FABIANO DE CARVALHO

QUÍMICA GERAL

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QUÍMICA GERAL

FABIANO DE CARVALHO

INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

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Química Inorgânica
FABIANO DE CARVALHO

SANTA TERESA 2010

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QUÍMICA GERAL

FABIANO DE CARVALHO

ÍNDICE
Página
UNIDADE I: ESTEQUIOMETRIA E A BASE DA TEORIA ATÔMICA I. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA

1.1 A Teoria Atômica de Dalton 1.2 Característica da Matéria 1.3 A Estrutura do Átomo 1.4 O modelo de Thomson 1.5 Modelo Atômico de Rutherford 1. 6 A Contribuição De Max Planck E Einstein 1.7 O modelo de Niels Böhr 1.8 Eletrosfera 1.9 Descoberta do nêutron 1.10 O modelo de Sommerfeld 1.11 Modelo de Schrödinger: modelo atual
UNIDADE II. PERIODICIDADE QUÍMICA

4 5 10 10 11 11 12 14 15 15 17 18 27 27 28 28 32 33 41 41 41 45 47 54 56 57 57 57 58 59 60 61 61 62 63

2.1 O princípio de exclusão de Pauli 2.2 Princípios de Aufbau ou Regra de Klechkowski 2.3. Configuração eletrônica 2.4. Propriedades dos íons monoatômicos 2.5. Propriedades periódicas dos elementos 3.1 Ligações entre os átomos 3.2 Regra do octeto 3.3 Sólidos iônicos 3.4 Ligação covalente 3.5 Ligações Metálicas 3.6 Ligações Secundárias

UNIDADE III. ESTRUTURAS DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS

UNIDADE IV. LEIS DAS REAÇÕES QUÍMICAS (LEIS PONDERAIS)

4.1 Lei das proporções definidas 4.2 A teoria de Dalton 4.3 Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa) 4.4 Lei de Proust (Lei das proporções constantes, definidas ou fixas) 4.5 Lei de Gay Lussac 4.6. ―QUANTIDADE DE SUBSTÂNCIA‖. – DEFINIÇÃO DE 4.7 O número de Avogadro (NA) 4.8 Massa molecular 4.9 Resolução de problemas numéricos 4.10 Relações Molares
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4.11 Densidade e Massa Molar 4.12 Lei de Avogadro 4.13 O Equivalente-Grama. – Definição 4.14 Exercícios resolvidos 4.15 Exercícios de Fixação
UNIDADE V. ANÁLISE ELEMENTAR QUANTITATIVA E EQUAÇÕES QUÍMICAS

66 66 69 57 71 71 72 74 76 112 116 117 117 118 126 127 128 129 133 137 146 146 146 145

5.1 Cálculos de Fórmulas 5.2 Composições percentuais e fórmulas químicas 5.3 A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual) 5.4 O volume molar 5.5 Análises de Combustão 5.6 Exercícios resolvidos

UNIDADE VI. CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS

6.1 Balanceamento de Equações Químicas 6.2 Balanceamento de reações de óxido-redução 6.3 Acerto de coeficientes das reações de redox 6.4 Estado de oxidação 6.5 Exercícios Resolvidos 6.2 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas 6.3 Fatores químicos de conversão 6.4 Elementos Químicos Limitante 6.5 Determinação do reagente limitante 6.6 Exercícios Resolvidos 6.13 Exercícios Propostos 7.1 Definição de Solução 7.2 Soluto e Solvente 7.3 Concentração em Unidades Físicas 7.3.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução 7.3.2 Composição percentual 7.4 Concentração em Unidades Químicas 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. 7.5.2 Molaridade ou concentração molar 7.5.3 Concentração normal ou normalidade 7.4.5 Concentração molal ou molalidade 7.4.6 Fração molar ou percentagem em moles 7.5 Relação de massa com massa 7.5.1 Título 7.5.2 Porcentagem em peso 5.5.7 Densidade 5.5.8 Massa específica (µ) 5.6 Parte por milhão

UNIDADE VII. SOLUÇÕES - DOSAGENS

157 158 159 160 161 163 162 162 163 163 165
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5.6.1 Em massa 5.6.2 Em volume 5.7 Problemas de diluição 5.8 Exercícios Resolvidos
UNIDADE VIII. NOÇÕES GERAIS DE EQUILÍBRIO EM RELAÇÕES QUÍMICAS

165 165 166 167 175 175 175 176 182 183 185 185 185 186 187 192 194 194 195 201 203 206 207 209 209 210 211 212 237 237 245

1.1. O que é equilíbrio? 1.2. Estado de Equilíbrio 1.3. Velocidade de uma Reação 1.4. Generalidades Sobre Cinética Química 1.5. Característica do Equilíbrio Químico 1.6. Deslocamento do Equilíbrio 8.6.1 Alteração na concentração 8.6.2 Alteração na pressão 8.4.3 Alteração na temperatura 1.7. Lei de Ação das Massas 1.8. Equilíbrio Químico 1.9. Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais 1.10. Relação Matemática entre Ke e Kp 1.11. Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade 1.12. Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw) 1.13. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases 1.14. Constante de dissociação dos ácidos (Ka) 1.15. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb) 1.16. Balanço de Carga 1.17. A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH) 1.18. Acidez Atual, potencial e Total 1.19. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios 1.20. Exercícios Resolvidos Estados de Oxidação Nomenclatura química dos compostos inorgânicos Algumas constantes e conversões úteis

APÊNDICES

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foi a partir da teoria atômica do físico e químico britânico John Dalton (um dos marcos da Química do século XIX). Muitas abordagens do conceito de átomo apareceram ao longo do tempo.C. 1: Frontispício de A New System of Chemical Philosophy. capaz de ser usada em determinações experimentais. mas. Fig. intuitivamente.. que surgiu uma forma operacional. Todas foram delineadas com um caráter primeiramente filosófico. Filósofos gregos. que a matéria seria constituída de partículas indivisíveis. de 1808. 6 . A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE I I. a que chamaram de átomo. no século V antes de Cristo. A ideia do átomo foi estabelecida pela primeira vez por Demócrito em 530 a. admitiam.

por: 2K+I2 ⟶ 2KI Pb+Cl2 ⟶ PbCl2 2KI + PbCl2 ⟶ 2KCl + PbI2 Da teoria atômica de Dalton destacam-se as seguintes definições: a) Um átomo é a menor partícula de um elemento que mantém suas propriedades. ou seja. dadas. só combinam suas distribuições. sempre o fazem em proporções de massa definidas e constante. podemos considerar as seguintes reações. todos iguais uns aos outros.Richter). como nos óxidos de ferro. sugere: Postulados: 1. Compostos químicos são formados por "átomos compostos‖ (moléculas). Os elementos estão formados por partículas discretas. que permanecem inalteráveis em qualquer processo químico. Fe2O3. 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. 7 . que deu um caráter científico à idéia do átomo. os átomos não se criam nem se destroem. então se ab reagir com cd os produtos serão ad e cb (Lei das Proporções Recíprocas . 6. b) Um elemento é uma substância que é constituída por átomos iguais. tamanhos e em qualquer outra propriedade física ou química). IFES Pág. O peso do átomo de um elemento é constante em seus compostos. Nas reações químicas. os números dos átomos de cada elemento nos compostos guardam entre si uma razão de números inteiros (Lei das Proporções Múltiplas . quando dois ou mais átomos de diferentes elementos se combinam para formar um único composto. Os átomos de um mesmo elemento são todos iguais entre si (em massa. 2. Como exemplo.1 A Teoria Atômica de Dalton. A teoria Daltoniana. 5. FeO. − Se a reagir com b para formar ab e c reagir com d para formar cd. 4. diminutas e indivisíveis chamadas átomos.Dalton) . em notação moderna.podemos aplicar este princípio em muitos exemplos. Fe3O4. Se existir mais de um composto formado por dois elementos diferentes.

As proposições de Dalton foram baseadas nas leis ponderais das reações químicas. ? ???a pressão total da mistura e ? ??? a fração molar de A. ou só B repele B). ? ??? = ? 1 ? + ?2 ? + . a pressão ou peso total sobre qualquer partícula deve-se apenas àquelas de sua própria espécie. cercada por uma atmosfera de calor. 8 . As leis ponderais é um conjunto de postulados.. considerando que todas as partículas de hidrogênio. altamente densa nas proximidades do átomo. isto é. Dalton correlacionou os pesos relativos das unidades fundamentais dos elementos químicos com as combinações que estes apresentavam em seus compostos. . a pressão total (P) é igual à soma das pressões parciais dos componentes". da mesma maneira. . uma possível conseqüência seria vislumbrar a lei das pressões parciais: "Em uma mistura gasosa. extremamente pequena. Nas suas proposições Dalton dizia: Quando dois fluidos elásticos. + ? ??? A expressão matemática da lei de Dalton é: ? ??? = ? ???× ? ??? sendo ? ??? a pressão parcial de A. IFES Pág. as partículas de A não repelem as de B. existentes em qualquer composto desses elementos seriam iguais em peso. só A repele A. observadas e constatadas como válidas em quaisquer reações. qualquer partícula de água seria igual a qualquer outra partícula de água. de oxigênio etc. Conseqüentemente. Já que as partículas de diferentes gases não interagiam quimicamente. que relacionam a massas dos reagentes e produtos. não há qualquer repulsão mútua entre suas partículas. como elas se repelem umas às outras (isto é. a pressão de cada componente é independente da pressão dos demais. de matéria sólida. tamanho ou forma. Dalton descrevia uma partícula gasosa sendo constituída por um átomo central. nomeados A e B.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) Um composto é uma substância que é formada pela fixação de átomos diferentes combinados em proporções fixas. que vai rarefazendo-se gradualmente (de acordo com alguma potência da distância). são misturados.

2 No livro ―Novo Sistema‖. a qual afirma que: ―Volumes iguais de gases diferentes contêm o mesmo número de moléculas‖. uma vez que ela se choca com a hipótese de Avogadro (em 1811). IFES Pág. contendo apenas um tipo de elemento. Sua primeira ―tabela de pesos relativos das partículas últimas dos corpos gasosos e outros‖. foram chamadas de ―partículas últimas‖. que são os nossos átomos. não é verdadeira. A afirmação final de Dalton. Fig. contudo. está reproduzida na Tabela 1. 9 . de 1803. ele demonstrou que gases diferentes não podem ter partículas de mesmo tamanho.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As partículas constituintes das substâncias simples.

os avanços na teoria atômica tornaram-se mais rápido. 1805).4 6.3 5. gases e sólidos podem ser decompostos em seus constituintes fundamentais. apresentada oralmente por Dalton em 1803 e publicada como artigo nas Memoirs of the Philosophical Society of Manchester (2nd series v.2 9.2 4.4 15. sódio e cloro. descobriu-se que o sal é composto de dois elementos diferentes. Com o advento da ciência experimental nos séculos XVI e XVII. 1. ou elementos.3 5. – A unidade fundamental da matéria.5 7.1 19. 271-287. 10 .3 1808 1 5 5 6 7 8 9 12 12 17 13 19 16 19 16 4 34 7 6 1.6 9. Os químicos perceberam que todos os líquidos.9 25. 2 O átomo.3 15.2 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 1: Os pesos atômicos segundo Dalton: primeira tabela de pesos atômicos. p. Por exemplo. O padrão é o átomo de hidrogênio.4 15. Pesos atômicos (sic) ESPÉCIE QUÍMICA Hidrogênio Azoto Carbono Amônia Oxigênio Água Fósforo Hidrogênio fosforetado (PH3) Gás nitroso (NO) Éter Óxido gasoso de carbono (CO) Óxido nitroso (N20) Enxofre Acido nítrico (NO2) Hidrogênio sulfuretado (H2S) Ácido carbônico (CO2) Álcool Ácido sulfuroso (SO2) Ácido sulfúrico (SO3) Hidrogênio carburetado da água estagnada (CH4) Gás olefiante (C2H4) 1805 1 4.8 13.5 6.7 14.3 9.2 5. conectados em uma união íntima conhecida IFES Pág.2 15.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO como ligação química. portanto. apresenta retículo cristalino . Contudo. O estado sólido. A distância entre elas é muito grande e variável e suas partículas se movem desordenadamente ao imprevisível. Em um sólido as forças que mantém as moléculas. O termo estado da matéria refere à forma física em que a matéria existe: sólido. 1. líquido e gás. As forças atrativas são quase inexistentes. Sua forma é indefinida e o seu volume é indeterminado. Os gases são facilmente compressíveis e capazes de expansão infinita. provou ser uma mistura de gases nitrogênio e oxigênio. Suas partículas estão ordenadas e vibram rotacionalmente. são fortes. Fig. mas forma indeterminada (tomam a forma de seus recipientes) e são ligeiramente compressível. os diferentes estados da matéria têm uma coisa em comum: todos eles podem ser divididos em unidades fundamentais chamadas átomos. 3 IFES Pág. Não requerem. Os sólidos são caracterizados com tendo tanto uma forma como volume definido. apenas. ou átomos.forma geométrica definida. no entanto. O ar. o movimento das partículas ocorre somente no retículo cristalino. Os líquidos têm o volume definido.2 Característica da Matéria. são muito pouco compressíveis. mas próximas. Forças de coesão são maiores do que as de repulsão. apoio externo para manterem a configuração. Suas partículas estão dispostas aleatoriamente. 11 . As forças que mantêm as moléculas ou átomos de um líquido são mais fracas do que nos sólidos.

demonstrou a existência de uma estrutura interna no átomo constituído por partículas menores. As forças de coesão e repulsão se igualam. Fig. 12 . não apresenta retículo cristalino. IFES Pág. no final do século XIX.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O estado Líquido. Fig. 4 O Estado Gasoso. grande compressibilidade e as partículas movimentam-se com grande velocidade. podem ser comprimidos. partículas com carga elétrica negativa. iniciados por volta de 1850. há grande expansibilidade. O cientista Thomson realizou. As forças de repulsão são maiores do que as de coesão. apresenta tensão superficial. 3 A Estrutura do Átomo Um grande número de estudos. Esta esfera tinha carga positiva e no seu interior. 5 1. que se designou por partículas subatômicas. a que se deu o nome de elétrons. uma série de experiências que lhe permitiram concluir que o átomo não era apenas uma esfera indivisível como tinha dito Dalton.

representa o átomo como uma esfera maciça de carga positiva. um antigo aluno de Thomson. Rutherford. após diversas experiências. também conhecido por pudim de passas. Na região central do átomo concentra-se toda a massa do átomo. uniformemente distribuída. toda a carga positiva do átomo está concentrada numa pequena zona densa e central a que chamou núcleo.5 Modelo Atômico de Rutherford Em 1910. 13 IFES . tal como os planetas em torno do Sol. O modelo de Thomson. Os elétrons giram em torno do núcleo. Fig. 4. encontram-se em movimento em torno do referido núcleo. concluiu que: 1. com base em estudos de fenômenos radioativos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. 3. A maior parte do átomo era espaço vazio. 6 1. O modelo de Thomson. Segundo o modelo de Rutherford. O núcleo tem carga positiva.4 O modelo de Thomson. e as partículas de carga negativa. também conhecido por pudim de passas. os elétrons. um novo modelo atômico. onde se encontrariam incrustadas pequeninas esferas de carga negativa que tomaram o nome de elétrons. Pág. Ernest Rutherford (1871-1937) concebeu. 2.

que energia tem massa. 7 1. Albert Einstein. pois eles cairiam em direção ao núcleo devido à atração coulombiana. nêutrons e os elétrons circunscritos a órbitas circulares. ou seja. formado por prótons. 14 . pois os átomos obviamente são estáveis. Definiu o conceito de quantum como sendo a quantidade de energia que pode ser emitida ou absorvida na forma de radiação eletromagnética. físico alemão. Átomo de Bohr–Rutherford com um núcleo central. descobriu que átomos ou moléculas absorviam ou emitiam energia apenas em quantidades discretas. em 1905. Esses elétrons não poderiam estar parados. em parcelas pequenas e muito bem definidas. chamou os quanta de Planck de photons (fótons) e estabeleceu. isso não resolvia o problema da estabilidade do núcleo. Fig. IFES Pág. Esse modelo atômico não era satisfatório. Cada átomo é capaz de emitir ou absorver radiações eletromagnéticas. então Rutherford propôs que os elétrons estariam girando em torno do núcleo em órbitas circulares. mas apenas em algumas freqüências que são características de cada um dos elementos químicos diferentes. Acabara de conceber a idéia de energia descontínua.6 A Contribuição De Max Planck E Einstein Em 1900. e a perda de energia faria os elétrons espiralarem rapidamente em direção ao núcleo. emitindo radiação em todos os comprimentos de onda e tornando os átomos instáveis.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este modelo. No entanto. Max Planck. ainda. apesar de extremamente útil não conseguia explicar o fato de a matéria ser estável uma vez que a atração eletrostática entre os elétrons e o núcleo positivo implicava necessariamente que as cargas negativas colidissem com a região positiva originando partículas materiais instáveis – o que não se observava. pois cargas elétricas aceleradas emitem energia. ou quantizada.

Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Com o espectro. O espectrógrafo rudimentar. Espectroscopia de emissão. 15 . 8. IFES Pág. 9. Fig. tanto de emissão e absorção. que é usado para identificar cada um dos elementos da tabela periódica pelo simples visualização e análise da posição de absorção ou emissão em suas linhas de espectro. é característica de cada elemento.

que completou o modelo proposto por Rutherford. 10: O experimento de Ernest Rutherford IFES Pág. sugeriu que: I. b) algumas partículas α sofreram desvios ao atravessar a folha de ouro. c) muito poucas partículas α não atravessaram a folha de ouro e voltaram (fig. realizou um experimento. Os elétrons com mais energia movem-se em órbitas mais afastadas do núcleo. Niels Bohr completou. Os elétrons se movem em torno do núcleo com órbitas circulares. Ernest Rutherford. Rutherford observou que: a) a maioria das partículas α atravessaram a folha de ouro sem sofrer desvios e sem alterar a superfície da folha de ouro. Fig. II. III. A cada órbita corresponde uma determinada energia.7 O modelo de Niels Böhr.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.0001 ? ? ? )? com partículas positivas e pesadas. denominadas partículas alfa (α).8). para comprovar o modelo proposto atômico por Thomson. que consistiu em bombardear uma fina folha de ouro (0. Em 1911. emitidas por um elemento radioativo chamado polônio. 16 . Durante a realização da experiência.

que resultam da equação de Schrödinger. Com a Mecânica Quântica surgem três números quânticos para descrever a distribuição dos elétrons no átomo. 11. os elétrons devem se distribuir na eletrosfera do átomo em determinados níveis de energia (n). Camada K L M N O P Q Nível de energia (n) 1 2 3 4 5 6 7 Número máximo de elétrons 2 8 18 32 32 18 8 1. número quântico de momento angular. Estes números quânticos. 17 . e número quântico magnético. ou seja.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. L.: Níveis com o número máximo de elétrons permitidos. IFES Pág. m. Tabela 2.8 Eletrosfera. As idéias estabelecidas por Böhr colaboraram para estabelecer que no moderno modelo atômico. para descrever as orbitais atômicas. n. O experimento de Niels Böhr 1. são: número quântico principal.9 A Mecânica Quântica e o estudo da estrutura eletrônica dos átomos.

N. 1. representados por letras maiúsculas: K. L. O valor de l define o momento angular do elétron. 3. os elétrons ocupam 7 níveis de energia (camadas de elétrons). 4.2 O número quântico de momento angular (l). respectivamente: 1.1 O número quântico principal. Para os átomos conhecidos atualmente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19. M. Está relacionado com a distância média de um elétron ao núcleo. sendo que o aumento do seu valor implica o aumento correspondente do valor do momento angular. Fig. 18 . 6 e 7. 13: Formas de orbitais. Fig. 2.9. O. Número quântico principal. Os valores possíveis dependem do número quântico principal e são todos os inteiros de 0 até n – 1. Deste modo a energia cinética do elétron é associada ao movimento angular e está IFES Pág. P e Q . denominados ―principais‖ ou ―primários‖. 5. Está relacionado com a forma da orbital. e identificados através de ―números quânticos‖. que são. 12.

Este toma todos os valores de – L até + L.3 O número quântico magnético. Está relacionado com a orientação da orbital no espaço. Números Quânticos de Momento Angular. Se n = 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO dependente da energia total do elétron e naturalmente esses valores permitidos de l estão associados ao número quântico principal. 19 . passando pelo 0. Tabela 3. nomeadamente 0.1). Para um dado valor de n. 1 e 2. Por exemplo: Se n = 1.9. existe apenas um único valor de número quântico de momento angular possível (l = n . 14. Número quântico Número quântico Estado principal orbital atômico n=1 n=2 n=3 l=0 l=0 l=1 l=0 l=1 l=2 1s 2s 2p 3s 3p 3d Fig. 0 e 1.1 = 1 . elípticas (p. l pode ter como valores possíveis os números inteiros de 0 a (n . há três valores de l. d. existem dois valores de l possíveis. 1.1 = 0). f). Se n = 3. IFES Pág. Órbita era circular (s).

+1 3 2 d -2. 20 . 0. Os vetores momentos angulares.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. +3 7 IFES Pág. 0. l orbital l Orientações 0 s 0 1 1 p -1. 0. +2. 16. Fig. -1. -1. +1. 15. Tabela 4. Número quântico magnético. +2 5 3 f -3. +1. Números Quânticos. -2.

qualquer carga em rotação gera um campo magnético em seu torno.4 Número quântico de spin eletrônico. Uma demonstração inquestionável da existência do spin eletrônico foi conseguido por Otto Stern e Walter Gerlach. Fig. comporta-se como um pequeno ímã. em 1924. possui por si só um momento angular intrínseco. as suas propriedades magnéticas podem ser justificadas. que era injetado através de um campo magnético não homogêneo. além de gerar um momento magnético devido ao seu movimento angular. A interação entre um elétron e o campo magnético provoca um desvio do seu trajeto linear.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. No anteparo detector conseguem-se determinar duas regiões de igual intensidade. Se pensarmos nos elétrons a rodarem sobre o seu próprio eixo (como o planeta Terra). Como o movimento de rotação do elétron pode ter dois sentidos (sentido horário e anti-horário) pode ter dois valores. O seu dispositivo experimental consistia num feixe de átomos. ambos físicos alemães. metade dos átomos são desviados numa direção e a outra metade noutra.9. Deste modo o número quântico de spin eletrônico (ms) pode tomar os valores –1/2 e +1/2. produzidos num forno quente. quando em rotação. De acordo com a teoria eletromagnética. 21 . O elétron. Uma partícula carregada. 17 IFES Pág. Como os movimentos de spin são completamente aleatórios. Por isso dizemos que o elétron tem um momento angular de spin.

de carga elétrica neutra e massa aproximadamente igual à do próton. A experiência que J. Chadwick realizou consistiu. que evitam a repulsão dos prótons. A descoberta da existência dessa partícula foi possível graças ao grande sucesso da aplicação do Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento. a conservação da quantidade de movimento total de um sistema ocorre se a resultante das forças externas que atuam sobre o sistema for nula. Este princípio ganhou enorme importância. a radiação invisível era formada por nêutrons. assim como as próprias partículas alfa. Fig. 22 .10 Descoberta do nêutron.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. outras partículas. continham em sua estrutura. Em 1932. denominadas de nêutrons. Dessa colisão apareceu um tipo de radiação que levaram muitos cientistas a acreditar que se tratava de raios gama. sendo aplicada em todos os campos da ciência Física. além dos prótons que lhes conferiam carga positiva. 19 IFES Pág. o físico inglês James Chadwick constatou que os núcleos dos átomos. basicamente. James concluiu que não se tratava de raios gama. Após realizar vários cálculos. de forma que ficou conhecido como uma das leis fundamentais da natureza. 18 1. Segundo este. em fazer com que feixes de partículas alfa se colidissem com uma amostra de berílio.

Fig. p. que é uma extrapolação a partir da experiência nível macroscópica para o pequeno tamanho do átomo. d. o físico alemão Arnold Johannes Wilhelm Sommerfeld. mas que possui massa praticamente igual a do próton. 1. o IFES Pág. Neste caso. Chadwick mediu a massa dessas partículas. 23 . f). principalmente porque não se pode localizar a posição exata de um elétron em um dado instante. que a energia liberada como fóton era pelo fato de as camadas eletrônicas possuírem certas subdivisões (subníveis energéticos . permitindo concluir que o nêutron é uma partícula que não possui carga elétrica. Erwin Schrödinger (1887-1961) e Paul Dirac (19021984). apresentou um novo modelo atômico sobre o qual afirmava que os elétrons descreviam órbitas circulas e elípticas ao redor do núcleo. Evoluiu para uma nova mecânica: a mecânica quântica.11 Modelo De Sommerfeld. ao atravessar um campo elétrico. pois segundo Rutherford elas tinham massa igual à do próton. Seus pais eram: Werner Karl Heisenberg (1901-1976). em evolução. uma órbita era circular (s) e as demais. Para comprovar que realmente se tratava de nêutrons. 20. Eles abandonaram o conceito de órbita estacionária. 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O nêutron eliminado. Em 1916.s. baseado na mecânica quântica. Para ele. ainda. mas a ciência. Considerou. O modelo de Sommerfeld.12 Modelo de Schrödinger: modelo atual. elípticas (p. No modelo de Schrödinger abandona o conceito de elétrons como minúsculas esferas carregadas que giram em torno do núcleo. d. As experiências do modelo de Bohr foram muito úteis. abandonou a idéia de órbitas estacionárias regidos pelas leis da mecânica clássica. a trajetória dos elétrons de Schrödinger é a de uma onda. não sofre desvio. Em vez disso. f).

IFES Pág. Vejamos alguns exemplos: Fig. 22: Orbitais s. 21. com uma provável presença em uma região definida do espaço. Portanto. ele é considerado como um conjunto das ondas que vibram em redor do núcleo. Esta área é conhecida como probabilidade orbital. os cientistas abandonaram a ideia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétron não é considerado como uma partícula. 24 . Fig. designadas por orbitais. Diferença entre orbitais.

24. Orbitais p. Fig. Fig. Orbitais d. IFES Pág. 25. 25 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 23. Orbitais f.

IFES Pág. C) Em cada um dos seus compostos. Átomos não podem ser criados nem destruídos durante uma reação química. concebido em 1904.11. o átomo é constituído por uma esfera de carga elétrica positiva. 11. donde se verifica a veracidade da lei.11 g de O. na qual estão imersos os elétrons com carga elétrica negativa.99 g de O.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A EVOLUÇÃO DO MODELO DO ÁTOMO RESUMO TEORIA DE DALTON A) Cada elemento é composto de minúsculas partículas indestrutíveis chamadas átomos. No segundo. Teoria atômica de Dalton levou à "Lei das proporções múltiplas. 100 g de H2O2 são formadas por 5. as massas de um elemento se combina com uma massa fixa de um segundo elemento numa simples razão inteira‖. que afirma: ―Se dois elementos formam mais do que um único composto simples. Exemplo: o hidrogênio e o oxigênio se combinar formando 2 compostos diferentes: a água e a água oxigenada. mas os átomos de um elemento são diferentes do resto dos elementos. ou um átomo A com dois átomos de B (AB2). B) Todos os átomos de um elemento são semelhantes em massa (peso) e outras propriedades. formando 100 g de água. MODELO ATÔMICO DE THOMSON Neste modelo. No primeiro. um átomo de um com um átomo de B (AB). Como se vê: 5.88 é praticamente metade de 11. os diferentes elementos se combinam em proporções numéricas simples: assim. 26 .88 g de H e 94.11 g de H2O combinam-se a 89.

27. MODELO ATÔMICO DE BOHR Neste modelo. tal como no modelo de Rutherford. B) Modelo de Thompson. correspondendo a cada uma delas um nível de energia. mas em que os elétrons se movem em órbitas circulares em torno do núcleo. concebido em 1913. o átomo é constituído por um núcleo. Fig. 27 . à volta do qual rodam os elétrons. 26 MODELO ATÓMICO DE RUTHERFORD Neste modelo. IFES Pág. Os elétrons podem passar de uma órbita para outra por absorção ou emissão de energia. Fig. portador de carga elétrica positiva. descrevendo órbitas elípticas. O Modelo de Bohr.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A) Modelo de Dalton. o átomo é constituído por um núcleo. concebido em 1911.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO MODELO ATÔMICO ATUAL — MODELO DA NUVEM ELETRÔNICA. O modelo da Nuvem Eletrônica. Os cientistas abandonaram a idéia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. Fig. designadas por orbitais. 29 IFES Pág. 28. Fig. 28 .

l. Os elétrons são preenchidos de acordo com um esquema conhecido como o princípio de Aufbau.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE II 2. O princípio de exclusão de Pauli sugere que apenas dois elétrons com spins opostos podem ocupar um orbital atômico. 29 .2. não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos n. PRINCÍPIOS DE AUFBAU OU REGRA DE KLECHKOWSKI. Fig.1. Dito de outra maneira. que corresponde (na maior parte) para aumentar a energia das subcamadas. m. IFES Pág. 30 Ordem de preenchimento: 1s > 2s > 2p > 3s > 3p > 4s > 3d > 4p > 5s > 4d > 5p > 6s > 4f > 5d > 6p > 7s > 5f > 6d > 7p. O PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO DE PAULI. s. 2. Princípio de exclusão de Pauli sugere que um orbital atômico é um estado de energia que têm limite de espaço para acomodar elétrons.

p (principal). 30 .3. p. CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA. 31: Configuração eletrônica. h e i. pois não há. IFES Pág. s) teremos: Fig. pois tem os dois elétrons emparelhados (spins emparelhados). p.  A camada O é composta pelos subníveis s. ainda. d e f.  A camada M é composta pelos subníveis s. p. Assim. l. f (fundamental) e os g. d. Para dois elétrons no mesmo orbital. f e g. p e d. d. Neste caso. as rotações devem ser opostas entre si (para que os campos magnéticos sejam orientados em duas direções distintas).  A camada Q é composta pelos subníveis s. p. Os elementos diamagnéticos se agrupam em blocos sem orientação polar definida. Porque um elétron gira sobre seu eixo.  A camada L é composta pelos subníveis s e p.  A camada P é composta pelos subníveis s. d (diffuse = difuso). o átomo é nomeado diamagnético. átomos com tantos elétrons − se existirem será necessário utilizarmos esses subníveis. e h. existentes somente na teoria. g. A distribuição de elétrons entre os orbitais de um átomo é chamada de configuração eletrônica. f. de modo que não reagem a campos magnéticos. g. h e i Como os momentos angulares spin e orbital se combinam (isto é.  A camada N é composta pelos subníveis s. Átomo paramagnético tem um orbital desemparelhado (somente 1 elétron no orbital). m. f. Como vimos os subníveis são designados por letras: s (sharp = nítido). d. se acoplam) de modo vetorial e como não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos (n.  A camada K é composta pelo subnível s. o princípio de equilíbrio ocorre quando os elétrons estão emparelhados. ele cria um campo magnético.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2.

-1. IFES Pág. 0. -1. 1 -2. 0. 1. 0. 1 -2. 0. 3 Número de orbitais 1 1 3 1 3 5 1 3 5 7 Orbital 1s 2s 2p 3s 3p 3d 4s 4p 4d 4f Elétrons emparelhados ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ Número de elétrons 2 2 6 2 6 10 2 6 10 14 1 0 2 0 1 3 0 1 2 4 0 1 2 3 Número máximo de elétrons em cada nível de energia é determinado pela equação de Rydberg: x = 2n2. 0. n l ml 0 0 -1. 0. 31 . 1. 2 0 -1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 5: Distribuição eletrônica. -1. 1. 1 0 -1. 2. -2. K 2 L 8 M N O P Q 18 32 50 72 98 O elemento de número atômico 112 apresenta o seguinte número de elétrons nas camadas energéticas: K 2 L 8 M N O P Q 18 32 32 18 2 Um esquema feito para auxiliar na distribuição dos elétrons pelos subníveis da eletrosfera é o diagrama de Linus Pauling (ou diagrama de Pauling). 2 -3.

7p6. 5p6. 5f14. 2s2. 4s2. Não é necessário memorizar o seguimento do diagrama. 5s2. 4f14. 7s2. 2p6. Ordem do diagrama é: 1s2. 3p6. 32 . 1A 1 H 1s1 3 Li 1s2 2s1 11 Na [Ne] 3s1 4 Be 1s2 2s2 12 Mg [Ne] 3s2 5 B 1s2 2s22p1 13 Al [Ne] 3s23p1 6 C 1s2 2s22p2 14 Si [Ne] 3s23p2 7 N 1s2 2s22p3 15 P [Ne] 3s23p3 8 O 1s2 2s22p4 16 S [Ne] 3s23p4 9 F 1s2 2s22p5 17 Cl [Ne] 3s23p5 2A 3A 4A 5A 6A 7A 8A 2 He 1s2 10 Ne 1s2 2s22p6 18 Ar [Ne] 3s23p6 8ª IFES Pág. 4d10. 5d10. 3d10. 6p6. 3s2. 32: Diagrama de Pauling. 6s2. 6d10. pois a ordem na qual os elétrons são preenchidos pode ser lida a partir da tabela periódica.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 4p6.

33 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1A 1s 2A 2s 3s 4s 5s 6s 7s 3A 4A 3d 4d 5d 6d 4f 5f 5A 6A 1p 2p 3p 4p 5p 6p 7A 1s IFES Pág.

Os elétrons na camada mais externa (aquelas com o maior valor de n) são os mais enérgicos. Propriedades dos íons monoatômicos.VII (não-metais) ganham elétrons até sua camada de valência se completar (8 elétrons). nós já sabemos que os metais alcalinos (Grupo 1A) sempre formam íons com uma carga de 1 (o elétron "extra" s1 elétron é o que será perdido). Sn 2 + [Kr] 4d 10 5s 2 Sn 4 + [Kr] 4d 10 Pb [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 2 Pb 2 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Pb 4 + [Xe] 4f 14 5d 10 5A Bi [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 3 Bi 3 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Bi 5 + [Xe] 4f 14 5d 10  Os Grupo IV . conseguindo assim uma pseudoconfiguração de gás nobre. Be 1s 2 2s 2 Mg 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 2A Al 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 1 2A Be 2 + 1s 2 Mg 2 + 1s 2 2s 2 2p 6 Al3+ 1s 2 2s 2 2p 6  O Grupo IV e V (metais) pode perder tanto os elétrons do subnível p. Por exemplo. ou de ambos os s e SUBCAMADAS p. ordem energética (ordem de preenchimento): 1A Li 1s 2 2s 1 Na 1s 2 2s 2 2p 6 3s 1 K 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 1 Li + Na + K+ 1s 2 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Os Grupos II e III (metais) também tendem a perder todos os seus elétrons de valência para formar cátions. geralmente têm configurações semelhantes na camada exterior. Esta camada é conhecida como a camada de valência.  Elementos com propriedades semelhantes.4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2. e são os que estão expostos a outros átomos. 4A 4A 5A 6A 7A C N O F 1s 2 2s 2 2p 2 1s 2 2s 2 2p 3 1s 2 2s 2 2p 4 1s 2 2s 2 2p 5 C4 N3 O2 F1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 Sn [Kr] 4d 10 5s 2 5p 2 IFES Pág. 34 .

994 Å = (1. 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 5 Fig. que é a soma dos dois raios atômicos do cloro. portanto. Por exemplo. 35 .988Å/2) . Os raios atômicos. não apresenta limite para sua nuvem eletrônica. 33: Raios atômicos. pois o átomo não tem forma delimitada. eles não têm tendência para formar íons. A força de qualquer modelo que está na capacidade de explicar as observações experimentais. determinados desta forma. algumas aproximações são feitas para determinar este parâmetro. É difícil definir uma fronteira nítida entre a distância dos elétrons de qualquer átomo em particular e do núcleo. Por isso. Para obter o raio atômico toma-se a distância entre os dois núcleos.988Å.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Os gases nobres do grupo VIII já possuem uma camada externa completa. IFES Pág.5. também são chamados de raios covalentes. B Fe 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 4s 2 Fe 2 + Fe 3 + 2. ou: 0. O raio atômico. o raio atômico do cloro é 0. I. a distância entre os dois átomos de cloro no Cl2 é 1. 8A Ne 1s 2 2s 2 2p 6 Ar 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Metais de transição (grupo B) normalmente têm duas formas de perder os elétrons de valência (s). mas também pode perder elétrons de alto nível d.994 Å. Propriedades periódicas dos elementos. A primeira propriedade a explorar é o raio atômico. Portanto.

34: Raio Atômico.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Fig. 35: Raio Atômico dos Elementos. 36 . IFES Pág.

o que equivale dizer que: Os elétrons externos experimentam uma repulsão dos elétrons internos. que não incluem os elementos de transição. um aumento da carga nuclear. O efeito é mais claro no segundo e terceiro períodos. O efeito de blindagem reduz a carga positiva que os elétrons internos sofrem. E2 para o segundo e Em para o m-ésimo elétron. Veja na tabela abaixo: Tabela 6: Raios Atômicos do Grupo IVB Átomo Carga Nuclear Configuração eletrônica Raio. O decréscimo é interrompido nos elementos de transição. Com o aumento da carga nuclear. nm Ti 22+ [Ar] 3d24s2 0. A energia necessária para remover um elétron de um átomo é chamada de energia de ionização: E1 para o primeiro elétron. Note que há um decréscimo através do período. isso porque os elétrons internos servem parcialmente de proteção entre o núcleo e a força de atração exercida pelo núcleo.132 2 2 Zr 40+ [Kr] 4d 5s 0. simultaneamente.145 2 2 Hf 72+ [Xe] 5d 6s 1.II. 37 .144 V. porque a adição dos elétrons de valência não é feita na camada de valência. fica mais próximo do núcleo. portanto. todos os elétrons são atraídos mais fortemente e. mas no subnível (n-1)d. A distância média entre o núcleo e esses elétrons é menor do que a distância média entre o núcleo e a camada de valência. Isso ocorre porque ao longo do período existe a adição de elétrons na camada de valência e. Energia de Ionização.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A variação do raio atômico aparece claramente no gráfico acima. o que compensa parcialmente (ou blinda) a atração do núcleo. Ne(g) → Ne+(g) + eNe+(g) → Ne+2(g) + eNa(g) → Na+(g) + eNa+(g) → Na+2(g) + eE1 = 497 kcal/mol E2 = 947 kcal/mol E1 = 119 kcal/mol E2 = 1091 kcal/mol IFES Pág.

38 . Assim. 36: Medidas das energias de ionização para os átomos de Neônio e de Sódio. a energia de Ionização I é a energia mínima necessária para remover um elétron de um átomo na fase gasosa: A (g) → A+ (g) + e I = E(A+(g) ) – E(A (g)) Em geral aumenta com o período. IFES Pág. devido ao aumento do número de camadas.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. (Fonte: Pimentel & Spratley. Veja abaixo: Fig. devido ao aumento da carga nuclear (maior atração do núcleo) e decresce nos grupos. 37: Energia de Ionização. 1978) As medidas de Em implicam na transferência de energia ao átomo e na detecção dos elétrons quando eles são arrancados.

Isso. mais afastados do núcleo. conforme a reação: X ° ( g ) + e − →X − ( g ) A liberação de energia mede o quão fortemente o elétron se liga ao átomo. recebe um elétron. 38: Eletroafinidade. não impede que alguns elementos tenham afinidade eletrônica positiva. Este afastamento compensa o aumento da carga nuclear e. Afinidade eletrônica. Fig. um aumento do número atômico corresponde a um aumento do período. maior é a tendência do átomo em receber o elétron. a energia de ionização diminui com o aumento do número atômico. A afinidade eletrônica ou eletro-afinidade pode ser definido como a quantidade de energia liberada no processo em que um átomo isolado.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Note-se que. no seu estado fundamental. porém. 39 . a energia de ionização diminui. ao longo de um grupo. por isso. o que indica uma baixíssima tendência de receber elétrons e a necessidade de absorver energia para poder ganhar elétrons. II. IFES Pág. conseqüentemente. dentro de um grupo. os elétrons de valência vão-se situando em níveis cada vez mais externos e. por isso. portanto quanto mais negativo o valor da afinidade eletrônica. formando um íon negativo (ânion). Tal fato pode interpretar-se se pensar que.

a carga nuclear está tão bem blindada que no berílio o ganho de elétron é endotérmico. mas no berílio ele deve entrar no orbital 2p e deste modo está menos ligado. à carga nuclear efetiva relativamente grande e à necessidade de apenas um elétron para alcançar a configuração eletrônica de gases nobres (regra do octeto). porque a camada de valência está progressivamente mais distante do núcleo e a blindagem das camadas internas é mais efetiva na compensação do aumento da carga nuclear. Tabela 7: Afinidades eletrônicas dos elementos do grupo principal (em eV). o flúor. Uma exceção a essa regra é que o flúor é menos negativo que o cloro. Assim o elétron adicional no lítio entra em um orbital 2s. em geral. IFES Pág. Os gases nobres têm valores nulos para a eletroafinidade. Ou seja.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As afinidades eletrônicas. reduzindo assim a afinidade eletrônica do flúor. não pode ter a força de repulsão inter-eletrônica na camada mais externa ignorada. a repulsão entre elétrons seria relativamente grande. por esta ser muito pequena e com isso. 40 . Uma possível explicação para esse resultado baseia-se no fato de que. têm valores menos negativos ao longo de um grupo (descendo). por ser o menor átomo do grupo dos halogênios. Como podemos explicar o decréscimo na afinidade eletrônica entre o Li e o Be. o oitavo elétron estaria comprimido na camada n = 2. apesar do aumento da carga nuclear? As configurações eletrônicas são: Li [He] 2s1 Be [He] 2s2. Os elementos do grupo dos halogênios são os átomos que possuem maior afinidade eletrônica devido ao reduzido tamanho dos átomos. Para converter F0 em F− .

41 . IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 8: Número de oxidação dos Elementos.

do número de elétrons e dos orbitais que contenham os elétrons de valência. O tamanho do íon também depende da carga nuclear. IFES Pág. Os cátions deixam vago o orbital mais volumoso e são menores do que os átomos que lhes dão origem. Tamanho dos íons.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. 42 .

Esta configuração eletrônica é extremadamente estável e a ela deve sua pouca reatividade. dando origem a diversos tipos de ligações químicas. IFES Pág. é útil em muitos casos e é aplicável aos principais grupos de elementos. a situação de maior estabilidade somente ocorre quando o número de elétrons que possuem os átomos em seu último nível é igual a oito (estrutura que coincide com a dos gases nobres). Seus átomos. Os gases nobres têm muito pouca tendência a formar compostos e geralmente são encontrados na natureza como átomos isolados. Embora não seja geral para todos os átomos. 43 . têm 8 elétrons em seu último nível. Os átomos se unem porque. De acordo com esta teoria. ao estar unidos. As intensas forças que mantém unidos os átomos nas diversas sustâncias se denomina ligações químicos. 3. Portanto. Praticamente todas as sustâncias que encontramos na natureza estão formadas por átomos unidos. Este princípio recebe o nome de regra do octeto. oxigênio e halogênios.2 Regra do octeto. os átomos dos elementos ligam-se uns aos outros na tentativa de completar a sua camada da valência.1 Ligações entre os átomos. que incluem a partilha de elétrons entre átomos. Isso pode ser conseguido de diversas maneiras. exceto o Helio. adquirem uma situação mais estável que quando estão separados. nitrogênio. especialmente ao carbono.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE III 3. mas também a metais como o sódio ou o magnésio.

IFES Pág. Distribuição Eletrônica dos Gases Nobres Gás No Nobre atômico He Ne Ar Kr Xe Ra 2 10 18 36 54 86 Distribuição dos elétrons por camadas 1a 2 2 2 2 2 2 8 8 8 8 8 8 18 18 18 8 18 32 8 18 8 2a 3a 4a 5a 6a Um exemplo próximo de todos é a molécula de água. 39: A molécula de água. Assim na fórmula da H2O cada um dos átomos de hidrogênio compartilha um elétron com o átomo de oxigênio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 9: Distribuição eletrônica dos gases nobres. 44 . Oxigênio 8O 2 Ânion do oxigênio 28O 2 1s 2s2 2p4 1s 2s2 2p6 Para obedecer à regra do octeto. que passa a somar oito elétrons na sua última camada (adquirida sua estabilidade). Vejamos a distribuição eletrônica do oxigênio: Tabela 10: Distribuição eletrônica do oxigênio. conforme figura seguinte: Fig. o oxigênio precisa para se estabilizar de mais dois átomos na última camada.

Fig. resultantes da transferência de um elétron (ou mais) de um tipo de átomo para o outro. portanto. a rede está formada por íons alternadamente positivos e negativos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As ligações químicas originam-se. as ligações podem ser de três tipos: a) iônica. b) covalente ou c) metálica. b) ceder ou c) compartilhar elétrons. IFES Pág. 40: Tipos de ligações. 3. Nas ligações químicas os átomos podem: a) receber. Nos sólidos iônicos. 45 . Os sólidos iônicos são formados por íons são ligados por fortes forças elétricas (ligações iônicas).3 Sólidos iônicos. Conforme essa premissa. da tendência dos átomos de ficarem rodeados por um octeto de elétrons. de modo a atingirem o máximo de estabilidade.

apresentando 7 elétrons no último nível. VI. tem grande avidez por capturar mais um elétron. Esta reação pode ser mostrada do seguinte modo: IFES Pág. II. 41: Sólido iônico (NaCl). possuindo por isso 1 elétrons no último nível O cloro (Cl) como um halogênio. O NaCl é um composto que apresenta ligação iônica. _2s2 2p6_ 3s1 17Cl 1s2 2s2 2p6__3s2 3p5__ O Cl. Elétrons são transferidos dos elementos metálicos para os não metálicos. 46 . V. O Na transfere seu elétron 3s1 para o Cl. IV. fica com o octeto no nível 2. perdendo seu elétron do último nível. formando íons metais positivos e íons não metálicos negativos que se agrupam fortemente formando ligações iônicas. As fórmulas eletrônicas para esses átomos são respectivamente: 11Na 1s2 III. que tem 7 elétrons no último nível.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Vejamos um exemplo: Fig. O Na pela sua configuração eletrônica. O sódio (Na) como um elemento alcalino. I.

Devido à sua estrutura. Muitos compostos iônicos. o CaCO3). ele se torna um bom condutor de eletricidade. Mas. A estabilidade da rede cristalina é mantida pela atração eletrostática entre os íons presentes (íons Na+ e Cl-) na molécula NaCl (cloreto de sódio). portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na + Cl → [Na+1][Cl-1] Fig. se uma quantidade apropriada de energia é fornecida a um sólido iônico. 3. A tabela seguinte mostra uma lista dos mais comuns íons mono-atômicos. mas não todos (por exemplo. de modo que ele se transforme num líquido. sólidos iônicos têm as seguintes propriedades: 1.000°C). a sua condutividade elétrica é muito baixa. devido às forças eletrostáticas relativamente intensas entre os íons. são isolantes. como se pode ver visto todos os elementos têm oito elétrons na camada mais externa (exceto o Li+ e o Be+). São geralmente duros. frágeis e têm um elevado ponto de fusão (normalmente de 600°C e 2. lembrando ainda que:  Metais são elementos químicos que apresentam 1 a 3 elétrons no último nível  Chama-se não-metais os elementos químicos que apresentam de 5 a 7 elétrons no último nível IFES Pág. Como esses sólidos não têm elétrons livres (os íons carregados têm posições fixas). são solúveis em água. 42: Esquematização de uma ligação iônica. 2. 47 .

MgBr3 (Mg2+) ( ) K. Elementos Na. K2S (K+)2 ( ) Al. (Na+)2 ( ) Mg. O Íons Fórmula empírica Na2O Estrutura de Lewis Na+ . P Na+ . S K+ . AlF3 (Al3+) ( ) Na. 48 . Br Mg2+ .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 11 1 Li+ Na+ K+ Rb+ Cs+ 2 Be2+ Mg2+ Ca2+ Sr+2 Ba2+ 3 Al+3 - Grupos 4 - 5 6 7 Na tabela abaixo algumas fórmulas empíricas e suas representações em termos dos símbolos de Lewis. F Al3+ . Na3P (Na+)3( ) IFES Pág. Tabela 12: Estruturas de Lewis.

43: Ligação iônica. certamente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. ocorre uma transferência parcial de carga fazendo com o oxigênio fique levemente positivo e o oxigênio. Na ligação covalente da água (H20). Como vimos a ligação iônica pode ser considerada como a interação eletrostática entre dois íons. este não é o caso das moléculas diatômicas como O2. Este compartilhamento é muito comum na maioria das moléculas orgânicas. IFES Pág. Deste modo. N2. gerando uma força de atração entre os átomos que participam da ligação. Nestas condições. os elétrons são compartilhados pelos dois átomos. levemente negativo. A ligação covalente resulta da iteração de átomos que apresentam suas órbitas de valência quase saturadas de elétrons. por exemplo. eletrovalente ou heteropolar. No entanto. os dois átomos competem igualmente pelos elétrons.4 Ligação covalente. 49 . Neste caso. Este compartilhamento desigual resulta em uma ligação polar. F2 e H2. A química quântica mostra que a distribuição da função de onda destes elétrons implica na probabilidade igual de se encontrar o elétron tanto em um átomo quanto no outro. 3. seus elétrons de valência passam a orbitar indiferentemente nos átomos envolvidos. Na ligação covalente um ou mais átomos são compartilhados entre dois átomos.

Ligação Covalente Molecular: esse tipo de ligação se forma quando os átomos envolvidos tendem a receber elétrons. Os pares eletrônicos são unidos devido o compartilhar de seus elétrons.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 45: Ligações covalentes. uma vez que é impossível todos os átomos receberem IFES Pág. 44: Formação da molécula de água por meio de ligação covalente. Uma ligação covalente ideal é aquela em que os pares de elétrons são igualmente compartilhados. 50 . Fig.

O par eletrônico é formado por um elétron de cada átomo e pertence simultaneamente aos dois átomos. 46: NH3. essa ligação também é designada molecular. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétrons sem cedê-los. formando assim estrutura eletronicamente neutra. 51 . A água (H2O) é um composto molecular determinado pela ligação de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio: H−O–H Fig. As moléculas são estruturas eletricamente neutras constituídas pela não ocorrência tanto de ganho quanto de perda de elétrons. Por essa razão.

onde o enxofre compartilha um par de seus elétrons com o outro oxigênio. Essa ligação obedece à Teoria do Octeto: Os átomos se unem tentando adquirir oito elétrons na camada de valência. a configuração eletrônica dos gases nobres. ou seja. Fig. Sendo assim. A ligação dativa é representada pela seta. 47: Ligação covalente dativa. ou seja. oito elétrons na camada de valência (Regra do octeto). IFES Pág. Um exemplo dessa ligação é quando um átomo de enxofre (S) se liga a dois de oxigênio (O) para formar o dióxido de enxofre (SO2). um átomo que já atingiu a estabilidade eletrônica se une a outro que necessite de elétrons para completar a camada de valência.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ligação Covalente Dativa: também recebe o nome de Ligação Covalente Coordenada. O=S→O A ligação se forma porque é estabelecida uma dupla ligação do enxofre com um dos oxigênios que necessita de atingir a estabilidade eletrônica. 52 . ela é representada por um pequeno vetor (seta) e ocorre quando um dos átomos apresenta seu octeto completo e outro necessita adquirir dois elétrons para completá-lo.

Tabela 13: Tipos de Ligações Covalentes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. NOME COMUM FÓRMULA MOLECULAR FÓRMULA DE LEWIS FORMULA DE KEKULÉ Metano CH4 Amônia NH3 Etano C2H6 Álcool Metílico CH4O Etileno C2H4 Formaldeído CH2O Acetileno C2H2 Cianeto de Hidrogênio CHN IFES Pág. 48: Ligação dativa. 53 .

1 2.9 1.1 Li Be 1.9 1. e o tipo de ligação.∆E ≥ 1.2 2.5 1. covalente ou iônica.7 1. o papel fundamental é desempenhado pelos elétrons de valência.0 2 3 4 5 6 7 8 K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr 0.2 He B C N O F Ne 2. depende da eletronegatividade dos átomos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Identificação da geometria molecular.5 Na Mg 0.4 1.7 → covalente Diferença de eletronegatividade ℉ ∆E = ⟹ entre dois átomos ∆E ≥1. aos quais se encontra ligado.2 2. 54 .2 2.5 3. usando-se usualmente a escala de Pauling para quantificar.9 1.2 1.2 Fr Ra ** Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Uub Uut Uuq Uup Uuh Uus Uuo 0.7 1. A diferença de eletronegatividade entre dois elementos pode ser usada para prever o tipo de ligação entre átomos desses elementos.0 1.9 A eletronegatividade aumenta com o aumento do número atômico.3 1.9 2.5 1.0 1. GRUPO 1 PERÍODO 1 2 3 4 5 6 7 H 2.9 1.2 2.9 1.6 1. e diminui com o aumento do número atômico.6 1.2 2.5 3. Eletronegatividade dos elementos.9 1.4 3.6 1.8 1. Como vimos nas ligações químicas.5 1.9 2.0 2.7 0.2 1.9 2.5 4.8 1.8 1.0 2.8 2.9 2.8 1.9 1.6 1.8 1. A eletronegatividade é a maior ou menor tendência de um átomo para captar elétrons de outros átomos.0 3.7 1.7 0.3 1. ao longo de um grupo.8 1.0 Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe 0.7 → iônica IFES Pág. Assim: .0 2.0 Al Si P S Cl Ar 1.5 Cs Ba Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn * 0.1 2.0 1. Tabela 14.4 1.8 1.5 1. ao longo de um período.8 2.6 1.

Linear se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: HCN CO2 BeH2 H−C≡N O=C=O H−Be−H b. Molécula com três átomos pode ser: a. PCl3 IFES Pág. 55 . Trigonal Piramidal se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Molécula com quatro átomos pode ser: a. Exemplos: NH3. Exemplos: O2 O=O HCl H−Cl HF H−F H2 H−H Cl2 Cl−Cl 2. Trigonal Plana se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: H2CO3 BH3 SO3 b. Angular se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Molécula com dois átomos é linear. Exemplos: H2 O O3 SO2 3.

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NH3

PCl3

4. Molécula com cinco átomos pode ser: a. Tetraédrica se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: CH4 CH3Cl

3.5 Ligações Metálicas. Nos metais, os elétrons de valência movem-se livremente por entre a rede de íons metálicos positivos, não estando localizados em nenhum átomo em particular. Os elétrons que não são de valência e o núcleo forma um "caroço" eletricamente positivo que é envolvida por uma "nuvem", "mar" ou ainda "gás" de elétrons. Os elétrons da nuvem atuam como uma espécie de "cola" mantendo os caroços positivos unidos. Podemos então visualizar um metal como sendo constituídos por uma rede de íons positivos imersos num "gás" de elétrons não localizados, sendo que estes elétrons é que são os responsáveis pela ligação metálica.

Fig. 49: Ligação Metálica.
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Os metais constituem cerca de ¾ das substâncias elementares conhecidas e são caracterizados por possuírem boa condutibilidade elétrica e térmica, maleabilidade e ductilidade, resistência à ruptura, em virtude de terem um número de elétrons de valência inferior a 4, tendendo portanto a formar íons positivos, baixas energias de ionização e baixa eletronegatividade. A teoria das bandas explica não só a condutividade dos metais (condutores de eletricidade), mas também as propriedades dos semicondutores e dos isolantes.

Fig. 50: Ligação Metálica.
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3.6 Ligações Secundárias. A denominação de ligação de van der Waals é utilizada como denominação geral para todos os tipos de ligações secundárias (fracas). A principal causa para o ocorrência de uma ligação deste tipo é a polarização da molécula, existindo pelo menos quatro modalidades deste tipo de ligação:

   

atração entre dipolos permanentes; atração entre dipolos induzidos; forças de dispersão; ligação ou "ponte de hidrogênio".

Fig. 51

Genericamente podemos dizer que são responsáveis pela possibilidade de liquefação e solidificação das moléculas. Agem somente quando as moléculas estão muito próximas, pois as atrações caem muito rapidamente com a distância. São facilmente sobrepujadas pela agitação térmica, devido ao baixo ponto de fusão dos compostos moleculares. Em um mesmo composto mais de um tipo de força de van der Waals pode atuar. Possuem caráter não direcional e tendem a formar estruturas não cristalinas, originando sólidos com baixo grau simetria, devido à pequena intensidade das forças (Figura 51).

Fig. 52

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UNIDADE VI

4. LEIS PONDERAIS. 4.1. Lei das proporções definidas.

Em 1799, Joseph Louis Proust descobre a lei das proporções definidas, a qual afirma que: Uma dada substância contém seus elementos constituintes na mesma proporção. Por exemplo, em qualquer amostra de água (H2O), o hidrogênio e o oxigênio estão presentes na mesma proporção, em massa, de 1 para 8 (8: 1). Ou seja, 1 g de hidrogênio e 8 g de oxigênio combinam-se para formar 9 g de água. Como a combinação é sempre na mesma proporção, a presença em excesso de um dos elementos não alterará a quantidade de composto formado. Assim, por exemplo: 3 g de hidrogênio e 9 g de oxigênio formarão 9 g de água, restando 2 g e 1 g de hidrogênio sem reagir. Esta lei está de acordo com princípio de que cada molécula de um dado composto contém o mesmo número de átomos de cada constituinte (teoria atômica). A lei das proporções definidas indica que as substâncias que participam de uma reação o fazem em quantidades precisas. 4.2. A teoria de Dalton. De sua hipótese Dalton concluiu que: Se dois elementos, A e B, podem formar mais de um composto, então: As massas de B que combinam com a mesma massa de A (nos diferentes compostos) estão entre si na mesma proporção que pequenos números inteiros.

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Por exemplo: Nitrogênio e oxigênio podem formar vários compostos: O nitrogênio se combina com o oxigênio, formando diferentes óxidos: N2 O ⟶ 28 g N+16 g O N2 O2 ⟶ 28 g N+32 g O N2 O3 ⟶ 28 g N+64 g O N2 O5 ⟶ 28 g N+80 g O Verifica-se que, ao permanecer constante a massa do nitrogênio e combinarmos massas diferentes de oxigênio, formaremos compostos diferentes e estas massas (diferentes) estão entre si numa relação de números inteiros pequenos, ou seja, 1 : 2 : 3 : 4 : 5. Outro exemplo: 1C + 1O → 1CO razão 1/1 = 1 1C + 1O2 → CO2 razão 1/2 Na primeira reação ocorre a formação do monóxido de carbono, cuja proporção de carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros de resultado igual a 1. Na segunda reação, temos a formação do dióxido de carbono (CO2), cuja relação carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros 1/2. Dalton observou que:

"As diferentes massas de um elemento, que reagem com a massa fixa de outro elemento para formar compostos distintos, em cada caso, estão, numa relação de números inteiros e geralmente simples, entre si‖. ―Quando dois elementos se combinam para formar compostos mantendo-se constante a massa de um deles, as massas do outro variam segundo números inteiros e pequenos‖.

Essa lei, conhecida como lei das proporções múltiplas, ou lei de Dalton. Foi a primeira predição e o primeiro triunfo da teoria atômica da matéria. Apesar do seu sucesso para explicar e predizer as leis da combinação química, a teoria de Dalton era incompleta, pois não podia determinar os pesos relativos dos átomos.
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3. sempre o fazem numa mesma proporção. A ⬇ mA ⬇ m' A Então. a lei mais conhecida da Química. duas substâncias se reúnem para formar um composto. Lei de Proust (Lei das proporções constantes. + B ⬇ mB ⬇ m' B ⟶ C ⬇ mC ⬇ m' C + D ⬇ mD ⬇ m' D ⇨ ⇨ Reação I Reação II mA + mB = mC + mD m' A + m' B = m' C + m' D 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. Durante as reações químicas. As reações químicas são transformações nas quais uma ou mais substâncias (reagentes) originam outras diferentes (produtos da reação). a massa total das substâncias intervenientes permanece co nstante. tudo se transforma". os reagentes vão-se consumindo. Foi proferida. pode apenas ser transformada". Lavoisier conseguiu demonstrar que a massa dos produtos era igual à massa do reagente. Assim. Quando. Durante as reações químicas. mA mB mC mD = = = m'A m'B m'C m'D IFES Pág. de modo que a sua massa diminui e os produtos da reação formam-se (suas massas aumentam). "na natureza. em várias experiências. Essa lei é. Essa proporção é característica de cada reação. em 1775. 61 . nada se cria. pelo químico francês Antoine Laurent Lavoisier. Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa). Ou ainda. nada se perde. Ficou popularmente conhecida como: "A matéria não pode ser criada nem destruída. independe da quantidade de reagentes utilizados. indubitavelmente. definidas ou fixas). isto é.4. Ou seja.

por Gay -Lussac. Outros exemplos: IFES Pág. o que concorda com a Lei de Lavoisier. 1 A g + 3 B g ⟶ 2 C(g) 1 1Vg : 3V B g : 3VC(g) Decomposição do vapor d’água: essa tese foi publicada em 1808.2g O ⟶ 3. b) As massas dos reagentes e dos produtos que participam de uma reação podem ser diferentes.5 L 1L 2L Proporção volumétrica = 2 : 2 : 1 Todas as substâncias apresentam uma proporção em massa constante em sua composição.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Por exemplo: ½ H2 + O2 ⟶ H2 O 10g H + 80g O ⟶ 90g H2O 2g H + 16g O ⟶ 18g H2O 0. Numa reação onde só participam gases (nas mesmas condições de temperatura e pressão) existe uma proporção de números inteiros e pequenos entre volumes dos gases participantes da reação.6g H2O Observe que: a) Para cada reação.4g H + 3.5. Lei de Gay Lussac. 62 . mas as relações entre elas são sempre constantes 4. 𝐻2 𝑂 ⟶ 1𝐻2 + ½ 𝑂2 a a a 1º) 1 L 2º) 2 L 3º) 4 L 1L 2L 4L 0. a massa do produto é igual à soma da massa dos reagentes. e envolve a reação entre hidrogênio e oxigênio.

1 mol de laranjas ≅ 6. Relação 1:1:2 ―Quantidade de Substância‖.022 x 1023 moléculas 1 mol de átomos ≅ 6. O número de átomos presentes em 0.022 x 1023 íons 1 mol de elétrons ≅ 6.012 kg de carbono 12. O número de Avogadro (NA). 63 .022 x 1023 átomos 1 mol de íons ≅ 6.022 x 1023 ―qualquer coisa‖ IFES Pág. etc.022 x 1023 laranjas 1 mol de moléculas ≅ 6. 1 mol de ―qualquer coisa‖ ≅ 6. e cujo valor é 6. moléculas. que contém tantas entidades elementares (átomos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + Cl2 ⟶ 2 HCl 1 V + 1V ⟶ 2 V 8 V + 8V ⟶ 16 V ½ V + ½V ⟶ 1 V 4.022×1023 átomos/mol 1 mol = 6.) quanto o número de átomos que existem em 0.6. teremos: 0.022 x 1023 nêutrons Logo.012 kg de carbono-12 é um valor constante que se designa por número de Avogadro ou constante de Avogadro. O número de Avogadro (NA). elétrons.022×1023 Deste modo.012 Kg de C-12 = 6. 4. Uma mole é a quantidade de substância de um sistema.7. – Definição de mole.022 x 1023 elétrons 1 mol de nêutrons ≅ 6.022×1023 mol-1. Assim.

laranjas. laranjas. à massa de uma molécula ou de uma fórmula unitária. pessoas ou livros. 64 . e abrevia-se por mol.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um mol corresponde a 602 sextilhões e também pode se referir a ovos. pode ser dado por: número de moles = peso (g) massa atômica (molecular) M = n × NA Exemplo. o número de entidades.022×1023 moléculas de dióxido de carbono. 1 mol de H2O ―pesa‖: 2 x 1 + 16 = 18g 4. logo 2 moles de H ―pesam‖ 2g Portanto. É comum representá-la pela letra n e a unidade de quantidade de substância é a mole. A única diferença é a de que. que certo sistema possui. pessoas. etc. então existe 6. isto é. Caso existam 2 mols de moléculas de dióxido de carbono. Assim sendo. 1 mol de O ―pesam‖ 16g. 1O 1 mol IFES Pág. estaríamos imaginando 602 sextilhões de ovos. então temos 2×6. 1 mol de H2O possui 1 mol de O e 2 moles de H Mas. Se.8. por exemplo. Para a água vem: 1 H2 O ⟶ 2H + 2 moles 1mol Assim. N. livros. Massa molecular A expressão ―massa molecular‖ refere-se à massa da entidade da qual uma substância é feita. neste último caso. um sistema possuir 1 mol de moléculas de dióxido de carbono.022×1023 moléculas de dióxido de carbono.

Tomemos 20 anos. Observe os seguintes princípios da multiplicação e da divisão: Se A = B.1 u Nota: a expressão ―massa molecular‖ deve ser usada para se referir às entidades constituintes tanto de substâncias covalentes como de iônicas. entãoa a A C. Suponhamos. por exemplo. 4. podemos multiplicar qualquer número por uma fração onde o numerador e os denominadores se equivalham (relação igual a um).9. sem alterar a sentença. 365 dias 1 ano 24 horas 1 dia 60 minutos 1 hora 60 segundos 1 minuto IFES Pág. Assim: m(NH3) = ma(N) + 3×ma(H) = 17 u m(CaO) = ma(Ca) + ma(O) = 56. então:€ a a A =1 B a a - Se C×1 =1. podemos usar esses princípios na análise dimensional. etc.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O valor da massa molecular de uma dada entidade corresponde à soma das massas atômicas dos átomos que a compõem.) como se fossem quantidades algébricas. que queiramos converter anos em segundos. A expressão ―peso molecular‖ não é mais recomendada . 65 . De tal modo. por exemplo: 20 anos = 20 anos . divididas. =C B a a Portanto. onde as medidas são tratadas (multiplicadas. Resolução de problemas numéricos.

022×1023 = número de átomos Número de átomos/6.022×1023 = moles de moléculas (D) Ao lidar com átomos de elementos: Números de átomos × 6. moléculas e vários outros itens.01×10 íons 1 mol íon (SO4) -2 4.022×1023 íons Al2(SO4) = 2 íons Al × 1mol íon Al+3 6. o mol é usado em química para quantificar o número de átomos.022×1023 = moles de átomos IFES Pág. É importante saber os relacionamentos existentes e como estabelecer as relações.10. Como vimos. Relações Molares.022×1023 = número de moléculas Número de moléculas/6.022 × 1023 íons 23 + 3 moles de íons (SO4) × -2 ≅3. 66 . A seguir resumiremos algumas relações: (A) Ao lidar com elementos: Número mole (elemento) × massa molar (atômica) = massa do elemento (B) Ao lidar com compostos: Número de moles do composto × massa molar (molecular) = massa do composto Massa de um composto/massa molar (molecular) = número de moles do composto (C) Ao lidar com moléculas de um composto: Número de moles de um composto × 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO = 20 × 365 × 24 × 60 × 60 s =630720000 segundos. Exemplo na química: Para o Al2 (SO4 ) . têm-se: 3 Al2(SO4)3 = 2 moles de íons Al+3 + 3 moles de íons (SO4) -2 Al2(SO4)3 = 2 Al+3 + 3 (SO4) -2 6.

V = constante × n A pressão e temperatura normais.43 l. IFES Pág. Lei de Avogadro.15 K).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4.41 l. Portanto. Densidade e Massa Molar.12. O volume de 1 mol de gás ideal. O volume de gás a uma dada temperatura e pressão é diretamente proporcional à quantidade de matéria do gás. n= m mol d= m . é 22.40 l. próximo do valor para um gás ideal. têm o mesmo número de moléculas. a pressão e temperatura normais (pressão de 1 atmosfera e temperatura de 237.11. V d mol = n V 4. O volume ocupado por 1 mol de um gás real. à mesma pressão e temperatura. difere muito ligeiramente do volume acima referido para gases ideais. e mesmo 1 mol de hidrogênio ocupa o volume de 22. 67 . o volume ocupado por 1 mol de oxigênio ou de azoto é 22. a pressão e temperatura normais. Fig. 53. Como a densidade de um gás é normalmente dada em g/L à CNTP. ainda relativamente próximo do valor do gás ideal. Hipótese de Avogadro: Volumes iguais de gases ideais diferentes. podemos usar o volume molar e massa molar para resolver vários tipos de problemas.

C H2 CH4 1 mol 2 moles 1 mol 12. 4. constituído por hidrogênio e carbono. para o gás metano. Como conseqüência desta lei. é também designada Lei das Proporções Recíprocas ou Lei dos Equivalentes. nomeada Lei de Richter. praticamente desprezível. ou corresponde a uma proporção de múltiplos e submúltiplos das massas com as quais cada um de seus elementos reage separadamente com a massa fixa de outro elemento A. A proporção das massas. o consideraremos como sendo um gás ideal.0 g [3] [1] Proporção 1:3 Inversamente. por exemplo. 1g de hidrogênio precisa combinar-se com 3g de carbono para formar o gás metano.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observa-se que a diferença entre os volumes é mínima.0 g 4. segundo as quais tais elementos B e C reagem entre si. no estudo das propriedades termodinâmicas de um gás real. podemos afirmar que é uma boa aproximação de fato considerar que o volume de um gás é independente do tamanho ou massa das moléculas que o constituem. e por isso a lei de Avogadro é válida para a maioria dos gases reais. 68 .0 g 16. Assim. ou é igual. Richter e as Massas Equivalentes Esta lei. decompondo-se 4g do gás: 3g são de carbono e 1g de hidrogênio. CH4 ↔ C + 2H2 4g do gás CH4 = 3g são de carbono + 1g de hidrogênio IFES Pág.6 O Equivalente-Grama. – Definição. Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância que corresponde a 8 gramas de oxigênio. C + 2 H2 ↔ CH4 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g do gás CH4 De fato. Ou seja.

Partamos. novamente. ou seja.5g de IFES Pág. Tomemos. são os mesmos valores que se combinaram coma a massa fixa de hidrogênio nos casos citados.5g de cloro). um composto formado por carbono e cloro (elementos nãocomuns) e determinemos a proporção em que esses elementos estão combinados. Vejamos: 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = 9g de água 3g de carbono + 8g de oxigênio = 11g de dióxido de carbono Outro exemplo: o monóxido de carbono. Portanto. na qual se constata que a proporção de combinação é de 3g de carbono : 35. respectivamente. o metano (1g de hidrogênio : 3g de carbono) e o cloreto de hidrogênio (1g de hidrogênio : 35. por exemplo. Portanto. agora. na proporção de 1g para 8g. é de 3g de carbono para cada 4g de oxigênio. agora. ambas combinam com 3g de carbono. 69 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água é constituída de hidrogênio e oxigênio. dizemos que são massas equivalentes. Uma substância que preenche essas características é o tetracloreto de carbono. temos: 3g de carbono + 1g de carbono = metano 3g de carbono + 8g de oxigênio = dióxido de carbono 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = água 4g de hidrogênio + 32g de oxigênio = água 8g de hidrogênio + 64g de oxigênio = água Do que foi dito. Constataremos que a proporção. Admiravelmente. de duas substâncias formadas por um elemento comum. percebe-se que As massas 1g de hidrogênio e 8g de oxigênio apresentam o mesmo poder de combinação. No caso do dióxido de carbono (CO2) a proporção dos elementos carbono e oxigênio é de 3g : 8g. respectivamente.

5g de cloro = 36. Por esse motivo. o fará segundo as massas m1. D.5g de cloreto de hidrogênio 3g de carbono + 35.…. Regras práticas. m3.5g de cloro = 38. dos elementos químicos B. Equivalente-grama (E) de um elemento químico. pois reagem com a mesma massa fixa m do elemento químico A. reagirem entre si. ou seja. já em 1792. As massas m1.….…. Eqg (E) = Exemplos: Para o cálcio − Ca: Para o aluminio − Al: Para o oxigênio − O: IFES massa molar Valência Eqg = Ca/v = 40g/2 = 20g Eqg = Al/v = 27g/3 = 9g Eqg = O/v = 16g/2 = 8g Pág. m2. 1.….5g de tetracloreto de carbono Assim. combina-se com as massas m1. as mesmas quantidades que se combinam com a massa fixa de hidrogênio. têm a mesma capacidade de combinação. m3. É a relação entre a sua "massa molar" (átomo-grama. dos elementos químicos B. m2. ou segundo múltiplos ou submúltiplos delas. respectivamente. D. C.…. foram chamadas por Richter. 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 35. m2. 70 . m3. A) e sua valência (v). se os elementos B. Quando uma massa fixa m. de massas equivalentes: Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância capaz de reagir com 8g de oxigênio.….QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO cloro. D. de um elemento químico A. C. C.

6g 3 3 massa molar número de H ionizáveis Eqg = Eqg = IFES Pág.0795g = ≅ 49.67g Eqg = P/nox = 31g/3 ≅ 10.33g Eqg = P/nox = 31/5 ≅ 6.5g 1 1 H2SO4 98. − k é igual ao número de hidrogênios ionizáveis (H+): Eqg(A) = Exemplos: Para o ácido clorídrico ∶ (HCl) Para o ácido sulfúrico ∶ (H2SO4) Para o ácido fosfórico ∶ (H3PO4) Eqg = HCl 36. a) Ácido. terá igual número de equivalente-grama.g 2 2 H2PO4 97.2g 2.4606g = ≅ 36. 71 . Equivalente-grama para a substância: Eqg(S) = massa molar k O valor de k é interpretado de acordo com o comportamento químico da substância. Exemplos: Para o Fe+2: Para o Fe+3: Para o P+3: Para o P+5: Eqg = Fe /nox = 56g/2 = 28g Eqg = Fe/nox = 56g/3 ≅ 18.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o Sódio − Na: Eqg = Na/1 = 23/1 = 23g Quando o elemento químico tem número de oxidação variável e apresenta vários números de oxidação.9952g = ≅ 32.

9952g = ≅ 98g 1 1 b) Base.5g 2 2 Para o sulfeto de cálcio: (CaS) Para o fluoreto de bário: (BaF2) Para o sulfato de alumínio: Al2 SO4 3 342g E = = = 57g (Al2(SO4)3) 6 6 Para o sulfato de cobre II CuSO4 . Eqg sal = massa molar valência total E= E= CaS 72g = = 36g 2 2 BaF2 175g = = 87.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o ácido hipofosforoso∶ (H3PO2) Eqg = H3PO2 97. 5 H2O]: d) Óxido. − k é a valência do elemento ligado ao oxigênio. Eqg (base) = massa molar nº de OHEqg = NaOH 40g = = 40g 1 1 Ca(OH)2 74g = = 37g 2 2 3 Para o hidróxido de sódio ∶ (NaOH) Para o hidróxido de cálcio ∶ (Ca(OH)2) Eqg = Al OH Para o hidróxido de alumínio ∶ Eqg = (Al(OH)3) 3 = 78g = 26g 3 c) Sal.75g 2 2 [CuSO4 . 72 IFES . −k é igual ao número de hidroxilas (OH-). Eqg (óxido) = massa molar valência Pág.5g pentahidratado E= = = 124. −k é igual à valência total do cátion ou do ânion considerado. 5 H2O 249.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para trióxido de enxofre.533g = ≅ 19. teremos: Eqg SO3 = SO3 80g = ≅ 13.3g 6 6 Para o tetróxido de triferro (magnetita): Eqg Fe3O4 = Fe3O4 231. Vejamos: Eqg (Cy+)(Ax+) = Eqg (Cy+) + Eqg (Ax+) Eqg (Cy+)(Ax+) = C A + = y x xC+yA xy valência total IFES Pág. 73 .  Para um anion: Eqg Ax.=  Para um cátion: Eqg Ay+ = Exemplos: Eqg (SO-2 4 ) SO-2 4 = 2 Ca 2 massa molar y massa molar x Eqg Ca2+ = Eqg (Al3) = Al 3 Observe que o equivalente-grama de um sal é a massa do sal que contem um equivalente-grama do respectivo íon.29g 12 12 e) Equivalente-grama de um íon.

Eqg oxidante ou redutor = massa molar ∆.-).+ H2O + 3[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio básico o Mn de nox +7 ao receber 3 elétrons passa para Mn de nox +4 (MnO3. f) Oxidante ou redutor.⇄ 2MnO3.+ 6H++ ⇄ 2Mn++ + 3H2O + 5[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio ácido o Mn de nox +7 ao receber 5 elétrons passa para Mn de nox +2. teremos: A equação iônica da reação é: 2MnO4. Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn o ∆ total = 5.52475 2×2 4 Exemplos: Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio ácido.315g = 74. Potanto. A equação iônica da reação é: 2MnO4.5g ∆ total 5 Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio alcalino. 74 .atomicidade Ca2(P2O7) 254. Eqg (KMnO4) = KMnO4 158g = = 31.+ 2(OH).1575g 2×1 Para o Ca2(P2O7): Eqg Ca2(P2O7) = Casos Particulares. IFES Pág.. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para o Mg(NO3)2: Eqg Mg NO3 2 = Mg NO3 2×1 2 = 148. −k é o número total de elétrons cedidos ou recebidos (∆ total).099g = = 63.

K2SO4 + 2 HClO4 → H3PO4 + 2 KClO4 2 K+ + CO4. Eqg KMnO4 = KMnO4 158g = = 52. 75 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn.totalmente neutralizados. misto ou duplo é calculado em função do íon que toma parte na reação. Exemplos: 1− H2SO4 +NaOH → Na2HPO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 98g 1 2− H2SO4 + Al2(OH)3 → Al(OH)SO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 49g 2 h) O equivalente-grama de um sal ácido. K2HPO4 + 3 Ag NO3 → 2 KNO3 + HNO3 + Ag2PO4 PO4-3 + 3 Ag+3 → Ag3PO4 Eqg (K2PO4) = K2PO4 3 corresponder à proporção dos i) Os equivalentes-grama devem coeficientes das equações. básico.67g Δx 3 g) Nas reações entre ácidos e bases com neutralização parcial. Assim. Exemplos: Exemplo 1. os equivalentes-gramas dos ácidos e das bases são calculados em função do número de H+ e OH. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 3.→ 2 KClO4 Assim. Eqg (K2SO4) = K2SO4 2 Exemplo 2. Exemplo: 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O IFES Pág.

n Equivalentes de uma substância A reage exatamente com n equivalentes da substância B.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3 H2SO4 = 6E 2 Al(OH)3 = 6E Al2(SO4)3 = 6E 3 H2O =6E Portanto. então: 1mol = 3 Eqg ou 2 moles = 6 Eqg de Al(OH)3 3 mol . produzindo n equivalentes de cada produto. Vejamos: 3 H2SO4 + 2Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O De fato. então: 1mol = 6 Eqg de Al2(SO4)3 6 mol . Se: Eqg (H2SO4) = então: 1mol = 2 Eqg ou 3 moles = 6 Eqg de H2SO4 Faremos o mesmo raciocínio paras os outros compostos: Eqg (Al(OH)3) = mol . 76 . 2 1mol = 2 Eqg ou 3moles = 6 Eqg de H2O IFES Pág. 2 Eqg (Al2(SO4)3 ) = Eqg (H2O) = então: mol .

20 ×1025 átomos 03.0 3 ×1024 átomos 18 02.m. Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 1 molécula H2 O=2 átomos de H + 1 átomo de O = 3 átomos 1 mol 6.a) 1 mol CH3 COOH= 2 moles C + 4 moles H + 2 moles O IFES Pág. O= 16 u. 77 . 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O − − − − 3 moles 6Eqg 2 moles 6Eqg − − mol mol Eqg = Eqg = 2 3 − − − − (1mol = 2 Eqg) (1 mol = 3 Eqg) − − − − 6 Eqg 6Eqg 4. . Qual o número de moléculas de água (H2O) presentes em 360g da substância? 1g 16 g 1 mol H2 O = 2 moles H + 1 mol O = 18 g 1 mol 6. × × 18g 1 mol 1 molécula 90 g= 6. 18 g 1 mol = 360 ×6.02×1023 moléculas 3 atomos 90 g = 90g .m. H = 1 u.02 ×3×90 ×1023 átomos= 9.13. 01.a. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.a. Quantas moléculas correspondem a 300 gramas de ácido acético (CH3COOH)? Dados: (C = 12 u.m.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.02 × 1023 360 g=360 g .02 ×1023 átomos = 18 = 1.

MM (massa molecular) = 64 + 2×14 + 6×16 = 188 g 94 g = 94g Logo.5% e 7. O=16 u. 1 mol 300 g = 300 g 60 g 6. 05. Quantos átomos há neste composto? Dados: (Cu=64 u.02×1023 moléc. (Unirio-RJ) Em 100 g de leite em pó infantil. Cu(NO3)2 = 9 átomos ( 1Cu. respectivamente).0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 mol CH3 COOH= 2×12 + 4×1 + 2×16 Logo. 6O) Cu(NO3)2 = 1×Cu + 2×N + 6×O Portanto.05 moles 100g leite 40000 mg 06. =0. 78 . Sabe-se que a prata de lei é uma liga metálica constituída por prata e cobre (92.709 ×1024 átomos 1 mol 188g 6.1023 1 atg Ag = 6.5%. 2N.02 ×1023 1 mol moléculas 04. 1022 átomos de prata? Dados: Ag = 108u N = 6 . 94 g = 2. N=14 u) 1 moléc. 1 mol 9 átomos 1 moléc.02 × 10 23 átomos = 108 g IFES Pág. existem 500 mg de cálcio. 500 mg Ca 1 mol (átomos) . Um recipiente contém 94 g de Cu(NO3)2. Quantos mols de átomos de cálcio existem numa lata de 400 g de leite em pó? 100g leite=500 ml Ca 1000 mg 1 atg Ca = 40g× = 40000 ml 1g 400 g leite em pó= 400g leite . Qual a massa de uma corrente de prata de lei que apresenta 5.

queremos o correspondente a 100% (ou 0. = 78 21 1 de ar ≅ 28. +1g. Ar = 40u 100g de ar = 78g de N2 + 21g de O2 + 1g de Ar 6×1023 moléc. + 21g. 28 32 40 100 g 1 mol de ar = 6× 1023 moléc.0 ×10 22 átomos × 108 g =90 g 6× 1023 átomos 90 g (correspondente a 92. IFES Pág. 6. 21% de oxigênio e 1% de argônio em volume.100 × 100% ≅ 9. 79 . 6×1023 moléc. 5% de Ag) = 0. Qual o valor da massa molar média desse ar? Dados: N = 14u.02×1023 moléc. 100 g ar=78g.925 4. não poluído. 28g 32g 40g 78 21 1 + + ) × 6 × 1023 moléc.0 ×1022 átomos= 5. apresenta aproximadamente 78% de nitrogênio.9 g ( + + ) 28 32 40 100g de ar = ( 90g 0. Determine a massa molecular das substâncias: a) S8 b) HClO c) H3PO4 d) Ba(OH)2 e) Ca3(PO4)2 2. Mas. 100 % = 0. Exercícios de Fixação 1. Assim.14.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5.73 g 07. O ar atmosférico seco. Determine o número de moléculas presentes em 4 moles de água. O = 16u.925.100).

O oxigênio é produzido pela reação desse óxido com o dióxido de carbono e a água do ar exalado pelos pulmões. 340 g do mesmo ocupam um volume de 22. Uma liga de zinco e ferro contém 20% de zinco. Calcular o número de mols presentes em 90 g de água. As máscaras de oxigênio utilizadas para produzir oxigênio. Determine a massa total. ocupam.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. presentes em: 2 mols de moléculas de H2 + 11. Qual o volume ocupado.24 L.2 x 1023 moléculas da substância X pesam 12 mg. 9. Qual o número de átomos de ferro contidos em 7g dessa liga? 17. 10. Determinar a massa. sabendo que 16 mols da mesma ―pesam‖ 38. Determine o número de moléculas presentes em 90 g de água.6 L do gás XO2 tem massa igual a 11g. 7. Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 8. 80 . Determine a massa molecular de certo gás G. 2. Qual o volume. 5.4 g de uma substância simples e gasosa Gn. em gramas. Determine a atomicidade da substância sabendo que a massa atômica de G é 31 u. Calcule a massa molecular de certa substância X. 14. em situações de emergência contêm o superóxido de potássio KO2. como mostra a equação: 4 KO2 (s) + 2 H2O (g) + 4 CO2 (g) ⟶ 4 KHCO3 (s)+ 3 O2 (g) IFES Pág. Se 1.4 L.a. 6. sabendo que nas CNTP. 15. de 11. Qual a massa atômica de X? 16. Determine a massa.m. Nas CNTP. nas CNTP.2 L de C2H2(g) nas CNTP. nas CNTP.4 g. em gramas. calcule a massa molar de X. 12. 13. de 12 x 1024 moléculas de H2S.2 L de CO2 (g). 12. em litros ocupados nas CNTP por 5 moléculas gramas de CO2(g)? 4. em litros. por 160 g de oxigênio gasoso (O2) nas CNTP? 11. em gramas. 5.

Ao fim de 5 minutos. pode ser utilizado para substituir o açúcar de cana. Bastam 42 miligramas de aspartame para produzir a mesma sensação de doçura que 6.2 mols de Al(NO3)3. Calcule a quantidade de mols de moléculas existentes em 8. Dados: as massas molares (g/mol): N = 14. 21. Quantas moléculas isso representa? Dados: massas molares: C = 12 g/mol. (FGV-SP) Para atrair machos para acasalamento. 81 .5 mg de amônia por cigarro. Supondo-se diluição uniforme na água. -12 Aproximadamente 10 g de tal composto de fórmula C18H38O devem estar presentes para que seja eficaz. indique o número mínimo de moléculas de 2-fenil-etanol por litro de água. qual será a quantidade de matéria em mols de oxigênio. massa molar do ouro = 197 g/mol. 1 g de ouro = R$ 17. muitas espécies fêmeas de insetos secretam compostos químicos chamados feromônios. Dados: NA: 6×1023 .8 gramas de açúcar de cana. inalada por ela será aproximadamente? 18.5 mg de amônia. substância produzida pelas fêmeas. 8. quantas vezes. O =16 g/mol. Sendo assim. detectado pelo peixe macho. H = 1.00. 20.66 ×10-8g de 2-fenil-etanol. o número de moléculas de açúcar de cana deve ser maior do que o número de moléculas de aspartame para que tenha o mesmo efeito sobre o paladar? Dados: massas molares aproximadas (g/mol) açúcar de cana: 340.0x1023 moléculas por mol. (Fuvest – 2002) O aspartame. b) 0. (Mackenzie – 2001) Estudos apontam que a amônia (NH3) adicionada ao tabaco aumenta os níveis de absorção de nicotina pelo organismo. determine o custo do ouro usado nessa etapa do processo de fabricação. Os cigarros canadenses têm. 19. valor bem mais baixo do que a média nacional (Veja 29/05/96). Peixes machos de certa espécie são capazes de detectar a massa de 3. adoçante artificial: 300.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Considere que uma pessoa exale 1. um adoçante artificial. por meio de deposição a vácuo. aproximadamente. Dados: massa molar do 2-fenil-etanol é 122 g/mol. uma superfície foi recoberta por uma camada de ouro. H = 1 g/mol. em média. Sabendo que para recobrir essa chapa foram necessários 2 x 10 20 átomos de ouro. IFES Pág. constante de Avogadro = 6. (FUVEST-SP) Na fabricação de chapas para circuitos eletrônicos. 22. que está dissolvida em 1 milhão de litros de água. a) Encontre o número de moles de íons em: a) 2 moles 2 mols de Fe2(SO4)3.0 × 102 mol de CO2 por minuto.

ou numa certa composição percentual. Estudaremos de que maneira é possível. eles estão presentes no composto em uma quantidade. determinar a fórmula molecular de uma substância e outros tipos de fórmulas. oxigênio e hidrogênio. SO2. que Al (OH)3 de hidróxido de alumínio que se obtém no Brasil terá a mesma porcentagem de alumínio.1u e a do oxigênio 16. 4. estrutural e eletrônica de uma substância molecular e a fórmula empírica de uma substância iônica. O problema pode ser resolvido por duas vias: (1) – Utilizando unidades de massa atômica: Massa molecular do SO2 m(SO2) = mA(S)+ 2mA(O) = (32. Composições percentuais e fórmulas químicas. Uma lei fundamental da química sustenta que.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE V 4. O que significa. como a centesimal e a mínima. Dados: A massa atômica do enxofre é 32. é possível saber o percentual de massa de cada elemento no composto. através da análise de dados experimentais. As teorias que explicam a formação das ligações químicas permitem prever a fórmula molecular. IFES Pág. Diversos tipos de fórmulas são utilizados. por exemplo. que você pode obter em qualquer outro lugar do mundo. Calcular a composição (em tanto por cento) da molécula de SO2. contém um átomo de enxofre e dois de oxigênio. formado por dois ou mais elementos diferentes.1.1 u. Conhecido um composto químico.1) + (2×16) = 64. Exemplo: Uma molécula de dióxido de enxofre. Fórmula é a representação gráfica da composição de uma substância. em qualquer composto químico. Cálculos de Fórmulas. 82 .0u.1.

1u (2) − Utilizando gramas: 1 mol de moléculas de SO2 (64.1 g de SO2 temos 32. Através da composição percentual de um composto pode-se conhecer sua fórmula empírica.1 g) contém 1 mol de átomos de enxofre (32.1 g de SO2 4. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 2×16.499 ou 49.2.1 g de enxofre.0g O =49.1% Massa SO2 64.1 g) e 2 moles de átomos de oxigênio (2×16. ou fórmula empírica.1 u )= = 0.9% O 64.501 ou 50.9% Massa SO2 64.1 g S =51.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Percentagem do S no composto: %S = ( massa S 32. se pode determinar sua fórmula mais simples mediante cálculos elementares.1u Percentagem do oxigênio no composto: %O = ( massa O 2×16 u )= = 0.1 g de SO2 temos 32. IFES Pág. Fórmula empírica: A fórmula mais simples. de um composto é a menor relação entre o número de átomos presentes em uma molécula desse composto. A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual). Conhecida a composição percentual de um composto ou sua composição elementar em gramas. Porcentagem do enxofre no composto: Se em 64.1% S 64. 83 .0 g de oxigênio. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 32.0 g).1 g de SO2 Porcentagem do oxigênio no composto: Se em 64.

É o volume ocupado por um mol de qualquer gás. se pode calcular o número de moles de átomos de cada elemento: Moles de átomos de carbono = (27. 84 .54 16. desses 100 g correspondem 27. 1 atm e 0 ºC de temperatura) e tem um valor de 22.3% de carbono e uns 72. Para resolver o problema consideremos 100 g do composto. Dada a composição porcentual do mesmo.3 g ao carbono e 72.0 g C 1 mol átomos de O = 4.0 g O Moles de átomos de oxigênio = (72.7 g ao oxigênio. Determinar a fórmula empírica desse composto.7 g) × Dividindo os dois números obtidos. Exemplos: IFES Pág.28 A fórmula empírica corresponde ao dióxido de carbono será: CO2. medido em condições normais de pressão e temperatura (760 mm Hg de pressão. Nos cálculos com gases é conveniente adotar a unidade universal de volume: o volume molar.3 g) × 1 mol átomos de C = 2. têm-se a relação dos átomos na fórmula empírica: n(C) = n(O) = 2.28 12.4 L.54 ≅2 2. A partir desta relação.3. 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: A análise de uma amostra de um composto puro revela que contém uns 27.28 =1 2. ou seja.28 4. O volume molar. chega-se a uma relação empírica inteira entre ambos.7% de oxigênio (em massa). Com isso.

85 . é factível determinar características quantitativas delas (entre outras. reagem com o oxigênio do ar para formar dióxido de carbono (CO2) e água (H2O). que quando se queimam. podemos saber quanto H foi produzido através H2O medindo a variação da massa de uma amostra de perclorato de magnésio.4 l 22.4 l 22.4 l Número de partículas 6. Quando conhecemos a modo com que uma série de sustâncias reage entre si. e hidrogênio em H2O. É a chamada análise quantitativa. As reações de combustão são reações rápidas que produzem uma chama. hidrogênio e oxigênio (por exemplo. Um exemplo: Consideremos a combustão do álcool isopropílico. A maioria dessas reações inclui ao oxigênio do ar (O2) como reagente. Gás 1 mol de Hélio 1 mol de Hidrogênio 1 mol de Butano Massa 4g 2g 58 g Volume (CNTP) 22. Volumes Molares. Análises de Combustão. Princípio do método.4. também se queimam na presença de oxigênio (O2) para produzir CO2 e H2O.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 3. Na ocasião em que um composto com H e C é queimado num dispositivo especial.023 × 1023 moléculas 4.023 × 1023 moléculas 6. IFES Pág. o álcool metílico CH3OH. a glicose C6H12O6). na presença de O. Da mesma forma.023 × 1023 átomos 6. O CO2 é então capturado (usando-se o hidróxido de sódio) para podemos saber o quanto CO2 foi produzido pela simples medição da mudança de peso da amostra. a sua fórmula e até sua fórmula molecular − no caso de conhecermos a massa molecular da sustância). Uma classe de compostos que podem participar nas reações de combustão são os hidrocarbonetos. que tem carbono. todo o carbono é convertido em CO2. Outros compostos.

0 g Como um mol de CO2 tem um mol de C e dois de O. 0. parcialmente.034 = 0. que pode vir.306 g de H2O.01g = 0.0128 moles de CO2 44. uma vez que CO2 e H2O contêm oxigênio.017). Ao queimá-la. O conteúdo em oxigênio na amostra pode.154 – 0.0 g Portanto. m(Amostra) = 0.034 moles de H (2×0. do oxigênio combinado no composto e. 0.306 g de H2O × 1 mol deH2O = 0.154 g de C mol de C Mas. 0. então: em 0. no entanto. Com esta informação podemos calcular a quantidade de C e H na amostra: m(CO2) = 1m(C) +2×m(O) = 44 g m(H2O) = 2m(H) + m(O) = 18.034 g (H) + m(O) = 0. parcialmente. teremos 0. do oxigênio do fluxo gasoso usado no processo de combustão. verificamos que foram produzidos 0. 0.0128 moles de C.255g m(O) = 0.017 moles de H2O contém 0.255 g do álcool revela que esta tem unicamente o três elementos: C. Assim. Logo. ser obtida por diferença.154 g (C) + 0.561 g de CO2 × 1 mol de CO2 = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma análise de uma amostra de 0.067 g O IFES Pág.017 moles de H2O 18.561 g de CO2 e 0.034 moles de H × 1g = 0.0128 moles de C × Como 0. H e O. 86 .0128 moles de CO2.034 g 1 mol H A quantidade de oxigênio na amostra original não pode ser obtida a partir do massa dos produtos de combustão.0 g 12.255 – 0.

1% de cloro em massa.9 g Hg × 26.0042 moles de Oxigênio Com esta informação podemos encontrar a fórmula empírica.0042 0.736 mol Cl 35.0340 moles de Hidrogênio 0.5.999 g Assim.067 g de O × 1 mol de O = 0. Qual é a fórmula empírica do composto? Suponhamos que temos uma amostra de 100 gramas deste composto.0042 Considerando o erro experimental.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou.0042 )para obter números inteiros: 0. teremos: 73. em suma.0340 𝑚𝑜𝑙𝑒𝑠 𝐻 ≅ 8 moles H 0.0042 moles de O 15.0042 0.9% de mercúrio e 26.0128 moles de Carbono 0. Calculando o número de moles.1 gramas de cloro. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS. que representa cada massa individual de cada átomo. 1.9 gramas de mercúrio e 26. o que temos é: 0. é provável que a amostra tenha a fórmula empírica: C3H8O. 87 . Logo. 0. 4.0042 moles O ≅ 1 mol O 0.59 g 1 mol = 0. O mercúrio forma um composto com cloro que tem 73. Então a amostra terá 73.1 g Cl × 1 mol = 0.0128 moles C ≅ 3 moles C 0.368 moles Hg 200.45 g IFES Pág. se dividirmos pela menor quantidade (0.

Determinar a fórmula molecular.16/ 44 = 3 A solução: Multiplique C2H4O pelo fator comum: C (2 × 3) H (4 × 3) O (1 × 3) = C6H12O3 IFES Pág. a fórmula empírica é HgCl2. converteremos as percentagens dadas aos totais de grama e.15 g H × 1 mol = 9.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando a proporção molar dos elementos.16.32 %.53 % e O = 36. Uma análise quantitativa dá o seguinte % em massa: H = 9. que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é: 132.736 mol Cl 0.15 moles 1gH 1 mol = 4.27 =1 9. em moles: 9.27 moles 16 g O 54. por conseguinte. Assumindo uma amostra de 100 gramas.27).0 = 44g/mol O fator comum.27 = 2 No entanto.368 mol Hg = 2. vem: n(Cl) = n(Hg) 0. 88 . assim: m(C2H4O) = 2×12.32 g O × Dividindo cada uma dos números de moles pelo menor dos três (nesse caso 2. sabendo que: massa molecular é igual 132.53 g C × 36.27 = 4 4.27 moles O /2. m(C2H4O) = 2 × m(C) + 4 × m(H) + 1 × m(O). C = 54. vem: 2.15 %.0 + 1×16. fórmula empírica igual a C2H4O. 2.54 moles C/2.54 moles 12 g C 1 mol = 2.0 Como n(Cl) = 2 × n(Hg).15 moles H/2.0 + 4×1.

vem: n Fe = 2 nS=3 n O = 12 Como m(C) = 2 × m(Fe) + 3 × m(S) + 12 × m(O).0 Que multiplicando por 2. 24% de enxofre e 4.50 moles Fe /0.00 moles O /0.50 = 1.30 = 6. A análise quantitativa de uma substância mostrou que ela é formada por 28% de ferro.50 = 1 0. Determine a fórmula molecular dessa substância sabendo-se que sua massa molecular é igual a 400 g e que as massas atômicas são: Fe=56.50 moles 56 g Fe 1 mol = 0. então: m(Fe2S3O12) = 2 × 56 + 3 × 32 + 12 × 16 = 400 g A solução: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 2º Método: Usando-se a proporcionalidade entre as massas. em massa.75 moles S /0. Assumindo uma amostra de 100 gramas.75 moles 32 g S 1 mol = 3.8% de oxigênio. vem: 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. 89 .5 3. vêm: mFe mS mO mFe + mS + mO 400 = = = = =4 28 g 24 g 48 g 100g 100 Logo. têm-se: mFe = 4 × 28 g × 1 mol = 2 moles Fe 56 g IFES Pág.50). S=32 e O=16 g. teremos: 28 g Fe× 24 g S× 1 mol = 0.00 moles 16 g O 48 g O× Dividindo esses moles pelo menor dos três (nesse caso 0.

vem: mH mC mO = = 0. O=16g. H=1g.0 nC = 6. a solução como queríamos demonstrar é: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 4.3% 3.20 g de carbono. 0.7 g ou 6. 90 .0 g Como mC = 12 × nC. então: 12 × nC 1 × nH 16 × nO 180 = = = 0. Dados: C =12.3 g ou 53. A análise quantitativa da glicose mostrou que 3.7% 3. mH = 1 × nH.0 g 100 = 53.20 × mH = 1. encontraremos um percentual em massa de cada constituinte. Determinar a fórmula percentual em massa e a fórmula molecular.60 Se fizermos mGLICOSE = 100g. mH = 0. mO = 16 × nO.20 g de hidrogênio e 1. IFES Pág.20 1.20 × mC = 1. mH mC mO 100 = = = 0.0 g Assim.0 g dessa substância contêm 1.60 × 100 = 6.60 3.20 1. nH = 12.20 1.0 g ou 40.0% 3.0 g 100 = 40. Como existe proporção entre as massas dos elementos constituintes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mS = 4 × 24 g × mO = 4×48 g× 1 mol = 3 moles S 32 g 1 mol = 12 moles O 16 g Logo.60 3.60 g de oxigênio (massa molecular da glicose =180 g).20 1.20 1.20 1.

6.337 0. a fórmula molecular da glicose é: C6H12O6.337 mol Ca = 1 mol Ca 0.ou melhor: Ca(OH)2. 6.8 g O × 1 mol Ca = 0.1 g Ca 1 mol Ca = 0.0 g Ca 1 mol H = 0.16 C de H. Calcule a fórmula empírica do aspartame e encontre sua fórmula molecular.337 A razão molar dos elementos é a representação dos índices na fórmula empírica: CaO2H2 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO nO = 6 Portanto.337 moles H 1.01 g H 0. Aspartame é % 57. 9.675 g H. Qual é a fórmula empírica do composto? Convertendo a massa de cada elemento para moles. (Dados: massa molar de aspartame é 294. assumiremos que a massa total é de 100 gramas para que a massa de cada elemento seja igual à porcentagem determinada. usando as massas atômicas da tabela periódica. IFES Pág.668 mol H =1. vêm: 13.5 g Ca × 10.14 de C.5 g Ca.675 g H × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (0. 91 . 10.675 = 2.18% de O. Um composto foi analisado e verificou-se que contêm 13.8 g O e 0.675 moles Ca 16.337 0.337) e arredondando para o número inteiro mais próximo.30 g/mol) Como foram indicadas percentagens.52 % de N e 27. vêm: 0.98 ≅ 2 moles 0. 5.337 moles Ca 40.00 moles de O 0.

0 g N 1 mol O = 1.00 moles de N = 2. n(O) = 5 Obtemos.70 0. vem: n(C) =14.68 0. n(N) = 2. 92 .0 g O 6.3 g = ≅1 fórmula empírica 294 g Assim.68 1. 7.18 g O × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (4.7% de hidrogênio e 53.01 g H 1 mol N = 0.14 C × 1 mol C = 4.70 moles de O 16.10 moles H 1. n(H) =18.0) = 18(1.0 g Ca 1 mol H = 6. Assim.76 0. Determine a fórmula mínima de um composto que encerra 40% de carbono. Há proporção entre os números de moles de átomos.01) + 2(14.68 mol C = 7 mol C mol H = 8. podemos encontrar a fórmula molecular.68 6. encontrando a massa da fórmula empírica e a relação entre elas: C14H18N2O5 = 14(12. a fórmula empírica é a fórmula molecular.50 moles de O Que multiplicando por 2.68 0.76 mol C 12.76) e arredondando para o número inteiro mais próximo.0) + 5(16. assim. 6.10 0. a fórmula empírica: C14H12N2O5 Agora.0) = 294g/mol massa molar 294. vêm: 4.52 g N × 27.98 ≅ 9 moles H = 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 57. IFES Pág.68 moles de N 14.16 g H × 9.3% de hidrogênio.

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mC mH mO = = 40 g 6,7 53,3 12×nC 1×mH 16×nO = = 40 g 6,7 53,3 nC mH nO = = 40 6,7 53,3 g 12 1 16 mC mH mO = = 3,33 g 6,7 3,33 mC mH mO = = 3,33 3,33 6,7 g g g 3,33 3,33 3,33 1 1 ≅2 Portanto, a resposta: CH2O 8. Determine a fórmula estequiométrica de um composto que encerre 28,8% de Al, 21,87% de Si e 50% de O. Temos, mAl mSi mO = = 28,8 g 21,87 50,0 26,981 × nAl 28,0855 × nSi 15,9994 × nO = = 28,8 g 21,87 50,0 nAl nSi nO = = 28,8 21,87 50,0 g 26,9815 28,0855 15,9994 nAl nSi nO = = 1,07 0,779 3,125 nAl 1,07 0,779 nSi nO = 0,779 = 3,125 0,779 0,779

nAl nSi nO = = 1,37 1,000 4,011 Na tentativa de obtermos números inteiros, encontraremos uma boa aproximação ao multiplicarmos por 3. Assim,
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nAl nSi nO = = 3×1,37 3×1,000 3×4,011 n(Al) ≅ 3, n(Si) = 3, n(O) ≅ 12 Logo, Al4Si3O12 ou Al4(SiO4)3 é a fórmula procurada. 9. 3,42 g de uma substância x contêm 0,54 g de Al, 0,96 g de S e 1,92 g de O. Determine a fórmula mínima percentual em massa e a fórmula mínima dessa substância. (Dados: Al = 26,9815 u, S = 32,0660 u, O = 15,9994 u) 0,54 g × 0,96 g × 1,92 g × 1 mol Al ≅ 0,0200 moles Al 26,9815 1 mol S ≅ 0,0299 moles S 32,0660 1mol O ≅ 0,1200 moles O 15,9994

Dividindo os valores encontrados pelo menor (0,1200), vem: 0,0200/0,0200 = 1 mol Al 0,0299/0,0200 = 1,495 moles S 0,1200/0,0200 = 6 mole H Que multiplicando por 2, vem: n(Al) = 2 moles n(S) = 3 moles n(O) = 12 moles Portanto, Al2S3O12 = Al2(SO4)3 é a fórmula procurada. 10. Calcule a fórmula de um composto formado por nitrogênio e hidrogênio, cuja análise de 32 g de uma amostra revelou a presença de 87,5% (% em massa) de nitrogênio.

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(Dados: as massas molares (g/ mol) do N =14 e H = 1) Assumindo que a massa total é de 100 gramas, têm-se: m N = 87,5 g = 87,5 g × 1 mol N = 6,25 14 g 1mol H =12,5 moles 1g

m H = 100 - 87,5 g = 12,5 g = 12,5 g × Que divididas por 6,25, vêm: n N = n H = 6,25 = 1 mol 6,25 12,5 = 2 moles 6,25

Como m(NH2) = 14 + 2 = 16, então: O fator comum, que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é, assim: 32/16 = 2 A fórmula procurada é: N(1×2)H(2×2) = N2H4

11. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado A forneceu o seguinte resultado: 0,365 g de A deram por combustão 0,66g de CO2 e 0,315 g H2O. 0,146 g de A deram por combustão 23,6 cm3 de nitrogênio medidos a 14ºC 2 772 mmHg de pressão. A tensão de vapor d’água a 14ºC é 12 mmHg. A massa molecular de A, determinado pelo processo ebulométrico é 77. Calculo a fórmula molecular de A e propor uma fórmula estrutura possível para o mesmo composto. Temos: 0,365g A = 0,66g CO2 + 0,315g H2O 0,146g A = 23,6cm3 de N (T = 14ºC e P = 727 mmHg; pv(H2O) = 12mmHg) Calculando a composição dos elementos, vem:
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a) n(CO2) = n(C) = ½n(O) 0,66g CO2 × Portanto, n(C) = 0,015 moles C 0,015 moles C × 12 g = 0,18 g C 1 mol 1 mol = 0,015 moles CO2 (12+2×16)

b) n(H2O) = ½n(H) = n(O) 0,315g H2 O× 1mol = 0,0175 moles H2 O 18g

n(H) = 2×n(H2O) = 2× 0,0175 = 0,035 moles H 0,035 moles H× 1g = 0,035 g H 1 mol P×V Po ×Vo = T To

c) Para o Nitrogênio, teremos: V=

720-12 mmHg×23,6cm3 ×273K = 22, 449 cm3 = 0,0 224 L 273+14 K× (760mmHg) 1amt 1 mol = 0,001 moles N2 22,4 (14g×2) = 0,028g N 1 mol

0,0224 L N2 ×

0,001 moles N ×

0,146 g A = 0,028g N, logo: 0,028 g N = 0,070 g N 0,145 g A 1 mol 0,070 g N × = 0,005 moles N 14 g 0,365g A × c) Para o O: m(A) = m(H) + m(O) + m(C) + m(N) 0,18 g 0,070 g 0,365 g 0,035 g

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m(O) = 0,08 g O 0,08g × 1 mol ≅ 0,005 moles O 16 g

Assim, em suma, o que temos é: 0,015 moles C 0,035 moles H 0,005 moles O 0,005 moles N Que dividido por 0,005 (o menor valor), vem: (0,015/0,005) moles C = 3 moles C (0,035/0,005) moles H = 7 moles H (0,005/0,005) moles O = 1 mol O (0,005/0,005) moles N = 1 mol N Logo, Fórmula molecular: C3H7ON

Possível fórmula estrutural:

Fig. 54

12. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado X forneceu o seguinte resultado: 0,177 g de X deram por combustão 0,264 g de CO2 e 0,135 g de H2O.

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68% b) Para o H: 0. então: Pág.4068 ou 40.0848 ou 8.015/ 0.072/0.072 g C) %C = 0. 1 litro = 1000 cm3 = 1 eqg H2SO4 Como equivalente-grama (E) de um de um ácido é a relação entre massa molecular m(A) e o número de hidrogênios ácidos ou ionizáveis.006 moles C (0. Calculando a composição dos elementos. 98 IFES .264 g de CO2 × 1 mol 44 g = 0.006 moles CO2 n(C) =n(CO2) = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na dosagem de nitrogênio de acordo com o processo de Kjeldahl de 0.135 g de H2O × 1 mol = 0.015 moles H (0.177 = 0. obteve-se uma quantidade de amônia (gás amoníaco) que necessitou de 15 cm3 de solução de 1N de H2SO4 para completa neutralização. Calcule a fórmula empírica de X.0075 moles H2O 18 g n (H) = 2 n(H2O) = 0.015g H) %C = 0.48% c) Para o N: A reação de neutralização é: 2NH3 + H2SO4 → (NH4)2SO4 2moles 1mol 1mol Lembrando que a normalidade de uma solução (N) é o número de equivalentes do soluto em um litro da solução.885 g de X. então: Uma solução 1N de H2SO4 diz que: em 1 litro teremos 1 eqg H2SO4. vem: a) Para o C: 0.177 = 0.

48 27.015 moles N)(14 g/1 mol) = 0.39/1.73 nC nH nO nN = = = 40.694 1.48/1.015 moles NH3)( 1mol N ) = 0.695 nC nH nO nN = = = 3.73% e) Para o O.68 + 8. 15 cm3 1 eqg H2 SO4 1000 cm3 1 mol H2 SO4 2 eqg H2 SO4 2 moles NH3 = 1 moles H2 SO4 = 0.11/16 23. temos: %C = 0.48 1.11 23.015 moles N 1 moles NH3 (0.48 27.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Equivalente-grama H2SO4 = Assim.695/1. temos: %O = 100 – (40.00 IFES Pág.21/0.39 8.48/1 27. 99 .48 + 23.694 1.00 1.2373 ou 23.68 8.694/1.015 moles NH3 (0.68/12 8.73 12×nC 1×nH 16×nO 14×nN = = = 40.73) = 27.694 nC nH nO nN = = = 2.885 = 0.694 1.00 1.73/14 nC nH nO nN = = = 3.694 8.68 8.11% f) Cálculo da fórmula mínima: mC mH mO mN = = = 40.11 23.00 5.21 g N d) Para o N. mmol( H2SO4) 2 1 mol H2SO4 = 2 × Eqg H2SO4 Logo.

819 g 1 mol C 1g = 0.183g 1.06825 1 mol CO2 44g CO2 1 mol H2 O 18g H2 O 1 mol C 1 mol CO2 2 mol H 1 mol H2 O 12g = 0.367g do composto são determinados como sendo: (0. Se o composto original contiver somente C.819g C)(1 mol/12g) = 0. 100 .183g = 0.002 g de CO2 e 1.002 g CO2 m H = 1.819 g 0.640 g de H2O.640 g H2 O Mas. a fórmula empírica é: C2H5ON.364 g Agora o problema pode ser resolvido pelo procedimento usual. m(Amostra) = m(C) + m(H) + m(O) 0.182 g 1 mol H IFES Pág. por conseqüência. m(O) = 1. m C = 3.367 g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3. possivelmente: Fig. Uma amostra de 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.365 g Assim. H e O.819 g − 0. qual será sua forma empírica? É necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e. na amostra original.365 g − 0. 55 g) A fórmula molecular é do tipo: (C2H5ON)n 13. 0s números de moles dos elementos em 1.

06825/0.364 g O)(1 mol/16g) = 0.0033 eqg NH3)( %N = 1 mol NH3 14N )( ) = 0. Qual a sua fórmula empírica? mm (AgI) = 107.0033 eqg NH3 (0. 14.02275) = 1 Como estão na razão 3. Na dosagem do iodo. assim: nEqg H2SO4 = (33 cm3)( 0. 101 . 8:1.02275) ≅ 8 (0. que recolhido e neutralizado por 33 cm3 de solução 0.1 eqg H2SO4. produzem 0.1 N de H2SO4 significa que: 1 litro de solução = 1000 cm3 = 0.1175 234.7727 IFES Pág. vem: (0.1175g de AgI.1 eqg H2SO4 ) = 0.9045 = 0. verificou-se que 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.1N de H2SO4.78 mI 126.44g 15.02275.02275 Que divididos por 0.0462g N 1 eqg NH3 1 mol NH3 0. A análise de 0.18300 (0.5% 0.18%.105 ou 10. Um composto quartenário contém: C−18.51% .18300/0. pelo processo de Carius.8682 + 126.099g desse composto quando tratado pelo Ag(NO3)3.9045 ≅ 234.0033 eqg H2SO4 1000 cm3 Mas neqg H2SO4 = neqg NH3 = 0. Pede-se a percentagem de nitrogênio no composto.02275) = 3 (0.44g de um composto orgânico obteve-se uma quantidade de gás amoníaco (amônia).1N Uma solução 0.02275//0. NH3 NEUTRALIZADOS 33 cm3 H2 SO4 0.183g H)(1 mol/1g) = 0. H−1. a fórmula empírica é C3H8O.0462g = 0.

69%.51+64.14 16.17 nC nH nI nO = = = 64.17 1.17% Cálculo da formula empírica: 12 nC 1nH 127nI 16nO = = = 18.14 18.14+64.0512g 233g BaSO4 Com esta informação. calculamos o percentual de enxofre e oxigênio: 0.505 0.505 nC nH nI nO = = = 3 3 1 2 Portanto a fórmula molecular é: C3H3IO2 16.84% Na dosagem de enxofre 0.515 1. H−3.0635g %I = Logo.51 127 12 16 1 nC nH nI nO = = = 1.01 1. Um composto orgânico contém: C−57.18 16.3731g de BaSO4.333g deste composto quando tratados por BaSO4 produzem 0.14) = 16.099 IFES Pág.505 0.0635 ×100 = 64.14% 0.51 64.18 1.505 0. 102 .505 1.505 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mI = 0.18 + 1.51 0.01 nC nH nI nO = = = 1.51 0. %O = 100 – ( 18. Qual a sua fórmula empírica? mm (BaSO4) = 137+32+4×16 = 233g 32g S = 0.515 1.3731g de BaSO4 0.

Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando o produto obtido.00% de C e 10. 103 . O composto A tem 54.38+57.09% de H.480625 0.38 23.84 57. uma cetona.84 57.38% de S 0.480625 0.8075 0.0512 ×100= 15.480625 nH nC nS nO = = = 7.84 4. Qual é o alceno original e qual sua estrutura? Temos: Composto A: C−54.443125 0.69 15. mH mC mS mO = = = 3.69 15.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO %S = 0.443125 nH nC nS nO = = = 3.480625 1. O composto B.69 15.38 23.09% de O Assim.333 Para o oxigênio: %O = 100 – (15.480625 0.69+3.40% de H.6% de C e 9.61% IFES Pág.00 Ou.84 4.00 3.84 57. teremos 2 compostos A e B.84) = 23.09 nH nC nS nO = = = 23.8075 0.480625 1.09 3.98 10. aproximando: nH nC nS nO = = = 8 10 1 3 Ou.38 16 1 12 32 nH nC nS nO = = = 3.00 1. C10H8SO3 17. contem 62.09 1×nH 12×nC 32×nS 16×nO = = = 3.

40% O−(100-(62.40)) = 27. têm-se: IFES Pág.3% Composto B: C−62.61 36.61 36.09 4.27 4.6% Assim.09 2.27 2.3 nH nC nO = = 9. 56 Para o composto B.00+10.09 36. para o produto A têm-se: mH mC mO = = 9.3 54. 104 .55 2.09 54.00% H−10.09% O−(100-(54.55 2.61+9.3 1×nH 12×nC 16×nO = = 9.27 nH nC nO = = 9.09)) = 36.09 54.27 nH nC nO = = 4 2 1 Ou.61 1 16 12 nH nC nO = = 9.27 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H−9. C2H4O Fig.

40 62.00 27.99 1.00 27.73 1.40 62.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH mC mO = = 10.6 1×nH 12×nC 16×nO = = 10.73 5.00 27.73 nH nC nO = = 10.00 Ou . 105 IFES .40 62.01 2. 57 Portanto.6 1 12 16 nH nC nO = = 10.6 nH nC nO = = 10.40 1.17 1.73 nH nC nO = = 6.17 1.40 5. Fig. o alceno original é: C6H12 Pág.73 1.

19) = 6.442 0.16 56.16+56.442 nC nI nH = = 7 1 15 Portanto. 58 18.65 nC nI nH = = 37.19 6.65 12 127 1 nC nI nH = = 3. mC mI mH = = 37.65 0.65 12×nC 127×nI 1×nH = = 37.442 0.442 3.097 0.097 6.65 nC nI nH = = 0.65% de H Assim.16% I−56.19% Qual a sua fórmula empírica? %I = 100 – (37. A análise elementar de um composto (iodeto de alcoila) forneceu a seguinte composição: C−37. a resposta é C7H15I IFES Pág.16 56.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 106 .19 6.19 6.442 6.16 56.

Segue as possíveis fórmulas planas: IFES Pág.236 nC nH nC = = 1. 107 . Quais são as fórmulas empíricas e moleculares da nicotina.5 8.956 6.3 nC nH nC = = 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. A nicotina contém 73.3 12×nC 1×nH 12×nC = = 73.6% de hidrogênio e 17.236 nC nH nC = = 4.236 8.236 1.5 1 14 12 nC nH nC = = 6.956 6. N = 14 mC mH mN = = 73.6 1.3% de nitrogênio. 8.236 1.125 8.6 17.958 1 ≅7 ≅5 Fórmula mínima: C5 H7N e Fórmula molecular: C10H14N2. Dados Massas atômicas: C = 12.6 17.125 1.3 73.958 1 nC nH nC = = 4. H = 1. Sabe-se que este composto contém dois átomos de nitrogênio por molécula.6 6.6 17.5% de carbono. 59 19.5 8.

Anfetaminas são aminas utilizadas como estimulantes e vulgarmente conhecidas por "bolinhas".37 12×nC 1×nH 14×nN mm(benzidrina) = = = 80 9. Uma dessas substâncias é a benzedrina.63 10.37 80 + 9. A sua fórmula molecular é: C9H13N (Figura61). Sabendo-se que a sua massa molar é 135 g/mol.63 10.63 +10.63×1. 12×nC 1×nH 14×nN 12×nC + 12×nN +14×nN = = = 80 9. calcule a sua fórmula molecular. 60: Isômeros.37 100 nC = nH = nH = 80×1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.35 80 9.1931 ≅ 13 1 10.63 10.63% de hidrogênio e 10.37 = 13.37 = 1. 108 . que apresenta a seguinte composição percentual: 80% de carbono.37 = 9. 20.014 ≅ 1 14 Assim.1 ≅ 9 12 9.37×1.37 100 12×nC 1×nH 14×nN 135g = = = = 1.37% de nitrogênio. IFES Pág. 9.

mC mH mN mO = = = 36.1% 47. Apresenta a seguinte composição elementar: Tabela 15: Composição Elementar.269 1.269 ≅3.6% Calcule a sua fórmula molecular.100 ≅1.514 1.4 6.514 1.003 Multiplicando o denominador por 2. A Asparagina é um dos aminoácidos codificados pelo código genético.5% H (hidrogênio) 6.4 6.000 4.1% N (nitrogênio) 21.100 1.3% 17.1 21.8% O(oxigênio) 36.033 6.4 6.1 21.514 1. vem: mC mH mN mO = = = 4 8 2 3 Portanto. 100 2.2% 11.514 mC mH mN mO = = = 3.269 mC mH mN mO = = = 3. IFES Pág.033 ≅6.2 36.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.499 2. sendo. 61.029 1.033 6.4% 23. um dos componentes das proteínas dos seres vivos.3 14 12 1 16 2.2 36.514 1.3 nC nH nN nO = = = 21. C4H8N2O3 (Figura 62). 21.514 2.3 12×nC 1×nH 14×nN 16×nO = = = 36. 109 .1 36. Elemento Fração de massa Fração atômica C (carbono) 36.514 1. portanto.2 36.

676 moles O 0.0095 g 1 mol C 1mol CO2 12g = 0.500 g de U e  0. a fórmula empírica é U3O8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.0105 moles de U 1 moles de U 1 mol U n O 3.819g C 1 mol C Pág.0289g 1mol O = 0. qual será sua forma empírica? E necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e.002 g de CO2 IFES 1 mol CO2 44. H e O.0281 moles O n O 0.949 g. 23. Uma amostra de 2. Uma amostra de 1. Se o composto original contiver somente C. por consequência. 62 22.449 g O 1 mol U = 0.0105 = = = n(U) 0.949 g do óxido contêm:  2.449 g de O (obtido subtraindo a massa inicial da massa final). Assim: 3.0281 moles O 2. na amostra original.0281 moles O 16 g 0.640g de H2O.676) moles O 8.0105 moles de U 238.367g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3. Determine a fórmula empírica do óxido.002g de CO2 e 1. O óxido resultante pesou 2.500g U) n O = 0.(2.02 mols de O = = n(U) 3(1 mol) U 3 moles de U Por consequência. 2.500 g de urânio foi aquecida ao ar. 110 . n(U) = (2.

00794 g = 0.178g é fortemente aquecida em um fluxo de oxigênio até que todo o cobre tenha sido convertido em 3. teremos: n(C) n(H) n(O) = = 0. Qual é a composição percentual deste óxido? Peso total do óxido preto = 3.0228 n(C) n(H) n(O) = = 0.364 0.364 g O Assim.978g Peso do cobre no óxido = 3.0228 0.184 15.9994 12.026 1. 63 24.0228 0.00794 n(C) n(H) n(O) = = 0.183 0.0153 g 2 moles H 1mol H2O 1.178g Peso do oxigênio no óxido = 0.0107 1.367 – 0.640g de H2O 1mol H2O 18.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.183 0. Fig. a fórmula empírica é C3H8O.800g IFES Pág.819 – 0.98 8.068 0.978g de um óxido prelo.000 Portanto.819 0.184 g H 1 mol H m(O) = m(composto) – m(C) – m(H) = 1.0228 0.0228 n(C) n(H) n(O) = = 2. 111 .184 = 0.068 0. Uma fita de cobre eletroliticamente puro pesando 3.

9% = 21. Qual a sua fórmula empírica? 3) Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando-se o produto obtido. admitindo-se que o rendimento das reações seja de 60%. B é uma cetona e contém 62.211 ou 21.799 ou 79.800g 3.18%.31% e H—7.00% de carbono e 10. verificou-se que 0. Na dosagem do iodo.69%. 100% −79. IFES Pág. A sua densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29. H—1.3731 g de BaSO4.333 g deste composto quando tratados pelo BaCl2 produzem 0.5.7 Exercícios Propostos. A tem 54.61% de carbono e 9.25%.09% de hidrogênio. H—3. Pergunta-se: a) qual a fórmula e o nome de Z% b) com os dados do problema dar a massa obtida de Z. A reage com o anidrido acético e com o cloreto de benzeno sulfonila. Quando X é nitrado pela mistura sulfonítrica transformasse em Y que reduzido pelo hidrogênio proveniente da reação de 840 g de ferro metálico com excesso de HCl diluído. N—23. produzem 0. Na dosagem do enxofre. O seu peso molecular é 78. Qual é o alceno original e qual a sua estrutura? 4) Um composto orgânico A contém: C—61.978g = 0. pelo processo de Carius. 1) Um composto orgânico quaternário contém: C—18.1% peso do oxigênio no óxido = Realmente. Com o HNO2 dá um álcool que oxidado fornece acetona.84%.69%.40% de hidrogênio.51%. obtemos dois compostos A e B.73%. Qual a fórmula molecular e o nome de A? 5) A análise elementar de um hidrocarboneto X forneceu o seguinte resultado: C—92.9% = 0. 0.1175 g de AgI. 112 .178g 3.978g 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fração de Cu = Fração de O = peso do cobre no óxido peso total do óxido peso total do óxido = 3. H—15.099 g deste composto quando tratados pelo AgNO3. Qual a sua fórmula empírica? 2) Um composto orgânico contém: C—57.01%. origina um composto Z.1% 4.

66.73%. Por oxidação incompleta B transforma-se em C cuja densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29. 11.87%.73%. 0—39.3 % de O.48% e K—24.37%.18% H. O seu PM é de 89 ± 3. S—19. Qual a fórmula e o nome de A? 8) Frutose tem 40. O seu peso molecular é 161. 0—39.62%.8% de C. e 9. H—2. dá: C— 49.02%. NH4—3. H— 15.53% e 0—38.74% e Cl—48. 36. Determinar a sua fórmula e qual o seu nome? 15) Um composto dá uma análise elementar de 54.00%.24%. O seu peso molecular é 158. Qual é a sua fórmula empírica? 7) Uma substância básica A contém: C—61. 0—40.73%.0% de C. O seu peso molecular é 294.024%.79%.82%. Qual a sua fórmula? 10) A análise elementar de um composto X.5% de H. Quando A é tratado com o HNO2 produz um álcool B contendo: C—60. S04—39.7% de H e 53. de massa molecular 147g.2 qual é a sua fórmula molecular? 9) Um composto mineral contém: Zn—40.25%.01%.1 % de O e 11.902%. 2. 6.83%? IFES Pág.33%. FeO—36%. Na—42. H—13. Qual é sua FM? 16) Qual a fórmula de um sal hidratado que contém: Fe -11. Qual é a sua fórmula empírica? Sabendo-se que o PM da frutose é de 180. Qual a sua fórmula molecular? 13) Um composto mineral possui: P—18.0—44.51% C. Qual a sua fórmula molecular? 12) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Mn— 34.09%. K—26. mas não reduz o reagente de Fehling. Quais são suas fórmula empírica e fórmula molecular? 11) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Cr— 35.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6) O nitrato de peroxiacetila (NPA) tem a seguinte composição percentual em massa: 19.6 % de N. 113 . O seu peso molecular é 164.37%. C fornece uma oxima e um composto com o bissulfito de sódio.073%. N—23.31% S. Qual a sua fórmula molecular? 14) Um composto mineral contém: Cr2O3—64%.75%.

Uma equação química deve ser balanceada de acordo com a Lei da Conservação da Matéria. Assim. usualmente procuramos a equação balanceada mais simples para uma reação. para a reação na qual os gases hidrogênio (H2) e oxigênio (O2) se combinam para formar água (H2O). Por exemplo. pois há quatro átomos de hidrogênio e dois átomos de oxigênio em cada lado. Note. uma equação química balanceada é: 2 H2 + O2 → H2O Indica que duas moléculas de hidrogênio se combinam com uma molécula de oxigênio para formar duas moléculas de água. IFES Pág. que nunca haverá uma única equação balanceada para uma reação. Observe que a equação é balanceada. 114 . Então. os totais de massa dos reagentes deverão ser iguais ao total de massa dos produtos. Por exemplo: 6H2 + 3O2 → 6H2O é também balanceada. já que todo múltiplo inteiro positivo de uma equação balanceada será também uma equação balanceada.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VI 6. que profere que a matéria não pode ser criada nem destruída durante a transformação química que ocorre em uma reação química.1 Balanceamento de Equações Químicas. ou o número de átomos de cada elemento nos reagentes é igual ao número de átomos de cada elemento dos produtos. uma vez que os átomos apenas se combinam para formar novas moléculas (não são criados nem destruídos na reação química balanceada). ainda. Uma equação química balanceada é uma equação algébrica que dá o número relativo de reagentes e produtos na reação e tem o mesmo número de átomos de cada tipo dos lados esquerdo e direito.

. Dado um sistema linear qualquer da forma: a11 .xn = bn Pág.x2 + . + ann. hidrogênio e oxigênio nos reagentes e nos produtos. 115 IFES . + a1n.2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 .x1 + a12 .. nitrogênio e água por w. respectivamente. .. + a2n. an1 . oxigênio. .2z = 0 0 + 2x + 0 . . obtemos o seguinte sistema de equações: Nitrogênio: Hidrogênio: Oxigênio: w = 2y 3w = 2z 2x = z Reescrevendo essas equações na forma padrão teremos um sistema homogêneo de três equações lineares em quatro variáveis. x..xn = b1 a21 . estaremos procurando uma equação da forma: w NH3 + x O2 → y N2 + j H2O Comparando os números de átomos de nitrogênio.xn = b2 . w + 0 .x1 + an2 .z = 0 Reduziremos a matriz completa correspondente pelo método de eliminação de Gauss-Jordan..x2 + .x2 + .x1 + a22 . . Solução: Se denotarmos os números de moléculas de amônia. Exemplo 1: A combustão de amônia (NH3) em oxigênio produz nitrogênio (N2) e água. . .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Embora o método de ―tentativa e erro‖ freqüentemente funcione em exemplos simples. o processo de balanceamento de equações químicas na verdade envolve a resolução de um sistema de equações lineares homogêneo. y e z.

y = 2 e z = 6.2z = 0 0 + 2x + 0 .(ai1 / a11) .ª equação a 1. zerar todos os coeficientes da 1a coluna abaixo da a11.  calcular o elemento m12 = − (a'i2/ a'22). O menor valor positivo de z que fornecerá valores inteiros para todas as quatro variáveis é o menor denominador comum das frações 2/3. repetir para as equações abaixo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os passos a executar são: 1. 1≤ i ≤ n. e colocar o resultado na 2. multiplicada pelo coeficiente m21. w = 2/3z.  vamos somar à 2. para isso faz-se:  calcular o elemento mi1 = . Isto também não altera a solução do sistema. considerar a 1.ª . Voltemos ao exemplo: w + 0 . a equação química balanceada é: 4 NH3 + 3 O2 → 2 N2 + 6 H2O IFES Pág. x = 3. 1/2 e 1/3 (isto é. que fornece w = 4. 116 .2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 .ª linha como base para a eliminação. 6). zerar todos os coeficientes abaixo da diagonal principal.z = 0 1 3 0 0 0 2 -2 0 0 0 -2 -1 0 0 → 0 1 0 0 0 1 0 0 -2 3 0 0 0 0 -1 2 1 -1 3 Logo.  repetir o passo anterior com as demais equações.ª linha. Assim. 2. x = 1/2z e y = 1/3z. 3. usando mi1 na i-ésima equação.

→ 2O3 -2 IFES Pág. Portanto. é oxidada.→ O3 -2 Ou. o doador de elétrons. isto é.→ Ared Meia reação de oxidação: Bred → Box + n eReação de oxi-redução: Aox + Bred ←→ Ared + Box Exemplo: redução 4 Fe + 3 O2 → 2 Fe2O3 Oxidação Fe0 → Fe2 +3 + 3e∑ 0 O2 + 2e. É. Oxidante é a espécie química que. isto é. as duas meias reações (oxidação/redução) se combinam para dar uma dupla redox (oxi-redução): Meia reação de redução: Aox + n e. Uma reação de oxidação/redução é. é reduzida. 2Fe0 → 2Fe2 +3 + 6e∑ 0 3O2 + 6e. portanto. o aceitante de elétrons. numa reação química. provocando a redução da outra espécie química. Redutor é a espécie química que cede elétrons.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6.2 Balanceamento de reações de óxido-redução. 117 . uma reação em que ocorre transferência de elétrons. um reagente perde elétrons e vai para um estado de oxidação mais positivo. pois na transferência de elétrons: um perde e outro ganha. durante a oxidação. A redução ocorre quando um reagente ganha elétrons e vai para um estado de oxidação mais negativo. É. provocando a oxidação da outra espécie. Inversamente. Assim. portanto. oxidação e redução acontecem concomitantemente. capta elétrons. portanto.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6.3 Acerto de coeficientes das reações de redox. Examinar nos membros da equação química os elementos que variam a valência. 2. No lado da semi-equação onde estão presentes os íons H+ estes se combinam com os íons HOformando moléculas de água. 7.a cada membro da equação. 3. deve-se nesta etapa multiplicar as semi-equações por um fator multiplicativo que torne este número igual. deixando o oxigênio sempre por último. e  os elementos que variam o nox quase sempre mudam a posição. Por intermédio das equações parciais. 4. Identificar o meio em que a reação ocorre:  Se o meio onde a reação ocorre é ácido nas semi-equações deve-se acertar os átomos de oxigênio com moléculas de água e de seguida os átomos de hidrogênio com íons H+. É feito sistematicamente como se segue: 1. De seguida. ajusta-se por simples tentativa. em cada equação. ou parcialmente. lembrando que:  o elemento no estado livre (sem se combinar) possui valência zero. 5. Escrever as equações das semi-reações que correspondem à oxidação e à redução do equilíbrio redox em estudo. tantos quantos os íons de H+ existentes. tendo o cuidado de representar corretamente as espécies oxidadas e reduzidas.  Um átomo que perde total. Por forma a que sejam trocados o mesmo número de elétrons nas semireações. 118 . Acertar. elétrons está oxidado relativamente ao seu estado elementar. soma-se igual número de íons HO.4 Estado de oxidação. acertar as cargas das semiequações de modo aos dois membros possuírem a mesma carga. 6. Com o número de elétrons conveniente. o número de átomos que sofrem a reação redox. IFES Pág.  Se a reação se der em meio básico acertam-se as semi-equações do mesmo modo que no ponto anterior. 6.

Semi-reação de redução: IFES Pág. aparecer em vários estados de oxidação referenciados pelo chamado número de oxidação. 1) Considerando a reação de oxidação-redução em meio ácido.→ SO42. 6. forem atribuídos aos átomos mais eletronegativos. Assim: Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução. depois de ter multiplicado cada uma delas por um número apropriado de modo a que o número de elétrons seja o mesmo no processo de oxidação e no processo de redução. neste passo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Um átomo que ganha elétrons está reduzido em relação ao mesmo estado elementar. vem: Semi-reação de redução: MnO4.→ Mn2+ Semi-reação de oxidação: SO32. assim.+ MnO4.  Um dado átomo pode.→ SO42-+ 2eNota-se que há um balanço eletrônico. acertam-se os hidrogênios adicionando H+: i. Logo. Ajustar as equações por oxi-redução.+ Mn2+.  Obtém-se a equação total somando-se as duas semi – equações. em cada ligação. 119 . tendo em conta que o meio onde a reação ocorre é ácido.5 Exercícios Resolvidos. acerte a equação: SO32. num dado estado.  Número de oxidação de um elemento.+ 2e. é a carga que um átomo desse elemento adquire se os elétrons. Os elementos que alteram o seu estado de oxidação são: o Mn (Mn+4 / Mn+2) e o S (S+4 / S+6). Acerta-se o oxigênio somando moléculas de água no lado da equação onde houver falta de oxigênios e. não há acertos a fazer às equações.

vem: i.+ H2O → SO42. através da soma das duas equações. Semi-reação de redução: MnO4.→ Mn2+ + 4H2O) × 2 ii.+ H2O → SO42.+ 6H+ → 5SO42. 120 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Acerto dos átomos de oxigênio: MnO4.+ 2H+ + 2e-) × 5 Por fim. Semi-reação de oxidação: SO32. obtém-se a equação global: 5SO32.+ H2O → SO42.+ 8H+ + 5e. Semi-reação de oxidação: Acerto dos átomos de oxigênio: SO32.+ 8H+ → Mn2+ + 4H2O ii.+ 2H+ + 2eEncontrando um fator multiplicativo de forma a que ambas as equações envolvam o mesmo número de elétrons.+ 2H+ Procede-se ao acerto das cargas das semi-reações. adicionando elétrons onde houver excesso de cargas positivas: i.+ 2MnO4. Semi-reação de redução: (MnO4.→ Mn2+ + 4H2O ii. Semi-reação de oxidação: (SO32.+ H2O → SO42Acerto dos átomos de hidrogênio: SO32.+ 2Mn2+ + 3H2O 2) KMnO4 + H2C2O4 + H2SO4 → CO2 + MnSO4 + K2SO4 + H2O IFES Pág.→ Mn2+ + 4H2O Acerto dos átomos de hidrogênio: MnO4.+ 8H+ + 5e.

é reduzido a Mn2+: Redução: MnO4.→ Mn2+ IFES Pág.e H2SO3 em meio ácido. a equação global de oxidaçãoredução (redox) fica: 2Mn+7 → 2Mn+2+ 10 e 0 5C2 + 10 e →10C+4 2 Mn+7+5C2 → 2Mn+2+10C+4 Por tentativa. Logo. são: Mn+7 → Mn+2 + 5e (Semi – equação de redução) 0 +4 C2 + 2e →2C (Semi – equação de oxidação) Fazendo-se o acerto de coeficientes das reações. 2 KMnO4 + 5 H2C2O4 + 3 H2SO4 → 10 CO2 + 2 MnSO4 + 1 K2SO4 + 8 H2O 3) Balancear a reação entre e MnO4. temos: Mn+7 → Mn+2 S+4 → S+6 Assim. vem: 2 MnO4-(aq) + 5 C2O4-2(aq) +16 H+(aq) → 2 Mn+2(aq) + 10 CO2(g) + 8 H2O(l) Portanto. para dar H2SO4 e Mn2+. 121 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Temos: Mn+7 / Mn+2 e C+3 / C+4. O redutor H2SO3 é oxidado a SO42-: Oxidação: H2SO3 → SO42- O oxidante MnO4. as equações que traduzem a reação de oxidação e redução. Reconhecendo quais as espécies sofrem oxidação e redução.

têm-se: H2SO3 + H2O  SO42. 122 . 5 SO42. Uma forma simples de conseguir isto.+ 2 Mn2+ + 4 H+ + 3 H2O 6. 2Mn2+ + 8H2O Adicionando-se as duas equações. deve estar na forma de OH. Hidrogênio. Vejamos: IFES Pág. obtêm-se: 5 H2SO3 + 2 MnO4. Mn2+ + 4H2O Igualando o número de e. têm-se: 5H2SO3 + 5H2O  5SO42.+ 8H+  Mn2+ + 4H2O Acrescentando um número de elétrons idêntico ao excesso de cargas positivas.6 Balanceamento em meio alcalino. Muitas vezes precisamos escrever equações balanceadas para reações redox que acontecem em meio básico. Nestes casos. é eliminar os H+ que aparecem nas semi-reações ―neutralizando-os‖ mediante o acréscimo de um número igual de OH. nessas equações.+ 16H+ + 10e.+ 20H+ + 10e2MnO4.+ 4H+ MnO4. vem: H2SO3 + H2O  SO42.+ 8H+ + 5e.em ambos os lados.+ 4H+ + 2eMnO4. não podemos ter H+ na equação final − sua concentração em meio alcalino é muito baixa (menor que 1×10-7 M).ou H2O.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Balanceando-se o número de átomos de hidrogênio e oxigênio nos dois lados utilizando H+ e H2O. respectivamente.multiplicando por 5 e por 2.

 CNO.+ H2O + 2eCrO42. vem: IFES Pág.e Cr(OH)4-.+ 3H2O + 6e2CrO42.+ H2O  CNOCrO42. H2O). 123 . CNO. 2Cr(OH)-4 + 8OH3CN. CN.em solução alcalina para formar CNO.+ 2OH.+ 4H+  Cr(OH)-4 Neutralizando os H+ acrescentando OH.+ H2O  CNO.+ 4H2O + 3e. vem: CN.+ 2CrO42.+ 5H2O  3CNO.+ 2Cr(OH)-4 + 2OH5) Faça o balanceamento da equação da reação do tiossulfato (S3O3-2) com o íon bicromato (Cr2O7-2) em solução S3O3-2 + Cr2O7-2 ↔ SO4-2 + Cr+3 Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução.+ 6OH. CNO. Em seguida.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4) Consideremos a reação na qual CN.+ H2O CrO42.+ 2H+ CrO42. Cr(OH)4 Balanceando o H. têm-se: CN.+ 4H2O  Cr(OH)-4 + 4OHFazendo o balanceamento das cargas: CN.+ Cr(OH)4Balanceando o O. 3CNO.em ambos os lado (lembrando que: H+ + OH. têm-se: CN. Cr(OH)-4 + 4OHMultiplicando a primeira equação por 3 e a segundo por 2.reage com CrO42.+ 8H2O + 6e. balanceiam-se os elétrons. vem: + 3CN.+ CrO42. somando ambas.+ 2OH.

vem: S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 Balanceando os átomos de oxigênio.→ 2Cr+3 + 7 H2O Mas. precisamos tomar 3 vezes a simi-equação de redução e 4 vezes a de oxidação para equilibrarmos as cargas elétricas. Assim. IFES Pág. permitindo uma simplificação. 124 . utilizando H2O 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 + 7 H2O e o hidrogênio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S2O3-2 → SO4-2 Cr2O7-2 → Cr+3 Balanceando os átomos de S e Cr. vem: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8eCr2O7-2 + 14H+ + 6e. portanto. utilizando o H+: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H+ Cr2O7-2 + 14H+ → 2Cr+3 + 7 H2O Finalmente. + 15H2O + 3S2O3-2 → 6SO4-2 + 30H++ 24e4Cr2O7-2 + 56H+ + 24e.→ 8Cr+3 + 28H2O 15H2O + 56H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → +28H2O 8Cr+3 + 6SO4-2 + 30H+ A água e o H+ aparecem nos dois membros. balanceando as cargas por meio de elétrons.→ 2Cr+3 + 7H2O) Ou. 3×(5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8e-) 4×(Cr2O7-2 + 14H+ + 6e.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 26H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → 8Cr+3 + 6SO4-2 + 13H2O 6.→ Fe3+ + Cr3+ 2) MnO4. 125 .7 Exercícios de Fixação e Aprendizagem.→ MnO2 + I2 3) C (s) + O2 (g) → CO2 (g) + CO (g) 4) MnO-4 (aq) + Fe+2 (aq) → Mn+2 (aq) + Fe+3 (aq) 5) ClO-3 (aq) + I2 (aq) → IO3-2 (aq) + Cl6) I2(aq) + 2S2O32 (aq) 2I (aq) + S4O62 (aq) 7) AsO33 (aq) + Br2(aq)  AsO43 (aq) + 2Br (aq) 8) SO32 (aq) + Cr2O72 (aq)  3 SO42 (aq) + 2Cr3+ (aq) 9) H2S (aq) + Cr2O7-2 (aq) → Cr+3 (aq) +S(s) Faça o acerto de equações redox (em meio alcalino) abaixo: 10) AsO33 (aq) + Br2 (aq) +2OH(aq)  AsO43 (aq) + Br (aq) 11) MnO4 (aq) + NO2 (aq)  MnO42 (aq) + NO3 (aq) IFES Pág.+ I. Faça o acerto de equações redox (em meio ácido) abaixo: 1) Fe2+ + Cr2O72.

em solução básica. originando iodo molecular (I2) e óxido de manganês (IV) (MnO2).→ Fe3+ + Mn2+ 19) Bi3+ + SnO22. 126 . 22) Acerte a seguinte equação para a reação em meio ácido: C6H6O2 + AgBr → Ag + Br-+ C6H4O2 23) H3AsO4 + Fe+2 → H3AsO3 + Fe+3 24) N2H4 + Cu(OH)2 → N2 + Cu IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 12) Al (s) + 6H2O(l)  Al(OH)4 + H2(g) 13) CrO42(aq) + 3S (s)  Cr(OH)4 (aq) + SO32(aq) 14) ClO(aq) + CrO2 (aq)  Cl (aq) + CrO42(aq) 15) MnO4 (aq) + I (aq)  MnO2 (s) + I2 (aq) 16) Cr(OH)3 (s) + Br2 (aq)  CrO42 (aq) + Br (aq) 17) ZrO(OH)2(s) + SO3 (aq)  Zr (s) + 2SO42 18) Fe2+ + MnO4.→ Bi + SnO3220) Acerte a seguinte reação: SbO33-+ ClO2 → ClO2-+ Sb(OH)621) Escreva a equação iônica acertada que representa a oxidação do íon iodeto (I-) pelo íon permanganato (MnO4-).

Para uma reação hipotética. 127 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 25) MnO-4 + C2O4-2 → Mn(OH)3 + CO3-2 6. 1I2 + 1H2 → 2HI Fig. Isso resulta que os números relativos de moléculas são idênticos aos números relativos de moles. em nível microscópio.022×1023). membro a membro por (6. vem: 1I2 1(6. O conceito de mol nos permite aproveitar. a informação quantitativa contida em uma equação química balanceada.022×1023) moléculas 1 mol → 2HI 2(6.8 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas. A estequiometria refere-se às quantidades de reagentes e produtos em reações químicas.022×1023) moléculas 2 moles 1 mol IFES Pág.022×1023) moléculas + 1H2 1(6. 64 Temos: 1I2 2 moléculas + 1H2 1molécula → 2HI 2 moléculas Multiplicando. Consideremos a seguinte equação balanceada: 2 H2 + O2 → 2 H2O Os coeficientes nos dizem que duas moléculas de H2 reagem com cada molécula de O2 para formar duas moléculas de H2O.

Estas relações estequiométricas podem servir para obter fatores de conversão que relacionam as quantidades de reagentes e produtos de uma reação química. o número de moles de H2O que se produz a partir de O2 se pode calcular assim: Moles de H2O = (1. Os coeficientes de uma equação química balanceada podem ser interpretados como os números relativos de moléculas (ou unidades formulares) que participam na reação e também como números relativos de moles. são chamados montantes estequiometricamente equivalentes. é provável que um dele esteja em excesso. As quantidades de 2 moles H2.6.57 mols O2)( 2 moles H2O ) = 3. dado pelos coeficientes da equação. consideremos a reação: 4 FeS + 7 O2 → 2 Fe2O3 + 4 SO2 Podemos escrever os seguintes fatores de conversão química: 4 moléculas FeS 7 moléculas O2 4 moléculas FeS 2 moléculas Fe3O2 7 moléculas O2 4 moléculas SO2 etc.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4.14 moles de H2O 1 mol O2 Como exemplo adicional. 128 . quando o problema fornece a quantidade de dois reagentes. IFES Pág. 1 mol O2 e 2 moles H2O. Por exemplo. Fatores químicos de conversão. Assim. Em outras palavras. A relação entre estas quantidades podem ser representadas como: 2 moles H2  1 mol O2  2 mol H2O Onde o símbolo ―‖ significa "estequiometricamente equivalente a". na equação diz-se que 2 moles de H2O e 1 mol de O2 formam 2 moles de H2O. Nesse caso: a) determinar a quantidade de reagente que está em excesso.

Observe a seguinte reação: No início da reação. 129 . 66 IFES Pág. temos: NH3 + CO2 → (NH2)CO + H2O Fig. 6.9 Elementos Químicos Limitante. 65 E no final da reação: Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO b) resolver o problema baseado na quantidade de reagente que participa da reação.

fazendo com que a reação termine. não há perda nem ganho de átomos. Portanto. Quando os reagentes se encontram nas proporções estequiométricas. designam-se por reagentes em excesso e podem ser quantificados através da percentagem de excesso.EN ×100 EN Onde A é a massa existente do reagente em excesso e EN a massa desse mesmo reagente que seria estequiometricamente necessária para converter todo o reagente limitante. a partir de azoto e hidrogênio. uma reação será completa se esgotar completamente os reagentes durante a reação. ou não. que não são limitantes. a quantidade de produto que se obtém depende de muitos fatores. Neste tipo de reações atinge-se um equilíbrio dinâmico entre reagentes e produtos da reação e para a sua representação utiliza-se uma equação química com 2 setas (⇋). a reação completa-se quando se esgota o reagente limitante. Quando efetuamos uma dada reação química o intuito é sempre obter o máximo possível de produto. É importante caracterizar as reações químicas pela sua extensão. No exemplo acima o reagente limitante será o NH2. A percentagem de excesso determina-se da seguinte forma: %E = A . Uma reação será incompleta se. no entanto. Nos casos em que os reagentes não estão em proporções estequiométricas. independentemente dos reagentes estarem. Considere-se a reação anterior (de síntese de amoníaco). De acordo com a Lei de Lavoisier. 6. a reação progride só até a obtenção de uma dada quantidade de produtos.10 Determinação do reagente limitante. sem que nenhum dos reagentes (nem mesmo o limitante) se esgote. em quantidades estequiométricas. o número total de átomos de cada elemento no lado esquerdo da equação (reagentes) deve ser sempre igual ao do lado direito (produtos).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Numa reação química. o reagente limitante é aquele que será consumido por completo em primeiro lugar. 130 IFES . Os outros reagentes presentes. traduzida pela seguinte equação química: Pág.

357mols H3PO4 98. 3 CaCO3 (s) + 2 H2PO4 (aq) → Ca3(PO4)2 (g) + 3 CO2 (g) + 3H2O (l) Podemos calcular as massas molares das substâncias que participam da reação utilizando as unidades de massa atômica: CaCO3 = 100.0g de carbonato de cálcio deve reagir com 35.0g e Ca3(PO3)4 = 310g. A pergunta é: qual dos reagentes é o limitante? A resposta obtém-se assim: 1o) Calculando os mols de cada reagente. vem: (50g de CaCO3) 35.0g de H3PO4. Uma vez que por cada mole de N2 reagem 3 moles de H2. Neste caso. o número de moles de H2 necessário para reagir com quatro moles de N2 é: 4 moles N2 3 moles N2 =12 moles H2 1 mol N2 Conclusão: Como o número de moles de H2 disponível (20 moles) é superior ao número de moles necessário para reagir com o N2 (12 moles). vem: Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO N2 (g) + 3 H2 (g)→ 2 NH3 (g) Considerando que se adicionam 20 moles de H2 a 4 moles de N2. a) Quantas gramas de fosfato cálcio se produzem? b) Calcule a quantidade de moles de reagentes em excesso ao final da reação. e como para cada mol de N2 se formam dois moles de NH3. 131 IFES . se formariam (se a reação fosse completa e não ocorressem reações secundárias que consumissem alguma das espécies envolvidas) 8 moles de NH3. H3PO4 = 98. pode concluir-se que o H2 se apresenta em excesso e que o N2 é o reagente limitante.1g 1 mol = 0. Exemplo 1: Uma amostra de 50. esta depende da quantidade de N2 presente inicialmente.0g 2o) Calculando os mols de que se produzem. Relativamente à quantidade de NH3 produzida.500 mol CaCO3 100.0g de H3PO4 1 mol = 0.1g.

352g H3PO4 mol H3PO4 De fato.500 mols + 2 H2PO4 (aq) 0.167 mols Ca3(PO4)2 310g = 51.500 mol CaCO3) (0. 132 .167 mols em comparação com 0.500 mols 1 mols 0. a quantidade que se consome é: 0.167 mols 0.167 mols Ca3(PO4)2 3 mols CaCO3 1 mol Ca3(PO4)2 = 0. a quantidade em gramas de Ca3(PO4)2 que se produziria: 0.500 mols 3 0.178 mols Ca3(PO4)2 2 mols O reagente limitante é aquele que nos fornece a menor quantidade de moles de produto.357g H3PO4) 1 mol Ca3(PO4)2 = 0.357 moles – 0.357g mol de H3PO4 presente no princípio da reação menos a quantidade que se consume durante a reação.500 moles Ca3(PO4)2 (0.024 mols 0. o CaCO3 é o reagente limitante (o 0.167 mols 0.500 → 1 Ca3(PO4)2 (g) 0 mol + 3 H2O (l) 0 mols Reagem: 0.500 mols Equilíbrio: 0 mols Outro exemplo: 2 H2 + 1 O2 → 2 H2O IFES Pág.500 2 mols 3 0.357 mols 0.024 moles 98. 3 CaCO3 (s) Início: 0.0g = 2. Portanto.333 mols 0.178 mols) e o H3PO4 excesso. Assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.024 moles H3PO4) 2 mol H3PO4 3 mol Ca3(PO4)2 = 0. neste exemplo.8g de Ca3(PO4)2 1 mol Ca3(PO4)2 A quantidade de H3PO4 em excesso é igual 0. Assim.

e assim sucessivamente. teremos: x y z t = = = 2 3 1 6 Assim sendo. 133 . IFES Pág. Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H2 (g) Início: 2 moléculas + 1 O2 (g) 1 molécula → 2 H2O (l) 2 moléculas 2 × 6×1023 moléculas 2 moles H2 O 2 moles H2O 36 g de H2 O 2 × 6×1023 1 × 6×1023 moléculas Reagem: moléculas 2 moles H2 1 mol O2 2 moles H2 4 g de H 1 mol O2 32 g de O2 Assim. 4 A + 6 B → 2 C + 12 D 6 A + 9 B → 3 C + 18 D 10 A + 15 B → 5 C + 30 D. fundamental: 2A +3B → 1C +6D 2 moléculas 3 moléculas 2 moles x moles 3 moles y moles 1 molécula 6 moléculas 1 mol z moles 6 moles t moles Em conseqüência da Lei de Proust. seja o exemplo básico.

ª) n= n= n= n= massa mol V 22.9994g/mol. 134 .11 Exercícios Resolvidos. que os números de moles (n) podem ser calculados de diversas maneiras: 1.30g de Ca3(PO4)2. Ca = 40. Calcule também a massa de H2O formada na reação.ª) 4. ainda.4 l P. Lembrando.97376 g/mol. O = 15. 1) Calcule as massas de H2PO4 e Ca(OH)2 necessárias à obtenção de 9.040 moles 230. 023×1023 6.021 g IFES Pág. P = 30.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Conhecido o número de moléculas de um dos componentes de uma reação. átomos ou íons 6.00794 g/mol.078 g/mol) Ca(PO4)2 = 230.V R. podemos calcular o número de moles dos outros participantes por proporção dos respectivos coeficientes.30 g Ca3 (PO4)2 1 mol = 0. etc. (Dados: H = 1. b) relacionando os números de moléculas. Ao acharmos os coeficientes estequiométricos poderemos interpretar a reação de vários modos: a) relacionando os números de mols.ª) 3.021g/mol 9.ª) 2. c) relacionando as massas das substâncias.T gás CNTP condições diferentes das normais número de moléculas.

040 moles 6×0.53 n ( Cu ) n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) = = = = 3 8 3 2 4 IFES Pág.08 moles 0. segundo a reação: 3 Cu + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 + 2 NO + 4 H2O Calcule: a) a massa de HNO3 consumida na reação. 135 .12 moles 0.08 moles H3PO4) ( 97.9952 g ) = 7.24 moles H2O) ( 18.2 moles Cu 6.267 3 Cu 3 moles 1 mol 0.83 g 1 mol 74.0221415×1023 + 2 NO 2 moles 2 moles 3 2 (0.040 moles 0.30 g 1 mol (1.2×1023 átomos de cobre reagem completamente com ácido nítrico.24 moles Portanto.040 moles 0. + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 8 moles 3 moles 8 1 mol moles 3 8 (0.133 + 4 H2 O 4 moles 4 moles 3 4 (0.2 moles De fato.2) moles 3 0.2) moles 3 0.324 g 1 mol 2) 1.093 g ) = 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H3PO4 + 3 Ca(OH)2 → Ca3(PO4)2 + 6 H2 O 2 moléculas 3 moléculas 1 molécula 6 moléculas 2 moles 3 moles 1 mol 6 moles 2×0.12 moles Ca(OH)2) ( (0.2) moles 0.040 moles 3×0.2×1023 átomos Cu) 1 mol = 0. b) o número de moles de NO formado (a CNTP) e c) o número de moléculas de H2O formada.0153 g ) = 4.2 moles 3 0.199 ≅ 0. Temos: (1. (0.

x H2O → 1 CaCl2 + x H2O 1.19 g − 1.534 moles (0. Calcule o número de moléculas de H2O de cristalização do cloreto de cálcio. CaCl2.0667×4 = 0.0221415×1023 moléculas (0.19 g de cloreto de cálcio hidratado por aquecimento fornecem 1.08 g 1.0667×2 = 0. n ( HNO3 ) = 0.267 moles H2O) = 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) o.0667×3 = 0.0100 moles 110. x H2O) n ( H2O) n ( CaCl2 ) = = 1 x 1 IFES Pág.0128 g = 33.51g Cu(NO3)2 1 mol n ( NO ) = 0.608×1023 moléculas H2O 1 mol 3) 2.133 moles NO) 30.556 g = 37.11g de cloreto de cálcio anidro.2 = = = = = 0.11g CaCl2 1 mol = 0.2 moles (0.99 litros NO 1 mol n ( H2O )= 0.534 moles HNO3) 63.11g = 1.0667 8 3 2 4 3 Portanto.267 moles 6.0667×8 = 0.65 g HNO3 1 mol n ( Cu(NO3)2 ) = 0.133 moles NO) (0.0599 moles 18.98 g m (H2O) = 2.4 litros = 2.08 g H2O 1 mol = 0. 136 .0061 g = 3.2 moles) 187.0153 g n ( CaCl2.990 ≅4 g NO 1 mol 22.133 moles (0.

1 mol 1.0100 moles Portanto.15 moles 0.3 moles 0.7117 g 1 mol 78.05 moles 2×0.15 moles H2SO4 0.05 moles 342.0100 moles x×0.80036 g 1 mol 5) 2.0036 g = 7. x H2O) 0.0599 ≅ 6 moles 0.01 mol CuSO4 159. .05 moles 6×0.59 g de sulfato de cobre II.05 moles 0.05 moles 0. IFES Pág.078 g = 14.1 g Al2(SO4)3 1 mol ≅ 0. x H2O → 1mol 0.1 moles Al(OH)3 98.0100 1 x x= 0.6 H2O 4) Calcule as massas de H2SO4 e Al(OH)3 necessários à obtenção de 17.0599 1 CaCl2 1 mol CaCl2.0599 = = 0.61 g .15 g 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 6 H2 O 3 moles 2 moles 1 mol 6 moles 0. x H2O) n ( H2O) = = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( CaCl2. CaCl2. 17.05 moles 3×0.59 g CuSO4 = 0. 137 .1 moles 0.0100 + x H2 O x moles 0.1 g de Al2(SO4)3.0100 moles 0.0100 1 x n ( CaCl2. Dê a fórmula do sulfato de cobre II hidratado.4 g de sulfate de cobre II hidratado fornecem por aquecimento 1.

01×x = 0. .33g de precipitado (BaSO4).22g de Na2SO4 hidratado reagindo com o cloreto de bário em solução aquosa fornecem 2.045 moles 18. 58.01 mol 0.02 moles NaCl ≅ 1.01 mol 0. .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH2 O = 2. 1 mol 2.01 moles BaCl2 ≅ 2.045 moles x= 0. vem: .045 mol ≅ 5 moles 0. 138 .01 mol 2×0.01 mol 1×0.59 = 0.01 mol x×0.01 mol BaSO4 233. IFES Pág. 6) 3.39 g 0.01 Logo.334 g BaSO4 1 mol .1.169 g NaCl 1 mol . x H2O + BaCl2 → + 2 NaCl + x H2O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles x moles 1×0.01 moles BaSO4 ≅ 2.39 g /mol.81g H2 O = 0.01 mol 0. o sal procurado é: CuSO4.4 .81g 1 mol 0.233 g 0.02 mol x×0.443 g 0.01 mol 0. 5 H2O. 233.01 mol Assim. Qual a fórmula de sulfato de sódio hidratado? Como mm (BaSO4) = 233.082 g BaCl2 1 mol . .01 mol 1×0. BaSO4 Na2SO4.01 mol 0.39 g .33g BaSO4 ≅ 0.01×x mol 0.01 mol 0. x H2O → CuSO4 + x H2 O 1 mol 1 mol x moles 0. 208.0153 g CuSO4.

799 g H2O Assim. 0. vem: 4 NH3 = 68.122 g 5 O2 = 159.0153 g 7) Reagiu-se 36 g de NH3 com O2 para produzir NO e H2O e obteve-se 50.092 g IFES Pág. Na2SO4.995 g 4 NO = 120.01× x moles x = 10 Logo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.0998 ≅ 0.1 moles 18. tendo-se em conta os coeficientes estequiométricos.0153 g/mol. têm-se: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O Determinando as massas moleculares das substâncias que permitem os cálculos. 139 .1 moles H2O = 0. x H2O + m BaCl2 = m BaSO4 + m NaCl + m H2O 3.082 g = 2.22g 2. m Na2SO4.169 g mH2O Como. NH3 + O2 → NO + H2O Balanceando a reação. Calcular o número de gramas de NO que seriam obtidos teoricamente para determinar o % de rendimento. a fórmula do sal será: Na2SO4. mm (H2O) = 18.01× x moles 3. x H2O + BaCl2 → BaSO4 + 2 NaCl + x H2 O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles 0.024 g 6 H2O = 108.082 g 2.22g + 2. 10 H2O 1 mol = 0.169 g + m H2O m H2O = 1.799 g Mas.334 g 1.334 g + 1. então: 1.82 g de NO.

3 gramas de nitrato de potássio.8012 ou 80.12% produção teórica 63. calcular a massa de Cu formada se pusermos para reagir 20 gramas de amoníaco com 150 gramas de CuO. 140 . Supondo um rendimento de 90%. a pureza da amostra será: Pureza = 41.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando-se a produção teórica: 36 g NH3 120.90 = 35. determine a pureza da amostra.8252 ou 82. 50 g 9) De acordo com a reação seguinte.428g NO % Rendimento = 8) Tratando-se uma amostra de 50 gramas de nitrato de potássio com ácido sulfúrico. então: 0.556 g Massa de nitrato de potássio que reagem: 35. 2 NH3 + 3 CuO → N2 + 3 H2O + 3 Cu Temos: IFES Pág.52% de pureza. Portanto.024 g NO = 63.258 g = 0.206 g KNO3 = 41.258 g KNO3 174.90 × m (K2SO4) = 32 g m (K2SO4) = 32 g/0.26 g Reação: 2 KNO3 + H2SO4 → K2SO4 + 2 HNO3 Como o rendimento é de 90%.206 g 1 K2SO4 = 174.556 g K2SO4 202. coleta-se 32 gramas de sulfato de potássio. Calculando os coeficientes estequiométricos (valores teóricos): 2 KNO3 = 202.122 g O2 produção real 50.82g NO = = 0.428 g NO 68.26 g K2SO4 Em 50 gramas da amostra têm-se 41.

015 g 3 H2O 54.062 g NH3 Portanto. na prática também é impossível que uma reação obtenha o total de produtos calculados teoricamente a partir da relação estequiométrica. com valores que realmente reagiram.882 g de CuO.045 g + 63. 34. 141 . 238. Dados e incóg. Assim.638 g Cu = 111.635 g 150 g → 28.014 g N2 + 18.045 g + 63. teremos: 20 g NH3.546 g 3 Cu 190.031 g 2 NH3 + 79.014 g g 150 g 90% R 80% P Não se podem fazer cálculos estequiométricos com um reagente que é impuro. ainda.545 g 3 CuO → 28.936 g Cu 34. ele é o regente em excesso e o NH3 o limitante. o calculo do reagente limitante obtém-se da relação com dados puros. Por outro lado. ou seja.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mm 17. Assim.546 g 3 Cu 190. Calcule a massa de Cu formada nessas condições.062 g NH3 10) Continuemos com o exercício anterior. Suponha.118 g CuO 34.031 g 2 NH3 + 79.014 g N2 28.014 g + 18. por exemplo: pode ser IFES Pág. mm 17.638 g m Relac. 34.015 g 3 H2O 54. que a reação tenha 90% de rendimento. Esteq. como sobra 9. mas supondo agora que o CuO seja impuro e que tenha 20% de impureza.638 g m Relac. Dados e incóg.635 g CuO = 140.545 g 3 CuO 238.635 28.062 g 20g 238. Isso acontece por diversos motivos. 20 g NH3.062 g 20g Calculando o valor teórico. 190. Esteq.

teoricamente teremos: 120 g CuO.8/0.635 g CuO 190.80×150 = 120.104 + 8 HNO3 → 80% R 60. 11) Reagem-se 119 g de uma amostra de Cu com excesso de HNO3 e se obtém 28.638 (g) 3 Cu 190. o rendimento da reação (expresso em percentagem) diz respeito ao total calculado teoricamente e se dissermos que uma reação tem um rendimento de 90%.012 562.90×95. ou seja.638 g Cu 238. 120 g CuO. Calcular a pureza da amostra de Cu utilizada e o número de moles de NO formados.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO que não se conhece a pureza dos reagentes (nesse caso a única hipótese é têlos como se fossem puros) ou. mesmo que seja especificada sua pureza.128 g NH3 238. sua pureza é apenas temporária. Portanto.061 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O exc 28.000 g IFES Pág.8 g de H2O com rendimento de 80.278 g de Cu.635 g CuO = 95.668 72.0 % segundo a reação indicada abaixo. a massa de CuO que reagiu foi: 0.864 g Cu Como a reação possui 90 % de rendimento. Continuando nosso exercício. ele se decomponha com o tempo. 3 Cu + 8 HNO3 → 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O Teórico: 190. 142 .80 = 36. 34.062 g NH3 = 17. então a quantidade de Cu obtida será: 0.864 = 86.000 g CuO Assim.8 g Calculando a massa de água obtida se o rendimento fosse de 100%. vem: 0. isso significa que para cada 100 gramas de produto indicado pelo cálculo teórico.5 g Dados e (imp) incóg. na realidade o que se obtém são 90 gramas.: %P=? 504.80 × m (H2O) = 28 g m (H2O) = 28.

reagiram (teoricamente): 36.98 CaCl2 1 mol moléc. teremos: 100 g Cu imp.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. Logo.000 g H2O 190. = 0.238 g) é a massa que reage (pura).5 g temos 95 g de Cu (puro). em 100 g.0°C. para cada dado e incógnito. vem: mm (g) 100. 1 mol át.81 (g) → 86.905 Cl2O (g) 1 mol moléc. portanto é a quantidade que se encontra nos 119 gramas de amostra impura. de O Teórico: 100. Calculando as quantidades estequiométricas dadas pela equação química. 143 .010 CO2 (g) 1 mol moléc.905 2 Cl2 141. 2 mols át.638 g Cu = 95.5 g Cu imp. Nessas condições. + 44.238 g Cu 72. A equação química é: CaCO3 + 2 Cl2 → Cl2O + CaCl2 + CO2 Os gases são recolhidos em um recipiente de 20.09 CaCO3 + 70.0 litros a 10. Pergunta-se: a) Qual é o rendimento da reação? b) Qual é o número de átomos de oxigênio na mistura gasosa? Supondo que a reação possui 100 % de rendimento.7950 ou 79.50 % P 12) Reagem-se 230 gramas de CaCO3 (87% de pureza) com 178 gramas de cloro. o Cl2O tem uma pressão parcial de 1. 95 g Cu puro 119. Isto é: Em 119.09 (g) 230 g 178 g IFES Pág. de O + 110.16 atm.061 g H2O A massa de Cu calculada (95.

80 g CaCO3 puro 100 g CaCO3 imp. com um rendimento de 95 % produzindo Cu(NO3)2.81 g Cl2 6. 144 .02×1023 át. mas com apenas 178 g.083 g Cl2O 141.818 g Cl2O 100 % R = 79.507 g Cl2 100.09 g CaCO3 Ou seja.905g Cl2O = 86.20 dm3 n= = 0.81 g de cloro se obtém 3 moles de átomos de oxigênio nos produtos gasosos.905 g Cl2O = 109.1 g de CaCO3 são necessários 283. vem: 178 g Cl2 86. 0.999 moles Cl2O 86.999 moles de Cl2O dm3 .589 % 109. O2 1 mol O2 13) Reagem-se 50.083 g Cl2O Na equação química se observa que cada 141. para os 200.507 g Cl2.0°K °K . o cloro será o reagente limitante.00 mL de uma solução 6 M de ácido nítrico a 50ºC e 3 atmosferas. atm 0.81 g Cl2 = 283. vem: 230 g CaCO3 imp. = 200.267×1024 át. mol Ou.00g de Cu (90% de pureza) com 400. portanto: 178 g Cl2 3 moles O2 141. O número de moles de Cl2O que será obtido na reação será: n = PV / RT (da equação geral dos gases) 1.082 . O2 = 2.100 g CaCO3 141. vem: 200.100 g CaCO3 puro Buscando o reagente limitante.81 g Cl2 Portanto. o rendimento da reação será: 86. segundo a reação: Cu + 4 HNO3 → Cu(NO3)2 + 2 NO2 + 2 H2O Calcular: IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Calculando a massa de CaCO3 que reage (pura).16 atm.818 g Cl2O 1mol Cl2O Calculando a quantidade teórica de Cl2O.283.

556 Cu(NO3)2 + 187.052 151.013 g HNO3 = 151.23 g ele é o reagente limitante. d) Volume de dióxido de nitrogênio obtido.546 Cu 90% P 63.112 0 +225.556 0 187.533 0 limitante 95% R 101.23 g HNO3 187.23 100% R +112.052 g HNO3 Lembrado que o rendimento da reação é de 90%.015 + 2 H2O 36.052 g HNO3 Calculando a massa teórica de nitrato de cobre (II) obtida.546 g Cu = 38. 145 . c) Massa de nitrato de cobre (II) obtida. então.127 (g) Obtêm11.280 Em um solução 6 molar temos 6 moles de soluto em 1 L (1000 mL) de solução. logo: 400 mL sol.533 g Cu(NO3)2 252.537 Teórico: (g) Inicio: 50 (g) Reagem: −38.490 g HNO3 63.052 g HNO3 = 178. b) Massa de reagente em excesso.127 g Cu 252.23 → 187.013 + 4 HNO3 252.546 63.90×50 g Cu 252.546 g Cu Como há apenas 151. 6 moles HNO3 1000 mL sol.618 20. e e) Moles e moléculas de água obtida. Logo: 151. obtém: IFES Pág. vem: 151. 63.556 2 NO2 375. Mm (g): 63.873 se: (g) excesso −151. apenas 90% reagem e requerem: 0.23 g HNO3 1 moles HNO3 Dos 50 g de Cu.030 0 21.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Reagente limitante e o reagente em excesso.556 g Cu(NO3)2 = 112.812 18.065 213.23 g HNO3 63.

23 g HNO3 36.015 g H2O = 1.140 moles H2O 1 mol H2O = 6. utilizado na construção de aeronaves espaciais. leve e resistente à corrosão. 0.V R.T 375. H2O = 1.23 g HNO3 Ou. Reagindo-se 4 moles de TiCl4 com 4 moles de Mg obteve-se experimentalmente 1.140 moles×0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.052 g HNO3 = 1.140 moles NO2 187. Obtido pela reação de cloreto de titânio (IV) com magnésio fundido entre 950° e 1150 °C.280 g Cu(NO3)2 151. TiCl4 + Mg A equação balanceada é: → Ti + MgCl2 IFES Pág.556 g NO2 P.065 g NO2 252.95×225.0820574587 L 3 atm atm ×(50+273°K ) °K· mol V = 10.112 g NO2 = 225. Calcular o rendimento percentual da reação.072 L Por último.065 = 213.533 g Cu(NO3)2 = 101.140 moles H2O = 6. 146 . motores e quadros de bicicletas.052 g HNO3 95 g H2O 100 g H2O 1 mol H2O = 18. V= 1.90×112. H2O 14) O titânio é um metal forte.5 moles de Ti. 151.812 g NO2 = = 213.812 g NO2 1 mol NO2 = 1.874 ×1023 moléc.140 moles NO2 = Assim.03×1023 moléc.030g H2O 252.

calcule: a) b) c) Qual reagente sobra e em que quantidade? O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg. de acordo com a reação: CaH2 + H2O → Ca(OH)2 + H2 Depois de ajustar a reação. vem: %R= 1. reagem: 4 moles Mg 1 mol TiCl4 = 2 moles TiCl4 2 moles Mg Calculando o rendimento percentual. Assim.75 0u 75% Ti 2. ele será o reagente limitante.0 moles Ti 15) Em um gerador portátil de hidrogênio reagiram-se 30 g de hidreto de cálcio com 30 g de água.5 mol Ti = 0. Balanceando a equação vem: IFES Pág.88 g Ti 1 mol 0 mol +2 moles 1.305 g 2 Mg 2 moles 4 moles −4 moles 0 mol Reagente limitante 100% R 75% R → 47.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 189.5 mol + 95. O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L.69 g TiCl4 + 24. 147 .210 g 2 MgCl2 2moles O mol +2 moles 3moles Teórico: Têm-se: Reagem: 1 mol 4 moles −2 moles 2 moles Reagente excesso Os 4 moles de TiCl4 requerem: n (Mg) = 4 mol TiCl4 2 moles Mg = 8 moles Mg 1 mol TiCl4 Como se dispõe de 4 moles de Mg apenas.

é: V = nRT/P = 1.09 g CaH2 + 18.714 mols −0.024 litros O2 O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L.015 g H2O 1.3637 L · mmHg ×293 °K °K · mol 745 mmHg V = 35.428 mols Teórico: Têm-se: 1 mol 0.09 g CaH2 1 mol H2O = 1. 148 . seria: Rendimento = 34 L = 0.09 Ca(OH)2 1 mol 0.665 mols −1.665 mol H2O 18.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 42.714 Reagem: mols Sobram: 0 mols Reagente limitante 2 mol 1. 0.015 2 H2O → 74.428 moles H2O 1 moles CaH2 Sobram.237 mols de H2O (reagente em excesso).428 mols Reagente em excesso 30 g CaH2 30 g H2O 1 mol CaH2 = 0.714 mol CaH2 2 moles H2O = 1.714 mols + 2.665 mols H2O requerem: 0. portanto.428 mols×62.024 L 16) Continua IFES Pág. O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg.0156 2 H2 2 moles 1.9708 ou 97.428 100 % R mols 1.08% 35. quando o rendimento da reação é 100 %.714 mol CaH2 42.

As reações químicas deste processo são mostradas abaixo: C12H22O11 + H2O → 4 C2H5OH + 4 CO2 CO2 + H2O → H2CO3 I) Qual a massa de ácido carbônico. 4) Fazendo reagir ácido clorídrico em excesso com carbonato de cálcio foram obtidos 3. Suponha que 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6.P é de 1. Qual a massa de cobre que se dissolveu? 3) Um vinho comercial contém cerca de 9. Quando o óleo queima. descrita abaixo: C6H12O6 (aq) → C2H5OH (l) + CO2 (g) Calcule a massa de glicose necessária para produzir o álcool etílico no vinho. o enxofre forma dióxido de enxofre gasoso: IFES Pág.1 litros de gás na CNTP.2% de enxofre em massa. obtida a partir de 3.N. presente na cevada. com o objetivo de produzir água gaseificada para fabricação de refrigerantes.21 Kg de vinho sejam produzidos pela reação de fermentação da glicose. 2 HCl + CaCO3 → CaCl2 + H2O + CO2 (gás) Qual a massa em gramas do gás obtido? 5) As indústrias de cerveja utilizam o gás carbônico na fermentação da maltose (C12H22O11). desprende-se um gás cujo volume na C. 149 .26 kg de maltose? II) Qual o volume ocupado por 4 mols de gás carbônico nas CNTP? 6) Certo tipo de óleo cru queimado em usinas geradoras de eletricidade contém cerca de 1.12 Exercícios Propostos 1) Quantas gramas de sulfato de bário são obtidas quando se trata com 50 g de cloreto de bário pela solução de sulfeto de bário? 2) Quando o cobre é atacado pelo ácido sulfúrico concentrado e a quente.2 litros.7% de álcool etílico por massa.T.

0 g de leite e por adição do sal solúvel oxalato de sódio.17 mol dm-3. 12) A concentração de ácido clorídrico no estômago pode atingir 0. admitindo-se que os gases resultantes da combustão encham completamente a sala? 8) Num recipiente contendo 2 Kg de carvão incandescente introduz-se vapor d’água superaquecido. Que quantidade e que massa do "anti-ácido" hidróxido de alumínio é necessária para neutralizar 50 cm³ dessa solução. 150 .. Que massa de água se produz por combustão de 1. (Massas atômicas: O = 16.T.P) de hidrogênio produzido a partir de 16. A partir de 80. Ca2+.5) 2 Cu + O2 → 2 CuO IFES Pág. 11) O hidrogênio pode ser obtido.34 g de zinco. na C. tal como a sua oxidação durante o metabolismo celular.P.60 g/L) são produzidos quando 1. Calcular o volume (C.N. Calcular a percentagem do elemento cálcio no leite e comparar com o valor indicado na embalagem (105 mg/100 g).0 kg de alumínio e 100 kg de óxido de ferro(III).302 g de oxalato de cálcio. de acordo com a equação 3HCl(aq) + Al(OH)3(s) → AlCl3(aq) + 3H2O(l)? 13) Óxido de ferro(III) pode ser reduzido a ferro metálico por reação com alumínio: 2Al(s) + Fe2O3(s) → 2Fe(s) + Al2O3(s). Qual a massa de enxofre que se deve queimar.T. obtém-se 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S(s) + O2 (g) → SO2 (g) Quantos litros de SO2 (d = 2. 14) Calcular a massa de óxido cúprico obtida a partir de 2. presente no leite por reação de precipitação com íon oxalato. admitindo um rendimento de 100%. no laboratório. C2O42-. Cu = 63.00 g de glicose? 10) Pode determinar-se quantitativamente o íon cálcio. pode ser representada pela equação química C6H12O6 + 6 O2 → 6CO2 + 6 H2O. por reacção entre o zinco e uma solução aquosa diluída de ácido sulfúrico: Zn(s) + H2SO4(aq) → ZnSO4(aq) + H2(g). Calcular a massa de ferro que se pode obter a partir de 81.54 gramas de cobre metálico. Qual o combustível gasoso obtido e o seu volume? 9) A combustão da glicose.N.0 kg de óleo é queimado? 7) Deseja-se desinfetar uma sala cujas dimensões são 6m × 4m × 3m.

pensam estar diante de ouro.13 Problemas resolvidos de Cálculos Estequiométricos Envolvendo Reações sucessivas. Acerte a equação. 17) Garimpeiros inexperientes. 60 g de pirita (FeS2) . 1 mol = 0.13g de cloro. por oito (×8) e ajustando-as. 151 .98 g Multiplicando a 4ª. Qual a massa de H2SO4 que pode ser obtida a partir de 60 g de pirita (FeS2) pelo processo equacionado: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 2 SO2 + O2 → 2 SO3 SO3 + H2O → H2SO4 Temos. numa outra experiência. adicionarmos 2. Qual a quantidade química de hidróxido de magnésio que reage para a obtenção de 570 g de cloreto de magnésio? 16) (FEI-SP) 0. quando encontram pirita. reação por quatro (×4) e a 3ª. do reagente que sobrou na reação? 17) Que massa de benzeno e quantos mols de oxigênio devem ser usados na combustão total.67g de cloreto de alumínio. em excesso. 6.70g de alumínio a 15.00g de cloro: a) Qual a massa do composto formado? b) Qual a massa. dando origem a 2. Se. por isso a pirita é chamada ―ouro dos tolos‖.54g de alumínio reagem com 2.500 mol 119.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15) Considere a seguinte reação química: Mg(OH)2 + HCl → MgCl2 + H2O. para se obter 16. . vem: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 8 SO2 + 4O2 → 8 SO3 8 SO3 + 15 H2O → 8 H2SO4 4 FeS2 + 15 O2 + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 IFES Pág.2g de água de acordo com a equação: C6H6 + O2 → CO2 + H2O.

078 g 18) Calcule a massa de HNO3 que pode ser obtida a partir de 102 g de amônia. mH2SO4 = 98. ou seja: Como mm (H2SO4) = 98. 152 .0306 Como a relação entre nNH3 e n HNO3 é a mesma (1:1).5 mol + 15 O2 15 moles + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 8 moles 2 moles 8 moles 0. NH3 + 2 O2 → HNO3 + H2O Assim. por dois (×2) vem: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 6 NO + 3 O2 → 6 NO2 6 NO2 + 2 H2O → 4 HNO3 + 2 NO 4 NH3 + 8 O2 → 4 HNO3 + 4 H2O Ou melhor.078 g 1 mol IFES Pág. pelo processo equacionado: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 2 NO + O2 → 2 NO2 3 NO2 + H2O → 2 HNO3 + NO Ajustando as equações. então: 6 moles HNO3 63. então.989 moles ≅ 6 moles 17. 4 FeS2 4 moles 0.5 mol) produzem 1 mol de H2SO4. 60 g de pirita (0. 102g NH3 1 mol = 5. equação por três (×3) e a 3a. multiplicando a 2ª.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim.25 mol 1 moles 15 moles 1 moles 8 Portanto.013 = 378.078 g/mol.

produzindo 33. Assim. MnO2 + 4 HCl → MnCl2 + Cl2 + 2 H2O 3 Cl2 + 6 NaOH → 5 NaCl + NaClO3 + 3 H2O Pág. mm(4.3) =12 . o NO do primeiro membro da segunda equação e o NO2 do primeiro membro da terceira equação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19) Considere o exercício anterior admitindo que o NO na última etapa do processo não é reaproveitado. 2. 12NH3 + 21 O2 → 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O + 21 O2 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O → 21 4 16 8 moles moles moles moles 12 12 12 12 2 1 4 7 6× moles 6× moles 6× moles 6 moles 6× moles 3 3 3 4 21 6 moles 4 moles 2 moles 8 moles moles 2 Portanto. então devemos multiplica a 1ª.052 g 1 mol 12 NH3 1 moles 20) Certa massa de pirolusita (MnO2) reagiu com excesso de ácido clorídrico. O gás liberado do (Cl2) reagiu com excesso de hidróxido de sódio.N. 153 IFES . a 2ª.P. Calcule a massa de pirolusita (MnO2) utilizada. Na equação geral não deverão aparecer: o NO do segundo membro da primeira equação.T. Tomando. por 4 (12/3). 12 NH3 + 15 O2 → 12 NO + 18 H2O 12 NO + 6 O2 → 12 NO2 12 NO2 + 4 H2O → 8 HNO3 + 4 NO .013 = 252. por 6 (12/2) e a 3ª. equação por 3 (12/4). O clorato de sódio formado foi submetido a um aquecimento a seco. portanto o máximo divisor comum dos seus índices.6 litros de oxigênio (O2) nas C. têm-se: 4 moles de HNO3 63.

6 MnO2 + 24 HCl + 12 NaOH → 6 MnCl + 12 NaCl +18 H2O+ 3 O2 21) Um dos métodos de obtenção do ácido sulfúrico envolve as seguintes etapas: I. Combustão é um processo de reação com o oxigênio diatômico (O2): S + O2 → SO2 Oxidação do dióxido de enxofre pelo oxigênio: SO2 + ½ O2 → SO3 Pelo fato do trióxido de enxofre (anidrido sulfúrico ou óxido sulfúrico) ser um óxido ácido (anidrido). O gás óxido sulfúrico é borbulhado em água produzindo o ácido sulfúrico (H2SO4) De acordo com o exposto acima. Combustão do enxofre (S) a óxido sulfuroso (SO2) II. este reage com água formando um ácido. vem: 6 MnO2 + 24 HCl → 6 MnCl + 6 Cl2 + 12 H2O 6 Cl2 + 12 NaOH → 10 NaCl + 2 NaClO3 + 6 H2O 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 . 154 . Que volume do ar atmosférico conterá oxigênio suficiente para combustão completa de 32g de enxofre a óxido sulfúrico nas CNTP. SO3 + H2O → H2SO4 Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 Ajustando as reações. esquematize as reações e responda: a) Qual é a massa de enxofre necessária para preparar 49g de ácido sulfúrico? b) O ar atmosférico contém 21% em volume de oxigênio. Oxidação do óxido sulfuroso a óxido sulfúrico (SO3) pelo oxigênio III. S + O2 → SO2 SO2 + 1/2 O2 → SO3 IFES Pág.

representam: 32g S 1 mol S 32.4 litros = 33. 155 . S + 3/2 O2 + H2O → H2SO4 1 mol 1 mol 3/2 mols 1 mol Para os 49g de ácido sulfúrico.5 mol S Temos: S + O2 → SO2 SO2 + ½ O2 → SO3 ---------------------------S + 3/2 O2 → SO3 Os 32g de enxofre a óxido sulfúrico. 3 S + O2 + H2O → H2SO4 2 Portanto.07 g 3 moles O2 2 1 mol SO3 22. 22) 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SO3 + H2O → H2SO4 .06 g/ mol.08 g/mol. mm (H2SO4) = 98. têm-se: 49 g H2SO4 1 mol ≅ 0.08g 32.53 litros O2 1 mol O2 mol (S) = 22.4 L b) R: 160L de ar.07 g ≅ 16 g 1 mol n(H2SO4) = n(S) = 0.5 moles 98.14 IFES Pág.5 mol = 0. mm(SO3) = 80.

ou seja. sempre há dois componentes: o solvente. Assim. Nos dois exemplos acima. obtém-se uma solução onde predominam as partículas de cal não dissolvidas. o sal e a cal. 7. forma-se uma solução de íons sódio (Na+) e íons cloreto (Cl-). As soluções mais familiares são aquelas no estado líquido. são a fase dispersa ou o disperso e a água é a fase de dispersão. Dissolvendo-se sal na água. tal como o benzeno.1 Definição de Solução.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VII 7. normalmente em maior quantidade. e o soluto. Usualmente. 156 . a IFES Pág. Os solventes podem ser classificados quanto à sua polaridade. numa segunda substância sob forma de pequenas partículas. que vai "desaparecer". 7. Os solventes polares são compostos. Numa solução. solução é a denominação ao sistema em que uma substância está distribuída. especialmente as que usam água (soluções aquosas). Estes não dissolvem compostos iônicos. Uma solução é uma mistura homogênea de uma substância dissolvida em outra. líquidas (como o álcool) e sob a forma de gás (como o ar). dispersante ou dispergente. Misturando-se cal na água.3 Solubilidade A solubilidade de um soluto é a massa do soluto que pode ser dissolvida numa certa quantidade de solvente a uma determinada temperatura.2 Soluto e Solvente. que "mistura" muito bem uma série de substâncias: sólidas (como o açúcar). Estes solventes são capazes de dissolver compostos iônicos ou compostos covalentes que se ionizam. Os solventes não polares são compostos. dissolver-se no solvente. tal com a água e a amônia líquida. mas dissolvem compostos covalentes não polares. que não possuem momentos dipolares permanentes. ou disseminada. que possuem momentos dipolares e consequentemente constantes dielétricas elevadas.

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solubilidade é expressa em gramas de soluto por 100 mL (100 cm³) ou por 100 g de solvente a uma dada temperatura. A interação entre um soluto e um solvente determina quanto soluto pode se dissolver. Assim, num solvente particular como a água, a natureza do soluto é um fator chave para determinar a solubilidade. Os solutos cujas moléculas são mais fortemente atraídas pelas moléculas de água tendem a se dissolver mais facilmente neste solvente. Para a maioria dos solutos, existe um limite em relação à quantidade que se pode dissolver num volume fixado de qualquer solvente. Este limite é denominado coeficiente de solubilidade, e varia dependendo da temperatura. Quando se adiciona um sólido na água, por exemplo, uma parte deste soluto é dissolvida para formar uma solução. Se uma quantidade suficiente de soluto estiver presente, verifica-se que não se dissolve todo o soluto, mas obtém-se uma concentração máxima e constante da solução. A adição de mais soluto não altera a concentração da solução; o sólido adicionado não se dissolve, e se deposita no fundo do recipiente. Nesta situação, diz-se que o sistema chegou ao estado de equilíbrio dinâmico. As soluções são classificadas, em termos de quantidade de soluto dissolvido, em insaturadas, saturadas, e supersaturadas (ou sobressaturadas): A) soluções insaturadas são soluções nas quais existe soluto dissolvido em menor quantidade do que a quantidade máxima que pode ser dissolvida naquela determinada quantidade de solvente, a uma dada temperatura; B) uma solução saturada contém a máxima quantidade possível de soluto dissolvido em condições normais numa dada temperatura; C) uma solução supersaturada contém mais soluto dissolvido do que a quantidade limite de solubilidade do soluto. Nem todas as substâncias são solúveis; alguns compostos são considerados apenas ligeiramente solúveis; outros, por sua vez, se dissolvem em grau tão pequeno que são considerados insolúveis. Existem vários fatores que influenciam na solubilidade de uma substância. Entre eles, está a temperatura, um dos fatores mais relevantes. A solubilidade da maioria dos sólidos nos líquidos aumenta com a temperatura. A solubilidade entre líquidos é chamada de miscibilidade. Líquidos que se misturam entre si são chamados de miscíveis. Geralmente, líquidos miscíveis têm estruturas moleculares semelhantes, como exemplo da água e o álcool
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etílico. Ambos possuem moléculas polares e que se atraem mutuamente, pois são capazes de formar pontes de hidrogênio entre si. 7.4 Concentração em Unidades Físicas. Concentração significa quanto soluto está presente em um volume ou massa específica. Quando são empregadas unidades físicas, as concentrações das soluções são, geralmente, expressas em: 7.4.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução. massa do soluto C= volume da solução Exemplo: 35g de NaCl por litro de solução. C = 35 g/L 7.4.2 Composição percentual. número de gramas C= 100 g de solução Exemplo: 4,25g de NaCl em 100 g de solução. C= 4,25 100 g/g ou

Solução aquosa de NaCl a 4,25%. 7.5 Concentração em Unidades Químicas. 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. I. Conceito: É a razão entre a massa de soluto, em gramas, e o volume de solução em litros ou ml. II. Expressão matemática. C= m1 V
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Onde: C = concentração (g/l); m1 = massa do soluto (g); V = Volume de solução (l ou ml). III. Unidade: Gramas por litro, g/l ou g/ml. IV. Significado: A concentração nos indica a quantidade de soluto, em gramas, que existe em um litro ou em um mL de solução. Exemplo: Uma solução 20 g/l possui 20 gramas de soluto dissolvidos em um litro de solução: 1 litro (solução) = 20 g (soluto) 7.5.2 Molaridade ou concentração molar. I. Conceito: É o número de moles do soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Molaridade = número de moles (soluto) n1 = número de litros (solução) V

Relembrando que o número de moles de uma substância está relacionado à sua massa em gramas através do massa molecular (mol), teremos: Quantidade moles = massa (gramas) mol massa (miligramas) mol

Quantidade milimoles =

III. Unidade: mol por litro (mol/L), mg/mL, molar. Exemplo: Uma solução 05 molar (0,5 M) de H2SO4 contém 49,04 gramas de H2SO4 por litro de solução, visto que: 1 litro = 0,5 mol 1 litro = 0,5 mol 98,08 = 49,04 g H2 SO4 1 mol

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7.5.3 Concentração normal ou normalidade. I. Conceito: É o número de equivalente-grama de um soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Normalidade = quantidade de soluto (eqg) volume solução (L)

m1 𝑛e 1 Eqg (soluto) N= = V V Onde: N = normalidade ou concentração normal. ne = nº de equivalentes-grama do soluto. V = volume da solução, em litros. Eqg = equivalente-grama III. Unidade: eqg/L, meqg/mL, normal (N) IV. Significado: É o número de equivalentes-grama de uma substância dissolvidos em um litro de solução. Exemplo: Uma solução 1 normal (1N) contém 1 equivalente (eq) por L, ou 1 miliequivalente (meq) por mL. É fundamental notar que a normalidade mede um único íon que participa num total de soluto. Por exemplo, pode-se determinar a normalidade do hidróxido de sódio ou em solução aquosa de hidróxido de sódio, mas a normalidade de hidróxido de sódio por si só não faz sentido. Assim, a normalidade é freqüentemente usada para descrever soluções de ácidos ou bases, onde está implícito que a normalidade refere-se à H+ ou OH-.

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Embora o uso dessa concentração esteja a cair em desuso entre os químicos, existe uma vantagem no seu uso: é que soluções da mesma normalidade reagem mL a mL. Por exemplo: 1 mL de uma solução 0,1 N de NaOH neutralizará exatamente 1 mL de solução 0,1 N de H2SO4 (independente da estequiometria da reação química envolvida). Não acontece o mesmo quando a concentração das soluções é mol/L. 1 mol de H2SO4 reage com dois moles de NaOH e duas soluções destes reagentes da mesma molaridade reagirão na razão NaOH. H2SO4 + 2 NaOH → Na2 SO4 + 2 H2O 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg

Dito de outro modo: 1 equivalente de qualquer substância reage exatamente com 1 equivalente de outra substância. Isto facilita enormemente os cálculos especialmente na prática de análise quantitativa. 7.4.5 Concentração molal ou molalidade. I. Conceito: É a razão entre o número de mols de soluto e a massa de solvente, dada em kg. II. Expressão matemática: m1 n1 m1 W= = mol = m2 m2 mol. m2 Esta equação, no entanto, deve ser multiplicada por mil, porque a molalidade é expressa em número de mols por quilograma de solvente. Com isso, temos:

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Expressão matemática: Fração molar do soluto: FM1 = moles de soluto moles de soluto+moles de solvente 342.5 molal de sacarose (342.2979 g = 171. Definição: A fração molar de qualquer componente de uma solução é definida como sendo o número de moles desde componente dividido pelo número total de moles de todos os componentes da solução. I.m1 mol.5 mols C12H22O11 7. m= moles (soluto) Kg solvente Exemplo: Uma solução 0.2979 g/mol) contém: 1000 g (solução) = 0. 162 . IV. m2 = massa de solvente (quilogramas). Mol = massa molar.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO W= 1000. III.14895 g 1 mol IFES Pág. m2 Onde: W = molalidade.5 mols C12H22O11 1000 g (solução) = 0. Unidade: molal. m1 = massa de soluto (gramas). II. Significado: A concentração molal nos indica o número de moles de soluto que existe em um quilograma de solvente.6 Fração molar ou percentagem em moles Muitas das propriedades físicas das soluções são expressas mais claramente em termos dos números relativos das moléculas do soluto e do solvente.4.

FM2 = fração molar do solvente. calcula-se a relação entre o número de mols do soluto ou solvente em questão. não tem unidade). III.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do mesmo modo. 7. a fração molar do solvente: FM2 = Onde: FM1 = fração molar do soluto. Se a solução apresentar mais de um soluto. 163 . m1 = massa do soluto m2 = massa do solvente m = massa da solução (m1 + m2). então: IFES Pág.2 Porcentagem em peso % em peso é a massa do soluto em 100 g da solução. FMi = n1 n1+n2+n3+ … +ni moles de solvente moles de soluto+moles de solvente Evidentemente.5. 7. Unidade: A fração molar é adimensional.1 Título É a relação entre a massa do soluto e a massa da solução. Quando multiplicado por 100 (porcentagem molar) se expressa o resultado em mols %. e o somatório do número de mols dos demais componentes. Exemplo: Se uma solução contém 6 moles de álcool etílico e 2 moles de água. isto é. T= m1 m1+m2 Onde: T = título (é um número puro.5 Relação de massa com massa.5. maior que zero e menor que um. 7. a soma das frações molares de todos os componentes de uma solução é igual a 1.

cm3 ou mililitro de solução. encontrada num litro.316 g. Expressão matemática: μ = m/Vs IFES Pág.25 2+6 6 = 0. 5.7 Densidade.5. I. II. Exemplo: Uma solução de ácido benzóico possui densidade 1.5.316 g/cm3. III. dada em L ou mL. 164 . Significado: A densidade indica a massa.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO fração molar do álcool = fração molar da água = 2 = 0. Expressão matemática d= m V Onde: d = densidade m = massa da solução = m1 + m2 V = volume da solução. 5. g/cm3 ou g/ml. em gramas.75 2+6 A percentagem em moles do álcool nesta solução será: 100×0. II. I.8 Massa específica (µ). ou seja: 1 cm3 de C6H5COOH apresenta massa igual 1.75 = 75% de moles de água. Unidade: g/l. Conceito: é a razão entre determinada massa da substância e seu volume correspondente.25 = 25% de moles de álcool e 100×0. IV. Conceito: É a razão da massa da solução pelo volume da solução.

existentes em 1 g (1 milhão de µg) de solução. existentes em 1 m3 (1 milhão de mL) de solução.000. A relação entre elas é a seguinte: 1g = cm3 ou 1m3 = 1000 Kg (assim.1 Em massa: A concentração ppm em massa expressa a massa de soluto (disperso). devemos multiplicá-la por 1.000mL 200g/1. em µg (micrograma). Observação: A diferença entre densidade e massa específica fica bem clara quando falamos de objetos ocos. 5. Neste caso a densidade leva em consideração o volume completo e a massa específica apenas a parte que contêm substância. mas no SI a unidade é o kg/m3.000mL 1g/1. 5. Unidade: g/cm3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III.000L 0.6 Parte por milhão Partes por milhão (abreviadamente ppm) é a medida de concentração que se utiliza quando as soluções são muito diluídas. em mL. ppm = Assim.000). 1 ppm é igual a: 1g/1. 165 mg µg = litro mL IFES . Pág. para transformar uma massa específica de g/cm3 para kg/m3.2g/L ou 200mg/L.000L 1mg/L 200 ppm: 200g/1.000.2 Em volume: A concentração ppm em volume indica o volume de soluto (disperso). 5.6.6.

Quando a concentração é expressa numa escala volumétrica.7 Problemas de diluição. Isso significa que em cada 1 m3 do ar atmosférico existe 8 mL de hélio. São. As escalas volumétricas de concentração são aquelas nas quais a concentração é expressa em termos da quantidade de soluto por volume determinado de solução. moles por litro (molaridade). 2) O ar (solução gasosa) contém 8 ppm de gás hélio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Então. Outro exemplo: Uma solução a 25 ppm contém 25 mg de soluto em 1 L de solução. ppm = Assim. equivalente-grama por litro (normalidade). por exemplos. gramas por litro (concentração comum) e gramas por 100 litros (título em massa). a quantidade de soluto contida em determinado volume de solução é igual ao produto do volume pela concentração. 45 ppm de uma solução contém 45 mg de soluto por 1 litro da solução Exemplos: 1) Uma solução com 75 ppm de KI. 166 . isto é: Quantidade de soluto dissolvida = volume × concentração IFES Pág. 5. Iodeto de potássio quer dizer 1Kg em massa há 75mg de KI diluída nela. peso soluto (mg) volume solução (L) A concentração ppm em volume só pode ser utilizada quando os componentes da solução são todos líquidos ou todos gasosos.

V Para a solução final: C’ = m1 = C’. Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A diluição de uma solução basear-se na adição de solvente puro. quando a solução é diluída seu volume é aumentado.8 Exercícios Resolvidos. teremos: C . Cada mL de solução contém 0. V’ Uma vez que m1 é constante. como se segue: Volume1 × Concentração1 = Volume2 × Concentração2 Podemos então calcular: Para a solução inicial: C= m1 ou V m1 ou V m1 = C. a concentração diminui. Assim. Deste modo. C’ 5. 18 H2O contém 2 íons de Al+3 IFES Pág.045g de AgNO3.045 g de AgNO3 por mL. Temos: 1 molécula de Al2(SO4)3. permanece constante. 18 H2O necessário para preparar 50 mL de uma solução aquosa que contenha 40 mg de Al+3 por mL.8 g de AgNO3 1 mL 2) Descrever como preparar uma solução de Al2(SO4)3. a quantidade de soluto não altera. mas conterão as mesmas quantidades de soluto e serão relacionadas. V = V’ .045g =1. 1) Descrever como se preparam 60 mL de uma solução aquosa de AgNO3 com concentração de 0. 167 . Entretanto. as duas soluções (original e diluída) serão diferentes. 60 mL 0.

0175 moles de BaSO4 233. Determinar a percentagem de H2SO4 na solução original.698 g de Al2(SO4)3.08 g.035moles Pág. 168 .982 g = 24. 18 H2O Fig. 67 3) Exatamente 4. O precipitado de BaSO4.0175 moles 0. depois de lavado e seco.18 H2O 1 mol Al+3 26.0791 g/mol.18 H2O 2 mol Al+3 666. H2SO4 + BaCl2 → BaSO4 + 2 HCl Temos: mm (H2SO4) = 98. 18 H2O conterão 2 moles de íons de Al+3 50 mL 2g de Al 40 mg de Al+3 1 mL +3 = 2000 mg de Al+3 = 2g de Al+3 1 mol Al2 SO4 . 1 mol de moléculas de Al2(SO4)3.0175 moles IFES 0. pesou 4.0175 moles 0.43 g = 1 mol Al2(SO4)3.00 g de uma solução de ácido sulfúrico foram diluídos com água e adicionado um excesso de BaCl2.39 g BaSO4 → BaSO4 ↓ 1 mol + 2 HCl 2 moles + BaCl2 1 mol 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim.08 g de BaSO4) H2SO4 1 mol 1 mol BaSO4 = 0. logo: (4.

100 g (solução) = 12 g BaCl2 ou 50 g (solução) = 6 g BaCl2 + 44 g H2O 6 g de BaCl2 1 mol BaCl2 ≅ 0. que deve ser adicionado a 80 mL se solução 0. 80 mL .1M. denota que: 1 litrosol = 1000 mL = 0.008moles .26 g/ mol Temos. Temos: mm (BaCl2) = 208. 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.008 moles uréia 1000 mL Por outro lado.1M de uréia. 1000 mL = 100 mL volume final.00 g Portanto.029 moles BaCl2 208.0791 g 1. para que a solução resultante seja 0. 2 H2O e água pura.1 moluréia Portanto. a fração do H2SO4.233 g BaCl2 IFES Pág.08 M significa que: 1000 mL contêm 0. 2 H2O) = 244.1 moluréia = 0.08 moles de uréia.0175 moles H2SO4 1 mol H2SO4 ≅ 1. em peso = 4) Qual o volume de água. 169 .08 moles V = 100 – 80 = 20 mL 5) Descrever como preparar 50 g de uma solução de BaCl2 a 12. após diluição 0.72 g = 0. em mL. Logo.08M? Uma solução 0.0% em peso. 0.43 ou 43% 4.233 g/mol mm (BaCl2.72 g H2SO4 98. 0. partindo de BaCl2.

0153 g H2O = 1. 2 H2O = 1 mol de BaCl2 + 2 moles H2O 0. 68 6) Que volume de água destilada se deve juntar a 40 mL de uma solução 3N de NaOH a fim de que se transforme em solução a 4%? Eqg NaOH = mol/1 ou 1 mol = 1 eqg NaOH IFES Pág. Fig. 2 H2O = 0.9551126g de H2O.029 moles de BaCl2 + 2×0.029 moles de BaCl2. devemos acrescentar (44 g − 1. 170 . 1 molécula de BaCl2.0448874 g H2O 1 mol H2O Logo.0 g de BaCl2. 2 H2O = 1 molécula de BaCl2 + 2 moléculas H2O Portanto. 2 H2O em 43. 2×0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mas.029 moles H2O Como.0448874 g H2O) = 42.0 g de H2O.029 moles H2O 18. 1 mol de BaCl2. Logo: A solução é preparada pela dissolução de 7.

) Portanto. contudo. Com isso aumenta-se a massa da solução sem.) = 120 mL 4g NaOH Logo. IFES Pág. devemos acrescentar 80 mL aos 40 iniciais. teremos: 30 g sal 100 g sol. 3 eqg NaOH 1000 mL sol. alterar a massa do soluto (o sal). 4. 1 mol NaOH 1 eqg NaOH 39.8 g NaOH 100 mL (sol. 171 . 40 mL sol. 100g (anteriores) mais 50 g de H2O. podemos escrever: a) Na nova solução 100 g (solução) = 20 g (sal) Em 30 g de sal. Logo: Se a solução aquosa do sal foi diluída é porque recebeu certa quantidade de solvente. 20g sal = 150 g sol.9971 g NaOH ≅ 4.8 g NaOH 1 mol NaOH Solução a 4% de NaOH é aquela que pó ssui 4g NaOH em 100 mL (sol. teremos: Para cada 50g (sal) = 100 g (sol.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma solução 3N de NaOH é aquela que possui 3eqg de NaOH dissolvidos em 1 litro (ou 1000 mL).). Assim.) (ou 50g de H2O). Ou seja. 7) Uma solução de certo sal tem concentração 30% em peso. ou seja: 30 g (sal) + 70 g (H2O). b) Numa solução 50%. Pede-se a) Que massa de água devemos acrescentar para diluir a 20%? b) Que massa de sal temos de adicionar para concentrar a 50% em peso? A solução 30% em peso possui 30 g (sal) em 100g (sol. em peso. Desse modo.

2 litros de solução 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a solução é concentrada.03 litros HCl 16 M 16 moles HCl .4 M de HCl contém em 1 litro = 0. Assim. 172 . então: 70 g (H2O) 50 g (sal) = 70 g (sal) 50 g (H2O) Ou seja. (números de moles HCl na solução final) Portanto. a ser utilizado para preparar 1.03 litros (30 mL) de solução concentrada e completa-se com água destilada até se obter 1. Segundo método: C= m1 m2 Portanto. 1. a partir do ácido concentrado (16 M).4 moles HCl Por outro lado.) 0.4 M de HCl. teremos: m" 1 30 + x 50 C2 = " = = m 2 100 + x 100 x = 40 g (sal) 8) Calcule o volume de água.) = 0.2 litros (sol.4 moles HCl 1 litro (sol. Ou seja: adiciona-se 1170 mL de H2O. m' 1 30 C1 = ' = m 2 100 Sendo x a massa de sal adicionada. os 30 g iniciais mais 40 g de sal. aumentando apenas a quantidade de soluto. Uma solução 0. toma-se 0.2 litros. uma solução concentrada (16 M) de HCl contém em 1 litro 16 moles de HCl.) 1 litro (conc. 9) A etiqueta de uma recipiente de ácido nítrico indica os seguintes dados: IFES Pág. em litros.

442 g NaCl 1 m3 1000 L = 1005 g (sol. 1. Além de indicar suas características de periculosidade. 250 cm3 (sol) = 8. e tem uma densidade de 1005 kg/m3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Densidade. Agita-se até total diluição e. a) Que volume da mesma se necessitará para preparar 250 cm3 de uma solução 0.  65 %.) d = 1005 = m3 m3 Ou seja: Cada 1 L (sol. = 1005 g sol.5 mols HNO3 1000 cm3 (sol) 63.) 65g g HNO3 1000 ml = 1400 g (sol. Toma-se 8. 173 .172 mol ou 0.5 M? b) Explique o procedimento seguido no laboratório e o material necessário para sua preparação. Além disso. acrescenta-se aproximadamente 200 ml de água destilada.40 kg/L.) 1005 ×1000 g (sol. 1 g (NaCl) 100 g(sol. Suponha que os volumes sejam aditivos.) = 1005 g (sol. em peso.656 ml Portanto. em peso.013 g HNO3 1mol 100 g (sol. 10) Calcular a concentração molar de uma solução aquosa de cloreto sódio cujo teor de sal é de 1%. em seguida. = 0.05 M.) 1 L sol.7 ml da solução concentrada com uma pipeta graduada e leva-se a um balão. deduzir concentração molar de uma solução formada quando se mistura 35 mL da solução anterior com 50 mL de outra solução aquosa de cloreto de sódio de 0. transfere-se para uma proveta completando-se o volume até os 250 ml. A molaridade final seria: IFES Pág.172 M A segunda parte é uma mistura de duas soluções de NaCl.) 1 mol 58.) L 0.) 1 L sol. kg (sol.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11) Continua IFES Pág. 174 .

evitando qualquer variação na composição da mistura em reação. O que é equilíbrio? Uma reação química está em equilíbrio quando não há tendência para a mudança das quantidades de reagentes e produtos.21. Chamamos esta reação de uma reação reversível. Dizemos equilíbrio dinâmico porque as reações nos dois sentidos se processam com igual velocidade. quais os componentes que são considerados reagentes e quais são produtos é arbitrário. ou seja. de forma que a composição da mistura permanece constante com o tempo. O sentido em que nós escrevemos uma reação química e. São quantitativamente mensuráveis (tanto os reagentes como os produtos). As reações reversíveis envolvem produtos que reagem entre si para formar as substâncias iniciais em quantidades apreciáveis. Quando ocorre uma reação química e sua direta (―síntese do iodeto de hidrogênio‖. Assim. contrabalançando-se mutuamente. existe uma possibilidade de os átomos das moléculas se arranjarem (reagruparem) para formar moléculas reagentes. Ambas as reações se processam continuamente até que um estado de equilíbrio dinâmico é atingido. reação I) e sua inversa ("dissociação do iodeto de hidrogênio". reação II) ocorrem simultaneamente. IFES Pág. portanto. todas as reações podem ser reversíveis.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VIII 1. Teoricamente. as duas equações: H2 + I2 → 2 HI 2 HI → H2 + I2 reação I reação II representam a reação química do sistema mesmo em que os papéis dos componentes sejam invertidos. 175 .

este gás se decompõe fornecendo NO2. Fig. 69 À temperatura ambiente. é que no equilíbrio a reação continua a ocorrer. dizemos que: O equilíbrio é DINÂMICO porque a reação não parou: as velocidades das reações opostas é que são iguais.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + I2 ⇄ 2 HI O equilíbrio é atingido quando a velocidade da reação direta se iguala a velocidade da reação inversa. Outro exemplo: Considere N2O4. 176 . um gás marrom. um gás incolor. O ponto onde a velocidade de decomposição: N2O4 (g) → 2 NO2 (g) iguala a velocidade de dimerização: 2NO 2 (g) → N 2 O 4 (g). A principal característica a ser observada num equilíbrio. IFES Pág. mas a velocidade direta e inversa sempre será equivalente.

Pág. 70. Velocidade de uma Reação. É reconhecido pelo aspecto invariante . A velocidade de uma reação química é função da composição do sistema e da variação desta composição durante a reação. Estado de Equilíbrio. aparentemente. O Estado de Equilíbrio. que provoca uma mudança nas propriedades observáveis. deixando-se depois que elas retornem aos seus valores iniciais. Na mecânica. como o constatado pela resposta a um pequeno distúrbio. Fig. Quando. quanto energia não está sendo inseridas ou removidas. Nesta situação foi atingido o equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. 177 IFES . através da remoção da perturbação. Um sistema está em equilíbrio quando:  Tanto matéria. o princípio necessário para existir equilíbrio químico em uma solução é a reversibilidade da reação envolvida. 1. isto é: A velocidade de uma reação química é avaliada pelo maior ou menor gasto de reagentes ou pela maior ou menor formação de produtos num dado intervalo de tempo.22.23. juntamente com produtos. quantidades mensuráveis de reagentes ainda estarão presentes. um estado de equilíbrio constitui uma situação onde as forças opostas se contrabalançam.nada se modifica no decorrer do tempo.  As propriedades macroscópicas mensuráveis do sistema não variam com o tempo.  As variações passíveis processam-se numa velocidade mensurável. Portanto. cessa a reação.

178 .Ci = . ∆nC = número de moles de C consumidos num intervalo de tempo ∆t. teremos: VA m VB m VC m VD m ∆A n consumo = ∆t ∆B n consumo = ∆t ∆C n formação = ∆t ∆D n formação = ∆t Assim. ∆nD = número de moles de D consumidos num intervalo de tempo ∆t. ∆nB = número de moles de B consumidos num intervalo de tempo ∆t. a grandeza velocidade média de reação num dado intervalo de tempo (∆t) como sendo a variação da concentração de um reagente ou de um produto por unidade de tempo. ∆[C] = variação da molaridade de C no intervalo de tempo ∆t.ti onde os índices f e i representam respectivamente o instante final e inicial de medição da concentração e do tempo. ∆t tf . A expressão matemática que traduz esta relação é: vm = ∆C C f . ∆[B] = variação da molaridade de B no intervalo de tempo ∆t. então.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Define-se. Tomemos a reação expressa pela equação: aA + bB → cC +dD Fazendo: ∆nA = número de moles de A consumidos num intervalo de tempo ∆t. IFES Pág. se calcularmos: ∆[A] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t.

 No sistema internacional de unidades (SI). Teremos por definição: Vm (consumo de A) = Vm (consumo de B) = Vm (formação de C) = Vm (formação de D) = Observações:  Para que a velocidade de uma reação seja uma grandeza sempre positiva. 179 . é necessário recorrer à denominada velocidade instantânea. que para um a reação genérica homogênea aA (g) + bB (g) → x X (g) + yY (g) a velocidade instantânea é calculada pela ex pressão v = k [A]a[B]b onde: k = constante de velocidade. [A] e [B] = concentrações molares a e b = ordens ou graus IFES ∆ [A] ∆t ∆ [B] ∆t ∆ [C] ∆t ∆ [D] ∆t Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ∆[C] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t.  Quando a velocidade de uma reação não é constante. variando de instante para instante.  No caso de uma reação em que os coeficientes estequiométricos não sejam unitários é necessário entrar com estes coeficientes na expressão da velocidade média. a velocidade média exprime-se em mol m-3 s-1. introduz-se o sinal (-) (quando se define a velocidade a partir de reagentes) − uma vez que estes se gastam e como tal apresentam uma variação negativa.

72 IFES Pág. Fig. b) Utilização da representação gráfica da relação linear de ln[A] em função do tempo para calcular a constante de velocidade. Fig. 180 .  A velocidade de uma reação pode ser determinada recorrendo a um gráfico da concentração de um reagente ou produto em função do tempo e determinando o declive da reta que passa pelos pontos de que se pretende determinar a velocidade. 71.  Quanto maior for o declive dessa reta. a) Diminuição da concentração do reagente com o tempo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A velocidade instantânea não é mais do que a velocidade média da reação quando se considera um intervalo de tempo tão pequeno quanto possível.  A área científica que estuda a velocidade das rações químicas designa-se por cinética química. maior será a velocidade média da reação no intervalo de tempo correspondente.

Quando as moléculas participantes de uma reação se chocam. d) Temperatura: quando se aumenta a temperatura de um sistema. ocorre também um aumento na velocidade da reação. c) Concentração de reagentes: para uma reação acontecer é necessário que as moléculas se rompam.24. e) Pressão: quando os participantes de uma reação são gasosos e se aumenta a pressão desse sistema gasoso. isto acontece porque aumentamos a superfície de contato que reage com a água. consequentemente. f) Luz: Algumas reações químicas se processam com maior velocidade em presença de luz. Um exemplo é quando dissolvemos um comprimido efervescente triturado: ele se dissolve mais rapidamente do que se estivesse inteiro. que exige menor energia de ativação. b) Superfície de contato: um aumento da superfície de contato aumenta a velocidade da reação. como por exemplo. mas não aumenta o rendimento. intensificando as colisões das moléculas. Aumentar a temperatura significa aumentar a energia cinética das moléculas. as velocidades das reações dependem também de outros fatores como: a) Colisão entre moléculas: os reagentes precisam entrar em contato para que uma reação aconteça. Um catalisador possui a propriedade de acelerar a reação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. ou seja. as moléculas precisam colidir umas com as outras. 181 . Um exemplo é quando pegamos uma amostra de palha de aço e reagimos com ácido clorídrico concentrado e com ácido clorídrico diluído. aumenta-se a velocidade da reação. Este fato ocorre porque permitem que a reação tome um caminho alternativo. Isso porque o aumento da pressão diminui o volume. IFES Pág. de outras substâncias. porque além da concentração de reagentes e produtos. a decomposição da água oxigenada. Por isso é que determinados produtos são comercializados em frascos escuros. fazendo com que a reação se processe mais rápido. Uma maior concentração de reagentes significa um aumento das colisões entre as moléculas. Generalidades Sobre Cinética Química. quanto maior a concentração dos reagentes maior será a velocidade da reação. g) Catalisadores: os catalisadores são substâncias que aceleram o mecanismo sem serem consumidos durante a reação. As reações químicas ocorrem com velocidades muito diferentes e estas podem ser alteradas. e quanto maior for o contato entre elas. elas se quebram dando abertura para a formação de novas moléculas e. mais fácil fica de se chocarem. Assim.

25. num período de tempo menor. pois não temos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou seja. ainda. Característica do Equilíbrio Químico. 73 c) as concentrações ―permanecem constantes no equilíbrio‖. 182 . e) afetando-se o equilíbrio. a velocidade da reação inversa é nula. IFES Pág. por modificações externas. 1. Seja a equação reversível: V1 A+B ⇄ C+D V2 a) os sistemas caminham ―espontaneamente‖ para o equilíbrio. um produto. À medida que a reação se processa a velocidade da reação direta diminui e da reação inversa aumenta. o sistema caminha para uma nova situação de equilíbrio. d) o equilíbrio é dinâmico. porém. Fig. b) no equilíbrio: V1 = V2 No início da reação a velocidade direta é máxima. um catalisador produz a mesma quantidade de produto. pois temos uma maior concentração do reagente e.

tem-se: Fig. 183 . tem-se: Fig. 76 IFES Pág. tem-se: Fig. [PRODUTOS]< [REAGENTES] h) nas reações de ―MÉDIO rendimento‖. 74.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO f) nas reações de ―ALTO rendimento‖. 75. [PRODUTOS] > [REAGENTES] g) nas reações de ―BAIXO rendimento‖.

V 3V V . V Um ―aumento da pressão‖ acarreta um ―aumento da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ uma ―diminuição da velocidade‖.1 Alteração na concentração:  Aumentando-se a concentração dos reagentes. 8. o equilíbrio se deslocará para a direita.  Diminuindo-se a concentração dos reagentes.  Diminuindo-se a concentração dos produtos. 8. . Deslocamento do Equilíbrio. no sentido dos reagentes.2 Alteração na pressão: A pressão só altera a velocidade das reações gasosas em que ocorrem contração e expansão de volume. o equilíbrio se deslocará para a esquerda. IFES Pág. . . isto é. no sentido dos reagentes. (B) Expansão de volume: NH3 ⇄ N2 + 3 H2 .  Aumentando-se a concentração dos produtos. isto é. (A) Contração de volume: N2 + 3 H2 ⇄ NH3 .26.6. 184 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. no sentido dos produtos. isto é. o equilíbrio se deslocará para a esquerda.6. no sentido dos produtos. V V 3V . o equilíbrio se deslocará para a direita. V Um ―aumento da pressão‖ acarreta uma ―diminuição da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ um ―aumento da velocidade‖. . isto é.

se aumentarmos o volume o deslocamento será para a esquerda. então: O deslocamento ocorrerá para a direita. Nesta reação:  O produto possui menor quantidade de mols que os reagentes.3 Alteração na temperatura: Vant’ Hoff. Exemplo: 2 H2 + 1 O2 ⇄ 2 H2O Reagentes: 2 mols + 1 mol = 3 mols. Assim:  Com o aumento da pressão ocorrerá uma diminuição do volume. Produtos: 2 mols.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (C) Quando a reação ocorre ―a volume constante‖: A pressão não tem influencia na velocidade. 185 . as moléculas aumentam o número de colisões (energia cinética). verificou que um aumento de aproximadamente 10°C acarreta uma duplicação ou triplicação na velocidade de grande número das coesões. Aumentando-se a temperatura. ocorrerá um aumento do volume. IFES Pág. na equação supracitada.4. com conseqüente aumento da velocidade da reação. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver um aumento do número de mols. 8.  Se diminuirmos a pressão. no sentido dos produtos. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver aumento da quantidade de mols.

Aumentando a temperatura vai favorecer a reação endotérmica (inversa).100 0.100 [B] inicial (M) 0. Como o AH é negativo.100 0.200°C CaO + 3 C CaC2 + CO ⇄ a  O aumento da temperatura favorece a reação endotérmica. Experiência 1 2 3 4 IFES [A] inicial (M) 0.  A diminuição da temperatura favorece a reação exotérmica.0×10-4 2. à temperatura constante. diminuindo a temperatura vai favorecer a reação exotérmica (direta). 186 . é proporcional ao produto das concentrações molares das substâncias reagentes.200 0. a reação é exotérmica.400 Velocidade inicial (M/s) 1. Guldberg e Waage estabeleceram a ―Lei de Ação das Massas‖ como sendo: A velocidade de uma reação química.0×10-4 2. Seja a reação: aA + bB → cC + dD Observemos essa lei a partir de um conjunto de dados experimentais abaixo: Tabela 16.100 0. CO (g) + NO2 (g) ⇄ CO2 (g) + NO (g) AH = .400 0. logo a reação inversa é endotérmica.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: 2.0×10-4 Pág. 1. Lei de Ação das Massas. Conseqüentemente. Este AH indica a variação de entalpia da reação direta. um aumento de temperatura aumenta o número de moléculas com energia suficiente para efetuar colisões eficazes.200 0.56 Kcal. portanto um aumento de temperatura aumenta a velocidade das reações químicas.27.0×10-4 8. não importando se seja endotérmica ou exotérmica. Em 1867. Dados Experimentais.

(0.400 Vi = 1.(0.(0.200 ⇒ VA = 0. dividindo-se e V1 por V2 e substituindo os valores de V1 e V2 (tabelados). quando a concentração de A se mantém constante e a de B duplica.100)y V2 = k.0×10-4 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 2. a velocidade duplica.200)y 2.0×10-4 = = V2 k.100)x. mantendo-se constante a concentração de B.200)x.200 0.(0.(0. 187 .0×10-4 IFES Pág.(0. Para o reagente B.(0. que a reação é de primeira ordem em relação a A.(0.200 ⇒ VB = 0.(0.400)x.400 x = 1 2 x = 1 2 ou x = 1 Daí conclui-se que a reação é de primeira ordem em relação a A.0×10-4 = = V3 k.  Por outro lado.(0.0×10-4 Dizemos.(0. De fato: VA = 0. Vejamos: Considerando as experiências 1 e 2 as expressões da lei das velocidades são: V1 = k.(0.100)x. vem: V1 k.400 Vi 3 (3) (4) = 2.200)x.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do conjunto de resultados pode constatar-se que:  quando a concentração de A duplica. Chegaremos à mesma conclusão através do uso da lei das velocidades.0×10-4  sendo a reação de segunda ordem em relação a B.400)y 8.100)y 1. a velocidade quadruplica: VB = 0.400)x.0×10-4 0. o procedimento é idêntico: V2 k.100)y Relacionando as duas expressões.100)y 2.0×10-4 ⇒ Vi 3 = 8. então.

8×10-5 8.30 0.500 (0.400 x 1 = 2 y 1 1 = = 4 2 2 ou y = 2 Assim.20 [B] inicial (M) 0.20 0.200)2 Analisemos agora a seguinte reação: aA + bB + cD → produtos.100)(0. A ordem global da reação é: 1+ 2 = 3 A lei da velocidade ou equação cinética para esta reação será escrita da forma: . V = k [A].20 0.(0.40 0.0×10-6 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.20 0. 188 .10 0.200 0.0×10-4 = K3.20 0.30 0.40 0.10 [C] inicial (M) 0. com um conjunto de resultados como os seguintes: Tabela 17.2×10-5 3. Portanto.0×10-4 K3 = = 0.6×10-5 IFES Pág. k= 𝑉 [A].(0.[B]2 .10 0. o cálculo de k para a experiência 3 fica portanto: 2.10 0.0×10-6 1.10 0. reação é de segunda ordem relativamente a B.[B]2 Assim. Experiência 1 2 3 4 5 [A] inicial (M) 0.200)2 2. como exemplo.60 Velocidade inicial (M/s) 9.100).

em relação a B.2×10-5 Dizemos que a ordem da reação.400 -6 x Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Neste exemplo consideram-se conjuntos de dois reagentes com concentração constante.8×10 0. VC = 0.8×10-5 Dizemos que a reação é de primeira ordem em relação a A.6×10-5 Dizemos que a reação é de segunda ordem em relação a C.400 Vi 3 (3) (4) = 8. Igualmente.300 ⇒ VC = 0.200 ⇒ VB = 0. que a concentração de C duplica e que a velocidade quadruplica.400 Vi = 9. 189 . a velocidade da reação duplica: VA = 0. Assim: Experiências 1 e 2: As concentrações de B e C são constantes. Se efetuarmos o cálculo das ordens das reações. Experiências 1 e 5: Verifica-se.0×10-6 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 1.200 = -5 1.0×10-6 ⇒ Vi 5 = 3.0×10-6 ⇒ Vi 3 = 3.200 ⇒ VA = 0. A velocidade de A duplica. efetuando-se o cálculo para o outro. é dois. recorrendo às leis da velocidade. Como se segue: Para A: IFES 9. igualmente. A velocidade de B duplica. verificaremos as mesmas conclusões.600 Vi 1 (1) (5) = 9. Velocidade da reação quadruplica: VB = 0. Experiências 3 e 4: As concentrações de A e C são constantes.0×10 0.

[ 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 1 = 2 2 -6 x ⇒x=1 y Para B: 8.05 [0.[ 0.[C]2 A ordem global desta reação é 1+2+2= 5 O cálculo da constante de velocidade.[ 0.05 [0.[B]2.20]2.05 [0.40]2.2×10 0.2×10-5 k= = 0.10]2.200 = -5 3.[ 0.400 1 1 = 4 2 1 2 2 y 1 = 2 -6 y ⇒y=2 z Para C: 9.0×10 0.0×10-6 = 0.10].0×10 0.20].60]2 IFES Pág.20]2 3.[ 0.05 [0.30]2 1.[ 0.40]. faz-se recorrendo aos dados de qualquer das experiências: k= 9.[ 0.[ 0.[ 0.6×10 0.30]2 8. 190 .300 = -5 3.20].20]2 3.6×10-5 k= = 0.05 [0.[ 0. k.10]. a equação geral implica: V = k [A].0×10-6 k= = 0.600 1 1 = 4 2 1 2 2 z 1 = 2 z ⇒z=2 Assim.10]2.8×10-5 k= = 0.10]2.

Depois de um tempo a cor deixa de diminuir. 191 .312×103 1. Hl)2 = constante (conc. Tomemos o primeiro exemplo: H2 + I2 ⇄ 2 HI.530×10-3 8.497×10-3 1.471×103 [HI] 2 [I2][H2] 54. a taxa [concentração dos produtos no equilíbrio/concentração dos reagentes no equilíbrio] fica mais bem representada da seguinte forma: (conc.430×104 6.5 54.1292×10-3 1.140×10-3 [HI] mol/L 1.086×103 3. incolor. em virtude da formação do iodo de hidrogênio.4 IFES Pág. encontram.140×10-3 [I2] mol/L 3.767×10-2 1. quatro misturas diferentes na seguinte tabela: Tabela 18.648×10-2 3. Constante de Equilíbrio. H2)(conc. Nesse momento. por exemplo.28.410×10-3 Valores Calculados [HI] [I2][H2] 3. Resultados Experimentais [H2] mol/L 1. por exemplo. Equilíbrio Químico.710×10-3 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.830×10-3 2. examinemos a taxa: Concentração dos produtos no equilíbrio Concentração dos reagentes no equilíbrio Assim. I2) Tomemos.5ºC. A reação inicia-se com a diminuição da cor púrpura do iodo gasoso.910×10-3 0. onde hidrogênio e o iodo.497×10-3 1. a numa fase gasosa a 425.6 54.3 54.

. [𝑀]𝑚 . a velocidade da reação direta é: V1 = K1 [A] [B] Em que K1 é uma constante de proporcionalidade.. nos sistemas heterogêneos. a velocidade da reação inversa é: V2 = K2 [C] [D] No equilíbrio. 192 . [𝐶 ]𝑐 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para uma reação do tipo: A (g) + B (g) ⇆ C (g) + D (g).[D] Logo: K1 [C]. ⇄ mM + nN + pP + … . Então. De modo similar. líquidos e gasosos. [𝑃]𝑝 𝐾𝑐 = 𝐴 𝑎 . ela é expressa em concentrações molares – Kc – e nos sistemas gasosos. a velocidade da reação direta é igual a velocidade da reação inversa. V1 = V2. Nos primeiros.[D] = K2 [A].[B] Kc = Kc é a constante de equilíbrio expressa em concentrações molares. Assim: K1. A constante de equilíbrio aplica-se os não eletrólitos.[A].[C]. Generalizando para uma reação reversível qualquer: aA + bB + cC + . em termos de pressão parcial – Kp. 𝐵 𝑏 . IFES Pág.[B] = K2. 𝑁 𝑛 .

PB = Pressão Parcial da espécie B.(PD)d Kp = (PA)a . Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Em se tratando de eletrólitos fracos em soluções diluídas.T R.(PB)a . Seja a equação: V1 a A (g) + b B (g) ⇄ c C (g) + d D (g) V2 Admitindo-se que todos os gases são perfeitos. em função das pressões parciais é simbolizada por Kp. Então: n p nA = = p . (Pc)c.T IFES Pág. Como VA = V e [A] = .30. C = . PC = Pressão Parcial da espécie C. 193 .T V pA pB pC pD [A] = .29. logo: V R. R . a constante toma o nome particular de constante de ionização K (equilíbrios iônicos). Relação Matemática entre Ke e Kp. então eles obedecem à equação dos gases perfeitos (onde p. (RT)-1 . envolvendo apenas gases. 1.V = n . Para qualquer equação envolvendo apenas espécies gasosas: aA + bB ⇆ cC + dD A constante de equilíbrio em função das Pressões Parciais Kp pode ser obtida por: . [D] = R. A constante de equilíbrio. [B] = . 1. PD = Pressão Parcial da espécie D. T).T RT R. Onde: PA = Pressão Parcial da espécie A.

IFES Pág. pD pA a .[D]d [A]a . Considere um sólido iônico. pB .T)-(a+b) Kp = Kc .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Substituindo esses valores na expressão de Kc. O precipitado pode ser cristalino ou coloidal e pode ser removido da solução por filtração ou centrifugação. R . pouco solúvel.082 atm m3/Kg mol K ∆n = variação no número de moles = (c + d) . MA.(a + b) 1. O equilíbrio químico pode ocorrer em sistemas contendo mais de uma fase (heterogêneos). que se separa de uma solução. R = constante dos gases = 0. formado de íons M+ e A-: MA(s) ⇄ M+ + A. formando uma fase sólida. Forma-se um precipitado quando uma solução tornase supersaturada com uma substância em particular. Esta situação pode ser encontrada em sistemas onde ocorre a dissolução ou precipitação de sólidos. vem: Kc = C c .a+b ] = Kp = Kc . Kp ∆. 194 .n d b .T)[ c+d . Um grande número de reações utilizadas em análise qualitativa inorgânica envolve a formação de precipitados. (R.(aq) Suponha que certa quantidade suficiente de MA seja dissolvida em água para produzir uma solução saturada contendo algum MA sólido (numa solução saturada o soluto atinge o seu limite de solubilidade no solvente.[B]b = pC c . .T = ∆n Onde: T = temperatura em Kelvin.31.T)-(c+d) (R. (R . Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade.

e porque se trata de um equilíbrio heterogêneo. portanto. a uma temperatura constante. A constante Kps traduz a maior ou menor solubilidade de um composto em água e. Deste modo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. portanto. [B−] (produto das concentrações de A+ e B-) De uma maneira geral: ApBq ⇆ p Aq+ + q BpNo equilíbrio. Como [MA] é constante e podemos dizer que: Ke = [M+]. Note que a concentração de um sólido ou líquido puro é constante. quanto mais insolúvel é o sal mais baixa é a concentração dos seus íons em solução e. [Bp-]q = IFES Pág. Seja a equação genérica: AB ⇆ A+ + B− Kps(AB) = [A+] . a adição de mais soluto faz com que este permaneça na forma cristalina. não sendo. elevadas aos respectivos coeficientes estequiométricos da equação de equilíbrio.[A-] Apesar de se tratar de um equilíbrio heterogêneo. o produto iônico é igual ao produto de solubilidade: = Kps [ApBq] = [Aq+]p . considerada na expressão da constante de equilíbrio. conseqüentemente. menor é o valor da constante produto de solubilidade. 195 . o produto de solubilidade de um composto. A= sendo Kps designado por produto de solubilidade do composto [MA]. não dissolvida (se a temperatura for mantida fixa). é definido como o produto das concentrações dos íons constituintes. há uma constante de equilíbrio que é definida como: = Kps = M+ . Kps. tal como seria de esperar.

196 .6 × 10-9 1.5 × 10-9 2.0 × 10-10 7.8 × 10-15 1.0 × 10-9 1.3 × 10-8 1.6 × 10-97 9.5 × 10-10 2.0 × 10-17 2. [CrO42-] Tabela 19.9 × 10-4 5.2 × 10-9 1. Exemplos de Produto de solubilidade SUBSTÂNCIA iodato de bário permanganato de bário oxalato de bário sulfato de bário hidróxido de berílio hipoclorito de bismuto sulfeto de bismuto carbonato de cádmio oxalato de cádmio sulfeto de cádmio carbonato de cálcio fluoreto de cálcio hidróxido de cálcio oxalato de cálcio sulfato de cálcio brometo de cobre I cloreto de cobre I iodeto de cobre I tiocianeto de cobre I hidróxido de cobre II sulfeto de cobre II FÓRMULA Ba(IO3)2 BaMnO4 BaC2O4 BaSO4 Be(OH)2 BiClO Bi2S3 CdCO3 CdC2O4 CdS CaCO3 CaF2 Ca(OH)2 CaC2O4 CaSO4 CuBr CuCl CuI CuSCN Cu(OH)2 CuS Kps 1.7 × 10-9 4.0 × 10-36 IFES Pág.5 × 10-6 2. Ag2CrO4 ⇆ 2 Ag+ + CrO42Kps = [Ag+]2 .1 × 10-12 4.0 × 10-22 7.5 × 10-14 1.5 ×10-8 1.0 ×10-28 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um exemplo: a equação do produto de solubilidade do Ag2CrO4.0 × 10-11 5.2 × 10-6 5.

4 × 10-15 5.6 × 10-7 IFES Pág. 1 × 10-8 1.8 × 10-10 1.1 × 10-12 5.0 × 10-12 1.0 × 10-12 3.2 × 10-12 1.0 × 10-16 4.0 × 10-10 7.0 × 10-49 1.3 × 10-20 2.6 × 10-8 8.0 × 10-28 2.0 × 10-14 1.0 × 10-16 1.0 ×10-53 1. 197 .8 × 10-23 1.3 × 10-18 4.5 × 10-13 l.0 × 10-22 8.0 × 10-5 1.0 × 10-5 4.0 × 10-38 6.1 × 10-9 4.0 × 10-10 1.2 × 10-11 9.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA hidróxido de ferro II hidróxido de ferro III iodato de lantânio iodeto de chumbo II oxalato de chumbo II sulfato de chumbo II sulfeto de chumbo II fosfato de amôniomagnésio carbonato de magnésio hidróxido de magnésio oxalato de magnésio hidróxido de manganês II sulfeto de manganês II brometo de mercúrio I cloreto de mercúrio I sulfeto de mercúrio II arseniato de prata carbonato de prata cloreto de prata cromato de prata cianeto de prata iodato de prata iodeto de prata fosfato de prata sulfeto de prata tiocianeto de prata oxalato de estrôncio FÓRMULA Fe(OH)2 Fe(OH)3 La(IO3)3 PbI2 PbC2O4 PbSO4 PbS MgNH4PO4 MgCO3 Mg(OH)2 MgC2O4 Mn(OH)2 MnS Hg2Br2 Hg2Cl2 HgS Ag3AsO4 Ag2CO3 AgCl Ag2CrO4 Ag[Ag(CN)2] AgIO3 AgI Ag3PO4 Ag2S AgSCN SrC2O4 Kps 8.

Uma solução pode apresentar as seguintes relações quantitativas entre o produto iónico e a constante de produto de solubilidade: (A) Q < Ks – solução insaturada. (B) Q = Ks – solução saturada. Q. sal. e à mesma temperatura. IFES Pág.(aq) O sentido direto traduz a dissolução do sal e o sentido inverso traduz a sua precipitação. neste ponto. Para tomar conhecimento se um dado sistema atingiu ou não o equilíbrio de solubilidade recorremos ao produto iónico. 198 . Consideremos o equilíbrio de solubilidade do sal cloreto de prata. que está relacionado com a dissolução e precipitação de substâncias pouco solúveis. Significa que.1 × 10-16 2. AgCl. precipitam. (C) Q > Ks – solução sobressaturada. se consegue dissolver mais soluto.8 × 10-8 O equilíbrio de solubilidade é um exemplo de equilíbrio heterogêneo.8 × 10-7 2 × 10-4 5 × 10-22 4. isto é. Significa que se atingiu o equilíbrio de solubilidade. em que.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA sulfato de estrôncio cloreto de talio I sulfeto de talio I ferrocianeto de zinco oxalato de zinco FÓRMULA SrSO4 TlCl Tl2S Zn2Fe(CN)6 ZnC2O4 Kps 3. Significa que o sal precipitará até que se atinja o valor da constante de produto de solubilidade. para o mesmo volume de solução. representado pela seguinte equação química: AgCl (s) ⇄ Ag+ (aq) + Cl. a velocidade com que o sal se transforma em íons é a mesma com que os iões se transformam em sal.

representada por: PbI2 (s) ⇄ Pb2+ (aq) + 2I− (aq) e cujo produto de solubilidade à temperatura de 25ºC é Kps = 8. Para reconhecer a eventual formação de precipitado há que calcular as concentrações dos íons presentes no sistema e. determinar o produto iônico. então: S = [Pb+2] = 2× [I–]2 PbI2 (s) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: S -S 0 ⇄ Pb2+ (aq) 0 +S +S Kps = S×S2 = S3 e portanto: S = 3 + 2I− (aq) 0 +2S +2S Kps 4 IFES Pág. Se Q > Ks ocorre a formação de precipitado. ou seja. De acordo com a definição de constante de produto de solubilidade.49×10–9. o número de moles de PbI2 que se dissolvem por litro de solução.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Condição de precipitação: Para que se inicie a precipitação de um sal é necessário que a solução atinja a saturação. PbI2. Exemplo: Considere a dissolução do iodeto de chumbo. Q. isto é: Q = Ks. a partir destas. para esta reação de dissolução podemos escrever: Kps = [Pb+2] × [I–]2 Se representarmos por S a solubilidade molar. 199 .

[OH-] Como.49 × 10-9 = 1. a concentração de (H+) é de 10−7 e a concentração de (OH−) também é de 10−7. 1. 200 . à temperatura de 25ºC.32.008 × 10−14 M2 (≅ 10−14). Ou seja: Ke = [H+]. ou seja. Desta forma. então: H+ = = OH. [H+] =[OH−] e o valor do produto iônico da água é 1. A água se dissocia em pequena quantidade em íons hidrogênio (H+) e (OH−).3×10–3 mol/dm3 (0. a água tem partes iguais do cátion (H+) e do ânion (OH−). Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw).599 g/dm3). S = 3 8. podemos simplificar a equação acima como: Kw = [H+]. em água pura ou em uma solução aquosa diluída. Entretanto.[OH-] [H2O] No entanto. o termo [H2O] é uma constante (55.5 mol/L). O primeiro equilíbrio químico de interesse que ocorre na água é a dissociação de sua própria molécula: H2O ⇄ H+ + OH− Como as quantidades dos íons nas soluções se equivalem.= 10-7 = IFES Pág.3×10-3 mol/dm3 4 O que nos permite concluir que num litro de solução saturada de PbI2. O valor do produto iônico da água que é a constante de equilíbrio. as concentrações destes íons gerados nesta ionização são tão pequenas que dificilmente causam diferença nos resultados das análises.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ou seja. estão dissolvidas 1.

Gay-Lussac mostrou que para uma substância ser considerada ácida. que significa azedo. Isso era verificado experimentalmente em ácidos conhecidos na época. Mais tarde.33. nítrico. mas sim de hidrogênio combinado com outros elementos. não era necessário a presença de oxigênio. muitos cientistas acreditavam que para uma substância ser ácida. No século XVIII. tal como ocorria com o ácido muriático (nome popular para a solução aquosa de HCl. Temperatura 100C 200C 250C 300C 400C Ke 0. fosfórico.1 Substâncias ácidas.29×10-14 0. tais como: ácido sulfúrico.00×10-14 1. 201 .68×10-14 1. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases. está se baseando na impressão que as substâncias sápidas (apetitivas) produzem na língua. as substâncias ácidas são azedas. acético. com impurezas).13.47×10-14 2. 8.92×10-14 Uma vez que em condições ambientes a temperatura está sempre próxima de 25°C. IFES Pág. Quando uma pessoa fala: laranja é ácida.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este valor altera-se com a variação da temperatura como mostra a tabela abaixo: Tabela 20. Variação do produto iônico da água com a temperatura. Nos século XIX e XX. ela necessariamente teria oxigênio em sua composição. amargas − o termo ácido deriva do latim acidu. muitas definições surgiram para tentar explicar a presença e o comportamento de ácidos e bases. então sempre que este equilíbrio acontecendo o seu valor será: Ke = 10−14 1. etc. Geralmente.

somente são bases substâncias que possuem OH− em sua composição. II. o íon amônio doa um próton: é um ácido. a água se comporta como uma base. pois doa um próton. pois explica o caráter básico da amônia e o caráter ácido do íon amônio. Esta nova definição é bem mais ampla. pois aceita um próton deste íon. mas outras substâncias. Repare que. já na reação com o amônio. 3) não pode ser aplicado para outros solventes. como a amônia. de Bronsted-Lowry. por exemplo: NH3 (aq) + H2O (l) ⇄ NH4+ (aq)+ OH− (aq) Nesta reação. a água se comporta como um ácido. Este conceito. de Lewis e de Pearson. E bases. compostos capazes de aceitar um próton numa reação. sequer existe em solução aquosa. de fato. portanto. É verdade para o NaOH. embora utilizado até hoje. é um exemplo de substância anfiprótica: moléculas que podem se comportar como um ácido ou como uma base de Bronsted. 2) o íon H+. NH4+ (aq)+ OH− (aq) ⇄ NH3 (aq) + H2O (l) Nesta reação. Segundo Bronsted.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Entre elas. Arrhenius propôs que os ácidos eram substâncias cujos produtos de dissociação iônica em água incluiam o íon hidrogênio (H+) e bases as que produzem o íon hidróxido (OH−). I. algumas receberam maior destaque: definição de Arrhenius. Como vimos. ácidos são substâncias capazes de doar um próton em uma reação química. A água. IFES Pág. Definição de Bronsted. a amônia acerta um próton: é uma base. 4) segundo este conceito. 202 . portanto. tem sérias limitações: 1) só pode ser empregado a soluções aquosas. não são bases de acordo com o conceito de Arrhenius. na reação com amônia. Definição de Arrhenius.

Na+. Tl+. CN-. Mn2+. Hg+. Li+. etc. Br. possui baixa eletronegatividade e alta polarizabilidade. NH3. Mn7+. CH3Hg+. como uma espécie capaz de receber pares de elétrons e base. Au+. N. N2H4. Exemplos: Pd2+. Os ácidos macios são espécies de tamanho grande. La3+. CH2. R2O. os alcalinos terrosos. Zr4+. IV. Pt4+. 203 . CH3COO. Os ácidos duros são íons metálicos. Be2+. R2S. Ga3+. NO3-. RO-. I-. Fe3+. Como extensão a teoria de Lewis. Exemplos: Eu3+. Cl7+. O2-. Exemplos: F-. SO42-. com baixo estado de oxidação. O. Mg2+. RS-. Cu+. I7+. Cl3+. Ce4+. K+. respectivamente. Cl. Cd2+. ROH. Definição de Lewis. Estes termos se referem. Sn4+. C6H6. Definição de Pearson. RO.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. As3+. espécies de baixa eletronegatividade e tamanho pequeno. Co3+. H2O. ClO4-. a dificuldade ou facilidade com que as "nuvens eletrônicas" (regiões de maior probabilidade de encontrarmos os elétrons mais externos) podem ser deformadas. foi criado por Pearson um conceito de dureza e moleza para ácidos e bases. Ag+. I5+. de média eletronegatividade e possui baixa capacidade polarizante. RNH2. etc. As bases duras são espécies que doam elétrons. CO. Hg2+.. SCN-. Exemplos: H-. R-. que incluem os alcalinos. Pt2+. Ti4+. os íons metálicos de alto estado de oxidação. RO2. N3+. Si4+. Cr3+. Bases macias são espécies que recebem elétrons. Possuem alta eletronegatividade e baixa polarizabilidade. Sc3+. Ca2+. CO32-. R3P. como uma espécie capaz de doar pares de elétrons. PO43-. Lewis definiu um ácido. OH-. R3As IFES Pág. Sr2+. Cr6+. I. formando ligações químicas.C2H4.

dependendo da força e da concentração do ácido. o termo [H2O] é constante. podemos. Quanto maior o valor Ka . Tomemos o exemplo: HCl + H2O ⇄ H3O+ + Cl− H3O+ [Cl-] Keq = [HCl][H2O] Como já vimos. se dissociam.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observação: as substâncias ácidas são consideradas perigosas pelo fato de terem a propriedade de destruir estruturas moleculares assim como dissolver matéria orgânica com muita facilidade. Constante de dissociação dos ácidos (Ka). Valores de Ka e suas respectivas bases conjugadas. portanto. substituir a equação por por Ka: H3O+ [Cl-] Ka = [HCl] A constante de ionização é um valor semelhante à constante de equilíbrio. 204 . Força do ácido Forte Fraca Muito Fraca Ka >1 1 para 10-16 < 10-16 Força da base conjugada Muito fraca Fraca Forte Kb < 10-16 10-16 para 1 >1 IFES Pág.34. Um grande valor de K significa que na ionização há predominância dos produtos. Os eletrólitos fracos como ácidos quando dissolvidos num solvente como a água. 1. no caso de soluções diluídas. estabelecendo-se um equilíbrio reversível entre as espécies não dissociadas e os seus íons. A força do ácido é um parâmetro determinado através da sua constante de ionização Ka . maior a quantidade de íons H+ liberados na solução e como conseqüência mais forte é o ácido. portanto varia apenas com a temperatura. enquanto pequeno valor de K diz que os reagentes são favorecidos. Tabela 21.

.. Onde [C] é a concentração do cátion..36. o termo [H2O] é constante. 205 .35. Constantes de Ionização de Alguns Ácidos e de suas bases Conjugadas ÁCIDOS HClO4 H2SO4 HCl Ka grande grande grande BASES ClO4HSO4Cl- Kb muito pequena muito pequena muito pequena IFES Pág. O balanço de carga é dado por: n1[C1] + n2[C2] + .] Kb = [B] = onde Kb é a constante de ionização das base. [BH+] [OH-] Keq = [B] [H2O] Outra vez.. expressa em concentração molar.. n é a magnitude da carga do cátion. A ionização de uma base fraca B em solução aquosa pode ser representada pela equação. Balanço de Carga. 1. Tabela 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. e m é a magnitude da carga do ânion.. Assim. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb). = m1[A1] + m2[A2} + . [A] é a concentração de um ânion. = [BH+ ] [OH. B + H2O ⇄ BH+ + OH+ E a constante de ionização da base por.

5.8.10-5 4.10-8 5.6.10-10 4.0.6.10-13 1.3.8.10-5 1.3.2.5 1.0.10-8 1.3.5.10-7 1.10-13 8.10-11 2.10-11 5.3.8.10-7 6.10-13 1.10-7 2.10-10 7.8.0.8.2.0.2.2.10-10 2.10-5 2.5.10-11 3.6.10-2 1.0.10-4 5.10-2 55.10-11 4.105 grande Pág.10-4 6.10-8 3.2.6.10-5 1.10-7 1.10-8 6.5.8.10-16 1.3.0. 206 .10-10 5.4.10-4 2.8.1.6.6.10-11 1.10-3 4.10-5 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ÁCIDOS HNO3 H3O+ H2SO3 HSO4H3PO4 HNO2 HCOOH C6H5COOH CH3COOH C2H5COOH H2CO3 H2 S H2PO4HSO3HOCl NH4+ HCN C2H5NH3+ CH3NH3+ HCO3HPO42H2 O HSNH3 IFES Ka grande 55.10-4 1.0.9.10-12 2.10-19 muito pequena BASES NO3H2 O HSO3SO42H2PO4NO2HCOOC6H5COOCH3COOC2H5COOHCO3HSHPO42SO32ClONH3 CNC2H5NH2 CH3NH2 CO32PO43OHS2NH2- Kb muito pequena 1.3.10-4 2.6.10-2 7.10-7 1.7.3.10-7 1.5 1.10-16 8.2.10-10 2.

Esse caso singular de água: de produzir íons hidrônio (cátion. correspondentemente na mesma medida.37. maior será a concentração de íons hidroxila e. portanto. mais alcalina (básica) será a solução e maior será o pH (pH > 7). De fato. por recombinação (e vice-versa) segundo a equação: 2 H2O (l) ⇄ H3O+ (aq) + OH− (aq) A curta vida de hidrônios e sua a concentração efetiva é a base para a determinação do pH das soluções aquosas. No equilíbrio. Os íons hidrônio resultantes são relativamente poucos e exibem vida curta como espécies químicas. 207 . A relação entre a concentração de íons Hidrogênio e o valor pH é definido pela equação : pH = − log [H+] Da mesma forma podemos utilizar essa terminologia para caracterizar a concentração de íons OH− em uma solução básica: pOH = . quanto menor for a concentração dos íons hidrônio. íons hidroxila (ânions OH−). assim ocorre igualmente com os correspondentes íons hidroxila. quanto maior for a sua concentração (ao contrário da concentração de íons hidroxila) mais ácida será a solução e menor será o pH (pH <7).log K IFES Pág. A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH). Inversamente.log [OH-] Ou uma solução qualquer: pK = .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Assim os hidrônios existem mesmo em água isenta de impureza (quimicamente pura). H+) e. conhecemos como ―auto-ionizarão‖ da água. os pares conjugados (H3O+ e OH−) estão em equilíbrio dinâmico com a água molecular e a esta retornam. A água exibe caráter anfótero: comportar-se quer como levemente ácida ou levemente alcalina.

77. potencial e total. O ponto médio. teremos analogamente. Acidez Atual. o meio neutro. 208 . Alcalinidade potencial ⇄ B+ + HO. Acalinidade real . Acidez potencial ⇄ H3 O+ . Fig. Seja o ácido HA qualquer. Acidez real + A- . A acidez total ou de titulação (titulável) é a soma da acidez total com a potencial. A acidez atual. latente ou de reserva é devida aos átomos de hidrogênio que se encontram na molécula não dissociada do ácido. átomos esses capazes de sofrer ionização quando for necessário. BOH . iônica é causada pelos íons hidrogênio livres em solução. enquanto que a acidez potencial. indica. potencial e Total.38. Acalinidade titulável IFES Pág. No caso das soluções alcalinas. em solução aquosa: HA . Assim os limites de pH estão distribuidos entre 0 e 14. 1. obviamente. Diagrama de pH. a alcalinidade atual.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO É claro que pH + pOH = 14. Acidez titulável A acidez real é determinada pela medida do pH e a acidez total por intermédio da acidimetria.

39. K a ou K b Exemplos típicos: Expressão da Constante de Equilíbrio: Ka = Kb = [H3O+].QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.] Ionização de Eletrólitos Fracos CH3COOH + H2O → H3O+ + CH3COO− CH3COO− + H2O → OH− + CH3COOH IFES Pág. [OH−] Ionização da água TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Ionização. 209 . TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante do Produto Iônico.[CH3COOH] [CH3COO. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios.[CH3COO-] [CH3COOH] [OH-]. Kw Exemplos típicos: 2 H2O → H3O+ + OH− Expressão da Constante de Equilíbrio: KW = [H3O−] .

210 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Expressão da Constante de Equilíbrio: Kps = [Ag+] . [Cl+] Sólidos ―Insolúveis‖ Equilíbrio Heterogêneo Produto de Solubilidade. Kps Exemplos típicos: AgCl(s) → Ag+ + Cl− TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Formação. 𝛃 n Exemplo Típico: Expressão da Constante de Equilíbrio: Formação de um íon Complexo β4= [Ni(CN)42-] [Ni2+][CN-]4 Ni2+ + 4 CN− ↔ Ni(CN)42− NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO K Redox Exemplo Típico: Cu + 2 Fe+3+ ↔ Cu2+ + 2 Fe2+ TIPO DE EQUILÍBRIO Equilíbrio Oxidação/Redução Expressão da Constante de Equilíbrio: [Cu2+][Fe2+]2 KRedox = [Fe+3]2 IFES Pág.

a mistura em equilíbrio contém 2/3 de mol de éster e outro tanto de água. Variação à medida que a mistura retorna ao equilíbrio Energia térmica é consumida Energia térmica é gerada Parte do reagente adicionado é consumida Parte do produto adicionado é consumida Diminuição da pressão Efeito sobre o equilíbrio Deslocamento na direção endotérmica Deslocamento na direção exotérmica Aumenta a concentração de produto Aumenta a concentração de reagente Variação da composição para diminuir o número total de moléculas Variação da composição para aumentar o número total de moléculas Efeito sobre K PERTUBAÇÃO Aumento da temperatura Queda da temperatura Adição de reagente Adição de produto Diminuição de volume. 211 . diminuição da pressão Catalisador Varia Varia Não varia Não varia Não varia Não varia - Aumento da pressão acelera 1. Exercícios Resolvidos (1) Quando um mol de álcool é misturado com um mol de ácido acético. à temperatura ambiente. a) Qual o valor da constante de equilíbrio? b) Quantos moles de éster são formados no equilíbrio. Resumo Geral. quando 3 moles de álcool são misturados com 1 mol de ácido? Na temperatura de reação todas as substâncias são líquidas. aumento da pressão Aumento do volume.40. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 22.

mol 3 2 1 1. portanto aparecer na equação da constante de equilíbrio. Portanto: IFES Pág. portanto: mol [C2H5OH] = 3 V mol [CH3COOH] = 3 V = mol 3V = mol 3V = 2 mol 3V 2 mol 3 [CH3COOC2H5] = V mol [H2O] = 3 V Portanto.= mol 3 3 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 a) Observemos que a água na reação não é um solvente. b) Seja x o número de moles de álcool que reagem. Seja V o volume da solução. significando que o equilíbrio independe do volume.(1/3) 1/3 =4 Observe que as unidades de concentração se cancelam.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool C2H5OH (l) Início: Variação: Equilíbrio: 1 mol 2 . juntamente com as demais reagentes e produtos.mol 3 2 1 1. devendo.[CH3COOH] 2 (2/3).= mol 3 3 Ácido Éster Água H2 O 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + 1 mol 2 . 212 . Kc = = 2 mol 3V CH3COOC2H5 .[CH3COOH] [C2H5OH].(2/3) 2/3 Kc = = (1/3).

No equilíbrio.150 2 2 2 Pág.9028 3 2.(4.7) = 0. Pela equação: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1 3 2 Dividindo os conseqüentes por 2 e multiplicando por 0.(x) x2 Kc = = =4 ( 3-x). vem: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1×0. 3x2−16x +12 = 0 x= x= 2.150 2×0. 150 mol L−1.4305 3 A segundo raiz é uma incoerência física.(1-x) (3-4x+x2 ) Então. 500 mol N2 L−1 e 0.800 mol H2 L−1 em um recipiente reage e alcança o equilíbrio.150.(4+ 7) = 4. pois uma há hipótese de formar mais que um mol de éster. (2) Uma mistura consistindo de 0. a concentração da amônia é 0. Calcule o valor da constante de equilíbrio para: N2 (g) + 3 H2 (g) ⇄ 2 NH3 (g) Precisamos saber as concentrações de equilíbrio de cada uma das substâncias na mistura que está reagindo e então substituir aqueles valores no quociente da reação. 213 IFES .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool Ácido Éster Água H2 O 0 mol +x mol x mol C2H5OH (l) + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + Início: Variação: Equilíbrio: 3 mol -x mol 3-x mol 1 mol -x mol 1-x mol 0 mol +x mol x mol (x).150 3×0.

214 . Qual é a constante de ionização da base nessa temperatura? Uma solução 1N contém: em 1 L = 1 eqg NH4OH = N NH4OH = 1 mol = 1M 1L NH4OH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: Como: Ki = NH4+ [HO-] [NH4OH] 1M − 0.150 M IFES Pág. 0.996 M ⇄ NH4+ 0M 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n (N2) n (H2) n (NH3) = = 0.150)2 Kc = 0. é de 0.004 M 0.075 moles 0.004 M + HO− 0M 0.425 Kc = 0.004 M mol NH4OH = mol NH4OH 1 0.800 moles −0. em solução aquosa 1 N.575 M ⇄ 2 NH3 (g) 0 moles +0.004 M 0.425 M + 3 H2 (g) 0.4% a 18C.150 N2 (g) Inicio Variação: Equilíbrio: [NH3]2 Kc = H2 3 N 2 (0.075 0.278 M−2 (3) O grau de dissociação iônica do hidróxido de amônio.500 moles −0.575 3 .225 0.004 M 0.225 moles 0.150 moles 0.

03×0.02 M − 0.5 mol Portanto.996 M) (4) O grau de dissociação iônica do ácido acético.004 M)(0. 215 . 1×( 1 ) M 128 ⇄ Ca+ 0 +0.0194 M ⇄ H+ 0 0.03×0.0006 M) = 1.0006 M Ki = Ki = H+ [CH3COO-] [CH3COOH] (0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ki = (0.6×10-5 M (0.0006 M + CH3COO− 0 0. como: N= 2 eqg (Ca(OH)2) N 1 = = M 1L 2 128 Ca(OH)2 Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 1/128 M 1 .9×( IFES Pág.0194 M) (5) Calcule a constante de ionização para uma solução N/64 de hidróxido de cálcio. Calcule a constante de dissociação iônica do ácido.9×( )M 128 0. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0.02 M 0.0. Temos eqg (Ca(OH)2) = mol/2 = 0.02 M é 3% a 25C.03×0.02 M 0.02 M 0.9×( 1 )M 128 1 )M 128 + 2 OH− 0 +0.9×( 1 )M 128 1 )M 128 +2×0. em solução 0.004 M) = 1.0006 M)(0. que está 90% ionizada. 1 mol = 2 eqg (Ca(OH)2).9×( +0.61×10-5 M (0.

9/128)2 = 1. PCl5 (v) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: IFES ⇄ PCl3 (v) 0 +α x moles +α x moles + Cl2 (g) 0 +α x moles +α x moles Pág.78×10-3 (0.(0. bases). 216 x moles −α x moles (1−α)x moles . em temperatura tal que esteja 80% dissociado. supondo o sistema homogêneo. admite-se a seguinte sentença Ki = Mα2 pois o resultado de 1 − α ≈ 1 (6) Calcular a constante de equilíbrio da dissociação PCl5 ⇄ PCl3 + Cl2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ca+ [HO-]2 Ki = [Ca(OH)2] Ki = 4.1/128) Lei da diluição de Ostwald ou Lei de Ostwald é a relação matemática entre a constante de ionização e o grau de ionização de um eletrólito (ácidos. A Lei da diluição de Ostwald é expressa por: C+ [A-] Mα2 Ki = = [CA] 1-α Sendo: Ki = constante de ionização [C+] = concentração dos cátions [A-] = concentração dos ânions [CA] = concentração do composto não ionizado ou não dissociado M = concentração molar em mol/L α = grau de ionização Se α ≤ 5%.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como: PV = nRT P=( 𝑛 )RT V P n = RT = constante ( ) V Assim.P 1+α α p (PCl2) = .P 1+α Kp = Logo. 217 .𝑃 1+𝛼 1-α .P 1+α α p (Cl2) = . então: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = 𝛼𝑥 = 𝛼𝑥 1 − 𝛼 𝑥 V V V p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) p (PCl5)+p (PCl2)+p (Cl2) P = = = = 1 -α α α 1-α +α+α 1+α p (PCl5) = Logo: 1-α .P 1+α 𝛼 2 . 𝑃2 1 + 𝛼 2 Kp = 1-α .P 1+α IFES Pág. Kp = pPCl2 pCl2 pPCl5 2 𝛼 . podemos escrever: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = = [PCl5] [PCl2] [ Cl2] Seja V o volume do sistema e α o grau de ionização do penta cloreto de fósforo.

10(1-α) 0.10×α M 0. (a) Qual é a pressão total na câmara? IFES Pág. H2 (g) + I2 (g) ⇄ 2 H1 (g) Em uma dada temperatura e para um estado padrão de 1 mol/L.1 ×α M + 0.82 (7) A constante de ionização do ácido acético.0. a 25C.77 1.85×10-5 0. 2 1-α P Como o problema submetido não se refere à pressão total a que está o sistema no equilíbrio.1 (1. 1atm. supõe-se que a pressão normal. K = 50 para a reação.5 mol de I2.1 α2 + 1.10(1−α) M ⇄ H+ 0 + 0.10×α M 0.10 M − 0. evacuada.5 mol de H2.8 = 1. 218 .0135 ou 1. 0. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0.P Kp = 1 − 𝛼 2 1+α 𝑃2 .85×10−5 = 0 α= -1. em solução decimolar. e 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 𝛼 2 Kp = 1 + 𝛼 𝛼 2 . é de 1. .85×10-5) 2(0.10×α 2 M Portanto: Ki = = 1. são reagidos a 448°C.10×α M + CH3COO− 0 + 0. Calcule o grau ionização α do ácido a 25C.85×10-5 ± 1. isto é.1) α = 0. Portanto: Kp = 0.85×10−5.35% (8) Em uma câmara de 10 L.10×α M + 0.85×10−5 α − 1.85×10-5 2 -4 0.

Se inicialmente põe-se 1.0.R.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (b) Quantos mols de iodo permanecem não-reagidos no equilíbrio? (c) Qual é a pressão parcial de cada componente na mistura no equilíbrio? Antes de iniciar a reação.5 + 0. [B] = 0.5).100 M.5 = 1.00 mol de A e 2.atm ).5 −x (0. [D] = 0 No equilíbrio são: A + B ⇄ C + D IFES Pág. o valor da constante de equilíbrio a uma determinada temperatura é Kc = 56. Durante a reação. o número total de mols era 0. qual será a concentração de todas as espécies quando se alcance o equilíbrio? As concentrações ao inicio são: [A] = 0.5−x) ⇄ 2 H1(g) 0 +2x +2x P(total) = H2 (g) Inicio: Variação: Equilíbrio: (2x)2 Kc = 50 = (0.9 atm 10 L + I2 (g) 0.200 M. 219 .(448+273) mol.T V (0. [C] = 0.5−x) (9) Para a reação: A + B ⇄ C + D.R.5-x x = 0.39 2 0.082 L.5 −x (0.5 + 0.K = 5.00 moles de B em um recipiente de 10 litros.5-x)2 2x 50 = 0.V = n.( 0.T P(total) = n(total). A pressão total pode ser calculada a partir da lei dos gases ideais: P. não ocorre variação no número total de mols.

8 x+1.098) = 0. obteremos três moles de amoníaco.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0. [C] = 0.200-x) 55x2 + 16.200−x) M x x x2 Kc = = 56 0. sabendo que se partimos de dois moles de N2 e cinco moles de H2. (10) Calcule os valores de Kc e Kp a 250°C na reação de formação do amoníaco. 220 .100 − 0. Assim: [A] = (0. logo: IFES Pág.207 Desprezaremos x = 0.102 M.2− x) moles/L + 3 H2 (g) 0.098) = 0.100 mol de A não poderíamos obter uma concentração maior.12 = 0 x1 = 0.5− 3x) moles/L ⇄ 2 NH3 (g) 0 + 2x (2x) moles/L [NH3]2 (2x)2 Kc = = [H2]3 [N2] (0.(0.5 moles/L − 3x (0.5-3x)3 .2-x) No entanto.002 M.100-x .098 M. pois se partimos reagindo 0.100−x) M Portanto.098 e x2 = 0.(0. O volume do recipiente de reação é de 10 L.2 moles/L −x (0.200 − 0. [D] = 0. (0.207.098 M. no equilíbrio temos 3 moles de NH3. Temos: N2 (g) Inicio: Variação Equilíbrio: 0. [B] = (0.

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[NH3] = 3 moles/ 10 L = 0,3 M = 2x  Portanto,

x = 0,3/2 = 0,150 M

(2x)2 (20,150)2 Kc = = (0,5-3x)3 (0,2-x) (0,5-30,150)3 (0,2-0,150) (0,3)2 Kc = = 14 400 (0,05)3 (0,05) Como: ∆n = 22, já que: 2 − (3 + 1) = 22, então: Kp = Kc. (R.T) ∆n Kp = 14 400 · (0,082 · 523)22 = 7,83 (11) Suponha que 3,00 moles de HI; 2,00 moles de H2 e 1,00 mol de I2 são colocados num recipiente de 1 L a 485C. Depois de estabelecido o equilíbrio, quais são as concentrações de todas as espécies? (Considere: Kc (485C) = 2,0610-2 ) As concentrações iniciais são: [HI] = 3,00 M; [H2] = 2,00 M e [I2] = 1,00 M A equação de equilíbrio é: HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) No equilíbrio as concentrações serão: 2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: 3,00 − 2x 3,00 − 2x ⇄ 1 H2 (g) 2,00 +x 2,00 + x + 1 I2 (g) 1M +x 1,00 + x

A condição de equilíbrio é: Kc = Kc = [H2][ I2] [HI]2 2,00 + x (1,00 + x) (3,00 - 2x)2

IFES

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2,00 + x (1,00 + x) = 2,0610-2 (3,00 - 2x)2 0,918 x2 + 3,25 x + 1,81 = 0 x= x= x= -3,25± 3,25 2-4(0,918)(1,81) 2(0,918)

-3,25± 3,91618 1,836 -3,25±1,9789 1,836

x ≈ −2,848 ou x ≈ −0,692 Como a segunda raiz leva a concentrações negativas, ela será rejeitada. Contudo a segunda raiz (x = −0,692302) é significativa, embora o seu sinal (negativo) indica que a reação ocorre no sentido contrário: no de formação de HI. 1 H2 (g) Variação: Equilíbrio: 2,00 − 0,692 1,308 + 1 I2 (g) 1,00 − 0,692 0,308 ⇄ 2 HI (g) 3,00 + 2(0,692) 4,384

(12) Calcule o grau de dissociação, a 30°C e 5 atm de pressão, que apresenta o tetróxido de dinitrogênio, se sabemos que nessas condições o valor de Kp é de 0,15. (R = 0,082 atm L/mol K) N2O4 (g) ⇄ 2 NO2 (g) Os números de moles/L no equilíbrio serão: N2O4 (g) Início: Variação: Equilíbrio: Lembrando que: p (parcial) = fração molar × pressão (total) C −αC (1−α)C ⇄ 2 NO2 (g) 0 +2 αC +2 αC

IFES

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p(NO2) = x(NO2)× pressão (total) p(N2O4) = x(N2O4)× pressão (total) x(NO2) = x(N2O4) = n(NO2) n NO2 + n(N2O4) n(N2O4) e n NO2 + n(N2O4)

pressão (total) = p(NO2) + p(N2O4) Assim: n.° de moles no equilíbrio de NO2 = 2α.c n.° de moles no equilíbrio de N2O4 = (1−α)c n.° de moles totais no equilíbrio = 2α.c + (1−α)c = (1+α)c Logo: p(NO2) = p(N2O4) = p2 NO2 pN O
2 4

2α.c . 5 atm (1+α)c (1-α)c . 5 atm (1+α)c 2α . 5 atm 1+α 1-α . 5 atm 1+α
2

Kp =

=

4α2.5 = 0,15 de onde α = 0,086 ou 8,6% 1-α2 (13) A 800K, a Kc para a reação: 2 HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) vale 0,016. Na mistura em equilíbrio a essa temperatura, calcule: (A) a concentração de todas as espécies, sabendo que as de H2 e I2 são iguais e a pressão a que se encontra o sistema é de 1 atm. (B) as concentrações dos componentes, sistema. Dado: R = 0,082 atm L/mol K
IFES

quando se duplica a pressão do

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2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: n.R.T = P.V C= C= n P = V R.T C − 2x C − 2x

1 H2 (g) C +x C+x

+

1 I2 (g) 1M +x C+x

P 1 atm = = 0,015 mol/L atm L R.T 0,082 ×800K mol K

Assim, no equilíbrio teremos: 2 HI (g) Equilíbrio: 0,015− 2x ⇄ 1 H2 (g) 0,015 + x [H2][ I2] [HI]2 + 1 I2 (g) 0,015 + x

A condição de equilíbrio é: 0,015 + x 0,015 - 2x
2 2

Kc =
2

0,015 + x = 0,015 - 2x

= 0,016

0,015 + x = 0,016 0,015 - 2x x = 0,015 mol/L Agora obtém- se os valores das concentrações: [HI] = (c−2x) = (0,015−0,003) = 1,2×1022 mol/L [H2] = [I2] = 1,5×1023 mol/L (14) A constante de equilíbrio para a reação: N204 (g) ⇄ 2NO2 5,8×10−3 a 25°C. Calcule o grau de dissociação quando: (A) A concentração inic1ial é 0,01 mol/L; (g), vale

IFES

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FABIANO DE CARVALHO

(B) adicionamos 0,01 mol/L de N2O4 ao equilíbrio formado no aparato (a). N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: 0,01 −0,01α (1−α)0,01 ⇄ 2NO2 (g) 0 +2(0,01α) 0,02α

(0,02α)2 Portanto: Kc = = 5,8×10-3 (1-α).0,01 de donde: 0,04 α2 + 0,0058 α − 0,0058 = 0 α ≈ −0,460129 (não convém) ou α ≈ 0,315129 ou expresso em percentagem: α = 31,51% Assim, [N204] = (1−α).0,01 = = (1−0,315129).0,01 ≈ ≈ 6,8×10−3 mol/L [NO2] = 0,02α = = 0,02×0,315129 = = 0,00630258 ≈ ≈ 6,3×10−3 mol/L Em (B) teremos: N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Portanto, (0,0068+0,01) 0,0168 −x 0.0168−x ⇄ 2NO2 (g) 6,3×10−3 +2x 6,3×10−3+2x

IFES

Pág. 225

0094 mol/L (15) Num sistema em equilíbrio CO (g) + Cl2 (g) ⇄ COCl2 (g) as concentrações são [CO] = 2 mols/L. [Cl2] = 2 mols/L. [N204] = 0. vem: Kc = Kc = (COCl2) (CO)( Cl2) (20) (2)(2) Se acionarmos 1 mol de Cl2. (C) dobrarmos a pressão inicial.3×10−3 + 2x = 0. e x ≈ 0.0063 + 2 x 0.8×10-3 4 x2+0. que não convém.0168-x 2 = 5.0252 x+0.0078−x = 0.77510−5 = 0 Cuja solução é: x ≈ −0. Calculando a constante de equilíbrio. vem: Inicial: Variação: Equilíbrio: IFES CO (g) 2 −x 2−x + Cl2 (g) 3 −x 3−x ⇄ COCl2 (g) 20 +x 20+x Pág.00003969 = 0.00009744-0.00155 Portanto.0058 x 4 x2 + 0. (B) dobrarmos o volume inicial.0093. Calcule a concentração de todos os componentes quando: (A) adicionarmos 1 mol/L de cloro.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO [N2O4]2 Kc = = 5.8×10-3 [NO2] 0. 226 . [COCl2] = 20 mols/L.00625 mol/L [NO2] = 6.031 x − 5.

42 mol/L Dobrando-se o volume do sistema o equilíbrio de desloca-se para o lado de menor número de moles (maior pressão): 2moles CO (g) + Cl2 (g) 1 mol mol Como V’ = 2V. ou seja para a esquerda.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (20+x) =5 (3-x)(2-x) 5(3−x)(2−x) = 20+x 5 x2−26 x+10 = 0 x = 0. teremos: COCl2 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Kc = [CO] [Cl2] [COCl2] 10 −x 10−x ⇄ CO (g) 1 +x 1+x + Cl2 (g) 1 +x 1+x ⇄ 1V COCl2 (g) . [Cl2] = 3 − 0.42 = 2. IFES Pág. [Cl2] = 2 /2 = 1 mol/L= [COCl2] = 20 /2 = 10 moles/L Assim.42 = 20. tem-se: [CO] = 2/2 = 1 mol/L. 227 .58 mol/L.418 x = 4.58 mol/L [COCl2] = 20 − 0.782 (não convém) Assim: [CO] = 2 − 0.42 = 1.

x)2 5x2−40x+80 − 40−x = 0 5x2−41x+40 = 0 x = 1. 228 .V P0 .41.3867 Ao duplicarmos a pressão. (2P0 ).V0 T0 V = V0/2. o volume reduz-se a metade. IFES Pág. ou seja. Equilíbrio em soluções aquosas. vem: P. vem 40+x =5 (4-x)2 40+x = 5 (4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (1+x)(1+x) 1 = (10-x) 5 5(x+1)2 =0 (10-x) 5x2 + 10 x +5 = 10− x 5 x2+11 x − 5 = 0 x = −-2.1318 ou 7.0681 1. as concentrações dobram: Inicial: Variação: Equilíbrio: CO (g) 2×2 −x 4−x + Cl2 (g) 2×2 −x 4−x ⇄ COCl2 (g) 2×20 +x 40+x Aplicando novamente a equação de equilíbrio. Assim sendo.V T0 = P0 .587 ( não convém) x = 0.V0 = = nR = constante T T0 Portanto.

Tabela 23. Dissociam-se parcialmente. mas inorgânicos e em sua primeira dissociação. 229 . Portanto. Reação de dissociação NaCl → Na1+ + Cl-1 KCH3COO → K1+ + CH3COO1Al2(SO4)3 → 2 Al3+ +3 SO42Reação de dissociação Mg(OH)2 → Mg2+ + 2 (OH)1IFES Eletrólito forte forte forte Eletrólito forte Pág. não ocorre a reação de reação inversa (ou de associação). Entre eles teremos: a) os hidróxidos não metálicos. se representa por Ki. nem é uma reação em equilíbrio químico. Portanto. Dissociam-se 100%. em geral. b) todos os hidróxidos metálicos e c) ―todos‖ os ácidos. ("Todos" porque tem alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação são fracos). para esses solutos existe Kc da reação de dissociação e. b) os ácidos inorgânicos em suas dissociações posteriores a primeira dissociação e c) todos os ácidos orgânicos (e alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação que possuem Ka1).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Existem solutos que em soluções aquosas se dissociam em duas classes: (A) Eletrólitos fortes. Ilustrações. Para estes solutos não existe Kc da reação de dissociação. Entre eles teremos: a) todos os sais. (B) Eletrólitos fracos.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO HCl → H1+ + Cl1H2SO4 → H1+ + HSO41HSO41 → H1+ + SO42H2S → H1+ + HS1HS1. A hidrólise é a decomposição dos íons de uma substância por intermédio dos íons da água. A dissolução de um sal em água pode gerar uma solução neutra. (A) Reação de neutralização. alcalina ou ácida − depende na natureza do sal. Ocorre se e somente se: No mesmo recipiente se encontram ácido e base (simultaneamente).41.→ H1+ + S2NH4(OH) → NH41+ + (OH)1HAc → H1+ + Ac1- forte forte fraco fraco fraco fraco fraco 1. 100% ácido fraco + outro sal 100% base fraca + outro sal IFES Pág. 230 .1. pois: Ácido + Base o hidróxido 100% sal+ H2O (B) Reação de troca iônica entre dois solutos fortes. Para originar um soluto fraco. Reações especiais que podem acontecer em soluções aquosas. são justamente os sais que apresentam maior freqüência o fenômeno da hidrólise. Incluem: Ácido forte + sal de ácido fraco Base forte + sal de base fraca (C) Hidrólise de sais. Dos compostos da química mineral.

o ânion proveniente de um ácido forte não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon M+. mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [H+]. é neutra. tendendo. estabelecendo um novo equilíbrio: B+ (aq) + HO. Já os eletrólitos fracos se ionizam tão pouco. Sais derivados de uma base fraca e um ácido forte. a solução será ácida. para a forma iônica. em solução aquosa.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO I. Exemplo: NaCl II. ao mesmo tempo. Seja BA um sal proveniente de um ácido forte e uma base fraca. após a dissolução do sal. conseqüentemente. pois. Pág. É mais correto escrevê-los na forma NH4+ e Cl− e H+ e Cl−. que sua tendência é para a forma molecular. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HOPortanto. o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. Neste caso. A solução resultante. Sais derivados de um ácido forte e uma base forte. apresentam elevado grau de dissociação. 231 IFES . nem os cátions ou ânions tem qualquer tendência em se combinar com os íons provenientes da auto-ionização da água. [HO-] < [H+] e. Sofrerá hidrólise de acordo com a seguinte equação: BA + H2O ⇄ BOH + HA Os eletrólitos fortes. Neste caso.[HO-] (ou seja.⇄ BOH (aq) Como o produto [H+]. portanto. como abaixo: B+ (aq) + H2O (l) ⇄ BOH (aq) + H+ (aq) Exemplo: NH4Cl + H2O ⇄ HCl + NH4OH O NH4Cl e HCL são compostos iônicos. mas sim o cátion proveniente de uma base fraca que reage com o íon hidróxido.

Da mesma forma. por outro lado. basta multiplicarmos o numerador e denominador da expressão de Kh por [OH−]. 232 . Ficando então: NH4+ + H2O ⇄ H+ + NH4OH Observe que embora se diga hidrólise do sal. predomina a sua forma molecular. tornando a escrever a equação de forma mais correta. Kh = [BOH][ H+] [OH-] × [B+] [OH-] IFES Pág. são considerados eletrólitos fortes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água á predominantemente molecular. quem realmente hidrolisa é o íon fraco do sal. teremos: NH4+ + Cl− + H2O ⇄ H+ + Cl− + NH4OH Como o Cl− não se altera durante a reação. Sendo correto escrevê-la na forma H2O. teremos: Kw = [ H+]. podemos considerar a concentração da água [H2O] como praticamente constante (Kw).[OH-] Kh = [BOH][ H+] [B+] Podemos calcular Kh em função do produto iônico da água (Kw) e da constante de ionização da base (Kb). sendo o NH4OH uma base fraca. podemos escrever a equação de hidrólise do seguinte modo: B− + H2O ⇄ BOH + H+ Aplicando a lei das ação das massas ao equilíbrio acima. temos: [BOH][ H+] K= [B-][H2O] Como a hidrólise se processa em presença de grande excesso de água. de uma forma geral. Como os sais. Para isso. podemos cancelá-lo. Portanto.

Conforme vimos: BA + H2O ⇄ HA + BOH B+1 + A−1 + H2O ⇄ HA + B+1 + OH−1 IFES Pág. o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura.(aq) Exemplo: a hidrólise do HCN. Sais derivados de um ácido fraco e uma base forte. A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon A-.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Escrevendo sob outra forma: . [HO-] > [H+] e. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HO. xx[ H+][OH-]xx Kh = [B+][OH-] [BOH] Kw Kh = Kb . Ao passo que o cátion (proveniente de uma base forte) não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. após a dissolução do sal. 233 .(aq) + H+ (aq) ⇆ HA (aq) Como o produto [H+].[HO-] (ou seja.(aq) Portanto. o ânion (proveniente de um ácido fraco) reage com o íon hidrônio.(aq) + H2O (l) ⇄ HA (aq) + HO. mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [HO-]. III. conseqüentemente. estabelecendo um novo equilíbrio: A. como abaixo: A. a solução será alcalina. Com raciocínio idêntico podemos concluir que: KCN + H2O ⇄ HCN + KOH K+ + CN− + H2O ⇄ HCN + K+ + OH− CN− + H2O ⇄ HCN + OH− Seja BA um sal derivado de ácido fraco e base forte.

vem: Kh = [HA]. então a solução será ácida. [HA]. se Ka > Kb.(aq) ⇄ MOH (aq) A−1(aq) + H+ (aq) ⇄ HA (aq) Neste caso. . 234 . então a solução será neutra. É fácil demonstrar que neste caso: Kh = Kw Ka × Kb IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A−1 + H2O ⇄ HA + OH−1 Assim. se Ka = Kb. o pH vai depender dos valores de Ka do cátion M+ e do valor de Kb do ânion A−. estabelecendo dois novos equilíbrios: M+ (aq) + HO. tanto o ânion (proveniente de um ácido fraco) como o o cátion (proveniente de uma base fraca) reagem com os íons provenientes da auto-ionização da água. Sais derivados de um ácido fraco e uma base fraca. Se Kb > Ka. então a solução será alcalina. por outro lado.[OH-1]xx [ A-1][H+1] [HA] Kw Kh = Kh . Aqui. Finalmente.[OH-1] Kh = [ A-1] Multiplicando-se o numerador e denominador por [OH−1].[OH-1] [OH-1] × [ A-1] [OH-1] Kh = xx[H+1]. IV.

1 e 35.9 1850×3.352) = 0.461 𝐾𝑐 = 1850 𝑖 = 𝑖 = ∆𝑇𝑐 × 𝑚’ × 𝑃𝑚 𝐾𝑐 × 𝑚 𝑚 1 × × 𝑖 𝑚’ 𝑃𝑚 0. então 1 mol = 1 eqg ou 1/10 mol = 0. Qual o pH da solução? Utilize a lei de Raout para eletrólitos. Exercícios Resolvidos (1) A solução N/10 de HCl congela a −0.6461 IFES Pág. 235 .42.352 𝑃𝑚 (HCl) = 36. m’ = massa d a solução.6461 m’ = 1000 g ∆𝑇𝑐 = 0 − (− 0. m = 1/10 (36.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Como o eqg (HCl) = mol/1.1 eqg Logo.1 eqg em 1 litros de solução.352C.352 × 1000 × 36. expressa por: ∆𝑇𝑐 = 𝐾𝑐 × Onde: ∆Tc = abaixamento crioscópico = t1− t2 (diferença de temperatura) Kc = constante crioscópica do solvente m = massa do soluto na solução. i = fator de van’t Hoff Solução: Uma solução N/10 contém 0.461) = 3. Sabendo-se que a constante crioscópica da água é 1850 e os pesos atômicos do hidrogênio e do cloro são respectivamente.5.461 = 1.

pdf JONES. L.pdf http://clic. 2v. Princípios de Química.xtec.pdf http://www. SLOWINSKI. SPRATLEY.cat/projects/fo rmula2/jclic/formula2.es/bcv/guide/capitulo/8448157133..mcgraw-hill... C. Chemical Principles. americana. 1996.. Bookmann Comp. 1994.H. PIMENTEL. ATKINS. 1993. S. 4ª Ed. E. vols I. Tradução por Maria Elizabeth Brotto e outros. da 4a ed. Edgard Blücher.cat/db/jclicApplet.. São Paulo. MASTERTON. IFES Pág. B. Métodos Instrumentais para a Análise de Soluções: Análise Quantitativa.xtec. RJ Química: Um curso universitário. 2a ed. Fundação Calouste Gulbenkian..L.pt/disciplinas/dcet/cfq4007/Mod3_3.univ-ab. 2001 M. Lisboa. P.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO BIBLIOGRAFIA http://ccmm. G.J. B. Química Geral. L. Química. W. 236 . Trad. Rio de Janeiro.1ª ed. R.L. Makron Books do Brasil. MAHAN.pt/vnunes/ensino/eqquim.jsp?project=http://clic. & MYERS. STANITSKI. 1974 RUSSEL. um tratamento moderno. Saunders College Publishing.jclic.C. 2001.fc. J. Simões Gonçalves. Editora da Universidade de São Paulo.zip&lang=ca&title=Formulaci%C3%B3+i+nomenc latura+de+qu%C3%ADmica+inorg%C3%A0nica http://www..ul.D. Ed.

Alcalinos Terrosos I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al +2 Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Rb Sr Cs Ba Fr Ra IFES Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Pág. Grupo IA. 237 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES ESTADOS DE OXIDAÇÃO Os estados de oxidação mais usuais dos diferentes elementos da Tabela Periódica são: 1. Grupo IIA. Alcalinos I II III IV V VI VII VIII H Li Na K Rb Cs Fr +1 Sc Y Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg B Al Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 2.

238 . I II III VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl +3 +3 +3 +3 +3 +1 +1 -3 O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Lv Uus Uuo 4. Grupo IIIA.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. Grupo IVA. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl +4 -4 +4 -4 +4 +2 +4 +2 +4 +2 F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uus Uuo IFES Pág.

I II III IV V VI VII VIII H +5 +4 +3 +2 +1 -3 +3 +3 +3 +1 +3 +1 He N Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl P As Sb Bi F Cl Br I At Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup +1 Uus Uuo 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O S Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Al Ga Si Ge P As Se -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +4 +2 He Ne Ar Kr Te Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Po Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo VA. Grupo VIA. 239 .

Grupo IIIB. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O F He -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 Rn Cl Na Mg Al Si P S K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br I Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po At Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 8. I II IIIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al V +3 Cr Mn Fe Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Nb Mo Tc Ta Db W Sg Re Bh Cs Ba La Fr Ra Ac Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. 240 . Grupo VIIA.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 7.

Grupo IVB. Grupo VB. I II IVB III IV V VI VII VIII H Li Be +4 +3 Cr Mn Fe +2 +4 +3 +2 Mo Tc Ru +3 +2 W Re Os Sg Bh Hs B Al Ti Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po I At Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 10. I II VB III IV V VI VII VIII H Li Be +5 +4 Mn Fe +3 +2 +5 +4 +3 Tc Ru 5 +4 +3 Re Os Sg Bh Hs B Al Ti V Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Nb Rb Sr Y Zr Ta Cs Ba Fr Ra Hf Rf Db Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9. 241 .

I II VIB III IV V VI VII VIII H Li Be +6 +5 V Cr +4 +3 +2 +6 +5 Mo +4 +3 Nb +2 +6 +5 W +4 +3 Ta +2 Db Sg Bh B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Rb Sr Y Zr Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Cs Ba Fr Ra Hf Rf Os Hs Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 12. Grupo VIIB. 242 . Grupo VIB.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11. I II VIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +7 +6 +5 +4 +3 +2 +7 +6 +5 +4 +7 +6 +5 +4 B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Tc Rb Sr Y Zr Nb Mo Re Cs Ba Hf Ta W Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn IFES Pág.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 13. I II IB III IV V VI VII VIII H Li Be +2 +1 +1 +3 +1 B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo IB. I II Grupo VIIIB VIIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +3 +2 +3 Cu +2 B Al Ti V Cr Mn Fe Co Ni Zn C Si N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Ga Ge Ru Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Rh +5 +4 +4 Pd +2 +3 Ag +5 +4 +3 +5 +4 +3 Au Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Rg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Cd In Sn Sb Te I Xe Os Cs Ba Fr Ra Hf Rf Ta Db W Sg Re Bh Hs Ir Pt Mt Ds 14. 243 .

I II IIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg +2 +2 +2 +1 C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15. Grupo IIB. 244 .

Esses prefixos indicam a atomicidade que possui a molécula. Nomenclatura de Stock (N. tri- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2) Nomenclatura de Stock (N. Exemplos: CO = monóxido de carbono CrBr3 = tribrometo de cromo Observação: Nos casos onde poderá haver confusão com outros compostos (sais duplos e triplos.ss).(eneá) decaNúmero 2. e 3. e similares) pode-se empregar os prefixos bis. etc. tetraquis. 1) Nomenclatura sistemática estequiométrica (N.tr). Nomenclatura sistemática estequiométrica (N. 245 IFES . tris. ou É baseada em nomear as substâncias através do uso de prefixos com os números gregos. o número de átomos dos mesmos elementos presentes na molécula. Nomenclatura tradicional (N. oxissais.ss).st).St) Neste tipo de nomenclatura se nomeia os compostos finalizando-os com a valência indicada em números romanos (colocados geralmente como subíndices). São elas: 1. Exemplo: Sulfeto de Ferro (III) = Fe2S3 Pág. ou seja.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES FORMULAÇÃO E NOMENCLATURA QUÍMICA DOS COMPOSTOS INORGÂNICOS Aceitam-se três tipos de nomenclaturas para nomear compostos químicos inorgânicos. pentaquiz. ou Exemplos: Ca5F(PO4)3 = fluoreto tris(fosfato) de Cálcio Ca8F(P3O10)3 = fluoreto trifosfato de Cálcio ([P3O10]5 = anion trifosfato) Prefixos monoditetrapentahexaheptaoctanona. ou sais oxigenados.

-oso " valência menor)  (para a Hidreto de —OSO ou— ICO Nome do elemento eletropositivo Ou: Hidreto de ——— ——— ". rom. eletropositivo IFES Pág.ox invariável: Hidreto de ——————— Nome do elemento eletropositivo Exemplos: NaH = hidreto de sódio CaH2 = hidreto de cálcio AlH3 = hidreto de alumínio b) Quando tem duas valências.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3) Nomenclatura tradicional (N..... começando da valência mais baixa: b) Metal com n. c) Quando o elemento tem três ou quatro valências: Escreve-se assim. Emprega-se indicando a valência do elemento a através de prefixos e sufixos que acompanham o nome do elemento.ox a −1 a) Metal com n. se utiliza o prefixo: –ico ..tr) Também conhecida como nomenclatura clássica..-oso"  (para a valência intermediária baixa) ".ox) "Hipo. 4) Compostos binários hidrogenados Com hidrogênio de n. se utilizam os prefixos: –oso –ico (para a valência menor) e (para a maior)... a) Quando o elemento possui somente uma valência..-ico" valência mais alta)  (para a Nome do n.ox elemento alg.ox variável (2 n. 246 .-ico" valência intermediária alta)  (para a "Per-.

arsênico. carbono e silício têm nomes comuns: H2O Água NH3 Amoníaco PH3 Fosfina AsH3 Arsina SbH3 Estibina CH4 Metano SiH4 Silano H2Se H2Te 5) Outras combinações binárias As combinações binárias. Br. dão soluções ácidas. nitrogênio. CaF2 FeCl3 CuBr2 MnS Fluoreto de cálcio Cloreto de ferro (lll) Brometo de cobre(ll) Sulfeto de manganês (ll) IFES Pág. fósforo. Para nomeá-los se adiciona ao nome do ametal o sufixo: –ETO. Para formularmos se escreve à esquerda o símbolo do metal. S e Se denominam-se hidrácidos devido ao fato de tais compostos ao dissolverem em água.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: CuH = hidreto de cobre I ou hidreto de cuproso CuH2 = hidreto de cobre II ou hidreto cúprico FeH2 = hidreto de ferro II ou hidreto ferroso FeH3 = hidreto de ferro III ou hidreto férrico Fórmula HF HCI HBr Hl H2 S Nome sistemático Fluoreto de hidrogeno Cloreto de hidrogeno Brometo de hidrogeno Iodeto de hidrogeno Sulfeto de hidrogeno Selenieto de hidrogeno Telureto de hidrogeno (em solução aquosa) Ácido fluorídrico Ácido clorídrico Ácido bromídrico Ácido yodídrico Ácido sulfídrico Ácido selenídrico Ácido telurídrico c) As combinações binárias do hidrogênio com oxigênio. que não sejam nem óxidos nem hidretos. por ser o elemento mais eletropositivo. antimônio. 247 . Cl. são as formadas por não metais com metais. Alguns exemplos são: d) As combinações do hidrogênio com F. I.

248 . N° de valências do elemento 1 valência menor 2 valências maior menor 3 valências intermédia maior menor intermédia menor intermédia maior maior PerHipoHipo-ico -oso -oso -ico -oso -oso -ico -ico Co+3 N+1 N+3 N+5 Cl+1 Cl+3 Cl+5 Cl+7 Cobáltico Hiponitroso Nitroso Nítrico Hipocloroso Cloroso Clórico Perclórico Ordem da valência Prefixo Sufixo Exemplo Nomes -ico -oso Na+1 Co- Sódico Cobaltoso 4 valência IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO V2S5 Ni2Si FeCl2 CuBr Sulfuro de vanádio (V) Siliceto de níquel (ll) Cloreto de ferro (ll) Brometo de cobre (l) AlI3 MnS2 Iodeto de alumínio Sulfeto de manganês (IV) Mg3N2 Nitreto de magnésio CrB Brometo de cromo (lll) 6) Nomenclatura tradicional (funcional).

1. tetra-. penta-. aparecem na número de átomos para ―satisfazer‖ as eletrônicas dos PREFIXO nº de O + ÓXIDO DE + PREFIXO nº átomos METAL + NOMBRE DEL METAL Os prefixos utilizados são: mono-. Nomenclatura SISTEMÁTICA: CBr4 Observamos absoluto das fórmula o necessários necessidades elementos.. hexa. di-. 249 IFES . Nomenclatura de STOCK: ÓXIDO DE + NOME do METAL + (valência do metal com nº romanos) 8) Combinações oxigênio binários do Denomina-se óxidos os compostos binários do oxigênio com outro elemento ( metálico ou não metálico). . A fórmula geral: M2Om Donde: M é o metal e m é o número de oxidação com que atua. Nomenclatura TRADICIONAL: ÓXIDO + METAL + OSO (menor valência)/ICO (maior valência) 2. tri-. Metálicos ÓXIDOS Não metálicos Oxigênio+ Metal Oxigênio + Ametal Pág. que ao cruzar o valor valências. Observação: Em muitas ocasiões. 3.hepta-..FABIANO DE CARVALHO QUÍMICA GERAL 7) Formulação de compostos binários (óxidos e anidridos) Na prática. para formular compostos binários se recorre ao chamado ―cruzamento de valências‖: a) Fe+2 + Cl-1 → FeCl2 Fe+2 Cl-1 FeCl2 b) C+4 + Br-1 → CBr4 C+4 Br-1 A) Óxidos metálicos A união do oxigênio com os metais dá lugar aos óxidos básicos ou metálicos. não se leva em conta o prefixo mono-.

nomeadamente ANIDRIDOS. Sua fórmula general é: M+X + O-2 → M2Ox (―cruzamento‖ de valências). Observação: Tende-se a substituir a ANIDRIDO por ÓXIDO.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Se o metal tem apenas uma valência. Na nomenclatura tradicional se diferenciam as valências mediante os sufixos OSO e ICO e os prefixos HIPO e PER. 1. Exemplos: C+4 + O-2 = C2O4 simplificar ↓ CO2 IFES b) DUAS valências: maior ⇒ ICO menor ⇒ OSO Pág. Nomenclatura TRADICIONAL: EXEMPLO Na2O Óxido sódico FeO Óxido ferroso Fe2O3 Óxido férrico NOMENCLATURA TRADICIONAL NOMENCLATURA SISTEMÁTICA Monóxido Monóxido Trióxido de ferro diferro sódico Óxido sódio Óxido de ferro (II) Óxido de ferro (III) NOMENCLATURA STOCK B) Óxidos não metálicos Estão formados pela combinação de um ametal com oxigênio. Observação importante: ANIDRIDO + (PREFIXO) AMETAL + SUFIXO. Para elementos com: No caso em que x é PAR: a) UMA valência: Prefixo ⇒ ico Simplifica-se a fórmula. 250 Valência . não é necessário indicá-la. a) Cl+3 + O-2 = Cl2O3 b) N5+ + 02. + palavra O prefixo e o sufixo dependem das valências que tenha o ametal.= N2O5 Um grupo importante dos óxidos não metálicos pode reagir com a água para dar origem aos compostos conhecidos como oxiácidos.

donde o oxigênio atua com número de oxidação "-1". óxido de chumbo (IV) ) maior ⇒ PER+ICO Valência intermediária maior ⇒ICO intermediária menor ⇒OSO menor ⇒ HIPO+OSO Exemplos: O caso do MANGANÊS é especial: tem três valências com as quais atua como ametal: +4. já que se confundiria com PbO2 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) TRÊS valências: 2. em sua estrutura. O2-2). +6 e +7. 251 . Exemplos: Li+1 + (O2)-2 = Li2O2 Mg+2 + (O2)-2 = Mg2(O2)2 = MgO2 H+1 + (O2)-2 = H2O2 Fe+2 + (O2)-2 = Fe2(O2)2 = FeO2 Fe+3 + (O2)-2 = Fe2(O2)3 Sn+2 + (O2)-2 = Sn2(O2)2 (aqui não se simplifica. Menor (+4): MnO2 = Anidrido ou Óxido manganoso Médio (+6): MnO3 = Anidrido ou Óxido mangânico Maior (+7): Mn2O7 = Anidrido ou Óxido permangânico Também o CROMO tem valências nas quais atua como ametal (+3 e +6): Menor (+3) Cr2O3 = Anidrido ou Óxido cromoso Maior (+6) CrO3 ou Óxido crômico = Anidrido IFES Pág. o índice 2 do oxigênio. (cruzam-se as valências e: se ―x‖ é par. óxido de estanho (IV) ) Sn+4 + (O2)-2 = Sn2(O2)4 = Sn(O2)2 Pb+2 + (O2)-2 = Pb2(O2)2 (aqui não se simplifica. se simplifica com o subíndice 2 do metal M − a não ser que haja possibilidade de confundir com um óxido). já que se confundiria com SnO2 . M+x + O2-2 → M2(O2)x maior ⇒ ICO Valência intermediária ⇒ OSO menor ⇒ HIPO+OSO d) QUATRO valências: Não se pode simplificar. o agrupamento PERÓXO (-O-O-. portanto. Peróxidos São óxidos nos quais figura.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9) Compostos pseudobinários São substâncias formadas por mais de duas classes de elementos. Hidróxidos Os Hidróxidos são substâncias que se obtém ao reagir um óxido metálico com água: Exemplo: MgO + H2O → Mg(OH)2 Pág. tionilo 23 SO22+ = sulfonilo. 252 . sulfurilo 10) Compostos ternários Estes compostos são formados por 3 elementos químicos: um cátion (H2 ou um ametal) um íon negativo poliatômico. uranilo (2+) 22 SO2+ = sulfinilo. ácido (oxiácido) e um sal ternário neutro. em seguida. 1. mas que se nomeiam como substâncias binárias. Para nomeá-los se menciona primeiro o grupo poliatômico (radical) negativo e. que corresponde as funções: hidróxido (ou base). se menciona o nome do cátion. uranilo (1+) IFES 21 UO22+ = uranilo (VI). O componente mais eletronegativo pode ser: 1 NH+1 = amônio 2 PH4+ = fosfônio 3 AsH4+ = arsônio 4 Sbh4+ = estibônio 5 H3O+ = oxônio 6 H3Se+ = selenônio 7 H3S+ = sufônio 8 H3F+ = fluorônio 9 H2Br+ = bromônio 10 H2I+ = iodônio 11 H4Bi+ = bismutônio 12 H2F+ = fluorônio 13 H2Cl+ = clorônio 14 H4As+ = arsônio 15 H2Br+ = bromônio 16 H4Sb+ = estibônio 17 H3Te+ = telurônio 18 NO+ = nitrosila 19 NO2+ = nitrilo ou nitroílo 20 UO2+ = uranilo (V).

IFES Pág. A fórmula do complexo é depois encerrada entre colchetes. Classificação das bases quanto ao número de hidroxilas (OH-):  Monobases. colocandose como expoente sua carga. portanto. Apresentam três hidroxilas como ânion. seguido das fórmulas ou abreviações dos ligantes iônicos e depois dos ligantes neutros. Ga(OH)3. Apresentam apenas uma hidroxila como ânion. Exemplos: Nomenclatura tradicional: 1 V(OH)2 = hidróxido hipovanadioso 2 V(OH)3 = hidróxido vanadioso 3 V(OH)4 = hidróxido vanádico 4 V(OH)5 = hidróxido pervanádico 5 Cu(OH)2 = hidróxido cúprico 6 Cu(OH) = hidróxido cuproso 7 P(OH)3 = hidróxido hipofosforoso 8 P(OH)4 = hidróxido fosforoso 9 P(OH)5 = hidróxido fosfórico Nomenclatura sistemática 1 Pd(OH)4 paládio = tetra-hidróxido de 2 Na(OH) = hidróxido de sódio 3 Sr(OH)2 estrôncio 4 Al(OH)3 alumínio = = di-hidróxido tri-hidróxido de de 5 Ba(OH)2 = di-hidróxido de bário Nomenclatura Stock 1 Fe(OH)3 = hidróxido de ferro (III) 2 Rb(OH) = hidróxido de rubídio (I) 3 Hg(OH) = hidróxido de mercúrio (I) 4 Au(OH) = hidróxido de ouro (III) 11) Nomenclatura de coordenação Detalhes estruturais e aspectos de interesse comparativo: a) Coloca-se primeiro o símbolo do átomo central. Exemplos: KOH.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O número de grupos (OH)-1 que possui a molécula de um hidróxido coincide com o número de oxidação do elemento. Ba(OH)2. 253 .  Dibases. quando se tratar de espécie iônica. NH4OH. Considera-se.  Tribases. Exemplos: Ca(OH)2. Apresentam duas hidroxilas como ânion. Zn(OH)2. Fe(OH)3. formados por um cátion metálico e por ânion OH-1 (íon hidroxila). Exemplos: Al(OH)3. LiOH.

IFES e) O nome do complexo (aniônico catiônico ou neutro) tem duas partes que se escrevem uma se seguida à outra. para englobar um conjunto de grupos idênticos e para evitar confusões nas fórmulas. 3 [CoCl2(NH3)4]+. 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3 ]. Exemplos: 1 [CoN3(NH3)5]2.. as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante. g) Os ligantes aniônicos têm os nomes terminados em o. as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante. 254 . Os ligantes comparecem primeiro e o átomo metálico depois.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Dentro de cada classe de ligante. d) Nos nomes dos compostos de coordenação o nome do ânion deve preceder o do cátion e o átomo central é citado após o(s) do(s) ligante(s): K4[Fe(CN)6] hexacianoferrato (II) de potássio ânion cátion 2 [PtCl3(C2H4)]+. Fe(CN)64. 3 [CoCl2(NH3)4]+. ou seja: [ { ( ) } ]. com a preposição de mediana. 2 [PtCl3(C2H4)]+.. Os ligantes com mais de um átomo são colocados sempre entre parênteses (ou chaves) nas fórmulas dos compostos de coordenação. A ordem da nomeação dos ligantes é a alfabética (sem levar em conta os prefixos). Exemplos: 1 [CoN3 (NH3)5 ]2+. Nome do Ânion Brometo Carbonato Cianeto Cloreto Fluoreto Hidrogenoperóxido Fórmula BrCO32CNClFHO2HSOHH3COC2O42- Nome do Ligante Bromo Carbonato Ciano Cloro Fluoro Hidrogenoperoxo Hidrogenossulfeto Mercapto Hidroxo Metoxo Oxalato Hidróxido Metóxido Oxalato Pág. Co(NH3)63+ … de hexamincobalto(III) f) Os ligantes são identificados por um nome precedido por prefixo grego que dá o número de unidades do ligante ligadas ao átomo. 5 [OsCl5N]2c) Os sinais. 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3]. parênteses. devem ser empregados nesta ordem. chave e colchetes.Hexacianoferrato(II) de . 5 [OsCl5N]2b) Dentro de cada classe de ligante.

algumas exceções são: Nome em Português Chumbo (Pb) Cobre (Cu) Estanho (Sn) Ferro (Fe) Ouro (Au) Prata (Ag) Nome em Latim Plumbum Cuprum Stannum Ferrum Aurum Argentum Nome do ânion Plumbato Cuprato Estanato Ferrato Aurato Argentato 1 Na3[Fe(CN)6] = hexacianoferrato (III) de sódio IFES Pág. HN2. Ligantes aniônicos contendo prefixos numéricos (como trifosfato). amido.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Óxido Sulfato Sulfeto O2SO42S2- Oxo Sulfato tio i) Os ligantes neutros têm em geral o nome da molécula. ou pelo nome do átomo de metal com a terminação ato quando o complexo for aniônico. imideto e azoteto. respectivamente. por razões de ambiguidade. assim como os tio-. Há exceções importantes: Molécula Fórmula H2 O NH3 CO Nome do Ligante Aqua Amin Carbonil h) Para os ligantes H-. devem ser colocados entre parênteses. 255 . em português. H2N-. amideto. imido ou azido.e teluroderivados dos oxi-ânions (como tiossulfato). os nomes dos haletos coordenados. com exceção de F. bromo e iodo. são preferível em relação à hidro. Observa-se que. hidreto. Exemplos: 1 K[AuS(S2)] dissulfetotioaurato (III) de potássio 2 [Ru(HSO3)2(NH3)4] tetraaminbis(hidrogenossulfito)rutênio (II) 3 Na3[Ag(S2O3)2] bis(tiossulfato)argentato(I) de sódio 4 K2[OsCl5N] pentacloronitretoosmato (VI) de potássio 5 [CoH(N2){(C6H5)3P}3] dinitrogênio(hidreto)tris(trifenilfosfina) cobalto (I) Água Amônia Monóxido de Carbono Monóxido de nitrogênio NO Nitrosil j) A identificação do metal se faz pelo nome do átomo de metal quando o complexo é neutro ou catiônico.correspondem aos nomes dos elementos: cloro.e N3a denominação usual. seleno.

256 sulfato Hm Yn Op Sendo: Y = é geralmente um ametal. Mo e W (quando atuam com um número de oxidação maior ou igual a +4). soma-se uma molécula de água. Cr. o ácido nítrico resulta da adição de uma molécula de água ao óxido nítrico: N2P5 + H2O → 2 HNO3 12. quando admissível) e. Quando tivermos um ácido oxigenado com o elemento central não metálico. simplifica-se quando for possível. Nomenclatura funcional Temos que distinguir: Oxiácidos simples Oxiácidos poli hidratado Isopoliácidos hipo Y oso Y oso Y ico Y ico Advertência: Os ácidos bórico (H3BO3) e carbônico (H2CO3) são exceções a essa regra. em seguida. Deve-se memorizar a seguinte tabela: Ácidos H2MnO3 do Mn H2MnO2 HMnO4 ácido ácido ácido manganoso mangânico permangânico Ácidos H2CrO4 do Cr ácido crômico H2Cr2O7 ácido dicrômico IFES . Mn.2. A maior parte dos oxiácidos se obtém ao reagirmos um óxido metálico com a água: H2O+Y2Ox → HaYbOc Por exemplo. Para ácidos oxigenados na qual o elemento central é um metal. Ácidos Oxiácidos 12. por último.3. primeiramente se escreve o óxido correspondente (simplificando as atomicidades. como: V.1. Formulação São compostos fórmula geral: ternários com a 1 Oxiácidos simples Para formulá-los.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 [Co(NH3)6]Cl3 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 3 [Co(NH3)6] = hexacianoferrato(III) de hexaaminocobalto(III) 4 [Co(NH3)6]ClS04 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 12. utilizamos a seguinte tabela: NOx do elemento central +1 +3 +5 +7 +2 +4 +6 ácido ácido ácido ácido per elemento prefixo sufixo Pág. não existe uma regra de nomenclatura. ainda que possa ser um metal de transição.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ácidos H2SnO2 do Sn ácido estanoso 2 Ácido oxiácidos poli hidratados H2SnO3 ácido estânico Para o P. Sb. P2O5 + 1H2O → H2P2O6 → HPO3 Sb2O3 + 2 H2O → H4Sb2O5 P2O5 + 3 H2O → H6P2O8 → H3PO4 Ác. para formar os oxiácidos ortossilícico e o periódico necessitam 2 e 5 moléculas de água. em regra. Porém. respectivamente. Utiliza-se a seguinte regra: Elemento P As Sb B Si META ORTO Exemplo: a) Ácido sulfúrico: Enxofre (S) com NOx = +6 S2O6 → SO3 SO3 + H2O → H2SO4 b) Ácido crômico: Cromo (Cr) com NOx = +6 Cr2O6 → CrO3 CrO3 + H2O → H2CrO4 c) Ácido manganoso: Manganês (Mn) com NOx = +4 Mn2O4 → MnO2 MnO2 + H2O → H2MnO3 d) Ácido mangânico: Manganês (Mn) com NOx = +6 Mn2O6 → MnO3 MnO3 + H2O → H2MnO4 e) Ácido permangânico: Manganês (Mn) com NOx = +7 Mn2O7 Mn2O7 + H2O → H2Mn2O8 → HMnO4 1 H2 O 1 H2 O 3 H2 O 2 H2 O O prefixo ORTO é frequentemente omitido. metafosfórico Ác. o silício (Si) e o iodo (I). escreve-se ácido fosfórico. em vez de ácido ortofosfórico. As. EXEMPLO NOM. ortofosfórico O boro (B) pode formar o oxiácido META ou ORTO. mas não o META. com mesmo estado de oxidação. piroantimonioso Ác. podem formar oxiácidos com diferentes graus de hidratação. B e Si. TRADIC. Assim. 257 . IFES Pág.

ortossilícico ou silícico Ác. 3. Exemplo: 1 SO3 + H2O → H2S2O7 = ácido dissulfúrico 2 P2O3 + H2O → H2P6O10 → HP3O5 = ácido trifosfórico 3 SeO3 + H2O → H2Se4O13 = ácido tetraselênico. 258 . Resulta da união de 2 ou 3 moléculas de oxiácidos com a perda de uma molécula de água por cada união. m n· ANIDRIDO + H2O → POLIÁCIDO n = 1. como o cromo e o magnésio. metafosfórico Ác. TRADIC.2. … ◊ NOTA IMPORTANTE: Os ácidos polifosfóricos podem ser formulados de acordo com a fórmula geral: m H n+2 P n O 3n+1 m Assim. nos casos mais simples. TRADICIONAL H2CrO4 HMnO4 Ácido crômico Ácido permangânico 3 Poliácidos (isopoliácidos) São oxiácidos cuja molécula existe mais de um átomo do metal ou átomo central. moléculas de oxiácidos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO EXEMPLO NOM. etc. se tiverem 2. trímeros.. EXEMPLO NOM. as moléculas necessárias do anidrido correspondente. unindo a uma molécula de água. 4 H2B4O7 − H2O → 2 BO3 = Ácido tetrabórico 5 H2Cr2O7 − H2O → 2 CrO3 = Ácido dicrômico 6 H2S2O5 − H2O → 2 SO2 = Ácido dissulfuroso 7 H2S2O7 − H2O → 2 SO3 = Ácido dissulfúrico 8 H2Cr2O7 − H2O → CrO3 = Ácido dicrômico 9 H5P3O10 → 2 H5P3O10 → H10P6O20 – 5 H2O → 3 P2O5 = Ácido trifosfórico HBO3 H3BO3 SiO2+2 H2O → H4SiO4 I2O7+5 H2O → H10I2O12 → H5IO6 Ác. para o ácido trifosfórico: H3+5P3O3×3+1 → H5P3O10 IFES Pág. ortoperiódico ou periódico Alguns metais também formam oxiácidos. Podemos escrever a fórmula. É como se fosse dímero. metabórico Ác.

 Para número de oxidação +3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os ácidos polimetafosfóricos têm a fórmula general: m ( HPO3 )n m 4 Nomes de íons Um íon é uma espécie química carregada positivamente ou negativamente. sem importar seu valor. levará a terminação ITO IFES Pág. Íons positivos ou cátions Quando os cátions têm somente dois números de oxidação. na tradição se agregará ao nome do elemento a terminação OSO ao trabalhar com seu menor valor e ICO ao trabalhar com seu maior valor. Quando se formam com um oxigênio e o ametal tem somente duas cargas positivas. Íons negativos ou ânions Quando os ânions estão formados por somente um metal. Exemplo: Na+1 = íon sódico ou íon de sódio Para íons metálicos com número de oxidação de +4 ou menores.  Para número de oxidação +5.+4 se escreverá o nome do elemento com a terminação OSO. se nomeiam escrevendo o nome do metal com a terminação ETO. A. Por exemplo: Au+1 = íon auroso ou íon ouro (I) Au+2 = íon áurico ou íon ouro (II) Para os íons ametálicos com mais de dois números de oxidação e para os metais cujo número de oxidação seja menor de +4. Exemplos: Cl+1 = íon hipocloroso Cl+3 = íon cloroso Cl+5 = íon clórico Cl+7 = íon perclórico B. se aplicam as seguintes regras:  Para número de oxidação +1.  Para número de oxidação +7 se escreverá o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ICO. 259 . na IUPAC ao nome do elemento se agregará o número de oxidação escrito em algarismo romano (entre parentes).+2 será o prefixo HIPO seguido do nome do elemento com a terminação OSO.+6 será o nome do elemento com a terminação ICO. na nomenclatura tradicional se escreve a palavra ÍON seguida do nome do elemento com terminação ICO e na IUPAC a palavra ÍON e o nome do elemento.

= nitrito Ácido nitroso H2SO3 SO32.+6 se escreva o nome do elemento com a terminação ATO  Para a valência +7. Exemplos: ÂNIOS Acetato Borato Bromato Brometo Carbonato Cianamida Cianato Cianeto Clorato Cloreto Clorito CH3COOBO33BrO3BrCO22CN22CNOCNClO3ClClO2- -H+ -2H+ -H+ -2H+ D. 260 . considerando o hidrogênio como parte deste. o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ATO. Ânions procedentes da total eliminação dos hidrogênios ácidos As terminações do grupo eletronegativo dependem do ácido correspondente: Exemplo: HNO2 NO2.). com o numeral correspondente (di. Ânions procedentes da parcial eliminação dos hidrogênios ácidos Antepõe-se o prefixo HIDROGENOou ÁCIDO-. etc. C. tri. antes do nome do ânion.= nitrato Ácido nítrico H2SO4 SO4 = sulfato Ácido sulfúrico 2- Na prática: No caso de ter mais de dois números de oxidação o ametal ou com metais que tenham carga maior que +4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO para a carga menor do ametal e ATO para a carga maior. nomeiam-se da seguinte maneira:  Carga +1.2: Hidrogenocarbonato H2CO3 -H+ -2H+ HCO3 - IFES Pág.+4 o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +5.1: Hidrogenosulfato H3PO4 HPO42Ácido fosfórico Ex. Ex. prefixo HIPO seguindo o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +3.+2.= sulfito Ácido sulfuroso HNO3 NO3.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Cromato Dicromato CrO42Cr2O72- Oxalato Oxido Perclorato Periodato Permanganato Peróxido Silicato Sulfato Sulfito Sulfureto Tartarato Tiocianato Tiosulfato Tiosulfito Triiodeto C2O42O2CIO4IO4MnO4O22SiO44SO42SO32S2C4H4O62SCNS2O32S2022I3 - Dihidrogenofosfato H2PO4Estanato Estanito SnO32SnO22- Hexacianoferrato (II) Fe(CN)64Hexacianoferrato (III) Fe(CN)63Fluoreto Fosfato Fosfito Fosforeto Hidreto FPO43PO33P3H- Hidrogenocarbonato HCO3Hidrogenofosfato Hidrogenosulfato Hidrogenosulfito HPO42HSO4HSO3- Hidrogenosulfureto HSHidróxido Hipoclorito Hipoiodito lodato lodeto lodito Nitrato Nitreto Nitrito OHCIOIOIO3IIO2NO3N3NO2- 5 Nomenclatura de sais halóides e oxissais  Sais halóides: Ametal + eto de nome do cátion Exemplos: NaCa = cloreto de sódio KBr = brometo de potássio Oxissais: como são derivados de oxiácidos e também dependem do NOx. conforme mostra a tabela a seguir: Pág. sua nomenclatura é associada. 261 IFES .

 Os cátions e os ânions são separados pela conjunção. Designam-se por sais duplos. e  Os cátions e os ânions devem ser mencionados por ordem alfabética (que pode ser diferente nas fórmulas e nos nomes).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO NOx Prefixo Oxiácidos Oxissais Sufixo Sufixo -oso -oso -ico -ico -ito -ito -ato -ato As regras de escrita e nomenclatura são:  Os cátions são mencionados depois dos ânions e precedidos pela preposição de.4H2O = hidrogenofosfato de sódio e amônio 3 KAl(SO4)2 = sulfato duplo de potássio e alumínio 4 Pb(OH)2CO3 = dihidroxi carbonato de chumbo IV. 5 MgNa2P2O6 = Hipofosfato de magnésio e sódio Outros exemplos de sais: 6 Ba(NO3)2 = nitrato de bário +1 ou hipo+2 +3 ou +4 +5 ou +6 (hi) +7 per- HaXbOc subtrai-se todos hidrogênios → (XaOc)-a ("a" coincide com o número de H eliminados e será a valência do grupo) Ao combinarmos com o metal: ("cruzase" as valências): Mn+ + (XbOc)-a → Ma(XbOc)n É bom lembrar que B3+. C4+ e Si4+ só possuem sufixo –ICO como ácidos. F-) = fluoreto de magnésio e potássio 2 Na(NH4)HPO4. Quando estão como sais só usam o sufixo –ATO. 262 . Exemplos: 1 KMgF3 (íons K+. Exemplos: KNO2 = nitrito de potássio NaClO = hipoclorito de sódio KMnO4 = permanganato de potássio 6 Sais duplos Alguns sais são constituídos por mais do que um tipo de ânion e um cátion ou mais do que um tipo de cátion e um ânion. Mg2+. 7 CaHPO4 =fosfato monoácido de cálcio 8 Na3PO4 = fosfato de sódio 9 Al(OH)CO3 = carbonato monobásico de alumínio IFES Pág.

2H2O = cloreto de cálcio diidratado 19 Ca(NO2)2 .nitrato de estrôncio 24 Pb(CO3)2 chumbo = carbonato de 45 Na2SO4 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 10 Al(OH)2(CO3)2 = difásico de alumínio carbonato 31 NaNO2 = nitrato de sódio 32 CaS = sulfeto de cálcio 33 Mg3(PO4)2 magnésio = fosfato de 11 KAlSO4 = Alúmen de potássio 12 KBi(SO4)2 = Alúmen de bismuto e potassio 13 NaHCO3= bicarbonato de sódio 14 NaH2BO3 = borato difásico de sódio 15 NaHBO3 = borato monoácido de sódio 16 FeOHCO3 = carbonato monobásico de ferro 3 17 Fe(OH)2Br = brometo difásico de ferro3 18 Al(OH)2ClO4 = difásico de alumino perclorato 34 CH3COONa =acetato de sódio 35 CH3COOCH3 metila = acetato de 36 NaBr = brometo de sódio 37 NaF = Fluoreto de sódio 38 CaCl2 = cloreto de cálcio 39 Na2CO3 = carbonato de sódio 40 KNO2 = nitrito de potássio 41 KAl(SO4)2 = sulfato de potássio e alumínio 42 NaCa(PO)4= fosfato de sódio e cálcio 43 Mg(NH4)(PO4) = fosfato de magnésio e amônio 44 CaCl2.nitrito de cálcio 20 NaCl = cloreto de sódio 21 FeI = iodeto férrico 22 RbCl = cloreto de rubídio 23 Sr(NO3)2 . 263 . 10H2O = sulfato de sódio decaidratado 46 NaH2PO4 = diidrogeno fosfato de sódio 47 Na2HPO4 = fosfato de sódio monoidrogeno 25 ZnCl2 = cloreto de zinco 26 NaBr = brometo de sódio 27 Fe2S3 = sulfeto de ferro III 28 KF = fluoreto de potássio 29 AgNO3 = nitrato de prata 30 MgF2 = fluoreto de magnésio IFES 48 Al(OH)2F = diidroxifluoreto de alumínio 49 Ca(OH)Cl = hidroxicloreto de cálcio Pág.

987 cal/mol.7316 ft³ · psi / °R · lb-mol R = 6.132439833 lbf · ft / K · g · mol R = 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 50 MgHCO3 = hidrogenocarbonato de magnésio 51 CaCO3 = carbonato de cálcio 52 CaSO4 = sulfato de cálcio 53 (NH4)2SO4 = sulfato de amônio 54 KNO3= nitrato de potássio 55 CaI2= iodeto de cálcio ALGUMAS CONSTANTES E CONVERSÕES ÚTEIS: 1atm = 760mmHg = 101325Pa 1Torr = 1mmHg R = 1.02×1023 1mL = 1cm³ 1dm³ = 1L = 1000mL 1000Kg = 1ton 1Kg = 1000g 1g = 1000mg 1nm = 1.7302 ft3·atm / °R ·lb-mole R = 1.20574587 x 10-5 m³·atm/K·mol R = 8.314472 J / K · mol R = 0.63 x 10-5 eV / K · atom R = 0.3637 L · mmHg / K · mol Número de Avogadro: 6.314472 cm3 · MPa / K · mol R = 8.K R = 8.314472 L · kPa / K · mol R = 8.987 Btu / lb-mol · °R R = 10.14472 L · mbar / K · mol R = 62.0820574587 L · atm / K· mol R = 8.3637 L · Torr / K · mol R = 62. 264 .10-9m IFES Pág.987 cal / K · mol R = 83.314472 m3 · Pa / K · mol R = 8.

000 000 000 001 = 10-12 0. a leitura e escrita das unidades mais fácil.000 000 001 = 10-9 0.000 000 000 000 000 000 000 001 = 10-24 micro  0. símbolos e sua representação são os seguintes: yotta Y zetta Z exa E peta P tera T giga G mega M kilo k hecto h deca da deci d centi c mili m nano n pico p femto f atto a zepto z yocto y 1 000 000 000 000 000 000 000 000 = 1024 1 000 000 000 000 000 000 000 = 1021 1 000 000 000 000 000 000 = 1018 1 000 000 000 000 000 = 1015 1 000 000 000 000 = 1012 1 000 000 000 = 109 (bilião) 1 000 000 = 106 (milhão) 1 000 = 103 (milhar) 100 = 102 10 = 101 1 0. Os prefixos utilizados no Sistema Internacional.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO PREFIXOS DO SISTEMA INTERNACIONAL O Sistema Internacional permite o uso de prefixos nas unidades.000 000 000 000 000 001 = 10-18 0.000 000 000 000 000 000 001 = 10-21 0.000 000 000 000 001 = 10-15 0. 265 .000 001 = 10-6 IFES Pág.1 = 10-1 (décima) 0.01 = 10-2 (centésima) 0.001 = 10-3 (milésima) 0. tornando desta forma.

pdf IFES Pág.sk/SSAG%20study/CHE/IUPAC%20nomenclature%20of%20ino rganic%20chemistry4. 266 .org/publications/books/rbook/Red_Book_2005.pdf http://www.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SITES ÚTEIS: http://old.5.ssag.iupac.

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