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Diretriz Lipemia Hemólise Icterícia

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As análises laboratoriais podem sofrer interferências de fatores exógenos e endógenos no que tange à matriz. Alguns agentes potencialmente interferentes podem ser reconhecidos pela aparência e cor da amostra, ao passo que outros fatores (ex: medicamentos) podem ser detectados por meio de informações ou por análise direta. É difícil predizer os efeitos da hemólise, da turbidez (lipemia) e da bilirrubina (icterícia), especialmente nos sistemas analíticos próprios (in house) ou modificados
As análises laboratoriais podem sofrer interferências de fatores exógenos e endógenos no que tange à matriz. Alguns agentes potencialmente interferentes podem ser reconhecidos pela aparência e cor da amostra, ao passo que outros fatores (ex: medicamentos) podem ser detectados por meio de informações ou por análise direta. É difícil predizer os efeitos da hemólise, da turbidez (lipemia) e da bilirrubina (icterícia), especialmente nos sistemas analíticos próprios (in house) ou modificados

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Laboratório Clínico ...

Setor: Fase Pré-Analítica Sub-setor: Triagem EXCERTO - Diretriz para Lipemia, Hemólise e Icterícia Indexação:

Diretriz para Lipemia, Hemólise e Icterícia
(Excerto do Documento do LABConsult, contendo o Roteiro dos itens que se encontram no POP, a Introdução e a Documentação das Interferências)

O texto aqui apresentado faz parte do POP original do LABConsult (13 Páginas). Acesse http://www.labconsult.com.br/doc_pops.php

Resumo: As análises laboratoriais podem sofrer interferências de fatores exógenos e endógenos no que tange à matriz. Alguns agentes potencialmente interferentes podem ser reconhecidos pela aparência e cor da amostra, ao passo que outros fatores (ex: medicamentos) podem ser detectados por meio de informações ou por análise direta. É difícil predizer os efeitos da hemólise, da turbidez (lipemia) e da bilirrubina (icterícia), especialmente nos sistemas analíticos próprios (in house) ou modificados. Esse documento contém diretrizes para o reconhecimento, a redução da sua influência e, quando apropriado, a informação ao médico da presença ds interferentes presentes em amostras lipêmicas, hemolisadas e ictéricas.

1.

Introdução

As análises laboratoriais podem sofrer interferências de fatores exógenos e endógenos no que tange à matriz. Alguns agentes potencialmente interferentes podem ser reconhecidos pela aparência e cor da amostra, ao passo que outros fatores (ex: medicamentos) podem ser detectados por meio de informações ou por análise direta. É difícil predizer os efeitos da hemólise, da turbidez (lipemia) e da bilirrubina (icterícia), especialmente nos sistemas analíticos próprios (in house) ou modificados. O Bias Máximo é expresso percentualmente (%) em função do desvio do resultado obtido em relação ao valor verdadeiro ou ao valor que seria obtido por um método de referência, na mesma amostra. O bias clinicamente relevante causado por uma interferência seria o bias acima do limite aceitável para o bias máximo, definido para o analito em questão como parte das especificações para a qualidade do sistema analítico. O bias máximo aceitável para um interferente gira em torno de 1/12 (cerca de 8%) do seu intervalo de referência. Outra forma de estabelecer essa especificação é usar os dados da variação biológica. Esse documento contém diretrizes para o reconhecimento, a redução da sua influência e, quando apropriado, a informação ao médico da presença desses interferentes.

. Fig.1-Amostra Normal

Fig.2-Amostra Lipêmica

Fig.3-Amostra Hemolisada

Fig.4-Amostra Ictérica

Quadro 1- EXEMPLO: Foi obtido um resultado de creatinina sérica de 1,41 mg/dL em uma amostra ictérica por meio de um método de rotina. Na mesma amostra, o resultado obtido por meio de um método de referência foi de 1,02 mg/dL. Para creatinina, o Bias Máximo segundo a variação biológica seria de 3,4%. O montante de desvio do resultado é de 0,39 mg/dL, ou 39%, em relação ao valor esperado. Portanto, conclui-se que a hiperbilirrubinemia é um interferente importante para a dosagem de creatinina ao se usar o método de rotina avaliado nesse exemplo.

2.

Recomendações gerais
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2.1.

Documentação das interferências

A Norma PALC Versão 2007, harmonizada com a Norma ISO 15.189, requer, em seu item 3.5: “A Direção do laboratório ou seu responsável técnico deve garantir que o laboratório tenha procedimentos abrangendo todas as análises realizadas e que incluam, além do disposto no item 3.3, os seguintes itens, quando aplicáveis: f) interferências (por exemplo: bilirrubina, hemólise, lipemia) e potenciais causas de resultados falso positivos e falso negativos. Cada laboratório deve estabelecer, por exemplo, nos POPs técnicos respectivos, os constituintes da amostra que podem afetar os resultados de forma a prejudicar seu valor clínico. Os limites dos interferentes além dos quais as análises não devem ser realizadas devem ser documentados, sempre que possível, bem como as estratégias para sua detecção e as ações que devem ser tomadas caso haja interferentes. Além do mais, a Diretiva Européia para os Diagnósticos In Vitro (IVD) determina que os fabricantes são responsáveis por definir quais são os interferentes esperados para os seus métodos. Quadro 2- Ácido Úrico, PAP, Método Enzimático Colorimétrico Interferentes - Hemoglobina > 2g/L e Bilirrubina total > 10 mg/dL influenciam os resultados do ácido úrico; - Em caso de Hemoglobina > 2g/L e Bilirrubina > 10 mg:dL diluir a amostra para reduzir os interferentes a níveis que não comprometam a análise e repita a dosagem de ácido úrico na amostra diluída.

2.2. 2.3.

Detecção de interferentes potenciais, manuseio da amostra e da requisição Liberação dos laudos

3.

Hemólise
3.1. 3.2. Carreadores de oxigênio baseados em hemoglobina usados como substitutos do sangue Detecção e medição da hemoglobina no soro ou plasma 3.2.1. Detecção visual 3.2.2. Detecção espectrofotométrica 3.2.3. Distinção entre hemólise in vivo de hemólise in vitro 3.2.4. Mecanismos da interferência causada pela hemólise 3.3. Meios de evitar a hemólise e a sua interferência 3.3.1. Reação à recepção de amostras hemolisadas

4.

Lipemia
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4.1. 4.2.

Causas

Identificação e quantificação da lipemia 4.2.1. Métodos fotométricos e óticos para amostras de soro e plasma 4.2.2. Detecção nas amostras coletadas em EDTA
.

4.3.

Meios de evitar lipemia e interferências devidas à turvação

4.3.1. Centrifugação 4.3.2. Extração com hidrocarbonetos clorados e fluorados 4.3.3. Extração com Polietilenoglicol 4.3.4. Extração com Alfa-Ciclodextrina 4.4. Outros métodos de clarificação 4.4.1. Pérolas magnéticas 4.4.2. Sistemas óticos 4.5. Recomendações 4.5.1. Testes para a interferência causada pela lipemia

5.

Icterícia
5.1. Aspecto das diferentes espécies de bilirrubina

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5.2.

Mecanismos da interferência causada pela bilirrubina 5.2.1. Interferência espectral 5.2.2. Interferência química

5.3.

Detecção e documentação das concentrações elevadas de bilirrubina nas amostras clínicas 5.3.1. Seleção do método 5.3.2. Ações recomendadas quando o sistema é sensível à bilirrubina

6.

Referências

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Nome Luisane Vieira – CRMMG 18860 Dir.Tec.: UGQ: Dir. Tec.: UGQ: Dir.Tec.: UGQ:

Rubrica

Data Nov/2008

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