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É bem melhor fazer do que falar
m incontáveis palestras e artigos repete-se uma palavra – “inovação” – que seria a glória dos executivos, a salvação das empresas e a garantia de crescimento sobre a concorrência. Um site eletrônico de consulta informa que em inglês ela aparece mais vezes, em todos os contextos, do que outra palavrinha, supostamente mais do agrado das pessoas: “sexo”. Nesse site, sex perde para innovation por 613 milhões a 560 milhões. Já em português, não se sabe por responsabilidade de qual povo de fala lusa, “sexo” dá de 5 a 1 em “inovação” (32 milhões a 6,35 milhões). No entanto, pelas amostras

E

Wilson Palhares
A palavra “inovação” em inglês é mais usada do que “sexo”. Talvez seja por ser mais posta em prática do que usada em teoria. Em português, “sexo” dá de 5 a 1

que temos visto, a palavra da moda de conferencistas e consultores vem vindo a galope para atropelar a outra propalada competência dos brasileiros além da futebolística – que, é bom lembrar, recentemente negou fogo. Do ponto de vista negocial, torcemos para que a coisa ganhe proporções americanas e não fique só em palavras. Pois suspeita-se que onde o inglês prevalece “inovação” aparece tanto porque é posta em prática, em vez de ser apenas citada e evocada como um abre-te-sésamo sem conseqüências. Saltou-se do estágio do what para os do how to e do do it. Acreditamos que, como no outro caso,

é bem melhor fazer do que falar. Mas como fazer (referimo-nos a inovação)? Isso nos ensinam no dia-a-dia, na prática, empresas bem sucedidas, cuja ação inovadora esta revista procura mostrar todos os meses em suas páginas. Até outubro. • Registramos aqui o pesar da equipe de EMBALAGEMMARCA pelo falecimento de Roberto Hiraishi, editor da revista Embanews. Embora concorrentes nos negócios, tínhamos por ele grande apreço pessoal, além de reconhecer a importância de seu trabalho pioneiro no jornalismo especializado em embalagem no Brasil e o incentivo que deu ao setor.

nº 85 • setembro 2006

Diretor de Redação Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

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Celulósicas

Paletes de papelão ganham força com ascensão de norma fitossanitária internacional

36 38 42

Metálicas

Novas latas de aço cônicas da Renner prometem vantagens logísticas e de vedação

Reportagem Diego Meneghetti
redacao@embalagemmarca.com.br

Híbridas

Flávio Palhares

Novo big box para alimentos e itens químicos quer tomar espaços do tambor de aço

Entrevista: Antonio Carlos Franchini Filho

flavio@embalagemmarca.com.br

Guilherme Kamio
guma@embalagemmarca.com.br

Reportagem de capa: Impressão digital

Vice-presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil fala de embalagens e marketing das marcas regionais

Leandro Haberli Silva
leandro@embalagemmarca.com.br

Fortalecendo o conceito de one-stop shop, convertedores de rótulos auto-adesivos investem na tecnologia

Prêmio ABRE

Departamento de Arte Carlos Gustavo Curado (Diretor de Arte)
arte@embalagemmarca.com.br

Os vencedores da edição de 2006 do prêmio de embalagem

José Hiroshi Taniguti (Assistente) Administração Eunice Fruet (Diretora Financeira) Marcos Palhares (Diretor de Marketing) Departamento Comercial
comercial@embalagemmarca.com.br

Karin Trojan Wagner Ferreira Circulação e Assinaturas Marcella de Freitas Monteiro Raquel V. Pereira

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Vidro
Novas embalagens de Fanta destacam momento favorável às garrafas retornáveis de vidro

Metálicas

Laminação com filmes plásticos surge como opção para o acabamento de embalagens metálicas

assinaturas@embalagemmarca.com.br Assinatura anual: R$ 99,00

Público-Alvo
EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que ocupam cargos de direção, gerência e supervisão em empresas integrantes da cadeia de embalagem. São profissionais envolvidos com o desenvolvimento de embalagens e com poder de decisão colocados principalmente nas indústrias de bens de consumo, tais como alimentos, bebidas, cosméticos e medicamentos.

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Celulósicas

Cartuchos de papel cartão com abas impressas reforçam exposição de medicamentos OTC

Híbridas

Desejos de ampliar mercado e barrar importados dão fôlego ao bag-in-box entre vinhos nacionais

Evento

Feira Embala tem bom desempenho no Nordeste e já planeja edição em Minas Gerais

Filiada ao

Índice de Anunciantes
Relação das empresas que veiculam peças publicitárias nesta edição Impressão: Congraf Tel.: (11) 5563-3466 EMBALAGEMMARCA é uma publicação mensal da Bloco de Comunicação Ltda. Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463
FOTO DE CAPA: STUDIO AG / ANDRÉ GODOY

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Editorial
A essência da edição do mês, nas palavras do editor

Display
Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens

Filiada à

32 Panorama
Movimentação no mundo das embalagens e das marcas

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O conteúdo editorial de EMBALAGEMMARCA é resguardado por direitos autorais. Não é permitida a reprodução de matérias editoriais publicadas nesta revista sem autorização da Bloco de Comunicação Ltda. Opiniões expressas em matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião da revista.

58 Conversão e Impressão
Produtos e processos da área gráfica para a produção de rótulos e embalagens

66 Almanaque
Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens

Para todo tipo de pele
Baumgarten (47) 3321-6666 www.baumgarten.com.br Design com Z (11) 3742-7010 www.designcomz.com.br Globalpack (11) 5641-5333 www.globalpack.com.br

Natura lança linha de bases com tampas plásticas injetadas com serragem
As mulheres brasileiras têm mais uma opção no arsenal de cosméticos disponíveis no mercado. A Natura inaugurou a linha de bases Aquarela, com um portfolio de oito variações de cores, destinadas a cada tonalidade da tez feminina. Segundo a empresa, as bases contêm FPS 8 e possuem textura líquida, que unifica o tom da pele e corrige pequenas imperfeições. O novo produto vem em bisnagas de polietileno produzidas pela Globalpack. A empresa também fornece as tampas em polipropileno com injeção de 50% de serragem de madeira certificada. As embalagens são impressas em uma cor no sistema dry off-set, com arte desenvolvida pelo estúdio Design com Z. O cartucho que envolve a bisnaga é feito pela Baumgarten, em cartão TP Hi-Bulky da Suzano, impresso em off-set.

Canudo inédito anudo
Água de coco em caixinha estréia produto da Tetra Pak com furinhos laterais
A água de coco Kero-Coco, da Amacoco, ganhou novas embalagens. A grande novidade é o canudinho Tri-Kero, trazido ao Brasil pela Amacoco em parceria com a Tetra Pak, que também fornece as embalagens cartonadas assépticas. O acessório apresenta dois furinhos laterais, além da abertura no topo, que distribuem melhor a bebida na boca. Os desenhos nas caixinhas foram trocados por fotos e a logomarca ganhou cores mais vivas. A Galera Kero Coco, formada pelos personagens Keco, Cokota, Cocoleke, Mikoko e A Sede, aparece praticando esportes. O design da embalagem, cujo verso traz jogos educativos, foi criado pela agência Núcleo 3.

Tetra Pak (11) 5501-3200 www.tetrapak.com.br Nucleo 3 Comunicação (11) 2244-1350 www.nucleo3com.com.br

Café sem tampa?
Complementando a nota "Diferenciação nos grãos e na decoração" (EMBALAGEMMARCA 84, agosto de 2006, página 8), a Sonoco For-Plas é a fornecedora das tampas presentes na nova embalagem do Café Iguaçu Gourmet. www.sonocoforplas.com.br - (11) 5097-2750

Design requintado fortalece Tabu
Frasco de vidro e rótulo auto-adesivo valorizam perfume
Para comemorar os 50 anos da linha Tabu, a Perfumes Dana lançou o Tabu Flores, perfume femiSigmaplast nino que, como denunciado pelo (11) 3186-1100 www.sigmaplast.com.br nome, aposta em toques florais. O design da embalagem foi JBR Etiquetas desenvolvido conjuntamente pela (19) 3871-0027 www.jbretiquetas.com.br Vidraria Anchieta, que produz o frasco, e pelo departamento Jorgon de marketing da Dana. O rótulo www.graficajorgon.com.br auto-adesivo de BOPP é forneciVidraria Anchieta do pela JBR Etiquetas e a tampa (11) 6190-0664 www.vidrariaanchieta.com.br pela Sigmaplast. O cartucho de papel cartão é impresso pela Gráfica Jorgon.

6 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Mais uma opção para presente
Tradicional bombom Sonho de Valsa ganha nova lata
Metalgráfica Itaquá presente aos consumidores, a (11) 4648-2699 www.metalgraficaitaqua.com.br Kraft Foods Brasil lançou uma Narita Design (11) 3167-0911 www.naritadesign.com.br

Para oferecer uma alternativa de

nova lata de aço para os bombons Sonho de Valsa. O tom rosa, característico da marca, predomina nas duas opções de layout da lata, uma com detalhes em dourado e a outra em prateado. Desenvolvidas pela Narita Design, as embalagens trazem em destaque o clássico bombom e os ícones da marca. “Com a lata, conseguimos aumentar a

competitividade do Sonho de Valsa, oferecendo ao consumidor um produto de maior valor agregado”, diz o gerente de Chocolates da Kraft Foods Brasil, Christian Mendonça. A embalagem é produzida pela Metalgráfica Itaquá. O Sonho de Valsa foi comercializado em latas de aço pela primeira vez nas festas de fim de ano de 1999, quando teve suas vendas multiplicadas. A ação

foi uma parceria com a CSN — Cia. Siderúrgica Nacional, empenhada em estimular o uso do aço para embalagens. O sucesso foi tão grande que nos últimos anos a Kraft vem repetindo a estratégia, por conta própria, em datas sazonais, como Dia dos Namorados, Dia das Mães, Páscoa e Natal.

Arco Convert (11) 6161-8099 Vitral Design (41) 3254-5907 www.vitraldesign.com.br

Sobremesa em oito cores
Direcionado ao público infantil, Royalzinho explora praticidade dos sachês
Tendo lançado em 2005 uma linha de sobremesas em pó distribuídas em sachês, a Kraft Foods Brasil recentemente colocou nesse tipo de embalagem um novo item direcionado ao público infantil. É o Royalzinho, que misturado com leite vira uma sobremesa semelhante a pudins e flans refrigerados prontos para consumo. A nova embalagem é convertida pela Itap Bemis, unidade de flexíveis da Dixie Toga, em estrutura de PET laminada com alumínio e filme interno de polietileno. O design do sachê, que traz ilustrado o personagem Bocão, foi elaborado pela Narita Design e impresso em rotogravura oito cores. Os displays de ponto-de-venda são produzidos em cartão duplex com gramatura de 275g/m2, com aplicação de relevo e hot stamping pela Impressora Paranaense, empresa que também pertence à Dixie Toga.

Impressora Paranaense (11) 6982-9497

Cartoon em embalagem de macarrão
Personagens da Warner estampam produtos do Grupo Zadville
O macarrão instantâneo recém-lançado pelo grupo paranaense Zadville estampa os personagens dos desenhos animados Os Flintstones e Tom e Jerry, da Warner Bros, em suas embalagens. Os invólucros de poliéster e polipropileno foram desenvolvidos pela agência Vitral Design e são fornecidos pela Arco Convert.

Itap Bemis (11) 5516-2000 www.dixietoga.com.br Narita Design (11) 3167-0911 www.naritadesign.com.br

8 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Miolo quer nicho ultra premium
Vinícola gaúcha explora design diferenciado
Paralelamente à ampliação de sua capacidade produtiva para cinco milhões de litros de vinho por ano (cinco vezes mais do que em 1998), a Vinícola Miolo apresentou o Brut Millésime, um dos carros-chefe de sua recém-lançada linha ultra premium. Trata-se de um espumante produzido com uvas chardonnay e pinot noir, que será elaborado apenas em safras excepcionais, e sempre do mesmo vinhedo. O vinho é vendido em garrafas da Saint-Gobain que apresentam design diferenciado e base bojuda. “Apesar disso, conseguimos viabilizar a rotulagem auto-adesiva nesse projeto”, diz Clélia de Marco, da área de marketing da CCL Label (antiga Prodesmaq), fornecedora dos rótulos e contra-rótulos do Brut Millésime. Impressos em polipropileno transparente, os auto-adesivos “simulam um efeito de impressão direta no vidro”, nas palavras de Clélia. Da safra 2004, o primeiro lote foi envelhecido por dezoito meses nas caves subterrâneas da Miolo. A tiragem foi de 33 000 garrafas A conceituação e a criação ficaram a cargo da empresa gaúcha lu.z design&stratégico. As cápsulas termoencolhíveis que recobrem o gargalo e as rolhas foram fornecidas pela Ibrac.

Ibrac (54) 3454-9931 ibrac@terra.com.br Saint-Gobain (11) 3874-7482 www.sgembalagens.com.br CCL Label (19) 3876-9300 www.prodesmaq.com.br

Um ícone adere às longa vidas
Pioneira em bebidas à base de soja ganha nova apresentação
Um sabor de infância bastante conhecido, com nome talvez ainda mais popular, recebeu nova roupagem. Trata-se do suco Mupy, produto da Agro Nippo há 30 anos no mercado. Antes comercializado apenas em saquinhos de polietileno de baixa densidade (PEBD), o suco produzido com extrato de soja, pioneiro no segmento no país, passou a ser distribuído também em embalagem cartonada asséptica. Segundo a empresa, a mudança facilitou o armazenamento da bebida, com aumento da validade para seis meses. Dessa forma, a marca paulista chegará a outros Estados do Brasil. A iniciativa partiu do próprio Hideyo Uchinaka, presidente da Agro Nippo, que há alguns anos preparava a migração do produto para a nova apresentação. A embalagem é produzida pela Tetra Pak, com design elaborado pela agência Aquarela. O envase, terceirizado, fica por conta da Codap. Mupy em longa vida é vendido nos sabores Maçã, Uva, Limão, Maracujá e Morango.
Aquarela www.aquarela.com.br Codap 0800 772 7647 www.codap.com.br Tetra Pak (11) 5501-3200 www.tetrapak.com.br

Brasilgrafica (11) 4133-7777 www.brasilgrafica.com.br Mondicap (15) 3225-1650 www.mondicap.com.br Sonoco For-Plas (11) 5097-2750 www.sonocoforplas.com.br

Rótulos destacam ferro no mingau
Nestlé fortalece propriedades nutricionais de cereal infantil
A fim de destacar o reforço na composição de seu cereal infantil Mucilon, marca pioneira no mercado brasileiro de papinha para bebês, a Nestlé recorreu à Brasilgrafica para estrear novos rótulos no produto. Os grafismos destacam que a linha Mucilon, composta por mais de seis versões, agora é enriquecida com ferro de alta absorvação. As latas de aço que acondicionam o produto são fabricadas pela própria Nestlé. As tampas plásticas são fornecidas pela Sonoco ForPlas e pela Mondicap. Segundo a Nestlé, 57% das crianças de 6 a 24 meses sofrem de falta de ferro no Brasil.

Sister Studio www.sisterstudio.com.br Mattavelli (11) 3342-2121 www.mattavelli.com.br

Inspiração em esportes de elite
Kopenhagen desenvolve estojos especiais de olho no público requintado e nos entusiastas de pólo e golfe
A nova linha de chocolates Sport, da Kopenhagen, direcionada ao público masculino, ganhou diferentes versões de embalagens sofisticadas inspiradas em dois esportes de elite: golfe e pólo. O Palito Crocante, coberto com chocolate ao leite, é acondicionado individualmente em papel alumínio dourado dentro de um exclusivo “bag” de golfe com alça de cordão. A embalagem contém dez palitos. Por sua vez, a versão Bola de Coco, coberta com chocolate ao leite, é embalada em papel alumínio branco, simulando bolinhas de golfe dentro de uma embalagem sextavada com seis bombons. O design das duas embalagens foi criado pela Sister Studio, e a execução dos cartuchos ficou por conta da gráfica Mattavelli. As embalagens dos palitos são de papel cartão triplex com gramatura de 250 g/m², e a das bolinhas de papel cartão duplex 275 g/m².

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celulósicas >>> transporte

RENATO

CANTON

DESIGN – INLAB

Para suportar a norma
Diretriz fitossanitária internacional coloca restrições ao uso da madeira e põe em evidência os prós dos paletes de papelão para as cargas de exportação
Por Diego Meneghetti ma norma internacional tem movimentado a logística de exportação de produtos brasileiros nos últimos meses. Trata-se da Norma Internacional de Medidas Fitossanitárias nº 15 (NIMF15), um conjunto de diretrizes editado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) que visa evitar o trânsito de pragas quarentenárias em embalagens de madeira. De acordo com a norma, qualquer embalagem de madeira precisa ser submetida a tratamentos especiais e receber uma certificação de que está apta a viajar internacionalmente. A fiscalização desse “passaporte” nos mercados importadores, com conseqüente embargo a cargas não-certificadas, aumenta cada vez mais, à medida que cresce a adesão dos países à norma. Os Estados Unidos, por exemplo, aderiram a ela no fim de 2005. No Brasil, a regra ainda não 12 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

U

foi totalmente internalizada, mas possui caráter emergencial através de instruções normativas recentemente reaprovadas. Como a NIMF15 também se aplica aos paletes, ela tem avivado a validade do papelão ondulado como alternativa à madeira, agora refém de uma série de condições para transitar lá fora. “Os paletes de papelão são ideais para os produtos de exportação porque possuem um grande apelo ecológico, sendo reciclados e recicláveis, e dispensam o tratamento por fumigação requerido para a madeira”, explica Aguinaldo Jacomini, diretor da WilkeZelepel, empresa que lançou recentemente uma linha de paletes de papelão reforçado. Segundo Jacomini, os paletes de papelão podem ainda ser impermeabilizados através de aplicação de resina e usados em câmaras frias. Outro diferencial é que eles aceitam a impressão de logomarcas e de outras informações por flexografia em até três cores. A Wilke-Zelepel

comercializa dois modelos desses paletes: um formado por estruturas em colméias e outro por perfis de tubetes. Montados com cola ou grampos, os produtos são apresentados em diversos tamanhos, incluindo o formato padrão PBR-1 (1 metro x 1,2 metro).

Sem fragilidade
Engana-se quem pensa que o papelão não suporta cargas. Mais leves que os de madeira, com peso variável de acordo com o modelo, os paletes de papelão suportam por volta de duas toneladas na armazenagem e de 600 quilos em movimentações. Sua leveza, além de facilitar o transporte, diminui o preço de fretes aéreos, por exemplo. Na logística de armazenamento, esses paletes têm melhor aproveitamento do espaço físico disponível para estocagem e, devido à sua praticidade de movimentação, não obstruem corredores e pátios de carga e descarga quando fora de uso, como destaca Emílio Martinez, gerente de pesquisa e desenvolvimento de outra fabricante, a Irani. “Temos o objetivo de quebrar o paradigma do uso inviável do palete de papelão”, ele ressalta. Martinez sublinha ainda o design dos paletes, “com dobraduras especiais e encaixes perfeitos, o que facilita a montagem das peças”. Quem também procura difundir os atributos positivos do produto é a Embrart, fabricante com unidades industriais no Paraná e em Santa Catarina. Danielle Machado, consultora de marketing da empresa, conta que os paletes de papelão ondulado são até 60% mais leves que os tradicionais e aceitos em qualquer país importador. “A participação desse produto aumentou significativamente no mercado, como

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ENCAIXE – Irani tem palete com dobraduras especiais

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ÃO

setembro 2006 <<<

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também a do palete de OSB (N. da R.: madeira da Masisa isenta de certificação) e a do palete híbrido (madeira industrializada com papelão e plástico)”. Conforme ilustra Danielle, “antes da NIMF15 a venda dos paletes de papelão era praticamente zero”. O valor unitário dos suportes de papelão muda de acordo com fornecedores, tipos de montagem e modelos, mas, geralmente, é mais barato que o dos tradicionais. Nas palavras de Danielle, para estar de acordo com a NIMF15, o palete de madeira “precisa ser tratado e seu preço resulta numa média de 32 reais, sem considerar o trabalho para o tratamento e o custo para sua destruição no destino final”. Já os paletes isentos de fiscalização são mais baratos. O de papelão sai em média por 31 reais. O de OSB, por volta de 29 reais. Segundo Danielle, o palete de OSB também é uma opção atraente para cargas internacionais. O produto é ecologicamente correto, não necessita de certificação para NIMF15, pesa apenas 13 quilos, suporta até 2 toneladas para cargas estáticas e é aceito em todos os países. A NIMF15 também tem provocado impactos na Rigesa. “Não sei quantificar, mas um volume considerável de clientes tem nos procurado não só devido ao palete de papelão, mas

OUTRO PLUS – WilkeZelepel confia no apelo ambiental do papelão

Embrart (41) 3347-3060 www.embrart.com.br Irani (51) 3220-3542 www.irani.com.br Rigesa (19) 3881-9013 www.rigesa.com.br Wilke-Zelepel (11) 3531-4566 www.wilke-zelepel.com.br

também pelo Mill Mate”, comenta Marcelo Perucci, especialista de produtos da Rigesa. O Mill Mate é o nome comercial para as folhas slip sheet da Rigesa, compostas de lâminas em papel kraft de fibra longa com 2 milímetros de espessura. O slip sheet suporta cargas de até 2 toneladas, quantidade que, segundo Perucci, engloba quase a totalidade das cargas paletizáveis do mercado exportador.

Sinal verde do ambiente
O profissional da Rigesa enumera uma série de vantagens do Mill Mate. Primeiro, o preço reduzido. O Mill Mate custa um quinto do valor do palete de madeira. Além disso, pesa apenas 1 quilo no formato padrão de 1 metro x 1,2 metro. Sua espessura, de 2 milímetros, contrasta com a de 15 centímetros dos paletes tradicionais. “O produto é mais leve, mais fino e também não precisa de tratamento fitossanitário”, afirma Perucci. Bastante difundido nos Estados Unidos, o slip sheet pressupõe a utilização de um equipamento acoplado à empilhadeira, chamado push-pull (“empurrarpuxar”, vertendo-se do inglês). O acessório faz realmente isso: empurra e puxa as folhas de kraft quando é necessária a movimentação da carga. Embora seja descartável e reciclável, o slip sheet requer maior cuidado em seu manejo, o que por um lado é benéfico, pois gera menos avarias nos produtos e na própria estrutura. Ante mais restrições de mercados externos, os fornecedores já se adiantam àquela que imaginam ser a próxima barreira internacional para a movimentação de cargas: a questão ecológica. “Mais cedo ou mais tarde os países não aceitarão mais paletes de madeira devido, além da questão fitossanitária, à preservação ambiental”, comenta Jacomini, da WilkeZelepel. “A preocupação sanitária caminha em paralelo à preocupação ambiental, o que impõe como tendência os suportes de carga alternativos, de fácil reciclagem e degradação na natureza”, explica Perucci.

SINTOMA – Rigesa confirma maior procura pelo palete de papelão

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14 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

híbridas >>> transporte

Híbrido ataca
Desmontável, descartável, reciclável e calçado, novo bag-in-box quer sapatear sobre o tambor
epois dos tambores plásticos e dos de fibra, entra em cena um novo concorrente para os tambores metálicos de 200 litros, tão arraigados nos processos logísticos no Brasil. Solução do tipo bag-in-box para o transporte de líquidos nãoperigosos, o Bulk 200 litros foi apresentado pela Rigesa na Movimat 2006, feira do setor de movimentação de materiais realizada em São Paulo no início de agosto. Indicado para transporte de produtos químicos ou alimentícios, o Bulk é constituído por uma armação octogonal de papelão ondulado especial cujas paredes têm espessura reduzida, o que resulta num contêiner com cerca de 7 quilos. Além da leveza maior em relação a um similar metálico, que pesa em média 17 quilos, o Bulk 200 litros custa, numa estimativa da Rigesa, a metade do preço dos tambores tradicionais. O resultado é uma economia significativa nos custos logísticos. “As embalagens de papelão têm uma boa relação entre custo e benefício porque são descartáveis, recicláveis e fabricadas com insumo renovável”, argumenta Marcelo Perucci, especialista de desenvolvimento de negócios da Rigesa. A retenção dos produtos fica a cargo de uma bolsa plástica de polietileno da Embaquim, conhecida fornecedora de sistemas bag-in-box. Com estrutura

D

Pé e cabeça
Uma inovação fica por conta de uma base plástica na embalagem, produzida em polietileno de alta densidade (PEAD) pela parceira gaúcha Linpac Pisani. O calço, patenteado pela empresa e pela Rigesa, propicia o arrasto do contêiner sem danificar seu fundo. Composta por material reciclado ou virgem, a base plástica oferece alta barreira contra umidade e pode também ser acoplada na parte superior do Bulk, funcionando como tampa. A Rigesa oferece ainda a opção de tampas produzidas em papelão ondulado. O custo menor, a leveza e a alta resistência aliam-se à praticidade: por ser desmontável, o Bulk reduz em até 80% o espaço para estocagem antes e depois do uso. Por ser descartável e reciclável, elimina os custos com frete de retorno da embalagem, lavagem e manutenção, sendo também indicado para mercados exportadores, uma vez que se adequa às normas fitossanitárias internacionais. (DM)

VAZÃO – Com armação octogonal e bolsa da Embaquim no interior, Bulk 200 litros traz válvulas na base (na foto) e no topo para facilitar drenagem

Embaquim (11) 6166-2333 www.embaquim.com.br

Linpac Pisani (54) 2101-8700 www.linpacpisani.com.br

Rigesa (11) 3644-9990 www.rigesa.com.br

CHAPÉUS – Contêiner pode acoplar tampa plástica, feita do mesmo material do calço, ou peça superior de papelão

16 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

FOTOS: DIVULGAÇÃO

em camada dupla, a bolsa plástica é dotada de dois bocais de 2 polegadas, um no topo e o outro na parte inferior, o que facilita o envase e o escoamento de produtos por bombeamento, sucção ou gravidade. A construção do envoltório plástico colabora também com a segurança, pois minimiza o contato do produto envasado com o ambiente externo.

reportagem de capa >>> impressão digital

Complemento que gan
Conquistando mais convertedores, impressão digital se firma como opção para produ
Por Leandro Haberli o ano 2000, quando a impressão digital começava a ganhar espaço no mercado brasileiro de rotulagem e decoração de embalagens, o consumo médio de substrato por modelo de auto-adesivo produzido com a tecnologia era de apenas 80 metros quadrados. Tal índice parecia fiel à proposta da impressão digital no segmento: viabilizar a produção de mock-ups e testes de mercado e a adoção de rótulos com alta qualidade entre usuários com baixíssimas demandas. Porém, as coisas mudaram com velocidade maior do que a esperada, e o lugarcomum segundo o qual “o futuro é digital” deu espaço à constatação de que esse futuro já chegou – ainda que esteja muito longe de substituir os demais sistemas de impressão, solidamente consolidados em espaços dos quais seguramente não arredarão pé. Mas, a julgar pelo aumento do consumo de material por modelo produzido, e também pela crescente adesão de convertedores à tecnologia digital, esse processo de impressão alcançou patamar bem acima do que o que se previa há seis anos no mercado brasileiro de autoadesivos. De acordo com os dados disponíveis, as

N

tiragens de impressão digital estão subindo ano a ano no Brasil. Em 2003, por exemplo, o consumo médio de substrato por modelo de rótulo produzido com a tecAno Metragem nologia já havia saltado para a 80m² 2000 faixa de 120 metros quadrados no país. Hoje o índice gira em 120m² 2003 torno de 300 metros quadrados. 300m² 2006 “Nos últimos cinco anos, houve uma grande mudança em relação *por modelo de rótulo às tiragens que a tecnologia pode produzido atender”, avalia Fábio Setton, diretor da SetPrint, uma das únicas gráficas do país especializadas em impressão digital de rótulos e etiquetas. Em compasso com a evolução das tiragens, um número cada vez maior de convertedores aposta na tecnologia. A crescente adesão às máquinas digitais mostra que o processo se consolidou como um complemento ao parque gráfico dos convertedores que, buscando adaptar-se ao conceito de one-stop shop, vêm investindo de maneira progressiva em equipamentos e tecnologias para diferentes demandas. O aumento das tiragens, no entanto, não significa que a impressão digital se tornou

Evolução das tiragens digitais no Brasil*

Atentos às oportunidades representadas pela impressão digital, fabri
Nos últimos tempos alguns fornecedores de bases auto-adesivas passaram a investir em substratos específicos para impressão digital de rótulos. A Avery Dennison, por exemplo, oferece há cerca de um ano bobinas e folhas de filmes de polipropileno (PP) branco e transparente homologados pela HP . Os produtos podem ser usados em máquinas digitais planas e rotativas. “É um negócio ainda pouco representativo”, conta Isabela Monteiro Galli, gerente de marketing da subsidiária brasileira da americana Avery Dennison. “Por uma questão de economia, boa parte dos convertedores prefere fazer aplicações de primer por conta própria, adaptando assim os substratos à impressão digital”, ela diz. Outra grande fornecedora de bases auto-adesivas, a Gumtac também lançou no ano passado filmes de PP homologados pela HP para utilização na linha Indigo de impressoras digitais. Os produtos são laminados com adesivo de alto tack e liner de papel glassine siliconizado. “Nossos filmes já têm tratamento superficial para ancoragem das tintas, tornando desnecessária a aplicação do primer”, conta Vicente Avellar, gerente de produtos da Gumtac.

FOTOS:DIVULGAÇÃO

18 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

ha adeptos
ção de tiragens industriais de rótulos sob demanda
uma ameaça a outros processos, como flexografia e off-set. Na verdade, a tendência apenas indica que a tecnologia, baseada em processos digitais e eletrônicos que dão agilidade aos trabalhos, eliminando etapas comuns em outros sistemas de impressão, deixou de se restringir à produção de provas e testes de mercado. “A impressão digital começa a ser uma realidade nas gôndolas dos supermercados e nas tiragens industriais sob demanda”, sublinha Vicente Avellar, gerente de produtos da Gumtac, fornecedora de bases e substratos que nos últimos tempos passou a oferecer filmes e laminados próprios para a tecnologia.

Um projeto
É certo que a participação do processo digital no mercado brasileiro de rótulos auto-adesivos ainda é muito baixa. No caso da Gumtac, os substratos para impressão digital (ver quadro abaixo) representam menos de 5% do faturamento obtido com a linha de laminados auto-adesivos. Mesmo assim, à medida que traz a possibilidade de atender demandas outrora represadas, a tecnologia atrai cada vez mais olhares. “Para nós a impressão digital é um projeto dentro da filosofia de

cantes de substratos anunciam novidades
Lá fora estratégias envolvendo filmes próprios para impressão digital de rótulos também ganham força. A gigante do ramo de papéis especiais Stora Enso, por exemplo, recentemente anunciou o lançamento da linha OptLabel Digital, desenvolvida com foco específico na impressora HP Indigo ws4050. Segundo a empresa, o produto é voltado para impressões digitais sob demanda de rótulos auto-adesivos com visual premium. “É um segmento com taxas de crescimento sem precedentes”, comenta Ed Buehler, vice-presidente de papéis técnicos da Stora Enso.

atuar com todos os sistemas de impressão de auto-adesivos”, define Maurício W. Preto, diretor comercial da Indexflex, convertedora com forte atuação no mercado de grandes tiragens, que comprou da HP seu primeiro equipamento digital no começo do ano passado. “Queremos atingir grandes clientes com pequenas tiragens”, resume o diretor da empresa. Emblemática no atual momento da impressão digital no Brasil, a estratégia da Indexflex mostra que os convertedores estão atentos à tendência de fragmentação das linhas de produto dos grandes fabricantes de bens de consumo. Em outras palavras, o crescimento da tecnologia digital no ramo de auto-adesivos não tem relação com redução dos volumes de venda, mas sim com uma nova realidade do varejo, em que o aumento das linhas e as segmentações de mercado pressionam para baixo as tiragens. É sabido que hoje os fabricantes precisam comunicar-se com mercados cada vez mais fracionados, nos quais as necessidades de personalização estão atreladas aos mais diferentes critérios,

DADOS VARIÁVEIS Nas gôndolas de bebidas alcoólicas, marcas regionais e segmentações de mercado jogam as tiragens para baixo, favorecendo impressão digital

incluindo etnia, região de domicílio, idade, sexo e até crença religiosa dos consumidores. “Os custos de impressão para o mercado de pequenas e médias tiragens estão caindo em função do fluxo maior de trabalhos”, acredita André Braga, gerente comercial da Vilac Rótulos e Etiquetas Adesivas, convertedora de Campinas (SP) que atua com diferentes processos de impressão e adquiriu no início de 2005 sua primeira impressora digital. Para além do movimento de divisão de portfólios, o desenvolvimento de novos equipamentos também tem favorecido a impressão digital na seara de rótulos auto-adesivos. Nesse aspecto, é inevitável mencionar a estratégia da HP, que consolidou sua presença no mercado de impressão digital de rótulos após a compra da fabricante israelense Indigo, há cerca de cinco anos. O negócio é considerado estratégico não só por ter alçado a HP à condição de líder do setor, mas também por facilitar junto ao impressor convencional o entendimento das vantagens e da flexibilidade do processo digital. “A Indigo possuía na época a tecnologia digital mais próxima dos processos convencionais”, lembra Fabio Setton, da SetPrint. Com a vivência de quem já teve equipamentos da Xeikon (ver quadro na página 22), Setton atua hoje com uma HP Indigo ws4050 e uma off-set Viva com hot stamping mais serigrafia rotativa, também utilizada no segmento de pequenas e médias tiragens.

O gargalo dos consumíveis
A despeito da adesão de um número crescente de converterdores, o crescimento dos sistemas digitais no mercado de rótulos enfrenta barreiras para as quais é difícil vislumbrar soluções de curto prazo. Tal diagnóstico ganha força quando as tiragens locais de impressão digital de auto-adesivos são comparadas ao cenário visto em outros países. Na Europa, por exemplo, a tiragem média de rótulos produzidos com impressão digital é de 600 metros quadrados, o dobro do índice brasileiro. Essa diferença, dizem os convertedores, é alimentada pelo alto custo dos consumíveis utilizados nos processos de impressão digital. “Diferentemente do cenário europeu, no

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ABERTURA A possibilidade de atender demandas outrora represadas estimulou convertedores como a Vilac, fornecedora dos rótulos da ice Orso Bianco, a investir em equipamento da HP

Brasil os insumos de impressão digital ainda são caríssimos”, compara Maurício W. Preto, da Indexflex. “Isso faz com que seu desenvolvimento ainda seja uma incógnita.” O fato é que, fornecidas pela própria HP, as tintas utilizadas na impressão digital não são fabricadas no Brasil e, portanto, precisam ser importadas. “Na Europa, a curva de aproveitamento das tiragens digitais é muito melhor devido ao preço mais atraente dos insumos”, destaca o diretor da Indexflex. “Aqui, tiragens superiores a 10 mil rótulos já costumam ser mais vantajosas em flexografia”, completa Maurício.

O nó do preço
No outro lado do balcão também ecoa a necessidade de desatar o nó representado pelo preço das tintas e de outros consumíveis. Walter Cassini, gerente de produto da Comprint, que representa a linha de impressoras digitais da HP no mercado brasileiro de embalagens, concorda que o custo das tintas precisa cair para aproximar a tecnologia digital da demanda de maiores volumes. “Na verdade a HP ainda não possui hardware para o mercado de grandes tiragens”, lembra Cassini. “Mas o objetivo da empresa é incrementar a performance de suas impressoras e reduzir o custo dos insumos.”

DIFERENTES SUBSTRATOS No mercado de cosméticos, filmes transparentes e impressão digital no verso dos rótulos ganham força

Além do preço pouco competitivo dos consumíveis, outro gargalo da impressão digital estaria na dificuldade de importação de peças de reposição dos equipamentos. “Fazer uma troca em garantia é quase impossível, pois as leis brasileiras não simplificam o processo”, queixa-se Fábio Setton, da SetPrint. Para ele, as dificuldades logísticas e a burocracia explicam em grande parte a diferença entre os cenários brasileiro e europeu de impressão digital de auto-adesivos.

Responsável pela Xeikon dá primeiros passos no Brasil
À frente das soluções de impressão digital da Xeikon desde a compra da marca em 2002, a belga Punch Graphix aproveitou a primeira edição da Expoprint, feira gráfica realizada em São Paulo, em junho último, para fortalecer e divulgar sua presença na América Latina, além de efetuar o lançamento nacional da Xeikon 5000, impressora digital colorida de alta performance com foco no mercado de conversão de auto-adesivos. Segundo a empresa, o ressalta Cristiane equipamento oferece Almeida, diretora ao cliente o maior ciclo comercial de soluções produtivo do mercado digitais da empresa. A e o menor custo de filial brasileira da Punch página impressa, atenfoi inaugurada no fim dendo a demanda CARRO-CHEFE por personalização Com lançamento da de rótulos em curtas Xeikon 5000 e reforço e médias tiragens. no suporte, Punch busca convertedores “É uma solução que locais de rótulos pode ser configurada com uma enorme variedade de equipamentos de acabamento on-line ou off-line, oferecendo excelente relação custo x benefício”, de 2005, em Alphaville (SP). “Estamos trabalhando para que nossos clientes contem com um forte suporte local”, completa Cristiane.

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Asterisco (11) 2295-2200 www.etiquetasasterisco.com.br Avery Dennison (19) 3876-7600 www.averydennison.com Comprint (11) 3371-3371 www.comprint.com.br Gumtac (21) 2450-9707 www.gumtac.com.br HP (11) 4197-8000 www.hp.com.br Indexflex (11) 3618-7100 www.indexflex.com.br
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No aspecto reposição, contudo, boa parte dos convertedores reconhece que o trabalho da Comprint ajudou a impulsionar a impressão digital de rótulos no Brasil, à medida que absorveu custos extras e conseguiu disponibilizar estoques locais de peças. “Quando a HP adquiriu a Indigo e a Comprint se tornou distribuidora da marca no Brasil, senti que teria mais apoio, principalmente em termos de assistência”, assinala Roberto Ribeiro, da gráfica Asterisco, que possui duas impressoras HP Indigo em seu parque gráfico.

Desestímulo aos pequenos
Os convertedores também destacam que o protecionismo brasileiro na área de impressão digital é inócuo, pois nenhum fabricante de máquinas nacional teria hoje condições de enfrentar a concorrência da HP. “Esse tipo de mentalidade só está travando o crescimento do pequeno empresário brasileiro, que está entre os principais usuários da tecnologia de impressão digital”, avalia Fábio Setton, lembrando que grande parte de seus clientes demonstra interesse em modelos de rótulos adequados a estratégias de exportação. À parte a dificuldade de importação, torna-se evidente que, apesar do gradual ganho de participação na indústria de conversão de rótulos, a tecnologia de impressão digital não foi concebida para concorrer com os métodos convencionais de impressão. Pelo contrário, a tendência é a junção das tecnologias, desembocando em equipamentos híbridos, que misturam conceitos digitais e convencionais. Basta dizer que, assim como uma off-set hoje pode ser dotada de um CtP, uma impressora digital possui um laser de gravação de chapa. Outros dispositivos comuns, caso da chapa gravada e da blanqueta, também ajudam a aproximar na prática os diferentes processos. Em outras palavras, as impressoras digitais estão “copiando” as convencionais, ao passo que estas agregam cada vez mais tecnologia eletrônica, visando diminuir o tempo de acerto e gerar agilidade nas trocas entre um trabalho e outro. São essas as vantagens que prometem continuar projetando a tecnologia digital no setor de impressão de rótulos auto-adesivos, ajudando a consolidar no mercado brasileiro de conversão o conceito de one-stop shop.

Punch Graphix (11) 4195-9997 www.punchgraphix.com SetPrint (11) 2133-0007 www.setprint.com.br Stora Enso +1-715-345-8060 www.storaenso.com Vilac (19) 3741-3300 www.vilac.com.br

MAIS FRAGMENTAÇÕES Geléias e lubrificantes automotivos são exemplos de categorias nas quais as linhas de produto são progressivamente segmentadas, impulsionando aplicações de rótulos impressos em sistemas digitais

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vidro >>> refrigerantes

Amigo vaivém
Retornáveis de Fanta ganham ondas e novos mercados
etomado com força há quase quatro anos, o estratagema das embalagens retornáveis da Coca-Cola brasileira respinga cada vez mais sobre outros refrigerantes da companhia que não o carro-chefe homônimo. Mesmo sem números oficiais da Coca-Cola, tudo leva a crer que as garrafas de vidro retornáveis de Fanta com design exclusivo, lançadas no fim de 2005, vêm desempenhando bem seu papel. Da estréia em praças restritas do país, as embalagens, nos volumes de 290 mililitros e 1 litro, invadiram em julho os pontos-de-dose e os pequenos varejos paulistas. As novas retornáveis de Fanta possuem gargalo ondulado, em formato de balão. Essa espécie de domo destaca “verrugas” em alto relevo, que, além de diferenciarem a garrafa, facilitam sua pega. Batizada de Splash pela Coca-Cola, a silhueta foi primeiramente adotada nas garrafas de PET da marca, e trasladou-se para o vidro nas versões para consumo individual (além da garrafa de 290 mililitros, foi lançada uma com 200 mililitros). No início de 2006, a família de retornáveis Splash cresceu com a introdução dos tamanhos 1 litro e 1,25 litro. Com o mesmo propósito das garrafas retornáveis de Coca-Cola, atingir as classes C e D, os novos vasilhames de Fanta são precificados, isto é, contam com marcação de preço sugerido nas tampas. Seus focos comerciais são bares, padarias, minimercados e quitandas.

R

Aro (11) 6462-1700 www.aro.com.br Mecesa (85) 4009-2244 www.mecesa.com.br

Owens-Illinois do Brasil (11) 6542-8000 www.oidobrasil.com.br Tapon Corona (11) 3885-8662 www.tapon-corona.com.br BULBO – Garrafa Splash é projeto mundial para a Fanta

Alinhamento mundial
Conforme explica a assessoria de imprensa da Coca-Cola, a conversão de todas as garrafas da marca Fanta ao formato Splash, retornáveis a tiracolo, é uma iniciativa mundial. Para a Owens-Illinois do Brasil, fornecedora das garrafas retornáveis em questão e de outras embalagens de vidro para a Coca-Cola, o investimento no vaivém de vasilhames para refrigerantes tem sido cres26 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

Folhas realçadas
Garrafas de Kuat ganham alto relevo
Na disputa pela preferência nacional no segmento de guaranás, a CocaCola também aposta nas embalagens de vidro retornáveis com diferenciação no formato. Fabricadas pela OwensIllinois do Brasil, as garrafas de 200 e 290 mililitros, 1 litro e 1,25 litro do guaraná Kuat ganharam uma decoração em alto relevo, que destaca folhas de guaraná, um equity da marca.

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cente. “A garrafa de vidro é extremamente competitiva: tem uma vida média de trinta vezes de retorno, além de ser reciclável”, argumenta Márcio Américo Palmeira, da área comercial da O-I do Brasil. O profissional não revela o volume, mas diz que, com a estratégia dos fabricantes de comercializar produtos com preços mais em conta, houve um aumento expressivo do share das garrafas retornáveis no mercado de refrigerantes. As tampas metálicas da Fanta são fornecidas pelas empresas Mecesa, Aro e Tapon Corona. A Coca-Cola prepara novidades para ampliar o sortimento de retornáveis. Na fila de lançamentos ainda para este ano estão o Kuat Zero e o Sprite Zero. Desta vez oficiais, informações dão conta de que o sistema Coca-Cola Brasil registrou um aumento de 7% nas vendas do segundo trimestre de 2006, em comparação às do mesmo período do ano passado, e que o crescimento da divisão brasileira foi superior à média global das operações da empresa, de 4%. Certamente as retornáveis têm mérito nisso. (DM)

híbridas >>> vinhos

Estilingue e escudo
Bag-in-box começa a deslanchar no mercado vinícola nacional como meio de explorar o consumo por taça e represar a invasão das marcas dos vizinhos

FOTOS: DIVULGAÇÃO

ucesso retumbante na Austrália, onde já abocanha mais de 50% do mercado, e em franca ascensão nos países europeus e nos Estados Unidos, o vinho em bag-in-box dá importantes passos para se firmar no neófito mercado brasileiro. Instalada em Vinhedo (SP), a sucursal da americana Scholle, referência nessa embalagem que, como o próprio nome em inglês denuncia, consiste em bolsas plásticas conformadas em caixas de papelão, vem fechando negócios com diversas vinícolas nacionais nos últimos meses. Em setembro de 2004, quando EMBALAGEMMARCA publicava reportagem sobre o tema, nenhuma vinícola utilizava o bag-in-box. Hoje elas já são dezoito, e um significativo contrato acaba de ser fechado com a Cooperativa Vinícola Aurora, maior produtora de vinhos do país. Aproveitando a ocasião da ABAD 2006, feira da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores realizada no início de agosto em Curitiba, a Aurora apresentou ao mercado suas variedades Cabernet Sauvignon e Chardonnay 28 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

S

HÁBITO – Com bag-inbox, Aurora quer estimular o consumo diário de Marcus James, sua principal marca

de sua principal grife, a Marcus James, em bag-in-box. No entender da Aurora, a nova embalagem será uma ferramenta para difundir o hábito do consumo diário de vinhos entre os brasileiros. Com volume de 3 litros, o equivalente a quatro garrafas convencionais da bebida, o bag-in-box conta com uma válvula plástica especial, que facilita a dosagem ao mesmo tempo em que impede a entrada de ar, evitando a oxidação e prolongando a vida do produto. “Esse é o grande diferencial”, aponta Lourdes Conci, gerente de marketing da Aurora. “Com o bag-in-box é possível consumir de uma ou duas taças diariamente sem desperdício, uma vez que, após aberto, ele conserva o vinho por trinta dias mantendo todas as suas características.” O formato da embalagem permite o armazenamento em geladeira. Além de garantir o consumo paulatino nos lares, o bag-in-box acena ainda com outro aspecto promissor para a massificação do hábito da dose diária. “Queremos que o bag-in-box motive o consumo em taças nos restaurantes”,

comunica Nelson Casarin Jr., da Dom Candido, vinícola que a exemplo da Aurora acaba de lançar um vinho em caixa. “Buffets de festas também procuram cada vez mais vinhos de boa qualidade a preço acessível, e são um canal para a embalagem”, adiciona Gerson Aparecido Arcos, gerente de exportações da indústria de bebidas Alberto Belesso, de Jundiaí (SP), que desfraldou em julho uma versão encaixotada de seu vinho fino Belesso Cabernet Sauvignon, produzido no Vale dos Vinhedos gaúcho. A Belesso, a propósito, dá um providencial exemplo de como as vinícolas começam a enxergar o bag-in-box como veículo para vinhos mais nobres, e não somente como alternativa aos garrafões para vinhos populares, como ocorria há alguns anos. Antes do novo Cabernet Sauvignon, a empresa lançara, no fim de 2004, uma linha de vinhos de mesa em bag-in-box com a marca São Marcos, com visível apelo econômico – a caixa de 5 litros da bebida até destacava o ganho de 400 mililitros obtido na comparação com o tradicional garrafão de 4,6 litros. A Valduga seguia trilha parecida. “Nosso foco inicial era justamente atender os restaurantes, porém observamos uma excelente aceitação pelo consumidor final”, afirma Juarez Valduga, diretor geral da Casa Valduga. “Por isso, partimos para a distribuição do produto também em lojas de vinhos e supermercados.”

Barreira aos importados
Depois da boa acolhida de seus vinhos Cabernet Sauvignon e Chardonnay em bag-in-box, lançados há um ano, a Valduga acaba de lançar mais uma variedade em caixa, a Cabernet Suave. “Os produtores estão acordando para o binômio vinho de qualidade e bag-in-box”, comenta João Carlos Taffarel, sócio-diretor da gaúcha Vinhos Finos Velha Cantina. “Por ser uma embalagem mais barata que a tradicional, o bag-in-box pode auxiliar os vinhos finos nacionais, que, pelas tributações e pelo câmbio, estão fortemente prejudicados pela concorrência desleal com os vinhos importados, principalmente os vindos da Argentina e do Chile”. A Velha Cantina pode ser considerada uma espécie de porta-bandeira da atual fase de ascensão do vinho brasileiro em bag-in-box. Segundo Taffarel, a vinícola mantém conversações com a Scholle desde 1994. Após uma série de estudos, sua embalagem foi introduzida no mercado

em janeiro de 2005, com a instalação de uma máquina própria de envase, criada pela Sava Equipamentos Industriais, também da região do vale vinícola gaúcho, em parceria com a Scholle. Atualmente, a máquina é compartilhada com outras três vinícolas – Valmarino, Cave de Amadeu e Scopel. “O equipamento torna o bagin-box viável à realidade dos pequenos e médios produtores”, divulga o engenheiro Carlos Alberto Sanches, sócio-diretor da Sava. Semi-automático e de pequeno porte, o equipamento é capaz de envasar até 150 bags de 5 litros por hora e vem substituindo a linha de alta cadência que a Scholle oferece aos compradores de suas embalagens em regime de comodato – máquina utilizada pelas vinícolas de maior porte como a Casa Valduga e a Aurora. Ansiosa quanto ao desempenho de seu bagin-box, a Aurora aposta na força da grife Marcus James e numa mãozinha de suas embalagens originais. Explica-se. Seguindo uma idéia em voga no mundo todo para familiarizar o consumidor com o conceito de vinho em bag-in-box, as tradicionais garrafas de vidro da marca ocupam papel de destaque na impressão das caixas, feita pela Igel. “É compreensível, pois o charme imagético da garrafa de vinho é muito forte”, aponta o enólogo Lucas Guerra, da Monte Reale, outra vinícola a ter adotado o bag-in-box recentemente. Na Scholle, que também mantém forte pé nas embalagens post-mix da Coca Cola, em embalagens assépticas para aplicação industrial e em sistemas de exportação a granel de alimentos, a previsão de safra favorável continua. “O crescimento do bag-in-box para vinhos no Brasil, nos últimos anos, só tem paralelo com o que aconteceu em países como Suécia e Rússia”, diz Roberto Bucker, diretor-presidente da Scholle América Latina. “A tendência é de evolução de 20% em três a cinco anos.” (GK)
Carton Pack (51) 2118-3900 www.cartonpack.com.br Igel (51) 3041-8300 www.igel.com.br Litografia Bandeirantes (11) 4582-5151 www.litoband.com.br Metagraf (54) 4009-2200 comercial@metagraf.ind.br Sava Equipamentos (54) 3451-1693 sava@italnet.com.br Scholle (19) 3826-8800 www.scholle.com.br Tipograf (54) 3452-6566 tipograf@terra.com.br

De gole em gole
Alguns dos vinhos nacionais que aderiram ao bag-in-box

Candido Valduga (CV) Cabernet Sauvignon
Vinícola Dom Candido Lançamento: julho de 2006 Impressão: Carton Pack

Alto Vale Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Cabernet Suave
Casa Valduga Lançamento: agosto de 2005 (Cabernet e Chardonnay) e agosto de 2006 (Cabernet Suave) Impressão: Tipograf

Cordignano
Vinhos Finos Velha Cantina Lançamento: janeiro de 2005 Impressão: Várias gráficas

TreFradéi Cabernet + Merlot
Vinícola Valmarino Lançamento: novembro de 2005 Impressão: Tipograf

Belesso Cabernet Sauvignon
Alberto Belesso Lançamento: julho de 2006 Impressão: Litografia Bandeirantes

Monte Reale Tinto de Mesa Seco, Tinto Suave, Branco Seco e Branco Suave
Monte Reale Lançamento: junho de 2005 Impressão: Metagraf

30 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

fechamentos >>> vinhos

Olá, Vino-Lok
Tampa de vidro para vinhos desembarca no Brasil
ara horror dos sommeliers, estudos apontam que as perdas de vinhos engarrafados por problemas com as rolhas de cortiça – sobretudo pela chamada “síndrome da rolha podre”, também conhecida pela sigla TCA (vide EMBALAGEMMARCA nº 61, setembro de 2004) – já superam os 10% da produção anual. Diante disso, alternativas para o fechamento de vinhos como a rolha de vidro Vino-Lok, da Alcoa CSI, têm ganhado força. Lançada há quase dois anos na Europa, hoje ela já é utilizada por mais de 500 produtores de vinhos ao redor do mundo. Agora, chega ao mercado brasileiro. Inicialmente, a Alcoa CSI brasileira oferecerá a Vino-Lok às vinícolas nacionais sob importações provenientes da Alemanha. A tendência é que o Brasil se torne o hub para a expansão da tampa na América do Sul, abastecendo produtores chilenos, argentinos e de outros países vizinhos. Com design moderno, a tampa de vidro Vino-Lok é de simples aplicação e garante fácil abertura pelo consumidor, sem necessidade de uso de saca-rolhas. Propicia a vedação
Alcan Packaging (11) 4075-6500 www.stelvin.pechiney.com Alcoa CSI (11) 4195-3727 www.alcoa.com.br Stelvin: olho na Oceania

P

total da garrafa, impedindo a entrada de oxigênio e mantendo inalteradas as propriedades dos vinhos. Como meio de proteção e de garantia de autenticidade, a tampa de vidro é envolvida por uma cápsula de alumínio. Há quatro meses, sob o nome comercial Vino-Seal, e com cápsulas de aço em vez das de alumínio, a rolha de vidro da Alcoa CSI estreou no mercado vinícola americano. A mais recente adepta dessa tampa por lá é a californiana Léal Vineyards. “Evitar o TCA é o mais importante benefício, mas o visual elegante da tampa de vidro ajuda a compor uma embalagem de ponta”, diz Frank Léal, proprietário da vinícola. (GK)
APORTE – Agora disponível no Brasil, Vino-Lok já é utilizada por mais de 500 marcas mundo afora, como a Léal

Outra opção em alta
Tampa de rosca assedia vinhos australianos
De olho no mercado da Oceania, a Alcan inaugurou em julho uma fábrica de tampas de rosca de alumínio para vinhos Stelvin, em Adelaide, Austrália. Orçada em cerca de 35 milhões de reais, a unidade emprega sessenta pessoas. “A Stelvin faz sucesso devido à praticidade e ao desempenho superior quando comparada às rolhas”, diz Christel Bories, CEO da Alcan Packaging. Um grande canal para a Stelvin é a meia-garrafa para consumo em aviões e hotéis.

Convertedores toureiam… Dado o aumento de 12% no preço das resinas termoplásticas, anunciado no início de agosto pelas petroquímicas, os transformadores de plásticos aprovaram uma nova diretriz para o setor, que recomenda o repasse imediato e integral dos reajustes para os clientes diretos. …e reajustes não acabam “Não podemos correr o risco de parar a produção, mesmo porque embalagem é um item de primeira necessidade no modelo atual de comércio. Não dá para imaginar nenhum produto sem ela”, disse Rogério Mani, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF). Vale lembrar que as resinas sofrerão novo reajuste em setembro. LatinCan aqui O LatinCan’ 2007 será no Brasil, simultaneamente ao encontro anual da Associação Internacional de Embalagem (IPA), que deverá reunir fabricantes de embalagens metálicas de todos os continentes. É o que diz Luiz Barbosa, representante da LatinCan no Brasil. Novos adesivos na Henkel Com base em tecnologia alemã, a Henkel está lançando os primeiros adesivos do mercado brasileiro que vedam caixas plásticas transparentes de poliéster ou polipropileno. Os produtos, Technopur CB 2004 e Technopur CB 2005, garantem aplicação isenta de bolhas e evitam que os produtos fiquem amarelados quando expostos aos raios UV. Absolutamente novo Agência de design gráfico especializada na valorização de marcas, a Design Absoluto lançou seu novo portal na internet (www.designabsoluto.com.br). Entre os clientes da agência estão Unilever, Hershey’s, Danone, Elma Chips e Kibon. Termocolor investe A fabricante de masterbatches Termocolor modernizou o seu parque fabril de Diadema (SP). Novas extrusoras duplarosca foram adquiridas e os equipamentos de laboratório receberam atualização tecnológica.

Blitze em favor do vidro
Entidade de classe lança ação para promover embalagens
A fim de promover a embalagem de vidro, a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (ABIVIDRO) começa a realizar blitze em mais de 700 bares e restaurantes de Salvador, São Paulo, Recife e Rio de Janeiro. Com o mote “Embalagem de vidro: amiga do homem e da natureza”, a ação envolve a abordagem de clientes por promotores em estabelecimentos. Ao participarem de uma gincana, os participantes recebem um copo de vidro da Nadir Figueiredo com o slogan da campanha e a logomarca da Abividro. Iniciada em agosto, a ação se estenderá até setembro.
Copo: o brinde da campanha

Para variar, americanos na ponta
Estados Unidos são os líderes em máquinas para embalagem
A Confederação dos Fabricantes de Máquinas de Embalagens (COPAMA) acaba de consolidar sua mais recente radiografia das vendas de equipamentos de embalagens no mundo, referente ao ano de 2004. Os Estados
2% 1% 14% 4% 3% 6% 23%

Unidos lideram o ranking, pelo décimo ano consecutivo, com vendas totalizando 6,413 bilhões de dólares – ou 23% das vendas mundiais de maquinário da área. Veja abaixo os quinhões dos principais países.

12% 2% 19%

14%

EUA China França Alemanha Itália Japão Outros Rússia Espanha Suíça Reino Unido

Um viés moderado de melhora
Em faturamento, embalagens deverão crescer 5,43% em 2006
Em volume, evolução vegetativa. De acordo com o economista Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da FGV, a produção física da indústria de embalagens deverá crescer de 1,2% a 1,8% em 2006. O primeiro semestre registrou crescimento de 0,55% no quesito, com destaques para o vidro (aumento de 8,94% em produção física) e para as metálicas (evolução de 4,59%). O setor deve fechar 2006 com faturamento de 33 bilhões de reais, 5,43% a mais que o de 2005. Os números foram divulgados no fim de agosto, num evento realizado pela Associação Brasileira de Embalagem (ABRE). Dado alentador: as exportações de embalagens vazias cresceram 25,85% no primeiro semestre, com forte desempenho da indústria de metálicas (65,58%) e papel e papelão (65,53%). “O cenário é favorável pelo aumento do crédito e do poder de compra e pela queda dos juros e da inflação”, apontou Quadros.

32 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Edição: Guilherme Kamio

Mais bioplásticos aqui
Através de parceria, Cereplast ingressa no Brasil
Produtora de resinas termoplásticas de rápida degradação, oriundas de fontes naturais renováveis como milho e amido de batata, a californiana Cereplast fechou um acordo de distribuição com a fabricante de embalagens IraPlast, de Iracemápolis (SP). É a primeira parceria internacional da empresa americana. “Já existem indústrias brasileiras testando embalagens feitas com a resina da Cereplast”, revela Paulo César Demarchi, sócio-proprietário da Iraplast. Segundo ele, os bioplásticos da Cereplast podem ser utilizados na produção de embalagens injetadas, sopradas e termoformadas. Descartáveis e refis de cosméticos estão entre os principais alvos da parceria.

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“O incômodo, infelizmente, acaba respingando no envasador, pois há uma natural associação entre a embalagem ruim e a marca do produto embalado”
Carlos Alberto Lancia, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (ABINAM), expressa na Plásticos em Revista de julho a insatisfação do setor com os filmes termoencolhíveis (shrinks). Segundo ele, as perdas decorrentes do rompimento das películas plásticas chegam hoje a 5%.

Rumo à Amazônia
Norte brasileiro ganhará fábrica de tampas da Rexam
Líder mundial na produção de latas para bebidas, a Rexam anunciou que instalará uma nova fábrica na América do Sul, no Pólo Industrial de Manaus. Orçada em 33 milhões de dólares, a unidade produzirá tampas para o mercado doméstico e iniciará suas operações no começo de 2007, abrindo 120 postos de trabalho. Segundo André Balbi, presidente da Rexam no setor de latas para bebidas na América do Sul, o novo projeto aumentará a presença da fornecedora numa importante região do país. “A idéia é estarmos cada vez mais próximos dos nossos clientes, atendendo-os de forma ágil, com as melhores opções de embalagens a preços competitivos”, afirma Balbi. “E a logística, sem dúvida, tem um papel importante nessa estratégia.”

Rexam fará tampas em Manaus

metálicas >>> processos

Agora em duas peças
Metalgráfica Renner lança nova geração de latas de aço cônicas
atas cônicas não chegam a constituir uma grande novidade para quem atua na seara das metalgráficas. Embalagens de aço cuja base tem diâmetro inferior ao do bocal foram lançadas no Brasil em 2000, pela metalgráfica gaúcha Renner. O aspecto de cone visava gerar economia de espaço na área de estocagem, prerrogativa cada vez mais desejada por profissionais de logística e distribuição de indústrias usuárias de embalagem. Agora, uma segunda geração de latas cônicas está sendo lançada pela Metalgráfica Renner, prometendo avanços técnicos em relação àquelas divulgadas anos atrás. Em primeiro lugar, os novos acondicionamentos são constituídos de duas peças – corpo e tampa. Trata-se de uma diferença importante em relação à primeira geração de latas cônicas, que eram produzidas em três peças – fundo, corpo e tampa. Gilmar da Luz Rocha, gerente comercial da Metalgráfica Renner, afirma que a mudança amortizou o consumo de folhas e a porcentagem de sucata gerada. “Também é possível obter, com um número menor de passadas em máquina, uma área mais ampla de impressão, inclusive no fundo da embalagem”, fala Rocha. Outra vantagem da redução do número de peças está ligada aos aspectos de vedação da lata cônica. Sem a solda lateral e com uma única peça compondo seu fundo e corpo, a lata é “totalmente estanque”, nas palavras do gerente comercial da Renner. Rocha observa que essa característica permitiu desenvolver um sistema de fechamento a vácuo. Com ele, a estanqueidade da embalagem seria total, evitando a entrada de oxigênio na lata e garantindo a conservação do produto acondicionado por mais tempo. “A tampa convencional não confere essa propriedade. Ela somente fecha mecanica36 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

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ESPAÇO Ganho na área de estocagem subiu para 82%

Metalgráfica Renner www.metalgraficarenner.com.br (51) 3489-9700

mente a lata, mas possibilita vazamentos e a entrada de oxigênio”, comenta Rocha. A característica de vedação é essencial em dois mercados-alvo vislumbrados pela Metalgráfica Renner para suas latas cônicas: tintas gráficas e alimentos. No primeiro caso, o fechamento a vácuo impede a criação da chamada casca oxidada. Já na indústria de alimentos, a barreira contra oxigênio conserva as propriedades nutricionais dos produtos por mais tempo. Quanto ao ganho de espaço na área de estocagem, que era de 62% nas latas lançadas em 2000, o gerente comercial da Metalgráfica Renner afirma que ele subiu para 82%, graças à otimização do encaixe de uma lata sobre a outra, diminuindo a altura da pilha de embalagens. Por fim, Rocha afirma que a conicidade das embalagens foi ampliada com ajuda da chamada estampagem profunda. “É o processo de conformação da folha-de-flandres que repuxa o material ao limite do seu escoamento, na maior profundidade que o material suporta sem romper.” (LH)

DIVULGAÇÃO

entrevista >>> Antonio Carlos Franchini Filho

De tubaínas dispersas a emergentes associadas
ma boa e uma má notícia para as marcas líderes de refrigerantes. A boa é que de cerca de dois anos para cá as vendas dos refrigerantes regionais estacionaram na casa dos 29% do volume de vendas do setor, freando uma escalada iniciada no início dos anos 90 rotulada como “tubainização do mercado”. A ruim: os donos das marcas emergentes decidiram se unir e criar uma entidade de classe própria, para brigar por mercado e estimular a adoção do marketing agressivo em seus modelos de negócios. Fundada em meados do ano passado, a Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (AFREBRAS) já pleiteia revisões tributárias junto ao governo e, no terreno do marketing, planeja lançar embalagens mais vendedoras para competir com as multinacionais. Seu vice-presidente, Antonio Carlos Franchini Filho – mais conhecido como Kakalo, diretor da Franchini Indústria e Comércio Ltda., de Franca (SP), detentora dos refrigerantes Fors –, deu a seguinte entrevista a EMBALAGEMMARCA. Por que a AFREBRAS foi criada? Alguns pontos levavam nosso setor ao desespero. Os pequenos fabricantes de refrigerantes ficavam desagregados, afastados uns dos outros, e acabavam tendo uma força muito aquém daquela que deveriam ter. Isso nos trouxe desvantagens tributárias e falta de estratégias coletivas, o que acabou provocando o fechamento de mais da metade das empresas de nosso segmento. Em 2000 havia 830 fabricantes regionais de refrigerantes no Brasil. Hoje, temos 304. Por isso, resolvemos nos unir para ganhar maior organização e dispor de uma palavra de força, que pudesse ser ouvida com credibilidade.

U

Quais os critérios para uma marca de refrigerantes ser considerada regional? O fabricante regional é basicamente o pequeno fabricante. Convém esclarecer que no nosso ramo não existem produtores médios, dada a elevadíssima concentração de mercado. Há as megaempresas, multinacionais, e as pequenas. Por maiores que elas sejam, as pequenas não chegam a atingir um grau que possa ser considerado médio e invariavelmente suas distribuições não atingem a totalidade do mercado nacional. Abrangemos desde empresas com vendas médias mensais de 10 000 pacotes a 15 000 pacotes de refrigerante até aquelas com 800 000 pacotes, 1 milhão de pacotes por mês. É um leque bem diversificado. Quais as reivindicações da AFREBRAS em relação à carga tributária que incide no setor? Buscamos justiça tributária, ou seja, proporcionalidade. Hoje o sistema tributário brasileiro, em nível federal – IPI, PIS e COFINS –, baseia-se em cotas fixas. A tributação sobre o preço de venda do meu produto é a mesma sobre os preços do das grandes corporações. O IPI, por exemplo, tem valor fixo de 1,43 real por pacote. Ele vale tanto para o fabricante regional, que vende um pacote a 9 reais, quanto para uma multinacional, que vende um pacote a 13 reais, 14 reais. Resumo: a carga tributária sobre os pequenos acaba sendo proporcionalmente maior. Hoje, a tributação por valor agregado sobre um regional fica numa média de 54,06% do que ele gera de divisas. Enquanto isso, nas gigantes esse número cai para 45,6%. Sabendo de distorções como essas, decidimos oficializálas. Contratamos o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Foi feita uma radiografia do nosso mercado no que tange à questão tributária. Com o estudo

União de marcas regionais, a Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (AFREBRAS) quer beliscar os calcanhares das multinacionais do setor. O vice-presidente da entidade explica como
38 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
DIVULGAÇÃO

em mãos, procuramos a Receita Federal, alguns senadores e deputados, a fim de sensibilizá-los. Não queremos vantagem nenhuma. Queremos apenas poder jogar com fair play. Aguardamos resultados. Como demonstra o caso da Coca-Cola, os grandes fabricantes vêm apostando nas embalagens retornáveis de vidro como forma de conter o avanço das marcas regionais. É uma estratégia ameaçadora, na avaliação da AFREBRAS? No nosso ponto de vista a estratégia é válida, pois a garrafa retornável é mais rentável. Mas se ela objetiva recuperar share ou criar reserva de mercado ela é equivocada, pois a grande maioria dos regionais já possui linhas de envase de garrafas retornáveis. O vidro poderia ser uma barreira cinco, dez anos atrás, mas não é mais. Quem não tem linha própria dispõe de uma grande facilidade de terceirização, até pela união que surgiu com a Associação. É possível envasar em um fabricante próximo, aproveitando a ociosidade da linha. Hoje não há dificuldade nenhuma para o fabricante regional implantar o uso da garrafa retornável. Inclusive nós temos na AFREBRAS um projeto de criação de uma garrafa de vidro universal para as regionais. Uma garrafa personalizada para as empresas do nosso porte já demonstra a força resultante de nossa união. Muitas marcas regionais ficaram conhecidas pelas garrafas de vidro de cor âmbar. Essa garrafa ainda é bastante utilizada pelos fabricantes do setor? A garrafa âmbar ainda é utilizada em algumas regiões do país, principalmente para atingir as classes de menor renda. A situação atual já não é aquela do passado, mas, por estimativa, já que não temos um número oficial, acredito que a embalagem típica de cerveja não chega a representar 5% das embalagens utilizadas pelo setor. Uma das funções da nova garrafa de vidro identificada com o refrigerante regional seria substituir esse residual de garrafas âmbar? Isso. A intenção é exatamente agregar valor. Sabemos que a garrafa âmbar sofre uma rejeição muito grande do consumidor, pois é muito vinculada à cerveja. Algumas marcas regionais já têm seus vidros personalizados, mas há aqueles que não têm condição de bancar designs próprios. O projeto surgiu também pensando nesses produtores. Eles terão uma garrafa diferenciada, com maior valor agregado, de fácil aquisição. O projeto foi intensamente discutido no primeiro congresso do setor que nós realizamos, o CONFREBRAS (realizado em novembro de 2005) e está aí, à espera. Se a volta maciça da embalagem de vidro ao mercado se confirmar, ele poderá agir com bastante força.
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entrevista >>> Antonio Carlos Franchini Filho
Parece que a participação da garrafa de PET, embalagem associada ao crescimento dos refrigerantes regionais, caiu ligeiramente nos últimos anos. Trata-se de uma estratégia do setor para fugir um pouco dos progressivos aumentos de preços dos plásticos? A participação da garrafa de PET no segmento diminuiu, sem dúvida. Mesmo sem estatísticas oficiais, creio que o share atual deva ser de 60%, 65%. Já foi maior. Certas empresas de fato optaram por ampliar o mix de embalagens por estratégia, mas considero importante ressaltar que sempre tivemos um canal aberto não só com os fornecedores de resinas, mas com toda a cadeia do plástico. Procuramos utilizar esse diálogo, essa abertura toda, para minimizar o impacto dos repasses. Além de gerar força nas conversações com fornecedores, já que o poder de barganha das multinacionais é muito maior, a Associação também serve como um fórum de informações. Os associados sempre são alertados: “Olha, logo haverá um repasse, então é melhor você se preparar, se antecipar a possíveis reajustes”. a cada dia. Embora a lata já não represente nenhuma dificuldade para o pequeno fabricante, certamente a embalagem de aço de duas peças poderá facilitar ainda mais seus negócios. A distribuição limitada, com uma qualidade de abastecimento diferente daquela das multinacionais, sempre é destacada como uma das razões do sucesso dos refrigerantes regionais. Quais os princípios desse modelo? Uma quantidade maciça de fabricantes regionais tem uma tradição muito grande. São empresários que estão no mercado de bebidas há muito tempo e que são conhecidos há muitos e muitos anos, cada um em sua respectiva região. O atendimento é totalmente diferenciado. O cliente já conhece a empresa. Tem amizade com os proprietários. É um tipo de atendimento que jamais uma grande corporação poderá oferecer, até pela dificuldade implicada pelos seus modelos de atendimento nacional. Enquanto as multinacionais pronunciam customer intimacy, falamos em negócios lado a lado com a clientela. Essa proximidade também reverte favoravelmente no que diz respeito ao consumidor final. Como assim? Nosso consumidor muitas vezes demonstra uma espécie de bairrismo. Já detectamos muitas vezes a questão do “ah, esse fabricante é daqui, é da nossa região, então temos que prestigiá-lo”. É um comportamento que varia de intensidade de acordo com a região. No Paraná e no interior de São Paulo esse sentimento é muito forte. Como mantínhamos no passado certa distância, agora percebemos de forma mais palpável, nas reuniões e conversas, como isso é importante. Da mesma forma que ocorre com as emergentes cervejarias pequenas e médias que vêm crescendo no Brasil, os quadros das empresas de refrigerantes regionais também são compostos por profissionais egressos das grandes corporações? Não sei se é a maioria, mas uma parcela significativa de proprietários dos refrigerantes regionais vem de experiências em grandes empresas do setor de bebidas. É por isso que o respeito às pequenas vem crescendo nas grandes

“A maioria dos

fabricantes regionais já

possui linhas de envase O vidro poderia ser

de garrafas retornáveis. uma barreira cinco, dez anos atrás, mas não é mais. Inclusive nós embalagem de

temos o projeto de uma vidro universal para nossas marcas”

Em que pé se encontra a atual estrutura produtiva de embalagens de PET dos fabricantes regionais de refrigerantes? A maioria das empresas já conta com sopradoras próprias? Sim. Grande parte dos fabricantes tem sopradora em fábrica. As sopradoras, periféricos e outros equipamentos de embalagem tornaram-se mais acessíveis nos últimos anos. Uma sopradora de pequeno porte não sai caro para o produtor regional. Porém ainda temos algumas empresas que utilizam terceiros para o suprimento de embalagens e outros praticando a modalidade in-house. A lata de aço, agora produzida em duas peças, ensaia uma retomada de espaços no mercado brasileiro de bebidas. Considerando o aspecto custo, essa nova latinha poderá ser uma embalagem atraente para as marcas regionais? Veja só: já foi difícil para o pequeno produtor consumir latinhas de alumínio no passado, mas isso também desapareceu. Não existem mais embalagens inalcançáveis pelos refrigerantes regionais. Novamente não disponho de um número certeiro, mas um volume significativo de marcas de nosso segmento utiliza latas, e a adesão cresce 40 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

corporações, até porque elas sabem que por trás das marcas regionais tem gente qualificada, com know how, que sabe como as coisas funcionam na concorrência e que já viveu a realidade do outro lado. A união em torno da AFREBRAS facilita a promoção das marcas dos fabricantes? É um projeto da Associação? Com a fundação da Associação nós passamos a focar de modo muito forte a valorização da marca, até porque a briga no nosso mercado se torna cada vez mais acirrada. Alguns fabricantes, antes da AFREBRAS, não tinham visão de valor de marca, de valor de produto, junto ao consumidor. Pregamos, em todas as reuniões e em todas as assembléias, a importância dos investimentos em marketing, na marca de cada um. No próprio CONFREBRAS nós promovemos duas palestras de marketing, com profissionais gabaritados, falando de inovação tecnológica, de marketing através da embalagem, de promoção. Queremos que os associados invistam cada vez mais em suas marcas, já que elas são os maiores valores dos fabricantes. É possível conciliar os altos investimentos em marketing com preço baixo, aspecto que parece ser fundamental para as marcas regionais? Vale dizer que é cada vez mais escassa a parcela dos fabricantes que trabalham exclusivamente focados em preço. O preço baixo já foi o grande atrativo dos refrigerantes regionais, mas podemos apontá-lo como o grande responsável pela quebradeira de mais da metade das empresas do setor. Os preços dos refrigerantes regionais e das grandes marcas se aproximaram à medida que nós nos aprimoramos e investimos para justificar essa proximidade. Quem não trabalhava marca e qualidade desapareceu. Na prática, qual vem sendo o discurso para incutir nos associados essa necessidade de investimento na promoção das suas marcas? As conversas mais contundentes sobre reposicionamento das estratégias de vendas começaram mesmo no CONFREBRAS, como já mencionei, mas desde então elas vêm caminhando consistentemente. Reforçando, nós estamos orientando o setor a olhar menos para o preço, e já temos marcas que concorrem preço a preço com as das grandes corporações. Não é difícil chegar a uma rede de varejo e encontrar um refrigerante regional com mínima diferença de preço ou até com o mesmo preço do refrigerante de grande marca. A mesma trilha é percorrida em termos de apresentação de produto. Vemos que quem está sobrevivendo é quem se preocupa com inovações em embalagem – formatos diferenciados, rótulos atraentes, enfim, produtos desenvolvidos. (GK)
(Colaborou Leandro Haberli)

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evento >>> prêmio abre

Inovação e funcionalidade
Agências de design, convertedores e empresas usuárias são premiadas pela Associaç
m evento que reuniu centenas de representantes da cadeia de embalagens na noite de 23 de agosto, no Espaço Contemporâneo, em São Paulo, foi entregue o 6º Prêmio ABRE de Design & Embalagem. Promovido pela Associação Brasileira de Embalagem, o concurso tem como objetivo incentivar o desenvolvimento da embalagem nacional e o crescimento de todos os elos desta cadeia produtiva, além de estimular o interesse da indústria em investir em novos projetos e reconhe-

E

cer as empresas que investiram no aprimoramento das embalagens de seus produtos. De acordo com a ABRE, foram inscritas 310 embalagens, que concorreram nos módulos Design, Embalagem e Estudante, divididos em 27 categorias, incluindo o voto popular, resultado da escolha dos visitantes da Fispal Tecnologia, realizada em junho último em São Paulo. A avaliação técnica das embalagens foi feita por um grupo de profissionais especializados em diversas áreas do segmento de embala-

gem. A citação como vencedor cabe à empresa que inscreve o projeto. Instituído em 2001, o Prêmio ABRE tem apoio da ULADE – União Latino-Americana de Embalagem e do Programa Brasileiro de Design do Ministério de Desenvolvimento da Indústria e do Comércio. As embalagens vencedoras, apresentadas a seguir, serão expostas em outubro na Pack Expo 2006, em Chicago, e concorrerão ao WorldStar, prêmio internacional do setor realizado pela WPO – Organização Mundial de Embalagem. (FP)

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Design Alimentos Doces

Nescau Edição Limitada
Vencedor: FutureBrand Design: FutureBrand • (11) 3821-1166 • www.futurebrand.com Convertedores: Cia. Metalúrgica Prada • (11) 5682-1000 • www.cabenalata.com.br Sonoco For-Plas • (11) 5097-2750 • www.sonocoforplas.com.br Usuário: Nestlé Design Bebidas Alcoólicas

Rum Montilla Limão
Vencedor: CCL Label Design: 100% Design • (11) 3032-5100 • www.100porcento.net Convertedores: Guala Closures • (11) 4166-2402 • www.gualaclosures.com Design Alimentos Salgados CCL Label • (19) 3876-9300 • www.ccllabel.com.br Vono CIV • (11) 2172-7400 • www.civ.com.br Vencedor: Oz Design Usuário: Pernod Ricard Design: Oz Design • (11) 5112-9200 • www.ozdesign.com.br Convertedor: Inapel Embalagens • (11) 6462-8800 • www.inapel.com.br Usuário: Ajinomoto Design Bebidas Não-Alcoólicas

Garrafa de Alumínio M5
Vencedor: Coca-Cola Design: Coca-Cola Convertedores: Exal • +54 (2322) 496-226 • www.exal.com Aro • (11) 6412-7207 • www.aro.com.br Usuário: Coca-Cola

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reconhecidas
ão Brasileira de Embalagem

Design Higiene e Limpeza

Assim Triplação e Ultra
Vencedor: M Design Design: M Design • (11) 3839-0969 • www.mdesign.art.br Convertedor: Impressora Paranaense • (11) 6982-9497 • www.dixietoga.com.br Usuário: Assolan

Design Cosméticos e Cuidados Pessoais

Natura Humor
Vencedor: Natura Cosméticos Design: Desgrippes Gobé • www.dga.com Gragnani Agência Conceito • (11) 3815-5772 Convertedores: Saint-Gobain • (11) 3874-7626 • www.sgembalagens.com.br Rexam Beauty Packaging • (11) 3819-0244 • www.rexam.com.br Box Print Grupograf • (11) 5505-2370 • www.boxprint.com.br Bristol e Pivaudran • (11) 6465-7000 • www.bristolepivaudran.com.br Gráficos Sangar • (11) 5588-1900 • www.sangar.com.br Nilpel • (11) 2191-7700 • www.nilpel.com.br Usuário: Natura Cosméticos

Design Saúde e Farmacêuticos

White Class
Vencedor: Design Inverso Design: Design Inverso • (47) 3441-7766 • www.designinverso.com.br Convertedores: Gráfica 43 • (47) 3221-1200 • www.43sagrafica.com.br Confetti • (11) 5696-3600 • www.confetti.com.br Toplast • (47) 3424-0217 • www.toplast.ind.br Grifiart • (47) 3427-5000 • www.grifiart.com.br Impressora Ipiranga • (47) 3433-7533 • www.impressoraipiranga.com.br Usuário: FGM Produtos Odontológicos

Design Marcas Próprias

Bola de Chocolate da Copa 2006 – “Brasil rumo ao Hexa”
Vencedor: Mazz Design Design: Mazz Design • (11) 3842-7880 • www.mazz.com.br Convertedor: Nova Página Gráfica e Editora • (11) 3531-7000 • www.novapagina.com.br Usuário: Grupo Pão de Açúcar

Design Miscelânea

Estojo flipbox para lápis de cor
Vencedor: Faber-Castell Design: Gad Design • (11) 3040-2222 • www.gad.com.br Convertedor: Embraplás • (19) 3208-0299 • www.embraplas.com.br Usuário: Faber-Castell

Design Bricolagem

Embalagem Visual para Torneira de Parede – Linha Aspen
Vencedor: Deca Design: Deca Convertedores: Gráfica São Januário • (11) 6246-7552 Fenicce Embalagens • (11) 6280-0866 • www.fenicce.com.br Usuário: Deca

Design Família de Produtos

Linha Ninho
Vencedor: Pande Design Solutions Design: Pande Design Solutions • (11) 3849-9099 • www.pande.com.br Convertedor: CBL – Cia. Brasileira de Latas • (11) 6090-5005 • www.cbl.ind.br Usuário: Nestlé

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Redesign Alimentos e Bebidas

Batata Palha Fritex
Vencedor: Sart/Dreamaker Brand & Design Design: Sart/Dreamaker Brand & Design • (11) 3887-4133 • www.sdgroup.com.br Convertedores: Plasco • (11) 4198-3000 • www.plasco.com.br Itap Bemis • (11) 5516-2000 • www.dixietoga.com.br Usuário: Pandurata Alimentos

Redesign Produtos em Geral

Embalagem diferenciada com destaque para lacre inovador
Vencedor: Bauen Indústrias Plásticas Design: NR Design (31) 3285-4401 Convertedor: Bauen Indústrias Plásticas • (21) 2290-7725 • www.bauenplasticos.com.br Usuário: Schering Plough Embalagem Alimentos

Nescau Edição Limitada
Vencedor: Nestlé Design: FutureBrand (11) 3821-1166 www.futurebrand.com Convertedores: Cia. Metalúrgica Prada (11) 5682-1000 www.cabenalata.com.br Sonoco For-Plas (11) 5097-2750 www.sonocoforplas.com.br Usuário: Nestlé

Embalagem Bebidas

Coleção Balde Copa
Embalagem Higiene e Limpeza Vencedor: Nestlé Design: Pande Design Solutions (11) 3849-9099 www.pande.com.br Convertedor: CBL – Cia. Brasileira de Latas (11) 6090-5005 www.cbl.ind.br Usuário: Nestlé

Tixxan Ação Máxima

Vencedor: Rigesa Celulose, Papel e Embalagens Design: Seragini Farné • (11) 2101-4300 • www.seraginifarne.com.br Convertedor: Rigesa • (19) 3707-4082 • www.rigesa.com.br Usuário: Química Amparo

Embalagem Cosméticos e Cuidados Pessoais

Praticidade com Elegância
Vencedor: Kimberly-Clark Design: 100% Design • (11) 3032-5100 • www.100porcento.net Convertedor: Ibratec Artes Gráficas • (11) 4789-4200 • www.ibratecgrafica.com.br Usuário: Kimberly-Clark

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Embalagem Miscelânea

Sales Kit Faber-Castell
Vencedor: TW Design Design: TW Design • (11) 5535-6011 • www.twdesign.com.br Convertedor: Different Brindes • (11) 3392-2854 Usuário: Faber-Castell

Embalagem Exportação

Fechamento Ploc Off VP (vacuum packing) Café Toleno
Embalagem Promocional Vencedor: Brasilata Design: Encma • (11) 3885-6837 • www.encma.com.br Convertedor: Brasilata • (11) 3871-8500 • www.brasilata.com.br Usuário: Café Toleno

2ª Edição dos Melhores Cafés do Brasil – ABIC

Vencedor: Rigesa Celulose, Papel e Embalagens Design: GSB2 Propaganda • (19) 3661-1313 • www.gsb2.com.br Convertedor: Rigesa Celulose, Papel e Embalagens • (19) 3707-4082 • www.rigesa.com.br Usuário: ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café

Embalagem Inovação Tecnológica

Embalagem diferenciada com destaque para lacre inovador
Vencedor: Bauen Indústrias Plásticas Design: NR Design • (31) 3285-4401 Convertedor: Bauen Indústrias Plásticas • (21) 2290-7725 • www.bauenplasticos.com.br Usuário: Schering Plough

Embalagem Design Industrial

Estojo flipbox para lápis de cor
Vencedor: Faber-Castell Design: Gad Design • (11) 3040-2222 • www.gad.com.br Convertedor: Embraplás • (19) 3208-0299 • www.embraplas.com.br Usuário: Faber-Castell

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Embalagem para Food Service, Delivery e Take Away

Kit Feijoada Extra
Vencedor: Grupo Pão de Açúcar Design: M Design • (11) 3839-0969 • www.mdesign.art.br Convertedor: Klabin • (11) 4558-7070 • www.klabin.com.br Usuário: Grupo Pão de Açúcar

Estudante

Ybá – sistema de embalagens para frutas brasileiras
Vencedor: Henrique de Souza Gomma Ecodesign

Poli Bio – nova tecnologia em embalagens biodegradáveis
Vencedor: Poly-Blow Design: Poly-Blow • (11) 4178-0011 • www.polyblow.com.br Convertedor: Poly-Blow Usuário: Brascola Embalagem do Futuro

Kraft Cap – embalagem para transporte de vidros
Vencedor: César Zanchet Voto Popular

Coleção Balde Copa
Vencedores: Nestlé / Pande Design: Pande Design Solutions • (11) 3849-9099 • www.pande.com.br Convertedor: CBL – Cia. Brasileira de Latas • (11) 6090-5005 • www.cbl.ind.br Usuário: Nestlé

Empresa do Ano

Natura Cosméticos
www.natura.com.br

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brilhante e interativa :D

com embalagem

Plug@dos

Novo biscoito

A Itap Bemis mostra mais uma vez a qualidade de seu trabalho ao cuidar do processo de impressão das embalagens do novo biscoito da Adria, os Plug@dos. Com uma embalagem que explora o efeito metalizado, foram utilizadas tintas com cores vibrantes criando um visual surpreendente. Tudo isso para atrair as crianças da nova geração e alavancar as vendas do novo lançamento!

metálicas >>> tecnologia

Bossa nova na pele
Alternativa ao verniz mais litografia, tecnologia de revestimento e decoração de chapas com filmes plásticos pode sacodir o negócio de embalagens metálicas
m mais um capítulo da série “idéias virtualmente singelas, mas, na prática, extraordinárias”, uma recémlançada laminadora da alemã Billhöfer, a Novus-1200, pinta como a catalisadora de uma nova proposta de produção de embalagens metálicas. A máquina possibilita o acabamento de latas e tampas, de aço ou alumínio, com películas plásticas, numa alternativa à tradição do envernizamento interno aliado à decoração litográfica. Aplicável a diversos formatos de recipientes e tampas – latinhas, baldes, tubos de aerossóis, potes e rolhas metálicas, entre outros –, a tecnologia foi descortinada na mais recente edição da feira de negócios Metpack, ocorrida em abril do ano passado na cidade alemã de Essen, e apresentada em caráter oficial ao mercado em janeiro último, num open house realizado na sede da Billhöfer, em Nuremberg. Para o desenvolvimento do novo conceito em acabamento, a Billhöfer costurou acordos de cooperação com a fabricante de filmes plásticos Mitsubishi Polyester Film, com a fornecedora de adesivos Jowat AG e com a convertedora suíça Kleiner AG. Em linhas básicas,

E

52 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

FOTOS: DI VULGAÇ

ÃO

a Novus-1200 lamina chapas metálicas com o Hostaphan RBL, um filme transparente de PET biorientado criado pela Mitsubishi especialmente para o processo. Em bobinas impressas, para a decoração externa, ou incolores, para o revestimento interno, a película é laminada no metal por meio de um adesivo hot melt especial da Jowat (veja o infográfico na pág. 54). Metalúrgicas do mundo inteiro vêm se ouriçando frente à tecnologia, e não é difícil entender por quê. “Acontece que a produção de embalagens metálicas não sofre alterações radicais há décadas”, levanta Peter Bartsch, diretor de operações da Billhöfer. Embora tenha evoluído nos últimos anos com os surgimentos de máquinas mais velozes, capazes de aplicar com alta precisão de registro até oito cores numa única passagem, e do computer-to-plate, que trouxe maior flexibilidade e qualidade à pré-impressão, o acabamento convencional continua refém de certos incômodos. “O padrão atual implica num investimento altíssimo para aquisição de máquinas e em grandes espaços para sua instalação”, argumenta Bartsch. “Ademais, os custos com energia para os fornos de secagem vêm aumentando, assim como as recla-

CASCAS – Uma amostra de latas e tampas cujas chapas foram laminadas com películas plásticas na máquina da Billhöfer

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MODUS OPERANDI – Na Novus-1200, as chapas de metal são desempilhadas por um alimentador automático (1), para passarem por tratamento Corona (2) e ganharem tensão superficial adequada para o processo de laminação. O filme da bobina (3) é revestido com adesivo, num processo sem contato realizado no sistema de aplicação de adesivo (4), e então laminado nas chapas de metal na unidade de laminação (5) por meio de dois cilindros. O painel central de operações (6) controla todas as funções da máquina. As chapas são novamente separadas por um dispositivo laser (7), que corta o filme precisamente nas bordas das chapas antes de elas serem transportadas à saída (8), onde são empilhadas

mações quanto às emissões resultantes do processo de cura das tintas”. Segundo a Billhöfer, enquanto na Europa uma linha convencional de acabamento de latas exige um investimento inicial de 6 milhões de euros, 420 000 euros em custo energético para o processamento de 41 milhões de chapas, área de 840 metros quadrados e cinco operadores, a Novus-1200 custa 2 milhões de euros, ocupa 44 metros quadrados, consome 26 000 euros para tirar 41 milhões de chapas e pode ser operada por apenas duas pessoas. Mais: as trocas de trabalho podem ser feitas em 15 minutos, contra 45 minutos no sistema corriqueiro.

Como será a recepção?
Além das vantagens econômicas, um avanço técnico é brandido a tiracolo da nova tecnologia. Sucede que a laminação com foil plástico promete revestimentos internos 100% confiáveis, o que não seria garantido pelos envernizamentos convencionais. Mesmo aplicando-se duas camadas, o verniz pode apresentar furos e pontos de imprecisão, o que traz riscos de corrosão acelerada da embalagem e de contaminações do produto acondicionado. No sistema da Billhöfer, o filme plástico da Mitsubishi é estirado previamente à laminação, tendo sua largura ampliada de três para oito metros. Qualquer anormalidade estrutural do filme é facilmente detectada pela laminadora, provocando uma parada temporária completa da produção. Claro que nem tudo são flores frente ao anúncio da nova tecnologia. Até por ser um produto fresco, a Novus-1200 precisará apre54 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

sentar comprovações práticas dos diferenciais realçados por sua fabricante. O que garante crédito à Billhöfer é o fato de ela não ser uma pára-quedista na área, sendo detentora de um share mundial de cerca de 40% em equipamentos para o acabamento comum de latas. De forma providencial, um artigo recentemente publicado no site CanTech On-Line lembra que “um ponto importante a ser testado é como as indústrias usuárias das embalagens e os consumidores reagirão frente às latas decoradas com películas plásticas impressas”. Outra questão palpitante no ar: como parcela significativa do faturamento das metalúrgicas advém da impressão das latas, a nova tecnologia não pode ser encarada como depreciativa para seus negócios? Afinal, é pouco provável que fornecedores de latas invistam na montagem de linhas para conversão de filmes plásticos, sendo a terceirização de tal serviço o caminho natural. Para a Billhöfer, os fabricantes de latas continuarão com boas margens de lucro mesmo sem somar às contas os trabalhos de impressão. “A aplicação da película reduz custos fabris ao mesmo tempo em que adiciona valor à lata, principalmente pela maior segurança do revestimento interno”, entende Hugo Trappman, diretor da alemã Blechwarenfabrik Limburg, a primeira metalgráfica usuária da Novus-1200. “É um salto qualitativo considerável para a nossa atividade e para nossos produtos.” Às empresas curiosas por maiores detalhes da Novus-1200, vale informar que a Billhöfer é representada no mercado brasileiro pela Gämmerler. (GK)

Billhöfer +49 (911) 657-850 www.billhoefer.de Gämmerler (11) 3846-6877 www.gammerler.com

DIVULGAÇÃO

celulósicas >>> medicamentos

Efeito nada deletério
Testeiras de cartuchos reforçam a exposição de medicamentos de venda livre
e a ascensão dos genéricos veio relativizar a força da marca nos remédios éticos, no chamado segmento OTC, aquele dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs), a propaganda e o marketing de varejo cantam cada vez mais alto. Uma das ações que ganham força para destacar nomes e atrair o olhar do consumidor no ponto-de-venda é o uso de cartuchos de papel cartão com corpulentas abas impressas integradas. Muitas dessas extensões, também conhecidas como testeiras, possuem furações para a exposição em gancheiras. O que volta e meia se vê, porém, é que a maioria dessas embalagens pára nas prateleiras. Ou seja: se não era para ser, o maior destaque às marcas acaba sendo a principal funcionalidade das testeiras, verdadeiros mini-outdoors nas farmácias. Despertos para essa oportunidade, alguns laboratórios vêm até acondicionando produtos em cartuchos cujas “cristas” já nem possuem mais os furos para fixação em ganchos. A lâmina do cartucho das cápsulas Maracugina, por exemplo, funciona exclusivamente como um plus para comunicação. “Trabalhamos esse recurso em determinados produtos já há algum tempo”, comenta Ana Cláudia Braghetto, do

S

OUTDOOR – Abas garantem maior comunicação de informações. No destaque, verso do cartucho de Hipoglós

SEM FUROS – Alguns medicamentos ignoram função de gancheira e trabalham a aba superior exclusivamente como extensão da embalagem

departamento de assuntos regulatórios da Dorsay Monange, fabricante da Maracugina. “É uma estratégia bastante utilizada nos Estados Unidos e ainda não muito presente no Brasil.” Detentora de marcas como Benegrip, Doril e Melhoral, a Dorsay Monange também se utiliza do expediente da aba promotora no cartucho da famosa pomada para dores musculares Gelol. Ana Cláudia confessa que a utilização da aba exclusivamente para aumentar a exposição nas gôndolas já estava prevista nos projetos das embalagens.

Também em bisnagas
Outro caso que mostra bem como as grandes testeiras de cartuchos podem ser mídias importantes é o do creme para assaduras Hipoglós, produzido pela Procter & Gamble. O tubo de 90 gramas do produto ganhou cartucho com uma generosa aba impressa. Na parte frontal, a aba vem servindo para comunicar ao público que o creme agora é embalado em bisnaga plástica, e não mais na tradicional bisnaga metálica (embora o novo tubo de Hipoglós seja na verdade laminado, e não plástico...). O verso 56 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

FOTOS: DIVULGAÇÃO

da testeira é aproveitado para comunicar atributos do produto e seus dados de fabricação. Carlos Alberto Pimpinato, gerente nacional de vendas da Gráfica Romiti, responsável pela produção da embalagem do Hipoglós, informa que a Procter & Gamble planeja o lançamento de uma nova versão do produto, com 135 gramas, que também utilizará o cartucho com testeira comunicativa. Quem igualmente aproveita o momento favorável aos cartuchos com abas é a Brasilgrafica. Cerca de 20% dos cartuchos produzidos pela empresa para medicamentos OTC já possuem as grandes abas. Segundo o gerente de pré-impressão e desenvolvimento de embalagens da Brasilgrafica, Arnaldo Calderoni Junior, por terem formato irregular, os cartuchos com testeiras implicam em perdas naturais de material em sua fabricação, devido aos métodos de corte. Por isso, e pelo maior consumo de papel cartão, os custos aumentam. “Mas se o projeto puder aproveitar bem a área nas folhas, esse aumento não chega a 5% no valor total”, ressalta Calderoni. Em contrapartida, em projetos que não conseguem otimizar o aproveitamento do material, as gancheiras podem representar um acréscimo de até 20%. Além do fator custo, outro aspecto deve ser levado em consideração por quem deseja adotar os cartuchos com grandes abas: as características de sua linha de encartuchamento. Através de seu departamento de marketing, o laboratório Pharmascience informou que, para aumentar a área de exposição nas gôndolas e conseguir colocar mais informações na embalagem, chegou a lançar mão de cartuchos com abas. No entanto, uma posterior automação do processo de embalagem trouxe problemas. A saída foi voltar atrás e retomar os cartuchos convencionais, fabricados pela Congraf. (DM)

DUPLA FUNÇÃO Mesmo projetadas para uso em gancheiras, testeiras com perfuração dão visibilidade

Brasilgrafica (11) 4133-7777 www.brasilgrafica.com.br Congraf (11) 5563-3466 www.congraf.com.br Gráfica Romiti (11) 6165-1514 romiti@romiti.com.br

Um giro pelo off-set
O Grupo de Impressores com Rotativa Off-set (Giro) realizou em agosto sua IX Conferência Anual, reunindo em São Paulo cerca de 400 profissionais do setor. O evento visou fornecer instrumentos de planejamento estratégico e de gestão, quebrando paradigmas das novas tecnologias de impressão.

Bic compra a Pimaco
Aquisição inclui divisões de etiquetas, rótulos e bases auto-adesivas
Num desfecho dos rumores de que a fabricante de etiquetas Pimaco, uma das mais tradicionais gráficas do segmento de auto-adesivos no Brasil, estava negociando a sua venda para uma empresa multinacional, o grupo de origem francesa Bic, fabricante de canetas, isqueiros e lâminas de barbear, anunciou no último dia 6 de setembro ter assinado um acordo definitivo para a compra daquela empresa que tem sede no Rio de Janeiro. Com a aquisição, a Bic fortalece sua atuação no segmento de artigos para escritório, com os quais mantém forte presença em 160 países e, no Brasil, ingressa num segmento em que é novata – o de rótulos auto-adesivos – porém grande usuária. O diretor executivo da Bic, Mario Guevara, calcula que a aquisição da empresa brasileira de etiquetas aumentará as vendas de produtos de papelaria da Bic na América Latina em 20% e as vendas gerais na região em 10%. Fundada há 50 anos, a Pimaco, que emprega 300 pessoas, foca suas atividades no desenvolvimento de tecnologia de materiais adesivos de alta qualidade e é composta por três unidades de negócios – a Pimaco (etiquetas), a Rotus (rótulos) e a Gumtac (bases auto-adesivas). Além do Brasil, os rótulos da companhia são distribuídos na Argentina, Bolívia e Uruguai. As duas empresas continuarão com suas atuais estruturas, contudo a Bic passa a acompanhar o gerenciamento da Pimaco, ao lado da atual diretoria. O valor da negociação não foi informado.

Sonho americano
A Suzano Papel e Celulose inaugurou uma unidade de negócios na Flórida. A filial visa preparar a comercialização dos produtos originados da aquisição de parte das operações da Ripasa e da entrada em atividade da segunda linha de celulose da Unidade de Mucuri, no sul da Bahia, que deve acontecer em 2007.

Vendas lá fora sobem
As exportações brasileiras de produtos gráficos cresceram mais de 60% no primeiro semestre de 2006. O volume exportado atingiu 143,75 milhões de dólares, contra menos de 90 milhões de dólares em igual período do ano passado. Os dados são do Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf.

Klabin com bala na agulha
Empresa quer crescer com novo financiamento do BNDES
O BNDES concedeu à Klabin financiamento de 1,7 bilhão de reais. Inicialmente, a fabricante de papel havia solicitado 2,5 bilhões de reais, que contemplariam o projeto de expansão da fábrica de Monte Alegre, além de atualizações tecnológicas, continuidade operacional e área florestal. Apesar da diferença no valor concedido, o projeto deve ser concluído até o final de 2007. www.klabin.com.br (11) 3046-5800

Prêmio novo...
Foram divulgados os vencedores do concurso Arjowiggins 30 anos de Brasil, organizado pela coordenação do curso de Desenho Industrial da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie a partir de uma parceria com a fabricante de papéis especiais Arjowiggins.

Cortes seculares
Fabricante alemã de guilhotinas, Polar faz 100 anos e anuncia novidades
Empresa familiar que desenvolve e produz guilhotinas para a indústria gráfica há mais de 50 anos, a alemã Polar completa um século. Parceira mundial da Heidelberg desde o final dos anos 1940, a empresa é precursora no desenvolvimento de tecnologias de corte e líder no mercado mundial de guilhotinas rápidas e sistemas de corte e troquelagem. Para marcar os 100 anos de existência, a Polar lançou as linhas X e XT, que representam a décima geração de guilhotinas desenvolvidas pela empresa. Com ajustes automáticos e diversos periféricos , as linhas podem aumentar em até 400% a produtividade do sistema, se compara-

...na praça
O concurso visou criar um selo comemorativo para aplicação em peças institucionais e em um calendário de mesa. Os vencedores do concurso foram os alunos Renata Medrado Masini, Lucas Corrêa Romano e Ricardo Mikio Dói.

Reforço social
A International Paper lançou um projeto social que une cultura, educação e meio ambiente. A ação prevê investimento de 1 milhão de reais, devendo beneficiar aproximadamente 8 milhões de crianças de cerca de 36 mil escolas públicas e particulares de todo o país.

das a uma guilhotina isolada. Mais informações sobre podem ser obtidas com a Heidelberg, que representa a marca. www.br.heidelberg.com (11) 5525-4500

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Encontro com memória
ABIEA reúne cadeia de auto-adesivos e resgata história do setor
O tradicional Encontro Nacional de Convertedores de Etiquetas Adesivas, que a ABIEA, a associação representativa do setor de rótulos auto-adesivos, promove a cada dois anos, teve em sua mais recente edição, realizada de 24 a 27 de agosto último no Blue Tree Park de Angra dos Reis (RJ), três destaques. Como décima edição do evento, foi considerada especial pelos organizadores, por aliar aos habituais aspectos de congraçamento e de trabalho o fato de marcar a comemoração do vigésimo aniversário de fundação da entidade. Para esse fim, aliás, foi lançada na ocasião um número especial, comemorativo, da revista O Auto-Adesivo. Com oitenta páginas mais capas e fotografias de época, a revista, editada pela Bloco de Comunicação, editora também de EMBALAGEMMARCA, resgata boa parte da memória do segmento de etiquetas e rótulos auto-adesivos no Brasil. Os interessados em adquirir exemplares (R$ 20,00) devem comunicar-se com a ABIEA, pelos telefones (11) 3284-7247 e 3288-0508, ou pelo e-mail abiea@abiea.org.br O encontro foi encerrado com a posse da diretoria da ABIEA para o biênio 20062008. Davidson Tomé, da Gráficos Sangar, assumiu a presidência em substituição a Umberto Giannobile, da Giankoy Autoadesivos, ambas de São Paulo. Na ocasião também foi prestada homenagem a Gregoire Chatziefstratiou, da Prakolar, primeiro presidente da entidade.

agosto 2006 <<<

EmbalagemMarca <<< 59

Escopo ampliado
Especializada em rótulos heat transfer, Technopack começa a atuar com auto-adesivos
Conhecida por projetos envolvendo rotulagem heat transfer, sistema de decoração de embalagens plásticas baseado em cilindros de transferência que produzem calor e pressão, a Technopack está aumentando seu escopo de atuação. A empresa recentemente anunciou sua entrada no mercado de rótulos auto-adesivos. O primeiro projeto no segmento foi desenvolvido para a Ipiranga, que também usa rótulos heat transfer da empresa. A Ipiranga encomendou os auto-adesivos para os frascos de 500ml e 1 litro de uma de suas linhas de lubrificantes automotivos. A aplicação dos novos rótulos é feita pela Logoplaste, que também fabrica as embalagens plásticas. A Technopack destaca estar apta a produzir rótulos auto-adesivos em variados substratos, como BOPP , papel e poliéster metalizado. A impressão pode ser feita em até dez cores, com possibilidade de acabamentos especiais, incluindo aplicações de hot stamping e impressão frente e verso, através de sistema delam-relam. www. technopack.com.br (51) 3470-6889
Lubrificantes automotivos da Ipiranga são os primeiros usuários dos autoadesivos

Ondulado rimando com organizado
Irani aposta em caixas de papelão com encaixe para empilhamento
Tendo recentemente completado 65 anos, a Celulose Irani anunciou novos planos de investimento e ampliação. Fornecedora de papéis, embalagens, madeira, móveis e celulose, a empresa, pertencente ao grupo gaúcho Habitasul, anunciou investimentos de 36 milhões de reais em infra-estrutura, modernização de plantas industriais e ampliação de florestas de manejo. O aporte também visa ampliar a produção de celulose em 20%. Na área de embalagem, uma das apostas da empresa são as Caixas Organizadoras, embalagens de papelão ondulado com design ergonômico e encaixe para empilhamento. Desenvolvido para múltiplos usos, o produto se destaca na linha de embalagens da Celulose Irani ao lado do HardSystem, sistema especial de embalagem de grandes dimensões, com alta resistência mecânica. Também feito de papelão ondulado, o sistema é alternativo a materiais como madeira, plástico e isopor. www.irani.com.br (51) 3220-3542

Web marketing em prol do papel cartão
Campanha on-line com dicas técnicas é lançada pela KSR Distribuidora
A KSR Distribuidora, unidade de negócios da Votorantim Celulose e Papel (VCP), está investindo numa campanha de divulgação das características e aplicações do papel cartão. Com o slogan “O melhor papelcartão é aquele que se usa adequadamente. Palavra de quem conhece”, a campanha conta com a presença do consultor Alfredo Figueiredo. A ação está sendo realizada online junto à base de clientes da KSR, composta de mais de 10 mil pequenas e médias empresas do segmento gráfico e editorial de todo o Brasil. “O site www.programalealksr.com. br/papelcartao foi especialmente desenvolvido para transmitir conceitos técnicos do papelcartão”, conta Eliana Lobão, coordenadora de marketing da distribuidora. As dicas incluem orientação para compra, armazenamento e manuseio do produto. www.ksronline.com.br 0800 558544

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Um novo espaço para o mercado de embalagens.

O ShowRoom é um espaço criado para gerar negócios na cadeia de embalagens. As indústrias fornecedoras poderão colocar um perfil de sua atuação nesse mercado, listando seus principais produtos, detalhando os segmentos de mercados que atende e mostrando as regiões para onde vende. Já a indústria usuária poderá usar os mecanismos de busca para procurar fornecedores por produtos, mercados de atuação ou outros critérios. Tudo de forma rápida e direta.

Conheça o modelo do Show Room no site: www.embalagemmarca.com.br/showroom
Sua empresa não pode ficar de fora. Para saber mais detalhes sobre como fazer parte desse espaço, entre em contato conosco agora mesmo.

showroom@embalagemmarca.com.br

evento >>> embala nordeste

Na rota da regionalização
Flávio Palhares, enviado especial a Olinda

Feira de embalagens estréia em Pernambuco e terá edição em Minas Gerais
e forma relativamente acelerada ante o quadro visitantes de outras cidades e Estados da região mostrou que de ampla abrangência temática, repetitiva e de o Nordeste tem demanda para uma feira como a Embala”. Na proporções gigantescas há décadas predomi- interpretação de Rodrigo da Fonte Maciel, gerente de negónante no Brasil no campo de feiras de negócios, cios da Greenfield, “o setor de embalagens sempre esteve tema de reportagem de capa da edição anterior de EMBALA- presente na região de forma agregada em congressos e feiras, GEMMARCA, começam a pipocar no país eventos de embalae havia o interesse por parte de visitantes e compradores em gem localizados, focados e de dimensões menores. O mais um evento direcionado, que apresentasse possibilidades de recente deles foi a Embala Nordeste – Semana Internacional implementação da indústria regional, mais do que de soluções de Embalagens, Artes Gráficas e Design, cuja primeira de consumo”. A Embala Nordeste procurou situar-se nesse edição ocorreu de 14 a 17 de agosto último no Centro de vácuo. Assim, não foi uma feira de lançamentos de produtos, Convenções de Pernambuco, em Olinda. mas sobretudo um evento de apresentação de máquinas, equiParece ter começado bem: recebeu mais de 12 000 visi- pamentos e embalagens ao mercado regional. tantes e atingiu as expectativas da organizadora, a Greenfield Business Promotion. “Cerca de 90% dos quase 200 exposi- Bons resultados tores já confirmaram presença no evento em 2007”, revela Expositores ouvidos por EMBALAGEMMARCA disseram estar André Mozetic, um dos diretores da Greenfield. Segundo satisfeitos com a edição de estréia da feira. Para Fernando Mozetic, mais importante que o número de visitantes foi o Pirutti, da paulista SetPrint, que produz rótulos auto-adesivos fato de eles serem, em quase sua totalidade, profissionais em impressão digital, o número de consultas de visitantes qualificados no segmento industrial e de surpreendeu, “talvez por o Nordeste ser embalagem. “O público que compareceu um mercado carente desse tipo de indúsà feira tinha o objetivo claro de avaliar as tria”. Também elogiou o evento Alexannovidades e também de fechar negócios.” dre Leme, da Orvic, empresa curitibana De acordo com as previsões da Greenque produz embalagens anticorrosivas field, o volume de negócios desencadeados para materiais metálicos. “Tivemos condurante a Embala Nordeste deve alcançar tatos com clientes em potencial e vamos algo em torno de 350 milhões de reais. criar uma representação no Nordeste”, “Os expositores também receberam afirmou. encomendas de projetos que devem resulA diretora de desenvolvimento de tar na tropicalização dos produtos aprenegócios da Sonoco For-Plas, Daisy sentados”, explicou o diretor da empresa, Spaco, ressaltou o foco do evento no setor referindo-se ao fato de visitantes que de embalagens, o que restringiu a presenrepresentam indústrias terem solicitado ça dos chamados sacoleiros no Centro aos fornecedores de máquinas e insumos de Convenções de Pernambuco. Por sua para o setor de embalagens produtos que vez, Maurício Groke, diretor comercial se adaptem mais à realidade da região da Antilhas, que forneceu as sacolas tanto em questões como resistência de oficiais da feira, destacou a importânmateriais e ao clima quanto no que se refecia de um evento regional. “Assim, re ao design. Neste aspecto, o que a maioria podemos atingir empresas que não têm deles pede é o desenvolvimento de embaacesso à região Sudeste”, comenta. lagens que sejam mais bem percebidas Entusiasmado com esses resultapelos consumidores do Norte e do Nordesdos, Luiz Fernando Pereira, diretor da te e que identifiquem “instantaneamente” Greenfield, diz que espera repetir – “e artigos produzidos na região. Ou seja, eles se possível superar” – esse desempeprocuram identidade regional, ainda que as nho com a estréia de mais uma feira marcas sejam globalizadas. regional, a Embala Minas, em abril Na opinião de Mozetic, “a presença de SELETIVIDADE – Sacolas, mas não sacoleiros de 2007, em Minas Gerais. 62 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

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FOTOS: BÁRBARA WAGNER

Anunciante
3M Altec Antilhas Ápice Aro Braga CCL Label CIV Colacril Congraf Easy Pack Elástica Comunicação Elo Design Gumtac/Pimaco Imaje IndexFlex InLab Design Innovia Films Itap Bemis Limer-Cart Log Design 3D Mack Color Maddza Metalgráfica Renner MLC Moltec Novelprint PMMI Poly-Vac Propack PTC Graphic Systems Rio Polímeros SetPrint SIG Beverages Simbios-Pack Sonoco For-Plas STM Studio AG Suzano Technopack Tetra Pak Uniflexo Vilac Vitopel Wheaton

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9 29 63 23 43 3ª capa 2ª capa 4ª capa 3 34-35 33 31 33 15 57 47 55 43 51 39 10 27 11 53 19 10 33 37 49 11 13 5 11 41 33 45 11 10 17 29 7 29 59 21 25

Telefone
0800 16 10 12 (11) 4053-2900 (11) 4152-1111 (11) 4221-7000 (11) 6462-1700 (19) 3897-9720 (19) 3876-9300 (11) 2172-7400 (44) 3518-3500 (11) 5563-3466 (11) 4582-9188 (19) 3837-4873 (11) 3871-9942 (21) 2450-9707 (11) 3305-9455 (11) 3618-7100 (11) 3088-4232 (11) 5053-9948 (11) 6982-9402 (19) 3404-3900 (11) 5521-2841 (11) 6195-4499 (35) 3722-4545 (51) 3489-9700 (11) 6623-1500 (11) 5523-4011 (11) 3768-4111 +1 (703) 243-8555 (11) 5693-9988 (11) 4785-3700 (11) 6194-2828 (21) 2157-7777 (11) 2133-0007 (11) 2107-6784 (11) 5687-1781 (11) 5097-2750 (11) 6191-6344 (11) 5581-5974 0800 0 555 100 (51) 3470-6889 (11) 5501-3262 (11) 4789-5946 (19) 3741-3300 (11) 3089-5470 (11) 4355-1800

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64 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006

Informações precisas, adequadas e de alta qualidade. Esta talvez seja a principal sinergia entre a revista EmbalagemMarca e os sistemas de codificação da Markem. Ao participarmos desta publicação, como anunciantes e fontes de informação, temos a certeza de estar vinculando nosso maior patrimônio – a marca – a uma das publicações mais respeitadas da indústria brasileira de embalagem. Como leitores, recebemos as informações mais “quentes” do setor em nível nacional e internacional. Uma empresa como a Markem, cujo principal diferencial é a tecnologia de ponta, sabe da importância de estar em total sintonia com as tendências mercadológicas e tecnológicas. Hoje a codificação é uma ferramenta poderosa de criação de identidade de produtos e marcas, e tem nisso um ponto em comum com EmbalagemMarca, uma revista poderosa para formar opiniões e reciclar conhecimentos. Como não podemos arriscar nossa credibilidade, avalizamos publicações que agreguem valor ao nosso negócio e cujas informações ajudem a balizar ações futuras.

Almanaque
Da série “não é o que parece...”
Muitos dos jovens hoje responsáveis pelo consumo de quase 600 000 pacotes diários dos salgadinhos Elma Chips podem pensar que a marca é internacional. Ledo engano. A marca surgiu, sim, pelas mãos da multinacional Pepsico, mas com as compras e a união da American Potato Chips, de São Paulo, e da curitibana Elma Produtos Alimentícios. Foi em 1974.

O sumiço dos jacarés se explicava
Lançadas em diferentes momentos na cidade paranaense de Toledo, as cervejas tipo stout Xingu e Colônia Negra têm mais em comum do que as origens e a cor, e algumas diferenças importantes. Criada em 1988 pela Cervejaria Independência, para atender principalmente a exportações para os Estados Unidos, a Xingu foi vendida em 2001 para a Kaiser, passou depois pela canadense Molson e atualmente pertence à mexicana Femsa. Posterior a ela, a Colônia é produzida pela Indústria Nacional de Bebidas (INAB), antiga Cervejaria Sul Brasileira. Mas o que chamava a atenção não eram essas diferenças. Eram as semelhanças da decoração das garrafas das duas marcas. Ocorre que, aproveitando o apelo da Amazônia sobre o imaginário do público americano, a Xingu era vendida como um produto exótico, de alguma forma relacionado com aquela região, e para isso seu rótulo evocava a floresta, com figuras de jacarés e índios sobre um mapa com o rio Amazonas. Na Colônia os jacarés foram eliminados. Quando ambas eram colocadas lado a lado nos bares, os consumidores costumavam dizer que os répteis estavam ausentes do rótulo da Colônia porque tinham entrado no rio. As duas marcas continuam sendo comercializadas, com rótulos modernizados.

Nome inspira sabonete e sabonete inspira nome
Desde 1913 até pouco depois de meados do século 20, a marca de sabonete Gessy, fabricado no Brasil pelo imigrante italiano José Milani, era tão popular que permitiu a ele rivalizar no mercado brasileiro com a multinacional Lever, hoje Unilever, que acabou comprando sua empresa. O nome surgiu de um acaso ocorrido em Paris. Lá, na década de 1910, o filho mais velho do industrial, Adolfo, conheceu a noiva de um amigo chamada Gessy. Adotou o nome para o sabonete imaginando que daria ao produto uma aura internacional. Deu tão certo que virou nome de muita menina brasileira na primeira metade do século 20.

Uma uva e um cacho de donos
Lançado em 1940 pelo americano Benjamin Tyndle Fooks, um exsucateiro, o refrigerante de uva Grapette logo conquistou uma legião de fãs graças ao seu sabor inovador e a sua chamativa coloração – que atraía olhares através da então inédita garrafinha de vidro de 6 onças líquidas, ou 170 mililitros, em que o produto era envasado (na foto). O Grapette chegou ao Brasil em 1948, por obra da Cia. de Refrigerantes Guanabara, e passou pelas mãos da Anderson Clayton – responsável pela criação do famoso slogan “Quem bebe Grapette repete”, nos anos 60 – e do grupo venezuelano Imataca, antigo detentor da franquia Pepsi Cola no Rio e em São Paulo. Em 1989, a Saborama Sabores e Concentrados Ltda., então detentora da marca, transferiu boa parte de seus direitos para a fluminense Refrigerantes Pakera, que continua a engarrafar a bebida até hoje.

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