FABIANO DE CARVALHO

QUÍMICA GERAL

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INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

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Química Inorgânica
FABIANO DE CARVALHO

SANTA TERESA 2010

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FABIANO DE CARVALHO

ÍNDICE
Página
UNIDADE I: ESTEQUIOMETRIA E A BASE DA TEORIA ATÔMICA I. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA

1.1 A Teoria Atômica de Dalton 1.2 Característica da Matéria 1.3 A Estrutura do Átomo 1.4 O modelo de Thomson 1.5 Modelo Atômico de Rutherford 1. 6 A Contribuição De Max Planck E Einstein 1.7 O modelo de Niels Böhr 1.8 Eletrosfera 1.9 Descoberta do nêutron 1.10 O modelo de Sommerfeld 1.11 Modelo de Schrödinger: modelo atual
UNIDADE II. PERIODICIDADE QUÍMICA

4 5 10 10 11 11 12 14 15 15 17 18 27 27 28 28 32 33 41 41 41 45 47 54 56 57 57 57 58 59 60 61 61 62 63

2.1 O princípio de exclusão de Pauli 2.2 Princípios de Aufbau ou Regra de Klechkowski 2.3. Configuração eletrônica 2.4. Propriedades dos íons monoatômicos 2.5. Propriedades periódicas dos elementos 3.1 Ligações entre os átomos 3.2 Regra do octeto 3.3 Sólidos iônicos 3.4 Ligação covalente 3.5 Ligações Metálicas 3.6 Ligações Secundárias

UNIDADE III. ESTRUTURAS DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS

UNIDADE IV. LEIS DAS REAÇÕES QUÍMICAS (LEIS PONDERAIS)

4.1 Lei das proporções definidas 4.2 A teoria de Dalton 4.3 Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa) 4.4 Lei de Proust (Lei das proporções constantes, definidas ou fixas) 4.5 Lei de Gay Lussac 4.6. ―QUANTIDADE DE SUBSTÂNCIA‖. – DEFINIÇÃO DE 4.7 O número de Avogadro (NA) 4.8 Massa molecular 4.9 Resolução de problemas numéricos 4.10 Relações Molares
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4.11 Densidade e Massa Molar 4.12 Lei de Avogadro 4.13 O Equivalente-Grama. – Definição 4.14 Exercícios resolvidos 4.15 Exercícios de Fixação
UNIDADE V. ANÁLISE ELEMENTAR QUANTITATIVA E EQUAÇÕES QUÍMICAS

66 66 69 57 71 71 72 74 76 112 116 117 117 118 126 127 128 129 133 137 146 146 146 145

5.1 Cálculos de Fórmulas 5.2 Composições percentuais e fórmulas químicas 5.3 A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual) 5.4 O volume molar 5.5 Análises de Combustão 5.6 Exercícios resolvidos

UNIDADE VI. CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS

6.1 Balanceamento de Equações Químicas 6.2 Balanceamento de reações de óxido-redução 6.3 Acerto de coeficientes das reações de redox 6.4 Estado de oxidação 6.5 Exercícios Resolvidos 6.2 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas 6.3 Fatores químicos de conversão 6.4 Elementos Químicos Limitante 6.5 Determinação do reagente limitante 6.6 Exercícios Resolvidos 6.13 Exercícios Propostos 7.1 Definição de Solução 7.2 Soluto e Solvente 7.3 Concentração em Unidades Físicas 7.3.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução 7.3.2 Composição percentual 7.4 Concentração em Unidades Químicas 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. 7.5.2 Molaridade ou concentração molar 7.5.3 Concentração normal ou normalidade 7.4.5 Concentração molal ou molalidade 7.4.6 Fração molar ou percentagem em moles 7.5 Relação de massa com massa 7.5.1 Título 7.5.2 Porcentagem em peso 5.5.7 Densidade 5.5.8 Massa específica (µ) 5.6 Parte por milhão

UNIDADE VII. SOLUÇÕES - DOSAGENS

157 158 159 160 161 163 162 162 163 163 165
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5.6.1 Em massa 5.6.2 Em volume 5.7 Problemas de diluição 5.8 Exercícios Resolvidos
UNIDADE VIII. NOÇÕES GERAIS DE EQUILÍBRIO EM RELAÇÕES QUÍMICAS

165 165 166 167 175 175 175 176 182 183 185 185 185 186 187 192 194 194 195 201 203 206 207 209 209 210 211 212 237 237 245

1.1. O que é equilíbrio? 1.2. Estado de Equilíbrio 1.3. Velocidade de uma Reação 1.4. Generalidades Sobre Cinética Química 1.5. Característica do Equilíbrio Químico 1.6. Deslocamento do Equilíbrio 8.6.1 Alteração na concentração 8.6.2 Alteração na pressão 8.4.3 Alteração na temperatura 1.7. Lei de Ação das Massas 1.8. Equilíbrio Químico 1.9. Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais 1.10. Relação Matemática entre Ke e Kp 1.11. Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade 1.12. Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw) 1.13. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases 1.14. Constante de dissociação dos ácidos (Ka) 1.15. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb) 1.16. Balanço de Carga 1.17. A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH) 1.18. Acidez Atual, potencial e Total 1.19. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios 1.20. Exercícios Resolvidos Estados de Oxidação Nomenclatura química dos compostos inorgânicos Algumas constantes e conversões úteis

APÊNDICES

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A ideia do átomo foi estabelecida pela primeira vez por Demócrito em 530 a. mas. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA. Filósofos gregos. admitiam. intuitivamente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE I I. de 1808. Muitas abordagens do conceito de átomo apareceram ao longo do tempo. Fig. a que chamaram de átomo. capaz de ser usada em determinações experimentais. 6 ..C. Todas foram delineadas com um caráter primeiramente filosófico. que surgiu uma forma operacional. que a matéria seria constituída de partículas indivisíveis. no século V antes de Cristo. IFES Pág. foi a partir da teoria atômica do físico e químico britânico John Dalton (um dos marcos da Química do século XIX). 1: Frontispício de A New System of Chemical Philosophy.

A teoria Daltoniana. Os átomos de um mesmo elemento são todos iguais entre si (em massa. quando dois ou mais átomos de diferentes elementos se combinam para formar um único composto. podemos considerar as seguintes reações. b) Um elemento é uma substância que é constituída por átomos iguais. − Se a reagir com b para formar ab e c reagir com d para formar cd.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. IFES Pág. Compostos químicos são formados por "átomos compostos‖ (moléculas). Como exemplo. como nos óxidos de ferro. Nas reações químicas. Se existir mais de um composto formado por dois elementos diferentes.1 A Teoria Atômica de Dalton. sempre o fazem em proporções de massa definidas e constante. ou seja. sugere: Postulados: 1. 3. 7 . os átomos não se criam nem se destroem. Fe3O4. em notação moderna. 6. que deu um caráter científico à idéia do átomo. diminutas e indivisíveis chamadas átomos. Os elementos estão formados por partículas discretas. os números dos átomos de cada elemento nos compostos guardam entre si uma razão de números inteiros (Lei das Proporções Múltiplas . só combinam suas distribuições.Dalton) . FeO. 2.podemos aplicar este princípio em muitos exemplos. então se ab reagir com cd os produtos serão ad e cb (Lei das Proporções Recíprocas . que permanecem inalteráveis em qualquer processo químico. tamanhos e em qualquer outra propriedade física ou química). 5. por: 2K+I2 ⟶ 2KI Pb+Cl2 ⟶ PbCl2 2KI + PbCl2 ⟶ 2KCl + PbI2 Da teoria atômica de Dalton destacam-se as seguintes definições: a) Um átomo é a menor partícula de um elemento que mantém suas propriedades. 4.Richter). Fe2O3. dadas. todos iguais uns aos outros. O peso do átomo de um elemento é constante em seus compostos.

IFES Pág. Conseqüentemente. de oxigênio etc. que vai rarefazendo-se gradualmente (de acordo com alguma potência da distância). a pressão de cada componente é independente da pressão dos demais. altamente densa nas proximidades do átomo. a pressão ou peso total sobre qualquer partícula deve-se apenas àquelas de sua própria espécie. observadas e constatadas como válidas em quaisquer reações. de matéria sólida. não há qualquer repulsão mútua entre suas partículas. isto é. só A repele A.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) Um composto é uma substância que é formada pela fixação de átomos diferentes combinados em proporções fixas. 8 . uma possível conseqüência seria vislumbrar a lei das pressões parciais: "Em uma mistura gasosa. . a pressão total (P) é igual à soma das pressões parciais dos componentes". considerando que todas as partículas de hidrogênio. são misturados.. + ? ??? A expressão matemática da lei de Dalton é: ? ??? = ? ???× ? ??? sendo ? ??? a pressão parcial de A. ou só B repele B). Dalton descrevia uma partícula gasosa sendo constituída por um átomo central. As proposições de Dalton foram baseadas nas leis ponderais das reações químicas. que relacionam a massas dos reagentes e produtos. nomeados A e B. ? ???a pressão total da mistura e ? ??? a fração molar de A. existentes em qualquer composto desses elementos seriam iguais em peso. Já que as partículas de diferentes gases não interagiam quimicamente. as partículas de A não repelem as de B. . da mesma maneira. ? ??? = ? 1 ? + ?2 ? + . qualquer partícula de água seria igual a qualquer outra partícula de água. tamanho ou forma. Dalton correlacionou os pesos relativos das unidades fundamentais dos elementos químicos com as combinações que estes apresentavam em seus compostos. como elas se repelem umas às outras (isto é. extremamente pequena. As leis ponderais é um conjunto de postulados. cercada por uma atmosfera de calor. Nas suas proposições Dalton dizia: Quando dois fluidos elásticos.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As partículas constituintes das substâncias simples. está reproduzida na Tabela 1. A afirmação final de Dalton. a qual afirma que: ―Volumes iguais de gases diferentes contêm o mesmo número de moléculas‖. uma vez que ela se choca com a hipótese de Avogadro (em 1811). não é verdadeira. IFES Pág. contendo apenas um tipo de elemento. contudo. 9 . ele demonstrou que gases diferentes não podem ter partículas de mesmo tamanho. de 1803. Sua primeira ―tabela de pesos relativos das partículas últimas dos corpos gasosos e outros‖. que são os nossos átomos. foram chamadas de ―partículas últimas‖. 2 No livro ―Novo Sistema‖. Fig.

descobriu-se que o sal é composto de dois elementos diferentes. Por exemplo.5 7.4 15.9 25.2 4. 2 O átomo. sódio e cloro.7 14.8 13.3 9.2 15.3 5.3 15. 10 .4 6. os avanços na teoria atômica tornaram-se mais rápido.2 9.3 1808 1 5 5 6 7 8 9 12 12 17 13 19 16 19 16 4 34 7 6 1. Com o advento da ciência experimental nos séculos XVI e XVII.4 15. O padrão é o átomo de hidrogênio. 1805). p.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 1: Os pesos atômicos segundo Dalton: primeira tabela de pesos atômicos. 271-287.6 9.1 19. 1. conectados em uma união íntima conhecida IFES Pág. gases e sólidos podem ser decompostos em seus constituintes fundamentais. Pesos atômicos (sic) ESPÉCIE QUÍMICA Hidrogênio Azoto Carbono Amônia Oxigênio Água Fósforo Hidrogênio fosforetado (PH3) Gás nitroso (NO) Éter Óxido gasoso de carbono (CO) Óxido nitroso (N20) Enxofre Acido nítrico (NO2) Hidrogênio sulfuretado (H2S) Ácido carbônico (CO2) Álcool Ácido sulfuroso (SO2) Ácido sulfúrico (SO3) Hidrogênio carburetado da água estagnada (CH4) Gás olefiante (C2H4) 1805 1 4. – A unidade fundamental da matéria. ou elementos.5 6.2 8.3 5. apresentada oralmente por Dalton em 1803 e publicada como artigo nas Memoirs of the Philosophical Society of Manchester (2nd series v.2 5. Os químicos perceberam que todos os líquidos.

ou átomos. Não requerem. o movimento das partículas ocorre somente no retículo cristalino. As forças atrativas são quase inexistentes. Em um sólido as forças que mantém as moléculas.forma geométrica definida. líquido e gás. portanto. Os líquidos têm o volume definido. As forças que mantêm as moléculas ou átomos de um líquido são mais fracas do que nos sólidos. apenas. no entanto. 11 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO como ligação química. O termo estado da matéria refere à forma física em que a matéria existe: sólido. 3 IFES Pág. Forças de coesão são maiores do que as de repulsão. Contudo. Os gases são facilmente compressíveis e capazes de expansão infinita. provou ser uma mistura de gases nitrogênio e oxigênio. Fig. A distância entre elas é muito grande e variável e suas partículas se movem desordenadamente ao imprevisível. 1. os diferentes estados da matéria têm uma coisa em comum: todos eles podem ser divididos em unidades fundamentais chamadas átomos. O estado sólido. Suas partículas estão ordenadas e vibram rotacionalmente. Sua forma é indefinida e o seu volume é indeterminado. Suas partículas estão dispostas aleatoriamente. são muito pouco compressíveis. apresenta retículo cristalino . O ar. mas próximas. são fortes. Os sólidos são caracterizados com tendo tanto uma forma como volume definido. mas forma indeterminada (tomam a forma de seus recipientes) e são ligeiramente compressível.2 Característica da Matéria. apoio externo para manterem a configuração.

12 . Fig. apresenta tensão superficial. As forças de coesão e repulsão se igualam. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O estado Líquido. 4 O Estado Gasoso. que se designou por partículas subatômicas. demonstrou a existência de uma estrutura interna no átomo constituído por partículas menores. grande compressibilidade e as partículas movimentam-se com grande velocidade. O cientista Thomson realizou. IFES Pág. 5 1. partículas com carga elétrica negativa. As forças de repulsão são maiores do que as de coesão. uma série de experiências que lhe permitiram concluir que o átomo não era apenas uma esfera indivisível como tinha dito Dalton. há grande expansibilidade. a que se deu o nome de elétrons. iniciados por volta de 1850. Esta esfera tinha carga positiva e no seu interior. podem ser comprimidos. não apresenta retículo cristalino. no final do século XIX. 3 A Estrutura do Átomo Um grande número de estudos.

4. Fig. Os elétrons giram em torno do núcleo. toda a carga positiva do átomo está concentrada numa pequena zona densa e central a que chamou núcleo. Rutherford. um antigo aluno de Thomson. Ernest Rutherford (1871-1937) concebeu. 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. O modelo de Thomson. e as partículas de carga negativa. após diversas experiências. O modelo de Thomson. 2.4 O modelo de Thomson. também conhecido por pudim de passas. uniformemente distribuída. Na região central do átomo concentra-se toda a massa do átomo. onde se encontrariam incrustadas pequeninas esferas de carga negativa que tomaram o nome de elétrons. Pág. concluiu que: 1. tal como os planetas em torno do Sol.5 Modelo Atômico de Rutherford Em 1910. Segundo o modelo de Rutherford. A maior parte do átomo era espaço vazio. os elétrons. um novo modelo atômico. com base em estudos de fenômenos radioativos. encontram-se em movimento em torno do referido núcleo. O núcleo tem carga positiva. também conhecido por pudim de passas. 6 1. 13 IFES . representa o átomo como uma esfera maciça de carga positiva.

Fig. pois eles cairiam em direção ao núcleo devido à atração coulombiana. ou quantizada.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este modelo. nêutrons e os elétrons circunscritos a órbitas circulares. mas apenas em algumas freqüências que são características de cada um dos elementos químicos diferentes. chamou os quanta de Planck de photons (fótons) e estabeleceu. pois cargas elétricas aceleradas emitem energia. que energia tem massa. em 1905. No entanto. IFES Pág. e a perda de energia faria os elétrons espiralarem rapidamente em direção ao núcleo. Max Planck. em parcelas pequenas e muito bem definidas. apesar de extremamente útil não conseguia explicar o fato de a matéria ser estável uma vez que a atração eletrostática entre os elétrons e o núcleo positivo implicava necessariamente que as cargas negativas colidissem com a região positiva originando partículas materiais instáveis – o que não se observava. 7 1. descobriu que átomos ou moléculas absorviam ou emitiam energia apenas em quantidades discretas. Acabara de conceber a idéia de energia descontínua. Esse modelo atômico não era satisfatório. ou seja. Esses elétrons não poderiam estar parados. formado por prótons. emitindo radiação em todos os comprimentos de onda e tornando os átomos instáveis. pois os átomos obviamente são estáveis. ainda. físico alemão. isso não resolvia o problema da estabilidade do núcleo. então Rutherford propôs que os elétrons estariam girando em torno do núcleo em órbitas circulares. Átomo de Bohr–Rutherford com um núcleo central. Cada átomo é capaz de emitir ou absorver radiações eletromagnéticas. Definiu o conceito de quantum como sendo a quantidade de energia que pode ser emitida ou absorvida na forma de radiação eletromagnética.6 A Contribuição De Max Planck E Einstein Em 1900. Albert Einstein. 14 .

tanto de emissão e absorção.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Com o espectro. Espectroscopia de emissão. Fig. 8. IFES Pág. O espectrógrafo rudimentar. que é usado para identificar cada um dos elementos da tabela periódica pelo simples visualização e análise da posição de absorção ou emissão em suas linhas de espectro. Fig. 9. é característica de cada elemento. 15 .

que consistiu em bombardear uma fina folha de ouro (0. sugeriu que: I. Rutherford observou que: a) a maioria das partículas α atravessaram a folha de ouro sem sofrer desvios e sem alterar a superfície da folha de ouro. Os elétrons com mais energia movem-se em órbitas mais afastadas do núcleo.7 O modelo de Niels Böhr.0001 ? ? ? )? com partículas positivas e pesadas. III. Ernest Rutherford. emitidas por um elemento radioativo chamado polônio. que completou o modelo proposto por Rutherford. Durante a realização da experiência. para comprovar o modelo proposto atômico por Thomson. II. Em 1911. Fig. A cada órbita corresponde uma determinada energia. realizou um experimento. b) algumas partículas α sofreram desvios ao atravessar a folha de ouro. 16 . 10: O experimento de Ernest Rutherford IFES Pág. Os elétrons se movem em torno do núcleo com órbitas circulares.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. c) muito poucas partículas α não atravessaram a folha de ouro e voltaram (fig.8). denominadas partículas alfa (α). Niels Bohr completou.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.: Níveis com o número máximo de elétrons permitidos. ou seja. L. número quântico de momento angular. Tabela 2. Camada K L M N O P Q Nível de energia (n) 1 2 3 4 5 6 7 Número máximo de elétrons 2 8 18 32 32 18 8 1. As idéias estabelecidas por Böhr colaboraram para estabelecer que no moderno modelo atômico. m.8 Eletrosfera. 17 . e número quântico magnético. n. Com a Mecânica Quântica surgem três números quânticos para descrever a distribuição dos elétrons no átomo. Estes números quânticos. que resultam da equação de Schrödinger. IFES Pág.9 A Mecânica Quântica e o estudo da estrutura eletrônica dos átomos. são: número quântico principal. O experimento de Niels Böhr 1. 11. para descrever as orbitais atômicas. os elétrons devem se distribuir na eletrosfera do átomo em determinados níveis de energia (n).

3. representados por letras maiúsculas: K. 18 . Fig. M. Está relacionado com a forma da orbital. Os valores possíveis dependem do número quântico principal e são todos os inteiros de 0 até n – 1. Fig.2 O número quântico de momento angular (l). L. 6 e 7.1 O número quântico principal. 1. Está relacionado com a distância média de um elétron ao núcleo. N. 13: Formas de orbitais. os elétrons ocupam 7 níveis de energia (camadas de elétrons).9. sendo que o aumento do seu valor implica o aumento correspondente do valor do momento angular. 5. 2. Número quântico principal. O valor de l define o momento angular do elétron. que são. Para os átomos conhecidos atualmente. 4. 12. O. respectivamente: 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19. denominados ―principais‖ ou ―primários‖. Deste modo a energia cinética do elétron é associada ao movimento angular e está IFES Pág. P e Q . e identificados através de ―números quânticos‖.

1.3 O número quântico magnético. existem dois valores de l possíveis.9.1 = 1 . Este toma todos os valores de – L até + L. Por exemplo: Se n = 1. Número quântico Número quântico Estado principal orbital atômico n=1 n=2 n=3 l=0 l=0 l=1 l=0 l=1 l=2 1s 2s 2p 3s 3p 3d Fig. l pode ter como valores possíveis os números inteiros de 0 a (n . Números Quânticos de Momento Angular. Órbita era circular (s). há três valores de l.1). existe apenas um único valor de número quântico de momento angular possível (l = n . d. IFES Pág. Para um dado valor de n.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO dependente da energia total do elétron e naturalmente esses valores permitidos de l estão associados ao número quântico principal. Se n = 2. Está relacionado com a orientação da orbital no espaço. nomeadamente 0. f). 14. 19 . 0 e 1. elípticas (p. 1 e 2.1 = 0). Tabela 3. passando pelo 0. Se n = 3.

+3 7 IFES Pág. 16. 0. 0. Os vetores momentos angulares. +2 5 3 f -3. -2. Número quântico magnético. +2. l orbital l Orientações 0 s 0 1 1 p -1. +1 3 2 d -2. -1. Fig. 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. +1. Tabela 4. -1. +1. 15. 20 . Números Quânticos.

O seu dispositivo experimental consistia num feixe de átomos. metade dos átomos são desviados numa direção e a outra metade noutra. qualquer carga em rotação gera um campo magnético em seu torno. De acordo com a teoria eletromagnética. possui por si só um momento angular intrínseco. Fig. comporta-se como um pequeno ímã. Deste modo o número quântico de spin eletrônico (ms) pode tomar os valores –1/2 e +1/2. Uma demonstração inquestionável da existência do spin eletrônico foi conseguido por Otto Stern e Walter Gerlach. 21 .9. em 1924. Uma partícula carregada.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Como o movimento de rotação do elétron pode ter dois sentidos (sentido horário e anti-horário) pode ter dois valores. A interação entre um elétron e o campo magnético provoca um desvio do seu trajeto linear. Por isso dizemos que o elétron tem um momento angular de spin. quando em rotação. Como os movimentos de spin são completamente aleatórios. produzidos num forno quente. O elétron. No anteparo detector conseguem-se determinar duas regiões de igual intensidade. ambos físicos alemães. as suas propriedades magnéticas podem ser justificadas. 17 IFES Pág. além de gerar um momento magnético devido ao seu movimento angular. Se pensarmos nos elétrons a rodarem sobre o seu próprio eixo (como o planeta Terra). que era injetado através de um campo magnético não homogêneo.4 Número quântico de spin eletrônico.

Dessa colisão apareceu um tipo de radiação que levaram muitos cientistas a acreditar que se tratava de raios gama. Chadwick realizou consistiu. 19 IFES Pág. a radiação invisível era formada por nêutrons. o físico inglês James Chadwick constatou que os núcleos dos átomos. Após realizar vários cálculos. 18 1. denominadas de nêutrons.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. A experiência que J. sendo aplicada em todos os campos da ciência Física. em fazer com que feixes de partículas alfa se colidissem com uma amostra de berílio. que evitam a repulsão dos prótons. 22 . outras partículas. além dos prótons que lhes conferiam carga positiva. continham em sua estrutura. assim como as próprias partículas alfa. a conservação da quantidade de movimento total de um sistema ocorre se a resultante das forças externas que atuam sobre o sistema for nula. basicamente. de carga elétrica neutra e massa aproximadamente igual à do próton. Este princípio ganhou enorme importância. Segundo este. de forma que ficou conhecido como uma das leis fundamentais da natureza. James concluiu que não se tratava de raios gama. A descoberta da existência dessa partícula foi possível graças ao grande sucesso da aplicação do Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento.10 Descoberta do nêutron. Em 1932. Fig.

Em vez disso. principalmente porque não se pode localizar a posição exata de um elétron em um dado instante. Erwin Schrödinger (1887-1961) e Paul Dirac (19021984). Eles abandonaram o conceito de órbita estacionária. mas que possui massa praticamente igual a do próton. o físico alemão Arnold Johannes Wilhelm Sommerfeld. mas a ciência. Neste caso. 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O nêutron eliminado. baseado na mecânica quântica. d. pois segundo Rutherford elas tinham massa igual à do próton. não sofre desvio. que é uma extrapolação a partir da experiência nível macroscópica para o pequeno tamanho do átomo. permitindo concluir que o nêutron é uma partícula que não possui carga elétrica. o IFES Pág. f). p. apresentou um novo modelo atômico sobre o qual afirmava que os elétrons descreviam órbitas circulas e elípticas ao redor do núcleo. abandonou a idéia de órbitas estacionárias regidos pelas leis da mecânica clássica. d.s. Fig. O modelo de Sommerfeld. f). a trajetória dos elétrons de Schrödinger é a de uma onda.11 Modelo De Sommerfeld. As experiências do modelo de Bohr foram muito úteis. Considerou. No modelo de Schrödinger abandona o conceito de elétrons como minúsculas esferas carregadas que giram em torno do núcleo. Chadwick mediu a massa dessas partículas. Seus pais eram: Werner Karl Heisenberg (1901-1976). Em 1916. Para ele. que a energia liberada como fóton era pelo fato de as camadas eletrônicas possuírem certas subdivisões (subníveis energéticos .12 Modelo de Schrödinger: modelo atual. elípticas (p. ainda. Evoluiu para uma nova mecânica: a mecânica quântica. em evolução. uma órbita era circular (s) e as demais. 20. Para comprovar que realmente se tratava de nêutrons. ao atravessar um campo elétrico. 23 . 1.

os cientistas abandonaram a ideia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. Diferença entre orbitais. Fig. com uma provável presença em uma região definida do espaço. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétron não é considerado como uma partícula. Esta área é conhecida como probabilidade orbital. Vejamos alguns exemplos: Fig. Portanto. 24 . designadas por orbitais. ele é considerado como um conjunto das ondas que vibram em redor do núcleo. 22: Orbitais s. 21.

Fig. 25 . 23. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Orbitais p. IFES Pág. Orbitais d. Orbitais f. 25. 24.

na qual estão imersos os elétrons com carga elétrica negativa. Como se vê: 5. Teoria atômica de Dalton levou à "Lei das proporções múltiplas. concebido em 1904. um átomo de um com um átomo de B (AB). o átomo é constituído por uma esfera de carga elétrica positiva. donde se verifica a veracidade da lei. os diferentes elementos se combinam em proporções numéricas simples: assim.88 é praticamente metade de 11. mas os átomos de um elemento são diferentes do resto dos elementos. ou um átomo A com dois átomos de B (AB2). MODELO ATÔMICO DE THOMSON Neste modelo.88 g de H e 94. IFES Pág. B) Todos os átomos de um elemento são semelhantes em massa (peso) e outras propriedades. que afirma: ―Se dois elementos formam mais do que um único composto simples.11 g de H2O combinam-se a 89. No primeiro. Átomos não podem ser criados nem destruídos durante uma reação química. No segundo.99 g de O. 100 g de H2O2 são formadas por 5. 26 . 11. Exemplo: o hidrogênio e o oxigênio se combinar formando 2 compostos diferentes: a água e a água oxigenada. formando 100 g de água.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A EVOLUÇÃO DO MODELO DO ÁTOMO RESUMO TEORIA DE DALTON A) Cada elemento é composto de minúsculas partículas indestrutíveis chamadas átomos.11 g de O. C) Em cada um dos seus compostos.11. as massas de um elemento se combina com uma massa fixa de um segundo elemento numa simples razão inteira‖.

O Modelo de Bohr. correspondendo a cada uma delas um nível de energia. 27. à volta do qual rodam os elétrons. mas em que os elétrons se movem em órbitas circulares em torno do núcleo. concebido em 1911. IFES Pág. o átomo é constituído por um núcleo. B) Modelo de Thompson. portador de carga elétrica positiva. 26 MODELO ATÓMICO DE RUTHERFORD Neste modelo. Os elétrons podem passar de uma órbita para outra por absorção ou emissão de energia. tal como no modelo de Rutherford. MODELO ATÔMICO DE BOHR Neste modelo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A) Modelo de Dalton. descrevendo órbitas elípticas. Fig. o átomo é constituído por um núcleo. concebido em 1913. Fig. 27 .

29 IFES Pág. 28 . O modelo da Nuvem Eletrônica.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO MODELO ATÔMICO ATUAL — MODELO DA NUVEM ELETRÔNICA. Fig. 28. Os cientistas abandonaram a idéia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. designadas por orbitais. Fig.

30 Ordem de preenchimento: 1s > 2s > 2p > 3s > 3p > 4s > 3d > 4p > 5s > 4d > 5p > 6s > 4f > 5d > 6p > 7s > 5f > 6d > 7p. Princípio de exclusão de Pauli sugere que um orbital atômico é um estado de energia que têm limite de espaço para acomodar elétrons. 29 . s. l. Fig.1. O princípio de exclusão de Pauli sugere que apenas dois elétrons com spins opostos podem ocupar um orbital atômico. não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos n. 2.2. Os elétrons são preenchidos de acordo com um esquema conhecido como o princípio de Aufbau. m. Dito de outra maneira. PRINCÍPIOS DE AUFBAU OU REGRA DE KLECHKOWSKI. IFES Pág. que corresponde (na maior parte) para aumentar a energia das subcamadas. O PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO DE PAULI.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE II 2.

s) teremos: Fig.  A camada M é composta pelos subníveis s.  A camada P é composta pelos subníveis s. f e g. p e d. o princípio de equilíbrio ocorre quando os elétrons estão emparelhados. h e i. f (fundamental) e os g. o átomo é nomeado diamagnético.  A camada N é composta pelos subníveis s. d. ainda. A distribuição de elétrons entre os orbitais de um átomo é chamada de configuração eletrônica. Assim.  A camada K é composta pelo subnível s. p. Para dois elétrons no mesmo orbital. h e i Como os momentos angulares spin e orbital se combinam (isto é. e h. pois não há. p. Porque um elétron gira sobre seu eixo. CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA. g. d e f. 31: Configuração eletrônica. d. 30 . as rotações devem ser opostas entre si (para que os campos magnéticos sejam orientados em duas direções distintas). de modo que não reagem a campos magnéticos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2. Neste caso. l. f. átomos com tantos elétrons − se existirem será necessário utilizarmos esses subníveis. existentes somente na teoria. IFES Pág. p (principal). Átomo paramagnético tem um orbital desemparelhado (somente 1 elétron no orbital). d. p. f. d (diffuse = difuso). Como vimos os subníveis são designados por letras: s (sharp = nítido). p.  A camada O é composta pelos subníveis s. g. pois tem os dois elétrons emparelhados (spins emparelhados). se acoplam) de modo vetorial e como não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos (n.  A camada Q é composta pelos subníveis s. Os elementos diamagnéticos se agrupam em blocos sem orientação polar definida. ele cria um campo magnético.3.  A camada L é composta pelos subníveis s e p. m.

0. 1 -2. 1. 3 Número de orbitais 1 1 3 1 3 5 1 3 5 7 Orbital 1s 2s 2p 3s 3p 3d 4s 4p 4d 4f Elétrons emparelhados ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ Número de elétrons 2 2 6 2 6 10 2 6 10 14 1 0 2 0 1 3 0 1 2 4 0 1 2 3 Número máximo de elétrons em cada nível de energia é determinado pela equação de Rydberg: x = 2n2. 1. K 2 L 8 M N O P Q 18 32 50 72 98 O elemento de número atômico 112 apresenta o seguinte número de elétrons nas camadas energéticas: K 2 L 8 M N O P Q 18 32 32 18 2 Um esquema feito para auxiliar na distribuição dos elétrons pelos subníveis da eletrosfera é o diagrama de Linus Pauling (ou diagrama de Pauling). 1 -2. 1. -1. 1 0 -1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 5: Distribuição eletrônica. -1. -2. 2. 0. n l ml 0 0 -1. 2 0 -1. 0. 0. 0. IFES Pág. 31 . -1. 2 -3. 0.

2s2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 1A 1 H 1s1 3 Li 1s2 2s1 11 Na [Ne] 3s1 4 Be 1s2 2s2 12 Mg [Ne] 3s2 5 B 1s2 2s22p1 13 Al [Ne] 3s23p1 6 C 1s2 2s22p2 14 Si [Ne] 3s23p2 7 N 1s2 2s22p3 15 P [Ne] 3s23p3 8 O 1s2 2s22p4 16 S [Ne] 3s23p4 9 F 1s2 2s22p5 17 Cl [Ne] 3s23p5 2A 3A 4A 5A 6A 7A 8A 2 He 1s2 10 Ne 1s2 2s22p6 18 Ar [Ne] 3s23p6 8ª IFES Pág. 4s2. 3d10. 32: Diagrama de Pauling. 4f14. 7s2. pois a ordem na qual os elétrons são preenchidos pode ser lida a partir da tabela periódica. 7p6. Ordem do diagrama é: 1s2. 2p6. 3p6. 6s2. 5s2. 32 . 5f14. 3s2. 4p6. 6d10. 5p6. Não é necessário memorizar o seguimento do diagrama. 4d10. 6p6. 5d10.

33 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1A 1s 2A 2s 3s 4s 5s 6s 7s 3A 4A 3d 4d 5d 6d 4f 5f 5A 6A 1p 2p 3p 4p 5p 6p 7A 1s IFES Pág.

34 . 4A 4A 5A 6A 7A C N O F 1s 2 2s 2 2p 2 1s 2 2s 2 2p 3 1s 2 2s 2 2p 4 1s 2 2s 2 2p 5 C4 N3 O2 F1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 Sn [Kr] 4d 10 5s 2 5p 2 IFES Pág.  Elementos com propriedades semelhantes. geralmente têm configurações semelhantes na camada exterior. ou de ambos os s e SUBCAMADAS p. Sn 2 + [Kr] 4d 10 5s 2 Sn 4 + [Kr] 4d 10 Pb [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 2 Pb 2 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Pb 4 + [Xe] 4f 14 5d 10 5A Bi [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 3 Bi 3 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Bi 5 + [Xe] 4f 14 5d 10  Os Grupo IV . Be 1s 2 2s 2 Mg 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 2A Al 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 1 2A Be 2 + 1s 2 Mg 2 + 1s 2 2s 2 2p 6 Al3+ 1s 2 2s 2 2p 6  O Grupo IV e V (metais) pode perder tanto os elétrons do subnível p. conseguindo assim uma pseudoconfiguração de gás nobre. e são os que estão expostos a outros átomos. ordem energética (ordem de preenchimento): 1A Li 1s 2 2s 1 Na 1s 2 2s 2 2p 6 3s 1 K 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 1 Li + Na + K+ 1s 2 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Os Grupos II e III (metais) também tendem a perder todos os seus elétrons de valência para formar cátions. nós já sabemos que os metais alcalinos (Grupo 1A) sempre formam íons com uma carga de 1 (o elétron "extra" s1 elétron é o que será perdido). Esta camada é conhecida como a camada de valência. Propriedades dos íons monoatômicos.VII (não-metais) ganham elétrons até sua camada de valência se completar (8 elétrons). Por exemplo. Os elétrons na camada mais externa (aquelas com o maior valor de n) são os mais enérgicos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2.4.

5. Por exemplo. 8A Ne 1s 2 2s 2 2p 6 Ar 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Metais de transição (grupo B) normalmente têm duas formas de perder os elétrons de valência (s).994 Å. A força de qualquer modelo que está na capacidade de explicar as observações experimentais. Para obter o raio atômico toma-se a distância entre os dois núcleos. 35 . ou: 0. pois o átomo não tem forma delimitada.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Os gases nobres do grupo VIII já possuem uma camada externa completa.988Å/2) .994 Å = (1. eles não têm tendência para formar íons. determinados desta forma. portanto. Por isso. algumas aproximações são feitas para determinar este parâmetro.988Å. É difícil definir uma fronteira nítida entre a distância dos elétrons de qualquer átomo em particular e do núcleo. B Fe 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 4s 2 Fe 2 + Fe 3 + 2. 33: Raios atômicos. Propriedades periódicas dos elementos. 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 5 Fig. mas também pode perder elétrons de alto nível d. a distância entre os dois átomos de cloro no Cl2 é 1. o raio atômico do cloro é 0. que é a soma dos dois raios atômicos do cloro. Os raios atômicos. Portanto. I. O raio atômico. A primeira propriedade a explorar é o raio atômico. IFES Pág. também são chamados de raios covalentes. não apresenta limite para sua nuvem eletrônica.

34: Raio Atômico. IFES Pág. 35: Raio Atômico dos Elementos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 36 . Fig.

simultaneamente. Energia de Ionização. Veja na tabela abaixo: Tabela 6: Raios Atômicos do Grupo IVB Átomo Carga Nuclear Configuração eletrônica Raio. um aumento da carga nuclear. E2 para o segundo e Em para o m-ésimo elétron. nm Ti 22+ [Ar] 3d24s2 0. todos os elétrons são atraídos mais fortemente e. O decréscimo é interrompido nos elementos de transição. Note que há um decréscimo através do período.145 2 2 Hf 72+ [Xe] 5d 6s 1. mas no subnível (n-1)d. Isso ocorre porque ao longo do período existe a adição de elétrons na camada de valência e. A distância média entre o núcleo e esses elétrons é menor do que a distância média entre o núcleo e a camada de valência.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A variação do raio atômico aparece claramente no gráfico acima. porque a adição dos elétrons de valência não é feita na camada de valência.144 V.132 2 2 Zr 40+ [Kr] 4d 5s 0. portanto. isso porque os elétrons internos servem parcialmente de proteção entre o núcleo e a força de atração exercida pelo núcleo. O efeito é mais claro no segundo e terceiro períodos. fica mais próximo do núcleo. O efeito de blindagem reduz a carga positiva que os elétrons internos sofrem. 37 . A energia necessária para remover um elétron de um átomo é chamada de energia de ionização: E1 para o primeiro elétron. Com o aumento da carga nuclear. Ne(g) → Ne+(g) + eNe+(g) → Ne+2(g) + eNa(g) → Na+(g) + eNa+(g) → Na+2(g) + eE1 = 497 kcal/mol E2 = 947 kcal/mol E1 = 119 kcal/mol E2 = 1091 kcal/mol IFES Pág.II. o que equivale dizer que: Os elétrons externos experimentam uma repulsão dos elétrons internos. que não incluem os elementos de transição. o que compensa parcialmente (ou blinda) a atração do núcleo.

1978) As medidas de Em implicam na transferência de energia ao átomo e na detecção dos elétrons quando eles são arrancados. 38 . 36: Medidas das energias de ionização para os átomos de Neônio e de Sódio. Veja abaixo: Fig. (Fonte: Pimentel & Spratley. a energia de Ionização I é a energia mínima necessária para remover um elétron de um átomo na fase gasosa: A (g) → A+ (g) + e I = E(A+(g) ) – E(A (g)) Em geral aumenta com o período. devido ao aumento da carga nuclear (maior atração do núcleo) e decresce nos grupos. 37: Energia de Ionização. IFES Pág. Assim. devido ao aumento do número de camadas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Note-se que. Isso. porém. portanto quanto mais negativo o valor da afinidade eletrônica. A afinidade eletrônica ou eletro-afinidade pode ser definido como a quantidade de energia liberada no processo em que um átomo isolado. Afinidade eletrônica. conforme a reação: X ° ( g ) + e − →X − ( g ) A liberação de energia mede o quão fortemente o elétron se liga ao átomo. dentro de um grupo. no seu estado fundamental. por isso. maior é a tendência do átomo em receber o elétron. a energia de ionização diminui com o aumento do número atômico. o que indica uma baixíssima tendência de receber elétrons e a necessidade de absorver energia para poder ganhar elétrons. mais afastados do núcleo. recebe um elétron. Este afastamento compensa o aumento da carga nuclear e. os elétrons de valência vão-se situando em níveis cada vez mais externos e. por isso. a energia de ionização diminui. IFES Pág. não impede que alguns elementos tenham afinidade eletrônica positiva. Fig. 38: Eletroafinidade. ao longo de um grupo. um aumento do número atômico corresponde a um aumento do período. formando um íon negativo (ânion). conseqüentemente. 39 . Tal fato pode interpretar-se se pensar que. II.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As afinidades eletrônicas. Como podemos explicar o decréscimo na afinidade eletrônica entre o Li e o Be. por esta ser muito pequena e com isso. Os elementos do grupo dos halogênios são os átomos que possuem maior afinidade eletrônica devido ao reduzido tamanho dos átomos. 40 . têm valores menos negativos ao longo de um grupo (descendo). apesar do aumento da carga nuclear? As configurações eletrônicas são: Li [He] 2s1 Be [He] 2s2. mas no berílio ele deve entrar no orbital 2p e deste modo está menos ligado. o flúor. Os gases nobres têm valores nulos para a eletroafinidade. Para converter F0 em F− . IFES Pág. Uma exceção a essa regra é que o flúor é menos negativo que o cloro. a carga nuclear está tão bem blindada que no berílio o ganho de elétron é endotérmico. Tabela 7: Afinidades eletrônicas dos elementos do grupo principal (em eV). a repulsão entre elétrons seria relativamente grande. reduzindo assim a afinidade eletrônica do flúor. porque a camada de valência está progressivamente mais distante do núcleo e a blindagem das camadas internas é mais efetiva na compensação do aumento da carga nuclear. em geral. à carga nuclear efetiva relativamente grande e à necessidade de apenas um elétron para alcançar a configuração eletrônica de gases nobres (regra do octeto). o oitavo elétron estaria comprimido na camada n = 2. Uma possível explicação para esse resultado baseia-se no fato de que. Assim o elétron adicional no lítio entra em um orbital 2s. Ou seja. por ser o menor átomo do grupo dos halogênios. não pode ter a força de repulsão inter-eletrônica na camada mais externa ignorada.

41 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 8: Número de oxidação dos Elementos. IFES Pág.

Os cátions deixam vago o orbital mais volumoso e são menores do que os átomos que lhes dão origem. do número de elétrons e dos orbitais que contenham os elétrons de valência. 42 . O tamanho do íon também depende da carga nuclear.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. Tamanho dos íons. IFES Pág.

De acordo com esta teoria.2 Regra do octeto. Isso pode ser conseguido de diversas maneiras. IFES Pág. mas também a metais como o sódio ou o magnésio. Este princípio recebe o nome de regra do octeto. As intensas forças que mantém unidos os átomos nas diversas sustâncias se denomina ligações químicos. Praticamente todas as sustâncias que encontramos na natureza estão formadas por átomos unidos. ao estar unidos. dando origem a diversos tipos de ligações químicas. nitrogênio. Seus átomos. Os átomos se unem porque. exceto o Helio. Embora não seja geral para todos os átomos. a situação de maior estabilidade somente ocorre quando o número de elétrons que possuem os átomos em seu último nível é igual a oito (estrutura que coincide com a dos gases nobres). os átomos dos elementos ligam-se uns aos outros na tentativa de completar a sua camada da valência. adquirem uma situação mais estável que quando estão separados.1 Ligações entre os átomos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE III 3. Os gases nobres têm muito pouca tendência a formar compostos e geralmente são encontrados na natureza como átomos isolados. oxigênio e halogênios. Esta configuração eletrônica é extremadamente estável e a ela deve sua pouca reatividade. é útil em muitos casos e é aplicável aos principais grupos de elementos. que incluem a partilha de elétrons entre átomos. 3. têm 8 elétrons em seu último nível. 43 . especialmente ao carbono. Portanto.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 9: Distribuição eletrônica dos gases nobres. 39: A molécula de água. Vejamos a distribuição eletrônica do oxigênio: Tabela 10: Distribuição eletrônica do oxigênio. Oxigênio 8O 2 Ânion do oxigênio 28O 2 1s 2s2 2p4 1s 2s2 2p6 Para obedecer à regra do octeto. Distribuição Eletrônica dos Gases Nobres Gás No Nobre atômico He Ne Ar Kr Xe Ra 2 10 18 36 54 86 Distribuição dos elétrons por camadas 1a 2 2 2 2 2 2 8 8 8 8 8 8 18 18 18 8 18 32 8 18 8 2a 3a 4a 5a 6a Um exemplo próximo de todos é a molécula de água. que passa a somar oito elétrons na sua última camada (adquirida sua estabilidade). o oxigênio precisa para se estabilizar de mais dois átomos na última camada. Assim na fórmula da H2O cada um dos átomos de hidrogênio compartilha um elétron com o átomo de oxigênio. conforme figura seguinte: Fig. IFES Pág. 44 .

45 . as ligações podem ser de três tipos: a) iônica. a rede está formada por íons alternadamente positivos e negativos. b) ceder ou c) compartilhar elétrons.3 Sólidos iônicos. Fig. IFES Pág. resultantes da transferência de um elétron (ou mais) de um tipo de átomo para o outro.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As ligações químicas originam-se. b) covalente ou c) metálica. da tendência dos átomos de ficarem rodeados por um octeto de elétrons. 3. Nos sólidos iônicos. Nas ligações químicas os átomos podem: a) receber. 40: Tipos de ligações. de modo a atingirem o máximo de estabilidade. Os sólidos iônicos são formados por íons são ligados por fortes forças elétricas (ligações iônicas). portanto. Conforme essa premissa.

_2s2 2p6_ 3s1 17Cl 1s2 2s2 2p6__3s2 3p5__ O Cl.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Vejamos um exemplo: Fig. O Na pela sua configuração eletrônica. As fórmulas eletrônicas para esses átomos são respectivamente: 11Na 1s2 III. Elétrons são transferidos dos elementos metálicos para os não metálicos. IV. Esta reação pode ser mostrada do seguinte modo: IFES Pág. formando íons metais positivos e íons não metálicos negativos que se agrupam fortemente formando ligações iônicas. que tem 7 elétrons no último nível. V. fica com o octeto no nível 2. possuindo por isso 1 elétrons no último nível O cloro (Cl) como um halogênio. I. 46 . apresentando 7 elétrons no último nível. O NaCl é um composto que apresenta ligação iônica. O sódio (Na) como um elemento alcalino. tem grande avidez por capturar mais um elétron. II. VI. 41: Sólido iônico (NaCl). perdendo seu elétron do último nível. O Na transfere seu elétron 3s1 para o Cl.

a sua condutividade elétrica é muito baixa. ele se torna um bom condutor de eletricidade. lembrando ainda que:  Metais são elementos químicos que apresentam 1 a 3 elétrons no último nível  Chama-se não-metais os elementos químicos que apresentam de 5 a 7 elétrons no último nível IFES Pág. Muitos compostos iônicos. portanto. 47 . A tabela seguinte mostra uma lista dos mais comuns íons mono-atômicos. Mas. sólidos iônicos têm as seguintes propriedades: 1. de modo que ele se transforme num líquido. como se pode ver visto todos os elementos têm oito elétrons na camada mais externa (exceto o Li+ e o Be+). o CaCO3).000°C). A estabilidade da rede cristalina é mantida pela atração eletrostática entre os íons presentes (íons Na+ e Cl-) na molécula NaCl (cloreto de sódio). 3. devido às forças eletrostáticas relativamente intensas entre os íons. Como esses sólidos não têm elétrons livres (os íons carregados têm posições fixas).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na + Cl → [Na+1][Cl-1] Fig. se uma quantidade apropriada de energia é fornecida a um sólido iônico. 2. são solúveis em água. 42: Esquematização de uma ligação iônica. mas não todos (por exemplo. São geralmente duros. frágeis e têm um elevado ponto de fusão (normalmente de 600°C e 2. Devido à sua estrutura. são isolantes.

S K+ . Br Mg2+ . K2S (K+)2 ( ) Al. AlF3 (Al3+) ( ) Na. Na3P (Na+)3( ) IFES Pág. F Al3+ . Elementos Na.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 11 1 Li+ Na+ K+ Rb+ Cs+ 2 Be2+ Mg2+ Ca2+ Sr+2 Ba2+ 3 Al+3 - Grupos 4 - 5 6 7 Na tabela abaixo algumas fórmulas empíricas e suas representações em termos dos símbolos de Lewis. MgBr3 (Mg2+) ( ) K. Tabela 12: Estruturas de Lewis. P Na+ . O Íons Fórmula empírica Na2O Estrutura de Lewis Na+ . (Na+)2 ( ) Mg. 48 .

3. F2 e H2. Neste caso. Na ligação covalente um ou mais átomos são compartilhados entre dois átomos. A química quântica mostra que a distribuição da função de onda destes elétrons implica na probabilidade igual de se encontrar o elétron tanto em um átomo quanto no outro.4 Ligação covalente. Este compartilhamento é muito comum na maioria das moléculas orgânicas. este não é o caso das moléculas diatômicas como O2. seus elétrons de valência passam a orbitar indiferentemente nos átomos envolvidos. N2. os elétrons são compartilhados pelos dois átomos. 49 . Deste modo. certamente. Nestas condições. os dois átomos competem igualmente pelos elétrons. ocorre uma transferência parcial de carga fazendo com o oxigênio fique levemente positivo e o oxigênio. gerando uma força de atração entre os átomos que participam da ligação. por exemplo. eletrovalente ou heteropolar. Na ligação covalente da água (H20). IFES Pág. A ligação covalente resulta da iteração de átomos que apresentam suas órbitas de valência quase saturadas de elétrons. levemente negativo. Como vimos a ligação iônica pode ser considerada como a interação eletrostática entre dois íons. 43: Ligação iônica. Este compartilhamento desigual resulta em uma ligação polar. No entanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 45: Ligações covalentes. Ligação Covalente Molecular: esse tipo de ligação se forma quando os átomos envolvidos tendem a receber elétrons. Fig. uma vez que é impossível todos os átomos receberem IFES Pág. Uma ligação covalente ideal é aquela em que os pares de elétrons são igualmente compartilhados. 50 . 44: Formação da molécula de água por meio de ligação covalente. Os pares eletrônicos são unidos devido o compartilhar de seus elétrons.

46: NH3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétrons sem cedê-los. O par eletrônico é formado por um elétron de cada átomo e pertence simultaneamente aos dois átomos. IFES Pág. 51 . As moléculas são estruturas eletricamente neutras constituídas pela não ocorrência tanto de ganho quanto de perda de elétrons. essa ligação também é designada molecular. formando assim estrutura eletronicamente neutra. Por essa razão. A água (H2O) é um composto molecular determinado pela ligação de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio: H−O–H Fig.

Um exemplo dessa ligação é quando um átomo de enxofre (S) se liga a dois de oxigênio (O) para formar o dióxido de enxofre (SO2). O=S→O A ligação se forma porque é estabelecida uma dupla ligação do enxofre com um dos oxigênios que necessita de atingir a estabilidade eletrônica. IFES Pág. Fig. ou seja. A ligação dativa é representada pela seta. Essa ligação obedece à Teoria do Octeto: Os átomos se unem tentando adquirir oito elétrons na camada de valência. 47: Ligação covalente dativa. um átomo que já atingiu a estabilidade eletrônica se une a outro que necessite de elétrons para completar a camada de valência. a configuração eletrônica dos gases nobres.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ligação Covalente Dativa: também recebe o nome de Ligação Covalente Coordenada. Sendo assim. ela é representada por um pequeno vetor (seta) e ocorre quando um dos átomos apresenta seu octeto completo e outro necessita adquirir dois elétrons para completá-lo. 52 . onde o enxofre compartilha um par de seus elétrons com o outro oxigênio. oito elétrons na camada de valência (Regra do octeto). ou seja.

NOME COMUM FÓRMULA MOLECULAR FÓRMULA DE LEWIS FORMULA DE KEKULÉ Metano CH4 Amônia NH3 Etano C2H6 Álcool Metílico CH4O Etileno C2H4 Formaldeído CH2O Acetileno C2H2 Cianeto de Hidrogênio CHN IFES Pág. Tabela 13: Tipos de Ligações Covalentes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 53 . 48: Ligação dativa.

GRUPO 1 PERÍODO 1 2 3 4 5 6 7 H 2.9 A eletronegatividade aumenta com o aumento do número atômico.8 1.7 → iônica IFES Pág.2 Fr Ra ** Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Uub Uut Uuq Uup Uuh Uus Uuo 0. A eletronegatividade é a maior ou menor tendência de um átomo para captar elétrons de outros átomos.5 Cs Ba Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn * 0.5 1. A diferença de eletronegatividade entre dois elementos pode ser usada para prever o tipo de ligação entre átomos desses elementos.7 1.5 4.7 0.∆E ≥ 1.9 1.4 1.0 2.9 1.9 1.0 1. Como vimos nas ligações químicas.8 1.8 1. e diminui com o aumento do número atômico.9 1.7 0.2 2.9 2.7 1.0 2.3 1.0 1.5 3.1 2.9 2. Tabela 14.2 1.2 2.8 2.0 2 3 4 5 6 7 8 K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr 0.1 Li Be 1.5 1.8 2.9 1.2 2.5 3.8 1.6 1.6 1. covalente ou iônica.0 1.9 2.0 3.4 3.8 1.6 1.0 Al Si P S Cl Ar 1.5 Na Mg 0.0 2.8 1.0 Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe 0.9 1. Assim: .9 1. aos quais se encontra ligado. 54 . Eletronegatividade dos elementos.9 2.6 1.7 → covalente Diferença de eletronegatividade ℉ ∆E = ⟹ entre dois átomos ∆E ≥1.7 1.2 1.1 2.4 1.5 1.2 He B C N O F Ne 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Identificação da geometria molecular.6 1. ao longo de um período. ao longo de um grupo.5 1.8 1.3 1.2 2. o papel fundamental é desempenhado pelos elétrons de valência. e o tipo de ligação. depende da eletronegatividade dos átomos. usando-se usualmente a escala de Pauling para quantificar.2 2.

Angular se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Molécula com dois átomos é linear. Exemplos: NH3. Linear se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: H2 O O3 SO2 3. PCl3 IFES Pág. Trigonal Piramidal se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: H2CO3 BH3 SO3 b. Molécula com quatro átomos pode ser: a. 55 . Molécula com três átomos pode ser: a.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Exemplos: HCN CO2 BeH2 H−C≡N O=C=O H−Be−H b. Trigonal Plana se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: O2 O=O HCl H−Cl HF H−F H2 H−H Cl2 Cl−Cl 2.

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NH3

PCl3

4. Molécula com cinco átomos pode ser: a. Tetraédrica se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: CH4 CH3Cl

3.5 Ligações Metálicas. Nos metais, os elétrons de valência movem-se livremente por entre a rede de íons metálicos positivos, não estando localizados em nenhum átomo em particular. Os elétrons que não são de valência e o núcleo forma um "caroço" eletricamente positivo que é envolvida por uma "nuvem", "mar" ou ainda "gás" de elétrons. Os elétrons da nuvem atuam como uma espécie de "cola" mantendo os caroços positivos unidos. Podemos então visualizar um metal como sendo constituídos por uma rede de íons positivos imersos num "gás" de elétrons não localizados, sendo que estes elétrons é que são os responsáveis pela ligação metálica.

Fig. 49: Ligação Metálica.
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Os metais constituem cerca de ¾ das substâncias elementares conhecidas e são caracterizados por possuírem boa condutibilidade elétrica e térmica, maleabilidade e ductilidade, resistência à ruptura, em virtude de terem um número de elétrons de valência inferior a 4, tendendo portanto a formar íons positivos, baixas energias de ionização e baixa eletronegatividade. A teoria das bandas explica não só a condutividade dos metais (condutores de eletricidade), mas também as propriedades dos semicondutores e dos isolantes.

Fig. 50: Ligação Metálica.
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3.6 Ligações Secundárias. A denominação de ligação de van der Waals é utilizada como denominação geral para todos os tipos de ligações secundárias (fracas). A principal causa para o ocorrência de uma ligação deste tipo é a polarização da molécula, existindo pelo menos quatro modalidades deste tipo de ligação:

   

atração entre dipolos permanentes; atração entre dipolos induzidos; forças de dispersão; ligação ou "ponte de hidrogênio".

Fig. 51

Genericamente podemos dizer que são responsáveis pela possibilidade de liquefação e solidificação das moléculas. Agem somente quando as moléculas estão muito próximas, pois as atrações caem muito rapidamente com a distância. São facilmente sobrepujadas pela agitação térmica, devido ao baixo ponto de fusão dos compostos moleculares. Em um mesmo composto mais de um tipo de força de van der Waals pode atuar. Possuem caráter não direcional e tendem a formar estruturas não cristalinas, originando sólidos com baixo grau simetria, devido à pequena intensidade das forças (Figura 51).

Fig. 52

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UNIDADE VI

4. LEIS PONDERAIS. 4.1. Lei das proporções definidas.

Em 1799, Joseph Louis Proust descobre a lei das proporções definidas, a qual afirma que: Uma dada substância contém seus elementos constituintes na mesma proporção. Por exemplo, em qualquer amostra de água (H2O), o hidrogênio e o oxigênio estão presentes na mesma proporção, em massa, de 1 para 8 (8: 1). Ou seja, 1 g de hidrogênio e 8 g de oxigênio combinam-se para formar 9 g de água. Como a combinação é sempre na mesma proporção, a presença em excesso de um dos elementos não alterará a quantidade de composto formado. Assim, por exemplo: 3 g de hidrogênio e 9 g de oxigênio formarão 9 g de água, restando 2 g e 1 g de hidrogênio sem reagir. Esta lei está de acordo com princípio de que cada molécula de um dado composto contém o mesmo número de átomos de cada constituinte (teoria atômica). A lei das proporções definidas indica que as substâncias que participam de uma reação o fazem em quantidades precisas. 4.2. A teoria de Dalton. De sua hipótese Dalton concluiu que: Se dois elementos, A e B, podem formar mais de um composto, então: As massas de B que combinam com a mesma massa de A (nos diferentes compostos) estão entre si na mesma proporção que pequenos números inteiros.

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Por exemplo: Nitrogênio e oxigênio podem formar vários compostos: O nitrogênio se combina com o oxigênio, formando diferentes óxidos: N2 O ⟶ 28 g N+16 g O N2 O2 ⟶ 28 g N+32 g O N2 O3 ⟶ 28 g N+64 g O N2 O5 ⟶ 28 g N+80 g O Verifica-se que, ao permanecer constante a massa do nitrogênio e combinarmos massas diferentes de oxigênio, formaremos compostos diferentes e estas massas (diferentes) estão entre si numa relação de números inteiros pequenos, ou seja, 1 : 2 : 3 : 4 : 5. Outro exemplo: 1C + 1O → 1CO razão 1/1 = 1 1C + 1O2 → CO2 razão 1/2 Na primeira reação ocorre a formação do monóxido de carbono, cuja proporção de carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros de resultado igual a 1. Na segunda reação, temos a formação do dióxido de carbono (CO2), cuja relação carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros 1/2. Dalton observou que:

"As diferentes massas de um elemento, que reagem com a massa fixa de outro elemento para formar compostos distintos, em cada caso, estão, numa relação de números inteiros e geralmente simples, entre si‖. ―Quando dois elementos se combinam para formar compostos mantendo-se constante a massa de um deles, as massas do outro variam segundo números inteiros e pequenos‖.

Essa lei, conhecida como lei das proporções múltiplas, ou lei de Dalton. Foi a primeira predição e o primeiro triunfo da teoria atômica da matéria. Apesar do seu sucesso para explicar e predizer as leis da combinação química, a teoria de Dalton era incompleta, pois não podia determinar os pesos relativos dos átomos.
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QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. a massa total das substâncias intervenientes permanece co nstante. mA mB mC mD = = = m'A m'B m'C m'D IFES Pág. isto é. A ⬇ mA ⬇ m' A Então. Durante as reações químicas. "na natureza. em 1775. Essa lei é. + B ⬇ mB ⬇ m' B ⟶ C ⬇ mC ⬇ m' C + D ⬇ mD ⬇ m' D ⇨ ⇨ Reação I Reação II mA + mB = mC + mD m' A + m' B = m' C + m' D 4. duas substâncias se reúnem para formar um composto. tudo se transforma". nada se perde. pelo químico francês Antoine Laurent Lavoisier. Essa proporção é característica de cada reação. indubitavelmente. em várias experiências. Assim.4.3. de modo que a sua massa diminui e os produtos da reação formam-se (suas massas aumentam). Quando. Foi proferida. Ficou popularmente conhecida como: "A matéria não pode ser criada nem destruída. 61 . Lei de Proust (Lei das proporções constantes. Ou ainda. definidas ou fixas). pode apenas ser transformada". nada se cria. Lavoisier conseguiu demonstrar que a massa dos produtos era igual à massa do reagente. As reações químicas são transformações nas quais uma ou mais substâncias (reagentes) originam outras diferentes (produtos da reação). Durante as reações químicas. os reagentes vão-se consumindo. Ou seja. Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa). a lei mais conhecida da Química. independe da quantidade de reagentes utilizados. sempre o fazem numa mesma proporção.

5 L 1L 2L Proporção volumétrica = 2 : 2 : 1 Todas as substâncias apresentam uma proporção em massa constante em sua composição. 1 A g + 3 B g ⟶ 2 C(g) 1 1Vg : 3V B g : 3VC(g) Decomposição do vapor d’água: essa tese foi publicada em 1808. mas as relações entre elas são sempre constantes 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Por exemplo: ½ H2 + O2 ⟶ H2 O 10g H + 80g O ⟶ 90g H2O 2g H + 16g O ⟶ 18g H2O 0. e envolve a reação entre hidrogênio e oxigênio. 𝐻2 𝑂 ⟶ 1𝐻2 + ½ 𝑂2 a a a 1º) 1 L 2º) 2 L 3º) 4 L 1L 2L 4L 0. 62 . a massa do produto é igual à soma da massa dos reagentes. Numa reação onde só participam gases (nas mesmas condições de temperatura e pressão) existe uma proporção de números inteiros e pequenos entre volumes dos gases participantes da reação. Lei de Gay Lussac. Outros exemplos: IFES Pág.5. b) As massas dos reagentes e dos produtos que participam de uma reação podem ser diferentes. o que concorda com a Lei de Lavoisier.2g O ⟶ 3. por Gay -Lussac.6g H2O Observe que: a) Para cada reação.4g H + 3.

022 x 1023 moléculas 1 mol de átomos ≅ 6. 63 .012 kg de carbono 12.022 x 1023 ―qualquer coisa‖ IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + Cl2 ⟶ 2 HCl 1 V + 1V ⟶ 2 V 8 V + 8V ⟶ 16 V ½ V + ½V ⟶ 1 V 4. elétrons. e cujo valor é 6. O número de Avogadro (NA).022 x 1023 elétrons 1 mol de nêutrons ≅ 6. que contém tantas entidades elementares (átomos.) quanto o número de átomos que existem em 0.6.022 x 1023 nêutrons Logo. teremos: 0. Uma mole é a quantidade de substância de um sistema.022 x 1023 íons 1 mol de elétrons ≅ 6. 1 mol de ―qualquer coisa‖ ≅ 6.012 kg de carbono-12 é um valor constante que se designa por número de Avogadro ou constante de Avogadro. 4. O número de Avogadro (NA). 1 mol de laranjas ≅ 6.022 x 1023 átomos 1 mol de íons ≅ 6. – Definição de mole.7. etc.022×1023 átomos/mol 1 mol = 6. Relação 1:1:2 ―Quantidade de Substância‖.012 Kg de C-12 = 6. moléculas.022 x 1023 laranjas 1 mol de moléculas ≅ 6.022×1023 Deste modo. O número de átomos presentes em 0. Assim.022×1023 mol-1.

Se.8. laranjas. N. então temos 2×6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um mol corresponde a 602 sextilhões e também pode se referir a ovos. 1 mol de H2O possui 1 mol de O e 2 moles de H Mas. laranjas. e abrevia-se por mol. 1 mol de H2O ―pesa‖: 2 x 1 + 16 = 18g 4. É comum representá-la pela letra n e a unidade de quantidade de substância é a mole. então existe 6. Para a água vem: 1 H2 O ⟶ 2H + 2 moles 1mol Assim. 1O 1 mol IFES Pág. livros. A única diferença é a de que. 1 mol de O ―pesam‖ 16g. neste último caso. logo 2 moles de H ―pesam‖ 2g Portanto.022×1023 moléculas de dióxido de carbono. Assim sendo. pessoas ou livros. à massa de uma molécula ou de uma fórmula unitária. pode ser dado por: número de moles = peso (g) massa atômica (molecular) M = n × NA Exemplo. isto é. pessoas. que certo sistema possui. Caso existam 2 mols de moléculas de dióxido de carbono. o número de entidades. um sistema possuir 1 mol de moléculas de dióxido de carbono. etc. por exemplo.022×1023 moléculas de dióxido de carbono. Massa molecular A expressão ―massa molecular‖ refere-se à massa da entidade da qual uma substância é feita. 64 . estaríamos imaginando 602 sextilhões de ovos.

sem alterar a sentença. etc.) como se fossem quantidades algébricas. entãoa a A C. Suponhamos. 365 dias 1 ano 24 horas 1 dia 60 minutos 1 hora 60 segundos 1 minuto IFES Pág. Tomemos 20 anos.9. divididas. A expressão ―peso molecular‖ não é mais recomendada . podemos multiplicar qualquer número por uma fração onde o numerador e os denominadores se equivalham (relação igual a um). podemos usar esses princípios na análise dimensional.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O valor da massa molecular de uma dada entidade corresponde à soma das massas atômicas dos átomos que a compõem. Observe os seguintes princípios da multiplicação e da divisão: Se A = B. 65 . por exemplo. onde as medidas são tratadas (multiplicadas. De tal modo. que queiramos converter anos em segundos. por exemplo: 20 anos = 20 anos .1 u Nota: a expressão ―massa molecular‖ deve ser usada para se referir às entidades constituintes tanto de substâncias covalentes como de iônicas. 4. Resolução de problemas numéricos. Assim: m(NH3) = ma(N) + 3×ma(H) = 17 u m(CaO) = ma(Ca) + ma(O) = 56. =C B a a Portanto. então:€ a a A =1 B a a - Se C×1 =1.

01×10 íons 1 mol íon (SO4) -2 4.022×1023 íons Al2(SO4) = 2 íons Al × 1mol íon Al+3 6. têm-se: 3 Al2(SO4)3 = 2 moles de íons Al+3 + 3 moles de íons (SO4) -2 Al2(SO4)3 = 2 Al+3 + 3 (SO4) -2 6.022×1023 = número de moléculas Número de moléculas/6. Como vimos.10. moléculas e vários outros itens.022 × 1023 íons 23 + 3 moles de íons (SO4) × -2 ≅3. o mol é usado em química para quantificar o número de átomos. 66 .022×1023 = número de átomos Número de átomos/6. Relações Molares.022×1023 = moles de átomos IFES Pág.022×1023 = moles de moléculas (D) Ao lidar com átomos de elementos: Números de átomos × 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO = 20 × 365 × 24 × 60 × 60 s =630720000 segundos. É importante saber os relacionamentos existentes e como estabelecer as relações. A seguir resumiremos algumas relações: (A) Ao lidar com elementos: Número mole (elemento) × massa molar (atômica) = massa do elemento (B) Ao lidar com compostos: Número de moles do composto × massa molar (molecular) = massa do composto Massa de um composto/massa molar (molecular) = número de moles do composto (C) Ao lidar com moléculas de um composto: Número de moles de um composto × 6. Exemplo na química: Para o Al2 (SO4 ) .

a pressão e temperatura normais. podemos usar o volume molar e massa molar para resolver vários tipos de problemas. Como a densidade de um gás é normalmente dada em g/L à CNTP. têm o mesmo número de moléculas. O volume de gás a uma dada temperatura e pressão é diretamente proporcional à quantidade de matéria do gás. 53. IFES Pág. V = constante × n A pressão e temperatura normais. é 22. ainda relativamente próximo do valor do gás ideal.43 l. V d mol = n V 4. Fig.12.15 K). a pressão e temperatura normais (pressão de 1 atmosfera e temperatura de 237. o volume ocupado por 1 mol de oxigênio ou de azoto é 22. O volume ocupado por 1 mol de um gás real. n= m mol d= m . e mesmo 1 mol de hidrogênio ocupa o volume de 22.41 l. Lei de Avogadro. Portanto. 67 . Densidade e Massa Molar. Hipótese de Avogadro: Volumes iguais de gases ideais diferentes. à mesma pressão e temperatura.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4.40 l.11. difere muito ligeiramente do volume acima referido para gases ideais. próximo do valor para um gás ideal. O volume de 1 mol de gás ideal.

praticamente desprezível. constituído por hidrogênio e carbono. Assim. é também designada Lei das Proporções Recíprocas ou Lei dos Equivalentes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observa-se que a diferença entre os volumes é mínima.0 g 16.0 g 4. ou é igual. C + 2 H2 ↔ CH4 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g do gás CH4 De fato. Ou seja. no estudo das propriedades termodinâmicas de um gás real. CH4 ↔ C + 2H2 4g do gás CH4 = 3g são de carbono + 1g de hidrogênio IFES Pág. Richter e as Massas Equivalentes Esta lei.0 g [3] [1] Proporção 1:3 Inversamente. podemos afirmar que é uma boa aproximação de fato considerar que o volume de um gás é independente do tamanho ou massa das moléculas que o constituem. Como conseqüência desta lei. Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância que corresponde a 8 gramas de oxigênio. por exemplo. e por isso a lei de Avogadro é válida para a maioria dos gases reais. – Definição.6 O Equivalente-Grama. para o gás metano. nomeada Lei de Richter. decompondo-se 4g do gás: 3g são de carbono e 1g de hidrogênio. 68 . 1g de hidrogênio precisa combinar-se com 3g de carbono para formar o gás metano. C H2 CH4 1 mol 2 moles 1 mol 12. o consideraremos como sendo um gás ideal. segundo as quais tais elementos B e C reagem entre si. ou corresponde a uma proporção de múltiplos e submúltiplos das massas com as quais cada um de seus elementos reage separadamente com a massa fixa de outro elemento A. 4. A proporção das massas.

5g de cloro). ambas combinam com 3g de carbono. Constataremos que a proporção. Uma substância que preenche essas características é o tetracloreto de carbono. No caso do dióxido de carbono (CO2) a proporção dos elementos carbono e oxigênio é de 3g : 8g. Portanto. percebe-se que As massas 1g de hidrogênio e 8g de oxigênio apresentam o mesmo poder de combinação. agora. é de 3g de carbono para cada 4g de oxigênio. temos: 3g de carbono + 1g de carbono = metano 3g de carbono + 8g de oxigênio = dióxido de carbono 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = água 4g de hidrogênio + 32g de oxigênio = água 8g de hidrogênio + 64g de oxigênio = água Do que foi dito. de duas substâncias formadas por um elemento comum. na proporção de 1g para 8g. ou seja. 69 . Vejamos: 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = 9g de água 3g de carbono + 8g de oxigênio = 11g de dióxido de carbono Outro exemplo: o monóxido de carbono. novamente. Admiravelmente. na qual se constata que a proporção de combinação é de 3g de carbono : 35. Portanto. são os mesmos valores que se combinaram coma a massa fixa de hidrogênio nos casos citados. um composto formado por carbono e cloro (elementos nãocomuns) e determinemos a proporção em que esses elementos estão combinados. Tomemos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água é constituída de hidrogênio e oxigênio. respectivamente.5g de IFES Pág. dizemos que são massas equivalentes. agora. o metano (1g de hidrogênio : 3g de carbono) e o cloreto de hidrogênio (1g de hidrogênio : 35. respectivamente. Partamos. por exemplo.

5g de cloro = 38. Equivalente-grama (E) de um elemento químico. m2. o fará segundo as massas m1. as mesmas quantidades que se combinam com a massa fixa de hidrogênio. Quando uma massa fixa m. 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 35. C. ou segundo múltiplos ou submúltiplos delas. pois reagem com a mesma massa fixa m do elemento químico A. D. m3. m2. combina-se com as massas m1. 1. de um elemento químico A. Eqg (E) = Exemplos: Para o cálcio − Ca: Para o aluminio − Al: Para o oxigênio − O: IFES massa molar Valência Eqg = Ca/v = 40g/2 = 20g Eqg = Al/v = 27g/3 = 9g Eqg = O/v = 16g/2 = 8g Pág. de massas equivalentes: Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância capaz de reagir com 8g de oxigênio. D. C. Por esse motivo. C. têm a mesma capacidade de combinação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO cloro. m2.….5g de cloreto de hidrogênio 3g de carbono + 35. É a relação entre a sua "massa molar" (átomo-grama. respectivamente. se os elementos B. A) e sua valência (v).5g de tetracloreto de carbono Assim. foram chamadas por Richter.….…. já em 1792. ou seja. dos elementos químicos B. 70 . As massas m1. dos elementos químicos B.…. Regras práticas. m3. D. reagirem entre si.5g de cloro = 36.…. m3.….

− k é igual ao número de hidrogênios ionizáveis (H+): Eqg(A) = Exemplos: Para o ácido clorídrico ∶ (HCl) Para o ácido sulfúrico ∶ (H2SO4) Para o ácido fosfórico ∶ (H3PO4) Eqg = HCl 36. terá igual número de equivalente-grama.g 2 2 H2PO4 97.5g 1 1 H2SO4 98. a) Ácido.6g 3 3 massa molar número de H ionizáveis Eqg = Eqg = IFES Pág. Equivalente-grama para a substância: Eqg(S) = massa molar k O valor de k é interpretado de acordo com o comportamento químico da substância.4606g = ≅ 36.67g Eqg = P/nox = 31g/3 ≅ 10.2g 2. Exemplos: Para o Fe+2: Para o Fe+3: Para o P+3: Para o P+5: Eqg = Fe /nox = 56g/2 = 28g Eqg = Fe/nox = 56g/3 ≅ 18. 71 .33g Eqg = P/nox = 31/5 ≅ 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o Sódio − Na: Eqg = Na/1 = 23/1 = 23g Quando o elemento químico tem número de oxidação variável e apresenta vários números de oxidação.9952g = ≅ 32.0795g = ≅ 49.

Eqg sal = massa molar valência total E= E= CaS 72g = = 36g 2 2 BaF2 175g = = 87. 5 H2O]: d) Óxido.9952g = ≅ 98g 1 1 b) Base.5g 2 2 Para o sulfeto de cálcio: (CaS) Para o fluoreto de bário: (BaF2) Para o sulfato de alumínio: Al2 SO4 3 342g E = = = 57g (Al2(SO4)3) 6 6 Para o sulfato de cobre II CuSO4 .5g pentahidratado E= = = 124. − k é a valência do elemento ligado ao oxigênio. Eqg (base) = massa molar nº de OHEqg = NaOH 40g = = 40g 1 1 Ca(OH)2 74g = = 37g 2 2 3 Para o hidróxido de sódio ∶ (NaOH) Para o hidróxido de cálcio ∶ (Ca(OH)2) Eqg = Al OH Para o hidróxido de alumínio ∶ Eqg = (Al(OH)3) 3 = 78g = 26g 3 c) Sal. Eqg (óxido) = massa molar valência Pág. 5 H2O 249. −k é igual ao número de hidroxilas (OH-).75g 2 2 [CuSO4 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o ácido hipofosforoso∶ (H3PO2) Eqg = H3PO2 97. 72 IFES . −k é igual à valência total do cátion ou do ânion considerado.

 Para um anion: Eqg Ax.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para trióxido de enxofre. Vejamos: Eqg (Cy+)(Ax+) = Eqg (Cy+) + Eqg (Ax+) Eqg (Cy+)(Ax+) = C A + = y x xC+yA xy valência total IFES Pág.3g 6 6 Para o tetróxido de triferro (magnetita): Eqg Fe3O4 = Fe3O4 231.29g 12 12 e) Equivalente-grama de um íon.=  Para um cátion: Eqg Ay+ = Exemplos: Eqg (SO-2 4 ) SO-2 4 = 2 Ca 2 massa molar y massa molar x Eqg Ca2+ = Eqg (Al3) = Al 3 Observe que o equivalente-grama de um sal é a massa do sal que contem um equivalente-grama do respectivo íon. teremos: Eqg SO3 = SO3 80g = ≅ 13. 73 .533g = ≅ 19.

+ 6H++ ⇄ 2Mn++ + 3H2O + 5[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio ácido o Mn de nox +7 ao receber 5 elétrons passa para Mn de nox +2. 74 .1575g 2×1 Para o Ca2(P2O7): Eqg Ca2(P2O7) = Casos Particulares.⇄ 2MnO3.atomicidade Ca2(P2O7) 254. f) Oxidante ou redutor. Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn o ∆ total = 5.+ 2(OH). A equação iônica da reação é: 2MnO4. IFES Pág.+ H2O + 3[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio básico o Mn de nox +7 ao receber 3 elétrons passa para Mn de nox +4 (MnO3.52475 2×2 4 Exemplos: Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio ácido.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para o Mg(NO3)2: Eqg Mg NO3 2 = Mg NO3 2×1 2 = 148. Eqg (KMnO4) = KMnO4 158g = = 31.315g = 74. −k é o número total de elétrons cedidos ou recebidos (∆ total).. teremos: A equação iônica da reação é: 2MnO4.099g = = 63.-). Eqg oxidante ou redutor = massa molar ∆.5g ∆ total 5 Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio alcalino. Potanto. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 5.

Eqg (K2SO4) = K2SO4 2 Exemplo 2. K2HPO4 + 3 Ag NO3 → 2 KNO3 + HNO3 + Ag2PO4 PO4-3 + 3 Ag+3 → Ag3PO4 Eqg (K2PO4) = K2PO4 3 corresponder à proporção dos i) Os equivalentes-grama devem coeficientes das equações. Exemplos: Exemplo 1. 75 . misto ou duplo é calculado em função do íon que toma parte na reação. Assim. Exemplo: 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O IFES Pág. os equivalentes-gramas dos ácidos e das bases são calculados em função do número de H+ e OH. Exemplos: 1− H2SO4 +NaOH → Na2HPO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 98g 1 2− H2SO4 + Al2(OH)3 → Al(OH)SO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 49g 2 h) O equivalente-grama de um sal ácido.67g Δx 3 g) Nas reações entre ácidos e bases com neutralização parcial.→ 2 KClO4 Assim. Eqg KMnO4 = KMnO4 158g = = 52.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn.totalmente neutralizados. básico. K2SO4 + 2 HClO4 → H3PO4 + 2 KClO4 2 K+ + CO4. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 3.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3 H2SO4 = 6E 2 Al(OH)3 = 6E Al2(SO4)3 = 6E 3 H2O =6E Portanto. Se: Eqg (H2SO4) = então: 1mol = 2 Eqg ou 3 moles = 6 Eqg de H2SO4 Faremos o mesmo raciocínio paras os outros compostos: Eqg (Al(OH)3) = mol . 76 . 2 1mol = 2 Eqg ou 3moles = 6 Eqg de H2O IFES Pág. produzindo n equivalentes de cada produto. então: 1mol = 6 Eqg de Al2(SO4)3 6 mol . Vejamos: 3 H2SO4 + 2Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O De fato. então: 1mol = 3 Eqg ou 2 moles = 6 Eqg de Al(OH)3 3 mol . n Equivalentes de uma substância A reage exatamente com n equivalentes da substância B. 2 Eqg (Al2(SO4)3 ) = Eqg (H2O) = então: mol .

Quantas moléculas correspondem a 300 gramas de ácido acético (CH3COOH)? Dados: (C = 12 u.a. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.a. 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O − − − − 3 moles 6Eqg 2 moles 6Eqg − − mol mol Eqg = Eqg = 2 3 − − − − (1mol = 2 Eqg) (1 mol = 3 Eqg) − − − − 6 Eqg 6Eqg 4. O= 16 u.m.02 × 1023 360 g=360 g .02 ×3×90 ×1023 átomos= 9.m.a) 1 mol CH3 COOH= 2 moles C + 4 moles H + 2 moles O IFES Pág.m.0 3 ×1024 átomos 18 02. Qual o número de moléculas de água (H2O) presentes em 360g da substância? 1g 16 g 1 mol H2 O = 2 moles H + 1 mol O = 18 g 1 mol 6. H = 1 u.13. 77 . × × 18g 1 mol 1 molécula 90 g= 6. Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 1 molécula H2 O=2 átomos de H + 1 átomo de O = 3 átomos 1 mol 6. . 18 g 1 mol = 360 ×6.02 ×1023 átomos = 18 = 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.02×1023 moléculas 3 atomos 90 g = 90g . 20 ×1025 átomos 03. 01.

Qual a massa de uma corrente de prata de lei que apresenta 5. 05. 78 .02 ×1023 1 mol moléculas 04.709 ×1024 átomos 1 mol 188g 6. 1 mol 300 g = 300 g 60 g 6. 1 mol 9 átomos 1 moléc.05 moles 100g leite 40000 mg 06. 1022 átomos de prata? Dados: Ag = 108u N = 6 . N=14 u) 1 moléc.5% e 7. 6O) Cu(NO3)2 = 1×Cu + 2×N + 6×O Portanto. Cu(NO3)2 = 9 átomos ( 1Cu. MM (massa molecular) = 64 + 2×14 + 6×16 = 188 g 94 g = 94g Logo. respectivamente). (Unirio-RJ) Em 100 g de leite em pó infantil. O=16 u. Sabe-se que a prata de lei é uma liga metálica constituída por prata e cobre (92.1023 1 atg Ag = 6. =0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 mol CH3 COOH= 2×12 + 4×1 + 2×16 Logo. Quantos átomos há neste composto? Dados: (Cu=64 u. existem 500 mg de cálcio.02×1023 moléc. Um recipiente contém 94 g de Cu(NO3)2.0.5%. 94 g = 2. Quantos mols de átomos de cálcio existem numa lata de 400 g de leite em pó? 100g leite=500 ml Ca 1000 mg 1 atg Ca = 40g× = 40000 ml 1g 400 g leite em pó= 400g leite .02 × 10 23 átomos = 108 g IFES Pág. 2N. 500 mg Ca 1 mol (átomos) .

+ 21g. 100 % = 0. = 78 21 1 de ar ≅ 28.73 g 07. 6×1023 moléc. Qual o valor da massa molar média desse ar? Dados: N = 14u. Determine a massa molecular das substâncias: a) S8 b) HClO c) H3PO4 d) Ba(OH)2 e) Ca3(PO4)2 2.0 ×1022 átomos= 5.100 × 100% ≅ 9. IFES Pág. 5% de Ag) = 0. O = 16u. não poluído.02×1023 moléc. apresenta aproximadamente 78% de nitrogênio.14.9 g ( + + ) 28 32 40 100g de ar = ( 90g 0.100).0 ×10 22 átomos × 108 g =90 g 6× 1023 átomos 90 g (correspondente a 92. 6. 79 . queremos o correspondente a 100% (ou 0. 28g 32g 40g 78 21 1 + + ) × 6 × 1023 moléc. Ar = 40u 100g de ar = 78g de N2 + 21g de O2 + 1g de Ar 6×1023 moléc.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5. O ar atmosférico seco. 21% de oxigênio e 1% de argônio em volume.925. Exercícios de Fixação 1. Assim. 100 g ar=78g.925 4. Mas. 28 32 40 100 g 1 mol de ar = 6× 1023 moléc. Determine o número de moléculas presentes em 4 moles de água. +1g.

7. de 12 x 1024 moléculas de H2S. 12. nas CNTP. como mostra a equação: 4 KO2 (s) + 2 H2O (g) + 4 CO2 (g) ⟶ 4 KHCO3 (s)+ 3 O2 (g) IFES Pág.2 x 1023 moléculas da substância X pesam 12 mg. 5. Qual o número de átomos de ferro contidos em 7g dessa liga? 17. Determine a massa. calcule a massa molar de X. em litros ocupados nas CNTP por 5 moléculas gramas de CO2(g)? 4. em litros. Qual o volume. Qual o volume ocupado. Uma liga de zinco e ferro contém 20% de zinco. 2. 15. 5. 14. por 160 g de oxigênio gasoso (O2) nas CNTP? 11.2 L de C2H2(g) nas CNTP.4 g de uma substância simples e gasosa Gn.4 L. 12. em gramas. em gramas. ocupam. presentes em: 2 mols de moléculas de H2 + 11. O oxigênio é produzido pela reação desse óxido com o dióxido de carbono e a água do ar exalado pelos pulmões. sabendo que nas CNTP. em gramas.m. sabendo que 16 mols da mesma ―pesam‖ 38. Calcule a massa molecular de certa substância X.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3.2 L de CO2 (g).24 L.4 g. Determine a atomicidade da substância sabendo que a massa atômica de G é 31 u.a. Calcular o número de mols presentes em 90 g de água. As máscaras de oxigênio utilizadas para produzir oxigênio. nas CNTP. 80 . Determine a massa total. Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 8. 13. 10. 6. Se 1. 9.6 L do gás XO2 tem massa igual a 11g. Nas CNTP. 340 g do mesmo ocupam um volume de 22. de 11. Determine a massa molecular de certo gás G. Determine o número de moléculas presentes em 90 g de água. em situações de emergência contêm o superóxido de potássio KO2. Qual a massa atômica de X? 16. Determinar a massa.

5 mg de amônia. substância produzida pelas fêmeas. Calcule a quantidade de mols de moléculas existentes em 8. por meio de deposição a vácuo.66 ×10-8g de 2-fenil-etanol.8 gramas de açúcar de cana. O =16 g/mol. pode ser utilizado para substituir o açúcar de cana.2 mols de Al(NO3)3. Dados: massa molar do 2-fenil-etanol é 122 g/mol.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Considere que uma pessoa exale 1. b) 0. H = 1. Supondo-se diluição uniforme na água. (FGV-SP) Para atrair machos para acasalamento. IFES Pág. (FUVEST-SP) Na fabricação de chapas para circuitos eletrônicos. determine o custo do ouro usado nessa etapa do processo de fabricação. valor bem mais baixo do que a média nacional (Veja 29/05/96). 81 . uma superfície foi recoberta por uma camada de ouro. indique o número mínimo de moléculas de 2-fenil-etanol por litro de água. Sendo assim. quantas vezes. inalada por ela será aproximadamente? 18.5 mg de amônia por cigarro. o número de moléculas de açúcar de cana deve ser maior do que o número de moléculas de aspartame para que tenha o mesmo efeito sobre o paladar? Dados: massas molares aproximadas (g/mol) açúcar de cana: 340. -12 Aproximadamente 10 g de tal composto de fórmula C18H38O devem estar presentes para que seja eficaz. 22. Peixes machos de certa espécie são capazes de detectar a massa de 3. 20. Os cigarros canadenses têm. 19. Dados: as massas molares (g/mol): N = 14.0 × 102 mol de CO2 por minuto. em média.00. Quantas moléculas isso representa? Dados: massas molares: C = 12 g/mol. adoçante artificial: 300. a) Encontre o número de moles de íons em: a) 2 moles 2 mols de Fe2(SO4)3. (Mackenzie – 2001) Estudos apontam que a amônia (NH3) adicionada ao tabaco aumenta os níveis de absorção de nicotina pelo organismo. Sabendo que para recobrir essa chapa foram necessários 2 x 10 20 átomos de ouro. detectado pelo peixe macho. 8. H = 1 g/mol. muitas espécies fêmeas de insetos secretam compostos químicos chamados feromônios. Bastam 42 miligramas de aspartame para produzir a mesma sensação de doçura que 6. (Fuvest – 2002) O aspartame. massa molar do ouro = 197 g/mol.0x1023 moléculas por mol. 1 g de ouro = R$ 17. constante de Avogadro = 6. aproximadamente. Ao fim de 5 minutos. qual será a quantidade de matéria em mols de oxigênio. 21. Dados: NA: 6×1023 . que está dissolvida em 1 milhão de litros de água. um adoçante artificial.

0u. Calcular a composição (em tanto por cento) da molécula de SO2. O problema pode ser resolvido por duas vias: (1) – Utilizando unidades de massa atômica: Massa molecular do SO2 m(SO2) = mA(S)+ 2mA(O) = (32. Dados: A massa atômica do enxofre é 32. como a centesimal e a mínima.1. 82 . IFES Pág.1 u. por exemplo. que Al (OH)3 de hidróxido de alumínio que se obtém no Brasil terá a mesma porcentagem de alumínio. Estudaremos de que maneira é possível.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE V 4. 4. Cálculos de Fórmulas. SO2. ou numa certa composição percentual. eles estão presentes no composto em uma quantidade. contém um átomo de enxofre e dois de oxigênio. estrutural e eletrônica de uma substância molecular e a fórmula empírica de uma substância iônica. através da análise de dados experimentais. é possível saber o percentual de massa de cada elemento no composto. Uma lei fundamental da química sustenta que.1u e a do oxigênio 16. que você pode obter em qualquer outro lugar do mundo. Exemplo: Uma molécula de dióxido de enxofre. Conhecido um composto químico. Composições percentuais e fórmulas químicas. determinar a fórmula molecular de uma substância e outros tipos de fórmulas. Fórmula é a representação gráfica da composição de uma substância. Diversos tipos de fórmulas são utilizados.1) + (2×16) = 64. oxigênio e hidrogênio. O que significa. em qualquer composto químico.1. formado por dois ou mais elementos diferentes. As teorias que explicam a formação das ligações químicas permitem prever a fórmula molecular.

9% O 64.1 g) contém 1 mol de átomos de enxofre (32. ou fórmula empírica. se pode determinar sua fórmula mais simples mediante cálculos elementares. 83 . Através da composição percentual de um composto pode-se conhecer sua fórmula empírica.1 g de SO2 Porcentagem do oxigênio no composto: Se em 64.499 ou 49. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 2×16.1 g de SO2 4. Fórmula empírica: A fórmula mais simples.1% Massa SO2 64.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Percentagem do S no composto: %S = ( massa S 32.0 g de oxigênio.1% S 64. Conhecida a composição percentual de um composto ou sua composição elementar em gramas. de um composto é a menor relação entre o número de átomos presentes em uma molécula desse composto.1u (2) − Utilizando gramas: 1 mol de moléculas de SO2 (64.1 g de SO2 temos 32.0 g).1u Percentagem do oxigênio no composto: %O = ( massa O 2×16 u )= = 0. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 32.0g O =49. Porcentagem do enxofre no composto: Se em 64.1 g S =51.1 g de enxofre. A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual).2.9% Massa SO2 64. IFES Pág.501 ou 50.1 u )= = 0.1 g) e 2 moles de átomos de oxigênio (2×16.1 g de SO2 temos 32.

Nos cálculos com gases é conveniente adotar a unidade universal de volume: o volume molar. ou seja.7% de oxigênio (em massa). 84 . chega-se a uma relação empírica inteira entre ambos.28 A fórmula empírica corresponde ao dióxido de carbono será: CO2.7 g ao oxigênio. O volume molar.4 L. medido em condições normais de pressão e temperatura (760 mm Hg de pressão.7 g) × Dividindo os dois números obtidos. 4. Determinar a fórmula empírica desse composto.28 12. desses 100 g correspondem 27.28 4. Dada a composição porcentual do mesmo.3% de carbono e uns 72. Com isso. têm-se a relação dos átomos na fórmula empírica: n(C) = n(O) = 2.0 g C 1 mol átomos de O = 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: A análise de uma amostra de um composto puro revela que contém uns 27.28 =1 2.3 g) × 1 mol átomos de C = 2. se pode calcular o número de moles de átomos de cada elemento: Moles de átomos de carbono = (27. Para resolver o problema consideremos 100 g do composto.0 g O Moles de átomos de oxigênio = (72. É o volume ocupado por um mol de qualquer gás.54 16. A partir desta relação. Exemplos: IFES Pág.3.3 g ao carbono e 72.54 ≅2 2. 1 atm e 0 ºC de temperatura) e tem um valor de 22.

podemos saber quanto H foi produzido através H2O medindo a variação da massa de uma amostra de perclorato de magnésio. o álcool metílico CH3OH.4. O CO2 é então capturado (usando-se o hidróxido de sódio) para podemos saber o quanto CO2 foi produzido pela simples medição da mudança de peso da amostra. A maioria dessas reações inclui ao oxigênio do ar (O2) como reagente. Um exemplo: Consideremos a combustão do álcool isopropílico. 85 . também se queimam na presença de oxigênio (O2) para produzir CO2 e H2O. As reações de combustão são reações rápidas que produzem uma chama.4 l 22. reagem com o oxigênio do ar para formar dióxido de carbono (CO2) e água (H2O). Princípio do método. Quando conhecemos a modo com que uma série de sustâncias reage entre si.023 × 1023 átomos 6.4 l Número de partículas 6. todo o carbono é convertido em CO2.023 × 1023 moléculas 4. Gás 1 mol de Hélio 1 mol de Hidrogênio 1 mol de Butano Massa 4g 2g 58 g Volume (CNTP) 22. Na ocasião em que um composto com H e C é queimado num dispositivo especial. a sua fórmula e até sua fórmula molecular − no caso de conhecermos a massa molecular da sustância). na presença de O. Da mesma forma. e hidrogênio em H2O. Análises de Combustão. é factível determinar características quantitativas delas (entre outras. que quando se queimam. Volumes Molares.023 × 1023 moléculas 6. que tem carbono. hidrogênio e oxigênio (por exemplo. IFES Pág. Outros compostos.4 l 22.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 3. a glicose C6H12O6). Uma classe de compostos que podem participar nas reações de combustão são os hidrocarbonetos. É a chamada análise quantitativa.

034 g 1 mol H A quantidade de oxigênio na amostra original não pode ser obtida a partir do massa dos produtos de combustão.154 g de C mol de C Mas.306 g de H2O × 1 mol deH2O = 0. do oxigênio combinado no composto e. 0. uma vez que CO2 e H2O contêm oxigênio. Logo. que pode vir.154 g (C) + 0. H e O. do oxigênio do fluxo gasoso usado no processo de combustão.255 g do álcool revela que esta tem unicamente o três elementos: C.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma análise de uma amostra de 0.01g = 0. 0. Com esta informação podemos calcular a quantidade de C e H na amostra: m(CO2) = 1m(C) +2×m(O) = 44 g m(H2O) = 2m(H) + m(O) = 18.255g m(O) = 0. m(Amostra) = 0. então: em 0.0128 moles de CO2.306 g de H2O. teremos 0. verificamos que foram produzidos 0.0 g Portanto. parcialmente.034 = 0.034 g (H) + m(O) = 0. parcialmente.0 g 12.255 – 0. 0.034 moles de H (2×0.561 g de CO2 e 0.561 g de CO2 × 1 mol de CO2 = 0.017). no entanto.0128 moles de C.034 moles de H × 1g = 0.067 g O IFES Pág.017 moles de H2O contém 0.017 moles de H2O 18.0128 moles de C × Como 0. 86 .154 – 0.0 g Como um mol de CO2 tem um mol de C e dois de O. O conteúdo em oxigênio na amostra pode. ser obtida por diferença.0128 moles de CO2 44. Assim. 0. Ao queimá-la.

0042 )para obter números inteiros: 0.0042 Considerando o erro experimental.0042 moles de Oxigênio Com esta informação podemos encontrar a fórmula empírica. 1.0128 moles de Carbono 0.0042 0.9 g Hg × 26.59 g 1 mol = 0. 0. o que temos é: 0.0042 0.0042 moles O ≅ 1 mol O 0.736 mol Cl 35. Logo. teremos: 73.1 gramas de cloro.0340 moles de Hidrogênio 0. é provável que a amostra tenha a fórmula empírica: C3H8O. Calculando o número de moles.999 g Assim. em suma. 4.9 gramas de mercúrio e 26.5.0340 𝑚𝑜𝑙𝑒𝑠 𝐻 ≅ 8 moles H 0.9% de mercúrio e 26.067 g de O × 1 mol de O = 0. O mercúrio forma um composto com cloro que tem 73. Qual é a fórmula empírica do composto? Suponhamos que temos uma amostra de 100 gramas deste composto. 87 .0042 moles de O 15.1 g Cl × 1 mol = 0. se dividirmos pela menor quantidade (0. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.368 moles Hg 200. que representa cada massa individual de cada átomo. Então a amostra terá 73.45 g IFES Pág.0128 moles C ≅ 3 moles C 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou.1% de cloro em massa.

54 moles 12 g C 1 mol = 2.27 moles O /2. C = 54.54 moles C/2.0 + 1×16. que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é: 132.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando a proporção molar dos elementos. em moles: 9.736 mol Cl 0. Assumindo uma amostra de 100 gramas. vem: n(Cl) = n(Hg) 0.32 %.15 moles H/2.27).0 + 4×1.27 moles 16 g O 54.15 g H × 1 mol = 9. 88 .15 %.0 = 44g/mol O fator comum. Uma análise quantitativa dá o seguinte % em massa: H = 9.27 = 4 4. sabendo que: massa molecular é igual 132. m(C2H4O) = 2 × m(C) + 4 × m(H) + 1 × m(O).53 % e O = 36. a fórmula empírica é HgCl2.15 moles 1gH 1 mol = 4.16/ 44 = 3 A solução: Multiplique C2H4O pelo fator comum: C (2 × 3) H (4 × 3) O (1 × 3) = C6H12O3 IFES Pág.368 mol Hg = 2.53 g C × 36. fórmula empírica igual a C2H4O. vem: 2.16.27 =1 9.0 Como n(Cl) = 2 × n(Hg). converteremos as percentagens dadas aos totais de grama e. por conseguinte. 2.27 = 2 No entanto.32 g O × Dividindo cada uma dos números de moles pelo menor dos três (nesse caso 2. assim: m(C2H4O) = 2×12. Determinar a fórmula molecular.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. teremos: 28 g Fe× 24 g S× 1 mol = 0.8% de oxigênio. vêm: mFe mS mO mFe + mS + mO 400 = = = = =4 28 g 24 g 48 g 100g 100 Logo. Determine a fórmula molecular dessa substância sabendo-se que sua massa molecular é igual a 400 g e que as massas atômicas são: Fe=56. em massa. vem: n Fe = 2 nS=3 n O = 12 Como m(C) = 2 × m(Fe) + 3 × m(S) + 12 × m(O).5 3.75 moles 32 g S 1 mol = 3. 89 .50 = 1. Assumindo uma amostra de 100 gramas. então: m(Fe2S3O12) = 2 × 56 + 3 × 32 + 12 × 16 = 400 g A solução: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 2º Método: Usando-se a proporcionalidade entre as massas.50).75 moles S /0.00 moles O /0. S=32 e O=16 g.00 moles 16 g O 48 g O× Dividindo esses moles pelo menor dos três (nesse caso 0.30 = 6. 24% de enxofre e 4. vem: 0.0 Que multiplicando por 2.50 moles Fe /0. têm-se: mFe = 4 × 28 g × 1 mol = 2 moles Fe 56 g IFES Pág.50 moles 56 g Fe 1 mol = 0. A análise quantitativa de uma substância mostrou que ela é formada por 28% de ferro.50 = 1 0.

Como existe proporção entre as massas dos elementos constituintes.20 × mH = 1.20 1.20 1. vem: mH mC mO = = 0. Dados: C =12. Determinar a fórmula percentual em massa e a fórmula molecular.20 1.0 g Assim.3 g ou 53.20 1. então: 12 × nC 1 × nH 16 × nO 180 = = = 0.20 1. mH = 1 × nH.0 g dessa substância contêm 1.3% 3.60 3.0 g ou 40. 0.7 g ou 6.20 g de carbono.60 × 100 = 6.60 Se fizermos mGLICOSE = 100g.0% 3. mO = 16 × nO.0 nC = 6. nH = 12.20 g de hidrogênio e 1.0 g 100 = 40.0 g Como mC = 12 × nC. a solução como queríamos demonstrar é: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 4.60 3.0 g 100 = 53.20 × mC = 1.60 g de oxigênio (massa molecular da glicose =180 g). encontraremos um percentual em massa de cada constituinte.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mS = 4 × 24 g × mO = 4×48 g× 1 mol = 3 moles S 32 g 1 mol = 12 moles O 16 g Logo.20 1. H=1g. O=16g. A análise quantitativa da glicose mostrou que 3.7% 3. 90 . mH = 0. mH mC mO 100 = = = 0. IFES Pág.

IFES Pág. Qual é a fórmula empírica do composto? Convertendo a massa de cada elemento para moles.337) e arredondando para o número inteiro mais próximo.675 g H × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (0.ou melhor: Ca(OH)2. (Dados: massa molar de aspartame é 294. a fórmula molecular da glicose é: C6H12O6.337 mol Ca = 1 mol Ca 0.1 g Ca 1 mol Ca = 0.01 g H 0.675 = 2.337 A razão molar dos elementos é a representação dos índices na fórmula empírica: CaO2H2 .8 g O × 1 mol Ca = 0. 10.5 g Ca × 10. usando as massas atômicas da tabela periódica.675 g H. Aspartame é % 57.18% de O. 91 .52 % de N e 27.98 ≅ 2 moles 0. Um composto foi analisado e verificou-se que contêm 13. 6. vêm: 13.337 moles Ca 40.337 0.337 0.675 moles Ca 16.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO nO = 6 Portanto. assumiremos que a massa total é de 100 gramas para que a massa de cada elemento seja igual à porcentagem determinada. 5.337 moles H 1.00 moles de O 0.30 g/mol) Como foram indicadas percentagens.8 g O e 0.16 C de H.14 de C. 9. Calcule a fórmula empírica do aspartame e encontre sua fórmula molecular. vêm: 0.5 g Ca. 6.0 g Ca 1 mol H = 0.668 mol H =1.

Há proporção entre os números de moles de átomos. 7.50 moles de O Que multiplicando por 2. a fórmula empírica é a fórmula molecular.14 C × 1 mol C = 4.0) = 294g/mol massa molar 294. a fórmula empírica: C14H12N2O5 Agora.01) + 2(14.68 1.0) = 18(1.68 mol C = 7 mol C mol H = 8.7% de hidrogênio e 53.0) + 5(16.0 g N 1 mol O = 1. IFES Pág. n(N) = 2.52 g N × 27.76) e arredondando para o número inteiro mais próximo. 6.76 0. n(H) =18.10 moles H 1.76 mol C 12.3% de hidrogênio.98 ≅ 9 moles H = 1. n(O) = 5 Obtemos. vem: n(C) =14. encontrando a massa da fórmula empírica e a relação entre elas: C14H18N2O5 = 14(12.0 g O 6. Determine a fórmula mínima de um composto que encerra 40% de carbono.68 0. assim. podemos encontrar a fórmula molecular.70 moles de O 16. 92 .0 g Ca 1 mol H = 6.00 moles de N = 2.68 0.16 g H × 9.70 0.68 moles de N 14.3 g = ≅1 fórmula empírica 294 g Assim.18 g O × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 57. vêm: 4. Assim.10 0.68 6.01 g H 1 mol N = 0.

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mC mH mO = = 40 g 6,7 53,3 12×nC 1×mH 16×nO = = 40 g 6,7 53,3 nC mH nO = = 40 6,7 53,3 g 12 1 16 mC mH mO = = 3,33 g 6,7 3,33 mC mH mO = = 3,33 3,33 6,7 g g g 3,33 3,33 3,33 1 1 ≅2 Portanto, a resposta: CH2O 8. Determine a fórmula estequiométrica de um composto que encerre 28,8% de Al, 21,87% de Si e 50% de O. Temos, mAl mSi mO = = 28,8 g 21,87 50,0 26,981 × nAl 28,0855 × nSi 15,9994 × nO = = 28,8 g 21,87 50,0 nAl nSi nO = = 28,8 21,87 50,0 g 26,9815 28,0855 15,9994 nAl nSi nO = = 1,07 0,779 3,125 nAl 1,07 0,779 nSi nO = 0,779 = 3,125 0,779 0,779

nAl nSi nO = = 1,37 1,000 4,011 Na tentativa de obtermos números inteiros, encontraremos uma boa aproximação ao multiplicarmos por 3. Assim,
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nAl nSi nO = = 3×1,37 3×1,000 3×4,011 n(Al) ≅ 3, n(Si) = 3, n(O) ≅ 12 Logo, Al4Si3O12 ou Al4(SiO4)3 é a fórmula procurada. 9. 3,42 g de uma substância x contêm 0,54 g de Al, 0,96 g de S e 1,92 g de O. Determine a fórmula mínima percentual em massa e a fórmula mínima dessa substância. (Dados: Al = 26,9815 u, S = 32,0660 u, O = 15,9994 u) 0,54 g × 0,96 g × 1,92 g × 1 mol Al ≅ 0,0200 moles Al 26,9815 1 mol S ≅ 0,0299 moles S 32,0660 1mol O ≅ 0,1200 moles O 15,9994

Dividindo os valores encontrados pelo menor (0,1200), vem: 0,0200/0,0200 = 1 mol Al 0,0299/0,0200 = 1,495 moles S 0,1200/0,0200 = 6 mole H Que multiplicando por 2, vem: n(Al) = 2 moles n(S) = 3 moles n(O) = 12 moles Portanto, Al2S3O12 = Al2(SO4)3 é a fórmula procurada. 10. Calcule a fórmula de um composto formado por nitrogênio e hidrogênio, cuja análise de 32 g de uma amostra revelou a presença de 87,5% (% em massa) de nitrogênio.

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(Dados: as massas molares (g/ mol) do N =14 e H = 1) Assumindo que a massa total é de 100 gramas, têm-se: m N = 87,5 g = 87,5 g × 1 mol N = 6,25 14 g 1mol H =12,5 moles 1g

m H = 100 - 87,5 g = 12,5 g = 12,5 g × Que divididas por 6,25, vêm: n N = n H = 6,25 = 1 mol 6,25 12,5 = 2 moles 6,25

Como m(NH2) = 14 + 2 = 16, então: O fator comum, que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é, assim: 32/16 = 2 A fórmula procurada é: N(1×2)H(2×2) = N2H4

11. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado A forneceu o seguinte resultado: 0,365 g de A deram por combustão 0,66g de CO2 e 0,315 g H2O. 0,146 g de A deram por combustão 23,6 cm3 de nitrogênio medidos a 14ºC 2 772 mmHg de pressão. A tensão de vapor d’água a 14ºC é 12 mmHg. A massa molecular de A, determinado pelo processo ebulométrico é 77. Calculo a fórmula molecular de A e propor uma fórmula estrutura possível para o mesmo composto. Temos: 0,365g A = 0,66g CO2 + 0,315g H2O 0,146g A = 23,6cm3 de N (T = 14ºC e P = 727 mmHg; pv(H2O) = 12mmHg) Calculando a composição dos elementos, vem:
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a) n(CO2) = n(C) = ½n(O) 0,66g CO2 × Portanto, n(C) = 0,015 moles C 0,015 moles C × 12 g = 0,18 g C 1 mol 1 mol = 0,015 moles CO2 (12+2×16)

b) n(H2O) = ½n(H) = n(O) 0,315g H2 O× 1mol = 0,0175 moles H2 O 18g

n(H) = 2×n(H2O) = 2× 0,0175 = 0,035 moles H 0,035 moles H× 1g = 0,035 g H 1 mol P×V Po ×Vo = T To

c) Para o Nitrogênio, teremos: V=

720-12 mmHg×23,6cm3 ×273K = 22, 449 cm3 = 0,0 224 L 273+14 K× (760mmHg) 1amt 1 mol = 0,001 moles N2 22,4 (14g×2) = 0,028g N 1 mol

0,0224 L N2 ×

0,001 moles N ×

0,146 g A = 0,028g N, logo: 0,028 g N = 0,070 g N 0,145 g A 1 mol 0,070 g N × = 0,005 moles N 14 g 0,365g A × c) Para o O: m(A) = m(H) + m(O) + m(C) + m(N) 0,18 g 0,070 g 0,365 g 0,035 g

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m(O) = 0,08 g O 0,08g × 1 mol ≅ 0,005 moles O 16 g

Assim, em suma, o que temos é: 0,015 moles C 0,035 moles H 0,005 moles O 0,005 moles N Que dividido por 0,005 (o menor valor), vem: (0,015/0,005) moles C = 3 moles C (0,035/0,005) moles H = 7 moles H (0,005/0,005) moles O = 1 mol O (0,005/0,005) moles N = 1 mol N Logo, Fórmula molecular: C3H7ON

Possível fórmula estrutural:

Fig. 54

12. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado X forneceu o seguinte resultado: 0,177 g de X deram por combustão 0,264 g de CO2 e 0,135 g de H2O.

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vem: a) Para o C: 0.135 g de H2O × 1 mol = 0.072 g C) %C = 0.68% b) Para o H: 0. Calcule a fórmula empírica de X. 1 litro = 1000 cm3 = 1 eqg H2SO4 Como equivalente-grama (E) de um de um ácido é a relação entre massa molecular m(A) e o número de hidrogênios ácidos ou ionizáveis.015g H) %C = 0. Calculando a composição dos elementos.0848 ou 8.885 g de X.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na dosagem de nitrogênio de acordo com o processo de Kjeldahl de 0. 98 IFES . obteve-se uma quantidade de amônia (gás amoníaco) que necessitou de 15 cm3 de solução de 1N de H2SO4 para completa neutralização.0075 moles H2O 18 g n (H) = 2 n(H2O) = 0. então: Uma solução 1N de H2SO4 diz que: em 1 litro teremos 1 eqg H2SO4.177 = 0.072/0. então: Pág.177 = 0.006 moles CO2 n(C) =n(CO2) = 0.264 g de CO2 × 1 mol 44 g = 0.4068 ou 40.006 moles C (0.015/ 0.015 moles H (0.48% c) Para o N: A reação de neutralização é: 2NH3 + H2SO4 → (NH4)2SO4 2moles 1mol 1mol Lembrando que a normalidade de uma solução (N) é o número de equivalentes do soluto em um litro da solução.

11/16 23.48 27.00 5.48 27.48/1 27.68/12 8.694 8.015 moles N 1 moles NH3 (0.694 1. 99 .68 + 8.39 8.885 = 0.694 nC nH nO nN = = = 2.73 nC nH nO nN = = = 40.11% f) Cálculo da fórmula mínima: mC mH mO mN = = = 40.73 12×nC 1×nH 16×nO 14×nN = = = 40.695 nC nH nO nN = = = 3.11 23.73% e) Para o O.21/0.00 IFES Pág.21 g N d) Para o N.48/1.48 + 23.015 moles NH3)( 1mol N ) = 0. mmol( H2SO4) 2 1 mol H2SO4 = 2 × Eqg H2SO4 Logo.48 1.68 8.39/1.694 1.694 1.00 1. temos: %O = 100 – (40.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Equivalente-grama H2SO4 = Assim.00 1. 15 cm3 1 eqg H2 SO4 1000 cm3 1 mol H2 SO4 2 eqg H2 SO4 2 moles NH3 = 1 moles H2 SO4 = 0.73/14 nC nH nO nN = = = 3. temos: %C = 0.11 23.73) = 27.68 8.015 moles N)(14 g/1 mol) = 0.2373 ou 23.695/1.015 moles NH3 (0.694/1.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. 55 g) A fórmula molecular é do tipo: (C2H5ON)n 13. m(Amostra) = m(C) + m(H) + m(O) 0. H e O.819g C)(1 mol/12g) = 0.365 g Assim.367 g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3.06825 1 mol CO2 44g CO2 1 mol H2 O 18g H2 O 1 mol C 1 mol CO2 2 mol H 1 mol H2 O 12g = 0.002 g de CO2 e 1.182 g 1 mol H IFES Pág.365 g − 0. 0s números de moles dos elementos em 1.367g do composto são determinados como sendo: (0.819 g − 0.183g 1. 100 . qual será sua forma empírica? É necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e.183g = 0. m C = 3.002 g CO2 m H = 1. Uma amostra de 1. a fórmula empírica é: C2H5ON.819 g 0. m(O) = 1. Se o composto original contiver somente C.640 g H2 O Mas.640 g de H2O.364 g Agora o problema pode ser resolvido pelo procedimento usual.819 g 1 mol C 1g = 0. na amostra original. por conseqüência. possivelmente: Fig.

105 ou 10.9045 ≅ 234. pelo processo de Carius.0462g N 1 eqg NH3 1 mol NH3 0. verificou-se que 0.51% .1 N de H2SO4 significa que: 1 litro de solução = 1000 cm3 = 0.1175g de AgI. Pede-se a percentagem de nitrogênio no composto.02275) = 1 Como estão na razão 3.02275) = 3 (0.44g de um composto orgânico obteve-se uma quantidade de gás amoníaco (amônia). Qual a sua fórmula empírica? mm (AgI) = 107.0033 eqg NH3 (0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.364 g O)(1 mol/16g) = 0. que recolhido e neutralizado por 33 cm3 de solução 0.099g desse composto quando tratado pelo Ag(NO3)3.0462g = 0. a fórmula empírica é C3H8O.02275 Que divididos por 0.8682 + 126.7727 IFES Pág.02275//0.18%. NH3 NEUTRALIZADOS 33 cm3 H2 SO4 0. H−1.18300/0.183g H)(1 mol/1g) = 0.02275) ≅ 8 (0.44g 15. produzem 0.0033 eqg H2SO4 1000 cm3 Mas neqg H2SO4 = neqg NH3 = 0.02275.1N Uma solução 0.0033 eqg NH3)( %N = 1 mol NH3 14N )( ) = 0.1N de H2SO4. Um composto quartenário contém: C−18. Na dosagem do iodo.1 eqg H2SO4.06825/0. assim: nEqg H2SO4 = (33 cm3)( 0.1175 234.18300 (0.1 eqg H2SO4 ) = 0. 101 .9045 = 0. vem: (0.5% 0. 14. A análise de 0.78 mI 126. 8:1.

0635g %I = Logo.505 0.505 nC nH nI nO = = = 3 3 1 2 Portanto a fórmula molecular é: C3H3IO2 16.3731g de BaSO4 0.51 0.17% Cálculo da formula empírica: 12 nC 1nH 127nI 16nO = = = 18.14 16.505 0.505 0.17 nC nH nI nO = = = 64.84% Na dosagem de enxofre 0.14% 0.69%.0512g 233g BaSO4 Com esta informação.18 + 1.01 nC nH nI nO = = = 1. calculamos o percentual de enxofre e oxigênio: 0.505 0.3731g de BaSO4.18 1.51 127 12 16 1 nC nH nI nO = = = 1. H−3.0635 ×100 = 64.51 64.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mI = 0.51 0.18 16.51+64.14+64.515 1.01 1.515 1.333g deste composto quando tratados por BaSO4 produzem 0.14 18. Qual a sua fórmula empírica? mm (BaSO4) = 137+32+4×16 = 233g 32g S = 0. Um composto orgânico contém: C−57.17 1.14) = 16. 102 .505 1.099 IFES Pág. %O = 100 – ( 18.

teremos 2 compostos A e B.69 15.84) = 23. 103 .38% de S 0. Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando o produto obtido.09 3.480625 1.84 4.00 3. mH mC mS mO = = = 3.8075 0.333 Para o oxigênio: %O = 100 – (15.84 57.38 16 1 12 32 nH nC nS nO = = = 3.480625 nH nC nS nO = = = 7.38+57.6% de C e 9.69+3.09 1×nH 12×nC 32×nS 16×nO = = = 3.38 23.69 15.84 57.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO %S = 0.00 1.09 nH nC nS nO = = = 23. O composto A tem 54.443125 nH nC nS nO = = = 3. C10H8SO3 17. aproximando: nH nC nS nO = = = 8 10 1 3 Ou.98 10.480625 1.40% de H.8075 0.61% IFES Pág.443125 0.09% de O Assim.38 23.00 Ou.84 57. contem 62. Qual é o alceno original e qual sua estrutura? Temos: Composto A: C−54.69 15.480625 0. O composto B.09% de H.00% de C e 10. uma cetona.0512 ×100= 15.480625 0.480625 0.84 4.

3 1×nH 12×nC 16×nO = = 9.55 2. têm-se: IFES Pág.09 36.3% Composto B: C−62.09 54.6% Assim.40)) = 27.3 nH nC nO = = 9. para o produto A têm-se: mH mC mO = = 9.09% O−(100-(54.00% H−10.61 1 16 12 nH nC nO = = 9. 104 .27 nH nC nO = = 9.27 4. C2H4O Fig.09 2.27 2.09 54.40% O−(100-(62.27 nH nC nO = = 4 2 1 Ou.61+9.61 36.61 36. 56 Para o composto B.55 2.09 4.27 2.09)) = 36.00+10.3 54.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H−9.

73 1.99 1.6 1×nH 12×nC 16×nO = = 10. 57 Portanto.17 1.00 Ou .00 27. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH mC mO = = 10.40 62.40 5. 105 IFES .01 2.17 1.40 62.73 nH nC nO = = 6. o alceno original é: C6H12 Pág.73 5.00 27.73 1.73 nH nC nO = = 10.00 27.6 1 12 16 nH nC nO = = 10.6 nH nC nO = = 10.40 62.40 1.

65 nC nI nH = = 37.16+56.65 12 127 1 nC nI nH = = 3.65 12×nC 127×nI 1×nH = = 37. a resposta é C7H15I IFES Pág.442 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. mC mI mH = = 37. A análise elementar de um composto (iodeto de alcoila) forneceu a seguinte composição: C−37.442 0.16% I−56.65 nC nI nH = = 0.19) = 6.16 56.65% de H Assim.65 0. 58 18.16 56.442 3.097 6.16 56.19 6.442 0.19 6.19 6.442 nC nI nH = = 7 1 15 Portanto.19% Qual a sua fórmula empírica? %I = 100 – (37. 106 .097 0.

236 1.5% de carbono.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.956 6.236 8. 8.5 1 14 12 nC nH nC = = 6. Dados Massas atômicas: C = 12.958 1 ≅7 ≅5 Fórmula mínima: C5 H7N e Fórmula molecular: C10H14N2.3 nC nH nC = = 8. Sabe-se que este composto contém dois átomos de nitrogênio por molécula. Quais são as fórmulas empíricas e moleculares da nicotina. H = 1. 107 .958 1 nC nH nC = = 4.125 1.956 6.3 12×nC 1×nH 12×nC = = 73.3 73. Segue as possíveis fórmulas planas: IFES Pág.6 6.236 nC nH nC = = 1. A nicotina contém 73.5 8.236 nC nH nC = = 4.125 8.3% de nitrogênio.236 1.6 17.6 17.6% de hidrogênio e 17. 59 19.6 1. N = 14 mC mH mN = = 73.5 8.6 17.

Anfetaminas são aminas utilizadas como estimulantes e vulgarmente conhecidas por "bolinhas".63% de hidrogênio e 10. Sabendo-se que a sua massa molar é 135 g/mol. calcule a sua fórmula molecular. 60: Isômeros.63 10. 108 .37 100 nC = nH = nH = 80×1.1931 ≅ 13 1 10.37 100 12×nC 1×nH 14×nN 135g = = = = 1.63 10.37 = 13.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.37% de nitrogênio. A sua fórmula molecular é: C9H13N (Figura61).37 80 + 9.37×1.014 ≅ 1 14 Assim.63 +10.37 = 9.37 12×nC 1×nH 14×nN mm(benzidrina) = = = 80 9.63×1.35 80 9.1 ≅ 9 12 9. 12×nC 1×nH 14×nN 12×nC + 12×nN +14×nN = = = 80 9.37 = 1.63 10. IFES Pág. que apresenta a seguinte composição percentual: 80% de carbono. 9. 20. Uma dessas substâncias é a benzedrina.

2 36.3% 17.1% 47.514 2.033 6.514 1.029 1. IFES Pág. 61.003 Multiplicando o denominador por 2.5% H (hidrogênio) 6.033 6.1 21.2 36. 21.6% Calcule a sua fórmula molecular. sendo. 100 2.3 nC nH nN nO = = = 21.1% N (nitrogênio) 21.4% 23. Elemento Fração de massa Fração atômica C (carbono) 36.100 ≅1.269 mC mH mN mO = = = 3.1 21. mC mH mN mO = = = 36. C4H8N2O3 (Figura 62).514 1.269 1.2 36. portanto.1 36.3 14 12 1 16 2.033 ≅6.514 mC mH mN mO = = = 3.514 1.4 6.100 1.4 6. Apresenta a seguinte composição elementar: Tabela 15: Composição Elementar. 109 . vem: mC mH mN mO = = = 4 8 2 3 Portanto.8% O(oxigênio) 36.269 ≅3. A Asparagina é um dos aminoácidos codificados pelo código genético.514 1.514 1.499 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.000 4. um dos componentes das proteínas dos seres vivos.4 6.2% 11.3 12×nC 1×nH 14×nN 16×nO = = = 36.

0105 moles de U 1 moles de U 1 mol U n O 3.676 moles O 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.449 g de O (obtido subtraindo a massa inicial da massa final). H e O.500 g de U e  0. Uma amostra de 2.0105 = = = n(U) 0.500 g de urânio foi aquecida ao ar.0105 moles de U 238. O óxido resultante pesou 2.0281 moles O 16 g 0.02 mols de O = = n(U) 3(1 mol) U 3 moles de U Por consequência.002 g de CO2 IFES 1 mol CO2 44. na amostra original. 2.449 g O 1 mol U = 0. 62 22. 23.949 g.640g de H2O.002g de CO2 e 1. n(U) = (2.0281 moles O 2. Determine a fórmula empírica do óxido.949 g do óxido contêm:  2. a fórmula empírica é U3O8.367g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3. Se o composto original contiver somente C.0281 moles O n O 0.819g C 1 mol C Pág. qual será sua forma empírica? E necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e.0095 g 1 mol C 1mol CO2 12g = 0.676) moles O 8. Uma amostra de 1.(2.0289g 1mol O = 0. 110 .500g U) n O = 0. Assim: 3. por consequência.

819 0.178g é fortemente aquecida em um fluxo de oxigênio até que todo o cobre tenha sido convertido em 3.364 0.0228 n(C) n(H) n(O) = = 2. Qual é a composição percentual deste óxido? Peso total do óxido preto = 3.640g de H2O 1mol H2O 18.800g IFES Pág.98 8.184 g H 1 mol H m(O) = m(composto) – m(C) – m(H) = 1.026 1.00794 n(C) n(H) n(O) = = 0. teremos: n(C) n(H) n(O) = = 0.364 g O Assim. a fórmula empírica é C3H8O.068 0.978g Peso do cobre no óxido = 3.0228 0.000 Portanto. 63 24.184 = 0.367 – 0.0228 n(C) n(H) n(O) = = 0.178g Peso do oxigênio no óxido = 0.00794 g = 0.184 15.183 0.0107 1. 111 .068 0.819 – 0.0228 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.9994 12.0153 g 2 moles H 1mol H2O 1.0228 0.183 0. Uma fita de cobre eletroliticamente puro pesando 3.978g de um óxido prelo. Fig.

84%.978g 0.7 Exercícios Propostos. verificou-se que 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fração de Cu = Fração de O = peso do cobre no óxido peso total do óxido peso total do óxido = 3.40% de hidrogênio.333 g deste composto quando tratados pelo BaCl2 produzem 0. obtemos dois compostos A e B.9% = 21.1175 g de AgI.73%. 100% −79. pelo processo de Carius.3731 g de BaSO4.799 ou 79.178g 3. A reage com o anidrido acético e com o cloreto de benzeno sulfonila. Na dosagem do enxofre. Qual a sua fórmula empírica? 3) Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando-se o produto obtido.800g 3.5.31% e H—7. Qual a fórmula molecular e o nome de A? 5) A análise elementar de um hidrocarboneto X forneceu o seguinte resultado: C—92. 112 .61% de carbono e 9. H—1. Qual é o alceno original e qual a sua estrutura? 4) Um composto orgânico A contém: C—61.00% de carbono e 10. A tem 54. IFES Pág. O seu peso molecular é 78.211 ou 21. Na dosagem do iodo. B é uma cetona e contém 62. Qual a sua fórmula empírica? 2) Um composto orgânico contém: C—57.01%.25%. Com o HNO2 dá um álcool que oxidado fornece acetona. 0.69%.18%.1% 4.69%. 1) Um composto orgânico quaternário contém: C—18.51%. origina um composto Z. N—23. H—3.099 g deste composto quando tratados pelo AgNO3. produzem 0.9% = 0. H—15. admitindo-se que o rendimento das reações seja de 60%.1% peso do oxigênio no óxido = Realmente.09% de hidrogênio. Quando X é nitrado pela mistura sulfonítrica transformasse em Y que reduzido pelo hidrogênio proveniente da reação de 840 g de ferro metálico com excesso de HCl diluído. A sua densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29. Pergunta-se: a) qual a fórmula e o nome de Z% b) com os dados do problema dar a massa obtida de Z.978g = 0.

Determinar a sua fórmula e qual o seu nome? 15) Um composto dá uma análise elementar de 54. mas não reduz o reagente de Fehling.37%.0% de C.00%.73%.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6) O nitrato de peroxiacetila (NPA) tem a seguinte composição percentual em massa: 19. Qual a sua fórmula molecular? 13) Um composto mineral possui: P—18.902%.73%.25%. 6. Qual a sua fórmula molecular? 12) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Mn— 34. 0—39.5% de H. 66. K—26.37%.02%.73%.01%.51% C. FeO—36%. 0—39.82%.79%.75%.31% S. C fornece uma oxima e um composto com o bissulfito de sódio. Qual a sua fórmula? 10) A análise elementar de um composto X. Qual é a sua fórmula empírica? Sabendo-se que o PM da frutose é de 180.62%.6 % de N.024%. O seu PM é de 89 ± 3. Por oxidação incompleta B transforma-se em C cuja densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29. de massa molecular 147g.1 % de O e 11.3 % de O. Quais são suas fórmula empírica e fórmula molecular? 11) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Cr— 35.53% e 0—38. O seu peso molecular é 158. Qual a fórmula e o nome de A? 8) Frutose tem 40. NH4—3. O seu peso molecular é 161. S—19. 36.2 qual é a sua fórmula molecular? 9) Um composto mineral contém: Zn—40. 2. 0—40.24%. H—13.7% de H e 53.48% e K—24. Qual é a sua fórmula empírica? 7) Uma substância básica A contém: C—61. Qual é sua FM? 16) Qual a fórmula de um sal hidratado que contém: Fe -11.33%.09%.74% e Cl—48. dá: C— 49.18% H.83%? IFES Pág. 113 . S04—39. O seu peso molecular é 164. Na—42. e 9. Quando A é tratado com o HNO2 produz um álcool B contendo: C—60. O seu peso molecular é 294. H—2.073%. N—23.87%.8% de C. H— 15. 11. Qual a sua fórmula molecular? 14) Um composto mineral contém: Cr2O3—64%.0—44.

Então. já que todo múltiplo inteiro positivo de uma equação balanceada será também uma equação balanceada. para a reação na qual os gases hidrogênio (H2) e oxigênio (O2) se combinam para formar água (H2O).1 Balanceamento de Equações Químicas. IFES Pág. Por exemplo. que profere que a matéria não pode ser criada nem destruída durante a transformação química que ocorre em uma reação química. ou o número de átomos de cada elemento nos reagentes é igual ao número de átomos de cada elemento dos produtos. pois há quatro átomos de hidrogênio e dois átomos de oxigênio em cada lado. 114 . Uma equação química balanceada é uma equação algébrica que dá o número relativo de reagentes e produtos na reação e tem o mesmo número de átomos de cada tipo dos lados esquerdo e direito. uma equação química balanceada é: 2 H2 + O2 → H2O Indica que duas moléculas de hidrogênio se combinam com uma molécula de oxigênio para formar duas moléculas de água. Observe que a equação é balanceada. Uma equação química deve ser balanceada de acordo com a Lei da Conservação da Matéria. que nunca haverá uma única equação balanceada para uma reação. uma vez que os átomos apenas se combinam para formar novas moléculas (não são criados nem destruídos na reação química balanceada).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VI 6. usualmente procuramos a equação balanceada mais simples para uma reação. Assim. Note. Por exemplo: 6H2 + 3O2 → 6H2O é também balanceada. ainda. os totais de massa dos reagentes deverão ser iguais ao total de massa dos produtos.

x1 + a12 . oxigênio. . . an1 . Solução: Se denotarmos os números de moléculas de amônia. o processo de balanceamento de equações químicas na verdade envolve a resolução de um sistema de equações lineares homogêneo. hidrogênio e oxigênio nos reagentes e nos produtos. w + 0 .x1 + an2 .x2 + .z = 0 Reduziremos a matriz completa correspondente pelo método de eliminação de Gauss-Jordan.. estaremos procurando uma equação da forma: w NH3 + x O2 → y N2 + j H2O Comparando os números de átomos de nitrogênio. x. .. + a1n.xn = b2 . + a2n.x2 + .xn = b1 a21 .. . respectivamente. 115 IFES .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Embora o método de ―tentativa e erro‖ freqüentemente funcione em exemplos simples.2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 . y e z. . obtemos o seguinte sistema de equações: Nitrogênio: Hidrogênio: Oxigênio: w = 2y 3w = 2z 2x = z Reescrevendo essas equações na forma padrão teremos um sistema homogêneo de três equações lineares em quatro variáveis.xn = bn Pág. . + ann.x1 + a22 .2z = 0 0 + 2x + 0 . Exemplo 1: A combustão de amônia (NH3) em oxigênio produz nitrogênio (N2) e água. .. Dado um sistema linear qualquer da forma: a11 . nitrogênio e água por w.x2 + .

2.  repetir o passo anterior com as demais equações.2z = 0 0 + 2x + 0 . usando mi1 na i-ésima equação.(ai1 / a11) . 6). x = 1/2z e y = 1/3z. considerar a 1. e colocar o resultado na 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os passos a executar são: 1. que fornece w = 4. x = 3.2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 . a equação química balanceada é: 4 NH3 + 3 O2 → 2 N2 + 6 H2O IFES Pág. y = 2 e z = 6. 116 . repetir para as equações abaixo. 1≤ i ≤ n.ª linha como base para a eliminação.ª equação a 1. w = 2/3z. Assim. Voltemos ao exemplo: w + 0 .ª linha. para isso faz-se:  calcular o elemento mi1 = .  calcular o elemento m12 = − (a'i2/ a'22). zerar todos os coeficientes da 1a coluna abaixo da a11.z = 0 1 3 0 0 0 2 -2 0 0 0 -2 -1 0 0 → 0 1 0 0 0 1 0 0 -2 3 0 0 0 0 -1 2 1 -1 3 Logo.ª .  vamos somar à 2. Isto também não altera a solução do sistema. 1/2 e 1/3 (isto é. 3. zerar todos os coeficientes abaixo da diagonal principal. multiplicada pelo coeficiente m21. O menor valor positivo de z que fornecerá valores inteiros para todas as quatro variáveis é o menor denominador comum das frações 2/3.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6. isto é. numa reação química. Uma reação de oxidação/redução é. capta elétrons. A redução ocorre quando um reagente ganha elétrons e vai para um estado de oxidação mais negativo. 2Fe0 → 2Fe2 +3 + 6e∑ 0 3O2 + 6e. provocando a oxidação da outra espécie. uma reação em que ocorre transferência de elétrons. Portanto. Assim.→ O3 -2 Ou. o doador de elétrons. o aceitante de elétrons. as duas meias reações (oxidação/redução) se combinam para dar uma dupla redox (oxi-redução): Meia reação de redução: Aox + n e. é reduzida. Oxidante é a espécie química que. portanto. Inversamente. durante a oxidação.→ 2O3 -2 IFES Pág. pois na transferência de elétrons: um perde e outro ganha. isto é. um reagente perde elétrons e vai para um estado de oxidação mais positivo. Redutor é a espécie química que cede elétrons. oxidação e redução acontecem concomitantemente. 117 . portanto.2 Balanceamento de reações de óxido-redução. portanto. provocando a redução da outra espécie química. É.→ Ared Meia reação de oxidação: Bred → Box + n eReação de oxi-redução: Aox + Bred ←→ Ared + Box Exemplo: redução 4 Fe + 3 O2 → 2 Fe2O3 Oxidação Fe0 → Fe2 +3 + 3e∑ 0 O2 + 2e. é oxidada. É.

 Se a reação se der em meio básico acertam-se as semi-equações do mesmo modo que no ponto anterior. No lado da semi-equação onde estão presentes os íons H+ estes se combinam com os íons HOformando moléculas de água. lembrando que:  o elemento no estado livre (sem se combinar) possui valência zero. Por forma a que sejam trocados o mesmo número de elétrons nas semireações. ajusta-se por simples tentativa. Por intermédio das equações parciais. ou parcialmente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6.a cada membro da equação. e  os elementos que variam o nox quase sempre mudam a posição.4 Estado de oxidação.3 Acerto de coeficientes das reações de redox. Identificar o meio em que a reação ocorre:  Se o meio onde a reação ocorre é ácido nas semi-equações deve-se acertar os átomos de oxigênio com moléculas de água e de seguida os átomos de hidrogênio com íons H+. 118 . 2. De seguida.  Um átomo que perde total. 6. É feito sistematicamente como se segue: 1. deve-se nesta etapa multiplicar as semi-equações por um fator multiplicativo que torne este número igual. tendo o cuidado de representar corretamente as espécies oxidadas e reduzidas. 7. acertar as cargas das semiequações de modo aos dois membros possuírem a mesma carga. 3. elétrons está oxidado relativamente ao seu estado elementar. deixando o oxigênio sempre por último. tantos quantos os íons de H+ existentes. o número de átomos que sofrem a reação redox. Acertar. 4. soma-se igual número de íons HO. Com o número de elétrons conveniente. Examinar nos membros da equação química os elementos que variam a valência. IFES Pág. 5. em cada equação. 6. Escrever as equações das semi-reações que correspondem à oxidação e à redução do equilíbrio redox em estudo.

é a carga que um átomo desse elemento adquire se os elétrons. Logo. depois de ter multiplicado cada uma delas por um número apropriado de modo a que o número de elétrons seja o mesmo no processo de oxidação e no processo de redução. Semi-reação de redução: IFES Pág. 1) Considerando a reação de oxidação-redução em meio ácido. 6. Acerta-se o oxigênio somando moléculas de água no lado da equação onde houver falta de oxigênios e. aparecer em vários estados de oxidação referenciados pelo chamado número de oxidação.  Número de oxidação de um elemento. tendo em conta que o meio onde a reação ocorre é ácido.+ MnO4.  Um dado átomo pode.→ SO42.+ Mn2+. acertam-se os hidrogênios adicionando H+: i.→ Mn2+ Semi-reação de oxidação: SO32. assim. num dado estado.  Obtém-se a equação total somando-se as duas semi – equações. Assim: Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução. forem atribuídos aos átomos mais eletronegativos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Um átomo que ganha elétrons está reduzido em relação ao mesmo estado elementar. em cada ligação. Os elementos que alteram o seu estado de oxidação são: o Mn (Mn+4 / Mn+2) e o S (S+4 / S+6). Ajustar as equações por oxi-redução. vem: Semi-reação de redução: MnO4.+ 2e. acerte a equação: SO32. 119 . não há acertos a fazer às equações.→ SO42-+ 2eNota-se que há um balanço eletrônico. neste passo.5 Exercícios Resolvidos.

Semi-reação de oxidação: (SO32. adicionando elétrons onde houver excesso de cargas positivas: i.+ 8H+ + 5e. Semi-reação de redução: MnO4.+ 2Mn2+ + 3H2O 2) KMnO4 + H2C2O4 + H2SO4 → CO2 + MnSO4 + K2SO4 + H2O IFES Pág.+ H2O → SO42Acerto dos átomos de hidrogênio: SO32. vem: i. 120 .+ 2MnO4.+ 2H+ + 2e-) × 5 Por fim.+ 2H+ Procede-se ao acerto das cargas das semi-reações.+ H2O → SO42. Semi-reação de redução: (MnO4. Semi-reação de oxidação: SO32. através da soma das duas equações.+ H2O → SO42.+ 6H+ → 5SO42.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Acerto dos átomos de oxigênio: MnO4.→ Mn2+ + 4H2O) × 2 ii.+ 8H+ + 5e.+ H2O → SO42.+ 8H+ → Mn2+ + 4H2O ii. Semi-reação de oxidação: Acerto dos átomos de oxigênio: SO32. obtém-se a equação global: 5SO32.→ Mn2+ + 4H2O ii.→ Mn2+ + 4H2O Acerto dos átomos de hidrogênio: MnO4.+ 2H+ + 2eEncontrando um fator multiplicativo de forma a que ambas as equações envolvam o mesmo número de elétrons.

O redutor H2SO3 é oxidado a SO42-: Oxidação: H2SO3 → SO42- O oxidante MnO4.e H2SO3 em meio ácido. temos: Mn+7 → Mn+2 S+4 → S+6 Assim. 2 KMnO4 + 5 H2C2O4 + 3 H2SO4 → 10 CO2 + 2 MnSO4 + 1 K2SO4 + 8 H2O 3) Balancear a reação entre e MnO4. são: Mn+7 → Mn+2 + 5e (Semi – equação de redução) 0 +4 C2 + 2e →2C (Semi – equação de oxidação) Fazendo-se o acerto de coeficientes das reações. as equações que traduzem a reação de oxidação e redução.é reduzido a Mn2+: Redução: MnO4. 121 . Logo.→ Mn2+ IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Temos: Mn+7 / Mn+2 e C+3 / C+4. a equação global de oxidaçãoredução (redox) fica: 2Mn+7 → 2Mn+2+ 10 e 0 5C2 + 10 e →10C+4 2 Mn+7+5C2 → 2Mn+2+10C+4 Por tentativa. Reconhecendo quais as espécies sofrem oxidação e redução. para dar H2SO4 e Mn2+. vem: 2 MnO4-(aq) + 5 C2O4-2(aq) +16 H+(aq) → 2 Mn+2(aq) + 10 CO2(g) + 8 H2O(l) Portanto.

têm-se: 5H2SO3 + 5H2O  5SO42. Uma forma simples de conseguir isto. Mn2+ + 4H2O Igualando o número de e.+ 8H+ + 5e.+ 4H+ MnO4. deve estar na forma de OH. vem: H2SO3 + H2O  SO42.ou H2O.+ 8H+  Mn2+ + 4H2O Acrescentando um número de elétrons idêntico ao excesso de cargas positivas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Balanceando-se o número de átomos de hidrogênio e oxigênio nos dois lados utilizando H+ e H2O.multiplicando por 5 e por 2.em ambos os lados.+ 4H+ + 2eMnO4. não podemos ter H+ na equação final − sua concentração em meio alcalino é muito baixa (menor que 1×10-7 M). nessas equações. têm-se: H2SO3 + H2O  SO42. Nestes casos.6 Balanceamento em meio alcalino. obtêm-se: 5 H2SO3 + 2 MnO4.+ 2 Mn2+ + 4 H+ + 3 H2O 6.+ 20H+ + 10e2MnO4. 122 . Vejamos: IFES Pág. respectivamente.+ 16H+ + 10e. Hidrogênio. Muitas vezes precisamos escrever equações balanceadas para reações redox que acontecem em meio básico. é eliminar os H+ que aparecem nas semi-reações ―neutralizando-os‖ mediante o acréscimo de um número igual de OH. 2Mn2+ + 8H2O Adicionando-se as duas equações. 5 SO42.

+ Cr(OH)4Balanceando o O. 2Cr(OH)-4 + 8OH3CN. Cr(OH)-4 + 4OHMultiplicando a primeira equação por 3 e a segundo por 2.+ 2OH.+ 3H2O + 6e2CrO42.em solução alcalina para formar CNO.+ 4H2O + 3e.+ 2H+ CrO42.+ 4H2O  Cr(OH)-4 + 4OHFazendo o balanceamento das cargas: CN.+ 2CrO42.+ 5H2O  3CNO. têm-se: CN.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4) Consideremos a reação na qual CN.+ H2O  CNO. têm-se: CN. 123 . vem: IFES Pág. Em seguida. 3CNO.+ 8H2O + 6e. Cr(OH)4 Balanceando o H.em ambos os lado (lembrando que: H+ + OH. H2O).reage com CrO42.+ H2O + 2eCrO42. CN. vem: + 3CN. somando ambas. balanceiam-se os elétrons. CNO. CNO. CNO.+ CrO42. vem: CN.e Cr(OH)4-.+ H2O CrO42.+ 2Cr(OH)-4 + 2OH5) Faça o balanceamento da equação da reação do tiossulfato (S3O3-2) com o íon bicromato (Cr2O7-2) em solução S3O3-2 + Cr2O7-2 ↔ SO4-2 + Cr+3 Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução.+ 4H+  Cr(OH)-4 Neutralizando os H+ acrescentando OH.+ 6OH.+ H2O  CNOCrO42.+ 2OH.

124 . portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S2O3-2 → SO4-2 Cr2O7-2 → Cr+3 Balanceando os átomos de S e Cr. utilizando H2O 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 + 7 H2O e o hidrogênio. 3×(5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8e-) 4×(Cr2O7-2 + 14H+ + 6e. IFES Pág.→ 8Cr+3 + 28H2O 15H2O + 56H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → +28H2O 8Cr+3 + 6SO4-2 + 30H+ A água e o H+ aparecem nos dois membros. + 15H2O + 3S2O3-2 → 6SO4-2 + 30H++ 24e4Cr2O7-2 + 56H+ + 24e. vem: S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 Balanceando os átomos de oxigênio.→ 2Cr+3 + 7 H2O Mas. vem: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8eCr2O7-2 + 14H+ + 6e. Assim.→ 2Cr+3 + 7H2O) Ou. balanceando as cargas por meio de elétrons. precisamos tomar 3 vezes a simi-equação de redução e 4 vezes a de oxidação para equilibrarmos as cargas elétricas. utilizando o H+: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H+ Cr2O7-2 + 14H+ → 2Cr+3 + 7 H2O Finalmente. permitindo uma simplificação.

125 . Faça o acerto de equações redox (em meio ácido) abaixo: 1) Fe2+ + Cr2O72.+ I.7 Exercícios de Fixação e Aprendizagem.→ MnO2 + I2 3) C (s) + O2 (g) → CO2 (g) + CO (g) 4) MnO-4 (aq) + Fe+2 (aq) → Mn+2 (aq) + Fe+3 (aq) 5) ClO-3 (aq) + I2 (aq) → IO3-2 (aq) + Cl6) I2(aq) + 2S2O32 (aq) 2I (aq) + S4O62 (aq) 7) AsO33 (aq) + Br2(aq)  AsO43 (aq) + 2Br (aq) 8) SO32 (aq) + Cr2O72 (aq)  3 SO42 (aq) + 2Cr3+ (aq) 9) H2S (aq) + Cr2O7-2 (aq) → Cr+3 (aq) +S(s) Faça o acerto de equações redox (em meio alcalino) abaixo: 10) AsO33 (aq) + Br2 (aq) +2OH(aq)  AsO43 (aq) + Br (aq) 11) MnO4 (aq) + NO2 (aq)  MnO42 (aq) + NO3 (aq) IFES Pág.→ Fe3+ + Cr3+ 2) MnO4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 26H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → 8Cr+3 + 6SO4-2 + 13H2O 6.

22) Acerte a seguinte equação para a reação em meio ácido: C6H6O2 + AgBr → Ag + Br-+ C6H4O2 23) H3AsO4 + Fe+2 → H3AsO3 + Fe+3 24) N2H4 + Cu(OH)2 → N2 + Cu IFES Pág. 126 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 12) Al (s) + 6H2O(l)  Al(OH)4 + H2(g) 13) CrO42(aq) + 3S (s)  Cr(OH)4 (aq) + SO32(aq) 14) ClO(aq) + CrO2 (aq)  Cl (aq) + CrO42(aq) 15) MnO4 (aq) + I (aq)  MnO2 (s) + I2 (aq) 16) Cr(OH)3 (s) + Br2 (aq)  CrO42 (aq) + Br (aq) 17) ZrO(OH)2(s) + SO3 (aq)  Zr (s) + 2SO42 18) Fe2+ + MnO4. em solução básica.→ Bi + SnO3220) Acerte a seguinte reação: SbO33-+ ClO2 → ClO2-+ Sb(OH)621) Escreva a equação iônica acertada que representa a oxidação do íon iodeto (I-) pelo íon permanganato (MnO4-).→ Fe3+ + Mn2+ 19) Bi3+ + SnO22. originando iodo molecular (I2) e óxido de manganês (IV) (MnO2).

64 Temos: 1I2 2 moléculas + 1H2 1molécula → 2HI 2 moléculas Multiplicando. Para uma reação hipotética. membro a membro por (6.022×1023) moléculas 1 mol → 2HI 2(6.022×1023) moléculas + 1H2 1(6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 25) MnO-4 + C2O4-2 → Mn(OH)3 + CO3-2 6. O conceito de mol nos permite aproveitar. A estequiometria refere-se às quantidades de reagentes e produtos em reações químicas. a informação quantitativa contida em uma equação química balanceada. Consideremos a seguinte equação balanceada: 2 H2 + O2 → 2 H2O Os coeficientes nos dizem que duas moléculas de H2 reagem com cada molécula de O2 para formar duas moléculas de H2O. 127 .8 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas.022×1023). Isso resulta que os números relativos de moléculas são idênticos aos números relativos de moles. em nível microscópio. 1I2 + 1H2 → 2HI Fig.022×1023) moléculas 2 moles 1 mol IFES Pág. vem: 1I2 1(6.

são chamados montantes estequiometricamente equivalentes. A relação entre estas quantidades podem ser representadas como: 2 moles H2  1 mol O2  2 mol H2O Onde o símbolo ―‖ significa "estequiometricamente equivalente a".57 mols O2)( 2 moles H2O ) = 3. 128 . o número de moles de H2O que se produz a partir de O2 se pode calcular assim: Moles de H2O = (1. Estas relações estequiométricas podem servir para obter fatores de conversão que relacionam as quantidades de reagentes e produtos de uma reação química.6. consideremos a reação: 4 FeS + 7 O2 → 2 Fe2O3 + 4 SO2 Podemos escrever os seguintes fatores de conversão química: 4 moléculas FeS 7 moléculas O2 4 moléculas FeS 2 moléculas Fe3O2 7 moléculas O2 4 moléculas SO2 etc. quando o problema fornece a quantidade de dois reagentes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. As quantidades de 2 moles H2. Em outras palavras.14 moles de H2O 1 mol O2 Como exemplo adicional. Por exemplo. IFES Pág. Os coeficientes de uma equação química balanceada podem ser interpretados como os números relativos de moléculas (ou unidades formulares) que participam na reação e também como números relativos de moles. Assim. Nesse caso: a) determinar a quantidade de reagente que está em excesso. na equação diz-se que 2 moles de H2O e 1 mol de O2 formam 2 moles de H2O. 1 mol O2 e 2 moles H2O. é provável que um dele esteja em excesso. dado pelos coeficientes da equação. Fatores químicos de conversão.

Observe a seguinte reação: No início da reação. 65 E no final da reação: Fig. 6. temos: NH3 + CO2 → (NH2)CO + H2O Fig.9 Elementos Químicos Limitante. 66 IFES Pág. 129 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO b) resolver o problema baseado na quantidade de reagente que participa da reação.

em quantidades estequiométricas.EN ×100 EN Onde A é a massa existente do reagente em excesso e EN a massa desse mesmo reagente que seria estequiometricamente necessária para converter todo o reagente limitante. fazendo com que a reação termine. sem que nenhum dos reagentes (nem mesmo o limitante) se esgote. 6. uma reação será completa se esgotar completamente os reagentes durante a reação. É importante caracterizar as reações químicas pela sua extensão. Neste tipo de reações atinge-se um equilíbrio dinâmico entre reagentes e produtos da reação e para a sua representação utiliza-se uma equação química com 2 setas (⇋). a reação completa-se quando se esgota o reagente limitante. Nos casos em que os reagentes não estão em proporções estequiométricas. 130 IFES . independentemente dos reagentes estarem. o número total de átomos de cada elemento no lado esquerdo da equação (reagentes) deve ser sempre igual ao do lado direito (produtos). designam-se por reagentes em excesso e podem ser quantificados através da percentagem de excesso. Portanto. No exemplo acima o reagente limitante será o NH2. A percentagem de excesso determina-se da seguinte forma: %E = A . que não são limitantes. De acordo com a Lei de Lavoisier.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Numa reação química. traduzida pela seguinte equação química: Pág.10 Determinação do reagente limitante. Os outros reagentes presentes. ou não. no entanto. Quando os reagentes se encontram nas proporções estequiométricas. a reação progride só até a obtenção de uma dada quantidade de produtos. Considere-se a reação anterior (de síntese de amoníaco). Uma reação será incompleta se. a partir de azoto e hidrogênio. o reagente limitante é aquele que será consumido por completo em primeiro lugar. não há perda nem ganho de átomos. Quando efetuamos uma dada reação química o intuito é sempre obter o máximo possível de produto. a quantidade de produto que se obtém depende de muitos fatores.

0g e Ca3(PO3)4 = 310g. 3 CaCO3 (s) + 2 H2PO4 (aq) → Ca3(PO4)2 (g) + 3 CO2 (g) + 3H2O (l) Podemos calcular as massas molares das substâncias que participam da reação utilizando as unidades de massa atômica: CaCO3 = 100. Neste caso. Uma vez que por cada mole de N2 reagem 3 moles de H2.0g 2o) Calculando os mols de que se produzem. 131 IFES .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO N2 (g) + 3 H2 (g)→ 2 NH3 (g) Considerando que se adicionam 20 moles de H2 a 4 moles de N2.500 mol CaCO3 100. Relativamente à quantidade de NH3 produzida.0g de carbonato de cálcio deve reagir com 35. se formariam (se a reação fosse completa e não ocorressem reações secundárias que consumissem alguma das espécies envolvidas) 8 moles de NH3.0g de H3PO4. o número de moles de H2 necessário para reagir com quatro moles de N2 é: 4 moles N2 3 moles N2 =12 moles H2 1 mol N2 Conclusão: Como o número de moles de H2 disponível (20 moles) é superior ao número de moles necessário para reagir com o N2 (12 moles). vem: Pág. vem: (50g de CaCO3) 35.1g 1 mol = 0. esta depende da quantidade de N2 presente inicialmente.0g de H3PO4 1 mol = 0. e como para cada mol de N2 se formam dois moles de NH3.1g. Exemplo 1: Uma amostra de 50.357mols H3PO4 98. a) Quantas gramas de fosfato cálcio se produzem? b) Calcule a quantidade de moles de reagentes em excesso ao final da reação. pode concluir-se que o H2 se apresenta em excesso e que o N2 é o reagente limitante. H3PO4 = 98. A pergunta é: qual dos reagentes é o limitante? A resposta obtém-se assim: 1o) Calculando os mols de cada reagente.

500 moles Ca3(PO4)2 (0. Assim. o CaCO3 é o reagente limitante (o 0. Portanto.357g mol de H3PO4 presente no princípio da reação menos a quantidade que se consume durante a reação.167 mols 0.167 mols em comparação com 0.178 mols Ca3(PO4)2 2 mols O reagente limitante é aquele que nos fornece a menor quantidade de moles de produto.500 → 1 Ca3(PO4)2 (g) 0 mol + 3 H2O (l) 0 mols Reagem: 0.178 mols) e o H3PO4 excesso.024 moles 98. 132 .500 mols 3 0.357g H3PO4) 1 mol Ca3(PO4)2 = 0.024 mols 0.357 mols 0. a quantidade que se consome é: 0.357 moles – 0.0g = 2.333 mols 0. a quantidade em gramas de Ca3(PO4)2 que se produziria: 0.024 moles H3PO4) 2 mol H3PO4 3 mol Ca3(PO4)2 = 0. Assim.167 mols 0.500 mol CaCO3) (0.500 mols 1 mols 0.352g H3PO4 mol H3PO4 De fato.167 mols Ca3(PO4)2 3 mols CaCO3 1 mol Ca3(PO4)2 = 0.8g de Ca3(PO4)2 1 mol Ca3(PO4)2 A quantidade de H3PO4 em excesso é igual 0. 3 CaCO3 (s) Início: 0.500 mols Equilíbrio: 0 mols Outro exemplo: 2 H2 + 1 O2 → 2 H2O IFES Pág. neste exemplo.167 mols Ca3(PO4)2 310g = 51.500 2 mols 3 0.500 mols + 2 H2PO4 (aq) 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.

IFES Pág. seja o exemplo básico. 133 . Portanto. teremos: x y z t = = = 2 3 1 6 Assim sendo. e assim sucessivamente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H2 (g) Início: 2 moléculas + 1 O2 (g) 1 molécula → 2 H2O (l) 2 moléculas 2 × 6×1023 moléculas 2 moles H2 O 2 moles H2O 36 g de H2 O 2 × 6×1023 1 × 6×1023 moléculas Reagem: moléculas 2 moles H2 1 mol O2 2 moles H2 4 g de H 1 mol O2 32 g de O2 Assim. 4 A + 6 B → 2 C + 12 D 6 A + 9 B → 3 C + 18 D 10 A + 15 B → 5 C + 30 D. fundamental: 2A +3B → 1C +6D 2 moléculas 3 moléculas 2 moles x moles 3 moles y moles 1 molécula 6 moléculas 1 mol z moles 6 moles t moles Em conseqüência da Lei de Proust.

c) relacionando as massas das substâncias. ainda. etc.ª) 4. Lembrando. podemos calcular o número de moles dos outros participantes por proporção dos respectivos coeficientes.T gás CNTP condições diferentes das normais número de moléculas.021g/mol 9. 1) Calcule as massas de H2PO4 e Ca(OH)2 necessárias à obtenção de 9. Ca = 40.97376 g/mol. O = 15.30g de Ca3(PO4)2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Conhecido o número de moléculas de um dos componentes de uma reação.30 g Ca3 (PO4)2 1 mol = 0.ª) 3.ª) n= n= n= n= massa mol V 22.V R. 023×1023 6.4 l P.00794 g/mol. Ao acharmos os coeficientes estequiométricos poderemos interpretar a reação de vários modos: a) relacionando os números de mols.040 moles 230.ª) 2. Calcule também a massa de H2O formada na reação. (Dados: H = 1. b) relacionando os números de moléculas.021 g IFES Pág. átomos ou íons 6.11 Exercícios Resolvidos. que os números de moles (n) podem ser calculados de diversas maneiras: 1. P = 30.078 g/mol) Ca(PO4)2 = 230. 134 .9994g/mol.

199 ≅ 0.0153 g ) = 4. segundo a reação: 3 Cu + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 + 2 NO + 4 H2O Calcule: a) a massa de HNO3 consumida na reação.12 moles 0.133 + 4 H2 O 4 moles 4 moles 3 4 (0.08 moles H3PO4) ( 97.30 g 1 mol (1.2) moles 3 0. b) o número de moles de NO formado (a CNTP) e c) o número de moléculas de H2O formada. 135 .2×1023 átomos Cu) 1 mol = 0.324 g 1 mol 2) 1. Temos: (1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H3PO4 + 3 Ca(OH)2 → Ca3(PO4)2 + 6 H2 O 2 moléculas 3 moléculas 1 molécula 6 moléculas 2 moles 3 moles 1 mol 6 moles 2×0.08 moles 0.2 moles De fato. + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 8 moles 3 moles 8 1 mol moles 3 8 (0.53 n ( Cu ) n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) = = = = 3 8 3 2 4 IFES Pág.2) moles 3 0.2) moles 0.2×1023 átomos de cobre reagem completamente com ácido nítrico.83 g 1 mol 74.040 moles 0.040 moles 0.040 moles 3×0.24 moles Portanto.12 moles Ca(OH)2) ( (0. (0.24 moles H2O) ( 18.267 3 Cu 3 moles 1 mol 0.2 moles 3 0.093 g ) = 8.040 moles 6×0.2 moles Cu 6.0221415×1023 + 2 NO 2 moles 2 moles 3 2 (0.9952 g ) = 7.

4 litros = 2. x H2O → 1 CaCl2 + x H2O 1.133 moles NO) (0.0061 g = 3.2 = = = = = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) o.267 moles 6.556 g = 37. 136 .608×1023 moléculas H2O 1 mol 3) 2.0153 g n ( CaCl2.98 g m (H2O) = 2.133 moles NO) 30.990 ≅4 g NO 1 mol 22.534 moles (0.65 g HNO3 1 mol n ( Cu(NO3)2 ) = 0.0667×8 = 0.51g Cu(NO3)2 1 mol n ( NO ) = 0.0128 g = 33.0667×3 = 0.19 g − 1. CaCl2.99 litros NO 1 mol n ( H2O )= 0.19 g de cloreto de cálcio hidratado por aquecimento fornecem 1.0667 8 3 2 4 3 Portanto.0599 moles 18.11g de cloreto de cálcio anidro.0221415×1023 moléculas (0.0667×2 = 0.267 moles H2O) = 1.11g CaCl2 1 mol = 0.2 moles (0. n ( HNO3 ) = 0.08 g H2O 1 mol = 0.11g = 1. Calcule o número de moléculas de H2O de cristalização do cloreto de cálcio.08 g 1. x H2O) n ( H2O) n ( CaCl2 ) = = 1 x 1 IFES Pág.133 moles (0.0667×4 = 0.0100 moles 110.534 moles HNO3) 63.2 moles) 187.

0100 1 x x= 0.59 g CuSO4 = 0.0599 = = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( CaCl2. Dê a fórmula do sulfato de cobre II hidratado.15 moles H2SO4 0.1 g de Al2(SO4)3.0100 moles Portanto.1 moles Al(OH)3 98.15 moles 0.078 g = 14.05 moles 0.1 moles 0.0599 ≅ 6 moles 0.0100 + x H2 O x moles 0.3 moles 0. x H2O → 1mol 0. CaCl2.0599 1 CaCl2 1 mol CaCl2.7117 g 1 mol 78.1 g Al2(SO4)3 1 mol ≅ 0.80036 g 1 mol 5) 2.05 moles 2×0.05 moles 6×0.01 mol CuSO4 159.0100 1 x n ( CaCl2.4 g de sulfate de cobre II hidratado fornecem por aquecimento 1. x H2O) 0. x H2O) n ( H2O) = = 0.05 moles 342.0100 moles 0.05 moles 0.6 H2O 4) Calcule as massas de H2SO4 e Al(OH)3 necessários à obtenção de 17. 137 . . IFES Pág.15 g 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 6 H2 O 3 moles 2 moles 1 mol 6 moles 0. 1 mol 1.61 g .59 g de sulfato de cobre II. 17.0100 moles x×0.0036 g = 7.05 moles 3×0.

233 g 0.01 mol 2×0.4 .01 mol Assim.22g de Na2SO4 hidratado reagindo com o cloreto de bário em solução aquosa fornecem 2.39 g 0. Qual a fórmula de sulfato de sódio hidratado? Como mm (BaSO4) = 233. 6) 3.02 moles NaCl ≅ 1. o sal procurado é: CuSO4. 5 H2O.01 mol BaSO4 233.01 mol 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH2 O = 2.01 mol 1×0.02 mol x×0.33g de precipitado (BaSO4). 138 .01 mol 0. 58.01 mol 1×0.0153 g CuSO4. IFES Pág. .01 mol 0. 208.01 Logo.01 moles BaCl2 ≅ 2. . BaSO4 Na2SO4.33g BaSO4 ≅ 0.169 g NaCl 1 mol .01×x mol 0.39 g .045 mol ≅ 5 moles 0.39 g /mol.01 mol 0.81g 1 mol 0.01 moles BaSO4 ≅ 2. x H2O → CuSO4 + x H2 O 1 mol 1 mol x moles 0.59 = 0.443 g 0. vem: .334 g BaSO4 1 mol .1.045 moles x= 0.01×x = 0. .082 g BaCl2 1 mol . 1 mol 2.045 moles 18.81g H2 O = 0. 233.01 mol 0.01 mol 0.01 mol x×0. x H2O + BaCl2 → + 2 NaCl + x H2O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles x moles 1×0.

m Na2SO4. x H2O + m BaCl2 = m BaSO4 + m NaCl + m H2O 3.082 g = 2.82 g de NO.799 g H2O Assim.995 g 4 NO = 120. têm-se: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O Determinando as massas moleculares das substâncias que permitem os cálculos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.22g + 2. 10 H2O 1 mol = 0. Na2SO4.1 moles H2O = 0.169 g mH2O Como. então: 1.122 g 5 O2 = 159.22g 2. Calcular o número de gramas de NO que seriam obtidos teoricamente para determinar o % de rendimento. 0.01× x moles 3.0153 g 7) Reagiu-se 36 g de NH3 com O2 para produzir NO e H2O e obteve-se 50. vem: 4 NH3 = 68.01× x moles x = 10 Logo. NH3 + O2 → NO + H2O Balanceando a reação.1 moles 18.0998 ≅ 0.334 g 1.0153 g/mol. 139 .092 g IFES Pág.334 g + 1.024 g 6 H2O = 108.082 g 2. tendo-se em conta os coeficientes estequiométricos.169 g + m H2O m H2O = 1. x H2O + BaCl2 → BaSO4 + 2 NaCl + x H2 O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles 0. mm (H2O) = 18.799 g Mas. a fórmula do sal será: Na2SO4.

258 g = 0.206 g KNO3 = 41. Calculando os coeficientes estequiométricos (valores teóricos): 2 KNO3 = 202. Portanto. calcular a massa de Cu formada se pusermos para reagir 20 gramas de amoníaco com 150 gramas de CuO. determine a pureza da amostra.82g NO = = 0. então: 0.428g NO % Rendimento = 8) Tratando-se uma amostra de 50 gramas de nitrato de potássio com ácido sulfúrico. 140 . a pureza da amostra será: Pureza = 41.52% de pureza.26 g Reação: 2 KNO3 + H2SO4 → K2SO4 + 2 HNO3 Como o rendimento é de 90%.8252 ou 82.26 g K2SO4 Em 50 gramas da amostra têm-se 41.122 g O2 produção real 50. Supondo um rendimento de 90%.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando-se a produção teórica: 36 g NH3 120.8012 ou 80.90 = 35. 2 NH3 + 3 CuO → N2 + 3 H2O + 3 Cu Temos: IFES Pág.258 g KNO3 174. coleta-se 32 gramas de sulfato de potássio.90 × m (K2SO4) = 32 g m (K2SO4) = 32 g/0.556 g K2SO4 202.556 g Massa de nitrato de potássio que reagem: 35.3 gramas de nitrato de potássio. 50 g 9) De acordo com a reação seguinte.12% produção teórica 63.024 g NO = 63.428 g NO 68.206 g 1 K2SO4 = 174.

014 g + 18.635 g 150 g → 28.015 g 3 H2O 54. 20 g NH3.014 g N2 28. Esteq. mas supondo agora que o CuO seja impuro e que tenha 20% de impureza.062 g NH3 Portanto. teremos: 20 g NH3. Dados e incóg. Isso acontece por diversos motivos.014 g N2 + 18.546 g 3 Cu 190. 141 .635 g CuO = 140.062 g 20g 238. mm 17.638 g m Relac.638 g Cu = 111.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mm 17.545 g 3 CuO → 28. que a reação tenha 90% de rendimento.546 g 3 Cu 190.015 g 3 H2O 54.936 g Cu 34. Calcule a massa de Cu formada nessas condições.045 g + 63.882 g de CuO. Suponha. por exemplo: pode ser IFES Pág. 34. Por outro lado. como sobra 9. ainda. 190.635 28. Assim. ele é o regente em excesso e o NH3 o limitante. Dados e incóg. Assim.014 g g 150 g 90% R 80% P Não se podem fazer cálculos estequiométricos com um reagente que é impuro.031 g 2 NH3 + 79.031 g 2 NH3 + 79. 238.638 g m Relac. Esteq. com valores que realmente reagiram.062 g NH3 10) Continuemos com o exercício anterior. ou seja. 34.062 g 20g Calculando o valor teórico. na prática também é impossível que uma reação obtenha o total de produtos calculados teoricamente a partir da relação estequiométrica.545 g 3 CuO 238. o calculo do reagente limitante obtém-se da relação com dados puros.118 g CuO 34.045 g + 63.

vem: 0.668 72. Calcular a pureza da amostra de Cu utilizada e o número de moles de NO formados. 3 Cu + 8 HNO3 → 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O Teórico: 190. teoricamente teremos: 120 g CuO.000 g IFES Pág.000 g CuO Assim.864 = 86. isso significa que para cada 100 gramas de produto indicado pelo cálculo teórico. sua pureza é apenas temporária.635 g CuO 190.80 = 36.062 g NH3 = 17.128 g NH3 238.: %P=? 504. o rendimento da reação (expresso em percentagem) diz respeito ao total calculado teoricamente e se dissermos que uma reação tem um rendimento de 90%.8/0.8 g de H2O com rendimento de 80.80×150 = 120. na realidade o que se obtém são 90 gramas. mesmo que seja especificada sua pureza. ou seja.278 g de Cu.8 g Calculando a massa de água obtida se o rendimento fosse de 100%.104 + 8 HNO3 → 80% R 60.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO que não se conhece a pureza dos reagentes (nesse caso a única hipótese é têlos como se fossem puros) ou. ele se decomponha com o tempo. 34.90×95. 11) Reagem-se 119 g de uma amostra de Cu com excesso de HNO3 e se obtém 28. então a quantidade de Cu obtida será: 0. Portanto. 142 .061 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O exc 28.80 × m (H2O) = 28 g m (H2O) = 28. Continuando nosso exercício.5 g Dados e (imp) incóg.012 562.635 g CuO = 95.864 g Cu Como a reação possui 90 % de rendimento.0 % segundo a reação indicada abaixo.638 (g) 3 Cu 190. 120 g CuO.638 g Cu 238. a massa de CuO que reagiu foi: 0.

teremos: 100 g Cu imp.5 g Cu imp.50 % P 12) Reagem-se 230 gramas de CaCO3 (87% de pureza) com 178 gramas de cloro.061 g H2O A massa de Cu calculada (95.238 g Cu 72. em 100 g.238 g) é a massa que reage (pura). Isto é: Em 119.7950 ou 79.905 2 Cl2 141.000 g H2O 190. Calculando as quantidades estequiométricas dadas pela equação química.638 g Cu = 95. Nessas condições. = 0. reagiram (teoricamente): 36.0°C. Pergunta-se: a) Qual é o rendimento da reação? b) Qual é o número de átomos de oxigênio na mistura gasosa? Supondo que a reação possui 100 % de rendimento. 143 .905 Cl2O (g) 1 mol moléc.09 CaCO3 + 70. Logo.010 CO2 (g) 1 mol moléc. de O Teórico: 100.09 (g) 230 g 178 g IFES Pág. o Cl2O tem uma pressão parcial de 1. vem: mm (g) 100. de O + 110. portanto é a quantidade que se encontra nos 119 gramas de amostra impura. 2 mols át.5 g temos 95 g de Cu (puro). + 44. para cada dado e incógnito. A equação química é: CaCO3 + 2 Cl2 → Cl2O + CaCl2 + CO2 Os gases são recolhidos em um recipiente de 20. 95 g Cu puro 119.0 litros a 10.16 atm.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.98 CaCl2 1 mol moléc. 1 mol át.81 (g) → 86.

O número de moles de Cl2O que será obtido na reação será: n = PV / RT (da equação geral dos gases) 1. vem: 230 g CaCO3 imp. 0. segundo a reação: Cu + 4 HNO3 → Cu(NO3)2 + 2 NO2 + 2 H2O Calcular: IFES Pág. 80 g CaCO3 puro 100 g CaCO3 imp.00g de Cu (90% de pureza) com 400. com um rendimento de 95 % produzindo Cu(NO3)2.999 moles de Cl2O dm3 . O2 1 mol O2 13) Reagem-se 50.100 g CaCO3 141. mol Ou.81 g Cl2 6. vem: 200.267×1024 át.082 . = 200.20 dm3 n= = 0.00 mL de uma solução 6 M de ácido nítrico a 50ºC e 3 atmosferas.589 % 109.81 g Cl2 = 283.16 atm.905 g Cl2O = 109.905g Cl2O = 86.100 g CaCO3 puro Buscando o reagente limitante.083 g Cl2O 141. mas com apenas 178 g. para os 200.283. portanto: 178 g Cl2 3 moles O2 141.81 g Cl2 Portanto.818 g Cl2O 100 % R = 79.09 g CaCO3 Ou seja. atm 0.999 moles Cl2O 86.02×1023 át.818 g Cl2O 1mol Cl2O Calculando a quantidade teórica de Cl2O.083 g Cl2O Na equação química se observa que cada 141.507 g Cl2 100.81 g de cloro se obtém 3 moles de átomos de oxigênio nos produtos gasosos. o cloro será o reagente limitante. O2 = 2. vem: 178 g Cl2 86.507 g Cl2. 144 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Calculando a massa de CaCO3 que reage (pura).1 g de CaCO3 são necessários 283. o rendimento da reação será: 86.0°K °K .

546 g Cu = 38. d) Volume de dióxido de nitrogênio obtido.052 g HNO3 = 178. logo: 400 mL sol.537 Teórico: (g) Inicio: 50 (g) Reagem: −38. 145 . e e) Moles e moléculas de água obtida.280 Em um solução 6 molar temos 6 moles de soluto em 1 L (1000 mL) de solução. vem: 151. então.23 g HNO3 63.490 g HNO3 63.052 g HNO3 Calculando a massa teórica de nitrato de cobre (II) obtida.812 18.065 213. obtém: IFES Pág.013 g HNO3 = 151.23 g ele é o reagente limitante.112 0 +225. apenas 90% reagem e requerem: 0.127 g Cu 252.23 100% R +112.23 g HNO3 187. Logo: 151.556 0 187.90×50 g Cu 252.127 (g) Obtêm11.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Reagente limitante e o reagente em excesso.533 0 limitante 95% R 101.546 Cu 90% P 63.23 → 187. 6 moles HNO3 1000 mL sol.556 g Cu(NO3)2 = 112. b) Massa de reagente em excesso.013 + 4 HNO3 252.546 g Cu Como há apenas 151.556 2 NO2 375.015 + 2 H2O 36.873 se: (g) excesso −151. c) Massa de nitrato de cobre (II) obtida.533 g Cu(NO3)2 252.546 63.618 20.052 151.030 0 21.052 g HNO3 Lembrado que o rendimento da reação é de 90%.556 Cu(NO3)2 + 187. 63. Mm (g): 63.23 g HNO3 1 moles HNO3 Dos 50 g de Cu.

812 g NO2 1 mol NO2 = 1. Reagindo-se 4 moles de TiCl4 com 4 moles de Mg obteve-se experimentalmente 1.90×112. 0.065 g NO2 252.03×1023 moléc. 151.0820574587 L 3 atm atm ×(50+273°K ) °K· mol V = 10.112 g NO2 = 225. leve e resistente à corrosão.052 g HNO3 95 g H2O 100 g H2O 1 mol H2O = 18. H2O = 1. motores e quadros de bicicletas.533 g Cu(NO3)2 = 101.052 g HNO3 = 1.140 moles NO2 187.23 g HNO3 36.556 g NO2 P. Calcular o rendimento percentual da reação. V= 1.95×225.280 g Cu(NO3)2 151.874 ×1023 moléc. utilizado na construção de aeronaves espaciais.140 moles H2O = 6.030g H2O 252.140 moles H2O 1 mol H2O = 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.T 375.V R. Obtido pela reação de cloreto de titânio (IV) com magnésio fundido entre 950° e 1150 °C. H2O 14) O titânio é um metal forte.015 g H2O = 1.5 moles de Ti.065 = 213.812 g NO2 = = 213. TiCl4 + Mg A equação balanceada é: → Ti + MgCl2 IFES Pág.23 g HNO3 Ou.072 L Por último.140 moles NO2 = Assim. 146 .140 moles×0.

calcule: a) b) c) Qual reagente sobra e em que quantidade? O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg. ele será o reagente limitante. Assim.210 g 2 MgCl2 2moles O mol +2 moles 3moles Teórico: Têm-se: Reagem: 1 mol 4 moles −2 moles 2 moles Reagente excesso Os 4 moles de TiCl4 requerem: n (Mg) = 4 mol TiCl4 2 moles Mg = 8 moles Mg 1 mol TiCl4 Como se dispõe de 4 moles de Mg apenas.75 0u 75% Ti 2.5 mol + 95. Balanceando a equação vem: IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 189.88 g Ti 1 mol 0 mol +2 moles 1. de acordo com a reação: CaH2 + H2O → Ca(OH)2 + H2 Depois de ajustar a reação.0 moles Ti 15) Em um gerador portátil de hidrogênio reagiram-se 30 g de hidreto de cálcio com 30 g de água. 147 . vem: %R= 1. reagem: 4 moles Mg 1 mol TiCl4 = 2 moles TiCl4 2 moles Mg Calculando o rendimento percentual. O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L.305 g 2 Mg 2 moles 4 moles −4 moles 0 mol Reagente limitante 100% R 75% R → 47.5 mol Ti = 0.69 g TiCl4 + 24.

665 mol H2O 18.428 100 % R mols 1.09 g CaH2 1 mol H2O = 1.3637 L · mmHg ×293 °K °K · mol 745 mmHg V = 35.714 mol CaH2 42.09 Ca(OH)2 1 mol 0.428 mols Reagente em excesso 30 g CaH2 30 g H2O 1 mol CaH2 = 0.714 mols −0.428 mols×62.237 mols de H2O (reagente em excesso).714 mol CaH2 2 moles H2O = 1.9708 ou 97.428 moles H2O 1 moles CaH2 Sobram.024 litros O2 O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L. 148 .024 L 16) Continua IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 42.0156 2 H2 2 moles 1.714 mols + 2.714 Reagem: mols Sobram: 0 mols Reagente limitante 2 mol 1.08% 35. 0.665 mols −1.665 mols H2O requerem: 0.09 g CaH2 + 18.015 2 H2O → 74. quando o rendimento da reação é 100 %. portanto. seria: Rendimento = 34 L = 0.428 mols Teórico: Têm-se: 1 mol 0. é: V = nRT/P = 1.015 g H2O 1. O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg.

2 HCl + CaCO3 → CaCl2 + H2O + CO2 (gás) Qual a massa em gramas do gás obtido? 5) As indústrias de cerveja utilizam o gás carbônico na fermentação da maltose (C12H22O11). As reações químicas deste processo são mostradas abaixo: C12H22O11 + H2O → 4 C2H5OH + 4 CO2 CO2 + H2O → H2CO3 I) Qual a massa de ácido carbônico. desprende-se um gás cujo volume na C. obtida a partir de 3. 149 . presente na cevada.2 litros.12 Exercícios Propostos 1) Quantas gramas de sulfato de bário são obtidas quando se trata com 50 g de cloreto de bário pela solução de sulfeto de bário? 2) Quando o cobre é atacado pelo ácido sulfúrico concentrado e a quente. Qual a massa de cobre que se dissolveu? 3) Um vinho comercial contém cerca de 9. Suponha que 1. Quando o óleo queima.26 kg de maltose? II) Qual o volume ocupado por 4 mols de gás carbônico nas CNTP? 6) Certo tipo de óleo cru queimado em usinas geradoras de eletricidade contém cerca de 1.T.2% de enxofre em massa.P é de 1.7% de álcool etílico por massa.21 Kg de vinho sejam produzidos pela reação de fermentação da glicose.1 litros de gás na CNTP. 4) Fazendo reagir ácido clorídrico em excesso com carbonato de cálcio foram obtidos 3.N. descrita abaixo: C6H12O6 (aq) → C2H5OH (l) + CO2 (g) Calcule a massa de glicose necessária para produzir o álcool etílico no vinho. o enxofre forma dióxido de enxofre gasoso: IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6. com o objetivo de produzir água gaseificada para fabricação de refrigerantes.

11) O hidrogênio pode ser obtido. de acordo com a equação 3HCl(aq) + Al(OH)3(s) → AlCl3(aq) + 3H2O(l)? 13) Óxido de ferro(III) pode ser reduzido a ferro metálico por reação com alumínio: 2Al(s) + Fe2O3(s) → 2Fe(s) + Al2O3(s). Qual a massa de enxofre que se deve queimar.T.N. obtém-se 0. presente no leite por reação de precipitação com íon oxalato. (Massas atômicas: O = 16. C2O42-. admitindo-se que os gases resultantes da combustão encham completamente a sala? 8) Num recipiente contendo 2 Kg de carvão incandescente introduz-se vapor d’água superaquecido.N.00 g de glicose? 10) Pode determinar-se quantitativamente o íon cálcio.17 mol dm-3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S(s) + O2 (g) → SO2 (g) Quantos litros de SO2 (d = 2. Que massa de água se produz por combustão de 1.0 kg de alumínio e 100 kg de óxido de ferro(III). pode ser representada pela equação química C6H12O6 + 6 O2 → 6CO2 + 6 H2O. Calcular o volume (C. Qual o combustível gasoso obtido e o seu volume? 9) A combustão da glicose. 150 . Cu = 63.0 g de leite e por adição do sal solúvel oxalato de sódio. tal como a sua oxidação durante o metabolismo celular.. Que quantidade e que massa do "anti-ácido" hidróxido de alumínio é necessária para neutralizar 50 cm³ dessa solução. Calcular a percentagem do elemento cálcio no leite e comparar com o valor indicado na embalagem (105 mg/100 g). Ca2+.302 g de oxalato de cálcio.P) de hidrogênio produzido a partir de 16.0 kg de óleo é queimado? 7) Deseja-se desinfetar uma sala cujas dimensões são 6m × 4m × 3m. 12) A concentração de ácido clorídrico no estômago pode atingir 0. por reacção entre o zinco e uma solução aquosa diluída de ácido sulfúrico: Zn(s) + H2SO4(aq) → ZnSO4(aq) + H2(g). na C.T.P. 14) Calcular a massa de óxido cúprico obtida a partir de 2.34 g de zinco. no laboratório.5) 2 Cu + O2 → 2 CuO IFES Pág.60 g/L) são produzidos quando 1.54 gramas de cobre metálico. admitindo um rendimento de 100%. A partir de 80. Calcular a massa de ferro que se pode obter a partir de 81.

54g de alumínio reagem com 2.13 Problemas resolvidos de Cálculos Estequiométricos Envolvendo Reações sucessivas. 151 . Se. Qual a quantidade química de hidróxido de magnésio que reage para a obtenção de 570 g de cloreto de magnésio? 16) (FEI-SP) 0.00g de cloro: a) Qual a massa do composto formado? b) Qual a massa. Acerte a equação. .500 mol 119. por isso a pirita é chamada ―ouro dos tolos‖. 17) Garimpeiros inexperientes. em excesso.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15) Considere a seguinte reação química: Mg(OH)2 + HCl → MgCl2 + H2O. pensam estar diante de ouro.98 g Multiplicando a 4ª. adicionarmos 2. numa outra experiência. para se obter 16. dando origem a 2. vem: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 8 SO2 + 4O2 → 8 SO3 8 SO3 + 15 H2O → 8 H2SO4 4 FeS2 + 15 O2 + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 IFES Pág. 60 g de pirita (FeS2) . por oito (×8) e ajustando-as. 1 mol = 0.70g de alumínio a 15. 6. Qual a massa de H2SO4 que pode ser obtida a partir de 60 g de pirita (FeS2) pelo processo equacionado: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 2 SO2 + O2 → 2 SO3 SO3 + H2O → H2SO4 Temos.2g de água de acordo com a equação: C6H6 + O2 → CO2 + H2O. quando encontram pirita. do reagente que sobrou na reação? 17) Que massa de benzeno e quantos mols de oxigênio devem ser usados na combustão total. reação por quatro (×4) e a 3ª.13g de cloro.67g de cloreto de alumínio.

5 mol) produzem 1 mol de H2SO4. mH2SO4 = 98. 102g NH3 1 mol = 5. equação por três (×3) e a 3a. então: 6 moles HNO3 63. por dois (×2) vem: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 6 NO + 3 O2 → 6 NO2 6 NO2 + 2 H2O → 4 HNO3 + 2 NO 4 NH3 + 8 O2 → 4 HNO3 + 4 H2O Ou melhor.0306 Como a relação entre nNH3 e n HNO3 é a mesma (1:1). multiplicando a 2ª.078 g 18) Calcule a massa de HNO3 que pode ser obtida a partir de 102 g de amônia. ou seja: Como mm (H2SO4) = 98. 60 g de pirita (0.078 g 1 mol IFES Pág. 4 FeS2 4 moles 0.989 moles ≅ 6 moles 17.25 mol 1 moles 15 moles 1 moles 8 Portanto.013 = 378. 152 . pelo processo equacionado: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 2 NO + O2 → 2 NO2 3 NO2 + H2O → 2 HNO3 + NO Ajustando as equações. então.5 mol + 15 O2 15 moles + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 8 moles 2 moles 8 moles 0. NH3 + 2 O2 → HNO3 + H2O Assim.078 g/mol.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim.

produzindo 33.6 litros de oxigênio (O2) nas C. por 4 (12/3).052 g 1 mol 12 NH3 1 moles 20) Certa massa de pirolusita (MnO2) reagiu com excesso de ácido clorídrico. têm-se: 4 moles de HNO3 63. 2.P.T. Tomando. 12 NH3 + 15 O2 → 12 NO + 18 H2O 12 NO + 6 O2 → 12 NO2 12 NO2 + 4 H2O → 8 HNO3 + 4 NO . portanto o máximo divisor comum dos seus índices.013 = 252. O clorato de sódio formado foi submetido a um aquecimento a seco. então devemos multiplica a 1ª.N. por 6 (12/2) e a 3ª. o NO do primeiro membro da segunda equação e o NO2 do primeiro membro da terceira equação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19) Considere o exercício anterior admitindo que o NO na última etapa do processo não é reaproveitado. Assim. 153 IFES . 12NH3 + 21 O2 → 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O + 21 O2 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O → 21 4 16 8 moles moles moles moles 12 12 12 12 2 1 4 7 6× moles 6× moles 6× moles 6 moles 6× moles 3 3 3 4 21 6 moles 4 moles 2 moles 8 moles moles 2 Portanto.3) =12 . O gás liberado do (Cl2) reagiu com excesso de hidróxido de sódio. Calcule a massa de pirolusita (MnO2) utilizada. a 2ª. equação por 3 (12/4). MnO2 + 4 HCl → MnCl2 + Cl2 + 2 H2O 3 Cl2 + 6 NaOH → 5 NaCl + NaClO3 + 3 H2O Pág. mm(4. Na equação geral não deverão aparecer: o NO do segundo membro da primeira equação.

vem: 6 MnO2 + 24 HCl → 6 MnCl + 6 Cl2 + 12 H2O 6 Cl2 + 12 NaOH → 10 NaCl + 2 NaClO3 + 6 H2O 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 . Combustão é um processo de reação com o oxigênio diatômico (O2): S + O2 → SO2 Oxidação do dióxido de enxofre pelo oxigênio: SO2 + ½ O2 → SO3 Pelo fato do trióxido de enxofre (anidrido sulfúrico ou óxido sulfúrico) ser um óxido ácido (anidrido). SO3 + H2O → H2SO4 Portanto. 6 MnO2 + 24 HCl + 12 NaOH → 6 MnCl + 12 NaCl +18 H2O+ 3 O2 21) Um dos métodos de obtenção do ácido sulfúrico envolve as seguintes etapas: I. Oxidação do óxido sulfuroso a óxido sulfúrico (SO3) pelo oxigênio III. S + O2 → SO2 SO2 + 1/2 O2 → SO3 IFES Pág. este reage com água formando um ácido. esquematize as reações e responda: a) Qual é a massa de enxofre necessária para preparar 49g de ácido sulfúrico? b) O ar atmosférico contém 21% em volume de oxigênio. Combustão do enxofre (S) a óxido sulfuroso (SO2) II. O gás óxido sulfúrico é borbulhado em água produzindo o ácido sulfúrico (H2SO4) De acordo com o exposto acima. 154 . Que volume do ar atmosférico conterá oxigênio suficiente para combustão completa de 32g de enxofre a óxido sulfúrico nas CNTP.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 Ajustando as reações.

06 g/ mol.5 moles 98. 3 S + O2 + H2O → H2SO4 2 Portanto. 22) 6. S + 3/2 O2 + H2O → H2SO4 1 mol 1 mol 3/2 mols 1 mol Para os 49g de ácido sulfúrico. mm(SO3) = 80. representam: 32g S 1 mol S 32.53 litros O2 1 mol O2 mol (S) = 22.07 g ≅ 16 g 1 mol n(H2SO4) = n(S) = 0.07 g 3 moles O2 2 1 mol SO3 22.5 mol S Temos: S + O2 → SO2 SO2 + ½ O2 → SO3 ---------------------------S + 3/2 O2 → SO3 Os 32g de enxofre a óxido sulfúrico.4 L b) R: 160L de ar. 155 .14 IFES Pág. mm (H2SO4) = 98. têm-se: 49 g H2SO4 1 mol ≅ 0.08g 32.08 g/mol.4 litros = 33.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SO3 + H2O → H2SO4 .5 mol = 0.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VII 7. que possuem momentos dipolares e consequentemente constantes dielétricas elevadas. Nos dois exemplos acima.1 Definição de Solução.2 Soluto e Solvente. numa segunda substância sob forma de pequenas partículas. As soluções mais familiares são aquelas no estado líquido. obtém-se uma solução onde predominam as partículas de cal não dissolvidas. Estes não dissolvem compostos iônicos. especialmente as que usam água (soluções aquosas). Estes solventes são capazes de dissolver compostos iônicos ou compostos covalentes que se ionizam. tal com a água e a amônia líquida. que vai "desaparecer". Usualmente. 7. são a fase dispersa ou o disperso e a água é a fase de dispersão. a IFES Pág. ou seja. Numa solução. sempre há dois componentes: o solvente. Misturando-se cal na água. normalmente em maior quantidade. que "mistura" muito bem uma série de substâncias: sólidas (como o açúcar). 7. que não possuem momentos dipolares permanentes. ou disseminada. e o soluto. Os solventes não polares são compostos. solução é a denominação ao sistema em que uma substância está distribuída. Os solventes podem ser classificados quanto à sua polaridade. dispersante ou dispergente. Dissolvendo-se sal na água. dissolver-se no solvente. líquidas (como o álcool) e sob a forma de gás (como o ar). Uma solução é uma mistura homogênea de uma substância dissolvida em outra. forma-se uma solução de íons sódio (Na+) e íons cloreto (Cl-). o sal e a cal.3 Solubilidade A solubilidade de um soluto é a massa do soluto que pode ser dissolvida numa certa quantidade de solvente a uma determinada temperatura. Assim. 156 . Os solventes polares são compostos. mas dissolvem compostos covalentes não polares. tal como o benzeno.

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solubilidade é expressa em gramas de soluto por 100 mL (100 cm³) ou por 100 g de solvente a uma dada temperatura. A interação entre um soluto e um solvente determina quanto soluto pode se dissolver. Assim, num solvente particular como a água, a natureza do soluto é um fator chave para determinar a solubilidade. Os solutos cujas moléculas são mais fortemente atraídas pelas moléculas de água tendem a se dissolver mais facilmente neste solvente. Para a maioria dos solutos, existe um limite em relação à quantidade que se pode dissolver num volume fixado de qualquer solvente. Este limite é denominado coeficiente de solubilidade, e varia dependendo da temperatura. Quando se adiciona um sólido na água, por exemplo, uma parte deste soluto é dissolvida para formar uma solução. Se uma quantidade suficiente de soluto estiver presente, verifica-se que não se dissolve todo o soluto, mas obtém-se uma concentração máxima e constante da solução. A adição de mais soluto não altera a concentração da solução; o sólido adicionado não se dissolve, e se deposita no fundo do recipiente. Nesta situação, diz-se que o sistema chegou ao estado de equilíbrio dinâmico. As soluções são classificadas, em termos de quantidade de soluto dissolvido, em insaturadas, saturadas, e supersaturadas (ou sobressaturadas): A) soluções insaturadas são soluções nas quais existe soluto dissolvido em menor quantidade do que a quantidade máxima que pode ser dissolvida naquela determinada quantidade de solvente, a uma dada temperatura; B) uma solução saturada contém a máxima quantidade possível de soluto dissolvido em condições normais numa dada temperatura; C) uma solução supersaturada contém mais soluto dissolvido do que a quantidade limite de solubilidade do soluto. Nem todas as substâncias são solúveis; alguns compostos são considerados apenas ligeiramente solúveis; outros, por sua vez, se dissolvem em grau tão pequeno que são considerados insolúveis. Existem vários fatores que influenciam na solubilidade de uma substância. Entre eles, está a temperatura, um dos fatores mais relevantes. A solubilidade da maioria dos sólidos nos líquidos aumenta com a temperatura. A solubilidade entre líquidos é chamada de miscibilidade. Líquidos que se misturam entre si são chamados de miscíveis. Geralmente, líquidos miscíveis têm estruturas moleculares semelhantes, como exemplo da água e o álcool
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etílico. Ambos possuem moléculas polares e que se atraem mutuamente, pois são capazes de formar pontes de hidrogênio entre si. 7.4 Concentração em Unidades Físicas. Concentração significa quanto soluto está presente em um volume ou massa específica. Quando são empregadas unidades físicas, as concentrações das soluções são, geralmente, expressas em: 7.4.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução. massa do soluto C= volume da solução Exemplo: 35g de NaCl por litro de solução. C = 35 g/L 7.4.2 Composição percentual. número de gramas C= 100 g de solução Exemplo: 4,25g de NaCl em 100 g de solução. C= 4,25 100 g/g ou

Solução aquosa de NaCl a 4,25%. 7.5 Concentração em Unidades Químicas. 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. I. Conceito: É a razão entre a massa de soluto, em gramas, e o volume de solução em litros ou ml. II. Expressão matemática. C= m1 V
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Onde: C = concentração (g/l); m1 = massa do soluto (g); V = Volume de solução (l ou ml). III. Unidade: Gramas por litro, g/l ou g/ml. IV. Significado: A concentração nos indica a quantidade de soluto, em gramas, que existe em um litro ou em um mL de solução. Exemplo: Uma solução 20 g/l possui 20 gramas de soluto dissolvidos em um litro de solução: 1 litro (solução) = 20 g (soluto) 7.5.2 Molaridade ou concentração molar. I. Conceito: É o número de moles do soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Molaridade = número de moles (soluto) n1 = número de litros (solução) V

Relembrando que o número de moles de uma substância está relacionado à sua massa em gramas através do massa molecular (mol), teremos: Quantidade moles = massa (gramas) mol massa (miligramas) mol

Quantidade milimoles =

III. Unidade: mol por litro (mol/L), mg/mL, molar. Exemplo: Uma solução 05 molar (0,5 M) de H2SO4 contém 49,04 gramas de H2SO4 por litro de solução, visto que: 1 litro = 0,5 mol 1 litro = 0,5 mol 98,08 = 49,04 g H2 SO4 1 mol

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7.5.3 Concentração normal ou normalidade. I. Conceito: É o número de equivalente-grama de um soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Normalidade = quantidade de soluto (eqg) volume solução (L)

m1 𝑛e 1 Eqg (soluto) N= = V V Onde: N = normalidade ou concentração normal. ne = nº de equivalentes-grama do soluto. V = volume da solução, em litros. Eqg = equivalente-grama III. Unidade: eqg/L, meqg/mL, normal (N) IV. Significado: É o número de equivalentes-grama de uma substância dissolvidos em um litro de solução. Exemplo: Uma solução 1 normal (1N) contém 1 equivalente (eq) por L, ou 1 miliequivalente (meq) por mL. É fundamental notar que a normalidade mede um único íon que participa num total de soluto. Por exemplo, pode-se determinar a normalidade do hidróxido de sódio ou em solução aquosa de hidróxido de sódio, mas a normalidade de hidróxido de sódio por si só não faz sentido. Assim, a normalidade é freqüentemente usada para descrever soluções de ácidos ou bases, onde está implícito que a normalidade refere-se à H+ ou OH-.

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Embora o uso dessa concentração esteja a cair em desuso entre os químicos, existe uma vantagem no seu uso: é que soluções da mesma normalidade reagem mL a mL. Por exemplo: 1 mL de uma solução 0,1 N de NaOH neutralizará exatamente 1 mL de solução 0,1 N de H2SO4 (independente da estequiometria da reação química envolvida). Não acontece o mesmo quando a concentração das soluções é mol/L. 1 mol de H2SO4 reage com dois moles de NaOH e duas soluções destes reagentes da mesma molaridade reagirão na razão NaOH. H2SO4 + 2 NaOH → Na2 SO4 + 2 H2O 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg

Dito de outro modo: 1 equivalente de qualquer substância reage exatamente com 1 equivalente de outra substância. Isto facilita enormemente os cálculos especialmente na prática de análise quantitativa. 7.4.5 Concentração molal ou molalidade. I. Conceito: É a razão entre o número de mols de soluto e a massa de solvente, dada em kg. II. Expressão matemática: m1 n1 m1 W= = mol = m2 m2 mol. m2 Esta equação, no entanto, deve ser multiplicada por mil, porque a molalidade é expressa em número de mols por quilograma de solvente. Com isso, temos:

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14895 g 1 mol IFES Pág.5 mols C12H22O11 1000 g (solução) = 0.m1 mol.5 molal de sacarose (342. m1 = massa de soluto (gramas).2979 g/mol) contém: 1000 g (solução) = 0. 162 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO W= 1000.2979 g = 171. II.6 Fração molar ou percentagem em moles Muitas das propriedades físicas das soluções são expressas mais claramente em termos dos números relativos das moléculas do soluto e do solvente.4. I. m2 = massa de solvente (quilogramas). Expressão matemática: Fração molar do soluto: FM1 = moles de soluto moles de soluto+moles de solvente 342. IV.5 mols C12H22O11 7. m2 Onde: W = molalidade. Significado: A concentração molal nos indica o número de moles de soluto que existe em um quilograma de solvente. m= moles (soluto) Kg solvente Exemplo: Uma solução 0. Definição: A fração molar de qualquer componente de uma solução é definida como sendo o número de moles desde componente dividido pelo número total de moles de todos os componentes da solução. III. Mol = massa molar. Unidade: molal.

5 Relação de massa com massa. não tem unidade). 163 .2 Porcentagem em peso % em peso é a massa do soluto em 100 g da solução. FM2 = fração molar do solvente. 7. e o somatório do número de mols dos demais componentes. Quando multiplicado por 100 (porcentagem molar) se expressa o resultado em mols %. Se a solução apresentar mais de um soluto. Unidade: A fração molar é adimensional. a soma das frações molares de todos os componentes de uma solução é igual a 1. III.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do mesmo modo. isto é.5. maior que zero e menor que um. T= m1 m1+m2 Onde: T = título (é um número puro. calcula-se a relação entre o número de mols do soluto ou solvente em questão. FMi = n1 n1+n2+n3+ … +ni moles de solvente moles de soluto+moles de solvente Evidentemente. 7.1 Título É a relação entre a massa do soluto e a massa da solução. então: IFES Pág. Exemplo: Se uma solução contém 6 moles de álcool etílico e 2 moles de água. m1 = massa do soluto m2 = massa do solvente m = massa da solução (m1 + m2). a fração molar do solvente: FM2 = Onde: FM1 = fração molar do soluto. 7.5.

III. II. Exemplo: Uma solução de ácido benzóico possui densidade 1.8 Massa específica (µ).75 2+6 A percentagem em moles do álcool nesta solução será: 100×0.316 g.316 g/cm3. 164 . Unidade: g/l. Conceito: É a razão da massa da solução pelo volume da solução. I. dada em L ou mL.7 Densidade. cm3 ou mililitro de solução. Conceito: é a razão entre determinada massa da substância e seu volume correspondente. I. g/cm3 ou g/ml. Significado: A densidade indica a massa.25 = 25% de moles de álcool e 100×0. Expressão matemática d= m V Onde: d = densidade m = massa da solução = m1 + m2 V = volume da solução. encontrada num litro.5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO fração molar do álcool = fração molar da água = 2 = 0.25 2+6 6 = 0. ou seja: 1 cm3 de C6H5COOH apresenta massa igual 1. 5. IV. II.75 = 75% de moles de água. 5. em gramas.5. Expressão matemática: μ = m/Vs IFES Pág.

5. existentes em 1 m3 (1 milhão de mL) de solução.000.000. em mL.2g/L ou 200mg/L. existentes em 1 g (1 milhão de µg) de solução. 1 ppm é igual a: 1g/1.000mL 1g/1.000mL 200g/1.000L 0. em µg (micrograma). Pág. para transformar uma massa específica de g/cm3 para kg/m3. mas no SI a unidade é o kg/m3. Unidade: g/cm3.6 Parte por milhão Partes por milhão (abreviadamente ppm) é a medida de concentração que se utiliza quando as soluções são muito diluídas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III.6.1 Em massa: A concentração ppm em massa expressa a massa de soluto (disperso). 165 mg µg = litro mL IFES . ppm = Assim. devemos multiplicá-la por 1. Observação: A diferença entre densidade e massa específica fica bem clara quando falamos de objetos ocos.6. Neste caso a densidade leva em consideração o volume completo e a massa específica apenas a parte que contêm substância.000). 5.2 Em volume: A concentração ppm em volume indica o volume de soluto (disperso).000L 1mg/L 200 ppm: 200g/1. A relação entre elas é a seguinte: 1g = cm3 ou 1m3 = 1000 Kg (assim. 5.

peso soluto (mg) volume solução (L) A concentração ppm em volume só pode ser utilizada quando os componentes da solução são todos líquidos ou todos gasosos.7 Problemas de diluição. isto é: Quantidade de soluto dissolvida = volume × concentração IFES Pág. por exemplos. 2) O ar (solução gasosa) contém 8 ppm de gás hélio. Quando a concentração é expressa numa escala volumétrica. a quantidade de soluto contida em determinado volume de solução é igual ao produto do volume pela concentração.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Então. gramas por litro (concentração comum) e gramas por 100 litros (título em massa). moles por litro (molaridade). As escalas volumétricas de concentração são aquelas nas quais a concentração é expressa em termos da quantidade de soluto por volume determinado de solução. Iodeto de potássio quer dizer 1Kg em massa há 75mg de KI diluída nela. ppm = Assim. 45 ppm de uma solução contém 45 mg de soluto por 1 litro da solução Exemplos: 1) Uma solução com 75 ppm de KI. São. Outro exemplo: Uma solução a 25 ppm contém 25 mg de soluto em 1 L de solução. 5. Isso significa que em cada 1 m3 do ar atmosférico existe 8 mL de hélio. equivalente-grama por litro (normalidade). 166 .

V = V’ . V’ Uma vez que m1 é constante. quando a solução é diluída seu volume é aumentado. 167 .8 g de AgNO3 1 mL 2) Descrever como preparar uma solução de Al2(SO4)3. teremos: C . Portanto.045g =1. 18 H2O contém 2 íons de Al+3 IFES Pág. Deste modo. Entretanto. permanece constante. mas conterão as mesmas quantidades de soluto e serão relacionadas. a concentração diminui.8 Exercícios Resolvidos. 1) Descrever como se preparam 60 mL de uma solução aquosa de AgNO3 com concentração de 0. Cada mL de solução contém 0. 60 mL 0. como se segue: Volume1 × Concentração1 = Volume2 × Concentração2 Podemos então calcular: Para a solução inicial: C= m1 ou V m1 ou V m1 = C. V Para a solução final: C’ = m1 = C’.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A diluição de uma solução basear-se na adição de solvente puro. as duas soluções (original e diluída) serão diferentes. Assim.045g de AgNO3. C’ 5. a quantidade de soluto não altera.045 g de AgNO3 por mL. 18 H2O necessário para preparar 50 mL de uma solução aquosa que contenha 40 mg de Al+3 por mL. Temos: 1 molécula de Al2(SO4)3.

logo: (4. 18 H2O Fig.035moles Pág.08 g de BaSO4) H2SO4 1 mol 1 mol BaSO4 = 0.18 H2O 2 mol Al+3 666. H2SO4 + BaCl2 → BaSO4 + 2 HCl Temos: mm (H2SO4) = 98. 168 .0175 moles de BaSO4 233. 1 mol de moléculas de Al2(SO4)3.0791 g/mol. 67 3) Exatamente 4. pesou 4. Determinar a percentagem de H2SO4 na solução original.08 g. depois de lavado e seco.00 g de uma solução de ácido sulfúrico foram diluídos com água e adicionado um excesso de BaCl2.0175 moles 0.982 g = 24.39 g BaSO4 → BaSO4 ↓ 1 mol + 2 HCl 2 moles + BaCl2 1 mol 0.18 H2O 1 mol Al+3 26. O precipitado de BaSO4. 18 H2O conterão 2 moles de íons de Al+3 50 mL 2g de Al 40 mg de Al+3 1 mL +3 = 2000 mg de Al+3 = 2g de Al+3 1 mol Al2 SO4 .698 g de Al2(SO4)3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim.0175 moles 0.43 g = 1 mol Al2(SO4)3.0175 moles IFES 0.

26 g/ mol Temos. 2 H2O) = 244. Logo. 100 g (solução) = 12 g BaCl2 ou 50 g (solução) = 6 g BaCl2 + 44 g H2O 6 g de BaCl2 1 mol BaCl2 ≅ 0. 2 H2O e água pura. 0.008moles .008 moles uréia 1000 mL Por outro lado.1M de uréia. que deve ser adicionado a 80 mL se solução 0. 0.43 ou 43% 4. em peso = 4) Qual o volume de água. partindo de BaCl2.0% em peso.00 g Portanto.08 moles V = 100 – 80 = 20 mL 5) Descrever como preparar 50 g de uma solução de BaCl2 a 12. a fração do H2SO4.72 g = 0. após diluição 0. Temos: mm (BaCl2) = 208.1M.08 M significa que: 1000 mL contêm 0.1 moluréia Portanto.029 moles BaCl2 208.233 g/mol mm (BaCl2. em mL.1 moluréia = 0. para que a solução resultante seja 0. 80 mL . 169 .08M? Uma solução 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.72 g H2SO4 98.0175 moles H2SO4 1 mol H2SO4 ≅ 1.233 g BaCl2 IFES Pág.08 moles de uréia.0791 g 1. 1000 mL = 100 mL volume final. 0. denota que: 1 litrosol = 1000 mL = 0.

2 H2O = 0. 2×0. 2 H2O em 43. Logo: A solução é preparada pela dissolução de 7.0448874 g H2O) = 42.9551126g de H2O.029 moles de BaCl2. 1 mol de BaCl2.0 g de BaCl2. Fig. 1 molécula de BaCl2.029 moles H2O Como.0448874 g H2O 1 mol H2O Logo. 2 H2O = 1 mol de BaCl2 + 2 moles H2O 0. 68 6) Que volume de água destilada se deve juntar a 40 mL de uma solução 3N de NaOH a fim de que se transforme em solução a 4%? Eqg NaOH = mol/1 ou 1 mol = 1 eqg NaOH IFES Pág.0153 g H2O = 1.029 moles H2O 18.0 g de H2O.029 moles de BaCl2 + 2×0. 2 H2O = 1 molécula de BaCl2 + 2 moléculas H2O Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mas. 170 . devemos acrescentar (44 g − 1.

) = 120 mL 4g NaOH Logo. contudo. teremos: 30 g sal 100 g sol. teremos: Para cada 50g (sal) = 100 g (sol.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma solução 3N de NaOH é aquela que possui 3eqg de NaOH dissolvidos em 1 litro (ou 1000 mL). 40 mL sol. devemos acrescentar 80 mL aos 40 iniciais. Desse modo. 7) Uma solução de certo sal tem concentração 30% em peso.8 g NaOH 1 mol NaOH Solução a 4% de NaOH é aquela que pó ssui 4g NaOH em 100 mL (sol. Pede-se a) Que massa de água devemos acrescentar para diluir a 20%? b) Que massa de sal temos de adicionar para concentrar a 50% em peso? A solução 30% em peso possui 30 g (sal) em 100g (sol. podemos escrever: a) Na nova solução 100 g (solução) = 20 g (sal) Em 30 g de sal. 1 mol NaOH 1 eqg NaOH 39. Logo: Se a solução aquosa do sal foi diluída é porque recebeu certa quantidade de solvente. IFES Pág. Ou seja. 4.) (ou 50g de H2O). alterar a massa do soluto (o sal). Com isso aumenta-se a massa da solução sem. Assim.8 g NaOH 100 mL (sol.9971 g NaOH ≅ 4. 171 . 20g sal = 150 g sol.) Portanto. b) Numa solução 50%. ou seja: 30 g (sal) + 70 g (H2O). 3 eqg NaOH 1000 mL sol. em peso. 100g (anteriores) mais 50 g de H2O.).

4 M de HCl.03 litros HCl 16 M 16 moles HCl . (números de moles HCl na solução final) Portanto. a partir do ácido concentrado (16 M). a ser utilizado para preparar 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a solução é concentrada. Ou seja: adiciona-se 1170 mL de H2O. então: 70 g (H2O) 50 g (sal) = 70 g (sal) 50 g (H2O) Ou seja.4 M de HCl contém em 1 litro = 0.2 litros de solução 0.) 0. Uma solução 0.2 litros. 1. Segundo método: C= m1 m2 Portanto. em litros.) 1 litro (conc. aumentando apenas a quantidade de soluto. toma-se 0. 172 .03 litros (30 mL) de solução concentrada e completa-se com água destilada até se obter 1. uma solução concentrada (16 M) de HCl contém em 1 litro 16 moles de HCl. os 30 g iniciais mais 40 g de sal.4 moles HCl Por outro lado. 9) A etiqueta de uma recipiente de ácido nítrico indica os seguintes dados: IFES Pág. Assim.) = 0. m' 1 30 C1 = ' = m 2 100 Sendo x a massa de sal adicionada.4 moles HCl 1 litro (sol. teremos: m" 1 30 + x 50 C2 = " = = m 2 100 + x 100 x = 40 g (sal) 8) Calcule o volume de água.2 litros (sol.

5 M? b) Explique o procedimento seguido no laboratório e o material necessário para sua preparação. 10) Calcular a concentração molar de uma solução aquosa de cloreto sódio cujo teor de sal é de 1%. Além de indicar suas características de periculosidade. Além disso. Suponha que os volumes sejam aditivos. e tem uma densidade de 1005 kg/m3. em peso. A molaridade final seria: IFES Pág.013 g HNO3 1mol 100 g (sol. Toma-se 8.656 ml Portanto. 1 g (NaCl) 100 g(sol.) 65g g HNO3 1000 ml = 1400 g (sol.) d = 1005 = m3 m3 Ou seja: Cada 1 L (sol.) 1 L sol. kg (sol. Agita-se até total diluição e.40 kg/L.) = 1005 g (sol. em seguida.) 1 mol 58.442 g NaCl 1 m3 1000 L = 1005 g (sol. transfere-se para uma proveta completando-se o volume até os 250 ml. deduzir concentração molar de uma solução formada quando se mistura 35 mL da solução anterior com 50 mL de outra solução aquosa de cloreto de sódio de 0. acrescenta-se aproximadamente 200 ml de água destilada.05 M.  65 %. 1. = 0. 173 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Densidade. em peso. 250 cm3 (sol) = 8. a) Que volume da mesma se necessitará para preparar 250 cm3 de uma solução 0.) L 0. = 1005 g sol.172 M A segunda parte é uma mistura de duas soluções de NaCl.172 mol ou 0.) 1 L sol.7 ml da solução concentrada com uma pipeta graduada e leva-se a um balão.5 mols HNO3 1000 cm3 (sol) 63.) 1005 ×1000 g (sol.

174 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11) Continua IFES Pág.

reação II) ocorrem simultaneamente. Teoricamente. Dizemos equilíbrio dinâmico porque as reações nos dois sentidos se processam com igual velocidade.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VIII 1. IFES Pág. existe uma possibilidade de os átomos das moléculas se arranjarem (reagruparem) para formar moléculas reagentes. de forma que a composição da mistura permanece constante com o tempo. as duas equações: H2 + I2 → 2 HI 2 HI → H2 + I2 reação I reação II representam a reação química do sistema mesmo em que os papéis dos componentes sejam invertidos. As reações reversíveis envolvem produtos que reagem entre si para formar as substâncias iniciais em quantidades apreciáveis. reação I) e sua inversa ("dissociação do iodeto de hidrogênio". Quando ocorre uma reação química e sua direta (―síntese do iodeto de hidrogênio‖. Ambas as reações se processam continuamente até que um estado de equilíbrio dinâmico é atingido. portanto. 175 . contrabalançando-se mutuamente.21. ou seja. quais os componentes que são considerados reagentes e quais são produtos é arbitrário. São quantitativamente mensuráveis (tanto os reagentes como os produtos). Assim. Chamamos esta reação de uma reação reversível. todas as reações podem ser reversíveis. O que é equilíbrio? Uma reação química está em equilíbrio quando não há tendência para a mudança das quantidades de reagentes e produtos. O sentido em que nós escrevemos uma reação química e. evitando qualquer variação na composição da mistura em reação.

69 À temperatura ambiente. mas a velocidade direta e inversa sempre será equivalente. é que no equilíbrio a reação continua a ocorrer. este gás se decompõe fornecendo NO2. dizemos que: O equilíbrio é DINÂMICO porque a reação não parou: as velocidades das reações opostas é que são iguais. IFES Pág. Outro exemplo: Considere N2O4. 176 . um gás marrom. um gás incolor. Fig. O ponto onde a velocidade de decomposição: N2O4 (g) → 2 NO2 (g) iguala a velocidade de dimerização: 2NO 2 (g) → N 2 O 4 (g). A principal característica a ser observada num equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + I2 ⇄ 2 HI O equilíbrio é atingido quando a velocidade da reação direta se iguala a velocidade da reação inversa.

É reconhecido pelo aspecto invariante .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Portanto. A velocidade de uma reação química é função da composição do sistema e da variação desta composição durante a reação. quanto energia não está sendo inseridas ou removidas. Pág. que provoca uma mudança nas propriedades observáveis. Fig. O Estado de Equilíbrio. Nesta situação foi atingido o equilíbrio. Um sistema está em equilíbrio quando:  Tanto matéria. Velocidade de uma Reação. deixando-se depois que elas retornem aos seus valores iniciais.22. Estado de Equilíbrio.  As propriedades macroscópicas mensuráveis do sistema não variam com o tempo. o princípio necessário para existir equilíbrio químico em uma solução é a reversibilidade da reação envolvida. como o constatado pela resposta a um pequeno distúrbio.23. aparentemente. um estado de equilíbrio constitui uma situação onde as forças opostas se contrabalançam. juntamente com produtos. Quando. 177 IFES . 70. isto é: A velocidade de uma reação química é avaliada pelo maior ou menor gasto de reagentes ou pela maior ou menor formação de produtos num dado intervalo de tempo.nada se modifica no decorrer do tempo.  As variações passíveis processam-se numa velocidade mensurável. cessa a reação. 1. quantidades mensuráveis de reagentes ainda estarão presentes. Na mecânica. através da remoção da perturbação.

∆nD = número de moles de D consumidos num intervalo de tempo ∆t. a grandeza velocidade média de reação num dado intervalo de tempo (∆t) como sendo a variação da concentração de um reagente ou de um produto por unidade de tempo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Define-se. ∆t tf .ti onde os índices f e i representam respectivamente o instante final e inicial de medição da concentração e do tempo. ∆nB = número de moles de B consumidos num intervalo de tempo ∆t. ∆nC = número de moles de C consumidos num intervalo de tempo ∆t. ∆[B] = variação da molaridade de B no intervalo de tempo ∆t. IFES Pág. se calcularmos: ∆[A] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t. teremos: VA m VB m VC m VD m ∆A n consumo = ∆t ∆B n consumo = ∆t ∆C n formação = ∆t ∆D n formação = ∆t Assim. A expressão matemática que traduz esta relação é: vm = ∆C C f . então. 178 . ∆[C] = variação da molaridade de C no intervalo de tempo ∆t.Ci = . Tomemos a reação expressa pela equação: aA + bB → cC +dD Fazendo: ∆nA = número de moles de A consumidos num intervalo de tempo ∆t.

[A] e [B] = concentrações molares a e b = ordens ou graus IFES ∆ [A] ∆t ∆ [B] ∆t ∆ [C] ∆t ∆ [D] ∆t Pág.  No sistema internacional de unidades (SI). 179 . Teremos por definição: Vm (consumo de A) = Vm (consumo de B) = Vm (formação de C) = Vm (formação de D) = Observações:  Para que a velocidade de uma reação seja uma grandeza sempre positiva.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ∆[C] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t.  Quando a velocidade de uma reação não é constante. a velocidade média exprime-se em mol m-3 s-1. introduz-se o sinal (-) (quando se define a velocidade a partir de reagentes) − uma vez que estes se gastam e como tal apresentam uma variação negativa. variando de instante para instante. é necessário recorrer à denominada velocidade instantânea. que para um a reação genérica homogênea aA (g) + bB (g) → x X (g) + yY (g) a velocidade instantânea é calculada pela ex pressão v = k [A]a[B]b onde: k = constante de velocidade.  No caso de uma reação em que os coeficientes estequiométricos não sejam unitários é necessário entrar com estes coeficientes na expressão da velocidade média.

 A velocidade de uma reação pode ser determinada recorrendo a um gráfico da concentração de um reagente ou produto em função do tempo e determinando o declive da reta que passa pelos pontos de que se pretende determinar a velocidade. a) Diminuição da concentração do reagente com o tempo. b) Utilização da representação gráfica da relação linear de ln[A] em função do tempo para calcular a constante de velocidade. 71. Fig.  Quanto maior for o declive dessa reta. Fig. 180 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A velocidade instantânea não é mais do que a velocidade média da reação quando se considera um intervalo de tempo tão pequeno quanto possível.  A área científica que estuda a velocidade das rações químicas designa-se por cinética química. 72 IFES Pág. maior será a velocidade média da reação no intervalo de tempo correspondente.

Uma maior concentração de reagentes significa um aumento das colisões entre as moléculas. intensificando as colisões das moléculas. elas se quebram dando abertura para a formação de novas moléculas e. Por isso é que determinados produtos são comercializados em frascos escuros. quanto maior a concentração dos reagentes maior será a velocidade da reação. e quanto maior for o contato entre elas. porque além da concentração de reagentes e produtos. d) Temperatura: quando se aumenta a temperatura de um sistema. mais fácil fica de se chocarem. de outras substâncias. mas não aumenta o rendimento. ou seja. Generalidades Sobre Cinética Química. Um exemplo é quando pegamos uma amostra de palha de aço e reagimos com ácido clorídrico concentrado e com ácido clorídrico diluído. ocorre também um aumento na velocidade da reação. a decomposição da água oxigenada. 181 .24. Este fato ocorre porque permitem que a reação tome um caminho alternativo. b) Superfície de contato: um aumento da superfície de contato aumenta a velocidade da reação. como por exemplo. que exige menor energia de ativação. aumenta-se a velocidade da reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. IFES Pág. Assim. e) Pressão: quando os participantes de uma reação são gasosos e se aumenta a pressão desse sistema gasoso. isto acontece porque aumentamos a superfície de contato que reage com a água. consequentemente. f) Luz: Algumas reações químicas se processam com maior velocidade em presença de luz. c) Concentração de reagentes: para uma reação acontecer é necessário que as moléculas se rompam. g) Catalisadores: os catalisadores são substâncias que aceleram o mecanismo sem serem consumidos durante a reação. as moléculas precisam colidir umas com as outras. as velocidades das reações dependem também de outros fatores como: a) Colisão entre moléculas: os reagentes precisam entrar em contato para que uma reação aconteça. fazendo com que a reação se processe mais rápido. As reações químicas ocorrem com velocidades muito diferentes e estas podem ser alteradas. Um exemplo é quando dissolvemos um comprimido efervescente triturado: ele se dissolve mais rapidamente do que se estivesse inteiro. Aumentar a temperatura significa aumentar a energia cinética das moléculas. Isso porque o aumento da pressão diminui o volume. Um catalisador possui a propriedade de acelerar a reação. Quando as moléculas participantes de uma reação se chocam.

ainda. pois não temos. b) no equilíbrio: V1 = V2 No início da reação a velocidade direta é máxima. Seja a equação reversível: V1 A+B ⇄ C+D V2 a) os sistemas caminham ―espontaneamente‖ para o equilíbrio. um produto. num período de tempo menor. e) afetando-se o equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou seja. 182 . por modificações externas. Característica do Equilíbrio Químico. IFES Pág. 1. À medida que a reação se processa a velocidade da reação direta diminui e da reação inversa aumenta. Fig. porém. pois temos uma maior concentração do reagente e. o sistema caminha para uma nova situação de equilíbrio.25. um catalisador produz a mesma quantidade de produto. 73 c) as concentrações ―permanecem constantes no equilíbrio‖. a velocidade da reação inversa é nula. d) o equilíbrio é dinâmico.

183 . tem-se: Fig. [PRODUTOS]< [REAGENTES] h) nas reações de ―MÉDIO rendimento‖. 76 IFES Pág. 74. tem-se: Fig. 75.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO f) nas reações de ―ALTO rendimento‖. [PRODUTOS] > [REAGENTES] g) nas reações de ―BAIXO rendimento‖. tem-se: Fig.

o equilíbrio se deslocará para a direita. isto é. o equilíbrio se deslocará para a esquerda.6. 8. 8.  Diminuindo-se a concentração dos reagentes. no sentido dos reagentes. V Um ―aumento da pressão‖ acarreta uma ―diminuição da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ um ―aumento da velocidade‖.  Aumentando-se a concentração dos produtos. . . no sentido dos produtos. V V 3V . o equilíbrio se deslocará para a direita. (A) Contração de volume: N2 + 3 H2 ⇄ NH3 . isto é. . isto é.2 Alteração na pressão: A pressão só altera a velocidade das reações gasosas em que ocorrem contração e expansão de volume. V Um ―aumento da pressão‖ acarreta um ―aumento da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ uma ―diminuição da velocidade‖. V 3V V . . 184 .  Diminuindo-se a concentração dos produtos.6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.1 Alteração na concentração:  Aumentando-se a concentração dos reagentes. IFES Pág. no sentido dos produtos. no sentido dos reagentes. (B) Expansão de volume: NH3 ⇄ N2 + 3 H2 . Deslocamento do Equilíbrio. isto é. o equilíbrio se deslocará para a esquerda.26.

com conseqüente aumento da velocidade da reação. as moléculas aumentam o número de colisões (energia cinética). 185 . Exemplo: 2 H2 + 1 O2 ⇄ 2 H2O Reagentes: 2 mols + 1 mol = 3 mols. Aumentando-se a temperatura. Produtos: 2 mols. Nesta reação:  O produto possui menor quantidade de mols que os reagentes.4. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver um aumento do número de mols. então: O deslocamento ocorrerá para a direita. se aumentarmos o volume o deslocamento será para a esquerda. na equação supracitada. ocorrerá um aumento do volume.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (C) Quando a reação ocorre ―a volume constante‖: A pressão não tem influencia na velocidade. Assim:  Com o aumento da pressão ocorrerá uma diminuição do volume.3 Alteração na temperatura: Vant’ Hoff. 8. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver aumento da quantidade de mols.  Se diminuirmos a pressão. IFES Pág. no sentido dos produtos. verificou que um aumento de aproximadamente 10°C acarreta uma duplicação ou triplicação na velocidade de grande número das coesões.

0×10-4 Pág. diminuindo a temperatura vai favorecer a reação exotérmica (direta). Este AH indica a variação de entalpia da reação direta. Lei de Ação das Massas. Experiência 1 2 3 4 IFES [A] inicial (M) 0. 186 .56 Kcal.  A diminuição da temperatura favorece a reação exotérmica. não importando se seja endotérmica ou exotérmica.100 [B] inicial (M) 0.400 Velocidade inicial (M/s) 1. 1.100 0.200 0. logo a reação inversa é endotérmica.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: 2. Em 1867. é proporcional ao produto das concentrações molares das substâncias reagentes. Como o AH é negativo. Aumentando a temperatura vai favorecer a reação endotérmica (inversa). um aumento de temperatura aumenta o número de moléculas com energia suficiente para efetuar colisões eficazes. Dados Experimentais.200°C CaO + 3 C CaC2 + CO ⇄ a  O aumento da temperatura favorece a reação endotérmica.0×10-4 8. portanto um aumento de temperatura aumenta a velocidade das reações químicas.100 0. a reação é exotérmica. Seja a reação: aA + bB → cC + dD Observemos essa lei a partir de um conjunto de dados experimentais abaixo: Tabela 16.27.0×10-4 2.0×10-4 2. Guldberg e Waage estabeleceram a ―Lei de Ação das Massas‖ como sendo: A velocidade de uma reação química. Conseqüentemente. à temperatura constante. CO (g) + NO2 (g) ⇄ CO2 (g) + NO (g) AH = .100 0.200 0.400 0.

0×10-4 Dizemos. vem: V1 k.200)y 2.100)x.200 0.200 ⇒ VB = 0.(0.0×10-4 = = V3 k.200)x.100)y 2. 187 .0×10-4 IFES Pág.(0.(0.0×10-4 ⇒ Vi 3 = 8.(0.0×10-4  sendo a reação de segunda ordem em relação a B.(0.400)y 8.400 x = 1 2 x = 1 2 ou x = 1 Daí conclui-se que a reação é de primeira ordem em relação a A.200)x.(0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do conjunto de resultados pode constatar-se que:  quando a concentração de A duplica.0×10-4 0. Vejamos: Considerando as experiências 1 e 2 as expressões da lei das velocidades são: V1 = k. dividindo-se e V1 por V2 e substituindo os valores de V1 e V2 (tabelados).  Por outro lado.400)x.400)x.(0.400 Vi = 1. Chegaremos à mesma conclusão através do uso da lei das velocidades. que a reação é de primeira ordem em relação a A.100)y Relacionando as duas expressões.(0.100)y 1. quando a concentração de A se mantém constante e a de B duplica.400 Vi 3 (3) (4) = 2. a velocidade quadruplica: VB = 0. o procedimento é idêntico: V2 k. então.100)y V2 = k. De fato: VA = 0. Para o reagente B.200 ⇒ VA = 0.0×10-4 = = V2 k. a velocidade duplica.(0.0×10-4 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 2.(0.(0.(0. mantendo-se constante a concentração de B.100)x.

Experiência 1 2 3 4 5 [A] inicial (M) 0. o cálculo de k para a experiência 3 fica portanto: 2.20 [B] inicial (M) 0.10 [C] inicial (M) 0.8×10-5 8.20 0. reação é de segunda ordem relativamente a B. A ordem global da reação é: 1+ 2 = 3 A lei da velocidade ou equação cinética para esta reação será escrita da forma: .10 0.30 0.400 x 1 = 2 y 1 1 = = 4 2 2 ou y = 2 Assim.100)(0.10 0.(0.500 (0. com um conjunto de resultados como os seguintes: Tabela 17.200)2 2.40 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.20 0.[B]2 Assim.40 0.60 Velocidade inicial (M/s) 9.20 0. k= 𝑉 [A]. V = k [A].20 0.10 0.0×10-6 3.200 0.10 0. como exemplo.30 0.[B]2 .(0.100).2×10-5 3.0×10-4 = K3.6×10-5 IFES Pág. 188 .0×10-4 K3 = = 0.0×10-6 1. Portanto.200)2 Analisemos agora a seguinte reação: aA + bB + cD → produtos.

Como se segue: Para A: IFES 9.8×10 0.400 Vi 3 (3) (4) = 8.8×10-5 Dizemos que a reação é de primeira ordem em relação a A. Velocidade da reação quadruplica: VB = 0. VC = 0.400 -6 x Pág. verificaremos as mesmas conclusões. A velocidade de A duplica. Experiências 3 e 4: As concentrações de A e C são constantes.0×10-6 ⇒ Vi 3 = 3. 189 . A velocidade de B duplica. é dois.6×10-5 Dizemos que a reação é de segunda ordem em relação a C.200 ⇒ VA = 0. Assim: Experiências 1 e 2: As concentrações de B e C são constantes.0×10 0. recorrendo às leis da velocidade.400 Vi = 9. efetuando-se o cálculo para o outro. a velocidade da reação duplica: VA = 0. igualmente. que a concentração de C duplica e que a velocidade quadruplica.600 Vi 1 (1) (5) = 9.200 = -5 1.0×10-6 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 1.300 ⇒ VC = 0. Igualmente. Se efetuarmos o cálculo das ordens das reações.0×10-6 ⇒ Vi 5 = 3.2×10-5 Dizemos que a ordem da reação. Experiências 1 e 5: Verifica-se. em relação a B.200 ⇒ VB = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Neste exemplo consideram-se conjuntos de dois reagentes com concentração constante.

[ 0.20]2 3. 190 .0×10-6 k= = 0.200 = -5 3.10]2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 1 = 2 2 -6 x ⇒x=1 y Para B: 8. faz-se recorrendo aos dados de qualquer das experiências: k= 9.20]2 3.2×10-5 k= = 0.05 [0.600 1 1 = 4 2 1 2 2 z 1 = 2 z ⇒z=2 Assim.20]2.40]. a equação geral implica: V = k [A].40]2.60]2 IFES Pág.2×10 0. k.0×10-6 = 0.10]2.20].05 [0.20].[C]2 A ordem global desta reação é 1+2+2= 5 O cálculo da constante de velocidade.30]2 8.6×10-5 k= = 0.[ 0.30]2 1.400 1 1 = 4 2 1 2 2 y 1 = 2 -6 y ⇒y=2 z Para C: 9.0×10 0.[ 0.0×10 0.[ 0.05 [0.[ 0.[ 0.10]2.[B]2.[ 0.[ 0.300 = -5 3.8×10-5 k= = 0.10].05 [0.[ 0.[ 0.05 [0.6×10 0.10].

1292×10-3 1. quatro misturas diferentes na seguinte tabela: Tabela 18. Equilíbrio Químico. Nesse momento. 191 .830×10-3 2.767×10-2 1. por exemplo. Depois de um tempo a cor deixa de diminuir. A reação inicia-se com a diminuição da cor púrpura do iodo gasoso. a taxa [concentração dos produtos no equilíbrio/concentração dos reagentes no equilíbrio] fica mais bem representada da seguinte forma: (conc. a numa fase gasosa a 425. Resultados Experimentais [H2] mol/L 1.471×103 [HI] 2 [I2][H2] 54.4 IFES Pág. Tomemos o primeiro exemplo: H2 + I2 ⇄ 2 HI.648×10-2 3. Hl)2 = constante (conc. onde hidrogênio e o iodo.710×10-3 0.28.910×10-3 0. em virtude da formação do iodo de hidrogênio. Constante de Equilíbrio.3 54.410×10-3 Valores Calculados [HI] [I2][H2] 3.312×103 1. examinemos a taxa: Concentração dos produtos no equilíbrio Concentração dos reagentes no equilíbrio Assim.086×103 3.140×10-3 [HI] mol/L 1. H2)(conc.5ºC.530×10-3 8.6 54. por exemplo. incolor.430×104 6. encontram.497×10-3 1.5 54.497×10-3 1. I2) Tomemos.140×10-3 [I2] mol/L 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.

Nos primeiros.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para uma reação do tipo: A (g) + B (g) ⇆ C (g) + D (g). A constante de equilíbrio aplica-se os não eletrólitos.. em termos de pressão parcial – Kp. 192 . Então. a velocidade da reação inversa é: V2 = K2 [C] [D] No equilíbrio. a velocidade da reação direta é igual a velocidade da reação inversa. Assim: K1. Generalizando para uma reação reversível qualquer: aA + bB + cC + . nos sistemas heterogêneos. V1 = V2.[B] = K2.[D] = K2 [A]. a velocidade da reação direta é: V1 = K1 [A] [B] Em que K1 é uma constante de proporcionalidade.[D] Logo: K1 [C]. [𝐶 ]𝑐 . IFES Pág. De modo similar.[C]. ⇄ mM + nN + pP + … .[B] Kc = Kc é a constante de equilíbrio expressa em concentrações molares. 𝐵 𝑏 . líquidos e gasosos. [𝑃]𝑝 𝐾𝑐 = 𝐴 𝑎 ..[A]. 𝑁 𝑛 . [𝑀]𝑚 . ela é expressa em concentrações molares – Kc – e nos sistemas gasosos.

30. Para qualquer equação envolvendo apenas espécies gasosas: aA + bB ⇆ cC + dD A constante de equilíbrio em função das Pressões Parciais Kp pode ser obtida por: . Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais. (RT)-1 . PD = Pressão Parcial da espécie D.(PB)a . C = . [D] = R. 1. Como VA = V e [A] = . [B] = . Relação Matemática entre Ke e Kp. envolvendo apenas gases. Seja a equação: V1 a A (g) + b B (g) ⇄ c C (g) + d D (g) V2 Admitindo-se que todos os gases são perfeitos.T RT R. Então: n p nA = = p . em função das pressões parciais é simbolizada por Kp. Onde: PA = Pressão Parcial da espécie A.(PD)d Kp = (PA)a . A constante de equilíbrio. PC = Pressão Parcial da espécie C.T IFES Pág.T R.29. então eles obedecem à equação dos gases perfeitos (onde p. (Pc)c. PB = Pressão Parcial da espécie B. a constante toma o nome particular de constante de ionização K (equilíbrios iônicos). 193 . 1. T).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Em se tratando de eletrólitos fracos em soluções diluídas. logo: V R. R .V = n .T V pA pB pC pD [A] = .

Um grande número de reações utilizadas em análise qualitativa inorgânica envolve a formação de precipitados. Forma-se um precipitado quando uma solução tornase supersaturada com uma substância em particular.[D]d [A]a . vem: Kc = C c . IFES Pág.a+b ] = Kp = Kc . Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade.T = ∆n Onde: T = temperatura em Kelvin. pB . Esta situação pode ser encontrada em sistemas onde ocorre a dissolução ou precipitação de sólidos. formado de íons M+ e A-: MA(s) ⇄ M+ + A. 194 .T)-(a+b) Kp = Kc .n d b . . pouco solúvel. formando uma fase sólida. pD pA a . O precipitado pode ser cristalino ou coloidal e pode ser removido da solução por filtração ou centrifugação.T)-(c+d) (R.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Substituindo esses valores na expressão de Kc.082 atm m3/Kg mol K ∆n = variação no número de moles = (c + d) . R .[B]b = pC c .T)[ c+d . (R. (R .(aq) Suponha que certa quantidade suficiente de MA seja dissolvida em água para produzir uma solução saturada contendo algum MA sólido (numa solução saturada o soluto atinge o seu limite de solubilidade no solvente. MA.31. R = constante dos gases = 0. Considere um sólido iônico. que se separa de uma solução.(a + b) 1. O equilíbrio químico pode ocorrer em sistemas contendo mais de uma fase (heterogêneos). Kp ∆.

menor é o valor da constante produto de solubilidade. e porque se trata de um equilíbrio heterogêneo. a adição de mais soluto faz com que este permaneça na forma cristalina. portanto. [B−] (produto das concentrações de A+ e B-) De uma maneira geral: ApBq ⇆ p Aq+ + q BpNo equilíbrio. Seja a equação genérica: AB ⇆ A+ + B− Kps(AB) = [A+] . quanto mais insolúvel é o sal mais baixa é a concentração dos seus íons em solução e. o produto de solubilidade de um composto. elevadas aos respectivos coeficientes estequiométricos da equação de equilíbrio. não sendo. Como [MA] é constante e podemos dizer que: Ke = [M+].[A-] Apesar de se tratar de um equilíbrio heterogêneo. o produto iônico é igual ao produto de solubilidade: = Kps [ApBq] = [Aq+]p . Deste modo. Note que a concentração de um sólido ou líquido puro é constante.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. [Bp-]q = IFES Pág. 195 . há uma constante de equilíbrio que é definida como: = Kps = M+ . portanto. não dissolvida (se a temperatura for mantida fixa). conseqüentemente. a uma temperatura constante. Kps. A constante Kps traduz a maior ou menor solubilidade de um composto em água e. A= sendo Kps designado por produto de solubilidade do composto [MA]. tal como seria de esperar. considerada na expressão da constante de equilíbrio. é definido como o produto das concentrações dos íons constituintes.

6 × 10-9 1.5 × 10-9 2.5 × 10-6 2.3 × 10-8 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um exemplo: a equação do produto de solubilidade do Ag2CrO4.5 ×10-8 1.0 × 10-17 2.2 × 10-9 1. 196 .5 × 10-10 2.0 × 10-10 7.0 × 10-9 1.0 × 10-36 IFES Pág.8 × 10-15 1.2 × 10-6 5.7 × 10-9 4.5 × 10-14 1.0 × 10-22 7.0 ×10-28 8. Exemplos de Produto de solubilidade SUBSTÂNCIA iodato de bário permanganato de bário oxalato de bário sulfato de bário hidróxido de berílio hipoclorito de bismuto sulfeto de bismuto carbonato de cádmio oxalato de cádmio sulfeto de cádmio carbonato de cálcio fluoreto de cálcio hidróxido de cálcio oxalato de cálcio sulfato de cálcio brometo de cobre I cloreto de cobre I iodeto de cobre I tiocianeto de cobre I hidróxido de cobre II sulfeto de cobre II FÓRMULA Ba(IO3)2 BaMnO4 BaC2O4 BaSO4 Be(OH)2 BiClO Bi2S3 CdCO3 CdC2O4 CdS CaCO3 CaF2 Ca(OH)2 CaC2O4 CaSO4 CuBr CuCl CuI CuSCN Cu(OH)2 CuS Kps 1.0 × 10-11 5. [CrO42-] Tabela 19.9 × 10-4 5.6 × 10-97 9. Ag2CrO4 ⇆ 2 Ag+ + CrO42Kps = [Ag+]2 .1 × 10-12 4.

5 × 10-13 l.4 × 10-15 5. 1 × 10-8 1. 197 .6 × 10-8 8.0 × 10-16 1.3 × 10-20 2.8 × 10-23 1.8 × 10-10 1.0 × 10-28 2.0 × 10-10 1.0 ×10-53 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA hidróxido de ferro II hidróxido de ferro III iodato de lantânio iodeto de chumbo II oxalato de chumbo II sulfato de chumbo II sulfeto de chumbo II fosfato de amôniomagnésio carbonato de magnésio hidróxido de magnésio oxalato de magnésio hidróxido de manganês II sulfeto de manganês II brometo de mercúrio I cloreto de mercúrio I sulfeto de mercúrio II arseniato de prata carbonato de prata cloreto de prata cromato de prata cianeto de prata iodato de prata iodeto de prata fosfato de prata sulfeto de prata tiocianeto de prata oxalato de estrôncio FÓRMULA Fe(OH)2 Fe(OH)3 La(IO3)3 PbI2 PbC2O4 PbSO4 PbS MgNH4PO4 MgCO3 Mg(OH)2 MgC2O4 Mn(OH)2 MnS Hg2Br2 Hg2Cl2 HgS Ag3AsO4 Ag2CO3 AgCl Ag2CrO4 Ag[Ag(CN)2] AgIO3 AgI Ag3PO4 Ag2S AgSCN SrC2O4 Kps 8.0 × 10-12 1.0 × 10-10 7.0 × 10-5 4.1 × 10-9 4.0 × 10-49 1.0 × 10-38 6.0 × 10-14 1.0 × 10-16 4.3 × 10-18 4.2 × 10-12 1.0 × 10-12 3.1 × 10-12 5.6 × 10-7 IFES Pág.0 × 10-22 8.0 × 10-5 1.2 × 10-11 9.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA sulfato de estrôncio cloreto de talio I sulfeto de talio I ferrocianeto de zinco oxalato de zinco FÓRMULA SrSO4 TlCl Tl2S Zn2Fe(CN)6 ZnC2O4 Kps 3.8 × 10-7 2 × 10-4 5 × 10-22 4. sal.1 × 10-16 2. precipitam. para o mesmo volume de solução. 198 . neste ponto. isto é. Significa que se atingiu o equilíbrio de solubilidade. (B) Q = Ks – solução saturada. Para tomar conhecimento se um dado sistema atingiu ou não o equilíbrio de solubilidade recorremos ao produto iónico. IFES Pág. representado pela seguinte equação química: AgCl (s) ⇄ Ag+ (aq) + Cl. se consegue dissolver mais soluto. Consideremos o equilíbrio de solubilidade do sal cloreto de prata. em que. Significa que. Uma solução pode apresentar as seguintes relações quantitativas entre o produto iónico e a constante de produto de solubilidade: (A) Q < Ks – solução insaturada.(aq) O sentido direto traduz a dissolução do sal e o sentido inverso traduz a sua precipitação.8 × 10-8 O equilíbrio de solubilidade é um exemplo de equilíbrio heterogêneo. Significa que o sal precipitará até que se atinja o valor da constante de produto de solubilidade. (C) Q > Ks – solução sobressaturada. e à mesma temperatura. AgCl. a velocidade com que o sal se transforma em íons é a mesma com que os iões se transformam em sal. Q. que está relacionado com a dissolução e precipitação de substâncias pouco solúveis.

Para reconhecer a eventual formação de precipitado há que calcular as concentrações dos íons presentes no sistema e. representada por: PbI2 (s) ⇄ Pb2+ (aq) + 2I− (aq) e cujo produto de solubilidade à temperatura de 25ºC é Kps = 8. a partir destas. PbI2. Q. determinar o produto iônico. isto é: Q = Ks.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Condição de precipitação: Para que se inicie a precipitação de um sal é necessário que a solução atinja a saturação. então: S = [Pb+2] = 2× [I–]2 PbI2 (s) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: S -S 0 ⇄ Pb2+ (aq) 0 +S +S Kps = S×S2 = S3 e portanto: S = 3 + 2I− (aq) 0 +2S +2S Kps 4 IFES Pág. Exemplo: Considere a dissolução do iodeto de chumbo. Se Q > Ks ocorre a formação de precipitado. De acordo com a definição de constante de produto de solubilidade. o número de moles de PbI2 que se dissolvem por litro de solução. para esta reação de dissolução podemos escrever: Kps = [Pb+2] × [I–]2 Se representarmos por S a solubilidade molar.49×10–9. 199 . ou seja.

= 10-7 = IFES Pág. O primeiro equilíbrio químico de interesse que ocorre na água é a dissociação de sua própria molécula: H2O ⇄ H+ + OH− Como as quantidades dos íons nas soluções se equivalem. as concentrações destes íons gerados nesta ionização são tão pequenas que dificilmente causam diferença nos resultados das análises. então: H+ = = OH.5 mol/L). à temperatura de 25ºC.3×10-3 mol/dm3 4 O que nos permite concluir que num litro de solução saturada de PbI2.[OH-] Como.3×10–3 mol/dm3 (0.32. a concentração de (H+) é de 10−7 e a concentração de (OH−) também é de 10−7. o termo [H2O] é uma constante (55. S = 3 8. em água pura ou em uma solução aquosa diluída. A água se dissocia em pequena quantidade em íons hidrogênio (H+) e (OH−).49 × 10-9 = 1.[OH-] [H2O] No entanto. podemos simplificar a equação acima como: Kw = [H+]. Ou seja: Ke = [H+]. ou seja.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ou seja. 1.599 g/dm3). Entretanto. Desta forma.008 × 10−14 M2 (≅ 10−14). Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw). [H+] =[OH−] e o valor do produto iônico da água é 1. 200 . estão dissolvidas 1. O valor do produto iônico da água que é a constante de equilíbrio. a água tem partes iguais do cátion (H+) e do ânion (OH−).

as substâncias ácidas são azedas.1 Substâncias ácidas. não era necessário a presença de oxigênio. que significa azedo. Temperatura 100C 200C 250C 300C 400C Ke 0.92×10-14 Uma vez que em condições ambientes a temperatura está sempre próxima de 25°C. Mais tarde. muitas definições surgiram para tentar explicar a presença e o comportamento de ácidos e bases.29×10-14 0. tal como ocorria com o ácido muriático (nome popular para a solução aquosa de HCl.00×10-14 1.33. tais como: ácido sulfúrico. Gay-Lussac mostrou que para uma substância ser considerada ácida.47×10-14 2. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases. mas sim de hidrogênio combinado com outros elementos. 201 . então sempre que este equilíbrio acontecendo o seu valor será: Ke = 10−14 1. IFES Pág. muitos cientistas acreditavam que para uma substância ser ácida.68×10-14 1. ela necessariamente teria oxigênio em sua composição. Quando uma pessoa fala: laranja é ácida.13. nítrico. Geralmente. amargas − o termo ácido deriva do latim acidu. acético. No século XVIII. está se baseando na impressão que as substâncias sápidas (apetitivas) produzem na língua. Nos século XIX e XX. 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este valor altera-se com a variação da temperatura como mostra a tabela abaixo: Tabela 20. fosfórico. Isso era verificado experimentalmente em ácidos conhecidos na época. etc. com impurezas). Variação do produto iônico da água com a temperatura.

Esta nova definição é bem mais ampla. portanto. pois aceita um próton deste íon. sequer existe em solução aquosa. como a amônia. mas outras substâncias. Este conceito. E bases. a amônia acerta um próton: é uma base. 3) não pode ser aplicado para outros solventes. somente são bases substâncias que possuem OH− em sua composição. na reação com amônia. o íon amônio doa um próton: é um ácido. Arrhenius propôs que os ácidos eram substâncias cujos produtos de dissociação iônica em água incluiam o íon hidrogênio (H+) e bases as que produzem o íon hidróxido (OH−). já na reação com o amônio. algumas receberam maior destaque: definição de Arrhenius.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Entre elas. por exemplo: NH3 (aq) + H2O (l) ⇄ NH4+ (aq)+ OH− (aq) Nesta reação. compostos capazes de aceitar um próton numa reação. tem sérias limitações: 1) só pode ser empregado a soluções aquosas. de fato. É verdade para o NaOH. a água se comporta como um ácido. 4) segundo este conceito. a água se comporta como uma base. ácidos são substâncias capazes de doar um próton em uma reação química. portanto. 2) o íon H+. não são bases de acordo com o conceito de Arrhenius. Como vimos. de Bronsted-Lowry. Definição de Bronsted. Repare que. Segundo Bronsted. II. I. A água. pois doa um próton. pois explica o caráter básico da amônia e o caráter ácido do íon amônio. 202 . Definição de Arrhenius. é um exemplo de substância anfiprótica: moléculas que podem se comportar como um ácido ou como uma base de Bronsted. NH4+ (aq)+ OH− (aq) ⇄ NH3 (aq) + H2O (l) Nesta reação. embora utilizado até hoje. IFES Pág. de Lewis e de Pearson.

Na+. Zr4+. Cu+. I7+. Cl.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. a dificuldade ou facilidade com que as "nuvens eletrônicas" (regiões de maior probabilidade de encontrarmos os elétrons mais externos) podem ser deformadas. Definição de Pearson. I. formando ligações químicas. SO42-. Co3+. CH3Hg+. etc. Possuem alta eletronegatividade e baixa polarizabilidade. O. Ag+. PO43-. N2H4. CO. N. Ca2+. IV. foi criado por Pearson um conceito de dureza e moleza para ácidos e bases. com baixo estado de oxidação. As bases duras são espécies que doam elétrons. Cl7+. La3+. como uma espécie capaz de receber pares de elétrons e base. Bases macias são espécies que recebem elétrons. Be2+. Definição de Lewis. Fe3+. R2O. Hg+. como uma espécie capaz de doar pares de elétrons. Sn4+. R2S. Pt4+. Tl+. respectivamente.C2H4. RNH2. Sr2+. RO. de média eletronegatividade e possui baixa capacidade polarizante. CN-. possui baixa eletronegatividade e alta polarizabilidade. Os ácidos macios são espécies de tamanho grande. os alcalinos terrosos. N3+. CH2. os íons metálicos de alto estado de oxidação. Exemplos: Eu3+. Os ácidos duros são íons metálicos. Ga3+. Cr3+. Ti4+. R3P. Exemplos: Pd2+. CO32-.. Mg2+. Lewis definiu um ácido. espécies de baixa eletronegatividade e tamanho pequeno. SCN-. Li+. I-. Hg2+. NH3. R-. Exemplos: F-. Br. Exemplos: H-. R3As IFES Pág. C6H6. Mn2+. As3+. Cl3+. 203 . etc. RS-. O2-. CH3COO. Estes termos se referem. RO-. Cd2+. I5+. que incluem os alcalinos. Ce4+. ClO4-. Si4+. OH-. H2O. Au+. K+. RO2. Cr6+. Mn7+. Sc3+. Pt2+. Como extensão a teoria de Lewis. ROH. NO3-.

substituir a equação por por Ka: H3O+ [Cl-] Ka = [HCl] A constante de ionização é um valor semelhante à constante de equilíbrio. enquanto pequeno valor de K diz que os reagentes são favorecidos. Quanto maior o valor Ka . A força do ácido é um parâmetro determinado através da sua constante de ionização Ka . Constante de dissociação dos ácidos (Ka). portanto. Um grande valor de K significa que na ionização há predominância dos produtos. podemos. maior a quantidade de íons H+ liberados na solução e como conseqüência mais forte é o ácido. dependendo da força e da concentração do ácido. Tomemos o exemplo: HCl + H2O ⇄ H3O+ + Cl− H3O+ [Cl-] Keq = [HCl][H2O] Como já vimos. Força do ácido Forte Fraca Muito Fraca Ka >1 1 para 10-16 < 10-16 Força da base conjugada Muito fraca Fraca Forte Kb < 10-16 10-16 para 1 >1 IFES Pág. 1. portanto varia apenas com a temperatura. o termo [H2O] é constante. 204 .34. estabelecendo-se um equilíbrio reversível entre as espécies não dissociadas e os seus íons. Valores de Ka e suas respectivas bases conjugadas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observação: as substâncias ácidas são consideradas perigosas pelo fato de terem a propriedade de destruir estruturas moleculares assim como dissolver matéria orgânica com muita facilidade. Tabela 21. no caso de soluções diluídas. se dissociam. Os eletrólitos fracos como ácidos quando dissolvidos num solvente como a água.

. Balanço de Carga.. 1.] Kb = [B] = onde Kb é a constante de ionização das base. [A] é a concentração de um ânion.35. [BH+] [OH-] Keq = [B] [H2O] Outra vez. n é a magnitude da carga do cátion. o termo [H2O] é constante. A ionização de uma base fraca B em solução aquosa pode ser representada pela equação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Tabela 1. 205 .. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb). B + H2O ⇄ BH+ + OH+ E a constante de ionização da base por. e m é a magnitude da carga do ânion.. Onde [C] é a concentração do cátion.36. Assim. = m1[A1] + m2[A2} + . = [BH+ ] [OH. O balanço de carga é dado por: n1[C1] + n2[C2] + . expressa em concentração molar. Constantes de Ionização de Alguns Ácidos e de suas bases Conjugadas ÁCIDOS HClO4 H2SO4 HCl Ka grande grande grande BASES ClO4HSO4Cl- Kb muito pequena muito pequena muito pequena IFES Pág...

10-5 2.10-7 6.0.8.10-5 4.8.10-5 4.3.1.10-13 1.10-4 2.10-10 2.0.2.7.10-11 5.10-5 1.10-7 1.5 1.10-8 5.6.10-13 1.8.10-11 4.10-10 2.10-19 muito pequena BASES NO3H2 O HSO3SO42H2PO4NO2HCOOC6H5COOCH3COOC2H5COOHCO3HSHPO42SO32ClONH3 CNC2H5NH2 CH3NH2 CO32PO43OHS2NH2- Kb muito pequena 1.8.10-4 5.2.0.10-4 6.10-4 1.6.8.6.5.10-2 7.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ÁCIDOS HNO3 H3O+ H2SO3 HSO4H3PO4 HNO2 HCOOH C6H5COOH CH3COOH C2H5COOH H2CO3 H2 S H2PO4HSO3HOCl NH4+ HCN C2H5NH3+ CH3NH3+ HCO3HPO42H2 O HSNH3 IFES Ka grande 55.10-13 8.10-16 1.3.10-10 7.0.5.10-11 1.10-7 1.10-7 2.8.6.4.10-7 1.10-4 2.10-11 3.5.2.10-5 1.3.10-3 4.9.10-16 8.3.3.105 grande Pág.0.10-2 55.10-8 3.10-10 4.10-8 1.0.10-12 2.10-11 2.10-10 5.5.10-8 6.3.6.2.5 1. 206 .2.8.0.6.2.10-7 1.10-2 1.3.6.

207 .log [OH-] Ou uma solução qualquer: pK = . A água exibe caráter anfótero: comportar-se quer como levemente ácida ou levemente alcalina. assim ocorre igualmente com os correspondentes íons hidroxila. conhecemos como ―auto-ionizarão‖ da água. A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH). De fato. mais alcalina (básica) será a solução e maior será o pH (pH > 7).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. quanto maior for a sua concentração (ao contrário da concentração de íons hidroxila) mais ácida será a solução e menor será o pH (pH <7). maior será a concentração de íons hidroxila e. H+) e. Esse caso singular de água: de produzir íons hidrônio (cátion. quanto menor for a concentração dos íons hidrônio. Inversamente. íons hidroxila (ânions OH−).37. por recombinação (e vice-versa) segundo a equação: 2 H2O (l) ⇄ H3O+ (aq) + OH− (aq) A curta vida de hidrônios e sua a concentração efetiva é a base para a determinação do pH das soluções aquosas. No equilíbrio. A relação entre a concentração de íons Hidrogênio e o valor pH é definido pela equação : pH = − log [H+] Da mesma forma podemos utilizar essa terminologia para caracterizar a concentração de íons OH− em uma solução básica: pOH = . Assim os hidrônios existem mesmo em água isenta de impureza (quimicamente pura). os pares conjugados (H3O+ e OH−) estão em equilíbrio dinâmico com a água molecular e a esta retornam. portanto.log K IFES Pág. correspondentemente na mesma medida. Os íons hidrônio resultantes são relativamente poucos e exibem vida curta como espécies químicas.

Diagrama de pH. átomos esses capazes de sofrer ionização quando for necessário. Alcalinidade potencial ⇄ B+ + HO. latente ou de reserva é devida aos átomos de hidrogênio que se encontram na molécula não dissociada do ácido. Acalinidade real . 77. Seja o ácido HA qualquer. iônica é causada pelos íons hidrogênio livres em solução. Acalinidade titulável IFES Pág. Assim os limites de pH estão distribuidos entre 0 e 14. Fig. enquanto que a acidez potencial. Acidez Atual. potencial e total. BOH . em solução aquosa: HA . Acidez titulável A acidez real é determinada pela medida do pH e a acidez total por intermédio da acidimetria. teremos analogamente. a alcalinidade atual. 1. o meio neutro. obviamente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO É claro que pH + pOH = 14. Acidez potencial ⇄ H3 O+ . indica. 208 . A acidez total ou de titulação (titulável) é a soma da acidez total com a potencial. Acidez real + A- . No caso das soluções alcalinas. O ponto médio. potencial e Total.38. A acidez atual.

[OH−] Ionização da água TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Ionização.[CH3COOH] [CH3COO.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.[CH3COO-] [CH3COOH] [OH-]. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios. K a ou K b Exemplos típicos: Expressão da Constante de Equilíbrio: Ka = Kb = [H3O+].] Ionização de Eletrólitos Fracos CH3COOH + H2O → H3O+ + CH3COO− CH3COO− + H2O → OH− + CH3COOH IFES Pág. Kw Exemplos típicos: 2 H2O → H3O+ + OH− Expressão da Constante de Equilíbrio: KW = [H3O−] .39. 209 . TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante do Produto Iônico.

[Cl+] Sólidos ―Insolúveis‖ Equilíbrio Heterogêneo Produto de Solubilidade. 𝛃 n Exemplo Típico: Expressão da Constante de Equilíbrio: Formação de um íon Complexo β4= [Ni(CN)42-] [Ni2+][CN-]4 Ni2+ + 4 CN− ↔ Ni(CN)42− NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO K Redox Exemplo Típico: Cu + 2 Fe+3+ ↔ Cu2+ + 2 Fe2+ TIPO DE EQUILÍBRIO Equilíbrio Oxidação/Redução Expressão da Constante de Equilíbrio: [Cu2+][Fe2+]2 KRedox = [Fe+3]2 IFES Pág. Kps Exemplos típicos: AgCl(s) → Ag+ + Cl− TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Formação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Expressão da Constante de Equilíbrio: Kps = [Ag+] . 210 .

aumento da pressão Aumento do volume. à temperatura ambiente. Variação à medida que a mistura retorna ao equilíbrio Energia térmica é consumida Energia térmica é gerada Parte do reagente adicionado é consumida Parte do produto adicionado é consumida Diminuição da pressão Efeito sobre o equilíbrio Deslocamento na direção endotérmica Deslocamento na direção exotérmica Aumenta a concentração de produto Aumenta a concentração de reagente Variação da composição para diminuir o número total de moléculas Variação da composição para aumentar o número total de moléculas Efeito sobre K PERTUBAÇÃO Aumento da temperatura Queda da temperatura Adição de reagente Adição de produto Diminuição de volume. 211 . a mistura em equilíbrio contém 2/3 de mol de éster e outro tanto de água. diminuição da pressão Catalisador Varia Varia Não varia Não varia Não varia Não varia - Aumento da pressão acelera 1. Resumo Geral.40. a) Qual o valor da constante de equilíbrio? b) Quantos moles de éster são formados no equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 22. quando 3 moles de álcool são misturados com 1 mol de ácido? Na temperatura de reação todas as substâncias são líquidas. IFES Pág. Exercícios Resolvidos (1) Quando um mol de álcool é misturado com um mol de ácido acético.

portanto aparecer na equação da constante de equilíbrio. 212 .[CH3COOH] [C2H5OH]. significando que o equilíbrio independe do volume.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool C2H5OH (l) Início: Variação: Equilíbrio: 1 mol 2 .(2/3) 2/3 Kc = = (1/3).= mol 3 3 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 a) Observemos que a água na reação não é um solvente. Portanto: IFES Pág.[CH3COOH] 2 (2/3). juntamente com as demais reagentes e produtos.(1/3) 1/3 =4 Observe que as unidades de concentração se cancelam.= mol 3 3 Ácido Éster Água H2 O 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + 1 mol 2 .mol 3 2 1 1. Kc = = 2 mol 3V CH3COOC2H5 . Seja V o volume da solução. devendo.mol 3 2 1 1. b) Seja x o número de moles de álcool que reagem. portanto: mol [C2H5OH] = 3 V mol [CH3COOH] = 3 V = mol 3V = mol 3V = 2 mol 3V 2 mol 3 [CH3COOC2H5] = V mol [H2O] = 3 V Portanto.

(4.150.150 2 2 2 Pág. 3x2−16x +12 = 0 x= x= 2.(x) x2 Kc = = =4 ( 3-x).9028 3 2.(1-x) (3-4x+x2 ) Então.4305 3 A segundo raiz é uma incoerência física.150 2×0.(4+ 7) = 4.7) = 0. No equilíbrio.150 3×0.800 mol H2 L−1 em um recipiente reage e alcança o equilíbrio. a concentração da amônia é 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool Ácido Éster Água H2 O 0 mol +x mol x mol C2H5OH (l) + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + Início: Variação: Equilíbrio: 3 mol -x mol 3-x mol 1 mol -x mol 1-x mol 0 mol +x mol x mol (x). 500 mol N2 L−1 e 0. pois uma há hipótese de formar mais que um mol de éster. 213 IFES . (2) Uma mistura consistindo de 0. Pela equação: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1 3 2 Dividindo os conseqüentes por 2 e multiplicando por 0. Calcule o valor da constante de equilíbrio para: N2 (g) + 3 H2 (g) ⇄ 2 NH3 (g) Precisamos saber as concentrações de equilíbrio de cada uma das substâncias na mistura que está reagindo e então substituir aqueles valores no quociente da reação. 150 mol L−1. vem: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1×0.

500 moles −0. Qual é a constante de ionização da base nessa temperatura? Uma solução 1N contém: em 1 L = 1 eqg NH4OH = N NH4OH = 1 mol = 1M 1L NH4OH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: Como: Ki = NH4+ [HO-] [NH4OH] 1M − 0.425 Kc = 0.150 moles 0.004 M 0. em solução aquosa 1 N. é de 0.425 M + 3 H2 (g) 0.278 M−2 (3) O grau de dissociação iônica do hidróxido de amônio. 0.150 M IFES Pág.075 moles 0.4% a 18C.800 moles −0.004 M 0.996 M ⇄ NH4+ 0M 0.004 M + HO− 0M 0.004 M 0.225 0.225 moles 0.575 M ⇄ 2 NH3 (g) 0 moles +0. 214 .150)2 Kc = 0.004 M mol NH4OH = mol NH4OH 1 0.575 3 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n (N2) n (H2) n (NH3) = = 0.075 0.150 N2 (g) Inicio Variação: Equilíbrio: [NH3]2 Kc = H2 3 N 2 (0.

02 M 0.0006 M)(0.02 M 0.02 M é 3% a 25C.9×( 1 )M 128 1 )M 128 + 2 OH− 0 +0. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0. Temos eqg (Ca(OH)2) = mol/2 = 0.6×10-5 M (0.996 M) (4) O grau de dissociação iônica do ácido acético.0194 M ⇄ H+ 0 0.03×0.0194 M) (5) Calcule a constante de ionização para uma solução N/64 de hidróxido de cálcio.02 M 0. 1 mol = 2 eqg (Ca(OH)2).0006 M Ki = Ki = H+ [CH3COO-] [CH3COOH] (0.61×10-5 M (0.0. 1×( 1 ) M 128 ⇄ Ca+ 0 +0. em solução 0.9×( +0. como: N= 2 eqg (Ca(OH)2) N 1 = = M 1L 2 128 Ca(OH)2 Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 1/128 M 1 . que está 90% ionizada.03×0.5 mol Portanto.9×( )M 128 0. 215 .02 M − 0.9×( IFES Pág. Calcule a constante de dissociação iônica do ácido.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ki = (0.9×( 1 )M 128 1 )M 128 +2×0.004 M) = 1.004 M)(0.0006 M) = 1.0006 M + CH3COO− 0 0.03×0.

216 x moles −α x moles (1−α)x moles . admite-se a seguinte sentença Ki = Mα2 pois o resultado de 1 − α ≈ 1 (6) Calcular a constante de equilíbrio da dissociação PCl5 ⇄ PCl3 + Cl2.(0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ca+ [HO-]2 Ki = [Ca(OH)2] Ki = 4. A Lei da diluição de Ostwald é expressa por: C+ [A-] Mα2 Ki = = [CA] 1-α Sendo: Ki = constante de ionização [C+] = concentração dos cátions [A-] = concentração dos ânions [CA] = concentração do composto não ionizado ou não dissociado M = concentração molar em mol/L α = grau de ionização Se α ≤ 5%.9/128)2 = 1. bases). em temperatura tal que esteja 80% dissociado.78×10-3 (0. PCl5 (v) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: IFES ⇄ PCl3 (v) 0 +α x moles +α x moles + Cl2 (g) 0 +α x moles +α x moles Pág. supondo o sistema homogêneo.1/128) Lei da diluição de Ostwald ou Lei de Ostwald é a relação matemática entre a constante de ionização e o grau de ionização de um eletrólito (ácidos.

217 .P 1+α Kp = Logo. 𝑃2 1 + 𝛼 2 Kp = 1-α . podemos escrever: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = = [PCl5] [PCl2] [ Cl2] Seja V o volume do sistema e α o grau de ionização do penta cloreto de fósforo.P 1+α IFES Pág. Kp = pPCl2 pCl2 pPCl5 2 𝛼 .P 1+α α p (PCl2) = . então: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = 𝛼𝑥 = 𝛼𝑥 1 − 𝛼 𝑥 V V V p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) p (PCl5)+p (PCl2)+p (Cl2) P = = = = 1 -α α α 1-α +α+α 1+α p (PCl5) = Logo: 1-α .𝑃 1+𝛼 1-α .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como: PV = nRT P=( 𝑛 )RT V P n = RT = constante ( ) V Assim.P 1+α α p (Cl2) = .P 1+α 𝛼 2 .

85×10−5 = 0 α= -1. 218 .10×α 2 M Portanto: Ki = = 1. 1atm.1 (1. 2 1-α P Como o problema submetido não se refere à pressão total a que está o sistema no equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 𝛼 2 Kp = 1 + 𝛼 𝛼 2 .10×α M + CH3COO− 0 + 0.10×α M + 0.10×α M 0. isto é.85×10-5 ± 1.0135 ou 1.5 mol de H2. Portanto: Kp = 0. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0.1 ×α M + 0.0.10×α M 0. a 25C. 0.82 (7) A constante de ionização do ácido acético. K = 50 para a reação.85×10−5.8 = 1.85×10-5) 2(0. evacuada. e 0.P Kp = 1 − 𝛼 2 1+α 𝑃2 .10(1-α) 0. H2 (g) + I2 (g) ⇄ 2 H1 (g) Em uma dada temperatura e para um estado padrão de 1 mol/L.77 1.35% (8) Em uma câmara de 10 L.85×10-5 2 -4 0. supõe-se que a pressão normal. é de 1. (a) Qual é a pressão total na câmara? IFES Pág. .85×10-5 0.1) α = 0.5 mol de I2. Calcule o grau ionização α do ácido a 25C.85×10−5 α − 1.10(1−α) M ⇄ H+ 0 + 0. são reagidos a 448°C.10 M − 0.1 α2 + 1. em solução decimolar.

9 atm 10 L + I2 (g) 0.R.V = n.atm ).5 + 0. [B] = 0. Durante a reação. o número total de mols era 0.39 2 0.5 −x (0.(448+273) mol.5).100 M.00 moles de B em um recipiente de 10 litros.0.082 L.5−x) ⇄ 2 H1(g) 0 +2x +2x P(total) = H2 (g) Inicio: Variação: Equilíbrio: (2x)2 Kc = 50 = (0. não ocorre variação no número total de mols.K = 5. o valor da constante de equilíbrio a uma determinada temperatura é Kc = 56.200 M.5−x) (9) Para a reação: A + B ⇄ C + D. A pressão total pode ser calculada a partir da lei dos gases ideais: P.00 mol de A e 2. 219 .5-x x = 0.5 −x (0.5 + 0.R.T V (0.5 = 1. [C] = 0. Se inicialmente põe-se 1.5-x)2 2x 50 = 0. [D] = 0 No equilíbrio são: A + B ⇄ C + D IFES Pág.( 0.T P(total) = n(total).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (b) Quantos mols de iodo permanecem não-reagidos no equilíbrio? (c) Qual é a pressão parcial de cada componente na mistura no equilíbrio? Antes de iniciar a reação. qual será a concentração de todas as espécies quando se alcance o equilíbrio? As concentrações ao inicio são: [A] = 0.

Assim: [A] = (0.100 mol de A não poderíamos obter uma concentração maior. no equilíbrio temos 3 moles de NH3.2 moles/L −x (0. obteremos três moles de amoníaco.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.12 = 0 x1 = 0. Temos: N2 (g) Inicio: Variação Equilíbrio: 0.200−x) M x x x2 Kc = = 56 0. sabendo que se partimos de dois moles de N2 e cinco moles de H2.100 − 0.8 x+1.098 M.207. [D] = 0.200-x) 55x2 + 16. pois se partimos reagindo 0.002 M. 220 .5− 3x) moles/L ⇄ 2 NH3 (g) 0 + 2x (2x) moles/L [NH3]2 (2x)2 Kc = = [H2]3 [N2] (0. [B] = (0.2-x) No entanto.098) = 0.2− x) moles/L + 3 H2 (g) 0.(0.100−x) M Portanto.100-x .(0.200 − 0. logo: IFES Pág. (10) Calcule os valores de Kc e Kp a 250°C na reação de formação do amoníaco.207 Desprezaremos x = 0.102 M.098 e x2 = 0.098 M.5 moles/L − 3x (0. [C] = 0.098) = 0. (0.5-3x)3 . O volume do recipiente de reação é de 10 L.

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[NH3] = 3 moles/ 10 L = 0,3 M = 2x  Portanto,

x = 0,3/2 = 0,150 M

(2x)2 (20,150)2 Kc = = (0,5-3x)3 (0,2-x) (0,5-30,150)3 (0,2-0,150) (0,3)2 Kc = = 14 400 (0,05)3 (0,05) Como: ∆n = 22, já que: 2 − (3 + 1) = 22, então: Kp = Kc. (R.T) ∆n Kp = 14 400 · (0,082 · 523)22 = 7,83 (11) Suponha que 3,00 moles de HI; 2,00 moles de H2 e 1,00 mol de I2 são colocados num recipiente de 1 L a 485C. Depois de estabelecido o equilíbrio, quais são as concentrações de todas as espécies? (Considere: Kc (485C) = 2,0610-2 ) As concentrações iniciais são: [HI] = 3,00 M; [H2] = 2,00 M e [I2] = 1,00 M A equação de equilíbrio é: HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) No equilíbrio as concentrações serão: 2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: 3,00 − 2x 3,00 − 2x ⇄ 1 H2 (g) 2,00 +x 2,00 + x + 1 I2 (g) 1M +x 1,00 + x

A condição de equilíbrio é: Kc = Kc = [H2][ I2] [HI]2 2,00 + x (1,00 + x) (3,00 - 2x)2

IFES

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2,00 + x (1,00 + x) = 2,0610-2 (3,00 - 2x)2 0,918 x2 + 3,25 x + 1,81 = 0 x= x= x= -3,25± 3,25 2-4(0,918)(1,81) 2(0,918)

-3,25± 3,91618 1,836 -3,25±1,9789 1,836

x ≈ −2,848 ou x ≈ −0,692 Como a segunda raiz leva a concentrações negativas, ela será rejeitada. Contudo a segunda raiz (x = −0,692302) é significativa, embora o seu sinal (negativo) indica que a reação ocorre no sentido contrário: no de formação de HI. 1 H2 (g) Variação: Equilíbrio: 2,00 − 0,692 1,308 + 1 I2 (g) 1,00 − 0,692 0,308 ⇄ 2 HI (g) 3,00 + 2(0,692) 4,384

(12) Calcule o grau de dissociação, a 30°C e 5 atm de pressão, que apresenta o tetróxido de dinitrogênio, se sabemos que nessas condições o valor de Kp é de 0,15. (R = 0,082 atm L/mol K) N2O4 (g) ⇄ 2 NO2 (g) Os números de moles/L no equilíbrio serão: N2O4 (g) Início: Variação: Equilíbrio: Lembrando que: p (parcial) = fração molar × pressão (total) C −αC (1−α)C ⇄ 2 NO2 (g) 0 +2 αC +2 αC

IFES

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p(NO2) = x(NO2)× pressão (total) p(N2O4) = x(N2O4)× pressão (total) x(NO2) = x(N2O4) = n(NO2) n NO2 + n(N2O4) n(N2O4) e n NO2 + n(N2O4)

pressão (total) = p(NO2) + p(N2O4) Assim: n.° de moles no equilíbrio de NO2 = 2α.c n.° de moles no equilíbrio de N2O4 = (1−α)c n.° de moles totais no equilíbrio = 2α.c + (1−α)c = (1+α)c Logo: p(NO2) = p(N2O4) = p2 NO2 pN O
2 4

2α.c . 5 atm (1+α)c (1-α)c . 5 atm (1+α)c 2α . 5 atm 1+α 1-α . 5 atm 1+α
2

Kp =

=

4α2.5 = 0,15 de onde α = 0,086 ou 8,6% 1-α2 (13) A 800K, a Kc para a reação: 2 HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) vale 0,016. Na mistura em equilíbrio a essa temperatura, calcule: (A) a concentração de todas as espécies, sabendo que as de H2 e I2 são iguais e a pressão a que se encontra o sistema é de 1 atm. (B) as concentrações dos componentes, sistema. Dado: R = 0,082 atm L/mol K
IFES

quando se duplica a pressão do

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2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: n.R.T = P.V C= C= n P = V R.T C − 2x C − 2x

1 H2 (g) C +x C+x

+

1 I2 (g) 1M +x C+x

P 1 atm = = 0,015 mol/L atm L R.T 0,082 ×800K mol K

Assim, no equilíbrio teremos: 2 HI (g) Equilíbrio: 0,015− 2x ⇄ 1 H2 (g) 0,015 + x [H2][ I2] [HI]2 + 1 I2 (g) 0,015 + x

A condição de equilíbrio é: 0,015 + x 0,015 - 2x
2 2

Kc =
2

0,015 + x = 0,015 - 2x

= 0,016

0,015 + x = 0,016 0,015 - 2x x = 0,015 mol/L Agora obtém- se os valores das concentrações: [HI] = (c−2x) = (0,015−0,003) = 1,2×1022 mol/L [H2] = [I2] = 1,5×1023 mol/L (14) A constante de equilíbrio para a reação: N204 (g) ⇄ 2NO2 5,8×10−3 a 25°C. Calcule o grau de dissociação quando: (A) A concentração inic1ial é 0,01 mol/L; (g), vale

IFES

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FABIANO DE CARVALHO

(B) adicionamos 0,01 mol/L de N2O4 ao equilíbrio formado no aparato (a). N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: 0,01 −0,01α (1−α)0,01 ⇄ 2NO2 (g) 0 +2(0,01α) 0,02α

(0,02α)2 Portanto: Kc = = 5,8×10-3 (1-α).0,01 de donde: 0,04 α2 + 0,0058 α − 0,0058 = 0 α ≈ −0,460129 (não convém) ou α ≈ 0,315129 ou expresso em percentagem: α = 31,51% Assim, [N204] = (1−α).0,01 = = (1−0,315129).0,01 ≈ ≈ 6,8×10−3 mol/L [NO2] = 0,02α = = 0,02×0,315129 = = 0,00630258 ≈ ≈ 6,3×10−3 mol/L Em (B) teremos: N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Portanto, (0,0068+0,01) 0,0168 −x 0.0168−x ⇄ 2NO2 (g) 6,3×10−3 +2x 6,3×10−3+2x

IFES

Pág. 225

0168-x 2 = 5.031 x − 5.0063 + 2 x 0.0058 x 4 x2 + 0.0093. Calcule a concentração de todos os componentes quando: (A) adicionarmos 1 mol/L de cloro. e x ≈ 0.00155 Portanto. (C) dobrarmos a pressão inicial.8×10-3 [NO2] 0. (B) dobrarmos o volume inicial.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO [N2O4]2 Kc = = 5. [COCl2] = 20 mols/L.0252 x+0.00625 mol/L [NO2] = 6. vem: Kc = Kc = (COCl2) (CO)( Cl2) (20) (2)(2) Se acionarmos 1 mol de Cl2. [N204] = 0.8×10-3 4 x2+0. vem: Inicial: Variação: Equilíbrio: IFES CO (g) 2 −x 2−x + Cl2 (g) 3 −x 3−x ⇄ COCl2 (g) 20 +x 20+x Pág.00003969 = 0.77510−5 = 0 Cuja solução é: x ≈ −0.00009744-0.0078−x = 0.3×10−3 + 2x = 0. 226 .0094 mol/L (15) Num sistema em equilíbrio CO (g) + Cl2 (g) ⇄ COCl2 (g) as concentrações são [CO] = 2 mols/L. que não convém. [Cl2] = 2 mols/L. Calculando a constante de equilíbrio.

782 (não convém) Assim: [CO] = 2 − 0.42 = 2.42 = 20. tem-se: [CO] = 2/2 = 1 mol/L.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (20+x) =5 (3-x)(2-x) 5(3−x)(2−x) = 20+x 5 x2−26 x+10 = 0 x = 0. [Cl2] = 3 − 0.58 mol/L.58 mol/L [COCl2] = 20 − 0. [Cl2] = 2 /2 = 1 mol/L= [COCl2] = 20 /2 = 10 moles/L Assim. ou seja para a esquerda.418 x = 4. IFES Pág. teremos: COCl2 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Kc = [CO] [Cl2] [COCl2] 10 −x 10−x ⇄ CO (g) 1 +x 1+x + Cl2 (g) 1 +x 1+x ⇄ 1V COCl2 (g) .42 = 1. 227 .42 mol/L Dobrando-se o volume do sistema o equilíbrio de desloca-se para o lado de menor número de moles (maior pressão): 2moles CO (g) + Cl2 (g) 1 mol mol Como V’ = 2V.

vem: P.V0 T0 V = V0/2.587 ( não convém) x = 0. IFES Pág.0681 1. Equilíbrio em soluções aquosas. vem 40+x =5 (4-x)2 40+x = 5 (4. 228 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (1+x)(1+x) 1 = (10-x) 5 5(x+1)2 =0 (10-x) 5x2 + 10 x +5 = 10− x 5 x2+11 x − 5 = 0 x = −-2. ou seja.x)2 5x2−40x+80 − 40−x = 0 5x2−41x+40 = 0 x = 1.3867 Ao duplicarmos a pressão.1318 ou 7.41. Assim sendo.V P0 . as concentrações dobram: Inicial: Variação: Equilíbrio: CO (g) 2×2 −x 4−x + Cl2 (g) 2×2 −x 4−x ⇄ COCl2 (g) 2×20 +x 40+x Aplicando novamente a equação de equilíbrio. (2P0 ).V T0 = P0 . o volume reduz-se a metade.V0 = = nR = constante T T0 Portanto.

Entre eles teremos: a) os hidróxidos não metálicos. mas inorgânicos e em sua primeira dissociação. nem é uma reação em equilíbrio químico. b) todos os hidróxidos metálicos e c) ―todos‖ os ácidos. Ilustrações. Reação de dissociação NaCl → Na1+ + Cl-1 KCH3COO → K1+ + CH3COO1Al2(SO4)3 → 2 Al3+ +3 SO42Reação de dissociação Mg(OH)2 → Mg2+ + 2 (OH)1IFES Eletrólito forte forte forte Eletrólito forte Pág. 229 . b) os ácidos inorgânicos em suas dissociações posteriores a primeira dissociação e c) todos os ácidos orgânicos (e alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação que possuem Ka1). para esses solutos existe Kc da reação de dissociação e. Dissociam-se parcialmente. Entre eles teremos: a) todos os sais. Dissociam-se 100%. Portanto. Para estes solutos não existe Kc da reação de dissociação. se representa por Ki.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Existem solutos que em soluções aquosas se dissociam em duas classes: (A) Eletrólitos fortes. Tabela 23. não ocorre a reação de reação inversa (ou de associação). ("Todos" porque tem alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação são fracos). Portanto. (B) Eletrólitos fracos. em geral.

Incluem: Ácido forte + sal de ácido fraco Base forte + sal de base fraca (C) Hidrólise de sais. são justamente os sais que apresentam maior freqüência o fenômeno da hidrólise.41. pois: Ácido + Base o hidróxido 100% sal+ H2O (B) Reação de troca iônica entre dois solutos fortes. Reações especiais que podem acontecer em soluções aquosas. 100% ácido fraco + outro sal 100% base fraca + outro sal IFES Pág. A dissolução de um sal em água pode gerar uma solução neutra. A hidrólise é a decomposição dos íons de uma substância por intermédio dos íons da água. Ocorre se e somente se: No mesmo recipiente se encontram ácido e base (simultaneamente).1. Para originar um soluto fraco.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO HCl → H1+ + Cl1H2SO4 → H1+ + HSO41HSO41 → H1+ + SO42H2S → H1+ + HS1HS1. 230 . alcalina ou ácida − depende na natureza do sal. (A) Reação de neutralização.→ H1+ + S2NH4(OH) → NH41+ + (OH)1HAc → H1+ + Ac1- forte forte fraco fraco fraco fraco fraco 1. Dos compostos da química mineral.

portanto. tendendo. após a dissolução do sal. A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon M+. Pág. é neutra. Neste caso. mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [H+]. para a forma iônica. a solução será ácida. Sais derivados de um ácido forte e uma base forte. conseqüentemente. nem os cátions ou ânions tem qualquer tendência em se combinar com os íons provenientes da auto-ionização da água. ao mesmo tempo. [HO-] < [H+] e. que sua tendência é para a forma molecular. apresentam elevado grau de dissociação.⇄ BOH (aq) Como o produto [H+]. Sais derivados de uma base fraca e um ácido forte. pois. É mais correto escrevê-los na forma NH4+ e Cl− e H+ e Cl−.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO I. em solução aquosa. 231 IFES . H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HOPortanto. Neste caso. estabelecendo um novo equilíbrio: B+ (aq) + HO.[HO-] (ou seja. o ânion proveniente de um ácido forte não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. Seja BA um sal proveniente de um ácido forte e uma base fraca. Exemplo: NaCl II. A solução resultante. o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. Sofrerá hidrólise de acordo com a seguinte equação: BA + H2O ⇄ BOH + HA Os eletrólitos fortes. como abaixo: B+ (aq) + H2O (l) ⇄ BOH (aq) + H+ (aq) Exemplo: NH4Cl + H2O ⇄ HCl + NH4OH O NH4Cl e HCL são compostos iônicos. mas sim o cátion proveniente de uma base fraca que reage com o íon hidróxido. Já os eletrólitos fracos se ionizam tão pouco.

Para isso. Kh = [BOH][ H+] [OH-] × [B+] [OH-] IFES Pág. teremos: NH4+ + Cl− + H2O ⇄ H+ + Cl− + NH4OH Como o Cl− não se altera durante a reação. por outro lado. são considerados eletrólitos fortes.[OH-] Kh = [BOH][ H+] [B+] Podemos calcular Kh em função do produto iônico da água (Kw) e da constante de ionização da base (Kb). Como os sais. Sendo correto escrevê-la na forma H2O. quem realmente hidrolisa é o íon fraco do sal. temos: [BOH][ H+] K= [B-][H2O] Como a hidrólise se processa em presença de grande excesso de água. podemos escrever a equação de hidrólise do seguinte modo: B− + H2O ⇄ BOH + H+ Aplicando a lei das ação das massas ao equilíbrio acima. predomina a sua forma molecular.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água á predominantemente molecular. podemos considerar a concentração da água [H2O] como praticamente constante (Kw). Portanto. 232 . podemos cancelá-lo. de uma forma geral. basta multiplicarmos o numerador e denominador da expressão de Kh por [OH−]. tornando a escrever a equação de forma mais correta. Ficando então: NH4+ + H2O ⇄ H+ + NH4OH Observe que embora se diga hidrólise do sal. teremos: Kw = [ H+]. Da mesma forma. sendo o NH4OH uma base fraca.

A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon A-. [HO-] > [H+] e. o ânion (proveniente de um ácido fraco) reage com o íon hidrônio. Sais derivados de um ácido fraco e uma base forte. Com raciocínio idêntico podemos concluir que: KCN + H2O ⇄ HCN + KOH K+ + CN− + H2O ⇄ HCN + K+ + OH− CN− + H2O ⇄ HCN + OH− Seja BA um sal derivado de ácido fraco e base forte. a solução será alcalina. conseqüentemente. 233 . o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HO. estabelecendo um novo equilíbrio: A. Ao passo que o cátion (proveniente de uma base forte) não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. III.(aq) + H2O (l) ⇄ HA (aq) + HO.[HO-] (ou seja.(aq) Portanto. após a dissolução do sal. como abaixo: A.(aq) Exemplo: a hidrólise do HCN. xx[ H+][OH-]xx Kh = [B+][OH-] [BOH] Kw Kh = Kb . mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [HO-].(aq) + H+ (aq) ⇆ HA (aq) Como o produto [H+]. Conforme vimos: BA + H2O ⇄ HA + BOH B+1 + A−1 + H2O ⇄ HA + B+1 + OH−1 IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Escrevendo sob outra forma: .

se Ka = Kb. [HA].[OH-1] Kh = [ A-1] Multiplicando-se o numerador e denominador por [OH−1]. vem: Kh = [HA]. . tanto o ânion (proveniente de um ácido fraco) como o o cátion (proveniente de uma base fraca) reagem com os íons provenientes da auto-ionização da água. É fácil demonstrar que neste caso: Kh = Kw Ka × Kb IFES Pág.[OH-1]xx [ A-1][H+1] [HA] Kw Kh = Kh . então a solução será ácida. o pH vai depender dos valores de Ka do cátion M+ e do valor de Kb do ânion A−. então a solução será alcalina. Aqui. se Ka > Kb. então a solução será neutra.[OH-1] [OH-1] × [ A-1] [OH-1] Kh = xx[H+1]. por outro lado.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A−1 + H2O ⇄ HA + OH−1 Assim. Se Kb > Ka. estabelecendo dois novos equilíbrios: M+ (aq) + HO.(aq) ⇄ MOH (aq) A−1(aq) + H+ (aq) ⇄ HA (aq) Neste caso. Sais derivados de um ácido fraco e uma base fraca. Finalmente. IV. 234 .

235 .352 𝑃𝑚 (HCl) = 36. 1 e 35. Qual o pH da solução? Utilize a lei de Raout para eletrólitos.1 eqg em 1 litros de solução.352 × 1000 × 36.6461 IFES Pág.352) = 0.352C.461 = 1. m’ = massa d a solução. Exercícios Resolvidos (1) A solução N/10 de HCl congela a −0.461) = 3.9 1850×3.6461 m’ = 1000 g ∆𝑇𝑐 = 0 − (− 0. m = 1/10 (36. i = fator de van’t Hoff Solução: Uma solução N/10 contém 0. expressa por: ∆𝑇𝑐 = 𝐾𝑐 × Onde: ∆Tc = abaixamento crioscópico = t1− t2 (diferença de temperatura) Kc = constante crioscópica do solvente m = massa do soluto na solução.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Como o eqg (HCl) = mol/1.461 𝐾𝑐 = 1850 𝑖 = 𝑖 = ∆𝑇𝑐 × 𝑚’ × 𝑃𝑚 𝐾𝑐 × 𝑚 𝑚 1 × × 𝑖 𝑚’ 𝑃𝑚 0. então 1 mol = 1 eqg ou 1/10 mol = 0. Sabendo-se que a constante crioscópica da água é 1850 e os pesos atômicos do hidrogênio e do cloro são respectivamente.42.1 eqg Logo.5.

univ-ab. Saunders College Publishing. 2v.pdf http://clic. Lisboa.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO BIBLIOGRAFIA http://ccmm. 2001 M.D.ul. 4ª Ed. 236 .jclic.J. S.xtec. Química Geral. C..pdf JONES. & MYERS. 1996. E.cat/db/jclicApplet. IFES Pág. B. Métodos Instrumentais para a Análise de Soluções: Análise Quantitativa. 1974 RUSSEL.L. B. 2a ed. SLOWINSKI.xtec.mcgraw-hill. Ed. G.. Princípios de Química.. Tradução por Maria Elizabeth Brotto e outros. Química.zip&lang=ca&title=Formulaci%C3%B3+i+nomenc latura+de+qu%C3%ADmica+inorg%C3%A0nica http://www. Editora da Universidade de São Paulo. ATKINS. da 4a ed.H. 1994. RJ Química: Um curso universitário.1ª ed. PIMENTEL.pt/disciplinas/dcet/cfq4007/Mod3_3.pt/vnunes/ensino/eqquim. R.pdf http://www. W.C. 1993.. São Paulo.es/bcv/guide/capitulo/8448157133. Fundação Calouste Gulbenkian. P. Rio de Janeiro.cat/projects/fo rmula2/jclic/formula2. americana. MASTERTON. vols I. L. Trad.fc. Edgard Blücher. MAHAN.jsp?project=http://clic. SPRATLEY. J. um tratamento moderno.... Bookmann Comp. Simões Gonçalves.L. 2001. Chemical Principles. STANITSKI. L. Makron Books do Brasil.

Grupo IIA.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES ESTADOS DE OXIDAÇÃO Os estados de oxidação mais usuais dos diferentes elementos da Tabela Periódica são: 1. Alcalinos I II III IV V VI VII VIII H Li Na K Rb Cs Fr +1 Sc Y Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg B Al Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 2. 237 . Grupo IA. Alcalinos Terrosos I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al +2 Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Rb Sr Cs Ba Fr Ra IFES Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Pág.

I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl +4 -4 +4 -4 +4 +2 +4 +2 +4 +2 F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uus Uuo IFES Pág. 238 . Grupo IVA. Grupo IIIA. I II III VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl +3 +3 +3 +3 +3 +1 +1 -3 O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Lv Uus Uuo 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5. Grupo VIA. I II III IV V VI VII VIII H +5 +4 +3 +2 +1 -3 +3 +3 +3 +1 +3 +1 He N Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl P As Sb Bi F Cl Br I At Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup +1 Uus Uuo 6. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O S Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Al Ga Si Ge P As Se -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +4 +2 He Ne Ar Kr Te Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Po Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. 239 . Grupo VA.

I II IIIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al V +3 Cr Mn Fe Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Nb Mo Tc Ta Db W Sg Re Bh Cs Ba La Fr Ra Ac Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O F He -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 Rn Cl Na Mg Al Si P S K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br I Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po At Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 8. Grupo IIIB. 240 . Grupo VIIA.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 7.

Grupo IVB. 241 . Grupo VB. I II VB III IV V VI VII VIII H Li Be +5 +4 Mn Fe +3 +2 +5 +4 +3 Tc Ru 5 +4 +3 Re Os Sg Bh Hs B Al Ti V Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Nb Rb Sr Y Zr Ta Cs Ba Fr Ra Hf Rf Db Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. I II IVB III IV V VI VII VIII H Li Be +4 +3 Cr Mn Fe +2 +4 +3 +2 Mo Tc Ru +3 +2 W Re Os Sg Bh Hs B Al Ti Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po I At Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 10.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9.

I II VIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +7 +6 +5 +4 +3 +2 +7 +6 +5 +4 +7 +6 +5 +4 B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Tc Rb Sr Y Zr Nb Mo Re Cs Ba Hf Ta W Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn IFES Pág. 242 . Grupo VIB. I II VIB III IV V VI VII VIII H Li Be +6 +5 V Cr +4 +3 +2 +6 +5 Mo +4 +3 Nb +2 +6 +5 W +4 +3 Ta +2 Db Sg Bh B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Rb Sr Y Zr Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Cs Ba Fr Ra Hf Rf Os Hs Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 12.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11. Grupo VIIB.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 13. Grupo IB. 243 . I II IB III IV V VI VII VIII H Li Be +2 +1 +1 +3 +1 B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. I II Grupo VIIIB VIIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +3 +2 +3 Cu +2 B Al Ti V Cr Mn Fe Co Ni Zn C Si N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Ga Ge Ru Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Rh +5 +4 +4 Pd +2 +3 Ag +5 +4 +3 +5 +4 +3 Au Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Rg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Cd In Sn Sb Te I Xe Os Cs Ba Fr Ra Hf Rf Ta Db W Sg Re Bh Hs Ir Pt Mt Ds 14.

Grupo IIB. 244 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15. I II IIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg +2 +2 +2 +1 C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág.

ou Exemplos: Ca5F(PO4)3 = fluoreto tris(fosfato) de Cálcio Ca8F(P3O10)3 = fluoreto trifosfato de Cálcio ([P3O10]5 = anion trifosfato) Prefixos monoditetrapentahexaheptaoctanona. tetraquis. o número de átomos dos mesmos elementos presentes na molécula. pentaquiz. Nomenclatura de Stock (N. e 3.ss). 245 IFES . 1) Nomenclatura sistemática estequiométrica (N. São elas: 1.tr). e similares) pode-se empregar os prefixos bis. Esses prefixos indicam a atomicidade que possui a molécula. tris. tri- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2) Nomenclatura de Stock (N.St) Neste tipo de nomenclatura se nomeia os compostos finalizando-os com a valência indicada em números romanos (colocados geralmente como subíndices). oxissais.st). ou seja. Nomenclatura tradicional (N.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES FORMULAÇÃO E NOMENCLATURA QUÍMICA DOS COMPOSTOS INORGÂNICOS Aceitam-se três tipos de nomenclaturas para nomear compostos químicos inorgânicos. Exemplos: CO = monóxido de carbono CrBr3 = tribrometo de cromo Observação: Nos casos onde poderá haver confusão com outros compostos (sais duplos e triplos.(eneá) decaNúmero 2. Exemplo: Sulfeto de Ferro (III) = Fe2S3 Pág. Nomenclatura sistemática estequiométrica (N. ou É baseada em nomear as substâncias através do uso de prefixos com os números gregos.ss). ou sais oxigenados. etc.

.. rom. c) Quando o elemento tem três ou quatro valências: Escreve-se assim.-oso " valência menor)  (para a Hidreto de —OSO ou— ICO Nome do elemento eletropositivo Ou: Hidreto de ——— ——— ". eletropositivo IFES Pág. a) Quando o elemento possui somente uma valência.tr) Também conhecida como nomenclatura clássica.ox variável (2 n. se utilizam os prefixos: –oso –ico (para a valência menor) e (para a maior)..ox elemento alg.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3) Nomenclatura tradicional (N....ox) "Hipo.ox invariável: Hidreto de ——————— Nome do elemento eletropositivo Exemplos: NaH = hidreto de sódio CaH2 = hidreto de cálcio AlH3 = hidreto de alumínio b) Quando tem duas valências. 4) Compostos binários hidrogenados Com hidrogênio de n... se utiliza o prefixo: –ico . Emprega-se indicando a valência do elemento a através de prefixos e sufixos que acompanham o nome do elemento.ox a −1 a) Metal com n..-ico" valência mais alta)  (para a Nome do n. começando da valência mais baixa: b) Metal com n.-ico" valência intermediária alta)  (para a "Per-.-oso"  (para a valência intermediária baixa) ". 246 .

247 . fósforo. Para nomeá-los se adiciona ao nome do ametal o sufixo: –ETO. são as formadas por não metais com metais.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: CuH = hidreto de cobre I ou hidreto de cuproso CuH2 = hidreto de cobre II ou hidreto cúprico FeH2 = hidreto de ferro II ou hidreto ferroso FeH3 = hidreto de ferro III ou hidreto férrico Fórmula HF HCI HBr Hl H2 S Nome sistemático Fluoreto de hidrogeno Cloreto de hidrogeno Brometo de hidrogeno Iodeto de hidrogeno Sulfeto de hidrogeno Selenieto de hidrogeno Telureto de hidrogeno (em solução aquosa) Ácido fluorídrico Ácido clorídrico Ácido bromídrico Ácido yodídrico Ácido sulfídrico Ácido selenídrico Ácido telurídrico c) As combinações binárias do hidrogênio com oxigênio. carbono e silício têm nomes comuns: H2O Água NH3 Amoníaco PH3 Fosfina AsH3 Arsina SbH3 Estibina CH4 Metano SiH4 Silano H2Se H2Te 5) Outras combinações binárias As combinações binárias. que não sejam nem óxidos nem hidretos. antimônio. Br. por ser o elemento mais eletropositivo. Alguns exemplos são: d) As combinações do hidrogênio com F. S e Se denominam-se hidrácidos devido ao fato de tais compostos ao dissolverem em água. arsênico. CaF2 FeCl3 CuBr2 MnS Fluoreto de cálcio Cloreto de ferro (lll) Brometo de cobre(ll) Sulfeto de manganês (ll) IFES Pág. nitrogênio. dão soluções ácidas. Cl. Para formularmos se escreve à esquerda o símbolo do metal. I.

248 . N° de valências do elemento 1 valência menor 2 valências maior menor 3 valências intermédia maior menor intermédia menor intermédia maior maior PerHipoHipo-ico -oso -oso -ico -oso -oso -ico -ico Co+3 N+1 N+3 N+5 Cl+1 Cl+3 Cl+5 Cl+7 Cobáltico Hiponitroso Nitroso Nítrico Hipocloroso Cloroso Clórico Perclórico Ordem da valência Prefixo Sufixo Exemplo Nomes -ico -oso Na+1 Co- Sódico Cobaltoso 4 valência IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO V2S5 Ni2Si FeCl2 CuBr Sulfuro de vanádio (V) Siliceto de níquel (ll) Cloreto de ferro (ll) Brometo de cobre (l) AlI3 MnS2 Iodeto de alumínio Sulfeto de manganês (IV) Mg3N2 Nitreto de magnésio CrB Brometo de cromo (lll) 6) Nomenclatura tradicional (funcional).

para formular compostos binários se recorre ao chamado ―cruzamento de valências‖: a) Fe+2 + Cl-1 → FeCl2 Fe+2 Cl-1 FeCl2 b) C+4 + Br-1 → CBr4 C+4 Br-1 A) Óxidos metálicos A união do oxigênio com os metais dá lugar aos óxidos básicos ou metálicos. Nomenclatura de STOCK: ÓXIDO DE + NOME do METAL + (valência do metal com nº romanos) 8) Combinações oxigênio binários do Denomina-se óxidos os compostos binários do oxigênio com outro elemento ( metálico ou não metálico).. aparecem na número de átomos para ―satisfazer‖ as eletrônicas dos PREFIXO nº de O + ÓXIDO DE + PREFIXO nº átomos METAL + NOMBRE DEL METAL Os prefixos utilizados são: mono-. 249 IFES . 3. di-.. não se leva em conta o prefixo mono-.hepta-. . Observação: Em muitas ocasiões.FABIANO DE CARVALHO QUÍMICA GERAL 7) Formulação de compostos binários (óxidos e anidridos) Na prática. 1. Nomenclatura TRADICIONAL: ÓXIDO + METAL + OSO (menor valência)/ICO (maior valência) 2. Nomenclatura SISTEMÁTICA: CBr4 Observamos absoluto das fórmula o necessários necessidades elementos. tri-. penta-. A fórmula geral: M2Om Donde: M é o metal e m é o número de oxidação com que atua. que ao cruzar o valor valências. tetra-. Metálicos ÓXIDOS Não metálicos Oxigênio+ Metal Oxigênio + Ametal Pág. hexa.

Para elementos com: No caso em que x é PAR: a) UMA valência: Prefixo ⇒ ico Simplifica-se a fórmula. Sua fórmula general é: M+X + O-2 → M2Ox (―cruzamento‖ de valências). Observação importante: ANIDRIDO + (PREFIXO) AMETAL + SUFIXO. 250 Valência . não é necessário indicá-la. a) Cl+3 + O-2 = Cl2O3 b) N5+ + 02. Observação: Tende-se a substituir a ANIDRIDO por ÓXIDO. 1.= N2O5 Um grupo importante dos óxidos não metálicos pode reagir com a água para dar origem aos compostos conhecidos como oxiácidos. Exemplos: C+4 + O-2 = C2O4 simplificar ↓ CO2 IFES b) DUAS valências: maior ⇒ ICO menor ⇒ OSO Pág. Nomenclatura TRADICIONAL: EXEMPLO Na2O Óxido sódico FeO Óxido ferroso Fe2O3 Óxido férrico NOMENCLATURA TRADICIONAL NOMENCLATURA SISTEMÁTICA Monóxido Monóxido Trióxido de ferro diferro sódico Óxido sódio Óxido de ferro (II) Óxido de ferro (III) NOMENCLATURA STOCK B) Óxidos não metálicos Estão formados pela combinação de um ametal com oxigênio. nomeadamente ANIDRIDOS. + palavra O prefixo e o sufixo dependem das valências que tenha o ametal.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Se o metal tem apenas uma valência. Na nomenclatura tradicional se diferenciam as valências mediante os sufixos OSO e ICO e os prefixos HIPO e PER.

Peróxidos São óxidos nos quais figura. M+x + O2-2 → M2(O2)x maior ⇒ ICO Valência intermediária ⇒ OSO menor ⇒ HIPO+OSO d) QUATRO valências: Não se pode simplificar. donde o oxigênio atua com número de oxidação "-1". já que se confundiria com PbO2 . +6 e +7.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) TRÊS valências: 2. já que se confundiria com SnO2 . o índice 2 do oxigênio. (cruzam-se as valências e: se ―x‖ é par. O2-2). 251 . óxido de chumbo (IV) ) maior ⇒ PER+ICO Valência intermediária maior ⇒ICO intermediária menor ⇒OSO menor ⇒ HIPO+OSO Exemplos: O caso do MANGANÊS é especial: tem três valências com as quais atua como ametal: +4. Exemplos: Li+1 + (O2)-2 = Li2O2 Mg+2 + (O2)-2 = Mg2(O2)2 = MgO2 H+1 + (O2)-2 = H2O2 Fe+2 + (O2)-2 = Fe2(O2)2 = FeO2 Fe+3 + (O2)-2 = Fe2(O2)3 Sn+2 + (O2)-2 = Sn2(O2)2 (aqui não se simplifica. portanto. se simplifica com o subíndice 2 do metal M − a não ser que haja possibilidade de confundir com um óxido). em sua estrutura. o agrupamento PERÓXO (-O-O-. Menor (+4): MnO2 = Anidrido ou Óxido manganoso Médio (+6): MnO3 = Anidrido ou Óxido mangânico Maior (+7): Mn2O7 = Anidrido ou Óxido permangânico Também o CROMO tem valências nas quais atua como ametal (+3 e +6): Menor (+3) Cr2O3 = Anidrido ou Óxido cromoso Maior (+6) CrO3 ou Óxido crômico = Anidrido IFES Pág. óxido de estanho (IV) ) Sn+4 + (O2)-2 = Sn2(O2)4 = Sn(O2)2 Pb+2 + (O2)-2 = Pb2(O2)2 (aqui não se simplifica.

sulfurilo 10) Compostos ternários Estes compostos são formados por 3 elementos químicos: um cátion (H2 ou um ametal) um íon negativo poliatômico. mas que se nomeiam como substâncias binárias. 252 . O componente mais eletronegativo pode ser: 1 NH+1 = amônio 2 PH4+ = fosfônio 3 AsH4+ = arsônio 4 Sbh4+ = estibônio 5 H3O+ = oxônio 6 H3Se+ = selenônio 7 H3S+ = sufônio 8 H3F+ = fluorônio 9 H2Br+ = bromônio 10 H2I+ = iodônio 11 H4Bi+ = bismutônio 12 H2F+ = fluorônio 13 H2Cl+ = clorônio 14 H4As+ = arsônio 15 H2Br+ = bromônio 16 H4Sb+ = estibônio 17 H3Te+ = telurônio 18 NO+ = nitrosila 19 NO2+ = nitrilo ou nitroílo 20 UO2+ = uranilo (V). tionilo 23 SO22+ = sulfonilo. uranilo (1+) IFES 21 UO22+ = uranilo (VI). uranilo (2+) 22 SO2+ = sulfinilo. se menciona o nome do cátion. que corresponde as funções: hidróxido (ou base). Para nomeá-los se menciona primeiro o grupo poliatômico (radical) negativo e. em seguida. 1. Hidróxidos Os Hidróxidos são substâncias que se obtém ao reagir um óxido metálico com água: Exemplo: MgO + H2O → Mg(OH)2 Pág. ácido (oxiácido) e um sal ternário neutro.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9) Compostos pseudobinários São substâncias formadas por mais de duas classes de elementos.

seguido das fórmulas ou abreviações dos ligantes iônicos e depois dos ligantes neutros. Exemplos: Al(OH)3. Classificação das bases quanto ao número de hidroxilas (OH-):  Monobases.  Dibases. quando se tratar de espécie iônica.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O número de grupos (OH)-1 que possui a molécula de um hidróxido coincide com o número de oxidação do elemento. colocandose como expoente sua carga. Considera-se. Apresentam duas hidroxilas como ânion. NH4OH. Ba(OH)2. Exemplos: Ca(OH)2. LiOH. Zn(OH)2. Exemplos: Nomenclatura tradicional: 1 V(OH)2 = hidróxido hipovanadioso 2 V(OH)3 = hidróxido vanadioso 3 V(OH)4 = hidróxido vanádico 4 V(OH)5 = hidróxido pervanádico 5 Cu(OH)2 = hidróxido cúprico 6 Cu(OH) = hidróxido cuproso 7 P(OH)3 = hidróxido hipofosforoso 8 P(OH)4 = hidróxido fosforoso 9 P(OH)5 = hidróxido fosfórico Nomenclatura sistemática 1 Pd(OH)4 paládio = tetra-hidróxido de 2 Na(OH) = hidróxido de sódio 3 Sr(OH)2 estrôncio 4 Al(OH)3 alumínio = = di-hidróxido tri-hidróxido de de 5 Ba(OH)2 = di-hidróxido de bário Nomenclatura Stock 1 Fe(OH)3 = hidróxido de ferro (III) 2 Rb(OH) = hidróxido de rubídio (I) 3 Hg(OH) = hidróxido de mercúrio (I) 4 Au(OH) = hidróxido de ouro (III) 11) Nomenclatura de coordenação Detalhes estruturais e aspectos de interesse comparativo: a) Coloca-se primeiro o símbolo do átomo central. A fórmula do complexo é depois encerrada entre colchetes. Fe(OH)3.  Tribases. formados por um cátion metálico e por ânion OH-1 (íon hidroxila). Apresentam apenas uma hidroxila como ânion. portanto. Ga(OH)3. Apresentam três hidroxilas como ânion. Exemplos: KOH. 253 . IFES Pág.

Fe(CN)64. 254 . Os ligantes com mais de um átomo são colocados sempre entre parênteses (ou chaves) nas fórmulas dos compostos de coordenação. com a preposição de mediana. Exemplos: 1 [CoN3 (NH3)5 ]2+.. as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante. A ordem da nomeação dos ligantes é a alfabética (sem levar em conta os prefixos). para englobar um conjunto de grupos idênticos e para evitar confusões nas fórmulas. chave e colchetes. IFES e) O nome do complexo (aniônico catiônico ou neutro) tem duas partes que se escrevem uma se seguida à outra. 3 [CoCl2(NH3)4]+. parênteses. d) Nos nomes dos compostos de coordenação o nome do ânion deve preceder o do cátion e o átomo central é citado após o(s) do(s) ligante(s): K4[Fe(CN)6] hexacianoferrato (II) de potássio ânion cátion 2 [PtCl3(C2H4)]+. 5 [OsCl5N]2c) Os sinais. Os ligantes comparecem primeiro e o átomo metálico depois. 3 [CoCl2(NH3)4]+. ou seja: [ { ( ) } ]. Exemplos: 1 [CoN3(NH3)5]2. 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3].QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Dentro de cada classe de ligante. Co(NH3)63+ … de hexamincobalto(III) f) Os ligantes são identificados por um nome precedido por prefixo grego que dá o número de unidades do ligante ligadas ao átomo.. 5 [OsCl5N]2b) Dentro de cada classe de ligante. devem ser empregados nesta ordem. g) Os ligantes aniônicos têm os nomes terminados em o.Hexacianoferrato(II) de . as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante. 2 [PtCl3(C2H4)]+. Nome do Ânion Brometo Carbonato Cianeto Cloreto Fluoreto Hidrogenoperóxido Fórmula BrCO32CNClFHO2HSOHH3COC2O42- Nome do Ligante Bromo Carbonato Ciano Cloro Fluoro Hidrogenoperoxo Hidrogenossulfeto Mercapto Hidroxo Metoxo Oxalato Hidróxido Metóxido Oxalato Pág. 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3 ].

Observa-se que. Exemplos: 1 K[AuS(S2)] dissulfetotioaurato (III) de potássio 2 [Ru(HSO3)2(NH3)4] tetraaminbis(hidrogenossulfito)rutênio (II) 3 Na3[Ag(S2O3)2] bis(tiossulfato)argentato(I) de sódio 4 K2[OsCl5N] pentacloronitretoosmato (VI) de potássio 5 [CoH(N2){(C6H5)3P}3] dinitrogênio(hidreto)tris(trifenilfosfina) cobalto (I) Água Amônia Monóxido de Carbono Monóxido de nitrogênio NO Nitrosil j) A identificação do metal se faz pelo nome do átomo de metal quando o complexo é neutro ou catiônico. com exceção de F. hidreto. assim como os tio-.correspondem aos nomes dos elementos: cloro. H2N-. imideto e azoteto. 255 . em português. os nomes dos haletos coordenados. seleno. HN2. amideto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Óxido Sulfato Sulfeto O2SO42S2- Oxo Sulfato tio i) Os ligantes neutros têm em geral o nome da molécula.e teluroderivados dos oxi-ânions (como tiossulfato). imido ou azido. são preferível em relação à hidro. Há exceções importantes: Molécula Fórmula H2 O NH3 CO Nome do Ligante Aqua Amin Carbonil h) Para os ligantes H-. amido. por razões de ambiguidade. respectivamente. ou pelo nome do átomo de metal com a terminação ato quando o complexo for aniônico. devem ser colocados entre parênteses. Ligantes aniônicos contendo prefixos numéricos (como trifosfato).e N3a denominação usual. algumas exceções são: Nome em Português Chumbo (Pb) Cobre (Cu) Estanho (Sn) Ferro (Fe) Ouro (Au) Prata (Ag) Nome em Latim Plumbum Cuprum Stannum Ferrum Aurum Argentum Nome do ânion Plumbato Cuprato Estanato Ferrato Aurato Argentato 1 Na3[Fe(CN)6] = hexacianoferrato (III) de sódio IFES Pág. bromo e iodo.

não existe uma regra de nomenclatura. Para ácidos oxigenados na qual o elemento central é um metal. utilizamos a seguinte tabela: NOx do elemento central +1 +3 +5 +7 +2 +4 +6 ácido ácido ácido ácido per elemento prefixo sufixo Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 [Co(NH3)6]Cl3 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 3 [Co(NH3)6] = hexacianoferrato(III) de hexaaminocobalto(III) 4 [Co(NH3)6]ClS04 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 12. ainda que possa ser um metal de transição. soma-se uma molécula de água. quando admissível) e.3. Mn. como: V. em seguida.1. por último.2. simplifica-se quando for possível. primeiramente se escreve o óxido correspondente (simplificando as atomicidades. Ácidos Oxiácidos 12. Deve-se memorizar a seguinte tabela: Ácidos H2MnO3 do Mn H2MnO2 HMnO4 ácido ácido ácido manganoso mangânico permangânico Ácidos H2CrO4 do Cr ácido crômico H2Cr2O7 ácido dicrômico IFES . 256 sulfato Hm Yn Op Sendo: Y = é geralmente um ametal. A maior parte dos oxiácidos se obtém ao reagirmos um óxido metálico com a água: H2O+Y2Ox → HaYbOc Por exemplo. Nomenclatura funcional Temos que distinguir: Oxiácidos simples Oxiácidos poli hidratado Isopoliácidos hipo Y oso Y oso Y ico Y ico Advertência: Os ácidos bórico (H3BO3) e carbônico (H2CO3) são exceções a essa regra. Cr. o ácido nítrico resulta da adição de uma molécula de água ao óxido nítrico: N2P5 + H2O → 2 HNO3 12. Mo e W (quando atuam com um número de oxidação maior ou igual a +4). Formulação São compostos fórmula geral: ternários com a 1 Oxiácidos simples Para formulá-los. Quando tivermos um ácido oxigenado com o elemento central não metálico.

ortofosfórico O boro (B) pode formar o oxiácido META ou ORTO. podem formar oxiácidos com diferentes graus de hidratação. Assim. mas não o META. 257 . Porém. P2O5 + 1H2O → H2P2O6 → HPO3 Sb2O3 + 2 H2O → H4Sb2O5 P2O5 + 3 H2O → H6P2O8 → H3PO4 Ác. escreve-se ácido fosfórico.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ácidos H2SnO2 do Sn ácido estanoso 2 Ácido oxiácidos poli hidratados H2SnO3 ácido estânico Para o P. Sb. EXEMPLO NOM. o silício (Si) e o iodo (I). piroantimonioso Ác. para formar os oxiácidos ortossilícico e o periódico necessitam 2 e 5 moléculas de água. B e Si. As. com mesmo estado de oxidação. em vez de ácido ortofosfórico. TRADIC. IFES Pág. em regra. metafosfórico Ác. respectivamente. Utiliza-se a seguinte regra: Elemento P As Sb B Si META ORTO Exemplo: a) Ácido sulfúrico: Enxofre (S) com NOx = +6 S2O6 → SO3 SO3 + H2O → H2SO4 b) Ácido crômico: Cromo (Cr) com NOx = +6 Cr2O6 → CrO3 CrO3 + H2O → H2CrO4 c) Ácido manganoso: Manganês (Mn) com NOx = +4 Mn2O4 → MnO2 MnO2 + H2O → H2MnO3 d) Ácido mangânico: Manganês (Mn) com NOx = +6 Mn2O6 → MnO3 MnO3 + H2O → H2MnO4 e) Ácido permangânico: Manganês (Mn) com NOx = +7 Mn2O7 Mn2O7 + H2O → H2Mn2O8 → HMnO4 1 H2 O 1 H2 O 3 H2 O 2 H2 O O prefixo ORTO é frequentemente omitido.

.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO EXEMPLO NOM. etc. moléculas de oxiácidos. 3. nos casos mais simples.2. m n· ANIDRIDO + H2O → POLIÁCIDO n = 1. se tiverem 2. 4 H2B4O7 − H2O → 2 BO3 = Ácido tetrabórico 5 H2Cr2O7 − H2O → 2 CrO3 = Ácido dicrômico 6 H2S2O5 − H2O → 2 SO2 = Ácido dissulfuroso 7 H2S2O7 − H2O → 2 SO3 = Ácido dissulfúrico 8 H2Cr2O7 − H2O → CrO3 = Ácido dicrômico 9 H5P3O10 → 2 H5P3O10 → H10P6O20 – 5 H2O → 3 P2O5 = Ácido trifosfórico HBO3 H3BO3 SiO2+2 H2O → H4SiO4 I2O7+5 H2O → H10I2O12 → H5IO6 Ác. Exemplo: 1 SO3 + H2O → H2S2O7 = ácido dissulfúrico 2 P2O3 + H2O → H2P6O10 → HP3O5 = ácido trifosfórico 3 SeO3 + H2O → H2Se4O13 = ácido tetraselênico. É como se fosse dímero. trímeros. metafosfórico Ác. ortossilícico ou silícico Ác. EXEMPLO NOM. Podemos escrever a fórmula. TRADICIONAL H2CrO4 HMnO4 Ácido crômico Ácido permangânico 3 Poliácidos (isopoliácidos) São oxiácidos cuja molécula existe mais de um átomo do metal ou átomo central. unindo a uma molécula de água. ortoperiódico ou periódico Alguns metais também formam oxiácidos. TRADIC. metabórico Ác. … ◊ NOTA IMPORTANTE: Os ácidos polifosfóricos podem ser formulados de acordo com a fórmula geral: m H n+2 P n O 3n+1 m Assim. 258 . como o cromo e o magnésio. Resulta da união de 2 ou 3 moléculas de oxiácidos com a perda de uma molécula de água por cada união. para o ácido trifosfórico: H3+5P3O3×3+1 → H5P3O10 IFES Pág. as moléculas necessárias do anidrido correspondente.

 Para número de oxidação +3.+6 será o nome do elemento com a terminação ICO.+4 se escreverá o nome do elemento com a terminação OSO. 259 . na tradição se agregará ao nome do elemento a terminação OSO ao trabalhar com seu menor valor e ICO ao trabalhar com seu maior valor. A. Por exemplo: Au+1 = íon auroso ou íon ouro (I) Au+2 = íon áurico ou íon ouro (II) Para os íons ametálicos com mais de dois números de oxidação e para os metais cujo número de oxidação seja menor de +4. se nomeiam escrevendo o nome do metal com a terminação ETO. sem importar seu valor. na nomenclatura tradicional se escreve a palavra ÍON seguida do nome do elemento com terminação ICO e na IUPAC a palavra ÍON e o nome do elemento. Quando se formam com um oxigênio e o ametal tem somente duas cargas positivas.+2 será o prefixo HIPO seguido do nome do elemento com a terminação OSO.  Para número de oxidação +5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os ácidos polimetafosfóricos têm a fórmula general: m ( HPO3 )n m 4 Nomes de íons Um íon é uma espécie química carregada positivamente ou negativamente. se aplicam as seguintes regras:  Para número de oxidação +1.  Para número de oxidação +7 se escreverá o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ICO. levará a terminação ITO IFES Pág. Íons negativos ou ânions Quando os ânions estão formados por somente um metal. Exemplo: Na+1 = íon sódico ou íon de sódio Para íons metálicos com número de oxidação de +4 ou menores. na IUPAC ao nome do elemento se agregará o número de oxidação escrito em algarismo romano (entre parentes). Exemplos: Cl+1 = íon hipocloroso Cl+3 = íon cloroso Cl+5 = íon clórico Cl+7 = íon perclórico B. Íons positivos ou cátions Quando os cátions têm somente dois números de oxidação.

considerando o hidrogênio como parte deste. com o numeral correspondente (di.). etc. Ânions procedentes da parcial eliminação dos hidrogênios ácidos Antepõe-se o prefixo HIDROGENOou ÁCIDO-.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO para a carga menor do ametal e ATO para a carga maior.= nitrato Ácido nítrico H2SO4 SO4 = sulfato Ácido sulfúrico 2- Na prática: No caso de ter mais de dois números de oxidação o ametal ou com metais que tenham carga maior que +4. nomeiam-se da seguinte maneira:  Carga +1.+4 o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +5.+2. C. tri. Ex. Ânions procedentes da total eliminação dos hidrogênios ácidos As terminações do grupo eletronegativo dependem do ácido correspondente: Exemplo: HNO2 NO2.2: Hidrogenocarbonato H2CO3 -H+ -2H+ HCO3 - IFES Pág. Exemplos: ÂNIOS Acetato Borato Bromato Brometo Carbonato Cianamida Cianato Cianeto Clorato Cloreto Clorito CH3COOBO33BrO3BrCO22CN22CNOCNClO3ClClO2- -H+ -2H+ -H+ -2H+ D.1: Hidrogenosulfato H3PO4 HPO42Ácido fosfórico Ex. prefixo HIPO seguindo o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +3. antes do nome do ânion.= sulfito Ácido sulfuroso HNO3 NO3. 260 .= nitrito Ácido nitroso H2SO3 SO32.+6 se escreva o nome do elemento com a terminação ATO  Para a valência +7. o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ATO.

261 IFES . sua nomenclatura é associada.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Cromato Dicromato CrO42Cr2O72- Oxalato Oxido Perclorato Periodato Permanganato Peróxido Silicato Sulfato Sulfito Sulfureto Tartarato Tiocianato Tiosulfato Tiosulfito Triiodeto C2O42O2CIO4IO4MnO4O22SiO44SO42SO32S2C4H4O62SCNS2O32S2022I3 - Dihidrogenofosfato H2PO4Estanato Estanito SnO32SnO22- Hexacianoferrato (II) Fe(CN)64Hexacianoferrato (III) Fe(CN)63Fluoreto Fosfato Fosfito Fosforeto Hidreto FPO43PO33P3H- Hidrogenocarbonato HCO3Hidrogenofosfato Hidrogenosulfato Hidrogenosulfito HPO42HSO4HSO3- Hidrogenosulfureto HSHidróxido Hipoclorito Hipoiodito lodato lodeto lodito Nitrato Nitreto Nitrito OHCIOIOIO3IIO2NO3N3NO2- 5 Nomenclatura de sais halóides e oxissais  Sais halóides: Ametal + eto de nome do cátion Exemplos: NaCa = cloreto de sódio KBr = brometo de potássio Oxissais: como são derivados de oxiácidos e também dependem do NOx. conforme mostra a tabela a seguir: Pág.

Exemplos: KNO2 = nitrito de potássio NaClO = hipoclorito de sódio KMnO4 = permanganato de potássio 6 Sais duplos Alguns sais são constituídos por mais do que um tipo de ânion e um cátion ou mais do que um tipo de cátion e um ânion. F-) = fluoreto de magnésio e potássio 2 Na(NH4)HPO4. Mg2+.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO NOx Prefixo Oxiácidos Oxissais Sufixo Sufixo -oso -oso -ico -ico -ito -ito -ato -ato As regras de escrita e nomenclatura são:  Os cátions são mencionados depois dos ânions e precedidos pela preposição de.4H2O = hidrogenofosfato de sódio e amônio 3 KAl(SO4)2 = sulfato duplo de potássio e alumínio 4 Pb(OH)2CO3 = dihidroxi carbonato de chumbo IV.  Os cátions e os ânions são separados pela conjunção. Designam-se por sais duplos. 7 CaHPO4 =fosfato monoácido de cálcio 8 Na3PO4 = fosfato de sódio 9 Al(OH)CO3 = carbonato monobásico de alumínio IFES Pág. Quando estão como sais só usam o sufixo –ATO. Exemplos: 1 KMgF3 (íons K+. C4+ e Si4+ só possuem sufixo –ICO como ácidos. 5 MgNa2P2O6 = Hipofosfato de magnésio e sódio Outros exemplos de sais: 6 Ba(NO3)2 = nitrato de bário +1 ou hipo+2 +3 ou +4 +5 ou +6 (hi) +7 per- HaXbOc subtrai-se todos hidrogênios → (XaOc)-a ("a" coincide com o número de H eliminados e será a valência do grupo) Ao combinarmos com o metal: ("cruzase" as valências): Mn+ + (XbOc)-a → Ma(XbOc)n É bom lembrar que B3+. e  Os cátions e os ânions devem ser mencionados por ordem alfabética (que pode ser diferente nas fórmulas e nos nomes). 262 .

10H2O = sulfato de sódio decaidratado 46 NaH2PO4 = diidrogeno fosfato de sódio 47 Na2HPO4 = fosfato de sódio monoidrogeno 25 ZnCl2 = cloreto de zinco 26 NaBr = brometo de sódio 27 Fe2S3 = sulfeto de ferro III 28 KF = fluoreto de potássio 29 AgNO3 = nitrato de prata 30 MgF2 = fluoreto de magnésio IFES 48 Al(OH)2F = diidroxifluoreto de alumínio 49 Ca(OH)Cl = hidroxicloreto de cálcio Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 10 Al(OH)2(CO3)2 = difásico de alumínio carbonato 31 NaNO2 = nitrato de sódio 32 CaS = sulfeto de cálcio 33 Mg3(PO4)2 magnésio = fosfato de 11 KAlSO4 = Alúmen de potássio 12 KBi(SO4)2 = Alúmen de bismuto e potassio 13 NaHCO3= bicarbonato de sódio 14 NaH2BO3 = borato difásico de sódio 15 NaHBO3 = borato monoácido de sódio 16 FeOHCO3 = carbonato monobásico de ferro 3 17 Fe(OH)2Br = brometo difásico de ferro3 18 Al(OH)2ClO4 = difásico de alumino perclorato 34 CH3COONa =acetato de sódio 35 CH3COOCH3 metila = acetato de 36 NaBr = brometo de sódio 37 NaF = Fluoreto de sódio 38 CaCl2 = cloreto de cálcio 39 Na2CO3 = carbonato de sódio 40 KNO2 = nitrito de potássio 41 KAl(SO4)2 = sulfato de potássio e alumínio 42 NaCa(PO)4= fosfato de sódio e cálcio 43 Mg(NH4)(PO4) = fosfato de magnésio e amônio 44 CaCl2.nitrito de cálcio 20 NaCl = cloreto de sódio 21 FeI = iodeto férrico 22 RbCl = cloreto de rubídio 23 Sr(NO3)2 . 263 .nitrato de estrôncio 24 Pb(CO3)2 chumbo = carbonato de 45 Na2SO4 .2H2O = cloreto de cálcio diidratado 19 Ca(NO2)2 .

314472 m3 · Pa / K · mol R = 8.3637 L · mmHg / K · mol Número de Avogadro: 6.314472 J / K · mol R = 0.02×1023 1mL = 1cm³ 1dm³ = 1L = 1000mL 1000Kg = 1ton 1Kg = 1000g 1g = 1000mg 1nm = 1.314472 L · kPa / K · mol R = 8.0820574587 L · atm / K· mol R = 8.7302 ft3·atm / °R ·lb-mole R = 1.987 cal/mol. 264 .20574587 x 10-5 m³·atm/K·mol R = 8.987 cal / K · mol R = 83.132439833 lbf · ft / K · g · mol R = 1.14472 L · mbar / K · mol R = 62.3637 L · Torr / K · mol R = 62.63 x 10-5 eV / K · atom R = 0.987 Btu / lb-mol · °R R = 10.10-9m IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 50 MgHCO3 = hidrogenocarbonato de magnésio 51 CaCO3 = carbonato de cálcio 52 CaSO4 = sulfato de cálcio 53 (NH4)2SO4 = sulfato de amônio 54 KNO3= nitrato de potássio 55 CaI2= iodeto de cálcio ALGUMAS CONSTANTES E CONVERSÕES ÚTEIS: 1atm = 760mmHg = 101325Pa 1Torr = 1mmHg R = 1.314472 cm3 · MPa / K · mol R = 8.K R = 8.7316 ft³ · psi / °R · lb-mol R = 6.

a leitura e escrita das unidades mais fácil.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO PREFIXOS DO SISTEMA INTERNACIONAL O Sistema Internacional permite o uso de prefixos nas unidades.000 000 000 001 = 10-12 0.000 001 = 10-6 IFES Pág.01 = 10-2 (centésima) 0.1 = 10-1 (décima) 0.000 000 000 000 001 = 10-15 0. Os prefixos utilizados no Sistema Internacional. tornando desta forma. 265 .000 000 000 000 000 001 = 10-18 0.000 000 000 000 000 000 001 = 10-21 0.000 000 001 = 10-9 0.001 = 10-3 (milésima) 0.000 000 000 000 000 000 000 001 = 10-24 micro  0. símbolos e sua representação são os seguintes: yotta Y zetta Z exa E peta P tera T giga G mega M kilo k hecto h deca da deci d centi c mili m nano n pico p femto f atto a zepto z yocto y 1 000 000 000 000 000 000 000 000 = 1024 1 000 000 000 000 000 000 000 = 1021 1 000 000 000 000 000 000 = 1018 1 000 000 000 000 000 = 1015 1 000 000 000 000 = 1012 1 000 000 000 = 109 (bilião) 1 000 000 = 106 (milhão) 1 000 = 103 (milhar) 100 = 102 10 = 101 1 0.

iupac.pdf http://www.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SITES ÚTEIS: http://old.ssag. 266 .5.sk/SSAG%20study/CHE/IUPAC%20nomenclature%20of%20ino rganic%20chemistry4.org/publications/books/rbook/Red_Book_2005.pdf IFES Pág.

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