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Ordenações Afonsinas

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Universidade de Lisboa Faculdade de Direito

Trabalho realizado no âmbito da disciplina de História do Direito Português

Ordenações Afonsinas e fontes Subsidiárias

Trabalho realizado por: Mónica Borges, nº 19786 Vanessa Bruno, nº 18444

Ano Lectivo 2009/2010 2º Semestre

Índice Introdução Origem e Contextualização Fontes Utilizadas Técnicas Legislativas Sistematização e conteúdo Fontes de Direito Subsidiário Bibliografia 3 4 5 6 7 8 10 2 .

Vamos.. 3 . com a sua apresentação oral. É ainda importante salientar que encontraremos referências às opiniões do Professor Duarte Nogueira. assim. já que é o regente da nossa cadeira e a ele lhe devemos os nossos conhecimentos. sobre como as Ordenações Afonsinas surgiram no nosso ordenamento Jurídico e clarificar a sua importância para o estudo desta cadeira e da História do nosso direito em particular. ao longo do nosso trabalho apontar os aspectos que nos parecem mais relevantes para o enaltecimento do seu valor histórico e jurídico.Introdução Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de História de Direito Português. Tem como objectivo elucidar os alunos.

elas apenas vigoraram pouco mais de 60 anos. D. regente de D. Este decidiu formar uma comissão. decidido a dar continuidade à obra. Para tal. elaborar a dita obra. Assim o fez até ao reinado de D. Duarte. este teria de reformar e compilar as leis existentes no reino. atendendo a este pedido. apresenta então as Ordenações Afonsinas ao Infante D. Isto porque quando D. manda João Mendes. Este tinha como função terminar a compilação já iniciada. Manteve-se neste trabalho até à sua morte sem o conseguir terminar. Afonso V. Contra todas as expectativas. João I. alterar e aperfeiçoar as Ordenações do reino. da qual também Rui Fernandes fazia parte. um corregedor da Corte. Manuel subiu ao trono. Esta comissão. decidiu mandar rever.Origem e Contextualização As Ordenações Afonsinas surgiram devido ao empenho das Cortes em fazer ver ao Rei a necessidade de se compilar a legislação existente. Para tal encarregou uma comissão: os seus trabalhos deram então origem às Ordenações Manuelinas! 4 . Afonso V. com o objectivo de que “as ditas Ordenações e compilação fossem revistas e examinadas”. Pedro. Em 1446/1447. invoca Rui Fernandes que pertencia ao Conselho de El-Rei. mesmo introduzindo algumas alterações. decide aprovar o documento! Nasceram assim as Ordenações Afonsinas. D.

Concordatas e Bulas Inquirições Costumes gerais e Locais Estilos da Corte e dos Tribunais Superiores Normas das “Siete Partidas” Preceitos do Direito Romano e do Direito Canónico 5 .Fontes Utilizadas As Ordenações Afonsinas tiveram por base as seguintes fontes: Leis Gerais Resoluções Régias Concórdias.

Este consistia na formulação directa de normas sem referência a eventuais fontes precedentes. ou seja. Verificou-se o estilo compilatório. Há autores que afirmam que se pode distinguir o “autor” dos livros devido ao estilo utilizado: no primeiro livro. afastadas ou modificadas.Técnicas Legislativas Foram dois os estilos legislativos utilizados nas Ordenações Afonsinas. realizado por João Mendes. quando se transcreviam na íntegra as fontes anteriores declarando depois em que termos eram aplicadas. apenas se encontra o estilo decretório ou legislativo enquanto que nos últimos quatro livros apenas se verifica o estilo compilatório! 6 . e ainda o estilo decretório ou legislativo.

Organicamente: As Ordenações Afonsinas dividem-se em cinco livros. Cada livro é antecedido por uma breve nota sobre o conteúdo ou objecto que se vai referenciar. 7 . É de salientar que o Professor Duarte Nogueira não está de todo conforme com esta teoria já que não existem argumentos suficientemente válidos para que ela seja acolhida. regalias. donatarias. fisco. estatutos de cada uma das ordens. Há uma teoria que afirma que as Ordenações se dividem em cinco livros porque se baseia nas Decretais de Gregório IX. estes por títulos e estes em parágrafos. Materialmente: Livro: IIIRegimentos dos Cargos Públicos Todas as matérias que regessem as relações do Rei com a população: direitos reais. estatutos dos mouros (…) IIIIVVProcesso civil Direito civil substantivo (Direito da Família. das Sucessões. …) Direito e processo criminal Uma pequena curiosidade no livro V: houve quem qualificasse este livro como “O Livro Vermelho” por conter apenas normas criminais.Sistematização e conteúdo As Ordenações podem ser sistematizadas orgânica e materialmente.

o legislador sentiu a necessidade de demonstrar qual a ordem e o âmbito de aplicação das normas jurídicas nas relações a disciplinar no reino. nem tudo se mostrava linear. teríamos que nos auxiliar neste direito pela seguinte ordem: 1. Desta forma seguia-se todo um processo até se encontrar a solução do caso concreto. Se isto não acontecesse. Costume do Reino Assim. Dizia inclusive nas Ordenações: “Quando a lei do Reino dispõe. Então.Fontes de direito subsidiário Quando as Ordenações foram aprovadas o nosso ordenamento mostrava-se complexo: ao lado do Direito Civil vigorava o Direito Canónico. Título 9. Primeiramente tínhamos de recorrer às Ordenações e ver se o caso era regulado por estas: se o fosse resolver-se-ia através das suas disposições. desta forma. Este tinha como principal objectivo evitar conflitos entre o Direito Civil e o Direito Canónico! Temos ainda de ter em atenção que nenhum caso poderia ficar por resolver. Estilos da Corte 3. Eram elas: Direito Romano 8 . tínhamos de verificar em qual destas hipóteses estaria contemplado o nosso caso e só passaríamos para a hipótese seguinte se a anterior fosse esgotada sem encontrarmos solução. No entanto. cessam todas as outras leis e direitos” – Livro II. Quando a solução para o caso não se achasse nestas haveria que recorrer às fontes subsidiárias. baseando-nos no “Principio do prevalecimento do Direito Pátrio ou Nacional”. Leis do Reino 2.

poder-se-ia aplicar o Direito Canónico em matéria temporal quando esta fosse acompanhada por um pecado. Mas. sempre com o intuito de não deixar nenhum caso por resolver. No entanto. Estão assim apresentadas as grandes bases das futuras compilações portuguesas! 9 .Direito Canónico Glosa de Acúrsio Opinião de Bártolo A maioria dos autores apoia a seguinte formulação: o Direito Romano servia para resolver casos de matéria temporal e o Direito Canónico matéria espiritual. temos de ter em atenção que o Professor Duarte Nogueira não segue este entendimento: ele afirma que o Direito Romano apenas contempla a matéria temporal enquanto o Direito Canónico a matéria espiritual. Se a solução não fosse encontrada passaríamos então para a Glosa de Acúrsio ou para a Opinião de Bártolo seguindo sempre o memo processo de exclusão. Mesmo havendo o critério do pecado não nos socorríamos do Direito Canónico passando logo para o Glosa de Acúrsio ou para a Opinião de Bártolo! É assim que se nos apresenta o processo das Fontes Subsidiárias das Ordenações Afonsinas.

“História do Direito Português – 2º Volume”. • Albuquerque. • Merêa.1495)”. Coimbra. Coimbra.Bibliografia Livros: • • Galvão Teles. 1981. 1942. 3ª edição. • Almeida Costa. “Elementos de História do Direito Português”. “História do Direito Português”. Ruy e Martim. Fontes – Direito Público (1140 . Volume I. 10 . Mário Júlio. Almedina. Manuel Paulo. Marcello. Lisboa Caetano. Casa do Castelo – Editora. 1938. Editorial Verbo. compilado Araújo Barros. “História do Direito Português.

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