FABIANO DE CARVALHO

QUÍMICA GERAL

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INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

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Química Inorgânica
FABIANO DE CARVALHO

SANTA TERESA 2010

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ÍNDICE
Página
UNIDADE I: ESTEQUIOMETRIA E A BASE DA TEORIA ATÔMICA I. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA

1.1 A Teoria Atômica de Dalton 1.2 Característica da Matéria 1.3 A Estrutura do Átomo 1.4 O modelo de Thomson 1.5 Modelo Atômico de Rutherford 1. 6 A Contribuição De Max Planck E Einstein 1.7 O modelo de Niels Böhr 1.8 Eletrosfera 1.9 Descoberta do nêutron 1.10 O modelo de Sommerfeld 1.11 Modelo de Schrödinger: modelo atual
UNIDADE II. PERIODICIDADE QUÍMICA

4 5 10 10 11 11 12 14 15 15 17 18 27 27 28 28 32 33 41 41 41 45 47 54 56 57 57 57 58 59 60 61 61 62 63

2.1 O princípio de exclusão de Pauli 2.2 Princípios de Aufbau ou Regra de Klechkowski 2.3. Configuração eletrônica 2.4. Propriedades dos íons monoatômicos 2.5. Propriedades periódicas dos elementos 3.1 Ligações entre os átomos 3.2 Regra do octeto 3.3 Sólidos iônicos 3.4 Ligação covalente 3.5 Ligações Metálicas 3.6 Ligações Secundárias

UNIDADE III. ESTRUTURAS DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS

UNIDADE IV. LEIS DAS REAÇÕES QUÍMICAS (LEIS PONDERAIS)

4.1 Lei das proporções definidas 4.2 A teoria de Dalton 4.3 Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa) 4.4 Lei de Proust (Lei das proporções constantes, definidas ou fixas) 4.5 Lei de Gay Lussac 4.6. ―QUANTIDADE DE SUBSTÂNCIA‖. – DEFINIÇÃO DE 4.7 O número de Avogadro (NA) 4.8 Massa molecular 4.9 Resolução de problemas numéricos 4.10 Relações Molares
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4.11 Densidade e Massa Molar 4.12 Lei de Avogadro 4.13 O Equivalente-Grama. – Definição 4.14 Exercícios resolvidos 4.15 Exercícios de Fixação
UNIDADE V. ANÁLISE ELEMENTAR QUANTITATIVA E EQUAÇÕES QUÍMICAS

66 66 69 57 71 71 72 74 76 112 116 117 117 118 126 127 128 129 133 137 146 146 146 145

5.1 Cálculos de Fórmulas 5.2 Composições percentuais e fórmulas químicas 5.3 A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual) 5.4 O volume molar 5.5 Análises de Combustão 5.6 Exercícios resolvidos

UNIDADE VI. CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS

6.1 Balanceamento de Equações Químicas 6.2 Balanceamento de reações de óxido-redução 6.3 Acerto de coeficientes das reações de redox 6.4 Estado de oxidação 6.5 Exercícios Resolvidos 6.2 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas 6.3 Fatores químicos de conversão 6.4 Elementos Químicos Limitante 6.5 Determinação do reagente limitante 6.6 Exercícios Resolvidos 6.13 Exercícios Propostos 7.1 Definição de Solução 7.2 Soluto e Solvente 7.3 Concentração em Unidades Físicas 7.3.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução 7.3.2 Composição percentual 7.4 Concentração em Unidades Químicas 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. 7.5.2 Molaridade ou concentração molar 7.5.3 Concentração normal ou normalidade 7.4.5 Concentração molal ou molalidade 7.4.6 Fração molar ou percentagem em moles 7.5 Relação de massa com massa 7.5.1 Título 7.5.2 Porcentagem em peso 5.5.7 Densidade 5.5.8 Massa específica (µ) 5.6 Parte por milhão

UNIDADE VII. SOLUÇÕES - DOSAGENS

157 158 159 160 161 163 162 162 163 163 165
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5.6.1 Em massa 5.6.2 Em volume 5.7 Problemas de diluição 5.8 Exercícios Resolvidos
UNIDADE VIII. NOÇÕES GERAIS DE EQUILÍBRIO EM RELAÇÕES QUÍMICAS

165 165 166 167 175 175 175 176 182 183 185 185 185 186 187 192 194 194 195 201 203 206 207 209 209 210 211 212 237 237 245

1.1. O que é equilíbrio? 1.2. Estado de Equilíbrio 1.3. Velocidade de uma Reação 1.4. Generalidades Sobre Cinética Química 1.5. Característica do Equilíbrio Químico 1.6. Deslocamento do Equilíbrio 8.6.1 Alteração na concentração 8.6.2 Alteração na pressão 8.4.3 Alteração na temperatura 1.7. Lei de Ação das Massas 1.8. Equilíbrio Químico 1.9. Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais 1.10. Relação Matemática entre Ke e Kp 1.11. Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade 1.12. Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw) 1.13. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases 1.14. Constante de dissociação dos ácidos (Ka) 1.15. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb) 1.16. Balanço de Carga 1.17. A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH) 1.18. Acidez Atual, potencial e Total 1.19. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios 1.20. Exercícios Resolvidos Estados de Oxidação Nomenclatura química dos compostos inorgânicos Algumas constantes e conversões úteis

APÊNDICES

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6 . no século V antes de Cristo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE I I. Muitas abordagens do conceito de átomo apareceram ao longo do tempo. foi a partir da teoria atômica do físico e químico britânico John Dalton (um dos marcos da Química do século XIX). de 1808. Fig. A ideia do átomo foi estabelecida pela primeira vez por Demócrito em 530 a. Filósofos gregos. capaz de ser usada em determinações experimentais. IFES Pág.. 1: Frontispício de A New System of Chemical Philosophy. a que chamaram de átomo. que surgiu uma forma operacional. intuitivamente. A ORIGEM DA TEORIA ATÔMICA. admitiam. mas. que a matéria seria constituída de partículas indivisíveis. Todas foram delineadas com um caráter primeiramente filosófico.C.

que deu um caráter científico à idéia do átomo. todos iguais uns aos outros. Os átomos de um mesmo elemento são todos iguais entre si (em massa. os números dos átomos de cada elemento nos compostos guardam entre si uma razão de números inteiros (Lei das Proporções Múltiplas . − Se a reagir com b para formar ab e c reagir com d para formar cd. que permanecem inalteráveis em qualquer processo químico. Como exemplo. Fe3O4. só combinam suas distribuições. então se ab reagir com cd os produtos serão ad e cb (Lei das Proporções Recíprocas . Compostos químicos são formados por "átomos compostos‖ (moléculas). Fe2O3. Os elementos estão formados por partículas discretas. dadas. tamanhos e em qualquer outra propriedade física ou química). ou seja. IFES Pág. em notação moderna. quando dois ou mais átomos de diferentes elementos se combinam para formar um único composto. O peso do átomo de um elemento é constante em seus compostos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. b) Um elemento é uma substância que é constituída por átomos iguais. sempre o fazem em proporções de massa definidas e constante. Nas reações químicas. A teoria Daltoniana. como nos óxidos de ferro. 4.podemos aplicar este princípio em muitos exemplos. sugere: Postulados: 1. diminutas e indivisíveis chamadas átomos. podemos considerar as seguintes reações. 7 . 5. 3. FeO.Dalton) .Richter). 2. Se existir mais de um composto formado por dois elementos diferentes. os átomos não se criam nem se destroem. por: 2K+I2 ⟶ 2KI Pb+Cl2 ⟶ PbCl2 2KI + PbCl2 ⟶ 2KCl + PbI2 Da teoria atômica de Dalton destacam-se as seguintes definições: a) Um átomo é a menor partícula de um elemento que mantém suas propriedades. 6.1 A Teoria Atômica de Dalton.

a pressão de cada componente é independente da pressão dos demais. Dalton correlacionou os pesos relativos das unidades fundamentais dos elementos químicos com as combinações que estes apresentavam em seus compostos. que relacionam a massas dos reagentes e produtos. As proposições de Dalton foram baseadas nas leis ponderais das reações químicas. altamente densa nas proximidades do átomo. IFES Pág. uma possível conseqüência seria vislumbrar a lei das pressões parciais: "Em uma mistura gasosa. qualquer partícula de água seria igual a qualquer outra partícula de água. como elas se repelem umas às outras (isto é. Dalton descrevia uma partícula gasosa sendo constituída por um átomo central. da mesma maneira. ? ???a pressão total da mistura e ? ??? a fração molar de A. 8 . ? ??? = ? 1 ? + ?2 ? + . a pressão ou peso total sobre qualquer partícula deve-se apenas àquelas de sua própria espécie. de matéria sólida.. nomeados A e B. existentes em qualquer composto desses elementos seriam iguais em peso. + ? ??? A expressão matemática da lei de Dalton é: ? ??? = ? ???× ? ??? sendo ? ??? a pressão parcial de A. não há qualquer repulsão mútua entre suas partículas. As leis ponderais é um conjunto de postulados. a pressão total (P) é igual à soma das pressões parciais dos componentes". extremamente pequena. observadas e constatadas como válidas em quaisquer reações. Nas suas proposições Dalton dizia: Quando dois fluidos elásticos. são misturados. cercada por uma atmosfera de calor. que vai rarefazendo-se gradualmente (de acordo com alguma potência da distância). Já que as partículas de diferentes gases não interagiam quimicamente. isto é. tamanho ou forma. ou só B repele B).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) Um composto é uma substância que é formada pela fixação de átomos diferentes combinados em proporções fixas. . considerando que todas as partículas de hidrogênio. Conseqüentemente. as partículas de A não repelem as de B. só A repele A. de oxigênio etc. .

de 1803. está reproduzida na Tabela 1. foram chamadas de ―partículas últimas‖. Fig. não é verdadeira. 9 . a qual afirma que: ―Volumes iguais de gases diferentes contêm o mesmo número de moléculas‖. uma vez que ela se choca com a hipótese de Avogadro (em 1811). contendo apenas um tipo de elemento. IFES Pág. que são os nossos átomos. 2 No livro ―Novo Sistema‖. Sua primeira ―tabela de pesos relativos das partículas últimas dos corpos gasosos e outros‖.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As partículas constituintes das substâncias simples. A afirmação final de Dalton. contudo. ele demonstrou que gases diferentes não podem ter partículas de mesmo tamanho.

4 15. 1.1 19.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 1: Os pesos atômicos segundo Dalton: primeira tabela de pesos atômicos. conectados em uma união íntima conhecida IFES Pág. p. Por exemplo. Com o advento da ciência experimental nos séculos XVI e XVII.3 1808 1 5 5 6 7 8 9 12 12 17 13 19 16 19 16 4 34 7 6 1.3 15. descobriu-se que o sal é composto de dois elementos diferentes. Pesos atômicos (sic) ESPÉCIE QUÍMICA Hidrogênio Azoto Carbono Amônia Oxigênio Água Fósforo Hidrogênio fosforetado (PH3) Gás nitroso (NO) Éter Óxido gasoso de carbono (CO) Óxido nitroso (N20) Enxofre Acido nítrico (NO2) Hidrogênio sulfuretado (H2S) Ácido carbônico (CO2) Álcool Ácido sulfuroso (SO2) Ácido sulfúrico (SO3) Hidrogênio carburetado da água estagnada (CH4) Gás olefiante (C2H4) 1805 1 4.4 15.5 6.2 4. 10 . gases e sólidos podem ser decompostos em seus constituintes fundamentais. apresentada oralmente por Dalton em 1803 e publicada como artigo nas Memoirs of the Philosophical Society of Manchester (2nd series v.5 7.7 14.9 25. 1805). os avanços na teoria atômica tornaram-se mais rápido. Os químicos perceberam que todos os líquidos.3 5. – A unidade fundamental da matéria. ou elementos. O padrão é o átomo de hidrogênio.2 5.2 8.8 13.4 6. 2 O átomo.2 9.3 9. 271-287.2 15.6 9.3 5. sódio e cloro.

As forças atrativas são quase inexistentes. Suas partículas estão dispostas aleatoriamente. Em um sólido as forças que mantém as moléculas. mas próximas. Os líquidos têm o volume definido. O termo estado da matéria refere à forma física em que a matéria existe: sólido.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO como ligação química. são muito pouco compressíveis. Não requerem. ou átomos.2 Característica da Matéria. são fortes. no entanto. O estado sólido. apenas. A distância entre elas é muito grande e variável e suas partículas se movem desordenadamente ao imprevisível. apresenta retículo cristalino . os diferentes estados da matéria têm uma coisa em comum: todos eles podem ser divididos em unidades fundamentais chamadas átomos. Forças de coesão são maiores do que as de repulsão. As forças que mantêm as moléculas ou átomos de um líquido são mais fracas do que nos sólidos. apoio externo para manterem a configuração. 3 IFES Pág. líquido e gás. 1. O ar. Suas partículas estão ordenadas e vibram rotacionalmente. mas forma indeterminada (tomam a forma de seus recipientes) e são ligeiramente compressível. Os sólidos são caracterizados com tendo tanto uma forma como volume definido.forma geométrica definida. Contudo. 11 . portanto. Sua forma é indefinida e o seu volume é indeterminado. Os gases são facilmente compressíveis e capazes de expansão infinita. o movimento das partículas ocorre somente no retículo cristalino. Fig. provou ser uma mistura de gases nitrogênio e oxigênio.

Fig. não apresenta retículo cristalino. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O estado Líquido. Esta esfera tinha carga positiva e no seu interior. 5 1. IFES Pág. O cientista Thomson realizou. grande compressibilidade e as partículas movimentam-se com grande velocidade. partículas com carga elétrica negativa. As forças de coesão e repulsão se igualam. há grande expansibilidade. uma série de experiências que lhe permitiram concluir que o átomo não era apenas uma esfera indivisível como tinha dito Dalton. iniciados por volta de 1850. apresenta tensão superficial. 4 O Estado Gasoso. que se designou por partículas subatômicas. As forças de repulsão são maiores do que as de coesão. a que se deu o nome de elétrons. demonstrou a existência de uma estrutura interna no átomo constituído por partículas menores. 12 . no final do século XIX. podem ser comprimidos. 3 A Estrutura do Átomo Um grande número de estudos.

6 1. encontram-se em movimento em torno do referido núcleo. O modelo de Thomson.4 O modelo de Thomson. 2. 13 IFES . Pág. 4. também conhecido por pudim de passas. Segundo o modelo de Rutherford. os elétrons. O núcleo tem carga positiva.5 Modelo Atômico de Rutherford Em 1910. concluiu que: 1. representa o átomo como uma esfera maciça de carga positiva. uniformemente distribuída. Rutherford. Ernest Rutherford (1871-1937) concebeu. O modelo de Thomson. um antigo aluno de Thomson. e as partículas de carga negativa. A maior parte do átomo era espaço vazio. Na região central do átomo concentra-se toda a massa do átomo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. onde se encontrariam incrustadas pequeninas esferas de carga negativa que tomaram o nome de elétrons. um novo modelo atômico. após diversas experiências. toda a carga positiva do átomo está concentrada numa pequena zona densa e central a que chamou núcleo. também conhecido por pudim de passas. 3. Fig. Os elétrons giram em torno do núcleo. tal como os planetas em torno do Sol. com base em estudos de fenômenos radioativos.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este modelo. apesar de extremamente útil não conseguia explicar o fato de a matéria ser estável uma vez que a atração eletrostática entre os elétrons e o núcleo positivo implicava necessariamente que as cargas negativas colidissem com a região positiva originando partículas materiais instáveis – o que não se observava. e a perda de energia faria os elétrons espiralarem rapidamente em direção ao núcleo. formado por prótons. 14 . emitindo radiação em todos os comprimentos de onda e tornando os átomos instáveis. que energia tem massa. nêutrons e os elétrons circunscritos a órbitas circulares. isso não resolvia o problema da estabilidade do núcleo. No entanto. Definiu o conceito de quantum como sendo a quantidade de energia que pode ser emitida ou absorvida na forma de radiação eletromagnética. pois os átomos obviamente são estáveis. pois cargas elétricas aceleradas emitem energia. em parcelas pequenas e muito bem definidas. físico alemão. mas apenas em algumas freqüências que são características de cada um dos elementos químicos diferentes. ou seja. ainda. chamou os quanta de Planck de photons (fótons) e estabeleceu. 7 1. Esse modelo atômico não era satisfatório. IFES Pág. em 1905. Acabara de conceber a idéia de energia descontínua. Átomo de Bohr–Rutherford com um núcleo central. Cada átomo é capaz de emitir ou absorver radiações eletromagnéticas.6 A Contribuição De Max Planck E Einstein Em 1900. descobriu que átomos ou moléculas absorviam ou emitiam energia apenas em quantidades discretas. ou quantizada. Albert Einstein. então Rutherford propôs que os elétrons estariam girando em torno do núcleo em órbitas circulares. Max Planck. Esses elétrons não poderiam estar parados. pois eles cairiam em direção ao núcleo devido à atração coulombiana. Fig.

Fig. 9. Espectroscopia de emissão. que é usado para identificar cada um dos elementos da tabela periódica pelo simples visualização e análise da posição de absorção ou emissão em suas linhas de espectro. 8. é característica de cada elemento. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Com o espectro. IFES Pág. O espectrógrafo rudimentar. 15 . tanto de emissão e absorção.

b) algumas partículas α sofreram desvios ao atravessar a folha de ouro. 10: O experimento de Ernest Rutherford IFES Pág. emitidas por um elemento radioativo chamado polônio. II. Os elétrons se movem em torno do núcleo com órbitas circulares. c) muito poucas partículas α não atravessaram a folha de ouro e voltaram (fig. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. realizou um experimento. denominadas partículas alfa (α). Durante a realização da experiência. sugeriu que: I. 16 . que completou o modelo proposto por Rutherford.7 O modelo de Niels Böhr. Em 1911. Rutherford observou que: a) a maioria das partículas α atravessaram a folha de ouro sem sofrer desvios e sem alterar a superfície da folha de ouro.8). Os elétrons com mais energia movem-se em órbitas mais afastadas do núcleo.0001 ? ? ? )? com partículas positivas e pesadas. para comprovar o modelo proposto atômico por Thomson. que consistiu em bombardear uma fina folha de ouro (0. III. Ernest Rutherford. A cada órbita corresponde uma determinada energia. Niels Bohr completou.

Tabela 2.9 A Mecânica Quântica e o estudo da estrutura eletrônica dos átomos. m. os elétrons devem se distribuir na eletrosfera do átomo em determinados níveis de energia (n). para descrever as orbitais atômicas. Camada K L M N O P Q Nível de energia (n) 1 2 3 4 5 6 7 Número máximo de elétrons 2 8 18 32 32 18 8 1. e número quântico magnético. 11. Estes números quânticos. ou seja. Com a Mecânica Quântica surgem três números quânticos para descrever a distribuição dos elétrons no átomo. As idéias estabelecidas por Böhr colaboraram para estabelecer que no moderno modelo atômico. n.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 17 .8 Eletrosfera. que resultam da equação de Schrödinger.: Níveis com o número máximo de elétrons permitidos. são: número quântico principal. L. número quântico de momento angular. O experimento de Niels Böhr 1. IFES Pág.

5. P e Q . Fig. O. Os valores possíveis dependem do número quântico principal e são todos os inteiros de 0 até n – 1. Fig. Número quântico principal. que são. Está relacionado com a distância média de um elétron ao núcleo. O valor de l define o momento angular do elétron. N.1 O número quântico principal. os elétrons ocupam 7 níveis de energia (camadas de elétrons). 12.9. Deste modo a energia cinética do elétron é associada ao movimento angular e está IFES Pág. Está relacionado com a forma da orbital. 6 e 7. 3. representados por letras maiúsculas: K. 18 . e identificados através de ―números quânticos‖.2 O número quântico de momento angular (l). respectivamente: 1. 2. 4. sendo que o aumento do seu valor implica o aumento correspondente do valor do momento angular.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19. denominados ―principais‖ ou ―primários‖. M. Para os átomos conhecidos atualmente. 1. L. 13: Formas de orbitais.

Se n = 2. 14. IFES Pág. 1. Por exemplo: Se n = 1.1 = 0). nomeadamente 0. 1 e 2.1). l pode ter como valores possíveis os números inteiros de 0 a (n . Para um dado valor de n. Número quântico Número quântico Estado principal orbital atômico n=1 n=2 n=3 l=0 l=0 l=1 l=0 l=1 l=2 1s 2s 2p 3s 3p 3d Fig. elípticas (p. Números Quânticos de Momento Angular. Este toma todos os valores de – L até + L. Se n = 3. f).3 O número quântico magnético. há três valores de l. 0 e 1. Órbita era circular (s). Está relacionado com a orientação da orbital no espaço.9. Tabela 3. existem dois valores de l possíveis. existe apenas um único valor de número quântico de momento angular possível (l = n .1 = 1 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO dependente da energia total do elétron e naturalmente esses valores permitidos de l estão associados ao número quântico principal. d. 19 . passando pelo 0.

Tabela 4. 20 . Números Quânticos. Número quântico magnético. -1. +1. 0. 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 15. +3 7 IFES Pág. +1 3 2 d -2. Os vetores momentos angulares. -1. 16. -2. +2 5 3 f -3. l orbital l Orientações 0 s 0 1 1 p -1. 0. +2. +1. Fig.

além de gerar um momento magnético devido ao seu movimento angular. O seu dispositivo experimental consistia num feixe de átomos. qualquer carga em rotação gera um campo magnético em seu torno. Fig. A interação entre um elétron e o campo magnético provoca um desvio do seu trajeto linear. que era injetado através de um campo magnético não homogêneo.9. Por isso dizemos que o elétron tem um momento angular de spin. quando em rotação. possui por si só um momento angular intrínseco. Uma partícula carregada. as suas propriedades magnéticas podem ser justificadas. 17 IFES Pág. 21 . Se pensarmos nos elétrons a rodarem sobre o seu próprio eixo (como o planeta Terra).4 Número quântico de spin eletrônico. No anteparo detector conseguem-se determinar duas regiões de igual intensidade. De acordo com a teoria eletromagnética. produzidos num forno quente. Como os movimentos de spin são completamente aleatórios.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. O elétron. Uma demonstração inquestionável da existência do spin eletrônico foi conseguido por Otto Stern e Walter Gerlach. comporta-se como um pequeno ímã. metade dos átomos são desviados numa direção e a outra metade noutra. ambos físicos alemães. Como o movimento de rotação do elétron pode ter dois sentidos (sentido horário e anti-horário) pode ter dois valores. em 1924. Deste modo o número quântico de spin eletrônico (ms) pode tomar os valores –1/2 e +1/2.

de forma que ficou conhecido como uma das leis fundamentais da natureza. 19 IFES Pág. Em 1932. 18 1. sendo aplicada em todos os campos da ciência Física. continham em sua estrutura. outras partículas. a conservação da quantidade de movimento total de um sistema ocorre se a resultante das forças externas que atuam sobre o sistema for nula. de carga elétrica neutra e massa aproximadamente igual à do próton. James concluiu que não se tratava de raios gama. assim como as próprias partículas alfa. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Após realizar vários cálculos. Chadwick realizou consistiu. A experiência que J. a radiação invisível era formada por nêutrons. o físico inglês James Chadwick constatou que os núcleos dos átomos. que evitam a repulsão dos prótons. 22 . Este princípio ganhou enorme importância. basicamente.10 Descoberta do nêutron. em fazer com que feixes de partículas alfa se colidissem com uma amostra de berílio. Dessa colisão apareceu um tipo de radiação que levaram muitos cientistas a acreditar que se tratava de raios gama. Segundo este. denominadas de nêutrons. além dos prótons que lhes conferiam carga positiva. A descoberta da existência dessa partícula foi possível graças ao grande sucesso da aplicação do Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento.

Fig. 1. não sofre desvio. que é uma extrapolação a partir da experiência nível macroscópica para o pequeno tamanho do átomo. f). Para ele. uma órbita era circular (s) e as demais. p. 20. que a energia liberada como fóton era pelo fato de as camadas eletrônicas possuírem certas subdivisões (subníveis energéticos . As experiências do modelo de Bohr foram muito úteis. d. Seus pais eram: Werner Karl Heisenberg (1901-1976). 23 . No modelo de Schrödinger abandona o conceito de elétrons como minúsculas esferas carregadas que giram em torno do núcleo. ainda. Evoluiu para uma nova mecânica: a mecânica quântica. o físico alemão Arnold Johannes Wilhelm Sommerfeld. baseado na mecânica quântica. permitindo concluir que o nêutron é uma partícula que não possui carga elétrica. Em 1916. Considerou. Erwin Schrödinger (1887-1961) e Paul Dirac (19021984). mas que possui massa praticamente igual a do próton. f). ao atravessar um campo elétrico. em evolução. mas a ciência. d. o IFES Pág. O modelo de Sommerfeld. a trajetória dos elétrons de Schrödinger é a de uma onda.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O nêutron eliminado. 1. pois segundo Rutherford elas tinham massa igual à do próton. abandonou a idéia de órbitas estacionárias regidos pelas leis da mecânica clássica. Neste caso. Em vez disso.11 Modelo De Sommerfeld. apresentou um novo modelo atômico sobre o qual afirmava que os elétrons descreviam órbitas circulas e elípticas ao redor do núcleo.12 Modelo de Schrödinger: modelo atual. principalmente porque não se pode localizar a posição exata de um elétron em um dado instante. Para comprovar que realmente se tratava de nêutrons. Eles abandonaram o conceito de órbita estacionária. Chadwick mediu a massa dessas partículas.s. elípticas (p.

Diferença entre orbitais. com uma provável presença em uma região definida do espaço. IFES Pág. Fig. ele é considerado como um conjunto das ondas que vibram em redor do núcleo. 22: Orbitais s. designadas por orbitais. os cientistas abandonaram a ideia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. Vejamos alguns exemplos: Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétron não é considerado como uma partícula. 21. Portanto. 24 . Esta área é conhecida como probabilidade orbital.

Orbitais d. Orbitais f.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 25 . 24. Fig. 25. 23. Orbitais p. IFES Pág. Fig.

88 g de H e 94. na qual estão imersos os elétrons com carga elétrica negativa.11.99 g de O. IFES Pág. um átomo de um com um átomo de B (AB). donde se verifica a veracidade da lei. ou um átomo A com dois átomos de B (AB2). No primeiro. No segundo. C) Em cada um dos seus compostos. 11. Teoria atômica de Dalton levou à "Lei das proporções múltiplas.88 é praticamente metade de 11. MODELO ATÔMICO DE THOMSON Neste modelo. formando 100 g de água. mas os átomos de um elemento são diferentes do resto dos elementos. os diferentes elementos se combinam em proporções numéricas simples: assim.11 g de H2O combinam-se a 89.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A EVOLUÇÃO DO MODELO DO ÁTOMO RESUMO TEORIA DE DALTON A) Cada elemento é composto de minúsculas partículas indestrutíveis chamadas átomos. que afirma: ―Se dois elementos formam mais do que um único composto simples. Exemplo: o hidrogênio e o oxigênio se combinar formando 2 compostos diferentes: a água e a água oxigenada. 100 g de H2O2 são formadas por 5. Átomos não podem ser criados nem destruídos durante uma reação química.11 g de O. 26 . Como se vê: 5. concebido em 1904. o átomo é constituído por uma esfera de carga elétrica positiva. B) Todos os átomos de um elemento são semelhantes em massa (peso) e outras propriedades. as massas de um elemento se combina com uma massa fixa de um segundo elemento numa simples razão inteira‖.

portador de carga elétrica positiva. 27. Fig. concebido em 1911. Fig. à volta do qual rodam os elétrons. 26 MODELO ATÓMICO DE RUTHERFORD Neste modelo. Os elétrons podem passar de uma órbita para outra por absorção ou emissão de energia. 27 . O Modelo de Bohr. o átomo é constituído por um núcleo. IFES Pág. concebido em 1913. tal como no modelo de Rutherford. MODELO ATÔMICO DE BOHR Neste modelo. B) Modelo de Thompson. o átomo é constituído por um núcleo. mas em que os elétrons se movem em órbitas circulares em torno do núcleo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A) Modelo de Dalton. descrevendo órbitas elípticas. correspondendo a cada uma delas um nível de energia.

designadas por orbitais. Os cientistas abandonaram a idéia de que o elétron descrevia uma trajetória definida em torno do núcleo e passaram a admitir que existam zonas onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. 28. 28 . O modelo da Nuvem Eletrônica. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO MODELO ATÔMICO ATUAL — MODELO DA NUVEM ELETRÔNICA. 29 IFES Pág. Fig.

30 Ordem de preenchimento: 1s > 2s > 2p > 3s > 3p > 4s > 3d > 4p > 5s > 4d > 5p > 6s > 4f > 5d > 6p > 7s > 5f > 6d > 7p.1. PRINCÍPIOS DE AUFBAU OU REGRA DE KLECHKOWSKI.2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE II 2. que corresponde (na maior parte) para aumentar a energia das subcamadas. Dito de outra maneira. IFES Pág. m. não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos n. Fig. O PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO DE PAULI. O princípio de exclusão de Pauli sugere que apenas dois elétrons com spins opostos podem ocupar um orbital atômico. l. Princípio de exclusão de Pauli sugere que um orbital atômico é um estado de energia que têm limite de espaço para acomodar elétrons. Os elétrons são preenchidos de acordo com um esquema conhecido como o princípio de Aufbau. s. 29 . 2.

p. pois não há. Os elementos diamagnéticos se agrupam em blocos sem orientação polar definida. p e d.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2. p. as rotações devem ser opostas entre si (para que os campos magnéticos sejam orientados em duas direções distintas). Átomo paramagnético tem um orbital desemparelhado (somente 1 elétron no orbital). Para dois elétrons no mesmo orbital. g.3.  A camada P é composta pelos subníveis s. p (principal). f e g. d.  A camada L é composta pelos subníveis s e p. ele cria um campo magnético. e h. ainda. d. 30 . Assim. átomos com tantos elétrons − se existirem será necessário utilizarmos esses subníveis. f.  A camada K é composta pelo subnível s. h e i. CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA. s) teremos: Fig.  A camada O é composta pelos subníveis s. g. d e f. IFES Pág. d (diffuse = difuso). Como vimos os subníveis são designados por letras: s (sharp = nítido). l.  A camada N é composta pelos subníveis s.  A camada Q é composta pelos subníveis s. p. o átomo é nomeado diamagnético. h e i Como os momentos angulares spin e orbital se combinam (isto é. o princípio de equilíbrio ocorre quando os elétrons estão emparelhados. Neste caso. pois tem os dois elétrons emparelhados (spins emparelhados). de modo que não reagem a campos magnéticos. existentes somente na teoria. 31: Configuração eletrônica. A distribuição de elétrons entre os orbitais de um átomo é chamada de configuração eletrônica. m.  A camada M é composta pelos subníveis s. se acoplam) de modo vetorial e como não existem dois elétrons com os mesmos 4 números quânticos (n. p. f. Porque um elétron gira sobre seu eixo. f (fundamental) e os g. d.

0. 1. -1. 1 0 -1. 1 -2. 0. -1. IFES Pág. K 2 L 8 M N O P Q 18 32 50 72 98 O elemento de número atômico 112 apresenta o seguinte número de elétrons nas camadas energéticas: K 2 L 8 M N O P Q 18 32 32 18 2 Um esquema feito para auxiliar na distribuição dos elétrons pelos subníveis da eletrosfera é o diagrama de Linus Pauling (ou diagrama de Pauling). 1. 1 -2. n l ml 0 0 -1. 0. 0. 31 . 2 -3. 2. -1. 0. -2. 3 Número de orbitais 1 1 3 1 3 5 1 3 5 7 Orbital 1s 2s 2p 3s 3p 3d 4s 4p 4d 4f Elétrons emparelhados ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ Número de elétrons 2 2 6 2 6 10 2 6 10 14 1 0 2 0 1 3 0 1 2 4 0 1 2 3 Número máximo de elétrons em cada nível de energia é determinado pela equação de Rydberg: x = 2n2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 5: Distribuição eletrônica. 0. 2 0 -1. 1.

5d10. 4d10. 7p6. 2p6. 3p6. 6d10. 5f14.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 2s2. 32: Diagrama de Pauling. 3d10. Ordem do diagrama é: 1s2. pois a ordem na qual os elétrons são preenchidos pode ser lida a partir da tabela periódica. 4p6. Não é necessário memorizar o seguimento do diagrama. 7s2. 5s2. 5p6. 4f14. 6s2. 1A 1 H 1s1 3 Li 1s2 2s1 11 Na [Ne] 3s1 4 Be 1s2 2s2 12 Mg [Ne] 3s2 5 B 1s2 2s22p1 13 Al [Ne] 3s23p1 6 C 1s2 2s22p2 14 Si [Ne] 3s23p2 7 N 1s2 2s22p3 15 P [Ne] 3s23p3 8 O 1s2 2s22p4 16 S [Ne] 3s23p4 9 F 1s2 2s22p5 17 Cl [Ne] 3s23p5 2A 3A 4A 5A 6A 7A 8A 2 He 1s2 10 Ne 1s2 2s22p6 18 Ar [Ne] 3s23p6 8ª IFES Pág. 6p6. 32 . 4s2. 3s2.

33 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1A 1s 2A 2s 3s 4s 5s 6s 7s 3A 4A 3d 4d 5d 6d 4f 5f 5A 6A 1p 2p 3p 4p 5p 6p 7A 1s IFES Pág.

34 . Esta camada é conhecida como a camada de valência. nós já sabemos que os metais alcalinos (Grupo 1A) sempre formam íons com uma carga de 1 (o elétron "extra" s1 elétron é o que será perdido). Por exemplo. Sn 2 + [Kr] 4d 10 5s 2 Sn 4 + [Kr] 4d 10 Pb [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 2 Pb 2 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Pb 4 + [Xe] 4f 14 5d 10 5A Bi [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 3 Bi 3 + [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 Bi 5 + [Xe] 4f 14 5d 10  Os Grupo IV .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2. 4A 4A 5A 6A 7A C N O F 1s 2 2s 2 2p 2 1s 2 2s 2 2p 3 1s 2 2s 2 2p 4 1s 2 2s 2 2p 5 C4 N3 O2 F1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 Sn [Kr] 4d 10 5s 2 5p 2 IFES Pág. Be 1s 2 2s 2 Mg 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 2A Al 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 1 2A Be 2 + 1s 2 Mg 2 + 1s 2 2s 2 2p 6 Al3+ 1s 2 2s 2 2p 6  O Grupo IV e V (metais) pode perder tanto os elétrons do subnível p. geralmente têm configurações semelhantes na camada exterior. Os elétrons na camada mais externa (aquelas com o maior valor de n) são os mais enérgicos. ordem energética (ordem de preenchimento): 1A Li 1s 2 2s 1 Na 1s 2 2s 2 2p 6 3s 1 K 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 1 Li + Na + K+ 1s 2 1s 2 2s 2 2p 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Os Grupos II e III (metais) também tendem a perder todos os seus elétrons de valência para formar cátions.VII (não-metais) ganham elétrons até sua camada de valência se completar (8 elétrons). Propriedades dos íons monoatômicos. ou de ambos os s e SUBCAMADAS p. e são os que estão expostos a outros átomos.  Elementos com propriedades semelhantes.4. conseguindo assim uma pseudoconfiguração de gás nobre.

994 Å. também são chamados de raios covalentes. 8A Ne 1s 2 2s 2 2p 6 Ar 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6  Metais de transição (grupo B) normalmente têm duas formas de perder os elétrons de valência (s). A primeira propriedade a explorar é o raio atômico. A força de qualquer modelo que está na capacidade de explicar as observações experimentais. não apresenta limite para sua nuvem eletrônica.988Å/2) . pois o átomo não tem forma delimitada. 35 . algumas aproximações são feitas para determinar este parâmetro. ou: 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Os gases nobres do grupo VIII já possuem uma camada externa completa. determinados desta forma. Os raios atômicos. I. Para obter o raio atômico toma-se a distância entre os dois núcleos. Portanto. O raio atômico.994 Å = (1. que é a soma dos dois raios atômicos do cloro.5. Por isso. 33: Raios atômicos. mas também pode perder elétrons de alto nível d. Por exemplo. Propriedades periódicas dos elementos. 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 5 Fig. IFES Pág. eles não têm tendência para formar íons.988Å. portanto. B Fe 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 3d 6 4s 2 Fe 2 + Fe 3 + 2. É difícil definir uma fronteira nítida entre a distância dos elétrons de qualquer átomo em particular e do núcleo. o raio atômico do cloro é 0. a distância entre os dois átomos de cloro no Cl2 é 1.

35: Raio Atômico dos Elementos. IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Fig. 36 . 34: Raio Atômico.

145 2 2 Hf 72+ [Xe] 5d 6s 1. Energia de Ionização.144 V. 37 . A energia necessária para remover um elétron de um átomo é chamada de energia de ionização: E1 para o primeiro elétron. um aumento da carga nuclear. Note que há um decréscimo através do período. isso porque os elétrons internos servem parcialmente de proteção entre o núcleo e a força de atração exercida pelo núcleo. porque a adição dos elétrons de valência não é feita na camada de valência. Isso ocorre porque ao longo do período existe a adição de elétrons na camada de valência e. O efeito de blindagem reduz a carga positiva que os elétrons internos sofrem. Com o aumento da carga nuclear. portanto. O efeito é mais claro no segundo e terceiro períodos. simultaneamente. Ne(g) → Ne+(g) + eNe+(g) → Ne+2(g) + eNa(g) → Na+(g) + eNa+(g) → Na+2(g) + eE1 = 497 kcal/mol E2 = 947 kcal/mol E1 = 119 kcal/mol E2 = 1091 kcal/mol IFES Pág. Veja na tabela abaixo: Tabela 6: Raios Atômicos do Grupo IVB Átomo Carga Nuclear Configuração eletrônica Raio. A distância média entre o núcleo e esses elétrons é menor do que a distância média entre o núcleo e a camada de valência. fica mais próximo do núcleo. E2 para o segundo e Em para o m-ésimo elétron. nm Ti 22+ [Ar] 3d24s2 0. o que equivale dizer que: Os elétrons externos experimentam uma repulsão dos elétrons internos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A variação do raio atômico aparece claramente no gráfico acima. o que compensa parcialmente (ou blinda) a atração do núcleo. que não incluem os elementos de transição. mas no subnível (n-1)d. todos os elétrons são atraídos mais fortemente e. O decréscimo é interrompido nos elementos de transição.132 2 2 Zr 40+ [Kr] 4d 5s 0.II.

38 . Veja abaixo: Fig. 1978) As medidas de Em implicam na transferência de energia ao átomo e na detecção dos elétrons quando eles são arrancados.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. devido ao aumento da carga nuclear (maior atração do núcleo) e decresce nos grupos. a energia de Ionização I é a energia mínima necessária para remover um elétron de um átomo na fase gasosa: A (g) → A+ (g) + e I = E(A+(g) ) – E(A (g)) Em geral aumenta com o período. IFES Pág. 36: Medidas das energias de ionização para os átomos de Neônio e de Sódio. 37: Energia de Ionização. devido ao aumento do número de camadas. (Fonte: Pimentel & Spratley. Assim.

os elétrons de valência vão-se situando em níveis cada vez mais externos e. Isso. porém. mais afastados do núcleo. Fig. por isso. recebe um elétron. II. Afinidade eletrônica. a energia de ionização diminui com o aumento do número atômico. um aumento do número atômico corresponde a um aumento do período. conseqüentemente. conforme a reação: X ° ( g ) + e − →X − ( g ) A liberação de energia mede o quão fortemente o elétron se liga ao átomo. no seu estado fundamental. não impede que alguns elementos tenham afinidade eletrônica positiva. a energia de ionização diminui. A afinidade eletrônica ou eletro-afinidade pode ser definido como a quantidade de energia liberada no processo em que um átomo isolado. Tal fato pode interpretar-se se pensar que. IFES Pág. por isso. maior é a tendência do átomo em receber o elétron.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Note-se que. dentro de um grupo. o que indica uma baixíssima tendência de receber elétrons e a necessidade de absorver energia para poder ganhar elétrons. portanto quanto mais negativo o valor da afinidade eletrônica. Este afastamento compensa o aumento da carga nuclear e. ao longo de um grupo. 39 . formando um íon negativo (ânion). 38: Eletroafinidade.

Para converter F0 em F− . reduzindo assim a afinidade eletrônica do flúor. por esta ser muito pequena e com isso. 40 . o flúor. Uma possível explicação para esse resultado baseia-se no fato de que. IFES Pág. Uma exceção a essa regra é que o flúor é menos negativo que o cloro. Assim o elétron adicional no lítio entra em um orbital 2s. Os gases nobres têm valores nulos para a eletroafinidade. Como podemos explicar o decréscimo na afinidade eletrônica entre o Li e o Be. não pode ter a força de repulsão inter-eletrônica na camada mais externa ignorada. porque a camada de valência está progressivamente mais distante do núcleo e a blindagem das camadas internas é mais efetiva na compensação do aumento da carga nuclear.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As afinidades eletrônicas. Tabela 7: Afinidades eletrônicas dos elementos do grupo principal (em eV). em geral. por ser o menor átomo do grupo dos halogênios. mas no berílio ele deve entrar no orbital 2p e deste modo está menos ligado. Os elementos do grupo dos halogênios são os átomos que possuem maior afinidade eletrônica devido ao reduzido tamanho dos átomos. têm valores menos negativos ao longo de um grupo (descendo). Ou seja. à carga nuclear efetiva relativamente grande e à necessidade de apenas um elétron para alcançar a configuração eletrônica de gases nobres (regra do octeto). apesar do aumento da carga nuclear? As configurações eletrônicas são: Li [He] 2s1 Be [He] 2s2. a repulsão entre elétrons seria relativamente grande. o oitavo elétron estaria comprimido na camada n = 2. a carga nuclear está tão bem blindada que no berílio o ganho de elétron é endotérmico.

IFES Pág. 41 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 8: Número de oxidação dos Elementos.

Tamanho dos íons.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. 42 . do número de elétrons e dos orbitais que contenham os elétrons de valência. O tamanho do íon também depende da carga nuclear. Os cátions deixam vago o orbital mais volumoso e são menores do que os átomos que lhes dão origem. IFES Pág.

ao estar unidos. os átomos dos elementos ligam-se uns aos outros na tentativa de completar a sua camada da valência. De acordo com esta teoria. Praticamente todas as sustâncias que encontramos na natureza estão formadas por átomos unidos.1 Ligações entre os átomos.2 Regra do octeto. dando origem a diversos tipos de ligações químicas. adquirem uma situação mais estável que quando estão separados. Embora não seja geral para todos os átomos. Os átomos se unem porque. nitrogênio. é útil em muitos casos e é aplicável aos principais grupos de elementos. Esta configuração eletrônica é extremadamente estável e a ela deve sua pouca reatividade. exceto o Helio. oxigênio e halogênios. As intensas forças que mantém unidos os átomos nas diversas sustâncias se denomina ligações químicos. Os gases nobres têm muito pouca tendência a formar compostos e geralmente são encontrados na natureza como átomos isolados. 43 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE III 3. especialmente ao carbono. mas também a metais como o sódio ou o magnésio. têm 8 elétrons em seu último nível. que incluem a partilha de elétrons entre átomos. Seus átomos. IFES Pág. Isso pode ser conseguido de diversas maneiras. Este princípio recebe o nome de regra do octeto. Portanto. 3. a situação de maior estabilidade somente ocorre quando o número de elétrons que possuem os átomos em seu último nível é igual a oito (estrutura que coincide com a dos gases nobres).

44 . 39: A molécula de água. Oxigênio 8O 2 Ânion do oxigênio 28O 2 1s 2s2 2p4 1s 2s2 2p6 Para obedecer à regra do octeto. Assim na fórmula da H2O cada um dos átomos de hidrogênio compartilha um elétron com o átomo de oxigênio. Distribuição Eletrônica dos Gases Nobres Gás No Nobre atômico He Ne Ar Kr Xe Ra 2 10 18 36 54 86 Distribuição dos elétrons por camadas 1a 2 2 2 2 2 2 8 8 8 8 8 8 18 18 18 8 18 32 8 18 8 2a 3a 4a 5a 6a Um exemplo próximo de todos é a molécula de água. Vejamos a distribuição eletrônica do oxigênio: Tabela 10: Distribuição eletrônica do oxigênio. conforme figura seguinte: Fig. que passa a somar oito elétrons na sua última camada (adquirida sua estabilidade). IFES Pág. o oxigênio precisa para se estabilizar de mais dois átomos na última camada.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 9: Distribuição eletrônica dos gases nobres.

a rede está formada por íons alternadamente positivos e negativos. Nas ligações químicas os átomos podem: a) receber. b) ceder ou c) compartilhar elétrons. 3. as ligações podem ser de três tipos: a) iônica. Conforme essa premissa. portanto. de modo a atingirem o máximo de estabilidade. da tendência dos átomos de ficarem rodeados por um octeto de elétrons. IFES Pág. 40: Tipos de ligações. Fig. Nos sólidos iônicos. b) covalente ou c) metálica.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO As ligações químicas originam-se. 45 . resultantes da transferência de um elétron (ou mais) de um tipo de átomo para o outro.3 Sólidos iônicos. Os sólidos iônicos são formados por íons são ligados por fortes forças elétricas (ligações iônicas).

formando íons metais positivos e íons não metálicos negativos que se agrupam fortemente formando ligações iônicas. que tem 7 elétrons no último nível. apresentando 7 elétrons no último nível. fica com o octeto no nível 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Vejamos um exemplo: Fig. IV. tem grande avidez por capturar mais um elétron. Elétrons são transferidos dos elementos metálicos para os não metálicos. VI. V. II. O sódio (Na) como um elemento alcalino. 46 . O Na pela sua configuração eletrônica. O NaCl é um composto que apresenta ligação iônica. Esta reação pode ser mostrada do seguinte modo: IFES Pág. I. As fórmulas eletrônicas para esses átomos são respectivamente: 11Na 1s2 III. O Na transfere seu elétron 3s1 para o Cl. perdendo seu elétron do último nível. 41: Sólido iônico (NaCl). possuindo por isso 1 elétrons no último nível O cloro (Cl) como um halogênio. _2s2 2p6_ 3s1 17Cl 1s2 2s2 2p6__3s2 3p5__ O Cl.

Como esses sólidos não têm elétrons livres (os íons carregados têm posições fixas). são isolantes. 2. 42: Esquematização de uma ligação iônica. lembrando ainda que:  Metais são elementos químicos que apresentam 1 a 3 elétrons no último nível  Chama-se não-metais os elementos químicos que apresentam de 5 a 7 elétrons no último nível IFES Pág. são solúveis em água. A tabela seguinte mostra uma lista dos mais comuns íons mono-atômicos. portanto. o CaCO3). ele se torna um bom condutor de eletricidade.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na + Cl → [Na+1][Cl-1] Fig. A estabilidade da rede cristalina é mantida pela atração eletrostática entre os íons presentes (íons Na+ e Cl-) na molécula NaCl (cloreto de sódio). 3. como se pode ver visto todos os elementos têm oito elétrons na camada mais externa (exceto o Li+ e o Be+). de modo que ele se transforme num líquido. 47 . Devido à sua estrutura. Mas. se uma quantidade apropriada de energia é fornecida a um sólido iônico. frágeis e têm um elevado ponto de fusão (normalmente de 600°C e 2. a sua condutividade elétrica é muito baixa. devido às forças eletrostáticas relativamente intensas entre os íons.000°C). Muitos compostos iônicos. sólidos iônicos têm as seguintes propriedades: 1. mas não todos (por exemplo. São geralmente duros.

MgBr3 (Mg2+) ( ) K. Elementos Na. K2S (K+)2 ( ) Al. 48 . AlF3 (Al3+) ( ) Na. S K+ . Na3P (Na+)3( ) IFES Pág. F Al3+ .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 11 1 Li+ Na+ K+ Rb+ Cs+ 2 Be2+ Mg2+ Ca2+ Sr+2 Ba2+ 3 Al+3 - Grupos 4 - 5 6 7 Na tabela abaixo algumas fórmulas empíricas e suas representações em termos dos símbolos de Lewis. (Na+)2 ( ) Mg. Br Mg2+ . O Íons Fórmula empírica Na2O Estrutura de Lewis Na+ . Tabela 12: Estruturas de Lewis. P Na+ .

Este compartilhamento é muito comum na maioria das moléculas orgânicas. F2 e H2. levemente negativo. A química quântica mostra que a distribuição da função de onda destes elétrons implica na probabilidade igual de se encontrar o elétron tanto em um átomo quanto no outro. Como vimos a ligação iônica pode ser considerada como a interação eletrostática entre dois íons. Nestas condições. A ligação covalente resulta da iteração de átomos que apresentam suas órbitas de valência quase saturadas de elétrons. N2. 43: Ligação iônica. No entanto. eletrovalente ou heteropolar. os dois átomos competem igualmente pelos elétrons. seus elétrons de valência passam a orbitar indiferentemente nos átomos envolvidos. 49 . este não é o caso das moléculas diatômicas como O2.4 Ligação covalente. ocorre uma transferência parcial de carga fazendo com o oxigênio fique levemente positivo e o oxigênio. Este compartilhamento desigual resulta em uma ligação polar. 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Na ligação covalente um ou mais átomos são compartilhados entre dois átomos. gerando uma força de atração entre os átomos que participam da ligação. certamente. IFES Pág. os elétrons são compartilhados pelos dois átomos. Deste modo. por exemplo. Na ligação covalente da água (H20). Neste caso.

Os pares eletrônicos são unidos devido o compartilhar de seus elétrons.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. Uma ligação covalente ideal é aquela em que os pares de elétrons são igualmente compartilhados. 44: Formação da molécula de água por meio de ligação covalente. Fig. Ligação Covalente Molecular: esse tipo de ligação se forma quando os átomos envolvidos tendem a receber elétrons. 45: Ligações covalentes. uma vez que é impossível todos os átomos receberem IFES Pág. 50 .

IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO elétrons sem cedê-los. essa ligação também é designada molecular. Por essa razão. O par eletrônico é formado por um elétron de cada átomo e pertence simultaneamente aos dois átomos. 46: NH3. As moléculas são estruturas eletricamente neutras constituídas pela não ocorrência tanto de ganho quanto de perda de elétrons. formando assim estrutura eletronicamente neutra. 51 . A água (H2O) é um composto molecular determinado pela ligação de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio: H−O–H Fig.

um átomo que já atingiu a estabilidade eletrônica se une a outro que necessite de elétrons para completar a camada de valência. O=S→O A ligação se forma porque é estabelecida uma dupla ligação do enxofre com um dos oxigênios que necessita de atingir a estabilidade eletrônica. Um exemplo dessa ligação é quando um átomo de enxofre (S) se liga a dois de oxigênio (O) para formar o dióxido de enxofre (SO2). ou seja. 47: Ligação covalente dativa. Essa ligação obedece à Teoria do Octeto: Os átomos se unem tentando adquirir oito elétrons na camada de valência. 52 . oito elétrons na camada de valência (Regra do octeto). onde o enxofre compartilha um par de seus elétrons com o outro oxigênio. ela é representada por um pequeno vetor (seta) e ocorre quando um dos átomos apresenta seu octeto completo e outro necessita adquirir dois elétrons para completá-lo. A ligação dativa é representada pela seta. a configuração eletrônica dos gases nobres. IFES Pág. Sendo assim. Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ligação Covalente Dativa: também recebe o nome de Ligação Covalente Coordenada. ou seja.

Tabela 13: Tipos de Ligações Covalentes. 53 . NOME COMUM FÓRMULA MOLECULAR FÓRMULA DE LEWIS FORMULA DE KEKULÉ Metano CH4 Amônia NH3 Etano C2H6 Álcool Metílico CH4O Etileno C2H4 Formaldeído CH2O Acetileno C2H2 Cianeto de Hidrogênio CHN IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 48: Ligação dativa.

2 1.0 1.2 Fr Ra ** Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Uub Uut Uuq Uup Uuh Uus Uuo 0.2 2.6 1.9 2.8 1.4 3.0 Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe 0.5 Na Mg 0. o papel fundamental é desempenhado pelos elétrons de valência.0 Al Si P S Cl Ar 1.9 2.9 1.9 1. A diferença de eletronegatividade entre dois elementos pode ser usada para prever o tipo de ligação entre átomos desses elementos. Como vimos nas ligações químicas.7 1.2 2.7 → iônica IFES Pág.8 1.8 1.6 1.8 2.2 2.4 1.8 1. A eletronegatividade é a maior ou menor tendência de um átomo para captar elétrons de outros átomos.1 2.0 1.9 1.5 3.5 4.5 1.2 He B C N O F Ne 2. ao longo de um período.0 2.2 2.1 2.9 2.7 1.2 2.0 1. usando-se usualmente a escala de Pauling para quantificar. Tabela 14.8 1.0 2.7 → covalente Diferença de eletronegatividade ℉ ∆E = ⟹ entre dois átomos ∆E ≥1.8 1. aos quais se encontra ligado.7 0.9 1. Assim: . 54 .0 2 3 4 5 6 7 8 K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr 0.8 1.9 2.5 Cs Ba Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn * 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Identificação da geometria molecular.7 0.9 1.9 1.9 1.5 1.6 1.3 1.7 1.∆E ≥ 1. depende da eletronegatividade dos átomos.6 1. GRUPO 1 PERÍODO 1 2 3 4 5 6 7 H 2.5 1.9 A eletronegatividade aumenta com o aumento do número atômico. covalente ou iônica. e o tipo de ligação.5 3.1 Li Be 1.4 1.3 1.6 1. e diminui com o aumento do número atômico. ao longo de um grupo. Eletronegatividade dos elementos.0 3.2 1.8 2.0 2.5 1.

Exemplos: H2 O O3 SO2 3. Linear se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. PCl3 IFES Pág. Molécula com três átomos pode ser: a. Exemplos: NH3. Trigonal Piramidal se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Molécula com quatro átomos pode ser: a. Exemplos: O2 O=O HCl H−Cl HF H−F H2 H−H Cl2 Cl−Cl 2. Angular se sobrar elétrons no elemento central após estabilizar.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Exemplos: H2CO3 BH3 SO3 b. Trigonal Plana se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: HCN CO2 BeH2 H−C≡N O=C=O H−Be−H b. Molécula com dois átomos é linear. 55 .

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NH3

PCl3

4. Molécula com cinco átomos pode ser: a. Tetraédrica se não sobrar elétrons no elemento central após estabilizar. Exemplos: CH4 CH3Cl

3.5 Ligações Metálicas. Nos metais, os elétrons de valência movem-se livremente por entre a rede de íons metálicos positivos, não estando localizados em nenhum átomo em particular. Os elétrons que não são de valência e o núcleo forma um "caroço" eletricamente positivo que é envolvida por uma "nuvem", "mar" ou ainda "gás" de elétrons. Os elétrons da nuvem atuam como uma espécie de "cola" mantendo os caroços positivos unidos. Podemos então visualizar um metal como sendo constituídos por uma rede de íons positivos imersos num "gás" de elétrons não localizados, sendo que estes elétrons é que são os responsáveis pela ligação metálica.

Fig. 49: Ligação Metálica.
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Os metais constituem cerca de ¾ das substâncias elementares conhecidas e são caracterizados por possuírem boa condutibilidade elétrica e térmica, maleabilidade e ductilidade, resistência à ruptura, em virtude de terem um número de elétrons de valência inferior a 4, tendendo portanto a formar íons positivos, baixas energias de ionização e baixa eletronegatividade. A teoria das bandas explica não só a condutividade dos metais (condutores de eletricidade), mas também as propriedades dos semicondutores e dos isolantes.

Fig. 50: Ligação Metálica.
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3.6 Ligações Secundárias. A denominação de ligação de van der Waals é utilizada como denominação geral para todos os tipos de ligações secundárias (fracas). A principal causa para o ocorrência de uma ligação deste tipo é a polarização da molécula, existindo pelo menos quatro modalidades deste tipo de ligação:

   

atração entre dipolos permanentes; atração entre dipolos induzidos; forças de dispersão; ligação ou "ponte de hidrogênio".

Fig. 51

Genericamente podemos dizer que são responsáveis pela possibilidade de liquefação e solidificação das moléculas. Agem somente quando as moléculas estão muito próximas, pois as atrações caem muito rapidamente com a distância. São facilmente sobrepujadas pela agitação térmica, devido ao baixo ponto de fusão dos compostos moleculares. Em um mesmo composto mais de um tipo de força de van der Waals pode atuar. Possuem caráter não direcional e tendem a formar estruturas não cristalinas, originando sólidos com baixo grau simetria, devido à pequena intensidade das forças (Figura 51).

Fig. 52

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UNIDADE VI

4. LEIS PONDERAIS. 4.1. Lei das proporções definidas.

Em 1799, Joseph Louis Proust descobre a lei das proporções definidas, a qual afirma que: Uma dada substância contém seus elementos constituintes na mesma proporção. Por exemplo, em qualquer amostra de água (H2O), o hidrogênio e o oxigênio estão presentes na mesma proporção, em massa, de 1 para 8 (8: 1). Ou seja, 1 g de hidrogênio e 8 g de oxigênio combinam-se para formar 9 g de água. Como a combinação é sempre na mesma proporção, a presença em excesso de um dos elementos não alterará a quantidade de composto formado. Assim, por exemplo: 3 g de hidrogênio e 9 g de oxigênio formarão 9 g de água, restando 2 g e 1 g de hidrogênio sem reagir. Esta lei está de acordo com princípio de que cada molécula de um dado composto contém o mesmo número de átomos de cada constituinte (teoria atômica). A lei das proporções definidas indica que as substâncias que participam de uma reação o fazem em quantidades precisas. 4.2. A teoria de Dalton. De sua hipótese Dalton concluiu que: Se dois elementos, A e B, podem formar mais de um composto, então: As massas de B que combinam com a mesma massa de A (nos diferentes compostos) estão entre si na mesma proporção que pequenos números inteiros.

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Por exemplo: Nitrogênio e oxigênio podem formar vários compostos: O nitrogênio se combina com o oxigênio, formando diferentes óxidos: N2 O ⟶ 28 g N+16 g O N2 O2 ⟶ 28 g N+32 g O N2 O3 ⟶ 28 g N+64 g O N2 O5 ⟶ 28 g N+80 g O Verifica-se que, ao permanecer constante a massa do nitrogênio e combinarmos massas diferentes de oxigênio, formaremos compostos diferentes e estas massas (diferentes) estão entre si numa relação de números inteiros pequenos, ou seja, 1 : 2 : 3 : 4 : 5. Outro exemplo: 1C + 1O → 1CO razão 1/1 = 1 1C + 1O2 → CO2 razão 1/2 Na primeira reação ocorre a formação do monóxido de carbono, cuja proporção de carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros de resultado igual a 1. Na segunda reação, temos a formação do dióxido de carbono (CO2), cuja relação carbono por oxigênio é uma razão de números inteiros 1/2. Dalton observou que:

"As diferentes massas de um elemento, que reagem com a massa fixa de outro elemento para formar compostos distintos, em cada caso, estão, numa relação de números inteiros e geralmente simples, entre si‖. ―Quando dois elementos se combinam para formar compostos mantendo-se constante a massa de um deles, as massas do outro variam segundo números inteiros e pequenos‖.

Essa lei, conhecida como lei das proporções múltiplas, ou lei de Dalton. Foi a primeira predição e o primeiro triunfo da teoria atômica da matéria. Apesar do seu sucesso para explicar e predizer as leis da combinação química, a teoria de Dalton era incompleta, pois não podia determinar os pesos relativos dos átomos.
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sempre o fazem numa mesma proporção. Assim. definidas ou fixas).4. A ⬇ mA ⬇ m' A Então. + B ⬇ mB ⬇ m' B ⟶ C ⬇ mC ⬇ m' C + D ⬇ mD ⬇ m' D ⇨ ⇨ Reação I Reação II mA + mB = mC + mD m' A + m' B = m' C + m' D 4. a lei mais conhecida da Química. Lavoisier conseguiu demonstrar que a massa dos produtos era igual à massa do reagente. pelo químico francês Antoine Laurent Lavoisier. 61 . nada se perde. Ficou popularmente conhecida como: "A matéria não pode ser criada nem destruída. Ou seja. nada se cria. Quando. As reações químicas são transformações nas quais uma ou mais substâncias (reagentes) originam outras diferentes (produtos da reação).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. pode apenas ser transformada". em várias experiências. mA mB mC mD = = = m'A m'B m'C m'D IFES Pág. "na natureza. Lei de Lavoisier (Lei da conservação da massa). isto é. Foi proferida. os reagentes vão-se consumindo. indubitavelmente. Essa proporção é característica de cada reação. a massa total das substâncias intervenientes permanece co nstante. duas substâncias se reúnem para formar um composto. de modo que a sua massa diminui e os produtos da reação formam-se (suas massas aumentam). Durante as reações químicas. tudo se transforma". Essa lei é. em 1775. independe da quantidade de reagentes utilizados.3. Durante as reações químicas. Ou ainda. Lei de Proust (Lei das proporções constantes.

Lei de Gay Lussac. 𝐻2 𝑂 ⟶ 1𝐻2 + ½ 𝑂2 a a a 1º) 1 L 2º) 2 L 3º) 4 L 1L 2L 4L 0.5 L 1L 2L Proporção volumétrica = 2 : 2 : 1 Todas as substâncias apresentam uma proporção em massa constante em sua composição. Numa reação onde só participam gases (nas mesmas condições de temperatura e pressão) existe uma proporção de números inteiros e pequenos entre volumes dos gases participantes da reação. e envolve a reação entre hidrogênio e oxigênio.5.2g O ⟶ 3. b) As massas dos reagentes e dos produtos que participam de uma reação podem ser diferentes.4g H + 3.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Por exemplo: ½ H2 + O2 ⟶ H2 O 10g H + 80g O ⟶ 90g H2O 2g H + 16g O ⟶ 18g H2O 0. 62 . o que concorda com a Lei de Lavoisier. 1 A g + 3 B g ⟶ 2 C(g) 1 1Vg : 3V B g : 3VC(g) Decomposição do vapor d’água: essa tese foi publicada em 1808. Outros exemplos: IFES Pág. a massa do produto é igual à soma da massa dos reagentes.6g H2O Observe que: a) Para cada reação. mas as relações entre elas são sempre constantes 4. por Gay -Lussac.

022×1023 Deste modo. – Definição de mole.022 x 1023 íons 1 mol de elétrons ≅ 6. 4. 63 . 1 mol de laranjas ≅ 6.022 x 1023 moléculas 1 mol de átomos ≅ 6.022×1023 átomos/mol 1 mol = 6.022 x 1023 elétrons 1 mol de nêutrons ≅ 6. 1 mol de ―qualquer coisa‖ ≅ 6. teremos: 0.012 Kg de C-12 = 6. e cujo valor é 6. que contém tantas entidades elementares (átomos.012 kg de carbono-12 é um valor constante que se designa por número de Avogadro ou constante de Avogadro. O número de átomos presentes em 0.) quanto o número de átomos que existem em 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + Cl2 ⟶ 2 HCl 1 V + 1V ⟶ 2 V 8 V + 8V ⟶ 16 V ½ V + ½V ⟶ 1 V 4. Assim. Relação 1:1:2 ―Quantidade de Substância‖.022 x 1023 ―qualquer coisa‖ IFES Pág.7.6.012 kg de carbono 12. moléculas. etc.022×1023 mol-1. O número de Avogadro (NA). elétrons.022 x 1023 nêutrons Logo. O número de Avogadro (NA).022 x 1023 laranjas 1 mol de moléculas ≅ 6.022 x 1023 átomos 1 mol de íons ≅ 6. Uma mole é a quantidade de substância de um sistema.

022×1023 moléculas de dióxido de carbono. um sistema possuir 1 mol de moléculas de dióxido de carbono. Assim sendo. Para a água vem: 1 H2 O ⟶ 2H + 2 moles 1mol Assim. Massa molecular A expressão ―massa molecular‖ refere-se à massa da entidade da qual uma substância é feita. pessoas ou livros. então temos 2×6. estaríamos imaginando 602 sextilhões de ovos. o número de entidades. 1O 1 mol IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um mol corresponde a 602 sextilhões e também pode se referir a ovos.022×1023 moléculas de dióxido de carbono. isto é. laranjas. 64 . logo 2 moles de H ―pesam‖ 2g Portanto. etc. 1 mol de H2O possui 1 mol de O e 2 moles de H Mas. que certo sistema possui. Caso existam 2 mols de moléculas de dióxido de carbono. à massa de uma molécula ou de uma fórmula unitária. por exemplo. laranjas. Se. pode ser dado por: número de moles = peso (g) massa atômica (molecular) M = n × NA Exemplo. 1 mol de H2O ―pesa‖: 2 x 1 + 16 = 18g 4. e abrevia-se por mol. 1 mol de O ―pesam‖ 16g.8. É comum representá-la pela letra n e a unidade de quantidade de substância é a mole. então existe 6. pessoas. A única diferença é a de que. N. neste último caso. livros.

podemos multiplicar qualquer número por uma fração onde o numerador e os denominadores se equivalham (relação igual a um). divididas. De tal modo. entãoa a A C. 365 dias 1 ano 24 horas 1 dia 60 minutos 1 hora 60 segundos 1 minuto IFES Pág. onde as medidas são tratadas (multiplicadas. Resolução de problemas numéricos. etc.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O valor da massa molecular de uma dada entidade corresponde à soma das massas atômicas dos átomos que a compõem. podemos usar esses princípios na análise dimensional. Tomemos 20 anos. sem alterar a sentença. Assim: m(NH3) = ma(N) + 3×ma(H) = 17 u m(CaO) = ma(Ca) + ma(O) = 56. A expressão ―peso molecular‖ não é mais recomendada .9. por exemplo: 20 anos = 20 anos . então:€ a a A =1 B a a - Se C×1 =1. 4. Observe os seguintes princípios da multiplicação e da divisão: Se A = B. =C B a a Portanto. que queiramos converter anos em segundos.) como se fossem quantidades algébricas. por exemplo. 65 .1 u Nota: a expressão ―massa molecular‖ deve ser usada para se referir às entidades constituintes tanto de substâncias covalentes como de iônicas. Suponhamos.

022×1023 íons Al2(SO4) = 2 íons Al × 1mol íon Al+3 6.022 × 1023 íons 23 + 3 moles de íons (SO4) × -2 ≅3. A seguir resumiremos algumas relações: (A) Ao lidar com elementos: Número mole (elemento) × massa molar (atômica) = massa do elemento (B) Ao lidar com compostos: Número de moles do composto × massa molar (molecular) = massa do composto Massa de um composto/massa molar (molecular) = número de moles do composto (C) Ao lidar com moléculas de um composto: Número de moles de um composto × 6. 66 . Relações Molares.022×1023 = moles de átomos IFES Pág. Como vimos. têm-se: 3 Al2(SO4)3 = 2 moles de íons Al+3 + 3 moles de íons (SO4) -2 Al2(SO4)3 = 2 Al+3 + 3 (SO4) -2 6. o mol é usado em química para quantificar o número de átomos.022×1023 = moles de moléculas (D) Ao lidar com átomos de elementos: Números de átomos × 6.022×1023 = número de átomos Número de átomos/6.10.01×10 íons 1 mol íon (SO4) -2 4. moléculas e vários outros itens. Exemplo na química: Para o Al2 (SO4 ) .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO = 20 × 365 × 24 × 60 × 60 s =630720000 segundos.022×1023 = número de moléculas Número de moléculas/6. É importante saber os relacionamentos existentes e como estabelecer as relações.

IFES Pág. Fig. Hipótese de Avogadro: Volumes iguais de gases ideais diferentes. V d mol = n V 4. a pressão e temperatura normais. o volume ocupado por 1 mol de oxigênio ou de azoto é 22. e mesmo 1 mol de hidrogênio ocupa o volume de 22.43 l.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. O volume ocupado por 1 mol de um gás real. O volume de gás a uma dada temperatura e pressão é diretamente proporcional à quantidade de matéria do gás. Densidade e Massa Molar. Como a densidade de um gás é normalmente dada em g/L à CNTP.41 l.11.12. O volume de 1 mol de gás ideal.15 K). à mesma pressão e temperatura. 53. V = constante × n A pressão e temperatura normais. Lei de Avogadro. a pressão e temperatura normais (pressão de 1 atmosfera e temperatura de 237. difere muito ligeiramente do volume acima referido para gases ideais. Portanto. é 22. próximo do valor para um gás ideal.40 l. ainda relativamente próximo do valor do gás ideal. 67 . têm o mesmo número de moléculas. podemos usar o volume molar e massa molar para resolver vários tipos de problemas. n= m mol d= m .

0 g 16. decompondo-se 4g do gás: 3g são de carbono e 1g de hidrogênio. 1g de hidrogênio precisa combinar-se com 3g de carbono para formar o gás metano. nomeada Lei de Richter. no estudo das propriedades termodinâmicas de um gás real. segundo as quais tais elementos B e C reagem entre si.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observa-se que a diferença entre os volumes é mínima. Como conseqüência desta lei. A proporção das massas. podemos afirmar que é uma boa aproximação de fato considerar que o volume de um gás é independente do tamanho ou massa das moléculas que o constituem. Assim. é também designada Lei das Proporções Recíprocas ou Lei dos Equivalentes.0 g [3] [1] Proporção 1:3 Inversamente.6 O Equivalente-Grama. C + 2 H2 ↔ CH4 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g do gás CH4 De fato. o consideraremos como sendo um gás ideal. C H2 CH4 1 mol 2 moles 1 mol 12. Ou seja. CH4 ↔ C + 2H2 4g do gás CH4 = 3g são de carbono + 1g de hidrogênio IFES Pág. ou é igual. – Definição.0 g 4. por exemplo. 4. constituído por hidrogênio e carbono. Richter e as Massas Equivalentes Esta lei. para o gás metano. 68 . e por isso a lei de Avogadro é válida para a maioria dos gases reais. ou corresponde a uma proporção de múltiplos e submúltiplos das massas com as quais cada um de seus elementos reage separadamente com a massa fixa de outro elemento A. Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância que corresponde a 8 gramas de oxigênio. praticamente desprezível.

Tomemos. No caso do dióxido de carbono (CO2) a proporção dos elementos carbono e oxigênio é de 3g : 8g.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água é constituída de hidrogênio e oxigênio. Constataremos que a proporção. de duas substâncias formadas por um elemento comum. na proporção de 1g para 8g. por exemplo. agora. respectivamente. Portanto. são os mesmos valores que se combinaram coma a massa fixa de hidrogênio nos casos citados. na qual se constata que a proporção de combinação é de 3g de carbono : 35. novamente. temos: 3g de carbono + 1g de carbono = metano 3g de carbono + 8g de oxigênio = dióxido de carbono 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = água 4g de hidrogênio + 32g de oxigênio = água 8g de hidrogênio + 64g de oxigênio = água Do que foi dito. Admiravelmente.5g de cloro). é de 3g de carbono para cada 4g de oxigênio. percebe-se que As massas 1g de hidrogênio e 8g de oxigênio apresentam o mesmo poder de combinação. 69 . respectivamente. Partamos. agora. o metano (1g de hidrogênio : 3g de carbono) e o cloreto de hidrogênio (1g de hidrogênio : 35. Uma substância que preenche essas características é o tetracloreto de carbono.5g de IFES Pág. ambas combinam com 3g de carbono. ou seja. um composto formado por carbono e cloro (elementos nãocomuns) e determinemos a proporção em que esses elementos estão combinados. Vejamos: 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 8g de oxigênio = 9g de água 3g de carbono + 8g de oxigênio = 11g de dióxido de carbono Outro exemplo: o monóxido de carbono. Portanto. dizemos que são massas equivalentes.

o fará segundo as massas m1. dos elementos químicos B. Regras práticas. ou seja. C. 1. já em 1792.5g de cloreto de hidrogênio 3g de carbono + 35. Eqg (E) = Exemplos: Para o cálcio − Ca: Para o aluminio − Al: Para o oxigênio − O: IFES massa molar Valência Eqg = Ca/v = 40g/2 = 20g Eqg = Al/v = 27g/3 = 9g Eqg = O/v = 16g/2 = 8g Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO cloro. C. A) e sua valência (v). têm a mesma capacidade de combinação. D. combina-se com as massas m1.…. m2. as mesmas quantidades que se combinam com a massa fixa de hidrogênio. ou segundo múltiplos ou submúltiplos delas. Por esse motivo. m2.…. m2. reagirem entre si. 1g de hidrogênio + 3g de carbono = 4g de metano 1g de hidrogênio + 35.5g de tetracloreto de carbono Assim. de massas equivalentes: Equivalente-grama de uma substância é a massa dessa substância capaz de reagir com 8g de oxigênio.5g de cloro = 38. É a relação entre a sua "massa molar" (átomo-grama.5g de cloro = 36. As massas m1.…. dos elementos químicos B. C. m3. foram chamadas por Richter.….…. 70 . D. m3. D. Quando uma massa fixa m.…. respectivamente. pois reagem com a mesma massa fixa m do elemento químico A. se os elementos B. de um elemento químico A. m3. Equivalente-grama (E) de um elemento químico.

g 2 2 H2PO4 97. 71 . a) Ácido.9952g = ≅ 32.67g Eqg = P/nox = 31g/3 ≅ 10.5g 1 1 H2SO4 98. terá igual número de equivalente-grama.33g Eqg = P/nox = 31/5 ≅ 6. Exemplos: Para o Fe+2: Para o Fe+3: Para o P+3: Para o P+5: Eqg = Fe /nox = 56g/2 = 28g Eqg = Fe/nox = 56g/3 ≅ 18.4606g = ≅ 36. Equivalente-grama para a substância: Eqg(S) = massa molar k O valor de k é interpretado de acordo com o comportamento químico da substância.6g 3 3 massa molar número de H ionizáveis Eqg = Eqg = IFES Pág.0795g = ≅ 49.2g 2. − k é igual ao número de hidrogênios ionizáveis (H+): Eqg(A) = Exemplos: Para o ácido clorídrico ∶ (HCl) Para o ácido sulfúrico ∶ (H2SO4) Para o ácido fosfórico ∶ (H3PO4) Eqg = HCl 36.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o Sódio − Na: Eqg = Na/1 = 23/1 = 23g Quando o elemento químico tem número de oxidação variável e apresenta vários números de oxidação.

Eqg (óxido) = massa molar valência Pág.5g 2 2 Para o sulfeto de cálcio: (CaS) Para o fluoreto de bário: (BaF2) Para o sulfato de alumínio: Al2 SO4 3 342g E = = = 57g (Al2(SO4)3) 6 6 Para o sulfato de cobre II CuSO4 . −k é igual à valência total do cátion ou do ânion considerado.75g 2 2 [CuSO4 . Eqg sal = massa molar valência total E= E= CaS 72g = = 36g 2 2 BaF2 175g = = 87. 72 IFES .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para o ácido hipofosforoso∶ (H3PO2) Eqg = H3PO2 97.5g pentahidratado E= = = 124.9952g = ≅ 98g 1 1 b) Base. −k é igual ao número de hidroxilas (OH-). 5 H2O]: d) Óxido. − k é a valência do elemento ligado ao oxigênio. Eqg (base) = massa molar nº de OHEqg = NaOH 40g = = 40g 1 1 Ca(OH)2 74g = = 37g 2 2 3 Para o hidróxido de sódio ∶ (NaOH) Para o hidróxido de cálcio ∶ (Ca(OH)2) Eqg = Al OH Para o hidróxido de alumínio ∶ Eqg = (Al(OH)3) 3 = 78g = 26g 3 c) Sal. 5 H2O 249.

Vejamos: Eqg (Cy+)(Ax+) = Eqg (Cy+) + Eqg (Ax+) Eqg (Cy+)(Ax+) = C A + = y x xC+yA xy valência total IFES Pág.3g 6 6 Para o tetróxido de triferro (magnetita): Eqg Fe3O4 = Fe3O4 231.533g = ≅ 19. 73 .29g 12 12 e) Equivalente-grama de um íon.=  Para um cátion: Eqg Ay+ = Exemplos: Eqg (SO-2 4 ) SO-2 4 = 2 Ca 2 massa molar y massa molar x Eqg Ca2+ = Eqg (Al3) = Al 3 Observe que o equivalente-grama de um sal é a massa do sal que contem um equivalente-grama do respectivo íon. teremos: Eqg SO3 = SO3 80g = ≅ 13.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para trióxido de enxofre.  Para um anion: Eqg Ax.

atomicidade Ca2(P2O7) 254. Potanto. teremos: A equação iônica da reação é: 2MnO4. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 5. Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn o ∆ total = 5.+ 6H++ ⇄ 2Mn++ + 3H2O + 5[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio ácido o Mn de nox +7 ao receber 5 elétrons passa para Mn de nox +2. IFES Pág.5g ∆ total 5 Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio alcalino.315g = 74..-). f) Oxidante ou redutor. A equação iônica da reação é: 2MnO4.1575g 2×1 Para o Ca2(P2O7): Eqg Ca2(P2O7) = Casos Particulares.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: Para o Mg(NO3)2: Eqg Mg NO3 2 = Mg NO3 2×1 2 = 148. −k é o número total de elétrons cedidos ou recebidos (∆ total).⇄ 2MnO3.+ 2(OH).+ H2O + 3[O] Quando o KMnO4 atua como oxidante em meio básico o Mn de nox +7 ao receber 3 elétrons passa para Mn de nox +4 (MnO3. Eqg (KMnO4) = KMnO4 158g = = 31.52475 2×2 4 Exemplos: Para o permanganato de potássio (KMnO4) quando atua como oxidante em meio ácido. Eqg oxidante ou redutor = massa molar ∆. 74 .099g = = 63.

Exemplo: 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O IFES Pág.67g Δx 3 g) Nas reações entre ácidos e bases com neutralização parcial. 75 . Exemplos: 1− H2SO4 +NaOH → Na2HPO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 98g 1 2− H2SO4 + Al2(OH)3 → Al(OH)SO4 + H2O Eqg (H2SO4) = H2SO4 = 49g 2 h) O equivalente-grama de um sal ácido. K2SO4 + 2 HClO4 → H3PO4 + 2 KClO4 2 K+ + CO4. Assim. os equivalentes-gramas dos ácidos e das bases são calculados em função do número de H+ e OH. misto ou duplo é calculado em função do íon que toma parte na reação.totalmente neutralizados. seu equivalente-grama será a molécula-grama dividida por 3. Exemplos: Exemplo 1. K2HPO4 + 3 Ag NO3 → 2 KNO3 + HNO3 + Ag2PO4 PO4-3 + 3 Ag+3 → Ag3PO4 Eqg (K2PO4) = K2PO4 3 corresponder à proporção dos i) Os equivalentes-grama devem coeficientes das equações. básico.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a molécula do KMnO4 contém apenas 1 átomo de Mn.→ 2 KClO4 Assim. Eqg (K2SO4) = K2SO4 2 Exemplo 2. Eqg KMnO4 = KMnO4 158g = = 52.

então: 1mol = 6 Eqg de Al2(SO4)3 6 mol . 2 1mol = 2 Eqg ou 3moles = 6 Eqg de H2O IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3 H2SO4 = 6E 2 Al(OH)3 = 6E Al2(SO4)3 = 6E 3 H2O =6E Portanto. então: 1mol = 3 Eqg ou 2 moles = 6 Eqg de Al(OH)3 3 mol . produzindo n equivalentes de cada produto. Vejamos: 3 H2SO4 + 2Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O De fato. 76 . n Equivalentes de uma substância A reage exatamente com n equivalentes da substância B. Se: Eqg (H2SO4) = então: 1mol = 2 Eqg ou 3 moles = 6 Eqg de H2SO4 Faremos o mesmo raciocínio paras os outros compostos: Eqg (Al(OH)3) = mol . 2 Eqg (Al2(SO4)3 ) = Eqg (H2O) = então: mol .

O= 16 u.02 ×1023 átomos = 18 = 1. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.a. .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. Qual o número de moléculas de água (H2O) presentes em 360g da substância? 1g 16 g 1 mol H2 O = 2 moles H + 1 mol O = 18 g 1 mol 6. 01.a. 18 g 1 mol = 360 ×6.02 ×3×90 ×1023 átomos= 9.m.m.02 × 1023 360 g=360 g . H = 1 u.a) 1 mol CH3 COOH= 2 moles C + 4 moles H + 2 moles O IFES Pág. 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 3 H2O − − − − 3 moles 6Eqg 2 moles 6Eqg − − mol mol Eqg = Eqg = 2 3 − − − − (1mol = 2 Eqg) (1 mol = 3 Eqg) − − − − 6 Eqg 6Eqg 4. 77 . Quantas moléculas correspondem a 300 gramas de ácido acético (CH3COOH)? Dados: (C = 12 u. × × 18g 1 mol 1 molécula 90 g= 6.13.02×1023 moléculas 3 atomos 90 g = 90g . Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 1 molécula H2 O=2 átomos de H + 1 átomo de O = 3 átomos 1 mol 6.m.0 3 ×1024 átomos 18 02. 20 ×1025 átomos 03.

Sabe-se que a prata de lei é uma liga metálica constituída por prata e cobre (92.1023 1 atg Ag = 6. 1 mol 9 átomos 1 moléc.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 mol CH3 COOH= 2×12 + 4×1 + 2×16 Logo. 500 mg Ca 1 mol (átomos) . respectivamente). Cu(NO3)2 = 9 átomos ( 1Cu.709 ×1024 átomos 1 mol 188g 6. 1022 átomos de prata? Dados: Ag = 108u N = 6 .5% e 7. N=14 u) 1 moléc. Quantos átomos há neste composto? Dados: (Cu=64 u. 94 g = 2. 05. 78 . Quantos mols de átomos de cálcio existem numa lata de 400 g de leite em pó? 100g leite=500 ml Ca 1000 mg 1 atg Ca = 40g× = 40000 ml 1g 400 g leite em pó= 400g leite . 6O) Cu(NO3)2 = 1×Cu + 2×N + 6×O Portanto. Qual a massa de uma corrente de prata de lei que apresenta 5. =0.0.02 × 10 23 átomos = 108 g IFES Pág. O=16 u.02×1023 moléc. 2N.5%. MM (massa molecular) = 64 + 2×14 + 6×16 = 188 g 94 g = 94g Logo.05 moles 100g leite 40000 mg 06. Um recipiente contém 94 g de Cu(NO3)2. existem 500 mg de cálcio. (Unirio-RJ) Em 100 g de leite em pó infantil.02 ×1023 1 mol moléculas 04. 1 mol 300 g = 300 g 60 g 6.

= 78 21 1 de ar ≅ 28.0 ×10 22 átomos × 108 g =90 g 6× 1023 átomos 90 g (correspondente a 92.73 g 07.02×1023 moléc. 21% de oxigênio e 1% de argônio em volume. Mas.100). 5% de Ag) = 0. +1g. 6.100 × 100% ≅ 9. não poluído.925. Determine o número de moléculas presentes em 4 moles de água. O = 16u. 100 % = 0. Exercícios de Fixação 1. Qual o valor da massa molar média desse ar? Dados: N = 14u. Ar = 40u 100g de ar = 78g de N2 + 21g de O2 + 1g de Ar 6×1023 moléc.925 4. 79 . 100 g ar=78g. IFES Pág.0 ×1022 átomos= 5.9 g ( + + ) 28 32 40 100g de ar = ( 90g 0. O ar atmosférico seco. Assim. 28g 32g 40g 78 21 1 + + ) × 6 × 1023 moléc. queremos o correspondente a 100% (ou 0.14. + 21g. Determine a massa molecular das substâncias: a) S8 b) HClO c) H3PO4 d) Ba(OH)2 e) Ca3(PO4)2 2. 28 32 40 100 g 1 mol de ar = 6× 1023 moléc. 6×1023 moléc. apresenta aproximadamente 78% de nitrogênio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5.

15. calcule a massa molar de X. Determine a massa total. Qual o volume. Uma liga de zinco e ferro contém 20% de zinco. Determine a massa. de 11. em situações de emergência contêm o superóxido de potássio KO2. em gramas. 5. 5. Calcule a massa molecular de certa substância X. 80 .m. Determine a massa molecular de certo gás G. Calcular o número de mols presentes em 90 g de água. Qual o número de átomos de ferro contidos em 7g dessa liga? 17. 13.4 g. sabendo que nas CNTP. 12. As máscaras de oxigênio utilizadas para produzir oxigênio. como mostra a equação: 4 KO2 (s) + 2 H2O (g) + 4 CO2 (g) ⟶ 4 KHCO3 (s)+ 3 O2 (g) IFES Pág. Qual a massa atômica de X? 16. Se 1. Qual o número de átomos presentes em 90 g de água? 8. 6. ocupam.2 L de C2H2(g) nas CNTP.24 L. 2.4 g de uma substância simples e gasosa Gn. 9. nas CNTP. 340 g do mesmo ocupam um volume de 22. em gramas. Qual o volume ocupado. por 160 g de oxigênio gasoso (O2) nas CNTP? 11. nas CNTP. Determine a atomicidade da substância sabendo que a massa atômica de G é 31 u. 7. em litros. presentes em: 2 mols de moléculas de H2 + 11.6 L do gás XO2 tem massa igual a 11g. em gramas. em litros ocupados nas CNTP por 5 moléculas gramas de CO2(g)? 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3.2 x 1023 moléculas da substância X pesam 12 mg.a.2 L de CO2 (g). Determinar a massa. O oxigênio é produzido pela reação desse óxido com o dióxido de carbono e a água do ar exalado pelos pulmões. Nas CNTP. sabendo que 16 mols da mesma ―pesam‖ 38. Determine o número de moléculas presentes em 90 g de água. 14.4 L. de 12 x 1024 moléculas de H2S. 10. 12.

(Mackenzie – 2001) Estudos apontam que a amônia (NH3) adicionada ao tabaco aumenta os níveis de absorção de nicotina pelo organismo. H = 1. que está dissolvida em 1 milhão de litros de água. adoçante artificial: 300. Dados: massa molar do 2-fenil-etanol é 122 g/mol. aproximadamente. 20.5 mg de amônia.5 mg de amônia por cigarro. Dados: as massas molares (g/mol): N = 14.2 mols de Al(NO3)3. H = 1 g/mol. (FGV-SP) Para atrair machos para acasalamento. constante de Avogadro = 6. 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Considere que uma pessoa exale 1. Sendo assim. b) 0. IFES Pág.8 gramas de açúcar de cana. quantas vezes. (Fuvest – 2002) O aspartame. Peixes machos de certa espécie são capazes de detectar a massa de 3. inalada por ela será aproximadamente? 18. Bastam 42 miligramas de aspartame para produzir a mesma sensação de doçura que 6. indique o número mínimo de moléculas de 2-fenil-etanol por litro de água. determine o custo do ouro usado nessa etapa do processo de fabricação. Quantas moléculas isso representa? Dados: massas molares: C = 12 g/mol. muitas espécies fêmeas de insetos secretam compostos químicos chamados feromônios. Supondo-se diluição uniforme na água. Ao fim de 5 minutos. 1 g de ouro = R$ 17. o número de moléculas de açúcar de cana deve ser maior do que o número de moléculas de aspartame para que tenha o mesmo efeito sobre o paladar? Dados: massas molares aproximadas (g/mol) açúcar de cana: 340.00. detectado pelo peixe macho.66 ×10-8g de 2-fenil-etanol. a) Encontre o número de moles de íons em: a) 2 moles 2 mols de Fe2(SO4)3. 21.0x1023 moléculas por mol. substância produzida pelas fêmeas.0 × 102 mol de CO2 por minuto. pode ser utilizado para substituir o açúcar de cana. O =16 g/mol. um adoçante artificial. Sabendo que para recobrir essa chapa foram necessários 2 x 10 20 átomos de ouro. 19. valor bem mais baixo do que a média nacional (Veja 29/05/96). 81 . Os cigarros canadenses têm. -12 Aproximadamente 10 g de tal composto de fórmula C18H38O devem estar presentes para que seja eficaz. por meio de deposição a vácuo. uma superfície foi recoberta por uma camada de ouro. Calcule a quantidade de mols de moléculas existentes em 8. em média. Dados: NA: 6×1023 . massa molar do ouro = 197 g/mol. qual será a quantidade de matéria em mols de oxigênio. (FUVEST-SP) Na fabricação de chapas para circuitos eletrônicos. 22.

SO2. Cálculos de Fórmulas. que Al (OH)3 de hidróxido de alumínio que se obtém no Brasil terá a mesma porcentagem de alumínio. O problema pode ser resolvido por duas vias: (1) – Utilizando unidades de massa atômica: Massa molecular do SO2 m(SO2) = mA(S)+ 2mA(O) = (32.1. Conhecido um composto químico. através da análise de dados experimentais. O que significa. As teorias que explicam a formação das ligações químicas permitem prever a fórmula molecular. oxigênio e hidrogênio. em qualquer composto químico. que você pode obter em qualquer outro lugar do mundo. Exemplo: Uma molécula de dióxido de enxofre.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE V 4.1.0u. Dados: A massa atômica do enxofre é 32. Composições percentuais e fórmulas químicas. estrutural e eletrônica de uma substância molecular e a fórmula empírica de uma substância iônica. Diversos tipos de fórmulas são utilizados.1 u. determinar a fórmula molecular de uma substância e outros tipos de fórmulas. contém um átomo de enxofre e dois de oxigênio. 4. formado por dois ou mais elementos diferentes. Uma lei fundamental da química sustenta que. como a centesimal e a mínima. eles estão presentes no composto em uma quantidade.1u e a do oxigênio 16. é possível saber o percentual de massa de cada elemento no composto. Estudaremos de que maneira é possível. por exemplo. Fórmula é a representação gráfica da composição de uma substância. ou numa certa composição percentual.1) + (2×16) = 64. Calcular a composição (em tanto por cento) da molécula de SO2. 82 . IFES Pág.

1% S 64.1 g de SO2 4. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 32. ou fórmula empírica.1u (2) − Utilizando gramas: 1 mol de moléculas de SO2 (64. IFES Pág. 83 .499 ou 49. Fórmula empírica: A fórmula mais simples.1 g de SO2 Porcentagem do oxigênio no composto: Se em 64.1% Massa SO2 64. de um composto é a menor relação entre o número de átomos presentes em uma molécula desse composto.1 g S =51.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Percentagem do S no composto: %S = ( massa S 32.1 g) contém 1 mol de átomos de enxofre (32. se pode determinar sua fórmula mais simples mediante cálculos elementares.9% O 64. em 100 g teremos: 100g SO2 = 100g SO2 × 2×16. Através da composição percentual de um composto pode-se conhecer sua fórmula empírica.1 g) e 2 moles de átomos de oxigênio (2×16.2.1 g de SO2 temos 32. A fórmula química de um composto através de sua composição centesimal (percentual).0 g de oxigênio.9% Massa SO2 64.1 g de enxofre.1 g de SO2 temos 32.501 ou 50.1 u )= = 0.0g O =49. Porcentagem do enxofre no composto: Se em 64.1u Percentagem do oxigênio no composto: %O = ( massa O 2×16 u )= = 0. Conhecida a composição percentual de um composto ou sua composição elementar em gramas.0 g).

Com isso. 1 atm e 0 ºC de temperatura) e tem um valor de 22. medido em condições normais de pressão e temperatura (760 mm Hg de pressão.54 ≅2 2. Exemplos: IFES Pág.0 g C 1 mol átomos de O = 4. É o volume ocupado por um mol de qualquer gás.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: A análise de uma amostra de um composto puro revela que contém uns 27. se pode calcular o número de moles de átomos de cada elemento: Moles de átomos de carbono = (27.28 =1 2.0 g O Moles de átomos de oxigênio = (72. O volume molar.7 g) × Dividindo os dois números obtidos.54 16. ou seja. A partir desta relação.28 12. Dada a composição porcentual do mesmo.28 A fórmula empírica corresponde ao dióxido de carbono será: CO2.4 L.3 g) × 1 mol átomos de C = 2.7 g ao oxigênio. Determinar a fórmula empírica desse composto.3% de carbono e uns 72. desses 100 g correspondem 27. têm-se a relação dos átomos na fórmula empírica: n(C) = n(O) = 2.3. Para resolver o problema consideremos 100 g do composto. Nos cálculos com gases é conveniente adotar a unidade universal de volume: o volume molar. 84 . 4.7% de oxigênio (em massa).3 g ao carbono e 72.28 4. chega-se a uma relação empírica inteira entre ambos.

Análises de Combustão.4. Gás 1 mol de Hélio 1 mol de Hidrogênio 1 mol de Butano Massa 4g 2g 58 g Volume (CNTP) 22. a glicose C6H12O6).023 × 1023 moléculas 6. As reações de combustão são reações rápidas que produzem uma chama. Na ocasião em que um composto com H e C é queimado num dispositivo especial.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 3. A maioria dessas reações inclui ao oxigênio do ar (O2) como reagente. Uma classe de compostos que podem participar nas reações de combustão são os hidrocarbonetos. que quando se queimam.023 × 1023 átomos 6. é factível determinar características quantitativas delas (entre outras. Outros compostos. É a chamada análise quantitativa. hidrogênio e oxigênio (por exemplo. 85 . Princípio do método. Quando conhecemos a modo com que uma série de sustâncias reage entre si. IFES Pág. podemos saber quanto H foi produzido através H2O medindo a variação da massa de uma amostra de perclorato de magnésio. que tem carbono. Da mesma forma.4 l 22. a sua fórmula e até sua fórmula molecular − no caso de conhecermos a massa molecular da sustância). o álcool metílico CH3OH.4 l 22. Volumes Molares.4 l Número de partículas 6. e hidrogênio em H2O.023 × 1023 moléculas 4. na presença de O. O CO2 é então capturado (usando-se o hidróxido de sódio) para podemos saber o quanto CO2 foi produzido pela simples medição da mudança de peso da amostra. também se queimam na presença de oxigênio (O2) para produzir CO2 e H2O. reagem com o oxigênio do ar para formar dióxido de carbono (CO2) e água (H2O). todo o carbono é convertido em CO2. Um exemplo: Consideremos a combustão do álcool isopropílico.

034 g 1 mol H A quantidade de oxigênio na amostra original não pode ser obtida a partir do massa dos produtos de combustão.255g m(O) = 0.017 moles de H2O contém 0.034 g (H) + m(O) = 0. ser obtida por diferença.255 – 0.255 g do álcool revela que esta tem unicamente o três elementos: C. que pode vir.154 – 0. parcialmente.034 moles de H (2×0.0128 moles de C × Como 0.0128 moles de CO2. 0.034 = 0.561 g de CO2 × 1 mol de CO2 = 0. teremos 0. parcialmente. 0. 0. do oxigênio combinado no composto e.0128 moles de C.017 moles de H2O 18. H e O. 86 .0 g Como um mol de CO2 tem um mol de C e dois de O.154 g de C mol de C Mas. Com esta informação podemos calcular a quantidade de C e H na amostra: m(CO2) = 1m(C) +2×m(O) = 44 g m(H2O) = 2m(H) + m(O) = 18. uma vez que CO2 e H2O contêm oxigênio.0 g Portanto. m(Amostra) = 0.034 moles de H × 1g = 0. O conteúdo em oxigênio na amostra pode. então: em 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma análise de uma amostra de 0.017). verificamos que foram produzidos 0.067 g O IFES Pág.0 g 12.561 g de CO2 e 0.0128 moles de CO2 44. no entanto.306 g de H2O. 0.01g = 0. do oxigênio do fluxo gasoso usado no processo de combustão. Logo. Ao queimá-la. Assim.154 g (C) + 0.306 g de H2O × 1 mol deH2O = 0.

0340 moles de Hidrogênio 0. em suma.0042 )para obter números inteiros: 0. se dividirmos pela menor quantidade (0.0042 moles de Oxigênio Com esta informação podemos encontrar a fórmula empírica. 87 .9 g Hg × 26.067 g de O × 1 mol de O = 0. Então a amostra terá 73.59 g 1 mol = 0. Logo. 1.5.999 g Assim. Calculando o número de moles.0128 moles de Carbono 0. é provável que a amostra tenha a fórmula empírica: C3H8O.368 moles Hg 200. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS. O mercúrio forma um composto com cloro que tem 73.0340 𝑚𝑜𝑙𝑒𝑠 𝐻 ≅ 8 moles H 0.9 gramas de mercúrio e 26.0042 0.0042 0.0042 moles de O 15. 0. que representa cada massa individual de cada átomo.0042 moles O ≅ 1 mol O 0.45 g IFES Pág.1 g Cl × 1 mol = 0.0042 Considerando o erro experimental. teremos: 73.736 mol Cl 35.0128 moles C ≅ 3 moles C 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou. Qual é a fórmula empírica do composto? Suponhamos que temos uma amostra de 100 gramas deste composto. 4. o que temos é: 0.9% de mercúrio e 26.1 gramas de cloro.1% de cloro em massa.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando a proporção molar dos elementos. sabendo que: massa molecular é igual 132. converteremos as percentagens dadas aos totais de grama e. vem: n(Cl) = n(Hg) 0. C = 54.54 moles C/2. Uma análise quantitativa dá o seguinte % em massa: H = 9. vem: 2.27 =1 9. a fórmula empírica é HgCl2.0 = 44g/mol O fator comum.15 %.16/ 44 = 3 A solução: Multiplique C2H4O pelo fator comum: C (2 × 3) H (4 × 3) O (1 × 3) = C6H12O3 IFES Pág.15 moles 1gH 1 mol = 4.15 g H × 1 mol = 9.0 Como n(Cl) = 2 × n(Hg). assim: m(C2H4O) = 2×12.32 %. por conseguinte. fórmula empírica igual a C2H4O.736 mol Cl 0.0 + 4×1. 88 .27 moles 16 g O 54.16. Assumindo uma amostra de 100 gramas.27 moles O /2. em moles: 9.0 + 1×16. m(C2H4O) = 2 × m(C) + 4 × m(H) + 1 × m(O).15 moles H/2. 2.368 mol Hg = 2.54 moles 12 g C 1 mol = 2.27 = 2 No entanto.53 g C × 36. que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é: 132.32 g O × Dividindo cada uma dos números de moles pelo menor dos três (nesse caso 2.27 = 4 4. Determinar a fórmula molecular.27).53 % e O = 36.

50 = 1 0.00 moles O /0. S=32 e O=16 g. 89 . têm-se: mFe = 4 × 28 g × 1 mol = 2 moles Fe 56 g IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. Assumindo uma amostra de 100 gramas.50 moles Fe /0.50 = 1.30 = 6.50).8% de oxigênio. vêm: mFe mS mO mFe + mS + mO 400 = = = = =4 28 g 24 g 48 g 100g 100 Logo. 24% de enxofre e 4.5 3.75 moles 32 g S 1 mol = 3. Determine a fórmula molecular dessa substância sabendo-se que sua massa molecular é igual a 400 g e que as massas atômicas são: Fe=56. A análise quantitativa de uma substância mostrou que ela é formada por 28% de ferro.50 moles 56 g Fe 1 mol = 0.00 moles 16 g O 48 g O× Dividindo esses moles pelo menor dos três (nesse caso 0.0 Que multiplicando por 2. vem: 0. então: m(Fe2S3O12) = 2 × 56 + 3 × 32 + 12 × 16 = 400 g A solução: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 2º Método: Usando-se a proporcionalidade entre as massas. em massa.75 moles S /0. vem: n Fe = 2 nS=3 n O = 12 Como m(C) = 2 × m(Fe) + 3 × m(S) + 12 × m(O). teremos: 28 g Fe× 24 g S× 1 mol = 0.

0 g dessa substância contêm 1.20 1.3 g ou 53. encontraremos um percentual em massa de cada constituinte.3% 3. mH = 0.60 3. vem: mH mC mO = = 0. mH mC mO 100 = = = 0. H=1g.0 g ou 40.20 × mC = 1.20 1. O=16g.20 g de hidrogênio e 1. a solução como queríamos demonstrar é: Fe2S3O12 ou Fe2(SO4)3 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mS = 4 × 24 g × mO = 4×48 g× 1 mol = 3 moles S 32 g 1 mol = 12 moles O 16 g Logo.0% 3.20 g de carbono.20 1.60 g de oxigênio (massa molecular da glicose =180 g). Dados: C =12.0 nC = 6. 0.0 g 100 = 53.0 g Como mC = 12 × nC. nH = 12. mO = 16 × nO.20 1.7% 3. 90 .60 3. IFES Pág.20 1. então: 12 × nC 1 × nH 16 × nO 180 = = = 0. A análise quantitativa da glicose mostrou que 3.0 g Assim.60 × 100 = 6.60 Se fizermos mGLICOSE = 100g.7 g ou 6. mH = 1 × nH. Como existe proporção entre as massas dos elementos constituintes.0 g 100 = 40.20 × mH = 1.20 1. Determinar a fórmula percentual em massa e a fórmula molecular.

675 g H. vêm: 0.337 0. Calcule a fórmula empírica do aspartame e encontre sua fórmula molecular.98 ≅ 2 moles 0.8 g O e 0.01 g H 0.675 moles Ca 16. 9. Qual é a fórmula empírica do composto? Convertendo a massa de cada elemento para moles. 6.16 C de H.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO nO = 6 Portanto.337 mol Ca = 1 mol Ca 0. IFES Pág.337 moles H 1.1 g Ca 1 mol Ca = 0.337 moles Ca 40. 5. 91 .18% de O.337 0.675 g H × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (0.675 = 2.14 de C. Um composto foi analisado e verificou-se que contêm 13.00 moles de O 0.8 g O × 1 mol Ca = 0.668 mol H =1.52 % de N e 27.30 g/mol) Como foram indicadas percentagens.337 A razão molar dos elementos é a representação dos índices na fórmula empírica: CaO2H2 . 10.5 g Ca.0 g Ca 1 mol H = 0. usando as massas atômicas da tabela periódica.ou melhor: Ca(OH)2.337) e arredondando para o número inteiro mais próximo. 6. assumiremos que a massa total é de 100 gramas para que a massa de cada elemento seja igual à porcentagem determinada. (Dados: massa molar de aspartame é 294. a fórmula molecular da glicose é: C6H12O6.5 g Ca × 10. Aspartame é % 57. vêm: 13.

01 g H 1 mol N = 0.76 0.16 g H × 9.76 mol C 12.70 0.0) = 18(1.0) + 5(16.68 6.68 0. IFES Pág.0) = 294g/mol massa molar 294. n(H) =18.0 g N 1 mol O = 1.3% de hidrogênio. podemos encontrar a fórmula molecular. vem: n(C) =14. a fórmula empírica é a fórmula molecular.68 1.50 moles de O Que multiplicando por 2. Há proporção entre os números de moles de átomos.3 g = ≅1 fórmula empírica 294 g Assim.01) + 2(14. vêm: 4.68 0.52 g N × 27.76) e arredondando para o número inteiro mais próximo.7% de hidrogênio e 53.0 g O 6.70 moles de O 16. Determine a fórmula mínima de um composto que encerra 40% de carbono.0 g Ca 1 mol H = 6.98 ≅ 9 moles H = 1. a fórmula empírica: C14H12N2O5 Agora. 7.14 C × 1 mol C = 4. 6.68 mol C = 7 mol C mol H = 8. 92 . n(N) = 2. Assim. assim. encontrando a massa da fórmula empírica e a relação entre elas: C14H18N2O5 = 14(12.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 57.18 g O × Dividindo cada valor acima pelo menor número de moles calculado (4. n(O) = 5 Obtemos.00 moles de N = 2.10 moles H 1.68 moles de N 14.10 0.

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mC mH mO = = 40 g 6,7 53,3 12×nC 1×mH 16×nO = = 40 g 6,7 53,3 nC mH nO = = 40 6,7 53,3 g 12 1 16 mC mH mO = = 3,33 g 6,7 3,33 mC mH mO = = 3,33 3,33 6,7 g g g 3,33 3,33 3,33 1 1 ≅2 Portanto, a resposta: CH2O 8. Determine a fórmula estequiométrica de um composto que encerre 28,8% de Al, 21,87% de Si e 50% de O. Temos, mAl mSi mO = = 28,8 g 21,87 50,0 26,981 × nAl 28,0855 × nSi 15,9994 × nO = = 28,8 g 21,87 50,0 nAl nSi nO = = 28,8 21,87 50,0 g 26,9815 28,0855 15,9994 nAl nSi nO = = 1,07 0,779 3,125 nAl 1,07 0,779 nSi nO = 0,779 = 3,125 0,779 0,779

nAl nSi nO = = 1,37 1,000 4,011 Na tentativa de obtermos números inteiros, encontraremos uma boa aproximação ao multiplicarmos por 3. Assim,
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nAl nSi nO = = 3×1,37 3×1,000 3×4,011 n(Al) ≅ 3, n(Si) = 3, n(O) ≅ 12 Logo, Al4Si3O12 ou Al4(SiO4)3 é a fórmula procurada. 9. 3,42 g de uma substância x contêm 0,54 g de Al, 0,96 g de S e 1,92 g de O. Determine a fórmula mínima percentual em massa e a fórmula mínima dessa substância. (Dados: Al = 26,9815 u, S = 32,0660 u, O = 15,9994 u) 0,54 g × 0,96 g × 1,92 g × 1 mol Al ≅ 0,0200 moles Al 26,9815 1 mol S ≅ 0,0299 moles S 32,0660 1mol O ≅ 0,1200 moles O 15,9994

Dividindo os valores encontrados pelo menor (0,1200), vem: 0,0200/0,0200 = 1 mol Al 0,0299/0,0200 = 1,495 moles S 0,1200/0,0200 = 6 mole H Que multiplicando por 2, vem: n(Al) = 2 moles n(S) = 3 moles n(O) = 12 moles Portanto, Al2S3O12 = Al2(SO4)3 é a fórmula procurada. 10. Calcule a fórmula de um composto formado por nitrogênio e hidrogênio, cuja análise de 32 g de uma amostra revelou a presença de 87,5% (% em massa) de nitrogênio.

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(Dados: as massas molares (g/ mol) do N =14 e H = 1) Assumindo que a massa total é de 100 gramas, têm-se: m N = 87,5 g = 87,5 g × 1 mol N = 6,25 14 g 1mol H =12,5 moles 1g

m H = 100 - 87,5 g = 12,5 g = 12,5 g × Que divididas por 6,25, vêm: n N = n H = 6,25 = 1 mol 6,25 12,5 = 2 moles 6,25

Como m(NH2) = 14 + 2 = 16, então: O fator comum, que define a relação (fórmula molecular)/(fórmula empírica) é, assim: 32/16 = 2 A fórmula procurada é: N(1×2)H(2×2) = N2H4

11. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado A forneceu o seguinte resultado: 0,365 g de A deram por combustão 0,66g de CO2 e 0,315 g H2O. 0,146 g de A deram por combustão 23,6 cm3 de nitrogênio medidos a 14ºC 2 772 mmHg de pressão. A tensão de vapor d’água a 14ºC é 12 mmHg. A massa molecular de A, determinado pelo processo ebulométrico é 77. Calculo a fórmula molecular de A e propor uma fórmula estrutura possível para o mesmo composto. Temos: 0,365g A = 0,66g CO2 + 0,315g H2O 0,146g A = 23,6cm3 de N (T = 14ºC e P = 727 mmHg; pv(H2O) = 12mmHg) Calculando a composição dos elementos, vem:
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a) n(CO2) = n(C) = ½n(O) 0,66g CO2 × Portanto, n(C) = 0,015 moles C 0,015 moles C × 12 g = 0,18 g C 1 mol 1 mol = 0,015 moles CO2 (12+2×16)

b) n(H2O) = ½n(H) = n(O) 0,315g H2 O× 1mol = 0,0175 moles H2 O 18g

n(H) = 2×n(H2O) = 2× 0,0175 = 0,035 moles H 0,035 moles H× 1g = 0,035 g H 1 mol P×V Po ×Vo = T To

c) Para o Nitrogênio, teremos: V=

720-12 mmHg×23,6cm3 ×273K = 22, 449 cm3 = 0,0 224 L 273+14 K× (760mmHg) 1amt 1 mol = 0,001 moles N2 22,4 (14g×2) = 0,028g N 1 mol

0,0224 L N2 ×

0,001 moles N ×

0,146 g A = 0,028g N, logo: 0,028 g N = 0,070 g N 0,145 g A 1 mol 0,070 g N × = 0,005 moles N 14 g 0,365g A × c) Para o O: m(A) = m(H) + m(O) + m(C) + m(N) 0,18 g 0,070 g 0,365 g 0,035 g

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m(O) = 0,08 g O 0,08g × 1 mol ≅ 0,005 moles O 16 g

Assim, em suma, o que temos é: 0,015 moles C 0,035 moles H 0,005 moles O 0,005 moles N Que dividido por 0,005 (o menor valor), vem: (0,015/0,005) moles C = 3 moles C (0,035/0,005) moles H = 7 moles H (0,005/0,005) moles O = 1 mol O (0,005/0,005) moles N = 1 mol N Logo, Fórmula molecular: C3H7ON

Possível fórmula estrutural:

Fig. 54

12. A análise elementar quantitativa de um composto orgânico nitrogenado X forneceu o seguinte resultado: 0,177 g de X deram por combustão 0,264 g de CO2 e 0,135 g de H2O.

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072/0.0848 ou 8. 1 litro = 1000 cm3 = 1 eqg H2SO4 Como equivalente-grama (E) de um de um ácido é a relação entre massa molecular m(A) e o número de hidrogênios ácidos ou ionizáveis.48% c) Para o N: A reação de neutralização é: 2NH3 + H2SO4 → (NH4)2SO4 2moles 1mol 1mol Lembrando que a normalidade de uma solução (N) é o número de equivalentes do soluto em um litro da solução. vem: a) Para o C: 0. então: Pág.015 moles H (0.135 g de H2O × 1 mol = 0.006 moles C (0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Na dosagem de nitrogênio de acordo com o processo de Kjeldahl de 0. obteve-se uma quantidade de amônia (gás amoníaco) que necessitou de 15 cm3 de solução de 1N de H2SO4 para completa neutralização. Calculando a composição dos elementos. Calcule a fórmula empírica de X.4068 ou 40.072 g C) %C = 0. 98 IFES .885 g de X.68% b) Para o H: 0.177 = 0.0075 moles H2O 18 g n (H) = 2 n(H2O) = 0.006 moles CO2 n(C) =n(CO2) = 0.015/ 0.015g H) %C = 0.264 g de CO2 × 1 mol 44 g = 0.177 = 0. então: Uma solução 1N de H2SO4 diz que: em 1 litro teremos 1 eqg H2SO4.

39 8. mmol( H2SO4) 2 1 mol H2SO4 = 2 × Eqg H2SO4 Logo.68 8.21 g N d) Para o N.00 1.694 1.11 23.73) = 27.21/0.00 IFES Pág.2373 ou 23. 99 .48/1 27.48 + 23.00 1.48 27.015 moles NH3)( 1mol N ) = 0.694/1. 15 cm3 1 eqg H2 SO4 1000 cm3 1 mol H2 SO4 2 eqg H2 SO4 2 moles NH3 = 1 moles H2 SO4 = 0. temos: %O = 100 – (40.885 = 0.73% e) Para o O.694 8.68/12 8. temos: %C = 0.48/1.015 moles N)(14 g/1 mol) = 0.68 8.695/1.68 + 8.11/16 23.015 moles NH3 (0.11 23.015 moles N 1 moles NH3 (0.73/14 nC nH nO nN = = = 3.39/1.695 nC nH nO nN = = = 3.694 1.11% f) Cálculo da fórmula mínima: mC mH mO mN = = = 40.694 nC nH nO nN = = = 2.00 5.73 12×nC 1×nH 16×nO 14×nN = = = 40.694 1.73 nC nH nO nN = = = 40.48 27.48 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Equivalente-grama H2SO4 = Assim.

0s números de moles dos elementos em 1.182 g 1 mol H IFES Pág. m C = 3.819 g 0.367 g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3. 100 . m(Amostra) = m(C) + m(H) + m(O) 0.367g do composto são determinados como sendo: (0.002 g CO2 m H = 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. H e O. por conseqüência.183g = 0.640 g H2 O Mas. Uma amostra de 1.364 g Agora o problema pode ser resolvido pelo procedimento usual.819 g − 0.819g C)(1 mol/12g) = 0.365 g − 0.640 g de H2O. na amostra original. m(O) = 1. 55 g) A fórmula molecular é do tipo: (C2H5ON)n 13. a fórmula empírica é: C2H5ON.365 g Assim.06825 1 mol CO2 44g CO2 1 mol H2 O 18g H2 O 1 mol C 1 mol CO2 2 mol H 1 mol H2 O 12g = 0.183g 1.002 g de CO2 e 1. qual será sua forma empírica? É necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e.819 g 1 mol C 1g = 0. Se o composto original contiver somente C. possivelmente: Fig.

1 N de H2SO4 significa que: 1 litro de solução = 1000 cm3 = 0. a fórmula empírica é C3H8O.18300 (0. Um composto quartenário contém: C−18.02275 Que divididos por 0.7727 IFES Pág.9045 ≅ 234.06825/0. pelo processo de Carius.18300/0.0033 eqg H2SO4 1000 cm3 Mas neqg H2SO4 = neqg NH3 = 0. Qual a sua fórmula empírica? mm (AgI) = 107.02275.0462g = 0.18%. assim: nEqg H2SO4 = (33 cm3)( 0.9045 = 0. A análise de 0.51% .099g desse composto quando tratado pelo Ag(NO3)3.364 g O)(1 mol/16g) = 0.1175g de AgI.0462g N 1 eqg NH3 1 mol NH3 0. NH3 NEUTRALIZADOS 33 cm3 H2 SO4 0.0033 eqg NH3 (0. Pede-se a percentagem de nitrogênio no composto. produzem 0.1175 234.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.1N Uma solução 0. 8:1.02275) = 3 (0.183g H)(1 mol/1g) = 0. Na dosagem do iodo. 101 .02275//0. vem: (0. H−1.0033 eqg NH3)( %N = 1 mol NH3 14N )( ) = 0.1N de H2SO4.78 mI 126.105 ou 10.5% 0.02275) = 1 Como estão na razão 3.44g de um composto orgânico obteve-se uma quantidade de gás amoníaco (amônia).8682 + 126. 14. verificou-se que 0.1 eqg H2SO4 ) = 0.1 eqg H2SO4.44g 15.02275) ≅ 8 (0. que recolhido e neutralizado por 33 cm3 de solução 0.

3731g de BaSO4 0.17% Cálculo da formula empírica: 12 nC 1nH 127nI 16nO = = = 18.18 16.51+64.0512g 233g BaSO4 Com esta informação.515 1.01 1.14 18.505 1.0635g %I = Logo.505 0.69%. Qual a sua fórmula empírica? mm (BaSO4) = 137+32+4×16 = 233g 32g S = 0.01 nC nH nI nO = = = 1.14 16. calculamos o percentual de enxofre e oxigênio: 0.51 64. 102 .505 nC nH nI nO = = = 3 3 1 2 Portanto a fórmula molecular é: C3H3IO2 16.515 1.17 1.099 IFES Pág.14) = 16.14+64.17 nC nH nI nO = = = 64.505 0.0635 ×100 = 64.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mI = 0.84% Na dosagem de enxofre 0.14% 0.3731g de BaSO4.51 0. H−3.505 0.333g deste composto quando tratados por BaSO4 produzem 0.51 0.18 + 1.51 127 12 16 1 nC nH nI nO = = = 1. Um composto orgânico contém: C−57. %O = 100 – ( 18.18 1.505 0.

00% de C e 10.09 1×nH 12×nC 32×nS 16×nO = = = 3.84) = 23.69 15.84 57.38 23.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO %S = 0. Qual é o alceno original e qual sua estrutura? Temos: Composto A: C−54.84 4.38 23. Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando o produto obtido.443125 0. O composto A tem 54.38% de S 0.480625 0.480625 1.8075 0.00 3. uma cetona.69 15.38 16 1 12 32 nH nC nS nO = = = 3.84 4.480625 nH nC nS nO = = = 7.61% IFES Pág.0512 ×100= 15.6% de C e 9.333 Para o oxigênio: %O = 100 – (15.00 Ou.69+3. contem 62. teremos 2 compostos A e B.84 57.09% de H. aproximando: nH nC nS nO = = = 8 10 1 3 Ou.8075 0.00 1.480625 1. mH mC mS mO = = = 3.443125 nH nC nS nO = = = 3.98 10.480625 0.69 15.84 57. 103 .480625 0.09% de O Assim.09 3. C10H8SO3 17.40% de H.09 nH nC nS nO = = = 23.38+57. O composto B.

27 nH nC nO = = 4 2 1 Ou.61 36.61 36. C2H4O Fig.3 54. têm-se: IFES Pág.3% Composto B: C−62. para o produto A têm-se: mH mC mO = = 9.27 4. 56 Para o composto B.00% H−10.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H−9.09 4. 104 .55 2.61 1 16 12 nH nC nO = = 9.3 nH nC nO = = 9.61+9.09% O−(100-(54.09 54.40% O−(100-(62.3 1×nH 12×nC 16×nO = = 9.55 2.27 2.09)) = 36.09 2.09 54.09 36.27 2.40)) = 27.00+10.6% Assim.27 nH nC nO = = 9.

o alceno original é: C6H12 Pág.73 1.40 1.73 5.00 27.40 62.6 1×nH 12×nC 16×nO = = 10.00 27. 105 IFES .73 1.00 27.73 nH nC nO = = 6.17 1.6 nH nC nO = = 10.17 1. 57 Portanto.40 62.6 1 12 16 nH nC nO = = 10.00 Ou .01 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH mC mO = = 10.99 1.40 5. Fig.73 nH nC nO = = 10.40 62.

442 nC nI nH = = 7 1 15 Portanto.65 12×nC 127×nI 1×nH = = 37.19% Qual a sua fórmula empírica? %I = 100 – (37.65% de H Assim.19) = 6.16 56. mC mI mH = = 37.097 6.19 6. 58 18.097 0. A análise elementar de um composto (iodeto de alcoila) forneceu a seguinte composição: C−37. 106 .442 6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.442 3.16 56.65 12 127 1 nC nI nH = = 3.65 nC nI nH = = 37.65 nC nI nH = = 0.16 56.65 0.19 6.442 0. a resposta é C7H15I IFES Pág.19 6.16% I−56.442 0.16+56.

3 73. N = 14 mC mH mN = = 73.3 nC nH nC = = 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.236 nC nH nC = = 4.125 8.6% de hidrogênio e 17.958 1 nC nH nC = = 4. Dados Massas atômicas: C = 12.236 8.6 17.5 8.5 1 14 12 nC nH nC = = 6.236 nC nH nC = = 1. Segue as possíveis fórmulas planas: IFES Pág.6 1.5% de carbono.5 8.236 1. Quais são as fórmulas empíricas e moleculares da nicotina. 107 .958 1 ≅7 ≅5 Fórmula mínima: C5 H7N e Fórmula molecular: C10H14N2.125 1.956 6.236 1.6 17.3 12×nC 1×nH 12×nC = = 73. 8.6 6.956 6.3% de nitrogênio. Sabe-se que este composto contém dois átomos de nitrogênio por molécula. 59 19.6 17. H = 1. A nicotina contém 73.

63×1.37 80 + 9.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig.1931 ≅ 13 1 10.63 10.37 12×nC 1×nH 14×nN mm(benzidrina) = = = 80 9. calcule a sua fórmula molecular. Sabendo-se que a sua massa molar é 135 g/mol.35 80 9.63 +10. 9. Anfetaminas são aminas utilizadas como estimulantes e vulgarmente conhecidas por "bolinhas".37 = 13.63 10. que apresenta a seguinte composição percentual: 80% de carbono. 20. A sua fórmula molecular é: C9H13N (Figura61).37 100 nC = nH = nH = 80×1. 108 . 60: Isômeros.37 100 12×nC 1×nH 14×nN 135g = = = = 1.014 ≅ 1 14 Assim. 12×nC 1×nH 14×nN 12×nC + 12×nN +14×nN = = = 80 9. Uma dessas substâncias é a benzedrina.37×1.37% de nitrogênio.1 ≅ 9 12 9.63 10.37 = 1.63% de hidrogênio e 10.37 = 9. IFES Pág.

514 2.269 ≅3.100 ≅1.514 1.1% N (nitrogênio) 21.1% 47.8% O(oxigênio) 36.6% Calcule a sua fórmula molecular.514 1.2 36.2 36. vem: mC mH mN mO = = = 4 8 2 3 Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 109 .514 1. sendo.5% H (hidrogênio) 6.269 mC mH mN mO = = = 3. 61.4% 23.033 6. portanto.269 1.4 6.3 14 12 1 16 2.029 1.2% 11.499 2.033 6. C4H8N2O3 (Figura 62).3 12×nC 1×nH 14×nN 16×nO = = = 36. IFES Pág.100 1.1 36.3% 17.4 6. Apresenta a seguinte composição elementar: Tabela 15: Composição Elementar.033 ≅6. Elemento Fração de massa Fração atômica C (carbono) 36.003 Multiplicando o denominador por 2. 100 2.2 36.514 mC mH mN mO = = = 3. A Asparagina é um dos aminoácidos codificados pelo código genético. mC mH mN mO = = = 36.514 1. 21.1 21. um dos componentes das proteínas dos seres vivos.514 1.1 21.000 4.3 nC nH nN nO = = = 21.4 6.

367g de um composto orgânico foi queimada em uma corrente de oxigênio seco fornecendo 3.0289g 1mol O = 0. 2.0281 moles O 2. a fórmula empírica é U3O8.449 g de O (obtido subtraindo a massa inicial da massa final). Determine a fórmula empírica do óxido.676) moles O 8. por consequência.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fig. 110 .002 g de CO2 IFES 1 mol CO2 44.0095 g 1 mol C 1mol CO2 12g = 0. Se o composto original contiver somente C. n(U) = (2. Assim: 3.0105 moles de U 238. H e O.500 g de urânio foi aquecida ao ar. Uma amostra de 1. O óxido resultante pesou 2.949 g. qual será sua forma empírica? E necessário usar fatores quantitativos para CO2 e H2O para determinar quanto de C e H estão presentes nos produtos de combustão e.0105 moles de U 1 moles de U 1 mol U n O 3.(2.0105 = = = n(U) 0. Uma amostra de 2.949 g do óxido contêm:  2.02 mols de O = = n(U) 3(1 mol) U 3 moles de U Por consequência.500g U) n O = 0.002g de CO2 e 1. 23.819g C 1 mol C Pág. 62 22. na amostra original.640g de H2O.676 moles O 0.0281 moles O 16 g 0.0281 moles O n O 0.449 g O 1 mol U = 0.500 g de U e  0.

Fig.0228 n(C) n(H) n(O) = = 0.0228 0.0228 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.026 1.819 0. a fórmula empírica é C3H8O.178g é fortemente aquecida em um fluxo de oxigênio até que todo o cobre tenha sido convertido em 3.0228 n(C) n(H) n(O) = = 2. 111 .364 0.184 = 0.364 g O Assim.178g Peso do oxigênio no óxido = 0.800g IFES Pág.819 – 0.184 15.183 0.183 0.98 8.000 Portanto.068 0. teremos: n(C) n(H) n(O) = = 0.0107 1. 63 24.0153 g 2 moles H 1mol H2O 1.367 – 0.00794 n(C) n(H) n(O) = = 0.068 0.00794 g = 0.978g Peso do cobre no óxido = 3. Qual é a composição percentual deste óxido? Peso total do óxido preto = 3.0228 0.184 g H 1 mol H m(O) = m(composto) – m(C) – m(H) = 1. Uma fita de cobre eletroliticamente puro pesando 3.9994 12.640g de H2O 1mol H2O 18.978g de um óxido prelo.

31% e H—7. 112 . Com o HNO2 dá um álcool que oxidado fornece acetona. Qual a sua fórmula empírica? 3) Submetendo-se um alceno à ação do ozônio e hidrolisando-se o produto obtido.51%. A sua densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29. Quando X é nitrado pela mistura sulfonítrica transformasse em Y que reduzido pelo hidrogênio proveniente da reação de 840 g de ferro metálico com excesso de HCl diluído.40% de hidrogênio. H—1. pelo processo de Carius.178g 3. A reage com o anidrido acético e com o cloreto de benzeno sulfonila.09% de hidrogênio. H—3. Na dosagem do iodo. admitindo-se que o rendimento das reações seja de 60%. 100% −79.333 g deste composto quando tratados pelo BaCl2 produzem 0.00% de carbono e 10.01%.7 Exercícios Propostos. O seu peso molecular é 78. verificou-se que 0.61% de carbono e 9.211 ou 21.099 g deste composto quando tratados pelo AgNO3. Na dosagem do enxofre. IFES Pág.1175 g de AgI. N—23.1% 4.800g 3. origina um composto Z. obtemos dois compostos A e B. Qual a fórmula molecular e o nome de A? 5) A análise elementar de um hidrocarboneto X forneceu o seguinte resultado: C—92.84%.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Fração de Cu = Fração de O = peso do cobre no óxido peso total do óxido peso total do óxido = 3.18%. Qual é o alceno original e qual a sua estrutura? 4) Um composto orgânico A contém: C—61.1% peso do oxigênio no óxido = Realmente.978g = 0.5. 0. 1) Um composto orgânico quaternário contém: C—18. Qual a sua fórmula empírica? 2) Um composto orgânico contém: C—57. produzem 0.25%. A tem 54. H—15.9% = 0.978g 0.9% = 21. B é uma cetona e contém 62.69%.69%.3731 g de BaSO4.799 ou 79.73%. Pergunta-se: a) qual a fórmula e o nome de Z% b) com os dados do problema dar a massa obtida de Z.

00%.0—44. Qual é a sua fórmula empírica? Sabendo-se que o PM da frutose é de 180.3 % de O.75%.73%. Qual a sua fórmula? 10) A análise elementar de um composto X.7% de H e 53.1 % de O e 11. Quando A é tratado com o HNO2 produz um álcool B contendo: C—60. K—26. S04—39. O seu peso molecular é 158.09%. H— 15. Qual a fórmula e o nome de A? 8) Frutose tem 40.24%.01%. 113 . H—13. 0—39.25%. S—19. 0—40. Qual é sua FM? 16) Qual a fórmula de um sal hidratado que contém: Fe -11. Determinar a sua fórmula e qual o seu nome? 15) Um composto dá uma análise elementar de 54. O seu peso molecular é 164. N—23. FeO—36%.5% de H.073%. Na—42.79%. e 9.83%? IFES Pág.6 % de N.31% S.2 qual é a sua fórmula molecular? 9) Um composto mineral contém: Zn—40. H—2.18% H.48% e K—24. NH4—3.74% e Cl—48. 2. Quais são suas fórmula empírica e fórmula molecular? 11) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Cr— 35.62%.53% e 0—38. Por oxidação incompleta B transforma-se em C cuja densidade de vapor em relação ao hidrogênio é 29.02%. C fornece uma oxima e um composto com o bissulfito de sódio.37%.37%. Qual a sua fórmula molecular? 14) Um composto mineral contém: Cr2O3—64%.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6) O nitrato de peroxiacetila (NPA) tem a seguinte composição percentual em massa: 19.82%. de massa molecular 147g. dá: C— 49. O seu peso molecular é 294.024%.73%.33%.0% de C. Qual a sua fórmula molecular? 13) Um composto mineral possui: P—18.8% de C. mas não reduz o reagente de Fehling. 66. Qual é a sua fórmula empírica? 7) Uma substância básica A contém: C—61.87%.73%. 11. O seu peso molecular é 161. O seu PM é de 89 ± 3.902%. Qual a sua fórmula molecular? 12) Um composto mineral apresenta a seguinte composição centesimal: Mn— 34. 6. 36.51% C. 0—39.

Note. pois há quatro átomos de hidrogênio e dois átomos de oxigênio em cada lado. ainda. Então. 114 . Por exemplo: 6H2 + 3O2 → 6H2O é também balanceada. que profere que a matéria não pode ser criada nem destruída durante a transformação química que ocorre em uma reação química.1 Balanceamento de Equações Químicas. uma equação química balanceada é: 2 H2 + O2 → H2O Indica que duas moléculas de hidrogênio se combinam com uma molécula de oxigênio para formar duas moléculas de água. uma vez que os átomos apenas se combinam para formar novas moléculas (não são criados nem destruídos na reação química balanceada). Assim. Uma equação química balanceada é uma equação algébrica que dá o número relativo de reagentes e produtos na reação e tem o mesmo número de átomos de cada tipo dos lados esquerdo e direito. para a reação na qual os gases hidrogênio (H2) e oxigênio (O2) se combinam para formar água (H2O). ou o número de átomos de cada elemento nos reagentes é igual ao número de átomos de cada elemento dos produtos. Observe que a equação é balanceada.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VI 6. Por exemplo. IFES Pág. Uma equação química deve ser balanceada de acordo com a Lei da Conservação da Matéria. já que todo múltiplo inteiro positivo de uma equação balanceada será também uma equação balanceada. usualmente procuramos a equação balanceada mais simples para uma reação. que nunca haverá uma única equação balanceada para uma reação. os totais de massa dos reagentes deverão ser iguais ao total de massa dos produtos.

Exemplo 1: A combustão de amônia (NH3) em oxigênio produz nitrogênio (N2) e água.xn = b2 . . o processo de balanceamento de equações químicas na verdade envolve a resolução de um sistema de equações lineares homogêneo.x2 + ..xn = b1 a21 . Solução: Se denotarmos os números de moléculas de amônia.xn = bn Pág.x2 + . obtemos o seguinte sistema de equações: Nitrogênio: Hidrogênio: Oxigênio: w = 2y 3w = 2z 2x = z Reescrevendo essas equações na forma padrão teremos um sistema homogêneo de três equações lineares em quatro variáveis. . hidrogênio e oxigênio nos reagentes e nos produtos. x. respectivamente.2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Embora o método de ―tentativa e erro‖ freqüentemente funcione em exemplos simples.. . 115 IFES . an1 .z = 0 Reduziremos a matriz completa correspondente pelo método de eliminação de Gauss-Jordan.. + ann..x1 + an2 . . estaremos procurando uma equação da forma: w NH3 + x O2 → y N2 + j H2O Comparando os números de átomos de nitrogênio.x1 + a12 . + a1n. .x1 + a22 . w + 0 . + a2n. Dado um sistema linear qualquer da forma: a11 . . .2z = 0 0 + 2x + 0 . oxigênio. nitrogênio e água por w. y e z.x2 + .

que fornece w = 4.  calcular o elemento m12 = − (a'i2/ a'22).z = 0 1 3 0 0 0 2 -2 0 0 0 -2 -1 0 0 → 0 1 0 0 0 1 0 0 -2 3 0 0 0 0 -1 2 1 -1 3 Logo. Assim. e colocar o resultado na 2. 6).  vamos somar à 2.2z = 0 0 + 2x + 0 . 2. Voltemos ao exemplo: w + 0 . multiplicada pelo coeficiente m21.  repetir o passo anterior com as demais equações. usando mi1 na i-ésima equação.ª equação a 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os passos a executar são: 1. 1/2 e 1/3 (isto é.(ai1 / a11) . O menor valor positivo de z que fornecerá valores inteiros para todas as quatro variáveis é o menor denominador comum das frações 2/3. repetir para as equações abaixo. a equação química balanceada é: 4 NH3 + 3 O2 → 2 N2 + 6 H2O IFES Pág. 1≤ i ≤ n. 116 .2y + 0 = 0 3w + 0 + 0 . y = 2 e z = 6. Isto também não altera a solução do sistema. w = 2/3z. zerar todos os coeficientes da 1a coluna abaixo da a11. 3. zerar todos os coeficientes abaixo da diagonal principal. considerar a 1.ª linha. para isso faz-se:  calcular o elemento mi1 = .ª linha como base para a eliminação. x = 1/2z e y = 1/3z.ª . x = 3.

Uma reação de oxidação/redução é. provocando a redução da outra espécie química. oxidação e redução acontecem concomitantemente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6. É. A redução ocorre quando um reagente ganha elétrons e vai para um estado de oxidação mais negativo. o aceitante de elétrons. é reduzida. É. capta elétrons. Inversamente. numa reação química. uma reação em que ocorre transferência de elétrons. isto é. Redutor é a espécie química que cede elétrons. o doador de elétrons. pois na transferência de elétrons: um perde e outro ganha.→ 2O3 -2 IFES Pág. 2Fe0 → 2Fe2 +3 + 6e∑ 0 3O2 + 6e. Assim. provocando a oxidação da outra espécie. durante a oxidação. portanto.→ O3 -2 Ou. isto é. é oxidada.→ Ared Meia reação de oxidação: Bred → Box + n eReação de oxi-redução: Aox + Bred ←→ Ared + Box Exemplo: redução 4 Fe + 3 O2 → 2 Fe2O3 Oxidação Fe0 → Fe2 +3 + 3e∑ 0 O2 + 2e. portanto. as duas meias reações (oxidação/redução) se combinam para dar uma dupla redox (oxi-redução): Meia reação de redução: Aox + n e. Oxidante é a espécie química que. 117 . Portanto. portanto.2 Balanceamento de reações de óxido-redução. um reagente perde elétrons e vai para um estado de oxidação mais positivo.

ou parcialmente. Com o número de elétrons conveniente. tantos quantos os íons de H+ existentes. 3. tendo o cuidado de representar corretamente as espécies oxidadas e reduzidas.4 Estado de oxidação. É feito sistematicamente como se segue: 1.  Um átomo que perde total. e  os elementos que variam o nox quase sempre mudam a posição.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6. 2. lembrando que:  o elemento no estado livre (sem se combinar) possui valência zero. 118 . 7. De seguida. No lado da semi-equação onde estão presentes os íons H+ estes se combinam com os íons HOformando moléculas de água.a cada membro da equação. Identificar o meio em que a reação ocorre:  Se o meio onde a reação ocorre é ácido nas semi-equações deve-se acertar os átomos de oxigênio com moléculas de água e de seguida os átomos de hidrogênio com íons H+. acertar as cargas das semiequações de modo aos dois membros possuírem a mesma carga. elétrons está oxidado relativamente ao seu estado elementar. 6. em cada equação. Por intermédio das equações parciais. Escrever as equações das semi-reações que correspondem à oxidação e à redução do equilíbrio redox em estudo. 4. 5.3 Acerto de coeficientes das reações de redox. deixando o oxigênio sempre por último. soma-se igual número de íons HO. Examinar nos membros da equação química os elementos que variam a valência. 6. ajusta-se por simples tentativa. Acertar. Por forma a que sejam trocados o mesmo número de elétrons nas semireações. IFES Pág. o número de átomos que sofrem a reação redox. deve-se nesta etapa multiplicar as semi-equações por um fator multiplicativo que torne este número igual.  Se a reação se der em meio básico acertam-se as semi-equações do mesmo modo que no ponto anterior.

não há acertos a fazer às equações. aparecer em vários estados de oxidação referenciados pelo chamado número de oxidação. Acerta-se o oxigênio somando moléculas de água no lado da equação onde houver falta de oxigênios e. acerte a equação: SO32. num dado estado. assim. Logo. Os elementos que alteram o seu estado de oxidação são: o Mn (Mn+4 / Mn+2) e o S (S+4 / S+6). forem atribuídos aos átomos mais eletronegativos.  Número de oxidação de um elemento.5 Exercícios Resolvidos. vem: Semi-reação de redução: MnO4. Ajustar as equações por oxi-redução. neste passo.  Um dado átomo pode. em cada ligação.→ Mn2+ Semi-reação de oxidação: SO32.+ 2e.→ SO42.  Obtém-se a equação total somando-se as duas semi – equações.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Um átomo que ganha elétrons está reduzido em relação ao mesmo estado elementar. depois de ter multiplicado cada uma delas por um número apropriado de modo a que o número de elétrons seja o mesmo no processo de oxidação e no processo de redução. tendo em conta que o meio onde a reação ocorre é ácido. Semi-reação de redução: IFES Pág. 1) Considerando a reação de oxidação-redução em meio ácido. 6.+ MnO4. Assim: Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução.→ SO42-+ 2eNota-se que há um balanço eletrônico.+ Mn2+. 119 . é a carga que um átomo desse elemento adquire se os elétrons. acertam-se os hidrogênios adicionando H+: i.

+ 6H+ → 5SO42.→ Mn2+ + 4H2O Acerto dos átomos de hidrogênio: MnO4. adicionando elétrons onde houver excesso de cargas positivas: i.+ H2O → SO42. Semi-reação de redução: MnO4.+ 2Mn2+ + 3H2O 2) KMnO4 + H2C2O4 + H2SO4 → CO2 + MnSO4 + K2SO4 + H2O IFES Pág.+ 2H+ + 2eEncontrando um fator multiplicativo de forma a que ambas as equações envolvam o mesmo número de elétrons. Semi-reação de oxidação: (SO32.+ 8H+ + 5e.→ Mn2+ + 4H2O ii. 120 .+ 8H+ + 5e.+ H2O → SO42. obtém-se a equação global: 5SO32. vem: i.+ 2H+ Procede-se ao acerto das cargas das semi-reações.→ Mn2+ + 4H2O) × 2 ii.+ 2MnO4.+ H2O → SO42Acerto dos átomos de hidrogênio: SO32. Semi-reação de redução: (MnO4. Semi-reação de oxidação: Acerto dos átomos de oxigênio: SO32. através da soma das duas equações.+ 2H+ + 2e-) × 5 Por fim.+ 8H+ → Mn2+ + 4H2O ii.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Acerto dos átomos de oxigênio: MnO4. Semi-reação de oxidação: SO32.+ H2O → SO42.

e H2SO3 em meio ácido. as equações que traduzem a reação de oxidação e redução. 121 .é reduzido a Mn2+: Redução: MnO4. O redutor H2SO3 é oxidado a SO42-: Oxidação: H2SO3 → SO42- O oxidante MnO4. Reconhecendo quais as espécies sofrem oxidação e redução. 2 KMnO4 + 5 H2C2O4 + 3 H2SO4 → 10 CO2 + 2 MnSO4 + 1 K2SO4 + 8 H2O 3) Balancear a reação entre e MnO4.→ Mn2+ IFES Pág. vem: 2 MnO4-(aq) + 5 C2O4-2(aq) +16 H+(aq) → 2 Mn+2(aq) + 10 CO2(g) + 8 H2O(l) Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Temos: Mn+7 / Mn+2 e C+3 / C+4. Logo. a equação global de oxidaçãoredução (redox) fica: 2Mn+7 → 2Mn+2+ 10 e 0 5C2 + 10 e →10C+4 2 Mn+7+5C2 → 2Mn+2+10C+4 Por tentativa. temos: Mn+7 → Mn+2 S+4 → S+6 Assim. são: Mn+7 → Mn+2 + 5e (Semi – equação de redução) 0 +4 C2 + 2e →2C (Semi – equação de oxidação) Fazendo-se o acerto de coeficientes das reações. para dar H2SO4 e Mn2+.

vem: H2SO3 + H2O  SO42. obtêm-se: 5 H2SO3 + 2 MnO4. nessas equações.+ 4H+ MnO4.+ 8H+  Mn2+ + 4H2O Acrescentando um número de elétrons idêntico ao excesso de cargas positivas. Mn2+ + 4H2O Igualando o número de e. não podemos ter H+ na equação final − sua concentração em meio alcalino é muito baixa (menor que 1×10-7 M). Uma forma simples de conseguir isto.+ 2 Mn2+ + 4 H+ + 3 H2O 6.+ 16H+ + 10e. 2Mn2+ + 8H2O Adicionando-se as duas equações. respectivamente. têm-se: H2SO3 + H2O  SO42.multiplicando por 5 e por 2. Hidrogênio. Muitas vezes precisamos escrever equações balanceadas para reações redox que acontecem em meio básico.+ 8H+ + 5e. têm-se: 5H2SO3 + 5H2O  5SO42.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Balanceando-se o número de átomos de hidrogênio e oxigênio nos dois lados utilizando H+ e H2O. é eliminar os H+ que aparecem nas semi-reações ―neutralizando-os‖ mediante o acréscimo de um número igual de OH.ou H2O. 122 . Vejamos: IFES Pág.em ambos os lados.+ 20H+ + 10e2MnO4. deve estar na forma de OH.6 Balanceamento em meio alcalino. 5 SO42. Nestes casos.+ 4H+ + 2eMnO4.

 CNO. têm-se: CN.+ 2OH. CNO.+ H2O CrO42. vem: IFES Pág. 2Cr(OH)-4 + 8OH3CN. Cr(OH)4 Balanceando o H. H2O). 123 .+ 6OH.em solução alcalina para formar CNO.+ Cr(OH)4Balanceando o O.+ 4H2O  Cr(OH)-4 + 4OHFazendo o balanceamento das cargas: CN. CNO.+ 2H+ CrO42.e Cr(OH)4-.+ 2Cr(OH)-4 + 2OH5) Faça o balanceamento da equação da reação do tiossulfato (S3O3-2) com o íon bicromato (Cr2O7-2) em solução S3O3-2 + Cr2O7-2 ↔ SO4-2 + Cr+3 Escrevendo as semi-reações de oxidação e de redução. vem: CN. balanceiam-se os elétrons.+ H2O  CNO.+ CrO42.+ H2O + 2eCrO42.reage com CrO42. Cr(OH)-4 + 4OHMultiplicando a primeira equação por 3 e a segundo por 2. vem: + 3CN.+ 2CrO42. Em seguida.+ 4H2O + 3e.+ 2OH. somando ambas.+ 5H2O  3CNO.+ 4H+  Cr(OH)-4 Neutralizando os H+ acrescentando OH. 3CNO. CN. têm-se: CN.+ H2O  CNOCrO42.+ 8H2O + 6e.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4) Consideremos a reação na qual CN.em ambos os lado (lembrando que: H+ + OH.+ 3H2O + 6e2CrO42.

permitindo uma simplificação. IFES Pág. 124 .→ 2Cr+3 + 7 H2O Mas. + 15H2O + 3S2O3-2 → 6SO4-2 + 30H++ 24e4Cr2O7-2 + 56H+ + 24e. Assim.→ 8Cr+3 + 28H2O 15H2O + 56H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → +28H2O 8Cr+3 + 6SO4-2 + 30H+ A água e o H+ aparecem nos dois membros.→ 2Cr+3 + 7H2O) Ou. 3×(5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8e-) 4×(Cr2O7-2 + 14H+ + 6e. utilizando o H+: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H+ Cr2O7-2 + 14H+ → 2Cr+3 + 7 H2O Finalmente. portanto. balanceando as cargas por meio de elétrons.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S2O3-2 → SO4-2 Cr2O7-2 → Cr+3 Balanceando os átomos de S e Cr. vem: 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 + 10H++ 8eCr2O7-2 + 14H+ + 6e. utilizando H2O 5 H2O + S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 + 7 H2O e o hidrogênio. precisamos tomar 3 vezes a simi-equação de redução e 4 vezes a de oxidação para equilibrarmos as cargas elétricas. vem: S2O3-2 → 2SO4-2 Cr2O7-2 → 2Cr+3 Balanceando os átomos de oxigênio.

→ MnO2 + I2 3) C (s) + O2 (g) → CO2 (g) + CO (g) 4) MnO-4 (aq) + Fe+2 (aq) → Mn+2 (aq) + Fe+3 (aq) 5) ClO-3 (aq) + I2 (aq) → IO3-2 (aq) + Cl6) I2(aq) + 2S2O32 (aq) 2I (aq) + S4O62 (aq) 7) AsO33 (aq) + Br2(aq)  AsO43 (aq) + 2Br (aq) 8) SO32 (aq) + Cr2O72 (aq)  3 SO42 (aq) + 2Cr3+ (aq) 9) H2S (aq) + Cr2O7-2 (aq) → Cr+3 (aq) +S(s) Faça o acerto de equações redox (em meio alcalino) abaixo: 10) AsO33 (aq) + Br2 (aq) +2OH(aq)  AsO43 (aq) + Br (aq) 11) MnO4 (aq) + NO2 (aq)  MnO42 (aq) + NO3 (aq) IFES Pág.→ Fe3+ + Cr3+ 2) MnO4. Faça o acerto de equações redox (em meio ácido) abaixo: 1) Fe2+ + Cr2O72.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 26H+ + 3SO4-2 + 4Cr2O7-2 → 8Cr+3 + 6SO4-2 + 13H2O 6.+ I. 125 .7 Exercícios de Fixação e Aprendizagem.

em solução básica.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 12) Al (s) + 6H2O(l)  Al(OH)4 + H2(g) 13) CrO42(aq) + 3S (s)  Cr(OH)4 (aq) + SO32(aq) 14) ClO(aq) + CrO2 (aq)  Cl (aq) + CrO42(aq) 15) MnO4 (aq) + I (aq)  MnO2 (s) + I2 (aq) 16) Cr(OH)3 (s) + Br2 (aq)  CrO42 (aq) + Br (aq) 17) ZrO(OH)2(s) + SO3 (aq)  Zr (s) + 2SO42 18) Fe2+ + MnO4. 126 .→ Bi + SnO3220) Acerte a seguinte reação: SbO33-+ ClO2 → ClO2-+ Sb(OH)621) Escreva a equação iônica acertada que representa a oxidação do íon iodeto (I-) pelo íon permanganato (MnO4-). 22) Acerte a seguinte equação para a reação em meio ácido: C6H6O2 + AgBr → Ag + Br-+ C6H4O2 23) H3AsO4 + Fe+2 → H3AsO3 + Fe+3 24) N2H4 + Cu(OH)2 → N2 + Cu IFES Pág.→ Fe3+ + Mn2+ 19) Bi3+ + SnO22. originando iodo molecular (I2) e óxido de manganês (IV) (MnO2).

Consideremos a seguinte equação balanceada: 2 H2 + O2 → 2 H2O Os coeficientes nos dizem que duas moléculas de H2 reagem com cada molécula de O2 para formar duas moléculas de H2O.022×1023).022×1023) moléculas 1 mol → 2HI 2(6.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 25) MnO-4 + C2O4-2 → Mn(OH)3 + CO3-2 6. a informação quantitativa contida em uma equação química balanceada. 127 . Para uma reação hipotética.8 Informações quantitativas a partir de equações balanceadas. 1I2 + 1H2 → 2HI Fig. Isso resulta que os números relativos de moléculas são idênticos aos números relativos de moles. membro a membro por (6.022×1023) moléculas 2 moles 1 mol IFES Pág. A estequiometria refere-se às quantidades de reagentes e produtos em reações químicas. O conceito de mol nos permite aproveitar. 64 Temos: 1I2 2 moléculas + 1H2 1molécula → 2HI 2 moléculas Multiplicando.022×1023) moléculas + 1H2 1(6. em nível microscópio. vem: 1I2 1(6.

IFES Pág.14 moles de H2O 1 mol O2 Como exemplo adicional. quando o problema fornece a quantidade de dois reagentes. é provável que um dele esteja em excesso. o número de moles de H2O que se produz a partir de O2 se pode calcular assim: Moles de H2O = (1. Assim. Estas relações estequiométricas podem servir para obter fatores de conversão que relacionam as quantidades de reagentes e produtos de uma reação química. Por exemplo. dado pelos coeficientes da equação. As quantidades de 2 moles H2. A relação entre estas quantidades podem ser representadas como: 2 moles H2  1 mol O2  2 mol H2O Onde o símbolo ―‖ significa "estequiometricamente equivalente a". na equação diz-se que 2 moles de H2O e 1 mol de O2 formam 2 moles de H2O. Em outras palavras. consideremos a reação: 4 FeS + 7 O2 → 2 Fe2O3 + 4 SO2 Podemos escrever os seguintes fatores de conversão química: 4 moléculas FeS 7 moléculas O2 4 moléculas FeS 2 moléculas Fe3O2 7 moléculas O2 4 moléculas SO2 etc. são chamados montantes estequiometricamente equivalentes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 4. 1 mol O2 e 2 moles H2O. 128 . Os coeficientes de uma equação química balanceada podem ser interpretados como os números relativos de moléculas (ou unidades formulares) que participam na reação e também como números relativos de moles. Fatores químicos de conversão.6.57 mols O2)( 2 moles H2O ) = 3. Nesse caso: a) determinar a quantidade de reagente que está em excesso.

6. temos: NH3 + CO2 → (NH2)CO + H2O Fig.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO b) resolver o problema baseado na quantidade de reagente que participa da reação. Observe a seguinte reação: No início da reação. 66 IFES Pág. 129 .9 Elementos Químicos Limitante. 65 E no final da reação: Fig.

6. ou não. A percentagem de excesso determina-se da seguinte forma: %E = A . traduzida pela seguinte equação química: Pág. não há perda nem ganho de átomos.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Numa reação química. Nos casos em que os reagentes não estão em proporções estequiométricas. fazendo com que a reação termine. a quantidade de produto que se obtém depende de muitos fatores. Quando efetuamos uma dada reação química o intuito é sempre obter o máximo possível de produto. a reação progride só até a obtenção de uma dada quantidade de produtos. No exemplo acima o reagente limitante será o NH2. Considere-se a reação anterior (de síntese de amoníaco). a reação completa-se quando se esgota o reagente limitante. De acordo com a Lei de Lavoisier. a partir de azoto e hidrogênio. Neste tipo de reações atinge-se um equilíbrio dinâmico entre reagentes e produtos da reação e para a sua representação utiliza-se uma equação química com 2 setas (⇋). o número total de átomos de cada elemento no lado esquerdo da equação (reagentes) deve ser sempre igual ao do lado direito (produtos). o reagente limitante é aquele que será consumido por completo em primeiro lugar. designam-se por reagentes em excesso e podem ser quantificados através da percentagem de excesso.10 Determinação do reagente limitante. que não são limitantes. em quantidades estequiométricas. Portanto. uma reação será completa se esgotar completamente os reagentes durante a reação. sem que nenhum dos reagentes (nem mesmo o limitante) se esgote. no entanto. É importante caracterizar as reações químicas pela sua extensão. Os outros reagentes presentes. 130 IFES . independentemente dos reagentes estarem. Uma reação será incompleta se.EN ×100 EN Onde A é a massa existente do reagente em excesso e EN a massa desse mesmo reagente que seria estequiometricamente necessária para converter todo o reagente limitante. Quando os reagentes se encontram nas proporções estequiométricas.

o número de moles de H2 necessário para reagir com quatro moles de N2 é: 4 moles N2 3 moles N2 =12 moles H2 1 mol N2 Conclusão: Como o número de moles de H2 disponível (20 moles) é superior ao número de moles necessário para reagir com o N2 (12 moles). a) Quantas gramas de fosfato cálcio se produzem? b) Calcule a quantidade de moles de reagentes em excesso ao final da reação. e como para cada mol de N2 se formam dois moles de NH3.1g 1 mol = 0. Exemplo 1: Uma amostra de 50.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO N2 (g) + 3 H2 (g)→ 2 NH3 (g) Considerando que se adicionam 20 moles de H2 a 4 moles de N2.1g. se formariam (se a reação fosse completa e não ocorressem reações secundárias que consumissem alguma das espécies envolvidas) 8 moles de NH3. Uma vez que por cada mole de N2 reagem 3 moles de H2. vem: Pág.0g 2o) Calculando os mols de que se produzem. esta depende da quantidade de N2 presente inicialmente. Relativamente à quantidade de NH3 produzida. Neste caso.357mols H3PO4 98.0g de H3PO4 1 mol = 0.500 mol CaCO3 100.0g e Ca3(PO3)4 = 310g. A pergunta é: qual dos reagentes é o limitante? A resposta obtém-se assim: 1o) Calculando os mols de cada reagente. 131 IFES .0g de H3PO4.0g de carbonato de cálcio deve reagir com 35. H3PO4 = 98. pode concluir-se que o H2 se apresenta em excesso e que o N2 é o reagente limitante. 3 CaCO3 (s) + 2 H2PO4 (aq) → Ca3(PO4)2 (g) + 3 CO2 (g) + 3H2O (l) Podemos calcular as massas molares das substâncias que participam da reação utilizando as unidades de massa atômica: CaCO3 = 100. vem: (50g de CaCO3) 35.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.500 mols 3 0.0g = 2.357g mol de H3PO4 presente no princípio da reação menos a quantidade que se consume durante a reação.167 mols 0. a quantidade que se consome é: 0.500 mols 1 mols 0.024 moles H3PO4) 2 mol H3PO4 3 mol Ca3(PO4)2 = 0.500 mols + 2 H2PO4 (aq) 0.167 mols Ca3(PO4)2 310g = 51. o CaCO3 é o reagente limitante (o 0.357 moles – 0. 3 CaCO3 (s) Início: 0.500 mols Equilíbrio: 0 mols Outro exemplo: 2 H2 + 1 O2 → 2 H2O IFES Pág. Assim. a quantidade em gramas de Ca3(PO4)2 que se produziria: 0.167 mols 0.357g H3PO4) 1 mol Ca3(PO4)2 = 0.500 mol CaCO3) (0.500 2 mols 3 0.8g de Ca3(PO4)2 1 mol Ca3(PO4)2 A quantidade de H3PO4 em excesso é igual 0.167 mols Ca3(PO4)2 3 mols CaCO3 1 mol Ca3(PO4)2 = 0.024 moles 98.352g H3PO4 mol H3PO4 De fato. Assim.333 mols 0.178 mols Ca3(PO4)2 2 mols O reagente limitante é aquele que nos fornece a menor quantidade de moles de produto. 132 .024 mols 0. Portanto.178 mols) e o H3PO4 excesso.167 mols em comparação com 0.500 moles Ca3(PO4)2 (0.500 → 1 Ca3(PO4)2 (g) 0 mol + 3 H2O (l) 0 mols Reagem: 0. neste exemplo.357 mols 0.

Portanto. fundamental: 2A +3B → 1C +6D 2 moléculas 3 moléculas 2 moles x moles 3 moles y moles 1 molécula 6 moléculas 1 mol z moles 6 moles t moles Em conseqüência da Lei de Proust.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H2 (g) Início: 2 moléculas + 1 O2 (g) 1 molécula → 2 H2O (l) 2 moléculas 2 × 6×1023 moléculas 2 moles H2 O 2 moles H2O 36 g de H2 O 2 × 6×1023 1 × 6×1023 moléculas Reagem: moléculas 2 moles H2 1 mol O2 2 moles H2 4 g de H 1 mol O2 32 g de O2 Assim. e assim sucessivamente. seja o exemplo básico. 4 A + 6 B → 2 C + 12 D 6 A + 9 B → 3 C + 18 D 10 A + 15 B → 5 C + 30 D. IFES Pág. teremos: x y z t = = = 2 3 1 6 Assim sendo. 133 .

00794 g/mol. Calcule também a massa de H2O formada na reação.040 moles 230.ª) 2. átomos ou íons 6. O = 15. P = 30. ainda.11 Exercícios Resolvidos.021 g IFES Pág.T gás CNTP condições diferentes das normais número de moléculas. c) relacionando as massas das substâncias.021g/mol 9. etc. Ao acharmos os coeficientes estequiométricos poderemos interpretar a reação de vários modos: a) relacionando os números de mols. que os números de moles (n) podem ser calculados de diversas maneiras: 1.9994g/mol.97376 g/mol.V R. (Dados: H = 1.4 l P. Lembrando.30g de Ca3(PO4)2. 1) Calcule as massas de H2PO4 e Ca(OH)2 necessárias à obtenção de 9.ª) 3.ª) 4. 023×1023 6. 134 . podemos calcular o número de moles dos outros participantes por proporção dos respectivos coeficientes.078 g/mol) Ca(PO4)2 = 230.30 g Ca3 (PO4)2 1 mol = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Conhecido o número de moléculas de um dos componentes de uma reação.ª) n= n= n= n= massa mol V 22. b) relacionando os números de moléculas. Ca = 40.

0153 g ) = 4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 H3PO4 + 3 Ca(OH)2 → Ca3(PO4)2 + 6 H2 O 2 moléculas 3 moléculas 1 molécula 6 moléculas 2 moles 3 moles 1 mol 6 moles 2×0. + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 8 moles 3 moles 8 1 mol moles 3 8 (0.040 moles 0. (0.2) moles 3 0.324 g 1 mol 2) 1.2 moles De fato.24 moles H2O) ( 18.08 moles H3PO4) ( 97.2×1023 átomos Cu) 1 mol = 0.040 moles 3×0. b) o número de moles de NO formado (a CNTP) e c) o número de moléculas de H2O formada.040 moles 6×0.133 + 4 H2 O 4 moles 4 moles 3 4 (0.2 moles Cu 6.040 moles 0.12 moles Ca(OH)2) ( (0.30 g 1 mol (1.2) moles 3 0.0221415×1023 + 2 NO 2 moles 2 moles 3 2 (0. 135 . segundo a reação: 3 Cu + 8 HNO3 → 3 Cu(NO3)2 + 2 NO + 4 H2O Calcule: a) a massa de HNO3 consumida na reação.093 g ) = 8. Temos: (1.12 moles 0.9952 g ) = 7.53 n ( Cu ) n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) = = = = 3 8 3 2 4 IFES Pág.2×1023 átomos de cobre reagem completamente com ácido nítrico.199 ≅ 0.267 3 Cu 3 moles 1 mol 0.2) moles 0.08 moles 0.83 g 1 mol 74.24 moles Portanto.2 moles 3 0.

51g Cu(NO3)2 1 mol n ( NO ) = 0.133 moles NO) (0.0667×2 = 0.4 litros = 2.11g CaCl2 1 mol = 0.0221415×1023 moléculas (0.556 g = 37.65 g HNO3 1 mol n ( Cu(NO3)2 ) = 0.0128 g = 33.08 g 1. CaCl2.0599 moles 18. 136 .990 ≅4 g NO 1 mol 22.2 = = = = = 0.0667×8 = 0.0667 8 3 2 4 3 Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( HNO3 ) n ( Cu(NO3)2 ) n ( NO ) n ( H2 O ) o.0667×4 = 0.534 moles HNO3) 63.11g = 1.534 moles (0. n ( HNO3 ) = 0.133 moles (0.0667×3 = 0.08 g H2O 1 mol = 0.0061 g = 3. x H2O → 1 CaCl2 + x H2O 1.19 g − 1.608×1023 moléculas H2O 1 mol 3) 2. Calcule o número de moléculas de H2O de cristalização do cloreto de cálcio.0100 moles 110. x H2O) n ( H2O) n ( CaCl2 ) = = 1 x 1 IFES Pág.2 moles (0.11g de cloreto de cálcio anidro.2 moles) 187.267 moles 6.99 litros NO 1 mol n ( H2O )= 0.0153 g n ( CaCl2.19 g de cloreto de cálcio hidratado por aquecimento fornecem 1.267 moles H2O) = 1.133 moles NO) 30.98 g m (H2O) = 2.

0100 moles x×0.05 moles 2×0.15 g 3 H2SO4 + 2 Al(OH)3 → Al2(SO4)3 + 6 H2 O 3 moles 2 moles 1 mol 6 moles 0. 137 . . x H2O) 0.0100 1 x x= 0.15 moles 0.80036 g 1 mol 5) 2.078 g = 14.1 moles 0. x H2O → 1mol 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n ( CaCl2. 1 mol 1.1 g de Al2(SO4)3.6 H2O 4) Calcule as massas de H2SO4 e Al(OH)3 necessários à obtenção de 17.7117 g 1 mol 78.05 moles 0.3 moles 0.4 g de sulfate de cobre II hidratado fornecem por aquecimento 1.05 moles 0.05 moles 342.05 moles 3×0.01 mol CuSO4 159.61 g .15 moles H2SO4 0.59 g de sulfato de cobre II. IFES Pág.0599 = = 0.0036 g = 7.0100 moles Portanto.0100 1 x n ( CaCl2.0100 + x H2 O x moles 0.1 g Al2(SO4)3 1 mol ≅ 0.0599 1 CaCl2 1 mol CaCl2.0599 ≅ 6 moles 0. CaCl2.05 moles 6×0. Dê a fórmula do sulfato de cobre II hidratado. 17.59 g CuSO4 = 0. x H2O) n ( H2O) = = 0.1 moles Al(OH)3 98.0100 moles 0.

169 g NaCl 1 mol .01 mol 1×0.443 g 0.01 mol 0.01 mol 0. .39 g . .01 mol 2×0.01 mol Assim.1.33g de precipitado (BaSO4).0153 g CuSO4.01 moles BaCl2 ≅ 2. 58. 1 mol 2. 208.045 mol ≅ 5 moles 0. Qual a fórmula de sulfato de sódio hidratado? Como mm (BaSO4) = 233. IFES Pág. 5 H2O.01 mol 0. BaSO4 Na2SO4.01 mol BaSO4 233.22g de Na2SO4 hidratado reagindo com o cloreto de bário em solução aquosa fornecem 2.02 moles NaCl ≅ 1.01×x mol 0.33g BaSO4 ≅ 0.01 mol 1×0. 233. .01 mol 0. x H2O → CuSO4 + x H2 O 1 mol 1 mol x moles 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mH2 O = 2. x H2O + BaCl2 → + 2 NaCl + x H2O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles x moles 1×0.01 mol x×0. vem: .81g 1 mol 0.045 moles x= 0.233 g 0.4 .81g H2 O = 0.01 mol 0.01 Logo.01 moles BaSO4 ≅ 2.334 g BaSO4 1 mol .02 mol x×0. 138 .01×x = 0. 6) 3.082 g BaCl2 1 mol .59 = 0.39 g /mol. o sal procurado é: CuSO4.045 moles 18.01 mol 0.39 g 0.

0998 ≅ 0. têm-se: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O Determinando as massas moleculares das substâncias que permitem os cálculos. a fórmula do sal será: Na2SO4. m Na2SO4.1 moles 18.82 g de NO.334 g + 1. Na2SO4.122 g 5 O2 = 159. x H2O + m BaCl2 = m BaSO4 + m NaCl + m H2O 3.0153 g/mol. tendo-se em conta os coeficientes estequiométricos.995 g 4 NO = 120.0153 g 7) Reagiu-se 36 g de NH3 com O2 para produzir NO e H2O e obteve-se 50.22g + 2. NH3 + O2 → NO + H2O Balanceando a reação.22g 2. 10 H2O 1 mol = 0. 139 .169 g + m H2O m H2O = 1. 0. Calcular o número de gramas de NO que seriam obtidos teoricamente para determinar o % de rendimento.799 g Mas.092 g IFES Pág.169 g mH2O Como.1 moles H2O = 0. x H2O + BaCl2 → BaSO4 + 2 NaCl + x H2 O 1 mol 1mol 1 mol 2 moles 0.082 g = 2. vem: 4 NH3 = 68.024 g 6 H2O = 108.01× x moles 3.082 g 2. mm (H2O) = 18.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. então: 1.799 g H2O Assim.334 g 1.01× x moles x = 10 Logo.

Supondo um rendimento de 90%.12% produção teórica 63.206 g 1 K2SO4 = 174. determine a pureza da amostra. 140 . então: 0.82g NO = = 0.26 g Reação: 2 KNO3 + H2SO4 → K2SO4 + 2 HNO3 Como o rendimento é de 90%.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Calculando-se a produção teórica: 36 g NH3 120. 2 NH3 + 3 CuO → N2 + 3 H2O + 3 Cu Temos: IFES Pág. Portanto. a pureza da amostra será: Pureza = 41.122 g O2 produção real 50.90 × m (K2SO4) = 32 g m (K2SO4) = 32 g/0.428g NO % Rendimento = 8) Tratando-se uma amostra de 50 gramas de nitrato de potássio com ácido sulfúrico.52% de pureza.258 g KNO3 174.206 g KNO3 = 41.3 gramas de nitrato de potássio. Calculando os coeficientes estequiométricos (valores teóricos): 2 KNO3 = 202.8012 ou 80.024 g NO = 63. 50 g 9) De acordo com a reação seguinte.556 g K2SO4 202.26 g K2SO4 Em 50 gramas da amostra têm-se 41. coleta-se 32 gramas de sulfato de potássio.8252 ou 82.428 g NO 68. calcular a massa de Cu formada se pusermos para reagir 20 gramas de amoníaco com 150 gramas de CuO.258 g = 0.556 g Massa de nitrato de potássio que reagem: 35.90 = 35.

Por outro lado. 141 .638 g Cu = 111. teremos: 20 g NH3. 190. 34.635 28. Isso acontece por diversos motivos.546 g 3 Cu 190. mm 17. ou seja.638 g m Relac.546 g 3 Cu 190.031 g 2 NH3 + 79. Dados e incóg.045 g + 63. Assim. Assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mm 17. Calcule a massa de Cu formada nessas condições.062 g NH3 10) Continuemos com o exercício anterior. Esteq. como sobra 9. que a reação tenha 90% de rendimento.031 g 2 NH3 + 79.014 g + 18. 238. com valores que realmente reagiram.015 g 3 H2O 54. Esteq.545 g 3 CuO 238. ainda. Suponha.635 g CuO = 140.014 g g 150 g 90% R 80% P Não se podem fazer cálculos estequiométricos com um reagente que é impuro. ele é o regente em excesso e o NH3 o limitante. Dados e incóg. 20 g NH3.545 g 3 CuO → 28. por exemplo: pode ser IFES Pág. mas supondo agora que o CuO seja impuro e que tenha 20% de impureza.638 g m Relac.014 g N2 28.635 g 150 g → 28.062 g 20g 238.062 g NH3 Portanto.936 g Cu 34.015 g 3 H2O 54. 34.118 g CuO 34. na prática também é impossível que uma reação obtenha o total de produtos calculados teoricamente a partir da relação estequiométrica.014 g N2 + 18.882 g de CuO. o calculo do reagente limitante obtém-se da relação com dados puros.062 g 20g Calculando o valor teórico.045 g + 63.

teoricamente teremos: 120 g CuO. sua pureza é apenas temporária.012 562.8 g Calculando a massa de água obtida se o rendimento fosse de 100%.80 × m (H2O) = 28 g m (H2O) = 28. então a quantidade de Cu obtida será: 0.90×95. ele se decomponha com o tempo. Continuando nosso exercício. 120 g CuO. 3 Cu + 8 HNO3 → 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O Teórico: 190.8/0.864 g Cu Como a reação possui 90 % de rendimento.668 72. vem: 0.0 % segundo a reação indicada abaixo.638 g Cu 238. ou seja.80 = 36.000 g CuO Assim.061 2 NO + 3 Cu(NO3)2 + 4 H2O exc 28.635 g CuO 190.062 g NH3 = 17. mesmo que seja especificada sua pureza.635 g CuO = 95.5 g Dados e (imp) incóg. 11) Reagem-se 119 g de uma amostra de Cu com excesso de HNO3 e se obtém 28.000 g IFES Pág.80×150 = 120. 142 .8 g de H2O com rendimento de 80.: %P=? 504. 34.278 g de Cu.128 g NH3 238. o rendimento da reação (expresso em percentagem) diz respeito ao total calculado teoricamente e se dissermos que uma reação tem um rendimento de 90%. isso significa que para cada 100 gramas de produto indicado pelo cálculo teórico. Calcular a pureza da amostra de Cu utilizada e o número de moles de NO formados. na realidade o que se obtém são 90 gramas. Portanto.638 (g) 3 Cu 190.864 = 86. a massa de CuO que reagiu foi: 0.104 + 8 HNO3 → 80% R 60.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO que não se conhece a pureza dos reagentes (nesse caso a única hipótese é têlos como se fossem puros) ou.

905 2 Cl2 141.7950 ou 79. + 44.09 (g) 230 g 178 g IFES Pág. em 100 g. 2 mols át. o Cl2O tem uma pressão parcial de 1. teremos: 100 g Cu imp.16 atm. 95 g Cu puro 119.0 litros a 10.81 (g) → 86.000 g H2O 190. de O Teórico: 100. Isto é: Em 119. de O + 110.0°C. portanto é a quantidade que se encontra nos 119 gramas de amostra impura.5 g temos 95 g de Cu (puro). Pergunta-se: a) Qual é o rendimento da reação? b) Qual é o número de átomos de oxigênio na mistura gasosa? Supondo que a reação possui 100 % de rendimento. reagiram (teoricamente): 36. A equação química é: CaCO3 + 2 Cl2 → Cl2O + CaCl2 + CO2 Os gases são recolhidos em um recipiente de 20.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto.010 CO2 (g) 1 mol moléc.061 g H2O A massa de Cu calculada (95.905 Cl2O (g) 1 mol moléc.238 g) é a massa que reage (pura).50 % P 12) Reagem-se 230 gramas de CaCO3 (87% de pureza) com 178 gramas de cloro. 143 . = 0.98 CaCl2 1 mol moléc. Logo. Nessas condições. para cada dado e incógnito.5 g Cu imp.238 g Cu 72.09 CaCO3 + 70. vem: mm (g) 100. 1 mol át.638 g Cu = 95. Calculando as quantidades estequiométricas dadas pela equação química.

16 atm.1 g de CaCO3 são necessários 283.00 mL de uma solução 6 M de ácido nítrico a 50ºC e 3 atmosferas.083 g Cl2O Na equação química se observa que cada 141.507 g Cl2. O2 = 2.082 .999 moles Cl2O 86. O2 1 mol O2 13) Reagem-se 50.00g de Cu (90% de pureza) com 400. segundo a reação: Cu + 4 HNO3 → Cu(NO3)2 + 2 NO2 + 2 H2O Calcular: IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Calculando a massa de CaCO3 que reage (pura).905g Cl2O = 86.20 dm3 n= = 0. mas com apenas 178 g.81 g Cl2 6.083 g Cl2O 141.267×1024 át. mol Ou.818 g Cl2O 100 % R = 79. com um rendimento de 95 % produzindo Cu(NO3)2. 144 . o cloro será o reagente limitante. atm 0. vem: 200.100 g CaCO3 141.09 g CaCO3 Ou seja. o rendimento da reação será: 86.0°K °K . = 200.81 g Cl2 Portanto. para os 200. O número de moles de Cl2O que será obtido na reação será: n = PV / RT (da equação geral dos gases) 1.818 g Cl2O 1mol Cl2O Calculando a quantidade teórica de Cl2O.905 g Cl2O = 109. 80 g CaCO3 puro 100 g CaCO3 imp.100 g CaCO3 puro Buscando o reagente limitante.999 moles de Cl2O dm3 . portanto: 178 g Cl2 3 moles O2 141.81 g Cl2 = 283. vem: 178 g Cl2 86.507 g Cl2 100.589 % 109.283.81 g de cloro se obtém 3 moles de átomos de oxigênio nos produtos gasosos.02×1023 át. vem: 230 g CaCO3 imp. 0.

533 g Cu(NO3)2 252.052 g HNO3 Lembrado que o rendimento da reação é de 90%. 145 .23 g HNO3 1 moles HNO3 Dos 50 g de Cu. Logo: 151.280 Em um solução 6 molar temos 6 moles de soluto em 1 L (1000 mL) de solução.127 (g) Obtêm11.546 g Cu Como há apenas 151.546 g Cu = 38.013 + 4 HNO3 252. 63. e e) Moles e moléculas de água obtida.873 se: (g) excesso −151.065 213.013 g HNO3 = 151.556 g Cu(NO3)2 = 112.23 → 187.556 0 187. d) Volume de dióxido de nitrogênio obtido.490 g HNO3 63.23 g HNO3 187.030 0 21.23 g ele é o reagente limitante.546 63.23 g HNO3 63. apenas 90% reagem e requerem: 0. obtém: IFES Pág.127 g Cu 252.546 Cu 90% P 63.618 20. vem: 151.052 g HNO3 Calculando a massa teórica de nitrato de cobre (II) obtida. logo: 400 mL sol. 6 moles HNO3 1000 mL sol.052 151.556 Cu(NO3)2 + 187.23 100% R +112.90×50 g Cu 252. b) Massa de reagente em excesso. então.052 g HNO3 = 178.112 0 +225. Mm (g): 63.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO a) Reagente limitante e o reagente em excesso.556 2 NO2 375.537 Teórico: (g) Inicio: 50 (g) Reagem: −38.015 + 2 H2O 36. c) Massa de nitrato de cobre (II) obtida.812 18.533 0 limitante 95% R 101.

280 g Cu(NO3)2 151.812 g NO2 = = 213.065 = 213. V= 1.030g H2O 252. 151. H2O = 1. Reagindo-se 4 moles de TiCl4 com 4 moles de Mg obteve-se experimentalmente 1.065 g NO2 252. Calcular o rendimento percentual da reação.23 g HNO3 Ou. motores e quadros de bicicletas.140 moles H2O = 6.23 g HNO3 36.072 L Por último.556 g NO2 P.874 ×1023 moléc.112 g NO2 = 225. H2O 14) O titânio é um metal forte. utilizado na construção de aeronaves espaciais. Obtido pela reação de cloreto de titânio (IV) com magnésio fundido entre 950° e 1150 °C.140 moles NO2 = Assim. leve e resistente à corrosão.95×225.140 moles NO2 187.015 g H2O = 1. 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.90×112.052 g HNO3 = 1.V R.5 moles de Ti. 146 . TiCl4 + Mg A equação balanceada é: → Ti + MgCl2 IFES Pág.140 moles H2O 1 mol H2O = 6.812 g NO2 1 mol NO2 = 1.T 375.03×1023 moléc.052 g HNO3 95 g H2O 100 g H2O 1 mol H2O = 18.0820574587 L 3 atm atm ×(50+273°K ) °K· mol V = 10.533 g Cu(NO3)2 = 101.140 moles×0.

ele será o reagente limitante.210 g 2 MgCl2 2moles O mol +2 moles 3moles Teórico: Têm-se: Reagem: 1 mol 4 moles −2 moles 2 moles Reagente excesso Os 4 moles de TiCl4 requerem: n (Mg) = 4 mol TiCl4 2 moles Mg = 8 moles Mg 1 mol TiCl4 Como se dispõe de 4 moles de Mg apenas.0 moles Ti 15) Em um gerador portátil de hidrogênio reagiram-se 30 g de hidreto de cálcio com 30 g de água.75 0u 75% Ti 2. O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L.5 mol Ti = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 189. reagem: 4 moles Mg 1 mol TiCl4 = 2 moles TiCl4 2 moles Mg Calculando o rendimento percentual. Balanceando a equação vem: IFES Pág. vem: %R= 1. calcule: a) b) c) Qual reagente sobra e em que quantidade? O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg.305 g 2 Mg 2 moles 4 moles −4 moles 0 mol Reagente limitante 100% R 75% R → 47.88 g Ti 1 mol 0 mol +2 moles 1. Assim.69 g TiCl4 + 24.5 mol + 95. de acordo com a reação: CaH2 + H2O → Ca(OH)2 + H2 Depois de ajustar a reação. 147 .

0156 2 H2 2 moles 1.237 mols de H2O (reagente em excesso).714 mols + 2.015 g H2O 1. 148 .09 g CaH2 + 18.714 mol CaH2 42.9708 ou 97.428 100 % R mols 1.09 g CaH2 1 mol H2O = 1.428 moles H2O 1 moles CaH2 Sobram.3637 L · mmHg ×293 °K °K · mol 745 mmHg V = 35. seria: Rendimento = 34 L = 0.665 mols −1. O volume de hidrogênio que se produz a 20°C e 745 mm de Hg.665 mol H2O 18.09 Ca(OH)2 1 mol 0. é: V = nRT/P = 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO mm (g) 42.015 2 H2O → 74.714 mol CaH2 2 moles H2O = 1.428 mols Teórico: Têm-se: 1 mol 0. portanto.665 mols H2O requerem: 0.08% 35. 0.714 Reagem: mols Sobram: 0 mols Reagente limitante 2 mol 1.428 mols×62.428 mols Reagente em excesso 30 g CaH2 30 g H2O 1 mol CaH2 = 0.024 L 16) Continua IFES Pág.024 litros O2 O rendimento da reação se o volume real produzido fosse 34 L.714 mols −0. quando o rendimento da reação é 100 %.

4) Fazendo reagir ácido clorídrico em excesso com carbonato de cálcio foram obtidos 3. As reações químicas deste processo são mostradas abaixo: C12H22O11 + H2O → 4 C2H5OH + 4 CO2 CO2 + H2O → H2CO3 I) Qual a massa de ácido carbônico.N. com o objetivo de produzir água gaseificada para fabricação de refrigerantes.21 Kg de vinho sejam produzidos pela reação de fermentação da glicose. 149 . descrita abaixo: C6H12O6 (aq) → C2H5OH (l) + CO2 (g) Calcule a massa de glicose necessária para produzir o álcool etílico no vinho. 2 HCl + CaCO3 → CaCl2 + H2O + CO2 (gás) Qual a massa em gramas do gás obtido? 5) As indústrias de cerveja utilizam o gás carbônico na fermentação da maltose (C12H22O11).1 litros de gás na CNTP. Quando o óleo queima. desprende-se um gás cujo volume na C.2 litros.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 6.26 kg de maltose? II) Qual o volume ocupado por 4 mols de gás carbônico nas CNTP? 6) Certo tipo de óleo cru queimado em usinas geradoras de eletricidade contém cerca de 1. Suponha que 1.2% de enxofre em massa. Qual a massa de cobre que se dissolveu? 3) Um vinho comercial contém cerca de 9.12 Exercícios Propostos 1) Quantas gramas de sulfato de bário são obtidas quando se trata com 50 g de cloreto de bário pela solução de sulfeto de bário? 2) Quando o cobre é atacado pelo ácido sulfúrico concentrado e a quente. o enxofre forma dióxido de enxofre gasoso: IFES Pág.7% de álcool etílico por massa. obtida a partir de 3. presente na cevada.P é de 1.T.

Qual a massa de enxofre que se deve queimar.0 kg de óleo é queimado? 7) Deseja-se desinfetar uma sala cujas dimensões são 6m × 4m × 3m.34 g de zinco. (Massas atômicas: O = 16. Calcular a massa de ferro que se pode obter a partir de 81. Qual o combustível gasoso obtido e o seu volume? 9) A combustão da glicose.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO S(s) + O2 (g) → SO2 (g) Quantos litros de SO2 (d = 2. 14) Calcular a massa de óxido cúprico obtida a partir de 2. Calcular a percentagem do elemento cálcio no leite e comparar com o valor indicado na embalagem (105 mg/100 g). de acordo com a equação 3HCl(aq) + Al(OH)3(s) → AlCl3(aq) + 3H2O(l)? 13) Óxido de ferro(III) pode ser reduzido a ferro metálico por reação com alumínio: 2Al(s) + Fe2O3(s) → 2Fe(s) + Al2O3(s). admitindo-se que os gases resultantes da combustão encham completamente a sala? 8) Num recipiente contendo 2 Kg de carvão incandescente introduz-se vapor d’água superaquecido.5) 2 Cu + O2 → 2 CuO IFES Pág. no laboratório. 12) A concentração de ácido clorídrico no estômago pode atingir 0.N.54 gramas de cobre metálico. Que massa de água se produz por combustão de 1. presente no leite por reação de precipitação com íon oxalato..P) de hidrogênio produzido a partir de 16. tal como a sua oxidação durante o metabolismo celular.302 g de oxalato de cálcio.P. Que quantidade e que massa do "anti-ácido" hidróxido de alumínio é necessária para neutralizar 50 cm³ dessa solução.00 g de glicose? 10) Pode determinar-se quantitativamente o íon cálcio.T. A partir de 80.0 g de leite e por adição do sal solúvel oxalato de sódio. Ca2+.T. 11) O hidrogênio pode ser obtido. C2O42-.0 kg de alumínio e 100 kg de óxido de ferro(III). por reacção entre o zinco e uma solução aquosa diluída de ácido sulfúrico: Zn(s) + H2SO4(aq) → ZnSO4(aq) + H2(g). Cu = 63.17 mol dm-3.60 g/L) são produzidos quando 1. admitindo um rendimento de 100%. pode ser representada pela equação química C6H12O6 + 6 O2 → 6CO2 + 6 H2O. Calcular o volume (C.N. na C. 150 . obtém-se 0.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15) Considere a seguinte reação química: Mg(OH)2 + HCl → MgCl2 + H2O.13g de cloro. .98 g Multiplicando a 4ª. Acerte a equação.54g de alumínio reagem com 2. Qual a quantidade química de hidróxido de magnésio que reage para a obtenção de 570 g de cloreto de magnésio? 16) (FEI-SP) 0.67g de cloreto de alumínio. Se. quando encontram pirita. 151 . adicionarmos 2. por oito (×8) e ajustando-as. por isso a pirita é chamada ―ouro dos tolos‖.00g de cloro: a) Qual a massa do composto formado? b) Qual a massa.13 Problemas resolvidos de Cálculos Estequiométricos Envolvendo Reações sucessivas. pensam estar diante de ouro.500 mol 119.2g de água de acordo com a equação: C6H6 + O2 → CO2 + H2O.70g de alumínio a 15. para se obter 16. do reagente que sobrou na reação? 17) Que massa de benzeno e quantos mols de oxigênio devem ser usados na combustão total. Qual a massa de H2SO4 que pode ser obtida a partir de 60 g de pirita (FeS2) pelo processo equacionado: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 2 SO2 + O2 → 2 SO3 SO3 + H2O → H2SO4 Temos. 6. 60 g de pirita (FeS2) . numa outra experiência. 1 mol = 0. vem: 4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2S3 + 8 SO2 8 SO2 + 4O2 → 8 SO3 8 SO3 + 15 H2O → 8 H2SO4 4 FeS2 + 15 O2 + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 IFES Pág. reação por quatro (×4) e a 3ª. dando origem a 2. 17) Garimpeiros inexperientes. em excesso.

pelo processo equacionado: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 2 NO + O2 → 2 NO2 3 NO2 + H2O → 2 HNO3 + NO Ajustando as equações.078 g 1 mol IFES Pág. 102g NH3 1 mol = 5.0306 Como a relação entre nNH3 e n HNO3 é a mesma (1:1). 4 FeS2 4 moles 0.989 moles ≅ 6 moles 17.013 = 378. por dois (×2) vem: 4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 6 H2O 6 NO + 3 O2 → 6 NO2 6 NO2 + 2 H2O → 4 HNO3 + 2 NO 4 NH3 + 8 O2 → 4 HNO3 + 4 H2O Ou melhor.5 mol + 15 O2 15 moles + 8 H2O → 2 Fe2O3 + 8 H2SO4 8 moles 2 moles 8 moles 0. então: 6 moles HNO3 63. ou seja: Como mm (H2SO4) = 98. multiplicando a 2ª.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim.25 mol 1 moles 15 moles 1 moles 8 Portanto. equação por três (×3) e a 3a. 60 g de pirita (0. NH3 + 2 O2 → HNO3 + H2O Assim. 152 .5 mol) produzem 1 mol de H2SO4.078 g 18) Calcule a massa de HNO3 que pode ser obtida a partir de 102 g de amônia. então.078 g/mol. mH2SO4 = 98.

P. O clorato de sódio formado foi submetido a um aquecimento a seco. por 4 (12/3).T. produzindo 33. Tomando. O gás liberado do (Cl2) reagiu com excesso de hidróxido de sódio. 12 NH3 + 15 O2 → 12 NO + 18 H2O 12 NO + 6 O2 → 12 NO2 12 NO2 + 4 H2O → 8 HNO3 + 4 NO . por 6 (12/2) e a 3ª. Na equação geral não deverão aparecer: o NO do segundo membro da primeira equação. a 2ª.N. têm-se: 4 moles de HNO3 63. Assim. mm(4. então devemos multiplica a 1ª.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 19) Considere o exercício anterior admitindo que o NO na última etapa do processo não é reaproveitado.052 g 1 mol 12 NH3 1 moles 20) Certa massa de pirolusita (MnO2) reagiu com excesso de ácido clorídrico.6 litros de oxigênio (O2) nas C.3) =12 . equação por 3 (12/4). o NO do primeiro membro da segunda equação e o NO2 do primeiro membro da terceira equação. Calcule a massa de pirolusita (MnO2) utilizada. 153 IFES . MnO2 + 4 HCl → MnCl2 + Cl2 + 2 H2O 3 Cl2 + 6 NaOH → 5 NaCl + NaClO3 + 3 H2O Pág. 12NH3 + 21 O2 → 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O + 21 O2 8 HNO3 + 4 NO + 16 H2O → 21 4 16 8 moles moles moles moles 12 12 12 12 2 1 4 7 6× moles 6× moles 6× moles 6 moles 6× moles 3 3 3 4 21 6 moles 4 moles 2 moles 8 moles moles 2 Portanto. portanto o máximo divisor comum dos seus índices. 2.013 = 252.

154 . vem: 6 MnO2 + 24 HCl → 6 MnCl + 6 Cl2 + 12 H2O 6 Cl2 + 12 NaOH → 10 NaCl + 2 NaClO3 + 6 H2O 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 . Combustão é um processo de reação com o oxigênio diatômico (O2): S + O2 → SO2 Oxidação do dióxido de enxofre pelo oxigênio: SO2 + ½ O2 → SO3 Pelo fato do trióxido de enxofre (anidrido sulfúrico ou óxido sulfúrico) ser um óxido ácido (anidrido).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 NaClO3 → 2 NaCl + 3 O2 Ajustando as reações. esquematize as reações e responda: a) Qual é a massa de enxofre necessária para preparar 49g de ácido sulfúrico? b) O ar atmosférico contém 21% em volume de oxigênio. este reage com água formando um ácido. Combustão do enxofre (S) a óxido sulfuroso (SO2) II. O gás óxido sulfúrico é borbulhado em água produzindo o ácido sulfúrico (H2SO4) De acordo com o exposto acima. 6 MnO2 + 24 HCl + 12 NaOH → 6 MnCl + 12 NaCl +18 H2O+ 3 O2 21) Um dos métodos de obtenção do ácido sulfúrico envolve as seguintes etapas: I. Que volume do ar atmosférico conterá oxigênio suficiente para combustão completa de 32g de enxofre a óxido sulfúrico nas CNTP. SO3 + H2O → H2SO4 Portanto. Oxidação do óxido sulfuroso a óxido sulfúrico (SO3) pelo oxigênio III. S + O2 → SO2 SO2 + 1/2 O2 → SO3 IFES Pág.

53 litros O2 1 mol O2 mol (S) = 22.07 g ≅ 16 g 1 mol n(H2SO4) = n(S) = 0.08g 32. 155 .14 IFES Pág.06 g/ mol. mm (H2SO4) = 98. mm(SO3) = 80.5 moles 98. representam: 32g S 1 mol S 32.4 L b) R: 160L de ar.5 mol = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SO3 + H2O → H2SO4 . 22) 6. S + 3/2 O2 + H2O → H2SO4 1 mol 1 mol 3/2 mols 1 mol Para os 49g de ácido sulfúrico.08 g/mol. 3 S + O2 + H2O → H2SO4 2 Portanto.07 g 3 moles O2 2 1 mol SO3 22.4 litros = 33. têm-se: 49 g H2SO4 1 mol ≅ 0.5 mol S Temos: S + O2 → SO2 SO2 + ½ O2 → SO3 ---------------------------S + 3/2 O2 → SO3 Os 32g de enxofre a óxido sulfúrico.

Assim.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VII 7. o sal e a cal. As soluções mais familiares são aquelas no estado líquido.2 Soluto e Solvente. Usualmente. normalmente em maior quantidade. ou seja. e o soluto. que vai "desaparecer". líquidas (como o álcool) e sob a forma de gás (como o ar). que não possuem momentos dipolares permanentes. solução é a denominação ao sistema em que uma substância está distribuída. dissolver-se no solvente. numa segunda substância sob forma de pequenas partículas. que "mistura" muito bem uma série de substâncias: sólidas (como o açúcar). forma-se uma solução de íons sódio (Na+) e íons cloreto (Cl-). Os solventes polares são compostos. 156 . Os solventes não polares são compostos. 7. Numa solução. especialmente as que usam água (soluções aquosas). tal como o benzeno. dispersante ou dispergente. Os solventes podem ser classificados quanto à sua polaridade. Estes solventes são capazes de dissolver compostos iônicos ou compostos covalentes que se ionizam. Estes não dissolvem compostos iônicos. Nos dois exemplos acima. ou disseminada. mas dissolvem compostos covalentes não polares. a IFES Pág. Uma solução é uma mistura homogênea de uma substância dissolvida em outra. que possuem momentos dipolares e consequentemente constantes dielétricas elevadas. Dissolvendo-se sal na água. obtém-se uma solução onde predominam as partículas de cal não dissolvidas.1 Definição de Solução. Misturando-se cal na água. sempre há dois componentes: o solvente.3 Solubilidade A solubilidade de um soluto é a massa do soluto que pode ser dissolvida numa certa quantidade de solvente a uma determinada temperatura. tal com a água e a amônia líquida. são a fase dispersa ou o disperso e a água é a fase de dispersão. 7.

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solubilidade é expressa em gramas de soluto por 100 mL (100 cm³) ou por 100 g de solvente a uma dada temperatura. A interação entre um soluto e um solvente determina quanto soluto pode se dissolver. Assim, num solvente particular como a água, a natureza do soluto é um fator chave para determinar a solubilidade. Os solutos cujas moléculas são mais fortemente atraídas pelas moléculas de água tendem a se dissolver mais facilmente neste solvente. Para a maioria dos solutos, existe um limite em relação à quantidade que se pode dissolver num volume fixado de qualquer solvente. Este limite é denominado coeficiente de solubilidade, e varia dependendo da temperatura. Quando se adiciona um sólido na água, por exemplo, uma parte deste soluto é dissolvida para formar uma solução. Se uma quantidade suficiente de soluto estiver presente, verifica-se que não se dissolve todo o soluto, mas obtém-se uma concentração máxima e constante da solução. A adição de mais soluto não altera a concentração da solução; o sólido adicionado não se dissolve, e se deposita no fundo do recipiente. Nesta situação, diz-se que o sistema chegou ao estado de equilíbrio dinâmico. As soluções são classificadas, em termos de quantidade de soluto dissolvido, em insaturadas, saturadas, e supersaturadas (ou sobressaturadas): A) soluções insaturadas são soluções nas quais existe soluto dissolvido em menor quantidade do que a quantidade máxima que pode ser dissolvida naquela determinada quantidade de solvente, a uma dada temperatura; B) uma solução saturada contém a máxima quantidade possível de soluto dissolvido em condições normais numa dada temperatura; C) uma solução supersaturada contém mais soluto dissolvido do que a quantidade limite de solubilidade do soluto. Nem todas as substâncias são solúveis; alguns compostos são considerados apenas ligeiramente solúveis; outros, por sua vez, se dissolvem em grau tão pequeno que são considerados insolúveis. Existem vários fatores que influenciam na solubilidade de uma substância. Entre eles, está a temperatura, um dos fatores mais relevantes. A solubilidade da maioria dos sólidos nos líquidos aumenta com a temperatura. A solubilidade entre líquidos é chamada de miscibilidade. Líquidos que se misturam entre si são chamados de miscíveis. Geralmente, líquidos miscíveis têm estruturas moleculares semelhantes, como exemplo da água e o álcool
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etílico. Ambos possuem moléculas polares e que se atraem mutuamente, pois são capazes de formar pontes de hidrogênio entre si. 7.4 Concentração em Unidades Físicas. Concentração significa quanto soluto está presente em um volume ou massa específica. Quando são empregadas unidades físicas, as concentrações das soluções são, geralmente, expressas em: 7.4.1 Massa de soluto por unidade de volume de solução. massa do soluto C= volume da solução Exemplo: 35g de NaCl por litro de solução. C = 35 g/L 7.4.2 Composição percentual. número de gramas C= 100 g de solução Exemplo: 4,25g de NaCl em 100 g de solução. C= 4,25 100 g/g ou

Solução aquosa de NaCl a 4,25%. 7.5 Concentração em Unidades Químicas. 7.5.1 Concentração comum ou concentração em g/l. I. Conceito: É a razão entre a massa de soluto, em gramas, e o volume de solução em litros ou ml. II. Expressão matemática. C= m1 V
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Onde: C = concentração (g/l); m1 = massa do soluto (g); V = Volume de solução (l ou ml). III. Unidade: Gramas por litro, g/l ou g/ml. IV. Significado: A concentração nos indica a quantidade de soluto, em gramas, que existe em um litro ou em um mL de solução. Exemplo: Uma solução 20 g/l possui 20 gramas de soluto dissolvidos em um litro de solução: 1 litro (solução) = 20 g (soluto) 7.5.2 Molaridade ou concentração molar. I. Conceito: É o número de moles do soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Molaridade = número de moles (soluto) n1 = número de litros (solução) V

Relembrando que o número de moles de uma substância está relacionado à sua massa em gramas através do massa molecular (mol), teremos: Quantidade moles = massa (gramas) mol massa (miligramas) mol

Quantidade milimoles =

III. Unidade: mol por litro (mol/L), mg/mL, molar. Exemplo: Uma solução 05 molar (0,5 M) de H2SO4 contém 49,04 gramas de H2SO4 por litro de solução, visto que: 1 litro = 0,5 mol 1 litro = 0,5 mol 98,08 = 49,04 g H2 SO4 1 mol

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7.5.3 Concentração normal ou normalidade. I. Conceito: É o número de equivalente-grama de um soluto contido em um litro de solução. II. Expressão matemática: Normalidade = quantidade de soluto (eqg) volume solução (L)

m1 𝑛e 1 Eqg (soluto) N= = V V Onde: N = normalidade ou concentração normal. ne = nº de equivalentes-grama do soluto. V = volume da solução, em litros. Eqg = equivalente-grama III. Unidade: eqg/L, meqg/mL, normal (N) IV. Significado: É o número de equivalentes-grama de uma substância dissolvidos em um litro de solução. Exemplo: Uma solução 1 normal (1N) contém 1 equivalente (eq) por L, ou 1 miliequivalente (meq) por mL. É fundamental notar que a normalidade mede um único íon que participa num total de soluto. Por exemplo, pode-se determinar a normalidade do hidróxido de sódio ou em solução aquosa de hidróxido de sódio, mas a normalidade de hidróxido de sódio por si só não faz sentido. Assim, a normalidade é freqüentemente usada para descrever soluções de ácidos ou bases, onde está implícito que a normalidade refere-se à H+ ou OH-.

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Embora o uso dessa concentração esteja a cair em desuso entre os químicos, existe uma vantagem no seu uso: é que soluções da mesma normalidade reagem mL a mL. Por exemplo: 1 mL de uma solução 0,1 N de NaOH neutralizará exatamente 1 mL de solução 0,1 N de H2SO4 (independente da estequiometria da reação química envolvida). Não acontece o mesmo quando a concentração das soluções é mol/L. 1 mol de H2SO4 reage com dois moles de NaOH e duas soluções destes reagentes da mesma molaridade reagirão na razão NaOH. H2SO4 + 2 NaOH → Na2 SO4 + 2 H2O 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg 1 mol 2 Eqg 2 moles 2 Eqg

Dito de outro modo: 1 equivalente de qualquer substância reage exatamente com 1 equivalente de outra substância. Isto facilita enormemente os cálculos especialmente na prática de análise quantitativa. 7.4.5 Concentração molal ou molalidade. I. Conceito: É a razão entre o número de mols de soluto e a massa de solvente, dada em kg. II. Expressão matemática: m1 n1 m1 W= = mol = m2 m2 mol. m2 Esta equação, no entanto, deve ser multiplicada por mil, porque a molalidade é expressa em número de mols por quilograma de solvente. Com isso, temos:

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Mol = massa molar. I. m= moles (soluto) Kg solvente Exemplo: Uma solução 0. m2 Onde: W = molalidade. Significado: A concentração molal nos indica o número de moles de soluto que existe em um quilograma de solvente. 162 . II.2979 g = 171.5 mols C12H22O11 7. III.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO W= 1000. Expressão matemática: Fração molar do soluto: FM1 = moles de soluto moles de soluto+moles de solvente 342.4.5 molal de sacarose (342.2979 g/mol) contém: 1000 g (solução) = 0. m1 = massa de soluto (gramas). Unidade: molal.6 Fração molar ou percentagem em moles Muitas das propriedades físicas das soluções são expressas mais claramente em termos dos números relativos das moléculas do soluto e do solvente. m2 = massa de solvente (quilogramas).m1 mol. IV.5 mols C12H22O11 1000 g (solução) = 0. Definição: A fração molar de qualquer componente de uma solução é definida como sendo o número de moles desde componente dividido pelo número total de moles de todos os componentes da solução.14895 g 1 mol IFES Pág.

5. m1 = massa do soluto m2 = massa do solvente m = massa da solução (m1 + m2). a fração molar do solvente: FM2 = Onde: FM1 = fração molar do soluto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do mesmo modo.5.2 Porcentagem em peso % em peso é a massa do soluto em 100 g da solução. Unidade: A fração molar é adimensional. Se a solução apresentar mais de um soluto. FM2 = fração molar do solvente. FMi = n1 n1+n2+n3+ … +ni moles de solvente moles de soluto+moles de solvente Evidentemente. e o somatório do número de mols dos demais componentes. 7. Quando multiplicado por 100 (porcentagem molar) se expressa o resultado em mols %.5 Relação de massa com massa. calcula-se a relação entre o número de mols do soluto ou solvente em questão. então: IFES Pág. III.1 Título É a relação entre a massa do soluto e a massa da solução. 163 . não tem unidade). maior que zero e menor que um. a soma das frações molares de todos os componentes de uma solução é igual a 1. Exemplo: Se uma solução contém 6 moles de álcool etílico e 2 moles de água. 7. 7. T= m1 m1+m2 Onde: T = título (é um número puro. isto é.

cm3 ou mililitro de solução. g/cm3 ou g/ml.316 g/cm3. dada em L ou mL. I.75 = 75% de moles de água. II. 5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO fração molar do álcool = fração molar da água = 2 = 0. encontrada num litro. ou seja: 1 cm3 de C6H5COOH apresenta massa igual 1. Exemplo: Uma solução de ácido benzóico possui densidade 1.316 g.8 Massa específica (µ). Expressão matemática: μ = m/Vs IFES Pág.25 = 25% de moles de álcool e 100×0. Significado: A densidade indica a massa.5.75 2+6 A percentagem em moles do álcool nesta solução será: 100×0.5. Expressão matemática d= m V Onde: d = densidade m = massa da solução = m1 + m2 V = volume da solução. Conceito: É a razão da massa da solução pelo volume da solução. II. 164 . Unidade: g/l. III. em gramas. IV. I. 5.25 2+6 6 = 0.7 Densidade. Conceito: é a razão entre determinada massa da substância e seu volume correspondente.

5.1 Em massa: A concentração ppm em massa expressa a massa de soluto (disperso).2g/L ou 200mg/L. existentes em 1 g (1 milhão de µg) de solução. em mL. ppm = Assim. 5.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. Unidade: g/cm3.000). A relação entre elas é a seguinte: 1g = cm3 ou 1m3 = 1000 Kg (assim.6. em µg (micrograma). Pág. Observação: A diferença entre densidade e massa específica fica bem clara quando falamos de objetos ocos.000. 5.000L 1mg/L 200 ppm: 200g/1. existentes em 1 m3 (1 milhão de mL) de solução.000mL 1g/1.2 Em volume: A concentração ppm em volume indica o volume de soluto (disperso).000mL 200g/1.6. devemos multiplicá-la por 1. para transformar uma massa específica de g/cm3 para kg/m3.000L 0. Neste caso a densidade leva em consideração o volume completo e a massa específica apenas a parte que contêm substância. mas no SI a unidade é o kg/m3. 1 ppm é igual a: 1g/1.6 Parte por milhão Partes por milhão (abreviadamente ppm) é a medida de concentração que se utiliza quando as soluções são muito diluídas.000. 165 mg µg = litro mL IFES .

Isso significa que em cada 1 m3 do ar atmosférico existe 8 mL de hélio. 2) O ar (solução gasosa) contém 8 ppm de gás hélio. moles por litro (molaridade). São. Outro exemplo: Uma solução a 25 ppm contém 25 mg de soluto em 1 L de solução. ppm = Assim. 45 ppm de uma solução contém 45 mg de soluto por 1 litro da solução Exemplos: 1) Uma solução com 75 ppm de KI. a quantidade de soluto contida em determinado volume de solução é igual ao produto do volume pela concentração. Iodeto de potássio quer dizer 1Kg em massa há 75mg de KI diluída nela. 5. equivalente-grama por litro (normalidade).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Então. Quando a concentração é expressa numa escala volumétrica.7 Problemas de diluição. peso soluto (mg) volume solução (L) A concentração ppm em volume só pode ser utilizada quando os componentes da solução são todos líquidos ou todos gasosos. gramas por litro (concentração comum) e gramas por 100 litros (título em massa). isto é: Quantidade de soluto dissolvida = volume × concentração IFES Pág. As escalas volumétricas de concentração são aquelas nas quais a concentração é expressa em termos da quantidade de soluto por volume determinado de solução. 166 . por exemplos.

Deste modo. V’ Uma vez que m1 é constante. a quantidade de soluto não altera.045 g de AgNO3 por mL. a concentração diminui. Entretanto. 60 mL 0. como se segue: Volume1 × Concentração1 = Volume2 × Concentração2 Podemos então calcular: Para a solução inicial: C= m1 ou V m1 ou V m1 = C. C’ 5. Temos: 1 molécula de Al2(SO4)3. permanece constante.8 Exercícios Resolvidos. Portanto. mas conterão as mesmas quantidades de soluto e serão relacionadas. teremos: C .8 g de AgNO3 1 mL 2) Descrever como preparar uma solução de Al2(SO4)3. quando a solução é diluída seu volume é aumentado.045g =1. 18 H2O contém 2 íons de Al+3 IFES Pág. as duas soluções (original e diluída) serão diferentes. V = V’ . Cada mL de solução contém 0.045g de AgNO3. V Para a solução final: C’ = m1 = C’. 167 . Assim. 1) Descrever como se preparam 60 mL de uma solução aquosa de AgNO3 com concentração de 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A diluição de uma solução basear-se na adição de solvente puro. 18 H2O necessário para preparar 50 mL de uma solução aquosa que contenha 40 mg de Al+3 por mL.

168 .08 g. 67 3) Exatamente 4.0175 moles 0. 18 H2O conterão 2 moles de íons de Al+3 50 mL 2g de Al 40 mg de Al+3 1 mL +3 = 2000 mg de Al+3 = 2g de Al+3 1 mol Al2 SO4 . Determinar a percentagem de H2SO4 na solução original. logo: (4.39 g BaSO4 → BaSO4 ↓ 1 mol + 2 HCl 2 moles + BaCl2 1 mol 0.00 g de uma solução de ácido sulfúrico foram diluídos com água e adicionado um excesso de BaCl2. 1 mol de moléculas de Al2(SO4)3. depois de lavado e seco.18 H2O 2 mol Al+3 666.08 g de BaSO4) H2SO4 1 mol 1 mol BaSO4 = 0. 18 H2O Fig.0175 moles de BaSO4 233.982 g = 24.0175 moles 0.0791 g/mol. O precipitado de BaSO4.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Assim. H2SO4 + BaCl2 → BaSO4 + 2 HCl Temos: mm (H2SO4) = 98.035moles Pág. pesou 4.0175 moles IFES 0.698 g de Al2(SO4)3.43 g = 1 mol Al2(SO4)3.18 H2O 1 mol Al+3 26.

100 g (solução) = 12 g BaCl2 ou 50 g (solução) = 6 g BaCl2 + 44 g H2O 6 g de BaCl2 1 mol BaCl2 ≅ 0.43 ou 43% 4. para que a solução resultante seja 0.0175 moles H2SO4 1 mol H2SO4 ≅ 1. 2 H2O e água pura. 169 .72 g = 0. partindo de BaCl2.0% em peso. em mL.233 g/mol mm (BaCl2.0791 g 1.72 g H2SO4 98.26 g/ mol Temos.08M? Uma solução 0. em peso = 4) Qual o volume de água. 0.08 moles de uréia.008moles . Logo. 0. Temos: mm (BaCl2) = 208. a fração do H2SO4. após diluição 0. 80 mL . 2 H2O) = 244.1M de uréia.08 moles V = 100 – 80 = 20 mL 5) Descrever como preparar 50 g de uma solução de BaCl2 a 12.233 g BaCl2 IFES Pág. que deve ser adicionado a 80 mL se solução 0. 0. 1000 mL = 100 mL volume final.1 moluréia Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0. denota que: 1 litrosol = 1000 mL = 0.008 moles uréia 1000 mL Por outro lado.00 g Portanto.1M.029 moles BaCl2 208.08 M significa que: 1000 mL contêm 0.1 moluréia = 0.

2×0.0448874 g H2O 1 mol H2O Logo. Logo: A solução é preparada pela dissolução de 7.029 moles de BaCl2.9551126g de H2O.029 moles de BaCl2 + 2×0. 2 H2O = 0.029 moles H2O Como.0 g de BaCl2.0 g de H2O. 1 mol de BaCl2. 1 molécula de BaCl2. 2 H2O = 1 mol de BaCl2 + 2 moles H2O 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Mas. devemos acrescentar (44 g − 1.029 moles H2O 18.0448874 g H2O) = 42. 2 H2O em 43. Fig. 170 . 2 H2O = 1 molécula de BaCl2 + 2 moléculas H2O Portanto. 68 6) Que volume de água destilada se deve juntar a 40 mL de uma solução 3N de NaOH a fim de que se transforme em solução a 4%? Eqg NaOH = mol/1 ou 1 mol = 1 eqg NaOH IFES Pág.0153 g H2O = 1.

). IFES Pág. contudo. 100g (anteriores) mais 50 g de H2O. 1 mol NaOH 1 eqg NaOH 39.) Portanto.) = 120 mL 4g NaOH Logo. Com isso aumenta-se a massa da solução sem.8 g NaOH 100 mL (sol. 7) Uma solução de certo sal tem concentração 30% em peso.8 g NaOH 1 mol NaOH Solução a 4% de NaOH é aquela que pó ssui 4g NaOH em 100 mL (sol. Logo: Se a solução aquosa do sal foi diluída é porque recebeu certa quantidade de solvente. Assim. ou seja: 30 g (sal) + 70 g (H2O). alterar a massa do soluto (o sal). 3 eqg NaOH 1000 mL sol. podemos escrever: a) Na nova solução 100 g (solução) = 20 g (sal) Em 30 g de sal. Pede-se a) Que massa de água devemos acrescentar para diluir a 20%? b) Que massa de sal temos de adicionar para concentrar a 50% em peso? A solução 30% em peso possui 30 g (sal) em 100g (sol. 4.) (ou 50g de H2O).9971 g NaOH ≅ 4. teremos: Para cada 50g (sal) = 100 g (sol. teremos: 30 g sal 100 g sol.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Uma solução 3N de NaOH é aquela que possui 3eqg de NaOH dissolvidos em 1 litro (ou 1000 mL). 171 . Desse modo. 20g sal = 150 g sol. em peso. Ou seja. 40 mL sol. devemos acrescentar 80 mL aos 40 iniciais. b) Numa solução 50%.

m' 1 30 C1 = ' = m 2 100 Sendo x a massa de sal adicionada. 1.) 0. aumentando apenas a quantidade de soluto.4 M de HCl contém em 1 litro = 0.4 M de HCl. 172 . Assim. uma solução concentrada (16 M) de HCl contém em 1 litro 16 moles de HCl.2 litros (sol. Segundo método: C= m1 m2 Portanto.2 litros. em litros.4 moles HCl 1 litro (sol. toma-se 0.03 litros (30 mL) de solução concentrada e completa-se com água destilada até se obter 1. os 30 g iniciais mais 40 g de sal.) = 0.) 1 litro (conc. Uma solução 0. (números de moles HCl na solução final) Portanto. então: 70 g (H2O) 50 g (sal) = 70 g (sal) 50 g (H2O) Ou seja.4 moles HCl Por outro lado. a ser utilizado para preparar 1.03 litros HCl 16 M 16 moles HCl .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como a solução é concentrada. 9) A etiqueta de uma recipiente de ácido nítrico indica os seguintes dados: IFES Pág.2 litros de solução 0. a partir do ácido concentrado (16 M). Ou seja: adiciona-se 1170 mL de H2O. teremos: m" 1 30 + x 50 C2 = " = = m 2 100 + x 100 x = 40 g (sal) 8) Calcule o volume de água.

em peso. = 1005 g sol. Suponha que os volumes sejam aditivos.013 g HNO3 1mol 100 g (sol. transfere-se para uma proveta completando-se o volume até os 250 ml.) 1005 ×1000 g (sol.40 kg/L.) 1 mol 58. Agita-se até total diluição e.  65 %.172 M A segunda parte é uma mistura de duas soluções de NaCl.) d = 1005 = m3 m3 Ou seja: Cada 1 L (sol.7 ml da solução concentrada com uma pipeta graduada e leva-se a um balão. Além disso.5 M? b) Explique o procedimento seguido no laboratório e o material necessário para sua preparação. 10) Calcular a concentração molar de uma solução aquosa de cloreto sódio cujo teor de sal é de 1%. 1.) 1 L sol.5 mols HNO3 1000 cm3 (sol) 63. 250 cm3 (sol) = 8.) 1 L sol. 173 .) = 1005 g (sol.) 65g g HNO3 1000 ml = 1400 g (sol. 1 g (NaCl) 100 g(sol.442 g NaCl 1 m3 1000 L = 1005 g (sol.656 ml Portanto. A molaridade final seria: IFES Pág. Toma-se 8. deduzir concentração molar de uma solução formada quando se mistura 35 mL da solução anterior com 50 mL de outra solução aquosa de cloreto de sódio de 0.05 M. e tem uma densidade de 1005 kg/m3. = 0. Além de indicar suas características de periculosidade.172 mol ou 0. a) Que volume da mesma se necessitará para preparar 250 cm3 de uma solução 0. em peso.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO  Densidade. em seguida.) L 0. acrescenta-se aproximadamente 200 ml de água destilada. kg (sol.

174 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11) Continua IFES Pág.

reação I) e sua inversa ("dissociação do iodeto de hidrogênio". As reações reversíveis envolvem produtos que reagem entre si para formar as substâncias iniciais em quantidades apreciáveis. portanto. IFES Pág. todas as reações podem ser reversíveis. reação II) ocorrem simultaneamente. contrabalançando-se mutuamente. existe uma possibilidade de os átomos das moléculas se arranjarem (reagruparem) para formar moléculas reagentes.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO UNIDADE VIII 1. quais os componentes que são considerados reagentes e quais são produtos é arbitrário. Assim. 175 . Ambas as reações se processam continuamente até que um estado de equilíbrio dinâmico é atingido. O que é equilíbrio? Uma reação química está em equilíbrio quando não há tendência para a mudança das quantidades de reagentes e produtos.21. evitando qualquer variação na composição da mistura em reação. Chamamos esta reação de uma reação reversível. ou seja. Quando ocorre uma reação química e sua direta (―síntese do iodeto de hidrogênio‖. de forma que a composição da mistura permanece constante com o tempo. São quantitativamente mensuráveis (tanto os reagentes como os produtos). Teoricamente. as duas equações: H2 + I2 → 2 HI 2 HI → H2 + I2 reação I reação II representam a reação química do sistema mesmo em que os papéis dos componentes sejam invertidos. Dizemos equilíbrio dinâmico porque as reações nos dois sentidos se processam com igual velocidade. O sentido em que nós escrevemos uma reação química e.

Outro exemplo: Considere N2O4. A principal característica a ser observada num equilíbrio. dizemos que: O equilíbrio é DINÂMICO porque a reação não parou: as velocidades das reações opostas é que são iguais. 176 . O ponto onde a velocidade de decomposição: N2O4 (g) → 2 NO2 (g) iguala a velocidade de dimerização: 2NO 2 (g) → N 2 O 4 (g). IFES Pág. um gás marrom. este gás se decompõe fornecendo NO2. Fig. mas a velocidade direta e inversa sempre será equivalente. 69 À temperatura ambiente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO H2 + I2 ⇄ 2 HI O equilíbrio é atingido quando a velocidade da reação direta se iguala a velocidade da reação inversa. é que no equilíbrio a reação continua a ocorrer. um gás incolor.

Um sistema está em equilíbrio quando:  Tanto matéria. O Estado de Equilíbrio.  As propriedades macroscópicas mensuráveis do sistema não variam com o tempo. A velocidade de uma reação química é função da composição do sistema e da variação desta composição durante a reação. como o constatado pela resposta a um pequeno distúrbio.22. Fig. deixando-se depois que elas retornem aos seus valores iniciais. Quando. aparentemente.  As variações passíveis processam-se numa velocidade mensurável. através da remoção da perturbação. 177 IFES . cessa a reação. 1. Velocidade de uma Reação. isto é: A velocidade de uma reação química é avaliada pelo maior ou menor gasto de reagentes ou pela maior ou menor formação de produtos num dado intervalo de tempo. Nesta situação foi atingido o equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Estado de Equilíbrio. um estado de equilíbrio constitui uma situação onde as forças opostas se contrabalançam. que provoca uma mudança nas propriedades observáveis. o princípio necessário para existir equilíbrio químico em uma solução é a reversibilidade da reação envolvida. Portanto. 70. juntamente com produtos. Pág. Na mecânica. quantidades mensuráveis de reagentes ainda estarão presentes.nada se modifica no decorrer do tempo.23. É reconhecido pelo aspecto invariante . quanto energia não está sendo inseridas ou removidas.

A expressão matemática que traduz esta relação é: vm = ∆C C f . ∆[B] = variação da molaridade de B no intervalo de tempo ∆t. se calcularmos: ∆[A] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t. ∆nB = número de moles de B consumidos num intervalo de tempo ∆t. ∆nC = número de moles de C consumidos num intervalo de tempo ∆t. teremos: VA m VB m VC m VD m ∆A n consumo = ∆t ∆B n consumo = ∆t ∆C n formação = ∆t ∆D n formação = ∆t Assim. ∆t tf . IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Define-se. então. Tomemos a reação expressa pela equação: aA + bB → cC +dD Fazendo: ∆nA = número de moles de A consumidos num intervalo de tempo ∆t. ∆[C] = variação da molaridade de C no intervalo de tempo ∆t. 178 .ti onde os índices f e i representam respectivamente o instante final e inicial de medição da concentração e do tempo. ∆nD = número de moles de D consumidos num intervalo de tempo ∆t.Ci = . a grandeza velocidade média de reação num dado intervalo de tempo (∆t) como sendo a variação da concentração de um reagente ou de um produto por unidade de tempo.

variando de instante para instante.  No caso de uma reação em que os coeficientes estequiométricos não sejam unitários é necessário entrar com estes coeficientes na expressão da velocidade média.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ∆[C] = variação da molaridade de A no intervalo de tempo ∆t. introduz-se o sinal (-) (quando se define a velocidade a partir de reagentes) − uma vez que estes se gastam e como tal apresentam uma variação negativa. 179 . [A] e [B] = concentrações molares a e b = ordens ou graus IFES ∆ [A] ∆t ∆ [B] ∆t ∆ [C] ∆t ∆ [D] ∆t Pág. que para um a reação genérica homogênea aA (g) + bB (g) → x X (g) + yY (g) a velocidade instantânea é calculada pela ex pressão v = k [A]a[B]b onde: k = constante de velocidade. a velocidade média exprime-se em mol m-3 s-1.  No sistema internacional de unidades (SI). Teremos por definição: Vm (consumo de A) = Vm (consumo de B) = Vm (formação de C) = Vm (formação de D) = Observações:  Para que a velocidade de uma reação seja uma grandeza sempre positiva.  Quando a velocidade de uma reação não é constante. é necessário recorrer à denominada velocidade instantânea.

Fig. 72 IFES Pág.  A área científica que estuda a velocidade das rações químicas designa-se por cinética química.  Quanto maior for o declive dessa reta. a) Diminuição da concentração do reagente com o tempo. 71.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A velocidade instantânea não é mais do que a velocidade média da reação quando se considera um intervalo de tempo tão pequeno quanto possível. maior será a velocidade média da reação no intervalo de tempo correspondente. Fig. 180 . b) Utilização da representação gráfica da relação linear de ln[A] em função do tempo para calcular a constante de velocidade.  A velocidade de uma reação pode ser determinada recorrendo a um gráfico da concentração de um reagente ou produto em função do tempo e determinando o declive da reta que passa pelos pontos de que se pretende determinar a velocidade.

e) Pressão: quando os participantes de uma reação são gasosos e se aumenta a pressão desse sistema gasoso. porque além da concentração de reagentes e produtos. fazendo com que a reação se processe mais rápido. como por exemplo. intensificando as colisões das moléculas. aumenta-se a velocidade da reação. ocorre também um aumento na velocidade da reação. d) Temperatura: quando se aumenta a temperatura de um sistema. quanto maior a concentração dos reagentes maior será a velocidade da reação. 181 . c) Concentração de reagentes: para uma reação acontecer é necessário que as moléculas se rompam. isto acontece porque aumentamos a superfície de contato que reage com a água. elas se quebram dando abertura para a formação de novas moléculas e. Um catalisador possui a propriedade de acelerar a reação. e quanto maior for o contato entre elas. as moléculas precisam colidir umas com as outras. f) Luz: Algumas reações químicas se processam com maior velocidade em presença de luz. g) Catalisadores: os catalisadores são substâncias que aceleram o mecanismo sem serem consumidos durante a reação. Por isso é que determinados produtos são comercializados em frascos escuros. b) Superfície de contato: um aumento da superfície de contato aumenta a velocidade da reação. de outras substâncias. Um exemplo é quando pegamos uma amostra de palha de aço e reagimos com ácido clorídrico concentrado e com ácido clorídrico diluído. Uma maior concentração de reagentes significa um aumento das colisões entre as moléculas. Aumentar a temperatura significa aumentar a energia cinética das moléculas. consequentemente. as velocidades das reações dependem também de outros fatores como: a) Colisão entre moléculas: os reagentes precisam entrar em contato para que uma reação aconteça. Quando as moléculas participantes de uma reação se chocam. Um exemplo é quando dissolvemos um comprimido efervescente triturado: ele se dissolve mais rapidamente do que se estivesse inteiro. IFES Pág. mais fácil fica de se chocarem. a decomposição da água oxigenada. Isso porque o aumento da pressão diminui o volume. que exige menor energia de ativação.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. mas não aumenta o rendimento.24. As reações químicas ocorrem com velocidades muito diferentes e estas podem ser alteradas. Este fato ocorre porque permitem que a reação tome um caminho alternativo. Assim. ou seja. Generalidades Sobre Cinética Química.

pois não temos. Seja a equação reversível: V1 A+B ⇄ C+D V2 a) os sistemas caminham ―espontaneamente‖ para o equilíbrio. pois temos uma maior concentração do reagente e. 73 c) as concentrações ―permanecem constantes no equilíbrio‖. IFES Pág.25. o sistema caminha para uma nova situação de equilíbrio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ou seja. ainda. 182 . À medida que a reação se processa a velocidade da reação direta diminui e da reação inversa aumenta. 1. um produto. d) o equilíbrio é dinâmico. b) no equilíbrio: V1 = V2 No início da reação a velocidade direta é máxima. num período de tempo menor. porém. por modificações externas. Característica do Equilíbrio Químico. um catalisador produz a mesma quantidade de produto. Fig. a velocidade da reação inversa é nula. e) afetando-se o equilíbrio.

74. 76 IFES Pág. tem-se: Fig. tem-se: Fig. [PRODUTOS] > [REAGENTES] g) nas reações de ―BAIXO rendimento‖. tem-se: Fig. 183 . 75.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO f) nas reações de ―ALTO rendimento‖. [PRODUTOS]< [REAGENTES] h) nas reações de ―MÉDIO rendimento‖.

isto é. no sentido dos reagentes.  Aumentando-se a concentração dos produtos. o equilíbrio se deslocará para a direita. o equilíbrio se deslocará para a esquerda. (B) Expansão de volume: NH3 ⇄ N2 + 3 H2 . isto é.6. . . V V 3V . no sentido dos reagentes.6. V Um ―aumento da pressão‖ acarreta uma ―diminuição da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ um ―aumento da velocidade‖. 184 . 8. isto é.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. Deslocamento do Equilíbrio. V 3V V . isto é. IFES Pág. 8.  Diminuindo-se a concentração dos produtos. no sentido dos produtos.  Diminuindo-se a concentração dos reagentes. (A) Contração de volume: N2 + 3 H2 ⇄ NH3 .2 Alteração na pressão: A pressão só altera a velocidade das reações gasosas em que ocorrem contração e expansão de volume. .1 Alteração na concentração:  Aumentando-se a concentração dos reagentes. V Um ―aumento da pressão‖ acarreta um ―aumento da velocidade‖ e uma ―diminuição da pressão‖ uma ―diminuição da velocidade‖. . no sentido dos produtos. o equilíbrio se deslocará para a direita.26. o equilíbrio se deslocará para a esquerda.

no sentido dos produtos. verificou que um aumento de aproximadamente 10°C acarreta uma duplicação ou triplicação na velocidade de grande número das coesões. com conseqüente aumento da velocidade da reação. 185 .3 Alteração na temperatura: Vant’ Hoff. 8. as moléculas aumentam o número de colisões (energia cinética). Exemplo: 2 H2 + 1 O2 ⇄ 2 H2O Reagentes: 2 mols + 1 mol = 3 mols. na equação supracitada.4. IFES Pág. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver aumento da quantidade de mols. Aumentando-se a temperatura. Assim:  Com o aumento da pressão ocorrerá uma diminuição do volume. Produtos: 2 mols.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (C) Quando a reação ocorre ―a volume constante‖: A pressão não tem influencia na velocidade. logo o deslocamento acontecerá no sentido em que houver um aumento do número de mols.  Se diminuirmos a pressão. se aumentarmos o volume o deslocamento será para a esquerda. então: O deslocamento ocorrerá para a direita. ocorrerá um aumento do volume. Nesta reação:  O produto possui menor quantidade de mols que os reagentes.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplo: 2.0×10-4 2. CO (g) + NO2 (g) ⇄ CO2 (g) + NO (g) AH = .100 0.100 0. logo a reação inversa é endotérmica. a reação é exotérmica. Conseqüentemente. 1.0×10-4 Pág. Como o AH é negativo.400 0.200 0.100 0. 186 . Lei de Ação das Massas. portanto um aumento de temperatura aumenta a velocidade das reações químicas.0×10-4 2. Este AH indica a variação de entalpia da reação direta. Seja a reação: aA + bB → cC + dD Observemos essa lei a partir de um conjunto de dados experimentais abaixo: Tabela 16. Em 1867. é proporcional ao produto das concentrações molares das substâncias reagentes.100 [B] inicial (M) 0. Guldberg e Waage estabeleceram a ―Lei de Ação das Massas‖ como sendo: A velocidade de uma reação química. diminuindo a temperatura vai favorecer a reação exotérmica (direta).56 Kcal. Experiência 1 2 3 4 IFES [A] inicial (M) 0.  A diminuição da temperatura favorece a reação exotérmica. Dados Experimentais.0×10-4 8.400 Velocidade inicial (M/s) 1.200°C CaO + 3 C CaC2 + CO ⇄ a  O aumento da temperatura favorece a reação endotérmica. um aumento de temperatura aumenta o número de moléculas com energia suficiente para efetuar colisões eficazes. à temperatura constante.27. Aumentando a temperatura vai favorecer a reação endotérmica (inversa).200 0. não importando se seja endotérmica ou exotérmica.

0×10-4 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 2.100)x. Para o reagente B.0×10-4 = = V3 k. o procedimento é idêntico: V2 k.(0.400)x.200 ⇒ VA = 0.0×10-4 Dizemos.200 0.0×10-4  sendo a reação de segunda ordem em relação a B. vem: V1 k. Vejamos: Considerando as experiências 1 e 2 as expressões da lei das velocidades são: V1 = k. 187 .0×10-4 IFES Pág.  Por outro lado.(0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Do conjunto de resultados pode constatar-se que:  quando a concentração de A duplica. De fato: VA = 0.(0.100)y 1. quando a concentração de A se mantém constante e a de B duplica.(0.200)x. a velocidade quadruplica: VB = 0.100)x.(0.400)x.(0.100)y Relacionando as duas expressões.(0.400 Vi 3 (3) (4) = 2. que a reação é de primeira ordem em relação a A.400 x = 1 2 x = 1 2 ou x = 1 Daí conclui-se que a reação é de primeira ordem em relação a A.(0.200)y 2.(0. dividindo-se e V1 por V2 e substituindo os valores de V1 e V2 (tabelados).0×10-4 0.400)y 8.100)y 2.400 Vi = 1. então.(0.(0. Chegaremos à mesma conclusão através do uso da lei das velocidades.0×10-4 ⇒ Vi 3 = 8.0×10-4 = = V2 k.200 ⇒ VB = 0.(0. a velocidade duplica.100)y V2 = k.200)x. mantendo-se constante a concentração de B.

20 0.30 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 0.40 0. com um conjunto de resultados como os seguintes: Tabela 17. Portanto.8×10-5 8.500 (0.[B]2 .10 0.(0. A ordem global da reação é: 1+ 2 = 3 A lei da velocidade ou equação cinética para esta reação será escrita da forma: .10 0.6×10-5 IFES Pág.200)2 2.30 0. como exemplo.100).60 Velocidade inicial (M/s) 9.[B]2 Assim.10 0.400 x 1 = 2 y 1 1 = = 4 2 2 ou y = 2 Assim. reação é de segunda ordem relativamente a B. Experiência 1 2 3 4 5 [A] inicial (M) 0. 188 .200)2 Analisemos agora a seguinte reação: aA + bB + cD → produtos.20 [B] inicial (M) 0.0×10-4 K3 = = 0.(0.100)(0.0×10-6 1.0×10-4 = K3.2×10-5 3.20 0. o cálculo de k para a experiência 3 fica portanto: 2.200 0.0×10-6 3. V = k [A]. k= 𝑉 [A].40 0.10 0.20 0.20 0.10 [C] inicial (M) 0.

300 ⇒ VC = 0. é dois. que a concentração de C duplica e que a velocidade quadruplica.200 ⇒ VB = 0. igualmente.400 -6 x Pág. 189 .8×10 0. Experiências 1 e 5: Verifica-se.2×10-5 Dizemos que a ordem da reação. VC = 0.200 = -5 1. Velocidade da reação quadruplica: VB = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Neste exemplo consideram-se conjuntos de dois reagentes com concentração constante. Como se segue: Para A: IFES 9. Igualmente.400 Vi 3 (3) (4) = 8.0×10-6 ⇒ Vi 1 2 (1) (2) = 1. Assim: Experiências 1 e 2: As concentrações de B e C são constantes.0×10-6 ⇒ Vi 3 = 3.600 Vi 1 (1) (5) = 9.400 Vi = 9. A velocidade de B duplica. em relação a B.0×10 0.200 ⇒ VA = 0.6×10-5 Dizemos que a reação é de segunda ordem em relação a C.8×10-5 Dizemos que a reação é de primeira ordem em relação a A. A velocidade de A duplica. recorrendo às leis da velocidade. Experiências 3 e 4: As concentrações de A e C são constantes. verificaremos as mesmas conclusões. a velocidade da reação duplica: VA = 0.0×10-6 ⇒ Vi 5 = 3. Se efetuarmos o cálculo das ordens das reações. efetuando-se o cálculo para o outro.

2×10-5 k= = 0. a equação geral implica: V = k [A].300 = -5 3.[ 0.0×10 0.[ 0.30]2 1.40]2.[ 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1 1 = 2 2 -6 x ⇒x=1 y Para B: 8.400 1 1 = 4 2 1 2 2 y 1 = 2 -6 y ⇒y=2 z Para C: 9.0×10-6 = 0.[B]2.10]2.05 [0.[ 0. 190 . faz-se recorrendo aos dados de qualquer das experiências: k= 9.2×10 0.60]2 IFES Pág.8×10-5 k= = 0.10]2.[ 0. k.05 [0.[ 0.6×10 0.20]2.[C]2 A ordem global desta reação é 1+2+2= 5 O cálculo da constante de velocidade.[ 0.05 [0.[ 0.30]2 8.10].20]2 3.20].6×10-5 k= = 0.20].200 = -5 3.600 1 1 = 4 2 1 2 2 z 1 = 2 z ⇒z=2 Assim.[ 0.05 [0.20]2 3.05 [0.0×10-6 k= = 0.[ 0.40].10]2.10].0×10 0.

Tomemos o primeiro exemplo: H2 + I2 ⇄ 2 HI.497×10-3 1. onde hidrogênio e o iodo.471×103 [HI] 2 [I2][H2] 54.830×10-3 2. Hl)2 = constante (conc.410×10-3 Valores Calculados [HI] [I2][H2] 3.3 54. incolor.6 54. A reação inicia-se com a diminuição da cor púrpura do iodo gasoso.312×103 1.5 54. Resultados Experimentais [H2] mol/L 1.430×104 6.767×10-2 1. por exemplo. encontram.497×10-3 1.530×10-3 8.28.140×10-3 [I2] mol/L 3. Depois de um tempo a cor deixa de diminuir.710×10-3 0. por exemplo.648×10-2 3.5ºC. I2) Tomemos. examinemos a taxa: Concentração dos produtos no equilíbrio Concentração dos reagentes no equilíbrio Assim. Constante de Equilíbrio. em virtude da formação do iodo de hidrogênio.1292×10-3 1.4 IFES Pág. quatro misturas diferentes na seguinte tabela: Tabela 18.910×10-3 0. 191 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. H2)(conc. a taxa [concentração dos produtos no equilíbrio/concentração dos reagentes no equilíbrio] fica mais bem representada da seguinte forma: (conc.086×103 3. Nesse momento.140×10-3 [HI] mol/L 1. a numa fase gasosa a 425. Equilíbrio Químico.

a velocidade da reação direta é: V1 = K1 [A] [B] Em que K1 é uma constante de proporcionalidade. a velocidade da reação inversa é: V2 = K2 [C] [D] No equilíbrio. De modo similar. ela é expressa em concentrações molares – Kc – e nos sistemas gasosos.[B] Kc = Kc é a constante de equilíbrio expressa em concentrações molares. nos sistemas heterogêneos. A constante de equilíbrio aplica-se os não eletrólitos.[D] Logo: K1 [C]. [𝑃]𝑝 𝐾𝑐 = 𝐴 𝑎 .[D] = K2 [A].[C]. 𝑁 𝑛 . Nos primeiros. Então. 𝐵 𝑏 . [𝐶 ]𝑐 . Assim: K1. [𝑀]𝑚 . IFES Pág.[A]. líquidos e gasosos. V1 = V2. em termos de pressão parcial – Kp.[B] = K2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Para uma reação do tipo: A (g) + B (g) ⇆ C (g) + D (g). a velocidade da reação direta é igual a velocidade da reação inversa.. 192 . Generalizando para uma reação reversível qualquer: aA + bB + cC + .. ⇄ mM + nN + pP + … .

1.(PB)a .T R. em função das pressões parciais é simbolizada por Kp. PD = Pressão Parcial da espécie D. [B] = .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Em se tratando de eletrólitos fracos em soluções diluídas. envolvendo apenas gases. A constante de equilíbrio.29. Então: n p nA = = p . 193 . C = .30.T V pA pB pC pD [A] = . T). (RT)-1 . [D] = R. logo: V R. Seja a equação: V1 a A (g) + b B (g) ⇄ c C (g) + d D (g) V2 Admitindo-se que todos os gases são perfeitos. Constante de Equilíbrio em função das pressões parciais. 1. PB = Pressão Parcial da espécie B. a constante toma o nome particular de constante de ionização K (equilíbrios iônicos). PC = Pressão Parcial da espécie C.T IFES Pág. Onde: PA = Pressão Parcial da espécie A. (Pc)c. Como VA = V e [A] = . Para qualquer equação envolvendo apenas espécies gasosas: aA + bB ⇆ cC + dD A constante de equilíbrio em função das Pressões Parciais Kp pode ser obtida por: .(PD)d Kp = (PA)a .T RT R. R .V = n . então eles obedecem à equação dos gases perfeitos (onde p. Relação Matemática entre Ke e Kp.

[D]d [A]a .T)-(a+b) Kp = Kc . . pouco solúvel. (R .[B]b = pC c . formando uma fase sólida. Equilíbrio químico envolvendo precipitados e equilíbrio de solubilidade. Considere um sólido iônico.a+b ] = Kp = Kc .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Substituindo esses valores na expressão de Kc. MA. Esta situação pode ser encontrada em sistemas onde ocorre a dissolução ou precipitação de sólidos.(a + b) 1. formado de íons M+ e A-: MA(s) ⇄ M+ + A. (R. O equilíbrio químico pode ocorrer em sistemas contendo mais de uma fase (heterogêneos). vem: Kc = C c . que se separa de uma solução. 194 .n d b . Forma-se um precipitado quando uma solução tornase supersaturada com uma substância em particular. pD pA a . R = constante dos gases = 0.(aq) Suponha que certa quantidade suficiente de MA seja dissolvida em água para produzir uma solução saturada contendo algum MA sólido (numa solução saturada o soluto atinge o seu limite de solubilidade no solvente. R .T)[ c+d .T = ∆n Onde: T = temperatura em Kelvin. IFES Pág. pB . O precipitado pode ser cristalino ou coloidal e pode ser removido da solução por filtração ou centrifugação.082 atm m3/Kg mol K ∆n = variação no número de moles = (c + d) .T)-(c+d) (R. Kp ∆. Um grande número de reações utilizadas em análise qualitativa inorgânica envolve a formação de precipitados.31.

tal como seria de esperar. elevadas aos respectivos coeficientes estequiométricos da equação de equilíbrio. Note que a concentração de um sólido ou líquido puro é constante. [Bp-]q = IFES Pág. não sendo. Como [MA] é constante e podemos dizer que: Ke = [M+]. o produto de solubilidade de um composto. Kps. o produto iônico é igual ao produto de solubilidade: = Kps [ApBq] = [Aq+]p . A constante Kps traduz a maior ou menor solubilidade de um composto em água e. a adição de mais soluto faz com que este permaneça na forma cristalina. quanto mais insolúvel é o sal mais baixa é a concentração dos seus íons em solução e. a uma temperatura constante. Seja a equação genérica: AB ⇆ A+ + B− Kps(AB) = [A+] . portanto. há uma constante de equilíbrio que é definida como: = Kps = M+ . 195 . menor é o valor da constante produto de solubilidade. não dissolvida (se a temperatura for mantida fixa). A= sendo Kps designado por produto de solubilidade do composto [MA]. é definido como o produto das concentrações dos íons constituintes. considerada na expressão da constante de equilíbrio.[A-] Apesar de se tratar de um equilíbrio heterogêneo. e porque se trata de um equilíbrio heterogêneo. conseqüentemente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Portanto. portanto. [B−] (produto das concentrações de A+ e B-) De uma maneira geral: ApBq ⇆ p Aq+ + q BpNo equilíbrio. Deste modo.

5 × 10-14 1.5 ×10-8 1.8 × 10-15 1.7 × 10-9 4.2 × 10-6 5.0 × 10-11 5.6 × 10-97 9.6 × 10-9 1. 196 .5 × 10-9 2.0 × 10-10 7. Ag2CrO4 ⇆ 2 Ag+ + CrO42Kps = [Ag+]2 . [CrO42-] Tabela 19. Exemplos de Produto de solubilidade SUBSTÂNCIA iodato de bário permanganato de bário oxalato de bário sulfato de bário hidróxido de berílio hipoclorito de bismuto sulfeto de bismuto carbonato de cádmio oxalato de cádmio sulfeto de cádmio carbonato de cálcio fluoreto de cálcio hidróxido de cálcio oxalato de cálcio sulfato de cálcio brometo de cobre I cloreto de cobre I iodeto de cobre I tiocianeto de cobre I hidróxido de cobre II sulfeto de cobre II FÓRMULA Ba(IO3)2 BaMnO4 BaC2O4 BaSO4 Be(OH)2 BiClO Bi2S3 CdCO3 CdC2O4 CdS CaCO3 CaF2 Ca(OH)2 CaC2O4 CaSO4 CuBr CuCl CuI CuSCN Cu(OH)2 CuS Kps 1.1 × 10-12 4.0 × 10-36 IFES Pág.5 × 10-6 2.0 ×10-28 8.0 × 10-17 2.5 × 10-10 2.0 × 10-22 7.2 × 10-9 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Um exemplo: a equação do produto de solubilidade do Ag2CrO4.0 × 10-9 1.3 × 10-8 1.9 × 10-4 5.

3 × 10-20 2.6 × 10-8 8.0 × 10-16 4.0 × 10-5 4.0 × 10-22 8.5 × 10-13 l.0 × 10-14 1.1 × 10-12 5.0 × 10-10 7.0 × 10-16 1.0 ×10-53 1.2 × 10-12 1.8 × 10-23 1.0 × 10-12 3.0 × 10-5 1.6 × 10-7 IFES Pág.2 × 10-11 9.1 × 10-9 4. 1 × 10-8 1.0 × 10-10 1. 197 .8 × 10-10 1.0 × 10-12 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA hidróxido de ferro II hidróxido de ferro III iodato de lantânio iodeto de chumbo II oxalato de chumbo II sulfato de chumbo II sulfeto de chumbo II fosfato de amôniomagnésio carbonato de magnésio hidróxido de magnésio oxalato de magnésio hidróxido de manganês II sulfeto de manganês II brometo de mercúrio I cloreto de mercúrio I sulfeto de mercúrio II arseniato de prata carbonato de prata cloreto de prata cromato de prata cianeto de prata iodato de prata iodeto de prata fosfato de prata sulfeto de prata tiocianeto de prata oxalato de estrôncio FÓRMULA Fe(OH)2 Fe(OH)3 La(IO3)3 PbI2 PbC2O4 PbSO4 PbS MgNH4PO4 MgCO3 Mg(OH)2 MgC2O4 Mn(OH)2 MnS Hg2Br2 Hg2Cl2 HgS Ag3AsO4 Ag2CO3 AgCl Ag2CrO4 Ag[Ag(CN)2] AgIO3 AgI Ag3PO4 Ag2S AgSCN SrC2O4 Kps 8.0 × 10-49 1.0 × 10-38 6.4 × 10-15 5.3 × 10-18 4.0 × 10-28 2.

Uma solução pode apresentar as seguintes relações quantitativas entre o produto iónico e a constante de produto de solubilidade: (A) Q < Ks – solução insaturada. Significa que se atingiu o equilíbrio de solubilidade. IFES Pág.8 × 10-8 O equilíbrio de solubilidade é um exemplo de equilíbrio heterogêneo. que está relacionado com a dissolução e precipitação de substâncias pouco solúveis. representado pela seguinte equação química: AgCl (s) ⇄ Ag+ (aq) + Cl.1 × 10-16 2. Consideremos o equilíbrio de solubilidade do sal cloreto de prata.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SUBSTÂNCIA sulfato de estrôncio cloreto de talio I sulfeto de talio I ferrocianeto de zinco oxalato de zinco FÓRMULA SrSO4 TlCl Tl2S Zn2Fe(CN)6 ZnC2O4 Kps 3. 198 . Significa que o sal precipitará até que se atinja o valor da constante de produto de solubilidade.8 × 10-7 2 × 10-4 5 × 10-22 4. se consegue dissolver mais soluto. em que. Para tomar conhecimento se um dado sistema atingiu ou não o equilíbrio de solubilidade recorremos ao produto iónico. isto é.(aq) O sentido direto traduz a dissolução do sal e o sentido inverso traduz a sua precipitação. Significa que. (B) Q = Ks – solução saturada. a velocidade com que o sal se transforma em íons é a mesma com que os iões se transformam em sal. para o mesmo volume de solução. sal. AgCl. (C) Q > Ks – solução sobressaturada. neste ponto. precipitam. Q. e à mesma temperatura.

Se Q > Ks ocorre a formação de precipitado. PbI2. ou seja. a partir destas. o número de moles de PbI2 que se dissolvem por litro de solução. para esta reação de dissolução podemos escrever: Kps = [Pb+2] × [I–]2 Se representarmos por S a solubilidade molar.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Condição de precipitação: Para que se inicie a precipitação de um sal é necessário que a solução atinja a saturação. então: S = [Pb+2] = 2× [I–]2 PbI2 (s) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: S -S 0 ⇄ Pb2+ (aq) 0 +S +S Kps = S×S2 = S3 e portanto: S = 3 + 2I− (aq) 0 +2S +2S Kps 4 IFES Pág. isto é: Q = Ks. representada por: PbI2 (s) ⇄ Pb2+ (aq) + 2I− (aq) e cujo produto de solubilidade à temperatura de 25ºC é Kps = 8. 199 . Para reconhecer a eventual formação de precipitado há que calcular as concentrações dos íons presentes no sistema e. Q.49×10–9. De acordo com a definição de constante de produto de solubilidade. determinar o produto iônico. Exemplo: Considere a dissolução do iodeto de chumbo.

200 . ou seja. O primeiro equilíbrio químico de interesse que ocorre na água é a dissociação de sua própria molécula: H2O ⇄ H+ + OH− Como as quantidades dos íons nas soluções se equivalem. Ou seja: Ke = [H+]. à temperatura de 25ºC. Equilíbrio Químico entre a água e seus íons (Kw).[OH-] [H2O] No entanto. Desta forma. [H+] =[OH−] e o valor do produto iônico da água é 1.3×10–3 mol/dm3 (0.3×10-3 mol/dm3 4 O que nos permite concluir que num litro de solução saturada de PbI2. O valor do produto iônico da água que é a constante de equilíbrio. podemos simplificar a equação acima como: Kw = [H+]. em água pura ou em uma solução aquosa diluída.49 × 10-9 = 1.= 10-7 = IFES Pág.008 × 10−14 M2 (≅ 10−14).599 g/dm3). A água se dissocia em pequena quantidade em íons hidrogênio (H+) e (OH−).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ou seja. estão dissolvidas 1.32.5 mol/L). a concentração de (H+) é de 10−7 e a concentração de (OH−) também é de 10−7. então: H+ = = OH. Entretanto. S = 3 8. 1. o termo [H2O] é uma constante (55. a água tem partes iguais do cátion (H+) e do ânion (OH−).[OH-] Como. as concentrações destes íons gerados nesta ionização são tão pequenas que dificilmente causam diferença nos resultados das análises.

etc.13. Gay-Lussac mostrou que para uma substância ser considerada ácida. com impurezas).33. Variação do produto iônico da água com a temperatura. que significa azedo. Temperatura 100C 200C 250C 300C 400C Ke 0. acético. Mais tarde. muitas definições surgiram para tentar explicar a presença e o comportamento de ácidos e bases. IFES Pág.1 Substâncias ácidas. Isso era verificado experimentalmente em ácidos conhecidos na época.68×10-14 1. tais como: ácido sulfúrico.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Este valor altera-se com a variação da temperatura como mostra a tabela abaixo: Tabela 20.29×10-14 0. 8. muitos cientistas acreditavam que para uma substância ser ácida. Geralmente. amargas − o termo ácido deriva do latim acidu. ela necessariamente teria oxigênio em sua composição. então sempre que este equilíbrio acontecendo o seu valor será: Ke = 10−14 1.47×10-14 2. 201 .92×10-14 Uma vez que em condições ambientes a temperatura está sempre próxima de 25°C. fosfórico.00×10-14 1. as substâncias ácidas são azedas. Quando uma pessoa fala: laranja é ácida. mas sim de hidrogênio combinado com outros elementos. está se baseando na impressão que as substâncias sápidas (apetitivas) produzem na língua. nítrico. não era necessário a presença de oxigênio. Equilíbrio Químico envolvendo ácidos e bases. No século XVIII. tal como ocorria com o ácido muriático (nome popular para a solução aquosa de HCl. Nos século XIX e XX.

como a amônia. Esta nova definição é bem mais ampla. 4) segundo este conceito. Como vimos. somente são bases substâncias que possuem OH− em sua composição. Este conceito. de Lewis e de Pearson. II. pois doa um próton. É verdade para o NaOH. A água. a amônia acerta um próton: é uma base. I. portanto. ácidos são substâncias capazes de doar um próton em uma reação química. mas outras substâncias. de Bronsted-Lowry. 3) não pode ser aplicado para outros solventes. embora utilizado até hoje. portanto. o íon amônio doa um próton: é um ácido. Repare que. Definição de Bronsted. 2) o íon H+. de fato. 202 . algumas receberam maior destaque: definição de Arrhenius. a água se comporta como um ácido. IFES Pág. E bases. Segundo Bronsted. por exemplo: NH3 (aq) + H2O (l) ⇄ NH4+ (aq)+ OH− (aq) Nesta reação. pois aceita um próton deste íon. já na reação com o amônio. Arrhenius propôs que os ácidos eram substâncias cujos produtos de dissociação iônica em água incluiam o íon hidrogênio (H+) e bases as que produzem o íon hidróxido (OH−).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Entre elas. Definição de Arrhenius. a água se comporta como uma base. compostos capazes de aceitar um próton numa reação. tem sérias limitações: 1) só pode ser empregado a soluções aquosas. é um exemplo de substância anfiprótica: moléculas que podem se comportar como um ácido ou como uma base de Bronsted. pois explica o caráter básico da amônia e o caráter ácido do íon amônio. na reação com amônia. NH4+ (aq)+ OH− (aq) ⇄ NH3 (aq) + H2O (l) Nesta reação. não são bases de acordo com o conceito de Arrhenius. sequer existe em solução aquosa.

R2S. CO. IV. Os ácidos macios são espécies de tamanho grande. CN-. K+. Cl7+. espécies de baixa eletronegatividade e tamanho pequeno. Estes termos se referem. Cr3+. Zr4+. PO43-. Co3+. R-. Li+. RO. Lewis definiu um ácido.C2H4. Hg+. Si4+. Ti4+. 203 . Pt2+. Cl. Mn7+. os alcalinos terrosos. Fe3+. As bases duras são espécies que doam elétrons. Pt4+. Bases macias são espécies que recebem elétrons. RO2. a dificuldade ou facilidade com que as "nuvens eletrônicas" (regiões de maior probabilidade de encontrarmos os elétrons mais externos) podem ser deformadas. Exemplos: F-. As3+. R3As IFES Pág. Ag+. RO-. Be2+. SCN-. H2O. Sc3+. formando ligações químicas. como uma espécie capaz de receber pares de elétrons e base. C6H6. I5+. foi criado por Pearson um conceito de dureza e moleza para ácidos e bases. NO3-.. N. N3+. O. Cr6+. NH3. O2-. R3P. I7+. os íons metálicos de alto estado de oxidação. CO32-. Definição de Lewis. SO42-. ROH. Cu+. R2O. Cd2+. possui baixa eletronegatividade e alta polarizabilidade. RNH2. Ga3+. Definição de Pearson. Os ácidos duros são íons metálicos. N2H4. Sr2+. respectivamente. Hg2+. CH3Hg+. RS-. OH-. Possuem alta eletronegatividade e baixa polarizabilidade. etc. Mg2+. Au+. I-. Ca2+. Exemplos: H-. I. como uma espécie capaz de doar pares de elétrons. Mn2+. Exemplos: Eu3+. Como extensão a teoria de Lewis. Br. Ce4+. Na+. que incluem os alcalinos. CH3COO. etc. La3+. de média eletronegatividade e possui baixa capacidade polarizante. Tl+. ClO4-. Exemplos: Pd2+. Sn4+.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO III. com baixo estado de oxidação. Cl3+. CH2.

no caso de soluções diluídas. enquanto pequeno valor de K diz que os reagentes são favorecidos. 204 . Força do ácido Forte Fraca Muito Fraca Ka >1 1 para 10-16 < 10-16 Força da base conjugada Muito fraca Fraca Forte Kb < 10-16 10-16 para 1 >1 IFES Pág. Tomemos o exemplo: HCl + H2O ⇄ H3O+ + Cl− H3O+ [Cl-] Keq = [HCl][H2O] Como já vimos. portanto varia apenas com a temperatura. se dissociam. A força do ácido é um parâmetro determinado através da sua constante de ionização Ka . Constante de dissociação dos ácidos (Ka). dependendo da força e da concentração do ácido. maior a quantidade de íons H+ liberados na solução e como conseqüência mais forte é o ácido. Tabela 21. podemos. Quanto maior o valor Ka . Os eletrólitos fracos como ácidos quando dissolvidos num solvente como a água. portanto. Valores de Ka e suas respectivas bases conjugadas. 1. Um grande valor de K significa que na ionização há predominância dos produtos. o termo [H2O] é constante. substituir a equação por por Ka: H3O+ [Cl-] Ka = [HCl] A constante de ionização é um valor semelhante à constante de equilíbrio.34.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Observação: as substâncias ácidas são consideradas perigosas pelo fato de terem a propriedade de destruir estruturas moleculares assim como dissolver matéria orgânica com muita facilidade. estabelecendo-se um equilíbrio reversível entre as espécies não dissociadas e os seus íons.

. Tabela 1. = [BH+ ] [OH. Constantes de Ionização de Alguns Ácidos e de suas bases Conjugadas ÁCIDOS HClO4 H2SO4 HCl Ka grande grande grande BASES ClO4HSO4Cl- Kb muito pequena muito pequena muito pequena IFES Pág.35. 1. n é a magnitude da carga do cátion. expressa em concentração molar.] Kb = [B] = onde Kb é a constante de ionização das base.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. B + H2O ⇄ BH+ + OH+ E a constante de ionização da base por.. A ionização de uma base fraca B em solução aquosa pode ser representada pela equação. = m1[A1] + m2[A2} + .. Substâncias Básicas − Constante de dissociação (Kb).. Balanço de Carga. O balanço de carga é dado por: n1[C1] + n2[C2] + .. [BH+] [OH-] Keq = [B] [H2O] Outra vez. o termo [H2O] é constante.36. e m é a magnitude da carga do ânion. 205 . Onde [C] é a concentração do cátion. Assim. [A] é a concentração de um ânion..

10-4 1.10-7 1.4.10-7 2.10-7 1.6.10-8 3.9.6.10-16 1.10-5 1.0.10-10 5.10-4 2.0.2.5.10-2 7.10-7 1.10-10 2.3.10-7 1.8.2.10-4 2.8.10-7 6.3.7.10-13 1.6.10-5 1. 206 .8.10-10 4.10-11 3.10-4 6.10-8 6.3.5.6.0.10-8 1.2.0.10-4 5.0.10-2 1.3.10-10 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO ÁCIDOS HNO3 H3O+ H2SO3 HSO4H3PO4 HNO2 HCOOH C6H5COOH CH3COOH C2H5COOH H2CO3 H2 S H2PO4HSO3HOCl NH4+ HCN C2H5NH3+ CH3NH3+ HCO3HPO42H2 O HSNH3 IFES Ka grande 55.10-11 1.8.5.10-5 4.0.10-12 2.6.3.5.5 1.10-16 8.2.3.8.10-5 4.1.10-3 4.6.10-11 2.10-10 7.8.2.2.105 grande Pág.10-5 2.10-11 4.6.10-13 8.10-11 5.8.10-2 55.0.3.10-8 5.10-13 1.10-19 muito pequena BASES NO3H2 O HSO3SO42H2PO4NO2HCOOC6H5COOCH3COOC2H5COOHCO3HSHPO42SO32ClONH3 CNC2H5NH2 CH3NH2 CO32PO43OHS2NH2- Kb muito pequena 1.5 1.

quanto menor for a concentração dos íons hidrônio. assim ocorre igualmente com os correspondentes íons hidroxila. quanto maior for a sua concentração (ao contrário da concentração de íons hidroxila) mais ácida será a solução e menor será o pH (pH <7). H+) e.log [OH-] Ou uma solução qualquer: pK = .log K IFES Pág. correspondentemente na mesma medida. Inversamente. maior será a concentração de íons hidroxila e. mais alcalina (básica) será a solução e maior será o pH (pH > 7).37. 207 . A relação entre a concentração de íons Hidrogênio e o valor pH é definido pela equação : pH = − log [H+] Da mesma forma podemos utilizar essa terminologia para caracterizar a concentração de íons OH− em uma solução básica: pOH = . A caracterização de soluções ácidas ou básicas (pH e pOH). Os íons hidrônio resultantes são relativamente poucos e exibem vida curta como espécies químicas. íons hidroxila (ânions OH−).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. por recombinação (e vice-versa) segundo a equação: 2 H2O (l) ⇄ H3O+ (aq) + OH− (aq) A curta vida de hidrônios e sua a concentração efetiva é a base para a determinação do pH das soluções aquosas. portanto. os pares conjugados (H3O+ e OH−) estão em equilíbrio dinâmico com a água molecular e a esta retornam. A água exibe caráter anfótero: comportar-se quer como levemente ácida ou levemente alcalina. No equilíbrio. conhecemos como ―auto-ionizarão‖ da água. Assim os hidrônios existem mesmo em água isenta de impureza (quimicamente pura). De fato. Esse caso singular de água: de produzir íons hidrônio (cátion.

Acidez titulável A acidez real é determinada pela medida do pH e a acidez total por intermédio da acidimetria.38. Acidez real + A- . 208 . Diagrama de pH. Acidez potencial ⇄ H3 O+ . Acidez Atual. teremos analogamente. Assim os limites de pH estão distribuidos entre 0 e 14. O ponto médio. A acidez total ou de titulação (titulável) é a soma da acidez total com a potencial. potencial e total. potencial e Total. BOH . Fig. 1. a alcalinidade atual. iônica é causada pelos íons hidrogênio livres em solução. 77. A acidez atual. obviamente. indica. latente ou de reserva é devida aos átomos de hidrogênio que se encontram na molécula não dissociada do ácido.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO É claro que pH + pOH = 14. o meio neutro. Acalinidade titulável IFES Pág. em solução aquosa: HA . No caso das soluções alcalinas. Seja o ácido HA qualquer. Acalinidade real . Alcalinidade potencial ⇄ B+ + HO. enquanto que a acidez potencial. átomos esses capazes de sofrer ionização quando for necessário.

TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante do Produto Iônico. Kw Exemplos típicos: 2 H2O → H3O+ + OH− Expressão da Constante de Equilíbrio: KW = [H3O−] .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1. 209 . K a ou K b Exemplos típicos: Expressão da Constante de Equilíbrio: Ka = Kb = [H3O+].] Ionização de Eletrólitos Fracos CH3COOH + H2O → H3O+ + CH3COO− CH3COO− + H2O → OH− + CH3COOH IFES Pág.[CH3COO-] [CH3COOH] [OH-]. Resumo dos principais tipos de equilíbrio e constantes de equilíbrios. [OH−] Ionização da água TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Ionização.[CH3COOH] [CH3COO.39.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Expressão da Constante de Equilíbrio: Kps = [Ag+] . [Cl+] Sólidos ―Insolúveis‖ Equilíbrio Heterogêneo Produto de Solubilidade. 𝛃 n Exemplo Típico: Expressão da Constante de Equilíbrio: Formação de um íon Complexo β4= [Ni(CN)42-] [Ni2+][CN-]4 Ni2+ + 4 CN− ↔ Ni(CN)42− NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO K Redox Exemplo Típico: Cu + 2 Fe+3+ ↔ Cu2+ + 2 Fe2+ TIPO DE EQUILÍBRIO Equilíbrio Oxidação/Redução Expressão da Constante de Equilíbrio: [Cu2+][Fe2+]2 KRedox = [Fe+3]2 IFES Pág. 210 . Kps Exemplos típicos: AgCl(s) → Ag+ + Cl− TIPO DE EQUILÍBRIO NOME E SÍMBOLO DA CONSTANTE EQUILÍBRIO Constante de Formação.

diminuição da pressão Catalisador Varia Varia Não varia Não varia Não varia Não varia - Aumento da pressão acelera 1. quando 3 moles de álcool são misturados com 1 mol de ácido? Na temperatura de reação todas as substâncias são líquidas. a) Qual o valor da constante de equilíbrio? b) Quantos moles de éster são formados no equilíbrio. a mistura em equilíbrio contém 2/3 de mol de éster e outro tanto de água. IFES Pág. Variação à medida que a mistura retorna ao equilíbrio Energia térmica é consumida Energia térmica é gerada Parte do reagente adicionado é consumida Parte do produto adicionado é consumida Diminuição da pressão Efeito sobre o equilíbrio Deslocamento na direção endotérmica Deslocamento na direção exotérmica Aumenta a concentração de produto Aumenta a concentração de reagente Variação da composição para diminuir o número total de moléculas Variação da composição para aumentar o número total de moléculas Efeito sobre K PERTUBAÇÃO Aumento da temperatura Queda da temperatura Adição de reagente Adição de produto Diminuição de volume. Exercícios Resolvidos (1) Quando um mol de álcool é misturado com um mol de ácido acético.40. 211 . aumento da pressão Aumento do volume. à temperatura ambiente. Resumo Geral.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Tabela 22.

[CH3COOH] 2 (2/3).= mol 3 3 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 a) Observemos que a água na reação não é um solvente. Seja V o volume da solução.(1/3) 1/3 =4 Observe que as unidades de concentração se cancelam.(2/3) 2/3 Kc = = (1/3).mol 3 2 1 1. portanto aparecer na equação da constante de equilíbrio. devendo. significando que o equilíbrio independe do volume. juntamente com as demais reagentes e produtos. b) Seja x o número de moles de álcool que reagem.mol 3 2 1 1.= mol 3 3 Ácido Éster Água H2 O 0 mol 2 + mol 3 2 + mol 3 + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + 1 mol 2 .[CH3COOH] [C2H5OH]. Kc = = 2 mol 3V CH3COOC2H5 . portanto: mol [C2H5OH] = 3 V mol [CH3COOH] = 3 V = mol 3V = mol 3V = 2 mol 3V 2 mol 3 [CH3COOC2H5] = V mol [H2O] = 3 V Portanto. Portanto: IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool C2H5OH (l) Início: Variação: Equilíbrio: 1 mol 2 . 212 .

Calcule o valor da constante de equilíbrio para: N2 (g) + 3 H2 (g) ⇄ 2 NH3 (g) Precisamos saber as concentrações de equilíbrio de cada uma das substâncias na mistura que está reagindo e então substituir aqueles valores no quociente da reação.800 mol H2 L−1 em um recipiente reage e alcança o equilíbrio.(x) x2 Kc = = =4 ( 3-x).(1-x) (3-4x+x2 ) Então.150 2×0.9028 3 2. (2) Uma mistura consistindo de 0. pois uma há hipótese de formar mais que um mol de éster. 150 mol L−1.(4+ 7) = 4.7) = 0. 3x2−16x +12 = 0 x= x= 2. No equilíbrio. vem: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1×0.150 3×0.4305 3 A segundo raiz é uma incoerência física.(4. 500 mol N2 L−1 e 0.150 2 2 2 Pág. 213 IFES . Pela equação: n(N2) n(H2) n(NH3) = = 1 3 2 Dividindo os conseqüentes por 2 e multiplicando por 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Álcool Ácido Éster Água H2 O 0 mol +x mol x mol C2H5OH (l) + CH3COOH (l) ⇄ CH3COOC2H5 + Início: Variação: Equilíbrio: 3 mol -x mol 3-x mol 1 mol -x mol 1-x mol 0 mol +x mol x mol (x). a concentração da amônia é 0.150.

004 M 0. é de 0.150 moles 0.996 M ⇄ NH4+ 0M 0. Qual é a constante de ionização da base nessa temperatura? Uma solução 1N contém: em 1 L = 1 eqg NH4OH = N NH4OH = 1 mol = 1M 1L NH4OH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: Como: Ki = NH4+ [HO-] [NH4OH] 1M − 0.004 M mol NH4OH = mol NH4OH 1 0.800 moles −0.278 M−2 (3) O grau de dissociação iônica do hidróxido de amônio.150)2 Kc = 0.425 Kc = 0.425 M + 3 H2 (g) 0.075 0.575 M ⇄ 2 NH3 (g) 0 moles +0.075 moles 0.225 moles 0. em solução aquosa 1 N.4% a 18C.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO n (N2) n (H2) n (NH3) = = 0.004 M 0.004 M 0.150 N2 (g) Inicio Variação: Equilíbrio: [NH3]2 Kc = H2 3 N 2 (0.575 3 .004 M + HO− 0M 0. 0. 214 .500 moles −0.150 M IFES Pág.225 0.

que está 90% ionizada.0006 M)(0.03×0.9×( IFES Pág. Temos eqg (Ca(OH)2) = mol/2 = 0. 215 .0194 M) (5) Calcule a constante de ionização para uma solução N/64 de hidróxido de cálcio.9×( 1 )M 128 1 )M 128 + 2 OH− 0 +0.9×( +0.03×0.5 mol Portanto.0006 M) = 1.0006 M Ki = Ki = H+ [CH3COO-] [CH3COOH] (0.02 M é 3% a 25C.996 M) (4) O grau de dissociação iônica do ácido acético.02 M − 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ki = (0. como: N= 2 eqg (Ca(OH)2) N 1 = = M 1L 2 128 Ca(OH)2 Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 1/128 M 1 . em solução 0.9×( )M 128 0. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0.9×( 1 )M 128 1 )M 128 +2×0.02 M 0.004 M)(0.02 M 0.61×10-5 M (0. 1×( 1 ) M 128 ⇄ Ca+ 0 +0.6×10-5 M (0. Calcule a constante de dissociação iônica do ácido.03×0. 1 mol = 2 eqg (Ca(OH)2).004 M) = 1.0.0194 M ⇄ H+ 0 0.0006 M + CH3COO− 0 0.02 M 0.

bases).(0. A Lei da diluição de Ostwald é expressa por: C+ [A-] Mα2 Ki = = [CA] 1-α Sendo: Ki = constante de ionização [C+] = concentração dos cátions [A-] = concentração dos ânions [CA] = concentração do composto não ionizado ou não dissociado M = concentração molar em mol/L α = grau de ionização Se α ≤ 5%. 216 x moles −α x moles (1−α)x moles . admite-se a seguinte sentença Ki = Mα2 pois o resultado de 1 − α ≈ 1 (6) Calcular a constante de equilíbrio da dissociação PCl5 ⇄ PCl3 + Cl2. em temperatura tal que esteja 80% dissociado. supondo o sistema homogêneo.9/128)2 = 1.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ca+ [HO-]2 Ki = [Ca(OH)2] Ki = 4. PCl5 (v) Inicialmente: Variação: Equilíbrio: IFES ⇄ PCl3 (v) 0 +α x moles +α x moles + Cl2 (g) 0 +α x moles +α x moles Pág.78×10-3 (0.1/128) Lei da diluição de Ostwald ou Lei de Ostwald é a relação matemática entre a constante de ionização e o grau de ionização de um eletrólito (ácidos.

P 1+α IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Como: PV = nRT P=( 𝑛 )RT V P n = RT = constante ( ) V Assim. 𝑃2 1 + 𝛼 2 Kp = 1-α .P 1+α α p (PCl2) = . 217 . então: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = 𝛼𝑥 = 𝛼𝑥 1 − 𝛼 𝑥 V V V p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) p (PCl5)+p (PCl2)+p (Cl2) P = = = = 1 -α α α 1-α +α+α 1+α p (PCl5) = Logo: 1-α . Kp = pPCl2 pCl2 pPCl5 2 𝛼 .P 1+α 𝛼 2 . podemos escrever: p (PCl5) p (PCl2) p (Cl2) = = [PCl5] [PCl2] [ Cl2] Seja V o volume do sistema e α o grau de ionização do penta cloreto de fósforo.P 1+α α p (Cl2) = .𝑃 1+𝛼 1-α .P 1+α Kp = Logo.

5 mol de H2.10×α M 0. e 0. são reagidos a 448°C.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 𝛼 2 Kp = 1 + 𝛼 𝛼 2 .10×α 2 M Portanto: Ki = = 1. 218 .8 = 1. evacuada.85×10−5 α − 1.1 α2 + 1.85×10-5 ± 1. 2 1-α P Como o problema submetido não se refere à pressão total a que está o sistema no equilíbrio. .0. é de 1. isto é. Portanto: Kp = 0. H2 (g) + I2 (g) ⇄ 2 H1 (g) Em uma dada temperatura e para um estado padrão de 1 mol/L.10(1−α) M ⇄ H+ 0 + 0.5 mol de I2.P Kp = 1 − 𝛼 2 1+α 𝑃2 .77 1. a 25C.0135 ou 1.35% (8) Em uma câmara de 10 L. K = 50 para a reação. supõe-se que a pressão normal.85×10-5 0. 1atm.85×10−5 = 0 α= -1.85×10-5 2 -4 0. (a) Qual é a pressão total na câmara? IFES Pág. em solução decimolar.10 M − 0.1 (1. 0.1) α = 0. Calcule o grau ionização α do ácido a 25C.1 ×α M + 0.82 (7) A constante de ionização do ácido acético.10(1-α) 0.10×α M + 0.85×10−5.85×10-5) 2(0. Temos: CH3COOH Inicialmente: Variação: Equilíbrio: 0.10×α M 0.10×α M + CH3COO− 0 + 0.

0. [C] = 0.5 + 0.200 M. 219 .T V (0. [B] = 0.R.100 M.atm ).00 moles de B em um recipiente de 10 litros.5 = 1.5 −x (0. Se inicialmente põe-se 1.5-x x = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (b) Quantos mols de iodo permanecem não-reagidos no equilíbrio? (c) Qual é a pressão parcial de cada componente na mistura no equilíbrio? Antes de iniciar a reação.K = 5.5 −x (0.T P(total) = n(total).39 2 0.R.5-x)2 2x 50 = 0. Durante a reação. A pressão total pode ser calculada a partir da lei dos gases ideais: P. não ocorre variação no número total de mols.082 L.5 + 0.(448+273) mol.5−x) (9) Para a reação: A + B ⇄ C + D.00 mol de A e 2. qual será a concentração de todas as espécies quando se alcance o equilíbrio? As concentrações ao inicio são: [A] = 0.9 atm 10 L + I2 (g) 0. [D] = 0 No equilíbrio são: A + B ⇄ C + D IFES Pág. o número total de mols era 0.V = n.( 0.5−x) ⇄ 2 H1(g) 0 +2x +2x P(total) = H2 (g) Inicio: Variação: Equilíbrio: (2x)2 Kc = 50 = (0. o valor da constante de equilíbrio a uma determinada temperatura é Kc = 56.5).

002 M.200 − 0.098 M. sabendo que se partimos de dois moles de N2 e cinco moles de H2. no equilíbrio temos 3 moles de NH3.2 moles/L −x (0.(0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO (0.098) = 0.5− 3x) moles/L ⇄ 2 NH3 (g) 0 + 2x (2x) moles/L [NH3]2 (2x)2 Kc = = [H2]3 [N2] (0.100 − 0.207. (0. [B] = (0.2-x) No entanto.100-x .098 M. obteremos três moles de amoníaco.12 = 0 x1 = 0.098) = 0.5-3x)3 .200−x) M x x x2 Kc = = 56 0.098 e x2 = 0.5 moles/L − 3x (0.102 M. Temos: N2 (g) Inicio: Variação Equilíbrio: 0.8 x+1. [C] = 0. logo: IFES Pág.(0. Assim: [A] = (0. pois se partimos reagindo 0. O volume do recipiente de reação é de 10 L.100 mol de A não poderíamos obter uma concentração maior.207 Desprezaremos x = 0. [D] = 0. (10) Calcule os valores de Kc e Kp a 250°C na reação de formação do amoníaco.100−x) M Portanto.2− x) moles/L + 3 H2 (g) 0.200-x) 55x2 + 16. 220 .

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[NH3] = 3 moles/ 10 L = 0,3 M = 2x  Portanto,

x = 0,3/2 = 0,150 M

(2x)2 (20,150)2 Kc = = (0,5-3x)3 (0,2-x) (0,5-30,150)3 (0,2-0,150) (0,3)2 Kc = = 14 400 (0,05)3 (0,05) Como: ∆n = 22, já que: 2 − (3 + 1) = 22, então: Kp = Kc. (R.T) ∆n Kp = 14 400 · (0,082 · 523)22 = 7,83 (11) Suponha que 3,00 moles de HI; 2,00 moles de H2 e 1,00 mol de I2 são colocados num recipiente de 1 L a 485C. Depois de estabelecido o equilíbrio, quais são as concentrações de todas as espécies? (Considere: Kc (485C) = 2,0610-2 ) As concentrações iniciais são: [HI] = 3,00 M; [H2] = 2,00 M e [I2] = 1,00 M A equação de equilíbrio é: HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) No equilíbrio as concentrações serão: 2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: 3,00 − 2x 3,00 − 2x ⇄ 1 H2 (g) 2,00 +x 2,00 + x + 1 I2 (g) 1M +x 1,00 + x

A condição de equilíbrio é: Kc = Kc = [H2][ I2] [HI]2 2,00 + x (1,00 + x) (3,00 - 2x)2

IFES

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2,00 + x (1,00 + x) = 2,0610-2 (3,00 - 2x)2 0,918 x2 + 3,25 x + 1,81 = 0 x= x= x= -3,25± 3,25 2-4(0,918)(1,81) 2(0,918)

-3,25± 3,91618 1,836 -3,25±1,9789 1,836

x ≈ −2,848 ou x ≈ −0,692 Como a segunda raiz leva a concentrações negativas, ela será rejeitada. Contudo a segunda raiz (x = −0,692302) é significativa, embora o seu sinal (negativo) indica que a reação ocorre no sentido contrário: no de formação de HI. 1 H2 (g) Variação: Equilíbrio: 2,00 − 0,692 1,308 + 1 I2 (g) 1,00 − 0,692 0,308 ⇄ 2 HI (g) 3,00 + 2(0,692) 4,384

(12) Calcule o grau de dissociação, a 30°C e 5 atm de pressão, que apresenta o tetróxido de dinitrogênio, se sabemos que nessas condições o valor de Kp é de 0,15. (R = 0,082 atm L/mol K) N2O4 (g) ⇄ 2 NO2 (g) Os números de moles/L no equilíbrio serão: N2O4 (g) Início: Variação: Equilíbrio: Lembrando que: p (parcial) = fração molar × pressão (total) C −αC (1−α)C ⇄ 2 NO2 (g) 0 +2 αC +2 αC

IFES

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p(NO2) = x(NO2)× pressão (total) p(N2O4) = x(N2O4)× pressão (total) x(NO2) = x(N2O4) = n(NO2) n NO2 + n(N2O4) n(N2O4) e n NO2 + n(N2O4)

pressão (total) = p(NO2) + p(N2O4) Assim: n.° de moles no equilíbrio de NO2 = 2α.c n.° de moles no equilíbrio de N2O4 = (1−α)c n.° de moles totais no equilíbrio = 2α.c + (1−α)c = (1+α)c Logo: p(NO2) = p(N2O4) = p2 NO2 pN O
2 4

2α.c . 5 atm (1+α)c (1-α)c . 5 atm (1+α)c 2α . 5 atm 1+α 1-α . 5 atm 1+α
2

Kp =

=

4α2.5 = 0,15 de onde α = 0,086 ou 8,6% 1-α2 (13) A 800K, a Kc para a reação: 2 HI (g) ⇄ H2 (g) + I2 (g) vale 0,016. Na mistura em equilíbrio a essa temperatura, calcule: (A) a concentração de todas as espécies, sabendo que as de H2 e I2 são iguais e a pressão a que se encontra o sistema é de 1 atm. (B) as concentrações dos componentes, sistema. Dado: R = 0,082 atm L/mol K
IFES

quando se duplica a pressão do

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2 HI (g) Início: Variação: Equilíbrio: n.R.T = P.V C= C= n P = V R.T C − 2x C − 2x

1 H2 (g) C +x C+x

+

1 I2 (g) 1M +x C+x

P 1 atm = = 0,015 mol/L atm L R.T 0,082 ×800K mol K

Assim, no equilíbrio teremos: 2 HI (g) Equilíbrio: 0,015− 2x ⇄ 1 H2 (g) 0,015 + x [H2][ I2] [HI]2 + 1 I2 (g) 0,015 + x

A condição de equilíbrio é: 0,015 + x 0,015 - 2x
2 2

Kc =
2

0,015 + x = 0,015 - 2x

= 0,016

0,015 + x = 0,016 0,015 - 2x x = 0,015 mol/L Agora obtém- se os valores das concentrações: [HI] = (c−2x) = (0,015−0,003) = 1,2×1022 mol/L [H2] = [I2] = 1,5×1023 mol/L (14) A constante de equilíbrio para a reação: N204 (g) ⇄ 2NO2 5,8×10−3 a 25°C. Calcule o grau de dissociação quando: (A) A concentração inic1ial é 0,01 mol/L; (g), vale

IFES

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FABIANO DE CARVALHO

(B) adicionamos 0,01 mol/L de N2O4 ao equilíbrio formado no aparato (a). N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: 0,01 −0,01α (1−α)0,01 ⇄ 2NO2 (g) 0 +2(0,01α) 0,02α

(0,02α)2 Portanto: Kc = = 5,8×10-3 (1-α).0,01 de donde: 0,04 α2 + 0,0058 α − 0,0058 = 0 α ≈ −0,460129 (não convém) ou α ≈ 0,315129 ou expresso em percentagem: α = 31,51% Assim, [N204] = (1−α).0,01 = = (1−0,315129).0,01 ≈ ≈ 6,8×10−3 mol/L [NO2] = 0,02α = = 0,02×0,315129 = = 0,00630258 ≈ ≈ 6,3×10−3 mol/L Em (B) teremos: N204 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Portanto, (0,0068+0,01) 0,0168 −x 0.0168−x ⇄ 2NO2 (g) 6,3×10−3 +2x 6,3×10−3+2x

IFES

Pág. 225

0078−x = 0.8×10-3 4 x2+0. Calculando a constante de equilíbrio. (B) dobrarmos o volume inicial. (C) dobrarmos a pressão inicial. [Cl2] = 2 mols/L. vem: Inicial: Variação: Equilíbrio: IFES CO (g) 2 −x 2−x + Cl2 (g) 3 −x 3−x ⇄ COCl2 (g) 20 +x 20+x Pág.00003969 = 0.00009744-0.00155 Portanto.8×10-3 [NO2] 0.0252 x+0.0094 mol/L (15) Num sistema em equilíbrio CO (g) + Cl2 (g) ⇄ COCl2 (g) as concentrações são [CO] = 2 mols/L. [N204] = 0. e x ≈ 0. vem: Kc = Kc = (COCl2) (CO)( Cl2) (20) (2)(2) Se acionarmos 1 mol de Cl2.0063 + 2 x 0.77510−5 = 0 Cuja solução é: x ≈ −0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO [N2O4]2 Kc = = 5. que não convém. [COCl2] = 20 mols/L.0058 x 4 x2 + 0. 226 .0093.0168-x 2 = 5. Calcule a concentração de todos os componentes quando: (A) adicionarmos 1 mol/L de cloro.3×10−3 + 2x = 0.031 x − 5.00625 mol/L [NO2] = 6.

tem-se: [CO] = 2/2 = 1 mol/L. teremos: COCl2 (g) Inicial: Variação: Equilíbrio: Kc = [CO] [Cl2] [COCl2] 10 −x 10−x ⇄ CO (g) 1 +x 1+x + Cl2 (g) 1 +x 1+x ⇄ 1V COCl2 (g) . ou seja para a esquerda.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (20+x) =5 (3-x)(2-x) 5(3−x)(2−x) = 20+x 5 x2−26 x+10 = 0 x = 0.42 = 2.42 = 20.418 x = 4.782 (não convém) Assim: [CO] = 2 − 0. IFES Pág. [Cl2] = 2 /2 = 1 mol/L= [COCl2] = 20 /2 = 10 moles/L Assim.42 = 1. 227 .42 mol/L Dobrando-se o volume do sistema o equilíbrio de desloca-se para o lado de menor número de moles (maior pressão): 2moles CO (g) + Cl2 (g) 1 mol mol Como V’ = 2V.58 mol/L.58 mol/L [COCl2] = 20 − 0. [Cl2] = 3 − 0.

IFES Pág.V T0 = P0 .V0 = = nR = constante T T0 Portanto.V0 T0 V = V0/2. Assim sendo.V P0 . 228 .3867 Ao duplicarmos a pressão. vem: P.1318 ou 7. as concentrações dobram: Inicial: Variação: Equilíbrio: CO (g) 2×2 −x 4−x + Cl2 (g) 2×2 −x 4−x ⇄ COCl2 (g) 2×20 +x 40+x Aplicando novamente a equação de equilíbrio. vem 40+x =5 (4-x)2 40+x = 5 (4. (2P0 ).0681 1. ou seja. Equilíbrio em soluções aquosas.x)2 5x2−40x+80 − 40−x = 0 5x2−41x+40 = 0 x = 1. o volume reduz-se a metade.587 ( não convém) x = 0.41.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Kc = (1+x)(1+x) 1 = (10-x) 5 5(x+1)2 =0 (10-x) 5x2 + 10 x +5 = 10− x 5 x2+11 x − 5 = 0 x = −-2.

nem é uma reação em equilíbrio químico. Tabela 23. Para estes solutos não existe Kc da reação de dissociação. ("Todos" porque tem alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação são fracos). b) todos os hidróxidos metálicos e c) ―todos‖ os ácidos. Entre eles teremos: a) os hidróxidos não metálicos. para esses solutos existe Kc da reação de dissociação e. mas inorgânicos e em sua primeira dissociação. 229 . Portanto. b) os ácidos inorgânicos em suas dissociações posteriores a primeira dissociação e c) todos os ácidos orgânicos (e alguns ácidos inorgânicos em sua primeira dissociação que possuem Ka1). Entre eles teremos: a) todos os sais. Dissociam-se 100%. Portanto.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Existem solutos que em soluções aquosas se dissociam em duas classes: (A) Eletrólitos fortes. não ocorre a reação de reação inversa (ou de associação). se representa por Ki. (B) Eletrólitos fracos. Reação de dissociação NaCl → Na1+ + Cl-1 KCH3COO → K1+ + CH3COO1Al2(SO4)3 → 2 Al3+ +3 SO42Reação de dissociação Mg(OH)2 → Mg2+ + 2 (OH)1IFES Eletrólito forte forte forte Eletrólito forte Pág. em geral. Dissociam-se parcialmente. Ilustrações.

A hidrólise é a decomposição dos íons de uma substância por intermédio dos íons da água. são justamente os sais que apresentam maior freqüência o fenômeno da hidrólise. (A) Reação de neutralização. Para originar um soluto fraco. pois: Ácido + Base o hidróxido 100% sal+ H2O (B) Reação de troca iônica entre dois solutos fortes. Ocorre se e somente se: No mesmo recipiente se encontram ácido e base (simultaneamente).1. 100% ácido fraco + outro sal 100% base fraca + outro sal IFES Pág. 230 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO HCl → H1+ + Cl1H2SO4 → H1+ + HSO41HSO41 → H1+ + SO42H2S → H1+ + HS1HS1. Incluem: Ácido forte + sal de ácido fraco Base forte + sal de base fraca (C) Hidrólise de sais. A dissolução de um sal em água pode gerar uma solução neutra.41. Dos compostos da química mineral.→ H1+ + S2NH4(OH) → NH41+ + (OH)1HAc → H1+ + Ac1- forte forte fraco fraco fraco fraco fraco 1. alcalina ou ácida − depende na natureza do sal. Reações especiais que podem acontecer em soluções aquosas.

Sais derivados de uma base fraca e um ácido forte. que sua tendência é para a forma molecular. o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. 231 IFES .⇄ BOH (aq) Como o produto [H+]. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HOPortanto. portanto. Sais derivados de um ácido forte e uma base forte. mas sim o cátion proveniente de uma base fraca que reage com o íon hidróxido. A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon M+. Neste caso. apresentam elevado grau de dissociação. nem os cátions ou ânions tem qualquer tendência em se combinar com os íons provenientes da auto-ionização da água.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO I. Sofrerá hidrólise de acordo com a seguinte equação: BA + H2O ⇄ BOH + HA Os eletrólitos fortes. é neutra. Seja BA um sal proveniente de um ácido forte e uma base fraca. tendendo. conseqüentemente. Exemplo: NaCl II. Neste caso. o ânion proveniente de um ácido forte não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. [HO-] < [H+] e. Pág. em solução aquosa. a solução será ácida. como abaixo: B+ (aq) + H2O (l) ⇄ BOH (aq) + H+ (aq) Exemplo: NH4Cl + H2O ⇄ HCl + NH4OH O NH4Cl e HCL são compostos iônicos. após a dissolução do sal. estabelecendo um novo equilíbrio: B+ (aq) + HO.[HO-] (ou seja. Já os eletrólitos fracos se ionizam tão pouco. mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [H+]. para a forma iônica. pois. A solução resultante. ao mesmo tempo. É mais correto escrevê-los na forma NH4+ e Cl− e H+ e Cl−.

temos: [BOH][ H+] K= [B-][H2O] Como a hidrólise se processa em presença de grande excesso de água. Portanto. 232 . por outro lado.[OH-] Kh = [BOH][ H+] [B+] Podemos calcular Kh em função do produto iônico da água (Kw) e da constante de ionização da base (Kb). podemos escrever a equação de hidrólise do seguinte modo: B− + H2O ⇄ BOH + H+ Aplicando a lei das ação das massas ao equilíbrio acima. Para isso. são considerados eletrólitos fortes. quem realmente hidrolisa é o íon fraco do sal. Sendo correto escrevê-la na forma H2O. basta multiplicarmos o numerador e denominador da expressão de Kh por [OH−]. Da mesma forma. Kh = [BOH][ H+] [OH-] × [B+] [OH-] IFES Pág. teremos: NH4+ + Cl− + H2O ⇄ H+ + Cl− + NH4OH Como o Cl− não se altera durante a reação. podemos cancelá-lo. Ficando então: NH4+ + H2O ⇄ H+ + NH4OH Observe que embora se diga hidrólise do sal. teremos: Kw = [ H+].QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A água á predominantemente molecular. podemos considerar a concentração da água [H2O] como praticamente constante (Kw). Como os sais. predomina a sua forma molecular. de uma forma geral. tornando a escrever a equação de forma mais correta. sendo o NH4OH uma base fraca.

(aq) Portanto. Com raciocínio idêntico podemos concluir que: KCN + H2O ⇄ HCN + KOH K+ + CN− + H2O ⇄ HCN + K+ + OH− CN− + H2O ⇄ HCN + OH− Seja BA um sal derivado de ácido fraco e base forte. H2O (l) ⇄ H+ (aq) + HO. [HO-] > [H+] e.(aq) + H+ (aq) ⇆ HA (aq) Como o produto [H+]. o ânion (proveniente de um ácido fraco) reage com o íon hidrônio.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Escrevendo sob outra forma: . o Kw) deve ser constante a uma determinada temperatura. Sais derivados de um ácido fraco e uma base forte. Conforme vimos: BA + H2O ⇄ HA + BOH B+1 + A−1 + H2O ⇄ HA + B+1 + OH−1 IFES Pág. como abaixo: A.(aq) + H2O (l) ⇄ HA (aq) + HO. após a dissolução do sal. 233 . xx[ H+][OH-]xx Kh = [B+][OH-] [BOH] Kw Kh = Kb . A reação global é a combinação dos dois equilíbrios acima e é chamada de reação de hidrólise do íon A-. Ao passo que o cátion (proveniente de uma base forte) não reage com os íons provenientes da auto-ionização da água. mais moléculas de água se ionizam resultando em um aumento da [HO-]. a solução será alcalina.(aq) Exemplo: a hidrólise do HCN.[HO-] (ou seja. estabelecendo um novo equilíbrio: A. III. conseqüentemente.

[OH-1] Kh = [ A-1] Multiplicando-se o numerador e denominador por [OH−1]. IV. então a solução será neutra. estabelecendo dois novos equilíbrios: M+ (aq) + HO. 234 . [HA]. vem: Kh = [HA].(aq) ⇄ MOH (aq) A−1(aq) + H+ (aq) ⇄ HA (aq) Neste caso. Aqui.[OH-1] [OH-1] × [ A-1] [OH-1] Kh = xx[H+1].[OH-1]xx [ A-1][H+1] [HA] Kw Kh = Kh . Finalmente. se Ka = Kb. Sais derivados de um ácido fraco e uma base fraca. Se Kb > Ka. então a solução será alcalina. É fácil demonstrar que neste caso: Kh = Kw Ka × Kb IFES Pág. por outro lado. . se Ka > Kb. o pH vai depender dos valores de Ka do cátion M+ e do valor de Kb do ânion A−. tanto o ânion (proveniente de um ácido fraco) como o o cátion (proveniente de uma base fraca) reagem com os íons provenientes da auto-ionização da água.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO A−1 + H2O ⇄ HA + OH−1 Assim. então a solução será ácida.

352C.352 × 1000 × 36. m’ = massa d a solução. m = 1/10 (36. então 1 mol = 1 eqg ou 1/10 mol = 0.352) = 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 1.461 𝐾𝑐 = 1850 𝑖 = 𝑖 = ∆𝑇𝑐 × 𝑚’ × 𝑃𝑚 𝐾𝑐 × 𝑚 𝑚 1 × × 𝑖 𝑚’ 𝑃𝑚 0.461 = 1.6461 m’ = 1000 g ∆𝑇𝑐 = 0 − (− 0.1 eqg em 1 litros de solução.9 1850×3. Sabendo-se que a constante crioscópica da água é 1850 e os pesos atômicos do hidrogênio e do cloro são respectivamente. i = fator de van’t Hoff Solução: Uma solução N/10 contém 0.5. 235 . 1 e 35. expressa por: ∆𝑇𝑐 = 𝐾𝑐 × Onde: ∆Tc = abaixamento crioscópico = t1− t2 (diferença de temperatura) Kc = constante crioscópica do solvente m = massa do soluto na solução.352 𝑃𝑚 (HCl) = 36.42.1 eqg Logo. Exercícios Resolvidos (1) A solução N/10 de HCl congela a −0.6461 IFES Pág.461) = 3. Como o eqg (HCl) = mol/1. Qual o pH da solução? Utilize a lei de Raout para eletrólitos.

Bookmann Comp. americana. Makron Books do Brasil. & MYERS. 2a ed. Rio de Janeiro. ATKINS. Chemical Principles. C.D. R.ul. S. SPRATLEY.jclic. STANITSKI.es/bcv/guide/capitulo/8448157133. Ed.J.zip&lang=ca&title=Formulaci%C3%B3+i+nomenc latura+de+qu%C3%ADmica+inorg%C3%A0nica http://www. Química Geral. 1993. Edgard Blücher.univ-ab. Métodos Instrumentais para a Análise de Soluções: Análise Quantitativa.pt/disciplinas/dcet/cfq4007/Mod3_3.. Simões Gonçalves.C.cat/db/jclicApplet. Saunders College Publishing.pt/vnunes/ensino/eqquim. da 4a ed.cat/projects/fo rmula2/jclic/formula2.fc. 1996. J. MAHAN.pdf JONES. P.. vols I. Trad.L.L. Química. G. W.. um tratamento moderno. L. Editora da Universidade de São Paulo.1ª ed. L. IFES Pág.pdf http://www. 4ª Ed.xtec. PIMENTEL.pdf http://clic.H.mcgraw-hill. E.xtec. 1994.. Fundação Calouste Gulbenkian. Tradução por Maria Elizabeth Brotto e outros. B. 236 .. 2001 M..QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO BIBLIOGRAFIA http://ccmm. 1974 RUSSEL. RJ Química: Um curso universitário. MASTERTON. 2001. B. Lisboa.. 2v. SLOWINSKI.jsp?project=http://clic. São Paulo. Princípios de Química.

Grupo IA.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES ESTADOS DE OXIDAÇÃO Os estados de oxidação mais usuais dos diferentes elementos da Tabela Periódica são: 1. 237 . Grupo IIA. Alcalinos Terrosos I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al +2 Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Rb Sr Cs Ba Fr Ra IFES Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Pág. Alcalinos I II III IV V VI VII VIII H Li Na K Rb Cs Fr +1 Sc Y Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg B Al Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 2.

238 . I II III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl +4 -4 +4 -4 +4 +2 +4 +2 +4 +2 F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uus Uuo IFES Pág. Grupo IIIA.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3. I II III VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl +3 +3 +3 +3 +3 +1 +1 -3 O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Lv Uus Uuo 4. Grupo IVA.

239 . I II III IV V VI VII VIII H +5 +4 +3 +2 +1 -3 +3 +3 +3 +1 +3 +1 He N Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl P As Sb Bi F Cl Br I At Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup +1 Uus Uuo 6. Grupo VA.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 5. Grupo VIA. I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O S Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Al Ga Si Ge P As Se -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +6 +4 +2 -2 +4 +2 He Ne Ar Kr Te Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Po Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág.

240 . I II III IV V VI VII VIII H Li Be B C N O F He -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 +7 +5 +3 +1 -1 Rn Cl Na Mg Al Si P S K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br I Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Nb Mo Ta Db W Sg Tc Re Bh Ru Os Hs Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po At Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 7. I II IIIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al V +3 Cr Mn Fe Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Nb Mo Tc Ta Db W Sg Re Bh Cs Ba La Fr Ra Ac Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo VIIA. Grupo IIIB.

Grupo IVB.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9. I II IVB III IV V VI VII VIII H Li Be +4 +3 Cr Mn Fe +2 +4 +3 +2 Mo Tc Ru +3 +2 W Re Os Sg Bh Hs B Al Ti Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Rb Sr Cs Ba Fr Ra Y Zr Hf Rf Rh Ir Mt Pd Pt Ds Ag Au Rg Cd Hg In Tl Sn Pb Fl Sb Bi Te Po I At Xe Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 10. I II VB III IV V VI VII VIII H Li Be +5 +4 Mn Fe +3 +2 +5 +4 +3 Tc Ru 5 +4 +3 Re Os Sg Bh Hs B Al Ti V Co Ni Cu Zn Ga C Si Ge N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Nb Rb Sr Y Zr Ta Cs Ba Fr Ra Hf Rf Db Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág. Grupo VB. 241 .

Grupo VIB.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 11. Grupo VIIB. I II VIB III IV V VI VII VIII H Li Be +6 +5 V Cr +4 +3 +2 +6 +5 Mo +4 +3 Nb +2 +6 +5 W +4 +3 Ta +2 Db Sg Bh B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Rb Sr Y Zr Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Cs Ba Fr Ra Hf Rf Os Hs Ir Mt Pt Ds Au Rg Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Cn Uut Uup Lv Uus Uuo 12. I II VIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +7 +6 +5 +4 +3 +2 +7 +6 +5 +4 +7 +6 +5 +4 B Al C Si N P O S F Cl He Ne Ar Na Mg K Ca Sc Ti V Cr Mn Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Tc Rb Sr Y Zr Nb Mo Re Cs Ba Hf Ta W Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn IFES Pág. 242 .

I II Grupo VIIIB VIIIB III IV V VI VII VIII H Li Be +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +7 +5 +4 +3 +2 +3 +2 +3 Cu +2 B Al Ti V Cr Mn Fe Co Ni Zn C Si N P As O S Se F Cl Br He Ne Ar Kr Na Mg K Ca Sc Ga Ge Ru Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Rh +5 +4 +4 Pd +2 +3 Ag +5 +4 +3 +5 +4 +3 Au Hg Tl Pb Fl Bi Po At Rn Rg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo Cd In Sn Sb Te I Xe Os Cs Ba Fr Ra Hf Rf Ta Db W Sg Re Bh Hs Ir Pt Mt Ds 14. Grupo IB. 243 . I II IB III IV V VI VII VIII H Li Be +2 +1 +1 +3 +1 B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Ga In Tl C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 13.

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 15. 244 . Grupo IIB. I II IIB III IV V VI VII VIII H Li Be B Al Ti Zr Hf Rf V Cr Mn Fe Tc Re Bh Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg +2 +2 +2 +1 C Si Ge Sn Pb Fl N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn Na Mg K Ca Sc Y Rb Sr Cs Ba Fr Ra Nb Mo Ta Db W Sg Cn Uut Uup Lv Uus Uuo IFES Pág.

st). Esses prefixos indicam a atomicidade que possui a molécula.ss). pentaquiz. 245 IFES . e similares) pode-se empregar os prefixos bis.St) Neste tipo de nomenclatura se nomeia os compostos finalizando-os com a valência indicada em números romanos (colocados geralmente como subíndices). ou seja.ss).tr). etc. tris. oxissais. ou É baseada em nomear as substâncias através do uso de prefixos com os números gregos. tri- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2) Nomenclatura de Stock (N. Exemplos: CO = monóxido de carbono CrBr3 = tribrometo de cromo Observação: Nos casos onde poderá haver confusão com outros compostos (sais duplos e triplos. Nomenclatura de Stock (N.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO APÊNDICES FORMULAÇÃO E NOMENCLATURA QUÍMICA DOS COMPOSTOS INORGÂNICOS Aceitam-se três tipos de nomenclaturas para nomear compostos químicos inorgânicos. e 3. 1) Nomenclatura sistemática estequiométrica (N. São elas: 1. Exemplo: Sulfeto de Ferro (III) = Fe2S3 Pág. ou sais oxigenados. tetraquis. ou Exemplos: Ca5F(PO4)3 = fluoreto tris(fosfato) de Cálcio Ca8F(P3O10)3 = fluoreto trifosfato de Cálcio ([P3O10]5 = anion trifosfato) Prefixos monoditetrapentahexaheptaoctanona. Nomenclatura sistemática estequiométrica (N. o número de átomos dos mesmos elementos presentes na molécula.(eneá) decaNúmero 2. Nomenclatura tradicional (N.

.-oso " valência menor)  (para a Hidreto de —OSO ou— ICO Nome do elemento eletropositivo Ou: Hidreto de ——— ——— ". eletropositivo IFES Pág..-oso"  (para a valência intermediária baixa) "..-ico" valência mais alta)  (para a Nome do n.tr) Também conhecida como nomenclatura clássica.ox) "Hipo.. c) Quando o elemento tem três ou quatro valências: Escreve-se assim. 246 . se utilizam os prefixos: –oso –ico (para a valência menor) e (para a maior)..QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 3) Nomenclatura tradicional (N. rom...ox variável (2 n... começando da valência mais baixa: b) Metal com n.ox invariável: Hidreto de ——————— Nome do elemento eletropositivo Exemplos: NaH = hidreto de sódio CaH2 = hidreto de cálcio AlH3 = hidreto de alumínio b) Quando tem duas valências.ox elemento alg. Emprega-se indicando a valência do elemento a através de prefixos e sufixos que acompanham o nome do elemento. se utiliza o prefixo: –ico .ox a −1 a) Metal com n. a) Quando o elemento possui somente uma valência. 4) Compostos binários hidrogenados Com hidrogênio de n.-ico" valência intermediária alta)  (para a "Per-.

Br. 247 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Exemplos: CuH = hidreto de cobre I ou hidreto de cuproso CuH2 = hidreto de cobre II ou hidreto cúprico FeH2 = hidreto de ferro II ou hidreto ferroso FeH3 = hidreto de ferro III ou hidreto férrico Fórmula HF HCI HBr Hl H2 S Nome sistemático Fluoreto de hidrogeno Cloreto de hidrogeno Brometo de hidrogeno Iodeto de hidrogeno Sulfeto de hidrogeno Selenieto de hidrogeno Telureto de hidrogeno (em solução aquosa) Ácido fluorídrico Ácido clorídrico Ácido bromídrico Ácido yodídrico Ácido sulfídrico Ácido selenídrico Ácido telurídrico c) As combinações binárias do hidrogênio com oxigênio. I. arsênico. CaF2 FeCl3 CuBr2 MnS Fluoreto de cálcio Cloreto de ferro (lll) Brometo de cobre(ll) Sulfeto de manganês (ll) IFES Pág. por ser o elemento mais eletropositivo. S e Se denominam-se hidrácidos devido ao fato de tais compostos ao dissolverem em água. carbono e silício têm nomes comuns: H2O Água NH3 Amoníaco PH3 Fosfina AsH3 Arsina SbH3 Estibina CH4 Metano SiH4 Silano H2Se H2Te 5) Outras combinações binárias As combinações binárias. são as formadas por não metais com metais. fósforo. nitrogênio. que não sejam nem óxidos nem hidretos. Alguns exemplos são: d) As combinações do hidrogênio com F. dão soluções ácidas. antimônio. Para nomeá-los se adiciona ao nome do ametal o sufixo: –ETO. Para formularmos se escreve à esquerda o símbolo do metal. Cl.

N° de valências do elemento 1 valência menor 2 valências maior menor 3 valências intermédia maior menor intermédia menor intermédia maior maior PerHipoHipo-ico -oso -oso -ico -oso -oso -ico -ico Co+3 N+1 N+3 N+5 Cl+1 Cl+3 Cl+5 Cl+7 Cobáltico Hiponitroso Nitroso Nítrico Hipocloroso Cloroso Clórico Perclórico Ordem da valência Prefixo Sufixo Exemplo Nomes -ico -oso Na+1 Co- Sódico Cobaltoso 4 valência IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO V2S5 Ni2Si FeCl2 CuBr Sulfuro de vanádio (V) Siliceto de níquel (ll) Cloreto de ferro (ll) Brometo de cobre (l) AlI3 MnS2 Iodeto de alumínio Sulfeto de manganês (IV) Mg3N2 Nitreto de magnésio CrB Brometo de cromo (lll) 6) Nomenclatura tradicional (funcional). 248 .

tri-. tetra-.. não se leva em conta o prefixo mono-.. aparecem na número de átomos para ―satisfazer‖ as eletrônicas dos PREFIXO nº de O + ÓXIDO DE + PREFIXO nº átomos METAL + NOMBRE DEL METAL Os prefixos utilizados são: mono-. Metálicos ÓXIDOS Não metálicos Oxigênio+ Metal Oxigênio + Ametal Pág. di-. penta-. A fórmula geral: M2Om Donde: M é o metal e m é o número de oxidação com que atua.hepta-. para formular compostos binários se recorre ao chamado ―cruzamento de valências‖: a) Fe+2 + Cl-1 → FeCl2 Fe+2 Cl-1 FeCl2 b) C+4 + Br-1 → CBr4 C+4 Br-1 A) Óxidos metálicos A união do oxigênio com os metais dá lugar aos óxidos básicos ou metálicos. Nomenclatura de STOCK: ÓXIDO DE + NOME do METAL + (valência do metal com nº romanos) 8) Combinações oxigênio binários do Denomina-se óxidos os compostos binários do oxigênio com outro elemento ( metálico ou não metálico).FABIANO DE CARVALHO QUÍMICA GERAL 7) Formulação de compostos binários (óxidos e anidridos) Na prática. Observação: Em muitas ocasiões. Nomenclatura SISTEMÁTICA: CBr4 Observamos absoluto das fórmula o necessários necessidades elementos. hexa. que ao cruzar o valor valências. 249 IFES . Nomenclatura TRADICIONAL: ÓXIDO + METAL + OSO (menor valência)/ICO (maior valência) 2. 3. 1. .

QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Se o metal tem apenas uma valência. a) Cl+3 + O-2 = Cl2O3 b) N5+ + 02. Nomenclatura TRADICIONAL: EXEMPLO Na2O Óxido sódico FeO Óxido ferroso Fe2O3 Óxido férrico NOMENCLATURA TRADICIONAL NOMENCLATURA SISTEMÁTICA Monóxido Monóxido Trióxido de ferro diferro sódico Óxido sódio Óxido de ferro (II) Óxido de ferro (III) NOMENCLATURA STOCK B) Óxidos não metálicos Estão formados pela combinação de um ametal com oxigênio.= N2O5 Um grupo importante dos óxidos não metálicos pode reagir com a água para dar origem aos compostos conhecidos como oxiácidos. Observação importante: ANIDRIDO + (PREFIXO) AMETAL + SUFIXO. Sua fórmula general é: M+X + O-2 → M2Ox (―cruzamento‖ de valências). não é necessário indicá-la. Observação: Tende-se a substituir a ANIDRIDO por ÓXIDO. + palavra O prefixo e o sufixo dependem das valências que tenha o ametal. Na nomenclatura tradicional se diferenciam as valências mediante os sufixos OSO e ICO e os prefixos HIPO e PER. 1. Exemplos: C+4 + O-2 = C2O4 simplificar ↓ CO2 IFES b) DUAS valências: maior ⇒ ICO menor ⇒ OSO Pág. 250 Valência . nomeadamente ANIDRIDOS. Para elementos com: No caso em que x é PAR: a) UMA valência: Prefixo ⇒ ico Simplifica-se a fórmula.

Exemplos: Li+1 + (O2)-2 = Li2O2 Mg+2 + (O2)-2 = Mg2(O2)2 = MgO2 H+1 + (O2)-2 = H2O2 Fe+2 + (O2)-2 = Fe2(O2)2 = FeO2 Fe+3 + (O2)-2 = Fe2(O2)3 Sn+2 + (O2)-2 = Sn2(O2)2 (aqui não se simplifica. o índice 2 do oxigênio. Peróxidos São óxidos nos quais figura. já que se confundiria com PbO2 . portanto. Menor (+4): MnO2 = Anidrido ou Óxido manganoso Médio (+6): MnO3 = Anidrido ou Óxido mangânico Maior (+7): Mn2O7 = Anidrido ou Óxido permangânico Também o CROMO tem valências nas quais atua como ametal (+3 e +6): Menor (+3) Cr2O3 = Anidrido ou Óxido cromoso Maior (+6) CrO3 ou Óxido crômico = Anidrido IFES Pág.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO c) TRÊS valências: 2. o agrupamento PERÓXO (-O-O-. donde o oxigênio atua com número de oxidação "-1". se simplifica com o subíndice 2 do metal M − a não ser que haja possibilidade de confundir com um óxido). óxido de chumbo (IV) ) maior ⇒ PER+ICO Valência intermediária maior ⇒ICO intermediária menor ⇒OSO menor ⇒ HIPO+OSO Exemplos: O caso do MANGANÊS é especial: tem três valências com as quais atua como ametal: +4. O2-2). já que se confundiria com SnO2 . M+x + O2-2 → M2(O2)x maior ⇒ ICO Valência intermediária ⇒ OSO menor ⇒ HIPO+OSO d) QUATRO valências: Não se pode simplificar. (cruzam-se as valências e: se ―x‖ é par. óxido de estanho (IV) ) Sn+4 + (O2)-2 = Sn2(O2)4 = Sn(O2)2 Pb+2 + (O2)-2 = Pb2(O2)2 (aqui não se simplifica. em sua estrutura. 251 . +6 e +7.

ácido (oxiácido) e um sal ternário neutro. Para nomeá-los se menciona primeiro o grupo poliatômico (radical) negativo e. Hidróxidos Os Hidróxidos são substâncias que se obtém ao reagir um óxido metálico com água: Exemplo: MgO + H2O → Mg(OH)2 Pág. 1. tionilo 23 SO22+ = sulfonilo. mas que se nomeiam como substâncias binárias. que corresponde as funções: hidróxido (ou base). 252 . O componente mais eletronegativo pode ser: 1 NH+1 = amônio 2 PH4+ = fosfônio 3 AsH4+ = arsônio 4 Sbh4+ = estibônio 5 H3O+ = oxônio 6 H3Se+ = selenônio 7 H3S+ = sufônio 8 H3F+ = fluorônio 9 H2Br+ = bromônio 10 H2I+ = iodônio 11 H4Bi+ = bismutônio 12 H2F+ = fluorônio 13 H2Cl+ = clorônio 14 H4As+ = arsônio 15 H2Br+ = bromônio 16 H4Sb+ = estibônio 17 H3Te+ = telurônio 18 NO+ = nitrosila 19 NO2+ = nitrilo ou nitroílo 20 UO2+ = uranilo (V). se menciona o nome do cátion. uranilo (2+) 22 SO2+ = sulfinilo. em seguida. uranilo (1+) IFES 21 UO22+ = uranilo (VI).QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 9) Compostos pseudobinários São substâncias formadas por mais de duas classes de elementos. sulfurilo 10) Compostos ternários Estes compostos são formados por 3 elementos químicos: um cátion (H2 ou um ametal) um íon negativo poliatômico.

Considera-se. Exemplos: Ca(OH)2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO O número de grupos (OH)-1 que possui a molécula de um hidróxido coincide com o número de oxidação do elemento. Ga(OH)3. 253 . Exemplos: KOH. Fe(OH)3. NH4OH. LiOH. formados por um cátion metálico e por ânion OH-1 (íon hidroxila). Apresentam três hidroxilas como ânion. colocandose como expoente sua carga.  Tribases. Classificação das bases quanto ao número de hidroxilas (OH-):  Monobases. quando se tratar de espécie iônica. Ba(OH)2. seguido das fórmulas ou abreviações dos ligantes iônicos e depois dos ligantes neutros. Apresentam apenas uma hidroxila como ânion. Apresentam duas hidroxilas como ânion. Zn(OH)2. Exemplos: Nomenclatura tradicional: 1 V(OH)2 = hidróxido hipovanadioso 2 V(OH)3 = hidróxido vanadioso 3 V(OH)4 = hidróxido vanádico 4 V(OH)5 = hidróxido pervanádico 5 Cu(OH)2 = hidróxido cúprico 6 Cu(OH) = hidróxido cuproso 7 P(OH)3 = hidróxido hipofosforoso 8 P(OH)4 = hidróxido fosforoso 9 P(OH)5 = hidróxido fosfórico Nomenclatura sistemática 1 Pd(OH)4 paládio = tetra-hidróxido de 2 Na(OH) = hidróxido de sódio 3 Sr(OH)2 estrôncio 4 Al(OH)3 alumínio = = di-hidróxido tri-hidróxido de de 5 Ba(OH)2 = di-hidróxido de bário Nomenclatura Stock 1 Fe(OH)3 = hidróxido de ferro (III) 2 Rb(OH) = hidróxido de rubídio (I) 3 Hg(OH) = hidróxido de mercúrio (I) 4 Au(OH) = hidróxido de ouro (III) 11) Nomenclatura de coordenação Detalhes estruturais e aspectos de interesse comparativo: a) Coloca-se primeiro o símbolo do átomo central. Exemplos: Al(OH)3. IFES Pág.  Dibases. A fórmula do complexo é depois encerrada entre colchetes. portanto.

Os ligantes com mais de um átomo são colocados sempre entre parênteses (ou chaves) nas fórmulas dos compostos de coordenação. 3 [CoCl2(NH3)4]+. Fe(CN)64. IFES e) O nome do complexo (aniônico catiônico ou neutro) tem duas partes que se escrevem uma se seguida à outra. 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3 ]. devem ser empregados nesta ordem. chave e colchetes. 4 [CoH(N2){(C6H5)3P}3]. g) Os ligantes aniônicos têm os nomes terminados em o. parênteses. Os ligantes comparecem primeiro e o átomo metálico depois. Exemplos: 1 [CoN3(NH3)5]2. Exemplos: 1 [CoN3 (NH3)5 ]2+.Hexacianoferrato(II) de . as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante. as espécies são colocadas em ordem alfabética (sem levar em conta os prefixos) em relação ao símbolo do átomo ligante. d) Nos nomes dos compostos de coordenação o nome do ânion deve preceder o do cátion e o átomo central é citado após o(s) do(s) ligante(s): K4[Fe(CN)6] hexacianoferrato (II) de potássio ânion cátion 2 [PtCl3(C2H4)]+. 3 [CoCl2(NH3)4]+. Co(NH3)63+ … de hexamincobalto(III) f) Os ligantes são identificados por um nome precedido por prefixo grego que dá o número de unidades do ligante ligadas ao átomo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Dentro de cada classe de ligante. A ordem da nomeação dos ligantes é a alfabética (sem levar em conta os prefixos). 254 . para englobar um conjunto de grupos idênticos e para evitar confusões nas fórmulas... 5 [OsCl5N]2c) Os sinais. Nome do Ânion Brometo Carbonato Cianeto Cloreto Fluoreto Hidrogenoperóxido Fórmula BrCO32CNClFHO2HSOHH3COC2O42- Nome do Ligante Bromo Carbonato Ciano Cloro Fluoro Hidrogenoperoxo Hidrogenossulfeto Mercapto Hidroxo Metoxo Oxalato Hidróxido Metóxido Oxalato Pág. com a preposição de mediana. ou seja: [ { ( ) } ]. 5 [OsCl5N]2b) Dentro de cada classe de ligante. 2 [PtCl3(C2H4)]+.

seleno. ou pelo nome do átomo de metal com a terminação ato quando o complexo for aniônico. Observa-se que. HN2. 255 . H2N-.e teluroderivados dos oxi-ânions (como tiossulfato). imido ou azido. imideto e azoteto. amideto. com exceção de F.e N3a denominação usual. hidreto. Ligantes aniônicos contendo prefixos numéricos (como trifosfato). devem ser colocados entre parênteses.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Óxido Sulfato Sulfeto O2SO42S2- Oxo Sulfato tio i) Os ligantes neutros têm em geral o nome da molécula. são preferível em relação à hidro. em português.correspondem aos nomes dos elementos: cloro. por razões de ambiguidade. Há exceções importantes: Molécula Fórmula H2 O NH3 CO Nome do Ligante Aqua Amin Carbonil h) Para os ligantes H-. Exemplos: 1 K[AuS(S2)] dissulfetotioaurato (III) de potássio 2 [Ru(HSO3)2(NH3)4] tetraaminbis(hidrogenossulfito)rutênio (II) 3 Na3[Ag(S2O3)2] bis(tiossulfato)argentato(I) de sódio 4 K2[OsCl5N] pentacloronitretoosmato (VI) de potássio 5 [CoH(N2){(C6H5)3P}3] dinitrogênio(hidreto)tris(trifenilfosfina) cobalto (I) Água Amônia Monóxido de Carbono Monóxido de nitrogênio NO Nitrosil j) A identificação do metal se faz pelo nome do átomo de metal quando o complexo é neutro ou catiônico. respectivamente. bromo e iodo. os nomes dos haletos coordenados. assim como os tio-. algumas exceções são: Nome em Português Chumbo (Pb) Cobre (Cu) Estanho (Sn) Ferro (Fe) Ouro (Au) Prata (Ag) Nome em Latim Plumbum Cuprum Stannum Ferrum Aurum Argentum Nome do ânion Plumbato Cuprato Estanato Ferrato Aurato Argentato 1 Na3[Fe(CN)6] = hexacianoferrato (III) de sódio IFES Pág. amido.

não existe uma regra de nomenclatura. Deve-se memorizar a seguinte tabela: Ácidos H2MnO3 do Mn H2MnO2 HMnO4 ácido ácido ácido manganoso mangânico permangânico Ácidos H2CrO4 do Cr ácido crômico H2Cr2O7 ácido dicrômico IFES . 256 sulfato Hm Yn Op Sendo: Y = é geralmente um ametal. Para ácidos oxigenados na qual o elemento central é um metal. Cr. Formulação São compostos fórmula geral: ternários com a 1 Oxiácidos simples Para formulá-los. soma-se uma molécula de água. Nomenclatura funcional Temos que distinguir: Oxiácidos simples Oxiácidos poli hidratado Isopoliácidos hipo Y oso Y oso Y ico Y ico Advertência: Os ácidos bórico (H3BO3) e carbônico (H2CO3) são exceções a essa regra. por último. o ácido nítrico resulta da adição de uma molécula de água ao óxido nítrico: N2P5 + H2O → 2 HNO3 12. A maior parte dos oxiácidos se obtém ao reagirmos um óxido metálico com a água: H2O+Y2Ox → HaYbOc Por exemplo.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 2 [Co(NH3)6]Cl3 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 3 [Co(NH3)6] = hexacianoferrato(III) de hexaaminocobalto(III) 4 [Co(NH3)6]ClS04 = cloreto de hexaaminocobalto(III) 12.1. quando admissível) e. simplifica-se quando for possível. Mn.2. Quando tivermos um ácido oxigenado com o elemento central não metálico. ainda que possa ser um metal de transição. em seguida. utilizamos a seguinte tabela: NOx do elemento central +1 +3 +5 +7 +2 +4 +6 ácido ácido ácido ácido per elemento prefixo sufixo Pág. como: V. Ácidos Oxiácidos 12. Mo e W (quando atuam com um número de oxidação maior ou igual a +4).3. primeiramente se escreve o óxido correspondente (simplificando as atomicidades.

metafosfórico Ác. P2O5 + 1H2O → H2P2O6 → HPO3 Sb2O3 + 2 H2O → H4Sb2O5 P2O5 + 3 H2O → H6P2O8 → H3PO4 Ác. Utiliza-se a seguinte regra: Elemento P As Sb B Si META ORTO Exemplo: a) Ácido sulfúrico: Enxofre (S) com NOx = +6 S2O6 → SO3 SO3 + H2O → H2SO4 b) Ácido crômico: Cromo (Cr) com NOx = +6 Cr2O6 → CrO3 CrO3 + H2O → H2CrO4 c) Ácido manganoso: Manganês (Mn) com NOx = +4 Mn2O4 → MnO2 MnO2 + H2O → H2MnO3 d) Ácido mangânico: Manganês (Mn) com NOx = +6 Mn2O6 → MnO3 MnO3 + H2O → H2MnO4 e) Ácido permangânico: Manganês (Mn) com NOx = +7 Mn2O7 Mn2O7 + H2O → H2Mn2O8 → HMnO4 1 H2 O 1 H2 O 3 H2 O 2 H2 O O prefixo ORTO é frequentemente omitido. piroantimonioso Ác. IFES Pág. respectivamente.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Ácidos H2SnO2 do Sn ácido estanoso 2 Ácido oxiácidos poli hidratados H2SnO3 ácido estânico Para o P. para formar os oxiácidos ortossilícico e o periódico necessitam 2 e 5 moléculas de água. mas não o META. com mesmo estado de oxidação. em vez de ácido ortofosfórico. Sb. 257 . Porém. podem formar oxiácidos com diferentes graus de hidratação. em regra. TRADIC. escreve-se ácido fosfórico. Assim. EXEMPLO NOM. B e Si. o silício (Si) e o iodo (I). As. ortofosfórico O boro (B) pode formar o oxiácido META ou ORTO.

É como se fosse dímero. TRADIC. m n· ANIDRIDO + H2O → POLIÁCIDO n = 1. metabórico Ác. Resulta da união de 2 ou 3 moléculas de oxiácidos com a perda de uma molécula de água por cada união. moléculas de oxiácidos. ortossilícico ou silícico Ác. 258 . 3. metafosfórico Ác. como o cromo e o magnésio. unindo a uma molécula de água. trímeros. se tiverem 2.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO EXEMPLO NOM. as moléculas necessárias do anidrido correspondente. etc. EXEMPLO NOM. ortoperiódico ou periódico Alguns metais também formam oxiácidos. 4 H2B4O7 − H2O → 2 BO3 = Ácido tetrabórico 5 H2Cr2O7 − H2O → 2 CrO3 = Ácido dicrômico 6 H2S2O5 − H2O → 2 SO2 = Ácido dissulfuroso 7 H2S2O7 − H2O → 2 SO3 = Ácido dissulfúrico 8 H2Cr2O7 − H2O → CrO3 = Ácido dicrômico 9 H5P3O10 → 2 H5P3O10 → H10P6O20 – 5 H2O → 3 P2O5 = Ácido trifosfórico HBO3 H3BO3 SiO2+2 H2O → H4SiO4 I2O7+5 H2O → H10I2O12 → H5IO6 Ác.. Exemplo: 1 SO3 + H2O → H2S2O7 = ácido dissulfúrico 2 P2O3 + H2O → H2P6O10 → HP3O5 = ácido trifosfórico 3 SeO3 + H2O → H2Se4O13 = ácido tetraselênico. para o ácido trifosfórico: H3+5P3O3×3+1 → H5P3O10 IFES Pág. … ◊ NOTA IMPORTANTE: Os ácidos polifosfóricos podem ser formulados de acordo com a fórmula geral: m H n+2 P n O 3n+1 m Assim. TRADICIONAL H2CrO4 HMnO4 Ácido crômico Ácido permangânico 3 Poliácidos (isopoliácidos) São oxiácidos cuja molécula existe mais de um átomo do metal ou átomo central. nos casos mais simples.2. Podemos escrever a fórmula.

sem importar seu valor.  Para número de oxidação +5. na nomenclatura tradicional se escreve a palavra ÍON seguida do nome do elemento com terminação ICO e na IUPAC a palavra ÍON e o nome do elemento. A.  Para número de oxidação +3.+4 se escreverá o nome do elemento com a terminação OSO. se aplicam as seguintes regras:  Para número de oxidação +1. 259 .+2 será o prefixo HIPO seguido do nome do elemento com a terminação OSO. levará a terminação ITO IFES Pág. se nomeiam escrevendo o nome do metal com a terminação ETO. na tradição se agregará ao nome do elemento a terminação OSO ao trabalhar com seu menor valor e ICO ao trabalhar com seu maior valor.+6 será o nome do elemento com a terminação ICO. Por exemplo: Au+1 = íon auroso ou íon ouro (I) Au+2 = íon áurico ou íon ouro (II) Para os íons ametálicos com mais de dois números de oxidação e para os metais cujo número de oxidação seja menor de +4. Exemplos: Cl+1 = íon hipocloroso Cl+3 = íon cloroso Cl+5 = íon clórico Cl+7 = íon perclórico B.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Os ácidos polimetafosfóricos têm a fórmula general: m ( HPO3 )n m 4 Nomes de íons Um íon é uma espécie química carregada positivamente ou negativamente.  Para número de oxidação +7 se escreverá o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ICO. Exemplo: Na+1 = íon sódico ou íon de sódio Para íons metálicos com número de oxidação de +4 ou menores. Quando se formam com um oxigênio e o ametal tem somente duas cargas positivas. Íons negativos ou ânions Quando os ânions estão formados por somente um metal. na IUPAC ao nome do elemento se agregará o número de oxidação escrito em algarismo romano (entre parentes). Íons positivos ou cátions Quando os cátions têm somente dois números de oxidação.

com o numeral correspondente (di. nomeiam-se da seguinte maneira:  Carga +1. prefixo HIPO seguindo o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +3. C. etc. antes do nome do ânion.= nitrito Ácido nitroso H2SO3 SO32. considerando o hidrogênio como parte deste. o prefixo PER seguido do nome do elemento com a terminação ATO.). Ex. tri.+6 se escreva o nome do elemento com a terminação ATO  Para a valência +7.+4 o nome do elemento com a terminação ITO  Com valência +5. Ânions procedentes da total eliminação dos hidrogênios ácidos As terminações do grupo eletronegativo dependem do ácido correspondente: Exemplo: HNO2 NO2.2: Hidrogenocarbonato H2CO3 -H+ -2H+ HCO3 - IFES Pág.+2. Ânions procedentes da parcial eliminação dos hidrogênios ácidos Antepõe-se o prefixo HIDROGENOou ÁCIDO-.1: Hidrogenosulfato H3PO4 HPO42Ácido fosfórico Ex.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO para a carga menor do ametal e ATO para a carga maior.= nitrato Ácido nítrico H2SO4 SO4 = sulfato Ácido sulfúrico 2- Na prática: No caso de ter mais de dois números de oxidação o ametal ou com metais que tenham carga maior que +4.= sulfito Ácido sulfuroso HNO3 NO3. 260 . Exemplos: ÂNIOS Acetato Borato Bromato Brometo Carbonato Cianamida Cianato Cianeto Clorato Cloreto Clorito CH3COOBO33BrO3BrCO22CN22CNOCNClO3ClClO2- -H+ -2H+ -H+ -2H+ D.

261 IFES .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO Cromato Dicromato CrO42Cr2O72- Oxalato Oxido Perclorato Periodato Permanganato Peróxido Silicato Sulfato Sulfito Sulfureto Tartarato Tiocianato Tiosulfato Tiosulfito Triiodeto C2O42O2CIO4IO4MnO4O22SiO44SO42SO32S2C4H4O62SCNS2O32S2022I3 - Dihidrogenofosfato H2PO4Estanato Estanito SnO32SnO22- Hexacianoferrato (II) Fe(CN)64Hexacianoferrato (III) Fe(CN)63Fluoreto Fosfato Fosfito Fosforeto Hidreto FPO43PO33P3H- Hidrogenocarbonato HCO3Hidrogenofosfato Hidrogenosulfato Hidrogenosulfito HPO42HSO4HSO3- Hidrogenosulfureto HSHidróxido Hipoclorito Hipoiodito lodato lodeto lodito Nitrato Nitreto Nitrito OHCIOIOIO3IIO2NO3N3NO2- 5 Nomenclatura de sais halóides e oxissais  Sais halóides: Ametal + eto de nome do cátion Exemplos: NaCa = cloreto de sódio KBr = brometo de potássio Oxissais: como são derivados de oxiácidos e também dependem do NOx. conforme mostra a tabela a seguir: Pág. sua nomenclatura é associada.

 Os cátions e os ânions são separados pela conjunção. 7 CaHPO4 =fosfato monoácido de cálcio 8 Na3PO4 = fosfato de sódio 9 Al(OH)CO3 = carbonato monobásico de alumínio IFES Pág. F-) = fluoreto de magnésio e potássio 2 Na(NH4)HPO4. Exemplos: KNO2 = nitrito de potássio NaClO = hipoclorito de sódio KMnO4 = permanganato de potássio 6 Sais duplos Alguns sais são constituídos por mais do que um tipo de ânion e um cátion ou mais do que um tipo de cátion e um ânion. Designam-se por sais duplos. Quando estão como sais só usam o sufixo –ATO.4H2O = hidrogenofosfato de sódio e amônio 3 KAl(SO4)2 = sulfato duplo de potássio e alumínio 4 Pb(OH)2CO3 = dihidroxi carbonato de chumbo IV.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO NOx Prefixo Oxiácidos Oxissais Sufixo Sufixo -oso -oso -ico -ico -ito -ito -ato -ato As regras de escrita e nomenclatura são:  Os cátions são mencionados depois dos ânions e precedidos pela preposição de. C4+ e Si4+ só possuem sufixo –ICO como ácidos. Mg2+. 5 MgNa2P2O6 = Hipofosfato de magnésio e sódio Outros exemplos de sais: 6 Ba(NO3)2 = nitrato de bário +1 ou hipo+2 +3 ou +4 +5 ou +6 (hi) +7 per- HaXbOc subtrai-se todos hidrogênios → (XaOc)-a ("a" coincide com o número de H eliminados e será a valência do grupo) Ao combinarmos com o metal: ("cruzase" as valências): Mn+ + (XbOc)-a → Ma(XbOc)n É bom lembrar que B3+. 262 . Exemplos: 1 KMgF3 (íons K+. e  Os cátions e os ânions devem ser mencionados por ordem alfabética (que pode ser diferente nas fórmulas e nos nomes).

nitrito de cálcio 20 NaCl = cloreto de sódio 21 FeI = iodeto férrico 22 RbCl = cloreto de rubídio 23 Sr(NO3)2 . 10H2O = sulfato de sódio decaidratado 46 NaH2PO4 = diidrogeno fosfato de sódio 47 Na2HPO4 = fosfato de sódio monoidrogeno 25 ZnCl2 = cloreto de zinco 26 NaBr = brometo de sódio 27 Fe2S3 = sulfeto de ferro III 28 KF = fluoreto de potássio 29 AgNO3 = nitrato de prata 30 MgF2 = fluoreto de magnésio IFES 48 Al(OH)2F = diidroxifluoreto de alumínio 49 Ca(OH)Cl = hidroxicloreto de cálcio Pág.nitrato de estrôncio 24 Pb(CO3)2 chumbo = carbonato de 45 Na2SO4 .QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 10 Al(OH)2(CO3)2 = difásico de alumínio carbonato 31 NaNO2 = nitrato de sódio 32 CaS = sulfeto de cálcio 33 Mg3(PO4)2 magnésio = fosfato de 11 KAlSO4 = Alúmen de potássio 12 KBi(SO4)2 = Alúmen de bismuto e potassio 13 NaHCO3= bicarbonato de sódio 14 NaH2BO3 = borato difásico de sódio 15 NaHBO3 = borato monoácido de sódio 16 FeOHCO3 = carbonato monobásico de ferro 3 17 Fe(OH)2Br = brometo difásico de ferro3 18 Al(OH)2ClO4 = difásico de alumino perclorato 34 CH3COONa =acetato de sódio 35 CH3COOCH3 metila = acetato de 36 NaBr = brometo de sódio 37 NaF = Fluoreto de sódio 38 CaCl2 = cloreto de cálcio 39 Na2CO3 = carbonato de sódio 40 KNO2 = nitrito de potássio 41 KAl(SO4)2 = sulfato de potássio e alumínio 42 NaCa(PO)4= fosfato de sódio e cálcio 43 Mg(NH4)(PO4) = fosfato de magnésio e amônio 44 CaCl2. 263 .2H2O = cloreto de cálcio diidratado 19 Ca(NO2)2 .

987 Btu / lb-mol · °R R = 10.314472 cm3 · MPa / K · mol R = 8.7302 ft3·atm / °R ·lb-mole R = 1.14472 L · mbar / K · mol R = 62.987 cal / K · mol R = 83.02×1023 1mL = 1cm³ 1dm³ = 1L = 1000mL 1000Kg = 1ton 1Kg = 1000g 1g = 1000mg 1nm = 1.10-9m IFES Pág.132439833 lbf · ft / K · g · mol R = 1.314472 L · kPa / K · mol R = 8.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO 50 MgHCO3 = hidrogenocarbonato de magnésio 51 CaCO3 = carbonato de cálcio 52 CaSO4 = sulfato de cálcio 53 (NH4)2SO4 = sulfato de amônio 54 KNO3= nitrato de potássio 55 CaI2= iodeto de cálcio ALGUMAS CONSTANTES E CONVERSÕES ÚTEIS: 1atm = 760mmHg = 101325Pa 1Torr = 1mmHg R = 1. 264 .K R = 8.0820574587 L · atm / K· mol R = 8.987 cal/mol.7316 ft³ · psi / °R · lb-mol R = 6.3637 L · mmHg / K · mol Número de Avogadro: 6.20574587 x 10-5 m³·atm/K·mol R = 8.3637 L · Torr / K · mol R = 62.63 x 10-5 eV / K · atom R = 0.314472 m3 · Pa / K · mol R = 8.314472 J / K · mol R = 0.

000 000 000 001 = 10-12 0.01 = 10-2 (centésima) 0. símbolos e sua representação são os seguintes: yotta Y zetta Z exa E peta P tera T giga G mega M kilo k hecto h deca da deci d centi c mili m nano n pico p femto f atto a zepto z yocto y 1 000 000 000 000 000 000 000 000 = 1024 1 000 000 000 000 000 000 000 = 1021 1 000 000 000 000 000 000 = 1018 1 000 000 000 000 000 = 1015 1 000 000 000 000 = 1012 1 000 000 000 = 109 (bilião) 1 000 000 = 106 (milhão) 1 000 = 103 (milhar) 100 = 102 10 = 101 1 0.000 000 000 000 000 000 001 = 10-21 0.000 000 000 000 001 = 10-15 0.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO PREFIXOS DO SISTEMA INTERNACIONAL O Sistema Internacional permite o uso de prefixos nas unidades. tornando desta forma.001 = 10-3 (milésima) 0.000 000 000 000 000 001 = 10-18 0. Os prefixos utilizados no Sistema Internacional.000 001 = 10-6 IFES Pág.000 000 000 000 000 000 000 001 = 10-24 micro  0. 265 .1 = 10-1 (décima) 0.000 000 001 = 10-9 0. a leitura e escrita das unidades mais fácil.

5.ssag.org/publications/books/rbook/Red_Book_2005.pdf http://www.QUÍMICA GERAL FABIANO DE CARVALHO SITES ÚTEIS: http://old.iupac. 266 .pdf IFES Pág.sk/SSAG%20study/CHE/IUPAC%20nomenclature%20of%20ino rganic%20chemistry4.

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