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Química Geral

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FABIANO DE CARVALHO

QUÍMICA GERAL

Pág. 1

IFES

QUÍMICA GERAL

FABIANO DE CARVALHO

INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

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Química Inorgânica
FABIANO DE CARVALHO

SANTA TERESA 2010

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QUÍMICA GERAL

FABIANO DE CARVALHO

ÍNDICE
Página
UNIDADE I: ESTEQUIOMETRIA E A BASE DA TEORIA ATÔMICA I. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA

1.1 A Teoria Atômica de Dalton 1.2 Característica da Matéria 1.3 A Estrutura do Átomo 1.4 O modelo de Thomson 1.5 Modelo Atômico de Rutherford 1. 6 A Contribuição De Max Planck E Einstein 1.7 O modelo de Niels Böhr 1.8 Eletrosfera 1.9 Descoberta do nêutron 1.10 O modelo de Sommerfeld 1.11 Modelo de Schrödinger: modelo atual
UNIDADE II. PERIODICIDADE QUÍMICA

4 5 10 10 11 11 12 14 15 15 17 18 27 27 28 28 32 33 41 41 41 45 47 54 56 57 57 57 58 59 60 61 61 62 63

2.1 O princípio de exclusão de Pauli 2.2 Princípios de Aufbau ou Regra de Klechkowski 2.3. Configuração eletrônica 2.4. Propriedades dos íons monoatômicos 2.5. Propriedades periódicas dos elementos 3.1 Ligações entre os átomos 3.2 Regra do octeto 3.3 Sólidos iônicos 3.4 Ligação covalente 3.5 Ligações Metálicas 3.6 Ligações Secundárias

UNIDADE III. ESTRUTURAS DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS

UNIDADE IV. LEIS DAS REAÇÕES QUÍMICAS (LEIS PONDERAIS)

4.1 Lei das proporções definidas 4.2 A teoria de Dalton 4.3 Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa) 4.4 Lei de Proust (Lei das proporções constantes, definidas ou fixas) 4.5 Lei de Gay Lussac 4.6. ―QUANTIDADE DE SUBSTÂNCIA‖. – DEFINIÇÃO DE 4.7 O número de Avogadro (NA) 4.8 Massa molecular 4.9 Resolução de problemas numéricos 4.10 Relações Molares
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4.11 Densidade e Massa Molar 4.12 Lei de Avogadro 4.13 O Equivalente-Grama. – Definição 4.14 Exercícios resolvidos 4.15 Exercícios de Fixação
UNIDADE V. ANÁLISE ELEMENTAR QUANTITATIVA E EQUAÇÕES QUÍMICAS

66 66 69 57 71 71 72 74 76 112 116 117 117 118 126 127 128 129 133 137 146 146 146 145

5.1 Cálculos de Fórmulas 5.2 Composições percentuais e fórmulas químicas 5.3 A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual) 5.4 O volume molar 5.5 Análises de Combustão 5.6 Exercícios resolvidos

UNIDADE VI. CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS

6.1 Balanceamento de Equações Químicas 6.2 Balanceamento de reações de óxido-redução 6.3 Acerto de coeficientes das reações de redox 6.4 Estado de oxidação 6.5 Exercícios Resolvidos 6.2 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas 6.3 Fatores químicos de conversão 6.4 Elementos Químicos Limitante 6.5 Determinação do reagente limitante 6.6 Exercícios Resolvidos 6.13 Exercícios Propostos 7.1 Definição de Solução 7.2 Soluto e Solvente 7.3 Concentração em Unidades Físicas 7.3.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução 7.3.2 Composição percentual 7.4 Concentração em Unidades Químicas 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. 7.5.2 Molaridade ou concentração molar 7.5.3 Concentração normal ou normalidade 7.4.5 Concentração molal ou molalidade 7.4.6 Fração molar ou percentagem em moles 7.5 Relação de massa com massa 7.5.1 Título 7.5.2 Porcentagem em peso 5.5.7 Densidade 5.5.8 Massa específica (µ) 5.6 Parte por milhão

UNIDADE VII. SOLUÇÕES - DOSAGENS

157 158 159 160 161 163 162 162 163 163 165
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5.6.1 Em massa 5.6.2 Em volume 5.7 Problemas de diluição 5.8 Exercícios Resolvidos
UNIDADE VIII. NOÇÕES GERAIS DE EQUILÍBRIO EM RELAÇÕES QUÍMICAS

165 165 166 167 175 175 175 176 182 183 185 185 185 186 187 192 194 194 195 201 203 206 207 209 209 210 211 212 237 237 245

1.1. O que é equilíbrio? 1.2. Estado de Equilíbrio 1.3. Velocidade de uma Reação 1.4. Generalidades Sobre Cinética Química 1.5. Característica do Equilíbrio Químico 1.6. Deslocamento do Equilíbrio 8.6.1 Alteração na concentração 8.6.2 Alteração na pressão 8.4.3 Alteração na temperatura 1.7. Lei de Ação das Massas 1.8. Equilíbrio Químico 1.9. Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais 1.10. Relação Matemática entre Ke e Kp 1.11. Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade 1.12. Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw) 1.13. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases 1.14. Constante de dissociação dos ácidos (Ka) 1.15. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb) 1.16. Balanço de Carga 1.17. A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH) 1.18. Acidez Atual, potencial e Total 1.19. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios 1.20. Exercícios Resolvidos Estados de Oxidação Nomenclatura química dos compostos inorgânicos Algumas constantes e conversões úteis

APÊNDICES

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1: Frontispício de A New System of Chemical Philosophy. 6 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE I I.C. Filósofos gregos. admitiam. foi a partir da teoria atômica do físico e químico britânico John Dalton (um dos marcos da Química do século XIX). mas.. Muitas abordagens do conceito de átomo apareceram ao longo do tempo. IFES Pág. a que chamaram de átomo. Fig. Todas foram delineadas com um caráter primeiramente filosófico. que a matéria seria constituída de partículas indivisíveis. intuitivamente. que surgiu uma forma operacional. A ideia do átomo foi estabelecida pela primeira vez por Demócrito em 530 a. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA. no século V antes de Cristo. capaz de ser usada em determinações experimentais. de 1808.

que permanecem inalteráveis em qualquer processo químico. como nos óxidos de ferro. 5. b) Um elemento é uma substância que é constituída por átomos iguais. quando dois ou mais átomos de diferentes elementos se combinam para formar um único composto. A teoria Daltoniana. Os átomos de um mesmo elemento são todos iguais entre si (em massa. diminutas e indivisíveis chamadas átomos.Richter). tamanhos e em qualquer outra propriedade física ou química). 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Fe2O3. em notação moderna.Dalton) . 7 . podemos considerar as seguintes reações. 6. IFES Pág.1 A Teoria Atômica de Dalton. Nas reações químicas. Como exemplo. O peso do átomo de um elemento é constante em seus compostos. os átomos não se criam nem se destroem. por: 2K+I2 ⟶ 2KI Pb+Cl2 ⟶ PbCl2 2KI + PbCl2 ⟶ 2KCl + PbI2 Da teoria atômica de Dalton destacam-se as seguintes definições: a) Um átomo é a menor partícula de um elemento que mantém suas propriedades. então se ab reagir com cd os produtos serão ad e cb (Lei das Proporções Recíprocas . os números dos átomos de cada elemento nos compostos guardam entre si uma razão de números inteiros (Lei das Proporções Múltiplas . Se existir mais de um composto formado por dois elementos diferentes. todos iguais uns aos outros. só combinam suas distribuições. − Se a reagir com b para formar ab e c reagir com d para formar cd. ou seja. que deu um caráter científico à idéia do átomo. dadas. Fe3O4. 3. 4. sempre o fazem em proporções de massa definidas e constante. FeO. sugere: Postulados: 1.podemos aplicar este princípio em muitos exemplos. Os elementos estão formados por partículas discretas. Compostos químicos são formados por "átomos compostos‖ (moléculas).

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) Um composto é uma substância que é formada pela fixação de átomos diferentes combinados em proporções fixas. Já que as partículas de diferentes gases não interagiam quimicamente. de oxigênio etc. como elas se repelem umas às outras (isto é. + ? ??? A expressão matemática da lei de Dalton é: ? ??? = ? ???× ? ??? sendo ? ??? a pressão parcial de A. As proposições de Dalton foram baseadas nas leis ponderais das reações químicas. ? ??? = ? 1 ? + ?2 ? + . ? ???a pressão total da mistura e ? ??? a fração molar de A. isto é. tamanho ou forma. as partículas de A não repelem as de B. ou só B repele B). Conseqüentemente. só A repele A. uma possível conseqüência seria vislumbrar a lei das pressões parciais: "Em uma mistura gasosa. da mesma maneira. As leis ponderais é um conjunto de postulados. IFES Pág. 8 . são misturados. a pressão total (P) é igual à soma das pressões parciais dos componentes". existentes em qualquer composto desses elementos seriam iguais em peso. . a pressão ou peso total sobre qualquer partícula deve-se apenas àquelas de sua própria espécie. nomeados A e B. cercada por uma atmosfera de calor. de matéria sólida. . extremamente pequena. que vai rarefazendo-se gradualmente (de acordo com alguma potência da distância). a pressão de cada componente é independente da pressão dos demais. que relacionam a massas dos reagentes e produtos. Dalton descrevia uma partícula gasosa sendo constituída por um átomo central. observadas e constatadas como válidas em quaisquer reações.. Dalton correlacionou os pesos relativos das unidades fundamentais dos elementos químicos com as combinações que estes apresentavam em seus compostos. considerando que todas as partículas de hidrogênio. qualquer partícula de água seria igual a qualquer outra partícula de água. altamente densa nas proximidades do átomo. não há qualquer repulsão mútua entre suas partículas. Nas suas proposições Dalton dizia: Quando dois fluidos elásticos.

9 . IFES Pág. Sua primeira ―tabela de pesos relativos das partículas últimas dos corpos gasosos e outros‖. contudo. a qual afirma que: ―Volumes iguais de gases diferentes contêm o mesmo número de moléculas‖. contendo apenas um tipo de elemento. uma vez que ela se choca com a hipótese de Avogadro (em 1811). Fig. 2 No livro ―Novo Sistema‖. está reproduzida na Tabela 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As partículas constituintes das substâncias simples. foram chamadas de ―partículas últimas‖. que são os nossos átomos. de 1803. A afirmação final de Dalton. ele demonstrou que gases diferentes não podem ter partículas de mesmo tamanho. não é verdadeira.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 1: Os pesos atômicos segundo Dalton: primeira tabela de pesos atômicos. 271-287. Por exemplo. 2 O átomo. 1.4 15. conectados em uma união íntima conhecida IFES Pág. Com o advento da ciência experimental nos séculos XVI e XVII. gases e sólidos podem ser decompostos em seus constituintes fundamentais. 1805).2 15.9 25.2 8.3 5.3 5.4 6.4 15. Os químicos perceberam que todos os líquidos. 10 .2 4.2 9.3 15.7 14.2 5.1 19. descobriu-se que o sal é composto de dois elementos diferentes.5 7. Pesos atômicos (sic) ESPÉCIE QUÍMICA Hidrogênio Azoto Carbono Amônia Oxigênio Água Fósforo Hidrogênio fosforetado (PH3) Gás nitroso (NO) Éter Óxido gasoso de carbono (CO) Óxido nitroso (N20) Enxofre Acido nítrico (NO2) Hidrogênio sulfuretado (H2S) Ácido carbônico (CO2) Álcool Ácido sulfuroso (SO2) Ácido sulfúrico (SO3) Hidrogênio carburetado da água estagnada (CH4) Gás olefiante (C2H4) 1805 1 4. ou elementos. p.3 1808 1 5 5 6 7 8 9 12 12 17 13 19 16 19 16 4 34 7 6 1. O padrão é o átomo de hidrogênio.8 13.3 9. apresentada oralmente por Dalton em 1803 e publicada como artigo nas Memoirs of the Philosophical Society of Manchester (2nd series v.5 6.6 9. os avanços na teoria atômica tornaram-se mais rápido. sódio e cloro. – A unidade fundamental da matéria.

Não requerem. Em um sólido as forças que mantém as moléculas. O estado sólido. 3 IFES Pág. portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO como ligação química. apoio externo para manterem a configuração. são fortes. os diferentes estados da matéria têm uma coisa em comum: todos eles podem ser divididos em unidades fundamentais chamadas átomos. Sua forma é indefinida e o seu volume é indeterminado. Contudo. provou ser uma mistura de gases nitrogênio e oxigênio.2 Característica da Matéria. As forças que mantêm as moléculas ou átomos de um líquido são mais fracas do que nos sólidos. apresenta retículo cristalino . A distância entre elas é muito grande e variável e suas partículas se movem desordenadamente ao imprevisível.forma geométrica definida. são muito pouco compressíveis. 11 . Os gases são facilmente compressíveis e capazes de expansão infinita. Fig. no entanto. Os líquidos têm o volume definido. O termo estado da matéria refere à forma física em que a matéria existe: sólido. Suas partículas estão ordenadas e vibram rotacionalmente. Suas partículas estão dispostas aleatoriamente. 1. o movimento das partículas ocorre somente no retículo cristalino. apenas. mas forma indeterminada (tomam a forma de seus recipientes) e são ligeiramente compressível. Forças de coesão são maiores do que as de repulsão. ou átomos. As forças atrativas são quase inexistentes. líquido e gás. O ar. Os sólidos são caracterizados com tendo tanto uma forma como volume definido. mas próximas.

O cientista Thomson realizou. 3 A Estrutura do Átomo Um grande número de estudos. apresenta tensão superficial.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O estado Líquido. demonstrou a existência de uma estrutura interna no átomo constituído por partículas menores. 5 1. Esta esfera tinha carga positiva e no seu interior. podem ser comprimidos. Fig. IFES Pág. Fig. não apresenta retículo cristalino. uma série de experiências que lhe permitiram concluir que o átomo não era apenas uma esfera indivisível como tinha dito Dalton. 12 . iniciados por volta de 1850. que se designou por partículas subatômicas. partículas com carga elétrica negativa. há grande expansibilidade. no final do século XIX. 4 O Estado Gasoso. grande compressibilidade e as partículas movimentam-se com grande velocidade. As forças de coesão e repulsão se igualam. As forças de repulsão são maiores do que as de coesão. a que se deu o nome de elétrons.

tal como os planetas em torno do Sol.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. um antigo aluno de Thomson. Os elétrons giram em torno do núcleo. toda a carga positiva do átomo está concentrada numa pequena zona densa e central a que chamou núcleo. O núcleo tem carga positiva. Na região central do átomo concentra-se toda a massa do átomo. os elétrons. O modelo de Thomson. e as partículas de carga negativa. 4. Ernest Rutherford (1871-1937) concebeu. Pág. concluiu que: 1. 6 1. onde se encontrariam incrustadas pequeninas esferas de carga negativa que tomaram o nome de elétrons. após diversas experiências. 3. encontram-se em movimento em torno do referido núcleo. 2. 13 IFES . O modelo de Thomson. também conhecido por pudim de passas. Segundo o modelo de Rutherford.5 Modelo Atômico de Rutherford Em 1910. Fig.4 O modelo de Thomson. uniformemente distribuída. um novo modelo atômico. com base em estudos de fenômenos radioativos. também conhecido por pudim de passas. Rutherford. representa o átomo como uma esfera maciça de carga positiva. A maior parte do átomo era espaço vazio.

Átomo de Bohr–Rutherford com um núcleo central. e a perda de energia faria os elétrons espiralarem rapidamente em direção ao núcleo. ou seja. Albert Einstein. IFES Pág. emitindo radiação em todos os comprimentos de onda e tornando os átomos instáveis. formado por prótons. mas apenas em algumas freqüências que são características de cada um dos elementos químicos diferentes. isso não resolvia o problema da estabilidade do núcleo. pois cargas elétricas aceleradas emitem energia. chamou os quanta de Planck de photons (fótons) e estabeleceu. Esse modelo atômico não era satisfatório. descobriu que átomos ou moléculas absorviam ou emitiam energia apenas em quantidades discretas. Definiu o conceito de quantum como sendo a quantidade de energia que pode ser emitida ou absorvida na forma de radiação eletromagnética. em parcelas pequenas e muito bem definidas. então Rutherford propôs que os elétrons estariam girando em torno do núcleo em órbitas circulares. 14 . Fig. nêutrons e os elétrons circunscritos a órbitas circulares. apesar de extremamente útil não conseguia explicar o fato de a matéria ser estável uma vez que a atração eletrostática entre os elétrons e o núcleo positivo implicava necessariamente que as cargas negativas colidissem com a região positiva originando partículas materiais instáveis – o que não se observava. pois eles cairiam em direção ao núcleo devido à atração coulombiana. físico alemão. Acabara de conceber a idéia de energia descontínua. Esses elétrons não poderiam estar parados. pois os átomos obviamente são estáveis.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este modelo. 7 1. que energia tem massa. No entanto. Max Planck. em 1905.6 A Contribuição De Max Planck E Einstein Em 1900. ou quantizada. ainda. Cada átomo é capaz de emitir ou absorver radiações eletromagnéticas.

é característica de cada elemento. IFES Pág. Fig. 15 . 9.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Com o espectro. Fig. Espectroscopia de emissão. 8. que é usado para identificar cada um dos elementos da tabela periódica pelo simples visualização e análise da posição de absorção ou emissão em suas linhas de espectro. tanto de emissão e absorção. O espectrógrafo rudimentar.

A cada órbita corresponde uma determinada energia. Os elétrons se movem em torno do núcleo com órbitas circulares. Durante a realização da experiência.7 O modelo de Niels Böhr. Os elétrons com mais energia movem-se em órbitas mais afastadas do núcleo. 16 . III. que completou o modelo proposto por Rutherford. denominadas partículas alfa (α). Rutherford observou que: a) a maioria das partículas α atravessaram a folha de ouro sem sofrer desvios e sem alterar a superfície da folha de ouro. para comprovar o modelo proposto atômico por Thomson. 10: O experimento de Ernest Rutherford IFES Pág. b) algumas partículas α sofreram desvios ao atravessar a folha de ouro.8). Fig. Em 1911. Niels Bohr completou. Ernest Rutherford. c) muito poucas partículas α não atravessaram a folha de ouro e voltaram (fig. emitidas por um elemento radioativo chamado polônio. sugeriu que: I. realizou um experimento. II.0001 ? ? ? )? com partículas positivas e pesadas. que consistiu em bombardear uma fina folha de ouro (0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.

IFES Pág. n. O experimento de Niels Böhr 1. são: número quântico principal. 17 .9 A Mecânica Quântica e o estudo da estrutura eletrônica dos átomos. número quântico de momento angular. Estes números quânticos. Camada K L M N O P Q Nível de energia (n) 1 2 3 4 5 6 7 Número máximo de elétrons 2 8 18 32 32 18 8 1.: Níveis com o número máximo de elétrons permitidos.8 Eletrosfera. os elétrons devem se distribuir na eletrosfera do átomo em determinados níveis de energia (n). Com a Mecânica Quântica surgem três números quânticos para descrever a distribuição dos elétrons no átomo. que resultam da equação de Schrödinger.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. m. 11. L. ou seja. e número quântico magnético. para descrever as orbitais atômicas. Tabela 2. As idéias estabelecidas por Böhr colaboraram para estabelecer que no moderno modelo atômico.

Fig. denominados ―principais‖ ou ―primários‖. N. O valor de l define o momento angular do elétron. Está relacionado com a distância média de um elétron ao núcleo. P e Q . 1. Os valores possíveis dependem do número quântico principal e são todos os inteiros de 0 até n – 1. que são.1 O número quântico principal. 13: Formas de orbitais. 12. M. L. Número quântico principal. 4. os elétrons ocupam 7 níveis de energia (camadas de elétrons). respectivamente: 1. sendo que o aumento do seu valor implica o aumento correspondente do valor do momento angular. Para os átomos conhecidos atualmente. Deste modo a energia cinética do elétron é associada ao movimento angular e está IFES Pág.2 O número quântico de momento angular (l). 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19. 18 . 2. O. Está relacionado com a forma da orbital. Fig. 5. e identificados através de ―números quânticos‖.9. 6 e 7. representados por letras maiúsculas: K.

3 O número quântico magnético. Números Quânticos de Momento Angular. 1. Por exemplo: Se n = 1. Para um dado valor de n. existem dois valores de l possíveis. Tabela 3. l pode ter como valores possíveis os números inteiros de 0 a (n .1 = 1 . 0 e 1. Número quântico Número quântico Estado principal orbital atômico n=1 n=2 n=3 l=0 l=0 l=1 l=0 l=1 l=2 1s 2s 2p 3s 3p 3d Fig. d.1).9. Órbita era circular (s). f). 19 . Se n = 2. passando pelo 0. 14. 1 e 2. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO dependente da energia total do elétron e naturalmente esses valores permitidos de l estão associados ao número quântico principal. nomeadamente 0. Está relacionado com a orientação da orbital no espaço. há três valores de l. elípticas (p. Se n = 3.1 = 0). existe apenas um único valor de número quântico de momento angular possível (l = n . Este toma todos os valores de – L até + L.

16. -1. -2. l orbital l Orientações 0 s 0 1 1 p -1. 15. 20 . 0. -1. +1. +1 3 2 d -2. +3 7 IFES Pág. 0. Os vetores momentos angulares. Números Quânticos. +2 5 3 f -3. +1. 0. Fig. Tabela 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. +2. Número quântico magnético.

Como o movimento de rotação do elétron pode ter dois sentidos (sentido horário e anti-horário) pode ter dois valores. Como os movimentos de spin são completamente aleatórios. Fig. No anteparo detector conseguem-se determinar duas regiões de igual intensidade. Se pensarmos nos elétrons a rodarem sobre o seu próprio eixo (como o planeta Terra). metade dos átomos são desviados numa direção e a outra metade noutra. as suas propriedades magnéticas podem ser justificadas. Uma demonstração inquestionável da existência do spin eletrônico foi conseguido por Otto Stern e Walter Gerlach.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. 17 IFES Pág. Por isso dizemos que o elétron tem um momento angular de spin. quando em rotação. qualquer carga em rotação gera um campo magnético em seu torno. A interação entre um elétron e o campo magnético provoca um desvio do seu trajeto linear. O elétron. produzidos num forno quente. ambos físicos alemães. 21 . Uma partícula carregada. que era injetado através de um campo magnético não homogêneo. além de gerar um momento magnético devido ao seu movimento angular. De acordo com a teoria eletromagnética.9. O seu dispositivo experimental consistia num feixe de átomos. Deste modo o número quântico de spin eletrônico (ms) pode tomar os valores –1/2 e +1/2. possui por si só um momento angular intrínseco.4 Número quântico de spin eletrônico. comporta-se como um pequeno ímã. em 1924.

Após realizar vários cálculos. James concluiu que não se tratava de raios gama. 22 . Dessa colisão apareceu um tipo de radiação que levaram muitos cientistas a acreditar que se tratava de raios gama. Chadwick realizou consistiu. Este princípio ganhou enorme importância. o físico inglês James Chadwick constatou que os núcleos dos átomos. em fazer com que feixes de partículas alfa se colidissem com uma amostra de berílio. 19 IFES Pág.10 Descoberta do nêutron. a radiação invisível era formada por nêutrons. A descoberta da existência dessa partícula foi possível graças ao grande sucesso da aplicação do Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. assim como as próprias partículas alfa. de carga elétrica neutra e massa aproximadamente igual à do próton. outras partículas. basicamente. além dos prótons que lhes conferiam carga positiva. sendo aplicada em todos os campos da ciência Física. 18 1. de forma que ficou conhecido como uma das leis fundamentais da natureza. continham em sua estrutura. Fig. que evitam a repulsão dos prótons. A experiência que J. Em 1932. denominadas de nêutrons. Segundo este. a conservação da quantidade de movimento total de um sistema ocorre se a resultante das forças externas que atuam sobre o sistema for nula.

Seus pais eram: Werner Karl Heisenberg (1901-1976). baseado na mecânica quântica. 1. As experiências do modelo de Bohr foram muito úteis. f). mas a ciência. Considerou.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O nêutron eliminado. 20. Para ele. Erwin Schrödinger (1887-1961) e Paul Dirac (19021984). 1. pois segundo Rutherford elas tinham massa igual à do próton. elípticas (p. a trajetória dos elétrons de Schrödinger é a de uma onda. Chadwick mediu a massa dessas partículas. uma órbita era circular (s) e as demais.12 Modelo de Schrödinger: modelo atual. apresentou um novo modelo atômico sobre o qual afirmava que os elétrons descreviam órbitas circulas e elípticas ao redor do núcleo. Em vez disso. o IFES Pág. mas que possui massa praticamente igual a do próton. 23 .s. que é uma extrapolação a partir da experiência nível macroscópica para o pequeno tamanho do átomo. que a energia liberada como fóton era pelo fato de as camadas eletrônicas possuírem certas subdivisões (subníveis energéticos . principalmente porque não se pode localizar a posição exata de um elétron em um dado instante. Evoluiu para uma nova mecânica: a mecânica quântica. O modelo de Sommerfeld. Fig. p. ao atravessar um campo elétrico. No modelo de Schrödinger abandona o conceito de elétrons como minúsculas esferas carregadas que giram em torno do núcleo. f). Para comprovar que realmente se tratava de nêutrons. em evolução. permitindo concluir que o nêutron é uma partícula que não possui carga elétrica. d. d. abandonou a idéia de órbitas estacionárias regidos pelas leis da mecânica clássica. não sofre desvio. o físico alemão Arnold Johannes Wilhelm Sommerfeld.11 Modelo De Sommerfeld. Em 1916. ainda. Eles abandonaram o conceito de órbita estacionária. Neste caso.

Vejamos alguns exemplos: Fig. os cientistas abandonaram a ideia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. IFES Pág. designadas por orbitais. Fig. Esta área é conhecida como probabilidade orbital. Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétron não é considerado como uma partícula. 21. 24 . Diferença entre orbitais. com uma provável presença em uma região definida do espaço. 22: Orbitais s. ele é considerado como um conjunto das ondas que vibram em redor do núcleo.

Fig. Fig. Orbitais p. 24.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Orbitais f. 23. 25 . IFES Pág. 25. Orbitais d.

11 g de H2O combinam-se a 89. Exemplo: o hidrogênio e o oxigênio se combinar formando 2 compostos diferentes: a água e a água oxigenada. No segundo.88 g de H e 94. Como se vê: 5. B) Todos os átomos de um elemento são semelhantes em massa (peso) e outras propriedades. 26 . as massas de um elemento se combina com uma massa fixa de um segundo elemento numa simples razão inteira‖. um átomo de um com um átomo de B (AB). mas os átomos de um elemento são diferentes do resto dos elementos. MODELO ATÔMICO DE THOMSON Neste modelo. 100 g de H2O2 são formadas por 5. IFES Pág. que afirma: ―Se dois elementos formam mais do que um único composto simples.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A EVOLUÇÃO DO MODELO DO ÁTOMO RESUMO TEORIA DE DALTON A) Cada elemento é composto de minúsculas partículas indestrutíveis chamadas átomos.11 g de O. o átomo é constituído por uma esfera de carga elétrica positiva. 11. donde se verifica a veracidade da lei. formando 100 g de água.11. Átomos não podem ser criados nem destruídos durante uma reação química.99 g de O. na qual estão imersos os elétrons com carga elétrica negativa. Teoria atômica de Dalton levou à "Lei das proporções múltiplas. C) Em cada um dos seus compostos. os diferentes elementos se combinam em proporções numéricas simples: assim. No primeiro.88 é praticamente metade de 11. concebido em 1904. ou um átomo A com dois átomos de B (AB2).

portador de carga elétrica positiva. o átomo é constituído por um núcleo. concebido em 1911. Fig. 26 MODELO ATÓMICO DE RUTHERFORD Neste modelo. mas em que os elétrons se movem em órbitas circulares em torno do núcleo. Os elétrons podem passar de uma órbita para outra por absorção ou emissão de energia. o átomo é constituído por um núcleo. descrevendo órbitas elípticas. 27. correspondendo a cada uma delas um nível de energia. Fig. O Modelo de Bohr. 27 . concebido em 1913.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A) Modelo de Dalton. IFES Pág. à volta do qual rodam os elétrons. B) Modelo de Thompson. MODELO ATÔMICO DE BOHR Neste modelo. tal como no modelo de Rutherford.

28 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO MODELO ATÔMICO ATUAL — MODELO DA NUVEM ELETRÔNICA. designadas por orbitais. 29 IFES Pág. Fig. 28. Fig. Os cientistas abandonaram a idéia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. O modelo da Nuvem Eletrônica.

que corresponde (na maior parte) para aumentar a energia das subcamadas. 30 Ordem de preenchimento: 1s > 2s > 2p > 3s > 3p > 4s > 3d > 4p > 5s > 4d > 5p > 6s > 4f > 5d > 6p > 7s > 5f > 6d > 7p. m. O princípio de exclusão de Pauli sugere que apenas dois elétrons com spins opostos podem ocupar um orbital atômico. IFES Pág.2. 2. s.1. PRINCÍPIOS DE AUFBAU OU REGRA DE KLECHKOWSKI.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE II 2. l. O PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO DE PAULI. Princípio de exclusão de Pauli sugere que um orbital atômico é um estado de energia que têm limite de espaço para acomodar elétrons. Dito de outra maneira. não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos n. 29 . Os elétrons são preenchidos de acordo com um esquema conhecido como o princípio de Aufbau. Fig.

 A camada O é composta pelos subníveis s. Os elementos diamagnéticos se agrupam em blocos sem orientação polar definida. f e g. CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA. f (fundamental) e os g. ainda. pois tem os dois elétrons emparelhados (spins emparelhados). se acoplam) de modo vetorial e como não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos (n. o princípio de equilíbrio ocorre quando os elétrons estão emparelhados.  A camada Q é composta pelos subníveis s. o átomo é nomeado diamagnético. h e i. Como vimos os subníveis são designados por letras: s (sharp = nítido). m. l.  A camada M é composta pelos subníveis s. A distribuição de elétrons entre os orbitais de um átomo é chamada de configuração eletrônica. h e i Como os momentos angulares spin e orbital se combinam (isto é.3. 30 . átomos com tantos elétrons − se existirem será necessário utilizarmos esses subníveis. p. d e f. Para dois elétrons no mesmo orbital. g. as rotações devem ser opostas entre si (para que os campos magnéticos sejam orientados em duas direções distintas). d. Átomo paramagnético tem um orbital desemparelhado (somente 1 elétron no orbital). s) teremos: Fig. p e d.  A camada P é composta pelos subníveis s.  A camada L é composta pelos subníveis s e p. existentes somente na teoria. d. Neste caso. d. pois não há.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2. p. Porque um elétron gira sobre seu eixo. d (diffuse = difuso). Assim. p. e h.  A camada N é composta pelos subníveis s. de modo que não reagem a campos magnéticos. f. g. p (principal).  A camada K é composta pelo subnível s. f. p. IFES Pág. 31: Configuração eletrônica. ele cria um campo magnético.

0. 2 0 -1. n l ml 0 0 -1. 0. 1 -2. -1. -2. 1 -2. 1. 0. 2. 0. 31 . -1. -1. 3 Número de orbitais 1 1 3 1 3 5 1 3 5 7 Orbital 1s 2s 2p 3s 3p 3d 4s 4p 4d 4f Elétrons emparelhados ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ Número de elétrons 2 2 6 2 6 10 2 6 10 14 1 0 2 0 1 3 0 1 2 4 0 1 2 3 Número máximo de elétrons em cada nível de energia é determinado pela equação de Rydberg: x = 2n2. IFES Pág. 1. 0. 0. 1 0 -1. 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 5: Distribuição eletrônica. K 2 L 8 M N O P Q 18 32 50 72 98 O elemento de número atômico 112 apresenta o seguinte número de elétrons nas camadas energéticas: K 2 L 8 M N O P Q 18 32 32 18 2 Um esquema feito para auxiliar na distribuição dos elétrons pelos subníveis da eletrosfera é o diagrama de Linus Pauling (ou diagrama de Pauling). 2 -3.

2p6. 4f14.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. pois a ordem na qual os elétrons são preenchidos pode ser lida a partir da tabela periódica. 32: Diagrama de Pauling. 3p6. 4p6. 7s2. 5s2. 6s2. 2s2. 5f14. 1A 1 H 1s1 3 Li 1s2 2s1 11 Na [Ne] 3s1 4 Be 1s2 2s2 12 Mg [Ne] 3s2 5 B 1s2 2s22p1 13 Al [Ne] 3s23p1 6 C 1s2 2s22p2 14 Si [Ne] 3s23p2 7 N 1s2 2s22p3 15 P [Ne] 3s23p3 8 O 1s2 2s22p4 16 S [Ne] 3s23p4 9 F 1s2 2s22p5 17 Cl [Ne] 3s23p5 2A 3A 4A 5A 6A 7A 8A 2 He 1s2 10 Ne 1s2 2s22p6 18 Ar [Ne] 3s23p6 8ª IFES Pág. 6p6. 5p6. Não é necessário memorizar o seguimento do diagrama. 6d10. 3d10. 4d10. 3s2. 5d10. 4s2. 32 . 7p6. Ordem do diagrama é: 1s2.

33 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1A 1s 2A 2s 3s 4s 5s 6s 7s 3A 4A 3d 4d 5d 6d 4f 5f 5A 6A 1p 2p 3p 4p 5p 6p 7A 1s IFES Pág.

Por exemplo. 34 . ordem energética (ordem de preenchimento): 1A Li 1s 2 2s 1 Na 1s 2 2s 2 2p 6 3s 1 K 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 1 Li + Na + K+ 1s 2 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Os Grupos II e III (metais) também tendem a perder todos os seus elétrons de valência para formar cátions.  Elementos com propriedades semelhantes. geralmente têm configurações semelhantes na camada exterior. 4A 4A 5A 6A 7A C N O F 1s 2 2s 2 2p 2 1s 2 2s 2 2p 3 1s 2 2s 2 2p 4 1s 2 2s 2 2p 5 C4 N3 O2 F1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 Sn [Kr] 4d 10 5s 2 5p 2 IFES Pág. e são os que estão expostos a outros átomos. Be 1s 2 2s 2 Mg 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 2A Al 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 1 2A Be 2 + 1s 2 Mg 2 + 1s 2 2s 2 2p 6 Al3+ 1s 2 2s 2 2p 6  O Grupo IV e V (metais) pode perder tanto os elétrons do subnível p. ou de ambos os s e SUBCAMADAS p. nós já sabemos que os metais alcalinos (Grupo 1A) sempre formam íons com uma carga de 1 (o elétron "extra" s1 elétron é o que será perdido). Os elétrons na camada mais externa (aquelas com o maior valor de n) são os mais enérgicos. Sn 2 + [Kr] 4d 10 5s 2 Sn 4 + [Kr] 4d 10 Pb [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 2 Pb 2 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Pb 4 + [Xe] 4f 14 5d 10 5A Bi [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 3 Bi 3 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Bi 5 + [Xe] 4f 14 5d 10  Os Grupo IV .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2. Propriedades dos íons monoatômicos. Esta camada é conhecida como a camada de valência. conseguindo assim uma pseudoconfiguração de gás nobre.4.VII (não-metais) ganham elétrons até sua camada de valência se completar (8 elétrons).

35 . também são chamados de raios covalentes. É difícil definir uma fronteira nítida entre a distância dos elétrons de qualquer átomo em particular e do núcleo. determinados desta forma. IFES Pág. pois o átomo não tem forma delimitada. Para obter o raio atômico toma-se a distância entre os dois núcleos.994 Å. A força de qualquer modelo que está na capacidade de explicar as observações experimentais. 8A Ne 1s 2 2s 2 2p 6 Ar 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Metais de transição (grupo B) normalmente têm duas formas de perder os elétrons de valência (s).994 Å = (1. Os raios atômicos. A primeira propriedade a explorar é o raio atômico. Propriedades periódicas dos elementos.988Å. mas também pode perder elétrons de alto nível d. ou: 0. algumas aproximações são feitas para determinar este parâmetro. Por exemplo. a distância entre os dois átomos de cloro no Cl2 é 1. Portanto. B Fe 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 4s 2 Fe 2 + Fe 3 + 2. o raio atômico do cloro é 0. 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 5 Fig.988Å/2) .5. O raio atômico. portanto. Por isso. que é a soma dos dois raios atômicos do cloro. 33: Raios atômicos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Os gases nobres do grupo VIII já possuem uma camada externa completa. I. não apresenta limite para sua nuvem eletrônica. eles não têm tendência para formar íons.

Fig. 36 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 34: Raio Atômico. 35: Raio Atômico dos Elementos. IFES Pág.

132 2 2 Zr 40+ [Kr] 4d 5s 0. O efeito de blindagem reduz a carga positiva que os elétrons internos sofrem. mas no subnível (n-1)d. o que equivale dizer que: Os elétrons externos experimentam uma repulsão dos elétrons internos.145 2 2 Hf 72+ [Xe] 5d 6s 1. todos os elétrons são atraídos mais fortemente e. nm Ti 22+ [Ar] 3d24s2 0.144 V. O efeito é mais claro no segundo e terceiro períodos. Veja na tabela abaixo: Tabela 6: Raios Atômicos do Grupo IVB Átomo Carga Nuclear Configuração eletrônica Raio. simultaneamente. um aumento da carga nuclear. isso porque os elétrons internos servem parcialmente de proteção entre o núcleo e a força de atração exercida pelo núcleo. Isso ocorre porque ao longo do período existe a adição de elétrons na camada de valência e. Energia de Ionização. A distância média entre o núcleo e esses elétrons é menor do que a distância média entre o núcleo e a camada de valência. 37 .II. portanto. o que compensa parcialmente (ou blinda) a atração do núcleo. Ne(g) → Ne+(g) + eNe+(g) → Ne+2(g) + eNa(g) → Na+(g) + eNa+(g) → Na+2(g) + eE1 = 497 kcal/mol E2 = 947 kcal/mol E1 = 119 kcal/mol E2 = 1091 kcal/mol IFES Pág. O decréscimo é interrompido nos elementos de transição. E2 para o segundo e Em para o m-ésimo elétron. porque a adição dos elétrons de valência não é feita na camada de valência.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A variação do raio atômico aparece claramente no gráfico acima. fica mais próximo do núcleo. Note que há um decréscimo através do período. que não incluem os elementos de transição. Com o aumento da carga nuclear. A energia necessária para remover um elétron de um átomo é chamada de energia de ionização: E1 para o primeiro elétron.

devido ao aumento da carga nuclear (maior atração do núcleo) e decresce nos grupos. IFES Pág. a energia de Ionização I é a energia mínima necessária para remover um elétron de um átomo na fase gasosa: A (g) → A+ (g) + e I = E(A+(g) ) – E(A (g)) Em geral aumenta com o período. 37: Energia de Ionização. 36: Medidas das energias de ionização para os átomos de Neônio e de Sódio. 38 . Assim. devido ao aumento do número de camadas. 1978) As medidas de Em implicam na transferência de energia ao átomo e na detecção dos elétrons quando eles são arrancados. (Fonte: Pimentel & Spratley.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Veja abaixo: Fig.

porém. ao longo de um grupo. os elétrons de valência vão-se situando em níveis cada vez mais externos e. a energia de ionização diminui. dentro de um grupo. o que indica uma baixíssima tendência de receber elétrons e a necessidade de absorver energia para poder ganhar elétrons. Afinidade eletrônica. no seu estado fundamental. Este afastamento compensa o aumento da carga nuclear e. conseqüentemente. Tal fato pode interpretar-se se pensar que. Isso. II. um aumento do número atômico corresponde a um aumento do período. 38: Eletroafinidade. portanto quanto mais negativo o valor da afinidade eletrônica. não impede que alguns elementos tenham afinidade eletrônica positiva. por isso. formando um íon negativo (ânion). por isso. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Note-se que. 39 . mais afastados do núcleo. recebe um elétron. a energia de ionização diminui com o aumento do número atômico. A afinidade eletrônica ou eletro-afinidade pode ser definido como a quantidade de energia liberada no processo em que um átomo isolado. maior é a tendência do átomo em receber o elétron. conforme a reação: X ° ( g ) + e − →X − ( g ) A liberação de energia mede o quão fortemente o elétron se liga ao átomo. IFES Pág.

têm valores menos negativos ao longo de um grupo (descendo). a carga nuclear está tão bem blindada que no berílio o ganho de elétron é endotérmico. 40 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As afinidades eletrônicas. porque a camada de valência está progressivamente mais distante do núcleo e a blindagem das camadas internas é mais efetiva na compensação do aumento da carga nuclear. mas no berílio ele deve entrar no orbital 2p e deste modo está menos ligado. reduzindo assim a afinidade eletrônica do flúor. por esta ser muito pequena e com isso. Uma possível explicação para esse resultado baseia-se no fato de que. Os gases nobres têm valores nulos para a eletroafinidade. IFES Pág. o oitavo elétron estaria comprimido na camada n = 2. por ser o menor átomo do grupo dos halogênios. em geral. apesar do aumento da carga nuclear? As configurações eletrônicas são: Li [He] 2s1 Be [He] 2s2. não pode ter a força de repulsão inter-eletrônica na camada mais externa ignorada. a repulsão entre elétrons seria relativamente grande. Ou seja. Uma exceção a essa regra é que o flúor é menos negativo que o cloro. Tabela 7: Afinidades eletrônicas dos elementos do grupo principal (em eV). Para converter F0 em F− . Assim o elétron adicional no lítio entra em um orbital 2s. Como podemos explicar o decréscimo na afinidade eletrônica entre o Li e o Be. o flúor. Os elementos do grupo dos halogênios são os átomos que possuem maior afinidade eletrônica devido ao reduzido tamanho dos átomos. à carga nuclear efetiva relativamente grande e à necessidade de apenas um elétron para alcançar a configuração eletrônica de gases nobres (regra do octeto).

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 8: Número de oxidação dos Elementos. 41 . IFES Pág.

Tamanho dos íons.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. do número de elétrons e dos orbitais que contenham os elétrons de valência. O tamanho do íon também depende da carga nuclear. IFES Pág. 42 . Os cátions deixam vago o orbital mais volumoso e são menores do que os átomos que lhes dão origem.

1 Ligações entre os átomos. Embora não seja geral para todos os átomos. ao estar unidos. Isso pode ser conseguido de diversas maneiras. Seus átomos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE III 3. adquirem uma situação mais estável que quando estão separados. oxigênio e halogênios. Este princípio recebe o nome de regra do octeto. Os gases nobres têm muito pouca tendência a formar compostos e geralmente são encontrados na natureza como átomos isolados. nitrogênio. a situação de maior estabilidade somente ocorre quando o número de elétrons que possuem os átomos em seu último nível é igual a oito (estrutura que coincide com a dos gases nobres). especialmente ao carbono. é útil em muitos casos e é aplicável aos principais grupos de elementos. Os átomos se unem porque. dando origem a diversos tipos de ligações químicas. De acordo com esta teoria. os átomos dos elementos ligam-se uns aos outros na tentativa de completar a sua camada da valência.2 Regra do octeto. Portanto. Esta configuração eletrônica é extremadamente estável e a ela deve sua pouca reatividade. têm 8 elétrons em seu último nível. Praticamente todas as sustâncias que encontramos na natureza estão formadas por átomos unidos. 43 . 3. que incluem a partilha de elétrons entre átomos. As intensas forças que mantém unidos os átomos nas diversas sustâncias se denomina ligações químicos. exceto o Helio. IFES Pág. mas também a metais como o sódio ou o magnésio.

44 . que passa a somar oito elétrons na sua última camada (adquirida sua estabilidade). Vejamos a distribuição eletrônica do oxigênio: Tabela 10: Distribuição eletrônica do oxigênio. Assim na fórmula da H2O cada um dos átomos de hidrogênio compartilha um elétron com o átomo de oxigênio. conforme figura seguinte: Fig. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 9: Distribuição eletrônica dos gases nobres. Distribuição Eletrônica dos Gases Nobres Gás No Nobre atômico He Ne Ar Kr Xe Ra 2 10 18 36 54 86 Distribuição dos elétrons por camadas 1a 2 2 2 2 2 2 8 8 8 8 8 8 18 18 18 8 18 32 8 18 8 2a 3a 4a 5a 6a Um exemplo próximo de todos é a molécula de água. o oxigênio precisa para se estabilizar de mais dois átomos na última camada. 39: A molécula de água. Oxigênio 8O 2 Ânion do oxigênio 28O 2 1s 2s2 2p4 1s 2s2 2p6 Para obedecer à regra do octeto.

b) covalente ou c) metálica. IFES Pág. Nos sólidos iônicos. Os sólidos iônicos são formados por íons são ligados por fortes forças elétricas (ligações iônicas). de modo a atingirem o máximo de estabilidade. portanto. Conforme essa premissa. 40: Tipos de ligações.3 Sólidos iônicos. da tendência dos átomos de ficarem rodeados por um octeto de elétrons. a rede está formada por íons alternadamente positivos e negativos. 45 . as ligações podem ser de três tipos: a) iônica. 3. b) ceder ou c) compartilhar elétrons. Fig. resultantes da transferência de um elétron (ou mais) de um tipo de átomo para o outro. Nas ligações químicas os átomos podem: a) receber.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As ligações químicas originam-se.

fica com o octeto no nível 2. O NaCl é um composto que apresenta ligação iônica. Elétrons são transferidos dos elementos metálicos para os não metálicos. I. Esta reação pode ser mostrada do seguinte modo: IFES Pág. As fórmulas eletrônicas para esses átomos são respectivamente: 11Na 1s2 III. que tem 7 elétrons no último nível. apresentando 7 elétrons no último nível. 46 . O Na pela sua configuração eletrônica. O sódio (Na) como um elemento alcalino. perdendo seu elétron do último nível. V. 41: Sólido iônico (NaCl). O Na transfere seu elétron 3s1 para o Cl. formando íons metais positivos e íons não metálicos negativos que se agrupam fortemente formando ligações iônicas. VI. _2s2 2p6_ 3s1 17Cl 1s2 2s2 2p6__3s2 3p5__ O Cl. possuindo por isso 1 elétrons no último nível O cloro (Cl) como um halogênio. II.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Vejamos um exemplo: Fig. IV. tem grande avidez por capturar mais um elétron.

são solúveis em água. 3. A estabilidade da rede cristalina é mantida pela atração eletrostática entre os íons presentes (íons Na+ e Cl-) na molécula NaCl (cloreto de sódio). ele se torna um bom condutor de eletricidade. o CaCO3). como se pode ver visto todos os elementos têm oito elétrons na camada mais externa (exceto o Li+ e o Be+). Devido à sua estrutura. Como esses sólidos não têm elétrons livres (os íons carregados têm posições fixas). se uma quantidade apropriada de energia é fornecida a um sólido iônico. 2. de modo que ele se transforme num líquido. lembrando ainda que:  Metais são elementos químicos que apresentam 1 a 3 elétrons no último nível  Chama-se não-metais os elementos químicos que apresentam de 5 a 7 elétrons no último nível IFES Pág.000°C). são isolantes. A tabela seguinte mostra uma lista dos mais comuns íons mono-atômicos. a sua condutividade elétrica é muito baixa. mas não todos (por exemplo. devido às forças eletrostáticas relativamente intensas entre os íons. 47 . Muitos compostos iônicos. São geralmente duros. sólidos iônicos têm as seguintes propriedades: 1. Mas. 42: Esquematização de uma ligação iônica.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na + Cl → [Na+1][Cl-1] Fig. portanto. frágeis e têm um elevado ponto de fusão (normalmente de 600°C e 2.

Tabela 12: Estruturas de Lewis. O Íons Fórmula empírica Na2O Estrutura de Lewis Na+ . MgBr3 (Mg2+) ( ) K. P Na+ . K2S (K+)2 ( ) Al. Br Mg2+ . AlF3 (Al3+) ( ) Na. 48 . S K+ . Elementos Na. (Na+)2 ( ) Mg. Na3P (Na+)3( ) IFES Pág. F Al3+ .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 11 1 Li+ Na+ K+ Rb+ Cs+ 2 Be2+ Mg2+ Ca2+ Sr+2 Ba2+ 3 Al+3 - Grupos 4 - 5 6 7 Na tabela abaixo algumas fórmulas empíricas e suas representações em termos dos símbolos de Lewis.

43: Ligação iônica. Na ligação covalente um ou mais átomos são compartilhados entre dois átomos. levemente negativo. Como vimos a ligação iônica pode ser considerada como a interação eletrostática entre dois íons. Este compartilhamento é muito comum na maioria das moléculas orgânicas. A química quântica mostra que a distribuição da função de onda destes elétrons implica na probabilidade igual de se encontrar o elétron tanto em um átomo quanto no outro. os dois átomos competem igualmente pelos elétrons. Na ligação covalente da água (H20). No entanto.4 Ligação covalente. F2 e H2. A ligação covalente resulta da iteração de átomos que apresentam suas órbitas de valência quase saturadas de elétrons. Deste modo. eletrovalente ou heteropolar. N2. IFES Pág. ocorre uma transferência parcial de carga fazendo com o oxigênio fique levemente positivo e o oxigênio. 49 . este não é o caso das moléculas diatômicas como O2. Este compartilhamento desigual resulta em uma ligação polar.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. por exemplo. gerando uma força de atração entre os átomos que participam da ligação. seus elétrons de valência passam a orbitar indiferentemente nos átomos envolvidos. os elétrons são compartilhados pelos dois átomos. 3. Neste caso. Nestas condições. certamente.

50 . Os pares eletrônicos são unidos devido o compartilhar de seus elétrons. Fig. uma vez que é impossível todos os átomos receberem IFES Pág. 44: Formação da molécula de água por meio de ligação covalente. 45: Ligações covalentes. Ligação Covalente Molecular: esse tipo de ligação se forma quando os átomos envolvidos tendem a receber elétrons. Uma ligação covalente ideal é aquela em que os pares de elétrons são igualmente compartilhados.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.

formando assim estrutura eletronicamente neutra. As moléculas são estruturas eletricamente neutras constituídas pela não ocorrência tanto de ganho quanto de perda de elétrons. 51 . IFES Pág. Por essa razão. 46: NH3. A água (H2O) é um composto molecular determinado pela ligação de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio: H−O–H Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétrons sem cedê-los. essa ligação também é designada molecular. O par eletrônico é formado por um elétron de cada átomo e pertence simultaneamente aos dois átomos.

onde o enxofre compartilha um par de seus elétrons com o outro oxigênio. Um exemplo dessa ligação é quando um átomo de enxofre (S) se liga a dois de oxigênio (O) para formar o dióxido de enxofre (SO2). um átomo que já atingiu a estabilidade eletrônica se une a outro que necessite de elétrons para completar a camada de valência. Essa ligação obedece à Teoria do Octeto: Os átomos se unem tentando adquirir oito elétrons na camada de valência. IFES Pág. a configuração eletrônica dos gases nobres. Fig. 52 . oito elétrons na camada de valência (Regra do octeto). ela é representada por um pequeno vetor (seta) e ocorre quando um dos átomos apresenta seu octeto completo e outro necessita adquirir dois elétrons para completá-lo. A ligação dativa é representada pela seta. Sendo assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ligação Covalente Dativa: também recebe o nome de Ligação Covalente Coordenada. O=S→O A ligação se forma porque é estabelecida uma dupla ligação do enxofre com um dos oxigênios que necessita de atingir a estabilidade eletrônica. ou seja. ou seja. 47: Ligação covalente dativa.

Tabela 13: Tipos de Ligações Covalentes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 48: Ligação dativa. 53 . NOME COMUM FÓRMULA MOLECULAR FÓRMULA DE LEWIS FORMULA DE KEKULÉ Metano CH4 Amônia NH3 Etano C2H6 Álcool Metílico CH4O Etileno C2H4 Formaldeído CH2O Acetileno C2H2 Cianeto de Hidrogênio CHN IFES Pág.

usando-se usualmente a escala de Pauling para quantificar.6 1.6 1.5 1.9 2.0 Al Si P S Cl Ar 1.7 → iônica IFES Pág.9 1.2 2.9 1. depende da eletronegatividade dos átomos.6 1.5 3.0 3.8 1.∆E ≥ 1.2 1.2 2.8 1.9 1.2 Fr Ra ** Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Uub Uut Uuq Uup Uuh Uus Uuo 0. Eletronegatividade dos elementos.3 1.0 2.0 Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe 0.7 0. 54 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Identificação da geometria molecular.5 Na Mg 0. aos quais se encontra ligado.5 1.1 2.9 1.2 1.0 1. A eletronegatividade é a maior ou menor tendência de um átomo para captar elétrons de outros átomos.4 1. e o tipo de ligação.7 0. e diminui com o aumento do número atômico. Como vimos nas ligações químicas. ao longo de um período.4 1.7 → covalente Diferença de eletronegatividade ℉ ∆E = ⟹ entre dois átomos ∆E ≥1.5 4.9 2.8 1.9 2.5 Cs Ba Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn * 0.7 1. A diferença de eletronegatividade entre dois elementos pode ser usada para prever o tipo de ligação entre átomos desses elementos.7 1.0 1. covalente ou iônica.7 1.6 1.3 1.8 2.2 2.0 1. Tabela 14.5 3.1 Li Be 1.5 1.8 1.8 2.9 1.5 1.9 1.2 2.6 1.9 A eletronegatividade aumenta com o aumento do número atômico.8 1.8 1.0 2.2 He B C N O F Ne 2.4 3.9 1.0 2 3 4 5 6 7 8 K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr 0.2 2. o papel fundamental é desempenhado pelos elétrons de valência.8 1. GRUPO 1 PERÍODO 1 2 3 4 5 6 7 H 2.0 2. ao longo de um grupo. Assim: .9 2.1 2.

Exemplos: HCN CO2 BeH2 H−C≡N O=C=O H−Be−H b. Trigonal Plana se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Molécula com dois átomos é linear. Exemplos: H2 O O3 SO2 3. Molécula com três átomos pode ser: a. Linear se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: H2CO3 BH3 SO3 b.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Exemplos: O2 O=O HCl H−Cl HF H−F H2 H−H Cl2 Cl−Cl 2. PCl3 IFES Pág. Exemplos: NH3. Angular se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. 55 . Molécula com quatro átomos pode ser: a. Trigonal Piramidal se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar.

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NH3

PCl3

4. Molécula com cinco átomos pode ser: a. Tetraédrica se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: CH4 CH3Cl

3.5 Ligações Metálicas. Nos metais, os elétrons de valência movem-se livremente por entre a rede de íons metálicos positivos, não estando localizados em nenhum átomo em particular. Os elétrons que não são de valência e o núcleo forma um "caroço" eletricamente positivo que é envolvida por uma "nuvem", "mar" ou ainda "gás" de elétrons. Os elétrons da nuvem atuam como uma espécie de "cola" mantendo os caroços positivos unidos. Podemos então visualizar um metal como sendo constituídos por uma rede de íons positivos imersos num "gás" de elétrons não localizados, sendo que estes elétrons é que são os responsáveis pela ligação metálica.

Fig. 49: Ligação Metálica.
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Os metais constituem cerca de ¾ das substâncias elementares conhecidas e são caracterizados por possuírem boa condutibilidade elétrica e térmica, maleabilidade e ductilidade, resistência à ruptura, em virtude de terem um número de elétrons de valência inferior a 4, tendendo portanto a formar íons positivos, baixas energias de ionização e baixa eletronegatividade. A teoria das bandas explica não só a condutividade dos metais (condutores de eletricidade), mas também as propriedades dos semicondutores e dos isolantes.

Fig. 50: Ligação Metálica.
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3.6 Ligações Secundárias. A denominação de ligação de van der Waals é utilizada como denominação geral para todos os tipos de ligações secundárias (fracas). A principal causa para o ocorrência de uma ligação deste tipo é a polarização da molécula, existindo pelo menos quatro modalidades deste tipo de ligação:

   

atração entre dipolos permanentes; atração entre dipolos induzidos; forças de dispersão; ligação ou "ponte de hidrogênio".

Fig. 51

Genericamente podemos dizer que são responsáveis pela possibilidade de liquefação e solidificação das moléculas. Agem somente quando as moléculas estão muito próximas, pois as atrações caem muito rapidamente com a distância. São facilmente sobrepujadas pela agitação térmica, devido ao baixo ponto de fusão dos compostos moleculares. Em um mesmo composto mais de um tipo de força de van der Waals pode atuar. Possuem caráter não direcional e tendem a formar estruturas não cristalinas, originando sólidos com baixo grau simetria, devido à pequena intensidade das forças (Figura 51).

Fig. 52

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UNIDADE VI

4. LEIS PONDERAIS. 4.1. Lei das proporções definidas.

Em 1799, Joseph Louis Proust descobre a lei das proporções definidas, a qual afirma que: Uma dada substância contém seus elementos constituintes na mesma proporção. Por exemplo, em qualquer amostra de água (H2O), o hidrogênio e o oxigênio estão presentes na mesma proporção, em massa, de 1 para 8 (8: 1). Ou seja, 1 g de hidrogênio e 8 g de oxigênio combinam-se para formar 9 g de água. Como a combinação é sempre na mesma proporção, a presença em excesso de um dos elementos não alterará a quantidade de composto formado. Assim, por exemplo: 3 g de hidrogênio e 9 g de oxigênio formarão 9 g de água, restando 2 g e 1 g de hidrogênio sem reagir. Esta lei está de acordo com princípio de que cada molécula de um dado composto contém o mesmo número de átomos de cada constituinte (teoria atômica). A lei das proporções definidas indica que as substâncias que participam de uma reação o fazem em quantidades precisas. 4.2. A teoria de Dalton. De sua hipótese Dalton concluiu que: Se dois elementos, A e B, podem formar mais de um composto, então: As massas de B que combinam com a mesma massa de A (nos diferentes compostos) estão entre si na mesma proporção que pequenos números inteiros.

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Por exemplo: Nitrogênio e oxigênio podem formar vários compostos: O nitrogênio se combina com o oxigênio, formando diferentes óxidos: N2 O ⟶ 28 g N+16 g O N2 O2 ⟶ 28 g N+32 g O N2 O3 ⟶ 28 g N+64 g O N2 O5 ⟶ 28 g N+80 g O Verifica-se que, ao permanecer constante a massa do nitrogênio e combinarmos massas diferentes de oxigênio, formaremos compostos diferentes e estas massas (diferentes) estão entre si numa relação de números inteiros pequenos, ou seja, 1 : 2 : 3 : 4 : 5. Outro exemplo: 1C + 1O → 1CO razão 1/1 = 1 1C + 1O2 → CO2 razão 1/2 Na primeira reação ocorre a formação do monóxido de carbono, cuja proporção de carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros de resultado igual a 1. Na segunda reação, temos a formação do dióxido de carbono (CO2), cuja relação carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros 1/2. Dalton observou que:

"As diferentes massas de um elemento, que reagem com a massa fixa de outro elemento para formar compostos distintos, em cada caso, estão, numa relação de números inteiros e geralmente simples, entre si‖. ―Quando dois elementos se combinam para formar compostos mantendo-se constante a massa de um deles, as massas do outro variam segundo números inteiros e pequenos‖.

Essa lei, conhecida como lei das proporções múltiplas, ou lei de Dalton. Foi a primeira predição e o primeiro triunfo da teoria atômica da matéria. Apesar do seu sucesso para explicar e predizer as leis da combinação química, a teoria de Dalton era incompleta, pois não podia determinar os pesos relativos dos átomos.
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nada se cria. "na natureza. Durante as reações químicas. Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa). Ou ainda. os reagentes vão-se consumindo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. duas substâncias se reúnem para formar um composto. a lei mais conhecida da Química. As reações químicas são transformações nas quais uma ou mais substâncias (reagentes) originam outras diferentes (produtos da reação). definidas ou fixas). pode apenas ser transformada". nada se perde. indubitavelmente. A ⬇ mA ⬇ m' A Então. Foi proferida. a massa total das substâncias intervenientes permanece co nstante. em 1775. Ou seja. mA mB mC mD = = = m'A m'B m'C m'D IFES Pág. isto é. Lavoisier conseguiu demonstrar que a massa dos produtos era igual à massa do reagente. Essa proporção é característica de cada reação. em várias experiências. de modo que a sua massa diminui e os produtos da reação formam-se (suas massas aumentam). pelo químico francês Antoine Laurent Lavoisier. Durante as reações químicas.3. Quando. sempre o fazem numa mesma proporção. Assim. tudo se transforma". Ficou popularmente conhecida como: "A matéria não pode ser criada nem destruída. 61 . Essa lei é.4. independe da quantidade de reagentes utilizados. Lei de Proust (Lei das proporções constantes. + B ⬇ mB ⬇ m' B ⟶ C ⬇ mC ⬇ m' C + D ⬇ mD ⬇ m' D ⇨ ⇨ Reação I Reação II mA + mB = mC + mD m' A + m' B = m' C + m' D 4.

1 A g + 3 B g ⟶ 2 C(g) 1 1Vg : 3V B g : 3VC(g) Decomposição do vapor d’água: essa tese foi publicada em 1808. a massa do produto é igual à soma da massa dos reagentes.6g H2O Observe que: a) Para cada reação.2g O ⟶ 3. Outros exemplos: IFES Pág. 62 . b) As massas dos reagentes e dos produtos que participam de uma reação podem ser diferentes. o que concorda com a Lei de Lavoisier.5 L 1L 2L Proporção volumétrica = 2 : 2 : 1 Todas as substâncias apresentam uma proporção em massa constante em sua composição. Lei de Gay Lussac.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Por exemplo: ½ H2 + O2 ⟶ H2 O 10g H + 80g O ⟶ 90g H2O 2g H + 16g O ⟶ 18g H2O 0.5. Numa reação onde só participam gases (nas mesmas condições de temperatura e pressão) existe uma proporção de números inteiros e pequenos entre volumes dos gases participantes da reação.4g H + 3. mas as relações entre elas são sempre constantes 4. 𝐻2 𝑂 ⟶ 1𝐻2 + ½ 𝑂2 a a a 1º) 1 L 2º) 2 L 3º) 4 L 1L 2L 4L 0. por Gay -Lussac. e envolve a reação entre hidrogênio e oxigênio.

teremos: 0.012 Kg de C-12 = 6.022×1023 Deste modo.012 kg de carbono 12. Assim. O número de átomos presentes em 0. elétrons.) quanto o número de átomos que existem em 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + Cl2 ⟶ 2 HCl 1 V + 1V ⟶ 2 V 8 V + 8V ⟶ 16 V ½ V + ½V ⟶ 1 V 4. O número de Avogadro (NA). 4.022 x 1023 laranjas 1 mol de moléculas ≅ 6.022×1023 átomos/mol 1 mol = 6.012 kg de carbono-12 é um valor constante que se designa por número de Avogadro ou constante de Avogadro. 1 mol de laranjas ≅ 6. 63 . 1 mol de ―qualquer coisa‖ ≅ 6.022 x 1023 nêutrons Logo. etc.022 x 1023 ―qualquer coisa‖ IFES Pág. – Definição de mole.7. que contém tantas entidades elementares (átomos.022 x 1023 elétrons 1 mol de nêutrons ≅ 6. O número de Avogadro (NA).022×1023 mol-1.022 x 1023 íons 1 mol de elétrons ≅ 6.022 x 1023 átomos 1 mol de íons ≅ 6.6. Uma mole é a quantidade de substância de um sistema. e cujo valor é 6.022 x 1023 moléculas 1 mol de átomos ≅ 6. moléculas. Relação 1:1:2 ―Quantidade de Substância‖.

por exemplo. o número de entidades. laranjas.8. Se. Massa molecular A expressão ―massa molecular‖ refere-se à massa da entidade da qual uma substância é feita. estaríamos imaginando 602 sextilhões de ovos. 64 . e abrevia-se por mol. pessoas ou livros. Para a água vem: 1 H2 O ⟶ 2H + 2 moles 1mol Assim. 1 mol de H2O possui 1 mol de O e 2 moles de H Mas. à massa de uma molécula ou de uma fórmula unitária. neste último caso. etc.022×1023 moléculas de dióxido de carbono. um sistema possuir 1 mol de moléculas de dióxido de carbono.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um mol corresponde a 602 sextilhões e também pode se referir a ovos. pode ser dado por: número de moles = peso (g) massa atômica (molecular) M = n × NA Exemplo. então existe 6. Assim sendo. Caso existam 2 mols de moléculas de dióxido de carbono. que certo sistema possui. N. 1O 1 mol IFES Pág. A única diferença é a de que.022×1023 moléculas de dióxido de carbono. então temos 2×6. É comum representá-la pela letra n e a unidade de quantidade de substância é a mole. laranjas. 1 mol de H2O ―pesa‖: 2 x 1 + 16 = 18g 4. logo 2 moles de H ―pesam‖ 2g Portanto. livros. 1 mol de O ―pesam‖ 16g. isto é. pessoas.

De tal modo. podemos usar esses princípios na análise dimensional. Tomemos 20 anos.1 u Nota: a expressão ―massa molecular‖ deve ser usada para se referir às entidades constituintes tanto de substâncias covalentes como de iônicas.) como se fossem quantidades algébricas. 365 dias 1 ano 24 horas 1 dia 60 minutos 1 hora 60 segundos 1 minuto IFES Pág. =C B a a Portanto. podemos multiplicar qualquer número por uma fração onde o numerador e os denominadores se equivalham (relação igual a um). Observe os seguintes princípios da multiplicação e da divisão: Se A = B. por exemplo. divididas. onde as medidas são tratadas (multiplicadas. então:€ a a A =1 B a a - Se C×1 =1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O valor da massa molecular de uma dada entidade corresponde à soma das massas atômicas dos átomos que a compõem. Assim: m(NH3) = ma(N) + 3×ma(H) = 17 u m(CaO) = ma(Ca) + ma(O) = 56. entãoa a A C. A expressão ―peso molecular‖ não é mais recomendada . que queiramos converter anos em segundos. 65 . Resolução de problemas numéricos. por exemplo: 20 anos = 20 anos . Suponhamos.9. sem alterar a sentença. 4. etc.

Como vimos. 66 .022×1023 = número de átomos Número de átomos/6. Relações Molares.022×1023 = moles de átomos IFES Pág. A seguir resumiremos algumas relações: (A) Ao lidar com elementos: Número mole (elemento) × massa molar (atômica) = massa do elemento (B) Ao lidar com compostos: Número de moles do composto × massa molar (molecular) = massa do composto Massa de um composto/massa molar (molecular) = número de moles do composto (C) Ao lidar com moléculas de um composto: Número de moles de um composto × 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO = 20 × 365 × 24 × 60 × 60 s =630720000 segundos.01×10 íons 1 mol íon (SO4) -2 4. moléculas e vários outros itens. o mol é usado em química para quantificar o número de átomos.022×1023 íons Al2(SO4) = 2 íons Al × 1mol íon Al+3 6.022×1023 = número de moléculas Número de moléculas/6. têm-se: 3 Al2(SO4)3 = 2 moles de íons Al+3 + 3 moles de íons (SO4) -2 Al2(SO4)3 = 2 Al+3 + 3 (SO4) -2 6. Exemplo na química: Para o Al2 (SO4 ) .10.022×1023 = moles de moléculas (D) Ao lidar com átomos de elementos: Números de átomos × 6. É importante saber os relacionamentos existentes e como estabelecer as relações.022 × 1023 íons 23 + 3 moles de íons (SO4) × -2 ≅3.

V = constante × n A pressão e temperatura normais. 53. 67 . V d mol = n V 4.15 K). O volume de gás a uma dada temperatura e pressão é diretamente proporcional à quantidade de matéria do gás. à mesma pressão e temperatura. IFES Pág.11. a pressão e temperatura normais (pressão de 1 atmosfera e temperatura de 237. Como a densidade de um gás é normalmente dada em g/L à CNTP. próximo do valor para um gás ideal.43 l. Lei de Avogadro. é 22. Hipótese de Avogadro: Volumes iguais de gases ideais diferentes.40 l. a pressão e temperatura normais. O volume de 1 mol de gás ideal.41 l.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. Fig. o volume ocupado por 1 mol de oxigênio ou de azoto é 22. e mesmo 1 mol de hidrogênio ocupa o volume de 22. podemos usar o volume molar e massa molar para resolver vários tipos de problemas. têm o mesmo número de moléculas.12. O volume ocupado por 1 mol de um gás real. Densidade e Massa Molar. n= m mol d= m . Portanto. ainda relativamente próximo do valor do gás ideal. difere muito ligeiramente do volume acima referido para gases ideais.

Richter e as Massas Equivalentes Esta lei. por exemplo. Assim. decompondo-se 4g do gás: 3g são de carbono e 1g de hidrogênio. o consideraremos como sendo um gás ideal. 68 . segundo as quais tais elementos B e C reagem entre si.0 g 16. – Definição.6 O Equivalente-Grama. CH4 ↔ C + 2H2 4g do gás CH4 = 3g são de carbono + 1g de hidrogênio IFES Pág. A proporção das massas. e por isso a lei de Avogadro é válida para a maioria dos gases reais. nomeada Lei de Richter. 1g de hidrogênio precisa combinar-se com 3g de carbono para formar o gás metano. praticamente desprezível. C H2 CH4 1 mol 2 moles 1 mol 12. ou é igual. 4. ou corresponde a uma proporção de múltiplos e submúltiplos das massas com as quais cada um de seus elementos reage separadamente com a massa fixa de outro elemento A. no estudo das propriedades termodinâmicas de um gás real. constituído por hidrogênio e carbono.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observa-se que a diferença entre os volumes é mínima. para o gás metano. Como conseqüência desta lei.0 g [3] [1] Proporção 1:3 Inversamente. C + 2 H2 ↔ CH4 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g do gás CH4 De fato. Ou seja. é também designada Lei das Proporções Recíprocas ou Lei dos Equivalentes. podemos afirmar que é uma boa aproximação de fato considerar que o volume de um gás é independente do tamanho ou massa das moléculas que o constituem.0 g 4. Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância que corresponde a 8 gramas de oxigênio.

agora. Portanto. Constataremos que a proporção. percebe-se que As massas 1g de hidrogênio e 8g de oxigênio apresentam o mesmo poder de combinação. ou seja. 69 . na proporção de 1g para 8g. o metano (1g de hidrogênio : 3g de carbono) e o cloreto de hidrogênio (1g de hidrogênio : 35. Partamos. um composto formado por carbono e cloro (elementos nãocomuns) e determinemos a proporção em que esses elementos estão combinados. de duas substâncias formadas por um elemento comum. temos: 3g de carbono + 1g de carbono = metano 3g de carbono + 8g de oxigênio = dióxido de carbono 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = água 4g de hidrogênio + 32g de oxigênio = água 8g de hidrogênio + 64g de oxigênio = água Do que foi dito.5g de IFES Pág. dizemos que são massas equivalentes. ambas combinam com 3g de carbono. é de 3g de carbono para cada 4g de oxigênio. por exemplo. Admiravelmente. respectivamente.5g de cloro). novamente. Vejamos: 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = 9g de água 3g de carbono + 8g de oxigênio = 11g de dióxido de carbono Outro exemplo: o monóxido de carbono. são os mesmos valores que se combinaram coma a massa fixa de hidrogênio nos casos citados. agora. Portanto. Uma substância que preenche essas características é o tetracloreto de carbono. na qual se constata que a proporção de combinação é de 3g de carbono : 35. Tomemos. respectivamente. No caso do dióxido de carbono (CO2) a proporção dos elementos carbono e oxigênio é de 3g : 8g.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água é constituída de hidrogênio e oxigênio.

o fará segundo as massas m1. respectivamente.…. m3. pois reagem com a mesma massa fixa m do elemento químico A. dos elementos químicos B.5g de cloro = 38. m3. É a relação entre a sua "massa molar" (átomo-grama. foram chamadas por Richter.….5g de cloro = 36. as mesmas quantidades que se combinam com a massa fixa de hidrogênio. de massas equivalentes: Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância capaz de reagir com 8g de oxigênio. Eqg (E) = Exemplos: Para o cálcio − Ca: Para o aluminio − Al: Para o oxigênio − O: IFES massa molar Valência Eqg = Ca/v = 40g/2 = 20g Eqg = Al/v = 27g/3 = 9g Eqg = O/v = 16g/2 = 8g Pág. C. combina-se com as massas m1. de um elemento químico A. Regras práticas.…. C. D. ou seja. 1. já em 1792. se os elementos B.…. reagirem entre si. m3.…. m2. têm a mesma capacidade de combinação. Quando uma massa fixa m.…. 70 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO cloro. A) e sua valência (v). m2. C. Equivalente-grama (E) de um elemento químico. m2.5g de cloreto de hidrogênio 3g de carbono + 35. As massas m1. 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 35. D. dos elementos químicos B.5g de tetracloreto de carbono Assim. Por esse motivo. ou segundo múltiplos ou submúltiplos delas. D.

6g 3 3 massa molar número de H ionizáveis Eqg = Eqg = IFES Pág.5g 1 1 H2SO4 98. − k é igual ao número de hidrogênios ionizáveis (H+): Eqg(A) = Exemplos: Para o ácido clorídrico ∶ (HCl) Para o ácido sulfúrico ∶ (H2SO4) Para o ácido fosfórico ∶ (H3PO4) Eqg = HCl 36. a) Ácido.33g Eqg = P/nox = 31/5 ≅ 6. 71 .4606g = ≅ 36.9952g = ≅ 32. terá igual número de equivalente-grama.2g 2.g 2 2 H2PO4 97.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o Sódio − Na: Eqg = Na/1 = 23/1 = 23g Quando o elemento químico tem número de oxidação variável e apresenta vários números de oxidação. Exemplos: Para o Fe+2: Para o Fe+3: Para o P+3: Para o P+5: Eqg = Fe /nox = 56g/2 = 28g Eqg = Fe/nox = 56g/3 ≅ 18.67g Eqg = P/nox = 31g/3 ≅ 10.0795g = ≅ 49. Equivalente-grama para a substância: Eqg(S) = massa molar k O valor de k é interpretado de acordo com o comportamento químico da substância.

5 H2O 249.9952g = ≅ 98g 1 1 b) Base.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o ácido hipofosforoso∶ (H3PO2) Eqg = H3PO2 97. −k é igual à valência total do cátion ou do ânion considerado.5g 2 2 Para o sulfeto de cálcio: (CaS) Para o fluoreto de bário: (BaF2) Para o sulfato de alumínio: Al2 SO4 3 342g E = = = 57g (Al2(SO4)3) 6 6 Para o sulfato de cobre II CuSO4 . 72 IFES . −k é igual ao número de hidroxilas (OH-).5g pentahidratado E= = = 124. Eqg (óxido) = massa molar valência Pág.75g 2 2 [CuSO4 . Eqg sal = massa molar valência total E= E= CaS 72g = = 36g 2 2 BaF2 175g = = 87. Eqg (base) = massa molar nº de OHEqg = NaOH 40g = = 40g 1 1 Ca(OH)2 74g = = 37g 2 2 3 Para o hidróxido de sódio ∶ (NaOH) Para o hidróxido de cálcio ∶ (Ca(OH)2) Eqg = Al OH Para o hidróxido de alumínio ∶ Eqg = (Al(OH)3) 3 = 78g = 26g 3 c) Sal. 5 H2O]: d) Óxido. − k é a valência do elemento ligado ao oxigênio.

533g = ≅ 19. Vejamos: Eqg (Cy+)(Ax+) = Eqg (Cy+) + Eqg (Ax+) Eqg (Cy+)(Ax+) = C A + = y x xC+yA xy valência total IFES Pág.29g 12 12 e) Equivalente-grama de um íon.  Para um anion: Eqg Ax.3g 6 6 Para o tetróxido de triferro (magnetita): Eqg Fe3O4 = Fe3O4 231.=  Para um cátion: Eqg Ay+ = Exemplos: Eqg (SO-2 4 ) SO-2 4 = 2 Ca 2 massa molar y massa molar x Eqg Ca2+ = Eqg (Al3) = Al 3 Observe que o equivalente-grama de um sal é a massa do sal que contem um equivalente-grama do respectivo íon. teremos: Eqg SO3 = SO3 80g = ≅ 13. 73 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para trióxido de enxofre.

Potanto.1575g 2×1 Para o Ca2(P2O7): Eqg Ca2(P2O7) = Casos Particulares. teremos: A equação iônica da reação é: 2MnO4. IFES Pág.5g ∆ total 5 Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio alcalino.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para o Mg(NO3)2: Eqg Mg NO3 2 = Mg NO3 2×1 2 = 148..+ H2O + 3[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio básico o Mn de nox +7 ao receber 3 elétrons passa para Mn de nox +4 (MnO3.-).+ 2(OH).atomicidade Ca2(P2O7) 254. Eqg oxidante ou redutor = massa molar ∆. Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn o ∆ total = 5. f) Oxidante ou redutor. 74 . −k é o número total de elétrons cedidos ou recebidos (∆ total).52475 2×2 4 Exemplos: Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio ácido.⇄ 2MnO3. Eqg (KMnO4) = KMnO4 158g = = 31. A equação iônica da reação é: 2MnO4.315g = 74. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 5.+ 6H++ ⇄ 2Mn++ + 3H2O + 5[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio ácido o Mn de nox +7 ao receber 5 elétrons passa para Mn de nox +2.099g = = 63.

K2SO4 + 2 HClO4 → H3PO4 + 2 KClO4 2 K+ + CO4. Exemplo: 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O IFES Pág. básico. Exemplos: 1− H2SO4 +NaOH → Na2HPO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 98g 1 2− H2SO4 + Al2(OH)3 → Al(OH)SO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 49g 2 h) O equivalente-grama de um sal ácido. Assim. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 3. 75 . Exemplos: Exemplo 1.67g Δx 3 g) Nas reações entre ácidos e bases com neutralização parcial. Eqg (K2SO4) = K2SO4 2 Exemplo 2. misto ou duplo é calculado em função do íon que toma parte na reação. Eqg KMnO4 = KMnO4 158g = = 52.→ 2 KClO4 Assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn. os equivalentes-gramas dos ácidos e das bases são calculados em função do número de H+ e OH.totalmente neutralizados. K2HPO4 + 3 Ag NO3 → 2 KNO3 + HNO3 + Ag2PO4 PO4-3 + 3 Ag+3 → Ag3PO4 Eqg (K2PO4) = K2PO4 3 corresponder à proporção dos i) Os equivalentes-grama devem coeficientes das equações.

Vejamos: 3 H2SO4 + 2Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O De fato. 76 . 2 1mol = 2 Eqg ou 3moles = 6 Eqg de H2O IFES Pág. produzindo n equivalentes de cada produto. Se: Eqg (H2SO4) = então: 1mol = 2 Eqg ou 3 moles = 6 Eqg de H2SO4 Faremos o mesmo raciocínio paras os outros compostos: Eqg (Al(OH)3) = mol . 2 Eqg (Al2(SO4)3 ) = Eqg (H2O) = então: mol .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3 H2SO4 = 6E 2 Al(OH)3 = 6E Al2(SO4)3 = 6E 3 H2O =6E Portanto. então: 1mol = 3 Eqg ou 2 moles = 6 Eqg de Al(OH)3 3 mol . n Equivalentes de uma substância A reage exatamente com n equivalentes da substância B. então: 1mol = 6 Eqg de Al2(SO4)3 6 mol .

77 .02 × 1023 360 g=360 g . 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O − − − − 3 moles 6Eqg 2 moles 6Eqg − − mol mol Eqg = Eqg = 2 3 − − − − (1mol = 2 Eqg) (1 mol = 3 Eqg) − − − − 6 Eqg 6Eqg 4.02 ×3×90 ×1023 átomos= 9.a) 1 mol CH3 COOH= 2 moles C + 4 moles H + 2 moles O IFES Pág.m. . H = 1 u. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS. O= 16 u. Qual o número de moléculas de água (H2O) presentes em 360g da substância? 1g 16 g 1 mol H2 O = 2 moles H + 1 mol O = 18 g 1 mol 6. × × 18g 1 mol 1 molécula 90 g= 6.a.02 ×1023 átomos = 18 = 1. Quantas moléculas correspondem a 300 gramas de ácido acético (CH3COOH)? Dados: (C = 12 u.0 3 ×1024 átomos 18 02.m. 20 ×1025 átomos 03. 01.13.02×1023 moléculas 3 atomos 90 g = 90g .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 1 molécula H2 O=2 átomos de H + 1 átomo de O = 3 átomos 1 mol 6.a.m. 18 g 1 mol = 360 ×6.

N=14 u) 1 moléc.05 moles 100g leite 40000 mg 06. Qual a massa de uma corrente de prata de lei que apresenta 5.1023 1 atg Ag = 6. MM (massa molecular) = 64 + 2×14 + 6×16 = 188 g 94 g = 94g Logo. Cu(NO3)2 = 9 átomos ( 1Cu. 05. Quantos mols de átomos de cálcio existem numa lata de 400 g de leite em pó? 100g leite=500 ml Ca 1000 mg 1 atg Ca = 40g× = 40000 ml 1g 400 g leite em pó= 400g leite . 500 mg Ca 1 mol (átomos) . 1 mol 9 átomos 1 moléc. =0. 6O) Cu(NO3)2 = 1×Cu + 2×N + 6×O Portanto.709 ×1024 átomos 1 mol 188g 6. Um recipiente contém 94 g de Cu(NO3)2. (Unirio-RJ) Em 100 g de leite em pó infantil. 78 . Quantos átomos há neste composto? Dados: (Cu=64 u. 94 g = 2.5%. respectivamente).02×1023 moléc. 2N. Sabe-se que a prata de lei é uma liga metálica constituída por prata e cobre (92.0. 1022 átomos de prata? Dados: Ag = 108u N = 6 . 1 mol 300 g = 300 g 60 g 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 mol CH3 COOH= 2×12 + 4×1 + 2×16 Logo.02 × 10 23 átomos = 108 g IFES Pág.5% e 7. existem 500 mg de cálcio. O=16 u.02 ×1023 1 mol moléculas 04.

O ar atmosférico seco. 79 .100 × 100% ≅ 9.14. 100 g ar=78g.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5.925 4. IFES Pág. Exercícios de Fixação 1.73 g 07. Assim. queremos o correspondente a 100% (ou 0. 21% de oxigênio e 1% de argônio em volume. 5% de Ag) = 0. = 78 21 1 de ar ≅ 28.02×1023 moléc. 28 32 40 100 g 1 mol de ar = 6× 1023 moléc. Mas. Qual o valor da massa molar média desse ar? Dados: N = 14u. 6×1023 moléc.925. Ar = 40u 100g de ar = 78g de N2 + 21g de O2 + 1g de Ar 6×1023 moléc. +1g. Determine a massa molecular das substâncias: a) S8 b) HClO c) H3PO4 d) Ba(OH)2 e) Ca3(PO4)2 2. não poluído. Determine o número de moléculas presentes em 4 moles de água. + 21g. 100 % = 0. 28g 32g 40g 78 21 1 + + ) × 6 × 1023 moléc.0 ×10 22 átomos × 108 g =90 g 6× 1023 átomos 90 g (correspondente a 92. 6. O = 16u.100).9 g ( + + ) 28 32 40 100g de ar = ( 90g 0. apresenta aproximadamente 78% de nitrogênio.0 ×1022 átomos= 5.

Determine o número de moléculas presentes em 90 g de água. 5.2 L de CO2 (g). As máscaras de oxigênio utilizadas para produzir oxigênio. Determine a massa total. Uma liga de zinco e ferro contém 20% de zinco. Calcule a massa molecular de certa substância X. nas CNTP. em litros ocupados nas CNTP por 5 moléculas gramas de CO2(g)? 4. 14.6 L do gás XO2 tem massa igual a 11g. 12. 5. 12. O oxigênio é produzido pela reação desse óxido com o dióxido de carbono e a água do ar exalado pelos pulmões. Determine a massa molecular de certo gás G. Calcular o número de mols presentes em 90 g de água. sabendo que 16 mols da mesma ―pesam‖ 38. Qual o número de átomos de ferro contidos em 7g dessa liga? 17. Determine a massa.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. Determine a atomicidade da substância sabendo que a massa atômica de G é 31 u. Determinar a massa. Qual o volume. 9. nas CNTP. de 12 x 1024 moléculas de H2S. em gramas. 15. em situações de emergência contêm o superóxido de potássio KO2. como mostra a equação: 4 KO2 (s) + 2 H2O (g) + 4 CO2 (g) ⟶ 4 KHCO3 (s)+ 3 O2 (g) IFES Pág. sabendo que nas CNTP. 340 g do mesmo ocupam um volume de 22. 13. 2. Se 1. ocupam. 6. calcule a massa molar de X. em gramas.24 L. presentes em: 2 mols de moléculas de H2 + 11. em litros.2 x 1023 moléculas da substância X pesam 12 mg.4 L. por 160 g de oxigênio gasoso (O2) nas CNTP? 11.4 g de uma substância simples e gasosa Gn. 10.4 g. Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 8. Nas CNTP.m. de 11.a. Qual o volume ocupado. em gramas. Qual a massa atômica de X? 16. 7. 80 .2 L de C2H2(g) nas CNTP.

constante de Avogadro = 6. Dados: NA: 6×1023 . H = 1.00. pode ser utilizado para substituir o açúcar de cana. uma superfície foi recoberta por uma camada de ouro. Sendo assim. 20.2 mols de Al(NO3)3.8 gramas de açúcar de cana. por meio de deposição a vácuo.66 ×10-8g de 2-fenil-etanol. 81 .5 mg de amônia por cigarro. massa molar do ouro = 197 g/mol. Sabendo que para recobrir essa chapa foram necessários 2 x 10 20 átomos de ouro. (Fuvest – 2002) O aspartame. -12 Aproximadamente 10 g de tal composto de fórmula C18H38O devem estar presentes para que seja eficaz. Bastam 42 miligramas de aspartame para produzir a mesma sensação de doçura que 6. a) Encontre o número de moles de íons em: a) 2 moles 2 mols de Fe2(SO4)3. qual será a quantidade de matéria em mols de oxigênio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Considere que uma pessoa exale 1. Os cigarros canadenses têm. Supondo-se diluição uniforme na água. quantas vezes. Calcule a quantidade de mols de moléculas existentes em 8. 1 g de ouro = R$ 17. inalada por ela será aproximadamente? 18. Quantas moléculas isso representa? Dados: massas molares: C = 12 g/mol.0 × 102 mol de CO2 por minuto. um adoçante artificial.0x1023 moléculas por mol. Peixes machos de certa espécie são capazes de detectar a massa de 3. O =16 g/mol. b) 0.5 mg de amônia. Ao fim de 5 minutos. (Mackenzie – 2001) Estudos apontam que a amônia (NH3) adicionada ao tabaco aumenta os níveis de absorção de nicotina pelo organismo. aproximadamente. adoçante artificial: 300. o número de moléculas de açúcar de cana deve ser maior do que o número de moléculas de aspartame para que tenha o mesmo efeito sobre o paladar? Dados: massas molares aproximadas (g/mol) açúcar de cana: 340. H = 1 g/mol. muitas espécies fêmeas de insetos secretam compostos químicos chamados feromônios. indique o número mínimo de moléculas de 2-fenil-etanol por litro de água. que está dissolvida em 1 milhão de litros de água. em média. detectado pelo peixe macho. 22. Dados: as massas molares (g/mol): N = 14. 21. determine o custo do ouro usado nessa etapa do processo de fabricação. 8. valor bem mais baixo do que a média nacional (Veja 29/05/96). Dados: massa molar do 2-fenil-etanol é 122 g/mol. (FUVEST-SP) Na fabricação de chapas para circuitos eletrônicos. substância produzida pelas fêmeas. (FGV-SP) Para atrair machos para acasalamento. 19. IFES Pág.

As teorias que explicam a formação das ligações químicas permitem prever a fórmula molecular. Dados: A massa atômica do enxofre é 32.1) + (2×16) = 64. determinar a fórmula molecular de uma substância e outros tipos de fórmulas. Exemplo: Uma molécula de dióxido de enxofre. O que significa. Fórmula é a representação gráfica da composição de uma substância. Estudaremos de que maneira é possível.1. através da análise de dados experimentais. em qualquer composto químico. Calcular a composição (em tanto por cento) da molécula de SO2. estrutural e eletrônica de uma substância molecular e a fórmula empírica de uma substância iônica. Composições percentuais e fórmulas químicas. formado por dois ou mais elementos diferentes. SO2. que Al (OH)3 de hidróxido de alumínio que se obtém no Brasil terá a mesma porcentagem de alumínio. IFES Pág. por exemplo. como a centesimal e a mínima. Cálculos de Fórmulas. é possível saber o percentual de massa de cada elemento no composto. contém um átomo de enxofre e dois de oxigênio. que você pode obter em qualquer outro lugar do mundo. ou numa certa composição percentual.1u e a do oxigênio 16. O problema pode ser resolvido por duas vias: (1) – Utilizando unidades de massa atômica: Massa molecular do SO2 m(SO2) = mA(S)+ 2mA(O) = (32. Uma lei fundamental da química sustenta que.0u. Conhecido um composto químico.1. eles estão presentes no composto em uma quantidade. 82 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE V 4.1 u. Diversos tipos de fórmulas são utilizados. 4. oxigênio e hidrogênio.

Porcentagem do enxofre no composto: Se em 64. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 32. IFES Pág.9% Massa SO2 64.1 g S =51. de um composto é a menor relação entre o número de átomos presentes em uma molécula desse composto.499 ou 49.1 g de SO2 Porcentagem do oxigênio no composto: Se em 64. A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual). Através da composição percentual de um composto pode-se conhecer sua fórmula empírica.1u Percentagem do oxigênio no composto: %O = ( massa O 2×16 u )= = 0.0g O =49.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Percentagem do S no composto: %S = ( massa S 32.2.1u (2) − Utilizando gramas: 1 mol de moléculas de SO2 (64.501 ou 50.1 g de SO2 temos 32. Conhecida a composição percentual de um composto ou sua composição elementar em gramas.1 g) contém 1 mol de átomos de enxofre (32.1% S 64.1% Massa SO2 64. ou fórmula empírica. Fórmula empírica: A fórmula mais simples.1 g) e 2 moles de átomos de oxigênio (2×16. se pode determinar sua fórmula mais simples mediante cálculos elementares.0 g de oxigênio.1 g de SO2 4. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 2×16.1 g de SO2 temos 32.1 g de enxofre.9% O 64.0 g). 83 .1 u )= = 0.

28 4. têm-se a relação dos átomos na fórmula empírica: n(C) = n(O) = 2.54 ≅2 2.7 g ao oxigênio.3 g) × 1 mol átomos de C = 2. Exemplos: IFES Pág.28 A fórmula empírica corresponde ao dióxido de carbono será: CO2.54 16.7% de oxigênio (em massa).0 g C 1 mol átomos de O = 4.28 12. medido em condições normais de pressão e temperatura (760 mm Hg de pressão. O volume molar. A partir desta relação. Determinar a fórmula empírica desse composto.3 g ao carbono e 72. Com isso.3% de carbono e uns 72.3. Para resolver o problema consideremos 100 g do composto. É o volume ocupado por um mol de qualquer gás. desses 100 g correspondem 27.28 =1 2. Dada a composição porcentual do mesmo. 4. chega-se a uma relação empírica inteira entre ambos. 1 atm e 0 ºC de temperatura) e tem um valor de 22. se pode calcular o número de moles de átomos de cada elemento: Moles de átomos de carbono = (27.0 g O Moles de átomos de oxigênio = (72. ou seja.4 L.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: A análise de uma amostra de um composto puro revela que contém uns 27. Nos cálculos com gases é conveniente adotar a unidade universal de volume: o volume molar.7 g) × Dividindo os dois números obtidos. 84 .

A maioria dessas reações inclui ao oxigênio do ar (O2) como reagente. Volumes Molares. a glicose C6H12O6). e hidrogênio em H2O. IFES Pág. Princípio do método.023 × 1023 moléculas 6.4 l 22. Quando conhecemos a modo com que uma série de sustâncias reage entre si.023 × 1023 átomos 6.4 l 22. Um exemplo: Consideremos a combustão do álcool isopropílico. Na ocasião em que um composto com H e C é queimado num dispositivo especial. 85 . reagem com o oxigênio do ar para formar dióxido de carbono (CO2) e água (H2O). hidrogênio e oxigênio (por exemplo. É a chamada análise quantitativa.4 l Número de partículas 6. o álcool metílico CH3OH. todo o carbono é convertido em CO2. Análises de Combustão. que quando se queimam. é factível determinar características quantitativas delas (entre outras. O CO2 é então capturado (usando-se o hidróxido de sódio) para podemos saber o quanto CO2 foi produzido pela simples medição da mudança de peso da amostra.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 3. que tem carbono. Da mesma forma.023 × 1023 moléculas 4. Uma classe de compostos que podem participar nas reações de combustão são os hidrocarbonetos. Outros compostos. Gás 1 mol de Hélio 1 mol de Hidrogênio 1 mol de Butano Massa 4g 2g 58 g Volume (CNTP) 22. na presença de O. As reações de combustão são reações rápidas que produzem uma chama.4. a sua fórmula e até sua fórmula molecular − no caso de conhecermos a massa molecular da sustância). também se queimam na presença de oxigênio (O2) para produzir CO2 e H2O. podemos saber quanto H foi produzido através H2O medindo a variação da massa de uma amostra de perclorato de magnésio.

034 g 1 mol H A quantidade de oxigênio na amostra original não pode ser obtida a partir do massa dos produtos de combustão. parcialmente. Com esta informação podemos calcular a quantidade de C e H na amostra: m(CO2) = 1m(C) +2×m(O) = 44 g m(H2O) = 2m(H) + m(O) = 18.0128 moles de C.0 g 12. então: em 0.154 g de C mol de C Mas. teremos 0. H e O. no entanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma análise de uma amostra de 0.0128 moles de CO2. que pode vir. Assim.017).154 g (C) + 0. 0.0128 moles de CO2 44.034 moles de H × 1g = 0. 0. m(Amostra) = 0. uma vez que CO2 e H2O contêm oxigênio. 0.034 = 0.0 g Portanto.561 g de CO2 e 0.306 g de H2O × 1 mol deH2O = 0. verificamos que foram produzidos 0. Ao queimá-la.306 g de H2O. Logo.561 g de CO2 × 1 mol de CO2 = 0. O conteúdo em oxigênio na amostra pode.0128 moles de C × Como 0.255 – 0.017 moles de H2O contém 0.154 – 0. 86 . do oxigênio combinado no composto e.255 g do álcool revela que esta tem unicamente o três elementos: C.255g m(O) = 0.0 g Como um mol de CO2 tem um mol de C e dois de O. parcialmente. do oxigênio do fluxo gasoso usado no processo de combustão.01g = 0.034 moles de H (2×0.034 g (H) + m(O) = 0. 0. ser obtida por diferença.067 g O IFES Pág.017 moles de H2O 18.

0042 0.1 gramas de cloro. Logo.9% de mercúrio e 26. o que temos é: 0.9 g Hg × 26.736 mol Cl 35.45 g IFES Pág.0042 0. que representa cada massa individual de cada átomo.0042 moles O ≅ 1 mol O 0. em suma.0340 moles de Hidrogênio 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou.368 moles Hg 200.0128 moles de Carbono 0.0340 𝑚𝑜𝑙𝑒𝑠 𝐻 ≅ 8 moles H 0. 87 . 1. se dividirmos pela menor quantidade (0.0128 moles C ≅ 3 moles C 0.0042 moles de O 15.0042 moles de Oxigênio Com esta informação podemos encontrar a fórmula empírica.999 g Assim.067 g de O × 1 mol de O = 0. 0. Calculando o número de moles. Qual é a fórmula empírica do composto? Suponhamos que temos uma amostra de 100 gramas deste composto. O mercúrio forma um composto com cloro que tem 73. é provável que a amostra tenha a fórmula empírica: C3H8O.59 g 1 mol = 0. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS. 4.1 g Cl × 1 mol = 0.9 gramas de mercúrio e 26.0042 )para obter números inteiros: 0.5. teremos: 73. Então a amostra terá 73.1% de cloro em massa.0042 Considerando o erro experimental.

vem: 2.27 moles 16 g O 54.27). que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é: 132.27 =1 9. converteremos as percentagens dadas aos totais de grama e. a fórmula empírica é HgCl2.27 = 4 4. assim: m(C2H4O) = 2×12.32 g O × Dividindo cada uma dos números de moles pelo menor dos três (nesse caso 2.54 moles C/2.16.15 g H × 1 mol = 9.0 + 4×1.0 Como n(Cl) = 2 × n(Hg).368 mol Hg = 2. fórmula empírica igual a C2H4O.0 + 1×16.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando a proporção molar dos elementos.15 %.27 moles O /2.27 = 2 No entanto. 2. em moles: 9.53 g C × 36. Uma análise quantitativa dá o seguinte % em massa: H = 9. 88 . m(C2H4O) = 2 × m(C) + 4 × m(H) + 1 × m(O). vem: n(Cl) = n(Hg) 0.0 = 44g/mol O fator comum.736 mol Cl 0. Assumindo uma amostra de 100 gramas.53 % e O = 36.32 %.15 moles 1gH 1 mol = 4.15 moles H/2.16/ 44 = 3 A solução: Multiplique C2H4O pelo fator comum: C (2 × 3) H (4 × 3) O (1 × 3) = C6H12O3 IFES Pág. Determinar a fórmula molecular.54 moles 12 g C 1 mol = 2. C = 54. sabendo que: massa molecular é igual 132. por conseguinte.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3.50).50 moles Fe /0. vem: 0. 89 . S=32 e O=16 g. Determine a fórmula molecular dessa substância sabendo-se que sua massa molecular é igual a 400 g e que as massas atômicas são: Fe=56.75 moles 32 g S 1 mol = 3. em massa. Assumindo uma amostra de 100 gramas. teremos: 28 g Fe× 24 g S× 1 mol = 0.00 moles 16 g O 48 g O× Dividindo esses moles pelo menor dos três (nesse caso 0. A análise quantitativa de uma substância mostrou que ela é formada por 28% de ferro.50 = 1.30 = 6. 24% de enxofre e 4.50 moles 56 g Fe 1 mol = 0.75 moles S /0. têm-se: mFe = 4 × 28 g × 1 mol = 2 moles Fe 56 g IFES Pág.8% de oxigênio. vem: n Fe = 2 nS=3 n O = 12 Como m(C) = 2 × m(Fe) + 3 × m(S) + 12 × m(O).00 moles O /0.50 = 1 0. vêm: mFe mS mO mFe + mS + mO 400 = = = = =4 28 g 24 g 48 g 100g 100 Logo. então: m(Fe2S3O12) = 2 × 56 + 3 × 32 + 12 × 16 = 400 g A solução: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 2º Método: Usando-se a proporcionalidade entre as massas.0 Que multiplicando por 2.5 3.

7 g ou 6.0% 3. mH = 0.60 × 100 = 6. O=16g. 0. Dados: C =12. nH = 12.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mS = 4 × 24 g × mO = 4×48 g× 1 mol = 3 moles S 32 g 1 mol = 12 moles O 16 g Logo.0 g dessa substância contêm 1.60 g de oxigênio (massa molecular da glicose =180 g).0 g 100 = 53.0 g 100 = 40.60 3.20 g de hidrogênio e 1.20 1.0 nC = 6.0 g Como mC = 12 × nC.60 Se fizermos mGLICOSE = 100g. Determinar a fórmula percentual em massa e a fórmula molecular. Como existe proporção entre as massas dos elementos constituintes. vem: mH mC mO = = 0.3% 3.20 g de carbono.0 g Assim.60 3.20 1. H=1g.0 g ou 40.3 g ou 53.20 1.20 × mH = 1.20 1. A análise quantitativa da glicose mostrou que 3.20 × mC = 1. a solução como queríamos demonstrar é: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 4. então: 12 × nC 1 × nH 16 × nO 180 = = = 0.7% 3. mO = 16 × nO.20 1. 90 . mH = 1 × nH. IFES Pág. encontraremos um percentual em massa de cada constituinte.20 1. mH mC mO 100 = = = 0.

usando as massas atômicas da tabela periódica.337 A razão molar dos elementos é a representação dos índices na fórmula empírica: CaO2H2 .8 g O × 1 mol Ca = 0.98 ≅ 2 moles 0. IFES Pág.52 % de N e 27.30 g/mol) Como foram indicadas percentagens.337 moles H 1.675 g H × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (0. Calcule a fórmula empírica do aspartame e encontre sua fórmula molecular.337 0.337) e arredondando para o número inteiro mais próximo.668 mol H =1. 6.1 g Ca 1 mol Ca = 0.18% de O.01 g H 0. 9. vêm: 0. 10.337 mol Ca = 1 mol Ca 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO nO = 6 Portanto. (Dados: massa molar de aspartame é 294.16 C de H.5 g Ca × 10. 6.337 0.14 de C. a fórmula molecular da glicose é: C6H12O6.5 g Ca.675 g H.337 moles Ca 40.0 g Ca 1 mol H = 0.00 moles de O 0. 91 .675 moles Ca 16. Um composto foi analisado e verificou-se que contêm 13. 5. assumiremos que a massa total é de 100 gramas para que a massa de cada elemento seja igual à porcentagem determinada.ou melhor: Ca(OH)2. vêm: 13. Aspartame é % 57. Qual é a fórmula empírica do composto? Convertendo a massa de cada elemento para moles.8 g O e 0.675 = 2.

n(N) = 2. n(O) = 5 Obtemos.16 g H × 9. vem: n(C) =14.0) = 18(1.68 0.76 0.10 moles H 1.10 0.68 mol C = 7 mol C mol H = 8.7% de hidrogênio e 53. vêm: 4. a fórmula empírica é a fórmula molecular.0 g O 6. 7. encontrando a massa da fórmula empírica e a relação entre elas: C14H18N2O5 = 14(12. 92 .68 1.68 moles de N 14. Assim.76 mol C 12.0 g Ca 1 mol H = 6.18 g O × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (4.70 moles de O 16.52 g N × 27.76) e arredondando para o número inteiro mais próximo.01) + 2(14.70 0. IFES Pág.0) = 294g/mol massa molar 294.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 57. 6.68 6.3 g = ≅1 fórmula empírica 294 g Assim. assim. n(H) =18.50 moles de O Que multiplicando por 2.0 g N 1 mol O = 1. Determine a fórmula mínima de um composto que encerra 40% de carbono.14 C × 1 mol C = 4. podemos encontrar a fórmula molecular.0) + 5(16.00 moles de N = 2.68 0. a fórmula empírica: C14H12N2O5 Agora. Há proporção entre os números de moles de átomos.98 ≅ 9 moles H = 1.01 g H 1 mol N = 0.3% de hidrogênio.

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mC mH mO = = 40 g 6,7 53,3 12×nC 1×mH 16×nO = = 40 g 6,7 53,3 nC mH nO = = 40 6,7 53,3 g 12 1 16 mC mH mO = = 3,33 g 6,7 3,33 mC mH mO = = 3,33 3,33 6,7 g g g 3,33 3,33 3,33 1 1 ≅2 Portanto, a resposta: CH2O 8. Determine a fórmula estequiométrica de um composto que encerre 28,8% de Al, 21,87% de Si e 50% de O. Temos, mAl mSi mO = = 28,8 g 21,87 50,0 26,981 × nAl 28,0855 × nSi 15,9994 × nO = = 28,8 g 21,87 50,0 nAl nSi nO = = 28,8 21,87 50,0 g 26,9815 28,0855 15,9994 nAl nSi nO = = 1,07 0,779 3,125 nAl 1,07 0,779 nSi nO = 0,779 = 3,125 0,779 0,779

nAl nSi nO = = 1,37 1,000 4,011 Na tentativa de obtermos números inteiros, encontraremos uma boa aproximação ao multiplicarmos por 3. Assim,
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nAl nSi nO = = 3×1,37 3×1,000 3×4,011 n(Al) ≅ 3, n(Si) = 3, n(O) ≅ 12 Logo, Al4Si3O12 ou Al4(SiO4)3 é a fórmula procurada. 9. 3,42 g de uma substância x contêm 0,54 g de Al, 0,96 g de S e 1,92 g de O. Determine a fórmula mínima percentual em massa e a fórmula mínima dessa substância. (Dados: Al = 26,9815 u, S = 32,0660 u, O = 15,9994 u) 0,54 g × 0,96 g × 1,92 g × 1 mol Al ≅ 0,0200 moles Al 26,9815 1 mol S ≅ 0,0299 moles S 32,0660 1mol O ≅ 0,1200 moles O 15,9994

Dividindo os valores encontrados pelo menor (0,1200), vem: 0,0200/0,0200 = 1 mol Al 0,0299/0,0200 = 1,495 moles S 0,1200/0,0200 = 6 mole H Que multiplicando por 2, vem: n(Al) = 2 moles n(S) = 3 moles n(O) = 12 moles Portanto, Al2S3O12 = Al2(SO4)3 é a fórmula procurada. 10. Calcule a fórmula de um composto formado por nitrogênio e hidrogênio, cuja análise de 32 g de uma amostra revelou a presença de 87,5% (% em massa) de nitrogênio.

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(Dados: as massas molares (g/ mol) do N =14 e H = 1) Assumindo que a massa total é de 100 gramas, têm-se: m N = 87,5 g = 87,5 g × 1 mol N = 6,25 14 g 1mol H =12,5 moles 1g

m H = 100 - 87,5 g = 12,5 g = 12,5 g × Que divididas por 6,25, vêm: n N = n H = 6,25 = 1 mol 6,25 12,5 = 2 moles 6,25

Como m(NH2) = 14 + 2 = 16, então: O fator comum, que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é, assim: 32/16 = 2 A fórmula procurada é: N(1×2)H(2×2) = N2H4

11. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado A forneceu o seguinte resultado: 0,365 g de A deram por combustão 0,66g de CO2 e 0,315 g H2O. 0,146 g de A deram por combustão 23,6 cm3 de nitrogênio medidos a 14ºC 2 772 mmHg de pressão. A tensão de vapor d’água a 14ºC é 12 mmHg. A massa molecular de A, determinado pelo processo ebulométrico é 77. Calculo a fórmula molecular de A e propor uma fórmula estrutura possível para o mesmo composto. Temos: 0,365g A = 0,66g CO2 + 0,315g H2O 0,146g A = 23,6cm3 de N (T = 14ºC e P = 727 mmHg; pv(H2O) = 12mmHg) Calculando a composição dos elementos, vem:
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a) n(CO2) = n(C) = ½n(O) 0,66g CO2 × Portanto, n(C) = 0,015 moles C 0,015 moles C × 12 g = 0,18 g C 1 mol 1 mol = 0,015 moles CO2 (12+2×16)

b) n(H2O) = ½n(H) = n(O) 0,315g H2 O× 1mol = 0,0175 moles H2 O 18g

n(H) = 2×n(H2O) = 2× 0,0175 = 0,035 moles H 0,035 moles H× 1g = 0,035 g H 1 mol P×V Po ×Vo = T To

c) Para o Nitrogênio, teremos: V=

720-12 mmHg×23,6cm3 ×273K = 22, 449 cm3 = 0,0 224 L 273+14 K× (760mmHg) 1amt 1 mol = 0,001 moles N2 22,4 (14g×2) = 0,028g N 1 mol

0,0224 L N2 ×

0,001 moles N ×

0,146 g A = 0,028g N, logo: 0,028 g N = 0,070 g N 0,145 g A 1 mol 0,070 g N × = 0,005 moles N 14 g 0,365g A × c) Para o O: m(A) = m(H) + m(O) + m(C) + m(N) 0,18 g 0,070 g 0,365 g 0,035 g

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m(O) = 0,08 g O 0,08g × 1 mol ≅ 0,005 moles O 16 g

Assim, em suma, o que temos é: 0,015 moles C 0,035 moles H 0,005 moles O 0,005 moles N Que dividido por 0,005 (o menor valor), vem: (0,015/0,005) moles C = 3 moles C (0,035/0,005) moles H = 7 moles H (0,005/0,005) moles O = 1 mol O (0,005/0,005) moles N = 1 mol N Logo, Fórmula molecular: C3H7ON

Possível fórmula estrutural:

Fig. 54

12. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado X forneceu o seguinte resultado: 0,177 g de X deram por combustão 0,264 g de CO2 e 0,135 g de H2O.

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então: Uma solução 1N de H2SO4 diz que: em 1 litro teremos 1 eqg H2SO4.48% c) Para o N: A reação de neutralização é: 2NH3 + H2SO4 → (NH4)2SO4 2moles 1mol 1mol Lembrando que a normalidade de uma solução (N) é o número de equivalentes do soluto em um litro da solução. então: Pág. 1 litro = 1000 cm3 = 1 eqg H2SO4 Como equivalente-grama (E) de um de um ácido é a relação entre massa molecular m(A) e o número de hidrogênios ácidos ou ionizáveis. Calculando a composição dos elementos.885 g de X.0075 moles H2O 18 g n (H) = 2 n(H2O) = 0. 98 IFES .0848 ou 8.4068 ou 40.006 moles C (0.006 moles CO2 n(C) =n(CO2) = 0.015 moles H (0. obteve-se uma quantidade de amônia (gás amoníaco) que necessitou de 15 cm3 de solução de 1N de H2SO4 para completa neutralização.072/0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na dosagem de nitrogênio de acordo com o processo de Kjeldahl de 0.177 = 0. Calcule a fórmula empírica de X.177 = 0.015g H) %C = 0. vem: a) Para o C: 0.015/ 0.264 g de CO2 × 1 mol 44 g = 0.135 g de H2O × 1 mol = 0.072 g C) %C = 0.68% b) Para o H: 0.

39 8.39/1. temos: %O = 100 – (40.73/14 nC nH nO nN = = = 3.21/0.48 27.885 = 0.11 23. temos: %C = 0.73 nC nH nO nN = = = 40.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Equivalente-grama H2SO4 = Assim.00 IFES Pág.11% f) Cálculo da fórmula mínima: mC mH mO mN = = = 40.00 5.694 8.694 1.48/1 27. 15 cm3 1 eqg H2 SO4 1000 cm3 1 mol H2 SO4 2 eqg H2 SO4 2 moles NH3 = 1 moles H2 SO4 = 0.68/12 8. 99 .015 moles N)(14 g/1 mol) = 0.11/16 23.48/1.21 g N d) Para o N.695 nC nH nO nN = = = 3.2373 ou 23.68 + 8.48 1.73% e) Para o O.68 8.694 1.695/1.694/1.00 1.00 1. mmol( H2SO4) 2 1 mol H2SO4 = 2 × Eqg H2SO4 Logo.11 23.015 moles N 1 moles NH3 (0.48 + 23.73 12×nC 1×nH 16×nO 14×nN = = = 40.68 8.73) = 27.694 nC nH nO nN = = = 2.694 1.48 27.015 moles NH3)( 1mol N ) = 0.015 moles NH3 (0.

a fórmula empírica é: C2H5ON. m(Amostra) = m(C) + m(H) + m(O) 0. 55 g) A fórmula molecular é do tipo: (C2H5ON)n 13.002 g de CO2 e 1.819 g 1 mol C 1g = 0. possivelmente: Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.183g 1.367g do composto são determinados como sendo: (0.06825 1 mol CO2 44g CO2 1 mol H2 O 18g H2 O 1 mol C 1 mol CO2 2 mol H 1 mol H2 O 12g = 0. 0s números de moles dos elementos em 1.640 g H2 O Mas. Se o composto original contiver somente C. m(O) = 1. qual será sua forma empírica? É necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e. na amostra original. Uma amostra de 1.002 g CO2 m H = 1.819 g 0.365 g Assim.819g C)(1 mol/12g) = 0. H e O. m C = 3.183g = 0.365 g − 0.364 g Agora o problema pode ser resolvido pelo procedimento usual.640 g de H2O.367 g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3.819 g − 0. 100 .182 g 1 mol H IFES Pág. por conseqüência.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0. Um composto quartenário contém: C−18.1 N de H2SO4 significa que: 1 litro de solução = 1000 cm3 = 0.099g desse composto quando tratado pelo Ag(NO3)3. Qual a sua fórmula empírica? mm (AgI) = 107.02275.1175 234.0033 eqg NH3 (0. que recolhido e neutralizado por 33 cm3 de solução 0.18300/0.02275 Que divididos por 0.1N de H2SO4. H−1.5% 0. Pede-se a percentagem de nitrogênio no composto.8682 + 126.0033 eqg NH3)( %N = 1 mol NH3 14N )( ) = 0. 101 .1 eqg H2SO4 ) = 0.18300 (0.183g H)(1 mol/1g) = 0. 14. produzem 0. A análise de 0. 8:1.0033 eqg H2SO4 1000 cm3 Mas neqg H2SO4 = neqg NH3 = 0.18%.02275//0.06825/0. a fórmula empírica é C3H8O.02275) ≅ 8 (0.9045 ≅ 234.7727 IFES Pág.44g de um composto orgânico obteve-se uma quantidade de gás amoníaco (amônia). NH3 NEUTRALIZADOS 33 cm3 H2 SO4 0.44g 15.0462g N 1 eqg NH3 1 mol NH3 0.02275) = 1 Como estão na razão 3.9045 = 0.78 mI 126. pelo processo de Carius.0462g = 0. assim: nEqg H2SO4 = (33 cm3)( 0. verificou-se que 0.364 g O)(1 mol/16g) = 0.51% . vem: (0.1 eqg H2SO4. Na dosagem do iodo.1N Uma solução 0.1175g de AgI.02275) = 3 (0.105 ou 10.

14% 0. Qual a sua fórmula empírica? mm (BaSO4) = 137+32+4×16 = 233g 32g S = 0.515 1.51 64.14) = 16.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mI = 0.333g deste composto quando tratados por BaSO4 produzem 0.69%.18 1.17 1.17% Cálculo da formula empírica: 12 nC 1nH 127nI 16nO = = = 18.505 nC nH nI nO = = = 3 3 1 2 Portanto a fórmula molecular é: C3H3IO2 16.0512g 233g BaSO4 Com esta informação.18 + 1. H−3.505 0.14 18.3731g de BaSO4 0.18 16.14+64. calculamos o percentual de enxofre e oxigênio: 0.515 1.51 0.17 nC nH nI nO = = = 64. 102 .505 0.0635g %I = Logo.51+64.01 nC nH nI nO = = = 1.505 0.51 0.505 1. Um composto orgânico contém: C−57.0635 ×100 = 64. %O = 100 – ( 18.099 IFES Pág.51 127 12 16 1 nC nH nI nO = = = 1.01 1.505 0.14 16.84% Na dosagem de enxofre 0.3731g de BaSO4.

84) = 23.38 23.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO %S = 0.38 23.480625 nH nC nS nO = = = 7.84 4.480625 1.38 16 1 12 32 nH nC nS nO = = = 3.09 1×nH 12×nC 32×nS 16×nO = = = 3. O composto B.6% de C e 9. teremos 2 compostos A e B.09 3.84 57.69+3. 103 .84 4.61% IFES Pág.00 Ou.69 15. O composto A tem 54.480625 1.0512 ×100= 15.38% de S 0. mH mC mS mO = = = 3.38+57.00 3.84 57.84 57.09% de H.8075 0.443125 0.09 nH nC nS nO = = = 23.00 1. contem 62. Qual é o alceno original e qual sua estrutura? Temos: Composto A: C−54.480625 0. C10H8SO3 17.333 Para o oxigênio: %O = 100 – (15. Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando o produto obtido.480625 0.00% de C e 10.69 15.480625 0.443125 nH nC nS nO = = = 3.40% de H.09% de O Assim.8075 0.69 15.98 10. uma cetona. aproximando: nH nC nS nO = = = 8 10 1 3 Ou.

61+9.27 2.09 2. têm-se: IFES Pág.09 36. para o produto A têm-se: mH mC mO = = 9. C2H4O Fig.09 54.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H−9.27 nH nC nO = = 4 2 1 Ou.09 54. 56 Para o composto B.27 4.61 1 16 12 nH nC nO = = 9.09% O−(100-(54.61 36.55 2.61 36.3 nH nC nO = = 9. 104 .27 2.09 4.3 1×nH 12×nC 16×nO = = 9.00+10.3 54.40)) = 27.3% Composto B: C−62.40% O−(100-(62.6% Assim.09)) = 36.55 2.27 nH nC nO = = 9.00% H−10.

40 62.00 27. Fig. 105 IFES .40 62. 57 Portanto.6 nH nC nO = = 10.99 1.73 5.40 5. o alceno original é: C6H12 Pág.40 62.00 27.17 1.00 27.01 2.17 1.6 1×nH 12×nC 16×nO = = 10.6 1 12 16 nH nC nO = = 10.73 1.73 1.40 1.73 nH nC nO = = 10.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH mC mO = = 10.73 nH nC nO = = 6.00 Ou .

442 3. mC mI mH = = 37.65 nC nI nH = = 0.16 56.19 6. 58 18.16 56.65 12×nC 127×nI 1×nH = = 37.19 6.16 56.65% de H Assim.65 0.16+56.19 6. 106 .442 0.65 nC nI nH = = 37.442 6.16% I−56.19) = 6.65 12 127 1 nC nI nH = = 3.19% Qual a sua fórmula empírica? %I = 100 – (37. A análise elementar de um composto (iodeto de alcoila) forneceu a seguinte composição: C−37.097 6. a resposta é C7H15I IFES Pág.097 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.442 nC nI nH = = 7 1 15 Portanto.442 0.

H = 1.958 1 nC nH nC = = 4. Sabe-se que este composto contém dois átomos de nitrogênio por molécula. 107 . Segue as possíveis fórmulas planas: IFES Pág. A nicotina contém 73.956 6. Quais são as fórmulas empíricas e moleculares da nicotina.5 8.3 73.5 8.6 17.956 6.236 1.6 17.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.6 1.236 1.3 nC nH nC = = 8.125 1.6 6.236 nC nH nC = = 1.3% de nitrogênio.6% de hidrogênio e 17.5% de carbono.236 nC nH nC = = 4. Dados Massas atômicas: C = 12.125 8. 59 19.5 1 14 12 nC nH nC = = 6.236 8. N = 14 mC mH mN = = 73.958 1 ≅7 ≅5 Fórmula mínima: C5 H7N e Fórmula molecular: C10H14N2.6 17. 8.3 12×nC 1×nH 12×nC = = 73.

IFES Pág.63 +10.37×1.37% de nitrogênio.1 ≅ 9 12 9. A sua fórmula molecular é: C9H13N (Figura61).37 = 1. 9.63 10.37 = 13.37 12×nC 1×nH 14×nN mm(benzidrina) = = = 80 9. Anfetaminas são aminas utilizadas como estimulantes e vulgarmente conhecidas por "bolinhas". 12×nC 1×nH 14×nN 12×nC + 12×nN +14×nN = = = 80 9.37 100 nC = nH = nH = 80×1.37 100 12×nC 1×nH 14×nN 135g = = = = 1. 60: Isômeros. que apresenta a seguinte composição percentual: 80% de carbono.63×1. Sabendo-se que a sua massa molar é 135 g/mol.63 10. Uma dessas substâncias é a benzedrina.63 10.37 80 + 9.35 80 9.37 = 9.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 20. 108 .1931 ≅ 13 1 10. calcule a sua fórmula molecular.63% de hidrogênio e 10.014 ≅ 1 14 Assim.

um dos componentes das proteínas dos seres vivos.3 nC nH nN nO = = = 21.514 1.033 6.1% 47.1 21.499 2.514 1.3 14 12 1 16 2.4% 23.514 2.269 1.100 1. Apresenta a seguinte composição elementar: Tabela 15: Composição Elementar.6% Calcule a sua fórmula molecular. vem: mC mH mN mO = = = 4 8 2 3 Portanto. A Asparagina é um dos aminoácidos codificados pelo código genético. IFES Pág.5% H (hidrogênio) 6.033 6. sendo.000 4.2 36.3% 17.514 1.029 1.1 21. 21. mC mH mN mO = = = 36. 100 2.2 36.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.8% O(oxigênio) 36. 61.4 6.1 36.269 mC mH mN mO = = = 3.514 mC mH mN mO = = = 3.2% 11.3 12×nC 1×nH 14×nN 16×nO = = = 36. portanto.514 1.100 ≅1.1% N (nitrogênio) 21.514 1.4 6. 109 .269 ≅3.033 ≅6.003 Multiplicando o denominador por 2.2 36. Elemento Fração de massa Fração atômica C (carbono) 36. C4H8N2O3 (Figura 62).4 6.

a fórmula empírica é U3O8.0281 moles O 16 g 0.02 mols de O = = n(U) 3(1 mol) U 3 moles de U Por consequência.676) moles O 8.500 g de U e  0.0105 moles de U 1 moles de U 1 mol U n O 3. Determine a fórmula empírica do óxido.0105 moles de U 238.(2.640g de H2O.449 g O 1 mol U = 0.0281 moles O n O 0.500 g de urânio foi aquecida ao ar.0095 g 1 mol C 1mol CO2 12g = 0.500g U) n O = 0. 2. 23. n(U) = (2. na amostra original. Se o composto original contiver somente C.0281 moles O 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. H e O.676 moles O 0.949 g do óxido contêm:  2.449 g de O (obtido subtraindo a massa inicial da massa final).819g C 1 mol C Pág.002g de CO2 e 1. qual será sua forma empírica? E necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e.002 g de CO2 IFES 1 mol CO2 44.0105 = = = n(U) 0.367g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3. Assim: 3. 110 . O óxido resultante pesou 2. Uma amostra de 1. por consequência.0289g 1mol O = 0. 62 22.949 g. Uma amostra de 2.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.800g IFES Pág.0153 g 2 moles H 1mol H2O 1.9994 12.184 15.178g Peso do oxigênio no óxido = 0. 111 .98 8.178g é fortemente aquecida em um fluxo de oxigênio até que todo o cobre tenha sido convertido em 3.000 Portanto.00794 g = 0. 63 24.0228 0.0107 1.0228 0.183 0.0228 0. Qual é a composição percentual deste óxido? Peso total do óxido preto = 3. Uma fita de cobre eletroliticamente puro pesando 3.183 0.367 – 0. teremos: n(C) n(H) n(O) = = 0.184 = 0.068 0.068 0.0228 n(C) n(H) n(O) = = 2.364 0.364 g O Assim.00794 n(C) n(H) n(O) = = 0.640g de H2O 1mol H2O 18.0228 n(C) n(H) n(O) = = 0.819 – 0. Fig. a fórmula empírica é C3H8O.978g Peso do cobre no óxido = 3.819 0.026 1.184 g H 1 mol H m(O) = m(composto) – m(C) – m(H) = 1.978g de um óxido prelo.

1) Um composto orgânico quaternário contém: C—18.799 ou 79.61% de carbono e 9. 112 . B é uma cetona e contém 62.800g 3. H—3.099 g deste composto quando tratados pelo AgNO3.18%.211 ou 21. A sua densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29.333 g deste composto quando tratados pelo BaCl2 produzem 0. verificou-se que 0.09% de hidrogênio.51%. Na dosagem do enxofre.1% peso do oxigênio no óxido = Realmente. H—15.178g 3.7 Exercícios Propostos. produzem 0.84%.40% de hidrogênio. Na dosagem do iodo.73%. obtemos dois compostos A e B. O seu peso molecular é 78. A tem 54. H—1.01%. Com o HNO2 dá um álcool que oxidado fornece acetona. A reage com o anidrido acético e com o cloreto de benzeno sulfonila. N—23. origina um composto Z.69%.9% = 21.5. admitindo-se que o rendimento das reações seja de 60%.9% = 0. Qual a sua fórmula empírica? 3) Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando-se o produto obtido.31% e H—7. Pergunta-se: a) qual a fórmula e o nome de Z% b) com os dados do problema dar a massa obtida de Z. pelo processo de Carius.978g 0. Qual a sua fórmula empírica? 2) Um composto orgânico contém: C—57. Qual é o alceno original e qual a sua estrutura? 4) Um composto orgânico A contém: C—61. 0. Quando X é nitrado pela mistura sulfonítrica transformasse em Y que reduzido pelo hidrogênio proveniente da reação de 840 g de ferro metálico com excesso de HCl diluído.978g = 0.25%.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fração de Cu = Fração de O = peso do cobre no óxido peso total do óxido peso total do óxido = 3.3731 g de BaSO4.00% de carbono e 10. IFES Pág.1% 4.1175 g de AgI.69%. 100% −79. Qual a fórmula molecular e o nome de A? 5) A análise elementar de um hidrocarboneto X forneceu o seguinte resultado: C—92.

S—19. O seu PM é de 89 ± 3.01%.09%. K—26.73%.073%. Qual a fórmula e o nome de A? 8) Frutose tem 40.73%.02%.0—44.87%. H—13. Determinar a sua fórmula e qual o seu nome? 15) Um composto dá uma análise elementar de 54. Qual é sua FM? 16) Qual a fórmula de um sal hidratado que contém: Fe -11.24%.25%. Quais são suas fórmula empírica e fórmula molecular? 11) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Cr— 35. O seu peso molecular é 294.73%.74% e Cl—48. N—23. H— 15.53% e 0—38.1 % de O e 11.48% e K—24.7% de H e 53.33%.37%. Qual a sua fórmula molecular? 13) Um composto mineral possui: P—18.2 qual é a sua fórmula molecular? 9) Um composto mineral contém: Zn—40. S04—39. Qual a sua fórmula molecular? 14) Um composto mineral contém: Cr2O3—64%. dá: C— 49. 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6) O nitrato de peroxiacetila (NPA) tem a seguinte composição percentual em massa: 19. O seu peso molecular é 164.00%.37%.5% de H.83%? IFES Pág. 11.0% de C. 0—40.75%. Qual a sua fórmula? 10) A análise elementar de um composto X.8% de C. Na—42. 66.62%.18% H. 0—39. 113 . O seu peso molecular é 158. de massa molecular 147g. mas não reduz o reagente de Fehling. 2. NH4—3. H—2.31% S. FeO—36%. e 9.902%.6 % de N. O seu peso molecular é 161. Por oxidação incompleta B transforma-se em C cuja densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29. Qual é a sua fórmula empírica? Sabendo-se que o PM da frutose é de 180. C fornece uma oxima e um composto com o bissulfito de sódio. 0—39.3 % de O.51% C.82%. Quando A é tratado com o HNO2 produz um álcool B contendo: C—60. Qual é a sua fórmula empírica? 7) Uma substância básica A contém: C—61.79%. 36. Qual a sua fórmula molecular? 12) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Mn— 34.024%.

para a reação na qual os gases hidrogênio (H2) e oxigênio (O2) se combinam para formar água (H2O). já que todo múltiplo inteiro positivo de uma equação balanceada será também uma equação balanceada.1 Balanceamento de Equações Químicas. Uma equação química balanceada é uma equação algébrica que dá o número relativo de reagentes e produtos na reação e tem o mesmo número de átomos de cada tipo dos lados esquerdo e direito. Uma equação química deve ser balanceada de acordo com a Lei da Conservação da Matéria. Assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VI 6. pois há quatro átomos de hidrogênio e dois átomos de oxigênio em cada lado. IFES Pág. Por exemplo. Note. ou o número de átomos de cada elemento nos reagentes é igual ao número de átomos de cada elemento dos produtos. Observe que a equação é balanceada. uma vez que os átomos apenas se combinam para formar novas moléculas (não são criados nem destruídos na reação química balanceada). 114 . usualmente procuramos a equação balanceada mais simples para uma reação. Por exemplo: 6H2 + 3O2 → 6H2O é também balanceada. os totais de massa dos reagentes deverão ser iguais ao total de massa dos produtos. uma equação química balanceada é: 2 H2 + O2 → H2O Indica que duas moléculas de hidrogênio se combinam com uma molécula de oxigênio para formar duas moléculas de água. Então. ainda. que profere que a matéria não pode ser criada nem destruída durante a transformação química que ocorre em uma reação química. que nunca haverá uma única equação balanceada para uma reação.

.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Embora o método de ―tentativa e erro‖ freqüentemente funcione em exemplos simples. w + 0 . o processo de balanceamento de equações químicas na verdade envolve a resolução de um sistema de equações lineares homogêneo. oxigênio. Exemplo 1: A combustão de amônia (NH3) em oxigênio produz nitrogênio (N2) e água..z = 0 Reduziremos a matriz completa correspondente pelo método de eliminação de Gauss-Jordan. . .2z = 0 0 + 2x + 0 .xn = b2 .2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 . respectivamente. hidrogênio e oxigênio nos reagentes e nos produtos.xn = b1 a21 . + ann. estaremos procurando uma equação da forma: w NH3 + x O2 → y N2 + j H2O Comparando os números de átomos de nitrogênio.xn = bn Pág. Solução: Se denotarmos os números de moléculas de amônia. . 115 IFES .x1 + a22 . Dado um sistema linear qualquer da forma: a11 .x1 + an2 . . + a2n. + a1n.x2 + .x2 + .x1 + a12 . x..x2 + . y e z. . an1 . .. obtemos o seguinte sistema de equações: Nitrogênio: Hidrogênio: Oxigênio: w = 2y 3w = 2z 2x = z Reescrevendo essas equações na forma padrão teremos um sistema homogêneo de três equações lineares em quatro variáveis. nitrogênio e água por w. .

2z = 0 0 + 2x + 0 . zerar todos os coeficientes abaixo da diagonal principal.(ai1 / a11) .ª linha.  repetir o passo anterior com as demais equações. w = 2/3z. multiplicada pelo coeficiente m21.ª linha como base para a eliminação.2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os passos a executar são: 1. y = 2 e z = 6.ª equação a 1.  vamos somar à 2. Assim. e colocar o resultado na 2. repetir para as equações abaixo. O menor valor positivo de z que fornecerá valores inteiros para todas as quatro variáveis é o menor denominador comum das frações 2/3. 1≤ i ≤ n.z = 0 1 3 0 0 0 2 -2 0 0 0 -2 -1 0 0 → 0 1 0 0 0 1 0 0 -2 3 0 0 0 0 -1 2 1 -1 3 Logo. Isto também não altera a solução do sistema. que fornece w = 4. 3.ª . x = 3. 116 . zerar todos os coeficientes da 1a coluna abaixo da a11. a equação química balanceada é: 4 NH3 + 3 O2 → 2 N2 + 6 H2O IFES Pág. 1/2 e 1/3 (isto é. 2. 6). para isso faz-se:  calcular o elemento mi1 = . considerar a 1. x = 1/2z e y = 1/3z. Voltemos ao exemplo: w + 0 .  calcular o elemento m12 = − (a'i2/ a'22). usando mi1 na i-ésima equação.

portanto. isto é. É. provocando a redução da outra espécie química. portanto. capta elétrons. Portanto. Redutor é a espécie química que cede elétrons. o doador de elétrons. Oxidante é a espécie química que. as duas meias reações (oxidação/redução) se combinam para dar uma dupla redox (oxi-redução): Meia reação de redução: Aox + n e. portanto.→ 2O3 -2 IFES Pág. Uma reação de oxidação/redução é.→ Ared Meia reação de oxidação: Bred → Box + n eReação de oxi-redução: Aox + Bred ←→ Ared + Box Exemplo: redução 4 Fe + 3 O2 → 2 Fe2O3 Oxidação Fe0 → Fe2 +3 + 3e∑ 0 O2 + 2e. é oxidada.→ O3 -2 Ou. numa reação química. Inversamente. o aceitante de elétrons. 2Fe0 → 2Fe2 +3 + 6e∑ 0 3O2 + 6e. A redução ocorre quando um reagente ganha elétrons e vai para um estado de oxidação mais negativo. pois na transferência de elétrons: um perde e outro ganha.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6. 117 . uma reação em que ocorre transferência de elétrons. isto é. oxidação e redução acontecem concomitantemente. É. provocando a oxidação da outra espécie. um reagente perde elétrons e vai para um estado de oxidação mais positivo. durante a oxidação. é reduzida.2 Balanceamento de reações de óxido-redução. Assim.

 Se a reação se der em meio básico acertam-se as semi-equações do mesmo modo que no ponto anterior. Acertar.a cada membro da equação. 5. o número de átomos que sofrem a reação redox. em cada equação. Por forma a que sejam trocados o mesmo número de elétrons nas semireações. 6. Identificar o meio em que a reação ocorre:  Se o meio onde a reação ocorre é ácido nas semi-equações deve-se acertar os átomos de oxigênio com moléculas de água e de seguida os átomos de hidrogênio com íons H+. ou parcialmente. ajusta-se por simples tentativa. 118 . IFES Pág. tantos quantos os íons de H+ existentes. 6. Por intermédio das equações parciais. elétrons está oxidado relativamente ao seu estado elementar. 3. Escrever as equações das semi-reações que correspondem à oxidação e à redução do equilíbrio redox em estudo.4 Estado de oxidação. De seguida. lembrando que:  o elemento no estado livre (sem se combinar) possui valência zero. deixando o oxigênio sempre por último. e  os elementos que variam o nox quase sempre mudam a posição.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6.3 Acerto de coeficientes das reações de redox.  Um átomo que perde total. Com o número de elétrons conveniente. No lado da semi-equação onde estão presentes os íons H+ estes se combinam com os íons HOformando moléculas de água. É feito sistematicamente como se segue: 1. acertar as cargas das semiequações de modo aos dois membros possuírem a mesma carga. Examinar nos membros da equação química os elementos que variam a valência. 7. soma-se igual número de íons HO. deve-se nesta etapa multiplicar as semi-equações por um fator multiplicativo que torne este número igual. tendo o cuidado de representar corretamente as espécies oxidadas e reduzidas. 4. 2.

acerte a equação: SO32.+ MnO4. forem atribuídos aos átomos mais eletronegativos.→ Mn2+ Semi-reação de oxidação: SO32.  Um dado átomo pode. Logo.  Obtém-se a equação total somando-se as duas semi – equações. Os elementos que alteram o seu estado de oxidação são: o Mn (Mn+4 / Mn+2) e o S (S+4 / S+6). é a carga que um átomo desse elemento adquire se os elétrons. tendo em conta que o meio onde a reação ocorre é ácido. em cada ligação. Assim: Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução.  Número de oxidação de um elemento. 1) Considerando a reação de oxidação-redução em meio ácido. aparecer em vários estados de oxidação referenciados pelo chamado número de oxidação.+ Mn2+. num dado estado.5 Exercícios Resolvidos. acertam-se os hidrogênios adicionando H+: i. neste passo. não há acertos a fazer às equações. depois de ter multiplicado cada uma delas por um número apropriado de modo a que o número de elétrons seja o mesmo no processo de oxidação e no processo de redução. Acerta-se o oxigênio somando moléculas de água no lado da equação onde houver falta de oxigênios e. assim. vem: Semi-reação de redução: MnO4.→ SO42. 119 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Um átomo que ganha elétrons está reduzido em relação ao mesmo estado elementar.→ SO42-+ 2eNota-se que há um balanço eletrônico. Semi-reação de redução: IFES Pág. 6. Ajustar as equações por oxi-redução.+ 2e.

adicionando elétrons onde houver excesso de cargas positivas: i. 120 .+ 8H+ + 5e. Semi-reação de redução: (MnO4.+ 2H+ Procede-se ao acerto das cargas das semi-reações.+ H2O → SO42Acerto dos átomos de hidrogênio: SO32.+ 2H+ + 2eEncontrando um fator multiplicativo de forma a que ambas as equações envolvam o mesmo número de elétrons.→ Mn2+ + 4H2O ii.+ 8H+ → Mn2+ + 4H2O ii. Semi-reação de oxidação: SO32.+ H2O → SO42.+ H2O → SO42.+ 6H+ → 5SO42.+ 2H+ + 2e-) × 5 Por fim.→ Mn2+ + 4H2O Acerto dos átomos de hidrogênio: MnO4.+ H2O → SO42.+ 8H+ + 5e. Semi-reação de oxidação: (SO32. vem: i.+ 2Mn2+ + 3H2O 2) KMnO4 + H2C2O4 + H2SO4 → CO2 + MnSO4 + K2SO4 + H2O IFES Pág. através da soma das duas equações. obtém-se a equação global: 5SO32. Semi-reação de redução: MnO4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Acerto dos átomos de oxigênio: MnO4. Semi-reação de oxidação: Acerto dos átomos de oxigênio: SO32.+ 2MnO4.→ Mn2+ + 4H2O) × 2 ii.

vem: 2 MnO4-(aq) + 5 C2O4-2(aq) +16 H+(aq) → 2 Mn+2(aq) + 10 CO2(g) + 8 H2O(l) Portanto. a equação global de oxidaçãoredução (redox) fica: 2Mn+7 → 2Mn+2+ 10 e 0 5C2 + 10 e →10C+4 2 Mn+7+5C2 → 2Mn+2+10C+4 Por tentativa. 121 . as equações que traduzem a reação de oxidação e redução.é reduzido a Mn2+: Redução: MnO4. são: Mn+7 → Mn+2 + 5e (Semi – equação de redução) 0 +4 C2 + 2e →2C (Semi – equação de oxidação) Fazendo-se o acerto de coeficientes das reações. Logo. O redutor H2SO3 é oxidado a SO42-: Oxidação: H2SO3 → SO42- O oxidante MnO4.→ Mn2+ IFES Pág. temos: Mn+7 → Mn+2 S+4 → S+6 Assim.e H2SO3 em meio ácido. para dar H2SO4 e Mn2+. Reconhecendo quais as espécies sofrem oxidação e redução.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Temos: Mn+7 / Mn+2 e C+3 / C+4. 2 KMnO4 + 5 H2C2O4 + 3 H2SO4 → 10 CO2 + 2 MnSO4 + 1 K2SO4 + 8 H2O 3) Balancear a reação entre e MnO4.

é eliminar os H+ que aparecem nas semi-reações ―neutralizando-os‖ mediante o acréscimo de um número igual de OH. têm-se: 5H2SO3 + 5H2O  5SO42.+ 20H+ + 10e2MnO4.em ambos os lados.+ 4H+ + 2eMnO4. têm-se: H2SO3 + H2O  SO42. Uma forma simples de conseguir isto.ou H2O. não podemos ter H+ na equação final − sua concentração em meio alcalino é muito baixa (menor que 1×10-7 M).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Balanceando-se o número de átomos de hidrogênio e oxigênio nos dois lados utilizando H+ e H2O. vem: H2SO3 + H2O  SO42. 122 .6 Balanceamento em meio alcalino.+ 16H+ + 10e.+ 8H+  Mn2+ + 4H2O Acrescentando um número de elétrons idêntico ao excesso de cargas positivas. nessas equações.+ 2 Mn2+ + 4 H+ + 3 H2O 6. Mn2+ + 4H2O Igualando o número de e. 5 SO42. Muitas vezes precisamos escrever equações balanceadas para reações redox que acontecem em meio básico. obtêm-se: 5 H2SO3 + 2 MnO4. Hidrogênio.+ 8H+ + 5e. deve estar na forma de OH.+ 4H+ MnO4. respectivamente. Vejamos: IFES Pág. Nestes casos. 2Mn2+ + 8H2O Adicionando-se as duas equações.multiplicando por 5 e por 2.

vem: CN. CNO. 3CNO.+ 2CrO42.em solução alcalina para formar CNO.+ H2O  CNO.reage com CrO42.+ 4H2O  Cr(OH)-4 + 4OHFazendo o balanceamento das cargas: CN. vem: + 3CN.+ 2OH.+ Cr(OH)4Balanceando o O. balanceiam-se os elétrons. têm-se: CN. vem: IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4) Consideremos a reação na qual CN.em ambos os lado (lembrando que: H+ + OH. têm-se: CN.+ 8H2O + 6e. Em seguida.+ 3H2O + 6e2CrO42.+ H2O  CNOCrO42.+ H2O CrO42. CN. 2Cr(OH)-4 + 8OH3CN.+ H2O + 2eCrO42.+ 5H2O  3CNO. somando ambas. CNO.+ 4H2O + 3e.e Cr(OH)4-. Cr(OH)-4 + 4OHMultiplicando a primeira equação por 3 e a segundo por 2.+ 2OH. CNO.+ CrO42. Cr(OH)4 Balanceando o H. 123 . H2O).+ 2Cr(OH)-4 + 2OH5) Faça o balanceamento da equação da reação do tiossulfato (S3O3-2) com o íon bicromato (Cr2O7-2) em solução S3O3-2 + Cr2O7-2 ↔ SO4-2 + Cr+3 Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução.+ 4H+  Cr(OH)-4 Neutralizando os H+ acrescentando OH.+ 2H+ CrO42.+ 6OH.

→ 8Cr+3 + 28H2O 15H2O + 56H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → +28H2O 8Cr+3 + 6SO4-2 + 30H+ A água e o H+ aparecem nos dois membros. permitindo uma simplificação.→ 2Cr+3 + 7H2O) Ou. vem: S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 Balanceando os átomos de oxigênio. IFES Pág. 3×(5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8e-) 4×(Cr2O7-2 + 14H+ + 6e.→ 2Cr+3 + 7 H2O Mas. utilizando H2O 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 + 7 H2O e o hidrogênio. Assim. vem: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8eCr2O7-2 + 14H+ + 6e.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S2O3-2 → SO4-2 Cr2O7-2 → Cr+3 Balanceando os átomos de S e Cr. 124 . balanceando as cargas por meio de elétrons. utilizando o H+: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H+ Cr2O7-2 + 14H+ → 2Cr+3 + 7 H2O Finalmente. precisamos tomar 3 vezes a simi-equação de redução e 4 vezes a de oxidação para equilibrarmos as cargas elétricas. portanto. + 15H2O + 3S2O3-2 → 6SO4-2 + 30H++ 24e4Cr2O7-2 + 56H+ + 24e.

125 .7 Exercícios de Fixação e Aprendizagem.→ MnO2 + I2 3) C (s) + O2 (g) → CO2 (g) + CO (g) 4) MnO-4 (aq) + Fe+2 (aq) → Mn+2 (aq) + Fe+3 (aq) 5) ClO-3 (aq) + I2 (aq) → IO3-2 (aq) + Cl6) I2(aq) + 2S2O32 (aq) 2I (aq) + S4O62 (aq) 7) AsO33 (aq) + Br2(aq)  AsO43 (aq) + 2Br (aq) 8) SO32 (aq) + Cr2O72 (aq)  3 SO42 (aq) + 2Cr3+ (aq) 9) H2S (aq) + Cr2O7-2 (aq) → Cr+3 (aq) +S(s) Faça o acerto de equações redox (em meio alcalino) abaixo: 10) AsO33 (aq) + Br2 (aq) +2OH(aq)  AsO43 (aq) + Br (aq) 11) MnO4 (aq) + NO2 (aq)  MnO42 (aq) + NO3 (aq) IFES Pág.→ Fe3+ + Cr3+ 2) MnO4.+ I. Faça o acerto de equações redox (em meio ácido) abaixo: 1) Fe2+ + Cr2O72.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 26H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → 8Cr+3 + 6SO4-2 + 13H2O 6.

originando iodo molecular (I2) e óxido de manganês (IV) (MnO2). em solução básica. 22) Acerte a seguinte equação para a reação em meio ácido: C6H6O2 + AgBr → Ag + Br-+ C6H4O2 23) H3AsO4 + Fe+2 → H3AsO3 + Fe+3 24) N2H4 + Cu(OH)2 → N2 + Cu IFES Pág. 126 .→ Fe3+ + Mn2+ 19) Bi3+ + SnO22.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 12) Al (s) + 6H2O(l)  Al(OH)4 + H2(g) 13) CrO42(aq) + 3S (s)  Cr(OH)4 (aq) + SO32(aq) 14) ClO(aq) + CrO2 (aq)  Cl (aq) + CrO42(aq) 15) MnO4 (aq) + I (aq)  MnO2 (s) + I2 (aq) 16) Cr(OH)3 (s) + Br2 (aq)  CrO42 (aq) + Br (aq) 17) ZrO(OH)2(s) + SO3 (aq)  Zr (s) + 2SO42 18) Fe2+ + MnO4.→ Bi + SnO3220) Acerte a seguinte reação: SbO33-+ ClO2 → ClO2-+ Sb(OH)621) Escreva a equação iônica acertada que representa a oxidação do íon iodeto (I-) pelo íon permanganato (MnO4-).

O conceito de mol nos permite aproveitar. Isso resulta que os números relativos de moléculas são idênticos aos números relativos de moles. 127 . 64 Temos: 1I2 2 moléculas + 1H2 1molécula → 2HI 2 moléculas Multiplicando. Consideremos a seguinte equação balanceada: 2 H2 + O2 → 2 H2O Os coeficientes nos dizem que duas moléculas de H2 reagem com cada molécula de O2 para formar duas moléculas de H2O.022×1023) moléculas 2 moles 1 mol IFES Pág.8 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas. 1I2 + 1H2 → 2HI Fig. membro a membro por (6. em nível microscópio. a informação quantitativa contida em uma equação química balanceada.022×1023). A estequiometria refere-se às quantidades de reagentes e produtos em reações químicas.022×1023) moléculas + 1H2 1(6. vem: 1I2 1(6.022×1023) moléculas 1 mol → 2HI 2(6. Para uma reação hipotética.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 25) MnO-4 + C2O4-2 → Mn(OH)3 + CO3-2 6.

quando o problema fornece a quantidade de dois reagentes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. Em outras palavras. Os coeficientes de uma equação química balanceada podem ser interpretados como os números relativos de moléculas (ou unidades formulares) que participam na reação e também como números relativos de moles. 128 . na equação diz-se que 2 moles de H2O e 1 mol de O2 formam 2 moles de H2O. Fatores químicos de conversão. Por exemplo.14 moles de H2O 1 mol O2 Como exemplo adicional. Assim. consideremos a reação: 4 FeS + 7 O2 → 2 Fe2O3 + 4 SO2 Podemos escrever os seguintes fatores de conversão química: 4 moléculas FeS 7 moléculas O2 4 moléculas FeS 2 moléculas Fe3O2 7 moléculas O2 4 moléculas SO2 etc.57 mols O2)( 2 moles H2O ) = 3. dado pelos coeficientes da equação. são chamados montantes estequiometricamente equivalentes.6. 1 mol O2 e 2 moles H2O. A relação entre estas quantidades podem ser representadas como: 2 moles H2  1 mol O2  2 mol H2O Onde o símbolo ―‖ significa "estequiometricamente equivalente a". As quantidades de 2 moles H2. Nesse caso: a) determinar a quantidade de reagente que está em excesso. o número de moles de H2O que se produz a partir de O2 se pode calcular assim: Moles de H2O = (1. é provável que um dele esteja em excesso. Estas relações estequiométricas podem servir para obter fatores de conversão que relacionam as quantidades de reagentes e produtos de uma reação química. IFES Pág.

temos: NH3 + CO2 → (NH2)CO + H2O Fig. 65 E no final da reação: Fig. Observe a seguinte reação: No início da reação. 6.9 Elementos Químicos Limitante. 66 IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO b) resolver o problema baseado na quantidade de reagente que participa da reação. 129 .

o número total de átomos de cada elemento no lado esquerdo da equação (reagentes) deve ser sempre igual ao do lado direito (produtos). o reagente limitante é aquele que será consumido por completo em primeiro lugar. No exemplo acima o reagente limitante será o NH2. traduzida pela seguinte equação química: Pág. Neste tipo de reações atinge-se um equilíbrio dinâmico entre reagentes e produtos da reação e para a sua representação utiliza-se uma equação química com 2 setas (⇋). ou não. 130 IFES . a reação completa-se quando se esgota o reagente limitante. 6. A percentagem de excesso determina-se da seguinte forma: %E = A . Quando os reagentes se encontram nas proporções estequiométricas. Considere-se a reação anterior (de síntese de amoníaco). Nos casos em que os reagentes não estão em proporções estequiométricas. sem que nenhum dos reagentes (nem mesmo o limitante) se esgote. a partir de azoto e hidrogênio.10 Determinação do reagente limitante. fazendo com que a reação termine. Os outros reagentes presentes. a quantidade de produto que se obtém depende de muitos fatores. não há perda nem ganho de átomos. Quando efetuamos uma dada reação química o intuito é sempre obter o máximo possível de produto.EN ×100 EN Onde A é a massa existente do reagente em excesso e EN a massa desse mesmo reagente que seria estequiometricamente necessária para converter todo o reagente limitante. Portanto. É importante caracterizar as reações químicas pela sua extensão. no entanto. que não são limitantes. uma reação será completa se esgotar completamente os reagentes durante a reação. Uma reação será incompleta se. De acordo com a Lei de Lavoisier. a reação progride só até a obtenção de uma dada quantidade de produtos. em quantidades estequiométricas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Numa reação química. independentemente dos reagentes estarem. designam-se por reagentes em excesso e podem ser quantificados através da percentagem de excesso.

A pergunta é: qual dos reagentes é o limitante? A resposta obtém-se assim: 1o) Calculando os mols de cada reagente. Exemplo 1: Uma amostra de 50. pode concluir-se que o H2 se apresenta em excesso e que o N2 é o reagente limitante.1g 1 mol = 0.0g 2o) Calculando os mols de que se produzem. vem: Pág. esta depende da quantidade de N2 presente inicialmente. se formariam (se a reação fosse completa e não ocorressem reações secundárias que consumissem alguma das espécies envolvidas) 8 moles de NH3. Neste caso. Relativamente à quantidade de NH3 produzida. Uma vez que por cada mole de N2 reagem 3 moles de H2. H3PO4 = 98.500 mol CaCO3 100. vem: (50g de CaCO3) 35.0g e Ca3(PO3)4 = 310g.357mols H3PO4 98. 131 IFES .0g de H3PO4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO N2 (g) + 3 H2 (g)→ 2 NH3 (g) Considerando que se adicionam 20 moles de H2 a 4 moles de N2. e como para cada mol de N2 se formam dois moles de NH3.0g de carbonato de cálcio deve reagir com 35. a) Quantas gramas de fosfato cálcio se produzem? b) Calcule a quantidade de moles de reagentes em excesso ao final da reação. o número de moles de H2 necessário para reagir com quatro moles de N2 é: 4 moles N2 3 moles N2 =12 moles H2 1 mol N2 Conclusão: Como o número de moles de H2 disponível (20 moles) é superior ao número de moles necessário para reagir com o N2 (12 moles). 3 CaCO3 (s) + 2 H2PO4 (aq) → Ca3(PO4)2 (g) + 3 CO2 (g) + 3H2O (l) Podemos calcular as massas molares das substâncias que participam da reação utilizando as unidades de massa atômica: CaCO3 = 100.0g de H3PO4 1 mol = 0.1g.

500 mols 1 mols 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0. o CaCO3 é o reagente limitante (o 0.500 → 1 Ca3(PO4)2 (g) 0 mol + 3 H2O (l) 0 mols Reagem: 0.024 mols 0.500 mol CaCO3) (0.357 moles – 0.167 mols em comparação com 0.8g de Ca3(PO4)2 1 mol Ca3(PO4)2 A quantidade de H3PO4 em excesso é igual 0.357g mol de H3PO4 presente no princípio da reação menos a quantidade que se consume durante a reação. a quantidade que se consome é: 0.024 moles 98. Assim.500 mols + 2 H2PO4 (aq) 0. a quantidade em gramas de Ca3(PO4)2 que se produziria: 0.500 mols Equilíbrio: 0 mols Outro exemplo: 2 H2 + 1 O2 → 2 H2O IFES Pág.500 2 mols 3 0.333 mols 0. Portanto.500 mols 3 0.357 mols 0. 132 .500 moles Ca3(PO4)2 (0.352g H3PO4 mol H3PO4 De fato. neste exemplo.357g H3PO4) 1 mol Ca3(PO4)2 = 0.167 mols Ca3(PO4)2 3 mols CaCO3 1 mol Ca3(PO4)2 = 0.178 mols) e o H3PO4 excesso.167 mols 0.0g = 2. Assim.167 mols Ca3(PO4)2 310g = 51. 3 CaCO3 (s) Início: 0.024 moles H3PO4) 2 mol H3PO4 3 mol Ca3(PO4)2 = 0.178 mols Ca3(PO4)2 2 mols O reagente limitante é aquele que nos fornece a menor quantidade de moles de produto.167 mols 0.

e assim sucessivamente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H2 (g) Início: 2 moléculas + 1 O2 (g) 1 molécula → 2 H2O (l) 2 moléculas 2 × 6×1023 moléculas 2 moles H2 O 2 moles H2O 36 g de H2 O 2 × 6×1023 1 × 6×1023 moléculas Reagem: moléculas 2 moles H2 1 mol O2 2 moles H2 4 g de H 1 mol O2 32 g de O2 Assim. teremos: x y z t = = = 2 3 1 6 Assim sendo. 4 A + 6 B → 2 C + 12 D 6 A + 9 B → 3 C + 18 D 10 A + 15 B → 5 C + 30 D. IFES Pág. Portanto. 133 . seja o exemplo básico. fundamental: 2A +3B → 1C +6D 2 moléculas 3 moléculas 2 moles x moles 3 moles y moles 1 molécula 6 moléculas 1 mol z moles 6 moles t moles Em conseqüência da Lei de Proust.

ª) n= n= n= n= massa mol V 22.30g de Ca3(PO4)2. Calcule também a massa de H2O formada na reação.ª) 2. Ca = 40.ª) 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Conhecido o número de moléculas de um dos componentes de uma reação. (Dados: H = 1.040 moles 230.4 l P. 023×1023 6. podemos calcular o número de moles dos outros participantes por proporção dos respectivos coeficientes. O = 15. Ao acharmos os coeficientes estequiométricos poderemos interpretar a reação de vários modos: a) relacionando os números de mols. b) relacionando os números de moléculas. átomos ou íons 6. 1) Calcule as massas de H2PO4 e Ca(OH)2 necessárias à obtenção de 9.T gás CNTP condições diferentes das normais número de moléculas.021g/mol 9. Lembrando.ª) 3. P = 30. que os números de moles (n) podem ser calculados de diversas maneiras: 1.9994g/mol.V R.00794 g/mol.021 g IFES Pág. c) relacionando as massas das substâncias. 134 . etc. ainda.30 g Ca3 (PO4)2 1 mol = 0.11 Exercícios Resolvidos.078 g/mol) Ca(PO4)2 = 230.97376 g/mol.

040 moles 6×0.12 moles Ca(OH)2) ( (0. 135 .2) moles 0.2 moles 3 0.24 moles Portanto.12 moles 0.9952 g ) = 7.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H3PO4 + 3 Ca(OH)2 → Ca3(PO4)2 + 6 H2 O 2 moléculas 3 moléculas 1 molécula 6 moléculas 2 moles 3 moles 1 mol 6 moles 2×0.2×1023 átomos de cobre reagem completamente com ácido nítrico. + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 8 moles 3 moles 8 1 mol moles 3 8 (0.53 n ( Cu ) n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) = = = = 3 8 3 2 4 IFES Pág.0221415×1023 + 2 NO 2 moles 2 moles 3 2 (0.324 g 1 mol 2) 1.2×1023 átomos Cu) 1 mol = 0.83 g 1 mol 74.08 moles 0.0153 g ) = 4.093 g ) = 8. (0. b) o número de moles de NO formado (a CNTP) e c) o número de moléculas de H2O formada.30 g 1 mol (1.040 moles 0.2 moles De fato.267 3 Cu 3 moles 1 mol 0.133 + 4 H2 O 4 moles 4 moles 3 4 (0. Temos: (1.08 moles H3PO4) ( 97. segundo a reação: 3 Cu + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 + 2 NO + 4 H2O Calcule: a) a massa de HNO3 consumida na reação.040 moles 3×0.24 moles H2O) ( 18.199 ≅ 0.2) moles 3 0.040 moles 0.2) moles 3 0.2 moles Cu 6.

08 g H2O 1 mol = 0.19 g de cloreto de cálcio hidratado por aquecimento fornecem 1.0667 8 3 2 4 3 Portanto. x H2O) n ( H2O) n ( CaCl2 ) = = 1 x 1 IFES Pág.98 g m (H2O) = 2. Calcule o número de moléculas de H2O de cristalização do cloreto de cálcio.4 litros = 2.534 moles (0.51g Cu(NO3)2 1 mol n ( NO ) = 0.0128 g = 33.0221415×1023 moléculas (0.534 moles HNO3) 63.11g de cloreto de cálcio anidro.0667×3 = 0.133 moles NO) 30.65 g HNO3 1 mol n ( Cu(NO3)2 ) = 0.2 moles) 187.2 moles (0.0100 moles 110.0667×8 = 0.0667×2 = 0. n ( HNO3 ) = 0. CaCl2.99 litros NO 1 mol n ( H2O )= 0.2 = = = = = 0.556 g = 37.0599 moles 18.0153 g n ( CaCl2.19 g − 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) o.08 g 1.267 moles 6.990 ≅4 g NO 1 mol 22.11g CaCl2 1 mol = 0.0061 g = 3.11g = 1. x H2O → 1 CaCl2 + x H2O 1.0667×4 = 0.267 moles H2O) = 1.608×1023 moléculas H2O 1 mol 3) 2.133 moles NO) (0. 136 .133 moles (0.

15 g 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 6 H2 O 3 moles 2 moles 1 mol 6 moles 0.1 g Al2(SO4)3 1 mol ≅ 0. 1 mol 1.15 moles H2SO4 0.0100 moles x×0.6 H2O 4) Calcule as massas de H2SO4 e Al(OH)3 necessários à obtenção de 17.0036 g = 7.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( CaCl2. CaCl2.1 moles 0.61 g .05 moles 342.05 moles 0.0100 moles Portanto.59 g CuSO4 = 0.3 moles 0.05 moles 6×0. Dê a fórmula do sulfato de cobre II hidratado.01 mol CuSO4 159.078 g = 14.0100 1 x x= 0.05 moles 2×0.80036 g 1 mol 5) 2.1 moles Al(OH)3 98.15 moles 0.05 moles 0. .0599 1 CaCl2 1 mol CaCl2.0599 ≅ 6 moles 0. x H2O) n ( H2O) = = 0. x H2O → 1mol 0.0599 = = 0.05 moles 3×0. 137 .59 g de sulfato de cobre II.7117 g 1 mol 78.0100 moles 0.1 g de Al2(SO4)3. IFES Pág.0100 + x H2 O x moles 0.4 g de sulfate de cobre II hidratado fornecem por aquecimento 1. 17. x H2O) 0.0100 1 x n ( CaCl2.

169 g NaCl 1 mol .01 mol BaSO4 233.59 = 0. .045 mol ≅ 5 moles 0. vem: . 138 .22g de Na2SO4 hidratado reagindo com o cloreto de bário em solução aquosa fornecem 2.02 moles NaCl ≅ 1. 1 mol 2. Qual a fórmula de sulfato de sódio hidratado? Como mm (BaSO4) = 233. x H2O + BaCl2 → + 2 NaCl + x H2O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles x moles 1×0.01 mol 0. .33g BaSO4 ≅ 0. 58.233 g 0.045 moles 18.33g de precipitado (BaSO4). 5 H2O.01 mol x×0.082 g BaCl2 1 mol .39 g 0.01 mol 0. 6) 3. IFES Pág. 233.01 moles BaCl2 ≅ 2. o sal procurado é: CuSO4.334 g BaSO4 1 mol .01×x mol 0.01 mol 0.0153 g CuSO4.1.02 mol x×0. 208.045 moles x= 0.81g H2 O = 0.39 g /mol.01 mol 1×0.443 g 0.39 g .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH2 O = 2.01×x = 0.01 mol 0.01 mol 0.01 mol 0.01 Logo.01 mol 1×0.01 moles BaSO4 ≅ 2.81g 1 mol 0.4 . .01 mol 2×0. BaSO4 Na2SO4. x H2O → CuSO4 + x H2 O 1 mol 1 mol x moles 0.01 mol Assim.

m Na2SO4.122 g 5 O2 = 159. x H2O + BaCl2 → BaSO4 + 2 NaCl + x H2 O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles 0.0998 ≅ 0. mm (H2O) = 18.799 g Mas.22g 2. Calcular o número de gramas de NO que seriam obtidos teoricamente para determinar o % de rendimento.024 g 6 H2O = 108. vem: 4 NH3 = 68.1 moles 18.82 g de NO.01× x moles x = 10 Logo. 0. têm-se: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O Determinando as massas moleculares das substâncias que permitem os cálculos.334 g + 1. 10 H2O 1 mol = 0.092 g IFES Pág. Na2SO4.0153 g/mol.995 g 4 NO = 120. tendo-se em conta os coeficientes estequiométricos.01× x moles 3.22g + 2.169 g + m H2O m H2O = 1. NH3 + O2 → NO + H2O Balanceando a reação.334 g 1. então: 1.799 g H2O Assim. x H2O + m BaCl2 = m BaSO4 + m NaCl + m H2O 3.082 g = 2.082 g 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.1 moles H2O = 0.169 g mH2O Como.0153 g 7) Reagiu-se 36 g de NH3 com O2 para produzir NO e H2O e obteve-se 50. 139 . a fórmula do sal será: Na2SO4.

556 g Massa de nitrato de potássio que reagem: 35.12% produção teórica 63.024 g NO = 63. Supondo um rendimento de 90%.258 g = 0. então: 0.26 g K2SO4 Em 50 gramas da amostra têm-se 41. determine a pureza da amostra.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando-se a produção teórica: 36 g NH3 120. 2 NH3 + 3 CuO → N2 + 3 H2O + 3 Cu Temos: IFES Pág.258 g KNO3 174.90 × m (K2SO4) = 32 g m (K2SO4) = 32 g/0. Portanto. a pureza da amostra será: Pureza = 41.556 g K2SO4 202.428g NO % Rendimento = 8) Tratando-se uma amostra de 50 gramas de nitrato de potássio com ácido sulfúrico. calcular a massa de Cu formada se pusermos para reagir 20 gramas de amoníaco com 150 gramas de CuO. Calculando os coeficientes estequiométricos (valores teóricos): 2 KNO3 = 202.8252 ou 82.206 g 1 K2SO4 = 174.3 gramas de nitrato de potássio.52% de pureza.122 g O2 produção real 50. coleta-se 32 gramas de sulfato de potássio.428 g NO 68. 50 g 9) De acordo com a reação seguinte.82g NO = = 0.206 g KNO3 = 41. 140 .26 g Reação: 2 KNO3 + H2SO4 → K2SO4 + 2 HNO3 Como o rendimento é de 90%.8012 ou 80.90 = 35.

por exemplo: pode ser IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mm 17. Suponha.014 g N2 28.014 g g 150 g 90% R 80% P Não se podem fazer cálculos estequiométricos com um reagente que é impuro.015 g 3 H2O 54. ou seja. como sobra 9. na prática também é impossível que uma reação obtenha o total de produtos calculados teoricamente a partir da relação estequiométrica.638 g m Relac. 190. teremos: 20 g NH3. ainda. que a reação tenha 90% de rendimento. ele é o regente em excesso e o NH3 o limitante. Dados e incóg.031 g 2 NH3 + 79. Esteq.635 28. Calcule a massa de Cu formada nessas condições.014 g N2 + 18. 34. Dados e incóg.635 g 150 g → 28. Isso acontece por diversos motivos.546 g 3 Cu 190. o calculo do reagente limitante obtém-se da relação com dados puros.015 g 3 H2O 54.014 g + 18.062 g NH3 10) Continuemos com o exercício anterior. Assim.062 g NH3 Portanto. Esteq.638 g m Relac. 238.045 g + 63. com valores que realmente reagiram. Por outro lado. Assim.545 g 3 CuO 238.045 g + 63.635 g CuO = 140.031 g 2 NH3 + 79. mas supondo agora que o CuO seja impuro e que tenha 20% de impureza. 20 g NH3.545 g 3 CuO → 28.936 g Cu 34.882 g de CuO.638 g Cu = 111. 141 . 34.118 g CuO 34.062 g 20g 238.546 g 3 Cu 190. mm 17.062 g 20g Calculando o valor teórico.

8 g de H2O com rendimento de 80.061 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O exc 28. Calcular a pureza da amostra de Cu utilizada e o número de moles de NO formados.638 g Cu 238. mesmo que seja especificada sua pureza.638 (g) 3 Cu 190. 142 . na realidade o que se obtém são 90 gramas.0 % segundo a reação indicada abaixo.864 g Cu Como a reação possui 90 % de rendimento.104 + 8 HNO3 → 80% R 60. a massa de CuO que reagiu foi: 0.668 72.012 562.90×95. sua pureza é apenas temporária.635 g CuO = 95.635 g CuO 190. Portanto.062 g NH3 = 17. teoricamente teremos: 120 g CuO. isso significa que para cada 100 gramas de produto indicado pelo cálculo teórico.80 = 36. 3 Cu + 8 HNO3 → 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O Teórico: 190.000 g CuO Assim.278 g de Cu. Continuando nosso exercício. 34.8 g Calculando a massa de água obtida se o rendimento fosse de 100%.5 g Dados e (imp) incóg.128 g NH3 238. vem: 0.: %P=? 504. 120 g CuO. então a quantidade de Cu obtida será: 0. 11) Reagem-se 119 g de uma amostra de Cu com excesso de HNO3 e se obtém 28.864 = 86.80×150 = 120. o rendimento da reação (expresso em percentagem) diz respeito ao total calculado teoricamente e se dissermos que uma reação tem um rendimento de 90%.80 × m (H2O) = 28 g m (H2O) = 28.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO que não se conhece a pureza dos reagentes (nesse caso a única hipótese é têlos como se fossem puros) ou.8/0. ele se decomponha com o tempo. ou seja.000 g IFES Pág.

teremos: 100 g Cu imp. Calculando as quantidades estequiométricas dadas pela equação química. 2 mols át.7950 ou 79.638 g Cu = 95. reagiram (teoricamente): 36.905 2 Cl2 141. A equação química é: CaCO3 + 2 Cl2 → Cl2O + CaCl2 + CO2 Os gases são recolhidos em um recipiente de 20. em 100 g. portanto é a quantidade que se encontra nos 119 gramas de amostra impura. para cada dado e incógnito. Logo.81 (g) → 86. de O Teórico: 100. Pergunta-se: a) Qual é o rendimento da reação? b) Qual é o número de átomos de oxigênio na mistura gasosa? Supondo que a reação possui 100 % de rendimento.09 (g) 230 g 178 g IFES Pág.238 g Cu 72.238 g) é a massa que reage (pura).0°C.061 g H2O A massa de Cu calculada (95. o Cl2O tem uma pressão parcial de 1.5 g temos 95 g de Cu (puro). vem: mm (g) 100. 143 .010 CO2 (g) 1 mol moléc.50 % P 12) Reagem-se 230 gramas de CaCO3 (87% de pureza) com 178 gramas de cloro.09 CaCO3 + 70. + 44.16 atm.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.5 g Cu imp. = 0. Isto é: Em 119. Nessas condições. 95 g Cu puro 119.98 CaCl2 1 mol moléc.0 litros a 10.000 g H2O 190. 1 mol át. de O + 110.905 Cl2O (g) 1 mol moléc.

segundo a reação: Cu + 4 HNO3 → Cu(NO3)2 + 2 NO2 + 2 H2O Calcular: IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Calculando a massa de CaCO3 que reage (pura).0°K °K .20 dm3 n= = 0.999 moles de Cl2O dm3 . portanto: 178 g Cl2 3 moles O2 141. atm 0. O2 1 mol O2 13) Reagem-se 50. mas com apenas 178 g. vem: 230 g CaCO3 imp.00 mL de uma solução 6 M de ácido nítrico a 50ºC e 3 atmosferas.818 g Cl2O 1mol Cl2O Calculando a quantidade teórica de Cl2O.905 g Cl2O = 109.00g de Cu (90% de pureza) com 400.02×1023 át.818 g Cl2O 100 % R = 79.81 g Cl2 Portanto.507 g Cl2 100.81 g Cl2 = 283. 0.589 % 109. mol Ou.083 g Cl2O Na equação química se observa que cada 141.09 g CaCO3 Ou seja.083 g Cl2O 141. O2 = 2.283.100 g CaCO3 puro Buscando o reagente limitante.81 g de cloro se obtém 3 moles de átomos de oxigênio nos produtos gasosos. 80 g CaCO3 puro 100 g CaCO3 imp.999 moles Cl2O 86. O número de moles de Cl2O que será obtido na reação será: n = PV / RT (da equação geral dos gases) 1. vem: 178 g Cl2 86. o cloro será o reagente limitante. para os 200.905g Cl2O = 86.082 . com um rendimento de 95 % produzindo Cu(NO3)2.100 g CaCO3 141.81 g Cl2 6.16 atm. o rendimento da reação será: 86.507 g Cl2. vem: 200.267×1024 át.1 g de CaCO3 são necessários 283. 144 . = 200.

015 + 2 H2O 36.052 g HNO3 Calculando a massa teórica de nitrato de cobre (II) obtida.052 151.556 g Cu(NO3)2 = 112. d) Volume de dióxido de nitrogênio obtido. b) Massa de reagente em excesso.065 213.556 2 NO2 375.490 g HNO3 63.112 0 +225.546 g Cu Como há apenas 151. então. 145 .280 Em um solução 6 molar temos 6 moles de soluto em 1 L (1000 mL) de solução.23 g HNO3 1 moles HNO3 Dos 50 g de Cu.127 g Cu 252. c) Massa de nitrato de cobre (II) obtida. 6 moles HNO3 1000 mL sol. Logo: 151.546 Cu 90% P 63.23 g HNO3 187.030 0 21.052 g HNO3 = 178. obtém: IFES Pág. Mm (g): 63. logo: 400 mL sol.546 g Cu = 38. 63.533 0 limitante 95% R 101.052 g HNO3 Lembrado que o rendimento da reação é de 90%.90×50 g Cu 252. vem: 151.546 63.23 100% R +112. e e) Moles e moléculas de água obtida.127 (g) Obtêm11.556 Cu(NO3)2 + 187.873 se: (g) excesso −151.618 20.23 g HNO3 63.556 0 187.533 g Cu(NO3)2 252.013 g HNO3 = 151.23 g ele é o reagente limitante. apenas 90% reagem e requerem: 0.013 + 4 HNO3 252.537 Teórico: (g) Inicio: 50 (g) Reagem: −38.812 18.23 → 187.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Reagente limitante e o reagente em excesso.

H2O = 1.0820574587 L 3 atm atm ×(50+273°K ) °K· mol V = 10.556 g NO2 P. TiCl4 + Mg A equação balanceada é: → Ti + MgCl2 IFES Pág.072 L Por último.V R.112 g NO2 = 225. 0.030g H2O 252.140 moles NO2 187. utilizado na construção de aeronaves espaciais. leve e resistente à corrosão.874 ×1023 moléc.T 375.23 g HNO3 36.140 moles×0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0. H2O 14) O titânio é um metal forte. Calcular o rendimento percentual da reação. motores e quadros de bicicletas.015 g H2O = 1.140 moles NO2 = Assim.5 moles de Ti.95×225.280 g Cu(NO3)2 151.533 g Cu(NO3)2 = 101. V= 1.052 g HNO3 = 1. Obtido pela reação de cloreto de titânio (IV) com magnésio fundido entre 950° e 1150 °C. 151.812 g NO2 = = 213.23 g HNO3 Ou.052 g HNO3 95 g H2O 100 g H2O 1 mol H2O = 18.812 g NO2 1 mol NO2 = 1. Reagindo-se 4 moles de TiCl4 com 4 moles de Mg obteve-se experimentalmente 1.90×112.140 moles H2O = 6.065 g NO2 252. 146 .03×1023 moléc.065 = 213.140 moles H2O 1 mol H2O = 6.

88 g Ti 1 mol 0 mol +2 moles 1.210 g 2 MgCl2 2moles O mol +2 moles 3moles Teórico: Têm-se: Reagem: 1 mol 4 moles −2 moles 2 moles Reagente excesso Os 4 moles de TiCl4 requerem: n (Mg) = 4 mol TiCl4 2 moles Mg = 8 moles Mg 1 mol TiCl4 Como se dispõe de 4 moles de Mg apenas. reagem: 4 moles Mg 1 mol TiCl4 = 2 moles TiCl4 2 moles Mg Calculando o rendimento percentual. 147 . ele será o reagente limitante.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 189.0 moles Ti 15) Em um gerador portátil de hidrogênio reagiram-se 30 g de hidreto de cálcio com 30 g de água.75 0u 75% Ti 2. calcule: a) b) c) Qual reagente sobra e em que quantidade? O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg. O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L. vem: %R= 1. de acordo com a reação: CaH2 + H2O → Ca(OH)2 + H2 Depois de ajustar a reação.305 g 2 Mg 2 moles 4 moles −4 moles 0 mol Reagente limitante 100% R 75% R → 47.69 g TiCl4 + 24. Assim.5 mol + 95. Balanceando a equação vem: IFES Pág.5 mol Ti = 0.

015 g H2O 1. 0.024 L 16) Continua IFES Pág. é: V = nRT/P = 1. O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg. 148 .714 Reagem: mols Sobram: 0 mols Reagente limitante 2 mol 1.015 2 H2O → 74.3637 L · mmHg ×293 °K °K · mol 745 mmHg V = 35.428 moles H2O 1 moles CaH2 Sobram.714 mol CaH2 42.428 mols×62.08% 35. seria: Rendimento = 34 L = 0.09 g CaH2 1 mol H2O = 1.714 mols + 2.428 mols Teórico: Têm-se: 1 mol 0.024 litros O2 O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L.714 mols −0.665 mols H2O requerem: 0.714 mol CaH2 2 moles H2O = 1.9708 ou 97. portanto.428 100 % R mols 1.09 g CaH2 + 18.665 mol H2O 18.0156 2 H2 2 moles 1. quando o rendimento da reação é 100 %.428 mols Reagente em excesso 30 g CaH2 30 g H2O 1 mol CaH2 = 0.665 mols −1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 42.237 mols de H2O (reagente em excesso).09 Ca(OH)2 1 mol 0.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6.1 litros de gás na CNTP. 2 HCl + CaCO3 → CaCl2 + H2O + CO2 (gás) Qual a massa em gramas do gás obtido? 5) As indústrias de cerveja utilizam o gás carbônico na fermentação da maltose (C12H22O11). 4) Fazendo reagir ácido clorídrico em excesso com carbonato de cálcio foram obtidos 3.P é de 1. Suponha que 1.26 kg de maltose? II) Qual o volume ocupado por 4 mols de gás carbônico nas CNTP? 6) Certo tipo de óleo cru queimado em usinas geradoras de eletricidade contém cerca de 1. obtida a partir de 3.7% de álcool etílico por massa. Quando o óleo queima. 149 . Qual a massa de cobre que se dissolveu? 3) Um vinho comercial contém cerca de 9. As reações químicas deste processo são mostradas abaixo: C12H22O11 + H2O → 4 C2H5OH + 4 CO2 CO2 + H2O → H2CO3 I) Qual a massa de ácido carbônico.2 litros.12 Exercícios Propostos 1) Quantas gramas de sulfato de bário são obtidas quando se trata com 50 g de cloreto de bário pela solução de sulfeto de bário? 2) Quando o cobre é atacado pelo ácido sulfúrico concentrado e a quente.21 Kg de vinho sejam produzidos pela reação de fermentação da glicose. desprende-se um gás cujo volume na C.N. com o objetivo de produzir água gaseificada para fabricação de refrigerantes.2% de enxofre em massa. o enxofre forma dióxido de enxofre gasoso: IFES Pág.T. descrita abaixo: C6H12O6 (aq) → C2H5OH (l) + CO2 (g) Calcule a massa de glicose necessária para produzir o álcool etílico no vinho. presente na cevada.

por reacção entre o zinco e uma solução aquosa diluída de ácido sulfúrico: Zn(s) + H2SO4(aq) → ZnSO4(aq) + H2(g)..54 gramas de cobre metálico. 150 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S(s) + O2 (g) → SO2 (g) Quantos litros de SO2 (d = 2. no laboratório. 12) A concentração de ácido clorídrico no estômago pode atingir 0. Que massa de água se produz por combustão de 1.302 g de oxalato de cálcio.0 g de leite e por adição do sal solúvel oxalato de sódio. Cu = 63.T. Ca2+. obtém-se 0.P) de hidrogênio produzido a partir de 16.N. de acordo com a equação 3HCl(aq) + Al(OH)3(s) → AlCl3(aq) + 3H2O(l)? 13) Óxido de ferro(III) pode ser reduzido a ferro metálico por reação com alumínio: 2Al(s) + Fe2O3(s) → 2Fe(s) + Al2O3(s). 11) O hidrogênio pode ser obtido.0 kg de óleo é queimado? 7) Deseja-se desinfetar uma sala cujas dimensões são 6m × 4m × 3m.T. admitindo-se que os gases resultantes da combustão encham completamente a sala? 8) Num recipiente contendo 2 Kg de carvão incandescente introduz-se vapor d’água superaquecido. na C. Que quantidade e que massa do "anti-ácido" hidróxido de alumínio é necessária para neutralizar 50 cm³ dessa solução. Qual o combustível gasoso obtido e o seu volume? 9) A combustão da glicose. Calcular a massa de ferro que se pode obter a partir de 81. A partir de 80.P.60 g/L) são produzidos quando 1. Qual a massa de enxofre que se deve queimar.17 mol dm-3. Calcular o volume (C. Calcular a percentagem do elemento cálcio no leite e comparar com o valor indicado na embalagem (105 mg/100 g). tal como a sua oxidação durante o metabolismo celular.N.5) 2 Cu + O2 → 2 CuO IFES Pág.34 g de zinco. pode ser representada pela equação química C6H12O6 + 6 O2 → 6CO2 + 6 H2O. admitindo um rendimento de 100%. (Massas atômicas: O = 16.0 kg de alumínio e 100 kg de óxido de ferro(III). presente no leite por reação de precipitação com íon oxalato.00 g de glicose? 10) Pode determinar-se quantitativamente o íon cálcio. 14) Calcular a massa de óxido cúprico obtida a partir de 2. C2O42-.

vem: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 8 SO2 + 4O2 → 8 SO3 8 SO3 + 15 H2O → 8 H2SO4 4 FeS2 + 15 O2 + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 IFES Pág.98 g Multiplicando a 4ª. quando encontram pirita. pensam estar diante de ouro. 151 .13g de cloro. reação por quatro (×4) e a 3ª. do reagente que sobrou na reação? 17) Que massa de benzeno e quantos mols de oxigênio devem ser usados na combustão total. Qual a quantidade química de hidróxido de magnésio que reage para a obtenção de 570 g de cloreto de magnésio? 16) (FEI-SP) 0. Qual a massa de H2SO4 que pode ser obtida a partir de 60 g de pirita (FeS2) pelo processo equacionado: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 2 SO2 + O2 → 2 SO3 SO3 + H2O → H2SO4 Temos. para se obter 16.67g de cloreto de alumínio. por isso a pirita é chamada ―ouro dos tolos‖. Se. por oito (×8) e ajustando-as. 60 g de pirita (FeS2) .00g de cloro: a) Qual a massa do composto formado? b) Qual a massa.13 Problemas resolvidos de Cálculos Estequiométricos Envolvendo Reações sucessivas. adicionarmos 2. dando origem a 2. 6. . Acerte a equação. 1 mol = 0.500 mol 119.54g de alumínio reagem com 2. em excesso.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15) Considere a seguinte reação química: Mg(OH)2 + HCl → MgCl2 + H2O. 17) Garimpeiros inexperientes.70g de alumínio a 15. numa outra experiência.2g de água de acordo com a equação: C6H6 + O2 → CO2 + H2O.

102g NH3 1 mol = 5. 60 g de pirita (0.013 = 378.5 mol + 15 O2 15 moles + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 8 moles 2 moles 8 moles 0.25 mol 1 moles 15 moles 1 moles 8 Portanto. por dois (×2) vem: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 6 NO + 3 O2 → 6 NO2 6 NO2 + 2 H2O → 4 HNO3 + 2 NO 4 NH3 + 8 O2 → 4 HNO3 + 4 H2O Ou melhor. equação por três (×3) e a 3a. mH2SO4 = 98.989 moles ≅ 6 moles 17. NH3 + 2 O2 → HNO3 + H2O Assim. pelo processo equacionado: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 2 NO + O2 → 2 NO2 3 NO2 + H2O → 2 HNO3 + NO Ajustando as equações. 152 . multiplicando a 2ª.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim.5 mol) produzem 1 mol de H2SO4. ou seja: Como mm (H2SO4) = 98. então: 6 moles HNO3 63. 4 FeS2 4 moles 0.078 g 1 mol IFES Pág. então.078 g/mol.078 g 18) Calcule a massa de HNO3 que pode ser obtida a partir de 102 g de amônia.0306 Como a relação entre nNH3 e n HNO3 é a mesma (1:1).

12NH3 + 21 O2 → 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O + 21 O2 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O → 21 4 16 8 moles moles moles moles 12 12 12 12 2 1 4 7 6× moles 6× moles 6× moles 6 moles 6× moles 3 3 3 4 21 6 moles 4 moles 2 moles 8 moles moles 2 Portanto.N. MnO2 + 4 HCl → MnCl2 + Cl2 + 2 H2O 3 Cl2 + 6 NaOH → 5 NaCl + NaClO3 + 3 H2O Pág. têm-se: 4 moles de HNO3 63. O clorato de sódio formado foi submetido a um aquecimento a seco. por 4 (12/3). O gás liberado do (Cl2) reagiu com excesso de hidróxido de sódio. a 2ª.T.052 g 1 mol 12 NH3 1 moles 20) Certa massa de pirolusita (MnO2) reagiu com excesso de ácido clorídrico. 2.P. 12 NH3 + 15 O2 → 12 NO + 18 H2O 12 NO + 6 O2 → 12 NO2 12 NO2 + 4 H2O → 8 HNO3 + 4 NO .3) =12 . mm(4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19) Considere o exercício anterior admitindo que o NO na última etapa do processo não é reaproveitado. então devemos multiplica a 1ª. portanto o máximo divisor comum dos seus índices. Tomando. produzindo 33. por 6 (12/2) e a 3ª. Na equação geral não deverão aparecer: o NO do segundo membro da primeira equação.6 litros de oxigênio (O2) nas C. Calcule a massa de pirolusita (MnO2) utilizada. Assim. 153 IFES . o NO do primeiro membro da segunda equação e o NO2 do primeiro membro da terceira equação.013 = 252. equação por 3 (12/4).

Combustão é um processo de reação com o oxigênio diatômico (O2): S + O2 → SO2 Oxidação do dióxido de enxofre pelo oxigênio: SO2 + ½ O2 → SO3 Pelo fato do trióxido de enxofre (anidrido sulfúrico ou óxido sulfúrico) ser um óxido ácido (anidrido). Oxidação do óxido sulfuroso a óxido sulfúrico (SO3) pelo oxigênio III. esquematize as reações e responda: a) Qual é a massa de enxofre necessária para preparar 49g de ácido sulfúrico? b) O ar atmosférico contém 21% em volume de oxigênio. 6 MnO2 + 24 HCl + 12 NaOH → 6 MnCl + 12 NaCl +18 H2O+ 3 O2 21) Um dos métodos de obtenção do ácido sulfúrico envolve as seguintes etapas: I. Que volume do ar atmosférico conterá oxigênio suficiente para combustão completa de 32g de enxofre a óxido sulfúrico nas CNTP.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 Ajustando as reações. O gás óxido sulfúrico é borbulhado em água produzindo o ácido sulfúrico (H2SO4) De acordo com o exposto acima. SO3 + H2O → H2SO4 Portanto. Combustão do enxofre (S) a óxido sulfuroso (SO2) II. 154 . vem: 6 MnO2 + 24 HCl → 6 MnCl + 6 Cl2 + 12 H2O 6 Cl2 + 12 NaOH → 10 NaCl + 2 NaClO3 + 6 H2O 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 . S + O2 → SO2 SO2 + 1/2 O2 → SO3 IFES Pág. este reage com água formando um ácido.

07 g ≅ 16 g 1 mol n(H2SO4) = n(S) = 0.08g 32. mm (H2SO4) = 98.5 moles 98. S + 3/2 O2 + H2O → H2SO4 1 mol 1 mol 3/2 mols 1 mol Para os 49g de ácido sulfúrico.14 IFES Pág.07 g 3 moles O2 2 1 mol SO3 22. 155 .4 L b) R: 160L de ar. mm(SO3) = 80.08 g/mol. têm-se: 49 g H2SO4 1 mol ≅ 0.53 litros O2 1 mol O2 mol (S) = 22.06 g/ mol.4 litros = 33.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SO3 + H2O → H2SO4 . 3 S + O2 + H2O → H2SO4 2 Portanto.5 mol S Temos: S + O2 → SO2 SO2 + ½ O2 → SO3 ---------------------------S + 3/2 O2 → SO3 Os 32g de enxofre a óxido sulfúrico. representam: 32g S 1 mol S 32.5 mol = 0. 22) 6.

Estes solventes são capazes de dissolver compostos iônicos ou compostos covalentes que se ionizam. Nos dois exemplos acima. a IFES Pág. solução é a denominação ao sistema em que uma substância está distribuída. 7. numa segunda substância sob forma de pequenas partículas. normalmente em maior quantidade.2 Soluto e Solvente. que possuem momentos dipolares e consequentemente constantes dielétricas elevadas. ou seja. Assim. 7. mas dissolvem compostos covalentes não polares.3 Solubilidade A solubilidade de um soluto é a massa do soluto que pode ser dissolvida numa certa quantidade de solvente a uma determinada temperatura. Estes não dissolvem compostos iônicos. Misturando-se cal na água. que "mistura" muito bem uma série de substâncias: sólidas (como o açúcar). que vai "desaparecer". forma-se uma solução de íons sódio (Na+) e íons cloreto (Cl-). Os solventes podem ser classificados quanto à sua polaridade. 156 . Numa solução. dispersante ou dispergente. e o soluto. sempre há dois componentes: o solvente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VII 7. Uma solução é uma mistura homogênea de uma substância dissolvida em outra. Os solventes não polares são compostos. tal com a água e a amônia líquida. ou disseminada. Dissolvendo-se sal na água. As soluções mais familiares são aquelas no estado líquido. especialmente as que usam água (soluções aquosas).1 Definição de Solução. líquidas (como o álcool) e sob a forma de gás (como o ar). Os solventes polares são compostos. o sal e a cal. tal como o benzeno. que não possuem momentos dipolares permanentes. dissolver-se no solvente. são a fase dispersa ou o disperso e a água é a fase de dispersão. Usualmente. obtém-se uma solução onde predominam as partículas de cal não dissolvidas.

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solubilidade é expressa em gramas de soluto por 100 mL (100 cm³) ou por 100 g de solvente a uma dada temperatura. A interação entre um soluto e um solvente determina quanto soluto pode se dissolver. Assim, num solvente particular como a água, a natureza do soluto é um fator chave para determinar a solubilidade. Os solutos cujas moléculas são mais fortemente atraídas pelas moléculas de água tendem a se dissolver mais facilmente neste solvente. Para a maioria dos solutos, existe um limite em relação à quantidade que se pode dissolver num volume fixado de qualquer solvente. Este limite é denominado coeficiente de solubilidade, e varia dependendo da temperatura. Quando se adiciona um sólido na água, por exemplo, uma parte deste soluto é dissolvida para formar uma solução. Se uma quantidade suficiente de soluto estiver presente, verifica-se que não se dissolve todo o soluto, mas obtém-se uma concentração máxima e constante da solução. A adição de mais soluto não altera a concentração da solução; o sólido adicionado não se dissolve, e se deposita no fundo do recipiente. Nesta situação, diz-se que o sistema chegou ao estado de equilíbrio dinâmico. As soluções são classificadas, em termos de quantidade de soluto dissolvido, em insaturadas, saturadas, e supersaturadas (ou sobressaturadas): A) soluções insaturadas são soluções nas quais existe soluto dissolvido em menor quantidade do que a quantidade máxima que pode ser dissolvida naquela determinada quantidade de solvente, a uma dada temperatura; B) uma solução saturada contém a máxima quantidade possível de soluto dissolvido em condições normais numa dada temperatura; C) uma solução supersaturada contém mais soluto dissolvido do que a quantidade limite de solubilidade do soluto. Nem todas as substâncias são solúveis; alguns compostos são considerados apenas ligeiramente solúveis; outros, por sua vez, se dissolvem em grau tão pequeno que são considerados insolúveis. Existem vários fatores que influenciam na solubilidade de uma substância. Entre eles, está a temperatura, um dos fatores mais relevantes. A solubilidade da maioria dos sólidos nos líquidos aumenta com a temperatura. A solubilidade entre líquidos é chamada de miscibilidade. Líquidos que se misturam entre si são chamados de miscíveis. Geralmente, líquidos miscíveis têm estruturas moleculares semelhantes, como exemplo da água e o álcool
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etílico. Ambos possuem moléculas polares e que se atraem mutuamente, pois são capazes de formar pontes de hidrogênio entre si. 7.4 Concentração em Unidades Físicas. Concentração significa quanto soluto está presente em um volume ou massa específica. Quando são empregadas unidades físicas, as concentrações das soluções são, geralmente, expressas em: 7.4.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução. massa do soluto C= volume da solução Exemplo: 35g de NaCl por litro de solução. C = 35 g/L 7.4.2 Composição percentual. número de gramas C= 100 g de solução Exemplo: 4,25g de NaCl em 100 g de solução. C= 4,25 100 g/g ou

Solução aquosa de NaCl a 4,25%. 7.5 Concentração em Unidades Químicas. 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. I. Conceito: É a razão entre a massa de soluto, em gramas, e o volume de solução em litros ou ml. II. Expressão matemática. C= m1 V
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Onde: C = concentração (g/l); m1 = massa do soluto (g); V = Volume de solução (l ou ml). III. Unidade: Gramas por litro, g/l ou g/ml. IV. Significado: A concentração nos indica a quantidade de soluto, em gramas, que existe em um litro ou em um mL de solução. Exemplo: Uma solução 20 g/l possui 20 gramas de soluto dissolvidos em um litro de solução: 1 litro (solução) = 20 g (soluto) 7.5.2 Molaridade ou concentração molar. I. Conceito: É o número de moles do soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Molaridade = número de moles (soluto) n1 = número de litros (solução) V

Relembrando que o número de moles de uma substância está relacionado à sua massa em gramas através do massa molecular (mol), teremos: Quantidade moles = massa (gramas) mol massa (miligramas) mol

Quantidade milimoles =

III. Unidade: mol por litro (mol/L), mg/mL, molar. Exemplo: Uma solução 05 molar (0,5 M) de H2SO4 contém 49,04 gramas de H2SO4 por litro de solução, visto que: 1 litro = 0,5 mol 1 litro = 0,5 mol 98,08 = 49,04 g H2 SO4 1 mol

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7.5.3 Concentração normal ou normalidade. I. Conceito: É o número de equivalente-grama de um soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Normalidade = quantidade de soluto (eqg) volume solução (L)

m1 𝑛e 1 Eqg (soluto) N= = V V Onde: N = normalidade ou concentração normal. ne = nº de equivalentes-grama do soluto. V = volume da solução, em litros. Eqg = equivalente-grama III. Unidade: eqg/L, meqg/mL, normal (N) IV. Significado: É o número de equivalentes-grama de uma substância dissolvidos em um litro de solução. Exemplo: Uma solução 1 normal (1N) contém 1 equivalente (eq) por L, ou 1 miliequivalente (meq) por mL. É fundamental notar que a normalidade mede um único íon que participa num total de soluto. Por exemplo, pode-se determinar a normalidade do hidróxido de sódio ou em solução aquosa de hidróxido de sódio, mas a normalidade de hidróxido de sódio por si só não faz sentido. Assim, a normalidade é freqüentemente usada para descrever soluções de ácidos ou bases, onde está implícito que a normalidade refere-se à H+ ou OH-.

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Embora o uso dessa concentração esteja a cair em desuso entre os químicos, existe uma vantagem no seu uso: é que soluções da mesma normalidade reagem mL a mL. Por exemplo: 1 mL de uma solução 0,1 N de NaOH neutralizará exatamente 1 mL de solução 0,1 N de H2SO4 (independente da estequiometria da reação química envolvida). Não acontece o mesmo quando a concentração das soluções é mol/L. 1 mol de H2SO4 reage com dois moles de NaOH e duas soluções destes reagentes da mesma molaridade reagirão na razão NaOH. H2SO4 + 2 NaOH → Na2 SO4 + 2 H2O 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg

Dito de outro modo: 1 equivalente de qualquer substância reage exatamente com 1 equivalente de outra substância. Isto facilita enormemente os cálculos especialmente na prática de análise quantitativa. 7.4.5 Concentração molal ou molalidade. I. Conceito: É a razão entre o número de mols de soluto e a massa de solvente, dada em kg. II. Expressão matemática: m1 n1 m1 W= = mol = m2 m2 mol. m2 Esta equação, no entanto, deve ser multiplicada por mil, porque a molalidade é expressa em número de mols por quilograma de solvente. Com isso, temos:

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m2 Onde: W = molalidade. 162 .14895 g 1 mol IFES Pág. Expressão matemática: Fração molar do soluto: FM1 = moles de soluto moles de soluto+moles de solvente 342.6 Fração molar ou percentagem em moles Muitas das propriedades físicas das soluções são expressas mais claramente em termos dos números relativos das moléculas do soluto e do solvente.4. I.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO W= 1000.5 molal de sacarose (342. III. Mol = massa molar.2979 g/mol) contém: 1000 g (solução) = 0. Significado: A concentração molal nos indica o número de moles de soluto que existe em um quilograma de solvente. Definição: A fração molar de qualquer componente de uma solução é definida como sendo o número de moles desde componente dividido pelo número total de moles de todos os componentes da solução. II. m1 = massa de soluto (gramas).5 mols C12H22O11 1000 g (solução) = 0. m= moles (soluto) Kg solvente Exemplo: Uma solução 0.2979 g = 171. m2 = massa de solvente (quilogramas). Unidade: molal.5 mols C12H22O11 7. IV.m1 mol.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do mesmo modo.5 Relação de massa com massa.2 Porcentagem em peso % em peso é a massa do soluto em 100 g da solução. então: IFES Pág. 7. maior que zero e menor que um. m1 = massa do soluto m2 = massa do solvente m = massa da solução (m1 + m2). calcula-se a relação entre o número de mols do soluto ou solvente em questão. 7. 7. isto é. Se a solução apresentar mais de um soluto. e o somatório do número de mols dos demais componentes. III. a fração molar do solvente: FM2 = Onde: FM1 = fração molar do soluto. a soma das frações molares de todos os componentes de uma solução é igual a 1. Unidade: A fração molar é adimensional. Quando multiplicado por 100 (porcentagem molar) se expressa o resultado em mols %. FM2 = fração molar do solvente. Exemplo: Se uma solução contém 6 moles de álcool etílico e 2 moles de água. não tem unidade). 163 . FMi = n1 n1+n2+n3+ … +ni moles de solvente moles de soluto+moles de solvente Evidentemente.5. T= m1 m1+m2 Onde: T = título (é um número puro.1 Título É a relação entre a massa do soluto e a massa da solução.5.

5. Conceito: É a razão da massa da solução pelo volume da solução.25 2+6 6 = 0.5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO fração molar do álcool = fração molar da água = 2 = 0.75 2+6 A percentagem em moles do álcool nesta solução será: 100×0. I. Expressão matemática: μ = m/Vs IFES Pág. 5. II. dada em L ou mL. cm3 ou mililitro de solução. em gramas.8 Massa específica (µ). II.316 g/cm3. ou seja: 1 cm3 de C6H5COOH apresenta massa igual 1. IV.7 Densidade. III.75 = 75% de moles de água. Exemplo: Uma solução de ácido benzóico possui densidade 1.25 = 25% de moles de álcool e 100×0. g/cm3 ou g/ml. 5. Conceito: é a razão entre determinada massa da substância e seu volume correspondente. Unidade: g/l. Significado: A densidade indica a massa. I. Expressão matemática d= m V Onde: d = densidade m = massa da solução = m1 + m2 V = volume da solução. encontrada num litro.316 g. 164 .

2g/L ou 200mg/L. A relação entre elas é a seguinte: 1g = cm3 ou 1m3 = 1000 Kg (assim. devemos multiplicá-la por 1. 5. existentes em 1 m3 (1 milhão de mL) de solução.6.000L 1mg/L 200 ppm: 200g/1. em µg (micrograma).000).2 Em volume: A concentração ppm em volume indica o volume de soluto (disperso). 5. para transformar uma massa específica de g/cm3 para kg/m3.000L 0.000mL 200g/1. Unidade: g/cm3. mas no SI a unidade é o kg/m3. 5. em mL. Neste caso a densidade leva em consideração o volume completo e a massa específica apenas a parte que contêm substância. existentes em 1 g (1 milhão de µg) de solução.1 Em massa: A concentração ppm em massa expressa a massa de soluto (disperso).000.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. 165 mg µg = litro mL IFES . ppm = Assim.000mL 1g/1. 1 ppm é igual a: 1g/1.6.000. Pág. Observação: A diferença entre densidade e massa específica fica bem clara quando falamos de objetos ocos.6 Parte por milhão Partes por milhão (abreviadamente ppm) é a medida de concentração que se utiliza quando as soluções são muito diluídas.

Iodeto de potássio quer dizer 1Kg em massa há 75mg de KI diluída nela. gramas por litro (concentração comum) e gramas por 100 litros (título em massa). As escalas volumétricas de concentração são aquelas nas quais a concentração é expressa em termos da quantidade de soluto por volume determinado de solução. isto é: Quantidade de soluto dissolvida = volume × concentração IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Então. Quando a concentração é expressa numa escala volumétrica. 45 ppm de uma solução contém 45 mg de soluto por 1 litro da solução Exemplos: 1) Uma solução com 75 ppm de KI. a quantidade de soluto contida em determinado volume de solução é igual ao produto do volume pela concentração. Outro exemplo: Uma solução a 25 ppm contém 25 mg de soluto em 1 L de solução. 2) O ar (solução gasosa) contém 8 ppm de gás hélio. 166 .7 Problemas de diluição. São. moles por litro (molaridade). Isso significa que em cada 1 m3 do ar atmosférico existe 8 mL de hélio. peso soluto (mg) volume solução (L) A concentração ppm em volume só pode ser utilizada quando os componentes da solução são todos líquidos ou todos gasosos. por exemplos. 5. ppm = Assim. equivalente-grama por litro (normalidade).

permanece constante. Assim.045g =1. 18 H2O necessário para preparar 50 mL de uma solução aquosa que contenha 40 mg de Al+3 por mL. quando a solução é diluída seu volume é aumentado. Deste modo. as duas soluções (original e diluída) serão diferentes. Temos: 1 molécula de Al2(SO4)3.8 g de AgNO3 1 mL 2) Descrever como preparar uma solução de Al2(SO4)3. 167 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A diluição de uma solução basear-se na adição de solvente puro.045g de AgNO3. 60 mL 0. 18 H2O contém 2 íons de Al+3 IFES Pág. a concentração diminui. 1) Descrever como se preparam 60 mL de uma solução aquosa de AgNO3 com concentração de 0.045 g de AgNO3 por mL. V Para a solução final: C’ = m1 = C’. como se segue: Volume1 × Concentração1 = Volume2 × Concentração2 Podemos então calcular: Para a solução inicial: C= m1 ou V m1 ou V m1 = C. a quantidade de soluto não altera. teremos: C . Cada mL de solução contém 0. C’ 5. Entretanto. Portanto. V’ Uma vez que m1 é constante. V = V’ .8 Exercícios Resolvidos. mas conterão as mesmas quantidades de soluto e serão relacionadas.

18 H2O Fig.982 g = 24.08 g.0175 moles 0.698 g de Al2(SO4)3. Determinar a percentagem de H2SO4 na solução original.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim.18 H2O 2 mol Al+3 666. 1 mol de moléculas de Al2(SO4)3. 168 .00 g de uma solução de ácido sulfúrico foram diluídos com água e adicionado um excesso de BaCl2.0791 g/mol. O precipitado de BaSO4. 18 H2O conterão 2 moles de íons de Al+3 50 mL 2g de Al 40 mg de Al+3 1 mL +3 = 2000 mg de Al+3 = 2g de Al+3 1 mol Al2 SO4 . logo: (4. 67 3) Exatamente 4. pesou 4.0175 moles IFES 0.08 g de BaSO4) H2SO4 1 mol 1 mol BaSO4 = 0.0175 moles 0.43 g = 1 mol Al2(SO4)3.18 H2O 1 mol Al+3 26. depois de lavado e seco. H2SO4 + BaCl2 → BaSO4 + 2 HCl Temos: mm (H2SO4) = 98.39 g BaSO4 → BaSO4 ↓ 1 mol + 2 HCl 2 moles + BaCl2 1 mol 0.0175 moles de BaSO4 233.035moles Pág.

0% em peso. Logo.233 g/mol mm (BaCl2. 2 H2O e água pura. partindo de BaCl2. que deve ser adicionado a 80 mL se solução 0.08 moles V = 100 – 80 = 20 mL 5) Descrever como preparar 50 g de uma solução de BaCl2 a 12.08M? Uma solução 0. 1000 mL = 100 mL volume final.0791 g 1. para que a solução resultante seja 0.00 g Portanto.72 g H2SO4 98.008 moles uréia 1000 mL Por outro lado.1 moluréia Portanto.233 g BaCl2 IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0. 2 H2O) = 244. denota que: 1 litrosol = 1000 mL = 0. 169 . 0.43 ou 43% 4.1M de uréia. após diluição 0.1M. 80 mL . 100 g (solução) = 12 g BaCl2 ou 50 g (solução) = 6 g BaCl2 + 44 g H2O 6 g de BaCl2 1 mol BaCl2 ≅ 0. 0. a fração do H2SO4. 0.08 moles de uréia. Temos: mm (BaCl2) = 208.0175 moles H2SO4 1 mol H2SO4 ≅ 1. em peso = 4) Qual o volume de água.08 M significa que: 1000 mL contêm 0.1 moluréia = 0.72 g = 0. em mL.008moles .029 moles BaCl2 208.26 g/ mol Temos.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mas.0448874 g H2O 1 mol H2O Logo. 170 . 1 mol de BaCl2. 2×0. 68 6) Que volume de água destilada se deve juntar a 40 mL de uma solução 3N de NaOH a fim de que se transforme em solução a 4%? Eqg NaOH = mol/1 ou 1 mol = 1 eqg NaOH IFES Pág.9551126g de H2O. Fig. Logo: A solução é preparada pela dissolução de 7. 2 H2O = 0.029 moles H2O Como. devemos acrescentar (44 g − 1. 2 H2O = 1 mol de BaCl2 + 2 moles H2O 0.029 moles H2O 18. 1 molécula de BaCl2. 2 H2O em 43.029 moles de BaCl2.0448874 g H2O) = 42. 2 H2O = 1 molécula de BaCl2 + 2 moléculas H2O Portanto.029 moles de BaCl2 + 2×0.0 g de BaCl2.0153 g H2O = 1.0 g de H2O.

). alterar a massa do soluto (o sal). Ou seja. Pede-se a) Que massa de água devemos acrescentar para diluir a 20%? b) Que massa de sal temos de adicionar para concentrar a 50% em peso? A solução 30% em peso possui 30 g (sal) em 100g (sol. teremos: 30 g sal 100 g sol. teremos: Para cada 50g (sal) = 100 g (sol.8 g NaOH 100 mL (sol. 4.) (ou 50g de H2O). b) Numa solução 50%. Logo: Se a solução aquosa do sal foi diluída é porque recebeu certa quantidade de solvente. 40 mL sol. 1 mol NaOH 1 eqg NaOH 39.) Portanto. Com isso aumenta-se a massa da solução sem. 3 eqg NaOH 1000 mL sol. em peso.) = 120 mL 4g NaOH Logo. Assim. 171 . IFES Pág. podemos escrever: a) Na nova solução 100 g (solução) = 20 g (sal) Em 30 g de sal. 100g (anteriores) mais 50 g de H2O. devemos acrescentar 80 mL aos 40 iniciais. contudo.9971 g NaOH ≅ 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma solução 3N de NaOH é aquela que possui 3eqg de NaOH dissolvidos em 1 litro (ou 1000 mL). 7) Uma solução de certo sal tem concentração 30% em peso.8 g NaOH 1 mol NaOH Solução a 4% de NaOH é aquela que pó ssui 4g NaOH em 100 mL (sol. Desse modo. ou seja: 30 g (sal) + 70 g (H2O). 20g sal = 150 g sol.

em litros. então: 70 g (H2O) 50 g (sal) = 70 g (sal) 50 g (H2O) Ou seja. Uma solução 0.) = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a solução é concentrada.4 M de HCl.4 M de HCl contém em 1 litro = 0.03 litros HCl 16 M 16 moles HCl . Segundo método: C= m1 m2 Portanto. toma-se 0. aumentando apenas a quantidade de soluto.4 moles HCl Por outro lado.2 litros de solução 0.) 1 litro (conc. 1.2 litros (sol.4 moles HCl 1 litro (sol. a ser utilizado para preparar 1.2 litros. 172 . 9) A etiqueta de uma recipiente de ácido nítrico indica os seguintes dados: IFES Pág. os 30 g iniciais mais 40 g de sal.03 litros (30 mL) de solução concentrada e completa-se com água destilada até se obter 1. a partir do ácido concentrado (16 M). m' 1 30 C1 = ' = m 2 100 Sendo x a massa de sal adicionada. teremos: m" 1 30 + x 50 C2 = " = = m 2 100 + x 100 x = 40 g (sal) 8) Calcule o volume de água.) 0. Ou seja: adiciona-se 1170 mL de H2O. uma solução concentrada (16 M) de HCl contém em 1 litro 16 moles de HCl. (números de moles HCl na solução final) Portanto. Assim.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Densidade.5 M? b) Explique o procedimento seguido no laboratório e o material necessário para sua preparação. Além disso.) 65g g HNO3 1000 ml = 1400 g (sol. deduzir concentração molar de uma solução formada quando se mistura 35 mL da solução anterior com 50 mL de outra solução aquosa de cloreto de sódio de 0. 173 . A molaridade final seria: IFES Pág. em seguida. Toma-se 8. acrescenta-se aproximadamente 200 ml de água destilada. 1.) = 1005 g (sol.  65 %.172 mol ou 0. transfere-se para uma proveta completando-se o volume até os 250 ml. 1 g (NaCl) 100 g(sol.5 mols HNO3 1000 cm3 (sol) 63.656 ml Portanto.172 M A segunda parte é uma mistura de duas soluções de NaCl. 10) Calcular a concentração molar de uma solução aquosa de cloreto sódio cujo teor de sal é de 1%.013 g HNO3 1mol 100 g (sol. = 0.) 1 mol 58. 250 cm3 (sol) = 8.40 kg/L. em peso. e tem uma densidade de 1005 kg/m3. Agita-se até total diluição e.442 g NaCl 1 m3 1000 L = 1005 g (sol. Suponha que os volumes sejam aditivos.) d = 1005 = m3 m3 Ou seja: Cada 1 L (sol. kg (sol.7 ml da solução concentrada com uma pipeta graduada e leva-se a um balão.05 M. em peso.) 1 L sol.) 1005 ×1000 g (sol. Além de indicar suas características de periculosidade.) 1 L sol. a) Que volume da mesma se necessitará para preparar 250 cm3 de uma solução 0. = 1005 g sol.) L 0.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11) Continua IFES Pág. 174 .

evitando qualquer variação na composição da mistura em reação. reação II) ocorrem simultaneamente. ou seja. as duas equações: H2 + I2 → 2 HI 2 HI → H2 + I2 reação I reação II representam a reação química do sistema mesmo em que os papéis dos componentes sejam invertidos. São quantitativamente mensuráveis (tanto os reagentes como os produtos). portanto. Dizemos equilíbrio dinâmico porque as reações nos dois sentidos se processam com igual velocidade. de forma que a composição da mistura permanece constante com o tempo. O sentido em que nós escrevemos uma reação química e.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VIII 1. todas as reações podem ser reversíveis. Ambas as reações se processam continuamente até que um estado de equilíbrio dinâmico é atingido. contrabalançando-se mutuamente. 175 . Chamamos esta reação de uma reação reversível. Teoricamente.21. As reações reversíveis envolvem produtos que reagem entre si para formar as substâncias iniciais em quantidades apreciáveis. existe uma possibilidade de os átomos das moléculas se arranjarem (reagruparem) para formar moléculas reagentes. O que é equilíbrio? Uma reação química está em equilíbrio quando não há tendência para a mudança das quantidades de reagentes e produtos. reação I) e sua inversa ("dissociação do iodeto de hidrogênio". quais os componentes que são considerados reagentes e quais são produtos é arbitrário. IFES Pág. Quando ocorre uma reação química e sua direta (―síntese do iodeto de hidrogênio‖. Assim.

176 . mas a velocidade direta e inversa sempre será equivalente. O ponto onde a velocidade de decomposição: N2O4 (g) → 2 NO2 (g) iguala a velocidade de dimerização: 2NO 2 (g) → N 2 O 4 (g). um gás marrom. 69 À temperatura ambiente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + I2 ⇄ 2 HI O equilíbrio é atingido quando a velocidade da reação direta se iguala a velocidade da reação inversa. Fig. A principal característica a ser observada num equilíbrio. dizemos que: O equilíbrio é DINÂMICO porque a reação não parou: as velocidades das reações opostas é que são iguais. é que no equilíbrio a reação continua a ocorrer. IFES Pág. um gás incolor. este gás se decompõe fornecendo NO2. Outro exemplo: Considere N2O4.

Estado de Equilíbrio. quanto energia não está sendo inseridas ou removidas. Portanto. deixando-se depois que elas retornem aos seus valores iniciais. Nesta situação foi atingido o equilíbrio. Pág. Um sistema está em equilíbrio quando:  Tanto matéria. um estado de equilíbrio constitui uma situação onde as forças opostas se contrabalançam. 1. O Estado de Equilíbrio. o princípio necessário para existir equilíbrio químico em uma solução é a reversibilidade da reação envolvida. 177 IFES .22. quantidades mensuráveis de reagentes ainda estarão presentes.23. A velocidade de uma reação química é função da composição do sistema e da variação desta composição durante a reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. aparentemente. juntamente com produtos. É reconhecido pelo aspecto invariante . isto é: A velocidade de uma reação química é avaliada pelo maior ou menor gasto de reagentes ou pela maior ou menor formação de produtos num dado intervalo de tempo.  As variações passíveis processam-se numa velocidade mensurável. que provoca uma mudança nas propriedades observáveis. através da remoção da perturbação. Velocidade de uma Reação. Na mecânica.  As propriedades macroscópicas mensuráveis do sistema não variam com o tempo.nada se modifica no decorrer do tempo. como o constatado pela resposta a um pequeno distúrbio. Fig. cessa a reação. 70. Quando.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Define-se. então. Tomemos a reação expressa pela equação: aA + bB → cC +dD Fazendo: ∆nA = número de moles de A consumidos num intervalo de tempo ∆t. ∆nB = número de moles de B consumidos num intervalo de tempo ∆t. teremos: VA m VB m VC m VD m ∆A n consumo = ∆t ∆B n consumo = ∆t ∆C n formação = ∆t ∆D n formação = ∆t Assim. A expressão matemática que traduz esta relação é: vm = ∆C C f . ∆nD = número de moles de D consumidos num intervalo de tempo ∆t. 178 . a grandeza velocidade média de reação num dado intervalo de tempo (∆t) como sendo a variação da concentração de um reagente ou de um produto por unidade de tempo. ∆nC = número de moles de C consumidos num intervalo de tempo ∆t.Ci = . ∆[C] = variação da molaridade de C no intervalo de tempo ∆t. IFES Pág. se calcularmos: ∆[A] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t.ti onde os índices f e i representam respectivamente o instante final e inicial de medição da concentração e do tempo. ∆t tf . ∆[B] = variação da molaridade de B no intervalo de tempo ∆t.

Teremos por definição: Vm (consumo de A) = Vm (consumo de B) = Vm (formação de C) = Vm (formação de D) = Observações:  Para que a velocidade de uma reação seja uma grandeza sempre positiva.  No sistema internacional de unidades (SI).  No caso de uma reação em que os coeficientes estequiométricos não sejam unitários é necessário entrar com estes coeficientes na expressão da velocidade média.  Quando a velocidade de uma reação não é constante. a velocidade média exprime-se em mol m-3 s-1. variando de instante para instante. [A] e [B] = concentrações molares a e b = ordens ou graus IFES ∆ [A] ∆t ∆ [B] ∆t ∆ [C] ∆t ∆ [D] ∆t Pág. é necessário recorrer à denominada velocidade instantânea. que para um a reação genérica homogênea aA (g) + bB (g) → x X (g) + yY (g) a velocidade instantânea é calculada pela ex pressão v = k [A]a[B]b onde: k = constante de velocidade. 179 . introduz-se o sinal (-) (quando se define a velocidade a partir de reagentes) − uma vez que estes se gastam e como tal apresentam uma variação negativa.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ∆[C] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t.

 A área científica que estuda a velocidade das rações químicas designa-se por cinética química. Fig. a) Diminuição da concentração do reagente com o tempo. maior será a velocidade média da reação no intervalo de tempo correspondente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A velocidade instantânea não é mais do que a velocidade média da reação quando se considera um intervalo de tempo tão pequeno quanto possível. b) Utilização da representação gráfica da relação linear de ln[A] em função do tempo para calcular a constante de velocidade.  Quanto maior for o declive dessa reta. 71. 180 . Fig. 72 IFES Pág.  A velocidade de uma reação pode ser determinada recorrendo a um gráfico da concentração de um reagente ou produto em função do tempo e determinando o declive da reta que passa pelos pontos de que se pretende determinar a velocidade.

a decomposição da água oxigenada. b) Superfície de contato: um aumento da superfície de contato aumenta a velocidade da reação. Um catalisador possui a propriedade de acelerar a reação. mais fácil fica de se chocarem. 181 . isto acontece porque aumentamos a superfície de contato que reage com a água. e quanto maior for o contato entre elas. ocorre também um aumento na velocidade da reação. Um exemplo é quando pegamos uma amostra de palha de aço e reagimos com ácido clorídrico concentrado e com ácido clorídrico diluído. Generalidades Sobre Cinética Química.24. aumenta-se a velocidade da reação. elas se quebram dando abertura para a formação de novas moléculas e. d) Temperatura: quando se aumenta a temperatura de um sistema. e) Pressão: quando os participantes de uma reação são gasosos e se aumenta a pressão desse sistema gasoso. f) Luz: Algumas reações químicas se processam com maior velocidade em presença de luz. IFES Pág. Quando as moléculas participantes de uma reação se chocam. intensificando as colisões das moléculas. Isso porque o aumento da pressão diminui o volume. As reações químicas ocorrem com velocidades muito diferentes e estas podem ser alteradas. g) Catalisadores: os catalisadores são substâncias que aceleram o mecanismo sem serem consumidos durante a reação. as moléculas precisam colidir umas com as outras. consequentemente. porque além da concentração de reagentes e produtos. Por isso é que determinados produtos são comercializados em frascos escuros. Assim. Um exemplo é quando dissolvemos um comprimido efervescente triturado: ele se dissolve mais rapidamente do que se estivesse inteiro. Uma maior concentração de reagentes significa um aumento das colisões entre as moléculas. fazendo com que a reação se processe mais rápido. ou seja. as velocidades das reações dependem também de outros fatores como: a) Colisão entre moléculas: os reagentes precisam entrar em contato para que uma reação aconteça. como por exemplo. c) Concentração de reagentes: para uma reação acontecer é necessário que as moléculas se rompam. de outras substâncias. quanto maior a concentração dos reagentes maior será a velocidade da reação. que exige menor energia de ativação. mas não aumenta o rendimento. Este fato ocorre porque permitem que a reação tome um caminho alternativo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Aumentar a temperatura significa aumentar a energia cinética das moléculas.

IFES Pág. o sistema caminha para uma nova situação de equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou seja. À medida que a reação se processa a velocidade da reação direta diminui e da reação inversa aumenta. b) no equilíbrio: V1 = V2 No início da reação a velocidade direta é máxima. Fig. pois temos uma maior concentração do reagente e.25. porém. 182 . um catalisador produz a mesma quantidade de produto. 1. pois não temos. 73 c) as concentrações ―permanecem constantes no equilíbrio‖. ainda. por modificações externas. d) o equilíbrio é dinâmico. a velocidade da reação inversa é nula. um produto. e) afetando-se o equilíbrio. num período de tempo menor. Seja a equação reversível: V1 A+B ⇄ C+D V2 a) os sistemas caminham ―espontaneamente‖ para o equilíbrio. Característica do Equilíbrio Químico.

183 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO f) nas reações de ―ALTO rendimento‖. 75. [PRODUTOS] > [REAGENTES] g) nas reações de ―BAIXO rendimento‖. tem-se: Fig. tem-se: Fig. 76 IFES Pág. 74. [PRODUTOS]< [REAGENTES] h) nas reações de ―MÉDIO rendimento‖. tem-se: Fig.

isto é. 8. o equilíbrio se deslocará para a esquerda. . no sentido dos produtos.6. Deslocamento do Equilíbrio. 8. isto é. . o equilíbrio se deslocará para a direita. V Um ―aumento da pressão‖ acarreta um ―aumento da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ uma ―diminuição da velocidade‖. no sentido dos reagentes. o equilíbrio se deslocará para a direita.2 Alteração na pressão: A pressão só altera a velocidade das reações gasosas em que ocorrem contração e expansão de volume. (A) Contração de volume: N2 + 3 H2 ⇄ NH3 . no sentido dos produtos. .26.  Diminuindo-se a concentração dos produtos.6. (B) Expansão de volume: NH3 ⇄ N2 + 3 H2 . V Um ―aumento da pressão‖ acarreta uma ―diminuição da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ um ―aumento da velocidade‖. IFES Pág. isto é.  Aumentando-se a concentração dos produtos. V V 3V . no sentido dos reagentes. isto é.1 Alteração na concentração:  Aumentando-se a concentração dos reagentes. o equilíbrio se deslocará para a esquerda. 184 . . V 3V V .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.  Diminuindo-se a concentração dos reagentes.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (C) Quando a reação ocorre ―a volume constante‖: A pressão não tem influencia na velocidade. IFES Pág. na equação supracitada. com conseqüente aumento da velocidade da reação. 8. se aumentarmos o volume o deslocamento será para a esquerda. Aumentando-se a temperatura.3 Alteração na temperatura: Vant’ Hoff. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver aumento da quantidade de mols. Exemplo: 2 H2 + 1 O2 ⇄ 2 H2O Reagentes: 2 mols + 1 mol = 3 mols. Produtos: 2 mols. no sentido dos produtos. então: O deslocamento ocorrerá para a direita. Nesta reação:  O produto possui menor quantidade de mols que os reagentes. 185 . ocorrerá um aumento do volume. as moléculas aumentam o número de colisões (energia cinética). Assim:  Com o aumento da pressão ocorrerá uma diminuição do volume.  Se diminuirmos a pressão. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver um aumento do número de mols.4. verificou que um aumento de aproximadamente 10°C acarreta uma duplicação ou triplicação na velocidade de grande número das coesões.

400 0. um aumento de temperatura aumenta o número de moléculas com energia suficiente para efetuar colisões eficazes. logo a reação inversa é endotérmica. Aumentando a temperatura vai favorecer a reação endotérmica (inversa).200 0. é proporcional ao produto das concentrações molares das substâncias reagentes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: 2.0×10-4 8.100 0.100 0.0×10-4 Pág. 1. 186 .100 0. diminuindo a temperatura vai favorecer a reação exotérmica (direta). Guldberg e Waage estabeleceram a ―Lei de Ação das Massas‖ como sendo: A velocidade de uma reação química.0×10-4 2. não importando se seja endotérmica ou exotérmica. Seja a reação: aA + bB → cC + dD Observemos essa lei a partir de um conjunto de dados experimentais abaixo: Tabela 16.  A diminuição da temperatura favorece a reação exotérmica. Experiência 1 2 3 4 IFES [A] inicial (M) 0.0×10-4 2.27. portanto um aumento de temperatura aumenta a velocidade das reações químicas. CO (g) + NO2 (g) ⇄ CO2 (g) + NO (g) AH = .400 Velocidade inicial (M/s) 1.56 Kcal.200°C CaO + 3 C CaC2 + CO ⇄ a  O aumento da temperatura favorece a reação endotérmica.100 [B] inicial (M) 0. Lei de Ação das Massas. Conseqüentemente. Este AH indica a variação de entalpia da reação direta. Em 1867. Dados Experimentais. a reação é exotérmica.200 0. à temperatura constante. Como o AH é negativo.

100)x. a velocidade duplica.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do conjunto de resultados pode constatar-se que:  quando a concentração de A duplica.0×10-4 Dizemos.400)y 8.(0. a velocidade quadruplica: VB = 0.0×10-4 0.400 Vi = 1.(0.200)x. vem: V1 k.  Por outro lado. o procedimento é idêntico: V2 k.(0.0×10-4  sendo a reação de segunda ordem em relação a B.200 ⇒ VB = 0.100)y 2.(0.(0.100)y V2 = k. quando a concentração de A se mantém constante e a de B duplica.(0.400)x.100)y 1.400 x = 1 2 x = 1 2 ou x = 1 Daí conclui-se que a reação é de primeira ordem em relação a A.400 Vi 3 (3) (4) = 2.(0. que a reação é de primeira ordem em relação a A. De fato: VA = 0. dividindo-se e V1 por V2 e substituindo os valores de V1 e V2 (tabelados).200 ⇒ VA = 0. Vejamos: Considerando as experiências 1 e 2 as expressões da lei das velocidades são: V1 = k. Chegaremos à mesma conclusão através do uso da lei das velocidades.100)x.200)x. então.100)y Relacionando as duas expressões.(0. Para o reagente B. mantendo-se constante a concentração de B.(0. 187 .0×10-4 = = V2 k.(0.(0.0×10-4 ⇒ Vi 3 = 8.0×10-4 = = V3 k.0×10-4 IFES Pág.200)y 2.0×10-4 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 2.(0.400)x.200 0.

188 . o cálculo de k para a experiência 3 fica portanto: 2.10 [C] inicial (M) 0.0×10-4 = K3.60 Velocidade inicial (M/s) 9.10 0.200)2 Analisemos agora a seguinte reação: aA + bB + cD → produtos.0×10-4 K3 = = 0.(0.2×10-5 3.0×10-6 3.(0.8×10-5 8.20 0.400 x 1 = 2 y 1 1 = = 4 2 2 ou y = 2 Assim.10 0. V = k [A]. como exemplo.500 (0. A ordem global da reação é: 1+ 2 = 3 A lei da velocidade ou equação cinética para esta reação será escrita da forma: .40 0.100). Portanto.0×10-6 1.10 0. reação é de segunda ordem relativamente a B.20 0.30 0. Experiência 1 2 3 4 5 [A] inicial (M) 0.200 0.[B]2 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.[B]2 Assim.6×10-5 IFES Pág.10 0.40 0.200)2 2.30 0.100)(0. k= 𝑉 [A].20 [B] inicial (M) 0.20 0. com um conjunto de resultados como os seguintes: Tabela 17.20 0.

2×10-5 Dizemos que a ordem da reação. recorrendo às leis da velocidade. Velocidade da reação quadruplica: VB = 0. Assim: Experiências 1 e 2: As concentrações de B e C são constantes. Se efetuarmos o cálculo das ordens das reações. Experiências 3 e 4: As concentrações de A e C são constantes.0×10-6 ⇒ Vi 5 = 3.200 ⇒ VA = 0. Igualmente.0×10 0.600 Vi 1 (1) (5) = 9. é dois. que a concentração de C duplica e que a velocidade quadruplica.0×10-6 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 1.400 -6 x Pág. A velocidade de B duplica.0×10-6 ⇒ Vi 3 = 3. igualmente.8×10 0. Como se segue: Para A: IFES 9.6×10-5 Dizemos que a reação é de segunda ordem em relação a C. Experiências 1 e 5: Verifica-se. em relação a B. verificaremos as mesmas conclusões.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Neste exemplo consideram-se conjuntos de dois reagentes com concentração constante.400 Vi 3 (3) (4) = 8. A velocidade de A duplica.8×10-5 Dizemos que a reação é de primeira ordem em relação a A.200 = -5 1. a velocidade da reação duplica: VA = 0.400 Vi = 9. 189 .200 ⇒ VB = 0.300 ⇒ VC = 0. VC = 0. efetuando-se o cálculo para o outro.

20]2 3.[C]2 A ordem global desta reação é 1+2+2= 5 O cálculo da constante de velocidade.[B]2.8×10-5 k= = 0.05 [0.[ 0.20].05 [0.[ 0.0×10 0.30]2 8.20]. faz-se recorrendo aos dados de qualquer das experiências: k= 9.10]2.[ 0. 190 .[ 0.[ 0.10]2.10].[ 0.60]2 IFES Pág.05 [0.40]2.20]2 3.0×10 0.2×10-5 k= = 0.0×10-6 = 0.2×10 0.600 1 1 = 4 2 1 2 2 z 1 = 2 z ⇒z=2 Assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 1 = 2 2 -6 x ⇒x=1 y Para B: 8.6×10 0.10]2.300 = -5 3.10].30]2 1.05 [0. k.6×10-5 k= = 0.40]. a equação geral implica: V = k [A].400 1 1 = 4 2 1 2 2 y 1 = 2 -6 y ⇒y=2 z Para C: 9.[ 0.[ 0.[ 0.20]2.0×10-6 k= = 0.[ 0.05 [0.200 = -5 3.

410×10-3 Valores Calculados [HI] [I2][H2] 3.430×104 6. A reação inicia-se com a diminuição da cor púrpura do iodo gasoso. I2) Tomemos.5 54. Resultados Experimentais [H2] mol/L 1. a numa fase gasosa a 425. onde hidrogênio e o iodo. encontram.312×103 1.710×10-3 0.140×10-3 [I2] mol/L 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Equilíbrio Químico.6 54. Nesse momento. examinemos a taxa: Concentração dos produtos no equilíbrio Concentração dos reagentes no equilíbrio Assim. H2)(conc.497×10-3 1.648×10-2 3.471×103 [HI] 2 [I2][H2] 54. em virtude da formação do iodo de hidrogênio.767×10-2 1.1292×10-3 1.497×10-3 1.830×10-3 2. incolor.3 54. Tomemos o primeiro exemplo: H2 + I2 ⇄ 2 HI. a taxa [concentração dos produtos no equilíbrio/concentração dos reagentes no equilíbrio] fica mais bem representada da seguinte forma: (conc.530×10-3 8. Constante de Equilíbrio. quatro misturas diferentes na seguinte tabela: Tabela 18. Depois de um tempo a cor deixa de diminuir. por exemplo. Hl)2 = constante (conc.28.4 IFES Pág. por exemplo.140×10-3 [HI] mol/L 1.086×103 3. 191 .910×10-3 0.5ºC.

Então.[B] = K2..[B] Kc = Kc é a constante de equilíbrio expressa em concentrações molares. IFES Pág. Assim: K1.[D] = K2 [A]. [𝑀]𝑚 . Nos primeiros. Generalizando para uma reação reversível qualquer: aA + bB + cC + . 192 .. ⇄ mM + nN + pP + … . V1 = V2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para uma reação do tipo: A (g) + B (g) ⇆ C (g) + D (g).[D] Logo: K1 [C]. ela é expressa em concentrações molares – Kc – e nos sistemas gasosos.[C]. líquidos e gasosos. A constante de equilíbrio aplica-se os não eletrólitos. a velocidade da reação inversa é: V2 = K2 [C] [D] No equilíbrio. a velocidade da reação direta é igual a velocidade da reação inversa.[A]. 𝑁 𝑛 . De modo similar. 𝐵 𝑏 . em termos de pressão parcial – Kp. a velocidade da reação direta é: V1 = K1 [A] [B] Em que K1 é uma constante de proporcionalidade. [𝐶 ]𝑐 . nos sistemas heterogêneos. [𝑃]𝑝 𝐾𝑐 = 𝐴 𝑎 .

logo: V R. 1.T V pA pB pC pD [A] = . PB = Pressão Parcial da espécie B.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Em se tratando de eletrólitos fracos em soluções diluídas. Para qualquer equação envolvendo apenas espécies gasosas: aA + bB ⇆ cC + dD A constante de equilíbrio em função das Pressões Parciais Kp pode ser obtida por: . Seja a equação: V1 a A (g) + b B (g) ⇄ c C (g) + d D (g) V2 Admitindo-se que todos os gases são perfeitos. Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais.(PD)d Kp = (PA)a . em função das pressões parciais é simbolizada por Kp. C = . [D] = R. PC = Pressão Parcial da espécie C. T). R . então eles obedecem à equação dos gases perfeitos (onde p.T RT R. [B] = . Como VA = V e [A] = . Então: n p nA = = p .T IFES Pág. (RT)-1 .29.V = n . 193 . (Pc)c. a constante toma o nome particular de constante de ionização K (equilíbrios iônicos).30. Relação Matemática entre Ke e Kp. envolvendo apenas gases.T R. A constante de equilíbrio. Onde: PA = Pressão Parcial da espécie A. 1. PD = Pressão Parcial da espécie D.(PB)a .

formado de íons M+ e A-: MA(s) ⇄ M+ + A.(aq) Suponha que certa quantidade suficiente de MA seja dissolvida em água para produzir uma solução saturada contendo algum MA sólido (numa solução saturada o soluto atinge o seu limite de solubilidade no solvente. Um grande número de reações utilizadas em análise qualitativa inorgânica envolve a formação de precipitados. que se separa de uma solução. pD pA a . (R.n d b . Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade. MA.T = ∆n Onde: T = temperatura em Kelvin. Considere um sólido iônico. formando uma fase sólida. vem: Kc = C c .T)[ c+d .T)-(c+d) (R. IFES Pág.[B]b = pC c . Kp ∆. O precipitado pode ser cristalino ou coloidal e pode ser removido da solução por filtração ou centrifugação.31. Esta situação pode ser encontrada em sistemas onde ocorre a dissolução ou precipitação de sólidos. .T)-(a+b) Kp = Kc . Forma-se um precipitado quando uma solução tornase supersaturada com uma substância em particular. 194 .[D]d [A]a . R .(a + b) 1.a+b ] = Kp = Kc . R = constante dos gases = 0. O equilíbrio químico pode ocorrer em sistemas contendo mais de uma fase (heterogêneos).082 atm m3/Kg mol K ∆n = variação no número de moles = (c + d) . (R .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Substituindo esses valores na expressão de Kc. pouco solúvel. pB .

a uma temperatura constante. há uma constante de equilíbrio que é definida como: = Kps = M+ . é definido como o produto das concentrações dos íons constituintes. o produto iônico é igual ao produto de solubilidade: = Kps [ApBq] = [Aq+]p . não dissolvida (se a temperatura for mantida fixa). Deste modo. tal como seria de esperar. 195 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. quanto mais insolúvel é o sal mais baixa é a concentração dos seus íons em solução e. [B−] (produto das concentrações de A+ e B-) De uma maneira geral: ApBq ⇆ p Aq+ + q BpNo equilíbrio. menor é o valor da constante produto de solubilidade. o produto de solubilidade de um composto. conseqüentemente. portanto. A= sendo Kps designado por produto de solubilidade do composto [MA]. Como [MA] é constante e podemos dizer que: Ke = [M+]. considerada na expressão da constante de equilíbrio. elevadas aos respectivos coeficientes estequiométricos da equação de equilíbrio. não sendo. Seja a equação genérica: AB ⇆ A+ + B− Kps(AB) = [A+] . e porque se trata de um equilíbrio heterogêneo. A constante Kps traduz a maior ou menor solubilidade de um composto em água e. portanto.[A-] Apesar de se tratar de um equilíbrio heterogêneo. [Bp-]q = IFES Pág. Kps. a adição de mais soluto faz com que este permaneça na forma cristalina. Note que a concentração de um sólido ou líquido puro é constante.

5 × 10-10 2.0 ×10-28 8.7 × 10-9 4.0 × 10-36 IFES Pág.5 × 10-6 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um exemplo: a equação do produto de solubilidade do Ag2CrO4.5 × 10-9 2.6 × 10-9 1.0 × 10-22 7.0 × 10-11 5.2 × 10-6 5.0 × 10-9 1. Exemplos de Produto de solubilidade SUBSTÂNCIA iodato de bário permanganato de bário oxalato de bário sulfato de bário hidróxido de berílio hipoclorito de bismuto sulfeto de bismuto carbonato de cádmio oxalato de cádmio sulfeto de cádmio carbonato de cálcio fluoreto de cálcio hidróxido de cálcio oxalato de cálcio sulfato de cálcio brometo de cobre I cloreto de cobre I iodeto de cobre I tiocianeto de cobre I hidróxido de cobre II sulfeto de cobre II FÓRMULA Ba(IO3)2 BaMnO4 BaC2O4 BaSO4 Be(OH)2 BiClO Bi2S3 CdCO3 CdC2O4 CdS CaCO3 CaF2 Ca(OH)2 CaC2O4 CaSO4 CuBr CuCl CuI CuSCN Cu(OH)2 CuS Kps 1.2 × 10-9 1.0 × 10-17 2.8 × 10-15 1. Ag2CrO4 ⇆ 2 Ag+ + CrO42Kps = [Ag+]2 .6 × 10-97 9.9 × 10-4 5.5 × 10-14 1.0 × 10-10 7.3 × 10-8 1. [CrO42-] Tabela 19.1 × 10-12 4.5 ×10-8 1. 196 .

0 × 10-16 4.0 × 10-5 1.0 × 10-12 3.0 × 10-22 8.6 × 10-7 IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA hidróxido de ferro II hidróxido de ferro III iodato de lantânio iodeto de chumbo II oxalato de chumbo II sulfato de chumbo II sulfeto de chumbo II fosfato de amôniomagnésio carbonato de magnésio hidróxido de magnésio oxalato de magnésio hidróxido de manganês II sulfeto de manganês II brometo de mercúrio I cloreto de mercúrio I sulfeto de mercúrio II arseniato de prata carbonato de prata cloreto de prata cromato de prata cianeto de prata iodato de prata iodeto de prata fosfato de prata sulfeto de prata tiocianeto de prata oxalato de estrôncio FÓRMULA Fe(OH)2 Fe(OH)3 La(IO3)3 PbI2 PbC2O4 PbSO4 PbS MgNH4PO4 MgCO3 Mg(OH)2 MgC2O4 Mn(OH)2 MnS Hg2Br2 Hg2Cl2 HgS Ag3AsO4 Ag2CO3 AgCl Ag2CrO4 Ag[Ag(CN)2] AgIO3 AgI Ag3PO4 Ag2S AgSCN SrC2O4 Kps 8.0 × 10-10 1.3 × 10-20 2.3 × 10-18 4.4 × 10-15 5.0 × 10-38 6.8 × 10-10 1.0 × 10-12 1.0 × 10-10 7. 197 .8 × 10-23 1. 1 × 10-8 1.2 × 10-12 1.0 ×10-53 1.0 × 10-49 1.5 × 10-13 l.0 × 10-14 1.0 × 10-28 2.1 × 10-12 5.0 × 10-16 1.6 × 10-8 8.1 × 10-9 4.2 × 10-11 9.0 × 10-5 4.

IFES Pág. (C) Q > Ks – solução sobressaturada. Para tomar conhecimento se um dado sistema atingiu ou não o equilíbrio de solubilidade recorremos ao produto iónico. Significa que o sal precipitará até que se atinja o valor da constante de produto de solubilidade. representado pela seguinte equação química: AgCl (s) ⇄ Ag+ (aq) + Cl. que está relacionado com a dissolução e precipitação de substâncias pouco solúveis. precipitam. Q.(aq) O sentido direto traduz a dissolução do sal e o sentido inverso traduz a sua precipitação. e à mesma temperatura.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA sulfato de estrôncio cloreto de talio I sulfeto de talio I ferrocianeto de zinco oxalato de zinco FÓRMULA SrSO4 TlCl Tl2S Zn2Fe(CN)6 ZnC2O4 Kps 3.8 × 10-8 O equilíbrio de solubilidade é um exemplo de equilíbrio heterogêneo.8 × 10-7 2 × 10-4 5 × 10-22 4. Significa que. Significa que se atingiu o equilíbrio de solubilidade. se consegue dissolver mais soluto. AgCl. isto é. sal. a velocidade com que o sal se transforma em íons é a mesma com que os iões se transformam em sal. Uma solução pode apresentar as seguintes relações quantitativas entre o produto iónico e a constante de produto de solubilidade: (A) Q < Ks – solução insaturada. 198 .1 × 10-16 2. (B) Q = Ks – solução saturada. Consideremos o equilíbrio de solubilidade do sal cloreto de prata. em que. neste ponto. para o mesmo volume de solução.

199 . ou seja. De acordo com a definição de constante de produto de solubilidade.49×10–9. para esta reação de dissolução podemos escrever: Kps = [Pb+2] × [I–]2 Se representarmos por S a solubilidade molar. PbI2. então: S = [Pb+2] = 2× [I–]2 PbI2 (s) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: S -S 0 ⇄ Pb2+ (aq) 0 +S +S Kps = S×S2 = S3 e portanto: S = 3 + 2I− (aq) 0 +2S +2S Kps 4 IFES Pág. Exemplo: Considere a dissolução do iodeto de chumbo. isto é: Q = Ks. determinar o produto iônico. Q. Se Q > Ks ocorre a formação de precipitado.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Condição de precipitação: Para que se inicie a precipitação de um sal é necessário que a solução atinja a saturação. o número de moles de PbI2 que se dissolvem por litro de solução. a partir destas. representada por: PbI2 (s) ⇄ Pb2+ (aq) + 2I− (aq) e cujo produto de solubilidade à temperatura de 25ºC é Kps = 8. Para reconhecer a eventual formação de precipitado há que calcular as concentrações dos íons presentes no sistema e.

32. A água se dissocia em pequena quantidade em íons hidrogênio (H+) e (OH−). Desta forma. O valor do produto iônico da água que é a constante de equilíbrio. em água pura ou em uma solução aquosa diluída. S = 3 8. podemos simplificar a equação acima como: Kw = [H+]. Entretanto.599 g/dm3). então: H+ = = OH.[OH-] Como. [H+] =[OH−] e o valor do produto iônico da água é 1. o termo [H2O] é uma constante (55.49 × 10-9 = 1. Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw).= 10-7 = IFES Pág. as concentrações destes íons gerados nesta ionização são tão pequenas que dificilmente causam diferença nos resultados das análises.5 mol/L).3×10–3 mol/dm3 (0. O primeiro equilíbrio químico de interesse que ocorre na água é a dissociação de sua própria molécula: H2O ⇄ H+ + OH− Como as quantidades dos íons nas soluções se equivalem. 200 . estão dissolvidas 1. 1. a água tem partes iguais do cátion (H+) e do ânion (OH−). à temperatura de 25ºC.008 × 10−14 M2 (≅ 10−14).3×10-3 mol/dm3 4 O que nos permite concluir que num litro de solução saturada de PbI2. a concentração de (H+) é de 10−7 e a concentração de (OH−) também é de 10−7. Ou seja: Ke = [H+].[OH-] [H2O] No entanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ou seja. ou seja.

ela necessariamente teria oxigênio em sua composição. mas sim de hidrogênio combinado com outros elementos.47×10-14 2. Temperatura 100C 200C 250C 300C 400C Ke 0. Quando uma pessoa fala: laranja é ácida.1 Substâncias ácidas. tal como ocorria com o ácido muriático (nome popular para a solução aquosa de HCl. que significa azedo. com impurezas). amargas − o termo ácido deriva do latim acidu. Geralmente. não era necessário a presença de oxigênio. Isso era verificado experimentalmente em ácidos conhecidos na época. está se baseando na impressão que as substâncias sápidas (apetitivas) produzem na língua. muitas definições surgiram para tentar explicar a presença e o comportamento de ácidos e bases. 201 . Mais tarde. etc. fosfórico. Gay-Lussac mostrou que para uma substância ser considerada ácida.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este valor altera-se com a variação da temperatura como mostra a tabela abaixo: Tabela 20. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases.68×10-14 1.92×10-14 Uma vez que em condições ambientes a temperatura está sempre próxima de 25°C. Nos século XIX e XX.33. tais como: ácido sulfúrico. então sempre que este equilíbrio acontecendo o seu valor será: Ke = 10−14 1. Variação do produto iônico da água com a temperatura. muitos cientistas acreditavam que para uma substância ser ácida.00×10-14 1.29×10-14 0. IFES Pág. acético. nítrico. 8.13. as substâncias ácidas são azedas. No século XVIII.

NH4+ (aq)+ OH− (aq) ⇄ NH3 (aq) + H2O (l) Nesta reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Entre elas. na reação com amônia. portanto. por exemplo: NH3 (aq) + H2O (l) ⇄ NH4+ (aq)+ OH− (aq) Nesta reação. é um exemplo de substância anfiprótica: moléculas que podem se comportar como um ácido ou como uma base de Bronsted. Segundo Bronsted. a amônia acerta um próton: é uma base. Definição de Bronsted. 3) não pode ser aplicado para outros solventes. a água se comporta como uma base. IFES Pág. 2) o íon H+. É verdade para o NaOH. mas outras substâncias. já na reação com o amônio. não são bases de acordo com o conceito de Arrhenius. sequer existe em solução aquosa. embora utilizado até hoje. tem sérias limitações: 1) só pode ser empregado a soluções aquosas. de Bronsted-Lowry. Arrhenius propôs que os ácidos eram substâncias cujos produtos de dissociação iônica em água incluiam o íon hidrogênio (H+) e bases as que produzem o íon hidróxido (OH−). pois doa um próton. algumas receberam maior destaque: definição de Arrhenius. Esta nova definição é bem mais ampla. ácidos são substâncias capazes de doar um próton em uma reação química. I. o íon amônio doa um próton: é um ácido. II. 202 . pois aceita um próton deste íon. compostos capazes de aceitar um próton numa reação. de Lewis e de Pearson. 4) segundo este conceito. a água se comporta como um ácido. de fato. pois explica o caráter básico da amônia e o caráter ácido do íon amônio. Este conceito. Repare que. somente são bases substâncias que possuem OH− em sua composição. portanto. Definição de Arrhenius. como a amônia. A água. E bases. Como vimos.

Be2+. Ag+. Mn7+. RO. O. Exemplos: H-. SO42-. H2O. os alcalinos terrosos. N2H4. Mg2+. RO2. NH3. Estes termos se referem. com baixo estado de oxidação. Bases macias são espécies que recebem elétrons. CH3COO. R3P. Possuem alta eletronegatividade e baixa polarizabilidade. Si4+. I. CH2. N. Cl. K+. Definição de Pearson. As bases duras são espécies que doam elétrons. Pt4+. CH3Hg+. IV. Hg2+. Tl+. 203 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. RNH2. N3+. Br. Sn4+.. O2-. possui baixa eletronegatividade e alta polarizabilidade. R2S. espécies de baixa eletronegatividade e tamanho pequeno. os íons metálicos de alto estado de oxidação. Pt2+. respectivamente. Cu+. I7+. OH-. RO-. I5+. CN-. foi criado por Pearson um conceito de dureza e moleza para ácidos e bases. Os ácidos macios são espécies de tamanho grande. ROH. ClO4-. Ce4+. SCN-. como uma espécie capaz de receber pares de elétrons e base. La3+. Como extensão a teoria de Lewis. NO3-. Ga3+. Cr3+. Fe3+. Os ácidos duros são íons metálicos. C6H6. Lewis definiu um ácido. Exemplos: Eu3+.C2H4. Cl3+. que incluem os alcalinos. Co3+. R-. As3+. PO43-. CO32-. etc. como uma espécie capaz de doar pares de elétrons. Hg+. Sc3+. Ti4+. a dificuldade ou facilidade com que as "nuvens eletrônicas" (regiões de maior probabilidade de encontrarmos os elétrons mais externos) podem ser deformadas. Definição de Lewis. I-. Exemplos: F-. Exemplos: Pd2+. de média eletronegatividade e possui baixa capacidade polarizante. R2O. Na+. Au+. etc. RS-. R3As IFES Pág. Cd2+. CO. Mn2+. Cl7+. formando ligações químicas. Sr2+. Li+. Ca2+. Zr4+. Cr6+.

Tomemos o exemplo: HCl + H2O ⇄ H3O+ + Cl− H3O+ [Cl-] Keq = [HCl][H2O] Como já vimos. substituir a equação por por Ka: H3O+ [Cl-] Ka = [HCl] A constante de ionização é um valor semelhante à constante de equilíbrio. estabelecendo-se um equilíbrio reversível entre as espécies não dissociadas e os seus íons. dependendo da força e da concentração do ácido. portanto varia apenas com a temperatura. maior a quantidade de íons H+ liberados na solução e como conseqüência mais forte é o ácido. 204 .34. podemos. Os eletrólitos fracos como ácidos quando dissolvidos num solvente como a água. Um grande valor de K significa que na ionização há predominância dos produtos. portanto. no caso de soluções diluídas. 1. Valores de Ka e suas respectivas bases conjugadas. o termo [H2O] é constante. Quanto maior o valor Ka .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observação: as substâncias ácidas são consideradas perigosas pelo fato de terem a propriedade de destruir estruturas moleculares assim como dissolver matéria orgânica com muita facilidade. Força do ácido Forte Fraca Muito Fraca Ka >1 1 para 10-16 < 10-16 Força da base conjugada Muito fraca Fraca Forte Kb < 10-16 10-16 para 1 >1 IFES Pág. enquanto pequeno valor de K diz que os reagentes são favorecidos. se dissociam. A força do ácido é um parâmetro determinado através da sua constante de ionização Ka . Tabela 21. Constante de dissociação dos ácidos (Ka).

= [BH+ ] [OH.35. n é a magnitude da carga do cátion. [A] é a concentração de um ânion. 205 . e m é a magnitude da carga do ânion. Constantes de Ionização de Alguns Ácidos e de suas bases Conjugadas ÁCIDOS HClO4 H2SO4 HCl Ka grande grande grande BASES ClO4HSO4Cl- Kb muito pequena muito pequena muito pequena IFES Pág.. Assim. A ionização de uma base fraca B em solução aquosa pode ser representada pela equação. [BH+] [OH-] Keq = [B] [H2O] Outra vez. Tabela 1.. = m1[A1] + m2[A2} + . Balanço de Carga. Onde [C] é a concentração do cátion. 1. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb). O balanço de carga é dado por: n1[C1] + n2[C2] + . B + H2O ⇄ BH+ + OH+ E a constante de ionização da base por.. o termo [H2O] é constante.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1..] Kb = [B] = onde Kb é a constante de ionização das base. expressa em concentração molar...36.

5 1.10-11 2.10-8 5.10-8 6.10-10 7.10-3 4.10-10 2.10-11 3.0.6.0.8.5 1.6.3.8.10-16 1.10-7 1.10-5 1.8.8.10-5 1.10-11 5.10-7 1.8.10-13 8.10-8 3.5.10-4 1.6.10-2 1.2.2.10-10 4.3.2.3.10-13 1.10-4 5.10-4 2.6.10-8 1.10-11 4.10-2 7.7.5.3.5.105 grande Pág.10-7 6.10-10 5.10-12 2.3.6.0.10-2 55.1.3.10-7 1.8.5.10-13 1.10-5 2.4.6.2.0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ÁCIDOS HNO3 H3O+ H2SO3 HSO4H3PO4 HNO2 HCOOH C6H5COOH CH3COOH C2H5COOH H2CO3 H2 S H2PO4HSO3HOCl NH4+ HCN C2H5NH3+ CH3NH3+ HCO3HPO42H2 O HSNH3 IFES Ka grande 55.9.0.10-7 1.10-10 2.2.3.6. 206 .10-5 4.2.10-4 2.10-4 6.0.0.10-5 4.10-16 8.8.10-19 muito pequena BASES NO3H2 O HSO3SO42H2PO4NO2HCOOC6H5COOCH3COOC2H5COOHCO3HSHPO42SO32ClONH3 CNC2H5NH2 CH3NH2 CO32PO43OHS2NH2- Kb muito pequena 1.10-7 2.10-11 1.

Assim os hidrônios existem mesmo em água isenta de impureza (quimicamente pura). A água exibe caráter anfótero: comportar-se quer como levemente ácida ou levemente alcalina. portanto.log K IFES Pág. correspondentemente na mesma medida. os pares conjugados (H3O+ e OH−) estão em equilíbrio dinâmico com a água molecular e a esta retornam. A relação entre a concentração de íons Hidrogênio e o valor pH é definido pela equação : pH = − log [H+] Da mesma forma podemos utilizar essa terminologia para caracterizar a concentração de íons OH− em uma solução básica: pOH = . Os íons hidrônio resultantes são relativamente poucos e exibem vida curta como espécies químicas. mais alcalina (básica) será a solução e maior será o pH (pH > 7).37. 207 . maior será a concentração de íons hidroxila e. De fato.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. No equilíbrio. íons hidroxila (ânions OH−). A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH). Esse caso singular de água: de produzir íons hidrônio (cátion. por recombinação (e vice-versa) segundo a equação: 2 H2O (l) ⇄ H3O+ (aq) + OH− (aq) A curta vida de hidrônios e sua a concentração efetiva é a base para a determinação do pH das soluções aquosas. assim ocorre igualmente com os correspondentes íons hidroxila. Inversamente. quanto menor for a concentração dos íons hidrônio. H+) e.log [OH-] Ou uma solução qualquer: pK = . quanto maior for a sua concentração (ao contrário da concentração de íons hidroxila) mais ácida será a solução e menor será o pH (pH <7). conhecemos como ―auto-ionizarão‖ da água.

enquanto que a acidez potencial. Acidez potencial ⇄ H3 O+ . obviamente. O ponto médio. Diagrama de pH.38. A acidez total ou de titulação (titulável) é a soma da acidez total com a potencial. iônica é causada pelos íons hidrogênio livres em solução. em solução aquosa: HA . o meio neutro. latente ou de reserva é devida aos átomos de hidrogênio que se encontram na molécula não dissociada do ácido. indica. Acalinidade titulável IFES Pág. No caso das soluções alcalinas. 1. BOH .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO É claro que pH + pOH = 14. A acidez atual. Acidez Atual. Seja o ácido HA qualquer. Acidez real + A- . Assim os limites de pH estão distribuidos entre 0 e 14. potencial e total. Alcalinidade potencial ⇄ B+ + HO. Fig. 208 . átomos esses capazes de sofrer ionização quando for necessário. Acalinidade real . 77. potencial e Total. teremos analogamente. a alcalinidade atual. Acidez titulável A acidez real é determinada pela medida do pH e a acidez total por intermédio da acidimetria.

Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios. TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante do Produto Iônico.[CH3COO-] [CH3COOH] [OH-]. K a ou K b Exemplos típicos: Expressão da Constante de Equilíbrio: Ka = Kb = [H3O+].[CH3COOH] [CH3COO.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. [OH−] Ionização da água TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Ionização. 209 .39.] Ionização de Eletrólitos Fracos CH3COOH + H2O → H3O+ + CH3COO− CH3COO− + H2O → OH− + CH3COOH IFES Pág. Kw Exemplos típicos: 2 H2O → H3O+ + OH− Expressão da Constante de Equilíbrio: KW = [H3O−] .

210 . [Cl+] Sólidos ―Insolúveis‖ Equilíbrio Heterogêneo Produto de Solubilidade.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Expressão da Constante de Equilíbrio: Kps = [Ag+] . Kps Exemplos típicos: AgCl(s) → Ag+ + Cl− TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Formação. 𝛃 n Exemplo Típico: Expressão da Constante de Equilíbrio: Formação de um íon Complexo β4= [Ni(CN)42-] [Ni2+][CN-]4 Ni2+ + 4 CN− ↔ Ni(CN)42− NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO K Redox Exemplo Típico: Cu + 2 Fe+3+ ↔ Cu2+ + 2 Fe2+ TIPO DE EQUILÍBRIO Equilíbrio Oxidação/Redução Expressão da Constante de Equilíbrio: [Cu2+][Fe2+]2 KRedox = [Fe+3]2 IFES Pág.

a mistura em equilíbrio contém 2/3 de mol de éster e outro tanto de água. Resumo Geral. IFES Pág. aumento da pressão Aumento do volume. à temperatura ambiente.40. diminuição da pressão Catalisador Varia Varia Não varia Não varia Não varia Não varia - Aumento da pressão acelera 1. Variação à medida que a mistura retorna ao equilíbrio Energia térmica é consumida Energia térmica é gerada Parte do reagente adicionado é consumida Parte do produto adicionado é consumida Diminuição da pressão Efeito sobre o equilíbrio Deslocamento na direção endotérmica Deslocamento na direção exotérmica Aumenta a concentração de produto Aumenta a concentração de reagente Variação da composição para diminuir o número total de moléculas Variação da composição para aumentar o número total de moléculas Efeito sobre K PERTUBAÇÃO Aumento da temperatura Queda da temperatura Adição de reagente Adição de produto Diminuição de volume. a) Qual o valor da constante de equilíbrio? b) Quantos moles de éster são formados no equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 22. quando 3 moles de álcool são misturados com 1 mol de ácido? Na temperatura de reação todas as substâncias são líquidas. Exercícios Resolvidos (1) Quando um mol de álcool é misturado com um mol de ácido acético. 211 .

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool C2H5OH (l) Início: Variação: Equilíbrio: 1 mol 2 . portanto: mol [C2H5OH] = 3 V mol [CH3COOH] = 3 V = mol 3V = mol 3V = 2 mol 3V 2 mol 3 [CH3COOC2H5] = V mol [H2O] = 3 V Portanto.mol 3 2 1 1. portanto aparecer na equação da constante de equilíbrio.[CH3COOH] [C2H5OH]. 212 .[CH3COOH] 2 (2/3).(1/3) 1/3 =4 Observe que as unidades de concentração se cancelam. significando que o equilíbrio independe do volume.(2/3) 2/3 Kc = = (1/3). Portanto: IFES Pág.mol 3 2 1 1. Kc = = 2 mol 3V CH3COOC2H5 .= mol 3 3 Ácido Éster Água H2 O 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + 1 mol 2 .= mol 3 3 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 a) Observemos que a água na reação não é um solvente. Seja V o volume da solução. devendo. b) Seja x o número de moles de álcool que reagem. juntamente com as demais reagentes e produtos.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool Ácido Éster Água H2 O 0 mol +x mol x mol C2H5OH (l) + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + Início: Variação: Equilíbrio: 3 mol -x mol 3-x mol 1 mol -x mol 1-x mol 0 mol +x mol x mol (x). 3x2−16x +12 = 0 x= x= 2. 500 mol N2 L−1 e 0.150 2×0.4305 3 A segundo raiz é uma incoerência física.(4+ 7) = 4.(x) x2 Kc = = =4 ( 3-x). pois uma há hipótese de formar mais que um mol de éster. No equilíbrio.150. 150 mol L−1. Calcule o valor da constante de equilíbrio para: N2 (g) + 3 H2 (g) ⇄ 2 NH3 (g) Precisamos saber as concentrações de equilíbrio de cada uma das substâncias na mistura que está reagindo e então substituir aqueles valores no quociente da reação.(1-x) (3-4x+x2 ) Então.7) = 0.800 mol H2 L−1 em um recipiente reage e alcança o equilíbrio.9028 3 2. a concentração da amônia é 0. 213 IFES . Pela equação: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1 3 2 Dividindo os conseqüentes por 2 e multiplicando por 0. (2) Uma mistura consistindo de 0.(4.150 2 2 2 Pág.150 3×0. vem: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1×0.

225 0.004 M mol NH4OH = mol NH4OH 1 0.150 M IFES Pág.004 M 0.425 Kc = 0.575 3 .500 moles −0.150 N2 (g) Inicio Variação: Equilíbrio: [NH3]2 Kc = H2 3 N 2 (0.225 moles 0.575 M ⇄ 2 NH3 (g) 0 moles +0.996 M ⇄ NH4+ 0M 0. em solução aquosa 1 N. 214 . Qual é a constante de ionização da base nessa temperatura? Uma solução 1N contém: em 1 L = 1 eqg NH4OH = N NH4OH = 1 mol = 1M 1L NH4OH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: Como: Ki = NH4+ [HO-] [NH4OH] 1M − 0.150 moles 0.425 M + 3 H2 (g) 0.004 M 0.278 M−2 (3) O grau de dissociação iônica do hidróxido de amônio.075 moles 0. é de 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n (N2) n (H2) n (NH3) = = 0.150)2 Kc = 0.004 M + HO− 0M 0. 0.075 0.4% a 18C.800 moles −0.004 M 0.

996 M) (4) O grau de dissociação iônica do ácido acético.02 M 0.0194 M) (5) Calcule a constante de ionização para uma solução N/64 de hidróxido de cálcio.03×0.03×0.0006 M) = 1.02 M é 3% a 25C.02 M 0.0006 M + CH3COO− 0 0.02 M − 0. 1×( 1 ) M 128 ⇄ Ca+ 0 +0. em solução 0.0194 M ⇄ H+ 0 0. Temos eqg (Ca(OH)2) = mol/2 = 0.9×( +0. 215 . Calcule a constante de dissociação iônica do ácido. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0.61×10-5 M (0.0.03×0.9×( IFES Pág.004 M) = 1.9×( )M 128 0. 1 mol = 2 eqg (Ca(OH)2).02 M 0.9×( 1 )M 128 1 )M 128 + 2 OH− 0 +0. como: N= 2 eqg (Ca(OH)2) N 1 = = M 1L 2 128 Ca(OH)2 Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 1/128 M 1 .5 mol Portanto. que está 90% ionizada.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ki = (0.9×( 1 )M 128 1 )M 128 +2×0.6×10-5 M (0.004 M)(0.0006 M Ki = Ki = H+ [CH3COO-] [CH3COOH] (0.0006 M)(0.

A Lei da diluição de Ostwald é expressa por: C+ [A-] Mα2 Ki = = [CA] 1-α Sendo: Ki = constante de ionização [C+] = concentração dos cátions [A-] = concentração dos ânions [CA] = concentração do composto não ionizado ou não dissociado M = concentração molar em mol/L α = grau de ionização Se α ≤ 5%.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ca+ [HO-]2 Ki = [Ca(OH)2] Ki = 4.(0. em temperatura tal que esteja 80% dissociado.9/128)2 = 1. 216 x moles −α x moles (1−α)x moles .1/128) Lei da diluição de Ostwald ou Lei de Ostwald é a relação matemática entre a constante de ionização e o grau de ionização de um eletrólito (ácidos. PCl5 (v) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: IFES ⇄ PCl3 (v) 0 +α x moles +α x moles + Cl2 (g) 0 +α x moles +α x moles Pág. supondo o sistema homogêneo.78×10-3 (0. bases). admite-se a seguinte sentença Ki = Mα2 pois o resultado de 1 − α ≈ 1 (6) Calcular a constante de equilíbrio da dissociação PCl5 ⇄ PCl3 + Cl2.

P 1+α Kp = Logo.P 1+α α p (Cl2) = . 217 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como: PV = nRT P=( 𝑛 )RT V P n = RT = constante ( ) V Assim. podemos escrever: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = = [PCl5] [PCl2] [ Cl2] Seja V o volume do sistema e α o grau de ionização do penta cloreto de fósforo.P 1+α 𝛼 2 . então: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = 𝛼𝑥 = 𝛼𝑥 1 − 𝛼 𝑥 V V V p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) p (PCl5)+p (PCl2)+p (Cl2) P = = = = 1 -α α α 1-α +α+α 1+α p (PCl5) = Logo: 1-α . Kp = pPCl2 pCl2 pPCl5 2 𝛼 . 𝑃2 1 + 𝛼 2 Kp = 1-α .𝑃 1+𝛼 1-α .P 1+α α p (PCl2) = .P 1+α IFES Pág.

85×10-5 0. H2 (g) + I2 (g) ⇄ 2 H1 (g) Em uma dada temperatura e para um estado padrão de 1 mol/L.85×10−5. supõe-se que a pressão normal. 0.85×10-5) 2(0.10 M − 0. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0. . isto é. K = 50 para a reação.8 = 1. evacuada.10(1−α) M ⇄ H+ 0 + 0.10×α M 0. 218 .10(1-α) 0.1 α2 + 1.85×10-5 ± 1.10×α 2 M Portanto: Ki = = 1.1) α = 0. em solução decimolar.1 (1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 𝛼 2 Kp = 1 + 𝛼 𝛼 2 . (a) Qual é a pressão total na câmara? IFES Pág.82 (7) A constante de ionização do ácido acético.35% (8) Em uma câmara de 10 L. 2 1-α P Como o problema submetido não se refere à pressão total a que está o sistema no equilíbrio.85×10−5 = 0 α= -1.P Kp = 1 − 𝛼 2 1+α 𝑃2 . a 25C.77 1. é de 1. são reagidos a 448°C.85×10−5 α − 1.10×α M + 0.85×10-5 2 -4 0. 1atm. Calcule o grau ionização α do ácido a 25C.5 mol de H2.10×α M + CH3COO− 0 + 0. e 0.1 ×α M + 0. Portanto: Kp = 0.0.10×α M 0.5 mol de I2.0135 ou 1.

00 moles de B em um recipiente de 10 litros.T P(total) = n(total).5−x) ⇄ 2 H1(g) 0 +2x +2x P(total) = H2 (g) Inicio: Variação: Equilíbrio: (2x)2 Kc = 50 = (0.(448+273) mol.39 2 0. [C] = 0. não ocorre variação no número total de mols. qual será a concentração de todas as espécies quando se alcance o equilíbrio? As concentrações ao inicio são: [A] = 0. [B] = 0. 219 . A pressão total pode ser calculada a partir da lei dos gases ideais: P.T V (0.( 0.9 atm 10 L + I2 (g) 0.V = n.atm ).200 M.5 + 0.K = 5. Durante a reação.100 M.5).5 = 1. o número total de mols era 0.082 L. Se inicialmente põe-se 1.0.R.00 mol de A e 2. [D] = 0 No equilíbrio são: A + B ⇄ C + D IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (b) Quantos mols de iodo permanecem não-reagidos no equilíbrio? (c) Qual é a pressão parcial de cada componente na mistura no equilíbrio? Antes de iniciar a reação.5 −x (0.5−x) (9) Para a reação: A + B ⇄ C + D. o valor da constante de equilíbrio a uma determinada temperatura é Kc = 56.5-x x = 0.R.5 + 0.5 −x (0.5-x)2 2x 50 = 0.

200−x) M x x x2 Kc = = 56 0.200 − 0.8 x+1.207 Desprezaremos x = 0.100 − 0.100−x) M Portanto. Temos: N2 (g) Inicio: Variação Equilíbrio: 0.5-3x)3 .(0.5− 3x) moles/L ⇄ 2 NH3 (g) 0 + 2x (2x) moles/L [NH3]2 (2x)2 Kc = = [H2]3 [N2] (0.2− x) moles/L + 3 H2 (g) 0. no equilíbrio temos 3 moles de NH3. (0.100-x .100 mol de A não poderíamos obter uma concentração maior.098) = 0.102 M. [D] = 0.2 moles/L −x (0. logo: IFES Pág.002 M. sabendo que se partimos de dois moles de N2 e cinco moles de H2. pois se partimos reagindo 0.098 M. Assim: [A] = (0.(0. O volume do recipiente de reação é de 10 L. [B] = (0. obteremos três moles de amoníaco. [C] = 0.12 = 0 x1 = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.207.098 M.200-x) 55x2 + 16.098) = 0. 220 . (10) Calcule os valores de Kc e Kp a 250°C na reação de formação do amoníaco.5 moles/L − 3x (0.2-x) No entanto.098 e x2 = 0.

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[NH3] = 3 moles/ 10 L = 0,3 M = 2x  Portanto,

x = 0,3/2 = 0,150 M

(2x)2 (20,150)2 Kc = = (0,5-3x)3 (0,2-x) (0,5-30,150)3 (0,2-0,150) (0,3)2 Kc = = 14 400 (0,05)3 (0,05) Como: ∆n = 22, já que: 2 − (3 + 1) = 22, então: Kp = Kc. (R.T) ∆n Kp = 14 400 · (0,082 · 523)22 = 7,83 (11) Suponha que 3,00 moles de HI; 2,00 moles de H2 e 1,00 mol de I2 são colocados num recipiente de 1 L a 485C. Depois de estabelecido o equilíbrio, quais são as concentrações de todas as espécies? (Considere: Kc (485C) = 2,0610-2 ) As concentrações iniciais são: [HI] = 3,00 M; [H2] = 2,00 M e [I2] = 1,00 M A equação de equilíbrio é: HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) No equilíbrio as concentrações serão: 2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: 3,00 − 2x 3,00 − 2x ⇄ 1 H2 (g) 2,00 +x 2,00 + x + 1 I2 (g) 1M +x 1,00 + x

A condição de equilíbrio é: Kc = Kc = [H2][ I2] [HI]2 2,00 + x (1,00 + x) (3,00 - 2x)2

IFES

Pág. 221

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2,00 + x (1,00 + x) = 2,0610-2 (3,00 - 2x)2 0,918 x2 + 3,25 x + 1,81 = 0 x= x= x= -3,25± 3,25 2-4(0,918)(1,81) 2(0,918)

-3,25± 3,91618 1,836 -3,25±1,9789 1,836

x ≈ −2,848 ou x ≈ −0,692 Como a segunda raiz leva a concentrações negativas, ela será rejeitada. Contudo a segunda raiz (x = −0,692302) é significativa, embora o seu sinal (negativo) indica que a reação ocorre no sentido contrário: no de formação de HI. 1 H2 (g) Variação: Equilíbrio: 2,00 − 0,692 1,308 + 1 I2 (g) 1,00 − 0,692 0,308 ⇄ 2 HI (g) 3,00 + 2(0,692) 4,384

(12) Calcule o grau de dissociação, a 30°C e 5 atm de pressão, que apresenta o tetróxido de dinitrogênio, se sabemos que nessas condições o valor de Kp é de 0,15. (R = 0,082 atm L/mol K) N2O4 (g) ⇄ 2 NO2 (g) Os números de moles/L no equilíbrio serão: N2O4 (g) Início: Variação: Equilíbrio: Lembrando que: p (parcial) = fração molar × pressão (total) C −αC (1−α)C ⇄ 2 NO2 (g) 0 +2 αC +2 αC

IFES

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p(NO2) = x(NO2)× pressão (total) p(N2O4) = x(N2O4)× pressão (total) x(NO2) = x(N2O4) = n(NO2) n NO2 + n(N2O4) n(N2O4) e n NO2 + n(N2O4)

pressão (total) = p(NO2) + p(N2O4) Assim: n.° de moles no equilíbrio de NO2 = 2α.c n.° de moles no equilíbrio de N2O4 = (1−α)c n.° de moles totais no equilíbrio = 2α.c + (1−α)c = (1+α)c Logo: p(NO2) = p(N2O4) = p2 NO2 pN O
2 4

2α.c . 5 atm (1+α)c (1-α)c . 5 atm (1+α)c 2α . 5 atm 1+α 1-α . 5 atm 1+α
2

Kp =

=

4α2.5 = 0,15 de onde α = 0,086 ou 8,6% 1-α2 (13) A 800K, a Kc para a reação: 2 HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) vale 0,016. Na mistura em equilíbrio a essa temperatura, calcule: (A) a concentração de todas as espécies, sabendo que as de H2 e I2 são iguais e a pressão a que se encontra o sistema é de 1 atm. (B) as concentrações dos componentes, sistema. Dado: R = 0,082 atm L/mol K
IFES

quando se duplica a pressão do

Pág. 223

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2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: n.R.T = P.V C= C= n P = V R.T C − 2x C − 2x

1 H2 (g) C +x C+x

+

1 I2 (g) 1M +x C+x

P 1 atm = = 0,015 mol/L atm L R.T 0,082 ×800K mol K

Assim, no equilíbrio teremos: 2 HI (g) Equilíbrio: 0,015− 2x ⇄ 1 H2 (g) 0,015 + x [H2][ I2] [HI]2 + 1 I2 (g) 0,015 + x

A condição de equilíbrio é: 0,015 + x 0,015 - 2x
2 2

Kc =
2

0,015 + x = 0,015 - 2x

= 0,016

0,015 + x = 0,016 0,015 - 2x x = 0,015 mol/L Agora obtém- se os valores das concentrações: [HI] = (c−2x) = (0,015−0,003) = 1,2×1022 mol/L [H2] = [I2] = 1,5×1023 mol/L (14) A constante de equilíbrio para a reação: N204 (g) ⇄ 2NO2 5,8×10−3 a 25°C. Calcule o grau de dissociação quando: (A) A concentração inic1ial é 0,01 mol/L; (g), vale

IFES

Pág. 224

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FABIANO DE CARVALHO

(B) adicionamos 0,01 mol/L de N2O4 ao equilíbrio formado no aparato (a). N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: 0,01 −0,01α (1−α)0,01 ⇄ 2NO2 (g) 0 +2(0,01α) 0,02α

(0,02α)2 Portanto: Kc = = 5,8×10-3 (1-α).0,01 de donde: 0,04 α2 + 0,0058 α − 0,0058 = 0 α ≈ −0,460129 (não convém) ou α ≈ 0,315129 ou expresso em percentagem: α = 31,51% Assim, [N204] = (1−α).0,01 = = (1−0,315129).0,01 ≈ ≈ 6,8×10−3 mol/L [NO2] = 0,02α = = 0,02×0,315129 = = 0,00630258 ≈ ≈ 6,3×10−3 mol/L Em (B) teremos: N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Portanto, (0,0068+0,01) 0,0168 −x 0.0168−x ⇄ 2NO2 (g) 6,3×10−3 +2x 6,3×10−3+2x

IFES

Pág. 225

(B) dobrarmos o volume inicial. e x ≈ 0.00003969 = 0.8×10-3 4 x2+0.8×10-3 [NO2] 0. que não convém.0094 mol/L (15) Num sistema em equilíbrio CO (g) + Cl2 (g) ⇄ COCl2 (g) as concentrações são [CO] = 2 mols/L. Calculando a constante de equilíbrio.00155 Portanto. [N204] = 0.0093. Calcule a concentração de todos os componentes quando: (A) adicionarmos 1 mol/L de cloro. (C) dobrarmos a pressão inicial.0252 x+0. [COCl2] = 20 mols/L. vem: Kc = Kc = (COCl2) (CO)( Cl2) (20) (2)(2) Se acionarmos 1 mol de Cl2. 226 . vem: Inicial: Variação: Equilíbrio: IFES CO (g) 2 −x 2−x + Cl2 (g) 3 −x 3−x ⇄ COCl2 (g) 20 +x 20+x Pág.00009744-0.77510−5 = 0 Cuja solução é: x ≈ −0.0058 x 4 x2 + 0.3×10−3 + 2x = 0.0063 + 2 x 0.0168-x 2 = 5.0078−x = 0. [Cl2] = 2 mols/L.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO [N2O4]2 Kc = = 5.00625 mol/L [NO2] = 6.031 x − 5.

[Cl2] = 2 /2 = 1 mol/L= [COCl2] = 20 /2 = 10 moles/L Assim.42 mol/L Dobrando-se o volume do sistema o equilíbrio de desloca-se para o lado de menor número de moles (maior pressão): 2moles CO (g) + Cl2 (g) 1 mol mol Como V’ = 2V. ou seja para a esquerda. tem-se: [CO] = 2/2 = 1 mol/L.42 = 20.42 = 2. [Cl2] = 3 − 0.42 = 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (20+x) =5 (3-x)(2-x) 5(3−x)(2−x) = 20+x 5 x2−26 x+10 = 0 x = 0. teremos: COCl2 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Kc = [CO] [Cl2] [COCl2] 10 −x 10−x ⇄ CO (g) 1 +x 1+x + Cl2 (g) 1 +x 1+x ⇄ 1V COCl2 (g) . IFES Pág.782 (não convém) Assim: [CO] = 2 − 0.58 mol/L.58 mol/L [COCl2] = 20 − 0. 227 .418 x = 4.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (1+x)(1+x) 1 = (10-x) 5 5(x+1)2 =0 (10-x) 5x2 + 10 x +5 = 10− x 5 x2+11 x − 5 = 0 x = −-2. (2P0 ).1318 ou 7. ou seja. as concentrações dobram: Inicial: Variação: Equilíbrio: CO (g) 2×2 −x 4−x + Cl2 (g) 2×2 −x 4−x ⇄ COCl2 (g) 2×20 +x 40+x Aplicando novamente a equação de equilíbrio.V0 T0 V = V0/2. vem 40+x =5 (4-x)2 40+x = 5 (4.3867 Ao duplicarmos a pressão.0681 1.x)2 5x2−40x+80 − 40−x = 0 5x2−41x+40 = 0 x = 1. Equilíbrio em soluções aquosas. IFES Pág.41. o volume reduz-se a metade. 228 .V0 = = nR = constante T T0 Portanto.V P0 . vem: P. Assim sendo.587 ( não convém) x = 0.V T0 = P0 .

Tabela 23. não ocorre a reação de reação inversa (ou de associação). ("Todos" porque tem alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação são fracos). (B) Eletrólitos fracos. Portanto. Para estes solutos não existe Kc da reação de dissociação. Dissociam-se parcialmente. para esses solutos existe Kc da reação de dissociação e. Dissociam-se 100%. b) todos os hidróxidos metálicos e c) ―todos‖ os ácidos. 229 . Portanto. Reação de dissociação NaCl → Na1+ + Cl-1 KCH3COO → K1+ + CH3COO1Al2(SO4)3 → 2 Al3+ +3 SO42Reação de dissociação Mg(OH)2 → Mg2+ + 2 (OH)1IFES Eletrólito forte forte forte Eletrólito forte Pág. em geral.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Existem solutos que em soluções aquosas se dissociam em duas classes: (A) Eletrólitos fortes. nem é uma reação em equilíbrio químico. Ilustrações. se representa por Ki. Entre eles teremos: a) todos os sais. b) os ácidos inorgânicos em suas dissociações posteriores a primeira dissociação e c) todos os ácidos orgânicos (e alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação que possuem Ka1). mas inorgânicos e em sua primeira dissociação. Entre eles teremos: a) os hidróxidos não metálicos.

Dos compostos da química mineral. 100% ácido fraco + outro sal 100% base fraca + outro sal IFES Pág.41. pois: Ácido + Base o hidróxido 100% sal+ H2O (B) Reação de troca iônica entre dois solutos fortes. (A) Reação de neutralização. A dissolução de um sal em água pode gerar uma solução neutra. Incluem: Ácido forte + sal de ácido fraco Base forte + sal de base fraca (C) Hidrólise de sais. A hidrólise é a decomposição dos íons de uma substância por intermédio dos íons da água. alcalina ou ácida − depende na natureza do sal.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO HCl → H1+ + Cl1H2SO4 → H1+ + HSO41HSO41 → H1+ + SO42H2S → H1+ + HS1HS1.1. Reações especiais que podem acontecer em soluções aquosas. Para originar um soluto fraco.→ H1+ + S2NH4(OH) → NH41+ + (OH)1HAc → H1+ + Ac1- forte forte fraco fraco fraco fraco fraco 1. Ocorre se e somente se: No mesmo recipiente se encontram ácido e base (simultaneamente). 230 . são justamente os sais que apresentam maior freqüência o fenômeno da hidrólise.

ao mesmo tempo. mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [H+]. mas sim o cátion proveniente de uma base fraca que reage com o íon hidróxido. é neutra. Exemplo: NaCl II. para a forma iônica. a solução será ácida. A solução resultante.[HO-] (ou seja. A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon M+. conseqüentemente. que sua tendência é para a forma molecular. o ânion proveniente de um ácido forte não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. Sais derivados de um ácido forte e uma base forte.⇄ BOH (aq) Como o produto [H+]. Seja BA um sal proveniente de um ácido forte e uma base fraca. 231 IFES . Já os eletrólitos fracos se ionizam tão pouco. É mais correto escrevê-los na forma NH4+ e Cl− e H+ e Cl−.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO I. Pág. estabelecendo um novo equilíbrio: B+ (aq) + HO. Neste caso. nem os cátions ou ânions tem qualquer tendência em se combinar com os íons provenientes da auto-ionização da água. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HOPortanto. como abaixo: B+ (aq) + H2O (l) ⇄ BOH (aq) + H+ (aq) Exemplo: NH4Cl + H2O ⇄ HCl + NH4OH O NH4Cl e HCL são compostos iônicos. [HO-] < [H+] e. apresentam elevado grau de dissociação. pois. Sofrerá hidrólise de acordo com a seguinte equação: BA + H2O ⇄ BOH + HA Os eletrólitos fortes. em solução aquosa. portanto. o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. após a dissolução do sal. tendendo. Sais derivados de uma base fraca e um ácido forte. Neste caso.

podemos escrever a equação de hidrólise do seguinte modo: B− + H2O ⇄ BOH + H+ Aplicando a lei das ação das massas ao equilíbrio acima.[OH-] Kh = [BOH][ H+] [B+] Podemos calcular Kh em função do produto iônico da água (Kw) e da constante de ionização da base (Kb). de uma forma geral. tornando a escrever a equação de forma mais correta. podemos considerar a concentração da água [H2O] como praticamente constante (Kw). teremos: Kw = [ H+]. Como os sais. quem realmente hidrolisa é o íon fraco do sal. sendo o NH4OH uma base fraca. Sendo correto escrevê-la na forma H2O. por outro lado. predomina a sua forma molecular. podemos cancelá-lo. temos: [BOH][ H+] K= [B-][H2O] Como a hidrólise se processa em presença de grande excesso de água.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água á predominantemente molecular. 232 . Ficando então: NH4+ + H2O ⇄ H+ + NH4OH Observe que embora se diga hidrólise do sal. basta multiplicarmos o numerador e denominador da expressão de Kh por [OH−]. são considerados eletrólitos fortes. Portanto. Kh = [BOH][ H+] [OH-] × [B+] [OH-] IFES Pág. Da mesma forma. Para isso. teremos: NH4+ + Cl− + H2O ⇄ H+ + Cl− + NH4OH Como o Cl− não se altera durante a reação.

Com raciocínio idêntico podemos concluir que: KCN + H2O ⇄ HCN + KOH K+ + CN− + H2O ⇄ HCN + K+ + OH− CN− + H2O ⇄ HCN + OH− Seja BA um sal derivado de ácido fraco e base forte.(aq) Portanto. Sais derivados de um ácido fraco e uma base forte. xx[ H+][OH-]xx Kh = [B+][OH-] [BOH] Kw Kh = Kb .[HO-] (ou seja. [HO-] > [H+] e. conseqüentemente.(aq) Exemplo: a hidrólise do HCN. após a dissolução do sal. estabelecendo um novo equilíbrio: A.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Escrevendo sob outra forma: . mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [HO-]. III.(aq) + H+ (aq) ⇆ HA (aq) Como o produto [H+]. Ao passo que o cátion (proveniente de uma base forte) não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HO. A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon A-.(aq) + H2O (l) ⇄ HA (aq) + HO. como abaixo: A. o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. 233 . o ânion (proveniente de um ácido fraco) reage com o íon hidrônio. Conforme vimos: BA + H2O ⇄ HA + BOH B+1 + A−1 + H2O ⇄ HA + B+1 + OH−1 IFES Pág. a solução será alcalina.

IV. Finalmente. então a solução será neutra. se Ka = Kb.[OH-1] [OH-1] × [ A-1] [OH-1] Kh = xx[H+1].[OH-1] Kh = [ A-1] Multiplicando-se o numerador e denominador por [OH−1]. se Ka > Kb. É fácil demonstrar que neste caso: Kh = Kw Ka × Kb IFES Pág. 234 . .[OH-1]xx [ A-1][H+1] [HA] Kw Kh = Kh . o pH vai depender dos valores de Ka do cátion M+ e do valor de Kb do ânion A−.(aq) ⇄ MOH (aq) A−1(aq) + H+ (aq) ⇄ HA (aq) Neste caso. [HA]. Aqui. tanto o ânion (proveniente de um ácido fraco) como o o cátion (proveniente de uma base fraca) reagem com os íons provenientes da auto-ionização da água. Se Kb > Ka. Sais derivados de um ácido fraco e uma base fraca. então a solução será alcalina. então a solução será ácida. estabelecendo dois novos equilíbrios: M+ (aq) + HO.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A−1 + H2O ⇄ HA + OH−1 Assim. vem: Kh = [HA]. por outro lado.

42.352) = 0.1 eqg Logo. expressa por: ∆𝑇𝑐 = 𝐾𝑐 × Onde: ∆Tc = abaixamento crioscópico = t1− t2 (diferença de temperatura) Kc = constante crioscópica do solvente m = massa do soluto na solução.352C.1 eqg em 1 litros de solução. Sabendo-se que a constante crioscópica da água é 1850 e os pesos atômicos do hidrogênio e do cloro são respectivamente.461 = 1.6461 m’ = 1000 g ∆𝑇𝑐 = 0 − (− 0.461) = 3.5.352 𝑃𝑚 (HCl) = 36.461 𝐾𝑐 = 1850 𝑖 = 𝑖 = ∆𝑇𝑐 × 𝑚’ × 𝑃𝑚 𝐾𝑐 × 𝑚 𝑚 1 × × 𝑖 𝑚’ 𝑃𝑚 0.9 1850×3.6461 IFES Pág. 235 . i = fator de van’t Hoff Solução: Uma solução N/10 contém 0. Como o eqg (HCl) = mol/1.352 × 1000 × 36. Exercícios Resolvidos (1) A solução N/10 de HCl congela a −0. então 1 mol = 1 eqg ou 1/10 mol = 0. m = 1/10 (36. 1 e 35. Qual o pH da solução? Utilize a lei de Raout para eletrólitos. m’ = massa d a solução.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.

2001. B.jsp?project=http://clic. Makron Books do Brasil.xtec. Simões Gonçalves. MAHAN.es/bcv/guide/capitulo/8448157133.pt/disciplinas/dcet/cfq4007/Mod3_3. RJ Química: Um curso universitário. W. ATKINS. 2a ed. Editora da Universidade de São Paulo.pt/vnunes/ensino/eqquim. 2v. Edgard Blücher. R. Fundação Calouste Gulbenkian. 1974 RUSSEL. Trad.jclic.pdf JONES. S. 4ª Ed. PIMENTEL.1ª ed. P.pdf http://clic. 1994. STANITSKI. Rio de Janeiro. C. IFES Pág. 236 .. E. Saunders College Publishing.pdf http://www. Bookmann Comp. G. Princípios de Química. Ed. da 4a ed.ul.mcgraw-hill.C. 1993. SPRATLEY. B. vols I. SLOWINSKI.univ-ab. 1996. americana.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO BIBLIOGRAFIA http://ccmm.xtec. Química.. 2001 M.L. um tratamento moderno.. Métodos Instrumentais para a Análise de Soluções: Análise Quantitativa.J.L. L... Chemical Principles. MASTERTON.H. & MYERS.zip&lang=ca&title=Formulaci%C3%B3+i+nomenc latura+de+qu%C3%ADmica+inorg%C3%A0nica http://www. Lisboa. Tradução por Maria Elizabeth Brotto e outros. São Paulo.D.. L.cat/db/jclicApplet.cat/projects/fo rmula2/jclic/formula2. Química Geral.fc. J..

Alcalinos Terrosos I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al +2 Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Rb Sr Cs Ba Fr Ra IFES Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES ESTADOS DE OXIDAÇÃO Os estados de oxidação mais usuais dos diferentes elementos da Tabela Periódica são: 1. Alcalinos I II III IV V VI VII VIII H Li Na K Rb Cs Fr +1 Sc Y Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg B Al Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 2. 237 . Grupo IA. Grupo IIA.

Grupo IIIA. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl +4 -4 +4 -4 +4 +2 +4 +2 +4 +2 F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uus Uuo IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. 238 . I II III VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl +3 +3 +3 +3 +3 +1 +1 -3 O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Lv Uus Uuo 4. Grupo IVA.

239 . Grupo VIA. I II III IV V VI VII VIII H +5 +4 +3 +2 +1 -3 +3 +3 +3 +1 +3 +1 He N Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl P As Sb Bi F Cl Br I At Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup +1 Uus Uuo 6. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O S Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Al Ga Si Ge P As Se -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +4 +2 He Ne Ar Kr Te Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Po Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo VA.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 7. 240 . Grupo VIIA. I II IIIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al V +3 Cr Mn Fe Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Nb Mo Tc Ta Db W Sg Re Bh Cs Ba La Fr Ra Ac Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo IIIB. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O F He -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 Rn Cl Na Mg Al Si P S K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br I Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po At Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 8.

241 . Grupo IVB. Grupo VB.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9. I II IVB III IV V VI VII VIII H Li Be +4 +3 Cr Mn Fe +2 +4 +3 +2 Mo Tc Ru +3 +2 W Re Os Sg Bh Hs B Al Ti Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po I At Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 10. I II VB III IV V VI VII VIII H Li Be +5 +4 Mn Fe +3 +2 +5 +4 +3 Tc Ru 5 +4 +3 Re Os Sg Bh Hs B Al Ti V Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Nb Rb Sr Y Zr Ta Cs Ba Fr Ra Hf Rf Db Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11. I II VIB III IV V VI VII VIII H Li Be +6 +5 V Cr +4 +3 +2 +6 +5 Mo +4 +3 Nb +2 +6 +5 W +4 +3 Ta +2 Db Sg Bh B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Rb Sr Y Zr Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Cs Ba Fr Ra Hf Rf Os Hs Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 12. Grupo VIIB. 242 . I II VIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +7 +6 +5 +4 +3 +2 +7 +6 +5 +4 +7 +6 +5 +4 B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Tc Rb Sr Y Zr Nb Mo Re Cs Ba Hf Ta W Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn IFES Pág. Grupo VIB.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 13. I II Grupo VIIIB VIIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +3 +2 +3 Cu +2 B Al Ti V Cr Mn Fe Co Ni Zn C Si N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Ga Ge Ru Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Rh +5 +4 +4 Pd +2 +3 Ag +5 +4 +3 +5 +4 +3 Au Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Rg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Cd In Sn Sb Te I Xe Os Cs Ba Fr Ra Hf Rf Ta Db W Sg Re Bh Hs Ir Pt Mt Ds 14. 243 . Grupo IB. I II IB III IV V VI VII VIII H Li Be +2 +1 +1 +3 +1 B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15. I II IIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg +2 +2 +2 +1 C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo IIB. 244 .

tetraquis. ou Exemplos: Ca5F(PO4)3 = fluoreto tris(fosfato) de Cálcio Ca8F(P3O10)3 = fluoreto trifosfato de Cálcio ([P3O10]5 = anion trifosfato) Prefixos monoditetrapentahexaheptaoctanona. São elas: 1. oxissais. e 3.ss). Nomenclatura de Stock (N. ou seja. pentaquiz.st). ou sais oxigenados.tr).ss). Esses prefixos indicam a atomicidade que possui a molécula. o número de átomos dos mesmos elementos presentes na molécula. tris. Nomenclatura sistemática estequiométrica (N. tri- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2) Nomenclatura de Stock (N. Exemplos: CO = monóxido de carbono CrBr3 = tribrometo de cromo Observação: Nos casos onde poderá haver confusão com outros compostos (sais duplos e triplos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES FORMULAÇÃO E NOMENCLATURA QUÍMICA DOS COMPOSTOS INORGÂNICOS Aceitam-se três tipos de nomenclaturas para nomear compostos químicos inorgânicos. Nomenclatura tradicional (N. e similares) pode-se empregar os prefixos bis.(eneá) decaNúmero 2. 245 IFES .St) Neste tipo de nomenclatura se nomeia os compostos finalizando-os com a valência indicada em números romanos (colocados geralmente como subíndices). 1) Nomenclatura sistemática estequiométrica (N. ou É baseada em nomear as substâncias através do uso de prefixos com os números gregos. etc. Exemplo: Sulfeto de Ferro (III) = Fe2S3 Pág.

ox) "Hipo.-oso"  (para a valência intermediária baixa) ".ox invariável: Hidreto de ——————— Nome do elemento eletropositivo Exemplos: NaH = hidreto de sódio CaH2 = hidreto de cálcio AlH3 = hidreto de alumínio b) Quando tem duas valências.. começando da valência mais baixa: b) Metal com n. Emprega-se indicando a valência do elemento a através de prefixos e sufixos que acompanham o nome do elemento.-ico" valência intermediária alta)  (para a "Per-.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3) Nomenclatura tradicional (N.-oso " valência menor)  (para a Hidreto de —OSO ou— ICO Nome do elemento eletropositivo Ou: Hidreto de ——— ——— ". se utilizam os prefixos: –oso –ico (para a valência menor) e (para a maior). 4) Compostos binários hidrogenados Com hidrogênio de n.ox a −1 a) Metal com n. eletropositivo IFES Pág... se utiliza o prefixo: –ico ..tr) Também conhecida como nomenclatura clássica..ox elemento alg. 246 .. a) Quando o elemento possui somente uma valência.ox variável (2 n..-ico" valência mais alta)  (para a Nome do n.. rom. c) Quando o elemento tem três ou quatro valências: Escreve-se assim..

fósforo. Para formularmos se escreve à esquerda o símbolo do metal. que não sejam nem óxidos nem hidretos. S e Se denominam-se hidrácidos devido ao fato de tais compostos ao dissolverem em água. são as formadas por não metais com metais. nitrogênio. CaF2 FeCl3 CuBr2 MnS Fluoreto de cálcio Cloreto de ferro (lll) Brometo de cobre(ll) Sulfeto de manganês (ll) IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: CuH = hidreto de cobre I ou hidreto de cuproso CuH2 = hidreto de cobre II ou hidreto cúprico FeH2 = hidreto de ferro II ou hidreto ferroso FeH3 = hidreto de ferro III ou hidreto férrico Fórmula HF HCI HBr Hl H2 S Nome sistemático Fluoreto de hidrogeno Cloreto de hidrogeno Brometo de hidrogeno Iodeto de hidrogeno Sulfeto de hidrogeno Selenieto de hidrogeno Telureto de hidrogeno (em solução aquosa) Ácido fluorídrico Ácido clorídrico Ácido bromídrico Ácido yodídrico Ácido sulfídrico Ácido selenídrico Ácido telurídrico c) As combinações binárias do hidrogênio com oxigênio. carbono e silício têm nomes comuns: H2O Água NH3 Amoníaco PH3 Fosfina AsH3 Arsina SbH3 Estibina CH4 Metano SiH4 Silano H2Se H2Te 5) Outras combinações binárias As combinações binárias. por ser o elemento mais eletropositivo. antimônio. arsênico. Para nomeá-los se adiciona ao nome do ametal o sufixo: –ETO. Cl. 247 . Br. Alguns exemplos são: d) As combinações do hidrogênio com F. I. dão soluções ácidas.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO V2S5 Ni2Si FeCl2 CuBr Sulfuro de vanádio (V) Siliceto de níquel (ll) Cloreto de ferro (ll) Brometo de cobre (l) AlI3 MnS2 Iodeto de alumínio Sulfeto de manganês (IV) Mg3N2 Nitreto de magnésio CrB Brometo de cromo (lll) 6) Nomenclatura tradicional (funcional). N° de valências do elemento 1 valência menor 2 valências maior menor 3 valências intermédia maior menor intermédia menor intermédia maior maior PerHipoHipo-ico -oso -oso -ico -oso -oso -ico -ico Co+3 N+1 N+3 N+5 Cl+1 Cl+3 Cl+5 Cl+7 Cobáltico Hiponitroso Nitroso Nítrico Hipocloroso Cloroso Clórico Perclórico Ordem da valência Prefixo Sufixo Exemplo Nomes -ico -oso Na+1 Co- Sódico Cobaltoso 4 valência IFES Pág. 248 .

3. Observação: Em muitas ocasiões. penta-. Nomenclatura SISTEMÁTICA: CBr4 Observamos absoluto das fórmula o necessários necessidades elementos.. Nomenclatura de STOCK: ÓXIDO DE + NOME do METAL + (valência do metal com nº romanos) 8) Combinações oxigênio binários do Denomina-se óxidos os compostos binários do oxigênio com outro elemento ( metálico ou não metálico). tetra-. . não se leva em conta o prefixo mono-. hexa. Nomenclatura TRADICIONAL: ÓXIDO + METAL + OSO (menor valência)/ICO (maior valência) 2. aparecem na número de átomos para ―satisfazer‖ as eletrônicas dos PREFIXO nº de O + ÓXIDO DE + PREFIXO nº átomos METAL + NOMBRE DEL METAL Os prefixos utilizados são: mono-. Metálicos ÓXIDOS Não metálicos Oxigênio+ Metal Oxigênio + Ametal Pág. tri-.FABIANO DE CARVALHO QUÍMICA GERAL 7) Formulação de compostos binários (óxidos e anidridos) Na prática. que ao cruzar o valor valências. di-. 249 IFES . para formular compostos binários se recorre ao chamado ―cruzamento de valências‖: a) Fe+2 + Cl-1 → FeCl2 Fe+2 Cl-1 FeCl2 b) C+4 + Br-1 → CBr4 C+4 Br-1 A) Óxidos metálicos A união do oxigênio com os metais dá lugar aos óxidos básicos ou metálicos.hepta-.. A fórmula geral: M2Om Donde: M é o metal e m é o número de oxidação com que atua. 1.

= N2O5 Um grupo importante dos óxidos não metálicos pode reagir com a água para dar origem aos compostos conhecidos como oxiácidos. não é necessário indicá-la. + palavra O prefixo e o sufixo dependem das valências que tenha o ametal. Na nomenclatura tradicional se diferenciam as valências mediante os sufixos OSO e ICO e os prefixos HIPO e PER. nomeadamente ANIDRIDOS. Observação importante: ANIDRIDO + (PREFIXO) AMETAL + SUFIXO.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Se o metal tem apenas uma valência. 1. Sua fórmula general é: M+X + O-2 → M2Ox (―cruzamento‖ de valências). Exemplos: C+4 + O-2 = C2O4 simplificar ↓ CO2 IFES b) DUAS valências: maior ⇒ ICO menor ⇒ OSO Pág. 250 Valência . a) Cl+3 + O-2 = Cl2O3 b) N5+ + 02. Observação: Tende-se a substituir a ANIDRIDO por ÓXIDO. Nomenclatura TRADICIONAL: EXEMPLO Na2O Óxido sódico FeO Óxido ferroso Fe2O3 Óxido férrico NOMENCLATURA TRADICIONAL NOMENCLATURA SISTEMÁTICA Monóxido Monóxido Trióxido de ferro diferro sódico Óxido sódio Óxido de ferro (II) Óxido de ferro (III) NOMENCLATURA STOCK B) Óxidos não metálicos Estão formados pela combinação de um ametal com oxigênio. Para elementos com: No caso em que x é PAR: a) UMA valência: Prefixo ⇒ ico Simplifica-se a fórmula.

(cruzam-se as valências e: se ―x‖ é par. Menor (+4): MnO2 = Anidrido ou Óxido manganoso Médio (+6): MnO3 = Anidrido ou Óxido mangânico Maior (+7): Mn2O7 = Anidrido ou Óxido permangânico Também o CROMO tem valências nas quais atua como ametal (+3 e +6): Menor (+3) Cr2O3 = Anidrido ou Óxido cromoso Maior (+6) CrO3 ou Óxido crômico = Anidrido IFES Pág. O2-2). em sua estrutura. já que se confundiria com PbO2 . donde o oxigênio atua com número de oxidação "-1". se simplifica com o subíndice 2 do metal M − a não ser que haja possibilidade de confundir com um óxido).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) TRÊS valências: 2. M+x + O2-2 → M2(O2)x maior ⇒ ICO Valência intermediária ⇒ OSO menor ⇒ HIPO+OSO d) QUATRO valências: Não se pode simplificar. Exemplos: Li+1 + (O2)-2 = Li2O2 Mg+2 + (O2)-2 = Mg2(O2)2 = MgO2 H+1 + (O2)-2 = H2O2 Fe+2 + (O2)-2 = Fe2(O2)2 = FeO2 Fe+3 + (O2)-2 = Fe2(O2)3 Sn+2 + (O2)-2 = Sn2(O2)2 (aqui não se simplifica. já que se confundiria com SnO2 . óxido de chumbo (IV) ) maior ⇒ PER+ICO Valência intermediária maior ⇒ICO intermediária menor ⇒OSO menor ⇒ HIPO+OSO Exemplos: O caso do MANGANÊS é especial: tem três valências com as quais atua como ametal: +4. +6 e +7. portanto. 251 . o agrupamento PERÓXO (-O-O-. óxido de estanho (IV) ) Sn+4 + (O2)-2 = Sn2(O2)4 = Sn(O2)2 Pb+2 + (O2)-2 = Pb2(O2)2 (aqui não se simplifica. Peróxidos São óxidos nos quais figura. o índice 2 do oxigênio.

em seguida. sulfurilo 10) Compostos ternários Estes compostos são formados por 3 elementos químicos: um cátion (H2 ou um ametal) um íon negativo poliatômico.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9) Compostos pseudobinários São substâncias formadas por mais de duas classes de elementos. mas que se nomeiam como substâncias binárias. uranilo (1+) IFES 21 UO22+ = uranilo (VI). que corresponde as funções: hidróxido (ou base). Para nomeá-los se menciona primeiro o grupo poliatômico (radical) negativo e. 252 . uranilo (2+) 22 SO2+ = sulfinilo. Hidróxidos Os Hidróxidos são substâncias que se obtém ao reagir um óxido metálico com água: Exemplo: MgO + H2O → Mg(OH)2 Pág. tionilo 23 SO22+ = sulfonilo. se menciona o nome do cátion. O componente mais eletronegativo pode ser: 1 NH+1 = amônio 2 PH4+ = fosfônio 3 AsH4+ = arsônio 4 Sbh4+ = estibônio 5 H3O+ = oxônio 6 H3Se+ = selenônio 7 H3S+ = sufônio 8 H3F+ = fluorônio 9 H2Br+ = bromônio 10 H2I+ = iodônio 11 H4Bi+ = bismutônio 12 H2F+ = fluorônio 13 H2Cl+ = clorônio 14 H4As+ = arsônio 15 H2Br+ = bromônio 16 H4Sb+ = estibônio 17 H3Te+ = telurônio 18 NO+ = nitrosila 19 NO2+ = nitrilo ou nitroílo 20 UO2+ = uranilo (V). ácido (oxiácido) e um sal ternário neutro. 1.

Apresentam duas hidroxilas como ânion. Apresentam apenas uma hidroxila como ânion. LiOH. Exemplos: KOH. Ba(OH)2. Apresentam três hidroxilas como ânion. quando se tratar de espécie iônica. Fe(OH)3. formados por um cátion metálico e por ânion OH-1 (íon hidroxila). Ga(OH)3.  Tribases. Classificação das bases quanto ao número de hidroxilas (OH-):  Monobases.  Dibases. Zn(OH)2. 253 . A fórmula do complexo é depois encerrada entre colchetes. IFES Pág. Considera-se. portanto. seguido das fórmulas ou abreviações dos ligantes iônicos e depois dos ligantes neutros. NH4OH.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O número de grupos (OH)-1 que possui a molécula de um hidróxido coincide com o número de oxidação do elemento. Exemplos: Ca(OH)2. colocandose como expoente sua carga. Exemplos: Al(OH)3. Exemplos: Nomenclatura tradicional: 1 V(OH)2 = hidróxido hipovanadioso 2 V(OH)3 = hidróxido vanadioso 3 V(OH)4 = hidróxido vanádico 4 V(OH)5 = hidróxido pervanádico 5 Cu(OH)2 = hidróxido cúprico 6 Cu(OH) = hidróxido cuproso 7 P(OH)3 = hidróxido hipofosforoso 8 P(OH)4 = hidróxido fosforoso 9 P(OH)5 = hidróxido fosfórico Nomenclatura sistemática 1 Pd(OH)4 paládio = tetra-hidróxido de 2 Na(OH) = hidróxido de sódio 3 Sr(OH)2 estrôncio 4 Al(OH)3 alumínio = = di-hidróxido tri-hidróxido de de 5 Ba(OH)2 = di-hidróxido de bário Nomenclatura Stock 1 Fe(OH)3 = hidróxido de ferro (III) 2 Rb(OH) = hidróxido de rubídio (I) 3 Hg(OH) = hidróxido de mercúrio (I) 4 Au(OH) = hidróxido de ouro (III) 11) Nomenclatura de coordenação Detalhes estruturais e aspectos de interesse comparativo: a) Coloca-se primeiro o símbolo do átomo central.

com a preposição de mediana. d) Nos nomes dos compostos de coordenação o nome do ânion deve preceder o do cátion e o átomo central é citado após o(s) do(s) ligante(s): K4[Fe(CN)6] hexacianoferrato (II) de potássio ânion cátion 2 [PtCl3(C2H4)]+. 3 [CoCl2(NH3)4]+. Os ligantes comparecem primeiro e o átomo metálico depois. 5 [OsCl5N]2c) Os sinais. 254 . 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3 ].. 3 [CoCl2(NH3)4]+. parênteses.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Dentro de cada classe de ligante. chave e colchetes. Exemplos: 1 [CoN3(NH3)5]2. Co(NH3)63+ … de hexamincobalto(III) f) Os ligantes são identificados por um nome precedido por prefixo grego que dá o número de unidades do ligante ligadas ao átomo. para englobar um conjunto de grupos idênticos e para evitar confusões nas fórmulas. Os ligantes com mais de um átomo são colocados sempre entre parênteses (ou chaves) nas fórmulas dos compostos de coordenação. A ordem da nomeação dos ligantes é a alfabética (sem levar em conta os prefixos). 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3]. Fe(CN)64. 5 [OsCl5N]2b) Dentro de cada classe de ligante. ou seja: [ { ( ) } ].. Nome do Ânion Brometo Carbonato Cianeto Cloreto Fluoreto Hidrogenoperóxido Fórmula BrCO32CNClFHO2HSOHH3COC2O42- Nome do Ligante Bromo Carbonato Ciano Cloro Fluoro Hidrogenoperoxo Hidrogenossulfeto Mercapto Hidroxo Metoxo Oxalato Hidróxido Metóxido Oxalato Pág. as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante. devem ser empregados nesta ordem. Exemplos: 1 [CoN3 (NH3)5 ]2+. g) Os ligantes aniônicos têm os nomes terminados em o. as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante.Hexacianoferrato(II) de . IFES e) O nome do complexo (aniônico catiônico ou neutro) tem duas partes que se escrevem uma se seguida à outra. 2 [PtCl3(C2H4)]+.

seleno. com exceção de F. ou pelo nome do átomo de metal com a terminação ato quando o complexo for aniônico. imideto e azoteto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Óxido Sulfato Sulfeto O2SO42S2- Oxo Sulfato tio i) Os ligantes neutros têm em geral o nome da molécula. são preferível em relação à hidro. Exemplos: 1 K[AuS(S2)] dissulfetotioaurato (III) de potássio 2 [Ru(HSO3)2(NH3)4] tetraaminbis(hidrogenossulfito)rutênio (II) 3 Na3[Ag(S2O3)2] bis(tiossulfato)argentato(I) de sódio 4 K2[OsCl5N] pentacloronitretoosmato (VI) de potássio 5 [CoH(N2){(C6H5)3P}3] dinitrogênio(hidreto)tris(trifenilfosfina) cobalto (I) Água Amônia Monóxido de Carbono Monóxido de nitrogênio NO Nitrosil j) A identificação do metal se faz pelo nome do átomo de metal quando o complexo é neutro ou catiônico. H2N-. algumas exceções são: Nome em Português Chumbo (Pb) Cobre (Cu) Estanho (Sn) Ferro (Fe) Ouro (Au) Prata (Ag) Nome em Latim Plumbum Cuprum Stannum Ferrum Aurum Argentum Nome do ânion Plumbato Cuprato Estanato Ferrato Aurato Argentato 1 Na3[Fe(CN)6] = hexacianoferrato (III) de sódio IFES Pág. bromo e iodo. Observa-se que.correspondem aos nomes dos elementos: cloro. amideto.e N3a denominação usual. assim como os tio-. os nomes dos haletos coordenados. devem ser colocados entre parênteses. 255 . respectivamente. Ligantes aniônicos contendo prefixos numéricos (como trifosfato). amido.e teluroderivados dos oxi-ânions (como tiossulfato). por razões de ambiguidade. Há exceções importantes: Molécula Fórmula H2 O NH3 CO Nome do Ligante Aqua Amin Carbonil h) Para os ligantes H-. em português. hidreto. imido ou azido. HN2.

Nomenclatura funcional Temos que distinguir: Oxiácidos simples Oxiácidos poli hidratado Isopoliácidos hipo Y oso Y oso Y ico Y ico Advertência: Os ácidos bórico (H3BO3) e carbônico (H2CO3) são exceções a essa regra. por último. não existe uma regra de nomenclatura. simplifica-se quando for possível. primeiramente se escreve o óxido correspondente (simplificando as atomicidades. Formulação São compostos fórmula geral: ternários com a 1 Oxiácidos simples Para formulá-los. quando admissível) e. Para ácidos oxigenados na qual o elemento central é um metal. Mo e W (quando atuam com um número de oxidação maior ou igual a +4).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 [Co(NH3)6]Cl3 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 3 [Co(NH3)6] = hexacianoferrato(III) de hexaaminocobalto(III) 4 [Co(NH3)6]ClS04 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 12.2. soma-se uma molécula de água.1. utilizamos a seguinte tabela: NOx do elemento central +1 +3 +5 +7 +2 +4 +6 ácido ácido ácido ácido per elemento prefixo sufixo Pág. Deve-se memorizar a seguinte tabela: Ácidos H2MnO3 do Mn H2MnO2 HMnO4 ácido ácido ácido manganoso mangânico permangânico Ácidos H2CrO4 do Cr ácido crômico H2Cr2O7 ácido dicrômico IFES . Mn. A maior parte dos oxiácidos se obtém ao reagirmos um óxido metálico com a água: H2O+Y2Ox → HaYbOc Por exemplo.3. o ácido nítrico resulta da adição de uma molécula de água ao óxido nítrico: N2P5 + H2O → 2 HNO3 12. Quando tivermos um ácido oxigenado com o elemento central não metálico. como: V. Cr. ainda que possa ser um metal de transição. 256 sulfato Hm Yn Op Sendo: Y = é geralmente um ametal. Ácidos Oxiácidos 12. em seguida.

P2O5 + 1H2O → H2P2O6 → HPO3 Sb2O3 + 2 H2O → H4Sb2O5 P2O5 + 3 H2O → H6P2O8 → H3PO4 Ác. respectivamente. Sb. Utiliza-se a seguinte regra: Elemento P As Sb B Si META ORTO Exemplo: a) Ácido sulfúrico: Enxofre (S) com NOx = +6 S2O6 → SO3 SO3 + H2O → H2SO4 b) Ácido crômico: Cromo (Cr) com NOx = +6 Cr2O6 → CrO3 CrO3 + H2O → H2CrO4 c) Ácido manganoso: Manganês (Mn) com NOx = +4 Mn2O4 → MnO2 MnO2 + H2O → H2MnO3 d) Ácido mangânico: Manganês (Mn) com NOx = +6 Mn2O6 → MnO3 MnO3 + H2O → H2MnO4 e) Ácido permangânico: Manganês (Mn) com NOx = +7 Mn2O7 Mn2O7 + H2O → H2Mn2O8 → HMnO4 1 H2 O 1 H2 O 3 H2 O 2 H2 O O prefixo ORTO é frequentemente omitido. 257 . Assim. As. IFES Pág. B e Si.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ácidos H2SnO2 do Sn ácido estanoso 2 Ácido oxiácidos poli hidratados H2SnO3 ácido estânico Para o P. o silício (Si) e o iodo (I). em vez de ácido ortofosfórico. EXEMPLO NOM. piroantimonioso Ác. mas não o META. em regra. Porém. TRADIC. para formar os oxiácidos ortossilícico e o periódico necessitam 2 e 5 moléculas de água. metafosfórico Ác. podem formar oxiácidos com diferentes graus de hidratação. ortofosfórico O boro (B) pode formar o oxiácido META ou ORTO. com mesmo estado de oxidação. escreve-se ácido fosfórico.

4 H2B4O7 − H2O → 2 BO3 = Ácido tetrabórico 5 H2Cr2O7 − H2O → 2 CrO3 = Ácido dicrômico 6 H2S2O5 − H2O → 2 SO2 = Ácido dissulfuroso 7 H2S2O7 − H2O → 2 SO3 = Ácido dissulfúrico 8 H2Cr2O7 − H2O → CrO3 = Ácido dicrômico 9 H5P3O10 → 2 H5P3O10 → H10P6O20 – 5 H2O → 3 P2O5 = Ácido trifosfórico HBO3 H3BO3 SiO2+2 H2O → H4SiO4 I2O7+5 H2O → H10I2O12 → H5IO6 Ác.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO EXEMPLO NOM. TRADICIONAL H2CrO4 HMnO4 Ácido crômico Ácido permangânico 3 Poliácidos (isopoliácidos) São oxiácidos cuja molécula existe mais de um átomo do metal ou átomo central. metabórico Ác. para o ácido trifosfórico: H3+5P3O3×3+1 → H5P3O10 IFES Pág. etc. unindo a uma molécula de água. metafosfórico Ác. nos casos mais simples. moléculas de oxiácidos. EXEMPLO NOM. 3. como o cromo e o magnésio. Podemos escrever a fórmula.. … ◊ NOTA IMPORTANTE: Os ácidos polifosfóricos podem ser formulados de acordo com a fórmula geral: m H n+2 P n O 3n+1 m Assim. Resulta da união de 2 ou 3 moléculas de oxiácidos com a perda de uma molécula de água por cada união. 258 . ortoperiódico ou periódico Alguns metais também formam oxiácidos. m n· ANIDRIDO + H2O → POLIÁCIDO n = 1. trímeros.2. ortossilícico ou silícico Ác. Exemplo: 1 SO3 + H2O → H2S2O7 = ácido dissulfúrico 2 P2O3 + H2O → H2P6O10 → HP3O5 = ácido trifosfórico 3 SeO3 + H2O → H2Se4O13 = ácido tetraselênico. É como se fosse dímero. TRADIC. as moléculas necessárias do anidrido correspondente. se tiverem 2.

sem importar seu valor. 259 . se aplicam as seguintes regras:  Para número de oxidação +1. Por exemplo: Au+1 = íon auroso ou íon ouro (I) Au+2 = íon áurico ou íon ouro (II) Para os íons ametálicos com mais de dois números de oxidação e para os metais cujo número de oxidação seja menor de +4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os ácidos polimetafosfóricos têm a fórmula general: m ( HPO3 )n m 4 Nomes de íons Um íon é uma espécie química carregada positivamente ou negativamente.  Para número de oxidação +5.+6 será o nome do elemento com a terminação ICO. levará a terminação ITO IFES Pág. A.  Para número de oxidação +3. na nomenclatura tradicional se escreve a palavra ÍON seguida do nome do elemento com terminação ICO e na IUPAC a palavra ÍON e o nome do elemento. na IUPAC ao nome do elemento se agregará o número de oxidação escrito em algarismo romano (entre parentes). Exemplos: Cl+1 = íon hipocloroso Cl+3 = íon cloroso Cl+5 = íon clórico Cl+7 = íon perclórico B. se nomeiam escrevendo o nome do metal com a terminação ETO. Íons negativos ou ânions Quando os ânions estão formados por somente um metal. na tradição se agregará ao nome do elemento a terminação OSO ao trabalhar com seu menor valor e ICO ao trabalhar com seu maior valor.  Para número de oxidação +7 se escreverá o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ICO. Quando se formam com um oxigênio e o ametal tem somente duas cargas positivas.+2 será o prefixo HIPO seguido do nome do elemento com a terminação OSO. Íons positivos ou cátions Quando os cátions têm somente dois números de oxidação. Exemplo: Na+1 = íon sódico ou íon de sódio Para íons metálicos com número de oxidação de +4 ou menores.+4 se escreverá o nome do elemento com a terminação OSO.

prefixo HIPO seguindo o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +3. etc. Ânions procedentes da total eliminação dos hidrogênios ácidos As terminações do grupo eletronegativo dependem do ácido correspondente: Exemplo: HNO2 NO2.= nitrato Ácido nítrico H2SO4 SO4 = sulfato Ácido sulfúrico 2- Na prática: No caso de ter mais de dois números de oxidação o ametal ou com metais que tenham carga maior que +4.= nitrito Ácido nitroso H2SO3 SO32. com o numeral correspondente (di.2: Hidrogenocarbonato H2CO3 -H+ -2H+ HCO3 - IFES Pág. 260 .+2. considerando o hidrogênio como parte deste.).= sulfito Ácido sulfuroso HNO3 NO3.1: Hidrogenosulfato H3PO4 HPO42Ácido fosfórico Ex. Exemplos: ÂNIOS Acetato Borato Bromato Brometo Carbonato Cianamida Cianato Cianeto Clorato Cloreto Clorito CH3COOBO33BrO3BrCO22CN22CNOCNClO3ClClO2- -H+ -2H+ -H+ -2H+ D. tri. nomeiam-se da seguinte maneira:  Carga +1. Ânions procedentes da parcial eliminação dos hidrogênios ácidos Antepõe-se o prefixo HIDROGENOou ÁCIDO-.+6 se escreva o nome do elemento com a terminação ATO  Para a valência +7. C. Ex.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO para a carga menor do ametal e ATO para a carga maior. o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ATO. antes do nome do ânion.+4 o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +5.

261 IFES .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Cromato Dicromato CrO42Cr2O72- Oxalato Oxido Perclorato Periodato Permanganato Peróxido Silicato Sulfato Sulfito Sulfureto Tartarato Tiocianato Tiosulfato Tiosulfito Triiodeto C2O42O2CIO4IO4MnO4O22SiO44SO42SO32S2C4H4O62SCNS2O32S2022I3 - Dihidrogenofosfato H2PO4Estanato Estanito SnO32SnO22- Hexacianoferrato (II) Fe(CN)64Hexacianoferrato (III) Fe(CN)63Fluoreto Fosfato Fosfito Fosforeto Hidreto FPO43PO33P3H- Hidrogenocarbonato HCO3Hidrogenofosfato Hidrogenosulfato Hidrogenosulfito HPO42HSO4HSO3- Hidrogenosulfureto HSHidróxido Hipoclorito Hipoiodito lodato lodeto lodito Nitrato Nitreto Nitrito OHCIOIOIO3IIO2NO3N3NO2- 5 Nomenclatura de sais halóides e oxissais  Sais halóides: Ametal + eto de nome do cátion Exemplos: NaCa = cloreto de sódio KBr = brometo de potássio Oxissais: como são derivados de oxiácidos e também dependem do NOx. sua nomenclatura é associada. conforme mostra a tabela a seguir: Pág.

Exemplos: 1 KMgF3 (íons K+.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO NOx Prefixo Oxiácidos Oxissais Sufixo Sufixo -oso -oso -ico -ico -ito -ito -ato -ato As regras de escrita e nomenclatura são:  Os cátions são mencionados depois dos ânions e precedidos pela preposição de. Designam-se por sais duplos.  Os cátions e os ânions são separados pela conjunção. F-) = fluoreto de magnésio e potássio 2 Na(NH4)HPO4. 5 MgNa2P2O6 = Hipofosfato de magnésio e sódio Outros exemplos de sais: 6 Ba(NO3)2 = nitrato de bário +1 ou hipo+2 +3 ou +4 +5 ou +6 (hi) +7 per- HaXbOc subtrai-se todos hidrogênios → (XaOc)-a ("a" coincide com o número de H eliminados e será a valência do grupo) Ao combinarmos com o metal: ("cruzase" as valências): Mn+ + (XbOc)-a → Ma(XbOc)n É bom lembrar que B3+. Quando estão como sais só usam o sufixo –ATO. 7 CaHPO4 =fosfato monoácido de cálcio 8 Na3PO4 = fosfato de sódio 9 Al(OH)CO3 = carbonato monobásico de alumínio IFES Pág. Mg2+. C4+ e Si4+ só possuem sufixo –ICO como ácidos. 262 . Exemplos: KNO2 = nitrito de potássio NaClO = hipoclorito de sódio KMnO4 = permanganato de potássio 6 Sais duplos Alguns sais são constituídos por mais do que um tipo de ânion e um cátion ou mais do que um tipo de cátion e um ânion. e  Os cátions e os ânions devem ser mencionados por ordem alfabética (que pode ser diferente nas fórmulas e nos nomes).4H2O = hidrogenofosfato de sódio e amônio 3 KAl(SO4)2 = sulfato duplo de potássio e alumínio 4 Pb(OH)2CO3 = dihidroxi carbonato de chumbo IV.

2H2O = cloreto de cálcio diidratado 19 Ca(NO2)2 .nitrito de cálcio 20 NaCl = cloreto de sódio 21 FeI = iodeto férrico 22 RbCl = cloreto de rubídio 23 Sr(NO3)2 . 263 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 10 Al(OH)2(CO3)2 = difásico de alumínio carbonato 31 NaNO2 = nitrato de sódio 32 CaS = sulfeto de cálcio 33 Mg3(PO4)2 magnésio = fosfato de 11 KAlSO4 = Alúmen de potássio 12 KBi(SO4)2 = Alúmen de bismuto e potassio 13 NaHCO3= bicarbonato de sódio 14 NaH2BO3 = borato difásico de sódio 15 NaHBO3 = borato monoácido de sódio 16 FeOHCO3 = carbonato monobásico de ferro 3 17 Fe(OH)2Br = brometo difásico de ferro3 18 Al(OH)2ClO4 = difásico de alumino perclorato 34 CH3COONa =acetato de sódio 35 CH3COOCH3 metila = acetato de 36 NaBr = brometo de sódio 37 NaF = Fluoreto de sódio 38 CaCl2 = cloreto de cálcio 39 Na2CO3 = carbonato de sódio 40 KNO2 = nitrito de potássio 41 KAl(SO4)2 = sulfato de potássio e alumínio 42 NaCa(PO)4= fosfato de sódio e cálcio 43 Mg(NH4)(PO4) = fosfato de magnésio e amônio 44 CaCl2. 10H2O = sulfato de sódio decaidratado 46 NaH2PO4 = diidrogeno fosfato de sódio 47 Na2HPO4 = fosfato de sódio monoidrogeno 25 ZnCl2 = cloreto de zinco 26 NaBr = brometo de sódio 27 Fe2S3 = sulfeto de ferro III 28 KF = fluoreto de potássio 29 AgNO3 = nitrato de prata 30 MgF2 = fluoreto de magnésio IFES 48 Al(OH)2F = diidroxifluoreto de alumínio 49 Ca(OH)Cl = hidroxicloreto de cálcio Pág.nitrato de estrôncio 24 Pb(CO3)2 chumbo = carbonato de 45 Na2SO4 .

314472 cm3 · MPa / K · mol R = 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 50 MgHCO3 = hidrogenocarbonato de magnésio 51 CaCO3 = carbonato de cálcio 52 CaSO4 = sulfato de cálcio 53 (NH4)2SO4 = sulfato de amônio 54 KNO3= nitrato de potássio 55 CaI2= iodeto de cálcio ALGUMAS CONSTANTES E CONVERSÕES ÚTEIS: 1atm = 760mmHg = 101325Pa 1Torr = 1mmHg R = 1.20574587 x 10-5 m³·atm/K·mol R = 8.314472 L · kPa / K · mol R = 8.7302 ft3·atm / °R ·lb-mole R = 1.0820574587 L · atm / K· mol R = 8.987 cal/mol.02×1023 1mL = 1cm³ 1dm³ = 1L = 1000mL 1000Kg = 1ton 1Kg = 1000g 1g = 1000mg 1nm = 1. 264 .314472 m3 · Pa / K · mol R = 8.K R = 8.14472 L · mbar / K · mol R = 62.3637 L · mmHg / K · mol Número de Avogadro: 6.7316 ft³ · psi / °R · lb-mol R = 6.63 x 10-5 eV / K · atom R = 0.987 cal / K · mol R = 83.3637 L · Torr / K · mol R = 62.314472 J / K · mol R = 0.10-9m IFES Pág.132439833 lbf · ft / K · g · mol R = 1.987 Btu / lb-mol · °R R = 10.

símbolos e sua representação são os seguintes: yotta Y zetta Z exa E peta P tera T giga G mega M kilo k hecto h deca da deci d centi c mili m nano n pico p femto f atto a zepto z yocto y 1 000 000 000 000 000 000 000 000 = 1024 1 000 000 000 000 000 000 000 = 1021 1 000 000 000 000 000 000 = 1018 1 000 000 000 000 000 = 1015 1 000 000 000 000 = 1012 1 000 000 000 = 109 (bilião) 1 000 000 = 106 (milhão) 1 000 = 103 (milhar) 100 = 102 10 = 101 1 0.000 000 000 000 000 001 = 10-18 0.000 000 000 000 001 = 10-15 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO PREFIXOS DO SISTEMA INTERNACIONAL O Sistema Internacional permite o uso de prefixos nas unidades.000 000 001 = 10-9 0. 265 .01 = 10-2 (centésima) 0.000 001 = 10-6 IFES Pág.001 = 10-3 (milésima) 0.000 000 000 001 = 10-12 0.1 = 10-1 (décima) 0. Os prefixos utilizados no Sistema Internacional.000 000 000 000 000 000 001 = 10-21 0.000 000 000 000 000 000 000 001 = 10-24 micro  0. a leitura e escrita das unidades mais fácil. tornando desta forma.

pdf IFES Pág.iupac.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SITES ÚTEIS: http://old.org/publications/books/rbook/Red_Book_2005.pdf http://www.5. 266 .sk/SSAG%20study/CHE/IUPAC%20nomenclature%20of%20ino rganic%20chemistry4.ssag.

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