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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO

DEPARTAMENTO DE AGRONOMIA – ÁREA DE FITOSSANIDADE

FITOPATOLOGIA I

CICLO DAS RELAÇÕES PATÓGENO-HOSPEDEIRO
Prof. Sami J. Michereff

1. CICLO DE VIDA DO PATÓGENO
O desenvolvimento do patógeno compreende fases ativas e inativas. As fases ativas são patogênese e saprogênese. A fase inativa é chamada de dormência. 1.1. Patogênese: é a fase em que o patógeno está associado ao tecido vivo do hospedeiro. Compreende três fases: pré-penetração, penetração e colonização. Ocorre nos parasitas obrigados e facultativos. 1.2. Saprogênese: é a fase em que o patógeno não está associado ao tecido vivo do hospedeiro, ele encontra-se em atividade saprofítica sobre restos de cultura ou sobre a matéria orgânica do solo. Não ocorre nos parasitas obrigados. 1.3. Dormência: é a fase onde as condições não são favoráveis a atividade do patógeno, achando-se este com metabolismo reduzido. Em tais oportunidades os microrganismos poderão sobreviver na forma de estruturas apropriadas, denominadas estruturas de resistência, que são órgãos consistentes e ricos em reservas, tais como esclerócios, peritécios, clamidosporos e esporos de

resistência em alguns fungos, bem como na forma de micélio dormente dentro de sementes e gemas. A formação de estruturas de resistência não constitui um privilégio de todos os agentes fitopatogênicos, pois muitos fungos e bactérias, além da maioria dos nematóides fitoparasitas, não as possuem. Ocorre tanto nos parasitas obrigados como nos facultativos. Essas fases nem sempre ocorrem seguindo uma regular alternância, pois a ordem de sucessão das mesmas depende de várias circunstâncias. A seqüência poderá obedecer às mais variadas combinações.

2. CICLO DAS RELAÇÕES PATÓGENOHOSPEDEIRO
A série de fases ou eventos sucessivos que conduzem à ocorrência da doença, ou fazem parte do seu desenvolvimento, constitui um ciclo, denominado ciclo das relações patógenohospedeiro, no qual cada uma das diferentes fases apresenta características próprias e tem função definida (Fig. 1).

FONTE DE INÓCULO ↑ REPRODUÇÃO ↑ SINTOMAS

DISSEMINAÇÃO

INOCULAÇÃO ↓ GERMINAÇÃO ↓

COLONIZAÇÃO

PENETRAÇÃO

SOBREVIVÊNCIA

Figura 1. Esquema do ciclo das relações patógeno-hospedeiro.

O estudo das relações patógeno-hospedeiro constitui a base para a aplicação de medidas de controle, pois o conhecimento dos detalhes de cada ciclo em particular indica quais as medidas de controle mais eficientes e econômicas a serem adotadas e as fases mais adequadas para sua

adoção. O ciclo das relações patógeno-hospedeiro pode ser dividido em ciclo primário e ciclo secundário (Fig. 2).

: crestamento gomoso das cucurbitáceas Dydimela bryoniae. sendo responsável pela disseminação dos agentes causais de doenças de plantas a curta e a longas distâncias. Ex.2. campestris. Doença Monocíclica Doença Policíclica Figura 2.2 % Ciclo primário . ovos ou larvas de nematóides. solo infestado. Disseminação passiva O inóculo do patógeno é transportado com o auxílio de agentes de disseminação.Fusarium subglutinans). Este tipo de disseminação é muito mais importante que a ativa. partículas de vírus ou viróides. 2.1. oídio das cucurbitáceas . rizomas (nematóide cavernícola em bananeira Radopholus similis).2.Erysiphe cichoracearum). a importância deste tipo de disseminação é restrita e limitada a uma área muito pequena em torno da fonte de inóculo. • Disseminação passiva indireta: realizada por diferentes agentes de disseminação como o vento (Ex. • Baixo índice de infecção. DISSEMINAÇÃO DO INÓCULO É a transferência do patógeno da fonte de inóculo para os locais mais diversos.2.: zoosporos de fungos. água (Ex.). Divide-se em disseminação passiva direta e indireta. disseminada através dos sulcos de irrigação).: Ferrugem do colmo do trigo .Puccinia graminis. 2).1.É aquele que sucede o ciclo primário e se desenvolve a partir do inóculo nele produzido. Exemplos de disseminação ativa a longas distâncias não são conhecidos. Pode ser ativa e passiva.2. Baseado no número de ciclos que uma determinada doença apresentar durante uma mesma estação de cultivo. etc. Ex: esporos e micélio de fungos. etc. No entanto. sem a interposição de uma fase de repouso ou dormência entre eles.causado por um viróide). 2. 2. células de bactérias ou protozoários. • Fonte de inóculo: é o local onde o inóculo é produzido. insetos (mosaico severo do caupi . borbulhas de citros (Exorcote .: sementes infestadas ou infectadas (podridão negra das cruciferas Xanthomonas campestris pv.É aquele que tem início a partir de estruturas de sobrevivência do microrganismo ou a partir da fase saprofítica no solo. tubérculos (sarna da batatinha . murcha bacteriana da batatinha Ralstonia solanacearum) e mudas infectadas (gomose do abacaxi . • Alto índice de infecção. Ex: plantas doentes. Representação esquemática de doença de ciclo primário (monocíclica) e de ciclo secundário (policíclica). células de bactérias com flagelos e larvas de nematóides. • Disseminação passiva direta: aquela realizada conjuntamente com os órgãos de propagação dos hospedeiros. restos de cultura. • Pequeno número de lesões por planta. Ela pode apenas ser responsabilizada pela distribuição do patógeno para outros órgãos de uma planta ou para outras plantas vizinhas. podridão cinzenta do caule do feijoeiro Macrophomina phaseolina). Caracteriza-se por apresentar: • Grande número de plantas infectadas.disseminado 2. . pode ser classificada como doença monocíclica (ou de ciclo primário) ou doença policíclica (ou de ciclo secundário) (Fig. • Grande número de lesões por planta. FONTE DE INÓCULO • Inóculo: é qualquer propágulo ou estrutura do patógeno capaz de causar infecção.Streptomyces scabies. Disseminação ativa Aquela realizada com os próprios recursos do patógeno (Ex. % Ciclo secundário . Caracteriza-se por apresentar: • Pequeno número de plantas infectadas.

ou seja. Nenhum dos demais patógenos.5. 2.2.6. nem 2. não destroem as células de seu hospedeiro conforme avançam.: Meloidogyne incognita em raízes de tomateiro. Penetração por aberturas naturais Muitos fungos e bactérias penetram nas plantas através dos estômatos. As modalidades de colonização são as mais variadas possíveis.sp.: disseminação de Xanthomonas albilineans em cana-de-açúcar através de facões de corte contaminados) e implementos agrícolas. Geralmente os fungos possuem uma estrutura chamada apressório.6. incluindo bactérias e nematóides. A germinação depende de fatores ambientais tais como: temperatura. rica em biotina. 2. campestris em folhas de couve). luminosidade e pH. Penetração direta pela superfície intacta do hospedeiro Provavelmente este é o tipo de penetração mais comum dos fungos e nematóides. 3). O tipo de associação que se estabelece entre esses patógenos e as células que parasitam é muito estreita. A germinação também depende de fatores genéticos. Muitos fungos e bactérias penetram através destas aberturas naturais. Nos nematóides verificase a eclosão das larvas. obtendo seus nutrientes ao penetrarem essas células vivas ou ao manterem-se em estreito contato com elas. insetos. aberturas na parede celular das células da planta. Nas bactérias verifica-se a multiplicação das células. a superfície do hospedeiro suscetível. emitindo então um tubo de penetração o qual perfura a cutícula e por intermédio do qual.1.4. homem. só então os talos bacterianos e as hifas penetram no tecido morto e dele se alimentam como se fossem saprófitos. 2. Outros fungos como Puccinia graminis necessitam de um período de pós-maturação mais ou menos prolongado. do patógeno envolvido (Fig. GERMINAÇÃO Uma vez depositado junto à superfície do hospedeiro. portanto. geadas. Nos nematóides. Penetração por ferimentos São as mais importantes vias de penetração dos agentes fitopatogênicos. para a continuidade do ciclo. porém alguns penetram através de hidatódios (X. Tipos de colonização Muitos parasitas facultativos secretam enzimas que causam a degradação dos componentes celulares da planta e. A germinação do inóculo é uma das fases mais delicadas para a sobrevivência do patógeno e. 2. dependendo. Estes ferimentos podem ser causados por chuvas fortes. o inóculo deve sofrer uma série de transformações que possibilitem a penetração do patógeno nos tecidos do hospedeiro. COLONIZAÇÃO É a fase que ocorre quando o patógeno passa a se desenvolver e nutrir dentro do hospedeiro. sem que o primeiro possa aproveitá-los.: penetração de Erwinia carotovora em frutos através de ferimentos. etc.3. granizos. o protoplasma do patógeno ganha o interior da planta. penetram diretamente as plantas.3.1. a qual impede a sua germinação. Ex: Colletotrichum graminicola em folhas de milho e sorgo.5. Por outro lado todos os parasitas obrigados e alguns facultativos. resultando na formação de pequenas . resultando no desvio ou absorção constante de nutrientes do hospedeiro para o parasito. Embora a diminuição de nutrientes limite o desenvolvimento do hospedeiro e propicie o aparecimento dos sintomas da doença.5. 2. INOCULAÇÃO É a transferência do patógeno da fonte de inóculo para o local de infecção. animais. (ferrugens. causam a morte e a desintegração. pois se este atingir a planta em outro local não haverá inoculação. até o momento em que seja diluída pela água. etc. São necessárias à penetração dos parasitas facultativos e ajudam a penetração daqueles que normalmente penetram no tecido vegetal por outras vias. práticas culturais. Os esporos de Colletotrichum gloeosporioides são envolvidos numa massa gelatinosa. penetração de Penicillium sclerotigenum em túberas de inhame através de ferimentos de colheita e transporte. (Ex. sem o qual não germinam.3 por Ceratoma arcuata). A inoculação só ocorre quando o inóculo do patógeno consegue chegar ao local de infecção. ferramentas (Ex.5. penetração de Fusarium oxysporum f. Alternaria ricini em folhas de mamona). campestris pv. A penetração do hospedeiro pode se processar de três maneiras: 2. lycopersici em tomateiro através de ferimentos nas raízes). A germinação é verificada nos fungos pela emissão do tubo germinativo. atuando sozinhas ou em conjunto com toxinas. ventos. lenticelas (Streptomyces scabies em tubérculos de batata). 2. etc. Ex. a penetração direta ocorre mediante uma série repetida de impulsos do estilete. umidade. nematóides. nectários (Ralstonia solanacearum em inflorescências de bananeira). em especial. a qual se fixa firmemente ao hospedeiro. PENETRAÇÃO É a fase que ocorre a implantação do patógeno no local da planta onde se iniciará o processo de colonização dos tecidos.

• Colonização ativa: quando o patógeno coloniza o hospedeiro invadindo os seus tecidos por crescimento ativo do seu micélio.: Pythium ultimun. podridões radiculares.: murchas bacterianas. . Estruturas produzidas por um fungo causador de doença foliar durante as fases de penetração e colonização do hospedeiro [segundo Amorim (1995d)].a). existem várias outras: citadas • Colonização seletiva: quando o patógeno tem preferência por determinados órgãos da planta. 4. Figura 4. • Colonização sistêmica ou generalizada: quando o patógeno se distribui por toda a planta. Além das formas de colonização anteriormente. • Colonização passiva: quando as estruturas do patógeno são transportadas de uma parte para outra da planta.4 sempre ocasiona sua morte. e viroses (Fig. a morte das células do hospedeiro limita seu desenvolvimento posterior e inclusive pode causar sua morte. • Colonização não seletiva: quando o patógeno não mostra preferência por órgãos da planta. • Colonização localizada: quando a ação do patógeno se restringe aos tecidos próximos ao ponto de penetração. o processo doença.b). Ex. 4. de frutos e do colo (Fig. No caso de parasitas obrigados. Tipos de colonização: (a) Localizada. A colonização e. Figura 3. Ex: Rhizoctonia solani.: manchas foliares. a partir do ponto de penetração. (b) Sistêmica. só se desenvolve quando os mecanismos de ação do patógeno se sobrepõem aos mecanismos de defesa do hospedeiro. murchas causadas por Fusarium spp. em que as linhas pontilhadas representam a infecção vascular [segundo Gonzáles (1985)]. Ex. Ex.: viroses. Ex. portanto. Ex: Fusarium oxysporum e outros patógenos causadores de doenças vasculares.

estiletes dos nematóides 2. • Toxinas São substâncias produzidas pelo patógeno ou advindas de conseqüências da interação patógenohospedeiro. ação sobre o fluxo de água. resultando no isolamento do patógeno e freqüentemente queda do tecido infectado (Fig. interferindo no crescimento e desenvolvimento . As toxinas podem atuar na planta hospedeira de várias maneiras: ação sobre enzimas. Ex: espessura da parede celular. Como exemplos temse: ácido oxálico produzido por Sclerotium rolfsii. desorganizando os tecidos e órgãos afetados. ação sobre a permeabilidade de membranas. Ex:.2. ação sobre o crescimento. facilitando a penetração do hospedeiro. quer de natureza fisiológica. . tornando-a • Hormônios São produzidos por alguns patógenos. . metabólica ou estrutural. b) Ação mecânica São representados pelas pressões mecânicas das estruturas do patógeno sobre as estruturas do hospedeiro. Alguns exemplos de mecanismos estruturais induzidos incluem: . préexistentes e induzidos.Camada de cortiça: ocorre abaixo do ponto de infecção. enzimas cuticulares (degradam a cutícula da parede celular). ação sobre o metabolismo de ácidos nucleícos.Camada de abcisão: ocorre pela dissolução da lamela média nas células vizinhas àquelas infectadas. causando sua obstrução e impedindo o avanço do patógeno (Fig. espessura da cutícula. 5). a) Estruturais • Pré-existentes São características que existem no hospedeiro independente da presença do patógeno. nematóides das galhas (Meloidogyne spp.5 2. a) Ação química Dentre os inúmeros mecanismos existentes. Como exemplos tem-se: produção de enzimas pectinolíticas por Erwinia carotovora. os mais conhecidos e importantes são toxinas. ocasionando alterações na permeabilidade celular e desordem do protoplasma do hospedeiro. Mecanismos de ataque do patógeno Os mecanismos de ataque do patógeno envolvem. piricularina produzida por Piricularia oryzae. principalmente. inibindo a invasão e dificultando a absorção de nutrientes pelo patógeno (Fig. Vários tipos de enzimas são produzidas por fitopatógenos. normal das células. b) Bioquímicos • Pré-existentes São substâncias presentes no hospedeiro independente da presença do patógeno como os compostos fenólicos ácido protocatecóico e catecol existentes em bulbos de cebola roxa. • Enzimas São substâncias produzidas pelos patógenos capazes de atuar tanto sobre a parede celular quanto sobre os constituintes do citoplasma da célula hospedeira. bem como colocar em disponibilidade nutrientes. 5). • Induzidos São estruturas que surgem no hospedeiro após o contato com o patógeno.3. ação sobre a fotossíntese. presença de pêlos e presença de cera. resultando em podridão mole do tecido vegetal. enzimas e hormônios. Como exemplos tem-se a produção de giberelina em plantas de arroz por Giberella fujikuroi (Fusarium moniliforme) induzindo um crescimento desordenado das plantas tornando seus tecidos mais tenros. facilitando o seu ataque.Tiloses: ocorrem em doenças vasculares. capazes de causar alterações mórbidas na planta.) produzindo auxinas para induzir as raízes das hospedeiras a produzirem galhas (hiperplasia e hipertrofia de células).6. licomarasmina e ácido fusárico produzidos por Fusarium oxysporum. 5). ação química ou mecânica. enzimas proteolíticas (atuam sobre as proteínas). Mecanismos de defesa do hospedeiro Os mecanismos de defesa do hospedeiro podem ser divididos em estruturais e bioquímicos.6. a partir de substâncias constituintes dos tecidos vegetais infectados. enzimas lignolíticas (atuam sobre a lignina da parede celular). As enzimas têm como finalidade romper as barreiras e defesas do hospedeiro. induzindo a morte de células e tecidos. produção de enzimas cuticulares por Venturia inaequalis. ação sobre o metabolismo de proteínas. enzimas celulolíticas e hemicelulolíticas (atuam sobre a celulose e hemicelulose da parede primária). enzimas pécticas (degradam a pectina da lamela média da parede celular). causa a morte de células superficiais do hospedeiro antes da penetração. pelo extravasamento do protoplasma das células adjacentes no interior dos vasos do xilema.

esclerócios. o fim de um ciclo das relações patógeno-hospedeiro e o início do seguinte. fungos causadores de ferrugens etc. impedindo o desenvolvimento do parasita obrigado (Ex. pisatina em ervilha. 2. tais como ausência do hospedeiro e/ou condições climáticas desfavoráveis. E extremamente variável dependendo do patógeno envolvido.Fitoalexinas: são substancias fungitóxicas. • Induzidos São substâncias que surgem no hospedeiro após o contato com o patógeno. produzidas pelo hospedeiro em resposta a uma infecção.: vírus. ou metabólitos liberados por este. onde as folhas e frutos caem no inverno. icocaumarina em cenoura etc. dependendo de sua resistência ou suscetibilidade a patógenos.: clamidosporos. estes agentes desenvolvem uma grande variedade de estratégias de sobrevivência.9. são obrigados a suportar prolongados períodos de tempo na ausência de tecido suscetível. quando se trata de doença policíclica. .Reação de hipersensibilidade (HR): é a morte rápida das células em torno do ponto de penetração do patógeno.) ou produção de substâncias tóxicas confinando o patógeno ao ponto de penetração. Este tipo de reação ocorre em plantas resistentes. risitina em batata. estas substâncias não são encontradas em cebola branca.7.8. e mesmo de culturas perenes decíduas. ascosporos e oosporos em fungos. Esta fase caracteriza-se por garantir a sobrevivência do agente patogênico em condições adversas. SOBREVIVÊNCIA DO INÓCULO . O ácido clorogênico é uma substância fenólica existente em todas as plantas. A reprodução do patógeno é. Figura 5. . Ex: faseolina em feijão. onde as plantas morrem ao final do ciclo. REPRODUÇÃO DO PATÓGENO É a formação de novos propágulos do patógeno para iniciação de novos ciclos. teliosporos. Para tanto. PRODUÇÃO DE SINTOMAS É a fase do ciclo das relações patógenohospedeiro onde ocorre a exteriorização da doença e esta torna-se perceptível para nós. Patógenos de culturas anuais.6 resistente ao Colletotrichum circinans. concomitantemente. A sobrevivência do inóculo pode ser garantida através de: • Estruturas especializadas de resistência Ex. em menor ou maior quantidade. 2. geralmente compostos fenólicos. Estruturas de defesa induzidas [segundo Pascholati & Leite (1995)]. 2.

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