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Apostila Completa de Geografia Do Brasil

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  • 1 – LOCALIZAÇÃO:
  • 2 - LIMITES
  • 3 – PONTOS EXTREMOS
  • 4 – FUSOS HORÁRIOS
  • 5 - RELEVO BRASILEIRO
  • 6.1 - TROPICAL
  • 6.2 - CLIMA EQUATORIAL
  • 6.3 - SEMIÁRIDO
  • 6.4- SUBTROPICAL
  • 6.5 - VENTOS:
  • 7.2 - O APROVEITAMENTO ECONÔMICO DA FLORESTA
  • 7.3 - MATA ATLÂNTICA
  • 7.4 - MATA DE ARAUCÁRIAS
  • 7.5 - MATA DOS COCAIS
  • 7.6 - AS FORMAÇÕES COMPLEXAS CERRADO
  • 7.7 - A CAATINGA
  • 7.8 - O COMPLEXO DO PANTANAL
  • 7.9 - AS FORMAÇÕES HERBÁCEAS
  • 8.1- BACIA AMAZÔNICA
  • 8.2 - BACIA DO TOCANTINS-ARAGUAIA
  • 8.3 - BACIA DO SÃO FRANCISCO
  • 8.4.2 - BACIA DO PARAGUAI
  • 8.4.3 - BACIA DO URUGUAI
  • 8.4.4 - BACIAS AGRUPADAS
  • 9.1 - O LITORAL SETENTRIONAL
  • 9.2 - O LITORAL ORIENTAL
  • 9.3 - O LITORAL MERIDIONAL
  • 9.4 - TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO SÃO FRANCISCO
  • 10.1 - OS SISTEMAS AGRÍCOLAS
  • 10.2 - A AGRICULTURA NO BRASIL
  • 10.3 - A AGRICULTURA BRASILEIRA E O QUADRO NATURAL
  • 10.4- AS RELAÇÕES TRABALHISTAS NA AGRICULTURA BRASILEIRA
  • 10.5 - O EXTRATIVISMO VEGETAL
  • 10.6 - EXTRATIVISMO VEGETAL
  • 11 - A MINERAÇÃO NO BRASIL
  • 12.1 - O PETRÓLEO NO BRASIL
  • 12.2 - O CARVÃO MINERAL
  • 12.3 - O GÁS NATURAL NO BRASIL
  • 13 - A PECUÁRIA
  • 14 - A INDÚSTRIA TIPOS DE INDÚSTRIA
  • 15 – TRANSPORTES OS TIPOS DE TRANSPORTE
  • 16 - A POPULAÇÃO BRASILEIRA
  • 17 - ESTRUTURA ÉTNICA DA POPULAÇÃO
  • 18 - POPULAÇÃO RURAL E POPULAÇÃO URBANA
  • 19 - A IMIGRAÇÃO NO BRASIL
  • 20 - A EMIGRAÇÃO NO BRASIL
  • 21 - MIGRAÇÕES INTERNAS
  • 23 - URBANIZAÇÃO As cidades:
  • 24 - A DIVISÃO REGIONAL
  • 25 - REGIÃO NORTE DIVISÃO POLÍTICA
  • 26 - REGIÃO CENTRO-OESTE
  • 27 - REGIÃO NORDESTE
  • 28 - REGIÃO SUL DIVISÃO POLÍTICA
  • 29 - REGIÃO SUDESTE DIVISÃO POLÍTICA

CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA

Professor Juanil José Barros

1 – LOCALIZAÇÃO: Características Gerais: O Brasil está situado na parte centro-oriental da América do Sul Possui uma superfície de 8.547.403,5 Km², conforme o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). O Equador e o Trópico Capricórnio são os dois paralelos que atravessam o Brasil, o Trópico de Capricórnio atravessa: o o sul de São Paulo, o o norte do Paraná o sul de Mato Grosso do Sul. Estes Estados pertencem às regiões (Sudeste, Sul, e Centro-Oeste). O Equador passa exatamente em Macapá (AP); o Equador faz com que o Brasil se localize nos dois hemisférios: o sul (maior parte 93%,). o norte (menor parte 7%).

O Brasil em relação aos demais países do globo é o quinto em extensão, apenas superado pela: o Rússia, o o Canadá, o a China o os Estados Unidos (terras descontínuas). Em terras contínuas, o Brasil é o quarto do mundo, superando os Estados Unidos em Razão do Alasca e Havaí, estados descontínuos dos E.U. A. O Brasil é o maior país da América do Sul, o terceiro do Continente Americano e o 5º do mundo. Compõe-se de 27 unidades políticas, sendo 26 estados e o Distrito Federal, onde se localiza Brasília, a capital do país.

MAIORES PAÍSES DO MUNDO EM EXTENSÃO TERRITORIAL

2 - LIMITES O Brasil se se limita: o AO NORTE com a Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa, o AO SUL com o Uruguai, o A NOROESTE com a Colômbia, o A OESTE com o Peru e a Bolívia, o A SUDOESTE com a Argentina e Paraguai, o A NORDESTE, A LESTE E A SUDESTE com o Oceano Atlântico. o CHILE E EQUADOR são os dois únicos países da América do Sul que não fazem fronteira com o Brasil. o Os dois países de menor fronteira são Suriname (593Km) e a Guiana Francesa (655 Km). o Os dois países de maior fronteira com nosso país são Bolívia (3.126 Km) e Peru (2.995 Km). O Brasil é um país marítimo, pois é banhado a leste pelo importante Oceano Atlântico (7.367 Km de litoral), possuindo extensa Plataforma Continental.

FRONTEIRAS BRASILEIRAS

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3 – PONTOS EXTREMOS

5 - RELEVO BRASILEIRO O relevo brasileiro está dividido em dois grandes sistemas:  Planalto das Guianas (Parima), junto à fronteira Norte.  Planalto Brasileiro, ao sul da Planície Amazônica. Ambos estão separados pela Planície Amazônica e são constituídos por terrenos antigos (Era Primária), desgastados pela erosão e formados principalmente de granitos e gnaisses, que constituem o Complexo Cristalino Brasileiro. O vasto Planalto Brasileiro compreende quatro divisões: o Planalto Nordestino ou da Borborema. o Planalto Atlântico ou Oriental. o Planalto Central. o Planalto Meridional. As Planícies são: o Amazônica o Litorânea ou Costeira o Paraguaia ou Pantanal o Gaúcha ou Pampa O Planalto das Guianas está dividido em: o serras orientais (menores altitudes) o serras ocidentais (maiores altitudes) Observação importante: As serras orientais e ocidentais do planalto das Guianas são separadas pela “Depressão do Pirara.” Apresenta uma das partes mais elevadas e escarpadas do relevo, onde existem várias serras: Tumucumaque, Imeri, Acaraí, Pacaraima, Parima e Navio. Neste Planalto encontramos importantes elevações do relevo brasileiro: o Pico da Neblina, o Pico 31 de Março o Monte Roraima. O Pico da Neblina, localizado no norte do Amazonas, na Serra do Imeri, é o ponto mais alto do Brasil com 2993,78 metros de altitude (medição revista por satélite/GPS pelo IBGE em 20041). Dá nome ao Parque Nacional do Pico da Neblina, onde está situado. Localiza-se no município de Santa Isabel do Rio Negro, mas a cidade mais próxima é São Gabriel da Cachoeira. O segundo ponto mais alto situa-se a meros 687 metros da fronteira com a Venezuela no Pico 31 de Março (altitude de 2972,66 m), conforme determinado por uma comissão demarcadora de fronteiras em 1962.2 O Pico da Neblina está localizado na Serra do Imeri. O Monte Roraima, com 2.875 metros no Estado do mesmo nome, é o quarto ponto mais alto do Brasil. Os pontos culminantes do Brasil, em ordem decrescente, são: o 1º – Pico da Neblina (2993,7 metros) o 2º – Pico 31 de Março (2.972,66 metros) o 3º – Pico da Bandeira (2.891,98 metros) o 4º – Monte Roraima (2.875 metros)

   

AO NORTE – nascente do rio Ailã, na Serra do Caburaí (RR). AO SUL – arroio Chuí (RS) A LESTE – Ponta Seixas, no Cabo Branco (PB). A OESTE – Serra da Contamana ou Divisor (AC)

4 – FUSOS HORÁRIOS Pela sua extensão territorial no sentido leste-oeste (4.320 Km), nosso país é cortado por três fusos horários, havendo três horários diferentes:  FUSO 1 – compreende as Ilhas de Fernando de Noronha, Trindade e Martim Vaz, e os penedos de São Pedro e São Paulo.  FUSO 2 – abrange todos os Estados litorâneos, os Estados do Amapá, Tocantins, Minas Gerais e Goiás, o Distrito Federal e o Estado do Pará.  FUSO 3 – inclui os Estados de Roraima, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amazonas e o Acre. O Brasil tem sua hora diminuída de duas a quatro horas em relação à hora de Londres, pois se encontra a oeste de Greenwich (meridiano inicial ). O mais importante fuso horário do Brasil é o 3 pois abrange todas as capitais litorâneas. ATUAL FUSO HORÁRIO BRASILEIRO

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O Planalto Nordestino divide-se em Arcos Maranhenses (Penitente, Tiracambu, Alpercatas) e Chapadas Nordestinas. A forma característica do relevo sã as Chapadas: o Apodi (RN), o Baturité e Araripe (CE), o Ibiapaba (PI), o Borborema (RN, PB, PE, AL), o Mangabeiras (MA). O Pico Alto 1.115metros, na Chapada do Baturité, é o ponto culminante do Planalto Nordestino. A semiaridez do sertão nordestino está relacionada à presença do Planalto da Borborema, que impede a penetração de massas úmidas do litoral em direção ao interior, provocando somente chuvas próximo ao litoral. O Planalto do Maciço Atlântico é formado, dentre outras, por importantes serras como a da Mantiqueira e a do Mar.  A Serra do Espinhaço está localizada Quadrilátero Central.  A Serra do Mar aparece junto à orla litorânea e se alonga do Estado do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul.  A Serra do Mar está separada da Serra da Mantiqueira pelo vale do Rio Paraíba do Sul. PLANALTO CENTRAL O Planalto Central é constituído por rochas sedimentares e cristalinas. (do Pré-Cambriano) que alternam com terrenos sedimentares do Paleozoico e do Mesozoico. Apresenta uma topografia regular e domina a Região Centro-Oeste do Brasil. A forma característica do relevo são imensos “tabuleiros” ou chapadões com altitude entre 500/900 metros. Exemplos:  Chapadas dos Parecis (divisor de águas da bacia Amazônica e Platina)

Chapada dos Guimarães, Serra dos Pacaás Novos, Chapada dos Veadeiros Espigão Mestre (divisor de águas dos rios São Francisco e Tocantins). O Espigão Mestre (divisa Goiás Bahia) é uma importante elevação do Planalto Central, que tem como ponto culminante o Morro Alto (1.678 metros), na Chapada dos Veadeiros (em Goiás). PLANALTO MERIDIONAL (PLANALTO ARENITO-BASALTO) O planalto Meridional recobre a maior parte do território da região Sul, alternando extensões de arenito com outras extensões de basalto. O basalto é uma rocha de origem vulcânica responsável pela formação de solos de terra roxa, que são bastante férteis. Na região Sul, excluindo-se o norte e oeste do Paraná, são poucas as áreas que possuem tais solos, pois muitas vezes as rochas basálticas são recobertas por arenitos. O Planalto Meridional é constituído por:  terrenos cristalinos, que correspondem ao 1º degrau (Serra do Mar).  terrenos sedimentares que correspondem ao 2º degrau (“cuestas”).  terrenos basálticos que correspondem ao 3º degrau (“trapp”). O derrame de lençóis e sua decomposição em clima tropical deu origem a um solo rico:  a terra roxa. O ponto culminante do Planalto Meridional é o Morro da Igreja (1.870 metros), na Serra Geral, em Santa Catarina. “Coxilhas” são as pequenas ondulações da Serra Geral, que aparecem no final do Planalto Meridional (no território gaúcho): Santana, Haedo, São Martinho e Grande.

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PLANALTOS Planalto da Amazônia Oriental Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaiba Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná Planalto e Chapada dos Parecis Planaltos Residuais Norte-Amazônicos Planaltos Residuais Sul-Amazônicos Planaltos e Serras do Atlântico-Leste-Sudeste Planaltos e Serras de Goiás-Minas Serras Residuais do Alto Paraguai Planalto da Borborema Planalto Sul-Rio-grandense

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PLANÍCIES Depressão da Amazônia Ocidental Depressão Marginal Norte-Amazônica Depressão Marginal Sul-Amazônica Depressão do Araguaia Depressão Cuiabana Depressão do Alto Paraguai-Guaporé Depressão do Miranda Depressão Sertaneja e do São Francisco Depressão do Tocantins Depressão Perif. da Borda Leste da Bacia do Paraná Depressão Periférica Sul-Rio- grandense

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DEPRESSÕES Planície do Rio Amazonas Planície do Rio Araguaia Planície e Pantanal do Rio Planície e Pantanal Mato-grossense Planície da Lagoa dos Patos e Mirim Planícies e Tabuleiros Litorâneos

6- CLIMA BRASILEIRO 6.3 - SEMIÁRIDO Temperaturas elevadas, seca, chuvas irregularmente distribuídas ( com longos períodos de estiagem). A vegetação correspondente é a caatinga. Ocorrência no Sertão Nordestino, vale médio do Rio São Francisco e norte de Minas Gerais (Polígonos das Secas). 6.4- SUBTROPICAL As quatro estações do ano são bem definidas, temperatura amena, chuvas bem distribuídas, alcançando no inverno as temperaturas mínimas do país. Sua vegetação correspondente é a Floresta Subtropical (dos Pinhais) ou Mata Araucária.  Ocorrência: Planalto Meridional, (região Sul), abrangendo os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Brasil é um país de clima quente, portanto, um país tropical. As médias térmicas anuais, em nosso país, variam de 13ºC no Sul a 35ºC no Nordeste. Os extremos de temperatura já registrados são:  máxima de 44ºC, em Paratinga, na Bahia,  a mínima de 14ºC abaixo de zero, em São Francisco de Paula, Os extremos de pluviosidade são:  Serra do Mar, SP (Itapanhaú), com mais de 4.500 mm,  Sertão da Paraíba, (Cabaceiras) “polígono das secas” onde chove menos de 280 mm por ano. 6.5 - VENTOS:  Noroeste vento quente procedente da Amazônia e que atinge o estado de São Paulo, no final do inverno (agosto-setembro) quando provoca chuvas fortes.  Minuano ou pampeiro vento frio que vem da Argentina e do Uruguai, ou seja, massa polar atlântica, nos meses de inverno, provocando períodos de chuva. O homem é responsável por muitas mudanças que estão ocorrendo. Já estamos convivendo com chuva ácida, com o efeito estufa ou aquecimento global, com buraco na camada de ozônio, com desertificação, com desmatamentos e poluição de toda ordem. Até mesmo o EL Niño, fenômeno outrora moderado e limitado aos litorais do Peru e do Equador, se agiganta e desequilibra a atmosfera brasileira prolongando e intensificando as chuvas e as secas. fenômeno EL Niño é a chegada de águas quentes (correntes marinhas) que afugentam os cardumes e prejudicam a pesca que é muito importante na região.

O clima é o comportamento normal ou a sucessão habitual do tempo (meteorológico) durante o ano. Tipos de clima:  Quanto à temperatura: quente, temperado e frio.  Quanto à umidade: superúmido, úmido, subsumido, semiárido, árido (seco). 6.1 - TROPICAL  Tropical: duas estações bem definidas uma chuvosa e quente (no verão) e outra seca com temperatura mais amena (inverno) Temperatura média anual entre 20ºC e 25ºC. Maior ocorrência no Brasil central.  Tropical Atlântico: com chuvas no inverno, na zona litorânea. Ocorrência, litoral do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Sua vegetação é a Mata Atlântica.  Tropical de Altitude: Temperatura amena, chuvas bem distribuídas. Ocorrência, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná 6.2 - CLIMA EQUATORIAL Apresenta as seguintes características:  temperaturas elevadas;  chuvas abundantes durante todo o ano, com 3.000 mm de chuvas:  reduzida amplitude térmica anual (diferença entre o mês mais quente e o mês mais frio).  A vegetação corresponde a Floresta Equatorial.  O fenômeno da “friagem” se faz sentir na Planície Amazônica: é uma queda brusca da temperatura, quando a região é atingida por massa fria do polo sul. O EL Niño já é conhecido há mais de dois séculos. Ocorria quase todos os anos no Pacífico, nas costas do Peru e do Equador, onde as águas são frias e com grandes cardumes. O

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Outro problema ambiental grave é a prática de criminosas queimadas realizadas com o objetivo de limpar o terreno para a implantação de enormes fazendas de gado. é a grande extração madeireira que se pratica na região.  de castanha-do-pará.  várzea: ocupa a porção do relevo denominada teso ou terraço fluvial.1 . principalmente no Acre. Característica de clima quente e superúmido. O EL Niño desequilibra a atmosfera e a regularidade dos ventos alísios e das correntes marinhas. geralmente de produtos tradicionais. Amazonas e Rondônia. onde as inundações são periódicas.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros O fenômeno EL Niño ocorre por causa dos desequilíbrios de pressão atmosférica existentes no Pacífico. sem nenhuma preocupação com a preservação ambiental. JUANIL BARROS 5 . no Amazonas e Acre. porção setentrional de Mato Grosso e porção ocidental do Maranhão.  de guaraná.VEGETAÇÃO BRASILEIRA AS FORMAÇÕES FLORESTAIS OU ARBÓREAS 7. nos litorais do Peru e do Equador. essa floresta é extremamente heterogênea e densa e apresenta-se dividida em três estratos:  igapó: corresponde à porção da floresta que se assenta sobre o nível mais inferior da topografia . no norte da Austrália e na Indonésia (anticiclone) e no litoral sul-americano (ciclone). ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. ocupa cerca de 40% do território brasileiro. Nestas últimas décadas ele se tornou mais frequente e mais intenso e já é responsabilizado pelos longos períodos de chuvas em São Paulo e de secas no Nordeste. Nenhuma dessas atividades interfere negativamente no equilíbrio ecológico da floresta. 7. ou planície de inundação. Sua principal área de ocorrência é o baixo curso do rio Amazonas. no Pará e Amazonas. estendendo-se pela quase totalidade da região Norte. onde o solo está permanentemente inundado.os baixos planaltos ou baixos platôs -. sem reflorestamento e utilizando como equipamento de trabalho as motosserras e os tratores com seus correntões.2 .A FLORESTA AMAZÔNICA Também conhecida como floresta latifoliada equatorial ou Hileia. na verdade.a verdadeira planície. sendo por isso mais desenvolvida e exuberante.O APROVEITAMENTO ECONÔMICO DA FLORESTA O aproveitamento econômico da floresta dá-se sobretudo através do extrativismo vegetal.  terra firme: corresponde ao trecho da floresta localizado na porção mais elevada do relevo . 7. Destacam-se a extração de látex para produção de borracha. O que devasta.

JUANIL BARROS 6 . Estendia-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Também é chamada de floresta latifoliada tropical úmida da encosta. É provável que o cerrado. suas folhas são finas e alongadas (em forma de agulha). jequitibá. como as cactáceas. a extração de madeiras. como o sul do Pará e do Maranhão. Típico de áreas de clima tropical com duas estações bem marcadas verão chuvoso e inverno seco. a vegetação desenvolve-se apenas nas estiagens de inverno. Na porção de alagamento eventual. com casca grossa (cortiça). seus vestígios correspondem às estreitas faixas de árvores que margeiam os rios da região. com suas folhas em espinhos. é provável que a médio ou longo prazo desenvolva-se um processo de desertificação do já muito seco Sertão nordestino. Na área menos úmida. fato que facilitou sua exploração intensa e não racional. palmácea de até 20 m de altura. Por isso. na produção de energia. Estendia-se originalmente do sul de Minas Gerais ao norte do Rio Grande do Sul. Para outros.MATA DOS COCAIS Formação de transição típica do Meio-Norte composta pelos estados do Maranhão e do Piau ladeada por climas opostos. o cerrado ocorre em quase todo o Brasil Central. encontramos a carnaúba. a abertura de estradas e a poluição industrial têm devastado a Mata Atlântica. no final do século passado e inicio deste. evitando a transpiração. que é comercializado com indústrias alimentares e de cosméticos. imbuia. também denominado savana-do-Brasil.A CAATINGA A caatinga é uma formação típica do clima semiárido do Sertão nordestino e ocupa cerca de 11% do território brasileiro. torradas e moídas para substituir o café e a folha para produzir cera. por isso. Mas hoje. é a segunda formação vegetal mais extensa do país. Hoje. Relativamente homogênea. a região Centro-Oeste e arredores.. O aproveitamento econômico do domínio do cerrado faz se através da pecuária e da agricultura comercial mecanizada (cultivo de soja). um mosaico de paisagens naturais. o oeste da Bahia e de Minas Gerais e o norte de São Paulo. Isso tem levado ao agravamento das condições de vida de milhões de pessoas. que apresenta baixos rendimentos e afeta negativamente o equilíbrio ecológico. ou pinbeiro-doparaná. ele é produto do clima com alternância entre as estações úmida e seca durante o ano. palmeira de 15 a 20 m de altura com cachos de coquilhos em cujo interior encontram-se as amêndoas. vem tendo sua participação diminuída gradativamente. Há áreas um pouco mais elevadas. e também já foi quase toda devastada com o avanço da cultura cafeeira em São Paulo e Minas Gerais. As raízes para infusões medicinais.4 .6 . chamadas "cordilheiras". Caracterizado pelo domínio de pequenas árvores e arbustos bastante retorcidos. encontramos espécies dos 7. norte de Tocantins e oeste do Piauí. porém foi intensamente devastada pela cultura canavieira desde o período colonial. a fim de evitar a excessiva perda de umidade.7 . menos quente e úmido que o equatorial e o tropical. sendo a maior planície inundável do mundo.3 . sendo. onde há temperaturas elevadas e alto teor de umidade. 7. através de sucessivas queimadas realizadas em um mesmo local.MATA DE ARAUCÁRIAS Floresta aciculifoliada é uma formação típica do clima subtropical. com inúmeras aplicações econômicas. as sementes ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. mesmo nessa área. Também na Mata de Araucárias a preocupação com a preservação foi nula. Para alguns. O principal uso econômico do domínio da caatinga é a agropecuária. pois quase não há áreas de reflorestamento e. litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte. sendo por isso denominada de mata da bacia do Paraná. No interior do Sudeste. o equatorial superúmido oeste e o semiárido a leste. para não perderem água. na indústria de móveis. mas podem ser exploradas em tempo bem mais curto que a araucária. continuamente reproduzidas pelas palmeiras. a floresta tropical aparecia em quase toda a área drenada pelo rio Paraná e seus afluentes. Dessas. Além disso. As madeiras de lei. seu produto de maior aproveitamento econômico. o tronco para fazer paredes. Composta por plantas xerófilas. livres de inundação. enquanto o coco é aproveitado como biomassa. ocupando uma área de aproximadamente 100 mil km2. ou como a própria carnaúba. que dependem do extrativismo. extrai-se o óleo. na construção civil ou na indústria de papel e celulose. Caracteriza-se como formação rasteira. aparecem arbustos misturados à vegetação rasteira. na verdade. apresenta poucas variedades e sua espécie dominante é a Araucária angustifólia. geralmente caducifólios e com raízes profundas. a Mata Atlântica é heterogênea. sua origem é ainda desconhecida. Caso não sejam adotadas técnicas mais racionais de uso do solo e não se expanda a construção de açudes e de canais de irrigação. seja na verdade resultado da ação de todos esses fatores ao mesmo tempo. mesmo quando há. A carnaúba é conhecida na região como “a árvore da providência” porque dela tudo se utiliza. que se assemelha bastante à floresta equatorial. restringe-se ao plantio de eucalipto ou pinus. o fruto para ser consumido como alimento. e também áreas bem mais elevadas. o interior de Tocantins. Nas áreas altas.5 . que produz uma cera que recobre os poros da folha. Há áreas que são alagadas todo ano com as cheias dos rios provocadas pelas fortes chuvas de verão. cedro. No Maranhão. a presença da serra do Mar dificultou a ocupação humana e a exploração florestal. etc. denominadas matas galerias ou ciliares.O COMPLEXO DO PANTANAL Pantanal corresponde a uma grande depressão localizada no interior de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. No entanto. sobretudo na região Nordeste. própria à prática da pecuária. as caducifólias. leste do Piauí. que jogam fora suas folhas. as folhas para recobrir o teto. E uma formação aberta. que fornecem madeiras de qualidade inferior. O extrativismo do babaçu e da carnaúba não implica devastação. sempre atraíram as atenções dos empresários da madeira. O Pantanal é. é comum a ocorrência do babaçu. 7. No litoral sudeste e sul. Sua altitude média é de 100 m acima do nível do mar.AS FORMAÇÕES COMPLEXAS CERRADO Ocupando originariamente quase 25% do território brasileiro. no entanto. que vem destruindo a vegetação natural. A concentração de pinheiros favoreceu o extrativismo vegetal de tal forma que essa floresta se tornou a principal fonte produtora de madeira do pais. área um pouco mais úmida. a expansão pecuarista na região tem provocado grande destruição da vegetação com a criação de áreas de pasto. sua origem está ligada ao solo extremamente ácido e pobre. 7. 7. densa e aparece em diferentes pontos do pais. pois aproveitam-se apenas os cocos e as folhas. jatobá. para os quais "árvore tem é que dar dinheiro".8 . certos tipos de cerrado resultam da própria ação humana.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros 7. Na porção inundável. que eventualmente são alagadas.MATA ATLÂNTICA Formação exuberante. como jacarandá.

que.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros cerrados. Suriname. sendo 3 984 467 km2 no Brasil (46. o investimento de grandes capitais na região tem sido causa de sérios desequilíbrios ecológicos. e os Campos de Vacaria. • paraná-mirins: braços de rios que contornam pequenas ilhas em “meia-lua”. Ocupa uma área de 6 892 475 km2. na serra da Mantiqueira. controladas por um único eixo fluvial (o rio principal). mais recentemente. 8. O rio Tocantins nasce a cerca de 250 km de Brasília. Bacias principais: • São Francisco • Tocantins-Araguaia • Amazônica • Platina (Paraguai. E no mangue que se realiza. em menor escala. arbustivas e arbóreas. denominam-se campos sujos. como atividade econômica. distribuídas de maneira descontínua pelo interior do país. apenas 20% da superfície total do país. como a aroeira-de-praia e o cajueiro. em forma mista (estuário-deltaica) Sua largura máxima é de 300 Km na foz junto à cidade de Óbidos (PA) apresenta sua menor largura 1. do rio em direção à floresta. em áreas alagadas periodicamente pelas águas do mar. na região serrana de Roraima. quase sempre de tronco muito fino e raízes aéreas. 8. com raízes profundas e grande extensão horizontal. de características bastante diversificadas. De toda a enorme extensão que o rio Amazonas percorre da nascente à foz. A partir daí. Sua foz é no Oceano Atlântico. em Goiás. Venezuela. favorecendo a formação de dunas sobre as restingas. 7. e também na Amazônia. misturam-se às espécies arbóreas da floresta tropical. descarregando no Atlântico cerca de 100 000 m3/s de água. estendendo-se por terras da Bolívia. A implantação de agricultura comercial. Colômbia. Entre as diversas áreas de formação campestre.8% do território nacional).AS FORMAÇÕES HERBÁCEAS As formações herbáceas. daí a denominação da bacia. em função de vários fatores como a topografia suave ou climas mais frios e secos. a única opção real de transporte no interior da Amazônia. • furos: canais marginais que interligam os vários cursos d´água existentes. em alguns pontos mais úmidos.BACIA AMAZÔNICA É a maior bacia hidrográfica do globo terrestre. Ocupam uma área bem menor. Além desses. quer pelo volume de água. Localiza-se nos dois hemisférios. São eles: • igarapés: braços de rios ou canais fluviais que partem. como a salsa-de-praia e o jundu. a utilização de agrotóxicos e a construção de estradas. JUANIL BARROS 7 .1.  campos da Hileia: são formações rasteiras encontradas nas áreas inundáveis da Amazônia oriental. Guiana Francesa e Brasil. Nesse trecho.165 Km. sendo formado pela junção dos rios Alma e Maranhão. cujas precipitações são elevadas todos os meses. A Bacia Amazônica recebe ação direta do clima equatorial. daí a “interferência” que possibilita duas cheias anuais. Compõem-se de arbustos misturados às espécies arbóreas.HIDROGRAFIA BRASILEIRA Outra característica importante da bacia Amazônica é a infinidade de pequenos cursos d'água e canais fluviais criados pela ação dos rios no seu processo de cheia e vazante. gerando um total anual de chuvas da ordem de 2 000 a 2 500 mm.2 . Peru. Se aparecem exclusivamente gramíneas. Entra em nosso território na altura de Tabatinga (Amazonas) e passa a se denominar Solimões até receber as águas do rio Negro. como o litoral do Amapá. cerca de 45% corresponde a trecho brasileiro. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. o que significa cerca de 20% da água que todos os rios do mundo despejam em conjunto nos oceanos.5% da área total do país). Paraná e Uruguai) Bacias secundárias: • Nordeste • Leste • Sudeste • Vertente do Amapá 8. seu desnível total é de 82 m de altura. Isso faz com que o rio Amazonas tenha o maior débito do mundo. cujas cabeceiras estão no Brasil Central. Aparecem no Sudeste. destacando-se seus rios quer pela extensão (tamanho). • restingas: misturam espécies herbáceas. A pecuária é a atividade econômica mais comum nessas regiões. que é. ocupam cerca de 80% do território nacional. quando finalmente recebe o nome de Amazonas. denominam-se campos limpos e se as gramíneas estão misturadas a pequenos arbustos. criando verdadeiros cordões vegetais.5 Km. com 3. O rio Amazonas (7 100 km) é o maior do mundo em extensão e suas nascentes estão localizadas na cordilheira dos Andes. de forma perpendicular. próximo a Manaus. por serem pequenas elevações do terreno que. especialmente na piracema (época de acasalamento dos peixes). No entanto. metade pertence ao rio Tocantins e a outra metade ao rio Araguaia. em momentos de cheias.BACIA DO TOCANTINS-ARAGUAIA Ocupa uma área de 803 250 km2 (9. que habitam lugares ricos em sal. Proporcionais à extensão do litoral brasileiro.  campos de altitude: são formações herbáceas encontradas em grande altitude.9 . O rio Amazonas. junto com o baixo curso de seus afluentes. • mangues: vegetais que se adaptaram à intensa salinidade e à falta de oxigenação do solo. Os rios brasileiros estão agrupados em seis bacias hidrográficas isoladas e três conjuntos de bacias agrupadas. com a barragem das águas realizadas pelas pontes. As bacias isoladas. a extração de caranguejos e. As principais são: • vegetação de praias: são comuns as espécies halófilas. merecem destaque:  campos meridionais: como a Campanha Gaúcha. • vegetação de dunas: vegetais rasteiros. Desse espaço. a ilha de Marajó e o golfão Maranhense. de ostras. as formações litorâneas apresentam grande variedade. são alguns dos problemas ligados à ocupação recente do Pantanal. no Rio Grande do Sul. sem destruí-lo. vegetação arbóreo-arbustiva do litoral paulista. às vezes. o rio percorre 2 640 km até chegar ao golfão Amazônico. geralmente aparecem em forma de manchas de pequena extensão. destacam-se a caça ilegal de jacarés e a pesca predatória. As bacias hidrográficas do Brasil estão divididas em bacias principais e bacias secundárias. são ilhadas por esses canais. também chamadas “falsas-ilhas”. O Brasil possui uma das maiores redes hidrográficas do mundo. Já as bacias agrupadas são menores e apresentam vários eixos que se deslocam todos para uma só direção. Guiana. A economia tradicional do Pantanal sempre foi a pecuária. forma um complexo hidroviário de 25 450 km de percurso navegável. realizada em harmonia com o ambiente.

possui 1. O São Francisco nasce na serra da Canastra.133 Km2 (7. penetra em território argentino e vai desembocar no rio da Prata. A bacia apresenta um grande potencial hidrelétrico. e de Marechal Floriano (AL) à foz. Logo após a descida da serra da Canastra. definindo-se aí a região conhecida como Triângulo Mineiro. porém. JUANIL BARROS 8 . na margem direita.BACIA DO SÃO FRANCISCO Ocupa uma área de 631.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros Seu principal afluente é o Araguaia. na fronteira com Goiás. São Paulo. até a fronteira da Bahia com Alagoas. Pardo e Ivinheima. e toma a direção norte. que separa Minas Gerais de São Paulo. utilizando-se de trechos planos entre as quedas. A partir desse ponto. Quanto ao percurso navegável. O rio Paraná tem como principais afluentes os rios Verde. na margem esquerda. e une-se ao Tocantins no extremo norte do estado de Tocantins. garante-lhe o primeiro lugar em produção hidrelétrica efetiva no país. Adiante.300 km de extensão navegável. com seus 2 940 km. A navegabilidade dessa bacia é muito pequena devido à topografia. temos a usina de Três Marias. e o rio Grande. é também pouco extenso. atravessando o Sertão nordestino.BACIA DO PARANÁ A bacia do Paraná ocupa uma área de cerca de l. Possui 3. Antes disso. que tem a função de regularizar o nível do rio. que separa Minas Gerais de Goiás. Faz. Alagoas e Sergipe. A bacia do Paraná drena a porção centro-meridional do país. na divisa entre Alagoas e Sergipe. Paraná e Santa Catarina. o São Francisco se desvia para leste. região de clima tropical chuvoso. É o que ocorre num trecho de 500 km de extensão no rio Paraná entre as quedas ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. No interior do Sertão nordestino. distribuídos por trechos descontínuos. Nasce na confluência de dois outros rios importantes: o rio Paranaíba. A partir daí.4. Em seguida.4. o percurso navegável é de 3 370 km. Paranapanema e lguaçu. área de clima semiárido. em um trecho que se estende de Pirapora (Minas Gerais) a Juazeiro (Bahia) e Petrolina (Pernambuco). O São Francisco é um rio de planalto. drenando terras de cinco estados: Minas Gerais. é o rio que marca os limites entre os estados da Bahia e de Pernambuco. mais à frente. Daí em diante. com cerca de 20 000 km2 de superfície. faz a fronteira do Brasil com o Paraguai. o Araguaia circunda uma área que é a maior ilha fluvial do mundo a ilha do Bananal. Paraguai e Uruguai) 8. Bahia. Pernambuco. definindo aí o contorno da região denominada Bico do Papagaio. serve de limite entre o Paraná e Mato Grosso do Sul e. o que dá à bacia um alto potencial hidrelétrico disponível para aproveitamento. e vai desaguar no Atlântico. em Minas Gerais. o rio Paraná toma a direção sul e separa São Paulo de Mato Grosso do Sul. portanto. Minas Gerais.1 . próxima ao grande parque industrial do Sudeste. Sua localização.3 .161 Km de extensão e recebe diversas denominações: • Nilo Brasileiro • Rio da Integração e Unidade Nacional • Rio dos Currais 8. no sul do Pará. sob clima tropical úmido. Mesmo assim. e os rios Tietê. Lançam suas água no estuário de Marajó (portanto só se encontra com o Amazonas na foz) 8. onde se instalou a represa de Sobradinho. abrangendo terras dos estados de Goiás. que é a usina de Tucuruí. Mato Grosso do Sul. mas apenas uma área de produção efetiva de energia elétrica. onde estão montadas as quatro usinas do complexo hidrelétrico de Paulo Afonso. onde foi construída a usina de Xingó. Esse rio nasce em Mato Grosso. indo desembocar no litoral oriental do Nordeste. cerca de 935 Km aproveitáveis. Tanto o rio Paraná como os seus afluentes da margem esquerda estão descendo planaltos através de inúmeras quedas d'água. o rio inicia a descida do planalto.4%da superfície do país).BACIA PLATINA (Bacia do Paraná. a ligação entre o Sudeste e o Nordeste do Brasil.4 milhão de km2. Tem como eixo principal o rio Paraná. O rio Paraná é o décimo sétimo do mundo em extensão. É a única grande bacia genuinamente brasileira.

apresentando. As bacias do Leste estendem-se desde Sergipe até o litoral paulista. eixo da bacia. Essa grande rede hidrográfica. • Tubarão. seja para a geração de energia. • Itajaí. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. A extensão do percurso navegável é de 1186km. ambos no rio Paraguai. ao norte de Vitória. com especial ênfase aos minérios de ferro e manganês. • Mearim. no rio Tietê. do Leste e do Sudeste.3% da superfície do país) e apresentam uma extensão navegável de 4. onde foi instalada a usina hidrelétrica Castelo Branco. Destaque-se ai o famoso açude de Orós. Compõem-se predominantemente de rios planálticos e. no sudoeste de Mato Grosso e oeste de Mato Grosso do Sul. em Mato Grosso.8% do território nacional). tem um grave problema de escoamento durante as chuvas de verão. na serra do Araporé. a cerca de 100 km de Cuiabá. Compõem-se de inúmeros rios que descem diretamente dos planaltos e serras para o oceano. A extensão do percurso navegável dessa bacia é de 2 253 km. o que dificulta muito a navegação. no leste catarinense. Quando atinge a fronteira com a Argentina. toda a região sofre um intenso processo de inundação. As bacias do Nordeste ocupam uma área de 884 835 km2 (10.BACIAS AGRUPADAS O Brasil possui três conjuntos de bacias agrupadas: bacias do Nordeste. atravessando a enorme planície do Pantanal. na margem esquerda. onde desemboca no Atlântico. O rio Paraguai nasce em terras do Centro-Oeste.3 . Caracteriza-se por dois tipos diferentes de rios: • rios perenes: apresentam-se com água o ano todo e predominam no trecho ocidental da região. o rio Paraguai tem na navegação o seu maior destaque econômico. a navegação também é possível. que atravessa o nordeste de Minas Gerais. Os principais rios são: • o Paraguaçu.1% do território nacional). Posteriormente.2 .7% do território nacional).019 Km de extensão As bacias do Sudeste ocupam uma área de 223 688 km2 (2. no Sertão cearense. Predominam na porção mais interior da região. faz a divisa entre a Argentina e o Uruguai. Possui 980 Km de extensão. Quando se quer que uma embarcação atinja um nível mais baixo. através de um delta de 60 km de largura. no fundo. que nasce na Serra da Mantiqueira. de clima semiárido. onde desemboca no rio da Prata. o Pindaré. Nessa estação. 8. Porto Esperança e Porto Murtinho são os principais portos fluviais do Rio Paraguai. próximo a Buenos Aires. Como exemplo de outros rios temporários. Esse conjunto de bacias abrange uma extensa porção do Nordeste. corre entre as serras do Mar e da Mantiqueira em direção ao norte do Rio de janeiro.4.BACIA DO URUGUAI Ocupa uma área de 1 78 235 km2 (2. realiza-se o processo inverso. deságua no litoral do Espírito Santo. ocupando uma área de 569 310 km2 (6. após ter percorrido uma extensão de 1 500 km. portanto. A partir daí. temos o Mearim. devido ao mínimo desnível que a planície apresenta. após ter feito a divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.4. que vai do Maranhão até Alagoas. próximo à cidade de Corrientes. Entre os outros rios perenes. que vem do Rio Grande do Sul. daí a denominação Pantanal (ou. inúmeras corredeiras e quedas-d'água. como em Barra Bonita. o grande mar de Xaraiés). Apresenta apenas três importantes afluentes. • o Paraíba do Sul. Nessa área encontramos inúmeras obras • os açudes . seja para o transporte fluvial. A bacia como um todo possui 2 345 km navegáveis. toma a direção sul. • rios temporários: ficam parcial ou totalmente sem água durante os longos períodos de estiagem. como o Pilcomayo e o Bermejo. o Ibicuí e o Quaraí. bem próximo da capital paulista é formado pela junção dos rios Paraibuna e Paraitinga. quando muda o nome para Guaíba e desemboca na lagoa dos Patos. por isso.que visam reter a água do período chuvoso para amenizar o efeito do longo período de estiagem. Possui 1. extraídos do maciço de Urucum e embarcados pelos portos de Corumbá e Porto Murtinho. de acordo com os índios guaranis. Destacam-se o rio Parnaíba. • o Jequitinhonha. Percorrendo 2 078 km (1 400 km em território brasileiro). no próprio rio Uruguai. Os rios da “Mesopotâmia Maranhense” são: • Pindaré. já em território argentino. em território sul-rio-grandense: o Ijuí. • o Doce. JUANIL BARROS 9 . por onde circulam muitas das mercadorias da região. que depois é esvaziada. O rio Uruguai. é formado pela junção do rio Canoas. que vem do norte do Rio Grande do Sul e sofre um desvio para leste. nasce na Serra de Tabatinga e separa o Maranhão do Piauí. O percurso navegável dessa bacia é de apenas 625 km. Ao atravessar a planície do Pantanal. que vem de Santa Catarina. todos na sua margem esquerda. além do litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte. o rio Paraguai recebe muitos afluentes. 8. Finalmente. A embarcação desce com a água e atinge o nível mais baixo. e daí segue até a foz. na margem direita. o Apodi e o Piranhas. É muito pouco aproveitado. • Grajaú e • Itapecuru. no seu vale se concentram importantes usinas siderúrgicas. após atravessar a rica região ferrífera de Minas Gerais. na região carbonífera do sudeste de Santa Catarina. cortando de nordeste para sudoeste a grande depressão do Chaco. estendendo-se do litoral sul de São Paulo até o Rio Grande do Sul. deságua no rio Paraná.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros de Urubupungá e Itaipu. que nasce na serra da Bocaina (SP). A eclusa Uma eclusa fluviaI é composta basicamente de uma câmara com dois muros laterais. que tem sua foz em Salvador. seu trecho navegável é de Cárceres (MT) até Assunção. temos o Acaraú. o Taquari. o Grajaú e o ltapecuru. o Miranda e o Apa. • Jacuí. no rio Jaguaribe. o rio entra em território paraguaio. 8. e desemboca no sul da Bahia. no litoral sul de São Paulo.498 km. sofre um desvio para o sul e separa as terras do Brasil e da Argentina. São os rios de vertente do Amapá: • Oiapoque (Brasil-Guiana Francesa).BACIA DO PARAGUAI Sua área é de 345 701 km2 (4% do território nacional). Nos locais onde foram instaladas eclusas. um piso ou soleira. e o São Lourenço. A maior parte dessa extensão localiza-se entre os portos de São Borja e Uruguaiana. com poucas possibilidades para a navegação. Após atravessar a planície do Pantanal. faz-se com que ela entre nessa câmara cheia.4 . limitados nas duas extremidades por duas comportas e. com o rio Pelotas.4. Destacam-se nessa bacia os seguintes rios: • Ribeira de Iguape. • rio Amapá • rio Araguari. Para que uma embarcação suba de nível. Corumbá. indo até a capital Porto Alegre.

onde se misturam praias. particularmente no litoral pernambucano. e vai até o cabo de São Tomé. Piauí e Ceará. que.3 . o Recôncavo Baiano e as baías de Todos os Santos.2 . após fazer a divisa entre Brasil e Guiana Francesa. Os acidentes geográficos mais importantes são as ilhas Grande (Rio de Janeiro).O LITORAL ORIENTAL Começa no cabo de São Roque. no Rio Grande do Sul. todos na Bahia. Na pesca. ponto marcado pela foz do rio Oiapoque. Como principais acidentes geográficos. Há ainda uma série de praias intercaladas entre as barreiras. no Rio Grande do Norte. que abriga. Caracteriza-se pelo domínio das barreiras e dos recifes. no Rio de Janeiro. no Amapá. além do arquipélago de Fernando de Noronha (Pernambuco) e das ilhas oceânicas de Trindade e Martin Vaz.O LITORAL MERIDIONAL Essa parte do litoral brasileiro tem 2 262 km de extensão. o destaque é a captura da lagosta em toda a costa nordestina. na Bahia. corresponde a 7. temos o golfão Maranhense. onde se localizam a baía de São Marcos e a ilha de São Luís.367 km e que aumenta para 9. e o atol de Abrolhos. Belém. a maior do Brasil. no Espírito Santo. concentrada na bacia de Campos (Rio de Janeiro). intercaladas com paredões abruptos .198 km se considerarmos todas as suas saliências e reentrâncias. devido à extensa plataforma continental. importante área salineira. Os principais acidentes geográficos são a ponta do Seixas (Paraíba). no Rio Grande do Norte.1 . indo até o arroio Chuí. A partir daí. A principal atividade pesqueira desenvolvida nessa porção do litoral é a pesca de camarão. particularmente nos litorais do Amapá e do Pará. No litoral do Rio Grande do Norte e do Ceará. oriental e meridional. Caracteriza-se por apresentar um relevo muito raso. na altura do cabo Orange. destacam-se ainda os portos de Santana.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros 9-0 . a 1. e termina no extremo sul do país. em Pernambuco. no Maranhão. no Amapá. Ponta da Madeira. onde está situado o arroio Chuí. É por ser assim tão grande que esse litoral costuma ser estudado a partir de uma divisão em três partes: setentrional. o destaque fica com a presença das salinas. daí o domínio dos manguezais.O LITORAL SETENTRIONAL Esse trecho do litoral brasileiro vai do cabo Orange. 9.O LITORAL BRASILEIRO O litoral brasileiro inicia-se no extremo norte da costa do Amapá. estendendo-se por 2 640 km. as ilhas de Itamaracá (Pernambuco) e de Itaparica (Bahia). e Areia Branca. de São Vicente. que. temos o golfão Amazônico (onde está a foz do rio Amazonas). como o atol das Rocas. no Rio de Janeiro. na Bahia. além de alguns recifes de corais. Apresenta uma longa extensão. entre outras. No Maranhão. Guarujá e São Sebastião (São Paulo). Cabedelo e Malhado. restingas formadoras de lagoas como Araruama e Maricá (Rio de Janeiro). 9. Nesse litoral. Ilhéus e Cabrália. Salvador e Ilhéus. em linha reta. pequeno riacho que faz a divisa entre Brasil e Uruguai. particularmente no litoral amapaense. no Rio Grande do Norte. Caracteriza-se pela diversidade. algumas até com dunas. a ilha de Marajó (a maior do Brasil). que abriga a capital do estado. Merece destaque ainda Cabo Frio (Rio de Janeiro). encontramos a predominância das praias e das dunas. Destacam-se também os portos de Recife. Patos e Mirim (Rio Grande do Sul). e Vitória Tubarão. São típicas do litoral entre Ubatuba (São Paulo) e Parati (Rio de Janeiro) e do litoral de Torres (Rio Grande do Sul). até o cabo de São Roque. a cidade de São Luís. desemboca no oceano Atlântico.as falésias . A produção petrolífera é a maior do país. o que o torna facilmente inundável. Santa Catarina (onde está Florianópolis) e as baías da Guanabara (Rio de Janeiro) e de Guaratuba (Paraná). ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. estendendo-se por 2 465 km.000 km do litoral do Espírito Santo. JUANIL BARROS 10 . 9. no Pará. começando no cabo de São Tomé. nos litorais do Maranhão. no Rio Grande do Norte.quando a serra do Mar chega até o oceano.

A análise do fator humano na agricultura envolve aspectos relacionados à mão-de-obra (número de trabalhadores e sua especialização) e as relações de trabalho. As ilhas oceânicas brasileiras são: Trindade. JUANIL BARROS 11 . O solo é um importante elemento do quadro natural para o desenvolvimento agrícola. destacando-se a agricultura itinerante ou roça tropical. onde repetirá o processo. interno ou externo. Na pesca. em menor escala. A remuneração do trabalho na agricultura também é realizada de duas formas mais comuns: • primitiva. na qual o agricultor ocupa áreas florestadas. O mar territorial brasileiro atualmente abrange a faixa de 200 milhas. Os fatores econômicos determinam claramente a diferença entre agricultura moderna e primitiva. característica de uma agricultura pobre. Atol das Rocas. Paranaguá e Rio Grande. Corrente do Brasil( a mais importante para nós). rochedos (penedos) São Pedro e São Paulo. É possível distinguir dois grandes objetivos do trabalho agrícola: • abastecer o próprio grupo que trabalha a terra e gerar um pequeno excedente de troca. 10 . HUMANOS E ECONÔMICOS Diversos elementos do quadro natural podem contribuir.4 . • produzir exclusivamente para o grande mercado. onde há grande utilização de mão-de-obra. terminando em Cabo Frio (RJ). dando o restante ao dono da terra. comum no Sudeste Asiático e Extremo Oriente. o solo se esgota precocemente. banha o litoral oriental (todo o NE e SE). pois não conta com investimentos de capital e tecnologia. destacam-se o clima e o solo. prevê a construção de 720 quilômetros de canais que irão transferir de 1% a 3% das águas do Velho Chico para pequenos rios e açudes que atualmente secam durante a estiagem do semiárido nordestino. tais como Rio de Janeiro. 10. Em regiões mais atrasadas. Alagoas e Sergipe – devem ganhar compensações em obras de revitalização da bacia do rio. ou o direito de ficar com uma parte da colheita. • moderna. exploração de petróleo e comércio. o trabalho e o capital. O governo acredita que a obra beneficiará 12 milhões de pessoas e estimulará a agricultura nas áreas atingidas. Os principais portos do Brasil estão nesse litoral. realizando o desmatamento e a queimada. São Sebastião.155 Km da costa. O fator terra predomina nas regiões subdesenvolvidas do globo. A corrente das Guianas. chuvas e. Entre esses elementos.AGRICULTURA E EXTRATIVISMO VEGETAL NO BRASIL FATORES NATURAIS. umidade. sem dúvida. o elemento natural que mais influencia a produção agrícola. que corresponde ao trabalho assalariado. A Corrente das Falklands atinge o litoral sul e sudeste do Brasil. de importância fundamental para a pesca. sobressaem o camarão e a sardinha. definido como de uso extensivo da terra. Duas correntes marinhas afluem para o litoral brasileiro: Corrente Sul-Equatorial (quente) e Corrente das Falklands ou Malvinas (fria). Esse sistema.OS SISTEMAS AGRÍCOLAS A análise de um sistema agrícola considera três fatores dominantes: a terra. Com isso. o número de trabalhadores agrícolas é bastante alto em relação à extensão da área de cultivo. dependendo das condições econômicas.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros Bahia. correspondendo à chamada lavoura de subsistência ou de pequeno mercado. Santos. para o desenvolvimento da agricultura. cobrindo a Plataforma Continental. Arquipélago de Fernando de Noronha. as terras são abandonadas e o agricultor se muda para nova área. correspondendo à chamada lavoura comercial. aparece sob diversas formas. na direção do Espírito Santo). iniciado em 2007. ventos. Os estados doadores das águas – Minas Gerais. Mar territorial é a faixa de mar que pertence a um país. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. significando que não há grande utilização de equipamentos mecânicos e indicando uma reduzida produtividade dessa lavoura. que pode ser permanente ou temporário. Já nas regiões mais desenvolvidas. O clima é. sociais e políticas de cada região. pois suporta e sustenta o vegetal. onde a produção está diretamente relacionada com a extensão da área cultivada.TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO SÃO FRANCISCO O projeto de transposição do rio São Francisco. com uma intensa mecanização da agricultura. Caracteriza-se pela ação da temperatura. observa-se o contrário. positiva ou negativamente. onde recebe o nome de agricultura de jardinagem. principalmente nos litorais gaúcho e catarinense. em que o trabalhador recebe como pagamento o direito de morar e plantar na terra de terceiros. percorre parte do litoral Norte. 9. Esse tipo de agricultura que considera o fator trabalho é característico de região de grande densidade demográfica. resultando em pouca mão-de-obra para uma alta produtividade. a 1. ilha Martim Vaz (é o ponto mais afastado do litoral. O capital é um fator que predomina na agricultura dos países desenvolvidos e de algumas regiões de países subdesenvolvidos.1 . que é um braço da Corrente Sul-Equatorial. O fator trabalho predomina também em regiões subdesenvolvidas. Pernambuco.

O extrativismo é realizado de forma primitiva. terras devolutas (do governo) ou de terceiros. etc. tais como as áreas excessivamente chuvosas (Amazônia Ocidental) ou com escassez de pluviosidade (Sertão nordestino). dispõem de um certo capital e de equipamentos. a agricultura ainda ocupa um lugar de destaque. No Sul e em parte do Sudeste. Por outro lado.A AGRICULTURA NO BRASIL A agricultura sempre foi uma atividade econômica muito importante para o pais.3 . Um é a terra roxa. enfrentamos inúmeros problemas no uso do solo. sem nenhuma preocupação com a conservação ou recuperação da área vegetal destruída. Entre os aspectos climáticos que favorecem a atividade agrícola no pais. nacional ou estrangeiro. permite um desenvolvimento da produção vegetal ininterrupto. visa explorar os recursos vegetais em grande escala para exportação. destaca-se a tropicalidade.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros A agricultura moderna ou comercial é desenvolvida em pequenas. principalmente em áreas sujeitas à ocorrência de geadas e.O EXTRATIVISMO VEGETAL A atividade extrativista corresponde à retirada de bens fornecidos pela natureza. permitindo que se desenvolvam os mais diferentes tipos de vegetais. empregando mais de 20% da mão-de-obra ativa e produzindo cerca de 25% da renda das exportações nacionais. sendo comum os trabalhadores rurais atuarem em pelo menos duas delas ao mesmo tempo. Essa tendência é crescente em quase todo o planeta. Quando a retirada se faz em moldes modernos. • arrendatários: agricultores que alugam a terra de alguém e pagam seu uso em dinheiro. São eles:  sistema primitivo: característico das regiões mais atrasadas. E uma forma de exploração racional. passa a ser considerada atividade industrial. de neve. que empobrece o solo. Quando a divisão é de 50%. Grileiro: é um termo que designa quem falsifica documentos para. Geralmente habitam a periferia das cidades e se deslocam diariamente para o trabalho no campo. vegetal e animal. obtendo um grande aproveitamento dos recursos vegetais. conforme as técnicas utilizadas e a intensidade da destruição da cobertura vegetal. Outro é o massapé. com o uso de recursos de capital e tecnologia. sem aplicação de recursos técnicos e de capital. e a prática de queimadas. recuperando-se facilmente. o rigor das temperaturas dificulta certas produções. mão-de-obra assalariada. com larga aplicação de recursos técnicos e capital 10. solo de origem vulcânica.. não-remunerados: corresponde ao grupo familiar do trabalhador composto pelos seus dependentes. tanto para atender às necessidades de suas famílias.1% da população economicamente ativa do país. • parceiros: lavradores que trabalham na terra de outra pessoa. mantendo vínculo empregatício com registro profissional e todos os direitos legais.A AGRICULTURA BRASILEIRA E O QUADRO NATURAL A agricultura brasileira sofre basicamente a influência de dois grandes fatores naturais: o solo e o clima. • pequenos proprietários: trabalhadores que cultivam sua própria terra. Esses extremos também ocorrem devido à diversidade climática. Em geral. 10. Esse sistema de aproveitamento vegetal é característico das regiões mais desenvolvidas. sem direito a • • morarem na terra. • assalariados temporários: agricultores que trabalham contratados por dia. ou seja. médias ou grandes propriedades. Os aspectos desfavoráveis da ação do clima na agricultura estão ligados aos extremos climáticos. O predomínio de altas temperaturas e de alta pluviosidade na maior parte do território.  sistema colonial: característico de regiões subdesenvolvidas. por meio de documentos falsificados.5 . No Brasil. tornar-se dono por direito de terras devolutas ou de terceiros ou ainda quem está na posse ilegal de prédios ou prédios indivisos. que acelera a erosão. Embora atualmente a maior parte da produção econômica nacional tenha sua origem na atividade industrial. que aparece na Zona da Mata nordestina. há pelo menos dois tipos de solo considerados extremamente férteis. O outro aspecto favorável é a diversidade climática. objetivando apenas a subsistência do grupo familiar e um pequeno excedente de troca. nos remos mineral. durante o ano todo. Há uma classificação do aproveitamento vegetal considerando três grandes sistemas. de forma ilegal.2 . A destruição da vegetação é muito pequena. máquinas. onde a população utiliza os produtos coletados para sua própria subsistência ou para abastecer um incipiente mercado local. E um sistema altamente predatório. 10. onde o grande capital.4AS RELAÇÕES TRABALHISTAS NA AGRICULTURA BRASILEIRA Existem diversas formas de trabalho no meio rural brasileiro. que aparece na área drenada pela bacia do Paraná. quanto para destinar a produção ao mercado local. sistema moderno: corresponde à silvicultura. mulher e filhos. o trabalhador é chamado meeiro. solo muito profundo e argiloso. realizada por empresas que investem muito capital e tecnologia. pessoal especializado. • assalariados permanentes: trabalhadores que moram nas propriedades em que trabalham.8 milhões de pessoas o que corresponde a 21. tarefa ou empreitada. que o ajudam no trabalho rural sem serem remunerados pela atividade. 10. JUANIL BARROS 12 . As principais formas de trabalho são: • posseiros: lavradores que se instalam em terras que não lhes pertencem legalmente. tais como o plantio em declives. com a qual dividem a produção obtida. eventualmente.  ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. pois substitui a floresta nativa pela cultivada. O total de trabalhadores rurais no país é atualmente de 17.

margarina. as necessidades econômicas da população rural acabaram levando milhares de pessoas a se envolverem com a coleta vegetal. O bagaço do babaçu. em Oriximiná. Nessas regiões. relacionada à deposição de restos de seres ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. A grande diversidade climato-botânica do Brasil favoreceu uma atividade extrativista diversificada.  bauxita. destacam-se:  o ferro. uma grande e bela árvore amazônica. é produtora de óleo de rícino. Produz cocos que contêm um óleo na industrialização do sabão. onde é utilizado como corretivo do solo. A castanha-do-pará.e para a agricultura. pois dela tudo se aproveita . A mais importante espécie produtora de látex é a seringueira (Hevea brasiliensis). Embora encontrado em vários estados. tem grande importância socioeconômica nas regiões em que ocorre. assim denominados devido à sua origem. A oiticica. 11 . entre outros. a cera que recobre as folhas é seu maior produto econômico.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros 10. mas as reservas localizadas na serra do Navio. galho. como: • Pará (Carajás) • Mato Grosso do Sul (Urucum) • Minas Gerais (Quadrilátero Central) a maior produção ocorre no Amapá (cerca de 60% do total produzido no país). planta muito comum no Brasil. Sua importância econômica está relacionada com sua utilização indispensável no setor siderúrgico. • serra dos Carajás. JUANIL BARROS 13 . sendo utilizada nas indústrias de graxas. Manganês é o segundo recurso mineral mais exportado pelo Brasil. estão praticamente esgotadas. é natural que haja abundância e grande variedade de minérios. Uma das mais importantes espécies produtoras de óleo é a palmeira de babaçu denominada uauaçu pelos índios. papel-carbono. As principais áreas de ocorrência de bauxita no Brasil estão localizadas no: • Pará (Carajás e Oriximiná) • Minas Gerais (Poços de Caldas e Ouro Preto) • Nas proximidades do rio Trombetas. • maciço de Urucum. que apresenta entre 55% e 65% de teor metálico. destacam-se os combustíveis fósseis. Calcário é de grande importância como material de construção civil cimento e cal .6 . podendo ser classificada como minério a rocha que apresentar teor metálico superior a 40%. Porém. localiza-se uma das maiores reservas mundiais desse minério. típica de áreas secas. principalmente na Amazônia e no Nordeste. No entanto. óleos e ceras. é utilizado na indústria de ração para animais A mamona.EXTRATIVISMO VEGETAL NO BRASIL O extrativismo vegetal no Brasil. árvore de copa baixa. utilizadas na indústria de tintas e vernizes. alguns ocorrem em quantidade surpreendente. nesse estado. ceras domésticas. em Minas Gerais. também tem sementes oleaginosas.tronco. A borracha também pode ser obtida de outras espécies. No Brasil. denominada "árvore da providência". pilhas. mas outros são escassos. sabonete e batom. produtos químicos. depois de extraído o óleo. As principais áreas de ocorrência de minério de ferro no Brasil são: • Quadrilátero Central ou Ferrífero. acetato para discos. 21% das reservas em Catalão (GO) e outros 12% em São Gabriel da Cachoeira (AM) 12 . a maniçoba e o mucujê. frutos e sementes. CLASSIFICAÇÃO DAS RESERVAS MINERAIS SUFICIENTE DEFICIENTE CARENTE alumínio chumbo enxofre calcário cobre iodo diamante estanho mercúrio ferro ouro nitrato manganês Petróleo* platina urânio prata potássio Entre os principais minérios e minerais extraídos no país. no Pará. Ocorre em quase todo o Brasil. Ferro é o mais importante recurso mineral explorado no Brasil.  o manganês. sendo o Rio Grande do Norte responsável por mais de dois terços da produção nacional. produz um ouriço cujas sementes são utilizadas na indústria de óleos comestíveis e produtos cosméticos. As jazidas estão presentes em 3 cidades brasileiras: 61% proveniente de Araxá (MG). Nióbio: O Brasil detém 98% das reservas mundiais exploráveis de nióbio no mundo.OS RECURSOS ENERGÉTICOS Entre os principais recursos energéticos utilizados pelo homem. Seu bagaço é utilizado como biomassa ou como adubo orgânico. o mais explorado e exportado é a hematita. como o caucho. raízes. Os principais produtos obtidos pelo extrativismo vegetal no Brasil são látex. Os minerais de ferro surgem em terrenos proterozóicos. no pantanal Matogrossense. folhas. Sal é explorado sobretudo no Nordeste. embora seja uma atividade bastante pobre e de pequena participação na economia nacional. e mais de 90% do total do minério presente no planeta Terra. A resina desse último é utilizada na fabricação de chicletes. O destaque na produção de cera fica com a carnaúba. Veja o quadro a seguir. lâmpadas incandescentes.A MINERAÇÃO NO BRASIL Num país de dimensões continentais como o Brasil.

458 11 Kuwait (OPEP) 2. atendendo a indústrias localizadas no Recôncavo Baiano. principal área produtora do país. com as descobertas de óleo e gás na Bahia. produção de carvão-coque. suficientes para suprir o consumo atual por 20 anos.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros vivos em eras geológicas passadas. dominante no Brasil. o monopólio nas seguintes atividades:  e pesquisa e lavra das jazidas de petróleo e outros hidrocarbonetos.2 . provocando neles reações químicas que resultaram em gás natural e petróleo. A maior parte está localizada no offshore.  bacia do Recôncavo Baiano. A exploração de petróleo no Brasil é realizada nas bacias sedimentares. duas refinarias de petróleo foram inauguradas: a Matarazzo.O GÁS NATURAL NO BRASIL A utilização do Gás Natural no Brasil começou modestamente por volta de 1940. 12. fertilizantes. Os mais importantes combustíveis fósseis são o petróleo e o carvão mineral.000 m. Grande parte das reservas está localizada em lâmina d'água superior a 1. A Petrobrás deteve. e a Ipiranga. entre Sergipe e Alagoas. sua importância declinou graças ao crescimento da produção e das possibilidades econômicas do petróleo. PROF. de aproximadamente 313 bilhões de m3.6 bilhões de m3. na localidade de Lobato. no Rio Grande do Sul. utilizado em ferrovias e termelétricas. fluidos e gases raros em território nacional.  bacia do Nordeste.521 2 Rússia 10.2 milhões de km2 na parte terrestre e quase 1 milhão de km2 na plataforma continental.O PETRÓLEO NO BRASIL Em 1932.O CARVÃO MINERAL O carvão mineral é um combustível fóssil cuja origem está relacionada ao soterramento de antigas florestas. Em 1936. durante 42 anos. as bacias do Recôncavo. fibras de náilon e outros produtos indispensáveis à economia moderna. As reservas de Gás Natural brasileiras são. (Petrobrás).450 12 Iraque (OPEP) 2. Por fim. destacam-se:  bacia de Campos. através de derivados como o óleo diesel.719 10 Nigéria (OPEP) 2.2010 1 Arábia Saudita (OPEP) 10. bem como matéria-prima indispensável à indústria. isto é. JUANIL BARROS 14 ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . não atendendo sequer ao consumo interno.988 12.483 7 México 2.  transporte marítimo de cabotagem. e transporte terrestre por oleodutos de petróleo e derivados. No século XX. Com o passar dos anos essa continua superposição de camadas na crosta terrestre fez aumentar a pressão e o calor sobre os depósitos orgânicos.A. durante o governo de Getúlio Vargas. em São Caetano do Sul (São Paulo). além de ser utilizado em larga escala como fonte de energia.408 13 Venezuela (OPEP) 2. destacam-se: • país não dispõe de grandes reservas. VALOR DA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO/DIA . foi instalada em Uruguaiana. Depois de alguns anos.1 . Santa Catarina é responsável por mais de dois terços da produção nacional. uma vez que possui as únicas reservas conhecidas aproveitáveis na siderurgia. que totalizam 3. No entanto. determinando um preço mais elevado que o do carvão importado. na plataforma continental. foi criado o Conselho Nacional do Petróleo (CNP). o destaque fica com o carvão vapor. sendo encontrado em regiões sedimentares. O carvão mineral foi a principal fonte energética do planeta até fins do século XIX. plastificantes. onde se concentram 252. pois. onde se destacam os centros de Criciúma e Siderópolis.375 14 Noruega 2. Reservas Brasileiras de Gás Natural. foi assinada a Lei n. As principais áreas produtoras no país localizam-se nos terrenos permo-carboníferos da região Sul. em 1 953. comprovadamente. Em 1939. Sergipe e Alagoas. • as técnicas de extração e o sistema de escoamento são precários. a Destilaria Sul-rio-grandense. nos poros das rochas armazenadoras como o arenito.273 5 Irã (OPEP) 4. borracha sintética. Entre as causas da pequena produção nacional de carvão. No Rio Grande do Sul.134 15 Angola (OPEP) 1. O petróleo é o produto mineral mais importante do século XX. As principais jazidas são encontradas no vale do rio Jacuí. o querosene. Suas principais áreas carboníferas situam-se na bacia do rio Tubarão.983 8 Emirados Árabes Unidos (OPEP) 2. costeiro. uma vez que é produto básico na fabricação do aço. • carvão nacional é de baixa qualidade. que visava regular e controlar as atividades ligadas a esse recurso. ou seja.º 2004 criando a Petróleo Brasileiro S. no Recôncavo Baiano.8%) distribuídas nas demais unidades operativas da Petrobras (Santos. Sergipe e Alagoas eram destinadas quase em sua totalidade para a fabricação de insumos industriais e combustíveis para a refinaria Landulfo Alves e o Polo Petroquímico de Camaçari. Entre as principais bacias produtoras. No Brasil. a gasolina e o gás liquefeito. particularmente nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mais de 50% de nossas reservas estão localizadas na Bacia de Campos e o restante (49. também possibilita a fabricação de solventes. 12.  refino do petróleo nacional e estrangeiro. finalmente jorrou petróleo em condições comerciais pela primeira vez no país. O petróleo é fluido. em Rio Grande (Rio Grande do Sul). o carvão continua sendo uma das mais importantes fontes energéticas. onde se destacam ainda trechos do litoral da Bahia.688 4 República Popular da China 4.146 3 Estados Unidos 9.3 .  importação e exportação de petróleo e derivados. Solimões e Amazonas).813 9 Brasil 2. que produz cerca de 15 % do petróleo brasileiro. importante área produtora de petróleo no continente. a produção é pequena. Em 1938.252 6 Canadá 3.

com o objetivo de que o gás natural chegue a 15% de todo o consumo energético brasileiro. O gado é criado em estábulos. o restante representa petróleo importado para complementar o consumo brasileiro de derivados. a Petrobras também possui duas outras na Bolívia. O Gasoduto Bolívia-Brasil. O então presidente Fernando Henrique Cardoso teve grande empenho para a realização do projeto e inaugurou as primeiras etapas. JUANIL BARROS 15 ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . iniciando sua operação em 1999.150 quilômetros de extensão. pois a pecuária é realizada com o gado solto no pasto sem grandes cuidados com sua saúde e higiene. pois é considerado de alta qualidade. Pode ser realizado em pequenas propriedades.69 milhão de barris por dia. a Petrobras tem capacidade para produzir cerca de 1 milhão 800 mil barris de derivados por dia. é uma via de transporte de gás natural entre a Bolívia e o Brasil com 3. José dos Campos Fábrica de Asfalto de Fortaleza Fortaleza UF BA SP RJ MG RS SP AM SP PR SP CE 13 . que é de cerca de 1. somados à exploração das novas reservas descobertas pela Petrobrás. porém requer pequena quantidade de mão-de-obra. porém exigindo PROF.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros Incentivos tributários concedidos na maioria dos Estados e a perspectiva do barateamento no custo do insumo. Tem como principais objetivos a produção de alimentos e de matérias-primas. ou seja. localizadas em Laranjeiras. O sistema extensivo. saúde e higiene. Mas esteve plenamente operativo somente em 2010. com a renegociação do gás importado da Bolívia. SIGLA RLAM RPBC REDUC REGAP REFAP REPLAN REMAN RECAP REPAR REVAP ASFOR REFINARIAS DA PETROBRAS NOME CIDADE Refinaria Landulpho Alves Mataripe. sendo característico de regiões subdesenvolvidas. recebendo cuidados com alimentação. funcionamento e comércio do gás é regido pelo acordo Tratado de La Paz redigido em 1996. atendendo à demanda interna e gerando excedentes que são exportados. além da criação de animais de tração e transporte. a Argentina e a Venezuela. E começou a ser construído em 1997. Tudo isso é o motor propulsor para o aumento cada vez maior do número de conversões de veículos. Bahia. sendo 2.593 em território brasileiro (trecho administrado pela TBG) e 557 em território boliviano (trecho administrado pela GTB). adquiridas em 1999: o Refinarias Guilhermo Elder Bell o Gualberto Villarroel As unidades industriais da Petrobras se completam com duas fábricas de fertilizantes nitrogenados: o FAFEN. A construção. no Rio Grande do Sul o Refinaria de Manguinhos. E um sistema que exige espaço. GASODUTO BRASIL-BOLÍVIA Entre os principais fornecedores de petróleo ao Brasil estão a Nigéria. a Arábia Saudita. Refinaria Presidente Bernardes Cubatão Refinaria Duque de Caxias Campos Elíseos Refinaria Gabriel Passos Betim Refinaria Alberto Pasqualini Canoas Refinaria de Paulínia Paulinia Refinaria de Manaus Manaus Refinaria de Capuava Capuava Refinaria Presidente Getúlio Vargas Araucária Refinaria Henrique Lage São. também conhecido como Gasbol. portanto.A PECUÁRIA Pecuária é a atividade relacionada à criação de gado. a criação é considerada de pior qualidade. A participação do petróleo produzido no Brasil na carga das refinarias é de cerca de 70%. no Rio de Janeiro Em suas instalações de refino. Operam ainda no Brasil duas refinarias que pertencem a grupos privados: o Refinarias Ipiranga. Sergipe.  sistema extensivo: No sistema de pecuária extensiva. OS SISTEMAS DE CRIAÇÃO Definem-se dois grandes sistemas de criação: o extensivo o intensivo Lembrando que existem alguns outros intermediários que misturam características dos dois primeiros. são os responsáveis pelo incremento do uso do Gás Natural em todo o Brasil. é de baixa produtividade. à criação de determinados rebanhos com fins econômicos.  sistema intensivo: O sistema de pecuária intensiva possui características opostas. e em Camaçari. REFINÁRIAS DA PETROBRÁS Além das refinarias brasileiras.

árabe e persa. além de produzir carne. JUANIL BARROS 16 CURSO PEDRO GOMES . com 343. A região Sudeste apresentou o terceiro maior rebanho.5 milhões de cabeças no Brasil (13% do total mundial). Por serem PROF.  Toledo (PR)  Concórdia (SC). Os maiores rebanhos do Brasil estão nos Estados de:  Mato Grosso(13.Pernambuco  3º lugar . totalizando 9. correspondendo a ESA 2013 apenas 1. Tal fato deve-se ser atribuído a instalação de grandes frigoríficos nesses locais. de raças diferentes. Seu aproveitamento econômico é muito grande.3% das cabeças. temos criação para sela e montaria.  Rio Verde (GO). 9% do efetivo mundial.1%  Rio Grande do Sul. com aproximadamente 1 70 milhões de cabeças.2%)  Goiás(10. Os principais rebanhos encontram-se nos Estados:  1º lugar .  cruzamento: baseia-se no acasalamento de animais da mesma espécie. com 2. A origem desse rebanho está no cruzamento de duas outras espécies. A região Nordeste detém o maior número de cabeças caprinas.31 milhões de cabeças (2. O produto desse cruzamento é o animal híbrido. caracterizando-se.45 milhões de cabeças. representando cerca de 10% de todo o gado bovino do globo.3%  Rio Grande do Sul.4%)  no Nordeste (24. portanto.3%).97 milhões de cabeças.1%) Os maiores rebanhos bovinos por municípios são:  São Félix do Xingu (Pará)  Corumbá (MS)  Ribas do Rio Pardo (MS). totalizando 8.alcança 974. com destaque para a raça Shire (inglesa) que atinge um grande porte. o sêmen é extraído de reprodutores selecionados e é imediatamente congelado e armazenado.é de aproximadamente 17. Equinos: Os equinos foram introduzidos no Brasil no início da colonização. 4. A história da pecuária bovina no Brasil data dos primórdios do século XVI. Os Estados de maiores rebanhos são:  Santa Catarina ostenta 20. com 8. A região Nordeste detém o maior número de cabeças ovinas. A região Sul apresentou o segundo maior rebanho.5% do total mundial. Os municípios de maiores rebanhos são:  Uberlândia (MG).  A Bahia manteve o segundo lugar no ranking.4%  Paraná.  2º lugar. ou como os nacionais manga-larga e campolina.  Inseminação: técnica de reprodução sem que se realize o acasalamento. Ovinos: O rebanho brasileiro de ovinos .8%)  Minas Gerais(11. no menor tempo e pelo menor custo a fim de se obter o maior lucro possível. é um dos cinco maiores do mundo. também se aproveita a pele.12 milhões de cabeça.3 milhões de cabeças.  hidratação: processo que cruza elementos de espécies diferentes. A pecuária suína destina-se basicamente à produção de carne e de banha. leite e carne. com 13. ou seja. A PECUÁRIA NO BRASIL A pecuária no Brasil é realizada fundamentalmente de forma extensiva.325 cabeças.ovelhas e carneiros . 1.88 milhões de cabeças. totalizando 48. tanto em pessoal qualificado quanto em equipamentos. representando 14. Os Estados de maiores rebanhos são:  o Rio Grande do Sul se manteve na liderança e totalizou 3. Suínos: O rebanho brasileiro. quase sempre estéril. com um efetivo de 3.26 milhões de cabeças. como os estrangeiros quarto de milha. superior a 35 milhões de cabeças. com a introdução das primeiras cabeças na capitania de São Vicente. Muares As maiores concentração encontram-se:  no Sudeste (24.09 milhões de cabeças Caprinos O rebanho brasileiro de caprinos é pouco superior a 9. representando 5% do total mundial. A região Centro-Oeste apresentou o terceiro maior rebanho. com 10. Assim. o asinino macho (jegue) com o equino fêmea (égua). 233.85 milhões de cabeças. pois. Os Estados que lideram o ranking são:  Minas Gerais era o estado líder com 14. é um dos maiores do mundo.6%. O rebanho de muares burros e mulas . Totalizam atualmente 5. Do total nacional. e criação para tração. tendo como objetivo acentuar suas qualidades no rebanho.9%. leite e derivados.Bahia.Piauí. porém puros.  seleção: técnica de cruzamento que escolhe as melhores cabeças da mesma raça. A região Sul apresentou o segundo maior rebanho. por um pequeno nível de investimento de capital e tecnologia. A criação de cavalos no Brasil apresenta diversos objetivos.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros grande investimento.6%.  Bahia.2%)  Mato Grosso do Sul(10.407 cabeças. O IBGE mostra ainda que o maior efetivo de suínos encontrava-se no Sul do país. Utiliza os seguintes recursos:  aclimatação: técnica que visa adaptar um animal oriundo de área climática diferente.5% do total mundial).  A terceira posição foi ocupada pelo Ceará.5 milhões de animais. A ZOOTECNIA Zootecnia é a ciência que tem como objetivo estudar técnicas de pecuária para criar o melhor animal. O aproveitamento econômico desse rebanho está na produção de lã. Bovinos: O rebanho bovino brasileiro.

cujo uso não implica sua extinção. da ordem de 1. Asininos: O rebanho brasileiro de asininos .CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros animais híbridos.  Navegação fluvial: A navegação fluvial tem cumprido um importante papel o caminho natural de penetração. Como exemplo. sua manutenção. menor o custo de produção e maior o lucro da indústria. os navios mais modernos são movidos a energia nuclear. No início utilizavam-se o remo – força humana . a implantação industrial tem maiores chances de se viabilizar junto aos grandes centros urbanos. As indústrias de bens de consumo costumam ser divididas em dois subgrupos:  bens duráveis: produzem bens de consumo que não são perecíveis.A INDÚSTRIA TIPOS DE INDÚSTRIA A indústria é uma atividade transformadora. transforma a matéria-prima em bens destinados ao consumo.  energia: todo e qualquer processo industrial só se faz com grande disponibilidade energética. grandes distâncias entre as áreas de matérias-primas e as áreas industriais e enorme capacidade hidrelétrica. dois são aquáticos (navegação fluvial e marítima) e um é aéreo.asnos. jumentos.  matéria-prima: o elemento mais importante no processo industrial é a matéria-prima a ser transformada. ou seja. JUANIL BARROS 17 . tem seu couro industrializado e.2%. de onde derivam a gasolina e o diesel.  Ferrovias: entre as principais vantagens do transporte ferroviário estão a capacidade de carga. jegues ou jericos -. Entre as principais qualidades desse rebanho.  mão-de-obra: a transformação industrial tem como principal finalidade a obtenção de lucro. E também grande produtor de leite. com topografia dominantemente plana. que pode compensar a insuficiência em petróleo. Como exemplos. Assim como os muares. hoje. quanto mais próxima a indústria estiver do seu mercado. é ainda utilizado como animal de tração. está sua grande capacidade de sobreviver em condições ambientais hostis. destacam-se o alto custo de implantação e o trajeto limitado. tem gerado progressos no transporte aéreo mundialmente. com 12. A principal utilidade dos muares está no transporte de carga e. em conjunto. com até 10 litros diários. 15 – TRANSPORTES OS TIPOS DE TRANSPORTE Cinco grandes tipos de transporte são utilizados comercialmente em grande escala: dois são terrestres (ferroviário e rodoviário). OS TRANSPORTES NO BRASIL Brasil é um país de dimensões continentais. tanto o burro quanto a mula são estéreis. nos Estados:  Bahia. não se reproduzem. justificariam como opção preferencial de transporte a ferrovia. em segundo plano. compra de máquinas e matérias-primas.8%  Piauí. Utilizam matérias-primas produzidas na natureza ou bens provenientes das indústrias de base. utilizando-se de mão-de-obra. O aproveitamento do búfalo é muito diversificado. INDÚSTRIAS DE BENS DE CONSUMO Classificam-se nesse grupo as indústrias que têm como objetivo atender às necessidades do grande mercado. A indústria de transformação pode ser dividida em dois grandes grupos: o de bens de produção e o de bens de consumo. Como exemplos. então. A evolução tecnológica. A maior parte deste rebanho está concentrada no Nordeste do país. Todas essas características. bem como a dos veículos que nelas circulam.  Transporte aéreo: O desenvolvimento do transporte aéreo é ainda recente. portanto. combustíveis. a de vestuário e a farmacêutica.  bens nâo-duráveis: produzem bens de consumo perecíveis.1%  Ceará com 19. é de custo elevado (reparos. Um dos elementos básicos para se atingir tal objetivo é a existência de um excedente de mão-de-obra que permita ao empresariado adotar uma política salarial fundamentada em baixa remuneração. onde a mão-deobra é mais numerosa e mais bem qualificada.e o vento.possui a força de dois bois juntos. etc.5 milhão de cabeças. máquinas e energia. menor o custo do transporte e. equipamentos. A indústria depende. depois o carvão e o petróleo e. apenas 1% do total mundial. insumos e matérias-primas beneficiadas. As indústrias de bens de produção também são denominadas indústrias de base por fornecer o alicerce do desenvolvimento industrial e indústrias pesadas pelo seu porte e por trabalhar com grandes quantidades de matérias-primas.  Navegação marítima: A navegação marítima vem evoluindo junto com a humanidade. de vários fatores:  capital: toda implantação industrial exige um grande investimento anterior. No entanto. temos a indústria alimentícia. Quanto mais próxima ela estiver. temos as siderúrgicas. e não a rodovia. os asininos são importantes para montaria ou transporte de carga. a mineração. Por outro lado. onde as adversidades do relevo ou o desinteresse econômico tenham impedido a implantação de rodovias e ferrovias. INDÚSTRIAS DE BENS DE PRODUÇÃO Fazem parte desse importante grupo as indústrias que transformam matérias-primas brutas (oriundas da natureza) ou que visam abastecer as outras indústrias com máquinas. a realidade é outra. Entre os problemas. menor o custo do transporte e maior a sua margem de lucro. pois o animal é um grande fornecedor de carne. construção do edifício. corresponde a 4% do total mundial. dos produtos para o mercado e dos trabalhadores para as fábricas. com aquisição de terreno. na montaria.). ou seja.5 milhão de cabeças. com 26. 14 . já que cerca de 50% do seu peso (que chega a 900 kg) pode ser utilizado para esse fim. ESA 2013 OS FATORES DA LOCALIZAÇÃO INDUSTRIAL A implantação e o desenvolvimento industrial estão relacionados a uma série de influências que podem favorecer ou acelerar o desenvolvimento de uma região.  meios de transporte: a presença desse item em condições satisfatórias vai favorecer o deslocamento das matériasprimas para a indústria.  mercado consumidor: a exemplo da matéria-prima. temos a indústria automobilística e a de eletrodomésticos. Assim. pela sua grande capacidade de deslocamento de carga .  Rodovias: as principais vantagens das rodovias são a versatilidade e a facilidade de ligação origem-destino. Bufalinos: O efetivo de búfalos criados no Brasil é de aproximadamente 1. CURSO PEDRO GOMES PROF. a química e a petroquímica. aumentando a velocidade e a segurança dos voos. baixo consumo de energia e a segurança no tráfego.

ou às fronteiras internacionais. Vitória-Minas. nordeste-sudoeste. carvão mineral. cloreto de potássio.Rio de Janeiro. tais como: o Estrada de Ferro Central do Brasil.F. AS FERROVIAS A extensão ferroviária total no Brasil é de 29 833 km. a E.F. Do norte até Brasília vai de 201 a 250.  Malha Nordeste  Malha Teresa Cristina. (RFFSA): controla 74% de toda a extensão de vias férreas do país. o governo dividiu toda a rede em seis partes:  Malha Oeste. minério de ferro. o Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. ferro gusa.F BrasilBolívia até Santa Cruz de La Sierra. BR-040 Rodovia Brasília. e a E. soja.  rodovias longitudinais: seguem no sentido norte-sul. açúcar.A. CSN. ou seja. 4 899 km.Rodovia Manaus-Porto Velho. USIMINAS.  Malha Centro Oeste. que alcança o Triângulo Mineiro. Sorocabana (1875) e a Companhia Mogiana (1871). milho. produtos siderúrgicos.207 248 164 Cimento. dos quais somente 136 647 km. ou uma rodovia a alguma localidade próxima. O número aumenta no sentido horário de acordo com o ângulo formado com o norte.F. as ímpares. soja e farelo. Dom Pedro 1. PR FTC  Transnordestina Logística S/A Ferroeste FTC – Ferrovia Tereza Cristina S/A 4. variando de 201 a 300.2% do total. calcário siderúrgico. ou.F.F. englobando a E.Rodovia Cuiabá-Porto Velho. produtos siderúrgicos e celulose Minério de ferro. açúcar. adubo. calcário e coque Soja e farelo. 22 067 km. Ferrovias isoladas: correspondem aos 2 867 km restantes. Exemplos: BR-101 Rodovia Litorânea. englobando vários ramais. e de Brasília até o sul vai de 251 a 300. Sobre ela dizia-se que era o elo de ligação entre o "nada" e o "coisa alguma". Carajás. derivados de petróleo e álcool Soja e farelo.A. fosfato.066 420 1.304 1.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros AS RODOVIAS  a 400 e a numeração aumenta para o sul. que não possam ser classificadas em nenhum dos outros tipos.674 7. óleo vegetal. no interior boliviano. adubo e combustível CSN Gov. Variam de 301 Controladora CVRD O símbolo do rodoviarismo brasileiro foi a construção da rodovia Transamazônica (BR 230). distribuídos da seguinte forma:  Rede Ferroviária Federal S. o Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. como a E. cimento e soja Soja e farelo. contêiner e trigo Carvão mineral A Rede Ferroviária Federal (RFFSA) está passando por um processo de privatização. As de números pares são as de direção noroeste-sudeste e. criada em 1855 como E. A numeração aumenta de leste para oeste e varia de 10 l a 200. Malha Sul.5% das vias férreas. GERDAU MRS – MRS Logística S/A ALL – América Latina Logística Malha Sul S/A ALL – América Latina Logística Malha Paulista S/A ALL ALL – América Latina Logística Malha Oeste S/A ALL – América Latina Logística Malha Norte S/A Km 905 892 8. Sua numeração de 401 a 499. ferro gusa. ou seja.  Malha Sudeste. calcário e derivados de petróleo e álcool Minério de ferro. Exemplos: BR 319 . A fim de facilitar a venda. Rodovia de ligação: é a denominação recebida pelas rodovias federais brasileiras que unem duas rodovias federais entre si. inaugurada em 1 974 com apenas alguns trechos construídos e logo a seguir abandonada. ou 8.  rodovias transversais: seguem no sentido leste-oeste. açúcar. englobando inúmeras estradas de ferro. milho e cimento Açúcar. tem apenas 139 km de extensão. A numeração aumenta de norte para sul. BR 230 Rodovia Transamazônica.  rodovias diagonais: cortam as anteriores em diagonal (nordeste-sudoeste ou noroeste-sudeste). do Amapá. JUANIL BARROS 18 . cobre e combustíveis derivados do petróleo e da soja Soja e farelo. milho. manganês.989 1.945 500 Produtos Minério de ferro. pertencente à Companhia Vale do Rio Doce. (FEPASA): controla 1 6. derivados de petróleo e álcool. fosfato e cloreto de potássio Minério de ferro.  Ferrovias Paulistas S. BR 364 . areia. ainda. vai de Bauru (São Paulo) até Corumbá (Mato Grosso do Sul) e daí segue com o nome de E. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. Exemplos: BR-010 Rodovia Bernardo Sayon (Belém-Brasília). manganês. é a segunda do país em volume de carga transportada. BR-116 Rodovia Fortaleza-Jaguarão. de 1905. carvão mineral. Exemplos: BR-210 Rodovia Perimetral Norte. criada em 1868. As rodovias sob controle direto do governo federal dividem-se em quatro grupos ( todos indicados pelo prefixo BR):  rodovias radiais: partem de Brasília e têm sua numeração variando de 001 a 100. alumínio. milho e fertilizantes Soja e farelo. são totalmente pavimentados. a primeira do país em volume de carga e que também pertence à Companhia Vale do Rio Doce. O Brasil possui uma extensão rodoviária total de 1 663 987 km. que escoa o minério de manganês da serra do Navio. derivados de petróleo. PRINCIPAIS FERROVIAS DE CARGA DO BRASIL – 2008 Ferrovia EFVM – Estrada de Ferro Vitória à Minas EFC – Estrada de Ferro Carajás FCA – Ferrovia Centro-Atlântica S/A FNS – Ferrovia Norte-Sul CVRD.

799 6° Paquistão 180.  predomínio da população urbana em todas as grandes regiões. PAÍSES MAIS POVOADOS DO MUNDO Nº PAÍS POPULAÇÃO 1° Mônaco 16. amarela e mestiça. No Censo de 1970 já se constatou o predomínio numérico da população urbana. com:  84% de população urbana e 16% de população rural. o branco + negro = mulato o branco + índio = caboclo ou mameluco o negro + índio = cafuzo.2010 1° China 1. O calculo da população absoluta é feito através de censos (ou recenseamentos) demográficos E de estimativas ou projeções populacionais.964. regional.096 7° Bangladesh 162.POPULAÇÃO RURAL E POPULAÇÃO URBANA Essa forma de distribuição da população é o melhor indicador do grau da intensidade de ocupação e de povoamento do espaço geográfico. politicamente.  jovem. quanto a idade. sociais etc.389 Habitantes/Km² 3° Vaticano 2. estadual e nacional.620 Habitantes/Km² 2° Singapura 6.750. quanto ao sexo. POPULAÇÃO ABSOLUTA  População absoluta é o número total de habitantes de um espaço geográfico ou territorial. apresentam também grande concentração de mulatos em sua população. Segundo os dois últimos recenseamentos. A mistura racial entre os elementos formadores do povo brasileiro resultou em três tipos: mulato. a distribuição rural-urbana da população brasileira se apresentava.220.892 9° Rússia: 140.808.345. encontramos os cafuzos.873. caboclo e cafuzo. dando origem aos inúmeros tipos de mestiços que atualmente compõem a população brasileira. O contato entre esses grupos começou a ocorrer nos primeiros anos da colonização. Para se obter esse numero dividimos o valor da população absoluta pelo valor da área do espaço geográfico ou territorial ocupado por essa população. quanto ao espaço territorial ocupado. Em consequência do surto urbano-industrial que ocorreu em nosso país.ESTRUTURA ÉTNICA DA POPULAÇÃO. masculina e feminina.003. também chamada de efetivo demográfico ou efetivo humano pode ser: local. PAÍSES MAIS POPULOSOS DO MUNDO. respectivamente. em 2010. As regiões do Nordeste e Sudeste. adulta e velha (ou senil).225 POPULAÇÃO RELATIVA ou DENSIDADE DEMOGRÁFICA A densidade demográfica ou população relativa é o número de habitantes por quilometro quadrado n. no campo e na cidade.. A população amarela está representada pelos imigrantes asiáticos (japoneses em especial) e indígenas. nestas últimas décadas. especialmente no Sudeste e Centro Oeste. o negro e o índio.272 3º Estados Unidos 314. As regiões Norte e Centro-Oeste abrigam os poucos indígenas que restaram no Brasil. na sua estrutura. a população absoluta. quanto a extensão do espaço geográfico.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros 16 .780 4° Indonésia 229. aproximandoESA 2013 se dos indígenas (nativos) e trouxeram os escravos negros (africanos). Dependendo do conjunto ou segmento a que se refere a população pode ser:  absoluta e relativa. quanto a extensão do espaço territorial da unidade pública. A miscigenação ocorreu de forma relativamente rápida já nesse período. a distribuição é a seguinte: GRUPOS ÉTNICOS NA POPULAÇÃO TOTAL As regiões Sul e Sudeste são as que apresentam as maiores proporções de brancos no conjunto de suas populações. Em função da dimensão ou extensão do espaço geográfico ou territorial. Esse processo vem ocorrendo desde o início de nossa história. Três grupos étnicos básicos deram origem a população brasileira: o branco. quando os brancos (portugueses) aqui se instalaram. resultantes da intensa mistura de raças./Km2 . JUANIL BARROS 19 . 154. a população rural foi mais numerosa e predominou até 1960. devido a forte presença dos negros.198.093 Habitantes/Km² 4° Malta 1261 Habitantes/Km² 5° Maldivas 1163 Habitantes/ Km² 17 . quanto a distribuição geográfica.156. No Brasil.º hab. As regiões Nordeste e Sudeste são as que apresentaram a maior concentração de negros. sejam eles maiorias ou minorias.  local.647 11° Japão 127. quanto as diferentes tipologias étnicas das pessoas. municipal. economicamente ativa e não economicamente ativa quanto a sua distribuição e participação nas atividades econômicas de produção e de trabalho. negra. por serem arcas onde a mão-deobra escrava era muito utilizada.762 8º Nigéria.755.Oeste e no Nordeste particularmente no Maranhão. Nas regiões interioranas do pais encontramos os caboclos (mestiços de brancos e índios) e nas regiões da Amazônia.658.723 5º Brasil 190. Um dos traços mais característicos da estrutura étnica da população brasileira é a enorme variedade de tipos. regional. com 56% do total nacional. caboré ou curiboca 18 . continental e global. municipal. Centro.  dos vários segmentos culturais.  rural e urbana.  branca.728. estadual e nacional. continental e global. embora eles possam ser encontrados em números extremamente reduzidos em todas as outras regiões brasileira.973 2° Índia 1. CURSO PEDRO GOMES PROF. religiosos.A POPULAÇÃO BRASILEIRA Já sabemos que a população humana é o número ou a quantidade de pessoas que habitam um determinado espaço geográfico.

a partir de 1940 e até 1980. principalmente. Ao longo desses três séculos. apesar das quedas acentuadas nas taxas de mortalidade mas. que eram os colonizadores. de apenas 1. respectivamente. 19 . fundando o núcleo colonial que deu origem a cidade de Nova Friburgo. pois não existia essa condição ou qualificação. não se pode falar em imigrantes nesse período. ainda que por pouco tempo. que em 1. muitos aqui chegaram e se estabeleceram. os: • Suíços-alemães. em correntes migratórias. quando o Brasil foi elevado à condição de Vice Reino e se tornou a sede da monarquia portuguesa. também. Dentre os povos que aqui se estabeleceram destacaram-se.888) que lhe deu. inicialmente na região serrana do Rio Grande do Sul fundando as cidades de Caxias do Sul e Bento Gonçalves e dedicaram-se á vinicultura e. JUANIL BARROS 20 • ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . nos países hoje desenvolvidos e ricos. posteriormente. especialmente os: • portugueses. no qual o Brasil esteve sob o domínio de Portugal. os cristãos novos (judeus portugueses). com a chegada da Família Real. fundando a cidade de São Leopoldo e. e D. se estabeleceram no espaço territorial do que é o atual estado do Rio de janeiro e fundaram o núcleo colonial que deu origem à cidade de Nova Friburgo. nos vales dos rios Caí e dos Sinos. era proibida a entrada de "estrangeiros" no nosso espaço territorial.93% em 1991. marinheiros desertores e náufragos. Declinaram nas últimas décadas do século XX. que a partir de 1824 se instalaram no Rio Grande do Sul. nesse período (1872. muito anteriormente. ocupando-se da policultura de produtos alimentares em pequenas propriedades e de atividades industriais têxteis.850 e 1.A IMIGRAÇÃO NO BRASIL Em todo o período colonial. de 1. novamente porque as reduções nas taxas de natalidade não foram tão acentuadas quanto nas de mortalidade. superiores a 2% ao ano. no litoral e no Vale do Itajaí. Mesmo assim. agora sim. pois as reduções foram bem acentuadas nas taxas de mortalidade e quase que imperceptíveis nas de natalidade.870.887 a 1. • “branquear” ou “clarear” a pele da população brasileira que naquele tempo era majoritariamente negra.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros      Foram relativamente moderados.914. A imigração no Brasil começou muitas décadas antes das leis abolicionistas. à imigração naquela época para: • ocupar e povoar a região Sul do país garantindo o domínio sobre esse espaço territorial que já era alvo da cobiça de castelhanos. abaixo de 2% ao ano. com a Lei Áurea (1. vergonhosamente foram negociados. devido a queda mais acentuada nas taxas de natalidade e de fecundidade. progressivamente. O crescimento do mercado de trabalho rural causado pela expansão da nossa lavoura cafeeira. Recorreu-se então. e vão baixar ainda mais. fundando as cidades de Blumenau e Joinville. aventureiros de várias nacionalidades. Os primeiros imigrantes brasileiros foram os suíços alemães que aqui chegaram em 1.871 se instalaram. Mas foi a abolição da escravatura propriamente dita. que a partir de 1.1940). entre 1. Já são inferiores a 2% ao ano. • Alemães. nas últimas décadas do século XIX. João VI promulgou a lei autorizando a posse de terras por estrangeiros. com quase 3% ao ano nas décadas de 50 e 60. o grande impulso tornando-a numericamente significativa no crescimento da nossa população. Durante mais de 160 anos recebemos imigrantes de diversas origens. de cerâmica e de couros. em Santa Catarina. • franceses e holandeses como invasores. Foram elevados. determinou a necessidade de se recorrer à mão-de-obra do imigrante em substituição à mão-de-obra dos escravos.818 se instalaram na região serrana do Rio de Janeiro. não eram imigrantes. no interior de São PROF. • negros de origem africana que. quando as taxas de natalidade e de mortalidade eram elevadas. • Italianos.818. Por essa razão. é que a imigração no pais foi incentivada e praticada oficialmente. Se elevaram. em missões oficiais e nas condições de bandidos (degredados) expulsos de Portugal e. traficados e trazidos para o nosso país na condição de escravos. entre 1872 e 1940. de fato. que foi pouco superior a 300 anos. Somente em 1808. acima de 40 % e 20 %. as muitas dezenas de milhares de pessoas que aqui chegaram e permaneceram. o que significa que estamos na segunda parte da transição demográfica que já aconteceu.

875 e 1. sendo 1. desde a ultima década essa situação tem se modificado. entre 1. mais recentemente nas indústrias e no setor de prestação de serviços nas cidades. especialmente nos estados de São Paulo.890. em números significativos. De 1. eles se dedicaram ao comércio de miudezas. Os árabes. A emigração. ao longo desses tempos de imigração mas sem caracterizarem. • Eslavos de origem russa. propriamente. A distribuição dos brasileiros pelos diversos países do mundo mostra uma tendência de concentração em apenas alguns deles. inicialmente. Vieram muitos outros imigrantes. seja pelo inusitado. e de juta. que se dedicam ao comércio.A EMIGRAÇÃO NO BRASIL O Brasil foi historicamente um país de imigração. A emigração de brasileiros é hoje um fenômeno muito marcante.7 milhão na emigração legal e mais 1. roupas e tecidos. na região da Amazônia. estima-se que o Brasil tenha perdido cerca de 3 milhões de habitantes. seja pelas dimensões que tomou. dedicando-se às plantações de batata e as atividades da indústria madeireira. a partir de 1. como migrantes. Mais recentemente vieram. nunca foi significativa em termos numéricos. onde dedicaram-se ao trabalho nas lavouras de café. Rio de Janeiro e Minas Gerais. na região do Centro-Sul do país. No entanto. Esses imigrantes se estabeleceram. Instalaram-se. onde se dedicaram ao comércio da borracha. no vale médio do rio Amazonas.2 milhão de saídas clandestinas. Observe o quadro: País de destino . nas granjas e cooperativas. na região de Tomé-Açu. chegaram ao Brasil. inicialmente nas proximidades de Curitiba e de Ponta Grossa e. no vale do rio Ivai. polonesa. um período de maior fluxo. ocupando-se de diversas atividades na agricultura. especialmente os espanhóis e os portugueses. 20 .890 se instalaram no Paraná. na maioria. ucraniana e iugoslava que entre 1. especialmente os sírios e libaneses.860 e 1.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros Paulo. Esse numero corresponde a 2% da população do país. também.985 até agora. mais tarde. que é a saída de pessoas do país. se instalaram em São Paulo. onde implantaram o cultivo de pimentado-reino no Pará. • Japoneses que.908. os coreanos. na Amazônia. Mais tarde. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. JUANIL BARROS 21 . principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

onde se desenvolvia a mineração. • De 1. A TRANSUMÂNCIA A transumância é o movimento horizontal ou transladativo da população que se caracteriza pelo vaivém. na época das secas. pela manhã e pela tarde a hora ou o momento do "rush". Esse vaivém diário do movimento pendular. onde se desenvolvia a extração de látex (borracha). As principais causas do deslocamento da população são: • estrutura fundiária • relações trabalhistas • estatuto do trabalhador rural • mecanização agrícola • industrialização As principais consequências deste deslocamento são: • aumento do desemprego • aumento do subemprego • expansão da habitação precária • marginalização crescente MOVIMENTO PENDULAR Nas grandes cidades. O desenvolvimento e a expansão de novas atividades econômicas num espaço geográfico tornam essa região um polo de atração populacional (mão-de-obra) para o qual se dirigem milhares de pessoas. juntamente com mineiros. Após a Segunda Guerra Mundial. em determinadas épocas ou estações do ano. com a expansão da nossa fronteira agrícola.870 a 1. Todos esses fluxos migratórios sempre se deram por razões econômicas. ocorrem fluxos de milhares e milhares de pessoas em determinadas direções e em dados momentos. pois eles irão determinar. exige via de regra. A região de maior dispersão de migrantes internos. com destino ao Sertão do Nordeste e Vale Médio do São Francisco. com destino á região das Minas Gerais.910. ou seja. em busca de melhores condições de trabalho e de vida. é o Nordeste. Mais recentemente. no Brasil. devido a decadência da economia canavieira. juntamente com paulistas.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros 21 . com destino às zonas de terra roxa de São Paulo e do Paraná. ocorreram dois grandes fluxos de migrantes internos: O de nordestinos com destino à Amazônia. especialmente aos garimpos de Serra Pelada (PA). São trabalhadores que moram nos bairros da periferia e nas cidades ( dormitórios) vizinhas que. • No século XVIII. O retorno dos sertanejos só ocorre com o reinicio da estação chuvosa. Os grandes fluxos migratórios de nordestinos ocorreram: • No século XVII. para trabalhar como empregados nas grandes plantações. No Brasil. especialmente nos centros comerciais e industriais onde estão concentrados os mercados de trabalho. a retirada ou saída e o retorno ou volta. onde se desenvolveu o surto algodoeiro. depois de 19 de março (dia de São José). Ele ocorre com os pequenos proprietários de terras do Sertão que. Uma das características da população brasileira sempre foi a sua intensa mobilidade. JUANIL BARROS 22 . em busca de ouro. a tarde ou a noite. • De 1880 a 1930. pertencia à Bolívia. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. pela manhã. de diversas origens. para os centros onde trabalham. Grandes fluxos migratórios ocorreram de uma região para outra ao longo da nossa história. para os bairros e cidades onde moram. anteriormente. uma infraestrutura de transportes coletivos urbanos e interurbanos.MIGRAÇÕES INTERNAS • • • • Na década de 1930. partindo da Zona da Mata do Nordeste. muito bem aparelhada e adequada as necessidades dos espaços geográficos onde ocorrem tais movimentos. nestas últimas décadas. onde se expandia a criação de gado. que ocorrem da zona rural ou campo para as zonas urbanas ou cidades. juntamente com mineiros. com destino aos polos industriais que se desenvolveram nas regiões metropolitanas da Grande São Paulo e da Grande Rio de Janeiro. com destino ao interior de São Paulo. período em que conquistamos o espaço territorial do nosso atual estado do Acre que. • dos centros onde trabalham. onde se desenvolvia a cultura cafeeira. com destino à Amazônia. depois de 13 de dezembro (dia de Santa Luzia). e para o Sudeste. especialmente nas de cana-de-açúcar. diariamente. se deslocam: • dos bairros periféricos e das cidades dormitórios onde moram. juntamente com mineiros. para o mercado de mão-de-obra da construção civil que cresceu com o grande surto de urbanização. O de sulistas com destino a Amazônia e ao Centro-Oeste. ÊXODO RURAL Dentre os movimentos migratórios internos destacam-se as migrações rural-urbanas. na época de fazer o novo plantio das suas lavouras. o movimento de transumância é próprio do Nordeste. se movimentam em grandes contingentes para a Zona da Mata.

Marília. seguradoras. são sustentados direta ou indiretamente pela parcela da população que esta envolvida no mercado de trabalho. Chapecó. Palmas. DIVISÃO ETÁRIA DA POPULAÇÃO POPULAÇÃO FAIXA ETÁRIA JOVEM 0 a 19 anos ADULTA 20 a 59 anos IDOSA OU SENIL 60 anos em diante TIPOS HUMANOS A paisagem brasileira é um vasto painel de costumes. Joinville. Maringá.surgiram através de um plano. • Metrópoles regionais: constituem o segundo nível da gestão territorial. Araraquara. formado pelas indústrias de construção e de transformação1 incluindo. Dourados. Manaus. a população e constituída ou composta de: • homens e mulheres. hotéis e restaurantes. Passo Fundo. que se apresenta com uma determinada organização especial. Fortaleza. Ipatinga/Coronel Fabriciano/Timóteo. De acordo com a função urbana.Feira de Santana. São metrópoles regionais Belém. Paranaguá e Cabedelo. • Capitais regionais: constituem o terceiro nível da gestão territorial. • portuária. Recife e Salvador. Isso significa que os 52. Ex. praticado essencialmente no espaço rural (campo).5% da população total do pais. serviços públicos da administração. • O setor terciário. mas principalmente pela quantidade e qualidade de serviços que oferecem. Cachoeiro de Itapemirim. climas e tipos humanos. Maceió. A população economicamente ativa brasileira e da ordem de mais ou menos de 77 milhões de pessoas ou seja. Belo Horizonte. Teresina. encontramos: • industrial. econômico. criatórias (pecuária) e de extração (vegetal e animal). Camboriú e Araxá.URBANIZAÇÃO As cidades: Cidade é um aglomerado humano concentrado. Araguaína. Uberlândia. PROF. também. São Bernardo do Campo • comercial.5% restantes. segundo o IBGE: • Metrópoles globais: suas áreas de influencia ultrapassam as fronteiras de seus estados. Imperatriz. Porto Alegre e Curitiba. Campo Grande. cresceram e se expandiram sem nenhum plano prévio de urbanização. Curitiba.Montes Claros. • O setor secundário. formado pelas atividades agrícolas.Uberaba. Bauru. casas de diversões e de espetáculos públicos.SETORES DA ECONOMIA • O setor primário. Os tipos humanos mais característicos são: • seringueiro e regatão na Amazônia • jangadeiro no litoral nordestino • vaqueiro sertanejo no interior ou sertão nordestino • gaúcho no sul do país • peões nas fazendas de gado do RS • boias frias na região Sudeste na época de safras (trabalhadores rurais) 22 . Juazeiro do Norte/Crato/Barbalha. que são o sexo e a idade. o Capitais regionais C: Araçatuba. Macapá. político e cultural. Dessa forma. • turística. As metrópoles globais são São Paulo. constituindo foco para centros localizados em todos os pontos do país. Caruaru. Teresina e Vitória. Boa Vista. Porto Velho. Ijuí. da coleta de lixo. da limpeza. clínicas médicas. oficinas de consertos e de assistência técnica. escolas. a cidade poderá alcançar uma posição de destaque. Ex. Feira de Santana.Aparecida e Bom Jesus da Lapa. formado pelas atividades de comércio e de prestação de serviços tais como: bancos. o Capitais regionais B: Blumenau.Guarujá. • jovens. 23 . Natal. exercendo sua influência em todos os níveis. Santa Maria e Vitória da Conquista. Barreiras. Campinas. e exercem influência na macrorregião onde se encontram. consideram-se dois grupos de cidades: • naturais ou espontâneas . emissoras de rádio e de televisão. Aracaju. São José do Rio Preto. Campina Grande. Goiânia. Marabá. São Luís.Santos . É possível fazer uma classificação das cidades tomando como referencial a origem e a função urbana. odontológicas e hospitais. João Pessoa. da caatinga do Nordeste as montanhas do interior. Londrina. terras. polarizando toda a rede urbana local.Cubatão.surgiram. Campos dos Goytacazes. praticado muito intensamente nas cidades. • religiosa. • Metrópoles nacionais: encontram-se no primeiro nível da gestão territorial. Governador Valadares. voltando-se principalmente para o setor terciário. Ilhéus/Itabuna. Jundiaí. Arapiraca. dos transportes etc. Caruaru e Manaus. • artificiais ou planejadas . Cuiabá. Rio de Janeiro e São Paulo. quanto ao sexo. que é a atividade típica da cidade. Ela se estende dos pampas do Sul aos alagados do Pantanal. A nova hierarquia urbana está assim representada. regional ou até mesmo nacional. Ribeirão Preto. praticado muito intensamente nos espaços urbanos (cidades). 47. e exercem influência no estado e em estados próximos. cartórios. físicas ou biológicas. As cidades tem sua economia não-dependente da agropecuária. Brasília e Palmas. Em função dos serviços que oferece.: Rio de Janeiro e São Paulo. percebendo-se uma ordenação interna e uma racional distribuição das atividades por setores. JUANIL BARROS 23 ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . Florianópolis. • histórica. São metrópoles nacionais Brasília. região ou mesmo do país. Porto Alegre. Belo Horizonte. Divinópolis.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros ESTRUTURA DA POPULAÇÃO HUMANA A população humana é formada por pessoas que se diferenciam umas das outras pelas suas identidades naturais. Goiânia. De acordo com sua origem. quanto à idade. as atividades de extração mineral. Caxias do Sul. embora podendo abranger atividades mindustriais. Cascavel. escritórios (de advocacia e contabilidade).Ouro Preto e Parati. Dividem-se em três níveis: o Capitais regionais A: Aracaju. HIERARQUIA URBANA As cidades não se distinguem apenas pela sua população. consultórios médicos e de odontologia. Rio de Janeiro. adultos e idosos ou velhos. Juiz de Fora. Volta Redonda. Criciúma.

nível cultural médio dos grupos sociais e estágio de desenvolvimento. Patos. exercendo funções elementares de gestão. Assis. Sinop. Ariquemes. Santo Ângelo. efetivamente implantada a partir de lº de janeiro de 1970. Desde 8 de maio de 1969. Quixadá. Rio Claro. Araranguá. Santa Rosa.982 o território de Rondônia foi promovido à condição de estado.A DIVISÃO REGIONAL Segundo a Constituição de 1988. o Centros sub-regionais B: Abaetetuba. Pinheiro. Poços de Caldas. sendo 26 estados e o Distrito Federal. Anápolis. Altamira. Andradina. Presidente Prudente. Balneário Camboriú. enquanto a porção meridional recebeu o nome de Mato Grosso do Sul. Bom Jesus da Lapa. povoados e zona rural. Serra Talhada. Cajazeiras. Barbacena. etc. Alagoinhas. Avaré. Bacabal. Redenção. Centros de zona: apresentam atuação restrita a imediações. o 1. a capital do país. Afogados da Ingazeira.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros • • Mossoró. Assu.977 o estado de Mato Grosso foi dividido em dois. o Brasil compõe-se de 27 unidades políticas. Teófilo Otoni e Volta Redonda/Barra Mansa. São Mateus.Pouso Alegre. Umuarama e Uruguaiana. vigora a divisão regional do país elaborada pelo IBGE: cinco grandes regiões ou macrorregiões. Cabo Frio. Caçador. Santa Inês. o território de Fernando de Noronha retornou à condição de município do estado de Pernambuco e o estado de Goiás foi dividido em dois: a porção meridional manteve o nome original e continuou na região Centro-Oeste. Bento Gonçalves. Santa Cruz do Sul. Novo Hamburgo/São Leopoldo. forma de ocupação do solo. Dividem-se em dois níveis: o Centros sub-regionais A: Alfenas. o 1. Piracicaba. Bagé. Passos. etc 24 . Centros sub-regionais: exercem influência apenas em cidades próximas. A divisão de 1969. Santo Antônio de Jesus. Sorocaba. Santarém. Sousa. Sobral. Angra dos Reis. JUANIL BARROS 24 . Rio do Sul. Santos. Barra do Garças. Apucarana. Rio Verde. estrutura hierárquica da urbanização. Ubá. enquanto a porção setentrional recebeu o nome de Tocantins e passou a fazer parte da região Norte. onde se localiza Brasília. Os critérios utilizados para distribuir as unidades da federação pelas regiões foram: análise estrutural da população. hábitos e tradições de produção e consumo. sofreu algumas modificações: o 1.988 os territórios de Roraima e Amapá foram promovidos à condição de estado. Petrolina/Juazeiro. Ponte Nova. Rio Branco. Araras. Toledo. Picos. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. etc. Balsas. Pelotas/Rio Grande. São João da Boa Vista. Tubarão. Rondonópolis.São Carlos. São José dos Campos. Ponta Grossa. Cáceres. Arcoverde. tendo a porção setentrional mantido o nome original. Também dividemse em doís níveis: o Centros de zona A: Acaraú • Açailândia • Adamantina • Além Paraíba • Almeirim • Almenara • Alta Floresta • Amparo • Aquidauana • Aracati • Aracruz • Araçuaí • Arapongas • Araxá • Assis Chateubriand • Barra do Corda • Olímpia • Osório • Ouricuri o Centros de zona B: Abaeté • Abelardo Luz • AbreCampo • Afonso Cláudio • Água Boa • Água Branca • Águas Formosas • Aimorés • Alegrete • Alexandria • Alto Araguaia • Alto Longá • Alto Parnaíba • Amambai • Amarante • Amargosa • Andirá • Andradas • Anicuns • Anísio de Abreu • Aparecida • Apiaí • Apodi • Araguaçu • Araguari Nova Londrina • Nova Mutum. Caicó. Barretos. Botucatu. Araripina. Teixeira de Freitas.

as suas características comuns permitem o reconhecimento de um único complexo regional. portanto. Rondônia.78 m) e 31 de Março (2972. Por isso. independente dos limites estaduais. O processo de ocupação recente é calcado na implantação de vultosos projetos agropecuários e minerais. envolvendo todos os estados da região Norte (com exceção do extremo sudeste de Tocantins). é o quadro socioeconômico. Seu principal ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF.REGIÃO NORTE DIVISÃO POLÍTICA A região Norte é a maior das cinco macrorregiões brasileiras. Além de ser um imenso vazio demográfico. a bacia Amazônica.3% do território nacional). como os complexos regionais são muito extensos. É aí. reforça o quadro de grande disparidade entre os complexos regionais. Apesar disso. Venezuela. vinculados ao grande capital nacional ou transnacional. o complexo regional do Nordeste é uma área povoada. o que favorece a navegação. Uma das principais diferenças entre essa forma de regionalização e a do IBGE é que os limites que separam um complexo regional do outro não precisam coincidir necessariamente com os limites estaduais.66 m). que é bastante diversificado. que se adensam os serviços. Com uma área total de 3 851 557 km2 (45. 25 . Peru. cujo eixo é o rio Amazonas. É também a porção mais dinâmica da economia nacional em praticamente todos os setores de atividade. as melhores condições de vida a seus habitantes. já que o rio Amazonas. Colômbia. Com mais de 7 mil afluentes. onde encontramos as maiores altitudes da região e do país. do rio Araguaia e do rio Guaporé. O restante das terras baixas corresponde às depressões ou aos planaltos sedimentares de baixa altitude. O elemento que confere homogeneidade à Amazônia é a paisagem equatorial. É importante lembrar que. produção industrial. com 7 100 km de extensão. Roraima e Tocantins. Outra divisão regional do Brasil. em média.critérios fundamentais nessa forma de organização regional . que é um complexo regional. desenvolvimento tecnológico. Seu desnível no trecho brasileiro é de apenas 82 m. mas concentra cerca de 68% da população brasileira. sendo o complexo regional mais populoso e povoado. no entanto. COMPLEXO REGIONAL DO NORDESTE Ocupando pouco mais de 15% do território e abrigando 25% de nossa população. O RELEVO E A HIDROGRAFIA O relevo da região Norte é caracterizado pelo domínio das terras baixas. As planícies ocupam estreitas faixas de terra ao longo dos rios. como planícies. o menos povoado do país. Nele concentram-se os investimentos na produção agrária. Nas últimas décadas. COMPLEXO REGIONAL DA AMAZÔNIA _ Abrange quase 60% do território nacional. Toda essa área de formação sedimentar está encaixada entre planaltos de formação mais antiga. Suriname e Guiana Francesa. A grande questão desse complexo regional não reside no seu número de habitantes. que faz parte dos planaltos residuais Norte-amazônicos. essa bacia estende-se por terras da Bolívia. é a região brasileira que oferece.são extremamente dinâmicos e. Como o CentroSul concentra a renda nacional. o complexo regional da Amazônia tem-se mostrado mais dinâmico. que lhe confere homogeneidade. junto com o baixo curso de seus afluentes. eles abrigam áreas menores diferentes umas das outras. mas apenas cerca de 7% da população. Equador. sua extensão territorial é bem maior.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros OS COMPLEXOS REGIONAIS elemento caracterizador. Amazonas. na região Nordeste. O transporte fluvial é muito utilizado pela população regional. que objetiva retratar as disparidades socioeconômicas das diferentes regiões. pesquisa científica. é composta de sete estados: Acre. as atividades financeiras e as sedes das grandes empresas. depressões e planaltos pouco elevados. A Amazônia tornou-se mais conhecida por sua natureza do que pelas características de sua população ou economia. o complexo regional do Nordeste e o complexo regional do Centro-Sul. dos quais 3 200 km estão no Brasil. Pará. reconhece três grandes porções bastante diferenciadas entre si: o complexo regional da Amazônia. O Nordeste é sem dúvida a porção do pais onde mais se caracteriza uma economia tradicional. que é uma região políticoadministrativa. JUANIL BARROS 25 . também. a quase totalidade do estado do Mato Grosso. historicamente esteve quase sempre isolado do restante do país. como a planície do rio Amazonas. tanto as de capital nacional quanto as de capital estrangeiro. Tal situação fica evidente quando se analisa os indicadores sociais deste complexo regional. É importante ressaltar a diferença entre região Norte. como os picos da Neblina (2993. COMPLEXO REGIONAL DO CENTRO-SUL O Centro-Sul abrange menos de 25% da área do país. em que os fatores impeditivos de modernização são muito fortes. Guiana. forma um complexo hidroviário de 25 000 km de percurso navegável. na região Centro-Oeste e mais a metade ocidental do estado do Maranhão. infraestrutura de transportes e energia. pois considera-se que os fenômenos sociais e econômicos . por isso. localizados na serra do Imeri. com cerca de 5 milhões de km2 (quase 60% do território nacional). Por tudo isso. Amapá. têm uma delimitação espacial que se modifica com o tempo. A hidrografia é caracterizada pela presença do maior sistema fluvial do mundo. É. na sua extensão territorial ou mesmo no seu quadro natural. e Amazônia.

variando de 2. planta que fornece fibra para fabricação de sacos de aniagem. tendo como uma das laterais as margens do rio Amazonas. a região apresenta médias térmicas elevadas o ano todo (de 25º a 27ºC). e no Noroeste do Pará e porção oriental de Roraima. Esse período somente foi encerrado quando. A descoberta de jazidas minerais nas décadas de 70 e 80 estimulou mais ainda o processo migratório. principalmente ao sul do rio Amazonas. que é o maior produtor nacional. graças ao pequeno desnível altimétrico de suas costas que causa constantes invasões marinhas no litoral. destaca-se a presença dos mangues. onde encontramos o clima classificado de equatorial semiúmido. O domínio de solos fracos. JUANIL BARROS 26 . o que equivale a 30 mil quilômetros quadrados (área superior à do estado de Alagoas). quando milhares de nordestinos foram atraídos pelo trabalho nos seringais. é cultivada em Guajarina. Também a pluviosidade é elevada. Roraima e Amapá. Capitão Poço e Salgado. onde se observa o domínio absoluto do clima tropical. introduzida e cultivada por imigrantes japoneses e seus descendentes na Zona Bragantina na. próxima a Belém. hoje é cultivada pelos diversos grupos que se distribuem pelo vale médio e inferior do rio Amazonas. favorece um forte processo erosivo. com ocupação média de 0. As principais áreas de criação estão dispersas pelo interior da região. se considerarmos a atividade a médio e longo prazos. As exceções estão no Sudeste do Pará e estado de Tocantins. A PECUÁRIA A criação de gado na região Norte é caracterizada por um baixo rendimento. o produto é utilizado basicamente na indústria de embalagens (sacaria). ácidos e arenosos. povoando a chamada Amazônia Ocidental.000 mm a 2. No litoral amapaense. com 10 ou 12 anos de uso. entre elas. Extremamente heterogênea e composta de espécies latifoliadas (de folhas largas) e perenifólias (as árvores mantêm suas folhas o ano inteiro). associados a um clima de chuvas frequentes e intensas. e algumas pequenas manchas de campos. a floresta é. mas com médias pluviométricas menos elevadas e apresentando uma curta estação seca. a formação vegetal mais densa e compacta da superfície terrestre. a maior do mundo. Estendendo-se por quase metade do território brasileiro. rende apenas 50% do seu período inicial. Pará. em trechos dos estados de Tocantins. quente e úmida (mEc). já que a produção mineral chamou a atenção de empresas que passaram a exigir numerosa mão-de-obra. especialmente nas áreas onde a produção agrícola ocasionou a devastação da mata natural. no estado do Pará. Sob a influência constante da massa de ar equatorial continental. com temperaturas elevadas o ano todo e chuvas concentradas no verão. O CLIMA E A VEGETAÇÃO O clima dominante é o equatorial úmido. e amplitude térmica muito pequena.500 mm anuais. com exceção do estado de Tocantins e de trechos do Pará e Roraima. A malva . entre 1870 e 1910. Está localizada nos estados do Pará e do Amapá. manchas de cerrado nas áreas periféricas da Floresta Amazônica. com temperaturas também muito altas o ano todo. A região Norte abriga algumas das maiores propriedades rurais do planeta. Destacam-se também os campos de criação de Roraima e a pecuária de búfalos.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros ciliares. em torno de 20ºC. pois os produtos deste se repõem na natureza. A AGRICULTURA A agricultura regional é extremamente pobre. acompanhando as águas do vale do rio Araguaia. tanto no nível do investimento quanto no rendimento e na qualidade da produção. Rondônia. A juta introduzida pelos imigrantes japoneses. com 3 milhões de hectares. É comum afirmar-se que a criação de gado é menos lucrativa que o extrativismo.5 boi por hectare. Além disso. em especial. destacam-se as matas galerias ou ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. que se estende por toda a região Norte. enquanto o pasto. destaca-se a Fazenda Jari. característica da ilha de Marajó na foz do rio Amazonas. com uma produção média de 80 milhões de sacos por ano. no estado de Tocantins. no Estado do Pará. a paisagem vegetal dominante se caracteriza pela presença da mais exuberante formação florestal do planeta: a floresta latifoliada equatorial ou Floresta Amazônica. Entre as outras formações vegetais que aparecem na região Norte. dispersas pelo interior da área florestada. Um dos principais produtos da agricultura regional é a pimenta-do-reino. nos primeiros anos deste século. bem distribuídos ao longo do ano. em função da diversidade. A OCUPAÇÃO REGIONAL A ocupação da região se deu historicamente por intermédio das atividades ligadas ao extrativismo vegetal e mineral. daí sua concentração às margens do Amazonas. ocupa cerca de 90% da região Norte. O primeiro grande surto migratório ocorreu no período da borracha. A juta é uma planta fibrosa de uso têxtil cultivada em várzeas. a expansão do garimpo foi outro fator de atração populacional. Refletindo esse clima quente e úmido. Outro aspecto negativo da pecuária regional é sua lucratividade. a produção britânica de borracha obtida no Sudeste Asiático praticamente arrasou com a economia extrativista brasileira.

Entre as principais áreas. A serra dos Carajás está localizada entre os rios Tocantins e Xingu. a castanha-do-pará e as madeiras. Destaca-se a pesca do pirarucu ( o bacalhau da Amazônia). em São Luís (Maranhão). A descoberta de minérios na serra dos Carajás se deu de forma acidental. de onde deriva o nome castanha-do-pará. A MINERAÇÃO A mineração apresenta grandes possibilidades de desenvolvimento na região Norte. é rica em manganês. em vários pontos da região. além de diversas outras aplicações. Os investimentos superaram a casa dos 5 bilhões de dólares. por outro lado. sob a forma de fruto seco ou óleo para diversas indústrias. O castanheiro. com a construção da Estrada de Ferro Carajás. cumaru etc. no sudeste paraense. com enormes jazidas de minério de ferro (a primeira do mundo). em 1 967. cobre. e concentra-se na mata de terra firme dos estados do Amazonas e do Pará. JUANIL BARROS 27 . Guaraná. em particular na seringueira (Hevea brasiliensis). pois quem iria dirigir a exploração mineral na época seria a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Atualmente é a maior empresa exportadora de minério de ferro do mundo. empresa pertencente ao grupo americano United States Steel. boiúna. Aparece em Rondônia (RO) Poaia ou ipecacuanha. visando à extração. etc. em função da densidade vegetal e da dificuldade de transporte. peixe-boi (baleia de água doce) e de tartarugas. de carne saborosa. e entre os seus principais produtos estão a borracha. manganês. ouro. do qual se extrai a castanha-do-pará. em Maués (AM) PESCA A pesca é a atividade desenvolvida nos rios da bacia Amazônica. O porto de exportação é o de Belém. e com a implantação do moderno porto Ponta da Madeira. bauxita. empresa até então de controle estatal. localizada no Amapá. A serra do Navio. cedro. A produção é realizada pela Indústria e Comércio de Minérios (Icomi). ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. níquel. no Pará. é uma das espécies mais altas da Floresta Amazônica. têm-se a serra dos Carajás. que deveria atender todas as necessidades energéticas do projeto. Algumas das madeiras exploradas: mogno. A grande diversidade de espécies da floresta estimula o extrativismo. em especial a de cosméticos. OCORRÊNCIAS MINERAIS EM CARAJÁS Minério Ferro Cobre Níquel Manganês Bauxita Reserva estimada (em milhões de toneladas 18000 1000 125 60 50 Essas despesas foram todas assumidas pelo Estado. de empresas mineradoras de grande porte. Abriga uma das maiores províncias mineralógicas do planeta. produto derivado do látex encontrado em várias espécies da Floresta Amazônica. Grande parte da produção é destinada à exportação. com a instalação da usina hidrelétrica de Tucuruí. minério utilizado na indústria siderúrgica para aumentar a elasticidade do aço e na indústria química para a fabricação de pilhas. A atividade tem sofrido um forte incremento com a implantação. A borracha. atingindo de 50 a 60 m. angelim. no rio Tocantins. que deveria escoar rapidamente a produção.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros O EXTRATIVISMO VEGETAL O extrativismo vegetal na região Norte é sem dúvida a mais tradicional atividade econômica a que se dedica grande parte da população. por um geólogo da Companhia Meridional de Mineração. pau-ferro. transporte e exportação dos minérios de ferro e manganês. mas. empresa privada criada com caráter multinacional). é comum na mata de várzea dos estados do Acre e do Amazonas. As principais áreas de produção e comércio situam-se em torno das cidades de Humaitá (Amazonas) e Marabá (Pará). capaz de receber os maiores navios cargueiros do mundo com o intuito de levar o minério para o exterior. andiroba. a serra do Navio e Oriximiná. estanho. representa um grande obstáculo para a exploração. O projeto de maior importância foi o Grande Carajás. pau rosa. A produção de madeiras da região corresponde a cerca de 25% de toda a produção nacional.

sendo realizada pela empresa Mineração Rio do Norte. a atividade industrial é pequena e não apresenta grande peso na economia regional.  Samuel. contando com dois importantes fatores: a ocorrência de enormes jazidas minerais e a capacidade energética. localizada no extenso Planalto Central. explorado nas jazidas da Serra dos Carajás. que se beneficiam de isenções fiscais e livre importação de componentes. A despeito dessas condições positivas. em São Luís (Maranhão). A Companhia de Petróleo da Amazônia (COPAM). 26 . Mato Grosso e Mato Grosso do Sul além do Distrito Federal. através da Estrada de Ferro Carajás. caracteriza-se por terrenos antigos e aplainados pela erosão.  BASA ( Banco da Amazônia S/A). Absoluta 6. provocou uma industrialização fundada no grande capital privado nacional e principalmente no capital transnacional. apesar de sua importância econômica para o país.  REMAN ( Refinaria de Manaus)) Constitui-se na única refinaria da Região Norte do país. onde se localiza Brasília. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. NOVAS HIDRELÉTRICAS NA AMAZÔNIA Nº 01 02 03 04 05 NOME Belo Monte São Luiz do Tapajós Santo Antônio Jirau Jatobá UF PA PA RO RO PA RIO Xingu Tapajós Madeira Madeira Tapajós GERAÇÃO 11233 MW 8 381 MW 3665 MW 3300 MW 2 338 MW STATUS Construção Projetada Construção Construção Projetada Órgãos governamentais e privados que atuam na região:  SUDAM (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia). O escoamento do minério é feito pelos portos de Itaqui e Ponta da Madeira. especialmente do setor eletroeletrônico.648. urânio. O relevo da área. Goiás e Mato Grosso. cortada pelo rio Paraguai e sujeita a cheias durante parte do ano. à Zona Franca de Manaus e. no rio Tapajós(PA). que originaram chapadões./km2 458. Limita-se às indústrias mineradoras.9% da área do país).  SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus). no Acre e  Balbina. e pela Alumar. A oeste do estado de Mato Grosso do Sul e a sudoeste de Mato Grosso encontra-se a depressão do Pantanal MatoGrossense. destinando-se a outra parte para a fabricação do alumínio no país. Relativa 18. Ferro. Promove o desenvolvimento econômico da Amazônia Legal.336 2. é a única refinaria da Região Norte./km2 3. no rio Uatumâ (AM). atualmente (REMAN) em Manaus. A vegetação é de cerrado nos planaltos. que se torna mais fechada e úmida na região norte de Mato Grosso. que juntos ocupavam uma área de quase 1. criar melhores condições de emprego e mão-de-obra. Mato Grosso do Sul e pelo Distrito Federal. considerado como as maiores do Brasil. A produção anual de bauxita (minério de alumínio) é da ordem de 4 milhões de toneladas.  Coaracy-Nunes ou Paredão. A produção industrial do alumínio se beneficia das reservas de bauxita de Oriximiná e Carajás e da energia da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.4 hab. Destaca-se o projeto Albrás/ Alunorte.é a subsidiária da ELETROBRÁS que controla as usinas hidrelétricas da Amazônia Legal. a capital do país. o que é realizado pelas empresas Albrás e Alunorte. A intensa exploração mineral que vem sendo realizada na região Norte. Mato Grosso.  PROTERRA ( Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulos à Agroindústria do Norte e Nordeste). possuindo 1 604 850 km2 (18. salgema (Aveiro). A Zona Franca.115. níquel. No Pantanal. A ELETRONORTE (Centrais Elétrica do Norte do Brasil). lavouras de pimenta-do-reino.  Curuá-Una.9 milhão de km2. florestas de seringueiras e castanheiras. Tem como objetivos: apoiar o pequeno produtor.532 Pop. os campos cerrados dividem o espaço com a floresta. em Rondônia. Até meados da década de 50 esse espaço correspondia a apenas dois estados brasileiros. calcário e ouro (Itaituba).996 3. instalada em Manaus em 1967. com chuvas de verão.154. A metalurgia do alumínio concentra-se nas proximidades de Belém. As empresas implantaram unidades de montagem. Tem como objetivos: incrementar o livre comércio de mercadorias nacionais e estrangeiras. com a participação de capital brasileiro e japonês. deixa uma herança extremamente negativa para o meio ambiente: a devastação florestal e a poluição das águas fluviais.2 hab. DIVISÃO POLÍTICA O Centro-Oeste é a segunda macrorregião brasileira em área territorial. É formada por três estados: Goiás. já que o potencial hidrelétrico disponível é o maior do país.REGIÃO CENTRO-OESTE Características gerais: A região é formada pelos estados de Goiás.1 hab. mais recentemente. à metalurgia do alumínio. realizar a redistribuição de terra (Reforma Agrária). implantar um distrito industrial e agropecuário e desenvolver o comércio e o turismo. no Pará. POPULAÇÃO POR ESTADOS NO CENTRO-OESTE UF Goiás Mato Grosso Mato Grosso do Sul Distrito Federal Capital Goiânia Cuiabá Campo Grande Brasília Pop. visa a planejar e coordenar o desenvolvimento da Amazônia Legal. no rio Tocantins (PA). na foz do rio Trombetas. consórcio formado pela Companhia Vale do Rio Doce e algumas empresas nacionais e transnacionais A maior parte da produção é exportada como matériaprima bruta. fazendas de criação de gado etc. financiando campos cultivados. em Santarém. no rio Araguari (Amapá). O clima da região é tropical semiúmido e úmido. JUANIL BARROS 28 . próxima a Marabá. Posteriormente esse alumínio é exportado como produto semimanufaturado por um preço maior para os grandes mercados do mundo. Em Rondônia é explorado Cassiterita (minério de estanho). Dentre as hidrelétricas destacam-se:  Tucuruí. cobre. favorecer a agroindústria no Norte e Nordeste. Criada em 1. no Maranhão.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros Oriximiná localiza-se no Norte do Pará. A INDÚSTRIA As possibilidades industriais da região Norte são bastante fortes.088 2. no Tocantins.505./km2 A região Centro-Oeste foi a que sofreu maior alteração na sua divisão interna nas últimas décadas. Ituxi. Podemos citar ainda o carvão mineral (PA)./km2 7 hab.966.

A região Centro-Oeste. além do Distrito Federal. que inclui a porção mais meridional do estado de Mato Grosso e a totalidade dos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul. e a do rio Uruguai. a porção mais dinâmica do território brasileiro. situada no Sudoeste da região. na qual o novo estado foi agrupado. que formam o Tapajós. bastante férteis. sobretudo nas áreas banhadas por ESA 2013 O clima dominante e do tipo tropical. ocupando uma área de 150 mil km2. Na divisa entre Goiás e Tocantins. no Sudeste goiano. de tal forma que encontramos áreas do Centro-Oeste fazendo parte de dois complexos regionais. que funcionam como grandes divisoras de água entre as principais bacias hidrográficas brasileiras. Finalmente em 1988. o Juruena e o São Manuel. e o rio Tocantins nasce na serra Dourada. que forma o Madeira. As nascentes de alguns dos mais importantes afluentes da margem direita do rio Amazonas estão localizadas no CentroOeste. quando o Governo Federal ocupou 5 794 km2 do estado de Goiás a fim de implantar o Distrito Federal e construir a nova capital do país. no estado de Mato Grosso. O rio Paraguai. o pantanal é inundado pelas águas do rio Paraguai. a bacia Platina é subdividida em três bacias menores: a do rio Paraná. Ocupam o Sul de Goiás e a porção oriental do Mato Grosso do Sul. no Sudoeste do estado. quanto às suas características demográficas e econômicas. que constituem cena das mais precárias: a população rarefeita se dedica a atividades tradicionais. O restante do Centro-Oeste. O RELEVO E A HIDROGRAFIA grandes rios. foi a vez de o estado de Goiás ser dividido para se criar Tocantins. do Tocantins. quando as águas recuam.  depressões: correspondem à forma de relevo com o maior número de unidades no Centro-Oeste. recebe águas de diversos afluentes. ou seja. entre eles os rios Cuiabá. no alto Araguaia. e o Xingu. O rio Paraná separa o estado de Mato Grosso do Sul dos estados de São Paulo e Paraná. pois durante o verão verifica-se a ocorrência de chuvas frequentes e intensas. mas no inverno. que originaram formas tabulares de relevo.  planaltos recentes: onde se encontram os solos de terra roxa. em função de sua posição geográfica central e de seu relevo de serras e chapadas. Em 1977. na região Norte. o que significou a perda de 277 mil km2 de área do Centro-Oeste para a região Norte. A bacia do Tocantins-Araguaia tem sua origem no interior do Centro-Oeste. O CLIMA E A VEGETAÇÃO Predominam as formas tabulares. Isso se deve tanto a elementos do quadro natural. E importante ressaltar que a diferença entre essas duas estações é muito bem marcada. localizadas em sua maior parte no Centro-Oeste. O encontro dos dois rios se dá somente na divisa entre os estados de Tocantins e do Pará. com duas estações bem definidas: verão chuvoso e inverno seco. Brasília.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros As mudanças começaram a ocorrer em 1956. PROF. JUANIL BARROS 29 CURSO PEDRO GOMES . faz parte do complexo regional do Centro-Sul.Araguaia e Platina. inclusive pela região Norte. Distribuem-se por toda a região. como o Guaporé.  planícies: a mais típica planície brasileira é a do pantanal Mato-grossense. também denominadas chapadas. recobertas em sua maior parte por sucessivas camadas de rochas sedimentares. Em relação ao aspecto geoeconômico da região. por sua vez. a agricultura itinerante e a pecuária extensiva. faz a divisa entre os estados de Goiás e Minas Gerais. as chapadas cristalinas. No Brasil. cujas nascentes ficam na serra do Araporé. que nasce em Mato Grosso e após percorrer quase 3 000 km desemboca no rio Amazonas. como o clima e a vegetação. A maior parte do território do estado de Mato Grosso compreende o complexo regional da Amazônia. É possível analisar o relevo regional dividindo-o em quatro grandes grupos:  planaltos antigos: formados por rochas cristalinas do Pré-cambriano. Esse rio é responsável pela drenagem de toda a planície do pantanal Matogrossense. o que se observa é uma grande desigualdade entre as porções norte e sul. Um dos seus formadores. como o extrativismo vegetal. a do rio Paraguai. que se estende por todo o vale. Taquari e Miranda. mas concentradas em um curto período do ano. transformou-se na principal área formadora e divisora de nossas bacias hidrográficas: Amazônica. onde as condições socioeconômicas são em geral melhores. pois os dois rios nascem em Goiás. O inverno. há um pequeno trecho de planície. a planície se cobre de vegetação rasteira. No verão. o rio Paranaíba. originando Mato Grosso do Sul. As temperaturas são elevadas o ano todo. O rio Araguaia nasce na serra dos Caiapós. o estado de Mato Grosso foi repartido em dois.

A agricultura do Centro-Oeste vem aumentando rapidamente sua participação no total da produção brasileira em função de diversos fatores. Além dessa formação arbustiva dominante. a região Centro-Oeste manteve a sua atividade de produtora agropecuarista sempre voltada para o mercado interno. ou eram áreas não aproveitadas economicamente. Nessa planície. vegetação de pequeno porte. que se apresenta com o tronco e os galhos bastante retorcidos e recobertos por uma grossa camada de cortiça. Principais cidade:  Brasília (DF) capital federal. vegetação de pequeno porte. tendo tomado o lugar da região Norte na década de 80. pois os primeiros contingentes populacionais que para lá se dirigiram. com temperaturas mais baixas no inverno e chuvas concentradas no verão. onde as densidades são inferiores a 1 hab. Há áreas cuja densidade demográfica ultrapassa 1 00 hab.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros é extremamente seco.952 habitantes. centros produtores de soja e trigo. característico do clima tropical. em 1. Outro fator é a incorporação de novos espaços que até bem pouco tempo ou eram dedicados a uma lavoura rudimentar de subsistência. principalmente no Norte e Noroeste do estado de Mato Grosso. sua economia agropecuarista passou a se voltar também para os grandes mercados mundiais. e Cuiabá. aparecem associadas espécies vegetais dos mais diversos tipos. A vegetação dominante na região Centro-Oeste é o cerrado. Sendo a segunda região brasileira em área territorial e a quinta em população absoluta.423. situada no Planalto Central  Goiânia e Anápolis (GO)  Campo Grande e Corumbá (MS)  Cuiabá (MT) A AGROPECUÁRIA A região Centro-Oeste tem sua história de ocupação econômica fortemente relacionada à agropecuária. inclusive alcançando terras de outras regiões brasileiras. característico do clima tropical. com uma densidade demográfica de apenas 8. e na porção meridional./km2. para as indústrias alimentícias do Centro-Sul e. A vegetação dominante na região Centro-Oeste é o cerrado. como grãos (soja e arroz) e carne. O Centro-Oeste constitui um vazio demográfico. ou seja. na área cortada pelo trópico de Capricórnio. aparece o clima equatorial úmido. destacam-se Campo Grande e Dourados (Mato Grosso do Sul). equipamentos e recursos técnicos de fertilização e correção de solos é um deles. mas concentradas em um curto período do ano. mas que agora. como a porção meridional do Mato Grosso e de Goiás e a porção oriental do Mato Grosso do Sul. com a produção de soja. verificamos a ocorrência do clima tropical de altitude. sobressai a região denominada “mato grosso de Goiás”. por sua vez. Nas últimas décadas no entanto. O QUADRO HUMANO Com uma população absoluta de 14. JUANIL BARROS 30 ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . em função de suas condições naturais muito particulares. matas galerias acompanhando alguns rios na porção oriental da região e formações de campos no extremo sul de Mato Grosso do Sul. com temperaturas elevadas e chuvas intensas o ano todo./km2. vão sendo integrados a uma economia mais dinâmica. no Sul do estado de Mato Grosso do Sul. na área cortada pelo trópico de Capricórnio. é extremamente seco. Junto às rodovias Belém-Brasília. com a umidade relativa do ar atingindo valores tão baixos que chegam até a causar sérios problemas de saúde à população. florestais.Porto Velho surgiram diversos núcleos de população (frentes pioneiras).960 trouxe importantes alterações no Planalto Central entre elas:  Aumento da população regional  Surgimento de um importante sistema de comunicações  Surgimento de um importante mercado consumidor  Criação de um centro tecnológico e científico (Universidade de Brasília) Algumas rodovias: As novas vias de circulação (estradas) têm trazido efeitos benéficos no povoamento e nas atividades econômicas. o Centro-Oeste é a região menos populosa do país. com a agro exportação cafeeira e a industrialização. Na porção setentrional da região. com a umidade relativa do ar atingindo valores tão baixos que chegam até a causar sérios problemas de saúde à população. Sua população. PROF. principalmente no Norte e Noroeste do estado de Mato Grosso. Entre as principais áreas agrícolas. Trata-se de uma formação arbustiva. Hoje o Centro-Oeste é um grande fornecedor de produtos agropecuários. especialmente de soja./km² habitantes por quilômetro quadrado. Em Goiás. e na porção meridional. O aumento da produtividade das áreas tradicionais que se modernizam com investimentos em máquinas. Na porção setentrional da região. mas há também imensidões vazias. O inverno. no Sul do estado de Mato Grosso do Sul. ainda encontramos áreas de floresta equatorial ao norte. ou seja. que se apresenta com o tronco e os galhos bastante retorcidos e recobertos durante o verão verifica-se a ocorrência de chuvas frequentes e intensas. com temperaturas mais baixas no inverno e chuvas concentradas no verão. Espalha-se por uma extensa área no interior do Centro-Oeste. verificamos a ocorrência do clima tropical de altitude. o Centro-Oeste é pouco povoado. A criação de Brasília. Trata-se de uma formação arbustiva. ou seja. caracterizando a formação vegetal denominada complexo do Pantanal. para o abastecimento das áreas mais dinâmicas do país. encontra-se irregularmente distribuída. arbustivas e herbáceas. no século XVIII. Mesmo com as transformações que foram ocorrendo na economia nacional. aparece o clima equatorial úmido. Norte de Goiás ou em trechos do pantanal Mato Grossense. instalaram fazendas de gado e de produção agrícola.97 hab. com temperaturas elevadas e chuvas intensas o ano todo. com as chegadas das frentes pioneiras. ao sul de Goiânia. para o mercado externo. porém. como o Norte e o Noroeste de Mato Grosso. Merece um destaque especial a vegetação da planície do pantanal Mato-grossense. Cuiabá-Santarém.

possuindo nove estados: Alagoas. na porção meridional. a plantação de frutas triplica e substitui as tradicionais. e Picos. sobressaem a extração de látex (borracha) e de madeiras poaia. Por requerer pouca água. que sai principalmente do Rio Grande do Norte. A economia nordestina vem apresentando crescimento. babaçu. Piauí. A Região Nordeste é a segunda produtora de petróleo do país e a maior na extração de petróleo em terra. MINERAÇÃO E INDÚSTRIA A produção de minérios. A Bahia é a segunda maior produtora e exportadora nacional de frutas frescas e ainda segunda no ranking de produção de bananas no Brasil. tanto de ordem natural. como o Norte e o Sudeste. A principal área de criação está no pantanal Mato-grossense. Foi assim com a Ford.     POLOCENTRO (Programa de Desenvolvimento do Cerrado). castanha-do-pará em geral. Cuiabá-Santarém e Transpantaneira (Corumbá-Poconé).REGIÃO NORDESTE DIVISÃO POLÍTICA A região Nordeste possui 1 552 614 km2 (18. em Pernambuco. na porção setentrional da região. armazéns (silos) . a produção de mel começa a ganhar força.  SUDECO (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste). EXTRATIVISMO VEGETAL No extrativismo vegetal. onde. sobretudo. O sistema de criação que predomina é o extensivo. Grande parte da uva de mesa produzida no país é originária desse polo (a região do Vale do São Francisco). Ceará. na Bahia. A boa adaptação das cabras ao clima local faz com que o Nordeste tenha o maior rebanho do país. um enorme vazio demográfico. merecem destaque as produções de ferro e manganês encontrados no maciço de Urucum. SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). que se estabeleceu na Bahia. concentradas. que. ao mesmo tempo. Visa a desenvolver a agricultura e pecuária do Centro. Seu objetivo principal é construir uma rede rodoviária básica para fortalecer a economia regional. Entre as outras reservas minerais da região. Paraíba. com a maior parte da produção direcionada para o mercado externo. JUANIL BARROS 31 ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . é pouco significativa a participação da produção industrial regional:  TRANSPORTES . O Transporte fluvial na bacia do rio Uruguai assume grande importância no Centro-Oeste brasileiro. Na última década. no Ceará. Essa participação tende a aumentar. com quase 72 milhões de cabeças de gado. com os mesmos objetivos econômicos e sob as mesmas condições de criação. ÓRGÃOS QUE ATUAM NO CENTRO-OESTE. que tem sua maior ocorrência na cidade de Niquelândia. e com empresas têxteis que foram para o Ceará. Limoeiro do Norte. Com a guerra fiscal (concessão de benefícios fiscais pelos governos estaduais com o objetivo de atrair empresas). Nessas condições. o rebanho bovino do Centro-Oeste é o maior do país. Pernambuco. com mais de 8. Com relação à pecuária. Entre as ocorrências registradas. graças a uma série de fatores favoráveis. formação de pastos e melhoria genética dos rebanhos.  PRODOESTE (Programa de Desenvolvimento do Centro-Oeste) Visa dotar a região de estradas. Argentina e Uruguai. que estão entre os maiores produtores do país em 2011. e pela navegação fluvial no rio Paraguai. indústrias de couro. A extração é feita pela Companhia Vale do Rio Doce. onde se tem algodão e arroz. pequenos frigoríficos.5 milhões de cabeças em 2011. O objetivo mais importante é a produção de carne para as indústrias frigorificas do CentroSul. As condições climáticas também permitem que o Nordeste tenha significativa produção comercial de peixe. Apóia os Estado de Goiás (GO). importante recurso para a indústria do aço. Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) são líderes na produção nordestina. quebracho e angico e madeiras. POLONOROESTE (Programa que atua nos Estados de Rondônia e Mato Grosso). que é navegável em toda a sua extensão.Oeste brasileiro e região do Triângulo Mineiro. muitas indústrias se instalaram nos estados nordestinos para fugir da carga tributária e fiscal mais pesada no Sul e no Sudeste. como a do feijão. em Mato Grosso do Sul. O escoamento para esses países se faz pelo porto de Corumbá. além dos bovinos. além de algumas metalúrgicas e madeireiras. sendo a terceira macrorregião mais extensa do país. Rio Grande do Norte e Sergipe. Bahia. PROF. Maranhão. A cana-de-açúcar é o produto agrícola que se destaca.2% do território nacional). É nela também que funciona um dos polos petroquímicos mais importantes: o de Camaçari (BA). usinas de beneficiamento e frigoríficos. O setor industrial é muito precário e se restringe às atividades ligadas à produção agroextrativa. como as indústrias de beneficiamento de arroz. A região concentra 79% da produção nacional de pescados marinhos em 2010. 27 . Mato Grosso (MT). e de erva-mate (Porto Murtinho). no Piauí. é ainda pouco significativa quando comparada à de outras regiões brasileiras. Essa reserva é responsável por 80% da produção brasileira do minério:  Em Cristalina e Pium (GO) extrai-se cristal-de-rocha (quartzo). A agricultura e a pecuária sofrem com os longos períodos de seca. mas as lavouras irrigadas de frutas tropicais vêm crescendo em importância na produção nacional. bem como desenvolver a agroindústria. como o relevo de topografia plana e a vegetação aberta do cerrado.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros algodão e feijão. representado pelos vizinhos Paraguai. tendo em vista que a região dispõe de grandes espaços e é. também são criados bufalinos. principalmente nos municípios de Araripina. E a mais subdividida politicamente. e há iniciativas de plantio de variedades para a produção de vinhos. PRODEPAN (Programa de Desenvolvimento do Pantanal Mato-grossense). no Sudeste goiano. ao Norte de Goiás. e Mato Grosso do Sul (MS) e o Distrito Federal. no conjunto. e o vale do Paranaíba. destaca-se a de níquel. em Pernambuco e no Piauí. como de ordem políticoeconômica abertura de estradas. no interior do pantanal Mato-grossense. Apoia a Região Norte e parte setentrional do Mato Grosso.Principais rodovias: Bernardo Sayão (Belém-Brasília). absorvem um pequeno contingente de mão-de-obra e se utilizam de equipamentos e recursos técnicos pouco avançados.

onde também encontramos as chapadas do Araripe ESA 2013 estendem por toda a costa nordestina. Nessa área é que se localizam os açudes. estendendo-se do Maranhão até Alagoas.6 hab.867 POP.1 hab. Entre as duas depressões. Destacam-se.165. é a do rio São Francisco.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros O Nordeste é o maior produtor de manga. acompanhando todo o vale médio do rio. passou a ser um dos rios mais aproveitados para a geração de energia.931.ABSOLUTA 3. cujo maior exemplo é o: PROF. desde o Maranhão até o Sul da Bahia. porém apenas três delas apresentam uma extensão territorial significativa. duas depressões e uma planície. Entre as formações planálticas. Esse rio tem uma extensão que supera a marca dos 3000 km e atravessa terras de quatro estados nordestinos:  Bahia  Pernambuco  Alagoas  Sergipe. Apresentando um percurso com inúmeras quedas d'água./km2 57. JUANIL BARROS 32 CURSO PEDRO GOMES .198 2. o o Apodi o o Piranhas.160. A bacia de maior destaque.2 hab./km2 96.110.748 3. Finalmente. acerola.714.1 hab. a de maior realce é a depressão Sertaneja e do São Francisco.005 6.  As bacias do Nordeste ocupam a faixa mais setentrional da região.3 hab. destacam-se os terrenos sedimentares dos planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba. Encontramos no seu interior rios perenes (com água o ano todo) como o: o Parnaíba. através de usinas hidrelétricas instaladas em represas como:  Três Marias  Sobradinho  Itaparica  Paulo Afonso  Xingó.8 hab. Em menores proporções. onde encontramos as principais cidades do Nordeste./km2 20.175. UF Alagoas Bahia Ceará Maranhão Paraíba Pernambuco Piauí Rio Grande do Norte Sergipe CAPITAL Maceió Salvador Fortaleza São Luís João Pessoa Recife Teresina Natal Aracaju POP. onde encontramos a chapada do Ibiapaba. melão e goiaba. sendo quatro planaltos. temos a alongada mas estreita faixa de terras que compreendem as planícies e tabuleiros litorâneos. O melão é importante ainda no Rio Grande do Norte e no Ceará. O RELEVO E A HIDROGRAFIA O relevo nordestino subdivide-se em sete unidades. Existe uma estreita faixa de terras da depressão do Tocantins. destacam-se os terrenos pré-cambrianos dos planaltos e serras do Atlântico-leste-sudeste ocupando o Centro-Sul da Bahia com a presença marcante da chapada Diamantina./km2 61./km2 91 hab. que com a chegada de Pedro Alvares Cabra em 1 500 trouxeram os primeiros colonizadores./km2 (Pernambuco e Ceará) e do Apodi (Rio Grande do Norte). RELATIVA 114 hab.028 3./km2 67. especialmente na faixa que compreende os estados do Maranhão e do Piauí.171 8. O Nordeste foi a primeira região do Brasil a ser ocupada pelos portugueses.606. o Itapecuru. Há ainda um longo trecho navegável. Suas altitudes superam os 1 000 m. que ocupa uma grande área na porção Centro-Leste da região. E rios temporários (parte do ano ficam secos) como: o o Jaguaribe.228. O planalto da Borborema está localizado na porção oriental do Nordeste. na fronteira ocidental do Nordeste./km2 12. A hidrografia nordestina é composta por uma grande rede de rios que se agrupam na:  bacia do São Francisco  bacias do Nordeste e do Leste. represas que visam reter a água para amenizar o efeito dos longos períodos de seca. que se A presença de um grande número de unidades políticas na região se deve muito mais aos aspectos históricos do que às diferenças na paisagem natural ou mesmo às dimensões dessas unidades. o Mearim. que ocupam grande parte da porção ocidental do Nordeste. desde a cidade de Pirapora (Minas Gerais) até Juazeiro (Bahia) e Petrolina (Pernambuco).472 14. surgem os terrenos pré-cambrianos dos planaltos e serras de Goiás-Minas no Oeste baiano. particularmente no estado de Pernambuco. cerca de 1 000 km./km2 25. sem dúvida. A seguir.6 hab.314 3. também.341 8.815.

potásio (Sergipe). sisal (BA/PE). A vegetação. enquanto. com temperaturas elevadas o ano todo e chuvas concentradas no verão. xilita. atualmente dados do IBGE têm indicado períodos de aumento da imigração de retorno.    Urânio: As maiores jazidas deste mineral atômico foram descobertas em Itatira (CE) Cobre: O Estado da Bahia possui grandes reservas (Jaguarari). extraído em diversos estados. na faixa atlântica. é possível distinguir-se três climas no interior do Nordeste: o tropical. e o trabalhador que a realiza é conhecido regionalmente como Corumbá. ouro e diamante (Bahia)etc.96 habitantes por quilômetro quadrado. em média. essa relação é facilmente percebida. potássio. mas com chuvas escassas e irregulares. denominase transumância.  ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. aparece no Oeste do Maranhão. conhecida como "polígono das secas". Frequentemente o migrante decide não mais voltar ao Sertão. sendo que em Alagoas esse valor alcança a absurda marca de 113%. inchando o contingente da população periférica e caracterizando o produto desse intenso êxodo rural. a migração ocorre em função da seca. O sal é transportado pela estrada de ferro Mossoró e exportado pelos portos de Macau e Areia Branca. Destaque-se. Outros produtos: mamona (BA). No Oeste do Maranhão. pois a distribuição das principais formações vegetais reflete a diversidade climática regional. Destacam-se os rios: o Paraguaçu. no entanto. Mas. Essa saída em massa de nordestinos está dominantemente relacionada às precárias condições de vida de grande parte da população regional e ao agravamento das disparidades socioeconômicas entre as regiões brasileiras. tivemos a presença da Mata Atlântica (hoje muito devastada). é o que predomina no território nordestino. porém com grandes disparidades na quantidade e distribuição das chuvas. que recebe toda a umidade oceânica. tais como o número de analfabetos e a taxa de mortalidade infantil. A paisagem climatobotânica do Nordeste vêm sofrendo uma rápida degradação. A taxa de mortalidade infantil (morte de crianças com menos de um ano de idade). por isso seu clima está sob o domínio de temperaturas elevadas o ano todo. O Rio Grande do Norte é o maior produtor nacional. e fixa-se nas cidades da região. Xilita: (tungstênio) é um mineral radioativo. nos trechos do interior onde predomina o clima tropical. é um reflexo do clima.  Petróleo: É o principal recurso mineral da região. notamos que o Nordeste transformou-se em uma área repulsora de população nas últimas década. Ceará e Piauí lideram na produção de carnaúba. O QUADRO HUMANO O Nordeste é a segunda região mais populosa do país. onde se observa uma transição climática do úmido para o seco. sendo superada apenas pelo Sudeste. sal. O interior semiárido é dominado pela caatinga. quase sempre. urânio. 60%. esperando retornar às suas terras no interior tão logo a seca termine. Nessas condições. No primeiro caso. principalmente para áreas do Sudeste. Em virtude de ser também de grande extensão. encontramos formações de mangues e dunas. cuja foz está em Salvador.  Sal: é extraído na orla litorânea do Rio Grande do Norte (Mossoró. O clima equatorial úmido. cuja foz se localiza no Sul da Bahia. formando as frentes pioneiras. além de atingir todo o litoral. primeiro produtor do país. Os aspectos políticos. Esse tipo de migração. O Nordeste abriga 50. justificando até que se fale hoje em processo de desertificação. Salvador (BA) destaca-se como porto exportador. principalmente vinda do Sudeste. JUANIL BARROS 33 . apresenta uma densidade demográfica de 28. Outros recursos: salgema (Alagoas). tem de migrar do Sertão árido para o litoral úmido. Essas pessoas se empregam em trabalhos sazonais. que esses valores estão diminuindo nos últimos anos. Parte da população afetada pela estiagem.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros o açude de Orós no rio Jaguaribe no Ceará. com temperaturas elevadas o ano todo. Observamos outros indicadores. razão pela qual essa área faz parte do complexo regional da Amazônia. O CLIMA E A VEGETAÇÃO A região Nordeste está em sua totalidade localizada em baixas latitudes. Fortaleza e Camocim). no litoral. EXTRATIVISMO MINERAL Diversos produtos são encontrados na região nordestina: petróleo. AS MIGRAÇÕES Uma característica marcante da população nordestina é o seu intenso movimento migratório. tanto intra regional quanto extra regional.4% dos analfabetos do país. uma vez que as condições permanecem precárias mesmo com a volta das chuvas. aparece em uma grande área do interior nordestino. na Plataforma Continental e no continente. De 1940 até 1995. área do clima equatorial úmido. que no Brasil já é considerada alta (46%). coco (BA). O clima semiárido. com um contingente de 9. O clima tropical. cobre etc. oiticica (CE). no Leste do Maranhão e no Piauí. o semiárido e o equatorial úmido. que se industrializaram nesse período. a formação típica é o cerrado. cujas maiores jazidas localizam-se no Rio Grande do Norte. e no caso da região Nordeste.7 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. estendendo-se desde a faixa central do Maranhão até o Sul da Bahia. Quanto ao movimento extra regional. econômicos e sociais são muito mais determinantes do que os aspectos climáticos nessa forte migração para outras partes do país. Macau e Areia Branca) e Ceará (Aracatí. na Bahia o Jequitinhonha. aparece a floresta latifoliada equatorial. Etc. EXTRATIVISMO VEGETAL A Mata do Cocais é a principal área do extrativismo vegetal do Nordeste. Maranhão lidera a produção de coco de babaçu (Vale do Itapecuru). A carnaúba e o babaçu são as duas principais espécies. e para áreas da Amazônia. As bacias do Leste abrange os litorais de Sergipe e Bahia e é formada por pequenos rios que descem as serras do planalto em direção ao Atlântico. na faixa intertropical do país. Acaba sobrevivendo de trabalhos esporádicos no subemprego. fenômeno climático extremamente comum nas áreas interioranas que formam o chamado Sertão nordestino. índice inferior apenas ao Sudeste e ao sul. que acompanha o vale médio e inferior do rio São Francisco. temporária e reversível. principalmente pequenos proprietários rurais e posseiros que não têm acesso aos açudes e nem têm dinheiro para "comprar água" dos grandes fazendeiros. formação característica de áreas secas. atinge na região Nordeste. a região perdeu mais de 15 milhões de habitantes. significando que está ocorrendo uma pequena melhora nas condições sociais da população nordestina. aparece a mata dos Cocais. com temperaturas elevadas e chuvas intensas o ano todo.

que envolve hoje mais de 3 milhões de pessoas. Em algumas áreas mais úmidas. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. a presença de lavoura comercial de alimentos para abastecimento das populações das grandes cidades litorâneas. Pindaré e Parnaíba. com o Proálcool. No entanto. A estrutura agrária se caracteriza pelo domínio das grandes propriedades. mudança entre a mata exuberante do litoral e a caatinga do Sertão. é possível distinguirmos no Nordeste quatro sub-regiões:  Zona da Mata. único rio perene do Sertão. estendendo-se do Rio Grande do Norte até a Bahia paralelamente à Zona da Mata. área muito úmida. produto cultivado durante longo tempo na área do Recôncavo Baiano. solo muito fértil e profundo. mas hoje está em decadência. sociais e econômicas. e o Sertão. tanto para a exportação quanto para o abastecimento do mercado interno. Os principais produtos cultivados são:  a cana-de-açúcar. É também uma área de transição climática. SUBREGIÕES DO NORDESTE  o cacau. manga. tendo em vista as enormes diferenças naturais.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros A AGROPECUÁRIA A agropecuária é a principal atividade econômica do Nordeste. especialmente nas terras do Piauí.5% de toda a área rural brasileira. aliada à ocorrência do clima tropical. que diminuem de oeste para leste. até a extremidade sul da Bahia. cuja produção . A atividade econômica mais característica. sua agricultura é bastante diversificada. Sisal ou agave. o Norte e o Nordeste de Minas Gerais. no Rio Grande do Norte. por sua vez. Merece destaque também a existência de uma importante lavoura comercial de algodão para abastecimento das indústrias têxteis nordestinas e. é a grande atividade econômica sertaneja. com péssima qualidade e baixo rendimento. Sertão Corresponde à maior das divisões internas da região. já foi um importante item de exportação. porém atualmente apresenta sérios problemas no seu desenvolvimento. Meio-Norte Corresponde à porção mais ocidental do Nordeste. quase sempre voltadas para a monocultura comercial.  Meio-Norte. Agreste Corresponde a uma estreita faixa de terras que se localiza entre a Zona da Mata. abrangendo cerca de 3/4 do Nordeste. região de clima seco. entre a Amazônia equatorial (o Oeste do Maranhão) e o Sertão semiárido (o Leste do Piauí). caprinos (leite) e asininos (montaria). absorvendo um contingente de mão-de-obra equivalente a 44.6% do total dos trabalhadores brasileiros do campo. a menos ocupada populacional e economicamente. entretanto. uva para fabricação de vinho. tomate e. dedicadas à policultura de pequeno mercado. contribuiu para a implantação e o desenvolvimento da cultura canavieira desde o século XVI. estendendo-se desde as proximidades de Natal. à subsistência. É cultivado principalmente na região do Agreste (Paraíba). já que ocorre o predomínio do clima semiárido. Zona da Mata Corresponde à faixa oriental do Nordeste. Os animais criados são bovinos (produção de carne). ou. planta que fornece fibra de uso industrial. atravessando as fronteiras regionais e ocupando. estendendo-se desde o litoral do Ceará e Rio Grande do Norte até o Sul e o Oeste baianos.  Agreste. O mau uso do solo na região Nordeste é um dos fatores responsáveis pelos mais sérios problemas que afetam a população regional. e com a presença de uma vegetação muito especial. Ao sul. desenvolve-se a pecuária de bovinos na área do cerrado. e uma vegetação pouco definida. destacando-se apenas a produção de arroz nos vales dos rios perenes Mearim. A pecuária. Sua estrutura agrária é caracterizada pelo domínio das pequenas propriedades que utilizam o trabalho familiar. realizada em enormes latifúndios de forma extensiva. com temperaturas elevadas e chuvas escassas e irregulares. Suas condições naturais refletem essa transição. tanto pelo valor da produção como pela quantidade de mão-de-obra empregada. uma estreita faixa de terras vizinha à Zona da Mata. melancia. com uma variação muito marcante no índice de chuvas. A agricultura dessa porção do Nordeste é pobre. JUANIL BARROS 34 . as palmeiras de babaçu e os coqueiros de carnaúba. Os fatores naturais sempre foram bastante favoráveis à atividade agrícola. rico em argilas e matéria orgânica. com escassa mecanização. observa-se a presença de agricultura irrigada para produção de mamão. no Maranhão. De acordo com essas diferenças. nos casos dos minifúndios que aí aparecem.quase toda para exportação esteve dominantemente concentrada na região de Ilhéus e Itabuna. a mais desenvolvida de todas.  o tabaco. pois a presença do massapé. como nos sopés das chapadas.2% dos estabelecimentos rurais e ocupa 20. que sofre grande influência da umidade oceânica. solos arenosos e rasos e uma rede hidrográfica de rios intermitentes. que teve seu apogeu no período colonial mas que agora. melão. A região possui 48. a existência de climas úmidos permite a prática de uma pequena policultura de subsistência ou de mercado local. com excepcional sucesso.  Sertão. abrangendo o estado do Maranhão e parte do Piauí. sofreu uma forte reativação. a de maior extensão e também a de maiores problemas. é o extrativismo vegetal baseado na coleta do babaçu e da carnaúba. em alguns pontos. pois somente cerca de 15% de seu espaço rural pode ser considerado área produtiva. Suas condições naturais caracterizam-na como uma área de transição. que compõem a chamada mata dos Cocais. pois apresenta um clima semiúmido na passagem entre o úmido do litoral e o seco do interior. Ao longo do vale médio do São Francisco. Ocupa uma larga faixa de terras no interior. Caracteriza-se pelas condições desfavoráveis à agricultura.

Entre os fatores que contribuem para esse crescimento. de açudagem.REGIÃO SUL(2013) ESTADO Santa Catarina Paraná Rio Grande do Sul CAPITAL Florianópolis Curitiba Porto Alegre POP. em Mataripe. como o caroá. A região metropolitana menos desenvolvida industrialmente é a de Fortaleza.286 hab. Sua população absoluta. A região metropolitana de Recife é sem dúvida a mais influente área de concentração industrial de todo o Nordeste. Jaboatão e Paulista. Esse órgão criou uma política de incentivos fiscais. objetiva transformar as condições de produção do meio rural do Nordeste. No rio Parnaíba. incentivando principalmente o setor industrial.603. ABSOLUTA 6. O potencial hidrelétrico do São Francisco é de grande importância para o desenvolvimento regional. principalmente na Bahia. DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas)./km² 53.Trata da irrigação e desenvolvimento da região semiárida do São Francisco CODEVALE (Companhia de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha). abrigando. A região Sul. algodão para a indústria têxtil. através da Usina Presidente Castelo Branco. mas é a que tem apresentado o maior crescimento industrial nos últimos anos. inferior à do Sudeste e à do Nordeste. 10.  de ordem extrativa vegetal: cera de carnaúba. Promove o aproveitamento hidrelétrico do rio Parnaíba (MA/PI).383. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO. Apoia o desenvolvimento regional. As principais usinas são Sobradinho. mas ainda bastante vinculada ao campo. COPENE (Companhia Petroquímica do Nordeste). Criado em 1. Sede em Camaçari (BA) FINOR (Fundo de Investimento do Nordeste). além da presença da mais antiga refinaria da Petrobrás. nas proximidades de Salvador(BA).CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros    OUTROS PRODUTOS: Feijão: em Irecê na Bahia a maior área produtora de cereais do Nordeste. com 575315 km2. óleos de babaçu e de oiticica e fibras vegetais. destaca-se a riqueza em matérias-primas:  de ordem agrícola: cana-de-açúcar para a produção de açúcar e álcool. que favorecem extremamente a elevada salinidade das águas e a extração do sal. PROTERRA ( Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulos à Agroindústria do Norte e Nordeste) CHESF ( Companhia Hidrelétrica do São Francisco).755 hab. porém. RELATIVA 66. Os principais centros industriais localizam-se nas regiões metropolitanas. Moxotó. tungstênio (Rio Grande do Norte) e sal (Rio Grande do Norte e Ceará). Com sede em Recife (PE). que atraiu capitais e empresas do Centro-Sul e do exterior pala a região. Fumo: no Recôncavo Baiano e baixo vale do rio Paraguaçu. hoje em franca decadência. Outros recursos energéticos importantes são petróleo e o gás natural. O desenvolvimento industrial da região se deu a partir da criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) em 1959. às condições naturais de clima quente e seco e um litoral raso. Juntos. a Refinaria Landulfo Alves.974. as influências históricas e demográficas da imigração europeia e uma economia moderna. Sobradinho. JUANIL BARROS 35 . COHEBE ( Companhia Hidrelétrica da Boa Esperança). explorados sobretudo nos litorais do Rio Grande do Norte e Sergipe-Alagoas e no Recôncavo Baiano. pois é composta por três estados: Paraná. o que se deve.2 hab. Itaparica atualmente chamada de (Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga) . são responsáveis por quase 35% da produção nacional desses combustíveis. a piaçava e o sisal. procura atacar o problema maior da região: a seca./km² 38. em grande parte. onde se destacam três centros industriais Cabo. sob o enfoque da divisão do país em cinco macrorregiões pelo IBGE.      A INDÚSTRIA Entre as bases da industrialização regional. Promove o aproveitamento energético deste rio: usinas de Paulo Afonso. Itaparica ou Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga e Xingó. desde fábricas de cimento até metalúrgicas. 10. ÓRGÃOS QUE ATUAM NO NORDESTE:  SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste). Mandioca: produção difundida em todo o Nordeste. Igualmente influente é o Centro Industrial de Aratu. É também a região menos subdividida em unidades. como o clima subtropical e a vegetação de araucárias.1 hab. seguidas das metalúrgicas. hab. tendo implantado até hoje mais de 1 000 projetos industriais. mediante a modernização de atividades agrícolas e pecuárias em áreas selecionadas. sendo as indústrias mais tradicionais as alimentícias e têxteis. Complexo de Paulo Afonso e Xingó. o que equivale apenas a 6. ESA 2013    POLONORDESTE (Programa de Desenvolvimento de Áreas Integradas do Nordeste). Destaque-se que a produção salineira nordestina corresponde a cerca de 80% do total nacional. é a terceira maior do país. estão a exploração de petróleo no Recôncavo e a implantação do polo petroquímico de Camaçari.770.  de ordem extrativa mineral: cobre e chumbo (Bahia). químicas e de produtos eletroeletrônicos. Rio Grande do Sul e Santa Catarina.577./km2 CURSO PEDRO GOMES PROF. voltados principalmente às indústrias têxteis e alimentícias. que apresenta como ramos de maior expressão o têxtil. cacau para a indústria alimentícia e tabaco para a indústria de charutos. Através de uma política de irrigação. o alimentício e o químico. destaca-se a usina Castello Branco. CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco).REGIÃO SUL DIVISÃO POLÍTICA O Sul é a menor das cinco macrorregiões brasileiras. A região metropolitana de Salvador é a segunda área em importância industrial do Nordeste.7 hab. apresenta uma série de elementos comuns no seu interior.8% do território nacional. POP. 28 . frutas para a indústria de sucos.

que caracteriza a segunda metade do século passado e a primeira deste como o período da grande imigração para a região Sul. Destacamse o rio Itajaí. que congrega as áreas mais desenvolvidas social e economicamente de todo o território nacional. depois. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. para a utilização como energia a fim de implantar espaços agropecuaristas. e as quatro estações bem definidas. no Sudeste catarinense. O rio Uruguai nasce na confluência dos rios Canoas e Pelotas. A exploração do pinho e as queimadas para expansão da agropecuária destruíram quase que completamente as reservas naturais de pinheiros. trouxe como consequência um forte processo de devastação vegetal. sendo três planaltos. A história da ocupação regional. o clima é o subtropical típico. A destruição da vegetação ocorreu. a divisão do país segundo os grandes complexos regionais. em torno das cidades de Maringá e Londrina. que é o principal rio dessa bacia. irrigando largas áreas de cultivo regional. O RELEVO E A HIDROGRAFIA Os rios das bacias do Sudeste estão localizados na porção oriental da região Sul e deságuam no oceano Atlântico. do Paraná ao Rio Grande do Sul. assim como a agropecuária. que essa é a única formação vegetal no Brasil em que é comum a prática do reflorestamento. Disso resultam apenas duas estações: a das chuvas e a das secas. No Norte paranaense. atualmente a maior do mundo. o inverno é rigoroso e a ocorrência de neve se verifica de forma mais frequente. no inicio. Entre os seus afluentes na região há também grande aproveitamento hidrelétrico. inverno frio. A maior parte da região é caracterizada pelo relevo dos planaltos e chapadas da bacia do Paraná. e mais recentemente. a do Uruguai e a do Sudeste. uma bacia pouco aproveitada tanto para a geração de energia quanto para a navegação. foi instalada a Usina de Itaipu. para a fixação dos colonos na área.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros Tais elementos fornecem uma certa homogeneidade a esse conjunto de três estados e justificam a existência dessa divisão regional. não há a menor dúvida em classificar esses três estados meridionais. Seu uso mais importante se dá na agricultura. se desenvolve com a utilização de tecnologias avançadas e aplicação de grande volume de capital. A formação mais típica que existia na e a mata de Araucárias. área conhecida pela presença das minas de carvão. a exportação é feita pelos portos de São Francisco do Sul (SC) e Paranaguá (PR). Nas porções centro-oeste e sul. A economia industrial desses três estados. no Leste de Santa Catarina. primavera e outono com temperaturas médias. observamos o predomínio do clima subtropical. que é hoje uma importante área industrial do estado. EXTRATIVISMO MINERAL  Os recursos minerais do Sul são: o Carvão (SC/RS). E. cerca de 180 mil km2. JUANIL BARROS 36 . Ao analisarmos. e o rio Jacuí. como parte importante do complexo regional do Centro-Sul. No seu trajeto ainda marca as fronteiras entre os dois estados. que não repõem todos os elementos do ambiente nativo destruído. Na porção centro-leste. O Rio Grande do Sul é O relevo da região Sul apresenta-se subdividido em seis unidades. o que a coloca em 3º lugar no pais. EXTRATIVISMO VEGETAL  Podemos destaca como extrativismo vegetal o “pinheiro de Paraná”. A hidrografia da região Sul é marcada pela presença de três grandes bacias: a do Paraná. em sua totalidade. que se estendia por todo o planalto da bacia do Paraná. na divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. sendo que as duas primeiras fazem parte da bacia hidrográfica Platina: O grande destaque da hidrografia regional é a bacia do Paraná.variando em torno de 600 a 800 m. formação tipicamente sedimentar com terrenos das eras Paleozoica e Mesozoica. com médias térmicas mais elevadas que as outras porções da região Sul e com as chuvas concentradas no verão. o que se deve principalmente à sua posição geográfica. na porção centro-ocidental da região. com o domínio das médias e baixas altitudes. o rio Tubarão. o xisto betuminoso (PR). A bacia do rio Uruguai ocupa uma pequena área no país. O CLIMA E A VEGETAÇÃO O clima da região Sul é o mais diferenciado do restante dos climas brasileiros. no trecho localizado na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. o chumbo (PR). que no Brasil ocupa uma área da ordem de 1. superada pelas regiões Sudeste e Nordeste. já que a quase totalidade da região se localiza abaixo do trópico de Capricórnio. no entanto. no entanto. especialmente nos rios Paranapanema e Iguaçu. chuvas bem distribuídas ao longo do ano. mas está totalmente na região Sul.com exceção da faixa atlântica. o cobre (RS). na faixa entre Curitiba e Porto Alegre. para atender às necessidades das grandes madeireiras e indústrias de papel e celulose.. associado à imbuia ao cedro e à erva mate. como o eucalipto e o pinus. depois separa o Brasil da Argentina e a Argentina do Uruguai. E nessa parte do pais que encontramos as maiores amplitudes térmicas anuaís. Assim. que apresenta as médias térmicas mais baixas do país. que atinge marcas superiores aos 1 000 m. especialmente as de lavoura de arroz. a paisagem botânica original já foi quase totalmente extinta. No rio Paraná. Ela abastece o Brasil e o Paraguai. porém com pouca intensidade. Destaque-se. O QUADRO HUMANO A região Sul possui uma população absoluta de 27 384 815 habitantes (IBGE 2010). no entanto. na área atravessada pelo trópico de Capricórnio. encontramos o clima tropical de altitude. com verão quente. porém quase sempre com espécies estrangeiras. Na região Sul. duas depressões e uma planície. no Rio Grande do Sul. O carvão é extraído em Santa Catarina (primeiro produtor nacional) e Rio Grande do Sul.4 milhão de km2 (25% desse espaço está na região Sul) e apresenta uma enorme capacidade de geração de energia hidrelétrica. A planície da lagoa dos Patos e Mirim tem como características sua localização em quase todo o litoral do Rio Grande do Sul e sua origem marinha e lacustre. refletindo em um padrão social mais elevado e tornando o Sul uma das regiões mais desenvolvidas do país.

os italianos e os eslavos (poloneses. A imigração japonesa se deu posteriormente. O fumo é plantado principalmente nas regiões de Santa Cruz e do Alto Uruguai. Tal fato se dá em virtude de o povoamento da região ter se caracterizado pelas correntes imigratórias vindas da Europa. Cruz Alta e região das Missões)  Trigo: Rio Grande do Sul (Erechim e Campanha Gaúcha) é o primeiro produtor nacional. PROF.5 milhões de habitantes). destacam-se a cultura da batata em pequenas propriedades e a pecuária bovina de corte. onde desenvolveu a policultura. arroz. JUANIL BARROS 37 CURSO PEDRO GOMES . de colonização italiana. com criação semi intensiva. seguido do Paraná e Santa Catarina. e sua produção está voltada para o abastecimento das indústrias de cigarros instaladas na região. são pouco numerosos. Viram-se obrigados a migrar para as cidades da região . A partir da década de 70. o destaque é a pecuária extensiva de bovinos. ucranianos. localizado no Leste e Nordeste do estado. A oeste. As principais colônias deram origem a importantes cidades. As principais regiões agrícolas de Santa Catarina são o vale do Itajaí e o vale do rio do Peixe. Santana do Livramento e Bagé. batata. Bento Gonçalves e Caxias do Sul.  Campos de Vacaria. Entre 1950 e 1970. com pequena participação dos outros elementos da nossa etnia. é importante área produtora de soja e trigo. Outros produtos que têm peso e destaque na economia da região: café. que engloba os municípios de Passo Fundo. que apresenta até hoje o predomínio de pequenas propriedades policultoras. como acontece nas áreas de pecuária de corte em que o gado é criado solto nos campos. A AGROPECUÁRIA A economia da região Sul sempre dependeu da agropecuária. especialmente com gado de origem europeia. sendo responsável por grandes produções de soja. no entanto. sob forte influência imigratória. especialmente na direção das regiões metropolitanas de Curitiba e Porto Alegre. como Blumenau. Itajaí. que em alguns casos são plantados em rotação no mesmo espaço. Grande parte do Sul do país foi povoada por meio da implantação de colônias agrícolas de imigrantes. é baseada na pequena propriedade policultora com mão-de-obra familiar. este último voltado para o abastecimento das indústrias de cigarros instaladas na região. em que o Rio Grande do Sul é o primeiro produtor nacional. predomina a cultura da soja. etc. os índios e a população miscigenada. na área da depressão Periférica. XIX. Com a mecanização. sobretudo na região de Chapecó. que hoje estão sendo substituídas. área de colonização italiana com pequenas propriedades. a criação de gado encontrou clima ameno. A principais áreas pastoris são:  Campanha Gaúcha. O desenvolvimento da lavoura agroexportadora significou uma considerável valorização do solo na região. com a expansão das lavouras comerciais de exportação. uva e fumo.  Estâncias: estabelecimentos típicos de criação de gado da Campanha Gaúcha. sobretudo à policultora. Isso constitui uma forma tradicional do uso do solo trazida ao Brasil pelos imigrantes.  Segundo Planalto Paranaense (Guarapuava e Palmas). e Criciúma. aveia. houve uma profunda mudança nessa estrutura tradicional. Nos dois casos a criação se faz em grandes propriedades. algodão. a presença dos solos de terra roxa e do clima tropical de altitude favoreceram o desenvolvimento das culturas do café e do algodão. Os trabalhadores empregados nas estâncias os “peões”. relevo suave (coxilhas. ou seja.  Uva: Rio Grande do Sul ( Bento Gonçalves. seja para atender às necessidades da importante indústria que lá se implantou. vegetação rasteira com bons pastos (campos limpos). No vale do Itajaí.êxodo rural -. Na encosta riograndense. com destaque para o Paraná e Rio Grande do Sul (Santa Rosa. basear-se na pequena propriedade policultora de base familiar.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros o seu estado mais populoso (9. seguida da do trigo. Ibicuí e Quaraí. estimulando pequenos proprietários a vender suas terras e adquirir outras propriedades maiores nas frentes pioneiras no Norte e CentroOeste. chamada de estância. Essa é a principal atividade econômica do vale. muito embora em algumas dessas áreas essa estrutura foi sendo transformada para a produção moderna e mecanizada em grandes propriedades. fundamentada na exploração de grandes propriedades intensamente mecanizadas. Arroz: Rio Grande do Sul (Vale do Jacuí) um dos maiores produtores do país. pecuária de corte. São Leopoldo e Novo Hamburgo. (pecuária de corte – gado selecionado). as chamadas "estâncias". AS MIGRAÇÕES E A URBANIZAÇÃO A composição étnica da população regional é predominantemente branca. e de ovinos. Essa situação favorecia a fixação dos habitantes no meio rural. seja para abastecer a população regional de alimentos. é importante a produção de milho associada à criação de suínos. A estrutura de produção dominante no estado. seguido do Paraná (8. (liderança nacional).). Isso deveu-se ao fato de a estrutura agrária regional. Apesar do domínio da pecuária. Predomina a grande propriedade de criação de gado. se produz principalmente o arroz e o fumo. Garibaldi e Caxias do Sul). os negros. restringindo-se ao Norte do Paraná. fundadas por alemães. criada de forma extensiva. ESA 2013 AS PRINCIPAIS ÁREAS AGRÍCOLAS As principais áreas agrícolas da região Sul coincidem com as de fixação dos imigrantes europeus. nos vales dos rios Ijuí. que se instalavam em pequenas propriedades e dedicavam-se à atividade agrícola. Garibaldi. pela soja e pela cana-de-açúcar.Campanha Gaúcha) e a preocupação com a seleção de raças. região de topografia plana e vegetação rasteira. Os principais centros pastoris da Campanha Gaúcha são:  Uruguaiana. Cada família imigrante recebeu um pequeno lote de terra em áreas florestadas.  Soja: cultivada nos estados sulinos. Na região Sul do Brasil. retardando o processo de urbanização. a urbanização do Sul foi muito lenta. a partir da segunda metade do século. influenciada pelo imigrante europeu. respectivamente. Já no vale do rio do Peixe. ligada à implantação de diversos frigoríficos. feijão e sorgo entre outros. cevada. O Noroeste do Rio Grande do Sul. o que explica o fato de a região Sul ter hoje 74. amendoim. Na Campanha gaúcha. centeio. milhares de trabalhadores rurais perderam emprego. no centrooeste catarinense. Hoje a agricultura regional é uma das mais modernas do país e é também bastante diversificada. trigo. inicialmente para subsistência e posteriormente com fins comerciais. cana-de-açúcar. Na porção central do estado.7 milhões de habitantes).1% de sua população vivendo em cidades. Tal influência histórica marcou fortemente a estrutura agrária do Sul. No Norte do Paraná. a produção de arroz vem ganhando importância econômica muito rapidamente na porção ocidental da Campanha. em meados do século XX. Destacou-se o plantio da soja em grandes propriedades e com forte mecanização agrícola. Erexim e Santa Rosa. milho. Ao mesmo tempo vem a transformação do trabalho manual em produção mecanizada. destaca-se a cultura de uvas. (Planalto Gaúcho/ RS e Lages/ SC). Os principais grupos de imigrantes foram os alemães. seja para a geração de divisas com a exportação.

com setores ligados à metalurgia. como o potencial hidráulico e as minas de carvão mineral.  Textil: Blumenau e Joinville (SC). ÓRGÃOS QUE ATUAM  SUDESUL (Superintendência do Desenvolvimento do Sul). é utilizado como fonte de energia em usinas termelétricas e como matériaprima na siderurgia para a fabricação do coque metalúrgico. centeio. alfafa. produzidas na própria região. fornece fibras para a indústria têxtil local. onde se concentra a indústria vinícola. Foi criado para apoiar os três Estados do Sul. linho.  ELETROSUL (Centrais Elétricas da Região Sul). em Porto Alegre. segunda área em importância industrial no Sul do país. as cidades de colonização alemã como Blumenau com a indústria têxtil e Joinville com a de eletrodomésticos. ambos ligados ao Programa Nacional de Corredores de Exportação. PORTOS Os principais portos da Região Sul são: Rio Grande (RS) e Paranaguá (PR). onde se destacam o refino de petróleo e a indústria petroquímica em Canoas. Frigorífica: Na Campanha Gaúcha (RS) e no Vale do Itajaí (SC). sendo superada apenas pelo Sudeste. A INDÚSTRIA A região Sul é a segunda mais industrializada do país. a mão-de-obra qualificada do imigrante europeu e a presença de recursos energéticos.7%. localizada em Porto Alegre (RS). em Curitiba (PR). automobilística. O desenvolvimento industrial da região sempre dependeu das matérias-primas provenientes da agropecuária. Bento Gonçalves e Caxias do Sul.  Madeireira: Indústria de móveis. linho. têxtil. Bento Gonçalves. além de indústrias alimentícias. áreas de colonização alemã. ocorre igualmente a produção termelétrica em usinas como a de Tubarão (Santa Catarina) e as de Butiá e Candiota (Rio Grande do Sul).primas de origem agropecuária. eletrodomésticos e eletroeletrônicos que independem das matérias-primas regionais. de calçados e vestuário. de frigoríficos. mandioca e cana-de-açúcar (RS/SC) Os produtos mais exportados pela região : soja e café. algodão. estão as matérias. Entre os principais fatores de seu desenvolvimento industrial. milho. cevada. de óleos vegetais. PRINCIPAIS INDÚSTRIAS  Petroquímica: Refinaria Alberto Pasqualini. Agroindústria: Setor muito importante no Sul do país. as cidades de Garibaldi. fabricação de carroceiras em Caxias do Sul (RS). Só mais recentemente é que a região Sul vem diversificando seu parque industrial. Garibaldi) (RS).  O porto de São Francisco do Sul escoa a produção madeireira de Santa Catarina. serve para a produção de ácidos na indústria química. A produção de energia elétrica no Sul é proveniente sobretudo de usinas hidrelétricas. Na região metropolitana de Curitiba. tanto que muitas das suas principais indústrias são alimentícias. cebola (RS).  IRGA (Instituto Rio-grandense de Arroz) (RS). o Rio Grande do Sul está em segundo lugar no setor de construção naval do Brasil. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. a indústria metalúrgica em Porto Alegre e a tradicional indústria de couro e calçados em São Leopoldo e Novo Hamburgo. Vale dos Sinos. maior produtor nacional. no rio Iguaçu. O carvão mineral. e. madeireiras e do setor automobilístico. frutas.  Algodão: cultivado nos três estados. de colonização italiana.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA  Professor Juanil José Barros Milho: amplamente cultivado         nos três estados. trigo e madeira. no Paraná (Ponta Grossa).  Construção Naval: Estaleiro Soh.  Produtos exportados pelo porto de Rio Grande: soja.2% de toda a produção nacional. Vinícola: Nas áreas de colonização italiana (Caxias do Sul. Celulose: (papel) Paraná e Rio Grande do Sul. no rio Paraná. Pesqueira: Nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.  Feijão: (PR). que participa com 68. em Santa Catarina. Entre os demais centros industriais têm-se. está localizado em Triunfo (RS).  FECOTRIGO (Federação das Cooperativas do Trigo) (RS). Lanígena: No Estado do Rio Grande do Sul. café. Siderúrgica: Siderúrgica Rio-grandense (Aços Finos Piratini). trigo e carne  Produtos exportados pelo porto Paranaguá: soja. participando com 18. uva. as fábricas de cerâmica em Campo Largo e São José dos Pinhais.  Fumo: (tabaco)Rio Grande do Sul (Santa Cruz do Sul). em Canoas (RS). com destaque para a de Itaipu. Caminhões: Fábrica Volvo. no Rio Grande do Sul. madeireira.  COPESUL (polo Petroquímico do Sul). Além disso. que é um combustível fóssil. aproveitando as matérias primas locais como a soja. A região metropolitana de Porto Alegre é á mais importante concentração industrial do Sul. etc. JUANIL BARROS 38 . merecem destaque o refino de petróleo em Araucária.  Calçados e artefatos de couro: Novo Hamburgo e São Leopoldo (RS).  Aveia. possuindo um parque dos mais diversificados. e a de Salto Santiago.

concentrando uma população de 81. ocupando uma fina faixa de terras entre o oceano e o planalto cristalino do Leste.231./km2 370. a serra da Mantiqueira./km2 33. dando origem aos paredões íngremes ou falésias. faz parte do complexo regional do Nordeste. como no Norte de Minas Gerais./km2 Os estados que formam a região Sudeste apresentam grandes diferenças internas.8 hab. de formação précambriana. Rio de Janeiro e Belo Horizonte. duas A região Sudeste é a quarta do país em extensão. O RELEVO E A HIDROGRAFIA O relevo regional é dominado por um conjunto de terrenos elevados.REGIÃO SUDESTE DIVISÃO POLÍTICA como a "região das terras altas". áreas com qualidade de vida mais elevada. 16. o Norte e o Nordeste de Minas Gerais. que são um dos fatores do grande desenvolvimento agropecuário regional.365 hab.855. Os planaltos e serras de Goiás-Minas aparecem como uma estreita faixa de rochas cristalinas oriunda do Centro-Oeste. O rio Paraná. do Leste e do Sudeste. caracterizado pelo domínio de topografia acidentada com serras e escarpas./km2 168. 19. em Minas Gerais. As depressões são representadas por terrenos de formação sedimentar e ocupam a faixa central da região. particularmente na porção mais setentrional desse litoral. É possível definir uma divisão em seis unidades de relevo. onde estão as nascentes do rio São Francisco.ao lado de outras com graves deficiências sociais.901. JUANIL BARROS 39 .' Na porção leste encontramos as rochas cristalinas dos planaltos e serras do Atlântico-leste-sudeste. sendo inclusive área de atuação da Sudene. As planícies e tabuleiros litorâneos representam a menor das unidades do relevo do Sudeste. CURSO PEDRO GOMES PROF. tanto no quadro natural quanto no socioeconômico. 41. na linha divisória com as terras mais altas do planalto a oeste. avançando pela região Nordeste. onde metade das terras situa-se acima dos 500 m de altitude e 10% acima dos 1 000 m.' Na porção ocidental estendem-se as rochas sedimentares e vulcânicas dos planaltos e chapadas da bacia do Paraná. independentemente das fronteiras estaduais. no entanto. sendo três planaltos . que ocupam quase metade do território paulista e grande parte do Oeste mineiro.5 milhões de habitantes em 2012. que abriga as jazidas minerais do Quadrilátero Ferrífero ou Central (Minas Gerais). A depressão Sertaneja e do São Francisco tem seu inicio no alto curso do rio São Francisco e toma a direção do seu vale. como no vale do Jequitinhonha. ao descer os desníveis do relevo planáltico da bacia do Paraná.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros 29 . porque assim estaremos avaliando a relativa homogeneidade dentro de um território mais amplo.332 hab.a Califórnia brasileira . E composta por quatro estados: Espírito Santo. porém é evidente que. Essa faixa atinge o Noroeste de Minas Gerais até a serra da Canastra.067 hab. Entretanto é a mais importante macrorregião brasileira. POP. 42% do total brasileiro e participando com mais de 75% da renda nacional. do São Francisco. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO – REGIÃO SUDESTE-2012 ESTADO Espirito Santo Minas Gerais São Paulo Rio de Janeiro CAPITAL Vitória Belo Horizonte São Paulo Rio de Janeiro POP. Muito frequentemente esse planalto chega até o oceano Atlântico. apresenta inúmeras quedas-d'água. como no vale do Ribeira paulista. bem como pelo domínio da paisagem semiárida. Nesse caso. como na região de Ribeirão Preto . como no litoral do Espírito Santo. ao lado de outras com produção econômica precária. a quase totalidade desses quatro estados está enquadrada no complexo regional do Centro-Sul. Há uma parte do Sudeste.9 hab. é a de maior aproveitamento na produção hidrelétrica do país.6 hab. Nessa área observamos a presença dos solos férteis de terra roxa. essa é a região mais desenvolvida do país. como nas regiões metropolitanas de São Paulo. Tal situação torna realmente muito difícil pensar nesses quatro estados compondo uma região homogênea. é considerando principalmente a divisão do país nos grandes complexos regionais. A depressão periférica da borda leste da bacia do Paraná está representada pelo domínio do relevo de cuestas nas terras paulistas. A região Sudeste é drenada pelas bacias hidrográficas brasileiras do Paraná. se analisarmos o quadro econômico regional como um todo. mais para o interior.7 hab. e a serra do Espinhaço. paralela à costa. áreas de grande desenvolvimento industrial. pois. Minas Gerais. Áreas de clima extremamente úmido.  A bacia do Paraná é a de maior importância na região. além de ocupar mais da metade do espaço regional. tornando essa área conhecida ESA 2013 depressões e uma planície. ABSOLUTA 3.8% do território nacional). Rio de Janeiro e São Paulo.dois deles correspondendo às unidades dominantes territorialmente. compondo a porção mais desenvolvida do país. que é o Sudeste. ao lado de outras de clima seco. que pelas suas condições sociais e econômicas precárias. Esses saltos foram aproveitados em usinas hidrelétricas a fim de atender ao maior parque industrial do pais. RELATIVA 77.578.219 hab. juntamente com seus formadores e seus afluentes. com 924 265 km2 (10. A melhor forma de se analisar esse espaço. Surgem a serra do Mar.

Aparece em áreas de latitudes mais elevadas. Itabira. Apresenta também duas estações bem definidas. São Pedro da Aldeia e Saquarema. sendo por isso bastante diversificada. às vezes muito seco. é a maior região produtora do país.  mata de Araucárias: característica de áreas de temperaturas mais baixas. Destaque-se que no trecho litorâneo. o Centro-Sul de Minas Gerais e parte do Oeste paulista. Em terras do Sudeste. além de aparecer sob a forma de manchas no interior de São Paulo.Norte de Minas Gerais. como o Sul e Sudoeste de São Paulo.  Ferro: O Quadrilátero Central ou Ferrífero. atualmente o maior produtor de petróleo do país. Ouro: Extraído em Morro Velho. ao contrário. O clima tropical de altitude abrange as áreas mais elevadas da região Sudeste. Centro e Oeste). Assim. mina mais profunda de ouro do globo (município de Nova Lima) e na mina da Passagem (município de Mariana). e o Paraíba do Sul. Sal marinho: as principais salinas do Estado do Rio de Janeiro estão na Região dos Lagos. Albacora. muito utilizada pelas indústrias madeireiras. Os poços produtores são: Garoupa. Congonhas do Campo. com um verão muito chuvoso e um inverno com estiagem. a influência da maritimidade. parte do Triângulo Mineiro. a presença de um relevo com altitudes elevadas. Mariana. Cherne. mais densa e compacta. etc. Cabo Frio maior produção. uma vez que as chuvas são escassas e apresentam uma distribuição mais irregular. definindo uma elevada amplitude térmica anual. É transportado pela Estrada de Ferro Vitória-Minas. Porém as temperaturas são sempre elevadas. sendo também chamada de floresta tropical úmida de encosta. sendo por isso denominada campos de altitude. a exemplo de trechos da serra da Mantiqueira. em função da maior altitude e da influência das massas de ar mais frias. possui espécies semi caducifólias e CURSO PEDRO GOMES aciculifoliadas. O clima subtropical ocorre na porção mais meridional da região. a porção centro-norte de Minas Gerais e toda a faixa atlântica. ferro. em virtude do elevado teor de umidade da região. destacando-se as jazidas de. se extrai petróleo na Fazenda Cedro. que se estende por grande parte de Minas Gerais (Norte. a facilidade de extração e a proximidade dos principais centros industriais determinaram que o Quadrilátero Central se transformasse na principal área produtora de minérios do país. Marlim. em função de fatores como a posição geográfica em baixas latitudes. típica do clima tropical. cuja nascente se localiza no Paraná:  O CLIMA E A VEGETAÇÃO A região Sudeste apresenta uma grande diversidade climática. caatinga: formação xerófila que aparece nas áreas do Sudeste que têm clima mais seco. nas áreas de praias. Em são Mateus. Petróleo: importantes jazidas na Plataforma Continental do Estado do Rio de Janeiro. com o predomínio da Araucária angustifólia (pinheiro-do-paraná). etc. por se distribuir pela área dessa bacia hidrográfica e. No interior.    Manganês: extraído em Minas Gerais.  As bacias do Leste correspondem ao conjunto de rios de pequeno porte que descem as serras para o litoral. pela influência da umidade marítima. como a região serrana de São Paulo e do Rio de Janeiro. latifoliadas e perenifólias. no Centro-Sul de Minas Gerais. Trata-se de uma vegetação exuberante. campos: formação herbácea que ocorre nos trechos mais elevados da região.  cerrado: formação arbustiva. na região do Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais). no Centro de Minas Gerais. Enchova. especialmente no inverno. o Quadrilátero Central ou Ferrífero. A vegetação da região Sudeste reflete clima regional. que deságua no litoral do Espírito Santo. A Companhia Vale do Rio Doce tornou-se uma das maiores empresas de mineração do mundo. ouro e bauxita. onde encontramos a foz do rio Ribeira de Iguape. recebe a denominação de mata da bacia do Paraná. Araruama. é chamada de mata galeria ou ciliar. um verão chuvoso e um inverno mais seco. trecho em que o rio percorre cerca de 800 dos seus mais de 3 000 km e onde foi instalada a hidrelétrica de Três Marias. porém sua maior característica está nas temperaturas mais brandas. próximo do semiárido. As bacias do Sudeste abrangem apenas um pequeno trecho do litoral sul paulista. Bauxita: (alumínio) encontrado em Poços de Caldas e Morro do Cruzeiro (MG). É o principal recurso mineral da região Sudeste e exportado pelo porto de Tubarão (Espírito Santo). manganês. restringe-se ao Centro. a ação de diferentes massas de ar. por se desenvolver sobre o relevo íngreme da serra do Mar.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros  A bacia do São Francisco localiza-se. no Nordeste. No Norte de Minas Gerais. Sabará. Destacamse entre eles o Jequitinhonha. formado pelos municípios de Belo Horizonte. Ocorre principalmente no Norte e Nordeste de Minas Gerais. em sua maior parte. não se definindo claramente um período seco. Espírito Santo. A qualidade dos minérios. e em áreas de grande altitude. no litoral. As principais formações são:  floresta tropical: é a formação dominante na região. Nova Lima. Caracteriza-se por apresentar duas estações bem marcadas. As chuvas. com espécies arbóreas de grande porte. JUANIL BARROS 40   ESA 2013 . Ouro Preto e Santa Bárbara. que nasce em Minas Gerais e desemboca na Bahia. as chuvas são bem mais frequentes que no interior. Badejo. Conselheiro Lafaiete (Morro da Mina e Águas Pretas) e São João Del Rei. o Doce. Namorado. O Rio de Janeiro é. E área de formação muito pobre em virtude da grande influência do sal nas condições ambientais. em função da diminuição das médias térmicas nesses locais. envolvendo o Oeste paulista.    EXTRATIVISMO MINERAL A região Sudeste abriga uma das mais significativas províncias minerais do país. no Norte fluminense. formações litorâneas: vegetação de mangues nas áreas alagadas pelo mar ou de dunas. com foz em Campos. O clima tropical abrange a maior parte da região Sudeste. pouco intensas. em terras paulistas onde a latitude maior faz com que as temperaturas diminuam sensivelmente no inverno. o clima tropical apresenta características mais próximas do semiárido do Nordeste. nos vales do São Francisco e do Jequitinhonha. Apresenta pequenas diferenças em sua composição segundo a localização geográfica. nos municípios de Macaé e Campos. corresponde à Mata Atlântica. quando se localiza nas margens dos rios. se distribuem regularmente por todos os meses do ano. O Rio de Janeiro é o segundo maior produtor do país PROF. ao sul do trópico de Capricórnio. Pargo.

Leitura complementar A descoberta de indícios de petróleo no pré-sal foi anunciada pela Petrobras em 2006. Segundo dados divulgados recentemente pelo IBGE. tanto no setor industrial quanto no agropecuário. também com grande aplicação de capital e tecnologia. cristal de rocha ou quartzo (MG). o Triângulo possui algumas das melhores áreas de pecuária extensiva de bovinos do país. compondo um total de 38 municípios conturbados e uma população da ordem de 16 milhões de habitantes (praticamente metade da população de todo o estado de São Paulo). Rio de Janeiro (Cantagalo) e São Paulo. A área apresenta também importante produção de cereais. Serra Negra (SP). e de lavouras de exportação. ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. a atividade turística. Na baixada dos Goytacazes (Rio de Janeiro). A Grande São Paulo. nos vales dos rios Paranaíba e Grande. fator de extrema relevância para a indústria nascente do pais. tanto para os migrantes vindos de outros países quanto para os que vêm de outras regiões do Brasil. Araçatuba e Presidente Prudente. talco (MG/RJ). A existência de petróleo na camada pré-sal em todo o campo que viria a ser conhecido como pré-sal foi anunciada pelo ex-diretor da ANP e posteriormente confirmada pela Petrobras em 2007. há uma tradicional pecuária leiteira. associada à produção de café. chá e banana. Após a grande crise de 1930. especialmente o da raça nelore para corte. porque sua expansão se faz em detrimento das culturas alimentares destinadas ao abastecimento do mercado interno. laranja. A atividade ganha maior destaque nas regiões de Barretos. Em setembro de 2008. os espanhóis. Parati e Mangaratiba (RJ). encontra-se cana e na baixada ou vale do Ribeira. O Triângulo Mineiro corresponde à região delimitada pelos rios Paranaíba (Minas Gerais-Goiás) e Grande (Minas Gerais-São Paulo). Areias monazíticas: os minerais radioativos são encontrados ao longo do litoral capixaba (praia de Guarapari e Anchieta) e fluminense (São João da Barra). Estando sob o domínio do clima tropical e do cerrado. Andradina. A concentração da produção industrial no Sudeste está na raiz da urbanização. ou seja. Duque de Caxias. O crescimento da população regional foi muito mais acelerado que o das demais regiões brasileiras. A Petrobras afirma já possuir tecnologia suficiente para extrair o óleo da camada. Nilópolis. a economia do Sudeste entrou em um processo de diversificação. São Paulo e Minas Gerais. Diamantina. e também o mais povoado. Águas da Prata. com 88% dos seus habitantes vivendo em cidades. Caxambu. Mais da metade dos imigrantes fixaram-se em São Paulo. a região se transformou em grande polo de atração das migrações internas. São João de Meriti. com aplicação de muito capital e tecnologia. O calcário é a matéria prima para fabricação de cimento. Isso é consequência de seu dinamismo econômico iniciado com a expansão da cafeicultura. cana-de-açúcar. 20% da população total do país. Tipos de cidades:  Cidades dormitórios: do Grande Rio – Nova Iguaçu.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros  Calcário: aflora em Minas Gerais (Patos de Minas). Dentre os principais grupos imigrantes dessa época. os alemães e os japoneses (São Paulo chá e arroz . Essa imigração ocupou toda a faixa central e ocidental de São Paulo e estendeu-se pelo Sul e Oeste de Minas Gerais. Poços de Caldas. O domínio de lavouras destinadas a atender a agroindústria. mas com grandes investimentos de capital e tecnologia. O QUADRO HUMANO A região Sudeste é a mais populosa e povoada do país. como a cana-de-açúcar para o álcool e o algodão para o setor têxtil. através da plataforma P-34. a Grande Rio de Janeiro e a Grande Belo Horizonte que em conjunto abrigam cerca de 30 milhões de habitantes. desenvolve-se a melhor pecuária intensiva leiteira do país. O objetivo da empresa é desenvolver novas tecnologias que possibilitem maior rentabilidade. E a maior produtora de café. Abriga os estados mais populosos do Brasil. amianto (MG). Bom Jesus da Lapa (BA). Em 2008 a Petrobras confirmou a descoberta de óleo leve na camada sub-sal e extraiu pela primeira vez petróleo do pré-sal. Cidades históricas: Ouro Preto (ex Vila Rica). As três maiores regiões metropolitanas brasileiras estão localizadas no Sudeste: a Grande São Paulo.   De menor importância. Cambuquira. JUANIL BARROS 41 . além de possuir o maior e melhor rebanho bovino do país e a maior produção de leite e derivados. atraídos pela expansão da cultura do café no interior do estado em fins do século passado. Tiveram um papel fundamental não só no desenvolvimento agrícola. tem sido alvo de críticas. os portugueses. Araxá (MG). produzindo alta tonelagem de carne para atender aos frigoríficos regionais. A AGROPECUÁRIA A região Sudeste é a mais importante do país economicamente. Nova Friburgo e Petrópolis). São João Del Rei. como também no crescimento do parque industrial regional e brasileiro. o Rio de Janeiro. entre São Paulo e Rio de Janeiro. a Petrobras começou a prospectar petróleo da camada pré-sal em quantidade reduzida. Mariana. No Sul de Minas e na Zona da Mata mineira.  Cidades religiosas: Aparecida do Norte (SP). uma região de forte atração populacional. os suíços (Rio de Janeiro. nesta cidades. pois o Sudeste tem sido. provenientes sobretudo do Nordeste. onde as possibilidades de emprego começaram a aumentar em função da desconcentração industrial recente. São Gonçalo. está ocorrendo uma modificação na distribuição da população urbana. Barbacena (MG). por sua vez.  Estâncias hidrominerais: São Lourenço. que vem gradativamente abandonando as grandes metrópoles e se deslocando na direção de cidades médias. historicamente. A criação se baseia no rebanho de gado zebu. Águas de Lindóia. Esta exploração inicial ocorre no Campo de Jubarte (Bacia de Campos). a exemplo da laranja e da soja. temos o mármore (RJ/MG). principalmente com a implantação industrial. formando aqui uma mão-deobra qualificada. Convém lembrar que parte dos imigrantes eram originários de cidades e alguns eram ex operários industriais em seus países. como milho e arroz. Sabará. A URBANIZAÇÃO A região Sudeste é a mais urbanizada do país. É importante. A pecuária bovina é realizada no sistema extensivo. Congonhas do Campo.horticultura no Vale Ribeira do Iguape). pois as principais áreas industriais da região transformaram-se nos mais dinâmicos polos de atração migratória num sentido amplo. ou mesmo no interior dos estados. principalmente nas áreas mais profundas. destacam-se os italianos (São Paulo – sistema de parceria e Espírito Santo). (mais de 100 mil habitantes) ou na periferia dos grandes centros. No vale do Paraíba. diamante (MG). é a maior de todas as regiões metropolitanas do país.

A região Sudeste possui ainda a maior concentração de indústrias de base. situada no Distrito Industrial de Santa Cruz (RJ).  Companhia Siderúrgica de Tubarão. etc. oleaginosas. cidade industrial de Belo Horizonte.  o vale do Paraíba.  FEMAR (Fundação do Estudos do Mar). É formado pela cidade de São Paulo e municípios periféricos de Santo André.  Companhia Siderúrgica Mannesmann. PROF. Abrange as cidade de Belo Horizonte e Piracicaba. Como já dissemos. distrito industrial de Belo Horizonte. a expansão do mercado consumidor e o desenvolvimento da rede de transportes. em Cubatão (Baixada Santista SP). café e canade-açúcar. estão:  região metropolitana de São Paulo: concentra 40% dos estabelecimentos industriais do país. região metropolitana do Rio de janeiro: foi favorecida pelo fato de ter sido capital federal e pela sua intensa atividade portuária. PRINCIPAIS INDÚSTRIAS DA REGIÃO SUDESTE  Indústria siderúrgica: No Sudeste estão as maiores usinas do país – Presidente Vargas. JUANIL BARROS 42 PESCA É desenvolvida nos Estados de São Paulo. Andradina. (ES). localizada em Cariacica (ES). Vale do Paraíba do Sul: Abrange os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Como exemplo. onde se projetam centros industriais como Volta Redonda (Rio de Janeiro) e São José dos Campos (São Paulo). Predominam os cultivos de cereais como o algodão. têxtil e naval. São José dos Campos e Taubaté (SP). no município de Paulínia. que trouxeram mão-de-obra qualificada para o trabalho industrial.   Outras áreas industriais importantes são: a Baixada Santista. sendo uma área polindustrial. mercado consumidor.  Refinaria do Planalto Paulista (REPLAN). destacando-se os setores ligados à indústria alimentar. em Niterói (Mauá e Mac Laren) e em Angra dos Reis (Verolme).  Usina Siderúrgica Mendes Júnior. em Volta Redonda. São João de Meriti. possuindo centros industriais de grande importância como Volta Redonda (RJ). localizada em Dias Tavares (MG). Belgo Mineira.  Indústria naval: O Rio de Janeiro é o maior centro de construção naval do país. fontes de energia e minérios. temos a acumulação de capitais.  região metropolitana de Belo Horizonte: o desenvolvimento industrial foi favorecido pelas reservas ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES . estaleiros de Ponta do Caju (Caneco e Ishtkwajima. sobretudo o ferroviário e o portuário.  Refinaria Artur Bernardes. Araçatuba e Adamantina. tem por finalidade pesquisar e preservar as espécies marinhas. A cana-de-açúcar é cultivada em todo o Sudeste. Abrange os municípios de Duque de Caxias.  Indústrias petroquímicas: No Sudeste estão localizadas as maiores refinarias do país: REPLAN e REDUC. União Matarazzo (SP) e Manguinhos (RJ). Atualmente caracteriza-se pela atividade industrial e pecuária leiteira. o cultivo do arroz é a atividade mais importante da região. Os recursos naturais da região têm sua parcela de responsabilidade no desenvolvimento industrial. com a decadência dos cafezais houve o desenvolvimento da pecuária e. em Capuava (SP). Nova Iguaçu. outra cidade industrial desse complexo. Vale do Paraíba do Sul: teve seu apogeu com a lavoura cafeeira. Possuem alto índice de mecanização .  Refinaria Duque de Caxias (REDUC). ACESITA. Fabriciano MG). Importante: no Vale do Rio Doce (MG/ES).  Usina Presidente Getúlio Vargas. automobilística e metalúrgica. Os principais setores são o siderúrgico e o automobilístico.  Companhia de Ferro e Aço de Vitória (COFAVI).  Aços Minas Gerais (AÇOMINAS): situada em Ouro Branco (MG). em função da disponibilidade de capitais. pertence a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). estão o alimentício. Ex: a siderúrgica Mannesmann está situada em Contagem. É a principal região polo industrial do país. rede rodoferroviária e portos. que é a região maior produtora do país.   Triângulo Mineiro: é representado pelas três mais importantes cidades da região que são Uberlândia. As jazidas minerais no interior de Minas Gerais e a potencialidade hidrelétrica da bacia do Paraná favoreceram em muito o processo de expansão industrial do Sudeste. A INDÚSTRIA Sudeste é a região mais industrializada do país. São Bernardo do Campo. 50% do número de estabelecimentos industriais e 55% do pessoal empregado no setor. COSIPA.CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA Professor Juanil José Barros do Sudeste:  Oeste Paulista: abrange as cidades de Presidente Prudente. existe a maior concentração de indústria siderúrgica do Brasil. Diadema e Guarulhos (ABCDG). Mannesmann. também pertence a PETROBRÁS. São Gonçalo. E importante também ressaltar a ação das correntes imigratórias. São Caetano do Sul. consumo de adubo. cultivos em curvas de nível. localizada nos municípios de Monlevade e Sabará. seleção de mudas e sementes. atualmente. AÇOMINAS. sendo responsável por 71 % do valor de produção industrial nacional. A CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL A concentração industrial do Sudeste é bastante irregular. mãode-obra. localizada em Ipatinga (Cel. o desenvolvimento industrial é resultado de fatores histórico-econômicos. pois só algumas áreas têm um maior adensamento de indústrias. Entre as principais. Inhaúma). têxtil. Zona da Mata Mineira: Tem como centro a cidade de Juiz de Fora. química. situada em Contagem. foi o marco inicial da indústria pesada (de base) no Brasil. em Betim (MG). a refinaria Gabriel Passos e a fábrica de automóveis da FIAT estão localizadas em Betim. temos: União. Entre os setores de maior destaque. é a maior da PETROBRÁS. Nilópolis. Uberaba e Araguari. Niterói. onde sobressaem os setores petroquímico (Petrobrás) e siderúrgico (Cosipa). Itaboraí.  Refinaria Gabriel Passos.  Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (USIMINAS). localizada em Cubatão (Baixada Santista)  Companhia Siderúrgica Belgo Mineira. é a Segunda maior do país.  Dentre as refinarias particulares. da indústria. Rio de Janeiro e Espírito Santo. Petrópolis etc. no Estado do Rio de Janeiro e pertence a PETROBRÁS. USIMINAS. COSIGUA .  Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA).  Principais áreas agrícolas minerais no Quadrilátero Central.  Companhia Siderúrgica da Guanabara (COSIGUA).

em Duque de Caxias (RJ) e em Betim (MG). nas praias fluminenses (Região do Lagos). Campos do Jordão). ENERGIA O desenvolvimento industrial do Sudeste. Sorocaba  Ferrovia do Aço (MG/RJ) ÓRGÃOS QUE ATUAM NO SUDESTE  CVRD ( Companhia Vale do Rio Doce). Teresópolis. Central do Brasil (RJ/MG/SP)  E.  Indústria química: Companhia Nacional de Álcalis. Usina de Furnas (MG). que é a maior atividade extrativa do Brasil. As Centrais Elétricas do Vale do Paraíba (CHEVAP).  Indústria de calçados: em Franca (SP)  Indústria têxtil: fábricas em São Paulo. Juiz de Fora (na Zona da Mata). em Angra dos Reis. .  Indústria de laticínios: Concentrada em Minas Gerais (Poços de Caldas).CURSO PEDRO GOMES GEOGRAFIA DO BRASIL APOSTILA ESPECIAL PARA ESA  Indústria aeronáutica: Em São José do Campos (SP). capixabas (Guarapari) e paulistas.São Paulo) Em março de 1996 a operação da rodovia foi concedida e atualmente é administrada pela empresa NovaDutra S/A. Barretos. na zona serrana (Nova Friburgo. Professor Juanil José Barros        obras de melhoria e ampliação da pista.Usina termoelétrica em Santa Cruz (RJ).  Indústrias de frigoríficos: em Araçatuba. bem como o fornecimento de energia. Usina Três Maria (MG). a de maior potencial hidráulica instalado e também onde estão as maiores hidrelétricas do país. soda cáustica e similares. Leopoldina  E. apoia-se num grande sistema de fornecimento de energia elétrica. concentrada no Vale do Rio Doce. Sua construção serviu para regularizar o regime do rio.F. Petrópolis e Nova Friburgo são cidades tradicionais nessa atividade. Estreito e Jaguará (SP/MG). o Bandeirantes.Centrais Elétricas S/A . Destaca-se a Bacia do Paraná.  CODEVALE (Companhia de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha)  CEPLAC (Comissão de Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira). Rio de Janeiro e Minas Gerais.  CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco). utiliza o sal como matéria-prima básica para a produção de barrilha. pertence à Companhia Energética de São Paulo (CESP).  SUDEVAP (Superintendência do Desenvolvimento do Vale do Paraíba)  SUDENE ( Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste).F. o Itapema. Situada na Praia de Itaorna. cujo lema é “Brasil país que voa longe”. Noroeste do Brasil (liga o Sudeste ao Centro-Oeste)  E. foi a primeira usina do programa nuclear brasileiro. sede da Emprese Brasileira de Aeronáutica (EMBRAER). no rio Paraná e formado pelo sistema Jupiá – Ilha Solteira (SP/MS). O Complexo de Urubupungá.F. Petrópolis. Resende (RJ) é um centro de indústrias químicas. atua na região semiárida (norte de Minas Gerais). rodoviário e ferroviário. é a principal empresa mineradora do país. Angra 3 em construção e mais duas novas usinas a serem construídas na região Nordeste. desenvolvimento da agricultura e navegação. pertence à (CHESF) Companhia Hidrelétrica do São Francisco. Trata da irrigação e desenvolvimento da região semiárida do São Francisco. Diversos tipos de avião são aí fabricados: o Brasília. como marginais em São José dos Campos.F. Em Itajubá (MG) localiza-se a HELIBRÁS. Minas – Vitória (transporta o minério de ferro de Minas para o porto de Tubarão/ES) E.  Turismo (indústria sem chaminés): na cidade do Rio de Janeiro.F. em Arraial do Cabo (RJ). Trata da exploração de minério de ferro. a qual realizou ESA 2013 CURSO PEDRO GOMES PROF. JUANIL BARROS 43 . Andradina (SP) e Governador Valadares (MG). nas cidades históricas e estâncias hidrominerais.  Indústria automobilística: Fábricas em São Bernardo do Campo (SP). que atualmente conta também com Angra 2 em operação. no Rio Grande (Bacia do Paraná). Desenvolve-se junto às áreas de pecuária leiteira. pertence ao sistema de Furnas . As principais rodovias são:  Presidente Dutra (Rio .  Usina atômica: (Angra 1) é uma usina nuclear brasileira que integra a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. tem melhorado as condições do vale do Rio Paraíba. responsável pela fabricação de helicópteros do Brasil. TRANSPORTE A região Sudeste é a melhor servida do país em transportes aéreo. conforme o planejamento da Empresa de Pesquisa Energética EPE. Fernão Dias (São Paulo – Belo Horizonte) Régis Bitencourt (São Paulo – Curitiba) Castelo Branco (São Paulo – Mato Grosso do Sul) Washington Luís (Rio – Petrópolis) Rio – Bahia (Rodovia da Unidade Nacional) Rodovia dos Imigrantes (São Paulo– Santos) Rio – Santos (litorânea) As principais ferrovias são:  E. no rio São Francisco.

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