COMPLEXO JURÍDICO DAMÁSIO DE JESUS

PRÁTICA TRABALHISTA

COMPLEXO JURÍDICO DAMÁSIO DE JESUS

PROFESSOR: ANDRÉ VENEZIANO CURSO: EXAME DE ORDEM

APOSTILA DE PRÁTICA TRABALHISTA – 2ª FASE
Lei 8.906-94

De acordo com o estatuto da OAB é obrigatória, aos bacharéis de Direito, a aprovação no Exame de Ordem para a aprovação no quadro de Advogados. O Exame ocorrerá três vezes por ano e abrange duas provas: prova objetiva e prova prático-profissional. A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB em convênio com a CespeUNB, estabeleceram as normas e diretrizes do Exame de Ordem em todo o Brasil, salvo no Estado de Minas Gerais, instruindo os candidatos para realização da prova.

PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL

A prova prático-profissional é acessível apenas aos aprovados na prova objetiva e é composta de duas partes distintas, compreendendo: a) redação de peça profissional; b) respostas a cinco questões práticas, ambas na área de opção. Os examinadores avaliarão o raciocínio jurídico, a fundamentação e sua consistência, a capacidade de interpretação e exposição, a correção gramatical e a técnica profissional demonstrada, considerando-se aprovado o examinando que tiver nota mínima 6,0. A banca atribuirá nota na escala de 0 a 10, em números inteiros. A peça profissional valerá 5,0 pontos e cada questão 1,0.

INSTRUÇÕES AO ALUNO
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1. Confira os dados pessoais transcritos na parte superior do caderno de prova. Em seguida, verifique se ele contém uma proposta para redação de peça profissional e cinco questões práticas, acompanhadas de páginas para os respectivos testos definitivos. 2. Assine apenas no local apropriado, no cabeçalho da página. 3. Atenção ! As páginas de textos definitivos deste caderno são os únicos documentos que servirão de base para a avaliação da sua prova práticoprofissional. 4. Caso o caderno esteja incompleto ou tenha qualquer defeito, ou haja discordância quanto aos seus dados pessoais, solicite ao fiscal de sala mais próximo que tome as providências cabíveis. 5. Será permitida a consulta apenas à legislação e a repertórios jurisprudenciais. 6. Não se comunique com os outros examinandos nem se levante sem autorização do chefe de sala. 7. Tanto na peça profissional quanto nas cinco questões, qualquer fragmento de texto que ultrapassar a extensão máxima de linhas fornecida será desconsiderado. Será também desconsiderado o texto que não for escrito nas folhas de texto definitivo correspondentes. 8. Caso a peça profissional ou as respostas dadas exijam identificação, utilize apenas a palavra ADVOGADO. Ao texto que contenha outra forma de identificação será atribuída nota zero, correspondente à identificação do examinando em local indevido. 9. Na elaboração de seus textos – peça profissional e questões -, inclua todos os dados que se façam necessários, sem, contudo, produzir qualquer identificação além daquelas fornecidas no caderno de prova. Para tanto, utilize o nome do dado seguido de reticências, conforme o seguinte exemplo: “Município..., Data..., Advogado...,OAB...,”. Não omita nenhum dado legalmente exigido, utilizando sempre o modelo exemplificado. 10. É obirgatório o uso de caneta esferográfica de tinta preta. Texto definitivo escrito a lápis será anulado. Será também anulado texto escrito em local indevido ou texto que tenha identificação fora do local apropriado.

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11. Não amasse, não rubrique, não escreva seu nome nem faça marca ou sinal identificador nos espaços destinados à transcrição dos textos definitivos, sob pena de ter a sua prova anulada. 12. Escreva com letra legível. No caso de erro, risque, com traço simples, a palavra, a frase, o trecho ou o sinal gráfico e escreva o respectivo substitutivo. Lembre-se: parênteses não podem ser utilizados para tal finalidade. 13. Nenhuma folha do caderno pode ser destacada.

RESULTADO E RECURSO

O resultado da prova será divulgado no Conselho Seccional ou da Subceção Delegada. Do resultado da prova cabe recurso para a Comissão de Estágio e Exame de Ordem, no prazo de 3 dias úteis, após a divulgação do resultado.

ESTATÍSTICA DAS ÚLTIMAS PROVAS Últimas provas: reclamação trabalhista, recurso ordinário, consignação em pagamento, reclamação trabalhista, embargos no TST, mandado de segurança.

BIBLIOGRAFIA INDICADA

1. Legislação: CLT, CPC e Constituição Federal (Requisito: atualizada). 2. Jurisprudência: Súmulas, Orientações Jurisprudenciais e Precedentes Normativos do TST, atualizadas (Sujestão: Victor Rafael Derviche, Ed. método).

________________________________________________ 1 - RESUMO DE DIREITO MATERIAL - SEGUNDA FASE OAB APOSTILA PARA A SEGUNDA FASE - DIREITO DO TRABALHO

1- PARTE TEÓRICA
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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO DO TRABALHO No século XVIII, a invenção da máquina a vapor transformou as oficinas dos artesãos em fábricas, dando início à Revolução Industrial. A máquina substituía em média 20 homens e se de um lado gerava maior lucro ao empresário de outro causava desemprego, exploração de mulheres e crianças, excessivas jornadas, piorando significativamente as condições de vida do trabalhador e aumentando a desigualdade social. Essa perturbação social leva os trabalhadores a se unirem (sindicatos) e a pressionar o Estado para a intervir na relação capital/trabalho. Logo, as leis de proteção ao trabalho e as grandes conquistas do século XIX nasceram de uma reação às condições impostas pela Revolução Industrial. O Brasil acompanhou essa evolução histórica. No início do XIX, a influência dos imigrantes, especialmente dos italianos (cultura de intervenção estatal) e o surgimento da indústria no Brasil dão impulso a política trabalhista de Getúlio Vargas. No seu governo, foi promulgada a primeira Constituição Federal contendo normas trabalhistas em 1934 e promulgado o Decreto que determinou a reunião das leis trabalhistas que cresciam de forma desordenada e esparsa em um só diploma legal em 1943 - CLT. A Constituição Federal de 1998,modificou em alguns aspectos o sistema jurídico das relações de trabalho, dentre as quais as mais expressivas são:
incentivo a negociação coletiva, ampliação do direito de greve, redução da jornada semanal para 44 horas, generalização do regime do fundo de garantia com a conseqüente supressão da estabilidade decenal, criação de uma indenização prevista para os casos de dispensa arbitrária, elevação do adicional de horas extras para o mínimo de 50%, aumento em 1/3 da remuneração de férias, ampliação da licençagestante para 120 dias, criação da licença-paternidade de 05 dias, elevação da idade mínima de admissão no emprego para 16 anos (EC 99/2000), salvo na condição de aprendiz, participação nos lucros da empresa, criação de representante dos trabalhadores nas empresas, obrigatoriedade de creches e pré-escolas e inclusão em nível constitucional de três estabilidades especiais, dirigente sindical, comissões internas de prevenção de acidentes e das gestantes.

Natureza Jurídica O caráter social da sua essência e a existência de normas de ordem pública (restringindo a autonomia da vontade) não afastam a natureza contratual da relação estabelecida entre empregado e empregador. Por isso o Direito do Trabalho é um ramo do direito privado. Divisão do Direito do Trabalho No Direito do Trabalho há dois tipos fundamentais de relações jurídicas: individuais e coletivas. O Direito Individual do Trabalho tem por objeto o contrato entre empregado e empregador e o Direito Coletivo as relações entre sindicatos e empresas. Autonomia A autonomia desse segmento do direito revela-se pela existência de princípios próprios, institutos próprios, legislação própria, autonomia didática e científica.
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Fontes São fontes de direito do trabalho: Constituição Federal, as leis, os decretos e regulamentos, portarias, acordos coletivos, convenções coletivas, sentenças normativas, regulamentos de empresas, costumes, contratos de trabalho. A análise do aspecto normativo da Constituição, leis e regulamentos é objeto da apostila de direito constitucional. Aqui serão expostas as fontes particulares desse ramos do direito. As fontes especiais de direito do trabalho serão abaixo analisadas: 1. A convenção coletiva é um pacto firmado entre dois ou mais sindicatos, de um lado o sindicato patronal e do outro o sindicato profissional (dos trabalhadores) 2. O acordo coletivo é um pacto celebrado entre uma ou mais empresa com o sindicato dos empregados. 3. Sentença Normativa é a decisão que julgou um conflito coletivo. Obs. Importante frisar que são reconhecidos pela Constituição Federal (Constituição Federal, artigo 7º, XXVI) e as normas e condições de trabalho valem para as partes envolvidas no acordo ou no dissídio coletivo. 4. O regulamanto de empresa são as condições de trabalho fixadas no âmbito interno da empresa. Usualmente, o regulamento da empresa é elaborado unilateralmente pelo empregador, mas é possível a participação do empregado na sua criação. As cláusulas dos regulamentos aderem ao contrato de trabalho, não podendo ser alteradas unilateralmente pelo empregador. 5. O contrato de trabalho é o acordo correspondente a relação de emprego. Princípios Princípios são os alicerces da ciência. Para o direito é o seu fundamento, a base que irá informar e inspirar as normas jurídicas. São princípios do Direito do Trabalho: proteção do trabalhador (aplicação da norma mais favorável, manutenção da condição mais benéfica, “in dubio pro operario”), irrenunciabilidade de direitos, continuidade da relação de emprego e primazia da realidade. 1. princípio protetor é uma forma de compensar a desigualdade econômica presente na relação de emprego; 2. princípio da irrenunciabilidade de direitos: os direitos trabalhistas são irrenunciáveis para que não sejam objeto de imposições patronais; 3. princípio da continuidade da relação de emprego: o contrato de trabalho será por tempo indeterminado, salvo exceções; 4. princípio da primazia da realidade: o ocorrido prevalece sobre a forma ou os documentos apresentados. Eficacia Eficácia significa aplicação ou execução da norma jurídica. A eficácia no tempo se refere à entrada da lei em vigor e eficácia no espaço diz respeito ao território em que vai ser aplicada a norma. As normas trabalhistas entram em vigor, normalmente, a partir da publicação. Se for omissa, entrará em vigor 45 dias após a sua publicação. A lei trabalhista brasileira aplica-se no território brasileiro, tanto aos nacionais como aos estrangeiros que trabalhem no Brasil.
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As convenções ou acordos coletivos entram em vigor três dias após o depósito na DRT (§ 1º do art. 614 da CLT). Hierarquia das normas A aplicação das normas envolve a questão da hierarquia entre elas. De acordo com a hierarquia a norma inferior tem seu fundamento de validade na norma superior. As convenções, os acordos coletivos e as sentenças normativas são hierarquicamente inferiores à lei. As disposições contratuais são hierarquicamente inferiores aos acordos e convenções coletivas de trabalho. Atenção: Em caso de conflito de normas aplica-se a mais favorável ao empregado. Interpretação Decorre da análise da norma jurídica a ser aplicada ao caso concreto (gramatical ou literal; lógica, teleológica ou finalística, sistemática, extensiva ou ampliativa, restritiva ou limitativa, histórica, autêntica, sociológica). Integração
Para suprir eventuais lacunas (casos concretos sem previsão legal) serão utilizados métodos de integração: doutrina, jurisprudência, analogia, costumes e princípios (art.8 da CLT).

DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO RELAÇÃO DE TRABALHO E RELAÇÃO DE EMPREGO Contrato de Trabalho O Direito Individual do Trabalho tem por objeto o estudo do contrato individual de trabalho e as regras legais a ele aplicáveis. O Contrato de Trabalho é o negócio jurídico correspondente à relação de emprego (art. 442 da CLT). Contrato de trabalho = Relação de emprego Relação de Emprego A relação de emprego é o vínculo entre os dois sujeitos do contrato de trabalho, empregado e empregador, em que o primeiro trabalha e o segundo remunera. São dois lados de uma mesma moeda. Essa espécie de relação de trabalho é identificada por 5 características: 1. habitualidade/continuidade: pois o pacto laboral é um ajuste de duração, envolvendo prestações sucessivas; 2. salário/onerosidade : o contrato de trabalho não é gratuito, mas remunerado; 3. pessoalidade/“intuito personae”: estabelecido em função de um certa e específica pessoa, que é o empregado; 4. pessoa física: o empregado é sempre pessoa natural; 5. subordinação: sujeição ao poder diretivo do empregador (empregado trabalha por conta alheia e não por conta própria). Obs.: Não são requisitos essenciais : exclusividade e grau escolar. Portanto, Relação de emprego = empregado x empregador
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Espécies de Empregados Empregado Rural É toda pessoa física que presta serviços de natureza não eventual a empregador rural, sob a dependência deste e mediante salário, nos termos do artigo 2º da Lei nº 5889/73. Empregador rural é a pessoa física ou jurídica que explore atividade agroeconômica. Assim, será considerado como tal o trabalhador que cultiva a terra, que cuida do gado, além do pessoal necessário para a administração da atividade rural é empregado rural. O contrato de trabalho rural pode ter duração determinada e indeterminada. São admitidos contratos de safra (Lei n. 5.889. de 1973), nos quais o trabalhador fica, durante o plantio ou a colheita, adstrito ao empregador, terminando a relação de emprego com o término da safra. Importante destacar que o artigo 7º da Constituição Federal equiparou em direitos o trabalhador rural ao urbano. Porém, como a sua atividade tem características especiais, aplica-se a lei do rural apenas no que se refere às peculiaridades, tais como: redução da jornada no período de aviso prévio (1 dia), alimentação e habitação não são consideradas salário utilidade, horário noturno (pecuária – 20h às 4h e agricultura – 21 h às 5h; sem redução ficta da hora noturna e com 25% adicional). Importante ressaltar que se identifica um trabalhador rural pela atividade do empregador – agroecônomica – não pelo local de trabalho. Assim, o empregado de um hotel fazenda não é rurícula (Lei nº 5889/73) mas empregado urbano celetista. O trabalhador de indústria situada em propriedade rural é considerado Industriário e regido pela CLT e não pela lei do trabalho rural (TST. Enunciado n. 57). Obs. Salvo se tratar da primeira transformação da matéria prima – empregado rural por equiparação. Empregado Doméstico Empregado doméstico é aquele que trabalha para a residência, sua atividade é destinada à pessoa ou família, portanto, sem finalidade lucrativa, como o motorista da casa, a cozinheira do lar, etc. A Constituição Federal de 1988 ampliou os direitos constantes na lei nº 5.859/72, ao enumerar no parágrafo único do artigo 7º, os incisos aplicáveis aos empregados domésticos. Assim, os domésticos tem os seguintes direitos: salário mínimo, irredutibilidade de salário, 13º salário, repouso semanal remunerado, licença gestante, 1/3 a mais de férias, licença paternidade, aviso prévio e aposentadoria. De forma que essa categoria não tem direito aos depósitos do FGTS (atualmente é optativo pela lei nº 5.859/72), proteção contra despedida arbitrária ou sem justa causa, seguro desemprego, horas extras, hora noturna, salário família, assistência aos dependentes, adicionais de periculosidade e insalubridade, seguro contra acidentes do trabalho e reconhecimento de acordos e convenções coletivas.
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Empregado a Domicílio É a pessoa que presta serviços na sua própria residência, porém, para empregador. Isto porque dispõe o art. 6 da CLT que: “Não se distingue entre o trabalho prestado na residência do empregado e no estabelecimento do empregador, desde que presentes as características da relação de emprego. Empregado Aprendiz O trabalhador só pode iniciar sua vida profissional aos 16 anos, salvo na condição de aprendiz aos 14 anos de idade. Aprendiz é o trabalhador com idade entre 14 e 24 anos que é admitido como empregado na condição de aprendiz, isto é, deve prestar serviços remunerados ligados aos ensinamentos metódicos de uma profissão, cuja formação teórica é feita através da matrícula em uma escola de formação profissional (SENAI). A essa relação jurídica desenvolvida na empresa dá-se o nome de “contrato de aprendizagem". A aprendizagem é industrial, comercial e rural. O aprendiz é um empregado de tipo especial, com todos os diretos previstos na CLT, porém, conta com jornada especial (06 horas), além das restrições ao menor em geral. Todavia, também tem obrigações especiais, pois, se não tiver frequência às aulas ou não demonstrar aptidão para a profissão de sua formação, pode haver o rompimento do contrato, no primeiro caso por justa causa. OUTROS TRABALHADORES Critica-se a denominação de contrato de trabalho, pois a legislação trabalhista visa amparar o trabalhador empregado, que se encontra em situação desigual em relação ao empregador – pois subordinado a esse último. Logo, os preceitos da CF e da CLT não se destinam a todo os trabalhadores, conforme se verá a seguir. Estagiário A figura do estagiário é prevista pela Lei n. 6.494 de 1977, ao dispor que o mesmo é o aluno regularmente inscrito em Faculdade ou Escola Técnica de ensino médio, cuja atividade visa a complementação do ensino. O estágio é realizado mediante compromisso celebrado entre o estudante e uma pessoa jurídica de direito público o privado, com a interveniência e supervisão obrigatória da instituição de ensino. A lei acima citada garante ao estagiário apenas um seguro contra acidentes pessoais, pois, até a bolsa-auxílio é facultativa. Importante frisar que o estágio somente poderá verificar-se em unidades que tenham condições de proporcionar experiência prática de formação profissional e a complementação do ensino e da aprendizagem devidamente planejados, executados, acompanhados e avaliados em conformidade com os currículos, programas e calendários escolares. Por isso mesmo, a jornada de trabalho a cumprir na parte concedente deve ser compatível com o seu horário escolar, a fim de não prejudicar o aprendizado
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teórico. As normas constantes da CLT não se aplicam ao estagiário, pois o este não é empregado. Diferem-se o estagiário e empregado pelos aspectos formais e materiais: 1. forma: estágio pressupõe um termo de compromisso entre o estudante e a parte concedente (intervenção obrigatória da instituição de ensino); obrigação da empresa de fazer, para o bolsista, seguro de acidentes pessoais ocorridos no local do estágio; 2. material: só poderá ser estagiário o aluno matriculado e que venha freqüentando curso vinculado à estrutura do ensino nos níveis superior e profissionalizante de 2º grau. A Medida Provisória n. 1.726, de 3.11.98, amplia o estágio para os alunos que, comprovadamente freqüentem cursos de ensino médio de educação profissional ou escolas de educação especial. Trabalhador Autônomo É a pessoa física que presta serviços habitualmente por conta própria a uma ou mais empresas, assumindo os riscos da atividade econômica, isto é, sem subordinação. Portanto, distingue-se o trabalhador autônomo do empregado pela ausência de subordinação, enquanto o autônomo trabalha por conta própria o empregado trabalho por conta alheia. As normas constantes da CLT não se aplicam ao trabalhador autônomo Trabalhador Eventual É aquele que presta serviços de natureza urbana ou rural em caráter eventual, ou seja, sem continuidade. É o trabalho prestado, ocasionalmente, apenas num certo evento (encanador). As normas constantes da CLT não se aplicam ao trabalhador eventual. Distingue-se o trabalhador eventual do empregado pela ausência habitualidade na prestação dos serviços. Ex. "bóia-fria", "chapa", “diarista” Trabalhador Avulso É a pessoa física que presta serviços a diversas empresas, com a intermediação obrigatória do sindicato da categoria profissional ou do órgão gestor de mão-de-obra e cujo pagamento é feito mediante rateio. O avulso não é subordinado nem ao tomador de serviços nem tampouco ao sindicado, que apenas arregimenta e paga a mão-de-obra, como acontece com os portuários. Exemplos: portuário (operadores de carga e descarga, conferentes, vigilantes etc), classificadores de frutas, ensacadores de grãos (CEASA)
Importante frisar que a Constituição estabeleceu igualdade de direitos entre o avulso e o trabalhador com vínculo empregatício, o que não quer dizer que a CLT passou a ser aplicável a ele.
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Distingue-se o trabalhador avulso do empregado pelas seguintes características: 1. a intermediação do sindicato ou OGMO na colocação da mão-de-obra; 2. a curta duração dos serviços prestados a um beneficiado; 3. a remuneração paga em forma de rateio pelo intermediador. Trabalho Portuário. A Lei n. 8-620, do 25.2.93, que dispõe sobre o regime jurídico da exploração dos portos organizados e das instalações portuárias, nos dispositivos dedicados à gestão de mão-de-obra pelos operadores portuários (artigo 18), deixa claro que estes, os operadores portuários - pessoa jurídica pré-qualificada para a execução de operação portuária na área do porto organizado, devem constituir, em cada porto, um órgão de gestão de mão-deobra do trabalho portuário, tendo como finalidade administrar o "fornecimento da mão-de-obra do trabalhador portuário e do trabalhador portuário avulso", bem como "estabelecer o número de vagas, a forma e a periodicidade para acesso ao registro do trabalhador portuário avulso.

Trabalhador Temporário: lei 6.019/74 É a pessoa física contratada por empresa de trabalho temporário, para a prestação de serviço destinado a atender à necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou acréscimo extraordinário de serviço.
Compreende-se como empresa de trabalho temporário a pessoa física ou jurídica urbana, cuja atividade consiste em colocar à disposição de outras empresas, temporariamente, trabalhadores devidamente qualificados, por elas remunerados e assistidos.

O contrato de trabalho temporário é uma espécie de terceirização, feita por contrato à prazo não superior a três meses, onde a empresa de trabalho temporário é responsável pelos pagamentos, depósitos fundiários e recolhimentos previdenciários. O temporário tem os seguintes direitos: remuneração equivalente à percebida pelos empregados da empresa tomadora, jornada de 08 horas, adicional de horas extras de 50%, férias, repouso semanal remunerado, adicional noturno, seguro contra acidentes do trabalho, fgts e previdência social. A tomadora do serviço é co-responsável pelas obrigações trabalhistas contraídas e em caso de desvirtuamento da lei o vínculo se formará diretamente com a empresa tomadora de serviços. O OUTRO SUJEITO DA RELAÇÃO - EMPREGADOR Empregador é a empresa individual ou coletiva que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. O poder de direção do empregador envolve o poder de organizar suas atividades, controlar e disciplinar o empregado, de acordo com os fins do empreendimento, sujeitando o empregado a ele (subordinação). Há entidades que não tem atividade econômica mas são consideradas empregadores por equiparação, como o condomínio, a massa falida, o profissional autônomo, o sindicato, o espólio, as autarquias e fundações.
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Sempre que uma ou mais empresas constituirem um grupo industrial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas (artigo 2º, § 1º, CLT) As alterações na estrutura jurídica ou na propriedade da empresa não afetarão os contratos de trabalho dos respectivos empregados (art. 10 e 448). Empregador- Terceirização É a descentralização das atividades da empresa, no sentido de desconcentrálas para que sejam desempenhadas em conjunto por diversos centros de prestação de serviços e não mais de modo unificado numa só instituição. A terceirização ainda é vista pela Justiça do Trabalho de modo restrito, sendo permitida apenas das atividades-meio e vedada a de atividades-fim da empresa, nos termos do Enunciado n. 331 do Tribunal Superior do Trabalho. A terceirização deve visar a especialização e por isso mesmo fica evidente a má-fé da empresa que pretende terceirizar a sua própria atividade. Ex.: escritório de advocacia que terceiriza os advogados.

DO CONTRATO DE TRABALHO Formação do Contrato O contrato de trabalho tem forte interferência estatal, de modo que as leis trabalhistas inserem-se automaticamente no contrato, restringindo-se a autonomia da vontade das partes. O contrato individual de trabalho pode ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito. O contrato pode ser expresso verbalmente ou por escrito, ou ainda, pode se formar pela mera permissão do tomador do serviço, em outras palavras, ocorrendo prestação de serviço sem oposição de quem recebe (contrato tácito). Logo, a prova de sua existência é documental (CTPS) ou através de outro meio de prova em direito admitido. Duração do Contrato Quanto à duração, esse pacto pode ser celebrado por prazo determinado ou indeterminado. A indeterminação do prazo é a regra, sempre presumida, por isso o contrato por prazo determinado é uma exceção e como tal deverá ser provada. Por isso, os contratos à prazo determinado devem ser sempre escritos (prova). A duração do contrato à prazo é fixada na admissão. O termo final é uma data determinada, a execução de certos serviços ou um fato futuro com duração aproximada. A lei só permite a celebração do contrato por prazo determinado nos seguintes casos: atividade empresarial de caráter transitório; serviço de natureza transitória e contrato de experiência. Prorrogação e Sucessão de contratos à prazo:
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Os contratos a prazo em geral podem ter a duração de no máximo dois anos e, em se tratando de contrato de experiência, o prazo máximo de duração permitido é de 90 dias (art. 445 CLT). O contrato por prazo determinado que for prorrogado por mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo (uma vez é possível, sempre dentro do limite), assim como o contrato que suceder a outro dentro de 6 meses (não respeitar esse interregno mínimo). Direitos nos contratos à prazo: O contrato à prazo é um contrato de emprego e garante todos os direitos ao empregado, exceto os que são incompatíveis com sua natureza, como o aviso prévio e a indenização por dispensa. Ora, o aviso prévio não é devido porque as partes já sabiam do seu término e a indenização também não, simplesmente porque não houve dispensa. Registrese que isso desde que tenha sido observado o termo final. Isso porque, a rescisão antecipada do contrato dá direito a uma indenização correspondente a metade da remuneração dos dias faltantes para o término do contrato Isso quer dizer que, se a iniciativa da rescisão antecipada partir do empregado, o mesmo deverá indenizar o empregador dos prejuízos porventura causados com a rescisão, sendo que esta não poderá exceder aquela que o empregado teria direito em idênticas condições. Atenção: Caso o contrato contenha uma cláusula de rescisão antecipada e sendo exercido tal direito, o mesmo será tratado como um contrato por prazo indeterminado, implicando em aviso prévio e indenização por dispensa (multa do FGTS). Importante destacar que não se adquire garantia de emprego no curso do contrato por prazo determinado, ou seja, não implicará a manutenção do pacto após o seu termo final, como ocorre com a gestante, o dirigente sindical, o cipeiro etc. Espécies de contratos à prazo: São a prazo os contratos de trabalho a seguir indicados: do empregado, desde que destinado a fins transitórios (CLT, art. 443, § 1º); de técnico estrangeiro (Dec. lei n. 691/69); de atleta profissional (Lei n. 6.354/76, art. 3º); de artistas (Lei n. 6.533/78, art. 9º); de aprendizagem (Dec. n. 34.546/52); por obra certa (Lei n. 2.959/58); de safra (Lei n. 5.889/73, art. 14, parágrafo único); de empregado admitido nos termos da Lei n. 9.601/98. ALTERAÇÕES NO CONTRATO DE TRABALHO O contrato de trabalho não pode ser modificado unilateralmente pelo empregador, pois, nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e ainda assim, desde que não resultem, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia. Porém, em casos excepcionais e extraordinários, o empregador pode alterar a função, o local, salário e horário, por exemplo : 1. Da função: em três casos é permitido ao empregador alterar a função do empregado.
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1.1. retorno do empregado ocupante de cargo ou função de confiança para a função anteriormente exercida (art. 468, § único da CLT); 1.2. retorno ao cargo anteriormente ocupado do empregado chamado a ocupar interinamente cargo em comissão, ou em substituição eventual ou temporariamente (art. 450 CLT); 1.3. empregado readaptado em razão de deficiência ou redução de capacidade laborativa atestada pelo INSS (art. 461, § 4º); 2. Do salário: a Constituição Federal admite a redução da jornada de trabalho e do respectivo salário mediante acordo ou convenção coletivos (art. 7º, XIII). 3. Do local: transferência do empregado - para a legislação vigente é considerada transferência a que acarretar necessariamente a mudança de residência do empregado. A regra geral permite a transferência do empregado com a sua anuência. As exceções permitem transferência unilateral, isto é, mesmo sem a concordância do empregado, nos seguintes casos: 3.1. quando ocorrer a extinção do estabelecimento da empresa em que trabalhava o empregado (art. 469, § 2º); 3.2. dos empregados que exerçam cargos de confiança ou cujos contratos tenham como condição implícita ou explícita, a transferência, quando esta decorra de real necessidade de serviço (art. 469, § 1º) 3.3. em caso de necessidade de serviço. Obs. O adicional de transferência de no mínimo 25% enquanto perdurar a situação (transferência provisória) será devido nos casos de: cargo de confiança, previsão contratual ou necessidade de serviço (Orientação Jurisprudencial nº 113). Despesas: As despesas resultantes da transferência correrão por conta do empregador (art. 470). Empregados intransferíveis: tem direito a reintegração o eleito para cargo de representação sindical quando transferido para localidade que impeça o desempenho da atividade (Art. 543). SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO Paralisação dos efeitos do contrato Existem duas formas de paralisação do contrato de trabalho: suspensão e interrupção. 1. A suspensão é a paralisação temporária do contrato de trabalho e dos seus efeitos, quando a empresa não está obrigada ao pagamento do salário e a contar o tempo de serviço. Exemplos: Falta injustificada; auxílio-doença após 16º dia (INSS), período do greve (salvo acordo dispondo em contrário, art. 7º da lei 7783/89); aposentadoria por invalidez, suspensão disciplinar (obs. suspensão do empregado por mais de 30 dias consecutivos importa na rescisão injusta do contrato de trabalho), faltas injustificadas.

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2. Na interrupção há paralisação parcial do contrato de trabalho e de seus efeitos, isto é, também não há trabalho, porém, o empregador deve remunerar os dias de afastamento e contar o tempo de serviço. Exemplos: fatas justificadas (art. 473 CLT: 02 dias por falecimento de cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou dependente; 03 dias para casamento; um dia em cada 12 meses para doar sangue; 02 dias para se alistar eleitor; período em que tiver de cumprir exigências do Serviço Militar; dias em tiver realizando exames de vestibular e para comparecer em juízo); auxílio-doença até o 15º dia; período de férias; DSR; licença à gestante, licença-paternidade (05 dias), aborto não criminoso: licença remunerada de 2 semanas e locaute (greve do empregador). Observações Importantes 1. Justificação da falta. Por motivo de doença comprovada com atestado médico da empresa, em sua falta, do médico da entidade de assistência médica com a qual o empregador tiver convênio, na falta de ambos, do médico do INSS, o empregado terá justificadas as suas faltas ao serviço. 2. Pagamento dos dias parados. Se a falta é justificada, o empregado receberá a remuneração do dia, ou dos dias, bem como a remuneração do repouso semanal, não sofrendo, igualmente, qualquer desconto de dias de duração de férias. 3. Vantagens auferidas pela categoria durante o afastamento. Durante a interrupção ou suspensão do contrato de trabalho o empregado terá direito a todas as vantagens que, em sua ausência, tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia a empresa. 4. Paralisação nos contratos a prazo. Nos contratos por prazo determinado o período de suspensão ou interrupção do contrato de trabalho não influenciará no término do referido pacto, pois as partes sabiam de antemão quando haveria a cessação do citado ajuste. Apenas se as partes acordarem é que não será computado o tempo de afastamento do empregado na contagem do prazo para a respectiva terminação (art. 472, § 2º, da CLT).

SALÁRIO – ONEROSIDADE DO CONTRATO Conceito e Morfologia O salário é a parte da remuneração do empregado devida e paga diretamente pelo empregador como contraprestação pelo trabalho prestado, isto é, pelos períodos em que o empregado estiver à disposição do empregador aguardando ou executando ordens e pelos descansos remunerados. Assim, integram o salário não só a importância fixa estipulada como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas (habituais) e abonos pagos pelo empregador.
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SALÁRIO É IMPORTÂNCIA PAGA PELO TRABALHO SALÁRIO = CONTRAPRESTAÇÃO Oportuno chamar a atenção para a importância de saber as verbas que integram o salário, pois, o mesmo é base de cálculo para os direitos trabalhistas. De modo que a alteração da base de cálculo provoca reflexos nas demais verbas devidas em razão do contrato. Salário Utilidade – “In natura”
Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente em empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas.

Adicionais Salariais Adicionais – São acréscimos salariais que tem como causa remunerar a prestação de serviços em condições mais gravosas.
São adicionais salariais legalmente previstos: 1.Insalubridade: 10% (mínimo), 20% (médio) ou 40% (máximo) do salário mínimo.

2. horas extras: mínimo 50% sobre a hora normal; 3. noturno: 20% (urbano) e 25% (rural) do salário; 4. periculosidade: 30% do salário; 5. Transferência: 25% do salário. Obs. Os adicionais pagos com habitualidade integram o salário do empregado para todos os efeitos, porém, cessada a condição cessa o direito ao adicional (não há direito adquirido). Décimo terceiro salário A lei 4.090/62 instituiu a gratificação de Natal, correspondente a 1/12 avos por mês de serviço ou fração igual ou superior a 15 dias de trabalho, levado em conta o valor da última remuneração. A primeira parcela deve ser paga entre fevereiro e novembro e a segunda metade até o dia 20 de dezembro. Pode ser requerido o adiantamento da primeira parcela por ocasião das férias Em caso de rescisão contratual é devido o pagamento exceto se houve justa causa. VERBAS QUE NÃO INTEGRAM O SALÁRIO – TÊM NATUREZA DIVERSA NÃO é considerado salário o pagamento feito PARA TRABALHO ou em razão de expressa disposição em NORMA JURÍDICA (lei ou norma coletiva) ou ainda pela falta de alguma característica inerente ao salário (pagamento eventual ou feito por terceiro). 1. Pagamentos feitos para a realização do trabalho: 1.1. os vestuários e equipamentos utilizados para o trabalho;
1.2. Ajuda de custo e diária para viagem:
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A ajuda de custo é um pagamento para que o empregado possa executar seus serviços. Diária é o pagamento feito ao empregado para indenizar despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação. Obs. As diárias que excedam de 50% do salário percebido se incluem nos salários, pois tomam a forma de parcela retributiva (art. 457, § 2º). 2. Excluídos por disposição legal ou convencional (norma coletiva): Exemplos: art. 458 (seguro-saúde, transporte para o trabalho e retorno, assistência médica, hospitalar e odontológica, educação, seguros de vida e acidentes pessoais e previdência privada); alimentação (PAT), Vale-transporte, Participação nos lucros e resultados. 3. Gorjeta – importância paga por terceiro (não empregador) A gorjeta cobrada pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelo cliente integra a remuneração do empregado. (Obs. não servem de base de cálculo para o aviso prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado. REMUNERAÇÃO Remuneração é o conjunto de retribuições recebidas habitualmente pelo empregado pela prestação de serviços, seja em dinheiro ou em utilidades, provenientes do empregador ou de terceiros (gorjeta), mas decorrentes do contrato de trabalho. Logo, a remuneração constitui a soma do salário com as gorjetas. S = $ feito pelo empregador G = $ feito por terceiro R=S+G

Obs. Serve de base de cálculo para férias, 13 salário, FGTS e INSS. Valor do Salário 1.1 salário mínimo: é o valor mínimo nacionalmente unificado pago ao trabalhador. 1.2 salário profissional: é estabelecido em lei por profissão; 1.3 salário normativo: fixado em sentença normativa, convenção ou acordo coletivo. Fixação: A Constituição dispõe que o piso salarial deve ser fixado de acordo com a extensão e complexidade do trabalho. Na falta de estipulação do salário ou não havendo prova sobre a importância ajustada, o empregado terá direito a perceber salário igual ao daquele que, na mesma empresa, fizer serviço equivalente ou do que for habitualmente pago para serviço semelhante. Classificação do Salário 1. Salário Fixo: quando é invariável o montante percebido pelo empregado 2. Salário Variável: O salário é sujeito à flutuações. Comissões, prêmios,
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abonos, pago por peça ou tarefa. 3. Salário Complessivo: é aquele que compreende o pagamento do conjunto de uma ou mais parcelas conexas. Por exemplo, o empregador paga o salário fixo e as comissões sob um único título no recibo de pagamento. É legalmente vedado.
4. Salário por Unidade de tempo: aquele pago em função do tempo no qual o trabalho foi prestado. Hora, dia, semana, quinzena, mês.

5. Salário por Unidade de Obra: é calculado com base no número de unidades produzidas pelo empregado. 6. Salário por Tarefa: é aquele pago com base na produção do empregado e pela economia de tempo. O empregado ganha um acréscimo no preço da tarefa ou é dispensado quando cumpre as tarefas do dia. Periodicidade do Pagamento Dia do pagamento: até o 5º dia útil do mês subseqüente ao do vencido, salvo: comissões, percentagens e gratificações. Mora salarial: atraso no pagamento do salário 1. rescisão indireta – CLT, Art. 483, “d”, 2. punição do empregador que retiver dolosamente os salários - CF, Art 7º, X, 3. pagamento em audiência: se o empregador que deve salário não efetuar o pagamento na primeira audiência trabalhista será condenado com acréscimo de 50 %, 4. os juros de mora são devidos a partir da data em que for ajuizada a reclamação judicial Prova do pagamento prova: recibo, depósito bancário ou cheque (ART. 464); Local do Pagamento Local: o salário deve ser pago diretamente ao empregado ou em estabelecimento de crédito próximo ao local de trabalho. Obs. o menor pode receber diretamente o pagamento e assinar o recibo, embora precise estar assistido no momento da rescisão e para a propositura de uma reclamação trabalhista. Normas de Proteção 1. irredutibilidade do Salário: o salário não pode ser reduzido, salvo acordo ou convenção coletiva (CF, Art. 7º, VI); 2. impenhorabilidade: o salário não pode ser penhorado, salvo para pagamento de pensão alimentícia; 3. intangibilidade: o salário não pode sofrer descontos, salvo os previstos em lei, norma coletiva ou decorrentes de adiantamento (art. 462 CLT). 4. Equiparação Salarial

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4.1 Isonomia O princípio da isonomia salarial proíbe a diferença de salários por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. O artigo 461 da CLT estabelece os critérios para se verificar a ocorrência ou não de discriminação, quais sejam: mesmo empregador, mesma localidade (Município), identidade de função, tempo de serviço não superior a dois anos (na função), trabalho de igual valor (mesma produtividade e perfeição técnica). 4.2 Excludentes do direito de equiparação. Em dois casos não há que se falar em direito à equiparação salarial: 1. empregado readaptado (acidente do trabalho), 2. existência de quadro de carreira devidamente homologado pelo Ministério do Trabalho. AVISO PRÉVIO É o ato que deve ser praticado pela parte que deseja rescindir o contrato de trabalho, com a finalidade de que a outra parte não seja pega de surpresa, possibilitando ao empregado arrumar outro emprego e ao empregador colocar outro profissional no lugar daquele que pretende desligar-se da empresa. 1. Reciprocidade – ambas as partes estão obrigadas; 2. Prazo – mínimo de 30 dias; 3. Sanção pelo descumprimento – empregador (pagamento) e empregado (desconto das verbas rescisórias); 4. Falta grave no período – as partes perdem o direito; 5. Contrato por prazo determinado – incabível (exceto quando houver cláusula de rescisão antecipada); 6. Redução da jornada no período – se a rescisão foi promovida pelo empregador haverá redução de 2 horas/dia ou 7 dias corridos e não pode ser substituída pelo pagamento); 7. Período do aviso – é computado como tempo de serviço (inclusive se indenizado); 8. rescisão indireta – devido o aviso indenizado (art. 487, § 4º); 9. Reconsideração – é possível, desde que a outra parte aceite; 10. Renúncia - é irrenunciável por parte do empregado – norma de ordem pública RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO A rescisão do contrato de trabalho pode ocorrer por diversos motivos, tais como: decisão do empregador, iniciativa do empregado, falta grave, morte dos sujeitos, força maior, término do contrato a prazo, culpa recíproca, aposentadoria e extinção da empresa. Por decisão do empregado 1. Pedido de demissão O empregado toma a iniciativa da rescisão contratual comunicando ao empregador que deseja romper o pacto.
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2. Rescisão indireta 2.1. conceito: é a rescisão do contrato de trabalho por parte do empregado que tem como fundamento a prática de falta grave do empregador (art. 483 CLT). 2.2. modalidades de faltas cometidas pelo empregador de acordo com o art. 483: O empregado poderá considerar rescindido o contrato de trabalho quando : forem exigidos serviços superiores às suas forças, defesos por lei, contrários aos bons costumes, ou alheios ao contrato; for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo; correr perigo manifesto de mal considerável; não cumprir o empregador as obrigações do contrato; praticar o empregador ou seus prepostos, contra ele ou pessoas de sua família, ato lesivo da honra e boa fama; ofensa física, o empregador reduzir o seu trabalho, de forma a afetar os salários. Por decisão do empregador 1. Dispensa sem justa causa A rescisão do contrato é motivada por iniciativa do empregador sem que o empregado tenha dado motivo para a ruptura do pacto, o que enseja o pagamento de indenização ao empregado (40% sobre os depósitos fundiários). 2. Dispensa com justa causa (artigo 482 da CLT) 2.1. Estrutura da justa causa: culpa ou dolo, gravidade, atualidade, causalidade, uma falta uma pena e taxatividade. 2.2. modalidades: ato de improbidade: manifestações desonestas do empregado que atentem contra o patrimônio do empregador; mau procedimento: comportamento irregular do empregado, incompatível com as normas exigidas pelo senso comum do homem médio. Ex. tráfico de drogas no local de trabalho, uso de entorpecentes dentro da empresa, uso de veiculo do empregador sem autorização, adulteração de cartão de ponto; Incontinência de conduta: comportamento irregular e incompatível com a norma ética de natureza sexual; negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço; condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena; desídia no desempenho das respectivas funções; desleixo, preguiça, indolência, má vontade. Ex. atrasos, faltas reiteradas; embriaguez habitual ou em serviço (obs. Em serviço basta uma vez, fora do serviço tem que ser habitual a ponto de prejudicar a imagem da empresa); violação do segredo da empresa; ato de indisciplina ou de insubordinação; abandono de emprego; ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; prática constante de jogos de azar.

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2.3 Outras hipóteses de justa causa: bancário: falta contínua de pagamento de dívidas legalmente exigíveis (art. 508 da CLT); falta reiterada do aprendiz ao curso de aprendizagem (art. 432, § 2º); recusa do ferroviário ao cumprimento de horas extraordinárias, em se tratando de casos de urgência ou acidentes (art. 240, parágrafo único, CLT); recusa injustificada de observar as instruções expedidas pelo empregador e o uso dos equipamentos por ele fornecidos, para segurança do trabalho (art. 158, parágrafo único, CLT). Obs. Na CTPS constará apenas a baixa e não o motivo da rescisão contratual.

Culpa Recíproca e Força Maior A ocorrência de falta grave de ambos os contratantes configura Culpa Recíproca para a rescisão contratual. Já o evento superiores às forças do empregador e para o qual ele não contribuiu acarreta a rescisão por Força Maior (catástrofe). Vale destacar que nos casos de culpa recíproca e força maior a multa rescisória corresponde a metade da indenização normal, isto é, 20% sobre os depósitos fundiários realizados no período contratual. Contratos à Prazo Com relação aos contratos à prazo é bom esclarecer que todos os direitos garantidos pela legislação aos contratos sem termo final pré-estabelecido são devidos, exceto os que são incompatíveis com a sua natureza, quais sejam: aviso prévio e indenização por dispensa arbitrária. Indenização Adicional O empregado que for dispensado no trintídio (30 dias) que antecede a database da categoria fará jus a uma indenização adicional (além das verbas rescisórias normais), correspondente a um mês de salário. Prazo para o pagamento O empregador deve pagar as verbas rescisórias até o 1º dia útil ao término do contrato ou até o 10º dia em caso de ausência de aviso prévio, sob pena de pagar uma multa equivalente a um salário do empregado. Compensação Qualquer compensação por eventual débito do empregado na ocasião do pagamento das verbas rescisórias não poderá exceder o equivalente a 1 (um) mês de remuneração do empregado. Indenização por dispensa imotivada É assegurado a todo empregado, não existindo prazo estipulado para a
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terminação do respectivo contrato, e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho, o direito de haver do empregador uma indenização. Essa indenização corresponde a 40 % dos depósitos realizados na contavinculada do FGTS no período contratual. Homologação da rescisão O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão do contrato de trabalho, firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço, só será válido quando feito com a assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho. Quando não existir na localidade nenhum desses órgãos, a assistência será prestada pelo representante do Ministério Público ou, onde houver, pelo Defensor Público e, na falta ou impedimento destes, pelo Juiz de Paz.

Termo de rescisão contratual
O instrumento de rescisão ou recibo de quitação, qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato, deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor, sendo válida a quitação, apenas, relativamente às mesmas parcelas.

Além disso, caso o empregado não concorde com o valor pago sob algum título deverá ser feita uma ressalva na homologação, isto é, excluir dos efeitos da quitação um pagamento que está sendo efetuado para possível rediscussão judicial. Deve ser escrita e anotada no documento homologado pelo sindicato ou Ministério do Trabalho. Pagamento das verbas rescisórias O pagamento a que fizer jus o empregado será efetuado no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho, em dinheiro ou em cheque visado, conforme acordem as partes, salvo se o empregado for analfabeto, quando o pagamento somente poderá ser feito em dinheiro.

DIREITO TUTELAR DO TRABALHO JORNADA DE TRABALHO Jornada da trabalho é o tempo em que o empregado permanece à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, nos termos do artigo 4º da CLT. Jornada Ordinária Corresponde ao limite máximo de trabalho permitido pela Constituição Federal, ao dispor que a duração normal do trabalho não pode ser superior a 08 horas diárias e 44 semanais.
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Prorrogação da jornada O limite legal poderá ser acrescido de horas suplementares nos seguintes casos: acordo de prorrogação (+ 02 horas diárias); necessidade imperiosa (serviços inadiáveis + 04 horas ou em razão de força maior/sem limite) e recuperação de dias parados (+ 02 horas diárias, em período não superior a 45 dias por ano). Hora extra As horas que excederem o limite legal ou contratual deverão ser pagas com adicional OU compesadas com posterior redução no trabalho (descanso) 1. Pagamento da hora extra: a hora extra deverá ser paga com adicional mínimo de 50% sobre o valor da hora normal. 2. Compensação da hora extra: Mediante acordo ou convenção coletiva o excesso de horas de um dia poderá ser compensado com a correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano (Banco de horas), à soma das jornadas semanais previstas, nem seja ultrapassado o limite de 10 horas diárias. Empregados excluídos dessa proteção Os empregados que NÃO tem a jornada controlada não têm direito a receber horas extras, pois como não há controle não há como verificar se o limite foi ultrapassado, gerando o direito ao recebimento ou à compensação. 1. vendedor externo: vendedores que exercerem funções de serviço externo não subordinado a horário, devendo tal condição ser anotada na CTPS e no livro de registro de empregados; 2. cargo de confiança: os empregados que ocupam cargo de confiança (encargos de gestão) e que possuem um padrão mais elevado de vencimentos; Supressão das horas extras A supressão pelo empregador do serviço suplementar prestado com habitualidade, durante pelo menos um ano, assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de um mês das horas extras suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. O cálculo observará a média das horas suplementares efetivamente trabalhadas nos últimos 12 meses, multiplicada pelo valor da hora extra do dia da supressão. Turnos ininterruptos de revezamento O trabalho é exercido em regime de turno de revezamento quando é realizado por empregados que se sucedem na utilização das máquinas e equipamentos, escalados por períodos diferentes de trabalho, permitindo o funcionamento ininterrupto da empresa. O artigo 7º, inciso XIV, da Consttiuição Federal estabeleceu a jornada de 6 horas para o trabalho executado em regime de turnos de revezamento, salvo acordo ou convenção coletiva fixando outra duração.

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Contrato a tempo parcial Nesse contrato a duração de trabalho não excede a 25 horas semanais, caso em que o salário pago poderá ser proporcional à duração reduzida da jornada observados os quantitativos pagos para os que cumprem, nas mesmas funções, tempo integral. A admissão de pessoal em tempo parcial independe de qualquer formalidade diferente da que é exigida quanto aos demais empregados para ingressar na empresa. O regime de férias para o contrato a tempo parcial difere do estabelecido para o contrato comum, com a redução proporcional da duração desse descanso. Trabalho noturno 1. Considera-se noturna, para os empregados urbanos a jornada que compreende o período entre 22 h de um dia e 5 h do dia seguinte. A lei estabeleceu ainda uma ficção jurídica, no sentido de que a hora noturna é considerada reduzida, ou seja, a hora do trabalho noturno será computada como sendo de 52,30 (cinqüenta e dois minutos e trinta segundos). As horas trabalhadas em jornada noturna são acrescidas do adicional mínimo de 20% sobre o valor da hora trabalhada em jornada diurna. 2. Empregador rurais: Para os empregados rurais, a hora noturna é de 60 minutos e o horárionoturno será das 21 h às 5 h, na lavoura; e das 20 h às 4 h na pecuária. Em compensação o adicional é de 25% sobre o valor da hora trabalhada. 3. Integração do adicional noturno ao salário O adicional noturno que for pago com habitualidade integra o salário do empregado para todos os efeitos, como férias, 13º salário, aviso prévio, DSRs, FGTS etc (En. 60 TST). 4. Supressão do adicional noturno. O obreiro que trabalhava no período noturno e passa a trabalhar no período diurno perde o direito ao adicional noturno. 5. Integração do adicional O adicional noturno que for pago com habitualidade integra o salário do empregado para todos os efeitos, como férias, 13º salário, aviso prévio, DSRs, FGTS etc. INTERVALOS OBRIGATÓRIOS Os intervalos ou pausas obrigatórias são períodos existentes durante a jornada de trabalho (intrajornada), entre uma e outra (interjornada), durante uma semana ou ainda, após 12 meses de trabalho, em que o empregado não presta serviços, mas, recebe o pagamento respectivo. 1. Intervalos Intrajornada 1.1. + 06 horas: O trabalho contínuo,cuja duração exceda seis horas, é obrigatória a concessão de um intervalo de uma hora, e não superior a duas
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horas, para descanso e alimentação. 1.2. +04 e –06 horas: Para o trabalho continuo que não exceda a seis horas, mas cuja duração seja superior a quatro horas, será obrigatório um intervalo de no mínimo quinze minutos, com a mesma finalidade. 1.3. Nos serviços permanentes de mecanografia, a cada noventa minutos trabalhados, deverá haver um intervalo de dez minutos a cada noventa minutos trabalhados. Por analogia, esse artigo será aplicado ao digitador. 2. Intervalo Interjornada É o intervalo entre duas jornadas de trabalho e deverá ter no mínimo 11 horas. 3. Conseqüência da ausência do intervalo Se não for concedido o intervalo, o empregador é obrigado a remunerar o respectivo período com acréscimo de 50% da hora normal (obs.: ainda que a empresa pague, estará sujeita a uma multa por descumprimento da legislação trabalhista, aplicada pelo Auditor Fiscal do Trabalho e revertida para o Estado – não para o empregado). 4. Descanso Semanal É o período de 24 horas que o empregado deixa de prestar serviços uma vez por semana ao empregador, de preferência aos domingos, mas percebendo remuneração. Remuneração do Repouso O repouso semanal será remunerado desde que o empregado tenha sido assíduo e pontual durante toda a semana, caso contrário, o empregado descansará no período, mas será descontada a importância correspondente. Os empregados mensalistas ou quinzenalistas já tem remunerados os dias de repouso semanal. O empregado que trabalhar em dias de descanso semanal remunerado ou feriados, deve receber em dobro (art. 9º da lei 605/49), exceto se o empregador conceder a folga em outro dia da semana. 5. Descanso anual - Férias Período aquisitivo e concessivo Após 12 meses de trabalho o empregado adquire o direito às férias (período aquisitivo) que deverão ser concedidas nos 12 meses subseqüentes (período concessivo), sob pena de pagamento em dobro. Período de gozo O período de gozo é de 30 dias corridos (para o empregado doméstico são 20 dias úteis), desde que o empregado tenha tido até 05 faltas no período aquisitivo e a partir daí a cada 09 faltas perderá 06 dias de férias, conforme a tabela abaixo: até 5 faltas - 30 dias; de 6 a 14 faltas - 24 dias de 15 a 23 faltas - 18 dias de 24 a 32 - 12 dias mais de 32 faltas perderá o direito de férias.
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Contrato a tempo parcial. Obs.: No contrato de trabalho a tempo parcial (até 25 horas semanais – art. 58A, da CLT) aplica-se uma tabela de férias específica. +22 horas até 25 h - 18 dias de férias +20 horas até 22 h - 16 dias +15 horas até 20 h - 14 dias +10 horas até 15 h - 12 dias + 05 horas até 10 h - 10 dias = 05 horas – 08 dias de férias ATENÇÃO: É proibida a divisão em dois períodos. Pagamento do período de férias. A Constituição Federal de 1988 garantiu direito às férias anuais remuneradas ao trabalhador, com acréscimo de 1/3 sobre o valor da remuneração. Extinção do direito às férias. O empregado perde o direito de férias quando: - deixar o emprego e não for readmitido dentro dos 60 dias subseqüentes; - se permanecer em gozo de licença remunerada, por mais de 30 dias; - se deixar de trabalhar, com recebimento de salário, por mais de 30 dias corridos, por motivo de paralisação total ou parcial da empresa; - se tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou auxílio doença por mais de seis meses, ainda que de forma descontínua. Comunicação e Pagamento. A comunicação deverá ser feita por escrito com antecedência de 30 dias e pagas até 02 dias antes do início do repouso; Notas importantes 1. o empregador que irá fixar a data da concessão das férias; 2. quando o empregado estiver servindo as forças armadas terá 90 dias para se apresentar ao serviço, a contar da baixa, para poder contar o período anterior à sua incorporação para efeito de férias; 3. poderão ser gozadas em 2 períodos (nenhum inferior a 10 dias), salvo o empregado menor de 18 anos e o maior de 50 anos; 4. os membros de um família terão direito de gozar suas férias num mesmo período, quando não resultar prejuízo ao serviço; 5. o menor de 18 anos terá direito as férias nos períodos de férias escolares; Férias coletivas As férias coletivas poderão ser concedidas a todos os empregados de uma empresa ou apenas a um setor, bastando prévia comunicação à DRT e ao Sindicato dos Trabalhadores, com antecedência mínima de 15 dias. Os empregados admitidos a menos de 01 ano gozarão de férias coletivas, iniciando-se, após, um novo período aquisitivo, independentemente do tempo
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de trabalho. Nota-se, ainda, que a lei proíbe a conversão total das férias em pagamento em dinheiro, mas permite a “venda” de 1/3, ou seja, o empregado goza de 20 dias de férias e recebe em dinheiro o abono de 10 dias, provocando desta maneira a redução do número de dias de férias e aumentando o ganho do empregado. Efeitos da extinção do contrato. Cessando o contrato de trabalho, o pagamento das férias irá depender da modalidade de rescisão e do tempo de duração do contrato de trabalho. O empregado que tenha adquirido o direito às férias e ainda não tenha tido a oportunidade de gozá-las, receberá essas férias sempre, quer solicitando sua demissão ou se aposentando, quer sendo dispensado por justa causa (direito adquirido). Em se tratando de férias proporcionais, podemos defini-las como sendo o pagamento em dinheiro efetuado na cessação do contrato de trabalho pelo período aquisitivo incompleto em decorrência da rescisão contratual. O pagamento das férias proporcionais será devido na rescisão contratual, exceto na dispensa por justa causa (súmula 261 - TST). Obs.: Em caso de culpa recíproca (de ambos os contratantes) as férias serão devidas pela metade, assim como os demais direitos não adquiridos.
Atenção: direitos adquiridos são as férias vencidas e o saldo de salário.

Prescrição A contagem da prescrição se inicia a partir do fim do período concessivo, pois somente a partir de então que há mora do devedor (empregador), já que até esse momento ele poderia conceder as férias. Em outras palavras, somente a partir do término do período concessivo é que foi violado o direito do empregado e passa a fluir o prazo para reivindicá-lo.

ESTABILIDADE E GARANTIA DE EMPREGO É o direito do trabalhador de permanecer no emprego, mesmo contra a vontade do seu empregador. 1. Estabilidade decenal - O artigo 492 da CLT dispõe que após dez anos na mesma empresa o empregado não poderá ser despedido senão por motivo de falta grave. A estabilidade perdurou em nosso ordenamento jurídico até 05/10/1988, eis que a Constituição Federal no art. 7º, inciso I, estabeleceu para o empregado um novo sistema de proteção contra despedida arbitrária ou sem justa causa, garantindo-lhe uma indenização compensatória. Assim, pode-se afirmar que a estabilidade prevista no artigo 492 da CLT foi abolida, ressalvando-se o direito adquirido.

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2. Dirigente Sindical – tem garantia de emprego a partir do registro da candidatura a cargo de direção sindical e, se eleito, ainda como suplente até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave, devidamente apurada através de Inquérito Judicial (art. 8º, inciso VIII da CF). 3. Representantes dos empreados na CIPA – o cipeiro também tem estabilidade a partir do registro da candidatura até um ano após o término do mandato (art. 10, inciso II, “a” do ADCT), inclusive do suplente (Enunciado 339). O art. 165 da CLT dispõe que “os titulares da representação dos empregados nas CIPAs não poderão sofrer despedida arbitrária, entendendose como tal a que não se fundar em motivo técnico, econômico ou financeiro.” 4. Empregada Gestante – Desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto (art. 10, inciso II, “b” do ADCT). Obs. O desconhecimento da gravidez pelo empregador não afasta o direito da empregada, salvo disposição em contrário prevista em norma coletiva. 5. Empregado Acidentado – O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida pelo prazo mínimo de doze meses a manutenção de seu contrato, após a cessação do auxílio-doença acidentário, independentemente da percepção de auxílio-acidente (art. 118 da Lei 8.213/91).

NORMAS ESPECIAIS DE TUTELA DA CLT 1. Bancário 06 horas diárias e 30 semanais, com exceção dos gerentes e outros cargos de chefia; 2. Professores 4 aulas seguidas ou 6 intercaladas; 3. Ferroviário 3.1. a jornada do telegrafista, nas estações de tráfego intenso é de seis horas e a do cabineiro, de 8 horas; 3.2. extranumerário (não efetivo) – apresenta-se normalmente mas só recebe o dia trabalhado; 3.3. prontidão – fica nas dependências da estrada, aguardando ordens (2/3 salário-hora); 3.4. sobreaviso – permanece em casa, aguardando o serviço (1/3 do saláriohora) (o mesmo se aplica aos eletricitários – Súmula 229 do TST). 4. Empregados em Minas e Subsolo 4.1. só é permitido entre 21 e 50 anos; 4.2. jornada normal : 6 horas (se trabalha na superfície é de 8 horas); 4.3. é computado na jornada de trabalho o tempo gasto entre a boca da mina e o local de trabalho efetivo; 4.4. intervalo : 15 minutos a cada 3 horas de trabalho, computados na jornada;

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5. Serviço de Telefonia e Operadores Cinematográficos - 06 horas diárias e 36 semanais. TRABALHO DA MULHER Embora o artigo 5º, inciso I, da CF assegure que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, sua constituição física exige normas de proteção ao trabalho da mulher, notadamente relacionada a força física e a gravidez. Da proteção ao trabalho da mulher 1. Incentivo ao mercado de trabalho da mulher mediante incentivos específicos; 2. Estabilidade da empregada gestante conforme já mencionado; 3. proibido o trabalho em serviço que demande emprego de força muscular superior a 20 kg para o trabalho contínuo e 25 para o trabalho ocasional; 4. direito a licença gestante de 120 dias; 5. em caso de aborto não criminoso licença remunerada de 2 semanas; 6. dois períodos de descanso de ½ hora cada um para amamentação até que o filho complete 06 meses, sem prejuízo do salário; 7. Estabelecimentos com pelo menos 30 mulheres com mais de 16 anos terão local apropriado para deixar os filhos no período de amamentação. 8. Transferência de função ou rescisão do contrato caso seja prejudicial à gestação, sempre por atestado médico. TRABALHO DO MENOR Os fundamentos da proteção do trabalho da criança e do adolescente são de ordem moral, cultural, fisiológica e de segurança. A Emenda Constitucional 20/99 alterou a idade para o ingresso do menor no mercado de trabalho e o menor de 16 anos ficou proibido de executar qualquer trabalho, salvo na condição de aprendiz. Aprendiz. É o adolescente com idade entre 14 e 24 anos de idade sujeito à formação metódica de um ofício, para tanto, está matriculado no SENAI e trabalha na empresa em uma função que lhe propicie a prática. Horas extras. Se o menor trabalhar em dois empregos a soma das jornadas não poderá ultrapassar 44 horas semanais. Não poderá haver prorrogação, exceto até 2 horas a título de compensação ou em caso de força maior, desde que o trabalho do menor seja indispensável ao funcionamento do estabelecimento. Trabalhos proibidos. São proibidos ao menor: trabalho noturno, perigoso, insalubre, penoso e em locais prejudiciais à honra ou à moralidade. O trabalho em ruas e praças dependerá de prévia autorização do Juiz da Infância e da Juventude. Quitação. O menor pode assinar recibo de pagamento mas não tem capacidade para dar
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quitação na rescisão do contrato de trabalho, sendo que neste ato deverá ser assistido por responsável. Prescrição. Nota importante: contra os menores de 18 anos não correm prazos de prescrição. SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO A medicina do trabalho compreende o estudo das formas de proteção à saúde e a vida do trabalhador, enquanto está no exercício do trabalho, estabelecendo medidas preventivas. Obrigações do Estado A competência para legislar sobre o assunto é federal, mas os estados e municípios podem legislar supletivamente, nos seus códigos de obras ou regulamentos sanitários, devendo estas regras serem observadas em conjunto, salvo no caso de conflito, quando predominarão as mais benéficas ao trabalhador. A fiscalização do cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho compete às DRTs, nos limites de suas jurisdições. Obrigações do Empregado Os empregados deverão observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as instruções ou ordens de serviços, de modo a evitar acidentes ou doenças profissionais. Obrigações do Empregador Inspeção Prévia Antes da inauguração da empresa, esta deverá ser submetida à Inspeção Prévia do Ministério do Trabalho a fim de avaliar as condições de segurança no ambiente de trabalho, diretamente ligadas à vida e saúde dos trabalhadores. Exames Médicos Os empregados deverão ser submetidos à exames médicos para admissão, mudança de função, periodicamente e no momento da rescisão a fim de se evitar as doenças ocupacionais e os acidentes do trabalho. CIPA É obrigatória a constituição de uma CIPA quando o estabelecimento tenha mais de 50 empregados, a teor do quanto estabelecido no art. 163 e conforme as instruções do Ministério do Trabalho, contidas na NR 5, da Portaria 3214/78. A CIPA tem como objetivo zelar pela observância e cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho, analisar as causas dos acidentes e propor meios para eliminá-los, além de orientar os trabalhadores e os empregadores neste sentido.

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A CIPA será composta por representantes dos empregados e dos empregadores, cujos mandatos terão duração de 1 ano, permitida uma reeleição. Os representantes dos empregados, inclusive seus suplentes (Súmula 339 TST) possuem estabilidade no emprego, desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato (art. 10, II, do ADCT). Equipamentos de Proteção A empresa é obrigada a fornecer EPI gratuitamente aos seus funcionários e em perfeito estado, além de substituí-los sempre que necessário, quando as medidas gerais de segurança e medicina do trabalho não forem suficientes para fornecer total proteção contra acidentes e doenças profissionais ao trabalhador. Insalubridade Consideram-se insalubres as operações que, por sua natureza, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância do organismo, fixados pela autoridade competente. A insalubridade pode ser neutralizada ou eliminada por intermédio da adoção de medidas especiais ou pela utilização de equipamento de proteção individual. O exercício do trabalho em condições de insalubridade assegura ao empregado a percepção de um adicional que pode variar entre 10%, 20% e 40% do salário mínimo, segundo a classificação da insalubridade em graus mínimo, médio e máximo. Periculosidade É considerada perigosa a atividade exercida em contato permanente com inflamáveis, explosivos, eletricidade e radiações ionizantes. O trabalho em atividade perigosa assegura ao empregado a percepção de um adicional de 30% sobre o salário contratual. O trabalho exercido em condições perigosas, embora de forma intermitente, dá direito ao empregado a receber o adicional de periculosidade de forma integral, tendo em vista que a Lei nº 7.369/85 não estabeleceu qualquer proporcionalidade em relação ao pagamento (Enunc. 361).
Adicional de Penosidade:

CF/art. 7º,:XXIII – determinação de adicional para as atividades penosas, na forma da lei; porém, até o momento não há lei indicando as atividades penosas. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO Direito Coletivo do Trabalho é o segmento do Direito do Trabalho encarregado
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de tratar da organização sindical, dos acordos coletivos, conflitos coletivos do trabalho e sua solução. Convenção Coletiva – é um acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou mais sindicatos representantes das categorias econômicas ou profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis no âmbito das respectivas representações às relações individuais de trabalho. Acordo Coletivo – é um instrumento normativo pelo qual o sindicato profissional estipula condições de trabalho com uma ou mais empresas. Principal Efeito – força vinculante das cláusulas convencionais em relação aos contratos individuais de trabalho, isto é, independente da participação pessoal do empregado ele será beneficiado por pertencer a categoria. Prazo de Validade – A Convenção Coletiva está sujeita a prazo de validade não superior a dois anos. Forma – exige a lei que a convenção coletiva seja feita por escrito sem emendas ou rasuras. Trata-se, portanto, de ato solene. O artigo 620 da CLT estabeleceu expressamente que as condições previstas em convenção coletiva, quando mais favoráveis, prevalecerão sobre aquelas estipuladas em acordo coletivo – Princípio Protetor. Sindicato – é a associação de pessoas físicas ou jurídicas para a defesa de seus interesses profissionais ou econômicos, respectivamente, em questões judiciais ou administrativas. Princípios de Constitucionais de Direito Coletivo 1. Sindicato Único – A CF no art. 8º, inciso II, estabelece ser vedada a criação de mais de uma organização sindical, na mesma base territorial, que não poderá ser inferior à área de um município (Princípio de Unicidade Sindical). 2. Liberdade sindical é o direito dos trabalhadores e empregadores de se organizarem e constituirem livremente as agremiações que desejarem, no número por eles idealizado, sem que sofram qualquer interferência do Estado, ressalvado o registro no órgão competente. Estrutura Sindical – Além dos sindicatos existem entidades sindicais de grau superior, composta pela reunião de sindicatos (Federação) e pela reunião de Federações (Confederação). Estrutura interna dos sindicatos: Assembléia Geral – Órgão deliberativo Conselho Fiscal – Órgão fiscalizador Diretoria – Órgão Executivo Direitos do associados - votar nas deliberações da assembléia geral, assim
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como de ser votados, assistência e de exercer controle sobre a gestão do financeira do sindicato (inclusive o aposentado – artigo 8º, VII, da CF). Receitas do sindicato/Contribuições sindicais 1. contribuição sindical ou legal é compulsória: 1.1. para os empregados : corresponde a um dia de trabalho, 1.2. para os empregadores : é calculada sobre o capital da empresa 2. associativa ou do sócio; 3. confederativa: prescreve o artigo 8º, inciso IV, da Constituição Federal que a assembléia geral fixará a contribuição para o custeio do sistema confederativo, independentemente da contribuição prevista em lei. 4. assistencial: consiste num pagamento pelas despesas que o sindicato teve pela participação em negociações coletivas. Nota importante: O TST entende que tanto a contribuição assistencial quanto a confederativa não são obrigatórias, em face do princípio da liberdade sindical. Função das entidades sindicais de grau superior: No sistema confederativo (sindicato, federação e confederação) a atividade de representação em regra é exercida através dos Sindicatos, sendo que as Federações e Confederações limitam-se a coordenar as atividades dos Sindicatos filiados. Entretanto, as Federações podem celebrar acordos e convenções coletivas, quando ausente o Sindicato, o mesmo aplicando-se às confederações, na ausência da Federação. Federações São entidades de grau superior, que têm como base territorial o Estado, formadas por grupos de atividades, devendo congregar, no mínimo, cinco sindicatos. Confederações Entidades de grau superior formadas por ramo de atividade, que têm como base territorial âmbito nacional, formadas com pelo menos 3 (três) Federações. Têm como sede a Capital da República. Representação dos Trabalhadores na Empresa Nas empresas com mais de 200 empregados é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores (art. 11 da CF). Greve É a paralisação coletiva, total ou parcial, temporária e pacífica do trabalho com a finalidade de defender os interesses dos trabalhadores, como o de obtenção de melhores condições de trabalho ou cumprimento de obrigações assumidas pelo empregador (Lei 7.783/89). Procedimento de acordo com a lei:
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1. o direito é dos empregados a legitimidade é do sindicato 2. a deflagração e a cessação da greve dependem de deliberação da assembléia; 3. deve ser precedida de negociação coletiva 4. a lei exige o aviso prévio de 72 horas nas atividades essenciais e 48 nas atividades comuns; Atividades essenciais nos serviços ou atividades essenciais deve ser garantida a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento de necessidades inadiáveis. Agente público civil e militar. O servidor público civil tem direito a greve nos termos de lei específica (art. 37 CF), embora até então ainda não tenha sido publicada lei. O STJ entende que a greve pode ser exercida nos termos da lei comum, por enquanto (lei 7.783/89). O militar não pode fazer greve em razão dos princípios dessas instituições (hierarquia e disciplina). Locaute – é a “greve do empregador”, ou seja, a paralisação por parte do empregador para pressionar os empregados e o Estado. No Brasil é proibida e o período considerado de interrupção do contrato, ou seja, será devido o pagamento dos salários aos empregados, bem como a contagem do tempo de serviço.

PRESCRIÇÃO Uma vez extinto o contrato de trabalho, o prazo para ingressar com o processo judicial é de dois anos; retroagindo cinco anos contados da distribuição da ação, nos termos do artigo 7º, inciso XXIX, da CF (para todos os empregados – urbanos e rurais/Emenda Constitucional). A demanda trabalhista, ainda que arquivada, interrompe a prescrição (TST – Súmula 268). A prescrição trabalhista pode ser argüida em qualquer grau de Jurisdição nos novos termos do Código Civil.

2 - RESOLUÇÃO DA PROVA DA SEGUNDA FASE - OAB INTRODUÇÃO – passo a passo

1) Identificar a PEÇA JURÍDICA = A forma de pedir (Ação, defesa ou recurso);

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2) Analisar a COMPETÊNCIA = Para quem se pede (Juiz/Tribunal); 3) Pesquisar a TESE (lei e jurisprudência) = Por que motivo (fundamentação); 4) Pedido = O que se pretende com a medida (procedência, improcedência ou reforma/anulação).

1) PRIMEIRO PASSO - IDENTIFICAR A PEÇA JURÍDICA:

Considerando que processo pode ser conceituado como um conjunto de atos que se sucedem até atingir uma solução – sentença – o operador do direito deve conhecer essa sequência a fim de saber como atuar na lide.

O Mapa do Processo do Trabalho abaixo permite ao candidato, após a leitura do enunciado do problema, localizar em que fase e precisamente em que ponto se encontra o processo e conseqüentemente identificar o próximo passo.

No mapa abaixo o candidato acompanha as peças principais que compõem as Fases de Conhecimento e de Execução do Processo Trabalhista, nos três graus de jurisdição.

FASE DE CONHECIMENTO

STF → Recurso Extraordinário (violação à CF)

AI
TST → RR / CRRR / Acórdão / Emb. Declaração + Embargos no TST (AR) + R. Ext.

AI
TRT → RO / CRRO / Acórdão / Embargos de Declaração - RR + CRRR Varas → Reclamação / Contestação / Audiência / Sentença / Embargos de / RO + CRRO

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Trabalhista

UNA

Declaração

2) ANALISAR COMPETÊNCIA:

Competência da Justiça do Trabalho O estudo da competência é de cabal importância para que se saiba endereçar corretamente uma peça jurídica à Vara ou ao Tribunal. Mas previamente é preciso analisar o que vem a ser jurisdição e competência:

- Jurisdição: a palavra vem do latim juris (direito) e dictio (dizer). Jurisdição, portanto, é o poder-dever do Estado de dizer o direito através do magistrado, ou seja, é o poder do magistrado de dizer o direito nos casos concretos a ele submetidos. É a atuação do juiz.

- Competência: é a parcela da jurisdição que é dada a cada magistrado, seja por decorrência da área geográfica, seja em decorrência da matéria que a ele é submetida. É a delimitação do poder jurisdicional.

3 – PESQUISAR E MONTAR A TESE:

1. A petição inicial deve ter forma de silogismo ou polissilogismo (vários silogismos). 2. O silogismo clássico: O silogismo regular tem: a. três proposições; b. a primeira proposição (Pm) chama-se premissa menor; a segunda proposição (PM) chama-se premissa maior; a terceira proposição (C) chama-se conclusão. Exemplo: FATOS: José trabalhava 10 h por dia; FUNDAMENTOS: O art. 7, inciso XIII, da CF, estabelece duração do trabalho não superior a 8 horas diárias e 44 semanais; bem como
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que a remuneração do serviço extraordinário será, no mínimo, 50% superior à do normal. PEDIDO: Pagamento de 2 horas extras por dia acrescidas do adicional de 50%. 3. A petição inicial pode conter um ou vários desses silogismos. 4. Pode-se dizer apresentados. que na premissa menor estarão os fatos

Na premissa maior o raciocínio, representada na inicial pelo o Direito. E, na conclusão, o(s) pedido(s). 5. Assim, os pedidos (antecipação de tutela, liminar, os pedidos principais) têm que decorrer da relação entre as premissas. 6. Pedido que não se pode concatenar logicamente a partir das premissas é ilógico e, portanto, inepto.

4 – REDAÇÃO DA PEÇA JURÍDICA

PROCEDIMENTO:

Os procedimentos se dividem em comuns e especiais. Os comuns pautam-se pelo critério do valor dado à causa que estabelece se a demanda deve seguir pelo rito de sumário (Lei 5.584/1970 – até 2 salários mínimos), pelo sumaríssimo (+ de 2 até 40 SM) ou se o rito será ordinário (+ de 40 SM). Como especiais podemos citar: Inquérito para apuração de falta grave, Ação Rescisória, Mandado de Segurança, Dissídio Coletivo, Ação Civil Pública, etc.

PETIÇÃO INICIAL
A petição inicial é a primeira peça jurídica do Processo do Trabalho. É a peça que inaugura a vontade do autor de ver tutelado um direito lesado ou que sofre ameaça de o ser. Como qualquer peça jurídica, deve a petição inicial ser clara, concisa e precisa, mas, principalmente, se faz necessário que o candidato demonstre domínio
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pela matéria discutida, a fundamentação da peça, a capacidade de interpretação da voz de comando e do problema a ele submetido, raciocínio jurídico lógico, boa técnica profissional e domínio sobre a gramática.

PETIÇÃO INICIAL

O candidato deve fundamentar a petição inicial nos artigos 840, § 1º da CLT, mas, deve utilizar como roteiro o artigo 282 do CPC, pois este efetivamente apresenta todos os requisitos necessários para elaboração de uma petição inicial (pelo menos para o exame de ordem): •

O parágrafo 1° do artigo 840 da CLT aponta os requ isitos da petição inicial escrita: - ENDEREÇAMENTO = designação do juiz do Trabalho; - QUALIFICAÇÃO do Reclamante e do Reclamado; - FATOS = uma breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio; - PEDIDO; - DATA; - ASSINATURA do Reclamante ou de seu representante (advogado).

O artigo 282 do CPC dispõe serem requisitos da petição inicial: - ENDEREÇAMENTO= o juiz ou tribunal, a que é dirigida (inciso I); - QUALIFICAÇÃO = os nomes, prenomes, estado civil, profissão, domicílio e residência do réu e do autor (inciso II); - FATOS e FUNDAMENTOS JURÍDICOS do pedido; - PEDIDO com as suas especificações; - VALOR DA CAUSA; - PROVAS com que o autor pretende demonstrar os fatos alegados; - REQUERIMENTO DE CITAÇÃO do réu; MAPA DA PETIÇÃO INICIAL

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Introdução

- Endereçamento; - Qualificação das partes; - Nome da Peça e seu Fundamento.

Narração

- Fatos: Resumo do Contrato de Trabalho; - Fundamentos Jurídicos (dividir em tópicos - título).

Petitório

- Pedidos (correspondentes aos fatos e fundamentos). - P = Provas - C = Citação do réu - P = Procedência - C = valor da Causa

Requerimentos

RACIOCÍNIO LÓGICO DEDUTIVO: FATOS + FUNDAMENTOS = CONCLUSÃO

FATOS: Trabalhava dez horas por dia, de segunda à sexta-feira e jamais recebeu o pagamento a título de horas extras.

FUNDAMENTOS: O o artigo 59, parágrafo 1ª da CLT e o artigo 7º, XIII, da CF, fixam como limite de jornada, oito horas diárias e 44 semanais, bem como que o pagamanto das horas excedentes devem ser acrescidas do adicional mínimo de 50% sobre o valor da hora normal.

DIREITO PEDIDO: Logo, o Reclamante faz jus ao recebimento de duas horas extras diárias, acrescidas do adicional de 50%, conforme a fundamentação acima.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Esses esquemas podem ser utilizados em qualquer outro tipo de petição inicial trabalhista, como será visto mais adiante.

EXEMPLO: Empregado trabalhava além do limite legal de jornada de trabalho e em local sujeito à agentes nocivos à saúde acima do grau de tolerância do
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organismo humano. O advogado deve postular em juízo os eventuais direitos do seu cliente.

MODELO DE PETIÇÃO INICIAL

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

NOME

DO

RECLAMANTE,

nacionalidade,

estado

civil,

profissão, número da CTPS, número do RG, do CPF e do PIS, data de nascimento, nome da mãe, endereço completo com cep, por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé da página, onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor RECLAMAÇÃO TRABALHISTA, pelo rito (ou procedimento) ordinário, com fulcro no artigo 840, parágrafo 1º da CLT combinado com artigo 282 do CPC, em face de NOME DO RECLAMADO, pessoa jurídica de direito (privado ou público), número do CNPJ, endereço completo com cep, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – DO CONTRATO DE TRABALHO (fatos)

O Reclamante (ou Autor) foi contratado pela Reclamada em __/__/____ (colocar a data se o problema fornecê-la, senão colocar apenas “(data de admissão)”, para exercer a função de _______, tendo sido dispensado em __/__/____ por justa causa (ou qualquer outro motivo da rescisão), ocasião em que percebia a remuneração de R$ _________ (escrever o valor em números e depois por extenso) por mês (ou qualquer outra forma de pagamento).

II – DA HORA EXTRA (fundamento 1)

O Reclamante, ao longo do contrato de trabalho, sempre laborou das ____ horas às _____ horas, de segunda à sexta-feira, sem nunca receber o pagamento correspondente pelo trabalhado efetuado no horário extraordinário.

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O artigo 59, parágrafo 1º da CLT e o artigo 7º, XIII da CF, estabelecem que quem labora acima da oitava hora tem direito à remuneração do serviço extraordinário, acrescido de, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento) sobre o salário nominal.

Portanto, é o Reclamante credor de 02 horas extras diárias, conforme demonstrado, acrescidas do percentual de 50% (cinqüenta por cento) sobre seu salário nominal, mais reflexos em DSR, férias vencidas e proporcionais, acrescidas de um terço, 13º salário, aviso prévio, depósitos do FGTS e multa de 40%.

III – DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE (fundamento 2)

O Reclamante sempre trabalhou no setor de “nome do setor”, onde desenvolvia as atividades de “(função)”, ficando exposto às condições insalubres desse local, sem nunca receber qualquer equipamento de proteção individual (EPI).

Conforme aduz o artigo 192 da CLT, o exercício de trabalho em condições insalubres assegura a percepção de adicional de insalubridade nos percentuais de 40%, 20% e 10%, sobre o salário mínimo.

Como a Reclamada não fornecia EPI´s para o Reclamante não era possível a neutralização ou a eliminação das condições insalubridades do ambiente de trabalho, nos moldes do artigo 191, II, da CLT.

Evidencia-se, portanto, o direito do Reclamante em receber o adicional de insalubridade referente a todo o período laborado nas condições que o caracterizam e seus reflexos em DSR, férias vencidas e proporcionais acrescidas de um terço, 13º salário, aviso prévio, depósitos do FGTS e multa de 40%.

IV – DOS PEDIDOS

Diante de todo o exposto requer o Reclamante: a) seja a Reclamada condenada ao pagamento de 02 horas extraordinárias por dia, bem como de seus reflexos em DSR, férias vencidas e proporcionais acrescidas de um terço constitucional, 13º salário, aviso prévio, depósitos do FGTS e multa de 40% ................................................................................................................ a apurar; b) seja a Reclamada condenada ao pagamento do adicional de insalubridade, no percentual de 40% sobre o salário mínimo de todo o período laborado (a empresa é que tem que provar que, se for insalubre o local de trabalho, que o percentual é 20% ou 10%, isso só é provado com laudo) ................................................................. a apurar;

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c) seja a Reclamada condenada também ao pagamento da multa do artigo 477, parágrafo 8º da CLT; d) a aplicação do artigo 467 da CLT; e) Juros e correção monetária; f) entrega das guias para levantamento do FGTS e

requerimento do seguro desemprego. g) anotação na CTPS do término do contrato de trabalho; h) os benefícios da Justiça Gratuita, por ser o Reclamante pessoa pobre na acepção jurídica do termo (somente pode pedir os benefícios da Justiça Gratuita se o problema mencionar de alguma forma que o Reclamante não tem condições de arcar com as custas do processo);

V – DOS REQUERIMENTOS

Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal da Reclamada, nos termos da Súmula 74 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

Requer, ainda, a notificação postal da Reclamada para, em querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão.

Requer, por fim, seja a presente ação julgada totalmente procedente, condenando a Reclamada à integralidade dos pedidos, além de suportar as custas e demais ônus advindos do processo.

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (__________) (se não tiver valor da causa e o problema não disponibilizar uma forma de se chegar a esse valor, colocar “(acima de 40 salários mínimos)” se for rito ordinário).

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: ______________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

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A petição inicial é feita geralmente em três vias (uma para formar os autos do processo, outra como cópia para ficar arquivada no escritório do advogado, e a terceira que vai para o Reclamado (ou Réu) junto com a citação - se tiver mais Réus no processo deve-se aumentar o número de vias de modo que cada um receba a sua), e desde logo deve vir acompanhada dos documentos em que se funda (artigo 787 da CLT c/c artigo 283 do CPC). Quando o pedido se fundar em norma coletiva, esta deve acompanhar a inicial.

A petição inicial é uma das peças mais importantes e mais difíceis de serem elaboradas no processo do trabalho. Envolve profundo conhecimento jurídico, eis que se estará selecionando fatos de modo a adequá-los ao Direito do Trabalho, ou em outras palavras, transformando situações do mundo real em situações jurídicas; inclusive cálculos (ainda que aproximados) do que é pretendido, no caso do procedimento sumaríssimo.

VERBAS RESCISÓRIAS Importante comentar a respeito das verbas rescisórias nesta parte da Petição Inicial, já que é nela que o Reclamante as pleiteia.

As verbas rescisórias podem ser requeridas pelo examinador no Exercício de Ordem. Se o enunciado mencionar datas de admissão e de demissão e o valor do salário é porque o examinador deseja que o candidato faça os cálculos das verbas rescisórias, mas se o enunciado trás as data s de admissão e de demissão, sem mencionar o valor do salário é porque deseja que o candidato transcreva a lista das verbas rescisórias devidas. As verbas rescisórias que o candidato deve lembrar são:

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Para demissão imotivada: 1) saldo de salário; 2) aviso prévio; 3) férias vencidas + 1/3 constitucional; 4) férias proporcionais + 1/3 constitucional; 5) 13º salário proporcional; 6) multa de 40% do FGTS*; 7) multa do artigo 477 da CLT; 8) entrega da guia de FGTS; 9) entrega da guia de seguro desemprego. Observação: Salientamos que as duas últimas são obrigações de fazer e as demais obrigações de pagar. Para demissão motivada (por justa causa): 1) saldo de salário; 2) férias vencidas + 1/3 constitucional.

Para pedido de demissão: 1) saldo de salário; 2) aviso prévio (se cumprido) 3) férias vencidas + 1/3 constitucional; 2 – RESPOST 4) férias proporcionais + 1/3 constitucional.

Outros tipos de Iniciais Trabalhistas

Além da Reclamação Trabalhista pelo procedimento ordinário com fundamento no artigo 282 do CPC combinado com o artigo 840, parágrafo 1º da CLT, conforme modelo visto anteriormente, existem outros tipos de Petição Inicial que o examinador pode pedir na 2ª Fase da OAB:

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1)

Reclamação

trabalhista

pelo

procedimento

sumaríssimo,

com

fundamento no artigo 282 do CPC combinado com o artigo 852-A da CLT. - Algumas observações a respeito desse procedimento: a) O valor da causa não pode exceder 40 vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da Reclamação; b) Não podem estar no pólo passivo de ações com esse tipo de procedimento: a Administração Pública Direta, Autarquias e Fundações; c) O pedido tem que ser certo e determinado, com o valor correspondente (ou seja, não pode ser usado “a apurar”, tem que especificar os valores); d) Não cabe citação por edital, incumbindo o autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado; e) A falta de pedido certo e determinado e da indicação de nome e endereço da Reclamada importa no arquivamento da reclamação e condenação do Reclamante ao pagamento de custas sobre o valor da causa;

Exemplo: Imagine que o empregador tenha determinado que o reclamante cumprisse o aviso prévio em domicílio e que em razão disso as verbas rescisórias só foram pagas após 30 dias da comunicação da dispensa imotivada. Ademais, o valor das verbas que serão postuladas não excedem a 40 salários mínimos:

Modelo de Reclamação Trabalhista pelo Procedimento Sumaríssimo:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

QUALIFICAÇÃO DO RECLAMANTE ¹, por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor RECLAMAÇÃO TRABALHISTA, pelo rito (ou procedimento) sumaríssimo, com fulcro no artigo 852-A, da CLT combinado com artigo 282 do CPC, em

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face de QUALIFICAÇÃO DO RECLAMADO ³, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – DO CONTRATO DE TRABALHO O Reclamante foi contratado pela da Reclamada em

__/__/____ (colocar a data se o problema fornecê-la, senão colocar apenas “(data de admissão”), para exercer a função de _______ (se o problema não fornecer o dado colocar “_________”), tendo sido dispensado em __/__/____ (mesma observação da data de admissão) sem justa causa, ocasião em que percebia a remuneração de R$ _________ (___________), por mês (ou qualquer outra forma de pagamento).

II – DO AVISO PRÉVIO “CUMPRIDO EM CASA”

O Reclamante foi dispensado sem justa causa em __/__/____ pelo empregador e ainda determinou que o mesmo cumprisse o aviso prévio em casa. As verbas rescisórias foram pagas após 30 dias da comunicação da dispensa.

O aviso prévio cumprido em casa equivale ao aviso indenizado e com efeito deve ser pago em até 10 dias da comunicação dispensa, nos termos do artigo 477, pargrafo 6 e 8, da CLT, conforme Orientação Jurisprudencial nº 14 da SDI-1 do TST.

Portanto, o Reclamante é credor da multa do artigo 477, parágrafo 8º, da CLT, eis que as verbas rescisórias foram pagas fora do prazo legal.

III – DOS PEDIDOS Diante do exposto requer o Reclamante: a) seja a Reclamada condenada ao pagamento da multa do artigo 477, parágrafo 8º da CLT ________________________________R$ (colocar o valor da multa. NÃO COLOCAR “A APURAR”). b) juros e correção monetária; c) os benefícios da Justiça Gratuita, por ser o Reclamante pessoa pobre na acepção jurídica do termo (somente pode pedir os benefícios da Justiça Gratuita se o problema mencionar de alguma forma que o Reclamante não tem condições de arcar com as custas do processo);

V – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal da Reclamada, nos termos da Súmula 74 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

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Requer, ainda, a notificação postal da Reclamada para, em querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão.

Requer, por fim, seja a presente ação julgada totalmente procedente, condenando a Reclamada à integralidade dos pedidos, além de suportar as custas e demais ônus advindos do processo.

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (__________) (tem que ser menor que 40 salários mínimos para se adequar ao rito, se o problema não fornecer dados suficientes para calcular o valor da causa, colocar “menor que 40 salários mínimos para se adequar ao rito”). Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: _______________

Nome do advogado OAB/__ nº ________

2) Reclamação trabalhista visando a reintegração de dirigente sindical ou para tornar sem efeito a transferência para outro local de trabalho, diverso da contratação, com pedido de liminar, fundamentado no artigo 282 do CPC e combinado com o artigo 659, IX (transferência de empregado) ou X (reintegração de dirigente sindical), da CLT.

Modelo de Reclamação Trabalhista com pedido de liminar:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE ____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

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QUALIFICAÇÃO DO RECLAMANTE ¹, por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor RECLAMAÇÃO TRABALHISTA, com pedido de CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR, pelo rito (ou procedimento) ordinário, com fulcro no artigo 840 da CLT, combinado com o artigo 282 do CPC combinado com o artigo 659, X, da CLT em face de QUALIFICAÇÃO DO RECLAMADO ³, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – DO CONTRATO DE TRABALHO O Reclamante foi contratado aos préstimos da Reclamada em __/__/____ (colocar a data se o problema fornecê-la, senão colocar apenas “(data de admissão)”), para exercer a função de _______ (se o problema não fornecer o dado colocar “_________”), sendo dispensado em __/__/____.

II – DA ESTABILIDADE DE DIREGENTE SINDICAL (se for um dos pedidos do problema). Em __/__/____ o Reclamante se candidatou ao cargo de dirigente sindical, sendo eleito em __/__/____, mas dispensado pela Reclamada em __/__/____, mesmo sendo portador de estabilidade de dirigente sindical prevista no artigo 543, parágrafo 3º, da CLT. Portanto, deve o Reclamante ser reintegrado aos quadros da Reclamada para que volte a exercer sua função de dirigente sindical, defendendo os interesses dos trabalhadores da empresa.

III – DA CONCESSÃO DA MEDIDA LIMINAR Requer o Reclamante seja concedida a presente medida liminar, pois presentes os pressupostos para sua concessão:

a) Do “fumus boni iuris” (provável existência de um direito)

O Reclamante foi eleito dirigente sindical, sendo, portanto, portador da estabilidade do artigo 543, parágrafo 3º, da CLT, devendo ser reintegrado ao emprego conforme lhe garante o artigo 659, X, do mesmo diploma consolidado, o que configura o “fumus boni iuris”.

b) Do “periculum in mora” (o perigo de dano irreparável que a demora trará) Como dirigente sindical o Reclamante defende o interesse dos empregados para prevenir ilegalidades cometidas pela empresa contra os direitos de seus trabalhadores, configurando o perigo da demora da sua reintegração nos quadros da mesma.

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Do exposto é a presente para requerer a suspensão dos efeitos do afastamento/dispensa ou suspensão do Reclamante e determinar a sua imediata reintegração.a concessão da liminar (ou a suspensão dos efeitos da transferência do Reclamante, e determinar sua permanência no estabelecimento acima mencionado).

VI – DOS PEDIDOS Diante do exposto requer o Reclamante: a) seja determinada a nulidade do (afastamento, dispensa, ou suspensão ou transferência) do Reclamante, sendo determinada (sua reintegração no serviço ou que o Reclamante permaneça no estabelecimento da Reclamada). b) juros e correção monetária; c) os benefícios da Justiça Gratuita, por ser o Reclamante pessoa pobre na acepção jurídica do termo (somente pode pedir os benefícios da Justiça Gratuita se o problema mencionar de alguma forma que o Reclamante não tem condições de arcar com as custas do processo);

V – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal da Reclamada, nos termos da Súmula 74 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

Requer, ainda, a notificação postal da Reclamada para, em querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão.

Requer, por fim, seja a presente ação julgada totalmente procedente, condenando a Reclamada à integralidade dos pedidos, além de suportar as custas e demais ônus advindos do processo.

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (__________) (depende do rito). Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: _____________________

Nome do advogado OAB/__ nº ________

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3) Reclamação trabalhista com pedido de Tutela Antecipada, com fundamento nos artigos 840, parágrafo 1º, da CLT combinado com os artigos 282 e 273 do CPC. Para obter a antecipação dos efeitos da tutela é preciso que a parte demonstre a existência dos requisitos do artigo 273 do CPC para conseguir o bem tutelado antes do final do processo. Assim, deverá apresentar prova inequívoca da verossimilhança da alegação e que demosntrar fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação (artigo 273, I); ou que além da prova inequívoca da verossimilhança da alegação, fique caracterizado o abuso do direito de defesa ou manifesto ato protelatório do réu (artigo 273, II); ou quando um ou mais pedidos ou parcelas deles mostrar-se incontroverso (artigo 273, parágrafo 6º). Obs.: A tutela poderá ser parcial ou total e poderá ser revogável a qualquer tempo.

Modelo de Reclamação Trabalhista com pedido de Tutela Antecipada:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE ____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

QUALIFICAÇÃO DO RECLAMANTE ¹, por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor RECLAMAÇÃO TRABALHISTA, com pedido de CONCESSÃO DE TUTELA ANTECIPADA, pelo rito (ou procedimento) ordinário, com fulcro no artigo 840 da CLT, combinado com o artigo 282 do CPC combinado com o artigo 273 do CPC, em face de QUALIFICAÇÃO DO RECLAMADO (ou RÉU) ³, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – DO CONTRATO DE TRABALHO 50

O Reclamante (ou Autor) foi contratado aos préstimos da Reclamada (ou Ré) em __/__/____ (colocar a data se o problema fornecê-la, senão colocar apenas “(data de admissão)”), para exercer a função de _______ (se o problema não fornecer o dado colocar “_________”), tendo sido dispensado em __/__/____ (mesma observação da data de admissão) por justa causa (ou qualquer outro motivo da demissão), ocasião em que percebia a remuneração de R$ _________ (___________) (escrever o valor em números e depois por extenso – se o problema não fornecer o dado colocar “RS_______”) por mês (ou qualquer outra forma de pagamento).

II – DA TUTELA ANTECIPADA (Retirar do enunciado do problema as informações que caracterizem o cabimento da tutela antecipada – ver comentários na letra “b” acima).

Nesta monta requer o Reclamante (ou Autor) se digne Vossa Excelência a conceder a antecipação dos efeitos da tutela (ou tutela antecipada), objetivando seja (por exemplo) a Reclamada condenada ao pagamento imediato da parte incontroversa, nos termos do supra alegado.

VI – DOS PEDIDOS Diante do exposto requer o Reclamante (ou Autor): a) seja concedida a tutela antecipa (ou sejam antecipados os efeitos da tutela); b) seja a Reclamada compelida a pagar (colocar o pedido do enunciado – se o pedido era antecipar os efeitos da tutela para pagamento da parte incontroversa, que seja esse o pedido formulado); c) juros e correção monetária; d) os benefícios da Justiça Gratuita, por ser o Reclamante pessoa pobre na acepção jurídica do termo (somente pode pedir os benefícios da Justiça Gratuita se o problema mencionar de alguma forma que o Reclamante não tem condições de arcar com as custas do processo);

V – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal da Reclamada, nos termos da Súmula 74 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

Requer, ainda, a notificação postal da Reclamada para, em querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão.

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Requer, por fim, seja a presente ação julgada totalmente procedente, condenando a Reclamada à integralidade dos pedidos, além de suportar as custas e demais ônus advindos do processo.

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (__________) (depende do rito). Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: __________________

Nome do advogado OAB/__ nº ________

4) Caso o enunciado do problema informe que o empregador tenha praticado um ato considerado pela CLT como falta grave, como advogado do empregado o candidato deve propor uma Reclamação Trabalhista com pedido de rescisão indireta do contrato de trabalho, com fundamento nos artigos 840, parágrafo 1º da CLT combinado com o artigo 282 do CPC (não esquecer de utilizar o artigo 483 da CLT para fundamentar o motivo que gerou a rescisão indireta).

Modelo de Rescisão Indireta do Contrato de Trabalho:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE ____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

QUALIFICAÇÃO DO RECLAMANTE ¹, por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor RECLAMAÇÃO TRABALHISTA, pelo rito (ou procedimento) ordinário, com fulcro no artigo 840, da CLT combinado com artigo 282 do CPC, em face de QUALIFICAÇÃO DO RECLAMADO ³, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

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I – DO CONTRATO DE TRABALHO O Reclamante foi contratado aos préstimos da Reclamada em __/__/____ (colocar a data se o problema fornecê-la, senão colocar apenas “(data de admissão)”), para exercer a função de _______ (se o problema não fornecer o dado colocar “_________”), percebendo a remuneração de R$ _________ (___________) (escrever o valor em números e depois por extenso – se o problema não fornecer o dado colocar “RS_______”) por mês (ou qualquer outra forma de pagamento).

II – DA RESCISÃO INDIRETA Primeira Caixa: deve-se falar o porquê do pedido, sua fundamentação jurídica e, por fim, o pedido. (Contar uma estória inicial, conforme o Enunciado do problema, que remeterá a uma das alíneas do artigo 483 da CLT); ..... Conforme supra exposto, requer o Reclamante seja

reconhecida a rescisão indireta de seu contrato de trabalho com fulcro na alínea (colocar a alínea em que a rescisão indireta esta sendo fundamentada) do artigo 483 da CLT, bem como seja a Reclamada condenada ao pagamento das conseqüentes verbas rescisórias devidas.

III – DOS PEDIDOS Diante do exposto requer o Reclamante: a) seja reconhecida a rescisão indireta de seu contrato de trabalho; b) seja a Reclamada condenada a pagamento das seguintes verbas rescisórias: saldo de salário, aviso prévio indenizado, 13º salário proporcional, férias simples e proporcionais + 1/3 constitucionais, FGTS + multa de 40%, bem como seja a Reclamada condenada à entrega do termo de rescisão do contrato e das guias de seguro desemprego ou indenização equivalente

............................................................................................. à apurar; c) juros e correção monetária; c) os benefícios da Justiça Gratuita, por ser o Reclamante pessoa pobre na acepção jurídica do termo (somente pode pedir os benefícios da Justiça Gratuita se o problema mencionar de alguma forma que o Reclamante não tem condições de arcar com as custas do processo);

V – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal da Reclamada, nos termos da Súmula

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74 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

Requer, ainda, a notificação postal da Reclamada para, em querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão.

Requer, por fim, seja a presente ação julgada totalmente procedente, condenando a Reclamada à integralidade dos pedidos, além de suportar as custas e demais ônus advindos do processo.

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (__________).

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: _______________

Nome do advogado OAB/__ nº ________

5) Inquérito para Apuração de Falta Grave, com fundamento nos artigos 853 da CLT combinado com o artigo 282 do CPC. Procedimento disposto nos artigos 853 a 855 da CLT, utilizado para dispensar empregado portador de estabilidade que comete falta grave (artigo 493 e 494 da CLT), que é a pratica de qualquer dos atos a que se refere o artigo 482 da CLT, que por sua repetição ou natureza, representem séria violação dos deveres e obrigações do empregado. Podem ser ouvidas até 06 testemunhas para cada lado. Valor da causa antes era de 6 (seis) vezes o maior salário mensal do empregado (artigo 789, § 3° , “d” e § 4° da CLT), co ntudo após a entrada em vigor da Lei Federal nº 10.537/02 essa determinação foi expressamente revogada, passando a inexistir a obrigação de fazer constar um valor específico na ação de Inquérito, ficando a critério livre do advogado dar a causa o valor que entender devido. Prazo decadencial é de 30 dias, a contar da suspensão do empregado. Suspenso o empregado e não proposto o inquérito nos 30 dias, o empregado poderá requerer a reintegração no emprego.

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Modelo de Inquérito para Apuração de Falta Grave:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE ____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

QUALIFICAÇÃO DA EMPRESA REQUERENTE ³, por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor INQUÉRITO JUDICIAL PARA APURAÇÃO DE FALTA GRAVE, pelo rito ESPECIAL, com fulcro no artigo 853, da CLT combinado com artigo 282 do CPC, em face de QUALIFICAÇÃO DO REQUERIDO ¹, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – DO CONTRATO DE TRABALHO O Requerido foi contratado aos préstimos da Requerente (porque o I.A.F.G. é uma ação trabalhista movida pela Empresa em face ao Empregado) em __/__/____ (colocar a data se o problema fornecê-la, senão colocar apenas “(data de admissão)”), para exercer a função de _______ (se o problema não fornecer o dado colocar “_________”), percebendo a remuneração de R$ _________ (___________) (escrever o valor em números e depois por extenso – se o problema não fornecer o dado colocar “RS_______”) por mês (ou qualquer outra forma de pagamento), sendo imediatamente suspenso em (colocar a data se o problema mencionar)

II – DA FALTA GRAVE Primeira Caixa: deve-se falar o porquê do pedido, sua fundamentação jurídica e, por fim, o pedido. O Requerido é portador da estabilidade de (escrever o tipo de estabilidade) disposta no artigo (colocar a disposição legal – A Jurisprudência é pacífica que não é cabível no caso de gestante, acidentado do trabalho e doente profissional).

No entanto, (colocar a falta grave cometida pelo empregado e sua fundamentação), ocasionando a sua suspensão nos termos do artigo 853 da CLT para apuração da falta cometida.

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Portanto, é a presente para apurar a falta grave cometida pelo Requerido, justificando, assim, a rescisão por justo motivo de seu contrato de trabalho, que é o que se pretende ao final deste.

III – DO CABIMENTO DO INQUÉRITO Segundo dispõe o artigo 853 da CLT é medida inicial para a contagem do prazo para a interposição do Inquérito para Apuração de Falta Grave a suspensão imediata do empregado, conforme atitude tomada pela Requerida, como supra demonstrado.

Como demonstrado, a Requerente, dentro do prazo previsto em lei de 30 (trinta) dias, ajuizou o presente Inquérito para apurar a falta grave com o escopo de ver declarada a rescisão do contrato de trabalho do Requerido por justo motivo.

IV – DOS PEDIDOS Diante do exposto requer a Requerente, se digne Vossa Excelência, a reconhecer a rescisão do contrato de trabalho do Requerido por justa causa, conforme fatos e fundamentos de direito aduzidos.

V – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal do Requerido, nos termos da Súmula 74 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

Requer, ainda, a notificação postal do Requerido para, em querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão.

Requer, por fim, seja a presente ação julgada totalmente procedente, condenando a Requerido à integralidade dos pedidos, além de suportar as custas e demais ônus advindos do processo.

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (__________).

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: ___________________

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Nome do advogado OAB/___ nº _________

6) Ação Cautelar, com fundamento no artigo 796 e seguinte do CPC. A petição inicial deve obedecer aos requisitos do artigo 801 do CPC. A ação principal deverá ser proposta em trinta dias a contar da data da efetivação da medida cautelar, quando esta for concedida em procedimento preparatório (artigo 806 CPC). A Cautelar difere-se da Tutela Antecipada principalmente por seus

fundamentos. Enquanto que na Tutela Antecipada deve-se observar o artigo 273 do CPC, conforme já mencionado, na Cautelar é necessário a comprovação dos pressupostos: “fumus boni iuris” e periculum in mora”, para que se obtenha a satisfação da medida. A Cautelar assegura o resultado prático do processo e a viabilidade da realização do direito afirmado pelo autor (não concede de forma antecipada o provimento jurisdicional pleiteado pelo autor – como ocorre na Tutela antecipada). As medidas cautelares podem ser revogadas a qualquer momento, diferente das Tutelas Antecipadas que só podem se revogadas ao final do processo na sentença. Na Justiça do Trabalho a cautelar pode ser ajuizada nos seguintes casos:

Hipótese

Cautelar cabível

Disposição Legal

Pedido

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a) devedor sem domicílio certo e que tenta ausentar-se, ou que tenta alienar bens que possui, ou que deixa de pagar a obrigação no prazo estipulado. b) tendo domicílio, o devedor: -se ausenta ou tenta ausentarse furtivamente; -registrando-se sua insolvência, aliena ou tenta alienar bens que possui; -contrai ou tenta contrair dívidas extraordinárias; -comete o tenta cometer outro artifício fraudulento a fim de lesar credores ou frustrar a execução. c) tendo imóveis, o devedor pretenda aliená-los, hipotecálos, dá-los em anticrese, sem ficar com bens suficientes para o pagamento da dívida. Mesmas hipóteses anteriores, mas versando sobre o bem objeto da demanda ajuizada.

Artigos 813 a 821 do CPC

ARRESTO É necessário: -prova literal da dívida líquida e certa; -prova documental ou justificação dos casos citados no artigo 813 do CPC

Assim, pretende o autor a concessão da presente Cautelar de Arresto do bem (descrever um bem certo) ou outros bens tantos quanto forem necessários para a satisfação do crédito.

SEQUESTRO

Artigos 822 a 825 do CPC

Desta forma, pretende o Autor a devolução do mostruário que se encontra em poder do Réu. O Autor pretende ajuizar Reclamação Trabalhista, requerendo adicional de insalubridade. Para tanto, faz-se necessária a realização imediata da perícia no local de trabalho do Autor, sob pena se não ser possível realizá-la no futuro.

Quando houver justo receio de que no tempo da instrução a prova não possa ser produção (tanto prova documental, como pericial ou testemunhal, seja por moléstia grave ou em razão da idade, ou por desativação de um setor, por exemplo).

PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS

Artigos 846 a 851 do CPC

Quando se pretende sejam apresentados documentos, coisas móveis ou escrituras contábeis, nas quais há interesse jurídico, mas que se encontram em poder de terceiros ou da outra parte.

EXIBIÇÃO

Artigos 844 a 845 do CPC

Pretende o Autor que a Empresa-Ré exiba os documentos pleiteados

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Quando se pretende justificar a existência de algum fato ou relação jurídica, seja para simples documento e sem caráter contencioso, seja para servir de prova em Processo.

JUSTIFICAÇÂO

Artigos 861 a 866 do CPC

Pretende o Autor a justificação do tempo de serviço anterior ao registrado pela Empresa-Ré.

Quando uma das partes, no curso do processo: -viola a penhora, arresto, seqüestro ou imissão na posse; -pratica qualquer outra inovação ilegal no estado de fato.

ATENTADO

Artigos 879 a 881 do CPC

Assim, pretende o Autor que a Ré abstenha-se de praticar tais atos, repondo os bens em seu estabelecimento, sob pena de multa diária a ser fixada por este Meritíssimo Juízo. Assim pretende a concessão de ordem judicial ordenando a busca e apreensão Que o juízo ordene a notificação do réu

Quando uma das partes pretende obter um objeto em poder de outra Quando uma das partes necessita de registrar formalmente uma determinada situação .

BUSCA E APREENSÃO

Artigos 839 a 843 do CPC

PROTESTO NOTIFICAÇÃO INTERPELAÇÃO

Artigos 867 a 873 do CPC

ATENÇÃO: Da sentença proferida na ação cautelar cabe recurso ordinário para o TST.

Modelo de Ação Cautelar:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)
*

QUALIFICAÇÃO DO SINDICATO , por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras escritório na ², vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor AÇÃO CAUTELAR DE PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS, pelo rito especial, com pedido de liminar, com fulcro no artigo 796 combinado com o artigo Nome completo do Sindicato, inscrito no CNPJ/MF sob o nº, com sede na Rua, nº, Bairro, Cidade, Estado, CEP 59
*

846 do CPC, em face de QUALIFICAÇÃO DA EMPRESA ³, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzidos.

I – DA REPRESENTATIVIDADE DA CATEGORIA (pode dar outro título, esse é só um exemplo)

O Autor é sindicato representativo da categoria (mencionar a categoria se o enunciado trazer essa informação), atuante na região (colocar o nome da região de o enunciado mencioná-la), sendo legítima sua atuação para defender os interesses de seus associados.

II – DA PRODUÇAO ANTECIPADA DE PROVAS

Primeira Caixa: deve-se falar o porquê do pedido de horas extra, sua fundamentação jurídica e, por fim, o pedido. Segundo informações de seus associados a Ré (ou

Reclamada) está (colocar a estória que o enunciado traz, exemplo: removendo máquinas produtoras do galpão ta, para que o mesmo possa ser demolido para dar espaço a um estacionamento). Com isso, tem o Autor justo receio de que com a provável (no exemplo dado acima: “desativação do galpão”), não possam mais ser realizadas perícias no local para averiguação das condições de trabalho e os riscos proporcionados.

Requer, portanto, nos termos e fundamento do artigo 849 do CPC, que Vossa Excelência se digne a conhecer a presente e ordenar a produção antecipada da prova (no caso, “pericial”), pois pretende o Autor promover a defesa de seus associados pleiteando adicional de insalubridade ou periculosidade que serão averiguados em perícia ora requerida, conforme disposto no artigo 195, parágrafo 2º da CLT, sob pena de não poder ser realizada no momento processual adequado.

III – DOS PRESSUPOSTOS DA AÇÃO CAUTELAR Requer o Autor seja concedida a medida pleiteada, pois presentes os pressupostos para a sua concessão:

a) Do “fumus boni iuris” (provável existência de um direito) Conforme supra mencionado o Autor pretende ajuizar ação (ou Reclamação) Trabalhista pleiteando, entre outros direitos, o adicional de insalubridade ou periculosidade em favor de seus associados que laboram no local, que, conforme o artigo 195, parágrafo 2º, da CLT, precisa passar por uma perícia para ser averiguado o direito aos adicionais, configurando, assim, o “fumus boni iuris”.

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b) Do “periculum in mora” (o perigo de dano irreparável que a demora trará) Com a... (“desativação do galpão”), a perícia que será requerida posteriormente em decorrência das ações que serão ajuizadas pelo Autor, não poderá ser realizada no momento processual adequado, pois... (“o local de trabalho não estará mais em funcionamento”), prejudicando a análise das condições de trabalho e dos riscos das atividades ali efetuadas, o que configura o “periculum in mora”.

IV – DOS PEDIDOS Diante do exposto requer o Autor seja concedida a presente medida cautelar de produção antecipada de prova para que possa ser realizada no... (“galpão”) a perícia necessária para constatação ou não de atividade insalubre ou perigosa no local de trabalho. V – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal da Reclamada, nos termos da Súmula 74 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

Requer, ainda, a notificação postal da Reclamada para, em querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão.

Requer, por fim, seja a presente ação julgada totalmente procedente conforme supra aduzido.

Protesta pelo ajuizamento da ação principal em 30 (trinta) dias nos termos do artigo 806 do CPC (porque ela é preparatória).

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (__________).

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: _________________________

Nome do advogado OAB/__ nº ________

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6) Ação Revisional, com fundamento no artigo 471 do CPC. No Direito do Trabalho ela é permitida, segundo o artigo 194 da CLT, quando cessar o direito ao adicional de insalubridade ou de periculosidade dos empregados, desta forma a Empresa ajuíza a Ação Revisional ao invés de simplesmente cessar o pagamento dos adicionais, o que é ilegal. O requisito da Ação Revisional é que haja uma sentença transitada em julgado condenando a Empresa ao pagamento dos adicionais de insalubridade ou periculosidade. Deve haver necessariamente uma mudança no ambiente de trabalho de forma a eliminar os riscos à saúde do trabalhador.

Modelo de Ação Revisional:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE ____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

QUALIFICAÇÃO DA EMPRESA REQUERENTE ³, por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor AÇÃO REVISIONAL, pelo rito (ou procedimento) ordinário, com fulcro nos artigos 471 e 282 do CPC, em face de QUALIFICAÇÃO DO REQUERIDO ¹, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – RESUMO DA DEMANDA ANTERIOR (Resumo do que ocorreu na demanda anterior, com a condenação da empresa, ao final, ao pagamento do adicional de insalubridade ou periculosidade). O Réu promoveu Ação Trabalhista em face da Autora em (mesmos comentários sobre a data).

A ação foi julgada procedente, condenando a Autora ao pagamento do adicional de (colocar o tipo de adicional e o percentual da condenação), transitando em julgado em (colocar a data do transito em julgado), data em que a Autora passou realizar o pagamento do adicional a que foi condenada.

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II – DAS NOVAS CONDIÇÕES DE TRABALHO (Explicar quais eram as condições de trabalho quando houve a condenação da empresa ao pagamento do adicional e como está o ambiente de trabalho após as mudanças realizadas e a conseqüente eliminação do agente de risco à saúde do empregado). Na época da condenação da Autora ao pagamento do adicional (colocar o tipo de adicional) o Réu laborava, e ainda labora, no setor de (colocar o setor foi fornecido pelo enunciado do problema), onde se utilizava como (por exemplo: “combustível o gás hidrogênio”). O setor passou por recentes mudanças, principalmente quanto à composição do combustível utilizado na produção, passando a ser utilizado o (por exemplo: “GLP - Gás Liquefeito de Petróleo”).

Por esta razão é que pretende a Autora a revisão da ação trabalhista transitada em julgado que a condenou ao pagamento do adicional de (colocar o tipo de adicional), nos termos do artigo 194 da CLT, pois as mudanças realizadas no setor em que o Réu labora proporcionaram a eliminação do agente de risco à saúde dos empregados.

III – DO CABIMENTO DA REVISIONAL Sendo certo que o adicional de (colocar o tipo de adicional) foi concedido por força de sentença jurídica continuada e que essa relação jurídica sofreu profunda modificação com a reforma do setor de trabalho do Réu, deixa de existir condições que sustentam a sentença revisanda, sendo a presente Ação Revisional o instrumento processual adequado para afastar o pagamento do adicional referido.

IV – DOS PEDIDOS Diante do exposto requer a Autora: a) a revisão da decisão proferida nos Autos do Processo nº _____ desta Vara, conforme o supra alegado; b) a extinção da obrigação do pagamento do adicional de (colocar o tipo de adicional). (Não esquecer de fazer os dois pedidos: revisão da sentença e extinção da obrigação).

V – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal do Réu, nos termos da Súmula 74 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

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Requer, ainda, a notificação postal do Réu para, em querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão.

Requer, por fim, seja a presente ação julgada totalmente procedente, conforme fatos e fundamentos alegados.

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (__________).

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: _______________________

Nome do advogado OAB/___ nº _________

7) Ação de Consignação em Pagamento, com fundamento no artigo 890 e seguintes do CPC. É proposta pelo devedor em face do credor para extinguir a obrigação de entregar determinada quantia ou coisa. Pode ser ajuizada na Justiça do Trabalho, por aplicação subsidiária do CPC, como permite o artigo 769 da CLT, por exemplo, pelo empregador para depósito das verbas rescisórias, evitando que se constitua em mora e impedindo a aplicação da multa do artigo 477, parágrafo 8º da CLT.

Modelo de Ação de Consignação em Pagamento:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

QUALIFICAÇÃO DA EMPRESA ³, por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO, pelo rito ESPECIAL, com 64

fulcro no artigo 890 e seguintes do CPC, em face de QUALIFICAÇÃO DO EMPREGADO ¹, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – DO CONTRATO DE TRABALHO O Réu foi contratado aos préstimos da Autora em __/__/____ (colocar a data se o problema fornecê-la, senão colocar apenas “(data de admissão)”), para exercer a função de _______ (se o problema não fornecer o dado colocar “_________”), tendo sido dispensado em __/__/____ (mesma observação da data de admissão) sem justo motivo, ocasião em que percebia a remuneração de R$ _________ (___________) (escrever o valor em números e depois por extenso – se o problema não fornecer o dado colocar “RS_______”) por mês (ou qualquer outra forma de pagamento).

II – DA MORA DO EMPREGADO Primeira Caixa: deve-se falar o porquê do pedido de horas extra, sua fundamentação jurídica e, por fim, o pedido. Ao ser dispensado sem justo motivo, o Empregado recebeu aviso prévio indenizado, sendo informado que deveria comparecer à sede da Autora em dez dias para o recebimento de suas verbas rescisórias.

No entanto, na data estipulada, o Réu não compareceu na empresa, razão pela qual requer a Autora sejam consignados os valores referentes às verbas rescisórias discriminadas a seguir: (discriminar as verbas rescisórias devidas)

Portanto, requer seja a presente conhecida, evitando que se constitua em mora a Autora impedindo a aplicação da multa do parágrafo 8º, do artigo 477, da CLT. III – DOS PEDIDOS Diante do exposto requer a Autora: a) o depósito da quantia de R$ (colocar o valor se o enunciado fornecer essa informação) referente ao pagamento das verbas rescisórias devidas; b) a extinção da obrigação do pagamento das verbas rescisórias;

IV – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal do Réu, nos termos da Súmula 74 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

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Requer, ainda, a notificação postal do Réu para, em querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão.

Requer, por fim, seja a presente ação julgada totalmente procedente com a conseqüente extinção da obrigação da Autora.

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (valor consignado).

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: ____________________

Nome do advogado OAB/__ nº ________

8) Ação Monitória, com fundamento no artigo 1.102a do CPC. Essa ação de rito especial também tem aplicação subsdiária ao processo do trabalho e objetiva uma cognição sumária visando a formação de um título executivo, sem a demora do andamento processual comum. A condição específica para a propositura dessa ação é a posse de uma prova escrita de uma dívida, sem eficácia de título executivo.

Modelo de Ação Monitória:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

QUALIFICAÇÃO DO AUTOR ¹, por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor AÇÃO MONITÓRIA, pelo rito ESPECIAL, com fulcro no artigo 1.102a e

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seguintes do CPC, em face de QUALIFICAÇÃO DO RÉU ³, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – DO CONTRATO DE TRABALHO O Réu foi contratado aos préstimos da Autora em __/__/____ (colocar a data se o problema fornecê-la, senão colocar apenas “(data de admissão)”), para exercer a função de _______ (se o problema não fornecer o dado colocar “_________”), tendo sido dispensado em __/__/____ (mesma observação da data de admissão) sem justo motivo, ocasião em que percebia a remuneração de R$ _________ (___________) (escrever o valor em números e depois por extenso – se o problema não fornecer o dado colocar “RS_______”) por mês (ou qualquer outra forma de pagamento).

II – DO TÍTULO SEM FORÇA EXECUTIVA Primeira Caixa: deve-se falar o porquê do pedido de horas extras, sua fundamentação jurídica e, por fim, o pedido. (Contar uma estória como a descrita no enunciado do problema). Portanto, é a presente para ver constituída como título executivo o compromisso ajustado entre as partes e a conseqüente condenação da Reclamada ao pagamento do mesmo.

III – DOS PEDIDOS Diante do exposto requer o Autor: a) a expedição de mandado de pagamento da importância de R$ ______ (_________), no prazo de quinze dias; b) juros e correção monetária sobre o montante a ser pago; c) caso não haja interposição de embargos, que seja constituído título executivo judicial, convertendo-se o mandado inicial em mandado executivo, na forma dos artigos 646 a 729 do CPC.

V – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal da Reclamada, nos termos da Súmula 74 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

Requer, ainda, a notificação postal da Reclamada para, em querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão.

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Requer, por fim, seja a presente ação julgada totalmente procedente, condenando a Reclamada à integralidade dos pedidos, além de suportar as custas e demais ônus advindos do processo.

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (valor da dívida).

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: _________________________

Nome do advogado OAB/__ nº ________

9) Mandado de Segurança, com fundamento na Lei 12.016/09 e artigo 5º, LXIX da CF. É o remédio constitucional para a proteção de direito líquido e certo não aparado por habeas corpus ou habeas data, em face de lesão ou ameaça de lesão a direito, por ato de autoridade praticado com abuso de poder (artigo 5º, LXIX, da CF). A autoridade coatora poderá ser o Juiz do Trabalho, o Diretor de Secretaria, o Oficial de Justiça ou qualquer outro funcionário da Justiça do Trabalho que tenha violado direito líquido e certo de outrem. Poderá ainda ser o Presidente, Superintendente, Diretor ou qualquer outro cargo de direção de empresas públicas, sociedades e outras entidades administrativas que explorem atividade econômica (Banco do Brasil, Petrobrás) nos dissídios entre empregadores e empregados. A competência originária para apreciação do Mandado de Segurança é do Tribunal Regional do Trabalho. Contra ato de juízes e funcionários do Tribunal Regional do Trabalho será competente o Tribunal Superior do Trabalho. Contra atos dos Ministros do próprio Tribunal Superior do Trabalho será de competência da Seção Especializada em Dissídios Coletivos ou pela Seção Especializada em Dissídios Individuais, dependendo do processo onde ocorram. NOVIDADE: Diante da atual redação do artigo 114 da CF, o mandado de segurança contra o ato do Fiscal do Trabalho deve ser impetrado na Justiça do Trabalho e nesse caso, a competência será da Vara do Trabalho.
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Jamais inicial uma petição inicial sem antes verificar cautelosamente a competência funcional. O prazo para ajuizamento do MS é de 120 dias contados a partir da ciência do ato ilegal praticado pela autoridade coatora.

Modelo de Mandado de Segurança:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA ___ REGIÃO.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

QUALIFICAÇÃO DO ADVOGADO ¹, em causa própria, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência impetrar MANDADO DE SEGURANÇA, pelo rito (ou procedimento) especial, com fulcro no artigo 5º, LXIX da CF combinado com as disposições da Lei 12.016/09, em face da AUTORIDADE COATORA., pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – DO RESUMO DO OCORRIDO O Impetrante tem escritório de advocacia na ², estando devidamente registrado na OAB/__ sob o nº___, exercem os atos próprios de sua atividade, nos termos da 8.906/94. Em (colocar a data de o enunciado informar) o Impetrante requereu ao Diretor da __ Vara do Trabalho da ________ a retirada dos Autos do Processo nº _______ em carga, o que lhe foi negado.

O pedido foi feito por escrito e diretamente ao Meritíssimo Juízo da correspondente Vara, também sendo negado sob a alegação de que a referida carga causa atrapalha o funcionamento da Secretaria.

II – DO ATO ABUSIVO Pelo exposto, entende ser o ato cometido pelo Meritíssimo Juiz impetrado arbitrário, não lhe possibilitando retirar autos para vistas fora do Cartório.

III – DOS PEDIDOS Diante do exposto requer o Impetrante:

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a) o deferimento liminar da autorização para a retirada em carga de autos pelo Impetrante atingido pelo ato abusivo e ilegal cometido; b) a expedição de oficio à Corregedoria do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho desta __ Região; c) a expedição de oficio à Secretaria da __ Vara do Trabalho da Comarca de _______ para que cesse a infringência às disposições da Lei 8.906/94.

V – DOS REQUERIMENTOS (Não há produção de provas no Mandado de Segurança, as provas devem ser feitas de plano, portanto não se pede produção de provas, exceto a eventual juntada de documentos).

Requer a notificação da autoridade coatora para que preste suas informações no prazo de 10 dias.

Requer, por fim, a concessão definitiva da segurança para restaurar a legalidade no objeto desta impetração.

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (__________).

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: __________________

Nome do advogado OAB/__ nº ________

10) Habeas Corpus, com fundamento no artigo 5º, LXVIII, da CF. Trata-se de um remédio constitucional para proteger a liberdade de locomoção da pessoa. Na Justiça do Trabalho foi utilizado em razão da prisão de depositário infiel, mas, atualmente, é utilizado em caso de prisão de testemunha que comete perjúrio ou até mesmo em caso de desobediência à ordem judicial. A competência para ajuizamento é do Tribunal Regional do Trabalho, fazendo para de sua competência originária. É uma peça absolutamente informal em decorrência disso, sendo que os únicos requisitos da peça são:
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- a qualificação do advogado impetrante; - o nome da pessoa que sofre ou está na ameaça de sofrer violência ou coação (cujo nome técnico é PACIENTE), e o de quem exercer a violência, coação ou ameaça; - declaração da espécie de constrangimento ou, em caso de simples ameaça de coação, as razões em que fundar seu temor; - a assinatura do impetrante, ou de alguém a seu rogo, quando não souber ler ou não puder escrever, e a designação das respectivas residências. Todavia, no caso do exame de ordem, devemos obedecer os requisitos do artigo 282, do CPC, combinado com os artigos 647 a 667, do CPP.

11) Ação Rescisória, com fundamento no artigo 485 e incisos, do CPC. Serve para desconstituir ou anular uma decisão de mérito, transitada em julgado. Visa a alteração de um estado jurídico existente. Não é qualquer coisa julgada que enseja a ação rescisória, mas somente aquela decisão de mérito, capaz de fazer coisa julgada material. A sentença de mérito transitada em julgado pode ser rescindida, nos termos taxativos dos incisos do artigo 485 do CPC, isto é, deve ser fundamentada (enquadrada) em pelo menos um dos incisos do artigo 485 do CPC. Na Justiça do Trabalho, a Ação Rescisória é de competência originária dos Tribunais e deve ser proposta no prazo de 2 anos, contados do dia do transito em julgado da última decisão, seja de mérito ou não, proferida na processo que de pretende rescindir. Além disso, o requerente deve realizar o depósito prévio, no importe de 20% do valor da causa, salvo nos casos de concessão de justiça gratuita, de acordo com o artigo 836 da CLT.

EXEMPLO: Imagine uma ação proposta por um empregado em face de seu empregador pleiteando diversas verbas de natureza trabalhista. No entanto, o juiz tenha acolhito a prescrição bienal e com efeito extinto o processo sem resolução do mérito. Não obstante, o enunciado do problema também informa que o reclamante tinha menos de 18 anos anos quando ajuizou a reclamação e peça para o candidato tomar a medida cabível.

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Se não transitou em julgado o candidato deve interpor um recurso ordinário, mas, se hover ocorrido o transito em julgado, não resta outra coisa a fazer senão ingressar com uma ação rescisória, conforme o modelo abaixo.

Modelo de Ação Rescisória:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA ___ REGIÃO.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

QUALIFICAÇÃO DO AUTOR ¹, por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor AÇÃO RESCISÓRIA, pelo rito (ou procedimento) especial, com fulcro nos artigos 485, inciso V e 282 do CPC, em face de QUALIFICAÇÃO DO RÉU ³ , pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – RESUMO DO PROCESSO RESCINDENDO O Autor promoveu Ação Trabalhista em face da Empresa Ré, distribuída em (colocar a data se mencionada no enunciado) perante a ___ Vara do Trabalho de __________, Processo nº _________, ocasião em que era menor de 18 (dezoito) anos, portando, assistido por seu representante legal, sendo seus pedidos julgados procedentes conforme sentença publicada em (colocar a data se o enunciado mencionar).

Ofertado Recurso Ordinário pela Ré a este Egrégio Tribunal Regional do Trabalho sob fundamento de (colocar o fundamento do RO, tudo conforme dados fornecidos pelo enunciado – por exemplo: “ocorrência de prescrição bienal”), a Ré teve suas pretensões acolhidas através do acórdão regional publicado em (colocar a data se fornecido este dado), que decidiu pela improcedência da ação segundo os Eméritos julgadores.

Inconformado com a respeitável decisão, o Autor interpôs Recurso de Revista ao Colendo Tribunal Superior do Trabalho, dentro do prazo legal e demonstrando o recolhimento, em reversão, das custas processuais, sendo, entretanto, negado o seguimento de seu apelo pelo Egrégio Tribunal Regional, através da publicação do despacho em (colocar a data se fornecida), sob a alegação de (por exemplo: “falta de

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enquadramento nos permissivos legais do artigo 896 da CLT”), deixando o Autor transcorrer o prazo para oferecimento de qualquer medida recursal.

II – DO DEPÓSITO PRÉVIO

Inicialmente, em cumprimento ao disposto no artigo 836 da CLT, informa o requerente que efetuou o depósito prévio, no importe de 20% do valor da causa, conforme comprova a guia de recolhimento em anexo (doc. ).

III – DO CABIMENTO DA AÇÃO RESCISÓRIA

Pretende o Autor ver rescindido o respeitável acórdão nº ____, publicado
*

em

(data

conforme

enunciado),

que

julgou

improcedente

a

reclamação

trabalhista interposto pelo Autor conforme supra mencionado, principalmente pelo Egrégio Tribunal Regional do Trabalho por não ter analisado a questão da (por exemplo: “não aplicabilidade da prescrição bienal para menores de 18 (dezoito) anos, disposta no artigo 440 da CLT”).

O venerando acórdão rescindendo indeferiu o processamento do Recurso de Revista, interposto pelo Autor, que buscava a reforma da decisão prolatada em sede de Recurso Ordinário que julgou improcedente a Ação Trabalhista proposta em face da Ré. No entanto, não houve a devida atenção ao (conforme o exemplo dado: “artigo 440 da CLT, pois à época da distribuição da Ação Trabalhista o Autor era menor de 18 (dezoito) anos, não correndo contra ele qualquer prazo prescricional”).

Assim, resta cristalino a não observância da inaplicabilidade da prescrição para o Autor haja vista sai condição de menor de idade à época da distribuição da Ação. Insta ressaltar também, que o artigo 485, inciso V do CPC estipula ser cabível a Ação Rescisória quando a sentença/acórdão rescindendo (conforme o exemplo dado) “violar literal disposição de lei”, sendo esta, decisão de mérito ou não nos termos da Súmula 100 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho.

Evidente, portanto, que o venerando acórdão rescindendo violou literal disposição de lei, bem como a respeitável decisão prolatada por este Egrégio Tribunal Regional, qual seja a do artigo 440 da CLT.

IV – DOS PEDIDOS

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Diante do exposto requer o Autor: a) a rescisão do acórdão nº ______, proferido pelos Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da ___ Região; b) o novo julgamento da lide para que seja considerada a não aplicabilidade da prescrição bienal para o Autor.

V – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal da Ré, nos termos da Súmula 74 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

Requer, ainda, a notificação postal da Ré para, em querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia.

Requer, por fim, seja a presente ação julgada procedente, com a conseqüente rescisão do acórdão rescindendo.

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (valor da condenação corrigido.

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: _________________

Nome do advogado OAB/__ nº ________

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DA FORMAS DE DEFESA NO PROCESSO DO TRABALHO

DEFESA Artigo 297 CPC

Exceções Artigo 304 CPC

Incompetência do lugar

Suspeição Ex.: juiz amigo/inimigo

Impedimento Ex.: juiz parente

Contestação

Artigo 269, IV CPC Prejudicial de mérito

Artigo 300 CPC Defesa de mérito

Artigo 301 CPC Defesa sem mérito - preliminares

Decadência

Fato modificativo Ex.: compensação he

Prescrição

Fato extintivo Ex.: pgto. he

Fato impeditivo Ex.: não fez he

Reconvenção Artigos 315 a 318 CPC

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O Código de Processo Civil, em seu artigo 297, especifica que o réu poderá oferecer a sua resposta, na forma de uma contestação, exceção ou reconvenção. Dentre essas respostas da réu, as duas primeiras são verdadeiras defesas contra as alegações do autor. Já a última é um contraataque em face do autor e portanto é uma ação própria e não uma defesa.

O artigo 847 da Consolidação das Leis do Trabalho, por outro lado, especifica que caso não haja acordo, o reclamado tem vinte minutos para aduzir sua defesa durante a audiência inicial. Esse é o tempo de duração da defesa do réu no Processo Trabalhista, que se pressupõem deva ser feita oralmente, embora na prática seja realizada por escrito e entregue ao Juiz no momento da primeira audiência.

É através da defesa indireta que o réu discute os pressupostos para o válido desenvolvimento do processo, a existência de algum defeito no processo. Pode ter efeito dilatório (exceções do artigo 304 do Código de Processo Civil) ou peremptório (preliminares do artigo 301 do Código de Processo Civil). Já a defesa indireta de mérito se dá pela alegação de preliminares do próprio mérito, como prescrição e decadência, caso em que o processo é extinto com julgamento de mérito. Por fim tem a defesa de mérito que nada mais é do que a contestação propriamente dita, ou seja, a negação dos fatos ou a alegação de fatos impeditivos, extintivos ou modificativos do direito do autor.

2.1 - EXCEÇÕES

A exceção é uma defesa contra defeitos, irregularidades ou vícios do processo que impedem seu desenvolvimento normal, não se discutindo o mérito da questão. Vem a ser uma forma de defesa indireta em que o réu, sem negar os fatos da inicial, opõe fatos extintivos ou impeditivos do processo, suspendendo o andamento do mesmo até sua resolução.

2.1.1. – Exceção de Impedimento

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Não há disposição especifica na CLT sobre as hipóteses de impedimento do juiz, pois estas somente passaram a ser previstas no Código de Processo Civil de 1973 em seu artigo 134, mas são utilizadas no Processo do Trabalho por serem compatíveis.

As causas capazes de gerar impedimento têm natureza objetiva e tipificam hipóteses de parcialidade absoluta do juiz e estão elencadas nos incisos I a VI do artigo 134 do CPC. São os casos em que o juiz participou de alguma forma do processo, sendo ele parte desde o inicio ou tornando-se depois, participando como perito, membro do MP, como testemunha de uma das partes ou como juiz em primeiro grau de jurisdição; ou quando o juiz tem alguma ligação através do parentesco consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o segundo grau com as pessoas envolvidas no processo; etc.

2.1.2. – Exceção de Suspeição Ao contrario das hipóteses de impedimento do juiz, as de suspeição estão previstas especificamente na CLT no artigo 801 e no artigo 135 do CPC.

As causas capazes de gerar suspeição têm natureza subjetiva e tipificam hipóteses de parcialidade relativa do juiz. Ocorre nas hipóteses em que o juiz da causa for amigo intimo ou inimigo capital de qualquer das partes; quando alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de seu cônjuge ou de qualquer um de seus parentes em linha reta ou colateral até o terceiro grau; quando o juiz for herdeiro, donatário ou empregador de alguma das partes; quando tiver interesse particular na causa; etc.

- Procedimento das Exceções de Impedimento e Suspeição O juiz pode, de oficio, declarar-se suspeito ou impedido. Caso não o faça, a suspeição e o impedimento devem ser argüidos na primeira oportunidade que lhe couber manifestar-se nos autos.

Ao ser apresentada a exceção de impedimento ou suspeição, o juiz ou Tribunal designará audiência dentro de 48 horas, para instrução e julgamento da

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exceção (artigo 802 da Consolidação das Leis do Trabalho). Enquanto não decidida a questão, o processo ficará suspenso.

A competência para o julgamento é do Tribunal Regional do Trabalho, assim, o juiz acusado de impedimento ou suspeição (excepto*) deverá reunir suas razões, acompanhadas de documentos e o rol de testemunhas, se houver, remetendo em seguida ao Tribunal.

A suspeição e o impedimento também se aplicam ao órgão do MP (quando não for parte), aos serventuários da Justiça e aos peritos e intérpretes, conforme artigo 138 do CPC.

EXEMPLO: Imagine que o enunciado do problema diga que o Reclamante e o Meritíssimo Juiz tem amizade íntima, tendo trabalhado juntos na mesma empresa por longos anos, antes do Eminente Julgador ter ingressado na Magistratura. São, ainda, vizinhos próximos, freqüentando mutuamente as casas um do outro.

Modelo de Exceção de Impedimento e Suspeição:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ___ VARA DE TRABALHO DE ____________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº ______________

*

excipiente: quem opõe a Exceção. 78

QUALIFICAÇÃO DA EMPRESA ³, por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos autos da Reclamação Trabalhista movida por NOME DO RECLAMANTE, opor EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO (ou IMPEDIMENTO), com fulcro no artigo 801 da CLT (ou 134 do CPC, respectivamente), em face do MERITÍSSIMO JUIZ DOUTOR (NOME DO JUIZ ou “______”), pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – DO RESUMO DA DEMANDA O Reclamante ajuizou Reclamação Trabalhista em (colocar data somente se o enunciado informar – não inventar), pleiteando (colocar os direitos pleiteados pelo Reclamante, desde que informado pelo enunciado) em face do Excipiente, conforme exordial.

II – DA CAUSA DE SUSPEIÇÃO (ou IMPEDIMENTO) (Em caso de suspeição:) Mantém o Reclamante e o Meritíssimo Juiz amizade íntima, tendo trabalhado juntos na mesma empresa por longos anos, antes do Eminente Julgador ter ingressado na Magistratura. São, ainda, vizinhos próximos, freqüentando mutuamente as casas um do outro.

Portanto, nos moldes do artigo 801, alínea “a” da Consolidação das Leis do Trabalho, é o Meritíssimo Juiz suspeito para apreciar a demanda em foco. ............................

(Em caso de impedimento:) O Meritíssimo Juiz é ex-genro do Reclamante (pai da ex-esposa do Reclamante) com a qual esteve casado por longos anos, até (colocar a data se o problema informar).

Portanto, nos termos do artigo 134, inciso V do CPC, encontrase o Eminente Juiz impedido para apreciar a demanda imparcialmente, mesmo que a união tenha sido dissolvida, segundo o parágrafo 2° do ar tigo l.595 do Código Civil Brasileiro.

III – DO PEDIDO Diante do exposto, aguarda o Excipiente que a presente seja acolhida, declarando-se a suspeição (ou impedimento) do Excelentíssimo Senhor Juiz, caso não tenha ocorrido de oficio.

Nestes termos, Pede deferimento.

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Local e data: _________________

Nome do advogado OAB/__ nº ________

2.1.3. – Exceção de Incompetência

A incompetência pode ser absoluta (em razão da pessoa, da matéria ou da função) ou relativa (em razão do lugar ou do valor da causa). As primeiras podem ser declaradas de oficio ou a requerimento das partes a qualquer momento e são improrrogáveis. As últimas são prorrogáveis e não podem ser conhecidas de ofício, apenas a requerimento das partes, na primeira oportunidade que tiver de falar no processo (artigo 795 da CLT).

Apresentada Exceção de Incompetência, será aberta vista ao excepto, para manifestação em 24 horas (artigo 800 da Consolidação das Leis do Trabalho).

EXEMPLO: Imagine que o enunciado do problema diga que o Reclamante sempre laborou para a Reclamada na Cidade X e ajuizou a reclamação nesta localidade, no entanto, o último local onde os serviços foram prestados nos últimos cinco anos foi no Município Y.

Modelo de Exceção de Incompetência em Razão do Lugar:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ___ VARA DE TRABALHO DE ____________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº ______________ 80

QUALIFICAÇÃO DA EMPRESA ³, por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos autos da Reclamação (ou Ação) Trabalhistas movida por NOME DO RECLAMANTE, opor EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA EM RAZÃO DO LUGAR, com fulcro no artigo 112 do CPC, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – DO RESUMO DA DEMANDA O Reclamante ajuizou Reclamação Trabalhista em (colocar data somente se o enunciado informar – não inventar), pleiteando (colocar os direitos pleiteados pelo Reclamante, desde que informado pelo enunciado) em face do Excipiente, conforme exordial.

II – DA INCOMPETÊNCIA EM RAZÃO DO LUGAR O Reclamante sempre laborou para a Reclamada na Cidade de (colocar o nome somente se o enunciado informar), no entanto o último local onde os serviços foram prestados nos últimos cinco anos foi no Município de (colocar o nome somente se o enunciado informar). Segundo a regra do artigo 651 da CLT, a Reclamação deve ser proposta no último local da prestação de serviços do empregado.

Portanto, competente à uma das Varas da Justiça do Trabalho do Município de (colocar o nome somente se o enunciado informar) a competência para apreciar a demanda em questão, conforme supra alegado.

III – DO PEDIDO Requer o Excipiente seja acolhida a presente exceção, determinando-se a remessa dos autos à uma das Varas do Trabalho de (colocar o nome somente se o enunciado informar) competente para apreciar a controvérsia.

Nestes termos, Pede e aguarda deferimento.

Local e data: _________________

Nome do advogado OAB/__ nº ________

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Recursos em exceções Não se admite recurso das decisões sobre impedimento ou suspeição, nem sobre a decisão sobre incompetência em razão do lugar – que não acolhe a exceção - porque são decisões interlocutórias. No entanto, das decisões sobre exceções de incompetência em razão da pessoa ou da matéria, bem como a que acolhe a exceção em razão do local, cabe Recurso Ordinário, por se tratar de decisão terminativa do feito na Justiça do Trabalho, de acordo com o artigo 114 do TST.

Obs.: As exceções devem ser apresentadas em autos apartados da contestação e no mesmo prazo (teoricamente em primeiro).

2.2 – CONTESTAÇÃO

A Contestação é o meio mais comum de defesa do Réu na ação trabalhista. Está prevista no artigo 847 da CLT e no artigo 300 do CPC. Segundo o dispositivo da CLT a contestação deveria ser apresentada oralmente na primeira audiência do Processo (Audiência Una). No entanto, na prática é apresentada por escrito, seguindo o procedimento civil, mas sempre na primeira audiência.

Portanto a Contestação deve ser fundamentada nos artigos 847 da CLT combinado com o artigo 300 do CPC: •

O artigo 847 da CLT dispõe sobre o tempo que o Reclamado tem para aduzir sua defesa (20 minutos).

O artigo 300 do CPC dispõe que cabe ao réu na contestação: - alegar toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito, com que impugna o pedido do autor; - e alegar especificamente as provas que pretende produzir. (obs.: Na esfera trabalhista não há necessidade de especificar as provas com que se pretende provar o alegado.)
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A Contestação deve conter uma contra tese do que foi alegado na petição inicial, sendo importante contestar tudo, pois o que não for contestado na defesa é tido como incontroverso, deixando, conseqüentemente, de ser objeto de prova, visto que só os fatos controvertidos reclamam prova.

MAPAS DA CONTESTAÇÃO

A Contestação pode ser elaborada seguindo o mapa abaixo, como a petição inicial: - Endereçamento; - Qualificação da Reclamada; - Endereço do escritório do Advogado; - Nome da Peça e seu Fundamento; - Resumo da Exordial (resumo do que foi pedido e alegado). - Preliminares que podem ser alegadas: inexistência ou nulidade de citação; inépcia da inicial; perempção; litispendência, conexão ou continência; legitimidade de parte; pedido juridicamente impossível.
(Silogismo: Preliminar + Fundamento Jurídico = Pedido de Extinção do Processo sem resolução do mérito)

Introdução

Preliminares (art. 301 do CPC)

Prejudicial de Mérito ou Preliminar de Mérito

- Prescrição; - Decadência (I.A.F.G. e Ação Rescisória); - Compensação (se o problema requerer); - Retenção (se o problema requerer).
(Silogismo: Prejudicial de Mérito + Fundamento Jurídico = Pedido de Extinção do Processo com resolução do mérito)

Mérito

Antítese dos pedidos (mérito) da exordial através: -negativa dos fatos alegados (não pode ser negativa geral); -oposição de fatos modificativos, extintivos ou impeditivos do direito do reclamante; -admissão dos fatos narrados na exordial, mas oposição quanto à sua consequência; -reconhecimento dos fatos alegados na inicial (não é propriamente uma defesa).
(Silogismo: Contra tese dos fatos + Fundamento Improcedência do Processo sem resolução do mérito) Jurídico =

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Requerimentos - P = Provas; ou Complementos - I = Improcedência

- Preliminares: A primeira coisa que o candidato deve procurar no enunciado é algum defeito no processo que enseje uma preliminar. Ao todo são onze preliminares.

As preliminares, juntamente com as exceções, compõem a defesa indireta do Reclamado, pois através deles o(a) advogado(a) da empresa busca extinguir o processo.

As Preliminares que podem ser alegadas na Justiça do Trabalho são: a) CLT; b) inépcia da inicial: artigo 269, I do CPC (hipóteses de inépcia da inicial inexistência ou nulidade de citação: artigo 214 do CPC e artigo 841 da

artigo 295 do CPC: faltar pedido ou causa de pedir; narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; o pedido for juridicamente impossível (não houver disposição legal), contiver pedidos incompatíveis entre si); c) d) e) f) g) h) perempção: artigo 267, III do CPC; litispendência: artigo 301, parágrafo 3º do CPC; coisa julgada: artigo 301, § 3º do CPC e artigo 836 da CLT; conexão: artigo 103 do CPC; continência: artigo 104 do CPC; carência da ação: artigo 267, VI do CPC (ilegitimidade de parte;

impossibilidade jurídica do pedido (é disposto em lei, mas não dá para ser aplicado, ex: adicional de penosidade); e interesse de agir); i) incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização:

artigo 7º e 13 do CPC; j) convenção de arbitragem: artigo 301, IX do CPC

A conseqüência do reconhecimento de uma preliminar muitas vezes acarreta a nulidade do processo, do ato viciado para frente.
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- Prejudicial de Mérito ou Preliminar de Mérito: Antes de se manifestar sobre o mérito da ação deve o candidato verificar se há alguma prejudicial do próprio mérito.

As Preliminares que podem ser alegadas na Justiça do Trabalho são: a) Prescrição (pode ser alegada até as Contra-Razões de RO) e Decadência

(ambos artigo 7º, XXIX e 11 da CLT); b) Compensação (artigo 767 da CLT), Retenção e Dedução (somente se o

problema mencionar expressamente o assunto)

- Defesa do Mérito: A defesa do mérito é o ataque da Reclamada ao mérito propriamente dito, e se dá através: a) da negativa dos fatos alegados na inicial: a defesa não pode ser feita por negativa geral, ou seja, a Reclamada não pode dizer simplesmente que não deve nada daquilo que é pleiteado pelo Reclamante, pois a consequência da não impugnação especifica dos fatos alegados na vestibular é a presunção de verdade, deixando de serem controvertidos. Deve a Reclamadas impugnar um por um dos fatos alegados pelo Reclamante. Nesse caso o ônus de provar é do Reclamante; b) da oposição de fatos modificativos (fatos que quando alegados modificam o pedido, ex: Reclamante pede horas extras acima da sexta diária, e a Reclamada alega que ele foi contratado para trabalhar por oito horas diárias), extintivos (quando alegados os fatos acarretam a extinção do que foi pedido pelo Reclamante, ex: Reclamante pleiteia horas extras, e a empresa alega que ele exercia cargo de confiança) ou impeditivos (fatos que quando alegados tornam o autor impedido de fazer tais pedidos, ex: Reclamante alega ter sido demitido sem justa causa e pleiteia verbas rescisórias, e a empresa alega que ele foi demitido por justa causa) do direito do Reclamante. Nesse caso o ônus de provar é da Reclamada; c) da admissão dos fatos narrados na exordial, mas oposição quanto à sua consequência: a Reclamada admite que o fato alegado pelo Reclamante ocorreu, mas que não foi do jeito que ele mencionou (ex: Reclamante pleiteia
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adicional de transferência, e as empresa alega que não houve a mudança de domicílio). Nesse caso o ônus de provar é da Reclamada; d) do reconhecimento dos fatos alegados na inicial: não é uma forma de defesa, pois a empresa reconhece o que o Reclamante pleiteia.

- Complementos: Geralmente ao candidato compete apenas pedir a produção de provas e a improcedência dos pedidos pleiteados pelo Reclamante.

MODELO DE CONSTESTAÇÃO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

QUALIFICAÇÃO DA RECLAMADA ³, por seu advogado, com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá intimações e notificações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos autos da Reclamação Trabalhista que lhe move NOME DO EMPREGADO, já qualificado no exordial, apresentar sua

CONTESTAÇÃO, com fulcro no artigo 847 da CLT combinado com artigo 300 do CPC, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – RESUMO DA INICIAL Conforme se infere da leitura da inicial o Reclamante foi admitido aos préstimos da Reclamada em (colocar a data se o problema fornecê-la, senão colocar apenas “(data de admissão)”), para exercer a função de _______ (se o problema não fornecer o dado colocar “_________”), recebendo em (colocar a data se o problema fornecer) aviso prévio do empregador para que fosse cumprido.

Decorridos trinta dias o Reclamante continuou a trabalhar por mais três dias, quando então foi demitido por justa causa sob a alegação de falta gravíssima, qual seja (colocar a justa causa se for esse o problema colocado pelo enunciado), ajuizando Reclamação Trabalhista sustentando a (colocar os pedidos pleiteados, no caso foi a rescisão contratual sem justa causa no término do aviso prévio), pleiteando os direitos decorrentes.

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II – DAS PRELIMINARES (caso do enunciado se possa extrair alguma das hipóteses de preliminar) (Nas preliminares o candidato deve atacar o processo. E o pedido será “que Vossa Excelência se digne a extinguir o feito sem julgamento do mérito)

III – DAS PREJUDICAIS DE MÉRITO (caso do enunciado se possa extrair alguma das hipóteses de preliminar) Se tiver prescrição o candidato pode colocar: “Ä presente Reclamação Trabalhista foi distribuída em (colocar a data, se for caso de prescrição o enunciado fornecerá as datas), razão pelas qual requer-se a prescrição nos termos dos artigos 7º, XXIX da CF e 11 da CLT em relação a todos os direitos anteriores a (colocar a data que a prescrição atingiria)”. Se tiver compensação o candidato pode colocar: “Requer a Reclamada a compensação de todas as verbas pagas de natureza trabalhista, nos moldes do artigo 767 da CLT”. (Nas prejudiciais de mérito o pedido será “Por conseguinte, espera a Reclamada que a presente ação seja extinta com julgamento do mérito)

IV – DO MÉRITO (colocar em forma de subtítulos, para ficar mais fácil para o examinador visualizar o raciocínio do candidato). Inexiste o direito ao recebimento da (colocar o direito pleiteado pelo autor), como pleiteado na inicial, posto que, conforme demonstrado (colocar o que foi demonstrado, ex: as horas extras foram objeto de regular compensação).

IV – DOS REQUERIMENTOS Isto posto, aguarda-se o acolhimento das preliminares argüidas (se tiver alguma), ou se assim não entender Vossa Excelência, que sejam os pedidos julgados improcedentes nos termos da legislação em vigor e conforme fundamentação supra.

Requer provar o alegado por todos os meios de prova em Direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal do Reclamante, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

Nestes termos, Pede e aguarda deferimento.

Local e data: ______________________

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Nome do advogado OAB/__ nº _______

2.3 – RECONVENÇÃO

A Reconvenção é uma ação proposta pelo réu em face do autor, no mesmo processo em que se defende. Reconvinte é o autor da reconvenção (que anteriormente era o réu na ação) e Reconvindo é o réu da reconvenção (que anteriormente era o autor da ação).

Essa ação é aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho, toda vez que o crédito do autor da reclamação seja inferior ao crédito do réu (reclamada), por exemplo, caso o reclamante ingresse com uma reclamação postulando verbas rescisórias, no importe de 10.000, no entanto, tenha causado um dano a equipamento da reclamada no valor de 20.000, a única forma de ressarcir a empresa desse prejuízo é através de uma ação (reconvenção), isto é, uma ação contrária e nos próprios autos. Isso porque, embora a compensação possa ser alegada em sede de contestação, nos termos do artigo 767 da CLT, essa só atinge o montante correspondente ao valor do crédito do reclamante, nada além disso, em outras palavras, o máximo que se obtém através da contestação (defesa) é a absolvição da reclamada, mas não a condenação do reclamante, pois esta só virá através de uma ação contra ele (reconvenção).

Como é uma ação, deve seguir os pressupostos da petição inicial, embora seja distribuída por dependência (com o mesmo nº do Processo da Reclamação Trabalhista) e tenha como fundamento o artigo 315 do CPC, pois compatível com o Direito do Trabalho.

A reconvenção é julgada na mesma sentença da ação principal. O modelo da reconvenção é o mesmo da petição inicial, com as diferenças citadas acima.

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3 – RÉPLICA OU MANIFESTAÇÃO DA CONTESTAÇÃO

Teoricamente não há réplica no Processo do Trabalho, contudo sua prática reiterada a tornou comum. Geralmente o juiz concede 10 (dez) dias para manifestação sobre a defesa e documentos.

Na réplica (ou manifestação da contestação) o autor deve manifestar-se sobre o alagado na contestação e todos os documentos apresentados com ela. Deve apontar as incorreções da defesa ou a improcedência de seus argumentos, sustentando as razões de sua inicial. Deve ser uma “contestação da contestação”, portanto o modelo deve ser parecido com está peça.

4 – RAZÕES FINAIS

As razões ou alegações finais são uma faculdade das partes, isto é, não se trata de uma obrigação. São apresentadas oralmente, com prazo de 10 (dez) minutos para cada parte, ao fim da instrução processual (artigo 850 da CLT).

Também podem ser apresentadas em forma de memoriais, ou seja, em peça escrita, no prazo determinado pelo juiz (artigo 454, parágrafo 3º do CPC).

Nas razões finais a parte irá se concentrar em demonstrar ao juiz os pontos favoráveis a sua pretensão, em outras palavras, irá destacar os pontos de prova que lhe favoreçam.

Após as razões finais, o juiz renova a proposta de conciliação (feita pela primeira vez na audiência inicial, antes da apresentação da defesa). Não ocorrendo o acordo, é prolatada a sentença.

MODELO DE RAZÕES FINAIS
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________. 89

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

NOME DA RECLAMADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da ação trabalhista que lhe move NOME DO EMPREGADO, vem à presença de Vossa Excelência, apresentar seu MEMORIAL, com fulcro no artigo 850 da CLT, pelos motivos de fato e de direito que passa a aduzir.

I – RESUMO DA INICIAL (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

Resta, portanto, que os pedidos alegados na exordial improcedam, conforme se passa a tratar cada uma das questões articuladas.

II – (dar um título para ponto a fazer que se pretende ressaltar, conforme exemplo abaixo:

“II - DO VÍNCULO EMPREGATÍCIO

O depoimento do Autor é suficiente para demonstrar que não havia qualquer liame empregatÍcio entre as partes do presente processo. Aduziu o mesmo:

(copiar um trecho do ou dos testemunhos dados em audiência).

Com o depoimento em tela, certo é que o Reclamante não trabalhava com pessoalidade, porque a prestação de serviços era efetuada tanto por ele quanto por qualquer outro comerciante de doces e semelhantes, inexistindo qualquer exigência da Reclamada em sentido contrário.

O Reclamante corrobora que em várias oportunidades não conseguiu retirar carrinhos de sorvete, sendo que todos já haviam sido retirados por outros vendedores. Diante disso, o Reclamante simplesmente retomava para casa, sem qualquer tipo de punição ou advertência.

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Nas estações mais frias ou nos dias chuvosos, o Reclamante sequer comparecia, eis que nesses dias não havia venda de sorvetes. O mesmo afirma, aliás, que ficava ‘conversando’ o dia inteiro, sem vender qualquer produto.

Do mesmo modo, cabe salientar que os serviços prestados pelo obreiro o foram sem qualquer subordinação, sendo que o Reclamante assumiu todos os riscos de seu negócio. O obreiro apenas adquiria os sorvetes da Reclamada e os comercializava em pontos de venda por ele escolhidos, pelo valor que melhor lhe conviesse.

Acresça-se que o Reclamante não vendia exclusivamente os produtos que comprava da Reclamada, sendo certo que possuía, ainda, barraca de churrasco, que instalava diante da própria Reclamada, conforme confirmou em depoimento.

Frise-se que não havia qualquer imposição, por parte da Reclamada, quanto à cota mínima de sorvetes a ser retirada ou vendida, o que se comprova pelas anexas notas ficais de compra emitidas em nome do Reclamante.

Ademais,

suportava

o

Reclamante

eventuais

prejuízos

advindos de sorvetes amolecidos ou quebrados, bem como também corriam por sua conta gastos relativos à compra de gelo seco, o que também foi confessado pelo Autor.

O fornecimento dos carrinhos de sorvete com guarda-sol e uniforme não configura por si só a existência de qualquer vínculo empregatício, tratando-se tão somente de um meio para se viabilizar a comercialização dos produtos da Reclamada.

Importante lembrar que o uso do uniforme, composto por jaleco e boné era meramente facultativo e ficava a critério do Reclamante.

Destaca-se, ainda, que a Reclamada nunca determinou ou controlou o horário de trabalho do Reclamante ou mesmo o manteve em sobreaviso, bem como não impôs a obrigação de comparecimento diário da pessoa do obreiro à sede da empresa, até porque em dias de chuva, dias frios e em dias em que o Reclamante não conseguia retirar os carrinhos, não ocorria qualquer venda.

Sendo assim, ausentes os pressupostos de existência do vínculo empregatício previstos no artigo 3° da Norm a Consolidada.

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Ademais, a Reclamada jamais remunerou o Reclamante, inexistindo qualquer pactuação nesse sentido. No mesmo diapasão, comprovado está que o Reclamante recebia somente a razão de 30% (trinta por cento) sobre as vendas efetivamente realizadas, sendo certo que se não vendesse nada, não recebia nada.

Com isso, exsurge cristalino que a renda do Reclamante advinha da diferença entre o preço pago pelos produtos junto à Reclamada e o valor obtido pela revenda dos mesmos, cujo percentual embutido no preço de venda era por ele livremente fixado. Ou seja, a Reclamada nunca pagou um centavo sequer ao Reclamante.

Cabe mencionar que a Reclamada não fiscalizava os preços cobrados pelo ambulante. Diante de toda prova realizada, evidente a inexistência de vínculo empregatício, o que lança por terra todos os pedidos da vestibular, sendo a ação totalmente improcedente”).

III – CONCLUSÃO

Assim, como fartamente demonstrado, o rol de pedidos da inicial é totalmente indevido testemunha devendo a presente Reclamação ser julga improcedente no todo, arcando o autor com as custas processuais, para que se faça a mais lídima Justiça!

Local e data: ___________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

5 – SENTENÇA

Segundo o artigo 162, parágrafo 1º do CPC, sentença é o ato pelo qual o juiz põe termo ao processo, decidindo ou não o mérito da causa. Já as decisões interlocutórias estão definidas no parágrafo segundo do mesmo artigo como sendo o ato pelo qual o juiz, no curso do processo, resolve uma questão incidente, sem por fim ao processo. As sentenças proferidas por órgãos colegiados (Tribunais) são denominadas acórdãos (artigo 163 do CPC).
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As sentenças que põem fim ao processo sem resolução do mérito são chamadas de definitivas (artigo 260 do CPC) e as que põem fim ao processo, mas não julgam o mérito são denominadas terminativas (artigo 267 do CPC).

A sentença tem a seguinte estrutura: a) relatório (no qual o juiz indica as principais ocorrências do processo através de um breve resumo de tudo que ocorreu até o momento da decisão no processo – no procedimento sumário ele é dispensado); b) fundamentação (através dela o juiz aprecia a prova existente nos autos, desenvolvendo seu raciocínio lógico e fundamentando sua decisão); e c) dispositivo (é a conclusão a que o juiz chega; somente o dispositivo faz coisa julgada e é contra ele que se opõem os embargos e os recursos; é a síntese do decidido, através do qual o juiz acolhe ou rejeita os pedidos do autor).

6 – RECURSO

É a medida jurídico processual que visa o reexame de uma decisão, via de regra por uma Instância Superior. Segundo o artigo 893 da Consolidação das Leis do Trabalho, das decisões são admissíveis os seguintes recursos: a) embargos; b) recurso ordinário; c)recurso de revista; d) agravo.

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7 - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

Após a prolação da sentença que extingue o processo com ou sem julgamento de mérito, a parte sucumbente pode recorrer para superior instância através do Recurso Ordinário. Contudo se a sentença ou mesmo o acórdão contiver algum erro em sua redação as partes podem requerer sua correção ao juiz ou Tribunal que a proferiu através dos chamados Embargos de Declaração.

Os Embargos de Declaração estão previstos no artigo 897-A da CLT e no artigo 535 do CPC, quando a sentença ou acórdão tiver alguma:

-Obscuridade: quando faltar clareza na sentença de modo a torná-la não compreensível, não sendo possível dela tirar alguma conclusão; -Omissão: quando o Juízo ou Tribunal deixa de mencionar na decisão algum ponto que deveria fazê-lo; -Contradição: quando na decisão o julgador afirma uma coisa e reafirma outra, contradizendo-se. Geralmente a contradição está entre a fundamentação e o dispositivo; -Prequestionamento: o TST não analisa a matéria objeto do recurso que não tenha sido objeto de apreciação em instância ordinária, ou seja, a questão deve ter sido “ventilada”, discutida anteriormente e assim, deve haver tese explícita (não implícita/presumida) a respeito do tema. -Equívoco do Juiz no Exercício dos pressupostos extrínsecos ou objetivos dos recursos (ex.: preparo, tempestividade).

Os Embargos de Declaração são apresentados no prazo é de 5 (cinco) dias, interrompendo o prazo do Recurso Ordinário ou do Recurso de Revista (devolvendo o prazo na sua integralidade).

MODELO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________. (ou “EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR RELATOR DA ____ TURMA DO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO

TRABALHO DA ____ REGIÃO”. ou “EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO RELATOR DA ____ TURMA DO EGRÉGIO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO”.)

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

NOME DO RECLAMANTE, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Reclamação Trabalhista que move em face de NOME DA RECLAMADA, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, opor EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, com fulcro no artigo 897-A da CLT combinado com artigo 535, inciso I ou II, do CPC, expondo e requerendo o quanto segue:

I – (DA OMISSÃO/ DA OBSCURIDADE/ DA CONTRADIÇÃO/ DA CONFUSA) DA DECISÃO Conforme se infere da leitura da inicial o Reclamante foi admitido aos préstimos da Reclamada em (colocar a data se o problema fornecê-la, senão colocar apenas “(data de admissão)”), para exercer a função de _______ (se o problema não fornecer o dado colocar “_________”), sendo demitido sem justa causa em (mesmo comentário da data de admissão), ocasião em que recebia a quantia de __________.

A Reclamada contestou, foram produzidas as provas e em (data, se tiver) o Meritíssimo Juízo (ou Egrégio Tribunal) proferiu sentença (ou acórdão) no sentido de (colocar qual foi a determinação da sentença).

No entanto, com o devido respeito, vem o Reclamante informar que a respeitável sentença (ou venerando acórdão) foi (omissa/ obscura/ contraditória/ confusa) em relação a (colocar onde a sentença foi omissa, obscura, contraditória ou confusa e o porquê). III – CONCLUSÃO Isto posto, aguarda o Reclamante sejam os embargos conhecidos e providos para que seja sanada a (omissão/ obscuridade/ contradição/ confusão) apontada, como medida de prestigio ao bom direito e à mais ansiada

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Justiça !

Local e data: ______________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

Pode-se ainda embargar a sentença ou acórdão visando o prequestionamento de determinado ponto ou tema de Direito alegado na inicial ou na defesa, visando que o juízo ou Tribunal manifeste uma tese explícita sobre determinado artigo do ordenamento jurídico aplicado no caso concreto. A Súmula 184 do Tribunal Superior do Trabalho estabelece que “ocorre preclusão quando não forem opostos embargos declaratórios para suprir omissão apontada em recurso de revista ou embargos”. A Súmula 297 do TST define prequestionamento da seguinte maneira: “diz-se prequestionada a matéria quando da decisão impugnada haja sido adotada, explicitamente, tese a respeito (...)”.

MODELO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – PREQUESTIONAMENTO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ RELATOR DA ____ TURMA DO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA ____ REGIÃO.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

NOME DA RECLAMADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Reclamação Trabalhista que é movida por NOME DO RECLAMANTE, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, opor EMBARGOS DE

DECLARAÇÃO, com fulcro no artigo 897-A da CLT combinado com artigo 535 do CPC, expondo e requerendo o quanto segue:

I – DO PREQUESTIONAMENTO

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A Embargante argüiu em sede recursal que a interpretação do _________ (ex.: “da Política de Bônus”) deveria observar o disposto no artigo _____ (ex.: “114 do Código Civil”). Portanto, a aplicação do disposto no referido artigo foi argüida pela Embargante em sede de Recurso Ordinário, em razão do ______ (ex.: “bônus”) constituir (ex.: “benefício não previsto em lei e por ser concedido por mera liberalidade”).

Todavia, embora o venerando acórdão tenha se manifestado acerco do ____ (ex.: “bônus”), quedou-se silente sobre a aplicabilidade, no caso em tela, do artigo (ex.: “114 do Código Civil”), norma legal cujo enfrentamento foi expressamente requerido pela ora Embargante em contra-razões de recurso ordinário.

Desta forma, com o propósito de satisfazer o requisito do prequestionamento exigido pelo Egrégio Tribunal Superior do Trabalho nas Súmulas 297 e 296, e objetivando a expressa manifestação deste Colendo Tribunal a respeito da interpretação do disposto no artigo ______ (ex.: “114 do Código Civil”) e sua aplicabilidade no caso em tela, sob pena de incorrer em omissão e caracterizar negativa de prestação jurisdicional.

III – CONCLUSÃO Isto posto, aguarda a Embargante, com serenidade, o pleno acolhimento dos presentes Embargos Declaratórios, objetivando a complementação da prestação jurisdicional, como medida de prestigio ao bom direito e à mais ansiada

Justiça!

Local e data: ______________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

Assim como o processo em si, os recursos também devem seguir alguns princípios basilares para ser considerado válido. Segue abaixo alguns deles: a) Duplo grau de jurisdição: os recursos são encaminhados para a instância superior para que a causa seja reexaminada. A Justiça do Trabalho tem pluralidade de graus de jurisdição: Vara, Tribunal Regional do Trabalho, Tribunal Superior do Trabalho e Supremo Tribunal Federal (ver Mapa do Processo Trabalhista).
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b) Vigência imediata da lei nova: a parte não tem direito adquirido a determinado recurso, mas direito de recorrer de acordo com o que estiver previsto em lei. A lei processual tem aplicação imediata e colhe inclusive os processos em curso, ou seja, o recurso é regido pela lei vigente na data da publicação da decisão, respeitando os atos praticados sob a lei velha. c) Uni-recorribilidade: só é possível a interposição de um recurso de cada vez. Se a parte ingressar com dois recursos de uma só vez, o juiz deve determinar que escolha um deles (artigo 498 do Código de Processo Civil). d) Fungibilidade: aproveita-se o recurso erroneamente nominado, como se fosse o que deveria ser interposto. e) Variabilidade: caso a parte desista do recurso interposto, substituindo-o por outro, desde que observado o prazo legal, entende-se que houve desistência tácita do primeiro.

Peculiaridades dos recursos na Justiça do Trabalho: a) Irrecorribilidade das decisões interlocutórias: não cabe agravo de instrumento de qualquer decisão interlocutória (Enunciado 214 do Tribunal Superior do Trabalho). As decisões interlocutórias, na Justiça do trabalho, só são recorríveis de imediato quando terminativas do feito, podendo ser impugnadas na oportunidade da interposição do recurso contra decisão definitiva, salvo quando proferidas em acórdão sujeito a recurso para o mesmo tribunal; b) Inexigibilidade de fundamentação: a regra geral é que os recursos podem ser interpostos por simples petição, ou seja, não há necessidade de fundamentação do apelo (artigo 899 da Consolidação das Leis do Trabalho). Essa orientação não vige para recursos técnicos, como o recurso de revista e os embargos para a Seção Especializada em Dissídios Individuais ou Seção Especializada em Dissídios Coletivos. (não leve essa peculiaridade a sério no Exercício de Ordem, fundamente todo e qualquer recurso, caso seja este o objeto da prova); c) Instância única: nos dissídios em que o valor da causa for de até dois salários mínimos não caberá qualquer recurso (procedimento de alçada); d) Efeito devolutivo: os recursos trabalhistas têm como regra o efeito devolutivo (artigo 899 da Consolidação das Leis do Trabalho). A exceção é o dissídio
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coletivo, em que o presidente do Tribunal Superior do Trabalho pode dar efeito suspensivo. Justamente por causa deste princípio é que a parte pode extrair carta de sentença para dar inicio à execução provisória. e) Uniformidade de prazos para recursos: No Processo do Trabalho os prazos foram uniformizados, é por isso que a regra é de que os recursos tenham prazo de 8 (oito) dias (recurso ordinário, recurso de revista, embargos para o pleno, agravo de petição). Apenas o recurso extraordinário (pois regido pelo Código de Processo Civil) tem o prazo de 15 (quinze) dias e os embargos (que não são considerados por alguns doutrinados como recursos) têm o prazo de 5 (cinco) dias.

Quando um recurso é interposto o Juízo “a quo” (onde o recurso é protocolado), faz o chamado Juízo de Admissibilidade, antes de enviá-lo ao Juízo “ad quem” (Juízo que vai julgar o recurso). O Juízo de Admissibilidade é o poder concedido ao juízo “a quo” de examinar o recurso, verificando se atende aos pressupostos objetivos e subjetivos para poder subir ao Juízo “ad quem”. Quando o recurso sobe à instância superior também é feito um novo Juízo de Admissibilidade antes de ser analisado.

Pressupostos Objetivos

Pressupostos Subjetivos

-Previsão legal: artigo 893 da CLT -Legitimidade: a parte for sucumbente (ordinário, revista, embargos, agravo total ou parcial; o terceiro interessado de instrumento e de petição) e artigo e a Procuradoria do Trabalho. 102 da CF (recurso extraordinário); -Capacidade: pessoas com plena capacidade para os atos da vida civil. -Cabimento: o ato a ser impugnado As que não tiverem, devem recorrer deve dar margem ao apelo escolhido; representadas por seus pais, tutores ou curadores. -Interesse: no caso de terceiro, este deverá demonstrar que tem interesse -Tempestividade: deve ser respeitado em recorrer, pois a sentença também o prazo do recurso (15, 8 ou 5 dias); o afeta (esse interesse não deve ser meramente econômico, mas jurídico). -Preparo: são as custas do processo e o depósito recursal, que serão pagos pelo vencido;

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-Representação: não há necessidade da parte estar assistida por advogado no Processo do Trabalho, podendo as partes exercer o “jus postulandi”.

7.1 – RECURSO ORDINÁRIO

O Recurso Ordinário tem semelhanças com a apelação do Processo Civil e está previsto no artigo 895 da Consolidação das Leis do Trabalho, cabendo: I) das decisões definitivas ou terminativas do juiz do trabalho ou do juiz de direito, nos processos de competência originária da Vara do Trabalho (reclamação trabalhista, inquérito para apuração de falta grave, ação consignatória etc); II) das decisões definitivas ou terminativas dos Tribunais Regionais do Trabalho em processos de sua competência originária (dissídios coletivos, mandado de segurança, ação rescisória e habeas corpus); Súmula 114 do TST: das decisões interlocutórias de caráter terminativo do feito na Justiça do Trabalho, como a que acolhe a exceção de incompetência em razão da matéria.

ATENÇÃO: Não cabe recurso ordinário da decisão que homologa acordo entre as partes, uma vez que o trânsito em julgado da decisão é automático. O acordo somente pode ser atacado por ação rescisória.

O recurso ordinário é aceito, via de regra, somente no efeito devolutivo. Vige no Processo do Trabalho o princípio do “tantum devolutum quantum appelatum”, ou seja, a apelação devolverá ao Tribunal apenas o conhecimento da matéria impugnada.

Obs.: É cabível Recurso Ordinário de toda a matéria, também no procedimento sumaríssimo.

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MAPA DO RECURSO ORDINÁRIO -Endereçamento (ao Juízo “a quo”); -Número do Processo; -Nome das partes (não precisa qualificar, colocar “já qualificados na exordial”); -Nome do Recurso e fundamento; -Inconformismo. -Pedido de processamento e devolução da matéria para o Tribunal “ad quem” para apreciação das razões do recurso; -Remessa ao Tribunal competente. -Menção à juntada das guias comprobatórias do recolhimento das custas e depósito recursal. -“Termos em que, pede e aguarda deferimento”; -“Local, data”. -“nome do advogado”; -“OAB/__ nº ______”. -Nome das Razões; -Cabeçalho (nome do Recorrente e do Recorrido, número do processo e sua origem); -Saudação à Instância Superior; -O motivo do recurso. -Cerceio de Defesa (artigo 5º, LV, da CF); -Sentença ultra, extra, ou infra petita (artigo 128 do CPC); -Negativa de Jurisdição (foi pedido, mas não foi apreciado pelo juízo, mesmo após embargos de declaração). -Prescrição e Decadência; -Teses e prova (silogismo);

Introdução

Pedido Petição de Interposição (Capa do RO) Preparo

Final clássico

Razões de Recurso Ordinário

Introdução

Preliminares*

Mérito (sentença)

*

Defeitos formais no processo / sentença. 8

Conclusão

-Pedido de conhecimento das preliminares; -Pedido de nova decisão, reforma ou anulação.

Petição de Interposição (capa do recurso): Todas as peças que têm efeito devolutivo, ou seja, que são encaminhadas à instância superior, devem vir com uma “capa”, pois são protocoladas no Juízo “a quo” (por isso é que a ele é que devem ser endereçadas) e após o juízo de admissibilidade (primeiro) as encaminharão para o Juízo “ad quem”, que fará novo juízo de admissibilidade e se conhecer do recurso dará provimento ou não.

O candidato deve lembrar de colocar na Petição de Interposição seis requisitos exigidos no Exercício de Ordem: a) Interposição (endereçamento); b) Fundamentação; c) Tempestividade d) Inconformismo (que é a razão da interposição); e) Remessa; e f) Preparo*.

*Obs.: O preparo é formado pelas custas e pelo depósito recursal, que devem ser recolhidos para que o recurso seja provido.

PREPARO = CUSTAS + DEPÓSITO RECURSAL

CUSTAS: As custas (artigo 789 da CLT) são pagas pelo vencido. O Reclamante paga as custas somente se o pedido for improcedente, ou seja, se o autor nada obtiver da Justiça. No restante das hipóteses, a empresa suportará as custas, integralmente, mesmo que tenha vencido em 90% do pedido. Deve ser recolhida por DARF (código 8019).

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DEPÓSITO RECURSAL: O depósito recursal (artigo 899 da CLT) é uma garantia do Juízo e é feito na conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço do empregado. Somente o empregador é obrigado a fazê-lo. São isentos de recolher o depósito recursal e as custas processuais: Administração Direta - União, Estados e Municípios - e a massa falida.

Sentença Procedente Procedente em parte Improcedente ou Extinção sem julgamento do mérito

Custas (2%) Empresa Empresa Empregado

Dep. Recursal Empresa Empresa ---------

Depósito Recursal Para RO Para RR, Embargos e R.Extraordinário Exemplo:

Teto R$ ________(+/-) 5 mil R$ _______ (+/-) 10 mil

Recurso

Valor da Causa R$ 1.000,00

Depósito Recursal R$ 1.000,00

Situação

Conseqüência recolhe o valor das custas processuais + depósito recursal (abaixo do teto recursal) recolhe o valor das custas processuais + depósito recursal (limitado ao teto recursal)

RO

Abaixo do teto

RR

R$ 15.000,00

R$ 10.000

Acima do teto

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MODELO DE RECURSO ORDINÁRIO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

NOME DA RECLAMADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da ação trabalhista que lhe move NOME DO RECLAMANTE, vem, tempestiva e respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, não se conformando com a respeitável sentença prolatada, interpor RECURSO ORDINÁRIO, com fulcro no artigo 895, alínea “a”, da CLT, consubstanciado nas razões em anexo.

Requer o mesmo seja conhecido, processado e encaminhado ao Egrégio Tribunal competente para reexame da questão.

Informa, outrossim, que junta guias comprobatórias de recolhimento do depósito recursal e das custas processuais.

Termos em que, pede e aguarda deferimento.

Local e data: ______________

nome do advogado OAB/__ nº ______

RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO

Recorrente: NOME DA RECLAMADA Recorrido: NOME DO RECLAMANTE Processo nº _______ Origem: __________________ 11

Egrégio Tribunal Colenda Turma! Nobres Julgadores!

I – RESUMO DA CONTROVÉRSIA (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

O Recorrido propôs Reclamação Trabalhista em face da Recorrente, pleiteando ________. A Recorrente contestou a Reclamatória alegando ________.

O Meritíssimo Juízo proferiu sentença procedente, condenando a Recorrente ao pagamento das verbas pleiteadas na vestibular.

II – DAS PRELIMINARES (colocar apenas se o problema indicar)

III – DO MÉRITO Não merece prosperar a respeitável sentença, pelas razões a seguir declinadas. a) (dar um título para o ponto que se pretende ressaltar) Exemplo: DO CABIMENTO DAS HORAS EXTRAS A respeitável sentença condenou a Recorrente ao pagamento da sobrejornada e seus reflexos ao Recorrido, contudo, não deve a respeitável sentença prosperar, tendo em vista a (existência comprovada de compensação das horas extras eventualmente prestadas).

Segundo dispõe o artigo ___ (colocar os artigos de lei referentes, Orientações Jurisprudências, Súmulas etc, para fundamenta o motivo da reforma).

Portanto, deve a respeitável sentença ser reformada, conforme supra aduzido.

IV – CONCLUSÃO Pelo exposto, aguarda a Recorrente seja o presente recurso conhecido e provido, para o fim de declarar a nulidade (se tiver preliminar) da sentença recorrida, eis que (colocar o motivo, ex: extra, ultra, infra petita), remetendo os autos à Vara de origem para prolação de nova decisão, ou, se superada a preliminar, reformar a decisão

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recorrida nos termos da fundamentação supra mencionada, julgando totalmente improcedente a demanda, para que se faça a mais lídima e costumeira

Justiça!

Local e data: ____________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

7.1.1 – CONTRA-RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO

As contra-razões representam o meio pelo qual uma das partes defende-se do que a outra alegou em seu recurso.

As contra-razões, não só as de RO, mas de qualquer outro recurso, são fundamentadas no artigo 900 da CLT e devem observar os mesmos pressupostos de admissibilidade do recurso que está contra-arrazoando.

MODELO DE CONTRA-RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

NOME DA RECLAMADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da ação trabalhista que lhe move NOME DO RECLAMANTE, vem, tempestiva e respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar suas CONTRARAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO, com fulcro no artigo 900 da CLT, consubstanciado nas razões em anexo.

Requer as presentes razões sejam recebidas e remetidas ao Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da __ Região. 13

Termos em que, pede e aguarda deferimento.

Local e data: ____________________

nome do advogado OAB/__ nº ______

CONTRA-RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO

Recorrente: NOME DO RECLAMANTE Recorrido: NOME DA RECLAMADA Processo nº _______ Origem: __________________

Egrégio Tribunal! Colenda Turma! Nobres Julgadores!

I – RESUMO DA CONTROVÉRSIA (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

O Recorrente propôs Reclamação Trabalhista em face da Recorrido pleiteando ________. A Recorrente contestou a Reclamatória alegando ________.

O Meritíssimo Juízo proferiu sentença procedente, condenando a Recorrente ao pagamento das verbas pleiteadas na vestibular.

O Recorrente interpôs recurso ordinário alegando ________, visando a reforma da respeitável sentença.

II – DA MANUTENÇÃO DA SENTENÇA 14

Não merece prosperar as alegações do Recorrente, eis que o Meritíssimo Juiz da Vara do Trabalho da Comarca de _____ agiu com o costumeiro acerto. Senão vejamos. a) (dar um título para o ponto que se pretende ressaltar) Exemplo: DO CABIMENTO DAS HORAS EXTRAS

A respeitável sentença julgou improcedente os pedidos pleiteados pelo Recorrente sob a fundamentação de que __________, eis que correto, pois (colocar os artigos de lei referentes, Orientações Jurisprudências, Súmulas etc, para fundamentar o motivo da manutenção da sentença).

Portanto, deve a respeitável sentença ser mantida, conforme supra aduzido. III – CONCLUSÃO Por todo o exposto, aguarda a Recorrida seja mantida a respeitável sentença de fls., por seus próprios fundamentos supra mencionados, para que se faça a mais lídima Justiça!

Local e data: _____________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

7.2 – RECURSO ADESIVO

Na Justiça do Trabalho também cabe o Recurso Adesivo do Processo Civil, na forma do artigo 500 do CPC, com redação em tudo similar ao Recurso Ordinário ou de Revista a que está atrelado, no prazo de oito dias contados da publicação que notificou a parte para contra-arrazoar o recurso da parte contrária, desde que ambas as partes tenham sido sucumbentes no processo.

MODELO DE RECURSO ADESIVO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

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(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

NOME DA RECLAMADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da ação trabalhista que lhe move NOME DO RECLAMANTE, vem, tempestiva e respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, não se conformando com a respeitável sentença de prolatada, interpor RECURSO ADESIVO, com fulcro no artigo 500 do CPC, consubstanciado nas razões em anexo.

Requer as presentes razões sejam recebidas e remetidas ao Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da __ Região.

Informa, outrossim, que junta guias comprobatórias de recolhimento do depósito recursal e das custas processuais.

Termos em que, pede e aguarda deferimento.

Local e data: ______________

nome do advogado OAB/__ nº ______

RAZÕES DE RECURSO ADESIVO

Recorrente: NOME DA RECLAMADA Recorrido: NOME DO RECLAMANTE Processo nº _______ Origem: __________________

Egrégio Tribunal! Colenda Turma! Nobres Julgadores!

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I – RESUMO DA CONTROVÉRSIA (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

O Recorrido propôs Reclamação Trabalhista em face da Recorrente pleiteando ________. A Recorrente contestou a Reclamatória alegando ________.

O

Meritíssimo

Juízo

proferiu

sentença

parcialmente

procedente, condenando a Recorrente ao pagamento das verbas _________ (colocar as verbas em que a empresa foi condenada).

O Recorrido interpôs recurso ordinário em ______ (colocar a data se enunciado informar) alegando ________, visando a reforma da respeitável sentença.

II – DO CABIMENTO DO RECURSO ADESIVO (o candidato deve narrar sobre o recurso que a outra parte interpôs, e falar do cabimento no prazo legal do Recurso Adesivo).

III – DAS PRELIMINARES (colocar apenas se o problema indicar)

IV – DA REFORMA Não merece prosperar a respeitável sentença na parte em que foi sucumbente a Recorrida, pois o Meritíssimo Juiz da Vara do Trabalho da Comarca de _____ não agiu com o costumeiro acerto. Senão vejamos.

a) (dar um título para o ponto que se pretende ressaltar) Exemplo: DO CABIMENTO DAS HORAS EXTRAS A respeitável sentença julgou procedente o pedido de _______ (ex: horas extras) pleiteado pelo Recorrido sob a fundamentação de que __________, eis que equivocadamente, pois (fundamentar através de leis, Orientações Jurisprudências, Súmulas etc). Portanto, deve a respeitável sentença ser reformada na parte supra mencionada, conforme aduzido.

V – CONCLUSÃO Pelo exposto, aguarda a Recorrente seja o presente recurso conhecido e provido, para o fim de declarar a nulidade (se tiver preliminar) da sentença recorrida, eis que (colocar o motivo, ex: extra, ultra, infra petita, cerceamento de defesa etc), remetendo os autos à Vara de origem para prolação de nova decisão, ou, se superada a

17

preliminar, reformar a decisão recorrida nos termos da fundamentação supra mencionada, julgando totalmente improcedente a demanda, para que se faça a mais lídima e costumeira

Justiça!

Local e data: _______________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

7.3 – RECURSO DE REVISTA

O Recurso de Revista está previsto no artigo 896 da Consolidação das Leis do Trabalho e é cabível, no prazo de oito dias, nas seguintes hipóteses:

Alínea “a” - Divergência jurisprudencial de TRT: A divergência jurisprudencial ocorre quando um Tribunal Regional do Trabalho dar, a um mesmo dispositivo de lei federal, interpretação diversa daquela que foi dada por outro Tribunal Regional do Trabalho, ou pelo Tribunal Superior do Trabalho, sendo que este, somente Seção Especializada em Dissídios Individuais, ou em relação a Orientação Jurisprudencial ou Súmula.

Acórdão do TRT de uma Região - do TRT de outra Região; em face de: - do TST A divergência jurisprudencial, para autorizar o recurso de revista, deve ser sobre o mesmo dispositivo legal, ou nos termos da Súmula 296 do Tribunal Superior do Trabalho: "... a divergência jurisprudencial ensejadora da admissibilidade, do prosseguimento e do conhecimento do recurso há que ser específicas, revelando a existência de teses diversas na interpretação de um mesmo dispositivo legal, embora idênticos os fatos que as ensejaram".

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Ainda, a jurisprudência deve ser atual, assim considerada aquela não ultrapassada por notória e iterativa jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, qual seja Súmulas ou Orientações Jurisprudenciais.

Assim, ainda que não se discuta no Tribunal Superior do Trabalho nenhuma matéria de provas ou fatos, é necessário que o fato seja o mesmo, observado pela ótica de apenas um dispositivo legal federal ou constitucional, sobre o qual os Tribunais Regionais do Trabalho têm interpretação diversa um do outro.

Alínea “b” – Interpretação divergente de lei estadual, CCT ou ACT, sentença normativa ou regulamento de empresa: Refere-se a divergência jurisprudencial sobre lei estadual, convenção ou acordo coletivo do trabalho, sentença normativa ou regulamento de empresa de observância obrigatória em área territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional do Trabalho prolator do acórdão.

É muito remota a possibilidade desse tipo de peça cair no Exercício de Ordem, pois a OAB não exige do candidato conhecimento de Regulamento de Empresa, nem Lei Estadual, pois vejamos: a base do Tribunal Regional do Trabalho, via de regra, é o Estado. Alguns poucos Tribunais Regionais do Trabalho abrangem mais de um Estado, e isso logicamente liquida a hipótese da divergência sobre lei estadual. Por outro lado, apenas um Estado tem dois Tribunais Regionais do Trabalho, e é justamente São Paulo. No entanto, não há legislação estadual sobre trabalho específica de São PauIo, o que inviabiliza a interposição do recurso de revista com fundamento na alínea "b".

Por outro lado, a atividade econômica é tal neste Estado que a maioria dos Sindicatos têm base municipal, ou seja, suas convenções coletivas não extrapolam a área de um dos Tribunais Regionais do Trabalho. No mais, muitas vezes o Exercício de cláusula de convenção ou acordo coletivo envolvem o Exercício de fatos e provas, o que é vedado.

Alínea “c” – Violação literal de disposição de lei federal ou da CF/88:

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Ocorrerá quando a decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho contraria ou violar, literalmente, dispositivo de lei federal ou da Constituição Federal. Não basta uma violação oblíqua ou reflexa da lei, a violação tem que ser contra a letra da lei, direta. Somente poderá ser lei federal (Código Civil Brasileiro, Código de Processo Civil, Consolidação das Leis do Trabalho etc) ou constitucional propriamente dita, não lei estadual ou municipal.

Pode ocorrer de cair no Exercício de Ordem um Recurso de Revista em que o candidato deve fundamentar seu cabimento nas alíneas “a” e “c”, portanto a leitura com atenção do enunciado é de fundamental importância no Exercício.

Prequestionamento O recurso de revista depende, ainda, de expressa manifestação de tese pelo Tribunal Regional do Trabalho sobre o dispositivo legal que ensejar a divergência ou o que foi violado (Súmula 297 do Tribunal Superior do Trabalho), ou seja, a interposição do recurso de revista depende do prequestionamento da matéria alegada.

Preparo Além do prazo o preparo também é um dos requisitos para admissão do Recurso de Revista. O preparo envolve o depósito recursal, para empresas e o recolhimento de custas ou a sua complementação das custas (caso o acórdão do Tribunal Regional do Trabalho tenha majorado o valor da causa), sob pena de deserção.

Transcendência: O artigo 896-A da CLT estabelece que o TST examinará previamente se a causa oferece transcendência com relação aos reflexos gerais de natureza, econômica, política, social ou jurídica.

Instrução Normativa 23/2003: Através dessa instrução normativa o TST determinou que o recorrente transcreva nas razões recursais o trecho do acórdão recorrido que enseja a divergência jurisprudencial ou o que afronta a lei, bem como deve juntar cópia do acórdão divergente ou citar a fonte ofical da onde foi retirado.
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Recomenda ainda, que o recorrente indique as folhas em que se encontram a procuração e substabelecimentos, a decisão recorrida, o comprovante de recolhimento de custas e depósito recursal.

Procedimento Sumaríssimo e o Recurso de Revista No Procedimento Sumaríssimo somente se admite recurso de revista por violação direta da Constituição Federal de 1988 ou de divergência em face de Súmula de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho.

Objetivo do Recurso de Revista: O Recurso de Revista serve-se não à correção de alguma injustiça, mas tem dupla função: 1) uniformizar a jurisprudência e 2) restaurar lei federal ou norma constitucional violadas. O Recurso de Revista somente pode ser elaborado sobre matéria de direito, isto é, não se discutirá novamente matéria fático-probatória, ou seja não podem ser argüidas provas no Recurso de Revista, sob pena o magistrado aplicar a Súmula 126 do TST: "... incabível o recurso de revista ou de embargos para reexame de fatos e provas".

O Recurso de Revista é uma peça extremamente técnica, que requer do candidato sólido conhecimento jurídico, conhecimento das teses na Justiça do Trabalho, boa redação e argumentação.

MAPA DO RECURSO DE REVISTA -Endereçamento (ao Juízo “a quo”); -Número do Processo; -Nome das partes (não precisa qualificar, colocar “já qualificados na exordial”); -Nome do Recurso e fundamento; -Indicação das alíneas “a”, “b” ou “c” do artigo 896 da CLT; -Inconformismo. -Pedido de processamento e devolução da matéria para o Tribunal “ad quem” para apreciação das razões do recurso; -Remessa ao Tribunal competente.
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Petição de Interposição Introdução (Capa do RR)

Pedido

Preparo

-Menção à juntada das guias comprobatórias do recolhimento das custas e depósito recursal (ver tabela de preparo na pág. 85). -“Termos em que, pede e aguarda deferimento”; -“Local, data”. -“Nome do advogado”; -“OAB/__ nº ______”. -Nome das Razões; -Cabeçalho (nome do Recorrente e do Recorrido, número do processo e sua origem); -Saudação à Instância Superior; -O motivo do recurso; -Breve resumo da controvérsia. -Cerceio de Defesa (artigo 5º, LV, da CF); -Sentença ultra, extra, ou infra petita (artigo 128 do CPC); -Negativa de Jurisdição (foi pedido, mas não foi apreciado pelo juízo, mesmo após embargos de declaração). -Demonstração da existência do prequestionamento. - relevância -Cabimento do recurso de revista; -Prescrição e Decadência; -Reforma (baseada nas alíneas); Geralmente um desses dois pedidos: -uniformização da jurisprudência (alínea ”a”); ou -restauração da lei e uniformização da jurisprudência (alíneas “c” e “a”).

Final clássico

Introdução

Preliminares*

Razões de Recurso de Revista

Prequestionamento; Transcendência Mérito (sentença)

Conclusão

MODELO DE RECURSO DE REVISTA

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA ____ REGIÃO.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

NOME DA RECLAMADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da ação trabalhista que lhe move NOME DO RECLAMANTE, vem, tempestiva e respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, não se conformando com o venerando acórdão prolatado, interpor RECURSO DE REVISTA, com fulcro no artigo 896, alíneas “a” e “c”, da CLT, consubstanciado nas razões em anexo.

Requer o mesmo seja conhecido, processado e encaminhado ao Egrégio Tribunal competente para reexame da questão.

Informa,

que

o

presente

recurso

de

revista,

oferece

transcendência com relação aos reflexos gerais de natureza econômica, política, social ou jurídica, nos termos do artigo 896-A, da CLT,

Informa,

por

fim,

que

junta

guias

comprobatórias

de

recolhimento do depósito recursal e das custas processuais.

Termos em que, Pede e aguarda deferimento.

Local e data: ______________

Nome do advogado OAB/__ nº ______

RAZÕES DE RECURSO DE REVISTA

Recorrente: NOME DA RECLAMADA Recorrido: NOME DO RECLAMANTE Processo nº _______ 23

Origem: __________________

Egrégio Tribunal! Colenda Turma! Ínclitos Ministros!

I – RESUMO DA CONTROVÉRSIA (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

O Recorrido propôs Reclamação Trabalhista em face da Recorrente, pleiteando ________. A Recorrente contestou a Reclamatória alegando ________.

O Meritíssimo Juízo proferiu sentença procedente, condenando a Recorrente ao pagamento ____________ pleiteados na vestibular.

Em sede de recurso ordinário o Colendo Tribunal Regional do Trabalho da ___ Região proferiu acórdão mantendo a condenação da primeira instância.

II – DAS PRELIMINARES (colocar apenas se o problema indicar)

III – DO PRESTIONAMENTO O presente recurso de revista pretende o reexame da matéria questionada, vez que a decisão recorrida conferiu interposição diversa ____ (ex: ao artigo ___ da CLT, ou à Súmula ___ deste Colendo Tribunal Superior etc), daquela dada por outro Tribunal Regional do Trabalho, bem como violou os artigos _____ todos da Carta Política de 1988. Necessário destacar, assim, que a questão trazida a reexame nessa sede recursal excepcional foi expressamente ventilada no acórdão recorrido, restando atendido o pressuposto especial do prequestionamento, a ensejar a admissibilidade e o conhecimento do presente recurso.

IV – DA TRANSCENDÊNCIA

24

A causa ora submetida a reexame da mais alta Corte dessa Justiça Especializada oferece transcendência com relação aos reflexos gerais de natureza econômica e jurídica (política ou social, conforme o caso), a teor do artigo 896-A da CLT.

V - DO MÉRITO Não merece prosperar a venerando acórdão prolatado pelas razões a seguir declinadas.

a) DA PRESCRIÇÀO E/OU DECADÊNCIA (colocar apenas se o problema indicar)

b) DO CABIMENTO DO RECURSO DE REVISTA PELA ALÍNEA “a” DO ARTIGO 896 DA CLT O presente recurso comporta cabimento com fundamento na alínea “a” do artigo 896 da CLT, vez que a decisão recorrida foi proferida em total divergência a (por ex: “à Súmula ___ do Tribunal Superior do Trabalho”), evidenciando, assim, notório dissenso interpretativo sobre a aplicação do (por ex: “artigo ___ da CLT”).

O acórdão recorrido foi baseado na seguinte fundamentação: (transcrever o acórdão recorrido)

Verifica-se que a decisão recorrida entendeu _________ (colocar uma síntese da parte que pretende ver reformada).

Todavia, esse não foi o entendimento proferido pelo (por ex.: Tribunal Superior do Trabalho em sua Súmula ___) o qual declarou plenamente legal _______, conforme vênia se transcreve: (transcrever uniformização da jurisprudência). a Súmula, OJ, Acórdão etc, para a

Examinado a tese definida na Súmula/ OJ/ Acórdão paradigma e aquela adotada pela decisão recorrida nota-se evidente divergência na interpretação do artigo __ (ex.: da CLT), porquanto a Súmula, OJ, Acórdão etc, reafirma a posição ora defendida (colocar o que a Súmula/ OJ/ Acórdão traz para fundamentar sua defesa).

Isto posto, os entendimentos consubstanciados nas Súmulas 296, 297 e 337 do Tribunal Superior do Trabalho foram comprovadamente atendidos, restando claramente demonstrado o cabimento do presente Recurso de Revista com fundamento da alínea “a” do artigo 896 da CLT.

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c) DO CABIMENTO DO RECURSO DE REVISTA PELA ALÍNEA “c” DO ARTIGO 896 DA CLT O presente recurso comporta cabimento com fundamento na alínea “c” do artigo 896 da CLT, vez que a decisão recorrida foi proferida violando o artigo ___ da Constituição Federal de 1988.

O acórdão recorrido foi baseado na seguinte fundamentação: (transcrever o acórdão recorrido)

Verifica-se que a decisão recorrida entendeu _________ (colocar uma síntese da parte que pretende ver reformada).

Todavia, a Carta Política do país traz diferente diretriz da legislação brasileira, conforme vênia se transcreve: (transcrever o artigo da Constituição Federal que foi violado pelo acórdão recorrido).

Verifica-se, portanto que o venerando acórdão recorrido violou frontalmente a Constituição Federal, pois conforme o(s) artigo(s) supra transcrito(s) _____ (colocar o que o artigo da Constituição Federal dispõe para fundamentar sua defesa).

Diante do exposto, resta flagrante a violação direta e frontal ao(s) artigo(s) ___ da Constituição Federal, consolidando a interposição do presente Recurso de Revista com fundamento na alínea “c” do artigo 896 da CLT.

VI – RAZÕES DE REFORMA DO ACÓRDÃO RECORRIDO Demonstrado o cabimento do presente Recurso de Revista pelas alíneas “a” e “c” do artigo 896 da CLT, cabe à Recorrente elencar as razões pelas quais deverá ser provido, a fim de que seja reformado o venerando acórdão recorrido no que pertine à ____________ (colocar o pretende ver mudado no acórdão).

O venerando acórdão recorrido afirmou que _______.

Entretanto equivocaram-se os Eméritos Julgadores, pelos motivos abaixo expostos: Primeiramente, e ao contrário do quanto alegado no venerando acórdão, ___________________ (colocar a sua defesa e fundamentá-la em artigos, Súmulas OJ’s etc). Destarte, tendo a Recorrente deparado com a violação das leis, que deve irrestrita obediência, em seu detrimento, bem como encontrando-se desamparada

26

pela decisão regional, vale-se do presente remédio processual a fim de seja reformado o venerando acórdão recorrido, uniformizando a jurisprudência e afastando, por conseguinte, a condenação da Recorrente em _____.

VII – CONCLUSÃO Pelo exposto, a Recorrente requer a este Egrégio Tribunal Superior do Trabalho , através de seus Ínclitos Ministros, que conheça e dê provimento ao presente Recurso de Revista, reformando o venerando acórdão recorrido no que se refere ao __________, conforme supra aduzido, uniformizando, assim, a jurisprudência, para que se faça a mais lídima e costumeira Justiça!

Local e data: _____________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

7.3.1 – CONTRA-RAZÕES DE RECURSO DE REVISTA

Conforme mencionado anteriormente, as contra-razões, não só as de Recurso de Revista, são fundamentadas no artigo 900 da CLT e devem observar os mesmos pressupostos de admissibilidade do recurso que está contraarrazoando.

MODELO DE CONTRA-RAZÕES DE RECURSO DE REVISTA
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA ____ REGIÃO.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

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NOME DA RECLAMADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da ação trabalhista que lhe move NOME DO RECLAMANTE, vem, tempestiva e respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar suas CONTRARAZÕES DE RECURSO DE REVISTA, com fulcro no artigo 900 da CLT, consubstanciado nas razões em anexo.

Requer as presentes razões sejam recebidas, conhecidas e remetidas ao Egrégio Tribunal Superior do Trabalho.

Termos em que, Pede e aguarda deferimento.

Local e data: _______________

Nome do advogado OAB/__ nº ______

CONTRA-RAZÕES DE RECURSO DE REVISTA

Recorrida: NOME DA RECLAMADA Recorrente: NOME DO RECLAMANTE

Processo nº _______ Origem: __________________

Egrégio Tribunal! Colenda Turma! Ínclitos Ministros!

I – RESUMO DA CONTROVÉRSIA (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

O Recorrente propôs Reclamação Trabalhista em face da Recorrida, pleiteando ________. A Recorrida contestou a Reclamatória alegando ________. 28

O Meritíssimo Juízo de primeira instância proferiu sentença procedente, condenando a Recorrida ao pagamento ____________ pleiteados na vestibular.

Em sede de recurso ordinário o Colendo Tribunal Regional do Trabalho da ___ Região proferiu acórdão reformando a sentença e julgando-a improcedente.

O Recorrente, então interpôs Recurso de Revista com base na alínea “a” do artigo 896 da CLT, alegando estar o venerando acórdão regional em discordância com _____ (ex: a Súmula ___ deste Colendo Tribunal Superior do Trabalho).

II – DAS PRELIMINARES (pode ser, por exemplo, a falta de prequestionamento, mas isso o enunciado irá fornecer caso seja o objetivo da examinador).

III – DO MÉRITO Não assiste razão o Recorrente, conforme passa-se a expor pelas razões a seguir declinadas.

a) DA PRESCRIÇÀO E/OU DECADÊNCIA (colocar apenas se o problema indicar)

b) DO CABIMENTO DO RECURSO DE REVISTA PELA ALÍNEA “a” DO ARTIGO 896 DA CLT O recurso de revista interposto pelo Recorrente, não merece prosperar eis que não observado corretamente a aplicação da alínea “a” do artigo 896 da CLT, conforme observado abaixo.

O Recorrente alegou em seu recurso que o venerando acórdão foi proferido em discordância (por exemplo: da Súmula ___ deste Colendo Tribunal Superior do Trabalho). Contudo o Recorrente não observou que (no caso: a Súmula) em que baseou sua defesa (por exemplo: não mais está em vigor, pois foi revogada pela Súmula ___ de __/__/____).

Isto posto, entende a Recorrida que o Recorrente não preencheu os requisitos para a interposição do Recurso de Revista ora contra-arrazoado, nos termos do supra alegado.

IV – DA MANUTENÇÃO DO VENERANDO ACÓRDÃO

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Conforme demonstrado acima, o recurso de revista, neste ato contrato-arrazoado, não merece prosseguir eis que não observado o pressuposto da fundamentação do recurso em uma das alíneas do artigo 896 da CLT, devendo o venerando acórdão regional ser mantido conforme proferido pelo Tribunal Regional do Trabalho da ___ Região, pois proferido nos termos da legislação em vigor.

V – CONCLUSÃO Pelo exposto, a Recorrida requer a este Egrégio Tribunal Superior do Trabalho, através de seus Ínclitos Ministros, que mantenha a decisão proferida pelo Colendo Tribunal Regional do Trabalho da __ Região, reforçando o julgamento improcedente da reclamação ajuizada pelo Recorrente, para que se faça a mais lídima e costumeira Justiça!

Local e data: _______________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

7.4 – EMBARGOS PARA O PLENO*

Os Embargos para o Pleno, estão previstos no artigo 894 da Consolidação das Leis do Trabalho, e são recursos interpostos no Tribunal Superior do Trabalho. Atualmente, não existem mais os Embargos para o Pleno, eis que o Tribunal Superior do Trabalho, por força da Lei 7.701/88 foi dividido em Seção Especializada em Dissídios Individuais I (SDI - I), responsável pelo julgamento dos dissídios individuais originários das Varas, Seção Especializada em Dissídios Individuais II (SDI- II), responsável pelos dissídios individuais originários do Tribunal Regional do Trabalho (mandado de segurança, ação rescisória e habeas corpus) e Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC), responsável pelos dissídios coletivos.
*

Observando-se o texto do artigo 894 da CLT, temos a menção expressa ao recurso denominado de Embargos ao Pleno do TST. Contudo, tal recurso não mais existe desde o advento da Lei Federal nº 7.701/88, a qual substituiu aquele recurso, pelos Embargos Infringentes, Embargos de Nulidade e Embargos de Divergência. Atualmente, os embargos são de competência das Turmas do TST, conhecidas como SDI-1, SDI-2 e SDC. 30

O Pleno ainda existe, mas com menos funções do que tinha anteriormente. Atualmente o Pleno poderá: a) declarar inconstitucionalidade de leis ou atos normativos do Poder Público; b) julgar incidentes de uniformização de jurisprudência em dissídios individuais; c) aprovar os enunciados de Súmulas nos dissídios individuais; d) elaborar seu regimento interno etc.

Pela lei 7.701-88, os Embargos para o Pleno foram desdobrados em três peças, quais sejam: embargos infringentes, de nulidade e de divergência (dissídio coletivo).

ATUALMENTE: A lei 11.496 de 22-06-07 estabelece que cabem embargos no TST, no prazo de 8 dias:

1) Embargos infringentes São interpostos para a Seção Especializada em Dissídios Coletivos, das decisões não unânimes em dissídios coletivos. Não-unânime quer dizer que há voto vencido, e tal se verifica cláusula a cláusula do dissídio coletivo.

Os dissídios coletivos via de regra, têm dezenas de cláusulas. Quando se elabora um recurso sobre eles, geralmente se forma uma junta de advogados, sendo que cada um deles irá elaborar o recurso sobre determinado trecho do dissídio coletivo, que tanto pode ser dividido pelo número das cláusulas, como pela matéria a que elas se refiram (conteúdo econômico, conteúdo social).

A possibilidade de cair essa peça é bem remota, vez que se trata de dissídio coletivo e que o máximo que OAB chega de direito coletivo é fazer algumas questões sobre ele.

2) Embargos de divergência Cabem em dissídios individuais das divergências entre turmas do Tribunal Superior do Trabalho, ou com decisão da turma com decisão da Seção Especializada em Dissídios Individuais, ou com Orientação Jurisprudencial da
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Seção Especializada em Dissídios Individuais ou com Súmula do Tribunal Superior do Trabalho.

Acórdão de outra Turma do TST; Acórdão em dissídio individual de Turma do TST em face de: Orientação Jurisprudencial das SDI’s; Súmulas do TST. É parecido com o Recurso de Revista pela alínea “a” do artigo 896 da CLT, portanto o modelo é muito parecido com o do RR, apelas troque o endereçamento e não se esqueça do prequestionamento.

Obs.: Não são cabíveis Embargos para as SDI’s Contra decisão que negar provimento a Agravo de Instrumento contra despacho que negou seguimento a recurso de revista (salvo quando a decisão se refira a pressupostos extrínsecos do agravo - previsão legal, cabimento, tempestividade, preparo e representação).

Prazo dos Embargos: 8 (oito) dias.

Depósito Recursal Há depósito recursal a ser realizado pela parte.

Divergência Jurisprudencial das Turmas ou das SDI’s Para comprovação da divergência jurisprudencial das Turmas ou da Seção Especializada em Dissídios Individuais, cabe ao recorrente juntar certidão ou cópia autenticada do acórdão paradigma, ou citar fonte oficial ou repositório autorizado em que foi publicado (diário oficial).

Petição de Interposição A Petição de Interposição dos Embargos é dirigida ao Presidente da Turma que julgou o recurso de revista, e as razões dos embargos são dirigidas à Seção

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Especializada em Dissídios Individuais. É aberta vista ao Embargado para, em 8 (oito) dias, apresentar sua contra-minuta.

Embargos de Divergência Petição de Interposição Razões dos Embargos Para o Presidente da Turma do Tribunal Superior do Trabalho. Para Seção Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho.

7.5 – AGRAVO REGIMENTAL

O Agravo Regimental é um recurso previsto no Regimento Interno dos Tribunais. Tem por objetivo obter o reexame de certa decisão.

Segundo o artigo 709, parágrafo 1º da CLT cabe agravo regimental para o Tribunal Pleno do TST contra decisões proferidas pelo Corregedor do TST.

No TST o Agravo Regimental, também chamado de "agravinho", é cabível contra: a) despacho do Presidente do Tribunal que denegar seguimento a embargos infringentes; b) despacho do Presidente do Tribunal que suspende execução de liminares ou de decisão concessiva de mandado de segurança; c) despacho do Presidente do Tribunal que concede ou nega suspensão da execução de liminar ou da sentença em cautelar; d) despacho do Presidente do Tribunal concessivo de liminar em mandado de segurança ou em ação cautelar; e) decisões e despachos proferidos pelo Corregedor Geral; f) despacho do relator que negar prosseguimento a recurso; g) despacho do relator que indeferir inicial de ação de competência originária do Tribunal, como mandado de segurança e ação rescisória;

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h) despacho do presidente do Tribunal concedendo efeito suspensivo em dissídio coletivo; i) despacho ou decisão do Presidente do Tribunal, do Presidente de Turma, do Corregedor-Geral ou relator que causar prejuízo ao direito da parte, ressalvados aqueles contra os quais haja recursos próprios previstos na legislação ou no Regimento Interno do TST (artigo 243 do Regimento Interno do TST).

Nos Tribunais Regionais do Trabalho, é cabível o agravo regimental contra: a) decisões proferidas pelo Presidente da Corte, quando exerce a função de corregedor; b) decisões do Presidente do Tribunal, do Vice-presidente, do Corregedor ou do Vice-Corregedor, dos Presidentes de Grupos de Turmas, dos Presidentes de Turmas ou dos relatores, desde que haja prejuízo às partes em relação à decisão praticada; c) despacho do relator que indeferir petição de ação rescisória; d) despacho do relator que indeferir de plano o pedido de mandado de segurança; e) despacho do relator que conceder ou denegar o pedido de medida liminar.

O efeito do agravo regimental é devolutivo, num primeiro momento, pois devolve à apreciação do juiz competente a análise do despacho que negou seguimento ao recurso anterior. Num segundo momento, tem efeito modificativo e devolutivo, sendo mais amplo, como no caso da decisão do Corregedor, que pode ser modificada pela Turma, Grupo de Turmas, Seção Especializada ou Pleno do Tribunal.

Não cabem embargos para a SDI contra decisão de Turma proferida em agravo, salvo para reexame dos pressupostos extrínsecos do recurso a que se negou seguimento no TST (Enunciado 353 do TST).

O prazo do Agravo Regimental no TST é de 8 (oito) dias, conforme artigo 243 de seu Regimento Interno, contados a partir da publicação do despacho, e será

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encaminhado ao Pleno, às Seções Especializadas ou Turmas, conforme a respectiva competência.

Se manifestamente inadmissível ou infundado o Agravo Regimental o Tribunal condenará o agravante a pagar ao agravado uma multa entre 1 e 10% do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionado ao pagamento dessa quantia, nos termos do artigo 557, parágrafo 2º do CPC.

MODELO DE AGRAVO REGIMENTAL
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DA ___ TURMA DO EGRÉGIO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

NOME DO RECLAMANTE, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Reclamação Trabalhista que move em face de NOME DA RECLAMADA, vem, tempestiva e respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, interpor AGRAVO REGIMENTAL, com fulcro no Regimento Interno deste Egrégio Tribunal Superior do Trabalho, conforme razões anexas.

Requer o regular processamento do agravo, determinando-se seu encaminhamento à Seção de Dissídios Individuais do Egrégio Tribunal competente para o reexame da questão.

Termos em que, Pede e aguarda deferimento.

Local e data: __________________

Nome do advogado OAB/__ nº ______

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RAZÕES (ou) MINUTA DE AGRAVO REGIMENTAL

Agravante: NOME DO RECLAMANTE Agravado: NOME DA RECLAMADA Processo nº _______ Origem: __________________

Egrégio Tribunal! Colenda Seção de Dissídios Individuais

Conforme se vê as fls.___, o Agravante interpôs embargos para a Seção Especializada em Dissídios Individuais, perante a ___ Turma do Egrégio Tribunal Superior do Trabalho, tendo o Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente daquela Turma negado seguimento ao recurso interposto sob a alegação de que não houve volição literal de dispositivo da Constituição.

Não obstante o brilhantismo do Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente, a respeitável decisão que negou seguimento ao recurso do Agravante foi equivocada e merece reforma, conforme passa a expor.

I – BREVE SÍNTESE DA CONTROVÉRSIA (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

II – DA REFORMA DA DECISÃO Não merece prosperar a respeitável decisão proferida pelo Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente, eis que não agiu com o costumeiro acerto, conforme passa a expor.

Ocorre que é manifesta a violação do artigo 5º, XXXVI da Constituição Federal, pois o Agravante tinha direito adquirido ao ______ (colocar o direito que o Agravante tiver, caso seja um problema de direito adquirido à alguma coisa).

Portanto, equivocada a decisão do Excelso Ministro Presidente da ___ Turma do Egrégio Tribunal Superior do Trabalho, eis que,conforme fundamentação supra, merece ser reformada.

III – CONCLUSÃO

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Pelo exposto, espera o Agravante seja conhecido e provido o presente recurso, para fim de modificar o respeitável despacho e conferir regular processamento ao recurso interposto, para que se faça a mais lídima e costumeira

Justiça!

Local e data: ________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

7.6 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO

Exaurida toda a matéria trabalhista, é ainda possível o Recurso Extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, nos moldes do artigo 102, III, da Constituição Federal, quando a controvérsia versar sobre matéria constitucional.

O inciso III do artigo 102, prevê as hipóteses em que será cabível o Recurso Extraordinário, nas causas decididas em última instância quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo da Constituição Federal; b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; c) julgar válida lei ou ato do governo local contestado em face da Constituição; d) julgar válida lei local contestada em face de federal.

Portanto, as decisões trabalhistas passíveis de Recurso Extraordinário são as proferidas pela Seção Especializada em Dissídios Individuais, Seção Especializada em Dissídios Coletivos ou Pleno do Tribunal Superior do Trabalho.

O Recurso Extraordinário tem o prazo de 15 (quinze) dias, conforme artigo 508 do Código de Processo Civil. A Petição de Interposição é apresentada ao Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, conforme artigo 541 do Código de Processo Civil.
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A maioria das vezes o Recurso Extraordinário é interposto quando houve em alguma parte do processo cerceio de defesa (artigo 5º, LV, da CF).

O recurso extraordinário só será recebido no efeito devolutivo.

O recurso extraordinário não será admitido quando não prequestionada na decisão recorrida a matéria constitucional violada.

Há depósito recursal. Custas, somente se tiver majoração pelo Tribunal Superior do Trabalho.

MAPA DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO -Endereçamento (ao Juízo “a quo”); -Número do Processo; -Nome das partes (não precisa qualificar, colocar “já qualificados na exordial”); -Nome do Recurso e fundamento; -Indicação das alíneas do artigo 102, III, da CF; -Pedido de processamento e devolução da matéria para o STF para apreciação das razões do recurso; -Remessa ao Tribunal competente. -Menção à juntada das guias comprobatórias do recolhimento das custas (se tiver majoração) e depósito recursal (ver tabela de preparo). -“Termos em que, pede e aguarda deferimento”; -“Local, data”. -“Nome do advogado”; -“OAB/__ nº ______”.

Introdução

Petição de Interposição (Capa do R.Extr.)

Pedido

Preparo

Final clássico

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Introdução

-Nome das Razões; -Cabeçalho (nome do Recorrente e do Recorrido, número do processo e sua origem); -Saudação ao STF; -O motivo do recurso; -Breve resumo da controvérsia. -Cerceio de Defesa (artigo 5º, LV, da CF) – no caso da alínea “a” do artigo 102, III, da CF.

Razões de Recurso Extraordinário

Violação da CF (se o motivo do recurso for a alínea “a” do artigo 102) Prequestionamento Conclusão

-Demonstração da existência do prequestionamento. -Restauração da constitucional violada. norma

MODELO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO COLENDO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

NOME DA RECLAMADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Reclamação Trabalhista que lhe move NOME DO RECLAMANTE, vem, tempestiva e respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, não se conformando com o venerando acórdão prolatado, interpor RECURSO EXTRAORDINÁRIO, com fulcro no artigo 102, III, alínea “a”, da Constituição Federal, combinado com o artigo 541 e seguinte do CPC, conforme razões anexas.

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Requer sejam recebidas, conhecidas e remetidas ao Egrégio Superior Tribunal Federal as presentes razões para que sejam apreciadas.

Informa, outrossim, que junta guias comprobatórias de recolhimento do depósito recursal e das custas complementares.

Termos em que, Pede e aguarda deferimento.

Local, data.

Nome do advogado OAB/__ nº ______

RAZÕES DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO

Recorrente: NOME DA RECLAMADA Recorrido: NOME DO RECLAMANTE Processo nº _______ Origem: __________________

Excelso Supremo Tribunal Federal! Ínclitos Ministros!

I – RESUMO DA CONTROVÉRSIA (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

O Recorrido propôs Reclamação Trabalhista em face da Recorrente pleiteando ________.

A Recorrente contestou a Reclamatória alegando ________.

Em audiência de instrução e julgamento o Meritíssimo Juízo de primeira instância proferiu sentença totalmente procedente, mesmo sob protestos da Recorrente, pois encerrada a instrução processual sem a oitiva de suas testemunhas.

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Em sede de recurso ordinário o Colendo Tribunal Regional do Trabalho da ___ Região proferiu acórdão mantendo a sentença, mesmo com a alegação da Recorrente de nulidade processual.

A Recorrente, então interpôs Recurso de Revista alegando estar o venerando acórdão regional violando frontalmente dispositivo constitucional, sendo, no entanto, mantido o venerando acórdão.

II – DA VIOLAÇÃO À CONSTITUIÇÃO FEDERAL O indeferimento da oitiva de suas testemunhas impediu a Recorrente de produzir prova imprescindível à comprovação de suas alegações.

Com a supressão da prova, houve manifesto prejuízo à Recorrente.

A Reclamação foi julgada procedente em primeira instância, o que foi confirmado pelo Tribunal Regional do Trabalho da ___ Região, bem como pelo Tribunal Superior do Trabalho, por sua ___ Turma, provocada por Recurso de Revista, tudo conforme supra explicado.

O indeferimento da oitiva, bem como sua confirmação pelo Tribunal Regional do Trabalho e pelo Tribunal Superior do Trabalho até última instância, constituiu inequívoco cerceamento de defesa, posto que com tal atitude restaram totalmente violados os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, previstos no artigo 5° , inciso LV, da Constituição Federal de 1988.

III – DO PRESTIONAMENTO O presente recurso de revista pretende o reexame da matéria questionada, vez que a decisão recorrida conferiu interposição diversa ____ (ex: ao artigo ___ da CLT, ou à Súmula ___ deste Colendo Tribunal Superior etc), daquela dada por outro Tribunal Regional do Trabalho, bem como violou os artigos _____ todos da Carta Política de 1988. Necessário destacar, assim, que a questão trazida a reexame nessa sede recursal excepcional foi expressamente ventilada no acórdão recorrido, restando atendido o pressuposto especial do prequestionamento, a ensejar a admissibilidade e o conhecimento do presente recurso.

IV – CONCLUSÃO Assim, é o presente Recurso Extraordinário para que se restaure a norma constitucional violada, declarando-se a nulidade do processado desde o

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indeferimento da produção de prova acima noticiado, como medida da mais lídima e costumeira JUSTIÇA!

Local, data.

Nome do advogado OAB/__ nº _______

7.7 – AGRAVO DE INSTRUMENTO

O Agravo de Instrumento está previsto no artigo 897, alínea "b", da Consolidação das Leis do Trabalho, e é cabível contra despacho que denegar o seguimento de qualquer recurso (recurso ordinário, de revista, agravo de petição e recurso extraordinário), não cabendo apenas contra decisões interlocutórias na Justiça do Trabalho.

O Agravo de Instrumento tem esse nome porque não vai para o Tribunal competente junto com os autos, ou seja, ele não é anexado ao processo e autuado como um recurso qualquer, mas sim porque há a necessidade da formação do instrumento em apartado, ou seja, as cópias das principais peças do processo principal.

Essas peças estão previstas no artigo 897, parágrafo 5º, da Consolidação das Leis do Trabalho e são classificadas como obrigatórias (requisitos para a admissão do Agravo de Instrumento) e como facultativas (o agravante junta as cópias das peças que acreditar melhor formar o convencimento do magistrado e auxiliar no deslinde da questão).

O prazo do Agravo de Instrumento é de 8 (oito) dias. Não há depósito recursal, nem custas. O Agravo de Instrumento não tem efeito suspensivo.

MODELO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO
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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

NOME DO RECLAMANTE, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Reclamação Trabalhista que move em face de NOME DA RECLAMADA, vem, tempestiva e respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, interpor AGRAVO DE INSTRUMENTO, com fulcro no artigo 897, alínea “b”, da CLT, não se conformando com o respeitável despacho que denegou seguimento ao Recurso Ordinário apresentado, conforme razões anexas.

Junta as cópias das peças necessárias à formação do instrumento quais sejam:

1) Decisão agravada; 2) Certidão da respectiva intimação; 3) Procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado; 4) Petição Inicial; 5) Contestação; 6) Decisão originária; 7) Comprovante de recolhimento do depósito recursal (se realizado); 8) Comprovante de recolhimento das custas processuais (se realizado); 9) Peças facultativas.

Requer o regular processamento do agravo, determinando-se seu encaminhamento ao Egrégio Tribunal competente para o reexame da questão.

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Termos em que, Pede e aguarda deferimento.

Local e data: _____________

Nome do advogado OAB/__ nº ______

RAZÕES (ou) MINUTA DE AGRAVO DE INSTRUMENTO

Agravante: NOME DO RECLAMANTE Agravado: NOME DA RECLAMADA Processo nº _______ Origem: __________________

Egrégio Tribunal! Colenda Turma! Nobres Julgadores!

Como se vê do despacho de fls.__, foi negado seguimento ao Recurso Ordinário do Recorrente, ora Agravante, sob o argumento de que ________ (colocar o argumento utilizado pelo juízo “a quo” para negar seguimento ao recurso).

No obstante o brilhantismo do Meritíssimo Juízo, a respeitável decisão que negou seguimento ao recurso do Agravante foi equivocada e merece reforma, conforme passa a expor.

I – BREVE SÍNTESE DA CONTROVÉRSIA (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

A Recorrente, ora Agravante, propôs Reclamação Trabalhista em face da Recorrida, ora Agravada, pleiteando ________.

A Agravada contestou a Reclamatória alegando ________.

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Em audiência Una, após o encerramento da instrução processual, o Meritíssimo Juízo de primeira instância acolheu apenas parcialmente os pedidos relacionados na inicial.

Inconformado com a respeitável decisão o Agravante interpôs recurso ordinário para o Colendo Tribunal Regional do Trabalho da ___ Região.

No entanto, o Meritíssimo Juízo de primeiro grau negou seguimento ao recurso sob alegação de _______ (ex.: “não ter havido a comprovação do pagamento das custas processuais, estando, portanto, deserto”).

II – DA REFORMA DA DECISÃO Não merece prosperar a respeitável decisão proferida pelo Meritíssimo Juízo de primeira instância, eis que não agiu com o costumeiro acerto, conforme passa a expor. A respeitável decisão proferida em primeiro grau de jurisdição acolheu parcialmente os pedidos pleiteados na vestibular. Inconformado com a decisão o Agravante interpôs recurso ordinário cujo seguimento foi negado, pois (ex.: “deserto”) segundo despacho denegatório do Meritíssimo Juízo.

Com todo o respeito ao brilhantismo do Meritíssimo Juízo, no caso em tela, equivocadamente proferiu a respeitável decisão, pois nos termos do artigo ____ (ex.: “789, parágrafo 4º da CLT, há inexistência de deserção”), entendimento este retirado das palavra de Valentin Carrion, “Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho, 30º edição, página 592: (“O princípio vigorante na Justiça Comum é o da condenação do autor em custas, sobre o valor da causa, se improcedente a ação; do réu, se procedente; e proporcional ai ambas, se procedente em parte. No processo trabalhista, não: desde que qualquer parcela seja acolhida pela sentença, o reclamante não as pagará, mesmo que sejam improcedentes todas as demais parcelas pleiteadas. Desistindo do prosseguimento, paga-as; a carência da ação equivale, para esse fim, à improcedência. A condenação em custas independe de tê-Ias pedido. Por falta de legislação expressa, não são devidos emolumentos, salvo no caso de traslados ou instrumentos, nos procedimentos da chamada jurisdição voluntária ou graciosa (...)”). (grifos nossos)

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Portanto equivocada a respeitável decisão de denegar o seguimento do recurso ordinário interposto pelo Agravante, pois a sentença proferida pelo Meritíssimo Juízo de primeiro grau _____ (ex.: julgou parcialmente procedente os pedidos pleiteados em exordial, não caracterizando, portanto, a deserção do recurso, pois isento o Agravante do recolhimento das custas processuais).

III – CONCLUSÃO Pelo exposto, demonstrou o Agravante que observou todos os pressupostos gerais e específicos de admissibilidade do recurso ordinário interposto, requerendo, portanto, o provimento do presente Agravo de Instrumento, para fim de modificar o respeitável despacho e conferir seguimento ao recurso interposto, para que se faça a mais lídima Justiça!

Local e data: ______________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

FASE DE EXECUÇÃO

Na Fase de Execução o direito reconhecido é entregue ao seu titular, ou seja, se o Reclamante teve seus pedidos reconhecimentos na fase de

conhecimento, é na fase de execução que seu direito será liquidado e ele receberá o “quantum” devido.

A execução, segundo a doutrina mais abalizada, é o "calcanhar de Aquiles" do Processo do Trabalho, por ser demorada e havendo possibilidades de o devedor protelar o andamento do feito até por mais tempo do que durou a cognição.

A Consolidação das Leis do Trabalho dispõe sobre a Execução nos artigos 876 a 892. Importante lembrar que a ordem de aplicação das legislações referentes à Execução ocorre da seguinte maneira no Processo do Trabalho: 1º) CLT; 2º) LEF (Lei de Execuções Fiscais – Lei nº 6.830/80); e 3º) CPC.

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São executadas na Justiça do Trabalho as decisões transitadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com efeito suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os termos de ajuste de conduta firmados pelo Ministério Público do Trabalho; e os termos de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia.

Há que se lembrar que na Justiça do Trabalho a execução é realizada em favor do executante, e não do executado, como na Justiça Cível, eis que se trata de prestações alimentares.

A execução poderá ser promovida por qualquer interessado; pela parte; de oficio pelo Juiz; e pela Procuradoria do Trabalho.

A execução é promovida pelo Juiz que presidiu o processo de conhecimento.

Execução Provisória

A execução na Justiça do Trabalho, ainda, pode ser feita de forma provisória, dado que os recursos não têm efeito suspensivo.

A carta de sentença para a execução provisória das obrigações de dar (pagar) segue o quanto disposto no artigo 590 do Código de Processo Civil.

A execução provisória vai até a penhora (artigo 899 da Consolidação das Leis do Trabalho), ou seja, não há o leilão, praça e nem a adjudicação do bem penhorado. Serve apenas para garantir o juízo, garantir o pagamento dos direitos do Reclamante.

1 – LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA

A primeira providência no processo de execução é a apresentação de cálculos pelo exeqüente (o empregado) no prazo de 10 (dez) dias (artigo 879 da CLT), é

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quando se faz a chamada Liquidação da Sentença, ou seja, transforma-se a sentença de conhecimento em um “quantum” devido.

A liquidação da sentença pode ser por arbitramento (liquidação é feira por um árbitro com conhecimento técnico), por cálculo (liquidação através de cálculos apresentados) ou por artigos (quando há a necessidade de prova de fatos novos), segundo o artigo 879 da CLT, no entanto prevalece na prática na Justiça do Trabalho a liquidação por cálculos.

MODELO DE LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR CÁLCULOS
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº ____________

NOME DO RECLAMANTE, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Execução Trabalhista que move em face de NOME DA RECLAMADA, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR CÁLCULOS, com fulcro no artigo 879 da CLT, conforme planilha de cálculos em anexo atualizada com juros e correção monetária, em atendimento ao despacho de fls.__ .

Requer sejam homologados os cálculos apresentados para o fim de tornar líquida a sentença condenatória.

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: ________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

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2 – IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS

Feitos os cálculos pelo Empregado, o Juízo poderá abrir vistas à parte contrária para que se manifeste sobre os cálculos apresentados através da chamada Impugnação dos Cálculos.

MODELO DE IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº ___________

NOME DA RECLAMADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Execução Trabalhista que lhe move NOME DO RECLAMANTE, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS apresentados pelo Exeqüente, com fulcro no artigo 879, parágrafo 2º da CLT, conforme planilha de cálculos em anexo atualizada com juros e correção monetária, em atendimento ao despacho de fls.

Requer sejam desconsiderados os cálculos apresentados pelo Exeqüente, vez que em desacordo com a sentença condenatória e com a legislação em vigor, bem como, sejam homologados os cálculos apresentados para o fim de tornar líquida a sentença proferida.

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: ________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

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3 - PERÍCIA

Após a apresentação de cálculos por ambas as partes, o juiz geralmente requer o auxílio de um perito contábil para orientá-lo com os saldos apresentados, já que raramente há concordância entre as partes a respeito do “quantum” devido.

4- SENTENÇA DE LIQUIDAÇÃO ou HOMOLOGAÇÃO DOS CÁLCULOS

Com os cálculos do exeqüente (empregado), do executado (empresa) e do perito, o juiz chega a um “quantum” correspondente à condenação, e profere a Sentença de Liquidação ou apenas Homologação dos Cálculos.

Essa sentença não tem natureza jurídica de uma sentença normal, ou seja, não comporta recurso. O que ocorre depois de proferida é a Penhora. Somente após a penhora é que as partes podem se manifestar sobre o valor homologado pelo juiz da execução.

5 – EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE

Uma forma de atacar a sentença de liquidação antes da penhora é através da Exceção de Pré-Executividade.

A Exceção de Pré-Executividade está prevista no artigo 741 do Código de Processo Civil que prevê, genericamente, os embargos no processo de execução. Não há qualquer previsão sobre ela na Consolidação das Leis do Trabalho.

A Exceção de Pré-Executividade não admite qualquer dilação probatória para a demonstração de que o credor não pode executar o devedor, ou seja, não há

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como se fazer prova, a prova tem que ser feita de plano. Se houver qualquer matéria pendente de prova deve-se usar os Embargos à Execução.

A matéria alegada na Exceção de Pré-Executividade somente pode estar relacionada com o aspecto formal do processo. São argüíveis todos os pressupostos de formação e desenvolvimento válido do processo de execução, a prescrição, o pagamento, a ilegitimidade de parte etc., por exemplo, a falta de citação do executado.

Na Exceção de Pré-Executividade não há garantia do Juízo, isto é, não ocorre a penhora, os bens ou o dinheiro do devedor não sofrem qualquer constrição.

A Exceção de Pré-Executividade é dirigida ao próprio Juiz que preside a execução, portanto, não tem petição de interposição. Independe do pagamento de custas, nos termos do artigo 789 da Consolidação das Leis do Trabalho, até porque não está prevista neste diploma legal.

MODELO DE EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº ___________

NOME DA RECLAMADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Execução Trabalhista que lhe move NOME DO RECLAMANTE, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, opor EXCEÇÃO DE PRÉ-

EXECUTIVIDADE, com fulcro no artigo 741 do Código de Processo Civil, pelas razões de fato e de direito aduzidas a seguir.

I – BREVE RESUMO DO FEITO

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(resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

Em ______ (colocar data somente se o enunciado informá-la), o senhor Oficial de Justiça, designado para o feito, compareceu às dependências da Excipiente com um mandado de citação, intimação e penhora.

Ali identificando (por exemplo: “automóveis da empresa, passou a relacioná-Ios como penhorados, no que foi então impedido pela Excipiente, retirandose sem chegar a constranger nenhum bem, certificando o ocorrido nos autos”).

No entanto a Excipiente ______ (exemplo: “jamais fez parte do feito que deu origem à execução, sendo terceiro absolutamente estranho à lide, vez que a execução é dirigida à empresa _____ - colocar o nome apenas se o enunciado fornecê-lo – absolutamente distinta da Excipiente”).

(“Ocorre que a empresa _____ ocupou anteriormente o mesmo endereço da Excipiente, desocupando-o em ____, ocasião em que passou por uma reforma, sendo então ocupada pela Excipiente”)

II EXECUTIVIDADE

DO

CABIMENTO

DA

EXCEÇAO

DE

PRÉ-

(colocar o fundamento da Exceção de Pré-Executividade, que pode ser um dos incisos do artigo 741 do CPC, conforme exemplo abaixo).

Importante salientar que a Exceção de Pré-Executividade é cabível no caso em tela, pois ainda não foram penhorados quaisquer bens da Excipiente, bem como que a mesma _____ (exemplo: “é parte ilegítima na execução, não devendo prosseguir o feito como a Excipiente conforme passa a explicar”).

“A legitimidade para ocupar o pólo passivo da execução é pressuposto legal para formação válida da mesma. Sendo parte absolutamente estranha ao feito, contra ela não pode seguir a execução, nos termos do artigo 267, VI, do Código de Processo Civil”. III – DO DIREITO (Expor a tese jurídica pertinente ao caso)

IV – CONCLUSÃO

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Conforme supra aduzido, é manejada, portanto, a presente Exceção de Pré-Executividade para que seja, diante da evidente ilegitimidade de parte, extinta a execução em face da Excipiente, nos termos do artigo 267, VI, do Código de Processo Civil.

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: ________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

Note-se que a ilegitimidade de parte também pode ser alegada mediante Embargos à Execução, mas na hipótese acima não houve a penhora de nenhum bem.

6 – PENHORA

A penhora consiste na apreensão de bens do executado, geralmente a empresa, tantos quanto bastem para o pagamento da condenação atualizada. Os bens oferecidos devem obedecer a uma ordem, que está no artigo 11 da LEF (semelhante à do artigo 655 do Código de Processo Civil): 1º) dinheiro; 2º) pedras e metais preciosos; 3º) títulos da dívida pública da União e dos Estados, e assim por diante.

Os bens que não podem ser penhorados estão descritos no artigo 649 do Código de Processo Civil: provisões de alimento e combustível, anel nupcial, vencimentos dos magistrados, professores e funcionários públicos, soldos e salários, materiais necessários para obras em andamento etc.

7 – DISCUSSÃO DOS VALORES HOMOLOGADOS NA SENTENÇA DE LIQUIDAÇÃO

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Segundo dispõe o artigo 879, parágrafo 2° , da CLT o juiz tem a faculdade de intimar as partes para, no prazo de 10 (dez) dias, impugnar os cálculos homologados. Embora seja uma faculdade do juiz, caso não abra a vista, as partes podem alegar cerceio de defesa (artigo 5° , L V, da Constituição Federal), eis que mesmo no processo de execução deverá haver o contraditório.

7.1 – EMBARGOS À EXECUÇÃO

É a forma do Executado (empresa) impugnar o “quantum” homologado pelo Juiz na Sentença de Liquidação.

A natureza jurídica dos Embargos à Execução é de ação e não de recurso ou de defesa. Será uma ação de conhecimento onde o devedor poderá fazer prova do alegado nos embargos, assumindo a posição de autor. É um incidente na execução, com sentença desconstitutiva de algum ato da execução, senão da execução inteira, ou seja, é uma ação incidental desconstitutiva do título judicial.

Deve ser apresentado após estar garantida a execução pela penhora ou pelo depósito da condenação (artigo 884 da Consolidação das Leis do Trabalho), no prazo de 5 (cinco)* dias contados a partir da intimação da penhora.

A matéria a ser discutida está adstrita ao cumprimento da decisão ou do acordo, a quitação ou prescrição da dívida (artigo 884, parágrafo 1º da CLT).

Os embargos poderão versar sobre: a) inexigibilidade do título (um exemplo seria um acordo realizado por alguém da empresa que não tivesse poderes para tal); b) ilegitimidade de parte (conforme exemplo do Modelo de Exceção de PréExecutividade);

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c) incompetência do Juízo da execução, suspeição ou impedimento do juiz, desde que a parte não tenha conhecimento desses últimos fatos na fase de conhecimento ou sobrevier novo motivo; d) excesso ou nulidade da execução até a penhora (o excesso de execução ocorre quando o credor pleiteia quantia superior à do título, ou quando a execução recai sobre coisa diversa daquela declarada, ou se o credor, sem cumprir a prestação que lhe correspondia, exige a obrigação do devedor).

Caso a parte precise de testemunhas para provar o alegado em embargos, estas serão no máximo três.

Como é uma ação autônoma, os Embargos à Execução seguem o mapa da inicial, com pedido de produção de provas e de procedência.

As custas processuais serão pagas ao final, segundo o artigo 789-A da CLT, sempre de responsabilidade do executado.

MAPA DOS EMBARGOS À EXECUÇÃO - Endereçamento (para a própria Vara); - Número do Processo (distribuição por dependência); - Nome das Partes (“já qualificadas na exordial”); - Nome da Peça e seu Fundamento; - Breve resumo da controvérsia. Demonstrar que houve a garantia do Juízo e a hipótese em que se baseia os Embargos (artigo 884, § 1º da CLT). “Que seja acolhida a matéria dos Embargos”. - P = Provas - I = Intimação (e não citação) - P = Procedência

Introdução

Cabimento dos Embargos Pedido/ Conclusão Requerimentos

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MODELO DE EMBARGOS À EXECUÇÃO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº ___________

NOME DA RECLAMADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Execução Trabalhista que lhe move NOME DO RECLAMANTE, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, opor EMBARGOS À EXECUÇÃO, com fulcro no artigo 884 da CLT, combinado com o artigo 282 do CPC, pelas razões de fato e de direito aduzidas a seguir.

I – BREVE RESUMO (tendencioso) DO FEITO (resumo tendencioso do que ocorreu no processo, com base em alguma das matérias do artigo 884, parágrafo 1º da CLT - geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

II – DO CABIMENTO DOS EMBARGOS À EXECUÇÃO (Feito o breve e tendencioso resumo do feito, neste item deve ser informado que já houve a garantia do Juízo, seja pela penhora de algum bem da Executada ou pelo pagamento do valor homologado; bem como deve o Exeqüente demonstrar a hipótese de cabimento dos Embargos à Execução em um dos incisos do parágrafo 1º do artigo 884 da CLT).

III – CONCLUSÃO Por todo o exposto requer a Embargante sejam anulados todos os atos processuais desde a _____ (o momento processual onde houve a nulidade) até o presente momento, conforme supra discutido.

IV – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal do Embargado, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

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Requer, ainda, seja o Embargado intimado para, em querendo, impugnar os presentes embargos.

Requer, por fim, sejam os presentes embargos acatados, conforme já fundamentado.

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: ___________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

7.1.1 – IMPUGNAÇÃO AOS EMBARGOS

Dos Embargos à Execução cabe a Impugnação dos mesmos por parte do Exeqüente. A Impugnação aos Embargos está prevista no artigo 884 da Consolidação das Leis do Trabalho, segunda parte. Seria uma espécie de contestação dos Embargos à Execução.

7.2 – IMPUGNAÇÃO À SENTENÇA DE LIQUIDAÇÃO

É a forma do Exeqüente (Reclamante) impugnar o “quantum” homologado pelo Juiz na Sentença de Liquidação e está prevista no artigo 884, “caput”, da CLT.

É uma ação autônoma, porém não pode ter valor da causa e nem requerimento de produção de provas, cujo objeto da Impugnação à Sentença de Liquidação é mais restrito do que o dos Embargos à Execução. Tem que haver uma polêmica anterior, ou seja, várias impugnações a respeito, de acordo com as posições doutrinárias a respeito.

O prazo é de 5 (cinco) dias contados a partir da ciência do exeqüente da penhora.
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MAPA DA IMPUGNAÇAO À SENTENÇA DE LIQUIDAÇÃO - Endereçamento (para a própria Vara); - Número do Processo (distribuição por dependência); - Nome das Partes (“já qualificadas na exordial”); - Nome da Peça e seu Fundamento; - Breve resumo da controvérsia. - Só pode impugnar os valores homologados na Sentença de Liquidação (exemplo: algo que não foi fixado na sentença cognitiva, mas que foi acrescido na sentença de liquidação). - Que seja restaurado o direito do Exeqüente ou o valor apresentado na Liquidação de Sentença. - I = Intimação (e não citação) - P = Procedência

Introdução

Matéria da Impugnação Pedido/ Conclusão Requerimentos

MODELO DE IMPUGNAÇÃO À SENTENÇA DE LIQUIDAÇÃO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº ___________

NOME DO RECLAMANTE, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Execução Trabalhista que move em face de NOME DA RECLAMADA, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar IMPUGNAÇAO À SENTENÇA DE LIQUIDAÇÃO, com fulcro no artigo 884, parágrafo 3º da CLT, pelas razões de fato e de direito aduzidas a seguir.

I – BREVE RESUMO (tendencioso) DO FEITO (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

II – DA IMPUGNAÇÃO À SENTENÇA DE LIQUIDAÇÃO

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(Neste item o candidato informa que os cálculos homologados na Sentença de Liquidação estão errados e o porquê seguido da fundamentação - por exemplo: os cálculos homologados estão errados, geralmente “a menor”, ou que foi homologado na sentença de liquidação está diferente do que foi decidido na sentença cognitiva). III – DOS PEDIDOS Pelo exposto requer o Exeqüente seja restaurado (“seu direito” ou “o valor apresentado na Liquidação de Sentença”), conforme motivos supra explicados, razão pela o Exeqüente impugna a sentença quanto à sua extensão.

IV – DOS REQUERIMENTOS Requer, ainda, seja o Impugnado intimado para, em querendo, responda a presente impugnação.

Requer a produção de todas as provas em Direito admitido.

Requer, por fim, seja a presente impugnação acatada, conforme já fundamentado.

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: _________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

7.3 – EMBARGOS DE TERCEIRO

Os Embargos de Execução podem variar. Se o bem constrito for de terceiro estranho à relação processual, a peça a ser apresentada é chamada de Embargos de Terceiro, com fundamentação nos artigos 1.046 a 1.054 do CPC.

É uma ação autônoma que deve ser distribuída por dependência ao Processo que originou a constrição do bem do terceiro, de forma a tentar livrar o bem dessa constrição.

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MODELO DE EMBARGOS DE TERCEIRO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Distribuição por dependência a Reclamação Trabalhista de nº _________

NOME DO TERCEIRO QUE TEVE SEU BEM CONSTRITO (escrever a qualificação do Terceiro), por seu advogado (mandato procuratório incluso), com escritório no endereço constante no rodapé ², onde receberá notificações e intimações processuais futuras, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, opor EMBARGOS DE TERCEIRO, com fulcro nos artigos 1.046 e 282 ambos do CPC, em face de NOME DA PARTE AFETADA PELOS EMBARGOS, (escrever a qualificação da Parte

Afetada), pelas razões de fato e de direito aduzidas a seguir.

I – BREVE RESUMO DO FEITO (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

II – DO CABIMENTO DOS EMBARGOS DE TERCEIRO (Neste item deve ser informado que houve a constrição de um bem de um terceiro estranho á relação processual e, principalmente, provar que o terceiro é proprietário do bem que foi constrito).

III – DOS PEDIDOS Por todo o exposto requer a Embargante a distribuição por dependência ao Processo nº ____, a fim de os presentes Embargos sejam conhecidos e procedentes, determinando-se a liberação de seu bem da constrição judicial e a conseqüente extinção da execução contra o Embargante.

IV – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal dos Embargados, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito. 60

Requer, ainda, a citação do Embargado para, em querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão.

Requer, por fim, seja os presentes embargos de terceiro sejam julgados totalmente procedentes, conforme já fundamentado.

Dá-se à causa o valor de R$ ________ (__________) (deve ser o valor do bem constrito).

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: __________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

7.4 – EMBARGOS Á PENHORA

Há ainda a possibilidade de haver Embargos à Penhora quando, por exemplo, um bem foi vendido, em praça, por um valor muito inferior ao seu valor real, por um valor vil (o que também pode ser alegado nos Embargos à Execução).

MODELO DE EMBARGOS Á PENHORA
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº ___________

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NOME DA RECLAMANTE, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Execução Trabalhista que move em face de NOME DA RECLAMADA, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, opor EMBARGOS À PENHORA, com fulcro no artigo 884, parágrafo 3º, da CLT, pelas razões de fato e de direito aduzidas a seguir.

I – BREVE RESUMO DO FEITO (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

II – DO CABIMENTO DOS EMBARGOS À PENHORA (Neste item deve ser informado que o bem foi vendido por preço vil). III – DOS PEDIDOS Por todo o exposto requer a Embargante a distribuição por dependência ao Processo nº ____, a fim de que seja anulada a hasta pública realizada, conforme supra explicado, para que o bem seja levado à leilão (ou praça) por um preço justo, por ser medida de direito.

IV – DOS REQUERIMENTOS Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal do Embargado, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

Requer, ainda, seja o Embargado intimado para, em querendo, impugnar os presentes embargos.

Requer, por fim, seja os presentes Embargos à Penhora sejam julgados totalmente procedentes, conforme já fundamentado.

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: ___________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

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7.5 – EMBARGOS Á ARREMATAÇÃO

Quando a arrematação foi oferecida a um terceiro que não o Executado, que se apresentou para remir o bem penhorado, este pode apresentar Embargos à Arrematação para garantir o bem para si.

MODELO DE EMBARGOS À ARREMATAÇÃO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DE____________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº ___________

NOME DA RECLAMADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Execução Trabalhista que lhe move NOME DO RECLAMANTE, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, opor EMBARGOS À ARREMATAÇÃO, com fulcro nos artigos 746 e 282 ambos do CPC, pelas razões de fato e de direito aduzidas a seguir.

I – BREVE RESUMO DO FEITO (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

II – DO CABIMENTO DOS EMBARGOS À ARREMATAÇÃO (Demonstrar que ocorreu alguma nulidade na execução, ou que houve pagamento, novação, transação ou prescrição).

III – DOS PEDIDOS Por todo o exposto requer a Embargante a distribuição por dependência ao Processo nº ____, a fim de que seja reconhecida (a nulidade, o pagamento, a novação ou a prescrição), e a conseqüente extinção a presente execução, como medida de direito.

IV – DOS REQUERIMENTOS 63

Requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitido, especialmente pelo depoimento pessoal do Embargado, bem como oitiva de testemunhas, perícias e o que mais se fizer necessário ao justo deslinde do feito.

Requer, ainda, seja o Embargado intimado para, em querendo, impugnar os presentes embargos.

Requer, por fim, sejam os presentes Embargos à Arrematação sejam julgados totalmente procedentes, conforme já fundamentado.

Nestes termos, Pede deferimento.

Local e data: ________________

Nome do advogado OAB/__ nº _______

8 – SENTENÇA DE EMBARGOS

Os Embargos e as Impugnações são decididos na mesma sentença, a chamada Sentença de Embargos.

Após a publicação da Sentença de Embargos o Exeqüente e o Executado têm 8 (oito) dias para dela recorrer.

9 - AGRAVO DE PETIÇÃO

O Agravo de Petição é um recurso contra decisões terminativas do juiz ou Presidente nas execuções. Está previsto no artigo 897, inciso “a” da Consolidação das Leis do Trabalho.

O prazo é de 8 (oito) dias e não há qualquer depósito recursal a ser realizado, apenas as custas previstas no artigo 789-A da Consolidação das Leis do
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Trabalho é que devem ser pagas, porém somente no final do processo executório, sempre pela executada.

PRESSUPOSTO: Para que seja admitido há que se delimitar a matéria e os valores impugnados. A lei exige o cumprimento cumulativo dos dois requisitos acima para admitir o Agravo de Petição. Portanto, o juízo de admissibilidade do Agravo de Petição feito no primeiro grau, verificará se foi respeitado o prazo e se houve o atendimento aos requisitos legais da delimitação da matéria e dos valores impugnados.

MAPA DO AGRAVO DE PETIÇÃO

Introdução

-Endereçamento (ao Juízo “a quo”); -Número do Processo; -Nome das partes (já qualificadas); -Nome do Recurso e fundamento; -Tempestividade; -Inconformismo. -Indicar a matéria recorrida e os valores correspondentes. -Que seja conhecido, processado e encaminhado ao Egrégio Tribunal competente para reexame da questão. -“Termos em que, pede e aguarda deferimento”; -“Local, data”. -“Nome do advogado”; -“OAB/__ nº ______”. -Nome das Razões; -Cabeçalho (nome do Recorrente e do Recorrido, número do processo e sua origem); -Saudação à Instância Superior; -O motivo do recurso; -Breve resumo da controvérsia.

Petição de Interposição (Capa do RR)

Limitar matéria e valores

Pedido

Final clássico

Razões de Recurso de Revista

Introdução

65

Preliminares

-Cerceio de Defesa (artigo 5º, LV, da CF); -Sentença ultra, extra, ou infra petita (artigo 128 do CPC); -Negativa de Jurisdição (foi pedido, mas não foi apreciado pelo juízo, mesmo após embargos de declaração). - Tese usada nos embargos

Mérito

Conclusão Fecha

-Visa a reforma da sentença (FE)

MODELO DE AGRAVO DE PETIÇÃO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ___ VARA DO TRABALHO DE___________________.

(pular de 10 a 15 linhas) (espaço para o despacho do juiz ou protocolo)

Processo nº _________________

NOME DA EXECUTADA, por seu advogado, que esta subscreve, nos autos da Execução Trabalhista que lhe move NOME DO EXEQÜENTE, vem, tempestiva e respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, não se conformando com a respeitável sentença prolatada, interpor AGRAVO DE PETIÇÃO, com fulcro no artigo 897, alínea “a” da CLT, consubstanciado nas razões em anexo.

Nos termos do artigo 897, parágrafo 1º, da CLT, declara-se que o presente agravo de petição, tem como matéria limitada o seguinte: _________ e valor impugnado é o seguinte: ______________.

Requer o mesmo seja conhecido, processado e encaminhado ao Egrégio Tribunal competente para reexame da questão.

Termos em que,

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Pede e aguarda deferimento.

Local e data: _____________________

Nome do advogado OAB/__ nº ______

RAZÕES DE AGRAVO DE PETIÇÃO

Recorrente: NOME DA AGRAVANTE Recorrido: NOME DO AGRAVADO Processo nº _______ Origem: __________________

Egrégio Tribunal! Colenda Turma! Nobres Julgadores!

I – RESUMO DA CONTROVÉRSIA (resumo do que ocorreu no processo até então – geralmente o enunciado já traz o resumo do que ocorreu, portanto basta copiá-lo).

II – DELIMITAÇÃO DA MATÉRIA (Informar de que matéria se está recorrendo e de que calores).

(o candidato pode criar um subitem para falar da matéria e outro para falar do valor de que está recorrendo).

III – CONCLUSÃO Pelo exposto, requer a Agravante seja conhecido e provido o presente recurso, reformando a respeitável sentença recorrida no que se refere ao __________, conforme supra aduzido, para que se faça a mais lídima e costumeira Justiça!

Local e data: ______________

Nome do advogado OAB/__ nº _______ 67

10 – RECURSO DE REVISTA

Conforme demonstrado no Mapa do Processo Trabalhista, caso ocorra violação ao texto constitucional há a possibilidade de interposição do Recurso de Revista com fundamento no artigo 896, parágrafo 2º da Consolidação das Leis do Trabalho, devendo ser respeitados os requisitos no Recurso de Revista da Fase de Conhecimento.

Exercício 1 Ponto 1 - José da Silva, trabalhava na empresa Jodasil S/A., desde 05.10.1984, em sua unidade estabelecida no bairro de Santo Amaro. Exercia as funções de torneiro mecânico, percebendo salário último de R$ 5,00 por hora. Trabalhando no período das 20:00 às 6:30 horas, com 1 hora de intervalo, percebendo horas extras e adicional noturno. Em 10.10.1996, foi transferido para a unidade do Tatuapé, apesar de seu contrato de trabalho nada mencionar sobre o fato, passando a trabalhar no horário das 8:00 às 14:00 horas, com intervalo de 1 hora, sendo suprimida as horas extras e o adicional noturno. Em 03.04.1998, foi José da Silva despedido sem justa causa, e até a presente data nada lhe foi pago. QUESTÃO:- Como seu advogado promover a competente reclamação.

Ponto 2 - "A" promoveu reclamação trabalhista contra a empresa "B" , pleiteando adicional de insalubridade. Quando da realização da prova pericial, o local de trabalho de "A" não mais existia, em razão a empresa "B" ter mudado de endereço, prejudicando assim a perícia. "A" então requereu prova emprestada, o que foi aceito pelo MM. Juízo, apesar dos protestos da empresa "B". Apresentando laudo feito em outra empresa, em setor semelhante ao que "A" trabalhava, foi apurado ser o serviço insalubre. Com base nesse laudo (prova emprestada), a Junta condenou "B" a pagar o referido adicional de insalubridade. QUESTÃO:- Como advogado de "B" , promover a competente medida judicial cabível, para reverter a situação. Ponto 3 - "Y", trabalhava na empresa "Z", em sua filial na cidade de Ribeirão Preto, desde 09.10.1995. Em 02.03.1998, recebeu aviso-prévio, determinando que cumprisse o mesmo trabalhando, até 01.04.1998, uma vez que a filial iria fechar, portanto extinguir-se. Em 20.03.1998, o empregado "Y" foi eleito dirigente sindical. Quando do prazo final de seu aviso-prévio, o mesmo se recusou a receber as verbas rescisórias, sob a alegação que tinha estabilidade e promoveu reclamatória trabalhista. QUESTÃO:- Como advogado da empresa "Z", promover a contestação.
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1. O empregador pode afirmar que não registrou o empregado por esse não apresentar sua CTPS? Justifique. 2. Qual a proteção estendida ao empregado no caso da decretação de falência da empresa? 3. Quais as condições que autorizam o empregador a efetuar descontos nos salários em decorrência de danos causados pelo empregado? 4. É possível o empregador se fazer substituir em audiência? Se positiva a resposta, por quem?

Exercício 2 PONTO 1 - José da Silva, brasileiro, metalúrgico, admitido em 12.02.1987 na Metalúrgica Jodasil Ltda., exercendo as funções de torneiro mecânico, percebendo como último salário a quantia de R$ 1.830,00 por mês, foi eleito dirigente sindical em 01.10.1997. Em 01.10.1998, durante greve na empresa, agrediu fisicamente o diretor da empresa, bem como depredou vários veículos desta. A greve foi considerada ilegal e abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho. QUESTÃO: Como advogado(a) da Empresa, exercite os meios à dispensa por justa causa do empregado. PONTO 2 - "A" promoveu reclamação trabalhista contra a empresa "B", pleiteando adicional de periculosidade, por ser eletricista de manutenção, bem como horas extras e diferenças pela integração das parcelas pleiteadas. O empregado "A" trabalhava com as máquinas desligadas, no horário de segunda a sexta-feira, das 6 horas às 15 horas e 48 minutos, com 1 hora de intervalo, não trabalhando aos sábados e domingos. QUESTÃO: Como advogado(a) da empresa "B", promova a defesa atinente aos interesses da cliente. PONTO 3 - "A", empregado rural da fazenda "B", dispensado em 01.10.1996, promoveu em 01.12.1998, reclamação trabalhista contra "B", pleiteando horas extras. "B" contestou a ação, alegando primeiramente a prescrição, e, no mérito, negou a existência de horas extras. A JCJ de Cafelândia, julgou procedente a ação, sob o fundamento de não correr prescrição contra trabalhador rural. QUESTÃO: Como advogado(a) de "B", acione a medida cabível. 1. Qual a prova indispensável à apuração dos adicionais de insalubridade e periculosidade? Justifique. 2. É admissível a criação de mais de um sindicato numa mesma base territorial?

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3. "B", caseiro em um sítio de lazer, é dispensado. Aponte seus direitos. 4. O v. acórdão não decide sobre uma questão levantada pela parte no recurso ordinário. Como agir? Em que prazo? Perante qual autoridade?

Exercício 3 PONTO 1 - "A" foi contratada pela empresa "B", em 01.03.1985, exercendo ultimamente as funções de telefonista, trabalhando sempre na jornada de 8 horas diárias, inclusive aos sábados. Percebia como último salário a quantia de R$ 300,00 (trezentos reais) por mês. Nunca recebeu qualquer hora extraordinária. Em 01.10.1998, a empresa "B" foi vendida para a empresa "C", e esta dispensou a empregada "A" sem justa causa, junto com outros 60 empregados. Até a presente data nada foi pago à empregada. QUESTÃO: Como advogado de "A", acione o meio judicial cabível. PONTO 2 - "A" promoveu reclamação trabalhista contra a empresa "B", pleiteando adicional de insalubridade e horas extras. "B", em defesa, afirmou o pagamento das horas extras, negando que "A" trabalhasse em local insalubre, alegando, ainda, que a unidade em que "A" prestava seus serviços foi extinta, não existindo mais. Diante do fechamento da unidade, foi determinado que a perícia técnica fosse feita em local semelhante ao em que "A" trabalhava, ou seja, em outra unidade de "B". O advogado de "B" protestou. Apurada a insalubridade, a ação foi julgada procedente em parte, condenando "B" ao pagamento do adicional de insalubridade em grau máximo calculado sobre o piso da categoria, excluindo as horas extraordinárias, condenando, ainda, ao pagamento dos honorários periciais no montante de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais). QUESTÃO: Como advogado de "B", promova a medida judicial pertinente. PONTO 3 - "A" moveu reclamação trabalhista contra "B", pleiteando o recebimento de horas extras, adicional de insalubridade e verbas rescisórias. "B", em defesa, primeiramente alegou a prescrição total em face de o empregado "A" ter sido demitido em 10.05.1996 e a reclamatória ter sido proposta somente em 10.12.1998, contestando após o mérito, alegando, inclusive, justa causa para a dispensa do empregado. Na audiência de instrução, "B" chegou atrasado e lhe foi aplicada a pena de confissão, tendo sido julgada a ação totalmente procedente, inclusive quanto ao adicional de insalubridade, mesmo não tendo sido produzida a prova pericial. A r. sentença foi omissa quanto à prescrição alegada. QUESTÃO: Como advogado de "B", utilize o instrumento judicial adequado. 1. Quem é parte legítima para propor ação de cumprimento? 2. Como deve agir o empregador caso o empregado não conceda avisoprévio? Justifique.

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3. O v. acórdão não decide sobre uma questão levantada pela parte no recurso ordinário. Qual a medida judicial cabível? Qual o prazo? A quem deve ser dirigida? 4. É admissível a interposição do recurso de revista na fase de execução de sentença?

Exercício 4 PONTO 1 - "A" promoveu reclamação trabalhista contra a empresa "B", pleiteando horas extraordinárias e as conseqüentes integrações. "B" contestou o pedido, sustentando que nada era devido por horas extraordinárias, uma vez que "A" assinou acordo de compensação de horas. Juntou documentos, inclusive os cartões de ponto e o referido acordo. Quando do depoimento pessoal do preposto de "B", este perguntado afirmou que era recente na empresa e que não tinha trabalhado junto com "A". O MM. Juiz encerrou a instrução processual e aplicou a "B" a pena de confissão, sob alegação de que o preposto por não ter trabalhado com "A", não podia saber dos fatos, apesar dos protestos do patrono da empresa "B", condenando-a em horas extras desconsiderando inclusive a documentação anexada. Custas no valor de R$ 20,00, calculadas sobre o valor da condenação arbitrado em R$ 1.000,00. QUESTÃO: Como advogado de "B" promova a medida judicial cabível. PONTO 2 - O empregado "A", metalúrgico, residente em São Paulo, trabalha na empresa "B", com sede em Osasco. Admitido no dia 11 de agosto de 1995, foi registrado apenas no dia 1o de dezembro do mesmo ano; trabalha de segunda a sábado, das 8:00 às 18:00 horas, com 1:00 hora de intervalo. Está com 4 (quatro) meses de salários atrasados. QUESTÃO: Como advogado de "A", promova a medida judicial cabível perante o Foro Competente, pleiteando o que de direito para o seu cliente. PONTO 3 - Em acórdão do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região, a Colenda 5a Turma decidiu, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso do reclamante-recorrente para acrescentar à condenação os seguintes pedidos: - adicional de insalubridade calculado sobre a remuneração base do autor; - recolhimentos do FGTS desde a admissão, há 25 anos, pois trintenária a prescrição aplicável. Custas no importe de R$ 100,00, calculadas sobre o valor da causa ora atualizado em R$ 5.000,00. QUESTÃO: Como advogado da empresa, apresente o recurso cabível. 1. Desde que momento é vedada a dispensa do empregado que se candidata a cargo de direção no Sindicato? 2. Explique o princípio da intangibilidade salarial. 3. Qual a medida judicial cabível contra a transação homologada em reclamação trabalhista?
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4. Qual o procedimento do agravado ao receber intimação para oferecer resposta ao agravo de instrumento interposto contra decisão que obstou seguimento a recurso ordinário?

Exercício 5 PONTO 1 - Ao decidir embargos à execução interposto pela reclamada/executada, houve por bem o MM. Juiz do Trabalho de uma das Varas da Capital de São Paulo rejeitar os argumentos apresentados, especialmente no que tange à aplicação dos índices de correção monetária a partir do mês de competência e do ônus da sucumbência com relação aos honorários periciais. O laudo pericial homologado fixa o quantum debeatur em R$ 15.000,00; os cálculos da empresa apontam o valor de R$ 12.000,00. A conta de liquidação do autor indica o crédito de R$ 30.000,00. QUESTÃO: Como advogado da executada, manipule o instituto judicial pertinente. PONTO 2 - Inconformado com a r. sentença de fl. que acolheu apenas parcialmente os pedidos relacionados na inicial, o reclamante interpôs Recurso Ordinário no prazo legal. Alegando não ter havido a comprovação do pagamento das custas processuais arbitradas em R$ 50,00 (cinqüenta reais), o MM. Juiz do Trabalho de uma das Varas da Capital de São Paulo denegou seguimento ao recurso. QUESTÃO: Como advogado do reclamante, acione a medida judicial cabível. PONTO 3 - "A" promoveu reclamação trabalhista contra a empresa "B", pleiteando equiparação salarial com o paradigma "C". A empresa "B", constatou o feito, alegando a existência de diferença de tempo de serviço superior a dois anos. Alegou ter sido o paradigma admitido em 25 de julho de 1990, como ajudante de mecânico, tendo sido promovido a mecânico em 10 de agosto de 1996, e o Reclamante em 19 de outubro de 1993, como ajudante de mecânico, tendo sido promovido a mecânico em 10 de agosto de 1996. A JCJ julgou procedente a Reclamação . Pela Reclamação foi interposto recurso ordinário, sob o mesmo fundamento da defesa, e o Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região, deu-lhe provimento, julgando improcedente a reclamatória. QUESTÃO: Como advogado de "A", aja na forma adequada à defesa dos direitos do constituinte. 1 - O empregado que tiver percebido da Previdência Social prestações de auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses, ainda que descontínuos, no curso do período de aquisição, tem direito a férias? Como ficará o decurso do novo período aquisitivo após a alta médica? Explique e fundamente. 2 - Em que condições poderão os Sindicatos celebrar Convenções Coletivas de Trabalho? 3 - É possível a juntada de documentos em sede de recurso?
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4 - Quais as condições para que o ajuizamento de reclamação trabalhista seja submetido ao procedimento sumaríssimo?

Exercício 6 PONTO 1 - "A" trabalhou para "B" no período de 01/agosto/1997 a 26/junho/2001, quando foi despedido sob alegação de falta grave, sem receber as verbas rescisórias, inclusive o saldo de salário. Na Câmara de Conciliação Prévia das categorias profissional e econômica, "B" compareceu e alegou que o despedimento ocorrera por faltas injustificadas e que não tinha proposta de acordo porque a empresa estava atravessando sérias dificuldades econômicofinanceiras, e sem condições de dispor de qualquer importância. Diante disso, "A" propôs Reclamação Trabalhista contra os sócios-titulares de "B", sob a fundamentação de não possuir a empresa condições de responder pelo pagamento e também não dispor de bens para garantia de eventual execução, pleiteando o saldo de salário de 26 dias do mês de junho/2001, o aviso prévio, as férias proporcionais de 11/12 acrescidas da gratificação de 1/3, o 13o salário proporcional de 7/12, a multa do § 8o do artigo 477 da CLT, bem como o termo de rescisão do contrato de trabalho, no código 01 e a guia de recolhimento da multa de 40% para levantamento dos depósitos do FGTS, e ainda a comunicação de dispensa atinente ao seguro desemprego, em tempo hábil, sob pena do pagamento da indenização correspondente. QUESTÃO: Como advogado, articule e fundamente a peça processual em favor do cliente "B". PONTO 2 - "A" aforou reclamação trabalhista contra "B", pleiteando equiparação salarial com o paradigma apontado, sob a alegação de perceber salário inferior e exercerem ambos idênticas funções. À audiência designada "B" não compareceu e "A" requereu a aplicação dos efeitos da revelia e a imposição da pena de confissão quanto à matéria de fato, o que foi deferido. Ato contínuo, "A" dispensou a oitiva de suas testemunhas presentes e encerrou-se a instrução processual com a marcação de audiência de julgamento. A sentença julgou a reclamação improcedente, sob a fundamentação de que o fato constitutivo não restara provado por "A", que dispensara a produção da prova oral. QUESTÃO: Como constituído de "A", manipule o ato processual adequado. PONTO 3 - "A" promove reclamação trabalhista contra "B", pleiteando o pagamento de verbas rescisórias não satisfeitas, com pedido dos benefícios da justiça gratuita, instruída com a pertinente declaração, firmada sob as penas da Lei no 7.115 de 29/08/83, de que sua situação financeira não lhe permitia demandar sem prejuízo próprio ou da família. O pedido foi indeferido e, julgada improcedente a reclamação, "A" foi condenado a pagar as custas processuais. Oferecendo recurso ordinário ao Tribunal Regional do Trabalho, em que reiterou o pedido de isenção de custas, "A" não as satisfez, pelo que teve indeferido o seu processamento, por deserto. QUESTÃO: Como advogado de "A", exercite o meio útil aos interesses de seu cliente.
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1 - Quando a sentença normativa deva produzir efeitos em área territorial alcançada, em parte, pela jurisdição do Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região, sediado na cidade de São Paulo (SP) e, em outra parte, pela jurisdição do Tribunal Regional do Trabalho da 15a Região, com sede na cidade de Campinas (SP), indaga-se qual o Tribunal competente para processar, conciliar e julgar os dissídios coletivos? Responder e apontar o fundamento legal. 2 - Por meio de recente reclamatória trabalhista, o empregado pretende o pagamento de adicional de insalubridade, invocando, a seu favor, direito adquirido. Como advogado, oferecer o argumento básico para defesa. 3 – Se o contrato a termo firmado com empregado que percebe salário por hora se extinguir no sábado e o empregador lhe pagar no domingo, o contrato de trabalho passaria a ser por prazo indeterminado? 4 - Independentemente da eventual condenação no pagamento das custas processuais, qual a penalidade imposta ao empregado causante de dois arquivamentos sucessivos de reclamações trabalhistas?

Exercício 7 PONTO 1 - Versando a reclamação trabalhista, entre outros, sobre pedido de adicional de periculosidade na base de 30% do salário auferido pelo Empregado, a sentença de mérito, transitada em julgado, reconheceu a procedência parcial do pleito relativa-mente a alguns pedidos, tendo fixado o percentual do adicional de periculosidade em 30% do salário mínimo. Ofertados os cálculos pelo Reclamante, o fez com aplicação de 30% de seu salário. Impugnados os cálculos pela Reclamada ao fundamento de que a decisão liquidanda determinara a aplicação do percentual de 30% do salário mínimo, mesmo assim entendeu o Juízo da Execução fixar a aplicação do percentual sobre o salário do Empregado, ao argumento de ocorrência de mero e evidente erro de digitação na sentença de mérito, o que manteve na apreciação dos Embargos à Execução ofertados pela Executada. QUESTÃO: Como advogado, oferecer a medida judicial que entender cabível em prol da Reclamada. PONTO 2 - Vara da Justiça do Trabalho julgou procedente reclamação trabalhista ajuizada por empregado menor de 18 anos, assistido por seu responsável legal, tendo a sentença sido publicada em 13 de dezembro de 1999 (segunda-feira). Ofertado Recurso Ordinário ao Tribunal Regional do Trabalho, dentro do octídio, satisfeito o depósito recursal e recolhidas as custas processuais, acolheu aquele Sodalício o apelo, sob o fundamento de ocorrência da prescrição bienal, julgando improcedente a reclamação, e cujo acórdão veio a lume em 10 de janeiro de 2002 (quinta-feira). Inconformado, o Reclamante, também dentro do prazo legal e recolhendo, em reversão, as custas processuais, interpôs Recurso de Revista ao Tribunal Superior do Trabalho, cujo processamento, entretanto, foi indeferido por despacho do presidente do Tribunal Regional do Trabalho publicado em 15 de fevereiro de
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2002 (sexta-feira), sob o argumento da falta de enquadramento nos permissivos do artigo 896 da CLT, deixando o Reclamante transcorrer in albis o prazo para oferecimento de qualquer medida recursal. QUESTÃO: Como advogado, manipule o meio judicial que entender cabível em prol do Reclamante. PONTO 3 - Determinada empresa de economia mista demitiu, sem justa causa, empregado portador de estabilidade sindical. O empregado, assistido por seu sindicato de classe, impetrou Mandado de Segurança contra aquele ato perante o Tribunal Regional do Trabalho, visando a sua imediata reintegração no emprego por meio de liminar, o que foi indeferido pelo Juiz Relator. QUESTÃO: Intimada a empresa para integrar a lide como litisconsorte, atue, como seu advogado. 1. Para evitar o pagamento da multa prevista no parágrafo 8 o do artigo 477 da CLT, se o ex-empregado, com tempo de serviço superior a um ano, se recusar a receber o pagamento das verbas rescisórias ou não comparecer ao Sindicato/Ministério do Trabalho para homologação da rescisão, de que meio processual poderá socorrer-se o empregador e em que prazo, já que tem a prova da recusa e/ou do não comparecimento àqueles órgãos? 2. Qual a natureza jurídica da Exceção de Pré-Executividade e qual a finalidade de sua oposição? Qual o legitimado: o empregado-exeqüente ou o empregador-executado? Até que momento processual poderá ser argüida? 3. Pelo princípio da subsidiariedade, cabe Agravo Retido no processo trabalhista? Responda e fundamente. 4. Motorista doméstico admitido em 02.02.1994, percebendo como último salário R$ 500,00 mensais, e dispensado em 20.12.2000, propõe Reclamação Trabalhista em 19.12.2002, assistido por seu sindicato de classe, pleiteando a condenação do empregador no pagamento de: diferenças de férias de todo o período, à alegação que gozou apenas 20 dias anuais; horas extras, por trabalhar dez horas diárias; FGTS de todo o contrato e multa de 40% sobre o FGTS, além de honorários advocatícios. Como advogado do empregador, use os argumentos e fundamentos em seu prol. Explicite.

Exercício 8 PONTO 1 - Nepomuceno Felisbino foi admitido por João Tarquínio em 20/04/1986, com contrato laboral registrado em sua CTPS, como caseiro. Residia no local, trabalhando, de segunda a sábado, das 5:00 às 19:00 horas, com vinte minutos de intervalo para refeição e descanso, percebendo salário mensal de R$ 300,00. Desde sua admissão, nunca percebeu o descanso semanal remunerado, nem gozou trinta dias de férias, mas apenas vinte dias anuais, em virtude da grande quantidade de serviço. Por fim, diligenciando junto à Caixa Econômica Federal, constatou que o seu empregador nunca depositara nenhum valor na sua conta de FGTS. Por entender que o não pagamento de descanso semanal remunerado, o não pagamento das horas
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extras, o não gozo integral das férias e a ausência de depósitos fundiários são faltas graves capituladas no artigo 483, da Consolidação das Leis do Trabalho, o empregado promove Reclamação Trabalhista postulando a rescisão indireta de seu contrato de trabalho, com o pagamento de todos os haveres rescisórios, horas extras e reflexos, diferenças de férias, FGTS e multa de 40%, além da aplicação das multas previstas nos artigos 467 e 477 da Consolidação das Leis do Trabalho. QUESTÃO: Como advogado do Reclamado, apresente a medida judicial cabível. PONTO 2 - Em Reclamação Trabalhista movida por Jezebel de Cervante, julgada parcialmente procedente, foi o Banco XYZ S/A condenado ao pagamento de duas horas extras diárias, com adicional de 50%, e seus reflexos, com juros e correção monetária. Determinou o Juízo que os descontos fiscais e previdenciários seriam devidos na forma da Lei. Negado provimento ao recurso do Reclamado, e tendo o acórdão transitado em julgado, a Reclamante apresentou cálculos de liquidação, aplicando índices de correção monetária a partir de cada mês da prestação de serviços. Não apurou as verbas devidas à Previdência, por entender que a Lei determina que esta seja suportada somente pelo empregador quando decorrer de condenação judicial, e apurou os descontos fiscais mensalmente, valendo-se da tabela progressiva editada mensalmente pela Receita Federal. O Reclamado não foi intimado para se manifestar, e os cálculos foram homologados pelo Juízo de primeiro grau, que determinou a citação do Reclamado para pagamento. O Reclamado efetuou o depósito do valor apurado para garantia da execução. QUESTÃO: Como advogado do Reclamado, avie a medida judicial cabível em defesa dos interesses da parte prejudicada. PONTO 3 - Monteiro Lobato de Almeida trabalhou para a empresa MMM Ltda., na função de ajudante geral, no período de 01/04/2001 a 28/12/2002, percebendo o salário último mensal de R$ 351,00. Laborava das 8:00 às 17:00 horas de segunda a sábado, com uma hora de intervalo para refeição e descanso. No local onde o empregado desenvolvia suas funções, os ruídos atingiam 90 dB. Em 10 de fevereiro de 2002, sofreu acidente típico do trabalho, permanecendo afastado de suas funções por 18 dias, recebendo auxíliodoença acidentário. Retornando ao trabalho no dia 01 de março de 2002, foi dispensado sem justa causa, sem o recebimento de seus haveres rescisórios até a presente data. QUESTÃO: Como advogado do empregado, atue na defesa de seus interesses. 1. Pode haver, e quando, prorrogação de competência, no processo trabalhista, de juiz incompetente? Fundamente. 2. O fato de existir pedido de reconhecimento de relação de emprego altera o rito processual a ser seguido, de sumaríssimo para sumário ? Justifique. 3. Por que, nos Embargos à Execução, é vedado discutir questões já resolvidas pela sentença proferida no processo de conhecimento?

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4. Na contestação ao pleito judicial de reconhecimento de vínculo empregatício, em que estão presentes a possibilidade jurídica do pedido, o interesse de agir e a legitimidade das partes, formulado por representante comercial autônomo, deve argüir-se a incompetência ratione materiae da Justiça do Trabalho, a carência da ação ou a improcedência da reclamação? Fundamente.

Exercício 9 PONTO 1 - Praxedes promove reclamação trabalhista em face da empresa LSL Ltda., alegando que: 1) fora admitido em 01.04.1970 na função de porteiro, para trabalhar na filial localizada na cidade de Ourinhos, onde residia, tendo sido demitido sem justa causa em 05.03.003; 2) em virtude de promoção para a função de encarregado de serviços, ocorrida em 01.03.1993, foi transferido para a filial localizada na cidade de São Paulo, onde passou a residir; 3) na filial da cidade de São Paulo, trabalhava o empregado Zorac, que fora admitido como servente em 01.05.1990 e promovido para encarregado de serviços em 28.01.1991; 4) embora exercendo idêntica função com a mesma perfeição técnica, e tivesse o reclamante mais de 20 anos de serviços prestados à empresa que o paradigma, percebia salário 30% inferior ao dele; 5) quando empregado, a empresa lhe proporcionava assistência médica e odontológica gratuitamente. Pretende a condenação da reclamada a: 1) pagamento de adicional de transferência de 25%; 2) diferenças salariais por equiparação e seus reflexos; 3) integração das parcelas referentes à assistência médica e odontológica na sua remuneração, com pagamento dos reflexos legais, ao fundamento de que se tratava de salário indireto. QUESTÃO: Como advogado da empresa, apresentar a medida judicial cabível e seus fundamentos. PONTO 2 - Marcionílio foi admitido pela Construtora Cruz Vermelha Ltda., em 04.03.1995, para exercer a função de pedreiro em obra de propriedade da Metalúrgica KLM, tendo sido dispensado em 01.04.2003, quando percebia o salário de R$ 564,00 (quinhentos e sessenta e quatro reais) mensais. Entendendo ter direitos trabalhistas a receber, já que no curso do contrato de trabalho tinha contato com agentes químicos (álcalis), e cumpria jornada de trabalho das 7:00 às 17:00 horas de segunda a sexta-feira, e aos sábados das 7:00 às 13:00 horas, com intervalo para refeição e descanso de quarenta minutos, Marcionílio promoveu reclamação trabalhista contra a Construtora Cruz Vermelha Ltda. e contra a Metalúrgica KLM Ltda., pedindo que, em relação à segunda reclamada, a condenação fosse subsidiária, com fundamento no artigo 455 da CLT e Enunciado n.º 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Produzidas todas as provas no curso do processo, a ação foi julgada procedente, condenadas as reclamadas, sendo a segunda de forma subsidiária, ao pagamento do adicional de insalubridade de 40% sobre o salário mínimo e horas extras pela extrapolação da jornada diária, bem como uma hora extra diária pela ausência de intervalo para refeição e descanso. QUESTÃO: Como advogado da Metalúrgica KLM Ltda., avie a medida judicial cabível, apresentando os fundamentos legais.

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PONTO 3 - Lyz, já qualificada na inicial, obteve êxito na reclamatória que propôs contra seu antigo empregador, MC-Marketing Ltda., tendo o contrato de trabalho perdurado de 06.07.1992 a 11.09.1997. A ação fora distribuída em 04.05.1998, tendo sido apurado e homologado o montante de R$ 7.000,00 (sete mil reais) como total do crédito devidamente corrigido e acrescido de juros até 01.12.2002. Iniciada a execução, a reclamante tentou, de várias maneiras, receber aquele crédito, o que não foi possível, já que na empresa não existiam bens para tanto. Requereu, então, a exeqüente, a penhora dos bens do Sr. MM, que integrara a sociedade no período de junho/1996 a fevereiro/1997, o que foi deferido pelo Juízo, concretizando-se a penhora. QUESTÃO: Como advogado de MM, intentar a medida que entender cabível, defendendo, fundamentadamente, seus interesses, e requerendo o quê de direito. 1. O empregador, no curso do aviso-prévio, arrependeu-se de haver denunciado o contrato de trabalho. Pode ele reconsiderar isoladamente a denúncia porque, enquanto não decorrido o prazo do aviso, não ocorre a extinção do contrato, ou, uma vez efetuada a denúncia do contrato, estar-se-á diante de ato jurídico perfeito e acabado que não pode ser desfeito? Fundamente. 2. Tem competência a Justiça do Trabalho para processar e julgar, originariamente e em caráter definitivo, as demandas intersindicais relativas à base territorial? Fundamente. 3. A reconvenção pode ser indeferida liminarmente porque não é admitida no processo trabalhista ou por outra causa? Fundamente. 4. Pelo princípio da subsidiariedade, cabe Agravo Retido no processo trabalhista? Fundamente.

Exercício 10 PONTO 1 - “A” ingressou com reclamação trabalhista contra a empresa “B”, pleiteando verbas rescisórias a que faz jus, bem como horas extras e reflexos. Tendo sido a ação julgada totalmente procedente, “B” interpôs, no prazo de 8 (oito) dias, recurso ordinário, para reformar totalmente a r. decisão prolatada. Ao referido recurso foi negado provimento, mantendo, na íntegra, o decisum de primeira instância. A reclamante deu início à execução definitiva, apresentando os cálculos que entende serem devidos. Após a contestação dos valores pela reclamada, o juiz homologou-os dando razão à reclamante, tendo determinado, ainda, a expedição de mandado de penhora. Com a certidão negativa do Sr. Oficial de Justiça, a reclamante, diligenciando extrajudicialmente, encontrou um bem imóvel de titularidade da empresa “B” e indicou-o para constrição. Foi certificado pelo Sr. Meirinho a penhora do imóvel, contudo informou que a pessoa que lá se encontrava mostrou um compromisso de venda e compra firmado entre “B” e “C”, devidamente averbado, com data anterior à ação proposta. QUESTÃO: Como advogado de “C”, entre com a medida cabível.
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PONTO 2 - “A” ingressou com ação pedindo vínculo empregatício. Após contestação negando o vínculo, foi a ação julgada totalmente procedente, condenando a empresa às verbas rescisórias, além de horas extras com reflexos, deduzido o valor de gratificação paga ao término da prestação de serviço. Recorreu ordinariamente a empresa. Subiram os autos ao Egrégio TRT, que manteve a decisão de primeira instância. Recorreu de revista a empresa, tendo sido negado seguimento ao seu recurso face ao não cumprimento das exigências do artigo 896 e seguintes da CLT. Pela denegação do seguimento, interpôs a empresa Agravo de Instrumento, postulando a subida do recurso. Ainda pendente de julgamento o Agravo de Instrumento, abriu ex officio o juízo a quo a execução provisória, intimando a reclamante a apresentar cálculos de liquidação. Por sua vez, a reclamante quedou-se inerte, com o que o M.M. Juízo de primeiro grau intimou a reclamada a apresentá-los. A mesma juntou os cálculos que entendia devidos, apurando crédito correspondente a zero em favor do reclamante, diante da dedução da certificação conforme previsto na sentença, sendo os mesmos homologados em fase de execução provisória. A reclamante peticionou pedindo a nulidade da homologação, com pedido de abertura de prazo para novos cálculos, por se tratar de execução provisória. O juiz, em decisão terminativa, negou o pedido, entendendo estar preclusa a matéria. QUESTÃO: Como advogado da reclamada, entre com a medida cabível. (OBSERVAÇÃO DOS AUTORES: DEVIDO A REDAÇÃO DEFICIENTE, ESTE PONTO Nº 2 FOI CONSIDERADO ANULADO) PONTO 3 - José Praxedes foi contratado pela empresa DLX Ltda., no dia 21.01.1990, como vendedor. Em sua CTPS constava que seu contrato de trabalho estava enquadrado no artigo 62, I, da CLT. Cumpria jornada de trabalho das 7:30 às 19:30 horas, com 30 minutos de intervalo para refeição e descanso, de segunda a sábado, folgando aos domingos. Para desempenho de suas funções, a empresa lhe forneceu BIP, carro e custeava 200 litros de combustível por mês. Em 21.01.1999, aposentou-se por tempo de serviço, mas continuou a trabalhar para a Reclamada, nas mesmas condições. Foi dispensado sem justa causa em 14.12.2003, quando percebia remuneração média mensal de R$ 1.500,00. Quando da homologação da rescisão, constatou que a multa de 40% do FGTS somente incidiu sobre os depósitos efetuados a partir de sua aposentadoria, e não de todo o período trabalhado. Propôs Reclamação Trabalhista perante o Juízo do Trabalho de São Paulo, pleiteando: horas extras e reflexos, ante a extrapolação da jornada diária de 8 horas; horas de sobreaviso, em virtude do uso de BIP; integração do salário utilidade (carro e combustível) na remuneração e reflexos nas demais verbas do contrato; diferença da multa de 40% sobre o FGTS do período anterior à aposentadoria. QUESTÂO: Como advogado da empresa, apresente a peça processual adequada, fundamentando-a. 1. No Direito do Trabalho, sem se considerar a vontade das partes, existem duas situações previstas em lei em que ocorre a responsabilidade solidária, pelos créditos do empregado, entre duas ou mais empresas. Quais são essas situações e quais os dispositivos legais que as prevêem?
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2. Cabem mandado de segurança, correição parcial, embargos declaratórios ou outra medida judicial contra sentença transitada em julgado, proferida por juiz incompetente em razão da matéria? Em caso positivo, explicitar com fundamentação. 3. Explique se a convenção coletiva de trabalho obriga inclusive as empresas que, embora integrantes da categoria econômica, não são filiadas ao Sindicato envolvido na negociação e tampouco tenham participado diretamente dessa negociação. 4. À luz do que estabelecem a Constituição Federal e a Lei n.º 4.886/65, a competência para conhecer e julgar ação de reconhecimento de vínculo empregatício, proposta por representante comercial, é da Justiça Comum ou da Justiça do Trabalho?

Exercício 11 PONTO 1 - Empregada doméstica propõe reclamação em face de sua antiga empregadora, postulando pagamento de aviso prévio correspondente a 30 dias, não concedido quando da rescisão contratual. O pedido é julgado procedente, condenandose a empregadora a pagar à empregada o aviso prévio cobrado, arbitrando-se, para a condenação, o valor de R$ 800,00. Inconformada, a empregadora interpõe recurso ordinário, em petição que se faz acompanhar de um único documento, correspondente ao comprovante de recolhimento das custas processuais. Alega, no recurso, que a Lei n.o 5.859/72 não concede à empregada doméstica o direito a aviso prévio, não se lhe aplicando o art. 487, da CLT, por conta do art. 7.º, “a”, da mesma CLT. Como advogado da empregada doméstica, sendo intimado do recebimento do recurso ordinário da empregadora, apresentar a peça processual adequada. PONTO 2 - Em determinado processo trabalhista, ajuizado em 02.02.2004, em que o reclamante buscava o reconhecimento de vínculo de emprego, supostamente havido entre 15.03.90 e 01.12.2001, e pagamento de horas extras de todo o período, embora não citada, a reclamada toma conhecimento da existência da ação apenas na véspera da audiência, à qual comparece, para postular o seu adiamento. O pedido de adiamento é indeferido, sob protestos, entendendo o juiz que o comparecimento da reclamada supriria a falta de citação. Decretada a revelia e considerada a reclamada confessa, o juiz acolhe integralmente os dois pedidos. Como advogado da reclamada, apresentar a medida processual cabível, com a devida fundamentação legal. PONTO 3 - Transita em julgado condenação da reclamada a pagar horas extras, vedando-se a dedução, do crédito do reclamante, das contribuições por ele devidas ao INSS e dos recolhimentos de imposto de renda. Iniciada a liquidação de sentença, profere o juízo sentença em que homologa cálculos nos quais constam deduções de INSS e imposto de renda. A reclamada é citada para pagamento, depositando o valor da execução em dinheiro, sendo o

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reclamante intimado dessa garantia. Como advogado do reclamante, apresente a medida processual adequada, indicando o seu fundamento legal. 1. Conceitue a interrupção do contrato de trabalho, indicando quatro situações em que ela ocorre. 2. O que é despedida indireta? Apresente um exemplo de despedida indireta. 3. Qual o recurso cabível para impugnar decisão que, em ação trabalhista, indefere, sob protestos, a expedição de carta precatória, encerrando a instrução e designando data para julgamento do processo? Fundamentar. 4. Pode o Ministério do Trabalho e Emprego, examinando pedido apresentado por pessoa diretamente interessada, determinar a realização de novas eleições para escolha de dirigentes de sindicato, quando verificar a inobservância de regras democráticas no procedimento eleitoral? Fundamentar.

Exercício 12 PONTO 1 - Tendo sido reclamado, em ação trabalhista, o pagamento de horas extras, adicional de insalubridade e reflexos de tais parcelas em férias, aviso prévio, décimo-terceiro salário e FGTS, acrescido de multa de 40%, a sentença acolhe o pedido de pagamento de adicional de insalubridade, fazendo referência a reflexos apenas em férias e aviso prévio, julgando improcedente o pedido de pagamento de horas extras. QUESTÃO: Como advogado do empregado, apresente a medida processual cabível, com a devida fundamentação legal. PONTO 2 - O empregado José, dispensado com justa causa, por haver danificado equipamento da empresa, ajuíza ação trabalhista, buscando reverter o fundamento da rescisão contratual, e, em conseqüência, receber aviso prévio, férias proporcionais e FGTS, acrescido de multa. A empresa, citada para a ação, pretende obter ressarcimento do prejuízo que sofreu. QUESTÃO: Apresente, como advogado da empresa, a medida processual adequada. PONTO 3 - Em reclamação sujeita ao procedimento sumaríssimo, o empregado obtém o pagamento das diferenças da multa de 40% do FGTS sobre os índices de correção monetária não creditados em sua conta vinculada, decisão que é confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho, quando do julgamento do recurso ordinário da empresa. Buscando reverter a condenação, a empresa apresenta recurso de revista, citando divergência verificada em face de pronunciamento tomado por outro Tribunal Regional do Trabalho, que negou ao empregado direito à diferença da multa de 40% na mesma situação. O recurso de revista é recebido pelo presidente do Tribunal Regional do Trabalho. QUESTÃO: Apresente, como advogado do empregado, a peça processual adequada na hipótese, indicando o seu fundamento legal.

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1. Compete à Justiça do Trabalho julgar controvérsia relacionada com impugnação ao resultado de eleição em sindicato profissional, sob a alegação de fraude na coleta dos votos? Fundamente. 2. Pode o empregador que enfrenta relevante crise de mercado, alegando força maior, nos termos do art. 501, da CLT, pagar aos empregados dispensados, metade da indenização que seria devida em circunstâncias normais? Por quê? Fundamente. 3. Em ação ajuizada por empregado, com pedido de pagamento de adicional de insalubridade e de equiparação salarial, sendo revel e confesso o reclamado, como deve proceder o juiz? Fundamente. 4. No curso de fiscalização realizada por Auditor Fiscal do Trabalho, verifica-se a existência de trabalhador prestando serviços na empresa sem registro de empregado. Lavrado o auto, a empresa, em defesa administrativa, alega que o trabalhador era autônomo, pelo que não havia necessidade de registro. Como deve ser conduzido o processo administrativo?

Exercício 13 PONTO 1 - O empregador, ao comparecer pessoalmente, sem advogado, à audiência de uma ação em que é cobrado o pagamento de adicional de insalubridade, em grau máximo, sobre o salário efetivamente pago ao empregado, aduz simplesmente nada dever ao empregado. Encerrada a instrução, sem produção de outras provas, sob a alegação de falta de contestação específica dos fatos, é proferida sentença de acolhimento do pedido, com condenação do empregador no pagamento do adicional de insalubridade, em grau máximo, calculado, porém, sobre o salário mínimo. O empregador, intimado da sentença e embora com ela não concorde, não a impugna. O empregado, por sua vez, oferece recurso ordinário, postulando a incidência do adicional de insalubridade sobre o salário que efetivamente recebia. QUESTÃO: Como advogado contratado pelo empregador, no momento em que recebida a intimação para oferecer sua resposta, tomar a providência processual cabível com vistas a afastar a sucumbência do reclamado. PONTO 2 - Empregado dispensado com justa causa ajuíza reclamação postulando o pagamento, entre outros títulos, de férias vencidas. O pedido é julgado totalmente improcedente, sob a alegação de que a gravidade da falta praticada – agressão física a superior hierárquico – afasta a possibilidade de qualquer crédito ao empregado, mesmo sob a rubrica de férias vencidas. QUESTÃO: Tendo o prazo legal decorrido sem a interposição de recurso, apresentar a medida processual adequada para a defesa dos interesses do empregado. PONTO 3 - José, inscrito em eleição para o cargo de diretor do sindicato, é dispensado sem justa causa, tão logo comunicada a sua empregadora do fato, recebendo todos os pagamentos previstos em lei, sem exceção de nenhum.
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QUESTÃO: Apresentar a medida processual adequada para a defesa dos interesses de José. 1. A ação de consignação em pagamento é compatível com o processo do trabalho? Explicar. 2. É possível pactuar-se com o empregado bancário, sujeito a jornada de seis horas de trabalho, a prestação de duas horas extras por dia, mediante acordo feito no momento da celebração do contrato de trabalho? 3. Caso o empregado considere seu contrato de trabalho rescindido, imputando ao empregador descumprimento de obrigação imposta por lei e cessando, de imediato, a prestação de serviço, pode ainda pretender receber o pagamento de valor correspondente ao aviso prévio? 4. Em audiência de instrução, pretendendo o reclamante ouvir, como testemunha, pessoa com a qual mantém laços de amizade íntima, o que deverá fazer o advogado do reclamado e em que momento deverá manifestarse?

Exercício 14 PONTO 1 - Sentença transitada em julgado, em sua parte dispositiva, condena o reclamado nos seguintes termos: “...Isto posto, julgo procedente o pedido, para condenar o reclamado a pagar ao reclamante o que se apurar em liquidação de sentença a título de adicional de insalubridade, com reflexo em férias, décimo-terceiro salário e FGTS, acrescido de multa de 40%...” Iniciado o processo de execução, o reclamante apresenta cálculos de liquidação no valor de R$ 15.000,00, a título de adicional de insalubridade, com reflexo em férias, décimo-terceiro salário, aviso prévio, repouso semanal remunerado e FGTS, acrescido de multa de 40%. Os cálculos feitos pelo reclamante estão corretos e o juízo, em conseqüência, determina, de plano, a citação do reclamado, para pagamento, fazendo-se, a seguir, a penhora, em dinheiro, do valor cobrado. QUESTÃO: Apresente, como advogado do reclamado, a medida processual adequada na hipótese, com indicação do fundamento legal para a medida escolhida e do fundamento legal para a alegação a ser nela apresentada. PONTO 2 - Ajuizada ação rescisória, o relator designado, considerando não haver sido juntada à petição inicial, certidão de trânsito em julgado da decisão rescindenda, indefere liminarmente o pedido. QUESTÃO: Apresente, como advogado do autor, a medida processual adequada, com indicação da linha de argumentação a ser desenvolvida. PONTO 3 - Profere o Tribunal Regional do Trabalho acórdão em recurso ordinário em que, depois de analisar as provas produzidas em audiência e interpretar o teor de cláusula do contrato de trabalho, condena empregado a ressarcir empregador pelos prejuízos causados por conta de destruição de equipamento de trabalho, com juros e correção monetária.

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QUESTÃO: Como advogado do empregado, apresente a medida processual adequada. 1. A quem cabe pagar as custas quando a ação trabalhista ajuizada pelo empregado em face do empregador é julgada parcialmente procedente? Justifique sua resposta. 2. É possível alterar norma interna da empresa que estabelece até 15 minutos de tolerância em relação ao horário de trabalho, a fim de estabelecer padrão mais rigoroso, de tolerância de somente 10 minutos, tendo em conta o que dispõe o art. 58, § 1o, da CLT? Justifique sua resposta. 3. Advogado empregado, eleito dirigente do Sindicato dos Advogados, pode ser dispensado sem justa causa da Faculdade de Direito em que, como professor, leciona prática forense? Por quê? 4. O empregado que, contratado como garçom, recebe mensalmente gorjetas em montante correspondente a não menos do que R$ 1.000,00 pode ainda cobrar de seu empregador o pagamento do salário mínimo? Justifique sua resposta. Exercício 15 PONTO 1 Empregador autuado por Auditor Fiscal do Trabalho, tendo em conta não haver recolhido FGTS sobre as férias vencidas pagas a empregado quando da rescisão do contrato de trabalho, impetra mandado de segurança, perante a Justiça do Trabalho. Notificada a autoridade coatora e prestadas as informações, o juízo declara sua incompetência e determina a remessa dos autos à Justiça Federal. QUESTÃO: Apresentar, como advogado do empregador, a medida processual adequada na hipótese. PONTO 2 Empregado transferido provisoriamente é dispensado sem justa causa, não tendo recebido pagamento de aviso prévio e de adicional de transferência. Ajuíza reclamação para cobrar as parcelas, correspondendo o aviso prévio a R$ 1.000,00 e o adicional de transferência a R$ 5.000,00. O pedido é julgado parcialmente procedente em primeiro grau e segundo grau, deferindo-se o pagamento de aviso prévio, mas não de adicional de transferência, sob o argumento de ser indevida a parcela no caso de transferência provisória. Publicado o acórdão, o empregador apresenta recurso de embargos de declaração, para corrigir omissão no julgado, a respeito da época própria para atualização da parcela deferida. O empregado, somente depois de publicado o acórdão proferido nos embargos de declaração, apresenta recurso de revista, sob alegação de ofensa ao art. 469, da CLT. O Presidente do Tribunal Regional do Trabalho indefere o processamento do recurso, com a alegação de intempestividade. Aduz que, não havendo o empregado apresentado embargos
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de declaração, o prazo para interposição de recurso de revista fluiu a partir do primeiro acórdão. QUESTÃO: Apresentar, como advogado do empregado, a medida processual adequada. PONTO 3 Após ser condenado no pagamento de valores a certo empregado, o empregador, enquanto pendente de julgamento no Tribunal Regional do Trabalho o recurso que apresentou contra a sentença, coloca à venda o imóvel em que se acha estabelecida a empresa, sem reservar outros bens para satisfação da condenação. QUESTÃO: Apresentar, como advogado do empregado, a medida processual adequada. Em hipótese alguma será considerada a redação escrita neste espaço

1. Qual o meio processual adequado para cobrar importância cujo pagamento está previsto em acordo celebrado perante comissão de conciliação instituída no âmbito da categoria profissional do empregado? 2. Em ação proposta por um sindicato de empregados em face de outro sindicato de empregados, envolvendo disputa a respeito da representação da categoria, o sindicato vencido pode ser condenado, segundo o entendimento firmado pelo Tribunal Superior do Trabalho, no pagamento de honorários advocatícios? Fundamentar. 3. Empregado nomeado chefe de delegacia sindical no interior do Estado, na forma do art. 517, § 2o, da CLT, tem estabilidade no emprego? Por que? 4. José, logo que completou 16 anos de idade, é admitido como empregado em 2001. Um ano depois, em 2002, é dispensado. Caso venha a ajuizar sua ação apenas no início de 2005, pode a empresa invocar, com sucesso, a ocorrência de prescrição?

Exercício 16 PONTO 1 Certo sindicato, por considerar que o mero pagamento de salários diversos a diferentes empregados viola o princípio constitucional da isonomia, ajuíza, na cidade de São Paulo, onde se acha localizada a sede da empresa, ação civil pública. Pede a condenação da empresa no pagamento das diferenças dos salários já liquidados, bem como a sua condenação a pagar salários iguais a todos os empregados, em provimento com eficácia de âmbito nacional. QUESTÃO: Elabore, como advogado da empresa, a peça a ser apresentada por ocasião da audiência designada.

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PONTO 2 Em ação processada na cidade de São Paulo, foi indeferido o processamento do recurso ordinário interposto pelo reclamante, o que motivou a apresentação de recurso de agravo de instrumento. Ocorre que o último dia do prazo para a interposição do referido agravo de instrumento correspondia a 25 de janeiro, feriado municipal na cidade de São Paulo, de modo que a petição somente foi apresentada no dia seguinte, ou seja, 26 de janeiro. Ao julgar o agravo de instrumento, o Tribunal Regional do Trabalho, não se recordando, por lapso, da existência do feriado municipal no dia 25 de janeiro, considerou o agravo de instrumento intempestivo e dele não conheceu. QUESTÃO: Elabore, como advogado do reclamante, a peça processual adequada ao caso. PONTO 3 Iniciada a execução de sentença condenatória transitada em julgado, o reclamado contesta os cálculos de liquidação apresentados pelo reclamante, no importe de R$ 15.000,00, sob o argumento de que não observaram a época própria para atualização do crédito e, ainda, de que não contemplam os descontos fiscais e previdenciários, ressaltando que o valor correto do débito corresponde a R$ 10.000,00. As alegações são rejeitadas pelo juízo, que homologa os cálculos do reclamante e determina a expedição de mandado de citação, pagamento e penhora. Essa decisão não é impugnada pelo reclamado, que se limita a depositar judicialmente o valor cobrado e a apresentar embargos à execução, reiterando as alegações apresentadas quando da contestação dos cálculos. Os embargos são julgados improcedentes. QUESTÃO: Elabore, como advogado do reclamado, a peça processual adequada ao caso.

1. Se, depois de apresentada a defesa, é adiada a audiência, sendo que ambas as partes, reclamante e reclamado, deixam de comparecer à audiência em prosseguimento, em que deveriam depor, sob expressa cominação de confissão em caso de ausência, como deverá o juiz resolver as questões controvertidas a respeito dos fatos?

2. Sendo dois os reclamantes em ação trabalhista sujeita ao procedimento comum, quantas testemunhas cada um deles poderá ouvir? Justifique.

3. Como se chama o regime de trabalho em que o empregado, sujeito a condições normais de trabalho, de modo que poderia prestar serviços 8 horas por dia, é contratado para trabalhar apenas 4 horas por dia, durante 5 dias por semana? Quais suas implicações jurídicas? Fundamentar legalmente.

4. Caso o empregador receba, de dois diferentes sindicatos profissionais,

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comunicado de cobrança de contribuição sindical, ambos dizendo-se representantes dos empregados, como deverá proceder?

EXERCÍCIO 17

PONTO 1 Em ação civil pública, proposta por sindicato, é pedido, a todos os empregados da categoria, o pagamento de horas extras, com requerimento de concessão de liminar. A liminar é deferida pelo juiz da Vara do Trabalho, antes mesmo da citação do reclamado, com imposição à empresa da obrigação de pagamento de horas extras a todos os empregados da categoria, indistintamente. QUESTÃO: Apresente, como advogado da empresa, a medida processual adequada para cassar a liminar.

PONTO 2 Em reclamação proposta por antigo empregado, com pedido de pagamento de horas extras e férias dobradas não gozadas, celebram as partes, logo na primeira audiência designada, acordo, com quitação geral do extinto contrato de trabalho. O pagamento é feito a título de férias dobradas não gozadas. Homologado o acordo, é intimado o INSS, que impugna, por meio de recurso, o fato de haver sido o pagamento feito a título de férias dobradas não gozadas, cobrando os recolhimentos de contribuição previdenciária que entende devidos. QUESTÃO: Intimado da interposição de recurso pelo INSS, apresente, como advogado da empresa reclamada, a medida processual adequada.

PONTO 3 Certa empresa é condenada, por decisão de primeiro grau, a pagar horas extras e adicional de insalubridade a determinado empregado, calculado o adicional sobre o salário pago ao empregado. Interpõe a empresa recurso, discutindo apenas o pagamento de horas extras. Julgado o recurso ordinário três anos depois, a condenação é mantida e transita em julgado. Ajuíza então a empresa ação rescisória, para desconstituir a condenação que lhe foi imposta, no tocante ao pagamento do adicional de insalubridade sobre o salário pago ao empregado e não sobre o salário mínimo.
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QUESTÃO: Julgada procedente a ação rescisória, apresente, como advogado do empregado, quando intimado dessa decisão, a medida processual adequada.

QUESTÕES PRÁTICAS 1. Sendo duas as empresas reclamadas, condenadas ambas solidariamente, interposto o recurso também por ambas, apenas com a alegação de ser insubsistente a condenação, diante das provas produzidas, as custas devem ser pagas por ambas ou o pagamento feito por uma favorece a outra? Justifique. 2. O empregado que pede demissão pode ser readmitido na empresa antes de transcorridos 60 dias da rescisão de seu contrato de trabalho? Fundamente. 3. Pode o empregado reclamar, ao mesmo tempo, adicional de insalubridade e adicional de periculosidade? Por quê? 4. O empregado, contratado por 90 dias, após 50 dias de trabalho, afasta-se por dez dias, em virtude de licença médica, voltando, após, ao trabalho. Caso o empregador deseje rescindir o contrato no prazo ajustado, deverá fazer isso após 30 dias do retorno do empregado ou após 40 dias desse retorno? Por quê? 5. É obrigatório o registro do empregado no período de experiência do contrato de trabalho? Justifique.

EXERCÍCIO 18 DIREITO TRABALHO PONTO 1 José, empregado que trabalhou em concessionária de venda de veículos, sem registro formal do contrato de trabalho, pelo período de um ano e seis meses, recebia salário fixo, acrescido de comissões sobre as vendas, sem pagamento de nenhum reflexo. Foi dispensado, nada lhe sendo pago no momento da rescisão contratual, nem mesmo o salário e as comissões do último mês de trabalho, cujo valor total supera R$ 15.000,00. QUESTÃO: Elaborar, como advogado de José, a medida processual adequada para a hipótese.

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PONTO 2 Ajuizada reclamação por empregado, com pedido de pagamento de diversos valores, os pedidos são todos julgados improcedentes, condenando-se o reclamante ao pagamento das custas processuais. O recurso ordinário, interposto sem o pagamento das custas processuais, é indeferido, nos seguintes termos: “Indefiro o processamento do recurso ordinário, por deserto, tendo em vista o não pagamento das custas processuais”. O reclamante, intimado da decisão de indeferimento do recurso ordinário, pede a sua reconsideração, requerendo, neste momento, o benefício da justiça gratuita, com expressa invocação do art. 790, § 3.º, da CLT, juntada declaração de pobreza. Negada a reconsideração, interpõe o reclamante recurso de agravo de instrumento. QUESTÃO: Apresentar, como advogado do reclamado, a medida processual adequada, quando intimado do recebimento do agravo de instrumento interposto pelo reclamante. PONTO 3 Formalizada a penhora sobre bens pessoais do sócio, a empresa é devidamente intimada da constrição. Passados dois meses, é designado leilão, a ocorrer 30 dias depois, intimando-se a empresa e, igualmente, o sócio, proprietário do imóvel, o qual, no prazo de 15 dias da sua ciência do leilão, apresenta embargos de terceiro. Os embargos são liminarmente indeferidos, sob o seguinte fundamento: “Indefiro o processamento dos embargos de terceiro, por manifesta intempestividade, tendo em vista a não observância do prazo previsto no art. 884, caput, da CLT”. QUESTÃO: Apresentar, como advogado do sócio, a medida processual adequada. QUESTÕES PRÁTICAS 1. O caseiro de residência de veraneio, trabalhando como empregado, embora sem registro formal do contrato de trabalho, sendo dispensado sem justa causa e cobrando judicialmente seus direitos, deve ser contemplado também com o pagamento da multa de 40% do FGTS? Fundamentar a resposta. 2. É correto afirmar, diante da regra do art. 29, caput, da CLT, que o contrato de trabalho é contrato do tipo solene? Por quê? 3. O paradigma apontado pelo empregado em ação trabalhista pode, em princípio, ser ouvido como testemunha? Por quê? 4. O empregado que, em reconvenção, é condenado a restituir certo valor à empresa, está obrigado a realizar depósito recursal, caso pretenda impugnar a decisão? Fundamentar.
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5. É de imediato recorrível, por meio de recurso de revista, a decisão do Tribunal Regional do Trabalho que, ao julgar recurso ordinário, reforma, diante das especificidades do caso concreto, sentença que havia considerado o reclamante parte ilegítima, determinando prolação de nova sentença pelo juízo de primeiro grau? Fundamentar legalmente.

Exercício 19 PONTO 1 - "A" trabalhou na empresa "B" (metalúrgica) em São Paulo - Capital, no período de 12 de janeiro de 1990 a 25 de abril de 1999, quando foi demitido sem justa causa. Desenvolvia a função de motorista, no horário compreendido entre 06:00 às 14:00 horas, sempre com intervalo de 30 minutos para refeição e descanso de segunda-feira a sexta-feira e aos sábados, das 6:00 às 10:00 horas. Percebia como último salário a quantia de R$ 5,00 (cinco reais) por hora (Piso da Categoria dos Metalúrgicos), enquanto o Piso da Categoria de Motorista, firmado em acordo coletivo feito entre o Sindicato dessa Categoria e a Federação das Indústrias de São Paulo, era de R$ 7,00 (sete reais) por hora. Quando dispensado, percebeu as verbas rescisórias, e homologada foi a quitação pela DRT. Como advogado de "A", promover a medida judicial pertinente, pleiteando os direitos do empregado que entender devidos em razão do horário cumprido e da função exercida (fundamentar o pedido). PONTO 2 - "A", vendedor externo, trabalhou na empresa "B" de 16.02.91 até 05.10.99, quando foi dispensado sem justa causa, com aviso prévio indenizado. Recebeu as verbas rescisórias no dia 14.10.99, enquanto a homologação ocorreu somente no dia 13.12.99. No dia 17 de dezembro de 1999, distribuiu sua Reclamação Trabalhista perante uma das Varas do Trabalho da Capital de São Paulo, pleiteando o seguinte: - reintegração ao emprego com base no artigo 118 da Lei nº 8.213/91, pois esteve afastado por 10 (dez) dias no mês de setembro de 1999, em decorrência de acidente do trabalho; - horas extras e reflexos, já que trabalhava das 8:00 às 19:00 horas, de segunda a sexta-feira, sem qualquer intervalo intrajornada; - multa do artigo 477 § 8º da CLT. Como advogado da empresa, apresentar a defesa cabível. PONTO 3 - Fundamentando a sentença, concluiu o I. Magistrado de uma das Varas do Trabalho da Capital de São Paulo que o reclamante, na qualidade de suplente da CIPA eleito em 1998, não era detentor da garantia de emprego prevista no artigo 10, inciso II, alínea "a" do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; além disso, indeferiu o pedido alternativo relativo a indenização adicional prevista no artigo 9º da Lei nº 7.238/84 uma vez que o pagamento das verbas rescisórias se deu com o salário já corrigido pelo reajuste da data-base. Custas processuais, pelo reclamante, no importe de R$ 20,00 (vinte reais), calculadas sobre o valor arbitrado à condenação de R$ 1.000,00 (um mil reais). Como advogado do reclamante, exercitar o instrumento jurídico adequado.
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1. Qual a conseqüência da aposentadoria por invalidez no contrato de trabalho do empregado? 2. Quem pode suscitar o conflito de jurisdição no processo do trabalho? 3. Qual a medida judicial assegurada pelo ordenamento legal vigente para as hipóteses de inobservância de norma coletiva em vigor? 4. Explique o conceito de factum principis no Direito do Trabalho.

Exercício 20 Ponto 1 - "A" promoveu reclamação trabalhista contra a empresa "B", pleiteando estabilidade de 12 (doze) meses em face de ter sofrido acidente de trabalho, e ficado afastado por 14 dias. Com base no artigo 118 da Lei no 8.213/91, requereu a nulidade da dispensa sem justa causa. QUESTÃO: Como advogado de "B", apresente a medida judicial cabível. Ponto 2 - "A", assistente contábil, residente em Osasco, foi contratado pela empresa "B", para trabalhar na filial localizada no Município de Barueri, em 4 de fevereiro de 1999. A contratação se deu em Guarulhos, local onde está situada a matriz da empresa. Foi dispensado no dia 26 de fevereiro de 2000, sob alegação de justa causa, ocasião em que recebia o salário mensal de R$ 600,00 (seiscentos reais). Nada lhe foi pago a título de verbas rescisórias. QUESTÃO: Como advogado de "A", promova a ação cabível observando o procedimento devido e o Juízo competente. Ponto 3 - Em audiência de instrução realizada nos autos da reclamação trabalhista promovida pelo empregado "A" em face da empresa "B", o MM. Juiz de uma das Varas do Trabalho da Capital de São Paulo indeferiu a oitiva das 2 (duas) únicas testemunhas do reclamante, sob seus protestos, alegando que ambas estavam litigando contra o mesmo empregador. O reclamante pleiteava na inicial o pagamento de horas extras e reflexos, da integração dos salários "por fora", da incidência do FGTS no aviso prévio indenizado e da multa do artigo 477 da CLT, uma vez que as verbas rescisórias foram pagas no 1º (primeiro) dia após o decurso dos 30 (trinta) dias do aviso prévio indenizado. Por sentença, todos os pedidos, foram julgados IMPROCEDENTES e o autor condenado no pagamento das custas processuais arbitradas em R$ 30,00 (trinta reais). QUESTÃO: Como advogado de "A", interponha o recurso cabível, atendendo às formalidades de praxe. 1 - Qual é o prazo e a quem são dirigidos os Embargos de Declaração de acórdão do Tribunal Regional do Trabalho? 2 - Cite 4 (quatro) casos de interrupção do contrato de trabalho. 3 - Dê os conceitos de adjudicação de bens e remição da execução.
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4 - No processo do trabalho, qual o momento adequado para requerer a apreciação das decisões interlocutórias?

Exercício 21 PONTO 1 - "A", brasileiro, casado, metalúrgico, trabalhou na empresa "B" como torneiro mecânico, no período de 12 de abril de 1990 até ser demitido em 28 de novembro de 1999, mediante o último salário de R$ 1.246,00 por mês. Promoveu reclamação trabalhista, pleiteando adicional de insalubridade. Comprovada esta, a ação foi julgada procedente, condenando-se a Reclamada ao pagamento do adicional pleiteado em grau máximo, na base de 40% do piso da categoria. QUESTÃO: Como advogado de "B", promover a medida judicial cabível, fundamentando. PONTO 2 - Empresa "A", sediada na Capital de São Paulo, decidiu rescindir, por justa causa, o contrato da empregada "B", logo após o seu envolvimento numa ocorrência policial de trânsito. No prazo do artigo 477 da CLT, cumpriuse apenas o pagamento do saldo salarial e das férias vencidas + 1/3 CF. A referida empregada foi admitida em 26 de fevereiro de 1996 e dispensada no dia 10 de junho de 2000. Recebia salário base de R$ 500,00 (quinhentos reais), mais 5% (cinco por cento) de comissões sobre as vendas realizadas. As comissões não integravam a folha de salários e, além disso, nunca repercutiram no pagamento das verbas legais e contratuais havidas no decorrer do pacto laboral. QUESTÃO: Como advogado(a) da empregada, acionar a medida judicial cabível, postulando o quanto for devido. PONTO 3 - Empregado "A" distribuiu, em 11 de agosto de 2000, Reclamação Trabalhista em face da Empresa "B", alegando, em síntese, que trabalhou desde novembro de 1991 até o dia 4 de fevereiro de 2000, oca-sião em que sofreu dispensa sem justa causa e recebeu as verbas rescisórias tempestivamente. Teve como última remuneração a quantia de R$ 2.500,00. Ainda que ausente a causa de pedir, elaborou pedido relacionado à equiparação salarial com paradigma inominado. Requer o pagamento do vale-transporte de todo o período contratual, embora sempre se tenha deslocado em veículo próprio. QUESTÃO: Como advogado(a) da reclamada, apresentar a defesa apropriada ao caso. 1 - Em que situação pode haver alteração do contrato de trabalho? 2 - Qual o remédio cabível contra o ato concessivo da tutela antecipada no Processo do Trabalho? 3 - É possível atacar a sentença exeqüenda transitada em julgado no processo de liquidação? Fundamente.

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4 - Quais as condições para declarar abusiva a greve que se realiza em setores que a Lei define como sendo essenciais à comunidade?

Exercício 22 PONTO 1 - "A" trabalhou na empresa "B", no período de 10 de janeiro de 1991 a 30 de abril de 2001, quando foi demitido sem justa causa. Trabalhava nos horários compreendidos entre 06:00 e 14:00 horas, 14:00 e 22:00 horas e ainda entre 22:00 e 06:00 horas, revezando semanalmente, sempre com intervalo de 30 minutos para refeição e descanso. Percebia como último salário a quantia de R$ 5,00 (cinco reais) por hora. Trabalhava na função de caldeireiro, sem nunca ter recebido qualquer equipamento de proteção individual (EPIs). Quando dispensado, percebeu as verbas rescisórias, e sua quitação foi homologada na DRT. QUESTÃO: Como advogado de "A", promova a ação adequada à tutela dos direitos do cliente. PONTO 2 - "A" trabalhou na empresa "B" (metalúrgica) em São Paulo - Capital, no período de 17 de janeiro de 1990 a 25 de abril de 2001, quando foi demitido sem justa causa. Trabalhava na função de vendedor, no horário compreendido entre 08:00 e 18:00 horas, sempre com intervalo de 1:00 hora para refeição e descanso de segunda-feira a sábado. Percebia remuneração por comissão sobre vendas, no percentual de 2%, além de um prêmio, por meta atingida de mais 5% sobre todas as vendas cujo valor era dividido pela equipe de 15 pessoas, perfazendo média salarial de R$ 1.450,00. Quando dispensado, nada lhe foi pago, bem como nunca recebeu as horas extras trabalhadas, além de que nas férias e 13o salários não foram considerados os 5% das metas que sempre foram atingidas nos últimos seis anos. QUESTÃO: Como patrono de "A", afore a peça pertinente em prol do patrocinado. PONTO 3 - "A", empregado de "B", desde 10 de maio 1997, estava há três meses sem receber salário, porque o empregador passava por situação financeira difícil. O salário mensal de "A" era de R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais). "A", não mais tolerando os atrasos, recusou-se a trabalhar, tendo sido por isso despedido por "B". Não se conformando, ajuizou reclamação trabalhista, pleiteando todos os seus direitos. "B", em contestação, alegou que a recusa de "A" em trabalhar constituiu falta grave e que fora despedido com justa causa. Provas produzidas e com encerramento da instrução o Juiz do Trabalho julgou procedente a ação. QUESTÃO: Como advogado de "B", desenvolva a providência jurídica necessária à tutela de seus direitos. Na peça deverá indicar, nominalmente, as verbas rescisórias, sem dar os valores correspondentes de cada qual. 1 - Explique, fundamentando, as conseqüências da sucessão de empresas para efeitos de responsabilidade trabalhista. 2 - "A" promoveu reclamação trabalhista contra a empresa "B", reivindicando verbas relacionadas com direitos da rescisão contratual sem justa causa,
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incluindo horas extras a serem apuradas em execução. Deu à causa o valor de R$ 5.000,00 para efeito de custas. À reclamação foi atribuído o rito sumaríssimo. Qual a providência judicial a ser tomada se o rito vier a ser mantido após o protesto da reclamada? 3 - Como são constituídas e instituídas as Comissões de Conciliação Prévia? 4 - O Sindicato é legitimado a propor reclamação trabalhista na qualidade de substituto processual de todos os empregados?

Exercício 23 PONTO 1 - "A" promoveu reclamação trabalhista contra a empresa "B", pleiteando equiparação salarial com o paradigma "C". A empresa "B" contestou o feito, alegando que o paradigma, apesar de trabalhar na mesma função do Reclamante, fazia-o em outra unidade, ou seja, enquanto o Reclamante trabalhava em São Paulo – Capital, o paradigma trabalhava na Cidade de Varginha – MG, e a diferença salarial derivava das convenções coletivas de trabalho que determinavam salários diferenciados. A Vara do Trabalho julgou procedente a Reclamação. QUESTÃO: Como advogado de "B", acione a medida judicial cabível. PONTO 2 - "A" promoveu reclamação trabalhista contra a empresa "B", pleiteando estabilidade de 12 meses, em face de ter sofrido acidente de trabalho e ficado afastado por 14 dias, com base no artigo 118 da Lei no 8.213/91; pleiteava, também, a nulidade da dispensa sem justa causa. A empresa "B" apresentou defesa, tendo sido encerrada a instrução processual. A ação foi julgada procedente. QUESTÃO: Como advogado de "B", aja no interesse do cliente. PONTO 3 - Em virtude da ausência da reclamada "B" à audiência inicial da ação trabalhista que o empregado "A" lhe movera pleiteando adicional de periculosidade, a Vara do Trabalho considerou a empregadora revel e confessa, tendo dispensado a produção de todas as provas, e condenou a empregadora ao pagamento das prestações vencidas e vincendas do adicional. QUESTÃO: Como advogado de "B", manipule o meio processual, fundamentando-o. 1 - Cabe, de imediato, algum recurso das decisões interlocutórias na Justiça do Trabalho? 2 - Os Embargos de Declaração ofertados por uma das partes suspendem o prazo do Recurso principal para ambas? 3 - Os Embargos de Declaração, pelo entendimento da Justiça do Trabalho, podem ocasionar modificação no julgado? Justifique sua reposta.

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4 - Especificar o número de testemunhas que cada parte pode ouvir, na Justiça do Trabalho, em processo de rito sumaríssimo, em processo de rito ordinário e em inquérito judicial para apuração de falta grave de empregado estável.

Exercício 24 PONTO 1 - GAMA DELTA é empregado da empresa EME Ltda., eleito para cargo de direção do sindicato da categoria profissional em 02 de maio de 1998. No dia 15 de março de 2002, durante greve deflagrada na empregadora, agrediu fisicamente seu superior hierárquico e, ainda, depredou parte das dependências físicas da empresa. QUESTÃO: Como advogado desta, promova judicialmente o quê de necessário em prol dos seus interesses. PONTO 2 - ALFA BETA, empregada da empresa ENETÊ Ltda. como telefonista, desde 1 o de fevereiro de 1998, cumpria carga horária das 9:00 às 17:00 horas, de segunda a sexta-feira, com 30 minutos de intervalo para descanso e refeição. Em 30 de abril de 2002, sob alegação de indisciplina por ter causado danos irreparáveis no equipamento de telefonia ao tentar consertálo, contrariando determinação superior, foi demitida sem nada receber, nem mesmo o salário do mês de abril de 2002. QUESTÃO: Como advogado, buscar em juízo os direitos de ALFA BETA. PONTO 3 - O empregado Teofrasto, professor, vinha prestando serviços à empregadora Schola Vitae, entidade com curso de segundo grau. A despedida sem justa causa operou-se no curso das férias escolares, ciente a empregadora que o assalariado era diretor do sindicato de classe, com mandato vencido exatamente no dia da dispensa Teofrasto cumprira 8 (oito) meses de contrato de trabalho e recusou-se a receber da empresa o aviso prévio, férias e 13º salário, proporcionais e FGTS, com acréscimo legal. Schola Vitae não lhe pagou o salário do período dos Exercícios escolares, apesar de admitir o débito. QUESTÃO: Como advogado de Teofrasto, busque a tutela de todos os seus direitos. 1. Decretada a prisão de depositário infiel por Juiz de Vara do Trabalho, como e a quem pleitear o relaxamento da constrição? Explique e justifique. 2. Acordo celebrado entre as partes no curso de reclamação trabalhista individual e homologado judicialmente pode ser anulado? Responda e fundamente. 3. Uma das Turmas de certo Tribunal Regional do Trabalho aplicou a multa de 1% sobre o valor de condenação ao entendimento de que o recurso ordinário interposto tinha escopo nitidamente protelatório. A decisão comporta reapreciação? Como, por quê e por quem? 4. Empregado demitido por justa causa, por ter, dolosamente, provocado danos ao empregador no montante de R$ 20.000,00, ajuizou reclamação trabalhista
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para haver direitos rescisórios no valor líquido de R$ 11.000,00. O empregador poderá ressarcir-se dos danos sofridos? Atenda a questão e justifique.

Exercício 25 PONTO 1 - Agenor, empregado de Eustáquio desde 10 de dezembro de 1999, teve rescindido o contrato de trabalho, por iniciativa da empresa, sem justa causa, em 09 de dezembro de 2001. No acerto de contas entre as verbas rescisórias e a dívida do empregado, chegou-se à conclusão de que Agenor ainda era devedor, em decorrência da relação de emprego, da importância de R$ 1.250,00 (um mil, duzentos e cinqüenta reais), correspondente à indenização a que fora condenado por danos causados à empresa por dolo. Inconformado, o empregado propôs reclamação trabalhista pretendendo receber o aviso prévio, as últimas férias vencidas acrescidas da gratificação de 1/3, o 13 o salário proporcional, além dos depósitos do FGTS com a multa de 40% e o seguro desemprego. QUESTÃO: Como patrono de Eustáquio, opere em seu prol. PONTO 2 - O Banco G.O.L. S/A, em liquidação extrajudicial, demitiu, sem justa causa, após 8 anos e 3 meses de prestação de serviços, a gerente de uma de suas agências, Srta. Vitória, ocasião em que percebia o salário de R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais), mais gratificação de função correspondente a 1/3 do salário. Por ocasião do pagamento das verbas rescisórias, o Banco não conseguiu descontar o valor de empréstimo de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) anteriormente concedido à ex-empregada, uma vez que outros descontos já haviam atingido o valor de um salário. Faltando um mês para se vencer o biênio prescricional, a ex-empregada, assistida por advogado de seu sindicato de classe, sem apresentar declaração de insuficiência financeira, ajuizou reclamação trabalhista, pretendendo, já que sempre laborara, de segunda a sexta-feira, 8 horas diárias, a condenação do Banco, no pagamento de 2 horas extras diárias com os acréscimos legais, bem como de sua integração em férias, 13º salários, descansos semanais, FGTS e aviso prévio, tudo acrescido de juros e correção monetária, além da condenação em honorários advocatícios à razão de 20%. Deu à causa o valor líquido de R$ 38.500,00 (trinta e oito mil e quinhentos reais), sendo R$ 32.500,00 (trinta e dois mil e quinhentos reais) pelas horas extras e R$ 6.000,00 (seis mil reais) pelas integrações. QUESTÃO: Como advogado do Banco, e levando em conta que a reclamante realmente trabalhava 8 horas por dia, pratique as medidas judiciais cabíveis a seu favor, inclusive objetivando a recuperação do valor integral do mútuo. PONTO 3 - Aristóbulo foi contratado e registrado pela Construtora Barão de Mauá para prestar serviços de escriturário na Prefeitura Municipal de Cartago, tendo cumprido o contrato por dois anos. Despedido por iniciativa da Municipalidade e sem justa causa, Aristóbulo socorreu-se da Justiça do Trabalho, pleiteando o reconhecimento de vínculo empregatício com aludida Prefeitura, com a conseqüente reintegração no emprego. QUESTÃO: Aja judicialmente como advogado da Prefeitura Municipal.

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1. Argüida Exceção de Litispendência entre Dissídio Individual e Dissídio Coletivo, insta saber quais os pontos básicos a serem levantados pela parte que a impugnar. Desenvolva o tema. 2. Transcorridos dois anos e um mês da rescisão de contrato de trabalho, sem anotação em CTPS, o empregado ingressa em juízo com ação declaratória, objetivando o reconhecimento da existência da relação de emprego pela Justiça do Trabalho. Diante dessa situação, explique o seu posicionamento quanto à ampla legitimidade e oportunidade da pretensão. 3. Em ação trabalhista, o pedido da inicial visa à incorporação dos benefícios conquistados, após o término do prazo constante do acordo ou convenção coletiva. Como advogado(a) da empresa, deduza e fundamente sua atuação. 4. Oficial de Justiça de Vara da Justiça do Trabalho retornou ao estabelecimento comercial do executado para efetuar penhora, em domingo. O débito era no valor de R$ 6.000,00 (seis mil reais) e o bem constritado avaliado em R$ 86.000,00 (oitenta e seis mil reais). Como advogado da empresa, como deverá proceder?

GABARITOS DOS EXERCÍCIOS Exercício 1 PONTO 01 Inicial, dirigida a uma das Juntas de Conciliação e Julgamento da Capital, pleiteando verbas rescisórias e diferenças de salário, pela supressão das horas extras habituais e do adicional noturno. Incabível pretensão a adicional de transferência. PONTO 02 Recurso ordinário, baseando-se no artigo 195 da CLT, para o Tribunal Regional do Trabalho, preliminar pleiteando nulidade da sentença - mérito; reforma da decisão e improcedência da ação - requisitos recursais, inclusive depósito prévio. PONTO 03 Contestação alegando encerramento da empresa e que o empregado por ter adquirido sua estabilidade em aviso-prévio, esta não tem validade. 1 - Artigo 29 da CLT. 2 - Os direitos oriundos da existência do contrato de trabalho subsistirão em caso de falência da empresa. Outrossim, constituirão créditos privilegiados a totalidade dos salários e das indenizações a que tiver direito o empregado (artigo 449 e parágrafo 1o., da CLT). 3 - O desconto só será lícito desde que esta possibilidade tenha sido acordada entre as partes, ou na ocorrência de dolo do empregado (artigo 462, parágrafo 1o. , da CLT).
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4 - É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações obrigarão o proponente (artigo 843, parágrafo 1o., da CLT). Exercício 2 PONTO 01 Aforar inquérito para apuração de falta grave, por ser o empregado, dirigente sindical, e portanto, portador de estabilidade provisória. PONTO 02 Contestação, alegando acordo de compensação de horas. para o pedido de horas extras, e que o empregado não trabalhava em sistema de potência, para o pedido de adicional de periculosidade. PONTO 03 Recurso ordinário, dirigido ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, alegando que a prescrição nuclear, corre contra o trabalhador rural nos termos do artigo 7º, letra b da Constituição Federal. 1 - Prova pericial, uma vez que se trata de apuração de fatos que exigem conhecimento técnico. 2 - Não, diante do princípio do artigo 8º , II da Constituição Federal. 3 - Os mesmos de um empregado doméstico, ou seja aviso-prévio, 13º salário proporcional e férias vencidas, se as não tiver gozado. 4 - Opor recurso de Embargos de Declaração, em 5 dias, dirigido ao Juiz Relator do acórdão.

Exercício 3 PONTO 1 Reclamação trabalhista, pleiteando verbas rescisórias, bem como horas extraordinárias, em face de a jornada de telefonista ser de 6 horas. PONTO 2 Recurso Ordinário, alegando preliminarmente a impossibilidade da perícia, por ter sido feita fora do local de trabalho, bem como recorrer quanto ao valor do adicional que deverá ser calculado sobre o salário mínimo. PONTO 3 Embargos declaratórios, em razão da omissão da r. sentença, no tangente a prescrição argüida. 1 - O empregado e o Sindicato nos termos do artigo 872 da CLT. 2 - Deverá descontar os salários do prazo respectivo. Artigo 487 parágrafo 2º da CLT. 3 - Embargos de declaração, em 5 dias, e deve ser dirigida ao Juiz Relator do acórdão.

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4 - Não cabe recurso de revista na execução nos termos do artigo 896, § 2º da C. L. T., salvo no caso de ofensa direta e literal de norma da Constituição Federal.

Exercício 4 PONTO 01 Recurso Ordinário, observado o preparo (custas e depósito recursal), com preliminar de cerceamento de defesa, bem como no mérito alegar que o preposto precisa ter conhecimento dos fatos, não precisando ter trabalhado junto com o Reclamante. PONTO 02 Reclamação trabalhista promovida perante uma das Juntas de Conciliação e Julgamento de Osasco (artigo 651, "caput", CLT), com pedido de Rescisão Indireta (artigo 483, letra "d", CLT – mora salarial: DL 368/68), respectivas verbas rescisórias, inclusive do aviso prévio (artigo 487, § 4º, CLT), FGTS + 40% e guias do seguro-desemprego, reconhecimento do vínculo de emprego desde 11 de agosto de 1995, com pagamentos dos consectários devidos e recolhimentos do INSS e FGTS, além das horas extras e reflexos (artigo 7º, incisos XIII e XVI, CF). PONTO 03 Recurso de revista, observado o preparo (depósito recursal e custas) (artigo 896, letras "a" e "c", CLT). Adicional de insalubridade: artigo 192, CLT; súmula 228 do TST; orientação jurisprudencial nº 2, da SDI do TST e divergência jurisprudencial. FGTS: artigo 7º, XXIX, letra "a", CF e divergência jurisprudencial. 1 - A partir do registro de sua candidatura (artigo 8o. , VIII da Constituição Federal) 2 - Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo. Em caso de dano causado pelo empregado, o desconto será lícito, desde que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrência de dolo do empregado (artigo 462 e § 1º, CLT). 3 - Ação Rescisória (Enunciado 259 do TST c.c. artigo 831, CLT). 4 - Deverá contra-minutar o agravo de instrumento e, no mesmo ato, contraarrazoar o recurso principal (neste caso, recurso ordinário); deverá, também, instruir com as peças necessárias ao julgamento de ambos os recursos. (artigo 897, § 6º, CLT).

Exercício 5 PONTO 1 Agravo de Petição (artigo 897 "a" da CLT), com a delimitação justificada da matéria e dos valores impugnados (artigo 897 § 1º da CLT). Da matéria impugnada:
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Época própria para incidência dos índices de correção monetária (Artigo 459 da CLT c/c. Orientação Jurisprudencial nº 124 da SDI do C. TST). Honorários Periciais. Responsabilidade. Súmula nº 236 do C. TST. Dos valores impugnados: R$ 3.000,00 (parte controversa entre o valor homologado (R$ 15.000,00) e a conta aduzida pela própria empresa (R$ 12.000,00). PONTO 2 Agravo de Instrumento (artigo 897 "b" da CLT), com o traslado obrigatório das peças relacionadas no artigo 897 § 5º inciso I da CLT. Da matéria impugnada: Inexistência de deserção (Artigo 789 § 4º da CLT). PONTO 3 Recurso de Revista, alegando que a diferença de tempo de serviço para não ser concedida a equiparação, tem que ser na função e não no emprego. (Enunciado 135 do C. TST). 1 – O empregado não terá direito ao gozo de férias (artigo 133 inciso III CLT); iniciar-se-á o decurso de novo período de aquisição a partir do dia da concessão da alta médica (artigo 133 § 2º da CLT). 2 – Por deliberação de Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim, consoante disposto nos respectivos Estatutos, dependendo a validade da mesma do comparecimento e votação, em primeira convocação, de 2/3 (dois terços) dos associados da Entidade, e, em segunda convocação, de 1/3 (um terço) dos membros (artigo 612 da CLT). 3 – A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença (Súmula nº 8 do E. TST). 4 – O valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data da distribuição da ação, excluídas as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional. O pedido deverá ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente; o autor deve indicar corretamente o nome e o endereço da reclamada. (artigos 852-A e 852-B da CLT).

Exercício 6 PONTO 1 Contestação argüindo a extinção do processo, sem julgamento do mérito, com fulcro no inciso VI do artigo 267 do CPC, por ilegitimidade de parte, tendo em vista que a reclamação deveria ter sido interposta contra a pessoa jurídica "B". No mérito, arguir despedimento por justa causa pelas faltas injustificadas ao serviço, não havendo que falar no pagamento do aviso prévio, das férias proporcionais acrescidas da gratificação de 1/3, do 13º salário proporcional, do levantamento dos depósitos do FGTS, da multa de 40%, do seguro desemprego e da multa estabelecida no § 8º do artigo 477 da CLT, porque a empresa não incorreu em mora. PONTO 2
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Recurso ordinário requerendo a reforma da sentença de primeiro grau, eis que, pelo não comparecimento da reclamada à audiência, e aplicada a pena de confissão quanto à matéria fática, são reputados verdadeiros os fatos afirmados pelo reclamante, nos termos do artigo 319 do CPC, portanto desnecessária a oitiva de testemunhas porque a confissão faz prova do fato constitutivo da equiparação salarial. PONTO 3 Interposição de agravo de instrumento nos termos da alínea "b" do artigo 897 da CLT, devendo oferecer petição de encaminhamento, com elenco das peças obrigatórias para traslado, e a minuta. 1 – A competência é do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, nos termos do artigo 12 da Lei nº 7.520 de 15/07/86 que criou o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, com a redação dada pela Lei nº 9.254 de 03/01/96. 2 – A lei não admite direito adquirido para o caso (art. 194 da CLT), pois se trata de adicional condicionado à apuração de existência ou não de insalubridade. Não há direito adquirido. Inteligência do enunciado nº 248 do Tribunal Superior do Trabalho. 3 – O pagamento do domingo significa a remuneração do repouso semanal e não se constitui em prorrogação do ajuste. 4 – Nos termos dos artigos 731 e 732 da CLT, o empregado sofre a perda, pelo prazo de 6 meses, do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho.

Exercício 7 PONTO 1 Agravo de Petição ao Tribunal Regional do Trabalho, com a delimitação da parte incontroversa devida correspondente a 30% do salário mínimo, argüindo que a decisão proferida nos Embargos à Execução não poderia alterar a coisa julgada material, já que a sentença de mérito, transitada em julgado, fixara aplicação do percentual de 30% sobre aquele salário mínimo. Observar o disposto no § 1º do artigo 897 da CLT. PONTO 2 Ação rescisória do acórdão proferido pelo Tribunal Regional do Trabalho, ajuizada perante o mesmo Tribunal ao fundamento de violação literal de lei (inciso V do artigo 485 do CPC), já que contra empregado menor não corre prescrição (artigo 440 da CLT). PONTO 3 Manifestação dirigida ao Presidente do Tribunal Regional do Trabalho ou ao Juiz Relator, argüindo o não cabimento do Mandado de Segurança, julgandose extinto o processo sem julgamento do mérito (inciso I do artigo 267 do CPC combinado com o inciso V do artigo 295 do CPC e/ou com o artigo 8º da Lei 1.533/51), seja por ser do Juízo de primeira instância a competência privativa para conceder medida liminar de reintegração no emprego de dirigente sindical
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(inciso X do artigo 659 da CLT), seja por não ter sido o ato praticado por autoridade pública, administrativa ou judicial, ou por agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. Serão considerados corretos os dois argumentos argüidos concomitantemente, ou cada um deles individualmente. 1 – Ação de Consignação em Pagamento perante a Justiça do Trabalho, com a prova da recusa e/ou do não comparecimento para a homologação, inexistindo prazo para sua propositura. 2 – A Exceção de Pré-Executividade tem natureza de incidente processual, pela qual se poderá impedir o prosseguimento de execução nula ou anômala, visando obstar-se a irregular penhora de bens. Tem legitimidade para opô-la o empregador-executado, antes da efetivação da penhora de seus bens, já que, se garantido o Juízo, lhe é facultado opor Embargos à Execução. 3 – Não. O processo do trabalho se rege pelo princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias. É o Agravo de Instrumento que serve para destrancar recurso – artigo 897-B da CLT, inexistindo previsão de Agravo Retido no artigo 893 da CLT. Para que não se alegue preclusão, a parte deverá consignar protesto. 4 – Primeiramente, deve ser argüida a prescrição dos direitos anteriores a 19/12/1997 (artigo 7º, XXIX, da Constituição Federal). Indevidas as diferenças de férias, pois o artigo 6º, do Decreto 71885, de 09/03/1973 assegura apenas vinte dias após doze meses trabalhados. As horas extraordinárias, o FGTS e a multa de 40% são indevidos pois não se encontram dentre os direitos assegurados pelo parágrafo único do artigo 7º, da C.F. Indevidos os honorários advocatícios por não preenchidas as condições da Lei 5584/70, já que percebia salário superior a dois mínimos, não tendo oferecido declaração de insuficiência financeira.

Exercício 8 PONTO 1 CONTESTAÇÃO, alegando, primeiramente prescrição qüinqüenal (artigo 7º, inciso XXIX, da CF), que o Reclamante era empregado doméstico (caseiro), não fazendo jus ao recebimento de horas extras, diferenças de férias que são apenas de vinte dias, e depósitos fundiários com multa de 40%, e sendo o salário mensal, os repousos semanais já estão remunerados. Mesmo que assim não fosse, os motivos alegados não constituem fundamento para rescisão indireta do contrato de trabalho. Indevida a multa do artigo 467, por se tratar de pedido de rescisão indireta do contrato. Igualmente, indevida a multa do artigo 477 da CLT, eis que não há que se falar em atraso no pagamento de verbas rescisórias, pois a rescisão está sendo discutida em Juízo. PONTO 2 EMBARGOS À EXECUÇÃO alegando que, na forma do artigo 459, da CLT, a correção monetária somente incide a partir do vencimento da obrigação que ocorre no quinto dia útil do mês subseqüente (Orientação Jurisprudencial nº 124, do C. TST); que os valores devidos a título de contribuição para a Previdência Social devem ser apurados mês a mês e deve ser descontada a
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parcela devida pelo empregado, e o Imposto de Renda devido pelo Reclamante deve ser apurado com base no valor total apurado, e não mês a mês (Orientação Jurisprudencial SDI-I TST nº 32 e 228). PONTO 3 INICIAL – Reclamação Trabalhista, pleiteando: saldo salarial, aviso prévio, férias + 1/3, décimo terceiro salário, multa de 40% sobre os depósitos fundiários, FGTS sobre verbas rescisórias, adicional de insalubridade em grau médio e reflexos, indenização pelo período estabilitário e reflexos, 4 horas extras semanais e reflexos, multas dos artigos 467 e 477 da CLT. 1 – Pode. Quando o reclamado não opuser exceção declinatória do foro e/ou juízo no prazo legal. Art. 114 do CPC aplicado subsidiariamente. 2 – Não, se a parte cumprir os requisitos estabelecidos no art. 852-A e B da CLT. 3 – Porque o processo de conhecimento já se extinguiu com a formação da coisa julgada material, ficando o devedor sujeito ao que foi decidido, devendo cumprir a obrigação no prazo e no modo estabelecidos. 4 – Deve ser argüida a improcedência da reclamação, porque o mérito da causa deverá ser apreciado já que se discute a existência da relação empregatícia. Aplicação do inciso I do art. 269 do CPC.

Exercício 9 PONTO 1 Contestação, alegando que não há direito ao respectivo adicional, já que ocorrera transferência definitiva (§ 3º do art. 469 CLT); que inexiste direito à equiparação salarial, pois entre reclamante e paradigma havia diferença de tempo de serviço superior a dois anos na função (§ 1º do art. 461 da CLT); e que a assistência médica e odontológica não se caracteriza como salário indireto (inciso IV do § 2º do art. 458 da CLT). PONTO 2 Recurso Ordinário, com fundamento central de que a Metalúrgica KLM Ltda. não responde nem mesmo de forma subsidiária, por ser dona da obra (Orientação Jurisprudencial nº 191 da SBDI-1 do TST), devendo ser excluída da lide. PONTO 3 Embargos de Terceiro com fundamento no artigo 1046 do CPC, bem como nos artigos 472, 568 e 1051 também do CPC. 1 – Nenhuma das alternativas está correta, pois que o aviso-prévio dado pelo empregador pode ser reconsiderado pelo empregado (parte final do artigo 489 da CLT). 2 – Não. Não se trata de controvérsia oriunda da relação de emprego, nem de cumprimento de convenção ou acordo coletivo de trabalho (artigo 114 da Constituição Federal, artigo 643 da CLT e Lei nº 8984/95).

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3 – A reconvenção é admitida no processo trabalhista (artigo 769 da CLT), e, em sendo ação, pode ser indeferida liminarmente quando não se apresentar com os requisitos da lei processual atinentes à petição inicial (artigo 315 c/c os artigos 282, 284 e 295, todos do CPC). 4 – Não. O processo do trabalho se rege pelo princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias. É o Agravo de Instrumento que serve para destrancar recurso – art. 897-B da CLT, inexistindo previsão de Agravo Retido no artigo 893 da CLT.

Exercício 10 PONTO 1 Embargos de Terceiro, embasados nos artigos 1046 a 1052 do Código de Processo Civil, invocando o compromisso de venda e compra firmado, fazendo prova da posse do bem imóvel. PONTO 2 A iniciativa não é da reclamada, mas da reclamante que deve opor Agravo de Petição, invocando a execução provisória “ex-officio” e, por ser decisão terminativa, o cabimento do Agravo de Petição, conforme o artigo 897, “a”, da CLT. PONTO 3 Contestação argüindo: 1) prescrição; 2) que as horas extras são indevidas, ante a exceção do artigo 62, I, da C.L.T.; 3) que o uso do BIP não dá direito a horas de sobreaviso (O.J. 49-SDI-I, TST); 4) que o veículo e o combustível não caracterizam salário utilidade, eis que fornecido para o trabalho (O.J. 246, SDII, TST); 5) que a multa não tem incidência sobre os depósitos fundiários do período pré-aposentadoria (O.J. 177, da SDI-I, TST). 1 - Quando se tratar de empresas do mesmo grupo econômico (§ 2º do artigo 2º da CLT) e entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora, em caso de falência da primeira (artigo 16 da Lei nº 6.019/74). 2 - Ação rescisória, se a sentença transitou em julgado há menos de dois anos, com fundamento no inciso II do artigo 485 do CPC. 3 - Sim, diante do caráter normativo da convenção coletiva de trabalho, conforme art. 611, caput, da CLT. 4 - Tratando-se de discussão sobre relação de emprego, a competência é da Justiça do Trabalho conforme artigo 114 da Constituição Federal. (Mencionar a Emenda 45 - o fato de ser relação de trabalho e não mais emprego).

Exercício 11 PONTO 01 Resposta: A peça processual a ser apresentada corresponde a petição de contra-razões ou resposta ao recurso (CLT, art. 900). Na petição será imprescindível abordar dois pontos. De um lado, em caráter preliminar, deve-se dizer que o recurso ordinário da reclamada encontra-se deserto, por não ter
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sido feito o depósito recursal (CLT, art. 899), exigível mesmo do empregador pessoa física. Logo, o recurso não pode ser conhecido. De outro lado, no mérito, cumpre sublinhar que o aviso prévio de 30 dias é aplicável à empregada doméstica, mesmo diante do silêncio da Lei n. 5.859/72, tendo em vista o que dispõe o parágrafo único, do art. 7º, da Constituição. PONTO 02 Resposta: A peça processual a ser apresentada corresponde ao recurso ordinário. No recurso ordinário deverá ser suscitada, em primeiro lugar, a nulidade da decisão, uma vez que, como resulta do disposto no art. 841, caput, da CLT, entre a notificação da parte e a audiência deve haver o interregno mínimo de cinco dias, prazo que constitui desdobramento da garantia constitucional do devido processo legal. Em segundo lugar, deverá a reclamada invocar a prescrição total, tendo em vista o transcurso de mais de dois anos entre a rescisão do contrato de trabalho e o ajuizamento da reclamação. PONTO 03 Resposta: A peça processual a ser apresentada corresponde à impugnação à sentença de liquidação, nos termos do art. 884, caput, da CLT. Na petição deverá o advogado questionar a sentença de liquidação, a qual contraria a coisa julgada, discrepando do que preconiza o art. 879, § 1º, da CLT. Se a decisão transitada em julgado proibiu a realização de descontos sobre o crédito exeqüendo, não há como autorizá-los ao ensejo da execução. 1. Interrupção do contrato de trabalho ocorre quando permanece a obrigação de pagamento de salário sem que haja, todavia, obrigação de prestação de serviço. São casos de interrupção do contrato de trabalho o descanso semanal remunerado, as férias, as hipóteses do art. 473, da CLT etc. 2. Despedida indireta é a rescisão do contrato de trabalho realizada por iniciativa do empregado, em decorrência de justa causa cometida pelo empregador. São exemplos de despedida indireta as figuras indicadas no art. 483, da CLT. 3. A decisão que indefere expedição de carta precatória, sendo interlocutória, não comporta recurso imediato no processo do trabalho, conforme art. 893, § 1º, da CLT. Sua impugnação será feita quando da interposição de recurso contra a decisão final, definitiva ou terminativa. 4. Não. Desde a Constituição de 1988 o Poder Executivo não pode mais interferir ou intervir na organização sindical, conforme art. 8º, inciso I. Em conseqüência, não foram recepcionados, não estando em vigor, os dispositivos da CLT que davam ao Ministério do Trabalho a prerrogativa de reexaminar o processo eleitoral sindical (CLT, art. 532, § 3º).

Exercício 12 PONTO 01 A peça processual a ser apresentada corresponde ao recurso de embargos de declaração, previsto no art. 897-A, da CLT, e art. 353, do CPC, diante da omissão verificada na sentença, que não se pronunciou sobre o reflexo do
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adicional de insalubridade em décimo-terceiro salário e FGTS, acrescido de multa de 40%. PONTO 02 A peça processual a ser apresentada corresponde à reconvenção, prevista no art. 315, do CPC, e compatível com o processo do trabalho. Na reconvenção a empresa deverá postular a condenação do empregado no pagamento do dano por ele causado. PONTO 03 A peça processual a ser apresentada corresponde às contra-razões de recurso de revista, nos termos do art. 900, da CLT. Na petição deverá o advogado sublinhar o não cabimento do recurso de revista, fundado em divergência jurisprudencial com acórdão de Tribunal Regional, diante do que dispõe o art. 896, § 6º, da CLT, discutindo, em seguida, o acerto da decisão recorrida, amparada pela jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. 1 - Não. A controvérsia não envolve dissídio entre empregado e empregador, mas sim dissídio entre associados de sindicato, competindo à Justiça Comum Estadual decidi-la. 2 - Não. Dificuldade econômica constitui risco do negócio. O empregador é o responsável por esses riscos e não pode transferi-los ao empregador. 3 - Diante do pedido de pagamento de adicional de insalubridade, a revelia do reclamado não leva ao imediato encerramento da instrução processual, impondo a necessidade de realização de perícia. Assim, cabe ao juiz nomear perito, para elaboração de laudo. 4 - Diante da negativa de existência de relação de emprego, o processo administrativo deve ser sobrestado, encaminhando-se o auto à Justiça do Trabalho, para que seja tomada decisão a respeito da alegação feita pela empresa.

Exercício 13 PONTO 01 A peça processual a ser apresentada corresponde ao recurso ordinário, interposto sob forma adesiva, com alegação de nulidade da sentença, em decorrência de não realização de perícia para apuração de insalubridade, obrigatória, diante do disposto no art. 195, § 2º, da CLT. PONTO 02 A medida processual adequada corresponde à ação rescisória, fundada no art. 485, inciso V, do CPC, tendo em vista que a rejeição do pedido de pagamento de férias vencidas, em caso de dispensa com justa causa, viola o art. 146, da CLT. PONTO 03 A medida processual adequada corresponde a ação trabalhista, com pedido de reintegração no emprego, a ser deferido liminarmente, na forma do art. 659, inciso X, da CLT, além de pagamento de salários, décimo-terceiro salário,
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FGTS e demais títulos vencidos e a vencer, desde o afastamento até a efetiva reintegração. 1 - Sim. Existe omissão e compatibilidade da ação indicada com os princípios do processo do trabalho, na forma do art. 769, da CLT. 2 - A prática é nula, caracterizando a chamada pré-contratação de horas extras. Dela decorre que o valor do salário e das horas extras remunera apenas a jornada normal de trabalho, sendo ainda devido o pagamento das duas horas extras contratadas, com adicional. 3 - Sim. Trata-se de despedida indireta, sendo devido, pelo empregador, o pagamento de aviso prévio, como explicitado pelo art. 487, § 4º, da CLT. 4 - Deverá o advogado do reclamado contraditar a testemunha, logo após a sua qualificação e antes de prestado o compromisso.

Exercício 14 PONTO 01 A medida processual a ser apresentada corresponde aos embargos à execução. O fundamento legal para o seu cabimento corresponde ao art. 884, caput, da CLT. A alegação a ser feita nos embargos envolve o fato de a execução não ter observado o título executivo, diante da inclusão, no cálculo, de parcelas não deferidas, correspondentes a reflexos do adicional de insalubridade em aviso prévio e repouso semanal remunerado, em desacordo com o disposto no art. 879, § 1º, da CLT. PONTO 02 A medida processual adequada corresponde ao agravo regimental, para que a decisão do relator fique sujeita ao Exercício do órgão competente para julgamento da rescisória. A linha de argumentação a ser utilizada envolve a alegação de que a deficiência da petição inicial, quando passível de correção, não pode levar ao indeferimento do pedido sem que antes se dê ao autor oportunidade para retificação da postulação, nos termos do art. 284, do CPC, e da Súmula 299, do Tribunal Superior do Trabalho. PONTO 03 A medida processual adequada corresponde ao recurso de revista, a ser interposto com fundamento no art. 896, alínea “a”, da CLT, diante da divergência do acórdão com o que dispõe a Súmula 187, do Tribunal Superior do Trabalho. 1 - As custas devem ser pagas apenas pelo empregador, pois no processo do trabalho não há sucumbência recíproca. Acolhido algum pedido, vencido é o empregador, que arca integralmente com as custas processuais. 2 - Sim. O empregador, como titular do poder diretivo, pode estabelecer os parâmetros para a prestação de serviço, observadas as regras mínimas sobre proteção do trabalho. A alteração das condições de trabalho, no entanto, não pode prejudicar os empregados com contrato em vigor, nos termos do art. 468, da CLT. Assim, as novas regras aplicam-se apenas aos empregados admitidos depois de sua edição, permanecendo os empregados admitidos antes sujeitos
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aos antigos critérios, mais tolerantes, nos termos da Súmula 51, do Tribunal Superior do Trabalho. 3 - Sim, pois a estabilidade relacionada com exercício de cargo sindical favorece apenas o trabalhador que exerce a atividade respectiva na empresa. 4 - Sim. As gorjetas integram a remuneração, mas não o salário. Este é sempre devido pelo empregador, garantido o pagamento pelo menos do salário mínimo. Exercício 15 PONTO 01 A medida processual a ser apresentada corresponde ao recurso ordinário, interposto perante a Vara do Trabalho, para ser julgado pelo Tribunal Regional do Trabalho. No recurso deve-se invocar a competência da Justiça do Trabalho para processamento do mandado de segurança, nos termos do art. 114, inciso VII, da Constituição. Deve-se ainda pedir o imediato julgamento do mérito pelo Tribunal, diante da possibilidade de aplicação do art. 515, § 3º, do CPC. PONTO 02 A medida processual adequada corresponde ao recurso de agravo de instrumento. No agravo deve-se alegar a tempestividade do recurso de revista, tendo em vista que os embargos de declaração, nos termos do art. 538, do CPC, interrompem o prazo para outros recursos em favor de qualquer das partes. O agravo deverá conter indicação das peças obrigatórias e necessárias à compreensão da controvérsia. PONTO 03 A medida processual adequada corresponde à ação cautelar de arresto, nos termos do art. 813, inciso III, do CPC. A petição deverá ser apresentada diretamente ao Tribunal, como previsto no art. 801, do CPC. 1. O acordo celebrado perante comissão de conciliação constitui título executivo extrajudicial. O meio adequado para cobrar a importância nele prevista corresponde à ação de execução, a ser processada nos termos dos arts. 876 e seguintes da CLT. 2. Sim. De acordo com a Instrução Normativa n. 27, nas ações de competência da Justiça do Trabalho que não decorram da relação de emprego, como é o caso da hipótese levantada na questão, os honorários advocatícios são devidos pela parte sucumbente. 3. Não. A estabilidade sindical abrange apenas os dirigentes do sindicato eleitos para cargo de direção na entidade sindical. 4. Não, embora o prazo de prescrição, após extinto o contrato de trabalho, seja de dois anos, não corre prescrição em prejuízo de menor, nos termos do art. 440, da CLT. Exercício 16

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A peça a ser apresentada corresponde à defesa, prevista no art. 487, da CLT, e deverá abordar especialmente os seguintes tópicos: a) incompetência do Juízo de São Paulo, tendo em vista o pedido de provimento com eficácia nacional (OJ-SDI II n. 130); b) sucessivamente, limitação da eficácia do provimento ao Estado de São Paulo; c) não cabimento da ação civil pública, ante a natureza individual heterogênea do direito reclamado; d) impossibilidade de acolhimento do pedido, tendo em conta a possibilidade de pagar salários diferentes a empregados que executam tarefas diversas. PONTO 2 A peça processual adequada ao caso corresponde ao recurso de embargos de declaração, com pedido de efeito modificativo, nos termos do art. 897-A, da CLT, indicando-se o manifesto equívoco do julgado embargado no Exercício dos pressupostos extrínsecos do agravo de instrumento. PONTO 3 A peça processual adequada ao caso corresponde ao recurso de agravo de petição. No recurso devem-se indicar a matéria e os valores impugnados, na forma do art. 897, § 1º, da CLT, apresentando-se as razões pelas quais os descontos previdenciários e fiscais têm de ser feitos e o crédito deve ser atualizado a partir do mês subseqüente ao de competência. 1. Não há como considerarem-se ambas as partes confessas. Assim, a ausência de ambas as partes faz com que tenha o juiz de resolver as questões de fato controvertidas aplicando as regras sobre ônus da prova. 2. O litisconsórcio ativo é facultativo. Aceitando-se a formação do litisconsórcio, os reclamantes sujeitam-se ao limite legal de três testemunhas ao todo. 3. Trata-se do chamado regime de tempo parcial, que acarreta a proibição de prestação de horas extras (CLT, art. 59, § 4º) e a redução da duração das férias (CLT, art. 130-A) 4. Deverá consignar em juízo o crédito cobrado, a fim de que no processo se resolva quem é o seu legítimo credor, evitando-se o risco de pagamento incorreto. Exercício 17 PONTO 1 A peça processual a ser apresentada corresponde ao mandado de segurança, a ser apresentado perante o Tribunal Regional do Trabalho, com pedido de concessão de liminar. No mandado de segurança deve-se invocar o descabimento da tutela antecipada deferida, tendo em conta a irreversibilidade de seus efeitos, bem como a impossibilidade de determinar-se, em caráter geral, o pagamento de horas extras a empregados, sem Exercício das peculiaridades de cada contrato de trabalho. PONTO 2 A peça processual a ser apresentada corresponde às contra-razões ao recurso ordinário do INSS. Nelas, deve o advogado argumentar que o acordo observou os pedidos deduzidos. Não havendo sentença, as partes são livres para indicar os títulos ou as rubricas do pagamento feito.
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PONTO 3 A peça processual a ser apresentada corresponde ao recurso ordinário, interposto perante o Tribunal Regional do Trabalho e dirigido ao Tribunal Superior do Trabalho. No recurso, deve ser invocada a ocorrência de decadência, na forma da Súmula 100, do Tribunal Superior do Trabalho, tendo em vista que a condenação, no tocante ao adicional de insalubridade, transitou em julgado mais de dois anos antes do ajuizamento da ação rescisória. 1. As custas pagas por uma parte favorecem a outra, quando não haja pedido de exclusão da lide, até por serem elas fixadas para o processo e não por partes. Pode-se aplicar, por analogia, a solução da Súmula 128, III, do TST. 2. Sim. A lei não proíbe a readmissão do empregado e nem fixa intervalo mínimo de tempo para que isso ocorra, como se infere, inclusive, do disposto no art. 133, I, da CLT. 3. Sim. A lei não impede que sejam deduzidos cumulativamente os pedidos. O que não pode haver, em princípio, é o pagamento de ambos os adicionais, cabendo ao empregado optar pelo que lhe for mais favorável 4. O período de suspensão ou de interrupção do contrato não é, em regra, deduzido do prazo do contrato. Logo, a rescisão deve ocorrer após 30 dias do retorno do empregado ao trabalho. 5. Sim. Não existe prazo de experiência sem registro do contrato de trabalho. EXERCÍCIO 18 PONTO 1 A peça processual adequada corresponde à petição inicial de reclamação, sujeita ao rito trabalhista comum. A petição deverá observar as exigências próprias (CLT, art. 840, § 1º), especialmente com pedido de registro do contrato de trabalho em carteira e pagamento de saldo de salários e comissões, integração das comissões à remuneração e pagamento de reflexos em descanso semanal remunerado, férias, décimo terceiro salário e aviso prévio, pagamento de FGTS sobre os valores liquidados durante a vigência do contrato e os deferidos na ação, acrescidos ambos da multa de 40%, além das multas dos arts. 467 e 477, § 8º, da CLT. PONTO 2 A medida processual adequada corresponde às contra-razões ou contraminuta de agravo de instrumento, em cujo texto deve o reclamado insistir, em caráter preliminar, na intempestividade do agravo, tendo em vista que o pedido de reconsideração, inadequado diante do indeferimento do recurso ordinário, não interrompe o prazo para o recurso adequado. No mérito, deve assinalar o caráter tardio do pedido de isenção de pagamento de custas, nos termos da OJ-SDI I n. 269. PONTO 3
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A medida processual adequada corresponde ao recurso de agravo de petição, cabível contra a decisão que julga os embargos de terceiro. No recurso, observados os seus requisitos próprios, deve o recorrente invocar o disposto no art. 1.048, do CPC, a fim de demonstrar a tempestividade dos embargos de terceiro. 1. Não, pois o caseiro é tratado como empregado doméstico, o qual não tem direito assegurado por lei ao FGTS. 2. Não. O registro do contrato de trabalho na CTPS do empregado é decorrência da existência do contrato e não condição para que o contrato exista. 3. Sim, pois não existe nenhum impedimento lega a que seja o paradigma indicado como testemunha. Apenas se verificado, concretamente, algum óbice é que seu depoimento, como testemunha, não poderá ser tomado. 4. Não. O depósito recursal não é exigível do empregado, mesmo quando condenado em ação trabalhista. 5. Não, pois se trata de decisão interlocutória, não recorrível de imediato, nos termos dos art. 893, § 1º, da CLT, e Súmula 214, do TST.

Exercício 19 PONTO 01 Reclamação trabalhista, pleiteando horas extras por infração ao artigo 71 parágrafo 4º da CLT, bem como, diferenças salariais em relação à função de motorista (categoria diferenciada). PONTO 02 Contestação, observada a prescrição (artigos 847 e 11 da CLT). Reintegração: O pedido não merece acolhida na medida em que o empregado não gozou do auxílio-doença acidentário concedido a partir do 16º dia de afastamento (artigo 118 da Lei 8.213/91 e jurisprudência). Horas extras e reflexos: artigo 62 inciso I da CLT c.c. artigo 59 do Código Civil. Multa do artigo 477 da CLT: A incidência da multa está vinculada a intempestividade do pagamento e não da homologação (artigo 477 §§ 6º e 8º da CLT e jurisprudência). PONTO 03 Recurso Ordinário (artigo 895 letra "a" da CLT). Atentar para a necessidade de comprovação do pagamento das custas processuais, sob pena de deserção. Da garantia de emprego: o suplente da CIPA goza da garantia de emprego assegurada pela Constituição Federal de 1988 conforme Enunciado da Súmula nº 339 do TST. Da indenização adicional: Ocorrendo a rescisão no período de 30 dias que antecede a data-base, observando o Enunciado de nº 182 do TST, o
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pagamento das verbas rescisórias com o salário já corrigido, não afasta o direito à indenização adicional prevista nas Leis nº 6.708/79 e 7.238/84 (TST – Súmula 314). 1 – O empregado que for aposentado por invalidez terá suspenso o seu contrato de trabalho durante o prazo fixado pelas leis de Previdência Social para a efetivação do benefício. (artigo 475 da CLT) 2 – a.) os juízes e Tribunais do Trabalho; b.) o procurador-geral e os procuradores regionais da Justiça do Trabalho; c.) a parte interessada, ou seu representante. (art. 805 da CLT) 3 – Ação de cumprimento. (artigo 872 da CLT) 4 – É a paralisação temporária ou definitiva do trabalho motivada por ato de autoridade através de lei ou ato administrativo. (art. 486 da CLT)

Exercício 20 Ponto 1 Contestação, alegando que "A" não faz jus à estabilidade uma vez que não recebeu auxílio-doença acidentário, pois não ficou afastado por mais de 15 dias, nos termos do mesmo artigo 118 da Lei 8.213/91. Ponto 2 Reclamação trabalhista perante uma das Varas do Trabalho de Barueri (artigo 651 "caput" da CLT), pleiteando a declaração de nulidade da justa causa aplicada e, conseqüentemente, a condenação da empresa no pagamento das verbas rescisórias havidas e devidas, mormente do saldo salarial de 26 (vinte e seis) dias do mês de fevereiro de 2000, sob pena da dobra do artigo 467 da CLT, e das férias vencidas + 1/3 CF, em 1ª audiência (verbas incontroversas, ainda que mantida a justa causa), bem como do aviso prévio, das férias proporcionais (2/12) avos + 1/3 CF, do 13º salário proporcional (3/12) avos, da multa do artigo 477 da CLT, da liberação FGTS + a multa de 40% sobre o saldo da conta, e da entrega das guias do seguro desemprego, sob pena de execução direta do valor equivalente. Há condição de relacionar os pedidos e indicar os valores correspondentes, sendo certo que o potencial da ação não excederá a 40 (quarenta) vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação, de modo que o autor poderá se valer do PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO preconizado pelo artigo 852-A e B da CLT. Ponto 3 Recurso Ordinário interposto perante a MM. Vara do Trabalho e dirigido ao Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região – São Paulo, com a necessária comprovação do recolhimento das custas processuais, sob pena de deserção. Preliminarmente: Da nulidade do julgado – Cerceamento de defesa (Enunciado da Súmula nº 357 do TST). No mérito: Da incidência do FGTS no aviso prévio indenizado (Enunciado da Súmula nº 305 do TST).

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Da multa do artigo 477 da CLT: flagrantemente devida na medida em que o aviso prévio foi indenizado e, sendo assim, o pagamento deveria ter ocorrido até o 10º (décimo) dia contado da data da notificação da dispensa (§ 6º letra "b" do artigo 477 da CLT). 1 - O prazo é de cinco dias e a petição dirigida ao juiz relator (artigo 536 do CPC). 2 - Férias (art. 130, CLT); primeiros 15 dias de afastamento por doença ou acidente do trabalho (Decreto 2.171/97); repouso semanal remunerado (Lei 605/49); licença paternidade, alistamento eleitoral, doação de sangue, falecimento de cônjuge, ascendente, descendente ou irmão, casamento (art. 473, CLT) e etc. 3 - No instituto da adjudicação trabalhista o reclamante (exequente) recebe os bens em pagamento parcial ou total de seu crédito. Na remição da execução, o reclamado (executado) efetua o pagamento de todo o débito da execução (principal + outras despesas processuais + custas) para liberação de todos os bens penhorados (Artigo 888 da CLT). 4 - Por ocasião da interposição do recurso contra a decisão definitiva (artigo 893 § 1º da CLT).

Exercício 21 PONTO 1 Recurso Ordinário, alegando que o adicional de insalubridade, é sobre o salário mínimo, e não piso da categoria. Fundamento: (enunciado da súmula nº 228 do TST c/c. orientação jurisprudencial SDI, TST nº 2) PONTO 2 Reclamação Trabalhista (artigo 840 da CLT) dirigida a uma da Varas do Trabalho da Capital de São Paulo (artigo 651 da CLT), pretendendo, primeiro, a anulação da justa causa por falta de capitulação legal (a hipótese não encaixa na alínea "d" do artigo 482 da CLT) e, conseqüentemente, o pagamento das verbas rescisórias devidas (aviso prévio indenizado, férias proporcionais + 1/3 CF, 13º salário proporcional, liberação do FGTS + 40% e entrega das guias do seguro-desemprego sob pena de indenização no valor equivalente). Deverá pleitear, ainda, a integração ao salário contratual das comissões paga "por fora" e, como decorrência, a sua inclusão para o pagamento dos descansos semanais remunerados (E. 27 do TST), do FGTS (8% mensal), das férias + 1/3 CF e dos 13º salários devidos no curso do contrato, e nas verbas rescisórias relacionadas no parágrafo interior. PONTO 3 Contestação (artigo 847 da CLT) com a abordagem obrigatória dos seguintes temas:

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Peliminarmente: Inépcia parcial da inicial por lhe faltar fatos e fundamentos relacionados ao pedido de equiparação salarial, mormente da indicação do nome do paradigma (Artigo 295 parágrafo único inciso I do CPC). Prejudicial do mérito: Prescrição a partir de 11 de agosto de 1995 (artigo 7º inciso XXIX letra "a" da CF c/c. artigo 11 da CLT). Do Mérito: O vale-transporte é devido apenas para os empregados que se utilizam do sistema de transporte coletivo público, urbano ou intermunicipal e/ou interestadual (artigo 1º da Lei nº 7.418/85). 1 - Quando houver concordância do empregado, e essa alteração não lhe causar prejuízos diretos e indiretos 2 - Mandado de Segurança (artigo 5º inciso LXIX da CF - Lei nº 1.533/51) 3 - Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda, nem discutir matéria pertinente à causa principal. (fundamentação: artigo 879 § 1º da CLT). 4 - Será declarada abusiva quando a paralisação não for comunicada aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas e, ainda, caso não seja assegurado o atendimento básico das necessidades inadiáveis dos usuários dos serviços ou das atividades essenciais. (artigos 11 a 13 da Lei nº 7783/89 c/c. Orientação Jurisprudencial nº 38 da Seção de Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho).

Exercício 22 PONTO 1 Reclamação trabalhista, pleiteando horas extras além da 6ª diária, em razão de trabalhar em turnos ininterruptos de revezamento (artigo 7º, XIV da Constituição Federal), também horas extras por infração ao artigo 71 parágrafo 4º da CLT, bem como adicional de insalubridade. PONTO 2 Reclamação trabalhista, pleiteando adicional de horas extras (comissionado), em razão de exceder a jornada diária de 8 horas e semanal de 44 horas, integração de férias e 13º salário pelo pagamento das metas (5%) e verbas rescisórias. PONTO 3 "B" é o recorrente-reclamado. O recurso é ordinário e que deverá ser endereçado ao MM Juiz Federal do Trabalho, prolator da R. Sentença, de Primeira Instância, com pedido de remessa ao Egrégio Tribunal Regional competente. As razões deverão versar sobre ato de indisciplina – 482, letra "h", da Consolidação das Leis do Trabalho. Na peça recursal o recorrente deverá indicar as verbas rescisórias, especificando-as, sem dar os valores correspondentes de cada uma, às quais teria direito o recorrido-reclamante se houver reforma, pelo Acórdão, reforma da R. Sentença de Primeira Instância. Deverá, outrossim, mencionar a tempestividade do recurso, do depósito garantidor do Juízo Trabalhista e do pagamento das custas processuais.

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1 - A conseqüência é que o sucessor assume integralmente a responsabilidade trabalhista (fundamentação: artigos 10 e 448 da CLT, que são autoexplicativos). 2 - A providência judicial a ser tomada pela reclamada, após seu protesto, sem resultado positivo, é a interposição do Recurso de Revista, com fulcro na violação do artigo 825-B, inciso I, da CLT, e com fundamento no artigo 896, letra "c", da mesma CLT. 3 - Pela Lei nº 9.958 de 12 de janeiro de 2000, artigo 625-A, da Consolidação das Leis do Trabalho – C.L.T. -, as Comissões de Conciliação Prévia poderão ser constituídas por Grupos de Empresas ou ter caráter intersindical. As Empresas e os Sindicatos podem instituir Comissões de Conciliação Prévia, de composição paritária, com representantes dos empregados e dos empregadores, com a atribuição de tentar conciliar os conflitos individuais do trabalho. A instituição no âmbito empresarial está regulada no artigo 625-B e a instituição sindical, no artigo 625-C., ambos da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. 4 - É facultativo ao Sindicato, independentemente da outorga de poderes, propor reclamação, na qualidade de substitutivo processual de seus associados, com o objetivo de assegurar a estes a percepção de valores salariais corrigidos por força de lei ou de instrumento normativo, e, também, a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria.

Exercício 23 PONTO 1 Recurso Ordinário, alegando que, para a existência da equiparação salarial, devem ter o Reclamante e o paradigma trabalhado na mesma localidade. (artigo 461 da CLT). PONTO 2 Recurso Ordinário, alegando que "A" não faz jus à estabilidade uma vez que não recebeu auxílio-doença acidentário, pois não ficou afastado por mais de 15 dias, nos termos do mesmo artigo 118 da Lei 8.213/91. PONTO 3 Recurso Ordinário, alegando a inexistência de prova pericial que era essencial (§ 2º art. 195 da CLT). 1 - Não, salvo se terminativa do feito (Enunciado 215 do TST) 2 - Sim, nos termos da Lei (CPC) e do Enunciado 213 do TST. 3 - Sim, nos termos do Enunciado 278 do Tribunal Superior do Trabalho. 4 – No rito sumaríssimo: 2. No rito ordinário: 3. No inquérito judicial: 6. Exercício 24 PONTO 1 Suspensão do empregado do exercício de suas funções e ajuizamento de Inquérito para apuração de falta grave contra empregado garantido com estabilidade (art. 543 - § 3º da CLT), mediante apresentação de reclamação
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escrita à Vara do Trabalho, dentro de 30 dias, contados da data de suspensão do empregado ( arts. 494 e 853, ambos da CLT, e Orientação Jurisprudencial SDI do TST nº 114). PONTO 2 Ação trabalhista questionando a natureza jurídica da rescisão contratual e, conseqüentemente, pleiteando as verbas rescisórias decorrentes de dispensa sem justa causa, especialmente do saldo salarial do mês de abril, do aviso prévio indenizado (integração para todos os efeitos legais – art. 487 § 6º da CLT), das férias vencidas e proporcionais mais 1/3 CF, do 13º salário proporcional e dos recolhimentos do FGTS (8% + 40%), além da entrega das guias do seguro-desemprego sob pena de indenização compensatória. As verbas rescisórias incontroversas deverão ser pagas na data do comparecimento à Justiça do Trabalho, sob pena de aplicação das disposições do art. 467 da CLT. Deverá pleitear, também, horas extras decorrentes do excesso diário da jornada especial de trabalho (art. 227 da CLT), com reflexos nos DSR, nas férias gozadas e indenizadas + 1/3 CF, nos 13º salários de todo o contrato, no aviso prévio e nos recolhimentos do FGTS (8% + 40%). PONTO 3 Inicial com pedido de reintegração, bem como liminar para volta imediata ao trabalho (artigo 543, § 3º e artigo 659 inciso X, ambos da CLT) com salários vencidos e vincendos e demais direitos; salário dos Exercícios escolares, este através da antecipação da tutela por se tratar de valor alimentar e confessado pela empregadora (artigo 273, seus incisos e parágrafos do C.P.C., com execução imediata). 1 - Habeas Corpus perante o Tribunal Regional do Trabalho, conforme seu Regimento Interno e artigo 114 da Constituição Federal. 2 - Sim, por meio de ação rescisória, conforme razões do Enunciado 259 do TST. 3 - Recurso inominado ao Pleno do próprio Tribunal Regional, conforme art. 678, inciso I, alínea "c", item 1, da CLT. 4 - O advogado: A) requererá, na contestação, compensação do débito até o limite dos valores que vierem a ser reconhecidos ao reclamante, e oferecerá reconvenção em relação ao débito excedente da compensação. OU B) oferecerá, após a contestação, reconvenção pelo valor total do débito do reclamante, caso não tenha requerido a compensação. OU C) proporá reclamação trabalhista autônoma contra o ex-empregado, pleiteando sua condenação no pagamento dos prejuízos causados.

Exercício 25 PONTO 1 Oferecer contestação com argüição de compensação até o limite do crédito do ex-empregado conforme art. 767 da CLT, e formular reconvenção no que exceder, oferecida simultaneamente e em peça autônoma – art. 299 do C.P.C..
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PONTO 2 1) Peça de Contestação, requerendo a improcedência da reclamação em face do exercício do cargo de confiança bancária (§ 2º do artigo 224 da CLT), e pelo princípio da eventualidade: argüir a prescrição qüinqüenal; argüir a inexistência de aplicação de juros em razão da liquidação extrajudicial (Lei nº 6024/74 e enunciado nº 304 do TST); argüir o não cabimento de honorários advocatícios (Lei nº 5584/70 e Enunciaodos nº 219 e nº 329 do TST) ou, se devidos, argüir sua limitação em 15% (Enunciado nº 219 do TST). 2) Peça de Reconvenção, para pleitear a condenação da reclamante na devolução do empréstimo não descontado ou ação de cobrança perante o juízo comum. PONTO 3 Defesa com a fundamentação de que a contratação através de empresa interposta não gera vínculo empregatício com os órgãos da Administração Pública Direta, Indireta ou Fundacional, nos termos do inciso II do Enunciado nº 331 do C. TST., inciso II, art. 37 do CF/88. 1 – Não ocorre litispendência, porque não há identidade de partes; o objeto também não é o mesmo, pois no Dissídio Coletivo, o objeto é a criação de normas, estabelecendo novas condições de trabalho; enquanto que no Dissídio Individual, o objeto são direitos já concretizados; a discordância desses elementos afasta a existência de litispendência. 2 – Ação declaratória, por sua natureza, é imprescritível, pois não implica pretensão de exercício de direito, mas apenas da declaração da existência ou não de relação jurídica. "O fluxo do tempo, neste caso, não conspira contra o titular do direito, pois não se trata dee exercê-lo, mas de dizê-lo existente". 3 – Os benefícios conquistados via acordo ou convenção coletiva não incorporam o contrato de trabalho, pois podem ser suprimidos, reduzidos ou modificados em posterior acordo ou convenção coletiva. Nesse mesmo diapasão é o entendimento do art. 613, inciso II, da CLT, que inclui o prazo de vigência para os acordos ou convenções, e do Enunciado 277 do C.TST. 4 – O advogado da empresa deverá requerer ao juízo da execução a nulidade do ato da penhora por realizada em domingo sem autorização judicial (parágrafo único do artigo 770 da CLT. (Nota ao srs. Examinadores. Se além desta resposta foi acrescentado o disposto no inciso I do artigo 685 do CPC em razão do excesso de penhora, a resposta será considerada correta, desprezando-se o acréscimo).

SUCESSO !!!!!!!!!!!!!!!!! ----------------------------------- // ---------------------------------------

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