FABIANO DE CARVALHO

QUÍMICA GERAL

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FABIANO DE CARVALHO

INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

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Química Inorgânica
FABIANO DE CARVALHO

SANTA TERESA 2010

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QUÍMICA GERAL

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ÍNDICE
Página
UNIDADE I: ESTEQUIOMETRIA E A BASE DA TEORIA ATÔMICA I. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA

1.1 A Teoria Atômica de Dalton 1.2 Característica da Matéria 1.3 A Estrutura do Átomo 1.4 O modelo de Thomson 1.5 Modelo Atômico de Rutherford 1. 6 A Contribuição De Max Planck E Einstein 1.7 O modelo de Niels Böhr 1.8 Eletrosfera 1.9 Descoberta do nêutron 1.10 O modelo de Sommerfeld 1.11 Modelo de Schrödinger: modelo atual
UNIDADE II. PERIODICIDADE QUÍMICA

4 5 10 10 11 11 12 14 15 15 17 18 27 27 28 28 32 33 41 41 41 45 47 54 56 57 57 57 58 59 60 61 61 62 63

2.1 O princípio de exclusão de Pauli 2.2 Princípios de Aufbau ou Regra de Klechkowski 2.3. Configuração eletrônica 2.4. Propriedades dos íons monoatômicos 2.5. Propriedades periódicas dos elementos 3.1 Ligações entre os átomos 3.2 Regra do octeto 3.3 Sólidos iônicos 3.4 Ligação covalente 3.5 Ligações Metálicas 3.6 Ligações Secundárias

UNIDADE III. ESTRUTURAS DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS

UNIDADE IV. LEIS DAS REAÇÕES QUÍMICAS (LEIS PONDERAIS)

4.1 Lei das proporções definidas 4.2 A teoria de Dalton 4.3 Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa) 4.4 Lei de Proust (Lei das proporções constantes, definidas ou fixas) 4.5 Lei de Gay Lussac 4.6. ―QUANTIDADE DE SUBSTÂNCIA‖. – DEFINIÇÃO DE 4.7 O número de Avogadro (NA) 4.8 Massa molecular 4.9 Resolução de problemas numéricos 4.10 Relações Molares
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4.11 Densidade e Massa Molar 4.12 Lei de Avogadro 4.13 O Equivalente-Grama. – Definição 4.14 Exercícios resolvidos 4.15 Exercícios de Fixação
UNIDADE V. ANÁLISE ELEMENTAR QUANTITATIVA E EQUAÇÕES QUÍMICAS

66 66 69 57 71 71 72 74 76 112 116 117 117 118 126 127 128 129 133 137 146 146 146 145

5.1 Cálculos de Fórmulas 5.2 Composições percentuais e fórmulas químicas 5.3 A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual) 5.4 O volume molar 5.5 Análises de Combustão 5.6 Exercícios resolvidos

UNIDADE VI. CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS

6.1 Balanceamento de Equações Químicas 6.2 Balanceamento de reações de óxido-redução 6.3 Acerto de coeficientes das reações de redox 6.4 Estado de oxidação 6.5 Exercícios Resolvidos 6.2 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas 6.3 Fatores químicos de conversão 6.4 Elementos Químicos Limitante 6.5 Determinação do reagente limitante 6.6 Exercícios Resolvidos 6.13 Exercícios Propostos 7.1 Definição de Solução 7.2 Soluto e Solvente 7.3 Concentração em Unidades Físicas 7.3.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução 7.3.2 Composição percentual 7.4 Concentração em Unidades Químicas 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. 7.5.2 Molaridade ou concentração molar 7.5.3 Concentração normal ou normalidade 7.4.5 Concentração molal ou molalidade 7.4.6 Fração molar ou percentagem em moles 7.5 Relação de massa com massa 7.5.1 Título 7.5.2 Porcentagem em peso 5.5.7 Densidade 5.5.8 Massa específica (µ) 5.6 Parte por milhão

UNIDADE VII. SOLUÇÕES - DOSAGENS

157 158 159 160 161 163 162 162 163 163 165
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5.6.1 Em massa 5.6.2 Em volume 5.7 Problemas de diluição 5.8 Exercícios Resolvidos
UNIDADE VIII. NOÇÕES GERAIS DE EQUILÍBRIO EM RELAÇÕES QUÍMICAS

165 165 166 167 175 175 175 176 182 183 185 185 185 186 187 192 194 194 195 201 203 206 207 209 209 210 211 212 237 237 245

1.1. O que é equilíbrio? 1.2. Estado de Equilíbrio 1.3. Velocidade de uma Reação 1.4. Generalidades Sobre Cinética Química 1.5. Característica do Equilíbrio Químico 1.6. Deslocamento do Equilíbrio 8.6.1 Alteração na concentração 8.6.2 Alteração na pressão 8.4.3 Alteração na temperatura 1.7. Lei de Ação das Massas 1.8. Equilíbrio Químico 1.9. Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais 1.10. Relação Matemática entre Ke e Kp 1.11. Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade 1.12. Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw) 1.13. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases 1.14. Constante de dissociação dos ácidos (Ka) 1.15. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb) 1.16. Balanço de Carga 1.17. A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH) 1.18. Acidez Atual, potencial e Total 1.19. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios 1.20. Exercícios Resolvidos Estados de Oxidação Nomenclatura química dos compostos inorgânicos Algumas constantes e conversões úteis

APÊNDICES

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foi a partir da teoria atômica do físico e químico britânico John Dalton (um dos marcos da Química do século XIX). capaz de ser usada em determinações experimentais. a que chamaram de átomo. Filósofos gregos. de 1808. mas. que a matéria seria constituída de partículas indivisíveis. IFES Pág. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE I I. Todas foram delineadas com um caráter primeiramente filosófico. Muitas abordagens do conceito de átomo apareceram ao longo do tempo..C. admitiam. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA. que surgiu uma forma operacional. 1: Frontispício de A New System of Chemical Philosophy. 6 . no século V antes de Cristo. intuitivamente. A ideia do átomo foi estabelecida pela primeira vez por Demócrito em 530 a.

Richter).podemos aplicar este princípio em muitos exemplos. Fe2O3. como nos óxidos de ferro. FeO. Fe3O4. 5. Se existir mais de um composto formado por dois elementos diferentes.Dalton) . 2. 4. podemos considerar as seguintes reações. A teoria Daltoniana. só combinam suas distribuições. 6. então se ab reagir com cd os produtos serão ad e cb (Lei das Proporções Recíprocas . O peso do átomo de um elemento é constante em seus compostos. IFES Pág. quando dois ou mais átomos de diferentes elementos se combinam para formar um único composto. 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. todos iguais uns aos outros. b) Um elemento é uma substância que é constituída por átomos iguais. − Se a reagir com b para formar ab e c reagir com d para formar cd. Compostos químicos são formados por "átomos compostos‖ (moléculas). 7 . em notação moderna. que permanecem inalteráveis em qualquer processo químico. Os elementos estão formados por partículas discretas. os átomos não se criam nem se destroem. dadas. Como exemplo. Nas reações químicas. diminutas e indivisíveis chamadas átomos. ou seja. que deu um caráter científico à idéia do átomo.1 A Teoria Atômica de Dalton. sugere: Postulados: 1. por: 2K+I2 ⟶ 2KI Pb+Cl2 ⟶ PbCl2 2KI + PbCl2 ⟶ 2KCl + PbI2 Da teoria atômica de Dalton destacam-se as seguintes definições: a) Um átomo é a menor partícula de um elemento que mantém suas propriedades. tamanhos e em qualquer outra propriedade física ou química). os números dos átomos de cada elemento nos compostos guardam entre si uma razão de números inteiros (Lei das Proporções Múltiplas . Os átomos de um mesmo elemento são todos iguais entre si (em massa. sempre o fazem em proporções de massa definidas e constante.

. As proposições de Dalton foram baseadas nas leis ponderais das reações químicas. são misturados. tamanho ou forma. ? ??? = ? 1 ? + ?2 ? + . observadas e constatadas como válidas em quaisquer reações. a pressão ou peso total sobre qualquer partícula deve-se apenas àquelas de sua própria espécie. como elas se repelem umas às outras (isto é. nomeados A e B. Já que as partículas de diferentes gases não interagiam quimicamente. da mesma maneira.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) Um composto é uma substância que é formada pela fixação de átomos diferentes combinados em proporções fixas. 8 . que relacionam a massas dos reagentes e produtos. Dalton descrevia uma partícula gasosa sendo constituída por um átomo central. altamente densa nas proximidades do átomo. ? ???a pressão total da mistura e ? ??? a fração molar de A. a pressão total (P) é igual à soma das pressões parciais dos componentes". Dalton correlacionou os pesos relativos das unidades fundamentais dos elementos químicos com as combinações que estes apresentavam em seus compostos. Conseqüentemente. uma possível conseqüência seria vislumbrar a lei das pressões parciais: "Em uma mistura gasosa. não há qualquer repulsão mútua entre suas partículas. de oxigênio etc. + ? ??? A expressão matemática da lei de Dalton é: ? ??? = ? ???× ? ??? sendo ? ??? a pressão parcial de A. ou só B repele B). cercada por uma atmosfera de calor. só A repele A. . considerando que todas as partículas de hidrogênio. . as partículas de A não repelem as de B. qualquer partícula de água seria igual a qualquer outra partícula de água. que vai rarefazendo-se gradualmente (de acordo com alguma potência da distância). existentes em qualquer composto desses elementos seriam iguais em peso. isto é. a pressão de cada componente é independente da pressão dos demais. de matéria sólida. Nas suas proposições Dalton dizia: Quando dois fluidos elásticos. IFES Pág. extremamente pequena. As leis ponderais é um conjunto de postulados.

que são os nossos átomos. Sua primeira ―tabela de pesos relativos das partículas últimas dos corpos gasosos e outros‖. ele demonstrou que gases diferentes não podem ter partículas de mesmo tamanho. 9 . de 1803. contudo. não é verdadeira. foram chamadas de ―partículas últimas‖. A afirmação final de Dalton. contendo apenas um tipo de elemento.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As partículas constituintes das substâncias simples. 2 No livro ―Novo Sistema‖. está reproduzida na Tabela 1. IFES Pág. Fig. a qual afirma que: ―Volumes iguais de gases diferentes contêm o mesmo número de moléculas‖. uma vez que ela se choca com a hipótese de Avogadro (em 1811).

1. 2 O átomo.2 15.4 15.8 13. sódio e cloro. conectados em uma união íntima conhecida IFES Pág. Pesos atômicos (sic) ESPÉCIE QUÍMICA Hidrogênio Azoto Carbono Amônia Oxigênio Água Fósforo Hidrogênio fosforetado (PH3) Gás nitroso (NO) Éter Óxido gasoso de carbono (CO) Óxido nitroso (N20) Enxofre Acido nítrico (NO2) Hidrogênio sulfuretado (H2S) Ácido carbônico (CO2) Álcool Ácido sulfuroso (SO2) Ácido sulfúrico (SO3) Hidrogênio carburetado da água estagnada (CH4) Gás olefiante (C2H4) 1805 1 4. Os químicos perceberam que todos os líquidos. apresentada oralmente por Dalton em 1803 e publicada como artigo nas Memoirs of the Philosophical Society of Manchester (2nd series v.4 15.3 15. descobriu-se que o sal é composto de dois elementos diferentes.1 19. p.3 5. ou elementos.2 8. Com o advento da ciência experimental nos séculos XVI e XVII.2 9.4 6. os avanços na teoria atômica tornaram-se mais rápido. 271-287.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 1: Os pesos atômicos segundo Dalton: primeira tabela de pesos atômicos.7 14.2 4. Por exemplo. 10 . 1805).5 6.9 25. gases e sólidos podem ser decompostos em seus constituintes fundamentais.3 5.2 5. O padrão é o átomo de hidrogênio. – A unidade fundamental da matéria.5 7.6 9.3 9.3 1808 1 5 5 6 7 8 9 12 12 17 13 19 16 19 16 4 34 7 6 1.

são fortes. portanto. Forças de coesão são maiores do que as de repulsão. 3 IFES Pág. apoio externo para manterem a configuração. As forças que mantêm as moléculas ou átomos de um líquido são mais fracas do que nos sólidos. 11 . O estado sólido. Fig. A distância entre elas é muito grande e variável e suas partículas se movem desordenadamente ao imprevisível. no entanto. mas próximas. Os gases são facilmente compressíveis e capazes de expansão infinita. o movimento das partículas ocorre somente no retículo cristalino. Não requerem. Os líquidos têm o volume definido.forma geométrica definida. 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO como ligação química. apresenta retículo cristalino . Suas partículas estão ordenadas e vibram rotacionalmente. ou átomos. mas forma indeterminada (tomam a forma de seus recipientes) e são ligeiramente compressível. provou ser uma mistura de gases nitrogênio e oxigênio. Contudo. líquido e gás. Sua forma é indefinida e o seu volume é indeterminado. apenas. os diferentes estados da matéria têm uma coisa em comum: todos eles podem ser divididos em unidades fundamentais chamadas átomos. As forças atrativas são quase inexistentes. O ar.2 Característica da Matéria. Os sólidos são caracterizados com tendo tanto uma forma como volume definido. Em um sólido as forças que mantém as moléculas. Suas partículas estão dispostas aleatoriamente. O termo estado da matéria refere à forma física em que a matéria existe: sólido. são muito pouco compressíveis.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O estado Líquido. Esta esfera tinha carga positiva e no seu interior. O cientista Thomson realizou. no final do século XIX. 5 1. Fig. grande compressibilidade e as partículas movimentam-se com grande velocidade. partículas com carga elétrica negativa. apresenta tensão superficial. Fig. há grande expansibilidade. 12 . As forças de repulsão são maiores do que as de coesão. a que se deu o nome de elétrons. não apresenta retículo cristalino. podem ser comprimidos. 4 O Estado Gasoso. iniciados por volta de 1850. uma série de experiências que lhe permitiram concluir que o átomo não era apenas uma esfera indivisível como tinha dito Dalton. IFES Pág. 3 A Estrutura do Átomo Um grande número de estudos. demonstrou a existência de uma estrutura interna no átomo constituído por partículas menores. As forças de coesão e repulsão se igualam. que se designou por partículas subatômicas.

Rutherford. Ernest Rutherford (1871-1937) concebeu. os elétrons. também conhecido por pudim de passas. 6 1. Na região central do átomo concentra-se toda a massa do átomo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. O modelo de Thomson. 2. após diversas experiências. Pág. concluiu que: 1. também conhecido por pudim de passas. um novo modelo atômico. onde se encontrariam incrustadas pequeninas esferas de carga negativa que tomaram o nome de elétrons. representa o átomo como uma esfera maciça de carga positiva. toda a carga positiva do átomo está concentrada numa pequena zona densa e central a que chamou núcleo. encontram-se em movimento em torno do referido núcleo. 3. com base em estudos de fenômenos radioativos. 4. A maior parte do átomo era espaço vazio. Os elétrons giram em torno do núcleo. Fig. e as partículas de carga negativa.4 O modelo de Thomson.5 Modelo Atômico de Rutherford Em 1910. O modelo de Thomson. um antigo aluno de Thomson. uniformemente distribuída. O núcleo tem carga positiva. Segundo o modelo de Rutherford. 13 IFES . tal como os planetas em torno do Sol.

físico alemão. que energia tem massa. isso não resolvia o problema da estabilidade do núcleo. ainda. Esse modelo atômico não era satisfatório. em parcelas pequenas e muito bem definidas. No entanto.6 A Contribuição De Max Planck E Einstein Em 1900. IFES Pág. ou seja. descobriu que átomos ou moléculas absorviam ou emitiam energia apenas em quantidades discretas. e a perda de energia faria os elétrons espiralarem rapidamente em direção ao núcleo. emitindo radiação em todos os comprimentos de onda e tornando os átomos instáveis.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este modelo. Fig. 7 1. pois os átomos obviamente são estáveis. pois cargas elétricas aceleradas emitem energia. formado por prótons. Definiu o conceito de quantum como sendo a quantidade de energia que pode ser emitida ou absorvida na forma de radiação eletromagnética. Cada átomo é capaz de emitir ou absorver radiações eletromagnéticas. Acabara de conceber a idéia de energia descontínua. mas apenas em algumas freqüências que são características de cada um dos elementos químicos diferentes. 14 . apesar de extremamente útil não conseguia explicar o fato de a matéria ser estável uma vez que a atração eletrostática entre os elétrons e o núcleo positivo implicava necessariamente que as cargas negativas colidissem com a região positiva originando partículas materiais instáveis – o que não se observava. Átomo de Bohr–Rutherford com um núcleo central. então Rutherford propôs que os elétrons estariam girando em torno do núcleo em órbitas circulares. em 1905. ou quantizada. Esses elétrons não poderiam estar parados. pois eles cairiam em direção ao núcleo devido à atração coulombiana. nêutrons e os elétrons circunscritos a órbitas circulares. Albert Einstein. Max Planck. chamou os quanta de Planck de photons (fótons) e estabeleceu.

Fig. O espectrógrafo rudimentar. 15 . tanto de emissão e absorção. é característica de cada elemento. que é usado para identificar cada um dos elementos da tabela periódica pelo simples visualização e análise da posição de absorção ou emissão em suas linhas de espectro. IFES Pág. 9.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Com o espectro. 8. Espectroscopia de emissão. Fig.

II. Os elétrons se movem em torno do núcleo com órbitas circulares.8). Niels Bohr completou. 16 . Fig. Ernest Rutherford. c) muito poucas partículas α não atravessaram a folha de ouro e voltaram (fig. A cada órbita corresponde uma determinada energia. III. que completou o modelo proposto por Rutherford. Em 1911.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. sugeriu que: I.7 O modelo de Niels Böhr. Durante a realização da experiência. para comprovar o modelo proposto atômico por Thomson. emitidas por um elemento radioativo chamado polônio. Os elétrons com mais energia movem-se em órbitas mais afastadas do núcleo. que consistiu em bombardear uma fina folha de ouro (0. 10: O experimento de Ernest Rutherford IFES Pág. denominadas partículas alfa (α). b) algumas partículas α sofreram desvios ao atravessar a folha de ouro. realizou um experimento.0001 ? ? ? )? com partículas positivas e pesadas. Rutherford observou que: a) a maioria das partículas α atravessaram a folha de ouro sem sofrer desvios e sem alterar a superfície da folha de ouro.

Camada K L M N O P Q Nível de energia (n) 1 2 3 4 5 6 7 Número máximo de elétrons 2 8 18 32 32 18 8 1. IFES Pág.9 A Mecânica Quântica e o estudo da estrutura eletrônica dos átomos. n. 11. número quântico de momento angular. O experimento de Niels Böhr 1. 17 . para descrever as orbitais atômicas. e número quântico magnético. m.8 Eletrosfera.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. ou seja. Tabela 2. Com a Mecânica Quântica surgem três números quânticos para descrever a distribuição dos elétrons no átomo. são: número quântico principal.: Níveis com o número máximo de elétrons permitidos. os elétrons devem se distribuir na eletrosfera do átomo em determinados níveis de energia (n). As idéias estabelecidas por Böhr colaboraram para estabelecer que no moderno modelo atômico. L. que resultam da equação de Schrödinger. Estes números quânticos.

9. e identificados através de ―números quânticos‖. 2. sendo que o aumento do seu valor implica o aumento correspondente do valor do momento angular. M. 18 . os elétrons ocupam 7 níveis de energia (camadas de elétrons).2 O número quântico de momento angular (l). N. que são. 13: Formas de orbitais. 5. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19. Os valores possíveis dependem do número quântico principal e são todos os inteiros de 0 até n – 1. Número quântico principal. L. representados por letras maiúsculas: K. 3. 12. P e Q . Deste modo a energia cinética do elétron é associada ao movimento angular e está IFES Pág. 6 e 7. denominados ―principais‖ ou ―primários‖. Fig. Está relacionado com a forma da orbital. O. respectivamente: 1. 4. 1. Está relacionado com a distância média de um elétron ao núcleo.1 O número quântico principal. Para os átomos conhecidos atualmente. O valor de l define o momento angular do elétron.

Se n = 2. elípticas (p. Está relacionado com a orientação da orbital no espaço.1).1 = 1 . Tabela 3. passando pelo 0. 19 . Este toma todos os valores de – L até + L. IFES Pág. Número quântico Número quântico Estado principal orbital atômico n=1 n=2 n=3 l=0 l=0 l=1 l=0 l=1 l=2 1s 2s 2p 3s 3p 3d Fig. 1. Números Quânticos de Momento Angular. Órbita era circular (s).1 = 0). 1 e 2. f). Por exemplo: Se n = 1. nomeadamente 0. existem dois valores de l possíveis. 14. l pode ter como valores possíveis os números inteiros de 0 a (n . 0 e 1. existe apenas um único valor de número quântico de momento angular possível (l = n .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO dependente da energia total do elétron e naturalmente esses valores permitidos de l estão associados ao número quântico principal. Para um dado valor de n. há três valores de l. Se n = 3.3 O número quântico magnético. d.9.

Tabela 4. +2. -1. Número quântico magnético. 0. 0. Fig. +3 7 IFES Pág. 20 . 0. +1. +1 3 2 d -2. Os vetores momentos angulares. Números Quânticos. 15. 16. -2. +2 5 3 f -3. +1. l orbital l Orientações 0 s 0 1 1 p -1. -1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. que era injetado através de um campo magnético não homogêneo. qualquer carga em rotação gera um campo magnético em seu torno. O seu dispositivo experimental consistia num feixe de átomos. Uma partícula carregada. quando em rotação. 17 IFES Pág. ambos físicos alemães. A interação entre um elétron e o campo magnético provoca um desvio do seu trajeto linear. No anteparo detector conseguem-se determinar duas regiões de igual intensidade. O elétron. as suas propriedades magnéticas podem ser justificadas. Por isso dizemos que o elétron tem um momento angular de spin. produzidos num forno quente. Como o movimento de rotação do elétron pode ter dois sentidos (sentido horário e anti-horário) pode ter dois valores.9. 21 .4 Número quântico de spin eletrônico. Se pensarmos nos elétrons a rodarem sobre o seu próprio eixo (como o planeta Terra). De acordo com a teoria eletromagnética. possui por si só um momento angular intrínseco. Fig. Deste modo o número quântico de spin eletrônico (ms) pode tomar os valores –1/2 e +1/2. em 1924. além de gerar um momento magnético devido ao seu movimento angular. metade dos átomos são desviados numa direção e a outra metade noutra. Uma demonstração inquestionável da existência do spin eletrônico foi conseguido por Otto Stern e Walter Gerlach. Como os movimentos de spin são completamente aleatórios. comporta-se como um pequeno ímã.

o físico inglês James Chadwick constatou que os núcleos dos átomos. 19 IFES Pág. Após realizar vários cálculos. em fazer com que feixes de partículas alfa se colidissem com uma amostra de berílio. Fig. além dos prótons que lhes conferiam carga positiva. James concluiu que não se tratava de raios gama. de carga elétrica neutra e massa aproximadamente igual à do próton. Chadwick realizou consistiu.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 18 1. sendo aplicada em todos os campos da ciência Física. de forma que ficou conhecido como uma das leis fundamentais da natureza. continham em sua estrutura. Segundo este. Em 1932. Dessa colisão apareceu um tipo de radiação que levaram muitos cientistas a acreditar que se tratava de raios gama.10 Descoberta do nêutron. A experiência que J. Este princípio ganhou enorme importância. basicamente. que evitam a repulsão dos prótons. a conservação da quantidade de movimento total de um sistema ocorre se a resultante das forças externas que atuam sobre o sistema for nula. denominadas de nêutrons. outras partículas. 22 . assim como as próprias partículas alfa. a radiação invisível era formada por nêutrons. A descoberta da existência dessa partícula foi possível graças ao grande sucesso da aplicação do Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento.

Considerou. uma órbita era circular (s) e as demais. abandonou a idéia de órbitas estacionárias regidos pelas leis da mecânica clássica.s. não sofre desvio. Erwin Schrödinger (1887-1961) e Paul Dirac (19021984). Eles abandonaram o conceito de órbita estacionária. que é uma extrapolação a partir da experiência nível macroscópica para o pequeno tamanho do átomo. No modelo de Schrödinger abandona o conceito de elétrons como minúsculas esferas carregadas que giram em torno do núcleo. Em 1916. mas que possui massa praticamente igual a do próton. Fig. principalmente porque não se pode localizar a posição exata de um elétron em um dado instante. 20. f). d. p. Neste caso. As experiências do modelo de Bohr foram muito úteis. 23 . que a energia liberada como fóton era pelo fato de as camadas eletrônicas possuírem certas subdivisões (subníveis energéticos . Para ele. 1. d. a trajetória dos elétrons de Schrödinger é a de uma onda.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O nêutron eliminado. apresentou um novo modelo atômico sobre o qual afirmava que os elétrons descreviam órbitas circulas e elípticas ao redor do núcleo. permitindo concluir que o nêutron é uma partícula que não possui carga elétrica. Seus pais eram: Werner Karl Heisenberg (1901-1976). Evoluiu para uma nova mecânica: a mecânica quântica. 1. ao atravessar um campo elétrico. f). O modelo de Sommerfeld. o IFES Pág.12 Modelo de Schrödinger: modelo atual. Para comprovar que realmente se tratava de nêutrons. baseado na mecânica quântica. ainda. mas a ciência. Chadwick mediu a massa dessas partículas. em evolução. elípticas (p.11 Modelo De Sommerfeld. pois segundo Rutherford elas tinham massa igual à do próton. o físico alemão Arnold Johannes Wilhelm Sommerfeld. Em vez disso.

os cientistas abandonaram a ideia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. 22: Orbitais s. com uma provável presença em uma região definida do espaço. IFES Pág. designadas por orbitais.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétron não é considerado como uma partícula. Vejamos alguns exemplos: Fig. Diferença entre orbitais. 21. Fig. 24 . Esta área é conhecida como probabilidade orbital. Portanto. ele é considerado como um conjunto das ondas que vibram em redor do núcleo.

Fig. Orbitais p. Orbitais f. 25. 24. Fig. 25 . 23.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Orbitais d. IFES Pág.

IFES Pág. donde se verifica a veracidade da lei. formando 100 g de água.88 g de H e 94. 26 . B) Todos os átomos de um elemento são semelhantes em massa (peso) e outras propriedades.11 g de H2O combinam-se a 89. as massas de um elemento se combina com uma massa fixa de um segundo elemento numa simples razão inteira‖.11. No primeiro. mas os átomos de um elemento são diferentes do resto dos elementos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A EVOLUÇÃO DO MODELO DO ÁTOMO RESUMO TEORIA DE DALTON A) Cada elemento é composto de minúsculas partículas indestrutíveis chamadas átomos. na qual estão imersos os elétrons com carga elétrica negativa. Átomos não podem ser criados nem destruídos durante uma reação química. que afirma: ―Se dois elementos formam mais do que um único composto simples. um átomo de um com um átomo de B (AB).99 g de O. MODELO ATÔMICO DE THOMSON Neste modelo. 100 g de H2O2 são formadas por 5. concebido em 1904. Exemplo: o hidrogênio e o oxigênio se combinar formando 2 compostos diferentes: a água e a água oxigenada. o átomo é constituído por uma esfera de carga elétrica positiva. ou um átomo A com dois átomos de B (AB2). os diferentes elementos se combinam em proporções numéricas simples: assim. No segundo. Como se vê: 5. Teoria atômica de Dalton levou à "Lei das proporções múltiplas.11 g de O. 11. C) Em cada um dos seus compostos.88 é praticamente metade de 11.

MODELO ATÔMICO DE BOHR Neste modelo. Os elétrons podem passar de uma órbita para outra por absorção ou emissão de energia. O Modelo de Bohr. Fig. o átomo é constituído por um núcleo. 27. 27 . B) Modelo de Thompson.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A) Modelo de Dalton. descrevendo órbitas elípticas. IFES Pág. concebido em 1913. concebido em 1911. à volta do qual rodam os elétrons. portador de carga elétrica positiva. o átomo é constituído por um núcleo. correspondendo a cada uma delas um nível de energia. tal como no modelo de Rutherford. mas em que os elétrons se movem em órbitas circulares em torno do núcleo. Fig. 26 MODELO ATÓMICO DE RUTHERFORD Neste modelo.

Fig. 28. Os cientistas abandonaram a idéia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. 28 . designadas por orbitais. 29 IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO MODELO ATÔMICO ATUAL — MODELO DA NUVEM ELETRÔNICA. Fig. O modelo da Nuvem Eletrônica.

l. Fig. Dito de outra maneira. 29 . 30 Ordem de preenchimento: 1s > 2s > 2p > 3s > 3p > 4s > 3d > 4p > 5s > 4d > 5p > 6s > 4f > 5d > 6p > 7s > 5f > 6d > 7p. IFES Pág. Princípio de exclusão de Pauli sugere que um orbital atômico é um estado de energia que têm limite de espaço para acomodar elétrons. 2. m. PRINCÍPIOS DE AUFBAU OU REGRA DE KLECHKOWSKI.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE II 2. s.2. que corresponde (na maior parte) para aumentar a energia das subcamadas.1. Os elétrons são preenchidos de acordo com um esquema conhecido como o princípio de Aufbau. não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos n. O princípio de exclusão de Pauli sugere que apenas dois elétrons com spins opostos podem ocupar um orbital atômico. O PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO DE PAULI.

p e d.  A camada L é composta pelos subníveis s e p. f. CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA. p (principal). as rotações devem ser opostas entre si (para que os campos magnéticos sejam orientados em duas direções distintas).  A camada Q é composta pelos subníveis s. átomos com tantos elétrons − se existirem será necessário utilizarmos esses subníveis. o princípio de equilíbrio ocorre quando os elétrons estão emparelhados. d (diffuse = difuso). d e f. g. p. g. e h. f e g. Neste caso. p.  A camada P é composta pelos subníveis s. Porque um elétron gira sobre seu eixo. 30 . s) teremos: Fig. f (fundamental) e os g. ainda. Como vimos os subníveis são designados por letras: s (sharp = nítido).  A camada M é composta pelos subníveis s. de modo que não reagem a campos magnéticos.  A camada K é composta pelo subnível s. pois não há. ele cria um campo magnético. m. Para dois elétrons no mesmo orbital. existentes somente na teoria. l. A distribuição de elétrons entre os orbitais de um átomo é chamada de configuração eletrônica. Assim. pois tem os dois elétrons emparelhados (spins emparelhados). d.3. h e i Como os momentos angulares spin e orbital se combinam (isto é. Átomo paramagnético tem um orbital desemparelhado (somente 1 elétron no orbital). p. IFES Pág. Os elementos diamagnéticos se agrupam em blocos sem orientação polar definida. f.  A camada O é composta pelos subníveis s. se acoplam) de modo vetorial e como não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos (n. d. 31: Configuração eletrônica. h e i.  A camada N é composta pelos subníveis s.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2. d. p. o átomo é nomeado diamagnético.

2 -3. IFES Pág. -2. 1. n l ml 0 0 -1. 1 -2. 2. 1 0 -1. 3 Número de orbitais 1 1 3 1 3 5 1 3 5 7 Orbital 1s 2s 2p 3s 3p 3d 4s 4p 4d 4f Elétrons emparelhados ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ Número de elétrons 2 2 6 2 6 10 2 6 10 14 1 0 2 0 1 3 0 1 2 4 0 1 2 3 Número máximo de elétrons em cada nível de energia é determinado pela equação de Rydberg: x = 2n2. -1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 5: Distribuição eletrônica. 31 . -1. 0. 1 -2. 0. K 2 L 8 M N O P Q 18 32 50 72 98 O elemento de número atômico 112 apresenta o seguinte número de elétrons nas camadas energéticas: K 2 L 8 M N O P Q 18 32 32 18 2 Um esquema feito para auxiliar na distribuição dos elétrons pelos subníveis da eletrosfera é o diagrama de Linus Pauling (ou diagrama de Pauling). 0. 0. -1. 0. 1. 1. 2 0 -1. 0.

32: Diagrama de Pauling. 6s2. pois a ordem na qual os elétrons são preenchidos pode ser lida a partir da tabela periódica. 2p6. 2s2. 4s2. 4d10. 3d10. 3s2. 1A 1 H 1s1 3 Li 1s2 2s1 11 Na [Ne] 3s1 4 Be 1s2 2s2 12 Mg [Ne] 3s2 5 B 1s2 2s22p1 13 Al [Ne] 3s23p1 6 C 1s2 2s22p2 14 Si [Ne] 3s23p2 7 N 1s2 2s22p3 15 P [Ne] 3s23p3 8 O 1s2 2s22p4 16 S [Ne] 3s23p4 9 F 1s2 2s22p5 17 Cl [Ne] 3s23p5 2A 3A 4A 5A 6A 7A 8A 2 He 1s2 10 Ne 1s2 2s22p6 18 Ar [Ne] 3s23p6 8ª IFES Pág. 4f14. 7p6. 32 . 6p6. 3p6. Não é necessário memorizar o seguimento do diagrama. 5p6. 5s2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 7s2. 6d10. Ordem do diagrama é: 1s2. 4p6. 5f14. 5d10.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1A 1s 2A 2s 3s 4s 5s 6s 7s 3A 4A 3d 4d 5d 6d 4f 5f 5A 6A 1p 2p 3p 4p 5p 6p 7A 1s IFES Pág. 33 .

Os elétrons na camada mais externa (aquelas com o maior valor de n) são os mais enérgicos. Propriedades dos íons monoatômicos. 34 . Sn 2 + [Kr] 4d 10 5s 2 Sn 4 + [Kr] 4d 10 Pb [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 2 Pb 2 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Pb 4 + [Xe] 4f 14 5d 10 5A Bi [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 3 Bi 3 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Bi 5 + [Xe] 4f 14 5d 10  Os Grupo IV . Be 1s 2 2s 2 Mg 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 2A Al 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 1 2A Be 2 + 1s 2 Mg 2 + 1s 2 2s 2 2p 6 Al3+ 1s 2 2s 2 2p 6  O Grupo IV e V (metais) pode perder tanto os elétrons do subnível p. geralmente têm configurações semelhantes na camada exterior. ou de ambos os s e SUBCAMADAS p. Esta camada é conhecida como a camada de valência. Por exemplo.VII (não-metais) ganham elétrons até sua camada de valência se completar (8 elétrons).  Elementos com propriedades semelhantes. ordem energética (ordem de preenchimento): 1A Li 1s 2 2s 1 Na 1s 2 2s 2 2p 6 3s 1 K 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 1 Li + Na + K+ 1s 2 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Os Grupos II e III (metais) também tendem a perder todos os seus elétrons de valência para formar cátions.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2. 4A 4A 5A 6A 7A C N O F 1s 2 2s 2 2p 2 1s 2 2s 2 2p 3 1s 2 2s 2 2p 4 1s 2 2s 2 2p 5 C4 N3 O2 F1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 Sn [Kr] 4d 10 5s 2 5p 2 IFES Pág. conseguindo assim uma pseudoconfiguração de gás nobre. nós já sabemos que os metais alcalinos (Grupo 1A) sempre formam íons com uma carga de 1 (o elétron "extra" s1 elétron é o que será perdido).4. e são os que estão expostos a outros átomos.

5. determinados desta forma. Por isso. eles não têm tendência para formar íons. Para obter o raio atômico toma-se a distância entre os dois núcleos. o raio atômico do cloro é 0. ou: 0. algumas aproximações são feitas para determinar este parâmetro. O raio atômico. Por exemplo. 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 5 Fig. mas também pode perder elétrons de alto nível d. portanto. a distância entre os dois átomos de cloro no Cl2 é 1.988Å/2) . pois o átomo não tem forma delimitada.988Å.994 Å. 35 . também são chamados de raios covalentes. IFES Pág. 33: Raios atômicos. Os raios atômicos. A força de qualquer modelo que está na capacidade de explicar as observações experimentais. Portanto. B Fe 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 4s 2 Fe 2 + Fe 3 + 2. não apresenta limite para sua nuvem eletrônica.994 Å = (1. que é a soma dos dois raios atômicos do cloro. Propriedades periódicas dos elementos. A primeira propriedade a explorar é o raio atômico. I. É difícil definir uma fronteira nítida entre a distância dos elétrons de qualquer átomo em particular e do núcleo. 8A Ne 1s 2 2s 2 2p 6 Ar 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Metais de transição (grupo B) normalmente têm duas formas de perder os elétrons de valência (s).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Os gases nobres do grupo VIII já possuem uma camada externa completa.

35: Raio Atômico dos Elementos. 34: Raio Atômico. Fig. 36 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. IFES Pág.

portanto. O decréscimo é interrompido nos elementos de transição. Com o aumento da carga nuclear. o que equivale dizer que: Os elétrons externos experimentam uma repulsão dos elétrons internos. E2 para o segundo e Em para o m-ésimo elétron. porque a adição dos elétrons de valência não é feita na camada de valência.144 V. Isso ocorre porque ao longo do período existe a adição de elétrons na camada de valência e. nm Ti 22+ [Ar] 3d24s2 0. Energia de Ionização. um aumento da carga nuclear. O efeito de blindagem reduz a carga positiva que os elétrons internos sofrem. A energia necessária para remover um elétron de um átomo é chamada de energia de ionização: E1 para o primeiro elétron. O efeito é mais claro no segundo e terceiro períodos. Ne(g) → Ne+(g) + eNe+(g) → Ne+2(g) + eNa(g) → Na+(g) + eNa+(g) → Na+2(g) + eE1 = 497 kcal/mol E2 = 947 kcal/mol E1 = 119 kcal/mol E2 = 1091 kcal/mol IFES Pág.II. mas no subnível (n-1)d. Note que há um decréscimo através do período. o que compensa parcialmente (ou blinda) a atração do núcleo. todos os elétrons são atraídos mais fortemente e. A distância média entre o núcleo e esses elétrons é menor do que a distância média entre o núcleo e a camada de valência.145 2 2 Hf 72+ [Xe] 5d 6s 1. 37 . simultaneamente. Veja na tabela abaixo: Tabela 6: Raios Atômicos do Grupo IVB Átomo Carga Nuclear Configuração eletrônica Raio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A variação do raio atômico aparece claramente no gráfico acima. fica mais próximo do núcleo. isso porque os elétrons internos servem parcialmente de proteção entre o núcleo e a força de atração exercida pelo núcleo.132 2 2 Zr 40+ [Kr] 4d 5s 0. que não incluem os elementos de transição.

a energia de Ionização I é a energia mínima necessária para remover um elétron de um átomo na fase gasosa: A (g) → A+ (g) + e I = E(A+(g) ) – E(A (g)) Em geral aumenta com o período. devido ao aumento do número de camadas. 36: Medidas das energias de ionização para os átomos de Neônio e de Sódio. 38 . 37: Energia de Ionização. (Fonte: Pimentel & Spratley. IFES Pág. devido ao aumento da carga nuclear (maior atração do núcleo) e decresce nos grupos. 1978) As medidas de Em implicam na transferência de energia ao átomo e na detecção dos elétrons quando eles são arrancados. Veja abaixo: Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Assim.

Fig. maior é a tendência do átomo em receber o elétron. A afinidade eletrônica ou eletro-afinidade pode ser definido como a quantidade de energia liberada no processo em que um átomo isolado. IFES Pág. formando um íon negativo (ânion). o que indica uma baixíssima tendência de receber elétrons e a necessidade de absorver energia para poder ganhar elétrons. não impede que alguns elementos tenham afinidade eletrônica positiva.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Note-se que. a energia de ionização diminui com o aumento do número atômico. Afinidade eletrônica. ao longo de um grupo. Isso. recebe um elétron. Este afastamento compensa o aumento da carga nuclear e. conseqüentemente. II. portanto quanto mais negativo o valor da afinidade eletrônica. porém. conforme a reação: X ° ( g ) + e − →X − ( g ) A liberação de energia mede o quão fortemente o elétron se liga ao átomo. Tal fato pode interpretar-se se pensar que. dentro de um grupo. os elétrons de valência vão-se situando em níveis cada vez mais externos e. por isso. no seu estado fundamental. a energia de ionização diminui. por isso. mais afastados do núcleo. 38: Eletroafinidade. 39 . um aumento do número atômico corresponde a um aumento do período.

à carga nuclear efetiva relativamente grande e à necessidade de apenas um elétron para alcançar a configuração eletrônica de gases nobres (regra do octeto). em geral. por esta ser muito pequena e com isso. o oitavo elétron estaria comprimido na camada n = 2. têm valores menos negativos ao longo de um grupo (descendo). a repulsão entre elétrons seria relativamente grande. IFES Pág. Uma exceção a essa regra é que o flúor é menos negativo que o cloro.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As afinidades eletrônicas. Uma possível explicação para esse resultado baseia-se no fato de que. não pode ter a força de repulsão inter-eletrônica na camada mais externa ignorada. a carga nuclear está tão bem blindada que no berílio o ganho de elétron é endotérmico. Assim o elétron adicional no lítio entra em um orbital 2s. por ser o menor átomo do grupo dos halogênios. Os gases nobres têm valores nulos para a eletroafinidade. reduzindo assim a afinidade eletrônica do flúor. Como podemos explicar o decréscimo na afinidade eletrônica entre o Li e o Be. Os elementos do grupo dos halogênios são os átomos que possuem maior afinidade eletrônica devido ao reduzido tamanho dos átomos. Tabela 7: Afinidades eletrônicas dos elementos do grupo principal (em eV). porque a camada de valência está progressivamente mais distante do núcleo e a blindagem das camadas internas é mais efetiva na compensação do aumento da carga nuclear. Para converter F0 em F− . mas no berílio ele deve entrar no orbital 2p e deste modo está menos ligado. Ou seja. apesar do aumento da carga nuclear? As configurações eletrônicas são: Li [He] 2s1 Be [He] 2s2. o flúor. 40 .

IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 8: Número de oxidação dos Elementos. 41 .

O tamanho do íon também depende da carga nuclear. IFES Pág. Tamanho dos íons. 42 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. do número de elétrons e dos orbitais que contenham os elétrons de valência. Os cátions deixam vago o orbital mais volumoso e são menores do que os átomos que lhes dão origem.

mas também a metais como o sódio ou o magnésio.1 Ligações entre os átomos. 3. dando origem a diversos tipos de ligações químicas. Os átomos se unem porque. é útil em muitos casos e é aplicável aos principais grupos de elementos. 43 . IFES Pág. especialmente ao carbono. Praticamente todas as sustâncias que encontramos na natureza estão formadas por átomos unidos. que incluem a partilha de elétrons entre átomos. Esta configuração eletrônica é extremadamente estável e a ela deve sua pouca reatividade. Isso pode ser conseguido de diversas maneiras. Portanto. Os gases nobres têm muito pouca tendência a formar compostos e geralmente são encontrados na natureza como átomos isolados. adquirem uma situação mais estável que quando estão separados. ao estar unidos. oxigênio e halogênios. os átomos dos elementos ligam-se uns aos outros na tentativa de completar a sua camada da valência. têm 8 elétrons em seu último nível. exceto o Helio. nitrogênio. De acordo com esta teoria. As intensas forças que mantém unidos os átomos nas diversas sustâncias se denomina ligações químicos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE III 3. Este princípio recebe o nome de regra do octeto. Seus átomos. a situação de maior estabilidade somente ocorre quando o número de elétrons que possuem os átomos em seu último nível é igual a oito (estrutura que coincide com a dos gases nobres). Embora não seja geral para todos os átomos.2 Regra do octeto.

Oxigênio 8O 2 Ânion do oxigênio 28O 2 1s 2s2 2p4 1s 2s2 2p6 Para obedecer à regra do octeto. que passa a somar oito elétrons na sua última camada (adquirida sua estabilidade).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 9: Distribuição eletrônica dos gases nobres. Vejamos a distribuição eletrônica do oxigênio: Tabela 10: Distribuição eletrônica do oxigênio. IFES Pág. Assim na fórmula da H2O cada um dos átomos de hidrogênio compartilha um elétron com o átomo de oxigênio. 39: A molécula de água. conforme figura seguinte: Fig. 44 . o oxigênio precisa para se estabilizar de mais dois átomos na última camada. Distribuição Eletrônica dos Gases Nobres Gás No Nobre atômico He Ne Ar Kr Xe Ra 2 10 18 36 54 86 Distribuição dos elétrons por camadas 1a 2 2 2 2 2 2 8 8 8 8 8 8 18 18 18 8 18 32 8 18 8 2a 3a 4a 5a 6a Um exemplo próximo de todos é a molécula de água.

b) ceder ou c) compartilhar elétrons. Fig. 40: Tipos de ligações. portanto. Conforme essa premissa. IFES Pág. Os sólidos iônicos são formados por íons são ligados por fortes forças elétricas (ligações iônicas). a rede está formada por íons alternadamente positivos e negativos. da tendência dos átomos de ficarem rodeados por um octeto de elétrons. 3. b) covalente ou c) metálica. de modo a atingirem o máximo de estabilidade. Nas ligações químicas os átomos podem: a) receber. 45 .3 Sólidos iônicos. Nos sólidos iônicos. as ligações podem ser de três tipos: a) iônica. resultantes da transferência de um elétron (ou mais) de um tipo de átomo para o outro.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As ligações químicas originam-se.

que tem 7 elétrons no último nível. I. apresentando 7 elétrons no último nível. possuindo por isso 1 elétrons no último nível O cloro (Cl) como um halogênio. O sódio (Na) como um elemento alcalino. Elétrons são transferidos dos elementos metálicos para os não metálicos. _2s2 2p6_ 3s1 17Cl 1s2 2s2 2p6__3s2 3p5__ O Cl. V. tem grande avidez por capturar mais um elétron. 41: Sólido iônico (NaCl). fica com o octeto no nível 2. 46 . II. perdendo seu elétron do último nível. Esta reação pode ser mostrada do seguinte modo: IFES Pág. IV. VI. O Na transfere seu elétron 3s1 para o Cl. As fórmulas eletrônicas para esses átomos são respectivamente: 11Na 1s2 III. O Na pela sua configuração eletrônica. formando íons metais positivos e íons não metálicos negativos que se agrupam fortemente formando ligações iônicas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Vejamos um exemplo: Fig. O NaCl é um composto que apresenta ligação iônica.

mas não todos (por exemplo. são solúveis em água.000°C). ele se torna um bom condutor de eletricidade. Devido à sua estrutura. 3. frágeis e têm um elevado ponto de fusão (normalmente de 600°C e 2. 2. sólidos iônicos têm as seguintes propriedades: 1. como se pode ver visto todos os elementos têm oito elétrons na camada mais externa (exceto o Li+ e o Be+). A estabilidade da rede cristalina é mantida pela atração eletrostática entre os íons presentes (íons Na+ e Cl-) na molécula NaCl (cloreto de sódio). lembrando ainda que:  Metais são elementos químicos que apresentam 1 a 3 elétrons no último nível  Chama-se não-metais os elementos químicos que apresentam de 5 a 7 elétrons no último nível IFES Pág. 47 . 42: Esquematização de uma ligação iônica. a sua condutividade elétrica é muito baixa. devido às forças eletrostáticas relativamente intensas entre os íons. Mas. portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na + Cl → [Na+1][Cl-1] Fig. se uma quantidade apropriada de energia é fornecida a um sólido iônico. de modo que ele se transforme num líquido. Muitos compostos iônicos. A tabela seguinte mostra uma lista dos mais comuns íons mono-atômicos. São geralmente duros. são isolantes. Como esses sólidos não têm elétrons livres (os íons carregados têm posições fixas). o CaCO3).

48 . Elementos Na. MgBr3 (Mg2+) ( ) K. Na3P (Na+)3( ) IFES Pág. Br Mg2+ . (Na+)2 ( ) Mg. S K+ . AlF3 (Al3+) ( ) Na.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 11 1 Li+ Na+ K+ Rb+ Cs+ 2 Be2+ Mg2+ Ca2+ Sr+2 Ba2+ 3 Al+3 - Grupos 4 - 5 6 7 Na tabela abaixo algumas fórmulas empíricas e suas representações em termos dos símbolos de Lewis. K2S (K+)2 ( ) Al. P Na+ . Tabela 12: Estruturas de Lewis. F Al3+ . O Íons Fórmula empírica Na2O Estrutura de Lewis Na+ .

F2 e H2. os elétrons são compartilhados pelos dois átomos. certamente. A química quântica mostra que a distribuição da função de onda destes elétrons implica na probabilidade igual de se encontrar o elétron tanto em um átomo quanto no outro. No entanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. gerando uma força de atração entre os átomos que participam da ligação. Nestas condições. Deste modo. Na ligação covalente um ou mais átomos são compartilhados entre dois átomos. levemente negativo. Na ligação covalente da água (H20). eletrovalente ou heteropolar. 3. seus elétrons de valência passam a orbitar indiferentemente nos átomos envolvidos. Este compartilhamento desigual resulta em uma ligação polar. este não é o caso das moléculas diatômicas como O2. ocorre uma transferência parcial de carga fazendo com o oxigênio fique levemente positivo e o oxigênio. Este compartilhamento é muito comum na maioria das moléculas orgânicas. Como vimos a ligação iônica pode ser considerada como a interação eletrostática entre dois íons. 43: Ligação iônica. Neste caso. 49 . IFES Pág. por exemplo. N2. A ligação covalente resulta da iteração de átomos que apresentam suas órbitas de valência quase saturadas de elétrons.4 Ligação covalente. os dois átomos competem igualmente pelos elétrons.

Os pares eletrônicos são unidos devido o compartilhar de seus elétrons. Ligação Covalente Molecular: esse tipo de ligação se forma quando os átomos envolvidos tendem a receber elétrons.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Fig. uma vez que é impossível todos os átomos receberem IFES Pág. Uma ligação covalente ideal é aquela em que os pares de elétrons são igualmente compartilhados. 50 . 45: Ligações covalentes. 44: Formação da molécula de água por meio de ligação covalente.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétrons sem cedê-los. essa ligação também é designada molecular. 51 . O par eletrônico é formado por um elétron de cada átomo e pertence simultaneamente aos dois átomos. 46: NH3. As moléculas são estruturas eletricamente neutras constituídas pela não ocorrência tanto de ganho quanto de perda de elétrons. IFES Pág. formando assim estrutura eletronicamente neutra. A água (H2O) é um composto molecular determinado pela ligação de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio: H−O–H Fig. Por essa razão.

ela é representada por um pequeno vetor (seta) e ocorre quando um dos átomos apresenta seu octeto completo e outro necessita adquirir dois elétrons para completá-lo. O=S→O A ligação se forma porque é estabelecida uma dupla ligação do enxofre com um dos oxigênios que necessita de atingir a estabilidade eletrônica. a configuração eletrônica dos gases nobres. Fig. A ligação dativa é representada pela seta.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ligação Covalente Dativa: também recebe o nome de Ligação Covalente Coordenada. Essa ligação obedece à Teoria do Octeto: Os átomos se unem tentando adquirir oito elétrons na camada de valência. oito elétrons na camada de valência (Regra do octeto). onde o enxofre compartilha um par de seus elétrons com o outro oxigênio. 47: Ligação covalente dativa. IFES Pág. Um exemplo dessa ligação é quando um átomo de enxofre (S) se liga a dois de oxigênio (O) para formar o dióxido de enxofre (SO2). ou seja. um átomo que já atingiu a estabilidade eletrônica se une a outro que necessite de elétrons para completar a camada de valência. Sendo assim. ou seja. 52 .

Tabela 13: Tipos de Ligações Covalentes. NOME COMUM FÓRMULA MOLECULAR FÓRMULA DE LEWIS FORMULA DE KEKULÉ Metano CH4 Amônia NH3 Etano C2H6 Álcool Metílico CH4O Etileno C2H4 Formaldeído CH2O Acetileno C2H2 Cianeto de Hidrogênio CHN IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 53 . 48: Ligação dativa.

0 1.9 1.2 1.0 2.9 1.4 3.7 → covalente Diferença de eletronegatividade ℉ ∆E = ⟹ entre dois átomos ∆E ≥1. o papel fundamental é desempenhado pelos elétrons de valência.8 1.8 1. ao longo de um grupo.0 2.7 1.5 3.7 → iônica IFES Pág. Como vimos nas ligações químicas.9 1.5 1. A eletronegatividade é a maior ou menor tendência de um átomo para captar elétrons de outros átomos.6 1.∆E ≥ 1.5 1. 54 .8 2.2 2.5 1.9 2.0 Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe 0.5 3.2 1.4 1.9 1.8 1.2 2.0 3. GRUPO 1 PERÍODO 1 2 3 4 5 6 7 H 2. ao longo de um período.5 1.7 0.8 1.0 1. e diminui com o aumento do número atômico.7 1.2 2.5 Cs Ba Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn * 0.3 1. e o tipo de ligação.6 1.8 1.5 Na Mg 0.5 4.9 1.0 2.8 1. aos quais se encontra ligado.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Identificação da geometria molecular. Assim: .9 2.9 2.7 1. usando-se usualmente a escala de Pauling para quantificar.3 1.2 2.0 Al Si P S Cl Ar 1.9 A eletronegatividade aumenta com o aumento do número atômico.4 1.0 2 3 4 5 6 7 8 K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr 0.1 2.0 1.6 1. Tabela 14. depende da eletronegatividade dos átomos.9 1. covalente ou iônica.8 2.6 1.2 He B C N O F Ne 2. A diferença de eletronegatividade entre dois elementos pode ser usada para prever o tipo de ligação entre átomos desses elementos.9 1.7 0. Eletronegatividade dos elementos.1 Li Be 1.8 1.2 2.2 Fr Ra ** Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Uub Uut Uuq Uup Uuh Uus Uuo 0.9 2.1 2.6 1.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Angular se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. 55 . Trigonal Piramidal se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: HCN CO2 BeH2 H−C≡N O=C=O H−Be−H b. Molécula com dois átomos é linear. Linear se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. PCl3 IFES Pág. Exemplos: O2 O=O HCl H−Cl HF H−F H2 H−H Cl2 Cl−Cl 2. Exemplos: H2CO3 BH3 SO3 b. Exemplos: NH3. Exemplos: H2 O O3 SO2 3. Molécula com três átomos pode ser: a. Molécula com quatro átomos pode ser: a. Trigonal Plana se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar.

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NH3

PCl3

4. Molécula com cinco átomos pode ser: a. Tetraédrica se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: CH4 CH3Cl

3.5 Ligações Metálicas. Nos metais, os elétrons de valência movem-se livremente por entre a rede de íons metálicos positivos, não estando localizados em nenhum átomo em particular. Os elétrons que não são de valência e o núcleo forma um "caroço" eletricamente positivo que é envolvida por uma "nuvem", "mar" ou ainda "gás" de elétrons. Os elétrons da nuvem atuam como uma espécie de "cola" mantendo os caroços positivos unidos. Podemos então visualizar um metal como sendo constituídos por uma rede de íons positivos imersos num "gás" de elétrons não localizados, sendo que estes elétrons é que são os responsáveis pela ligação metálica.

Fig. 49: Ligação Metálica.
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Os metais constituem cerca de ¾ das substâncias elementares conhecidas e são caracterizados por possuírem boa condutibilidade elétrica e térmica, maleabilidade e ductilidade, resistência à ruptura, em virtude de terem um número de elétrons de valência inferior a 4, tendendo portanto a formar íons positivos, baixas energias de ionização e baixa eletronegatividade. A teoria das bandas explica não só a condutividade dos metais (condutores de eletricidade), mas também as propriedades dos semicondutores e dos isolantes.

Fig. 50: Ligação Metálica.
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3.6 Ligações Secundárias. A denominação de ligação de van der Waals é utilizada como denominação geral para todos os tipos de ligações secundárias (fracas). A principal causa para o ocorrência de uma ligação deste tipo é a polarização da molécula, existindo pelo menos quatro modalidades deste tipo de ligação:

   

atração entre dipolos permanentes; atração entre dipolos induzidos; forças de dispersão; ligação ou "ponte de hidrogênio".

Fig. 51

Genericamente podemos dizer que são responsáveis pela possibilidade de liquefação e solidificação das moléculas. Agem somente quando as moléculas estão muito próximas, pois as atrações caem muito rapidamente com a distância. São facilmente sobrepujadas pela agitação térmica, devido ao baixo ponto de fusão dos compostos moleculares. Em um mesmo composto mais de um tipo de força de van der Waals pode atuar. Possuem caráter não direcional e tendem a formar estruturas não cristalinas, originando sólidos com baixo grau simetria, devido à pequena intensidade das forças (Figura 51).

Fig. 52

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UNIDADE VI

4. LEIS PONDERAIS. 4.1. Lei das proporções definidas.

Em 1799, Joseph Louis Proust descobre a lei das proporções definidas, a qual afirma que: Uma dada substância contém seus elementos constituintes na mesma proporção. Por exemplo, em qualquer amostra de água (H2O), o hidrogênio e o oxigênio estão presentes na mesma proporção, em massa, de 1 para 8 (8: 1). Ou seja, 1 g de hidrogênio e 8 g de oxigênio combinam-se para formar 9 g de água. Como a combinação é sempre na mesma proporção, a presença em excesso de um dos elementos não alterará a quantidade de composto formado. Assim, por exemplo: 3 g de hidrogênio e 9 g de oxigênio formarão 9 g de água, restando 2 g e 1 g de hidrogênio sem reagir. Esta lei está de acordo com princípio de que cada molécula de um dado composto contém o mesmo número de átomos de cada constituinte (teoria atômica). A lei das proporções definidas indica que as substâncias que participam de uma reação o fazem em quantidades precisas. 4.2. A teoria de Dalton. De sua hipótese Dalton concluiu que: Se dois elementos, A e B, podem formar mais de um composto, então: As massas de B que combinam com a mesma massa de A (nos diferentes compostos) estão entre si na mesma proporção que pequenos números inteiros.

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Por exemplo: Nitrogênio e oxigênio podem formar vários compostos: O nitrogênio se combina com o oxigênio, formando diferentes óxidos: N2 O ⟶ 28 g N+16 g O N2 O2 ⟶ 28 g N+32 g O N2 O3 ⟶ 28 g N+64 g O N2 O5 ⟶ 28 g N+80 g O Verifica-se que, ao permanecer constante a massa do nitrogênio e combinarmos massas diferentes de oxigênio, formaremos compostos diferentes e estas massas (diferentes) estão entre si numa relação de números inteiros pequenos, ou seja, 1 : 2 : 3 : 4 : 5. Outro exemplo: 1C + 1O → 1CO razão 1/1 = 1 1C + 1O2 → CO2 razão 1/2 Na primeira reação ocorre a formação do monóxido de carbono, cuja proporção de carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros de resultado igual a 1. Na segunda reação, temos a formação do dióxido de carbono (CO2), cuja relação carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros 1/2. Dalton observou que:

"As diferentes massas de um elemento, que reagem com a massa fixa de outro elemento para formar compostos distintos, em cada caso, estão, numa relação de números inteiros e geralmente simples, entre si‖. ―Quando dois elementos se combinam para formar compostos mantendo-se constante a massa de um deles, as massas do outro variam segundo números inteiros e pequenos‖.

Essa lei, conhecida como lei das proporções múltiplas, ou lei de Dalton. Foi a primeira predição e o primeiro triunfo da teoria atômica da matéria. Apesar do seu sucesso para explicar e predizer as leis da combinação química, a teoria de Dalton era incompleta, pois não podia determinar os pesos relativos dos átomos.
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+ B ⬇ mB ⬇ m' B ⟶ C ⬇ mC ⬇ m' C + D ⬇ mD ⬇ m' D ⇨ ⇨ Reação I Reação II mA + mB = mC + mD m' A + m' B = m' C + m' D 4. definidas ou fixas). pode apenas ser transformada". isto é. A ⬇ mA ⬇ m' A Então. de modo que a sua massa diminui e os produtos da reação formam-se (suas massas aumentam). Foi proferida. indubitavelmente. Essa proporção é característica de cada reação. Quando. Ou seja. a lei mais conhecida da Química. pelo químico francês Antoine Laurent Lavoisier. Ficou popularmente conhecida como: "A matéria não pode ser criada nem destruída. mA mB mC mD = = = m'A m'B m'C m'D IFES Pág. Durante as reações químicas. Durante as reações químicas. Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa). Essa lei é. "na natureza. Lei de Proust (Lei das proporções constantes. As reações químicas são transformações nas quais uma ou mais substâncias (reagentes) originam outras diferentes (produtos da reação). 61 .4. Lavoisier conseguiu demonstrar que a massa dos produtos era igual à massa do reagente. independe da quantidade de reagentes utilizados. os reagentes vão-se consumindo. nada se perde. em 1775. sempre o fazem numa mesma proporção.3. em várias experiências. a massa total das substâncias intervenientes permanece co nstante. tudo se transforma".QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. Ou ainda. nada se cria. Assim. duas substâncias se reúnem para formar um composto.

o que concorda com a Lei de Lavoisier.4g H + 3. 1 A g + 3 B g ⟶ 2 C(g) 1 1Vg : 3V B g : 3VC(g) Decomposição do vapor d’água: essa tese foi publicada em 1808. Outros exemplos: IFES Pág. e envolve a reação entre hidrogênio e oxigênio. Lei de Gay Lussac.5 L 1L 2L Proporção volumétrica = 2 : 2 : 1 Todas as substâncias apresentam uma proporção em massa constante em sua composição.5. 62 .6g H2O Observe que: a) Para cada reação. 𝐻2 𝑂 ⟶ 1𝐻2 + ½ 𝑂2 a a a 1º) 1 L 2º) 2 L 3º) 4 L 1L 2L 4L 0. a massa do produto é igual à soma da massa dos reagentes. b) As massas dos reagentes e dos produtos que participam de uma reação podem ser diferentes. por Gay -Lussac.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Por exemplo: ½ H2 + O2 ⟶ H2 O 10g H + 80g O ⟶ 90g H2O 2g H + 16g O ⟶ 18g H2O 0. mas as relações entre elas são sempre constantes 4.2g O ⟶ 3. Numa reação onde só participam gases (nas mesmas condições de temperatura e pressão) existe uma proporção de números inteiros e pequenos entre volumes dos gases participantes da reação.

012 Kg de C-12 = 6. 4.022 x 1023 átomos 1 mol de íons ≅ 6. – Definição de mole. O número de átomos presentes em 0. O número de Avogadro (NA).022×1023 átomos/mol 1 mol = 6. 63 . 1 mol de laranjas ≅ 6. Assim.) quanto o número de átomos que existem em 0.022×1023 Deste modo. elétrons.012 kg de carbono-12 é um valor constante que se designa por número de Avogadro ou constante de Avogadro. Relação 1:1:2 ―Quantidade de Substância‖.022 x 1023 ―qualquer coisa‖ IFES Pág.022×1023 mol-1. etc. O número de Avogadro (NA).022 x 1023 nêutrons Logo.6. 1 mol de ―qualquer coisa‖ ≅ 6.022 x 1023 moléculas 1 mol de átomos ≅ 6. Uma mole é a quantidade de substância de um sistema. que contém tantas entidades elementares (átomos.7. moléculas.022 x 1023 laranjas 1 mol de moléculas ≅ 6.022 x 1023 elétrons 1 mol de nêutrons ≅ 6. teremos: 0.022 x 1023 íons 1 mol de elétrons ≅ 6. e cujo valor é 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + Cl2 ⟶ 2 HCl 1 V + 1V ⟶ 2 V 8 V + 8V ⟶ 16 V ½ V + ½V ⟶ 1 V 4.012 kg de carbono 12.

Para a água vem: 1 H2 O ⟶ 2H + 2 moles 1mol Assim.022×1023 moléculas de dióxido de carbono. etc. Assim sendo. Caso existam 2 mols de moléculas de dióxido de carbono. o número de entidades. pode ser dado por: número de moles = peso (g) massa atômica (molecular) M = n × NA Exemplo. logo 2 moles de H ―pesam‖ 2g Portanto. e abrevia-se por mol. N. por exemplo. Se. então existe 6. Massa molecular A expressão ―massa molecular‖ refere-se à massa da entidade da qual uma substância é feita. que certo sistema possui. laranjas. 64 . estaríamos imaginando 602 sextilhões de ovos. A única diferença é a de que. 1 mol de O ―pesam‖ 16g. neste último caso. então temos 2×6.022×1023 moléculas de dióxido de carbono. pessoas. É comum representá-la pela letra n e a unidade de quantidade de substância é a mole. 1 mol de H2O possui 1 mol de O e 2 moles de H Mas. um sistema possuir 1 mol de moléculas de dióxido de carbono. laranjas. 1O 1 mol IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um mol corresponde a 602 sextilhões e também pode se referir a ovos.8. livros. à massa de uma molécula ou de uma fórmula unitária. pessoas ou livros. isto é. 1 mol de H2O ―pesa‖: 2 x 1 + 16 = 18g 4.

por exemplo: 20 anos = 20 anos . podemos usar esses princípios na análise dimensional. entãoa a A C.1 u Nota: a expressão ―massa molecular‖ deve ser usada para se referir às entidades constituintes tanto de substâncias covalentes como de iônicas. que queiramos converter anos em segundos. =C B a a Portanto. por exemplo. sem alterar a sentença. 4. Assim: m(NH3) = ma(N) + 3×ma(H) = 17 u m(CaO) = ma(Ca) + ma(O) = 56. podemos multiplicar qualquer número por uma fração onde o numerador e os denominadores se equivalham (relação igual a um).) como se fossem quantidades algébricas. A expressão ―peso molecular‖ não é mais recomendada .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O valor da massa molecular de uma dada entidade corresponde à soma das massas atômicas dos átomos que a compõem. Suponhamos. divididas. 65 . onde as medidas são tratadas (multiplicadas. Tomemos 20 anos. Observe os seguintes princípios da multiplicação e da divisão: Se A = B.9. etc. De tal modo. então:€ a a A =1 B a a - Se C×1 =1. Resolução de problemas numéricos. 365 dias 1 ano 24 horas 1 dia 60 minutos 1 hora 60 segundos 1 minuto IFES Pág.

Relações Molares.01×10 íons 1 mol íon (SO4) -2 4. moléculas e vários outros itens. o mol é usado em química para quantificar o número de átomos. Como vimos. 66 . É importante saber os relacionamentos existentes e como estabelecer as relações.022 × 1023 íons 23 + 3 moles de íons (SO4) × -2 ≅3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO = 20 × 365 × 24 × 60 × 60 s =630720000 segundos. A seguir resumiremos algumas relações: (A) Ao lidar com elementos: Número mole (elemento) × massa molar (atômica) = massa do elemento (B) Ao lidar com compostos: Número de moles do composto × massa molar (molecular) = massa do composto Massa de um composto/massa molar (molecular) = número de moles do composto (C) Ao lidar com moléculas de um composto: Número de moles de um composto × 6.10.022×1023 = moles de átomos IFES Pág.022×1023 = número de moléculas Número de moléculas/6. Exemplo na química: Para o Al2 (SO4 ) .022×1023 = moles de moléculas (D) Ao lidar com átomos de elementos: Números de átomos × 6. têm-se: 3 Al2(SO4)3 = 2 moles de íons Al+3 + 3 moles de íons (SO4) -2 Al2(SO4)3 = 2 Al+3 + 3 (SO4) -2 6.022×1023 íons Al2(SO4) = 2 íons Al × 1mol íon Al+3 6.022×1023 = número de átomos Número de átomos/6.

podemos usar o volume molar e massa molar para resolver vários tipos de problemas. têm o mesmo número de moléculas. Lei de Avogadro. próximo do valor para um gás ideal. V d mol = n V 4.11. é 22.41 l.12. O volume ocupado por 1 mol de um gás real. 53.43 l. Hipótese de Avogadro: Volumes iguais de gases ideais diferentes. Portanto. O volume de 1 mol de gás ideal.40 l. ainda relativamente próximo do valor do gás ideal. Fig. V = constante × n A pressão e temperatura normais. à mesma pressão e temperatura. O volume de gás a uma dada temperatura e pressão é diretamente proporcional à quantidade de matéria do gás. 67 . e mesmo 1 mol de hidrogênio ocupa o volume de 22.15 K). a pressão e temperatura normais. o volume ocupado por 1 mol de oxigênio ou de azoto é 22. IFES Pág. Como a densidade de um gás é normalmente dada em g/L à CNTP. n= m mol d= m . a pressão e temperatura normais (pressão de 1 atmosfera e temperatura de 237. difere muito ligeiramente do volume acima referido para gases ideais. Densidade e Massa Molar.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4.

é também designada Lei das Proporções Recíprocas ou Lei dos Equivalentes. C H2 CH4 1 mol 2 moles 1 mol 12. e por isso a lei de Avogadro é válida para a maioria dos gases reais. por exemplo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observa-se que a diferença entre os volumes é mínima.0 g 16. o consideraremos como sendo um gás ideal. podemos afirmar que é uma boa aproximação de fato considerar que o volume de um gás é independente do tamanho ou massa das moléculas que o constituem. Richter e as Massas Equivalentes Esta lei. ou corresponde a uma proporção de múltiplos e submúltiplos das massas com as quais cada um de seus elementos reage separadamente com a massa fixa de outro elemento A.6 O Equivalente-Grama.0 g [3] [1] Proporção 1:3 Inversamente. 4. segundo as quais tais elementos B e C reagem entre si. para o gás metano. A proporção das massas. praticamente desprezível. nomeada Lei de Richter. Como conseqüência desta lei. constituído por hidrogênio e carbono. Ou seja. ou é igual. 1g de hidrogênio precisa combinar-se com 3g de carbono para formar o gás metano. decompondo-se 4g do gás: 3g são de carbono e 1g de hidrogênio.0 g 4. Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância que corresponde a 8 gramas de oxigênio. CH4 ↔ C + 2H2 4g do gás CH4 = 3g são de carbono + 1g de hidrogênio IFES Pág. – Definição. no estudo das propriedades termodinâmicas de um gás real. C + 2 H2 ↔ CH4 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g do gás CH4 De fato. 68 . Assim.

Uma substância que preenche essas características é o tetracloreto de carbono. Partamos. são os mesmos valores que se combinaram coma a massa fixa de hidrogênio nos casos citados. No caso do dióxido de carbono (CO2) a proporção dos elementos carbono e oxigênio é de 3g : 8g. novamente. Portanto. respectivamente. o metano (1g de hidrogênio : 3g de carbono) e o cloreto de hidrogênio (1g de hidrogênio : 35. Vejamos: 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = 9g de água 3g de carbono + 8g de oxigênio = 11g de dióxido de carbono Outro exemplo: o monóxido de carbono. ambas combinam com 3g de carbono. de duas substâncias formadas por um elemento comum. um composto formado por carbono e cloro (elementos nãocomuns) e determinemos a proporção em que esses elementos estão combinados. percebe-se que As massas 1g de hidrogênio e 8g de oxigênio apresentam o mesmo poder de combinação. Tomemos. 69 . agora. respectivamente. dizemos que são massas equivalentes. por exemplo.5g de IFES Pág. na proporção de 1g para 8g. Admiravelmente. agora. na qual se constata que a proporção de combinação é de 3g de carbono : 35.5g de cloro). Portanto. Constataremos que a proporção. ou seja. temos: 3g de carbono + 1g de carbono = metano 3g de carbono + 8g de oxigênio = dióxido de carbono 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = água 4g de hidrogênio + 32g de oxigênio = água 8g de hidrogênio + 64g de oxigênio = água Do que foi dito. é de 3g de carbono para cada 4g de oxigênio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água é constituída de hidrogênio e oxigênio.

As massas m1. 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 35. Por esse motivo.5g de cloro = 36.5g de cloreto de hidrogênio 3g de carbono + 35.…. D. têm a mesma capacidade de combinação.5g de cloro = 38. dos elementos químicos B. de massas equivalentes: Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância capaz de reagir com 8g de oxigênio.…. m3. C. o fará segundo as massas m1. 70 . as mesmas quantidades que se combinam com a massa fixa de hidrogênio. D.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO cloro. 1. dos elementos químicos B. se os elementos B.…. D.…. m3. foram chamadas por Richter. Eqg (E) = Exemplos: Para o cálcio − Ca: Para o aluminio − Al: Para o oxigênio − O: IFES massa molar Valência Eqg = Ca/v = 40g/2 = 20g Eqg = Al/v = 27g/3 = 9g Eqg = O/v = 16g/2 = 8g Pág. m2. ou segundo múltiplos ou submúltiplos delas.…. reagirem entre si. Regras práticas. m2. pois reagem com a mesma massa fixa m do elemento químico A. respectivamente. m3. C. É a relação entre a sua "massa molar" (átomo-grama. Equivalente-grama (E) de um elemento químico. combina-se com as massas m1. já em 1792. C.….5g de tetracloreto de carbono Assim. de um elemento químico A. Quando uma massa fixa m. A) e sua valência (v). ou seja. m2.

5g 1 1 H2SO4 98. Exemplos: Para o Fe+2: Para o Fe+3: Para o P+3: Para o P+5: Eqg = Fe /nox = 56g/2 = 28g Eqg = Fe/nox = 56g/3 ≅ 18. − k é igual ao número de hidrogênios ionizáveis (H+): Eqg(A) = Exemplos: Para o ácido clorídrico ∶ (HCl) Para o ácido sulfúrico ∶ (H2SO4) Para o ácido fosfórico ∶ (H3PO4) Eqg = HCl 36. a) Ácido.2g 2.0795g = ≅ 49. terá igual número de equivalente-grama.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o Sódio − Na: Eqg = Na/1 = 23/1 = 23g Quando o elemento químico tem número de oxidação variável e apresenta vários números de oxidação.67g Eqg = P/nox = 31g/3 ≅ 10.33g Eqg = P/nox = 31/5 ≅ 6. 71 . Equivalente-grama para a substância: Eqg(S) = massa molar k O valor de k é interpretado de acordo com o comportamento químico da substância.9952g = ≅ 32.4606g = ≅ 36.g 2 2 H2PO4 97.6g 3 3 massa molar número de H ionizáveis Eqg = Eqg = IFES Pág.

5g pentahidratado E= = = 124. 5 H2O 249. Eqg (base) = massa molar nº de OHEqg = NaOH 40g = = 40g 1 1 Ca(OH)2 74g = = 37g 2 2 3 Para o hidróxido de sódio ∶ (NaOH) Para o hidróxido de cálcio ∶ (Ca(OH)2) Eqg = Al OH Para o hidróxido de alumínio ∶ Eqg = (Al(OH)3) 3 = 78g = 26g 3 c) Sal. Eqg sal = massa molar valência total E= E= CaS 72g = = 36g 2 2 BaF2 175g = = 87.9952g = ≅ 98g 1 1 b) Base. −k é igual ao número de hidroxilas (OH-).75g 2 2 [CuSO4 . 5 H2O]: d) Óxido.5g 2 2 Para o sulfeto de cálcio: (CaS) Para o fluoreto de bário: (BaF2) Para o sulfato de alumínio: Al2 SO4 3 342g E = = = 57g (Al2(SO4)3) 6 6 Para o sulfato de cobre II CuSO4 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o ácido hipofosforoso∶ (H3PO2) Eqg = H3PO2 97. 72 IFES . Eqg (óxido) = massa molar valência Pág. − k é a valência do elemento ligado ao oxigênio. −k é igual à valência total do cátion ou do ânion considerado.

teremos: Eqg SO3 = SO3 80g = ≅ 13.533g = ≅ 19.29g 12 12 e) Equivalente-grama de um íon.  Para um anion: Eqg Ax.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para trióxido de enxofre. 73 . Vejamos: Eqg (Cy+)(Ax+) = Eqg (Cy+) + Eqg (Ax+) Eqg (Cy+)(Ax+) = C A + = y x xC+yA xy valência total IFES Pág.=  Para um cátion: Eqg Ay+ = Exemplos: Eqg (SO-2 4 ) SO-2 4 = 2 Ca 2 massa molar y massa molar x Eqg Ca2+ = Eqg (Al3) = Al 3 Observe que o equivalente-grama de um sal é a massa do sal que contem um equivalente-grama do respectivo íon.3g 6 6 Para o tetróxido de triferro (magnetita): Eqg Fe3O4 = Fe3O4 231.

atomicidade Ca2(P2O7) 254.+ 2(OH).1575g 2×1 Para o Ca2(P2O7): Eqg Ca2(P2O7) = Casos Particulares.⇄ 2MnO3.+ 6H++ ⇄ 2Mn++ + 3H2O + 5[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio ácido o Mn de nox +7 ao receber 5 elétrons passa para Mn de nox +2.. f) Oxidante ou redutor. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 5. teremos: A equação iônica da reação é: 2MnO4. A equação iônica da reação é: 2MnO4.52475 2×2 4 Exemplos: Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio ácido. −k é o número total de elétrons cedidos ou recebidos (∆ total).-). 74 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para o Mg(NO3)2: Eqg Mg NO3 2 = Mg NO3 2×1 2 = 148. Eqg (KMnO4) = KMnO4 158g = = 31. Eqg oxidante ou redutor = massa molar ∆.+ H2O + 3[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio básico o Mn de nox +7 ao receber 3 elétrons passa para Mn de nox +4 (MnO3.5g ∆ total 5 Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio alcalino. IFES Pág. Potanto.099g = = 63. Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn o ∆ total = 5.315g = 74.

67g Δx 3 g) Nas reações entre ácidos e bases com neutralização parcial. Exemplos: 1− H2SO4 +NaOH → Na2HPO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 98g 1 2− H2SO4 + Al2(OH)3 → Al(OH)SO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 49g 2 h) O equivalente-grama de um sal ácido. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 3. Exemplo: 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O IFES Pág. K2HPO4 + 3 Ag NO3 → 2 KNO3 + HNO3 + Ag2PO4 PO4-3 + 3 Ag+3 → Ag3PO4 Eqg (K2PO4) = K2PO4 3 corresponder à proporção dos i) Os equivalentes-grama devem coeficientes das equações. K2SO4 + 2 HClO4 → H3PO4 + 2 KClO4 2 K+ + CO4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn.→ 2 KClO4 Assim.totalmente neutralizados. misto ou duplo é calculado em função do íon que toma parte na reação. Exemplos: Exemplo 1. os equivalentes-gramas dos ácidos e das bases são calculados em função do número de H+ e OH. Eqg KMnO4 = KMnO4 158g = = 52. 75 . Eqg (K2SO4) = K2SO4 2 Exemplo 2. Assim. básico.

2 1mol = 2 Eqg ou 3moles = 6 Eqg de H2O IFES Pág. produzindo n equivalentes de cada produto. então: 1mol = 6 Eqg de Al2(SO4)3 6 mol . 2 Eqg (Al2(SO4)3 ) = Eqg (H2O) = então: mol . Se: Eqg (H2SO4) = então: 1mol = 2 Eqg ou 3 moles = 6 Eqg de H2SO4 Faremos o mesmo raciocínio paras os outros compostos: Eqg (Al(OH)3) = mol . então: 1mol = 3 Eqg ou 2 moles = 6 Eqg de Al(OH)3 3 mol . Vejamos: 3 H2SO4 + 2Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O De fato. 76 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3 H2SO4 = 6E 2 Al(OH)3 = 6E Al2(SO4)3 = 6E 3 H2O =6E Portanto. n Equivalentes de uma substância A reage exatamente com n equivalentes da substância B.

02 ×3×90 ×1023 átomos= 9. 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O − − − − 3 moles 6Eqg 2 moles 6Eqg − − mol mol Eqg = Eqg = 2 3 − − − − (1mol = 2 Eqg) (1 mol = 3 Eqg) − − − − 6 Eqg 6Eqg 4. Qual o número de moléculas de água (H2O) presentes em 360g da substância? 1g 16 g 1 mol H2 O = 2 moles H + 1 mol O = 18 g 1 mol 6.m. × × 18g 1 mol 1 molécula 90 g= 6. H = 1 u.m.a) 1 mol CH3 COOH= 2 moles C + 4 moles H + 2 moles O IFES Pág.a. Quantas moléculas correspondem a 300 gramas de ácido acético (CH3COOH)? Dados: (C = 12 u.02×1023 moléculas 3 atomos 90 g = 90g . 01. 18 g 1 mol = 360 ×6.02 ×1023 átomos = 18 = 1.13. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS. . 77 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.0 3 ×1024 átomos 18 02.a. 20 ×1025 átomos 03.02 × 1023 360 g=360 g . Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 1 molécula H2 O=2 átomos de H + 1 átomo de O = 3 átomos 1 mol 6.m. O= 16 u.

=0.709 ×1024 átomos 1 mol 188g 6.5% e 7.05 moles 100g leite 40000 mg 06. Um recipiente contém 94 g de Cu(NO3)2.02 × 10 23 átomos = 108 g IFES Pág. 78 . Sabe-se que a prata de lei é uma liga metálica constituída por prata e cobre (92.5%. O=16 u. MM (massa molecular) = 64 + 2×14 + 6×16 = 188 g 94 g = 94g Logo. 1 mol 9 átomos 1 moléc.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 mol CH3 COOH= 2×12 + 4×1 + 2×16 Logo. Quantos mols de átomos de cálcio existem numa lata de 400 g de leite em pó? 100g leite=500 ml Ca 1000 mg 1 atg Ca = 40g× = 40000 ml 1g 400 g leite em pó= 400g leite . existem 500 mg de cálcio. respectivamente). 6O) Cu(NO3)2 = 1×Cu + 2×N + 6×O Portanto.02 ×1023 1 mol moléculas 04. 05.02×1023 moléc. N=14 u) 1 moléc. 94 g = 2. 500 mg Ca 1 mol (átomos) . 2N. Quantos átomos há neste composto? Dados: (Cu=64 u. 1022 átomos de prata? Dados: Ag = 108u N = 6 .1023 1 atg Ag = 6.0. Cu(NO3)2 = 9 átomos ( 1Cu. 1 mol 300 g = 300 g 60 g 6. (Unirio-RJ) Em 100 g de leite em pó infantil. Qual a massa de uma corrente de prata de lei que apresenta 5.

Assim.0 ×10 22 átomos × 108 g =90 g 6× 1023 átomos 90 g (correspondente a 92. +1g. = 78 21 1 de ar ≅ 28. 21% de oxigênio e 1% de argônio em volume. 79 . 28 32 40 100 g 1 mol de ar = 6× 1023 moléc. Determine o número de moléculas presentes em 4 moles de água.73 g 07. Ar = 40u 100g de ar = 78g de N2 + 21g de O2 + 1g de Ar 6×1023 moléc.14. 100 % = 0. 6. 5% de Ag) = 0. Determine a massa molecular das substâncias: a) S8 b) HClO c) H3PO4 d) Ba(OH)2 e) Ca3(PO4)2 2. 28g 32g 40g 78 21 1 + + ) × 6 × 1023 moléc.02×1023 moléc.0 ×1022 átomos= 5.100). 100 g ar=78g.925. + 21g. IFES Pág. Mas. Qual o valor da massa molar média desse ar? Dados: N = 14u. não poluído. apresenta aproximadamente 78% de nitrogênio. 6×1023 moléc. O ar atmosférico seco.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5. Exercícios de Fixação 1.100 × 100% ≅ 9.9 g ( + + ) 28 32 40 100g de ar = ( 90g 0. queremos o correspondente a 100% (ou 0.925 4. O = 16u.

12. sabendo que nas CNTP. 10. Determine o número de moléculas presentes em 90 g de água. nas CNTP. em situações de emergência contêm o superóxido de potássio KO2. como mostra a equação: 4 KO2 (s) + 2 H2O (g) + 4 CO2 (g) ⟶ 4 KHCO3 (s)+ 3 O2 (g) IFES Pág. 12. Determine a massa total. nas CNTP. As máscaras de oxigênio utilizadas para produzir oxigênio. Determine a massa. 340 g do mesmo ocupam um volume de 22. 14. ocupam. sabendo que 16 mols da mesma ―pesam‖ 38. 2. 15. em litros. 6. em litros ocupados nas CNTP por 5 moléculas gramas de CO2(g)? 4. Qual o volume. presentes em: 2 mols de moléculas de H2 + 11. calcule a massa molar de X. Uma liga de zinco e ferro contém 20% de zinco. 80 .6 L do gás XO2 tem massa igual a 11g. Calcular o número de mols presentes em 90 g de água. Determinar a massa.4 L. O oxigênio é produzido pela reação desse óxido com o dióxido de carbono e a água do ar exalado pelos pulmões. em gramas. Determine a massa molecular de certo gás G.4 g de uma substância simples e gasosa Gn.2 L de C2H2(g) nas CNTP. Qual a massa atômica de X? 16. de 12 x 1024 moléculas de H2S. 7. em gramas. em gramas. Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 8. Determine a atomicidade da substância sabendo que a massa atômica de G é 31 u.2 L de CO2 (g). Qual o volume ocupado. Calcule a massa molecular de certa substância X.2 x 1023 moléculas da substância X pesam 12 mg. por 160 g de oxigênio gasoso (O2) nas CNTP? 11. 9.a. Se 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. 5. de 11.4 g. 5. Qual o número de átomos de ferro contidos em 7g dessa liga? 17.24 L. Nas CNTP.m. 13.

inalada por ela será aproximadamente? 18. Dados: NA: 6×1023 . O =16 g/mol. IFES Pág.2 mols de Al(NO3)3. 81 . 1 g de ouro = R$ 17. 19. (Fuvest – 2002) O aspartame. Bastam 42 miligramas de aspartame para produzir a mesma sensação de doçura que 6. Supondo-se diluição uniforme na água. que está dissolvida em 1 milhão de litros de água.8 gramas de açúcar de cana. Quantas moléculas isso representa? Dados: massas molares: C = 12 g/mol.5 mg de amônia. muitas espécies fêmeas de insetos secretam compostos químicos chamados feromônios. Os cigarros canadenses têm. detectado pelo peixe macho. indique o número mínimo de moléculas de 2-fenil-etanol por litro de água. 22.0x1023 moléculas por mol. 8. H = 1. pode ser utilizado para substituir o açúcar de cana. um adoçante artificial. massa molar do ouro = 197 g/mol. em média. determine o custo do ouro usado nessa etapa do processo de fabricação. Dados: as massas molares (g/mol): N = 14. Dados: massa molar do 2-fenil-etanol é 122 g/mol. H = 1 g/mol. constante de Avogadro = 6. adoçante artificial: 300. a) Encontre o número de moles de íons em: a) 2 moles 2 mols de Fe2(SO4)3. Sabendo que para recobrir essa chapa foram necessários 2 x 10 20 átomos de ouro. (FUVEST-SP) Na fabricação de chapas para circuitos eletrônicos. valor bem mais baixo do que a média nacional (Veja 29/05/96). aproximadamente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Considere que uma pessoa exale 1. -12 Aproximadamente 10 g de tal composto de fórmula C18H38O devem estar presentes para que seja eficaz. 21. (Mackenzie – 2001) Estudos apontam que a amônia (NH3) adicionada ao tabaco aumenta os níveis de absorção de nicotina pelo organismo. Calcule a quantidade de mols de moléculas existentes em 8.5 mg de amônia por cigarro. quantas vezes.66 ×10-8g de 2-fenil-etanol. uma superfície foi recoberta por uma camada de ouro. Peixes machos de certa espécie são capazes de detectar a massa de 3. Sendo assim.00. o número de moléculas de açúcar de cana deve ser maior do que o número de moléculas de aspartame para que tenha o mesmo efeito sobre o paladar? Dados: massas molares aproximadas (g/mol) açúcar de cana: 340. (FGV-SP) Para atrair machos para acasalamento. 20. Ao fim de 5 minutos. qual será a quantidade de matéria em mols de oxigênio. b) 0.0 × 102 mol de CO2 por minuto. por meio de deposição a vácuo. substância produzida pelas fêmeas.

IFES Pág. 82 . SO2.1. como a centesimal e a mínima. Conhecido um composto químico. As teorias que explicam a formação das ligações químicas permitem prever a fórmula molecular. que Al (OH)3 de hidróxido de alumínio que se obtém no Brasil terá a mesma porcentagem de alumínio.1u e a do oxigênio 16. formado por dois ou mais elementos diferentes. Exemplo: Uma molécula de dióxido de enxofre. Calcular a composição (em tanto por cento) da molécula de SO2. é possível saber o percentual de massa de cada elemento no composto. O que significa. estrutural e eletrônica de uma substância molecular e a fórmula empírica de uma substância iônica. Diversos tipos de fórmulas são utilizados.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE V 4. ou numa certa composição percentual. contém um átomo de enxofre e dois de oxigênio. Estudaremos de que maneira é possível. Cálculos de Fórmulas.1.0u. através da análise de dados experimentais. determinar a fórmula molecular de uma substância e outros tipos de fórmulas. por exemplo.1) + (2×16) = 64. que você pode obter em qualquer outro lugar do mundo. eles estão presentes no composto em uma quantidade. Dados: A massa atômica do enxofre é 32. Uma lei fundamental da química sustenta que. Fórmula é a representação gráfica da composição de uma substância. oxigênio e hidrogênio.1 u. Composições percentuais e fórmulas químicas. 4. em qualquer composto químico. O problema pode ser resolvido por duas vias: (1) – Utilizando unidades de massa atômica: Massa molecular do SO2 m(SO2) = mA(S)+ 2mA(O) = (32.

em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 32.9% O 64.1 g) contém 1 mol de átomos de enxofre (32.1 g de SO2 temos 32.1 g de SO2 temos 32. Fórmula empírica: A fórmula mais simples.1u Percentagem do oxigênio no composto: %O = ( massa O 2×16 u )= = 0. de um composto é a menor relação entre o número de átomos presentes em uma molécula desse composto.1 g S =51.0g O =49.0 g de oxigênio.0 g). ou fórmula empírica.1 g de enxofre. Conhecida a composição percentual de um composto ou sua composição elementar em gramas. A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual).1u (2) − Utilizando gramas: 1 mol de moléculas de SO2 (64.1 g) e 2 moles de átomos de oxigênio (2×16.2.1 u )= = 0.1% S 64. 83 . IFES Pág.499 ou 49.1 g de SO2 Porcentagem do oxigênio no composto: Se em 64. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 2×16.1 g de SO2 4. se pode determinar sua fórmula mais simples mediante cálculos elementares. Porcentagem do enxofre no composto: Se em 64.9% Massa SO2 64.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Percentagem do S no composto: %S = ( massa S 32. Através da composição percentual de um composto pode-se conhecer sua fórmula empírica.501 ou 50.1% Massa SO2 64.

têm-se a relação dos átomos na fórmula empírica: n(C) = n(O) = 2.28 4. Dada a composição porcentual do mesmo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: A análise de uma amostra de um composto puro revela que contém uns 27. Com isso. Exemplos: IFES Pág. 1 atm e 0 ºC de temperatura) e tem um valor de 22.3 g) × 1 mol átomos de C = 2. Determinar a fórmula empírica desse composto. medido em condições normais de pressão e temperatura (760 mm Hg de pressão. Nos cálculos com gases é conveniente adotar a unidade universal de volume: o volume molar.28 A fórmula empírica corresponde ao dióxido de carbono será: CO2.3. chega-se a uma relação empírica inteira entre ambos.0 g C 1 mol átomos de O = 4. 84 .28 =1 2.0 g O Moles de átomos de oxigênio = (72. se pode calcular o número de moles de átomos de cada elemento: Moles de átomos de carbono = (27.54 ≅2 2.7 g ao oxigênio.54 16.3 g ao carbono e 72.28 12. Para resolver o problema consideremos 100 g do composto. 4. A partir desta relação.7% de oxigênio (em massa).3% de carbono e uns 72.7 g) × Dividindo os dois números obtidos. É o volume ocupado por um mol de qualquer gás. desses 100 g correspondem 27.4 L. ou seja. O volume molar.

hidrogênio e oxigênio (por exemplo. reagem com o oxigênio do ar para formar dióxido de carbono (CO2) e água (H2O). Na ocasião em que um composto com H e C é queimado num dispositivo especial. As reações de combustão são reações rápidas que produzem uma chama.4 l Número de partículas 6. a glicose C6H12O6). Quando conhecemos a modo com que uma série de sustâncias reage entre si.4 l 22. Uma classe de compostos que podem participar nas reações de combustão são os hidrocarbonetos. é factível determinar características quantitativas delas (entre outras. podemos saber quanto H foi produzido através H2O medindo a variação da massa de uma amostra de perclorato de magnésio. que quando se queimam. Análises de Combustão. É a chamada análise quantitativa. todo o carbono é convertido em CO2. na presença de O. IFES Pág. Um exemplo: Consideremos a combustão do álcool isopropílico. Princípio do método.023 × 1023 moléculas 6. Outros compostos. 85 . o álcool metílico CH3OH. a sua fórmula e até sua fórmula molecular − no caso de conhecermos a massa molecular da sustância).4 l 22. Da mesma forma. A maioria dessas reações inclui ao oxigênio do ar (O2) como reagente. Gás 1 mol de Hélio 1 mol de Hidrogênio 1 mol de Butano Massa 4g 2g 58 g Volume (CNTP) 22. O CO2 é então capturado (usando-se o hidróxido de sódio) para podemos saber o quanto CO2 foi produzido pela simples medição da mudança de peso da amostra.4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 3.023 × 1023 átomos 6. e hidrogênio em H2O.023 × 1023 moléculas 4. que tem carbono. Volumes Molares. também se queimam na presença de oxigênio (O2) para produzir CO2 e H2O.

306 g de H2O × 1 mol deH2O = 0.034 moles de H × 1g = 0. que pode vir.255g m(O) = 0.01g = 0.067 g O IFES Pág.306 g de H2O.0128 moles de C.017 moles de H2O contém 0. Assim. verificamos que foram produzidos 0.561 g de CO2 × 1 mol de CO2 = 0. m(Amostra) = 0. uma vez que CO2 e H2O contêm oxigênio. Ao queimá-la.154 g (C) + 0.034 moles de H (2×0.154 – 0. então: em 0. parcialmente.034 g 1 mol H A quantidade de oxigênio na amostra original não pode ser obtida a partir do massa dos produtos de combustão. 0. ser obtida por diferença.0 g 12.0 g Como um mol de CO2 tem um mol de C e dois de O. H e O.561 g de CO2 e 0.255 g do álcool revela que esta tem unicamente o três elementos: C.034 = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma análise de uma amostra de 0. 86 .0128 moles de C × Como 0. Logo. Com esta informação podemos calcular a quantidade de C e H na amostra: m(CO2) = 1m(C) +2×m(O) = 44 g m(H2O) = 2m(H) + m(O) = 18.0128 moles de CO2 44. parcialmente. 0. do oxigênio combinado no composto e. teremos 0. 0.154 g de C mol de C Mas.034 g (H) + m(O) = 0.0128 moles de CO2.255 – 0. do oxigênio do fluxo gasoso usado no processo de combustão. 0. O conteúdo em oxigênio na amostra pode. no entanto.0 g Portanto.017 moles de H2O 18.017).

1 gramas de cloro. o que temos é: 0.0042 0.0128 moles C ≅ 3 moles C 0.0042 moles O ≅ 1 mol O 0.0042 0.0042 Considerando o erro experimental.067 g de O × 1 mol de O = 0. teremos: 73.0128 moles de Carbono 0. que representa cada massa individual de cada átomo.9 gramas de mercúrio e 26.999 g Assim.0042 moles de Oxigênio Com esta informação podemos encontrar a fórmula empírica. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.59 g 1 mol = 0. Calculando o número de moles.1% de cloro em massa.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou.368 moles Hg 200.45 g IFES Pág. 87 .5. em suma. Qual é a fórmula empírica do composto? Suponhamos que temos uma amostra de 100 gramas deste composto. Então a amostra terá 73. 1.0042 moles de O 15.0340 moles de Hidrogênio 0.0340 𝑚𝑜𝑙𝑒𝑠 𝐻 ≅ 8 moles H 0.0042 )para obter números inteiros: 0. Logo.9 g Hg × 26. é provável que a amostra tenha a fórmula empírica: C3H8O.1 g Cl × 1 mol = 0.9% de mercúrio e 26. se dividirmos pela menor quantidade (0. 4.736 mol Cl 35. 0. O mercúrio forma um composto com cloro que tem 73.

0 Como n(Cl) = 2 × n(Hg).27 =1 9.736 mol Cl 0.16. que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é: 132.15 %.27 = 2 No entanto.54 moles C/2.0 + 1×16. Determinar a fórmula molecular.32 g O × Dividindo cada uma dos números de moles pelo menor dos três (nesse caso 2.53 g C × 36.32 %.0 + 4×1. assim: m(C2H4O) = 2×12.27 moles 16 g O 54.27 moles O /2. 88 .54 moles 12 g C 1 mol = 2.15 moles H/2. Assumindo uma amostra de 100 gramas.368 mol Hg = 2. a fórmula empírica é HgCl2. m(C2H4O) = 2 × m(C) + 4 × m(H) + 1 × m(O).15 moles 1gH 1 mol = 4. por conseguinte.0 = 44g/mol O fator comum.27). Uma análise quantitativa dá o seguinte % em massa: H = 9.27 = 4 4. sabendo que: massa molecular é igual 132. vem: 2.53 % e O = 36. vem: n(Cl) = n(Hg) 0. 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando a proporção molar dos elementos.15 g H × 1 mol = 9. fórmula empírica igual a C2H4O.16/ 44 = 3 A solução: Multiplique C2H4O pelo fator comum: C (2 × 3) H (4 × 3) O (1 × 3) = C6H12O3 IFES Pág. C = 54. converteremos as percentagens dadas aos totais de grama e. em moles: 9.

89 .75 moles S /0.50 moles 56 g Fe 1 mol = 0.30 = 6. então: m(Fe2S3O12) = 2 × 56 + 3 × 32 + 12 × 16 = 400 g A solução: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 2º Método: Usando-se a proporcionalidade entre as massas. A análise quantitativa de uma substância mostrou que ela é formada por 28% de ferro. S=32 e O=16 g. teremos: 28 g Fe× 24 g S× 1 mol = 0. Assumindo uma amostra de 100 gramas. vem: 0.00 moles 16 g O 48 g O× Dividindo esses moles pelo menor dos três (nesse caso 0. vêm: mFe mS mO mFe + mS + mO 400 = = = = =4 28 g 24 g 48 g 100g 100 Logo. Determine a fórmula molecular dessa substância sabendo-se que sua massa molecular é igual a 400 g e que as massas atômicas são: Fe=56.75 moles 32 g S 1 mol = 3.5 3.50 = 1 0. têm-se: mFe = 4 × 28 g × 1 mol = 2 moles Fe 56 g IFES Pág.50 moles Fe /0.50 = 1.50). 24% de enxofre e 4. em massa.00 moles O /0. vem: n Fe = 2 nS=3 n O = 12 Como m(C) = 2 × m(Fe) + 3 × m(S) + 12 × m(O).8% de oxigênio.0 Que multiplicando por 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3.

20 1.7 g ou 6. então: 12 × nC 1 × nH 16 × nO 180 = = = 0.20 × mH = 1. mO = 16 × nO. mH mC mO 100 = = = 0. IFES Pág. Como existe proporção entre as massas dos elementos constituintes.0 g Assim. vem: mH mC mO = = 0.0 g Como mC = 12 × nC.60 3.20 g de carbono.20 1.0 g ou 40.20 g de hidrogênio e 1.0 nC = 6. encontraremos um percentual em massa de cada constituinte.60 Se fizermos mGLICOSE = 100g. a solução como queríamos demonstrar é: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 4.0 g 100 = 53.60 × 100 = 6. 0. Dados: C =12. mH = 1 × nH.20 1.20 1. mH = 0. O=16g.7% 3. A análise quantitativa da glicose mostrou que 3.0% 3.0 g 100 = 40.20 1.0 g dessa substância contêm 1. 90 .20 × mC = 1. Determinar a fórmula percentual em massa e a fórmula molecular.60 3.3% 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mS = 4 × 24 g × mO = 4×48 g× 1 mol = 3 moles S 32 g 1 mol = 12 moles O 16 g Logo. nH = 12.20 1.3 g ou 53. H=1g.60 g de oxigênio (massa molecular da glicose =180 g).

(Dados: massa molar de aspartame é 294.337 moles Ca 40. 6.675 g H × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (0.668 mol H =1.1 g Ca 1 mol Ca = 0. Qual é a fórmula empírica do composto? Convertendo a massa de cada elemento para moles.98 ≅ 2 moles 0.18% de O.01 g H 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO nO = 6 Portanto. Um composto foi analisado e verificou-se que contêm 13.00 moles de O 0. assumiremos que a massa total é de 100 gramas para que a massa de cada elemento seja igual à porcentagem determinada. 9. vêm: 13.0 g Ca 1 mol H = 0.16 C de H.337) e arredondando para o número inteiro mais próximo. usando as massas atômicas da tabela periódica.52 % de N e 27. 6.337 0.675 g H.675 moles Ca 16. 10.675 = 2. Calcule a fórmula empírica do aspartame e encontre sua fórmula molecular. a fórmula molecular da glicose é: C6H12O6.5 g Ca × 10.337 A razão molar dos elementos é a representação dos índices na fórmula empírica: CaO2H2 .337 0.14 de C.337 moles H 1. IFES Pág. 91 .337 mol Ca = 1 mol Ca 0.5 g Ca.8 g O × 1 mol Ca = 0.ou melhor: Ca(OH)2. Aspartame é % 57. vêm: 0.8 g O e 0.30 g/mol) Como foram indicadas percentagens. 5.

a fórmula empírica é a fórmula molecular. vem: n(C) =14.3% de hidrogênio. Assim.68 moles de N 14.76) e arredondando para o número inteiro mais próximo.52 g N × 27. n(H) =18.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 57. 7. 92 .18 g O × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (4. podemos encontrar a fórmula molecular.0) = 18(1.01 g H 1 mol N = 0.0 g O 6. IFES Pág.68 0.76 0.0 g N 1 mol O = 1.68 mol C = 7 mol C mol H = 8. Há proporção entre os números de moles de átomos.68 0. vêm: 4.00 moles de N = 2.14 C × 1 mol C = 4.70 moles de O 16.98 ≅ 9 moles H = 1.7% de hidrogênio e 53.0) + 5(16. n(O) = 5 Obtemos. encontrando a massa da fórmula empírica e a relação entre elas: C14H18N2O5 = 14(12.3 g = ≅1 fórmula empírica 294 g Assim.68 6.50 moles de O Que multiplicando por 2.01) + 2(14. Determine a fórmula mínima de um composto que encerra 40% de carbono.76 mol C 12.10 moles H 1. 6.70 0. assim.0) = 294g/mol massa molar 294. n(N) = 2.16 g H × 9.10 0.68 1. a fórmula empírica: C14H12N2O5 Agora.0 g Ca 1 mol H = 6.

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mC mH mO = = 40 g 6,7 53,3 12×nC 1×mH 16×nO = = 40 g 6,7 53,3 nC mH nO = = 40 6,7 53,3 g 12 1 16 mC mH mO = = 3,33 g 6,7 3,33 mC mH mO = = 3,33 3,33 6,7 g g g 3,33 3,33 3,33 1 1 ≅2 Portanto, a resposta: CH2O 8. Determine a fórmula estequiométrica de um composto que encerre 28,8% de Al, 21,87% de Si e 50% de O. Temos, mAl mSi mO = = 28,8 g 21,87 50,0 26,981 × nAl 28,0855 × nSi 15,9994 × nO = = 28,8 g 21,87 50,0 nAl nSi nO = = 28,8 21,87 50,0 g 26,9815 28,0855 15,9994 nAl nSi nO = = 1,07 0,779 3,125 nAl 1,07 0,779 nSi nO = 0,779 = 3,125 0,779 0,779

nAl nSi nO = = 1,37 1,000 4,011 Na tentativa de obtermos números inteiros, encontraremos uma boa aproximação ao multiplicarmos por 3. Assim,
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nAl nSi nO = = 3×1,37 3×1,000 3×4,011 n(Al) ≅ 3, n(Si) = 3, n(O) ≅ 12 Logo, Al4Si3O12 ou Al4(SiO4)3 é a fórmula procurada. 9. 3,42 g de uma substância x contêm 0,54 g de Al, 0,96 g de S e 1,92 g de O. Determine a fórmula mínima percentual em massa e a fórmula mínima dessa substância. (Dados: Al = 26,9815 u, S = 32,0660 u, O = 15,9994 u) 0,54 g × 0,96 g × 1,92 g × 1 mol Al ≅ 0,0200 moles Al 26,9815 1 mol S ≅ 0,0299 moles S 32,0660 1mol O ≅ 0,1200 moles O 15,9994

Dividindo os valores encontrados pelo menor (0,1200), vem: 0,0200/0,0200 = 1 mol Al 0,0299/0,0200 = 1,495 moles S 0,1200/0,0200 = 6 mole H Que multiplicando por 2, vem: n(Al) = 2 moles n(S) = 3 moles n(O) = 12 moles Portanto, Al2S3O12 = Al2(SO4)3 é a fórmula procurada. 10. Calcule a fórmula de um composto formado por nitrogênio e hidrogênio, cuja análise de 32 g de uma amostra revelou a presença de 87,5% (% em massa) de nitrogênio.

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(Dados: as massas molares (g/ mol) do N =14 e H = 1) Assumindo que a massa total é de 100 gramas, têm-se: m N = 87,5 g = 87,5 g × 1 mol N = 6,25 14 g 1mol H =12,5 moles 1g

m H = 100 - 87,5 g = 12,5 g = 12,5 g × Que divididas por 6,25, vêm: n N = n H = 6,25 = 1 mol 6,25 12,5 = 2 moles 6,25

Como m(NH2) = 14 + 2 = 16, então: O fator comum, que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é, assim: 32/16 = 2 A fórmula procurada é: N(1×2)H(2×2) = N2H4

11. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado A forneceu o seguinte resultado: 0,365 g de A deram por combustão 0,66g de CO2 e 0,315 g H2O. 0,146 g de A deram por combustão 23,6 cm3 de nitrogênio medidos a 14ºC 2 772 mmHg de pressão. A tensão de vapor d’água a 14ºC é 12 mmHg. A massa molecular de A, determinado pelo processo ebulométrico é 77. Calculo a fórmula molecular de A e propor uma fórmula estrutura possível para o mesmo composto. Temos: 0,365g A = 0,66g CO2 + 0,315g H2O 0,146g A = 23,6cm3 de N (T = 14ºC e P = 727 mmHg; pv(H2O) = 12mmHg) Calculando a composição dos elementos, vem:
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a) n(CO2) = n(C) = ½n(O) 0,66g CO2 × Portanto, n(C) = 0,015 moles C 0,015 moles C × 12 g = 0,18 g C 1 mol 1 mol = 0,015 moles CO2 (12+2×16)

b) n(H2O) = ½n(H) = n(O) 0,315g H2 O× 1mol = 0,0175 moles H2 O 18g

n(H) = 2×n(H2O) = 2× 0,0175 = 0,035 moles H 0,035 moles H× 1g = 0,035 g H 1 mol P×V Po ×Vo = T To

c) Para o Nitrogênio, teremos: V=

720-12 mmHg×23,6cm3 ×273K = 22, 449 cm3 = 0,0 224 L 273+14 K× (760mmHg) 1amt 1 mol = 0,001 moles N2 22,4 (14g×2) = 0,028g N 1 mol

0,0224 L N2 ×

0,001 moles N ×

0,146 g A = 0,028g N, logo: 0,028 g N = 0,070 g N 0,145 g A 1 mol 0,070 g N × = 0,005 moles N 14 g 0,365g A × c) Para o O: m(A) = m(H) + m(O) + m(C) + m(N) 0,18 g 0,070 g 0,365 g 0,035 g

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m(O) = 0,08 g O 0,08g × 1 mol ≅ 0,005 moles O 16 g

Assim, em suma, o que temos é: 0,015 moles C 0,035 moles H 0,005 moles O 0,005 moles N Que dividido por 0,005 (o menor valor), vem: (0,015/0,005) moles C = 3 moles C (0,035/0,005) moles H = 7 moles H (0,005/0,005) moles O = 1 mol O (0,005/0,005) moles N = 1 mol N Logo, Fórmula molecular: C3H7ON

Possível fórmula estrutural:

Fig. 54

12. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado X forneceu o seguinte resultado: 0,177 g de X deram por combustão 0,264 g de CO2 e 0,135 g de H2O.

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48% c) Para o N: A reação de neutralização é: 2NH3 + H2SO4 → (NH4)2SO4 2moles 1mol 1mol Lembrando que a normalidade de uma solução (N) é o número de equivalentes do soluto em um litro da solução.885 g de X.68% b) Para o H: 0.015 moles H (0.015/ 0.0075 moles H2O 18 g n (H) = 2 n(H2O) = 0.135 g de H2O × 1 mol = 0.177 = 0.0848 ou 8. 98 IFES . Calcule a fórmula empírica de X. obteve-se uma quantidade de amônia (gás amoníaco) que necessitou de 15 cm3 de solução de 1N de H2SO4 para completa neutralização.072/0.006 moles C (0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na dosagem de nitrogênio de acordo com o processo de Kjeldahl de 0.264 g de CO2 × 1 mol 44 g = 0.177 = 0.4068 ou 40.072 g C) %C = 0. 1 litro = 1000 cm3 = 1 eqg H2SO4 Como equivalente-grama (E) de um de um ácido é a relação entre massa molecular m(A) e o número de hidrogênios ácidos ou ionizáveis. então: Pág.006 moles CO2 n(C) =n(CO2) = 0. Calculando a composição dos elementos. vem: a) Para o C: 0. então: Uma solução 1N de H2SO4 diz que: em 1 litro teremos 1 eqg H2SO4.015g H) %C = 0.

885 = 0.00 IFES Pág.015 moles N)(14 g/1 mol) = 0.015 moles NH3 (0.694 1.39/1.11 23.48/1.11/16 23.48 1.694 nC nH nO nN = = = 2.695 nC nH nO nN = = = 3.00 1.11% f) Cálculo da fórmula mínima: mC mH mO mN = = = 40.00 5.73% e) Para o O.68/12 8.68 + 8.694 8. temos: %C = 0.48 + 23.48 27.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Equivalente-grama H2SO4 = Assim.73 nC nH nO nN = = = 40.39 8.00 1.2373 ou 23.694/1.21/0. 99 .73 12×nC 1×nH 16×nO 14×nN = = = 40.694 1.695/1.68 8. 15 cm3 1 eqg H2 SO4 1000 cm3 1 mol H2 SO4 2 eqg H2 SO4 2 moles NH3 = 1 moles H2 SO4 = 0.73/14 nC nH nO nN = = = 3. temos: %O = 100 – (40.48/1 27.694 1.48 27.68 8. mmol( H2SO4) 2 1 mol H2SO4 = 2 × Eqg H2SO4 Logo.73) = 27.015 moles N 1 moles NH3 (0.21 g N d) Para o N.015 moles NH3)( 1mol N ) = 0.11 23.

0s números de moles dos elementos em 1. m C = 3. Uma amostra de 1. na amostra original. por conseqüência.367g do composto são determinados como sendo: (0. a fórmula empírica é: C2H5ON.819 g 1 mol C 1g = 0.183g = 0.640 g H2 O Mas. m(O) = 1.819 g − 0. possivelmente: Fig.06825 1 mol CO2 44g CO2 1 mol H2 O 18g H2 O 1 mol C 1 mol CO2 2 mol H 1 mol H2 O 12g = 0.002 g de CO2 e 1.365 g − 0.819g C)(1 mol/12g) = 0.640 g de H2O. qual será sua forma empírica? É necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e.183g 1.365 g Assim. 100 . m(Amostra) = m(C) + m(H) + m(O) 0.819 g 0. Se o composto original contiver somente C. 55 g) A fórmula molecular é do tipo: (C2H5ON)n 13.002 g CO2 m H = 1. H e O.364 g Agora o problema pode ser resolvido pelo procedimento usual.182 g 1 mol H IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.367 g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3.

0033 eqg NH3 (0.18%. H−1.1N de H2SO4. 101 . 14.0462g = 0.1 N de H2SO4 significa que: 1 litro de solução = 1000 cm3 = 0.44g de um composto orgânico obteve-se uma quantidade de gás amoníaco (amônia).0462g N 1 eqg NH3 1 mol NH3 0.44g 15.183g H)(1 mol/1g) = 0.9045 = 0.9045 ≅ 234. que recolhido e neutralizado por 33 cm3 de solução 0.02275) = 3 (0.1 eqg H2SO4 ) = 0.1175 234. 8:1.02275 Que divididos por 0.18300/0.02275) ≅ 8 (0.8682 + 126. Um composto quartenário contém: C−18.02275) = 1 Como estão na razão 3.02275.51% .105 ou 10.18300 (0. assim: nEqg H2SO4 = (33 cm3)( 0.5% 0.0033 eqg H2SO4 1000 cm3 Mas neqg H2SO4 = neqg NH3 = 0.0033 eqg NH3)( %N = 1 mol NH3 14N )( ) = 0.364 g O)(1 mol/16g) = 0. Pede-se a percentagem de nitrogênio no composto. Na dosagem do iodo. pelo processo de Carius. NH3 NEUTRALIZADOS 33 cm3 H2 SO4 0.1175g de AgI. produzem 0. Qual a sua fórmula empírica? mm (AgI) = 107. verificou-se que 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.1N Uma solução 0.099g desse composto quando tratado pelo Ag(NO3)3.78 mI 126. vem: (0. A análise de 0.7727 IFES Pág.02275//0. a fórmula empírica é C3H8O.06825/0.1 eqg H2SO4.

505 0.505 1.14 18. Um composto orgânico contém: C−57.51 0.505 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mI = 0.3731g de BaSO4. 102 .0635g %I = Logo.17% Cálculo da formula empírica: 12 nC 1nH 127nI 16nO = = = 18.69%.0635 ×100 = 64.18 16.333g deste composto quando tratados por BaSO4 produzem 0.14+64.099 IFES Pág.01 1.51 0.17 nC nH nI nO = = = 64.505 nC nH nI nO = = = 3 3 1 2 Portanto a fórmula molecular é: C3H3IO2 16.17 1.14% 0. Qual a sua fórmula empírica? mm (BaSO4) = 137+32+4×16 = 233g 32g S = 0.18 1.51+64. calculamos o percentual de enxofre e oxigênio: 0. %O = 100 – ( 18.515 1.01 nC nH nI nO = = = 1.14 16.515 1.3731g de BaSO4 0.84% Na dosagem de enxofre 0.14) = 16.0512g 233g BaSO4 Com esta informação. H−3.505 0.51 127 12 16 1 nC nH nI nO = = = 1.505 0.51 64.18 + 1.

443125 nH nC nS nO = = = 3.480625 0.38+57.38 23.69+3.480625 1.61% IFES Pág.69 15.00 1.443125 0.09 1×nH 12×nC 32×nS 16×nO = = = 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO %S = 0.84 57.00 Ou.38 16 1 12 32 nH nC nS nO = = = 3.6% de C e 9.84 57. Qual é o alceno original e qual sua estrutura? Temos: Composto A: C−54.333 Para o oxigênio: %O = 100 – (15.69 15. uma cetona.40% de H. contem 62. mH mC mS mO = = = 3. C10H8SO3 17.98 10. O composto B.84) = 23.8075 0.480625 0.00 3.84 57.09% de O Assim.8075 0. teremos 2 compostos A e B.38% de S 0. aproximando: nH nC nS nO = = = 8 10 1 3 Ou.0512 ×100= 15. O composto A tem 54.480625 1. 103 .69 15.09 3.00% de C e 10.38 23.84 4.09% de H.09 nH nC nS nO = = = 23.84 4.480625 nH nC nS nO = = = 7. Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando o produto obtido.480625 0.

têm-se: IFES Pág. 104 .27 2.00% H−10.09)) = 36.6% Assim.09 36.27 2.09 2.3 54.40% O−(100-(62.55 2.27 nH nC nO = = 4 2 1 Ou. 56 Para o composto B.00+10.27 nH nC nO = = 9.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H−9.40)) = 27. para o produto A têm-se: mH mC mO = = 9. C2H4O Fig.61+9.3% Composto B: C−62.09 4.3 1×nH 12×nC 16×nO = = 9.61 36.61 1 16 12 nH nC nO = = 9.09% O−(100-(54.09 54.3 nH nC nO = = 9.55 2.61 36.27 4.09 54.

00 27. 105 IFES .40 62.73 5.73 nH nC nO = = 10.73 1.01 2.00 Ou .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH mC mO = = 10.6 1 12 16 nH nC nO = = 10. 57 Portanto.00 27.73 1.00 27.17 1. Fig.99 1.17 1.40 62.6 nH nC nO = = 10.40 5. o alceno original é: C6H12 Pág.6 1×nH 12×nC 16×nO = = 10.73 nH nC nO = = 6.40 1.40 62.

19% Qual a sua fórmula empírica? %I = 100 – (37.16 56.65 nC nI nH = = 37.16% I−56.16 56.19) = 6.19 6.16+56.097 0.442 0. 58 18.65 nC nI nH = = 0. 106 .65 12×nC 127×nI 1×nH = = 37. A análise elementar de um composto (iodeto de alcoila) forneceu a seguinte composição: C−37.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.442 nC nI nH = = 7 1 15 Portanto.19 6. mC mI mH = = 37.65% de H Assim.19 6.442 0.16 56. a resposta é C7H15I IFES Pág.442 3.442 6.65 0.65 12 127 1 nC nI nH = = 3.097 6.

958 1 ≅7 ≅5 Fórmula mínima: C5 H7N e Fórmula molecular: C10H14N2.958 1 nC nH nC = = 4.5 1 14 12 nC nH nC = = 6.5% de carbono.3% de nitrogênio.125 1.125 8.236 8.956 6.6 17.3 nC nH nC = = 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. N = 14 mC mH mN = = 73. Segue as possíveis fórmulas planas: IFES Pág. 59 19.5 8. 8.6 17.6 17. H = 1.236 nC nH nC = = 4. A nicotina contém 73. Dados Massas atômicas: C = 12.236 1.6 1.236 1.3 73.236 nC nH nC = = 1.6 6. 107 . Sabe-se que este composto contém dois átomos de nitrogênio por molécula.3 12×nC 1×nH 12×nC = = 73.956 6.5 8. Quais são as fórmulas empíricas e moleculares da nicotina.6% de hidrogênio e 17.

60: Isômeros.37 12×nC 1×nH 14×nN mm(benzidrina) = = = 80 9. 108 . calcule a sua fórmula molecular.63 10.63 10.014 ≅ 1 14 Assim.37 = 9.63 10.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.37 100 nC = nH = nH = 80×1.63 +10. Sabendo-se que a sua massa molar é 135 g/mol. 20.37 100 12×nC 1×nH 14×nN 135g = = = = 1.1 ≅ 9 12 9.37×1. 9.37% de nitrogênio. que apresenta a seguinte composição percentual: 80% de carbono. A sua fórmula molecular é: C9H13N (Figura61).63% de hidrogênio e 10.63×1. Anfetaminas são aminas utilizadas como estimulantes e vulgarmente conhecidas por "bolinhas".37 80 + 9. Uma dessas substâncias é a benzedrina.37 = 1.35 80 9.37 = 13. IFES Pág. 12×nC 1×nH 14×nN 12×nC + 12×nN +14×nN = = = 80 9.1931 ≅ 13 1 10.

269 ≅3.1 21.3% 17.3 12×nC 1×nH 14×nN 16×nO = = = 36.2 36. 61.4 6.003 Multiplicando o denominador por 2.3 14 12 1 16 2.5% H (hidrogênio) 6.514 1. um dos componentes das proteínas dos seres vivos.2 36. Elemento Fração de massa Fração atômica C (carbono) 36. portanto.514 1.4 6.514 1.033 ≅6. 21.1% 47.514 mC mH mN mO = = = 3.514 1. mC mH mN mO = = = 36.100 1. sendo. 100 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.1 36. IFES Pág.6% Calcule a sua fórmula molecular.269 1.514 1. Apresenta a seguinte composição elementar: Tabela 15: Composição Elementar. A Asparagina é um dos aminoácidos codificados pelo código genético.3 nC nH nN nO = = = 21.033 6.514 2.100 ≅1.8% O(oxigênio) 36.4% 23.269 mC mH mN mO = = = 3.1% N (nitrogênio) 21.029 1. C4H8N2O3 (Figura 62).499 2.033 6.2 36. vem: mC mH mN mO = = = 4 8 2 3 Portanto.000 4.1 21. 109 .4 6.2% 11.

002g de CO2 e 1.002 g de CO2 IFES 1 mol CO2 44.0105 = = = n(U) 0.500 g de urânio foi aquecida ao ar.640g de H2O. Uma amostra de 1. 110 .0105 moles de U 1 moles de U 1 mol U n O 3.0281 moles O 16 g 0. 2.02 mols de O = = n(U) 3(1 mol) U 3 moles de U Por consequência. Determine a fórmula empírica do óxido.449 g de O (obtido subtraindo a massa inicial da massa final).500g U) n O = 0.367g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3.676) moles O 8.500 g de U e  0.819g C 1 mol C Pág. n(U) = (2.676 moles O 0.0281 moles O n O 0.449 g O 1 mol U = 0. 62 22.0281 moles O 2. H e O.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.949 g do óxido contêm:  2. por consequência. Assim: 3. Se o composto original contiver somente C.0289g 1mol O = 0. 23.949 g. na amostra original.0095 g 1 mol C 1mol CO2 12g = 0. a fórmula empírica é U3O8. qual será sua forma empírica? E necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e.(2.0105 moles de U 238. Uma amostra de 2. O óxido resultante pesou 2.

63 24.0107 1.0228 0. Qual é a composição percentual deste óxido? Peso total do óxido preto = 3.0228 0.000 Portanto.068 0.183 0.184 = 0.640g de H2O 1mol H2O 18. 111 .183 0. Fig.9994 12. Uma fita de cobre eletroliticamente puro pesando 3.98 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.00794 n(C) n(H) n(O) = = 0.00794 g = 0.364 0.184 15. teremos: n(C) n(H) n(O) = = 0.0228 n(C) n(H) n(O) = = 2.0153 g 2 moles H 1mol H2O 1. a fórmula empírica é C3H8O.068 0.178g Peso do oxigênio no óxido = 0.026 1.800g IFES Pág.978g Peso do cobre no óxido = 3.184 g H 1 mol H m(O) = m(composto) – m(C) – m(H) = 1.819 0.819 – 0.978g de um óxido prelo.0228 n(C) n(H) n(O) = = 0.178g é fortemente aquecida em um fluxo de oxigênio até que todo o cobre tenha sido convertido em 3.364 g O Assim.0228 0.367 – 0.

01%.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fração de Cu = Fração de O = peso do cobre no óxido peso total do óxido peso total do óxido = 3.61% de carbono e 9.9% = 21. Qual a fórmula molecular e o nome de A? 5) A análise elementar de um hidrocarboneto X forneceu o seguinte resultado: C—92. B é uma cetona e contém 62.09% de hidrogênio.31% e H—7.73%. Com o HNO2 dá um álcool que oxidado fornece acetona.7 Exercícios Propostos.18%.3731 g de BaSO4. A tem 54. Qual a sua fórmula empírica? 2) Um composto orgânico contém: C—57.178g 3.9% = 0.1175 g de AgI. Quando X é nitrado pela mistura sulfonítrica transformasse em Y que reduzido pelo hidrogênio proveniente da reação de 840 g de ferro metálico com excesso de HCl diluído.799 ou 79.25%. admitindo-se que o rendimento das reações seja de 60%.1% 4.69%. N—23. O seu peso molecular é 78. H—3. A reage com o anidrido acético e com o cloreto de benzeno sulfonila.40% de hidrogênio.69%.978g = 0. produzem 0. Na dosagem do iodo.84%. Na dosagem do enxofre. Qual é o alceno original e qual a sua estrutura? 4) Um composto orgânico A contém: C—61. IFES Pág.00% de carbono e 10. H—1. 100% −79. Qual a sua fórmula empírica? 3) Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando-se o produto obtido.333 g deste composto quando tratados pelo BaCl2 produzem 0. obtemos dois compostos A e B.978g 0. A sua densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29.1% peso do oxigênio no óxido = Realmente. 0.099 g deste composto quando tratados pelo AgNO3.5. pelo processo de Carius. verificou-se que 0. 1) Um composto orgânico quaternário contém: C—18.211 ou 21. H—15. origina um composto Z. 112 .800g 3. Pergunta-se: a) qual a fórmula e o nome de Z% b) com os dados do problema dar a massa obtida de Z.51%.

C fornece uma oxima e um composto com o bissulfito de sódio. Qual a sua fórmula molecular? 12) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Mn— 34.75%. S04—39.8% de C.73%.51% C.31% S.7% de H e 53.5% de H. Qual a fórmula e o nome de A? 8) Frutose tem 40.53% e 0—38.6 % de N.33%.902%. Qual é a sua fórmula empírica? Sabendo-se que o PM da frutose é de 180. O seu peso molecular é 294. N—23. de massa molecular 147g. Qual é a sua fórmula empírica? 7) Uma substância básica A contém: C—61. NH4—3.2 qual é a sua fórmula molecular? 9) Um composto mineral contém: Zn—40.25%.24%. Quais são suas fórmula empírica e fórmula molecular? 11) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Cr— 35. 0—39. O seu PM é de 89 ± 3. Qual é sua FM? 16) Qual a fórmula de um sal hidratado que contém: Fe -11.073%. H— 15. Quando A é tratado com o HNO2 produz um álcool B contendo: C—60. Qual a sua fórmula molecular? 13) Um composto mineral possui: P—18.87%.09%.024%. 0—40.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6) O nitrato de peroxiacetila (NPA) tem a seguinte composição percentual em massa: 19.18% H. O seu peso molecular é 161. FeO—36%.74% e Cl—48.00%. e 9. Determinar a sua fórmula e qual o seu nome? 15) Um composto dá uma análise elementar de 54. S—19.62%. Qual a sua fórmula? 10) A análise elementar de um composto X. dá: C— 49. K—26.73%.79%. Por oxidação incompleta B transforma-se em C cuja densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29.1 % de O e 11. Qual a sua fórmula molecular? 14) Um composto mineral contém: Cr2O3—64%.73%.37%. O seu peso molecular é 164. 2. H—13. 113 .0—44.02%.83%? IFES Pág.48% e K—24. O seu peso molecular é 158.3 % de O.37%. 6.82%. mas não reduz o reagente de Fehling. Na—42. 36. H—2. 66.0% de C. 11. 0—39.01%.

Note. Uma equação química balanceada é uma equação algébrica que dá o número relativo de reagentes e produtos na reação e tem o mesmo número de átomos de cada tipo dos lados esquerdo e direito. ou o número de átomos de cada elemento nos reagentes é igual ao número de átomos de cada elemento dos produtos. Assim. Uma equação química deve ser balanceada de acordo com a Lei da Conservação da Matéria. para a reação na qual os gases hidrogênio (H2) e oxigênio (O2) se combinam para formar água (H2O). que profere que a matéria não pode ser criada nem destruída durante a transformação química que ocorre em uma reação química.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VI 6. Então. Por exemplo: 6H2 + 3O2 → 6H2O é também balanceada.1 Balanceamento de Equações Químicas. 114 . os totais de massa dos reagentes deverão ser iguais ao total de massa dos produtos. usualmente procuramos a equação balanceada mais simples para uma reação. uma equação química balanceada é: 2 H2 + O2 → H2O Indica que duas moléculas de hidrogênio se combinam com uma molécula de oxigênio para formar duas moléculas de água. uma vez que os átomos apenas se combinam para formar novas moléculas (não são criados nem destruídos na reação química balanceada). IFES Pág. Por exemplo. pois há quatro átomos de hidrogênio e dois átomos de oxigênio em cada lado. já que todo múltiplo inteiro positivo de uma equação balanceada será também uma equação balanceada. Observe que a equação é balanceada. ainda. que nunca haverá uma única equação balanceada para uma reação.

Exemplo 1: A combustão de amônia (NH3) em oxigênio produz nitrogênio (N2) e água.z = 0 Reduziremos a matriz completa correspondente pelo método de eliminação de Gauss-Jordan. .xn = bn Pág. + a1n. hidrogênio e oxigênio nos reagentes e nos produtos.. . .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Embora o método de ―tentativa e erro‖ freqüentemente funcione em exemplos simples.x1 + a22 .x2 + . y e z.x1 + a12 .2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 . Solução: Se denotarmos os números de moléculas de amônia. oxigênio. nitrogênio e água por w. o processo de balanceamento de equações químicas na verdade envolve a resolução de um sistema de equações lineares homogêneo.. + ann. x. + a2n. an1 . . Dado um sistema linear qualquer da forma: a11 .xn = b2 . .xn = b1 a21 . estaremos procurando uma equação da forma: w NH3 + x O2 → y N2 + j H2O Comparando os números de átomos de nitrogênio. . 115 IFES .2z = 0 0 + 2x + 0 .x1 + an2 . obtemos o seguinte sistema de equações: Nitrogênio: Hidrogênio: Oxigênio: w = 2y 3w = 2z 2x = z Reescrevendo essas equações na forma padrão teremos um sistema homogêneo de três equações lineares em quatro variáveis. .x2 + . respectivamente. w + 0 .x2 + ...

 repetir o passo anterior com as demais equações. y = 2 e z = 6. a equação química balanceada é: 4 NH3 + 3 O2 → 2 N2 + 6 H2O IFES Pág.ª linha como base para a eliminação. w = 2/3z. O menor valor positivo de z que fornecerá valores inteiros para todas as quatro variáveis é o menor denominador comum das frações 2/3. e colocar o resultado na 2. x = 3. 1/2 e 1/3 (isto é. usando mi1 na i-ésima equação.(ai1 / a11) . 6). zerar todos os coeficientes abaixo da diagonal principal. x = 1/2z e y = 1/3z.ª . Voltemos ao exemplo: w + 0 . multiplicada pelo coeficiente m21.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os passos a executar são: 1. 3.  vamos somar à 2. repetir para as equações abaixo.ª linha.  calcular o elemento m12 = − (a'i2/ a'22). Isto também não altera a solução do sistema. considerar a 1. 1≤ i ≤ n. 116 . que fornece w = 4.ª equação a 1.z = 0 1 3 0 0 0 2 -2 0 0 0 -2 -1 0 0 → 0 1 0 0 0 1 0 0 -2 3 0 0 0 0 -1 2 1 -1 3 Logo. 2. Assim.2z = 0 0 + 2x + 0 . para isso faz-se:  calcular o elemento mi1 = .2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 . zerar todos os coeficientes da 1a coluna abaixo da a11.

Oxidante é a espécie química que. portanto.→ O3 -2 Ou.→ 2O3 -2 IFES Pág. 2Fe0 → 2Fe2 +3 + 6e∑ 0 3O2 + 6e. portanto. é reduzida. as duas meias reações (oxidação/redução) se combinam para dar uma dupla redox (oxi-redução): Meia reação de redução: Aox + n e. 117 . provocando a redução da outra espécie química.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6. uma reação em que ocorre transferência de elétrons. portanto. isto é. Redutor é a espécie química que cede elétrons. É. numa reação química. A redução ocorre quando um reagente ganha elétrons e vai para um estado de oxidação mais negativo.2 Balanceamento de reações de óxido-redução. o aceitante de elétrons. um reagente perde elétrons e vai para um estado de oxidação mais positivo.→ Ared Meia reação de oxidação: Bred → Box + n eReação de oxi-redução: Aox + Bred ←→ Ared + Box Exemplo: redução 4 Fe + 3 O2 → 2 Fe2O3 Oxidação Fe0 → Fe2 +3 + 3e∑ 0 O2 + 2e. durante a oxidação. Assim. é oxidada. o doador de elétrons. Uma reação de oxidação/redução é. oxidação e redução acontecem concomitantemente. isto é. provocando a oxidação da outra espécie. capta elétrons. Inversamente. É. pois na transferência de elétrons: um perde e outro ganha. Portanto.

 Se a reação se der em meio básico acertam-se as semi-equações do mesmo modo que no ponto anterior. Por forma a que sejam trocados o mesmo número de elétrons nas semireações. 2. lembrando que:  o elemento no estado livre (sem se combinar) possui valência zero. 5.3 Acerto de coeficientes das reações de redox. e  os elementos que variam o nox quase sempre mudam a posição. No lado da semi-equação onde estão presentes os íons H+ estes se combinam com os íons HOformando moléculas de água. soma-se igual número de íons HO.4 Estado de oxidação. o número de átomos que sofrem a reação redox. acertar as cargas das semiequações de modo aos dois membros possuírem a mesma carga. 6. De seguida. Identificar o meio em que a reação ocorre:  Se o meio onde a reação ocorre é ácido nas semi-equações deve-se acertar os átomos de oxigênio com moléculas de água e de seguida os átomos de hidrogênio com íons H+.a cada membro da equação. Com o número de elétrons conveniente. ajusta-se por simples tentativa. Acertar. É feito sistematicamente como se segue: 1. 4. em cada equação. Escrever as equações das semi-reações que correspondem à oxidação e à redução do equilíbrio redox em estudo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6. 6.  Um átomo que perde total. IFES Pág. Examinar nos membros da equação química os elementos que variam a valência. deixando o oxigênio sempre por último. 7. tantos quantos os íons de H+ existentes. Por intermédio das equações parciais. elétrons está oxidado relativamente ao seu estado elementar. ou parcialmente. 3. deve-se nesta etapa multiplicar as semi-equações por um fator multiplicativo que torne este número igual. 118 . tendo o cuidado de representar corretamente as espécies oxidadas e reduzidas.

Semi-reação de redução: IFES Pág.  Número de oxidação de um elemento. 119 .5 Exercícios Resolvidos. acertam-se os hidrogênios adicionando H+: i. vem: Semi-reação de redução: MnO4.  Um dado átomo pode.+ 2e.+ MnO4. num dado estado.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Um átomo que ganha elétrons está reduzido em relação ao mesmo estado elementar.  Obtém-se a equação total somando-se as duas semi – equações.→ SO42. aparecer em vários estados de oxidação referenciados pelo chamado número de oxidação. neste passo. Ajustar as equações por oxi-redução. Assim: Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução. 6. tendo em conta que o meio onde a reação ocorre é ácido. assim. Os elementos que alteram o seu estado de oxidação são: o Mn (Mn+4 / Mn+2) e o S (S+4 / S+6). forem atribuídos aos átomos mais eletronegativos. em cada ligação. acerte a equação: SO32. Logo. depois de ter multiplicado cada uma delas por um número apropriado de modo a que o número de elétrons seja o mesmo no processo de oxidação e no processo de redução.→ SO42-+ 2eNota-se que há um balanço eletrônico.→ Mn2+ Semi-reação de oxidação: SO32.+ Mn2+. não há acertos a fazer às equações. Acerta-se o oxigênio somando moléculas de água no lado da equação onde houver falta de oxigênios e. 1) Considerando a reação de oxidação-redução em meio ácido. é a carga que um átomo desse elemento adquire se os elétrons.

através da soma das duas equações.+ H2O → SO42. vem: i. Semi-reação de oxidação: Acerto dos átomos de oxigênio: SO32.+ H2O → SO42Acerto dos átomos de hidrogênio: SO32.+ 2H+ Procede-se ao acerto das cargas das semi-reações.→ Mn2+ + 4H2O ii.+ 8H+ + 5e.+ 2MnO4. Semi-reação de redução: MnO4. adicionando elétrons onde houver excesso de cargas positivas: i.+ 2H+ + 2e-) × 5 Por fim.→ Mn2+ + 4H2O Acerto dos átomos de hidrogênio: MnO4.+ 8H+ + 5e.+ 2Mn2+ + 3H2O 2) KMnO4 + H2C2O4 + H2SO4 → CO2 + MnSO4 + K2SO4 + H2O IFES Pág.→ Mn2+ + 4H2O) × 2 ii. 120 . obtém-se a equação global: 5SO32.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Acerto dos átomos de oxigênio: MnO4. Semi-reação de oxidação: (SO32.+ 6H+ → 5SO42.+ 8H+ → Mn2+ + 4H2O ii. Semi-reação de redução: (MnO4.+ H2O → SO42.+ 2H+ + 2eEncontrando um fator multiplicativo de forma a que ambas as equações envolvam o mesmo número de elétrons. Semi-reação de oxidação: SO32.+ H2O → SO42.

é reduzido a Mn2+: Redução: MnO4.e H2SO3 em meio ácido. Reconhecendo quais as espécies sofrem oxidação e redução. Logo.→ Mn2+ IFES Pág. O redutor H2SO3 é oxidado a SO42-: Oxidação: H2SO3 → SO42- O oxidante MnO4. 2 KMnO4 + 5 H2C2O4 + 3 H2SO4 → 10 CO2 + 2 MnSO4 + 1 K2SO4 + 8 H2O 3) Balancear a reação entre e MnO4. vem: 2 MnO4-(aq) + 5 C2O4-2(aq) +16 H+(aq) → 2 Mn+2(aq) + 10 CO2(g) + 8 H2O(l) Portanto. temos: Mn+7 → Mn+2 S+4 → S+6 Assim. 121 . as equações que traduzem a reação de oxidação e redução.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Temos: Mn+7 / Mn+2 e C+3 / C+4. a equação global de oxidaçãoredução (redox) fica: 2Mn+7 → 2Mn+2+ 10 e 0 5C2 + 10 e →10C+4 2 Mn+7+5C2 → 2Mn+2+10C+4 Por tentativa. para dar H2SO4 e Mn2+. são: Mn+7 → Mn+2 + 5e (Semi – equação de redução) 0 +4 C2 + 2e →2C (Semi – equação de oxidação) Fazendo-se o acerto de coeficientes das reações.

6 Balanceamento em meio alcalino.em ambos os lados. têm-se: H2SO3 + H2O  SO42.+ 2 Mn2+ + 4 H+ + 3 H2O 6. 122 .multiplicando por 5 e por 2.ou H2O. 2Mn2+ + 8H2O Adicionando-se as duas equações. obtêm-se: 5 H2SO3 + 2 MnO4. Mn2+ + 4H2O Igualando o número de e. 5 SO42. vem: H2SO3 + H2O  SO42. Muitas vezes precisamos escrever equações balanceadas para reações redox que acontecem em meio básico. respectivamente. deve estar na forma de OH.+ 4H+ MnO4. não podemos ter H+ na equação final − sua concentração em meio alcalino é muito baixa (menor que 1×10-7 M). Hidrogênio.+ 8H+ + 5e.+ 4H+ + 2eMnO4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Balanceando-se o número de átomos de hidrogênio e oxigênio nos dois lados utilizando H+ e H2O.+ 16H+ + 10e. nessas equações. Vejamos: IFES Pág.+ 8H+  Mn2+ + 4H2O Acrescentando um número de elétrons idêntico ao excesso de cargas positivas.+ 20H+ + 10e2MnO4. é eliminar os H+ que aparecem nas semi-reações ―neutralizando-os‖ mediante o acréscimo de um número igual de OH. Nestes casos. têm-se: 5H2SO3 + 5H2O  5SO42. Uma forma simples de conseguir isto.

+ 2Cr(OH)-4 + 2OH5) Faça o balanceamento da equação da reação do tiossulfato (S3O3-2) com o íon bicromato (Cr2O7-2) em solução S3O3-2 + Cr2O7-2 ↔ SO4-2 + Cr+3 Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução.+ 2OH. balanceiam-se os elétrons. 123 .+ H2O  CNO.em solução alcalina para formar CNO. Cr(OH)4 Balanceando o H.+ H2O  CNOCrO42.+ 2H+ CrO42.+ 4H2O  Cr(OH)-4 + 4OHFazendo o balanceamento das cargas: CN. Em seguida.em ambos os lado (lembrando que: H+ + OH.+ 4H2O + 3e. 2Cr(OH)-4 + 8OH3CN.+ CrO42. vem: + 3CN.+ 5H2O  3CNO.+ Cr(OH)4Balanceando o O.+ 6OH. CN.+ H2O CrO42. CNO.reage com CrO42.+ 3H2O + 6e2CrO42.+ H2O + 2eCrO42. vem: IFES Pág. CNO. CNO. têm-se: CN. Cr(OH)-4 + 4OHMultiplicando a primeira equação por 3 e a segundo por 2. 3CNO.e Cr(OH)4-. têm-se: CN. somando ambas. H2O).+ 2CrO42.+ 2OH. vem: CN.+ 4H+  Cr(OH)-4 Neutralizando os H+ acrescentando OH.+ 8H2O + 6e.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4) Consideremos a reação na qual CN.

balanceando as cargas por meio de elétrons. permitindo uma simplificação. + 15H2O + 3S2O3-2 → 6SO4-2 + 30H++ 24e4Cr2O7-2 + 56H+ + 24e. vem: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8eCr2O7-2 + 14H+ + 6e. 124 . Assim. vem: S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 Balanceando os átomos de oxigênio. precisamos tomar 3 vezes a simi-equação de redução e 4 vezes a de oxidação para equilibrarmos as cargas elétricas. portanto. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S2O3-2 → SO4-2 Cr2O7-2 → Cr+3 Balanceando os átomos de S e Cr. utilizando H2O 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 + 7 H2O e o hidrogênio.→ 2Cr+3 + 7H2O) Ou. utilizando o H+: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H+ Cr2O7-2 + 14H+ → 2Cr+3 + 7 H2O Finalmente.→ 8Cr+3 + 28H2O 15H2O + 56H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → +28H2O 8Cr+3 + 6SO4-2 + 30H+ A água e o H+ aparecem nos dois membros.→ 2Cr+3 + 7 H2O Mas. 3×(5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8e-) 4×(Cr2O7-2 + 14H+ + 6e.

125 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 26H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → 8Cr+3 + 6SO4-2 + 13H2O 6.+ I.→ MnO2 + I2 3) C (s) + O2 (g) → CO2 (g) + CO (g) 4) MnO-4 (aq) + Fe+2 (aq) → Mn+2 (aq) + Fe+3 (aq) 5) ClO-3 (aq) + I2 (aq) → IO3-2 (aq) + Cl6) I2(aq) + 2S2O32 (aq) 2I (aq) + S4O62 (aq) 7) AsO33 (aq) + Br2(aq)  AsO43 (aq) + 2Br (aq) 8) SO32 (aq) + Cr2O72 (aq)  3 SO42 (aq) + 2Cr3+ (aq) 9) H2S (aq) + Cr2O7-2 (aq) → Cr+3 (aq) +S(s) Faça o acerto de equações redox (em meio alcalino) abaixo: 10) AsO33 (aq) + Br2 (aq) +2OH(aq)  AsO43 (aq) + Br (aq) 11) MnO4 (aq) + NO2 (aq)  MnO42 (aq) + NO3 (aq) IFES Pág.→ Fe3+ + Cr3+ 2) MnO4.7 Exercícios de Fixação e Aprendizagem. Faça o acerto de equações redox (em meio ácido) abaixo: 1) Fe2+ + Cr2O72.

→ Fe3+ + Mn2+ 19) Bi3+ + SnO22.→ Bi + SnO3220) Acerte a seguinte reação: SbO33-+ ClO2 → ClO2-+ Sb(OH)621) Escreva a equação iônica acertada que representa a oxidação do íon iodeto (I-) pelo íon permanganato (MnO4-). 126 . originando iodo molecular (I2) e óxido de manganês (IV) (MnO2). em solução básica. 22) Acerte a seguinte equação para a reação em meio ácido: C6H6O2 + AgBr → Ag + Br-+ C6H4O2 23) H3AsO4 + Fe+2 → H3AsO3 + Fe+3 24) N2H4 + Cu(OH)2 → N2 + Cu IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 12) Al (s) + 6H2O(l)  Al(OH)4 + H2(g) 13) CrO42(aq) + 3S (s)  Cr(OH)4 (aq) + SO32(aq) 14) ClO(aq) + CrO2 (aq)  Cl (aq) + CrO42(aq) 15) MnO4 (aq) + I (aq)  MnO2 (s) + I2 (aq) 16) Cr(OH)3 (s) + Br2 (aq)  CrO42 (aq) + Br (aq) 17) ZrO(OH)2(s) + SO3 (aq)  Zr (s) + 2SO42 18) Fe2+ + MnO4.

A estequiometria refere-se às quantidades de reagentes e produtos em reações químicas.022×1023).8 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas. Para uma reação hipotética. a informação quantitativa contida em uma equação química balanceada. 1I2 + 1H2 → 2HI Fig. Isso resulta que os números relativos de moléculas são idênticos aos números relativos de moles.022×1023) moléculas 1 mol → 2HI 2(6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 25) MnO-4 + C2O4-2 → Mn(OH)3 + CO3-2 6. Consideremos a seguinte equação balanceada: 2 H2 + O2 → 2 H2O Os coeficientes nos dizem que duas moléculas de H2 reagem com cada molécula de O2 para formar duas moléculas de H2O.022×1023) moléculas + 1H2 1(6. 127 . em nível microscópio. membro a membro por (6. 64 Temos: 1I2 2 moléculas + 1H2 1molécula → 2HI 2 moléculas Multiplicando. O conceito de mol nos permite aproveitar.022×1023) moléculas 2 moles 1 mol IFES Pág. vem: 1I2 1(6.

quando o problema fornece a quantidade de dois reagentes. 128 . Estas relações estequiométricas podem servir para obter fatores de conversão que relacionam as quantidades de reagentes e produtos de uma reação química. IFES Pág. é provável que um dele esteja em excesso.57 mols O2)( 2 moles H2O ) = 3. 1 mol O2 e 2 moles H2O. Nesse caso: a) determinar a quantidade de reagente que está em excesso. Em outras palavras. o número de moles de H2O que se produz a partir de O2 se pode calcular assim: Moles de H2O = (1. Os coeficientes de uma equação química balanceada podem ser interpretados como os números relativos de moléculas (ou unidades formulares) que participam na reação e também como números relativos de moles. consideremos a reação: 4 FeS + 7 O2 → 2 Fe2O3 + 4 SO2 Podemos escrever os seguintes fatores de conversão química: 4 moléculas FeS 7 moléculas O2 4 moléculas FeS 2 moléculas Fe3O2 7 moléculas O2 4 moléculas SO2 etc. na equação diz-se que 2 moles de H2O e 1 mol de O2 formam 2 moles de H2O. são chamados montantes estequiometricamente equivalentes.6. Assim. Por exemplo. A relação entre estas quantidades podem ser representadas como: 2 moles H2  1 mol O2  2 mol H2O Onde o símbolo ―‖ significa "estequiometricamente equivalente a". As quantidades de 2 moles H2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4.14 moles de H2O 1 mol O2 Como exemplo adicional. Fatores químicos de conversão. dado pelos coeficientes da equação.

66 IFES Pág. temos: NH3 + CO2 → (NH2)CO + H2O Fig. 129 .9 Elementos Químicos Limitante. Observe a seguinte reação: No início da reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO b) resolver o problema baseado na quantidade de reagente que participa da reação. 65 E no final da reação: Fig. 6.

em quantidades estequiométricas. A percentagem de excesso determina-se da seguinte forma: %E = A . fazendo com que a reação termine.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Numa reação química. Nos casos em que os reagentes não estão em proporções estequiométricas. designam-se por reagentes em excesso e podem ser quantificados através da percentagem de excesso. Considere-se a reação anterior (de síntese de amoníaco). ou não. o reagente limitante é aquele que será consumido por completo em primeiro lugar. Quando efetuamos uma dada reação química o intuito é sempre obter o máximo possível de produto. a partir de azoto e hidrogênio. sem que nenhum dos reagentes (nem mesmo o limitante) se esgote. 130 IFES . que não são limitantes. não há perda nem ganho de átomos. Quando os reagentes se encontram nas proporções estequiométricas. É importante caracterizar as reações químicas pela sua extensão. Neste tipo de reações atinge-se um equilíbrio dinâmico entre reagentes e produtos da reação e para a sua representação utiliza-se uma equação química com 2 setas (⇋). a reação completa-se quando se esgota o reagente limitante. a quantidade de produto que se obtém depende de muitos fatores. Portanto. Uma reação será incompleta se. 6. De acordo com a Lei de Lavoisier. No exemplo acima o reagente limitante será o NH2.EN ×100 EN Onde A é a massa existente do reagente em excesso e EN a massa desse mesmo reagente que seria estequiometricamente necessária para converter todo o reagente limitante. traduzida pela seguinte equação química: Pág. independentemente dos reagentes estarem. a reação progride só até a obtenção de uma dada quantidade de produtos. Os outros reagentes presentes.10 Determinação do reagente limitante. o número total de átomos de cada elemento no lado esquerdo da equação (reagentes) deve ser sempre igual ao do lado direito (produtos). uma reação será completa se esgotar completamente os reagentes durante a reação. no entanto.

1g. Neste caso. esta depende da quantidade de N2 presente inicialmente.357mols H3PO4 98. se formariam (se a reação fosse completa e não ocorressem reações secundárias que consumissem alguma das espécies envolvidas) 8 moles de NH3. Uma vez que por cada mole de N2 reagem 3 moles de H2. e como para cada mol de N2 se formam dois moles de NH3.0g de H3PO4.0g e Ca3(PO3)4 = 310g.0g 2o) Calculando os mols de que se produzem. 131 IFES . A pergunta é: qual dos reagentes é o limitante? A resposta obtém-se assim: 1o) Calculando os mols de cada reagente.0g de carbonato de cálcio deve reagir com 35. o número de moles de H2 necessário para reagir com quatro moles de N2 é: 4 moles N2 3 moles N2 =12 moles H2 1 mol N2 Conclusão: Como o número de moles de H2 disponível (20 moles) é superior ao número de moles necessário para reagir com o N2 (12 moles). vem: Pág.0g de H3PO4 1 mol = 0. 3 CaCO3 (s) + 2 H2PO4 (aq) → Ca3(PO4)2 (g) + 3 CO2 (g) + 3H2O (l) Podemos calcular as massas molares das substâncias que participam da reação utilizando as unidades de massa atômica: CaCO3 = 100. vem: (50g de CaCO3) 35.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO N2 (g) + 3 H2 (g)→ 2 NH3 (g) Considerando que se adicionam 20 moles de H2 a 4 moles de N2. Exemplo 1: Uma amostra de 50. H3PO4 = 98. Relativamente à quantidade de NH3 produzida. pode concluir-se que o H2 se apresenta em excesso e que o N2 é o reagente limitante.1g 1 mol = 0.500 mol CaCO3 100. a) Quantas gramas de fosfato cálcio se produzem? b) Calcule a quantidade de moles de reagentes em excesso ao final da reação.

Portanto.167 mols 0.024 moles 98.024 mols 0.0g = 2. neste exemplo.8g de Ca3(PO4)2 1 mol Ca3(PO4)2 A quantidade de H3PO4 em excesso é igual 0.357g H3PO4) 1 mol Ca3(PO4)2 = 0. o CaCO3 é o reagente limitante (o 0. Assim.500 mol CaCO3) (0. Assim.500 moles Ca3(PO4)2 (0.500 mols 3 0.333 mols 0.500 mols + 2 H2PO4 (aq) 0.500 → 1 Ca3(PO4)2 (g) 0 mol + 3 H2O (l) 0 mols Reagem: 0. a quantidade em gramas de Ca3(PO4)2 que se produziria: 0.178 mols Ca3(PO4)2 2 mols O reagente limitante é aquele que nos fornece a menor quantidade de moles de produto.357 mols 0.352g H3PO4 mol H3PO4 De fato.178 mols) e o H3PO4 excesso.024 moles H3PO4) 2 mol H3PO4 3 mol Ca3(PO4)2 = 0.500 mols Equilíbrio: 0 mols Outro exemplo: 2 H2 + 1 O2 → 2 H2O IFES Pág.167 mols em comparação com 0.167 mols Ca3(PO4)2 310g = 51.167 mols 0.500 2 mols 3 0.357 moles – 0. a quantidade que se consome é: 0.167 mols Ca3(PO4)2 3 mols CaCO3 1 mol Ca3(PO4)2 = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.500 mols 1 mols 0.357g mol de H3PO4 presente no princípio da reação menos a quantidade que se consume durante a reação. 3 CaCO3 (s) Início: 0. 132 .

teremos: x y z t = = = 2 3 1 6 Assim sendo. 4 A + 6 B → 2 C + 12 D 6 A + 9 B → 3 C + 18 D 10 A + 15 B → 5 C + 30 D. seja o exemplo básico. Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H2 (g) Início: 2 moléculas + 1 O2 (g) 1 molécula → 2 H2O (l) 2 moléculas 2 × 6×1023 moléculas 2 moles H2 O 2 moles H2O 36 g de H2 O 2 × 6×1023 1 × 6×1023 moléculas Reagem: moléculas 2 moles H2 1 mol O2 2 moles H2 4 g de H 1 mol O2 32 g de O2 Assim. 133 . fundamental: 2A +3B → 1C +6D 2 moléculas 3 moléculas 2 moles x moles 3 moles y moles 1 molécula 6 moléculas 1 mol z moles 6 moles t moles Em conseqüência da Lei de Proust. IFES Pág. e assim sucessivamente.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Conhecido o número de moléculas de um dos componentes de uma reação.00794 g/mol.30 g Ca3 (PO4)2 1 mol = 0.T gás CNTP condições diferentes das normais número de moléculas. (Dados: H = 1. que os números de moles (n) podem ser calculados de diversas maneiras: 1.V R. b) relacionando os números de moléculas. átomos ou íons 6.ª) 2. 134 .021 g IFES Pág.4 l P. podemos calcular o número de moles dos outros participantes por proporção dos respectivos coeficientes.040 moles 230. c) relacionando as massas das substâncias. P = 30.30g de Ca3(PO4)2.11 Exercícios Resolvidos.ª) 4.021g/mol 9. 023×1023 6.97376 g/mol. Ao acharmos os coeficientes estequiométricos poderemos interpretar a reação de vários modos: a) relacionando os números de mols. Ca = 40.ª) n= n= n= n= massa mol V 22.078 g/mol) Ca(PO4)2 = 230. ainda. Lembrando. etc.9994g/mol. O = 15.ª) 3. Calcule também a massa de H2O formada na reação. 1) Calcule as massas de H2PO4 e Ca(OH)2 necessárias à obtenção de 9.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H3PO4 + 3 Ca(OH)2 → Ca3(PO4)2 + 6 H2 O 2 moléculas 3 moléculas 1 molécula 6 moléculas 2 moles 3 moles 1 mol 6 moles 2×0.12 moles 0.040 moles 0.2 moles 3 0.2 moles De fato.08 moles H3PO4) ( 97.2) moles 3 0.83 g 1 mol 74.040 moles 0.133 + 4 H2 O 4 moles 4 moles 3 4 (0.199 ≅ 0.9952 g ) = 7.2) moles 3 0.040 moles 3×0.12 moles Ca(OH)2) ( (0.093 g ) = 8.2) moles 0.24 moles H2O) ( 18.324 g 1 mol 2) 1.24 moles Portanto. Temos: (1.267 3 Cu 3 moles 1 mol 0.0153 g ) = 4.0221415×1023 + 2 NO 2 moles 2 moles 3 2 (0. (0.53 n ( Cu ) n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) = = = = 3 8 3 2 4 IFES Pág.2 moles Cu 6.08 moles 0.2×1023 átomos Cu) 1 mol = 0. b) o número de moles de NO formado (a CNTP) e c) o número de moléculas de H2O formada.040 moles 6×0. 135 . segundo a reação: 3 Cu + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 + 2 NO + 4 H2O Calcule: a) a massa de HNO3 consumida na reação. + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 8 moles 3 moles 8 1 mol moles 3 8 (0.2×1023 átomos de cobre reagem completamente com ácido nítrico.30 g 1 mol (1.

0667×3 = 0.267 moles H2O) = 1.19 g − 1.65 g HNO3 1 mol n ( Cu(NO3)2 ) = 0. x H2O) n ( H2O) n ( CaCl2 ) = = 1 x 1 IFES Pág.08 g H2O 1 mol = 0.0667×8 = 0.990 ≅4 g NO 1 mol 22.11g CaCl2 1 mol = 0. CaCl2.2 = = = = = 0.0221415×1023 moléculas (0.0667×2 = 0. 136 .534 moles HNO3) 63.08 g 1. Calcule o número de moléculas de H2O de cristalização do cloreto de cálcio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) o.608×1023 moléculas H2O 1 mol 3) 2.0599 moles 18.98 g m (H2O) = 2.2 moles (0.11g de cloreto de cálcio anidro.267 moles 6. x H2O → 1 CaCl2 + x H2O 1.51g Cu(NO3)2 1 mol n ( NO ) = 0.0153 g n ( CaCl2.99 litros NO 1 mol n ( H2O )= 0.0667 8 3 2 4 3 Portanto.133 moles NO) (0.0128 g = 33.2 moles) 187.534 moles (0.4 litros = 2.133 moles NO) 30.0667×4 = 0.133 moles (0.19 g de cloreto de cálcio hidratado por aquecimento fornecem 1. n ( HNO3 ) = 0.11g = 1.0100 moles 110.556 g = 37.0061 g = 3.

05 moles 342.0100 + x H2 O x moles 0.05 moles 2×0.0599 1 CaCl2 1 mol CaCl2.6 H2O 4) Calcule as massas de H2SO4 e Al(OH)3 necessários à obtenção de 17. 17.05 moles 3×0.0100 moles Portanto.61 g . IFES Pág.1 moles 0.01 mol CuSO4 159. .59 g CuSO4 = 0. x H2O → 1mol 0.0100 moles x×0. x H2O) n ( H2O) = = 0.1 g Al2(SO4)3 1 mol ≅ 0.15 moles 0.4 g de sulfate de cobre II hidratado fornecem por aquecimento 1.1 g de Al2(SO4)3.59 g de sulfato de cobre II.1 moles Al(OH)3 98.078 g = 14.0599 = = 0.7117 g 1 mol 78.3 moles 0. CaCl2.05 moles 0. 137 .80036 g 1 mol 5) 2.15 moles H2SO4 0.05 moles 0.0100 1 x x= 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( CaCl2.0100 1 x n ( CaCl2.05 moles 6×0.0100 moles 0.0599 ≅ 6 moles 0.0036 g = 7. 1 mol 1.15 g 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 6 H2 O 3 moles 2 moles 1 mol 6 moles 0. x H2O) 0. Dê a fórmula do sulfato de cobre II hidratado.

01×x = 0.81g H2 O = 0.81g 1 mol 0. vem: . Qual a fórmula de sulfato de sódio hidratado? Como mm (BaSO4) = 233. x H2O → CuSO4 + x H2 O 1 mol 1 mol x moles 0.01×x mol 0. IFES Pág.22g de Na2SO4 hidratado reagindo com o cloreto de bário em solução aquosa fornecem 2.39 g .233 g 0.01 mol x×0. .045 moles x= 0.01 mol 1×0.39 g 0.33g BaSO4 ≅ 0.01 mol 0.1. 233.01 mol Assim. . x H2O + BaCl2 → + 2 NaCl + x H2O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles x moles 1×0. BaSO4 Na2SO4. 6) 3.01 mol 2×0. 138 .59 = 0.01 Logo.01 moles BaSO4 ≅ 2.02 moles NaCl ≅ 1.01 mol 0.4 .01 mol 1×0.045 mol ≅ 5 moles 0.01 mol BaSO4 233.443 g 0.01 mol 0.33g de precipitado (BaSO4).01 mol 0.082 g BaCl2 1 mol .0153 g CuSO4.01 moles BaCl2 ≅ 2. 1 mol 2. .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH2 O = 2.01 mol 0.334 g BaSO4 1 mol .045 moles 18.39 g /mol. 5 H2O. 208.169 g NaCl 1 mol . 58.01 mol 0. o sal procurado é: CuSO4.02 mol x×0.

22g 2.799 g H2O Assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. Calcular o número de gramas de NO que seriam obtidos teoricamente para determinar o % de rendimento.122 g 5 O2 = 159. tendo-se em conta os coeficientes estequiométricos.1 moles 18. vem: 4 NH3 = 68.334 g + 1. então: 1.01× x moles 3.1 moles H2O = 0. NH3 + O2 → NO + H2O Balanceando a reação.092 g IFES Pág. a fórmula do sal será: Na2SO4.334 g 1.0153 g/mol. têm-se: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O Determinando as massas moleculares das substâncias que permitem os cálculos.082 g = 2.082 g 2.0153 g 7) Reagiu-se 36 g de NH3 com O2 para produzir NO e H2O e obteve-se 50.82 g de NO. x H2O + BaCl2 → BaSO4 + 2 NaCl + x H2 O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles 0.169 g mH2O Como. 0.01× x moles x = 10 Logo.169 g + m H2O m H2O = 1.995 g 4 NO = 120.0998 ≅ 0.799 g Mas.024 g 6 H2O = 108. m Na2SO4.22g + 2. x H2O + m BaCl2 = m BaSO4 + m NaCl + m H2O 3. 10 H2O 1 mol = 0. 139 . mm (H2O) = 18. Na2SO4.

26 g Reação: 2 KNO3 + H2SO4 → K2SO4 + 2 HNO3 Como o rendimento é de 90%.90 × m (K2SO4) = 32 g m (K2SO4) = 32 g/0.206 g 1 K2SO4 = 174. então: 0.52% de pureza.90 = 35.122 g O2 produção real 50. Supondo um rendimento de 90%.258 g = 0.12% produção teórica 63. Calculando os coeficientes estequiométricos (valores teóricos): 2 KNO3 = 202.3 gramas de nitrato de potássio.8252 ou 82.206 g KNO3 = 41.556 g K2SO4 202. Portanto. 50 g 9) De acordo com a reação seguinte.8012 ou 80.428 g NO 68. determine a pureza da amostra.556 g Massa de nitrato de potássio que reagem: 35.024 g NO = 63. 2 NH3 + 3 CuO → N2 + 3 H2O + 3 Cu Temos: IFES Pág.82g NO = = 0.428g NO % Rendimento = 8) Tratando-se uma amostra de 50 gramas de nitrato de potássio com ácido sulfúrico.258 g KNO3 174.26 g K2SO4 Em 50 gramas da amostra têm-se 41. coleta-se 32 gramas de sulfato de potássio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando-se a produção teórica: 36 g NH3 120. calcular a massa de Cu formada se pusermos para reagir 20 gramas de amoníaco com 150 gramas de CuO. 140 . a pureza da amostra será: Pureza = 41.

mas supondo agora que o CuO seja impuro e que tenha 20% de impureza.014 g + 18. como sobra 9.031 g 2 NH3 + 79.882 g de CuO. Assim. Assim.936 g Cu 34. Suponha. 34. Isso acontece por diversos motivos.062 g 20g Calculando o valor teórico. teremos: 20 g NH3.545 g 3 CuO → 28. 190. ou seja. que a reação tenha 90% de rendimento. Esteq.014 g N2 28.015 g 3 H2O 54. Dados e incóg. 34.031 g 2 NH3 + 79. mm 17.638 g Cu = 111. 141 . 20 g NH3.045 g + 63. Esteq. Por outro lado.014 g N2 + 18.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mm 17.635 g CuO = 140.638 g m Relac.118 g CuO 34.545 g 3 CuO 238. 238. por exemplo: pode ser IFES Pág.635 28.062 g 20g 238.546 g 3 Cu 190.045 g + 63.062 g NH3 Portanto. Dados e incóg. ele é o regente em excesso e o NH3 o limitante. na prática também é impossível que uma reação obtenha o total de produtos calculados teoricamente a partir da relação estequiométrica.014 g g 150 g 90% R 80% P Não se podem fazer cálculos estequiométricos com um reagente que é impuro.635 g 150 g → 28. o calculo do reagente limitante obtém-se da relação com dados puros. ainda. com valores que realmente reagiram.638 g m Relac. Calcule a massa de Cu formada nessas condições.062 g NH3 10) Continuemos com o exercício anterior.015 g 3 H2O 54.546 g 3 Cu 190.

então a quantidade de Cu obtida será: 0. 11) Reagem-se 119 g de uma amostra de Cu com excesso de HNO3 e se obtém 28.000 g CuO Assim.0 % segundo a reação indicada abaixo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO que não se conhece a pureza dos reagentes (nesse caso a única hipótese é têlos como se fossem puros) ou.: %P=? 504. teoricamente teremos: 120 g CuO.062 g NH3 = 17.90×95.864 g Cu Como a reação possui 90 % de rendimento. 3 Cu + 8 HNO3 → 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O Teórico: 190.638 g Cu 238. 142 . 34. Continuando nosso exercício. isso significa que para cada 100 gramas de produto indicado pelo cálculo teórico. ou seja.061 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O exc 28. o rendimento da reação (expresso em percentagem) diz respeito ao total calculado teoricamente e se dissermos que uma reação tem um rendimento de 90%. Portanto. a massa de CuO que reagiu foi: 0.80 = 36.104 + 8 HNO3 → 80% R 60. sua pureza é apenas temporária.5 g Dados e (imp) incóg. na realidade o que se obtém são 90 gramas.012 562.80 × m (H2O) = 28 g m (H2O) = 28. 120 g CuO.8 g de H2O com rendimento de 80.128 g NH3 238.864 = 86.000 g IFES Pág.635 g CuO = 95. mesmo que seja especificada sua pureza.668 72.278 g de Cu.80×150 = 120.8 g Calculando a massa de água obtida se o rendimento fosse de 100%.8/0.638 (g) 3 Cu 190. ele se decomponha com o tempo. vem: 0.635 g CuO 190. Calcular a pureza da amostra de Cu utilizada e o número de moles de NO formados.

A equação química é: CaCO3 + 2 Cl2 → Cl2O + CaCl2 + CO2 Os gases são recolhidos em um recipiente de 20.000 g H2O 190.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.50 % P 12) Reagem-se 230 gramas de CaCO3 (87% de pureza) com 178 gramas de cloro.5 g Cu imp. para cada dado e incógnito. 143 . em 100 g. Nessas condições. de O Teórico: 100.238 g Cu 72. portanto é a quantidade que se encontra nos 119 gramas de amostra impura.0 litros a 10. teremos: 100 g Cu imp. o Cl2O tem uma pressão parcial de 1. Logo. 2 mols át.5 g temos 95 g de Cu (puro). 1 mol át.061 g H2O A massa de Cu calculada (95.238 g) é a massa que reage (pura).09 CaCO3 + 70.010 CO2 (g) 1 mol moléc.905 2 Cl2 141.7950 ou 79. = 0. + 44.98 CaCl2 1 mol moléc. vem: mm (g) 100. Pergunta-se: a) Qual é o rendimento da reação? b) Qual é o número de átomos de oxigênio na mistura gasosa? Supondo que a reação possui 100 % de rendimento.16 atm. de O + 110. Calculando as quantidades estequiométricas dadas pela equação química.0°C.09 (g) 230 g 178 g IFES Pág. reagiram (teoricamente): 36.81 (g) → 86.905 Cl2O (g) 1 mol moléc.638 g Cu = 95. 95 g Cu puro 119. Isto é: Em 119.

o cloro será o reagente limitante.999 moles de Cl2O dm3 .818 g Cl2O 100 % R = 79. 0. com um rendimento de 95 % produzindo Cu(NO3)2.81 g Cl2 = 283.589 % 109.905 g Cl2O = 109.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Calculando a massa de CaCO3 que reage (pura).507 g Cl2. vem: 230 g CaCO3 imp.1 g de CaCO3 são necessários 283.81 g Cl2 Portanto.999 moles Cl2O 86.905g Cl2O = 86.100 g CaCO3 141.0°K °K . O número de moles de Cl2O que será obtido na reação será: n = PV / RT (da equação geral dos gases) 1.818 g Cl2O 1mol Cl2O Calculando a quantidade teórica de Cl2O.00 mL de uma solução 6 M de ácido nítrico a 50ºC e 3 atmosferas.083 g Cl2O Na equação química se observa que cada 141. O2 1 mol O2 13) Reagem-se 50. para os 200.267×1024 át. O2 = 2.082 .81 g de cloro se obtém 3 moles de átomos de oxigênio nos produtos gasosos.09 g CaCO3 Ou seja. 144 . 80 g CaCO3 puro 100 g CaCO3 imp.507 g Cl2 100.20 dm3 n= = 0.02×1023 át.283. vem: 178 g Cl2 86. mol Ou.00g de Cu (90% de pureza) com 400.083 g Cl2O 141. segundo a reação: Cu + 4 HNO3 → Cu(NO3)2 + 2 NO2 + 2 H2O Calcular: IFES Pág.16 atm.100 g CaCO3 puro Buscando o reagente limitante. mas com apenas 178 g. atm 0. = 200.81 g Cl2 6. portanto: 178 g Cl2 3 moles O2 141. o rendimento da reação será: 86. vem: 200.

então.546 g Cu = 38. logo: 400 mL sol.013 g HNO3 = 151. vem: 151.556 0 187.112 0 +225.23 g ele é o reagente limitante.533 g Cu(NO3)2 252. Logo: 151. obtém: IFES Pág.556 2 NO2 375.052 g HNO3 = 178. c) Massa de nitrato de cobre (II) obtida.127 (g) Obtêm11.556 g Cu(NO3)2 = 112.052 g HNO3 Calculando a massa teórica de nitrato de cobre (II) obtida. b) Massa de reagente em excesso. Mm (g): 63.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Reagente limitante e o reagente em excesso.013 + 4 HNO3 252.052 g HNO3 Lembrado que o rendimento da reação é de 90%.546 Cu 90% P 63.23 → 187.015 + 2 H2O 36. 6 moles HNO3 1000 mL sol. 63.052 151.030 0 21.23 100% R +112. e e) Moles e moléculas de água obtida.280 Em um solução 6 molar temos 6 moles de soluto em 1 L (1000 mL) de solução.065 213.490 g HNO3 63.23 g HNO3 1 moles HNO3 Dos 50 g de Cu. d) Volume de dióxido de nitrogênio obtido.546 63.537 Teórico: (g) Inicio: 50 (g) Reagem: −38.618 20.90×50 g Cu 252.556 Cu(NO3)2 + 187.873 se: (g) excesso −151.812 18.23 g HNO3 63.546 g Cu Como há apenas 151.533 0 limitante 95% R 101. apenas 90% reagem e requerem: 0. 145 .23 g HNO3 187.127 g Cu 252.

H2O = 1.052 g HNO3 95 g H2O 100 g H2O 1 mol H2O = 18.5 moles de Ti. leve e resistente à corrosão. 0.90×112.0820574587 L 3 atm atm ×(50+273°K ) °K· mol V = 10.030g H2O 252.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.140 moles NO2 = Assim. 146 .556 g NO2 P. Obtido pela reação de cloreto de titânio (IV) com magnésio fundido entre 950° e 1150 °C. H2O 14) O titânio é um metal forte.812 g NO2 = = 213.03×1023 moléc. V= 1.015 g H2O = 1.812 g NO2 1 mol NO2 = 1.T 375. Reagindo-se 4 moles de TiCl4 com 4 moles de Mg obteve-se experimentalmente 1.072 L Por último.112 g NO2 = 225.874 ×1023 moléc. 151.140 moles H2O 1 mol H2O = 6.052 g HNO3 = 1.V R. utilizado na construção de aeronaves espaciais.065 g NO2 252.140 moles H2O = 6.95×225. Calcular o rendimento percentual da reação. motores e quadros de bicicletas.065 = 213. TiCl4 + Mg A equação balanceada é: → Ti + MgCl2 IFES Pág.140 moles×0.533 g Cu(NO3)2 = 101.140 moles NO2 187.23 g HNO3 Ou.280 g Cu(NO3)2 151.23 g HNO3 36.

O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L. Assim.69 g TiCl4 + 24.210 g 2 MgCl2 2moles O mol +2 moles 3moles Teórico: Têm-se: Reagem: 1 mol 4 moles −2 moles 2 moles Reagente excesso Os 4 moles de TiCl4 requerem: n (Mg) = 4 mol TiCl4 2 moles Mg = 8 moles Mg 1 mol TiCl4 Como se dispõe de 4 moles de Mg apenas.5 mol Ti = 0. de acordo com a reação: CaH2 + H2O → Ca(OH)2 + H2 Depois de ajustar a reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 189.305 g 2 Mg 2 moles 4 moles −4 moles 0 mol Reagente limitante 100% R 75% R → 47. ele será o reagente limitante. 147 . calcule: a) b) c) Qual reagente sobra e em que quantidade? O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg.88 g Ti 1 mol 0 mol +2 moles 1.5 mol + 95. Balanceando a equação vem: IFES Pág. vem: %R= 1.0 moles Ti 15) Em um gerador portátil de hidrogênio reagiram-se 30 g de hidreto de cálcio com 30 g de água. reagem: 4 moles Mg 1 mol TiCl4 = 2 moles TiCl4 2 moles Mg Calculando o rendimento percentual.75 0u 75% Ti 2.

é: V = nRT/P = 1.714 Reagem: mols Sobram: 0 mols Reagente limitante 2 mol 1.9708 ou 97.714 mols + 2.428 mols Reagente em excesso 30 g CaH2 30 g H2O 1 mol CaH2 = 0.015 g H2O 1.08% 35.714 mol CaH2 2 moles H2O = 1.665 mols H2O requerem: 0.428 mols Teórico: Têm-se: 1 mol 0.015 2 H2O → 74.3637 L · mmHg ×293 °K °K · mol 745 mmHg V = 35.0156 2 H2 2 moles 1. O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg.09 g CaH2 + 18.09 Ca(OH)2 1 mol 0.714 mols −0.714 mol CaH2 42.024 L 16) Continua IFES Pág.024 litros O2 O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 42. portanto.237 mols de H2O (reagente em excesso).428 100 % R mols 1.428 mols×62. quando o rendimento da reação é 100 %. seria: Rendimento = 34 L = 0. 0. 148 .09 g CaH2 1 mol H2O = 1.665 mols −1.665 mol H2O 18.428 moles H2O 1 moles CaH2 Sobram.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6. presente na cevada. Quando o óleo queima. Qual a massa de cobre que se dissolveu? 3) Um vinho comercial contém cerca de 9. 149 . Suponha que 1.21 Kg de vinho sejam produzidos pela reação de fermentação da glicose.2% de enxofre em massa. descrita abaixo: C6H12O6 (aq) → C2H5OH (l) + CO2 (g) Calcule a massa de glicose necessária para produzir o álcool etílico no vinho. As reações químicas deste processo são mostradas abaixo: C12H22O11 + H2O → 4 C2H5OH + 4 CO2 CO2 + H2O → H2CO3 I) Qual a massa de ácido carbônico.N.T. 2 HCl + CaCO3 → CaCl2 + H2O + CO2 (gás) Qual a massa em gramas do gás obtido? 5) As indústrias de cerveja utilizam o gás carbônico na fermentação da maltose (C12H22O11). 4) Fazendo reagir ácido clorídrico em excesso com carbonato de cálcio foram obtidos 3.P é de 1.26 kg de maltose? II) Qual o volume ocupado por 4 mols de gás carbônico nas CNTP? 6) Certo tipo de óleo cru queimado em usinas geradoras de eletricidade contém cerca de 1.1 litros de gás na CNTP. com o objetivo de produzir água gaseificada para fabricação de refrigerantes.2 litros. obtida a partir de 3. desprende-se um gás cujo volume na C. o enxofre forma dióxido de enxofre gasoso: IFES Pág.12 Exercícios Propostos 1) Quantas gramas de sulfato de bário são obtidas quando se trata com 50 g de cloreto de bário pela solução de sulfeto de bário? 2) Quando o cobre é atacado pelo ácido sulfúrico concentrado e a quente.7% de álcool etílico por massa.

Que massa de água se produz por combustão de 1.P) de hidrogênio produzido a partir de 16.0 kg de alumínio e 100 kg de óxido de ferro(III).302 g de oxalato de cálcio. Qual o combustível gasoso obtido e o seu volume? 9) A combustão da glicose. admitindo-se que os gases resultantes da combustão encham completamente a sala? 8) Num recipiente contendo 2 Kg de carvão incandescente introduz-se vapor d’água superaquecido.34 g de zinco.54 gramas de cobre metálico.P.T. por reacção entre o zinco e uma solução aquosa diluída de ácido sulfúrico: Zn(s) + H2SO4(aq) → ZnSO4(aq) + H2(g).T. Calcular o volume (C. Que quantidade e que massa do "anti-ácido" hidróxido de alumínio é necessária para neutralizar 50 cm³ dessa solução. obtém-se 0. C2O42-. no laboratório.5) 2 Cu + O2 → 2 CuO IFES Pág. na C.0 kg de óleo é queimado? 7) Deseja-se desinfetar uma sala cujas dimensões são 6m × 4m × 3m. (Massas atômicas: O = 16. pode ser representada pela equação química C6H12O6 + 6 O2 → 6CO2 + 6 H2O. Ca2+. A partir de 80. de acordo com a equação 3HCl(aq) + Al(OH)3(s) → AlCl3(aq) + 3H2O(l)? 13) Óxido de ferro(III) pode ser reduzido a ferro metálico por reação com alumínio: 2Al(s) + Fe2O3(s) → 2Fe(s) + Al2O3(s). Calcular a massa de ferro que se pode obter a partir de 81. 150 . admitindo um rendimento de 100%. Calcular a percentagem do elemento cálcio no leite e comparar com o valor indicado na embalagem (105 mg/100 g). 14) Calcular a massa de óxido cúprico obtida a partir de 2. 12) A concentração de ácido clorídrico no estômago pode atingir 0.0 g de leite e por adição do sal solúvel oxalato de sódio..N.60 g/L) são produzidos quando 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S(s) + O2 (g) → SO2 (g) Quantos litros de SO2 (d = 2. 11) O hidrogênio pode ser obtido. Cu = 63.00 g de glicose? 10) Pode determinar-se quantitativamente o íon cálcio. presente no leite por reação de precipitação com íon oxalato. Qual a massa de enxofre que se deve queimar.N. tal como a sua oxidação durante o metabolismo celular.17 mol dm-3.

Qual a massa de H2SO4 que pode ser obtida a partir de 60 g de pirita (FeS2) pelo processo equacionado: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 2 SO2 + O2 → 2 SO3 SO3 + H2O → H2SO4 Temos.67g de cloreto de alumínio. 1 mol = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15) Considere a seguinte reação química: Mg(OH)2 + HCl → MgCl2 + H2O. em excesso. Acerte a equação.13 Problemas resolvidos de Cálculos Estequiométricos Envolvendo Reações sucessivas. quando encontram pirita. numa outra experiência. por oito (×8) e ajustando-as. 60 g de pirita (FeS2) . Qual a quantidade química de hidróxido de magnésio que reage para a obtenção de 570 g de cloreto de magnésio? 16) (FEI-SP) 0. dando origem a 2.98 g Multiplicando a 4ª. vem: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 8 SO2 + 4O2 → 8 SO3 8 SO3 + 15 H2O → 8 H2SO4 4 FeS2 + 15 O2 + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 IFES Pág.2g de água de acordo com a equação: C6H6 + O2 → CO2 + H2O.500 mol 119.54g de alumínio reagem com 2. por isso a pirita é chamada ―ouro dos tolos‖.13g de cloro.70g de alumínio a 15. reação por quatro (×4) e a 3ª. do reagente que sobrou na reação? 17) Que massa de benzeno e quantos mols de oxigênio devem ser usados na combustão total. para se obter 16. pensam estar diante de ouro. 6.00g de cloro: a) Qual a massa do composto formado? b) Qual a massa. . Se. 17) Garimpeiros inexperientes. adicionarmos 2. 151 .

ou seja: Como mm (H2SO4) = 98.989 moles ≅ 6 moles 17. 4 FeS2 4 moles 0. então. pelo processo equacionado: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 2 NO + O2 → 2 NO2 3 NO2 + H2O → 2 HNO3 + NO Ajustando as equações.0306 Como a relação entre nNH3 e n HNO3 é a mesma (1:1).25 mol 1 moles 15 moles 1 moles 8 Portanto.5 mol + 15 O2 15 moles + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 8 moles 2 moles 8 moles 0.078 g 1 mol IFES Pág. NH3 + 2 O2 → HNO3 + H2O Assim. mH2SO4 = 98. 152 . então: 6 moles HNO3 63.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim. por dois (×2) vem: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 6 NO + 3 O2 → 6 NO2 6 NO2 + 2 H2O → 4 HNO3 + 2 NO 4 NH3 + 8 O2 → 4 HNO3 + 4 H2O Ou melhor.078 g 18) Calcule a massa de HNO3 que pode ser obtida a partir de 102 g de amônia.5 mol) produzem 1 mol de H2SO4. equação por três (×3) e a 3a. 102g NH3 1 mol = 5. 60 g de pirita (0.078 g/mol.013 = 378. multiplicando a 2ª.

153 IFES . têm-se: 4 moles de HNO3 63.6 litros de oxigênio (O2) nas C. Na equação geral não deverão aparecer: o NO do segundo membro da primeira equação.N. 12 NH3 + 15 O2 → 12 NO + 18 H2O 12 NO + 6 O2 → 12 NO2 12 NO2 + 4 H2O → 8 HNO3 + 4 NO . Assim. por 6 (12/2) e a 3ª.052 g 1 mol 12 NH3 1 moles 20) Certa massa de pirolusita (MnO2) reagiu com excesso de ácido clorídrico.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19) Considere o exercício anterior admitindo que o NO na última etapa do processo não é reaproveitado. Calcule a massa de pirolusita (MnO2) utilizada. a 2ª. mm(4. O clorato de sódio formado foi submetido a um aquecimento a seco.P. 2. então devemos multiplica a 1ª. o NO do primeiro membro da segunda equação e o NO2 do primeiro membro da terceira equação.3) =12 . MnO2 + 4 HCl → MnCl2 + Cl2 + 2 H2O 3 Cl2 + 6 NaOH → 5 NaCl + NaClO3 + 3 H2O Pág.013 = 252.T. Tomando. por 4 (12/3). equação por 3 (12/4). portanto o máximo divisor comum dos seus índices. 12NH3 + 21 O2 → 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O + 21 O2 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O → 21 4 16 8 moles moles moles moles 12 12 12 12 2 1 4 7 6× moles 6× moles 6× moles 6 moles 6× moles 3 3 3 4 21 6 moles 4 moles 2 moles 8 moles moles 2 Portanto. O gás liberado do (Cl2) reagiu com excesso de hidróxido de sódio. produzindo 33.

S + O2 → SO2 SO2 + 1/2 O2 → SO3 IFES Pág. O gás óxido sulfúrico é borbulhado em água produzindo o ácido sulfúrico (H2SO4) De acordo com o exposto acima. 154 . esquematize as reações e responda: a) Qual é a massa de enxofre necessária para preparar 49g de ácido sulfúrico? b) O ar atmosférico contém 21% em volume de oxigênio. vem: 6 MnO2 + 24 HCl → 6 MnCl + 6 Cl2 + 12 H2O 6 Cl2 + 12 NaOH → 10 NaCl + 2 NaClO3 + 6 H2O 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 . Oxidação do óxido sulfuroso a óxido sulfúrico (SO3) pelo oxigênio III.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 Ajustando as reações. SO3 + H2O → H2SO4 Portanto. Que volume do ar atmosférico conterá oxigênio suficiente para combustão completa de 32g de enxofre a óxido sulfúrico nas CNTP. 6 MnO2 + 24 HCl + 12 NaOH → 6 MnCl + 12 NaCl +18 H2O+ 3 O2 21) Um dos métodos de obtenção do ácido sulfúrico envolve as seguintes etapas: I. Combustão do enxofre (S) a óxido sulfuroso (SO2) II. este reage com água formando um ácido. Combustão é um processo de reação com o oxigênio diatômico (O2): S + O2 → SO2 Oxidação do dióxido de enxofre pelo oxigênio: SO2 + ½ O2 → SO3 Pelo fato do trióxido de enxofre (anidrido sulfúrico ou óxido sulfúrico) ser um óxido ácido (anidrido).

06 g/ mol. têm-se: 49 g H2SO4 1 mol ≅ 0.5 moles 98.5 mol = 0. representam: 32g S 1 mol S 32. 22) 6.5 mol S Temos: S + O2 → SO2 SO2 + ½ O2 → SO3 ---------------------------S + 3/2 O2 → SO3 Os 32g de enxofre a óxido sulfúrico.07 g 3 moles O2 2 1 mol SO3 22. 155 .07 g ≅ 16 g 1 mol n(H2SO4) = n(S) = 0.08 g/mol.4 L b) R: 160L de ar.08g 32. mm (H2SO4) = 98.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SO3 + H2O → H2SO4 .14 IFES Pág. mm(SO3) = 80.4 litros = 33. S + 3/2 O2 + H2O → H2SO4 1 mol 1 mol 3/2 mols 1 mol Para os 49g de ácido sulfúrico. 3 S + O2 + H2O → H2SO4 2 Portanto.53 litros O2 1 mol O2 mol (S) = 22.

que possuem momentos dipolares e consequentemente constantes dielétricas elevadas. dissolver-se no solvente. ou seja. obtém-se uma solução onde predominam as partículas de cal não dissolvidas.2 Soluto e Solvente.1 Definição de Solução. forma-se uma solução de íons sódio (Na+) e íons cloreto (Cl-). ou disseminada.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VII 7. especialmente as que usam água (soluções aquosas). tal com a água e a amônia líquida. Usualmente. Os solventes não polares são compostos. Estes solventes são capazes de dissolver compostos iônicos ou compostos covalentes que se ionizam. 7. Estes não dissolvem compostos iônicos. sempre há dois componentes: o solvente. que vai "desaparecer". Dissolvendo-se sal na água. 156 . Os solventes podem ser classificados quanto à sua polaridade. tal como o benzeno. Numa solução. Uma solução é uma mistura homogênea de uma substância dissolvida em outra. o sal e a cal. que "mistura" muito bem uma série de substâncias: sólidas (como o açúcar). são a fase dispersa ou o disperso e a água é a fase de dispersão. dispersante ou dispergente. e o soluto. a IFES Pág. Nos dois exemplos acima. mas dissolvem compostos covalentes não polares. Misturando-se cal na água. Os solventes polares são compostos. que não possuem momentos dipolares permanentes. As soluções mais familiares são aquelas no estado líquido. líquidas (como o álcool) e sob a forma de gás (como o ar). Assim. 7. solução é a denominação ao sistema em que uma substância está distribuída. normalmente em maior quantidade. numa segunda substância sob forma de pequenas partículas.3 Solubilidade A solubilidade de um soluto é a massa do soluto que pode ser dissolvida numa certa quantidade de solvente a uma determinada temperatura.

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solubilidade é expressa em gramas de soluto por 100 mL (100 cm³) ou por 100 g de solvente a uma dada temperatura. A interação entre um soluto e um solvente determina quanto soluto pode se dissolver. Assim, num solvente particular como a água, a natureza do soluto é um fator chave para determinar a solubilidade. Os solutos cujas moléculas são mais fortemente atraídas pelas moléculas de água tendem a se dissolver mais facilmente neste solvente. Para a maioria dos solutos, existe um limite em relação à quantidade que se pode dissolver num volume fixado de qualquer solvente. Este limite é denominado coeficiente de solubilidade, e varia dependendo da temperatura. Quando se adiciona um sólido na água, por exemplo, uma parte deste soluto é dissolvida para formar uma solução. Se uma quantidade suficiente de soluto estiver presente, verifica-se que não se dissolve todo o soluto, mas obtém-se uma concentração máxima e constante da solução. A adição de mais soluto não altera a concentração da solução; o sólido adicionado não se dissolve, e se deposita no fundo do recipiente. Nesta situação, diz-se que o sistema chegou ao estado de equilíbrio dinâmico. As soluções são classificadas, em termos de quantidade de soluto dissolvido, em insaturadas, saturadas, e supersaturadas (ou sobressaturadas): A) soluções insaturadas são soluções nas quais existe soluto dissolvido em menor quantidade do que a quantidade máxima que pode ser dissolvida naquela determinada quantidade de solvente, a uma dada temperatura; B) uma solução saturada contém a máxima quantidade possível de soluto dissolvido em condições normais numa dada temperatura; C) uma solução supersaturada contém mais soluto dissolvido do que a quantidade limite de solubilidade do soluto. Nem todas as substâncias são solúveis; alguns compostos são considerados apenas ligeiramente solúveis; outros, por sua vez, se dissolvem em grau tão pequeno que são considerados insolúveis. Existem vários fatores que influenciam na solubilidade de uma substância. Entre eles, está a temperatura, um dos fatores mais relevantes. A solubilidade da maioria dos sólidos nos líquidos aumenta com a temperatura. A solubilidade entre líquidos é chamada de miscibilidade. Líquidos que se misturam entre si são chamados de miscíveis. Geralmente, líquidos miscíveis têm estruturas moleculares semelhantes, como exemplo da água e o álcool
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etílico. Ambos possuem moléculas polares e que se atraem mutuamente, pois são capazes de formar pontes de hidrogênio entre si. 7.4 Concentração em Unidades Físicas. Concentração significa quanto soluto está presente em um volume ou massa específica. Quando são empregadas unidades físicas, as concentrações das soluções são, geralmente, expressas em: 7.4.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução. massa do soluto C= volume da solução Exemplo: 35g de NaCl por litro de solução. C = 35 g/L 7.4.2 Composição percentual. número de gramas C= 100 g de solução Exemplo: 4,25g de NaCl em 100 g de solução. C= 4,25 100 g/g ou

Solução aquosa de NaCl a 4,25%. 7.5 Concentração em Unidades Químicas. 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. I. Conceito: É a razão entre a massa de soluto, em gramas, e o volume de solução em litros ou ml. II. Expressão matemática. C= m1 V
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Onde: C = concentração (g/l); m1 = massa do soluto (g); V = Volume de solução (l ou ml). III. Unidade: Gramas por litro, g/l ou g/ml. IV. Significado: A concentração nos indica a quantidade de soluto, em gramas, que existe em um litro ou em um mL de solução. Exemplo: Uma solução 20 g/l possui 20 gramas de soluto dissolvidos em um litro de solução: 1 litro (solução) = 20 g (soluto) 7.5.2 Molaridade ou concentração molar. I. Conceito: É o número de moles do soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Molaridade = número de moles (soluto) n1 = número de litros (solução) V

Relembrando que o número de moles de uma substância está relacionado à sua massa em gramas através do massa molecular (mol), teremos: Quantidade moles = massa (gramas) mol massa (miligramas) mol

Quantidade milimoles =

III. Unidade: mol por litro (mol/L), mg/mL, molar. Exemplo: Uma solução 05 molar (0,5 M) de H2SO4 contém 49,04 gramas de H2SO4 por litro de solução, visto que: 1 litro = 0,5 mol 1 litro = 0,5 mol 98,08 = 49,04 g H2 SO4 1 mol

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7.5.3 Concentração normal ou normalidade. I. Conceito: É o número de equivalente-grama de um soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Normalidade = quantidade de soluto (eqg) volume solução (L)

m1 𝑛e 1 Eqg (soluto) N= = V V Onde: N = normalidade ou concentração normal. ne = nº de equivalentes-grama do soluto. V = volume da solução, em litros. Eqg = equivalente-grama III. Unidade: eqg/L, meqg/mL, normal (N) IV. Significado: É o número de equivalentes-grama de uma substância dissolvidos em um litro de solução. Exemplo: Uma solução 1 normal (1N) contém 1 equivalente (eq) por L, ou 1 miliequivalente (meq) por mL. É fundamental notar que a normalidade mede um único íon que participa num total de soluto. Por exemplo, pode-se determinar a normalidade do hidróxido de sódio ou em solução aquosa de hidróxido de sódio, mas a normalidade de hidróxido de sódio por si só não faz sentido. Assim, a normalidade é freqüentemente usada para descrever soluções de ácidos ou bases, onde está implícito que a normalidade refere-se à H+ ou OH-.

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Embora o uso dessa concentração esteja a cair em desuso entre os químicos, existe uma vantagem no seu uso: é que soluções da mesma normalidade reagem mL a mL. Por exemplo: 1 mL de uma solução 0,1 N de NaOH neutralizará exatamente 1 mL de solução 0,1 N de H2SO4 (independente da estequiometria da reação química envolvida). Não acontece o mesmo quando a concentração das soluções é mol/L. 1 mol de H2SO4 reage com dois moles de NaOH e duas soluções destes reagentes da mesma molaridade reagirão na razão NaOH. H2SO4 + 2 NaOH → Na2 SO4 + 2 H2O 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg

Dito de outro modo: 1 equivalente de qualquer substância reage exatamente com 1 equivalente de outra substância. Isto facilita enormemente os cálculos especialmente na prática de análise quantitativa. 7.4.5 Concentração molal ou molalidade. I. Conceito: É a razão entre o número de mols de soluto e a massa de solvente, dada em kg. II. Expressão matemática: m1 n1 m1 W= = mol = m2 m2 mol. m2 Esta equação, no entanto, deve ser multiplicada por mil, porque a molalidade é expressa em número de mols por quilograma de solvente. Com isso, temos:

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Mol = massa molar. II. IV. m1 = massa de soluto (gramas). Definição: A fração molar de qualquer componente de uma solução é definida como sendo o número de moles desde componente dividido pelo número total de moles de todos os componentes da solução.2979 g/mol) contém: 1000 g (solução) = 0.4. Expressão matemática: Fração molar do soluto: FM1 = moles de soluto moles de soluto+moles de solvente 342. Significado: A concentração molal nos indica o número de moles de soluto que existe em um quilograma de solvente.5 molal de sacarose (342. m= moles (soluto) Kg solvente Exemplo: Uma solução 0.6 Fração molar ou percentagem em moles Muitas das propriedades físicas das soluções são expressas mais claramente em termos dos números relativos das moléculas do soluto e do solvente.m1 mol. m2 = massa de solvente (quilogramas).5 mols C12H22O11 7. 162 .2979 g = 171. III. m2 Onde: W = molalidade.5 mols C12H22O11 1000 g (solução) = 0. I.14895 g 1 mol IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO W= 1000. Unidade: molal.

7. m1 = massa do soluto m2 = massa do solvente m = massa da solução (m1 + m2). então: IFES Pág. FMi = n1 n1+n2+n3+ … +ni moles de solvente moles de soluto+moles de solvente Evidentemente. calcula-se a relação entre o número de mols do soluto ou solvente em questão. isto é. 7. a soma das frações molares de todos os componentes de uma solução é igual a 1.5. T= m1 m1+m2 Onde: T = título (é um número puro. 163 .5 Relação de massa com massa.5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do mesmo modo. e o somatório do número de mols dos demais componentes. 7. FM2 = fração molar do solvente. a fração molar do solvente: FM2 = Onde: FM1 = fração molar do soluto. maior que zero e menor que um. Quando multiplicado por 100 (porcentagem molar) se expressa o resultado em mols %. não tem unidade). Unidade: A fração molar é adimensional. Exemplo: Se uma solução contém 6 moles de álcool etílico e 2 moles de água.2 Porcentagem em peso % em peso é a massa do soluto em 100 g da solução.1 Título É a relação entre a massa do soluto e a massa da solução. III. Se a solução apresentar mais de um soluto.

316 g. em gramas. encontrada num litro.5. Significado: A densidade indica a massa. Conceito: É a razão da massa da solução pelo volume da solução. I. II.7 Densidade. g/cm3 ou g/ml. II. cm3 ou mililitro de solução.316 g/cm3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO fração molar do álcool = fração molar da água = 2 = 0. Exemplo: Uma solução de ácido benzóico possui densidade 1.8 Massa específica (µ). Expressão matemática d= m V Onde: d = densidade m = massa da solução = m1 + m2 V = volume da solução. I. 164 . dada em L ou mL. 5.75 2+6 A percentagem em moles do álcool nesta solução será: 100×0.5. III. Conceito: é a razão entre determinada massa da substância e seu volume correspondente. Unidade: g/l.25 = 25% de moles de álcool e 100×0. IV. 5.25 2+6 6 = 0. Expressão matemática: μ = m/Vs IFES Pág.75 = 75% de moles de água. ou seja: 1 cm3 de C6H5COOH apresenta massa igual 1.

A relação entre elas é a seguinte: 1g = cm3 ou 1m3 = 1000 Kg (assim. 5.6 Parte por milhão Partes por milhão (abreviadamente ppm) é a medida de concentração que se utiliza quando as soluções são muito diluídas. mas no SI a unidade é o kg/m3. em mL. em µg (micrograma). devemos multiplicá-la por 1. 165 mg µg = litro mL IFES . Observação: A diferença entre densidade e massa específica fica bem clara quando falamos de objetos ocos. 1 ppm é igual a: 1g/1.000mL 1g/1. Neste caso a densidade leva em consideração o volume completo e a massa específica apenas a parte que contêm substância.000mL 200g/1.000).2g/L ou 200mg/L.000L 1mg/L 200 ppm: 200g/1. 5. ppm = Assim.6.2 Em volume: A concentração ppm em volume indica o volume de soluto (disperso). para transformar uma massa específica de g/cm3 para kg/m3. Unidade: g/cm3.000.1 Em massa: A concentração ppm em massa expressa a massa de soluto (disperso). existentes em 1 g (1 milhão de µg) de solução. Pág.6. existentes em 1 m3 (1 milhão de mL) de solução.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. 5.000L 0.000.

equivalente-grama por litro (normalidade). 45 ppm de uma solução contém 45 mg de soluto por 1 litro da solução Exemplos: 1) Uma solução com 75 ppm de KI. Isso significa que em cada 1 m3 do ar atmosférico existe 8 mL de hélio. 2) O ar (solução gasosa) contém 8 ppm de gás hélio. Quando a concentração é expressa numa escala volumétrica. moles por litro (molaridade). por exemplos. As escalas volumétricas de concentração são aquelas nas quais a concentração é expressa em termos da quantidade de soluto por volume determinado de solução. Outro exemplo: Uma solução a 25 ppm contém 25 mg de soluto em 1 L de solução.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Então. São. 166 .7 Problemas de diluição. ppm = Assim. a quantidade de soluto contida em determinado volume de solução é igual ao produto do volume pela concentração. gramas por litro (concentração comum) e gramas por 100 litros (título em massa). 5. isto é: Quantidade de soluto dissolvida = volume × concentração IFES Pág. peso soluto (mg) volume solução (L) A concentração ppm em volume só pode ser utilizada quando os componentes da solução são todos líquidos ou todos gasosos. Iodeto de potássio quer dizer 1Kg em massa há 75mg de KI diluída nela.

V = V’ . 60 mL 0. Portanto. Entretanto. 18 H2O necessário para preparar 50 mL de uma solução aquosa que contenha 40 mg de Al+3 por mL. V Para a solução final: C’ = m1 = C’.045 g de AgNO3 por mL. 167 . 18 H2O contém 2 íons de Al+3 IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A diluição de uma solução basear-se na adição de solvente puro.045g de AgNO3. quando a solução é diluída seu volume é aumentado. Temos: 1 molécula de Al2(SO4)3.045g =1. V’ Uma vez que m1 é constante. a concentração diminui. as duas soluções (original e diluída) serão diferentes. Cada mL de solução contém 0. mas conterão as mesmas quantidades de soluto e serão relacionadas. Assim. como se segue: Volume1 × Concentração1 = Volume2 × Concentração2 Podemos então calcular: Para a solução inicial: C= m1 ou V m1 ou V m1 = C. teremos: C . permanece constante. Deste modo. C’ 5.8 Exercícios Resolvidos.8 g de AgNO3 1 mL 2) Descrever como preparar uma solução de Al2(SO4)3. a quantidade de soluto não altera. 1) Descrever como se preparam 60 mL de uma solução aquosa de AgNO3 com concentração de 0.

depois de lavado e seco.00 g de uma solução de ácido sulfúrico foram diluídos com água e adicionado um excesso de BaCl2. 67 3) Exatamente 4.982 g = 24.43 g = 1 mol Al2(SO4)3.08 g de BaSO4) H2SO4 1 mol 1 mol BaSO4 = 0.0175 moles 0. 18 H2O Fig.698 g de Al2(SO4)3. 18 H2O conterão 2 moles de íons de Al+3 50 mL 2g de Al 40 mg de Al+3 1 mL +3 = 2000 mg de Al+3 = 2g de Al+3 1 mol Al2 SO4 .0791 g/mol. 1 mol de moléculas de Al2(SO4)3.18 H2O 1 mol Al+3 26.08 g.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim. pesou 4.0175 moles 0. H2SO4 + BaCl2 → BaSO4 + 2 HCl Temos: mm (H2SO4) = 98.035moles Pág. Determinar a percentagem de H2SO4 na solução original. 168 . logo: (4.0175 moles de BaSO4 233.0175 moles IFES 0. O precipitado de BaSO4.18 H2O 2 mol Al+3 666.39 g BaSO4 → BaSO4 ↓ 1 mol + 2 HCl 2 moles + BaCl2 1 mol 0.

1000 mL = 100 mL volume final.26 g/ mol Temos. após diluição 0.0791 g 1. partindo de BaCl2.1M.08 moles V = 100 – 80 = 20 mL 5) Descrever como preparar 50 g de uma solução de BaCl2 a 12.0% em peso.00 g Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0. 2 H2O e água pura.1 moluréia = 0.029 moles BaCl2 208.1 moluréia Portanto.008 moles uréia 1000 mL Por outro lado. 80 mL . a fração do H2SO4. Logo. em peso = 4) Qual o volume de água. 2 H2O) = 244.72 g H2SO4 98. 0.08 M significa que: 1000 mL contêm 0.233 g BaCl2 IFES Pág.08 moles de uréia. denota que: 1 litrosol = 1000 mL = 0. 169 . Temos: mm (BaCl2) = 208. para que a solução resultante seja 0.233 g/mol mm (BaCl2. que deve ser adicionado a 80 mL se solução 0.0175 moles H2SO4 1 mol H2SO4 ≅ 1.008moles .43 ou 43% 4. 100 g (solução) = 12 g BaCl2 ou 50 g (solução) = 6 g BaCl2 + 44 g H2O 6 g de BaCl2 1 mol BaCl2 ≅ 0.1M de uréia. 0. 0.72 g = 0. em mL.08M? Uma solução 0.

68 6) Que volume de água destilada se deve juntar a 40 mL de uma solução 3N de NaOH a fim de que se transforme em solução a 4%? Eqg NaOH = mol/1 ou 1 mol = 1 eqg NaOH IFES Pág. 2 H2O = 0.029 moles de BaCl2 + 2×0. Logo: A solução é preparada pela dissolução de 7. 2×0.029 moles de BaCl2.029 moles H2O Como. 2 H2O = 1 molécula de BaCl2 + 2 moléculas H2O Portanto.9551126g de H2O.0448874 g H2O 1 mol H2O Logo. 2 H2O em 43.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mas. Fig.0 g de H2O.0 g de BaCl2. 2 H2O = 1 mol de BaCl2 + 2 moles H2O 0.0153 g H2O = 1. 1 mol de BaCl2.0448874 g H2O) = 42. 170 .029 moles H2O 18. 1 molécula de BaCl2. devemos acrescentar (44 g − 1.

3 eqg NaOH 1000 mL sol. alterar a massa do soluto (o sal).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma solução 3N de NaOH é aquela que possui 3eqg de NaOH dissolvidos em 1 litro (ou 1000 mL). 100g (anteriores) mais 50 g de H2O. b) Numa solução 50%.8 g NaOH 1 mol NaOH Solução a 4% de NaOH é aquela que pó ssui 4g NaOH em 100 mL (sol. Logo: Se a solução aquosa do sal foi diluída é porque recebeu certa quantidade de solvente. Ou seja.8 g NaOH 100 mL (sol. ou seja: 30 g (sal) + 70 g (H2O). 7) Uma solução de certo sal tem concentração 30% em peso. contudo. Pede-se a) Que massa de água devemos acrescentar para diluir a 20%? b) Que massa de sal temos de adicionar para concentrar a 50% em peso? A solução 30% em peso possui 30 g (sal) em 100g (sol.9971 g NaOH ≅ 4. em peso. 40 mL sol. devemos acrescentar 80 mL aos 40 iniciais. 1 mol NaOH 1 eqg NaOH 39. 20g sal = 150 g sol. teremos: 30 g sal 100 g sol. Assim. podemos escrever: a) Na nova solução 100 g (solução) = 20 g (sal) Em 30 g de sal. 171 . Desse modo.) (ou 50g de H2O). 4.) = 120 mL 4g NaOH Logo. Com isso aumenta-se a massa da solução sem.). IFES Pág. teremos: Para cada 50g (sal) = 100 g (sol.) Portanto.

Uma solução 0. os 30 g iniciais mais 40 g de sal.) 0. aumentando apenas a quantidade de soluto.4 M de HCl. uma solução concentrada (16 M) de HCl contém em 1 litro 16 moles de HCl. 172 . Assim.4 M de HCl contém em 1 litro = 0.03 litros (30 mL) de solução concentrada e completa-se com água destilada até se obter 1. m' 1 30 C1 = ' = m 2 100 Sendo x a massa de sal adicionada.2 litros (sol.2 litros de solução 0.) 1 litro (conc. então: 70 g (H2O) 50 g (sal) = 70 g (sal) 50 g (H2O) Ou seja.2 litros. Ou seja: adiciona-se 1170 mL de H2O. em litros. 1. (números de moles HCl na solução final) Portanto.4 moles HCl 1 litro (sol. 9) A etiqueta de uma recipiente de ácido nítrico indica os seguintes dados: IFES Pág. a partir do ácido concentrado (16 M).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a solução é concentrada. a ser utilizado para preparar 1. Segundo método: C= m1 m2 Portanto. teremos: m" 1 30 + x 50 C2 = " = = m 2 100 + x 100 x = 40 g (sal) 8) Calcule o volume de água. toma-se 0.4 moles HCl Por outro lado.) = 0.03 litros HCl 16 M 16 moles HCl .

) = 1005 g (sol. acrescenta-se aproximadamente 200 ml de água destilada. Toma-se 8.) 1 L sol. deduzir concentração molar de uma solução formada quando se mistura 35 mL da solução anterior com 50 mL de outra solução aquosa de cloreto de sódio de 0.013 g HNO3 1mol 100 g (sol. em seguida.) 1005 ×1000 g (sol. transfere-se para uma proveta completando-se o volume até os 250 ml.) 65g g HNO3 1000 ml = 1400 g (sol.172 mol ou 0. 1.  65 %. em peso. = 0. Além de indicar suas características de periculosidade.40 kg/L.5 mols HNO3 1000 cm3 (sol) 63.172 M A segunda parte é uma mistura de duas soluções de NaCl.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Densidade. e tem uma densidade de 1005 kg/m3. 250 cm3 (sol) = 8.5 M? b) Explique o procedimento seguido no laboratório e o material necessário para sua preparação. 1 g (NaCl) 100 g(sol. kg (sol.) d = 1005 = m3 m3 Ou seja: Cada 1 L (sol.656 ml Portanto. em peso. 173 . Além disso. a) Que volume da mesma se necessitará para preparar 250 cm3 de uma solução 0.442 g NaCl 1 m3 1000 L = 1005 g (sol. = 1005 g sol.05 M.7 ml da solução concentrada com uma pipeta graduada e leva-se a um balão. Suponha que os volumes sejam aditivos. Agita-se até total diluição e. A molaridade final seria: IFES Pág.) 1 L sol. 10) Calcular a concentração molar de uma solução aquosa de cloreto sódio cujo teor de sal é de 1%.) 1 mol 58.) L 0.

174 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11) Continua IFES Pág.

Teoricamente. evitando qualquer variação na composição da mistura em reação. de forma que a composição da mistura permanece constante com o tempo. reação II) ocorrem simultaneamente.21. As reações reversíveis envolvem produtos que reagem entre si para formar as substâncias iniciais em quantidades apreciáveis. Assim. quais os componentes que são considerados reagentes e quais são produtos é arbitrário. as duas equações: H2 + I2 → 2 HI 2 HI → H2 + I2 reação I reação II representam a reação química do sistema mesmo em que os papéis dos componentes sejam invertidos. todas as reações podem ser reversíveis. ou seja. 175 . Dizemos equilíbrio dinâmico porque as reações nos dois sentidos se processam com igual velocidade. IFES Pág. contrabalançando-se mutuamente. O sentido em que nós escrevemos uma reação química e.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VIII 1. reação I) e sua inversa ("dissociação do iodeto de hidrogênio". existe uma possibilidade de os átomos das moléculas se arranjarem (reagruparem) para formar moléculas reagentes. Chamamos esta reação de uma reação reversível. Quando ocorre uma reação química e sua direta (―síntese do iodeto de hidrogênio‖. São quantitativamente mensuráveis (tanto os reagentes como os produtos). O que é equilíbrio? Uma reação química está em equilíbrio quando não há tendência para a mudança das quantidades de reagentes e produtos. portanto. Ambas as reações se processam continuamente até que um estado de equilíbrio dinâmico é atingido.

um gás incolor. dizemos que: O equilíbrio é DINÂMICO porque a reação não parou: as velocidades das reações opostas é que são iguais. 176 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + I2 ⇄ 2 HI O equilíbrio é atingido quando a velocidade da reação direta se iguala a velocidade da reação inversa. O ponto onde a velocidade de decomposição: N2O4 (g) → 2 NO2 (g) iguala a velocidade de dimerização: 2NO 2 (g) → N 2 O 4 (g). este gás se decompõe fornecendo NO2. Fig. A principal característica a ser observada num equilíbrio. Outro exemplo: Considere N2O4. mas a velocidade direta e inversa sempre será equivalente. 69 À temperatura ambiente. IFES Pág. é que no equilíbrio a reação continua a ocorrer. um gás marrom.

nada se modifica no decorrer do tempo. quanto energia não está sendo inseridas ou removidas. como o constatado pela resposta a um pequeno distúrbio. Pág. Quando. 70. através da remoção da perturbação. O Estado de Equilíbrio. A velocidade de uma reação química é função da composição do sistema e da variação desta composição durante a reação. 177 IFES .22. Estado de Equilíbrio.23. É reconhecido pelo aspecto invariante . cessa a reação. isto é: A velocidade de uma reação química é avaliada pelo maior ou menor gasto de reagentes ou pela maior ou menor formação de produtos num dado intervalo de tempo. Na mecânica.  As propriedades macroscópicas mensuráveis do sistema não variam com o tempo. quantidades mensuráveis de reagentes ainda estarão presentes. que provoca uma mudança nas propriedades observáveis. Um sistema está em equilíbrio quando:  Tanto matéria. Velocidade de uma Reação.  As variações passíveis processam-se numa velocidade mensurável. juntamente com produtos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Fig. aparentemente. Nesta situação foi atingido o equilíbrio. o princípio necessário para existir equilíbrio químico em uma solução é a reversibilidade da reação envolvida. 1. Portanto. deixando-se depois que elas retornem aos seus valores iniciais. um estado de equilíbrio constitui uma situação onde as forças opostas se contrabalançam.

∆[B] = variação da molaridade de B no intervalo de tempo ∆t. se calcularmos: ∆[A] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t.ti onde os índices f e i representam respectivamente o instante final e inicial de medição da concentração e do tempo. ∆t tf . ∆nB = número de moles de B consumidos num intervalo de tempo ∆t. ∆nC = número de moles de C consumidos num intervalo de tempo ∆t. ∆[C] = variação da molaridade de C no intervalo de tempo ∆t. ∆nD = número de moles de D consumidos num intervalo de tempo ∆t. Tomemos a reação expressa pela equação: aA + bB → cC +dD Fazendo: ∆nA = número de moles de A consumidos num intervalo de tempo ∆t. então. IFES Pág. A expressão matemática que traduz esta relação é: vm = ∆C C f .Ci = . 178 . teremos: VA m VB m VC m VD m ∆A n consumo = ∆t ∆B n consumo = ∆t ∆C n formação = ∆t ∆D n formação = ∆t Assim. a grandeza velocidade média de reação num dado intervalo de tempo (∆t) como sendo a variação da concentração de um reagente ou de um produto por unidade de tempo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Define-se.

introduz-se o sinal (-) (quando se define a velocidade a partir de reagentes) − uma vez que estes se gastam e como tal apresentam uma variação negativa.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ∆[C] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t.  No caso de uma reação em que os coeficientes estequiométricos não sejam unitários é necessário entrar com estes coeficientes na expressão da velocidade média.  No sistema internacional de unidades (SI).  Quando a velocidade de uma reação não é constante. é necessário recorrer à denominada velocidade instantânea. a velocidade média exprime-se em mol m-3 s-1. Teremos por definição: Vm (consumo de A) = Vm (consumo de B) = Vm (formação de C) = Vm (formação de D) = Observações:  Para que a velocidade de uma reação seja uma grandeza sempre positiva. [A] e [B] = concentrações molares a e b = ordens ou graus IFES ∆ [A] ∆t ∆ [B] ∆t ∆ [C] ∆t ∆ [D] ∆t Pág. variando de instante para instante. que para um a reação genérica homogênea aA (g) + bB (g) → x X (g) + yY (g) a velocidade instantânea é calculada pela ex pressão v = k [A]a[B]b onde: k = constante de velocidade. 179 .

maior será a velocidade média da reação no intervalo de tempo correspondente. a) Diminuição da concentração do reagente com o tempo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A velocidade instantânea não é mais do que a velocidade média da reação quando se considera um intervalo de tempo tão pequeno quanto possível. 180 . 71.  A velocidade de uma reação pode ser determinada recorrendo a um gráfico da concentração de um reagente ou produto em função do tempo e determinando o declive da reta que passa pelos pontos de que se pretende determinar a velocidade. 72 IFES Pág.  Quanto maior for o declive dessa reta. Fig.  A área científica que estuda a velocidade das rações químicas designa-se por cinética química. b) Utilização da representação gráfica da relação linear de ln[A] em função do tempo para calcular a constante de velocidade. Fig.

g) Catalisadores: os catalisadores são substâncias que aceleram o mecanismo sem serem consumidos durante a reação. Generalidades Sobre Cinética Química. quanto maior a concentração dos reagentes maior será a velocidade da reação. As reações químicas ocorrem com velocidades muito diferentes e estas podem ser alteradas. Uma maior concentração de reagentes significa um aumento das colisões entre as moléculas. fazendo com que a reação se processe mais rápido. Aumentar a temperatura significa aumentar a energia cinética das moléculas. como por exemplo. d) Temperatura: quando se aumenta a temperatura de um sistema. b) Superfície de contato: um aumento da superfície de contato aumenta a velocidade da reação. Um catalisador possui a propriedade de acelerar a reação. consequentemente. IFES Pág. de outras substâncias. que exige menor energia de ativação.24. Por isso é que determinados produtos são comercializados em frascos escuros. elas se quebram dando abertura para a formação de novas moléculas e. ocorre também um aumento na velocidade da reação. Assim. mais fácil fica de se chocarem. f) Luz: Algumas reações químicas se processam com maior velocidade em presença de luz. Este fato ocorre porque permitem que a reação tome um caminho alternativo. Um exemplo é quando pegamos uma amostra de palha de aço e reagimos com ácido clorídrico concentrado e com ácido clorídrico diluído. a decomposição da água oxigenada. isto acontece porque aumentamos a superfície de contato que reage com a água. e) Pressão: quando os participantes de uma reação são gasosos e se aumenta a pressão desse sistema gasoso. as moléculas precisam colidir umas com as outras. aumenta-se a velocidade da reação. Um exemplo é quando dissolvemos um comprimido efervescente triturado: ele se dissolve mais rapidamente do que se estivesse inteiro. Quando as moléculas participantes de uma reação se chocam. ou seja. as velocidades das reações dependem também de outros fatores como: a) Colisão entre moléculas: os reagentes precisam entrar em contato para que uma reação aconteça.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. e quanto maior for o contato entre elas. mas não aumenta o rendimento. porque além da concentração de reagentes e produtos. Isso porque o aumento da pressão diminui o volume. 181 . intensificando as colisões das moléculas. c) Concentração de reagentes: para uma reação acontecer é necessário que as moléculas se rompam.

e) afetando-se o equilíbrio. num período de tempo menor. o sistema caminha para uma nova situação de equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou seja. a velocidade da reação inversa é nula. 73 c) as concentrações ―permanecem constantes no equilíbrio‖. 1. b) no equilíbrio: V1 = V2 No início da reação a velocidade direta é máxima. Fig. ainda.25. pois temos uma maior concentração do reagente e. d) o equilíbrio é dinâmico. Seja a equação reversível: V1 A+B ⇄ C+D V2 a) os sistemas caminham ―espontaneamente‖ para o equilíbrio. Característica do Equilíbrio Químico. À medida que a reação se processa a velocidade da reação direta diminui e da reação inversa aumenta. porém. pois não temos. por modificações externas. um catalisador produz a mesma quantidade de produto. um produto. 182 . IFES Pág.

tem-se: Fig. 183 . tem-se: Fig. [PRODUTOS]< [REAGENTES] h) nas reações de ―MÉDIO rendimento‖. 76 IFES Pág. tem-se: Fig. 75. [PRODUTOS] > [REAGENTES] g) nas reações de ―BAIXO rendimento‖.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO f) nas reações de ―ALTO rendimento‖. 74.

o equilíbrio se deslocará para a direita. no sentido dos produtos. Deslocamento do Equilíbrio. 8. 8.26.6. o equilíbrio se deslocará para a direita. isto é. . isto é. o equilíbrio se deslocará para a esquerda.2 Alteração na pressão: A pressão só altera a velocidade das reações gasosas em que ocorrem contração e expansão de volume. o equilíbrio se deslocará para a esquerda. 184 . V 3V V .  Aumentando-se a concentração dos produtos. isto é. V Um ―aumento da pressão‖ acarreta uma ―diminuição da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ um ―aumento da velocidade‖. no sentido dos reagentes. .6. V Um ―aumento da pressão‖ acarreta um ―aumento da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ uma ―diminuição da velocidade‖. no sentido dos produtos. V V 3V .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. IFES Pág. (B) Expansão de volume: NH3 ⇄ N2 + 3 H2 . (A) Contração de volume: N2 + 3 H2 ⇄ NH3 . . no sentido dos reagentes.  Diminuindo-se a concentração dos produtos. isto é.  Diminuindo-se a concentração dos reagentes. .1 Alteração na concentração:  Aumentando-se a concentração dos reagentes.

ocorrerá um aumento do volume. Produtos: 2 mols. Aumentando-se a temperatura. no sentido dos produtos. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver um aumento do número de mols.  Se diminuirmos a pressão. Nesta reação:  O produto possui menor quantidade de mols que os reagentes. se aumentarmos o volume o deslocamento será para a esquerda.3 Alteração na temperatura: Vant’ Hoff. com conseqüente aumento da velocidade da reação. Assim:  Com o aumento da pressão ocorrerá uma diminuição do volume. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (C) Quando a reação ocorre ―a volume constante‖: A pressão não tem influencia na velocidade. 8. verificou que um aumento de aproximadamente 10°C acarreta uma duplicação ou triplicação na velocidade de grande número das coesões. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver aumento da quantidade de mols. então: O deslocamento ocorrerá para a direita. Exemplo: 2 H2 + 1 O2 ⇄ 2 H2O Reagentes: 2 mols + 1 mol = 3 mols. na equação supracitada. 185 . as moléculas aumentam o número de colisões (energia cinética).4.

à temperatura constante.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: 2. Conseqüentemente.400 0.100 [B] inicial (M) 0. Guldberg e Waage estabeleceram a ―Lei de Ação das Massas‖ como sendo: A velocidade de uma reação química.100 0. CO (g) + NO2 (g) ⇄ CO2 (g) + NO (g) AH = .  A diminuição da temperatura favorece a reação exotérmica.0×10-4 Pág.200 0. logo a reação inversa é endotérmica.400 Velocidade inicial (M/s) 1. 1. Como o AH é negativo.200°C CaO + 3 C CaC2 + CO ⇄ a  O aumento da temperatura favorece a reação endotérmica.27. diminuindo a temperatura vai favorecer a reação exotérmica (direta). Este AH indica a variação de entalpia da reação direta. é proporcional ao produto das concentrações molares das substâncias reagentes.0×10-4 8. Lei de Ação das Massas. um aumento de temperatura aumenta o número de moléculas com energia suficiente para efetuar colisões eficazes. não importando se seja endotérmica ou exotérmica. Experiência 1 2 3 4 IFES [A] inicial (M) 0. Aumentando a temperatura vai favorecer a reação endotérmica (inversa). portanto um aumento de temperatura aumenta a velocidade das reações químicas. Em 1867.0×10-4 2.56 Kcal. 186 .100 0.200 0.0×10-4 2. a reação é exotérmica.100 0. Dados Experimentais. Seja a reação: aA + bB → cC + dD Observemos essa lei a partir de um conjunto de dados experimentais abaixo: Tabela 16.

(0.(0. quando a concentração de A se mantém constante e a de B duplica.  Por outro lado. Para o reagente B.0×10-4 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 2.100)y 2.100)x.(0.200 ⇒ VB = 0. 187 .0×10-4 = = V3 k.(0.400 x = 1 2 x = 1 2 ou x = 1 Daí conclui-se que a reação é de primeira ordem em relação a A.(0.0×10-4 = = V2 k. De fato: VA = 0.400 Vi 3 (3) (4) = 2.200)x.400)x.(0.100)y Relacionando as duas expressões.(0.(0.0×10-4 Dizemos. então.100)y 1. o procedimento é idêntico: V2 k. dividindo-se e V1 por V2 e substituindo os valores de V1 e V2 (tabelados).200 ⇒ VA = 0. Chegaremos à mesma conclusão através do uso da lei das velocidades. a velocidade quadruplica: VB = 0.(0. vem: V1 k. que a reação é de primeira ordem em relação a A.0×10-4 IFES Pág.200 0. Vejamos: Considerando as experiências 1 e 2 as expressões da lei das velocidades são: V1 = k.100)y V2 = k. a velocidade duplica.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do conjunto de resultados pode constatar-se que:  quando a concentração de A duplica.400 Vi = 1.0×10-4 ⇒ Vi 3 = 8.(0.0×10-4 0.200)x.100)x. mantendo-se constante a concentração de B.0×10-4  sendo a reação de segunda ordem em relação a B.400)y 8.(0.400)x.(0.200)y 2.

60 Velocidade inicial (M/s) 9.0×10-4 = K3.10 [C] inicial (M) 0. o cálculo de k para a experiência 3 fica portanto: 2. como exemplo.20 0.40 0.2×10-5 3. com um conjunto de resultados como os seguintes: Tabela 17.100)(0.0×10-6 3.[B]2 Assim.8×10-5 8.(0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.(0.200 0.40 0.200)2 2.200)2 Analisemos agora a seguinte reação: aA + bB + cD → produtos.10 0.[B]2 .0×10-4 K3 = = 0.10 0.0×10-6 1.100). reação é de segunda ordem relativamente a B.30 0.10 0. Portanto.20 [B] inicial (M) 0. V = k [A].30 0.10 0.20 0. k= 𝑉 [A].20 0.6×10-5 IFES Pág. Experiência 1 2 3 4 5 [A] inicial (M) 0.500 (0.400 x 1 = 2 y 1 1 = = 4 2 2 ou y = 2 Assim. A ordem global da reação é: 1+ 2 = 3 A lei da velocidade ou equação cinética para esta reação será escrita da forma: . 188 .20 0.

600 Vi 1 (1) (5) = 9.400 Vi 3 (3) (4) = 8. Se efetuarmos o cálculo das ordens das reações.0×10-6 ⇒ Vi 3 = 3. VC = 0. Experiências 3 e 4: As concentrações de A e C são constantes.0×10 0. Experiências 1 e 5: Verifica-se.400 -6 x Pág.300 ⇒ VC = 0.200 ⇒ VA = 0. Igualmente.0×10-6 ⇒ Vi 5 = 3.6×10-5 Dizemos que a reação é de segunda ordem em relação a C. Como se segue: Para A: IFES 9.8×10-5 Dizemos que a reação é de primeira ordem em relação a A.0×10-6 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 1. recorrendo às leis da velocidade.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Neste exemplo consideram-se conjuntos de dois reagentes com concentração constante.2×10-5 Dizemos que a ordem da reação.200 = -5 1. que a concentração de C duplica e que a velocidade quadruplica.400 Vi = 9. Assim: Experiências 1 e 2: As concentrações de B e C são constantes. efetuando-se o cálculo para o outro. A velocidade de B duplica. Velocidade da reação quadruplica: VB = 0.8×10 0. igualmente. é dois.200 ⇒ VB = 0. 189 . a velocidade da reação duplica: VA = 0. A velocidade de A duplica. verificaremos as mesmas conclusões. em relação a B.

a equação geral implica: V = k [A].05 [0.[ 0.[C]2 A ordem global desta reação é 1+2+2= 5 O cálculo da constante de velocidade.05 [0.20]2 3.[ 0.[ 0.[ 0.40].8×10-5 k= = 0.6×10-5 k= = 0.[ 0.0×10 0.400 1 1 = 4 2 1 2 2 y 1 = 2 -6 y ⇒y=2 z Para C: 9.600 1 1 = 4 2 1 2 2 z 1 = 2 z ⇒z=2 Assim.0×10-6 = 0.05 [0.30]2 8.10]2. 190 .300 = -5 3. faz-se recorrendo aos dados de qualquer das experiências: k= 9.200 = -5 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 1 = 2 2 -6 x ⇒x=1 y Para B: 8.40]2.[ 0.20]2 3.10]2.[B]2. k.[ 0.05 [0.20].0×10-6 k= = 0.10]2.05 [0.[ 0.2×10 0.10].2×10-5 k= = 0.[ 0.6×10 0.60]2 IFES Pág.20].0×10 0.30]2 1.20]2.10].[ 0.

5 54.648×10-2 3. Nesse momento. Constante de Equilíbrio.5ºC. Hl)2 = constante (conc. Tomemos o primeiro exemplo: H2 + I2 ⇄ 2 HI. H2)(conc.830×10-3 2. I2) Tomemos. Depois de um tempo a cor deixa de diminuir.497×10-3 1.910×10-3 0. a taxa [concentração dos produtos no equilíbrio/concentração dos reagentes no equilíbrio] fica mais bem representada da seguinte forma: (conc. quatro misturas diferentes na seguinte tabela: Tabela 18.1292×10-3 1. 191 .430×104 6.312×103 1.6 54.530×10-3 8.4 IFES Pág.767×10-2 1. onde hidrogênio e o iodo. por exemplo. por exemplo. a numa fase gasosa a 425.410×10-3 Valores Calculados [HI] [I2][H2] 3.710×10-3 0.471×103 [HI] 2 [I2][H2] 54.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.140×10-3 [HI] mol/L 1. examinemos a taxa: Concentração dos produtos no equilíbrio Concentração dos reagentes no equilíbrio Assim. em virtude da formação do iodo de hidrogênio. incolor.086×103 3. A reação inicia-se com a diminuição da cor púrpura do iodo gasoso. Equilíbrio Químico. Resultados Experimentais [H2] mol/L 1.140×10-3 [I2] mol/L 3.28.3 54.497×10-3 1. encontram.

[D] Logo: K1 [C]. a velocidade da reação direta é igual a velocidade da reação inversa. líquidos e gasosos..[B] = K2. IFES Pág. a velocidade da reação inversa é: V2 = K2 [C] [D] No equilíbrio. A constante de equilíbrio aplica-se os não eletrólitos.[B] Kc = Kc é a constante de equilíbrio expressa em concentrações molares. V1 = V2. [𝑃]𝑝 𝐾𝑐 = 𝐴 𝑎 . Generalizando para uma reação reversível qualquer: aA + bB + cC + . 𝑁 𝑛 . De modo similar. 𝐵 𝑏 .. [𝐶 ]𝑐 . [𝑀]𝑚 . Nos primeiros. 192 . a velocidade da reação direta é: V1 = K1 [A] [B] Em que K1 é uma constante de proporcionalidade. Então. nos sistemas heterogêneos. ⇄ mM + nN + pP + … . ela é expressa em concentrações molares – Kc – e nos sistemas gasosos.[A].[C].QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para uma reação do tipo: A (g) + B (g) ⇆ C (g) + D (g).[D] = K2 [A]. em termos de pressão parcial – Kp. Assim: K1.

V = n . Então: n p nA = = p .(PB)a . em função das pressões parciais é simbolizada por Kp. PD = Pressão Parcial da espécie D. envolvendo apenas gases. Seja a equação: V1 a A (g) + b B (g) ⇄ c C (g) + d D (g) V2 Admitindo-se que todos os gases são perfeitos. Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais. [B] = . Relação Matemática entre Ke e Kp. [D] = R. PC = Pressão Parcial da espécie C. (RT)-1 . Para qualquer equação envolvendo apenas espécies gasosas: aA + bB ⇆ cC + dD A constante de equilíbrio em função das Pressões Parciais Kp pode ser obtida por: . Onde: PA = Pressão Parcial da espécie A. logo: V R. PB = Pressão Parcial da espécie B. A constante de equilíbrio.(PD)d Kp = (PA)a . então eles obedecem à equação dos gases perfeitos (onde p.T R. (Pc)c. Como VA = V e [A] = . T). C = .T IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Em se tratando de eletrólitos fracos em soluções diluídas.T RT R.T V pA pB pC pD [A] = .30. 193 . 1. R .29. a constante toma o nome particular de constante de ionização K (equilíbrios iônicos). 1.

O precipitado pode ser cristalino ou coloidal e pode ser removido da solução por filtração ou centrifugação. vem: Kc = C c . MA. R = constante dos gases = 0. pB .[D]d [A]a . .(aq) Suponha que certa quantidade suficiente de MA seja dissolvida em água para produzir uma solução saturada contendo algum MA sólido (numa solução saturada o soluto atinge o seu limite de solubilidade no solvente. Kp ∆. Um grande número de reações utilizadas em análise qualitativa inorgânica envolve a formação de precipitados. Considere um sólido iônico.T = ∆n Onde: T = temperatura em Kelvin. formado de íons M+ e A-: MA(s) ⇄ M+ + A.[B]b = pC c . pD pA a . IFES Pág. 194 .(a + b) 1. que se separa de uma solução. Esta situação pode ser encontrada em sistemas onde ocorre a dissolução ou precipitação de sólidos.082 atm m3/Kg mol K ∆n = variação no número de moles = (c + d) . formando uma fase sólida.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Substituindo esses valores na expressão de Kc. (R. O equilíbrio químico pode ocorrer em sistemas contendo mais de uma fase (heterogêneos). Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade.a+b ] = Kp = Kc . (R . pouco solúvel.n d b .T)[ c+d . Forma-se um precipitado quando uma solução tornase supersaturada com uma substância em particular. R .T)-(c+d) (R.31.T)-(a+b) Kp = Kc .

Kps. a uma temperatura constante. o produto iônico é igual ao produto de solubilidade: = Kps [ApBq] = [Aq+]p . A constante Kps traduz a maior ou menor solubilidade de um composto em água e.[A-] Apesar de se tratar de um equilíbrio heterogêneo. não dissolvida (se a temperatura for mantida fixa). e porque se trata de um equilíbrio heterogêneo. 195 . menor é o valor da constante produto de solubilidade. é definido como o produto das concentrações dos íons constituintes. portanto. elevadas aos respectivos coeficientes estequiométricos da equação de equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. quanto mais insolúvel é o sal mais baixa é a concentração dos seus íons em solução e. portanto. Note que a concentração de um sólido ou líquido puro é constante. [Bp-]q = IFES Pág. Deste modo. o produto de solubilidade de um composto. há uma constante de equilíbrio que é definida como: = Kps = M+ . conseqüentemente. tal como seria de esperar. considerada na expressão da constante de equilíbrio. [B−] (produto das concentrações de A+ e B-) De uma maneira geral: ApBq ⇆ p Aq+ + q BpNo equilíbrio. Seja a equação genérica: AB ⇆ A+ + B− Kps(AB) = [A+] . Como [MA] é constante e podemos dizer que: Ke = [M+]. A= sendo Kps designado por produto de solubilidade do composto [MA]. a adição de mais soluto faz com que este permaneça na forma cristalina. não sendo.

8 × 10-15 1. Exemplos de Produto de solubilidade SUBSTÂNCIA iodato de bário permanganato de bário oxalato de bário sulfato de bário hidróxido de berílio hipoclorito de bismuto sulfeto de bismuto carbonato de cádmio oxalato de cádmio sulfeto de cádmio carbonato de cálcio fluoreto de cálcio hidróxido de cálcio oxalato de cálcio sulfato de cálcio brometo de cobre I cloreto de cobre I iodeto de cobre I tiocianeto de cobre I hidróxido de cobre II sulfeto de cobre II FÓRMULA Ba(IO3)2 BaMnO4 BaC2O4 BaSO4 Be(OH)2 BiClO Bi2S3 CdCO3 CdC2O4 CdS CaCO3 CaF2 Ca(OH)2 CaC2O4 CaSO4 CuBr CuCl CuI CuSCN Cu(OH)2 CuS Kps 1.6 × 10-9 1.5 × 10-14 1.2 × 10-9 1.0 × 10-11 5.6 × 10-97 9. Ag2CrO4 ⇆ 2 Ag+ + CrO42Kps = [Ag+]2 . [CrO42-] Tabela 19.0 × 10-36 IFES Pág.1 × 10-12 4.5 × 10-10 2.3 × 10-8 1.7 × 10-9 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um exemplo: a equação do produto de solubilidade do Ag2CrO4. 196 .0 × 10-17 2.9 × 10-4 5.0 × 10-10 7.2 × 10-6 5.0 ×10-28 8.5 × 10-9 2.5 × 10-6 2.0 × 10-22 7.0 × 10-9 1.5 ×10-8 1.

0 × 10-10 1.6 × 10-8 8. 197 .0 × 10-28 2.6 × 10-7 IFES Pág.0 × 10-12 1.0 × 10-5 1.2 × 10-12 1.0 × 10-16 1.5 × 10-13 l.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA hidróxido de ferro II hidróxido de ferro III iodato de lantânio iodeto de chumbo II oxalato de chumbo II sulfato de chumbo II sulfeto de chumbo II fosfato de amôniomagnésio carbonato de magnésio hidróxido de magnésio oxalato de magnésio hidróxido de manganês II sulfeto de manganês II brometo de mercúrio I cloreto de mercúrio I sulfeto de mercúrio II arseniato de prata carbonato de prata cloreto de prata cromato de prata cianeto de prata iodato de prata iodeto de prata fosfato de prata sulfeto de prata tiocianeto de prata oxalato de estrôncio FÓRMULA Fe(OH)2 Fe(OH)3 La(IO3)3 PbI2 PbC2O4 PbSO4 PbS MgNH4PO4 MgCO3 Mg(OH)2 MgC2O4 Mn(OH)2 MnS Hg2Br2 Hg2Cl2 HgS Ag3AsO4 Ag2CO3 AgCl Ag2CrO4 Ag[Ag(CN)2] AgIO3 AgI Ag3PO4 Ag2S AgSCN SrC2O4 Kps 8.0 × 10-12 3.8 × 10-10 1.8 × 10-23 1.1 × 10-9 4.0 × 10-49 1.4 × 10-15 5. 1 × 10-8 1.2 × 10-11 9.0 × 10-14 1.1 × 10-12 5.3 × 10-20 2.0 × 10-38 6.0 × 10-10 7.3 × 10-18 4.0 × 10-16 4.0 × 10-22 8.0 ×10-53 1.0 × 10-5 4.

em que. Uma solução pode apresentar as seguintes relações quantitativas entre o produto iónico e a constante de produto de solubilidade: (A) Q < Ks – solução insaturada. Consideremos o equilíbrio de solubilidade do sal cloreto de prata. a velocidade com que o sal se transforma em íons é a mesma com que os iões se transformam em sal. para o mesmo volume de solução. Q. precipitam.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA sulfato de estrôncio cloreto de talio I sulfeto de talio I ferrocianeto de zinco oxalato de zinco FÓRMULA SrSO4 TlCl Tl2S Zn2Fe(CN)6 ZnC2O4 Kps 3. Significa que se atingiu o equilíbrio de solubilidade. 198 . Significa que. (B) Q = Ks – solução saturada. representado pela seguinte equação química: AgCl (s) ⇄ Ag+ (aq) + Cl. (C) Q > Ks – solução sobressaturada. se consegue dissolver mais soluto. que está relacionado com a dissolução e precipitação de substâncias pouco solúveis. sal. Significa que o sal precipitará até que se atinja o valor da constante de produto de solubilidade. neste ponto.(aq) O sentido direto traduz a dissolução do sal e o sentido inverso traduz a sua precipitação.8 × 10-8 O equilíbrio de solubilidade é um exemplo de equilíbrio heterogêneo. e à mesma temperatura. IFES Pág. Para tomar conhecimento se um dado sistema atingiu ou não o equilíbrio de solubilidade recorremos ao produto iónico.1 × 10-16 2. isto é.8 × 10-7 2 × 10-4 5 × 10-22 4. AgCl.

Exemplo: Considere a dissolução do iodeto de chumbo. De acordo com a definição de constante de produto de solubilidade. PbI2. para esta reação de dissolução podemos escrever: Kps = [Pb+2] × [I–]2 Se representarmos por S a solubilidade molar. Q. então: S = [Pb+2] = 2× [I–]2 PbI2 (s) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: S -S 0 ⇄ Pb2+ (aq) 0 +S +S Kps = S×S2 = S3 e portanto: S = 3 + 2I− (aq) 0 +2S +2S Kps 4 IFES Pág. Se Q > Ks ocorre a formação de precipitado. o número de moles de PbI2 que se dissolvem por litro de solução. determinar o produto iônico. a partir destas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Condição de precipitação: Para que se inicie a precipitação de um sal é necessário que a solução atinja a saturação. 199 . Para reconhecer a eventual formação de precipitado há que calcular as concentrações dos íons presentes no sistema e.49×10–9. ou seja. representada por: PbI2 (s) ⇄ Pb2+ (aq) + 2I− (aq) e cujo produto de solubilidade à temperatura de 25ºC é Kps = 8. isto é: Q = Ks.

3×10–3 mol/dm3 (0. o termo [H2O] é uma constante (55.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ou seja. as concentrações destes íons gerados nesta ionização são tão pequenas que dificilmente causam diferença nos resultados das análises.= 10-7 = IFES Pág.32. então: H+ = = OH. Entretanto. S = 3 8. 200 . podemos simplificar a equação acima como: Kw = [H+]. O valor do produto iônico da água que é a constante de equilíbrio. A água se dissocia em pequena quantidade em íons hidrogênio (H+) e (OH−). estão dissolvidas 1. a concentração de (H+) é de 10−7 e a concentração de (OH−) também é de 10−7.599 g/dm3). à temperatura de 25ºC. ou seja. 1. em água pura ou em uma solução aquosa diluída.3×10-3 mol/dm3 4 O que nos permite concluir que num litro de solução saturada de PbI2. Ou seja: Ke = [H+].[OH-] [H2O] No entanto.008 × 10−14 M2 (≅ 10−14). a água tem partes iguais do cátion (H+) e do ânion (OH−).5 mol/L). Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw).[OH-] Como. O primeiro equilíbrio químico de interesse que ocorre na água é a dissociação de sua própria molécula: H2O ⇄ H+ + OH− Como as quantidades dos íons nas soluções se equivalem. [H+] =[OH−] e o valor do produto iônico da água é 1.49 × 10-9 = 1. Desta forma.

as substâncias ácidas são azedas.68×10-14 1. muitos cientistas acreditavam que para uma substância ser ácida. Quando uma pessoa fala: laranja é ácida. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases. ela necessariamente teria oxigênio em sua composição.47×10-14 2.13.92×10-14 Uma vez que em condições ambientes a temperatura está sempre próxima de 25°C.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este valor altera-se com a variação da temperatura como mostra a tabela abaixo: Tabela 20. Nos século XIX e XX. IFES Pág. 201 . nítrico. não era necessário a presença de oxigênio. Temperatura 100C 200C 250C 300C 400C Ke 0. tais como: ácido sulfúrico. mas sim de hidrogênio combinado com outros elementos. Mais tarde.00×10-14 1. então sempre que este equilíbrio acontecendo o seu valor será: Ke = 10−14 1. Gay-Lussac mostrou que para uma substância ser considerada ácida.29×10-14 0. está se baseando na impressão que as substâncias sápidas (apetitivas) produzem na língua. etc.33. acético. muitas definições surgiram para tentar explicar a presença e o comportamento de ácidos e bases. com impurezas). Geralmente. Isso era verificado experimentalmente em ácidos conhecidos na época.1 Substâncias ácidas. que significa azedo. Variação do produto iônico da água com a temperatura. fosfórico. tal como ocorria com o ácido muriático (nome popular para a solução aquosa de HCl. 8. amargas − o termo ácido deriva do latim acidu. No século XVIII.

a amônia acerta um próton: é uma base. de Bronsted-Lowry. NH4+ (aq)+ OH− (aq) ⇄ NH3 (aq) + H2O (l) Nesta reação. mas outras substâncias. Arrhenius propôs que os ácidos eram substâncias cujos produtos de dissociação iônica em água incluiam o íon hidrogênio (H+) e bases as que produzem o íon hidróxido (OH−). É verdade para o NaOH. E bases. portanto. pois aceita um próton deste íon. I. tem sérias limitações: 1) só pode ser empregado a soluções aquosas. de fato. Como vimos. 3) não pode ser aplicado para outros solventes. ácidos são substâncias capazes de doar um próton em uma reação química. II. Esta nova definição é bem mais ampla. IFES Pág. como a amônia. embora utilizado até hoje. compostos capazes de aceitar um próton numa reação. A água. é um exemplo de substância anfiprótica: moléculas que podem se comportar como um ácido ou como uma base de Bronsted. Definição de Arrhenius. Este conceito. não são bases de acordo com o conceito de Arrhenius. algumas receberam maior destaque: definição de Arrhenius. Segundo Bronsted. 202 . já na reação com o amônio. na reação com amônia. pois explica o caráter básico da amônia e o caráter ácido do íon amônio. por exemplo: NH3 (aq) + H2O (l) ⇄ NH4+ (aq)+ OH− (aq) Nesta reação. 4) segundo este conceito. de Lewis e de Pearson. Definição de Bronsted. o íon amônio doa um próton: é um ácido. pois doa um próton. Repare que. somente são bases substâncias que possuem OH− em sua composição. portanto. 2) o íon H+. sequer existe em solução aquosa. a água se comporta como uma base. a água se comporta como um ácido.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Entre elas.

Ag+. com baixo estado de oxidação. Cr3+. os íons metálicos de alto estado de oxidação. CH3COO. RO2. I-. possui baixa eletronegatividade e alta polarizabilidade. Exemplos: F-. R-. Definição de Lewis. Mg2+. Estes termos se referem. Tl+. RNH2. formando ligações químicas. CH2. Cl. R3As IFES Pág. I5+. NO3-. Ca2+. Sr2+.. N. ClO4-. a dificuldade ou facilidade com que as "nuvens eletrônicas" (regiões de maior probabilidade de encontrarmos os elétrons mais externos) podem ser deformadas. Cl7+. Be2+. N2H4. SCN-. R3P. La3+. Exemplos: H-. O2-. Br. 203 . Fe3+. OH-. os alcalinos terrosos. Ce4+. H2O. NH3. Pt4+. etc.C2H4. etc. Si4+. de média eletronegatividade e possui baixa capacidade polarizante. I7+. PO43-. Ga3+. Sn4+. Bases macias são espécies que recebem elétrons. Os ácidos duros são íons metálicos. Cd2+. Definição de Pearson. C6H6. Hg+. Exemplos: Eu3+. RS-. que incluem os alcalinos. O. CO. CH3Hg+. R2S. Co3+. As3+. Zr4+. Possuem alta eletronegatividade e baixa polarizabilidade.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. espécies de baixa eletronegatividade e tamanho pequeno. Hg2+. Exemplos: Pd2+. ROH. R2O. Ti4+. Mn7+. Mn2+. N3+. Como extensão a teoria de Lewis. IV. CO32-. RO. RO-. As bases duras são espécies que doam elétrons. SO42-. foi criado por Pearson um conceito de dureza e moleza para ácidos e bases. como uma espécie capaz de doar pares de elétrons. I. Na+. respectivamente. Cr6+. Au+. Cl3+. Li+. como uma espécie capaz de receber pares de elétrons e base. Cu+. Lewis definiu um ácido. Sc3+. Os ácidos macios são espécies de tamanho grande. K+. Pt2+. CN-.

enquanto pequeno valor de K diz que os reagentes são favorecidos. Tabela 21. Os eletrólitos fracos como ácidos quando dissolvidos num solvente como a água. 204 . Valores de Ka e suas respectivas bases conjugadas. Um grande valor de K significa que na ionização há predominância dos produtos. o termo [H2O] é constante. portanto. Tomemos o exemplo: HCl + H2O ⇄ H3O+ + Cl− H3O+ [Cl-] Keq = [HCl][H2O] Como já vimos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observação: as substâncias ácidas são consideradas perigosas pelo fato de terem a propriedade de destruir estruturas moleculares assim como dissolver matéria orgânica com muita facilidade. portanto varia apenas com a temperatura. Força do ácido Forte Fraca Muito Fraca Ka >1 1 para 10-16 < 10-16 Força da base conjugada Muito fraca Fraca Forte Kb < 10-16 10-16 para 1 >1 IFES Pág. Quanto maior o valor Ka . dependendo da força e da concentração do ácido. Constante de dissociação dos ácidos (Ka). podemos. estabelecendo-se um equilíbrio reversível entre as espécies não dissociadas e os seus íons. A força do ácido é um parâmetro determinado através da sua constante de ionização Ka . no caso de soluções diluídas. substituir a equação por por Ka: H3O+ [Cl-] Ka = [HCl] A constante de ionização é um valor semelhante à constante de equilíbrio. se dissociam.34. 1. maior a quantidade de íons H+ liberados na solução e como conseqüência mais forte é o ácido.

B + H2O ⇄ BH+ + OH+ E a constante de ionização da base por. 1.. n é a magnitude da carga do cátion..35. [A] é a concentração de um ânion..] Kb = [B] = onde Kb é a constante de ionização das base.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.36. Assim. o termo [H2O] é constante. A ionização de uma base fraca B em solução aquosa pode ser representada pela equação.. Onde [C] é a concentração do cátion. = [BH+ ] [OH. expressa em concentração molar. e m é a magnitude da carga do ânion. Constantes de Ionização de Alguns Ácidos e de suas bases Conjugadas ÁCIDOS HClO4 H2SO4 HCl Ka grande grande grande BASES ClO4HSO4Cl- Kb muito pequena muito pequena muito pequena IFES Pág.. Balanço de Carga. = m1[A1] + m2[A2} + . 205 .. Tabela 1. O balanço de carga é dado por: n1[C1] + n2[C2] + . [BH+] [OH-] Keq = [B] [H2O] Outra vez. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb).

10-7 2.5.6.8.10-11 3.7.10-4 2.3.0.10-5 4.10-4 6.6.10-7 6.10-10 4.10-16 1.2.10-11 4.5 1.4.8.105 grande Pág.10-5 4.3.10-7 1.10-4 2.1.10-10 2.2.3.10-4 5.10-13 1.10-8 6.8.5 1.2.5.3.6.3.10-3 4.2.6.10-5 2.3.9.10-5 1.10-7 1.0.5.10-2 7. 206 .5.6.0.10-8 3.6.0.10-10 7.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ÁCIDOS HNO3 H3O+ H2SO3 HSO4H3PO4 HNO2 HCOOH C6H5COOH CH3COOH C2H5COOH H2CO3 H2 S H2PO4HSO3HOCl NH4+ HCN C2H5NH3+ CH3NH3+ HCO3HPO42H2 O HSNH3 IFES Ka grande 55.2.8.10-11 5.10-19 muito pequena BASES NO3H2 O HSO3SO42H2PO4NO2HCOOC6H5COOCH3COOC2H5COOHCO3HSHPO42SO32ClONH3 CNC2H5NH2 CH3NH2 CO32PO43OHS2NH2- Kb muito pequena 1.0.10-11 2.10-13 8.0.10-8 5.8.10-13 1.10-5 1.10-12 2.3.10-7 1.10-8 1.10-10 5.10-2 1.10-7 1.8.10-4 1.2.10-10 2.0.8.10-2 55.10-16 8.10-11 1.6.

mais alcalina (básica) será a solução e maior será o pH (pH > 7). A relação entre a concentração de íons Hidrogênio e o valor pH é definido pela equação : pH = − log [H+] Da mesma forma podemos utilizar essa terminologia para caracterizar a concentração de íons OH− em uma solução básica: pOH = . H+) e. 207 .log K IFES Pág. Os íons hidrônio resultantes são relativamente poucos e exibem vida curta como espécies químicas. Inversamente. assim ocorre igualmente com os correspondentes íons hidroxila. Assim os hidrônios existem mesmo em água isenta de impureza (quimicamente pura). conhecemos como ―auto-ionizarão‖ da água. Esse caso singular de água: de produzir íons hidrônio (cátion. A água exibe caráter anfótero: comportar-se quer como levemente ácida ou levemente alcalina. íons hidroxila (ânions OH−). De fato. No equilíbrio. os pares conjugados (H3O+ e OH−) estão em equilíbrio dinâmico com a água molecular e a esta retornam. por recombinação (e vice-versa) segundo a equação: 2 H2O (l) ⇄ H3O+ (aq) + OH− (aq) A curta vida de hidrônios e sua a concentração efetiva é a base para a determinação do pH das soluções aquosas. maior será a concentração de íons hidroxila e. A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH).log [OH-] Ou uma solução qualquer: pK = . quanto maior for a sua concentração (ao contrário da concentração de íons hidroxila) mais ácida será a solução e menor será o pH (pH <7). quanto menor for a concentração dos íons hidrônio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.37. portanto. correspondentemente na mesma medida.

1. Assim os limites de pH estão distribuidos entre 0 e 14. Acalinidade titulável IFES Pág. potencial e Total. 77. O ponto médio. 208 . Fig. latente ou de reserva é devida aos átomos de hidrogênio que se encontram na molécula não dissociada do ácido. No caso das soluções alcalinas. a alcalinidade atual. A acidez atual.38. Acidez titulável A acidez real é determinada pela medida do pH e a acidez total por intermédio da acidimetria. A acidez total ou de titulação (titulável) é a soma da acidez total com a potencial. Acidez Atual. Alcalinidade potencial ⇄ B+ + HO. enquanto que a acidez potencial. potencial e total. Acalinidade real . Acidez potencial ⇄ H3 O+ . em solução aquosa: HA . Seja o ácido HA qualquer. Acidez real + A- . BOH . iônica é causada pelos íons hidrogênio livres em solução.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO É claro que pH + pOH = 14. indica. Diagrama de pH. o meio neutro. obviamente. átomos esses capazes de sofrer ionização quando for necessário. teremos analogamente.

TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante do Produto Iônico.39. K a ou K b Exemplos típicos: Expressão da Constante de Equilíbrio: Ka = Kb = [H3O+].[CH3COO-] [CH3COOH] [OH-]. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios. Kw Exemplos típicos: 2 H2O → H3O+ + OH− Expressão da Constante de Equilíbrio: KW = [H3O−] . 209 . [OH−] Ionização da água TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Ionização.[CH3COOH] [CH3COO.] Ionização de Eletrólitos Fracos CH3COOH + H2O → H3O+ + CH3COO− CH3COO− + H2O → OH− + CH3COOH IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Expressão da Constante de Equilíbrio: Kps = [Ag+] . 𝛃 n Exemplo Típico: Expressão da Constante de Equilíbrio: Formação de um íon Complexo β4= [Ni(CN)42-] [Ni2+][CN-]4 Ni2+ + 4 CN− ↔ Ni(CN)42− NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO K Redox Exemplo Típico: Cu + 2 Fe+3+ ↔ Cu2+ + 2 Fe2+ TIPO DE EQUILÍBRIO Equilíbrio Oxidação/Redução Expressão da Constante de Equilíbrio: [Cu2+][Fe2+]2 KRedox = [Fe+3]2 IFES Pág. Kps Exemplos típicos: AgCl(s) → Ag+ + Cl− TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Formação. [Cl+] Sólidos ―Insolúveis‖ Equilíbrio Heterogêneo Produto de Solubilidade. 210 .

Exercícios Resolvidos (1) Quando um mol de álcool é misturado com um mol de ácido acético.40. Resumo Geral. a) Qual o valor da constante de equilíbrio? b) Quantos moles de éster são formados no equilíbrio. aumento da pressão Aumento do volume. à temperatura ambiente. quando 3 moles de álcool são misturados com 1 mol de ácido? Na temperatura de reação todas as substâncias são líquidas. IFES Pág. diminuição da pressão Catalisador Varia Varia Não varia Não varia Não varia Não varia - Aumento da pressão acelera 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 22. a mistura em equilíbrio contém 2/3 de mol de éster e outro tanto de água. 211 . Variação à medida que a mistura retorna ao equilíbrio Energia térmica é consumida Energia térmica é gerada Parte do reagente adicionado é consumida Parte do produto adicionado é consumida Diminuição da pressão Efeito sobre o equilíbrio Deslocamento na direção endotérmica Deslocamento na direção exotérmica Aumenta a concentração de produto Aumenta a concentração de reagente Variação da composição para diminuir o número total de moléculas Variação da composição para aumentar o número total de moléculas Efeito sobre K PERTUBAÇÃO Aumento da temperatura Queda da temperatura Adição de reagente Adição de produto Diminuição de volume.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool C2H5OH (l) Início: Variação: Equilíbrio: 1 mol 2 . Kc = = 2 mol 3V CH3COOC2H5 . 212 .(1/3) 1/3 =4 Observe que as unidades de concentração se cancelam. devendo.mol 3 2 1 1.= mol 3 3 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 a) Observemos que a água na reação não é um solvente.= mol 3 3 Ácido Éster Água H2 O 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + 1 mol 2 .[CH3COOH] 2 (2/3). Seja V o volume da solução. juntamente com as demais reagentes e produtos.mol 3 2 1 1. Portanto: IFES Pág.(2/3) 2/3 Kc = = (1/3). portanto: mol [C2H5OH] = 3 V mol [CH3COOH] = 3 V = mol 3V = mol 3V = 2 mol 3V 2 mol 3 [CH3COOC2H5] = V mol [H2O] = 3 V Portanto.[CH3COOH] [C2H5OH]. b) Seja x o número de moles de álcool que reagem. significando que o equilíbrio independe do volume. portanto aparecer na equação da constante de equilíbrio.

3x2−16x +12 = 0 x= x= 2. a concentração da amônia é 0. 500 mol N2 L−1 e 0. pois uma há hipótese de formar mais que um mol de éster. vem: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1×0.4305 3 A segundo raiz é uma incoerência física. Calcule o valor da constante de equilíbrio para: N2 (g) + 3 H2 (g) ⇄ 2 NH3 (g) Precisamos saber as concentrações de equilíbrio de cada uma das substâncias na mistura que está reagindo e então substituir aqueles valores no quociente da reação.(x) x2 Kc = = =4 ( 3-x). Pela equação: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1 3 2 Dividindo os conseqüentes por 2 e multiplicando por 0.150.(4+ 7) = 4. No equilíbrio.(4.9028 3 2. 213 IFES .150 2 2 2 Pág. (2) Uma mistura consistindo de 0.7) = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool Ácido Éster Água H2 O 0 mol +x mol x mol C2H5OH (l) + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + Início: Variação: Equilíbrio: 3 mol -x mol 3-x mol 1 mol -x mol 1-x mol 0 mol +x mol x mol (x).150 3×0.(1-x) (3-4x+x2 ) Então.800 mol H2 L−1 em um recipiente reage e alcança o equilíbrio. 150 mol L−1.150 2×0.

500 moles −0.150 N2 (g) Inicio Variação: Equilíbrio: [NH3]2 Kc = H2 3 N 2 (0. em solução aquosa 1 N. é de 0.004 M mol NH4OH = mol NH4OH 1 0. Qual é a constante de ionização da base nessa temperatura? Uma solução 1N contém: em 1 L = 1 eqg NH4OH = N NH4OH = 1 mol = 1M 1L NH4OH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: Como: Ki = NH4+ [HO-] [NH4OH] 1M − 0.800 moles −0.4% a 18C.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n (N2) n (H2) n (NH3) = = 0.996 M ⇄ NH4+ 0M 0.278 M−2 (3) O grau de dissociação iônica do hidróxido de amônio.075 0.004 M 0. 214 .075 moles 0.425 Kc = 0.150)2 Kc = 0.225 moles 0. 0.425 M + 3 H2 (g) 0.150 moles 0.575 3 .004 M + HO− 0M 0.575 M ⇄ 2 NH3 (g) 0 moles +0.150 M IFES Pág.004 M 0.225 0.004 M 0.

02 M 0.02 M 0.9×( 1 )M 128 1 )M 128 +2×0.0006 M) = 1.9×( +0.0. Calcule a constante de dissociação iônica do ácido.0006 M + CH3COO− 0 0.996 M) (4) O grau de dissociação iônica do ácido acético.9×( 1 )M 128 1 )M 128 + 2 OH− 0 +0.0194 M ⇄ H+ 0 0.03×0.004 M) = 1.004 M)(0.0006 M Ki = Ki = H+ [CH3COO-] [CH3COOH] (0. em solução 0. 1 mol = 2 eqg (Ca(OH)2).02 M − 0. 215 .9×( IFES Pág. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0.02 M 0.03×0. que está 90% ionizada. 1×( 1 ) M 128 ⇄ Ca+ 0 +0.6×10-5 M (0.61×10-5 M (0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ki = (0.0194 M) (5) Calcule a constante de ionização para uma solução N/64 de hidróxido de cálcio.0006 M)(0.03×0.5 mol Portanto.9×( )M 128 0.02 M é 3% a 25C. como: N= 2 eqg (Ca(OH)2) N 1 = = M 1L 2 128 Ca(OH)2 Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 1/128 M 1 . Temos eqg (Ca(OH)2) = mol/2 = 0.

PCl5 (v) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: IFES ⇄ PCl3 (v) 0 +α x moles +α x moles + Cl2 (g) 0 +α x moles +α x moles Pág. supondo o sistema homogêneo. bases). admite-se a seguinte sentença Ki = Mα2 pois o resultado de 1 − α ≈ 1 (6) Calcular a constante de equilíbrio da dissociação PCl5 ⇄ PCl3 + Cl2.(0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ca+ [HO-]2 Ki = [Ca(OH)2] Ki = 4. 216 x moles −α x moles (1−α)x moles .1/128) Lei da diluição de Ostwald ou Lei de Ostwald é a relação matemática entre a constante de ionização e o grau de ionização de um eletrólito (ácidos. A Lei da diluição de Ostwald é expressa por: C+ [A-] Mα2 Ki = = [CA] 1-α Sendo: Ki = constante de ionização [C+] = concentração dos cátions [A-] = concentração dos ânions [CA] = concentração do composto não ionizado ou não dissociado M = concentração molar em mol/L α = grau de ionização Se α ≤ 5%. em temperatura tal que esteja 80% dissociado.9/128)2 = 1.78×10-3 (0.

podemos escrever: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = = [PCl5] [PCl2] [ Cl2] Seja V o volume do sistema e α o grau de ionização do penta cloreto de fósforo.P 1+α α p (PCl2) = .P 1+α α p (Cl2) = . 𝑃2 1 + 𝛼 2 Kp = 1-α .P 1+α IFES Pág.P 1+α Kp = Logo.𝑃 1+𝛼 1-α . Kp = pPCl2 pCl2 pPCl5 2 𝛼 . então: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = 𝛼𝑥 = 𝛼𝑥 1 − 𝛼 𝑥 V V V p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) p (PCl5)+p (PCl2)+p (Cl2) P = = = = 1 -α α α 1-α +α+α 1+α p (PCl5) = Logo: 1-α .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como: PV = nRT P=( 𝑛 )RT V P n = RT = constante ( ) V Assim. 217 .P 1+α 𝛼 2 .

P Kp = 1 − 𝛼 2 1+α 𝑃2 . a 25C.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 𝛼 2 Kp = 1 + 𝛼 𝛼 2 .10(1−α) M ⇄ H+ 0 + 0.10×α M + CH3COO− 0 + 0. isto é. supõe-se que a pressão normal.10(1-α) 0.1) α = 0.10×α 2 M Portanto: Ki = = 1.85×10-5 2 -4 0.10×α M + 0.77 1. 1atm. 0.1 α2 + 1. e 0.85×10−5 = 0 α= -1. .10×α M 0.0135 ou 1.1 (1.10×α M 0. são reagidos a 448°C.35% (8) Em uma câmara de 10 L.82 (7) A constante de ionização do ácido acético. (a) Qual é a pressão total na câmara? IFES Pág. Portanto: Kp = 0.0.85×10-5) 2(0. K = 50 para a reação.85×10−5 α − 1.1 ×α M + 0.85×10-5 0.85×10-5 ± 1.85×10−5.5 mol de H2.10 M − 0. em solução decimolar.5 mol de I2. Calcule o grau ionização α do ácido a 25C. é de 1. 2 1-α P Como o problema submetido não se refere à pressão total a que está o sistema no equilíbrio. H2 (g) + I2 (g) ⇄ 2 H1 (g) Em uma dada temperatura e para um estado padrão de 1 mol/L. evacuada. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0. 218 .8 = 1.

9 atm 10 L + I2 (g) 0.(448+273) mol. qual será a concentração de todas as espécies quando se alcance o equilíbrio? As concentrações ao inicio são: [A] = 0.5−x) (9) Para a reação: A + B ⇄ C + D.5 −x (0.5 −x (0.00 mol de A e 2.200 M.5-x)2 2x 50 = 0.5-x x = 0. [C] = 0. o valor da constante de equilíbrio a uma determinada temperatura é Kc = 56.T V (0.R. Se inicialmente põe-se 1.100 M.V = n.5 + 0.( 0. A pressão total pode ser calculada a partir da lei dos gases ideais: P.0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (b) Quantos mols de iodo permanecem não-reagidos no equilíbrio? (c) Qual é a pressão parcial de cada componente na mistura no equilíbrio? Antes de iniciar a reação.atm ).5−x) ⇄ 2 H1(g) 0 +2x +2x P(total) = H2 (g) Inicio: Variação: Equilíbrio: (2x)2 Kc = 50 = (0.082 L.R. [D] = 0 No equilíbrio são: A + B ⇄ C + D IFES Pág.5 + 0. Durante a reação. 219 .K = 5. não ocorre variação no número total de mols.T P(total) = n(total).39 2 0.5 = 1. o número total de mols era 0. [B] = 0.5).00 moles de B em um recipiente de 10 litros.

2-x) No entanto.100−x) M Portanto.002 M. (10) Calcule os valores de Kc e Kp a 250°C na reação de formação do amoníaco. Assim: [A] = (0.200−x) M x x x2 Kc = = 56 0.098 M.098 e x2 = 0.207. sabendo que se partimos de dois moles de N2 e cinco moles de H2.5-3x)3 . (0.2 moles/L −x (0.(0. obteremos três moles de amoníaco.100-x .2− x) moles/L + 3 H2 (g) 0. no equilíbrio temos 3 moles de NH3. logo: IFES Pág.(0. O volume do recipiente de reação é de 10 L.098 M. [B] = (0. [C] = 0. [D] = 0.098) = 0.8 x+1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.5 moles/L − 3x (0.207 Desprezaremos x = 0.12 = 0 x1 = 0. Temos: N2 (g) Inicio: Variação Equilíbrio: 0.5− 3x) moles/L ⇄ 2 NH3 (g) 0 + 2x (2x) moles/L [NH3]2 (2x)2 Kc = = [H2]3 [N2] (0.098) = 0.200 − 0.102 M.100 mol de A não poderíamos obter uma concentração maior. 220 .200-x) 55x2 + 16.100 − 0. pois se partimos reagindo 0.

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[NH3] = 3 moles/ 10 L = 0,3 M = 2x  Portanto,

x = 0,3/2 = 0,150 M

(2x)2 (20,150)2 Kc = = (0,5-3x)3 (0,2-x) (0,5-30,150)3 (0,2-0,150) (0,3)2 Kc = = 14 400 (0,05)3 (0,05) Como: ∆n = 22, já que: 2 − (3 + 1) = 22, então: Kp = Kc. (R.T) ∆n Kp = 14 400 · (0,082 · 523)22 = 7,83 (11) Suponha que 3,00 moles de HI; 2,00 moles de H2 e 1,00 mol de I2 são colocados num recipiente de 1 L a 485C. Depois de estabelecido o equilíbrio, quais são as concentrações de todas as espécies? (Considere: Kc (485C) = 2,0610-2 ) As concentrações iniciais são: [HI] = 3,00 M; [H2] = 2,00 M e [I2] = 1,00 M A equação de equilíbrio é: HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) No equilíbrio as concentrações serão: 2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: 3,00 − 2x 3,00 − 2x ⇄ 1 H2 (g) 2,00 +x 2,00 + x + 1 I2 (g) 1M +x 1,00 + x

A condição de equilíbrio é: Kc = Kc = [H2][ I2] [HI]2 2,00 + x (1,00 + x) (3,00 - 2x)2

IFES

Pág. 221

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2,00 + x (1,00 + x) = 2,0610-2 (3,00 - 2x)2 0,918 x2 + 3,25 x + 1,81 = 0 x= x= x= -3,25± 3,25 2-4(0,918)(1,81) 2(0,918)

-3,25± 3,91618 1,836 -3,25±1,9789 1,836

x ≈ −2,848 ou x ≈ −0,692 Como a segunda raiz leva a concentrações negativas, ela será rejeitada. Contudo a segunda raiz (x = −0,692302) é significativa, embora o seu sinal (negativo) indica que a reação ocorre no sentido contrário: no de formação de HI. 1 H2 (g) Variação: Equilíbrio: 2,00 − 0,692 1,308 + 1 I2 (g) 1,00 − 0,692 0,308 ⇄ 2 HI (g) 3,00 + 2(0,692) 4,384

(12) Calcule o grau de dissociação, a 30°C e 5 atm de pressão, que apresenta o tetróxido de dinitrogênio, se sabemos que nessas condições o valor de Kp é de 0,15. (R = 0,082 atm L/mol K) N2O4 (g) ⇄ 2 NO2 (g) Os números de moles/L no equilíbrio serão: N2O4 (g) Início: Variação: Equilíbrio: Lembrando que: p (parcial) = fração molar × pressão (total) C −αC (1−α)C ⇄ 2 NO2 (g) 0 +2 αC +2 αC

IFES

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p(NO2) = x(NO2)× pressão (total) p(N2O4) = x(N2O4)× pressão (total) x(NO2) = x(N2O4) = n(NO2) n NO2 + n(N2O4) n(N2O4) e n NO2 + n(N2O4)

pressão (total) = p(NO2) + p(N2O4) Assim: n.° de moles no equilíbrio de NO2 = 2α.c n.° de moles no equilíbrio de N2O4 = (1−α)c n.° de moles totais no equilíbrio = 2α.c + (1−α)c = (1+α)c Logo: p(NO2) = p(N2O4) = p2 NO2 pN O
2 4

2α.c . 5 atm (1+α)c (1-α)c . 5 atm (1+α)c 2α . 5 atm 1+α 1-α . 5 atm 1+α
2

Kp =

=

4α2.5 = 0,15 de onde α = 0,086 ou 8,6% 1-α2 (13) A 800K, a Kc para a reação: 2 HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) vale 0,016. Na mistura em equilíbrio a essa temperatura, calcule: (A) a concentração de todas as espécies, sabendo que as de H2 e I2 são iguais e a pressão a que se encontra o sistema é de 1 atm. (B) as concentrações dos componentes, sistema. Dado: R = 0,082 atm L/mol K
IFES

quando se duplica a pressão do

Pág. 223

QUÍMICA GERAL

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2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: n.R.T = P.V C= C= n P = V R.T C − 2x C − 2x

1 H2 (g) C +x C+x

+

1 I2 (g) 1M +x C+x

P 1 atm = = 0,015 mol/L atm L R.T 0,082 ×800K mol K

Assim, no equilíbrio teremos: 2 HI (g) Equilíbrio: 0,015− 2x ⇄ 1 H2 (g) 0,015 + x [H2][ I2] [HI]2 + 1 I2 (g) 0,015 + x

A condição de equilíbrio é: 0,015 + x 0,015 - 2x
2 2

Kc =
2

0,015 + x = 0,015 - 2x

= 0,016

0,015 + x = 0,016 0,015 - 2x x = 0,015 mol/L Agora obtém- se os valores das concentrações: [HI] = (c−2x) = (0,015−0,003) = 1,2×1022 mol/L [H2] = [I2] = 1,5×1023 mol/L (14) A constante de equilíbrio para a reação: N204 (g) ⇄ 2NO2 5,8×10−3 a 25°C. Calcule o grau de dissociação quando: (A) A concentração inic1ial é 0,01 mol/L; (g), vale

IFES

Pág. 224

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FABIANO DE CARVALHO

(B) adicionamos 0,01 mol/L de N2O4 ao equilíbrio formado no aparato (a). N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: 0,01 −0,01α (1−α)0,01 ⇄ 2NO2 (g) 0 +2(0,01α) 0,02α

(0,02α)2 Portanto: Kc = = 5,8×10-3 (1-α).0,01 de donde: 0,04 α2 + 0,0058 α − 0,0058 = 0 α ≈ −0,460129 (não convém) ou α ≈ 0,315129 ou expresso em percentagem: α = 31,51% Assim, [N204] = (1−α).0,01 = = (1−0,315129).0,01 ≈ ≈ 6,8×10−3 mol/L [NO2] = 0,02α = = 0,02×0,315129 = = 0,00630258 ≈ ≈ 6,3×10−3 mol/L Em (B) teremos: N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Portanto, (0,0068+0,01) 0,0168 −x 0.0168−x ⇄ 2NO2 (g) 6,3×10−3 +2x 6,3×10−3+2x

IFES

Pág. 225

[Cl2] = 2 mols/L.0058 x 4 x2 + 0.031 x − 5. [N204] = 0. que não convém.0063 + 2 x 0. (C) dobrarmos a pressão inicial. vem: Kc = Kc = (COCl2) (CO)( Cl2) (20) (2)(2) Se acionarmos 1 mol de Cl2.0094 mol/L (15) Num sistema em equilíbrio CO (g) + Cl2 (g) ⇄ COCl2 (g) as concentrações são [CO] = 2 mols/L. vem: Inicial: Variação: Equilíbrio: IFES CO (g) 2 −x 2−x + Cl2 (g) 3 −x 3−x ⇄ COCl2 (g) 20 +x 20+x Pág. [COCl2] = 20 mols/L.0093.0078−x = 0. e x ≈ 0. (B) dobrarmos o volume inicial. Calculando a constante de equilíbrio.00155 Portanto. Calcule a concentração de todos os componentes quando: (A) adicionarmos 1 mol/L de cloro.8×10-3 [NO2] 0.00003969 = 0.00009744-0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO [N2O4]2 Kc = = 5.77510−5 = 0 Cuja solução é: x ≈ −0.0252 x+0.0168-x 2 = 5.00625 mol/L [NO2] = 6. 226 .8×10-3 4 x2+0.3×10−3 + 2x = 0.

782 (não convém) Assim: [CO] = 2 − 0.42 = 20. IFES Pág. [Cl2] = 3 − 0.58 mol/L.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (20+x) =5 (3-x)(2-x) 5(3−x)(2−x) = 20+x 5 x2−26 x+10 = 0 x = 0. 227 . ou seja para a esquerda.42 = 1. teremos: COCl2 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Kc = [CO] [Cl2] [COCl2] 10 −x 10−x ⇄ CO (g) 1 +x 1+x + Cl2 (g) 1 +x 1+x ⇄ 1V COCl2 (g) . tem-se: [CO] = 2/2 = 1 mol/L.42 mol/L Dobrando-se o volume do sistema o equilíbrio de desloca-se para o lado de menor número de moles (maior pressão): 2moles CO (g) + Cl2 (g) 1 mol mol Como V’ = 2V.58 mol/L [COCl2] = 20 − 0.42 = 2.418 x = 4. [Cl2] = 2 /2 = 1 mol/L= [COCl2] = 20 /2 = 10 moles/L Assim.

3867 Ao duplicarmos a pressão.41.V0 T0 V = V0/2. o volume reduz-se a metade.0681 1. Equilíbrio em soluções aquosas. vem: P. Assim sendo.587 ( não convém) x = 0.V T0 = P0 .V0 = = nR = constante T T0 Portanto. IFES Pág. as concentrações dobram: Inicial: Variação: Equilíbrio: CO (g) 2×2 −x 4−x + Cl2 (g) 2×2 −x 4−x ⇄ COCl2 (g) 2×20 +x 40+x Aplicando novamente a equação de equilíbrio. ou seja.x)2 5x2−40x+80 − 40−x = 0 5x2−41x+40 = 0 x = 1.V P0 .1318 ou 7.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (1+x)(1+x) 1 = (10-x) 5 5(x+1)2 =0 (10-x) 5x2 + 10 x +5 = 10− x 5 x2+11 x − 5 = 0 x = −-2. vem 40+x =5 (4-x)2 40+x = 5 (4. 228 . (2P0 ).

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Existem solutos que em soluções aquosas se dissociam em duas classes: (A) Eletrólitos fortes. Portanto. Dissociam-se 100%. Portanto. Dissociam-se parcialmente. Ilustrações. nem é uma reação em equilíbrio químico. 229 . se representa por Ki. Reação de dissociação NaCl → Na1+ + Cl-1 KCH3COO → K1+ + CH3COO1Al2(SO4)3 → 2 Al3+ +3 SO42Reação de dissociação Mg(OH)2 → Mg2+ + 2 (OH)1IFES Eletrólito forte forte forte Eletrólito forte Pág. em geral. b) os ácidos inorgânicos em suas dissociações posteriores a primeira dissociação e c) todos os ácidos orgânicos (e alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação que possuem Ka1). para esses solutos existe Kc da reação de dissociação e. Para estes solutos não existe Kc da reação de dissociação. Tabela 23. ("Todos" porque tem alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação são fracos). não ocorre a reação de reação inversa (ou de associação). mas inorgânicos e em sua primeira dissociação. (B) Eletrólitos fracos. b) todos os hidróxidos metálicos e c) ―todos‖ os ácidos. Entre eles teremos: a) todos os sais. Entre eles teremos: a) os hidróxidos não metálicos.

Para originar um soluto fraco. A dissolução de um sal em água pode gerar uma solução neutra.41.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO HCl → H1+ + Cl1H2SO4 → H1+ + HSO41HSO41 → H1+ + SO42H2S → H1+ + HS1HS1. alcalina ou ácida − depende na natureza do sal. 100% ácido fraco + outro sal 100% base fraca + outro sal IFES Pág. 230 . (A) Reação de neutralização. são justamente os sais que apresentam maior freqüência o fenômeno da hidrólise.1. pois: Ácido + Base o hidróxido 100% sal+ H2O (B) Reação de troca iônica entre dois solutos fortes. Reações especiais que podem acontecer em soluções aquosas. Dos compostos da química mineral.→ H1+ + S2NH4(OH) → NH41+ + (OH)1HAc → H1+ + Ac1- forte forte fraco fraco fraco fraco fraco 1. Ocorre se e somente se: No mesmo recipiente se encontram ácido e base (simultaneamente). A hidrólise é a decomposição dos íons de uma substância por intermédio dos íons da água. Incluem: Ácido forte + sal de ácido fraco Base forte + sal de base fraca (C) Hidrólise de sais.

apresentam elevado grau de dissociação. o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. A solução resultante. pois. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HOPortanto. estabelecendo um novo equilíbrio: B+ (aq) + HO. Sofrerá hidrólise de acordo com a seguinte equação: BA + H2O ⇄ BOH + HA Os eletrólitos fortes. mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [H+]. nem os cátions ou ânions tem qualquer tendência em se combinar com os íons provenientes da auto-ionização da água. o ânion proveniente de um ácido forte não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. a solução será ácida. é neutra. Seja BA um sal proveniente de um ácido forte e uma base fraca. como abaixo: B+ (aq) + H2O (l) ⇄ BOH (aq) + H+ (aq) Exemplo: NH4Cl + H2O ⇄ HCl + NH4OH O NH4Cl e HCL são compostos iônicos. em solução aquosa. Já os eletrólitos fracos se ionizam tão pouco.⇄ BOH (aq) Como o produto [H+]. mas sim o cátion proveniente de uma base fraca que reage com o íon hidróxido.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO I. para a forma iônica. 231 IFES . tendendo. [HO-] < [H+] e. Pág. É mais correto escrevê-los na forma NH4+ e Cl− e H+ e Cl−. Exemplo: NaCl II. Sais derivados de uma base fraca e um ácido forte.[HO-] (ou seja. conseqüentemente. que sua tendência é para a forma molecular. Neste caso. A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon M+. Neste caso. portanto. Sais derivados de um ácido forte e uma base forte. após a dissolução do sal. ao mesmo tempo.

predomina a sua forma molecular. 232 . temos: [BOH][ H+] K= [B-][H2O] Como a hidrólise se processa em presença de grande excesso de água. de uma forma geral. são considerados eletrólitos fortes. Kh = [BOH][ H+] [OH-] × [B+] [OH-] IFES Pág. podemos escrever a equação de hidrólise do seguinte modo: B− + H2O ⇄ BOH + H+ Aplicando a lei das ação das massas ao equilíbrio acima. Da mesma forma. Para isso.[OH-] Kh = [BOH][ H+] [B+] Podemos calcular Kh em função do produto iônico da água (Kw) e da constante de ionização da base (Kb). Como os sais. tornando a escrever a equação de forma mais correta. Portanto. Ficando então: NH4+ + H2O ⇄ H+ + NH4OH Observe que embora se diga hidrólise do sal. basta multiplicarmos o numerador e denominador da expressão de Kh por [OH−]. quem realmente hidrolisa é o íon fraco do sal. podemos cancelá-lo. podemos considerar a concentração da água [H2O] como praticamente constante (Kw). teremos: Kw = [ H+].QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água á predominantemente molecular. sendo o NH4OH uma base fraca. por outro lado. teremos: NH4+ + Cl− + H2O ⇄ H+ + Cl− + NH4OH Como o Cl− não se altera durante a reação. Sendo correto escrevê-la na forma H2O.

[HO-] > [H+] e.[HO-] (ou seja. III. A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon A-.(aq) + H2O (l) ⇄ HA (aq) + HO.(aq) Portanto. conseqüentemente. Conforme vimos: BA + H2O ⇄ HA + BOH B+1 + A−1 + H2O ⇄ HA + B+1 + OH−1 IFES Pág. 233 . xx[ H+][OH-]xx Kh = [B+][OH-] [BOH] Kw Kh = Kb . como abaixo: A. após a dissolução do sal.(aq) + H+ (aq) ⇆ HA (aq) Como o produto [H+]. a solução será alcalina. Sais derivados de um ácido fraco e uma base forte. o ânion (proveniente de um ácido fraco) reage com o íon hidrônio. estabelecendo um novo equilíbrio: A. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HO. mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [HO-].(aq) Exemplo: a hidrólise do HCN. Com raciocínio idêntico podemos concluir que: KCN + H2O ⇄ HCN + KOH K+ + CN− + H2O ⇄ HCN + K+ + OH− CN− + H2O ⇄ HCN + OH− Seja BA um sal derivado de ácido fraco e base forte. o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. Ao passo que o cátion (proveniente de uma base forte) não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Escrevendo sob outra forma: .

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A−1 + H2O ⇄ HA + OH−1 Assim. Aqui. 234 . o pH vai depender dos valores de Ka do cátion M+ e do valor de Kb do ânion A−. [HA]. . vem: Kh = [HA]. então a solução será alcalina. Finalmente.(aq) ⇄ MOH (aq) A−1(aq) + H+ (aq) ⇄ HA (aq) Neste caso. Sais derivados de um ácido fraco e uma base fraca. por outro lado. Se Kb > Ka. IV.[OH-1]xx [ A-1][H+1] [HA] Kw Kh = Kh . se Ka > Kb. estabelecendo dois novos equilíbrios: M+ (aq) + HO.[OH-1] [OH-1] × [ A-1] [OH-1] Kh = xx[H+1]. então a solução será ácida. É fácil demonstrar que neste caso: Kh = Kw Ka × Kb IFES Pág. se Ka = Kb. então a solução será neutra. tanto o ânion (proveniente de um ácido fraco) como o o cátion (proveniente de uma base fraca) reagem com os íons provenientes da auto-ionização da água.[OH-1] Kh = [ A-1] Multiplicando-se o numerador e denominador por [OH−1].

Como o eqg (HCl) = mol/1.42. 235 .352 × 1000 × 36. m’ = massa d a solução. expressa por: ∆𝑇𝑐 = 𝐾𝑐 × Onde: ∆Tc = abaixamento crioscópico = t1− t2 (diferença de temperatura) Kc = constante crioscópica do solvente m = massa do soluto na solução. então 1 mol = 1 eqg ou 1/10 mol = 0.1 eqg Logo.352C.5.352 𝑃𝑚 (HCl) = 36.352) = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.461) = 3.6461 IFES Pág. i = fator de van’t Hoff Solução: Uma solução N/10 contém 0.6461 m’ = 1000 g ∆𝑇𝑐 = 0 − (− 0. 1 e 35.1 eqg em 1 litros de solução. Exercícios Resolvidos (1) A solução N/10 de HCl congela a −0.461 = 1.461 𝐾𝑐 = 1850 𝑖 = 𝑖 = ∆𝑇𝑐 × 𝑚’ × 𝑃𝑚 𝐾𝑐 × 𝑚 𝑚 1 × × 𝑖 𝑚’ 𝑃𝑚 0.9 1850×3. m = 1/10 (36. Qual o pH da solução? Utilize a lei de Raout para eletrólitos. Sabendo-se que a constante crioscópica da água é 1850 e os pesos atômicos do hidrogênio e do cloro são respectivamente.

4ª Ed. MAHAN. São Paulo. G. B. IFES Pág. 2a ed.J. J. B. C. Makron Books do Brasil.ul.pdf http://clic. 1993. Métodos Instrumentais para a Análise de Soluções: Análise Quantitativa. americana.1ª ed.es/bcv/guide/capitulo/8448157133.. 236 . S. Rio de Janeiro.. SPRATLEY.pt/vnunes/ensino/eqquim..L. RJ Química: Um curso universitário. Edgard Blücher.fc.jsp?project=http://clic. Ed.xtec. PIMENTEL. & MYERS.univ-ab. Editora da Universidade de São Paulo. 1974 RUSSEL. um tratamento moderno. Bookmann Comp. Simões Gonçalves.pdf http://www. SLOWINSKI. STANITSKI. Tradução por Maria Elizabeth Brotto e outros.pdf JONES. ATKINS. W. L.. Princípios de Química. Trad.D. 1994.zip&lang=ca&title=Formulaci%C3%B3+i+nomenc latura+de+qu%C3%ADmica+inorg%C3%A0nica http://www.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO BIBLIOGRAFIA http://ccmm.cat/projects/fo rmula2/jclic/formula2. 2001. Química Geral. E.jclic. Fundação Calouste Gulbenkian. Saunders College Publishing. P. L.. Chemical Principles. Química.. MASTERTON.cat/db/jclicApplet.xtec.mcgraw-hill. 2v. R. Lisboa. 2001 M.H.L..C.pt/disciplinas/dcet/cfq4007/Mod3_3. da 4a ed. 1996. vols I.

Grupo IIA. Alcalinos Terrosos I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al +2 Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Rb Sr Cs Ba Fr Ra IFES Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES ESTADOS DE OXIDAÇÃO Os estados de oxidação mais usuais dos diferentes elementos da Tabela Periódica são: 1. Grupo IA. Alcalinos I II III IV V VI VII VIII H Li Na K Rb Cs Fr +1 Sc Y Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg B Al Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 2. 237 .

Grupo IVA. I II III VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl +3 +3 +3 +3 +3 +1 +1 -3 O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Lv Uus Uuo 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. Grupo IIIA. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl +4 -4 +4 -4 +4 +2 +4 +2 +4 +2 F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uus Uuo IFES Pág. 238 .

Grupo VA. I II III IV V VI VII VIII H +5 +4 +3 +2 +1 -3 +3 +3 +3 +1 +3 +1 He N Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl P As Sb Bi F Cl Br I At Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup +1 Uus Uuo 6. 239 . Grupo VIA.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O S Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Al Ga Si Ge P As Se -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +4 +2 He Ne Ar Kr Te Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Po Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág.

240 . Grupo VIIA.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 7. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O F He -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 Rn Cl Na Mg Al Si P S K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br I Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po At Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 8. I II IIIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al V +3 Cr Mn Fe Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Nb Mo Tc Ta Db W Sg Re Bh Cs Ba La Fr Ra Ac Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo IIIB.

Grupo VB.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9. I II IVB III IV V VI VII VIII H Li Be +4 +3 Cr Mn Fe +2 +4 +3 +2 Mo Tc Ru +3 +2 W Re Os Sg Bh Hs B Al Ti Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po I At Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 10. 241 . I II VB III IV V VI VII VIII H Li Be +5 +4 Mn Fe +3 +2 +5 +4 +3 Tc Ru 5 +4 +3 Re Os Sg Bh Hs B Al Ti V Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Nb Rb Sr Y Zr Ta Cs Ba Fr Ra Hf Rf Db Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo IVB.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11. I II VIB III IV V VI VII VIII H Li Be +6 +5 V Cr +4 +3 +2 +6 +5 Mo +4 +3 Nb +2 +6 +5 W +4 +3 Ta +2 Db Sg Bh B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Rb Sr Y Zr Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Cs Ba Fr Ra Hf Rf Os Hs Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 12. Grupo VIIB. 242 . Grupo VIB. I II VIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +7 +6 +5 +4 +3 +2 +7 +6 +5 +4 +7 +6 +5 +4 B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Tc Rb Sr Y Zr Nb Mo Re Cs Ba Hf Ta W Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn IFES Pág.

243 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 13. I II Grupo VIIIB VIIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +3 +2 +3 Cu +2 B Al Ti V Cr Mn Fe Co Ni Zn C Si N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Ga Ge Ru Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Rh +5 +4 +4 Pd +2 +3 Ag +5 +4 +3 +5 +4 +3 Au Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Rg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Cd In Sn Sb Te I Xe Os Cs Ba Fr Ra Hf Rf Ta Db W Sg Re Bh Hs Ir Pt Mt Ds 14. I II IB III IV V VI VII VIII H Li Be +2 +1 +1 +3 +1 B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo IB.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15. I II IIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg +2 +2 +2 +1 C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. 244 . Grupo IIB.

ou Exemplos: Ca5F(PO4)3 = fluoreto tris(fosfato) de Cálcio Ca8F(P3O10)3 = fluoreto trifosfato de Cálcio ([P3O10]5 = anion trifosfato) Prefixos monoditetrapentahexaheptaoctanona. 245 IFES . São elas: 1. tri- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2) Nomenclatura de Stock (N. ou sais oxigenados. ou seja. Exemplos: CO = monóxido de carbono CrBr3 = tribrometo de cromo Observação: Nos casos onde poderá haver confusão com outros compostos (sais duplos e triplos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES FORMULAÇÃO E NOMENCLATURA QUÍMICA DOS COMPOSTOS INORGÂNICOS Aceitam-se três tipos de nomenclaturas para nomear compostos químicos inorgânicos.st).(eneá) decaNúmero 2. Nomenclatura sistemática estequiométrica (N.ss). etc. Nomenclatura de Stock (N. e 3.St) Neste tipo de nomenclatura se nomeia os compostos finalizando-os com a valência indicada em números romanos (colocados geralmente como subíndices). Esses prefixos indicam a atomicidade que possui a molécula. o número de átomos dos mesmos elementos presentes na molécula.tr). tris.ss). oxissais. pentaquiz. Nomenclatura tradicional (N. ou É baseada em nomear as substâncias através do uso de prefixos com os números gregos. tetraquis. Exemplo: Sulfeto de Ferro (III) = Fe2S3 Pág. 1) Nomenclatura sistemática estequiométrica (N. e similares) pode-se empregar os prefixos bis.

.tr) Também conhecida como nomenclatura clássica.-oso " valência menor)  (para a Hidreto de —OSO ou— ICO Nome do elemento eletropositivo Ou: Hidreto de ——— ——— ". a) Quando o elemento possui somente uma valência.-oso"  (para a valência intermediária baixa) ". eletropositivo IFES Pág.ox) "Hipo.-ico" valência intermediária alta)  (para a "Per-. c) Quando o elemento tem três ou quatro valências: Escreve-se assim..QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3) Nomenclatura tradicional (N. 246 . se utiliza o prefixo: –ico ... rom.ox invariável: Hidreto de ——————— Nome do elemento eletropositivo Exemplos: NaH = hidreto de sódio CaH2 = hidreto de cálcio AlH3 = hidreto de alumínio b) Quando tem duas valências. se utilizam os prefixos: –oso –ico (para a valência menor) e (para a maior).-ico" valência mais alta)  (para a Nome do n.. Emprega-se indicando a valência do elemento a através de prefixos e sufixos que acompanham o nome do elemento. começando da valência mais baixa: b) Metal com n.ox variável (2 n..ox a −1 a) Metal com n...ox elemento alg.. 4) Compostos binários hidrogenados Com hidrogênio de n.

carbono e silício têm nomes comuns: H2O Água NH3 Amoníaco PH3 Fosfina AsH3 Arsina SbH3 Estibina CH4 Metano SiH4 Silano H2Se H2Te 5) Outras combinações binárias As combinações binárias. fósforo. são as formadas por não metais com metais. 247 . dão soluções ácidas. que não sejam nem óxidos nem hidretos. antimônio. por ser o elemento mais eletropositivo. Cl. CaF2 FeCl3 CuBr2 MnS Fluoreto de cálcio Cloreto de ferro (lll) Brometo de cobre(ll) Sulfeto de manganês (ll) IFES Pág. Para formularmos se escreve à esquerda o símbolo do metal. Br. Para nomeá-los se adiciona ao nome do ametal o sufixo: –ETO. arsênico. S e Se denominam-se hidrácidos devido ao fato de tais compostos ao dissolverem em água. I.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: CuH = hidreto de cobre I ou hidreto de cuproso CuH2 = hidreto de cobre II ou hidreto cúprico FeH2 = hidreto de ferro II ou hidreto ferroso FeH3 = hidreto de ferro III ou hidreto férrico Fórmula HF HCI HBr Hl H2 S Nome sistemático Fluoreto de hidrogeno Cloreto de hidrogeno Brometo de hidrogeno Iodeto de hidrogeno Sulfeto de hidrogeno Selenieto de hidrogeno Telureto de hidrogeno (em solução aquosa) Ácido fluorídrico Ácido clorídrico Ácido bromídrico Ácido yodídrico Ácido sulfídrico Ácido selenídrico Ácido telurídrico c) As combinações binárias do hidrogênio com oxigênio. nitrogênio. Alguns exemplos são: d) As combinações do hidrogênio com F.

248 . N° de valências do elemento 1 valência menor 2 valências maior menor 3 valências intermédia maior menor intermédia menor intermédia maior maior PerHipoHipo-ico -oso -oso -ico -oso -oso -ico -ico Co+3 N+1 N+3 N+5 Cl+1 Cl+3 Cl+5 Cl+7 Cobáltico Hiponitroso Nitroso Nítrico Hipocloroso Cloroso Clórico Perclórico Ordem da valência Prefixo Sufixo Exemplo Nomes -ico -oso Na+1 Co- Sódico Cobaltoso 4 valência IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO V2S5 Ni2Si FeCl2 CuBr Sulfuro de vanádio (V) Siliceto de níquel (ll) Cloreto de ferro (ll) Brometo de cobre (l) AlI3 MnS2 Iodeto de alumínio Sulfeto de manganês (IV) Mg3N2 Nitreto de magnésio CrB Brometo de cromo (lll) 6) Nomenclatura tradicional (funcional).

. Observação: Em muitas ocasiões. Metálicos ÓXIDOS Não metálicos Oxigênio+ Metal Oxigênio + Ametal Pág. A fórmula geral: M2Om Donde: M é o metal e m é o número de oxidação com que atua. 249 IFES . aparecem na número de átomos para ―satisfazer‖ as eletrônicas dos PREFIXO nº de O + ÓXIDO DE + PREFIXO nº átomos METAL + NOMBRE DEL METAL Os prefixos utilizados são: mono-. que ao cruzar o valor valências.FABIANO DE CARVALHO QUÍMICA GERAL 7) Formulação de compostos binários (óxidos e anidridos) Na prática. di-. hexa. Nomenclatura de STOCK: ÓXIDO DE + NOME do METAL + (valência do metal com nº romanos) 8) Combinações oxigênio binários do Denomina-se óxidos os compostos binários do oxigênio com outro elemento ( metálico ou não metálico). Nomenclatura TRADICIONAL: ÓXIDO + METAL + OSO (menor valência)/ICO (maior valência) 2. não se leva em conta o prefixo mono-.. 1.hepta-. . tri-. para formular compostos binários se recorre ao chamado ―cruzamento de valências‖: a) Fe+2 + Cl-1 → FeCl2 Fe+2 Cl-1 FeCl2 b) C+4 + Br-1 → CBr4 C+4 Br-1 A) Óxidos metálicos A união do oxigênio com os metais dá lugar aos óxidos básicos ou metálicos. penta-. Nomenclatura SISTEMÁTICA: CBr4 Observamos absoluto das fórmula o necessários necessidades elementos. tetra-. 3.

a) Cl+3 + O-2 = Cl2O3 b) N5+ + 02.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Se o metal tem apenas uma valência. Para elementos com: No caso em que x é PAR: a) UMA valência: Prefixo ⇒ ico Simplifica-se a fórmula. Nomenclatura TRADICIONAL: EXEMPLO Na2O Óxido sódico FeO Óxido ferroso Fe2O3 Óxido férrico NOMENCLATURA TRADICIONAL NOMENCLATURA SISTEMÁTICA Monóxido Monóxido Trióxido de ferro diferro sódico Óxido sódio Óxido de ferro (II) Óxido de ferro (III) NOMENCLATURA STOCK B) Óxidos não metálicos Estão formados pela combinação de um ametal com oxigênio. Sua fórmula general é: M+X + O-2 → M2Ox (―cruzamento‖ de valências). 250 Valência . Na nomenclatura tradicional se diferenciam as valências mediante os sufixos OSO e ICO e os prefixos HIPO e PER. Exemplos: C+4 + O-2 = C2O4 simplificar ↓ CO2 IFES b) DUAS valências: maior ⇒ ICO menor ⇒ OSO Pág. não é necessário indicá-la. 1. nomeadamente ANIDRIDOS. Observação importante: ANIDRIDO + (PREFIXO) AMETAL + SUFIXO.= N2O5 Um grupo importante dos óxidos não metálicos pode reagir com a água para dar origem aos compostos conhecidos como oxiácidos. + palavra O prefixo e o sufixo dependem das valências que tenha o ametal. Observação: Tende-se a substituir a ANIDRIDO por ÓXIDO.

óxido de chumbo (IV) ) maior ⇒ PER+ICO Valência intermediária maior ⇒ICO intermediária menor ⇒OSO menor ⇒ HIPO+OSO Exemplos: O caso do MANGANÊS é especial: tem três valências com as quais atua como ametal: +4. em sua estrutura. +6 e +7. Exemplos: Li+1 + (O2)-2 = Li2O2 Mg+2 + (O2)-2 = Mg2(O2)2 = MgO2 H+1 + (O2)-2 = H2O2 Fe+2 + (O2)-2 = Fe2(O2)2 = FeO2 Fe+3 + (O2)-2 = Fe2(O2)3 Sn+2 + (O2)-2 = Sn2(O2)2 (aqui não se simplifica. portanto. o agrupamento PERÓXO (-O-O-.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) TRÊS valências: 2. Peróxidos São óxidos nos quais figura. donde o oxigênio atua com número de oxidação "-1". óxido de estanho (IV) ) Sn+4 + (O2)-2 = Sn2(O2)4 = Sn(O2)2 Pb+2 + (O2)-2 = Pb2(O2)2 (aqui não se simplifica. M+x + O2-2 → M2(O2)x maior ⇒ ICO Valência intermediária ⇒ OSO menor ⇒ HIPO+OSO d) QUATRO valências: Não se pode simplificar. o índice 2 do oxigênio. já que se confundiria com SnO2 . já que se confundiria com PbO2 . O2-2). se simplifica com o subíndice 2 do metal M − a não ser que haja possibilidade de confundir com um óxido). 251 . (cruzam-se as valências e: se ―x‖ é par. Menor (+4): MnO2 = Anidrido ou Óxido manganoso Médio (+6): MnO3 = Anidrido ou Óxido mangânico Maior (+7): Mn2O7 = Anidrido ou Óxido permangânico Também o CROMO tem valências nas quais atua como ametal (+3 e +6): Menor (+3) Cr2O3 = Anidrido ou Óxido cromoso Maior (+6) CrO3 ou Óxido crômico = Anidrido IFES Pág.

O componente mais eletronegativo pode ser: 1 NH+1 = amônio 2 PH4+ = fosfônio 3 AsH4+ = arsônio 4 Sbh4+ = estibônio 5 H3O+ = oxônio 6 H3Se+ = selenônio 7 H3S+ = sufônio 8 H3F+ = fluorônio 9 H2Br+ = bromônio 10 H2I+ = iodônio 11 H4Bi+ = bismutônio 12 H2F+ = fluorônio 13 H2Cl+ = clorônio 14 H4As+ = arsônio 15 H2Br+ = bromônio 16 H4Sb+ = estibônio 17 H3Te+ = telurônio 18 NO+ = nitrosila 19 NO2+ = nitrilo ou nitroílo 20 UO2+ = uranilo (V). Hidróxidos Os Hidróxidos são substâncias que se obtém ao reagir um óxido metálico com água: Exemplo: MgO + H2O → Mg(OH)2 Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9) Compostos pseudobinários São substâncias formadas por mais de duas classes de elementos. Para nomeá-los se menciona primeiro o grupo poliatômico (radical) negativo e. sulfurilo 10) Compostos ternários Estes compostos são formados por 3 elementos químicos: um cátion (H2 ou um ametal) um íon negativo poliatômico. em seguida. ácido (oxiácido) e um sal ternário neutro. tionilo 23 SO22+ = sulfonilo. mas que se nomeiam como substâncias binárias. que corresponde as funções: hidróxido (ou base). uranilo (1+) IFES 21 UO22+ = uranilo (VI). 252 . se menciona o nome do cátion. 1. uranilo (2+) 22 SO2+ = sulfinilo.

Fe(OH)3. 253 . colocandose como expoente sua carga. quando se tratar de espécie iônica. Apresentam duas hidroxilas como ânion. Classificação das bases quanto ao número de hidroxilas (OH-):  Monobases. formados por um cátion metálico e por ânion OH-1 (íon hidroxila). Ga(OH)3. seguido das fórmulas ou abreviações dos ligantes iônicos e depois dos ligantes neutros. portanto.  Tribases.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O número de grupos (OH)-1 que possui a molécula de um hidróxido coincide com o número de oxidação do elemento. IFES Pág. Apresentam três hidroxilas como ânion. Exemplos: Ca(OH)2.  Dibases. NH4OH. Exemplos: KOH. Exemplos: Nomenclatura tradicional: 1 V(OH)2 = hidróxido hipovanadioso 2 V(OH)3 = hidróxido vanadioso 3 V(OH)4 = hidróxido vanádico 4 V(OH)5 = hidróxido pervanádico 5 Cu(OH)2 = hidróxido cúprico 6 Cu(OH) = hidróxido cuproso 7 P(OH)3 = hidróxido hipofosforoso 8 P(OH)4 = hidróxido fosforoso 9 P(OH)5 = hidróxido fosfórico Nomenclatura sistemática 1 Pd(OH)4 paládio = tetra-hidróxido de 2 Na(OH) = hidróxido de sódio 3 Sr(OH)2 estrôncio 4 Al(OH)3 alumínio = = di-hidróxido tri-hidróxido de de 5 Ba(OH)2 = di-hidróxido de bário Nomenclatura Stock 1 Fe(OH)3 = hidróxido de ferro (III) 2 Rb(OH) = hidróxido de rubídio (I) 3 Hg(OH) = hidróxido de mercúrio (I) 4 Au(OH) = hidróxido de ouro (III) 11) Nomenclatura de coordenação Detalhes estruturais e aspectos de interesse comparativo: a) Coloca-se primeiro o símbolo do átomo central. Ba(OH)2. Considera-se. Zn(OH)2. Apresentam apenas uma hidroxila como ânion. Exemplos: Al(OH)3. LiOH. A fórmula do complexo é depois encerrada entre colchetes.

254 .Hexacianoferrato(II) de . 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3]. 2 [PtCl3(C2H4)]+. IFES e) O nome do complexo (aniônico catiônico ou neutro) tem duas partes que se escrevem uma se seguida à outra.. chave e colchetes. para englobar um conjunto de grupos idênticos e para evitar confusões nas fórmulas. Exemplos: 1 [CoN3(NH3)5]2.. 3 [CoCl2(NH3)4]+. Fe(CN)64. Co(NH3)63+ … de hexamincobalto(III) f) Os ligantes são identificados por um nome precedido por prefixo grego que dá o número de unidades do ligante ligadas ao átomo. Os ligantes comparecem primeiro e o átomo metálico depois. parênteses. 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3 ]. as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante. A ordem da nomeação dos ligantes é a alfabética (sem levar em conta os prefixos). Os ligantes com mais de um átomo são colocados sempre entre parênteses (ou chaves) nas fórmulas dos compostos de coordenação. d) Nos nomes dos compostos de coordenação o nome do ânion deve preceder o do cátion e o átomo central é citado após o(s) do(s) ligante(s): K4[Fe(CN)6] hexacianoferrato (II) de potássio ânion cátion 2 [PtCl3(C2H4)]+. g) Os ligantes aniônicos têm os nomes terminados em o. 5 [OsCl5N]2b) Dentro de cada classe de ligante. devem ser empregados nesta ordem. ou seja: [ { ( ) } ]. Nome do Ânion Brometo Carbonato Cianeto Cloreto Fluoreto Hidrogenoperóxido Fórmula BrCO32CNClFHO2HSOHH3COC2O42- Nome do Ligante Bromo Carbonato Ciano Cloro Fluoro Hidrogenoperoxo Hidrogenossulfeto Mercapto Hidroxo Metoxo Oxalato Hidróxido Metóxido Oxalato Pág. 5 [OsCl5N]2c) Os sinais.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Dentro de cada classe de ligante. 3 [CoCl2(NH3)4]+. com a preposição de mediana. Exemplos: 1 [CoN3 (NH3)5 ]2+. as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Óxido Sulfato Sulfeto O2SO42S2- Oxo Sulfato tio i) Os ligantes neutros têm em geral o nome da molécula.correspondem aos nomes dos elementos: cloro. seleno. os nomes dos haletos coordenados. Há exceções importantes: Molécula Fórmula H2 O NH3 CO Nome do Ligante Aqua Amin Carbonil h) Para os ligantes H-. H2N-. imideto e azoteto. amideto. em português. ou pelo nome do átomo de metal com a terminação ato quando o complexo for aniônico. por razões de ambiguidade. devem ser colocados entre parênteses.e N3a denominação usual. HN2. com exceção de F.e teluroderivados dos oxi-ânions (como tiossulfato). hidreto. Observa-se que. Ligantes aniônicos contendo prefixos numéricos (como trifosfato). amido. bromo e iodo. Exemplos: 1 K[AuS(S2)] dissulfetotioaurato (III) de potássio 2 [Ru(HSO3)2(NH3)4] tetraaminbis(hidrogenossulfito)rutênio (II) 3 Na3[Ag(S2O3)2] bis(tiossulfato)argentato(I) de sódio 4 K2[OsCl5N] pentacloronitretoosmato (VI) de potássio 5 [CoH(N2){(C6H5)3P}3] dinitrogênio(hidreto)tris(trifenilfosfina) cobalto (I) Água Amônia Monóxido de Carbono Monóxido de nitrogênio NO Nitrosil j) A identificação do metal se faz pelo nome do átomo de metal quando o complexo é neutro ou catiônico. 255 . imido ou azido. respectivamente. assim como os tio-. algumas exceções são: Nome em Português Chumbo (Pb) Cobre (Cu) Estanho (Sn) Ferro (Fe) Ouro (Au) Prata (Ag) Nome em Latim Plumbum Cuprum Stannum Ferrum Aurum Argentum Nome do ânion Plumbato Cuprato Estanato Ferrato Aurato Argentato 1 Na3[Fe(CN)6] = hexacianoferrato (III) de sódio IFES Pág. são preferível em relação à hidro.

soma-se uma molécula de água. utilizamos a seguinte tabela: NOx do elemento central +1 +3 +5 +7 +2 +4 +6 ácido ácido ácido ácido per elemento prefixo sufixo Pág. Formulação São compostos fórmula geral: ternários com a 1 Oxiácidos simples Para formulá-los. primeiramente se escreve o óxido correspondente (simplificando as atomicidades. Mo e W (quando atuam com um número de oxidação maior ou igual a +4). em seguida.3. Mn. 256 sulfato Hm Yn Op Sendo: Y = é geralmente um ametal. A maior parte dos oxiácidos se obtém ao reagirmos um óxido metálico com a água: H2O+Y2Ox → HaYbOc Por exemplo.2. Para ácidos oxigenados na qual o elemento central é um metal. não existe uma regra de nomenclatura. simplifica-se quando for possível. como: V.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 [Co(NH3)6]Cl3 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 3 [Co(NH3)6] = hexacianoferrato(III) de hexaaminocobalto(III) 4 [Co(NH3)6]ClS04 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 12. Quando tivermos um ácido oxigenado com o elemento central não metálico.1. quando admissível) e. Nomenclatura funcional Temos que distinguir: Oxiácidos simples Oxiácidos poli hidratado Isopoliácidos hipo Y oso Y oso Y ico Y ico Advertência: Os ácidos bórico (H3BO3) e carbônico (H2CO3) são exceções a essa regra. Ácidos Oxiácidos 12. por último. Cr. Deve-se memorizar a seguinte tabela: Ácidos H2MnO3 do Mn H2MnO2 HMnO4 ácido ácido ácido manganoso mangânico permangânico Ácidos H2CrO4 do Cr ácido crômico H2Cr2O7 ácido dicrômico IFES . o ácido nítrico resulta da adição de uma molécula de água ao óxido nítrico: N2P5 + H2O → 2 HNO3 12. ainda que possa ser um metal de transição.

As. em regra. o silício (Si) e o iodo (I). EXEMPLO NOM. P2O5 + 1H2O → H2P2O6 → HPO3 Sb2O3 + 2 H2O → H4Sb2O5 P2O5 + 3 H2O → H6P2O8 → H3PO4 Ác. ortofosfórico O boro (B) pode formar o oxiácido META ou ORTO. metafosfórico Ác. em vez de ácido ortofosfórico. Porém. Utiliza-se a seguinte regra: Elemento P As Sb B Si META ORTO Exemplo: a) Ácido sulfúrico: Enxofre (S) com NOx = +6 S2O6 → SO3 SO3 + H2O → H2SO4 b) Ácido crômico: Cromo (Cr) com NOx = +6 Cr2O6 → CrO3 CrO3 + H2O → H2CrO4 c) Ácido manganoso: Manganês (Mn) com NOx = +4 Mn2O4 → MnO2 MnO2 + H2O → H2MnO3 d) Ácido mangânico: Manganês (Mn) com NOx = +6 Mn2O6 → MnO3 MnO3 + H2O → H2MnO4 e) Ácido permangânico: Manganês (Mn) com NOx = +7 Mn2O7 Mn2O7 + H2O → H2Mn2O8 → HMnO4 1 H2 O 1 H2 O 3 H2 O 2 H2 O O prefixo ORTO é frequentemente omitido.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ácidos H2SnO2 do Sn ácido estanoso 2 Ácido oxiácidos poli hidratados H2SnO3 ácido estânico Para o P. piroantimonioso Ác. com mesmo estado de oxidação. Sb. IFES Pág. TRADIC. podem formar oxiácidos com diferentes graus de hidratação. para formar os oxiácidos ortossilícico e o periódico necessitam 2 e 5 moléculas de água. B e Si. respectivamente. mas não o META. Assim. 257 . escreve-se ácido fosfórico.

258 . É como se fosse dímero. Resulta da união de 2 ou 3 moléculas de oxiácidos com a perda de uma molécula de água por cada união. ortoperiódico ou periódico Alguns metais também formam oxiácidos. 3. EXEMPLO NOM. se tiverem 2. metabórico Ác. para o ácido trifosfórico: H3+5P3O3×3+1 → H5P3O10 IFES Pág. ortossilícico ou silícico Ác. 4 H2B4O7 − H2O → 2 BO3 = Ácido tetrabórico 5 H2Cr2O7 − H2O → 2 CrO3 = Ácido dicrômico 6 H2S2O5 − H2O → 2 SO2 = Ácido dissulfuroso 7 H2S2O7 − H2O → 2 SO3 = Ácido dissulfúrico 8 H2Cr2O7 − H2O → CrO3 = Ácido dicrômico 9 H5P3O10 → 2 H5P3O10 → H10P6O20 – 5 H2O → 3 P2O5 = Ácido trifosfórico HBO3 H3BO3 SiO2+2 H2O → H4SiO4 I2O7+5 H2O → H10I2O12 → H5IO6 Ác. trímeros. nos casos mais simples. TRADIC. as moléculas necessárias do anidrido correspondente. TRADICIONAL H2CrO4 HMnO4 Ácido crômico Ácido permangânico 3 Poliácidos (isopoliácidos) São oxiácidos cuja molécula existe mais de um átomo do metal ou átomo central. … ◊ NOTA IMPORTANTE: Os ácidos polifosfóricos podem ser formulados de acordo com a fórmula geral: m H n+2 P n O 3n+1 m Assim. m n· ANIDRIDO + H2O → POLIÁCIDO n = 1. Exemplo: 1 SO3 + H2O → H2S2O7 = ácido dissulfúrico 2 P2O3 + H2O → H2P6O10 → HP3O5 = ácido trifosfórico 3 SeO3 + H2O → H2Se4O13 = ácido tetraselênico. etc. metafosfórico Ác. unindo a uma molécula de água. Podemos escrever a fórmula. como o cromo e o magnésio. moléculas de oxiácidos.2..QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO EXEMPLO NOM.

Por exemplo: Au+1 = íon auroso ou íon ouro (I) Au+2 = íon áurico ou íon ouro (II) Para os íons ametálicos com mais de dois números de oxidação e para os metais cujo número de oxidação seja menor de +4. Exemplo: Na+1 = íon sódico ou íon de sódio Para íons metálicos com número de oxidação de +4 ou menores. na IUPAC ao nome do elemento se agregará o número de oxidação escrito em algarismo romano (entre parentes). Íons positivos ou cátions Quando os cátions têm somente dois números de oxidação.+2 será o prefixo HIPO seguido do nome do elemento com a terminação OSO.+6 será o nome do elemento com a terminação ICO. na tradição se agregará ao nome do elemento a terminação OSO ao trabalhar com seu menor valor e ICO ao trabalhar com seu maior valor. Quando se formam com um oxigênio e o ametal tem somente duas cargas positivas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os ácidos polimetafosfóricos têm a fórmula general: m ( HPO3 )n m 4 Nomes de íons Um íon é uma espécie química carregada positivamente ou negativamente. Exemplos: Cl+1 = íon hipocloroso Cl+3 = íon cloroso Cl+5 = íon clórico Cl+7 = íon perclórico B. se aplicam as seguintes regras:  Para número de oxidação +1.  Para número de oxidação +5. sem importar seu valor. 259 .  Para número de oxidação +7 se escreverá o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ICO. se nomeiam escrevendo o nome do metal com a terminação ETO. A. levará a terminação ITO IFES Pág.  Para número de oxidação +3. Íons negativos ou ânions Quando os ânions estão formados por somente um metal. na nomenclatura tradicional se escreve a palavra ÍON seguida do nome do elemento com terminação ICO e na IUPAC a palavra ÍON e o nome do elemento.+4 se escreverá o nome do elemento com a terminação OSO.

Ânions procedentes da parcial eliminação dos hidrogênios ácidos Antepõe-se o prefixo HIDROGENOou ÁCIDO-. 260 . prefixo HIPO seguindo o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +3. o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ATO.= nitrato Ácido nítrico H2SO4 SO4 = sulfato Ácido sulfúrico 2- Na prática: No caso de ter mais de dois números de oxidação o ametal ou com metais que tenham carga maior que +4. tri. Ex. considerando o hidrogênio como parte deste. antes do nome do ânion.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO para a carga menor do ametal e ATO para a carga maior.= sulfito Ácido sulfuroso HNO3 NO3.2: Hidrogenocarbonato H2CO3 -H+ -2H+ HCO3 - IFES Pág. nomeiam-se da seguinte maneira:  Carga +1.+6 se escreva o nome do elemento com a terminação ATO  Para a valência +7.+4 o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +5. com o numeral correspondente (di. C.). Exemplos: ÂNIOS Acetato Borato Bromato Brometo Carbonato Cianamida Cianato Cianeto Clorato Cloreto Clorito CH3COOBO33BrO3BrCO22CN22CNOCNClO3ClClO2- -H+ -2H+ -H+ -2H+ D.1: Hidrogenosulfato H3PO4 HPO42Ácido fosfórico Ex. Ânions procedentes da total eliminação dos hidrogênios ácidos As terminações do grupo eletronegativo dependem do ácido correspondente: Exemplo: HNO2 NO2. etc.+2.= nitrito Ácido nitroso H2SO3 SO32.

conforme mostra a tabela a seguir: Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Cromato Dicromato CrO42Cr2O72- Oxalato Oxido Perclorato Periodato Permanganato Peróxido Silicato Sulfato Sulfito Sulfureto Tartarato Tiocianato Tiosulfato Tiosulfito Triiodeto C2O42O2CIO4IO4MnO4O22SiO44SO42SO32S2C4H4O62SCNS2O32S2022I3 - Dihidrogenofosfato H2PO4Estanato Estanito SnO32SnO22- Hexacianoferrato (II) Fe(CN)64Hexacianoferrato (III) Fe(CN)63Fluoreto Fosfato Fosfito Fosforeto Hidreto FPO43PO33P3H- Hidrogenocarbonato HCO3Hidrogenofosfato Hidrogenosulfato Hidrogenosulfito HPO42HSO4HSO3- Hidrogenosulfureto HSHidróxido Hipoclorito Hipoiodito lodato lodeto lodito Nitrato Nitreto Nitrito OHCIOIOIO3IIO2NO3N3NO2- 5 Nomenclatura de sais halóides e oxissais  Sais halóides: Ametal + eto de nome do cátion Exemplos: NaCa = cloreto de sódio KBr = brometo de potássio Oxissais: como são derivados de oxiácidos e também dependem do NOx. sua nomenclatura é associada. 261 IFES .

Designam-se por sais duplos. 5 MgNa2P2O6 = Hipofosfato de magnésio e sódio Outros exemplos de sais: 6 Ba(NO3)2 = nitrato de bário +1 ou hipo+2 +3 ou +4 +5 ou +6 (hi) +7 per- HaXbOc subtrai-se todos hidrogênios → (XaOc)-a ("a" coincide com o número de H eliminados e será a valência do grupo) Ao combinarmos com o metal: ("cruzase" as valências): Mn+ + (XbOc)-a → Ma(XbOc)n É bom lembrar que B3+. Quando estão como sais só usam o sufixo –ATO. F-) = fluoreto de magnésio e potássio 2 Na(NH4)HPO4.  Os cátions e os ânions são separados pela conjunção. e  Os cátions e os ânions devem ser mencionados por ordem alfabética (que pode ser diferente nas fórmulas e nos nomes). Mg2+. 7 CaHPO4 =fosfato monoácido de cálcio 8 Na3PO4 = fosfato de sódio 9 Al(OH)CO3 = carbonato monobásico de alumínio IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO NOx Prefixo Oxiácidos Oxissais Sufixo Sufixo -oso -oso -ico -ico -ito -ito -ato -ato As regras de escrita e nomenclatura são:  Os cátions são mencionados depois dos ânions e precedidos pela preposição de. C4+ e Si4+ só possuem sufixo –ICO como ácidos. 262 . Exemplos: KNO2 = nitrito de potássio NaClO = hipoclorito de sódio KMnO4 = permanganato de potássio 6 Sais duplos Alguns sais são constituídos por mais do que um tipo de ânion e um cátion ou mais do que um tipo de cátion e um ânion. Exemplos: 1 KMgF3 (íons K+.4H2O = hidrogenofosfato de sódio e amônio 3 KAl(SO4)2 = sulfato duplo de potássio e alumínio 4 Pb(OH)2CO3 = dihidroxi carbonato de chumbo IV.

nitrato de estrôncio 24 Pb(CO3)2 chumbo = carbonato de 45 Na2SO4 .2H2O = cloreto de cálcio diidratado 19 Ca(NO2)2 . 263 .nitrito de cálcio 20 NaCl = cloreto de sódio 21 FeI = iodeto férrico 22 RbCl = cloreto de rubídio 23 Sr(NO3)2 . 10H2O = sulfato de sódio decaidratado 46 NaH2PO4 = diidrogeno fosfato de sódio 47 Na2HPO4 = fosfato de sódio monoidrogeno 25 ZnCl2 = cloreto de zinco 26 NaBr = brometo de sódio 27 Fe2S3 = sulfeto de ferro III 28 KF = fluoreto de potássio 29 AgNO3 = nitrato de prata 30 MgF2 = fluoreto de magnésio IFES 48 Al(OH)2F = diidroxifluoreto de alumínio 49 Ca(OH)Cl = hidroxicloreto de cálcio Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 10 Al(OH)2(CO3)2 = difásico de alumínio carbonato 31 NaNO2 = nitrato de sódio 32 CaS = sulfeto de cálcio 33 Mg3(PO4)2 magnésio = fosfato de 11 KAlSO4 = Alúmen de potássio 12 KBi(SO4)2 = Alúmen de bismuto e potassio 13 NaHCO3= bicarbonato de sódio 14 NaH2BO3 = borato difásico de sódio 15 NaHBO3 = borato monoácido de sódio 16 FeOHCO3 = carbonato monobásico de ferro 3 17 Fe(OH)2Br = brometo difásico de ferro3 18 Al(OH)2ClO4 = difásico de alumino perclorato 34 CH3COONa =acetato de sódio 35 CH3COOCH3 metila = acetato de 36 NaBr = brometo de sódio 37 NaF = Fluoreto de sódio 38 CaCl2 = cloreto de cálcio 39 Na2CO3 = carbonato de sódio 40 KNO2 = nitrito de potássio 41 KAl(SO4)2 = sulfato de potássio e alumínio 42 NaCa(PO)4= fosfato de sódio e cálcio 43 Mg(NH4)(PO4) = fosfato de magnésio e amônio 44 CaCl2.

132439833 lbf · ft / K · g · mol R = 1.314472 L · kPa / K · mol R = 8.20574587 x 10-5 m³·atm/K·mol R = 8.10-9m IFES Pág.02×1023 1mL = 1cm³ 1dm³ = 1L = 1000mL 1000Kg = 1ton 1Kg = 1000g 1g = 1000mg 1nm = 1.63 x 10-5 eV / K · atom R = 0.987 Btu / lb-mol · °R R = 10.314472 cm3 · MPa / K · mol R = 8.3637 L · mmHg / K · mol Número de Avogadro: 6.7316 ft³ · psi / °R · lb-mol R = 6.987 cal/mol.0820574587 L · atm / K· mol R = 8.314472 m3 · Pa / K · mol R = 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 50 MgHCO3 = hidrogenocarbonato de magnésio 51 CaCO3 = carbonato de cálcio 52 CaSO4 = sulfato de cálcio 53 (NH4)2SO4 = sulfato de amônio 54 KNO3= nitrato de potássio 55 CaI2= iodeto de cálcio ALGUMAS CONSTANTES E CONVERSÕES ÚTEIS: 1atm = 760mmHg = 101325Pa 1Torr = 1mmHg R = 1.314472 J / K · mol R = 0.7302 ft3·atm / °R ·lb-mole R = 1.K R = 8.987 cal / K · mol R = 83.3637 L · Torr / K · mol R = 62. 264 .14472 L · mbar / K · mol R = 62.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO PREFIXOS DO SISTEMA INTERNACIONAL O Sistema Internacional permite o uso de prefixos nas unidades. Os prefixos utilizados no Sistema Internacional.01 = 10-2 (centésima) 0.000 000 000 001 = 10-12 0.000 000 000 000 001 = 10-15 0.000 001 = 10-6 IFES Pág. a leitura e escrita das unidades mais fácil. símbolos e sua representação são os seguintes: yotta Y zetta Z exa E peta P tera T giga G mega M kilo k hecto h deca da deci d centi c mili m nano n pico p femto f atto a zepto z yocto y 1 000 000 000 000 000 000 000 000 = 1024 1 000 000 000 000 000 000 000 = 1021 1 000 000 000 000 000 000 = 1018 1 000 000 000 000 000 = 1015 1 000 000 000 000 = 1012 1 000 000 000 = 109 (bilião) 1 000 000 = 106 (milhão) 1 000 = 103 (milhar) 100 = 102 10 = 101 1 0.000 000 000 000 000 001 = 10-18 0.001 = 10-3 (milésima) 0.1 = 10-1 (décima) 0.000 000 000 000 000 000 000 001 = 10-24 micro  0. 265 .000 000 000 000 000 000 001 = 10-21 0. tornando desta forma.000 000 001 = 10-9 0.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SITES ÚTEIS: http://old.pdf http://www.sk/SSAG%20study/CHE/IUPAC%20nomenclature%20of%20ino rganic%20chemistry4.iupac.ssag.5.org/publications/books/rbook/Red_Book_2005.pdf IFES Pág. 266 .

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