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Dilemas Morais

Bruna J.G. de Miranda*

Michael Sandel trabalha o conceito de moral fazendo uma ligação com a justiça e mostrando a sua importância para toda a sociedade. A moralidade deve estar associada não só as formas como as pessoas se organizam e se tratam, mas também em como as leis precisam ser.E assim, a sociedade precisa pensar sobre as escolhas que faz, não só em momentos de tensão, mas em todos os momentos da vida, sobre esses dilemas que se tornam fundamentais. Escolher entre o certo e o errado, entre justo e injusto. Michael Sandel ressalta que “as guerras culturais são combatidas por esses princípios”, pois discutimos com tanta entrega e convicção que é como se as nossas ideias sobre as questões morais estivessem tão cristalizadas que ultrapassassem o alcance da razão. Mas isso não quer dizer que não podemos mudar de ideia, as discussões podem modificar as opiniões e estão aí para isso. O ser humano diante de situações de pressão em que ele tenha que resolver e para isso precisa fazer uma escolha, ele se põe a refletir, a filosofar sobre o que seria certo fazer. Colocando-se em momentos novos e inesperados acabamos revendo as nossas convicções e isso nos faz refletir sobre o que é moral. E a reflexão moral não é individual é algo coletivo, daí a importância de ajustá-la com a justiça ou com a verdade sem preconceitos, mas com opiniões. Concordo com o autor, principalmente no que concerne à reflexão moral se tornar política. A vida coletiva nos faz refletir sobre uma série de questões e esse pensar público sobre as condutas e julgamentos é o que se pode chamar de filosofia política e é o que nos guia sobre como pronunciar e explicar nossos juízos sobre as coisas e as mais diversas situações. Pois já que o homem é um ser público e no nosso caso, vive numa democracia, tão logo se deve entender as diferenças entre pensamentos e tentar comungá-los em busca do bem comum: a sociedade.
*Graduada em Letras pela UEMA, graduando em História pela UFPI e graduando em Direito pela FMN.

Michael. Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira. . 2011.Referência: SANDEL. Justiça: o que é fazer a coisa certa.