FABIANO DE CARVALHO

QUÍMICA GERAL

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INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

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Química Inorgânica
FABIANO DE CARVALHO

SANTA TERESA 2010

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ÍNDICE
Página
UNIDADE I: ESTEQUIOMETRIA E A BASE DA TEORIA ATÔMICA I. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA

1.1 A Teoria Atômica de Dalton 1.2 Característica da Matéria 1.3 A Estrutura do Átomo 1.4 O modelo de Thomson 1.5 Modelo Atômico de Rutherford 1. 6 A Contribuição De Max Planck E Einstein 1.7 O modelo de Niels Böhr 1.8 Eletrosfera 1.9 Descoberta do nêutron 1.10 O modelo de Sommerfeld 1.11 Modelo de Schrödinger: modelo atual
UNIDADE II. PERIODICIDADE QUÍMICA

4 5 10 10 11 11 12 14 15 15 17 18 27 27 28 28 32 33 41 41 41 45 47 54 56 57 57 57 58 59 60 61 61 62 63

2.1 O princípio de exclusão de Pauli 2.2 Princípios de Aufbau ou Regra de Klechkowski 2.3. Configuração eletrônica 2.4. Propriedades dos íons monoatômicos 2.5. Propriedades periódicas dos elementos 3.1 Ligações entre os átomos 3.2 Regra do octeto 3.3 Sólidos iônicos 3.4 Ligação covalente 3.5 Ligações Metálicas 3.6 Ligações Secundárias

UNIDADE III. ESTRUTURAS DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS

UNIDADE IV. LEIS DAS REAÇÕES QUÍMICAS (LEIS PONDERAIS)

4.1 Lei das proporções definidas 4.2 A teoria de Dalton 4.3 Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa) 4.4 Lei de Proust (Lei das proporções constantes, definidas ou fixas) 4.5 Lei de Gay Lussac 4.6. ―QUANTIDADE DE SUBSTÂNCIA‖. – DEFINIÇÃO DE 4.7 O número de Avogadro (NA) 4.8 Massa molecular 4.9 Resolução de problemas numéricos 4.10 Relações Molares
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4.11 Densidade e Massa Molar 4.12 Lei de Avogadro 4.13 O Equivalente-Grama. – Definição 4.14 Exercícios resolvidos 4.15 Exercícios de Fixação
UNIDADE V. ANÁLISE ELEMENTAR QUANTITATIVA E EQUAÇÕES QUÍMICAS

66 66 69 57 71 71 72 74 76 112 116 117 117 118 126 127 128 129 133 137 146 146 146 145

5.1 Cálculos de Fórmulas 5.2 Composições percentuais e fórmulas químicas 5.3 A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual) 5.4 O volume molar 5.5 Análises de Combustão 5.6 Exercícios resolvidos

UNIDADE VI. CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS

6.1 Balanceamento de Equações Químicas 6.2 Balanceamento de reações de óxido-redução 6.3 Acerto de coeficientes das reações de redox 6.4 Estado de oxidação 6.5 Exercícios Resolvidos 6.2 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas 6.3 Fatores químicos de conversão 6.4 Elementos Químicos Limitante 6.5 Determinação do reagente limitante 6.6 Exercícios Resolvidos 6.13 Exercícios Propostos 7.1 Definição de Solução 7.2 Soluto e Solvente 7.3 Concentração em Unidades Físicas 7.3.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução 7.3.2 Composição percentual 7.4 Concentração em Unidades Químicas 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. 7.5.2 Molaridade ou concentração molar 7.5.3 Concentração normal ou normalidade 7.4.5 Concentração molal ou molalidade 7.4.6 Fração molar ou percentagem em moles 7.5 Relação de massa com massa 7.5.1 Título 7.5.2 Porcentagem em peso 5.5.7 Densidade 5.5.8 Massa específica (µ) 5.6 Parte por milhão

UNIDADE VII. SOLUÇÕES - DOSAGENS

157 158 159 160 161 163 162 162 163 163 165
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5.6.1 Em massa 5.6.2 Em volume 5.7 Problemas de diluição 5.8 Exercícios Resolvidos
UNIDADE VIII. NOÇÕES GERAIS DE EQUILÍBRIO EM RELAÇÕES QUÍMICAS

165 165 166 167 175 175 175 176 182 183 185 185 185 186 187 192 194 194 195 201 203 206 207 209 209 210 211 212 237 237 245

1.1. O que é equilíbrio? 1.2. Estado de Equilíbrio 1.3. Velocidade de uma Reação 1.4. Generalidades Sobre Cinética Química 1.5. Característica do Equilíbrio Químico 1.6. Deslocamento do Equilíbrio 8.6.1 Alteração na concentração 8.6.2 Alteração na pressão 8.4.3 Alteração na temperatura 1.7. Lei de Ação das Massas 1.8. Equilíbrio Químico 1.9. Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais 1.10. Relação Matemática entre Ke e Kp 1.11. Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade 1.12. Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw) 1.13. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases 1.14. Constante de dissociação dos ácidos (Ka) 1.15. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb) 1.16. Balanço de Carga 1.17. A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH) 1.18. Acidez Atual, potencial e Total 1.19. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios 1.20. Exercícios Resolvidos Estados de Oxidação Nomenclatura química dos compostos inorgânicos Algumas constantes e conversões úteis

APÊNDICES

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capaz de ser usada em determinações experimentais. 6 . intuitivamente. 1: Frontispício de A New System of Chemical Philosophy. Todas foram delineadas com um caráter primeiramente filosófico. IFES Pág. foi a partir da teoria atômica do físico e químico britânico John Dalton (um dos marcos da Química do século XIX).. que surgiu uma forma operacional. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA. Fig. A ideia do átomo foi estabelecida pela primeira vez por Demócrito em 530 a. a que chamaram de átomo.C. admitiam. Filósofos gregos. Muitas abordagens do conceito de átomo apareceram ao longo do tempo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE I I. mas. de 1808. que a matéria seria constituída de partículas indivisíveis. no século V antes de Cristo.

Compostos químicos são formados por "átomos compostos‖ (moléculas). podemos considerar as seguintes reações. 5. ou seja.1 A Teoria Atômica de Dalton. como nos óxidos de ferro. dadas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. 6. FeO. A teoria Daltoniana. que permanecem inalteráveis em qualquer processo químico. 7 . por: 2K+I2 ⟶ 2KI Pb+Cl2 ⟶ PbCl2 2KI + PbCl2 ⟶ 2KCl + PbI2 Da teoria atômica de Dalton destacam-se as seguintes definições: a) Um átomo é a menor partícula de um elemento que mantém suas propriedades. sugere: Postulados: 1. Como exemplo. Nas reações químicas. que deu um caráter científico à idéia do átomo. 3. 2. os números dos átomos de cada elemento nos compostos guardam entre si uma razão de números inteiros (Lei das Proporções Múltiplas .Richter). Os átomos de um mesmo elemento são todos iguais entre si (em massa. 4. IFES Pág. sempre o fazem em proporções de massa definidas e constante. Fe2O3. quando dois ou mais átomos de diferentes elementos se combinam para formar um único composto. os átomos não se criam nem se destroem. Os elementos estão formados por partículas discretas. b) Um elemento é uma substância que é constituída por átomos iguais. em notação moderna. Se existir mais de um composto formado por dois elementos diferentes. todos iguais uns aos outros.Dalton) . O peso do átomo de um elemento é constante em seus compostos. só combinam suas distribuições. diminutas e indivisíveis chamadas átomos. tamanhos e em qualquer outra propriedade física ou química).podemos aplicar este princípio em muitos exemplos. então se ab reagir com cd os produtos serão ad e cb (Lei das Proporções Recíprocas . Fe3O4. − Se a reagir com b para formar ab e c reagir com d para formar cd.

? ??? = ? 1 ? + ?2 ? + . que relacionam a massas dos reagentes e produtos. tamanho ou forma. só A repele A. a pressão ou peso total sobre qualquer partícula deve-se apenas àquelas de sua própria espécie. que vai rarefazendo-se gradualmente (de acordo com alguma potência da distância). Já que as partículas de diferentes gases não interagiam quimicamente. extremamente pequena. isto é. ? ???a pressão total da mistura e ? ??? a fração molar de A. as partículas de A não repelem as de B.. . . a pressão total (P) é igual à soma das pressões parciais dos componentes". Nas suas proposições Dalton dizia: Quando dois fluidos elásticos. não há qualquer repulsão mútua entre suas partículas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) Um composto é uma substância que é formada pela fixação de átomos diferentes combinados em proporções fixas. Dalton correlacionou os pesos relativos das unidades fundamentais dos elementos químicos com as combinações que estes apresentavam em seus compostos. como elas se repelem umas às outras (isto é. são misturados. a pressão de cada componente é independente da pressão dos demais. cercada por uma atmosfera de calor. ou só B repele B). qualquer partícula de água seria igual a qualquer outra partícula de água. considerando que todas as partículas de hidrogênio. observadas e constatadas como válidas em quaisquer reações. nomeados A e B. As proposições de Dalton foram baseadas nas leis ponderais das reações químicas. 8 . uma possível conseqüência seria vislumbrar a lei das pressões parciais: "Em uma mistura gasosa. As leis ponderais é um conjunto de postulados. + ? ??? A expressão matemática da lei de Dalton é: ? ??? = ? ???× ? ??? sendo ? ??? a pressão parcial de A. altamente densa nas proximidades do átomo. Conseqüentemente. existentes em qualquer composto desses elementos seriam iguais em peso. IFES Pág. de oxigênio etc. de matéria sólida. da mesma maneira. Dalton descrevia uma partícula gasosa sendo constituída por um átomo central.

2 No livro ―Novo Sistema‖. uma vez que ela se choca com a hipótese de Avogadro (em 1811). 9 . IFES Pág. Fig. foram chamadas de ―partículas últimas‖. contudo. está reproduzida na Tabela 1. A afirmação final de Dalton. de 1803.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As partículas constituintes das substâncias simples. que são os nossos átomos. não é verdadeira. a qual afirma que: ―Volumes iguais de gases diferentes contêm o mesmo número de moléculas‖. Sua primeira ―tabela de pesos relativos das partículas últimas dos corpos gasosos e outros‖. ele demonstrou que gases diferentes não podem ter partículas de mesmo tamanho. contendo apenas um tipo de elemento.

3 9.5 6.5 7. O padrão é o átomo de hidrogênio. descobriu-se que o sal é composto de dois elementos diferentes. 271-287. ou elementos.7 14.3 15.4 15. 1. 1805). conectados em uma união íntima conhecida IFES Pág.3 5. sódio e cloro. Os químicos perceberam que todos os líquidos.1 19.3 5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 1: Os pesos atômicos segundo Dalton: primeira tabela de pesos atômicos. Pesos atômicos (sic) ESPÉCIE QUÍMICA Hidrogênio Azoto Carbono Amônia Oxigênio Água Fósforo Hidrogênio fosforetado (PH3) Gás nitroso (NO) Éter Óxido gasoso de carbono (CO) Óxido nitroso (N20) Enxofre Acido nítrico (NO2) Hidrogênio sulfuretado (H2S) Ácido carbônico (CO2) Álcool Ácido sulfuroso (SO2) Ácido sulfúrico (SO3) Hidrogênio carburetado da água estagnada (CH4) Gás olefiante (C2H4) 1805 1 4. p.2 5.3 1808 1 5 5 6 7 8 9 12 12 17 13 19 16 19 16 4 34 7 6 1.4 15.2 8. Por exemplo. – A unidade fundamental da matéria.9 25. gases e sólidos podem ser decompostos em seus constituintes fundamentais.2 15. os avanços na teoria atômica tornaram-se mais rápido.8 13. apresentada oralmente por Dalton em 1803 e publicada como artigo nas Memoirs of the Philosophical Society of Manchester (2nd series v.4 6.2 9. 10 . Com o advento da ciência experimental nos séculos XVI e XVII. 2 O átomo.6 9.2 4.

provou ser uma mistura de gases nitrogênio e oxigênio. Os líquidos têm o volume definido. As forças que mantêm as moléculas ou átomos de um líquido são mais fracas do que nos sólidos. os diferentes estados da matéria têm uma coisa em comum: todos eles podem ser divididos em unidades fundamentais chamadas átomos. Fig. Em um sólido as forças que mantém as moléculas. são muito pouco compressíveis. O estado sólido. 11 . Forças de coesão são maiores do que as de repulsão. mas próximas. 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO como ligação química. são fortes. no entanto. 3 IFES Pág. apenas. Suas partículas estão dispostas aleatoriamente.2 Característica da Matéria. As forças atrativas são quase inexistentes. Sua forma é indefinida e o seu volume é indeterminado. apresenta retículo cristalino . portanto. Não requerem. ou átomos. Os sólidos são caracterizados com tendo tanto uma forma como volume definido. mas forma indeterminada (tomam a forma de seus recipientes) e são ligeiramente compressível. Contudo. o movimento das partículas ocorre somente no retículo cristalino. apoio externo para manterem a configuração. O ar. O termo estado da matéria refere à forma física em que a matéria existe: sólido. A distância entre elas é muito grande e variável e suas partículas se movem desordenadamente ao imprevisível. líquido e gás. Suas partículas estão ordenadas e vibram rotacionalmente.forma geométrica definida. Os gases são facilmente compressíveis e capazes de expansão infinita.

no final do século XIX. partículas com carga elétrica negativa. grande compressibilidade e as partículas movimentam-se com grande velocidade. 5 1. apresenta tensão superficial. 3 A Estrutura do Átomo Um grande número de estudos. Fig. O cientista Thomson realizou. Esta esfera tinha carga positiva e no seu interior. uma série de experiências que lhe permitiram concluir que o átomo não era apenas uma esfera indivisível como tinha dito Dalton. As forças de coesão e repulsão se igualam. demonstrou a existência de uma estrutura interna no átomo constituído por partículas menores. 12 . 4 O Estado Gasoso. As forças de repulsão são maiores do que as de coesão. que se designou por partículas subatômicas. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O estado Líquido. a que se deu o nome de elétrons. Fig. iniciados por volta de 1850. não apresenta retículo cristalino. há grande expansibilidade. podem ser comprimidos.

4 O modelo de Thomson. Ernest Rutherford (1871-1937) concebeu. 13 IFES . toda a carga positiva do átomo está concentrada numa pequena zona densa e central a que chamou núcleo. Na região central do átomo concentra-se toda a massa do átomo. onde se encontrariam incrustadas pequeninas esferas de carga negativa que tomaram o nome de elétrons. 4. um antigo aluno de Thomson. Segundo o modelo de Rutherford. O modelo de Thomson. tal como os planetas em torno do Sol. após diversas experiências. O núcleo tem carga positiva. uniformemente distribuída. também conhecido por pudim de passas. representa o átomo como uma esfera maciça de carga positiva. Os elétrons giram em torno do núcleo. também conhecido por pudim de passas. com base em estudos de fenômenos radioativos. Fig. 6 1. encontram-se em movimento em torno do referido núcleo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Rutherford.5 Modelo Atômico de Rutherford Em 1910. 2. A maior parte do átomo era espaço vazio. 3. O modelo de Thomson. concluiu que: 1. um novo modelo atômico. os elétrons. e as partículas de carga negativa. Pág.

em 1905.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este modelo. Acabara de conceber a idéia de energia descontínua. e a perda de energia faria os elétrons espiralarem rapidamente em direção ao núcleo. 7 1. pois cargas elétricas aceleradas emitem energia. emitindo radiação em todos os comprimentos de onda e tornando os átomos instáveis. ainda. chamou os quanta de Planck de photons (fótons) e estabeleceu. Definiu o conceito de quantum como sendo a quantidade de energia que pode ser emitida ou absorvida na forma de radiação eletromagnética. nêutrons e os elétrons circunscritos a órbitas circulares. que energia tem massa. ou seja. ou quantizada. físico alemão.6 A Contribuição De Max Planck E Einstein Em 1900. Fig. 14 . mas apenas em algumas freqüências que são características de cada um dos elementos químicos diferentes. Cada átomo é capaz de emitir ou absorver radiações eletromagnéticas. Esse modelo atômico não era satisfatório. No entanto. Átomo de Bohr–Rutherford com um núcleo central. Esses elétrons não poderiam estar parados. Albert Einstein. formado por prótons. isso não resolvia o problema da estabilidade do núcleo. IFES Pág. pois eles cairiam em direção ao núcleo devido à atração coulombiana. apesar de extremamente útil não conseguia explicar o fato de a matéria ser estável uma vez que a atração eletrostática entre os elétrons e o núcleo positivo implicava necessariamente que as cargas negativas colidissem com a região positiva originando partículas materiais instáveis – o que não se observava. descobriu que átomos ou moléculas absorviam ou emitiam energia apenas em quantidades discretas. então Rutherford propôs que os elétrons estariam girando em torno do núcleo em órbitas circulares. em parcelas pequenas e muito bem definidas. Max Planck. pois os átomos obviamente são estáveis.

9. Espectroscopia de emissão. 8. IFES Pág. O espectrógrafo rudimentar.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Com o espectro. Fig. que é usado para identificar cada um dos elementos da tabela periódica pelo simples visualização e análise da posição de absorção ou emissão em suas linhas de espectro. é característica de cada elemento. tanto de emissão e absorção. Fig. 15 .

sugeriu que: I. 16 . que completou o modelo proposto por Rutherford. Os elétrons com mais energia movem-se em órbitas mais afastadas do núcleo. denominadas partículas alfa (α). Rutherford observou que: a) a maioria das partículas α atravessaram a folha de ouro sem sofrer desvios e sem alterar a superfície da folha de ouro. que consistiu em bombardear uma fina folha de ouro (0. Os elétrons se movem em torno do núcleo com órbitas circulares. b) algumas partículas α sofreram desvios ao atravessar a folha de ouro.8). II. c) muito poucas partículas α não atravessaram a folha de ouro e voltaram (fig. para comprovar o modelo proposto atômico por Thomson. III. 10: O experimento de Ernest Rutherford IFES Pág.7 O modelo de Niels Böhr. Fig. Ernest Rutherford. A cada órbita corresponde uma determinada energia. Em 1911. Durante a realização da experiência. Niels Bohr completou.0001 ? ? ? )? com partículas positivas e pesadas. emitidas por um elemento radioativo chamado polônio. realizou um experimento.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.

os elétrons devem se distribuir na eletrosfera do átomo em determinados níveis de energia (n). 17 . m. Estes números quânticos. são: número quântico principal. e número quântico magnético. para descrever as orbitais atômicas. número quântico de momento angular.8 Eletrosfera. ou seja.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Tabela 2. L.9 A Mecânica Quântica e o estudo da estrutura eletrônica dos átomos. Camada K L M N O P Q Nível de energia (n) 1 2 3 4 5 6 7 Número máximo de elétrons 2 8 18 32 32 18 8 1. IFES Pág. 11. n. O experimento de Niels Böhr 1. As idéias estabelecidas por Böhr colaboraram para estabelecer que no moderno modelo atômico. que resultam da equação de Schrödinger. Com a Mecânica Quântica surgem três números quânticos para descrever a distribuição dos elétrons no átomo.: Níveis com o número máximo de elétrons permitidos.

Fig. O valor de l define o momento angular do elétron.2 O número quântico de momento angular (l). denominados ―principais‖ ou ―primários‖. N. P e Q . O. Está relacionado com a forma da orbital. os elétrons ocupam 7 níveis de energia (camadas de elétrons). que são. 4. Os valores possíveis dependem do número quântico principal e são todos os inteiros de 0 até n – 1. sendo que o aumento do seu valor implica o aumento correspondente do valor do momento angular. representados por letras maiúsculas: K. respectivamente: 1. 2. 13: Formas de orbitais. L. Fig. 5. Número quântico principal. 6 e 7. Deste modo a energia cinética do elétron é associada ao movimento angular e está IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19.1 O número quântico principal. Está relacionado com a distância média de um elétron ao núcleo. 12. e identificados através de ―números quânticos‖. 3.9. 18 . M. 1. Para os átomos conhecidos atualmente.

existem dois valores de l possíveis. Para um dado valor de n. l pode ter como valores possíveis os números inteiros de 0 a (n .1). Este toma todos os valores de – L até + L. há três valores de l. Se n = 2.3 O número quântico magnético. Números Quânticos de Momento Angular. nomeadamente 0. existe apenas um único valor de número quântico de momento angular possível (l = n . 1.9. Número quântico Número quântico Estado principal orbital atômico n=1 n=2 n=3 l=0 l=0 l=1 l=0 l=1 l=2 1s 2s 2p 3s 3p 3d Fig. Tabela 3. passando pelo 0. 19 . Está relacionado com a orientação da orbital no espaço. 14. elípticas (p.1 = 0). 1 e 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO dependente da energia total do elétron e naturalmente esses valores permitidos de l estão associados ao número quântico principal. Se n = 3. Por exemplo: Se n = 1. d.1 = 1 . Órbita era circular (s). IFES Pág. f). 0 e 1.

-2. +2 5 3 f -3. Número quântico magnético. +2. 16. 0. +1. Os vetores momentos angulares. 20 . Fig. 0. -1. Números Quânticos. 15. +1 3 2 d -2. 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. +1. -1. Tabela 4. l orbital l Orientações 0 s 0 1 1 p -1. +3 7 IFES Pág.

No anteparo detector conseguem-se determinar duas regiões de igual intensidade.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Uma demonstração inquestionável da existência do spin eletrônico foi conseguido por Otto Stern e Walter Gerlach. Deste modo o número quântico de spin eletrônico (ms) pode tomar os valores –1/2 e +1/2. comporta-se como um pequeno ímã. Como o movimento de rotação do elétron pode ter dois sentidos (sentido horário e anti-horário) pode ter dois valores.9. 21 . ambos físicos alemães. metade dos átomos são desviados numa direção e a outra metade noutra. produzidos num forno quente. qualquer carga em rotação gera um campo magnético em seu torno. O elétron. O seu dispositivo experimental consistia num feixe de átomos. Como os movimentos de spin são completamente aleatórios. além de gerar um momento magnético devido ao seu movimento angular. em 1924. quando em rotação. 17 IFES Pág. De acordo com a teoria eletromagnética.4 Número quântico de spin eletrônico. Fig. Se pensarmos nos elétrons a rodarem sobre o seu próprio eixo (como o planeta Terra). Uma partícula carregada. as suas propriedades magnéticas podem ser justificadas. A interação entre um elétron e o campo magnético provoca um desvio do seu trajeto linear. que era injetado através de um campo magnético não homogêneo. Por isso dizemos que o elétron tem um momento angular de spin. possui por si só um momento angular intrínseco.

que evitam a repulsão dos prótons. sendo aplicada em todos os campos da ciência Física. além dos prótons que lhes conferiam carga positiva. continham em sua estrutura. em fazer com que feixes de partículas alfa se colidissem com uma amostra de berílio. 19 IFES Pág. a conservação da quantidade de movimento total de um sistema ocorre se a resultante das forças externas que atuam sobre o sistema for nula. 18 1. assim como as próprias partículas alfa. Chadwick realizou consistiu. James concluiu que não se tratava de raios gama. Dessa colisão apareceu um tipo de radiação que levaram muitos cientistas a acreditar que se tratava de raios gama. Fig. A descoberta da existência dessa partícula foi possível graças ao grande sucesso da aplicação do Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento. Em 1932. Segundo este. denominadas de nêutrons. outras partículas. 22 . A experiência que J. de carga elétrica neutra e massa aproximadamente igual à do próton. o físico inglês James Chadwick constatou que os núcleos dos átomos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Após realizar vários cálculos.10 Descoberta do nêutron. de forma que ficou conhecido como uma das leis fundamentais da natureza. basicamente. Este princípio ganhou enorme importância. a radiação invisível era formada por nêutrons.

baseado na mecânica quântica. Neste caso. f). Evoluiu para uma nova mecânica: a mecânica quântica. elípticas (p. mas a ciência. uma órbita era circular (s) e as demais. que a energia liberada como fóton era pelo fato de as camadas eletrônicas possuírem certas subdivisões (subníveis energéticos . pois segundo Rutherford elas tinham massa igual à do próton.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O nêutron eliminado. Considerou. não sofre desvio. Fig. f). d. 1. Chadwick mediu a massa dessas partículas. No modelo de Schrödinger abandona o conceito de elétrons como minúsculas esferas carregadas que giram em torno do núcleo. Eles abandonaram o conceito de órbita estacionária. ainda. As experiências do modelo de Bohr foram muito úteis. mas que possui massa praticamente igual a do próton. O modelo de Sommerfeld.12 Modelo de Schrödinger: modelo atual. apresentou um novo modelo atômico sobre o qual afirmava que os elétrons descreviam órbitas circulas e elípticas ao redor do núcleo. 23 . 20. Para comprovar que realmente se tratava de nêutrons. permitindo concluir que o nêutron é uma partícula que não possui carga elétrica. em evolução. 1. Para ele. abandonou a idéia de órbitas estacionárias regidos pelas leis da mecânica clássica. principalmente porque não se pode localizar a posição exata de um elétron em um dado instante. Seus pais eram: Werner Karl Heisenberg (1901-1976). o físico alemão Arnold Johannes Wilhelm Sommerfeld.s. Erwin Schrödinger (1887-1961) e Paul Dirac (19021984).11 Modelo De Sommerfeld. Em 1916. o IFES Pág. d. a trajetória dos elétrons de Schrödinger é a de uma onda. ao atravessar um campo elétrico. Em vez disso. p. que é uma extrapolação a partir da experiência nível macroscópica para o pequeno tamanho do átomo.

designadas por orbitais.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétron não é considerado como uma partícula. Portanto. ele é considerado como um conjunto das ondas que vibram em redor do núcleo. os cientistas abandonaram a ideia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. com uma provável presença em uma região definida do espaço. 24 . Esta área é conhecida como probabilidade orbital. Vejamos alguns exemplos: Fig. Fig. 21. 22: Orbitais s. Diferença entre orbitais. IFES Pág.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 24. Orbitais d. IFES Pág. Fig. Fig. Orbitais f. 25. 25 . Orbitais p. 23.

ou um átomo A com dois átomos de B (AB2). Exemplo: o hidrogênio e o oxigênio se combinar formando 2 compostos diferentes: a água e a água oxigenada. No segundo. Como se vê: 5. mas os átomos de um elemento são diferentes do resto dos elementos.88 é praticamente metade de 11. formando 100 g de água. que afirma: ―Se dois elementos formam mais do que um único composto simples. Teoria atômica de Dalton levou à "Lei das proporções múltiplas. donde se verifica a veracidade da lei. os diferentes elementos se combinam em proporções numéricas simples: assim.99 g de O. Átomos não podem ser criados nem destruídos durante uma reação química. 100 g de H2O2 são formadas por 5. o átomo é constituído por uma esfera de carga elétrica positiva. C) Em cada um dos seus compostos.11 g de H2O combinam-se a 89. as massas de um elemento se combina com uma massa fixa de um segundo elemento numa simples razão inteira‖. MODELO ATÔMICO DE THOMSON Neste modelo. 11. um átomo de um com um átomo de B (AB). B) Todos os átomos de um elemento são semelhantes em massa (peso) e outras propriedades. na qual estão imersos os elétrons com carga elétrica negativa.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A EVOLUÇÃO DO MODELO DO ÁTOMO RESUMO TEORIA DE DALTON A) Cada elemento é composto de minúsculas partículas indestrutíveis chamadas átomos.11 g de O. IFES Pág.88 g de H e 94. 26 .11. concebido em 1904. No primeiro.

B) Modelo de Thompson.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A) Modelo de Dalton. Os elétrons podem passar de uma órbita para outra por absorção ou emissão de energia. Fig. concebido em 1911. correspondendo a cada uma delas um nível de energia. MODELO ATÔMICO DE BOHR Neste modelo. portador de carga elétrica positiva. Fig. o átomo é constituído por um núcleo. mas em que os elétrons se movem em órbitas circulares em torno do núcleo. IFES Pág. 27 . à volta do qual rodam os elétrons. O Modelo de Bohr. descrevendo órbitas elípticas. tal como no modelo de Rutherford. 26 MODELO ATÓMICO DE RUTHERFORD Neste modelo. concebido em 1913. 27. o átomo é constituído por um núcleo.

28. Fig. 29 IFES Pág. designadas por orbitais. O modelo da Nuvem Eletrônica. Fig. Os cientistas abandonaram a idéia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. 28 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO MODELO ATÔMICO ATUAL — MODELO DA NUVEM ELETRÔNICA.

O princípio de exclusão de Pauli sugere que apenas dois elétrons com spins opostos podem ocupar um orbital atômico.1. 2. que corresponde (na maior parte) para aumentar a energia das subcamadas. Fig. IFES Pág. 30 Ordem de preenchimento: 1s > 2s > 2p > 3s > 3p > 4s > 3d > 4p > 5s > 4d > 5p > 6s > 4f > 5d > 6p > 7s > 5f > 6d > 7p. O PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO DE PAULI.2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE II 2. l. PRINCÍPIOS DE AUFBAU OU REGRA DE KLECHKOWSKI. m. s. 29 . Princípio de exclusão de Pauli sugere que um orbital atômico é um estado de energia que têm limite de espaço para acomodar elétrons. Dito de outra maneira. Os elétrons são preenchidos de acordo com um esquema conhecido como o princípio de Aufbau. não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos n.

f. f e g. p. A distribuição de elétrons entre os orbitais de um átomo é chamada de configuração eletrônica. d e f.  A camada M é composta pelos subníveis s.  A camada O é composta pelos subníveis s. átomos com tantos elétrons − se existirem será necessário utilizarmos esses subníveis. Como vimos os subníveis são designados por letras: s (sharp = nítido). Para dois elétrons no mesmo orbital. l.3. Os elementos diamagnéticos se agrupam em blocos sem orientação polar definida. p (principal). Assim.  A camada N é composta pelos subníveis s. ele cria um campo magnético. h e i Como os momentos angulares spin e orbital se combinam (isto é.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2. pois tem os dois elétrons emparelhados (spins emparelhados). f (fundamental) e os g. p. m. o princípio de equilíbrio ocorre quando os elétrons estão emparelhados. 31: Configuração eletrônica.  A camada Q é composta pelos subníveis s. p. 30 . Porque um elétron gira sobre seu eixo. p e d. Neste caso. d (diffuse = difuso). h e i. se acoplam) de modo vetorial e como não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos (n. as rotações devem ser opostas entre si (para que os campos magnéticos sejam orientados em duas direções distintas).  A camada K é composta pelo subnível s. existentes somente na teoria. g. g. CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA. Átomo paramagnético tem um orbital desemparelhado (somente 1 elétron no orbital). p. IFES Pág. e h.  A camada L é composta pelos subníveis s e p. de modo que não reagem a campos magnéticos. d. ainda. pois não há.  A camada P é composta pelos subníveis s. d. d. f. o átomo é nomeado diamagnético. s) teremos: Fig.

2. -1. 1 -2. 0. 0. 1 0 -1. 0. 0. 2 -3. IFES Pág. 0. 0. 1. -2. 3 Número de orbitais 1 1 3 1 3 5 1 3 5 7 Orbital 1s 2s 2p 3s 3p 3d 4s 4p 4d 4f Elétrons emparelhados ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ Número de elétrons 2 2 6 2 6 10 2 6 10 14 1 0 2 0 1 3 0 1 2 4 0 1 2 3 Número máximo de elétrons em cada nível de energia é determinado pela equação de Rydberg: x = 2n2. 1 -2. 2 0 -1. -1. -1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 5: Distribuição eletrônica. 1. 31 . 1. K 2 L 8 M N O P Q 18 32 50 72 98 O elemento de número atômico 112 apresenta o seguinte número de elétrons nas camadas energéticas: K 2 L 8 M N O P Q 18 32 32 18 2 Um esquema feito para auxiliar na distribuição dos elétrons pelos subníveis da eletrosfera é o diagrama de Linus Pauling (ou diagrama de Pauling). n l ml 0 0 -1.

3d10. 6d10. 3p6. 2s2. 4p6. 5p6. 1A 1 H 1s1 3 Li 1s2 2s1 11 Na [Ne] 3s1 4 Be 1s2 2s2 12 Mg [Ne] 3s2 5 B 1s2 2s22p1 13 Al [Ne] 3s23p1 6 C 1s2 2s22p2 14 Si [Ne] 3s23p2 7 N 1s2 2s22p3 15 P [Ne] 3s23p3 8 O 1s2 2s22p4 16 S [Ne] 3s23p4 9 F 1s2 2s22p5 17 Cl [Ne] 3s23p5 2A 3A 4A 5A 6A 7A 8A 2 He 1s2 10 Ne 1s2 2s22p6 18 Ar [Ne] 3s23p6 8ª IFES Pág. 7s2. 6p6. 4d10. 32: Diagrama de Pauling. 5d10. Não é necessário memorizar o seguimento do diagrama. 6s2. 4f14. 4s2. Ordem do diagrama é: 1s2. 2p6. 5f14. 3s2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 7p6. 5s2. 32 . pois a ordem na qual os elétrons são preenchidos pode ser lida a partir da tabela periódica.

33 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1A 1s 2A 2s 3s 4s 5s 6s 7s 3A 4A 3d 4d 5d 6d 4f 5f 5A 6A 1p 2p 3p 4p 5p 6p 7A 1s IFES Pág.

Sn 2 + [Kr] 4d 10 5s 2 Sn 4 + [Kr] 4d 10 Pb [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 2 Pb 2 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Pb 4 + [Xe] 4f 14 5d 10 5A Bi [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 3 Bi 3 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Bi 5 + [Xe] 4f 14 5d 10  Os Grupo IV . Os elétrons na camada mais externa (aquelas com o maior valor de n) são os mais enérgicos. ou de ambos os s e SUBCAMADAS p. Por exemplo. geralmente têm configurações semelhantes na camada exterior.VII (não-metais) ganham elétrons até sua camada de valência se completar (8 elétrons). 34 .4. conseguindo assim uma pseudoconfiguração de gás nobre. 4A 4A 5A 6A 7A C N O F 1s 2 2s 2 2p 2 1s 2 2s 2 2p 3 1s 2 2s 2 2p 4 1s 2 2s 2 2p 5 C4 N3 O2 F1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 Sn [Kr] 4d 10 5s 2 5p 2 IFES Pág. nós já sabemos que os metais alcalinos (Grupo 1A) sempre formam íons com uma carga de 1 (o elétron "extra" s1 elétron é o que será perdido). Esta camada é conhecida como a camada de valência.  Elementos com propriedades semelhantes. Propriedades dos íons monoatômicos. ordem energética (ordem de preenchimento): 1A Li 1s 2 2s 1 Na 1s 2 2s 2 2p 6 3s 1 K 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 1 Li + Na + K+ 1s 2 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Os Grupos II e III (metais) também tendem a perder todos os seus elétrons de valência para formar cátions.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2. Be 1s 2 2s 2 Mg 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 2A Al 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 1 2A Be 2 + 1s 2 Mg 2 + 1s 2 2s 2 2p 6 Al3+ 1s 2 2s 2 2p 6  O Grupo IV e V (metais) pode perder tanto os elétrons do subnível p. e são os que estão expostos a outros átomos.

Para obter o raio atômico toma-se a distância entre os dois núcleos.994 Å = (1. ou: 0. Propriedades periódicas dos elementos. portanto. É difícil definir uma fronteira nítida entre a distância dos elétrons de qualquer átomo em particular e do núcleo.5.994 Å. mas também pode perder elétrons de alto nível d. o raio atômico do cloro é 0. Por isso. Por exemplo. A força de qualquer modelo que está na capacidade de explicar as observações experimentais. I. pois o átomo não tem forma delimitada. Portanto. 33: Raios atômicos. Os raios atômicos. 8A Ne 1s 2 2s 2 2p 6 Ar 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Metais de transição (grupo B) normalmente têm duas formas de perder os elétrons de valência (s).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Os gases nobres do grupo VIII já possuem uma camada externa completa. B Fe 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 4s 2 Fe 2 + Fe 3 + 2. O raio atômico.988Å/2) . 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 5 Fig. determinados desta forma. eles não têm tendência para formar íons. 35 . também são chamados de raios covalentes. IFES Pág. não apresenta limite para sua nuvem eletrônica.988Å. que é a soma dos dois raios atômicos do cloro. algumas aproximações são feitas para determinar este parâmetro. A primeira propriedade a explorar é o raio atômico. a distância entre os dois átomos de cloro no Cl2 é 1.

Fig. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 36 . 35: Raio Atômico dos Elementos. 34: Raio Atômico.

Energia de Ionização. nm Ti 22+ [Ar] 3d24s2 0. porque a adição dos elétrons de valência não é feita na camada de valência. o que equivale dizer que: Os elétrons externos experimentam uma repulsão dos elétrons internos.132 2 2 Zr 40+ [Kr] 4d 5s 0. E2 para o segundo e Em para o m-ésimo elétron.II. simultaneamente. Com o aumento da carga nuclear. Isso ocorre porque ao longo do período existe a adição de elétrons na camada de valência e. Ne(g) → Ne+(g) + eNe+(g) → Ne+2(g) + eNa(g) → Na+(g) + eNa+(g) → Na+2(g) + eE1 = 497 kcal/mol E2 = 947 kcal/mol E1 = 119 kcal/mol E2 = 1091 kcal/mol IFES Pág. Veja na tabela abaixo: Tabela 6: Raios Atômicos do Grupo IVB Átomo Carga Nuclear Configuração eletrônica Raio. todos os elétrons são atraídos mais fortemente e. O efeito é mais claro no segundo e terceiro períodos. O decréscimo é interrompido nos elementos de transição. o que compensa parcialmente (ou blinda) a atração do núcleo. que não incluem os elementos de transição. isso porque os elétrons internos servem parcialmente de proteção entre o núcleo e a força de atração exercida pelo núcleo.144 V. 37 . fica mais próximo do núcleo. um aumento da carga nuclear. portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A variação do raio atômico aparece claramente no gráfico acima. A distância média entre o núcleo e esses elétrons é menor do que a distância média entre o núcleo e a camada de valência. O efeito de blindagem reduz a carga positiva que os elétrons internos sofrem.145 2 2 Hf 72+ [Xe] 5d 6s 1. A energia necessária para remover um elétron de um átomo é chamada de energia de ionização: E1 para o primeiro elétron. Note que há um decréscimo através do período. mas no subnível (n-1)d.

1978) As medidas de Em implicam na transferência de energia ao átomo e na detecção dos elétrons quando eles são arrancados. Assim. (Fonte: Pimentel & Spratley. IFES Pág. 36: Medidas das energias de ionização para os átomos de Neônio e de Sódio. 38 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Veja abaixo: Fig. a energia de Ionização I é a energia mínima necessária para remover um elétron de um átomo na fase gasosa: A (g) → A+ (g) + e I = E(A+(g) ) – E(A (g)) Em geral aumenta com o período. devido ao aumento da carga nuclear (maior atração do núcleo) e decresce nos grupos. 37: Energia de Ionização. devido ao aumento do número de camadas.

Isso. Afinidade eletrônica. por isso. no seu estado fundamental. IFES Pág. não impede que alguns elementos tenham afinidade eletrônica positiva. recebe um elétron.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Note-se que. 38: Eletroafinidade. A afinidade eletrônica ou eletro-afinidade pode ser definido como a quantidade de energia liberada no processo em que um átomo isolado. Fig. a energia de ionização diminui com o aumento do número atômico. formando um íon negativo (ânion). o que indica uma baixíssima tendência de receber elétrons e a necessidade de absorver energia para poder ganhar elétrons. conforme a reação: X ° ( g ) + e − →X − ( g ) A liberação de energia mede o quão fortemente o elétron se liga ao átomo. porém. Este afastamento compensa o aumento da carga nuclear e. Tal fato pode interpretar-se se pensar que. II. mais afastados do núcleo. maior é a tendência do átomo em receber o elétron. a energia de ionização diminui. dentro de um grupo. um aumento do número atômico corresponde a um aumento do período. ao longo de um grupo. por isso. os elétrons de valência vão-se situando em níveis cada vez mais externos e. 39 . portanto quanto mais negativo o valor da afinidade eletrônica. conseqüentemente.

Uma exceção a essa regra é que o flúor é menos negativo que o cloro. apesar do aumento da carga nuclear? As configurações eletrônicas são: Li [He] 2s1 Be [He] 2s2. por ser o menor átomo do grupo dos halogênios. Assim o elétron adicional no lítio entra em um orbital 2s. a carga nuclear está tão bem blindada que no berílio o ganho de elétron é endotérmico. à carga nuclear efetiva relativamente grande e à necessidade de apenas um elétron para alcançar a configuração eletrônica de gases nobres (regra do octeto). mas no berílio ele deve entrar no orbital 2p e deste modo está menos ligado. em geral. o oitavo elétron estaria comprimido na camada n = 2. Tabela 7: Afinidades eletrônicas dos elementos do grupo principal (em eV). Os elementos do grupo dos halogênios são os átomos que possuem maior afinidade eletrônica devido ao reduzido tamanho dos átomos. Os gases nobres têm valores nulos para a eletroafinidade. têm valores menos negativos ao longo de um grupo (descendo). não pode ter a força de repulsão inter-eletrônica na camada mais externa ignorada.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As afinidades eletrônicas. Ou seja. por esta ser muito pequena e com isso. 40 . Como podemos explicar o decréscimo na afinidade eletrônica entre o Li e o Be. Uma possível explicação para esse resultado baseia-se no fato de que. a repulsão entre elétrons seria relativamente grande. porque a camada de valência está progressivamente mais distante do núcleo e a blindagem das camadas internas é mais efetiva na compensação do aumento da carga nuclear. o flúor. IFES Pág. Para converter F0 em F− . reduzindo assim a afinidade eletrônica do flúor.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 8: Número de oxidação dos Elementos. 41 . IFES Pág.

O tamanho do íon também depende da carga nuclear. IFES Pág. do número de elétrons e dos orbitais que contenham os elétrons de valência.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. 42 . Tamanho dos íons. Os cátions deixam vago o orbital mais volumoso e são menores do que os átomos que lhes dão origem.

os átomos dos elementos ligam-se uns aos outros na tentativa de completar a sua camada da valência. especialmente ao carbono. Isso pode ser conseguido de diversas maneiras. 43 . é útil em muitos casos e é aplicável aos principais grupos de elementos. oxigênio e halogênios. têm 8 elétrons em seu último nível. nitrogênio. As intensas forças que mantém unidos os átomos nas diversas sustâncias se denomina ligações químicos.1 Ligações entre os átomos.2 Regra do octeto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE III 3. Seus átomos. Os gases nobres têm muito pouca tendência a formar compostos e geralmente são encontrados na natureza como átomos isolados. Os átomos se unem porque. a situação de maior estabilidade somente ocorre quando o número de elétrons que possuem os átomos em seu último nível é igual a oito (estrutura que coincide com a dos gases nobres). ao estar unidos. Esta configuração eletrônica é extremadamente estável e a ela deve sua pouca reatividade. Praticamente todas as sustâncias que encontramos na natureza estão formadas por átomos unidos. De acordo com esta teoria. Embora não seja geral para todos os átomos. Este princípio recebe o nome de regra do octeto. Portanto. dando origem a diversos tipos de ligações químicas. adquirem uma situação mais estável que quando estão separados. mas também a metais como o sódio ou o magnésio. IFES Pág. 3. que incluem a partilha de elétrons entre átomos. exceto o Helio.

39: A molécula de água. Assim na fórmula da H2O cada um dos átomos de hidrogênio compartilha um elétron com o átomo de oxigênio. IFES Pág. Vejamos a distribuição eletrônica do oxigênio: Tabela 10: Distribuição eletrônica do oxigênio. conforme figura seguinte: Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 9: Distribuição eletrônica dos gases nobres. Oxigênio 8O 2 Ânion do oxigênio 28O 2 1s 2s2 2p4 1s 2s2 2p6 Para obedecer à regra do octeto. Distribuição Eletrônica dos Gases Nobres Gás No Nobre atômico He Ne Ar Kr Xe Ra 2 10 18 36 54 86 Distribuição dos elétrons por camadas 1a 2 2 2 2 2 2 8 8 8 8 8 8 18 18 18 8 18 32 8 18 8 2a 3a 4a 5a 6a Um exemplo próximo de todos é a molécula de água. o oxigênio precisa para se estabilizar de mais dois átomos na última camada. 44 . que passa a somar oito elétrons na sua última camada (adquirida sua estabilidade).

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As ligações químicas originam-se. resultantes da transferência de um elétron (ou mais) de um tipo de átomo para o outro. Fig. a rede está formada por íons alternadamente positivos e negativos. portanto.3 Sólidos iônicos. da tendência dos átomos de ficarem rodeados por um octeto de elétrons. de modo a atingirem o máximo de estabilidade. Conforme essa premissa. b) ceder ou c) compartilhar elétrons. 45 . Nas ligações químicas os átomos podem: a) receber. 3. Nos sólidos iônicos. as ligações podem ser de três tipos: a) iônica. Os sólidos iônicos são formados por íons são ligados por fortes forças elétricas (ligações iônicas). b) covalente ou c) metálica. IFES Pág. 40: Tipos de ligações.

apresentando 7 elétrons no último nível. VI. O NaCl é um composto que apresenta ligação iônica. O Na transfere seu elétron 3s1 para o Cl. tem grande avidez por capturar mais um elétron. Esta reação pode ser mostrada do seguinte modo: IFES Pág. perdendo seu elétron do último nível. 41: Sólido iônico (NaCl). Elétrons são transferidos dos elementos metálicos para os não metálicos. fica com o octeto no nível 2. 46 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Vejamos um exemplo: Fig. _2s2 2p6_ 3s1 17Cl 1s2 2s2 2p6__3s2 3p5__ O Cl. possuindo por isso 1 elétrons no último nível O cloro (Cl) como um halogênio. IV. formando íons metais positivos e íons não metálicos negativos que se agrupam fortemente formando ligações iônicas. As fórmulas eletrônicas para esses átomos são respectivamente: 11Na 1s2 III. O Na pela sua configuração eletrônica. II. que tem 7 elétrons no último nível. O sódio (Na) como um elemento alcalino. I. V.

Devido à sua estrutura.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na + Cl → [Na+1][Cl-1] Fig. ele se torna um bom condutor de eletricidade. A estabilidade da rede cristalina é mantida pela atração eletrostática entre os íons presentes (íons Na+ e Cl-) na molécula NaCl (cloreto de sódio). devido às forças eletrostáticas relativamente intensas entre os íons. o CaCO3). A tabela seguinte mostra uma lista dos mais comuns íons mono-atômicos. 3. sólidos iônicos têm as seguintes propriedades: 1. frágeis e têm um elevado ponto de fusão (normalmente de 600°C e 2. 2. 47 .000°C). Muitos compostos iônicos. lembrando ainda que:  Metais são elementos químicos que apresentam 1 a 3 elétrons no último nível  Chama-se não-metais os elementos químicos que apresentam de 5 a 7 elétrons no último nível IFES Pág. São geralmente duros. se uma quantidade apropriada de energia é fornecida a um sólido iônico. como se pode ver visto todos os elementos têm oito elétrons na camada mais externa (exceto o Li+ e o Be+). de modo que ele se transforme num líquido. mas não todos (por exemplo. são solúveis em água. portanto. a sua condutividade elétrica é muito baixa. Como esses sólidos não têm elétrons livres (os íons carregados têm posições fixas). são isolantes. 42: Esquematização de uma ligação iônica. Mas.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 11 1 Li+ Na+ K+ Rb+ Cs+ 2 Be2+ Mg2+ Ca2+ Sr+2 Ba2+ 3 Al+3 - Grupos 4 - 5 6 7 Na tabela abaixo algumas fórmulas empíricas e suas representações em termos dos símbolos de Lewis. MgBr3 (Mg2+) ( ) K. 48 . K2S (K+)2 ( ) Al. O Íons Fórmula empírica Na2O Estrutura de Lewis Na+ . Elementos Na. AlF3 (Al3+) ( ) Na. Br Mg2+ . Na3P (Na+)3( ) IFES Pág. P Na+ . Tabela 12: Estruturas de Lewis. F Al3+ . S K+ . (Na+)2 ( ) Mg.

Neste caso. Este compartilhamento é muito comum na maioria das moléculas orgânicas. F2 e H2. No entanto. IFES Pág.4 Ligação covalente. Como vimos a ligação iônica pode ser considerada como a interação eletrostática entre dois íons. Na ligação covalente da água (H20). certamente. os elétrons são compartilhados pelos dois átomos. os dois átomos competem igualmente pelos elétrons. gerando uma força de atração entre os átomos que participam da ligação. seus elétrons de valência passam a orbitar indiferentemente nos átomos envolvidos. Este compartilhamento desigual resulta em uma ligação polar. 3. este não é o caso das moléculas diatômicas como O2. levemente negativo. Deste modo. 43: Ligação iônica. ocorre uma transferência parcial de carga fazendo com o oxigênio fique levemente positivo e o oxigênio. A química quântica mostra que a distribuição da função de onda destes elétrons implica na probabilidade igual de se encontrar o elétron tanto em um átomo quanto no outro. Nestas condições.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. por exemplo. 49 . A ligação covalente resulta da iteração de átomos que apresentam suas órbitas de valência quase saturadas de elétrons. Na ligação covalente um ou mais átomos são compartilhados entre dois átomos. eletrovalente ou heteropolar. N2.

50 . Uma ligação covalente ideal é aquela em que os pares de elétrons são igualmente compartilhados. uma vez que é impossível todos os átomos receberem IFES Pág. 45: Ligações covalentes. Ligação Covalente Molecular: esse tipo de ligação se forma quando os átomos envolvidos tendem a receber elétrons.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 44: Formação da molécula de água por meio de ligação covalente. Os pares eletrônicos são unidos devido o compartilhar de seus elétrons. Fig.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétrons sem cedê-los. Por essa razão. 46: NH3. formando assim estrutura eletronicamente neutra. As moléculas são estruturas eletricamente neutras constituídas pela não ocorrência tanto de ganho quanto de perda de elétrons. A água (H2O) é um composto molecular determinado pela ligação de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio: H−O–H Fig. essa ligação também é designada molecular. 51 . IFES Pág. O par eletrônico é formado por um elétron de cada átomo e pertence simultaneamente aos dois átomos.

a configuração eletrônica dos gases nobres. ou seja. Essa ligação obedece à Teoria do Octeto: Os átomos se unem tentando adquirir oito elétrons na camada de valência. oito elétrons na camada de valência (Regra do octeto). onde o enxofre compartilha um par de seus elétrons com o outro oxigênio. Sendo assim. Um exemplo dessa ligação é quando um átomo de enxofre (S) se liga a dois de oxigênio (O) para formar o dióxido de enxofre (SO2). ou seja. ela é representada por um pequeno vetor (seta) e ocorre quando um dos átomos apresenta seu octeto completo e outro necessita adquirir dois elétrons para completá-lo. 47: Ligação covalente dativa.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ligação Covalente Dativa: também recebe o nome de Ligação Covalente Coordenada. Fig. IFES Pág. 52 . um átomo que já atingiu a estabilidade eletrônica se une a outro que necessite de elétrons para completar a camada de valência. O=S→O A ligação se forma porque é estabelecida uma dupla ligação do enxofre com um dos oxigênios que necessita de atingir a estabilidade eletrônica. A ligação dativa é representada pela seta.

NOME COMUM FÓRMULA MOLECULAR FÓRMULA DE LEWIS FORMULA DE KEKULÉ Metano CH4 Amônia NH3 Etano C2H6 Álcool Metílico CH4O Etileno C2H4 Formaldeído CH2O Acetileno C2H2 Cianeto de Hidrogênio CHN IFES Pág. 53 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 48: Ligação dativa. Tabela 13: Tipos de Ligações Covalentes.

4 1. aos quais se encontra ligado.7 0.7 0. e o tipo de ligação.7 → covalente Diferença de eletronegatividade ℉ ∆E = ⟹ entre dois átomos ∆E ≥1. Assim: .6 1.3 1.9 1.5 3. A diferença de eletronegatividade entre dois elementos pode ser usada para prever o tipo de ligação entre átomos desses elementos.6 1.0 2 3 4 5 6 7 8 K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr 0.∆E ≥ 1.5 1. Como vimos nas ligações químicas.8 1.5 Cs Ba Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn * 0.0 Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe 0.0 2.9 1.0 1.8 1. e diminui com o aumento do número atômico.9 1.4 1.9 2. usando-se usualmente a escala de Pauling para quantificar.5 4.3 1.0 3.6 1.2 2.8 2.8 1.8 2.6 1.5 Na Mg 0.2 1. A eletronegatividade é a maior ou menor tendência de um átomo para captar elétrons de outros átomos.2 He B C N O F Ne 2.1 2.9 2.7 1.5 1.8 1.7 1.6 1. ao longo de um grupo.0 1.9 1.7 → iônica IFES Pág.2 Fr Ra ** Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Uub Uut Uuq Uup Uuh Uus Uuo 0.5 1.9 1.2 2. ao longo de um período.2 2.5 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Identificação da geometria molecular. covalente ou iônica.8 1.9 A eletronegatividade aumenta com o aumento do número atômico.9 2.2 1. Tabela 14.2 2. depende da eletronegatividade dos átomos.1 Li Be 1.2 2.7 1.0 2.8 1. 54 . o papel fundamental é desempenhado pelos elétrons de valência.8 1.0 Al Si P S Cl Ar 1. Eletronegatividade dos elementos.1 2.9 1.5 1. GRUPO 1 PERÍODO 1 2 3 4 5 6 7 H 2.9 2.0 1.4 3.9 1.0 2.

Trigonal Piramidal se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: HCN CO2 BeH2 H−C≡N O=C=O H−Be−H b. PCl3 IFES Pág. Linear se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Molécula com quatro átomos pode ser: a. Exemplos: H2 O O3 SO2 3. Angular se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Molécula com dois átomos é linear.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Exemplos: H2CO3 BH3 SO3 b. Exemplos: NH3. Exemplos: O2 O=O HCl H−Cl HF H−F H2 H−H Cl2 Cl−Cl 2. Trigonal Plana se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. 55 . Molécula com três átomos pode ser: a.

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NH3

PCl3

4. Molécula com cinco átomos pode ser: a. Tetraédrica se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: CH4 CH3Cl

3.5 Ligações Metálicas. Nos metais, os elétrons de valência movem-se livremente por entre a rede de íons metálicos positivos, não estando localizados em nenhum átomo em particular. Os elétrons que não são de valência e o núcleo forma um "caroço" eletricamente positivo que é envolvida por uma "nuvem", "mar" ou ainda "gás" de elétrons. Os elétrons da nuvem atuam como uma espécie de "cola" mantendo os caroços positivos unidos. Podemos então visualizar um metal como sendo constituídos por uma rede de íons positivos imersos num "gás" de elétrons não localizados, sendo que estes elétrons é que são os responsáveis pela ligação metálica.

Fig. 49: Ligação Metálica.
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Os metais constituem cerca de ¾ das substâncias elementares conhecidas e são caracterizados por possuírem boa condutibilidade elétrica e térmica, maleabilidade e ductilidade, resistência à ruptura, em virtude de terem um número de elétrons de valência inferior a 4, tendendo portanto a formar íons positivos, baixas energias de ionização e baixa eletronegatividade. A teoria das bandas explica não só a condutividade dos metais (condutores de eletricidade), mas também as propriedades dos semicondutores e dos isolantes.

Fig. 50: Ligação Metálica.
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3.6 Ligações Secundárias. A denominação de ligação de van der Waals é utilizada como denominação geral para todos os tipos de ligações secundárias (fracas). A principal causa para o ocorrência de uma ligação deste tipo é a polarização da molécula, existindo pelo menos quatro modalidades deste tipo de ligação:

   

atração entre dipolos permanentes; atração entre dipolos induzidos; forças de dispersão; ligação ou "ponte de hidrogênio".

Fig. 51

Genericamente podemos dizer que são responsáveis pela possibilidade de liquefação e solidificação das moléculas. Agem somente quando as moléculas estão muito próximas, pois as atrações caem muito rapidamente com a distância. São facilmente sobrepujadas pela agitação térmica, devido ao baixo ponto de fusão dos compostos moleculares. Em um mesmo composto mais de um tipo de força de van der Waals pode atuar. Possuem caráter não direcional e tendem a formar estruturas não cristalinas, originando sólidos com baixo grau simetria, devido à pequena intensidade das forças (Figura 51).

Fig. 52

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UNIDADE VI

4. LEIS PONDERAIS. 4.1. Lei das proporções definidas.

Em 1799, Joseph Louis Proust descobre a lei das proporções definidas, a qual afirma que: Uma dada substância contém seus elementos constituintes na mesma proporção. Por exemplo, em qualquer amostra de água (H2O), o hidrogênio e o oxigênio estão presentes na mesma proporção, em massa, de 1 para 8 (8: 1). Ou seja, 1 g de hidrogênio e 8 g de oxigênio combinam-se para formar 9 g de água. Como a combinação é sempre na mesma proporção, a presença em excesso de um dos elementos não alterará a quantidade de composto formado. Assim, por exemplo: 3 g de hidrogênio e 9 g de oxigênio formarão 9 g de água, restando 2 g e 1 g de hidrogênio sem reagir. Esta lei está de acordo com princípio de que cada molécula de um dado composto contém o mesmo número de átomos de cada constituinte (teoria atômica). A lei das proporções definidas indica que as substâncias que participam de uma reação o fazem em quantidades precisas. 4.2. A teoria de Dalton. De sua hipótese Dalton concluiu que: Se dois elementos, A e B, podem formar mais de um composto, então: As massas de B que combinam com a mesma massa de A (nos diferentes compostos) estão entre si na mesma proporção que pequenos números inteiros.

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Por exemplo: Nitrogênio e oxigênio podem formar vários compostos: O nitrogênio se combina com o oxigênio, formando diferentes óxidos: N2 O ⟶ 28 g N+16 g O N2 O2 ⟶ 28 g N+32 g O N2 O3 ⟶ 28 g N+64 g O N2 O5 ⟶ 28 g N+80 g O Verifica-se que, ao permanecer constante a massa do nitrogênio e combinarmos massas diferentes de oxigênio, formaremos compostos diferentes e estas massas (diferentes) estão entre si numa relação de números inteiros pequenos, ou seja, 1 : 2 : 3 : 4 : 5. Outro exemplo: 1C + 1O → 1CO razão 1/1 = 1 1C + 1O2 → CO2 razão 1/2 Na primeira reação ocorre a formação do monóxido de carbono, cuja proporção de carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros de resultado igual a 1. Na segunda reação, temos a formação do dióxido de carbono (CO2), cuja relação carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros 1/2. Dalton observou que:

"As diferentes massas de um elemento, que reagem com a massa fixa de outro elemento para formar compostos distintos, em cada caso, estão, numa relação de números inteiros e geralmente simples, entre si‖. ―Quando dois elementos se combinam para formar compostos mantendo-se constante a massa de um deles, as massas do outro variam segundo números inteiros e pequenos‖.

Essa lei, conhecida como lei das proporções múltiplas, ou lei de Dalton. Foi a primeira predição e o primeiro triunfo da teoria atômica da matéria. Apesar do seu sucesso para explicar e predizer as leis da combinação química, a teoria de Dalton era incompleta, pois não podia determinar os pesos relativos dos átomos.
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Foi proferida. Quando. Durante as reações químicas. Essa proporção é característica de cada reação.4. pode apenas ser transformada". Lavoisier conseguiu demonstrar que a massa dos produtos era igual à massa do reagente. mA mB mC mD = = = m'A m'B m'C m'D IFES Pág. Ou ainda. + B ⬇ mB ⬇ m' B ⟶ C ⬇ mC ⬇ m' C + D ⬇ mD ⬇ m' D ⇨ ⇨ Reação I Reação II mA + mB = mC + mD m' A + m' B = m' C + m' D 4. As reações químicas são transformações nas quais uma ou mais substâncias (reagentes) originam outras diferentes (produtos da reação).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. independe da quantidade de reagentes utilizados. sempre o fazem numa mesma proporção. Ficou popularmente conhecida como: "A matéria não pode ser criada nem destruída. em 1775. nada se cria. indubitavelmente. A ⬇ mA ⬇ m' A Então. Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa). "na natureza. Assim. duas substâncias se reúnem para formar um composto. de modo que a sua massa diminui e os produtos da reação formam-se (suas massas aumentam). nada se perde. a lei mais conhecida da Química. a massa total das substâncias intervenientes permanece co nstante. pelo químico francês Antoine Laurent Lavoisier. Essa lei é. Lei de Proust (Lei das proporções constantes. 61 . isto é. os reagentes vão-se consumindo. em várias experiências. Ou seja. tudo se transforma".3. Durante as reações químicas. definidas ou fixas).

6g H2O Observe que: a) Para cada reação. 1 A g + 3 B g ⟶ 2 C(g) 1 1Vg : 3V B g : 3VC(g) Decomposição do vapor d’água: essa tese foi publicada em 1808. 𝐻2 𝑂 ⟶ 1𝐻2 + ½ 𝑂2 a a a 1º) 1 L 2º) 2 L 3º) 4 L 1L 2L 4L 0. 62 . Numa reação onde só participam gases (nas mesmas condições de temperatura e pressão) existe uma proporção de números inteiros e pequenos entre volumes dos gases participantes da reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Por exemplo: ½ H2 + O2 ⟶ H2 O 10g H + 80g O ⟶ 90g H2O 2g H + 16g O ⟶ 18g H2O 0.5. e envolve a reação entre hidrogênio e oxigênio. mas as relações entre elas são sempre constantes 4.2g O ⟶ 3.5 L 1L 2L Proporção volumétrica = 2 : 2 : 1 Todas as substâncias apresentam uma proporção em massa constante em sua composição.4g H + 3. Lei de Gay Lussac. b) As massas dos reagentes e dos produtos que participam de uma reação podem ser diferentes. a massa do produto é igual à soma da massa dos reagentes. por Gay -Lussac. Outros exemplos: IFES Pág. o que concorda com a Lei de Lavoisier.

e cujo valor é 6.012 kg de carbono 12.012 kg de carbono-12 é um valor constante que se designa por número de Avogadro ou constante de Avogadro.022×1023 Deste modo.022 x 1023 laranjas 1 mol de moléculas ≅ 6. – Definição de mole.022 x 1023 ―qualquer coisa‖ IFES Pág.) quanto o número de átomos que existem em 0. moléculas. 63 .022×1023 mol-1. O número de Avogadro (NA). Assim. 1 mol de ―qualquer coisa‖ ≅ 6. que contém tantas entidades elementares (átomos.012 Kg de C-12 = 6.022 x 1023 elétrons 1 mol de nêutrons ≅ 6. O número de átomos presentes em 0. teremos: 0. 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + Cl2 ⟶ 2 HCl 1 V + 1V ⟶ 2 V 8 V + 8V ⟶ 16 V ½ V + ½V ⟶ 1 V 4.022 x 1023 nêutrons Logo.022 x 1023 íons 1 mol de elétrons ≅ 6.022 x 1023 átomos 1 mol de íons ≅ 6. etc.022×1023 átomos/mol 1 mol = 6. O número de Avogadro (NA). Relação 1:1:2 ―Quantidade de Substância‖. Uma mole é a quantidade de substância de um sistema.7. elétrons.022 x 1023 moléculas 1 mol de átomos ≅ 6.6. 1 mol de laranjas ≅ 6.

etc. isto é. 1 mol de H2O possui 1 mol de O e 2 moles de H Mas.8. neste último caso. 1O 1 mol IFES Pág. pessoas. pessoas ou livros.022×1023 moléculas de dióxido de carbono. estaríamos imaginando 602 sextilhões de ovos.022×1023 moléculas de dióxido de carbono. então temos 2×6. logo 2 moles de H ―pesam‖ 2g Portanto. Se. 1 mol de O ―pesam‖ 16g. laranjas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um mol corresponde a 602 sextilhões e também pode se referir a ovos. um sistema possuir 1 mol de moléculas de dióxido de carbono. laranjas. 1 mol de H2O ―pesa‖: 2 x 1 + 16 = 18g 4. A única diferença é a de que. e abrevia-se por mol. É comum representá-la pela letra n e a unidade de quantidade de substância é a mole. à massa de uma molécula ou de uma fórmula unitária. o número de entidades. livros. Assim sendo. por exemplo. então existe 6. Caso existam 2 mols de moléculas de dióxido de carbono. 64 . que certo sistema possui. N. Para a água vem: 1 H2 O ⟶ 2H + 2 moles 1mol Assim. Massa molecular A expressão ―massa molecular‖ refere-se à massa da entidade da qual uma substância é feita. pode ser dado por: número de moles = peso (g) massa atômica (molecular) M = n × NA Exemplo.

1 u Nota: a expressão ―massa molecular‖ deve ser usada para se referir às entidades constituintes tanto de substâncias covalentes como de iônicas. que queiramos converter anos em segundos. 65 . etc. sem alterar a sentença. podemos multiplicar qualquer número por uma fração onde o numerador e os denominadores se equivalham (relação igual a um). Tomemos 20 anos. 4. onde as medidas são tratadas (multiplicadas. Resolução de problemas numéricos.9. entãoa a A C.) como se fossem quantidades algébricas. Observe os seguintes princípios da multiplicação e da divisão: Se A = B.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O valor da massa molecular de uma dada entidade corresponde à soma das massas atômicas dos átomos que a compõem. Suponhamos. A expressão ―peso molecular‖ não é mais recomendada . =C B a a Portanto. De tal modo. podemos usar esses princípios na análise dimensional. por exemplo: 20 anos = 20 anos . então:€ a a A =1 B a a - Se C×1 =1. 365 dias 1 ano 24 horas 1 dia 60 minutos 1 hora 60 segundos 1 minuto IFES Pág. Assim: m(NH3) = ma(N) + 3×ma(H) = 17 u m(CaO) = ma(Ca) + ma(O) = 56. por exemplo. divididas.

022×1023 = número de moléculas Número de moléculas/6. Relações Molares. É importante saber os relacionamentos existentes e como estabelecer as relações. A seguir resumiremos algumas relações: (A) Ao lidar com elementos: Número mole (elemento) × massa molar (atômica) = massa do elemento (B) Ao lidar com compostos: Número de moles do composto × massa molar (molecular) = massa do composto Massa de um composto/massa molar (molecular) = número de moles do composto (C) Ao lidar com moléculas de um composto: Número de moles de um composto × 6.10.022×1023 = número de átomos Número de átomos/6. o mol é usado em química para quantificar o número de átomos.022×1023 = moles de átomos IFES Pág. Como vimos. moléculas e vários outros itens.022×1023 íons Al2(SO4) = 2 íons Al × 1mol íon Al+3 6. têm-se: 3 Al2(SO4)3 = 2 moles de íons Al+3 + 3 moles de íons (SO4) -2 Al2(SO4)3 = 2 Al+3 + 3 (SO4) -2 6.022×1023 = moles de moléculas (D) Ao lidar com átomos de elementos: Números de átomos × 6. Exemplo na química: Para o Al2 (SO4 ) .022 × 1023 íons 23 + 3 moles de íons (SO4) × -2 ≅3. 66 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO = 20 × 365 × 24 × 60 × 60 s =630720000 segundos.01×10 íons 1 mol íon (SO4) -2 4.

Portanto. Como a densidade de um gás é normalmente dada em g/L à CNTP.40 l. o volume ocupado por 1 mol de oxigênio ou de azoto é 22. Densidade e Massa Molar. é 22. têm o mesmo número de moléculas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. e mesmo 1 mol de hidrogênio ocupa o volume de 22. IFES Pág. 53.12. difere muito ligeiramente do volume acima referido para gases ideais. V d mol = n V 4. O volume de 1 mol de gás ideal. V = constante × n A pressão e temperatura normais.15 K). podemos usar o volume molar e massa molar para resolver vários tipos de problemas. Hipótese de Avogadro: Volumes iguais de gases ideais diferentes. ainda relativamente próximo do valor do gás ideal. n= m mol d= m . O volume de gás a uma dada temperatura e pressão é diretamente proporcional à quantidade de matéria do gás. à mesma pressão e temperatura. próximo do valor para um gás ideal. a pressão e temperatura normais. Fig.41 l. a pressão e temperatura normais (pressão de 1 atmosfera e temperatura de 237.11. Lei de Avogadro.43 l. O volume ocupado por 1 mol de um gás real. 67 .

constituído por hidrogênio e carbono.6 O Equivalente-Grama. segundo as quais tais elementos B e C reagem entre si. nomeada Lei de Richter. Como conseqüência desta lei.0 g [3] [1] Proporção 1:3 Inversamente. para o gás metano. 4. ou corresponde a uma proporção de múltiplos e submúltiplos das massas com as quais cada um de seus elementos reage separadamente com a massa fixa de outro elemento A. podemos afirmar que é uma boa aproximação de fato considerar que o volume de um gás é independente do tamanho ou massa das moléculas que o constituem. decompondo-se 4g do gás: 3g são de carbono e 1g de hidrogênio. – Definição. ou é igual.0 g 16. 68 . é também designada Lei das Proporções Recíprocas ou Lei dos Equivalentes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observa-se que a diferença entre os volumes é mínima. o consideraremos como sendo um gás ideal. e por isso a lei de Avogadro é válida para a maioria dos gases reais. por exemplo. Richter e as Massas Equivalentes Esta lei. C + 2 H2 ↔ CH4 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g do gás CH4 De fato. Assim. C H2 CH4 1 mol 2 moles 1 mol 12. Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância que corresponde a 8 gramas de oxigênio. praticamente desprezível. 1g de hidrogênio precisa combinar-se com 3g de carbono para formar o gás metano. no estudo das propriedades termodinâmicas de um gás real.0 g 4. Ou seja. CH4 ↔ C + 2H2 4g do gás CH4 = 3g são de carbono + 1g de hidrogênio IFES Pág. A proporção das massas.

é de 3g de carbono para cada 4g de oxigênio. percebe-se que As massas 1g de hidrogênio e 8g de oxigênio apresentam o mesmo poder de combinação. na proporção de 1g para 8g. o metano (1g de hidrogênio : 3g de carbono) e o cloreto de hidrogênio (1g de hidrogênio : 35. Partamos.5g de cloro). ou seja. Vejamos: 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = 9g de água 3g de carbono + 8g de oxigênio = 11g de dióxido de carbono Outro exemplo: o monóxido de carbono. Admiravelmente. respectivamente. um composto formado por carbono e cloro (elementos nãocomuns) e determinemos a proporção em que esses elementos estão combinados. No caso do dióxido de carbono (CO2) a proporção dos elementos carbono e oxigênio é de 3g : 8g.5g de IFES Pág. Tomemos. respectivamente. Portanto. novamente. Constataremos que a proporção. ambas combinam com 3g de carbono. na qual se constata que a proporção de combinação é de 3g de carbono : 35. Portanto. 69 . agora. dizemos que são massas equivalentes. agora. temos: 3g de carbono + 1g de carbono = metano 3g de carbono + 8g de oxigênio = dióxido de carbono 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = água 4g de hidrogênio + 32g de oxigênio = água 8g de hidrogênio + 64g de oxigênio = água Do que foi dito. por exemplo. são os mesmos valores que se combinaram coma a massa fixa de hidrogênio nos casos citados.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água é constituída de hidrogênio e oxigênio. de duas substâncias formadas por um elemento comum. Uma substância que preenche essas características é o tetracloreto de carbono.

m2. pois reagem com a mesma massa fixa m do elemento químico A. C.5g de cloro = 38.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO cloro. m2. É a relação entre a sua "massa molar" (átomo-grama. combina-se com as massas m1. se os elementos B.…. A) e sua valência (v). de um elemento químico A. já em 1792. Quando uma massa fixa m.5g de cloreto de hidrogênio 3g de carbono + 35.5g de cloro = 36. 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 35. as mesmas quantidades que se combinam com a massa fixa de hidrogênio. dos elementos químicos B. respectivamente. Regras práticas. m2.…. C.…. dos elementos químicos B. m3. 1. D.…. C. foram chamadas por Richter.5g de tetracloreto de carbono Assim. m3. m3. de massas equivalentes: Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância capaz de reagir com 8g de oxigênio. Por esse motivo. ou segundo múltiplos ou submúltiplos delas. D. As massas m1. Eqg (E) = Exemplos: Para o cálcio − Ca: Para o aluminio − Al: Para o oxigênio − O: IFES massa molar Valência Eqg = Ca/v = 40g/2 = 20g Eqg = Al/v = 27g/3 = 9g Eqg = O/v = 16g/2 = 8g Pág.…. reagirem entre si. ou seja. D. o fará segundo as massas m1.…. têm a mesma capacidade de combinação. 70 . Equivalente-grama (E) de um elemento químico.

Exemplos: Para o Fe+2: Para o Fe+3: Para o P+3: Para o P+5: Eqg = Fe /nox = 56g/2 = 28g Eqg = Fe/nox = 56g/3 ≅ 18. a) Ácido.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o Sódio − Na: Eqg = Na/1 = 23/1 = 23g Quando o elemento químico tem número de oxidação variável e apresenta vários números de oxidação. 71 . − k é igual ao número de hidrogênios ionizáveis (H+): Eqg(A) = Exemplos: Para o ácido clorídrico ∶ (HCl) Para o ácido sulfúrico ∶ (H2SO4) Para o ácido fosfórico ∶ (H3PO4) Eqg = HCl 36.4606g = ≅ 36. terá igual número de equivalente-grama.5g 1 1 H2SO4 98.67g Eqg = P/nox = 31g/3 ≅ 10.2g 2.9952g = ≅ 32.0795g = ≅ 49.6g 3 3 massa molar número de H ionizáveis Eqg = Eqg = IFES Pág.33g Eqg = P/nox = 31/5 ≅ 6. Equivalente-grama para a substância: Eqg(S) = massa molar k O valor de k é interpretado de acordo com o comportamento químico da substância.g 2 2 H2PO4 97.

9952g = ≅ 98g 1 1 b) Base. 5 H2O 249. Eqg (óxido) = massa molar valência Pág.5g pentahidratado E= = = 124.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o ácido hipofosforoso∶ (H3PO2) Eqg = H3PO2 97. Eqg sal = massa molar valência total E= E= CaS 72g = = 36g 2 2 BaF2 175g = = 87. 72 IFES .5g 2 2 Para o sulfeto de cálcio: (CaS) Para o fluoreto de bário: (BaF2) Para o sulfato de alumínio: Al2 SO4 3 342g E = = = 57g (Al2(SO4)3) 6 6 Para o sulfato de cobre II CuSO4 . Eqg (base) = massa molar nº de OHEqg = NaOH 40g = = 40g 1 1 Ca(OH)2 74g = = 37g 2 2 3 Para o hidróxido de sódio ∶ (NaOH) Para o hidróxido de cálcio ∶ (Ca(OH)2) Eqg = Al OH Para o hidróxido de alumínio ∶ Eqg = (Al(OH)3) 3 = 78g = 26g 3 c) Sal. 5 H2O]: d) Óxido. − k é a valência do elemento ligado ao oxigênio. −k é igual à valência total do cátion ou do ânion considerado.75g 2 2 [CuSO4 . −k é igual ao número de hidroxilas (OH-).

29g 12 12 e) Equivalente-grama de um íon.  Para um anion: Eqg Ax. 73 .533g = ≅ 19.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para trióxido de enxofre. teremos: Eqg SO3 = SO3 80g = ≅ 13.3g 6 6 Para o tetróxido de triferro (magnetita): Eqg Fe3O4 = Fe3O4 231.=  Para um cátion: Eqg Ay+ = Exemplos: Eqg (SO-2 4 ) SO-2 4 = 2 Ca 2 massa molar y massa molar x Eqg Ca2+ = Eqg (Al3) = Al 3 Observe que o equivalente-grama de um sal é a massa do sal que contem um equivalente-grama do respectivo íon. Vejamos: Eqg (Cy+)(Ax+) = Eqg (Cy+) + Eqg (Ax+) Eqg (Cy+)(Ax+) = C A + = y x xC+yA xy valência total IFES Pág.

-).. teremos: A equação iônica da reação é: 2MnO4. f) Oxidante ou redutor.1575g 2×1 Para o Ca2(P2O7): Eqg Ca2(P2O7) = Casos Particulares. Eqg (KMnO4) = KMnO4 158g = = 31.+ 2(OH).099g = = 63.52475 2×2 4 Exemplos: Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio ácido. −k é o número total de elétrons cedidos ou recebidos (∆ total). IFES Pág. Potanto. 74 .+ H2O + 3[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio básico o Mn de nox +7 ao receber 3 elétrons passa para Mn de nox +4 (MnO3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para o Mg(NO3)2: Eqg Mg NO3 2 = Mg NO3 2×1 2 = 148. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 5.315g = 74.+ 6H++ ⇄ 2Mn++ + 3H2O + 5[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio ácido o Mn de nox +7 ao receber 5 elétrons passa para Mn de nox +2. Eqg oxidante ou redutor = massa molar ∆. A equação iônica da reação é: 2MnO4. Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn o ∆ total = 5.5g ∆ total 5 Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio alcalino.atomicidade Ca2(P2O7) 254.⇄ 2MnO3.

Exemplo: 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O IFES Pág. 75 . os equivalentes-gramas dos ácidos e das bases são calculados em função do número de H+ e OH.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn. Eqg KMnO4 = KMnO4 158g = = 52. Exemplos: 1− H2SO4 +NaOH → Na2HPO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 98g 1 2− H2SO4 + Al2(OH)3 → Al(OH)SO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 49g 2 h) O equivalente-grama de um sal ácido. básico. Eqg (K2SO4) = K2SO4 2 Exemplo 2. Assim. misto ou duplo é calculado em função do íon que toma parte na reação.totalmente neutralizados. K2HPO4 + 3 Ag NO3 → 2 KNO3 + HNO3 + Ag2PO4 PO4-3 + 3 Ag+3 → Ag3PO4 Eqg (K2PO4) = K2PO4 3 corresponder à proporção dos i) Os equivalentes-grama devem coeficientes das equações.67g Δx 3 g) Nas reações entre ácidos e bases com neutralização parcial.→ 2 KClO4 Assim. Exemplos: Exemplo 1. K2SO4 + 2 HClO4 → H3PO4 + 2 KClO4 2 K+ + CO4. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 3.

76 . n Equivalentes de uma substância A reage exatamente com n equivalentes da substância B.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3 H2SO4 = 6E 2 Al(OH)3 = 6E Al2(SO4)3 = 6E 3 H2O =6E Portanto. 2 Eqg (Al2(SO4)3 ) = Eqg (H2O) = então: mol . então: 1mol = 3 Eqg ou 2 moles = 6 Eqg de Al(OH)3 3 mol . então: 1mol = 6 Eqg de Al2(SO4)3 6 mol . produzindo n equivalentes de cada produto. Vejamos: 3 H2SO4 + 2Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O De fato. 2 1mol = 2 Eqg ou 3moles = 6 Eqg de H2O IFES Pág. Se: Eqg (H2SO4) = então: 1mol = 2 Eqg ou 3 moles = 6 Eqg de H2SO4 Faremos o mesmo raciocínio paras os outros compostos: Eqg (Al(OH)3) = mol .

13. Qual o número de moléculas de água (H2O) presentes em 360g da substância? 1g 16 g 1 mol H2 O = 2 moles H + 1 mol O = 18 g 1 mol 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. 18 g 1 mol = 360 ×6.m.02×1023 moléculas 3 atomos 90 g = 90g . × × 18g 1 mol 1 molécula 90 g= 6.02 ×1023 átomos = 18 = 1.a. 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O − − − − 3 moles 6Eqg 2 moles 6Eqg − − mol mol Eqg = Eqg = 2 3 − − − − (1mol = 2 Eqg) (1 mol = 3 Eqg) − − − − 6 Eqg 6Eqg 4.m. .0 3 ×1024 átomos 18 02.02 × 1023 360 g=360 g .a) 1 mol CH3 COOH= 2 moles C + 4 moles H + 2 moles O IFES Pág. O= 16 u. Quantas moléculas correspondem a 300 gramas de ácido acético (CH3COOH)? Dados: (C = 12 u. 20 ×1025 átomos 03. H = 1 u.m. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS. 77 .02 ×3×90 ×1023 átomos= 9. 01.a. Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 1 molécula H2 O=2 átomos de H + 1 átomo de O = 3 átomos 1 mol 6.

Sabe-se que a prata de lei é uma liga metálica constituída por prata e cobre (92. O=16 u. Qual a massa de uma corrente de prata de lei que apresenta 5. MM (massa molecular) = 64 + 2×14 + 6×16 = 188 g 94 g = 94g Logo. 500 mg Ca 1 mol (átomos) .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 mol CH3 COOH= 2×12 + 4×1 + 2×16 Logo. N=14 u) 1 moléc.02 × 10 23 átomos = 108 g IFES Pág.5%.709 ×1024 átomos 1 mol 188g 6.02 ×1023 1 mol moléculas 04.05 moles 100g leite 40000 mg 06. Um recipiente contém 94 g de Cu(NO3)2.0. 05. =0.1023 1 atg Ag = 6. Quantos mols de átomos de cálcio existem numa lata de 400 g de leite em pó? 100g leite=500 ml Ca 1000 mg 1 atg Ca = 40g× = 40000 ml 1g 400 g leite em pó= 400g leite .5% e 7. 1 mol 300 g = 300 g 60 g 6. existem 500 mg de cálcio. (Unirio-RJ) Em 100 g de leite em pó infantil. Cu(NO3)2 = 9 átomos ( 1Cu.02×1023 moléc. Quantos átomos há neste composto? Dados: (Cu=64 u. 1 mol 9 átomos 1 moléc. 1022 átomos de prata? Dados: Ag = 108u N = 6 . 6O) Cu(NO3)2 = 1×Cu + 2×N + 6×O Portanto. 2N. 94 g = 2. 78 . respectivamente).

28g 32g 40g 78 21 1 + + ) × 6 × 1023 moléc.925. 21% de oxigênio e 1% de argônio em volume. apresenta aproximadamente 78% de nitrogênio. não poluído.100). IFES Pág. Assim. Determine a massa molecular das substâncias: a) S8 b) HClO c) H3PO4 d) Ba(OH)2 e) Ca3(PO4)2 2.9 g ( + + ) 28 32 40 100g de ar = ( 90g 0. O = 16u.73 g 07. 100 g ar=78g.925 4. 28 32 40 100 g 1 mol de ar = 6× 1023 moléc. Qual o valor da massa molar média desse ar? Dados: N = 14u. + 21g. = 78 21 1 de ar ≅ 28. O ar atmosférico seco.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5. +1g.0 ×1022 átomos= 5. Ar = 40u 100g de ar = 78g de N2 + 21g de O2 + 1g de Ar 6×1023 moléc. queremos o correspondente a 100% (ou 0. 5% de Ag) = 0.02×1023 moléc. Determine o número de moléculas presentes em 4 moles de água. 100 % = 0.14.0 ×10 22 átomos × 108 g =90 g 6× 1023 átomos 90 g (correspondente a 92. Exercícios de Fixação 1. Mas.100 × 100% ≅ 9. 6×1023 moléc. 6. 79 .

ocupam. 10. Nas CNTP. Determine a massa total. presentes em: 2 mols de moléculas de H2 + 11.4 g. 80 .2 x 1023 moléculas da substância X pesam 12 mg. em gramas. em litros ocupados nas CNTP por 5 moléculas gramas de CO2(g)? 4. 7. 15. nas CNTP. em litros. em situações de emergência contêm o superóxido de potássio KO2. de 11. por 160 g de oxigênio gasoso (O2) nas CNTP? 11. em gramas. 5.2 L de C2H2(g) nas CNTP. Qual o volume. Determinar a massa. Calcule a massa molecular de certa substância X. calcule a massa molar de X. Determine a massa molecular de certo gás G. Uma liga de zinco e ferro contém 20% de zinco.6 L do gás XO2 tem massa igual a 11g. como mostra a equação: 4 KO2 (s) + 2 H2O (g) + 4 CO2 (g) ⟶ 4 KHCO3 (s)+ 3 O2 (g) IFES Pág.a. Qual a massa atômica de X? 16. Determine a massa.m. 6. sabendo que nas CNTP. 12.4 L. O oxigênio é produzido pela reação desse óxido com o dióxido de carbono e a água do ar exalado pelos pulmões. Determine a atomicidade da substância sabendo que a massa atômica de G é 31 u. 340 g do mesmo ocupam um volume de 22. Se 1. de 12 x 1024 moléculas de H2S. 12. nas CNTP. 13. Calcular o número de mols presentes em 90 g de água. em gramas.2 L de CO2 (g).24 L. 2. Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 8. 14. Determine o número de moléculas presentes em 90 g de água.4 g de uma substância simples e gasosa Gn. Qual o volume ocupado. 5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. As máscaras de oxigênio utilizadas para produzir oxigênio. sabendo que 16 mols da mesma ―pesam‖ 38. Qual o número de átomos de ferro contidos em 7g dessa liga? 17. 9.

Sendo assim. 81 . Supondo-se diluição uniforme na água. aproximadamente. 22. um adoçante artificial. H = 1 g/mol. Os cigarros canadenses têm. Ao fim de 5 minutos. Bastam 42 miligramas de aspartame para produzir a mesma sensação de doçura que 6.66 ×10-8g de 2-fenil-etanol. H = 1.5 mg de amônia. quantas vezes. Peixes machos de certa espécie são capazes de detectar a massa de 3. (FGV-SP) Para atrair machos para acasalamento. 21. inalada por ela será aproximadamente? 18. Dados: NA: 6×1023 . indique o número mínimo de moléculas de 2-fenil-etanol por litro de água. uma superfície foi recoberta por uma camada de ouro. muitas espécies fêmeas de insetos secretam compostos químicos chamados feromônios. pode ser utilizado para substituir o açúcar de cana.5 mg de amônia por cigarro. o número de moléculas de açúcar de cana deve ser maior do que o número de moléculas de aspartame para que tenha o mesmo efeito sobre o paladar? Dados: massas molares aproximadas (g/mol) açúcar de cana: 340.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Considere que uma pessoa exale 1. 8. por meio de deposição a vácuo. IFES Pág. em média. a) Encontre o número de moles de íons em: a) 2 moles 2 mols de Fe2(SO4)3. Calcule a quantidade de mols de moléculas existentes em 8. detectado pelo peixe macho. adoçante artificial: 300. valor bem mais baixo do que a média nacional (Veja 29/05/96). O =16 g/mol.2 mols de Al(NO3)3. (Mackenzie – 2001) Estudos apontam que a amônia (NH3) adicionada ao tabaco aumenta os níveis de absorção de nicotina pelo organismo. 19. qual será a quantidade de matéria em mols de oxigênio. 1 g de ouro = R$ 17. -12 Aproximadamente 10 g de tal composto de fórmula C18H38O devem estar presentes para que seja eficaz. Sabendo que para recobrir essa chapa foram necessários 2 x 10 20 átomos de ouro. constante de Avogadro = 6. substância produzida pelas fêmeas. Dados: massa molar do 2-fenil-etanol é 122 g/mol. b) 0. Quantas moléculas isso representa? Dados: massas molares: C = 12 g/mol. Dados: as massas molares (g/mol): N = 14. que está dissolvida em 1 milhão de litros de água.00. (FUVEST-SP) Na fabricação de chapas para circuitos eletrônicos. 20.8 gramas de açúcar de cana. determine o custo do ouro usado nessa etapa do processo de fabricação.0 × 102 mol de CO2 por minuto.0x1023 moléculas por mol. massa molar do ouro = 197 g/mol. (Fuvest – 2002) O aspartame.

Conhecido um composto químico. Estudaremos de que maneira é possível.1. Fórmula é a representação gráfica da composição de uma substância. Cálculos de Fórmulas. estrutural e eletrônica de uma substância molecular e a fórmula empírica de uma substância iônica.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE V 4. 4. SO2.1. formado por dois ou mais elementos diferentes. O problema pode ser resolvido por duas vias: (1) – Utilizando unidades de massa atômica: Massa molecular do SO2 m(SO2) = mA(S)+ 2mA(O) = (32. eles estão presentes no composto em uma quantidade. Dados: A massa atômica do enxofre é 32. através da análise de dados experimentais. O que significa. em qualquer composto químico. Uma lei fundamental da química sustenta que. determinar a fórmula molecular de uma substância e outros tipos de fórmulas. é possível saber o percentual de massa de cada elemento no composto.1u e a do oxigênio 16. oxigênio e hidrogênio.1) + (2×16) = 64. por exemplo. Diversos tipos de fórmulas são utilizados. 82 . ou numa certa composição percentual. Composições percentuais e fórmulas químicas. Exemplo: Uma molécula de dióxido de enxofre. contém um átomo de enxofre e dois de oxigênio. que Al (OH)3 de hidróxido de alumínio que se obtém no Brasil terá a mesma porcentagem de alumínio. As teorias que explicam a formação das ligações químicas permitem prever a fórmula molecular. Calcular a composição (em tanto por cento) da molécula de SO2.1 u.0u. IFES Pág. como a centesimal e a mínima. que você pode obter em qualquer outro lugar do mundo.

9% O 64.0 g).1 g) e 2 moles de átomos de oxigênio (2×16.1% Massa SO2 64.1 u )= = 0.1 g) contém 1 mol de átomos de enxofre (32. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 2×16. Fórmula empírica: A fórmula mais simples. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 32.1 g de enxofre.0g O =49.501 ou 50.1% S 64.1 g S =51. Através da composição percentual de um composto pode-se conhecer sua fórmula empírica. ou fórmula empírica. Porcentagem do enxofre no composto: Se em 64.1 g de SO2 4. 83 . Conhecida a composição percentual de um composto ou sua composição elementar em gramas. se pode determinar sua fórmula mais simples mediante cálculos elementares.499 ou 49. A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual). de um composto é a menor relação entre o número de átomos presentes em uma molécula desse composto.1u Percentagem do oxigênio no composto: %O = ( massa O 2×16 u )= = 0.1u (2) − Utilizando gramas: 1 mol de moléculas de SO2 (64.1 g de SO2 temos 32. IFES Pág.1 g de SO2 temos 32.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Percentagem do S no composto: %S = ( massa S 32.1 g de SO2 Porcentagem do oxigênio no composto: Se em 64.0 g de oxigênio.9% Massa SO2 64.2.

se pode calcular o número de moles de átomos de cada elemento: Moles de átomos de carbono = (27.7 g ao oxigênio. Dada a composição porcentual do mesmo. 84 . ou seja. 4.28 12. 1 atm e 0 ºC de temperatura) e tem um valor de 22.28 =1 2.28 4. Nos cálculos com gases é conveniente adotar a unidade universal de volume: o volume molar. O volume molar. É o volume ocupado por um mol de qualquer gás.54 ≅2 2. chega-se a uma relação empírica inteira entre ambos.4 L. Determinar a fórmula empírica desse composto.3.28 A fórmula empírica corresponde ao dióxido de carbono será: CO2.54 16.7 g) × Dividindo os dois números obtidos.3% de carbono e uns 72. têm-se a relação dos átomos na fórmula empírica: n(C) = n(O) = 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: A análise de uma amostra de um composto puro revela que contém uns 27. Para resolver o problema consideremos 100 g do composto.0 g O Moles de átomos de oxigênio = (72.7% de oxigênio (em massa). medido em condições normais de pressão e temperatura (760 mm Hg de pressão. Com isso.3 g) × 1 mol átomos de C = 2.3 g ao carbono e 72. A partir desta relação.0 g C 1 mol átomos de O = 4. Exemplos: IFES Pág. desses 100 g correspondem 27.

a glicose C6H12O6). também se queimam na presença de oxigênio (O2) para produzir CO2 e H2O. O CO2 é então capturado (usando-se o hidróxido de sódio) para podemos saber o quanto CO2 foi produzido pela simples medição da mudança de peso da amostra.023 × 1023 moléculas 4. Quando conhecemos a modo com que uma série de sustâncias reage entre si. É a chamada análise quantitativa.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 3. Volumes Molares. o álcool metílico CH3OH. A maioria dessas reações inclui ao oxigênio do ar (O2) como reagente. reagem com o oxigênio do ar para formar dióxido de carbono (CO2) e água (H2O). e hidrogênio em H2O. As reações de combustão são reações rápidas que produzem uma chama. é factível determinar características quantitativas delas (entre outras. Da mesma forma.023 × 1023 moléculas 6. hidrogênio e oxigênio (por exemplo.4. todo o carbono é convertido em CO2. Análises de Combustão. a sua fórmula e até sua fórmula molecular − no caso de conhecermos a massa molecular da sustância). IFES Pág.4 l Número de partículas 6. Gás 1 mol de Hélio 1 mol de Hidrogênio 1 mol de Butano Massa 4g 2g 58 g Volume (CNTP) 22. que quando se queimam.4 l 22. na presença de O. Um exemplo: Consideremos a combustão do álcool isopropílico. Na ocasião em que um composto com H e C é queimado num dispositivo especial. Princípio do método. podemos saber quanto H foi produzido através H2O medindo a variação da massa de uma amostra de perclorato de magnésio. Uma classe de compostos que podem participar nas reações de combustão são os hidrocarbonetos. 85 . Outros compostos.4 l 22. que tem carbono.023 × 1023 átomos 6.

034 = 0.255 g do álcool revela que esta tem unicamente o três elementos: C. m(Amostra) = 0.0128 moles de CO2 44.034 g 1 mol H A quantidade de oxigênio na amostra original não pode ser obtida a partir do massa dos produtos de combustão.561 g de CO2 e 0.306 g de H2O. do oxigênio combinado no composto e.306 g de H2O × 1 mol deH2O = 0. 0.255g m(O) = 0.154 g de C mol de C Mas. Assim.0 g Portanto.255 – 0. 0. O conteúdo em oxigênio na amostra pode. 0.0 g Como um mol de CO2 tem um mol de C e dois de O. 86 . do oxigênio do fluxo gasoso usado no processo de combustão. que pode vir.01g = 0. verificamos que foram produzidos 0. Ao queimá-la. parcialmente. 0. no entanto. parcialmente.561 g de CO2 × 1 mol de CO2 = 0. Logo.154 g (C) + 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma análise de uma amostra de 0. então: em 0.0 g 12.017). ser obtida por diferença. H e O.067 g O IFES Pág. teremos 0.034 g (H) + m(O) = 0.0128 moles de C. uma vez que CO2 e H2O contêm oxigênio.017 moles de H2O contém 0.034 moles de H (2×0.034 moles de H × 1g = 0.017 moles de H2O 18.0128 moles de CO2.154 – 0.0128 moles de C × Como 0. Com esta informação podemos calcular a quantidade de C e H na amostra: m(CO2) = 1m(C) +2×m(O) = 44 g m(H2O) = 2m(H) + m(O) = 18.

1% de cloro em massa. 4.45 g IFES Pág. 0.0128 moles C ≅ 3 moles C 0. 87 .0042 moles O ≅ 1 mol O 0.0042 moles de O 15.0042 Considerando o erro experimental.1 g Cl × 1 mol = 0.736 mol Cl 35.59 g 1 mol = 0.0042 moles de Oxigênio Com esta informação podemos encontrar a fórmula empírica. é provável que a amostra tenha a fórmula empírica: C3H8O. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.9 gramas de mercúrio e 26. Então a amostra terá 73.0128 moles de Carbono 0.999 g Assim.0340 moles de Hidrogênio 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou.9 g Hg × 26. que representa cada massa individual de cada átomo.0042 0.067 g de O × 1 mol de O = 0.5. Qual é a fórmula empírica do composto? Suponhamos que temos uma amostra de 100 gramas deste composto. 1.0340 𝑚𝑜𝑙𝑒𝑠 𝐻 ≅ 8 moles H 0. O mercúrio forma um composto com cloro que tem 73. teremos: 73. o que temos é: 0.0042 )para obter números inteiros: 0. Logo. se dividirmos pela menor quantidade (0.0042 0.9% de mercúrio e 26.368 moles Hg 200.1 gramas de cloro. em suma. Calculando o número de moles.

vem: n(Cl) = n(Hg) 0.27 =1 9.0 + 1×16. converteremos as percentagens dadas aos totais de grama e. fórmula empírica igual a C2H4O. sabendo que: massa molecular é igual 132.27 = 2 No entanto.32 g O × Dividindo cada uma dos números de moles pelo menor dos três (nesse caso 2. assim: m(C2H4O) = 2×12.15 moles 1gH 1 mol = 4.27 = 4 4.53 g C × 36. 2.27 moles 16 g O 54. Determinar a fórmula molecular.368 mol Hg = 2.0 = 44g/mol O fator comum. que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é: 132.736 mol Cl 0.0 + 4×1.53 % e O = 36. vem: 2. 88 .15 moles H/2. por conseguinte.27). m(C2H4O) = 2 × m(C) + 4 × m(H) + 1 × m(O).27 moles O /2.16. Assumindo uma amostra de 100 gramas.54 moles 12 g C 1 mol = 2.54 moles C/2.0 Como n(Cl) = 2 × n(Hg).32 %.16/ 44 = 3 A solução: Multiplique C2H4O pelo fator comum: C (2 × 3) H (4 × 3) O (1 × 3) = C6H12O3 IFES Pág. C = 54.15 %. a fórmula empírica é HgCl2.15 g H × 1 mol = 9.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando a proporção molar dos elementos. em moles: 9. Uma análise quantitativa dá o seguinte % em massa: H = 9.

têm-se: mFe = 4 × 28 g × 1 mol = 2 moles Fe 56 g IFES Pág. 89 . Determine a fórmula molecular dessa substância sabendo-se que sua massa molecular é igual a 400 g e que as massas atômicas são: Fe=56.50 moles 56 g Fe 1 mol = 0.50 = 1. vêm: mFe mS mO mFe + mS + mO 400 = = = = =4 28 g 24 g 48 g 100g 100 Logo.00 moles 16 g O 48 g O× Dividindo esses moles pelo menor dos três (nesse caso 0.00 moles O /0. 24% de enxofre e 4.50).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3.50 moles Fe /0. então: m(Fe2S3O12) = 2 × 56 + 3 × 32 + 12 × 16 = 400 g A solução: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 2º Método: Usando-se a proporcionalidade entre as massas.0 Que multiplicando por 2. vem: 0.8% de oxigênio.5 3. vem: n Fe = 2 nS=3 n O = 12 Como m(C) = 2 × m(Fe) + 3 × m(S) + 12 × m(O). S=32 e O=16 g. A análise quantitativa de uma substância mostrou que ela é formada por 28% de ferro.75 moles 32 g S 1 mol = 3.75 moles S /0. teremos: 28 g Fe× 24 g S× 1 mol = 0. Assumindo uma amostra de 100 gramas. em massa.50 = 1 0.30 = 6.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mS = 4 × 24 g × mO = 4×48 g× 1 mol = 3 moles S 32 g 1 mol = 12 moles O 16 g Logo.7% 3. nH = 12.0% 3.20 1.0 g 100 = 40.20 1. mO = 16 × nO. mH = 1 × nH. 90 . mH mC mO 100 = = = 0.20 × mC = 1. 0.20 1.3% 3. H=1g. vem: mH mC mO = = 0.20 1.0 g dessa substância contêm 1.0 g 100 = 53.0 g ou 40.60 Se fizermos mGLICOSE = 100g. IFES Pág.60 3.20 g de carbono.20 1.7 g ou 6. O=16g.3 g ou 53.60 g de oxigênio (massa molecular da glicose =180 g). mH = 0. Determinar a fórmula percentual em massa e a fórmula molecular.20 g de hidrogênio e 1.0 g Assim. a solução como queríamos demonstrar é: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 4. Dados: C =12.0 g Como mC = 12 × nC.0 nC = 6. encontraremos um percentual em massa de cada constituinte.20 × mH = 1. Como existe proporção entre as massas dos elementos constituintes.60 × 100 = 6. A análise quantitativa da glicose mostrou que 3.20 1. então: 12 × nC 1 × nH 16 × nO 180 = = = 0.60 3.

18% de O.337) e arredondando para o número inteiro mais próximo. 10. 6.16 C de H. vêm: 0.337 mol Ca = 1 mol Ca 0.52 % de N e 27.5 g Ca. assumiremos que a massa total é de 100 gramas para que a massa de cada elemento seja igual à porcentagem determinada.337 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO nO = 6 Portanto.0 g Ca 1 mol H = 0. 91 . Calcule a fórmula empírica do aspartame e encontre sua fórmula molecular.1 g Ca 1 mol Ca = 0.668 mol H =1.337 moles Ca 40.337 A razão molar dos elementos é a representação dos índices na fórmula empírica: CaO2H2 . a fórmula molecular da glicose é: C6H12O6.675 moles Ca 16. Um composto foi analisado e verificou-se que contêm 13.98 ≅ 2 moles 0. (Dados: massa molar de aspartame é 294. IFES Pág.675 = 2.675 g H.8 g O e 0.337 moles H 1.00 moles de O 0.8 g O × 1 mol Ca = 0.5 g Ca × 10.675 g H × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (0. 6. vêm: 13. Aspartame é % 57. usando as massas atômicas da tabela periódica. 9.14 de C. Qual é a fórmula empírica do composto? Convertendo a massa de cada elemento para moles.337 0.ou melhor: Ca(OH)2. 5.01 g H 0.30 g/mol) Como foram indicadas percentagens.

76 mol C 12.00 moles de N = 2. Há proporção entre os números de moles de átomos.0) = 294g/mol massa molar 294. vêm: 4.70 0. n(N) = 2.10 moles H 1. vem: n(C) =14.0) = 18(1.16 g H × 9. 92 .68 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 57.0 g O 6.7% de hidrogênio e 53. 7. IFES Pág. n(H) =18. a fórmula empírica: C14H12N2O5 Agora.0 g Ca 1 mol H = 6.01 g H 1 mol N = 0. assim. Assim.3% de hidrogênio.10 0.98 ≅ 9 moles H = 1. Determine a fórmula mínima de um composto que encerra 40% de carbono.68 mol C = 7 mol C mol H = 8.0) + 5(16.68 0.50 moles de O Que multiplicando por 2.76 0. a fórmula empírica é a fórmula molecular.76) e arredondando para o número inteiro mais próximo.68 moles de N 14.70 moles de O 16.68 6. encontrando a massa da fórmula empírica e a relação entre elas: C14H18N2O5 = 14(12.0 g N 1 mol O = 1. 6.52 g N × 27.68 0. n(O) = 5 Obtemos. podemos encontrar a fórmula molecular.18 g O × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (4.3 g = ≅1 fórmula empírica 294 g Assim.14 C × 1 mol C = 4.01) + 2(14.

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mC mH mO = = 40 g 6,7 53,3 12×nC 1×mH 16×nO = = 40 g 6,7 53,3 nC mH nO = = 40 6,7 53,3 g 12 1 16 mC mH mO = = 3,33 g 6,7 3,33 mC mH mO = = 3,33 3,33 6,7 g g g 3,33 3,33 3,33 1 1 ≅2 Portanto, a resposta: CH2O 8. Determine a fórmula estequiométrica de um composto que encerre 28,8% de Al, 21,87% de Si e 50% de O. Temos, mAl mSi mO = = 28,8 g 21,87 50,0 26,981 × nAl 28,0855 × nSi 15,9994 × nO = = 28,8 g 21,87 50,0 nAl nSi nO = = 28,8 21,87 50,0 g 26,9815 28,0855 15,9994 nAl nSi nO = = 1,07 0,779 3,125 nAl 1,07 0,779 nSi nO = 0,779 = 3,125 0,779 0,779

nAl nSi nO = = 1,37 1,000 4,011 Na tentativa de obtermos números inteiros, encontraremos uma boa aproximação ao multiplicarmos por 3. Assim,
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nAl nSi nO = = 3×1,37 3×1,000 3×4,011 n(Al) ≅ 3, n(Si) = 3, n(O) ≅ 12 Logo, Al4Si3O12 ou Al4(SiO4)3 é a fórmula procurada. 9. 3,42 g de uma substância x contêm 0,54 g de Al, 0,96 g de S e 1,92 g de O. Determine a fórmula mínima percentual em massa e a fórmula mínima dessa substância. (Dados: Al = 26,9815 u, S = 32,0660 u, O = 15,9994 u) 0,54 g × 0,96 g × 1,92 g × 1 mol Al ≅ 0,0200 moles Al 26,9815 1 mol S ≅ 0,0299 moles S 32,0660 1mol O ≅ 0,1200 moles O 15,9994

Dividindo os valores encontrados pelo menor (0,1200), vem: 0,0200/0,0200 = 1 mol Al 0,0299/0,0200 = 1,495 moles S 0,1200/0,0200 = 6 mole H Que multiplicando por 2, vem: n(Al) = 2 moles n(S) = 3 moles n(O) = 12 moles Portanto, Al2S3O12 = Al2(SO4)3 é a fórmula procurada. 10. Calcule a fórmula de um composto formado por nitrogênio e hidrogênio, cuja análise de 32 g de uma amostra revelou a presença de 87,5% (% em massa) de nitrogênio.

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(Dados: as massas molares (g/ mol) do N =14 e H = 1) Assumindo que a massa total é de 100 gramas, têm-se: m N = 87,5 g = 87,5 g × 1 mol N = 6,25 14 g 1mol H =12,5 moles 1g

m H = 100 - 87,5 g = 12,5 g = 12,5 g × Que divididas por 6,25, vêm: n N = n H = 6,25 = 1 mol 6,25 12,5 = 2 moles 6,25

Como m(NH2) = 14 + 2 = 16, então: O fator comum, que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é, assim: 32/16 = 2 A fórmula procurada é: N(1×2)H(2×2) = N2H4

11. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado A forneceu o seguinte resultado: 0,365 g de A deram por combustão 0,66g de CO2 e 0,315 g H2O. 0,146 g de A deram por combustão 23,6 cm3 de nitrogênio medidos a 14ºC 2 772 mmHg de pressão. A tensão de vapor d’água a 14ºC é 12 mmHg. A massa molecular de A, determinado pelo processo ebulométrico é 77. Calculo a fórmula molecular de A e propor uma fórmula estrutura possível para o mesmo composto. Temos: 0,365g A = 0,66g CO2 + 0,315g H2O 0,146g A = 23,6cm3 de N (T = 14ºC e P = 727 mmHg; pv(H2O) = 12mmHg) Calculando a composição dos elementos, vem:
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a) n(CO2) = n(C) = ½n(O) 0,66g CO2 × Portanto, n(C) = 0,015 moles C 0,015 moles C × 12 g = 0,18 g C 1 mol 1 mol = 0,015 moles CO2 (12+2×16)

b) n(H2O) = ½n(H) = n(O) 0,315g H2 O× 1mol = 0,0175 moles H2 O 18g

n(H) = 2×n(H2O) = 2× 0,0175 = 0,035 moles H 0,035 moles H× 1g = 0,035 g H 1 mol P×V Po ×Vo = T To

c) Para o Nitrogênio, teremos: V=

720-12 mmHg×23,6cm3 ×273K = 22, 449 cm3 = 0,0 224 L 273+14 K× (760mmHg) 1amt 1 mol = 0,001 moles N2 22,4 (14g×2) = 0,028g N 1 mol

0,0224 L N2 ×

0,001 moles N ×

0,146 g A = 0,028g N, logo: 0,028 g N = 0,070 g N 0,145 g A 1 mol 0,070 g N × = 0,005 moles N 14 g 0,365g A × c) Para o O: m(A) = m(H) + m(O) + m(C) + m(N) 0,18 g 0,070 g 0,365 g 0,035 g

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m(O) = 0,08 g O 0,08g × 1 mol ≅ 0,005 moles O 16 g

Assim, em suma, o que temos é: 0,015 moles C 0,035 moles H 0,005 moles O 0,005 moles N Que dividido por 0,005 (o menor valor), vem: (0,015/0,005) moles C = 3 moles C (0,035/0,005) moles H = 7 moles H (0,005/0,005) moles O = 1 mol O (0,005/0,005) moles N = 1 mol N Logo, Fórmula molecular: C3H7ON

Possível fórmula estrutural:

Fig. 54

12. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado X forneceu o seguinte resultado: 0,177 g de X deram por combustão 0,264 g de CO2 e 0,135 g de H2O.

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vem: a) Para o C: 0.0075 moles H2O 18 g n (H) = 2 n(H2O) = 0.015g H) %C = 0. então: Pág.006 moles CO2 n(C) =n(CO2) = 0.885 g de X. 1 litro = 1000 cm3 = 1 eqg H2SO4 Como equivalente-grama (E) de um de um ácido é a relação entre massa molecular m(A) e o número de hidrogênios ácidos ou ionizáveis.006 moles C (0.0848 ou 8.072 g C) %C = 0.072/0.4068 ou 40.177 = 0. obteve-se uma quantidade de amônia (gás amoníaco) que necessitou de 15 cm3 de solução de 1N de H2SO4 para completa neutralização. então: Uma solução 1N de H2SO4 diz que: em 1 litro teremos 1 eqg H2SO4.177 = 0. Calculando a composição dos elementos. 98 IFES .015/ 0.68% b) Para o H: 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na dosagem de nitrogênio de acordo com o processo de Kjeldahl de 0. Calcule a fórmula empírica de X.015 moles H (0.48% c) Para o N: A reação de neutralização é: 2NH3 + H2SO4 → (NH4)2SO4 2moles 1mol 1mol Lembrando que a normalidade de uma solução (N) é o número de equivalentes do soluto em um litro da solução.135 g de H2O × 1 mol = 0.264 g de CO2 × 1 mol 44 g = 0.

39 8.73 12×nC 1×nH 16×nO 14×nN = = = 40.694 8.11/16 23.68/12 8.694 1.694 1.015 moles N)(14 g/1 mol) = 0.694 1.68 8. 99 .21 g N d) Para o N.39/1. temos: %C = 0.11 23.73 nC nH nO nN = = = 40.00 1.015 moles N 1 moles NH3 (0.015 moles NH3)( 1mol N ) = 0.885 = 0.00 5. temos: %O = 100 – (40.48 27.48 27.00 IFES Pág.694/1.48 + 23.48 1. mmol( H2SO4) 2 1 mol H2SO4 = 2 × Eqg H2SO4 Logo.48/1 27.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Equivalente-grama H2SO4 = Assim.2373 ou 23.015 moles NH3 (0.695/1.695 nC nH nO nN = = = 3.48/1.694 nC nH nO nN = = = 2.21/0.11 23.68 + 8.73/14 nC nH nO nN = = = 3.68 8.73) = 27.00 1.73% e) Para o O. 15 cm3 1 eqg H2 SO4 1000 cm3 1 mol H2 SO4 2 eqg H2 SO4 2 moles NH3 = 1 moles H2 SO4 = 0.11% f) Cálculo da fórmula mínima: mC mH mO mN = = = 40.

06825 1 mol CO2 44g CO2 1 mol H2 O 18g H2 O 1 mol C 1 mol CO2 2 mol H 1 mol H2 O 12g = 0. H e O. na amostra original.365 g Assim. 100 .183g 1. Se o composto original contiver somente C.182 g 1 mol H IFES Pág. m(O) = 1.819 g 0.819 g − 0.367 g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3.002 g de CO2 e 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. a fórmula empírica é: C2H5ON.183g = 0.364 g Agora o problema pode ser resolvido pelo procedimento usual.640 g de H2O.819 g 1 mol C 1g = 0.365 g − 0. por conseqüência.819g C)(1 mol/12g) = 0. m(Amostra) = m(C) + m(H) + m(O) 0.002 g CO2 m H = 1. 55 g) A fórmula molecular é do tipo: (C2H5ON)n 13.640 g H2 O Mas.367g do composto são determinados como sendo: (0. Uma amostra de 1. possivelmente: Fig. qual será sua forma empírica? É necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e. m C = 3. 0s números de moles dos elementos em 1.

14. 101 . verificou-se que 0.0462g N 1 eqg NH3 1 mol NH3 0.1N de H2SO4.78 mI 126.1 eqg H2SO4 ) = 0.5% 0.18300 (0.105 ou 10.06825/0. H−1.099g desse composto quando tratado pelo Ag(NO3)3.02275) = 1 Como estão na razão 3.9045 ≅ 234. Pede-se a percentagem de nitrogênio no composto.1N Uma solução 0.02275) = 3 (0. produzem 0.02275. Na dosagem do iodo.18%.0462g = 0. A análise de 0. 8:1.44g de um composto orgânico obteve-se uma quantidade de gás amoníaco (amônia). a fórmula empírica é C3H8O.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.364 g O)(1 mol/16g) = 0. vem: (0.183g H)(1 mol/1g) = 0.0033 eqg H2SO4 1000 cm3 Mas neqg H2SO4 = neqg NH3 = 0.1 eqg H2SO4.44g 15. pelo processo de Carius.02275//0.0033 eqg NH3)( %N = 1 mol NH3 14N )( ) = 0. NH3 NEUTRALIZADOS 33 cm3 H2 SO4 0. assim: nEqg H2SO4 = (33 cm3)( 0.1 N de H2SO4 significa que: 1 litro de solução = 1000 cm3 = 0.0033 eqg NH3 (0.9045 = 0.8682 + 126. Um composto quartenário contém: C−18.1175 234. que recolhido e neutralizado por 33 cm3 de solução 0.7727 IFES Pág.02275 Que divididos por 0.1175g de AgI. Qual a sua fórmula empírica? mm (AgI) = 107.18300/0.51% .02275) ≅ 8 (0.

01 nC nH nI nO = = = 1.515 1.3731g de BaSO4.17% Cálculo da formula empírica: 12 nC 1nH 127nI 16nO = = = 18.51 0.505 0.84% Na dosagem de enxofre 0.69%. Qual a sua fórmula empírica? mm (BaSO4) = 137+32+4×16 = 233g 32g S = 0.51 0.14 18.3731g de BaSO4 0.505 1.0635g %I = Logo.505 nC nH nI nO = = = 3 3 1 2 Portanto a fórmula molecular é: C3H3IO2 16.14 16.18 + 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mI = 0.51 127 12 16 1 nC nH nI nO = = = 1.18 16.51 64.14) = 16.14+64.333g deste composto quando tratados por BaSO4 produzem 0.14% 0. %O = 100 – ( 18.51+64. Um composto orgânico contém: C−57. calculamos o percentual de enxofre e oxigênio: 0. H−3.505 0.505 0.01 1.17 1. 102 .505 0.099 IFES Pág.0512g 233g BaSO4 Com esta informação.18 1.515 1.0635 ×100 = 64.17 nC nH nI nO = = = 64.

84 57.38 16 1 12 32 nH nC nS nO = = = 3. C10H8SO3 17.38 23.84 4.69 15. aproximando: nH nC nS nO = = = 8 10 1 3 Ou. contem 62. Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando o produto obtido.480625 nH nC nS nO = = = 7.00 Ou.8075 0.84 4.09% de H.480625 0.8075 0.480625 1.00% de C e 10. teremos 2 compostos A e B.84 57.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO %S = 0. uma cetona.84 57.443125 nH nC nS nO = = = 3.69 15.98 10.09 nH nC nS nO = = = 23.61% IFES Pág.38% de S 0. O composto B.69+3.38+57.480625 0.6% de C e 9.443125 0.333 Para o oxigênio: %O = 100 – (15.40% de H.00 3.480625 0. O composto A tem 54. mH mC mS mO = = = 3.84) = 23. 103 .09 3.00 1.480625 1. Qual é o alceno original e qual sua estrutura? Temos: Composto A: C−54.09% de O Assim.0512 ×100= 15.69 15.38 23.09 1×nH 12×nC 32×nS 16×nO = = = 3.

55 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H−9. C2H4O Fig.3 54.3 nH nC nO = = 9.61 36.61+9.09)) = 36.55 2.00+10.09 36.3% Composto B: C−62.27 2. 104 . têm-se: IFES Pág.09 54.09 2.61 36. para o produto A têm-se: mH mC mO = = 9.09 54.27 nH nC nO = = 4 2 1 Ou.40% O−(100-(62.3 1×nH 12×nC 16×nO = = 9.00% H−10.61 1 16 12 nH nC nO = = 9.27 nH nC nO = = 9.09 4.27 2.27 4.09% O−(100-(54. 56 Para o composto B.40)) = 27.6% Assim.

40 62.6 1 12 16 nH nC nO = = 10.40 5. 105 IFES . Fig.40 1.73 1.17 1.73 nH nC nO = = 10.17 1.73 1.99 1.73 5. o alceno original é: C6H12 Pág.01 2.00 27.6 nH nC nO = = 10.00 Ou . 57 Portanto.40 62.00 27.40 62.6 1×nH 12×nC 16×nO = = 10.00 27.73 nH nC nO = = 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH mC mO = = 10.

mC mI mH = = 37.19 6.65 nC nI nH = = 0.442 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.442 nC nI nH = = 7 1 15 Portanto.16+56.442 6.16 56.16 56.65 12×nC 127×nI 1×nH = = 37.442 3.16 56.442 0.097 0.65 nC nI nH = = 37.65 0. A análise elementar de um composto (iodeto de alcoila) forneceu a seguinte composição: C−37.19) = 6.19 6.097 6.65% de H Assim.19 6. a resposta é C7H15I IFES Pág. 106 .65 12 127 1 nC nI nH = = 3.19% Qual a sua fórmula empírica? %I = 100 – (37. 58 18.16% I−56.

59 19. Quais são as fórmulas empíricas e moleculares da nicotina.236 1. H = 1. Dados Massas atômicas: C = 12.3 12×nC 1×nH 12×nC = = 73.5% de carbono.6 6. N = 14 mC mH mN = = 73.125 8.6% de hidrogênio e 17.956 6.956 6.5 8.6 17.125 1. Sabe-se que este composto contém dois átomos de nitrogênio por molécula.5 8.958 1 nC nH nC = = 4.3 nC nH nC = = 8.5 1 14 12 nC nH nC = = 6.6 1. 8.236 nC nH nC = = 1.958 1 ≅7 ≅5 Fórmula mínima: C5 H7N e Fórmula molecular: C10H14N2.6 17.3 73.6 17.236 nC nH nC = = 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.236 8. A nicotina contém 73. Segue as possíveis fórmulas planas: IFES Pág.236 1.3% de nitrogênio. 107 .

que apresenta a seguinte composição percentual: 80% de carbono. Uma dessas substâncias é a benzedrina.37 100 12×nC 1×nH 14×nN 135g = = = = 1. 9.1931 ≅ 13 1 10. Sabendo-se que a sua massa molar é 135 g/mol.37% de nitrogênio.37 100 nC = nH = nH = 80×1.37 = 13.37 80 + 9. IFES Pág.63×1.63 10. A sua fórmula molecular é: C9H13N (Figura61).63% de hidrogênio e 10.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 20.1 ≅ 9 12 9. calcule a sua fórmula molecular.37 12×nC 1×nH 14×nN mm(benzidrina) = = = 80 9. 12×nC 1×nH 14×nN 12×nC + 12×nN +14×nN = = = 80 9.63 10.37×1.63 +10.37 = 1. 108 .37 = 9.63 10. Anfetaminas são aminas utilizadas como estimulantes e vulgarmente conhecidas por "bolinhas". 60: Isômeros.35 80 9.014 ≅ 1 14 Assim.

3 14 12 1 16 2.3% 17.000 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.2 36.514 1.6% Calcule a sua fórmula molecular.033 6.514 1. A Asparagina é um dos aminoácidos codificados pelo código genético.514 1.1% N (nitrogênio) 21.269 mC mH mN mO = = = 3.499 2. vem: mC mH mN mO = = = 4 8 2 3 Portanto.3 12×nC 1×nH 14×nN 16×nO = = = 36.514 1.4 6. um dos componentes das proteínas dos seres vivos.1% 47.269 ≅3.2% 11.8% O(oxigênio) 36. mC mH mN mO = = = 36.5% H (hidrogênio) 6. 100 2. portanto.033 ≅6.100 ≅1.514 mC mH mN mO = = = 3.033 6. IFES Pág.269 1. Apresenta a seguinte composição elementar: Tabela 15: Composição Elementar. 109 .514 1.4% 23.1 36.4 6.029 1. Elemento Fração de massa Fração atômica C (carbono) 36.2 36.100 1. sendo.2 36.4 6. 61. C4H8N2O3 (Figura 62).514 2. 21.3 nC nH nN nO = = = 21.1 21.1 21.003 Multiplicando o denominador por 2.

002 g de CO2 IFES 1 mol CO2 44.0281 moles O n O 0.949 g do óxido contêm:  2. n(U) = (2.0105 moles de U 1 moles de U 1 mol U n O 3. por consequência. H e O. Uma amostra de 1. na amostra original.819g C 1 mol C Pág. Se o composto original contiver somente C. O óxido resultante pesou 2.500g U) n O = 0.500 g de urânio foi aquecida ao ar. Determine a fórmula empírica do óxido. 23.(2. Assim: 3. a fórmula empírica é U3O8.0105 = = = n(U) 0. 62 22.0095 g 1 mol C 1mol CO2 12g = 0. 110 .0281 moles O 2.676 moles O 0.0105 moles de U 238.002g de CO2 e 1.640g de H2O.449 g de O (obtido subtraindo a massa inicial da massa final).0289g 1mol O = 0.676) moles O 8.500 g de U e  0.367g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3.449 g O 1 mol U = 0. qual será sua forma empírica? E necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Uma amostra de 2. 2.0281 moles O 16 g 0.02 mols de O = = n(U) 3(1 mol) U 3 moles de U Por consequência.949 g.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.364 0. Uma fita de cobre eletroliticamente puro pesando 3.0153 g 2 moles H 1mol H2O 1.800g IFES Pág.367 – 0. Qual é a composição percentual deste óxido? Peso total do óxido preto = 3.0228 n(C) n(H) n(O) = = 0.184 = 0.184 g H 1 mol H m(O) = m(composto) – m(C) – m(H) = 1.978g de um óxido prelo.068 0.178g é fortemente aquecida em um fluxo de oxigênio até que todo o cobre tenha sido convertido em 3. 111 .000 Portanto.00794 n(C) n(H) n(O) = = 0.183 0.068 0. 63 24.978g Peso do cobre no óxido = 3.819 – 0.364 g O Assim.819 0.183 0.0228 0. Fig.9994 12.0228 0.178g Peso do oxigênio no óxido = 0.0228 n(C) n(H) n(O) = = 2.98 8.640g de H2O 1mol H2O 18.184 15. a fórmula empírica é C3H8O.0228 0. teremos: n(C) n(H) n(O) = = 0.026 1.0107 1.00794 g = 0.

3731 g de BaSO4.09% de hidrogênio. Quando X é nitrado pela mistura sulfonítrica transformasse em Y que reduzido pelo hidrogênio proveniente da reação de 840 g de ferro metálico com excesso de HCl diluído.84%. Qual a sua fórmula empírica? 2) Um composto orgânico contém: C—57. A sua densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29.178g 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fração de Cu = Fração de O = peso do cobre no óxido peso total do óxido peso total do óxido = 3.69%. H—3. A tem 54.9% = 21.51%. verificou-se que 0. 1) Um composto orgânico quaternário contém: C—18. O seu peso molecular é 78.333 g deste composto quando tratados pelo BaCl2 produzem 0. Pergunta-se: a) qual a fórmula e o nome de Z% b) com os dados do problema dar a massa obtida de Z. N—23. pelo processo de Carius. Qual a fórmula molecular e o nome de A? 5) A análise elementar de um hidrocarboneto X forneceu o seguinte resultado: C—92.978g 0.01%. H—15. A reage com o anidrido acético e com o cloreto de benzeno sulfonila.7 Exercícios Propostos.9% = 0. 0. Na dosagem do iodo. Qual é o alceno original e qual a sua estrutura? 4) Um composto orgânico A contém: C—61.5.40% de hidrogênio. 100% −79.978g = 0.18%. produzem 0.1175 g de AgI. Qual a sua fórmula empírica? 3) Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando-se o produto obtido.61% de carbono e 9.73%. B é uma cetona e contém 62.211 ou 21.00% de carbono e 10. IFES Pág. admitindo-se que o rendimento das reações seja de 60%. obtemos dois compostos A e B.800g 3.099 g deste composto quando tratados pelo AgNO3. Com o HNO2 dá um álcool que oxidado fornece acetona.1% 4.1% peso do oxigênio no óxido = Realmente.25%. 112 .31% e H—7. origina um composto Z.69%.799 ou 79. Na dosagem do enxofre. H—1.

O seu peso molecular é 294. O seu peso molecular é 158.74% e Cl—48. Qual é a sua fórmula empírica? Sabendo-se que o PM da frutose é de 180. Qual a sua fórmula? 10) A análise elementar de um composto X.82%.7% de H e 53.18% H.1 % de O e 11. 0—40. O seu PM é de 89 ± 3.3 % de O. Na—42. Qual é sua FM? 16) Qual a fórmula de um sal hidratado que contém: Fe -11.83%? IFES Pág. 0—39.6 % de N. H—13. Determinar a sua fórmula e qual o seu nome? 15) Um composto dá uma análise elementar de 54. Qual a sua fórmula molecular? 12) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Mn— 34. 6. Qual a sua fórmula molecular? 14) Um composto mineral contém: Cr2O3—64%. S04—39.73%.33%.75%. O seu peso molecular é 161. 66. mas não reduz o reagente de Fehling. C fornece uma oxima e um composto com o bissulfito de sódio.62%.79%.25%. FeO—36%.51% C.02%. Quais são suas fórmula empírica e fórmula molecular? 11) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Cr— 35. S—19. K—26. 2.0—44. H— 15. NH4—3. 11.31% S.53% e 0—38.01%.2 qual é a sua fórmula molecular? 9) Um composto mineral contém: Zn—40.0% de C. Qual a fórmula e o nome de A? 8) Frutose tem 40.5% de H.024%.902%. H—2. 113 .73%.87%.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6) O nitrato de peroxiacetila (NPA) tem a seguinte composição percentual em massa: 19.73%. de massa molecular 147g.37%. Qual a sua fórmula molecular? 13) Um composto mineral possui: P—18.09%. 36.00%.073%. O seu peso molecular é 164.37%. Quando A é tratado com o HNO2 produz um álcool B contendo: C—60. dá: C— 49.48% e K—24.24%.8% de C. Qual é a sua fórmula empírica? 7) Uma substância básica A contém: C—61. Por oxidação incompleta B transforma-se em C cuja densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29. e 9. N—23. 0—39.

Por exemplo. pois há quatro átomos de hidrogênio e dois átomos de oxigênio em cada lado. já que todo múltiplo inteiro positivo de uma equação balanceada será também uma equação balanceada. para a reação na qual os gases hidrogênio (H2) e oxigênio (O2) se combinam para formar água (H2O). 114 . usualmente procuramos a equação balanceada mais simples para uma reação. que nunca haverá uma única equação balanceada para uma reação. IFES Pág. os totais de massa dos reagentes deverão ser iguais ao total de massa dos produtos.1 Balanceamento de Equações Químicas. uma vez que os átomos apenas se combinam para formar novas moléculas (não são criados nem destruídos na reação química balanceada).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VI 6. Observe que a equação é balanceada. Uma equação química deve ser balanceada de acordo com a Lei da Conservação da Matéria. Uma equação química balanceada é uma equação algébrica que dá o número relativo de reagentes e produtos na reação e tem o mesmo número de átomos de cada tipo dos lados esquerdo e direito. Note. Então. Por exemplo: 6H2 + 3O2 → 6H2O é também balanceada. que profere que a matéria não pode ser criada nem destruída durante a transformação química que ocorre em uma reação química. ou o número de átomos de cada elemento nos reagentes é igual ao número de átomos de cada elemento dos produtos. uma equação química balanceada é: 2 H2 + O2 → H2O Indica que duas moléculas de hidrogênio se combinam com uma molécula de oxigênio para formar duas moléculas de água. Assim. ainda.

Exemplo 1: A combustão de amônia (NH3) em oxigênio produz nitrogênio (N2) e água.x2 + . obtemos o seguinte sistema de equações: Nitrogênio: Hidrogênio: Oxigênio: w = 2y 3w = 2z 2x = z Reescrevendo essas equações na forma padrão teremos um sistema homogêneo de três equações lineares em quatro variáveis. + ann. x.. 115 IFES .xn = bn Pág.z = 0 Reduziremos a matriz completa correspondente pelo método de eliminação de Gauss-Jordan.2z = 0 0 + 2x + 0 .x1 + a22 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Embora o método de ―tentativa e erro‖ freqüentemente funcione em exemplos simples.x2 + . .. w + 0 .x1 + a12 . . estaremos procurando uma equação da forma: w NH3 + x O2 → y N2 + j H2O Comparando os números de átomos de nitrogênio. an1 .x1 + an2 .. . Dado um sistema linear qualquer da forma: a11 . hidrogênio e oxigênio nos reagentes e nos produtos. . o processo de balanceamento de equações químicas na verdade envolve a resolução de um sistema de equações lineares homogêneo.x2 + . Solução: Se denotarmos os números de moléculas de amônia. nitrogênio e água por w.2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 . + a2n. + a1n.. . oxigênio. . y e z.xn = b1 a21 . .xn = b2 . respectivamente.

x = 1/2z e y = 1/3z. 1/2 e 1/3 (isto é. 2. usando mi1 na i-ésima equação. Assim. y = 2 e z = 6. considerar a 1. w = 2/3z.ª linha. zerar todos os coeficientes da 1a coluna abaixo da a11.(ai1 / a11) . Isto também não altera a solução do sistema.ª . O menor valor positivo de z que fornecerá valores inteiros para todas as quatro variáveis é o menor denominador comum das frações 2/3. e colocar o resultado na 2.ª linha como base para a eliminação. repetir para as equações abaixo.  vamos somar à 2. zerar todos os coeficientes abaixo da diagonal principal. multiplicada pelo coeficiente m21.  repetir o passo anterior com as demais equações. 116 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os passos a executar são: 1.  calcular o elemento m12 = − (a'i2/ a'22).z = 0 1 3 0 0 0 2 -2 0 0 0 -2 -1 0 0 → 0 1 0 0 0 1 0 0 -2 3 0 0 0 0 -1 2 1 -1 3 Logo. 6). a equação química balanceada é: 4 NH3 + 3 O2 → 2 N2 + 6 H2O IFES Pág. 3.ª equação a 1.2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 . que fornece w = 4. Voltemos ao exemplo: w + 0 .2z = 0 0 + 2x + 0 . 1≤ i ≤ n. para isso faz-se:  calcular o elemento mi1 = . x = 3.

provocando a redução da outra espécie química. o aceitante de elétrons. oxidação e redução acontecem concomitantemente. as duas meias reações (oxidação/redução) se combinam para dar uma dupla redox (oxi-redução): Meia reação de redução: Aox + n e. portanto. Redutor é a espécie química que cede elétrons. Inversamente. A redução ocorre quando um reagente ganha elétrons e vai para um estado de oxidação mais negativo. o doador de elétrons. Uma reação de oxidação/redução é.→ 2O3 -2 IFES Pág. portanto. Portanto. isto é. Oxidante é a espécie química que. portanto. uma reação em que ocorre transferência de elétrons. isto é.2 Balanceamento de reações de óxido-redução. pois na transferência de elétrons: um perde e outro ganha. Assim. É. capta elétrons.→ Ared Meia reação de oxidação: Bred → Box + n eReação de oxi-redução: Aox + Bred ←→ Ared + Box Exemplo: redução 4 Fe + 3 O2 → 2 Fe2O3 Oxidação Fe0 → Fe2 +3 + 3e∑ 0 O2 + 2e. um reagente perde elétrons e vai para um estado de oxidação mais positivo. é reduzida. é oxidada. durante a oxidação.→ O3 -2 Ou. provocando a oxidação da outra espécie. É. numa reação química.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6. 117 . 2Fe0 → 2Fe2 +3 + 6e∑ 0 3O2 + 6e.

6.  Se a reação se der em meio básico acertam-se as semi-equações do mesmo modo que no ponto anterior. 6. elétrons está oxidado relativamente ao seu estado elementar. deve-se nesta etapa multiplicar as semi-equações por um fator multiplicativo que torne este número igual. o número de átomos que sofrem a reação redox. em cada equação. e  os elementos que variam o nox quase sempre mudam a posição. soma-se igual número de íons HO. É feito sistematicamente como se segue: 1. 7. ou parcialmente. Examinar nos membros da equação química os elementos que variam a valência. Escrever as equações das semi-reações que correspondem à oxidação e à redução do equilíbrio redox em estudo. Por intermédio das equações parciais. De seguida. No lado da semi-equação onde estão presentes os íons H+ estes se combinam com os íons HOformando moléculas de água.3 Acerto de coeficientes das reações de redox. ajusta-se por simples tentativa. 2. 5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6. Acertar. acertar as cargas das semiequações de modo aos dois membros possuírem a mesma carga. deixando o oxigênio sempre por último.a cada membro da equação. tendo o cuidado de representar corretamente as espécies oxidadas e reduzidas. IFES Pág. lembrando que:  o elemento no estado livre (sem se combinar) possui valência zero. Por forma a que sejam trocados o mesmo número de elétrons nas semireações. 3. Identificar o meio em que a reação ocorre:  Se o meio onde a reação ocorre é ácido nas semi-equações deve-se acertar os átomos de oxigênio com moléculas de água e de seguida os átomos de hidrogênio com íons H+.  Um átomo que perde total. tantos quantos os íons de H+ existentes. 4. 118 .4 Estado de oxidação. Com o número de elétrons conveniente.

tendo em conta que o meio onde a reação ocorre é ácido.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Um átomo que ganha elétrons está reduzido em relação ao mesmo estado elementar. Ajustar as equações por oxi-redução. vem: Semi-reação de redução: MnO4. depois de ter multiplicado cada uma delas por um número apropriado de modo a que o número de elétrons seja o mesmo no processo de oxidação e no processo de redução. Os elementos que alteram o seu estado de oxidação são: o Mn (Mn+4 / Mn+2) e o S (S+4 / S+6).  Número de oxidação de um elemento. neste passo.5 Exercícios Resolvidos.+ 2e. 6. 1) Considerando a reação de oxidação-redução em meio ácido. num dado estado. acertam-se os hidrogênios adicionando H+: i.→ SO42. é a carga que um átomo desse elemento adquire se os elétrons.→ SO42-+ 2eNota-se que há um balanço eletrônico. aparecer em vários estados de oxidação referenciados pelo chamado número de oxidação. não há acertos a fazer às equações. 119 .→ Mn2+ Semi-reação de oxidação: SO32.  Obtém-se a equação total somando-se as duas semi – equações.+ MnO4.+ Mn2+. forem atribuídos aos átomos mais eletronegativos. assim.  Um dado átomo pode. Logo. Assim: Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução. em cada ligação. Semi-reação de redução: IFES Pág. acerte a equação: SO32. Acerta-se o oxigênio somando moléculas de água no lado da equação onde houver falta de oxigênios e.

+ H2O → SO42.+ H2O → SO42.+ 2Mn2+ + 3H2O 2) KMnO4 + H2C2O4 + H2SO4 → CO2 + MnSO4 + K2SO4 + H2O IFES Pág. através da soma das duas equações.+ 2H+ Procede-se ao acerto das cargas das semi-reações.+ H2O → SO42Acerto dos átomos de hidrogênio: SO32.→ Mn2+ + 4H2O) × 2 ii. obtém-se a equação global: 5SO32. 120 . Semi-reação de oxidação: SO32.+ 2H+ + 2e-) × 5 Por fim.+ 8H+ + 5e.+ H2O → SO42.+ 6H+ → 5SO42.+ 2H+ + 2eEncontrando um fator multiplicativo de forma a que ambas as equações envolvam o mesmo número de elétrons. adicionando elétrons onde houver excesso de cargas positivas: i.+ 2MnO4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Acerto dos átomos de oxigênio: MnO4. Semi-reação de oxidação: Acerto dos átomos de oxigênio: SO32.+ 8H+ + 5e.→ Mn2+ + 4H2O Acerto dos átomos de hidrogênio: MnO4. Semi-reação de oxidação: (SO32.→ Mn2+ + 4H2O ii. Semi-reação de redução: (MnO4. vem: i.+ 8H+ → Mn2+ + 4H2O ii. Semi-reação de redução: MnO4.

2 KMnO4 + 5 H2C2O4 + 3 H2SO4 → 10 CO2 + 2 MnSO4 + 1 K2SO4 + 8 H2O 3) Balancear a reação entre e MnO4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Temos: Mn+7 / Mn+2 e C+3 / C+4.→ Mn2+ IFES Pág. temos: Mn+7 → Mn+2 S+4 → S+6 Assim. O redutor H2SO3 é oxidado a SO42-: Oxidação: H2SO3 → SO42- O oxidante MnO4. Logo. Reconhecendo quais as espécies sofrem oxidação e redução. para dar H2SO4 e Mn2+. são: Mn+7 → Mn+2 + 5e (Semi – equação de redução) 0 +4 C2 + 2e →2C (Semi – equação de oxidação) Fazendo-se o acerto de coeficientes das reações. 121 . vem: 2 MnO4-(aq) + 5 C2O4-2(aq) +16 H+(aq) → 2 Mn+2(aq) + 10 CO2(g) + 8 H2O(l) Portanto. a equação global de oxidaçãoredução (redox) fica: 2Mn+7 → 2Mn+2+ 10 e 0 5C2 + 10 e →10C+4 2 Mn+7+5C2 → 2Mn+2+10C+4 Por tentativa.e H2SO3 em meio ácido. as equações que traduzem a reação de oxidação e redução.é reduzido a Mn2+: Redução: MnO4.

Nestes casos. respectivamente. deve estar na forma de OH. têm-se: 5H2SO3 + 5H2O  5SO42. obtêm-se: 5 H2SO3 + 2 MnO4.multiplicando por 5 e por 2. 5 SO42.+ 4H+ MnO4.em ambos os lados. vem: H2SO3 + H2O  SO42.6 Balanceamento em meio alcalino.+ 8H+  Mn2+ + 4H2O Acrescentando um número de elétrons idêntico ao excesso de cargas positivas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Balanceando-se o número de átomos de hidrogênio e oxigênio nos dois lados utilizando H+ e H2O.+ 8H+ + 5e.+ 20H+ + 10e2MnO4. Hidrogênio. Mn2+ + 4H2O Igualando o número de e. Muitas vezes precisamos escrever equações balanceadas para reações redox que acontecem em meio básico. têm-se: H2SO3 + H2O  SO42. nessas equações. é eliminar os H+ que aparecem nas semi-reações ―neutralizando-os‖ mediante o acréscimo de um número igual de OH.+ 4H+ + 2eMnO4. não podemos ter H+ na equação final − sua concentração em meio alcalino é muito baixa (menor que 1×10-7 M). 122 .ou H2O. 2Mn2+ + 8H2O Adicionando-se as duas equações. Uma forma simples de conseguir isto.+ 16H+ + 10e. Vejamos: IFES Pág.+ 2 Mn2+ + 4 H+ + 3 H2O 6.

e Cr(OH)4-.em solução alcalina para formar CNO.em ambos os lado (lembrando que: H+ + OH. vem: IFES Pág.reage com CrO42. vem: + 3CN.+ 2Cr(OH)-4 + 2OH5) Faça o balanceamento da equação da reação do tiossulfato (S3O3-2) com o íon bicromato (Cr2O7-2) em solução S3O3-2 + Cr2O7-2 ↔ SO4-2 + Cr+3 Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução.+ Cr(OH)4Balanceando o O.+ H2O CrO42.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4) Consideremos a reação na qual CN. vem: CN. CNO. H2O).+ 6OH. CNO.+ 4H2O  Cr(OH)-4 + 4OHFazendo o balanceamento das cargas: CN.+ 2H+ CrO42.+ CrO42. balanceiam-se os elétrons.+ 2OH. 2Cr(OH)-4 + 8OH3CN.+ 5H2O  3CNO. Cr(OH)-4 + 4OHMultiplicando a primeira equação por 3 e a segundo por 2. CN. somando ambas. têm-se: CN.+ 2CrO42. CNO. Em seguida.+ H2O  CNOCrO42. 3CNO. têm-se: CN. 123 .+ 3H2O + 6e2CrO42.+ 8H2O + 6e.+ H2O + 2eCrO42.+ 2OH.+ 4H2O + 3e. Cr(OH)4 Balanceando o H.+ H2O  CNO.+ 4H+  Cr(OH)-4 Neutralizando os H+ acrescentando OH.

vem: S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 Balanceando os átomos de oxigênio.→ 2Cr+3 + 7H2O) Ou. utilizando o H+: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H+ Cr2O7-2 + 14H+ → 2Cr+3 + 7 H2O Finalmente. utilizando H2O 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 + 7 H2O e o hidrogênio. balanceando as cargas por meio de elétrons. permitindo uma simplificação. vem: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8eCr2O7-2 + 14H+ + 6e. + 15H2O + 3S2O3-2 → 6SO4-2 + 30H++ 24e4Cr2O7-2 + 56H+ + 24e. Assim. 3×(5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8e-) 4×(Cr2O7-2 + 14H+ + 6e.→ 2Cr+3 + 7 H2O Mas. 124 .→ 8Cr+3 + 28H2O 15H2O + 56H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → +28H2O 8Cr+3 + 6SO4-2 + 30H+ A água e o H+ aparecem nos dois membros.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S2O3-2 → SO4-2 Cr2O7-2 → Cr+3 Balanceando os átomos de S e Cr. portanto. precisamos tomar 3 vezes a simi-equação de redução e 4 vezes a de oxidação para equilibrarmos as cargas elétricas. IFES Pág.

→ MnO2 + I2 3) C (s) + O2 (g) → CO2 (g) + CO (g) 4) MnO-4 (aq) + Fe+2 (aq) → Mn+2 (aq) + Fe+3 (aq) 5) ClO-3 (aq) + I2 (aq) → IO3-2 (aq) + Cl6) I2(aq) + 2S2O32 (aq) 2I (aq) + S4O62 (aq) 7) AsO33 (aq) + Br2(aq)  AsO43 (aq) + 2Br (aq) 8) SO32 (aq) + Cr2O72 (aq)  3 SO42 (aq) + 2Cr3+ (aq) 9) H2S (aq) + Cr2O7-2 (aq) → Cr+3 (aq) +S(s) Faça o acerto de equações redox (em meio alcalino) abaixo: 10) AsO33 (aq) + Br2 (aq) +2OH(aq)  AsO43 (aq) + Br (aq) 11) MnO4 (aq) + NO2 (aq)  MnO42 (aq) + NO3 (aq) IFES Pág. 125 .7 Exercícios de Fixação e Aprendizagem. Faça o acerto de equações redox (em meio ácido) abaixo: 1) Fe2+ + Cr2O72.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 26H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → 8Cr+3 + 6SO4-2 + 13H2O 6.+ I.→ Fe3+ + Cr3+ 2) MnO4.

originando iodo molecular (I2) e óxido de manganês (IV) (MnO2).→ Fe3+ + Mn2+ 19) Bi3+ + SnO22. 22) Acerte a seguinte equação para a reação em meio ácido: C6H6O2 + AgBr → Ag + Br-+ C6H4O2 23) H3AsO4 + Fe+2 → H3AsO3 + Fe+3 24) N2H4 + Cu(OH)2 → N2 + Cu IFES Pág. em solução básica.→ Bi + SnO3220) Acerte a seguinte reação: SbO33-+ ClO2 → ClO2-+ Sb(OH)621) Escreva a equação iônica acertada que representa a oxidação do íon iodeto (I-) pelo íon permanganato (MnO4-). 126 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 12) Al (s) + 6H2O(l)  Al(OH)4 + H2(g) 13) CrO42(aq) + 3S (s)  Cr(OH)4 (aq) + SO32(aq) 14) ClO(aq) + CrO2 (aq)  Cl (aq) + CrO42(aq) 15) MnO4 (aq) + I (aq)  MnO2 (s) + I2 (aq) 16) Cr(OH)3 (s) + Br2 (aq)  CrO42 (aq) + Br (aq) 17) ZrO(OH)2(s) + SO3 (aq)  Zr (s) + 2SO42 18) Fe2+ + MnO4.

022×1023) moléculas 2 moles 1 mol IFES Pág.022×1023). 127 . membro a membro por (6. 1I2 + 1H2 → 2HI Fig. Para uma reação hipotética. Isso resulta que os números relativos de moléculas são idênticos aos números relativos de moles.8 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas. O conceito de mol nos permite aproveitar.022×1023) moléculas + 1H2 1(6. 64 Temos: 1I2 2 moléculas + 1H2 1molécula → 2HI 2 moléculas Multiplicando. a informação quantitativa contida em uma equação química balanceada. Consideremos a seguinte equação balanceada: 2 H2 + O2 → 2 H2O Os coeficientes nos dizem que duas moléculas de H2 reagem com cada molécula de O2 para formar duas moléculas de H2O. A estequiometria refere-se às quantidades de reagentes e produtos em reações químicas.022×1023) moléculas 1 mol → 2HI 2(6. em nível microscópio. vem: 1I2 1(6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 25) MnO-4 + C2O4-2 → Mn(OH)3 + CO3-2 6.

Assim. Em outras palavras. na equação diz-se que 2 moles de H2O e 1 mol de O2 formam 2 moles de H2O.57 mols O2)( 2 moles H2O ) = 3. Os coeficientes de uma equação química balanceada podem ser interpretados como os números relativos de moléculas (ou unidades formulares) que participam na reação e também como números relativos de moles. são chamados montantes estequiometricamente equivalentes. As quantidades de 2 moles H2. Estas relações estequiométricas podem servir para obter fatores de conversão que relacionam as quantidades de reagentes e produtos de uma reação química. IFES Pág. 128 . Fatores químicos de conversão. Nesse caso: a) determinar a quantidade de reagente que está em excesso.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4.6. 1 mol O2 e 2 moles H2O. é provável que um dele esteja em excesso. o número de moles de H2O que se produz a partir de O2 se pode calcular assim: Moles de H2O = (1. A relação entre estas quantidades podem ser representadas como: 2 moles H2  1 mol O2  2 mol H2O Onde o símbolo ―‖ significa "estequiometricamente equivalente a". quando o problema fornece a quantidade de dois reagentes. Por exemplo.14 moles de H2O 1 mol O2 Como exemplo adicional. consideremos a reação: 4 FeS + 7 O2 → 2 Fe2O3 + 4 SO2 Podemos escrever os seguintes fatores de conversão química: 4 moléculas FeS 7 moléculas O2 4 moléculas FeS 2 moléculas Fe3O2 7 moléculas O2 4 moléculas SO2 etc. dado pelos coeficientes da equação.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO b) resolver o problema baseado na quantidade de reagente que participa da reação. 129 . 6. temos: NH3 + CO2 → (NH2)CO + H2O Fig. 65 E no final da reação: Fig. Observe a seguinte reação: No início da reação. 66 IFES Pág.9 Elementos Químicos Limitante.

que não são limitantes. fazendo com que a reação termine. sem que nenhum dos reagentes (nem mesmo o limitante) se esgote. 130 IFES . É importante caracterizar as reações químicas pela sua extensão. Quando os reagentes se encontram nas proporções estequiométricas. Portanto. em quantidades estequiométricas. A percentagem de excesso determina-se da seguinte forma: %E = A .EN ×100 EN Onde A é a massa existente do reagente em excesso e EN a massa desse mesmo reagente que seria estequiometricamente necessária para converter todo o reagente limitante. Neste tipo de reações atinge-se um equilíbrio dinâmico entre reagentes e produtos da reação e para a sua representação utiliza-se uma equação química com 2 setas (⇋). De acordo com a Lei de Lavoisier. No exemplo acima o reagente limitante será o NH2. Uma reação será incompleta se. Considere-se a reação anterior (de síntese de amoníaco). o reagente limitante é aquele que será consumido por completo em primeiro lugar. Os outros reagentes presentes. a reação progride só até a obtenção de uma dada quantidade de produtos. independentemente dos reagentes estarem. Quando efetuamos uma dada reação química o intuito é sempre obter o máximo possível de produto. 6. designam-se por reagentes em excesso e podem ser quantificados através da percentagem de excesso. traduzida pela seguinte equação química: Pág. a partir de azoto e hidrogênio. Nos casos em que os reagentes não estão em proporções estequiométricas. não há perda nem ganho de átomos.10 Determinação do reagente limitante. a quantidade de produto que se obtém depende de muitos fatores. o número total de átomos de cada elemento no lado esquerdo da equação (reagentes) deve ser sempre igual ao do lado direito (produtos). uma reação será completa se esgotar completamente os reagentes durante a reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Numa reação química. ou não. a reação completa-se quando se esgota o reagente limitante. no entanto.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO N2 (g) + 3 H2 (g)→ 2 NH3 (g) Considerando que se adicionam 20 moles de H2 a 4 moles de N2.0g e Ca3(PO3)4 = 310g. Uma vez que por cada mole de N2 reagem 3 moles de H2. esta depende da quantidade de N2 presente inicialmente. 3 CaCO3 (s) + 2 H2PO4 (aq) → Ca3(PO4)2 (g) + 3 CO2 (g) + 3H2O (l) Podemos calcular as massas molares das substâncias que participam da reação utilizando as unidades de massa atômica: CaCO3 = 100. o número de moles de H2 necessário para reagir com quatro moles de N2 é: 4 moles N2 3 moles N2 =12 moles H2 1 mol N2 Conclusão: Como o número de moles de H2 disponível (20 moles) é superior ao número de moles necessário para reagir com o N2 (12 moles).0g de H3PO4. 131 IFES .1g. Neste caso.0g de H3PO4 1 mol = 0. a) Quantas gramas de fosfato cálcio se produzem? b) Calcule a quantidade de moles de reagentes em excesso ao final da reação.500 mol CaCO3 100. Relativamente à quantidade de NH3 produzida. e como para cada mol de N2 se formam dois moles de NH3.357mols H3PO4 98. Exemplo 1: Uma amostra de 50. vem: Pág.0g 2o) Calculando os mols de que se produzem. se formariam (se a reação fosse completa e não ocorressem reações secundárias que consumissem alguma das espécies envolvidas) 8 moles de NH3. vem: (50g de CaCO3) 35.0g de carbonato de cálcio deve reagir com 35.1g 1 mol = 0. pode concluir-se que o H2 se apresenta em excesso e que o N2 é o reagente limitante. H3PO4 = 98. A pergunta é: qual dos reagentes é o limitante? A resposta obtém-se assim: 1o) Calculando os mols de cada reagente.

500 moles Ca3(PO4)2 (0.167 mols Ca3(PO4)2 3 mols CaCO3 1 mol Ca3(PO4)2 = 0. 3 CaCO3 (s) Início: 0. Assim. o CaCO3 é o reagente limitante (o 0.500 mol CaCO3) (0.167 mols 0.357g mol de H3PO4 presente no princípio da reação menos a quantidade que se consume durante a reação.500 → 1 Ca3(PO4)2 (g) 0 mol + 3 H2O (l) 0 mols Reagem: 0.500 mols + 2 H2PO4 (aq) 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.024 mols 0.167 mols Ca3(PO4)2 310g = 51. Assim.0g = 2.357g H3PO4) 1 mol Ca3(PO4)2 = 0.352g H3PO4 mol H3PO4 De fato.167 mols em comparação com 0.8g de Ca3(PO4)2 1 mol Ca3(PO4)2 A quantidade de H3PO4 em excesso é igual 0.500 2 mols 3 0.500 mols 1 mols 0.500 mols Equilíbrio: 0 mols Outro exemplo: 2 H2 + 1 O2 → 2 H2O IFES Pág.024 moles 98.357 mols 0.357 moles – 0. neste exemplo.178 mols Ca3(PO4)2 2 mols O reagente limitante é aquele que nos fornece a menor quantidade de moles de produto. a quantidade em gramas de Ca3(PO4)2 que se produziria: 0.500 mols 3 0.024 moles H3PO4) 2 mol H3PO4 3 mol Ca3(PO4)2 = 0.178 mols) e o H3PO4 excesso. Portanto.167 mols 0. 132 . a quantidade que se consome é: 0.333 mols 0.

e assim sucessivamente. seja o exemplo básico. fundamental: 2A +3B → 1C +6D 2 moléculas 3 moléculas 2 moles x moles 3 moles y moles 1 molécula 6 moléculas 1 mol z moles 6 moles t moles Em conseqüência da Lei de Proust. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H2 (g) Início: 2 moléculas + 1 O2 (g) 1 molécula → 2 H2O (l) 2 moléculas 2 × 6×1023 moléculas 2 moles H2 O 2 moles H2O 36 g de H2 O 2 × 6×1023 1 × 6×1023 moléculas Reagem: moléculas 2 moles H2 1 mol O2 2 moles H2 4 g de H 1 mol O2 32 g de O2 Assim. teremos: x y z t = = = 2 3 1 6 Assim sendo. 4 A + 6 B → 2 C + 12 D 6 A + 9 B → 3 C + 18 D 10 A + 15 B → 5 C + 30 D. Portanto. 133 .

Ca = 40.V R. que os números de moles (n) podem ser calculados de diversas maneiras: 1.T gás CNTP condições diferentes das normais número de moléculas. átomos ou íons 6.021 g IFES Pág.9994g/mol. Calcule também a massa de H2O formada na reação. (Dados: H = 1. O = 15.30 g Ca3 (PO4)2 1 mol = 0. c) relacionando as massas das substâncias.040 moles 230. 023×1023 6. Lembrando.00794 g/mol.ª) n= n= n= n= massa mol V 22. 1) Calcule as massas de H2PO4 e Ca(OH)2 necessárias à obtenção de 9.ª) 2. 134 . etc. Ao acharmos os coeficientes estequiométricos poderemos interpretar a reação de vários modos: a) relacionando os números de mols.4 l P. P = 30.11 Exercícios Resolvidos.ª) 4.97376 g/mol. podemos calcular o número de moles dos outros participantes por proporção dos respectivos coeficientes.021g/mol 9.ª) 3. b) relacionando os números de moléculas.078 g/mol) Ca(PO4)2 = 230.30g de Ca3(PO4)2. ainda.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Conhecido o número de moléculas de um dos componentes de uma reação.

Temos: (1.0221415×1023 + 2 NO 2 moles 2 moles 3 2 (0.040 moles 0.83 g 1 mol 74.2 moles Cu 6. + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 8 moles 3 moles 8 1 mol moles 3 8 (0.040 moles 3×0.2×1023 átomos de cobre reagem completamente com ácido nítrico.324 g 1 mol 2) 1. b) o número de moles de NO formado (a CNTP) e c) o número de moléculas de H2O formada.2 moles De fato.08 moles 0. 135 .199 ≅ 0.12 moles Ca(OH)2) ( (0.2×1023 átomos Cu) 1 mol = 0.0153 g ) = 4.08 moles H3PO4) ( 97.24 moles Portanto.2) moles 3 0.040 moles 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H3PO4 + 3 Ca(OH)2 → Ca3(PO4)2 + 6 H2 O 2 moléculas 3 moléculas 1 molécula 6 moléculas 2 moles 3 moles 1 mol 6 moles 2×0. (0.24 moles H2O) ( 18.9952 g ) = 7.040 moles 6×0.093 g ) = 8.2) moles 3 0.267 3 Cu 3 moles 1 mol 0.30 g 1 mol (1.12 moles 0.2) moles 0. segundo a reação: 3 Cu + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 + 2 NO + 4 H2O Calcule: a) a massa de HNO3 consumida na reação.133 + 4 H2 O 4 moles 4 moles 3 4 (0.2 moles 3 0.53 n ( Cu ) n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) = = = = 3 8 3 2 4 IFES Pág.

08 g H2O 1 mol = 0.0667×4 = 0.19 g de cloreto de cálcio hidratado por aquecimento fornecem 1.11g CaCl2 1 mol = 0. CaCl2.267 moles 6. n ( HNO3 ) = 0.51g Cu(NO3)2 1 mol n ( NO ) = 0.08 g 1.133 moles NO) 30.0221415×1023 moléculas (0.534 moles (0.99 litros NO 1 mol n ( H2O )= 0.0667×3 = 0.0599 moles 18.2 = = = = = 0.11g de cloreto de cálcio anidro.98 g m (H2O) = 2. Calcule o número de moléculas de H2O de cristalização do cloreto de cálcio.990 ≅4 g NO 1 mol 22.0100 moles 110.11g = 1.4 litros = 2.0153 g n ( CaCl2.2 moles (0. x H2O) n ( H2O) n ( CaCl2 ) = = 1 x 1 IFES Pág.0667×2 = 0.0667 8 3 2 4 3 Portanto.0061 g = 3.608×1023 moléculas H2O 1 mol 3) 2.133 moles (0.267 moles H2O) = 1.0667×8 = 0.2 moles) 187. x H2O → 1 CaCl2 + x H2O 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) o.0128 g = 33.534 moles HNO3) 63.19 g − 1. 136 .133 moles NO) (0.65 g HNO3 1 mol n ( Cu(NO3)2 ) = 0.556 g = 37.

3 moles 0.0599 1 CaCl2 1 mol CaCl2.0599 = = 0.05 moles 6×0.1 g de Al2(SO4)3.01 mol CuSO4 159.7117 g 1 mol 78.0100 moles 0.05 moles 0.1 g Al2(SO4)3 1 mol ≅ 0. x H2O) 0. 17.15 g 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 6 H2 O 3 moles 2 moles 1 mol 6 moles 0. Dê a fórmula do sulfato de cobre II hidratado.0036 g = 7.0100 1 x x= 0.61 g .80036 g 1 mol 5) 2.1 moles 0.15 moles H2SO4 0.05 moles 342.0100 1 x n ( CaCl2.078 g = 14. IFES Pág.05 moles 2×0.05 moles 0. x H2O → 1mol 0.6 H2O 4) Calcule as massas de H2SO4 e Al(OH)3 necessários à obtenção de 17. CaCl2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( CaCl2.0100 moles x×0.1 moles Al(OH)3 98.15 moles 0.0599 ≅ 6 moles 0. 1 mol 1. .05 moles 3×0.59 g de sulfato de cobre II.4 g de sulfate de cobre II hidratado fornecem por aquecimento 1.0100 moles Portanto.0100 + x H2 O x moles 0.59 g CuSO4 = 0. x H2O) n ( H2O) = = 0. 137 .

81g H2 O = 0.233 g 0.1. 1 mol 2.81g 1 mol 0.334 g BaSO4 1 mol . x H2O + BaCl2 → + 2 NaCl + x H2O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles x moles 1×0. 208.443 g 0.169 g NaCl 1 mol .01 Logo. . 233.01×x mol 0.39 g /mol. x H2O → CuSO4 + x H2 O 1 mol 1 mol x moles 0.0153 g CuSO4. o sal procurado é: CuSO4. vem: .01 mol 0.01 mol 0. 5 H2O. BaSO4 Na2SO4.02 moles NaCl ≅ 1. .59 = 0.39 g 0. 6) 3.4 .33g BaSO4 ≅ 0.01 moles BaSO4 ≅ 2.02 mol x×0.22g de Na2SO4 hidratado reagindo com o cloreto de bário em solução aquosa fornecem 2.01 mol 0.33g de precipitado (BaSO4).045 moles 18. 138 . 58.01 mol 1×0.01×x = 0.01 mol 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH2 O = 2.045 moles x= 0.01 mol Assim.082 g BaCl2 1 mol . .01 mol 2×0.01 mol 0.39 g .045 mol ≅ 5 moles 0. Qual a fórmula de sulfato de sódio hidratado? Como mm (BaSO4) = 233.01 mol 0.01 mol BaSO4 233. IFES Pág.01 mol 1×0.01 moles BaCl2 ≅ 2.01 mol x×0.

0998 ≅ 0. 139 .22g + 2.122 g 5 O2 = 159.0153 g 7) Reagiu-se 36 g de NH3 com O2 para produzir NO e H2O e obteve-se 50.082 g 2.22g 2.092 g IFES Pág.799 g Mas. x H2O + m BaCl2 = m BaSO4 + m NaCl + m H2O 3.082 g = 2.82 g de NO. então: 1.01× x moles 3.334 g + 1. Calcular o número de gramas de NO que seriam obtidos teoricamente para determinar o % de rendimento. NH3 + O2 → NO + H2O Balanceando a reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. m Na2SO4.799 g H2O Assim.169 g mH2O Como. x H2O + BaCl2 → BaSO4 + 2 NaCl + x H2 O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles 0. tendo-se em conta os coeficientes estequiométricos. Na2SO4.0153 g/mol.995 g 4 NO = 120.01× x moles x = 10 Logo. têm-se: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O Determinando as massas moleculares das substâncias que permitem os cálculos. mm (H2O) = 18.334 g 1.024 g 6 H2O = 108. a fórmula do sal será: Na2SO4.1 moles H2O = 0. vem: 4 NH3 = 68. 0.169 g + m H2O m H2O = 1. 10 H2O 1 mol = 0.1 moles 18.

coleta-se 32 gramas de sulfato de potássio. calcular a massa de Cu formada se pusermos para reagir 20 gramas de amoníaco com 150 gramas de CuO.26 g Reação: 2 KNO3 + H2SO4 → K2SO4 + 2 HNO3 Como o rendimento é de 90%. a pureza da amostra será: Pureza = 41.12% produção teórica 63. então: 0. determine a pureza da amostra.82g NO = = 0. 140 .024 g NO = 63.8252 ou 82.26 g K2SO4 Em 50 gramas da amostra têm-se 41. Portanto.428 g NO 68.428g NO % Rendimento = 8) Tratando-se uma amostra de 50 gramas de nitrato de potássio com ácido sulfúrico.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando-se a produção teórica: 36 g NH3 120.90 = 35. 2 NH3 + 3 CuO → N2 + 3 H2O + 3 Cu Temos: IFES Pág. Supondo um rendimento de 90%.258 g = 0. 50 g 9) De acordo com a reação seguinte.556 g Massa de nitrato de potássio que reagem: 35.3 gramas de nitrato de potássio.556 g K2SO4 202.122 g O2 produção real 50.8012 ou 80. Calculando os coeficientes estequiométricos (valores teóricos): 2 KNO3 = 202.90 × m (K2SO4) = 32 g m (K2SO4) = 32 g/0.206 g 1 K2SO4 = 174.258 g KNO3 174.206 g KNO3 = 41.52% de pureza.

635 g 150 g → 28. Assim.031 g 2 NH3 + 79.546 g 3 Cu 190.118 g CuO 34.062 g NH3 10) Continuemos com o exercício anterior. 20 g NH3.546 g 3 Cu 190.045 g + 63.015 g 3 H2O 54.015 g 3 H2O 54. 238. Esteq.014 g N2 + 18. que a reação tenha 90% de rendimento. na prática também é impossível que uma reação obtenha o total de produtos calculados teoricamente a partir da relação estequiométrica.635 g CuO = 140.936 g Cu 34. Dados e incóg. ou seja.014 g g 150 g 90% R 80% P Não se podem fazer cálculos estequiométricos com um reagente que é impuro. Suponha. mm 17. Dados e incóg.062 g NH3 Portanto.014 g N2 28. Calcule a massa de Cu formada nessas condições.045 g + 63. 34.014 g + 18.882 g de CuO. ele é o regente em excesso e o NH3 o limitante. como sobra 9.638 g Cu = 111.062 g 20g 238.638 g m Relac.545 g 3 CuO 238.031 g 2 NH3 + 79. 190. Esteq. ainda.635 28. teremos: 20 g NH3.062 g 20g Calculando o valor teórico.638 g m Relac. mas supondo agora que o CuO seja impuro e que tenha 20% de impureza. com valores que realmente reagiram. por exemplo: pode ser IFES Pág. o calculo do reagente limitante obtém-se da relação com dados puros. Por outro lado.545 g 3 CuO → 28. 141 . 34. Assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mm 17. Isso acontece por diversos motivos.

3 Cu + 8 HNO3 → 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O Teórico: 190.5 g Dados e (imp) incóg.90×95.0 % segundo a reação indicada abaixo. 120 g CuO.104 + 8 HNO3 → 80% R 60.8 g de H2O com rendimento de 80. ele se decomponha com o tempo.668 72. 11) Reagem-se 119 g de uma amostra de Cu com excesso de HNO3 e se obtém 28.638 g Cu 238. o rendimento da reação (expresso em percentagem) diz respeito ao total calculado teoricamente e se dissermos que uma reação tem um rendimento de 90%.80 × m (H2O) = 28 g m (H2O) = 28. na realidade o que se obtém são 90 gramas. vem: 0. ou seja.635 g CuO = 95.864 = 86. Calcular a pureza da amostra de Cu utilizada e o número de moles de NO formados.062 g NH3 = 17.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO que não se conhece a pureza dos reagentes (nesse caso a única hipótese é têlos como se fossem puros) ou.278 g de Cu.638 (g) 3 Cu 190. teoricamente teremos: 120 g CuO. então a quantidade de Cu obtida será: 0.: %P=? 504.000 g CuO Assim.128 g NH3 238.635 g CuO 190.061 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O exc 28.012 562.000 g IFES Pág.864 g Cu Como a reação possui 90 % de rendimento.80×150 = 120. isso significa que para cada 100 gramas de produto indicado pelo cálculo teórico.8 g Calculando a massa de água obtida se o rendimento fosse de 100%. Continuando nosso exercício. mesmo que seja especificada sua pureza. a massa de CuO que reagiu foi: 0.80 = 36. 34.8/0. Portanto. sua pureza é apenas temporária. 142 .

o Cl2O tem uma pressão parcial de 1. vem: mm (g) 100.5 g temos 95 g de Cu (puro).061 g H2O A massa de Cu calculada (95.0 litros a 10.16 atm. Nessas condições. teremos: 100 g Cu imp. Isto é: Em 119. 95 g Cu puro 119.238 g) é a massa que reage (pura). em 100 g. reagiram (teoricamente): 36. Pergunta-se: a) Qual é o rendimento da reação? b) Qual é o número de átomos de oxigênio na mistura gasosa? Supondo que a reação possui 100 % de rendimento. 143 .09 CaCO3 + 70.010 CO2 (g) 1 mol moléc.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.0°C.81 (g) → 86.98 CaCl2 1 mol moléc. A equação química é: CaCO3 + 2 Cl2 → Cl2O + CaCl2 + CO2 Os gases são recolhidos em um recipiente de 20. + 44.5 g Cu imp. de O + 110. 1 mol át. 2 mols át.905 Cl2O (g) 1 mol moléc.000 g H2O 190.905 2 Cl2 141.238 g Cu 72.638 g Cu = 95. para cada dado e incógnito.50 % P 12) Reagem-se 230 gramas de CaCO3 (87% de pureza) com 178 gramas de cloro. Logo.7950 ou 79. de O Teórico: 100.09 (g) 230 g 178 g IFES Pág. = 0. Calculando as quantidades estequiométricas dadas pela equação química. portanto é a quantidade que se encontra nos 119 gramas de amostra impura.

16 atm. mol Ou. = 200.00 mL de uma solução 6 M de ácido nítrico a 50ºC e 3 atmosferas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Calculando a massa de CaCO3 que reage (pura). mas com apenas 178 g. segundo a reação: Cu + 4 HNO3 → Cu(NO3)2 + 2 NO2 + 2 H2O Calcular: IFES Pág.81 g Cl2 6.905g Cl2O = 86.100 g CaCO3 puro Buscando o reagente limitante.083 g Cl2O 141.0°K °K .818 g Cl2O 1mol Cl2O Calculando a quantidade teórica de Cl2O. O número de moles de Cl2O que será obtido na reação será: n = PV / RT (da equação geral dos gases) 1.20 dm3 n= = 0. para os 200. 144 . portanto: 178 g Cl2 3 moles O2 141. o rendimento da reação será: 86. com um rendimento de 95 % produzindo Cu(NO3)2.589 % 109.81 g Cl2 = 283. O2 1 mol O2 13) Reagem-se 50.81 g de cloro se obtém 3 moles de átomos de oxigênio nos produtos gasosos.999 moles Cl2O 86.818 g Cl2O 100 % R = 79. o cloro será o reagente limitante. vem: 178 g Cl2 86.083 g Cl2O Na equação química se observa que cada 141.507 g Cl2.02×1023 át.267×1024 át. O2 = 2.100 g CaCO3 141. 0.00g de Cu (90% de pureza) com 400. 80 g CaCO3 puro 100 g CaCO3 imp. vem: 230 g CaCO3 imp.1 g de CaCO3 são necessários 283.999 moles de Cl2O dm3 . atm 0.81 g Cl2 Portanto.283.09 g CaCO3 Ou seja. vem: 200.905 g Cl2O = 109.082 .507 g Cl2 100.

23 100% R +112.030 0 21. c) Massa de nitrato de cobre (II) obtida.052 g HNO3 Calculando a massa teórica de nitrato de cobre (II) obtida. 145 .533 0 limitante 95% R 101.533 g Cu(NO3)2 252.490 g HNO3 63.556 2 NO2 375. d) Volume de dióxido de nitrogênio obtido. 63. vem: 151.065 213.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Reagente limitante e o reagente em excesso.546 63.23 g HNO3 187. então.23 g HNO3 63. obtém: IFES Pág.556 g Cu(NO3)2 = 112.112 0 +225.013 + 4 HNO3 252. Mm (g): 63.812 18.23 g HNO3 1 moles HNO3 Dos 50 g de Cu.127 g Cu 252.052 g HNO3 Lembrado que o rendimento da reação é de 90%.23 g ele é o reagente limitante. apenas 90% reagem e requerem: 0.546 g Cu Como há apenas 151. logo: 400 mL sol.23 → 187.537 Teórico: (g) Inicio: 50 (g) Reagem: −38. 6 moles HNO3 1000 mL sol.013 g HNO3 = 151. e e) Moles e moléculas de água obtida. b) Massa de reagente em excesso.873 se: (g) excesso −151.556 Cu(NO3)2 + 187.90×50 g Cu 252.618 20.052 g HNO3 = 178.546 g Cu = 38.052 151.280 Em um solução 6 molar temos 6 moles de soluto em 1 L (1000 mL) de solução.127 (g) Obtêm11.556 0 187.546 Cu 90% P 63. Logo: 151.015 + 2 H2O 36.

V R.140 moles NO2 = Assim.95×225.556 g NO2 P. 146 .533 g Cu(NO3)2 = 101.140 moles NO2 187. H2O = 1.23 g HNO3 36. TiCl4 + Mg A equação balanceada é: → Ti + MgCl2 IFES Pág.030g H2O 252.874 ×1023 moléc. Calcular o rendimento percentual da reação. V= 1.065 = 213. leve e resistente à corrosão.23 g HNO3 Ou.065 g NO2 252.03×1023 moléc.T 375. Obtido pela reação de cloreto de titânio (IV) com magnésio fundido entre 950° e 1150 °C. motores e quadros de bicicletas. H2O 14) O titânio é um metal forte.0820574587 L 3 atm atm ×(50+273°K ) °K· mol V = 10.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0. 151.90×112.140 moles×0.052 g HNO3 = 1.280 g Cu(NO3)2 151.015 g H2O = 1.112 g NO2 = 225.5 moles de Ti.052 g HNO3 95 g H2O 100 g H2O 1 mol H2O = 18. Reagindo-se 4 moles de TiCl4 com 4 moles de Mg obteve-se experimentalmente 1.140 moles H2O 1 mol H2O = 6. 0.812 g NO2 1 mol NO2 = 1.072 L Por último. utilizado na construção de aeronaves espaciais.812 g NO2 = = 213.140 moles H2O = 6.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 189.305 g 2 Mg 2 moles 4 moles −4 moles 0 mol Reagente limitante 100% R 75% R → 47.5 mol Ti = 0.69 g TiCl4 + 24.88 g Ti 1 mol 0 mol +2 moles 1.210 g 2 MgCl2 2moles O mol +2 moles 3moles Teórico: Têm-se: Reagem: 1 mol 4 moles −2 moles 2 moles Reagente excesso Os 4 moles de TiCl4 requerem: n (Mg) = 4 mol TiCl4 2 moles Mg = 8 moles Mg 1 mol TiCl4 Como se dispõe de 4 moles de Mg apenas. calcule: a) b) c) Qual reagente sobra e em que quantidade? O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg. de acordo com a reação: CaH2 + H2O → Ca(OH)2 + H2 Depois de ajustar a reação.0 moles Ti 15) Em um gerador portátil de hidrogênio reagiram-se 30 g de hidreto de cálcio com 30 g de água. Assim. Balanceando a equação vem: IFES Pág. 147 . reagem: 4 moles Mg 1 mol TiCl4 = 2 moles TiCl4 2 moles Mg Calculando o rendimento percentual. vem: %R= 1. O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L.5 mol + 95. ele será o reagente limitante.75 0u 75% Ti 2.

428 mols×62.428 100 % R mols 1.665 mol H2O 18.024 L 16) Continua IFES Pág.428 mols Reagente em excesso 30 g CaH2 30 g H2O 1 mol CaH2 = 0.08% 35.714 mols + 2.024 litros O2 O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L.3637 L · mmHg ×293 °K °K · mol 745 mmHg V = 35.015 2 H2O → 74.09 g CaH2 + 18.665 mols −1.015 g H2O 1.714 Reagem: mols Sobram: 0 mols Reagente limitante 2 mol 1.428 moles H2O 1 moles CaH2 Sobram.0156 2 H2 2 moles 1. é: V = nRT/P = 1.9708 ou 97.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 42.09 g CaH2 1 mol H2O = 1. O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg.237 mols de H2O (reagente em excesso).09 Ca(OH)2 1 mol 0. portanto.714 mols −0.428 mols Teórico: Têm-se: 1 mol 0. quando o rendimento da reação é 100 %.714 mol CaH2 42. seria: Rendimento = 34 L = 0. 0.665 mols H2O requerem: 0. 148 .714 mol CaH2 2 moles H2O = 1.

Qual a massa de cobre que se dissolveu? 3) Um vinho comercial contém cerca de 9. 4) Fazendo reagir ácido clorídrico em excesso com carbonato de cálcio foram obtidos 3.N. presente na cevada.1 litros de gás na CNTP.26 kg de maltose? II) Qual o volume ocupado por 4 mols de gás carbônico nas CNTP? 6) Certo tipo de óleo cru queimado em usinas geradoras de eletricidade contém cerca de 1. obtida a partir de 3. Suponha que 1. 149 . o enxofre forma dióxido de enxofre gasoso: IFES Pág.T. descrita abaixo: C6H12O6 (aq) → C2H5OH (l) + CO2 (g) Calcule a massa de glicose necessária para produzir o álcool etílico no vinho. Quando o óleo queima.12 Exercícios Propostos 1) Quantas gramas de sulfato de bário são obtidas quando se trata com 50 g de cloreto de bário pela solução de sulfeto de bário? 2) Quando o cobre é atacado pelo ácido sulfúrico concentrado e a quente. 2 HCl + CaCO3 → CaCl2 + H2O + CO2 (gás) Qual a massa em gramas do gás obtido? 5) As indústrias de cerveja utilizam o gás carbônico na fermentação da maltose (C12H22O11). As reações químicas deste processo são mostradas abaixo: C12H22O11 + H2O → 4 C2H5OH + 4 CO2 CO2 + H2O → H2CO3 I) Qual a massa de ácido carbônico.2% de enxofre em massa.2 litros. com o objetivo de produzir água gaseificada para fabricação de refrigerantes. desprende-se um gás cujo volume na C.21 Kg de vinho sejam produzidos pela reação de fermentação da glicose.P é de 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6.7% de álcool etílico por massa.

C2O42-.0 kg de óleo é queimado? 7) Deseja-se desinfetar uma sala cujas dimensões são 6m × 4m × 3m.34 g de zinco.0 kg de alumínio e 100 kg de óxido de ferro(III). 150 . de acordo com a equação 3HCl(aq) + Al(OH)3(s) → AlCl3(aq) + 3H2O(l)? 13) Óxido de ferro(III) pode ser reduzido a ferro metálico por reação com alumínio: 2Al(s) + Fe2O3(s) → 2Fe(s) + Al2O3(s). 11) O hidrogênio pode ser obtido. (Massas atômicas: O = 16.N.P.17 mol dm-3.5) 2 Cu + O2 → 2 CuO IFES Pág.T.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S(s) + O2 (g) → SO2 (g) Quantos litros de SO2 (d = 2. A partir de 80.00 g de glicose? 10) Pode determinar-se quantitativamente o íon cálcio. por reacção entre o zinco e uma solução aquosa diluída de ácido sulfúrico: Zn(s) + H2SO4(aq) → ZnSO4(aq) + H2(g). Cu = 63. admitindo-se que os gases resultantes da combustão encham completamente a sala? 8) Num recipiente contendo 2 Kg de carvão incandescente introduz-se vapor d’água superaquecido. presente no leite por reação de precipitação com íon oxalato. Calcular a massa de ferro que se pode obter a partir de 81.N.60 g/L) são produzidos quando 1. pode ser representada pela equação química C6H12O6 + 6 O2 → 6CO2 + 6 H2O. Calcular a percentagem do elemento cálcio no leite e comparar com o valor indicado na embalagem (105 mg/100 g).302 g de oxalato de cálcio. Que quantidade e que massa do "anti-ácido" hidróxido de alumínio é necessária para neutralizar 50 cm³ dessa solução. Qual a massa de enxofre que se deve queimar. Calcular o volume (C. 14) Calcular a massa de óxido cúprico obtida a partir de 2. Ca2+.54 gramas de cobre metálico. Que massa de água se produz por combustão de 1. Qual o combustível gasoso obtido e o seu volume? 9) A combustão da glicose. 12) A concentração de ácido clorídrico no estômago pode atingir 0. tal como a sua oxidação durante o metabolismo celular.0 g de leite e por adição do sal solúvel oxalato de sódio.P) de hidrogênio produzido a partir de 16.T. na C.. admitindo um rendimento de 100%. obtém-se 0. no laboratório.

70g de alumínio a 15. Qual a quantidade química de hidróxido de magnésio que reage para a obtenção de 570 g de cloreto de magnésio? 16) (FEI-SP) 0. . do reagente que sobrou na reação? 17) Que massa de benzeno e quantos mols de oxigênio devem ser usados na combustão total. Qual a massa de H2SO4 que pode ser obtida a partir de 60 g de pirita (FeS2) pelo processo equacionado: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 2 SO2 + O2 → 2 SO3 SO3 + H2O → H2SO4 Temos. Se.67g de cloreto de alumínio. para se obter 16. Acerte a equação. vem: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 8 SO2 + 4O2 → 8 SO3 8 SO3 + 15 H2O → 8 H2SO4 4 FeS2 + 15 O2 + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 IFES Pág. 1 mol = 0.98 g Multiplicando a 4ª. dando origem a 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15) Considere a seguinte reação química: Mg(OH)2 + HCl → MgCl2 + H2O.00g de cloro: a) Qual a massa do composto formado? b) Qual a massa.500 mol 119.13 Problemas resolvidos de Cálculos Estequiométricos Envolvendo Reações sucessivas. quando encontram pirita.2g de água de acordo com a equação: C6H6 + O2 → CO2 + H2O. 60 g de pirita (FeS2) . reação por quatro (×4) e a 3ª. 6. adicionarmos 2. por isso a pirita é chamada ―ouro dos tolos‖. 151 .13g de cloro. numa outra experiência. pensam estar diante de ouro.54g de alumínio reagem com 2. 17) Garimpeiros inexperientes. em excesso. por oito (×8) e ajustando-as.

60 g de pirita (0. 152 .078 g 18) Calcule a massa de HNO3 que pode ser obtida a partir de 102 g de amônia.989 moles ≅ 6 moles 17.078 g/mol. 102g NH3 1 mol = 5. 4 FeS2 4 moles 0.25 mol 1 moles 15 moles 1 moles 8 Portanto.078 g 1 mol IFES Pág. então: 6 moles HNO3 63. por dois (×2) vem: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 6 NO + 3 O2 → 6 NO2 6 NO2 + 2 H2O → 4 HNO3 + 2 NO 4 NH3 + 8 O2 → 4 HNO3 + 4 H2O Ou melhor.5 mol) produzem 1 mol de H2SO4.0306 Como a relação entre nNH3 e n HNO3 é a mesma (1:1).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim. ou seja: Como mm (H2SO4) = 98.013 = 378. NH3 + 2 O2 → HNO3 + H2O Assim. pelo processo equacionado: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 2 NO + O2 → 2 NO2 3 NO2 + H2O → 2 HNO3 + NO Ajustando as equações. então. equação por três (×3) e a 3a. mH2SO4 = 98. multiplicando a 2ª.5 mol + 15 O2 15 moles + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 8 moles 2 moles 8 moles 0.

mm(4.6 litros de oxigênio (O2) nas C. a 2ª.T. produzindo 33. 12 NH3 + 15 O2 → 12 NO + 18 H2O 12 NO + 6 O2 → 12 NO2 12 NO2 + 4 H2O → 8 HNO3 + 4 NO . por 4 (12/3). Assim.N. Tomando. o NO do primeiro membro da segunda equação e o NO2 do primeiro membro da terceira equação.P. 2. então devemos multiplica a 1ª. portanto o máximo divisor comum dos seus índices. Calcule a massa de pirolusita (MnO2) utilizada. O clorato de sódio formado foi submetido a um aquecimento a seco.013 = 252.052 g 1 mol 12 NH3 1 moles 20) Certa massa de pirolusita (MnO2) reagiu com excesso de ácido clorídrico. 12NH3 + 21 O2 → 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O + 21 O2 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O → 21 4 16 8 moles moles moles moles 12 12 12 12 2 1 4 7 6× moles 6× moles 6× moles 6 moles 6× moles 3 3 3 4 21 6 moles 4 moles 2 moles 8 moles moles 2 Portanto. Na equação geral não deverão aparecer: o NO do segundo membro da primeira equação. 153 IFES . têm-se: 4 moles de HNO3 63. equação por 3 (12/4).3) =12 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19) Considere o exercício anterior admitindo que o NO na última etapa do processo não é reaproveitado. por 6 (12/2) e a 3ª. O gás liberado do (Cl2) reagiu com excesso de hidróxido de sódio. MnO2 + 4 HCl → MnCl2 + Cl2 + 2 H2O 3 Cl2 + 6 NaOH → 5 NaCl + NaClO3 + 3 H2O Pág.

154 . SO3 + H2O → H2SO4 Portanto. este reage com água formando um ácido. Combustão é um processo de reação com o oxigênio diatômico (O2): S + O2 → SO2 Oxidação do dióxido de enxofre pelo oxigênio: SO2 + ½ O2 → SO3 Pelo fato do trióxido de enxofre (anidrido sulfúrico ou óxido sulfúrico) ser um óxido ácido (anidrido). Oxidação do óxido sulfuroso a óxido sulfúrico (SO3) pelo oxigênio III. Combustão do enxofre (S) a óxido sulfuroso (SO2) II. 6 MnO2 + 24 HCl + 12 NaOH → 6 MnCl + 12 NaCl +18 H2O+ 3 O2 21) Um dos métodos de obtenção do ácido sulfúrico envolve as seguintes etapas: I. O gás óxido sulfúrico é borbulhado em água produzindo o ácido sulfúrico (H2SO4) De acordo com o exposto acima. S + O2 → SO2 SO2 + 1/2 O2 → SO3 IFES Pág. Que volume do ar atmosférico conterá oxigênio suficiente para combustão completa de 32g de enxofre a óxido sulfúrico nas CNTP.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 Ajustando as reações. vem: 6 MnO2 + 24 HCl → 6 MnCl + 6 Cl2 + 12 H2O 6 Cl2 + 12 NaOH → 10 NaCl + 2 NaClO3 + 6 H2O 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 . esquematize as reações e responda: a) Qual é a massa de enxofre necessária para preparar 49g de ácido sulfúrico? b) O ar atmosférico contém 21% em volume de oxigênio.

07 g 3 moles O2 2 1 mol SO3 22. mm (H2SO4) = 98.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SO3 + H2O → H2SO4 . têm-se: 49 g H2SO4 1 mol ≅ 0.4 L b) R: 160L de ar.06 g/ mol.4 litros = 33.14 IFES Pág.08g 32. S + 3/2 O2 + H2O → H2SO4 1 mol 1 mol 3/2 mols 1 mol Para os 49g de ácido sulfúrico.5 mol = 0.5 mol S Temos: S + O2 → SO2 SO2 + ½ O2 → SO3 ---------------------------S + 3/2 O2 → SO3 Os 32g de enxofre a óxido sulfúrico.53 litros O2 1 mol O2 mol (S) = 22.07 g ≅ 16 g 1 mol n(H2SO4) = n(S) = 0. mm(SO3) = 80.5 moles 98. representam: 32g S 1 mol S 32.08 g/mol. 155 . 3 S + O2 + H2O → H2SO4 2 Portanto. 22) 6.

líquidas (como o álcool) e sob a forma de gás (como o ar). Dissolvendo-se sal na água. solução é a denominação ao sistema em que uma substância está distribuída. Numa solução. Estes solventes são capazes de dissolver compostos iônicos ou compostos covalentes que se ionizam. Uma solução é uma mistura homogênea de uma substância dissolvida em outra. As soluções mais familiares são aquelas no estado líquido. Os solventes polares são compostos. Os solventes podem ser classificados quanto à sua polaridade.3 Solubilidade A solubilidade de um soluto é a massa do soluto que pode ser dissolvida numa certa quantidade de solvente a uma determinada temperatura. que vai "desaparecer". que não possuem momentos dipolares permanentes. Assim. dispersante ou dispergente. sempre há dois componentes: o solvente. tal como o benzeno. normalmente em maior quantidade. obtém-se uma solução onde predominam as partículas de cal não dissolvidas. e o soluto. Estes não dissolvem compostos iônicos. tal com a água e a amônia líquida. a IFES Pág. o sal e a cal. Os solventes não polares são compostos. que "mistura" muito bem uma série de substâncias: sólidas (como o açúcar). forma-se uma solução de íons sódio (Na+) e íons cloreto (Cl-). que possuem momentos dipolares e consequentemente constantes dielétricas elevadas. ou disseminada. Nos dois exemplos acima. Usualmente. 7. 7. mas dissolvem compostos covalentes não polares. Misturando-se cal na água. ou seja. dissolver-se no solvente.2 Soluto e Solvente. especialmente as que usam água (soluções aquosas). são a fase dispersa ou o disperso e a água é a fase de dispersão.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VII 7. numa segunda substância sob forma de pequenas partículas.1 Definição de Solução. 156 .

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solubilidade é expressa em gramas de soluto por 100 mL (100 cm³) ou por 100 g de solvente a uma dada temperatura. A interação entre um soluto e um solvente determina quanto soluto pode se dissolver. Assim, num solvente particular como a água, a natureza do soluto é um fator chave para determinar a solubilidade. Os solutos cujas moléculas são mais fortemente atraídas pelas moléculas de água tendem a se dissolver mais facilmente neste solvente. Para a maioria dos solutos, existe um limite em relação à quantidade que se pode dissolver num volume fixado de qualquer solvente. Este limite é denominado coeficiente de solubilidade, e varia dependendo da temperatura. Quando se adiciona um sólido na água, por exemplo, uma parte deste soluto é dissolvida para formar uma solução. Se uma quantidade suficiente de soluto estiver presente, verifica-se que não se dissolve todo o soluto, mas obtém-se uma concentração máxima e constante da solução. A adição de mais soluto não altera a concentração da solução; o sólido adicionado não se dissolve, e se deposita no fundo do recipiente. Nesta situação, diz-se que o sistema chegou ao estado de equilíbrio dinâmico. As soluções são classificadas, em termos de quantidade de soluto dissolvido, em insaturadas, saturadas, e supersaturadas (ou sobressaturadas): A) soluções insaturadas são soluções nas quais existe soluto dissolvido em menor quantidade do que a quantidade máxima que pode ser dissolvida naquela determinada quantidade de solvente, a uma dada temperatura; B) uma solução saturada contém a máxima quantidade possível de soluto dissolvido em condições normais numa dada temperatura; C) uma solução supersaturada contém mais soluto dissolvido do que a quantidade limite de solubilidade do soluto. Nem todas as substâncias são solúveis; alguns compostos são considerados apenas ligeiramente solúveis; outros, por sua vez, se dissolvem em grau tão pequeno que são considerados insolúveis. Existem vários fatores que influenciam na solubilidade de uma substância. Entre eles, está a temperatura, um dos fatores mais relevantes. A solubilidade da maioria dos sólidos nos líquidos aumenta com a temperatura. A solubilidade entre líquidos é chamada de miscibilidade. Líquidos que se misturam entre si são chamados de miscíveis. Geralmente, líquidos miscíveis têm estruturas moleculares semelhantes, como exemplo da água e o álcool
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etílico. Ambos possuem moléculas polares e que se atraem mutuamente, pois são capazes de formar pontes de hidrogênio entre si. 7.4 Concentração em Unidades Físicas. Concentração significa quanto soluto está presente em um volume ou massa específica. Quando são empregadas unidades físicas, as concentrações das soluções são, geralmente, expressas em: 7.4.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução. massa do soluto C= volume da solução Exemplo: 35g de NaCl por litro de solução. C = 35 g/L 7.4.2 Composição percentual. número de gramas C= 100 g de solução Exemplo: 4,25g de NaCl em 100 g de solução. C= 4,25 100 g/g ou

Solução aquosa de NaCl a 4,25%. 7.5 Concentração em Unidades Químicas. 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. I. Conceito: É a razão entre a massa de soluto, em gramas, e o volume de solução em litros ou ml. II. Expressão matemática. C= m1 V
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Onde: C = concentração (g/l); m1 = massa do soluto (g); V = Volume de solução (l ou ml). III. Unidade: Gramas por litro, g/l ou g/ml. IV. Significado: A concentração nos indica a quantidade de soluto, em gramas, que existe em um litro ou em um mL de solução. Exemplo: Uma solução 20 g/l possui 20 gramas de soluto dissolvidos em um litro de solução: 1 litro (solução) = 20 g (soluto) 7.5.2 Molaridade ou concentração molar. I. Conceito: É o número de moles do soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Molaridade = número de moles (soluto) n1 = número de litros (solução) V

Relembrando que o número de moles de uma substância está relacionado à sua massa em gramas através do massa molecular (mol), teremos: Quantidade moles = massa (gramas) mol massa (miligramas) mol

Quantidade milimoles =

III. Unidade: mol por litro (mol/L), mg/mL, molar. Exemplo: Uma solução 05 molar (0,5 M) de H2SO4 contém 49,04 gramas de H2SO4 por litro de solução, visto que: 1 litro = 0,5 mol 1 litro = 0,5 mol 98,08 = 49,04 g H2 SO4 1 mol

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7.5.3 Concentração normal ou normalidade. I. Conceito: É o número de equivalente-grama de um soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Normalidade = quantidade de soluto (eqg) volume solução (L)

m1 𝑛e 1 Eqg (soluto) N= = V V Onde: N = normalidade ou concentração normal. ne = nº de equivalentes-grama do soluto. V = volume da solução, em litros. Eqg = equivalente-grama III. Unidade: eqg/L, meqg/mL, normal (N) IV. Significado: É o número de equivalentes-grama de uma substância dissolvidos em um litro de solução. Exemplo: Uma solução 1 normal (1N) contém 1 equivalente (eq) por L, ou 1 miliequivalente (meq) por mL. É fundamental notar que a normalidade mede um único íon que participa num total de soluto. Por exemplo, pode-se determinar a normalidade do hidróxido de sódio ou em solução aquosa de hidróxido de sódio, mas a normalidade de hidróxido de sódio por si só não faz sentido. Assim, a normalidade é freqüentemente usada para descrever soluções de ácidos ou bases, onde está implícito que a normalidade refere-se à H+ ou OH-.

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Embora o uso dessa concentração esteja a cair em desuso entre os químicos, existe uma vantagem no seu uso: é que soluções da mesma normalidade reagem mL a mL. Por exemplo: 1 mL de uma solução 0,1 N de NaOH neutralizará exatamente 1 mL de solução 0,1 N de H2SO4 (independente da estequiometria da reação química envolvida). Não acontece o mesmo quando a concentração das soluções é mol/L. 1 mol de H2SO4 reage com dois moles de NaOH e duas soluções destes reagentes da mesma molaridade reagirão na razão NaOH. H2SO4 + 2 NaOH → Na2 SO4 + 2 H2O 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg

Dito de outro modo: 1 equivalente de qualquer substância reage exatamente com 1 equivalente de outra substância. Isto facilita enormemente os cálculos especialmente na prática de análise quantitativa. 7.4.5 Concentração molal ou molalidade. I. Conceito: É a razão entre o número de mols de soluto e a massa de solvente, dada em kg. II. Expressão matemática: m1 n1 m1 W= = mol = m2 m2 mol. m2 Esta equação, no entanto, deve ser multiplicada por mil, porque a molalidade é expressa em número de mols por quilograma de solvente. Com isso, temos:

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Definição: A fração molar de qualquer componente de uma solução é definida como sendo o número de moles desde componente dividido pelo número total de moles de todos os componentes da solução. Unidade: molal.2979 g = 171.m1 mol. Expressão matemática: Fração molar do soluto: FM1 = moles de soluto moles de soluto+moles de solvente 342.14895 g 1 mol IFES Pág. Significado: A concentração molal nos indica o número de moles de soluto que existe em um quilograma de solvente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO W= 1000. m2 Onde: W = molalidade. IV. II.5 molal de sacarose (342.2979 g/mol) contém: 1000 g (solução) = 0.6 Fração molar ou percentagem em moles Muitas das propriedades físicas das soluções são expressas mais claramente em termos dos números relativos das moléculas do soluto e do solvente. m= moles (soluto) Kg solvente Exemplo: Uma solução 0. Mol = massa molar. III. I.5 mols C12H22O11 7. m2 = massa de solvente (quilogramas). m1 = massa de soluto (gramas).4. 162 .5 mols C12H22O11 1000 g (solução) = 0.

Unidade: A fração molar é adimensional. Se a solução apresentar mais de um soluto. T= m1 m1+m2 Onde: T = título (é um número puro. e o somatório do número de mols dos demais componentes.5 Relação de massa com massa. Quando multiplicado por 100 (porcentagem molar) se expressa o resultado em mols %.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do mesmo modo. 7. 7.5. maior que zero e menor que um. então: IFES Pág. m1 = massa do soluto m2 = massa do solvente m = massa da solução (m1 + m2). 7. calcula-se a relação entre o número de mols do soluto ou solvente em questão.2 Porcentagem em peso % em peso é a massa do soluto em 100 g da solução.5. a soma das frações molares de todos os componentes de uma solução é igual a 1. Exemplo: Se uma solução contém 6 moles de álcool etílico e 2 moles de água. a fração molar do solvente: FM2 = Onde: FM1 = fração molar do soluto. III. isto é. FMi = n1 n1+n2+n3+ … +ni moles de solvente moles de soluto+moles de solvente Evidentemente. não tem unidade).1 Título É a relação entre a massa do soluto e a massa da solução. 163 . FM2 = fração molar do solvente.

75 2+6 A percentagem em moles do álcool nesta solução será: 100×0.316 g. encontrada num litro. Expressão matemática: μ = m/Vs IFES Pág.5. Conceito: É a razão da massa da solução pelo volume da solução.25 = 25% de moles de álcool e 100×0. III. dada em L ou mL.75 = 75% de moles de água.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO fração molar do álcool = fração molar da água = 2 = 0. 164 . II.316 g/cm3. I. IV. g/cm3 ou g/ml. cm3 ou mililitro de solução. Unidade: g/l. em gramas. ou seja: 1 cm3 de C6H5COOH apresenta massa igual 1. 5. I. Significado: A densidade indica a massa. Expressão matemática d= m V Onde: d = densidade m = massa da solução = m1 + m2 V = volume da solução.8 Massa específica (µ). 5. II.5. Exemplo: Uma solução de ácido benzóico possui densidade 1. Conceito: é a razão entre determinada massa da substância e seu volume correspondente.7 Densidade.25 2+6 6 = 0.

para transformar uma massa específica de g/cm3 para kg/m3. Observação: A diferença entre densidade e massa específica fica bem clara quando falamos de objetos ocos. em µg (micrograma). Unidade: g/cm3.000.2 Em volume: A concentração ppm em volume indica o volume de soluto (disperso). A relação entre elas é a seguinte: 1g = cm3 ou 1m3 = 1000 Kg (assim. 5. Pág. 5. 5.6. Neste caso a densidade leva em consideração o volume completo e a massa específica apenas a parte que contêm substância. mas no SI a unidade é o kg/m3.6. existentes em 1 g (1 milhão de µg) de solução.000.000L 1mg/L 200 ppm: 200g/1.000mL 200g/1. existentes em 1 m3 (1 milhão de mL) de solução.000L 0. 1 ppm é igual a: 1g/1. ppm = Assim.000mL 1g/1. devemos multiplicá-la por 1.1 Em massa: A concentração ppm em massa expressa a massa de soluto (disperso). em mL.2g/L ou 200mg/L.000). 165 mg µg = litro mL IFES .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III.6 Parte por milhão Partes por milhão (abreviadamente ppm) é a medida de concentração que se utiliza quando as soluções são muito diluídas.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Então. ppm = Assim. peso soluto (mg) volume solução (L) A concentração ppm em volume só pode ser utilizada quando os componentes da solução são todos líquidos ou todos gasosos. Iodeto de potássio quer dizer 1Kg em massa há 75mg de KI diluída nela. 5. por exemplos. Outro exemplo: Uma solução a 25 ppm contém 25 mg de soluto em 1 L de solução. 45 ppm de uma solução contém 45 mg de soluto por 1 litro da solução Exemplos: 1) Uma solução com 75 ppm de KI. São. Quando a concentração é expressa numa escala volumétrica. a quantidade de soluto contida em determinado volume de solução é igual ao produto do volume pela concentração. Isso significa que em cada 1 m3 do ar atmosférico existe 8 mL de hélio. As escalas volumétricas de concentração são aquelas nas quais a concentração é expressa em termos da quantidade de soluto por volume determinado de solução. moles por litro (molaridade). 166 . 2) O ar (solução gasosa) contém 8 ppm de gás hélio. isto é: Quantidade de soluto dissolvida = volume × concentração IFES Pág. equivalente-grama por litro (normalidade). gramas por litro (concentração comum) e gramas por 100 litros (título em massa).7 Problemas de diluição.

a quantidade de soluto não altera. Temos: 1 molécula de Al2(SO4)3.045g =1. 18 H2O necessário para preparar 50 mL de uma solução aquosa que contenha 40 mg de Al+3 por mL.045g de AgNO3. Deste modo. 60 mL 0. mas conterão as mesmas quantidades de soluto e serão relacionadas. a concentração diminui. 167 .8 Exercícios Resolvidos. teremos: C .8 g de AgNO3 1 mL 2) Descrever como preparar uma solução de Al2(SO4)3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A diluição de uma solução basear-se na adição de solvente puro. Assim. Entretanto. Portanto.045 g de AgNO3 por mL. quando a solução é diluída seu volume é aumentado. 1) Descrever como se preparam 60 mL de uma solução aquosa de AgNO3 com concentração de 0. 18 H2O contém 2 íons de Al+3 IFES Pág. C’ 5. V = V’ . V’ Uma vez que m1 é constante. as duas soluções (original e diluída) serão diferentes. permanece constante. Cada mL de solução contém 0. V Para a solução final: C’ = m1 = C’. como se segue: Volume1 × Concentração1 = Volume2 × Concentração2 Podemos então calcular: Para a solução inicial: C= m1 ou V m1 ou V m1 = C.

H2SO4 + BaCl2 → BaSO4 + 2 HCl Temos: mm (H2SO4) = 98. 18 H2O Fig.08 g de BaSO4) H2SO4 1 mol 1 mol BaSO4 = 0.0175 moles 0. depois de lavado e seco. logo: (4.08 g.43 g = 1 mol Al2(SO4)3.035moles Pág.698 g de Al2(SO4)3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim. O precipitado de BaSO4.18 H2O 1 mol Al+3 26.0791 g/mol.0175 moles IFES 0.39 g BaSO4 → BaSO4 ↓ 1 mol + 2 HCl 2 moles + BaCl2 1 mol 0. pesou 4. Determinar a percentagem de H2SO4 na solução original. 1 mol de moléculas de Al2(SO4)3.0175 moles de BaSO4 233. 168 .18 H2O 2 mol Al+3 666.00 g de uma solução de ácido sulfúrico foram diluídos com água e adicionado um excesso de BaCl2.982 g = 24.0175 moles 0. 18 H2O conterão 2 moles de íons de Al+3 50 mL 2g de Al 40 mg de Al+3 1 mL +3 = 2000 mg de Al+3 = 2g de Al+3 1 mol Al2 SO4 . 67 3) Exatamente 4.

1 moluréia = 0. 0.26 g/ mol Temos. partindo de BaCl2. Logo. para que a solução resultante seja 0.233 g BaCl2 IFES Pág.08M? Uma solução 0.08 moles de uréia.008moles .08 M significa que: 1000 mL contêm 0.08 moles V = 100 – 80 = 20 mL 5) Descrever como preparar 50 g de uma solução de BaCl2 a 12.0% em peso.1 moluréia Portanto. em peso = 4) Qual o volume de água.0175 moles H2SO4 1 mol H2SO4 ≅ 1. denota que: 1 litrosol = 1000 mL = 0.008 moles uréia 1000 mL Por outro lado.72 g H2SO4 98. 2 H2O) = 244. que deve ser adicionado a 80 mL se solução 0. a fração do H2SO4. após diluição 0.43 ou 43% 4.233 g/mol mm (BaCl2. 80 mL . 1000 mL = 100 mL volume final. 0.1M de uréia.0791 g 1.00 g Portanto.72 g = 0. 100 g (solução) = 12 g BaCl2 ou 50 g (solução) = 6 g BaCl2 + 44 g H2O 6 g de BaCl2 1 mol BaCl2 ≅ 0. 169 .029 moles BaCl2 208. 0. Temos: mm (BaCl2) = 208.1M.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0. em mL. 2 H2O e água pura.

0448874 g H2O 1 mol H2O Logo. 2 H2O = 1 molécula de BaCl2 + 2 moléculas H2O Portanto.029 moles de BaCl2 + 2×0. 170 . 2 H2O em 43.0153 g H2O = 1. 1 mol de BaCl2.029 moles H2O Como.9551126g de H2O. Logo: A solução é preparada pela dissolução de 7.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mas.029 moles de BaCl2. 2 H2O = 0. devemos acrescentar (44 g − 1.0 g de H2O. 1 molécula de BaCl2.0448874 g H2O) = 42. 2 H2O = 1 mol de BaCl2 + 2 moles H2O 0. 2×0. Fig. 68 6) Que volume de água destilada se deve juntar a 40 mL de uma solução 3N de NaOH a fim de que se transforme em solução a 4%? Eqg NaOH = mol/1 ou 1 mol = 1 eqg NaOH IFES Pág.029 moles H2O 18.0 g de BaCl2.

20g sal = 150 g sol. Logo: Se a solução aquosa do sal foi diluída é porque recebeu certa quantidade de solvente. em peso. alterar a massa do soluto (o sal). 100g (anteriores) mais 50 g de H2O.9971 g NaOH ≅ 4.) Portanto. 4. ou seja: 30 g (sal) + 70 g (H2O). Ou seja. Assim. devemos acrescentar 80 mL aos 40 iniciais. teremos: Para cada 50g (sal) = 100 g (sol. b) Numa solução 50%. contudo.). Pede-se a) Que massa de água devemos acrescentar para diluir a 20%? b) Que massa de sal temos de adicionar para concentrar a 50% em peso? A solução 30% em peso possui 30 g (sal) em 100g (sol. 171 .) (ou 50g de H2O). 3 eqg NaOH 1000 mL sol. 1 mol NaOH 1 eqg NaOH 39. Desse modo. IFES Pág. 7) Uma solução de certo sal tem concentração 30% em peso. teremos: 30 g sal 100 g sol.8 g NaOH 1 mol NaOH Solução a 4% de NaOH é aquela que pó ssui 4g NaOH em 100 mL (sol.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma solução 3N de NaOH é aquela que possui 3eqg de NaOH dissolvidos em 1 litro (ou 1000 mL). 40 mL sol.8 g NaOH 100 mL (sol.) = 120 mL 4g NaOH Logo. Com isso aumenta-se a massa da solução sem. podemos escrever: a) Na nova solução 100 g (solução) = 20 g (sal) Em 30 g de sal.

2 litros. 172 .) = 0. 1.) 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a solução é concentrada.2 litros (sol. os 30 g iniciais mais 40 g de sal.2 litros de solução 0.4 M de HCl contém em 1 litro = 0. 9) A etiqueta de uma recipiente de ácido nítrico indica os seguintes dados: IFES Pág.) 1 litro (conc.4 moles HCl 1 litro (sol. a ser utilizado para preparar 1. m' 1 30 C1 = ' = m 2 100 Sendo x a massa de sal adicionada. a partir do ácido concentrado (16 M). teremos: m" 1 30 + x 50 C2 = " = = m 2 100 + x 100 x = 40 g (sal) 8) Calcule o volume de água.4 M de HCl. Ou seja: adiciona-se 1170 mL de H2O. em litros. Uma solução 0.03 litros (30 mL) de solução concentrada e completa-se com água destilada até se obter 1. Segundo método: C= m1 m2 Portanto. Assim. toma-se 0. uma solução concentrada (16 M) de HCl contém em 1 litro 16 moles de HCl.03 litros HCl 16 M 16 moles HCl . então: 70 g (H2O) 50 g (sal) = 70 g (sal) 50 g (H2O) Ou seja.4 moles HCl Por outro lado. aumentando apenas a quantidade de soluto. (números de moles HCl na solução final) Portanto.

Toma-se 8.) L 0. transfere-se para uma proveta completando-se o volume até os 250 ml.7 ml da solução concentrada com uma pipeta graduada e leva-se a um balão. Agita-se até total diluição e. em peso. deduzir concentração molar de uma solução formada quando se mistura 35 mL da solução anterior com 50 mL de outra solução aquosa de cloreto de sódio de 0. 1 g (NaCl) 100 g(sol. 173 . 1.013 g HNO3 1mol 100 g (sol.172 M A segunda parte é uma mistura de duas soluções de NaCl.) 1005 ×1000 g (sol. e tem uma densidade de 1005 kg/m3.) 1 L sol.  65 %. 250 cm3 (sol) = 8.656 ml Portanto.) 1 L sol.05 M. Além disso. = 1005 g sol.5 mols HNO3 1000 cm3 (sol) 63.172 mol ou 0. Além de indicar suas características de periculosidade. A molaridade final seria: IFES Pág.) = 1005 g (sol. Suponha que os volumes sejam aditivos.40 kg/L.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Densidade. 10) Calcular a concentração molar de uma solução aquosa de cloreto sódio cujo teor de sal é de 1%.) 65g g HNO3 1000 ml = 1400 g (sol.) 1 mol 58. = 0. acrescenta-se aproximadamente 200 ml de água destilada. kg (sol. em peso.442 g NaCl 1 m3 1000 L = 1005 g (sol.) d = 1005 = m3 m3 Ou seja: Cada 1 L (sol. em seguida.5 M? b) Explique o procedimento seguido no laboratório e o material necessário para sua preparação. a) Que volume da mesma se necessitará para preparar 250 cm3 de uma solução 0.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11) Continua IFES Pág. 174 .

O que é equilíbrio? Uma reação química está em equilíbrio quando não há tendência para a mudança das quantidades de reagentes e produtos. reação I) e sua inversa ("dissociação do iodeto de hidrogênio". existe uma possibilidade de os átomos das moléculas se arranjarem (reagruparem) para formar moléculas reagentes. 175 . portanto. todas as reações podem ser reversíveis. IFES Pág. Dizemos equilíbrio dinâmico porque as reações nos dois sentidos se processam com igual velocidade. Teoricamente.21. As reações reversíveis envolvem produtos que reagem entre si para formar as substâncias iniciais em quantidades apreciáveis. reação II) ocorrem simultaneamente. São quantitativamente mensuráveis (tanto os reagentes como os produtos). Assim. as duas equações: H2 + I2 → 2 HI 2 HI → H2 + I2 reação I reação II representam a reação química do sistema mesmo em que os papéis dos componentes sejam invertidos. O sentido em que nós escrevemos uma reação química e. quais os componentes que são considerados reagentes e quais são produtos é arbitrário. Quando ocorre uma reação química e sua direta (―síntese do iodeto de hidrogênio‖.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VIII 1. Chamamos esta reação de uma reação reversível. de forma que a composição da mistura permanece constante com o tempo. Ambas as reações se processam continuamente até que um estado de equilíbrio dinâmico é atingido. contrabalançando-se mutuamente. evitando qualquer variação na composição da mistura em reação. ou seja.

Fig. IFES Pág. um gás marrom. 176 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + I2 ⇄ 2 HI O equilíbrio é atingido quando a velocidade da reação direta se iguala a velocidade da reação inversa. A principal característica a ser observada num equilíbrio. Outro exemplo: Considere N2O4. O ponto onde a velocidade de decomposição: N2O4 (g) → 2 NO2 (g) iguala a velocidade de dimerização: 2NO 2 (g) → N 2 O 4 (g). este gás se decompõe fornecendo NO2. um gás incolor. é que no equilíbrio a reação continua a ocorrer. dizemos que: O equilíbrio é DINÂMICO porque a reação não parou: as velocidades das reações opostas é que são iguais. 69 À temperatura ambiente. mas a velocidade direta e inversa sempre será equivalente.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.23. Um sistema está em equilíbrio quando:  Tanto matéria. cessa a reação. quantidades mensuráveis de reagentes ainda estarão presentes. Nesta situação foi atingido o equilíbrio. Velocidade de uma Reação. como o constatado pela resposta a um pequeno distúrbio. o princípio necessário para existir equilíbrio químico em uma solução é a reversibilidade da reação envolvida. O Estado de Equilíbrio. É reconhecido pelo aspecto invariante .22. um estado de equilíbrio constitui uma situação onde as forças opostas se contrabalançam. quanto energia não está sendo inseridas ou removidas. que provoca uma mudança nas propriedades observáveis. Quando. 1. Na mecânica. 177 IFES . isto é: A velocidade de uma reação química é avaliada pelo maior ou menor gasto de reagentes ou pela maior ou menor formação de produtos num dado intervalo de tempo. Portanto.  As propriedades macroscópicas mensuráveis do sistema não variam com o tempo. deixando-se depois que elas retornem aos seus valores iniciais. A velocidade de uma reação química é função da composição do sistema e da variação desta composição durante a reação.nada se modifica no decorrer do tempo.  As variações passíveis processam-se numa velocidade mensurável. 70. aparentemente. Estado de Equilíbrio. através da remoção da perturbação. Fig. juntamente com produtos. Pág.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Define-se. se calcularmos: ∆[A] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t. ∆nD = número de moles de D consumidos num intervalo de tempo ∆t. A expressão matemática que traduz esta relação é: vm = ∆C C f . Tomemos a reação expressa pela equação: aA + bB → cC +dD Fazendo: ∆nA = número de moles de A consumidos num intervalo de tempo ∆t. 178 .ti onde os índices f e i representam respectivamente o instante final e inicial de medição da concentração e do tempo. ∆[B] = variação da molaridade de B no intervalo de tempo ∆t. IFES Pág.Ci = . ∆[C] = variação da molaridade de C no intervalo de tempo ∆t. ∆t tf . a grandeza velocidade média de reação num dado intervalo de tempo (∆t) como sendo a variação da concentração de um reagente ou de um produto por unidade de tempo. ∆nB = número de moles de B consumidos num intervalo de tempo ∆t. então. ∆nC = número de moles de C consumidos num intervalo de tempo ∆t. teremos: VA m VB m VC m VD m ∆A n consumo = ∆t ∆B n consumo = ∆t ∆C n formação = ∆t ∆D n formação = ∆t Assim.

variando de instante para instante. Teremos por definição: Vm (consumo de A) = Vm (consumo de B) = Vm (formação de C) = Vm (formação de D) = Observações:  Para que a velocidade de uma reação seja uma grandeza sempre positiva.  No caso de uma reação em que os coeficientes estequiométricos não sejam unitários é necessário entrar com estes coeficientes na expressão da velocidade média. é necessário recorrer à denominada velocidade instantânea. a velocidade média exprime-se em mol m-3 s-1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ∆[C] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t. [A] e [B] = concentrações molares a e b = ordens ou graus IFES ∆ [A] ∆t ∆ [B] ∆t ∆ [C] ∆t ∆ [D] ∆t Pág. 179 .  No sistema internacional de unidades (SI). que para um a reação genérica homogênea aA (g) + bB (g) → x X (g) + yY (g) a velocidade instantânea é calculada pela ex pressão v = k [A]a[B]b onde: k = constante de velocidade. introduz-se o sinal (-) (quando se define a velocidade a partir de reagentes) − uma vez que estes se gastam e como tal apresentam uma variação negativa.  Quando a velocidade de uma reação não é constante.

71. b) Utilização da representação gráfica da relação linear de ln[A] em função do tempo para calcular a constante de velocidade. 72 IFES Pág. a) Diminuição da concentração do reagente com o tempo. Fig.  Quanto maior for o declive dessa reta. 180 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A velocidade instantânea não é mais do que a velocidade média da reação quando se considera um intervalo de tempo tão pequeno quanto possível. Fig. maior será a velocidade média da reação no intervalo de tempo correspondente.  A velocidade de uma reação pode ser determinada recorrendo a um gráfico da concentração de um reagente ou produto em função do tempo e determinando o declive da reta que passa pelos pontos de que se pretende determinar a velocidade.  A área científica que estuda a velocidade das rações químicas designa-se por cinética química.

Um catalisador possui a propriedade de acelerar a reação. ocorre também um aumento na velocidade da reação. quanto maior a concentração dos reagentes maior será a velocidade da reação. ou seja. Assim. Aumentar a temperatura significa aumentar a energia cinética das moléculas. Generalidades Sobre Cinética Química. e) Pressão: quando os participantes de uma reação são gasosos e se aumenta a pressão desse sistema gasoso. Uma maior concentração de reagentes significa um aumento das colisões entre as moléculas. elas se quebram dando abertura para a formação de novas moléculas e. a decomposição da água oxigenada. que exige menor energia de ativação. b) Superfície de contato: um aumento da superfície de contato aumenta a velocidade da reação. as moléculas precisam colidir umas com as outras. mas não aumenta o rendimento. porque além da concentração de reagentes e produtos.24. como por exemplo. d) Temperatura: quando se aumenta a temperatura de um sistema. Por isso é que determinados produtos são comercializados em frascos escuros. fazendo com que a reação se processe mais rápido. aumenta-se a velocidade da reação. e quanto maior for o contato entre elas. Quando as moléculas participantes de uma reação se chocam. isto acontece porque aumentamos a superfície de contato que reage com a água. Isso porque o aumento da pressão diminui o volume. As reações químicas ocorrem com velocidades muito diferentes e estas podem ser alteradas. consequentemente. Este fato ocorre porque permitem que a reação tome um caminho alternativo. mais fácil fica de se chocarem. de outras substâncias. g) Catalisadores: os catalisadores são substâncias que aceleram o mecanismo sem serem consumidos durante a reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. as velocidades das reações dependem também de outros fatores como: a) Colisão entre moléculas: os reagentes precisam entrar em contato para que uma reação aconteça. 181 . intensificando as colisões das moléculas. f) Luz: Algumas reações químicas se processam com maior velocidade em presença de luz. Um exemplo é quando dissolvemos um comprimido efervescente triturado: ele se dissolve mais rapidamente do que se estivesse inteiro. IFES Pág. c) Concentração de reagentes: para uma reação acontecer é necessário que as moléculas se rompam. Um exemplo é quando pegamos uma amostra de palha de aço e reagimos com ácido clorídrico concentrado e com ácido clorídrico diluído.

25. a velocidade da reação inversa é nula. À medida que a reação se processa a velocidade da reação direta diminui e da reação inversa aumenta. por modificações externas. pois não temos. d) o equilíbrio é dinâmico. Seja a equação reversível: V1 A+B ⇄ C+D V2 a) os sistemas caminham ―espontaneamente‖ para o equilíbrio. e) afetando-se o equilíbrio. 73 c) as concentrações ―permanecem constantes no equilíbrio‖. o sistema caminha para uma nova situação de equilíbrio. num período de tempo menor. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou seja. um catalisador produz a mesma quantidade de produto. 1. b) no equilíbrio: V1 = V2 No início da reação a velocidade direta é máxima. Característica do Equilíbrio Químico. ainda. Fig. pois temos uma maior concentração do reagente e. porém. 182 . um produto.

tem-se: Fig. tem-se: Fig. tem-se: Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO f) nas reações de ―ALTO rendimento‖. 74. 76 IFES Pág. 75. 183 . [PRODUTOS]< [REAGENTES] h) nas reações de ―MÉDIO rendimento‖. [PRODUTOS] > [REAGENTES] g) nas reações de ―BAIXO rendimento‖.

Deslocamento do Equilíbrio. V 3V V .  Diminuindo-se a concentração dos produtos. IFES Pág.6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. (B) Expansão de volume: NH3 ⇄ N2 + 3 H2 . . o equilíbrio se deslocará para a esquerda.  Aumentando-se a concentração dos produtos. o equilíbrio se deslocará para a direita. isto é.1 Alteração na concentração:  Aumentando-se a concentração dos reagentes. no sentido dos produtos. no sentido dos produtos. 184 . (A) Contração de volume: N2 + 3 H2 ⇄ NH3 .6.26. no sentido dos reagentes. o equilíbrio se deslocará para a direita. isto é. 8. o equilíbrio se deslocará para a esquerda.2 Alteração na pressão: A pressão só altera a velocidade das reações gasosas em que ocorrem contração e expansão de volume. isto é. . V Um ―aumento da pressão‖ acarreta um ―aumento da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ uma ―diminuição da velocidade‖. V Um ―aumento da pressão‖ acarreta uma ―diminuição da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ um ―aumento da velocidade‖. . . V V 3V . 8. isto é. no sentido dos reagentes.  Diminuindo-se a concentração dos reagentes.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (C) Quando a reação ocorre ―a volume constante‖: A pressão não tem influencia na velocidade. se aumentarmos o volume o deslocamento será para a esquerda. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver aumento da quantidade de mols. Nesta reação:  O produto possui menor quantidade de mols que os reagentes. com conseqüente aumento da velocidade da reação. verificou que um aumento de aproximadamente 10°C acarreta uma duplicação ou triplicação na velocidade de grande número das coesões. as moléculas aumentam o número de colisões (energia cinética).4. 8. Assim:  Com o aumento da pressão ocorrerá uma diminuição do volume. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver um aumento do número de mols. na equação supracitada. IFES Pág. Exemplo: 2 H2 + 1 O2 ⇄ 2 H2O Reagentes: 2 mols + 1 mol = 3 mols.  Se diminuirmos a pressão.3 Alteração na temperatura: Vant’ Hoff. Aumentando-se a temperatura. então: O deslocamento ocorrerá para a direita. 185 . Produtos: 2 mols. no sentido dos produtos. ocorrerá um aumento do volume.

é proporcional ao produto das concentrações molares das substâncias reagentes.400 Velocidade inicial (M/s) 1. portanto um aumento de temperatura aumenta a velocidade das reações químicas.200 0. 186 .0×10-4 8. Lei de Ação das Massas.200 0. não importando se seja endotérmica ou exotérmica. Como o AH é negativo. Guldberg e Waage estabeleceram a ―Lei de Ação das Massas‖ como sendo: A velocidade de uma reação química. um aumento de temperatura aumenta o número de moléculas com energia suficiente para efetuar colisões eficazes.200°C CaO + 3 C CaC2 + CO ⇄ a  O aumento da temperatura favorece a reação endotérmica. Conseqüentemente.56 Kcal. 1.100 0. CO (g) + NO2 (g) ⇄ CO2 (g) + NO (g) AH = . Aumentando a temperatura vai favorecer a reação endotérmica (inversa). Este AH indica a variação de entalpia da reação direta.100 0. a reação é exotérmica. Em 1867. diminuindo a temperatura vai favorecer a reação exotérmica (direta).100 [B] inicial (M) 0. Dados Experimentais. logo a reação inversa é endotérmica.27.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: 2. à temperatura constante.0×10-4 Pág.  A diminuição da temperatura favorece a reação exotérmica.0×10-4 2.400 0. Seja a reação: aA + bB → cC + dD Observemos essa lei a partir de um conjunto de dados experimentais abaixo: Tabela 16. Experiência 1 2 3 4 IFES [A] inicial (M) 0.100 0.0×10-4 2.

(0.100)y V2 = k.(0. Para o reagente B.(0. 187 . que a reação é de primeira ordem em relação a A.(0. a velocidade duplica.200 ⇒ VA = 0. então.(0.400)x.200)x.200)y 2.0×10-4  sendo a reação de segunda ordem em relação a B. quando a concentração de A se mantém constante e a de B duplica.(0.0×10-4 ⇒ Vi 3 = 8. De fato: VA = 0.400 x = 1 2 x = 1 2 ou x = 1 Daí conclui-se que a reação é de primeira ordem em relação a A.100)x.400)y 8.0×10-4 = = V3 k.100)y 2.(0. dividindo-se e V1 por V2 e substituindo os valores de V1 e V2 (tabelados).400 Vi = 1.100)y Relacionando as duas expressões.(0.100)x.(0.200 0. vem: V1 k. a velocidade quadruplica: VB = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do conjunto de resultados pode constatar-se que:  quando a concentração de A duplica.400 Vi 3 (3) (4) = 2. Chegaremos à mesma conclusão através do uso da lei das velocidades. mantendo-se constante a concentração de B. o procedimento é idêntico: V2 k.0×10-4 0.  Por outro lado.(0.0×10-4 IFES Pág.0×10-4 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 2.(0.200 ⇒ VB = 0.400)x.100)y 1.0×10-4 = = V2 k.200)x.(0. Vejamos: Considerando as experiências 1 e 2 as expressões da lei das velocidades são: V1 = k.0×10-4 Dizemos.

Portanto.100).6×10-5 IFES Pág.10 0.10 [C] inicial (M) 0.10 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.0×10-4 K3 = = 0. reação é de segunda ordem relativamente a B. k= 𝑉 [A].30 0.10 0. 188 .2×10-5 3.8×10-5 8.40 0. Experiência 1 2 3 4 5 [A] inicial (M) 0.[B]2 .500 (0. com um conjunto de resultados como os seguintes: Tabela 17.60 Velocidade inicial (M/s) 9.0×10-6 3. o cálculo de k para a experiência 3 fica portanto: 2.200)2 Analisemos agora a seguinte reação: aA + bB + cD → produtos.30 0. A ordem global da reação é: 1+ 2 = 3 A lei da velocidade ou equação cinética para esta reação será escrita da forma: .(0.100)(0.20 0. como exemplo.200)2 2.0×10-4 = K3.10 0.20 0.40 0.400 x 1 = 2 y 1 1 = = 4 2 2 ou y = 2 Assim.20 0.0×10-6 1. V = k [A].[B]2 Assim.20 0.(0.200 0.20 [B] inicial (M) 0.

Igualmente. Assim: Experiências 1 e 2: As concentrações de B e C são constantes. igualmente. recorrendo às leis da velocidade.300 ⇒ VC = 0.200 = -5 1.6×10-5 Dizemos que a reação é de segunda ordem em relação a C. efetuando-se o cálculo para o outro.0×10-6 ⇒ Vi 5 = 3. 189 . A velocidade de B duplica.0×10 0. em relação a B.8×10-5 Dizemos que a reação é de primeira ordem em relação a A. Se efetuarmos o cálculo das ordens das reações.200 ⇒ VA = 0. que a concentração de C duplica e que a velocidade quadruplica.0×10-6 ⇒ Vi 3 = 3. a velocidade da reação duplica: VA = 0.2×10-5 Dizemos que a ordem da reação.400 Vi 3 (3) (4) = 8. Velocidade da reação quadruplica: VB = 0. VC = 0. A velocidade de A duplica.400 -6 x Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Neste exemplo consideram-se conjuntos de dois reagentes com concentração constante.600 Vi 1 (1) (5) = 9. é dois.0×10-6 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 1. Experiências 1 e 5: Verifica-se. verificaremos as mesmas conclusões.200 ⇒ VB = 0.400 Vi = 9. Como se segue: Para A: IFES 9.8×10 0. Experiências 3 e 4: As concentrações de A e C são constantes.

[ 0.[ 0.0×10 0.20]2 3.0×10-6 k= = 0.200 = -5 3.2×10 0.6×10-5 k= = 0.[ 0.[ 0.[ 0.6×10 0.10]2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 1 = 2 2 -6 x ⇒x=1 y Para B: 8.40].10]. faz-se recorrendo aos dados de qualquer das experiências: k= 9.10].[ 0.300 = -5 3.10]2. 190 .20].20]2.0×10-6 = 0.10]2.30]2 8.[ 0.[ 0.05 [0.05 [0. k.[C]2 A ordem global desta reação é 1+2+2= 5 O cálculo da constante de velocidade.400 1 1 = 4 2 1 2 2 y 1 = 2 -6 y ⇒y=2 z Para C: 9.[B]2.20].05 [0.600 1 1 = 4 2 1 2 2 z 1 = 2 z ⇒z=2 Assim. a equação geral implica: V = k [A].0×10 0.2×10-5 k= = 0.8×10-5 k= = 0.20]2 3.40]2.05 [0.[ 0.[ 0.60]2 IFES Pág.05 [0.30]2 1.

191 .3 54. incolor.140×10-3 [I2] mol/L 3.5 54.1292×10-3 1.4 IFES Pág. Equilíbrio Químico. Hl)2 = constante (conc.410×10-3 Valores Calculados [HI] [I2][H2] 3.086×103 3. encontram.6 54. onde hidrogênio e o iodo.140×10-3 [HI] mol/L 1. examinemos a taxa: Concentração dos produtos no equilíbrio Concentração dos reagentes no equilíbrio Assim. quatro misturas diferentes na seguinte tabela: Tabela 18.471×103 [HI] 2 [I2][H2] 54. por exemplo. I2) Tomemos.312×103 1.497×10-3 1.767×10-2 1.910×10-3 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. em virtude da formação do iodo de hidrogênio.530×10-3 8. Constante de Equilíbrio.648×10-2 3.430×104 6. por exemplo. Resultados Experimentais [H2] mol/L 1.710×10-3 0.830×10-3 2.5ºC. Depois de um tempo a cor deixa de diminuir. A reação inicia-se com a diminuição da cor púrpura do iodo gasoso. Nesse momento. H2)(conc.497×10-3 1. a numa fase gasosa a 425.28. Tomemos o primeiro exemplo: H2 + I2 ⇄ 2 HI. a taxa [concentração dos produtos no equilíbrio/concentração dos reagentes no equilíbrio] fica mais bem representada da seguinte forma: (conc.

a velocidade da reação inversa é: V2 = K2 [C] [D] No equilíbrio. Generalizando para uma reação reversível qualquer: aA + bB + cC + . 192 . [𝑀]𝑚 .[A]. em termos de pressão parcial – Kp.[B] Kc = Kc é a constante de equilíbrio expressa em concentrações molares. líquidos e gasosos.[B] = K2. 𝑁 𝑛 .. A constante de equilíbrio aplica-se os não eletrólitos. 𝐵 𝑏 . [𝑃]𝑝 𝐾𝑐 = 𝐴 𝑎 .[D] Logo: K1 [C]. Então. V1 = V2..QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para uma reação do tipo: A (g) + B (g) ⇆ C (g) + D (g). ela é expressa em concentrações molares – Kc – e nos sistemas gasosos.[D] = K2 [A]. a velocidade da reação direta é: V1 = K1 [A] [B] Em que K1 é uma constante de proporcionalidade. ⇄ mM + nN + pP + … . a velocidade da reação direta é igual a velocidade da reação inversa. De modo similar. nos sistemas heterogêneos. [𝐶 ]𝑐 . IFES Pág. Nos primeiros.[C]. Assim: K1.

29.T R. 1. 193 . Como VA = V e [A] = .30. [D] = R. Seja a equação: V1 a A (g) + b B (g) ⇄ c C (g) + d D (g) V2 Admitindo-se que todos os gases são perfeitos. C = . PB = Pressão Parcial da espécie B. logo: V R.(PD)d Kp = (PA)a . PD = Pressão Parcial da espécie D.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Em se tratando de eletrólitos fracos em soluções diluídas.V = n . Para qualquer equação envolvendo apenas espécies gasosas: aA + bB ⇆ cC + dD A constante de equilíbrio em função das Pressões Parciais Kp pode ser obtida por: . T). 1.T IFES Pág.T V pA pB pC pD [A] = .T RT R. PC = Pressão Parcial da espécie C. Relação Matemática entre Ke e Kp. Então: n p nA = = p . então eles obedecem à equação dos gases perfeitos (onde p. Onde: PA = Pressão Parcial da espécie A. (Pc)c. R .(PB)a . (RT)-1 . A constante de equilíbrio. em função das pressões parciais é simbolizada por Kp. a constante toma o nome particular de constante de ionização K (equilíbrios iônicos). envolvendo apenas gases. [B] = . Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais.

[B]b = pC c . . 194 .082 atm m3/Kg mol K ∆n = variação no número de moles = (c + d) . Forma-se um precipitado quando uma solução tornase supersaturada com uma substância em particular. (R.T)[ c+d .(aq) Suponha que certa quantidade suficiente de MA seja dissolvida em água para produzir uma solução saturada contendo algum MA sólido (numa solução saturada o soluto atinge o seu limite de solubilidade no solvente. pB .T = ∆n Onde: T = temperatura em Kelvin. formando uma fase sólida.n d b .T)-(c+d) (R. que se separa de uma solução. O equilíbrio químico pode ocorrer em sistemas contendo mais de uma fase (heterogêneos).[D]d [A]a . Esta situação pode ser encontrada em sistemas onde ocorre a dissolução ou precipitação de sólidos. O precipitado pode ser cristalino ou coloidal e pode ser removido da solução por filtração ou centrifugação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Substituindo esses valores na expressão de Kc. R . formado de íons M+ e A-: MA(s) ⇄ M+ + A. vem: Kc = C c . pouco solúvel. IFES Pág. R = constante dos gases = 0. Um grande número de reações utilizadas em análise qualitativa inorgânica envolve a formação de precipitados.T)-(a+b) Kp = Kc .a+b ] = Kp = Kc . Kp ∆.(a + b) 1. Considere um sólido iônico. (R .31. MA. pD pA a . Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade.

conseqüentemente. quanto mais insolúvel é o sal mais baixa é a concentração dos seus íons em solução e. há uma constante de equilíbrio que é definida como: = Kps = M+ . Note que a concentração de um sólido ou líquido puro é constante. menor é o valor da constante produto de solubilidade.[A-] Apesar de se tratar de um equilíbrio heterogêneo. A constante Kps traduz a maior ou menor solubilidade de um composto em água e. tal como seria de esperar. o produto iônico é igual ao produto de solubilidade: = Kps [ApBq] = [Aq+]p . Seja a equação genérica: AB ⇆ A+ + B− Kps(AB) = [A+] . elevadas aos respectivos coeficientes estequiométricos da equação de equilíbrio. [B−] (produto das concentrações de A+ e B-) De uma maneira geral: ApBq ⇆ p Aq+ + q BpNo equilíbrio. Como [MA] é constante e podemos dizer que: Ke = [M+]. a adição de mais soluto faz com que este permaneça na forma cristalina. e porque se trata de um equilíbrio heterogêneo. não sendo. é definido como o produto das concentrações dos íons constituintes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. a uma temperatura constante. não dissolvida (se a temperatura for mantida fixa). 195 . Kps. considerada na expressão da constante de equilíbrio. [Bp-]q = IFES Pág. A= sendo Kps designado por produto de solubilidade do composto [MA]. o produto de solubilidade de um composto. portanto. Deste modo. portanto.

Exemplos de Produto de solubilidade SUBSTÂNCIA iodato de bário permanganato de bário oxalato de bário sulfato de bário hidróxido de berílio hipoclorito de bismuto sulfeto de bismuto carbonato de cádmio oxalato de cádmio sulfeto de cádmio carbonato de cálcio fluoreto de cálcio hidróxido de cálcio oxalato de cálcio sulfato de cálcio brometo de cobre I cloreto de cobre I iodeto de cobre I tiocianeto de cobre I hidróxido de cobre II sulfeto de cobre II FÓRMULA Ba(IO3)2 BaMnO4 BaC2O4 BaSO4 Be(OH)2 BiClO Bi2S3 CdCO3 CdC2O4 CdS CaCO3 CaF2 Ca(OH)2 CaC2O4 CaSO4 CuBr CuCl CuI CuSCN Cu(OH)2 CuS Kps 1.0 × 10-11 5. Ag2CrO4 ⇆ 2 Ag+ + CrO42Kps = [Ag+]2 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um exemplo: a equação do produto de solubilidade do Ag2CrO4.7 × 10-9 4.5 × 10-10 2.3 × 10-8 1.1 × 10-12 4.0 × 10-22 7.6 × 10-9 1. 196 .0 × 10-17 2.0 × 10-36 IFES Pág. [CrO42-] Tabela 19.0 × 10-9 1.0 ×10-28 8.6 × 10-97 9.2 × 10-9 1.2 × 10-6 5.5 × 10-14 1.9 × 10-4 5.0 × 10-10 7.5 × 10-9 2.5 × 10-6 2.5 ×10-8 1.8 × 10-15 1.

0 × 10-38 6.0 × 10-28 2.6 × 10-7 IFES Pág.0 × 10-12 1.0 × 10-12 3.1 × 10-12 5.0 × 10-5 4.3 × 10-18 4.0 × 10-16 4.0 × 10-16 1.2 × 10-11 9. 1 × 10-8 1.4 × 10-15 5.0 × 10-10 1.0 × 10-14 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA hidróxido de ferro II hidróxido de ferro III iodato de lantânio iodeto de chumbo II oxalato de chumbo II sulfato de chumbo II sulfeto de chumbo II fosfato de amôniomagnésio carbonato de magnésio hidróxido de magnésio oxalato de magnésio hidróxido de manganês II sulfeto de manganês II brometo de mercúrio I cloreto de mercúrio I sulfeto de mercúrio II arseniato de prata carbonato de prata cloreto de prata cromato de prata cianeto de prata iodato de prata iodeto de prata fosfato de prata sulfeto de prata tiocianeto de prata oxalato de estrôncio FÓRMULA Fe(OH)2 Fe(OH)3 La(IO3)3 PbI2 PbC2O4 PbSO4 PbS MgNH4PO4 MgCO3 Mg(OH)2 MgC2O4 Mn(OH)2 MnS Hg2Br2 Hg2Cl2 HgS Ag3AsO4 Ag2CO3 AgCl Ag2CrO4 Ag[Ag(CN)2] AgIO3 AgI Ag3PO4 Ag2S AgSCN SrC2O4 Kps 8.0 × 10-49 1.1 × 10-9 4.0 × 10-22 8.0 × 10-10 7.0 × 10-5 1.8 × 10-10 1.2 × 10-12 1.0 ×10-53 1.5 × 10-13 l.6 × 10-8 8.8 × 10-23 1. 197 .3 × 10-20 2.

Q.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA sulfato de estrôncio cloreto de talio I sulfeto de talio I ferrocianeto de zinco oxalato de zinco FÓRMULA SrSO4 TlCl Tl2S Zn2Fe(CN)6 ZnC2O4 Kps 3. AgCl. Consideremos o equilíbrio de solubilidade do sal cloreto de prata. Significa que se atingiu o equilíbrio de solubilidade. neste ponto. (B) Q = Ks – solução saturada. isto é. precipitam. a velocidade com que o sal se transforma em íons é a mesma com que os iões se transformam em sal. se consegue dissolver mais soluto. Significa que. Para tomar conhecimento se um dado sistema atingiu ou não o equilíbrio de solubilidade recorremos ao produto iónico.8 × 10-8 O equilíbrio de solubilidade é um exemplo de equilíbrio heterogêneo. (C) Q > Ks – solução sobressaturada. IFES Pág. sal. para o mesmo volume de solução. Significa que o sal precipitará até que se atinja o valor da constante de produto de solubilidade. em que.(aq) O sentido direto traduz a dissolução do sal e o sentido inverso traduz a sua precipitação. que está relacionado com a dissolução e precipitação de substâncias pouco solúveis. representado pela seguinte equação química: AgCl (s) ⇄ Ag+ (aq) + Cl. Uma solução pode apresentar as seguintes relações quantitativas entre o produto iónico e a constante de produto de solubilidade: (A) Q < Ks – solução insaturada.1 × 10-16 2.8 × 10-7 2 × 10-4 5 × 10-22 4. 198 . e à mesma temperatura.

De acordo com a definição de constante de produto de solubilidade.49×10–9. determinar o produto iônico. Para reconhecer a eventual formação de precipitado há que calcular as concentrações dos íons presentes no sistema e. a partir destas. 199 . Exemplo: Considere a dissolução do iodeto de chumbo. para esta reação de dissolução podemos escrever: Kps = [Pb+2] × [I–]2 Se representarmos por S a solubilidade molar.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Condição de precipitação: Para que se inicie a precipitação de um sal é necessário que a solução atinja a saturação. representada por: PbI2 (s) ⇄ Pb2+ (aq) + 2I− (aq) e cujo produto de solubilidade à temperatura de 25ºC é Kps = 8. então: S = [Pb+2] = 2× [I–]2 PbI2 (s) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: S -S 0 ⇄ Pb2+ (aq) 0 +S +S Kps = S×S2 = S3 e portanto: S = 3 + 2I− (aq) 0 +2S +2S Kps 4 IFES Pág. PbI2. ou seja. isto é: Q = Ks. o número de moles de PbI2 que se dissolvem por litro de solução. Q. Se Q > Ks ocorre a formação de precipitado.

[OH-] [H2O] No entanto. Ou seja: Ke = [H+]. 1. Desta forma.008 × 10−14 M2 (≅ 10−14). ou seja. [H+] =[OH−] e o valor do produto iônico da água é 1.5 mol/L). à temperatura de 25ºC. a água tem partes iguais do cátion (H+) e do ânion (OH−).49 × 10-9 = 1.= 10-7 = IFES Pág.3×10–3 mol/dm3 (0. S = 3 8. em água pura ou em uma solução aquosa diluída.599 g/dm3). A água se dissocia em pequena quantidade em íons hidrogênio (H+) e (OH−). então: H+ = = OH. O valor do produto iônico da água que é a constante de equilíbrio. as concentrações destes íons gerados nesta ionização são tão pequenas que dificilmente causam diferença nos resultados das análises.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ou seja. Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw).32. o termo [H2O] é uma constante (55.[OH-] Como. O primeiro equilíbrio químico de interesse que ocorre na água é a dissociação de sua própria molécula: H2O ⇄ H+ + OH− Como as quantidades dos íons nas soluções se equivalem. Entretanto. a concentração de (H+) é de 10−7 e a concentração de (OH−) também é de 10−7. estão dissolvidas 1.3×10-3 mol/dm3 4 O que nos permite concluir que num litro de solução saturada de PbI2. podemos simplificar a equação acima como: Kw = [H+]. 200 .

acético. não era necessário a presença de oxigênio. as substâncias ácidas são azedas. tais como: ácido sulfúrico.1 Substâncias ácidas. Isso era verificado experimentalmente em ácidos conhecidos na época. Variação do produto iônico da água com a temperatura. que significa azedo. então sempre que este equilíbrio acontecendo o seu valor será: Ke = 10−14 1.33. Gay-Lussac mostrou que para uma substância ser considerada ácida. tal como ocorria com o ácido muriático (nome popular para a solução aquosa de HCl.13. está se baseando na impressão que as substâncias sápidas (apetitivas) produzem na língua.68×10-14 1. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases. nítrico. Mais tarde.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este valor altera-se com a variação da temperatura como mostra a tabela abaixo: Tabela 20. No século XVIII. fosfórico. ela necessariamente teria oxigênio em sua composição. Geralmente. 8.29×10-14 0. com impurezas). 201 . mas sim de hidrogênio combinado com outros elementos.92×10-14 Uma vez que em condições ambientes a temperatura está sempre próxima de 25°C. Nos século XIX e XX. muitas definições surgiram para tentar explicar a presença e o comportamento de ácidos e bases. IFES Pág. Quando uma pessoa fala: laranja é ácida. muitos cientistas acreditavam que para uma substância ser ácida. etc.47×10-14 2.00×10-14 1. Temperatura 100C 200C 250C 300C 400C Ke 0. amargas − o termo ácido deriva do latim acidu.

pois aceita um próton deste íon. Definição de Bronsted. por exemplo: NH3 (aq) + H2O (l) ⇄ NH4+ (aq)+ OH− (aq) Nesta reação. como a amônia. Repare que. algumas receberam maior destaque: definição de Arrhenius. ácidos são substâncias capazes de doar um próton em uma reação química. a água se comporta como uma base. embora utilizado até hoje. sequer existe em solução aquosa. compostos capazes de aceitar um próton numa reação. 202 . É verdade para o NaOH. II. 2) o íon H+. tem sérias limitações: 1) só pode ser empregado a soluções aquosas. a amônia acerta um próton: é uma base. Arrhenius propôs que os ácidos eram substâncias cujos produtos de dissociação iônica em água incluiam o íon hidrogênio (H+) e bases as que produzem o íon hidróxido (OH−). de Lewis e de Pearson. não são bases de acordo com o conceito de Arrhenius. a água se comporta como um ácido. I. somente são bases substâncias que possuem OH− em sua composição. NH4+ (aq)+ OH− (aq) ⇄ NH3 (aq) + H2O (l) Nesta reação. pois explica o caráter básico da amônia e o caráter ácido do íon amônio. Segundo Bronsted. de Bronsted-Lowry. 3) não pode ser aplicado para outros solventes. é um exemplo de substância anfiprótica: moléculas que podem se comportar como um ácido ou como uma base de Bronsted.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Entre elas. mas outras substâncias. portanto. IFES Pág. 4) segundo este conceito. de fato. Definição de Arrhenius. E bases. já na reação com o amônio. portanto. o íon amônio doa um próton: é um ácido. A água. Este conceito. Como vimos. na reação com amônia. Esta nova definição é bem mais ampla. pois doa um próton.

Cr6+. Ce4+. 203 . Hg+. OH-. Pt4+. Exemplos: F-. Mn2+. respectivamente. Cl7+. Co3+. Li+. O. R2O. com baixo estado de oxidação. Estes termos se referem. Ca2+. Definição de Pearson. os íons metálicos de alto estado de oxidação. Cr3+. como uma espécie capaz de receber pares de elétrons e base. Lewis definiu um ácido. I. Si4+. Cd2+. I5+. Cu+. Tl+. Na+. Exemplos: H-. Definição de Lewis. RS-. H2O. CO. a dificuldade ou facilidade com que as "nuvens eletrônicas" (regiões de maior probabilidade de encontrarmos os elétrons mais externos) podem ser deformadas. Be2+. CH3COO. Ag+. As3+. ClO4-. formando ligações químicas. CN-. NO3-. CH3Hg+. NH3. Cl. RO. I7+. SCN-. Au+. Fe3+. os alcalinos terrosos. N2H4. K+. CO32-. Sr2+. etc.C2H4..QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. R-. que incluem os alcalinos. de média eletronegatividade e possui baixa capacidade polarizante. R3As IFES Pág. foi criado por Pearson um conceito de dureza e moleza para ácidos e bases. N. O2-. Bases macias são espécies que recebem elétrons. R2S. C6H6. Exemplos: Pd2+. Mg2+. como uma espécie capaz de doar pares de elétrons. Br. etc. ROH. CH2. Ti4+. Mn7+. Os ácidos macios são espécies de tamanho grande. I-. SO42-. Sc3+. Os ácidos duros são íons metálicos. Possuem alta eletronegatividade e baixa polarizabilidade. PO43-. Hg2+. La3+. IV. possui baixa eletronegatividade e alta polarizabilidade. Sn4+. Cl3+. As bases duras são espécies que doam elétrons. R3P. Zr4+. Ga3+. N3+. Exemplos: Eu3+. RNH2. Como extensão a teoria de Lewis. Pt2+. RO-. espécies de baixa eletronegatividade e tamanho pequeno. RO2.

estabelecendo-se um equilíbrio reversível entre as espécies não dissociadas e os seus íons. Tomemos o exemplo: HCl + H2O ⇄ H3O+ + Cl− H3O+ [Cl-] Keq = [HCl][H2O] Como já vimos. Valores de Ka e suas respectivas bases conjugadas. Constante de dissociação dos ácidos (Ka). portanto varia apenas com a temperatura. no caso de soluções diluídas. se dissociam. portanto. 204 . Força do ácido Forte Fraca Muito Fraca Ka >1 1 para 10-16 < 10-16 Força da base conjugada Muito fraca Fraca Forte Kb < 10-16 10-16 para 1 >1 IFES Pág. A força do ácido é um parâmetro determinado através da sua constante de ionização Ka . Tabela 21. Os eletrólitos fracos como ácidos quando dissolvidos num solvente como a água. Um grande valor de K significa que na ionização há predominância dos produtos. 1. podemos. o termo [H2O] é constante. enquanto pequeno valor de K diz que os reagentes são favorecidos. maior a quantidade de íons H+ liberados na solução e como conseqüência mais forte é o ácido. Quanto maior o valor Ka . substituir a equação por por Ka: H3O+ [Cl-] Ka = [HCl] A constante de ionização é um valor semelhante à constante de equilíbrio. dependendo da força e da concentração do ácido.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observação: as substâncias ácidas são consideradas perigosas pelo fato de terem a propriedade de destruir estruturas moleculares assim como dissolver matéria orgânica com muita facilidade.34.

. 1. Onde [C] é a concentração do cátion. e m é a magnitude da carga do ânion.. Constantes de Ionização de Alguns Ácidos e de suas bases Conjugadas ÁCIDOS HClO4 H2SO4 HCl Ka grande grande grande BASES ClO4HSO4Cl- Kb muito pequena muito pequena muito pequena IFES Pág. [BH+] [OH-] Keq = [B] [H2O] Outra vez. A ionização de uma base fraca B em solução aquosa pode ser representada pela equação.. expressa em concentração molar. B + H2O ⇄ BH+ + OH+ E a constante de ionização da base por. 205 .. n é a magnitude da carga do cátion. O balanço de carga é dado por: n1[C1] + n2[C2] + .36. [A] é a concentração de um ânion. = m1[A1] + m2[A2} + .] Kb = [B] = onde Kb é a constante de ionização das base.35.. o termo [H2O] é constante. = [BH+ ] [OH. Balanço de Carga.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Tabela 1. Assim.. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb).

5 1.2.10-2 55.0.10-16 1.10-8 3.10-10 4.2.10-7 1.10-5 2.10-7 1.10-11 1.3.8.10-2 7.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ÁCIDOS HNO3 H3O+ H2SO3 HSO4H3PO4 HNO2 HCOOH C6H5COOH CH3COOH C2H5COOH H2CO3 H2 S H2PO4HSO3HOCl NH4+ HCN C2H5NH3+ CH3NH3+ HCO3HPO42H2 O HSNH3 IFES Ka grande 55.0.8.0.10-13 1.10-11 4.5.10-13 8.8.10-7 1.1.5.10-4 6.10-8 1.9.3.4.10-10 7.8.2.8.10-11 5.10-4 2.6.3.6.8.5 1.10-5 4.6.0.10-4 5.2.6.10-10 2.8.10-7 2.10-4 1.105 grande Pág.10-7 6.0.2.10-8 5.10-2 1.10-8 6.10-3 4.3.10-13 1. 206 .0.10-10 2.6.10-11 2.10-5 4.6.10-10 5.10-12 2.2.7.3.10-5 1.5.10-16 8.10-11 3.10-7 1.10-5 1.3.0.3.10-19 muito pequena BASES NO3H2 O HSO3SO42H2PO4NO2HCOOC6H5COOCH3COOC2H5COOHCO3HSHPO42SO32ClONH3 CNC2H5NH2 CH3NH2 CO32PO43OHS2NH2- Kb muito pequena 1.5.10-4 2.6.

A relação entre a concentração de íons Hidrogênio e o valor pH é definido pela equação : pH = − log [H+] Da mesma forma podemos utilizar essa terminologia para caracterizar a concentração de íons OH− em uma solução básica: pOH = . Os íons hidrônio resultantes são relativamente poucos e exibem vida curta como espécies químicas. H+) e. De fato. 207 . A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH). íons hidroxila (ânions OH−). Inversamente. A água exibe caráter anfótero: comportar-se quer como levemente ácida ou levemente alcalina. Esse caso singular de água: de produzir íons hidrônio (cátion. correspondentemente na mesma medida. quanto maior for a sua concentração (ao contrário da concentração de íons hidroxila) mais ácida será a solução e menor será o pH (pH <7). mais alcalina (básica) será a solução e maior será o pH (pH > 7). portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. assim ocorre igualmente com os correspondentes íons hidroxila. os pares conjugados (H3O+ e OH−) estão em equilíbrio dinâmico com a água molecular e a esta retornam.log K IFES Pág.log [OH-] Ou uma solução qualquer: pK = . por recombinação (e vice-versa) segundo a equação: 2 H2O (l) ⇄ H3O+ (aq) + OH− (aq) A curta vida de hidrônios e sua a concentração efetiva é a base para a determinação do pH das soluções aquosas.37. quanto menor for a concentração dos íons hidrônio. No equilíbrio. Assim os hidrônios existem mesmo em água isenta de impureza (quimicamente pura). conhecemos como ―auto-ionizarão‖ da água. maior será a concentração de íons hidroxila e.

em solução aquosa: HA . o meio neutro.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO É claro que pH + pOH = 14. indica. O ponto médio. 1. enquanto que a acidez potencial. obviamente. Seja o ácido HA qualquer. BOH . Acalinidade titulável IFES Pág. A acidez total ou de titulação (titulável) é a soma da acidez total com a potencial. Acidez potencial ⇄ H3 O+ .38. Acidez Atual. Acalinidade real . Acidez titulável A acidez real é determinada pela medida do pH e a acidez total por intermédio da acidimetria. átomos esses capazes de sofrer ionização quando for necessário. potencial e total. Diagrama de pH. Assim os limites de pH estão distribuidos entre 0 e 14. a alcalinidade atual. teremos analogamente. 208 . latente ou de reserva é devida aos átomos de hidrogênio que se encontram na molécula não dissociada do ácido. Acidez real + A- . Fig. No caso das soluções alcalinas. iônica é causada pelos íons hidrogênio livres em solução. potencial e Total. Alcalinidade potencial ⇄ B+ + HO. A acidez atual. 77.

TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante do Produto Iônico.[CH3COOH] [CH3COO. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios.[CH3COO-] [CH3COOH] [OH-]. 209 . [OH−] Ionização da água TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Ionização. K a ou K b Exemplos típicos: Expressão da Constante de Equilíbrio: Ka = Kb = [H3O+].39.] Ionização de Eletrólitos Fracos CH3COOH + H2O → H3O+ + CH3COO− CH3COO− + H2O → OH− + CH3COOH IFES Pág. Kw Exemplos típicos: 2 H2O → H3O+ + OH− Expressão da Constante de Equilíbrio: KW = [H3O−] .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.

[Cl+] Sólidos ―Insolúveis‖ Equilíbrio Heterogêneo Produto de Solubilidade.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Expressão da Constante de Equilíbrio: Kps = [Ag+] . 𝛃 n Exemplo Típico: Expressão da Constante de Equilíbrio: Formação de um íon Complexo β4= [Ni(CN)42-] [Ni2+][CN-]4 Ni2+ + 4 CN− ↔ Ni(CN)42− NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO K Redox Exemplo Típico: Cu + 2 Fe+3+ ↔ Cu2+ + 2 Fe2+ TIPO DE EQUILÍBRIO Equilíbrio Oxidação/Redução Expressão da Constante de Equilíbrio: [Cu2+][Fe2+]2 KRedox = [Fe+3]2 IFES Pág. Kps Exemplos típicos: AgCl(s) → Ag+ + Cl− TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Formação. 210 .

IFES Pág.40. quando 3 moles de álcool são misturados com 1 mol de ácido? Na temperatura de reação todas as substâncias são líquidas. Exercícios Resolvidos (1) Quando um mol de álcool é misturado com um mol de ácido acético. aumento da pressão Aumento do volume. 211 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 22. Resumo Geral. Variação à medida que a mistura retorna ao equilíbrio Energia térmica é consumida Energia térmica é gerada Parte do reagente adicionado é consumida Parte do produto adicionado é consumida Diminuição da pressão Efeito sobre o equilíbrio Deslocamento na direção endotérmica Deslocamento na direção exotérmica Aumenta a concentração de produto Aumenta a concentração de reagente Variação da composição para diminuir o número total de moléculas Variação da composição para aumentar o número total de moléculas Efeito sobre K PERTUBAÇÃO Aumento da temperatura Queda da temperatura Adição de reagente Adição de produto Diminuição de volume. a) Qual o valor da constante de equilíbrio? b) Quantos moles de éster são formados no equilíbrio. diminuição da pressão Catalisador Varia Varia Não varia Não varia Não varia Não varia - Aumento da pressão acelera 1. a mistura em equilíbrio contém 2/3 de mol de éster e outro tanto de água. à temperatura ambiente.

[CH3COOH] [C2H5OH]. Portanto: IFES Pág.mol 3 2 1 1. portanto: mol [C2H5OH] = 3 V mol [CH3COOH] = 3 V = mol 3V = mol 3V = 2 mol 3V 2 mol 3 [CH3COOC2H5] = V mol [H2O] = 3 V Portanto.[CH3COOH] 2 (2/3). portanto aparecer na equação da constante de equilíbrio. devendo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool C2H5OH (l) Início: Variação: Equilíbrio: 1 mol 2 .(2/3) 2/3 Kc = = (1/3). juntamente com as demais reagentes e produtos.= mol 3 3 Ácido Éster Água H2 O 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + 1 mol 2 .(1/3) 1/3 =4 Observe que as unidades de concentração se cancelam.= mol 3 3 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 a) Observemos que a água na reação não é um solvente. 212 . Seja V o volume da solução. b) Seja x o número de moles de álcool que reagem. Kc = = 2 mol 3V CH3COOC2H5 . significando que o equilíbrio independe do volume.mol 3 2 1 1.

150 3×0. 3x2−16x +12 = 0 x= x= 2. Calcule o valor da constante de equilíbrio para: N2 (g) + 3 H2 (g) ⇄ 2 NH3 (g) Precisamos saber as concentrações de equilíbrio de cada uma das substâncias na mistura que está reagindo e então substituir aqueles valores no quociente da reação.150 2×0.(4+ 7) = 4. pois uma há hipótese de formar mais que um mol de éster.7) = 0.150 2 2 2 Pág.4305 3 A segundo raiz é uma incoerência física. vem: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1×0. a concentração da amônia é 0. 500 mol N2 L−1 e 0. No equilíbrio.(1-x) (3-4x+x2 ) Então.150. 150 mol L−1.800 mol H2 L−1 em um recipiente reage e alcança o equilíbrio. Pela equação: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1 3 2 Dividindo os conseqüentes por 2 e multiplicando por 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool Ácido Éster Água H2 O 0 mol +x mol x mol C2H5OH (l) + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + Início: Variação: Equilíbrio: 3 mol -x mol 3-x mol 1 mol -x mol 1-x mol 0 mol +x mol x mol (x).(x) x2 Kc = = =4 ( 3-x).9028 3 2. 213 IFES .(4. (2) Uma mistura consistindo de 0.

278 M−2 (3) O grau de dissociação iônica do hidróxido de amônio. é de 0.575 M ⇄ 2 NH3 (g) 0 moles +0.150)2 Kc = 0.225 moles 0.150 moles 0.004 M 0. em solução aquosa 1 N.004 M mol NH4OH = mol NH4OH 1 0.4% a 18C.150 N2 (g) Inicio Variação: Equilíbrio: [NH3]2 Kc = H2 3 N 2 (0.004 M + HO− 0M 0.075 0.425 M + 3 H2 (g) 0.500 moles −0. 214 .800 moles −0. 0.150 M IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n (N2) n (H2) n (NH3) = = 0.004 M 0.575 3 .004 M 0.225 0.075 moles 0.425 Kc = 0. Qual é a constante de ionização da base nessa temperatura? Uma solução 1N contém: em 1 L = 1 eqg NH4OH = N NH4OH = 1 mol = 1M 1L NH4OH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: Como: Ki = NH4+ [HO-] [NH4OH] 1M − 0.996 M ⇄ NH4+ 0M 0.

03×0.0006 M)(0.02 M 0.9×( )M 128 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ki = (0.0194 M) (5) Calcule a constante de ionização para uma solução N/64 de hidróxido de cálcio.5 mol Portanto.9×( +0.61×10-5 M (0. que está 90% ionizada. Calcule a constante de dissociação iônica do ácido.9×( IFES Pág. 215 . Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0.02 M − 0. 1 mol = 2 eqg (Ca(OH)2).0006 M) = 1.0006 M + CH3COO− 0 0. 1×( 1 ) M 128 ⇄ Ca+ 0 +0.02 M é 3% a 25C.02 M 0.9×( 1 )M 128 1 )M 128 +2×0.0.02 M 0.03×0. como: N= 2 eqg (Ca(OH)2) N 1 = = M 1L 2 128 Ca(OH)2 Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 1/128 M 1 . Temos eqg (Ca(OH)2) = mol/2 = 0.004 M) = 1. em solução 0.6×10-5 M (0.0006 M Ki = Ki = H+ [CH3COO-] [CH3COOH] (0.0194 M ⇄ H+ 0 0.004 M)(0.996 M) (4) O grau de dissociação iônica do ácido acético.9×( 1 )M 128 1 )M 128 + 2 OH− 0 +0.03×0.

bases). A Lei da diluição de Ostwald é expressa por: C+ [A-] Mα2 Ki = = [CA] 1-α Sendo: Ki = constante de ionização [C+] = concentração dos cátions [A-] = concentração dos ânions [CA] = concentração do composto não ionizado ou não dissociado M = concentração molar em mol/L α = grau de ionização Se α ≤ 5%. em temperatura tal que esteja 80% dissociado.9/128)2 = 1.78×10-3 (0. PCl5 (v) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: IFES ⇄ PCl3 (v) 0 +α x moles +α x moles + Cl2 (g) 0 +α x moles +α x moles Pág. supondo o sistema homogêneo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ca+ [HO-]2 Ki = [Ca(OH)2] Ki = 4. 216 x moles −α x moles (1−α)x moles .(0.1/128) Lei da diluição de Ostwald ou Lei de Ostwald é a relação matemática entre a constante de ionização e o grau de ionização de um eletrólito (ácidos. admite-se a seguinte sentença Ki = Mα2 pois o resultado de 1 − α ≈ 1 (6) Calcular a constante de equilíbrio da dissociação PCl5 ⇄ PCl3 + Cl2.

então: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = 𝛼𝑥 = 𝛼𝑥 1 − 𝛼 𝑥 V V V p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) p (PCl5)+p (PCl2)+p (Cl2) P = = = = 1 -α α α 1-α +α+α 1+α p (PCl5) = Logo: 1-α .P 1+α α p (PCl2) = . 𝑃2 1 + 𝛼 2 Kp = 1-α . 217 . podemos escrever: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = = [PCl5] [PCl2] [ Cl2] Seja V o volume do sistema e α o grau de ionização do penta cloreto de fósforo. Kp = pPCl2 pCl2 pPCl5 2 𝛼 .P 1+α IFES Pág.P 1+α 𝛼 2 .P 1+α Kp = Logo.𝑃 1+𝛼 1-α .P 1+α α p (Cl2) = .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como: PV = nRT P=( 𝑛 )RT V P n = RT = constante ( ) V Assim.

1 α2 + 1.35% (8) Em uma câmara de 10 L.85×10-5) 2(0.85×10−5.10×α 2 M Portanto: Ki = = 1.0135 ou 1. 1atm.8 = 1. 2 1-α P Como o problema submetido não se refere à pressão total a que está o sistema no equilíbrio.10×α M + 0. H2 (g) + I2 (g) ⇄ 2 H1 (g) Em uma dada temperatura e para um estado padrão de 1 mol/L. Portanto: Kp = 0.85×10−5 α − 1. 218 . a 25C.P Kp = 1 − 𝛼 2 1+α 𝑃2 . K = 50 para a reação. .10(1-α) 0.1 (1. evacuada.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 𝛼 2 Kp = 1 + 𝛼 𝛼 2 .10×α M 0. supõe-se que a pressão normal. em solução decimolar.10 M − 0.85×10−5 = 0 α= -1.85×10-5 0. é de 1. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0. Calcule o grau ionização α do ácido a 25C.0.85×10-5 ± 1.5 mol de H2.85×10-5 2 -4 0.1) α = 0.10(1−α) M ⇄ H+ 0 + 0. 0.10×α M + CH3COO− 0 + 0. (a) Qual é a pressão total na câmara? IFES Pág. são reagidos a 448°C.77 1.5 mol de I2.10×α M 0.1 ×α M + 0. e 0.82 (7) A constante de ionização do ácido acético. isto é.

qual será a concentração de todas as espécies quando se alcance o equilíbrio? As concentrações ao inicio são: [A] = 0.(448+273) mol.T P(total) = n(total).atm ). Durante a reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (b) Quantos mols de iodo permanecem não-reagidos no equilíbrio? (c) Qual é a pressão parcial de cada componente na mistura no equilíbrio? Antes de iniciar a reação.R.5−x) (9) Para a reação: A + B ⇄ C + D.9 atm 10 L + I2 (g) 0. [C] = 0.5-x x = 0.T V (0. Se inicialmente põe-se 1. o número total de mols era 0.5).R.5 −x (0.K = 5.V = n.200 M.5 = 1.5 −x (0.5 + 0. 219 .0.( 0.082 L.39 2 0. [D] = 0 No equilíbrio são: A + B ⇄ C + D IFES Pág.5−x) ⇄ 2 H1(g) 0 +2x +2x P(total) = H2 (g) Inicio: Variação: Equilíbrio: (2x)2 Kc = 50 = (0. A pressão total pode ser calculada a partir da lei dos gases ideais: P.5-x)2 2x 50 = 0.5 + 0. [B] = 0. o valor da constante de equilíbrio a uma determinada temperatura é Kc = 56.00 moles de B em um recipiente de 10 litros.00 mol de A e 2. não ocorre variação no número total de mols.100 M.

100 − 0.098) = 0.5 moles/L − 3x (0.200 − 0. [D] = 0.5-3x)3 .5− 3x) moles/L ⇄ 2 NH3 (g) 0 + 2x (2x) moles/L [NH3]2 (2x)2 Kc = = [H2]3 [N2] (0.098) = 0. pois se partimos reagindo 0.098 e x2 = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.200−x) M x x x2 Kc = = 56 0.(0.2 moles/L −x (0.2-x) No entanto.098 M. sabendo que se partimos de dois moles de N2 e cinco moles de H2.100−x) M Portanto. (10) Calcule os valores de Kc e Kp a 250°C na reação de formação do amoníaco. Temos: N2 (g) Inicio: Variação Equilíbrio: 0.102 M. (0. [B] = (0. [C] = 0.(0.100 mol de A não poderíamos obter uma concentração maior.002 M.200-x) 55x2 + 16.100-x .8 x+1.12 = 0 x1 = 0.207 Desprezaremos x = 0. no equilíbrio temos 3 moles de NH3. obteremos três moles de amoníaco. O volume do recipiente de reação é de 10 L. 220 .207.2− x) moles/L + 3 H2 (g) 0. Assim: [A] = (0. logo: IFES Pág.098 M.

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[NH3] = 3 moles/ 10 L = 0,3 M = 2x  Portanto,

x = 0,3/2 = 0,150 M

(2x)2 (20,150)2 Kc = = (0,5-3x)3 (0,2-x) (0,5-30,150)3 (0,2-0,150) (0,3)2 Kc = = 14 400 (0,05)3 (0,05) Como: ∆n = 22, já que: 2 − (3 + 1) = 22, então: Kp = Kc. (R.T) ∆n Kp = 14 400 · (0,082 · 523)22 = 7,83 (11) Suponha que 3,00 moles de HI; 2,00 moles de H2 e 1,00 mol de I2 são colocados num recipiente de 1 L a 485C. Depois de estabelecido o equilíbrio, quais são as concentrações de todas as espécies? (Considere: Kc (485C) = 2,0610-2 ) As concentrações iniciais são: [HI] = 3,00 M; [H2] = 2,00 M e [I2] = 1,00 M A equação de equilíbrio é: HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) No equilíbrio as concentrações serão: 2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: 3,00 − 2x 3,00 − 2x ⇄ 1 H2 (g) 2,00 +x 2,00 + x + 1 I2 (g) 1M +x 1,00 + x

A condição de equilíbrio é: Kc = Kc = [H2][ I2] [HI]2 2,00 + x (1,00 + x) (3,00 - 2x)2

IFES

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2,00 + x (1,00 + x) = 2,0610-2 (3,00 - 2x)2 0,918 x2 + 3,25 x + 1,81 = 0 x= x= x= -3,25± 3,25 2-4(0,918)(1,81) 2(0,918)

-3,25± 3,91618 1,836 -3,25±1,9789 1,836

x ≈ −2,848 ou x ≈ −0,692 Como a segunda raiz leva a concentrações negativas, ela será rejeitada. Contudo a segunda raiz (x = −0,692302) é significativa, embora o seu sinal (negativo) indica que a reação ocorre no sentido contrário: no de formação de HI. 1 H2 (g) Variação: Equilíbrio: 2,00 − 0,692 1,308 + 1 I2 (g) 1,00 − 0,692 0,308 ⇄ 2 HI (g) 3,00 + 2(0,692) 4,384

(12) Calcule o grau de dissociação, a 30°C e 5 atm de pressão, que apresenta o tetróxido de dinitrogênio, se sabemos que nessas condições o valor de Kp é de 0,15. (R = 0,082 atm L/mol K) N2O4 (g) ⇄ 2 NO2 (g) Os números de moles/L no equilíbrio serão: N2O4 (g) Início: Variação: Equilíbrio: Lembrando que: p (parcial) = fração molar × pressão (total) C −αC (1−α)C ⇄ 2 NO2 (g) 0 +2 αC +2 αC

IFES

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p(NO2) = x(NO2)× pressão (total) p(N2O4) = x(N2O4)× pressão (total) x(NO2) = x(N2O4) = n(NO2) n NO2 + n(N2O4) n(N2O4) e n NO2 + n(N2O4)

pressão (total) = p(NO2) + p(N2O4) Assim: n.° de moles no equilíbrio de NO2 = 2α.c n.° de moles no equilíbrio de N2O4 = (1−α)c n.° de moles totais no equilíbrio = 2α.c + (1−α)c = (1+α)c Logo: p(NO2) = p(N2O4) = p2 NO2 pN O
2 4

2α.c . 5 atm (1+α)c (1-α)c . 5 atm (1+α)c 2α . 5 atm 1+α 1-α . 5 atm 1+α
2

Kp =

=

4α2.5 = 0,15 de onde α = 0,086 ou 8,6% 1-α2 (13) A 800K, a Kc para a reação: 2 HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) vale 0,016. Na mistura em equilíbrio a essa temperatura, calcule: (A) a concentração de todas as espécies, sabendo que as de H2 e I2 são iguais e a pressão a que se encontra o sistema é de 1 atm. (B) as concentrações dos componentes, sistema. Dado: R = 0,082 atm L/mol K
IFES

quando se duplica a pressão do

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2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: n.R.T = P.V C= C= n P = V R.T C − 2x C − 2x

1 H2 (g) C +x C+x

+

1 I2 (g) 1M +x C+x

P 1 atm = = 0,015 mol/L atm L R.T 0,082 ×800K mol K

Assim, no equilíbrio teremos: 2 HI (g) Equilíbrio: 0,015− 2x ⇄ 1 H2 (g) 0,015 + x [H2][ I2] [HI]2 + 1 I2 (g) 0,015 + x

A condição de equilíbrio é: 0,015 + x 0,015 - 2x
2 2

Kc =
2

0,015 + x = 0,015 - 2x

= 0,016

0,015 + x = 0,016 0,015 - 2x x = 0,015 mol/L Agora obtém- se os valores das concentrações: [HI] = (c−2x) = (0,015−0,003) = 1,2×1022 mol/L [H2] = [I2] = 1,5×1023 mol/L (14) A constante de equilíbrio para a reação: N204 (g) ⇄ 2NO2 5,8×10−3 a 25°C. Calcule o grau de dissociação quando: (A) A concentração inic1ial é 0,01 mol/L; (g), vale

IFES

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FABIANO DE CARVALHO

(B) adicionamos 0,01 mol/L de N2O4 ao equilíbrio formado no aparato (a). N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: 0,01 −0,01α (1−α)0,01 ⇄ 2NO2 (g) 0 +2(0,01α) 0,02α

(0,02α)2 Portanto: Kc = = 5,8×10-3 (1-α).0,01 de donde: 0,04 α2 + 0,0058 α − 0,0058 = 0 α ≈ −0,460129 (não convém) ou α ≈ 0,315129 ou expresso em percentagem: α = 31,51% Assim, [N204] = (1−α).0,01 = = (1−0,315129).0,01 ≈ ≈ 6,8×10−3 mol/L [NO2] = 0,02α = = 0,02×0,315129 = = 0,00630258 ≈ ≈ 6,3×10−3 mol/L Em (B) teremos: N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Portanto, (0,0068+0,01) 0,0168 −x 0.0168−x ⇄ 2NO2 (g) 6,3×10−3 +2x 6,3×10−3+2x

IFES

Pág. 225

00625 mol/L [NO2] = 6. [COCl2] = 20 mols/L. [N204] = 0.0078−x = 0.00155 Portanto. 226 .8×10-3 4 x2+0. Calculando a constante de equilíbrio.0063 + 2 x 0.0093.00009744-0.8×10-3 [NO2] 0. vem: Kc = Kc = (COCl2) (CO)( Cl2) (20) (2)(2) Se acionarmos 1 mol de Cl2. (C) dobrarmos a pressão inicial.0058 x 4 x2 + 0. [Cl2] = 2 mols/L.00003969 = 0.031 x − 5. que não convém.0094 mol/L (15) Num sistema em equilíbrio CO (g) + Cl2 (g) ⇄ COCl2 (g) as concentrações são [CO] = 2 mols/L.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO [N2O4]2 Kc = = 5.3×10−3 + 2x = 0. Calcule a concentração de todos os componentes quando: (A) adicionarmos 1 mol/L de cloro. e x ≈ 0.77510−5 = 0 Cuja solução é: x ≈ −0.0252 x+0.0168-x 2 = 5. vem: Inicial: Variação: Equilíbrio: IFES CO (g) 2 −x 2−x + Cl2 (g) 3 −x 3−x ⇄ COCl2 (g) 20 +x 20+x Pág. (B) dobrarmos o volume inicial.

58 mol/L.418 x = 4.42 = 1. [Cl2] = 2 /2 = 1 mol/L= [COCl2] = 20 /2 = 10 moles/L Assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (20+x) =5 (3-x)(2-x) 5(3−x)(2−x) = 20+x 5 x2−26 x+10 = 0 x = 0. ou seja para a esquerda.42 mol/L Dobrando-se o volume do sistema o equilíbrio de desloca-se para o lado de menor número de moles (maior pressão): 2moles CO (g) + Cl2 (g) 1 mol mol Como V’ = 2V.782 (não convém) Assim: [CO] = 2 − 0. 227 .42 = 20. teremos: COCl2 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Kc = [CO] [Cl2] [COCl2] 10 −x 10−x ⇄ CO (g) 1 +x 1+x + Cl2 (g) 1 +x 1+x ⇄ 1V COCl2 (g) . IFES Pág.42 = 2. tem-se: [CO] = 2/2 = 1 mol/L. [Cl2] = 3 − 0.58 mol/L [COCl2] = 20 − 0.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (1+x)(1+x) 1 = (10-x) 5 5(x+1)2 =0 (10-x) 5x2 + 10 x +5 = 10− x 5 x2+11 x − 5 = 0 x = −-2. as concentrações dobram: Inicial: Variação: Equilíbrio: CO (g) 2×2 −x 4−x + Cl2 (g) 2×2 −x 4−x ⇄ COCl2 (g) 2×20 +x 40+x Aplicando novamente a equação de equilíbrio. Equilíbrio em soluções aquosas. 228 .41.V0 = = nR = constante T T0 Portanto. o volume reduz-se a metade. ou seja. vem 40+x =5 (4-x)2 40+x = 5 (4. (2P0 ). Assim sendo.x)2 5x2−40x+80 − 40−x = 0 5x2−41x+40 = 0 x = 1.V0 T0 V = V0/2.V T0 = P0 .587 ( não convém) x = 0.0681 1.V P0 .3867 Ao duplicarmos a pressão. vem: P. IFES Pág.1318 ou 7.

para esses solutos existe Kc da reação de dissociação e.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Existem solutos que em soluções aquosas se dissociam em duas classes: (A) Eletrólitos fortes. Portanto. mas inorgânicos e em sua primeira dissociação. Tabela 23. b) os ácidos inorgânicos em suas dissociações posteriores a primeira dissociação e c) todos os ácidos orgânicos (e alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação que possuem Ka1). Portanto. Para estes solutos não existe Kc da reação de dissociação. Entre eles teremos: a) os hidróxidos não metálicos. Ilustrações. 229 . (B) Eletrólitos fracos. Dissociam-se 100%. em geral. b) todos os hidróxidos metálicos e c) ―todos‖ os ácidos. Dissociam-se parcialmente. Entre eles teremos: a) todos os sais. Reação de dissociação NaCl → Na1+ + Cl-1 KCH3COO → K1+ + CH3COO1Al2(SO4)3 → 2 Al3+ +3 SO42Reação de dissociação Mg(OH)2 → Mg2+ + 2 (OH)1IFES Eletrólito forte forte forte Eletrólito forte Pág. se representa por Ki. ("Todos" porque tem alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação são fracos). nem é uma reação em equilíbrio químico. não ocorre a reação de reação inversa (ou de associação).

A dissolução de um sal em água pode gerar uma solução neutra. pois: Ácido + Base o hidróxido 100% sal+ H2O (B) Reação de troca iônica entre dois solutos fortes.41. A hidrólise é a decomposição dos íons de uma substância por intermédio dos íons da água. (A) Reação de neutralização. são justamente os sais que apresentam maior freqüência o fenômeno da hidrólise. 230 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO HCl → H1+ + Cl1H2SO4 → H1+ + HSO41HSO41 → H1+ + SO42H2S → H1+ + HS1HS1. Incluem: Ácido forte + sal de ácido fraco Base forte + sal de base fraca (C) Hidrólise de sais. Para originar um soluto fraco. Ocorre se e somente se: No mesmo recipiente se encontram ácido e base (simultaneamente). Dos compostos da química mineral. 100% ácido fraco + outro sal 100% base fraca + outro sal IFES Pág. alcalina ou ácida − depende na natureza do sal.1.→ H1+ + S2NH4(OH) → NH41+ + (OH)1HAc → H1+ + Ac1- forte forte fraco fraco fraco fraco fraco 1. Reações especiais que podem acontecer em soluções aquosas.

Neste caso. Sais derivados de um ácido forte e uma base forte. o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HOPortanto. após a dissolução do sal. como abaixo: B+ (aq) + H2O (l) ⇄ BOH (aq) + H+ (aq) Exemplo: NH4Cl + H2O ⇄ HCl + NH4OH O NH4Cl e HCL são compostos iônicos. É mais correto escrevê-los na forma NH4+ e Cl− e H+ e Cl−. A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon M+.⇄ BOH (aq) Como o produto [H+]. Sais derivados de uma base fraca e um ácido forte. Exemplo: NaCl II. [HO-] < [H+] e. mas sim o cátion proveniente de uma base fraca que reage com o íon hidróxido. que sua tendência é para a forma molecular. em solução aquosa. A solução resultante. ao mesmo tempo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO I. portanto.[HO-] (ou seja. mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [H+]. Seja BA um sal proveniente de um ácido forte e uma base fraca. nem os cátions ou ânions tem qualquer tendência em se combinar com os íons provenientes da auto-ionização da água. é neutra. pois. Pág. para a forma iônica. estabelecendo um novo equilíbrio: B+ (aq) + HO. Neste caso. apresentam elevado grau de dissociação. conseqüentemente. Já os eletrólitos fracos se ionizam tão pouco. o ânion proveniente de um ácido forte não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. tendendo. 231 IFES . a solução será ácida. Sofrerá hidrólise de acordo com a seguinte equação: BA + H2O ⇄ BOH + HA Os eletrólitos fortes.

teremos: Kw = [ H+]. Portanto. basta multiplicarmos o numerador e denominador da expressão de Kh por [OH−].[OH-] Kh = [BOH][ H+] [B+] Podemos calcular Kh em função do produto iônico da água (Kw) e da constante de ionização da base (Kb). podemos escrever a equação de hidrólise do seguinte modo: B− + H2O ⇄ BOH + H+ Aplicando a lei das ação das massas ao equilíbrio acima. Da mesma forma.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água á predominantemente molecular. são considerados eletrólitos fortes. predomina a sua forma molecular. sendo o NH4OH uma base fraca. temos: [BOH][ H+] K= [B-][H2O] Como a hidrólise se processa em presença de grande excesso de água. por outro lado. podemos considerar a concentração da água [H2O] como praticamente constante (Kw). de uma forma geral. Ficando então: NH4+ + H2O ⇄ H+ + NH4OH Observe que embora se diga hidrólise do sal. Kh = [BOH][ H+] [OH-] × [B+] [OH-] IFES Pág. tornando a escrever a equação de forma mais correta. quem realmente hidrolisa é o íon fraco do sal. podemos cancelá-lo. Como os sais. 232 . teremos: NH4+ + Cl− + H2O ⇄ H+ + Cl− + NH4OH Como o Cl− não se altera durante a reação. Para isso. Sendo correto escrevê-la na forma H2O.

xx[ H+][OH-]xx Kh = [B+][OH-] [BOH] Kw Kh = Kb . [HO-] > [H+] e.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Escrevendo sob outra forma: . conseqüentemente.(aq) Portanto.(aq) Exemplo: a hidrólise do HCN. após a dissolução do sal. Conforme vimos: BA + H2O ⇄ HA + BOH B+1 + A−1 + H2O ⇄ HA + B+1 + OH−1 IFES Pág. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HO. A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon A-.(aq) + H2O (l) ⇄ HA (aq) + HO. o ânion (proveniente de um ácido fraco) reage com o íon hidrônio. Ao passo que o cátion (proveniente de uma base forte) não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. III. mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [HO-].[HO-] (ou seja. Sais derivados de um ácido fraco e uma base forte. como abaixo: A. Com raciocínio idêntico podemos concluir que: KCN + H2O ⇄ HCN + KOH K+ + CN− + H2O ⇄ HCN + K+ + OH− CN− + H2O ⇄ HCN + OH− Seja BA um sal derivado de ácido fraco e base forte. o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. 233 . a solução será alcalina. estabelecendo um novo equilíbrio: A.(aq) + H+ (aq) ⇆ HA (aq) Como o produto [H+].

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A−1 + H2O ⇄ HA + OH−1 Assim. então a solução será ácida. Aqui. . por outro lado. então a solução será alcalina. se Ka = Kb.(aq) ⇄ MOH (aq) A−1(aq) + H+ (aq) ⇄ HA (aq) Neste caso. estabelecendo dois novos equilíbrios: M+ (aq) + HO. É fácil demonstrar que neste caso: Kh = Kw Ka × Kb IFES Pág. 234 . tanto o ânion (proveniente de um ácido fraco) como o o cátion (proveniente de uma base fraca) reagem com os íons provenientes da auto-ionização da água. Sais derivados de um ácido fraco e uma base fraca. o pH vai depender dos valores de Ka do cátion M+ e do valor de Kb do ânion A−. IV. vem: Kh = [HA]. [HA]. se Ka > Kb.[OH-1]xx [ A-1][H+1] [HA] Kw Kh = Kh . então a solução será neutra.[OH-1] Kh = [ A-1] Multiplicando-se o numerador e denominador por [OH−1].[OH-1] [OH-1] × [ A-1] [OH-1] Kh = xx[H+1]. Se Kb > Ka. Finalmente.

Qual o pH da solução? Utilize a lei de Raout para eletrólitos. Exercícios Resolvidos (1) A solução N/10 de HCl congela a −0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.6461 IFES Pág.42.352 × 1000 × 36. Sabendo-se que a constante crioscópica da água é 1850 e os pesos atômicos do hidrogênio e do cloro são respectivamente.352 𝑃𝑚 (HCl) = 36.352) = 0. então 1 mol = 1 eqg ou 1/10 mol = 0. i = fator de van’t Hoff Solução: Uma solução N/10 contém 0.461 = 1.461) = 3.5.352C. m’ = massa d a solução. expressa por: ∆𝑇𝑐 = 𝐾𝑐 × Onde: ∆Tc = abaixamento crioscópico = t1− t2 (diferença de temperatura) Kc = constante crioscópica do solvente m = massa do soluto na solução.9 1850×3.6461 m’ = 1000 g ∆𝑇𝑐 = 0 − (− 0.461 𝐾𝑐 = 1850 𝑖 = 𝑖 = ∆𝑇𝑐 × 𝑚’ × 𝑃𝑚 𝐾𝑐 × 𝑚 𝑚 1 × × 𝑖 𝑚’ 𝑃𝑚 0. Como o eqg (HCl) = mol/1.1 eqg Logo. m = 1/10 (36. 235 . 1 e 35.1 eqg em 1 litros de solução.

Edgard Blücher.J.univ-ab. 1994. Química.. Tradução por Maria Elizabeth Brotto e outros. Chemical Principles.D. Lisboa. 2001 M. IFES Pág. S. L. Editora da Universidade de São Paulo. um tratamento moderno. P. Rio de Janeiro.pdf JONES. G. 2a ed. 2v. MAHAN.pdf http://www.L. Ed..H. MASTERTON. Princípios de Química. W.L. SLOWINSKI..QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO BIBLIOGRAFIA http://ccmm.jclic. B.pt/disciplinas/dcet/cfq4007/Mod3_3. 4ª Ed. R. 2001. Makron Books do Brasil..fc. Química Geral.cat/projects/fo rmula2/jclic/formula2.jsp?project=http://clic. STANITSKI.C. vols I.1ª ed. americana. Fundação Calouste Gulbenkian. 1974 RUSSEL. Trad. PIMENTEL.mcgraw-hill.cat/db/jclicApplet. 236 . Métodos Instrumentais para a Análise de Soluções: Análise Quantitativa. RJ Química: Um curso universitário. E.ul. Bookmann Comp. & MYERS. SPRATLEY.es/bcv/guide/capitulo/8448157133. 1996.zip&lang=ca&title=Formulaci%C3%B3+i+nomenc latura+de+qu%C3%ADmica+inorg%C3%A0nica http://www.xtec. J. São Paulo.. Saunders College Publishing. B. ATKINS..pdf http://clic. da 4a ed. 1993. Simões Gonçalves.xtec. L.pt/vnunes/ensino/eqquim. C..

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES ESTADOS DE OXIDAÇÃO Os estados de oxidação mais usuais dos diferentes elementos da Tabela Periódica são: 1. Alcalinos Terrosos I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al +2 Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Rb Sr Cs Ba Fr Ra IFES Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Pág. 237 . Grupo IIA. Alcalinos I II III IV V VI VII VIII H Li Na K Rb Cs Fr +1 Sc Y Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg B Al Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 2. Grupo IA.

238 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. Grupo IIIA. Grupo IVA. I II III VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl +3 +3 +3 +3 +3 +1 +1 -3 O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Lv Uus Uuo 4. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl +4 -4 +4 -4 +4 +2 +4 +2 +4 +2 F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uus Uuo IFES Pág.

I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O S Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Al Ga Si Ge P As Se -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +4 +2 He Ne Ar Kr Te Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Po Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5. Grupo VIA. Grupo VA. I II III IV V VI VII VIII H +5 +4 +3 +2 +1 -3 +3 +3 +3 +1 +3 +1 He N Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl P As Sb Bi F Cl Br I At Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup +1 Uus Uuo 6. 239 .

240 . I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O F He -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 Rn Cl Na Mg Al Si P S K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br I Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po At Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 7. I II IIIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al V +3 Cr Mn Fe Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Nb Mo Tc Ta Db W Sg Re Bh Cs Ba La Fr Ra Ac Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo VIIA. Grupo IIIB.

I II IVB III IV V VI VII VIII H Li Be +4 +3 Cr Mn Fe +2 +4 +3 +2 Mo Tc Ru +3 +2 W Re Os Sg Bh Hs B Al Ti Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po I At Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 10. I II VB III IV V VI VII VIII H Li Be +5 +4 Mn Fe +3 +2 +5 +4 +3 Tc Ru 5 +4 +3 Re Os Sg Bh Hs B Al Ti V Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Nb Rb Sr Y Zr Ta Cs Ba Fr Ra Hf Rf Db Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo VB. 241 . Grupo IVB.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11. 242 . Grupo VIIB. Grupo VIB. I II VIB III IV V VI VII VIII H Li Be +6 +5 V Cr +4 +3 +2 +6 +5 Mo +4 +3 Nb +2 +6 +5 W +4 +3 Ta +2 Db Sg Bh B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Rb Sr Y Zr Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Cs Ba Fr Ra Hf Rf Os Hs Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 12. I II VIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +7 +6 +5 +4 +3 +2 +7 +6 +5 +4 +7 +6 +5 +4 B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Tc Rb Sr Y Zr Nb Mo Re Cs Ba Hf Ta W Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn IFES Pág.

I II IB III IV V VI VII VIII H Li Be +2 +1 +1 +3 +1 B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo IB. 243 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 13. I II Grupo VIIIB VIIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +3 +2 +3 Cu +2 B Al Ti V Cr Mn Fe Co Ni Zn C Si N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Ga Ge Ru Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Rh +5 +4 +4 Pd +2 +3 Ag +5 +4 +3 +5 +4 +3 Au Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Rg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Cd In Sn Sb Te I Xe Os Cs Ba Fr Ra Hf Rf Ta Db W Sg Re Bh Hs Ir Pt Mt Ds 14.

Grupo IIB.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15. I II IIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg +2 +2 +2 +1 C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. 244 .

St) Neste tipo de nomenclatura se nomeia os compostos finalizando-os com a valência indicada em números romanos (colocados geralmente como subíndices). tri- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2) Nomenclatura de Stock (N. Nomenclatura tradicional (N. Exemplo: Sulfeto de Ferro (III) = Fe2S3 Pág.st). 245 IFES . Exemplos: CO = monóxido de carbono CrBr3 = tribrometo de cromo Observação: Nos casos onde poderá haver confusão com outros compostos (sais duplos e triplos. e 3.(eneá) decaNúmero 2. ou seja. pentaquiz.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES FORMULAÇÃO E NOMENCLATURA QUÍMICA DOS COMPOSTOS INORGÂNICOS Aceitam-se três tipos de nomenclaturas para nomear compostos químicos inorgânicos. oxissais. ou sais oxigenados. Esses prefixos indicam a atomicidade que possui a molécula. Nomenclatura de Stock (N. Nomenclatura sistemática estequiométrica (N.ss). o número de átomos dos mesmos elementos presentes na molécula. 1) Nomenclatura sistemática estequiométrica (N. etc. ou É baseada em nomear as substâncias através do uso de prefixos com os números gregos.ss). ou Exemplos: Ca5F(PO4)3 = fluoreto tris(fosfato) de Cálcio Ca8F(P3O10)3 = fluoreto trifosfato de Cálcio ([P3O10]5 = anion trifosfato) Prefixos monoditetrapentahexaheptaoctanona. tris. e similares) pode-se empregar os prefixos bis.tr). tetraquis. São elas: 1.

..-oso " valência menor)  (para a Hidreto de —OSO ou— ICO Nome do elemento eletropositivo Ou: Hidreto de ——— ——— "..tr) Também conhecida como nomenclatura clássica.ox variável (2 n. 4) Compostos binários hidrogenados Com hidrogênio de n.ox invariável: Hidreto de ——————— Nome do elemento eletropositivo Exemplos: NaH = hidreto de sódio CaH2 = hidreto de cálcio AlH3 = hidreto de alumínio b) Quando tem duas valências..-oso"  (para a valência intermediária baixa) ". se utiliza o prefixo: –ico .. começando da valência mais baixa: b) Metal com n.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3) Nomenclatura tradicional (N. eletropositivo IFES Pág. se utilizam os prefixos: –oso –ico (para a valência menor) e (para a maior).ox a −1 a) Metal com n. 246 . c) Quando o elemento tem três ou quatro valências: Escreve-se assim.ox) "Hipo..-ico" valência intermediária alta)  (para a "Per-. a) Quando o elemento possui somente uma valência..-ico" valência mais alta)  (para a Nome do n...ox elemento alg. rom. Emprega-se indicando a valência do elemento a através de prefixos e sufixos que acompanham o nome do elemento.

antimônio. que não sejam nem óxidos nem hidretos. S e Se denominam-se hidrácidos devido ao fato de tais compostos ao dissolverem em água. carbono e silício têm nomes comuns: H2O Água NH3 Amoníaco PH3 Fosfina AsH3 Arsina SbH3 Estibina CH4 Metano SiH4 Silano H2Se H2Te 5) Outras combinações binárias As combinações binárias.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: CuH = hidreto de cobre I ou hidreto de cuproso CuH2 = hidreto de cobre II ou hidreto cúprico FeH2 = hidreto de ferro II ou hidreto ferroso FeH3 = hidreto de ferro III ou hidreto férrico Fórmula HF HCI HBr Hl H2 S Nome sistemático Fluoreto de hidrogeno Cloreto de hidrogeno Brometo de hidrogeno Iodeto de hidrogeno Sulfeto de hidrogeno Selenieto de hidrogeno Telureto de hidrogeno (em solução aquosa) Ácido fluorídrico Ácido clorídrico Ácido bromídrico Ácido yodídrico Ácido sulfídrico Ácido selenídrico Ácido telurídrico c) As combinações binárias do hidrogênio com oxigênio. I. são as formadas por não metais com metais. Para nomeá-los se adiciona ao nome do ametal o sufixo: –ETO. por ser o elemento mais eletropositivo. nitrogênio. CaF2 FeCl3 CuBr2 MnS Fluoreto de cálcio Cloreto de ferro (lll) Brometo de cobre(ll) Sulfeto de manganês (ll) IFES Pág. Alguns exemplos são: d) As combinações do hidrogênio com F. fósforo. 247 . Br. Cl. Para formularmos se escreve à esquerda o símbolo do metal. arsênico. dão soluções ácidas.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO V2S5 Ni2Si FeCl2 CuBr Sulfuro de vanádio (V) Siliceto de níquel (ll) Cloreto de ferro (ll) Brometo de cobre (l) AlI3 MnS2 Iodeto de alumínio Sulfeto de manganês (IV) Mg3N2 Nitreto de magnésio CrB Brometo de cromo (lll) 6) Nomenclatura tradicional (funcional). 248 . N° de valências do elemento 1 valência menor 2 valências maior menor 3 valências intermédia maior menor intermédia menor intermédia maior maior PerHipoHipo-ico -oso -oso -ico -oso -oso -ico -ico Co+3 N+1 N+3 N+5 Cl+1 Cl+3 Cl+5 Cl+7 Cobáltico Hiponitroso Nitroso Nítrico Hipocloroso Cloroso Clórico Perclórico Ordem da valência Prefixo Sufixo Exemplo Nomes -ico -oso Na+1 Co- Sódico Cobaltoso 4 valência IFES Pág.

. tri-. que ao cruzar o valor valências. 1.. tetra-. aparecem na número de átomos para ―satisfazer‖ as eletrônicas dos PREFIXO nº de O + ÓXIDO DE + PREFIXO nº átomos METAL + NOMBRE DEL METAL Os prefixos utilizados são: mono-. 249 IFES . não se leva em conta o prefixo mono-. Nomenclatura TRADICIONAL: ÓXIDO + METAL + OSO (menor valência)/ICO (maior valência) 2. Observação: Em muitas ocasiões. hexa.hepta-. di-. Metálicos ÓXIDOS Não metálicos Oxigênio+ Metal Oxigênio + Ametal Pág. 3.. penta-. Nomenclatura de STOCK: ÓXIDO DE + NOME do METAL + (valência do metal com nº romanos) 8) Combinações oxigênio binários do Denomina-se óxidos os compostos binários do oxigênio com outro elemento ( metálico ou não metálico). Nomenclatura SISTEMÁTICA: CBr4 Observamos absoluto das fórmula o necessários necessidades elementos. para formular compostos binários se recorre ao chamado ―cruzamento de valências‖: a) Fe+2 + Cl-1 → FeCl2 Fe+2 Cl-1 FeCl2 b) C+4 + Br-1 → CBr4 C+4 Br-1 A) Óxidos metálicos A união do oxigênio com os metais dá lugar aos óxidos básicos ou metálicos. A fórmula geral: M2Om Donde: M é o metal e m é o número de oxidação com que atua.FABIANO DE CARVALHO QUÍMICA GERAL 7) Formulação de compostos binários (óxidos e anidridos) Na prática.

= N2O5 Um grupo importante dos óxidos não metálicos pode reagir com a água para dar origem aos compostos conhecidos como oxiácidos. 1. não é necessário indicá-la. Nomenclatura TRADICIONAL: EXEMPLO Na2O Óxido sódico FeO Óxido ferroso Fe2O3 Óxido férrico NOMENCLATURA TRADICIONAL NOMENCLATURA SISTEMÁTICA Monóxido Monóxido Trióxido de ferro diferro sódico Óxido sódio Óxido de ferro (II) Óxido de ferro (III) NOMENCLATURA STOCK B) Óxidos não metálicos Estão formados pela combinação de um ametal com oxigênio. Na nomenclatura tradicional se diferenciam as valências mediante os sufixos OSO e ICO e os prefixos HIPO e PER. + palavra O prefixo e o sufixo dependem das valências que tenha o ametal. Observação importante: ANIDRIDO + (PREFIXO) AMETAL + SUFIXO. Para elementos com: No caso em que x é PAR: a) UMA valência: Prefixo ⇒ ico Simplifica-se a fórmula. 250 Valência . Sua fórmula general é: M+X + O-2 → M2Ox (―cruzamento‖ de valências).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Se o metal tem apenas uma valência. nomeadamente ANIDRIDOS. Exemplos: C+4 + O-2 = C2O4 simplificar ↓ CO2 IFES b) DUAS valências: maior ⇒ ICO menor ⇒ OSO Pág. a) Cl+3 + O-2 = Cl2O3 b) N5+ + 02. Observação: Tende-se a substituir a ANIDRIDO por ÓXIDO.

O2-2). já que se confundiria com PbO2 . o agrupamento PERÓXO (-O-O-. óxido de chumbo (IV) ) maior ⇒ PER+ICO Valência intermediária maior ⇒ICO intermediária menor ⇒OSO menor ⇒ HIPO+OSO Exemplos: O caso do MANGANÊS é especial: tem três valências com as quais atua como ametal: +4. Peróxidos São óxidos nos quais figura. M+x + O2-2 → M2(O2)x maior ⇒ ICO Valência intermediária ⇒ OSO menor ⇒ HIPO+OSO d) QUATRO valências: Não se pode simplificar. portanto. se simplifica com o subíndice 2 do metal M − a não ser que haja possibilidade de confundir com um óxido). (cruzam-se as valências e: se ―x‖ é par. já que se confundiria com SnO2 . Menor (+4): MnO2 = Anidrido ou Óxido manganoso Médio (+6): MnO3 = Anidrido ou Óxido mangânico Maior (+7): Mn2O7 = Anidrido ou Óxido permangânico Também o CROMO tem valências nas quais atua como ametal (+3 e +6): Menor (+3) Cr2O3 = Anidrido ou Óxido cromoso Maior (+6) CrO3 ou Óxido crômico = Anidrido IFES Pág. em sua estrutura. donde o oxigênio atua com número de oxidação "-1". o índice 2 do oxigênio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) TRÊS valências: 2. 251 . +6 e +7. óxido de estanho (IV) ) Sn+4 + (O2)-2 = Sn2(O2)4 = Sn(O2)2 Pb+2 + (O2)-2 = Pb2(O2)2 (aqui não se simplifica. Exemplos: Li+1 + (O2)-2 = Li2O2 Mg+2 + (O2)-2 = Mg2(O2)2 = MgO2 H+1 + (O2)-2 = H2O2 Fe+2 + (O2)-2 = Fe2(O2)2 = FeO2 Fe+3 + (O2)-2 = Fe2(O2)3 Sn+2 + (O2)-2 = Sn2(O2)2 (aqui não se simplifica.

Hidróxidos Os Hidróxidos são substâncias que se obtém ao reagir um óxido metálico com água: Exemplo: MgO + H2O → Mg(OH)2 Pág. tionilo 23 SO22+ = sulfonilo. uranilo (2+) 22 SO2+ = sulfinilo. mas que se nomeiam como substâncias binárias. se menciona o nome do cátion. em seguida. sulfurilo 10) Compostos ternários Estes compostos são formados por 3 elementos químicos: um cátion (H2 ou um ametal) um íon negativo poliatômico. que corresponde as funções: hidróxido (ou base). 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9) Compostos pseudobinários São substâncias formadas por mais de duas classes de elementos. 252 . Para nomeá-los se menciona primeiro o grupo poliatômico (radical) negativo e. O componente mais eletronegativo pode ser: 1 NH+1 = amônio 2 PH4+ = fosfônio 3 AsH4+ = arsônio 4 Sbh4+ = estibônio 5 H3O+ = oxônio 6 H3Se+ = selenônio 7 H3S+ = sufônio 8 H3F+ = fluorônio 9 H2Br+ = bromônio 10 H2I+ = iodônio 11 H4Bi+ = bismutônio 12 H2F+ = fluorônio 13 H2Cl+ = clorônio 14 H4As+ = arsônio 15 H2Br+ = bromônio 16 H4Sb+ = estibônio 17 H3Te+ = telurônio 18 NO+ = nitrosila 19 NO2+ = nitrilo ou nitroílo 20 UO2+ = uranilo (V). ácido (oxiácido) e um sal ternário neutro. uranilo (1+) IFES 21 UO22+ = uranilo (VI).

colocandose como expoente sua carga. 253 . A fórmula do complexo é depois encerrada entre colchetes. portanto. Fe(OH)3. IFES Pág. Exemplos: Nomenclatura tradicional: 1 V(OH)2 = hidróxido hipovanadioso 2 V(OH)3 = hidróxido vanadioso 3 V(OH)4 = hidróxido vanádico 4 V(OH)5 = hidróxido pervanádico 5 Cu(OH)2 = hidróxido cúprico 6 Cu(OH) = hidróxido cuproso 7 P(OH)3 = hidróxido hipofosforoso 8 P(OH)4 = hidróxido fosforoso 9 P(OH)5 = hidróxido fosfórico Nomenclatura sistemática 1 Pd(OH)4 paládio = tetra-hidróxido de 2 Na(OH) = hidróxido de sódio 3 Sr(OH)2 estrôncio 4 Al(OH)3 alumínio = = di-hidróxido tri-hidróxido de de 5 Ba(OH)2 = di-hidróxido de bário Nomenclatura Stock 1 Fe(OH)3 = hidróxido de ferro (III) 2 Rb(OH) = hidróxido de rubídio (I) 3 Hg(OH) = hidróxido de mercúrio (I) 4 Au(OH) = hidróxido de ouro (III) 11) Nomenclatura de coordenação Detalhes estruturais e aspectos de interesse comparativo: a) Coloca-se primeiro o símbolo do átomo central. Exemplos: Al(OH)3. NH4OH. quando se tratar de espécie iônica. Exemplos: KOH. Ba(OH)2. Zn(OH)2.  Dibases.  Tribases. formados por um cátion metálico e por ânion OH-1 (íon hidroxila). Classificação das bases quanto ao número de hidroxilas (OH-):  Monobases. Apresentam três hidroxilas como ânion. Apresentam duas hidroxilas como ânion. Apresentam apenas uma hidroxila como ânion. Ga(OH)3. seguido das fórmulas ou abreviações dos ligantes iônicos e depois dos ligantes neutros. LiOH.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O número de grupos (OH)-1 que possui a molécula de um hidróxido coincide com o número de oxidação do elemento. Exemplos: Ca(OH)2. Considera-se.

IFES e) O nome do complexo (aniônico catiônico ou neutro) tem duas partes que se escrevem uma se seguida à outra.Hexacianoferrato(II) de . 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3]. com a preposição de mediana. 3 [CoCl2(NH3)4]+. 254 .. para englobar um conjunto de grupos idênticos e para evitar confusões nas fórmulas. 2 [PtCl3(C2H4)]+. as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Dentro de cada classe de ligante. Nome do Ânion Brometo Carbonato Cianeto Cloreto Fluoreto Hidrogenoperóxido Fórmula BrCO32CNClFHO2HSOHH3COC2O42- Nome do Ligante Bromo Carbonato Ciano Cloro Fluoro Hidrogenoperoxo Hidrogenossulfeto Mercapto Hidroxo Metoxo Oxalato Hidróxido Metóxido Oxalato Pág. A ordem da nomeação dos ligantes é a alfabética (sem levar em conta os prefixos). d) Nos nomes dos compostos de coordenação o nome do ânion deve preceder o do cátion e o átomo central é citado após o(s) do(s) ligante(s): K4[Fe(CN)6] hexacianoferrato (II) de potássio ânion cátion 2 [PtCl3(C2H4)]+. ou seja: [ { ( ) } ]. 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3 ]. as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante. g) Os ligantes aniônicos têm os nomes terminados em o. 5 [OsCl5N]2b) Dentro de cada classe de ligante. chave e colchetes. Exemplos: 1 [CoN3 (NH3)5 ]2+.. 5 [OsCl5N]2c) Os sinais. 3 [CoCl2(NH3)4]+. parênteses. Exemplos: 1 [CoN3(NH3)5]2. Co(NH3)63+ … de hexamincobalto(III) f) Os ligantes são identificados por um nome precedido por prefixo grego que dá o número de unidades do ligante ligadas ao átomo. devem ser empregados nesta ordem. Os ligantes com mais de um átomo são colocados sempre entre parênteses (ou chaves) nas fórmulas dos compostos de coordenação. Os ligantes comparecem primeiro e o átomo metálico depois. Fe(CN)64.

Ligantes aniônicos contendo prefixos numéricos (como trifosfato). H2N-.e teluroderivados dos oxi-ânions (como tiossulfato). seleno.correspondem aos nomes dos elementos: cloro. assim como os tio-.e N3a denominação usual. amideto. são preferível em relação à hidro. HN2. 255 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Óxido Sulfato Sulfeto O2SO42S2- Oxo Sulfato tio i) Os ligantes neutros têm em geral o nome da molécula. hidreto. os nomes dos haletos coordenados. ou pelo nome do átomo de metal com a terminação ato quando o complexo for aniônico. Exemplos: 1 K[AuS(S2)] dissulfetotioaurato (III) de potássio 2 [Ru(HSO3)2(NH3)4] tetraaminbis(hidrogenossulfito)rutênio (II) 3 Na3[Ag(S2O3)2] bis(tiossulfato)argentato(I) de sódio 4 K2[OsCl5N] pentacloronitretoosmato (VI) de potássio 5 [CoH(N2){(C6H5)3P}3] dinitrogênio(hidreto)tris(trifenilfosfina) cobalto (I) Água Amônia Monóxido de Carbono Monóxido de nitrogênio NO Nitrosil j) A identificação do metal se faz pelo nome do átomo de metal quando o complexo é neutro ou catiônico. por razões de ambiguidade. respectivamente. amido. Há exceções importantes: Molécula Fórmula H2 O NH3 CO Nome do Ligante Aqua Amin Carbonil h) Para os ligantes H-. em português. com exceção de F. bromo e iodo. imideto e azoteto. algumas exceções são: Nome em Português Chumbo (Pb) Cobre (Cu) Estanho (Sn) Ferro (Fe) Ouro (Au) Prata (Ag) Nome em Latim Plumbum Cuprum Stannum Ferrum Aurum Argentum Nome do ânion Plumbato Cuprato Estanato Ferrato Aurato Argentato 1 Na3[Fe(CN)6] = hexacianoferrato (III) de sódio IFES Pág. imido ou azido. Observa-se que. devem ser colocados entre parênteses.

2. 256 sulfato Hm Yn Op Sendo: Y = é geralmente um ametal. utilizamos a seguinte tabela: NOx do elemento central +1 +3 +5 +7 +2 +4 +6 ácido ácido ácido ácido per elemento prefixo sufixo Pág. Quando tivermos um ácido oxigenado com o elemento central não metálico. Formulação São compostos fórmula geral: ternários com a 1 Oxiácidos simples Para formulá-los.1. Nomenclatura funcional Temos que distinguir: Oxiácidos simples Oxiácidos poli hidratado Isopoliácidos hipo Y oso Y oso Y ico Y ico Advertência: Os ácidos bórico (H3BO3) e carbônico (H2CO3) são exceções a essa regra. primeiramente se escreve o óxido correspondente (simplificando as atomicidades. A maior parte dos oxiácidos se obtém ao reagirmos um óxido metálico com a água: H2O+Y2Ox → HaYbOc Por exemplo. por último. Para ácidos oxigenados na qual o elemento central é um metal. ainda que possa ser um metal de transição.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 [Co(NH3)6]Cl3 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 3 [Co(NH3)6] = hexacianoferrato(III) de hexaaminocobalto(III) 4 [Co(NH3)6]ClS04 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 12. soma-se uma molécula de água. Mo e W (quando atuam com um número de oxidação maior ou igual a +4). como: V. o ácido nítrico resulta da adição de uma molécula de água ao óxido nítrico: N2P5 + H2O → 2 HNO3 12. Mn.3. Ácidos Oxiácidos 12. em seguida. Deve-se memorizar a seguinte tabela: Ácidos H2MnO3 do Mn H2MnO2 HMnO4 ácido ácido ácido manganoso mangânico permangânico Ácidos H2CrO4 do Cr ácido crômico H2Cr2O7 ácido dicrômico IFES . não existe uma regra de nomenclatura. quando admissível) e. Cr. simplifica-se quando for possível.

em regra. ortofosfórico O boro (B) pode formar o oxiácido META ou ORTO. piroantimonioso Ác. metafosfórico Ác. 257 . escreve-se ácido fosfórico. com mesmo estado de oxidação. respectivamente. B e Si. mas não o META. TRADIC. para formar os oxiácidos ortossilícico e o periódico necessitam 2 e 5 moléculas de água. o silício (Si) e o iodo (I). Sb. Utiliza-se a seguinte regra: Elemento P As Sb B Si META ORTO Exemplo: a) Ácido sulfúrico: Enxofre (S) com NOx = +6 S2O6 → SO3 SO3 + H2O → H2SO4 b) Ácido crômico: Cromo (Cr) com NOx = +6 Cr2O6 → CrO3 CrO3 + H2O → H2CrO4 c) Ácido manganoso: Manganês (Mn) com NOx = +4 Mn2O4 → MnO2 MnO2 + H2O → H2MnO3 d) Ácido mangânico: Manganês (Mn) com NOx = +6 Mn2O6 → MnO3 MnO3 + H2O → H2MnO4 e) Ácido permangânico: Manganês (Mn) com NOx = +7 Mn2O7 Mn2O7 + H2O → H2Mn2O8 → HMnO4 1 H2 O 1 H2 O 3 H2 O 2 H2 O O prefixo ORTO é frequentemente omitido. P2O5 + 1H2O → H2P2O6 → HPO3 Sb2O3 + 2 H2O → H4Sb2O5 P2O5 + 3 H2O → H6P2O8 → H3PO4 Ác. podem formar oxiácidos com diferentes graus de hidratação. EXEMPLO NOM. IFES Pág. em vez de ácido ortofosfórico. Porém. Assim. As.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ácidos H2SnO2 do Sn ácido estanoso 2 Ácido oxiácidos poli hidratados H2SnO3 ácido estânico Para o P.

Podemos escrever a fórmula. TRADICIONAL H2CrO4 HMnO4 Ácido crômico Ácido permangânico 3 Poliácidos (isopoliácidos) São oxiácidos cuja molécula existe mais de um átomo do metal ou átomo central. É como se fosse dímero.. unindo a uma molécula de água. etc. metafosfórico Ác. para o ácido trifosfórico: H3+5P3O3×3+1 → H5P3O10 IFES Pág.2. ortossilícico ou silícico Ác. metabórico Ác.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO EXEMPLO NOM. trímeros. ortoperiódico ou periódico Alguns metais também formam oxiácidos. 4 H2B4O7 − H2O → 2 BO3 = Ácido tetrabórico 5 H2Cr2O7 − H2O → 2 CrO3 = Ácido dicrômico 6 H2S2O5 − H2O → 2 SO2 = Ácido dissulfuroso 7 H2S2O7 − H2O → 2 SO3 = Ácido dissulfúrico 8 H2Cr2O7 − H2O → CrO3 = Ácido dicrômico 9 H5P3O10 → 2 H5P3O10 → H10P6O20 – 5 H2O → 3 P2O5 = Ácido trifosfórico HBO3 H3BO3 SiO2+2 H2O → H4SiO4 I2O7+5 H2O → H10I2O12 → H5IO6 Ác. m n· ANIDRIDO + H2O → POLIÁCIDO n = 1. Resulta da união de 2 ou 3 moléculas de oxiácidos com a perda de uma molécula de água por cada união. moléculas de oxiácidos. nos casos mais simples. como o cromo e o magnésio. TRADIC. as moléculas necessárias do anidrido correspondente. … ◊ NOTA IMPORTANTE: Os ácidos polifosfóricos podem ser formulados de acordo com a fórmula geral: m H n+2 P n O 3n+1 m Assim. se tiverem 2. 3. Exemplo: 1 SO3 + H2O → H2S2O7 = ácido dissulfúrico 2 P2O3 + H2O → H2P6O10 → HP3O5 = ácido trifosfórico 3 SeO3 + H2O → H2Se4O13 = ácido tetraselênico. 258 . EXEMPLO NOM.

Íons negativos ou ânions Quando os ânions estão formados por somente um metal. Por exemplo: Au+1 = íon auroso ou íon ouro (I) Au+2 = íon áurico ou íon ouro (II) Para os íons ametálicos com mais de dois números de oxidação e para os metais cujo número de oxidação seja menor de +4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os ácidos polimetafosfóricos têm a fórmula general: m ( HPO3 )n m 4 Nomes de íons Um íon é uma espécie química carregada positivamente ou negativamente. A. Íons positivos ou cátions Quando os cátions têm somente dois números de oxidação. na IUPAC ao nome do elemento se agregará o número de oxidação escrito em algarismo romano (entre parentes). Exemplo: Na+1 = íon sódico ou íon de sódio Para íons metálicos com número de oxidação de +4 ou menores. se aplicam as seguintes regras:  Para número de oxidação +1. Exemplos: Cl+1 = íon hipocloroso Cl+3 = íon cloroso Cl+5 = íon clórico Cl+7 = íon perclórico B. 259 . se nomeiam escrevendo o nome do metal com a terminação ETO.  Para número de oxidação +3. na nomenclatura tradicional se escreve a palavra ÍON seguida do nome do elemento com terminação ICO e na IUPAC a palavra ÍON e o nome do elemento.+2 será o prefixo HIPO seguido do nome do elemento com a terminação OSO.+6 será o nome do elemento com a terminação ICO.  Para número de oxidação +5.  Para número de oxidação +7 se escreverá o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ICO. levará a terminação ITO IFES Pág. na tradição se agregará ao nome do elemento a terminação OSO ao trabalhar com seu menor valor e ICO ao trabalhar com seu maior valor. sem importar seu valor. Quando se formam com um oxigênio e o ametal tem somente duas cargas positivas.+4 se escreverá o nome do elemento com a terminação OSO.

260 . Ex. nomeiam-se da seguinte maneira:  Carga +1.+2. tri.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO para a carga menor do ametal e ATO para a carga maior. considerando o hidrogênio como parte deste.= sulfito Ácido sulfuroso HNO3 NO3.). Ânions procedentes da total eliminação dos hidrogênios ácidos As terminações do grupo eletronegativo dependem do ácido correspondente: Exemplo: HNO2 NO2. Ânions procedentes da parcial eliminação dos hidrogênios ácidos Antepõe-se o prefixo HIDROGENOou ÁCIDO-. etc. o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ATO. antes do nome do ânion.= nitrito Ácido nitroso H2SO3 SO32. Exemplos: ÂNIOS Acetato Borato Bromato Brometo Carbonato Cianamida Cianato Cianeto Clorato Cloreto Clorito CH3COOBO33BrO3BrCO22CN22CNOCNClO3ClClO2- -H+ -2H+ -H+ -2H+ D.+6 se escreva o nome do elemento com a terminação ATO  Para a valência +7.+4 o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +5. C. prefixo HIPO seguindo o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +3.2: Hidrogenocarbonato H2CO3 -H+ -2H+ HCO3 - IFES Pág.1: Hidrogenosulfato H3PO4 HPO42Ácido fosfórico Ex. com o numeral correspondente (di.= nitrato Ácido nítrico H2SO4 SO4 = sulfato Ácido sulfúrico 2- Na prática: No caso de ter mais de dois números de oxidação o ametal ou com metais que tenham carga maior que +4.

261 IFES .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Cromato Dicromato CrO42Cr2O72- Oxalato Oxido Perclorato Periodato Permanganato Peróxido Silicato Sulfato Sulfito Sulfureto Tartarato Tiocianato Tiosulfato Tiosulfito Triiodeto C2O42O2CIO4IO4MnO4O22SiO44SO42SO32S2C4H4O62SCNS2O32S2022I3 - Dihidrogenofosfato H2PO4Estanato Estanito SnO32SnO22- Hexacianoferrato (II) Fe(CN)64Hexacianoferrato (III) Fe(CN)63Fluoreto Fosfato Fosfito Fosforeto Hidreto FPO43PO33P3H- Hidrogenocarbonato HCO3Hidrogenofosfato Hidrogenosulfato Hidrogenosulfito HPO42HSO4HSO3- Hidrogenosulfureto HSHidróxido Hipoclorito Hipoiodito lodato lodeto lodito Nitrato Nitreto Nitrito OHCIOIOIO3IIO2NO3N3NO2- 5 Nomenclatura de sais halóides e oxissais  Sais halóides: Ametal + eto de nome do cátion Exemplos: NaCa = cloreto de sódio KBr = brometo de potássio Oxissais: como são derivados de oxiácidos e também dependem do NOx. conforme mostra a tabela a seguir: Pág. sua nomenclatura é associada.

e  Os cátions e os ânions devem ser mencionados por ordem alfabética (que pode ser diferente nas fórmulas e nos nomes).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO NOx Prefixo Oxiácidos Oxissais Sufixo Sufixo -oso -oso -ico -ico -ito -ito -ato -ato As regras de escrita e nomenclatura são:  Os cátions são mencionados depois dos ânions e precedidos pela preposição de. Quando estão como sais só usam o sufixo –ATO. Designam-se por sais duplos. 262 . Exemplos: 1 KMgF3 (íons K+. C4+ e Si4+ só possuem sufixo –ICO como ácidos. F-) = fluoreto de magnésio e potássio 2 Na(NH4)HPO4. Exemplos: KNO2 = nitrito de potássio NaClO = hipoclorito de sódio KMnO4 = permanganato de potássio 6 Sais duplos Alguns sais são constituídos por mais do que um tipo de ânion e um cátion ou mais do que um tipo de cátion e um ânion.4H2O = hidrogenofosfato de sódio e amônio 3 KAl(SO4)2 = sulfato duplo de potássio e alumínio 4 Pb(OH)2CO3 = dihidroxi carbonato de chumbo IV. 7 CaHPO4 =fosfato monoácido de cálcio 8 Na3PO4 = fosfato de sódio 9 Al(OH)CO3 = carbonato monobásico de alumínio IFES Pág. Mg2+. 5 MgNa2P2O6 = Hipofosfato de magnésio e sódio Outros exemplos de sais: 6 Ba(NO3)2 = nitrato de bário +1 ou hipo+2 +3 ou +4 +5 ou +6 (hi) +7 per- HaXbOc subtrai-se todos hidrogênios → (XaOc)-a ("a" coincide com o número de H eliminados e será a valência do grupo) Ao combinarmos com o metal: ("cruzase" as valências): Mn+ + (XbOc)-a → Ma(XbOc)n É bom lembrar que B3+.  Os cátions e os ânions são separados pela conjunção.

263 . 10H2O = sulfato de sódio decaidratado 46 NaH2PO4 = diidrogeno fosfato de sódio 47 Na2HPO4 = fosfato de sódio monoidrogeno 25 ZnCl2 = cloreto de zinco 26 NaBr = brometo de sódio 27 Fe2S3 = sulfeto de ferro III 28 KF = fluoreto de potássio 29 AgNO3 = nitrato de prata 30 MgF2 = fluoreto de magnésio IFES 48 Al(OH)2F = diidroxifluoreto de alumínio 49 Ca(OH)Cl = hidroxicloreto de cálcio Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 10 Al(OH)2(CO3)2 = difásico de alumínio carbonato 31 NaNO2 = nitrato de sódio 32 CaS = sulfeto de cálcio 33 Mg3(PO4)2 magnésio = fosfato de 11 KAlSO4 = Alúmen de potássio 12 KBi(SO4)2 = Alúmen de bismuto e potassio 13 NaHCO3= bicarbonato de sódio 14 NaH2BO3 = borato difásico de sódio 15 NaHBO3 = borato monoácido de sódio 16 FeOHCO3 = carbonato monobásico de ferro 3 17 Fe(OH)2Br = brometo difásico de ferro3 18 Al(OH)2ClO4 = difásico de alumino perclorato 34 CH3COONa =acetato de sódio 35 CH3COOCH3 metila = acetato de 36 NaBr = brometo de sódio 37 NaF = Fluoreto de sódio 38 CaCl2 = cloreto de cálcio 39 Na2CO3 = carbonato de sódio 40 KNO2 = nitrito de potássio 41 KAl(SO4)2 = sulfato de potássio e alumínio 42 NaCa(PO)4= fosfato de sódio e cálcio 43 Mg(NH4)(PO4) = fosfato de magnésio e amônio 44 CaCl2.nitrato de estrôncio 24 Pb(CO3)2 chumbo = carbonato de 45 Na2SO4 .2H2O = cloreto de cálcio diidratado 19 Ca(NO2)2 .nitrito de cálcio 20 NaCl = cloreto de sódio 21 FeI = iodeto férrico 22 RbCl = cloreto de rubídio 23 Sr(NO3)2 .

7316 ft³ · psi / °R · lb-mol R = 6.14472 L · mbar / K · mol R = 62.02×1023 1mL = 1cm³ 1dm³ = 1L = 1000mL 1000Kg = 1ton 1Kg = 1000g 1g = 1000mg 1nm = 1.987 Btu / lb-mol · °R R = 10.132439833 lbf · ft / K · g · mol R = 1.63 x 10-5 eV / K · atom R = 0.314472 J / K · mol R = 0.987 cal / K · mol R = 83.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 50 MgHCO3 = hidrogenocarbonato de magnésio 51 CaCO3 = carbonato de cálcio 52 CaSO4 = sulfato de cálcio 53 (NH4)2SO4 = sulfato de amônio 54 KNO3= nitrato de potássio 55 CaI2= iodeto de cálcio ALGUMAS CONSTANTES E CONVERSÕES ÚTEIS: 1atm = 760mmHg = 101325Pa 1Torr = 1mmHg R = 1.3637 L · mmHg / K · mol Número de Avogadro: 6.314472 m3 · Pa / K · mol R = 8.3637 L · Torr / K · mol R = 62.10-9m IFES Pág.314472 L · kPa / K · mol R = 8.314472 cm3 · MPa / K · mol R = 8.K R = 8.7302 ft3·atm / °R ·lb-mole R = 1. 264 .20574587 x 10-5 m³·atm/K·mol R = 8.0820574587 L · atm / K· mol R = 8.987 cal/mol.

000 000 000 000 000 001 = 10-18 0.000 000 000 001 = 10-12 0. 265 .000 001 = 10-6 IFES Pág.000 000 001 = 10-9 0.1 = 10-1 (décima) 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO PREFIXOS DO SISTEMA INTERNACIONAL O Sistema Internacional permite o uso de prefixos nas unidades.001 = 10-3 (milésima) 0.000 000 000 000 000 000 000 001 = 10-24 micro  0. símbolos e sua representação são os seguintes: yotta Y zetta Z exa E peta P tera T giga G mega M kilo k hecto h deca da deci d centi c mili m nano n pico p femto f atto a zepto z yocto y 1 000 000 000 000 000 000 000 000 = 1024 1 000 000 000 000 000 000 000 = 1021 1 000 000 000 000 000 000 = 1018 1 000 000 000 000 000 = 1015 1 000 000 000 000 = 1012 1 000 000 000 = 109 (bilião) 1 000 000 = 106 (milhão) 1 000 = 103 (milhar) 100 = 102 10 = 101 1 0.01 = 10-2 (centésima) 0. a leitura e escrita das unidades mais fácil. Os prefixos utilizados no Sistema Internacional. tornando desta forma.000 000 000 000 000 000 001 = 10-21 0.000 000 000 000 001 = 10-15 0.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SITES ÚTEIS: http://old.5. 266 .iupac.pdf http://www.org/publications/books/rbook/Red_Book_2005.sk/SSAG%20study/CHE/IUPAC%20nomenclature%20of%20ino rganic%20chemistry4.ssag.pdf IFES Pág.