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www.embalagemmarca.com.

br
É bem melhor fazer do que falar
E
m incontáveis pales- que temos visto, a palavra é bem melhor fazer do que
tras e artigos repe- da moda de conferencistas falar. Mas como fazer (referi-
te-se uma palavra e consultores vem vindo a mo-nos a inovação)? Isso nos
– “inovação” – que seria a galope para atropelar a outra ensinam no dia-a-dia, na prá-
glória dos executivos, a salva- propalada competência dos tica, empresas bem sucedi-
ção das empresas e a garantia brasileiros além da futebo- das, cuja ação inovadora esta
de crescimento sobre a con- lística – que, é bom lembrar, revista procura mostrar todos
Wilson Palhares corrência. Um site eletrônico recentemente negou fogo. os meses em suas páginas.
de consulta informa que em Do ponto de vista negocial, Até outubro.
inglês ela aparece mais vezes, torcemos para que a coisa •
A palavra em todos os contextos, do ganhe proporções americanas Registramos aqui o pesar da
“inovação” em que outra palavrinha, supos- e não fique só em palavras. equipe de EMBALAGEMMAR-
inglês é mais tamente mais do agrado das Pois suspeita-se que onde CA pelo falecimento de Rober-
pessoas: “sexo”. Nesse site, o inglês prevalece “inova- to Hiraishi, editor da revista
usada do que
sex perde para innovation por ção” aparece tanto porque é Embanews. Embora concor-
“sexo”. Talvez
613 milhões a 560 milhões. posta em prática, em vez de rentes nos negócios, tínhamos
seja por ser mais Já em português, não se sabe ser apenas citada e evoca- por ele grande apreço pessoal,
posta em prática por responsabilidade de qual da como um abre-te-sésamo além de reconhecer a impor-
do que usada povo de fala lusa, “sexo” sem conseqüências. Saltou-se tância de seu trabalho pioneiro
em teoria. Em dá de 5 a 1 em “inovação” do estágio do what para os do no jornalismo especializado
português, “sexo” (32 milhões a 6,35 milhões). how to e do do it. Acredita- em embalagem no Brasil e o
dá de 5 a 1 No entanto, pelas amostras mos que, como no outro caso, incentivo que deu ao setor.
nº 85 • setembro 2006
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

12 Celulósicas
Paletes de papelão ganham
força com ascensão de norma
36 Metálicas
Novas latas de aço cônicas da
Renner prometem vantagens
Reportagem
Diego Meneghetti
fitossanitária internacional logísticas e de vedação redacao@embalagemmarca.com.br
Flávio Palhares

16 Híbridas
Novo big box para alimentos
e itens químicos quer tomar 38 Entrevista: Antonio
Carlos Franchini Filho
Vice-presidente da Associação
flavio@embalagemmarca.com.br
Guilherme Kamio
guma@embalagemmarca.com.br
espaços do tambor de aço dos Fabricantes de Refrigerantes Leandro Haberli Silva
do Brasil fala de embalagens e leandro@embalagemmarca.com.br
marketing das marcas regionais

18 Reportagem de capa:
Impressão digital
Fortalecendo o conceito
42 Prêmio ABRE
Os vencedores da edição de
Departamento de Arte
Carlos Gustavo Curado (Diretor de Arte)
arte@embalagemmarca.com.br
de one-stop shop, converte- 2006 do prêmio de embalagem José Hiroshi Taniguti (Assistente)
dores de rótulos auto-adesi-
vos investem na tecnologia Administração
Eunice Fruet (Diretora Financeira)
Marcos Palhares (Diretor de Marketing)

Departamento Comercial
comercial@embalagemmarca.com.br
Karin Trojan
Wagner Ferreira

Circulação e Assinaturas
Marcella de Freitas Monteiro
Raquel V. Pereira
assinaturas@embalagemmarca.com.br

52
Metálicas Assinatura anual: R$ 99,00
Laminação com filmes plásticos
surge como opção para o acaba- Público-Alvo
mento de embalagens metálicas EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais
que ocupam cargos de direção, gerência

26
e supervisão em empresas integrantes da
Vidro
56
Celulósicas cadeia de embalagem. São profissionais
Novas embalagens de Fanta Cartuchos de papel cartão com envolvidos com o desenvolvimento de
destacam momento favorável às abas impressas reforçam exposi- embalagens e com poder de decisão colo-
garrafas retornáveis de vidro ção de medicamentos OTC cados principalmente nas indústrias de bens
de consumo, tais como alimentos, bebidas,

28 Híbridas
Desejos de ampliar mercado e
barrar importados dão fôlego ao 62 Evento
Feira Embala tem bom desem-
penho no Nordeste e já planeja
cosméticos e medicamentos.

Filiada ao
bag-in-box entre vinhos nacionais
edição em Minas Gerais

64 Índice de Anunciantes
Relação das empresas
que veiculam peças Impressão: Congraf Tel.: (11) 5563-3466
publicitárias nesta edição
EMBALAGEMMARCA é uma publicação
mensal da Bloco de Comunicação Ltda.
Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo
3 Editorial Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP
A essência da edição do mês, nas palavras do editor Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463

6 Display Filiada à
FOTO DE CAPA: STUDIO AG / ANDRÉ GODOY

Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens

32 Panorama www.embalagemmarca.com.br
Movimentação no mundo das embalagens e das marcas
O conteúdo editorial de EMBALAGEMMARCA é
58 Conversão e Impressão resguardado por direitos autorais. Não é per-
mitida a reprodução de matérias editoriais
Produtos e processos da área gráfica para a produção de rótulos e embalagens
publicadas nesta revista sem autorização
da Bloco de Comunicação Ltda. Opiniões
66 Almanaque expressas em matérias assinadas não refle-
Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens tem necessariamente a opinião da revista.
Para todo tipo de pele
Baumgarten Natura lança linha de bases com tam-
(47) 3321-6666 pas plásticas injetadas com serragem
www.baumgarten.com.br
As mulheres brasileiras têm mais uma
Design com Z opção no arsenal de cosméticos dispo-
(11) 3742-7010
www.designcomz.com.br níveis no mercado. A Natura inaugurou a
Canudo
anudo inédito
linha de bases Aquarela, com um portfolio
Globalpack de oito variações de cores, destinadas a Água de coco em caixinha estréia produto
(11) 5641-5333
cada tonalidade da tez feminina. da Tetra Pak com furinhos laterais
www.globalpack.com.br
Segundo a empresa, as bases contêm FPS A água de coco Kero-Coco, da Amacoco,
8 e possuem textura líquida, que unifica ganhou novas embalagens. A grande novidade
o tom da pele e corrige pequenas imper- é o canudinho Tri-Kero, trazido ao Brasil pela
feições. O novo produto vem em bis- Amacoco em parceria com a Tetra Pak, que tam-
nagas de polietileno produzidas pela bém fornece as embalagens cartonadas assépti- Tetra Pak
Globalpack. A empre- cas. O acessório apresenta dois furinhos laterais, (11) 5501-3200
sa também fornece além da abertura no topo, que distribuem melhor www.tetrapak.com.br
as tampas em poli- a bebida na boca. Os desenhos nas caixinhas Nucleo 3 Comunicação
propileno com injeção foram trocados por fotos e a logomarca ganhou (11) 2244-1350
de 50% de serragem www.nucleo3com.com.br
cores mais vivas. A Galera Kero Coco, formada
de madeira certificada. pelos personagens Keco, Cokota, Cocoleke,
As embalagens são Mikoko e A Sede, aparece praticando esportes.
impressas em uma cor O design da embalagem, cujo verso traz jogos
no sistema dry off-set, educativos, foi criado pela agência Núcleo 3.
com arte desenvolvida
pelo estúdio Design com
Z. O cartucho que envol- Café sem tampa?
ve a bisnaga é feito pela Complementando a nota "Diferenciação nos grãos e na
Baumgarten, em cartão decoração" (EMBALAGEMMARCA 84, agosto de 2006, pági-
na 8), a Sonoco For-Plas é a fornecedora das tampas
TP Hi-Bulky da Suzano,
presentes na nova embalagem do Café Iguaçu Gourmet.
impresso em off-set. www.sonocoforplas.com.br - (11) 5097-2750

Design requintado fortalece Tabu
Frasco de vidro e rótulo auto-adesivo valorizam perfume
Para comemorar os 50 anos da
linha Tabu, a Perfumes Dana lan-
çou o Tabu Flores, perfume femi-
Sigmaplast
(11) 3186-1100 nino que, como denunciado pelo
www.sigmaplast.com.br nome, aposta em toques florais.
O design da embalagem foi
JBR Etiquetas
(19) 3871-0027 desenvolvido conjuntamente pela
www.jbretiquetas.com.br Vidraria Anchieta, que produz
o frasco, e pelo departamento
Jorgon
www.graficajorgon.com.br de marketing da Dana. O rótulo
auto-adesivo de BOPP é forneci-
FOTOS: DIVULGAÇÃO

Vidraria Anchieta do pela JBR Etiquetas e a tampa
(11) 6190-0664
www.vidrariaanchieta.com.br pela Sigmaplast. O cartucho de
papel cartão é impresso pela
Gráfica Jorgon.

6 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Mais uma opção para presente
Tradicional bombom Sonho de Valsa ganha nova lata

Para oferecer uma alternativa de competitividade do
Metalgráfica Itaquá
(11) 4648-2699
presente aos consumidores, a Sonho de Valsa, ofe-
www.metalgraficaitaqua.com.br Kraft Foods Brasil lançou uma recendo ao consumi-
nova lata de aço para os bom- dor um produto de maior
Narita Design
(11) 3167-0911 bons Sonho de Valsa. O tom valor agregado”, diz o gerente foi uma parceria com a CSN
www.naritadesign.com.br rosa, característico da marca, de Chocolates da Kraft Foods — Cia. Siderúrgica Nacional,
predomina nas duas opções de Brasil, Christian Mendonça. A empenhada em estimular o uso
layout da lata, uma com detalhes embalagem é produzida pela do aço para embalagens.
em dourado e a outra em prate- Metalgráfica Itaquá. O sucesso foi tão grande que
ado. Desenvolvidas pela Narita O Sonho de Valsa foi comer- nos últimos anos a Kraft vem
Design, as embalagens trazem cializado em latas de aço pela repetindo a estratégia, por
em destaque o clássico bombom primeira vez nas festas de fim de conta própria, em datas sazo-
e os ícones da marca. “Com a ano de 1999, quando teve suas nais, como Dia dos Namorados,
lata, conseguimos aumentar a vendas multiplicadas. A ação Dia das Mães, Páscoa e Natal.

Arco Convert
Sobremesa em oito cores
(11) 6161-8099 Direcionado ao público infantil, Royalzinho
explora praticidade dos sachês
Vitral Design
(41) 3254-5907
www.vitraldesign.com.br
Tendo lançado em 2005 gerados prontos para
uma linha de sobreme- consumo. A nova
sas em pó distribuídas embalagem é conver-
em sachês, a Kraft tida pela Itap Bemis,
Foods Brasil recente- unidade de flexíveis da
mente colocou nesse Dixie Toga, em estru-
Impressora Paranaense tipo de embalagem um tura de PET laminada
(11) 6982-9497
novo item direcionado com alumínio e filme
Itap Bemis ao público infantil. É o interno de polietileno.
Cartoon em (11) 5516-2000
www.dixietoga.com.br
Royalzinho, que mistu- O design do sachê,
embalagem de rado com leite vira uma que traz ilustrado o
sobremesa semelhante personagem Bocão, foi
macarrão
Narita Design
(11) 3167-0911 a pudins e flans refri- elaborado pela Narita
www.naritadesign.com.br
Personagens da Warner Design e impresso
estampam produtos do em rotogravura oito
Grupo Zadville cores. Os displays de
ponto-de-venda são
O macarrão instantâneo
produzidos em cartão
recém-lançado pelo grupo
duplex com gramatu-
paranaense Zadville estampa
ra de 275g/m2, com
os personagens dos desenhos
aplicação de rele-
animados Os Flintstones e Tom
vo e hot stamping
e Jerry, da Warner Bros, em
pela Impressora
suas embalagens. Os invólu-
Paranaense, empre-
FOTOS: DIVULGAÇÃO

cros de poliéster e polipropile-
sa que também per-
no foram desenvolvidos pela
tence à Dixie Toga.
agência Vitral Design e são
fornecidos pela Arco Convert.

8 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Miolo quer nicho ultra premium
Vinícola gaúcha explora design diferenciado
Paralelamente à ampliação de sua siva nesse projeto”, diz Clélia de
capacidade produtiva para cinco Marco, da área de marketing da
milhões de litros de vinho por CCL Label (antiga Prodesmaq),
ano (cinco vezes mais do que fornecedora dos rótulos e con-
em 1998), a Vinícola Miolo tra-rótulos do Brut Millésime.
apresentou o Brut Millésime, Impressos em polipropileno
um dos carros-chefe de sua transparente, os auto-adesivos
recém-lançada linha ultra pre- “simulam um efeito de impres-
mium. Trata-se de um espu- são direta no vidro”, nas pala-
mante produzido com uvas vras de Clélia. Da safra 2004,
chardonnay e pinot noir, que o primeiro lote foi envelhecido Ibrac
será elaborado apenas por dezoito meses nas caves (54) 3454-9931
em safras excepcionais, subterrâneas da Miolo. A ibrac@terra.com.br

e sempre do mesmo tiragem foi de 33 000 gar- Saint-Gobain
vinhedo. O vinho é rafas A conceituação e a (11) 3874-7482
www.sgembalagens.com.br
vendido em garrafas criação ficaram a cargo
da Saint-Gobain que da empresa gaúcha lu.z CCL Label
apresentam design design&stratégico. As (19) 3876-9300
www.prodesmaq.com.br
diferenciado e base cápsulas termoenco-
bojuda. “Apesar disso, lhíveis que recobrem o
conseguimos viabilizar gargalo e as rolhas foram
a rotulagem auto-ade- fornecidas pela Ibrac.

Um ícone adere às longa vidas
Pioneira em bebidas à base de soja ganha nova apresentação
Um sabor de infância bastante bebida, com aumento da validade Aquarela
conhecido, com nome talvez para seis meses. Dessa forma, a www.aquarela.com.br
ainda mais popular, recebeu marca paulista chegará a outros
Codap
nova roupagem. Trata-se do Estados do Brasil. A iniciativa par- 0800 772 7647
suco Mupy, produto da Agro tiu do próprio Hideyo Uchinaka, www.codap.com.br
Nippo há 30 anos no mercado. presidente da Agro Nippo, que há
Tetra Pak
Antes comercializado apenas em alguns anos preparava a migra- (11) 5501-3200
saquinhos de polietileno de baixa ção do produto para a nova apre- www.tetrapak.com.br
densidade (PEBD), o suco produ- sentação. A embalagem é produ-
zido com extrato de soja, pioneiro zida pela Tetra Pak, com design
no segmento no país, passou elaborado pela agência Aquarela.
a ser distribuído também em O envase, terceirizado, fica por
embalagem cartonada asséptica. conta da Codap. Mupy em longa
Segundo a empresa, a mudança vida é vendido nos sabores Maçã,
facilitou o armazenamento da Uva, Limão, Maracujá e Morango.
Brasilgrafica
(11) 4133-7777
www.brasilgrafica.com.br

Mondicap
(15) 3225-1650
www.mondicap.com.br

Sonoco For-Plas
(11) 5097-2750
www.sonocoforplas.com.br Rótulos destacam ferro no mingau
Nestlé fortalece propriedades nutricionais de cereal infantil

A fim de destacar o reforço enriquecida com ferro de alta
na composição de seu cereal absorvação. As latas de aço
infantil Mucilon, marca pionei- que acondicionam o produto
ra no mercado brasileiro de são fabricadas pela própria
papinha para bebês, a Nestlé Nestlé. As tampas plásticas são
recorreu à Brasilgrafica para fornecidas pela Sonoco For-

FOTOS: DIVULGAÇÃO
estrear novos rótulos no produ- Plas e pela Mondicap. Segundo
to. Os grafismos destacam que a Nestlé, 57% das crianças de
a linha Mucilon, composta por 6 a 24 meses sofrem de falta de
mais de seis versões, agora é ferro no Brasil.

Sister Studio
Inspiração em esportes de elite
www.sisterstudio.com.br
Kopenhagen desenvolve estojos especiais de olho
Mattavelli no público requintado e nos entusiastas de pólo e golfe
(11) 3342-2121
www.mattavelli.com.br A nova linha de chocolates golfe e pólo. O Palito Crocante,
Sport, da Kopenhagen, dire- coberto com chocolate ao leite,
cionada ao público masculino, é acondicionado individualmen-
ganhou diferentes versões te em papel alumínio dourado
de embalagens sofisti- dentro de um exclusivo “bag”
cadas inspiradas em de golfe com alça de cordão. A
dois esportes de elite: embalagem contém dez palitos.
Por sua vez, a versão Bola de
Coco, coberta com chocolate
ao leite, é embalada em papel
alumínio branco, simulando
bolinhas de golfe dentro de uma
embalagem sextavada com
seis bombons. O design das
duas embalagens foi criado pela
Sister Studio, e a execução dos
cartuchos ficou por conta da
gráfica Mattavelli. As embala-
gens dos palitos são de papel
cartão triplex com gramatura de
250 g/m², e a das bolinhas de
papel cartão duplex 275 g/m².
celulósicas >>> transporte

DESIGN
– INLAB
CANTON
RENATO

Para suportar a norma
Diretriz fitossanitária internacional coloca restrições ao uso da madeira e põe
em evidência os prós dos paletes de papelão para as cargas de exportação
Por Diego Meneghetti

U
ma norma internacional tem movi- foi totalmente internalizada, mas possui caráter
mentado a logística de exportação emergencial através de instruções normativas
de produtos brasileiros nos últi- recentemente reaprovadas. Como a NIMF15
mos meses. Trata-se da Norma também se aplica aos paletes, ela tem avivado a
Internacional de Medidas Fitossanitárias nº 15 validade do papelão ondulado como alternativa à
(NIMF15), um conjunto de diretrizes edita- madeira, agora refém de uma série de condições
do pela Organização das Nações Unidas para para transitar lá fora. “Os paletes de papelão são
a Agricultura e Alimentação (FAO) que visa ideais para os produtos de exportação porque
evitar o trânsito de pragas quarentenárias em possuem um grande apelo ecológico, sendo
embalagens de madeira. reciclados e recicláveis, e dispensam o trata-
De acordo com a norma, qualquer emba- mento por fumigação requerido para a madeira”,
lagem de madeira precisa ser submetida a tra- explica Aguinaldo Jacomini, diretor da Wilke-
tamentos especiais e receber uma certificação Zelepel, empresa que lançou recentemente uma
de que está apta a viajar internacionalmente. A linha de paletes de papelão reforçado.
fiscalização desse “passaporte” nos mercados Segundo Jacomini, os paletes de papelão
importadores, com conseqüente embargo a car- podem ainda ser impermeabilizados através de
gas não-certificadas, aumenta cada vez mais, à aplicação de resina e usados em câmaras frias.
medida que cresce a adesão dos países à norma. Outro diferencial é que eles aceitam a impres-
Os Estados Unidos, por exemplo, aderiram a ela são de logomarcas e de outras informações por
no fim de 2005. No Brasil, a regra ainda não flexografia em até três cores. A Wilke-Zelepel

12 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
comercializa dois modelos desses paletes: um
formado por estruturas em colméias e outro por
perfis de tubetes. Montados com cola ou gram-
pos, os produtos são apresentados em diversos
tamanhos, incluindo o formato padrão PBR-1 (1
metro x 1,2 metro).

Sem fragilidade
Engana-se quem pensa que o papelão não
suporta cargas. Mais leves que os de madeira,
com peso variável de acordo com o modelo, os
paletes de papelão suportam por volta de duas
toneladas na armazenagem e de 600 quilos em
movimentações. Sua leveza, além de facilitar
o transporte, diminui o preço de fretes aéreos,
por exemplo. Na logística de armazenamento,
esses paletes têm melhor aproveitamento do
espaço físico disponível para estocagem e,
devido à sua praticidade de movimentação,
não obstruem corredores e pátios de carga
e descarga quando fora de uso, como desta-
ca Emílio Martinez, gerente de pesquisa e
desenvolvimento de outra fabricante, a Irani.
“Temos o objetivo de quebrar o paradigma do
uso inviável do palete de papelão”, ele ressalta.
Martinez sublinha ainda o design dos paletes,
“com dobraduras especiais e encaixes perfei-
tos, o que facilita a montagem das peças”.
Quem também procura difundir os atributos
positivos do produto é a Embrart, fabrican-
te com unidades industriais no Paraná e em
Santa Catarina. Danielle Machado, consultora
de marketing da empresa, conta que os pale-
tes de papelão ondulado são até 60% mais
leves que os tradicionais e aceitos em qualquer
país importador. “A participação desse produto
aumentou significativamente no mercado, como
ÃO

ENCAIXE – Irani tem palete
GAÇ

com dobraduras especiais
L
DIVU

setembro 2006 <<< EmbalagemMarca <<< 13
também a do palete de OSB (N. da R.: madeira
da Masisa isenta de certificação) e a do palete
híbrido (madeira industrializada com papelão
e plástico)”. Conforme ilustra Danielle, “antes
da NIMF15 a venda dos paletes de papelão era
praticamente zero”.
O valor unitário dos suportes de papelão
muda de acordo com fornecedores, tipos de
OUTRO PLUS – Wilke-
montagem e modelos, mas, geralmente, é mais também pelo Mill Mate”, comenta Marcelo
Zelepel confia no apelo
barato que o dos tradicionais. Nas palavras de ambiental do papelão Perucci, especialista de produtos da Rigesa. O
Danielle, para estar de acordo com a NIMF15, o Mill Mate é o nome comercial para as folhas
palete de madeira “precisa ser tratado e seu preço slip sheet da Rigesa, compostas de lâminas em
Embrart
resulta numa média de 32 reais, sem considerar (41) 3347-3060
papel kraft de fibra longa com 2 milímetros de
o trabalho para o tratamento e o custo para sua www.embrart.com.br espessura. O slip sheet suporta cargas de até 2
destruição no destino final”. Já os paletes isentos toneladas, quantidade que, segundo Perucci,
Irani
de fiscalização são mais baratos. O de papelão (51) 3220-3542
engloba quase a totalidade das cargas paletizá-
sai em média por 31 reais. O de OSB, por volta www.irani.com.br veis do mercado exportador.
de 29 reais. Segundo Danielle, o palete de OSB
Rigesa
também é uma opção atraente para cargas inter- (19) 3881-9013 Sinal verde do ambiente
nacionais. O produto é ecologicamente correto, www.rigesa.com.br O profissional da Rigesa enumera uma série
não necessita de certificação para NIMF15, pesa de vantagens do Mill Mate. Primeiro, o preço
Wilke-Zelepel
apenas 13 quilos, suporta até 2 toneladas para (11) 3531-4566 reduzido. O Mill Mate custa um quinto do
cargas estáticas e é aceito em todos os países. www.wilke-zelepel.com.br valor do palete de madeira. Além disso, pesa
A NIMF15 também tem provocado impac- apenas 1 quilo no formato padrão de 1 metro
tos na Rigesa. “Não sei quantificar, mas um x 1,2 metro. Sua espessura, de 2 milímetros,
SINTOMA – Rigesa
volume considerável de clientes tem nos pro- confirma maior procura contrasta com a de 15 centímetros dos paletes
curado não só devido ao palete de papelão, mas pelo palete de papelão tradicionais. “O produto é mais leve, mais fino
e também não precisa de tratamento fitossa-
nitário”, afirma Perucci. Bastante difundido
nos Estados Unidos, o slip sheet pressupõe
a utilização de um equipamento acoplado à
FOTOS: DIVULGAÇÃO

empilhadeira, chamado push-pull (“empurrar-
puxar”, vertendo-se do inglês). O acessório faz
realmente isso: empurra e puxa as folhas de
kraft quando é necessária a movimentação da
carga. Embora seja descartável e reciclável, o
slip sheet requer maior cuidado em seu manejo,
o que por um lado é benéfico, pois gera menos
avarias nos produtos e na própria estrutura.
Ante mais restrições de mercados externos,
os fornecedores já se adiantam àquela que
imaginam ser a próxima barreira internacional
para a movimentação de cargas: a questão
ecológica. “Mais cedo ou mais tarde os países
não aceitarão mais paletes de madeira devido,
além da questão fitossanitária, à preserva-
ção ambiental”, comenta Jacomini, da Wilke-
Zelepel. “A preocupação sanitária caminha
em paralelo à preocupação ambiental, o que
impõe como tendência os suportes de carga
alternativos, de fácil reciclagem e degradação
na natureza”, explica Perucci.

14 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
híbridas >>> transporte

Híbrido ataca
Desmontável, descartável, reciclável e calçado,
novo bag-in-box quer sapatear sobre o tambor

D
epois dos tambores em camada dupla, a bolsa plás-
plásticos e dos de tica é dotada de dois bocais de 2
fibra, entra em cena polegadas, um no topo e o outro
um novo concorren- na parte inferior, o que facilita o
te para os tambores metálicos envase e o escoamento de pro-
de 200 litros, tão arraigados nos dutos por bombeamento, suc-
processos logísticos no Brasil. ção ou gravidade. A construção
Solução do tipo bag-in-box para do envoltório plástico colabora
o transporte de líquidos não- também com a segurança, pois

FOTOS: DIVULGAÇÃO
perigosos, o Bulk 200 litros minimiza o contato do produ-
foi apresentado pela Rigesa na to envasado com o ambiente
Movimat 2006, feira do setor externo.
de movimentação de materiais
realizada em São Paulo no início Pé e cabeça
de agosto. Uma inovação fica por conta de
Indicado para transporte uma base plástica na embala-
de produtos químicos ou ali- gem, produzida em polietileno
mentícios, o Bulk é constituído de alta densidade (PEAD) pela
por uma armação octogonal de parceira gaúcha Linpac Pisani. VAZÃO – Com armação octogonal e bolsa da
Embaquim no interior, Bulk 200 litros traz válvulas
papelão ondulado especial cujas O calço, patenteado pela empre- na base (na foto) e no topo para facilitar drenagem
paredes têm espessura reduzi- sa e pela Rigesa, propicia o
da, o que resulta num contêiner arrasto do contêiner sem dani-
com cerca de 7 quilos. Além da ficar seu fundo. Composta por
leveza maior em relação a um material reciclado ou virgem, a Embaquim Linpac Pisani Rigesa
(11) 6166-2333 (54) 2101-8700 (11) 3644-9990
similar metálico, que pesa em base plástica oferece alta barrei- www.embaquim.com.br www.linpacpisani.com.br www.rigesa.com.br
média 17 quilos, o Bulk 200 ra contra umidade e pode tam-
litros custa, numa estimativa da bém ser acoplada na parte supe-
Rigesa, a metade do preço dos rior do Bulk, funcionando como
tambores tradicionais. O resul- tampa. A Rigesa oferece ainda a
tado é uma economia significa- opção de tampas produzidas em
tiva nos custos logísticos. “As papelão ondulado.
embalagens de papelão têm uma O custo menor, a leveza e a
boa relação entre custo e bene- alta resistência aliam-se à prati-
fício porque são descartáveis, cidade: por ser desmontável, o
recicláveis e fabricadas com Bulk reduz em até 80% o espaço
insumo renovável”, argumenta para estocagem antes e depois
Marcelo Perucci, especialista de do uso. Por ser descartável e
desenvolvimento de negócios da reciclável, elimina os custos com
Rigesa. frete de retorno da embalagem,
A retenção dos produtos fica lavagem e manutenção, sendo
a cargo de uma bolsa plástica também indicado para mercados
de polietileno da Embaquim, exportadores, uma vez que se
conhecida fornecedora de siste- adequa às normas fitossanitárias CHAPÉUS – Contêiner pode acoplar tampa plástica, feita
mas bag-in-box. Com estrutura internacionais. (DM) do mesmo material do calço, ou peça superior de papelão

16 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
reportagem de capa >>> impressão digital

Complemento que gan
Conquistando mais convertedores, impressão digital se firma como opção para produ
Por Leandro Haberli

Evolução
N
o ano 2000, quando a impressão tiragens de impressão digital estão
digital começava a ganhar espaço
no mercado brasileiro de rotula-
subindo ano a ano no Brasil. Em
2003, por exemplo, o consumo
das tiragens
gem e decoração de embalagens, médio de substrato por modelo digitais no Brasil*
o consumo médio de substrato por modelo de rótulo produzido com a tec-
Ano Metragem
de auto-adesivo produzido com a tecnolo- nologia já havia saltado para a
gia era de apenas 80 metros quadrados. Tal faixa de 120 metros quadrados 2000 80m²
índice parecia fiel à proposta da impressão no país. Hoje o índice gira em 2003 120m²
digital no segmento: viabilizar a produção torno de 300 metros quadrados.
de mock-ups e testes de mercado e a adoção “Nos últimos cinco anos, houve 2006 300m²
de rótulos com alta qualidade entre usuários uma grande mudança em relação *por modelo de rótulo
com baixíssimas demandas. às tiragens que a tecnologia pode produzido
Porém, as coisas mudaram com velo- atender”, avalia Fábio Setton, diretor
cidade maior do que a esperada, e o lugar- da SetPrint, uma das únicas gráficas do
comum segundo o qual “o futuro é digital” país especializadas em impressão digital de
deu espaço à constatação de que esse futuro rótulos e etiquetas.
já chegou – ainda que esteja muito longe de Em compasso com a evolução das tira-
substituir os demais sistemas de impressão, gens, um número cada vez maior de con-
solidamente consolidados em espaços dos vertedores aposta na tecnologia. A crescente
quais seguramente não arredarão pé. Mas, a adesão às máquinas digitais mostra que o
julgar pelo aumento do consumo de material processo se consolidou como um comple-
por modelo produzido, e também pela cres- mento ao parque gráfico dos convertedores
cente adesão de convertedores à tecnologia que, buscando adaptar-se ao conceito de
digital, esse processo de impressão alcançou one-stop shop, vêm investindo de maneira
patamar bem acima do que o que se previa progressiva em equipamentos e tecnologias
há seis anos no mercado brasileiro de auto- para diferentes demandas.
adesivos. O aumento das tiragens, no entanto, não
De acordo com os dados disponíveis, as significa que a impressão digital se tornou

Atentos às oportunidades representadas pela impressão digital, fabri
Nos últimos tempos alguns fornecedores de bases aplicações de primer por conta própria, adaptando
auto-adesivas passaram a investir em substratos assim os substratos à impressão digital”, ela diz.
específicos para impressão digital de rótulos. A Outra grande fornecedora de bases auto-adesivas,
Avery Dennison, por exemplo, oferece há cerca de a Gumtac também lançou no ano passado filmes
um ano bobinas e folhas de filmes de polipropileno de PP homologados pela HP para utilização na linha
(PP) branco e transparente homologados pela HP. Indigo de impressoras digitais. Os produtos são
Os produtos podem ser usados em máquinas digi- laminados com adesivo de alto tack e liner de papel
tais planas e rotativas. “É um negócio ainda pouco glassine siliconizado. “Nossos filmes já têm tra-
representativo”, conta Isabela Monteiro Galli, geren- tamento superficial para ancoragem das tintas,
FOTOS:DIVULGAÇÃO

te de marketing da subsidiária brasileira da ame- tornando desnecessária a aplicação do primer”,
ricana Avery Dennison. “Por uma questão de eco- conta Vicente Avellar, gerente de produtos da
nomia, boa parte dos convertedores prefere fazer Gumtac.

18 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
ha adeptos
ção de tiragens industriais de rótulos sob demanda

uma ameaça a outros processos, como fle-
xografia e off-set. Na verdade, a tendência
apenas indica que a tecnologia, baseada
em processos digitais e eletrônicos que dão
agilidade aos trabalhos, eliminando etapas
comuns em outros sistemas de impressão,
deixou de se restringir à produção de provas
e testes de mercado. “A impressão digital
começa a ser uma realidade nas gôndolas dos
supermercados e nas tiragens industriais sob
demanda”, sublinha Vicente Avellar, gerente
de produtos da Gumtac, fornecedora de bases
e substratos que nos últimos tempos passou
a oferecer filmes e laminados próprios para
a tecnologia.

Um projeto
É certo que a participação do processo digital
no mercado brasileiro de rótulos auto-adesi-
vos ainda é muito baixa. No caso da Gumtac,
os substratos para impressão digital (ver
quadro abaixo) representam menos de 5% do
faturamento obtido com a linha de laminados
auto-adesivos. Mesmo assim, à medida que
traz a possibilidade de atender demandas
outrora represadas, a tecnologia atrai cada
vez mais olhares. “Para nós a impressão
digital é um projeto dentro da filosofia de

cantes de substratos anunciam novidades
Lá fora estratégias envolvendo filmes próprios
para impressão digital de rótulos também ganham
força. A gigante do ramo de papéis especiais
Stora Enso, por exemplo, recentemente anunciou
o lançamento da linha OptLabel Digital, desen-
volvida com foco específico na impressora HP
Indigo ws4050. Segundo a empresa, o produto é
voltado para impressões digitais sob demanda de
rótulos auto-adesivos com visual premium. “É um
segmento com taxas de crescimento sem prece-
dentes”, comenta Ed Buehler, vice-presidente de
papéis técnicos da Stora Enso.
atuar com todos os sistemas de impressão incluindo etnia, região de domicílio, idade,
de auto-adesivos”, define Maurício W. sexo e até crença religiosa dos consumido-
Preto, diretor comercial da Indexflex, con- res. “Os custos de impressão para o mercado
vertedora com forte atuação no mercado de de pequenas e médias tiragens estão caindo
grandes tiragens, que comprou da HP seu em função do fluxo maior de trabalhos”,
primeiro equipamento digital no começo acredita André Braga, gerente comercial da
do ano passado. “Queremos atingir gran- Vilac Rótulos e Etiquetas Adesivas, con-
des clientes com pequenas tiragens”, vertedora de Campinas (SP) que atua
resume o diretor da empresa. com diferentes processos de impressão
Emblemática no atual momento da e adquiriu no início de 2005 sua pri-
impressão digital no Brasil, a estraté- meira impressora digital.
gia da Indexflex mostra que os con- Para além do movimento de divi-
vertedores estão atentos à tendência são de portfólios, o desenvolvimento
de fragmentação das linhas de produto de novos equipamentos também tem
dos grandes fabricantes de bens de favorecido a impressão digital na seara
consumo. Em outras palavras, o cres- de rótulos auto-adesivos. Nesse aspecto,
cimento da tecnologia digital no ramo é inevitável mencionar a estratégia da
de auto-adesivos não tem relação com HP, que consolidou sua presença no
redução dos volumes de venda, mas mercado de impressão digital de rótulos
sim com uma nova realidade do vare- após a compra da fabricante israelense
jo, em que o aumento das linhas e as Indigo, há cerca de cinco anos. O negó-
segmentações de mercado pressionam cio é considerado estratégico não só por
para baixo as tiragens. ter alçado a HP à condição de líder do
É sabido que hoje os fabricantes setor, mas também por facilitar junto ao
precisam comunicar-se com merca- impressor convencional o entendimento
dos cada vez mais fracionados, nos das vantagens e da flexibilidade do pro-
quais as necessidades de personalização cesso digital. “A Indigo possuía na época
estão atreladas aos mais diferentes critérios, DADOS VARIÁVEIS a tecnologia digital mais próxima dos pro-
Nas gôndolas de bebidas
cessos convencionais”, lembra Fabio Setton,
alcoólicas, marcas
regionais e segmentações da SetPrint. Com a vivência de quem já teve
de mercado jogam equipamentos da Xeikon (ver quadro na pági-
as tiragens para na 22), Setton atua hoje com uma HP Indigo
baixo, favorecendo
impressão digital ws4050 e uma off-set Viva com hot stamping
mais serigrafia rotativa, também utilizada no
segmento de pequenas e médias tiragens.

O gargalo dos consumíveis
A despeito da adesão de um número crescen-
te de converterdores, o crescimento dos siste-
mas digitais no mercado de rótulos enfrenta
barreiras para as quais é difícil vislumbrar
soluções de curto prazo. Tal diagnóstico
ganha força quando as tiragens locais de
impressão digital de auto-adesivos são com-
paradas ao cenário visto em outros países.
Na Europa, por exemplo, a tiragem média
ABERTURA
A possibilidade de de rótulos produzidos com impressão digi-
atender demandas tal é de 600 metros quadrados, o dobro do
outrora represadas índice brasileiro. Essa diferença, dizem os
estimulou convertedores
FOTOS:DIVULGAÇÃO

como a Vilac, fornecedora
convertedores, é alimentada pelo alto custo
dos rótulos da ice Orso dos consumíveis utilizados nos processos de
Bianco, a investir em impressão digital.
equipamento da HP
“Diferentemente do cenário europeu, no

20 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Brasil os insumos de impressão digital ainda
são caríssimos”, compara Maurício W. Preto,
da Indexflex. “Isso faz com que seu desen-
volvimento ainda seja uma incógnita.” O
fato é que, fornecidas pela própria HP, as
tintas utilizadas na impressão digital não são
fabricadas no Brasil e, portanto, precisam ser
importadas. “Na Europa, a curva de aprovei-
tamento das tiragens digitais é muito melhor
devido ao preço mais atraente dos insumos”,
destaca o diretor da Indexflex. “Aqui, tira-
gens superiores a 10 mil rótulos já costumam
ser mais vantajosas em flexografia”, comple-
ta Maurício.

O nó do preço
No outro lado do balcão também ecoa a
necessidade de desatar o nó representado
pelo preço das tintas e de outros consumí-
veis. Walter Cassini, gerente de produto da DIFERENTES SUBSTRATOS Além do preço pouco competitivo dos
Comprint, que representa a linha de impres- No mercado de consumíveis, outro gargalo da impressão
cosméticos, filmes
soras digitais da HP no mercado brasileiro transparentes e
digital estaria na dificuldade de importação
de embalagens, concorda que o custo das impressão digital no de peças de reposição dos equipamentos.
tintas precisa cair para aproximar a tecnolo- verso dos rótulos “Fazer uma troca em garantia é quase impos-
ganham força
gia digital da demanda de maiores volumes. sível, pois as leis brasileiras não simplificam
“Na verdade a HP ainda não possui hardware o processo”, queixa-se Fábio Setton, da
para o mercado de grandes tiragens”, lembra SetPrint. Para ele, as dificuldades logísticas
Cassini. “Mas o objetivo da empresa é incre- e a burocracia explicam em grande parte a
mentar a performance de suas impressoras e diferença entre os cenários brasileiro e euro-
reduzir o custo dos insumos.” peu de impressão digital de auto-adesivos.

Responsável pela Xeikon dá primeiros passos no Brasil
À frente das soluções Segundo a empresa, o ressalta Cristiane de 2005, em Alphaville
de impressão digital da equipamento oferece Almeida, diretora (SP). “Estamos traba-
Xeikon desde a compra ao cliente o maior ciclo comercial de soluções lhando para que nossos
da marca em 2002, produtivo do mercado digitais da empresa. A clientes contem com
a belga Punch Graphix e o menor custo de filial brasileira da Punch um forte suporte local”,
aproveitou a primeira página impressa, aten- foi inaugurada no fim completa Cristiane.
edição da Expoprint, dendo a demanda
feira gráfica realizada por personalização CARRO-CHEFE
Com lançamento da
em São Paulo, em junho de rótulos em curtas Xeikon 5000 e reforço
último, para fortalecer e médias tiragens. no suporte, Punch
e divulgar sua presença “É uma solução que busca convertedores
locais de rótulos
na América Latina, além pode ser configurada
de efetuar o lançamen- com uma enorme
to nacional da Xeikon variedade de equi-
5000, impressora pamentos de aca-
digital colorida de alta bamento on-line ou
FOTOS:DIVULGAÇÃO

performance com foco off-line, oferecendo
no mercado de conver- excelente relação
são de auto-adesivos. custo x benefício”,

22 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Asterisco No aspecto reposição, contudo, boa parte
(11) 2295-2200 dos convertedores reconhece que o trabalho
www.etiquetasasterisco.com.br
da Comprint ajudou a impulsionar a impres-
Avery Dennison são digital de rótulos no Brasil, à medida que
(19) 3876-7600
absorveu custos extras e conseguiu disponi-
www.averydennison.com
bilizar estoques locais de peças. “Quando a
Comprint HP adquiriu a Indigo e a Comprint se tornou
(11) 3371-3371
www.comprint.com.br
distribuidora da marca no Brasil, senti que
teria mais apoio, principalmente em termos
Gumtac de assistência”, assinala Roberto Ribeiro, da
(21) 2450-9707
www.gumtac.com.br gráfica Asterisco, que possui duas impresso-
ras HP Indigo em seu parque gráfico.
HP
(11) 4197-8000
www.hp.com.br Desestímulo aos pequenos
Os convertedores também destacam que o
Indexflex protecionismo brasileiro na área de impres-
(11) 3618-7100
www.indexflex.com.br são digital é inócuo, pois nenhum fabricante
de máquinas nacional teria hoje condições de
Punch Graphix
enfrentar a concorrência da HP. “Esse tipo de
FOTOS:DIVULGAÇÃO

(11) 4195-9997
www.punchgraphix.com mentalidade só está travando o crescimento
do pequeno empresário brasileiro, que está
SetPrint
(11) 2133-0007
entre os principais usuários da tecnologia
www.setprint.com.br de impressão digital”, avalia Fábio Setton,
lembrando que grande parte de seus clientes
Stora Enso
+1-715-345-8060
demonstra interesse em modelos de rótulos
www.storaenso.com adequados a estratégias de exportação.
À parte a dificuldade de importação,
Vilac
(19) 3741-3300 torna-se evidente que, apesar do gradual
www.vilac.com.br ganho de participação na indústria de con-
MAIS FRAGMENTAÇÕES
Geléias e lubrificantes automotivos são exemplos
versão de rótulos, a tecnologia de impressão
de categorias nas quais as linhas de produto são digital não foi concebida para concorrer com
progressivamente segmentadas, impulsionando os métodos convencionais de impressão.
aplicações de rótulos impressos em sistemas digitais
Pelo contrário, a tendência é a junção das
tecnologias, desembocando em equipamen-
tos híbridos, que misturam conceitos digitais
e convencionais.
Basta dizer que, assim como uma off-set
hoje pode ser dotada de um CtP, uma impres-
sora digital possui um laser de gravação de
chapa. Outros dispositivos comuns, caso da
chapa gravada e da blanqueta, também aju-
dam a aproximar na prática os diferentes pro-
cessos. Em outras palavras, as impressoras
digitais estão “copiando” as convencionais,
ao passo que estas agregam cada vez mais
tecnologia eletrônica, visando diminuir o
tempo de acerto e gerar agilidade nas trocas
entre um trabalho e outro. São essas as van-
tagens que prometem continuar projetando a
tecnologia digital no setor de impressão de
rótulos auto-adesivos, ajudando a consolidar
no mercado brasileiro de conversão o concei-
to de one-stop shop.

24 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
vidro >>> refrigerantes

Amigo vaivém
Retornáveis de Fanta ganham ondas e novos mercados

R
etomado com força há quase cente. “A garrafa de vidro é extremamente
quatro anos, o estratagema competitiva: tem uma vida média de trinta
das embalagens retornáveis da vezes de retorno, além de ser reciclável”,
Coca-Cola brasileira respinga argumenta Márcio Américo Palmeira, da
cada vez mais sobre outros refrigerantes da área comercial da O-I do Brasil. O pro-
companhia que não o carro-chefe homô- fissional não revela o volume, mas diz
nimo. Mesmo sem números oficiais da que, com a estratégia dos fabricantes de
Coca-Cola, tudo leva a crer que as garrafas comercializar produtos com preços mais
de vidro retornáveis de Fanta com design em conta, houve um aumento expressivo
exclusivo, lançadas no fim de 2005, vêm do share das garrafas retornáveis no mer-
desempenhando bem seu papel. Da estréia cado de refrigerantes. As tampas metálicas
em praças restritas do país, as embalagens, da Fanta são fornecidas pelas empresas
nos volumes de 290 mililitros e 1 litro, Mecesa, Aro e Tapon Corona.
invadiram em julho os pontos-de-dose e os A Coca-Cola prepara novidades para
pequenos varejos paulistas. ampliar o sortimento de retornáveis. Na fila
As novas retornáveis de Fanta possuem de lançamentos ainda para este ano estão o
gargalo ondulado, em formato de balão. Kuat Zero e o Sprite Zero. Desta vez ofi-
Essa espécie de domo destaca “verrugas” ciais, informações dão conta de que o siste-
em alto relevo, que, além de diferenciarem ma Coca-Cola Brasil registrou um aumento
a garrafa, facilitam sua pega. Batizada de de 7% nas vendas do segundo trimestre de
Splash pela Coca-Cola, a silhueta foi pri- 2006, em comparação às do mesmo período
meiramente adotada nas garrafas de PET do ano passado, e que o crescimento da divi-
da marca, e trasladou-se para o vidro nas são brasileira foi superior à média global das
versões para consumo individual (além da operações da empresa, de 4%. Certamente

FOTOS: DIVULGAÇÃO
garrafa de 290 mililitros, foi lançada uma as retornáveis têm mérito nisso. (DM)
com 200 mililitros). No início de 2006, a
Aro Owens-Illinois do Brasil
família de retornáveis Splash cresceu com a (11) 6462-1700 (11) 6542-8000
introdução dos tamanhos 1 litro e 1,25 litro. www.aro.com.br www.oidobrasil.com.br
Com o mesmo propósito das garrafas Mecesa Tapon Corona
retornáveis de Coca-Cola, atingir as classes (85) 4009-2244 (11) 3885-8662
www.mecesa.com.br www.tapon-corona.com.br
C e D, os novos vasilhames de Fanta são
precificados, isto é, contam com marcação BULBO – Garrafa
de preço sugerido nas tampas. Seus focos Splash é projeto
mundial para a Fanta
comerciais são bares, padarias, minimerca-
dos e quitandas.

Alinhamento mundial
Folhas realçadas
Garrafas de Kuat ganham alto relevo
Conforme explica a assessoria de imprensa
da Coca-Cola, a conversão de todas as garra- Na disputa pela preferên- Illinois do Brasil, as gar-
fas da marca Fanta ao formato Splash, retor- cia nacional no segmento rafas de 200 e 290 mili-
de guaranás, a Coca- litros, 1 litro e 1,25 litro
náveis a tiracolo, é uma iniciativa mundial.
Cola também aposta do guaraná Kuat ganha-
Para a Owens-Illinois do Brasil, forne-
nas embalagens de vidro ram uma decoração em
cedora das garrafas retornáveis em questão
retornáveis com dife- alto relevo, que destaca
e de outras embalagens de vidro para a
renciação no formato. folhas de guaraná, um
Coca-Cola, o investimento no vaivém de
Fabricadas pela Owens- equity da marca.
vasilhames para refrigerantes tem sido cres-

26 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
híbridas >>> vinhos

Estilingue e escudo
Bag-in-box começa a deslanchar no mercado vinícola nacional como meio de
explorar o consumo por taça e represar a invasão das marcas dos vizinhos
FOTOS: DIVULGAÇÃO

HÁBITO – Com bag-in-
box, Aurora quer esti-

S
ucesso retumbante na Austrália, mular o consumo diário de sua principal grife, a Marcus James, em
onde já abocanha mais de 50% de Marcus James, sua bag-in-box.
principal marca
do mercado, e em franca ascensão No entender da Aurora, a nova embalagem
nos países europeus e nos Estados será uma ferramenta para difundir o hábito do
Unidos, o vinho em bag-in-box dá importantes consumo diário de vinhos entre os brasileiros.
passos para se firmar no neófito mercado brasi- Com volume de 3 litros, o equivalente a quatro
leiro. Instalada em Vinhedo (SP), a sucursal da garrafas convencionais da bebida, o bag-in-box
americana Scholle, referência nessa embalagem conta com uma válvula plástica especial, que
que, como o próprio nome em inglês denuncia, facilita a dosagem ao mesmo tempo em que
consiste em bolsas plásticas conformadas em impede a entrada de ar, evitando a oxidação e
caixas de papelão, vem fechando negócios com prolongando a vida do produto. “Esse é o grande
diversas vinícolas nacionais nos últimos meses. diferencial”, aponta Lourdes Conci, gerente de
Em setembro de 2004, quando EMBALAGEM- marketing da Aurora. “Com o bag-in-box é pos-
MARCA publicava reportagem sobre o tema, sível consumir de uma ou duas taças diariamente
nenhuma vinícola utilizava o bag-in-box. Hoje sem desperdício, uma vez que, após aberto, ele
elas já são dezoito, e um significativo contrato conserva o vinho por trinta dias mantendo todas
acaba de ser fechado com a Cooperativa Viníco- as suas características.” O formato da embala-
la Aurora, maior produtora de vinhos do país. gem permite o armazenamento em geladeira.
Aproveitando a ocasião da ABAD 2006, Além de garantir o consumo paulatino nos
feira da Associação Brasileira de Atacadistas e lares, o bag-in-box acena ainda com outro
Distribuidores realizada no início de agosto em aspecto promissor para a massificação do hábito
Curitiba, a Aurora apresentou ao mercado suas da dose diária. “Queremos que o bag-in-box
variedades Cabernet Sauvignon e Chardonnay motive o consumo em taças nos restaurantes”,

28 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
comunica Nelson Casarin Jr., da Dom Candido,
vinícola que a exemplo da Aurora acaba de
lançar um vinho em caixa. “Buffets de festas
também procuram cada vez mais vinhos de
boa qualidade a preço acessível, e são um canal
para a embalagem”, adiciona Gerson Aparecido
Arcos, gerente de exportações da indústria de
bebidas Alberto Belesso, de Jundiaí (SP), que
desfraldou em julho uma versão encaixotada
de seu vinho fino Belesso Cabernet Sauvignon,
produzido no Vale dos Vinhedos gaúcho.
A Belesso, a propósito, dá um providencial
exemplo de como as vinícolas começam a
enxergar o bag-in-box como veículo para vinhos
mais nobres, e não somente como alternativa aos
garrafões para vinhos populares, como ocorria
há alguns anos. Antes do novo Cabernet Sau-
vignon, a empresa lançara, no fim de 2004, uma
linha de vinhos de mesa em bag-in-box com a
marca São Marcos, com visível apelo econômi-
co – a caixa de 5 litros da bebida até destacava
o ganho de 400 mililitros obtido na comparação
com o tradicional garrafão de 4,6 litros. A Val-
duga seguia trilha parecida. “Nosso foco inicial
era justamente atender os restaurantes, porém
observamos uma excelente aceitação pelo con-
sumidor final”, afirma Juarez Valduga, diretor
geral da Casa Valduga. “Por isso, partimos para
a distribuição do produto também em lojas de
vinhos e supermercados.”

Barreira aos importados
Depois da boa acolhida de seus vinhos Cabernet
Sauvignon e Chardonnay em bag-in-box, lança-
dos há um ano, a Valduga acaba de lançar mais
uma variedade em caixa, a Cabernet Suave.
“Os produtores estão acordando para o binômio
vinho de qualidade e bag-in-box”, comenta João
Carlos Taffarel, sócio-diretor da gaúcha Vinhos
Finos Velha Cantina. “Por ser uma embalagem
mais barata que a tradicional, o bag-in-box pode
auxiliar os vinhos finos nacionais, que, pelas
tributações e pelo câmbio, estão fortemente
prejudicados pela concorrência desleal com os
vinhos importados, principalmente os vindos da
Argentina e do Chile”.
A Velha Cantina pode ser considerada uma
espécie de porta-bandeira da atual fase de ascen-
são do vinho brasileiro em bag-in-box. Segundo
Taffarel, a vinícola mantém conversações com a
Scholle desde 1994. Após uma série de estudos,
sua embalagem foi introduzida no mercado
em janeiro de 2005, com a instalação de uma
máquina própria de envase, criada pela Sava
Equipamentos Industriais, também da região
De gole em gole Candido
do vale vinícola gaúcho, em parceria com a Alguns dos vinhos nacionais Valduga (CV)
Scholle. Atualmente, a máquina é compartilhada que aderiram ao bag-in-box Cabernet
Sauvignon
com outras três vinícolas – Valmarino, Cave de
Amadeu e Scopel. “O equipamento torna o bag- Vinícola Dom
in-box viável à realidade dos pequenos e médios Candido
produtores”, divulga o engenheiro Carlos Alber- Lançamento:
to Sanches, sócio-diretor da Sava. Semi-auto- julho de 2006
mático e de pequeno porte, o equipamento é Impressão:
capaz de envasar até 150 bags de 5 litros por Carton Pack
hora e vem substituindo a linha de alta cadência
que a Scholle oferece aos compradores de suas
embalagens em regime de comodato – máquina
utilizada pelas vinícolas de maior porte como a
Casa Valduga e a Aurora. Alto Vale
Ansiosa quanto ao desempenho de seu bag- Cabernet
in-box, a Aurora aposta na força da grife Marcus Sauvignon,
Chardonnay e
James e numa mãozinha de suas embalagens
Cabernet Suave
originais. Explica-se. Seguindo uma idéia em
Casa Valduga Cordignano
voga no mundo todo para familiarizar o consu-
Lançamento: agosto Vinhos Finos
midor com o conceito de vinho em bag-in-box,
de 2005 (Cabernet Velha Cantina
as tradicionais garrafas de vidro da marca ocu-
e Chardonnay) e Lançamento:
pam papel de destaque na impressão das caixas,
agosto de 2006 janeiro de 2005
feita pela Igel. “É compreensível, pois o charme TreFradéi
(Cabernet Suave) Impressão:
imagético da garrafa de vinho é muito forte”, Cabernet +
Impressão: Tipograf Várias gráficas
aponta o enólogo Lucas Guerra, da Monte Merlot
Reale, outra vinícola a ter adotado o bag-in-box Vinícola
recentemente. Valmarino
Na Scholle, que também mantém forte pé Lançamento:
nas embalagens post-mix da Coca Cola, em novembro
embalagens assépticas para aplicação industrial de 2005
e em sistemas de exportação a granel de alimen- Impressão:
tos, a previsão de safra favorável continua. “O Tipograf
crescimento do bag-in-box para vinhos no Bra-
sil, nos últimos anos, só tem paralelo com o que
aconteceu em países como Suécia e Rússia”, diz
Roberto Bucker, diretor-presidente da Scholle
América Latina. “A tendência é de evolução de
20% em três a cinco anos.” (GK) Belesso Cabernet
Sauvignon
Carton Pack Sava Equipamentos
Alberto Belesso
(51) 2118-3900 (54) 3451-1693
www.cartonpack.com.br sava@italnet.com.br Lançamento: Monte Reale
julho de 2006 Tinto de Mesa
Igel Scholle
(51) 3041-8300 (19) 3826-8800 Impressão: Seco, Tinto Suave,
www.igel.com.br www.scholle.com.br Litografia Bandeirantes Branco Seco e
Branco Suave
Litografia Bandeirantes Tipograf
(11) 4582-5151 (54) 3452-6566 Monte Reale
www.litoband.com.br tipograf@terra.com.br Lançamento:
Metagraf junho de 2005
(54) 4009-2200 Impressão: Metagraf
comercial@metagraf.ind.br

30 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
fechamentos >>> vinhos

Olá, Vino-Lok
Tampa de vidro para vinhos desembarca no Brasil

P
ara horror dos sommeliers, total da garrafa, impedindo a entrada de
estudos apontam que as oxigênio e mantendo inalteradas as pro-
perdas de vinhos engarra- priedades dos vinhos. Como meio de
fados por problemas com proteção e de garantia de autenticidade,
as rolhas de cortiça – sobretudo pela a tampa de vidro é envolvida por uma
chamada “síndrome da rolha podre”, cápsula de alumínio.
também conhecida pela sigla TCA Há quatro meses, sob o nome
(vide EMBALAGEMMARCA nº 61, setem- comercial Vino-Seal, e com cápsulas
bro de 2004) – já superam os 10% da de aço em vez das de alumínio, a
produção anual. Diante disso, alternati- rolha de vidro da Alcoa CSI estreou no
vas para o fechamento de vinhos como mercado vinícola americano. A mais
a rolha de vidro Vino-Lok, da Alcoa recente adepta dessa tampa por lá é a
CSI, têm ganhado força. Lançada há californiana Léal Vineyards. “Evitar
quase dois anos na Europa, hoje ela já o TCA é o mais importan-
é utilizada por mais de 500 produtores te benefício, mas o visual
de vinhos ao redor do mundo. Agora, elegante da tampa de vidro
chega ao mercado brasileiro. ajuda a compor uma emba-
Inicialmente, a Alcoa CSI brasilei- lagem de ponta”, diz Frank
ra oferecerá a Vino-Lok às vinícolas Léal, proprietário da viní-
nacionais sob importações provenien- cola. (GK)
tes da Alemanha. A tendência é que o
Brasil se torne o hub para a expansão APORTE – Agora
da tampa na América do Sul, abaste- disponível no Brasil,
Vino-Lok já é utilizada
cendo produtores chilenos, argentinos por mais de 500 marcas
mundo afora, como a Léal
e de outros países vizinhos.
Com design moderno, a tampa de
vidro Vino-Lok é de simples aplicação
e garante fácil abertura pelo consu-
midor, sem necessidade de uso de
saca-rolhas. Propicia a vedação

Alcan Packaging Alcoa CSI
(11) 4075-6500 (11) 4195-3727
www.stelvin.pechiney.com www.alcoa.com.br

Outra opção em alta Stelvin: olho na Oceania

Tampa de rosca assedia vinhos australianos
De olho no mercado da Oceania, a Alcan inaugurou
em julho uma fábrica de tampas de rosca de alu-
mínio para vinhos Stelvin, em Adelaide, Austrália.
Orçada em cerca de 35 milhões de reais, a unidade
emprega sessenta pessoas. “A Stelvin faz sucesso
devido à praticidade e ao desempenho superior quan-
do comparada às rolhas”, diz Christel Bories, CEO da
Alcan Packaging. Um grande canal para a Stelvin é a
meia-garrafa para consumo em aviões e hotéis.
Convertedores toureiam… Blitze em favor do vidro
Dado o aumento de 12% no preço das
resinas termoplásticas, anunciado no
Entidade de classe lança ação para promover embalagens
início de agosto pelas petroquímicas, os A fim de promover a embalagem de vidro, a Associação Copo: o brinde
transformadores de plásticos aprovaram Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro da campanha
uma nova diretriz para o setor, que reco- (ABIVIDRO) começa a realizar blitze em mais de 700
menda o repasse imediato e integral dos bares e restaurantes de Salvador, São Paulo, Recife e Rio
reajustes para os clientes diretos. de Janeiro. Com o mote “Embalagem de vidro: amiga do
homem e da natureza”, a ação envolve a abordagem de
…e reajustes não acabam
clientes por promotores em estabelecimentos. Ao parti-
“Não podemos correr o risco de parar a

FOTOS: DIVULGAÇÃO
ciparem de uma gincana, os participantes recebem um
produção, mesmo porque embalagem é
copo de vidro da Nadir Figueiredo com o slogan da cam-
um item de primeira necessidade no mo-
delo atual de comércio. Não dá para ima- panha e a logomarca da Abividro. Iniciada em agosto, a
ginar nenhum produto sem ela”, disse ação se estenderá até setembro.
Rogério Mani, presidente da Associação
Brasileira da Indústria de Embalagens
Plásticas Flexíveis (ABIEF). Vale lembrar Para variar, americanos na ponta
que as resinas sofrerão novo reajuste em Estados Unidos são os líderes em máquinas para embalagem
setembro.
A Confederação dos Fabricantes de Unidos lideram o ranking, pelo décimo
LatinCan aqui Máquinas de Embalagens (COPAMA) ano consecutivo, com vendas totali-
O LatinCan’ 2007 será no Brasil, simul- acaba de consolidar sua mais recente zando 6,413 bilhões de dólares – ou
taneamente ao encontro anual da As- radiografia das vendas de equipa- 23% das vendas mundiais de maqui-
sociação Internacional de Embalagem mentos de embalagens no mundo, nário da área. Veja abaixo os quinhões
(IPA), que deverá reunir fabricantes de referente ao ano de 2004. Os Estados dos principais países.
embalagens metálicas de todos os con- 6%
3%
tinentes. É o que diz Luiz Barbosa, repre- 4% 23%
2%
sentante da LatinCan no Brasil. EUA
1%
China
Novos adesivos na Henkel França
14% Alemanha
Com base em tecnologia alemã, a Henkel
Itália
está lançando os primeiros adesivos do Japão
mercado brasileiro que vedam caixas Outros
plásticas transparentes de poliéster ou Rússia
12% Espanha
polipropileno. Os produtos, Technopur Suíça
CB 2004 e Technopur CB 2005, garantem 2% Reino Unido
14%
aplicação isenta de bolhas e evitam que
os produtos fiquem amarelados quando 19%
expostos aos raios UV.

Absolutamente novo Um viés moderado de melhora
Agência de design gráfico especializada Em faturamento, embalagens deverão crescer 5,43% em 2006
na valorização de marcas, a Design Ab-
Em volume, evolução vegetativa. De 5,43% a mais que o de 2005. Os núme-
soluto lançou seu novo portal na inter-
acordo com o economista Salomão ros foram divulgados no fim de agosto,
net (www.designabsoluto.com.br). Entre
os clientes da agência estão Unilever, Quadros, coordenador de análises eco- num evento realizado pela Associação
Hershey’s, Danone, Elma Chips e Kibon. nômicas da FGV, a produção física da Brasileira de Embalagem (ABRE). Dado
indústria de embalagens deverá crescer alentador: as exportações de embala-
Termocolor investe de 1,2% a 1,8% em 2006. O primei- gens vazias cresceram 25,85% no pri-
A fabricante de masterbatches Termo- ro semestre registrou crescimento de meiro semestre, com forte desempenho
color modernizou o seu parque fabril de 0,55% no quesito, com destaques para da indústria de metálicas (65,58%) e
Diadema (SP). Novas extrusoras dupla- o vidro (aumento de 8,94% em produ- papel e papelão (65,53%). “O cenário
rosca foram adquiridas e os equipamen- ção física) e para as metálicas (evolução é favorável pelo aumento do crédito e
tos de laboratório receberam atualização de 4,59%). O setor deve fechar 2006 do poder de compra e pela queda dos
tecnológica.
com faturamento de 33 bilhões de reais, juros e da inflação”, apontou Quadros.

32 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Edição: Guilherme Kamio

Mais bioplásticos aqui
Através de parceria, Cereplast ingressa no Brasil
Produtora de resinas termoplásticas embalagens IraPlast, de Iracemápo-
de rápida degradação, oriundas de lis (SP). É a primeira parceria inter-
fontes naturais renováveis como nacional da empresa americana. “Já
milho e amido de batata, a califor- existem indústrias brasileiras testan-
niana Cereplast fechou um acordo do embalagens feitas com a resina
de distribuição com a fabricante de da Cereplast”, revela Paulo César
Demarchi, sócio-proprietário da Ira-
plast. Segundo ele, os bioplásticos
da Cereplast podem ser utilizados
na produção de embalagens inje-
tadas, sopradas e termoformadas.
Descartáveis e refis de cosméticos
estão entre os principais alvos da
Descartáveis parceria.
de bioplástico (19) 3456-2039 • www.cereplast.com

“O incômodo, infelizmente, acaba
respingando no envasador, pois há uma
natural associação entre a embalagem
ruim e a marca do produto embalado”
Carlos Alberto Lancia, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas
Minerais (ABINAM), expressa na Plásticos em Revista de julho a insatisfação
do setor com os filmes termoencolhíveis (shrinks). Segundo ele, as perdas
decorrentes do rompimento das películas plásticas chegam hoje a 5%.

Rumo à Amazônia
Norte brasileiro ganhará fábrica de tampas da Rexam
Líder mundial na produção de latas de embalagens a preços competiti-
para bebidas, a Rexam anunciou que vos”, afirma Balbi. “E a logística, sem
instalará uma nova fábrica na América dúvida, tem um papel importante
do Sul, no Pólo Industrial de Manaus. nessa estratégia.”
Orçada em 33 milhões de dólares,
a unidade produzirá tampas para o
mercado doméstico e iniciará suas
operações no começo de 2007, abrin-
do 120 postos de trabalho. Segundo
André Balbi, presidente da Rexam no
setor de latas para bebidas na Améri-
ca do Sul, o novo projeto aumentará
a presença da fornecedora numa
importante região do país. “A idéia
é estarmos cada vez mais próximos Rexam fará
dos nossos clientes, atendendo-os de tampas em
Manaus
forma ágil, com as melhores opções
metálicas >>> processos

Agora em duas peças
Metalgráfica Renner lança nova geração de latas de aço cônicas

L
atas cônicas não chegam a cons-
tituir uma grande novidade para
quem atua na seara das metalgrá-
ficas. Embalagens de aço cuja
base tem diâmetro inferior ao do
bocal foram lançadas no Brasil
em 2000, pela metalgráfica
gaúcha Renner. O aspecto de
cone visava gerar economia
de espaço na área de estoca-
gem, prerrogativa cada vez
mais desejada por profissio-
nais de logística e distribui-
ção de indústrias usuárias de
embalagem. Agora, uma segun-
da geração de latas cônicas está
sendo lançada pela Metalgráfica Renner,

DIVULGAÇÃO
prometendo avanços técnicos em relação
àquelas divulgadas anos atrás.
Em primeiro lugar, os novos acondiciona-
mentos são constituídos de duas peças – corpo
ESPAÇO
e tampa. Trata-se de uma diferença impor- Ganho na área
tante em relação à primeira geração de latas de estocagem mente a lata, mas possibilita vazamentos e a
cônicas, que eram produzidas em três peças subiu para 82% entrada de oxigênio”, comenta Rocha.
– fundo, corpo e tampa. Gilmar da Luz Rocha, A característica de vedação é essencial
gerente comercial da Metalgráfica Renner, em dois mercados-alvo vislumbrados pela
afirma que a mudança amortizou o consumo Metalgráfica Renner para suas latas cônicas:
de folhas e a porcentagem de sucata gerada. tintas gráficas e alimentos. No primeiro caso,
“Também é possível obter, com um número o fechamento a vácuo impede a criação da
menor de passadas em máquina, uma área chamada casca oxidada. Já na indústria de
mais ampla de impressão, inclusive no fundo alimentos, a barreira contra oxigênio conserva
da embalagem”, fala Rocha. as propriedades nutricionais dos produtos por
Outra vantagem da redução do número de mais tempo.
peças está ligada aos aspectos de vedação da Metalgráfica Renner Quanto ao ganho de espaço na área de
lata cônica. Sem a solda lateral e com uma www.metalgraficarenner.com.br estocagem, que era de 62% nas latas lançadas
única peça compondo seu fundo e corpo, a (51) 3489-9700 em 2000, o gerente comercial da Metalgráfica
lata é “totalmente estanque”, nas palavras do Renner afirma que ele subiu para 82%, graças
gerente comercial da Renner. Rocha observa à otimização do encaixe de uma lata sobre a
que essa característica permitiu desenvolver outra, diminuindo a altura da pilha de embala-
um sistema de fechamento a vácuo. Com ele, gens. Por fim, Rocha afirma que a conicidade
a estanqueidade da embalagem seria total, evi- das embalagens foi ampliada com ajuda da
tando a entrada de oxigênio na lata e garantin- chamada estampagem profunda. “É o pro-
do a conservação do produto acondicionado cesso de conformação da folha-de-flandres
por mais tempo. que repuxa o material ao limite do seu escoa-
“A tampa convencional não confere essa mento, na maior profundidade que o material
propriedade. Ela somente fecha mecanica- suporta sem romper.” (LH)

36 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
entrevista >>> Antonio Carlos Franchini Filho

De tubaínas dispersas
a emergentes associadas

U
ma boa e uma má notícia para as marcas Quais os critérios para uma marca de refrigerantes ser
líderes de refrigerantes. A boa é que de considerada regional?
cerca de dois anos para cá as vendas dos O fabricante regional é basicamente o pequeno fabricante.
refrigerantes regionais estacionaram na Convém esclarecer que no nosso ramo não existem produ-
casa dos 29% do volume de vendas do tores médios, dada a elevadíssima concentração de merca-
setor, freando uma escalada iniciada no início dos anos do. Há as megaempresas, multinacionais, e as pequenas.
90 rotulada como “tubainização do mercado”. A ruim: os Por maiores que elas sejam, as pequenas não chegam a
donos das marcas emergentes decidiram se unir e criar atingir um grau que possa ser considerado médio e inva-
uma entidade de classe própria, para brigar por mercado riavelmente suas distribuições não atingem a totalidade do
e estimular a adoção do marketing agressivo em seus mercado nacional. Abrangemos desde empresas com ven-
modelos de negócios. das médias mensais de 10 000 pacotes a 15 000 pacotes de
Fundada em meados do ano passado, a Associação dos refrigerante até aquelas com 800 000 pacotes, 1 milhão de
Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (AFREBRAS) já pacotes por mês. É um leque bem diversificado.
pleiteia revisões tributárias junto ao governo e, no terreno
do marketing, planeja lançar embalagens mais vendedoras Quais as reivindicações da AFREBRAS em relação à
para competir com as multinacionais. Seu vice-presidente, carga tributária que incide no setor?
Antonio Carlos Franchini Filho – mais conhecido como Buscamos justiça tributária, ou seja, proporcionalidade.
Kakalo, diretor da Franchini Indústria e Comércio Ltda., Hoje o sistema tributário brasileiro, em nível federal
de Franca (SP), detentora dos refrigerantes Fors –, deu a – IPI, PIS e COFINS –, baseia-se em cotas fixas. A tribu-
seguinte entrevista a EMBALAGEMMARCA. tação sobre o preço de venda do meu produto é a mesma
sobre os preços do das grandes corporações. O IPI, por
Por que a AFREBRAS foi criada? exemplo, tem valor fixo de 1,43 real por pacote. Ele vale
Alguns pontos levavam nosso setor ao desespero. Os tanto para o fabricante regional, que vende um pacote a
pequenos fabricantes de refrigerantes ficavam desagre- 9 reais, quanto para uma multinacional, que vende um
gados, afastados uns dos outros, e acabavam tendo uma pacote a 13 reais, 14 reais. Resumo: a carga tributária
força muito aquém daquela que deveriam ter. Isso nos sobre os pequenos acaba sendo proporcionalmente maior.
trouxe desvantagens tributárias e falta de estratégias cole- Hoje, a tributação por valor agregado sobre um regional
tivas, o que acabou provocando o fechamento de mais da fica numa média de 54,06% do que ele gera de divisas.
metade das empresas de nosso segmento. Em 2000 havia Enquanto isso, nas gigantes esse número cai para 45,6%.
830 fabricantes regionais de refrigerantes no Brasil. Hoje, Sabendo de distorções como essas, decidimos oficializá-
temos 304. Por isso, resolvemos nos unir para ganhar las. Contratamos o Instituto Brasileiro de Planejamento
maior organização e dispor de uma palavra de força, que Tributário (IBPT). Foi feita uma radiografia do nosso
pudesse ser ouvida com credibilidade. mercado no que tange à questão tributária. Com o estudo

União de marcas regionais, a Associação dos
Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (AFREBRAS)
quer beliscar os calcanhares das multinacionais do
setor. O vice-presidente da entidade explica como
DIVULGAÇÃO

38 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
em mãos, procuramos a Receita Federal, alguns senadores
e deputados, a fim de sensibilizá-los. Não queremos van-
tagem nenhuma. Queremos apenas poder jogar com fair
play. Aguardamos resultados.

Como demonstra o caso da Coca-Cola, os grandes
fabricantes vêm apostando nas embalagens retornáveis
de vidro como forma de conter o avanço das marcas
regionais. É uma estratégia ameaçadora, na avaliação da
AFREBRAS?
No nosso ponto de vista a estratégia é válida, pois a garrafa
retornável é mais rentável. Mas se ela objetiva recuperar
share ou criar reserva de mercado ela é equivocada, pois
a grande maioria dos regionais já possui linhas de envase
de garrafas retornáveis. O vidro poderia ser uma barreira
cinco, dez anos atrás, mas não é mais. Quem não tem linha
própria dispõe de uma grande facilidade de terceirização,
até pela união que surgiu com a Associação. É possível
envasar em um fabricante próximo, aproveitando a ocio-
sidade da linha. Hoje não há dificuldade nenhuma para o
fabricante regional implantar o uso da garrafa retornável.
Inclusive nós temos na AFREBRAS um projeto de criação
de uma garrafa de vidro universal para as regionais. Uma
garrafa personalizada para as empresas do nosso porte já
demonstra a força resultante de nossa união.

Muitas marcas regionais ficaram conhecidas pelas garra-
fas de vidro de cor âmbar. Essa garrafa ainda é bastante
utilizada pelos fabricantes do setor?
A garrafa âmbar ainda é utilizada em algumas regiões
do país, principalmente para atingir as classes de menor
renda. A situação atual já não é aquela do passado, mas,
por estimativa, já que não temos um número oficial,
acredito que a embalagem típica de cerveja não chega a
representar 5% das embalagens utilizadas pelo setor.

Uma das funções da nova garrafa de vidro identificada
com o refrigerante regional seria substituir esse residual
de garrafas âmbar?
Isso. A intenção é exatamente agregar valor. Sabemos
que a garrafa âmbar sofre uma rejeição muito grande do
consumidor, pois é muito vinculada à cerveja. Algumas
marcas regionais já têm seus vidros personalizados,
mas há aqueles que não têm condição de bancar designs
próprios. O projeto surgiu também pensando nesses pro-
dutores. Eles terão uma garrafa diferenciada, com maior
valor agregado, de fácil aquisição. O projeto foi intensa-
mente discutido no primeiro congresso do setor que nós
realizamos, o CONFREBRAS (realizado em novembro de
2005) e está aí, à espera. Se a volta maciça da embalagem
de vidro ao mercado se confirmar, ele poderá agir com
bastante força.

setembro 2006 <<< EmbalagemMarca <<< 39
entrevista >>> Antonio Carlos Franchini Filho

Parece que a participação da garrafa de PET, embalagem a cada dia. Embora a lata já não represente nenhuma difi-
associada ao crescimento dos refrigerantes regionais, caiu culdade para o pequeno fabricante, certamente a embala-
ligeiramente nos últimos anos. Trata-se de uma estratégia gem de aço de duas peças poderá facilitar ainda mais seus
do setor para fugir um pouco dos progressivos aumentos negócios.
de preços dos plásticos?
A participação da garrafa de PET no segmento diminuiu, A distribuição limitada, com uma qualidade de abaste-
sem dúvida. Mesmo sem estatísticas oficiais, creio que o cimento diferente daquela das multinacionais, sempre é
share atual deva ser de 60%, 65%. destacada como uma das razões do
Já foi maior. Certas empresas de “A maioria dos sucesso dos refrigerantes regionais.
fato optaram por ampliar o mix de Quais os princípios desse modelo?
embalagens por estratégia, mas con-
sidero importante ressaltar que sem-
fabricantes regionais já Uma quantidade maciça de fabri-
cantes regionais tem uma tradição
pre tivemos um canal aberto não muito grande. São empresários que
só com os fornecedores de resinas, possui linhas de envase estão no mercado de bebidas há
mas com toda a cadeia do plástico. muito tempo e que são conhecidos
Procuramos utilizar esse diálogo, de garrafas retornáveis. há muitos e muitos anos, cada um
essa abertura toda, para minimizar em sua respectiva região. O aten-
o impacto dos repasses. Além de O vidro poderia ser dimento é totalmente diferenciado.
gerar força nas conversações com O cliente já conhece a empresa.
fornecedores, já que o poder de bar-
ganha das multinacionais é muito
uma barreira cinco, dez Tem amizade com os proprietá-
rios. É um tipo de atendimento
maior, a Associação também serve que jamais uma grande corporação
como um fórum de informações.
anos atrás, mas não poderá oferecer, até pela dificulda-
Os associados sempre são alerta- de implicada pelos seus modelos de
dos: “Olha, logo haverá um repasse, é mais. Inclusive nós atendimento nacional. Enquanto as
então é melhor você se preparar, se multinacionais pronunciam custo-
antecipar a possíveis reajustes”. temos o projeto de uma mer intimacy, falamos em negócios
lado a lado com a clientela. Essa
Em que pé se encontra a atual embalagem de proximidade também reverte favo-
estrutura produtiva de embalagens ravelmente no que diz respeito ao
de PET dos fabricantes regionais consumidor final.
de refrigerantes? A maioria das
vidro universal para
empresas já conta com sopradoras Como assim?
próprias? nossas marcas” Nosso consumidor muitas vezes
Sim. Grande parte dos fabricantes tem sopradora em demonstra uma espécie de bairrismo. Já detectamos
fábrica. As sopradoras, periféricos e outros equipamentos muitas vezes a questão do “ah, esse fabricante é daqui,
de embalagem tornaram-se mais acessíveis nos últimos é da nossa região, então temos que prestigiá-lo”. É um
anos. Uma sopradora de pequeno porte não sai caro para o comportamento que varia de intensidade de acordo com
produtor regional. Porém ainda temos algumas empresas a região. No Paraná e no interior de São Paulo esse senti-
que utilizam terceiros para o suprimento de embalagens e mento é muito forte. Como mantínhamos no passado certa
outros praticando a modalidade in-house. distância, agora percebemos de forma mais palpável, nas
reuniões e conversas, como isso é importante.
A lata de aço, agora produzida em duas peças, ensaia uma
retomada de espaços no mercado brasileiro de bebidas. Da mesma forma que ocorre com as emergentes cerveja-
Considerando o aspecto custo, essa nova latinha poderá rias pequenas e médias que vêm crescendo no Brasil, os
ser uma embalagem atraente para as marcas regionais? quadros das empresas de refrigerantes regionais também
Veja só: já foi difícil para o pequeno produtor consumir são compostos por profissionais egressos das grandes
latinhas de alumínio no passado, mas isso também desa- corporações?
pareceu. Não existem mais embalagens inalcançáveis Não sei se é a maioria, mas uma parcela significativa de
pelos refrigerantes regionais. Novamente não disponho proprietários dos refrigerantes regionais vem de experiên-
de um número certeiro, mas um volume significativo de cias em grandes empresas do setor de bebidas. É por isso
marcas de nosso segmento utiliza latas, e a adesão cresce que o respeito às pequenas vem crescendo nas grandes

40 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
corporações, até porque elas sabem que por trás das mar-
cas regionais tem gente qualificada, com know how, que
sabe como as coisas funcionam na concorrência e que já
viveu a realidade do outro lado.

A união em torno da AFREBRAS facilita a promoção das
marcas dos fabricantes? É um projeto da Associação?
Com a fundação da Associação nós passamos a focar de
modo muito forte a valorização da marca, até porque a
briga no nosso mercado se torna cada vez mais acirrada.
Alguns fabricantes, antes da AFREBRAS, não tinham
visão de valor de marca, de valor de produto, junto ao
consumidor. Pregamos, em todas as reuniões e em todas as
assembléias, a importância dos investimentos em marke-
ting, na marca de cada um. No próprio CONFREBRAS
nós promovemos duas palestras de marketing, com profis-
sionais gabaritados, falando de inovação tecnológica, de
marketing através da embalagem, de promoção. Queremos
que os associados invistam cada vez mais em suas marcas,
já que elas são os maiores valores dos fabricantes.

É possível conciliar os altos investimentos em marketing
com preço baixo, aspecto que parece ser fundamental para
as marcas regionais?
Vale dizer que é cada vez mais escassa a parcela dos fabri-
cantes que trabalham exclusivamente focados em preço.
O preço baixo já foi o grande atrativo dos refrigerantes
regionais, mas podemos apontá-lo como o grande respon-
sável pela quebradeira de mais da metade das empresas do
setor. Os preços dos refrigerantes regionais e das grandes
marcas se aproximaram à medida que nós nos aprimora-
mos e investimos para justificar essa proximidade. Quem
não trabalhava marca e qualidade desapareceu.

Na prática, qual vem sendo o discurso para incutir nos
associados essa necessidade de investimento na promoção
das suas marcas?
As conversas mais contundentes sobre reposicionamen-
to das estratégias de vendas começaram mesmo no
CONFREBRAS, como já mencionei, mas desde então
elas vêm caminhando consistentemente. Reforçando, nós
estamos orientando o setor a olhar menos para o preço,
e já temos marcas que concorrem preço a preço com
as das grandes corporações. Não é difícil chegar a uma
rede de varejo e encontrar um refrigerante regional com
mínima diferença de preço ou até com o mesmo preço do
refrigerante de grande marca. A mesma trilha é percorrida
em termos de apresentação de produto. Vemos que quem
está sobrevivendo é quem se preocupa com inovações em
embalagem – formatos diferenciados, rótulos atraentes,
enfim, produtos desenvolvidos. (GK)
(Colaborou Leandro Haberli)

setembro 2006 <<< EmbalagemMarca <<< 41
evento >>> prêmio abre

Inovação e funcionalidade
Agências de design, convertedores e empresas usuárias são premiadas pela Associaç

E
m evento que reuniu cen- cer as empresas que investiram no apri- gem. A citação como vencedor cabe à
tenas de representantes da moramento das embalagens de seus empresa que inscreve o projeto.
cadeia de embalagens na produtos. Instituído em 2001, o Prêmio
noite de 23 de agosto, no De acordo com a ABRE, foram ins- ABRE tem apoio da ULADE – União
Espaço Contemporâneo, em São Paulo, critas 310 embalagens, que concorre- Latino-Americana de Embalagem
foi entregue o 6º Prêmio ABRE de ram nos módulos Design, Embalagem e do Programa Brasileiro de Design
Design & Embalagem. Promovido pela e Estudante, divididos em 27 catego- do Ministério de Desenvolvimento da
Associação Brasileira de Embalagem, rias, incluindo o voto popular, resulta- Indústria e do Comércio. As embala-
o concurso tem como objetivo incenti- do da escolha dos visitantes da Fispal gens vencedoras, apresentadas a seguir,
var o desenvolvimento da embalagem Tecnologia, realizada em junho último serão expostas em outubro na Pack
FOTOS: DIVULGAÇÃO

nacional e o crescimento de todos os em São Paulo. A avaliação técnica das Expo 2006, em Chicago, e concorrerão
elos desta cadeia produtiva, além de embalagens foi feita por um grupo de ao WorldStar, prêmio internacional do
estimular o interesse da indústria em profissionais especializados em diver- setor realizado pela WPO – Organização
investir em novos projetos e reconhe- sas áreas do segmento de embala- Mundial de Embalagem. (FP)

Design Alimentos Doces
Nescau Edição Limitada
Vencedor: FutureBrand
Design: FutureBrand • (11) 3821-1166 • www.futurebrand.com
Convertedores:
Cia. Metalúrgica Prada • (11) 5682-1000 • www.cabenalata.com.br
Sonoco For-Plas • (11) 5097-2750 • www.sonocoforplas.com.br
Usuário: Nestlé
Design Bebidas Alcoólicas
Rum Montilla Limão
Vencedor: CCL Label
Design: 100% Design • (11) 3032-5100 • www.100porcento.net
Convertedores:
Guala Closures • (11) 4166-2402 • www.gualaclosures.com
Design Alimentos Salgados CCL Label • (19) 3876-9300 • www.ccllabel.com.br
Vono CIV • (11) 2172-7400 • www.civ.com.br
Vencedor: Oz Design Usuário: Pernod Ricard
Design: Oz Design • (11) 5112-9200 • www.ozdesign.com.br
Convertedor: Inapel Embalagens • (11) 6462-8800 • www.inapel.com.br
Usuário: Ajinomoto

Design Bebidas Não-Alcoólicas
Garrafa de Alumínio M5
Vencedor: Coca-Cola
Design: Coca-Cola
Convertedores:
Exal • +54 (2322) 496-226 • www.exal.com
Aro • (11) 6412-7207 • www.aro.com.br
Usuário: Coca-Cola

42 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
reconhecidas
ão Brasileira de Embalagem

Design Higiene e Limpeza
Assim Triplação e Ultra
Vencedor: M Design
Design: M Design • (11) 3839-0969 • www.mdesign.art.br
Convertedor:
Impressora Paranaense • (11) 6982-9497 • www.dixietoga.com.br
Usuário: Assolan

Design Cosméticos e Cuidados Pessoais
Natura Humor
Vencedor: Natura Cosméticos
Design: Desgrippes Gobé • www.dga.com
Gragnani Agência Conceito • (11) 3815-5772
Convertedores:
Saint-Gobain • (11) 3874-7626 • www.sgembalagens.com.br
Rexam Beauty Packaging • (11) 3819-0244 • www.rexam.com.br
Box Print Grupograf • (11) 5505-2370 • www.boxprint.com.br
Bristol e Pivaudran • (11) 6465-7000 • www.bristolepivaudran.com.br
Gráficos Sangar • (11) 5588-1900 • www.sangar.com.br
Nilpel • (11) 2191-7700 • www.nilpel.com.br
Usuário: Natura Cosméticos
Design Saúde e Farmacêuticos
White Class
Vencedor: Design Inverso
Design: Design Inverso • (47) 3441-7766 • www.designinverso.com.br
Convertedores:
Gráfica 43 • (47) 3221-1200 • www.43sagrafica.com.br
Confetti • (11) 5696-3600 • www.confetti.com.br
Toplast • (47) 3424-0217 • www.toplast.ind.br
Grifiart • (47) 3427-5000 • www.grifiart.com.br
Impressora Ipiranga • (47) 3433-7533 • www.impressoraipiranga.com.br
Usuário: FGM Produtos Odontológicos

Design Marcas Próprias
Bola de Chocolate da Copa 2006 – “Brasil rumo ao Hexa”
Vencedor: Mazz Design
Design: Mazz Design • (11) 3842-7880 • www.mazz.com.br
Convertedor: Nova Página Gráfica e Editora • (11) 3531-7000 • www.novapagina.com.br
Usuário: Grupo Pão de Açúcar

Design Miscelânea
Estojo flipbox para lápis de cor
Vencedor: Faber-Castell
Design: Gad Design • (11) 3040-2222 • www.gad.com.br
Convertedor: Embraplás • (19) 3208-0299 • www.embraplas.com.br
Usuário: Faber-Castell

Design Bricolagem
Embalagem Visual para Torneira de Parede – Linha Aspen
Vencedor: Deca
Design: Deca
Convertedores:
Gráfica São Januário • (11) 6246-7552
Fenicce Embalagens • (11) 6280-0866 • www.fenicce.com.br
Usuário: Deca

Design Família de Produtos
Linha Ninho
Vencedor: Pande Design Solutions
Design: Pande Design Solutions • (11) 3849-9099 • www.pande.com.br
Convertedor:
CBL – Cia. Brasileira de Latas • (11) 6090-5005 • www.cbl.ind.br
Usuário: Nestlé

44 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Redesign Alimentos e Bebidas
Batata Palha Fritex
Vencedor: Sart/Dreamaker Brand & Design
Design: Sart/Dreamaker Brand & Design • (11) 3887-4133 • www.sdgroup.com.br
Convertedores:
Plasco • (11) 4198-3000 • www.plasco.com.br
Itap Bemis • (11) 5516-2000 • www.dixietoga.com.br
Usuário: Pandurata Alimentos

Redesign Produtos em Geral
Embalagem diferenciada com destaque para lacre inovador
Vencedor: Bauen Indústrias Plásticas
Design: NR Design (31) 3285-4401
Convertedor: Bauen Indústrias Plásticas • (21) 2290-7725 • www.bauenplasticos.com.br
Usuário: Schering Plough

Embalagem Alimentos
Nescau Edição Limitada
Vencedor: Nestlé
Design: FutureBrand (11) 3821-1166 www.futurebrand.com
Convertedores:
Cia. Metalúrgica Prada (11) 5682-1000 www.cabenalata.com.br
Sonoco For-Plas (11) 5097-2750 www.sonocoforplas.com.br
Usuário: Nestlé

Embalagem Bebidas
Coleção Balde Copa
Vencedor: Nestlé
Design: Pande Design Solutions (11) 3849-9099 www.pande.com.br
Embalagem Higiene e Limpeza Convertedor: CBL – Cia. Brasileira de Latas (11) 6090-5005 www.cbl.ind.br
Tixxan Ação Máxima Usuário: Nestlé
Vencedor: Rigesa Celulose, Papel e Embalagens
Design: Seragini Farné • (11) 2101-4300 • www.seraginifarne.com.br
Convertedor: Rigesa • (19) 3707-4082 • www.rigesa.com.br
Usuário: Química Amparo

Embalagem Cosméticos e Cuidados Pessoais
Praticidade com Elegância
Vencedor: Kimberly-Clark
Design: 100% Design • (11) 3032-5100 • www.100porcento.net
Convertedor: Ibratec Artes Gráficas • (11) 4789-4200 • www.ibratecgrafica.com.br
Usuário: Kimberly-Clark

46 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Embalagem Miscelânea
Sales Kit Faber-Castell
Vencedor: TW Design
Design: TW Design • (11) 5535-6011 • www.twdesign.com.br
Convertedor: Different Brindes • (11) 3392-2854
Usuário: Faber-Castell

Embalagem Exportação
Fechamento Ploc Off VP (vacuum packing)
Café Toleno
Vencedor: Brasilata
Embalagem Promocional Design: Encma • (11) 3885-6837 • www.encma.com.br
2ª Edição dos Melhores Cafés do Brasil – ABIC Convertedor: Brasilata • (11) 3871-8500 • www.brasilata.com.br
Vencedor: Rigesa Celulose, Papel e Embalagens Usuário: Café Toleno
Design: GSB2 Propaganda • (19) 3661-1313 • www.gsb2.com.br
Convertedor: Rigesa Celulose, Papel e Embalagens • (19) 3707-4082 • www.rigesa.com.br
Usuário: ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café

Embalagem Inovação Tecnológica
Embalagem diferenciada com destaque para lacre inovador
Vencedor: Bauen Indústrias Plásticas
Design: NR Design • (31) 3285-4401
Convertedor: Bauen Indústrias Plásticas • (21) 2290-7725 • www.bauenplasticos.com.br
Usuário: Schering Plough

Embalagem Design Industrial
Estojo flipbox para lápis de cor
Vencedor: Faber-Castell
Design: Gad Design • (11) 3040-2222 • www.gad.com.br
Convertedor: Embraplás • (19) 3208-0299 • www.embraplas.com.br
Usuário: Faber-Castell

48 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Embalagem para Food Service, Delivery e Take Away
Kit Feijoada Extra
Vencedor: Grupo Pão de Açúcar
Design: M Design • (11) 3839-0969 • www.mdesign.art.br
Convertedor: Klabin • (11) 4558-7070 • www.klabin.com.br
Usuário: Grupo Pão de Açúcar

Estudante
Ybá – sistema de embalagens para frutas brasileiras
Vencedor: Henrique de Souza Gomma

Ecodesign
Poli Bio – nova tecnologia em embalagens biodegradáveis
Vencedor: Poly-Blow
Design: Poly-Blow • (11) 4178-0011 • www.polyblow.com.br
Convertedor: Poly-Blow
Usuário: Brascola

Embalagem do Futuro
Kraft Cap – embalagem
para transporte de vidros
Vencedor: César Zanchet
Voto Popular
Coleção Balde Copa
Vencedores: Nestlé / Pande
Design: Pande Design Solutions • (11) 3849-9099 • www.pande.com.br
Convertedor: CBL – Cia. Brasileira de Latas • (11) 6090-5005 • www.cbl.ind.br
Usuário: Nestlé

Empresa do Ano
Natura Cosméticos
www.natura.com.br

50 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Novo biscoito
Plug@dos
com embalagem
brilhante e
interativa :D

A Itap Bemis mostra mais uma vez a qualidade de seu trabalho
ao cuidar do processo de impressão das embalagens
do novo biscoito da Adria, os Plug@dos.

Com uma embalagem que explora o efeito metalizado,
foram utilizadas tintas com cores vibrantes
criando um visual surpreendente.

Tudo isso para atrair as crianças da nova geração
e alavancar as vendas do novo lançamento!
metálicas >>> tecnologia

Bossa nova na pele
Alternativa ao verniz mais litografia, tecnologia de revestimento e decoração de
chapas com filmes plásticos pode sacodir o negócio de embalagens metálicas

E
m mais um capítulo da série “idéias a Novus-1200 lamina chapas metálicas com
virtualmente singelas, mas, na prá- o Hostaphan RBL, um filme transparente
tica, extraordinárias”, uma recém- de PET biorientado criado pela Mitsubishi
lançada laminadora da alemã especialmente para o processo. Em bobinas
Billhöfer, a Novus-1200, pinta como a catali- impressas, para a decoração externa, ou inco-
sadora de uma nova proposta de produção de lores, para o revestimento interno, a película
embalagens metálicas. A máquina possibilita o é laminada no metal por meio de um adesivo
acabamento de latas e tampas, de aço ou alumí- hot melt especial da Jowat (veja o infográfico
nio, com películas plásticas, numa alternativa na pág. 54).
à tradição do envernizamento interno aliado Metalúrgicas do mundo inteiro vêm se
à decoração litográfica. Aplicável a diversos ouriçando frente à tecnologia, e não é difícil
formatos de recipientes e tampas – latinhas, entender por quê. “Acontece que a produção
baldes, tubos de aerossóis, potes e rolhas de embalagens metálicas não sofre alterações
metálicas, entre outros –, a tecnologia foi des- radicais há décadas”, levanta Peter Bartsch,
cortinada na mais recente edição da feira de diretor de operações da Billhöfer. Embora
negócios Metpack, ocorrida em abril do ano tenha evoluído nos últimos anos com os sur-
passado na cidade alemã de Essen, e apresen- gimentos de máquinas mais velozes, capazes
tada em caráter oficial ao mercado em janeiro de aplicar com alta precisão de registro até
último, num open house realizado na oito cores numa única passagem, e do com-
sede da Billhöfer, em Nuremberg. puter-to-plate, que trouxe maior flexibilidade
Para o desenvolvimento do novo e qualidade à pré-impressão, o acabamento CASCAS – Uma amostra
conceito em acabamento, a Billhöfer convencional continua refém de certos incô- de latas e tampas cujas
chapas foram laminadas
costurou acordos de cooperação modos. “O padrão atual implica num investi-
com películas plásticas
com a fabricante de filmes plásti- mento altíssimo para aquisição de máquinas na máquina da Billhöfer
cos Mitsubishi Polyester Film, com e em grandes espaços para sua instalação”,
a fornecedora de adesivos Jowat argumenta Bartsch. “Ademais, os custos com
AG e com a convertedora suíça energia para os fornos de secagem vêm
Kleiner AG. Em linhas básicas, aumentando, assim como as recla-
ÃO
VULGAÇ
FOTOS: DI

52 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
7
4 5 2
8 1

DIVULGAÇÃO
6
3

MODUS OPERANDI – Na Novus-1200, as chapas de metal são desempilhadas por um alimentador automático (1), para passarem por tratamento
Corona (2) e ganharem tensão superficial adequada para o processo de laminação. O filme da bobina (3) é revestido com adesivo, num processo
sem contato realizado no sistema de aplicação de adesivo (4), e então laminado nas chapas de metal na unidade de laminação (5) por meio de
dois cilindros. O painel central de operações (6) controla todas as funções da máquina. As chapas são novamente separadas por um dispositivo
laser (7), que corta o filme precisamente nas bordas das chapas antes de elas serem transportadas à saída (8), onde são empilhadas

mações quanto às emissões resultantes do sentar comprovações práticas dos diferenciais
processo de cura das tintas”. realçados por sua fabricante. O que garante
Segundo a Billhöfer, enquanto na Europa crédito à Billhöfer é o fato de ela não ser uma
uma linha convencional de acabamento de latas pára-quedista na área, sendo detentora de um
exige um investimento inicial de 6 milhões de share mundial de cerca de 40% em equipa-
euros, 420 000 euros em custo energético para mentos para o acabamento comum de latas. De
o processamento de 41 milhões de chapas, área forma providencial, um artigo recentemente
de 840 metros quadrados e cinco operadores, a publicado no site CanTech On-Line lembra que
Novus-1200 custa 2 milhões de euros, ocupa “um ponto importante a ser testado é como as
44 metros quadrados, consome 26 000 euros indústrias usuárias das embalagens e os consu-
para tirar 41 milhões de chapas e pode ser ope- midores reagirão frente às latas decoradas com
rada por apenas duas pessoas. Mais: as trocas películas plásticas impressas”.
de trabalho podem ser feitas em 15 minutos, Outra questão palpitante no ar: como par-
contra 45 minutos no sistema corriqueiro. cela significativa do faturamento das metalúr-
gicas advém da impressão das latas, a nova Billhöfer
Como será a recepção? tecnologia não pode ser encarada como depre- +49 (911) 657-850
www.billhoefer.de
Além das vantagens econômicas, um avanço ciativa para seus negócios? Afinal, é pouco
técnico é brandido a tiracolo da nova tecnolo- provável que fornecedores de latas invistam na Gämmerler
(11) 3846-6877
gia. Sucede que a laminação com foil plástico montagem de linhas para conversão de filmes
www.gammerler.com
promete revestimentos internos 100% confiá- plásticos, sendo a terceirização de tal serviço o
veis, o que não seria garantido pelos enverni- caminho natural. Para a Billhöfer, os fabrican-
zamentos convencionais. Mesmo aplicando-se tes de latas continuarão com boas margens de
duas camadas, o verniz pode apresentar furos e lucro mesmo sem somar às contas os trabalhos
pontos de imprecisão, o que traz riscos de cor- de impressão. “A aplicação da película reduz
rosão acelerada da embalagem e de contamina- custos fabris ao mesmo tempo em que adiciona
ções do produto acondicionado. No sistema da valor à lata, principalmente pela maior segu-
Billhöfer, o filme plástico da Mitsubishi é esti- rança do revestimento interno”, entende Hugo
rado previamente à laminação, tendo sua largu- Trappman, diretor da alemã Blechwarenfabrik
ra ampliada de três para oito metros. Qualquer Limburg, a primeira metalgráfica usuária da
anormalidade estrutural do filme é facilmente Novus-1200. “É um salto qualitativo consi-
detectada pela laminadora, provocando uma derável para a nossa atividade e para nossos
parada temporária completa da produção. produtos.” Às empresas curiosas por maiores
Claro que nem tudo são flores frente ao detalhes da Novus-1200, vale informar que a
anúncio da nova tecnologia. Até por ser um Billhöfer é representada no mercado brasileiro
produto fresco, a Novus-1200 precisará apre- pela Gämmerler. (GK)

54 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
celulósicas >>> medicamentos

Efeito nada deletério
Testeiras de cartuchos reforçam a exposição de medicamentos de venda livre

S
e a ascensão dos genéricos veio
relativizar a força da marca nos
remédios éticos, no chamado seg-
mento OTC, aquele dos medica-
mentos isentos de prescrição (MIPs), a propa-
ganda e o marketing de varejo cantam cada vez
mais alto. Uma das ações que ganham força
para destacar nomes e atrair o olhar do consu-
midor no ponto-de-venda é o uso de cartuchos
de papel cartão com corpulentas abas
impressas integradas. Muitas dessas
extensões, também conhecidas
como testeiras, possuem furações
para a exposição em gancheiras. O
OUTDOOR – Abas
que volta e meia se vê, porém, é que a maioria garantem maior
dessas embalagens pára nas prateleiras. Ou comunicação de
seja: se não era para ser, o maior destaque às informações. No
destaque, verso do
marcas acaba sendo a principal funcionalidade cartucho de Hipoglós
das testeiras, verdadeiros mini-outdoors nas
farmácias.
Despertos para essa oportunidade, alguns
laboratórios vêm até acondicionando produtos departamento de assuntos regulatórios da
em cartuchos cujas “cristas” já nem possuem Dorsay Monange, fabricante da Maracugina.
mais os furos para fixação em ganchos. A “É uma estratégia bastante utilizada nos Estados
lâmina do cartucho das cápsulas Maracugina, SEM FUROS – Alguns Unidos e ainda não muito presente no Brasil.”
por exemplo, funciona exclusivamente como medicamentos ignoram Detentora de marcas como Benegrip, Doril
função de gancheira e
um plus para comunicação. “Trabalhamos esse e Melhoral, a Dorsay Monange também se uti-
trabalham a aba superior
recurso em determinados produtos já há algum exclusivamente como liza do expediente da aba promotora no cartu-
tempo”, comenta Ana Cláudia Braghetto, do extensão da embalagem cho da famosa pomada para dores musculares
Gelol. Ana Cláudia confessa que a utilização da
aba exclusivamente para aumentar a exposição
nas gôndolas já estava prevista nos projetos das
embalagens.

Também em bisnagas
Outro caso que mostra bem como as grandes
testeiras de cartuchos podem ser mídias impor-
tantes é o do creme para assaduras Hipoglós,
produzido pela Procter & Gamble. O tubo de
90 gramas do produto ganhou cartucho com
uma generosa aba impressa. Na parte frontal,
a aba vem servindo para comunicar ao público
FOTOS: DIVULGAÇÃO

que o creme agora é embalado em bisnaga
plástica, e não mais na tradicional bisnaga
metálica (embora o novo tubo de Hipoglós seja
na verdade laminado, e não plástico...). O verso

56 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
da testeira é aproveitado para comunicar atribu- DUPLA FUNÇÃO
Mesmo projetadas
tos do produto e seus dados de fabricação. para uso em
Carlos Alberto Pimpinato, gerente nacional gancheiras, testeiras
de vendas da Gráfica Romiti, responsável pela com perfuração
dão visibilidade
produção da embalagem do Hipoglós, informa
que a Procter & Gamble planeja o lançamen-
to de uma nova versão do produto, com 135
gramas, que também utilizará o cartucho com
testeira comunicativa.
Quem igualmente aproveita o momen-
to favorável aos cartuchos com abas é a
Brasilgrafica. Cerca de 20% dos cartuchos
produzidos pela empresa para medicamentos
OTC já possuem as grandes abas. Segundo o
gerente de pré-impressão e desenvolvimen-
to de embalagens da Brasilgrafica, Arnaldo Brasilgrafica
Calderoni Junior, por terem formato irregular, (11) 4133-7777
www.brasilgrafica.com.br
os cartuchos com testeiras implicam em perdas
naturais de material em sua fabricação, devido Congraf
aos métodos de corte. Por isso, e pelo maior (11) 5563-3466
www.congraf.com.br
consumo de papel cartão, os custos aumentam.
“Mas se o projeto puder aproveitar bem a área Gráfica Romiti
nas folhas, esse aumento não chega a 5% no (11) 6165-1514
romiti@romiti.com.br
valor total”, ressalta Calderoni. Em contrapar-
tida, em projetos que não conseguem otimizar
o aproveitamento do material, as gancheiras
podem representar um acréscimo de até 20%.
Além do fator custo, outro aspecto deve ser
levado em consideração por quem deseja adotar
os cartuchos com grandes abas: as característi-
cas de sua linha de encartuchamento. Através de
seu departamento de marketing, o laboratório
Pharmascience informou que, para aumentar
a área de exposição nas gôndolas e conseguir
colocar mais informações na embalagem, che-
gou a lançar mão de cartuchos com abas. No
entanto, uma posterior automação do processo
de embalagem trouxe problemas. A saída foi
voltar atrás e retomar os cartuchos convencio-
nais, fabricados pela Congraf. (DM)
Um giro pelo off-set Bic compra a Pimaco
O Grupo de Impressores com Rotativa Aquisição inclui divisões de etiquetas, rótulos e bases auto-adesivas
Off-set (Giro) realizou em agosto sua IX
Conferência Anual, reunindo em São Num desfecho dos rumores de que a Guevara, calcula que a aquisição da
Paulo cerca de 400 profissionais do fabricante de etiquetas Pimaco, uma empresa brasileira de etiquetas aumen-
setor. O evento visou fornecer instru- das mais tradicionais gráficas do seg- tará as vendas de produtos de papela-
mentos de planejamento estratégico e
mento de auto-adesivos no Brasil, esta- ria da Bic na América Latina em 20% e
de gestão, quebrando paradigmas das
novas tecnologias de impressão.
va negociando a sua venda para uma as vendas gerais na região em 10%.
empresa multinacional, o grupo de ori- Fundada há 50 anos, a Pimaco, que
Sonho americano gem francesa Bic, fabricante de cane- emprega 300 pessoas, foca suas ati-
A Suzano Papel e Celulose inaugurou tas, isqueiros e lâminas de barbear, vidades no desenvolvimento de tec-
uma unidade de negócios na Flórida. anunciou no último dia 6 de setembro nologia de materiais adesivos de alta
A filial visa preparar a comercialização
ter assinado um acordo definitivo para qualidade e é composta por três unida-
dos produtos originados da aquisição
a compra daquela empresa que tem des de negócios – a Pimaco (etiquetas),
de parte das operações da Ripasa e
da entrada em atividade da segun- sede no Rio de Janeiro. a Rotus (rótulos) e a Gumtac (bases
da linha de celulose da Unidade de Com a aquisição, a Bic fortalece sua auto-adesivas). Além do Brasil, os rótu-
Mucuri, no sul da Bahia, que deve atuação no segmento de artigos para los da companhia são distribuídos na
acontecer em 2007. escritório, com os quais mantém forte Argentina, Bolívia e Uruguai.
presença em 160 países e, no Brasil, As duas empresas continuarão com
Vendas lá fora sobem
ingressa num segmento em que é suas atuais estruturas, contudo a Bic
As exportações brasileiras de pro-
dutos gráficos cresceram mais de novata – o de rótulos auto-adesivos passa a acompanhar o gerenciamento
60% no primeiro semestre de 2006. – porém grande usuária. da Pimaco, ao lado da atual diretoria. O
O volume exportado atingiu 143,75 O diretor executivo da Bic, Mario valor da negociação não foi informado.
milhões de dólares, contra menos de
90 milhões de dólares em igual perío-
do do ano passado. Os dados são do
Klabin com bala na agulha
Departamento de Estudos Econômi- Empresa quer crescer com novo financiamento do BNDES
cos da Abigraf.
O BNDES concedeu à Klabin finan- atualizações tecnológicas, continuidade
Prêmio novo... ciamento de 1,7 bilhão de reais. operacional e área florestal. Apesar da
Foram divulgados os vencedores do Inicialmente, a fabricante de papel havia diferença no valor concedido, o projeto
concurso Arjowiggins 30 anos de Bra- solicitado 2,5 bilhões de reais, que deve ser concluído até o final de 2007.
sil, organizado pela coordenação do contemplariam o projeto de expansão www.klabin.com.br
curso de Desenho Industrial da Facul-
da fábrica de Monte Alegre, além de (11) 3046-5800
dade de Arquitetura e Urbanismo do
Mackenzie a partir de uma parceria
com a fabricante de papéis especiais Cortes seculares
Arjowiggins.
Fabricante alemã de guilhotinas, Polar faz 100 anos e anuncia novidades
...na praça Empresa familiar que desenvolve e pro-
O concurso visou criar um selo come- duz guilhotinas para a indústria gráfica
morativo para aplicação em peças insti- há mais de 50 anos, a alemã Polar com-
tucionais e em um calendário de mesa.
pleta um século. Parceira mundial da
Os vencedores do concurso foram os
Heidelberg desde o final dos anos 1940,
alunos Renata Medrado Masini, Lucas
Corrêa Romano e Ricardo Mikio Dói. a empresa é precursora no desenvolvi-
mento de tecnologias de corte e líder no
Reforço social mercado mundial de guilhotinas rápidas
A International Paper lançou um pro- e sistemas de corte e troquelagem. Para
jeto social que une cultura, educação marcar os 100 anos de existência, a
e meio ambiente. A ação prevê inves-
Polar lançou as linhas X e XT, que repre-
timento de 1 milhão de reais, devendo
beneficiar aproximadamente 8 milhões sentam a décima geração de guilhotinas das a uma guilhotina isolada. Mais infor-
de crianças de cerca de 36 mil escolas desenvolvidas pela empresa. Com ajus- mações sobre podem ser obtidas com
públicas e particulares de todo o país. tes automáticos e diversos periféricos , a Heidelberg, que representa a marca.
as linhas podem aumentar em até 400% www.br.heidelberg.com
a produtividade do sistema, se compara- (11) 5525-4500

58 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Encontro com memória
ABIEA reúne cadeia de auto-adesivos e resgata história do setor
O tradicional Encontro Nacional de auto-adesivos no Brasil. Os interessados
Convertedores de Etiquetas Adesivas, que a em adquirir exemplares (R$ 20,00) devem
ABIEA, a associação representativa do setor comunicar-se com a ABIEA, pelos telefones
de rótulos auto-adesivos, promove a cada (11) 3284-7247 e 3288-0508, ou pelo e-mail
dois anos, teve em sua mais recente edição, abiea@abiea.org.br
realizada de 24 a 27 de agosto último no O encontro foi encerrado com a posse
Blue Tree Park de Angra dos Reis (RJ), três da diretoria da ABIEA para o biênio 2006-
destaques. Como décima edição do evento, 2008. Davidson Tomé,
foi considerada especial pelos organizadores, da Gráficos Sangar,
por aliar aos habituais aspectos de congra- assumiu a presidên-
çamento e de trabalho o fato de marcar a cia em substituição a
comemoração do vigésimo aniversário de Umberto Giannobile, da
fundação da entidade. Para esse fim, aliás, Giankoy Autoadesivos,
foi lançada na ocasião um número especial, ambas de São Paulo.
comemorativo, da revista O Auto-Adesivo. Na ocasião também
Com oitenta páginas mais capas e foto- foi prestada home-
grafias de época, a revista, editada pela nagem a Gregoire
Bloco de Comunicação, editora também Chatziefstratiou, da
de EMBALAGEMMARCA, resgata boa parte da Prakolar, primeiro pre-
memória do segmento de etiquetas e rótulos sidente da entidade.

agosto 2006 <<< EmbalagemMarca <<< 59
Escopo ampliado
Especializada em rótulos
heat transfer, Technopack
começa a atuar com
auto-adesivos
Conhecida por projetos envolvendo
rotulagem heat transfer, sistema de
decoração de embalagens plásticas
baseado em cilindros de transferên-
cia que produzem calor e pressão,
Ondulado rimando com organizado
a Technopack está aumentando Irani aposta em caixas de papelão com encaixe para empilhamento
seu escopo de atuação. A empresa Tendo recentemente completado Organizadoras, embalagens de
recentemente anunciou sua entrada 65 anos, a Celulose Irani anunciou papelão ondulado com design
no mercado de rótulos auto-adesi- novos planos de investimento e ergonômico e encaixe para empi-
vos. O primeiro projeto no segmento ampliação. Fornecedora de papéis, lhamento. Desenvolvido para múlti-
foi desenvolvido para a Ipiranga, embalagens, madeira, móveis e plos usos, o produto se destaca na
que também usa rótulos heat trans- celulose, a empresa, pertencente linha de embalagens da Celulose
fer da empresa. A Ipiranga enco- ao grupo gaúcho Habitasul, anun- Irani ao lado do HardSystem,
mendou os auto-adesivos para os ciou investimentos de 36 milhões sistema especial de embalagem
frascos de 500ml e 1 litro de uma de de reais em infra-estrutura, moder- de grandes dimensões, com alta
suas linhas de lubrificantes automo- nização de plantas industriais e resistência mecânica. Também feito
tivos. A aplicação dos novos rótulos ampliação de florestas de manejo. de papelão ondulado, o sistema
é feita pela Logoplaste, que também O aporte também visa ampliar a é alternativo a materiais como
fabrica as embalagens plásticas. A produção de celulose em 20%. madeira, plástico e isopor.
Technopack destaca estar apta a Na área de embalagem, uma das www.irani.com.br
produzir rótulos auto-adesivos em apostas da empresa são as Caixas (51) 3220-3542
variados substratos, como BOPP,
papel e poliéster metalizado. A
impressão pode ser feita em até dez
Web marketing em prol do papel cartão
cores, com possibilidade de acaba- Campanha on-line com dicas técnicas é lançada pela KSR Distribuidora
mentos especiais, incluindo aplica- A KSR Distribuidora, unidade de para transmitir conceitos técnicos do
ções de hot stamping e impressão negócios da Votorantim Celulose e papelcartão”, conta Eliana Lobão,
frente e verso, através de sistema Papel (VCP), está investindo numa coordenadora de marketing da dis-
delam-relam. campanha de divulgação das carac- tribuidora. As dicas incluem orienta-
www. technopack.com.br terísticas e aplicações do papel car- ção para compra, armazenamento e
(51) 3470-6889 tão. Com o slogan “O melhor papel- manuseio do produto.
cartão é aquele que se usa adequa- www.ksronline.com.br
Lubrificantes
automotivos da damente. Palavra de quem conhece”, 0800 558544
Ipiranga são a campanha conta com
os primeiros a presença do consultor
usuários
dos auto- Alfredo Figueiredo. A ação
adesivos está sendo realizada on-
line junto à base de clien-
tes da KSR, composta de
mais de 10 mil pequenas e
médias empresas do seg-
mento gráfico e editorial
de todo o Brasil. “O site
www.programalealksr.com.
br/papelcartao foi espe-
cialmente desenvolvido

60 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Um novo espaço
para o mercado
de embalagens.

O ShowRoom é um espaço criado para gerar negócios na cadeia de embalagens.

As indústrias fornecedoras poderão colocar um perfil de sua atuação nesse mer-
cado, listando seus principais produtos, detalhando os segmentos de mercados
que atende e mostrando as regiões para onde vende.

Já a indústria usuária poderá usar os mecanismos de busca para procurar forne-
cedores por produtos, mercados de atuação ou outros critérios. Tudo de forma
rápida e direta.

Conheça o modelo do Show Room no site: www.embalagemmarca.com.br/showroom

Sua empresa não pode ficar de fora. Para saber mais detalhes sobre como fazer
parte desse espaço, entre em contato conosco agora mesmo.

showroom@embalagemmarca.com.br
evento >>> embala nordeste

Na rota da regionalização
Feira de embalagens estréia em Pernambuco e terá edição em Minas Gerais
Flávio Palhares, enviado especial a Olinda

D
e forma relativamente acelerada ante o quadro visitantes de outras cidades e Estados da região mostrou que
de ampla abrangência temática, repetitiva e de o Nordeste tem demanda para uma feira como a Embala”. Na
proporções gigantescas há décadas predomi- interpretação de Rodrigo da Fonte Maciel, gerente de negó-
nante no Brasil no campo de feiras de negócios, cios da Greenfield, “o setor de embalagens sempre esteve
tema de reportagem de capa da edição anterior de EMBALA- presente na região de forma agregada em congressos e feiras,
GEMMARCA, começam a pipocar no país eventos de embala- e havia o interesse por parte de visitantes e compradores em
gem localizados, focados e de dimensões menores. O mais um evento direcionado, que apresentasse possibilidades de
recente deles foi a Embala Nordeste – Semana Internacional implementação da indústria regional, mais do que de soluções
de Embalagens, Artes Gráficas e Design, cuja primeira de consumo”. A Embala Nordeste procurou situar-se nesse
edição ocorreu de 14 a 17 de agosto último no Centro de vácuo. Assim, não foi uma feira de lançamentos de produtos,
Convenções de Pernambuco, em Olinda. mas sobretudo um evento de apresentação de máquinas, equi-
Parece ter começado bem: recebeu mais de 12 000 visi- pamentos e embalagens ao mercado regional.
tantes e atingiu as expectativas da organizadora, a Greenfield
Business Promotion. “Cerca de 90% dos quase 200 exposi- Bons resultados
tores já confirmaram presença no evento em 2007”, revela Expositores ouvidos por EMBALAGEMMARCA disseram estar
André Mozetic, um dos diretores da Greenfield. Segundo satisfeitos com a edição de estréia da feira. Para Fernando
Mozetic, mais importante que o número de visitantes foi o Pirutti, da paulista SetPrint, que produz rótulos auto-adesivos
fato de eles serem, em quase sua totalidade, profissionais em impressão digital, o número de consultas de visitantes
qualificados no segmento industrial e de surpreendeu, “talvez por o Nordeste ser
embalagem. “O público que compareceu um mercado carente desse tipo de indús-
à feira tinha o objetivo claro de avaliar as tria”. Também elogiou o evento Alexan-
novidades e também de fechar negócios.” dre Leme, da Orvic, empresa curitibana
De acordo com as previsões da Green- que produz embalagens anticorrosivas
field, o volume de negócios desencadeados para materiais metálicos. “Tivemos con-
durante a Embala Nordeste deve alcançar tatos com clientes em potencial e vamos
algo em torno de 350 milhões de reais. criar uma representação no Nordeste”,
“Os expositores também receberam afirmou.
encomendas de projetos que devem resul- A diretora de desenvolvimento de
tar na tropicalização dos produtos apre- negócios da Sonoco For-Plas, Daisy
sentados”, explicou o diretor da empresa, Spaco, ressaltou o foco do evento no setor
referindo-se ao fato de visitantes que de embalagens, o que restringiu a presen-
representam indústrias terem solicitado ça dos chamados sacoleiros no Centro
aos fornecedores de máquinas e insumos de Convenções de Pernambuco. Por sua
para o setor de embalagens produtos que vez, Maurício Groke, diretor comercial
se adaptem mais à realidade da região da Antilhas, que forneceu as sacolas
tanto em questões como resistência de oficiais da feira, destacou a importân-
materiais e ao clima quanto no que se refe- cia de um evento regional. “Assim,
re ao design. Neste aspecto, o que a maioria podemos atingir empresas que não têm
deles pede é o desenvolvimento de emba- acesso à região Sudeste”, comenta.
lagens que sejam mais bem percebidas Entusiasmado com esses resulta-
pelos consumidores do Norte e do Nordes- dos, Luiz Fernando Pereira, diretor da
FOTOS: BÁRBARA WAGNER

te e que identifiquem “instantaneamente” Greenfield, diz que espera repetir – “e
artigos produzidos na região. Ou seja, eles se possível superar” – esse desempe-
procuram identidade regional, ainda que as nho com a estréia de mais uma feira
marcas sejam globalizadas. regional, a Embala Minas, em abril
Na opinião de Mozetic, “a presença de SELETIVIDADE – Sacolas, mas não sacoleiros de 2007, em Minas Gerais.

62 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Anunciante Página Telefone Site
3M 9 0800 16 10 12 www.3m.com/br/autenticidade
Altec 29 (11) 4053-2900 www.altec.com.br
Antilhas 63 (11) 4152-1111 www.antilhas.com.br
Ápice 23 (11) 4221-7000 www.apice.ind.br
Aro 43 (11) 6462-1700 www.aro.com.br
Braga 3ª capa (19) 3897-9720 www.braga.com.br
CCL Label 2ª capa (19) 3876-9300 www.ccllabel.com.br
CIV 4ª capa (11) 2172-7400 www.civ.com.br
Colacril 3 (44) 3518-3500 www.colacril.com.br
Congraf 34-35 (11) 5563-3466 www.congraf.com.br
Easy Pack 33 (11) 4582-9188 www.easypack-brasil.com.br
Elástica Comunicação 31 (19) 3837-4873 www.elasticadesign.com.br
Elo Design 33 (11) 3871-9942 www.elopress.com.br
Gumtac/Pimaco 15 (21) 2450-9707 www.gumtac.com.br
Imaje 57 (11) 3305-9455 www.imaje.com.br
IndexFlex 47 (11) 3618-7100 www.indexflex.com.br
InLab Design 55 (11) 3088-4232 www.inlabdesign.com.br
Innovia Films 43 (11) 5053-9948 www.innoviafilms.com
Itap Bemis 51 (11) 6982-9402 www.dixietoga.com.br
Limer-Cart 39 (19) 3404-3900 www.limer-cart.com.br
Log Design 3D 10 (11) 5521-2841 www.log3d.com.br
Mack Color 27 (11) 6195-4499 www.mackcolor.com.br
Maddza 11 (35) 3722-4545 www.maddza.com
Metalgráfica Renner 53 (51) 3489-9700 www.metalgraficarenner.com.br
MLC 19 (11) 6623-1500 www.mlc.com.br
Moltec 10 (11) 5523-4011 www.moltec.com.br
Novelprint 33 (11) 3768-4111 www.novelprint.com.br
PMMI 37 +1 (703) 243-8555 www.packexpo.com
Poly-Vac 49 (11) 5693-9988 www.poly-vac.com.br
Propack 11 (11) 4785-3700 www.propack.com.br
PTC Graphic Systems 13 (11) 6194-2828 www.ptcgs.com.br
Rio Polímeros 5 (21) 2157-7777 www.riopol.com.br
SetPrint 11 (11) 2133-0007 www.setprint.com.br
SIG Beverages 41 (11) 2107-6784 www.sigcorpoplast.com
Simbios-Pack 33 (11) 5687-1781 www.simbios-pack.com.br
Sonoco For-Plas 45 (11) 5097-2750 www.sonocoforplas.com.br
STM 11 (11) 6191-6344 www.stm.ind.br
Studio AG 10 (11) 5581-5974 www.studioag.com.br
Suzano 17 0800 0 555 100 www.suzano.com.br
Technopack 29 (51) 3470-6889 www.technopack.com.br
Tetra Pak 7 (11) 5501-3262 www.tetrapak.com.br
Uniflexo 29 (11) 4789-5946 www.uniflexo.com.br
Vilac 59 (19) 3741-3300 www.vilac.com.br
Vitopel 21 (11) 3089-5470 www.vitopel.com
Wheaton 25 (11) 4355-1800 www.wheatonbrasil.com.br

64 >>> EmbalagemMarca >>> setembro 2006
Informações precisas, adequadas e de alta qualidade. Esta talvez seja
a principal sinergia entre a revista EmbalagemMarca e os sistemas de
codificação da Markem. Ao participarmos desta publicação, como anunciantes
e fontes de informação, temos a certeza de estar vinculando nosso maior
patrimônio – a marca – a uma das publicações mais respeitadas da indústria
brasileira de embalagem. Como leitores, recebemos as informações mais
“quentes” do setor em nível nacional e internacional.
Uma empresa como a Markem, cujo principal diferencial é a tecnologia de
ponta, sabe da importância de estar em total sintonia com as tendências
mercadológicas e tecnológicas. Hoje a codificação é uma ferramenta
poderosa de criação de identidade de produtos e marcas, e tem nisso um
ponto em comum com EmbalagemMarca, uma revista poderosa para formar
opiniões e reciclar conhecimentos. Como não podemos arriscar nossa
credibilidade, avalizamos publicações que agreguem valor ao nosso negócio
e cujas informações ajudem a balizar ações futuras.
Almanaque
Da série “não é o que parece...” O sumiço
Muitos dos jovens hoje responsá- dos jacarés
veis pelo consumo de quase
600 000 pacotes diários dos salga- se explicava
dinhos Elma Chips podem pensar
que a marca é internacional. Ledo Lançadas em diferentes momentos
engano. A marca surgiu, sim, pelas na cidade paranaense de Toledo, as
mãos da multinacional Pepsico, cervejas tipo stout Xingu e Colônia
mas com as compras e a união Negra têm mais em comum do
da American Potato Chips, de que as origens e a cor, e algumas
São Paulo, e da curitibana Elma diferenças importantes. Criada
Produtos Alimentícios. Foi em 1974. em 1988 pela Cervejaria
Independência, para aten-
der principalmente a
Nome inspira sabonete exportações para os
Estados Unidos, a
e sabonete inspira nome Xingu foi vendida em
2001 para a Kaiser,
Desde 1913 até pouco depois ocorrido em Paris. Lá, na déca- passou depois
de meados do século 20, a da de 1910, o filho mais velho pela canadense
marca de sabonete Gessy, fabri- do industrial, Adolfo, conheceu Molson e atualmente

ÃO
cado no Brasil pelo imigrante a noiva de um amigo chamada pertence à mexicana


LG
italiano José Gessy. Adotou Femsa. Posterior a ela,

VU
DI
S:
Milani, era tão o nome para a Colônia é produzida

TO
FO
popular que o sabonete pela Indústria Nacional
de Bebidas (INAB), antiga
permitiu a ele imaginando
Cervejaria Sul Brasileira.
rivalizar no que daria ao
Mas o que chamava a atenção não
mercado bra- produto uma eram essas diferenças. Eram as
sileiro com a aura interna- semelhanças da decoração das gar-
multinacional cional. Deu tão rafas das duas marcas. Ocorre
Lever, hoje Unilever, que aca- certo que virou nome de muita que, aproveitando o apelo da
bou comprando sua empresa. menina brasileira na primeira Amazônia sobre o imaginá-
O nome surgiu de um acaso metade do século 20. rio do público americano,
a Xingu era vendida

Uma uva e um cacho de donos como um produto
exótico, de alguma
Lançado em 1940 pelo americano do (na foto). O Grapette chegou ao forma relacionado
Benjamin Tyndle Fooks, um ex- Brasil em 1948, por obra da Cia. de com aquela região,
sucateiro, o refrigerante de uva Refrigerantes Guanabara, e passou e para isso seu rótulo
Grapette logo conquistou uma pelas mãos da Anderson Clayton – evocava a floresta, com
legião de fãs graças ao seu sabor responsável pela criação do famoso figuras de jacarés e índios
inovador e a sua chamativa colo- slogan “Quem bebe Grapette repete”, sobre um mapa com o rio
ração – que atraía nos anos 60 – e do grupo venezue- Amazonas. Na Colônia os jacarés
olhares através lano Imataca, antigo detentor da foram eliminados. Quando ambas
da então inédita franquia Pepsi Cola no Rio e em São eram colocadas lado a lado nos
garrafinha de Paulo. Em 1989, a Saborama Sabores bares, os consumidores costuma-
vidro de 6 onças e Concentrados Ltda., então deten- vam dizer que os répteis estavam
líquidas, ou 170 tora da marca, transferiu boa parte ausentes do rótulo da Colônia por-
mililitros, em de seus direitos para a fluminense que tinham entrado no rio. As duas
que o produto Refrigerantes Pakera, que continua marcas continuam sendo comercia-
era envasa- a engarrafar a bebida até hoje. lizadas, com rótulos modernizados.

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