i

SUMÁRIO

1. Revisão de Eletricidade.............................................................01 1.1.Circuito Elétrico ...............................................................01 1.1.1. Gerador..................................................................01 1.1.2. Condutor................................................................01 1.1.3. Receptor.................................................................01 1.2.Condutores e Isolantes .....................................................02 1.2.1. Condutor................................................................02 1.2.2. Isolante ..................................................................02 1.3.Fontes de Energia Elétrica................................................02 1.3.1. Fontes de Tensão ...................................................03 1.3.2. Fontes de Corrente.................................................04 1.4. Potência Elétrica..............................................................05 1.5. Resistência Elétrica .........................................................05 1.6. Associação de Resistores ................................................07 1.6.1. Associação Série....................................................08 1.6.2. Associação em Paralelo .........................................09 1.6.3. Associação Mista...................................................10 1.7. Leis de Kirchoff ..............................................................10 1.7.1. Lei dos Nós............................................................10 1.7.2. Lei das Malhas.......................................................11 1.8. Métodos de Análise de Circuitos ....................................11

ii

1.8.1. Teorema de Thevenin ............................................11 1.8.2. Teorema da Superposição......................................12 1.8.3. Teorema da Máxima Transferência de Potência ...13 1.9. Exercícios........................................................................14 2. Materiais Semicondutores.........................................................17 2.1. Tabela Periódica..............................................................17 2.2. Estrutura Atômica ...........................................................17 2.2.1. Camadas de Energia ..............................................18 2.3. Características .................................................................18 2.4. Número Atômico.............................................................19 2.5. Número de Valência........................................................19 2.6. Principais Semicondutores ..............................................19 2.6.1. Características Marcantes ......................................20 2.6.2. Representação Planar.............................................20 2.6.3. Dopagem Eletrônica ..............................................20 2.7. Cristais.............................................................................21 3. Diodos.......................................................................................24 3.1. Características .................................................................24 3.2. Polarização ......................................................................24 3.3. Curva Característica .......................................................26 3.3.1. Ponto de Operação.................................................27 3.4. Análise de Circuitos .......................................................27

...4.........5.................44 5....28 3................... Grampeador Positivo. Equações Principais............... Introdução ..............................29 3...................5.....................................................................36 4............................6..35 4..........44 5.1..............2....... Filtro Capacitivo .......6.......................................1..... Divisão ...... Retificador de Onda Completa...........................................27 3.......................29 3.................................. Definição . Retificador de Meia Onda ...........2..........9..............1............ Modelo para Médias Tensões .........3.....................................................36 4...... Quadruplicador de Tensão ...............3.......4............................................. Modelo Real ..iii 3.................... Passivos ...........3.......................44 5................................. Transformadores ..4................31 4.................................44 5....7...........28 3................. Exercícios.............................................................................................1..... Dobrador de Tensão ..........7................................................................................ Triplicador de Tensão....................39 4..........44 ...... Retificador em Ponte.......................................4.............................. Grampeador Duplo.................................. Exercícios...38 4......2.......................35 4........ Modelo Ideal......................... Introdução ..........8............41 4.............................3....................................................................................1................................. Diodos em CA ...42 5........2......35 4........41 4....41 4...........

............................ Passa-altas................2......53 5.........44 5..49 5.................4.......63 ..........................................45 5..............iv 5.......3.45 5.......................................... Componente Básico ..7..................................................................... Capacitor ..46 5................5..4.................................................56 5...................5.............54 5..............59 6................ Passa-banda ............3...............62 6............ Retificador com Filtro............................................... ................ Rigidez Dielétrica................ Passa-baixas......................2......61 6.....59 6..................................................................................................4...6.....47 5.................................4..........................1............ Capacitância ..............1................................. Diodos Especiais..4.3.................. Classificação dos Filtros............... Exercícios. Tipos de Capacitores ..................... Carga e Descarga......53 5.......................................48 5.4..46 5............. Fotodiodo .........57 6........5.4....4........................6...............LED.............55 5............................4..... Ativos ...........................................2.... Optoacopladores..... Corrente de Fuga .......1................5..1............ Diodo Emissor de Luz ..........51 5............. Capacitores Eletrolíticos............ Diodo Zener ..........60 6........3....................................... Optoeletrônicos ........5..4............4....... Reatância Capacitiva .............................46 5..........................5..........5...........2...........7...............

......1............................5. Exercícios..............1....... Exercícios.........3......................71 7..........3.......2.80 8........ Carga e Entrada Variáveis ....80 ........... Potência .......................................................66 7.......... Carga Variável e Entrada Constante..... Projeto .................2.....76 8.........74 7............ Funcionamento do Zener ...................................................................... Fontes de Alimentação .................1................................70 7....1..75 7.3........68 7............1.............. Regulador Zener......2................................................................ Carga e Entrada Constantes..... Uso Geral..2..........................................64 6.......................................79 8..................... Simbologia ............................................68 7.....................................4....... Variáveis.........................................78 8...........75 7.....3.....................4............................................. Série 78xx.........2....................2..................................4.4........ Estrutura Física.....4......73 7......... Análise do Circuito ........v 6.....3............3.........75 7....................... Reguladores de Tensão ................................79 8......... Série 79xx......... Reguladores Integrados ........................ Classificação ..... Carga Fixa e Entrada Variável..................2...69 7.3........................ Introdução aos Transistores .................................................................5.75 7............................................2........76 7....1.........................................6.............80 8............78 8............................2...........

....... Exercícios.3..4.........vi 8............. Base Comum .....96 10....................................4...................94 9..............................................................2...................................85 9.....3........................................3..............83 8............................92 9.............6....... Transistores como Chave ..93 9...................4.. Polarização por Divisor de Tensão .............98 10...............4...........................2............................. Coletor Comum – Seguidor de Emissor .......................................................83 8............................4....84 8............................ 7.5........99 10....1....88 9........5....4......2... Emissor Comum ........80 8........... Configurações Básicas ....100 ................................3......2..81 8................... Circuitos com Transistores...............6..89 9.......... Realimentação do Emissor ..98 10... Polarização de Transistores........91 9........................88 9.................................3..................................... Exercícios...6......................... Dimensionamento .......4.91 9................82 8.................... Chave Eletrônica ............90 9..............................5.. Polarização da Base... Circuitos de Polarização... Reta de Carga ...........................................1...... Ponto de Operação .......1............................................... RF ....... Realimentação do Coletor ...... Curva Característica .....................................1......................... Funcionamento... Polarização do Emissor ..4...............................95 9.......................................6.................................................

100 10.... Transistores em Ponte H............................... Exercício ............................100 10....vii 10.........4.. Transistores em Cascata .........4..100 10.......101 .....................3.......................1..... Transistores em Push-Pull .......2.......... Transistor Isolado ....3........................3....101 10.......3..........3..................................

.................. 5 – Associação em série de resistores.............. 21 – Modelo ideal do diodo .........................................26 Fig..........09 Fig.10 Fig........... (b) variável e (c) LDR ............................................25 Fig.................27 .......................................... 3 – Fonte de corrente ..23 Fig............. 6 – Associação em paralelo de resistores..... 1 – Circuito elétrico ............................................ 19 – Polarização do diodo (a) direta e (b) reversa ...04 Fig...............22 Fig..................19 Fig.....................................07 Fig.................. (b) pilha e (c) bateria .................................08 Fig............................................................................................................................. 14 – Cristal tipo N .........................20 Fig..........................01 Fig....24 Fig............ 16 – Cristal tipo PN ...............................................17 Fig............. 17 – Representação do diodo.... 8 – Circuito para análise por Thevenin.....................13 Fig..............................viii RELAÇÃO DE FIGURAS Fig............................................... 9 – Circuito para análise por superposição ......................................22 Fig.. 2 – Fontes de tensão (a) fonte......... 13 – Representação planar .......12 Fig...... 7 – Associação em mista de resistores.................18 Fig......... 20 – Curva característica do diodo ........ 11 – Camadas de energia ............................... 12 – Número de valência ........... 4 – Resistências (a) fixa. 15 – Cristal tipo P ......... 18 – Diodo semicondutor ............................................03 Fig.............................. 10 – Tabela periódica ....25 Fig.....

............................................................... 24 – Grampeador positivo .............................................................. 32 – Forma de onda do retificador em ponte ............................. 34 – Triplicador de tensão ..........41 Fig...................................29 Fig................................................ 30 – Forma de onda do retificador de onda completa........... 28 – Forma de onda do retificador de meia onda ...................... 40 – Circuito de carga desligado ..........................................47 Fig.......................41 Fig..........45 Fig..... 27 – Retificador de meia onda ....39 Fig..... 38 – Capacitores variáveis ... 29 – Retificador de onda completa ...............53 ...................................... 41 – Circuito de carga ligado... 36 – Modelo de capacitor e simbologia ............................................38 Fig.................ix Fig................37 Fig....47 Fig.... 43 – Filtro passa-baixas ....................................................29 Fig.................... 39 – Capacitores fixos ..........................36 Fig..................................................................49 Fig........... 25 – Grampeador duplo ......................... 22 – Modelo para médias tensões.41 Fig............................................ 37 – Circuito equivalente de um capacitor ............................ 31 – Retificador em ponte ....................... 26 – Circuito magnético ..........35 Fig..................49 Fig.....................39 Fig...48 Fig..................... 42 – Gráfico de tensão e corrente ............50 Fig............. 23 – Modelo real.28 Fig............. 33 – Duplicador de tensão .............................................38 Fig.................. 35 – Quadruplicador de tensão .....................28 Fig.....

............................................................................. 57 – Diagrama de blocos de uma fonte de tensão..................................................................62 Fig.........64 Fig............. 64 – Simbologia para NPN e PNP.................................... 63 – Simbologia para NPN e PNP............ 53 – Optoacoplador .........63 Fig........ 52 – Diodo Emissor de Luz – LED .............................................................. 65 – Relação das correntes do transistor..........53 Fig.....................60 Fig...... 59 – Regulador 78xx..................... 50 – Forma de onda do retificador com filtro.......75 Fig...............81 .............69 Fig...78 Fig.......................................................................55 Fig..........56 Fig......55 Fig.................. 58 – Regulador zener........... 54 – Diodo zener..... 61 – Estrutura do transistor............................................................. 60 – Regulador 79xx.. 55 – Curva característica do diodo zener....................................... 46 – Ponto de corte do passa-altas. 45 – Filtro passa-altas .78 Fig....................................56 Fig. 62 – Estrutura do transistor NPN e PNP...69 Fig.......................79 Fig.............................................. 51 – Fotodiodo............................54 Fig............................................75 Fig......... 49 – Retificador de meia onda com filtro capacitivo................................................54 Fig.................................61 Fig................................... 47 – Filtro passa-banda................................63 Fig........81 Fig.x Fig....... 44 – Ponto de corte do passa-baixas .................. 48 – Ponto de corte do passa-banda.............. 56 – Análise de funcionamento do zener.

68 – Transistor em emissor comum....................101 .......................... 74 – Circuito de polarização da base ................................100 Fig..................... 76 – Circuito de polarização com realimentação do coletor......92 Fig........ 77 – Circuito de polarização com emissor fixo ... 81 – Acionamento digital ...90 Fig.................................................... 73 – Circuito de polarização .............95 Fig.......88 Fig.................. 69 – Característica de saída .............................98 Fig........88 Fig......................xi Fig.................................. 79 – Transistor como chave............................91 Fig................. 84 – Transistor em push-pull ............................... 82 – Transistor isolado .90 Fig......................100 Fig.............83 Fig..... 80 – Formas de acionamento ...............................................................................89 Fig............. 72 – Reta de carga ........................................ 71 – Pontos de operação ......... 70 – Regiões de operação ...............98 Fig......93 Fig................................................................94 Fig........................ 66 – Transistor em base comum ................................ 85 – Transistor em ponte H .................................................. 67 – Transistor em coletor comum ...................... 83 – Transistor em cascata...................99 Fig..........83 Fig................................100 Fig.......... 75 – Circuito de polarização com realimentação de emissor.........84 Fig...... 78 – Circuito de polarização por divisor de tensão...

1. CONDUTOR Elemento destinado a conduzir (levar) a energia elétrica do gerador ao receptor.1.1.1. Æ CONDUTOR Æ Fig. GERADOR 1. RECEPTOR Elemento destinado a receber a energia elétrica e convertê-la em uma outra forma de energia que possa ser utilizada (mecânica. 1.1. O fluxo de energia elétrica dar-se através do esquema abaixo: GETIN Pág. CARGA 1 . luminosa). térmica.2. CIRCUITO ELÉTRICO Circuito elétrico‚ é todo e qualquer percurso fechado por onde circula a energia elétrica. Os receptores são geralmente denominados de CARGAS ELÉTRICAS ou simplesmente CARGA. GERADOR Elemento responsável pela criação (geração) da energia elétrica a partir de energia mecânica.3. química ou térmica.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. geralmente. Os geradores são denominados. HENRIQUE 01 – REVISÃO DE ELETRICIDADE 1. de FONTES ELÉTRICAS ou simplesmente FONTES. 1 – Circuito elétrico.1.

ou seja. 2 .3.: borracha.2. alumínio 1. Uma fonte de energia pode fornecer (a) uma TENSÃO ou (b) uma CORRENTE.2.2. isto é. o que dificulta a circulação desses no seu interior. os elétrons estão fortemente ligados ao núcleo do átomo. CONDUTOR É todo e qualquer material que apresenta grande quantidade de elétrons livres. os isolantes têm uma quantidade muito pequena de elétrons livres. ISOLANTE Ao contrário dos condutores. mica. Ex. quando submetidos a uma DIFERENÇA DE POTENCIAL (ddp) ou FORÇA ELETROMOTRIZ (fem) ou TENSÃO. cobre. HENRIQUE 1. Estes materiais. CONDUTORES E ISOLANTES 1. porcelana 1. apresentam elétrons que estão fracamente ligados ao núcleo do átomo.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. prata.2. Ex. é preciso haver uma fonte de energia. têm esses elétrons circulando no seu interior.1. GETIN Pág.: ouro. FONTES DE ENERGIA ELÉTRICA Para que qualquer circuito elétrico funcione.

porém. O instrumento de medida da tensão é o VOLTÍMETRO.: pilha. pois ambos ficam. 2 . 3 . Portanto. sob o mesmo potencial elétrico. Fig. (b) pilha e (c) bateria. A tensão elétrica é a relação entre o trabalho realizado para deslocar uma carga elétrica entre os dois pontos de uma ddp. A unidade de tensão é o VOLT (V). FONTE DE TENSÃO (U) É o elemento que apresenta uma ddp (tensão ou fem) entre os seus terminais (pólos) e que fornece energia elétrica quando uma carga é conectada aos seus pólos. GETIN Pág. as fontes reais apresentam um elemento de dispersão interna (conhecido como resistência interna da fonte).3. HENRIQUE 1. assim. bateria. isto não ocorre nas fontes reais.1. Ex.Fontes de tensão (a) fonte. As fontes de tensão ideais não têm perdas internas (não consomem energia internamente).ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. que deve ser conectado em paralelo com a carga.

atrito. O instrumento de medição de corrente é o AMPERÍMETRO. Tal deslocamento procura restabelecer o equilíbrio desfeito pela ação de um campo elétrico ou de outros meios (reação química. Assim. 4 . a corrente que circula no local passa pelo instrumento.. Fig. No caso real. 3 – Fonte de corrente.. tal como as de tensão. luz). fornece uma corrente elétrica à carga. ao invés de provocar uma ddp. podem ser consideradas reais e ideais. a corrente elétrica é o fluxo de cargas que atravessa a seção reta de um condutor por unidade de tempo. o que é corrente elétrica ? A corrente elétrica é o deslocamento de cargas (positivas e negativas) dentro de um material. Portanto. quando existe uma ddp entre as extremidades deste. FONTE DE CORRENTE (I) Elemento que. A unidade de corrente é o AMPÈRE (A). HENRIQUE 1. As fontes de corrente. O símbolo elétrico de uma fonte de corrente é mostrado na Fig. Mas. o qual deve ser conectado em série ao local que se quer saber a intensidade da corrente.3.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.2. a fonte de corrente apresenta um elemento dispersivo em paralelo com sua saída. GETIN Pág. 2.

a unidade de potência é o WATT (W). Em eletricidade. uma de cor- rente. Por isso. a corrente e a resistência do material. GETIN Pág. radiação etc. luz. conectada em série com o circuito.1) Portanto. agregados ao núcleo do material. os corpos maus condutores têm resistência elevada e os corpos bons condutores têm menor resistência. Foi o cientista alemão Ohm quem estabeleceu a lei que tem o seu nome e inter-relaciona a ddp. Isto se deve às forças que mantêm os elétrons livres. O instrumento destinado a medir potência é conhecido como WATTÍO wattímetro é composto por duas bobinas. À energia aplicada por segundo em qualquer destas atividades chama-se potência. RESISTÊNCIA ELÉTRICA (R) Chama-se resistência elétrica à oposição feita. 5 . e uma de potencial. conectada em paralelo com o circuito. 1. (1.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.4. pelo material à circulação da corrente elétrica. POTÊNCIA ELÉTRICA (P) Sabe-se que para se executar qualquer movimento ou produzir calor..5. a potência é o produto da tensão pela corrente P = UI METRO. internamente. HENRIQUE 1. é necessário despender energia.

Cada material tem a sua resistência específica própria.3) R Æ resistência em Ω. R Æ resistência elétrica. ou seja. O instrumento destinado a sua medição é o OHMÍMETRO.2) A unidade de resistência elétrica é o OHM (Ω).ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. S Æ área da seção reta em mm2. l Æ comprimento em metros. GETIN Pág. Então. 6 . do comprimento. da área da seção transversal e da temperatura. U Æ ddp ou fem ou tensão (V). que é usado em paralelo com o resistor que se quer medir. a expressão da resistência em função dos dados relativos ao condutor é R= onde: ρl S (1. A resistência depende do tipo do material. ρ Æ resistividade do material em Ω-mm2/m. HENRIQUE U = RI onde: I Æ intensidade da corrente elétrica (A). a sua resistividade (ρ). (1.

4.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. Ro Æ valor da resistência a 0oC em Ω. 7 . Os resistores associados podem ser substituídos por um único RESISTOR EQUIVALENTE ao conjunto (Req). HENRIQUE A resistência varia com a temperatura de acordo com a expressão: Rt = RO [1 + α (t 2 − t1 )] onde: (1.6. ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES Os circuitos elétricos são organizados de tal maneira que podemos determinar a forma pela qual os resistores estão associados comumente. GETIN Pág.4) Rt Æ valor da resistência na temperatura "t" em Ω. (b) variável e (c) LDR. A simbologia elétrica adotada para uma resistência elétrica é mostrada na Fig. 4 – Resistências (a) fixa. Fig. t2 e t1 Æ temperaturas final e inicial em oC. 1. α Æ coeficiente de temperatura em oC-1.

5 . Fig. 5). 1. O valor do resistor equivalente é igual ao somatório dos resistores associados (Fig.6. é um elemento que substitui o conjunto sem alterar o trabalho realizado por este. em um circuito série. em para- lelo ou de ambas as maneiras. 5). Req = R1 + R2 + R3 + R4 (1. HENRIQUE ) O resistor equivalente (Req) é um elemento que tem um valor igual ao do conjunto.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. Portanto.1. a tensão se divide pro- GETIN Pág. 8 .Associação em série de resistores. Os resistores podem ser associados em série.5) A tensão total através de um circuito série é igual à soma das tensões nos terminais de cada resistência do circuito (Fig. ASSOCIAÇÃO SÉRIE Dois ou mais resistores estão em série quando a corrente que passa por um passa pelos demais. ou seja.

o circuito paralelo é conhecido como DIVISOR DE CORRENTE. em um circuito paralelo. a corrente se divide. ASSOCIAÇÃO EM PARALELO Dois ou mais resistores estão em paralelo quando estão submetidos à mesma tensão. Fig.Associação em paralelo de resistores.6. pois. 6). HENRIQUE porcionalmente aos resistores do circuito.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 1.portanto. em valores inversamente proporcionais aos valores dos resistores dos respectivos ramos.2. que passam. GETIN Pág. 1 1 1 1 1 = + + + Req R1 R2 R3 R4 (1. O valor do inverso do resistor equivalente é igual ao somatório dos inversos dos resistores associados (Fig. 6 . sendo. em cada resistência do circuito (Fig. chamado de DIVISOR DE TENSÃO. nos diversos ramos.6) A corrente total através de um circuito paralelo é igual à soma das correntes. 6). 9 . Assim sendo.

7 . 10 . Fig.6.1.7.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 1.7) Pág. 1. porém a maneira mais rápida e simples é a análise das malhas e/ou dos nós do circuito em questão. ASSOCIAÇÃO MISTA Este tipo de associação é uma combinação das associações anteriores. Pensando nisto. 1999).7. HENRIQUE 1. podemos dizer que a soma das correntes que chegam em um nó é igual à soma das correntes que saem deste nó. o cientista alemão Kirchoff desenvolveu um método de análise que leva o seu nome.3. LEI DOS NÓS “A soma algébrica das correntes instantâneas que fluem em uma junção qualquer. ∑I GETIN chegam = ∑ I saem (1. de uma rede. LEIS DE KIRCHOFF A análise de circuitos elétricos pode ser realizada por diversas formas. é igual a zero” (Bartkowiak. Em outras palavras.Associação em mista de resistores.

se considerarmos dois pontos quaisquer da rede. Portanto. 1999). Ou seja.7. MÉTODOS DE ANÁLISE DE CIRCUITOS 1. pode ser substituído por uma resistência equivalente RTH em série com uma fonte equivalente VTH. 1.8. O RTH é a resistência Thevenin através dos dois pontos escolhidos com todas as fontes de tensão internas curto- GETIN Pág. HENRIQUE 1. ∑U ) malha =0 (1.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. desde que sejam observadas as convenções de polaridade das tensões na referida malha.8) O sentido para percorrer a malha é arbitrário. a lei das malhas está em concordância com o circuito divisor de tensão.8. o somatório das ddp em uma malha fechada é igual a zero. 11 .1.2. O teorema de Thevenin afirma que qualquer rede linear de fontes de tensão e resistências. LEI DAS MALHAS “A tensão aplicada a um circuito fechado é igual à soma das quedas de tensão naquele circuito” (Bartkowiak. TEOREMA DE THEVENIN O teorema de Thevenin consiste num método usado para transformar um circuito complexo num circuito simples equivalente.

2. faz-se no seu lugar um curto- GETIN Pág. utilizando-se das leis de Kirchoff. HENRIQUE circuitadas e VTH é a tensão de circuito aberto vista por estes dois pontos. Ao se retirar uma fonte de tensão. a corrente ou a tensão para qualquer componente é a soma algébrica dos efeitos produzidos por cada fonte atuando independentemente. 8 . TEOREMA DA SUPERPOSIÇÃO O teorema da superposição afirma que. 2O PASSO: Determina-se a resistência equivalente (RTH). todas as outras fontes são retiradas do circuito. 12 . encontra-se o que se pede. 8).ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 1O PASSO: Retira-se R4 do circuito original deixando-o aberto entre os pontos “a” e “b” e calcula-se a tensão de circuito aberto (VTH). 3O PASSO: Conecta R4 ao circuito equivalente de Thevenin e. Fig.8. numa rede com duas ou mais fontes.Circuito para análise por Thevenin. EXEMPLO 01: Determinar a corrente que circula por R4 (Fig. A fim de se usar uma fonte de cada vez. 1.

Circuito para análise por superposição. 1. 2O PASSO: Desliga-se a fonte V1 e encontramos a corrente I2. provocada por V2. TRANSFERÊNCIA MÁXIMA DE POTÊNCIA A potência máxima é fornecida pela fonte de tensão e recebida pela carga. 3O PASSO: A corrente I será igual a soma fasorial das correntes I1 e I2 . GETIN Pág. 13 . Quando se retira uma fonte de corrente.8. ela é substituída por um circuito aberto. 1O PASSO: Desliga-se a fonte V2 e encontramos a corrente I1. EXEMPLO 02: Determinar a corrente que circula por R1 (Fig. se o valor da impedância de carga for igual ao da impedância interna da fonte de tensão. provocada por V1.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. HENRIQUE circuito. 9). Fig. 9 .3.

5 A. 05. Calcule todas as correntes através das resistências pelo método da corrente de malha (Fig.9. Qual a potência total consumida por um ferro elétrico de 4. As quedas de tensão através deles são de 2. num circuito de 1.6 V.4 V e 6. Uma lâmpada que utiliza 10 V. quantas lâmpadas podem se acender? Por que? 07.5 mA. 14 . GETIN Pág. HENRIQUE 1. qual o valor da sua resistência a 75o C? 03. um resistor de 10 Ω que consome 4 A.4 A se estiverem todos ligados a uma linha de 120 V? 06. Determine a potência em cada resistor e a potência total dissipada em miliwatts. e um motor de geladeira de 2. e um motor de 24 V estão associados em série.9 A. 04. Se um fio de cobre tiver uma resistência de 4 Ω a 20o C. Cinco lâmpadas de 150 W estão ligadas em paralelo numa linha de 120 V. Calcule a tensão total e a resistência total. 1). um ventilador de 0. formado por uma cafeteira elétrica de 20 Ω e um torrador de pão de 30 Ω. Dois resistores formam um divisor de tensão para polarização de base num amplificador de áudio. respectivamente. se a corrente total for de 10 A. Se um filamento se abrir. Calcule a corrente em cada ramo de um circuito paralelo.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 02. EXERCÍCIOS 01.

11. HENRIQUE 08. Calcule IL e VL pelo equivalente de Thevènin para o circuito da Fig.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 13. 15. 3. Determine a tensão Vp por superposição (Fig. 5. 14. 12. No circuito da Fig. 2 e 3 no circuito da Fig. Uma fonte de tensão tem 24 V em série com 6 Ω (Fig. b)VL por superposição e c)VL pelo equivalente de Norton. Que resistência de carga RL produzirá uma potência máxima na carga (Fig. 8. determine: a)o circuito equivalente de Thevènin e o valor de VL. Calcule todas as correntes e as quedas de tensão através das resistências pelo método da análise da tensão nodal (Fig. 2). 4). Desenhe o circuito da fonte de corrente equivalente. 7). Calcule a resistência equivalente e a tensão de saída Vo do circuito da Fig. 15 . 09. 6. 9) e qual o valor dessa potência? GETIN Pág. Calcule as correntes 1. 10.

HENRIQUE GETIN Pág.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 16 .

17 . TABELA PERIÓDICA Local onde os elementos químicos são dispostos de acordo com seu número atômico para estudo e utilização. 10 – Tabela periódica.Não Metais 4. HENRIQUE 02 . enquanto que suas famílias são divididas em: 1. A tabela periódica está dividida em famílias e sua distribuição é vista na Fig. 11) e fornece informações acerca de seu número atômico bem como de sua valência de energia GETIN Pág. ESTRUTURA ATÔMICA A estrutura atômica de um elemento químico é a forma pela qual seus elétrons estão distribuídos em camadas de energia (Fig.MATERIAIS SEMICONDUTORES 2. Fig.2.Gases Nobres 2.Semimetais 3.Metais 2. 10.1.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.

2. N . Q .18. P . HENRIQUE Fig.32. os átomos se encontram ELETRICAMENTE NEUTRO.18. 2. 2. Os ELÉTRONS são as CARGAS NEGATIVAS. 11 – Camadas de energia. Portanto.8.3. GETIN Pág. Nêutrons.32. M . CARACTERÍSTICAS Os átomos são constituídos por: 9 9 9 Prótons.2. O . Elétrons.1. L .ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. Os PRÓTONS correspondem a CARGAS POSITIVAS. 18 .2. CAMADAS DE ENERGIA A quantidade máxima de elétrons existente em cada camada de energia é apresentada a seguir: 9 9 9 9 9 9 9 K .

12 – Número de valência. Polônio (Po) – Z = 84 Enxofre (S) – Z = 16 Fig.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. Pág. 19 . NÚMERO ATÔMICO O número atômico corresponde ao número de prótons que um átomo possui. NÚMERO DE VALÊNCIA O numero de valência de um átomo corresponde ao número de elétrons existentes na última camada de energia. Exemplos: Cálcio (Ca) – Z = 20 Cobre (Cu) – Z = 29 2. Silício (Si). 2.5.4. HENRIQUE Os ÁTOMOS ESTÁVEIS são os que possuem 8 ELÉTRONS na ÚLTIMA CAMADA de energia. 2. PRINCIPAIS SEMICONDUTORES Dentre os semicondutores os primeiros a serem utilizados na confecção de dispositivos eletrônicos foram: 9 9 GETIN Germânio (Ge).6.

Formam estruturas cristalinas (CRISTAIS) Nota: O Si é o elemento químico mais utilizado atualmente.1. COMPARTILHAM os elétrons da camada de valência. Dependendo da impureza acrescentada aos semicondutores. REPRESENTAÇÃO PLANAR A Fig. 2.2. 20 . HENRIQUE 2.3. 13 – Representação planar. 2. DOPAGEM ELETRÔNICA Na forma cristalina. 13 apresenta uma representação planar de um semicondutor. o Si e o Ge não servem para a elaboração de componentes eletrônicos. CARACTERÍSTICAS MARCANTES 9 9 9 9 São TETRAVALENTES. eles podem CONDUZIR A CORRENTE ELÉTRICA de diferenGETIN Pág. porém esta situação pode ser modificada através da adição de certas IMPUREZAS ao cristal.6. NÃO APRESENTAM ELÉTRONS LIVRES.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.6.6. Fig.

neste semicondutor os elétrons livres são portadores majoritários e as lacunas são portadores minoritários. O resultado é um excesso de elétrons. Estas impurezas consistem na ADIÇÃO de algum elemento que tenha um número diferente de elétrons na última camada e isto é feito em PROPORÇÕES extremamente PEQUENAS. constituindo-se nos mais diversos tipos de dispositivos. estes elementos estranhos irão "DESEQUILIBRAR" a estrutura cristalina. 21 . Este novo material recebe o nome de cristal do TIPO N. estes são os RESPONSÁVEIS PELA CONDUÇÃO DA CORRENTE. GETIN Pág. CRISTAIS Acrescentando ao Si um material como o arsênio (As). O número de elétrons livres é maior que o número de lacunas. cada uma. ou seja. 4 ligações com seus átomos vizinhos mais próximos. HENRIQUE tes maneiras. o antimônio (Sb) ou o fósforo (P). As impurezas assumem a mesma estrutura do cristal de Si fazendo.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. que têm 5 elétrons na última camada.7. 2.

isto é. o boro (B) ou o gálio (Ga). GETIN Pág. o desequilíbrio será na falta de elétrons. este semicondutor é chamado tipo P. que tem 3 elétrons na última camada. Se o material usado para dopar o Si for o alumínio (Al).ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. as impurezas trivalentes são chamadas de impurezas TIPO P e as lacunas podem ser consideradas como cargas elétricas positivas. Fig. 22 . 15 – Cristal tipo P. portanto. haverá um buraco ou uma lacuna (cargas positivas) a mais na estrutura. uma junção chamada de JUNÇÃO PN. 14 – Cristal tipo N. A união entre um cristal do tipo P e um tipo N cria. HENRIQUE Fig. entre eles. Por isso.

ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 16 – Cristal tipo PN. 23 . HENRIQUE Fig. O equilíbrio não é alcançado porque a junção PN funciona como uma barreira. O cristal tipo N tem excesso de elétrons livres e o tipo P excesso de lacunas (falta de elétrons livres). Se Fundido dois terminais às extremidades do cristal PN. haver um fluxo de elétrons (corrente elétrica) entre os materiais tipo P e tipo N. Esta barreira é denominada de BARREIRA DE POTENCIAL. Aplicando-se uma DIFERENÇA DE POTENCIAL (ddp) nos terminais do cristal PN. assim. portanto o novo material tem duas camadas eletricamente desequilibradas. tem-se um dispositivo eletrônico denominado de DIODO SEMICONDUTOR ou simplesmente DIODO GETIN Pág. a barreira de potencial poderá ser vencida e. que impede o fluxo de elétrons entre os materiais.

A Fig.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.1.2. 17 – Representação do diodo. Os terminais de um diodo são denominados de Ânodo (lado positivo ou P) e Catodo (lado negativo ou N). 18 mostra um diodo semicondutor formado pela junção de cristais do tipo N e do tipo P. 3. CARACTERÍSTICAS Os diodos são dispositivos eletrônicos que permitem a passagem de corrente elétrica por seu interior. Fig. São fabricados a partir da junção de dois materiais semicondutores (um do tipo P e outro de tipo N). 24 . POLARIZAÇÃO Polarizar um diodo é limitar a intensidade da corrente elétrica que irá circular através dele e para isto se faz necessário encontrar o valor da resistência que será colocada em série e que tem por finalidade principal proteger o diodo contra correntes excessivas. HENRIQUE 03 . Para funcionar adequadamente deve ser polarizado por uma fonte de tensão (ddp). entre eles se forma uma GETIN Pág.DIODOS 3.

Aplica-se uma ddp entre os terminais do diodo e observamos o comportamento da barreira de potencial. Ora ela aumenta e ora diminui. 19): 9 9 Terminal positivo do lado P (polarização direta). A fonte de tensão pode ser conectada apenas de duas maneiras (Fig. HENRIQUE barreira – barreira de potencial – cuja finalidade é impedir a transferência de elétrons livres de um cristal para o outro quando não polarizado. 25 . 19 – Polarização do diodo (a) direta e (b) reversa. Fig. Fig. 18 – Diodo semicondutor.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. Terminal negativo do lado P (polarização reversa). GETIN Pág.

20) que representa graficamente o comportamento de um diodo quando polarizado. HENRIQUE A barreira de potencial funciona como uma espécie de “Resistência” à passagem da corrente pelo diodo. apresenta uma RESISTÊNCIA MAIOR (idealmente RR = infinito) 3. Fig. CURVA CARACTERÍSTICA A curva característica é a curva (Fig. Portanto. apresenta uma RESISTÊNCIA MENOR (idealmente RD = 0). Na polarização invertida. GETIN Pág.3. mostrando os pontos de condução plena e de corte. os elétrons e as lacunas se afastam da região da junção.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. AUMENTANDO a barreira e como consequência NENHUMA CORRENTE circula pelo material. as lacunas (tipo P) e os elétrons (tipo N) migram para a região da junção e se combinam mais ainda. permitindo um fluxo de corrente pelo material. fazendo com que a barreira de potencial DIMINUA. Na polarização DIRETA. 26 . 20 – Curva característica do diodo. Portanto.

3. mas tem limitações físicas. É conhecido como PONTO QUIESCENTE ou PONTO Q. faz-se necessário à colocação de uma resistência externa que possa limitar a amplitude dessa corrente. HENRIQUE 3.4.1. 21 – Modelo ideal do diodo.4. MODELO IDEAL Fig. PONTO DE OPERAÇÃO É o ponto de coordenadas (VD. 3. Uma vez que o diodo polarizado diretamente permite a passagem de uma corrente elevada.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 27 . ID) na curva característica que fornece informações sobre a tensão e a corrente instantâneas no diodo. ANÁLISE DE CIRCUITOS 3.1. GETIN Pág.

MODELO REAL Fig. 28 . MODELO PARA MÉDIAS TENSÕES Fig.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 23 – Modelo real. 3.4. GETIN Pág.3.4. HENRIQUE 3. 22 – Modelo para médias tensões.2.

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3.5. GRAMPEADOR POSITIVO

Fig. 24 – Grampeador positivo.

3.6. DUPLO GRAMPEADOR

Fig. 25 – Grampeador duplo.

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3.7. EXERCÍCIOS 01. Suponha que a queda de tensão em um diodo de silício polarizado diretamente seja de 0,7 V e que a queda de tensão em um diodo de germânio polarizado diretamente seja de 0,3 V. a) Se D1 e D2 forem ambos diodos de silício (Fig. 1), calcule a corrente no circuito. b) Repita o exercício se D1 e D2 forem de germânio. c) Repita o exercício se D1 for de silício e D2 for de germânio. 02. Repita o exercício anterior quando a fonte de tensão mudar para um valor constante de 9 V. 03. No circuito da Fig. 2, o diodo é de Germânio. Calcule a porcentagem de erro provocada por se desprezar a queda de tensão no diodo quando a corrente I é calculada no circuito. Suponha que o diodo de germânio polarizado diretamente tenha uma queda de tensão de 0,3 V. 04. Repita o exercício anterior quando a fonte de tensão mudar para 3 V e o resistor mudar para 470 Ω. 05. Determine os diodos que estão polarizados diretamente na Fig. 3 e quais estão polarizados reversamente. 06. Determine os diodos que estão polarizados diretamente na Fig. 4 e quais estão polarizados reversamente. 07. As entradas A e B (Fig. 5) podem ser 0 V ou +10 V. Cada diodo de silício tem uma resistência de 400 Ω quando pola-

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Suponha que a queda direta é de 0. 10. c) A = 0 V e B = -5 V. d) A = B = 0 V. 32 . Calcule V0 para cada um dos seguintes casos: a) A = 0 V e B = 0 V. Suponha que a queda direta é de 0.7 V. B e C (Fig. GETIN Pág.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 08. b) A = C = -5 V e B = +10 V. d) A = B = C = -5 V. d) A = B = C = +10 V. c) A = +10 V e B = 0 V. As entradas A. B e C (Fig. HENRIQUE rizado diretamente. As entradas A e B (Fig. d) A = +10 V e B = +10 V. c) A = C = -5 V e B = 0 V. 09. Cada diodo de silício tem uma resistência de 1k2 Ω quando polarizado diretamente.7 V. As entradas A. 6) podem ser de +10 V ou -5 V. calcule V0 quando a) A = B = -5 V. Calcule V0 quando a) A = B = C = -5 V. calcule V0 quando a) A = B = C = 0 V. c) A = B = +10 V e C = -5 V. 6) podem ser de 0 V ou -5 V. b) A = B = 0 V e C = -5 V. b) A = 0 V e B = +10 V. 5) podem ser 0 V ou -5 V. b) A = -5 V e B = 0 V.

2 Fig. As entradas podem ser de 0 V ou +5 V. 3 GETIN Pág. em que a tensão de saída está supostamente no nível baixo. 5. seu valor não pode exceder a 1 V. Sob quaisquer condições.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. No circuito mostrado na Fig. 1 Fig. HENRIQUE 11. Fig. Qual é o menor valor de resistência que pode substituir a resistência de 1. 33 . cada diodo tem uma resistência de 100 Ω quando em condução. Aplicando o teorema da Superposição.5 kΩ no circuito? 12. determine as correntes nos diodos do circuito abaixo.

6 GETIN Pág. HENRIQUE Fig.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 34 . 5 Fig. 4 Fig.

35 .2. 4. Os diodos em circuitos de corrente alternada (CA) muitas vezes não suportam os níveis destes sinais e a fim de solucionar essa dificuldade são utilizados TRANSFORMADORES. 26 – Circuito magnético.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. GETIN Pág.1.DIODOS EM CA 4. TRANSFORMADORES Os transformadores são dispositivos estáticos que ACOPLAM circuitos com diferentes níveis de tensão e/ou de impedâncias. Fig. HENRIQUE 04 . INTRODUÇÃO Circuitos retificadores são QUADRIPOLOS que funcionam com base na característica unidirecional do diodo: uma tensão CA é aplicada na entrada e uma tensão CC aparece na saída.

EQUAÇÕES PRINCIPAIS U PRI N PRI = U SEC N SEC I PRI N SEC = I SEC N PRI PPRI = PSEC Onde: U → Tensão P → Potência PRI I → Corrente N → Número de Espiras SEC → Primário (Fonte) → Secundário (Carga) 4.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 27 – Retificador de meia onda. GETIN Pág. RETIFICADOR DE MEIA ONDA Fig.1. 36 .2. HENRIQUE 4.3.

determine: a) tensão média na carga. RESULTADOS OBTIDOS U PICO 1 UL = U picosen(ωt )dt = ∫ 2π 0 π UDC = 0. c) especificações do diodo.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. d) formas de onda na carga e no diodo. HENRIQUE Fig. 28 – Forma de onda do retificador de meia onda. b) corrente média na carga.318 UMÁX PIV = UMÁX IL = ID Um transformador com tensão de secundário de 12 V ligado a um retificador de meia onda com uma carga de 10 Ω. 2π GETIN Pág.7 V. 37 . Considerando VF = 0.

30 – Forma de onda do retificador de onda completa.4. 38 . 29 – Retificador de onda completa. HENRIQUE 4. RESULTADOS OBTIDOS UDC = 0.636 U’MÁX U’MÁX = UMÁX / 2 PIV = UMÁX IL = 2 ID GETIN Pág. Fig.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA Fig.

RETIFICADOR EM PONTE Fig. HENRIQUE Um transformador com tap central de 220/4+4 V ligado a um retificador de onda completa com carga de 10 Ω. b)corrente média na carga. c)especificações do diodo. 39 .ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. determine: a)tensão média na carga. d)formas de onda na carga e no diodo. Fig.5. 31 – Retificador em ponte. 32 – Forma de onda do retificador em ponte. GETIN Pág. 4. Considerando a queda de tensão dos diodos.

b)corrente média na carga. HENRIQUE RESULTADOS OBTIDOS UDC = 0.636 UMÁX PIV = UMÁX IL = 2 ID Um transformador com 220/25 V ligado a um retificador em ponte com carga de 10 Ω. d)formas de onda na carga e no diodo. GETIN Pág.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. c)especificações do diodo. Determine: a)tensão média na carga. 40 .

DOBRADOR DE TENSÃO Fig. QUADRUPLICADOR DE TENSÃO Fig.6. 35 – Quadruplicador de tensão.7. HENRIQUE 4. 33 – Duplicador de tensão. 41 . 4. 34 – Triplicador de tensão. 4. TRIPLICADOR DE TENSÃO Fig. GETIN Pág.8.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.

calcule a corrente de carga DC e o PIV em cada diodo. Se a tensão do secundário for de 60 V (Fig. Os diodos da Fig.9. qual dos diodos (Tab. 42 . 1) têm as especificações de IO e PIV suficientes para ser usado? 04. a tensão do secundário é de 40 V. O transformador da Fig. 2). 3) for de 30 V. Qual a corrente média retificada que passa pelo diodo? 05. Estes diodos são adequados para uma tensão de secundário de 40 V? 07. Se os diodos da Fig. HENRIQUE 4. 2). 2. Qual a tensão de pico na carga? Qual a tensão média? Qual a corrente média na carga? 02. qual a tensão DC na carga? Qual o PIV de cada diodo? Qual a corrente DC na carga? 06. EXERCÍCIOS 01.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 3 tiverem uma especificação IO de 0. 3 têm especificação IO de 150 mA e PIV de 75 V. Dada uma tensão de secundário de 40 V (Fig. 1 tem uma tensão do secundário de 30 V. Qual a tensão de pico na carga? Qual a tensão DC na carga? Qual a corrente de carga? 03.5 A e PIV de 50 V. Se a tensão do secundário (Fig. Na Fig. eles são adequados para uma tensão de secundário de 60 V? GETIN Pág.

4) tem uma de resistência 50 Ω quando em condução. HENRIQUE 08. O diodo do circuito (Fig.1cos(ωt) U e Ub = 2 V. GETIN Pág. Determine a corrente e a tensão no diodo para o seguinte caso: uS = 0. 43 .ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.

DEFINIÇÃO Circuito destinado a selecionar ou rejeitar uma determinada faixa de freqüência.2. Usados para eliminar freqüências indesejáveis. PASSIVOS Æ São aqueles que contém combinações em e em paralelo de resistores. capacitores e capacitores.3. ATIVOS Æ São aqueles que. também usam dispositivos como transistores e amplificadores operacionais. 5. 5. além de elementos passivos. torna-se necessário à eliminação deste sinal indesejado.1.2. GETIN Pág. denominadas RUÍDO. 5.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.3. INTRODUÇÃO Há circuitos onde o ruído se propaga com maior ou menor intensidade e independentemente disto.1. 44 . DIVISÃO 5.3. HENRIQUE 05 – FILTRO CAPACITIVO 5. pois o funcionamento adequado do sistema depende da fidelidade das informações processadas e assim poder intervir prontamente.

ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 45 . COMPONENTE BÁSICO 5.4. GETIN Pág. 36– Modelo de capacitor e simbologia. Fig.1. HENRIQUE 5. Não dissipa energia. CAPACITOR Funcionam com variação brusca de tensão. Armazena energia para uso posterior.4.

CAPACITÂNCIA É a medida da quantidade de carga que um capacitor pode armazenar em suas placas (capacidade de armazenamento).2.4. 5.2) Pág. HENRIQUE 5.1) É a capacidade de um dielétrico para evitar a condu- Tensão necessária para vencer a rigidez dielétrica é denominada de TENSÃO DE RUPTURA. RIGIDEZ DIELÉTRICA ção de corrente elétrica. i fuga GETIN vc = R fuga (5.4. CORRENTE DE FUGA Quando aplicamos uma tensão entre as placas de um capacitor. 46 . o capacitor passa a ter características muito semelhantes às de um condutor. (5.4. Quando a ruptura ocorre.4.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.3. Q C= V 5. flui uma corrente entre as placas denominada de CORRENTE DE FUGA (devido aos elétrons livres).

GETIN Pág. 37 – Circuito equivalente de um capacitor. bem como podem variá-la mediante ação do operador.4. TIPOS DE CAPACITORES Os capacitores podem ter ser capacitância fixa ao longo do tempo. HENRIQUE Este efeito é representado por uma resistência em paralelo com o capacitor. maior que 100 MΩ. Fig. 38 – Capacitores variáveis. Assim os capacitores podem ser variáveis ou fixos. 5. cujo valor é. Fig.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 47 .5. tipicamente.

39 – Capacitores fixos.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.1. CAPACITOR ELETROLÍTICO É usado normalmente nas situações em que capacitâncias maiores são necessárias. 5. 48 .5. A tensão que pode ser aplicada entre os terminais do capacitor por longos períodos de tempo sem que ocorra a ruptura é conhecida como TENSÃO DE TRABALHO.4. São projetados para uso em circuitos de corrente contínua. GETIN Pág. HENRIQUE Fig.

40 – Circuito de carga desligado. A descarga ocorre rapidamente. Apresentam BAIXAS TENSÕES DE RUPTURA. 5. Fig. CARGA E DESCARGA Fig. HENRIQUE A máxima tensão contínua que pode ser aplicada por curtos períodos de tempo é denominada de TENSÃO DE PICO. GETIN Pág.6. Têm ELEVADAS CORRENTES DE FUGA (Rfuga da ordem de 1 MΩ).4.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 49 . 41 – Circuito de carga ligado.

50 .3) τ=RC A tensão de carga é dada por: (5.5) Graficamente podemos visualizar as equações acima como: 0 1 2 3 4 5 6 Fig.7 0.6 0.9 0.2 0.4) vc = E.4 0.3 0. 42 – Gráfico de tensão e corrente. HENRIQUE A corrente de carga é expressa por: E −t / RC ic = e R Onde o fator RC é chamado de CONSTANTE DE TEMPO (5.1 0 ( −t / RC ) Corrente Tensã o (5. GETIN Pág. 1−e 1 0.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.8 0.5 0.

Analisando a expressão acima no domínio do tempo. A tensão entre os terminais de um capacitor não pode variar instantaneamente.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.C. (5. 5. A tensão no capacitor é praticamente igual a da fonte após 5 constantes de tempo. portanto. HENRIQUE A corrente em um circuito capacitivo é praticamente zero após 5 constantes de tempo na fase de carga. podemos obtê-la por: dvC iC = C dt Para vc for constante → ic é zero.Vm GETIN Pág. temos: dvC d = (Vm senωt ) = ωVm cos ωt dt dt dv iC = I m sen(ωt + 90o ) = C C dt I m = ω.7. REATÂNCIA CAPACITIVA A corrente do capacitor é proporcional a sua capacitância e a TAXA DE VARIAÇÃO da tensão em seus terminais.4. 51 .6) Quanto maior for a variação de tensão → maior será ic.

C onde Portanto. que neste caso é denominada de REATÂNCIA CAPACITIVA e é dada por: Vm 1 = XC = I m ω.8) GETIN Pág. (5.7) ω = 2π .ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. encontramos uma relação de resistência. 52 . HENRIQUE Aplicando a Lei de Ohm aos valores de pico. f f = 0 ⇒ XC → ∞ f → ∞ ⇒ XC ≅ 0 é a freqüência de operação. (5.

De- A freqüência de corte.C termine: a) b) GETIN (5. Pág. HENRIQUE 5.PASSA-BAIXAS Um filtro passa-baixas deve permitir a passagem de baixas freqüências com pequena atenuação e atenuar fortemente todas as outras acima de um certo valor crítico. Fig.1.5. 53 .5.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 44 – Ponto de corte do passa-baixas. 1 X C = R ⇒ fC = 2π . CLASSIFICAÇÃO DOS FILTROS 5. Resposta em freqüência Fig. 43 – Filtro passa-baixas. R = 1 kΩ e C = 500 pF. A tensão de saída para f = 100 kHz e f = 1 MHz.R.9) Um filtro com Uin = 20 V.

C (5.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. Fig. 46 – Ponto de corte do passa-altas.2. Resposta em freqüência Fig.10) GETIN Pág.R. 45 – Filtro passa-altas. 54 . HENRIQUE 5. X C = R ⇒ fC = 1 2π . PASSA-ALTAS Um filtro passa-altas pode ser obtido invertendo-se as posições do resistor e do capacitor e as freqüências acima de um determinado valor devem passar e as abaixo devem ser cortadas.5.

b) A tensão de saída quando f = fci. Fig.5 nF e C2 = 4 pF. GETIN Pág. 47 – Filtro passa-banda. Fig. C1 = 1. Para R1 = 1 kΩ.3.5. R2 = 40 kΩ.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. A freqüência inferior é definida pelo passa-altas e a superior pelo passa-baixas. PASSA-BANDA Um filtro passa-faixa pode ser implementado através do cascateamento de um passa-baixas e um passa-altas. HENRIQUE 5. 55 . 48 – Ponto de corte do passa-banda. Determine: a) As freqüências de corte inferior e superior.

Os níveis de tensão na carga e da ondulação são dados por: VDC = f .1 V. 50 – Forma de onda do retificador com filtro. para alimentar um circuito que tem resistência de entrada equivalente a 1 kΩ.RL .6.(Vm − V DC ) (5. 56 .V R V R = 2.12) Projetar uma fonte com tensão de entrada de 220 V / 60 Hz e tensão média de saída de 5 V com RIPPLE de 0. Fig. HENRIQUE 5. RETIFICADOR COM FILTRO CAPACITIVO Fig. 49 – Retificador de meia onda com filtro capacitivo.C.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.11) (5. GETIN Pág. Utilizar o retificador em ponte.

2 V (Fig. Construa uma fonte de alimentação que preencha as seguintes características: a tensão do secundário seja de 12. 1). Se a carga for de 220 Ω e a capacitância de 500 µF.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. A Fig.6 V.7. Projete um retificador de onda completa usando um transformador com derivação central de 48 V que produza uma ondulação de 10 % da tensão de pico através de um filtro e uma carga de 330 Ω. 2 mostra uma fonte de alimentação dividida. A tensão do secundário é de 21. Qual a tensão na carga se a tensão de secundário for de 17. Devido à derivação central aterrada. HENRIQUE 5. Projete um retificador em ponte com filtro capacitivo. as tensões de saída são iguais e com polaridade oposta. com tensão de saída de 15 V e um ripple de 1 V para uma carga de 680 Ω. Um retificador em ponte com um filtro capacitivo tem uma tensão de pico na saída de 25 V. 57 . a sa- GETIN Pág. Qual a tensão de carga DC se C = 220 µF? Qual o valor do ripple? Quais as especificações dos diodos ? 03. Que tensão de secundário do transformador? Qual o valor do capacitor de filtro? Quais as especificações dos diodos? 05. qual a ondulação na carga? 02. Quais as especificações dos diodos? 06. EXERCÍCIOS 01.7 V e C = 500 µF? Qual o valor do ripple? Quais as especificações dos diodos? 04.

58 .ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. e uma segunda saída de 35. HENRIQUE ída seja de 17.8 V com 120 mA. Quais as especificações dos diodos? GETIN Pág.6 V com 75 mA.

A maior freqüência → cor violeta. A menor freqüência → cor vermelha. 59 .5x1014 Hz. A cor branca é uma mistura de todas as freqüências da faixa visível.1. HENRIQUE 06 . O ESPECTRO de luz é uma curva de energia da luz versus a freqüência ou o comprimento de onda. Acima do violeta → ULTRAVIOLETA (5x1017 Hz). Abaixo do vermelho → INFRAVERMELHAS (< 1012 Hz). ou são aqueles que PRODUZEM e/ou MODIFICAM a luz. GETIN Pág.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. OPTOELETRÔNICOS Os dispositivos optoeletrônicos são aqueles cujas características mudam com ou são controladas PELA LUZ. f = c λ (6.DIODOS ESPECIAIS 6.3x1014 Hz a 7.1) f → freqüência em hertz (Hz) λ → comprimento de onda em metros (m) c → velocidade da luz em metros por segundos (m/s) A luz visível → freqüências entre de 4.

comporta-se como um dispositivo FOTOCONDUTIVO.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. Quando POLARIZADO REVERSAMENTE. FOTODIODO Um fotodiodo é uma junção PN construída de modo que possa ser exposta à luz. porque sua resistência varia com a corrente reversa. Quanto maior a intensidade da luz. No fotodiodo. maior corrente reversa e menor a resistência efetiva. 60 . Fig. GETIN Pág.2. são gerados portadores minoritários adicionais pela energia luminosa. A corrente de fuga reversa em um diodo comum devese aos portadores minoritários gerados termicamente. 51 – Fotodiodo. HENRIQUE 6.

61 . Essa conversão de energia elétrica em luminosa é um exemplo do fenômeno ELETROLUMINESCÊNCIA. então uma junção PN com estas características é chamada de DIODO EMISSOR DE LUZ (LED). a maior parte da energia é convertida em calor e em outros em luz. Em alguns materiais. como o Si. Se o material for translúcido e se a energia luminosa liberada for visível. 52 – Diodo Emissor de Luz – LED. GETIN Pág. Fig. HENRIQUE 6. ele libera energia na forma de CALOR e de LUZ.3. os elétrons livres do lado N cruzam a jun- ção e se combinam com as lacunas do lado P. DIODO EMISSOR DE LUZ Quando a corrente circula por uma junção PN POLARIZADA DIRETAMENTE. Quando um elétron na banda de condução recombinase com uma lacuna na banda de valência.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.

ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. os circuitos de entrada e saída são ACOPLADOS apenas pela energia luminosa. HENRIQUE 6. 62 . O exemplo mais simples é um LED encapsulado com um fototransistor. 53).4. OPTOACOPLADORES Um acoplador ótico combina um dispositivo emissor de luz com um dispositivo sensível à luz. Fig. São denominados de ISOLADORES ÓTICOS. GETIN Pág. A principal vantagem é o excelente ISOLAMENTO ELÉ- TRICO entre os circuitos de entrada e saída. O LED é alimentado por um circuito de entrada e o foto-transistor aciona um circuito de saída. 53 – Optoacoplador. Portanto. em um único ENCAPSULAMENTO (Fig.

55 – Curva característica do diodo zener. HENRIQUE 6. 54 – Diodo zener. 54) quando polarizado diretamente. DIODO ZENER O diodo zener (Fig. 63 . funciona como um diodo comum. Fig. 55). GETIN Pág.5.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. O zener funciona normalmente na REGIÃO DE RUPTURA. Fig. na polarização reversa (Fig.

1.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 6. HENRIQUE Na ruptura. 64 . o zener deve ser polarizado reversamente para aproveitar sua característica mais importante que é a de manter sua tensão de referência constante não importando as variações na entrada. A TENSÃO DE RUPTURA é chamada de tensão de referência (VZ) Portanto.5. enquanto a CORRENTE REVERSA varia em uma larga faixa. O circuito acima tem 2 malhas simples → Necessita de 2 equações para sua resolução: V E = VS + VZ (6. FUNCIONAMENTO DO ZENER Fig. a tensão sobre o zener permanece quase constante.2) GETIN Pág. 56 – Análise de funcionamento do zener.

1. Como saber se o zener está ou não ativo? Retira-se o zener do circuito e calcula a tensão de Thèvenin: se se VTH > VZ → zener ativo → VL = VZ . EXEMPLO: Considere VE = 40V. VTH < VZ → zener inativo → VL ≠ VZ . HENRIQUE IS = IZ + IL Onde: (6. RS = 4kΩ e RL = 10kΩ. VZ = 30V. 65 .ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.6) (6. Determine se p diodo zener está ou não na região ativa? Qual deve ser o valor de RS para deixar o zener ativo? GETIN Pág.I L PZ = VZ .3) VS = RS . o 1º passo é determinar se o mesmo está ou não ativo. Um zener ativo significa que ele está polarizado reversamente e passa por ele uma corrente.7) Em um circuito com zener.I Zmáx I Zmín = 0.I S VZ = VL = RL .4) (6.I Zmáx (6.5) (6.

HENRIQUE VTH = RL 10k . Use os mesmos dados da questão anterior com RS= 2 kΩ. 1. Qual o valor da corrente zener? Se VS= 40 V. RS= 68 Ω e VS= 27 V. Na Fig.VE = x 40 = 28. qual o valor mínimo de RS que impede que o zener seja destruído? 02. Se VS= 40 V. 1. Suponha que V= 25 V (Fig. O diodo zener da Fig. Na Fig.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. VZ= 18 V.3kΩ ⎟ ⎜V ⎝ 30 ⎠ ⎠ ⎝ TH 6.57V inativo R L + RS 10k + 4k ⎞ ⎛ VE ⎛ 40 ⎞ ⎟ 1 = 10 RS = R L ⎜ − k ⎜ − 1⎟ ⇒ RS ≈ 3. 66 . qual o valor mínimo de VS que mantém o zener funcionando na região de ruptura? 04. Qual o valor da corrente zener? Qual a potência dissipada pelo zener? 03. qual o valor da variação de tensão na carga? Se RS= 4 kΩ e VZ= 25 V.5 W. para que valor da resistência de carga o regulador zener deixa de funcionar? 05. 1 tem uma tensão zener de 15 V e uma potência de 0. Qual o valor aproximado da corrente zener para RL= 100 kΩ. se RS= 1k5 Ω VS= 40 V e VZ= 10 V. RL= 10 kΩ e RL= 1kΩ? Nas mesmas condições. qual o valor da corrente no LED? GETIN Pág. 2). Se R1= 1 kΩ.6. EXERCÍCIOS 01.

quais os valores máximo e mínimo da corrente do LED? 07. 3).5 V e uma queda máxima de 2.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. GETIN Pág. Se I2 variar de 2 a 10 µA.3 V. O LED da Fig. Em um optoacoplador. Projete um circuito indicador de 7-Seg controlado por chaves liga-desliga que consuma uma corrente total máxima de 140 mA. 2 tem uma queda mínima de 1.5 e 2 V em 20 mA. Considerando V= 10 V e R1= 470 Ω. V2= 20 V e R2= 47 kΩ. qual a variação de tensão através do fotodiodo? 08. 67 . Cada segmento tem uma queda de tensão entre 1. Você tem que escolher entre usar uma alimentação de 5 V ou de 12 V. Um TIL312 é um indicador de 7-Seg (Fig. HENRIQUE 06.

sendo variável o valor da corrente de saída dentro de certos limites. FONTES DE ALIMENTAÇÃO São classificadas em: FONTES DE TENSÃO Æ mantêm a tensão de saída em um valor determinado. porém podem variar com variações da tensão de entrada. ¾ Reguláveis.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.REGULADORES DE TENSÃO 7. GETIN Pág. Aqui nos limitaremos às fontes de tensão. FONTES DE CORRENTE Æ proporcionam uma corrente de saída determinada. HENRIQUE 07 . ¾ Estabilizadas. sendo possível a variação da tensão de saída dentro de certos limites. independentemente das variações da tensão de entrada ou da corrente de carga. Esta primeira classificação faz-se em função da característica mais importante de saída que proporciona a fonte.1. SIMPLES Æ são aquelas em que a tensão de saída é fixa. assim pode-se classificá-las em: ¾ Simples. ESTABILIZADAS Æ são aquelas em a tensão de saída é fixa e constante. 68 . da corrente de carga e da temperatura.

GETIN Pág.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. As aplicações do circuito regulador são: • CARGA FIXA a partir de uma ENTRADA CONSTANTE. 58 – Regulador zener.2. HENRIQUE REGULÁVEIS Æ são aquelas em que a tensão de saída é va- riável ou ajustada pelo usuário dentro de certos valores. • CARGA VARIÁVEL a partir de uma ENTRADA CONSTANTE. 7. 57 – Diagrama de blocos de uma fonte de tensão. 69 . Fig. REGULADOR ZENER Fig.

6 V e IZmáx = 100 mA.6 V.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. a partir das características do circuito : • Tensões de Entrada e de Saída. • Carga (fixa ou variável) e Zener.2. HENRIQUE • CARGA FIXA a partir de uma ENTRADA VARIÁVEL. CARGA E ENTRADA CONSTANTES RS atende as especificações do Zener: • IZmín → RSmáx (máximo valor) • IZmáx → RSmín (menor valor). GETIN Pág.1. • RS entre os valores mínimo e máximo. EXEMPLO 01: Determinar RS do regulador de tensão (Fig. • CARGA VARIÁVEL a partir de uma ENTRADA VARIÁVEL. 7. 70 . Dados VZ = 5. 58) utilizado para que uma fonte de 12 V possa ser ligada em um circuito que representa uma carga de 1 kΩ e cuja tensão de alimentação seja de 5. O projeto de um regulador de tensão consiste em determinar o valor da resistência limitadora de corrente (RS).

2. CARGA VARIÁVEL E ENTRADA FIXA RS atende as variações da carga e as especificações do Zener: • IZmín e ILmáx → RSmáx.6 )x10 RSmáx = RSmín = Por tan to. VS2 61Ω ≤ RS ≤ 410Ω ⇒ RS = 330Ω ⇒ PS = ≅ 124mW RS 7. • IZmáx e ILmín → RSmín.1x100 x10 −3 ⇒ I Zmín = 10mA IL = VZ 5.6 )x10 −3 VE − VZ 12 − 5.2. EXEMPLO 02: Determinar RS do regulador de tensão (Fig.6 = ⇒ RSmáx = 410Ω I Zmín + I L (10 + 5. 58) utilizado para que uma fonte de 12 V possa ser ligada em um circuito que representa uma carga variável en- GETIN Pág.1xI Zmáx = 0.6 ⇒ RSmín = 61Ω = −3 I Zmáx + I L (100 + 5.6mA RL 1000 VE − VZ 12 − 5. HENRIQUE I Zmín = 0.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.6 = ⇒ I L = 5. 71 .

HENRIQUE tre 100 Ω e 20 kΩ e cuja tensão de alimentação seja de 5.6 = ⇒ RSmín = 64Ω I Zmáx + I L (100 + 0.6 = ⇒ I Lmáx = 56mA RLmín 100 VE − VZ 12 − 5.28mA 3 RLmáx 20 x10 VZ 5.28)x10− 3 I Lmáx = RSmáx = RSmín = Por tan to.6 V. VS2 64Ω ≤ RS ≤ 97Ω ⇒ RS = 82Ω ⇒ PS = ≅ 499.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.6 = ⇒ I Lmín = 0. Dados VZ = 5. 72 .6 V e IZmáx = 100 mA. I Lmín = VZ 5.6 = ⇒ RSmáx = 97Ω −3 I Zmín + I L (10 + 56)x10 VE − VZ 12 − 5.5mW RS GETIN Pág.

HENRIQUE 7. VEm = VE ± 5 Vr = 22 ± ⇒ VEmín = 19.3. IZmáx = 500 mA e IZmín = 15 mA.92W RS GETIN Pág.5 − 15 = ⇒ RSmín = 18Ω −3 I Zmáx + I L (500 + 26. CARGA FIXA E ENTRADA VARIÁVEL RS atende as variações da entrada e as especificações do Zener: • IZmín e VEmín → RSmáx.79mA RL 560 19.2. Determinar RS que elimina o ripple e fixa a tensão em 15 V.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. • IZmáx e VEmáx → RSmín. Dados VZ = 15 V.79)x10 RSmáx = RSmín = Por tan to. EXEMPLO 03: Uma fonte foi projetada para uma carga de 560 Ω e 15 V.79)x10− 3 VEmáx − VZ 24.5V → VEmáx = 24.5 − 15 VEmín − VZ = ⇒ RSmáx = 108Ω I Zmín + I L (15 + 26. 73 .5V 2 2 IL = 15 VZ = ⇒ I L = 26. VS2 18Ω ≤ RS ≤ 108Ω ⇒ RS = 47Ω ⇒ PS = ≅ 1. Porém o filtro capacitivo tem uma tensão de 22 V com ripple de 5 V.

2 VSmáx 24Ω ≤ RS ≤ 41Ω ⇒ RS = 33Ω → PS = = 8.VEmín e ILmáx → RSmáx. Dados VZ = 15 V. sabendo a carga pode variar de 50 Ω até 100 kΩ. VEmáx e ILmín → RSmín. EXEMPLO 04: Uma fonte possui um VDC = 30 V com Vr = 3 V. VEm ≅ VE ± Vr 3 = 30 ± ⇒ VEmín = 28.4.5 − 15 = ⇒ RSmáx = 24Ω I Zmáx + I Lmín 700 x10 −3 + 150 x10 −6 RSmáx = RSmín = Por tan to. Determinar RS que elimina o ripple e fixa a tensão em 15V. IZmáx = 250 mA e IZmín = 23 mA. as variações da carga e as especificações do Zener: • IZmín.5V → VEmáx = 31.5 − 15 = ⇒ RSmáx = 41Ω I Zmín + I Lmáx (30 + 300)x10 −3 VEmáx − VZ 31.CARGA VARIÁVEL E ENTRADA VARIÁVEL RS atende as variações da entrada. 74 .25W RS GETIN Pág.5V 2 2 I Lm = VZ ⇒ I Lmín = 150µA → I Lmáx = 300mA RLm VEmín − VZ 28. HENRIQUE 7.2. • IZmáx.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.

3. SÉRIE 79XX São os reguladores de tensão fixa negativa. SÉRIE 78XX São os reguladores de tensão fixa positiva.2.3. 75 GETIN Pág.3. HENRIQUE 7. . 60 – Regulador 79xx. 7. 7. Fig. REGULADORES VARIÁVEIS Apresentam saída variável dependendo das condições impostas pelo projeto.3. Fig. 59 – Regulador 78xx. REGULADORES INTEGRADOS CI’s cuja função é estabilizar a amplitude da tensão de saída. 7.3.1.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. Divide-se em: Reguladores de Tensão Fixa (Positiva e Negativa) e Reguladores de Tensão Variáveis.

1 mostra uma fonte de alimentação dividida.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. Projete um retificador de onda completa usando um transformador com derivação central de 48 V que produza uma ondulação de 10 % da tensão de pico através de um filtro e uma carga de 330 Ω. Projete um retificador em ponte com filtro capacitivo. Simular e Confeccionar o circuito em placa. com tensão de saída de 15 V e um ripple de 1 V para uma carga de 680 Ω. Que tensão de secundário do transformador? Qual o valor do capacitor de filtro? Quais as especificações dos diodos? 03. Devido à derivação central aterrada. Saída com regulador integrado (5 V – 8 V – 12 V / 1. as tensões de saída são iguais e com polaridade oposta. Quais as especificações dos diodos? GETIN Pág. 4. 7. 76 . 3.7 V e C = 500 µF? Qual o valor do ripple? Quais as especificações dos diodos? 02.5. Qual a tensão na carga se a tensão de secundário for de 17. Filtro capacitivo. Saída com regulador zener (3 V / 300 mA). PROJETO Projetar uma fonte de alimentação com as seguintes características: 1. HENRIQUE 7. 5. Retificador de onda completa ou em ponte.5 A). EXERCÍCIOS 01.4. A Fig. 2.

tensão da fonte de 20 V com variação de 20 % e corrente de carga de 30 mA com variação de 50 %. e uma segunda saída de 35. Construa uma fonte de alimentação que preencha as seguintes características: a tensão do secundário seja de 12. a saída seja de 17. a corrente de carga varia de 10 a 25 mA e a tensão de carga é de 12 V. Um regulador zener tem Vz = 15 V. A carga pode variar de 1 kΩ a 50 kΩ.6 V com 75 mA.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. HENRIQUE 04.6 V. Quais as especificações dos diodos? 05. Qual o valor da resistência em série? 06. 07.8 V. 77 . Vs pode variar entre 22 V e 40 V. Escolha um valor de resistência em série para um regulador zener chegar às seguintes especificações: a tensão da fonte varia de 30 a 50 V. GETIN Pág.8 V com 120 mA. Projete um regulador zener que preencha as seguintes especificações: tensão de carga de 6.

61 – Estrutura do transistor.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 78 . Constituição • 2 junções tipo PN • 3 cristais • 3 terminais Portanto. GETIN Pág. HENRIQUE 08 . Fig. 62 – Estrutura do transistor NPN e PNP.TRANSISTORES BIPOLARES 8. ESTRUTURA FÍSICA Fig.1.

HENRIQUE 8.3) V BE = V B − V E = 0.1) VCE = VCB + VBE onde: (8. 79 .3. ANÁLISE DO CIRCUITO Pela Lei dos Nós.2) V CE = V C − V E V CB = V C − V B (8.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. SIMBOLOGIA Fig. temos: I E = I B + IC Pela Lei das Malhas. temos: (8.2. 63 – Simbologia para NPN e PNP.7V GETIN Pág. 8.

Série BF → freqüência.comutação muito alta (~1.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.baixas freqüências. .3.VCEmáx entre 20 e 100V.pequenos sinais. RF: .ICEmáx inferior a 200mA.4.4.1. EXEMPLOS: Série BC → uso geral. . . . CLASSIFICAÇÃO 8. .baixas freqüências.correntes elevadas. Série TIP → potência.5 GHz). . GETIN Pág. . 8.pequenos sinais.4.comutação entre 1Hz e 200MHz.freqüência elevada. . USO GERAL: .ICEmáx entre 20 e 500mA. .2. POTÊNCIA: . Série BD → potência. .4. 8.comutação entre 100kHz e 40MHz.VCEmáx entre 10 e 80V. . 80 .ICEmáx inferior a 15A.montados sobre radiadores de calor. . HENRIQUE 8.VCEmáx entre 10 e 30V. .

Análise: R1 → ∞ ⇒ I B ≡ 0 ⇒ I C ≡ 0 R1 ↓ (decresce) ⇒ I B ↑ (aumenta ) ⇒ I C ↑↑↑ R1 (baixo) ⇒ I B ↑↑ (alto) ⇒ I C a (estável ) Fig. HENRIQUE 8. 65 – Relação das correntes do transistor.5. GETIN Pág. FUNCIONAMENTO Fig.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 64 – Circuito de teste. 81 .

2. IC é MÁXIMO. CONFIGURAÇÕES BÁSICAS Um circuito elétrico deve ter pelo menos: 1.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. β → Ganho de Corrente (>> 1) EXEMPLO: Em um transistor de junção bipolar (TJB) a corrente da base é de 1 mA e o ganho de estático de corrente é 50. Malha de Entrada → Fonte de Sinal. I C = β . 82 . IC = β IB . CORTE: SATURAÇÃO: LINEAR: IB = IC = 0.6. Como o transistor pode apresentar tais características com apenas 3 terminais? GETIN Pág. Malha de Saída → Carga.I B = 50 x1x10 −3 ⇒ I C = 50mA I E = I B + I C ⇒ I E = 51mA 8. Determinar as correntes de coletor e emissor. HENRIQUE Portanto.

SEGUIDOR DE EMISSOR Fig. Principais características: Característica Tensão Corrente Impedância Entrada VBE IE Muito Baixa Saída VCB IC Muito Alta Ganho Alto <1 8. HENRIQUE 8.2. BASE COMUM Fig. GETIN Pág. COLETOR COMUM . 67 – Transistor em coletor comum.6.1. 66 – Transistor em base comum.6.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 83 .

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Principais características: Característica Tensão Corrente Impedância Entrada VBC IB Alta Saída VEC IE Baixa Ganho

1

Alto

8.6.3. EMISSOR COMUM

Fig. 68 – Transistor em emissor comum. Principais características: Característica Tensão Corrente Impedância Entrada VBE IB Baixa Saída VCE IC Alta Ganho Alto Alto

GETIN

Pág.

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8.7. EXERCÍCIOS 01. Se a corrente do emissor for de 6 mA e a corrente do coletor de 5,75 mA, qual o valor da corrente de base? Qual o valor de β? 02. Um transistor tem um IC de 100 mA e um IB de 0,5 mA. Quais os valores de α e β? 03. Um transistor tem um β de 150. Se a corrente do coletor for igual a 45 mA, qual o valor da corrente de base? 04. Um 2N5607 tem um β típico de 90. Calcule as correntes aproximadas do coletor e da base para uma corrente de emissor de 10 mA. 05. Um transistor tem um β de 400. Qual o valor da corrente da base quando a corrente do coletor for igual a 50 mA? 06. A Fig. 1 mostra uma das curvas do coletor. Calcule β nos pontos A e B. 07. Um 2N5346 tem as variações de β mostradas na Fig. 2. Qual o valor de β se IC for de 1 mA? Qual o valor da corrente da base quando IC for 1 A e quando for 7 A? 08. Um transistor tem uma corrente do coletor de 10 mA e uma tensão de coletor-emissor de 12 V. Qual a potência dissipada? 09. Um 2N3904 tem uma especificação de potência de 310 mW à temperatura ambiente. Se a tensão entre coletor-emissor for de 10 V, qual a máxima corrente que o transistor pode agüentar sem exceder a sua especificação de potência?

GETIN

Pág.

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10. Qual a corrente da base na Fig. 3? Qual a tensão entre coletor-emissor? O transistor está em saturação? 11. Suponha que ligamos um LED em série com o resistor de 10 kΩ (Fig. 3). Qual o valor da corrente do LED? 12. Qual o valor da corrente da base na Fig. 4? Qual a corrente do coletor? Qual a tensão entre coletor-emissor? 13. Re-projete o circuito da Fig. 3 para obter uma corrente de saturação de 5 mA no coletor. 14. Projete um circuito semelhante ao da Fig. 3 (transistor chave) que atinja as seguintes especificações: VCC= 15 V, VBB= 0 ou 15 V e IC(sat)= 5 mA. 15. Projete um acionador de LED que chegue às seguintes especificações: VCC= 10 V, VBB= 0 ou 10 V e ILED= 20 mA. 16. A Fig. 5 mostra uma conexão Darlington de dois transistores. Responda às seguintes perguntas: a) Qual a tensão através do resistor de 100 Ω? b) Qual o valor aproximado da corrente do coletor no primeiro transistor se o segundo tiver um β de 150? c) Se o primeiro transistor tiver um β de 100 e o segundo tiver um β de 150, qual a corrente da base no primeiro transistor?

GETIN

Pág.

86

HENRIQUE GETIN Pág. 87 .ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.

69 – Característica de saída.1. 69) Corrente X Tensão para uma determinada entrada.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. GETIN Pág. HENRIQUE 09 – POLARIZAÇÃO DE TRANSISTORES 9. 88 . Fig. 70 – Regiões de operação. Fig. CURVA CARACTERÍSTICA SAÍDA → Gráfico (Fig.

V4) GETIN Pág. PONTO DE OPERAÇÃO Todo e qualquer par ordenado (IC. V2) Q3 = (I3. Exemplos: Q1 = (I1.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. HENRIQUE 9. 71 – Pontos de operação. 89 . V3) Q4 = (I4.2. V1) Q2 = (I2. Fig. VCE) é um ponto de operação para uma dada condição de entrada (IB).

HENRIQUE 9. É definida pela equação da malha de saída do circuito de polarização. Fig.3.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. Fig. 73 – Circuito de polarização.1) Pág. RETA DE CARGA É a reta que une todos os pontos Q na curva característica de saída. VCC−VE −VCE IC = RC GETIN (9. 90 . 72 – Reta de carga.

91 . 74 – Circuito de polarização da base.50Ω = −3 IC 80 x10 IC 80 x10 −3 = = 1.7 = = 5812. IC = 80 mA.6mA IB = β 50 RB = VCC − V BE 10 − 0.6 x10 GETIN Pág. Malha de Entrada: Malha de Saída: VCC − RB I B − VBE = 0 VCC − RC I C − VCE = 0 RC = VCC − VCE 10 − 5 = 62. POLARIZAÇÃO DA BASE Fig. determinar os resistores de polarização para o ponto quiescente: VCE = 5 V. HENRIQUE 9.4.4. CIRCUITOS DE POLARIZAÇÃO 9.5Ω = 5k 8125Ω −3 IB 1.1.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. EXEMPLO 01: Dado um transistor com β = 50 e uma fonte de alimentação de 10 V.

75 – Circuito de polarização com realimentação de emissor.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.1xVCC como β = 250 >> 1 ⇒ I E ≈ I C RE = VE 0. 92 . REALIMENTAÇÃO DO EMISSOR Fig.4. determinar os resistores de polarização para o ponto quiescente: VCE = 10 V.7 − 0.2 VCC − RB I B −VBE −VE = 0 ⇒ RB = = 47k75Ω −6 400x10 GETIN Pág.2 = 98Ω −3 100x10 VCC − RC IC −VCE −VE = 0 ⇒ RC = 20 − 0.2. Considere: VE = 0.1x20 = = 20Ω −3 I E 100x10 20 −10 − 0. EXEMPLO 02: Dado um transistor com β = 250 e uma fonte de alimentação de 20 V. HENRIQUE 9. IC = 100 mA.

V CC − R C I C − V CE = 0 RC 15 − 7 .4.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 7 x 10 V CC − R C I C − R B I B − V BE = 0 ou − R B I B − V BE + V CE = 0 RB 7 .5 V. GETIN 93 .3. EXEMPLO 03: Dado um transistor com β = 200 e uma fonte de alimentação de 15 V. HENRIQUE 9. 76 – Circuito de polarização com realimentação do coletor.5 − 0 . IC = 6.7 = ≈ 202 k 99 Ω −6 33 . determinar os resistores de polarização para o ponto quiescente: VCE = 7.7 mA. 5 = ≈ 1 k 12 Ω −3 6 . REALIMENTAÇÃO DO COLETOR Fig. 5 x 10 Pág.

EXEMPLO 04: Dado um transistor com β = 100 e duas fonte de alimentação de +10 V e -15 V. 77 – Circuito de polarização com emissor fixo.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.7 ⇒ RB ≅ 84k 29Ω −6 140 x10 Pág. HENRIQUE 9.57Ω IE VCC − (RC + RE )I C − VCE + VEE = 0 RC = 10 − 2.4. POLARIZAÇÃO DO EMISSOR Fig.4. determinar os resistores de polarização para o ponto quiescente: VCE = 10 V.5V RE = VE .1x(VCC + VEE ) ⇒ V E = 2.5 − 0. GETIN 94 .5 − 10 + 15 ⇒ RC ≅ 892. IC = 14 mA VE = 0.86Ω −3 14 x10 0 − RB I B − VBE − VE + VEE = 0 RB = 15 − 2. comoβ >> 1 ⇒ I E ≡ I C ⇒ RE ≅ 178.

5 V. 7 + 0 .65 V.4. 6 = I1 10 x 80 x 10 ⇒ R 1 = 9 k 25 Ω R2 = R1 = −6 RC = V CC − V C 9 − ( 4 .9 = ⇒ R 2 ≅ 2 k 22 Ω I1 − I B 9 x 80 x 10 − 6 V CC − V B 9 − 1.5 + 0 . 95 .9 ) = ⇒ R C = 180 Ω IC 20 x 10 − 3 GETIN Pág. EXEMPLO 05: Dado um transistor com β = 250 e uma fonte de alimentação de 9 V. determinar os resistores de polarização para o ponto quiescente: VCE = 4. HENRIQUE 9.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. IC = 20 mA e VBE = 0. Considere: RE = I 1 = 10 xI B VE 0 . DIVISOR DE TENSÃO Fig. 78 – Circuito de polarização por divisor de tensão.5.1 x 9 = ⇒ R E = 45 Ω IC 20 x 10 − 3 VB 0 .

2. 1. 3.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. Se VCC = 10 V. 1 se satura? 03. qual a potência dissipada em cada transistor? 07. VE e VC. Faça uma análise completa da Fig. 09. calcule a tensão da base. Fig. Para que valor aproximado de β o circuito da Fig. IC e PD. Qual a corrente do coletor na Fig. 6. 3 para VCC = 20V calculando para cada estágio os seguintes valores: VB. Na Fig. 5? Quais são as seguintes tensões relativamente ao terra: VB. Fig. Se VCC = 15 V. Qual a tensão do emissor relativamente ao terra para cada estágio da Fig. GETIN Pág.5. Se β = 125. Qual a potência dissipada em cada transistor da Fig. 96 . EXERCÍCIOS 01. para VCC = 15 V. 4? 12. VE e VC 13. VE. calcule VB. qual a tensão do coletor em cada estágio? 06. 2. Fig. 10. HENRIQUE 9. VC. 1 tem um hFE de 80. Qual a corrente do coletor em cada estágio da Fig. a tensão do emissor e a tensão do coletor (em relação ao terra). O transistor da Fig. Calcule a corrente de saturação do coletor para cada estágio da Fig. Qual a tensão entre o coletor e o terra? 02. 4? Qual a tensão do coletor ao terra? 11. 05. 3 se a tensão de alimentação for de 10 V? 08.

15. 7: VB. HENRIQUE 14. Calcule também a potência dissipada em cada transistor.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 97 . Projete um amplificador de dois estágios usando uma polarização por divisor de tensão.5 mA em cada estágio. Calcule as seguintes tensões em cada estágio da Fig. Projete um estágio com polarização por realimentação do coletor para chegar às seguintes especificações: VCC = 20 V. VE e VC. a fonte de alimentação é de 15 V e a corrente quiescente do coletor deve ser de 1. IC = 5 mA e β = 150. Admita um hFE de 125 GETIN Pág. 16.

ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 80 – Formas de acionamento. 98 . Pode ser ativado por sinal externo diretamente. Pode ser ativado por sinal interno. 79 – Transistor como chave.1. Fig. Fig. GETIN Pág. HENRIQUE 10 – TRANSISTOR COMO CHAVE 10. CHAVE ELETRÔNICA Utiliza a polarização da base. RC pode ser a própria carga.

25 x 10 −3 A RC = V CC − V LED − V CEsat I LED V ENT − V BEsat IB ⇒ R C = 128 Ω RB = ⇒ R B = 3 k 44 Ω 99 GETIN Pág. Fig. EXEMPLO: Deseja-se acionar um LED usando um transistor. ICmáx de 200 mA e VCEmáx de 80 V. DIMENSIONAMENTO Necessário: Condições para base aberta → VCEOmáx. de 20. VCEsat de 0. VCEsat e βsat. As características do LED são: VLED de 1. 81 – Acionamento digital. Condições de saturação → VBEsat.2. βsat.3 V. . HENRIQUE 10.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF.5 V e ILED de 25 mA. Capacidade máxima → ICmáx Características da carga → VL e IL.7 V. I C = I LED = 25 x 10 −3 A ⇒ IB = IC β = 1. As características do transistor são: VBEsat de 0. Utilizar uma fonte de 5V.

TRANSISTORES EM CASCATA Fig.1.2.3. TRANSISTORES EM PUSH-PULL Fig.3.3. 84 – Transistor em push-pull. CIRCUITOS COM TRANSISTORES 10. TRANSISTOR ISOLADO Fig. HENRIQUE 10.3.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. 10. GETIN Pág. 82 – Transistor isolado. 83 – Transistor em cascata.3. 10. 100 .

Para tanto.ELETRÔNICA ANALÓGICA I PROF. EXERCÍCIO 01.7 V.3 V. O circuito utilizado para este fim está mostrado na Fig. 85 – Transistor em ponte H. é necessário que um transistor como chave atue sobre um relé. nem um transistor podem acionar este motor.3. Os dados do transistor são: Dados do transistor: VBEsat = 0. 3. βsat = 10. Dados do relé: resistência DC de 80 Ω corrente de 50 mA GETIN Pág. VCEmáx = 100 V. Um circuito digital foi projetado para acionar um motor de 110V/60Hz sob determinadas condições. HENRIQUE 10. 10.4. 101 . já que nem o circuito digital. ICmáx = 500 mA. TRANSISTORES EM PONTE H Fig.4. VCEsat = 0.

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