FABIANO DE CARVALHO

QUÍMICA GERAL

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INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

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Química Inorgânica
FABIANO DE CARVALHO

SANTA TERESA 2010

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QUÍMICA GERAL

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ÍNDICE
Página
UNIDADE I: ESTEQUIOMETRIA E A BASE DA TEORIA ATÔMICA I. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA

1.1 A Teoria Atômica de Dalton 1.2 Característica da Matéria 1.3 A Estrutura do Átomo 1.4 O modelo de Thomson 1.5 Modelo Atômico de Rutherford 1. 6 A Contribuição De Max Planck E Einstein 1.7 O modelo de Niels Böhr 1.8 Eletrosfera 1.9 Descoberta do nêutron 1.10 O modelo de Sommerfeld 1.11 Modelo de Schrödinger: modelo atual
UNIDADE II. PERIODICIDADE QUÍMICA

4 5 10 10 11 11 12 14 15 15 17 18 27 27 28 28 32 33 41 41 41 45 47 54 56 57 57 57 58 59 60 61 61 62 63

2.1 O princípio de exclusão de Pauli 2.2 Princípios de Aufbau ou Regra de Klechkowski 2.3. Configuração eletrônica 2.4. Propriedades dos íons monoatômicos 2.5. Propriedades periódicas dos elementos 3.1 Ligações entre os átomos 3.2 Regra do octeto 3.3 Sólidos iônicos 3.4 Ligação covalente 3.5 Ligações Metálicas 3.6 Ligações Secundárias

UNIDADE III. ESTRUTURAS DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS

UNIDADE IV. LEIS DAS REAÇÕES QUÍMICAS (LEIS PONDERAIS)

4.1 Lei das proporções definidas 4.2 A teoria de Dalton 4.3 Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa) 4.4 Lei de Proust (Lei das proporções constantes, definidas ou fixas) 4.5 Lei de Gay Lussac 4.6. ―QUANTIDADE DE SUBSTÂNCIA‖. – DEFINIÇÃO DE 4.7 O número de Avogadro (NA) 4.8 Massa molecular 4.9 Resolução de problemas numéricos 4.10 Relações Molares
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4.11 Densidade e Massa Molar 4.12 Lei de Avogadro 4.13 O Equivalente-Grama. – Definição 4.14 Exercícios resolvidos 4.15 Exercícios de Fixação
UNIDADE V. ANÁLISE ELEMENTAR QUANTITATIVA E EQUAÇÕES QUÍMICAS

66 66 69 57 71 71 72 74 76 112 116 117 117 118 126 127 128 129 133 137 146 146 146 145

5.1 Cálculos de Fórmulas 5.2 Composições percentuais e fórmulas químicas 5.3 A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual) 5.4 O volume molar 5.5 Análises de Combustão 5.6 Exercícios resolvidos

UNIDADE VI. CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS

6.1 Balanceamento de Equações Químicas 6.2 Balanceamento de reações de óxido-redução 6.3 Acerto de coeficientes das reações de redox 6.4 Estado de oxidação 6.5 Exercícios Resolvidos 6.2 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas 6.3 Fatores químicos de conversão 6.4 Elementos Químicos Limitante 6.5 Determinação do reagente limitante 6.6 Exercícios Resolvidos 6.13 Exercícios Propostos 7.1 Definição de Solução 7.2 Soluto e Solvente 7.3 Concentração em Unidades Físicas 7.3.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução 7.3.2 Composição percentual 7.4 Concentração em Unidades Químicas 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. 7.5.2 Molaridade ou concentração molar 7.5.3 Concentração normal ou normalidade 7.4.5 Concentração molal ou molalidade 7.4.6 Fração molar ou percentagem em moles 7.5 Relação de massa com massa 7.5.1 Título 7.5.2 Porcentagem em peso 5.5.7 Densidade 5.5.8 Massa específica (µ) 5.6 Parte por milhão

UNIDADE VII. SOLUÇÕES - DOSAGENS

157 158 159 160 161 163 162 162 163 163 165
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5.6.1 Em massa 5.6.2 Em volume 5.7 Problemas de diluição 5.8 Exercícios Resolvidos
UNIDADE VIII. NOÇÕES GERAIS DE EQUILÍBRIO EM RELAÇÕES QUÍMICAS

165 165 166 167 175 175 175 176 182 183 185 185 185 186 187 192 194 194 195 201 203 206 207 209 209 210 211 212 237 237 245

1.1. O que é equilíbrio? 1.2. Estado de Equilíbrio 1.3. Velocidade de uma Reação 1.4. Generalidades Sobre Cinética Química 1.5. Característica do Equilíbrio Químico 1.6. Deslocamento do Equilíbrio 8.6.1 Alteração na concentração 8.6.2 Alteração na pressão 8.4.3 Alteração na temperatura 1.7. Lei de Ação das Massas 1.8. Equilíbrio Químico 1.9. Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais 1.10. Relação Matemática entre Ke e Kp 1.11. Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade 1.12. Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw) 1.13. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases 1.14. Constante de dissociação dos ácidos (Ka) 1.15. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb) 1.16. Balanço de Carga 1.17. A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH) 1.18. Acidez Atual, potencial e Total 1.19. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios 1.20. Exercícios Resolvidos Estados de Oxidação Nomenclatura química dos compostos inorgânicos Algumas constantes e conversões úteis

APÊNDICES

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foi a partir da teoria atômica do físico e químico britânico John Dalton (um dos marcos da Química do século XIX). 1: Frontispício de A New System of Chemical Philosophy.. intuitivamente. admitiam. A ideia do átomo foi estabelecida pela primeira vez por Demócrito em 530 a. que surgiu uma forma operacional. a que chamaram de átomo. Muitas abordagens do conceito de átomo apareceram ao longo do tempo. Todas foram delineadas com um caráter primeiramente filosófico. 6 .C.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE I I. de 1808. capaz de ser usada em determinações experimentais. Filósofos gregos. mas. IFES Pág. Fig. no século V antes de Cristo. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA. que a matéria seria constituída de partículas indivisíveis.

Dalton) . os átomos não se criam nem se destroem. 5. 3. Se existir mais de um composto formado por dois elementos diferentes. podemos considerar as seguintes reações. então se ab reagir com cd os produtos serão ad e cb (Lei das Proporções Recíprocas . Os átomos de um mesmo elemento são todos iguais entre si (em massa. como nos óxidos de ferro. IFES Pág. diminutas e indivisíveis chamadas átomos. Nas reações químicas. − Se a reagir com b para formar ab e c reagir com d para formar cd. que permanecem inalteráveis em qualquer processo químico. A teoria Daltoniana. por: 2K+I2 ⟶ 2KI Pb+Cl2 ⟶ PbCl2 2KI + PbCl2 ⟶ 2KCl + PbI2 Da teoria atômica de Dalton destacam-se as seguintes definições: a) Um átomo é a menor partícula de um elemento que mantém suas propriedades. Fe3O4. tamanhos e em qualquer outra propriedade física ou química). todos iguais uns aos outros. sugere: Postulados: 1. só combinam suas distribuições. 7 . 4. 2. Os elementos estão formados por partículas discretas. os números dos átomos de cada elemento nos compostos guardam entre si uma razão de números inteiros (Lei das Proporções Múltiplas . sempre o fazem em proporções de massa definidas e constante. que deu um caráter científico à idéia do átomo.Richter).podemos aplicar este princípio em muitos exemplos. 6. em notação moderna. b) Um elemento é uma substância que é constituída por átomos iguais. quando dois ou mais átomos de diferentes elementos se combinam para formar um único composto. FeO.1 A Teoria Atômica de Dalton. Como exemplo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. ou seja. dadas. Fe2O3. O peso do átomo de um elemento é constante em seus compostos. Compostos químicos são formados por "átomos compostos‖ (moléculas).

são misturados. de matéria sólida. da mesma maneira. Dalton correlacionou os pesos relativos das unidades fundamentais dos elementos químicos com as combinações que estes apresentavam em seus compostos. nomeados A e B. que vai rarefazendo-se gradualmente (de acordo com alguma potência da distância). como elas se repelem umas às outras (isto é. cercada por uma atmosfera de calor. .. As proposições de Dalton foram baseadas nas leis ponderais das reações químicas. a pressão ou peso total sobre qualquer partícula deve-se apenas àquelas de sua própria espécie. só A repele A.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) Um composto é uma substância que é formada pela fixação de átomos diferentes combinados em proporções fixas. As leis ponderais é um conjunto de postulados. uma possível conseqüência seria vislumbrar a lei das pressões parciais: "Em uma mistura gasosa. de oxigênio etc. ? ???a pressão total da mistura e ? ??? a fração molar de A. a pressão total (P) é igual à soma das pressões parciais dos componentes". ou só B repele B). ? ??? = ? 1 ? + ?2 ? + . extremamente pequena. 8 . Já que as partículas de diferentes gases não interagiam quimicamente. qualquer partícula de água seria igual a qualquer outra partícula de água. + ? ??? A expressão matemática da lei de Dalton é: ? ??? = ? ???× ? ??? sendo ? ??? a pressão parcial de A. considerando que todas as partículas de hidrogênio. tamanho ou forma. altamente densa nas proximidades do átomo. não há qualquer repulsão mútua entre suas partículas. isto é. Conseqüentemente. Nas suas proposições Dalton dizia: Quando dois fluidos elásticos. Dalton descrevia uma partícula gasosa sendo constituída por um átomo central. as partículas de A não repelem as de B. IFES Pág. existentes em qualquer composto desses elementos seriam iguais em peso. a pressão de cada componente é independente da pressão dos demais. que relacionam a massas dos reagentes e produtos. . observadas e constatadas como válidas em quaisquer reações.

Sua primeira ―tabela de pesos relativos das partículas últimas dos corpos gasosos e outros‖. A afirmação final de Dalton. a qual afirma que: ―Volumes iguais de gases diferentes contêm o mesmo número de moléculas‖. contendo apenas um tipo de elemento. uma vez que ela se choca com a hipótese de Avogadro (em 1811). contudo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As partículas constituintes das substâncias simples. de 1803. 2 No livro ―Novo Sistema‖. 9 . não é verdadeira. Fig. ele demonstrou que gases diferentes não podem ter partículas de mesmo tamanho. IFES Pág. foram chamadas de ―partículas últimas‖. está reproduzida na Tabela 1. que são os nossos átomos.

3 5.2 9. conectados em uma união íntima conhecida IFES Pág. 2 O átomo. apresentada oralmente por Dalton em 1803 e publicada como artigo nas Memoirs of the Philosophical Society of Manchester (2nd series v. sódio e cloro.1 19. – A unidade fundamental da matéria. p. ou elementos. gases e sólidos podem ser decompostos em seus constituintes fundamentais.2 5.3 9. Com o advento da ciência experimental nos séculos XVI e XVII.5 6. Os químicos perceberam que todos os líquidos. descobriu-se que o sal é composto de dois elementos diferentes.2 15. Pesos atômicos (sic) ESPÉCIE QUÍMICA Hidrogênio Azoto Carbono Amônia Oxigênio Água Fósforo Hidrogênio fosforetado (PH3) Gás nitroso (NO) Éter Óxido gasoso de carbono (CO) Óxido nitroso (N20) Enxofre Acido nítrico (NO2) Hidrogênio sulfuretado (H2S) Ácido carbônico (CO2) Álcool Ácido sulfuroso (SO2) Ácido sulfúrico (SO3) Hidrogênio carburetado da água estagnada (CH4) Gás olefiante (C2H4) 1805 1 4.3 1808 1 5 5 6 7 8 9 12 12 17 13 19 16 19 16 4 34 7 6 1. 10 .2 8.7 14.6 9. 1805).9 25. os avanços na teoria atômica tornaram-se mais rápido.4 6. Por exemplo.3 15.4 15.2 4.4 15.8 13. O padrão é o átomo de hidrogênio.5 7.3 5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 1: Os pesos atômicos segundo Dalton: primeira tabela de pesos atômicos. 271-287. 1.

no entanto. Suas partículas estão dispostas aleatoriamente. os diferentes estados da matéria têm uma coisa em comum: todos eles podem ser divididos em unidades fundamentais chamadas átomos. 3 IFES Pág.2 Característica da Matéria. provou ser uma mistura de gases nitrogênio e oxigênio. Suas partículas estão ordenadas e vibram rotacionalmente. mas próximas. As forças que mantêm as moléculas ou átomos de um líquido são mais fracas do que nos sólidos. Em um sólido as forças que mantém as moléculas. Forças de coesão são maiores do que as de repulsão. Sua forma é indefinida e o seu volume é indeterminado. apresenta retículo cristalino . Os líquidos têm o volume definido. Os gases são facilmente compressíveis e capazes de expansão infinita. são fortes. líquido e gás. apenas. Contudo. 11 . o movimento das partículas ocorre somente no retículo cristalino. As forças atrativas são quase inexistentes. Os sólidos são caracterizados com tendo tanto uma forma como volume definido. mas forma indeterminada (tomam a forma de seus recipientes) e são ligeiramente compressível.forma geométrica definida. O termo estado da matéria refere à forma física em que a matéria existe: sólido. 1. O estado sólido. O ar. Não requerem.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO como ligação química. Fig. ou átomos. A distância entre elas é muito grande e variável e suas partículas se movem desordenadamente ao imprevisível. apoio externo para manterem a configuração. são muito pouco compressíveis. portanto.

podem ser comprimidos. 12 . que se designou por partículas subatômicas. iniciados por volta de 1850. partículas com carga elétrica negativa. As forças de coesão e repulsão se igualam. não apresenta retículo cristalino. demonstrou a existência de uma estrutura interna no átomo constituído por partículas menores. Fig. 3 A Estrutura do Átomo Um grande número de estudos. Fig. há grande expansibilidade. 5 1. apresenta tensão superficial. a que se deu o nome de elétrons. IFES Pág. no final do século XIX. uma série de experiências que lhe permitiram concluir que o átomo não era apenas uma esfera indivisível como tinha dito Dalton. 4 O Estado Gasoso. O cientista Thomson realizou. Esta esfera tinha carga positiva e no seu interior. grande compressibilidade e as partículas movimentam-se com grande velocidade. As forças de repulsão são maiores do que as de coesão.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O estado Líquido.

e as partículas de carga negativa. com base em estudos de fenômenos radioativos. onde se encontrariam incrustadas pequeninas esferas de carga negativa que tomaram o nome de elétrons. 6 1. Fig. 3. após diversas experiências. O modelo de Thomson. também conhecido por pudim de passas. encontram-se em movimento em torno do referido núcleo. uniformemente distribuída.5 Modelo Atômico de Rutherford Em 1910. 2. 13 IFES . concluiu que: 1. Segundo o modelo de Rutherford. um antigo aluno de Thomson. O núcleo tem carga positiva.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.4 O modelo de Thomson. A maior parte do átomo era espaço vazio. Ernest Rutherford (1871-1937) concebeu. os elétrons. Pág. 4. Os elétrons giram em torno do núcleo. tal como os planetas em torno do Sol. Rutherford. toda a carga positiva do átomo está concentrada numa pequena zona densa e central a que chamou núcleo. Na região central do átomo concentra-se toda a massa do átomo. um novo modelo atômico. O modelo de Thomson. representa o átomo como uma esfera maciça de carga positiva. também conhecido por pudim de passas.

então Rutherford propôs que os elétrons estariam girando em torno do núcleo em órbitas circulares. descobriu que átomos ou moléculas absorviam ou emitiam energia apenas em quantidades discretas. Esses elétrons não poderiam estar parados. isso não resolvia o problema da estabilidade do núcleo. Max Planck. pois os átomos obviamente são estáveis. IFES Pág. 14 . Acabara de conceber a idéia de energia descontínua. Esse modelo atômico não era satisfatório. Definiu o conceito de quantum como sendo a quantidade de energia que pode ser emitida ou absorvida na forma de radiação eletromagnética. em parcelas pequenas e muito bem definidas. ou quantizada. pois cargas elétricas aceleradas emitem energia. apesar de extremamente útil não conseguia explicar o fato de a matéria ser estável uma vez que a atração eletrostática entre os elétrons e o núcleo positivo implicava necessariamente que as cargas negativas colidissem com a região positiva originando partículas materiais instáveis – o que não se observava. ainda. No entanto. que energia tem massa. ou seja. pois eles cairiam em direção ao núcleo devido à atração coulombiana. mas apenas em algumas freqüências que são características de cada um dos elementos químicos diferentes. emitindo radiação em todos os comprimentos de onda e tornando os átomos instáveis. nêutrons e os elétrons circunscritos a órbitas circulares.6 A Contribuição De Max Planck E Einstein Em 1900. formado por prótons. em 1905. Átomo de Bohr–Rutherford com um núcleo central. Albert Einstein. Cada átomo é capaz de emitir ou absorver radiações eletromagnéticas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este modelo. e a perda de energia faria os elétrons espiralarem rapidamente em direção ao núcleo. chamou os quanta de Planck de photons (fótons) e estabeleceu. Fig. 7 1. físico alemão.

Fig. O espectrógrafo rudimentar. que é usado para identificar cada um dos elementos da tabela periódica pelo simples visualização e análise da posição de absorção ou emissão em suas linhas de espectro. Fig. 15 . é característica de cada elemento. tanto de emissão e absorção. IFES Pág. 8. 9. Espectroscopia de emissão.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Com o espectro.

b) algumas partículas α sofreram desvios ao atravessar a folha de ouro. para comprovar o modelo proposto atômico por Thomson. Em 1911. 16 . II. Fig. 10: O experimento de Ernest Rutherford IFES Pág. Ernest Rutherford. realizou um experimento.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. denominadas partículas alfa (α). sugeriu que: I. c) muito poucas partículas α não atravessaram a folha de ouro e voltaram (fig. Os elétrons se movem em torno do núcleo com órbitas circulares.0001 ? ? ? )? com partículas positivas e pesadas. Os elétrons com mais energia movem-se em órbitas mais afastadas do núcleo.8). que consistiu em bombardear uma fina folha de ouro (0.7 O modelo de Niels Böhr. emitidas por um elemento radioativo chamado polônio. Niels Bohr completou. III. Durante a realização da experiência. que completou o modelo proposto por Rutherford. A cada órbita corresponde uma determinada energia. Rutherford observou que: a) a maioria das partículas α atravessaram a folha de ouro sem sofrer desvios e sem alterar a superfície da folha de ouro.

11. para descrever as orbitais atômicas. Estes números quânticos.: Níveis com o número máximo de elétrons permitidos. que resultam da equação de Schrödinger. e número quântico magnético. número quântico de momento angular. L. O experimento de Niels Böhr 1. IFES Pág.8 Eletrosfera. Com a Mecânica Quântica surgem três números quânticos para descrever a distribuição dos elétrons no átomo. Tabela 2. m.9 A Mecânica Quântica e o estudo da estrutura eletrônica dos átomos. ou seja. os elétrons devem se distribuir na eletrosfera do átomo em determinados níveis de energia (n). são: número quântico principal. n. 17 . As idéias estabelecidas por Böhr colaboraram para estabelecer que no moderno modelo atômico. Camada K L M N O P Q Nível de energia (n) 1 2 3 4 5 6 7 Número máximo de elétrons 2 8 18 32 32 18 8 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.

5. 13: Formas de orbitais. Os valores possíveis dependem do número quântico principal e são todos os inteiros de 0 até n – 1. Está relacionado com a forma da orbital.9. e identificados através de ―números quânticos‖. 18 . Deste modo a energia cinética do elétron é associada ao movimento angular e está IFES Pág. os elétrons ocupam 7 níveis de energia (camadas de elétrons). denominados ―principais‖ ou ―primários‖.2 O número quântico de momento angular (l). O. Para os átomos conhecidos atualmente. N. Fig. que são. M. representados por letras maiúsculas: K. 12. Número quântico principal. L.1 O número quântico principal. respectivamente: 1. 6 e 7. 1. 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19. Fig. O valor de l define o momento angular do elétron. sendo que o aumento do seu valor implica o aumento correspondente do valor do momento angular. 4. 3. P e Q . Está relacionado com a distância média de um elétron ao núcleo.

1. Órbita era circular (s). passando pelo 0. existe apenas um único valor de número quântico de momento angular possível (l = n . Para um dado valor de n. Tabela 3. l pode ter como valores possíveis os números inteiros de 0 a (n .1). 1 e 2.1 = 0). 0 e 1. Se n = 3. há três valores de l.9. f). 14. 19 . existem dois valores de l possíveis. nomeadamente 0. d. Número quântico Número quântico Estado principal orbital atômico n=1 n=2 n=3 l=0 l=0 l=1 l=0 l=1 l=2 1s 2s 2p 3s 3p 3d Fig. Números Quânticos de Momento Angular. Por exemplo: Se n = 1. Está relacionado com a orientação da orbital no espaço.3 O número quântico magnético. Este toma todos os valores de – L até + L. IFES Pág. elípticas (p. Se n = 2.1 = 1 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO dependente da energia total do elétron e naturalmente esses valores permitidos de l estão associados ao número quântico principal.

Número quântico magnético. +1 3 2 d -2. -2. +2 5 3 f -3. 0. +1. Os vetores momentos angulares. Tabela 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 20 . 16. -1. -1. +1. 0. +3 7 IFES Pág. l orbital l Orientações 0 s 0 1 1 p -1. 15. 0. Números Quânticos. +2. Fig.

4 Número quântico de spin eletrônico. que era injetado através de um campo magnético não homogêneo. Por isso dizemos que o elétron tem um momento angular de spin. as suas propriedades magnéticas podem ser justificadas. além de gerar um momento magnético devido ao seu movimento angular. ambos físicos alemães. Deste modo o número quântico de spin eletrônico (ms) pode tomar os valores –1/2 e +1/2. Se pensarmos nos elétrons a rodarem sobre o seu próprio eixo (como o planeta Terra). O seu dispositivo experimental consistia num feixe de átomos. O elétron. No anteparo detector conseguem-se determinar duas regiões de igual intensidade. possui por si só um momento angular intrínseco. Como os movimentos de spin são completamente aleatórios.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. 17 IFES Pág.9. Como o movimento de rotação do elétron pode ter dois sentidos (sentido horário e anti-horário) pode ter dois valores. 21 . De acordo com a teoria eletromagnética. Uma demonstração inquestionável da existência do spin eletrônico foi conseguido por Otto Stern e Walter Gerlach. Fig. metade dos átomos são desviados numa direção e a outra metade noutra. comporta-se como um pequeno ímã. Uma partícula carregada. qualquer carga em rotação gera um campo magnético em seu torno. produzidos num forno quente. A interação entre um elétron e o campo magnético provoca um desvio do seu trajeto linear. quando em rotação. em 1924.

Em 1932. A descoberta da existência dessa partícula foi possível graças ao grande sucesso da aplicação do Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento. denominadas de nêutrons. que evitam a repulsão dos prótons. assim como as próprias partículas alfa. em fazer com que feixes de partículas alfa se colidissem com uma amostra de berílio. James concluiu que não se tratava de raios gama. Chadwick realizou consistiu.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. o físico inglês James Chadwick constatou que os núcleos dos átomos. continham em sua estrutura. Fig. outras partículas. Este princípio ganhou enorme importância. Segundo este.10 Descoberta do nêutron. 18 1. sendo aplicada em todos os campos da ciência Física. 22 . 19 IFES Pág. A experiência que J. Após realizar vários cálculos. de forma que ficou conhecido como uma das leis fundamentais da natureza. Dessa colisão apareceu um tipo de radiação que levaram muitos cientistas a acreditar que se tratava de raios gama. basicamente. além dos prótons que lhes conferiam carga positiva. a radiação invisível era formada por nêutrons. a conservação da quantidade de movimento total de um sistema ocorre se a resultante das forças externas que atuam sobre o sistema for nula. de carga elétrica neutra e massa aproximadamente igual à do próton.

ao atravessar um campo elétrico. Seus pais eram: Werner Karl Heisenberg (1901-1976).11 Modelo De Sommerfeld. d. Chadwick mediu a massa dessas partículas. não sofre desvio. abandonou a idéia de órbitas estacionárias regidos pelas leis da mecânica clássica. a trajetória dos elétrons de Schrödinger é a de uma onda. Em 1916. d. baseado na mecânica quântica. mas a ciência. f). em evolução. apresentou um novo modelo atômico sobre o qual afirmava que os elétrons descreviam órbitas circulas e elípticas ao redor do núcleo. Erwin Schrödinger (1887-1961) e Paul Dirac (19021984). o IFES Pág. Eles abandonaram o conceito de órbita estacionária. 1. ainda. Para ele.s. Neste caso. mas que possui massa praticamente igual a do próton. uma órbita era circular (s) e as demais. Evoluiu para uma nova mecânica: a mecânica quântica. f). principalmente porque não se pode localizar a posição exata de um elétron em um dado instante. pois segundo Rutherford elas tinham massa igual à do próton. No modelo de Schrödinger abandona o conceito de elétrons como minúsculas esferas carregadas que giram em torno do núcleo. 20. Para comprovar que realmente se tratava de nêutrons. 23 .12 Modelo de Schrödinger: modelo atual. O modelo de Sommerfeld. Considerou. Em vez disso. 1. que a energia liberada como fóton era pelo fato de as camadas eletrônicas possuírem certas subdivisões (subníveis energéticos . Fig. As experiências do modelo de Bohr foram muito úteis. que é uma extrapolação a partir da experiência nível macroscópica para o pequeno tamanho do átomo. elípticas (p. permitindo concluir que o nêutron é uma partícula que não possui carga elétrica. o físico alemão Arnold Johannes Wilhelm Sommerfeld.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O nêutron eliminado. p.

Fig. designadas por orbitais. 21. Vejamos alguns exemplos: Fig. ele é considerado como um conjunto das ondas que vibram em redor do núcleo. IFES Pág. com uma provável presença em uma região definida do espaço. Esta área é conhecida como probabilidade orbital. os cientistas abandonaram a ideia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. 22: Orbitais s. 24 . Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétron não é considerado como uma partícula. Diferença entre orbitais.

25. Orbitais f. 24. 23. Orbitais d. Fig. 25 . Fig. Orbitais p.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. IFES Pág.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A EVOLUÇÃO DO MODELO DO ÁTOMO RESUMO TEORIA DE DALTON A) Cada elemento é composto de minúsculas partículas indestrutíveis chamadas átomos. as massas de um elemento se combina com uma massa fixa de um segundo elemento numa simples razão inteira‖. No primeiro. os diferentes elementos se combinam em proporções numéricas simples: assim. donde se verifica a veracidade da lei. o átomo é constituído por uma esfera de carga elétrica positiva. No segundo. 26 . um átomo de um com um átomo de B (AB). que afirma: ―Se dois elementos formam mais do que um único composto simples.88 g de H e 94.99 g de O. Exemplo: o hidrogênio e o oxigênio se combinar formando 2 compostos diferentes: a água e a água oxigenada. Como se vê: 5. 11.88 é praticamente metade de 11.11 g de O. 100 g de H2O2 são formadas por 5. na qual estão imersos os elétrons com carga elétrica negativa. MODELO ATÔMICO DE THOMSON Neste modelo.11. B) Todos os átomos de um elemento são semelhantes em massa (peso) e outras propriedades. C) Em cada um dos seus compostos. concebido em 1904.11 g de H2O combinam-se a 89. IFES Pág. mas os átomos de um elemento são diferentes do resto dos elementos. Teoria atômica de Dalton levou à "Lei das proporções múltiplas. Átomos não podem ser criados nem destruídos durante uma reação química. formando 100 g de água. ou um átomo A com dois átomos de B (AB2).

à volta do qual rodam os elétrons. IFES Pág. 26 MODELO ATÓMICO DE RUTHERFORD Neste modelo. mas em que os elétrons se movem em órbitas circulares em torno do núcleo. Fig. Fig. concebido em 1911. B) Modelo de Thompson. MODELO ATÔMICO DE BOHR Neste modelo. O Modelo de Bohr. o átomo é constituído por um núcleo. 27. 27 . concebido em 1913.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A) Modelo de Dalton. portador de carga elétrica positiva. descrevendo órbitas elípticas. tal como no modelo de Rutherford. o átomo é constituído por um núcleo. Os elétrons podem passar de uma órbita para outra por absorção ou emissão de energia. correspondendo a cada uma delas um nível de energia.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO MODELO ATÔMICO ATUAL — MODELO DA NUVEM ELETRÔNICA. designadas por orbitais. Fig. Fig. Os cientistas abandonaram a idéia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. 28. 29 IFES Pág. 28 . O modelo da Nuvem Eletrônica.

não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos n. IFES Pág.2. 29 . que corresponde (na maior parte) para aumentar a energia das subcamadas. O PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO DE PAULI. m. 2. s. l. PRINCÍPIOS DE AUFBAU OU REGRA DE KLECHKOWSKI. Dito de outra maneira. 30 Ordem de preenchimento: 1s > 2s > 2p > 3s > 3p > 4s > 3d > 4p > 5s > 4d > 5p > 6s > 4f > 5d > 6p > 7s > 5f > 6d > 7p.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE II 2. Os elétrons são preenchidos de acordo com um esquema conhecido como o princípio de Aufbau. Fig.1. Princípio de exclusão de Pauli sugere que um orbital atômico é um estado de energia que têm limite de espaço para acomodar elétrons. O princípio de exclusão de Pauli sugere que apenas dois elétrons com spins opostos podem ocupar um orbital atômico.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2. o princípio de equilíbrio ocorre quando os elétrons estão emparelhados. f e g. g. g.  A camada K é composta pelo subnível s. p (principal). f (fundamental) e os g. f.3. l. h e i Como os momentos angulares spin e orbital se combinam (isto é. Porque um elétron gira sobre seu eixo. se acoplam) de modo vetorial e como não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos (n. 30 . Átomo paramagnético tem um orbital desemparelhado (somente 1 elétron no orbital). Neste caso. p. p. Os elementos diamagnéticos se agrupam em blocos sem orientação polar definida. p. existentes somente na teoria. d e f.  A camada M é composta pelos subníveis s.  A camada Q é composta pelos subníveis s. ele cria um campo magnético. Como vimos os subníveis são designados por letras: s (sharp = nítido). h e i. átomos com tantos elétrons − se existirem será necessário utilizarmos esses subníveis. ainda. pois tem os dois elétrons emparelhados (spins emparelhados). d. de modo que não reagem a campos magnéticos. d. m.  A camada L é composta pelos subníveis s e p. Para dois elétrons no mesmo orbital. e h. d (diffuse = difuso). s) teremos: Fig. A distribuição de elétrons entre os orbitais de um átomo é chamada de configuração eletrônica. d. as rotações devem ser opostas entre si (para que os campos magnéticos sejam orientados em duas direções distintas). 31: Configuração eletrônica. f. Assim. CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA. IFES Pág. pois não há.  A camada N é composta pelos subníveis s.  A camada O é composta pelos subníveis s. p. p e d. o átomo é nomeado diamagnético.  A camada P é composta pelos subníveis s.

1 -2. 2 0 -1. 1 0 -1. 1. 0. 0. 0. 1. 1 -2. 2 -3. 3 Número de orbitais 1 1 3 1 3 5 1 3 5 7 Orbital 1s 2s 2p 3s 3p 3d 4s 4p 4d 4f Elétrons emparelhados ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ Número de elétrons 2 2 6 2 6 10 2 6 10 14 1 0 2 0 1 3 0 1 2 4 0 1 2 3 Número máximo de elétrons em cada nível de energia é determinado pela equação de Rydberg: x = 2n2. 31 . -1. IFES Pág. -1. 2. 0. n l ml 0 0 -1. 1. 0. -2. -1. 0. K 2 L 8 M N O P Q 18 32 50 72 98 O elemento de número atômico 112 apresenta o seguinte número de elétrons nas camadas energéticas: K 2 L 8 M N O P Q 18 32 32 18 2 Um esquema feito para auxiliar na distribuição dos elétrons pelos subníveis da eletrosfera é o diagrama de Linus Pauling (ou diagrama de Pauling).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 5: Distribuição eletrônica.

5p6. 3s2. 3p6. 5f14. 6p6. 6d10. Não é necessário memorizar o seguimento do diagrama. 2s2. 1A 1 H 1s1 3 Li 1s2 2s1 11 Na [Ne] 3s1 4 Be 1s2 2s2 12 Mg [Ne] 3s2 5 B 1s2 2s22p1 13 Al [Ne] 3s23p1 6 C 1s2 2s22p2 14 Si [Ne] 3s23p2 7 N 1s2 2s22p3 15 P [Ne] 3s23p3 8 O 1s2 2s22p4 16 S [Ne] 3s23p4 9 F 1s2 2s22p5 17 Cl [Ne] 3s23p5 2A 3A 4A 5A 6A 7A 8A 2 He 1s2 10 Ne 1s2 2s22p6 18 Ar [Ne] 3s23p6 8ª IFES Pág. 3d10. 5d10. 4p6. 4s2. 4d10. 32 . pois a ordem na qual os elétrons são preenchidos pode ser lida a partir da tabela periódica. 32: Diagrama de Pauling. Ordem do diagrama é: 1s2. 4f14. 6s2. 7s2. 2p6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 5s2. 7p6.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1A 1s 2A 2s 3s 4s 5s 6s 7s 3A 4A 3d 4d 5d 6d 4f 5f 5A 6A 1p 2p 3p 4p 5p 6p 7A 1s IFES Pág. 33 .

Be 1s 2 2s 2 Mg 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 2A Al 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 1 2A Be 2 + 1s 2 Mg 2 + 1s 2 2s 2 2p 6 Al3+ 1s 2 2s 2 2p 6  O Grupo IV e V (metais) pode perder tanto os elétrons do subnível p. conseguindo assim uma pseudoconfiguração de gás nobre. e são os que estão expostos a outros átomos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2. Propriedades dos íons monoatômicos. Os elétrons na camada mais externa (aquelas com o maior valor de n) são os mais enérgicos. Por exemplo. Esta camada é conhecida como a camada de valência. 34 . nós já sabemos que os metais alcalinos (Grupo 1A) sempre formam íons com uma carga de 1 (o elétron "extra" s1 elétron é o que será perdido). 4A 4A 5A 6A 7A C N O F 1s 2 2s 2 2p 2 1s 2 2s 2 2p 3 1s 2 2s 2 2p 4 1s 2 2s 2 2p 5 C4 N3 O2 F1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 Sn [Kr] 4d 10 5s 2 5p 2 IFES Pág. geralmente têm configurações semelhantes na camada exterior.  Elementos com propriedades semelhantes. Sn 2 + [Kr] 4d 10 5s 2 Sn 4 + [Kr] 4d 10 Pb [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 2 Pb 2 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Pb 4 + [Xe] 4f 14 5d 10 5A Bi [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 3 Bi 3 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Bi 5 + [Xe] 4f 14 5d 10  Os Grupo IV .VII (não-metais) ganham elétrons até sua camada de valência se completar (8 elétrons). ordem energética (ordem de preenchimento): 1A Li 1s 2 2s 1 Na 1s 2 2s 2 2p 6 3s 1 K 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 1 Li + Na + K+ 1s 2 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Os Grupos II e III (metais) também tendem a perder todos os seus elétrons de valência para formar cátions.4. ou de ambos os s e SUBCAMADAS p.

8A Ne 1s 2 2s 2 2p 6 Ar 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Metais de transição (grupo B) normalmente têm duas formas de perder os elétrons de valência (s). A primeira propriedade a explorar é o raio atômico. Para obter o raio atômico toma-se a distância entre os dois núcleos.994 Å.5.988Å. determinados desta forma. ou: 0. a distância entre os dois átomos de cloro no Cl2 é 1. I.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Os gases nobres do grupo VIII já possuem uma camada externa completa. 33: Raios atômicos. não apresenta limite para sua nuvem eletrônica. Por exemplo. Os raios atômicos. que é a soma dos dois raios atômicos do cloro. A força de qualquer modelo que está na capacidade de explicar as observações experimentais. pois o átomo não tem forma delimitada. o raio atômico do cloro é 0. 35 . É difícil definir uma fronteira nítida entre a distância dos elétrons de qualquer átomo em particular e do núcleo. eles não têm tendência para formar íons.994 Å = (1. B Fe 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 4s 2 Fe 2 + Fe 3 + 2. 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 5 Fig. Por isso. O raio atômico. algumas aproximações são feitas para determinar este parâmetro.988Å/2) . IFES Pág. portanto. mas também pode perder elétrons de alto nível d. também são chamados de raios covalentes. Portanto. Propriedades periódicas dos elementos.

35: Raio Atômico dos Elementos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 36 . Fig. IFES Pág. 34: Raio Atômico.

nm Ti 22+ [Ar] 3d24s2 0.145 2 2 Hf 72+ [Xe] 5d 6s 1. um aumento da carga nuclear.144 V. 37 . isso porque os elétrons internos servem parcialmente de proteção entre o núcleo e a força de atração exercida pelo núcleo. O decréscimo é interrompido nos elementos de transição.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A variação do raio atômico aparece claramente no gráfico acima. todos os elétrons são atraídos mais fortemente e. Note que há um decréscimo através do período.II. Isso ocorre porque ao longo do período existe a adição de elétrons na camada de valência e. A energia necessária para remover um elétron de um átomo é chamada de energia de ionização: E1 para o primeiro elétron. que não incluem os elementos de transição. Ne(g) → Ne+(g) + eNe+(g) → Ne+2(g) + eNa(g) → Na+(g) + eNa+(g) → Na+2(g) + eE1 = 497 kcal/mol E2 = 947 kcal/mol E1 = 119 kcal/mol E2 = 1091 kcal/mol IFES Pág.132 2 2 Zr 40+ [Kr] 4d 5s 0. E2 para o segundo e Em para o m-ésimo elétron. Energia de Ionização. o que compensa parcialmente (ou blinda) a atração do núcleo. O efeito de blindagem reduz a carga positiva que os elétrons internos sofrem. Com o aumento da carga nuclear. Veja na tabela abaixo: Tabela 6: Raios Atômicos do Grupo IVB Átomo Carga Nuclear Configuração eletrônica Raio. o que equivale dizer que: Os elétrons externos experimentam uma repulsão dos elétrons internos. mas no subnível (n-1)d. A distância média entre o núcleo e esses elétrons é menor do que a distância média entre o núcleo e a camada de valência. porque a adição dos elétrons de valência não é feita na camada de valência. portanto. O efeito é mais claro no segundo e terceiro períodos. fica mais próximo do núcleo. simultaneamente.

devido ao aumento da carga nuclear (maior atração do núcleo) e decresce nos grupos. 1978) As medidas de Em implicam na transferência de energia ao átomo e na detecção dos elétrons quando eles são arrancados. Assim. devido ao aumento do número de camadas. 38 . a energia de Ionização I é a energia mínima necessária para remover um elétron de um átomo na fase gasosa: A (g) → A+ (g) + e I = E(A+(g) ) – E(A (g)) Em geral aumenta com o período. 37: Energia de Ionização. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 36: Medidas das energias de ionização para os átomos de Neônio e de Sódio. (Fonte: Pimentel & Spratley. Veja abaixo: Fig.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Note-se que. não impede que alguns elementos tenham afinidade eletrônica positiva. IFES Pág. Afinidade eletrônica. 38: Eletroafinidade. 39 . Fig. Isso. os elétrons de valência vão-se situando em níveis cada vez mais externos e. por isso. A afinidade eletrônica ou eletro-afinidade pode ser definido como a quantidade de energia liberada no processo em que um átomo isolado. por isso. II. Este afastamento compensa o aumento da carga nuclear e. a energia de ionização diminui. portanto quanto mais negativo o valor da afinidade eletrônica. recebe um elétron. o que indica uma baixíssima tendência de receber elétrons e a necessidade de absorver energia para poder ganhar elétrons. conseqüentemente. Tal fato pode interpretar-se se pensar que. ao longo de um grupo. porém. dentro de um grupo. formando um íon negativo (ânion). um aumento do número atômico corresponde a um aumento do período. conforme a reação: X ° ( g ) + e − →X − ( g ) A liberação de energia mede o quão fortemente o elétron se liga ao átomo. maior é a tendência do átomo em receber o elétron. a energia de ionização diminui com o aumento do número atômico. no seu estado fundamental. mais afastados do núcleo.

Uma possível explicação para esse resultado baseia-se no fato de que. Assim o elétron adicional no lítio entra em um orbital 2s. não pode ter a força de repulsão inter-eletrônica na camada mais externa ignorada. Ou seja. mas no berílio ele deve entrar no orbital 2p e deste modo está menos ligado. Tabela 7: Afinidades eletrônicas dos elementos do grupo principal (em eV). à carga nuclear efetiva relativamente grande e à necessidade de apenas um elétron para alcançar a configuração eletrônica de gases nobres (regra do octeto). têm valores menos negativos ao longo de um grupo (descendo). Como podemos explicar o decréscimo na afinidade eletrônica entre o Li e o Be.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As afinidades eletrônicas. a carga nuclear está tão bem blindada que no berílio o ganho de elétron é endotérmico. Os elementos do grupo dos halogênios são os átomos que possuem maior afinidade eletrônica devido ao reduzido tamanho dos átomos. o flúor. o oitavo elétron estaria comprimido na camada n = 2. 40 . apesar do aumento da carga nuclear? As configurações eletrônicas são: Li [He] 2s1 Be [He] 2s2. Os gases nobres têm valores nulos para a eletroafinidade. Uma exceção a essa regra é que o flúor é menos negativo que o cloro. em geral. porque a camada de valência está progressivamente mais distante do núcleo e a blindagem das camadas internas é mais efetiva na compensação do aumento da carga nuclear. por ser o menor átomo do grupo dos halogênios. Para converter F0 em F− . por esta ser muito pequena e com isso. reduzindo assim a afinidade eletrônica do flúor. IFES Pág. a repulsão entre elétrons seria relativamente grande.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 8: Número de oxidação dos Elementos. 41 . IFES Pág.

do número de elétrons e dos orbitais que contenham os elétrons de valência. 42 . IFES Pág. Tamanho dos íons.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. Os cátions deixam vago o orbital mais volumoso e são menores do que os átomos que lhes dão origem. O tamanho do íon também depende da carga nuclear.

ao estar unidos. Este princípio recebe o nome de regra do octeto. Os átomos se unem porque. exceto o Helio. Portanto. Praticamente todas as sustâncias que encontramos na natureza estão formadas por átomos unidos. é útil em muitos casos e é aplicável aos principais grupos de elementos. oxigênio e halogênios. adquirem uma situação mais estável que quando estão separados. IFES Pág. especialmente ao carbono. 43 . 3. Isso pode ser conseguido de diversas maneiras. Embora não seja geral para todos os átomos. Seus átomos. a situação de maior estabilidade somente ocorre quando o número de elétrons que possuem os átomos em seu último nível é igual a oito (estrutura que coincide com a dos gases nobres). mas também a metais como o sódio ou o magnésio. nitrogênio. os átomos dos elementos ligam-se uns aos outros na tentativa de completar a sua camada da valência. Os gases nobres têm muito pouca tendência a formar compostos e geralmente são encontrados na natureza como átomos isolados.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE III 3. têm 8 elétrons em seu último nível. dando origem a diversos tipos de ligações químicas.1 Ligações entre os átomos. As intensas forças que mantém unidos os átomos nas diversas sustâncias se denomina ligações químicos. Esta configuração eletrônica é extremadamente estável e a ela deve sua pouca reatividade. que incluem a partilha de elétrons entre átomos.2 Regra do octeto. De acordo com esta teoria.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 9: Distribuição eletrônica dos gases nobres. 39: A molécula de água. o oxigênio precisa para se estabilizar de mais dois átomos na última camada. Distribuição Eletrônica dos Gases Nobres Gás No Nobre atômico He Ne Ar Kr Xe Ra 2 10 18 36 54 86 Distribuição dos elétrons por camadas 1a 2 2 2 2 2 2 8 8 8 8 8 8 18 18 18 8 18 32 8 18 8 2a 3a 4a 5a 6a Um exemplo próximo de todos é a molécula de água. Vejamos a distribuição eletrônica do oxigênio: Tabela 10: Distribuição eletrônica do oxigênio. que passa a somar oito elétrons na sua última camada (adquirida sua estabilidade). Assim na fórmula da H2O cada um dos átomos de hidrogênio compartilha um elétron com o átomo de oxigênio. Oxigênio 8O 2 Ânion do oxigênio 28O 2 1s 2s2 2p4 1s 2s2 2p6 Para obedecer à regra do octeto. 44 . IFES Pág. conforme figura seguinte: Fig.

as ligações podem ser de três tipos: a) iônica.3 Sólidos iônicos. 40: Tipos de ligações. portanto. 3. b) covalente ou c) metálica. de modo a atingirem o máximo de estabilidade. Os sólidos iônicos são formados por íons são ligados por fortes forças elétricas (ligações iônicas). Nas ligações químicas os átomos podem: a) receber. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As ligações químicas originam-se. Nos sólidos iônicos. IFES Pág. resultantes da transferência de um elétron (ou mais) de um tipo de átomo para o outro. da tendência dos átomos de ficarem rodeados por um octeto de elétrons. Conforme essa premissa. b) ceder ou c) compartilhar elétrons. 45 . a rede está formada por íons alternadamente positivos e negativos.

fica com o octeto no nível 2. Elétrons são transferidos dos elementos metálicos para os não metálicos. VI. que tem 7 elétrons no último nível. 46 . O Na pela sua configuração eletrônica. tem grande avidez por capturar mais um elétron. IV. O sódio (Na) como um elemento alcalino. I. O Na transfere seu elétron 3s1 para o Cl. V. II. formando íons metais positivos e íons não metálicos negativos que se agrupam fortemente formando ligações iônicas. O NaCl é um composto que apresenta ligação iônica. possuindo por isso 1 elétrons no último nível O cloro (Cl) como um halogênio. perdendo seu elétron do último nível. 41: Sólido iônico (NaCl). As fórmulas eletrônicas para esses átomos são respectivamente: 11Na 1s2 III. Esta reação pode ser mostrada do seguinte modo: IFES Pág. _2s2 2p6_ 3s1 17Cl 1s2 2s2 2p6__3s2 3p5__ O Cl. apresentando 7 elétrons no último nível.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Vejamos um exemplo: Fig.

Muitos compostos iônicos. são solúveis em água. São geralmente duros. lembrando ainda que:  Metais são elementos químicos que apresentam 1 a 3 elétrons no último nível  Chama-se não-metais os elementos químicos que apresentam de 5 a 7 elétrons no último nível IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na + Cl → [Na+1][Cl-1] Fig. Como esses sólidos não têm elétrons livres (os íons carregados têm posições fixas). 42: Esquematização de uma ligação iônica. o CaCO3). devido às forças eletrostáticas relativamente intensas entre os íons. de modo que ele se transforme num líquido. ele se torna um bom condutor de eletricidade. frágeis e têm um elevado ponto de fusão (normalmente de 600°C e 2. Devido à sua estrutura.000°C). A tabela seguinte mostra uma lista dos mais comuns íons mono-atômicos. mas não todos (por exemplo. 47 . sólidos iônicos têm as seguintes propriedades: 1. se uma quantidade apropriada de energia é fornecida a um sólido iônico. a sua condutividade elétrica é muito baixa. Mas. 2. 3. A estabilidade da rede cristalina é mantida pela atração eletrostática entre os íons presentes (íons Na+ e Cl-) na molécula NaCl (cloreto de sódio). como se pode ver visto todos os elementos têm oito elétrons na camada mais externa (exceto o Li+ e o Be+). são isolantes. portanto.

48 . Na3P (Na+)3( ) IFES Pág. Br Mg2+ . Elementos Na. AlF3 (Al3+) ( ) Na. F Al3+ . (Na+)2 ( ) Mg.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 11 1 Li+ Na+ K+ Rb+ Cs+ 2 Be2+ Mg2+ Ca2+ Sr+2 Ba2+ 3 Al+3 - Grupos 4 - 5 6 7 Na tabela abaixo algumas fórmulas empíricas e suas representações em termos dos símbolos de Lewis. O Íons Fórmula empírica Na2O Estrutura de Lewis Na+ . K2S (K+)2 ( ) Al. S K+ . MgBr3 (Mg2+) ( ) K. Tabela 12: Estruturas de Lewis. P Na+ .

Este compartilhamento é muito comum na maioria das moléculas orgânicas. Como vimos a ligação iônica pode ser considerada como a interação eletrostática entre dois íons. Nestas condições. IFES Pág. os dois átomos competem igualmente pelos elétrons. No entanto. N2. por exemplo. Na ligação covalente um ou mais átomos são compartilhados entre dois átomos. Neste caso. ocorre uma transferência parcial de carga fazendo com o oxigênio fique levemente positivo e o oxigênio. este não é o caso das moléculas diatômicas como O2. os elétrons são compartilhados pelos dois átomos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. eletrovalente ou heteropolar. 49 . 3. A ligação covalente resulta da iteração de átomos que apresentam suas órbitas de valência quase saturadas de elétrons.4 Ligação covalente. Na ligação covalente da água (H20). F2 e H2. seus elétrons de valência passam a orbitar indiferentemente nos átomos envolvidos. Deste modo. 43: Ligação iônica. Este compartilhamento desigual resulta em uma ligação polar. gerando uma força de atração entre os átomos que participam da ligação. A química quântica mostra que a distribuição da função de onda destes elétrons implica na probabilidade igual de se encontrar o elétron tanto em um átomo quanto no outro. levemente negativo. certamente.

Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Os pares eletrônicos são unidos devido o compartilhar de seus elétrons. uma vez que é impossível todos os átomos receberem IFES Pág. 45: Ligações covalentes. Ligação Covalente Molecular: esse tipo de ligação se forma quando os átomos envolvidos tendem a receber elétrons. 44: Formação da molécula de água por meio de ligação covalente. Uma ligação covalente ideal é aquela em que os pares de elétrons são igualmente compartilhados. 50 .

A água (H2O) é um composto molecular determinado pela ligação de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio: H−O–H Fig. 46: NH3. IFES Pág. O par eletrônico é formado por um elétron de cada átomo e pertence simultaneamente aos dois átomos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétrons sem cedê-los. essa ligação também é designada molecular. formando assim estrutura eletronicamente neutra. 51 . Por essa razão. As moléculas são estruturas eletricamente neutras constituídas pela não ocorrência tanto de ganho quanto de perda de elétrons.

Essa ligação obedece à Teoria do Octeto: Os átomos se unem tentando adquirir oito elétrons na camada de valência. oito elétrons na camada de valência (Regra do octeto). A ligação dativa é representada pela seta. ela é representada por um pequeno vetor (seta) e ocorre quando um dos átomos apresenta seu octeto completo e outro necessita adquirir dois elétrons para completá-lo. 52 . O=S→O A ligação se forma porque é estabelecida uma dupla ligação do enxofre com um dos oxigênios que necessita de atingir a estabilidade eletrônica. 47: Ligação covalente dativa.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ligação Covalente Dativa: também recebe o nome de Ligação Covalente Coordenada. Um exemplo dessa ligação é quando um átomo de enxofre (S) se liga a dois de oxigênio (O) para formar o dióxido de enxofre (SO2). Sendo assim. a configuração eletrônica dos gases nobres. um átomo que já atingiu a estabilidade eletrônica se une a outro que necessite de elétrons para completar a camada de valência. onde o enxofre compartilha um par de seus elétrons com o outro oxigênio. Fig. IFES Pág. ou seja. ou seja.

Tabela 13: Tipos de Ligações Covalentes. 53 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. NOME COMUM FÓRMULA MOLECULAR FÓRMULA DE LEWIS FORMULA DE KEKULÉ Metano CH4 Amônia NH3 Etano C2H6 Álcool Metílico CH4O Etileno C2H4 Formaldeído CH2O Acetileno C2H2 Cianeto de Hidrogênio CHN IFES Pág. 48: Ligação dativa.

9 1.9 1. e diminui com o aumento do número atômico. usando-se usualmente a escala de Pauling para quantificar.9 A eletronegatividade aumenta com o aumento do número atômico.7 1. o papel fundamental é desempenhado pelos elétrons de valência.0 2. covalente ou iônica. Como vimos nas ligações químicas.0 2.8 1.0 1.0 1.6 1.8 1.1 2.2 Fr Ra ** Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Uub Uut Uuq Uup Uuh Uus Uuo 0.4 1.8 1.6 1.5 3.0 1.5 1.2 2.∆E ≥ 1.9 2.2 1. A eletronegatividade é a maior ou menor tendência de um átomo para captar elétrons de outros átomos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Identificação da geometria molecular. Assim: .4 1.5 Cs Ba Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn * 0.9 1.3 1.5 3.7 1.8 1. GRUPO 1 PERÍODO 1 2 3 4 5 6 7 H 2.8 2. Tabela 14.2 2.9 1.2 He B C N O F Ne 2.8 2. depende da eletronegatividade dos átomos.9 1. A diferença de eletronegatividade entre dois elementos pode ser usada para prever o tipo de ligação entre átomos desses elementos.7 → covalente Diferença de eletronegatividade ℉ ∆E = ⟹ entre dois átomos ∆E ≥1.0 Al Si P S Cl Ar 1. ao longo de um período. 54 . e o tipo de ligação. ao longo de um grupo.9 1.5 1.8 1.2 2.5 1.2 2.2 2.1 Li Be 1.0 2 3 4 5 6 7 8 K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr 0.6 1.0 Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe 0. aos quais se encontra ligado.2 1.8 1.7 0.0 3.9 2.7 → iônica IFES Pág.4 3.8 1.9 2.7 0.5 Na Mg 0.0 2.1 2.5 4.6 1. Eletronegatividade dos elementos.9 1.5 1.9 2.7 1.3 1.6 1.

Molécula com três átomos pode ser: a. Molécula com dois átomos é linear. Exemplos: H2 O O3 SO2 3. Exemplos: NH3. Linear se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Angular se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: H2CO3 BH3 SO3 b. Exemplos: HCN CO2 BeH2 H−C≡N O=C=O H−Be−H b. Molécula com quatro átomos pode ser: a. Trigonal Plana se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: O2 O=O HCl H−Cl HF H−F H2 H−H Cl2 Cl−Cl 2. 55 . Trigonal Piramidal se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. PCl3 IFES Pág.

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NH3

PCl3

4. Molécula com cinco átomos pode ser: a. Tetraédrica se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: CH4 CH3Cl

3.5 Ligações Metálicas. Nos metais, os elétrons de valência movem-se livremente por entre a rede de íons metálicos positivos, não estando localizados em nenhum átomo em particular. Os elétrons que não são de valência e o núcleo forma um "caroço" eletricamente positivo que é envolvida por uma "nuvem", "mar" ou ainda "gás" de elétrons. Os elétrons da nuvem atuam como uma espécie de "cola" mantendo os caroços positivos unidos. Podemos então visualizar um metal como sendo constituídos por uma rede de íons positivos imersos num "gás" de elétrons não localizados, sendo que estes elétrons é que são os responsáveis pela ligação metálica.

Fig. 49: Ligação Metálica.
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Os metais constituem cerca de ¾ das substâncias elementares conhecidas e são caracterizados por possuírem boa condutibilidade elétrica e térmica, maleabilidade e ductilidade, resistência à ruptura, em virtude de terem um número de elétrons de valência inferior a 4, tendendo portanto a formar íons positivos, baixas energias de ionização e baixa eletronegatividade. A teoria das bandas explica não só a condutividade dos metais (condutores de eletricidade), mas também as propriedades dos semicondutores e dos isolantes.

Fig. 50: Ligação Metálica.
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3.6 Ligações Secundárias. A denominação de ligação de van der Waals é utilizada como denominação geral para todos os tipos de ligações secundárias (fracas). A principal causa para o ocorrência de uma ligação deste tipo é a polarização da molécula, existindo pelo menos quatro modalidades deste tipo de ligação:

   

atração entre dipolos permanentes; atração entre dipolos induzidos; forças de dispersão; ligação ou "ponte de hidrogênio".

Fig. 51

Genericamente podemos dizer que são responsáveis pela possibilidade de liquefação e solidificação das moléculas. Agem somente quando as moléculas estão muito próximas, pois as atrações caem muito rapidamente com a distância. São facilmente sobrepujadas pela agitação térmica, devido ao baixo ponto de fusão dos compostos moleculares. Em um mesmo composto mais de um tipo de força de van der Waals pode atuar. Possuem caráter não direcional e tendem a formar estruturas não cristalinas, originando sólidos com baixo grau simetria, devido à pequena intensidade das forças (Figura 51).

Fig. 52

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UNIDADE VI

4. LEIS PONDERAIS. 4.1. Lei das proporções definidas.

Em 1799, Joseph Louis Proust descobre a lei das proporções definidas, a qual afirma que: Uma dada substância contém seus elementos constituintes na mesma proporção. Por exemplo, em qualquer amostra de água (H2O), o hidrogênio e o oxigênio estão presentes na mesma proporção, em massa, de 1 para 8 (8: 1). Ou seja, 1 g de hidrogênio e 8 g de oxigênio combinam-se para formar 9 g de água. Como a combinação é sempre na mesma proporção, a presença em excesso de um dos elementos não alterará a quantidade de composto formado. Assim, por exemplo: 3 g de hidrogênio e 9 g de oxigênio formarão 9 g de água, restando 2 g e 1 g de hidrogênio sem reagir. Esta lei está de acordo com princípio de que cada molécula de um dado composto contém o mesmo número de átomos de cada constituinte (teoria atômica). A lei das proporções definidas indica que as substâncias que participam de uma reação o fazem em quantidades precisas. 4.2. A teoria de Dalton. De sua hipótese Dalton concluiu que: Se dois elementos, A e B, podem formar mais de um composto, então: As massas de B que combinam com a mesma massa de A (nos diferentes compostos) estão entre si na mesma proporção que pequenos números inteiros.

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Por exemplo: Nitrogênio e oxigênio podem formar vários compostos: O nitrogênio se combina com o oxigênio, formando diferentes óxidos: N2 O ⟶ 28 g N+16 g O N2 O2 ⟶ 28 g N+32 g O N2 O3 ⟶ 28 g N+64 g O N2 O5 ⟶ 28 g N+80 g O Verifica-se que, ao permanecer constante a massa do nitrogênio e combinarmos massas diferentes de oxigênio, formaremos compostos diferentes e estas massas (diferentes) estão entre si numa relação de números inteiros pequenos, ou seja, 1 : 2 : 3 : 4 : 5. Outro exemplo: 1C + 1O → 1CO razão 1/1 = 1 1C + 1O2 → CO2 razão 1/2 Na primeira reação ocorre a formação do monóxido de carbono, cuja proporção de carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros de resultado igual a 1. Na segunda reação, temos a formação do dióxido de carbono (CO2), cuja relação carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros 1/2. Dalton observou que:

"As diferentes massas de um elemento, que reagem com a massa fixa de outro elemento para formar compostos distintos, em cada caso, estão, numa relação de números inteiros e geralmente simples, entre si‖. ―Quando dois elementos se combinam para formar compostos mantendo-se constante a massa de um deles, as massas do outro variam segundo números inteiros e pequenos‖.

Essa lei, conhecida como lei das proporções múltiplas, ou lei de Dalton. Foi a primeira predição e o primeiro triunfo da teoria atômica da matéria. Apesar do seu sucesso para explicar e predizer as leis da combinação química, a teoria de Dalton era incompleta, pois não podia determinar os pesos relativos dos átomos.
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Ou ainda. Durante as reações químicas. Durante as reações químicas. Lei de Proust (Lei das proporções constantes. pode apenas ser transformada". Assim. independe da quantidade de reagentes utilizados. Essa lei é. "na natureza. Quando. Lavoisier conseguiu demonstrar que a massa dos produtos era igual à massa do reagente. nada se perde. a lei mais conhecida da Química. os reagentes vão-se consumindo. isto é. Ficou popularmente conhecida como: "A matéria não pode ser criada nem destruída. de modo que a sua massa diminui e os produtos da reação formam-se (suas massas aumentam). + B ⬇ mB ⬇ m' B ⟶ C ⬇ mC ⬇ m' C + D ⬇ mD ⬇ m' D ⇨ ⇨ Reação I Reação II mA + mB = mC + mD m' A + m' B = m' C + m' D 4. definidas ou fixas). Ou seja.3. 61 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. mA mB mC mD = = = m'A m'B m'C m'D IFES Pág. em várias experiências. tudo se transforma". A ⬇ mA ⬇ m' A Então. Foi proferida. a massa total das substâncias intervenientes permanece co nstante. em 1775. sempre o fazem numa mesma proporção. Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa). indubitavelmente. duas substâncias se reúnem para formar um composto. As reações químicas são transformações nas quais uma ou mais substâncias (reagentes) originam outras diferentes (produtos da reação). Essa proporção é característica de cada reação. pelo químico francês Antoine Laurent Lavoisier.4. nada se cria.

6g H2O Observe que: a) Para cada reação. o que concorda com a Lei de Lavoisier. por Gay -Lussac. 𝐻2 𝑂 ⟶ 1𝐻2 + ½ 𝑂2 a a a 1º) 1 L 2º) 2 L 3º) 4 L 1L 2L 4L 0.5 L 1L 2L Proporção volumétrica = 2 : 2 : 1 Todas as substâncias apresentam uma proporção em massa constante em sua composição.5.4g H + 3. Numa reação onde só participam gases (nas mesmas condições de temperatura e pressão) existe uma proporção de números inteiros e pequenos entre volumes dos gases participantes da reação. Outros exemplos: IFES Pág. Lei de Gay Lussac. mas as relações entre elas são sempre constantes 4. e envolve a reação entre hidrogênio e oxigênio. a massa do produto é igual à soma da massa dos reagentes. 62 . 1 A g + 3 B g ⟶ 2 C(g) 1 1Vg : 3V B g : 3VC(g) Decomposição do vapor d’água: essa tese foi publicada em 1808. b) As massas dos reagentes e dos produtos que participam de uma reação podem ser diferentes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Por exemplo: ½ H2 + O2 ⟶ H2 O 10g H + 80g O ⟶ 90g H2O 2g H + 16g O ⟶ 18g H2O 0.2g O ⟶ 3.

O número de Avogadro (NA). O número de átomos presentes em 0. Relação 1:1:2 ―Quantidade de Substância‖. 4. O número de Avogadro (NA).7.022 x 1023 íons 1 mol de elétrons ≅ 6.022 x 1023 nêutrons Logo. moléculas.) quanto o número de átomos que existem em 0.012 kg de carbono-12 é um valor constante que se designa por número de Avogadro ou constante de Avogadro. elétrons. Assim.022×1023 átomos/mol 1 mol = 6. que contém tantas entidades elementares (átomos. etc.022 x 1023 átomos 1 mol de íons ≅ 6.012 Kg de C-12 = 6. teremos: 0.022 x 1023 elétrons 1 mol de nêutrons ≅ 6.022×1023 mol-1.012 kg de carbono 12.022×1023 Deste modo.022 x 1023 ―qualquer coisa‖ IFES Pág. e cujo valor é 6. 63 .6.022 x 1023 moléculas 1 mol de átomos ≅ 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + Cl2 ⟶ 2 HCl 1 V + 1V ⟶ 2 V 8 V + 8V ⟶ 16 V ½ V + ½V ⟶ 1 V 4.022 x 1023 laranjas 1 mol de moléculas ≅ 6. Uma mole é a quantidade de substância de um sistema. 1 mol de laranjas ≅ 6. 1 mol de ―qualquer coisa‖ ≅ 6. – Definição de mole.

Para a água vem: 1 H2 O ⟶ 2H + 2 moles 1mol Assim. então temos 2×6. 64 . então existe 6. É comum representá-la pela letra n e a unidade de quantidade de substância é a mole. 1O 1 mol IFES Pág. isto é. A única diferença é a de que.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um mol corresponde a 602 sextilhões e também pode se referir a ovos. etc. e abrevia-se por mol. Se. que certo sistema possui. 1 mol de H2O ―pesa‖: 2 x 1 + 16 = 18g 4. pessoas ou livros. por exemplo.022×1023 moléculas de dióxido de carbono. Caso existam 2 mols de moléculas de dióxido de carbono.022×1023 moléculas de dióxido de carbono. pode ser dado por: número de moles = peso (g) massa atômica (molecular) M = n × NA Exemplo. livros.8. N. o número de entidades. à massa de uma molécula ou de uma fórmula unitária. neste último caso. Assim sendo. 1 mol de O ―pesam‖ 16g. laranjas. laranjas. logo 2 moles de H ―pesam‖ 2g Portanto. Massa molecular A expressão ―massa molecular‖ refere-se à massa da entidade da qual uma substância é feita. um sistema possuir 1 mol de moléculas de dióxido de carbono. 1 mol de H2O possui 1 mol de O e 2 moles de H Mas. pessoas. estaríamos imaginando 602 sextilhões de ovos.

1 u Nota: a expressão ―massa molecular‖ deve ser usada para se referir às entidades constituintes tanto de substâncias covalentes como de iônicas. A expressão ―peso molecular‖ não é mais recomendada . então:€ a a A =1 B a a - Se C×1 =1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O valor da massa molecular de uma dada entidade corresponde à soma das massas atômicas dos átomos que a compõem. onde as medidas são tratadas (multiplicadas. Observe os seguintes princípios da multiplicação e da divisão: Se A = B. Assim: m(NH3) = ma(N) + 3×ma(H) = 17 u m(CaO) = ma(Ca) + ma(O) = 56. podemos usar esses princípios na análise dimensional. 4. divididas. De tal modo. Resolução de problemas numéricos. 65 . etc.9. =C B a a Portanto. 365 dias 1 ano 24 horas 1 dia 60 minutos 1 hora 60 segundos 1 minuto IFES Pág. entãoa a A C. Suponhamos. podemos multiplicar qualquer número por uma fração onde o numerador e os denominadores se equivalham (relação igual a um). por exemplo: 20 anos = 20 anos . que queiramos converter anos em segundos. sem alterar a sentença.) como se fossem quantidades algébricas. por exemplo. Tomemos 20 anos.

têm-se: 3 Al2(SO4)3 = 2 moles de íons Al+3 + 3 moles de íons (SO4) -2 Al2(SO4)3 = 2 Al+3 + 3 (SO4) -2 6.022×1023 íons Al2(SO4) = 2 íons Al × 1mol íon Al+3 6. Relações Molares.022×1023 = moles de átomos IFES Pág. Exemplo na química: Para o Al2 (SO4 ) .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO = 20 × 365 × 24 × 60 × 60 s =630720000 segundos.022×1023 = número de moléculas Número de moléculas/6. moléculas e vários outros itens. o mol é usado em química para quantificar o número de átomos.10.01×10 íons 1 mol íon (SO4) -2 4. É importante saber os relacionamentos existentes e como estabelecer as relações. 66 .022×1023 = número de átomos Número de átomos/6. A seguir resumiremos algumas relações: (A) Ao lidar com elementos: Número mole (elemento) × massa molar (atômica) = massa do elemento (B) Ao lidar com compostos: Número de moles do composto × massa molar (molecular) = massa do composto Massa de um composto/massa molar (molecular) = número de moles do composto (C) Ao lidar com moléculas de um composto: Número de moles de um composto × 6. Como vimos.022 × 1023 íons 23 + 3 moles de íons (SO4) × -2 ≅3.022×1023 = moles de moléculas (D) Ao lidar com átomos de elementos: Números de átomos × 6.

O volume ocupado por 1 mol de um gás real. é 22. a pressão e temperatura normais (pressão de 1 atmosfera e temperatura de 237. V d mol = n V 4. próximo do valor para um gás ideal. Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4.11. n= m mol d= m . o volume ocupado por 1 mol de oxigênio ou de azoto é 22. 67 .15 K). Como a densidade de um gás é normalmente dada em g/L à CNTP. O volume de 1 mol de gás ideal. IFES Pág. difere muito ligeiramente do volume acima referido para gases ideais. e mesmo 1 mol de hidrogênio ocupa o volume de 22. têm o mesmo número de moléculas. podemos usar o volume molar e massa molar para resolver vários tipos de problemas. a pressão e temperatura normais. ainda relativamente próximo do valor do gás ideal.41 l. 53.12. Hipótese de Avogadro: Volumes iguais de gases ideais diferentes. Densidade e Massa Molar. Fig. V = constante × n A pressão e temperatura normais. O volume de gás a uma dada temperatura e pressão é diretamente proporcional à quantidade de matéria do gás. Lei de Avogadro.40 l.43 l. à mesma pressão e temperatura.

para o gás metano. segundo as quais tais elementos B e C reagem entre si. ou corresponde a uma proporção de múltiplos e submúltiplos das massas com as quais cada um de seus elementos reage separadamente com a massa fixa de outro elemento A. C + 2 H2 ↔ CH4 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g do gás CH4 De fato. podemos afirmar que é uma boa aproximação de fato considerar que o volume de um gás é independente do tamanho ou massa das moléculas que o constituem. 68 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observa-se que a diferença entre os volumes é mínima. Assim. 1g de hidrogênio precisa combinar-se com 3g de carbono para formar o gás metano. – Definição.0 g 16. é também designada Lei das Proporções Recíprocas ou Lei dos Equivalentes. praticamente desprezível. Richter e as Massas Equivalentes Esta lei. no estudo das propriedades termodinâmicas de um gás real. ou é igual. decompondo-se 4g do gás: 3g são de carbono e 1g de hidrogênio. constituído por hidrogênio e carbono. Como conseqüência desta lei.0 g 4. o consideraremos como sendo um gás ideal.0 g [3] [1] Proporção 1:3 Inversamente. A proporção das massas. por exemplo. 4. nomeada Lei de Richter. Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância que corresponde a 8 gramas de oxigênio. C H2 CH4 1 mol 2 moles 1 mol 12.6 O Equivalente-Grama. CH4 ↔ C + 2H2 4g do gás CH4 = 3g são de carbono + 1g de hidrogênio IFES Pág. Ou seja. e por isso a lei de Avogadro é válida para a maioria dos gases reais.

percebe-se que As massas 1g de hidrogênio e 8g de oxigênio apresentam o mesmo poder de combinação. Tomemos. No caso do dióxido de carbono (CO2) a proporção dos elementos carbono e oxigênio é de 3g : 8g. Portanto. Constataremos que a proporção. agora. o metano (1g de hidrogênio : 3g de carbono) e o cloreto de hidrogênio (1g de hidrogênio : 35. por exemplo. ambas combinam com 3g de carbono. são os mesmos valores que se combinaram coma a massa fixa de hidrogênio nos casos citados. ou seja. respectivamente. é de 3g de carbono para cada 4g de oxigênio. respectivamente.5g de IFES Pág. novamente. Vejamos: 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = 9g de água 3g de carbono + 8g de oxigênio = 11g de dióxido de carbono Outro exemplo: o monóxido de carbono. na qual se constata que a proporção de combinação é de 3g de carbono : 35. agora. um composto formado por carbono e cloro (elementos nãocomuns) e determinemos a proporção em que esses elementos estão combinados. 69 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água é constituída de hidrogênio e oxigênio. Partamos. Portanto. temos: 3g de carbono + 1g de carbono = metano 3g de carbono + 8g de oxigênio = dióxido de carbono 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = água 4g de hidrogênio + 32g de oxigênio = água 8g de hidrogênio + 64g de oxigênio = água Do que foi dito. na proporção de 1g para 8g. de duas substâncias formadas por um elemento comum. dizemos que são massas equivalentes. Uma substância que preenche essas características é o tetracloreto de carbono. Admiravelmente.5g de cloro).

m3. 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 35. Eqg (E) = Exemplos: Para o cálcio − Ca: Para o aluminio − Al: Para o oxigênio − O: IFES massa molar Valência Eqg = Ca/v = 40g/2 = 20g Eqg = Al/v = 27g/3 = 9g Eqg = O/v = 16g/2 = 8g Pág.….…. A) e sua valência (v). dos elementos químicos B. D.…. Equivalente-grama (E) de um elemento químico.5g de cloreto de hidrogênio 3g de carbono + 35. 1. já em 1792. Quando uma massa fixa m. m2. As massas m1. ou segundo múltiplos ou submúltiplos delas. combina-se com as massas m1. m2. C.…. foram chamadas por Richter. têm a mesma capacidade de combinação.5g de cloro = 36. de um elemento químico A. Por esse motivo. o fará segundo as massas m1. D.5g de tetracloreto de carbono Assim. m3.5g de cloro = 38. D. Regras práticas.….…. É a relação entre a sua "massa molar" (átomo-grama. de massas equivalentes: Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância capaz de reagir com 8g de oxigênio. C. m3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO cloro. pois reagem com a mesma massa fixa m do elemento químico A. dos elementos químicos B. respectivamente. reagirem entre si. m2. 70 . as mesmas quantidades que se combinam com a massa fixa de hidrogênio. ou seja. C. se os elementos B.

a) Ácido. 71 . Exemplos: Para o Fe+2: Para o Fe+3: Para o P+3: Para o P+5: Eqg = Fe /nox = 56g/2 = 28g Eqg = Fe/nox = 56g/3 ≅ 18.33g Eqg = P/nox = 31/5 ≅ 6. − k é igual ao número de hidrogênios ionizáveis (H+): Eqg(A) = Exemplos: Para o ácido clorídrico ∶ (HCl) Para o ácido sulfúrico ∶ (H2SO4) Para o ácido fosfórico ∶ (H3PO4) Eqg = HCl 36.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o Sódio − Na: Eqg = Na/1 = 23/1 = 23g Quando o elemento químico tem número de oxidação variável e apresenta vários números de oxidação.0795g = ≅ 49.9952g = ≅ 32.2g 2. terá igual número de equivalente-grama.67g Eqg = P/nox = 31g/3 ≅ 10.5g 1 1 H2SO4 98.4606g = ≅ 36.6g 3 3 massa molar número de H ionizáveis Eqg = Eqg = IFES Pág. Equivalente-grama para a substância: Eqg(S) = massa molar k O valor de k é interpretado de acordo com o comportamento químico da substância.g 2 2 H2PO4 97.

5g pentahidratado E= = = 124. 5 H2O 249. Eqg (base) = massa molar nº de OHEqg = NaOH 40g = = 40g 1 1 Ca(OH)2 74g = = 37g 2 2 3 Para o hidróxido de sódio ∶ (NaOH) Para o hidróxido de cálcio ∶ (Ca(OH)2) Eqg = Al OH Para o hidróxido de alumínio ∶ Eqg = (Al(OH)3) 3 = 78g = 26g 3 c) Sal. −k é igual ao número de hidroxilas (OH-). Eqg (óxido) = massa molar valência Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o ácido hipofosforoso∶ (H3PO2) Eqg = H3PO2 97. 5 H2O]: d) Óxido. 72 IFES .9952g = ≅ 98g 1 1 b) Base.5g 2 2 Para o sulfeto de cálcio: (CaS) Para o fluoreto de bário: (BaF2) Para o sulfato de alumínio: Al2 SO4 3 342g E = = = 57g (Al2(SO4)3) 6 6 Para o sulfato de cobre II CuSO4 . Eqg sal = massa molar valência total E= E= CaS 72g = = 36g 2 2 BaF2 175g = = 87.75g 2 2 [CuSO4 . −k é igual à valência total do cátion ou do ânion considerado. − k é a valência do elemento ligado ao oxigênio.

73 . Vejamos: Eqg (Cy+)(Ax+) = Eqg (Cy+) + Eqg (Ax+) Eqg (Cy+)(Ax+) = C A + = y x xC+yA xy valência total IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para trióxido de enxofre.533g = ≅ 19.3g 6 6 Para o tetróxido de triferro (magnetita): Eqg Fe3O4 = Fe3O4 231.  Para um anion: Eqg Ax. teremos: Eqg SO3 = SO3 80g = ≅ 13.=  Para um cátion: Eqg Ay+ = Exemplos: Eqg (SO-2 4 ) SO-2 4 = 2 Ca 2 massa molar y massa molar x Eqg Ca2+ = Eqg (Al3) = Al 3 Observe que o equivalente-grama de um sal é a massa do sal que contem um equivalente-grama do respectivo íon.29g 12 12 e) Equivalente-grama de um íon.

5g ∆ total 5 Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio alcalino.+ 2(OH).+ H2O + 3[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio básico o Mn de nox +7 ao receber 3 elétrons passa para Mn de nox +4 (MnO3. Potanto.315g = 74. 74 . teremos: A equação iônica da reação é: 2MnO4. Eqg oxidante ou redutor = massa molar ∆. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para o Mg(NO3)2: Eqg Mg NO3 2 = Mg NO3 2×1 2 = 148. −k é o número total de elétrons cedidos ou recebidos (∆ total). A equação iônica da reação é: 2MnO4.-).⇄ 2MnO3. f) Oxidante ou redutor..1575g 2×1 Para o Ca2(P2O7): Eqg Ca2(P2O7) = Casos Particulares. Eqg (KMnO4) = KMnO4 158g = = 31. IFES Pág.+ 6H++ ⇄ 2Mn++ + 3H2O + 5[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio ácido o Mn de nox +7 ao receber 5 elétrons passa para Mn de nox +2.099g = = 63.52475 2×2 4 Exemplos: Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio ácido.atomicidade Ca2(P2O7) 254. Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn o ∆ total = 5.

75 . Assim. Exemplos: 1− H2SO4 +NaOH → Na2HPO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 98g 1 2− H2SO4 + Al2(OH)3 → Al(OH)SO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 49g 2 h) O equivalente-grama de um sal ácido. Eqg (K2SO4) = K2SO4 2 Exemplo 2. K2SO4 + 2 HClO4 → H3PO4 + 2 KClO4 2 K+ + CO4. Exemplo: 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O IFES Pág. Eqg KMnO4 = KMnO4 158g = = 52. básico.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn. Exemplos: Exemplo 1. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 3. os equivalentes-gramas dos ácidos e das bases são calculados em função do número de H+ e OH. K2HPO4 + 3 Ag NO3 → 2 KNO3 + HNO3 + Ag2PO4 PO4-3 + 3 Ag+3 → Ag3PO4 Eqg (K2PO4) = K2PO4 3 corresponder à proporção dos i) Os equivalentes-grama devem coeficientes das equações.67g Δx 3 g) Nas reações entre ácidos e bases com neutralização parcial.→ 2 KClO4 Assim. misto ou duplo é calculado em função do íon que toma parte na reação.totalmente neutralizados.

n Equivalentes de uma substância A reage exatamente com n equivalentes da substância B. 76 . então: 1mol = 6 Eqg de Al2(SO4)3 6 mol . 2 Eqg (Al2(SO4)3 ) = Eqg (H2O) = então: mol .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3 H2SO4 = 6E 2 Al(OH)3 = 6E Al2(SO4)3 = 6E 3 H2O =6E Portanto. então: 1mol = 3 Eqg ou 2 moles = 6 Eqg de Al(OH)3 3 mol . 2 1mol = 2 Eqg ou 3moles = 6 Eqg de H2O IFES Pág. Se: Eqg (H2SO4) = então: 1mol = 2 Eqg ou 3 moles = 6 Eqg de H2SO4 Faremos o mesmo raciocínio paras os outros compostos: Eqg (Al(OH)3) = mol . produzindo n equivalentes de cada produto. Vejamos: 3 H2SO4 + 2Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O De fato.

02×1023 moléculas 3 atomos 90 g = 90g .m. 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O − − − − 3 moles 6Eqg 2 moles 6Eqg − − mol mol Eqg = Eqg = 2 3 − − − − (1mol = 2 Eqg) (1 mol = 3 Eqg) − − − − 6 Eqg 6Eqg 4.13.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. H = 1 u. 18 g 1 mol = 360 ×6. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS. × × 18g 1 mol 1 molécula 90 g= 6.02 ×1023 átomos = 18 = 1.a. 20 ×1025 átomos 03. 77 .0 3 ×1024 átomos 18 02.m. . Quantas moléculas correspondem a 300 gramas de ácido acético (CH3COOH)? Dados: (C = 12 u. O= 16 u.02 ×3×90 ×1023 átomos= 9.a.m. Qual o número de moléculas de água (H2O) presentes em 360g da substância? 1g 16 g 1 mol H2 O = 2 moles H + 1 mol O = 18 g 1 mol 6.02 × 1023 360 g=360 g . 01.a) 1 mol CH3 COOH= 2 moles C + 4 moles H + 2 moles O IFES Pág. Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 1 molécula H2 O=2 átomos de H + 1 átomo de O = 3 átomos 1 mol 6.

0. 500 mg Ca 1 mol (átomos) . MM (massa molecular) = 64 + 2×14 + 6×16 = 188 g 94 g = 94g Logo. (Unirio-RJ) Em 100 g de leite em pó infantil.05 moles 100g leite 40000 mg 06. 1 mol 300 g = 300 g 60 g 6. Um recipiente contém 94 g de Cu(NO3)2. N=14 u) 1 moléc. Sabe-se que a prata de lei é uma liga metálica constituída por prata e cobre (92. 6O) Cu(NO3)2 = 1×Cu + 2×N + 6×O Portanto. =0. 05. 2N. Quantos mols de átomos de cálcio existem numa lata de 400 g de leite em pó? 100g leite=500 ml Ca 1000 mg 1 atg Ca = 40g× = 40000 ml 1g 400 g leite em pó= 400g leite . Cu(NO3)2 = 9 átomos ( 1Cu. 78 .709 ×1024 átomos 1 mol 188g 6.02 × 10 23 átomos = 108 g IFES Pág. 94 g = 2. 1 mol 9 átomos 1 moléc.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 mol CH3 COOH= 2×12 + 4×1 + 2×16 Logo.02 ×1023 1 mol moléculas 04. 1022 átomos de prata? Dados: Ag = 108u N = 6 . Qual a massa de uma corrente de prata de lei que apresenta 5. O=16 u. existem 500 mg de cálcio.1023 1 atg Ag = 6.5%. respectivamente). Quantos átomos há neste composto? Dados: (Cu=64 u.02×1023 moléc.5% e 7.

Mas.9 g ( + + ) 28 32 40 100g de ar = ( 90g 0. Assim. IFES Pág. 28 32 40 100 g 1 mol de ar = 6× 1023 moléc. + 21g.0 ×1022 átomos= 5.0 ×10 22 átomos × 108 g =90 g 6× 1023 átomos 90 g (correspondente a 92. Exercícios de Fixação 1. 6. = 78 21 1 de ar ≅ 28. apresenta aproximadamente 78% de nitrogênio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5.100). 28g 32g 40g 78 21 1 + + ) × 6 × 1023 moléc. O ar atmosférico seco.100 × 100% ≅ 9. Determine o número de moléculas presentes em 4 moles de água.925.14. 21% de oxigênio e 1% de argônio em volume. 6×1023 moléc. 100 g ar=78g. Determine a massa molecular das substâncias: a) S8 b) HClO c) H3PO4 d) Ba(OH)2 e) Ca3(PO4)2 2. +1g.73 g 07.925 4. Qual o valor da massa molar média desse ar? Dados: N = 14u. 100 % = 0. queremos o correspondente a 100% (ou 0.02×1023 moléc. não poluído. 79 . 5% de Ag) = 0. O = 16u. Ar = 40u 100g de ar = 78g de N2 + 21g de O2 + 1g de Ar 6×1023 moléc.

nas CNTP. Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 8.2 x 1023 moléculas da substância X pesam 12 mg. 5. em gramas.4 g de uma substância simples e gasosa Gn. Determine a massa. sabendo que 16 mols da mesma ―pesam‖ 38. presentes em: 2 mols de moléculas de H2 + 11. calcule a massa molar de X. como mostra a equação: 4 KO2 (s) + 2 H2O (g) + 4 CO2 (g) ⟶ 4 KHCO3 (s)+ 3 O2 (g) IFES Pág. Qual o número de átomos de ferro contidos em 7g dessa liga? 17.2 L de C2H2(g) nas CNTP. em litros ocupados nas CNTP por 5 moléculas gramas de CO2(g)? 4.4 L. Se 1. Calcular o número de mols presentes em 90 g de água.4 g. nas CNTP.24 L. Determine a atomicidade da substância sabendo que a massa atômica de G é 31 u. 7. 10. 12. Determinar a massa.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. Determine o número de moléculas presentes em 90 g de água. Nas CNTP. Qual o volume ocupado. Uma liga de zinco e ferro contém 20% de zinco. 5. por 160 g de oxigênio gasoso (O2) nas CNTP? 11. 340 g do mesmo ocupam um volume de 22. Determine a massa molecular de certo gás G. Qual a massa atômica de X? 16.2 L de CO2 (g). As máscaras de oxigênio utilizadas para produzir oxigênio. sabendo que nas CNTP. Determine a massa total. em gramas. 14.6 L do gás XO2 tem massa igual a 11g.m. Calcule a massa molecular de certa substância X. 80 . 15. em litros. 9. Qual o volume. em gramas. ocupam.a. O oxigênio é produzido pela reação desse óxido com o dióxido de carbono e a água do ar exalado pelos pulmões. 2. 12. 6. de 12 x 1024 moléculas de H2S. de 11. em situações de emergência contêm o superóxido de potássio KO2. 13.

determine o custo do ouro usado nessa etapa do processo de fabricação. Calcule a quantidade de mols de moléculas existentes em 8. 8.66 ×10-8g de 2-fenil-etanol. uma superfície foi recoberta por uma camada de ouro. Quantas moléculas isso representa? Dados: massas molares: C = 12 g/mol.0x1023 moléculas por mol.2 mols de Al(NO3)3. adoçante artificial: 300. muitas espécies fêmeas de insetos secretam compostos químicos chamados feromônios. Sendo assim. em média. Os cigarros canadenses têm. a) Encontre o número de moles de íons em: a) 2 moles 2 mols de Fe2(SO4)3. O =16 g/mol. 22. substância produzida pelas fêmeas. 21. Dados: NA: 6×1023 . 1 g de ouro = R$ 17. Supondo-se diluição uniforme na água.8 gramas de açúcar de cana. (Fuvest – 2002) O aspartame. constante de Avogadro = 6. -12 Aproximadamente 10 g de tal composto de fórmula C18H38O devem estar presentes para que seja eficaz. massa molar do ouro = 197 g/mol. 20. quantas vezes. Dados: massa molar do 2-fenil-etanol é 122 g/mol. detectado pelo peixe macho. que está dissolvida em 1 milhão de litros de água. H = 1. inalada por ela será aproximadamente? 18.00.0 × 102 mol de CO2 por minuto. 81 . Sabendo que para recobrir essa chapa foram necessários 2 x 10 20 átomos de ouro. b) 0. (Mackenzie – 2001) Estudos apontam que a amônia (NH3) adicionada ao tabaco aumenta os níveis de absorção de nicotina pelo organismo. pode ser utilizado para substituir o açúcar de cana. o número de moléculas de açúcar de cana deve ser maior do que o número de moléculas de aspartame para que tenha o mesmo efeito sobre o paladar? Dados: massas molares aproximadas (g/mol) açúcar de cana: 340. (FGV-SP) Para atrair machos para acasalamento. Peixes machos de certa espécie são capazes de detectar a massa de 3. IFES Pág. por meio de deposição a vácuo. Ao fim de 5 minutos.5 mg de amônia. Dados: as massas molares (g/mol): N = 14. Bastam 42 miligramas de aspartame para produzir a mesma sensação de doçura que 6. indique o número mínimo de moléculas de 2-fenil-etanol por litro de água. H = 1 g/mol. (FUVEST-SP) Na fabricação de chapas para circuitos eletrônicos. valor bem mais baixo do que a média nacional (Veja 29/05/96). aproximadamente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Considere que uma pessoa exale 1. 19. um adoçante artificial. qual será a quantidade de matéria em mols de oxigênio.5 mg de amônia por cigarro.

4. Fórmula é a representação gráfica da composição de uma substância. por exemplo.1 u. estrutural e eletrônica de uma substância molecular e a fórmula empírica de uma substância iônica. formado por dois ou mais elementos diferentes. Diversos tipos de fórmulas são utilizados. eles estão presentes no composto em uma quantidade. em qualquer composto químico. Estudaremos de que maneira é possível. As teorias que explicam a formação das ligações químicas permitem prever a fórmula molecular. determinar a fórmula molecular de uma substância e outros tipos de fórmulas. Cálculos de Fórmulas. Calcular a composição (em tanto por cento) da molécula de SO2. Dados: A massa atômica do enxofre é 32. é possível saber o percentual de massa de cada elemento no composto.1.0u. que Al (OH)3 de hidróxido de alumínio que se obtém no Brasil terá a mesma porcentagem de alumínio. O que significa. Uma lei fundamental da química sustenta que. Conhecido um composto químico. como a centesimal e a mínima. SO2. ou numa certa composição percentual.1) + (2×16) = 64.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE V 4. contém um átomo de enxofre e dois de oxigênio. que você pode obter em qualquer outro lugar do mundo. Composições percentuais e fórmulas químicas. Exemplo: Uma molécula de dióxido de enxofre.1u e a do oxigênio 16. através da análise de dados experimentais. O problema pode ser resolvido por duas vias: (1) – Utilizando unidades de massa atômica: Massa molecular do SO2 m(SO2) = mA(S)+ 2mA(O) = (32. 82 . oxigênio e hidrogênio.1. IFES Pág.

1 g de enxofre. ou fórmula empírica.0 g de oxigênio. Porcentagem do enxofre no composto: Se em 64.1% S 64.1 g de SO2 4.1 g de SO2 temos 32.1% Massa SO2 64. se pode determinar sua fórmula mais simples mediante cálculos elementares.9% O 64.1 g) e 2 moles de átomos de oxigênio (2×16.0 g). Conhecida a composição percentual de um composto ou sua composição elementar em gramas.1 g de SO2 Porcentagem do oxigênio no composto: Se em 64.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Percentagem do S no composto: %S = ( massa S 32.1 g S =51.501 ou 50.1 u )= = 0.0g O =49. de um composto é a menor relação entre o número de átomos presentes em uma molécula desse composto. 83 .499 ou 49.1u (2) − Utilizando gramas: 1 mol de moléculas de SO2 (64. IFES Pág. A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual). Através da composição percentual de um composto pode-se conhecer sua fórmula empírica. Fórmula empírica: A fórmula mais simples.1 g de SO2 temos 32.9% Massa SO2 64. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 32.2.1 g) contém 1 mol de átomos de enxofre (32.1u Percentagem do oxigênio no composto: %O = ( massa O 2×16 u )= = 0. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 2×16.

1 atm e 0 ºC de temperatura) e tem um valor de 22.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: A análise de uma amostra de um composto puro revela que contém uns 27. Nos cálculos com gases é conveniente adotar a unidade universal de volume: o volume molar. ou seja.28 12.3 g) × 1 mol átomos de C = 2. desses 100 g correspondem 27.3. Exemplos: IFES Pág.7% de oxigênio (em massa).54 ≅2 2. A partir desta relação.0 g O Moles de átomos de oxigênio = (72.54 16.0 g C 1 mol átomos de O = 4. têm-se a relação dos átomos na fórmula empírica: n(C) = n(O) = 2. O volume molar. 84 .28 A fórmula empírica corresponde ao dióxido de carbono será: CO2. É o volume ocupado por um mol de qualquer gás.3 g ao carbono e 72. Determinar a fórmula empírica desse composto. Para resolver o problema consideremos 100 g do composto.7 g) × Dividindo os dois números obtidos.7 g ao oxigênio. 4. Dada a composição porcentual do mesmo. medido em condições normais de pressão e temperatura (760 mm Hg de pressão. chega-se a uma relação empírica inteira entre ambos.28 =1 2. Com isso.28 4. se pode calcular o número de moles de átomos de cada elemento: Moles de átomos de carbono = (27.3% de carbono e uns 72.4 L.

na presença de O.4 l 22. Da mesma forma. Volumes Molares. 85 .4. Análises de Combustão. é factível determinar características quantitativas delas (entre outras. Uma classe de compostos que podem participar nas reações de combustão são os hidrocarbonetos. É a chamada análise quantitativa.023 × 1023 moléculas 4.4 l 22. que tem carbono. podemos saber quanto H foi produzido através H2O medindo a variação da massa de uma amostra de perclorato de magnésio. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 3. todo o carbono é convertido em CO2. Princípio do método. Na ocasião em que um composto com H e C é queimado num dispositivo especial. As reações de combustão são reações rápidas que produzem uma chama. Quando conhecemos a modo com que uma série de sustâncias reage entre si. A maioria dessas reações inclui ao oxigênio do ar (O2) como reagente. O CO2 é então capturado (usando-se o hidróxido de sódio) para podemos saber o quanto CO2 foi produzido pela simples medição da mudança de peso da amostra. a sua fórmula e até sua fórmula molecular − no caso de conhecermos a massa molecular da sustância). também se queimam na presença de oxigênio (O2) para produzir CO2 e H2O. reagem com o oxigênio do ar para formar dióxido de carbono (CO2) e água (H2O). Um exemplo: Consideremos a combustão do álcool isopropílico.023 × 1023 moléculas 6. e hidrogênio em H2O. o álcool metílico CH3OH. a glicose C6H12O6). que quando se queimam.4 l Número de partículas 6. Outros compostos. Gás 1 mol de Hélio 1 mol de Hidrogênio 1 mol de Butano Massa 4g 2g 58 g Volume (CNTP) 22.023 × 1023 átomos 6. hidrogênio e oxigênio (por exemplo.

Logo. que pode vir. do oxigênio combinado no composto e. então: em 0. 0. uma vez que CO2 e H2O contêm oxigênio.255g m(O) = 0. do oxigênio do fluxo gasoso usado no processo de combustão.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma análise de uma amostra de 0.561 g de CO2 × 1 mol de CO2 = 0.017).0128 moles de CO2 44.0 g Portanto. no entanto. H e O.01g = 0.154 g de C mol de C Mas. O conteúdo em oxigênio na amostra pode.306 g de H2O × 1 mol deH2O = 0. parcialmente.255 g do álcool revela que esta tem unicamente o três elementos: C. ser obtida por diferença. 86 .034 g 1 mol H A quantidade de oxigênio na amostra original não pode ser obtida a partir do massa dos produtos de combustão. parcialmente.0 g 12. Ao queimá-la.0128 moles de C × Como 0.034 moles de H × 1g = 0. 0.034 moles de H (2×0.017 moles de H2O contém 0.034 = 0.255 – 0.0128 moles de C. 0.0 g Como um mol de CO2 tem um mol de C e dois de O. 0.034 g (H) + m(O) = 0.154 – 0. teremos 0. Assim. verificamos que foram produzidos 0.561 g de CO2 e 0.017 moles de H2O 18.0128 moles de CO2.306 g de H2O. m(Amostra) = 0. Com esta informação podemos calcular a quantidade de C e H na amostra: m(CO2) = 1m(C) +2×m(O) = 44 g m(H2O) = 2m(H) + m(O) = 18.067 g O IFES Pág.154 g (C) + 0.

Logo.0042 )para obter números inteiros: 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou.0042 moles de Oxigênio Com esta informação podemos encontrar a fórmula empírica.0340 𝑚𝑜𝑙𝑒𝑠 𝐻 ≅ 8 moles H 0. teremos: 73.0042 moles O ≅ 1 mol O 0. 87 .9 g Hg × 26. O mercúrio forma um composto com cloro que tem 73.0042 Considerando o erro experimental. Calculando o número de moles.1 g Cl × 1 mol = 0.0042 0. que representa cada massa individual de cada átomo. em suma.0042 0.1 gramas de cloro.999 g Assim.5.59 g 1 mol = 0.0128 moles de Carbono 0.736 mol Cl 35.1% de cloro em massa.368 moles Hg 200. Qual é a fórmula empírica do composto? Suponhamos que temos uma amostra de 100 gramas deste composto. Então a amostra terá 73. o que temos é: 0. 1. se dividirmos pela menor quantidade (0.9 gramas de mercúrio e 26.0340 moles de Hidrogênio 0.0042 moles de O 15.0128 moles C ≅ 3 moles C 0. 4.45 g IFES Pág.9% de mercúrio e 26. 0.067 g de O × 1 mol de O = 0. é provável que a amostra tenha a fórmula empírica: C3H8O. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.

27 =1 9. sabendo que: massa molecular é igual 132. por conseguinte.27 = 2 No entanto.16/ 44 = 3 A solução: Multiplique C2H4O pelo fator comum: C (2 × 3) H (4 × 3) O (1 × 3) = C6H12O3 IFES Pág.15 moles 1gH 1 mol = 4.15 g H × 1 mol = 9.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando a proporção molar dos elementos. converteremos as percentagens dadas aos totais de grama e.54 moles C/2.0 = 44g/mol O fator comum.0 Como n(Cl) = 2 × n(Hg).27 = 4 4.15 %. C = 54.15 moles H/2.0 + 1×16.53 % e O = 36.53 g C × 36. vem: n(Cl) = n(Hg) 0. Uma análise quantitativa dá o seguinte % em massa: H = 9. em moles: 9. Assumindo uma amostra de 100 gramas. 88 . fórmula empírica igual a C2H4O.27).736 mol Cl 0. a fórmula empírica é HgCl2.368 mol Hg = 2. que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é: 132.27 moles 16 g O 54. 2. vem: 2. m(C2H4O) = 2 × m(C) + 4 × m(H) + 1 × m(O).0 + 4×1.16.32 g O × Dividindo cada uma dos números de moles pelo menor dos três (nesse caso 2. assim: m(C2H4O) = 2×12.32 %. Determinar a fórmula molecular.27 moles O /2.54 moles 12 g C 1 mol = 2.

em massa. Determine a fórmula molecular dessa substância sabendo-se que sua massa molecular é igual a 400 g e que as massas atômicas são: Fe=56.50 moles Fe /0.0 Que multiplicando por 2. 24% de enxofre e 4. têm-se: mFe = 4 × 28 g × 1 mol = 2 moles Fe 56 g IFES Pág.5 3.00 moles O /0.00 moles 16 g O 48 g O× Dividindo esses moles pelo menor dos três (nesse caso 0.50 = 1. então: m(Fe2S3O12) = 2 × 56 + 3 × 32 + 12 × 16 = 400 g A solução: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 2º Método: Usando-se a proporcionalidade entre as massas.8% de oxigênio.75 moles S /0. A análise quantitativa de uma substância mostrou que ela é formada por 28% de ferro.50).50 moles 56 g Fe 1 mol = 0. 89 . vem: n Fe = 2 nS=3 n O = 12 Como m(C) = 2 × m(Fe) + 3 × m(S) + 12 × m(O). vêm: mFe mS mO mFe + mS + mO 400 = = = = =4 28 g 24 g 48 g 100g 100 Logo. S=32 e O=16 g.50 = 1 0.30 = 6.75 moles 32 g S 1 mol = 3. vem: 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. Assumindo uma amostra de 100 gramas. teremos: 28 g Fe× 24 g S× 1 mol = 0.

20 × mC = 1.0 g Assim.60 Se fizermos mGLICOSE = 100g. então: 12 × nC 1 × nH 16 × nO 180 = = = 0. mH = 1 × nH. encontraremos um percentual em massa de cada constituinte.60 3. mH mC mO 100 = = = 0.7 g ou 6.0 g 100 = 53.60 3. A análise quantitativa da glicose mostrou que 3. 0. mH = 0.3 g ou 53. O=16g.20 1.0 g Como mC = 12 × nC. mO = 16 × nO. Determinar a fórmula percentual em massa e a fórmula molecular. IFES Pág. Dados: C =12.20 g de carbono. H=1g.20 1. a solução como queríamos demonstrar é: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 4. 90 .0 g 100 = 40.20 1.60 g de oxigênio (massa molecular da glicose =180 g).20 × mH = 1.0 g ou 40.20 g de hidrogênio e 1.0 nC = 6.20 1.0 g dessa substância contêm 1.20 1. Como existe proporção entre as massas dos elementos constituintes. vem: mH mC mO = = 0.20 1. nH = 12.60 × 100 = 6.3% 3.0% 3.7% 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mS = 4 × 24 g × mO = 4×48 g× 1 mol = 3 moles S 32 g 1 mol = 12 moles O 16 g Logo.

5.14 de C.98 ≅ 2 moles 0.30 g/mol) Como foram indicadas percentagens. Aspartame é % 57. vêm: 0. 6. a fórmula molecular da glicose é: C6H12O6.675 moles Ca 16.337 0.668 mol H =1.337 mol Ca = 1 mol Ca 0.5 g Ca. 10.1 g Ca 1 mol Ca = 0.0 g Ca 1 mol H = 0.01 g H 0.337 moles Ca 40.52 % de N e 27.675 g H × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (0.675 = 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO nO = 6 Portanto. 9. Qual é a fórmula empírica do composto? Convertendo a massa de cada elemento para moles.00 moles de O 0.675 g H. Um composto foi analisado e verificou-se que contêm 13. vêm: 13.ou melhor: Ca(OH)2.8 g O e 0.18% de O. (Dados: massa molar de aspartame é 294.8 g O × 1 mol Ca = 0.337) e arredondando para o número inteiro mais próximo. 6. Calcule a fórmula empírica do aspartame e encontre sua fórmula molecular.337 moles H 1.337 0.337 A razão molar dos elementos é a representação dos índices na fórmula empírica: CaO2H2 . usando as massas atômicas da tabela periódica.5 g Ca × 10. assumiremos que a massa total é de 100 gramas para que a massa de cada elemento seja igual à porcentagem determinada. IFES Pág. 91 .16 C de H.

00 moles de N = 2.01 g H 1 mol N = 0.68 0. n(N) = 2. 92 .52 g N × 27.68 6.0 g O 6.3% de hidrogênio. encontrando a massa da fórmula empírica e a relação entre elas: C14H18N2O5 = 14(12. Há proporção entre os números de moles de átomos. n(O) = 5 Obtemos. n(H) =18.10 moles H 1. a fórmula empírica: C14H12N2O5 Agora.68 0.98 ≅ 9 moles H = 1.76) e arredondando para o número inteiro mais próximo.70 0. IFES Pág.3 g = ≅1 fórmula empírica 294 g Assim.0) = 18(1. 7.0 g Ca 1 mol H = 6.68 moles de N 14.7% de hidrogênio e 53.68 mol C = 7 mol C mol H = 8. podemos encontrar a fórmula molecular.76 0. a fórmula empírica é a fórmula molecular.18 g O × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (4. vêm: 4.68 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 57.70 moles de O 16.50 moles de O Que multiplicando por 2.0) = 294g/mol massa molar 294.16 g H × 9.01) + 2(14. Assim.0) + 5(16. vem: n(C) =14. 6.0 g N 1 mol O = 1.10 0. Determine a fórmula mínima de um composto que encerra 40% de carbono.76 mol C 12.14 C × 1 mol C = 4. assim.

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mC mH mO = = 40 g 6,7 53,3 12×nC 1×mH 16×nO = = 40 g 6,7 53,3 nC mH nO = = 40 6,7 53,3 g 12 1 16 mC mH mO = = 3,33 g 6,7 3,33 mC mH mO = = 3,33 3,33 6,7 g g g 3,33 3,33 3,33 1 1 ≅2 Portanto, a resposta: CH2O 8. Determine a fórmula estequiométrica de um composto que encerre 28,8% de Al, 21,87% de Si e 50% de O. Temos, mAl mSi mO = = 28,8 g 21,87 50,0 26,981 × nAl 28,0855 × nSi 15,9994 × nO = = 28,8 g 21,87 50,0 nAl nSi nO = = 28,8 21,87 50,0 g 26,9815 28,0855 15,9994 nAl nSi nO = = 1,07 0,779 3,125 nAl 1,07 0,779 nSi nO = 0,779 = 3,125 0,779 0,779

nAl nSi nO = = 1,37 1,000 4,011 Na tentativa de obtermos números inteiros, encontraremos uma boa aproximação ao multiplicarmos por 3. Assim,
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nAl nSi nO = = 3×1,37 3×1,000 3×4,011 n(Al) ≅ 3, n(Si) = 3, n(O) ≅ 12 Logo, Al4Si3O12 ou Al4(SiO4)3 é a fórmula procurada. 9. 3,42 g de uma substância x contêm 0,54 g de Al, 0,96 g de S e 1,92 g de O. Determine a fórmula mínima percentual em massa e a fórmula mínima dessa substância. (Dados: Al = 26,9815 u, S = 32,0660 u, O = 15,9994 u) 0,54 g × 0,96 g × 1,92 g × 1 mol Al ≅ 0,0200 moles Al 26,9815 1 mol S ≅ 0,0299 moles S 32,0660 1mol O ≅ 0,1200 moles O 15,9994

Dividindo os valores encontrados pelo menor (0,1200), vem: 0,0200/0,0200 = 1 mol Al 0,0299/0,0200 = 1,495 moles S 0,1200/0,0200 = 6 mole H Que multiplicando por 2, vem: n(Al) = 2 moles n(S) = 3 moles n(O) = 12 moles Portanto, Al2S3O12 = Al2(SO4)3 é a fórmula procurada. 10. Calcule a fórmula de um composto formado por nitrogênio e hidrogênio, cuja análise de 32 g de uma amostra revelou a presença de 87,5% (% em massa) de nitrogênio.

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(Dados: as massas molares (g/ mol) do N =14 e H = 1) Assumindo que a massa total é de 100 gramas, têm-se: m N = 87,5 g = 87,5 g × 1 mol N = 6,25 14 g 1mol H =12,5 moles 1g

m H = 100 - 87,5 g = 12,5 g = 12,5 g × Que divididas por 6,25, vêm: n N = n H = 6,25 = 1 mol 6,25 12,5 = 2 moles 6,25

Como m(NH2) = 14 + 2 = 16, então: O fator comum, que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é, assim: 32/16 = 2 A fórmula procurada é: N(1×2)H(2×2) = N2H4

11. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado A forneceu o seguinte resultado: 0,365 g de A deram por combustão 0,66g de CO2 e 0,315 g H2O. 0,146 g de A deram por combustão 23,6 cm3 de nitrogênio medidos a 14ºC 2 772 mmHg de pressão. A tensão de vapor d’água a 14ºC é 12 mmHg. A massa molecular de A, determinado pelo processo ebulométrico é 77. Calculo a fórmula molecular de A e propor uma fórmula estrutura possível para o mesmo composto. Temos: 0,365g A = 0,66g CO2 + 0,315g H2O 0,146g A = 23,6cm3 de N (T = 14ºC e P = 727 mmHg; pv(H2O) = 12mmHg) Calculando a composição dos elementos, vem:
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a) n(CO2) = n(C) = ½n(O) 0,66g CO2 × Portanto, n(C) = 0,015 moles C 0,015 moles C × 12 g = 0,18 g C 1 mol 1 mol = 0,015 moles CO2 (12+2×16)

b) n(H2O) = ½n(H) = n(O) 0,315g H2 O× 1mol = 0,0175 moles H2 O 18g

n(H) = 2×n(H2O) = 2× 0,0175 = 0,035 moles H 0,035 moles H× 1g = 0,035 g H 1 mol P×V Po ×Vo = T To

c) Para o Nitrogênio, teremos: V=

720-12 mmHg×23,6cm3 ×273K = 22, 449 cm3 = 0,0 224 L 273+14 K× (760mmHg) 1amt 1 mol = 0,001 moles N2 22,4 (14g×2) = 0,028g N 1 mol

0,0224 L N2 ×

0,001 moles N ×

0,146 g A = 0,028g N, logo: 0,028 g N = 0,070 g N 0,145 g A 1 mol 0,070 g N × = 0,005 moles N 14 g 0,365g A × c) Para o O: m(A) = m(H) + m(O) + m(C) + m(N) 0,18 g 0,070 g 0,365 g 0,035 g

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m(O) = 0,08 g O 0,08g × 1 mol ≅ 0,005 moles O 16 g

Assim, em suma, o que temos é: 0,015 moles C 0,035 moles H 0,005 moles O 0,005 moles N Que dividido por 0,005 (o menor valor), vem: (0,015/0,005) moles C = 3 moles C (0,035/0,005) moles H = 7 moles H (0,005/0,005) moles O = 1 mol O (0,005/0,005) moles N = 1 mol N Logo, Fórmula molecular: C3H7ON

Possível fórmula estrutural:

Fig. 54

12. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado X forneceu o seguinte resultado: 0,177 g de X deram por combustão 0,264 g de CO2 e 0,135 g de H2O.

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072 g C) %C = 0. então: Pág.015/ 0.177 = 0.4068 ou 40. 98 IFES .015 moles H (0. Calcule a fórmula empírica de X.68% b) Para o H: 0.072/0.48% c) Para o N: A reação de neutralização é: 2NH3 + H2SO4 → (NH4)2SO4 2moles 1mol 1mol Lembrando que a normalidade de uma solução (N) é o número de equivalentes do soluto em um litro da solução.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na dosagem de nitrogênio de acordo com o processo de Kjeldahl de 0.0075 moles H2O 18 g n (H) = 2 n(H2O) = 0.135 g de H2O × 1 mol = 0. Calculando a composição dos elementos.264 g de CO2 × 1 mol 44 g = 0. 1 litro = 1000 cm3 = 1 eqg H2SO4 Como equivalente-grama (E) de um de um ácido é a relação entre massa molecular m(A) e o número de hidrogênios ácidos ou ionizáveis.177 = 0. obteve-se uma quantidade de amônia (gás amoníaco) que necessitou de 15 cm3 de solução de 1N de H2SO4 para completa neutralização.885 g de X. vem: a) Para o C: 0.0848 ou 8.006 moles CO2 n(C) =n(CO2) = 0.015g H) %C = 0.006 moles C (0. então: Uma solução 1N de H2SO4 diz que: em 1 litro teremos 1 eqg H2SO4.

73) = 27.11 23.68 + 8.68/12 8.695 nC nH nO nN = = = 3.694 1.694 1.68 8.48/1. 15 cm3 1 eqg H2 SO4 1000 cm3 1 mol H2 SO4 2 eqg H2 SO4 2 moles NH3 = 1 moles H2 SO4 = 0.73% e) Para o O.695/1.48/1 27.694 1.015 moles NH3)( 1mol N ) = 0.694/1.00 1.00 5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Equivalente-grama H2SO4 = Assim.39 8.73 12×nC 1×nH 16×nO 14×nN = = = 40.48 + 23.21/0.00 1.11/16 23.68 8.48 1.11% f) Cálculo da fórmula mínima: mC mH mO mN = = = 40.48 27.015 moles N)(14 g/1 mol) = 0.11 23.00 IFES Pág.73/14 nC nH nO nN = = = 3. temos: %C = 0.694 nC nH nO nN = = = 2.885 = 0.2373 ou 23.39/1. 99 . mmol( H2SO4) 2 1 mol H2SO4 = 2 × Eqg H2SO4 Logo.48 27.694 8.21 g N d) Para o N.73 nC nH nO nN = = = 40.015 moles NH3 (0.015 moles N 1 moles NH3 (0. temos: %O = 100 – (40.

183g = 0.183g 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. m(O) = 1.819g C)(1 mol/12g) = 0. 0s números de moles dos elementos em 1.365 g − 0. 100 . qual será sua forma empírica? É necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e.367g do composto são determinados como sendo: (0. possivelmente: Fig.640 g H2 O Mas.819 g − 0.819 g 1 mol C 1g = 0.367 g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3. na amostra original. Uma amostra de 1.640 g de H2O. m(Amostra) = m(C) + m(H) + m(O) 0.364 g Agora o problema pode ser resolvido pelo procedimento usual. por conseqüência. m C = 3. a fórmula empírica é: C2H5ON.182 g 1 mol H IFES Pág.06825 1 mol CO2 44g CO2 1 mol H2 O 18g H2 O 1 mol C 1 mol CO2 2 mol H 1 mol H2 O 12g = 0. 55 g) A fórmula molecular é do tipo: (C2H5ON)n 13. Se o composto original contiver somente C. H e O.002 g de CO2 e 1.819 g 0.365 g Assim.002 g CO2 m H = 1.

364 g O)(1 mol/16g) = 0.18300 (0.0033 eqg NH3)( %N = 1 mol NH3 14N )( ) = 0. Na dosagem do iodo.02275. pelo processo de Carius.02275) = 3 (0.0462g = 0. verificou-se que 0. Qual a sua fórmula empírica? mm (AgI) = 107. Um composto quartenário contém: C−18. A análise de 0.1175g de AgI. assim: nEqg H2SO4 = (33 cm3)( 0.44g 15.02275//0.1175 234. Pede-se a percentagem de nitrogênio no composto.1N Uma solução 0.9045 = 0.099g desse composto quando tratado pelo Ag(NO3)3.78 mI 126.06825/0. 8:1.0033 eqg NH3 (0. 14.0462g N 1 eqg NH3 1 mol NH3 0.18300/0.51% .183g H)(1 mol/1g) = 0.1N de H2SO4. NH3 NEUTRALIZADOS 33 cm3 H2 SO4 0.18%. produzem 0.0033 eqg H2SO4 1000 cm3 Mas neqg H2SO4 = neqg NH3 = 0.9045 ≅ 234.1 N de H2SO4 significa que: 1 litro de solução = 1000 cm3 = 0. 101 .44g de um composto orgânico obteve-se uma quantidade de gás amoníaco (amônia).105 ou 10.1 eqg H2SO4.1 eqg H2SO4 ) = 0.7727 IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0. H−1.8682 + 126. que recolhido e neutralizado por 33 cm3 de solução 0.5% 0.02275 Que divididos por 0. vem: (0.02275) ≅ 8 (0.02275) = 1 Como estão na razão 3. a fórmula empírica é C3H8O.

14 16.0512g 233g BaSO4 Com esta informação.51 64.3731g de BaSO4 0.505 0.01 1.18 16.51 127 12 16 1 nC nH nI nO = = = 1.505 0.84% Na dosagem de enxofre 0.18 + 1.515 1.14 18.505 0. H−3.333g deste composto quando tratados por BaSO4 produzem 0.505 nC nH nI nO = = = 3 3 1 2 Portanto a fórmula molecular é: C3H3IO2 16.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mI = 0.14% 0.17 1.14+64.505 0. 102 .51+64.0635 ×100 = 64.17% Cálculo da formula empírica: 12 nC 1nH 127nI 16nO = = = 18.17 nC nH nI nO = = = 64.18 1.51 0. %O = 100 – ( 18. calculamos o percentual de enxofre e oxigênio: 0. Qual a sua fórmula empírica? mm (BaSO4) = 137+32+4×16 = 233g 32g S = 0.515 1.0635g %I = Logo.69%.505 1. Um composto orgânico contém: C−57.01 nC nH nI nO = = = 1.51 0.099 IFES Pág.3731g de BaSO4.14) = 16.

84 4.09 nH nC nS nO = = = 23. O composto A tem 54.38% de S 0.00 1.61% IFES Pág.480625 1.480625 1.480625 nH nC nS nO = = = 7. Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando o produto obtido. aproximando: nH nC nS nO = = = 8 10 1 3 Ou.84) = 23.84 57.00 3.480625 0.09% de O Assim.0512 ×100= 15.69 15.6% de C e 9.09 1×nH 12×nC 32×nS 16×nO = = = 3.09 3.69 15.443125 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO %S = 0.84 4.38 16 1 12 32 nH nC nS nO = = = 3.333 Para o oxigênio: %O = 100 – (15.69+3. contem 62.00% de C e 10.8075 0.98 10.09% de H.84 57. Qual é o alceno original e qual sua estrutura? Temos: Composto A: C−54.38+57. C10H8SO3 17. O composto B.40% de H.69 15.84 57. teremos 2 compostos A e B.8075 0.38 23.443125 nH nC nS nO = = = 3.480625 0.00 Ou.480625 0. uma cetona. mH mC mS mO = = = 3.38 23. 103 .

3 nH nC nO = = 9.27 2.3 54.61 36.27 4.09)) = 36.27 nH nC nO = = 4 2 1 Ou.55 2.09 4.55 2. 104 . para o produto A têm-se: mH mC mO = = 9. têm-se: IFES Pág.61 1 16 12 nH nC nO = = 9.40)) = 27.09% O−(100-(54.6% Assim.09 54.09 36.61+9.3% Composto B: C−62.40% O−(100-(62.09 54. C2H4O Fig.09 2. 56 Para o composto B.27 nH nC nO = = 9.3 1×nH 12×nC 16×nO = = 9.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H−9.00+10.27 2.61 36.00% H−10.

40 62. 57 Portanto. Fig.73 nH nC nO = = 10.73 nH nC nO = = 6.40 5.00 27.40 62.00 Ou .17 1.00 27.73 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH mC mO = = 10.40 1.73 1.6 1×nH 12×nC 16×nO = = 10. o alceno original é: C6H12 Pág.99 1.17 1.73 5.6 nH nC nO = = 10.00 27.40 62.6 1 12 16 nH nC nO = = 10.01 2. 105 IFES .

19 6.16% I−56.65 nC nI nH = = 0.19% Qual a sua fórmula empírica? %I = 100 – (37.65 12 127 1 nC nI nH = = 3.65 12×nC 127×nI 1×nH = = 37.16 56.442 0.442 0.16+56.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 58 18.442 3.19) = 6. A análise elementar de um composto (iodeto de alcoila) forneceu a seguinte composição: C−37. a resposta é C7H15I IFES Pág.19 6.442 nC nI nH = = 7 1 15 Portanto.097 0.16 56.65 nC nI nH = = 37.19 6.16 56.65 0.442 6.65% de H Assim.097 6. 106 . mC mI mH = = 37.

125 8.236 1.6 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.6 17.956 6.5 8. Sabe-se que este composto contém dois átomos de nitrogênio por molécula.236 8.3 nC nH nC = = 8.236 1. 107 . Segue as possíveis fórmulas planas: IFES Pág.5 1 14 12 nC nH nC = = 6. A nicotina contém 73. Dados Massas atômicas: C = 12.3 12×nC 1×nH 12×nC = = 73.5 8.236 nC nH nC = = 4.6 17.6% de hidrogênio e 17.3% de nitrogênio.236 nC nH nC = = 1.958 1 nC nH nC = = 4.958 1 ≅7 ≅5 Fórmula mínima: C5 H7N e Fórmula molecular: C10H14N2. N = 14 mC mH mN = = 73. 59 19.125 1. H = 1. 8.5% de carbono.3 73.6 17.6 6.956 6. Quais são as fórmulas empíricas e moleculares da nicotina.

60: Isômeros.37 100 12×nC 1×nH 14×nN 135g = = = = 1. IFES Pág.37 = 13.37 100 nC = nH = nH = 80×1.37% de nitrogênio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. A sua fórmula molecular é: C9H13N (Figura61). Uma dessas substâncias é a benzedrina.37 = 1.1 ≅ 9 12 9. que apresenta a seguinte composição percentual: 80% de carbono.37 12×nC 1×nH 14×nN mm(benzidrina) = = = 80 9.014 ≅ 1 14 Assim. calcule a sua fórmula molecular. Anfetaminas são aminas utilizadas como estimulantes e vulgarmente conhecidas por "bolinhas". 9. 108 .63 10.63 +10.35 80 9.63 10.63 10. 20. 12×nC 1×nH 14×nN 12×nC + 12×nN +14×nN = = = 80 9. Sabendo-se que a sua massa molar é 135 g/mol.1931 ≅ 13 1 10.63% de hidrogênio e 10.37 = 9.63×1.37 80 + 9.37×1.

Elemento Fração de massa Fração atômica C (carbono) 36.2 36.514 1.029 1.003 Multiplicando o denominador por 2.1 36.499 2.269 ≅3. portanto.514 1. Apresenta a seguinte composição elementar: Tabela 15: Composição Elementar. 100 2. 109 .1 21.4% 23.514 2. um dos componentes das proteínas dos seres vivos.514 1.2 36.4 6.269 1.100 1.514 1.033 6.3 12×nC 1×nH 14×nN 16×nO = = = 36. IFES Pág.033 6. 61. C4H8N2O3 (Figura 62).8% O(oxigênio) 36.6% Calcule a sua fórmula molecular.4 6. vem: mC mH mN mO = = = 4 8 2 3 Portanto.100 ≅1.2 36. mC mH mN mO = = = 36.5% H (hidrogênio) 6. 21.3 nC nH nN nO = = = 21.000 4.3% 17. sendo. A Asparagina é um dos aminoácidos codificados pelo código genético.033 ≅6.1% 47.1 21.1% N (nitrogênio) 21.514 mC mH mN mO = = = 3.269 mC mH mN mO = = = 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.2% 11.4 6.3 14 12 1 16 2.514 1.

676) moles O 8.0105 = = = n(U) 0.002g de CO2 e 1.500 g de U e  0. Assim: 3.002 g de CO2 IFES 1 mol CO2 44.949 g.02 mols de O = = n(U) 3(1 mol) U 3 moles de U Por consequência. 23.0105 moles de U 238. H e O.449 g O 1 mol U = 0.500 g de urânio foi aquecida ao ar. na amostra original.949 g do óxido contêm:  2.500g U) n O = 0.449 g de O (obtido subtraindo a massa inicial da massa final).640g de H2O.367g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3.0289g 1mol O = 0. por consequência. 2. Determine a fórmula empírica do óxido.0095 g 1 mol C 1mol CO2 12g = 0.819g C 1 mol C Pág. 110 . qual será sua forma empírica? E necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e.676 moles O 0.0281 moles O 16 g 0.0281 moles O n O 0. Se o composto original contiver somente C. Uma amostra de 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.0105 moles de U 1 moles de U 1 mol U n O 3. a fórmula empírica é U3O8. O óxido resultante pesou 2. Uma amostra de 1.(2. n(U) = (2. 62 22.0281 moles O 2.

640g de H2O 1mol H2O 18.0228 n(C) n(H) n(O) = = 0.364 0.98 8. 63 24.978g de um óxido prelo.0228 n(C) n(H) n(O) = = 2. a fórmula empírica é C3H8O.0153 g 2 moles H 1mol H2O 1.367 – 0.819 – 0.9994 12.0228 0.00794 n(C) n(H) n(O) = = 0.178g Peso do oxigênio no óxido = 0.026 1. Uma fita de cobre eletroliticamente puro pesando 3.0228 0.800g IFES Pág.183 0.978g Peso do cobre no óxido = 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.00794 g = 0.068 0.178g é fortemente aquecida em um fluxo de oxigênio até que todo o cobre tenha sido convertido em 3.184 15.364 g O Assim.0107 1. Qual é a composição percentual deste óxido? Peso total do óxido preto = 3.184 g H 1 mol H m(O) = m(composto) – m(C) – m(H) = 1.183 0.068 0.000 Portanto.184 = 0.0228 0.819 0. teremos: n(C) n(H) n(O) = = 0. Fig. 111 .

Pergunta-se: a) qual a fórmula e o nome de Z% b) com os dados do problema dar a massa obtida de Z.69%. Na dosagem do enxofre. A sua densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29. A reage com o anidrido acético e com o cloreto de benzeno sulfonila.3731 g de BaSO4. B é uma cetona e contém 62.40% de hidrogênio.178g 3.978g = 0.1% 4. N—23. H—15. pelo processo de Carius.18%.09% de hidrogênio.9% = 0.84%.5. admitindo-se que o rendimento das reações seja de 60%.51%. H—3. obtemos dois compostos A e B.333 g deste composto quando tratados pelo BaCl2 produzem 0. IFES Pág. origina um composto Z.73%. 100% −79. 0. verificou-se que 0.25%.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fração de Cu = Fração de O = peso do cobre no óxido peso total do óxido peso total do óxido = 3.31% e H—7.1175 g de AgI.1% peso do oxigênio no óxido = Realmente. H—1. Qual a fórmula molecular e o nome de A? 5) A análise elementar de um hidrocarboneto X forneceu o seguinte resultado: C—92.799 ou 79. produzem 0. O seu peso molecular é 78. A tem 54.800g 3.978g 0.69%. Qual a sua fórmula empírica? 3) Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando-se o produto obtido. Com o HNO2 dá um álcool que oxidado fornece acetona.9% = 21. Na dosagem do iodo.01%. Qual é o alceno original e qual a sua estrutura? 4) Um composto orgânico A contém: C—61. Qual a sua fórmula empírica? 2) Um composto orgânico contém: C—57.211 ou 21.00% de carbono e 10. 1) Um composto orgânico quaternário contém: C—18.7 Exercícios Propostos. Quando X é nitrado pela mistura sulfonítrica transformasse em Y que reduzido pelo hidrogênio proveniente da reação de 840 g de ferro metálico com excesso de HCl diluído. 112 .099 g deste composto quando tratados pelo AgNO3.61% de carbono e 9.

Na—42.83%? IFES Pág.0% de C.75%. 66. Qual a sua fórmula molecular? 12) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Mn— 34.8% de C.6 % de N. H— 15. O seu peso molecular é 164. e 9. Qual a sua fórmula? 10) A análise elementar de um composto X. mas não reduz o reagente de Fehling. S04—39. Por oxidação incompleta B transforma-se em C cuja densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29.01%.7% de H e 53.31% S.24%. O seu peso molecular é 158. O seu PM é de 89 ± 3. Qual a fórmula e o nome de A? 8) Frutose tem 40.51% C.37%.024%.73%. Quando A é tratado com o HNO2 produz um álcool B contendo: C—60.74% e Cl—48.37%. O seu peso molecular é 294.53% e 0—38.2 qual é a sua fórmula molecular? 9) Um composto mineral contém: Zn—40.02%.09%.79%. 113 . 0—39. Qual a sua fórmula molecular? 14) Um composto mineral contém: Cr2O3—64%.33%. O seu peso molecular é 161. H—13.18% H. NH4—3. Qual é a sua fórmula empírica? 7) Uma substância básica A contém: C—61.0—44.73%.073%.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6) O nitrato de peroxiacetila (NPA) tem a seguinte composição percentual em massa: 19.1 % de O e 11.62%.00%. Qual a sua fórmula molecular? 13) Um composto mineral possui: P—18. Qual é a sua fórmula empírica? Sabendo-se que o PM da frutose é de 180.902%. 0—39. 36. 11. dá: C— 49. N—23. Quais são suas fórmula empírica e fórmula molecular? 11) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Cr— 35.5% de H.48% e K—24. C fornece uma oxima e um composto com o bissulfito de sódio. S—19. FeO—36%.25%. 2. H—2.3 % de O.73%. Qual é sua FM? 16) Qual a fórmula de um sal hidratado que contém: Fe -11. 6.82%. Determinar a sua fórmula e qual o seu nome? 15) Um composto dá uma análise elementar de 54. K—26.87%. de massa molecular 147g. 0—40.

114 . que nunca haverá uma única equação balanceada para uma reação. uma equação química balanceada é: 2 H2 + O2 → H2O Indica que duas moléculas de hidrogênio se combinam com uma molécula de oxigênio para formar duas moléculas de água. Observe que a equação é balanceada. usualmente procuramos a equação balanceada mais simples para uma reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VI 6. para a reação na qual os gases hidrogênio (H2) e oxigênio (O2) se combinam para formar água (H2O). que profere que a matéria não pode ser criada nem destruída durante a transformação química que ocorre em uma reação química. pois há quatro átomos de hidrogênio e dois átomos de oxigênio em cada lado. Então. IFES Pág. Por exemplo: 6H2 + 3O2 → 6H2O é também balanceada. Uma equação química deve ser balanceada de acordo com a Lei da Conservação da Matéria. uma vez que os átomos apenas se combinam para formar novas moléculas (não são criados nem destruídos na reação química balanceada). Assim. ou o número de átomos de cada elemento nos reagentes é igual ao número de átomos de cada elemento dos produtos. Por exemplo. os totais de massa dos reagentes deverão ser iguais ao total de massa dos produtos. Uma equação química balanceada é uma equação algébrica que dá o número relativo de reagentes e produtos na reação e tem o mesmo número de átomos de cada tipo dos lados esquerdo e direito.1 Balanceamento de Equações Químicas. ainda. já que todo múltiplo inteiro positivo de uma equação balanceada será também uma equação balanceada. Note.

respectivamente. obtemos o seguinte sistema de equações: Nitrogênio: Hidrogênio: Oxigênio: w = 2y 3w = 2z 2x = z Reescrevendo essas equações na forma padrão teremos um sistema homogêneo de três equações lineares em quatro variáveis.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Embora o método de ―tentativa e erro‖ freqüentemente funcione em exemplos simples.z = 0 Reduziremos a matriz completa correspondente pelo método de eliminação de Gauss-Jordan.x2 + .x1 + a12 . an1 . .x2 + ..xn = b1 a21 . . Dado um sistema linear qualquer da forma: a11 .x1 + a22 . 115 IFES . nitrogênio e água por w. + a1n. y e z.. . estaremos procurando uma equação da forma: w NH3 + x O2 → y N2 + j H2O Comparando os números de átomos de nitrogênio.2z = 0 0 + 2x + 0 . w + 0 . . Exemplo 1: A combustão de amônia (NH3) em oxigênio produz nitrogênio (N2) e água.x1 + an2 . . oxigênio.xn = bn Pág.2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 .xn = b2 . o processo de balanceamento de equações químicas na verdade envolve a resolução de um sistema de equações lineares homogêneo. + ann. .x2 + .. Solução: Se denotarmos os números de moléculas de amônia. . hidrogênio e oxigênio nos reagentes e nos produtos. + a2n. x..

zerar todos os coeficientes abaixo da diagonal principal.z = 0 1 3 0 0 0 2 -2 0 0 0 -2 -1 0 0 → 0 1 0 0 0 1 0 0 -2 3 0 0 0 0 -1 2 1 -1 3 Logo. Assim. multiplicada pelo coeficiente m21.2z = 0 0 + 2x + 0 . repetir para as equações abaixo.ª .ª linha. w = 2/3z. usando mi1 na i-ésima equação. 2.  vamos somar à 2. 1≤ i ≤ n. que fornece w = 4. Isto também não altera a solução do sistema.ª equação a 1.  repetir o passo anterior com as demais equações. O menor valor positivo de z que fornecerá valores inteiros para todas as quatro variáveis é o menor denominador comum das frações 2/3.2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os passos a executar são: 1. considerar a 1. 3.(ai1 / a11) . 116 . y = 2 e z = 6. a equação química balanceada é: 4 NH3 + 3 O2 → 2 N2 + 6 H2O IFES Pág. e colocar o resultado na 2. para isso faz-se:  calcular o elemento mi1 = . x = 3. 1/2 e 1/3 (isto é. Voltemos ao exemplo: w + 0 .ª linha como base para a eliminação. zerar todos os coeficientes da 1a coluna abaixo da a11.  calcular o elemento m12 = − (a'i2/ a'22). 6). x = 1/2z e y = 1/3z.

portanto. Assim. provocando a redução da outra espécie química. uma reação em que ocorre transferência de elétrons. Oxidante é a espécie química que.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6. Redutor é a espécie química que cede elétrons. Portanto. 117 .→ O3 -2 Ou.2 Balanceamento de reações de óxido-redução. A redução ocorre quando um reagente ganha elétrons e vai para um estado de oxidação mais negativo. 2Fe0 → 2Fe2 +3 + 6e∑ 0 3O2 + 6e. portanto. É.→ 2O3 -2 IFES Pág. pois na transferência de elétrons: um perde e outro ganha. um reagente perde elétrons e vai para um estado de oxidação mais positivo. capta elétrons. durante a oxidação. isto é. Uma reação de oxidação/redução é. portanto. é reduzida. oxidação e redução acontecem concomitantemente. Inversamente. as duas meias reações (oxidação/redução) se combinam para dar uma dupla redox (oxi-redução): Meia reação de redução: Aox + n e. é oxidada. o doador de elétrons. É. o aceitante de elétrons.→ Ared Meia reação de oxidação: Bred → Box + n eReação de oxi-redução: Aox + Bred ←→ Ared + Box Exemplo: redução 4 Fe + 3 O2 → 2 Fe2O3 Oxidação Fe0 → Fe2 +3 + 3e∑ 0 O2 + 2e. numa reação química. provocando a oxidação da outra espécie. isto é.

ou parcialmente. De seguida.a cada membro da equação. 7. soma-se igual número de íons HO. 4. É feito sistematicamente como se segue: 1. ajusta-se por simples tentativa. deve-se nesta etapa multiplicar as semi-equações por um fator multiplicativo que torne este número igual. No lado da semi-equação onde estão presentes os íons H+ estes se combinam com os íons HOformando moléculas de água.  Se a reação se der em meio básico acertam-se as semi-equações do mesmo modo que no ponto anterior. 3. Escrever as equações das semi-reações que correspondem à oxidação e à redução do equilíbrio redox em estudo. IFES Pág.3 Acerto de coeficientes das reações de redox.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6. Identificar o meio em que a reação ocorre:  Se o meio onde a reação ocorre é ácido nas semi-equações deve-se acertar os átomos de oxigênio com moléculas de água e de seguida os átomos de hidrogênio com íons H+. 118 . 6. e  os elementos que variam o nox quase sempre mudam a posição. o número de átomos que sofrem a reação redox. Com o número de elétrons conveniente. deixando o oxigênio sempre por último. tendo o cuidado de representar corretamente as espécies oxidadas e reduzidas. Acertar. em cada equação. elétrons está oxidado relativamente ao seu estado elementar. Por intermédio das equações parciais. Por forma a que sejam trocados o mesmo número de elétrons nas semireações. tantos quantos os íons de H+ existentes. 2.  Um átomo que perde total. acertar as cargas das semiequações de modo aos dois membros possuírem a mesma carga. 6. lembrando que:  o elemento no estado livre (sem se combinar) possui valência zero. Examinar nos membros da equação química os elementos que variam a valência.4 Estado de oxidação. 5.

num dado estado. 1) Considerando a reação de oxidação-redução em meio ácido. aparecer em vários estados de oxidação referenciados pelo chamado número de oxidação.  Número de oxidação de um elemento. Ajustar as equações por oxi-redução. forem atribuídos aos átomos mais eletronegativos.+ 2e. vem: Semi-reação de redução: MnO4.+ MnO4. em cada ligação.  Obtém-se a equação total somando-se as duas semi – equações. neste passo. Os elementos que alteram o seu estado de oxidação são: o Mn (Mn+4 / Mn+2) e o S (S+4 / S+6). depois de ter multiplicado cada uma delas por um número apropriado de modo a que o número de elétrons seja o mesmo no processo de oxidação e no processo de redução.→ SO42. não há acertos a fazer às equações.5 Exercícios Resolvidos. 119 . é a carga que um átomo desse elemento adquire se os elétrons. tendo em conta que o meio onde a reação ocorre é ácido. Acerta-se o oxigênio somando moléculas de água no lado da equação onde houver falta de oxigênios e.+ Mn2+.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Um átomo que ganha elétrons está reduzido em relação ao mesmo estado elementar. acerte a equação: SO32. 6. acertam-se os hidrogênios adicionando H+: i. assim. Logo.→ SO42-+ 2eNota-se que há um balanço eletrônico. Semi-reação de redução: IFES Pág.  Um dado átomo pode.→ Mn2+ Semi-reação de oxidação: SO32. Assim: Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução.

Semi-reação de redução: (MnO4. Semi-reação de oxidação: SO32. Semi-reação de oxidação: Acerto dos átomos de oxigênio: SO32. vem: i.+ 2H+ Procede-se ao acerto das cargas das semi-reações.+ 2H+ + 2eEncontrando um fator multiplicativo de forma a que ambas as equações envolvam o mesmo número de elétrons.+ 8H+ + 5e. através da soma das duas equações.→ Mn2+ + 4H2O Acerto dos átomos de hidrogênio: MnO4.→ Mn2+ + 4H2O ii. obtém-se a equação global: 5SO32. adicionando elétrons onde houver excesso de cargas positivas: i. 120 .+ H2O → SO42.+ 8H+ + 5e.+ 8H+ → Mn2+ + 4H2O ii.+ 2MnO4.+ 6H+ → 5SO42.+ H2O → SO42.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Acerto dos átomos de oxigênio: MnO4.+ 2Mn2+ + 3H2O 2) KMnO4 + H2C2O4 + H2SO4 → CO2 + MnSO4 + K2SO4 + H2O IFES Pág.+ 2H+ + 2e-) × 5 Por fim. Semi-reação de redução: MnO4.+ H2O → SO42Acerto dos átomos de hidrogênio: SO32.+ H2O → SO42.→ Mn2+ + 4H2O) × 2 ii. Semi-reação de oxidação: (SO32.

Reconhecendo quais as espécies sofrem oxidação e redução. as equações que traduzem a reação de oxidação e redução.→ Mn2+ IFES Pág. Logo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Temos: Mn+7 / Mn+2 e C+3 / C+4.é reduzido a Mn2+: Redução: MnO4. vem: 2 MnO4-(aq) + 5 C2O4-2(aq) +16 H+(aq) → 2 Mn+2(aq) + 10 CO2(g) + 8 H2O(l) Portanto. temos: Mn+7 → Mn+2 S+4 → S+6 Assim. a equação global de oxidaçãoredução (redox) fica: 2Mn+7 → 2Mn+2+ 10 e 0 5C2 + 10 e →10C+4 2 Mn+7+5C2 → 2Mn+2+10C+4 Por tentativa. para dar H2SO4 e Mn2+. são: Mn+7 → Mn+2 + 5e (Semi – equação de redução) 0 +4 C2 + 2e →2C (Semi – equação de oxidação) Fazendo-se o acerto de coeficientes das reações. O redutor H2SO3 é oxidado a SO42-: Oxidação: H2SO3 → SO42- O oxidante MnO4. 121 .e H2SO3 em meio ácido. 2 KMnO4 + 5 H2C2O4 + 3 H2SO4 → 10 CO2 + 2 MnSO4 + 1 K2SO4 + 8 H2O 3) Balancear a reação entre e MnO4.

+ 8H+ + 5e. obtêm-se: 5 H2SO3 + 2 MnO4. Hidrogênio. 5 SO42.+ 2 Mn2+ + 4 H+ + 3 H2O 6. vem: H2SO3 + H2O  SO42.+ 4H+ MnO4. têm-se: 5H2SO3 + 5H2O  5SO42. Uma forma simples de conseguir isto.em ambos os lados.multiplicando por 5 e por 2. Vejamos: IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Balanceando-se o número de átomos de hidrogênio e oxigênio nos dois lados utilizando H+ e H2O.ou H2O. têm-se: H2SO3 + H2O  SO42. nessas equações.+ 16H+ + 10e. Nestes casos.6 Balanceamento em meio alcalino. Muitas vezes precisamos escrever equações balanceadas para reações redox que acontecem em meio básico. 122 . Mn2+ + 4H2O Igualando o número de e. respectivamente.+ 8H+  Mn2+ + 4H2O Acrescentando um número de elétrons idêntico ao excesso de cargas positivas. não podemos ter H+ na equação final − sua concentração em meio alcalino é muito baixa (menor que 1×10-7 M).+ 20H+ + 10e2MnO4. deve estar na forma de OH. é eliminar os H+ que aparecem nas semi-reações ―neutralizando-os‖ mediante o acréscimo de um número igual de OH. 2Mn2+ + 8H2O Adicionando-se as duas equações.+ 4H+ + 2eMnO4.

vem: IFES Pág.e Cr(OH)4-.+ 4H2O + 3e.+ 4H2O  Cr(OH)-4 + 4OHFazendo o balanceamento das cargas: CN. 123 . 2Cr(OH)-4 + 8OH3CN. Cr(OH)4 Balanceando o H.+ CrO42.em ambos os lado (lembrando que: H+ + OH. Em seguida. vem: CN.+ 2OH.+ H2O + 2eCrO42. Cr(OH)-4 + 4OHMultiplicando a primeira equação por 3 e a segundo por 2.+ 2OH.+ 2H+ CrO42. CNO. vem: + 3CN. balanceiam-se os elétrons.+ 2CrO42.+ 2Cr(OH)-4 + 2OH5) Faça o balanceamento da equação da reação do tiossulfato (S3O3-2) com o íon bicromato (Cr2O7-2) em solução S3O3-2 + Cr2O7-2 ↔ SO4-2 + Cr+3 Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução.+ H2O  CNO.em solução alcalina para formar CNO.+ Cr(OH)4Balanceando o O.+ 3H2O + 6e2CrO42. têm-se: CN.reage com CrO42.+ H2O  CNOCrO42. CNO. têm-se: CN.+ 8H2O + 6e. CNO.+ 4H+  Cr(OH)-4 Neutralizando os H+ acrescentando OH.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4) Consideremos a reação na qual CN. H2O). 3CNO. somando ambas.+ 5H2O  3CNO. CN.+ 6OH.+ H2O CrO42.

precisamos tomar 3 vezes a simi-equação de redução e 4 vezes a de oxidação para equilibrarmos as cargas elétricas. balanceando as cargas por meio de elétrons. 124 .→ 2Cr+3 + 7 H2O Mas.→ 2Cr+3 + 7H2O) Ou. vem: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8eCr2O7-2 + 14H+ + 6e. IFES Pág. 3×(5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8e-) 4×(Cr2O7-2 + 14H+ + 6e. vem: S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 Balanceando os átomos de oxigênio. utilizando o H+: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H+ Cr2O7-2 + 14H+ → 2Cr+3 + 7 H2O Finalmente. portanto. utilizando H2O 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 + 7 H2O e o hidrogênio.→ 8Cr+3 + 28H2O 15H2O + 56H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → +28H2O 8Cr+3 + 6SO4-2 + 30H+ A água e o H+ aparecem nos dois membros. + 15H2O + 3S2O3-2 → 6SO4-2 + 30H++ 24e4Cr2O7-2 + 56H+ + 24e. Assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S2O3-2 → SO4-2 Cr2O7-2 → Cr+3 Balanceando os átomos de S e Cr. permitindo uma simplificação.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 26H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → 8Cr+3 + 6SO4-2 + 13H2O 6.+ I.7 Exercícios de Fixação e Aprendizagem. Faça o acerto de equações redox (em meio ácido) abaixo: 1) Fe2+ + Cr2O72. 125 .→ MnO2 + I2 3) C (s) + O2 (g) → CO2 (g) + CO (g) 4) MnO-4 (aq) + Fe+2 (aq) → Mn+2 (aq) + Fe+3 (aq) 5) ClO-3 (aq) + I2 (aq) → IO3-2 (aq) + Cl6) I2(aq) + 2S2O32 (aq) 2I (aq) + S4O62 (aq) 7) AsO33 (aq) + Br2(aq)  AsO43 (aq) + 2Br (aq) 8) SO32 (aq) + Cr2O72 (aq)  3 SO42 (aq) + 2Cr3+ (aq) 9) H2S (aq) + Cr2O7-2 (aq) → Cr+3 (aq) +S(s) Faça o acerto de equações redox (em meio alcalino) abaixo: 10) AsO33 (aq) + Br2 (aq) +2OH(aq)  AsO43 (aq) + Br (aq) 11) MnO4 (aq) + NO2 (aq)  MnO42 (aq) + NO3 (aq) IFES Pág.→ Fe3+ + Cr3+ 2) MnO4.

22) Acerte a seguinte equação para a reação em meio ácido: C6H6O2 + AgBr → Ag + Br-+ C6H4O2 23) H3AsO4 + Fe+2 → H3AsO3 + Fe+3 24) N2H4 + Cu(OH)2 → N2 + Cu IFES Pág. 126 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 12) Al (s) + 6H2O(l)  Al(OH)4 + H2(g) 13) CrO42(aq) + 3S (s)  Cr(OH)4 (aq) + SO32(aq) 14) ClO(aq) + CrO2 (aq)  Cl (aq) + CrO42(aq) 15) MnO4 (aq) + I (aq)  MnO2 (s) + I2 (aq) 16) Cr(OH)3 (s) + Br2 (aq)  CrO42 (aq) + Br (aq) 17) ZrO(OH)2(s) + SO3 (aq)  Zr (s) + 2SO42 18) Fe2+ + MnO4. em solução básica. originando iodo molecular (I2) e óxido de manganês (IV) (MnO2).→ Fe3+ + Mn2+ 19) Bi3+ + SnO22.→ Bi + SnO3220) Acerte a seguinte reação: SbO33-+ ClO2 → ClO2-+ Sb(OH)621) Escreva a equação iônica acertada que representa a oxidação do íon iodeto (I-) pelo íon permanganato (MnO4-).

127 .022×1023) moléculas 1 mol → 2HI 2(6.8 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 25) MnO-4 + C2O4-2 → Mn(OH)3 + CO3-2 6. em nível microscópio. vem: 1I2 1(6. 64 Temos: 1I2 2 moléculas + 1H2 1molécula → 2HI 2 moléculas Multiplicando.022×1023) moléculas + 1H2 1(6.022×1023) moléculas 2 moles 1 mol IFES Pág. Isso resulta que os números relativos de moléculas são idênticos aos números relativos de moles. a informação quantitativa contida em uma equação química balanceada. Para uma reação hipotética. 1I2 + 1H2 → 2HI Fig. membro a membro por (6. O conceito de mol nos permite aproveitar. Consideremos a seguinte equação balanceada: 2 H2 + O2 → 2 H2O Os coeficientes nos dizem que duas moléculas de H2 reagem com cada molécula de O2 para formar duas moléculas de H2O. A estequiometria refere-se às quantidades de reagentes e produtos em reações químicas.022×1023).

são chamados montantes estequiometricamente equivalentes. Os coeficientes de uma equação química balanceada podem ser interpretados como os números relativos de moléculas (ou unidades formulares) que participam na reação e também como números relativos de moles. A relação entre estas quantidades podem ser representadas como: 2 moles H2  1 mol O2  2 mol H2O Onde o símbolo ―‖ significa "estequiometricamente equivalente a". quando o problema fornece a quantidade de dois reagentes. Assim.6. Nesse caso: a) determinar a quantidade de reagente que está em excesso. 128 . IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. Fatores químicos de conversão.57 mols O2)( 2 moles H2O ) = 3. consideremos a reação: 4 FeS + 7 O2 → 2 Fe2O3 + 4 SO2 Podemos escrever os seguintes fatores de conversão química: 4 moléculas FeS 7 moléculas O2 4 moléculas FeS 2 moléculas Fe3O2 7 moléculas O2 4 moléculas SO2 etc. Estas relações estequiométricas podem servir para obter fatores de conversão que relacionam as quantidades de reagentes e produtos de uma reação química. dado pelos coeficientes da equação.14 moles de H2O 1 mol O2 Como exemplo adicional. Por exemplo. As quantidades de 2 moles H2. o número de moles de H2O que se produz a partir de O2 se pode calcular assim: Moles de H2O = (1. 1 mol O2 e 2 moles H2O. Em outras palavras. é provável que um dele esteja em excesso. na equação diz-se que 2 moles de H2O e 1 mol de O2 formam 2 moles de H2O.

Observe a seguinte reação: No início da reação. temos: NH3 + CO2 → (NH2)CO + H2O Fig.9 Elementos Químicos Limitante. 6. 129 . 66 IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO b) resolver o problema baseado na quantidade de reagente que participa da reação. 65 E no final da reação: Fig.

não há perda nem ganho de átomos. Considere-se a reação anterior (de síntese de amoníaco). independentemente dos reagentes estarem. uma reação será completa se esgotar completamente os reagentes durante a reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Numa reação química. 6. 130 IFES . Uma reação será incompleta se. De acordo com a Lei de Lavoisier. a partir de azoto e hidrogênio. Quando os reagentes se encontram nas proporções estequiométricas. Portanto. o número total de átomos de cada elemento no lado esquerdo da equação (reagentes) deve ser sempre igual ao do lado direito (produtos). em quantidades estequiométricas. a reação completa-se quando se esgota o reagente limitante. sem que nenhum dos reagentes (nem mesmo o limitante) se esgote. o reagente limitante é aquele que será consumido por completo em primeiro lugar. É importante caracterizar as reações químicas pela sua extensão. traduzida pela seguinte equação química: Pág.EN ×100 EN Onde A é a massa existente do reagente em excesso e EN a massa desse mesmo reagente que seria estequiometricamente necessária para converter todo o reagente limitante. fazendo com que a reação termine. A percentagem de excesso determina-se da seguinte forma: %E = A . Neste tipo de reações atinge-se um equilíbrio dinâmico entre reagentes e produtos da reação e para a sua representação utiliza-se uma equação química com 2 setas (⇋). no entanto. Quando efetuamos uma dada reação química o intuito é sempre obter o máximo possível de produto. Nos casos em que os reagentes não estão em proporções estequiométricas. que não são limitantes. Os outros reagentes presentes. designam-se por reagentes em excesso e podem ser quantificados através da percentagem de excesso. No exemplo acima o reagente limitante será o NH2.10 Determinação do reagente limitante. a reação progride só até a obtenção de uma dada quantidade de produtos. a quantidade de produto que se obtém depende de muitos fatores. ou não.

Uma vez que por cada mole de N2 reagem 3 moles de H2. Exemplo 1: Uma amostra de 50. e como para cada mol de N2 se formam dois moles de NH3. esta depende da quantidade de N2 presente inicialmente.0g e Ca3(PO3)4 = 310g. A pergunta é: qual dos reagentes é o limitante? A resposta obtém-se assim: 1o) Calculando os mols de cada reagente.0g de carbonato de cálcio deve reagir com 35. o número de moles de H2 necessário para reagir com quatro moles de N2 é: 4 moles N2 3 moles N2 =12 moles H2 1 mol N2 Conclusão: Como o número de moles de H2 disponível (20 moles) é superior ao número de moles necessário para reagir com o N2 (12 moles). Relativamente à quantidade de NH3 produzida. vem: Pág. 3 CaCO3 (s) + 2 H2PO4 (aq) → Ca3(PO4)2 (g) + 3 CO2 (g) + 3H2O (l) Podemos calcular as massas molares das substâncias que participam da reação utilizando as unidades de massa atômica: CaCO3 = 100.357mols H3PO4 98.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO N2 (g) + 3 H2 (g)→ 2 NH3 (g) Considerando que se adicionam 20 moles de H2 a 4 moles de N2. vem: (50g de CaCO3) 35.0g de H3PO4.1g 1 mol = 0. a) Quantas gramas de fosfato cálcio se produzem? b) Calcule a quantidade de moles de reagentes em excesso ao final da reação.0g de H3PO4 1 mol = 0.0g 2o) Calculando os mols de que se produzem.500 mol CaCO3 100. se formariam (se a reação fosse completa e não ocorressem reações secundárias que consumissem alguma das espécies envolvidas) 8 moles de NH3. pode concluir-se que o H2 se apresenta em excesso e que o N2 é o reagente limitante.1g. H3PO4 = 98. Neste caso. 131 IFES .

357g mol de H3PO4 presente no princípio da reação menos a quantidade que se consume durante a reação.178 mols) e o H3PO4 excesso. Assim.178 mols Ca3(PO4)2 2 mols O reagente limitante é aquele que nos fornece a menor quantidade de moles de produto.500 mols Equilíbrio: 0 mols Outro exemplo: 2 H2 + 1 O2 → 2 H2O IFES Pág.357 mols 0.500 mols 1 mols 0. Portanto.500 mols + 2 H2PO4 (aq) 0.167 mols 0. a quantidade que se consome é: 0.500 moles Ca3(PO4)2 (0. neste exemplo.024 mols 0.500 → 1 Ca3(PO4)2 (g) 0 mol + 3 H2O (l) 0 mols Reagem: 0. o CaCO3 é o reagente limitante (o 0.024 moles H3PO4) 2 mol H3PO4 3 mol Ca3(PO4)2 = 0.500 mol CaCO3) (0.167 mols 0.0g = 2.357g H3PO4) 1 mol Ca3(PO4)2 = 0.024 moles 98.167 mols em comparação com 0.500 mols 3 0. a quantidade em gramas de Ca3(PO4)2 que se produziria: 0.167 mols Ca3(PO4)2 3 mols CaCO3 1 mol Ca3(PO4)2 = 0. 132 .8g de Ca3(PO4)2 1 mol Ca3(PO4)2 A quantidade de H3PO4 em excesso é igual 0.352g H3PO4 mol H3PO4 De fato. 3 CaCO3 (s) Início: 0.500 2 mols 3 0. Assim.167 mols Ca3(PO4)2 310g = 51.333 mols 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.357 moles – 0.

4 A + 6 B → 2 C + 12 D 6 A + 9 B → 3 C + 18 D 10 A + 15 B → 5 C + 30 D. e assim sucessivamente. teremos: x y z t = = = 2 3 1 6 Assim sendo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H2 (g) Início: 2 moléculas + 1 O2 (g) 1 molécula → 2 H2O (l) 2 moléculas 2 × 6×1023 moléculas 2 moles H2 O 2 moles H2O 36 g de H2 O 2 × 6×1023 1 × 6×1023 moléculas Reagem: moléculas 2 moles H2 1 mol O2 2 moles H2 4 g de H 1 mol O2 32 g de O2 Assim. seja o exemplo básico. 133 . IFES Pág. Portanto. fundamental: 2A +3B → 1C +6D 2 moléculas 3 moléculas 2 moles x moles 3 moles y moles 1 molécula 6 moléculas 1 mol z moles 6 moles t moles Em conseqüência da Lei de Proust.

078 g/mol) Ca(PO4)2 = 230.040 moles 230. que os números de moles (n) podem ser calculados de diversas maneiras: 1.11 Exercícios Resolvidos.V R. etc.021g/mol 9.00794 g/mol. Calcule também a massa de H2O formada na reação. Ca = 40.ª) 3. átomos ou íons 6.30g de Ca3(PO4)2. 1) Calcule as massas de H2PO4 e Ca(OH)2 necessárias à obtenção de 9.021 g IFES Pág. 023×1023 6. c) relacionando as massas das substâncias. 134 . O = 15.97376 g/mol. ainda.4 l P. (Dados: H = 1.ª) n= n= n= n= massa mol V 22. Ao acharmos os coeficientes estequiométricos poderemos interpretar a reação de vários modos: a) relacionando os números de mols. P = 30.30 g Ca3 (PO4)2 1 mol = 0.ª) 4.T gás CNTP condições diferentes das normais número de moléculas. podemos calcular o número de moles dos outros participantes por proporção dos respectivos coeficientes. b) relacionando os números de moléculas.9994g/mol.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Conhecido o número de moléculas de um dos componentes de uma reação.ª) 2. Lembrando.

9952 g ) = 7.267 3 Cu 3 moles 1 mol 0.2) moles 0.08 moles H3PO4) ( 97. 135 .2×1023 átomos Cu) 1 mol = 0.12 moles Ca(OH)2) ( (0.2×1023 átomos de cobre reagem completamente com ácido nítrico.2 moles 3 0.199 ≅ 0.12 moles 0. + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 8 moles 3 moles 8 1 mol moles 3 8 (0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H3PO4 + 3 Ca(OH)2 → Ca3(PO4)2 + 6 H2 O 2 moléculas 3 moléculas 1 molécula 6 moléculas 2 moles 3 moles 1 mol 6 moles 2×0.24 moles Portanto. (0.53 n ( Cu ) n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) = = = = 3 8 3 2 4 IFES Pág.093 g ) = 8.2 moles Cu 6.30 g 1 mol (1.040 moles 6×0.324 g 1 mol 2) 1.0221415×1023 + 2 NO 2 moles 2 moles 3 2 (0.133 + 4 H2 O 4 moles 4 moles 3 4 (0.2 moles De fato.040 moles 3×0.24 moles H2O) ( 18.83 g 1 mol 74. b) o número de moles de NO formado (a CNTP) e c) o número de moléculas de H2O formada.0153 g ) = 4.2) moles 3 0.040 moles 0. segundo a reação: 3 Cu + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 + 2 NO + 4 H2O Calcule: a) a massa de HNO3 consumida na reação. Temos: (1.2) moles 3 0.08 moles 0.040 moles 0.

19 g − 1. x H2O) n ( H2O) n ( CaCl2 ) = = 1 x 1 IFES Pág.4 litros = 2. Calcule o número de moléculas de H2O de cristalização do cloreto de cálcio.0667×3 = 0.08 g H2O 1 mol = 0.0221415×1023 moléculas (0.0667×2 = 0.534 moles (0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) o.556 g = 37. x H2O → 1 CaCl2 + x H2O 1.0128 g = 33. n ( HNO3 ) = 0.2 moles (0.608×1023 moléculas H2O 1 mol 3) 2.0599 moles 18.133 moles (0.0667×8 = 0.0153 g n ( CaCl2. 136 .534 moles HNO3) 63.51g Cu(NO3)2 1 mol n ( NO ) = 0.2 moles) 187.65 g HNO3 1 mol n ( Cu(NO3)2 ) = 0.19 g de cloreto de cálcio hidratado por aquecimento fornecem 1.0667×4 = 0.267 moles 6.98 g m (H2O) = 2.11g CaCl2 1 mol = 0.133 moles NO) 30.990 ≅4 g NO 1 mol 22.11g = 1.2 = = = = = 0.267 moles H2O) = 1.99 litros NO 1 mol n ( H2O )= 0. CaCl2.11g de cloreto de cálcio anidro.0667 8 3 2 4 3 Portanto.133 moles NO) (0.0061 g = 3.0100 moles 110.08 g 1.

. Dê a fórmula do sulfato de cobre II hidratado.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( CaCl2.0599 1 CaCl2 1 mol CaCl2.05 moles 2×0. IFES Pág.61 g .0599 = = 0.59 g de sulfato de cobre II.15 moles 0. x H2O) 0.59 g CuSO4 = 0.078 g = 14.05 moles 342.0100 moles Portanto.0599 ≅ 6 moles 0.4 g de sulfate de cobre II hidratado fornecem por aquecimento 1.05 moles 3×0.6 H2O 4) Calcule as massas de H2SO4 e Al(OH)3 necessários à obtenção de 17.1 moles Al(OH)3 98. x H2O → 1mol 0.15 moles H2SO4 0. 1 mol 1.1 g de Al2(SO4)3.05 moles 6×0.0100 1 x n ( CaCl2. x H2O) n ( H2O) = = 0.0100 moles x×0.7117 g 1 mol 78. 137 .80036 g 1 mol 5) 2.0036 g = 7.05 moles 0.1 g Al2(SO4)3 1 mol ≅ 0. 17.0100 moles 0.0100 1 x x= 0.15 g 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 6 H2 O 3 moles 2 moles 1 mol 6 moles 0.0100 + x H2 O x moles 0.05 moles 0.1 moles 0.01 mol CuSO4 159. CaCl2.3 moles 0.

208.01 moles BaSO4 ≅ 2.39 g /mol.045 moles x= 0.02 mol x×0. . 138 .39 g 0. x H2O + BaCl2 → + 2 NaCl + x H2O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles x moles 1×0. IFES Pág.01 mol 1×0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH2 O = 2.33g BaSO4 ≅ 0.81g 1 mol 0. BaSO4 Na2SO4.443 g 0.01 mol 0. o sal procurado é: CuSO4. x H2O → CuSO4 + x H2 O 1 mol 1 mol x moles 0. vem: . .01 moles BaCl2 ≅ 2.01 mol 0. Qual a fórmula de sulfato de sódio hidratado? Como mm (BaSO4) = 233.233 g 0.334 g BaSO4 1 mol .045 moles 18.01 mol 0.01 mol 0. 5 H2O.01 mol x×0.0153 g CuSO4.01 mol 2×0.02 moles NaCl ≅ 1. 1 mol 2.169 g NaCl 1 mol .59 = 0.01 Logo.01 mol 0.01 mol 1×0.81g H2 O = 0.01 mol Assim. .22g de Na2SO4 hidratado reagindo com o cloreto de bário em solução aquosa fornecem 2. 58.01 mol 0.082 g BaCl2 1 mol . 6) 3.4 .01×x mol 0.33g de precipitado (BaSO4).045 mol ≅ 5 moles 0.39 g .01 mol BaSO4 233.01×x = 0.1. 233.

a fórmula do sal será: Na2SO4.0998 ≅ 0.1 moles 18. 139 .799 g Mas. tendo-se em conta os coeficientes estequiométricos.024 g 6 H2O = 108. Calcular o número de gramas de NO que seriam obtidos teoricamente para determinar o % de rendimento.0153 g/mol.01× x moles 3.334 g 1. mm (H2O) = 18.1 moles H2O = 0.01× x moles x = 10 Logo.995 g 4 NO = 120.082 g 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. têm-se: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O Determinando as massas moleculares das substâncias que permitem os cálculos.334 g + 1. x H2O + BaCl2 → BaSO4 + 2 NaCl + x H2 O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles 0. x H2O + m BaCl2 = m BaSO4 + m NaCl + m H2O 3. m Na2SO4.22g + 2.799 g H2O Assim.82 g de NO. então: 1.22g 2.122 g 5 O2 = 159. 10 H2O 1 mol = 0. NH3 + O2 → NO + H2O Balanceando a reação.092 g IFES Pág.169 g + m H2O m H2O = 1. 0.082 g = 2.0153 g 7) Reagiu-se 36 g de NH3 com O2 para produzir NO e H2O e obteve-se 50. Na2SO4. vem: 4 NH3 = 68.169 g mH2O Como.

Calculando os coeficientes estequiométricos (valores teóricos): 2 KNO3 = 202.26 g K2SO4 Em 50 gramas da amostra têm-se 41.90 × m (K2SO4) = 32 g m (K2SO4) = 32 g/0.556 g K2SO4 202.12% produção teórica 63. Supondo um rendimento de 90%.258 g = 0.82g NO = = 0. então: 0.206 g KNO3 = 41. a pureza da amostra será: Pureza = 41. coleta-se 32 gramas de sulfato de potássio.206 g 1 K2SO4 = 174.90 = 35.556 g Massa de nitrato de potássio que reagem: 35. 140 .8012 ou 80.3 gramas de nitrato de potássio.428g NO % Rendimento = 8) Tratando-se uma amostra de 50 gramas de nitrato de potássio com ácido sulfúrico. determine a pureza da amostra. 2 NH3 + 3 CuO → N2 + 3 H2O + 3 Cu Temos: IFES Pág.8252 ou 82. 50 g 9) De acordo com a reação seguinte.122 g O2 produção real 50.26 g Reação: 2 KNO3 + H2SO4 → K2SO4 + 2 HNO3 Como o rendimento é de 90%. Portanto.52% de pureza.024 g NO = 63.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando-se a produção teórica: 36 g NH3 120.428 g NO 68.258 g KNO3 174. calcular a massa de Cu formada se pusermos para reagir 20 gramas de amoníaco com 150 gramas de CuO.

que a reação tenha 90% de rendimento.031 g 2 NH3 + 79.546 g 3 Cu 190. na prática também é impossível que uma reação obtenha o total de produtos calculados teoricamente a partir da relação estequiométrica. Dados e incóg. mm 17.031 g 2 NH3 + 79. ele é o regente em excesso e o NH3 o limitante.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mm 17. 34. Assim. com valores que realmente reagiram. mas supondo agora que o CuO seja impuro e que tenha 20% de impureza.014 g + 18. 20 g NH3.882 g de CuO.045 g + 63.936 g Cu 34.546 g 3 Cu 190. Assim.638 g m Relac.014 g g 150 g 90% R 80% P Não se podem fazer cálculos estequiométricos com um reagente que é impuro. Esteq. Calcule a massa de Cu formada nessas condições. como sobra 9.118 g CuO 34. teremos: 20 g NH3.638 g m Relac. Esteq. 238.635 g CuO = 140. 190.014 g N2 + 18.015 g 3 H2O 54.635 28.045 g + 63. 34.545 g 3 CuO → 28. Dados e incóg. ou seja.635 g 150 g → 28. Por outro lado.062 g NH3 Portanto.015 g 3 H2O 54.062 g 20g Calculando o valor teórico. Isso acontece por diversos motivos. por exemplo: pode ser IFES Pág. o calculo do reagente limitante obtém-se da relação com dados puros. ainda. Suponha.062 g 20g 238. 141 .014 g N2 28.545 g 3 CuO 238.062 g NH3 10) Continuemos com o exercício anterior.638 g Cu = 111.

062 g NH3 = 17.635 g CuO 190.864 g Cu Como a reação possui 90 % de rendimento.638 g Cu 238.90×95. Calcular a pureza da amostra de Cu utilizada e o número de moles de NO formados.061 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O exc 28.012 562. Continuando nosso exercício. 3 Cu + 8 HNO3 → 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O Teórico: 190. teoricamente teremos: 120 g CuO.000 g IFES Pág.: %P=? 504. ele se decomponha com o tempo.104 + 8 HNO3 → 80% R 60. a massa de CuO que reagiu foi: 0. 142 .80 × m (H2O) = 28 g m (H2O) = 28. então a quantidade de Cu obtida será: 0.5 g Dados e (imp) incóg.80×150 = 120. sua pureza é apenas temporária.638 (g) 3 Cu 190.635 g CuO = 95.0 % segundo a reação indicada abaixo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO que não se conhece a pureza dos reagentes (nesse caso a única hipótese é têlos como se fossem puros) ou.128 g NH3 238. 11) Reagem-se 119 g de uma amostra de Cu com excesso de HNO3 e se obtém 28. vem: 0. Portanto. isso significa que para cada 100 gramas de produto indicado pelo cálculo teórico. 34.8 g Calculando a massa de água obtida se o rendimento fosse de 100%.8 g de H2O com rendimento de 80.8/0. ou seja. o rendimento da reação (expresso em percentagem) diz respeito ao total calculado teoricamente e se dissermos que uma reação tem um rendimento de 90%. mesmo que seja especificada sua pureza. 120 g CuO.668 72.278 g de Cu.000 g CuO Assim. na realidade o que se obtém são 90 gramas.864 = 86.80 = 36.

reagiram (teoricamente): 36. Isto é: Em 119. 95 g Cu puro 119. 1 mol át. Nessas condições.0°C. em 100 g.238 g Cu 72. Logo. = 0.16 atm.0 litros a 10. para cada dado e incógnito.638 g Cu = 95. de O Teórico: 100. 2 mols át.000 g H2O 190. teremos: 100 g Cu imp. vem: mm (g) 100.010 CO2 (g) 1 mol moléc.7950 ou 79. Calculando as quantidades estequiométricas dadas pela equação química.905 Cl2O (g) 1 mol moléc. A equação química é: CaCO3 + 2 Cl2 → Cl2O + CaCl2 + CO2 Os gases são recolhidos em um recipiente de 20. o Cl2O tem uma pressão parcial de 1.09 CaCO3 + 70.5 g Cu imp.5 g temos 95 g de Cu (puro).98 CaCl2 1 mol moléc.81 (g) → 86.50 % P 12) Reagem-se 230 gramas de CaCO3 (87% de pureza) com 178 gramas de cloro.061 g H2O A massa de Cu calculada (95. de O + 110. portanto é a quantidade que se encontra nos 119 gramas de amostra impura.905 2 Cl2 141. + 44.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. Pergunta-se: a) Qual é o rendimento da reação? b) Qual é o número de átomos de oxigênio na mistura gasosa? Supondo que a reação possui 100 % de rendimento.09 (g) 230 g 178 g IFES Pág.238 g) é a massa que reage (pura). 143 .

81 g Cl2 Portanto.20 dm3 n= = 0. vem: 230 g CaCO3 imp.81 g Cl2 = 283.81 g Cl2 6. O2 = 2.818 g Cl2O 100 % R = 79.00 mL de uma solução 6 M de ácido nítrico a 50ºC e 3 atmosferas.100 g CaCO3 puro Buscando o reagente limitante.09 g CaCO3 Ou seja.100 g CaCO3 141. 80 g CaCO3 puro 100 g CaCO3 imp. atm 0. 144 . O número de moles de Cl2O que será obtido na reação será: n = PV / RT (da equação geral dos gases) 1.999 moles de Cl2O dm3 . portanto: 178 g Cl2 3 moles O2 141.02×1023 át.083 g Cl2O 141. mol Ou.1 g de CaCO3 são necessários 283.00g de Cu (90% de pureza) com 400. mas com apenas 178 g.507 g Cl2. o rendimento da reação será: 86.507 g Cl2 100.81 g de cloro se obtém 3 moles de átomos de oxigênio nos produtos gasosos.905g Cl2O = 86.589 % 109.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Calculando a massa de CaCO3 que reage (pura). o cloro será o reagente limitante. 0.283.082 . para os 200. vem: 200.905 g Cl2O = 109. vem: 178 g Cl2 86.999 moles Cl2O 86. = 200. segundo a reação: Cu + 4 HNO3 → Cu(NO3)2 + 2 NO2 + 2 H2O Calcular: IFES Pág.083 g Cl2O Na equação química se observa que cada 141. com um rendimento de 95 % produzindo Cu(NO3)2.0°K °K .818 g Cl2O 1mol Cl2O Calculando a quantidade teórica de Cl2O. O2 1 mol O2 13) Reagem-se 50.267×1024 át.16 atm.

533 g Cu(NO3)2 252.556 2 NO2 375. logo: 400 mL sol.280 Em um solução 6 molar temos 6 moles de soluto em 1 L (1000 mL) de solução. vem: 151.618 20.490 g HNO3 63.812 18.052 151.537 Teórico: (g) Inicio: 50 (g) Reagem: −38.556 g Cu(NO3)2 = 112.052 g HNO3 Lembrado que o rendimento da reação é de 90%.065 213. b) Massa de reagente em excesso. 145 .873 se: (g) excesso −151.556 0 187. obtém: IFES Pág. 6 moles HNO3 1000 mL sol.127 (g) Obtêm11. 63.23 → 187.013 + 4 HNO3 252.052 g HNO3 = 178.556 Cu(NO3)2 + 187.90×50 g Cu 252. Logo: 151. apenas 90% reagem e requerem: 0.052 g HNO3 Calculando a massa teórica de nitrato de cobre (II) obtida. e e) Moles e moléculas de água obtida. então.015 + 2 H2O 36. Mm (g): 63.23 g HNO3 63.533 0 limitante 95% R 101.127 g Cu 252.112 0 +225.546 Cu 90% P 63.030 0 21.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Reagente limitante e o reagente em excesso.23 g HNO3 187.546 g Cu Como há apenas 151.23 g HNO3 1 moles HNO3 Dos 50 g de Cu.546 g Cu = 38.23 100% R +112.23 g ele é o reagente limitante.546 63. c) Massa de nitrato de cobre (II) obtida. d) Volume de dióxido de nitrogênio obtido.013 g HNO3 = 151.

V R.812 g NO2 1 mol NO2 = 1. motores e quadros de bicicletas.030g H2O 252.0820574587 L 3 atm atm ×(50+273°K ) °K· mol V = 10.072 L Por último.23 g HNO3 36.140 moles×0. leve e resistente à corrosão. Reagindo-se 4 moles de TiCl4 com 4 moles de Mg obteve-se experimentalmente 1.23 g HNO3 Ou.140 moles NO2 187. 0. Obtido pela reação de cloreto de titânio (IV) com magnésio fundido entre 950° e 1150 °C. H2O 14) O titânio é um metal forte.95×225. Calcular o rendimento percentual da reação. utilizado na construção de aeronaves espaciais. 146 .140 moles H2O 1 mol H2O = 6.5 moles de Ti.533 g Cu(NO3)2 = 101. 151.874 ×1023 moléc.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0. V= 1.015 g H2O = 1.065 = 213.556 g NO2 P. H2O = 1.03×1023 moléc.065 g NO2 252.280 g Cu(NO3)2 151.052 g HNO3 = 1.112 g NO2 = 225.140 moles NO2 = Assim.140 moles H2O = 6.812 g NO2 = = 213.052 g HNO3 95 g H2O 100 g H2O 1 mol H2O = 18.T 375. TiCl4 + Mg A equação balanceada é: → Ti + MgCl2 IFES Pág.90×112.

O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L. Assim.210 g 2 MgCl2 2moles O mol +2 moles 3moles Teórico: Têm-se: Reagem: 1 mol 4 moles −2 moles 2 moles Reagente excesso Os 4 moles de TiCl4 requerem: n (Mg) = 4 mol TiCl4 2 moles Mg = 8 moles Mg 1 mol TiCl4 Como se dispõe de 4 moles de Mg apenas.5 mol + 95. de acordo com a reação: CaH2 + H2O → Ca(OH)2 + H2 Depois de ajustar a reação.5 mol Ti = 0. 147 . calcule: a) b) c) Qual reagente sobra e em que quantidade? O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 189. vem: %R= 1. reagem: 4 moles Mg 1 mol TiCl4 = 2 moles TiCl4 2 moles Mg Calculando o rendimento percentual.88 g Ti 1 mol 0 mol +2 moles 1.69 g TiCl4 + 24. Balanceando a equação vem: IFES Pág.0 moles Ti 15) Em um gerador portátil de hidrogênio reagiram-se 30 g de hidreto de cálcio com 30 g de água.75 0u 75% Ti 2.305 g 2 Mg 2 moles 4 moles −4 moles 0 mol Reagente limitante 100% R 75% R → 47. ele será o reagente limitante.

428 mols×62.9708 ou 97.0156 2 H2 2 moles 1.714 mol CaH2 42. O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg.08% 35.024 L 16) Continua IFES Pág.714 Reagem: mols Sobram: 0 mols Reagente limitante 2 mol 1.015 g H2O 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 42. 148 .428 mols Reagente em excesso 30 g CaH2 30 g H2O 1 mol CaH2 = 0.237 mols de H2O (reagente em excesso).428 100 % R mols 1.714 mols + 2.015 2 H2O → 74. é: V = nRT/P = 1.428 mols Teórico: Têm-se: 1 mol 0.665 mols H2O requerem: 0. seria: Rendimento = 34 L = 0.714 mols −0.665 mol H2O 18.665 mols −1.09 g CaH2 + 18.428 moles H2O 1 moles CaH2 Sobram.09 g CaH2 1 mol H2O = 1. quando o rendimento da reação é 100 %.09 Ca(OH)2 1 mol 0. 0.714 mol CaH2 2 moles H2O = 1.024 litros O2 O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L. portanto.3637 L · mmHg ×293 °K °K · mol 745 mmHg V = 35.

26 kg de maltose? II) Qual o volume ocupado por 4 mols de gás carbônico nas CNTP? 6) Certo tipo de óleo cru queimado em usinas geradoras de eletricidade contém cerca de 1. Qual a massa de cobre que se dissolveu? 3) Um vinho comercial contém cerca de 9. As reações químicas deste processo são mostradas abaixo: C12H22O11 + H2O → 4 C2H5OH + 4 CO2 CO2 + H2O → H2CO3 I) Qual a massa de ácido carbônico. 149 . descrita abaixo: C6H12O6 (aq) → C2H5OH (l) + CO2 (g) Calcule a massa de glicose necessária para produzir o álcool etílico no vinho.21 Kg de vinho sejam produzidos pela reação de fermentação da glicose.P é de 1. Suponha que 1.2 litros.N.2% de enxofre em massa.12 Exercícios Propostos 1) Quantas gramas de sulfato de bário são obtidas quando se trata com 50 g de cloreto de bário pela solução de sulfeto de bário? 2) Quando o cobre é atacado pelo ácido sulfúrico concentrado e a quente. 4) Fazendo reagir ácido clorídrico em excesso com carbonato de cálcio foram obtidos 3. Quando o óleo queima.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6.1 litros de gás na CNTP. com o objetivo de produzir água gaseificada para fabricação de refrigerantes. o enxofre forma dióxido de enxofre gasoso: IFES Pág.T. 2 HCl + CaCO3 → CaCl2 + H2O + CO2 (gás) Qual a massa em gramas do gás obtido? 5) As indústrias de cerveja utilizam o gás carbônico na fermentação da maltose (C12H22O11). obtida a partir de 3. desprende-se um gás cujo volume na C.7% de álcool etílico por massa. presente na cevada.

Ca2+. pode ser representada pela equação química C6H12O6 + 6 O2 → 6CO2 + 6 H2O. Que massa de água se produz por combustão de 1.34 g de zinco.N.0 g de leite e por adição do sal solúvel oxalato de sódio. 11) O hidrogênio pode ser obtido. C2O42-. por reacção entre o zinco e uma solução aquosa diluída de ácido sulfúrico: Zn(s) + H2SO4(aq) → ZnSO4(aq) + H2(g).0 kg de óleo é queimado? 7) Deseja-se desinfetar uma sala cujas dimensões são 6m × 4m × 3m.0 kg de alumínio e 100 kg de óxido de ferro(III). Calcular a percentagem do elemento cálcio no leite e comparar com o valor indicado na embalagem (105 mg/100 g).5) 2 Cu + O2 → 2 CuO IFES Pág. Que quantidade e que massa do "anti-ácido" hidróxido de alumínio é necessária para neutralizar 50 cm³ dessa solução. Qual a massa de enxofre que se deve queimar.T.N.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S(s) + O2 (g) → SO2 (g) Quantos litros de SO2 (d = 2. (Massas atômicas: O = 16. 12) A concentração de ácido clorídrico no estômago pode atingir 0. tal como a sua oxidação durante o metabolismo celular.P) de hidrogênio produzido a partir de 16. de acordo com a equação 3HCl(aq) + Al(OH)3(s) → AlCl3(aq) + 3H2O(l)? 13) Óxido de ferro(III) pode ser reduzido a ferro metálico por reação com alumínio: 2Al(s) + Fe2O3(s) → 2Fe(s) + Al2O3(s). no laboratório. Calcular a massa de ferro que se pode obter a partir de 81.60 g/L) são produzidos quando 1. Qual o combustível gasoso obtido e o seu volume? 9) A combustão da glicose.00 g de glicose? 10) Pode determinar-se quantitativamente o íon cálcio.P.. admitindo um rendimento de 100%.T. na C. 150 . 14) Calcular a massa de óxido cúprico obtida a partir de 2.54 gramas de cobre metálico. Cu = 63. obtém-se 0. admitindo-se que os gases resultantes da combustão encham completamente a sala? 8) Num recipiente contendo 2 Kg de carvão incandescente introduz-se vapor d’água superaquecido. presente no leite por reação de precipitação com íon oxalato. Calcular o volume (C.17 mol dm-3.302 g de oxalato de cálcio. A partir de 80.

Qual a quantidade química de hidróxido de magnésio que reage para a obtenção de 570 g de cloreto de magnésio? 16) (FEI-SP) 0.2g de água de acordo com a equação: C6H6 + O2 → CO2 + H2O. pensam estar diante de ouro.13g de cloro. dando origem a 2.13 Problemas resolvidos de Cálculos Estequiométricos Envolvendo Reações sucessivas. do reagente que sobrou na reação? 17) Que massa de benzeno e quantos mols de oxigênio devem ser usados na combustão total. por isso a pirita é chamada ―ouro dos tolos‖. . 6. reação por quatro (×4) e a 3ª.67g de cloreto de alumínio.54g de alumínio reagem com 2. por oito (×8) e ajustando-as. para se obter 16. 60 g de pirita (FeS2) . numa outra experiência. Qual a massa de H2SO4 que pode ser obtida a partir de 60 g de pirita (FeS2) pelo processo equacionado: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 2 SO2 + O2 → 2 SO3 SO3 + H2O → H2SO4 Temos.500 mol 119. vem: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 8 SO2 + 4O2 → 8 SO3 8 SO3 + 15 H2O → 8 H2SO4 4 FeS2 + 15 O2 + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 IFES Pág. 17) Garimpeiros inexperientes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15) Considere a seguinte reação química: Mg(OH)2 + HCl → MgCl2 + H2O. Se. adicionarmos 2. em excesso.98 g Multiplicando a 4ª.70g de alumínio a 15. 1 mol = 0. 151 .00g de cloro: a) Qual a massa do composto formado? b) Qual a massa. Acerte a equação. quando encontram pirita.

NH3 + 2 O2 → HNO3 + H2O Assim. ou seja: Como mm (H2SO4) = 98. então. então: 6 moles HNO3 63. multiplicando a 2ª. por dois (×2) vem: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 6 NO + 3 O2 → 6 NO2 6 NO2 + 2 H2O → 4 HNO3 + 2 NO 4 NH3 + 8 O2 → 4 HNO3 + 4 H2O Ou melhor.0306 Como a relação entre nNH3 e n HNO3 é a mesma (1:1). 102g NH3 1 mol = 5. 152 .078 g 1 mol IFES Pág.078 g/mol.989 moles ≅ 6 moles 17. 60 g de pirita (0.25 mol 1 moles 15 moles 1 moles 8 Portanto. 4 FeS2 4 moles 0. equação por três (×3) e a 3a.078 g 18) Calcule a massa de HNO3 que pode ser obtida a partir de 102 g de amônia.5 mol) produzem 1 mol de H2SO4. mH2SO4 = 98.013 = 378.5 mol + 15 O2 15 moles + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 8 moles 2 moles 8 moles 0. pelo processo equacionado: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 2 NO + O2 → 2 NO2 3 NO2 + H2O → 2 HNO3 + NO Ajustando as equações.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim.

T.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19) Considere o exercício anterior admitindo que o NO na última etapa do processo não é reaproveitado. Assim. por 6 (12/2) e a 3ª. então devemos multiplica a 1ª. Tomando. Calcule a massa de pirolusita (MnO2) utilizada. Na equação geral não deverão aparecer: o NO do segundo membro da primeira equação. produzindo 33. a 2ª. o NO do primeiro membro da segunda equação e o NO2 do primeiro membro da terceira equação.P. por 4 (12/3). portanto o máximo divisor comum dos seus índices. O gás liberado do (Cl2) reagiu com excesso de hidróxido de sódio. 12NH3 + 21 O2 → 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O + 21 O2 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O → 21 4 16 8 moles moles moles moles 12 12 12 12 2 1 4 7 6× moles 6× moles 6× moles 6 moles 6× moles 3 3 3 4 21 6 moles 4 moles 2 moles 8 moles moles 2 Portanto.013 = 252.6 litros de oxigênio (O2) nas C. mm(4. 153 IFES .052 g 1 mol 12 NH3 1 moles 20) Certa massa de pirolusita (MnO2) reagiu com excesso de ácido clorídrico. MnO2 + 4 HCl → MnCl2 + Cl2 + 2 H2O 3 Cl2 + 6 NaOH → 5 NaCl + NaClO3 + 3 H2O Pág.N. O clorato de sódio formado foi submetido a um aquecimento a seco. equação por 3 (12/4). 2. têm-se: 4 moles de HNO3 63.3) =12 . 12 NH3 + 15 O2 → 12 NO + 18 H2O 12 NO + 6 O2 → 12 NO2 12 NO2 + 4 H2O → 8 HNO3 + 4 NO .

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 Ajustando as reações. Oxidação do óxido sulfuroso a óxido sulfúrico (SO3) pelo oxigênio III. SO3 + H2O → H2SO4 Portanto. S + O2 → SO2 SO2 + 1/2 O2 → SO3 IFES Pág. 6 MnO2 + 24 HCl + 12 NaOH → 6 MnCl + 12 NaCl +18 H2O+ 3 O2 21) Um dos métodos de obtenção do ácido sulfúrico envolve as seguintes etapas: I. 154 . Combustão do enxofre (S) a óxido sulfuroso (SO2) II. este reage com água formando um ácido. Que volume do ar atmosférico conterá oxigênio suficiente para combustão completa de 32g de enxofre a óxido sulfúrico nas CNTP. Combustão é um processo de reação com o oxigênio diatômico (O2): S + O2 → SO2 Oxidação do dióxido de enxofre pelo oxigênio: SO2 + ½ O2 → SO3 Pelo fato do trióxido de enxofre (anidrido sulfúrico ou óxido sulfúrico) ser um óxido ácido (anidrido). esquematize as reações e responda: a) Qual é a massa de enxofre necessária para preparar 49g de ácido sulfúrico? b) O ar atmosférico contém 21% em volume de oxigênio. O gás óxido sulfúrico é borbulhado em água produzindo o ácido sulfúrico (H2SO4) De acordo com o exposto acima. vem: 6 MnO2 + 24 HCl → 6 MnCl + 6 Cl2 + 12 H2O 6 Cl2 + 12 NaOH → 10 NaCl + 2 NaClO3 + 6 H2O 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 .

4 litros = 33.08g 32.07 g 3 moles O2 2 1 mol SO3 22. mm(SO3) = 80. representam: 32g S 1 mol S 32. 22) 6. 3 S + O2 + H2O → H2SO4 2 Portanto. mm (H2SO4) = 98.08 g/mol. S + 3/2 O2 + H2O → H2SO4 1 mol 1 mol 3/2 mols 1 mol Para os 49g de ácido sulfúrico.14 IFES Pág.5 mol = 0. 155 .5 moles 98.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SO3 + H2O → H2SO4 . têm-se: 49 g H2SO4 1 mol ≅ 0.06 g/ mol.07 g ≅ 16 g 1 mol n(H2SO4) = n(S) = 0.5 mol S Temos: S + O2 → SO2 SO2 + ½ O2 → SO3 ---------------------------S + 3/2 O2 → SO3 Os 32g de enxofre a óxido sulfúrico.53 litros O2 1 mol O2 mol (S) = 22.4 L b) R: 160L de ar.

são a fase dispersa ou o disperso e a água é a fase de dispersão. Os solventes polares são compostos.1 Definição de Solução. Nos dois exemplos acima. Os solventes não polares são compostos. que não possuem momentos dipolares permanentes. que vai "desaparecer".3 Solubilidade A solubilidade de um soluto é a massa do soluto que pode ser dissolvida numa certa quantidade de solvente a uma determinada temperatura. que "mistura" muito bem uma série de substâncias: sólidas (como o açúcar). As soluções mais familiares são aquelas no estado líquido. 7. Numa solução. o sal e a cal. Estes solventes são capazes de dissolver compostos iônicos ou compostos covalentes que se ionizam. tal como o benzeno. líquidas (como o álcool) e sob a forma de gás (como o ar). Uma solução é uma mistura homogênea de uma substância dissolvida em outra. solução é a denominação ao sistema em que uma substância está distribuída. ou seja. que possuem momentos dipolares e consequentemente constantes dielétricas elevadas. obtém-se uma solução onde predominam as partículas de cal não dissolvidas. 7. Dissolvendo-se sal na água. Misturando-se cal na água. Usualmente. normalmente em maior quantidade. dissolver-se no solvente. numa segunda substância sob forma de pequenas partículas.2 Soluto e Solvente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VII 7. sempre há dois componentes: o solvente. Assim. 156 . a IFES Pág. forma-se uma solução de íons sódio (Na+) e íons cloreto (Cl-). ou disseminada. Os solventes podem ser classificados quanto à sua polaridade. Estes não dissolvem compostos iônicos. tal com a água e a amônia líquida. mas dissolvem compostos covalentes não polares. especialmente as que usam água (soluções aquosas). e o soluto. dispersante ou dispergente.

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solubilidade é expressa em gramas de soluto por 100 mL (100 cm³) ou por 100 g de solvente a uma dada temperatura. A interação entre um soluto e um solvente determina quanto soluto pode se dissolver. Assim, num solvente particular como a água, a natureza do soluto é um fator chave para determinar a solubilidade. Os solutos cujas moléculas são mais fortemente atraídas pelas moléculas de água tendem a se dissolver mais facilmente neste solvente. Para a maioria dos solutos, existe um limite em relação à quantidade que se pode dissolver num volume fixado de qualquer solvente. Este limite é denominado coeficiente de solubilidade, e varia dependendo da temperatura. Quando se adiciona um sólido na água, por exemplo, uma parte deste soluto é dissolvida para formar uma solução. Se uma quantidade suficiente de soluto estiver presente, verifica-se que não se dissolve todo o soluto, mas obtém-se uma concentração máxima e constante da solução. A adição de mais soluto não altera a concentração da solução; o sólido adicionado não se dissolve, e se deposita no fundo do recipiente. Nesta situação, diz-se que o sistema chegou ao estado de equilíbrio dinâmico. As soluções são classificadas, em termos de quantidade de soluto dissolvido, em insaturadas, saturadas, e supersaturadas (ou sobressaturadas): A) soluções insaturadas são soluções nas quais existe soluto dissolvido em menor quantidade do que a quantidade máxima que pode ser dissolvida naquela determinada quantidade de solvente, a uma dada temperatura; B) uma solução saturada contém a máxima quantidade possível de soluto dissolvido em condições normais numa dada temperatura; C) uma solução supersaturada contém mais soluto dissolvido do que a quantidade limite de solubilidade do soluto. Nem todas as substâncias são solúveis; alguns compostos são considerados apenas ligeiramente solúveis; outros, por sua vez, se dissolvem em grau tão pequeno que são considerados insolúveis. Existem vários fatores que influenciam na solubilidade de uma substância. Entre eles, está a temperatura, um dos fatores mais relevantes. A solubilidade da maioria dos sólidos nos líquidos aumenta com a temperatura. A solubilidade entre líquidos é chamada de miscibilidade. Líquidos que se misturam entre si são chamados de miscíveis. Geralmente, líquidos miscíveis têm estruturas moleculares semelhantes, como exemplo da água e o álcool
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etílico. Ambos possuem moléculas polares e que se atraem mutuamente, pois são capazes de formar pontes de hidrogênio entre si. 7.4 Concentração em Unidades Físicas. Concentração significa quanto soluto está presente em um volume ou massa específica. Quando são empregadas unidades físicas, as concentrações das soluções são, geralmente, expressas em: 7.4.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução. massa do soluto C= volume da solução Exemplo: 35g de NaCl por litro de solução. C = 35 g/L 7.4.2 Composição percentual. número de gramas C= 100 g de solução Exemplo: 4,25g de NaCl em 100 g de solução. C= 4,25 100 g/g ou

Solução aquosa de NaCl a 4,25%. 7.5 Concentração em Unidades Químicas. 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. I. Conceito: É a razão entre a massa de soluto, em gramas, e o volume de solução em litros ou ml. II. Expressão matemática. C= m1 V
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Onde: C = concentração (g/l); m1 = massa do soluto (g); V = Volume de solução (l ou ml). III. Unidade: Gramas por litro, g/l ou g/ml. IV. Significado: A concentração nos indica a quantidade de soluto, em gramas, que existe em um litro ou em um mL de solução. Exemplo: Uma solução 20 g/l possui 20 gramas de soluto dissolvidos em um litro de solução: 1 litro (solução) = 20 g (soluto) 7.5.2 Molaridade ou concentração molar. I. Conceito: É o número de moles do soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Molaridade = número de moles (soluto) n1 = número de litros (solução) V

Relembrando que o número de moles de uma substância está relacionado à sua massa em gramas através do massa molecular (mol), teremos: Quantidade moles = massa (gramas) mol massa (miligramas) mol

Quantidade milimoles =

III. Unidade: mol por litro (mol/L), mg/mL, molar. Exemplo: Uma solução 05 molar (0,5 M) de H2SO4 contém 49,04 gramas de H2SO4 por litro de solução, visto que: 1 litro = 0,5 mol 1 litro = 0,5 mol 98,08 = 49,04 g H2 SO4 1 mol

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7.5.3 Concentração normal ou normalidade. I. Conceito: É o número de equivalente-grama de um soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Normalidade = quantidade de soluto (eqg) volume solução (L)

m1 𝑛e 1 Eqg (soluto) N= = V V Onde: N = normalidade ou concentração normal. ne = nº de equivalentes-grama do soluto. V = volume da solução, em litros. Eqg = equivalente-grama III. Unidade: eqg/L, meqg/mL, normal (N) IV. Significado: É o número de equivalentes-grama de uma substância dissolvidos em um litro de solução. Exemplo: Uma solução 1 normal (1N) contém 1 equivalente (eq) por L, ou 1 miliequivalente (meq) por mL. É fundamental notar que a normalidade mede um único íon que participa num total de soluto. Por exemplo, pode-se determinar a normalidade do hidróxido de sódio ou em solução aquosa de hidróxido de sódio, mas a normalidade de hidróxido de sódio por si só não faz sentido. Assim, a normalidade é freqüentemente usada para descrever soluções de ácidos ou bases, onde está implícito que a normalidade refere-se à H+ ou OH-.

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Embora o uso dessa concentração esteja a cair em desuso entre os químicos, existe uma vantagem no seu uso: é que soluções da mesma normalidade reagem mL a mL. Por exemplo: 1 mL de uma solução 0,1 N de NaOH neutralizará exatamente 1 mL de solução 0,1 N de H2SO4 (independente da estequiometria da reação química envolvida). Não acontece o mesmo quando a concentração das soluções é mol/L. 1 mol de H2SO4 reage com dois moles de NaOH e duas soluções destes reagentes da mesma molaridade reagirão na razão NaOH. H2SO4 + 2 NaOH → Na2 SO4 + 2 H2O 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg

Dito de outro modo: 1 equivalente de qualquer substância reage exatamente com 1 equivalente de outra substância. Isto facilita enormemente os cálculos especialmente na prática de análise quantitativa. 7.4.5 Concentração molal ou molalidade. I. Conceito: É a razão entre o número de mols de soluto e a massa de solvente, dada em kg. II. Expressão matemática: m1 n1 m1 W= = mol = m2 m2 mol. m2 Esta equação, no entanto, deve ser multiplicada por mil, porque a molalidade é expressa em número de mols por quilograma de solvente. Com isso, temos:

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Mol = massa molar. m= moles (soluto) Kg solvente Exemplo: Uma solução 0.6 Fração molar ou percentagem em moles Muitas das propriedades físicas das soluções são expressas mais claramente em termos dos números relativos das moléculas do soluto e do solvente. I.m1 mol.5 mols C12H22O11 1000 g (solução) = 0.14895 g 1 mol IFES Pág. 162 .4. III. IV. Definição: A fração molar de qualquer componente de uma solução é definida como sendo o número de moles desde componente dividido pelo número total de moles de todos os componentes da solução. II. Unidade: molal.5 molal de sacarose (342. Significado: A concentração molal nos indica o número de moles de soluto que existe em um quilograma de solvente. Expressão matemática: Fração molar do soluto: FM1 = moles de soluto moles de soluto+moles de solvente 342. m1 = massa de soluto (gramas). m2 = massa de solvente (quilogramas). m2 Onde: W = molalidade.2979 g/mol) contém: 1000 g (solução) = 0.2979 g = 171.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO W= 1000.5 mols C12H22O11 7.

FMi = n1 n1+n2+n3+ … +ni moles de solvente moles de soluto+moles de solvente Evidentemente. m1 = massa do soluto m2 = massa do solvente m = massa da solução (m1 + m2).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do mesmo modo. Se a solução apresentar mais de um soluto.1 Título É a relação entre a massa do soluto e a massa da solução. isto é. a fração molar do solvente: FM2 = Onde: FM1 = fração molar do soluto. maior que zero e menor que um.5. T= m1 m1+m2 Onde: T = título (é um número puro. Exemplo: Se uma solução contém 6 moles de álcool etílico e 2 moles de água.2 Porcentagem em peso % em peso é a massa do soluto em 100 g da solução. 163 .5 Relação de massa com massa. FM2 = fração molar do solvente. e o somatório do número de mols dos demais componentes. 7. 7. calcula-se a relação entre o número de mols do soluto ou solvente em questão. Unidade: A fração molar é adimensional. não tem unidade). III. a soma das frações molares de todos os componentes de uma solução é igual a 1. 7. Quando multiplicado por 100 (porcentagem molar) se expressa o resultado em mols %. então: IFES Pág.5.

75 2+6 A percentagem em moles do álcool nesta solução será: 100×0. IV. dada em L ou mL. em gramas. Unidade: g/l.316 g/cm3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO fração molar do álcool = fração molar da água = 2 = 0. Exemplo: Uma solução de ácido benzóico possui densidade 1.25 2+6 6 = 0. Significado: A densidade indica a massa.25 = 25% de moles de álcool e 100×0. II. Expressão matemática: μ = m/Vs IFES Pág. I.316 g. Expressão matemática d= m V Onde: d = densidade m = massa da solução = m1 + m2 V = volume da solução. 5.8 Massa específica (µ).5.7 Densidade. III. I.75 = 75% de moles de água. encontrada num litro. 5. Conceito: É a razão da massa da solução pelo volume da solução. cm3 ou mililitro de solução. ou seja: 1 cm3 de C6H5COOH apresenta massa igual 1. Conceito: é a razão entre determinada massa da substância e seu volume correspondente.5. 164 . II. g/cm3 ou g/ml.

000. Observação: A diferença entre densidade e massa específica fica bem clara quando falamos de objetos ocos.000mL 1g/1.000L 0.6 Parte por milhão Partes por milhão (abreviadamente ppm) é a medida de concentração que se utiliza quando as soluções são muito diluídas.1 Em massa: A concentração ppm em massa expressa a massa de soluto (disperso).000mL 200g/1. existentes em 1 m3 (1 milhão de mL) de solução.2g/L ou 200mg/L.6.2 Em volume: A concentração ppm em volume indica o volume de soluto (disperso). existentes em 1 g (1 milhão de µg) de solução. Unidade: g/cm3.000. 5. 165 mg µg = litro mL IFES .000). para transformar uma massa específica de g/cm3 para kg/m3. 5. mas no SI a unidade é o kg/m3.000L 1mg/L 200 ppm: 200g/1. 5. Pág. A relação entre elas é a seguinte: 1g = cm3 ou 1m3 = 1000 Kg (assim. em mL.6. em µg (micrograma). ppm = Assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. devemos multiplicá-la por 1. 1 ppm é igual a: 1g/1. Neste caso a densidade leva em consideração o volume completo e a massa específica apenas a parte que contêm substância.

isto é: Quantidade de soluto dissolvida = volume × concentração IFES Pág. 166 . 5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Então. Outro exemplo: Uma solução a 25 ppm contém 25 mg de soluto em 1 L de solução. gramas por litro (concentração comum) e gramas por 100 litros (título em massa). 45 ppm de uma solução contém 45 mg de soluto por 1 litro da solução Exemplos: 1) Uma solução com 75 ppm de KI. equivalente-grama por litro (normalidade).7 Problemas de diluição. ppm = Assim. peso soluto (mg) volume solução (L) A concentração ppm em volume só pode ser utilizada quando os componentes da solução são todos líquidos ou todos gasosos. moles por litro (molaridade). por exemplos. Quando a concentração é expressa numa escala volumétrica. São. Isso significa que em cada 1 m3 do ar atmosférico existe 8 mL de hélio. a quantidade de soluto contida em determinado volume de solução é igual ao produto do volume pela concentração. Iodeto de potássio quer dizer 1Kg em massa há 75mg de KI diluída nela. As escalas volumétricas de concentração são aquelas nas quais a concentração é expressa em termos da quantidade de soluto por volume determinado de solução. 2) O ar (solução gasosa) contém 8 ppm de gás hélio.

teremos: C .045g de AgNO3. Cada mL de solução contém 0. a quantidade de soluto não altera. 60 mL 0. Deste modo. a concentração diminui. V = V’ .045g =1.8 Exercícios Resolvidos. quando a solução é diluída seu volume é aumentado. V’ Uma vez que m1 é constante. 167 .8 g de AgNO3 1 mL 2) Descrever como preparar uma solução de Al2(SO4)3. como se segue: Volume1 × Concentração1 = Volume2 × Concentração2 Podemos então calcular: Para a solução inicial: C= m1 ou V m1 ou V m1 = C. V Para a solução final: C’ = m1 = C’. Portanto. Entretanto. Temos: 1 molécula de Al2(SO4)3. 1) Descrever como se preparam 60 mL de uma solução aquosa de AgNO3 com concentração de 0. C’ 5. as duas soluções (original e diluída) serão diferentes. mas conterão as mesmas quantidades de soluto e serão relacionadas. permanece constante. 18 H2O necessário para preparar 50 mL de uma solução aquosa que contenha 40 mg de Al+3 por mL.045 g de AgNO3 por mL. 18 H2O contém 2 íons de Al+3 IFES Pág. Assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A diluição de uma solução basear-se na adição de solvente puro.

18 H2O Fig.08 g.0175 moles 0.18 H2O 2 mol Al+3 666.39 g BaSO4 → BaSO4 ↓ 1 mol + 2 HCl 2 moles + BaCl2 1 mol 0.43 g = 1 mol Al2(SO4)3.08 g de BaSO4) H2SO4 1 mol 1 mol BaSO4 = 0.00 g de uma solução de ácido sulfúrico foram diluídos com água e adicionado um excesso de BaCl2.035moles Pág.0175 moles 0. pesou 4.698 g de Al2(SO4)3. 18 H2O conterão 2 moles de íons de Al+3 50 mL 2g de Al 40 mg de Al+3 1 mL +3 = 2000 mg de Al+3 = 2g de Al+3 1 mol Al2 SO4 . Determinar a percentagem de H2SO4 na solução original.18 H2O 1 mol Al+3 26. H2SO4 + BaCl2 → BaSO4 + 2 HCl Temos: mm (H2SO4) = 98.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim. depois de lavado e seco.0791 g/mol. logo: (4.982 g = 24. 1 mol de moléculas de Al2(SO4)3.0175 moles IFES 0.0175 moles de BaSO4 233. 168 . O precipitado de BaSO4. 67 3) Exatamente 4.

partindo de BaCl2. a fração do H2SO4. 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.008moles .26 g/ mol Temos.1 moluréia = 0.08 M significa que: 1000 mL contêm 0. 0.72 g = 0. 100 g (solução) = 12 g BaCl2 ou 50 g (solução) = 6 g BaCl2 + 44 g H2O 6 g de BaCl2 1 mol BaCl2 ≅ 0.08M? Uma solução 0.1 moluréia Portanto.233 g/mol mm (BaCl2.0175 moles H2SO4 1 mol H2SO4 ≅ 1. após diluição 0.1M de uréia. em mL.008 moles uréia 1000 mL Por outro lado.0% em peso.00 g Portanto. 1000 mL = 100 mL volume final.0791 g 1.029 moles BaCl2 208. Temos: mm (BaCl2) = 208. 0. 169 .43 ou 43% 4.1M.08 moles de uréia. em peso = 4) Qual o volume de água.08 moles V = 100 – 80 = 20 mL 5) Descrever como preparar 50 g de uma solução de BaCl2 a 12.72 g H2SO4 98. que deve ser adicionado a 80 mL se solução 0. denota que: 1 litrosol = 1000 mL = 0. 80 mL . para que a solução resultante seja 0. 2 H2O) = 244. 2 H2O e água pura. Logo.233 g BaCl2 IFES Pág.

029 moles H2O 18. 68 6) Que volume de água destilada se deve juntar a 40 mL de uma solução 3N de NaOH a fim de que se transforme em solução a 4%? Eqg NaOH = mol/1 ou 1 mol = 1 eqg NaOH IFES Pág. 1 mol de BaCl2.0 g de BaCl2.029 moles de BaCl2. 2×0. 2 H2O em 43.0 g de H2O. 2 H2O = 0. 2 H2O = 1 mol de BaCl2 + 2 moles H2O 0. 170 . 1 molécula de BaCl2. devemos acrescentar (44 g − 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mas.029 moles de BaCl2 + 2×0.0448874 g H2O) = 42.029 moles H2O Como.0153 g H2O = 1.0448874 g H2O 1 mol H2O Logo. Fig.9551126g de H2O. Logo: A solução é preparada pela dissolução de 7. 2 H2O = 1 molécula de BaCl2 + 2 moléculas H2O Portanto.

alterar a massa do soluto (o sal).). b) Numa solução 50%. em peso. Ou seja. Com isso aumenta-se a massa da solução sem. Assim. Pede-se a) Que massa de água devemos acrescentar para diluir a 20%? b) Que massa de sal temos de adicionar para concentrar a 50% em peso? A solução 30% em peso possui 30 g (sal) em 100g (sol. teremos: Para cada 50g (sal) = 100 g (sol. 4. 20g sal = 150 g sol.) Portanto. IFES Pág. podemos escrever: a) Na nova solução 100 g (solução) = 20 g (sal) Em 30 g de sal. 100g (anteriores) mais 50 g de H2O. devemos acrescentar 80 mL aos 40 iniciais.) (ou 50g de H2O).9971 g NaOH ≅ 4. teremos: 30 g sal 100 g sol. Logo: Se a solução aquosa do sal foi diluída é porque recebeu certa quantidade de solvente. ou seja: 30 g (sal) + 70 g (H2O).) = 120 mL 4g NaOH Logo. contudo. 40 mL sol. 171 . 3 eqg NaOH 1000 mL sol.8 g NaOH 1 mol NaOH Solução a 4% de NaOH é aquela que pó ssui 4g NaOH em 100 mL (sol.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma solução 3N de NaOH é aquela que possui 3eqg de NaOH dissolvidos em 1 litro (ou 1000 mL). Desse modo. 1 mol NaOH 1 eqg NaOH 39.8 g NaOH 100 mL (sol. 7) Uma solução de certo sal tem concentração 30% em peso.

os 30 g iniciais mais 40 g de sal.) = 0. então: 70 g (H2O) 50 g (sal) = 70 g (sal) 50 g (H2O) Ou seja. 9) A etiqueta de uma recipiente de ácido nítrico indica os seguintes dados: IFES Pág. Assim.) 0.03 litros (30 mL) de solução concentrada e completa-se com água destilada até se obter 1. Uma solução 0. m' 1 30 C1 = ' = m 2 100 Sendo x a massa de sal adicionada.03 litros HCl 16 M 16 moles HCl .2 litros de solução 0. 1.) 1 litro (conc. (números de moles HCl na solução final) Portanto. toma-se 0. uma solução concentrada (16 M) de HCl contém em 1 litro 16 moles de HCl.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a solução é concentrada. a partir do ácido concentrado (16 M). a ser utilizado para preparar 1. Segundo método: C= m1 m2 Portanto.4 moles HCl 1 litro (sol. aumentando apenas a quantidade de soluto.4 moles HCl Por outro lado.4 M de HCl.4 M de HCl contém em 1 litro = 0.2 litros (sol. 172 .2 litros. em litros. Ou seja: adiciona-se 1170 mL de H2O. teremos: m" 1 30 + x 50 C2 = " = = m 2 100 + x 100 x = 40 g (sal) 8) Calcule o volume de água.

Além disso. em peso.7 ml da solução concentrada com uma pipeta graduada e leva-se a um balão.  65 %. 173 . = 1005 g sol. a) Que volume da mesma se necessitará para preparar 250 cm3 de uma solução 0.05 M. kg (sol.172 mol ou 0. 1.442 g NaCl 1 m3 1000 L = 1005 g (sol.) 1 L sol.) 1 L sol. 10) Calcular a concentração molar de uma solução aquosa de cloreto sódio cujo teor de sal é de 1%.40 kg/L. e tem uma densidade de 1005 kg/m3. deduzir concentração molar de uma solução formada quando se mistura 35 mL da solução anterior com 50 mL de outra solução aquosa de cloreto de sódio de 0. Suponha que os volumes sejam aditivos. em peso. transfere-se para uma proveta completando-se o volume até os 250 ml. acrescenta-se aproximadamente 200 ml de água destilada. = 0. A molaridade final seria: IFES Pág. Agita-se até total diluição e. em seguida.5 mols HNO3 1000 cm3 (sol) 63.656 ml Portanto. Toma-se 8. Além de indicar suas características de periculosidade.013 g HNO3 1mol 100 g (sol.) 65g g HNO3 1000 ml = 1400 g (sol.172 M A segunda parte é uma mistura de duas soluções de NaCl.) 1 mol 58.) d = 1005 = m3 m3 Ou seja: Cada 1 L (sol.5 M? b) Explique o procedimento seguido no laboratório e o material necessário para sua preparação.) 1005 ×1000 g (sol. 250 cm3 (sol) = 8. 1 g (NaCl) 100 g(sol.) L 0.) = 1005 g (sol.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Densidade.

174 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11) Continua IFES Pág.

evitando qualquer variação na composição da mistura em reação. As reações reversíveis envolvem produtos que reagem entre si para formar as substâncias iniciais em quantidades apreciáveis. O sentido em que nós escrevemos uma reação química e.21. Chamamos esta reação de uma reação reversível. reação II) ocorrem simultaneamente. Teoricamente. contrabalançando-se mutuamente. de forma que a composição da mistura permanece constante com o tempo. existe uma possibilidade de os átomos das moléculas se arranjarem (reagruparem) para formar moléculas reagentes. Dizemos equilíbrio dinâmico porque as reações nos dois sentidos se processam com igual velocidade.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VIII 1. 175 . Assim. portanto. Ambas as reações se processam continuamente até que um estado de equilíbrio dinâmico é atingido. reação I) e sua inversa ("dissociação do iodeto de hidrogênio". quais os componentes que são considerados reagentes e quais são produtos é arbitrário. todas as reações podem ser reversíveis. O que é equilíbrio? Uma reação química está em equilíbrio quando não há tendência para a mudança das quantidades de reagentes e produtos. IFES Pág. ou seja. as duas equações: H2 + I2 → 2 HI 2 HI → H2 + I2 reação I reação II representam a reação química do sistema mesmo em que os papéis dos componentes sejam invertidos. São quantitativamente mensuráveis (tanto os reagentes como os produtos). Quando ocorre uma reação química e sua direta (―síntese do iodeto de hidrogênio‖.

176 . A principal característica a ser observada num equilíbrio. Outro exemplo: Considere N2O4. 69 À temperatura ambiente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + I2 ⇄ 2 HI O equilíbrio é atingido quando a velocidade da reação direta se iguala a velocidade da reação inversa. Fig. IFES Pág. dizemos que: O equilíbrio é DINÂMICO porque a reação não parou: as velocidades das reações opostas é que são iguais. um gás marrom. O ponto onde a velocidade de decomposição: N2O4 (g) → 2 NO2 (g) iguala a velocidade de dimerização: 2NO 2 (g) → N 2 O 4 (g). este gás se decompõe fornecendo NO2. um gás incolor. mas a velocidade direta e inversa sempre será equivalente. é que no equilíbrio a reação continua a ocorrer.

A velocidade de uma reação química é função da composição do sistema e da variação desta composição durante a reação. o princípio necessário para existir equilíbrio químico em uma solução é a reversibilidade da reação envolvida.  As variações passíveis processam-se numa velocidade mensurável.23. Quando.nada se modifica no decorrer do tempo. isto é: A velocidade de uma reação química é avaliada pelo maior ou menor gasto de reagentes ou pela maior ou menor formação de produtos num dado intervalo de tempo. um estado de equilíbrio constitui uma situação onde as forças opostas se contrabalançam. É reconhecido pelo aspecto invariante . cessa a reação. quanto energia não está sendo inseridas ou removidas. 70.  As propriedades macroscópicas mensuráveis do sistema não variam com o tempo. Portanto. Na mecânica. que provoca uma mudança nas propriedades observáveis. Estado de Equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Pág. deixando-se depois que elas retornem aos seus valores iniciais. 1. Velocidade de uma Reação. Fig. Nesta situação foi atingido o equilíbrio. Um sistema está em equilíbrio quando:  Tanto matéria. 177 IFES . quantidades mensuráveis de reagentes ainda estarão presentes.22. O Estado de Equilíbrio. através da remoção da perturbação. juntamente com produtos. aparentemente. como o constatado pela resposta a um pequeno distúrbio.

IFES Pág. ∆[B] = variação da molaridade de B no intervalo de tempo ∆t.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Define-se. então. ∆nC = número de moles de C consumidos num intervalo de tempo ∆t. ∆[C] = variação da molaridade de C no intervalo de tempo ∆t.Ci = . Tomemos a reação expressa pela equação: aA + bB → cC +dD Fazendo: ∆nA = número de moles de A consumidos num intervalo de tempo ∆t. teremos: VA m VB m VC m VD m ∆A n consumo = ∆t ∆B n consumo = ∆t ∆C n formação = ∆t ∆D n formação = ∆t Assim. ∆t tf . a grandeza velocidade média de reação num dado intervalo de tempo (∆t) como sendo a variação da concentração de um reagente ou de um produto por unidade de tempo. ∆nB = número de moles de B consumidos num intervalo de tempo ∆t. ∆nD = número de moles de D consumidos num intervalo de tempo ∆t. A expressão matemática que traduz esta relação é: vm = ∆C C f . se calcularmos: ∆[A] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t. 178 .ti onde os índices f e i representam respectivamente o instante final e inicial de medição da concentração e do tempo.

variando de instante para instante.  No caso de uma reação em que os coeficientes estequiométricos não sejam unitários é necessário entrar com estes coeficientes na expressão da velocidade média. [A] e [B] = concentrações molares a e b = ordens ou graus IFES ∆ [A] ∆t ∆ [B] ∆t ∆ [C] ∆t ∆ [D] ∆t Pág. é necessário recorrer à denominada velocidade instantânea. que para um a reação genérica homogênea aA (g) + bB (g) → x X (g) + yY (g) a velocidade instantânea é calculada pela ex pressão v = k [A]a[B]b onde: k = constante de velocidade.  Quando a velocidade de uma reação não é constante. 179 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ∆[C] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t. introduz-se o sinal (-) (quando se define a velocidade a partir de reagentes) − uma vez que estes se gastam e como tal apresentam uma variação negativa. Teremos por definição: Vm (consumo de A) = Vm (consumo de B) = Vm (formação de C) = Vm (formação de D) = Observações:  Para que a velocidade de uma reação seja uma grandeza sempre positiva. a velocidade média exprime-se em mol m-3 s-1.  No sistema internacional de unidades (SI).

180 .  A velocidade de uma reação pode ser determinada recorrendo a um gráfico da concentração de um reagente ou produto em função do tempo e determinando o declive da reta que passa pelos pontos de que se pretende determinar a velocidade.  Quanto maior for o declive dessa reta. Fig. maior será a velocidade média da reação no intervalo de tempo correspondente. 72 IFES Pág. a) Diminuição da concentração do reagente com o tempo.  A área científica que estuda a velocidade das rações químicas designa-se por cinética química.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A velocidade instantânea não é mais do que a velocidade média da reação quando se considera um intervalo de tempo tão pequeno quanto possível. b) Utilização da representação gráfica da relação linear de ln[A] em função do tempo para calcular a constante de velocidade. 71. Fig.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. As reações químicas ocorrem com velocidades muito diferentes e estas podem ser alteradas. b) Superfície de contato: um aumento da superfície de contato aumenta a velocidade da reação. de outras substâncias. consequentemente. as velocidades das reações dependem também de outros fatores como: a) Colisão entre moléculas: os reagentes precisam entrar em contato para que uma reação aconteça. mas não aumenta o rendimento. Isso porque o aumento da pressão diminui o volume. ocorre também um aumento na velocidade da reação. porque além da concentração de reagentes e produtos. mais fácil fica de se chocarem. Um exemplo é quando dissolvemos um comprimido efervescente triturado: ele se dissolve mais rapidamente do que se estivesse inteiro. Um catalisador possui a propriedade de acelerar a reação. fazendo com que a reação se processe mais rápido. intensificando as colisões das moléculas. Quando as moléculas participantes de uma reação se chocam. e) Pressão: quando os participantes de uma reação são gasosos e se aumenta a pressão desse sistema gasoso. 181 . d) Temperatura: quando se aumenta a temperatura de um sistema. a decomposição da água oxigenada. Generalidades Sobre Cinética Química. isto acontece porque aumentamos a superfície de contato que reage com a água. quanto maior a concentração dos reagentes maior será a velocidade da reação. Por isso é que determinados produtos são comercializados em frascos escuros. elas se quebram dando abertura para a formação de novas moléculas e. Uma maior concentração de reagentes significa um aumento das colisões entre as moléculas. e quanto maior for o contato entre elas. as moléculas precisam colidir umas com as outras. Um exemplo é quando pegamos uma amostra de palha de aço e reagimos com ácido clorídrico concentrado e com ácido clorídrico diluído.24. como por exemplo. f) Luz: Algumas reações químicas se processam com maior velocidade em presença de luz. que exige menor energia de ativação. IFES Pág. ou seja. Aumentar a temperatura significa aumentar a energia cinética das moléculas. c) Concentração de reagentes: para uma reação acontecer é necessário que as moléculas se rompam. g) Catalisadores: os catalisadores são substâncias que aceleram o mecanismo sem serem consumidos durante a reação. Este fato ocorre porque permitem que a reação tome um caminho alternativo. aumenta-se a velocidade da reação. Assim.

um produto. a velocidade da reação inversa é nula. um catalisador produz a mesma quantidade de produto. 182 . b) no equilíbrio: V1 = V2 No início da reação a velocidade direta é máxima. 1. porém. À medida que a reação se processa a velocidade da reação direta diminui e da reação inversa aumenta. pois não temos. IFES Pág. ainda. por modificações externas. o sistema caminha para uma nova situação de equilíbrio.25. pois temos uma maior concentração do reagente e. Seja a equação reversível: V1 A+B ⇄ C+D V2 a) os sistemas caminham ―espontaneamente‖ para o equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou seja. d) o equilíbrio é dinâmico. 73 c) as concentrações ―permanecem constantes no equilíbrio‖. Fig. Característica do Equilíbrio Químico. num período de tempo menor. e) afetando-se o equilíbrio.

[PRODUTOS]< [REAGENTES] h) nas reações de ―MÉDIO rendimento‖. [PRODUTOS] > [REAGENTES] g) nas reações de ―BAIXO rendimento‖. 76 IFES Pág. tem-se: Fig. tem-se: Fig. tem-se: Fig. 183 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO f) nas reações de ―ALTO rendimento‖. 75. 74.

 Aumentando-se a concentração dos produtos. . V 3V V .26. 184 . 8. 8. . V Um ―aumento da pressão‖ acarreta uma ―diminuição da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ um ―aumento da velocidade‖.  Diminuindo-se a concentração dos produtos. no sentido dos produtos. no sentido dos produtos.1 Alteração na concentração:  Aumentando-se a concentração dos reagentes. no sentido dos reagentes. o equilíbrio se deslocará para a esquerda. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.2 Alteração na pressão: A pressão só altera a velocidade das reações gasosas em que ocorrem contração e expansão de volume. o equilíbrio se deslocará para a direita. isto é. Deslocamento do Equilíbrio. isto é. V Um ―aumento da pressão‖ acarreta um ―aumento da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ uma ―diminuição da velocidade‖. isto é. (A) Contração de volume: N2 + 3 H2 ⇄ NH3 . no sentido dos reagentes. o equilíbrio se deslocará para a direita. V V 3V .6. (B) Expansão de volume: NH3 ⇄ N2 + 3 H2 .6. isto é. o equilíbrio se deslocará para a esquerda. .  Diminuindo-se a concentração dos reagentes. .

se aumentarmos o volume o deslocamento será para a esquerda. verificou que um aumento de aproximadamente 10°C acarreta uma duplicação ou triplicação na velocidade de grande número das coesões. 8. Aumentando-se a temperatura. na equação supracitada. ocorrerá um aumento do volume. IFES Pág. Exemplo: 2 H2 + 1 O2 ⇄ 2 H2O Reagentes: 2 mols + 1 mol = 3 mols. Produtos: 2 mols. as moléculas aumentam o número de colisões (energia cinética).4. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver um aumento do número de mols. Nesta reação:  O produto possui menor quantidade de mols que os reagentes. então: O deslocamento ocorrerá para a direita. no sentido dos produtos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (C) Quando a reação ocorre ―a volume constante‖: A pressão não tem influencia na velocidade.  Se diminuirmos a pressão. com conseqüente aumento da velocidade da reação. Assim:  Com o aumento da pressão ocorrerá uma diminuição do volume. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver aumento da quantidade de mols.3 Alteração na temperatura: Vant’ Hoff. 185 .

Em 1867.100 0.0×10-4 2. à temperatura constante. não importando se seja endotérmica ou exotérmica. um aumento de temperatura aumenta o número de moléculas com energia suficiente para efetuar colisões eficazes.56 Kcal. diminuindo a temperatura vai favorecer a reação exotérmica (direta). é proporcional ao produto das concentrações molares das substâncias reagentes.27. Experiência 1 2 3 4 IFES [A] inicial (M) 0. Lei de Ação das Massas.0×10-4 Pág.100 0.400 0. Guldberg e Waage estabeleceram a ―Lei de Ação das Massas‖ como sendo: A velocidade de uma reação química. logo a reação inversa é endotérmica. 1.100 [B] inicial (M) 0.0×10-4 8. Este AH indica a variação de entalpia da reação direta.200°C CaO + 3 C CaC2 + CO ⇄ a  O aumento da temperatura favorece a reação endotérmica. Aumentando a temperatura vai favorecer a reação endotérmica (inversa). portanto um aumento de temperatura aumenta a velocidade das reações químicas.200 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: 2. Conseqüentemente. Dados Experimentais. Seja a reação: aA + bB → cC + dD Observemos essa lei a partir de um conjunto de dados experimentais abaixo: Tabela 16.0×10-4 2. 186 .400 Velocidade inicial (M/s) 1.200 0.  A diminuição da temperatura favorece a reação exotérmica. Como o AH é negativo. CO (g) + NO2 (g) ⇄ CO2 (g) + NO (g) AH = . a reação é exotérmica.100 0.

De fato: VA = 0.(0. a velocidade quadruplica: VB = 0.100)y 2. Chegaremos à mesma conclusão através do uso da lei das velocidades. que a reação é de primeira ordem em relação a A.100)x.400)x.400)x.(0.(0.0×10-4 0.200)x.400 Vi 3 (3) (4) = 2.(0.0×10-4 = = V3 k.200 ⇒ VA = 0.100)x.400 Vi = 1.200 ⇒ VB = 0.(0.(0. então.0×10-4 = = V2 k.(0. a velocidade duplica.0×10-4 ⇒ Vi 3 = 8. Vejamos: Considerando as experiências 1 e 2 as expressões da lei das velocidades são: V1 = k.(0.100)y Relacionando as duas expressões.400 x = 1 2 x = 1 2 ou x = 1 Daí conclui-se que a reação é de primeira ordem em relação a A.(0.(0. 187 .0×10-4 IFES Pág. dividindo-se e V1 por V2 e substituindo os valores de V1 e V2 (tabelados).(0. quando a concentração de A se mantém constante e a de B duplica.0×10-4 Dizemos.200 0. Para o reagente B.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do conjunto de resultados pode constatar-se que:  quando a concentração de A duplica.100)y V2 = k.(0. mantendo-se constante a concentração de B.0×10-4 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 2. o procedimento é idêntico: V2 k.  Por outro lado.0×10-4  sendo a reação de segunda ordem em relação a B.200)y 2.400)y 8.100)y 1.200)x. vem: V1 k.

10 0.0×10-6 3.200)2 2.(0.6×10-5 IFES Pág.0×10-6 1.10 0.(0.20 0. Portanto.0×10-4 = K3.500 (0.20 0.8×10-5 8. 188 .2×10-5 3. reação é de segunda ordem relativamente a B.30 0.60 Velocidade inicial (M/s) 9.0×10-4 K3 = = 0. como exemplo. o cálculo de k para a experiência 3 fica portanto: 2. Experiência 1 2 3 4 5 [A] inicial (M) 0.20 0.10 0.10 [C] inicial (M) 0.[B]2 .200 0.[B]2 Assim. com um conjunto de resultados como os seguintes: Tabela 17.10 0.200)2 Analisemos agora a seguinte reação: aA + bB + cD → produtos. V = k [A].100).20 [B] inicial (M) 0.40 0.20 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0. A ordem global da reação é: 1+ 2 = 3 A lei da velocidade ou equação cinética para esta reação será escrita da forma: .100)(0. k= 𝑉 [A].400 x 1 = 2 y 1 1 = = 4 2 2 ou y = 2 Assim.30 0.40 0.

200 = -5 1. que a concentração de C duplica e que a velocidade quadruplica.0×10 0. VC = 0. Velocidade da reação quadruplica: VB = 0. Como se segue: Para A: IFES 9.200 ⇒ VA = 0. igualmente.200 ⇒ VB = 0.600 Vi 1 (1) (5) = 9. A velocidade de A duplica. efetuando-se o cálculo para o outro. verificaremos as mesmas conclusões. 189 .0×10-6 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 1. Assim: Experiências 1 e 2: As concentrações de B e C são constantes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Neste exemplo consideram-se conjuntos de dois reagentes com concentração constante. é dois. a velocidade da reação duplica: VA = 0.2×10-5 Dizemos que a ordem da reação.0×10-6 ⇒ Vi 5 = 3.6×10-5 Dizemos que a reação é de segunda ordem em relação a C.8×10-5 Dizemos que a reação é de primeira ordem em relação a A. Igualmente. em relação a B. Experiências 1 e 5: Verifica-se.400 Vi = 9.0×10-6 ⇒ Vi 3 = 3.400 Vi 3 (3) (4) = 8. recorrendo às leis da velocidade. Se efetuarmos o cálculo das ordens das reações.300 ⇒ VC = 0. A velocidade de B duplica.8×10 0. Experiências 3 e 4: As concentrações de A e C são constantes.400 -6 x Pág.

8×10-5 k= = 0.[ 0.2×10-5 k= = 0.0×10 0.[ 0.2×10 0.10]. 190 .[C]2 A ordem global desta reação é 1+2+2= 5 O cálculo da constante de velocidade.10]2.6×10-5 k= = 0.0×10-6 = 0.20]2 3.300 = -5 3.[ 0.20].[ 0.05 [0.[B]2. k.05 [0.[ 0.0×10 0.[ 0.200 = -5 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 1 = 2 2 -6 x ⇒x=1 y Para B: 8.40].[ 0.30]2 8. faz-se recorrendo aos dados de qualquer das experiências: k= 9.05 [0.05 [0.10].20].6×10 0.400 1 1 = 4 2 1 2 2 y 1 = 2 -6 y ⇒y=2 z Para C: 9.30]2 1.[ 0.20]2. a equação geral implica: V = k [A].[ 0.600 1 1 = 4 2 1 2 2 z 1 = 2 z ⇒z=2 Assim.10]2.05 [0.20]2 3.40]2.10]2.[ 0.0×10-6 k= = 0.60]2 IFES Pág.

Nesse momento. examinemos a taxa: Concentração dos produtos no equilíbrio Concentração dos reagentes no equilíbrio Assim.530×10-3 8. Depois de um tempo a cor deixa de diminuir. a taxa [concentração dos produtos no equilíbrio/concentração dos reagentes no equilíbrio] fica mais bem representada da seguinte forma: (conc.910×10-3 0. Constante de Equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. 191 .471×103 [HI] 2 [I2][H2] 54.28. A reação inicia-se com a diminuição da cor púrpura do iodo gasoso.086×103 3.497×10-3 1. quatro misturas diferentes na seguinte tabela: Tabela 18. por exemplo. onde hidrogênio e o iodo. encontram. em virtude da formação do iodo de hidrogênio.5ºC. Equilíbrio Químico. por exemplo. incolor. Tomemos o primeiro exemplo: H2 + I2 ⇄ 2 HI.767×10-2 1.1292×10-3 1.5 54. a numa fase gasosa a 425.648×10-2 3.140×10-3 [HI] mol/L 1.140×10-3 [I2] mol/L 3. Resultados Experimentais [H2] mol/L 1. I2) Tomemos.4 IFES Pág. Hl)2 = constante (conc. H2)(conc.430×104 6.830×10-3 2.6 54.497×10-3 1.3 54.312×103 1.710×10-3 0.410×10-3 Valores Calculados [HI] [I2][H2] 3.

Então.[B] Kc = Kc é a constante de equilíbrio expressa em concentrações molares. A constante de equilíbrio aplica-se os não eletrólitos. [𝐶 ]𝑐 . Generalizando para uma reação reversível qualquer: aA + bB + cC + . líquidos e gasosos. 𝐵 𝑏 . a velocidade da reação direta é: V1 = K1 [A] [B] Em que K1 é uma constante de proporcionalidade. a velocidade da reação inversa é: V2 = K2 [C] [D] No equilíbrio. em termos de pressão parcial – Kp. De modo similar. IFES Pág. V1 = V2. Nos primeiros.[B] = K2. ela é expressa em concentrações molares – Kc – e nos sistemas gasosos. ⇄ mM + nN + pP + … .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para uma reação do tipo: A (g) + B (g) ⇆ C (g) + D (g). Assim: K1. 𝑁 𝑛 . a velocidade da reação direta é igual a velocidade da reação inversa.[D] Logo: K1 [C]. 192 . [𝑃]𝑝 𝐾𝑐 = 𝐴 𝑎 . nos sistemas heterogêneos. [𝑀]𝑚 .[C].[D] = K2 [A]...[A].

R . A constante de equilíbrio. PD = Pressão Parcial da espécie D. logo: V R. Seja a equação: V1 a A (g) + b B (g) ⇄ c C (g) + d D (g) V2 Admitindo-se que todos os gases são perfeitos.T IFES Pág. (Pc)c. PC = Pressão Parcial da espécie C.T R. [D] = R. a constante toma o nome particular de constante de ionização K (equilíbrios iônicos). (RT)-1 . então eles obedecem à equação dos gases perfeitos (onde p. [B] = .T RT R. em função das pressões parciais é simbolizada por Kp.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Em se tratando de eletrólitos fracos em soluções diluídas. Onde: PA = Pressão Parcial da espécie A. C = .(PD)d Kp = (PA)a . T). 1. 193 . envolvendo apenas gases. Relação Matemática entre Ke e Kp. PB = Pressão Parcial da espécie B. Como VA = V e [A] = . 1. Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais. Para qualquer equação envolvendo apenas espécies gasosas: aA + bB ⇆ cC + dD A constante de equilíbrio em função das Pressões Parciais Kp pode ser obtida por: .29.T V pA pB pC pD [A] = . Então: n p nA = = p .30.V = n .(PB)a .

R = constante dos gases = 0. formando uma fase sólida. O equilíbrio químico pode ocorrer em sistemas contendo mais de uma fase (heterogêneos).a+b ] = Kp = Kc . Considere um sólido iônico. pD pA a .(a + b) 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Substituindo esses valores na expressão de Kc. R . vem: Kc = C c . O precipitado pode ser cristalino ou coloidal e pode ser removido da solução por filtração ou centrifugação. . Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade.[B]b = pC c . pB . (R .T)-(a+b) Kp = Kc . formado de íons M+ e A-: MA(s) ⇄ M+ + A. Kp ∆. Forma-se um precipitado quando uma solução tornase supersaturada com uma substância em particular. MA.31. pouco solúvel.082 atm m3/Kg mol K ∆n = variação no número de moles = (c + d) .n d b .T)-(c+d) (R. 194 . IFES Pág.T = ∆n Onde: T = temperatura em Kelvin. que se separa de uma solução.T)[ c+d . (R. Um grande número de reações utilizadas em análise qualitativa inorgânica envolve a formação de precipitados. Esta situação pode ser encontrada em sistemas onde ocorre a dissolução ou precipitação de sólidos.(aq) Suponha que certa quantidade suficiente de MA seja dissolvida em água para produzir uma solução saturada contendo algum MA sólido (numa solução saturada o soluto atinge o seu limite de solubilidade no solvente.[D]d [A]a .

a adição de mais soluto faz com que este permaneça na forma cristalina. há uma constante de equilíbrio que é definida como: = Kps = M+ . [Bp-]q = IFES Pág. portanto. portanto. conseqüentemente. quanto mais insolúvel é o sal mais baixa é a concentração dos seus íons em solução e. A constante Kps traduz a maior ou menor solubilidade de um composto em água e. Note que a concentração de um sólido ou líquido puro é constante. A= sendo Kps designado por produto de solubilidade do composto [MA]. 195 . elevadas aos respectivos coeficientes estequiométricos da equação de equilíbrio. tal como seria de esperar. considerada na expressão da constante de equilíbrio. Deste modo. Seja a equação genérica: AB ⇆ A+ + B− Kps(AB) = [A+] . a uma temperatura constante. o produto iônico é igual ao produto de solubilidade: = Kps [ApBq] = [Aq+]p . é definido como o produto das concentrações dos íons constituintes. não sendo. [B−] (produto das concentrações de A+ e B-) De uma maneira geral: ApBq ⇆ p Aq+ + q BpNo equilíbrio.[A-] Apesar de se tratar de um equilíbrio heterogêneo. Como [MA] é constante e podemos dizer que: Ke = [M+].QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. menor é o valor da constante produto de solubilidade. o produto de solubilidade de um composto. não dissolvida (se a temperatura for mantida fixa). Kps. e porque se trata de um equilíbrio heterogêneo.

0 × 10-22 7.0 ×10-28 8.5 × 10-6 2.6 × 10-97 9.0 × 10-11 5. Ag2CrO4 ⇆ 2 Ag+ + CrO42Kps = [Ag+]2 .5 × 10-9 2.2 × 10-6 5.0 × 10-10 7.1 × 10-12 4.9 × 10-4 5.0 × 10-17 2.2 × 10-9 1. Exemplos de Produto de solubilidade SUBSTÂNCIA iodato de bário permanganato de bário oxalato de bário sulfato de bário hidróxido de berílio hipoclorito de bismuto sulfeto de bismuto carbonato de cádmio oxalato de cádmio sulfeto de cádmio carbonato de cálcio fluoreto de cálcio hidróxido de cálcio oxalato de cálcio sulfato de cálcio brometo de cobre I cloreto de cobre I iodeto de cobre I tiocianeto de cobre I hidróxido de cobre II sulfeto de cobre II FÓRMULA Ba(IO3)2 BaMnO4 BaC2O4 BaSO4 Be(OH)2 BiClO Bi2S3 CdCO3 CdC2O4 CdS CaCO3 CaF2 Ca(OH)2 CaC2O4 CaSO4 CuBr CuCl CuI CuSCN Cu(OH)2 CuS Kps 1.7 × 10-9 4.6 × 10-9 1.0 × 10-9 1.0 × 10-36 IFES Pág. 196 . [CrO42-] Tabela 19.8 × 10-15 1.5 × 10-10 2.3 × 10-8 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um exemplo: a equação do produto de solubilidade do Ag2CrO4.5 × 10-14 1.5 ×10-8 1.

0 × 10-22 8.0 × 10-16 4.0 ×10-53 1.8 × 10-23 1.0 × 10-28 2.1 × 10-12 5. 197 .0 × 10-10 7.6 × 10-8 8.0 × 10-5 4.3 × 10-18 4.6 × 10-7 IFES Pág.1 × 10-9 4.0 × 10-10 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA hidróxido de ferro II hidróxido de ferro III iodato de lantânio iodeto de chumbo II oxalato de chumbo II sulfato de chumbo II sulfeto de chumbo II fosfato de amôniomagnésio carbonato de magnésio hidróxido de magnésio oxalato de magnésio hidróxido de manganês II sulfeto de manganês II brometo de mercúrio I cloreto de mercúrio I sulfeto de mercúrio II arseniato de prata carbonato de prata cloreto de prata cromato de prata cianeto de prata iodato de prata iodeto de prata fosfato de prata sulfeto de prata tiocianeto de prata oxalato de estrôncio FÓRMULA Fe(OH)2 Fe(OH)3 La(IO3)3 PbI2 PbC2O4 PbSO4 PbS MgNH4PO4 MgCO3 Mg(OH)2 MgC2O4 Mn(OH)2 MnS Hg2Br2 Hg2Cl2 HgS Ag3AsO4 Ag2CO3 AgCl Ag2CrO4 Ag[Ag(CN)2] AgIO3 AgI Ag3PO4 Ag2S AgSCN SrC2O4 Kps 8.0 × 10-12 1.0 × 10-38 6.5 × 10-13 l.2 × 10-11 9.0 × 10-14 1.2 × 10-12 1.0 × 10-49 1.0 × 10-12 3.3 × 10-20 2.8 × 10-10 1.0 × 10-16 1. 1 × 10-8 1.0 × 10-5 1.4 × 10-15 5.

se consegue dissolver mais soluto. Consideremos o equilíbrio de solubilidade do sal cloreto de prata. e à mesma temperatura. isto é. Significa que se atingiu o equilíbrio de solubilidade. Uma solução pode apresentar as seguintes relações quantitativas entre o produto iónico e a constante de produto de solubilidade: (A) Q < Ks – solução insaturada. AgCl. 198 . que está relacionado com a dissolução e precipitação de substâncias pouco solúveis. Significa que. a velocidade com que o sal se transforma em íons é a mesma com que os iões se transformam em sal.8 × 10-8 O equilíbrio de solubilidade é um exemplo de equilíbrio heterogêneo. neste ponto.8 × 10-7 2 × 10-4 5 × 10-22 4. para o mesmo volume de solução. em que. IFES Pág. (B) Q = Ks – solução saturada. Para tomar conhecimento se um dado sistema atingiu ou não o equilíbrio de solubilidade recorremos ao produto iónico.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA sulfato de estrôncio cloreto de talio I sulfeto de talio I ferrocianeto de zinco oxalato de zinco FÓRMULA SrSO4 TlCl Tl2S Zn2Fe(CN)6 ZnC2O4 Kps 3. Significa que o sal precipitará até que se atinja o valor da constante de produto de solubilidade.(aq) O sentido direto traduz a dissolução do sal e o sentido inverso traduz a sua precipitação. (C) Q > Ks – solução sobressaturada. sal. representado pela seguinte equação química: AgCl (s) ⇄ Ag+ (aq) + Cl. Q. precipitam.1 × 10-16 2.

isto é: Q = Ks. para esta reação de dissolução podemos escrever: Kps = [Pb+2] × [I–]2 Se representarmos por S a solubilidade molar. De acordo com a definição de constante de produto de solubilidade. então: S = [Pb+2] = 2× [I–]2 PbI2 (s) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: S -S 0 ⇄ Pb2+ (aq) 0 +S +S Kps = S×S2 = S3 e portanto: S = 3 + 2I− (aq) 0 +2S +2S Kps 4 IFES Pág. ou seja. o número de moles de PbI2 que se dissolvem por litro de solução. 199 . Q. Para reconhecer a eventual formação de precipitado há que calcular as concentrações dos íons presentes no sistema e. representada por: PbI2 (s) ⇄ Pb2+ (aq) + 2I− (aq) e cujo produto de solubilidade à temperatura de 25ºC é Kps = 8. Exemplo: Considere a dissolução do iodeto de chumbo. PbI2. Se Q > Ks ocorre a formação de precipitado.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Condição de precipitação: Para que se inicie a precipitação de um sal é necessário que a solução atinja a saturação.49×10–9. a partir destas. determinar o produto iônico.

estão dissolvidas 1. 1. S = 3 8. então: H+ = = OH.3×10-3 mol/dm3 4 O que nos permite concluir que num litro de solução saturada de PbI2.[OH-] [H2O] No entanto. Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw). o termo [H2O] é uma constante (55. ou seja. O primeiro equilíbrio químico de interesse que ocorre na água é a dissociação de sua própria molécula: H2O ⇄ H+ + OH− Como as quantidades dos íons nas soluções se equivalem. podemos simplificar a equação acima como: Kw = [H+].32. O valor do produto iônico da água que é a constante de equilíbrio. [H+] =[OH−] e o valor do produto iônico da água é 1.3×10–3 mol/dm3 (0. A água se dissocia em pequena quantidade em íons hidrogênio (H+) e (OH−). Ou seja: Ke = [H+]. as concentrações destes íons gerados nesta ionização são tão pequenas que dificilmente causam diferença nos resultados das análises.5 mol/L). em água pura ou em uma solução aquosa diluída. a concentração de (H+) é de 10−7 e a concentração de (OH−) também é de 10−7. 200 .= 10-7 = IFES Pág.[OH-] Como.008 × 10−14 M2 (≅ 10−14).599 g/dm3). a água tem partes iguais do cátion (H+) e do ânion (OH−).49 × 10-9 = 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ou seja. Entretanto. à temperatura de 25ºC. Desta forma.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este valor altera-se com a variação da temperatura como mostra a tabela abaixo: Tabela 20. que significa azedo. as substâncias ácidas são azedas. 8. tal como ocorria com o ácido muriático (nome popular para a solução aquosa de HCl. Variação do produto iônico da água com a temperatura.13. etc. ela necessariamente teria oxigênio em sua composição. então sempre que este equilíbrio acontecendo o seu valor será: Ke = 10−14 1. fosfórico. com impurezas). não era necessário a presença de oxigênio. Isso era verificado experimentalmente em ácidos conhecidos na época. tais como: ácido sulfúrico. 201 . está se baseando na impressão que as substâncias sápidas (apetitivas) produzem na língua.1 Substâncias ácidas.47×10-14 2.68×10-14 1. acético. nítrico. Temperatura 100C 200C 250C 300C 400C Ke 0. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases. Nos século XIX e XX. muitas definições surgiram para tentar explicar a presença e o comportamento de ácidos e bases. muitos cientistas acreditavam que para uma substância ser ácida. Mais tarde.00×10-14 1. No século XVIII. IFES Pág.29×10-14 0. mas sim de hidrogênio combinado com outros elementos. Gay-Lussac mostrou que para uma substância ser considerada ácida.92×10-14 Uma vez que em condições ambientes a temperatura está sempre próxima de 25°C. amargas − o termo ácido deriva do latim acidu. Quando uma pessoa fala: laranja é ácida.33. Geralmente.

de Bronsted-Lowry. portanto. tem sérias limitações: 1) só pode ser empregado a soluções aquosas. Definição de Bronsted. I. É verdade para o NaOH. pois doa um próton. como a amônia. A água. algumas receberam maior destaque: definição de Arrhenius. ácidos são substâncias capazes de doar um próton em uma reação química. 2) o íon H+. Como vimos. o íon amônio doa um próton: é um ácido. portanto. NH4+ (aq)+ OH− (aq) ⇄ NH3 (aq) + H2O (l) Nesta reação. Segundo Bronsted. 3) não pode ser aplicado para outros solventes. compostos capazes de aceitar um próton numa reação. II. IFES Pág. sequer existe em solução aquosa. na reação com amônia. não são bases de acordo com o conceito de Arrhenius. pois explica o caráter básico da amônia e o caráter ácido do íon amônio. por exemplo: NH3 (aq) + H2O (l) ⇄ NH4+ (aq)+ OH− (aq) Nesta reação. de fato. Repare que. E bases. Esta nova definição é bem mais ampla.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Entre elas. é um exemplo de substância anfiprótica: moléculas que podem se comportar como um ácido ou como uma base de Bronsted. 4) segundo este conceito. Arrhenius propôs que os ácidos eram substâncias cujos produtos de dissociação iônica em água incluiam o íon hidrogênio (H+) e bases as que produzem o íon hidróxido (OH−). de Lewis e de Pearson. a água se comporta como um ácido. 202 . embora utilizado até hoje. Este conceito. somente são bases substâncias que possuem OH− em sua composição. Definição de Arrhenius. a amônia acerta um próton: é uma base. já na reação com o amônio. a água se comporta como uma base. pois aceita um próton deste íon. mas outras substâncias.

Si4+. Ce4+. Sn4+. Possuem alta eletronegatividade e baixa polarizabilidade. Os ácidos duros são íons metálicos. RNH2. R2S. CH3Hg+. CN-. As3+. CH2. Cr3+. K+. I-. RS-. Ca2+. Pt2+. Lewis definiu um ácido.C2H4. CO32-. com baixo estado de oxidação. RO2. R3P.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. Ga3+. Exemplos: Eu3+. Cd2+. como uma espécie capaz de receber pares de elétrons e base. Cl3+. Cu+. SCN-. Hg2+. Exemplos: Pd2+. SO42-. As bases duras são espécies que doam elétrons. RO-. RO. Au+. Exemplos: F-. etc. formando ligações químicas. os alcalinos terrosos. N. Ti4+. Fe3+. Ag+. que incluem os alcalinos. I5+. Os ácidos macios são espécies de tamanho grande. La3+. Cl. N3+. Cl7+. Mn2+. os íons metálicos de alto estado de oxidação. etc. Sr2+. Cr6+. OH-. Como extensão a teoria de Lewis. Mg2+. Be2+. respectivamente. Tl+. a dificuldade ou facilidade com que as "nuvens eletrônicas" (regiões de maior probabilidade de encontrarmos os elétrons mais externos) podem ser deformadas. CO. Br. NO3-. espécies de baixa eletronegatividade e tamanho pequeno. CH3COO. Exemplos: H-. C6H6. O2-. 203 . R-. Definição de Lewis. R3As IFES Pág. Estes termos se referem. Na+. Bases macias são espécies que recebem elétrons. possui baixa eletronegatividade e alta polarizabilidade. O. NH3. ClO4-. Co3+. de média eletronegatividade e possui baixa capacidade polarizante. Sc3+. N2H4. Mn7+. Li+. ROH. Definição de Pearson. IV. Pt4+. I7+. H2O. foi criado por Pearson um conceito de dureza e moleza para ácidos e bases. como uma espécie capaz de doar pares de elétrons. PO43-. Zr4+.. R2O. Hg+. I.

no caso de soluções diluídas. 1.34. Tabela 21. Força do ácido Forte Fraca Muito Fraca Ka >1 1 para 10-16 < 10-16 Força da base conjugada Muito fraca Fraca Forte Kb < 10-16 10-16 para 1 >1 IFES Pág. enquanto pequeno valor de K diz que os reagentes são favorecidos. se dissociam. portanto. A força do ácido é um parâmetro determinado através da sua constante de ionização Ka . substituir a equação por por Ka: H3O+ [Cl-] Ka = [HCl] A constante de ionização é um valor semelhante à constante de equilíbrio. 204 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observação: as substâncias ácidas são consideradas perigosas pelo fato de terem a propriedade de destruir estruturas moleculares assim como dissolver matéria orgânica com muita facilidade. Os eletrólitos fracos como ácidos quando dissolvidos num solvente como a água. dependendo da força e da concentração do ácido. Tomemos o exemplo: HCl + H2O ⇄ H3O+ + Cl− H3O+ [Cl-] Keq = [HCl][H2O] Como já vimos. Constante de dissociação dos ácidos (Ka). portanto varia apenas com a temperatura. estabelecendo-se um equilíbrio reversível entre as espécies não dissociadas e os seus íons. maior a quantidade de íons H+ liberados na solução e como conseqüência mais forte é o ácido. podemos. Quanto maior o valor Ka . Um grande valor de K significa que na ionização há predominância dos produtos. o termo [H2O] é constante. Valores de Ka e suas respectivas bases conjugadas.

[A] é a concentração de um ânion. Assim. 1. 205 . o termo [H2O] é constante.35.. [BH+] [OH-] Keq = [B] [H2O] Outra vez. A ionização de uma base fraca B em solução aquosa pode ser representada pela equação. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb). Constantes de Ionização de Alguns Ácidos e de suas bases Conjugadas ÁCIDOS HClO4 H2SO4 HCl Ka grande grande grande BASES ClO4HSO4Cl- Kb muito pequena muito pequena muito pequena IFES Pág.] Kb = [B] = onde Kb é a constante de ionização das base. O balanço de carga é dado por: n1[C1] + n2[C2] + .. = m1[A1] + m2[A2} + . e m é a magnitude da carga do ânion. B + H2O ⇄ BH+ + OH+ E a constante de ionização da base por.36. expressa em concentração molar...QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. n é a magnitude da carga do cátion.. Onde [C] é a concentração do cátion. = [BH+ ] [OH.. Balanço de Carga. Tabela 1.

10-11 4.8.0.6.3.5 1.10-11 1.10-10 7.10-5 4.2.2.9.10-16 1.8.6.10-2 55.10-13 1.10-4 6.10-4 5.10-12 2.0.10-10 2.2.10-13 1.10-5 2.10-8 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ÁCIDOS HNO3 H3O+ H2SO3 HSO4H3PO4 HNO2 HCOOH C6H5COOH CH3COOH C2H5COOH H2CO3 H2 S H2PO4HSO3HOCl NH4+ HCN C2H5NH3+ CH3NH3+ HCO3HPO42H2 O HSNH3 IFES Ka grande 55.10-8 5.10-8 6.3.0.6.8.3.2.8.6.8.10-19 muito pequena BASES NO3H2 O HSO3SO42H2PO4NO2HCOOC6H5COOCH3COOC2H5COOHCO3HSHPO42SO32ClONH3 CNC2H5NH2 CH3NH2 CO32PO43OHS2NH2- Kb muito pequena 1.7.10-4 2.3.0.0.10-2 7.0.3.10-7 1.10-5 4.5.10-10 2.10-10 4.2.10-5 1.2.10-7 1.10-4 1. 206 .10-7 6.5.6.10-2 1.10-13 8.10-11 2.10-3 4.10-5 1.5.5 1.1.5.10-8 3.10-11 5.8.0.3.10-7 1.4.6.6.10-10 5.10-7 2.10-4 2.8.3.10-7 1.10-16 8.10-11 3.105 grande Pág.

correspondentemente na mesma medida. por recombinação (e vice-versa) segundo a equação: 2 H2O (l) ⇄ H3O+ (aq) + OH− (aq) A curta vida de hidrônios e sua a concentração efetiva é a base para a determinação do pH das soluções aquosas.log [OH-] Ou uma solução qualquer: pK = . Assim os hidrônios existem mesmo em água isenta de impureza (quimicamente pura).37. 207 . assim ocorre igualmente com os correspondentes íons hidroxila. maior será a concentração de íons hidroxila e. portanto. mais alcalina (básica) será a solução e maior será o pH (pH > 7). No equilíbrio. H+) e.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. íons hidroxila (ânions OH−). A água exibe caráter anfótero: comportar-se quer como levemente ácida ou levemente alcalina. Inversamente. quanto maior for a sua concentração (ao contrário da concentração de íons hidroxila) mais ácida será a solução e menor será o pH (pH <7). os pares conjugados (H3O+ e OH−) estão em equilíbrio dinâmico com a água molecular e a esta retornam. Os íons hidrônio resultantes são relativamente poucos e exibem vida curta como espécies químicas. A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH).log K IFES Pág. Esse caso singular de água: de produzir íons hidrônio (cátion. conhecemos como ―auto-ionizarão‖ da água. quanto menor for a concentração dos íons hidrônio. A relação entre a concentração de íons Hidrogênio e o valor pH é definido pela equação : pH = − log [H+] Da mesma forma podemos utilizar essa terminologia para caracterizar a concentração de íons OH− em uma solução básica: pOH = . De fato.

Assim os limites de pH estão distribuidos entre 0 e 14. a alcalinidade atual. Acalinidade real . Fig. Acidez Atual. 208 . latente ou de reserva é devida aos átomos de hidrogênio que se encontram na molécula não dissociada do ácido. enquanto que a acidez potencial.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO É claro que pH + pOH = 14.38. o meio neutro. iônica é causada pelos íons hidrogênio livres em solução. indica. No caso das soluções alcalinas. potencial e Total. BOH . em solução aquosa: HA . Acalinidade titulável IFES Pág. Acidez titulável A acidez real é determinada pela medida do pH e a acidez total por intermédio da acidimetria. átomos esses capazes de sofrer ionização quando for necessário. Alcalinidade potencial ⇄ B+ + HO. Acidez real + A- . O ponto médio. A acidez atual. A acidez total ou de titulação (titulável) é a soma da acidez total com a potencial. 77. Diagrama de pH. teremos analogamente. 1. potencial e total. obviamente. Acidez potencial ⇄ H3 O+ . Seja o ácido HA qualquer.

[CH3COOH] [CH3COO. 209 . K a ou K b Exemplos típicos: Expressão da Constante de Equilíbrio: Ka = Kb = [H3O+].] Ionização de Eletrólitos Fracos CH3COOH + H2O → H3O+ + CH3COO− CH3COO− + H2O → OH− + CH3COOH IFES Pág. [OH−] Ionização da água TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Ionização. TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante do Produto Iônico. Kw Exemplos típicos: 2 H2O → H3O+ + OH− Expressão da Constante de Equilíbrio: KW = [H3O−] .39.[CH3COO-] [CH3COOH] [OH-].QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios.

210 . 𝛃 n Exemplo Típico: Expressão da Constante de Equilíbrio: Formação de um íon Complexo β4= [Ni(CN)42-] [Ni2+][CN-]4 Ni2+ + 4 CN− ↔ Ni(CN)42− NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO K Redox Exemplo Típico: Cu + 2 Fe+3+ ↔ Cu2+ + 2 Fe2+ TIPO DE EQUILÍBRIO Equilíbrio Oxidação/Redução Expressão da Constante de Equilíbrio: [Cu2+][Fe2+]2 KRedox = [Fe+3]2 IFES Pág. [Cl+] Sólidos ―Insolúveis‖ Equilíbrio Heterogêneo Produto de Solubilidade.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Expressão da Constante de Equilíbrio: Kps = [Ag+] . Kps Exemplos típicos: AgCl(s) → Ag+ + Cl− TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Formação.

a mistura em equilíbrio contém 2/3 de mol de éster e outro tanto de água.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 22. 211 . aumento da pressão Aumento do volume. Exercícios Resolvidos (1) Quando um mol de álcool é misturado com um mol de ácido acético. diminuição da pressão Catalisador Varia Varia Não varia Não varia Não varia Não varia - Aumento da pressão acelera 1. Resumo Geral. à temperatura ambiente. a) Qual o valor da constante de equilíbrio? b) Quantos moles de éster são formados no equilíbrio. Variação à medida que a mistura retorna ao equilíbrio Energia térmica é consumida Energia térmica é gerada Parte do reagente adicionado é consumida Parte do produto adicionado é consumida Diminuição da pressão Efeito sobre o equilíbrio Deslocamento na direção endotérmica Deslocamento na direção exotérmica Aumenta a concentração de produto Aumenta a concentração de reagente Variação da composição para diminuir o número total de moléculas Variação da composição para aumentar o número total de moléculas Efeito sobre K PERTUBAÇÃO Aumento da temperatura Queda da temperatura Adição de reagente Adição de produto Diminuição de volume.40. IFES Pág. quando 3 moles de álcool são misturados com 1 mol de ácido? Na temperatura de reação todas as substâncias são líquidas.

Seja V o volume da solução. juntamente com as demais reagentes e produtos.(2/3) 2/3 Kc = = (1/3).[CH3COOH] 2 (2/3).= mol 3 3 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 a) Observemos que a água na reação não é um solvente. portanto: mol [C2H5OH] = 3 V mol [CH3COOH] = 3 V = mol 3V = mol 3V = 2 mol 3V 2 mol 3 [CH3COOC2H5] = V mol [H2O] = 3 V Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool C2H5OH (l) Início: Variação: Equilíbrio: 1 mol 2 .= mol 3 3 Ácido Éster Água H2 O 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + 1 mol 2 .mol 3 2 1 1. 212 . portanto aparecer na equação da constante de equilíbrio. devendo. significando que o equilíbrio independe do volume. Kc = = 2 mol 3V CH3COOC2H5 .[CH3COOH] [C2H5OH]. b) Seja x o número de moles de álcool que reagem.mol 3 2 1 1. Portanto: IFES Pág.(1/3) 1/3 =4 Observe que as unidades de concentração se cancelam.

(4. vem: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1×0.(4+ 7) = 4.4305 3 A segundo raiz é uma incoerência física. Calcule o valor da constante de equilíbrio para: N2 (g) + 3 H2 (g) ⇄ 2 NH3 (g) Precisamos saber as concentrações de equilíbrio de cada uma das substâncias na mistura que está reagindo e então substituir aqueles valores no quociente da reação.150. a concentração da amônia é 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool Ácido Éster Água H2 O 0 mol +x mol x mol C2H5OH (l) + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + Início: Variação: Equilíbrio: 3 mol -x mol 3-x mol 1 mol -x mol 1-x mol 0 mol +x mol x mol (x).(1-x) (3-4x+x2 ) Então.7) = 0. (2) Uma mistura consistindo de 0. 3x2−16x +12 = 0 x= x= 2. Pela equação: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1 3 2 Dividindo os conseqüentes por 2 e multiplicando por 0.9028 3 2.150 2×0. No equilíbrio. pois uma há hipótese de formar mais que um mol de éster. 500 mol N2 L−1 e 0.800 mol H2 L−1 em um recipiente reage e alcança o equilíbrio. 213 IFES .150 3×0.150 2 2 2 Pág. 150 mol L−1.(x) x2 Kc = = =4 ( 3-x).

004 M 0.075 0. 0.150)2 Kc = 0.075 moles 0.425 Kc = 0.500 moles −0.004 M 0. em solução aquosa 1 N.225 0.225 moles 0.150 N2 (g) Inicio Variação: Equilíbrio: [NH3]2 Kc = H2 3 N 2 (0. 214 .4% a 18C.575 3 .278 M−2 (3) O grau de dissociação iônica do hidróxido de amônio.004 M 0. é de 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n (N2) n (H2) n (NH3) = = 0.150 moles 0.004 M mol NH4OH = mol NH4OH 1 0.004 M + HO− 0M 0.996 M ⇄ NH4+ 0M 0.575 M ⇄ 2 NH3 (g) 0 moles +0.800 moles −0.150 M IFES Pág.425 M + 3 H2 (g) 0. Qual é a constante de ionização da base nessa temperatura? Uma solução 1N contém: em 1 L = 1 eqg NH4OH = N NH4OH = 1 mol = 1M 1L NH4OH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: Como: Ki = NH4+ [HO-] [NH4OH] 1M − 0.

61×10-5 M (0.03×0.9×( +0. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0.02 M 0.03×0.9×( 1 )M 128 1 )M 128 + 2 OH− 0 +0.9×( )M 128 0.0194 M ⇄ H+ 0 0.996 M) (4) O grau de dissociação iônica do ácido acético.0194 M) (5) Calcule a constante de ionização para uma solução N/64 de hidróxido de cálcio.9×( IFES Pág. Calcule a constante de dissociação iônica do ácido.0006 M) = 1.5 mol Portanto.004 M) = 1. 1×( 1 ) M 128 ⇄ Ca+ 0 +0.0006 M)(0. como: N= 2 eqg (Ca(OH)2) N 1 = = M 1L 2 128 Ca(OH)2 Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 1/128 M 1 . que está 90% ionizada.004 M)(0.03×0.02 M 0.02 M − 0.9×( 1 )M 128 1 )M 128 +2×0. em solução 0.02 M 0.0006 M + CH3COO− 0 0.0. 1 mol = 2 eqg (Ca(OH)2).0006 M Ki = Ki = H+ [CH3COO-] [CH3COOH] (0. Temos eqg (Ca(OH)2) = mol/2 = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ki = (0. 215 .02 M é 3% a 25C.6×10-5 M (0.

1/128) Lei da diluição de Ostwald ou Lei de Ostwald é a relação matemática entre a constante de ionização e o grau de ionização de um eletrólito (ácidos. bases). supondo o sistema homogêneo. A Lei da diluição de Ostwald é expressa por: C+ [A-] Mα2 Ki = = [CA] 1-α Sendo: Ki = constante de ionização [C+] = concentração dos cátions [A-] = concentração dos ânions [CA] = concentração do composto não ionizado ou não dissociado M = concentração molar em mol/L α = grau de ionização Se α ≤ 5%. em temperatura tal que esteja 80% dissociado.9/128)2 = 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ca+ [HO-]2 Ki = [Ca(OH)2] Ki = 4. PCl5 (v) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: IFES ⇄ PCl3 (v) 0 +α x moles +α x moles + Cl2 (g) 0 +α x moles +α x moles Pág. admite-se a seguinte sentença Ki = Mα2 pois o resultado de 1 − α ≈ 1 (6) Calcular a constante de equilíbrio da dissociação PCl5 ⇄ PCl3 + Cl2. 216 x moles −α x moles (1−α)x moles .(0.78×10-3 (0.

P 1+α IFES Pág. então: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = 𝛼𝑥 = 𝛼𝑥 1 − 𝛼 𝑥 V V V p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) p (PCl5)+p (PCl2)+p (Cl2) P = = = = 1 -α α α 1-α +α+α 1+α p (PCl5) = Logo: 1-α .P 1+α 𝛼 2 .P 1+α α p (PCl2) = .P 1+α Kp = Logo. Kp = pPCl2 pCl2 pPCl5 2 𝛼 . podemos escrever: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = = [PCl5] [PCl2] [ Cl2] Seja V o volume do sistema e α o grau de ionização do penta cloreto de fósforo. 𝑃2 1 + 𝛼 2 Kp = 1-α .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como: PV = nRT P=( 𝑛 )RT V P n = RT = constante ( ) V Assim. 217 .P 1+α α p (Cl2) = .𝑃 1+𝛼 1-α .

85×10−5.0135 ou 1. a 25C. isto é.77 1. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0.85×10-5) 2(0.1 ×α M + 0.5 mol de H2. são reagidos a 448°C.8 = 1.5 mol de I2. em solução decimolar.35% (8) Em uma câmara de 10 L.10×α M + CH3COO− 0 + 0. Portanto: Kp = 0. é de 1.P Kp = 1 − 𝛼 2 1+α 𝑃2 .10(1−α) M ⇄ H+ 0 + 0.85×10−5 α − 1. 0.10×α 2 M Portanto: Ki = = 1.10 M − 0. evacuada.85×10−5 = 0 α= -1.85×10-5 2 -4 0. 1atm. Calcule o grau ionização α do ácido a 25C. H2 (g) + I2 (g) ⇄ 2 H1 (g) Em uma dada temperatura e para um estado padrão de 1 mol/L.1) α = 0.85×10-5 ± 1.85×10-5 0. e 0.10×α M 0.0.1 (1.1 α2 + 1.82 (7) A constante de ionização do ácido acético. (a) Qual é a pressão total na câmara? IFES Pág.10×α M + 0. 2 1-α P Como o problema submetido não se refere à pressão total a que está o sistema no equilíbrio.10×α M 0. supõe-se que a pressão normal. 218 . .10(1-α) 0. K = 50 para a reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 𝛼 2 Kp = 1 + 𝛼 𝛼 2 .

100 M. qual será a concentração de todas as espécies quando se alcance o equilíbrio? As concentrações ao inicio são: [A] = 0.5 −x (0.200 M.5 + 0.00 moles de B em um recipiente de 10 litros.( 0.082 L.(448+273) mol.5−x) ⇄ 2 H1(g) 0 +2x +2x P(total) = H2 (g) Inicio: Variação: Equilíbrio: (2x)2 Kc = 50 = (0. Durante a reação. Se inicialmente põe-se 1.atm ). não ocorre variação no número total de mols.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (b) Quantos mols de iodo permanecem não-reagidos no equilíbrio? (c) Qual é a pressão parcial de cada componente na mistura no equilíbrio? Antes de iniciar a reação.T P(total) = n(total).5).R.9 atm 10 L + I2 (g) 0.5 −x (0.5 + 0.T V (0.V = n. 219 .5-x)2 2x 50 = 0. o número total de mols era 0.K = 5.5 = 1. A pressão total pode ser calculada a partir da lei dos gases ideais: P.R. [B] = 0.5−x) (9) Para a reação: A + B ⇄ C + D. o valor da constante de equilíbrio a uma determinada temperatura é Kc = 56.5-x x = 0. [D] = 0 No equilíbrio são: A + B ⇄ C + D IFES Pág.39 2 0.0.00 mol de A e 2. [C] = 0.

002 M.098) = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.098) = 0.207.2 moles/L −x (0.5− 3x) moles/L ⇄ 2 NH3 (g) 0 + 2x (2x) moles/L [NH3]2 (2x)2 Kc = = [H2]3 [N2] (0.102 M.098 e x2 = 0. [C] = 0. 220 . logo: IFES Pág.(0. pois se partimos reagindo 0. (0.2− x) moles/L + 3 H2 (g) 0. sabendo que se partimos de dois moles de N2 e cinco moles de H2.200-x) 55x2 + 16.100-x . [D] = 0.2-x) No entanto.207 Desprezaremos x = 0.200−x) M x x x2 Kc = = 56 0.200 − 0.5 moles/L − 3x (0. (10) Calcule os valores de Kc e Kp a 250°C na reação de formação do amoníaco. obteremos três moles de amoníaco.100 − 0. no equilíbrio temos 3 moles de NH3.12 = 0 x1 = 0. Assim: [A] = (0.5-3x)3 .100 mol de A não poderíamos obter uma concentração maior.8 x+1.098 M.098 M.100−x) M Portanto. Temos: N2 (g) Inicio: Variação Equilíbrio: 0. [B] = (0.(0. O volume do recipiente de reação é de 10 L.

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[NH3] = 3 moles/ 10 L = 0,3 M = 2x  Portanto,

x = 0,3/2 = 0,150 M

(2x)2 (20,150)2 Kc = = (0,5-3x)3 (0,2-x) (0,5-30,150)3 (0,2-0,150) (0,3)2 Kc = = 14 400 (0,05)3 (0,05) Como: ∆n = 22, já que: 2 − (3 + 1) = 22, então: Kp = Kc. (R.T) ∆n Kp = 14 400 · (0,082 · 523)22 = 7,83 (11) Suponha que 3,00 moles de HI; 2,00 moles de H2 e 1,00 mol de I2 são colocados num recipiente de 1 L a 485C. Depois de estabelecido o equilíbrio, quais são as concentrações de todas as espécies? (Considere: Kc (485C) = 2,0610-2 ) As concentrações iniciais são: [HI] = 3,00 M; [H2] = 2,00 M e [I2] = 1,00 M A equação de equilíbrio é: HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) No equilíbrio as concentrações serão: 2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: 3,00 − 2x 3,00 − 2x ⇄ 1 H2 (g) 2,00 +x 2,00 + x + 1 I2 (g) 1M +x 1,00 + x

A condição de equilíbrio é: Kc = Kc = [H2][ I2] [HI]2 2,00 + x (1,00 + x) (3,00 - 2x)2

IFES

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2,00 + x (1,00 + x) = 2,0610-2 (3,00 - 2x)2 0,918 x2 + 3,25 x + 1,81 = 0 x= x= x= -3,25± 3,25 2-4(0,918)(1,81) 2(0,918)

-3,25± 3,91618 1,836 -3,25±1,9789 1,836

x ≈ −2,848 ou x ≈ −0,692 Como a segunda raiz leva a concentrações negativas, ela será rejeitada. Contudo a segunda raiz (x = −0,692302) é significativa, embora o seu sinal (negativo) indica que a reação ocorre no sentido contrário: no de formação de HI. 1 H2 (g) Variação: Equilíbrio: 2,00 − 0,692 1,308 + 1 I2 (g) 1,00 − 0,692 0,308 ⇄ 2 HI (g) 3,00 + 2(0,692) 4,384

(12) Calcule o grau de dissociação, a 30°C e 5 atm de pressão, que apresenta o tetróxido de dinitrogênio, se sabemos que nessas condições o valor de Kp é de 0,15. (R = 0,082 atm L/mol K) N2O4 (g) ⇄ 2 NO2 (g) Os números de moles/L no equilíbrio serão: N2O4 (g) Início: Variação: Equilíbrio: Lembrando que: p (parcial) = fração molar × pressão (total) C −αC (1−α)C ⇄ 2 NO2 (g) 0 +2 αC +2 αC

IFES

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p(NO2) = x(NO2)× pressão (total) p(N2O4) = x(N2O4)× pressão (total) x(NO2) = x(N2O4) = n(NO2) n NO2 + n(N2O4) n(N2O4) e n NO2 + n(N2O4)

pressão (total) = p(NO2) + p(N2O4) Assim: n.° de moles no equilíbrio de NO2 = 2α.c n.° de moles no equilíbrio de N2O4 = (1−α)c n.° de moles totais no equilíbrio = 2α.c + (1−α)c = (1+α)c Logo: p(NO2) = p(N2O4) = p2 NO2 pN O
2 4

2α.c . 5 atm (1+α)c (1-α)c . 5 atm (1+α)c 2α . 5 atm 1+α 1-α . 5 atm 1+α
2

Kp =

=

4α2.5 = 0,15 de onde α = 0,086 ou 8,6% 1-α2 (13) A 800K, a Kc para a reação: 2 HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) vale 0,016. Na mistura em equilíbrio a essa temperatura, calcule: (A) a concentração de todas as espécies, sabendo que as de H2 e I2 são iguais e a pressão a que se encontra o sistema é de 1 atm. (B) as concentrações dos componentes, sistema. Dado: R = 0,082 atm L/mol K
IFES

quando se duplica a pressão do

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2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: n.R.T = P.V C= C= n P = V R.T C − 2x C − 2x

1 H2 (g) C +x C+x

+

1 I2 (g) 1M +x C+x

P 1 atm = = 0,015 mol/L atm L R.T 0,082 ×800K mol K

Assim, no equilíbrio teremos: 2 HI (g) Equilíbrio: 0,015− 2x ⇄ 1 H2 (g) 0,015 + x [H2][ I2] [HI]2 + 1 I2 (g) 0,015 + x

A condição de equilíbrio é: 0,015 + x 0,015 - 2x
2 2

Kc =
2

0,015 + x = 0,015 - 2x

= 0,016

0,015 + x = 0,016 0,015 - 2x x = 0,015 mol/L Agora obtém- se os valores das concentrações: [HI] = (c−2x) = (0,015−0,003) = 1,2×1022 mol/L [H2] = [I2] = 1,5×1023 mol/L (14) A constante de equilíbrio para a reação: N204 (g) ⇄ 2NO2 5,8×10−3 a 25°C. Calcule o grau de dissociação quando: (A) A concentração inic1ial é 0,01 mol/L; (g), vale

IFES

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FABIANO DE CARVALHO

(B) adicionamos 0,01 mol/L de N2O4 ao equilíbrio formado no aparato (a). N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: 0,01 −0,01α (1−α)0,01 ⇄ 2NO2 (g) 0 +2(0,01α) 0,02α

(0,02α)2 Portanto: Kc = = 5,8×10-3 (1-α).0,01 de donde: 0,04 α2 + 0,0058 α − 0,0058 = 0 α ≈ −0,460129 (não convém) ou α ≈ 0,315129 ou expresso em percentagem: α = 31,51% Assim, [N204] = (1−α).0,01 = = (1−0,315129).0,01 ≈ ≈ 6,8×10−3 mol/L [NO2] = 0,02α = = 0,02×0,315129 = = 0,00630258 ≈ ≈ 6,3×10−3 mol/L Em (B) teremos: N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Portanto, (0,0068+0,01) 0,0168 −x 0.0168−x ⇄ 2NO2 (g) 6,3×10−3 +2x 6,3×10−3+2x

IFES

Pág. 225

Calcule a concentração de todos os componentes quando: (A) adicionarmos 1 mol/L de cloro.0063 + 2 x 0. Calculando a constante de equilíbrio. [COCl2] = 20 mols/L. [Cl2] = 2 mols/L.00003969 = 0. que não convém.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO [N2O4]2 Kc = = 5.031 x − 5.00155 Portanto. [N204] = 0.0252 x+0. (C) dobrarmos a pressão inicial.00009744-0.0093.3×10−3 + 2x = 0. (B) dobrarmos o volume inicial.0058 x 4 x2 + 0. vem: Kc = Kc = (COCl2) (CO)( Cl2) (20) (2)(2) Se acionarmos 1 mol de Cl2. vem: Inicial: Variação: Equilíbrio: IFES CO (g) 2 −x 2−x + Cl2 (g) 3 −x 3−x ⇄ COCl2 (g) 20 +x 20+x Pág.8×10-3 [NO2] 0.0168-x 2 = 5.0078−x = 0. 226 .0094 mol/L (15) Num sistema em equilíbrio CO (g) + Cl2 (g) ⇄ COCl2 (g) as concentrações são [CO] = 2 mols/L.8×10-3 4 x2+0. e x ≈ 0.77510−5 = 0 Cuja solução é: x ≈ −0.00625 mol/L [NO2] = 6.

418 x = 4.58 mol/L.58 mol/L [COCl2] = 20 − 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (20+x) =5 (3-x)(2-x) 5(3−x)(2−x) = 20+x 5 x2−26 x+10 = 0 x = 0.42 mol/L Dobrando-se o volume do sistema o equilíbrio de desloca-se para o lado de menor número de moles (maior pressão): 2moles CO (g) + Cl2 (g) 1 mol mol Como V’ = 2V. [Cl2] = 2 /2 = 1 mol/L= [COCl2] = 20 /2 = 10 moles/L Assim. teremos: COCl2 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Kc = [CO] [Cl2] [COCl2] 10 −x 10−x ⇄ CO (g) 1 +x 1+x + Cl2 (g) 1 +x 1+x ⇄ 1V COCl2 (g) .42 = 1.42 = 2. IFES Pág. 227 .782 (não convém) Assim: [CO] = 2 − 0. ou seja para a esquerda. tem-se: [CO] = 2/2 = 1 mol/L. [Cl2] = 3 − 0.42 = 20.

ou seja. vem 40+x =5 (4-x)2 40+x = 5 (4.x)2 5x2−40x+80 − 40−x = 0 5x2−41x+40 = 0 x = 1.41.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (1+x)(1+x) 1 = (10-x) 5 5(x+1)2 =0 (10-x) 5x2 + 10 x +5 = 10− x 5 x2+11 x − 5 = 0 x = −-2. as concentrações dobram: Inicial: Variação: Equilíbrio: CO (g) 2×2 −x 4−x + Cl2 (g) 2×2 −x 4−x ⇄ COCl2 (g) 2×20 +x 40+x Aplicando novamente a equação de equilíbrio. Assim sendo.0681 1.1318 ou 7. IFES Pág.V P0 .587 ( não convém) x = 0.V0 T0 V = V0/2. 228 .3867 Ao duplicarmos a pressão. vem: P. (2P0 ). o volume reduz-se a metade.V T0 = P0 . Equilíbrio em soluções aquosas.V0 = = nR = constante T T0 Portanto.

Entre eles teremos: a) os hidróxidos não metálicos. b) todos os hidróxidos metálicos e c) ―todos‖ os ácidos. Dissociam-se 100%. nem é uma reação em equilíbrio químico.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Existem solutos que em soluções aquosas se dissociam em duas classes: (A) Eletrólitos fortes. Portanto. Tabela 23. Ilustrações. Para estes solutos não existe Kc da reação de dissociação. b) os ácidos inorgânicos em suas dissociações posteriores a primeira dissociação e c) todos os ácidos orgânicos (e alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação que possuem Ka1). para esses solutos existe Kc da reação de dissociação e. ("Todos" porque tem alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação são fracos). 229 . não ocorre a reação de reação inversa (ou de associação). Dissociam-se parcialmente. Entre eles teremos: a) todos os sais. (B) Eletrólitos fracos. Portanto. em geral. se representa por Ki. Reação de dissociação NaCl → Na1+ + Cl-1 KCH3COO → K1+ + CH3COO1Al2(SO4)3 → 2 Al3+ +3 SO42Reação de dissociação Mg(OH)2 → Mg2+ + 2 (OH)1IFES Eletrólito forte forte forte Eletrólito forte Pág. mas inorgânicos e em sua primeira dissociação.

→ H1+ + S2NH4(OH) → NH41+ + (OH)1HAc → H1+ + Ac1- forte forte fraco fraco fraco fraco fraco 1. são justamente os sais que apresentam maior freqüência o fenômeno da hidrólise. Para originar um soluto fraco. Ocorre se e somente se: No mesmo recipiente se encontram ácido e base (simultaneamente). (A) Reação de neutralização. Incluem: Ácido forte + sal de ácido fraco Base forte + sal de base fraca (C) Hidrólise de sais. A hidrólise é a decomposição dos íons de uma substância por intermédio dos íons da água.1. Dos compostos da química mineral. alcalina ou ácida − depende na natureza do sal. pois: Ácido + Base o hidróxido 100% sal+ H2O (B) Reação de troca iônica entre dois solutos fortes. 230 . Reações especiais que podem acontecer em soluções aquosas. 100% ácido fraco + outro sal 100% base fraca + outro sal IFES Pág.41. A dissolução de um sal em água pode gerar uma solução neutra.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO HCl → H1+ + Cl1H2SO4 → H1+ + HSO41HSO41 → H1+ + SO42H2S → H1+ + HS1HS1.

conseqüentemente. nem os cátions ou ânions tem qualquer tendência em se combinar com os íons provenientes da auto-ionização da água. Pág. o ânion proveniente de um ácido forte não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. para a forma iônica. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HOPortanto. 231 IFES . após a dissolução do sal. estabelecendo um novo equilíbrio: B+ (aq) + HO.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO I. a solução será ácida. tendendo. Seja BA um sal proveniente de um ácido forte e uma base fraca. Sais derivados de uma base fraca e um ácido forte. Neste caso.[HO-] (ou seja. que sua tendência é para a forma molecular. apresentam elevado grau de dissociação. é neutra. pois. Sais derivados de um ácido forte e uma base forte. o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. ao mesmo tempo. A solução resultante. mas sim o cátion proveniente de uma base fraca que reage com o íon hidróxido. Exemplo: NaCl II. A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon M+. portanto.⇄ BOH (aq) Como o produto [H+]. como abaixo: B+ (aq) + H2O (l) ⇄ BOH (aq) + H+ (aq) Exemplo: NH4Cl + H2O ⇄ HCl + NH4OH O NH4Cl e HCL são compostos iônicos. em solução aquosa. Neste caso. Sofrerá hidrólise de acordo com a seguinte equação: BA + H2O ⇄ BOH + HA Os eletrólitos fortes. mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [H+]. Já os eletrólitos fracos se ionizam tão pouco. É mais correto escrevê-los na forma NH4+ e Cl− e H+ e Cl−. [HO-] < [H+] e.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água á predominantemente molecular. temos: [BOH][ H+] K= [B-][H2O] Como a hidrólise se processa em presença de grande excesso de água. Da mesma forma. Kh = [BOH][ H+] [OH-] × [B+] [OH-] IFES Pág. Sendo correto escrevê-la na forma H2O. teremos: NH4+ + Cl− + H2O ⇄ H+ + Cl− + NH4OH Como o Cl− não se altera durante a reação. Como os sais. por outro lado.[OH-] Kh = [BOH][ H+] [B+] Podemos calcular Kh em função do produto iônico da água (Kw) e da constante de ionização da base (Kb). podemos escrever a equação de hidrólise do seguinte modo: B− + H2O ⇄ BOH + H+ Aplicando a lei das ação das massas ao equilíbrio acima. basta multiplicarmos o numerador e denominador da expressão de Kh por [OH−]. predomina a sua forma molecular. Portanto. quem realmente hidrolisa é o íon fraco do sal. sendo o NH4OH uma base fraca. podemos cancelá-lo. 232 . Ficando então: NH4+ + H2O ⇄ H+ + NH4OH Observe que embora se diga hidrólise do sal. teremos: Kw = [ H+]. Para isso. são considerados eletrólitos fortes. podemos considerar a concentração da água [H2O] como praticamente constante (Kw). tornando a escrever a equação de forma mais correta. de uma forma geral.

[HO-] (ou seja.(aq) Exemplo: a hidrólise do HCN. A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon A-. como abaixo: A. a solução será alcalina. conseqüentemente.(aq) + H2O (l) ⇄ HA (aq) + HO.(aq) Portanto. III. mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [HO-].QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Escrevendo sob outra forma: . o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. o ânion (proveniente de um ácido fraco) reage com o íon hidrônio. xx[ H+][OH-]xx Kh = [B+][OH-] [BOH] Kw Kh = Kb . Conforme vimos: BA + H2O ⇄ HA + BOH B+1 + A−1 + H2O ⇄ HA + B+1 + OH−1 IFES Pág. 233 . [HO-] > [H+] e. após a dissolução do sal. Sais derivados de um ácido fraco e uma base forte. Com raciocínio idêntico podemos concluir que: KCN + H2O ⇄ HCN + KOH K+ + CN− + H2O ⇄ HCN + K+ + OH− CN− + H2O ⇄ HCN + OH− Seja BA um sal derivado de ácido fraco e base forte. Ao passo que o cátion (proveniente de uma base forte) não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HO. estabelecendo um novo equilíbrio: A.(aq) + H+ (aq) ⇆ HA (aq) Como o produto [H+].

vem: Kh = [HA].QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A−1 + H2O ⇄ HA + OH−1 Assim. Aqui. Sais derivados de um ácido fraco e uma base fraca. É fácil demonstrar que neste caso: Kh = Kw Ka × Kb IFES Pág. Se Kb > Ka. se Ka = Kb. tanto o ânion (proveniente de um ácido fraco) como o o cátion (proveniente de uma base fraca) reagem com os íons provenientes da auto-ionização da água. então a solução será neutra.[OH-1]xx [ A-1][H+1] [HA] Kw Kh = Kh . . por outro lado. então a solução será alcalina.[OH-1] Kh = [ A-1] Multiplicando-se o numerador e denominador por [OH−1]. Finalmente. 234 . se Ka > Kb. então a solução será ácida. o pH vai depender dos valores de Ka do cátion M+ e do valor de Kb do ânion A−.[OH-1] [OH-1] × [ A-1] [OH-1] Kh = xx[H+1]. IV. estabelecendo dois novos equilíbrios: M+ (aq) + HO. [HA].(aq) ⇄ MOH (aq) A−1(aq) + H+ (aq) ⇄ HA (aq) Neste caso.

42.5. então 1 mol = 1 eqg ou 1/10 mol = 0. Sabendo-se que a constante crioscópica da água é 1850 e os pesos atômicos do hidrogênio e do cloro são respectivamente.6461 m’ = 1000 g ∆𝑇𝑐 = 0 − (− 0.9 1850×3.352) = 0.1 eqg Logo. 1 e 35. Exercícios Resolvidos (1) A solução N/10 de HCl congela a −0. m = 1/10 (36.352 𝑃𝑚 (HCl) = 36. m’ = massa d a solução.461) = 3. 235 .352C.461 𝐾𝑐 = 1850 𝑖 = 𝑖 = ∆𝑇𝑐 × 𝑚’ × 𝑃𝑚 𝐾𝑐 × 𝑚 𝑚 1 × × 𝑖 𝑚’ 𝑃𝑚 0. Qual o pH da solução? Utilize a lei de Raout para eletrólitos. i = fator de van’t Hoff Solução: Uma solução N/10 contém 0.461 = 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.352 × 1000 × 36.6461 IFES Pág. Como o eqg (HCl) = mol/1. expressa por: ∆𝑇𝑐 = 𝐾𝑐 × Onde: ∆Tc = abaixamento crioscópico = t1− t2 (diferença de temperatura) Kc = constante crioscópica do solvente m = massa do soluto na solução.1 eqg em 1 litros de solução.

. Tradução por Maria Elizabeth Brotto e outros.zip&lang=ca&title=Formulaci%C3%B3+i+nomenc latura+de+qu%C3%ADmica+inorg%C3%A0nica http://www.J. SLOWINSKI. Chemical Principles.. Trad.xtec.. STANITSKI. Edgard Blücher.C. um tratamento moderno. PIMENTEL. G. IFES Pág. SPRATLEY.. Makron Books do Brasil.pt/vnunes/ensino/eqquim. 1974 RUSSEL.fc. MAHAN. 2001 M. Rio de Janeiro. 1993. C.jsp?project=http://clic. Lisboa. Química Geral. L.univ-ab. Simões Gonçalves. americana. Química.pdf http://clic. J. Princípios de Química. São Paulo. B. L. 2v.cat/db/jclicApplet.L.mcgraw-hill. Editora da Universidade de São Paulo.D.pdf http://www. 1994.L. R. Métodos Instrumentais para a Análise de Soluções: Análise Quantitativa.pt/disciplinas/dcet/cfq4007/Mod3_3. da 4a ed. Fundação Calouste Gulbenkian. 2a ed...ul.jclic. Bookmann Comp.1ª ed. 1996.cat/projects/fo rmula2/jclic/formula2.H. S. 2001. & MYERS. 4ª Ed. P. ATKINS.pdf JONES.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO BIBLIOGRAFIA http://ccmm.xtec.. W. B. RJ Química: Um curso universitário. MASTERTON. E. 236 .es/bcv/guide/capitulo/8448157133. Ed. vols I. Saunders College Publishing.

Grupo IA. Alcalinos I II III IV V VI VII VIII H Li Na K Rb Cs Fr +1 Sc Y Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg B Al Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 2. Alcalinos Terrosos I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al +2 Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Rb Sr Cs Ba Fr Ra IFES Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES ESTADOS DE OXIDAÇÃO Os estados de oxidação mais usuais dos diferentes elementos da Tabela Periódica são: 1. Grupo IIA. 237 .

Grupo IIIA.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. Grupo IVA. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl +4 -4 +4 -4 +4 +2 +4 +2 +4 +2 F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uus Uuo IFES Pág. I II III VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl +3 +3 +3 +3 +3 +1 +1 -3 O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Lv Uus Uuo 4. 238 .

I II III IV V VI VII VIII H +5 +4 +3 +2 +1 -3 +3 +3 +3 +1 +3 +1 He N Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl P As Sb Bi F Cl Br I At Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup +1 Uus Uuo 6. 239 . Grupo VIA. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O S Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Al Ga Si Ge P As Se -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +4 +2 He Ne Ar Kr Te Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Po Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5. Grupo VA.

Grupo VIIA.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 7. I II IIIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al V +3 Cr Mn Fe Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Nb Mo Tc Ta Db W Sg Re Bh Cs Ba La Fr Ra Ac Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. 240 . I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O F He -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 Rn Cl Na Mg Al Si P S K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br I Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po At Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 8. Grupo IIIB.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9. 241 . I II IVB III IV V VI VII VIII H Li Be +4 +3 Cr Mn Fe +2 +4 +3 +2 Mo Tc Ru +3 +2 W Re Os Sg Bh Hs B Al Ti Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po I At Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 10. Grupo IVB. I II VB III IV V VI VII VIII H Li Be +5 +4 Mn Fe +3 +2 +5 +4 +3 Tc Ru 5 +4 +3 Re Os Sg Bh Hs B Al Ti V Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Nb Rb Sr Y Zr Ta Cs Ba Fr Ra Hf Rf Db Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo VB.

Grupo VIB.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11. I II VIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +7 +6 +5 +4 +3 +2 +7 +6 +5 +4 +7 +6 +5 +4 B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Tc Rb Sr Y Zr Nb Mo Re Cs Ba Hf Ta W Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn IFES Pág. Grupo VIIB. 242 . I II VIB III IV V VI VII VIII H Li Be +6 +5 V Cr +4 +3 +2 +6 +5 Mo +4 +3 Nb +2 +6 +5 W +4 +3 Ta +2 Db Sg Bh B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Rb Sr Y Zr Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Cs Ba Fr Ra Hf Rf Os Hs Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 12.

Grupo IB. I II IB III IV V VI VII VIII H Li Be +2 +1 +1 +3 +1 B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. 243 . I II Grupo VIIIB VIIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +3 +2 +3 Cu +2 B Al Ti V Cr Mn Fe Co Ni Zn C Si N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Ga Ge Ru Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Rh +5 +4 +4 Pd +2 +3 Ag +5 +4 +3 +5 +4 +3 Au Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Rg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Cd In Sn Sb Te I Xe Os Cs Ba Fr Ra Hf Rf Ta Db W Sg Re Bh Hs Ir Pt Mt Ds 14.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 13.

Grupo IIB. I II IIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg +2 +2 +2 +1 C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. 244 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15.

ou É baseada em nomear as substâncias através do uso de prefixos com os números gregos. e 3. Nomenclatura tradicional (N. pentaquiz. Nomenclatura sistemática estequiométrica (N. Nomenclatura de Stock (N. ou sais oxigenados. ou Exemplos: Ca5F(PO4)3 = fluoreto tris(fosfato) de Cálcio Ca8F(P3O10)3 = fluoreto trifosfato de Cálcio ([P3O10]5 = anion trifosfato) Prefixos monoditetrapentahexaheptaoctanona. tri- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2) Nomenclatura de Stock (N. 245 IFES . tris. o número de átomos dos mesmos elementos presentes na molécula.ss). 1) Nomenclatura sistemática estequiométrica (N. Exemplos: CO = monóxido de carbono CrBr3 = tribrometo de cromo Observação: Nos casos onde poderá haver confusão com outros compostos (sais duplos e triplos.St) Neste tipo de nomenclatura se nomeia os compostos finalizando-os com a valência indicada em números romanos (colocados geralmente como subíndices). etc. Esses prefixos indicam a atomicidade que possui a molécula. ou seja.(eneá) decaNúmero 2.tr).st). Exemplo: Sulfeto de Ferro (III) = Fe2S3 Pág. tetraquis.ss). oxissais.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES FORMULAÇÃO E NOMENCLATURA QUÍMICA DOS COMPOSTOS INORGÂNICOS Aceitam-se três tipos de nomenclaturas para nomear compostos químicos inorgânicos. São elas: 1. e similares) pode-se empregar os prefixos bis.

246 . Emprega-se indicando a valência do elemento a através de prefixos e sufixos que acompanham o nome do elemento.ox) "Hipo..-ico" valência intermediária alta)  (para a "Per-. se utiliza o prefixo: –ico .. c) Quando o elemento tem três ou quatro valências: Escreve-se assim. se utilizam os prefixos: –oso –ico (para a valência menor) e (para a maior). a) Quando o elemento possui somente uma valência..ox elemento alg.ox invariável: Hidreto de ——————— Nome do elemento eletropositivo Exemplos: NaH = hidreto de sódio CaH2 = hidreto de cálcio AlH3 = hidreto de alumínio b) Quando tem duas valências...tr) Também conhecida como nomenclatura clássica.ox variável (2 n. eletropositivo IFES Pág...ox a −1 a) Metal com n..-ico" valência mais alta)  (para a Nome do n.. começando da valência mais baixa: b) Metal com n. rom.-oso"  (para a valência intermediária baixa) ".-oso " valência menor)  (para a Hidreto de —OSO ou— ICO Nome do elemento eletropositivo Ou: Hidreto de ——— ——— ". 4) Compostos binários hidrogenados Com hidrogênio de n.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3) Nomenclatura tradicional (N.

arsênico. são as formadas por não metais com metais. Alguns exemplos são: d) As combinações do hidrogênio com F. antimônio. Para formularmos se escreve à esquerda o símbolo do metal. I. nitrogênio. fósforo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: CuH = hidreto de cobre I ou hidreto de cuproso CuH2 = hidreto de cobre II ou hidreto cúprico FeH2 = hidreto de ferro II ou hidreto ferroso FeH3 = hidreto de ferro III ou hidreto férrico Fórmula HF HCI HBr Hl H2 S Nome sistemático Fluoreto de hidrogeno Cloreto de hidrogeno Brometo de hidrogeno Iodeto de hidrogeno Sulfeto de hidrogeno Selenieto de hidrogeno Telureto de hidrogeno (em solução aquosa) Ácido fluorídrico Ácido clorídrico Ácido bromídrico Ácido yodídrico Ácido sulfídrico Ácido selenídrico Ácido telurídrico c) As combinações binárias do hidrogênio com oxigênio. carbono e silício têm nomes comuns: H2O Água NH3 Amoníaco PH3 Fosfina AsH3 Arsina SbH3 Estibina CH4 Metano SiH4 Silano H2Se H2Te 5) Outras combinações binárias As combinações binárias. 247 . por ser o elemento mais eletropositivo. S e Se denominam-se hidrácidos devido ao fato de tais compostos ao dissolverem em água. Para nomeá-los se adiciona ao nome do ametal o sufixo: –ETO. dão soluções ácidas. CaF2 FeCl3 CuBr2 MnS Fluoreto de cálcio Cloreto de ferro (lll) Brometo de cobre(ll) Sulfeto de manganês (ll) IFES Pág. Br. Cl. que não sejam nem óxidos nem hidretos.

N° de valências do elemento 1 valência menor 2 valências maior menor 3 valências intermédia maior menor intermédia menor intermédia maior maior PerHipoHipo-ico -oso -oso -ico -oso -oso -ico -ico Co+3 N+1 N+3 N+5 Cl+1 Cl+3 Cl+5 Cl+7 Cobáltico Hiponitroso Nitroso Nítrico Hipocloroso Cloroso Clórico Perclórico Ordem da valência Prefixo Sufixo Exemplo Nomes -ico -oso Na+1 Co- Sódico Cobaltoso 4 valência IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO V2S5 Ni2Si FeCl2 CuBr Sulfuro de vanádio (V) Siliceto de níquel (ll) Cloreto de ferro (ll) Brometo de cobre (l) AlI3 MnS2 Iodeto de alumínio Sulfeto de manganês (IV) Mg3N2 Nitreto de magnésio CrB Brometo de cromo (lll) 6) Nomenclatura tradicional (funcional). 248 .

1.. Nomenclatura de STOCK: ÓXIDO DE + NOME do METAL + (valência do metal com nº romanos) 8) Combinações oxigênio binários do Denomina-se óxidos os compostos binários do oxigênio com outro elemento ( metálico ou não metálico). 249 IFES . aparecem na número de átomos para ―satisfazer‖ as eletrônicas dos PREFIXO nº de O + ÓXIDO DE + PREFIXO nº átomos METAL + NOMBRE DEL METAL Os prefixos utilizados são: mono-. tri-.FABIANO DE CARVALHO QUÍMICA GERAL 7) Formulação de compostos binários (óxidos e anidridos) Na prática. di-. 3. tetra-. penta-. que ao cruzar o valor valências.hepta-. não se leva em conta o prefixo mono-. hexa. Observação: Em muitas ocasiões. Nomenclatura TRADICIONAL: ÓXIDO + METAL + OSO (menor valência)/ICO (maior valência) 2. . A fórmula geral: M2Om Donde: M é o metal e m é o número de oxidação com que atua. para formular compostos binários se recorre ao chamado ―cruzamento de valências‖: a) Fe+2 + Cl-1 → FeCl2 Fe+2 Cl-1 FeCl2 b) C+4 + Br-1 → CBr4 C+4 Br-1 A) Óxidos metálicos A união do oxigênio com os metais dá lugar aos óxidos básicos ou metálicos. Nomenclatura SISTEMÁTICA: CBr4 Observamos absoluto das fórmula o necessários necessidades elementos. Metálicos ÓXIDOS Não metálicos Oxigênio+ Metal Oxigênio + Ametal Pág..

Observação importante: ANIDRIDO + (PREFIXO) AMETAL + SUFIXO. não é necessário indicá-la. Sua fórmula general é: M+X + O-2 → M2Ox (―cruzamento‖ de valências). 1. Exemplos: C+4 + O-2 = C2O4 simplificar ↓ CO2 IFES b) DUAS valências: maior ⇒ ICO menor ⇒ OSO Pág. + palavra O prefixo e o sufixo dependem das valências que tenha o ametal. Observação: Tende-se a substituir a ANIDRIDO por ÓXIDO. 250 Valência . Para elementos com: No caso em que x é PAR: a) UMA valência: Prefixo ⇒ ico Simplifica-se a fórmula. nomeadamente ANIDRIDOS. Nomenclatura TRADICIONAL: EXEMPLO Na2O Óxido sódico FeO Óxido ferroso Fe2O3 Óxido férrico NOMENCLATURA TRADICIONAL NOMENCLATURA SISTEMÁTICA Monóxido Monóxido Trióxido de ferro diferro sódico Óxido sódio Óxido de ferro (II) Óxido de ferro (III) NOMENCLATURA STOCK B) Óxidos não metálicos Estão formados pela combinação de um ametal com oxigênio. a) Cl+3 + O-2 = Cl2O3 b) N5+ + 02.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Se o metal tem apenas uma valência.= N2O5 Um grupo importante dos óxidos não metálicos pode reagir com a água para dar origem aos compostos conhecidos como oxiácidos. Na nomenclatura tradicional se diferenciam as valências mediante os sufixos OSO e ICO e os prefixos HIPO e PER.

óxido de chumbo (IV) ) maior ⇒ PER+ICO Valência intermediária maior ⇒ICO intermediária menor ⇒OSO menor ⇒ HIPO+OSO Exemplos: O caso do MANGANÊS é especial: tem três valências com as quais atua como ametal: +4. se simplifica com o subíndice 2 do metal M − a não ser que haja possibilidade de confundir com um óxido). +6 e +7. Menor (+4): MnO2 = Anidrido ou Óxido manganoso Médio (+6): MnO3 = Anidrido ou Óxido mangânico Maior (+7): Mn2O7 = Anidrido ou Óxido permangânico Também o CROMO tem valências nas quais atua como ametal (+3 e +6): Menor (+3) Cr2O3 = Anidrido ou Óxido cromoso Maior (+6) CrO3 ou Óxido crômico = Anidrido IFES Pág. (cruzam-se as valências e: se ―x‖ é par. já que se confundiria com SnO2 . M+x + O2-2 → M2(O2)x maior ⇒ ICO Valência intermediária ⇒ OSO menor ⇒ HIPO+OSO d) QUATRO valências: Não se pode simplificar. O2-2). Peróxidos São óxidos nos quais figura. o índice 2 do oxigênio. em sua estrutura. o agrupamento PERÓXO (-O-O-. Exemplos: Li+1 + (O2)-2 = Li2O2 Mg+2 + (O2)-2 = Mg2(O2)2 = MgO2 H+1 + (O2)-2 = H2O2 Fe+2 + (O2)-2 = Fe2(O2)2 = FeO2 Fe+3 + (O2)-2 = Fe2(O2)3 Sn+2 + (O2)-2 = Sn2(O2)2 (aqui não se simplifica. donde o oxigênio atua com número de oxidação "-1". 251 . já que se confundiria com PbO2 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) TRÊS valências: 2. portanto. óxido de estanho (IV) ) Sn+4 + (O2)-2 = Sn2(O2)4 = Sn(O2)2 Pb+2 + (O2)-2 = Pb2(O2)2 (aqui não se simplifica.

uranilo (2+) 22 SO2+ = sulfinilo. sulfurilo 10) Compostos ternários Estes compostos são formados por 3 elementos químicos: um cátion (H2 ou um ametal) um íon negativo poliatômico. em seguida. Hidróxidos Os Hidróxidos são substâncias que se obtém ao reagir um óxido metálico com água: Exemplo: MgO + H2O → Mg(OH)2 Pág. mas que se nomeiam como substâncias binárias. que corresponde as funções: hidróxido (ou base). uranilo (1+) IFES 21 UO22+ = uranilo (VI). tionilo 23 SO22+ = sulfonilo. 1. Para nomeá-los se menciona primeiro o grupo poliatômico (radical) negativo e.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9) Compostos pseudobinários São substâncias formadas por mais de duas classes de elementos. O componente mais eletronegativo pode ser: 1 NH+1 = amônio 2 PH4+ = fosfônio 3 AsH4+ = arsônio 4 Sbh4+ = estibônio 5 H3O+ = oxônio 6 H3Se+ = selenônio 7 H3S+ = sufônio 8 H3F+ = fluorônio 9 H2Br+ = bromônio 10 H2I+ = iodônio 11 H4Bi+ = bismutônio 12 H2F+ = fluorônio 13 H2Cl+ = clorônio 14 H4As+ = arsônio 15 H2Br+ = bromônio 16 H4Sb+ = estibônio 17 H3Te+ = telurônio 18 NO+ = nitrosila 19 NO2+ = nitrilo ou nitroílo 20 UO2+ = uranilo (V). 252 . se menciona o nome do cátion. ácido (oxiácido) e um sal ternário neutro.

seguido das fórmulas ou abreviações dos ligantes iônicos e depois dos ligantes neutros. Ba(OH)2. colocandose como expoente sua carga. Apresentam apenas uma hidroxila como ânion. Zn(OH)2. quando se tratar de espécie iônica. Exemplos: Nomenclatura tradicional: 1 V(OH)2 = hidróxido hipovanadioso 2 V(OH)3 = hidróxido vanadioso 3 V(OH)4 = hidróxido vanádico 4 V(OH)5 = hidróxido pervanádico 5 Cu(OH)2 = hidróxido cúprico 6 Cu(OH) = hidróxido cuproso 7 P(OH)3 = hidróxido hipofosforoso 8 P(OH)4 = hidróxido fosforoso 9 P(OH)5 = hidróxido fosfórico Nomenclatura sistemática 1 Pd(OH)4 paládio = tetra-hidróxido de 2 Na(OH) = hidróxido de sódio 3 Sr(OH)2 estrôncio 4 Al(OH)3 alumínio = = di-hidróxido tri-hidróxido de de 5 Ba(OH)2 = di-hidróxido de bário Nomenclatura Stock 1 Fe(OH)3 = hidróxido de ferro (III) 2 Rb(OH) = hidróxido de rubídio (I) 3 Hg(OH) = hidróxido de mercúrio (I) 4 Au(OH) = hidróxido de ouro (III) 11) Nomenclatura de coordenação Detalhes estruturais e aspectos de interesse comparativo: a) Coloca-se primeiro o símbolo do átomo central. Exemplos: Al(OH)3. Fe(OH)3. A fórmula do complexo é depois encerrada entre colchetes.  Tribases. formados por um cátion metálico e por ânion OH-1 (íon hidroxila). portanto. LiOH. Apresentam duas hidroxilas como ânion.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O número de grupos (OH)-1 que possui a molécula de um hidróxido coincide com o número de oxidação do elemento. 253 . NH4OH. IFES Pág. Ga(OH)3. Exemplos: Ca(OH)2. Considera-se. Classificação das bases quanto ao número de hidroxilas (OH-):  Monobases.  Dibases. Apresentam três hidroxilas como ânion. Exemplos: KOH.

Exemplos: 1 [CoN3 (NH3)5 ]2+. para englobar um conjunto de grupos idênticos e para evitar confusões nas fórmulas. g) Os ligantes aniônicos têm os nomes terminados em o. 2 [PtCl3(C2H4)]+.Hexacianoferrato(II) de . d) Nos nomes dos compostos de coordenação o nome do ânion deve preceder o do cátion e o átomo central é citado após o(s) do(s) ligante(s): K4[Fe(CN)6] hexacianoferrato (II) de potássio ânion cátion 2 [PtCl3(C2H4)]+. 5 [OsCl5N]2b) Dentro de cada classe de ligante. 254 . parênteses. Fe(CN)64. Nome do Ânion Brometo Carbonato Cianeto Cloreto Fluoreto Hidrogenoperóxido Fórmula BrCO32CNClFHO2HSOHH3COC2O42- Nome do Ligante Bromo Carbonato Ciano Cloro Fluoro Hidrogenoperoxo Hidrogenossulfeto Mercapto Hidroxo Metoxo Oxalato Hidróxido Metóxido Oxalato Pág. 3 [CoCl2(NH3)4]+. devem ser empregados nesta ordem. 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3 ]. 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3].. IFES e) O nome do complexo (aniônico catiônico ou neutro) tem duas partes que se escrevem uma se seguida à outra.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Dentro de cada classe de ligante. ou seja: [ { ( ) } ]. 5 [OsCl5N]2c) Os sinais. chave e colchetes.. Os ligantes com mais de um átomo são colocados sempre entre parênteses (ou chaves) nas fórmulas dos compostos de coordenação. as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante. Exemplos: 1 [CoN3(NH3)5]2. A ordem da nomeação dos ligantes é a alfabética (sem levar em conta os prefixos). 3 [CoCl2(NH3)4]+. Co(NH3)63+ … de hexamincobalto(III) f) Os ligantes são identificados por um nome precedido por prefixo grego que dá o número de unidades do ligante ligadas ao átomo. com a preposição de mediana. as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante. Os ligantes comparecem primeiro e o átomo metálico depois.

Há exceções importantes: Molécula Fórmula H2 O NH3 CO Nome do Ligante Aqua Amin Carbonil h) Para os ligantes H-. assim como os tio-. bromo e iodo. imideto e azoteto. Ligantes aniônicos contendo prefixos numéricos (como trifosfato). 255 . Observa-se que. respectivamente.e teluroderivados dos oxi-ânions (como tiossulfato). Exemplos: 1 K[AuS(S2)] dissulfetotioaurato (III) de potássio 2 [Ru(HSO3)2(NH3)4] tetraaminbis(hidrogenossulfito)rutênio (II) 3 Na3[Ag(S2O3)2] bis(tiossulfato)argentato(I) de sódio 4 K2[OsCl5N] pentacloronitretoosmato (VI) de potássio 5 [CoH(N2){(C6H5)3P}3] dinitrogênio(hidreto)tris(trifenilfosfina) cobalto (I) Água Amônia Monóxido de Carbono Monóxido de nitrogênio NO Nitrosil j) A identificação do metal se faz pelo nome do átomo de metal quando o complexo é neutro ou catiônico.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Óxido Sulfato Sulfeto O2SO42S2- Oxo Sulfato tio i) Os ligantes neutros têm em geral o nome da molécula.e N3a denominação usual. por razões de ambiguidade. imido ou azido. seleno. HN2. algumas exceções são: Nome em Português Chumbo (Pb) Cobre (Cu) Estanho (Sn) Ferro (Fe) Ouro (Au) Prata (Ag) Nome em Latim Plumbum Cuprum Stannum Ferrum Aurum Argentum Nome do ânion Plumbato Cuprato Estanato Ferrato Aurato Argentato 1 Na3[Fe(CN)6] = hexacianoferrato (III) de sódio IFES Pág. ou pelo nome do átomo de metal com a terminação ato quando o complexo for aniônico. os nomes dos haletos coordenados.correspondem aos nomes dos elementos: cloro. amido. com exceção de F. H2N-. devem ser colocados entre parênteses. são preferível em relação à hidro. amideto. hidreto. em português.

Mo e W (quando atuam com um número de oxidação maior ou igual a +4).1. A maior parte dos oxiácidos se obtém ao reagirmos um óxido metálico com a água: H2O+Y2Ox → HaYbOc Por exemplo.2. primeiramente se escreve o óxido correspondente (simplificando as atomicidades. Para ácidos oxigenados na qual o elemento central é um metal.3. como: V. não existe uma regra de nomenclatura. o ácido nítrico resulta da adição de uma molécula de água ao óxido nítrico: N2P5 + H2O → 2 HNO3 12. Cr. ainda que possa ser um metal de transição. em seguida. 256 sulfato Hm Yn Op Sendo: Y = é geralmente um ametal. Mn. Ácidos Oxiácidos 12. por último. utilizamos a seguinte tabela: NOx do elemento central +1 +3 +5 +7 +2 +4 +6 ácido ácido ácido ácido per elemento prefixo sufixo Pág. Nomenclatura funcional Temos que distinguir: Oxiácidos simples Oxiácidos poli hidratado Isopoliácidos hipo Y oso Y oso Y ico Y ico Advertência: Os ácidos bórico (H3BO3) e carbônico (H2CO3) são exceções a essa regra.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 [Co(NH3)6]Cl3 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 3 [Co(NH3)6] = hexacianoferrato(III) de hexaaminocobalto(III) 4 [Co(NH3)6]ClS04 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 12. simplifica-se quando for possível. soma-se uma molécula de água. Deve-se memorizar a seguinte tabela: Ácidos H2MnO3 do Mn H2MnO2 HMnO4 ácido ácido ácido manganoso mangânico permangânico Ácidos H2CrO4 do Cr ácido crômico H2Cr2O7 ácido dicrômico IFES . Quando tivermos um ácido oxigenado com o elemento central não metálico. quando admissível) e. Formulação São compostos fórmula geral: ternários com a 1 Oxiácidos simples Para formulá-los.

em vez de ácido ortofosfórico. Sb. em regra. EXEMPLO NOM. piroantimonioso Ác. metafosfórico Ác. As. P2O5 + 1H2O → H2P2O6 → HPO3 Sb2O3 + 2 H2O → H4Sb2O5 P2O5 + 3 H2O → H6P2O8 → H3PO4 Ác. escreve-se ácido fosfórico. o silício (Si) e o iodo (I).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ácidos H2SnO2 do Sn ácido estanoso 2 Ácido oxiácidos poli hidratados H2SnO3 ácido estânico Para o P. Utiliza-se a seguinte regra: Elemento P As Sb B Si META ORTO Exemplo: a) Ácido sulfúrico: Enxofre (S) com NOx = +6 S2O6 → SO3 SO3 + H2O → H2SO4 b) Ácido crômico: Cromo (Cr) com NOx = +6 Cr2O6 → CrO3 CrO3 + H2O → H2CrO4 c) Ácido manganoso: Manganês (Mn) com NOx = +4 Mn2O4 → MnO2 MnO2 + H2O → H2MnO3 d) Ácido mangânico: Manganês (Mn) com NOx = +6 Mn2O6 → MnO3 MnO3 + H2O → H2MnO4 e) Ácido permangânico: Manganês (Mn) com NOx = +7 Mn2O7 Mn2O7 + H2O → H2Mn2O8 → HMnO4 1 H2 O 1 H2 O 3 H2 O 2 H2 O O prefixo ORTO é frequentemente omitido. B e Si. IFES Pág. Porém. podem formar oxiácidos com diferentes graus de hidratação. com mesmo estado de oxidação. ortofosfórico O boro (B) pode formar o oxiácido META ou ORTO. para formar os oxiácidos ortossilícico e o periódico necessitam 2 e 5 moléculas de água. TRADIC. respectivamente. mas não o META. 257 . Assim.

2. Resulta da união de 2 ou 3 moléculas de oxiácidos com a perda de uma molécula de água por cada união. nos casos mais simples. como o cromo e o magnésio. EXEMPLO NOM.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO EXEMPLO NOM. TRADICIONAL H2CrO4 HMnO4 Ácido crômico Ácido permangânico 3 Poliácidos (isopoliácidos) São oxiácidos cuja molécula existe mais de um átomo do metal ou átomo central. Exemplo: 1 SO3 + H2O → H2S2O7 = ácido dissulfúrico 2 P2O3 + H2O → H2P6O10 → HP3O5 = ácido trifosfórico 3 SeO3 + H2O → H2Se4O13 = ácido tetraselênico. ortoperiódico ou periódico Alguns metais também formam oxiácidos.. etc. TRADIC. … ◊ NOTA IMPORTANTE: Os ácidos polifosfóricos podem ser formulados de acordo com a fórmula geral: m H n+2 P n O 3n+1 m Assim. metafosfórico Ác. m n· ANIDRIDO + H2O → POLIÁCIDO n = 1. unindo a uma molécula de água. trímeros. 4 H2B4O7 − H2O → 2 BO3 = Ácido tetrabórico 5 H2Cr2O7 − H2O → 2 CrO3 = Ácido dicrômico 6 H2S2O5 − H2O → 2 SO2 = Ácido dissulfuroso 7 H2S2O7 − H2O → 2 SO3 = Ácido dissulfúrico 8 H2Cr2O7 − H2O → CrO3 = Ácido dicrômico 9 H5P3O10 → 2 H5P3O10 → H10P6O20 – 5 H2O → 3 P2O5 = Ácido trifosfórico HBO3 H3BO3 SiO2+2 H2O → H4SiO4 I2O7+5 H2O → H10I2O12 → H5IO6 Ác. para o ácido trifosfórico: H3+5P3O3×3+1 → H5P3O10 IFES Pág. 3. as moléculas necessárias do anidrido correspondente. ortossilícico ou silícico Ác. 258 . Podemos escrever a fórmula. se tiverem 2. metabórico Ác. É como se fosse dímero. moléculas de oxiácidos.

Por exemplo: Au+1 = íon auroso ou íon ouro (I) Au+2 = íon áurico ou íon ouro (II) Para os íons ametálicos com mais de dois números de oxidação e para os metais cujo número de oxidação seja menor de +4. se nomeiam escrevendo o nome do metal com a terminação ETO. sem importar seu valor. Exemplos: Cl+1 = íon hipocloroso Cl+3 = íon cloroso Cl+5 = íon clórico Cl+7 = íon perclórico B.  Para número de oxidação +5.  Para número de oxidação +3.+2 será o prefixo HIPO seguido do nome do elemento com a terminação OSO. 259 . A.+4 se escreverá o nome do elemento com a terminação OSO. levará a terminação ITO IFES Pág. Exemplo: Na+1 = íon sódico ou íon de sódio Para íons metálicos com número de oxidação de +4 ou menores. Íons positivos ou cátions Quando os cátions têm somente dois números de oxidação. na nomenclatura tradicional se escreve a palavra ÍON seguida do nome do elemento com terminação ICO e na IUPAC a palavra ÍON e o nome do elemento. na IUPAC ao nome do elemento se agregará o número de oxidação escrito em algarismo romano (entre parentes).  Para número de oxidação +7 se escreverá o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ICO.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os ácidos polimetafosfóricos têm a fórmula general: m ( HPO3 )n m 4 Nomes de íons Um íon é uma espécie química carregada positivamente ou negativamente. Íons negativos ou ânions Quando os ânions estão formados por somente um metal.+6 será o nome do elemento com a terminação ICO. se aplicam as seguintes regras:  Para número de oxidação +1. na tradição se agregará ao nome do elemento a terminação OSO ao trabalhar com seu menor valor e ICO ao trabalhar com seu maior valor. Quando se formam com um oxigênio e o ametal tem somente duas cargas positivas.

nomeiam-se da seguinte maneira:  Carga +1. Ex.2: Hidrogenocarbonato H2CO3 -H+ -2H+ HCO3 - IFES Pág.+6 se escreva o nome do elemento com a terminação ATO  Para a valência +7.+2.1: Hidrogenosulfato H3PO4 HPO42Ácido fosfórico Ex. com o numeral correspondente (di. C. tri. considerando o hidrogênio como parte deste.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO para a carga menor do ametal e ATO para a carga maior. Exemplos: ÂNIOS Acetato Borato Bromato Brometo Carbonato Cianamida Cianato Cianeto Clorato Cloreto Clorito CH3COOBO33BrO3BrCO22CN22CNOCNClO3ClClO2- -H+ -2H+ -H+ -2H+ D.= sulfito Ácido sulfuroso HNO3 NO3. prefixo HIPO seguindo o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +3. 260 .= nitrato Ácido nítrico H2SO4 SO4 = sulfato Ácido sulfúrico 2- Na prática: No caso de ter mais de dois números de oxidação o ametal ou com metais que tenham carga maior que +4.+4 o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +5. o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ATO. Ânions procedentes da total eliminação dos hidrogênios ácidos As terminações do grupo eletronegativo dependem do ácido correspondente: Exemplo: HNO2 NO2.= nitrito Ácido nitroso H2SO3 SO32.). antes do nome do ânion. etc. Ânions procedentes da parcial eliminação dos hidrogênios ácidos Antepõe-se o prefixo HIDROGENOou ÁCIDO-.

conforme mostra a tabela a seguir: Pág. 261 IFES .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Cromato Dicromato CrO42Cr2O72- Oxalato Oxido Perclorato Periodato Permanganato Peróxido Silicato Sulfato Sulfito Sulfureto Tartarato Tiocianato Tiosulfato Tiosulfito Triiodeto C2O42O2CIO4IO4MnO4O22SiO44SO42SO32S2C4H4O62SCNS2O32S2022I3 - Dihidrogenofosfato H2PO4Estanato Estanito SnO32SnO22- Hexacianoferrato (II) Fe(CN)64Hexacianoferrato (III) Fe(CN)63Fluoreto Fosfato Fosfito Fosforeto Hidreto FPO43PO33P3H- Hidrogenocarbonato HCO3Hidrogenofosfato Hidrogenosulfato Hidrogenosulfito HPO42HSO4HSO3- Hidrogenosulfureto HSHidróxido Hipoclorito Hipoiodito lodato lodeto lodito Nitrato Nitreto Nitrito OHCIOIOIO3IIO2NO3N3NO2- 5 Nomenclatura de sais halóides e oxissais  Sais halóides: Ametal + eto de nome do cátion Exemplos: NaCa = cloreto de sódio KBr = brometo de potássio Oxissais: como são derivados de oxiácidos e também dependem do NOx. sua nomenclatura é associada.

Exemplos: KNO2 = nitrito de potássio NaClO = hipoclorito de sódio KMnO4 = permanganato de potássio 6 Sais duplos Alguns sais são constituídos por mais do que um tipo de ânion e um cátion ou mais do que um tipo de cátion e um ânion.  Os cátions e os ânions são separados pela conjunção. Exemplos: 1 KMgF3 (íons K+. Mg2+. C4+ e Si4+ só possuem sufixo –ICO como ácidos. Quando estão como sais só usam o sufixo –ATO. 262 . F-) = fluoreto de magnésio e potássio 2 Na(NH4)HPO4.4H2O = hidrogenofosfato de sódio e amônio 3 KAl(SO4)2 = sulfato duplo de potássio e alumínio 4 Pb(OH)2CO3 = dihidroxi carbonato de chumbo IV. 7 CaHPO4 =fosfato monoácido de cálcio 8 Na3PO4 = fosfato de sódio 9 Al(OH)CO3 = carbonato monobásico de alumínio IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO NOx Prefixo Oxiácidos Oxissais Sufixo Sufixo -oso -oso -ico -ico -ito -ito -ato -ato As regras de escrita e nomenclatura são:  Os cátions são mencionados depois dos ânions e precedidos pela preposição de. 5 MgNa2P2O6 = Hipofosfato de magnésio e sódio Outros exemplos de sais: 6 Ba(NO3)2 = nitrato de bário +1 ou hipo+2 +3 ou +4 +5 ou +6 (hi) +7 per- HaXbOc subtrai-se todos hidrogênios → (XaOc)-a ("a" coincide com o número de H eliminados e será a valência do grupo) Ao combinarmos com o metal: ("cruzase" as valências): Mn+ + (XbOc)-a → Ma(XbOc)n É bom lembrar que B3+. e  Os cátions e os ânions devem ser mencionados por ordem alfabética (que pode ser diferente nas fórmulas e nos nomes). Designam-se por sais duplos.

10H2O = sulfato de sódio decaidratado 46 NaH2PO4 = diidrogeno fosfato de sódio 47 Na2HPO4 = fosfato de sódio monoidrogeno 25 ZnCl2 = cloreto de zinco 26 NaBr = brometo de sódio 27 Fe2S3 = sulfeto de ferro III 28 KF = fluoreto de potássio 29 AgNO3 = nitrato de prata 30 MgF2 = fluoreto de magnésio IFES 48 Al(OH)2F = diidroxifluoreto de alumínio 49 Ca(OH)Cl = hidroxicloreto de cálcio Pág.2H2O = cloreto de cálcio diidratado 19 Ca(NO2)2 .nitrato de estrôncio 24 Pb(CO3)2 chumbo = carbonato de 45 Na2SO4 .nitrito de cálcio 20 NaCl = cloreto de sódio 21 FeI = iodeto férrico 22 RbCl = cloreto de rubídio 23 Sr(NO3)2 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 10 Al(OH)2(CO3)2 = difásico de alumínio carbonato 31 NaNO2 = nitrato de sódio 32 CaS = sulfeto de cálcio 33 Mg3(PO4)2 magnésio = fosfato de 11 KAlSO4 = Alúmen de potássio 12 KBi(SO4)2 = Alúmen de bismuto e potassio 13 NaHCO3= bicarbonato de sódio 14 NaH2BO3 = borato difásico de sódio 15 NaHBO3 = borato monoácido de sódio 16 FeOHCO3 = carbonato monobásico de ferro 3 17 Fe(OH)2Br = brometo difásico de ferro3 18 Al(OH)2ClO4 = difásico de alumino perclorato 34 CH3COONa =acetato de sódio 35 CH3COOCH3 metila = acetato de 36 NaBr = brometo de sódio 37 NaF = Fluoreto de sódio 38 CaCl2 = cloreto de cálcio 39 Na2CO3 = carbonato de sódio 40 KNO2 = nitrito de potássio 41 KAl(SO4)2 = sulfato de potássio e alumínio 42 NaCa(PO)4= fosfato de sódio e cálcio 43 Mg(NH4)(PO4) = fosfato de magnésio e amônio 44 CaCl2. 263 .

20574587 x 10-5 m³·atm/K·mol R = 8.02×1023 1mL = 1cm³ 1dm³ = 1L = 1000mL 1000Kg = 1ton 1Kg = 1000g 1g = 1000mg 1nm = 1.3637 L · Torr / K · mol R = 62.314472 J / K · mol R = 0.K R = 8.314472 cm3 · MPa / K · mol R = 8.7302 ft3·atm / °R ·lb-mole R = 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 50 MgHCO3 = hidrogenocarbonato de magnésio 51 CaCO3 = carbonato de cálcio 52 CaSO4 = sulfato de cálcio 53 (NH4)2SO4 = sulfato de amônio 54 KNO3= nitrato de potássio 55 CaI2= iodeto de cálcio ALGUMAS CONSTANTES E CONVERSÕES ÚTEIS: 1atm = 760mmHg = 101325Pa 1Torr = 1mmHg R = 1.314472 m3 · Pa / K · mol R = 8.987 cal / K · mol R = 83.987 Btu / lb-mol · °R R = 10.63 x 10-5 eV / K · atom R = 0.987 cal/mol.314472 L · kPa / K · mol R = 8.3637 L · mmHg / K · mol Número de Avogadro: 6.10-9m IFES Pág.7316 ft³ · psi / °R · lb-mol R = 6.0820574587 L · atm / K· mol R = 8. 264 .14472 L · mbar / K · mol R = 62.132439833 lbf · ft / K · g · mol R = 1.

000 000 000 000 000 001 = 10-18 0. a leitura e escrita das unidades mais fácil.001 = 10-3 (milésima) 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO PREFIXOS DO SISTEMA INTERNACIONAL O Sistema Internacional permite o uso de prefixos nas unidades.1 = 10-1 (décima) 0. Os prefixos utilizados no Sistema Internacional.01 = 10-2 (centésima) 0. tornando desta forma.000 000 000 001 = 10-12 0. símbolos e sua representação são os seguintes: yotta Y zetta Z exa E peta P tera T giga G mega M kilo k hecto h deca da deci d centi c mili m nano n pico p femto f atto a zepto z yocto y 1 000 000 000 000 000 000 000 000 = 1024 1 000 000 000 000 000 000 000 = 1021 1 000 000 000 000 000 000 = 1018 1 000 000 000 000 000 = 1015 1 000 000 000 000 = 1012 1 000 000 000 = 109 (bilião) 1 000 000 = 106 (milhão) 1 000 = 103 (milhar) 100 = 102 10 = 101 1 0.000 000 001 = 10-9 0.000 001 = 10-6 IFES Pág. 265 .000 000 000 000 000 000 000 001 = 10-24 micro  0.000 000 000 000 001 = 10-15 0.000 000 000 000 000 000 001 = 10-21 0.

pdf IFES Pág.iupac.sk/SSAG%20study/CHE/IUPAC%20nomenclature%20of%20ino rganic%20chemistry4. 266 .5.ssag.pdf http://www.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SITES ÚTEIS: http://old.org/publications/books/rbook/Red_Book_2005.