Rio de Janeiro e interior. mecânica.A concentração industrial no Sudeste é maior no Estado de São Paulo. AS ATIVIDADES ECONÔMICAS E INDUSTRIAIS NAS 05 REGIÕES DO BRASIL Sudeste: Como descrito anteriormente.Quem observa a saída de navios dos portos de Santos e do Rio de Janeiro tem oportunidade de verificar quantos produtos industriais saem do Brasil para outros países. pelo forte mercado consumidor e pela exportação dos produtos industriais a preços mais baixos.novamente São Paulo. existe no Brasil uma grande concentração espacial da indústria no Sudeste. Nesta área. alcançando Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. marcado pela variedade e volume de produção. produtos químicos.Esta área tornou-se o centro da industrialização. que se expandiu nas seguintes direções: par a Baixada Santista. Várias empresas multinacionais operam nos setores automobilísticos de máquinas e motores.As empresas governamentais atuam principalmente nos setores de siderurgia. tendo uma estrutura de arquipélago econômico com várias áreas desarticuladas. A exemplo do que ocorre em outros países industrializados. petroquímica. O processo de industrialização. de vestuário. entretanto. o Brasil. o ABCD(Santo André. não atingiu toda a região Sudeste. o Sudeste. passa a se integrar. por motivos históricos. Jundiaí e São José dos Campos possuem uma superconcentração industrial. São Caetano e Diadema)e centros próximos. como Campinas. Petróleo e metalurgia. sendo tipicamente centro-periferia. com a região Sudeste polarizando as demais. E aí vem a . os principais tipos de indústrias são: automobilística. de minerais não metálicos.São Bernardo do Campo. ou seja. elaborando espaços geográficos integrados à região metropolitana de São Paulo. têxtil. alimentares. A partir desse processo industrial e. o que produziu espaços geográficos diferenciados e grandes desigualdades dentro da própria região. etc. respectiva concentração. É um centro polindustrial. metalúrgica.

Cachoeiro de Itapemirim Vitória. João Monlevade e Ouro Branco.pergunta:com quem fica o lucro dessas operações?Será que fica para os trabalhadores que as produziram? A cidade do Rio de Janeiro. a região possui . Minas Gerais. indústria de material de transporte. No Sudeste. metalurgia. tem atividades econômicas diversificadas. Ibiraçu.Considerada também o centro cultural do país.Constitui-se também. de transporte . a maioria apresentando ligação direta com algum produto ou com a ocorrência de matéria-prima . Franca e Nova Serrana(calçados). destacando-se as indústrias de refino de petróleo. vestuário. têxtil. serviços bancários. É o caso de Volta Redonda. estaleiros. etc.Rio de Janeiro. Ipatinga. de comunicação. serviço público. maior variedade de profissionais aparecem ligados às atividades urbanas. caracterizada durante muito tempo como capital administrativa do Brasil até a criação de Brasília. ligadas à siderurgia.de empresas de vários tipos. profissionais liberais. Porém. Três Corações. como Campos e Macaé (açúcar e álcool). a capital do Estado. existem no Sudeste outras áreas industriais. Timóteo. possui também um grande parque industrial. com indústrias que vão desde o extrativismo ao setor automobilístico. Rio e Belo Horizonte concentra-se a maior produção industrial do país. de passado ligado à mineração. papel. alimentos. tendo centros industriais especializados como:Aracruz .Belo Horizonte. etc. ao consumo interno ou à exportação. Araguari e Uberlândia(cereais). não tem as mesmas características de alta produção e concentração de São Paulo. educação. Araxá e Itaperuna(leite e derivados). ferro-gusa e cimento para as principais fábricas do Sudeste. Além do triângulo São Paulo. Belo Horizonte tornou-se um centro industrial diversificado.etc.Quanto maior a cidade. Como entre São Paulo.Outros centros industriais estão ligados à produção local. a circulação de pessoas e mercadorias é muito intensa na região. outras atividades estão muito ligadas à vida urbana e industrial:comércio. assumiu importância no setor metalúrgico após a 2º Guerra Mundial e passou a produzir principalmente aço. transporte e distribuição dos produtos destinados à industrialização. relacionadas à sua situação portuária e às indústrias ligadas à usina siderúrgica de Tubarão. O estado do Espírito Santo é o menos industrializado do Sudeste. entre outras.Milhares de pessoas estão envolvidas na comercialização. tecelagem.

A agroindústria açucareira é uma das mais importantes. modernizando. à implantação e crescimento da produção de bens de capital( máquinas. O imigrante foi um elemento muito importante no início da industrialização como mercado consumidor e no processo industrial de produtos agrícolas.uma vasta rede de prestação de serviços em todos os ramos. A reorganização e modernização da indústria do sul necessitam também de uma política nacional que possibilite o aproveitamento das possibilidades de integração da agropecuária e da indústria. Objetivando a integração brasileira com os países do Mercosul. muitas vezes em estrutura familiar e artesanal. graças ao crescimento de suas cidades. o Sul passou a ter investimentos estrangeiros em indústrias de implementos agrícolas. Sul: A industrialização do Sul.Implicou também na incapacidade de concorrência das indústrias do sul. .Daí considerarmos o Sul como sub-região do Centro-Sul. a indústria do Sul conta com empresas no setor petroquímico. para o exterior. Nordeste: A industrialização dessa região vem se modificando. com grande capacidade de expansão. siderúrgico e em indústrias de ponta (informática e química fina). A industrialização de São Paulo implicou na incorporação do espaço do Sul como fonte de matéria-prima. que passaram a exportar seus produtos tradicionais como calçados e produtos alimentares. mas sofre a concorrência com as indústrias do Centro-Sul. equipamentos). carboquímico. A indústria passou a se diversificar para produzir bens intermediários para as indústrias de São Paulo. visando sobretudo a exportação do açúcar e do álcool.Nesse sentido o sul passou a complementar a produção do Sudeste. principalmente de São Paulo.Com as transformações espaciais ocasionadas pela expansão da soja. tem muita vinculação com a produção agrária e dentro da divisão regional do trabalho visa o abastecimento do mercado interno e as exportações. que utilizam um maquinário tecnologicamente mais sofisticado. de indústrias de ponta em condições de concorrência com as indústrias de São Paulo.

Encontra-se somente em alguns pontos dispersos e concentra-se sobretudo nas regiões metropolitanas:Recife. tiveram mercado consumidor certo no Centro-Oeste. não absorve a mãode-obra que passa a subempregar-se na área de serviços ou fica desempregada.As indústrias continuam a tendência de intensificar a produção ligada à agricultura (alimentos. tem pouca integração interna. A exploração petrolífera no Recôncavo Baiano trouxe para a região indústrias ligadas à produção refino e utilização de derivados do petróleo. Com vistas à política do Governo Federal para o Programa de Corredores da Exportação. Essa nova indústria .Para atender às necessidades econômicas brasileiras e a sua participação dentro da divisão internacional do trabalho. o Governo Federal implantou uma nova política econômica visando a exportação . concentrado na Zona da Mata. mecânicas e outras. químicas. ao incentivarem-se os cultivos dos produtos de exportação em grandes áreas mecanizadas. Centro-Oeste: Na década de 60. a industrialização a nível nacional adquire novos padrões. ligando o Nordeste(Zona da Mata) ao Sudeste e ao Sul. acarretando o empobrecimento da população operária. Salvador e Fortaleza . têxteis. A construção da rodovia . As indústrias estão concentradas nas mãos de poucos empresários e os salários pagos são muito baixos. instituído no final da década de 70 para atender ao escoamento da produção destinada ao mercado externo. instaladas no Sudeste. . A rede rodoviária acha-se mais integrada a outras regiões do que dentro do próprio Nordeste. bebidas) e as novas indústrias metalúrgicas. O sistema industrial do Nordeste. As indústrias de máquinas e insumos agrícolas. de alta tecnologia e capital intenso. possibilitou o abastecimento do Nordeste com produtos industrializados no Sudeste e o deslocamento da população nordestina em direção a este. foram realizadas obras nos terminais açucareiros dos portos de Recife e Maceió. A partir da década de 70. caberia ao Centro-Oeste a função de produtor de grãos e carnes para exportação.

Sua industrialização se baseia no beneficiamento de matérias-primas e cereais. além do abate de reses o que contribui para o maior valor de sua produção industrial .Com tudo isso. visando à exportação. destacando-se a produção de laticínios. Sua produção de carne visa o mercado interno e externo. Existem grandes matadouros e frigoríficos que industrializam os produtos de exportação. Goianésia e Ceres.Itumbiara.existem indústrias em Goiânia. ossos e couro. se comparada com outras regiões brasileiras. provocando um avanço na agroindústria do Centro-Oeste. móveis etc. As outras atividades industriais são voltadas para a produção de bens de consumo.o processamento de carne. é pouco expressiva. o esmagamento de sementes para fabricação de óleos. os investimentos aplicados. minerais não metálicos e madeira. comunicações e energia possibilitaram à algumas áreas o crescimento no setor industrial . Norte: A atividade industrial no Norte. a preservação do pescado. enlatamento. principalmente nas últimas décadas. a partir de 1990. passou a se instalar nos pólos produtores de matérias-primas. prensagem de . além dos abates clandestinos que não passam pela fiscalização do Serviço de Inspeção Federal. Pires do rio. esta área possui certa diversificação industrial.Contudo. por congelação. No estado de Goiás por exemplo . O abastecimento regional é feito pelos matadouros de porte médio e matadouros municipais. sendo esta a atividade econômica mais importante da subregião. com pequeno beneficiamento dos produtos. por exemplo. instalada em Dourados MS. graças ao seu mercado consumidor. na área dos transportes. salga. os produtos alimentares representam o maior valor da produção industrial. A indústria de alimentos. como :alimentos.Catalão. Enquanto outras áreas apresentam indústrias ligadas aos produtos alimentares. já processa 50% da soja na própria área. A CEVAL. o Centro-Oeste tornou-se a segunda região em criação de bovinos do País. Anápolis. Grande parte das indústrias está localizada próxima à fonte de matérias-primas como a extração de minerais e madeiras. que estimula o desenvolvimento industrial. Goiânia e Anápolis. localizadas na área de maior desenvolvimento econômico da região. A agroindústria regional dedica-se basicamente ao beneficiamento de matériasprimas diversas. Porém. a extração de suco de frutas. são os centros industriais mais significativos. a destilação de essências florestais. defumação.

muitas vezes à máquinas pesadas. e que exercem sozinhas e em pouco tempo. um trabalho que artesanalmente era executado pelo povo.fazendo-se aumentar o número de empregos informais surgidos nessa região. Ao longo dos anos 70. através da SUFRAMA (pelo Decreto-Lei nº 288). acarretando conseqüências gravíssimas posteriormente. COMO A IMPLANTAÇAO DE UMA INDÚSTRIA PODE ALTERAR NA CULTURA E NAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA REGIÃO EM QUE FOI IMPLANTADA Já é do conhecimento de todos nós. pois. mudanças no espaço geográfico. a Política Nacional de Informática impediu que a produção de computadores e periféricos e de equipamentos de . várias mudanças acontecem. cede seu lugar. mudanças na economia. Além de mudanças na cultura e economia . principalmente da indústria eletrônica de consumo. dentre elas. bem como investimentos de novas ET. etc. A implantação de uma indústria. A ZONA FRANCA DE MANAUS A ZFM foi criada em 1957 originalmente através da Lei 3. que quando uma indústria é implantada em determinada região. As principais regiões industriais são Belém e Manaus.e principalmente. a criação de áreas industriais de grandes dimensões. Nos anos 80.173 com o objetivo de estabelecer em Manaus um entreposto destinado ao beneficiamento de produtos para posterior exportação. O decreto estabelecia incentivos com vigência até o ano 1997. surgem também. os incentivos fiscais atraíram para a ZFM investimentos de empresas nacionais e estrangeiras anteriormente instaladas no sul do Brasil. o serviço que muitas vezes. Mais adiante veremos sobre a criação da Zona Franca de Manaus. e tido como tradição. mudanças culturais.Assim. geram empregos. as industrias são implantadas. Na Amazônia não acontece como no Centro-sul do país. além de aumentarem o valor final da matéria-prima. modifica a cultura. era desempenhado por várias pessoas e em um período de tempo muito maior. sem maior avaliação dos danos que ela poderá causar.Tais atividades. a ZFM foi subordinada diretamente ao Ministério do Interior.juta. mudanças no espaço geográfico:em alguns casos. Em 1967. milhares de postos de trabalho se extinguiam.

A Constituição de 1988 prorrogou a vigência dos incentivos fiscais da União para a ZFM até o ano 2. de papel e celulose e de minerais não-metálicos todos com uma forte carga de impacto sobre o meio ambiente. A RELAÇÃO DOS MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO.013. esses incentivos perderam eficácia. As empresas estabelecidas em Manaus promoveram um forte ajuste com redução do emprego e aumento do conteúdo importado dos produtos finais.telecomunicações se deslocasse para Manaus e a ZFM manteve apenas o segmento de consumo da indústria eletrônica. pois para que se produza alguma coisa . visando a obtenção de lucros mais altos. sob a égide do setor industrial. para o crescimento da indústria. E DO COMÉRCIO COM A INDUSTRIALIZAÇÃO DE UMA DETERMINADA REGIÃO Os meios de transporte. Para ser determinado estratégico para a implantação de uma indústria. mas com a abertura da economia. são os fatores cruciais para que se implante uma indústria em uma determinada região. A rápida implantação da matriz industrial internacional no Brasil internalizou os vetores produtivos da químico-petroquímica. Os meios de comunicação. também são vitais. da indústria de material de transporte. uma das fases de maior expansão e transformações da estrutura produtiva. a atualização dos conhecimentos e a velocidade de comunicação. também é muito importante. os produtos fabricados na ZFM passaram a enfrentar a concorrência com produtos importados no mercado doméstico brasileiro. nos anos 90. da indústria madeireira. Essa expansão foi liderada por dois grandes subsetores: o metal-mecânico (indústria de automotores. bens de capital e do consumo duráveis) e a química (especialmente a petroquímica). e o comércio tem o papel de intermediário entre o produtor e o consumidor final. . um local tem que ter fácil acesso à rodovias. da metal-mecânica. que escoem a sua produção para as diversas regiões do país e os portos. comunicação e comércio. OS IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELA INDÚSTRIA As economias capitalistas tiveram. Simultaneamente. visando a exportação. para que sejam feitos os contatos necessários para se fechar grandes negócios. O comércio. do pós guerra até meados da década de 70. é necessário que haja mercado para este produto.

gerando inúmeros empregos diretos e indiretos. altamente consumidora de recursos naturais . CONCLUSÃO Uma indústria em uma certa região. da intensiva e concentração espacial dos gêneros e ramos industriais.De maneira geral.primas. o prejuízo natural causado por um acidente ambiental. Ao contrário da industrialização do pós-guerra. tendo como protagonista uma indústria. o impacto do setor industrial sobre o meio ambiente depende de três grandes fatores: da natureza da estrutura da indústria em distintas relações com o meio natural. Muitas vezes.tecnologias de filtragem e processamento dos efluentes além do reaproveitamento econômico dos subprodutos. reciclagem e reprocessamento. o novo padrão de crescimento tende a uma demanda elevada de informação e conhecimento com diminuição relativa do "consumo" de recursos ambientais e de "produção" de efluentes poluidores. "commodities" e energéticos. Será que hoje em dia a humanidade conseguiria viver sem comodidade e tecnologia?Sem um celular ou um computador. com escassos elementos tecnológicos de tratamento. o mundo não seria o mesmo. pode não ser revisto nunca mais. e o padrão tecnológico do processo produtivo. mas ultrapassados no que se refere ao meio ambiente. sem seus produtos industrializados 2) O PERÍODO DESENVOLVIMENTISTA E OS PNDs . e abstraindo as características de cada ecossistema. também pode contribuir fortemente para o desenvolvimento da população. ela pode estar executando a massificação da cultura de um povo.um prejuízo sem recuperação. Uma indústria.matérias . ou mesmo uma televisão ou um rádio? E se não existisse o carro?Ou mesmo você não pudesse nem sonhar em ir de ônibus para o trabalho. pois ao mesmo tempo que contribui para o crescimento. pode ser benéfica tanto quanto prejudicial. matando ecossistemas inteiros. A industrialização maciça e tardia incorporou padrões tecnológicos avançados para base nacional. Enquanto o Brasil começa a realizar ajustes no perfil da indústria nacional. tivesse que ir de carro de boi?Enfim. a economia mundial ingressa em um novo ciclo de paradigma tecnológico.

siderúrgica e petroquímica. Índice [esconder]     1 Planos anteriores 2 O Plano 3 Ver também 4 Referências Planos anteriores[editar] Durante o período até 1939 são raras as atividades planejadas. Em janeiro de 1939. com o Estado mantendo-se afastado das atividades econômicas internas.1974). Finalmente.I Plano Nacional de Desenvolvimento Origem: Wikipédia. Na mesma época foi instituido o programa Metas e Bases para a Ação de Governo(1970-1974). segundo economistas .727. foi um plano econômico brasileiro. Em dezembro de 1943 surgiu o Plano de Obras e Equipamentos. promulgada em 4 de novembro de 19712 . tinha como meta um crescimento econômico de 8% a 9% ao ano. bancos oficiais e outras instituições públicas na elaboração de políticas setoriais. articulava empresas estatais. Para isso. Foi instituído durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici1 . em maio de 1950 foi instituído o Plano SALTE. também chamado I PND (1972 . com ênfase em setores como transportes e telecomunicações. inflação anual abaixo de 20% e um aumento de US$ 100 milhões nas reservas cambiais3 . Outros planos que se seguiram foram:     Plano de Metas (1956-1961) Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social (1963-1965) Programa de Ação Econômica do Governo (1964-1966) Programa Estratégico de Desenvolvimento (1967-1970) O Plano[editar] O I Plano Nacional de Desenvolvimento foi instituído pela Lei 5. O I Plano Nacional de Desenvolvimento. a enciclopédia livre. Assim. Idealizado pelos ministros João Paulo dos Reis Velloso e Mário Henrique Simonsen. com o Plano Especial de Obras Públicas e Aparelhamento da Defesa Nacional. O principal objetivo do PND era preparar a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento do Brasil nas décadas seguintes. houve a primeira tentativa de planejamento da Economia. além de prever investimentos em ciência e tecnologia e a expansão das indústrias naval.

no fim do chamado "milagre econômico brasileiro". Entretanto. a lançar o II Plano Nacional de Desenvolvimento5 . que visava enfrentar os problemas advindos do choque do petróleo e da crise internacional decorrente. regras para exportação e importação. sucessor de Médici. as metas propostas por Velloso e Simonsen foram atingidas. interrompeu o ciclo e forçou uma mudança de rumo na economia. lançado no final de 1974. o ajuste estrutural tem como objetivo reorganizar as bases da economia. o II PND não obteve o êxito que pretendia e adívida externa do Brasil aumentou consideravelmente no período de vigência do Plano. Enquanto os ajustes conjunturais se referem a medidas de regulação da economia ou de gestão da política econômicano curto prazo (através da utilização instrumentos tais como taxa de câmbio. alimentos e energia. À época da crise do petróleo. a enciclopédia livre. e inflação média abaixo de 19%. Acrise do petróleo de 1974. a Ponte Rio-Niterói e a rodovia Transamazônica. extremamente ambicioso. através do investimento em pesquisa. Foi instituído durante o governo do generalErnesto Geisel e tinha como finalidade estimular a produção de insumos básicos. porém. também chamado II PND (1975 -1979). Foi o último grande plano econômico do ciclo desenvolvimentista e provavelmente. taxa básica de juros.como Roberto Campos. apesar dos investimentos feitos. II Plano Nacional de Desenvolvimento Origem: Wikipédia. o Brasil era altamente dependente do petróleo. bens de capital. o período ficou marcado como o ponto alto da intervenção do Estado na economia brasileira4. Nos primeiros anos. sendo que cerca de 80% do petróleo consumido provinha de importações. Fizeram parte do plano grandes obras de infra-estrutura. etc. Uma das diretrizes propostas pelo PND era a redução da dependência do petróleo árabe. levando o general Ernesto Geisel. com crescimento médio de 11. prospecção. tributação. período de 6 anos consecutivos com taxas de crescimento superiores a 10% ao ano. e o investimento em fontes alternativas . O II Plano Nacional de Desenvolvimento. Mário Henrique Simonsen e Severo Gomes foram os principais arquitetos do plano. O II PND se propôs a realizar um ajuste estrutural na economia brasileira. Os ministros João Paulo dos Reis Velloso.2% ao ano (chegando a 13. O II PND foi uma resposta à crise econômica decorrente do primeiro choque do petróleo.9% em 1973). o mais amplo programa de intervenção estatal na economia do país. foi um plano econômico brasileiro. exploração e refinamento de petróleo dentro do Brasil. O consumo vinha crescendo a taxas altíssimas.).1 O plano firmou-se politicamente graças ao capital financeiro nacional e às oligarquias tradicionais. principal componente da sua matriz energética. como a usina hidrelétrica de Itaipu.

como base da economia e o conseqüente aumento do consumo. oferecidas pelo BNDES (antigo BNDE).de energia. quando ocorreu o "milagre econômico brasileiro". Dá-se o nome de desenvolvimentismo a qualquer tipo de política econômica baseada na meta de crescimento da produção industrial e da infra-estrutura. com participação ativa do estado.4 No Brasil 2 Ver também 3 Ligações externas 4 Referências 5 Bibliografia . no final de 1982. como no Brasil (governo JK) e no governo militar. bem como na Espanha (franquismo). Índice [esconder]  1 Novo-desenvolvimentismo o o o o     1.2 O Estado Nacional 1. Contudo essa industrialização ocorreu a um preço alto. Em outra frente. O plano conseguiu êxito parcial. que fez a dívida externa explodir. o Brasil conseguiu dominar todo o ciclo produtivo industrial. o que acabou resultando na moratória. Grande parte destes financiamentos foi conseguida com os petrodólares. e foi aplicado essencialmente em sistemas econômicos capitalistas. pela primeira vez na história. Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.3 Paralelo com o Ordoliberalismo alemão 1. como o álcool e a energia nuclear. o plano buscou dominar todo o ciclo produtivo industrial ao investir pesadamente na produção de insumos básicos e bens de capital.1 Economia Social de Mercado 1. Este artigo ou secção possui trechos que não respeitam o princípio da imparcialidade. Outra parte veio das linhas públicas de crédito. a enciclopédia livre.2 Desenvolvimentismo Origem: Wikipédia. O desenvolvimentismo é uma política de resultados. uma vez que. O sucesso do II PND dependia de grande volume de recursos e de financiamento de longo prazo.

das hipóteses do equilíbrio das expectativas racionais. paradoxalmente.Novo-desenvolvimentismo[editar] O novo-desenvolvimentismo tem diversas origens. tomando como ponto de partida que a industrialização latino-americana não foi suficiente para resolver os problemas dedesigualdades sociais na região. também."5 O efeito da influência de Stiglitz é tornar a Economia mais presumivelmente intervencionista do que Paul Samuelson propunha. que levam a um mais perfeito entendimento do capitalismo do que a visão comum entre os teóricos da expectativa racional. por Stiglitz. certas intervenções governamentais em nada prejudicam a eficiência da economia (como muitos supunham anteriormente) e ainda demonstraram. mesmo em mercado competitivos. não é necessariamente "Pareto-otimizada". Mas os teoremas de Greenwald-Stiglitz postulam ser as falhas de mercado a "norma".como remédio. do ponto de vista da teoria econômica pura. Samuelson considerava as falhas de mercado como "exceções" à regra geral dos mercados eficientes." E o teorema de Sappington-Stiglitz "estabelece que um governo 'ideal' . que certas intervenções governamentais se fazem indispensáveis para maximizar a eficiência econômica do sistema.4 Estes estudos demonstraram que. mas estudos mais recentes demonstram que exatamente o contrário é verdade:3 só em circunstâncias "excepcionais" os mercados são "eficientes". de forma alguma. Portanto o uso. entre as quais a visão de Keynes e de economistas neo-keynesianos. Embora as conclusões de Stiglitz e Greenwald não autorizem. à conclusão de que o capitalismo se desvia do modelo de uma tal maneira que justificaria a ação do estado --socialismo-. os defensores do livre mercado da Escola de Chicago já não podem mais sustentar sua tese descritiva da eficiência de Pareto no mundo real.4 "Uma vez que o conceito de informações imperfeitas e incompletas foi introduzido. e estabelecem que "os governos quase sempre podem potencialmente melhorar a eficiência da alocação de recursos em relação ao livre mercado. defende a adoção de uma estratégia de "transformação produtiva com equidade social" que permita compatibilizar um crescimento econômico sustentável com uma melhor distribuição de renda. Greenwald e Stiglitz4 (1986) demonstraram que "sempre que os mercados são incompletos e/ou a informação é imperfeita (o que ocorre em virtualmente todas as economias do mundo) a alocação. a intervenção indiscriminada do governo em qualquer setor da economia. A literatura econômica tradicional ("walrasiana") parte da hipótese dogmática de que os mercados são sempre "eficientes" (exceto em alguns casos muito específicos). elas demonstram claramente que quase sempre existem situações em que uma intervenção governamental eficiente é necessária para se atingir um nível superior de "eficiência de Pareto" em relação à que seria obtida apenas pela ação espontânea das forças do livre-mercado. nos conduz. como Paul Davidson1 e Joseph Stiglitz.2 de complementaridade entreEstado e mercado e a visão cepalina neo-estruturalista que.

Os economistas norte-americanos Leonid Hurwicz. na prática. os consumidores não são perfeitamente informados e a produção e o consumo desejáveis privadamente podem gerar custos e benefícios sociais". como as de Stiglitz. explicou a nota da Real Academia Sueca de Ciências8 Tendo isso em mente. a relação de oferta e demanda gera efeitos sociais que não são resolvidos naturalmente pela dinâmica da economia de mercado. com um Estado forte e um mercado fraco. que optou por planejar. disse Maskin. Eric Maskin e Roger Myerson ganharam em 2007 o Prêmio Nobel de Economia por criarem as bases de uma teoria que determina quando os mercados estão funcionando de forma eficaz. O liberalismo — com o qual chegou-se a acreditar. 179). ou seja. juntam-se dois princípios básicos: o liberalismo e o socialismo. todos os detalhes da vida econômica dos países onde foi implantado.poderia atingir um maior nível de eficiência administrando diretamente uma empresa estatal do que privatizando-a. por um tempo. que a mão invisívelconseguiria resolver todos os problemas econômicos de um país — e o socialismo. Por exemplo."6 (Stiglitz 1994. Como a competição nunca é totalmente livre. já deixaram claro que a mão invisível. Contudo. "A clássica metáfora de Adam Smith sobre a mão invisível refere-se a como o mercado. entre esses dois extremos existem muitas opções. um dos três vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2007. sob condições ideais. a competição não é completamente livre. Ou seja. o projeto novo-desenvolvimentista não objetiva pavimentar a estrada que poderia levar o Brasil a ter uma economia centralizada. Economia Social de Mercado[editar] Ver artigo principal: Economia social de mercado Na economia social de mercado. o laissez-faire de um lado e o autoritarismo de outro. nem construir o caminho para a direção oposta. é uma economia mista e objetiva manter simultaneamente altos índices . garante uma alocação eficiente de recursos escassos. com um Estado fraco. que asseguraria que os recursos fossem alocados com a Eficiência de Pareto no sistema produtivo só funciona em determinadas condições ideais.5 Segundo Eric Maskin. as condições normalmente não são ideais.9 A economia social de mercado busca um meio termo entre o socialismo e o capitalismo. Avaliamos que a melhor delas é aquela em que seriam constituídos um Estado forte que estimula o florescimento de um mercado forte.7 Pesquisas mais atualizadas no campo da teoria econômica. "Sociedades não devem contar com as forças do mercado para proteger o ambiente ou fornecer um sistema de saúde de qualidade para todos os cidadãos (…) O mercado não funciona muito bem quando se trata de bens públicos". em que o mercado comandará unicamente a economia. centralizadamente. Mas.

em alemão) foi criado em 1946 na Alemanha por Alfred Müller-Armack10 e foi o regime econômico adotado por esse país.12 13 14 . da minarquia. na maioria dos casos: (…) "a razão pela qual a mão invisível é invisível é por que ela não existe ou. o que é fundamental para qualquer tipo de negócio. o modelo desenvolvimentista que vigorou no Brasil entre 1930 e 1960 foi em grande parte vitorioso porque um grande pacto político popular-nacional . através de instituições de controle e regulação. O Estado Nacional[editar] Após 1990 estabeleceu-se uma enorme distância entre o povo e as "elites" brasileiras que. quando existe. influenciadas por uma onda ideológica globalista e neoliberal. Somente assim o mercado será capaz de funcionar e criar preços relativos reais e eficientes. 11 Para que isso funcione. na sua vocação. se tornaram alienadas dos problemas brasileiros. num ponto crucial. mais tranqüilos e melhor equipados para produzir. Isso deixa não só o cidadão. (Stiglitz não acredita na existência de uma mão invisível. E se faz necessário que os membros do Poder Judiciário e doPoder Legislativo sigam rigorosamente o marco legal. O Estado precisa assegurar a livre competição e a estabilidade monetária. precisa de segurança social. e serviços públicos mediante a aplicação controlada da intervenção estatal. no pósSegunda Guerra Mundial. Segundo Bresser-Pereira. por ocasião do recebimento do Prêmio Nobel (Estocolmo. Para dar à economia a maior liberdade possível. seja por sua idade. defensora do estado mínimo e da irrelevância dos estados nacionais. e para os que nela ainda crêem)11 surgiu a idéia de "o tanto de estado necessário. seguridade social. 8 de dezembro de 2001). Respeitando basicamente os livre-mercados a economia social de mercado se opõe tanto às economias centralmente planejadas como ao capitalismo de tipo laissez-faire. A corrupção corrói esse marco legal e traz prejuízos incalculáveis para o desenvolvimento econômico de um país.. o Estado precisa criar um marco legal eficiente. Isso difere. A pessoa economicamente inativa. porque essa não leva em consideração o tanto de Estado necessário . boas condições de trabalho. Stiglitz. está paralítica")11 Joseph E. baixo desemprego. mas toda a sociedade. o mínimo de Estado possível". na introdução à sua Aula Magna. permitindo que a mão invisível do mercado funcione (onde ela funciona. seja por doença ou desemprego. baixa inflação. ou fundamentalista de livre mercado O termo Soziale Marktwirtschaft (economia social de mercado.de crescimento econômico.

podem vir a ser transformados em efetivo poder político. detidos na mão de poucos grupos.19 O Ordoliberalismo considera que. Os romanos transplantavam os filhos dos líderes das tribos germânicas para Roma. mais ligada psicológica e emocionalmente às nações adiantadas do que com seus próprios países e com seu próprio Povo 13 14 . apoiar suas empresas na competição global. onde eram devidamente aculturados. e não deve se imiscuir nos "processos econômicos". em termos efetivos e modernos. a se autodefinir como uma Nação. foi o que ele chamou de "adestramento das elites" dos países da periferia nas universidades dos países centrais. o que não só subverteria quaisquer vantagens oferecidas por uma economia de livre mercado. Retornavam à sua terra natal na condição de integrantes leais e assimilados do Império Romano 13 14 No conjunto da globalização. OEstado deve se preocupar em criar uma "ordem econômica". Nesse tempos de globalização18 o Brasil enfrenta um grande desafio que é voltar. nas suas instituições financeiras e em organizações internacionais tais como o próprio FMI e o Banco Mundial. como poderia até solapar o próprio Governo. adotando medidas que se coadunem com os princípios gerais da economia de mercado. se o Estado não tomar ativamente medidas para incentivar a competição. um elemento central dessa alteração de estrutura de Poder. monopólios (ou oligopólios) inevitavelmente se formarão.. seria o de formar uma "tecnocracia apátrida". o adestramento das elites periféricas tem uma dupla função. Junto com a transmissão de conhecimentos..15 e as tornou "engajadas" no desenvolvimento do país. cada vez mais acirrada. técnicas e experiência internacionais. como um estado nacional forte. molda também valores e padrões de comportamento. Esta é uma pratica de dominação intelectual que remonta ao Império Romano. Segundo o professor da FGV e diretor do FMI 16 Paulo Nogueira Batista Jr. que possa. Ver artigo principal: Estado estacionário Paralelo com o Ordoliberalismo alemão[editar] De acordo com o Ordoliberalismo alemão (também chamado de neoliberalismo alemão) o Estado deve criar um marco legal apropriado para a economia do país e incumbe ao Estado manter um nível saudável de competição.aproximou o povo das elites burguesas e tecnoburocráticas. uma vez que poderes econômicos concentrados. ocorrida na década de 1990. O objetivo. No Brasil[editar] . como já ressaltara Charles de Gaulle 17 . segundo o professor Paulo Nogueira Batista Jr.

planejadas para os próximos 4 anos. os governos militares ficaram famosos por incentivar o desenvolvimento do país. A partir da atividade industrial. no Brasil. a Ponte Rio-Niterói. em 2007 foi anunciado. na fronteira tríplice). para melhorar a economia e a integração nacional: com a Venezuela. programados pelo Orçamento Anual da União. FHC também asfaltou rodovias de terra da Região Norte. o Brasil passou por vários Governos com programas desenvolvimentistas. Nos anos 50. nos anos 70.22 3) O TRIPÉ DA INDUSTRIALIZAÇÃO 1 – Industrialização A industrialização é um dos principais elementos de transformação do espaço geográfico. Juscelino Kubitschek foi um presidente famoso pelo incentivo à indústria automobilística. todos os Governos realizam investimentos no desenvolvimento do país de forma constante. portos. Já o Governo do Presidente Lula lançou. e com o Peru e Bolívia. alguns períodos ficaram mais famosos. e dos trechos BR-232 (140 km entre Recife e Caruaru) e BR-230 (132 km entre João Pessoa e Campina Grande). à abertura de estradas e pela criação de Brasília.). o Programa de Aceleração de Crescimento . criação do Pro-Álcool e da Telebrás etc.21 que se destinam a acelerar o crescimento econômico do país. ao asfaltar a rodovia BR-174 (988 km ligando Manaus-Boa Vista-fronteira com Venezuela). houve profunda modificação na sociedade brasileira. Mas. O Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso investiu na duplicação de 1300 km de rodovias entre Belo Horizonte e Florianópolis.PAC . 1.Durante sua História. com diversos investimentos em infra-estrutura (abertura e asfaltamento de milhares de quilômetros de estradas. construção de usinas de energia como Itaipu e outras. incrementando a economia nordestina. no geral.20 que é um programa do Governo Federal englobando um conjunto de políticas econômicas. Porém.1 – Formação do parque industrial no Brasil . aeroportos. Posteriormente. ao asfaltar a rodovia BR-317 (331 km ligando Rio Branco à Assis Brasil.

Provocando inúmeras modificações econômicas. 1. aproveitando -se da capacidade nacional de produzir matérias-primas e da importação de máquinas da Europa.2 – As primeiras experiências industriais Concentram-se nos setores alimentícios e têxtil.2 Calçados .A formação do parque industrial brasileiro teve início de fato na segunda metade do século XIX. sociais e políticas na sociedade brasileira. destacam-se também as indústrias de calçados.2. a implantação de indústrias no Brasil contou com a existência prévia de um mercado consumidor e com a experiência industrial com que chegava os imigrantes vindos da Europa. recebeu grande impulso a partir dos anos 1930 e adquiriu muita importância na segunda metade do século XX.2. 1.1 – Indústria têxtil A mais importante na industrialização do país no final do século XIX e início do século XX. bebidas e móveis. 1.

a concentração populacional acabou proporcionando a existência de uma ampla mão de obra. eram trabalhadores urbanos com ampla experiência no setor industrial.Foi uma das atividades mais prósperas do início do século XX. A exportação da malha ferroviária para transportar o café do interior de São Paulo para o porto de Santos contribuiu para o surgimento de muitos núcleos urbanos. . pois parte deles já conhecia alguma atividade manufatureira na Europa.2. 1. 1. além de um mercado consumidor para os produtos industrializados.3 Bebidas A primeira fábrica de grande importância foi instalada no Rio de janeiro em 1860.3. o principal produto de exportação do Brasil na época.3. 1.2 – O papel da estrada de ferro Outro fator que favoreceu a concentração industrial em São Paulo foi a infraestrutura criada pelo café. 1.2.3 – fatores da concentração industrial em São Paulo Foi o estado que mais concentrou grande parte da produção industrial a partir das últimas décadas do século XIX. 1. pois tinham como receber matérias-primas e escoar os produtos pela ferrovia.1 – O papel do imigrante A vinda de imigrantes europeus favoreceu a formação de mão de obra operária. tinha a economia mais dinâmica do país por causa do café.4 Móveis Caracterizada por tem um pequeno número de grandes empresas convivendo em várias empresas de pequeno porte. aproveitando -se para sediar atividades industriais.

1. contribuindo assim para que .1.3 – O papel das guerras e do café Restrições externas. oito teriam de ser fabricadas por empresas brasileiras. cada dez peças que fossem utilizadas nos automóveis produzidos. tendo o fortalecimento do empresariado nacional.3. após a crise mundial marcada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York. dando destaque a indústria automobilística. ou seja.4– Empresas multinacionais O período pós-Segunda Guerra foi marcada por um grande crescimento econômico. os países europeus e os Estados Unidos diminuíram drasticamente a importação de café brasileiro.4 – Política industrial Em 1930 o Brasil ainda era um país essencialmente agroexportador que utilizava a estratégia de industrialização como forma de supe rar a crise econômica sendo importante para a consolidação e a ampliação do mercado interno nacional.3. Quando as empresas automobilísticas estrangeiras se instalaram no Brasil. 1. A industrialização por substituição de importações foi a principal característica do crescimento industrial brasileiro. o qual levou as empresas estrangeiras a se instalar em países em desenvolvimento e fez várias empresas multinacionais se instalassem no Brasil. com a inclusão dos consumidores operários. também foram importantes para a industrialização do Brasil. que era incentivador das indústrias. exportando menos não havia mais recursos para importar o que era necessário para o abastecimento do mercado brasileiro. com participação importante nas decisões do Estado. o governo exigiu um índice de nacionalização das autopeças de cerca de 80%. obrigando o país a fabricar alguns produtos que antes eram comprados no exterior. como as grandes guerras mundiais (os períodos 1914-1918 e 1939-1945). pois dificultaram a importação de manufaturados.

o Estado intervinha na economia como investidor em alguns ramos industriais que exigiam grandes capitais. de material elétrico. 1.5 – O tripé da indústria: empresas nacionais. os principais setores em que empresas multinacionais atuam são: a produção de automóvel. químico. 1.1 – Principais setores das empresas multinacionais Hoje. O parque brasileiro é formado principalmente por empresas de capital estrangeiro. farmacêutica.5. como a criação de tecnologias próprias e o atendimento às necessidades internas do país. multinacionais e estatais Durante todo o período de industrialização brasileirauma característica marcante foi a presença de capitais nacionais. entre outros.6 – A indústria nacional A presença de indústrias nacionais é importante para um país por vários motivos. trazendo algumas conseqüências . estrangeira e do Estado. Quando não existia interesse imediato por parte dos empreendedores nacionais e estrangeiros. 1. eletroeletrônico.a indústria brasileira de autopeças se transformasse em uma das mais importantes do mundo.

por exemplo. e lembrando que quando há crescimento industrial. o que acabou reproduzindo uma série de desigualdades regionais no território brasileiro. como a permanente remessa de dinheiro para o exterior. contudo. ocorrida ao longo do século 20. um industrial que ficou conhecido pelo seu pioneirismo no aproveitamento hidrelétrico do baixo rio São Francisco e pela perseguição e assassinato que sofreu. É importante r que o processo de industrialização é responsável pela geração de inúmeros empregos. consequentimente há crescimento de outras atividades urbanas no setor de serviços e comércio. Esse fato. mineração. foram desenvolvidas de maneira concentrada na região Sudeste. pela disponibilidade de mão de obra e pelo nosso desenvolvido parque industrial. O Brasil. no início do século 20. a indústria têxtil nordestina era bastante desenvolvida. Ao contrário. houve uma política de internacionalização e abertura econômica que foi adotada no início da década e aprofundada em sua segunda metade. sendo que já foi até mesmo contada em filme a saga do ilustre Delmiro Gouveia. autopeças.importantes para a vida econômica e social do país.1 – desnacionalização da indústria Nos anos 1990. Naquele período. Dessa forma. 1. destaca-se o processo de concentração geográfica na região Sudeste. siderurgia). aumentando assim a oferta de emprego. 4) concentração e desconcentração industrial no brasil Dentre as principais características da industrialização tardia do Brasil.6. atraídas pelo nosso grande mercado consumidor. especialmente em São Paulo. nos últimos anos. entre estatais (telecomunicações. siderúrgica). . por se recusar a vender suas indústrias à companhia inglesa Machine Cotton. privadas (metal-mecânica. não permite afirmar que as primeiras indústrias capitalistas brasileiras. tem recebido investimentos de muitas empresas industriais multinacionais. grandes empresas brasileiras foram compradas por empresas estrangeiras.

que permitiu à cidade se consolidar como.produto de um êxodo rural cada vez mais intenso -. a capital da província cafeeira. A Grande Depressão de 1929. com a indústria de substituição de importações. inclusive dos EUA. e (b) na década de 1950. a quarta maior metrópole do mundo. de 4.80.em 1872. Todavia. até então a principal pauta de exportação brasileira . no século 20: (a) em 1930. sem dúvida. Assim. é necessário compreender as características do processo de concentração industrial brasileira. além de inviabilizar a exportação do café brasileiro. comprando e queimando (ou jogando em alto-mar) os estoques encalhados de café. o governo de Getúlio Vargas passou a "socializar os prejuízos" com a sociedade brasileira.Assim. a indústria de substituição de importação. era apenas a décima maior cidade do Brasil -. o preço da saca de café exportada caiu. na Bolsa de Nova York. exigindo uma atenção mais detida nos seus dois principais impulsos. Foi nesse contexto que nasceu o processo de industrialização no Brasil. Para se ter uma idéia da crise. atualmente. com módicos 32 mil habitantes. que acabou induzindo definitivamente à crise o complexo cafeeiro.sendo o Estado de São Paulo responsável por 2/3 das exportações de café no mundo. para entender o crescimento vertiginoso de São Paulo . Concentração industrial A gênese da indústria de substituição de importação esteve ligada a uma série de fatores. em 1929.70 libras para 1. . em torno de 60%. com a função de substituir as importações de produtos industrializados de outros países. desencadeados. com quase 20 milhões de habitantes. sua ação foi restringida devido à insuficiência financeira e tecnológica para desenvolver uma fundamental indústria de base. Mas. pela quebra da Bolsa de Nova York. capitalizada pela ação do Estado e com farta disponibilidade de mão-de-obra barata . dificultava a importação de produtos industrializados no país (acredita-se que naquele período a importação tenha diminuído cerca de 60%). com destaque às indústrias têxtil e alimentícia. como forma de evitar essa intensa desvalorização. vai se desenvolver especialmente no ramo das indústrias de bens de consumo não-duráveis. com a indústria automobilística.

além das questões econômicas. Segundo a Fundação Seade. em especial na região do ABC paulista. era cada vez mais evidente que a concentração industrial na metrópole paulista reproduzia e aprofundava as desigualdades inter-regionais. Mas foi com o segundo grande impulso da industrialização no Brasil. a região metropolitana de São Paulo representava quase a metade (45%) do valor da produção industrial no país. "Cinqüenta anos em cinco". K. a indústria automobilística e toda uma cadeia produtiva de equipamentos e peças para veículos continuaram a reforçar a concentração industrial em São Paulo. tinha na indústria automobilística seu carrochefe. uma série de incentivos fiscais para a desconcentração industrial.Foi no Estado Novo que ocorreu a implantação de parte fundamental da infraestrutura necessária para o desenvolvimento da industrialização. Como conseqüência dessa dinâmica deu-se o que Milton Santos chama de "macrocefalia". motivando uma intensa dinâmica migratória. na década de 1970. tais como os realizados nas áreas de energia. da educação e da saúde. o planejamento estatal desenvolveu. levada a cabo regionalmente pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). como "empresário" na indústria de base ou rompendo os pontos de estrangulamento em energia e transporte. como regulador do mercado de trabalho. que houve a consolidação definitiva do capitalismo industrial brasileiro. de transporte. Desconcentração industrial Diante de tais distorções regionais no território brasileiro e problemas sócioespaciais gerados pelo modelo concentrador do processo industrial na região Sudeste. de aparelhamento portuário. ainda.. o famoso slogan do governo de J. através de uma complexa legislação trabalhista. Porém. Tanto é verdade que. entre 1970 e 1980. no governo deJuscelino Kubitschek (1956-60). . paulatinamente. na década de 1970. gerando uma série de problemas sócioespaciais. ou. No fundo. caracterizada pelo rápido e desordenado crescimento das cidades. Investimentos maciços foram feitos para garantir as condições gerais da produção industrial. Coube ao Estado um papel relevante no alargamento das bases produtivas. Mas. o saldo migratório foi positivo de 2 milhões de pessoas.

enquanto o número de trabalhadores desse setor subiu de cerca de 1.7 milhão para 5. teria se iniciado um processo de desindustrialização da Grande São Paulo. Dentre as principais características da globalização.9 milhões. 5)características atuais da industrialização brasileira Entre 1960 e 2000. presidente de 1990 a 1992. sua dinâmica a consolidará como o maior centro de serviços especializados em âmbito nacional. não é correto afirmar que. sem esquecer das mudanças constitucionais de 1988 . em 2002. nesse período. na Grande São Paulo. como o petróleo.Mas é na década de 1990 que a desconcentração industrial no país vai se intensificar. esse processo de desconcentração acabou gerando o que os geógrafos chamam de "Guerra dos Lugares". isso devido a uma diminuição das taxas alfandegárias e ao aumento das cotas de importação. em 1990. E parece que. Itamar Franco. segundo dados do Ministério do Trabalho. As medidas tomadas pelos últimos governos federais (Fernando Collor de Mello. a cidade de São Paulo cresceu vertiginosamente. O período mais recente da indústria brasileira. no século 20.que concederam aos estados e municípios maior autonomia na definição dos impostos cobrados às empresas -. a metrópole acabou se especializando em atividades mais complexas e competitivas. 31% do valor da produção industrial. ligadas à informática e à comunicação. Além de concentrar. marcadas pelo atual período de globalização. que exigem o emprego mais qualificado de novas tecnologias. a eletricidade e as comunicações. e o segundo mandato de 1999 a 2002) buscaram inserir o Brasil nas novas relações políticas e econômicas estabelecidas entre as nações. Promoveu-se o fim do monopoólio do Estado sobre setores de atividades econômicas. é marcado por uma maior facilidade à entrada de produtos fabricados em outras partes do mundo. e Fernando Henrique Cardoso. Apoiada pela maior abertura econômica e pelo desenvolvimento técnico-científico (informática e comunicação). no século 21. o número de empresas existentes no Brasil passou de 112 mil. 50% das sedes das 50 maiores empresas brasileiras estavam localizadas. Porém. com a intenção de atrair grandes empresas a partir da diminuição ou isenção de impostos. Assim. mesmo as estratégicas. primeiro mandado de 1995 a 1998. principalmente após o início da década de 1990. empresas estatais foram privatizadas. Sem dúvida. mais de 150 vezes. podemos citar a intensificação da . detendo a centralização do comando diretivo e financeiro das mais importantes empresas no Brasil: não por acaso. de 1192 a 1995. uma disputa entre estados e municípios. ou seja.

dificultava a importação de produtos que pudessem concorrer com aqueles produzidos pela indústria nacional. .Na década de 1940. roupas. forma vendidas para empresas estrangeiras ou então incorporadas a elas. O governo. a última década do século XX foi marcada pelo processo de desnacionalização das indústria brasileira e também de outras atividades importantes para o país que são do setor terciário. graças aos avanços ocorridos nos meios de transporte e de comunicação. houve um violento corte nas importações de bens de consumo. . ainda no governo Vargas.Ápartir de 1990. em infra-estrutura de transportes. além da internacionalização da produção de bens de consumo pelas empresas transnacionais. dinamizou as atividades urbanas. que antes era praticamente abastecido só por produtos importados. Ocorreram também fusões entre empresas (nacionais e estrangeiras). no governo do presidente Juscelino Kubitschek que passou a trazer recursos financeiros e tecnológico externos. Essas empresas tinham participação majoritária do capital estatal (Nacional) . inaugurou-se uma nova etapa do desenvolvimento industrial. investiram na indústria bélica (Engesa). por exemplo. computadores. O que levou à falência várias indústrias nacionais. telefones celulares. ao mesmo tempo em que facilitava a importação de máquinas e equipamentos industriais.Foi apartir dos anos 1930-40 que a indústria transformou-se num setor importante da economia. na aeronáutica(Embraer) e no desenvolvimento da tecnologia nuclear.Em 1956. Outras indústrias.Surge um mercado interno de consumo. dominante nesse período.circulação de mercadorias (na forma de exportações e importações) e de capitais entre os países. o país abriu-se às importações e aos investimentos estrangeiros em detrimento de uma política industrial nacional. com a fundação da Companhia Siderúrgica Nacional. alcançando taxas de crescimento superiores às do setor agrário. sofwares. da Companhia Vale do Rio Doce. E na década de l950 foi criada a Petrobrás (l953). . para não fechar as portas. cria-se uma infra-estrutura industrial. e ampliando o investimento na indústria de base (metalurgia e siderurgia) e a capacidade de geração de energia elétrica. . na indústria nacional. da Fábrica Nacional de Motores e outras. Automóveis. alimentos.A industrialização brasileira teve início no século XIX. brinquedos e outros bens de consumo inundam o mercado nacional. investindo. retoma-se o modelo desenvolvimentista.O primeiro momento da insdustrialização brasileira baseou-se na substituição de importações: com a crise de 1929. A economia cafeeira. . acostumadasa políticas de proteção ao mercado. mediante a entrada das multinacionais. Dificultaram a importação de diversos produtos . principalmente o rodoviário e o portuário.Criou-se condições favoráveis. Foi a era dos produtos importados.estabelecendo uma "reserva de mercado" para as empresas nacionais -. por parte do empresariado. da Companhia Nacional de Álcalis. mas foram protecionistas em relação a setores considerados estratégicos.Nos governos militares (1964-1985). estimulou a imigração européia e gerou um empresariado nacional com capacidade de investir em alguns setores industriais. o que criou uma conjuntura favorável ao invetimento. . As indústrias brasileiras passaram a ocupar então boa parte do mercado. Veio as privatizações das indústrias de base. esse processo . do setor de distribuição de energia e telefonia e de outros setores que quase sempre foram controlados pelo Estado brasileiro. Dessa form. como o setor bancário e o das telecomunicações. baseadas na manutenção de elevados impostos de importação . eletrodomésticos.

Concentram-se principalmente na região Sudeste. .Recebeu investimentos estatais (do governo). A maior concentração de indústrias brasileiras está situada na Região Sudeste. principalmente em São Paulo. Rio de Janeiro e Minas Gerais. atividade denominada de . A configuração como país industrializado não reflete na realidade nacional. ====================================== … Resumindo: A indústria brasileira apresenta características como: .Surgiu com investimentos do setor privado nacional (cafeiicultores). O Brasil durante muito tempo ocupou destaque somente no setor primário. para atraírem as indústrias ======================================… A indústria no Brasil concentrou-se no Sudeste devido à cumulação de capital proveniente da lavoura cafeeira. terreno. Após consecutivas crises econômicas. essa porção do país desenvolve indústrias que atuam especialmente no beneficiamento de produtos primários. Época das substituições de importações. atualmente o Brasil é considerado um dos mais industrializados países. que argumentava que as empreses estatais davam prejuízos. oferecendo vantagens fiscais (isenção de impostos). com a agropecuária e o extrativismo (vegetal. além da indústria automobilística e tecnologia de ponta. infra-estrutura e mão de obra. traria uma receita extra. Os Estados competem entre sí. A intensificação da indústria brasileira faz com que o país possua um enorme e variado parque industrial que produz desde bens de consumo à tecnologia de ponta. mas vem sofrendo um processo de desconcentração. eram ineficientes e pouco competitivas. Os estados citados detêm parques industriais modernos e diversificados que atuam com maior destaque na produção de produtos químicos. . ao desenvolvimento das cidades e à infra-estrutura criada durante o desenvovimento da economia do café (portos.foi defendido pelos neoliberais. etc ). A venda dessas empresas.Muitas indústrias nacionais faliram com a abertura econômica (neoliberalismo) e deixaram grande número de desempregados. isso porque a industrialização não ocorre de forma homogênea no país. ou seja. ela se encontra irregularmente distribuída no território. além de diminuir os gastos do governo. rodovias. . passou a receber investimentos externos (das multinacionais). . . ferrovias. mineral e animal). por isso ocupa o décimo quinto lugar nesse segmento em escala global. onde algumas áreas são densamente industrializadas e outras praticamente desprovidas dessa atividade econômica.Depois. que poderia ser aplicada na diminuição da dívida pública interna. Segundo lugar em industrialização. Outra região que ocupa grande destaque no cenário nacional é a Região Sul.A modernização tecnólógica trouxe o desemprego. energia elétrica. estados onde o processo de industrialização teve início.

equilibrar as contas externas e superar o hiato tecnológico do país. a estabilidade monetária conseguida pelo Plano Real veio completar um quadro que. a economia brasileira ficou marcada pela privatização das empresas estatais nas áreas de mineração. Nos últimos anos. A maioria desses recursos veio da reaplicação sistemática de boa . a desregulamentação de diversas atividades. incluindo a produção de vidro impresso. recentemente o parque industrial dessa região tem ingressado em um processo de modernização e diversificação da indústria. os anos 1990 chegaram com perspectivas novas e. alcançada em 1980. ao contrário. o país está desenvolvendo e ocupando um lugar de destaque no cenário internacional. sobretudo do setor industrial. como ainda é lembrada por muitos. Para manter o desempenho e um nível de crescimento constante. a dívida externa. recuperar o interesse dos investidores e. que desempenha um importante papel na economia nacional. os processadores. o maior fabricante de vidro plano. por outro se mostrava bastante favorável à retomada dos investimentos e do crescimento econômico sustentado. a modernizarem as instalações. por volta de setecentas mil toneladas. mesmo não chegando a explodir. se por um lado apresentava novos desafios. como a produção têxtil. animadoras. a indústria não deixou de investir na capacidade de produção e na logística de distribuição. bancária e telecomunicações.agroindústria. Como essas não foram décadas especialmente estimulantes do ponto de vista macroeconômico. No Sudeste. Apesar de o Brasil enfrentar diversos problemas sociais. realizou investimentos regulares para manter sua capacidade instalada sempre acima das projeções de consumo e assegurar uma utilização efetiva satisfatória. resistiu bravamente ao tratamento de choque de sucessivos planos de estabilização. A Região Sul sobressai também na produção de peças e metalurgia. Entre 1980 e 2000. O Norte e o Centro-Oeste são as regiões de menor expressão no setor industrial do país. pois se encontram limitados à agroindústria e ao extrativismo. 6) Diversificação Industrial Brasileira Ainda estão presentes na memória coletiva brasileira as dificuldades que o país viveu na década de 1980. a base industrial encontra-se vinculada a produtos tradicionais. Entretanto. O déficit público. E levou apenas duas décadas para alcançar o nível atual. a flexibilização das leis trabalhistas e as privatizações prometiam injetar ânimo na economia. a transformar as dificuldades em oportunidades. a navegar em mar grosso. a Cebrace. Se a travessia daquele década foi difícil. o setor de vidro plano mostrou que aprendeu a crescer na crise. mas certamente não foi um período fácil. Não deixou também de incentivar os seus clientes diretos. A abertura econômica. Pouco depois. Pode não ter sido uma década perdida. podese dizer. a superinflação e a recessão compuseram uma mistura perigosa que. religar o Brasil ao mercado financeiro internacional. com o aporte de capital e tecnologia. Crescer na crise A indústria brasileira de vidro plano levou cerca de quarenta anos para atingir a marca das duzentas mil toneladas anuais. de álcool e açúcar. os equipamentos e a estrutura de atendimento aos consumidores.

Unidade Cebrace em Caçapava. era o de aumentar o faturamento e a rentabilidade. No início da década de 1990. procurou manter uma relação comercial aberta e saudável. Diversificar e agregar valor Maior que o desafio de aumentar a capacidade produtiva em uma conjuntura pouco favorável. a de diversificar ao máximo as linhas de produtos acabados. vidros refletivos e vidros espelhados. havia pelo menos duas a jogar a favor: a auto-suficiência industrial e a alta qualidade do vidro float. E se havia muitas condições a jogar contra. importar fornos. em Pernambuco. naturalmente. Como nenhuma empresa ou grupo pode desenvolver-se satisfatoriamente em um setor atrasado ou estagnado. os depósitos de Recife. máquinas de lapidação ou comprar veículos preparados para o transporte de vidro. nas duas últimas . A cadeia produtiva de vidro plano no Brasil alcançou um patamar de eficiência e qualidade bem próximo ao dos melhores do mundo. a estratégia recomendada era. Entre 1980 e 2000 a empresa dobrou o número de clientes diretos. e a Cebrace dobrou o número de clientes diretos. Os resultados foram compensadores. como ainda comprometem. os produtos processados são mais de cinqüenta tipos diferentes de vidros. como ainda é. mal acompanhando o crescimento da população – e considerando que mais da metade do vidro plano produzido era. Os 160 processadores e distribuidores que atendia no país no ano de sua inauguração passaram para 300 em 1999. produzir e vender melhor. agregando maior valor ao produto. no Rio Grande do Sul. E se nos anos 1960-70 as estrelas foram os temperados. INV. por meio de um programa especial chamado Incentivo ao Negócio de Vidro. Paralelamente. dos menos aos mais sofisticados. Ou seja. a Cebrace procurou apoiar também o desenvolvimento geral do setor vidreiro. e de Porto Alegre. Divididos nas categorias de vidros de segurança para arquitetura e para indústria automobilística. Além disso. instalar docas e pontes rolantes para carga e descarga. não seria um objetivo muito fácil de alcançar. Considerando as médias históricas baixas do consumo per capita de vidro no Brasil – consumo quase inercial. para os vários setores. O grau de diversificação alcançado pelo setor nos anos 1980 e 1990 pode ser medido pelo tamanho da lista de produtos que passou a desenvolver para os diferentes mercados. segmentos e nichos do mercado consumidor de vidro. aos problemas conjunturais do país somavam-se as condições socioeconômicas estruturais de baixa renda. a empresa aplicou vários milhões de dólares em empréstimos a processadores interessados em comprar ou construir galpões. instrução precária e subemprego de boa parte da população que comprometiam. Nesse quadro e com tal diagnóstico. para atender melhor as regiões Norte e Nordeste e Sul do país.parte dos lucros obtidos por suas fábricas. além de produzir mais. Os objetivos eram ambiciosos: modernizar o equipamento e adequar toda a estrutura de processamento aos padrões tecnológicos internacionais e às normas técnicas vigentes no país. a melhora substantiva dos índices de produtividade e de consumo. Além disso. preservando o equilíbrio de preços relativos e garantindo a todos os distribuidores e processadores o mesmo tratamento. mesas de corte. instalou dois centros de distribuição de chapas em posições estratégicas. usado como vidro comum nas vidraças das janelas.

Os principais têm sido. com aplicação do vidro em quantidades crescentes na fabricação de móveis e aparelhos elétricos. ou de arquitetura. Mercados em movimento Como em todos os demais setores econômicos. Rio de Janeiro. deu outro maior com sua capacitação técnica e empresarial para atender plenamente a demanda interna de produtos processados. por exemplo. segundo dados da Abividro. ao lado de segmentos e nichos . o de maior predominância ao longo do tempo. como é a automotiva. Nas décadas de 1980 e 1990. No setor automotivo. revela o nível de desenvolvimento alcançado pelo setor como um todo. para terem melhor precisão. portanto. os mercados de vidro plano são diversos. os produtos têm. na verdade. devem ser relativizados. os processadores tiveram a possibilidade de incorporar à sua atividade normal esse segmento bastante rentável. Na construção a demanda e os volumes vendidos tendem a ser naturalmente maiores. Espelhos e vidros trabalhados nas portas de armários. porém. enquanto as vendas para a indústria automobilística representavam cerca de 25%. tampos e prateleiras de vidro temperado nas mesas e estantes passaram a dar um toque de leveza e elegância a salas. Foi o caso do moveleiro e do de eletrodomésticos. um valor unitário mais elevado e. em geral. Novamente. controlando a luminosidade. Com exceção de alguns breves períodos de certo destaque do setor automotivo. cozinhas e quartos. dinâmicos e têm características próprias. porque o mercado consumidor é amplo. Mais importante do que reconhecer nos selos dos carros novos a procedência nacional dos párabrisas laminados. Referência de segmento de mercado que emergiu e ganhou relevância é o de reposição para o setor automotivo. automóveis. No final dos anos 1990. Porto Alegre e outras cidades. vidros temperados e esmaltados para fogões e geladeiras. As revistas especializadas ligadas à arquitetura.décadas passaram a ser os laminados e os refletivos. maior valor agregado. menos para embelezar do que para proporcionar segurança e conforto. Se o setor vidreiro nacional deu um enorme salto de qualidade com a introdução do processo float de produção da chapa. Isto vale igualmente para os refletivos. historicamente. decoração. deve-se ressaltar que a grande conquista foi menos quantitativa do que qualitativa. além das publicações do próprio setor. dos vidros traseiros temperados e dos laterais temperados e encapsulados é entender que se eles podem ser fabricados no país é porque os processadores se capacitaram a produzi-los dentro de normas técnicas e padrões de exigência de uma das indústrias mais avançadas. O grau de diversificação no processamento da matéria-prima. À medida que os componentes dos carros passaram a embutir novas tecnologias dificultando sua produção pelo mercado secundário de autopeças. corredores. oferecem uma boa amostra do extraordinário avanço tecnológico do processamento e da variedade de produtos processados nesse período. design. São indicadores gerais que. a dinâmica do setor fez emergir com força novos mercados. foi o mercado de construção civil. as vendas para a construção civil respondiam por 55% do total. halls. o de construção e o automotivo. aqueles com aplicação prioritária no setor automotivo e estes destinados mais a atender a construção civil. colocados nas fachadas de edifícios e shopping centers modernos de São Paulo. . que se tornaram fatias importantes do bolo. absorvendo ou refletindo o calor. no acabamento e decoração dos ambientes domésticos.

dessa mistura original saem produtos de vidro plano cada vez mais diversos. por exemplo. o vidro não perdeu o brilho. o acabamento. Porém. alumina. Uma delas por exemplo é o tratamento da superfície externa do vidro colocado em janelas e fachadas.Já como exemplos de nichos de mercado surgidos em meados dos anos 1980 e ainda em desenvolvimento. e os processadores mais tradicionais. E com o advento do processo de coating. São a resposta do setor à demanda crescente da sociedade por maior segurança individual e coletiva. Os blindados são compostos especiais de vidro. janelas e fachadas de lojas. Os fornos de fusão da massa primordial do vidro podem não ser uma cornucópia. o agente vitrificador. Depois de milhares de anos sendo produzido. eles não param de gerar a matéria prima que a pesquisa científica e a tecnologia. como. o vidro continua a manter a mesma composição . mas os vidros que dele se originam são muitos. o Brasil começou a desmontar um modelo de desenvolvimento econômico que havia durado meio século. O que não só é verdade. que iria sofrer mudanças significativas nos anos 1990. Esses vidros podem ser classificados em muitas categorias. a coloração e assim por diante. o processo de produção. como cinescópios de televisores e monitores de microcomputadores. nunca brilhou tanto quanto agora. como de fato este processo está diretamente ligado aos dois anteriores. Depois de milhares de anos de existência. Em pouco menos de três anos. a Fanavid e alguns outros. escritórios e residências. dos temperados para boxes.600ºC. transformam em novas e supreendentes aplicações. Ao contrário. o nível de transparência. policarbonato e outros materiais para uso em automóveis e aviões e também em portas. mais aplicações. para torná-lo "autolimpante": graças a esse tratamento a sujeira não adere e o vidro é lavado naturalmente pela água da chuva. pode-se apontar o de vidros blindados e de vidros especiais. também incessantemente. Com toda essa dinâmica. O Vidro e os Vidros O vidro plano é um só. Uma estruturação onde se destacavam um fabricante de float. hotéis. portas e janelas aos laminados para os setores automotivo e de arquitetura.mistura de aproximadamente 70% de sílica ou areia. Pórem. magnésio. e outros 30% de sódio. segundo diferentes critérios técnicos. potássio e cálcio. São hoje algumas dezenas de produtos. entre 1990 e 1992. Abertura e globalização Enquanto a década de 1980 passou para a história como a década da inflação e da recessão. melhor capacitados a operar com linhas de produtos sofisticadas tanto para arquitetura quanto para a indústria automotiva. o mercado de vidro plano – incluídos seus segmentos e nichos principais – ainda mantinha a estruturação definida no início da década de 1980. a de 1990 ficou marcada como a década da abertura econômica. Os especiais são os vidros de alta tecnologia feitos para determinados equipamentos. a Santa Marina. dos refletivos para construção civil aos espelhos para o setor moveleiro e aos térmicos para a indústria de eletrodomésticos. a Cebrace. O modelo baseado na proteção do . como a Blindex. entretanto. Um cenário. fundida e transformada em massa homogênea a 1. bancos.

por exemplo. a disponibilidade de uma base industrial. Tratava-se de fazer um up grade geral na economia brasileira. no setor de vidro plano a abertura e a globalização avançaram juntas e a passos largos.mercado interno e na substituição de importações deu lugar a uma nova estrutura baseada na abertura comercial e na livre participação do capital externo na economia. como em São Paulo. As facilidades tarifárias e as condições de financiamento oferecidas pelos exportadores internacionais possibilitaram o que antes era quase inviável: a importação de equipamentos de última geração para o processamento da matériaprima. como e porque. A ação do Estadoempresário foi reduzida com a desestatização de diversas atividades e as próprias atribuições do poder público no âmbito econômico ganharam um sentido mais de regulação do que de atuação direta. que um lugar que comporta uma ou várias indústrias se modifica. a MUDANÇA. o país passou a contar também com um bom volume de chapas do México. inaugurada em 1998 e localizada em Porto Real. e modifica a vida de sua . procurava-se romper o círculo vicioso do endividamento e da inflação com a retomada do crescimento econômico adubado pela poupança externa. O mercado ganhou muito em competência nos diversos segmentos. a norte-americana Guardian. Além da produção interna. tanto na cultura como na economia ou até mesmo no espaço que ela ocupa e no impacto que ela causará em seu ambiente. organizacional e tecnológico. A desmontagem do velho modelo de inspiração nacionalista e a abertura do mercado brasileiro era a resposta de curto prazo à crise conjuntural dos anos 1980. Isso impulsionou antigos e novos empreendimentos dos transformadores de vidros temperados. o objetivo era muito mais amplo. como as francesas Renault. Rio Grande do Sul. Foi o que aconteceu também no setor de vidro plano. mesmo com os ajustes ainda em curso. Mas a abertura foi bem-sucedida. o processo pode ter andado mais devagar. Em longo prazo. Bahia e Ceará. São inquestionáveis. os benefícios econômicos e tecnológicos trazidos pelas novas montadoras de automóveis instaladas no país. E partir de 1996. no estado do Rio de Janeiro. Paraná. Japão e outros países asiáticos. Não há dúvida que a redução dos direitos de importação e. grande produtora de vidro com operações em diversos países. De imediato. Pernambuco. Venezuela. D) A URBANIZAÇÃO Há tempos. tornando-se um dos elementos mais básicos de uma determinada região. Citroën e Peugeot e as japonesas Honda. laminados e espelhos. unidade industrial. que escolheu o Brasil para implantação de sua 19ª. de uma infra-estrutura de serviços e de um mercado consumidor de bom potencial mostraram-se eficientes em induzir novos investimentos externos e internos e em fazêlos frutificar rapidamente. as indústrias vêm conquistando o seu espaço no Brasil. mas. sempre uma característica marcante. o mercado interno passou a contar com a presença de mais um fabricante. Foi uma brusca e forte correção de rumo. seja ela qual for. as possibilidades de importação da própria matéria-prima trouxeram um novo componente ao mercado. Brasília. A seguir. e prepará-la para uma inserção competitiva na economia mundial – prepará-la para a globalização que se anunciava. que inevitavelmente provocou alguns solavancos. Trazendo consigo. Da mesma forma. veremos um pouco mais sobre essas indústrias. Toyota e Mitsubishi. Em outros setores da economia brasileira. sobretudo. África do Sul. adquiridas por empresas de importação aqui estabelecidas.

seguindo uma tendência mundial. Estas áreas oferecem. Dentro da Região Sudeste há uma tendência de saída do ABCD Paulista. de uso intensivo de mão-de-obra. mão-de-obra e transportes. destacando novamente São Paulo. que não possuía um espaço geográfico nacional integrado. além de incentivos fiscais. como a de calçados e vestuários para o Nordeste. A CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL NO SUDESTE A distribuição espacial da indústria brasileira. . acentuou esta concentração no Sudeste.fazer que se entenda melhor. Porque as indústrias tendem a se concentrar mais em uma determinada região?Como fica o desenvolvimento de uma região pouco industrializada?Essas e outras questões.população. menores custos de mão-de-obra. muito concentrada no Sudeste brasileiro. por motivos históricos. sendo tipicamente centro-periferia. A partir desse processo industrial e. o Brasil. mercado consumidor. a atuação estatal através de diversos planos governamentais. chamada por alguns autores de desindustrialização. A exemplo do que ocorre em outros países industrializados. transportes menos congestionados e por tratarem-se de cidades-médias. existe no Brasil uma grande concentração espacial da indústria no Sudeste. no Vale do Paraíba ao longo da Rodovia Fernão Dias. percebe-se um movimento de indústrias tradicionais. foi determinada pelo processo histórico. o que é vital quando trata-se de tecnopólos. o papel desta gigante. como o Plano de Metas. Atualmente.tendo como principal objetivo. que liga São Paulo à Belo Horizonte. A desconcentração industrial entre as regiões vem determinando o crescimento de cidades-médias dotadas de boa infra-estrutura e com centros formadores de mão-de-obra qualificada. vem se distribuindo melhor entre as diversas regiões do país. com a região Sudeste polarizando as demais. de uns tempos pra cá. respectiva concentração. pela mão-de-obra extremamente barata. melhor qualidade de vida.como os meios de transporte e comunicação podem influenciar para a industrialização de uma determinada região. buscando menores custos de produção do interior paulista. devido à cafeicultura. Esta integração reflete nossa divisão inter-regional do trabalho. serão abordadas a seguir. ou seja. o estado tinha. O processo de industrialização. o Brasil vem passando por um processo de descentralização industrial. os principais fatores para instalação das indústrias a saber: capital. chamada INDÚSTRIA ! A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL A atividade industrial.A concentração industrial no Sudeste é maior no Estado de São Paulo. geralmente universidades. passa a se integrar. com acentuada concentração em São Paulo. que vem ocorrendo intra regionalmente e também entre as regiões. já que no momento do início da efetiva industrialização. atraídas sobretudo. Além disso. Além disso. tendo uma estrutura de arquipélago econômico com várias áreas desarticuladas.

metalurgia.de empresas de vários tipos. O grande interesse de empresas multinacionais é principalmente pela mão-de-obra mais barata. estaleiros.de produtos químicos. tecelagem. etc. elaborando espaços geográficos integrados à região metropolitana de São Paulo. metalúrgica. de vestuário. vestuário.Esta área tornou-se o centro da industrialização. enquanto empresas nacionais ocupam áreas diversificadas. pelo forte mercado consumidor e pela exportação dos produtos industriais a preços mais baixos. petroquímica. Minas Gerais. não atingiu toda a região Sudeste. alimentares. Jundiaí e São José dos Campos possuem uma superconcentração industrial. alcançando Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. o que produziu espaços geográficos diferenciados e grandes desigualdades dentro da própria região. É um centro polindustrial. o Sudeste. produtos químicos. têxtil. como Campinas. Nesta área. papel. alimentos. destacando-se as indústrias de refino de petróleo.As empresas governamentais atuam principalmente nos setores de siderurgia.São Bernardo do Campo. para o Vale do Paraíba – Rio de Janeiro e interior. os principais tipos de indústrias são: automobilística. de passado ligado à mineração. têxtil. de minerais não metálicos. Petróleo e metalurgia. petroquímicos. AS ATIVIDADES ECONÔMICAS E INDUSTRIAIS NAS 05 REGIÕES DO BRASIL Sudeste: Como descrito anteriormente. etc. Várias empresas multinacionais operam nos setores automobilísticos de máquinas e motores.entretanto. Porém. possui também um grande parque industrial. marcado pela variedade e volume de produção. assumiu importância no setor metalúrgico após a 2º Guerra Mundial e passou a produzir principalmente aço.Constitui-se também. o ABCD(Santo André. é a região que possui a maior concentração industrial do país.Quem observa a saída de navios dos portos de Santos e do Rio de Janeiro tem oportunidade de verificar quantos produtos industriais saem do Brasil para outros países. . ferro-gusa e cimento para as principais fábricas do Sudeste. E aí vem a pergunta:com quem fica o lucro dessas operações?Será que fica para os trabalhadores que as produziram? A cidade do Rio de Janeiro. que se expandiu nas seguintes direções: par a Baixada Santista. com indústrias que vão desde o extrativismo ao setor automobilístico. A cidade de São Paulo. para a região de Sorocaba. etc. mecânica. São Caetano e Diadema)e centros próximos. Belo Horizonte tornou-se um centro industrial diversificado. indústria de material de transporte. caracterizada durante muito tempo como capital administrativa do Brasil até a criação de Brasília. não tem as mesmas características de alta produção e concentração de São Paulo.

existem no Sudeste outras áreas industriais. com grande capacidade de expansão.Considerada também o centro cultural do país. a capital do Estado. serviços bancários. Sul: A industrialização do Sul.Com as transformações espaciais ocasionadas pela expansão da soja. etc. de transporte .Outros centros industriais estão ligados à produção local. Araguari e Uberlândia(cereais). Como entre São Paulo. a maioria apresentando ligação direta com algum produto ou com a ocorrência de matéria-prima . relacionadas à sua situação portuária e às indústrias ligadas à usina siderúrgica de Tubarão. entre outras. Franca e Nova Serrana(calçados). outras atividades estão muito ligadas à vida urbana e industrial:comércio. a circulação de pessoas e mercadorias é muito intensa na região. que passaram a exportar seus produtos tradicionais como calçados e produtos alimentares.etc. tendo centros industriais especializados como:Aracruz . para o exterior. serviço público. Cachoeiro de Itapemirim Vitória. ligadas à siderurgia.Além do triângulo São Paulo. o Sul passou a ter investimentos estrangeiros em indústrias de implementos agrícolas.Milhares de pessoas estão envolvidas na comercialização.Implicou também na incapacidade de concorrência das indústrias do sul. como Campos e Macaé (açúcar e álcool). O estado do Espírito Santo é o menos industrializado do Sudeste. profissionais liberais. muitas vezes em estrutura familiar e artesanal. .Quanto maior a cidade. O imigrante foi um elemento muito importante no início da industrialização como mercado consumidor e no processo industrial de produtos agrícolas.Belo Horizonte. A industrialização de São Paulo implicou na incorporação do espaço do Sul como fonte de matéria-prima. educação.Rio de Janeiro. ao consumo interno ou à exportação. Timóteo. transporte e distribuição dos produtos destinados à industrialização. Ibiraçu. de comunicação.Nesse sentido o sul passou a complementar a produção do Sudeste. É o caso de Volta Redonda. No Sudeste. João Monlevade e Ouro Branco. tem muita vinculação com a produção agrária e dentro da divisão regional do trabalho visa o abastecimento do mercado interno e as exportações. tem atividades econômicas diversificadas. graças ao crescimento de suas cidades. Araxá e Itaperuna(leite e derivados). Ipatinga. Rio e Belo Horizonte concentra-se a maior produção industrial do país. A indústria passou a se diversificar para produzir bens intermediários para as indústrias de São Paulo. maior variedade de profissionais aparecem ligados às atividades urbanas. Três Corações. a região possui uma vasta rede de prestação de serviços em todos os ramos.Daí considerarmos o Sul como sub-região do Centro-Sul.

principalmente de São Paulo.Objetivando a integração brasileira com os países do Mercosul. A exploração petrolífera no Recôncavo Baiano trouxe para a região indústrias ligadas à produção refino e utilização de derivados do petróleo. Com vistas à política do Governo Federal para o Programa de Corredores da Exportação. instituído no final da década de 70 para atender ao escoamento da produção destinada ao mercado externo. Nordeste: A industrialização dessa região vem se modificando. a indústria do Sul conta com empresas no setor petroquímico. mecânicas e outras. carboquímico. O sistema industrial do Nordeste. não absorve a mão-de-obra que passa a subempregar-se na área de serviços ou fica desempregada. acarretando o empobrecimento da população operária. de alta tecnologia e capital intenso. A construção da rodovia . de indústrias de ponta em condições de concorrência com as indústrias de São Paulo. A rede rodoviária acha-se mais integrada a outras regiões do que dentro do próprio Nordeste. ligando o Nordeste(Zona da Mata) ao Sudeste e ao Sul. que utilizam um maquinário tecnologicamente mais sofisticado. A reorganização e modernização da indústria do sul necessitam também de uma política nacional que possibilite o aproveitamento das possibilidades de integração da agropecuária e da indústria. têxteis. Centro-Oeste: . tem pouca integração interna. Encontra-se somente em alguns pontos dispersos e concentra-se sobretudo nas regiões metropolitanas:Recife. visando sobretudo a exportação do açúcar e do álcool. Essa nova indústria . Salvador e Fortaleza . à implantação e crescimento da produção de bens de capital( máquinas. possibilitou o abastecimento do Nordeste com produtos industrializados no Sudeste e o deslocamento da população nordestina em direção a este. A agroindústria açucareira é uma das mais importantes. equipamentos). foram realizadas obras nos terminais açucareiros dos portos de Recife e Maceió. siderúrgico e em indústrias de ponta (informática e química fina). químicas. modernizando. As indústrias continuam a tendência de intensificar a produção ligada à agricultura (alimentos. bebidas) e as novas indústrias metalúrgicas. mas sofre a concorrência com as indústrias do Centro-Sul. As indústrias estão concentradas nas mãos de poucos empresários e os salários pagos são muito baixos. concentrado na Zona da Mata.

tiveram mercado consumidor certo no Centro-Oeste. ao incentivarem-se os cultivos dos produtos de exportação em grandes áreas mecanizadas. caberia ao Centro-Oeste a função de produtor de grãos e carnes para exportação.existem indústrias em Goiânia. As indústrias de máquinas e insumos agrícolas. Norte: A atividade industrial no Norte. além do abate de reses o que contribui para o maior valor de sua produção industrial . N o estado de Goiás por exemplo . é pouco expressiva. Porém. por exemplo. esta área possui certa diversificação industrial. além dos abates clandestinos que não passam pela fiscalização do Serviço de Inspeção Federal. Pires do rio. o Governo Federal implantou uma nova política econômica visando a exportação . graças ao seu mercado consumidor. . com pequeno beneficiamento dos produtos. são os centros industriais mais significativos. Existem grandes matadouros e frigoríficos que industrializam os produtos de exportação. se comparada com outras regiões brasileiras.Para atender às necessidades econômicas brasileiras e a sua participação dentro da divisão internacional do trabalho. A indústria de alimentos. instaladas no Sudeste. comunicações e energia possibilitaram à algumas áreas o crescimento no setor industrial .Itumbiara. provocando um avanço na agroindústria do Centro-Oeste.Catalão. Goiânia e Anápolis. os produtos alimentares representam o maior valor da produção industrial. que estimula o desenvolvimento industrial. o Centro-Oeste tornou-se a segunda região em criação de bovinos do País. móveis etc. principalmente nas últimas décadas. Goianésia e Ceres. Anápolis. como :alimentos. As outras atividades industriais são voltadas para a produção de bens de consumo. O abastecimento regional é feito pelos matadouros de porte médio e matadouros municipais. Enquanto outras áreas apresentam indústrias ligadas aos produtos alimentares. visando à exportação.Na década de 60. localizadas na área de maior desenvolvimento econômico da região. os investimentos aplicados. Sua industrialização se baseia no beneficiamento de matérias-primas e cereais. na área dos transportes. Com tudo isso. A CEVAL. a industrialização a nível nacional adquire novos padrões. Grande parte das indústrias está localizada próxima à fonte de matérias-primas como a extração de minerais e madeiras. sendo esta a atividade econômica mais importante da sub-região.Contudo. A partir da década de 70. a partir de 1990. passou a se instalar nos pólos produtores de matérias-primas. já processa 50% da soja na própria área. minerais não metálicos e madeira. Sua produção de carne visa o mercado interno e externo. instalada em Dourados MS.

mudanças no espaço geográfico:em alguns casos. A implantação de uma indústria. As principais regiões industriais são Belém e Manaus.Tais atividades.fazendo-se aumentar o número de empregos informais surgidos nessa região. mudanças culturais. por congelação. um trabalho que artesanalmente era executado pelo povo. e tido como tradição. que quando uma indústria é implantada em determinada região. Ao longo dos anos 70. o esmagamento de sementes para fabricação de óleos. milhares de postos de trabalho se extinguiam. etc. a extração de suco de frutas. defumação. destacando-se a produção de laticínios. várias mudanças acontecem.A agroindústria regional dedica-se basicamente ao beneficiamento de matériasprimas diversas. o serviço que muitas vezes. O decreto estabelecia incentivos com vigência até o ano 1997. salga.o processamento de carne. A ZONA FRANCA DE MANAUS A ZFM foi criada em 1957 originalmente através da Lei 3. as industrias são implantadas. sem maior avaliação dos danos que ela poderá causar. dentre elas. COMO A IMPLANTAÇAO DE UMA INDÚSTRIA PODE ALTERAR NA CULTURA E NAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA REGIÃO EM QUE FOI IMPLANTADA Já é do conhecimento de todos nós. era desempenhado por várias pessoas e em um período de tempo muito maior. . mudanças no espaço geográfico. a preservação do pescado. modifica a cultura. a ZFM foi subordinada diretamente ao Ministério do Interior. surgem também.e principalmente. prensagem de juta. geram empregos. a destilação de essências florestais.Assim.173 com o objetivo de estabelecer em Manaus um entreposto destinado ao beneficiamento de produtos para posterior exportação. ossos e couro. cede seu lugar. e que exercem sozinhas e em pouco tempo. Em 1967. os incentivos fiscais atraíram para a ZFM investimentos de empresas nacionais e estrangeiras anteriormente instaladas no sul do Brasil. através da SUFRAMA (pelo Decreto-Lei nº 288). mudanças na economia. principalmente da indústria eletrônica de consumo. Mais adiante veremos sobre a criação da Zona Franca de Manaus. Além de mudanças na cultura e economia . pois. a criação de áreas industriais de grandes dimensões. enlatamento. Nos anos 80. muitas vezes à máquinas pesadas. bem como investimentos de novas ET. a Política Nacional de Informática impediu que a produção de computadores e periféricos e de equipamentos de telecomunicações se deslocasse para Manaus e a ZFM manteve apenas o segmento de consumo da indústria eletrônica. além de aumentarem o valor final da matéria-prima. Na Amazônia não acontece como no Centro-sul do país. acarretando conseqüências gravíssimas posteriormente.

um local tem que ter fácil acesso à rodovias. visando a exportação.013. os produtos fabricados na ZFM passaram a enfrentar a concorrência com produtos importados no mercado doméstico brasileiro. para que sejam feitos os contatos necessários para se fechar grandes negócios. A rápida implantação da matriz industrial internacional no Brasil internalizou os vetores produtivos da químico-petroquímica. visando a obtenção de lucros mais altos. da metal-mecânica. nos anos 90. De maneira geral. . comunicação e comércio. do pós guerra até meados da década de 70. é necessário que haja mercado para este produto. esses incentivos perderam eficácia. de papel e celulose e de minerais não-metálicos todos com uma forte carga de impacto sobre o meio ambiente. OS IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELA INDÚSTRIA As economias capitalistas tiveram. bens de capital e do consumo duráveis) e a química (especialmente a petroquímica). e o padrão tecnológico do processo produtivo. pois para que se produza alguma coisa . que escoem a sua produção para as diversas regiões do país e os portos. da intensiva e concentração espacial dos gêneros e ramos industriais. uma das fases de maior expansão e transformações da estrutura produtiva. O comércio. Os meios de comunicação. A RELAÇÃO DOS MEIOS DE TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO. E DO COMÉRCIO COM A INDUSTRIALIZAÇÃO DE UMA DETERMINADA REGIÃO Os meios de transporte. sob a égide do setor industrial.A Constituição de 1988 prorrogou a vigência dos incentivos fiscais da União para a ZFM até o ano 2. da indústria de material de transporte.tecnologias de filtragem e processamento dos efluentes além do reaproveitamento econômico dos subprodutos. Essa expansão foi liderada por dois grandes subsetores: o metal-mecânico (indústria de automotores. da indústria madeireira. a atualização dos conhecimentos e a velocidade de comunicação. As empresas estabelecidas em Manaus promoveram um forte ajuste com redução do emprego e aumento do conteúdo importado dos produtos finais. Para ser determinado estratégico para a implantação de uma indústria. para o crescimento da indústria. o impacto do setor industrial sobre o meio ambiente depende de três grandes fatores: da natureza da estrutura da indústria em distintas relações com o meio natural. e o comércio tem o papel de intermediário entre o produtor e o consumidor final. e abstraindo as características de cada ecossistema. mas com a abertura da economia. são os fatores cruciais para que se implante uma indústria em uma determinada região. também é muito importante. também são vitais. Simultaneamente.

para que haja pelo menos a esperança.matérias primas. tendo como protagonista uma indústria. mas ultrapassados no que se refere ao meio ambiente. algumas manchetes de jornais que anunciaram algumas das catástrofes ambientais. também pode contribuir fortemente para o desenvolvimento da população. a economia mundial ingressa em um novo ciclo de paradigma tecnológico. Uma indústria. pode não ser revisto nunca mais. Ao contrário da industrialização do pós-guerra. de que não voltará a acontecer. pode ser benéfica tanto quanto prejudicial.papel e celulose indiciada por prefeitura Acima. matando ecossistemas inteiros. Enquanto o Brasil começa a realizar ajustes no perfil da indústria nacional. CONCLUSÃO Uma indústria em uma certa região. os acidentes ambientais causados pela falta de cuidados de certas indústrias. Baía de Sepetiba: ainda sem solução para rejeitos Manchas de óleo na Região dos Lagos e na baía de Guanabara Rio vai à Justiça contra mineradora Vazamento: Rio Muriaé tem 400 milhões de litros de lama Ingá: Ibama prevê desastre ambiental Óleo vaza de plataforma da Bacia de Campos Rompe barreira em Macacos Cataguases. altamente consumidora de recursos naturais . o novo padrão de crescimento tende a uma demanda elevada de informação e conhecimento com diminuição relativa do "consumo" de recursos ambientais e de "produção" de efluentes poluidores. . ela pode estar executando a massificação da cultura de um povo. pois ao mesmo tempo que contribui para o crescimento. gerando inúmeros empregos diretos e indiretos. É importante.um prejuízo sem recuperação. Muitas vezes. sempre relembrarmos. com escassos elementos tecnológicos de tratamento. reciclagem e reprocessamento. "commodities" e energéticos. o prejuízo natural causado por um acidente ambiental.A industrialização maciça e tardia incorporou padrões tecnológicos avançados para base nacional.

Brasília. o mundo não seria o mesmo. tivesse que ir de carro de boi?Enfim. poluição ambiental. O chamado êxodo rural. . sem seus produtos industrializados! 1) A URBANIZAÇÃO BRASILEIRA NO SÉCULO XX O processo de urbanização no Brasil ocorreu de maneira rápida e desordenada. O planejamento urbano serve para evitar os problemas que ocorrem com as cidades que crescem rapidamente e não têm um acompanhamento adequado. que consiste na migração da população rural para as cidades. principalmente com a implementação de variadas indústrias. falta de áreas verdes (como praças e bosques). A falta de planejamento urbano e o crescimento acelerado trouxeram algumas consequências para esses centros urbanos.Será que hoje em dia a humanidade conseguiria viver sem comodidade e tecnologia?Sem um celular ou um computador. entre elas a capital federal. ao longo do século XX. que possibilitaram novos empregos. ou mesmo uma televisão ou um rádio? E se não existisse o carro?Ou mesmo você não pudesse nem sonhar em ir de ônibus para o trabalho. congestionamento (em razão da falta de espaço nas ruas). indústrias e residências na mesma área (ocasionando problemas ambientais e de saúde). violência e diversos outros transtornos que resultam em má qualidade de vida para a sociedade. O crescimento e o desenvolvimento do Brasil impulsionaram o surgimento de diversas cidades. como o caso das favelas Também ocorreu no Brasil o planejamento urbano para a criação de algumas cidades. Algumas regiões brasileiras se urbanizaram mais do que outras em razão das políticas públicas (que incentivaram determinadas áreas e outras não). com a grande migração da população que trocou o meio rural pelas novas oportunidades oferecidas pelas cidades. o que gerou diversos problemas. atraindo a população que vivia no campo para a cidade. A urbanização brasileira ocorreu de forma rápida e desigual. barulho. foi muito intenso em décadas passadas e a migração dessas pessoas provocou um inchaço urbano em determinadas regiões. falta de moradias. As regiões Sul e Sudeste se destacam porque possuem uma concentração maior de áreas urbanas. Mas esse processo não ocorreu da mesma forma em todo o país. tais como: problemas de saneamento básico (como tratamento de distribuição de água e esgoto).

Ainda durante a Idade Média. novas técnicas marcaram o avanço dos meios de produção e de produtividade. entre outros pontos fundamentais para oferecer uma melhor qualidade de vida para a população que ali habita. maior exploração . áreas verdes. É acompanhada pela ampliação tecnológica e desenvolvimento da economia. ocasião caracterizada pela própria invenção da máquina a vapor. transformando a economia em economia de mercado e estabelecendo o capitalismo como sistema. bairros para moradias. Karl Polanyi chama o processo iniciado pela industrialização de “O Moinho Satânico”. A burguesia é a classe que se consolida com o processo de industrialização e. em muitos casos. Brasília: exemplo de planejamento urbano no Brasil 2) O PROCESSO DE METROPOLIZAÇÃO DO BRASIL 3) A URBANIZAÇÃO E AS ETAPAS DA INDUSTRIALIZAÇÃO A Industrialização é o processo de modernização pelo qual passam os meios de produção de uma sociedade. promovendo o cercamento dos campos e empurrando os trabalhadores para as áreas que se urbanizavam através da produção industrial. representa novas formas de organização social pela lógica de lucro que introduz. fazendo com que as relações sociais passem a fazer parte da economia.Esses centros planejados possuem estudos para fluxos de automóveis (que evitam o congestionamento). com aumento da produtividade. grandes progressos em produtividade industrial. homens são substituídos por máquinas nos meios de produção. artesanato e manufatura deram suas contribuições para o desenvolvimento pleno da indústria. É no século XVIII que ocorre o que é chamado de Primeira Revolução Industrial. distritos industriais separados das moradias. A Industrialização é um processo antigo na humanidade. Mas isso não quer dizer que houvesse indústrias como conhecemos atualmente ou características do capitalismo. O impacto da industrialização gera um grande aumento na divisão do trabalho. assim como o crescimento da classe média e dos padrões de consumo. Técnicas mais aprimoradas de agricultura. quando a Inglaterra baseia seu desenvolvimento econômico nas indústrias. A Industrialização causa impactos que vão muito além da utilização de máquinas. mas são impactantes nas relações sociais também. e não o contrário. O primeiro país a passar por uma industrialização efetiva foi a Inglaterra. Isso porque a indústria altera não só os meios de produção. A implantação de um maquinário próprio transforma a sociedade e a forma de trabalho com o intuito de produzir maior riqueza e lucro. O progresso passou por várias fases tecnológicas. pois é nesse período que ocorre uma desarticulação da sociedade. A Inglaterra foi o grande símbolo da Primeira Revolução Industrial.

e a iniciativa do Barão de Mauá acabou quebrando. no decorrer do reinado de Dom Pedro II. contribuindo com várias consequências desastrosas ligadas a urbanização. o qual teve que investir em produção própria para dar conta de suas demandas durante o conflito. nos territórios da África e da Ásia. A Segunda Revolução Industrial expandiu o grupo de países detentores de tecnologias e produções industriais. Portanto o Brasil não estava preparado e nem devidamente planejado para essa migração em alta escala de pessoas. Outros dois momentos marcantes de industrialização ocorreram posteriormente no mundo. Ao longo da Primeira República. mais expressivamente. e o aumento das hostilidades entre os países que concorriam por regiões de influência acarretou na Primeira Guerra Mundial. outros surtos industriais também aconteceram. Juscelino Kubitscheck ampliou a industrialização abrindo espaço para a produção dos bens de consumo e as indústrias internacionais. Essa fase é caracterizada pelo grande avanço da informática e da telemática. onde pudessem vender seus produtos industrializados e obter as matérias-primas necessárias para o sustento de suas indústrias. Em alguns casos por iniciativas particulares e. que viam com maus olhos seus empreendimentos. A situação desagradava os ingleses.do trabalho e estabelecimento do sistema capitalista na economia. sobretudo. pairou na Europa. Com todo esse processo de crescimento a marginalidade. houve um surto industrial promovido pelo Barão de Mauá. Essa industrialização do século XIX esteve inserida no contexto do Neocolonialismo ou Imperialismo. além do uso e valorização do petróleo como fonte de energia. o abandono. por conta da Primeira Guerra Mundial que interrompeu o fluxo de produtos industrializados para o Brasil. O Brasil entrou com atraso no processo de Industrialização. a fome. É conhecida também como Revolução do Silício. Ainda no período Imperial. Entretanto a industrialização brasileira só se desenvolveu mesmo a partir do governo de Getúlio Vargas que promoveu industrialização de base e a urbanização do país. É uma fase caracterizada pela descoberta e uso da energia elétrica. O clima de tensão. contudo. e a falta de moradia criaram um verdadeiro transtorno com um grande aumento da violência e poluição. Em busca de melhores condições de vida as pessoas saiam da vida rural e se instalavam nas cidades a procura de emprego. Para saber mais sobre os problemas urbanos que destroem com o meio ambiente e a saúde das pessoas fique atento aos próximos tópicos. porém existe a conscientização e aos poucos o governo estabelece novas regras nas quais os problemas urbanos sejam amenizados. Essa disputa pelos países industrializados há mais tempo e os que ingressavam no capitalismo ocorreu. a qual informatizou e tornou mais rápida as relações de produção. Esse problema esta cada dia pior. seu processo de urbanização ocorreu a partir de 1950 quando se intensificou a chegada de indústrias no país. . no qual os países buscavam por áreas de influência no mundo. Já a Terceira Revolução Industrial é mais recente e vivemos constantemente sob seus impactos. 4) OS PROBLEMAS URBANOS O Brasil está crescendo cada dia mais. econômica e social.

pois muitos recursos que são enviados no tratamento do lixo não chegam ao seu destino. . Essa questão é um problema socioeconômico. As possíveis soluções para o trânsito urbano no Brasil é a implementação de incentivo aos transportes públicos e claro com melhores condições com investimentos nas infraestruturas desses transportes.Problemas urbanos no Brasil trânsito O trânsito é um dos problemas urbanos que mais cresce e trazem problemas as populações com o excesso de automóveis transitando nas ruas aumentam se a poluição desestabilizando o meio ambiente. Túneis vias expressas. que através desse processo muitos materiais são reutilizados gerando menos lixo abandonado. Uma das alternativas beneficiadoras é a conscientização da importância da reciclagem. provocando estresse nas pessoas e sem contar as muitas horas perdidas dentro dos automóveis. modal rodoviário taxas mais baratas e investimentos urbanos que sem dúvida iria melhorar o transito no Brasil principalmente nas grandes cidades. Esse aglomerado de lixo traz muitos malefícios tanto para a saúde como para o meio ambiente. A falta de estrutura o abandono político em solucionar o problema criam alternativas erradas como lixões espalhados por todo o Brasil a céu aberto causando problemas ao solo e a saúde pública com proliferações de insetos e doenças. Problemas urbanos no Brasil lixo Com a alta taxa de crescimento nas grandes cidades do Brasil um dos principais problemas urbanos é a grande produção de lixo.

Ocorreram também remodelações de portos e reaparelhamento.Problemas urbanos no Brasil moradia As morarias inadequadas no Brasil sua grande maioria é devido a falta de infraestrutura urbana. o comércio para a produção limitava-se à mercados locais. alcançando os Estados do Rio de Janeiro. o Brasil possuía 113 mil km de rodovias. aumenta a riqueza de uma minoria e. As únicas opções que pessoas pobres sem condições algumas têm é a ocupação em terrenos até mesmo em áreas de risco para sobreviver. realizada num país subdesenvolvido e que trouxe uma série de problemas.478 quilômetros de malha ferroviária. posto de saúde e policiamento fazendo com que cresça a revolta e a criminalidade. a rede de estradas de ferro brasileiras tinham cerca de 9. foram instalados os primeiros bondes elétricos no Rio de Janeiro. Durante a República Velha ocorreu a construção da Estrada de Ferro Noroeste. cujo ponto inicial era Bauru. Em 1930. ligavam o ponto de produção ao litoral. o país contava com 32. Esses problemas urbanos do Brasil precisam de reformas sérias por parte do governo para mudar a situação dessas pessoas que muitas das vezes procuram o caminho errado por falta de melhor oportunidade. Essas áreas urbanas onde vivem famílias pobres geralmente não são atendidas com escolas.Petrópolis. “Governar é construir estradas”. Ao fim da época da República. que faz com que cresçam cada vez mais favelas em morros com condições precárias e sub-humanas ainda existam. . interligando São Paulo a Mato Grosso. Minas Gerais e Espírito Santo. A Estrada de Ferro Leopoldina fora ampliada. Durante o governo de Rodrigues Alves. Problemas relacionados com o tipo de desenvolvimento do qual. Os processos de urbanização do Brasil como sabemos é fruto de uma industrialização tardia. e) a rede de transportes e comunicação. A produção não escoava para todo o território nacional por falta de rodovias e ferrovias. por um lado. O Brasil emperrava por falta de comunicações em várias regiões. e Rio.583 quilômetros sem interligações entre si. sua estrutura e evolução No início do período republicano. agrava-se o problema da maioria dos habitantes. que construiu a estrada Rio-São Paulo. por outro. esse era o lema do Presidente Washington Luís.

ficou muito aquém das necessidades do setor num país das dimensões continentais do Brasil. complementados pelas vias fluviais e a malha rodoviária. Esses conceitos começaram a ser modificados a partir de então. no Nordeste e no planalto paulista. foi criada a Comissão Rondon que pretendia instalar o telégrafo no interior do Brasil. o mais caro depois do aéreo. ao porto de São Luís MA. mas dificuldades financeiras impediram a adoção de medidas eficazes para recuperar. a política para o setor concentrou os recursos no setor rodoviário. reduziu-se a 26.5 km de extensão. Outras foram construídas posteriormente. que se acentuou com a ênfase do poder central na malha rodoviária. porém. As ferrovias transportam 33% da carga (minério de ferro e granéis) e já apresentam expansão em sua malha.Na gestão de Afonso Pena. Diversas ferrovias e ramais começaram a ser desativados e a rede ferroviária. a economia brasileira se fundava na exportação de produtos primários. com prejuízo para as ferrovias. que entrou em processo acelerado de degradação. com 890km de extensão. Ocorreu a abertura de mais de 700 km de estradas no interior. Na década de 1980. o que gerou a descoberta de rios antes desconhecidos para a navegação. A crise econômica da década de 1980 e uma nova orientação política tiveram como conseqüência uma queda expressiva na destinação de verbas públicas para os transportes. Desde a criação da primeira estrada de ferro até 1946 os esquemas viários de âmbito nacional foram montados tendo por base as ferrovias. A crise do petróleo na década de 1970 mostrou a necessidade da correção da política de transportes. o setor rodoviário. Com a aceleração do processo industrial na segunda metade do século XX. no sul do Pará. As primeiras medidas concretas para a formação de um sistema de transportes no Brasil só foram estabelecidas em 1934. inaugurada em 1985. O volume de investimentos. modernizar e manter a rede ferroviária nacional. no caminho de Petrópolis. especialmente na área da indústria pesada e extração mineral. especialmente pela profunda mudança que se operou na economia brasileira. que em 1960 tinha 38. movimentava no final do século mais de sessenta por cento das cargas.659 km em 1980. a administração pública tentou criar um sistema ferroviário capaz de substituir o rodoviário no transporte de cargas pesadas. até 1920. que liga a província mineral de Carajás. unindo a Baía de Guanabara ao sopé da Serra da Estrela. A década de 1940 marcou o começo do processo de estagnação. e com isso o sistema de transportes limitou-se aos transportes fluvial e ferroviário. estas impulsionadas pela cultura do café – provocando a ligação Santos-São Paulo-Jundiaí e a construção das linhas das Cias. com 14. e a ênfase passou para o setor rodoviário. Até a década de 1950.287 km. Como resultado. O setor ferroviário se desenvolveu de forma acelerada desde a inauguração da primeira estrada de ferro. TRANSPORTE RODOVIÁRIO . Uma das iniciativas de sucesso foi a construção da Estrada de Ferro Carajás. TRANSPORTE FERROVIÁRIO Primeira estrada de ferro do Brasil A primeira estrada de ferro brasileira foi inaugurada no Rio de Janeiro em 1854.

e a rodovia dos Imigrantes. em 1957. com numeração iniciada em quatro. em 1954. Como objetivou a integração inter-regional. 4) 29 rodovias diagonais. a Rio-Santos. 2) 14 rodovias longitudinais. a construção de rodovias ganhou poderoso impulso devido a três fatores principais: a criação do Fundo Rodoviário Nacional. que liga São Paulo à região Centro-Oeste. Entre as rodovias construídas a partir desse plano destacam-se a Brasília-Acre e a Belém-Brasília. a extensa área. seja oneroso (três vezes mais do que o ferroviário e nove vezes mais do que o fluvial. de São Paulo a Santos. com numeração iniciada em dois. a Torres-Osório. e a implantação da indústria automobilística nacional. seu desenvolvimento prejudicou a melhoria e a expansão dos transportes ferroviário e hidroviário. impediu a ampliação da rede e sua manutenção. um terço dos quais através da selva amazônica. em 1988. responde por cerca de 64% da carga que circula no território. A partir das décadas de 1940 e 1950. do imposto sobre lubrificantes e combustíveis líquidos e do imposto sobre serviços de transporte rodoviário. que passou a produzir asfalto em grande quantidade. no sentido norte-sul. TRANSPORTE HIDROVIÁRIO . o crescimento acelerado deu lugar à estagnação. que estabeleceu um imposto sobre combustíveis líquidos. As dificuldades econômicas do país a partir do final da década de 1970 causaram uma progressiva degradação da rede rodoviária. Embora o sistema rodoviário. A mudança da capital do Rio de Janeiro para Brasília levou à criação de um novo e ambicioso plano rodoviário para ligar a nova capital a todas as regiões do país. incrementado a partir da década de 60 com a expansão da indústria automobilística. em programas de combate às secas. usado para financiar a construção de estradas pelos estados e a União. primeiro no Nordeste. As estradas brasileiras tiveram sua construção iniciada apenas no século XIX e as rodovias surgiram só na década de 1920. que se estende por 2. com a extinção. que modificou e definiu o sistema rodoviário federal. Entre as rodovias mais modernas do Brasil estão a Presidente Castelo Branco. A perda de receitas. Em 1973 passou a vigorar o Plano Nacional de Viação. percorre o litoral dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. 3) 21 rodovias transversais. no Rio Grande do Sul. com ponto inicial em Brasília e numeração iniciada por zero. a fundação da Petrobrás. como parte da BR-101. que. em 1946. com numeração iniciada em um. a Rio-Petrópolis. Compõe-se o sistema federal das seguintes rodovias: 1) 8 rodovias radiais. Como resultado. 5) 78 rodovias de ligação entre cidades. em fins do século XX a precária rede rodoviária respondia por 65% do transporte de cargas e 92% do de passageiros. além de consumir 90% do diesel utilizado em transportes no país). cuja numeração começa em três. no sentido leste-oeste. Em 1928 foi inaugurada a primeira rodovia pavimentada. Na década de 1980. a disponibilidade hídrica.070 km.Rodovia Presidente Dutra No Brasil. hoje rodovia Washington Luís. a longa faixa litorânea e os relevos pouco acidentados não impediram a adoção de uma política de transportes apoiada nas rodovias.

em Minas Gerais. Principais hidrovias Hidrovia Araguaia-Tocantins . no rio Paraguai. A hidrovia. dificultam a navegação.Hidrovia Tietê-Paraná Hoje. por não haver nessa parte do País mercados produtores e consumidores de peso. Durante as cheias. Outro motivo são os rios de planície facilmente navegáveis (Amazonas e Paraguai). a navegação fluvial no Brasil está numa posição inferior em relação aos outros sistemas de transportes. por onde é escoado o minério de manganês extraído de uma área próxima da cidade de Corumbá. e sua foz. num trecho de 1. no Pará. Os trechos hidroviários mais importantes. É o caso dos rios Tietê. principalmente. São Francisco e outros. seu principal rio. A construção da Hidrovia Araguaia-Tocantins visa criar um corredor de transporte intermodal na região Norte. As obras ainda em andamento visam baratear o escoamento de grãos no Norte e no Centrooeste. Muitos rios do Brasil são de planalto. Os principais projetos em execução ao longo do rio visam melhorar a navegabilidade e permitir a navegação noturna. Nele estão instaladas as usinas hidrelétricas de Paulo Afonso e Sobradinho. na Bahia. É o sistema de menor participação no transporte de mercadoria no Brasil. é o grande fornecedor de água da região semi-árida do Nordeste. Entre as principais hidrovias brasileiras. Paraná. entre as cidades de Belém. de portos que possibilitem a integração intermodal. Hidrovia Tietê-Paraná . está em operação desde abril de 1997. do ponto de vista econômico. é navegável numa extensão de 1. portanto. É a hidrovia de Contorno. O Araguaia cruza o Estado de Tocantins de norte a sul e é navegável num trecho de 1.300 quilômetros. na Bahia.900 km. caso implantado.O rio Madeira é um dos principais afluentes da margem direita do Amazonas. já prontas. e Juazeiro. em Minas Gerais. Eclusas são construídas para superar as diferenças de nível das águas nas barragens das usinas hidrelétricas. e Peixes. o Tocantins. Hidrovia São Francisco . Outro porto fluvial relevante é o de Corumbá. Sudeste e Sul. O pleno aproveitamento de outras vias navegáveis dependem da construção de eclusas. em Goiás. por exemplo. Isto ocorre devido a vários fatores. apresentando-se encachoeirados. O Porto de Manaus. O Brasil tem mais de 4 mil quilômetros de costa atlântica navegável e milhares de quilômetros de rios. encontram-se no Sudeste e no Sul do País. Nos últimos anos têm sido realizadas várias obras. O seu significado econômico e social é de grande importância. e seu potencial hidrelétrico é parcialmente aproveitado na Usina de Tucuruí. Apesar de boa parte dos rios navegáveis estarem na Amazônia. com o intuito de tornar os rios brasileiros navegáveis. com as novas obras realizadas para permitir a navegação noturna. Seu principal trecho navegável situa-se entre as cidades de Pirapora. pois permitirá um transporte de baixo custo. Grande. pequenas obras de dragagem e. e Três Marias. Moxotó.100 km. destacam-se duas: Hidrovia Tietê-Paraná e a Hidrovia Taguari-Guaíba. onde nasce. os quais encontram-se afastados dos grandes centros econômicos do Brasil. no Pará.A Bacia do Tocantins é a maior bacia localizada inteiramente no Brasil.Esta via possui enorme importância econômica por permitir o transporte de grãos . o "Velho Chico". Hidrovia da Madeira . situado à margem esquerda do rio Negro. o transporte nessa região não tem grande importância econômica. É o caso da eclusa de Barra Bonita no rio Tietê e da eclusa de Jupiá no rio Paraná. em Alagoas. que permitirá a ligação da região Norte do Brasil às regiões Centro-Oeste. como é conhecido o maior rio situado inteiramente em território brasileiro. é o porto fluvial de maior movimento do Brasil e com melhor infra-estrutura. em Minas Gerais. Existe também um projeto de ligação da Bacia Amazônica à Bacia do Paraná. na divisa de Sergipe e Alagoas.Entre a Serra da Canastra.

no Rio Grande do Sul. em São Paulo.299 privados e 715 públicos (dados de abril/2000). Uma de suas importantes características é ser bem servida de terminais intermodais.250 quilômetros navegáveis. Para operacionalizar esses 1. Paraná e São Paulo. na divisa de São Paulo com o Mato Grosso do Sul e na fronteira do Paraná com o Paraguai e a Argentina. em Campinas . e 800 no rio Paraná.e outras mercadorias de três estados: Mato Grosso do Sul. com um acréscimo de 27. há necessidade de conclusão de eclusa na represa de Jupiá para que os dois trechos se conectem. que cresceu muito até a década de 1980. Rio de Janeiro. que podem movimentar um total de 130 mil toneladas. Além disso. Recife. o que facilita o transbordo das cargas.São Paulo Implantado no Brasil em 1927. O transporte aeroviário é responsável por 4% do movimento total de passageiros no Brasil. Manaus. Ela possui 1.250 quilômetros. TRANSPORTE MARÍTIMO O Porto de Santos (SP) é considerado o maior porto da América Latina .014 aeroportos e aeródromos oficiais. sendo 1. Os principais produtos transportados na hidrovia são grãos e óleos.332 aeronaves registradas ativas e 2. As companhias aéreas brasileiras transportaram em média 40 milhões de passageiros (29 milhões em vôos internos e 11 milhões em vôos internacionais). Rio de Janeiro. Taguari-Guaíba .Com 686 quilômetros de extensão. o transporte aéreo é realizado por companhias particulares sob o controle do Ministério da Aeronáutica no que diz respeito ao equipamento utilizado. A rede brasileira. destacam-se São Paulo (incluindo-se o aeroporto de Viracopos. Os principais centros do país em volume de passageiros transportados são pela ordem: São Paulo. haviam 10.65%. Belo Horizonte. Salvador. No segmento de carga.o 1° do país em carga aérea). Brasília. É operada por uma frota de 72 embarcações. sua participação é de 0. principalmente no transporte de passageiros e no abastecimento de localidades ribeirinhas. Curitiba. Porto Alegre. esta é a principal hidrovia brasileira em termos de carga transportada. outras hidrovias possuem mais importância local. Em volume de cargas. sofreu as conseqüências da crise mundial que afetou o setor nos primeiros anos da década de 1990. No que diz respeito ao tráfego. sendo 450 no rio Tietê. Brasília e Belo Horizonte. Fortaleza e Manaus.9% em relação ao ano anterior. de acordo com o Departamento de Aviação Civil DAC. A receita total do setor gira em torno de R$ 12 bilhões ao ano. TRANSPORTE AÉREO Aeroporto de Congonhas . abertura de novas linhas etc.

1996. C) a ampliação do isolamento do espaço rural. D) a estagnação da fronteira agrícola do pais. Nordeste. objeto de modificações. um pouquinho de modernização agrícola. A Natureza do Espaço. ou seja. aumentariam a competitividade dos produtos e permitiriam uma maior integração territorial. Transmetropolitano. A pergunta é simples e bem direta: qual é o efeito dessa modernização agrícola? E ela especifica. São Francisco. hoje. E) a diminuição do nível de emprego formal. Oeste-Norte. M. Um pouquinho de interpretação. ela quer as consequências socio-espaciais desse processo de modernização agrícola. a introdução de várias técnicas que ele vai colocar. Considerando a transformação mencionada no texto. uma consequência socioespacial que caracteriza o atual mundo rural brasileiro é: A) a redução do processo de concentração de terras. o Congresso aprovou em 1995 uma emenda constitucional que retirou dos navios de bandeira brasileira a reserva de mercado na exploração comercial da navegação de cabotagem e permitiu a participação de navios de bandeira estrangeira no transporte costeiro de cargas e passageiros. Na realidade. o mundo rural. mas no fundo ele pergunta pra gente quais são os efeitos dessas técnicas para o campo. Fronteira Norte.” 0:15 Essa questão trata sobre o que ele chama de império da técnica. mas termina o parágrafo dizendo que logo em seguida essas técnicas acabaram indo para o campo. ferroviários e hidroviários reduziriam os fretes.Entre 1920 e 1945. eram apenas as grandes cidades que se apresentavam como o império de técnica. no texto na cidade. é fundamental abrir um caminho em direção ao oceano Pacífico (corredor bioceânico) para atingir os grandes mercados da Ásia e do Pacífico. B) o aumento do aproveitamento de solos menos férteis. São Paulo: Hucitec. suspensões. com o florescimento da indústria de construção naval. Professor: João Paulo. Sudoeste). mas a partir dessa época a navegação de cabotagem declinou de forma substancial e foi substituída pelo transporte rodoviário. no meio urbano. Prova Amarela – Questão 1. . 0:35 A questão número 1 começa com um texto do Milton Santos falando do império da técnica. vamos fazer a questão. O que o Milton Santos quis dizer com isso? Ele estava tratando do processo de modernização agrícola. o transporte multimodal é a melhor opção para o Brasil. F) O espaço rural Brasileiro 1) CARACTERISTICAS DO MUNDO RURAL BRASILEIRO ENEM 2010. inicialmente. acréscimos. pois a associação de vários sistemas de transporte e a criação de terminais rodoviários. Leste. SANTOS. Esse mundo artificial inclui. Para reativar o setor. “Antes. houve um crescimento constante do transporte marítimo. dizendo que esse império tinha sido na cidade. Além dos corredores de transportes (Araguaia-Tocantins. cada vez mais sofisticadas e carregadas de artifício. Mercosul.

1:04 Na prática. o exôdo rural. clínicas de repouso. com a qualidade das pastagens. essas técnicas vão transformar o processo produtivo. uma consequência socio-econômica negativa que é o desemprego. É isso que nós vamos encontrar no gabarito. assim como as técnicas envolvidas na produção agrícola ou na pecuária. com isso os Agrossistemas podem ser: Pecuária Tradicional: Criação de gado sem preocupação com a genética. além de acompanhamento de um veterinário. com produção baixa pela falta de modernização. uma questão positiva. naturalmente nós temos um aumento de produtividade. Pecuária Moderna: E a criação a partir de cuidados com a genética. o que a gente tem que visualizar? Que com a chegada dessas técnicas no meio rural. além de analisar o tamanho das propriedades rurais e o nível tecnológico. a evasão de pessoas do campo para a cidade. Basicamente. duas respostas poderiam aparecer aí: A primeira. os animais são criados soltos em grandes áreas sem receber maiores cuidados e com baixa produtividade. ecoturismo etc. Gabarito: Letra B. spas. Na área rural tem crescido alguns tipos de estabelecimentos como: Hotéis fazenda. A letra B fala exatamente desse aumento da produtividade rural em função da modernização agrícola. uma consequência positiva. algumas atividades têm modificado a configuração das relações de produção econômica no campo. O desemprego estrutural no campo. Classificação dos Agrossistemas As propriedades rurais são classificadas segundo o nível tecnológico aplicado na pecuária e agricultura. clubes de pescas. as técnicas praticadas são rudimentares. Então. Agrossistemas Consolidam-se nos tipos de cultivo ou de criação que serão produzidas as espécies de plantas e/ou raças de animais. com a saúde animal. produções melhores. analisando as vantagens da criação de uma determinada raça. Nesse sistema de criação a área pastoril é de pastagens de qualidade e com elevado índice de produtividade. Atualmente. as atividades praticadas na zona rural já não são mais necessariamente pecuária e agricultura. . as sementes não são selecionadas. que seria com a chegada das máquinas nós temos técnicas melhores. como arado de tração animal. então. Agricultura Tradicional: É o cultivo de uma determinada cultura sem utilização de defensivos agrícolas. não há correção de solo. A segunda. utilização de medicamentos.

essa locomoção é constante. outra área é procurada. Os agrossistemas são analisados também a partir do tamanho das propriedades rurais. mas a intenção principal é a subsistência. onde o local cultivado é queimado ou retira-se a vegetação. essa prática tem ocorrido há vários séculos na Ásia. pois no período colonial eram responsáveis pela produção de produtos tropicais muito apreciados na Europa. são observadas as previsões do tempo para executar o plantio.Agricultura Moderna: É o cultivo intensivo. A produção. os meios de produção são rudimentares. As áreas cultivadas são minifúndios e o trabalho é manual e bastante minucioso (por isso o nome jardinagem). cultivam uma única cultura com produção destinada à exportação. geralmente muito baixa. imunes a pragas e também são adaptadas ao clima. África e Ásia. Nas plantations a mão de obra era escrava. Plantations São grandes propriedades rurais monocultoras. garantindo alta produtividade. os solos geralmente são pobres. As plantations são heranças do período colonial de vários países das Américas. os animais são levados a percorrer caminhos em busca de ares que ofereçam água e pastagens. aplicação de fertilizantes. Agricultura Itinerante Esse tipo de agricultura consiste no plantio de roças. Pastoreio Nômade Consiste na produção extensiva da pecuária. alta produtividade em menos terras cultivadas. o trabalho de plantio e colheita é realizado por modernos tratores e colheitadeiras. além do acompanhamento de um agrônomo. é destinada à manutenção das famílias (subsistência) e . quando a área cultivada esgota-se. podendo ser: latifúndio (grandes propriedades rurais com mais de 200 hectares). ou seja. Nesse tipo de produção é realizada primeiramente a correção do solo. a produção é comercializada com a população. isso ocorre porque a produção é estruturada nas mais modernas técnicas e máquinas. as sementes são selecionadas. minifúndio (são pequenas e médias propriedades rurais). A produção da agricultura itinerante é voltada ao abastecimento do mercado local. Agricultura de Jardinagem Praticado principalmente na rizicultura (plantio de arroz). exploravam negros trazidos da África. ou seja.

se a maioria das pessoas que passam fome possui renda muito baixa. A Revolução Verde não conseguiu eliminar o problema da fome. o desenvolvimento da agropecuária tem provocado ao longo das ultimas décadas profundas alterações no meio ambiente. mas por outro lado provocou uma aceleração da desigualdade fundiária. criação de novas áreas de cultivo com derrubadas da cobertura vegetal natural e uma série de graves problemas ecológicos decorrente da prática da agricultura moderna. em razão da falta de apoio financeiro e técnico. que na prática significa ―Agroindústrias‖. as grandes propriedades rurais possuíam recursos financeiros para se modernizar e acompanhar as novas técnicas e tecnologias. como o empobrecimento e perda de toneladas de solo. já as pequenas propriedades se encontravam excluídas do processo de modernização. não oferecidos gratuitamente. pois o que adianta ter oferta e um amplo estoque. apesar de ter diminuído o problema em países Asiáticos. o produtor encontra-se endividado. poluição dos mananciais provocada por agrotóxico. então para sanar suas dívidas é obrigado a vender sua propriedade. pensava-se que se a produção de alimentos ofertasse um grande excedente seria possível amenizar a problemática da fome. aumentando ainda mais seu latifúndio. além do mais os alimentos são vendidos. A intenção primordial no aumento de oferta de alimentos era de combater a fome. poluição. Revolução Verde A Revolução Verde foi uma evolução tecnológica que ocorreu no meio rural a partir da década de 60. A Revolução Verde favoreceu o aumento da produção. foi possível devido ao incremento tecnológico que favoreceu a produção em grande escala. negócios agrícolas). nesse período iniciou também a utilização de fertilizantes para um melhor rendimento dos vegetais. surgimento de erosões. às vezes são os latifundiários que fazem a compra.o restante é comercializado no mercado. Na visão ambiental. é o . A Revolução Verde consistiu no desenvolvimento biotecnológico para gerar uma variedade maior de cereais. Muitas vezes ocorre com esses pequenos proprietários a expropriação. Agribusiness Agribusiness (do inglês. A eliminação total da fome através apenas do aumento de oferta de alimentos é impossível.

atualmente o produto orgânico tem conseguido um valor mais elevado. em busca de emprego. não há adição de substâncias químicas. ou para outras regiões do país. A produção alternativa pratica a policultura (cultivo de várias culturas). . onde ocorre o processamento ou industrialização dos produtos oriundos da Agropecuária. em busca de terras. busca-se a eliminação de agrotóxico. a agricultura moderna provavelmente não será superada. pois a produção orgânica oferece produtos saudáveis. ou seja. não será possível a prática restrita da produção orgânica. o preço maior é devido à qualidade dos produtos. o modelo adotado para explorar as colônias foi o plantation: grandes propriedades monocultoras. pois são mais saudáveis. Nesse sistema. jamais a monocultura (cultivo de uma única cultura). entre outras. Deslocou a população do campo para as cidades. Nas últimas décadas a modernização do setor agrícola contribuiu para agravar a concentração de terras. porém o resultado é baixo e se pensarmos na população mundial. agentes que não são prejudiciais ao organismo e à natureza. As técnicas de cultivo e de criação também variam do rudimentar ao agronegócio moderno. 2) CONCENTRAÇÃO FUNDIÁRIA NO BRASIL No Caribe e no Brasil. São exemplos de Agroindústria (Agribusiness): laticínio. Essas particularidades do processo colonial latino-americano determinaram os traços principais dos problemas fundiários desta parte do continente: a formação de grandes latifúndios ao lado de grande contingente de trabalhadores rurais que não tem acesso à terra. Os objetivos são alimentos saudáveis e equilibro ambiental. que são chamados de produção orgânica. que soma 6 bilhões de pessoas no mundo. O Brasil rural convive com extremos de pobreza e de riqueza. frigorífico. Agrossistemas Alternativos Representa uma forma de produção ecologicamente correta para amenizar os problemas sociais e ambientais. diminuição do êxodo rural e do desemprego. indústria têxtil. Apesar do crescimento da produção orgânica. pois o combate às pragas e os fertilizantes são feitos com controle biológico. voltadas para a produção de gêneros tropicais destinados ao mercado externo e com a utilização da escravidão negra.termo utilizado para denominar a fusão da produção primária da Agricultura e pecuária com a indústria.

a elevação do ITR tornou-se ineficiente para desestimular a formação de grandes latifúndios e promover a reforma agrária. para a criação de animais ou qualquer outra atividade econômica. Sua característica principal é a monocultura de exportação que deu origem e reforçou a propriedade latifundiária. O Brasil convive com milhões de trabalhadores sem terra numa situação em que cerca de 40% da área das grandes propriedades agropecuárias não são aproveitadas para o cultivo. Dada a dificuldade de definir o a capacidade de produção de cada fazenda. as terras brasileiras foram controladas por uma elite e hoje. teve início com a ocupação colonial e se arrastou até os dias atuais. criação de animais sob a demanda internacional . que condena à tragédia milhões de pessoas. Tanto uma opção como outra contribuíram para agravar os problemas sociais que persistem no Brasil atual.para recomeçar uma nova vida. Ao longo da sua história. A fronteira agrícola está ligada com a necessidade de maior produção de alimentos. o governo elevou os impostos sobre as terras não exploradas: o imposto territorial rural (ITR). A concentração de terras. Observe o quadro:  Como fórmula de inibir a manutenção das grandes fazendas improdutivas e a concentração fundiária. 3) A EXPANSÃO DAS FRONTEIRAS AGRÍCOLAS Fronteira agrícola é o avanço da unidade de produção capitalista sobre o meio ambiente. também. terras cultiváveis e/ou terras de agricultura familiar. por grandes empresas.

e um melhor aproveitamento de terras já ocupadas na sua produção. Aumento da fronteira agrícola e sua necessidade[editar] Para um melhor uso do espaço ocupado em novas terras da Amazônia foi criado um projeto chamado Amazônia Legal que visa não só melhorar o nível produtivo na área ocupada.de importação destes produtos. Permite o estudo e o emprego de tecnologia na biodiversidade local. O sensoriamento remoto no estudo do desmatamento da floresta amazônica por instituições americanas como Environmental Research Letters mostra que a soja é vetor que contribui para este aumento do espaço ocupado a sua produção. Cabe a Justiça Ambiental mediar todos valores econômicos. a chamada fronteira agrícola. O avanço do desmatamento na Floresta Amazônica por exemplo. também aumenta a pressão no governo com o impulso de movimentos sociais que lutam pela divisão de terras. e além dos fatores causadores de conflitos. O Brasil é lider no ranking de desmatamento mundial. uma vez que temos poucas cabeças de boi por hectare. Índice [esconder]      1 Fronteira agrícola no Brasil 2 Problemas causados pelo avanço da fronteira agrícola 3 Aumento da fronteira agrícola e sua necessidade 4 Referências 5 Ver também Fronteira agrícola no Brasil[editar] Ver artigo principal: Fronteira agrícola Amazônica O Brasil possui 850 milhões de hectares em seu território. a produtividade para cabeças de boi é considerada baixa. Já para a criação de gado. Estima-se que 350 milhões são agricultáveis. Problemas causados pelo avanço da fronteira agrícola[editar] Conforme o avanço da fronteira e a derrubada de florestas. Além disso seu crescimento acelerado também está ligado pela ausência de políticas públicas eficazes onde a terra acaba sendo comprada barata e o controle fiscal inoperante. de áreas de meio ambiente e áreas antes ocupadas por agricultura familiar ocorrer. cana-de-açúcar e criação de animais. agricultores e pecuaristas estendem a fronteira de suas fazendas adquirindo mais terras. Apesar do grande espaço utilizado para a produção de soja. permite eco-turismo. em geral é uma forma de absorver todos os recursos naturais e . há a questão da contribuição que as queimadas e a criação de gado possam afetar no processo de aquecimento do planeta ainda bastante discutido. como reduzir o desmatamento a zero. sociais. problemas começam a emergir como conflitos ambientais. Para aumentar a produção de cereais e carne. e Soja ocupam em torno de 22 milhões e 8 milhões de hectares respectivamente.Cana-de-açúcar. reduz o espaço antes utilizado por comunidades indígenas. culturais do uso da terra por diferentes pessoas e seus pontos de vista. no território brasileiro cerca de 211 milhões de hectares são utilizados para a pastagem extensiva. para que estes conflitos sejam amenizados.

culturais conservando o meio ambiente necessário ao nosso planeta. Cientistas e técnicos defendem que o espaço no território ocupado pela pastagem precisa ser melhor aproveitado para que o destamento realizado a fim de novas pastagens seja feito somente quando saturar o uso do terreno já aproveitado. até que a população se estabilize ou o nível de produção fique bastante elevado já nos hectares utilizados. etc). Quanto mais produtivas forem as áreas de produção. é preciso que se aloquem. ou 63% do país. resguardando-se mais áreas com vegetação nativa.como florestas. a RedeAgro analisará nesta seção a ocupação de terras pela agropecuária e o avanço da fronteira agrícola. menores serão as áreas necessárias para suprir as demandas da sociedade. -A +A Uso da Terra no Brasil Postado em 18/05/2012 . a necessidade de se aumentar a produção de alimentos e o avanço em terras continuará existindo. As áreas com agropecuária ocupam 275 milhões de ha. especialmente florestas – cerca de 537 milhões de ha. áreas para produção agrícola. Neste momento em que a sociedade clama por redução de desmatamentos. Conforme a população mundial continuar crescendo. áreas para conservação de ecossistemas naturais . mineração. savanas e áreas úmidas – e áreas para outros usos (cidades. 4) O USO DA TERRA Como as terras no planeta são limitadas. apresentando dados e estudos para entender a atual dinâmica de uso e mudança de uso da terra no Brasil. O território brasileiro é tem a maioria da sua cobertura com vegetação natural. o que representa 32% do país. eficientemente e de maneira equilibrada. infra-estrutura. pois a demanda por alimento é maior que a produção mundial.

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Nesse contexto. porém. fortalecendo a corporação com vendas de verdadeiros pacotes de insumos agrícolas. basicamente cereais. . Todo esse processo ficou conhecido na década de 1960 como Revolução Verde. espécies agrícolas que foram desenvolvidas para alcançar alta produtividade. Isso se daria através do desenvolvimento de sementes adequadas para tipos específicos de solos e climas. Índia. Sob o pretexto de aumentar a produção de alimentos para acabar com a fome no mundo. pois os produtos plantados nos países em desenvolvimento (Brasil. Solicite aos alunos uma pesquisa sobre as principais características e consequências da modernização no campo. uma série de procedimentos técnicos com uso de defensivos agrícolas e de maquinários. ocorreu de forma mais intensa o processo de modernização da agricultura que envolveu um grande aparato tecnológico provido de variedades de plantas modificadas geneticamente em laboratório. México. o grupo Rockefeller expandiu seu mercado consumidor. eram exportados em grande parte para países ricos industrializados como os Estados Unidos. programa financiado pelo grupo Rockefeller.5) A MODERNIAÇÃO DA AGRICULTURA NO BRASIL As atividades agrícolas estão em constante processo de inovação para obter maior produtividade. Canadá e União Europeia. entre outros). Esse programa surgiu com o propósito de aumentar a produção agrícola através do desenvolvimento de pesquisas em sementes. Ao trabalhar a modernização das atividades agrícolas em sala de aula é importante abordar o contexto histórico desse processo e apontar os aspectos positivos e negativos. sediado em Nova Iorque. a Revolução Verde não eliminou o problema da fome. durante a década de 1950. em seguida promova um debate. fertilização do solo e utilização de máquinas no campo que aumentassem a produtividade. Agrotóxicos O aumento da produtividade agrícola foi expressivo. adaptação do solo para o plantio e desenvolvimento de máquinas.

Principais pontos negativos: O aumento das despesas com o cultivo e o endividamento dos agricultores. de certa forma. forçando a diminuição dos preços dos mesmos. que recentemente foram inflacionados diante da crise mundial de alimentos. entidades religiosas. o que promove o surgimento de uma enorme quantidade de trabalhadores desprovidos de terras para cultivar o seu sustento e de sua família. Já o fator econômico. A disparidade existente na estrutura fundiária brasileira gera a insatisfação de várias classes da sociedade (trabalhadores rurais. Poluição do solo causada pelo uso de fertilizantes. basicamente. que apóiam a implantação da reforma agrária. grande parte das terras brasileiras se encontra nas mãos de uma minoria de famílias. o que contribuiria para a economia do país. Na tentativa de solucionar os fatores citados acima. Esgotamento do solo. o econômico. Expansão da fronteira agrícola.Principais pontos positivos: Grande aumento da produtividade de alimentos. tendo em vista que o desemprego é grande no país. Ciclo vicioso de fertilizantes. se torna o seu emprego. dentre outros). Desenvolvimento tecnológico. Sem contar que os lotes de terra eram gigantescos. O crescimento da dependência entre os países. Aumento da produtividade agrícola em países não industrializados. a redistribuição mais justa da terra. Erosão do solo. cientistas políticos. Perda de biodiversidade. muitas vezes. Redução da mão de obra rural. Incluindo ainda que esses pequenos produtores podem se tornar exportadores para diversos países do mundo. A concentração fundiária no Brasil é resultado de uma distribuição de terra que aconteceu no passado de forma desordenada e destinada. Atualmente. 6) A REFORMA AGRÁRIA E AS LUTAS SOCIAIS NO CAMPO Reforma agrária é. Esse pensamento está alicerçado em dois pontos determinantes: o primeiro é o fator social e o segundo. a Nova Constituição Federal de 1988. refere-se aos objetivos ligados à produção de alimentos para o abastecimento interno. a quem não precisava. sociólogos. Desenvolvimento agrícola. trouxe consigo um artigo que determina a aplicação da reforma agrária em propriedades . O fator social pelo fato que há milhares de famílias que precisam de um pedaço de terra para cultivar seu alimento e que também.

o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). No entanto. Algumas atitudes ofensivas por parte do grupo fazem com que o movimento não ganhe a opinião pública nacional. Os trabalhadores assentados precisam de ferramentas.rurais que se encontrem na categoria de improdutivas. como o nosso. surgindo. para serem viáveis. . Do outro lado da questão. quando se trata de um país capitalista. essenciais para que o acesso à propriedade esteja vinculado ao progresso social. Os pequenos agricultores precisam de um sistema especial de crédito agrícola que permita investimentos na propriedade e na produção e de assessoria técnica. Nesse caso. diante da complexidade que a envolve. A imprecisão de informações leva os sem-terra a interpretar ―ao pé da letra‖ o artigo da Constituição Federal. principalmente. que seria um ponto positivo para a consolidação da aplicação da reforma agrária no Brasil. A realidade é que essa questão está longe de ter uma solução. portanto. quando esse grupo visualiza uma propriedade improdutiva. inclusive. Assentamentos muito distantes dos centros de comercialização dependem sistemas de transporte e armazenagem. como o massacre do Eldorado dos Carajás (Pará). O seu sucesso depende de apoio técnico e financeiro aos novos pequenos proprietários que por ela são beneficiados. sementes e dinheiro para a instalação das edificações necessárias a uma pequena propriedade e de uma pequena residência. estão os proprietários dessas terras que sempre negam essa condição e afirmam que as mesmas são produtivas e que a invasão não passa de um ato ilegal e criminoso. A reforma agrária A reforma agrária não é apenas um processo de distribuição de terras. eles se vêem no direito de invadí-las. o proprietário aciona o poder público exigindo uma atitude do mesmo. O desprovimento de informações específicas quanto a esse tipo de propriedade gerou a ascensão dos problemas relacionados à luta pela terra. A incidência de conflitos envolvendo trabalhadores sem-terra se tornou mais difundida após o surgimento do maior movimento de luta pela posse da terra no Brasil. confrontos armados que deixaram mortos e feridos. Trabalhadores integrados a esse movimento promovem protestos e invasões em diferentes pontos do Brasil. o artigo deixou falhas por não expressar especificamente o que se caracteriza ser uma propriedade improdutiva.

manifestações e passeatas exigindo ação mais eficaz do governo na política de reforma agrária. Além disso.Portanto o custo da reforma agrária não está restrito ao pagamento das terras desapropriadas a serem transferidas ao trabalhador sem terra.segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário ultrapassa 4 milhões de pessoas . deveu-se às pressões e manifestações permanentes dos trabalhadores rurais através de sua principal organização. trabalhadores da construção civil. É uma comparação entre praticamente nada e alguma coisa. que são extraídosou obtidos diretamente da Natureza (explorações florestais . Os participantes do MST são formados por bóias-frias. e da CPT (Comissão Pastoral da Terra). 7) A PRODUÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS NO CAMPO A matériaprima consiste num conjunto de produtos necessários em diversos processos de pro dução. o MST. ex-operários de construção de usinas hidrelétricas. A reforma agrária depende de um sistema de apoio ao pequeno proprietário para que com o tempo ele possa caminhar sobre suas próprias pernas. Dado que o estado em que se encontram as matériasprimas não possibilita a sua utilização direta pela maior parte dasindústrias. agrícolas ou minerais). estas u .e resolver os problemas sociais do campo brasileiro. neste período mais recente. Mas. Estas matérias constituem a primeirafase da cadeia de tra nsformações imprescindíveis para a obtenção do produto final. quase nada foi realizado para resolver os problemas sociais do meio rural. é importante ressaltar que o maior volume de terras distribuídas. o que não significa que foi relevante. invasões de fazendas pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra). Conflitos entre fazendeiros e posseiros. A última década registrou o maior número de assentamentos de pequenos agricultores em toda a história. ex-colonos de fazendas e desempregados do campo de da cidade. ex-operários de usinas de cana. Os assentamentos realizados foram insuficientes para atender a imensa demanda de trabalhadores rurais sem terra . outra importante instituição de apoio aos trabalhadores rurais carentes e de denuncia à violência no campo brasileiro. mortes de trabalhadores rurais. O MST Os problemas no campo brasileiro podem ser observados no dia a dia.

Sul e Sudeste. porque.e grãos. produtos agrícolas. Qual seria a matéria-prima para a obtenção dessa alternativa ecologicamente correta? Na verdade são muitas e a cada dia novas pesquisas mostram novas fontes possíveis de biocombustível. de acordo com especialistas. Além de estar contribuindo para o próprio bem estar do homem. possui também grandes reservas de petróleo e é um dos maiores exportadores de carnes. Vejamos exemplos de produção em alguns estados brasileiros: Produção da mamona no Nordeste. precisamos substituir o uso de combustíveis fósseis (derivados do petróleo) pelos bicombustíveis. nosso país sai na frente quando o assunto é variedade de matéria-prima para a produção de Biocombustível. as denominadas substânciasbásicas. do dendê no Norte e Amazônia e da soja no Cerrado. inclusive mediante ações militares. E como a flora brasileira é muito rica. camionetas. os biocombustíveis possuem a vantagem de ter origem em fontes renováveis. todas nativas do solo Brasileiro. já que o petróleo está ameaçado de extinção. São considerados como fontes de energia limpa.sam produtos semielaborados obtidos a partir das matériasprimas. os bicombustíveis são combustíveis de fontes renováveis. tratores. pinhão manso (Jatropha curcas) e o babaçu (Ricinus communis). Como vemos. A importância industrial e estratégico-militar de determinadas matériasprimas faz com que os países importadoresconsiderem essencial garantir o fluxo re gular e constante de tais matérias. A melhor notícia é que no Brasil. buriti (Maurutia fexuosa). o que são biocombustíveis e por que o Brasil faz parte da vanguarda dessa produção? Os biocombustíveis são derivados de biomassa renovável que podem substituir. Bioma na Caatinga. O Brasil é um país rico em diversos tipos de minérios. obtidos a partir do beneficiamento de determinados vegetais. Conheça outras plantas de onde pode se extrair biocombustível: macaúba. calor . não emitem poluentes em nossa atmosfera. Biocombustíveis O Brasil está na fronteira do desenvolvimento e do conhecimento tecnológico quando oassunto refere-se aos biocombustíveis. Para evitar a emissão de gases poluentes e combater o efeito estufa. combustíveis derivados de petróleo e gás natural usados em motores ciclodiesel automotivos (de caminhões. sendo destaque na produção de etanol utilizando a cana-de-açucar.) ou estacionários (geradores de eletricidade. parcial ou totalmente. 8) A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS 9) A PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTIVEIS Os biocombustíveis são considerados fonte de Energia limpa por não poluírem o meio ambiente. Mas afinal. automóveis etc. donde tentam exercer o controlo sobre asjazidas e respetiva exploração. pesquisas relacionadas a este assunto ganham total apoio por parte dos governantes.e pecuários. O País é exportador de tecnologia e de matéria-prima para as mais diversas nações.

097. Sua produção saltou de69 milhões de litros. o biodiesel (produzido a partir de óleos vegetais ou gorduras animais. a Itáliae a Argentina. os Estados Unidos e o Brasil são os maiores mercado mundiais de biodiesel. Eles estão presentes no cotidiano do brasileiro há mais de80 anos. um certificado fornecido pelo governo às unidades produtoras que atendem aos requisitos de inclusão daagricultura familiar na cadeia produtiva do biodiesel. dentre outras. com uma capacidade nominal total de seis bilhões de litros ao ano. é vendido misturado ao diesel de petróleo em mais de 30 mil postos de abastecimento espalhados pelo País. Desde o lançamento do PNPB até o final de 2011. foi na década de 1970. Há dezenas de espécies vegetais no Brasil das quais se podem produzir o biodiesel. antecipando em três anos a meta estabelecida pela Lei nº 11. regularmente.Dessa capacidade produtiva. Outros importantes mercados são a França. Entretanto. amendoim.8 bilhões de litros. em 2006. o biodiesel. pelos dados do governo federal. mais recentemente. Em relação à capacidade industrial da produção do biodiesel. no final de 2011.etc. de acordo com dados do PNB. a Alemanha. 56 unidades estavam autorizadas a produzir e a comercializar o biocombustível. girassol. para 2. pinhão manso e soja. em dezembro de 2004. que introduziu o etanol de cana-de-açúcar em larga escala na matriz de combustíveis brasileira. principalmente na Europa.7 bilhões de litros/ano) são provenientes de usinas detentoras do Selo Combustível Social. que reduziram as importações de diesel em um . A mistura de biodiesel ao diesel teve início em dezembro de 2004. pelo governo federal. com mais de 50 usinas aptas a produzi-lo e comercializá-lo. babaçu. a Espanha. que o biodiesel avançou significativamente no País. Hoje. No Brasil. Biodiesel Os dois principais biocombustíveis líquidos utilizados no País são o etanol (extraído decana-de-açúcar e utilizados nos veículos leves) e.3 bilhões de litrosde biodiesel. que suaprodução e uso ganharam grande dimensão. e com capacidadeinstalada superior a seis milhões de metros cúbicos. após a primeira crise do petróleo. Em janeiro de 2008. de 2005.). Na época. aproximadamente 78% (4. foi criado o Pro-Álcool. o Brasil conta com indústria de biodiesel consolidada. em 2012. Este tipo de combustível renovável é pesquisado desde o início do século 20. Foi a partir do lançamento do Programa Nacional de Produção e Usos do Biodiesel (PNPB). entrou em vigor a mistura obrigatória de 2% em todo o País. tais como mamona. o Brasil produziu 8. utilizados principalmente em ônibus e caminhões). Esse percentual foi ampliado sucessivamente até atingir 5% em janeiro de 2010. Atualmente. dendê (palma).

com o estado de São Paulo responsável pela produção de 60% do biocombustível. este indicador já era menos de 10%.Atualmente. invertendo a tendência dequeda do consumo de etanol ainda na Safra 2003/2004. ao todo. situação que o Brasil reverteu a partir da década de 1930. cerca de 90% dos veículos leves licenciados no Brasil são flexfuel. aproximadamente. é que o Brasil estabeleceu definitivamente a indústria do etanol combustível. Além disso. substituído principalmente pelo gás liquefeito de petróleo. 90% da produção nacional. em 1975. somente com a criação do programa Pro-Álcool. o etanol reduz as emissões de gases de efeito estufaem cerca de 90% e a poluição atmosférica nos centros urbanos. Etanol O Brasil é um dos maiores produtores mundiais e o maior exportador de etanol. O Brasil utiliza o etanol como aditivo da gasolina desde a década de 1920. o etanol brasileiro representa a melhor e mais avançada opção para aprodução sustentável de biocombustíveis em larga escala no mundo. produçãotem baixo consumo de fertilizantes e defensivos e apresenta níveis relativamente baixosde perdas do solo. Em 2011. Os outros 10% são produzidos na região litorânea do Nordeste. Boa parte da lenha extraída no País é transformada em carvão vegetal. O Brasil é a única nação no mundo que faz uso extensivo do carvão vegetal . o País apresentava mais de 80% de participação da lenhaem sua matriz energética. Entretanto.montante de US$ 5. No início da década de 1940. O etanol é produzido nas regiões Nordeste e Centro-Sul. Oficialmente. Atualmente. sendo que a região Centro-Sul é responsável por. as economias menos desenvolvidas no mundo ainda apresentam em suas matrizes energéticas mais de 90% de participação da lenha como fonte de energia. O País é o candidato natural a liderar a produção economicamente competitiva e a exportação mundial porque tem o menor custo de produção e o maior rendimento em litros por hectare. metade da frota nacional circulante seja formada por veículos flex. contribuindo positivamente para a balança comercial brasileira. o combustível produzido a partir da cana-de-açúcar foi adicionado à gasolina a partir deum decreto assinado em 1931. Em relação ao meio ambiente. Os investimentos nos veículos flex-fuel e o fortalecimento da cadeia produtiva levaram aum grande crescimento no mercado doméstico de etanol.3 bilhões. Lenha e carvão vegetal Atualmente. um produto mais nobre e com maior concentração de carbono. Esse ritmo fez com que.

teorias demográficas. Boa parte do carvão é proveniente de desmatamentos. Para atender ademanda de carvão até 2.020 seria necessário um reflorestamento de 1. A última pesquisa CENSO Demográfica do Brasil foi feita em 2010 . Formação Étnica Os ameríndios (primeiros habitantes do Brasil. de baixos teores de enxofre e cinza. onde e como vivem as pessoas . o gusaproduzido é de melhor qualidade do que aquele produzido via carvão mineral. para produzir calor deprocesso. características. principalmente) formam os três grupos básicos da população brasileira. No Brasil quem realiza a pesquisa do CENSO Demográfico é o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) .5 a 2 milhõesde hectares. povos indígenas). crianças e idosos. cafuzos (indígenas com negros) e os caboclos ou mamelucos (indígenas com brancos). 34% da lenha é convertida em carvão vegetal e 28% tem uso direto na indústria. Para umaprodução de uma tonelada de gusa.na indústria siderúrgica. cerca de 60% desse gusa produzido é exportado. Carvão vegetal na siderurgia O carvão vegetal é usado na siderurgia como fonte de calor e como redutor do minériode ferro. de mulheres. Atualmente. Outros 27% são ainda utilizados para cozinhar alimentos. movimentos populacionais no Brasil. A intensa miscigenação ou mestiçagem entre esses grupos originou os mulatos (brancos com negros). os negros (trazidos como escravos) e os brancos (europeus. de homens. Um País Marcado pela Diversidade . étnicas e de gênero O que é CENSO Demográfico ? É uma pesquisa que permite conhecer a população de um país : número de habitantes . são necessários cerca de três metros cúbicos decarvão . Devido às características do carvão vegetal. dinâmica do crescimento. O Brasil é o maior produtor mundial de gusa via carvão vegetal. ESTRUTURA E DINÂMICA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA A População Brasileira .desigualdades Socioeconômicas.3 mdc. indicadores demográficos.formação. legais ou ilegais. G) A POPULAÇÃO BRASILEIRA 1) A FORMAÇÃO.

dos cabelos. na língua portuguesa falada no Brasil. no sotaque . ) . preto. O censo nacional de 2010 realizado pelo IBGE encontrou o Brasil sendo composto por uns 90 milhões de brancos. Há diferenças regionais que aparecem. baseado na cor da pele ou raça. com densidade demográfica de 85 habitantes por quilômetro quadrado. A população relativa de uma região é o mesmo que a densidade demográfica dessa região. Quem declara sua cor ou raça é o próprio entrevistado. 14 milhões de negros. música. Um país populoso significa que possui muitos habitantes. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classifica o povo brasileiro entre cinco grupos: branco. Belo Horizonte. Brasil : um país populoso. No entanto. pois as pessoas procuram locais que possam lhes oferecer boas condições de vida. A atual distribuição da população brasileira reflete a desigualdade econômica entre as regiões. por exemplo. o número de habitantes é muito pequeno. Entre os elementos mais evidentes da presença de culturas diversas na formação de nossa população. amarelo e indígena. A população brasileira se concentra nas áreas litorâneas e nas grandes cidades (como São Paulo. Nas últimas décadas o ritmo de crescimento da população vem caindo . e em outras. etc. 2º Índia. 2 milhões de amarelos e 8oo mil indígenas. nossa língua portuguesa não é falada da mesma forma por toda a população.Essa diversidade aparece em características culturais. mas pouco povoado O Brasil é o quinto país mais populoso do Mundo ( 1º China. em comparação com outros países do mundo. está a língua falada. ou seja a população absoluta (o mesmo que população total) é elevada . . como língua. Rio de Janeiro. estatura. hábitos alimentares. 82 milhões de pardos. religião. pardo. Porto Alegre . herdamos nossa língua oficial. etc. e também nas características físicas das pessoas. 5º Brasil ) . Já quando nos referimos a um país povoado estamos falando da sua população relativa. As maiores oportunidades de trabalho são fatores que contribuem para a concentração populacional. A região Norte é a menos povoada. o Sudeste é a região brasileira mais povoada . Salvador. Apesar de esforços do governo brasileiro de distribuir oportunidades de trabalho por todo o Brasil. 3º Estados Unidos. Distribuição Espacial da População A população brasileira está distribuída de maneira desigual pelo território : há regiões onde se aglomeram muitas pessoas. 4º Indonésia. há muitas palavras de origem indígena e africana. com cerca de 4 habitantes por Km². como cor da pele. A densidade demográfica do Brasil é baixa. ou seja o número de pessoas que residem em determinada região. Dos portugueses. Além disso.

atualmente está em torno de 73 anos) . portanto o Brasil é Populoso. Crescimento natural ou vegetativo : é a diferença entre os nascimentos e os óbitos (mortes) . que vivem no território de pouco mais de 377 mil Km² . Qual é a densidade demográfica do Japão ? população / área territorial = 130. etc. hoje em dia. O Japão possui a densidade demográfica 15 vezes maior que a do Brasil. num território de pouco mais de 8. Dinâmica do Crescimento Demográfico Taxa de natalidade : é o número de nascimentos em cada grupo de mil habitantes .000 = 1.000. Expectativa de vida : também denominada esperança de vida ao nascer . Qual é a densidade demográfica do Brasil ? Densidade demográfica = população / área territorial = 190. corresponde a quantos anos as pessoas poderão viver (em 1940 era de 42 anos .377 = 340 habitantes / Km ² .000 / 8. as mulheres trabalham e tem menos filhos . No ano de 1900 a população brasileira era de 17 milhões de habitantes. A taxa de natalidade no Brasil em 2010 está em cerca de 19 %o (19 nascimentos para cada grupo de mil pessoas ao ano) . mas pouco Povoado ! Exemplo 2 : No Japão a população é de pouco mais de 130 milhões de habitantes. A taxa de mortalidade do Brasil está em torno de 7 %o(7 mortes por grupo de mil pessoas ao ano) .000 = 130 / 0.5 milhões de quilômetros quadrados .500. camisinha. os casamentos acontecem mais tarde.Exemplo 1 : No Brasil vivem pouco mais de 190 milhões de brasileiros (CENSO 2010) . . Essa densidade demográfica é baixa. facilidade de planejamento familiar devido ao acesso a meios contraceptivos = pílula. As taxas de natalidade vêm diminuindo no Brasil : por causa da urbanização (crescimentos das cidades. ). A população brasileira vive em cidades. em 2010 da ordem de 190 milhões. Taxa de mortalidade : representa o número de óbitos para cada grupo de mil habitantes . nulo = quando a taxa de natalidade é igual a taxa de mortalidade.900 / 85 = 22. 1960 era de 70 milhões. pensando na carreira profissional. nas cidades o número de filhos é menor do que no campo. em 2000 era de 170 milhões.000. O crescimento natural pode ser : positivo = quando nascem mais pessoas do que morrem . Ou seja. negativo = quando o número de nascimentos é menor do que o de mortes .4 habitantes / Km² .000 / 377. o Brasil tem população relativa de cerca de 22 habitantes por quilômetro quadrado . apenas uns 20 % é que ainda moram no campo .

pela urbanização. principalmente. ocorre grande concentração de alimentos nos países ricos e.24.128. em nenhum momento a população cresceu conforme a previsão de Malthus.64. com diminuição relativa da população jovem e o aumento proporcional do número de idosos. Ao mesmo tempo. 3. esse pesquisador defendia que a alta taxa de natalidade colocava em risco o futuro da humanidade. 5. E como conseqüência da baixa natalidade. 4. Os reformistas atribuem teorias Malthusiana e aos países ricos ou . pela crescente participação da mulher no mercado de trabalho. Estrutura Populacional A queda combinada das taxas de fecundidade e mortalidade vem ocasionando uma mudança na estrutura etária brasileira. Segundo Malthus.. Sendo assim. a população mundial crescia em um ritmo rápido. Teoria Neomalthusiana . não existiriam alimentos para todos os habitantes da Terra. comparado por ele a uma progressão geométrica (1.Elaborada após a Segunda Guerra Mundial (1939 . Teorias Demográficas Teoria Malthusiana . e consequentemente o número de idosos . Foi sugerida uma rigorosa política de controle da natalidade aos países subdesenvolvidos . As maiores constetações a essa teoria são que. comparado por ele a uma progressão aritmética (1.Elaborada pelo economista inglês Thomas Malthus. No ano de 2010 podemos considerar o Brasil um país maduro. má distribuição nos países pobres. Porém. 2. por volta de 1798.. argumentava que.32.). 6 . Os países maduros apresentam expressivo desenvolvimento industrial.8..Nas últimas décadas. Teoria Reformista .1945). os recursos naturais da Terra se esgotariam em pouco tempo. aumentando a expectativa de vida..Diverge das Neomalthusiana. consequentemente. ou seja. que pode ser explicada pelo maior acesso a informações sobre métodos contraceptivos. com predomínio de sua população na faixa etária de 20 a 59 anos .). se o crescimento demográfico não fosse contido. e a produção de alimentos crescia em um ritmo lento. E o desenvolvimento de novas técnicas agrícolas aumentou consideravelmente a produção de alimentos. o que poderá comprometer a previdência social. em poucos anos poderão faltar pessoas para o mercado de trabalho. mas enfrentam problemas para manter boas condições de vida para o grupo populacional crescente de idosos. em um determinado momento. avanços na medicina e melhorias das condições de saúde pública ajudaram a diminuir a taxa de mortalidade .16. Houve uma queda na taxa de crescimento da população brasileira. na realidade.

Os italianos. a vinda de estrangeiros para residir no Brasil. e o Japão. atravessando cidades. isso se aplica ao Brasil. que resultou em um excessivo crescimento demográfico e pobreza generalizada. Antes disso já ocorria imigração. tem que ser o objetivo. em um momento em que escravidão tornava-se ilegal no Brasil. a influência italiana pode ser notada. nos hábitos alimentares dos paulistanos. No Brasil são quatro principais tipos de migração : . através da distribuição de renda aos mais carentes. é o deslocamento diário da residência para o trabalho. . Defendem a adoção de reformas socioeconômicas para superar os graves problemas. atualmente é menor do que a emigração. foi resultado tanto da crise em outros países (da Europa. de acordo com o qual. A partir de 1850. Na capital desse estado. . Imigração O Brasil possui parte da população formada por imigrantes ou descendentes destes. japoneses. A imigração. Portanto. . entre outros) chegaram ao país. dirigiram-se principalmente para o estado de São Paulo. inclusive como instrumento para equilibrar o crescimento vegetativo no Brasil. Movimentos Populacionais no Brasil Migrações são deslocamentos da população no espaço.e as migrações pendulares nas grandes cidades.desenvolvidos a responsabilidade pela intensa exploração imposta aos países pobres ou subdesenvolvidos. Este segundo fator decorreu da necessidade de o país atrair mão de obra para as lavouras cafeeiras. A diminuição da desigualdade social.as migrações internas ou inter-regionais. quando muitos europeus (principalmente portugueses. com o declínio da imigração e uma maior integração entre todas as regiões do Brasil . ou seja. razão pela qual a imigração para o Brasil diminuiu consideravelmente.a migração rural-urbana ou êxodo rural. quando o tráfico de escravos cessou ( a lei Eusébio de Queirós proibiu a vinda de novos escravos ) a imigração se intensificou . A redução do crescimento demográfico seria consequência dessas reformas. em especial no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX) como dos esforços do governo brasileiro em incentivar a vinda de imigrantes para cá. . libaneses. espanhóis e alemães) e asiáticos (sírios. a partir do final do século XIX . Uma dessas medidas foi o sistema de cotas . mas assumiram maior importância após 1934. por exemplo. A Constituição promulgada em 1934 estabeleceu medidas restritivas à vinda de estrangeiros. que á saída de brasileiros para outros países. entrada de estrangeiros no Brasil foi muito importante no período de 1850 até 1934. mas em número pouco expressivo. A chegada desses imigrantes se deu principalmente entre meados do século XIX e meados do século XX . que formaram um dos grupos mais numerosos de imigrantes estabelecidos no Brasil. e do trabalho para casa. a cada ano. que ocorreram durante toda a nossa historia. Podem ser classificadas em diversas categorias. que se acelerou após 1950 .a imigração. O período áureo da imigração para o Brasil ocorreu entre 1850 e 1934. italianos. não poderiam ingressar no país mais de 2% do total de entradas de imigrantes de cada nacionalidade nos últimos cinqüenta anos.

Além disso. Prova disso é que muitas pessoas que poderiam ser classificadas como pardas ou negras se autodeclaram brancas. Atualmente cerca 80 % dos brasileiros vivem nas cidades. nesse período. entre as décadas de 1950 e 1980. fazendo com as populações se deslocassem para as regiões mais atrativas . Para realizar esse levantamento. em nosso país há um racismo disfarçado contra negros . dividida pela cor ou raça. A renda . a maior oportunidade de trabalho nas crescentes indústrias. após Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Migrações Internas Em 1877 a 1880 ocorreu a grande seca do Nordeste e muitos foram para a Amazônia aproveitar o ciclo econômico da borracha. pardos e indígenas. sendo o Brasil o maior exportador de látex das seringueiras (matéria-prima da borracha) do mundo. facilidade de transporte e acesso aos serviços de saúde nas cidades. um país sem racismo. foi intensa. de modo geral. e entre a população parda e negra esse valor dobra. em 1888. levando grande parte da população a não reconhecer sua própria origem. que impulsionou o governo brasileiro a buscar nova força de trabalho na Europa e no Japão. para que as pessoas se autoclassifiquem . onde as pessoas migraram do campo para as cidades em busca de melhores condições de vida. em especial para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. mineração século XVIII. Ao comparar. pela cor da pele. concentrando a propriedade de terras na mão de poucos. isto é. foram as principais do êxodo rural. sendo 15. que organizou um plano para que as pessoas migrassem para o centro do Brasil. a migração nordestina para a região Sudeste. A estrutura agrária brasileira.O momento de maior incentivo à vinda de imigrantes foi a abolição da escravatura. o IBGE apresenta cinco grupos étnicos. étnicas e de gênero Um dos aspectos levantados pelos CENSOS brasileiros é a distribuição da população segundo cor ou raça. Durante muito tempo acreditou-se que a “mistura” de povos fazia do nosso país uma democracia racial. foi nesse período que ocorreu o êxodo rural. verificamos a enorme desigualdade : 7% da população branca é analfabeta. tornando as capitais destes estados (São Paulo e Rio de Janeiro) grandes polos de atração para essas populações. do café no final do século XIX e início do século XX e da borracha de 1870 a 1910. a mecanização da agricultura. As maiores entradas anuais de imigrantes ocorreram no período entre 1888 e 1914-1918 (anos da Primeira Guerra Mundial). definidos. por exemplo as taxas de analfabetismo da população brasileira. onde todos seriam tratados da mesma forma e teriam as mesmas oportunidades. No entanto. Durante toda a história do Brasil a economia passou por ciclos econômicos. Com o auge da industrialização do Brasil. mas se intensificaram a partir do século XX. Na década de 1940 aconteceu a marcha para o oeste A Marcha para o Oeste foi criada pelo governo de Getúlio Vargas para incentivar o progresso e a ocupação do Centro-Oeste. As migrações internas ou regionais vem ocorrendo desde a época colonial.6% respectivamente.6% e 14. cana-de-açúcar no século XVI e XVII. onde havia muitas terras desocupadas. Desigualdades Socioeconômicas.

nações que ficam entre as latitudes de clima mais frio e as regiões equatoriais. O índice foi desenvolvido em 1990 pelos economistas Amartya Sen e Mahbub ul Haq. Austrália. A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer. Com relação aos sexos. comparativamente mesmo quando ocupam o mesmo cargo.  Países com IDH mais alto ficam geralmente nas maiores latitudes. países onde a Renda per capita é menor. não alteraram significativamente o quadro de desigualdades raciais. China. Nações com IDH intermediário se encontram em sua maioria na América Latina. Ficam aí também a Argentina. os países de clima mais frio da América Latina. no Brasil. porém. 2) EVOLUÇÃO DO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano" e para ajudar a classificar os países comodesenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto). Ásia Central. a população de homens e mulheres no Brasil é praticamente a mesma. Os países de menor IDH estão claramente nas menores latitudes. e portanto são em maior número no Brasil (quase 3 milhões mais de mulheres do que homens). Dentro do próprio continente    . educação e PIB (PPC) per capita (como um indicador dopadrão de vida) recolhidos a nível nacional. os países membros da ONU são classificadosde acordo com essas medidas. Europa Ocidental. embora nasçam mais homens. Chile e Uruguai. o clima e as latitudes com o IDH das nações. em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). etc. segundo pesquisas estatísticas as mulheres ganham salários menores do que os homens. Os avanços alcançados nos níveis de educação e rendimento dos últimos anos. locais de temperaturas médias mais baixas. Oriente Médio. de causa-efeito. Refletindo uma discriminação por parte dos empregadores e empresários. Ainda hoje é comum ver que existem diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Japão. havendo. Irã. a taxa de mortalidade deles é maior e as mulheres atingem maiores idades. pela observação do mapa com cores indicando o IDH podemos perceber alguns fatos. no Norte da África. climas mais quentes. com forte concentração na África e noSubcontinente indiano. Cada ano. Coreia do Sul. Com IDH ligeiramente menor nessas latitudes ficam a Rússia e as antigas nações do "bloco comunista". bons índices de alfabetização e expectativa de vida. e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no seu relatório anual. É o caso da América do Norte.média da pessoa de cor branca no Brasil é de quase o dobro da renda das pessoas de cor preta . cidades. O IDH também é usado por organizações locais ou empresas para medir o desenvolvimento de entidades subnacionais como estados. Embora não exista nenhum estudo acerca de correlações. Nova Zelândia. entre as áreas do globo terrestre. aldeias.

ela pode ser utilizada para destacar as insuficiências nacionais. focando exclusivamente no desempenho nacional e por não prestar muita atenção ao desenvolvimento de uma perspectiva global. os estados-membros da ONU são listados e classificados de acordo com o IDH. nações de alto IDH nos trópicos (ex.africano pode ser percebida uma ligeira tendência de maior IDH nos pontos mais afastados da linha do Equador. Singapura. que é inútil para comparações inter-temporais. incluindo pela não inclusão de quaisquer considerações de ordem ecológica. As regiões de menor IDH ficam no Norte e Nordeste do país. alguns autores utilizaram dados do painel de IDH para 14 medir o impacto das políticas econômicas na qualidade de vida. mais nas proximidades do Equador." As críticas a seguir são comumente dirigidas ao IDH: de que o índice é uma medida redundante que pouco acrescenta ao valor das ações individuais que o compõem. Usando o IDH como um indicador absoluto de bem-estar social.666 (menor do que a África do Sul e Tajiquistão). Brunei e produtores de Petróleo) e de baixo IDH nas regiões frias (geralmente ex-comunistas). que é um meio de dar legitimidade às ponderações arbitrárias de alguns aspectos do desenvolvimento social. se sua população fosse analfabeta e nunca tivesse ido à 9 escola." Ele argumenta: "A Escandinávia sai por cima de acordo com o IDH. As observações acima são ilustrativas. Se for alta. os países ricos não podem efetivamente melhorar a sua classificação em certas categorias. assim. Malásia. O economista Bryan Caplan criticou a forma como as pontuações do IDH são produzidas. se baixa. políticos. cada um dos três componentes são limitados entre zero e um. algumas exceções ao que foi listado acima. falta de comparabilidade de ano 8 para ano. religiosos. O índice foi ainda criticado por ter um tratamento inadequado de renda. No Brasil se configura uma tendência geográfica similar. Há. alternativamente. embora haja muito espaço para o crescimento econômico e longevidade. e por avaliar o desenvolvimento de forma diferente em diferentes grupos de países. com um infinito PIB per capita iria obter uma pontuação de 0. não levando em consideração fatores históricos. No entanto. conflitos. Críticas[editar] O Índice de Desenvolvimento Humano tem sido criticado por uma série de razões. colonialismo. Dois autores afirmaram que os relatórios de desenvolvimento humano "perderam o contato com sua visão original e o índice falha em capturar a essência do mundo que pretende 5 retratar. porque o IDH é 9 basicamente uma medida de quão escandinavo um país é. . a cada ano. com ramificações para oCentro-oeste. culturais." O índice também foi criticado como "redundante" e uma "reinvenção da roda". 6 7 medindo aspectos do desenvolvimento que já foram exaustivamente estudados. "Isso efetivamente significa que um país de imortais. Como resultado disso. a classificação na lista pode ser facilmente usado como um meio de engrandecimento nacional. e que é difícil comparar o progresso ou regresso de um país uma vez que o IDH de um país num dado ano depende dos níveis de expectativa de vida ou PIB per capita de 10 11 12 13 outros países no mesmo ano. os quais são determinantes no desenvolvimento das nações e mesmo dentro dos países. riquezas naturais. com IDH maior concentrado no Sul e no Sudeste. que é um número que produz uma classificação relativa.

2 milhões de pessoas.800. São Félix do Tocantins é a recordista.1% das com mais de 1 milhão de habitantes. Em 83% dos municípios brasileiros. Na média das 5. mas não mede propriamente a qualidade do ensino ofertado. Com isso ele se aproximou dos índices das cidades maiores. a dimensão que mais se desenvolveu ao longo da década de 90 foi a educação. .9% no seu IDH-M. Na média. e o das maiores metrópoles brasileiras (com mais de 1 milhão de habitantes) é de 0. O IDH-M médio das cidades com menos de 50 mil moradores cresceu de 0. o que mais puxou a evolução educacional foi a taxa bruta de freqüência à escola. os menores municípios tiveram uma evolução de 15. Em 96% das cidades brasileiras o crescimento dessa taxa foi proporcionalmente maior do que o aumento da alfabetização. o subíndice de educação cresceu 25% entre 1991 e 2000. Embora a alfabetização da população tenha crescido. onde moram 36% dos brasileiros. que é a divisão do número de alunos de todos os níveis de ensino residentes no município pela população de 7 a 22 anos (faixa etária ideal das pessoas que estudam) do mesmo município.822.4% Os anos 90 foram marcados por avanços significativos no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) dos menores municípios do Brasil.693. O desenvolvimento humano mais rápido das cidades com menos de 50 mil habitantes é especialmente importante porque elas abrigam 62. Trata-se de um indicador que privilegia a oportunidade de acesso das pessoas à escola. contra um crescimento médio de 11.507 cidades.2% das cidades entre 50 mil e 500 mil habitantes.9% no seu IDM-M na década de 90.759.7% das entre 500 mil e 1 milhão e de 6. enquanto o das grandes cidades com menos de 500 mil habitantes é de 0. contra um crescimento de 12% do subíndice de longevidade e de 11% do subíndice de renda. O IDH-M das cidades médias é de 0. avanço superior aos das cidades mais populosas.603 para 0. As 159 cidades que tiveram os maiores ganhos proporcionais de desenvolvimento humano no país entre 1991 e 2000 têm menos de 50 mil habitantes. de 6.Evolução do IDH-M – municípios com menos de 50 mil habitantes Menores cidades têm os maiores avanços no desenvolvimento humano Municípios com menos de 50 mil habitantes. ou 36% da população do país. com avanço de 67. têm crescimento médio de 15.

Um bom exemplo é o município de São Félix do Tocantins.365 para 0. o que impulsionou o salto do desenvolvimento humano local foi o subíndice de educação.269 habitantes viram o índice crescer 67.611. e o analfabetismo foi reduzido de 75% para 20%. A taxa bruta de freqüência à escola pulou de 18% para 78%.4%. com aumento de 250%. Em nenhuma outra cidade brasileira a evolução do IDH-M foi tão expressiva: seus 1. de 0. . Embora tenham havido avanços em longevidade e renda.

E o Centro-Oeste foi invadido por uma onda azul clara. Professora Livre-Docente da Unicamp.800 dobrou de 1.800). diminuíram sensivelmente.gov. que somavam apenas 18 em 1991.ENCE/IBGE (patarra@ibge. Pesquisadora Titular da Escola Nacional de Ciências Estatísticas . Olhando-se os mapas. percebe-se que. nas fronteiras agrícolas do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.701 e 0.001 para 22.A evolução do desenvolvimento humano nos municípios brasileiros ao longo dos anos 90 pode ser vista com mais clareza no mapa. Entre 1991 e 2000. a faixa vermelha deixou de preponderar na região Nordeste. e o de cidades com IDH-M entre 0. o número de municípios com IDH-M inferior a 0. e no sul de Goiás. enquanto as áreas azuis cresceram e passaram a dominar as regiões Sul.501 e 0.br) .373 para 838.600. significados e políticas Neide Lopes Patarra Socióloga-Demógrafa. Ainda melhor. As maiores concentrações de municípios na faixa mais alta do desenvolvimento humano estão em São Paulo. Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Sudeste e Centro-Oeste. embora sejam visíveis as manchas azuis escuras também no Triângulo Mineiro.600 diminuiu de 1. que correspondem às cidades com IDH-M inferior a 0. 3) O IMIGRANTE NA FORMAÇÃO DO BRASIL CONTEMPORÂNEO Migrações internacionais de e para o Brasil contemporâneo: volumes. Ao mesmo tempo. embora ainda haja uma discrepância muito grande do IDH-M entre as Grandes Regiões do país. as cidades que estão na faixa de desenvolvimento humano considerado alto (acima de 0.226 para 2. respectivamente. As áreas vermelha e laranja.500 e a 0. chegaram no ano 2000 a 558.422.500 caiu de 1. fluxos. o total de municípios com índice entre 0.

significados e implicações. Desde quando se tornou manifesto. ABSTRACT International migratory movements from and to Brasil nowadays constitutes an increasingly important social question. Políticas sociais. situam- . no cancioneiro popular e. as séries de informações levantadas pelo Ministério de Relações Exteriores e. submitted to the action of speculators. A crescente importância das migrações internacionais no contexto da globalização tem sido. Key words: International migration. principalmente. de caráter teórico e empírico. mais recentemente.RESUMO Os movimentos migratórios internacionais a partir de e para o Brasil constituem. na verdade. objeto de um número expressivo de contribuições importantes. majoritariamente não documentados. Essa situação demanda . que envolve grupos sociais específicos. Como eixo de reflexão. a publicação dos resultados amostrais do Censo Demográfico de 2000. Palavras-chave: Migrações internacionais. uma importante questão social. Remessas. o fenômeno da migração de brasileiros para países desenvolvidos vem-se constituindo. hoje. mainly non documented persons. Public Policies. A questão das remessas também tem sido alvo de especulação e iniciativas governamentais.reformulação e implementação de políticas de imigração e de emigração. demográficas e culturais que se processam em âmbito internacional. políticas. Parte significativa desse arsenal de contribuições importantes volta-se à reflexão sobre as enormes transformações econômicas. de realização de um balanço do conhecimento e de incorporação de novas evidências empíricas sobre a inserção do Brasil nos movimentos internacionais de população. sociais. sujeitos à ação de aproveitadores. remittances is also gaining space. na mídia falada e escrita. nas discussões políticas. em tema relevante na produção científica. há mais de três décadas. Por outro lado. a turbulência dos primeiros anos do novo milênio passaram a reforçar a necessidade de reflexão. em novela de âmbito nacional. que atestam sua diversidade. bem como ações voltadas à implementação dos direitos humanos dos migrantes. Remittances.urgentemente . It involves specific social groups. It requires an urgent reformulation as well as an implementation of public in-migration and out-migration policies as well as policies related to migrants human rights and access to social services. de maneira crescente. principalmente a partir dos anos 80.

a política externa do atual governo parece estar dirigida ao fortalecimento do bloco de integração ampliado.parece favorecer maior dinamismo e um avanço relativo nas políticas sociais que envolvem diretamente aqueles que se movimentam internamente nos países do bloco. entre outras manifestações das contradições e conflitos que permeiam a vida coletiva neste início de século. as tensões entre comunidades de imigrantes muçulmanos na Europa. Por essa razão. por sua vez. Como estratégia de enfrentamento da situação adversa. é importante saber quais deles poderão lograr o desenvolvimento econômico e social capaz de tirá-los da condição de eternos países em desenvolvimento. No plano internacional. como por retorno a situações precárias anteriores. Para tanto. distanciando-os ainda mais dos países do Primeiro Mundo. no âmbito do Mercosul. É preciso reconhecer o novo. é extremamente importante considerar o contexto de luta e compromissos internacionais assumidos em prol da ampliação e efetivação dos Direitos Humanos dos migrantes. Há que se tomar em conta as tensões entre os níveis de ação internacional. o aumento da pobreza. os conflitos do Oriente Médio. tenham imprimido como contrapartida dessa dinâmica. mas também aliado . dupla residência ou permanências temporárias. Em outras palavras. difícil e conflitivo papel dos Estados Nacionais e das políticas sociais em relação aos processos internacionais e internos de distribuição da população no espaço . acontecimentos recentes. na Argentina . o déficit fiscal. onde.com exceções. entre outras dimensões.se as mudanças advindas do processo de reestruturação produtiva1 . como o 11 de setembro nos Estados Unidos e sua estratégia militar preventiva iniciada com a Guerra do Iraque. ao mesmo tempo que as discussões sobre comércio internacional e a Alca recrudescem ainda mais os conflitos internos específicos da região. está intrinsecamente relacionada à reestruturação econômicoprodutiva em escala global. tornam-se imprescindíveis a incorporação de novas dimensões explicativas e uma revisão da própria definição do fenômeno migratório. Também o presidente Kirschner. mas de um modo geral . reforçam as dimensões de racismo e xenofobia. comparecem os países da América do Sul. Esses deslocamentos se dão tanto por mudança de residência. Nesse cenário. Para superar a distância que a separa dos países desenvolvidos. a conjuntura política aponta para a emergência de lideranças mais voltadas ao reforço regional conjunto do continente sul-americano.3 Hoje. a América do Sul desenvolve estratégias . nacional e local. Nesse contexto move-se o Mercosul.assistiu-se a processos de democratização.país rival. as recentes tendências de movimentos migratórios internacionais também vêm demandando a reavaliação de paradigmas para serem melhor conhecidas e entendidas. as dívidas externas e internas. que já há mais de uma década opera com oscilações. Isso ocorre com famílias ou . o estancamento do processo produtivo.2 No cenário da globalização. circularidade.e muitas vezes oscila entre a obediência aos cânones neoliberais e as tentativas de incrementar o resgate social acumulado.o que implica novas modalidades de mobilidade do capital e da população em diferentes partes do mundo.cada vez mais desigual e excludente. É de fundamental importância considerar que os movimentos migratórios internacionais constituem a contrapartida da reestruturação territorial planetária que. embora as crises financeiras. este é o momento decisivo para a definição de quais países terão acesso ao desenvolvimento. da desigualdade e da exclusão. contradições e desafios. nas décadas passadas . Além disso.

para eles.agora via México -. os procedimentos adotados para a entrada nos Estados Unidos . entre outras dimensões. O tema também foi tratado em telenovela recentemente transmitida em "horário nobre". No mesmo dia. a violência e a corrupção dos atravessadores.particularmente nos Estados Unidos. que parte de uma também crescente diversidade de locais. em sua edição de outubro de 1995. MEDEIROS. pelo oportuno. a mescla destes com o narcotráfico. sua desproteção. os entendimentos e os significados não só de saída de brasileiros como da entrada de novos imigrantes. Dez anos antes. no país que. Ultrapassar a cifra de um milhão parecia a configuração plena de uma nova questão social. o tratamento desigual para os "migrantes documentados" e os chamados "migrantes irregulares". Nos debates e nas publicações que se seguiram. aspirando a ter direitos à saúde e educação. 1996).4 Delineava-se. principalmente bolivianos.com aumento da participação de mulheres . OLIVEIRA et al. Esses dois exemplos.Paulo anunciava em manchete de primeira página. Todos buscam inserir-se. o jornal O Estado de S. sobre brasileiros que migraram e vivem em outros países . que na mesma edição do jornal publica-se reportagem a respeito dos recentes imigrantes sul-americanos pobres. 1996. a Revista da Folha também se ocupou com uma ampla cobertura a respeito dos imigrantes pobres que vieram recentemente ou que estão há mais tempo no Brasil. ferindo os brios nacionalistas e a imagem de país receptor: a saída de brasileiros para o exterior.e muitas vezes envolvem ações ilegais ou clandestinas. injustiças e até algum sucesso que cercam a vida cotidiana de um grupo crescente . mesmo como imigrantes também "ilegais" (CAFARDO. 2005. quase diariamente. no conjunto de contribuições. suas condições absolutamente precárias de habitação e remuneração. desproteção. há reportagens.individualmente . a situação de seus filhos. que adentram o país também em busca de melhores condições de vida. HARAZIM. em letras garrafais: "Brasil exportou um milhão de migrantes" (RABINOVICH. 2005. os riscos que os migrantes correm.. 1995). ilustram a crescente visibilidade do tema. 2005). Relata suas vicissitudes. Foram narradas as vicissitudes. também. 2005). O autor da matéria estampava em "furo jornalístico" os números que estavam sendo debatidos num seminário em Brasília: tratava-se de um arredondamento de cifras projetadas mediante o uso do Censo Demográfico de 1991 (CARVALHO. MODALIDADES DE MOVIMENTOS. . entre outras evidências.principalmente de jovens urbanos -. dificuldades. Cobertura jornalística recente tratou de várias dimensões dessas novas tendências e características do movimento de brasileiros rumo ao Primeiro Mundo. estavam presentes algumas características percebidas a respeito de um fenômeno que estava se configurando pela primeira vez na história do país. de forma temporária ou posteriormente em caráter definitivo. Há que se ressaltar. SIGNIFICADOS E GRUPOS SOCIAIS ENVOLVIDOS Na mídia. a consolidação de fluxos migratórios. parece ser o "sonho americano" (SALES.

os volumes. situações de "fuga de cérebros". 2.653. percebia-se a emergente questão das remessas . os movimentos estavam atingindo os jovens adultos de camadas médias urbanas.os movimentos migratórios internacionais de e para o Brasil foram percebidos como inseridos na reestruturação produtiva em nível internacional. .embora de diminuta expressão numérica.076 bilhões de dólares.em sua maioria. entre outros. esta tinha "vindo para ficar". cumpre ressaltar alguns pontos que permanecem como contribuições imprescindíveis para o debate atual: .como a configuração do mercado dual da economia. as redes e outras dimensões importantes. p. com tarefas remuneradas de baixa qualificação e manuais. essas remessas cresceram expressivamente nos anos 90 e tiveram como pico o ano de 1992: de 834 milhões de dólares. o significado. no primeiro balanço a respeito dos movimentos internacionais contemporâneos no Brasil delinearam-se modalidades distintas e específicas. com . em 1991. o excedente de mãode-obra crescente. em 1995 (KLAGSBRUNN. . . bem como a entrada de europeus.o Brasil não seria um país de imigração que passou a ser de emigração. passaram para 1.243.que são. o contexto dos movimentos internacionais que envolviam o Brasil indicava a entrada de novos contingentes de estrangeiros. 2. porém muito melhor remuneradas. portanto. o estancamento do processo de desenvolvimento. nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial . 1996.588. em 1990. Percebiam-se modalidades de movimentos populacionais emergentes no contexto do capitalismo internacional e próprias da globalização atual .Num resumo a respeito dos entendimentos e dessas interpretações. estariam na raiz da nova questão social. 1. Em síntese. no contexto interno e internacional. quanto percepções e anseios de grupos sociais específicos frente a uma mobilidade social truncada no país (como no caso do "rumo ao Primeiro Mundo"). passavam a ser completamente distintos de tudo o que.556 bilhão. não teria passado de receptor a expulsor de população.percebia-se que. exemplos de pequeno. Poder-se-ia dizer que o Brasil beneficiou-se da "invasão de cérebros" vindos de países vizinhos.ao contrário de algumas análises conjunturais que associavam a saída de brasileiros à década perdida (anos 80) ou à conjuntura do Governo Collor. Assim. Em outras palavras. a entrada e saída de pessoas do território nacional nunca cessou. entre outras causas. a ausência de perspectiva de mobilidade social. O contexto.que já se apresentavam em expansão. . Na verdade.percebia-se não se tratar de uma inversão de tendência . em 1993. com características absolutamente distintas das dos movimentos anteriores. . em grande parte dos quais afugentados pelos regimes autoritários dos anos 70.com exceção do caso dos "brasiguaios". . a pobreza. Estes envolviam tanto questões fundiárias não resolvidas (como no já tradicional caso das migrações Brasil-Paraguai). 45). os fluxos. a entrada de pessoal técnico-científico qualificado. entre outras.finalmente. Embora em menor escala. em 1992. sucedera no passado. em 1994. percebia-se que os migrantes não eram os mais pobres . sob a rubrica migração internacional aglutinavam-se processos e fenômenos distintos. esse estudo caracterizava a questão social como inerente à nova etapa da globalização e afirmava que. sob a mesma rubrica. e 3. a crise financeira. mas intermitente afluxo de estrangeiros.as transferências unilaterais no balanço de pagamentos do Brasil .

os dados permitem levantar a hipótese da circularidade. 1996) e em torno de 1. ESTIMATIVAS E TENDÊNCIAS DOS FLUXOS MIGRATÓRIOS DE E PARA O BRASIL Saída de Brasileiros As primeiras estimativas quanto à saída de brasileiros variaram. por exemplo.419. Mais que isso. percebe-se que é ínfima a parcela de brasileiros no contexto internacional contemporâneo das migrações internacionais. mais recentemente. Percebia-se nitidamente a modalidade de movimento rumo aos Estados Unidos. nos anos mencionados. propiciam-lhes um orçamento maior e a possibilidade de formar uma certa poupança. ano em que foram registrados 1. de acordo com os procedimentos utilizados. o destino de um expressivo volume de brasileiros.000 dólares. essas estimativas aproximavam-se dos registros que se iniciaram em 1996.envolvimento de distintos grupos sociais . e. 894 mil em 2001 e 713 mil em 2003. a consideração da circularidade que envolve grande parte dos deslocamentos populacionais.3 milhão de pessoas (OLIVEIRA et al. ao contrário do que aconteceria em seus países de origem. Se considerarmos que estimativas da ONU dão conta de 175 milhões de migrantes ao redor do mundo.887. onde as primeiras comunidades de brasileiros já iam se constituindo. demandou um tratamento distinto na esfera das políticas migratórias. ATabela 1 resume os dados obtidos. de um saldo migratório mínimo de 1.895 em 2000 e 2. entre outras dimensões. no geral. é claro. em sua maioria jovens e pertencentes à classe média. os Estados Unidos têm sido o principal país recebedor. registrando aproximadamente 580 mil brasileiros em 1996.principalmente Itália. o total de brasileiros registrados no exterior era de 1. de ações bilaterais de proteção de seus direitos. que entram clandestinamente e se ocupam em trabalhos não qualificados que. como conseqüência. Desde o início do movimento de brasileiros rumo ao Primeiro Mundo.480 milhões de pessoas (CARVALHO.436 brasileiros vivendo fora do país. De acordo com esses documentos.440 em 1996. na esfera das políticas sociais voltadas aos migrantes e. de atravessadores que induzem a busca do "sonho americano" a preços que variam de 10. Surpreendentemente.041.098 em 2002. levantados pelo Ministério de Relações Exteriores junto aos consulados e embaixadas brasileiras. no caso do Japão. a países europeus .como. com ligeiro declínio em 2003.5 Embora tratando-se de um registro de informações específicas..805. 800 mil já em 2000. comprovada por depoimentos e pesquisas qualitativas e reforçada pela constatação da existência de redes consolidadas . de fato. nos quais. Também já se percebia que o movimento que mais crescia era o direcionado aos Estados Unidos. 1996). as redes que se criam propiciam e reforçam a continuidade dos fluxos que vão se estabelecendo. podese constatar que não se trata de "levas" de emigrantes. de acordo com o país de destino.o que. de "diáspora brasileira" ou outros termos freqüentemente usados pela imprensa e mesmo em alguns meios acadêmicos para referirem-se à questão social da saída de brasileiros.6 Esse país tem sido. .000 a 20.042 milhão a um máximo de 2. sua seqüência permite apreender algumas características e tendências. O entendimento da emergência da migração internacional contemporânea não excluía. elevando-se para 1. Alemanha e posteriormente Portugal e Espanha. ao Japão. Em primeiro lugar.

certa troca . os brasileiros encontram espaço para assumir trabalhos secundários. serviços domésticos e afins . possuindo um perfil diferenciado dos demais migrantes clandestinos (MARTES. Outro fluxo de emigrantes com características históricas decorrentes do processo migratório do início do século 20 é o de trabalhadores brasileiros descendentes de imigrantes japoneses em direção ao Japão (SASAKI.775 pessoas em 1996. O país que tem permanecido como o segundo na hierarquia de recebedores constitui uma modalidade completamente distinta dos mencionados fluxos rumo ao Primeiro Mundo. a 269 mil. 1998). Espanha. Constituindo-se no terceiro país na hierarquia dos "recebedores". Nesse caso. também tem sua dimensão simbólica (PATARRA. atividades domésticas são também um possível atrativo. Os movimentos recentes das correntes migratórias que transitaram e ainda transitam na divisa entre o Brasil e o Paraguai estão intrinsecamente relacionados à constituição da fronteira entre esses dois países. em 2000. Itália.trabalhos esses que são rejeitados pelos brancos e muitas vezes não são acessíveis aos negros. 262 mil. Assim. com predominância dos fluxos provenientes de Portugal. Em período recente. bem como a rede de parentesco. entre outros.068 pessoas em 1996. Historicamente. a fatores históricos e culturais decorrentes do próprio processo migratório brasileiro que. e a crescente saída dos jogadores de futebol. em 2001.Ocorre que. garçons. Os principais países receptores são a Itália. Alemanha. tentam passar pelas fronteiras do México. Já a emigração brasileira para a Europa deve-se. em quantidade difícil de mensurar. parece que traços culturais constituem dimensão importante na decisão de migrar. os traços culturais e étnicos. A isso se soma.371 em 2001 e 32 mil em 2003. mediante a compra de um "pacote". a emigração de mulheres que para lá se dirigem muitas vezes iludidas.431 em 2001 e 70 mil em 2003. com 22. ou entrando na prostituição. Outro aspecto desse fenômeno é que de fato esses migrantes se sujeitam a um rebaixamento de seu status social em prol da recompensa financeira imediata. Portugal. De um modo geral. o Japão comparece com estimativas que vão de aproximadamente 263 mil pessoas. 2001). amealhando os dólares para investir no Brasil. 13. até pouco tempo atrás. em 2003. em busca de sua inserção em atividades de lazer. principalmente no que diz respeito às suas fronteiras agrícolas. essa fronteira foi marcada por uma série de lutas e batalhas que abrangiam não só os Estados nacionais como também as populações locais e as grandes empresas comerciais. Assim. para residir permanentemente fora de casa (SALES. a construção da hidroelétrica. tais como balconistas. a extensão urbana de imigração de brasileiros no Paraguai e a extensão do contrabando e do narcotráfico consolidaram a configuração de uma área de conflitos. com "jeitinho". 1999). ocorre a fusão dos aspectos principais dos fluxos anteriores: embora sempre movidos por estratégias econômicas.026 em 1996. em 1996. em grande parte. acabam ficando por lá: uns. De acordo com a imprensa. embora. uma vez que. apesar de quantitativamente menos representativa. 224 mil. no Brasil. 2005). não serão presos e. uma vez cruzada a fronteira. mas também de estruturação dos translados entre as populações dos dois países. Espanha. o perfil dos emigrantes que se dirigem à Europa assemelha-se ao dos que se dirigem aos Estados Unidos. neste caso. com 12. Há uma verdadeira "explosão" de migrantes brasileiros que. nessa travessia rumo ao país de seus sonhos. a partir da qual as redes de relações são formadas e fortalecidas e fomentam ainda mais o fluxo migratório.196 em 2002 e 35 mil em 2003. caracterizava-se como receptor de população. a falta de oportunidade de emprego e o longo período de recessão econômica bloqueiam sua ascensão social. 2001). com 16. vivendo situações arriscadas e muitas vezes violentas. BAENINGER. 50. BAENINGER. a imigração torna-se uma boa estratégia econômica. 65. são componentes decisivos na configuração e dinâmica do fluxo migratório (PATARRA. outros.

passando para 454. BAENINGER. embora em volumes bem mais reduzidos do que no passado. elevando-se novamente em 2003. esta é uma tarefa desafiadora. Nas últimas décadas do século.38%) em 2000 (Tabela 2). os dados censitários ainda apresentam maior dificuldade de estimativa: realmente.e retorno de brasileiros apenas evidencia a dinâmica iniciada principalmente nos anos 60. verifica-se a entrada de 89. em 1996. considerando-se o total de estrangeiros residentes no país nos levantamentos censitários . Os dados censitários também permitem observar a entrada de novos imigrantes em seus respectivos períodos intercensitários. Ao longo do século 20.o chamado "estoque de imigrantes".o que corresponde a .510 em 2001.235 pessoas no período 1981-1991 e 98. com 325. e 269 mil em 2002.52% da população total do país) em 1991. 350 mil pessoas. grande parte desse contingente é formada pelos sobreviventes dos grandes fluxos das etapas anteriores (PATARRA.400 brasileiros registrados nos diversos consulados. O Censo Demográfico 1991 registra uma população estrangeira de 606. e 651. Entrada de Estrangeiros No que concerne à entrada de estrangeiros no país. também. eles atingiam um total de 912 mil em 1980. declinando para 262. Na verdade.631 pessoas . Nas duas últimas décadas do século 20. Constata-se.226 (0.781 (0.7 O registro de brasileiros no Paraguai indica.501 em 2000. a entrada de novos contingentes de estrangeiros.514 pessoas no período 1990 e 2000 (Tabela 3). 2004b). pôde-se verificar um forte declínio em sua participação no total da população. decrescendo para 767.

888. O documento ressalta os efeitos positivos que a migração internacional pode assumir. Para isso. por outro. por um lado. POLÍTICAS MIGRATÓRIAS E POLÍTICAS SOCIAIS NO TRATO COM MIGRANTES INTERNACIONAIS A Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento. com uma estimativa de 1. entre janeiro e junho de 2000. Além disso. 2001). mão-de-obra qualificada. em torno de 20% (BAENINGER.40% de seu total populacional.5%) e América do Norte (9.380 pessoas . Essas evidências indicam.0. apresenta.496 autorizações .mesmo assim. com quase 200 mil (O Estado de S. realizada em 1994 no Cairo. da qual o Brasil é signatário. corresponde a apenas 0.oriundos principalmente de países sul-americanos . o documento considera as migrações internacionais contemporâneas inter-relacionadas ao processo de desenvolvimento. na tentativa de transformar a permanência num determinado país em opção viável para todos. A Pastoral do Migrante trabalha. aliadas à ausência de paz e segurança. foram concedidas 9. No que se refere . entre 1997 e 1999 foram concedidas 49. e as situações de violações de direitos humanos como dimensões decisivas para o Plano de Ação. BAENINGER.827 autorizações. sem dúvida. que o país aumentou sua inserção nas migrações do Mercosul. informações recentes sobre pedidos de concessão de vistos específicos do Ministério do Trabalho e Emprego no Brasil revelam que. 2004b). subestimam o contingente de imigrantes que entra no país nos períodos intercensitários (Tabela 2). na seqüência de Conferências da ONU nos anos 90. no capítulo X de seu Programa de Ação.1%). LEONCY. o número estimado de estrangeiros teria. esse dado contrasta fortemente com as informações do Ministério da Justiça. registra 683. seguidos dos imigrantes da Europa (mais de 20%).10 Na formulação da problemática. 20 maio 2005. Ásia (12. com fluxos de Europa e Ásia.8 respondendo por cerca de 40% dos imigrantes internacionais. foram concedidas 45. 2004a. e São Paulo concentraria mais da metade desse total: 440 mil. Caderno Vida. empresários e pessoal de ciência e tecnologia . entre 1993 e 1996. p. Os países de nascimento desse contingente que passou a residir no Brasil nessas décadas estiveram concentrados no Mercosul Ampliado. Essas cifras. após uma estabilidade de dez anos. a questão das migrações internacionais. tanto para as áreas de destino como para as áreas de origem.a maior parte das quais a estrangeiros de países europeus (mais de 30%) seguidas de autorizações a pessoas oriundas dos Estados Unidos e Canadá. Esses dados estão permitindo trabalhar com a hipótese da configuração de um mercado dual de imigrantes: com os pobres não documentados . imigrantes documentados. seguido do Rio. e. com ligeira elevação pela entrada de novos migrantes. houve uma relativa retomada das migrações de ultramar. baixado de 1 milhão para 830 mil.de origem européia e americana.Paulo. A-22). em menor número. Ressalte-se ainda que a imigração internacional norte-americana recente está relacionada à alocação temporária de mão-de-obra qualificada9 (PATARRA.e. destacando a pobreza e a degradação ambiental.41% da população residente no país. hoje. Neste caso.8 milhão de estrangeiros no país. o de 2000. incita os governos a analisarem as causas da migração.

além de apoio ao repatriamento. No Brasil. Na introdução desse documento. contribuindo significativamente para diminuir o desequilíbrio da balança de pagamentos e. um tratamento regular igual ao concedido aos seus próprios nacionais. Quanto aos migrantes não-documentados. como já vimos. para inclusão no mercado consumidor das famílias beneficiadas por essas remessas (Documentos de Lisboa. Nesse caso. abertura dos consulados para a comunidade migrante. . prevenir o tráfego internacional com migrantes. elaboração do estatuto dos brasileiros no exterior. que tenham respeito pelos direitos humanos e independência individual. recomenda-se a implementação de ações que visem: reduzir seu número. grifos da autora). representação política para os emigrantes brasileiros.tema que. há que se registrar um viés econômico no trato com os emigrados. em nome da economia brasileira e. evitar exploração e proteger seus direitos humanos básicos. e já se menciona a questão das remessas .11 É interessante considerar a lista de propostas finais aprovadas nesse Encontro. Além disso. pelaquestão social. incentiva a migração temporária e o reforço do regresso voluntário de migrantes. o etnocentrismo e a xenofobia. o Ministério das Relações Exteriores vem desenvolvendo ações sistemáticas de apoio consular aos brasileiros que vivem no exterior no que se refere à atualização de documentos.12 No entanto. contando com serviços de saúde que incluam planejamento familiar e outros serviços sociais necessários. Os refugiados devem beneficiar-se do acesso a alojamento adequado. migrantes não-documentados e refugiados/asilados. promovendo a paz e a reconciliação.] a emigração é responsável pela remessa unilateral de cerca de dois bilhões de dólares anuais para o Brasil. do ponto de vista social. Quanto aos migrantes com documentação. situação de consulados e embaixadas brasileiras. bem como aos membros de suas famílias. educação. estímulo à formação de conselhos consulares com participação de cidadãos brasileiros que vivem fora do país (CNPD. que inclui os elementos para a formulação de políticas públicas para a emigração. 2001). e também enfatiza a necessidade de dados e informações adequadas. São considerados três tipos de migrantes internacionais: migrantes documentados. a questão das remessas é colocada como ponto de partida e sua justificativa se garante. Um prenúncio de formulação explícita de políticas públicas para a emigração pode ser considerado no documento produzido no I Encontro Ibérico da Comunidade de Brasileiros no Exterior. assim como pela integridade territorial e a soberania dos Estados. Finalmente. do qual resultou o Documento de Lisboa. em primeiro lugar.às remessas.. em segundo. e que aumentem seu apoio às atividades internacionais destinadas a proteger e a apoiar refugiados e migrantes. avalia-se entre 2 e 3 milhões de brasileiros vivendo no exterior. pois considera-se que Do ponto de vista da economia brasileira [. os governos dos países recebedores devem considerar a possibilidade de lhes conceder. o documento apela aos governos para que tomem medidas apropriadas para resolver conflitos. e protegê-los contra o racismo. reforço dos consulados itinerantes e assessoria jurídica a emigrantes.. tem sido crescentemente discutido nos fóruns e debates a respeito dos grandes movimentos migratórios internacionais contemporâneos. preconiza seu incentivo mediante políticas econômicas e condições bancárias adequadas. no que diz respeito aos direitos humanos básicos. recadastramento eleitoral.

Também é interessante registrar que o Fundo Multilateral de Inversões - Fomin, do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, vem realizando um esforço conjunto com agentes governamentais, o setor privado e ONGs, instituições financeiras e outras, para aumentar a consciência da importância desses fluxos; aumentar a competição para diminuir os custos de remessas; promover a educação financeira, fomentar o impacto desses fundos ao oferecer mais opções financeiras para as famílias receptoras de remessas e suas comunidades (<http://www.iadb.org.mif>). 13 As autoridades vêm gradativamente se manifestando mais abertamente sobre o interesse desse montante de divisas para a economia nacional: percebe-se que o Brasil entrou no rol dos países com altos índices de remessas - estimada em US$ 5,8 bilhões em 2003.14 Destes últimos 5 bilhões que entraram no Brasil, o Japão é responsável por 3 bilhões; os USA, por 1 bilhão; e a Europa, por 1 bilhão - sendo que a metade desse volume vem de Portugal. Esse montante representa 7% das exportações brasileiras, que somaram 73 milhões, em 2003 - e é maior do que qualquer produto de exportação. Nesse último ano, as remessas são superiores às exportações de soja (4,29 bilhões), e bem mais elevadas do que os produtos tradicionais como o café (1,3 bilhão) e calçados (1,62 bilhão) (ROSSI, 2005), ou seja, como havia constatado Klagsbrunn (1996), o emigrante continua sendo o maior produto de exportação do Brasil. Comemorando essa cifra que teria entrado no país em parte pelo Banco do Brasil e em outra trazida pessoalmente ou enviada por parentes e amigos, 15 uma autoridade do Itamaraty manifestou-se, em tom jocoso: os brasileiros que vivem no exterior são compatriotas que deveriam ser recebidos com tapete vermelho, champanhe e caviar (Folha de S.Paulo, 4 jul. 2004). Estrangeiros no Brasil No que se refere à entrada de estrangeiros no Brasil, há que se registrar que o controle da imigração é uma atribuição de três ministérios: da Justiça, das Relações Exteriores e do Trabalho e Emprego. Ao Ministério da Justiça compete, essencialmente, o controle dos estrangeiros após sua entrada em território nacional e a aplicação da política de imigração - desde a concessão de visto, prorrogações, transformações de vistos, permanência, até medidas menos "simpáticas", como a extradição. A política imigratória atual é orientada pela Lei nº 6.815, de 19 de agosto de 1980, que desde o início de sua vigência vem sendo alvo de críticas no país. A lei criou ainda o Conselho Nacional de Imigração - CNI, órgão presidido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com representantes de vários outros ministérios, órgão de classe e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC. O CNI, por meio de 49 resoluções, orienta a política imigratória que, neste momento, privilegia a imigração sob o ponto de vista da assimilação da tecnologia, investimento de capital estrangeiro, reunião familiar, atividades de assistência, trabalho especializado e desenvolvimento científico, acadêmico e cultural (BARRETO, 2001). Destaca-se ainda, na condução da política imigratória brasileira, o trabalho desenvolvido pelo Comitê Nacional para os Refugiados - Conare , vinculado ao Ministério da Justiça, que tem por finalidade a condução da política nacional sobre refugiados. Cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego estabelecer diretrizes e orientações de caráter geral no que concerne à autorização de trabalho a estrangeiros, com

observância dos preceitos da Lei nº 6.815/80 que define sua situação jurídica no país.16 Esse conjunto de dispositivos caracteriza o Brasil como um dos países mais restritivos quanto à imigração de estrangeiros. É interessante considerar as discussões a respeito no âmbito do governo do Mercosul, onde houve tentativas para harmonizar as políticas migratórias dos países-membros com vistas à livre circulação de trabalhadores no contexto da abertura comercial; nesse fórum, a posição brasileira tem-se mantido inalterada. Outra dimensão que vem surgindo com ímpeto é a questão do acesso dos imigrantes não documentados e seus familiares aos serviços públicos no Brasil. Sabe-se que, no Brasil, crianças e adolescentes estrangeiros ou filhos de estrangeiros em situação ilegal nem sempre conseguem lugar em escolas públicas. No Fórum Social das Migrações, realizado em Porto Alegre, em janeiro de 2005, discutia-se o acesso desses migrantes às políticas universalistas - saúde e educação - constatando-se que o Sistema Único de Saúde - SUS é o único programa que, por sua regulamentação universalista, possui o respaldo de atendimento a todos, indistintamente. No Brasil, os estados têm relativa autonomia no que se refere ao acesso de imigrantes e/ou seus filhos ao ensino público fundamental. No entanto, no plano jurídico, a Constituição Brasileira, de cunho universalista, contrapõe-se ao Estatuto do Estrangeiro, que é mais restritivo. Muitas vezes, o jovem pode freqüentar a escola, mas esta não pode emitir certificados de conclusão. 17 Todas essas constatações a respeito dos movimentos migratórios internacionais a partir de e para o Brasil indicam fortemente a urgência de tratamento de uma problemática emergente que demanda análise, entendimento e monitoramento. Isso significa reformulação e ampliação das políticas e ações frente à nova situação, para alterar seus pressupostos, tomar em conta as especificidades dos fluxos e dos grupos sociais envolvidos, defender os indivíduos de atravessadores, ampliar seu escopo para dar conta dos direitos humanos dos migrantes e suas famílias. Sob a égide da Conferência sobre Direitos Humanos, o tratamento dos migrantes internacionais circunscreve-se no âmbito da articulação entre soberania nacional, democracia, direitos humanos e direitos ao desenvolvimento. O desafio consiste em transformar os compromissos assumidos internacionalmente em programas e práticas sociais condizentes com a articulação proposta - síntese das contradições, conflitos e antagonismos intensificados neste início de século. A migração internacional, que é a contrapartida populacional desse contexto globalizado, representa hoje a transformação da herança alvissareira do século 20 e um grande desafio para o século 21

4) OS FLUXOS MIGRATÓRIOS INTERNOS

OS PRINCIPAIS MOVIMENTOS INTERNOS DA POPULAÇÃO E A EMIGRAÇÃO NO BRASIL

Segundo dados do IBGE, em 2010, 40% dos habitantes do Brasil não eram naturais do município de residência, e cerca de 16% deles não eram procedentes da unidade da federação em que moravam. O censo de 2000 detectou que 75% dos movimentos migratórios realizados durante os cinco anos anteriores tinham como origem e destino as áreas urbanas, 12,4% eram rurais-urbanos, 7,7% urbano-rurais e 4,8% originaram-se e destinaram-se a áreas rurais. Esses números mostram que predominam movimentos migratórios dentro do estado de origem. E que há um crescimento do fluxo urbano-urbano e intrametropolitano, ou seja, aumenta o número de pessoas que migram de uma cidade para outra no mesmo estado ou numa determinada região metropolitana em busca de melhores condições de moradia. No entanto, permanecem os movimentos migratórios interestaduais.

que saíam de sua região de origem em busca de empregos e de melhores salários. que os movimentos migratórios estão associados a fatores econômicos. Somente a partir da década de 1970. a migração em direção ao Sudeste começou a apresentar significativa queda. a porcentagem foi de 42.3% das saídas do Sudeste se dirigiram ao Nordeste. 48.5%. com o processo de desconcentração da atividade industrial e a criação de políticas públicas de incentivo à ocupação das regiões Norte e Centro-Oeste. Quando terminou o ciclo da cana-de-açúcar no Nordeste e se iniciou o do ouro em Minas Gerais. os estados que apresentam maior emigração continuam sendo os nordestinos: Paraíba. percebe-se. Bahia e Pernambuco. o eixo São Paulo-Rio de Janeiro se tornou o grande polo de atração de migrantes. Analisando a história brasileira. com o ciclo do café e com o processo de industrialização. .Outro ponto revelado pelos dados sobre os movimentos migratórios atuais é o dos fluxos de retorno. houve um grande deslocamento de pessoas e um intenso processo de urbanização no novo centro econômico do país. Mais tarde. desde o tempo da colonização. Piauí. Entre 1986 e 1991. principalmente para o Nordeste: entre 1995 e 2000. Apesar desse retorno de migrantes.

figuram algumas capitais da região Norte. Sorocaba e São José do Rio Preto. que aumentem a oferta de emprego. localizadas em áreas de expansão das atuais fronteiras agrícolas do país. Em seguida. Macapá (AP) e Rio Branco (AC). receberá também pessoas dispostas a preencher os novos postos de trabalho. finalmente. com destaque para Palmas (TO). energia e comunicações.Qualquer região do país que receba investimentos produtivos. que integraram o interior do estado não só ao país. São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais cuja população menos cresce no Brasil. O processo de industrialização foi um dos principais motivos que incentivou a migração para o Sudeste a partir da década de 1950 . São José dos Campos. vêm as capitais nordestinas e. Boa parte da produção econômica estadual é destinada ao mercado externo. assim como algumas menores em suas respectivas regiões apresentam índices de crescimento econômico maiores que os da Grande São Paulo. Em primeira posição. É o que acontece atualmente no estado de São Paulo. as do Sul do Brasil. Ribeirão Preto. mas ao mundo. públicos ou privados. As cidades médias e grandes do interior como Campinas. Atualmente. Essa situação ocorreu graças ao desenvolvimento dos sistemas de transportes. o que gera aumento populacional.

que. em 1970. 50 milhões de pessoas migraram do campo para as cidades.saída em massa de pessoas do campo para as cidades. Esse processo ocorreu associado a uma indutrialização que permanecia concentrada nas principais regiões metropolitanas.35% da população brasileira é urbana. com pouquíssimo dinheiro e em condições muito precárias.Macapá . ÊXODO RURAL E MIGRAÇÃO PENDULAR No entanto. tornavam-se áreas muito atrativas. esse percentual era de 56%. por isso. fenômeno conhecido como êxodo rural. É importante lembrar que na maioria dos casos esses migrantes se deslocaram para as cidades. apenas 10% da população brasileira vivia em cidades. Cinquenta anos depois. Estima-se que entre 1950 e 2000. consequência de uma política agrária que modernizou o trabalho do campo e concentrou a posse da terra. 84. como as cidades receptoras desse enorme contingente populacional não receberam investimentos públicos suficientes em obras de infraestrutura urbana.uma das capitais que mais crescem no Brasil Em 1920. De acordo com o censo do IBGE 2010. gera abandono de residências na zona rural . com acelerada construção de submoradias e surgimento de loteamentos (em grande parte Êxodo rural . passaram a crescer desmesuradamente.

Muitas dessas cidades passam a ser conhecidas como "cidades dormitório". movimento conhecido como migração pendular. entre outros destinos.deslocamento diário de pessoas de uma cidade para outra para trabalhar ou estudar A partir da década de 1980 o Brasil começou a se tornar um país com fluxo migratório negativo . Como a maioria dos emigrantes entram clandestinamente nos países a que se dirigem. Esse processo reduziu os vazios demográficos que existiam entre uma cidade e outra e. em busca de melhores condições de vida. colaborou para a formação de regiões metropolitanas. Inglaterra. Migração pendular . muitos brasileiros se transferiram para os Estados Unidos. Entre as cidades que compõem cada região metropolitana ocorre um deslocamento diário da população.clandestinos) em suas periferias.número de emigrantes maior que o de imigrantes. Há também um grande número de brasileiros estabelecidos no Paraguai. já que no Brasil os salários pagos são muito baixos se comparados aos desses países e os índices de desemprego e subemprego costumam ser mais elevados. somado a outros fatores. há estimativas precárias sobre o volume total do fluxo migratório. Espanha e França). Do início da década de 1980 até a crise mundial que se iniciou em 2008. Japão e Europa (especialmente Portugal. quase todos produtores rurais que ali se dirigiram em busca de terras baratas e de uma carga tributária menor que a brasileira. A EMIGRAÇÃO .

vêm ocorrendo redução do ingresso e aumento do envio de remessas de dinheiro.Entretanto. muitos brasileiros que moravam no exterior retornaram. os principais destinos dos emigrantes de países da América do Sul e Central são os Estados Unidos e a Espanha. Porém. como a economia brasileira conseguiu enfrentar a crise com muito mais rigor que a de muitos países desenvolvidos e existe grande facilidade de deslocamento terrestre para cá. Brazilian Day 2011 . em 2009. Em 1995.AC Uma das consequências dessa inversão. Peru e Paraguai e. o Brasil deixou de ser um país onde predominava a emigração e passou a receber muitos estrangeiros. aumento na entrada de imigrantes e o retorno de brasileiros que viviam em países onde a crise aumentou o desemprego. os brasileiros residentes no exterior enviavam 37 dólares para cada dólar que era remetido daqui para o exterior. com destaque para a Bolívia. Tradicionalmente. ou seja. essa proporção tinha caído ao nível . desde a eclosão da crise econômica que se iniciou em 2008. muitos emigrantes latinos trocaram de destino. Estados Unidos Haitianos em praça na cidade de Brasileia . A partir de 2008.festa dos brasileiros que moram em Nova York. com a redução no volume da emigração. o Brasil passou a receber muitos imigrantes vindos de países latino-americanos.

volume 3: espaço geográfico e globalização: ensino médio / Eustáquio de Sene. abrindo portas para outros contactos posteriores. Eustáquio de. Líbia e Síria. Os brasileiros estão cada vez mais difundidos pelos quatro cantos assumindo uma clara dimensão universalista. Japão. Estes casamentos reais ligaram o Brasil ao mundo do seu tempo. Foi desta forma que o Brasil se ligou à Alemanha. do número de imigrantes que aqui residem. Os laços e cumplicidades culturais com outros povos eram muito passivos. As várias comunidades imigrantes que se estabeleceram no Brasil criaram laços culturais centre as comunidades locais e os seus países de origem. São Paulo: Scipione. 2010.7 para US$ 1. maior país do mundo em termos de superfície.de US$ 2. b) movimentos migratórios. ao mesmo tempo. o que demonstra claramente o aumento do retorno de brasileiros e. a presença brasileira no mundo estava limitada à América do Sul. João Carlos Moreira. mas também as operações de paz a que tem estado associado projectaram-no para fora das suas fronteiras. até aos anos 70 do século XX. mas também um país do mundo. 5) AS NOVAS FRONTEIRAS POPULACIONAIS 6) OS MOVIMENTOS EMIGRATÓRIOS NO BRASIL Brasil no Mundo O Brasil não é apenas o 5º. resultando em geral de factores externos: a) casamentos reais (1822-1889). Os conflitos militares que o Brasil se envolveu. criando ligações . Itália. Geografia geral e do Brasil.0. c) operações militares. Com excepção do caso de Portugal. FONTE: SENE.

Fernando II). Outros "produtos" tem igualmente funcionado como veiculos desta projecção mundial. A marca Brasil tem hoje uma projecção a nível mundial. imperador do Brasil). como a de São Leopoldo (1824). Desporto (futebol. Argentina. Para além disto. Santa Leopoldina (meados dos século XIX). muitos brasileiros tem vindo a ocupar importantes cargos em organizações internacionais o que tem contribuido para o prestígio do país. A presença brasileira no mundo está ligada sobretudo aos seus sucessos internacionais no campo da música (Bossa Nova). voleibol. A projecção do Brasil no mundo afirmou-se sobretudo nas últimas décadas. Maria II) casou-se com um príncipe alemão (D. Paulo (1847). O último "produto" brasileiro é a sua crescente emigração que se difundiu por todo o mundo.com outros países. O facto tem raízes históricas. sustentada por um crescente peso da sua economia. A Casa de Bragança que governou o Brasil até 1889 apoiou a criação de colónias de alemães no Brasil. Blumenau (1850). Alemanha. Santa Isabel (1847). A sua filha (D. Formula 1) e em alguns países às telenovelas. filha da imperatriz da Austria. As ligações com a Alemanha foram iniciadas antes da independência do Brasil (1822). através de uma política de casamentos reais. assumindo os imigrantes de brasileiros de forma descomplexada a sua origem e cultura. 2006). Pedro de Alcantara (1828). a Capoeira e as novas seitas religiosas. para tal contribuiu o reconhecimento internacional da sua dimensão económica (10ª economia mundial. Petrópolis (1846). Leopoldina. tornando-os verdadeiros embaixadores do Brasil no mundo. a sua pujança cultural e os seus movimentos emigratórios. Mais . As relações entre o Brasil e a Argentina foram até aos anos 80 do século XX. Pedro (futuro 1º. como as obras de Paulo Coelho. . casou com Dª. Os fluxos migratórios alemães só acabaram em 1872. S. O príncipe D. . marcadas por tensões e conflitos. em 1816. S.

mas no caso do Brasil os portugueses jamais aceitaram estes limites. incentivando o investimento e fixação de sojicultores brasileiros. Calcula-se que cerca de 30 mil agricultores brasileiros se tenham fixado na região. tornou-se no principal centro de produção soja deste país. As fronteiras do Brasil com a Colómbia estão aqui em plena Amazónia. Nos anos trinta do século XX no Brasil foram tomadas medidas contra a difusão da língua e da cultura alemã. etc).O Brasil voltou encontrar-se com a Alemanha. Nas últimas décadas. e 2ª. por via fluvial) e Manaus (Amazonas. Em pouco tempo a região de Santa Cruz de la Sierra. durante séculos avançaram para o interior do Continente anexando terras ao Brasil. Após a 1º: guerra mundial o Brasil recebeu dezenas de milhares de imigrantes alemães. Guerra Mundial. Após a independência. Foz do Iguaçú (Paraná). Em 1494. pela Bolívia. nomeadamente nas regiões de maior concentração de imigrantes. Uma zona fluída de em termos limites. A Petrobrás e muitas outras empresas brasileiras tem no país importantes investimentos. em 1822. Guajará-Mirim (Amazonas. No inicio do século XX. o Brasil prosseguiu a mesma acção de consolidação das suas fronteiras nesta região. No século XVIII fixaram-se na ocupação e domínio da Amazónia. Nas últimas décadas tem aumentado de forma exponencial o número de emigrantes bolivianos no Brasil. portugueses e espanhóis dividiram o mundo em dois (Tratado de Tordesilhas). o seu segundo produto mais exportado depois do petróleo e gaz natural. numa missão do exército . expulsão dos brasileiros numa faixa de 50km a partir da fronteira. Trata-se de gente muito humilde e sem qualquer qualificação profissional. que tem aplicado várias medidas proteccionistas (nacionalização do gáz. Cuba Colombia. o número de imigrantes brasileiros na Alemanha tem aumentado de forma contínua. A experiência brasileira na produção de soja foi aproveitada nos anos 90 do século XX. a maioria dos quais entram por cinco portas principais: Corumbá (Mato Grosso do Sul). Esta presença brasileira a partir de 2006 tem sido contestada pelo governo boliviano. tendo-lhe declarado guerra em 1917 e 1942. mas agora em situação de conflito durante a 1ª. por via fluvial).Neste sentido. Cáceres (Mato Grosso). Angola Bolívia.

As principais vedetas dos clubes de futebol espanhóis são brasileiros. Na década de 80 do século XIX iniciouse um movimento migratório de espanhóis para o Brasil. Os contactos apenas aumentaram no final do século XX. EUA Espanha. Destas acções falhadas conserva-se o nome de São Luis de Maranhão. Fronteira da amazónia. Nos estádios de futebol ou fora deles o que se vê nas ruas são bandeiras do Brasil e camisolas da selecção canarinha.brasileiro. Na segunda metade do século XX. As relações entre os dois países nunca foram contudo relevantes. o futuro marechal Candido Rondon (1865-1958) implantou linhas telegráficas e marcos ao longo da fronteira (1. quando se iniciou um maior coordenação de políticas entre Portugal e Espanha e os países da chamada "América Latina". estabelecendo-se a maioria nas plantações de café na região de São Paulo. Como represália pela invasão de Portugal pelas. Mais . Fronteira na Amazónia. França. este território foi ocupada por tropas portuguesas. O conflito quanto à delimitação das fronteiras só foi resolvido entre o Brasil e a França em 1900. Desde os anos 60 do século . em particular nas cidades do amazonas. . as relações entre os dois países passou ser afectada pelos problemas internos da Colombia que vive mergulhada numa guerra civil e na luta contra o omnipresente narcotráfico. Guiana Francesa. A frágil ocupação desta fronteiras parece estar a ser utilizada por redes ligadas ao narcotráfico e aos guerrilheiros da Farc . Antiga colónia inglesa. mas acabaram por ser expulsos pela população. Nas últimas décadas milhares de colombianos tem-se refugiado no Brasil. Antiga colónia francesa.645 km). Guiana. o que potencia o estreitamento de relações. Na última década o número de imigrantes brasileiros tem aumentado de forma exponencial. entre 1809 e 1817. Constitui actualmente um Departamento da França nos trópicos. No século XVI e XVII os franceses tentaram ocupar partes das costas do Brasil. estando presentemente associados aos seus êxitos internacionais. como Manaus.

Fixaram-se sobretudo nas regiões de São Paulo.XX a emigração brasileira não tem cessado. acabando por ser expulsos (1645). Itália. Esta presença no nordeste brasileiro foi documentada por pintores holandeses como Frans Post e Albert Eckhout. gerando uma nova aproximação entre os dois povos . Holanda. Na última década o número de imigrantes brasileiros na Holanda tem aumentado de forma contínua. O futebol usado como embaixada de paz do Brasil. mostrando as riquezas dos trópicos. Mais. . . quer no Brasil a familia real realizou no século XIX aprofundou esta ligação. os holandeses ocuparam algumas regiões da costa brasileira. Iraque Japão. Da curta presença dos holandeses (1624-1654) restam alguns vestígios em Pernanbuco e na Bahia e sobretudo alguma documentação pictórica. Paulo. muitas vezes sob regime de autêntica escravatura. As primeiras relações entre o Brasil e a Itália. Libano. calcula-se que os seus descendentes sejam superiores a um milhão. Durante a ocupação de Portugal pela Espanha (1580-1640). constituindo presentemente cerca de 1/5 da população (dados de 2000). concentrando-se sobretudo na região de S. A maioria dos brasileiros continua a desempenhar as actividades mais desqualificadas e mal pagas. a produção do açúcar e outros aspectos da vida colonial. Minas Gerais e Bahia. Não existem números precisos do seu número no Brasil. . A imigração japonesa para o Brasil iniciouse em 1908. coincidindo com uma fase de enorme repressão turca. Rio de Janeiro. Haiti. Em 2004 o governo brasileiro resolveu assumir a coordenação da missão de estabilização da ONU no Haiti. A familia real portuguesa tinha desde os século XII relações estreitas com as importantes casas de Saboia-Piemonte. . O principal período de entrada dos libaneses no Brasil entre 1911 e 1913. Neste sentido quer em Portugal. reforçando o peso político da Itália no contexto internacional. É considerável o número dos que se dedicam ao garimpo. . começaram ainda antes da sua completa unificação (1870).

nomeadamente em torno do acesso à terra.3 km. Milhares de jovens brasileiras vivem da prostituição. Nos anos 60 do século XX assistiu-se ao inicio da vaga de emigrantes brasileiros para a parte leste do Paraguai. O Brasil é um país omnipresente no Paraguai pela sua cultura. Em consequência desta emigração surgiram várias cidades. uma disputa que se prolongou no século XIX entre o Brasil e a Argentina (Guerra do Paraguai). Suriname. que milhares de indigenas peruanos começaram a fixar-se nas cidades brasileiras do Amazonas. sendo fequentemente usadas como "correios" para o tráfico de droga entre o . Portugal Peru. Fronteira na Amazónia. mas também alguns conflitos entre os dois povos. Em 1965 o Brasil desempenha uma importante acção de pacificação. drogas e contrabando e zonas de actuação de grandes organizações criminosas. A fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia era em 2006 o principal eixo do tráfico de droga em toda na América do Sul. A comunidade de brasileiros é a maior do país. mas também pela sua presença demográfica. Reino Unido República Dominicana. Desde o inicio da década de 80 do século XX. em pleno Amazonas. fala correctamente o português e adora a comida brasileira. Da fusão entre os dois povos. como foi bem patente no último conflito (2006).Esta imigração libanesa acabou por gerar no próprio Libano vastas comunidades descendentes de brasileiros. . Síria Suécia. Os brasileiros queixam-se que os madeireiros peruanos ilegalmente estão a pilhar as suas florestas no Acre.Foz do Iguaçu e Ponta-Porã tornaram-se num problema para a justiça brasileira. Foi uma região disputada por Portugal à Espanha. nos anos 80 foi forjado um novo nome. tendo a maioria se dedicado à produção de soja. O Brasil possui com este país uma fronteira com 2. vivendo numa extrema pobreza. As duas áreas de fronteiras do Brasil com o Paraguai . sobretudo na capital Manaus.995. na medida que as mesmas funcionam como portas de entrada de armas. Moçambique Nigéria Paraguai. Antiga colónia holandesa até 1975. A rainha Silvia da Suécia é filha de uma brasileira. o de brasiguaios.

Neste sentido. A maioria dos emigrantes brasileiros são originários da Roraima. continua a ser para este jovem país uma referência incontornável que ajudou a consolidar o seu processo de independência. Ucrânia Venezuela. Timor. no qual seria levado em consideração aspectos em relação ao desenvolvimento técnico-científico. situada em pleno amazonas.068. alto funcionário da ONU. onde criaram um bairro próprio chamado "Little Belém". Sérgio Vieira de Mello. tráfico de mulheres e adolescentes. etc. tem uma extensão total de 2. A QUESTÃO REGIONAL NO BRASIL A) A REGIONALIZAÇÃO DO PAÍS A regionalização do Brasil segundo Milton Santos Para o geógrafo Milton Santos haveria uma nova regionalização do território brasileiro.Suriname e a Europa. o Brasil está dividido em 4 regiões que poderá ser observado na imagem abaixo: .Na zona da fronteira tem ocorrido crescentes problemas por causa do garimpo. A fronteira entre os dois países. Uruguai. Enviou tropas. Fronteira com uma extensão total de 1. Estimava-se em 2002 que cerca de 40 mil brasileiros exercessem ilegalmente o garimpo no Suriname. A maioria dos brasileiros vive em Paramaibo (capital).199 km. contrabando de combustiveis. Os movimentos migratórios tem ocorrido sobretudo do Brasil para a Venezuela. Um situação dificil de controlar.4 km. II.

Ver artigo principal: Região Norte do Brasil. .Milton Santos propôs a divisão regional do Brasil em quatro regiões. onde podemos destacar: Região Norte[editar] Região Norte. Regionalização Político-Administrativa[editar] Ver artigo principal: Regiões do Brasil. com base nas diferenças do meio técnico-científico-informacional. o território brasileiro fica subdividido em cinco macro regiões heterogêneas. com exceção de Tocantins  Regiões e estados do Brasil Subdivisões do Brasil Região Norte Região Nordeste Região CentroOeste Região Sudeste Região Sul Acre · Amapá · Amazonas · Pará · Rondônia · Roraima · Tocantins Alagoas · Bahia · Ceará · Maranhão · Paraíba · Pernambuco · Piauí · Rio Grande do Norte · Sergipe Distrito Federal · Goiás · Mato Grosso · Mato Grosso do Sul Espírito Santo · Minas Gerais · Rio de Janeiro · São Paulo Paraná · Rio Grande do Sul · Santa Catarina Unidades da Federação Arquipélagos Geoeconômicas Outros Fernando de Noronha · Atol das Rocas · Arquipélago de São Pedro e São Paulo · Trindade e Martim Vaz Amazônica · Centro-Sul · Nordeste Antártida Brasileira (ver também: Estação Antártica Comandante Ferraz) Propostas de novas unidades federativas do Brasil a região concentrada e que comtem mais atividades modernas assim tornando-a a mais importante. Segundo a regionalização tradicional do Brasil. São elas:     Região Concentrada: formada pelas atuais regiões Sudeste e Sul Região Centro-Oeste: formada pela atual região Centro-Oeste e mais o estado de Tocantins Região Nordeste: formada pela atual região Nordeste Região da Amazônia: formada pela atual região Norte.

formada por brancos. Natal. Ver artigo principal: Região Centro-Oeste do Brasil. João Pessoa e sertão setentrional).     Clima: Equatorial úmido. Vegetação: floresta equatorial amazônica Relevo: Baixo. índios e mamelucos. índios(principalmente no Sertão).      Clima: Tropical úmido (Zona da Mata). Região Nordeste[editar] Região Nordeste. Hidrografia: Bacia hidrográfica Amazônica. Região Centro-Oeste[editar] Região Centro-Oeste. Fortaleza. Relevo: Formado por planícies (Zona da Mata) e planalto (Agreste/Sertão). Ver artigo principal: Região Nordeste do Brasil. cafuzos (principalmente em São Luís) e mamelucos (o elemento étnico mais basico presente em toda a região. etc). Agreste. sul de Maranhão e Piauí. centro-oeste da Bahia. 4 5 6 e Tropical Vegetação: Mata Atlântica (Zona da Mata). João Pessoa. com elevado índice pluviométrico. População: Pouca. porém em Belém a população cafuza migrante oriunda do Norte maranhense é bem comum. Tropical semi-árido (Agreste/Sertão) 7 de transição (Meio Norte). Caatinga (Agreste/Sertão) e Mata dos Cocais (Meio Norte). formado por planícies. mas principalmente na zona semi-árida. Hidrografia: Bacia Hidrográfica do São Francisco. . formada por brancos (principalmente em Fortaleza. negros (principalmente em Salvador e Recife). População: Grande.

período seco). Ver artigo principal: Região Sudeste do Brasil.    Clima: Tropical de altitude e tropical úmido. formado por chapadas e a Planície do Pantanal. composto basicamente por serras. que sofre drásticamente com as atividades agropecuárias.   .a população branca da região se concentra no interior do ES e no interior de SP. formada por todos os grupos étnicos e suas miscigenações. Vegetação: Floresta tropical ou Mata Atlântica. Relevo: Planalto Central. porém após a construção de Brasília. onde destacamos a pecuária extensiva e a sojicultura. [carece de fontes] zona norte do Rio. mas restando uma população kaigang e guarani. além da formação inicial da Bacia do Paraná e de bacias secundárias como o Tietê. agregando mais de 40% da população brasileira. Vegetação: Cerrado. onde encontramos uma estrutura particular chamada de Mar de Morros. porém não de modo homogeneo . Relevo: Planície costeira ou litorânea. Hidrografia: Bacia Hidrográfica do Paraguai e Araguaia (Tocantis . entre outros.     Região Sudeste[editar] Região Sudeste. Hidrografia: Região rica em nascentes. muitos elementos mineiros de origem africana (geralmente mulatos e cafuzos) migraram para a sua parte mais oriental entre o nordeste do MS e o leste/sudeste de GO e DF. na chamada Serra da Canastra (Minas Gerais). enquanto a população negra se concentra no centro de minas. Paraíba do Sul. onde destacamos a nascente do Rio São Francisco. os cafuzos no interior de MG. População: Gigantesca população. Clima: Tropical semi-úmido (tropical típico). oeste de SC e oeste do PR). parte da zona oeste . boa parte tupinambás. baixada fluminense.Araguaia) População: Modesta população formada por brancos (principalmente no centro-oeste da região descendentes de migrantes do norte do RS. índios (principalmente no norte do MT) e mamelucos (a etnia mais comum da região e praticamente a única até meados de 1960) com baixa densidade demográfica.período chuvoso eOutono/Inverno . com duas estações bem definidas em relação aos índices pluviométricos (Primavera/Verão . os mulatos na capital do RJ e os nativos foram praticamente dizimados. Além das Matas Ciliais ouMatas Galerias. radicalmente devastada pela ação antrópica. Além do chamado Planalto Atlântico. Os mamelucos são mais comuns no interior de SP e ES.

enquanto o alemão é mais comum na parte oriental da serra. SC por exemplo era etnicamente açoriana na parte central do seu litoral. no RS o elemento norte-italiano é mais comum na sua parte serrana centro-ocidental. No interior do PR o elemento eslavonico é o mais forte. apresentando verões quentes e invernos frios e secos. População: Formada basicamente por brancos de origem europeia não ibérica. gaúchos e descendentes ocuparam o oeste bem depois e na parte mais ocidental do centro existe uma população de transição. explicando assim a formação homogênea da Região. Paranaguá. Relevo: Formado por zonas baixas próximas ao litorial e planalto arenito basáltico (planalto meridional) Hidrografia: Médio e baixo cursos da Bacia do Paraná. porém existem minorias africanizadas no sudeste do RS (região de Pelotas). entre 1775 e 1825 mais da metade da população do PR e RS eram de origem africana. Ver artigo principal: Região Sul do Brasil. Vegetação: Mata dos Pinhais ou Araucárias (estado do Paraná) e os Pampas. O panorama da região neste sentido foi o que mais se alterou drasticamente na sua historia populacional. Região Amazônica[editar] Ver artigo principal: Região geoeconômica Amazônica do Brasil. .Região Sul[editar] Região Sul. etc. divisa litoranea entre PR e SC. mas com a migração de etnias italianas do norte gaucho. Bacia do Paraguai e Bacia do Uruguai. como italianos. O elemento mameluco é fortíssimo na região oeste do RS. mas do século XVI a 1775 era amerindia e mameluca. os etno-padanicos do RS setentrional passaram a ser a maioria dentre os euro-descendentes do estado. germânicos e eslavos. africanizada na divisa costeira com o PR (só que mais recentemente via migrações) e praticamente amerindia pura no seu interior meio-oestino até finais do século XIX e início do século XX quando imigrantes alemães colonizaram a parte mais a nordeste do seu centro e os italianos a sua costa meridional. que originalmente era amerindia e mameluca.      Clima: Temperado sub-tropical com duas estações bem definidas. Regionalização Geoeconômica[editar] Ver artigo principal: Divisão geoeconômica do Brasil. de onde surgiu o gaúcho original. Não observamos a integração entre diferentes grupos étnicos. filho do espanhol/iberico com a nativa guarani. com fortes traços europeus.

de acordo com o desenvolvimento do turismo. Fruticultura irrigada na Região do Agreste e agricultura de subsistência nas regiões do Sertão eMeio Norte. no extrativismo vegetal destacamos o babaçu e carnaúba e no extrativismo animal destacamos a pesca. malva. Extrativismo: O extrativismo é o carro-chefe da economia amazônica. Extrativismo: No extrativismo mineral podemos destacar o sal e o petróleo. porque os rebanhos se tornaram "nativos" com intenso processo de procriação. movimenta bilhões de dólares durante o ano inteiro. caro. quanto na iniciativa privada recebendo investimentos de empresas de médio e grande porte. Pecuária: A pecuária da Região é classificada por muitos autores como extensica especulativa.Calçados Azaleia. acelerando radicalmente o comérico e a prestação de serviços. juta) o extrativismo animal (pesca e caça de animais silvestres) e o extrativismo mineral (Complexo Mineral de Carajás). Pecuária: A pecuária da Região se concentra nas margens do Rio São Francisco. látex. conseqüentemente.   Setor secundário A Região Nordeste é a que mais recebe investimentos não só no estado. Setor primário . causando radicais danos ao meio ambiente. observamos um rebanho bufalino que de solução acabou virando um problema. garantido a produção e distrubuição para o Brasil e toda América Latina. cacau e algodão. Região Nordeste[editar] Ver artigo principal: Região geoeconômica Nordeste do Brasil. Setor primário  Agricultura: Modelo do tipo plantations com destaque para cana-de-açúcar. Setor terciário O comércio da Região é restrito e. Jandáia e Vulcabrás. como a Ford Motors. onde destacamos o extrativismo vegetal (acstanha do Pará.   Setor secundário Observamos um importane porque industrial vinculado à produção de eletroeletrônicos.Setor primário  Agricultura: A Região conhecida como fronteira agrícola estimula intensos movimentos migratórios de pequenos agricultores. Vale lembrar que entre as Regiões Norte e Nordeste. ratificando assim a proliferação de agricultura de subsistência. também 8 conhecido como Rio dos Currais. açaí. porque a maioria dos artigos de bens de consumo são produzidos nas Regiões Sudeste e Sul. Setor terciário O Nordeste. onde vários agricultores simulam atividades agropecuárias para garantir de maneira "ilegal" a posse da terra. Manguari. Região Centro-Sul[editar] Ver artigo principal: Região geoeconômica Centro-Sul do Brasil.

na Região Sul. que se estende ao Oeste Paultista. agucando as diferencas regionais. mas também nos rios dos interior. o es. cada uma delas com articulac partir de mercados externos e sua relac mercado internacional. Estados e países.   B) O PLANEJAMENTO REGIONAL NO BRASIL Em geografia e urbanismo.um tipo de estudo para a realização de um projeto para um desenvolvimento ordenado de determinada região.Fornecem dados que servem de instrumento para que o estado implante política de desenvolvimento regional. como instalação da infraestrutura e estabelecimentos de cidades. devido a algomeração de Carocóis é a mais complexa no que se refere à produtividade agrícola. petróleo na Bacia de Campos e na Bacia de Santos. não só no litoral. ac importante foram as ideias de Celso Furtado pob – o relacionados a seca. Minas Gerais. Entre os anos de 1920 e 1970 ocorre um forte movimento de concentrac o Paulo.Patrick Geddes é considerado o pai do conceito. Neste processo. e trabalha com o planejamento e investimentos com localizações eficientes do solo para diversas atividades. Agricultura: A Região é bandida. enquanto o Nordeste ia mal porque o ac A es se montam. um marco muito (português brasileiro) . o modelo do tipo plantations e a moderna agricultura mecanizada. onde encontramos diferentes modelos como o desubsistência. além do Maciço de Urucum. tornam mais evidentes as diferenciac es regionais. Rio de Janeiro e em determinados locais da Região Sul) e intensiva. o planejamento regional ou planeamento (português europeu) regional é . Extrativismo: No extrativismo mineral podemos destacar o Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais). Pecuária: A pecuária encontrada na Região Centro-Sul pode ser caracterizada como extensiva (Pantanal. mas a reconfigurac a de Celso Furtado – o conseguiu promover alguma industrializac o no Nordeste. mas muito concentrada em algumas capitais. No extrativismo animal podemos citar a pesca. Diante deste contexto de desigualdade regional persistente ou crescente. No extrativismo vegetal destacamos a Mata das Araucárias e a Mata Atlântica. e planejamento urbano englobam no planejamento espacial. com altíssima qualidade. passando pelo Mato Grosso do Sul.como o nome já sugere . chegando até a Região Sul. carvão mineral no Vale do Itajaí (Santa Catarina). Os conceitos de planejamento do uso do solo. Planejamento Regional é o estudo do tipo de planejamento do uso do solo. Apesar de significativos avanc – .

micos e com graves problemas sociais. O Estado implant – o. diferem em relac o ao Nordeste. seguidos pela criac ( ac es efetivas correspondentes seu Plano de Metas tiveram ac rodovias . papel. a inserc nia na constituic o de 1946. um grande enclave industrial no corac EC E nia. Recentemente a SUDENE. o passa a ser alvo de ac nacionais. indústria intermediária (siderurgia. a propulsora. entretanto. cimento). o da Fundac o Brasil Central (1944). induc colonizac As motivac decorrentes da liberac floresta. com recursos do orçamento. inclusive as ac es em relac citadas. grandes projetos de integração nacional e expansão das fronteiras de desenvolvimento . mas com poucas o dos recursos   Plano Salte (1947): Priorizava as áreas de saúde. indústrias produtoras de equipamentos (automobilística. transporte. e para reforcar o inf e integrac o com o corac o da economia brasileira. utilizados subsidiados para estimular a produc o. como a criac ncia de Valorizac es implantadas em o das ) revelam uma preocupac o regional. Foram abertas novas rodovias. naval e bens de capital) e a construção de Brasília  I Plano Nacional de Desenvolvimento – PND (1972-74): Caracterizado pelo grande afluxo de capitais externos e substituições das importações. es sociais internas o de obra no campo devido a modernizac – o. implantados sistemas de comunicac o. educação. As ac es da empresa visam “ micos e sociais decorrentes de secas e inundac naturais dessas bacias ” C DEV A M ” F o alvo de significativas ac es regionais. Os principais planos foram: nia soluc Zona Franca de Manaus. a delimitac nia Legal. transporte e energia. privados e de empréstimos internacionais Plano de Metas (1956): Priorizava setores de energia.Acre. q o e a integrac o competitiva da base ”( ). implementadas.

o Nordeste. programa nuclear. no ano 2000. Se a sociedade brasileira é como um todo estruturalmente desigual. ( ) passam a ser o instrumento organizador do planejamento. Em contraposic o.8% do PIB nacional. GE E o na gerac o especialmente do Nordeste. programa de álcool e construção de hidrelétricas. fato perceptível nas principais metrópoles do país O Sudeste brasileiro concentra 56. enquanto participam com somente 21% da mos as demais capitais estaduais. com o restante do estado. es . o rebatimento territorial deste fenômeno tem dois aspectos: 1. II Plano Nacional de Desenvolvimento – II PND (1975-79): Priorizava investimentos em indústria de base e pela busca da autonomia em insumos básicos. mais recentemente. Sudeste e. a enorme desigualdade regional: antiga e persistente. mas também em indicadores sociais. As regiões Sul.5% da populac o nacional.3%. o de M ograma de Acelerac o do Crescimento (PAC) ( M) ( ). fato recorrente quando se avalia a presenca de servicos de educac o. s EC E o havendo maior agregac da riqueza por parcelas maiores da populac mico. ficando o Sul com uma participac o de 16. existe uma forte concentrac metropolitanas das capi populac GE E F es. com grande disparate não só nos níveis de renda. baseado no conheciment o no motor de seu desenvolvimento. as regiões e cidades mais ricas concentram as maiores desigualdades. Centro-Oeste. com estímulo à pesquisa de petróleo. se teve alguns efeitos p C) AS DESIGULDADES REGIONAIS O Brasil é um país profundamente desigual – cerca de 90% da população brasileira se apropria de somente 25% da renda nacional. Todo o esforco de planejamento regional feito no Brasil. os e infraestrutura. como Itaipu C 1988. mais de 17 vezes maior do que os 40% mais pobres. O rendimento médio mensal familiar per capita dos 10% mais ricos era. apresentam indicadores bastante superiores ao Nordeste e Norte 2. que abriga 27. participa com apen E es Norte e Nordeste. ênfase no campo da energia. econômicos e territoriais. embora na última década essa disparidade tenha se reduzido. pelo avanço da fronteira agropecuárioa.

Hoje. centros de pesquisa e melhores -o aos circuitos grandes contingentes populaci os mais avanc -empregados e desempregados. não tinha recursos econômicos e população para povoar e ocupar um território de tal extensão. cuja ocupação se fez. não foram bem-sucedidos. esta geopolítica atua. Portugal conseguiu manter a Amazônia e expandi-la para além dos limites previstos no tratado de Tordesilhas. o de pessoas) viviam em favelas D) A GEOPOLÍTICA AMAZÔNICA Geopolítica da Amazônia* BERTHA K. por mais que quisesse a Coroa. Pressões de todo tipo para influir na decisão dos Estados sobre o uso de seus territórios. desde o tempo colonial. Essa mudança está ligada intimamente à revolução científico-tecnológica e às possibilidades criadas de ampliar a comunicação e a circulação no planeta através de fluxos e redes que .Em contraposic servicos de educac stico mais eficiente. cabe uma pequena explanação sobre geopolítica: trata-se de um campo de conhecimento que analisa relações entre poder e espaço geográfico. graças a estratégias de controle do território. como se sabe. Foi o fundamento do povoamento da Amazônia. e a geopolítica foi mais importante do que a economia no sentido de garantir a soberania sobre a Amazônia. Inicialmente. Verifica-se o fortalecimento do que se chama de coerção velada. intervenções no cenário internacional desde as mais brandas até guerras e conquistas de territórios. Embora os interesses econômicos prevalecessem. uma vez que a conquista de territórios e as colônias tornaram-se muito caras. Esta combinac segundo o Instituto Pereira Passo. em surtos ligados a demandas externas seguidos de grandes períodos de estagnação e de decadência. cerca de 1/5 da populac no ano de 2000. BECKER De INÍCIO . essas ações tinham como sujeito fundamental o Estado. por meio do poder de influir na tomada de decisão dos Estados sobre o uso do território. a única representação da política. pois ele era entendido como a única fonte de poder. sobretudo. e as disputas eram analisadas apenas entre os Estados. uma vez que. A geopolítica sempre se caracterizou pela presença de pressões de todo tipo.

E essa socialização está gerando movimentos sociais importantes. suas próprias geopolíticas. e tendem a se articular. Todos os agentes sociais organizados. Esse paradigma da economia de fronteira realmente caracteriza toda a formação latino-americana. Hoje.aceleram o tempo e ampliam as escalas de comunicação e de relações. Já há na região resistências à apropriação indiscriminada de seus recursos e atores que lutam pelos seus direitos. embora com sérios conflitos. Essa riqueza tem de ser melhor utilizada. e baseado na contínua incorporação de terra e de recursos naturais. pois nela se encontram todos esses elementos. do domínio do poder efetivamente das potências. dificultando a elaboração de políticas públicas adequadas ao seu desenvolvimento. uma tendência ao internacionalismo dos movimentos sociais. para tentar encontrar modos de compatibilizar o crescimento econômico com a conservação dos recursos naturais e a inclusão social. as redes se socializam. Sustar esse padrão de economia de fronteira é um imperativo internacional. onde o avanço tecnológico é maior e a circulação planetária permite que se selecionem territórios para investimentos. Constitui um desafio para o presente. Para que se possa mudar esse padrão de desenvolvimento é necessário entender os diferentes projetos geopolíticos e seus atores. que estão na base dos conflitos. não se trata de mero ambientalismo.. configurando uma situação mundial bastante complexa. seleção que depende também das potencialidades dos próprios territórios. é o conflito de uma região em relação às demandas externas. na acentuação de diferentes espaços-tempos reside uma das raízes da geopolítica contemporânea. e outro. as forças exógenas ocupavam a região livremente. o Brasil. Com as resistências regionais os conflitos na região alcançam um patamar mais elevado. organizações religiosas. financeira e informacional. têm suas próprias territorialidades. A redes são desenvolvidas nos países ricos. . É imperativo o uso não predatório das fabulosas riquezas naturais que a Amazônia contém e também do saber das suas populações tradicionais que possuem um secular conhecimento acumulado para lidar com o trópico úmido. Há. assim como as ações deles decorrentes contribuem para manter imagens obsoletas sobre a região. Qual é este desafio atual? A Amazônia. o imperativo é modificar esse padrão de desenvolvimento que alcançou o auge nas décadas de 1960 a 1980. Não se trata mais apenas de conflito pela terra. movimento sociais etc. dois movimentos internacionais: um em nível do sistema financeiro. da informação. Esse é um fato novo porque. nos centros do poder. A Amazônia é um exemplo vivo dessa nova geopolítica. Essa é uma das hipóteses deste texto. E hoje. e os demais países latino-americanos são as mais antigas periferias do sistema mundial capitalista. portanto. muito menos de mais um momento destrutivo. os quais também tendem a se transnacionalizarem. que são também percebidos como infinitos. Esses conflitos de interesse. acima e abaixo da escala do Estado. que Kenneth Boulding denomina de economia de fronteira. hoje. configurando espaços-tempos diferenciados. corporações. significando com isso que o crescimento econômico é visto como linear e infinito. nacional e também regional. Enfim. não mais um desafio para o futuro. Seu povoamento e desenvolvimento foram fundados de acordo com o paradigma de relação sociedade-natureza. O espaço sempre foi associado ao tempo. até então. Ocorre que ao se expandirem e sustentarem as riquezas circulante.

Por outro lado. mas hoje ela é grande produtora não só de bens de consumo duráveis. mas também pela veiculação dos valores da urbanização para sociedade. e se apontarão aqui problemas em que a Ciência pode contribuir por meio de três hipóteses: 1. e no crescimento demográfico. chamo a Amazônia de uma “floresta urbanizada”. impactos negativos. que foi um posto avançado geopolítico colocado pelo Estado na fronteira norte. com forte migração e contínua expropriação da terra e. Mas. Todos sabem como o projeto de integração nacional acarretou perversidades em termos ambientais e sociais. porque a rede de telecomunicações na Amazônia permitiu articulações locais/ nacionais. a urbanização não se mede só pelo crescimento e surgimento de novas cidades. sobretudo urbano. No censo de 2000. transformaram-se em projetos alternativos. 2. a qual tomo como espaço não plenamente estruturado e por isso mesmo capaz de gerar realidades novas. Em vista disso. como no passado.a urgência de uma nova política de desenvolvimento e de estratégias básicas para implementá-la. a Amazônia teve a maior taxa de crescimento urbano no país nas últimas décadas. sobretudo. Há problemas na Zona Franca. que passou da exclusividade do extrativismo para a industrialização. Processou-se na região uma penosa mobilidade espacial.Como efetuar tal compatibilização? Esse é um grande desafio para a Ciência e Tecnologia. Outra mudança importante é a da economia. Uma grande modificação estrutural ocorreu no povoamento regional que se localizou ao longo das rodovias e não mais ao longo da rede fluvial. com base na organização da sociedade civil. E não se pode esquecê-los. Muitos discordam dessa tese. organizou-se a sociedade como nunca antes verificado. destaca-se a da conectividade regional. embora carentes dos serviços básicos (Figura 1). É extremamente importante lembrar que hoje. A dinâmica regional recente No final do século XX. em pleno ambiente extrativista tradicional. ligada a um processo de urbanização. assim. 70% da população na região Norte estavam localizados em núcleos urbanos. mas sim. das telecomunicações. mas também mudanças estruturais e novas realidades geradas n fronteira. A Amazônia e a mercantilização da natureza O ponto de partida para se fazer essa análise é o reconhecimento de profundas mudanças estruturais que ocorreram na Amazônia nas últimas décadas do século XX. desde a década de 1980. porque não consideram tais nucleamentos como urbanos. um dos elementos mais importantes na Amazônia. o novo lugar da Amazônia no Brasil. portanto. ademais. porque são elementos com os quais a região conta hoje para seu desenvolvimento. de telefonia e mesmo de biotecnologia. com a exploração mineral e com a Zona Franca de Manaus. Dentre as mudanças. Mas esse é o modelo de urbanização no Brasil e. O novo significado geopolítico da Amazônia em âmbito global como a grande fronteira do capital natural. 3. essa sociedade tem voz ativa na Amazônia . na década de 1990. suor e lágrimas deve-se reconhecer o que restou de positivo nesse processo. Por essa razão. bem como locais/ globais. Os grandes conflitos de terras e de territórios das décadas De 1960 a 1980 constituíram um aprendizado político e. com sangue. elementos que contribuíram para depredação dos recursos e da sociedade. como da indústria de duas rodas. Não se trata apenas das estradas. houve.

Esse contexto geopolítico. que são espaços não regulamentados juridicamente. assim como a percepção do esgotamento da natureza. assim como também com a demarcação de terras indígenas. in situ. mas que já é fundamental. os fluxos e redes não eliminam o valor estratégico da riqueza localizada. ou em áreas não regulamentadas juridicamente. mas que convergem para o mesmo projeto de preservação da Amazônia. uma vez que a distribuição geográfica de tecnologia e de recursos está distribuída de maneira desigual. se há uma valorização da natureza e da Amazônia. Essa organização da sociedade política trouxe. os fundos marinhos. que é um espaço dividido entre as grandes potências. com a multiplicação de unidades de conservação federais e estaduais. conseqüentemente. principalmente . riquíssimos em minerais e vegetais. e a Amazônia. há também a relativização do poder da virtualidade dos fluxos e redes do mundo contemporâneo. inclusive muitos grupos indígenas. sul-americana. o que dá origem aos movimentos ambientalistas. especialmente na Alemanha e nos EUA. Há três grandes eldorados naturais no mundo contemporâneo: a Antártida. O uso do método geográfico para análise dos projetos geopolíticos e seus atores por diferentes escalas geográficas é útil para colaborar nessa análise.e noBrasil. porque dependem de interesses diversos e geram ações diferentes na região. questão teórica ainda não solucionada. fundamentalmente no que tange ao uso da biodiversidade condicionada ao avanço da tecnologia. mas que vem sendo pesquisada em muitos países. Isso. da informação. mas a riqueza localizada no território também tem seu papel e seu valor. que permitiu pela primeira vez uma visão de conjunto da superfície da Terra e da sua unidade trazendo o sentimento da responsabilidade comum. Torna-se patente que. devido aos efeitos do desmatamento sobre o clima e a biodiversidade. Que projetos e que atores produzem hoje a dinâmica regional e os novos significados da Amazônia? Essas transformações não são vistas de forma homogênea pelos diferentes atores. região que está sob a soberania de estados nacionais. continental. que se tornou um recurso escasso. por sua vez. Existem muitos conflitos dentro dessas percepções. A outra lógica é a da acumulação. mudanças no apossamento do território. que possui uma preocupação legítima com a natureza pela questão da vida. que acaba com as fronteiras e com os Estados. eles sustentam a riqueza circulante do sistema financeiro. A primeira lógica é a civilizatória ou cultural. Globalização e Amazônia como fronteira do capital natural A primeira hipótese é a constituição da Amazônia como fronteira do capital natural em nível global. e o segundo é o da integração da Amazônia. que vê a natureza como recurso escasso e como reserva de valor para a realização de capital futuro. A base dessa percepção teve como origem. pois. mas há algumas dominantes. Até recentemente. dominava no projeto internacional a percepção da Amazônia como uma imensa unidade de conservação a ser preservada. Outro recurso de que pouco se fala. Enquanto as tecnologias avançadas são desenvolvidas nos centros de poder. em que se identificam dois projetos: o primeiro é um projeto internacional para a Amazônia. é a água como fonte de vida e de energia em razão dos isótopos de hidrogênio. com a globalização. Esta é. as reservas naturais estão localizadas nos países periféricos. entre eles o Brasil. (Figura 2) A natureza foi então reavaliada e revalorizada a partir de duas lógicas muito diferentes. a base da disputa. em grande parte. a tecnologia dos satélites. tendo em vista a sobrevivência do planeta. trouxe uma disputa das potências pelos estoques das riquezas naturais. Na verdade.

dinheiro e trabalho foram transformados em mercadorias fictícias. mas ela deveria ser bem negociada. a Mil Madeireira que. na ilha do Bananal. Barry. através desta ficção são gerados mercados reais e isto se deu. Não é fantasia o fato de que está em curso na Amazônia a transformação de bens da natureza em mercadorias. o que também é uma vertente nova dentro do Direito Internacional. Há restrições a colocar nesse sentido porque a terra e a floresta são bens públicos. como a sociedade e o governo brasileiro devem se comportar em relação ao seu uso? Hoje. o movimento de mercantilização é irreversível e temos de saber como lidar com ele. em seu livro A grande transformação. O mercado do ar é o mais avançado. É digno de nota lembrar que existem esforços para regular o mercado da biodiversidade. e a venda de floresta significa venda de território e não é correta do ponto de vista do país. além dos projetos que não conhecemos. biodiversidade. O que é o protocolo de Kyoto se não o mercado do ar? É a tentativa de estabelecer cotas de emissão de carbono nos países fortemente industrializados e poluidores em troca de manutenção de florestas em países com elas dotadas. foram criados sindicatos para proteger o mercado do trabalho e organizadas associações para regular o mercado da terra e o papel do estado tornou-se fundamental. em termos globais. a biodiversidade. gerando mercados reais. Em outras palavras. sobretudo nos países semi-áridos que utilizam a irrigação. no entanto. a empresa inglesa S. Quais são os principais atores nesse projeto internacional? Os movimentos ambientalistas. do Banco Mundial. que faz investimentos no sentido de seqüestro do carbono no Mato Grosso. e qual deve hoje ser nossa reação? Temos todos esses trunfos – florestas. que abalou até o Direito Internacional. científica em grandes projetos. quando terra. É o caso da Peugeot. são crescentes os interesses ligados à valorização do capital natural. no início da industrialização. há previsões de que a disputa por água pode chegar até a conflitos armados. embora haja múltiplas tentativas de regularização desse mercado. Ademais. como Polanyi mostra muito bem. como é o caso do Programa Piloto para Proteção . contudo. uma empresa de energia que fez uma aquisição no Paraná de setecentos mil hectares. a água. usando a expressão de Karl Polanyi. porque há escassez e consumo crescente no mundo. esses mercados reais tentam se institucionalizar em fóruns globais. Parece-me que caberia ao governo e à sociedade lutar pela regulação desses mercados. visto que uns são oficiais e outros não. onde se destacam as ONGs nacionais e internacionais. a cooperação internacional técnica. da reserva da Serra de Itaqui. A água é considerada o ouro azul do século XXI. Hoje. Fictícias por quê? Porque elas não foram produzidas para venda no mercado – o ar. O mercado dos recursos hídricos é o mais atrasado. sistema difícil de implementar.na década de 1980 e 1990. Que vamos fazer no Brasil. Elementos da natureza estão se transformando em mercadorias fictícias. Polanyi mostra que há uma necessidade de organização da sociedade para impedir o livre jogo das forças de mercado em relação aos elementos vitais para o homem. através da mediação da National Conservancy. tem um projeto neste sentido no estado do Amazonas. Mas. gerou sugestões mundiais pela soberania compartilhada e o poder de gerenciar a Amazônia. Para tanto. visto que as patentes e a distribuição de benefícios para as populações locais não foram ainda regulamentadas no país. Observa-se um processo de mercantilização da natureza. financeira. como a Prototipe Carbon Fund. de Dallas. que tende a se sobrepor à lógica cultural. a Central South West Corporations. água.

embora tenha apoio financeiro para o aparelhamento da Polícia Federal. constitui uma diferença importante. – e uma possível “ajuda” militar no território brasileiro. como é o caso das cidades gêmeas localizadas em pontos das fronteiras políticas. como com a criação do Ministério do Meio Ambiente e o projeto Sipam (Sistema de Informação para Proteção da Amazônia). expulsava pequenos produtores e ameaçava índios. mas não o projeto como um todo. A questão crucial é o controle da informação. Além disso. Mas. da Amazônia sul-americana. O Brasil virou uma ilha cercada de “localidades de operação avançada” por todos os lados. Em terceiro lugar. Deve haver. consideradas anteriormente como fronteiras mortas. com exceção das fronteiras com a Venezuela e a Argentina. porque é fundamental para estabelecer projetos conjuntos quanto ao aproveitamento da biodiversidade e da água. tem demandas diferentes que não são devidamente atendidas. A cooperação internacional tem um lado extremamente importante que é o da relação com as comunidades locais. para ter uma presença coletiva e uma estratégia comum no cenário internacional. conhecem o subprojeto ligado à sua parceria. Há uma crescente presença militar na fachada do Pacífico e na América Central. com instalações norte-americanas apoiadas pela União Européia. e basta ir a Tabatinga e a Letícia para constatar a vivificação das mesmas. no sentido de reconhecer que o povo não é homogêneo. cuja maior expressão é o Plano Colômbia. Há uma forte presença internacional que se estabeleceu na Amazônia devido também aos impactos do projeto anterior. porque a união dos países amazônicos pode fortalecer o Mercosul e. o que vem a constituir uma preocupação para todos os países. Mas o fato de a globalização incidir na Amazônia dos países vizinhos através da presença militar. Em segundo lugar. contrabando. por vezes. como foi o caso de Chico Mendes. de modo que não tenham acesso apenas a uma parte da informação.das Florestas Tropicais Brasileiras (PPG7). do LBA e do Probem1. que excluía as populações regionais. portanto. . construir um contraponto nas relações com a Alca e com a própria União Européia. graças às redes de telecomunicação. e no Brasil por intermédio da cooperação internacional. que foi a Washington para obter um reforço a fim de manter sua própria sobrevivência. através do que se denomina de “localidades de operação avançada”. Esse dado é importante por múltiplas razões. em parcerias. uma conscientização dos pesquisadores no sentido da globalização da pesquisa. Esse processo levou a uma forte reativação das fronteiras políticas da Amazônia. de certa maneira. lavagem de dinheiro etc. A cooperação internacional é fundamental para o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia no Brasil. essa cooperação tecnocientífica tem um excesso de autonomia. e esses grupos conseguiram apoios internacionais. esse dado é importante porque pode ajudar a conter as atividades ilícitas – narcotráfico. Primeiro. O Brasil tenta impedir esse cêrco com várias respostas. inclusive nas áreas que já possuem equipamento territorial e intercâmbio. fortalecendo a voz da América do Sul. É necessário que a sociedade e o governo estejam atentos à questão da face interna da soberania. o que gera conflitos que afetam a governabilidade. além de organizações religiosas de todos os tipos. Trata-se de uma nova escala para pensar e agir na Amazônia. A integração da Amazônia sul-americana Um segundo projeto internacional diz respeito à integração da Amazônia transnacional. porque muitas vezes os pesquisadores brasileiros. assim como de agências de desenvolvimento de governos estrangeiros e também de empresas voltadas para o seqüestro de carbono e/ ou madeira certificada.

A integração deve ser baseada na circulação fluvial. e a Bolsa de Mercadorias e Estudos propõe a extensão da fronteira agropecuária do centrooeste brasileiro para os países vizinhos. fluxos e equipamentos que podem acelerar o intercâmbio. Esse é um desafio à Ciência e à Tecnologia. em breve. os corredores de exportação coincidiam com os ecológicos.Realiza-se uma articulação sul-americana por meio do resgate do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). o Ministério do Meio Ambiente que fazia a política da proteção das florestas e. e também na aérea. Evidentemente. pois sempre foi o grande meio de circulação na Amazônia. inclusive. criando corredores de exportação. A Amazônia no espaço nacional: uma região em si A segunda hipótese proposta para debate diz respeito ao lugar da Amazônia no Brasil. mas não que se faça tal expansão em áreas de florestas. O gás já vem sendo transferido da Bolívia e do Peru. por outro lado. A situação de conflito entre desenvolvimento e proteção ambiental transparecia nas políticas públicas da década d 1990 que eram. Em Roraima deu-se o primeiro passo para a integração oficial através da construção da estrada que liga Manaus à Venezuela. isto é. As frentes passaram a apresentar diferenças com a expansão da fronteira na década de 1970. onde já existem embriões de integração. mais de 30% do seu território em áreas protegidas. e também a partir da iniciativa do planejamento físico da integração por meio de transporte multimodal. porque nela a população está concentrada. impedir a expansão demográfica na floresta. uma área equivalente ao território da Espanha. foram demarcadas terras indígena e se criou o projeto Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Portanto. com base em dois argumentos: a nova feição da fronteira e os avanços regionais em termos econômicos. Que resultou desse conflito? As novas feições da fronteira móvel Aqui se coloca uma hipótese polêmica: na década de 1990. a cidade é um elemento fundamental no desenvolvimento e planejamento da Amazônia.Nos anos de 1970. esta induzida pelo governo federal. Afirmase aqui que a Amazônia não é mais mera área de expansão da fronteira móvel. o Ministério do Planejamento e Orçamento. Trata-se de um projeto preservacionista que só com a pressão da ministra Marina Silva aceitou aumentar muito pouco a área de uso sustentável (noventa mil quilômetros quadrados). que merece um investimento enorme. como fronteira de expansão econômica e demográfica no território. Por um lado. que foi muito importante e ainda o é para o transporte de cargas de alto valor agregado. a Amazônia terá. tais como: 1. uma iniciativa do Banco Mundial e d WWF para ampliar em 10% as áreas protegidas até 2010. o que sustentou a fronteira foram os incentivos fiscais e a migração generalizada do país inteiro. o ambientalismo dominou e se delineou como uma tendência ao esgotamento da Amazônia como fronteira móvel. Atualmente. e pode. Aliás. Desejamos que a integração sul-americana se faça nos moldes do que foi a integração dos anos de 1970? Nada contra expandir a soja e a pecuária para áreas propícias do cerrado. a um só tempo. sociais políticos. difusão da internet nos países vizinhos e intercâmbio energético. mas sim uma região em si. Tabatinga e Letícia no Amazonas. Multiplicaram-se as unidades de conservação. constitui o nó das redes de relações. Um outro elemento importante da integração reside nas cidades gêmeas – Santa Helena e Pacaraima em Roraima. a migração . expressão e indução do conflito. além de outras no Acre.

Mas o mais importante elemento que justifica a hipótese aqui tratada é consolidação do povoamento. como foi na época da fronteira anterior. de uma expansão subsidiada pelo governo federal. rural-urbana (exceção feita ao Mato Grosso. principalmente no Sudeste do Pará e no Mato Grosso. as frentes estão mais localizadas em torno das estradas que já existiam. o que há de novo na expansão das frentes é que são comandadas por madeireiras. que planta soja e agora também algodão colorido. Nos anos de 1970 elas se localizavam nas duas grandes artérias. porque não tinham terras regularizadas. Sugere-se. principalmente do Sul e do Nordeste). em torno de cuja pavimentação há grande discórdia. aos rebanhos e à indústria de couro e de leite. hoje. a fronteira tomou novo alento. Existe. assim. Agora o que sucede é o uso produtivo da terra. A tecnologia serve também para a destruição da floresta: os madeireiro estão se apossando de terras via satélite. O Rio de Janeiro já foi um pântano. Sudeste do Pará. entretanto.Outro elemento importante de diferenciação é o comando das frentes por parte de Belém e de Cuiabá. a mudança de nome para área de povoamento consolidado. Mudanças bastante significativas em termos econômicos. um gigantesco confronto entre a expansão da agroindústria da soja. As redes e cidades permitem a expansão dessa área econômica avançada que é chamada de “arco de fogo”. expulsos pel MST. houve uma retomada vigorosa das frentes. Acrescem mudanças também na pecuária. pelos ambientalistas e por diversas categorias de cientistas. Nos últimos anos. descobrem onde há terras disponíveis e fazem a grilagem em imensas glebas. e sim de metrópole. que a promovem com recursos próprios. as frentes hoje são localizadas. as que pre-tendem ser pavimentadas ou as abertas pelos próprios madeireiros e pecuaristas. Um lado tragicômico é que existem. assim como da exploração da madeira e o uso conservacionista da floresta. onde ocorrem melhorias com respeito às pastagens. tendo em vista que se trata da maior área produtora mundial de soja. pois. 3. São três as grandes frentes na Amazônia hoje: uma parte de São Felix do Xingu. em contrapartida às frentes de expansão. a terra não é mais ocupada como reserva de valor. denominado de pântano. da pecuária. Belém-Brasília e Brasília-Cuiabá. Mas está na hora de mudar essa denominação. pecuaristas e sojeiros já instalados na região. então. Ademais. e o MST sabe muito bem quem possui ou não terras regularizadas. Na virada do milênio. Assim. mas não é. a terceira parte do Norte de Mato Grosso e de Rondônia em direção ao Sul do Estado do Amazonas. que continua atraindo população de fora. mas o meio da floresta. nas três localizações referidas. porque foi onde se expandiu a fronteira e o desmatamento. sobretudo. ou do desmatamento ou “de terras degradadas”. Agora. hoje de âmbito regional. A consolidação do povoamento A tendência à consolidação do povoamento é patente no avanço econômico significativo e na tecnificação da agroindústria no cerrado. Com o crescimento da produção e o aumento da produtividade da soja. devido à . muitos fazendeiros que vieram do Pontal do Paranapanema. 2. Não se trata mais. defendido pela produção familiar. outra parte do extremo Norte de Mato Grosso pela rodovia Cuiabá-Santarém. em direção ao rio Iriri. porque a denominação de arco do fogo atrapalha a política pública. de modo que a expansão seguiu a fímbria das florestas. de um estado para o outro e. particularmente no Mato Grosso. pois ela atravessa não mais a borda.dominante é intra-regional. no Sul do Amazonas. como foi a da fronteira nos anos de 1970. sobretudo.

porque é onde estão as cidades. O Mato Grosso e o Pará têm estratégias extensivas de uso da terra. mantêm a sua cultura e crescem num ritmo que é o dobro da taxa nacional. pelas estradas e onde estão duas das frentes localizadas. porque cortada pelos eixos. a outra macroregião. enquanto o resto do estado ficou abandonado). assim. na Zona Franca de Manaus. têm estratégias diferentes. no meu entender. que tem a maior área de fronteira política e„é a mais preservada (porque não foi cortada por estradas e seu povoamento foi pontual. mas sim uma região no sistema espacial nacional. é justamente o fato de a Amazônia hoje ser uma região que possui uma dinâmica própria: tem vinte milhões de habitantes. É muito difícil estabelecer um prognóstico sobre o conflito entre agronegócio e conservação da floresta. as densidades demográficas maiores. Os índios são espertíssimos. Concluise. aprendem tudo rapidamente. O que tem passado despercebido. ou seja. mais localizado. a Amazônia não é mais mera fronteira de expansão de forças exógenas nacionais ou internacionais. Além disso. e é responsável pela urbanização recente. em Rondônia procura-se expandir a pecuária e mesmo a soja. O Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) tem 315 associações. É interessante e importante saber que esses governos. mas a tem do ponto de vista político. criam ONGs para ajudar outras comunidades não tão informadas como a deles. com a crise do Estado central. a sociedade civil passou a ser um ator fundamental. que. o que não se pode aceitar num mundo de imprevisibilidade. Nela reconheço três macroregiões (Figura 3): a primeira é essa que chamam de “arco do fogo” e que denomino de arco do povoamento con-solidado. que não prevê alteração alguma. a soja no lavrado (cerrado) cercado por florestas e terra indígenas. mas hoje depende da conjuntura. É. são outros atores que estão se firmando e se expandindo não só no Mato Grosso. Hoje.valorização da soja no mercado internacional e as incertezas da economia nacional. . em todos os projetos e em todas as escalas. corresponde ao restante do estado do Pará. a Amazônia estaria totalmente destruída. que é a porção mais vulnerável da Amazônia. que inclusive influem no desenvolvimento urbano. as estradas e o cerne da economia. entre elas a federação das organizações indígenas. antigo projeto de colonização em que a produção familiar é organizada e tem uma força política significativa. Nela. com estrutura produtiva própria e múltiplos projetos de diferentes atores. por suas condições histórico-geográficas. em Roraima. a última é a Amazônia ocidental. modernização do extrativismo. um conceito espaço-temporal. Outro grupo importante. O município também é um ente político que tem voz na região. que a fronteira é um elemento estrutural do crescimento econômico no Brasil. resistindo à construção da hidrelétrica de Belo Monte. da Amazônia central. E o fato de ser uma região em si. localizada em Manaus. constitui uma força de resistência à destruição da floresta. e. o estado do Amazonas tem uma estratégia pontual industrial. inclusive com uma nova geografia. é o de Altamira. Economicamente. especialmente pelas suas reivindicações de cidadania. há demandas específicas e resistências organizadas e uma estrutura produtiva própria. o Acre e o Amapá se baseiam na estratégia da florestania. transformando as vilas em cidades. portanto. As empresas do agronegócio. o que comprova a sua mudança de caráter. em 2020. além das madeireiras e pecuaristas. embora sem recursos financeiros. Um modelo linear. não tem força. assumiram responsabilidades e força política. ela se expande ou se retrai em função da conjuntura econômica e política. Atores fundamentais são os governos estaduais. tanto no campo como nas cidades. Um grupo de pesquisadores do Inpa liderado por um norte-americano realizou um modelo afirmando que.

por um lado. Por outro lado. a necessidade de definição clara das regras do jogo. Tecnologia e Inovação. Tais demandas expressam. por sua importância econômica. que gera conflitos. por motivações diferentes. como primeira demanda. É necessário articular os diferentes projetos e os diversos interesses e conflitos que incidem na região. por outro. Em vez de dar títulos de terra. a par do fortalecimento institucional e da regionalização. por um lado. Uma política de ocupação não tem mais cabimento. papel primordial na sustentabilidade dos ecossistemas florestais. visto que é considerada um elemento central para o escoamento da produção. com o qual pretende superar a polaridade conflitiva entre a política ambiental e a de desenvolvimento. índios. mas não menos importante. porque as regiões têm finalidades próprias e problemas específicos. poder-se-ia fazer concessões de terra condicionadas a determinados comportamentos.Como impedir a destruição das florestas? O papel das políticas públicas Se a Amazônia é efetivamente uma região. com o objetivo de encurtar distâncias e baixar custos. emprego e renda. inclusão social. No caso da Amazônia. que vai ser posto em discussão com a sociedade: gestão ambiental e ordenamento do território. é a questão da pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163). cabe à Ciência. social e política. Elaborou um novo Plano Amazônia Sustentável (PAS). Importante também são os cinco eixos estratégicos do PAS. a presença do Estado. infra-estrutura para o desenvolvimento e produção sustentável com inovação tecnológica e competitividade. O governo atual pretende ser um marco no rumo do desenvolvimento regional. As florestas que restaram devem permanecer com seus habitantes. O Estado pode dialogar melhor com essas necessidades específicas. em vez de uma indutora de depredação. do fortalecimento institucional e. (Plano Plurianual 2004-2007) a necessidade tanto da produtividade e competitividade. encontrar as parcerias necessárias e direcionar melhor os recursos para melhor atendê-las. em que o meio ambiente deixa de ser tratado como uma variável independente e participa das políticas de todos os ministérios. então há que se substituir a política de ocupação por uma política de consolidação do desenvolvimento. O Incra está fazendo um esforço no sentido de preparar um cadastro tendo em vista a centralidade da questão fundiária. algo extremamente positivo. os ambientalistas e a produção familiar não querem a pavimentação. a pertinência da sub-regionalização. . É importante registrar que há em Brasília a criação de grupos de trabalho interministeriais para os planos governamentais. porque a região já está ocupada. madeireiros. O ponto central. novo padrão de financiamento. pressionam o governo para a pavimentação rápida. porque as corporações da soja. O problema é que todos os atores na Amazônia (pecuaristas. existe um novo princípio. ou seja. da transversalidade. pequenos produtores) querem. O governo atual propõe também no PPA. Como segunda demanda desejam o zoneamento. pelo Norte. como da inclusão social. com catorze ministérios participando para fazer o novo planejamento da estrada como instrumento de desenvolvimento. Finalmente. O governo propôs que se fizesse um modelo para transformar a rodovia Cuiabá-Santarém numa estrada indutora de desenvolvimento.

são trunfos que estão sob o poder do Estado.A floresta só deixará de ser destruída se tiver valor econômico para competir com a madeira. que permitiu a expansão da soja. O Brasil já efetuou três grandes revoluções tecnológicas: a exploração do petróleo em águas profundas. que será ainda maior com a integração da Amazônia sul-americana. desde as comunidades da floresta até os centros da tecnologia avançada. Esse é um desafio fundamental hoje. AS FEIÇOES E AS CLASSIFICAÇÕES DO RELEVO BRASILEIRO Domínios Morfoclimáticos Os domínios morfoclimáticos representam a interação e a integração do clima. segundo o interesse da nação. III.      . Mesmo com os grandes avanços na sua proteção. que tem autoridade para dispor deles. a questão de manter a capacidade sustentável da floresta ainda não foi solucionada. por isso. Propõe-se. Está na hora de implementar uma revolução cientificotecnológica na Amazônia que estabeleça cadeias tecno-produtivas com base na biodiversidade. a transformação de cana-de-açúcar em combustível (álcool) na Mata Atlântica e a correção dos solos do cerrado. O ESPAÇO NATURAL BRASILEIRO – SEU APROVEITAMENTO ECOÕMICO E O MEIO AMBIENTE A) ASPECTOS MORFOCLIMÁTICOS DO TERRITÓRIO BRASILEIRO. assim. relevo e vegetação que resultam na formação de uma paisagem passível de ser individualizada. com a pecuária e com a soja. AS BASES GEOLÓGICAS DO BRASIL. Florestas e terras são bens públicos e. uma verdadeira revolução científicotecnológica para a Amazônia Florestal.

como também a quase extinta Mata Atlântica. por terras baixas. no conhecido polígono das secas. vegetação – que se inter-relacionam e interagem. com predomínio de planaltos e formação de araucárias. situa-se no extremo Sul . No Brasil. Domínio das Caatingas: localiza-se no nordeste brasileiro. há um predomínio de chapadões. Domínio das Pradarias: também conhecido como domínio das coxilhas (relevo com suaves ondulações). predominando o processo de sedimentação. caracterizado por depressões interplanálticas semiáridas. em sua maior parte. com um clima e floresta equatorial. Domínio dos Cerrados: localizado na porção central do território brasileiro. o geógrafo Aziz Ab’Saber foi o responsável por fazer essa classificação. clima. Domínio dos Mares de Morros: situa-se na zona costeira atlântica brasileira. com a vegetação predominante do Cerrado. Para ele. o país possui seis grandes domínios morfoclimáticos: Domínio Equatorial Amazônico: situado na região Norte do Brasil.Aziz Ab’Saber foi o geógrafo que classificou os domínios morfoclimáticos brasileiros Os domínios morfoclimáticos representam a combinação de um conjunto de elementos da natureza – relevo. formando uma unidade paisagística. Domínio das Araucárias: encontra-se no Sul do país. onde predomina o relevo de mares de morros e alguns chapadões florestados. é formado.

períodos. Nessas faixas são encontradas características de dois ou mais domínios morfoclimáticos. Paleozóica e Proterozóica. Mesozóica.     Envie a um amigo Imprimir Receba o Jornal Diário Compartilhe A história do planeta divide-se em eras geológicas.do Brasil. as eras geológicas ocorreram na seguinte escala. épocas e idades. Algumas conhecidas são o Pantanal. as eras geológicas ocorreram na seguinte escala. com predominância da formação dos pampas e das pradarias. não sendo proporcional a duração entre elas. No Brasil. da mais recente à mais antiga: Cenozóica. da mais recente à mais antiga: Cenozóica. Geomorfologia . no estado do Rio Grande do Sul. Entre os seis domínios morfoclimáticos existem as faixas de transições. Paleozóica e Proterozóica. o Agreste e os Cocais.Bases Geológicas Brasileiras No Brasil. Mesozóica. Eras Períodos Características Gerais Tempo decorri Características no .

DerrameNo forma-se o continente eo Jurássico 180. hemisfério norte SecundárioCretác 135. Nordeste.000 Intenso trabalho de erosão e sedimentação. rioda atualidade (Alpes.Gondwana Formação deBrasileiro e Áustralodesertos no planaltoIndo-Malgaxe). Enrugamen tos alpinos e formação das grandes montanhas atuais. Erupções vulcânicas em muitos pontos da Terra.atualmente Grandes abalosconhecemos.000 Meridional. Terrenosdas cadeias montanhosas na Amazônia.divisão continente de Tocantins. Pantanalsemelhantes às que e Litoral. Oriental). Himalaia. GrandesRochosas.000 de Botucatu). 12. A em dois do Paraná-Uruguai. Parnaíba e litoral doAndes. Desenvolvimento excepcional dos moluscos e répteis gigantescos. Extinçao dos répteis gigantescos e desenvolvimento excepcional dos mamíferos.000 Mioceno Oligoceno 35. também o Sino- . Desenvolvim Sedimentação daento de plantas Amazônia.000 Cenozóica Eoceno 55. migrações deAtlas e da África animais. Formação tectônicos.Araguaiado (Afroe São Francisco.000 do (1000 anos) Brasil Caracterização das formas de relevo atuais. Primeiros Formação de baciasmamíferos e aves. Aparecimento do homem e das atuais formas de vida. Configuração dos atuais oceanos e continentes.000 TerciárioPlioceno 23.000 de lava (deserto Atlântico Norte e Mesozóica Triássico 220.QuaternárioHoloc 11 eno Pleistoceno 1.

Itacolomi e LavrasMovimentos orogênicos e (sudeste brasileiro). Alpes InferiorOrdovician 490. pelo acúmulo de detritos orgânicos.000 brasileiras com aaparecem invertebrados Siluriano 430.000 terrenos brasileirossedimentares.000 sul do Brasill. Carbonífero 350.Rochas magmáticas (ígneas ou cristalinas): formadas pela solidificação do magma. 2.Siberiano. Floresta Negra.continentes: Gondwana. maciço da Paleozóica o Cambriano 600. vulcanismo intenso. Podem ser plutônicas (ou intrusivas.metamórficas. ou efusivas). Grandesmundial que modificam abalos orogênicoso modelado da crosta em nossos terrenos. principalmente Primário sedimentares no mar. Existiam bilhões Início da formaçãoapenas os continentes de anos dos núcleos eIndo-Afro-Brasileiro e atrás escudos brasileiros. Angara. Proterozói ca (PréCambriano ) Algonquiano Arqueano Sendo a crosta terrestre a base da estrutura geológica da Terra. O continenteAlgonquiana. material encontrado no interior do globo terrestre. consolidadas na superfície. a partir do continente Laurásia. Rochas M ais de magmáticas e 2 metamórficas. Arqueo-Índico. ou pelo acúmulo de precipitados químicos. americano faziaTerra Escandinava e parte Terrínia. solidificadas no interior da crosta. Áreas restritas do Rochas magmáticas e Brasil: série Minas. Primário Intensa erosão dos Rochas metamórficas e SuperiorPermiano 270. Diastrofismos e do gigantescoorogênese (movimentos continente gondwântectônicos de amplitude ico.000 acumulação dee gigantescas florestas. e vulcânicas (ou extrusivas. sedimentos entreA parte sólida do planeta nossos dividia-se em cinco escudos e núcleos. Formação dos Primário Jazidas deApalaches. várias rochas passam a compor esta estrutura e distinguem-se conforme a origem: 1.000 Início da formaçãoDesenvolvimento notável das grandes baciasda vida. Na terra MédioDevoniano 400.terrestre). ou abissais). Formação dos escudos e núcleos.000 carvão mineral noEscandinavos.Rochas sedimentares: formadas pela deposição de detritos de outras rochas. .

a São-franciscana e a do Pantanal Mato-grossense e outras pequenas bacias. provocando o desnivelamento das rochas resistentes. o Atlas e o Himalaia. são freqüentes os terremotos e as atividades vulcânicas. carvão.3. CLASSIFICAÇÃO DO RELEVO BRASILEIRO O que é RELEVO??? . as Montanhas Rochosas. Bacias Sedimentares: São depressões relativas. As falhas resultam de forças. Em regiões como os Andes. Dobramentos Modernos: São estruturas formadas por rochas magmáticas e sedimentares pouco resistentes. porém bastante desgastadas. Mesozóica e Cenozóica. foram afetadas por forças tectônicas durante o Terciário provocando o enrugamento e originando as cadeias montanhosas ou cordilheiras. A disposição destas rochas determina três diferentes tipos de formações: Escudos antigos ou maciços cristalinos: São blocos imensos de rochas antigas.Rochas metamóficas: formadas em decorrência de transformações sofridas por outras rochas. constituindo grandes bacias como a Amazônica. Estes escudos são constituídos por rochas cristalinas (magmático-plutônicas). Apresentam também as maiores elevações da superfície terrestre. estáveis. preenchidas por detritos ou sedimentos de áreas próximas. ou por rochas metamórficas (material sedimentar) do Paleozóico. Este processo se deu nas eras Paleozóica. a do MeioNorte. Os dobramentos resultam de forças laterais ou horizontais ocorridas em uma estrutura sedimentar que forma as cordilheiras. são resistentes. Correspondem a 36% da área territorial e dividem-se em duas grandes porções: o Escudo das Guianas (norte da Planície Amazônica) e o Escudo Brasileiro (porção centro oriental brasileira). Associam-se à presença de petróleo. pressões verticais ou inclinadas. xisto e gás natural. contudo ainda ocorrem nos dias atuais. a do Paraná. os Alpes. devido às novas condições de temperatura e pressão. Corresponde a 64% do território. formadas em eras pré-cambrianas.

. a) Quanto ao críterio: geomorfológico (modelado=Fisionomia= aparência fisica= perfíl visual + . A partir dessa semana vamos apresenta os trẽs modelos de classificação do relevo brasileiro. quais critérios foram usados na elaboração dessas supostas classificações.as depressões. sendo utilizado para isso um determinado critério. Veja o esquema abaixo: Para cada uma dessas formas acima mencionada foram criados conceitos com a finalidade de os individualizarem uns dos outros. O PROBLEMA ao estudar esse assunto é que existem mais de um critério no estudo dessas formas.. e consequentemente também existe mais de uma maneira de classificá-las. isto é. Esse tipo de classificação foi a primeira a ser relaizada para representar o relevo brasileiro. especificando as suas respectivas singularidades em suas espacialidades. Na aula de hoje vamos apresentar a classificação do relevo brasileiro realizda por Aroldo de Azevedo em 1949 que foi a primeira classificação do relevo brasilero.os planaltos. É bem simples. E suas principais formas (saliências e depressões) são: .as planícies e . PESSOAL!!!! relevo correspondente aos diversos acidentes (saliências e depressões) encontrados sobre a superfície terrestre. O que levará o estudante desse assunto a ter que saber não só os tipos de classificações do relevo. . mas também como cada uma dessas classificações foi elaborada.as montanhas.

por exemplo. Dessa forma e propôs seguinte mapa para descrever o relevo brasileiro: . e . denominação como: Planaltos cristalinos (formados por rochas magmáticas ou metamórficas) e planaltos sedimentares (formados por rochas sedimentares).planícies como sendo um superfícies planas. isto é FISIONOMIA.origem das rochas que compõe a superfície do lugar) As classificações do relevo nesse modelo prende-se basicamente no estudo das formas (modelados= as saliências da superfície terrestre) considerando as cotas altimétricas (observa a altura das superfície = nível altimétrico no momento da classificação). Devido esses criterios ficou comuns. b) Quanto a Classificação: Usado o critério geo morfológico de Aroldo de Azevedo ele estabeleceu um limite de 200 metros para determinar o que seria planalto em relação ao que seria uma planicie. definida por ele. Considerando as cotas altimétricas. com altitudes inferiores a 200 metros.planaltos como sendo um terrenos levemente acidentados. com mais de 200 metros de altitude. unindo ao tipo de estrutura geológica a qual a região se localiza (Bacia sedimentar ou escudos cristalinos). o mesmo estabeleceu (conceituou) que: .

é a mais tradicional. Feita em 1949. subdividido em: .Planalto Atlântico .Planalto Central . e em 3º devido a simplicidade e originalidade.: A classificação de Aroldo de Azevedo. está um pouco desatualizada. por três fatores: 1º devido a preocupação com um tratamento coerente às unidades do relevo.Planalto Meridional As planícies que são: Planície Amazônica Planície do Pantanal Planície Costeira Planície do Pampa ou Gaúcha . mesmo assim continua em uso. dando mais valor a terminologia geomorfológica.Planalto Brasileiro.Planalto das Guianas . a) Quanto ao críterio: geomorfoclimático: (que explica a formação do relevo pela ação do clima .Os planaltos que são: . Obs. 2º devido a identificação de áreas individualizadas.

isto é. solo.sobre as rochas). que contribuem para explicar o modelado do presente.Com base no estudo dos processos fisiologicos que envolveram as rochas que compõem as estrutura geoologica de brasileira Aziz A'b classificou o relevo brasileiro em dois tipos de macro unidades geomorfológicas: Planaltos e Planície. para realizar a classificação do relevo brasileiro. Portanto.sobre as rochas = que perda ou ganha sedimentos a partir da ação do clima temperatura e pluviosidade . A alternância de climas quentes e umidos com áridos ou semi-áridos favoreceu o processo de erosão e explicam a formação do atual modelado do relevo brasileiro. ou seja. . Além de aumenta de 8 unidades para 10 unidades de relevo. os fatores climáticos passados. b) Quanto a Classificação: Planalto: corresponderia a superfície aplainada. Juntamente com a influência interna representada pelo tectonismo. Aziz Ab'Sáber em seu trabalho sobre a classificação do relevo brasileiro levou em consideração em estudo sobre o relevo apenas a atuação conjunta dos agentes inetrnos e externos que atuam sobre a gêneses do modelado da superfície terrestre. c) Quanto as mudanças ocorridas: Por essa divisão o relevo brasileiro passou a ser dividido em 10 unidades. Planície: (ou terras baixas) se caracterizaria pelo inverso. o processo sedimentar estaria se sobrepondo ao processo erosivo independentemente das cotas altimétricas. a análise do relevo atual envolveu também o estudo dos chamados paleoclimas. onde o processo erosivo estaria predominando sobre o sedimentar. ) principipalmente da ação do clima nos diferentes tipos de rochas. hidrografia. as dramáticas alterações ocorridas ao longo do tempo geológico no território brasileiro. que ocupan os 25% do restante do território.Segundo esse estudo o relevo brasileiro tem sua formação antiga e resulta principalmente da ação das forças internas da terra e da sucessão de ciclos climáticos. ou seja. dos elementos da natureza como: clima. Aziz A'b saber observou a evolução do clima(paleoclimas). vegetação etc. que ocupam cerca de 75% do território nacional e três planícies. Nessa perspectiva. ou seja. sendo sete palnaltos.

Planalto Uruguaio Sul-Riograndense . parte dale forão sedidos para a compor as áreas territorial das novas unidades relevo: Planalto do Maranhão Piauí.Os planaltos que são: . subdividido em: .Planalto Central .Planalto do Maranhão-Piauí . Planaltos Leste e Sudeste.Planalto Meridional . . .Planalto Nordestino .Houve uma redistribuição das áreas territorial do planalto central.Planalto do Planaltos do Leste e Sudeste As planícies que são: Planície e Terras Baixas Amazônica Planície e Terras Baixas Costeira Planície do Pantanal c.1) Quanto as mudanças ocorridas no macro unidades de planaltos: Em relação a classificação de Aroldo de azevedo passaram-se de quatro unidades de relevo para 7 unidades de relevo.Planalto das Guianas .Planalto Brasileiro.Continuaram os territórios dos planaltos: das guianas e meridional .

as que estivessem entre o nível do mar até 200m seriam as planícies.Planalto Uruguaio-Sul-Rio-Grandense (no Rio Grande do Sul) compreende o território da planície do Pampa. e a expressão ―terras baixas". A pioneira classificação da década de 40.1) Quanto as mudanças ocorridas no macro unidades de planícies: Em relação a classificação de Aroldo de azevedo passaram-se de quatro unidades de relevo para 3 unidades de relevo.a planície do pantanal se mantém nas duas classificações.Planalto Nordestino .Houve uma renomeclaturação e redistribuição do planalto atlântico que foi dividido em duas novas unidades de relevo: . A . . onde a sedimentação é intensa. . Classificação de JURANDYR L. ou seja. aos baixos planaltos ou platôs de estrutura geológica sedimentar. . sob a qual as superfícies acima de 200m seriam os planaltos e. utilizava como critério de classificação a altimetria. a) Quanto ao critério: As classificações das macrounidades do relevo brasileiro sofreu uma evolução quanto aos critérios e métodos utilizados. OBS: o termo ―planícies" se refere às várzeas dos rios. na classificação de Aroldo de azevedo passa a ser denominada de planícies e terras baixas amazônicas na classificação de Aziz A'b saber. isso é. já na classificação de Aziz A'b Saber é uma região que perde sedimentos é outro critério (fisiológico)por isso é um planalto. de Aroldo de Azevedo. ROSS Este último geografo tentou reunir em seu estudo os dois critérios citados acima.Planalto Leste e Sudeste .. na classificação de Aroldo essa região está abaixo de 200 m (altimetria) é uma planície. . S.a planície do pampa deixa de existir(sua área nessa classificação passa a ser umplanalto Uruguaio-Sul-Rio-Grandense).a planície costeira na classificação de Aroldo de azevedo passa a ser denominada deplanícies e terras baixas costeiras na classificação de Aziz A'b saber. c. em sua classificação ele associou informações sobre o processo de erosão e de sedimentação dominantes na na atualidade (critério geomorfoclimáticos) com informações da base geológico-estrutural do terreno e com o nível altimétrico(critério geomorfológico).a planície amazônica.

.considera altimetria da superfície (planalto. Quanto ao seu critério Jurandyr Ross associou informações sobre o processo de erosão e de sedimentação dominantes (critério geomorfoclimáticos) com informações da base geológico-estrutural do terreno e com o nível altimétrico(critério geomorfológico). cristalino. serras e chapadas. fluvial e lacustre.Critério morfoestrutural (Estrutura Geológica) Segundo as características morfoestruturais ele classificou em três níveis o relevo: . -Planícies: é uma superfície plana. da década de 50. adota o conceito de processo erosivo para classificar as macrounidades: planaltos são superfícies em que predomina o desgaste erosivo.. b) quanto classificação: A classificação do relevo brasileiro de Jurandyr Ross. -Planaltos: superfícies acima de 300 metros de altitude que sofrem desgaste erosivo. enquanto planícies são aquelas em que predominam os processos de acumulação dos sedimentos. .. elaborada com base em imagens de radar nas décadas de 80 e 90. planície ou depressão). as depressões.considera a estruturação das macro-unidades: base geológica (ex. além de ter estendido para quase trinta unidades de relevo. Contém formas de relevo irregulares como morros. formada pelo acúmulo de sedimentos de origem marinha. .: sedimentar. além de sofrer desgaste erosivo (formada por prolongados processos de erosão)e apresentar elevações residuais como inselbergs e planaltos residuais.considera o processo de erosão.considera os processo de intemperisticos(ganho ou perda de sedimentos): . -Depressões: superfícies entre 100 e 500 metros de altitude sendo mais planas que os planaltos(é uma superfície com suave inclinação) e mais rebaixadas que as áreas de entorno.Critério morfoclimático (Ação do clima) . Ross propôs a criação de uma terceira macrounidade além dos planaltos e planícies. .).classificação de Aziz Ab’Sáber. com altitude inferior a 100 metros.Critério morfoescultural (Agentes externos) . possibilitou ampliar a complexidade da geomorfologia do Brasil.

ou seja. podemos considerar alguns tipos gerais de planaltos: . Formam também as chapadas. os planaltos se caracterizam pela formação de escarpas em áreas de fronteiras com as depressões. Quanto à estrutura geológica.c) Quanto as mudanças ocorridas: c. nas bacias sedimentares. marcadas por escapas onde o processo de desgaste é superior ao acúmulo de sedimentos.1) Planaltos: São formas de relevo elevadas e aplainadas. Podem ser encontradas em qualquer tipo de estrutura geológica. com altitudes superiores a 300 metros. extensas superfícies planas de grande altitudes. do que ficou do relevo atacado pela erosão). Os planaltos são chamados de "formas residuais" (de resíduo.

só que passaram a ser subdivididos em: c. do Espinhaço e as Serras do atlântico Leste-Sudeste. possuem a mesma forma arredondada.3)Planaltos dos cinturões orogênicos – originaram-se da ação da erosão sobre os dobramentos sofridos na era pré-cambriana.2)Planície: São superfícies relativamente planas. Paraná.4)Planaltos em núcleos cristalinos arqueados – isolados e distantes um dos outros. da Mantiqueira. lacustre ou fluvial em áreas planas.1) Planalto em bacias sedimentares – são os planaltos da Amazônia Oriental (Amazônia e Pará).Os Planaltos continuaram dominando o território brasileiro. c. .1. Maranhão e Piauí) e da bacia do Paraná (Goiás. Mato Grosso do Sul. onde o processo de deposição de sedimentos é superior ao desgaste. c. São as Serras do Mar. São Paulo.são os chamados escudos cristalinos. c. São o Planalto da Borborema e o Planalto Sul-Rio-Grandense. São formações de relevo geologicamente muito recente. Mato Grosso.2)Planaltos em intrusões e coberturas residuais de plataforma .1.1. Temos como exemplo o Planalto NorteAmazônico (chamado de Planalto das Guianas nas classificações anteriores). os planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba (Pará.1. c. Sua formação ocorre em virtude da sucessiva depressão de material de origem marinha. Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

1)Depressão periférica: Nas regiões de contato entre estruturas sedimentares e cristalinas (área deprimida que aparece na zona de contato entre terrenos sedimentares e cristalinos). No litoral do Rio Grande do Sul podem se destacar as planícies das lagoas dos Patos e Mirim. com oscilação de altitude entre 100 e 150 m. As Planícies brasileiras podem ser divididas em: c. c.2. e a Planície da Lagoa dos Patos e Mirim.1) Planícies costeiras: Encontradas no litoral como as Planícies e Tabuleiros Litorâneos. São onze no total e recebem denominações diferentes conforme suas características e localização. Temos também planícies tabulares na orla litorânea. formações cristalinas ou sedimentares que constituem paredões junto ao mar. lacustre ou fluvial em áreas planas como se verifica nas várzeas e ―igapós‖ da Amazônia. com suas ―falésias‖ e ―barreiras‖. A planície Amazônica que na classificação de Aroldo de Azevedo e Aziz Ab’Saber ocupava cerca de 2 milhões de km2. como a Planície do Pantanal. Na classificação de Ross as planícies são em menor número que os planaltos e as depressões.Normalmente. principalmente na Era Cenozóica. As Planícies (exclusivamente em bacias sedimentares). junto ao mar. c. Na Amazônica. que avança em direção à Bolívia e ao Paraguai. Exemplificando: .3) Depressões: São áreas rebaixadas em consequência da erosão que se formaram no limite das bacias sedimentares (planícies) com os maciços antigos (planaltos) devido a processos erosivos. são consideradas planícies as terras situadas junto aos rios.1) Planícies continentais: Situadas no interior do país. no Pantanal Matogrossense ou planície Mato-Grossense . Nas planícies costeiras e nas várzeas fluviais em geral. se subdivido em: c. as falésias) e as planícies continentais (planície do Pantanal e as planícies fluviais junto aos rios) .3. rebaixando o relevo. corresponde na verdade as depressões ou planaltos desgastados. estão localizadas próximas do litoral ou dos cursos dos grandes rios e lagos. Obs1. ocupa na classificação atual cerca de 100 mil km2 Obs2. Surgem as planícies costeiras(na área costeira nordestina aparecem as planícies e os tabuleiros costeiros (baixos planaltos que sofrem erosão e podem ter como limite. Co relação as áres classificadas como planícies essas são formadas por sedimentos que tem sua origem em material de origem marinha.2. numa área de sedimentação aluvial recente. Tem forma alongada. Isto se deve ao fato de que muitas áreas que antes eram consideradas planície. que passaram a ocupar uma porção bem menor do território brasileiro.

. a do Pantanal e a Costeira. ―Brasil – sociedade e espaço‖ Jaime OLIVA. são a Amazônica. Exemplificando: .Sul-Rio-Grandense – nº22 no mapa de Ross) c. (UENP) Veja o mapa com a classificação de relevo de Aziz Ab'Sáber.Depressão sul Amazônica e Norte Amazônica. ― Geografia geral e do Brasil‖ Igor MOREIRA. .3. III..3)Depressões Interplanálticas: São áreas mais baixas em relação aos planaltos que as circundam. de Aziz Ab Saber. Bibliografia Marcos de AMORIM. ―Temas da geografia mundial‖ Maria Elena SIMIELLI ―Geoatlas‖ 01. evidenciadas na classificação de Aziz Ab Saber. o título da sua classificação é Domínios Morfoclimáticos do Brasil. O Planalto das Guianas consiste na principal região de nascente dos rios afluentes da margem direita do rio Amazonas. As principais planícies do Brasil. de Aroldo de Azevedo. IV. A classificação do relevo brasileiro. E leia os enunciados abaixo: I. em bacias sedimentares e planaltos cristalinos. A classificação do relevo brasileiro. ―O espaço geográfico‖ WILLIAM V. c.Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná. esculpidas em estruturas cristalinas. II.2)Depressões Marginais: margeiam as bordas de bacias (terrenos) sedimentares.3. que vão desaguar na Ilha de Marajó.Depressão Sertaneja e do São Francisco. serviu de referência para a classificação de Ab Saber. Exemplificando: . levou em consideração os processos morfoclimáticos responsáveis pela dinâmica atual e pretérita do relevo. Estão corretas: a) apenas I e II b) apenas II e III c) apenas III e IV d) apenas I e IV e) todas as assertivas .

Respectivamente: a) Altitude de 0m a 100m Altitude de 0m a 200m b) Altitude de 0m a 200m . São eles:Aroldo de Azevedo Jurandyr Ross.altitude de 0 a 100m. Jurandyr Ross altitude de 0 a 100m.estrutura geológica cristalina. e) Aroldo de Azevedo .altitude de 0 a 200m. 03. responda a seguir: A extensão da planície amazônica varia conforme o autor.sucessão de processos erosivos. Jurandyr Ross . c) Aroldo de Azevedo . Jurandyr Ross sedimentação em fossa tectônica. Essas interceptações estão associadas a critérios diferentes. Jurandyr Ross .02. a extensão da planície amazônica é diferente para os dois geógrafos. b) Aroldo de Azevedo . Essas interpretações estão associadas a critérios diferentes.processo de formação sedimentar.estrutura geológica sedimentar.altitude de 0 a 200m. (Puccamp) Considere os mapas da Região Norte apresentados a seguir.Com base no mapa da questão acima. d) Aroldo de Azevedo . Jurandyr Ross sucessão de processos erosivos. Como pode-se observar. São eles: a) Aroldo de Azevedo .

do Ibiapaba e outras. a do Meio-Norte. 06 (Uece) O mapa apresenta um esboço do relevo brasileiro. podemos afirmar: ( ) as bacias sedimentares correspondem a 64% do território nacional.000 metros. ( ) o planalto Nordestino é uma região de baixas altitudes. .‖ Esse relevo é chamado de: a) Depressão b) Planície c) Planalto d) Tabuleiro 05. com extensas chapadas sedimentares. ( ) o planalto Meridional. ―Superfície muito plana com máximo de 100 m de altitude. é dominado por terrenos sedimentares recobertos parcialmente por derrames basálticos. de acordo com o Prof. a São-franciscana e a do Pantanal Mato-grossense. Aziz Nacib Ab'Saber. situado nas terras banhadas pelos rios Paraná e Uruguai. como as do Araripe. que vai desde o Maranhão até o sul do país. como as da Borborema e Baturité. ocupa porção modesta no conjunto do relevo brasileiro. constituindo grandes bacias. em que se alternam elevações cristalinas. é formada pelo acúmulo recente de sedimentos movimentados pela água do mar. (Ufpe) Em relação ao relevo do Brasil. ( ) o relevo brasileiro apresenta modestas altitudes.Predomínio do processos de erosão c) Estrutura cristalina Sucessão de processos de erosão d) Estrutura sedimentar Altitude de 0m a 100m e) Predomínio da erosão Colisão de placas tectônicas 04 . ( ) as planícies e terras baixas costeiras formam uma longa e estreita faixa litorânea. do Apodi. já que a quase totalidade de nossas terras possui menos de 1. rios e lagos. a do Paraná. como a Amazônica.

Aziz Nacib Ab'Saber 1 .Planície do Pantanal 9 . exclusivamente.Serras e Planaltos do Leste e Sudeste 7 .Planalto das Guianas 2 . nos diferentes tipos de rocha. representada pelo tectonismo. tem-se como alternativa verdadeira: a) todos os compartimentos de relevos são de origem sedimentar b) as planícies e terras baixas amazônicas correspondem. é correto afirmar: . 07 (UDESC 2008) Para classificar o relevo. rochas do embasamento cristalino d) o planalto nordestino não tem superfícies rebaixadas e pediplanadas.Planalto Meridional 8 .O RELEVO DO BRASIL Segundo o Prof. Sobre o relevo brasileiro.Planalto Central 6 .Planalto Uruguaio-Riograndense 10 .Planalto do Maranhão-Piauí 4 .Planícies e Terras Baixas Amazônicas 3 . e a atuação do clima. à área da bacia sedimentar amazônica c) o planalto meridional apresenta. geologicamente. deve-se considerar a atuação conjunta de todos fatores analisados – a influência interna.Planícies e Terras Baixas Costeiras Com base na análise da figura.Planalto Nordestino 5 .

se estendem até o rio Paranapanema. e) os campos. fato evidenciado pelas modestas altitudes encontradas no país. tipo cerrado. São muito encontradas na região Sul e Sudeste do Brasil. Essa característica contribui para que o relevo seja bastante desgastado e rebaixado pelo intemperismo e pela erosão. O relevo é o resultado de longos anos de trabalho da natureza. d) Não ocorrem no país dobramentos modernos. d) a cobertura vegetal predominante no planalto é arbustiva. daí a inexistência de jazidas minerais. pois nenhuma forma de relevo é mais baixa que a linha do oceano. (Ufv) O Planalto Meridional Brasileiro apresenta a seguinte característica: a) é formado por terrenos geologicamente novos. predominantes na Argentina e Uruguai. e) Planalto . c) Planalto Brasileiro. do que resulta a feição tabular. o relevo predominante no Brasil é: a) Depressão Central. em frentes de cuestas – nome que se dá às áreas planas das praias. geógrafo. Canoas e Uruguai tem sentido Oeste-Leste devido aos dobramentos recentes. no Estado do Paraná. na sua grande maioria. Paranapanema. Os agentes modeladores foram esculpindo nosso relevo e dando feições marcantes à . 08: (UDESC 2008) Segundo Aziz Nacib Ab Saber. é fácil perceber que as planícies dominam o território nacional.a) Pelos novos estudos que classificam o relevo brasileiro. São muito encontradas na região Sul e Sudeste do Brasil. não existem áreas de depressão no Brasil. b) Planícies e Terras Baixas. com a superfície mais ou menos plana e encostas abruptas. 09. do que resulta a feição tabular. Segundo o geógrafo Jurandyr Ross. encontrada hoje em pequenas manchas devido ao intenso desmatamento. com a superfície mais ou menos plana e encostas abruptas. por isso há tantas áreas disponíveis para a agricultura. 10. c) As chapadas são formas de relevo moldadas em rochas metamórficas. d) Planície Costeira. b) a calha dos rios Iguaçu. b) As chapadas são formas de relevo moldadas em rochas metamórficas. e) As planícies brasileiras terminam. c) o solo fértil conhecido como terra roxa é resultado da decomposição das rochas basálticas.

b) da Chapada Diamantina. 1 .paisagem brasileira. (Fatec 2007) São as únicas unidades do relevo brasileiro cujo arcabouço consiste em bacias de sedimentação recente.Planaltos e Serras do Atlântico Leste e Sudeste 3 .Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense 5 .a construção do mundo". o relevo descrito está presente nas feições a) do Pantanal Mato-grossense. Ab'Saber e Ross consideram apenas cotas altimétricas. b) as três classificações consideram cotas altimétricas. S. c) as três classificações para o relevo brasileiro consideram apenas a dinâmica de erosão/ sedimentação. Com base nessa classificação. d) da Serra do Mar. Ross (1995) constitui um grande avanço no estudo geomorfológico do Brasil. d) a planície do Pantanal ou Pantanal Mato-Grossense aparece nas três classificações sobre o relevo brasileiro. formadas por deposições do período Quaternário. c) do Planalto da Borborema. às respectivas unidades do relevo brasileiro listadas no bloco superior. As superfícies apresentam-se notavelmente aplainadas e ainda em processo de consolidação. Aziz Ab'Saber e Jurandyr Ross. é correto afirmar que: a) as classificações para o relevo brasileiro de Azevedo. 11. (Demétrio Magnoli e Regina Araújo. a seguir. definindo as cadeias montanhosas modernas nas regiões Norte. definindo o sudeste e nordeste do Rio Grande do Sul como regiões de cadeia montanhosa moderna. associe adequadamente as características apresentadas no bloco inferior. e) as classificações consideram apenas o Sudeste brasileiro como região de cadeia montanhosa moderna. 12. e) da Depressão Sertaneja. (Ufrs 2006) A classificação do relevo brasileiro feita por Jurandyr L. Sul e Sudeste. Considerando essas classificações.Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná 2 . por contribuir para o planejamento territorial.) No Brasil. Três renomados autores organizaram classificações para o relevo: Aroldo de Azevedo. "Geografia .Planalto da Borborema 4 .Planícies e Tabuleiros Litorâneos .

Dela são extraídas 60% da produção nacional. e) 5 . As reservas de petróleo do país somam 2. d) 5 . Atualmente. sendo 4.1.1 .2.816 milhões de barris2.2. o petróleo explorado no Brasil não é suficiente para atender às necessidades do país. c) 4 . drenada pelo rio Jacuí.872 terrestres e 639 marítimos. é a) 3 . Fim!!! Poderá também gostar de: B) ASPECTOS BIOGEOGRÁFICOS DO TERRITÓRIO BRASILEIRO Aspectos Geográficos do Brasil Reservas minerais Petróleo A plataforma continental brasileira é rica em jazidas de petróleo. tem elevada densidade de drenagem e vales profundos .1 . . são sustentadas predominantemente por rochas vulcânicas. b) 4 . de cima para baixo.área definida por Aziz Ab'Saber como "domínio dos mares de morros". A seqüência correta de preenchimento dos parênteses.511 poços de petróleo em produção no país.3. a produção é quase toda consumida internamente.2 . Apesar do surgimento de novos poços e do contínuo aumento da produção. para oeste. Existem 5. do Rio Grande do Sul a São Paulo. A maior parte da produção vem da Bacia de Campos. e pelo rio Ibicuí. apresenta altitude média em torno de 200 m.4.1 . para leste. ( ) O contato desta unidade com as depressões circundantes é feito através de escarpas que.( ) Esta unidade. O petróleo começou a ser explorado no Brasil em 1953. exportando-se apenas uma pequena porção já refinada. ( ) Esta unidade é constituída por morros com formas de topos convexos.5 .

Na região do Recôncavo Baiano.145 km2. Planalto das Guianas . com chapadas e serras.992 m). e o planalto Meridional.Ocupa o norte do país e nele se encontram os dois pontos mais elevados do território brasileiro. o Planalto Brasileiro é subdividido em três partes: o planalto Atlântico. Relevo As chuvas tropicais são as principais responsáveis pelas alterações de relevo no território brasileiro. estado da Bahia. o ouro e a prata.9 milhões de m3 (274 milhões de barris) de petróleo extraídos do solo. que ocupa a região Centro-Oeste e é formado por planaltos sedimentares e planaltos cristalinos bastante antigos e desgastados. a cassiterita. Minerais metálicos Entre os principais minerais encontrados no Brasil estão a bauxita. . As regiões entre 201 e 1. tendo já sido produzidos naquela área mais de um bilhão de barris do produto. Uma vez que o Brasil não apresenta falhas geológicas na crosta terrestre de seu território. cassiterita. o ferro. localizados na serra Imeri: os picos da Neblina (3. que ocupa o litoral de nordeste a sul. com um total de 42. Planalto Brasileiro . os tremores de terra que ocasionalmente ocorrem no país são resultado de abalos sísmicos em pontos distantes.267 km2. ou 42. o cobre.Devido à sua extensão e diversidade de características. o planalto Central. diamantes. o alumínio. o petróleo vem sendo explorado há mais tempo.976. As regiões acima de 1.014 m) e 31 de março (2. o manganês. descoberta em 1974. As planícies Amazônica. a produção da Bacia de Campos alcança 52. estanho e manganês. do Pantanal.54% da superfície do país.no estado do Rio de Janeiro. ouro.200 m acima do nível do mar correspondem a 4. O campo de Água Grande é o que mais produziu até hoje no país.200 m de altura representam apenas 0. Os planaltos são predominantes no relevo brasileiro. Utilizando tecnologia nacional de exploração em águas profundas. Existem dois planaltos predominantes no Brasil: o Planalto das Guianas e o Planalto Brasileiro. Também existem ferro e manganês em grande quantidade no estado de Minas Gerais. Predominam no Brasil as altitudes modestas. Na região Norte do país são encontrados ferro.600 m3 (330 mil) barris por dia.46% do território. sendo que 93% do território está a menos de 900 m de altitude. ou 58. do Pampa e Costeira ocupam os restantes 41% do território. que predomina nas regiões Sudeste e Sul e extremidade sul do Centro-Oeste.

Nela ocorrem grandes enchentes na época das chuvas. conhecidos como coxilhas. Clima Tropical . Planície do Pantanal . verificam-se no Brasil.500 mm/ano). e firmes. com amplitude térmica anual de até 7º e precipitações de 1.Também denominada Gaúcha. Cada tipo de clima corresponde a uma paisagem vegetal característica. inundáveis apenas na época das cheias.500 mm/ano. As temperaturas médias são superiores a 20ºC. a cordilheira dos Andes a oeste e o oceano Atlântico a nordeste.Caracteriza-se por temperaturas médias entre 24º e 26ºC e chuvas abundantes (mais de 2. Em alguns trechos da região Sudeste os planaltos chegam até a costa. que se encontram fora do alcance das cheias. variedades climáticas quentes. São seis os tipos de variação climática encontrados em toda a extensão do território brasileiro: equatorial. tropical atlântico. Clima Uma vez que a maior parte do país encontra-se em zona intertropical. ocupa a região sul do estado do Rio Grande do Sul e apresenta terrenos ondulados. permanecendo inundadas por grande parte do ano. É o clima encontrado em extensas áreas do planalto Central e nas regiões Nordeste e Sudeste. numa faixa de largura irregular. tropical.Ocupa a depressão onde corre o rio Paraguai e seus afluentes. É o tipo de clima encontrado em toda a região da Amazônia Legal. Clima Equatorial .Estende-se pela bacia sedimentar situada entre os planaltos das Guianas ao norte e o Brasileiro ao sul. com suas espécies típicas. com predomínio de baixas altitudes. desde o estado do Maranhão na região Nordeste. as chamadas falésias ou costões. tropical de altitude.Estende-se pelo litoral. que proporcionaram a formação do solo fértil da chamada terra roxa. A . regiões mais altas.formado por terrenos sedimentares recobertos parcialmente por derrames de lavas basálticas. na região próxima à fronteira do Brasil com o Paraguai.000 a 1.Apresenta inverno quente e seco e verão quente e chuvoso. formando um relevo original. A vegetação típica dessa região é a floresta equatorial. até o estado do Rio Grande do Sul. com médias superiores a 20º. Planície Amazônica . Divide-se em três partes: várzeas. que são as áreas localizadas ao longo dos rios. com cerca de 5 milhões de km2. Planície do Pampa . tesos. transformando a região num grande lago. terrenos mais antigos e elevados. semi-árido e subtropical. Planície Costeira .

Na região de clima tropical podem ainda ser encontradas matas de galerias (ciliares) nos vales ao longo dos cursos dos rios. de casca grossa.Predomina na região do sertão nordestino e no vale do rio São Francisco. porém não tão rica quanto a vegetação encontrada na floresta Amazônica. Na zona de transição entre a floresta amazônica e a caatinga encontra-se um tipo de vegetação chamada mata dos cocais. até o norte do estado do Paraná e sul do estado de Mato Grosso do Sul. É o clima encontrado nas partes altas do planalto Atlântico do sudeste. bastante devastada desde o período colonial. construção de casas e fabricação de ceras e tecidos. enquanto em direção ao sul são mais constantes no verão. fechada e variada.500 mm/ano. a carnaúba e o buriti das quais são extraídas matérias-primas para a produção de óleos. Clima Tropical Atlântico . de cerca de 27ºC. chegando a apenas 800 mm/ano. Com duas estações bem definidas . estendendo-se para a região Sul. O verão apresenta chuvas mais intensas. formada por vários tipos de palmeiras como o babaçu. folhas cobertas por pelos e raízes profundas. campos e caatinga. . A vegetação original dessas regiões é a mata tropical. o solo do cerrado é ácido e pouco fértil. com amplitudes térmicas anuais de 7º a 9º e precipitações entre 1. As chuvas são abundantes.200 mm/ano. A vegetação típica dessa faixa de território é a mata atlântica tropical. No litoral do Nordeste concentram-se no outono e inverno. com gramíneas e arbustos retorcidos. em conseqüência da alternância entre a época das cheias e de seca.na estação seca parte das árvores perde as folhas para buscar água no subsolo. desde o estado do Rio Grande do Norte ao sul do estado do Rio Grande do Sul. cerrado.Caracteriza-se por temperaturas médias anuais entre 18º e 22º.vegetação típica da região onde se encontra esse tipo de clima é o cerrado. Clima Semi-árido . enquanto no inverno as massas frias podem ocasionar geadas. Também é dominada por clima tropical a região conhecida como Complexo do Pantanal que. Clima Tropical de Altitude . com alto teor de alumínio. com amplitudes térmicas crescentes à medida que se caminha em direção ao sul. As precipitações são baixas e irregulares.000 e 1. com variações anuais em torno de 5º. superando 1. também localizado na região Nordeste. densa. É caracterizado por temperaturas médias elevadas.uma seca e outra chuvosa . Caracteriza-se por temperaturas médias entre 18º e 26º. Embora tenha água em abundância no subsolo. A vegetação característica dessa região é a caatinga. formada por bosques de arbustos espinhosos e cactos. composta por espécies típicas de florestas. possui vegetação diversificada. mas têm distribuição desigual.É encontrado em toda a faixa litorânea.

Vegetação A vegetação que forma a floresta amazônica divide-se em três tipos: as matas de terra firme. As matas de várzea são encontradas em meio às matas de terra firme e de igapó. têm 2 a 3 metros.Clima Subtropical . As precipitações são abundantes. mal ventilado e úmido. em sua maioria. o que equivale a 1. A vitória-régia é o exemplo mais famoso deste tipo de vegetação de várzea da floresta Amazônica. mas é comum encontrar-se na região das matas de várzea. que podem alcançar 60 a 65 metros de altura. movediços e pouco arejados. Apenas no sertão nordestino. Suas espécies típicas são os vegetais com raízes aéreas.457 km2 . que possuem alto teor de sais. Em certos locais as copas dessas árvores se juntam e barram a passagem da luz. Os solos onde se desenvolve esse tipo de plantas são alagados. chegando a 1. As matas de igapó são encontradas nos terrenos mais baixos. O clima úmido do país propicia uma rede hidrográfica numerosa e formada por rios de grande volume de água. Nessas regiões as árvores podem alcançar 20 metros de altura mas. existem rios temporários. especialmente nas desembocaduras dos rios que deságuam no oceano Atlântico. Sua composição varia de acordo com a maior ou menor proximidade dos rios. que recebem águas provenientes do derretimento das neves e de geleiras.66% da superfície do planeta. O tipo de vegetação encontrado nas regiões de clima subtropical varia de acordo com a altitude. . Nas regiões mais elevadas encontram-se as araucárias ou pinhais. e as matas de várzea. árvores de grande porte como a seringueira. palmeiras e o jatobá. região semi-árida. de difícil penetração. A maioria dos rios é perene. Com exceção das nascentes do rio Amazonas. com nevascas ocasionais. como a castanheira-do-pará e o o caucho (de onde se extrai o látex). Nas áreas de maior altitude o verão é suave e o inverno rigoroso. não se extingue na estação de seca.500 e 2. Sua ramificação é baixa e densa. caracterizando-se por temperaturas médias abaixo de 20º e variações anuais entre 9º e 13º.000 mm/ano. todos desaguando no mar. ou seja. tornando o interior da floresta escuro. Mangues São comuns nas áreas litorâneas. Bacias Hidrográficas A região coberta por água doce no interior do Brasil ocupa 55. Nas matas de terra firme encontram-se as árvores mais altas.É o clima predominante na Zona Temperada ao sul do Trópico de Capricórnio. a origem das águas dos rios brasileiros encontra-se nas chuvas. mais sujeitas às marés e à água salobra. Nas planícies predominam as gramíneas. próximos aos rios e permanentemente alagados. as matas de igapó.

de correnteza fraca. São Francisco e Tocantins. com 6. Embora seja uma bacia de planície. e ao longo de seu percurso recebe ainda os nomes de Ucaiali. é muito utilizado para navegação. sendo o segundo do planeta em comprimento e o primeiro em vazão de água (100 mil m3 por segundo). Abrolhos. Atol das Rocas. localizada no estado do Pará.É a maior bacia em território brasileiro. a partir da confluência com o rio Negro. chamada Paulo Afonso. Paraguai e Uruguai. Bacia do Prata . Fernando de Noronha.515 km de extensão. tem 2 mil km navegáveis entre as cidades de Pirapora no estado de Minas Gerais e Juazeiro no estado da Bahia. tem mais de sete mil afluentes. O rio Uruguai também possui potencial hidrelétrico em seu curso. é a única fonte de água da região semi-árida do Nordeste brasileiro. as bacias hidrográficas podem ser divididas em dois tipos: as planálticas. utilizadas para navegação. Apesar de ser um rio de Planalto. no estado do Pará.489. O rio Amazonas. São quatro as principais bacias hidrográficas brasileiras: Amazônica. Ilhas Existem cinco grupos de ilhas distantes da costa em território brasileiro. Aproveitando seu potencial hidrelétrico. que nasce no estado de Goiás e deságua na foz do rio Amazonas. Bacia Amazônica .6 km2 e seu principal rio. nele se encontra a usina de Tucuruí. no Peru. Prata ou Platina.115. o São Francisco. que apresentam paisagem deslumbrante e fauna muito rica: Penedos de São Pedro e São Paulo. Urubanda e Marañon.Espalha-se por uma área de 1. o que propiciou a construção da usina de Itaipu na fronteira com o Paraguai. O rio Paraná tem o maior potencial hidrelétrico do país. Com potencial hidrelétrico razoável.150.876. Já o rio Paraguai.6 km2). próximo à cidade de Manaus. capital do estado do Amazonas. para.393. a bacia Amazônica possui também grande potencial hidrelétrico.889. com 808. vir a ser chamado de rio Amazonas. o planalto das Guianas e a cordilheira dos Andes. Bacia do São Francisco .Ocupa área de 645. com o nome de Vilcanota. que nascem no Brasil e vão posteriormente formar o rio da Prata na divisa da Argentina com o Uruguai. De acordo com a forma de relevo que atravessam. e as de planície. Já em território brasileiro recebe primeiramente o nome de Solimões. Seu principal rio é o Tocantins.É a de maior superfície de água do mundo (3. que atravessa a planície do Pantanal.As bacias dos rios brasileiros se formam a partir de três grandes divisores: o planalto Brasileiro. Trindade e Martim Vaz.6 km2 e é formada pelos rios Paraná. Nasce no planalto de La Raya. possui importante usina no estado da Bahia. Bacia do Tocantins . . com 23 mil km navegáveis. que permitem aproveitamento hidrelétrico.1 km2.

Abrolhos . como para o desfrute do ponto de vista turístico e ecológico C) A DINÂMICA CLIMÁTICA NO BRASIL  A zona de convergência intertropical corresponde ao espaço entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. Atol das Rocas . em 1979. Trindade e Martim Vaz . Nos países cituados na ZCIT (zona de convergência intertropical) . ou simplesmente pessoas interessadas em conhecer melhor a natureza e desfrutar do que ela tem a oferecer. além de uma população de cerca de 15 pessoas. Nesta ilha foi criada. constituem rochedos em forma de meia-lua. acompanhando a movimentação aparente do sol.100 km da costa na altura da cidade de Vitória. devido a convecção (transmissão de calor) das massas de ar. Fernando de Noronha .Encontra-se a 80 km da costa sul do estado da Bahia. capital do estado do Espírito Santo. essas ilhas pertencem ao Brasil desde 1897 e. Representa a área mais quente do globo terrestre. cobertos de guano (fezes de aves marinhas) e cercados de perigosos recifes. situada a 240 km a nordeste do estado do Rio Grande do Norte. tanto no Brasil como no exterior. Abrange parte da américa do sul e.Arquipélago de 18.Localizadas a 1. formado por 19 ilhas encontra-se localizado a 345 km a leste do estado do Rio Grande do Norte.Penedos de São Pedro e São Paulo . foi transformado em Parque Nacional Marinho e anexado ao estado de Pernambuco. Está em constante mudança de localização. em área onde se verifica intenso movimento de navegação marítima. portanto.É uma pequena ilha formada por corais. do Brasil. de difícil acesso devido à grande quantidade de recifes. Existe grande empenho do governo brasileiro no sentido de preservar e divulgar esse potencial de riqueza natural e diversidade ecológica encontrada em seu território. A riqueza e a diversidade dos recursos naturais brasileiros e de seus acidentes geográficos têm sido objeto de estudo e observação por parte de cientistas. O arquipélago é formado por cinco ilhotas de coral e possui um farol construído em 1861. acadêmicos. Em 1988. na região Sudeste. órgãos governamentais ligados ao meio ambiente.Localizadas a cerca de 900 km a nordeste do estado do Rio Grande do Norte. a primeira reserva biológica do país. por estarem situadas na área anticiclone do Atlântico Sul. são utilizadas como base da marinha brasileira e estação metereológica. que propicia diferentes opções tanto para interesses ligados ao investimento econômico.4 km2 .

A mec atua. vá para cima e ela. Fator esse que não ocorre nas zonas Temperadas e Glaciais. um vento seco que possui atuação restrita ao sul no verão e grande atuação no inverno. a mpa. ou seja. os subúmidos possui um relativamente alto nível de precipitação e o semi-árido apresenta escassez de água. condensando e gerando. Os ventos contra-alísios. porém são fortes) de verão. gerando a frente fria. O território brasileiro caracteriza-se por temperaturas altas. embaixo. Dois fatores que influenciam bastante no clima são a latitude e altitude. Em locais onde a temperatura é muito quente esse fenômeno é chamado de friagem. para a região subtropical. ao percorrer o oceano. No amazonas a convecção dessa massa causa chuva todos os dias. exceto quando são forçadas (chuvas orográficas). no sul e sudeste. no inverno. Além da mta. Os climas úmidos são aqueles onde se tem um elevado nível de precipitação. pois não possuem umidade. Essa massa entra na américa do sul e faz com que o ar quente. É composta pelos ventos alísios e contra-alísios. O movimento convectivo (transmissão de calor) dos ventos alísios é representado pela MEC (massa equatorial continental). rumo a região subtropical acaba ganhando umidade e ao se deparar com as chapadas (espécie de planalto com escarpas. O mesmo com a amplitude térmica diária. de maneira descendente. relativamente chuvosas. A célula de Hadley é o circuito de massas de ar presente no Brasil. sendo que o primeiro converge. exceto no sul e serras do sudeste. e de escassez de água. O Brasil caracteriza-se por regiões chuvosas. Tanto a mta quanto a mpa não causam chuvas. Ela possui ampla atuação no verão brasileiro. para o equador e o segundo. principalmente. no norte e centro-oeste do Brasil. exceto no sul. que não faz parte da célula de Hadley. porém levando-se em consideração as temperaturas do dia. de maneira ascendente. Essa é uma das atuações da mpa no Brasil. são representados pela mta (massa tropical atlântica). assim. Constantemente ouvimos falar na previsão do tempo sobre frente fria. por sua vez. que apresentam temperaturas mesotérmicas ( baixas). O fator determinante dos regimes de chuva é a circulação atmosférica. OBS: Amplitude térmica anual é a diferença entre a temperatura mais quente do ano e a menor temperatura do ano. A chuva é causada pela massa que sobe carregada de umidade e condensa (do vapor para o líquido). O primeiro por fazer referência á quantidade de energia solar que entra num determinado     . declive acentuado) são obrigadas a subir. O clima de um determinado local pode ser denominado levando-se em conta as características pluviométricas da região.    a amplitude térmica anual é menor que a diária. precipitações. se tem a mpa (massa polar atlântica). passa a ficar embaixo. As chuvas orográficas ocorrem quando a mta. clima tropical e amplitude térmica anual inferior a diária. Essa massa parada e úmida (decorrente da evaporação) causa as chuvas torrenciais (dura pouco tempo. e é restrita ao norte no inverno. principalmente.

além do manganês. como no clima úmido. Não há seca. Amplitude térmica anual menor que a diária. tem suas maiores reservas ocidentais no Brasil. chuvas torrenciais de verão.níquel. seca no inverno. o nóbio. além do Brasil: Canadá. muito quente. Clima semi-árido: Marcante no nordeste (não correspondendo à área litorânea do nordeste). ouro. Tropical de altitude: São Paulo e regiões altas apresentam esse clima.      A) OS RECURSOS MINIERAIS     O Brasil é muito rico em recursos minerais. Clima tropical: Temperaturas elevadas. chove muito. Além de uma grande diversidade de minerais explorados no país (mais de 55 minerais diferentes. Federação Russa. entre outros. a chuva transporta os elementos das rochas em decomposição. sob atuação da mta.Austrália. com temperaturas bem baixas. Se for um lugar quente. apresente chuvas torrenciais de verão. cromo. alta umidade relativa do ar e. tornando o solo infértil. o segundo por se ter em lugares mais altos temperaturas menores que em lugares mais baixos. alto nível de precipitação. potássio. bauxita. apresenta temperaturas elevadas o ano todo.   CLIMAS: Clima equatorial: Característico do norte do Brasil. ou seja. possui prolongadas estiagens devido a fraca atuação da mec. calor. atualmente). principalmente no que diz respeito ao relevo e solo. sob a atuação da mec. não chegando a temperaturas exageradas. pouca chuva no inverno. por isso. As reservas minerais brasileiras que estão entre as maiores do mundo são: . com pouca fertilidade. o Brasil possui algumas das maiores reservas de minerais do mundo. Possui profunda atuação da mec. . zinco. Clima característico de parte do sudeste e centro-oeste brasileiro. cobre. estanho. caracterizado por temperaturas baixas. pode ocorrer lixiviação. manganês. Clima tropical atlântico: Característico do litoral nordestino. não apresenta seca. sendo esse o principal minério extraído no país. não há seca. podendo ser tão forte a ponto de causar inundação. Chove bastante. Aproximadamente 8% das reservas de ferro do mundoestão no Brasil. Um lugar com secas como nos climas árido e semi-árido há ocorrência de salinização.Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais) – dessa jazida saem cerca de 60% do ferro e 40% do ouro extraídos no Brasil. chuvas causadas por instabilidade da mpa. China e Estados Unidos. As chuvas torrenciais podem gerar deslize de terras. Outro mineral. gerando solos ácidos. chuvas torrenciais no verão. Praticamente não há diferenciação entre inverno e verão. Os países com maior potencial mineral são. No inverno a atuação da mpa causa instabilidade e precipitação. No inverno a seca e a baixa umidade relativa do ar gera queimadas. um processo no qual os sais afloram à superfície. O clima também exerce influências. Influência restrita da mec no verão e ampla atuação da mpa no inverno. Os principais minérios encontrados no Brasil são: ferro.local. A amplitude térmica anual é menor que a diária. Subtropical: Presente no sul. com muita chuva.

ligado diretamente ao Poder Executivo. além do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). sendo que mais de 45% de toda a energia utilizada no país é gerada a partir de fontes renováveis. gás natural e combustíveis renováveis. responsável pela criação de normas. portanto. o Brasil utiliza 53% de combustíveis fósseis em relação aos 81% da média mundial e 45% de fontes renováveis em comparação aos 13%. O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. o crescimento do setor tem sido ampliado. O mundo utiliza 81% de combustíveis fósseis. A) AS FONTES DE ENERGIA E ASPOLÍTICAS ENERGÉTICAS Recebe o nome de política energética brasileira as diretrizes estabelecidas pelo governo federal para administrar e explorar da melhor forma possível os recursos do território nacional. ouro. cálcio. gemas e diamantes. As agências governamentais responsáveis pelas questões energéticas no país são:    Ministério de Minas e Energia. que tem como finalidade a prestação de serviços na área de estudos e pesquisas que irão subsidiar o planejamento do setor energético.Província Mineral de Carajás (Pará) – são encontrados. acompanhamento e avaliação de programas federais. tais restrições foram removidas. Dentre as principais está a obrigatoriedade das concessionárias em recompor as áreas atingidas pela mineração. areia. O Ministério de Minas e Energia tem ainda como autarquias vinculadas. o comércio e a população em geral. Na Constituição. As 119 minas de grande porte (2006) podem ser classificadas de acordo com as classes minerais. A energia é uma questão estratégica não só para o Brasil. de modo a alimentar a indústria. de petróleo. estanho e tungstênio. são estabelecidas as regras para a concessão de áreas para extração mineral. 2. manganês. no Brasil. que deve ser tratada com cautela. e pertencem à União. a empresa de pesquisa energética (EPE). As concessões ou autorizações para explorações realizadas com capital estrangeiro eram restritas pela Constituição até 1995. mas para todas as outras nações. . e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo. e quanto maior for a fiscalização realizada pelos órgãos competentes. dotado da atribuição de propor ao presidente da república políticas nacionais e medidas para o setor. Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). cobre.     . 176. médio e pequeno portes existem. nãometálicos (amianto. as agências nacionais de Energia Elétrica (Aneel) e do Petróleo (ANP). garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra. Em contrapartida. Os minerais podem ser: metálicos (tratados nesse texto). de energia elétrica. níquel. para efeito de exploração ou aproveitamento. e energéticos. e apenas 13% de fontes renováveis. além de ferro. bauxita. cromo. menores quanto maior for a responsabilidade da empresa concessionária. rochas britadas. Secretarias de planejamento e desenvolvimento energético. com a entrada dos investimentos das multinacionais. zinco. quando. além da implantação de políticas específicas para o setor energético. Desde então. o que geralmente ocorre é o não cumprimento da legislação. por meio de uma Emenda Constitucional. Porém. promovida pela falta de fiscalização.647 minas legalizadas (considerando todas as classes minerais). Os prejuízos ambientais causados pela exploração de minérios são. entre outras). As jazidas. Entre minas de grande. argilas. Segundo a Constituição brasileira: Art. independente do tipo de minério. prata. em lavra ou não.

e já se observou aves migradoras voando a 8. devido ao fato de haver locais onde a vida é escassa ou mesmo inexistente. é o conjunto de regiões da Terra onde existe vida. De acordo com essas considerações. Embora a palavra "biosfera" leve a pensar em uma camada contínua de regiões propícias à vida em torno da Terra. A ausência de uma política energética mais eficaz por parte do governo pode comprometer todo o desenvolvimento do país. em outras palavras. embora algumas espécies de animais e de bactérias vivam a mais de 9 mil metros de profundidade. pois a falta de planejamento pode abrir espaço para térmicas fósseis com elevados índices de emissões de gases de efeito estufa. lagos. ou até impedem. a biosfera teria espessura máxima de aproximadamente 17 ou 18 Km.8 mil metros de altitude. A espessura da biosfera é um tanto irregular. É o caso das regiões quentes e desertas localizadas na faixa equatorial e das regiões geladas situadas junto aos pólos. Atualmente.   COMPONENTES DOS ECOSSISTEMAS Componentes bióticos Seres autótrofos e heterótrofos Os seres vivos de um ecossistema podem ser divididos em autótrofos e heterótrofos. além de retardar a expansão da oferta. A maioria dos seres autótrofos (algas. em mares. no Monte Everest. é importante que as ações do governo nessa área sejam realizadas a partir de uma perspectiva que favoreça um futuro sustentável.000 Km de diâmetro da Terra. a biosfera não passaria de um fino papel de seda sobre sua superfície. Além disso. o mineralogista russo Vladimir Vernandsky (1863-1945) consagrou definitivamente o termo. áreas tão secas ou tão frias que dificultam. buscando o “melhor” para o futuro do país. Em 1926 e 1929. No mar. prosseguir a reestruturação do setor da energia será uma das questões fundamentais para garantia de investimentos no setor de energia. acumulando o suficiente para atender a sempre crescente necessidade de combustíveis e da eletricidade. foi encontrada uma aranha vivendo a quase 7 mil metros de altitude. Por exemplo. em sua definição mais simples. Se o planeta fosse comparado a uma laranja. onde poucas espécies conseguem viver. Há.a vida é abundante e variada. o desenvolvimento da maioria dos seres vivos. Entretanto. B) A BIOSFERA E OS ECOSSISTEMAS NO BRASIL   Biosfera e Ecossistemas Biosfera. isso não é exatamente verdade. plantas e certas . A grande questão está na eficiência e o foco dessas ações. florestas. A maioria dos seres terrestres vivem em regiões situadas até 5 mil metros acima do nível do mar. “sujando” a matriz. O termo "biosfera" foi introduzido em 1875 pelo geólogo austríaco Eduard Suess (1831-1914).Outros órgãos governamentais estão incumbidos de cuidar de assuntos relacionados à energia brasileira e de sugerir alterações no modo como são explorados e utilizados a mesma. porém. pântanos e campos . utilizando-o em duas conferências de sucesso. formando uma película finíssima quando comparada aos 13. a maioria dos seres vivos habita a faixa que vai da superfície até 150 metros de profundidade. durante uma discussão sobre os vários envoltórios da Terra. garantindo a disponibilidade de recursos às gerações futuras.

como luminosidade. umidade e regime de chuvas. liberam oxigênio (O2) no ambiente. fungos. e obtêm energia para a vida através de reações químicas inorgânicas. Além das radiações visíveis (luz) utilizadas pelos seres autótrofos na fotossíntese. alguns poucos seres autótrofos que fazem quimiossíntese. genericamente. o que faz as temperaturas na superfície terrestre serem favoráveis à vida. Existem. é muito importante. as emanações solares contém raios infravermelhos. responsáveis pelo aquecimento da atmosfera e do solo. A temperatura afeta outros fatores climáticos. Esse gás é utilizado na respiração pelos animais. resultado da ação combinada de luminosidade. Os seres autótrofos fotossintetizantes. e por fatores químicos. nutrientes minerais. ventos. ainda. A radiação solar que atinge a Terra é um dos principais determinantes do clima. protozoários e a maioria das bactérias são heterótrofos. Os elementos e sais essenciais aos seres vivos são chamados. pelas próprias plantas e por muitos microorganismos. certas bactérias. Componentes abióticos Os componentes abióticos de um ecossistema são representados por fatores físicos. uma vez que os fosfatos são constituintes fundamentais da matéria viva. A temperatura ambiental é uma condição ecológica decisiva na distribuição dos seres vivos pelo planeta. ventos. isto é. umidade etc. como a quantidade relativa dos diversos elementos químicos presente na água e no solo. pressão. Fatores químicos Certos elementos químicos devem estar presentes na água e no solo para garantir a sobrevivência dos seres vivos. por exemplo. a umidade relativa do ar e a pluviosidade (índice de chuvas) de uma região. além de produzirem praticamente todo o alimento consumido pelos heterótrofos. como. temperatura. Os animais.. Lugares muito quentes ou muito frios somente podem ser habitados por espécies altamente adaptadas a essas condições. necessitam obter substâncias orgânicas (alimento) a partir de outros seres vivos ou de seus produtos. captando energia luminosa do Sol e utilizando-a na fabricação de matéria orgânica. A presença de fósforo na forma de fosfatos.   bactérias) faz fotossíntese. por exemplo.  A) QUESTÃO AMBIENTAL NO TERRITÓRIO BRASILEIRO . tais como os ventos. temperatura. Fatores físicos: clima Os fatores físicos que atuam em determinada região da superfície terrestre constituem o clima.

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