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Ato de Confiança

Ó minha doce Mãe, eu não queria Ter essa triste e morna covardia, Ter essa torpe falta de coragem Que enlaça e mata aqueles que não agem.

Eu não queria amar Nosso Senhor Com um mesquinho, tíbio e fraco amor, Com um amor que só dá por medida, Que pesa o dom e poupa a própria vida,

Mas com amor ardente e valoroso, Constante, forte, puro e generoso, Que, solitário, assim me enchesse a alma De paz fremente, santa, sábia e calma.

Mas Vós sabeis, ó Mãe doce e clemente, Quão miserável, quão estultamente, Em minha alma abri largas feridas E como foram rotas e perdidas

As graças - tantas - dadas por piedade E quantas vezes foi minha maldade Capaz de ser mais forte e poderosa Que o bem que Vós me dáveis, Mãe bondosa,

E como tanto mal acumulado, Tanta fraqueza vil, tanto pecado, Não vence a vossa graça sem violência, Nem vence sem lutar vossa clemência.

Mas Vós, Senhora, sois e Virgem Pura, Que faz filhos de Deus da pedra dura E eu espero - firme e confiante - Em vossa onipotência suplicante.

Pois, se esmagastes já o vil dragão, Com vossa imaculada conceição E o mundo, tão falaz e movediço - O tende sob os pés preso e submisso,

De mim bem fácil Vós tereis vitória,

M. I. P. M. Fedeli

Que essa derrota só tenho por glória. Eis todo o meu alento e confiança, Sois vós, ó minha Mãe, minha esperança.

M.I.P.M.Fedeli

Para citar este texto:

Fedeli, M. I. P. M. - "Ato de Confiança" MONTFORT Associação Cultural

Online, 14/08/2013 às 12:15h