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ye sana aty Seaton nvaliomonacs theoen fines rONsEca fremne men FREIRE FREE Rene MABIE/OCWIRCK, MApicsocWIRCe MeRIAM MERIAM PRLEIDERER. sHIGLEY. TELLes TELLS (UT/TOURNAY ITFTOURNAY CYIMOSHENKOIGERE STIMOSHENKOIYOUNG CONNECA AS OBRAS DAL TC ‘ranamisbo oe Calor (rg ce Mavis Elementor Orginior ds Mquings ve, 16 2 ~ Curso de Mecinica vole, 1,2, 364 Materisi de Consrupdo Mectnics Mdguinas oe Saar Pure Termodinimicn Cea indica dos Méquias Dinamice TobulocSes Instn ~ Matra, Projet ¢ Dsenho “ubulaces Industiis —CSleulo Mecinies Gera Meciniea Tecnica vols 162 “yle ELEMENTOS DE MAQUINAS i ae LVRS Tenens t GlENTFGRS EDITORA S.A. The oe Jota A)» So Pm. SP 2 JOSEPH EDWARD SHIGLEY Professor Emerito The University of Michigan Tradugdo oe: Edival Ponciano de Carvalho Engenheira Mecinico Professor do Instituto Militar de Engenharia W wy b OV 2-485 Copyrgn © , 1984 LTC ~ LIVAOS TECNICOS € CIENTIFICOS EDITORA SA, Copmiaht © , Al ances, McGraw Hil Book Company ‘Titulo o oral em ingle: MECHANICAL ENGINEERING DESIGN ~ 3.0. Probie a reproducto, mesmo parc, ‘eper qualquer roca, som auorzngo Coordenador de Area de Engenharia Mecinice Profesor Jos Rodrigues de Cavatho evisio deni Profesor Jos Roariguer de Carvalho visors do txto: Mario Lei reve Extve Perot DE wns itemcos Mara owe: ‘Aa Comuniceedo Vist AssssocaeProjtor Lids Pasingsoe Disremeeta dome Antonio Muniz Ferner Revisor de Proves ‘Revatdo Di Stasio © Marcos Romeu Ales GHENTIFICOS fONTORK S.A us Vea Bueno, 21 20920 ~ ioe Janeiro — RI Beast — End. Teagic: LITECE 01210 Sto Pato SP Tess (Onn) 2736823, PREFACIO Este livto foi escrito para estudantes que se iniciam em cursos de projetos de engenharia ecénica, que jd possuam conhecimentos bisicos de matemstica e computadores e que tenham Suficiente desembarago em linguagem para se exprimirem corzetamente tanto por eseito como oralmente. Tais projetos envolvem muitos esbogos e desenkos, de modo que os conhecimentos citados, associados & geometriae & habilidade na parte grfica,constituem uma boa ferramenta de trabalho, Admite-se ainda © conhecimento de ciéncias como Fisica, Mecinica, Matersis, Escoa- ‘mento de Fluidos¢ Calor. Essas “ferramentas™ ciénclassfo a base para se realizar a engenharia fe. neste estégio de instrugdo, é interessante ressaltarse 0 seu aspecto profisional, que deve integrar e usar tas ferrementa ciéncias na conquista de'um determinado objetivo. As presides que hoje exstem sobre os curriculos, em nivel degFaduagio, exigem que isto se faga da mancira mais eficaz possivel ‘A maioria dos professors de Engenharia concorda que 0 projeto mecinico integra ¢ utiliza um niimero maior de disciplinas bisicas ede cigncias do que qualquer outro curso profi sional. 0 projeto ¢ também o verdudeiro coragdo de outros campos na Engenharia Meciniea, ‘Assim, 08 estudos visando ao projeto mecinico parecem ser 0 método mais eficaze economia 4e iniciaro estudante na pritica da Engesharia Mecdnica, Os liveos, como os eartos,parecem aumentar cada vez mals de prego acadatiragem. Eos livros tém estado sujitos as mesmas presses inflaciondrias que os aulomiveis sofreram nos lltimos anos, com pregos sempre erescentes. Neste livro, o autor tentou opor-se a esta tendén: «ia, cortando os assuntos supérfluos, sempre que possivel. O resultado foi uma obra compacta ¢ concisa e que custard menos ao estudante do que outra, com maior nimero de pépinas. [A necessidade do uso do Sistema Internacional de Unidades (SI) e sua conseqiente apt «ago a0 projeto mecinico resultou em sua apresentagio, nest livo, exalamente de acordo com as regras e recomendagOes do National Bureeu of Standards (EUA), na Publicato Espe cial n.9 330, edigdo de 1974, AA caleuladora eletronica de bolso apareceu a tempo de ajudar a inttodugio do SI na Engenheria. A capucidude de notagdo cientifica¢ realmente o que se necesita. Pode-se, entre tanto, esperar que a calculadora afete o ensino ea prica de projeto de muitas outras maneis. Em futuro préximo, 0 uso de catas, gréficos, intezpolagées grificase tabelas, tenderd desape. recer. Exemplos disto podem ser encontrados na Seg. 5.11, onde nfo se necesita mais do iagrama SW, nas Seg, 7.5. 10.2, Outros aspectos deste livo também devem ser observados. O Cap. 2upresenta as fungBes de singulardade, que sfo usadas para diagramas de momento fetor e de esforgo cortante no <= AH CCOCOCCARRARAADIAAIDIAIADAD oN EN EN ES EN NEN EN EN EN EN EN EN EN ENS nnn nnn nee VE PREFACIO Cap. 3, quando € felta a andlise das deflexdes. O Cap. 3 apresenta um estudo avungado sobre ‘lambagem. [No Cap. 6, aborda-s carregamento de fadiga ede csalhamento de nies aparafusadas. O Cap. 9, dedicado a unides soldadas, brasadas ¢ coladas, faz uma abordagem analitica, que é usada ma andlise de tensdes de unides sujeita acsalhamento, torcdo e flexdo. 0 Cap. 10, sobre mancais de rolamento, aborda vida de mancais,coifiabilidade, carregamento sobre mancais € rolamentos cénicos. O Cap. 8, sobre eixos e drvores, eontém os mélodos de Sines e de Kece oglu para projeto ¢ andlise de eixos edrvores ‘Outro objetivo a0 reeserever est livzo foi o de sanar deficiéncas que existem em edigbes anteriores, dando maior clareza em certas passagens e melhorando a redagio ¢ ilstragdo dos problemas. Muitos exemplos foram substijuidos ou revisados e € nova a maori dos problemas eixados para trabalho a domicilio. Os/das edigdes anteriores que se mostraram adcquados dando excelente resultado no trabalho de auto-aperfeigoamento do estudante, foram mantidos cena sua maiora, enumerados, nesta edigzo, Este limo pode ser empregado, como as edigdes anteriores foram, por engenheiros de projeto na pritica de sua profisso. Por esta razZo, em muitas parts, este texto dirge-se 20 engenhelro separadamente do estudante, reconhecendo-e que suss necessidades so um pouco diferentes e que ele pode dispor de melhores meios para desenvolver 0 projeto completo. As decisSes tomadas por um engeneiro na resolucto de um problema dependerio desses meios e, pportanto, podem variar bastante de uma indistria ou de um departamento de Engenharia para ‘outro, O estudante, entretanto, deseja obter a resposta correta, que & a resposta obtida pelo professor. Nao tem sido dificil aleangarsé este duplo objetivo. O problema inteiro & explicado {0 engenheiro, de modo que, considerando at limitagder da resolugfo dos problemas. ele poss cescolher uma solugfo étima. Para os estudantes, sugere-e uma SeqUéncia apropriada de ag0es. ‘Assim, o8 estudanges encontram algumas ambighidades ¢ linhas de ago opcionais para seus propésitos; os engenheiros tim diversas opgies. 0 autor espera que 0s usuirios desta edigfo enviem seus comentéfios e sugestOese infor- sma que todos os capitulos da presente obra foram influenciados pelas informagoes recebidas os leitores das edigdes anteriores. JOSEPH EDWARD SHIGLEY AGRADECIMENTO: O autor expressa sua gratidzo, peas sugestdes, a Robert W. Adamson, California State Polytechnic College Ss , San Luiz Obispo, California ‘Gharles W. Allen, California State University, Chico, California Rolin F. Barrett, North Carolina State University, Raleigh, Carolina do Norte. W. K. Bodger, Fresno State College, Fresno, Califia 0. M. Browne J, University of Washington, Seattle, Washington. Mitton A. Chace, The University of Michigan, Ann Arbor, Michigan. Frederick A. Costello, University of Delaware, Newark, Delawar: Joseph Datska, The University of Michigan, Ann Arbor, Michigan. Winton M. Dudley, Sacramento State College, Sacramento, G.A. Fazekas, University of Houston, Houston, Texas. Ferdinand Freudenstein, Columbia University, Nova Torque. Franklin D. Hart, North Carolina State University, Raylel California, 1, Carolina do Norte. Robert C. Juvinall, The University of Michigan, Ann Arbor, Michigan, William C. Kieling, University of Washington, Seatle, Washington. W. A. Kleinhenz, Univesity of Minnesota, Minneapolis, Minnesota, harles Lipson, The University of Michigan, Ann Arbor, Michigan Robert A. Lucas, Lehigh University, Bethlehem, Pensilvania Gharles R. Mischke, lowa State University, Ames, lowa. Larry D. Mitchell, Vginia Polytechnic Institute and State University, Blacksburg, Vit Binia (Quarles Nuckols, Florida Technical University, Orlando, Florida, Quarles B. OToole, Pennsylvania State University, McKeesport Campus, McKeesport, Pensilvinia. Dan R. Rankin, California State College, Los Angeles, California. George N. Sandor, Rensselaer Polytechnic Institute, Troy, Nova lorque. Arthur W. Sear, California State College, Los Angels, California, Walter L. Starkey, Ohio State University, Columbus, Ohi. Ralph I Stevens, University of Iowa, lowa City, low Ward O. Winer, Georgia Institute of Technology, Atlanta, Geérgia. JOSEPH EDWARD SHIGLEY SUMARIO ‘VOLUME I Preficio, V Agradecimentos, VIL 1 Introdueto, 1 Lil ~ As Fasesde Projetos, 1 1.2 — Reconhecimento e Kdentificayf0, 2 13 — O Modelo Matemitico, 3 14 — Avaliago © Apresentapiy,4 15. ~ Fatores de Projeto, 5 16 ~ Resisténcia,6 17 ~ Aspectos Econémicos, 9 1.8 ~ Sistemas de Unidades, 13 19 — Sistemas de Unidades Inglesas, 14 1.10 ~ Sistema Internacional de Unidades, 15 111 ~ Regras para o Emprego das Unidades do SI, 16 1.12 ~ Precisioe Arredondamento de Nimeros, 18 1.13 ~ Conversfo de Unidades, 20 2 ~ Andlise de Tensoes, 22 24 ~ Tensbes, 22 22. ~ Cireulo de Mohr, 23 23. ~ Circulo de Mohr pata Tensbes Tridimensionais, 28 24 ~ Tensfo Uniforme, 29 25 ~ Deformagao Elistica, 29 26 — Relagdes entre Tensto e Deformacio, 31 2.7 = Momento Fltor e Esforgo Cortante ém Vigas, 32 2.8 — Fungoes de Singulaidade, 35 29 ~ Tensoes Normals na Flexio, 34 2.10 ~ Vigas com SeqBes Assimétricas, 42 2.AL ~ Tensoes Cisalhantes na Flexo, 43 2.12 ~ Fluxo de Cisslhamento, $1 243 — Torgfo,53 2.14 — Cilindros de Parede Fina, 55 4d | RI ‘% NAAN ANNAN ANN NNN Po ane X 1 SUMARIO 2.15. — Tensbes em Cilindros de Parede Gross 5S 2116 — Ajustagem Forgada e Fretagem, 59 17 ~ Tensbes e Deformaroes Térmicas, 62 18 — Vigas Curvas, 64 2 19 ~ Tensbes de Contato, de Hertz,69 Anilise de Deflexdes, 88 3.1 ~ Rigidez de Molas, 88 3.2. — Tragdo, Compressto e Torgdo Simples, 90 33. — Deflexio em Vigas, 91 3.4 — Céleulo das Deflexces, Usando-se Fungdes Singulares, 93 3.5. — Método da Superposisi0, 96 36 — Método da Integrasao Grafica, 97 37 ~ Energia de Deformapa0,99 3.8 Teorema de Castigliano, 102 3:9 ~ Deflexso de Pegas Curvas, 105 3.10 ~ Teoria da Flambagem, 106 3.11 ~ Projeto de Coluna, 110 3.12 — Formula da Secante, 112 Consideragies Estatsticas no Projeto, 123 4.1 = Permutagdes, Arranjos e Combinagées, 123 42 Probabilidad 43. ~ Teoremas de Probabilidade, 128 44° — Variéveis Aleatrias, 132 45° — Amostma e Populacso, 134 46 — ADistrbuiggo Normal, 138 4.7 — Distribuigdes de Amostra, 140 4.8 ~ Combinagdes de Populagdes, 144 49. — Dimensionamento ~ Definigoes, 145 4.10 — AndliseEstatistica de Tolerancia, 146 Resistencia de Elementos Mecinicos, 151 5.1 Algumas Notas Sobre Resistencia, 151 5.2 — Dutiidade e Dureza, 152 53. — Propriedades Mecénicas, 153, 5.4 — Teoria da Tensio Normal Maxima, 155 SS — Teoria da Tensto Cisalhante Méxima, 157 56 ~ Teoria da Energia de Distorsa0, 158 5.7. — Falhade Materials Dteis com Cargas Esidtics, 161 SI8 — Falha de Materiais Frégeis com Cargas Estétias, 162 59. — Fadiga, 165 / 5.10 — Resisténcia & Fadigae Limite de Resistencia & Fadiga, 166 S.11 ~ Resisténcia a Fadiga para Vida Fina, 170 5.12 — Fadign Acumulativa, 172 5.13. — Fatores Modificadores do Limite de Resistencia & Fadign, 175, 5.14 ~ Acabamento Superficial, 176 5,15 — Dimensbes da Pega, 176 5.16 — Confiabilidade, 177 5.17 ~ Temperatura, 180 5.18 ~ Concentragao de Tensdes, 180 5.19 ~ Efeitos Diversos, 183 5.20 — TensBes Flucuantes, 186 5.21 — Resisténcia a Fadiga sob Tensbes 5.22 — Resisténcia a Fadign na Torgio, 192 5.23 ~ Falha por Fadiga Devido a Tensées Combinadas, 194 5.24 — Resistencia Superficial, 197 Unibes por Parafusos, 209 6.1 ~ PadiSes de Roscas e Definigdes, 10 6.2 — Parafuso de Potencia, 211 63. ~ Tenséonos Filetes da Rosca, 219 64 ~ Unio por Parafusos, 220 65 — Pr€-Carregamento dos Paratusos, 66 — Montagem — Torque, 2 6.7 — Resistencia de Parafusos e PréCarregamento, 229 68. — Selepto da Porca, 233 69 — Fadiga,234 6.10 — Cisalhamento, 238 6.11 — Contebide de Grupos de Parafusas, 240 6.12. — Carregamento Excéntrico, 241 6.13 — Chavetas, Cavilhas¢ Anis de Retengao, 244 Molas, 255 7.1 ~ Tensbes em Molas Helicoidais, 255, 72 ~ Deflexio de Molas Heicoidais, 258 73. — Molas de Traga0, 260 74 — Molas de Compressio, 261 7S. ~ Materiais para Mola, 262 7 — Fadiga, 264 77 — Molas Helicoidais de Torgéo, 267 78 Molas Belleville, 269 79 — Outros Tipos de Molas, 270 7.10 — Frequéncia Critica de Motas Helicoidais,272 7.1 — Capacidade de Armazenar Energia,272 Eixos Arvores,278 8.1 = Introdugio, 278 8.2. — Projeto para Cargas Estaticas, 279 83. — Flexo Altemada e Torgao Constante, 279 84 — Diagrama de Soderberg, 280 BS ~ Caso Geral de Tensbes Biaxias, 285 86. — ATeoria de Sines, 286 8.7 ~ A Teoria de Kececioglu, 288 88 — Formulas para os Fatores de Concentrapfo de Tensoes, 290, SUMARIO J xi x0 7 SUMARIO. Respostas de problemas selecionados, 296 Apéndice: Tabelas, 301 ‘A. Prefixos do Sistema Internacional de Unidades, 301 ‘AZ Conversio de Unidades Inglesas para Unidades, 302 A3 Conversio de Unidades SI para Unidades Inglesss, 302 ‘AA Unidades do SI Preferidas para Tensio de Flexio ¢ = Me/I ¢ Tensfo de Torgio r = Trfl, 302 AS — Unidades SI Preferidas para Tensto Axial o = F/A ¢ Tensio de Cisahamento r= = F/A, 303, AG —Unidades St Preferidas para Deflexao de Vigas y = f(FP/ED) ou 7 Constantes Fisicas de Materais, 303 ‘AB Propriedades de Perfis Estraturais ~ Cantoneiras de Abas lguais— Padrdo Americana, 304 A Proptiedades de Pesfls Estruturais ~ Cantoneias de Abas Desiguais ~ Padrio Ammer cana, 305 ‘A.10Proptiedades de Tubos Redondos, 305 [ALI] Propriedades de Perfis Estruturais— Perfil { - Padrfo Americano, 306 A.12 Esforgo Cortante, Momento Fletore Deflexio de Vigns, 307 13 Ordenadas da Curva de Distribuiglo Normal, 315 ‘A.14 Areas Subentendidas pela Curva de Distibu ALIS Alfabeto Grego,317 16 Tubos ~ Padrio Americano, 317 [AIT Propriedades Mecdnicas de Agos, 318 |ALI8 Propriedades Mecinicas de Ligas de Aluminio Forjadae, 319 19. Propridades Mecinicas de Ligas de Aluminio Fundidat, 320 A20- Propriedales Tipieas do Ferro Fundido Cinzento, 320 A21_Propriedades Tipicas de Algumas Ligas de Cobre, 321 22. Propriedades MecinicasTipicas de Agos Inoxidaveis Forjados, 322 AD} Propriedades Tipiees de Ligas de Magnésio, 323, |A24 Equivalentes Decimas de Bitola, de Arames.e de Chapas de Ago, 323 A25 Fotores TeOrios de Concentrasdo de Tensdes,k, 325 AZ Parafuso de Cabea Cilindrica e Arredondada, com Fenda (Reprodugio parcial ds ABNT-P-PB-167), 332 Parafuso Sextavado com Rosca Parcial ~ Acabamento Fino e Médio(Reprodugo parcial, ds ABNTP.PB.54), 334 ADS Parafuso Sextavado (ASA B12 — 1952), 336 |A29 Powea Sextavada ~ Acabamento Grosso (Reprodgdo parcial da ABNT-PB-44), 337 A30- Propriedades das Segses, 338 ‘ABI Massa e Momentos de Inércia de Formas Geométricas, 339 Mwt 81), 308 ax Lista de Abreviaturas, 340 } Tndice de Autores, 341 Indice Remissivo, 343, = ‘VOLUME 2 Prefécio, V ‘Agradecimentos, VIL 9 ~ Juntas Soldadas ¢ Coladas, 349 9.1 = Soldagem, 349 9.2 ~ Soldas de Topo e Filetes, 351 93 — Torgf0-em Juntas Soldadas, 354 9.4 — Flexfo em Juntas Soldadas, 358 95 ~ Resisténcta de Juntas Soldadas, 359 9.6 — ~ Solda por Resisténcia, 363 9.7 — Juntas Coladas, 364 10. — Mancais de Rolamento, 369 10.1 ~ Tipos de Mancais de Rolamento, 369 102 ~ Vida do Rolamento, 372 103. — Carga no Mancal, 376 104 Selegio de Rolamentos de Esferae de Rolos Citindricos, 378. 10.5 ~ Selecro de Rolamentos de Rolos Conicos, 383 106 — Lubrificagfo, 387 10.7 — Invéuero, 388 10.8 ~ Detalhes do Eixo edo Bneaixe, 389 11 ~ Lubrificapdo e Mancals Radiis, 397 Tipos de Lubrificagfo, 398 12 ~ Viscosidade, 399 113 — Leide Peteof, 401 114 — Lubvificagdo Estivel, 403 11.5 = Lubrificagéo com Pelicula Espessa, 403, 116 ~ Teoria Hidrodinimea, 405 11.7 ~ Fatores de Projeto, 410 18 — ARelacdo das Varidves, 411 119 ~ Consideragées sobre Temperatura ¢ Viscosidade, 424 1110 ~ Téenias de Otimizagso, 425 HAL — Mancas Alimentados sob Presio, 426 11.12 ~ Equilibrio Térmico, 432 11.13 ~ Projeto de Maneal, 434 1.14 ~ Tipos de Mancas, 436 1115 — Manca de Escora, 437 1116 ~ Lubriticagso Limite, 439 11.17 ~ Materais para Mancais, 439 118 = Projeto de Mancas com Labrificagzo Limite, 441 Engrenagens Cifadrcas Reta, 445, 12.1 — Nomencatura, 446 122 = Aglo Conjugada, 447 me ES SE ™ ™ EN RS NEN EN OES SENS XEN ON EX ERXR ON EN EN EN EN EN PN ER EN EN EN ENN aa XIV / SUMARIO Z 123° ~ Propriedades da Evolvente, 448 124 — Fundamentos, 449 12.5 ~ Razfo Frontal de Transmissio, 456 126 — Interferéncia, 457 i 12.7 ~ A Fabricagso de Dentes de Engrenagens, 459 128 ~ Sistemas de Dentes, 462 129. — Trens de Engrenagens, 464 12.10 — Andlise Cinética, 467 12,11 — TensBes no Dente, 470 12.12 — Bstimativa do Tamanho da Engrenagem, 474 12.13 ~ Tensbes de Fadiga nos Dentes, 476 12.14 — Resisténcia a Flexo, 481 12.15 — Fator de Seguranga, 484 12.16 — Durabilidade Superficial, 485, 12.17 — Resistencia 4 Fadiga Superficial, 488, 12.18 — Dissipaglo de Calor, 489 12.19 — Materiais de Engrenagens, 489 12.20 — Projeto de Discos para Engrenagens, 490 1221 — Estras Brolventais, 493 Engrenagens Helicoidais, Conicas e Parafusos Sem Fim, S01 13.1 — Engrenagens HelicoidaisParaelas — Cinemiética, 1 13.2 — Engrenagens Helicoidais — Proporg6es dos Dentes, 904 133 — Engrenagens Helicoidais ~ Andlise das Forcas, 505 134 — Engrenagens Helicoidais — Andlise da Resistencia, 508 Bs = HelicoidatsEsconsas, 511 136 — Cinemitica do Par de Coroa e Sem Fim, 513 13.7 — Coroae Sem Fim — Andlise das Forgas, 515 13.8 — Capacidade do Par de Coroa e Sem Fim, $23 139 — Engrenagens Conicas de Dentes Retos ~ Cinemitica, 525 13.10 — Engrenagens Conicas — Andlise Cinética, S27 13.11 — Engrenagens Conicas — Tensfo de Flexo — Resisténcia & Flexo, $31 13.12 — Engrenagens Conicas ~ Durabilidade Superficial, $33 13.13 — Engrenagens Conices Espiais, $33 Embreagens,Freios e Acoplamentos, $48 141 — Betética, $49 I! 142 —— Freios e Embreagens Tipo Tambor com Sapatas Intemas, 550 143. — Freios e Embreagens Tipo Tambor com Sapatas Externas, 559 i 144 — Eoobreagens e Freis de Cinta, S62 145. — Embreagens de Contato Axial, $64 146 — Embreagente Freios Conic, 566 i 14.7 — Embreagens¢ Acoplamentos de Tipo Diversos, 69 148 — Materais para Guarnigdes, 570 149. — Consideragbes sobre Energia, 570 14.10 — Dissipaglo de Calor, 572 suMARIO / xv 15. — Elementos Flexiveis, 579, 16 15.1 ~ Correias, $80 15.2 ~ Acionamento por Correias Chatas, 581 153. — Comreias Trapezoidais, $83 154 ~ Transmissio por Corrente, 588 155 — Cabos de Acionamento, 594 15.6 — Cabos de Ago, 594 15.7 — Bixos Flexiveis, 598 Métodos Numéricos em Sistemas Mecénicos, 602 16.1 ~ OModelo Matematico, 602 16.2. ~ Sistemas Concentrados, 603 163. ~ Resposta Dinimica de um Sistema Distribu(do, 603 164 ~ Resposta Dindmica de um Sistema de Parmetros Concentrados, 609 165 ~ Modelando as Elasticdades, 613 166 ~ Modelando Massa e Inércias, 619 16.7 ~ Modelando Atrito e Amortecimento, 624 168 — Modelos Matemiticos para Andlise de Impacto, 625 169 ~ Tensio e Deflexdo Devido 20 Impacto, 627 16.10 ~ Sistema de Cames, 632 16.1 ' ‘Uso da Calculadora Programével, 638 Respostas dos Problems Selecionades, 651 Apéndi AL Ad a3 Aa AS A6 AT Ag As Alo AML an An3 Aa Als A16 Ar Ais elas, 655 Prefixos do Sistema Internacional de Unidades, 655 CConversfo de Unidades Inlesas para Unidades SI, 656 CConversto de Unidades SI para Unidades Inglesas, 656 Unidades do SI Preferidas para Tensfo de Flexo o = Mé/I e Tensfo de Torgio 7 = THU, 656 Unidades St Prefeidas para Tensio Axial ¢ = F/A e Tensio de Cisalhamento 7 = YA, 657 ‘Unidades S Preferidas para Deflexto de Vigss y = (FP /EN ou y = f(wt*/ED, 657 Constantes Fisicas de Materials, 657 Proprotades de Pest Esruras ~ Centoneas de Abs gut ~ Padiio Americ 10, 65 Fropriedaes de Pei Estrus ~ Cantonese Abas Desguis~ Padsto Ameri ano, Propriedades de Tubos Redondos, 659 Propriedades de Perfis Esruturais~ Sepfo { — Padrdo Americano, 660 Esforgo Cortante, Momento Fletor ¢ Deflexto de Viga, 661 (Ordenadas da Curva de Disribuigéo Normal, 669 ‘Areas Subentendidas pela Cuva de Distibuigdo Normal, 670 Alfabeto Grego, 671 Tubos — Padrfo Americano, 671 Propriedades Mecinicas dos Agos, 672 Propriedades Mecinicas de Ligas de Aluminio Forjadas, 673 Xvi 1 SUMARIO A.19 Propriedades Mecinicas de Ligas de Aluminio Fundides, 674 ‘4.20 Propriedades Tipicas do Ferro Fundido Cinzento, 674 A21 Propriedades Tipicas de Algumas Ligas de Cobre, 75. ‘A.22 Propriedades Mecinicas Tipicas de Agos InoxidiveisForjados, 676 ‘A23. Propriedades Tipics de Ligas de Magnésio, 677 A24 Equivalentes Decimais de Bitolas de Aramese de Chapas de Ago (pol), 677 25 Fatores Teéricos de Concentragto de Tensbes,K,, 679 ‘26 Parafuso de Cabeca Cilindrica © Aredondada, com Fenda (Reprodugfo parcial da ‘ABNT-PPB-167), 686 [A27 Parafuso Sextavado com Rosca Parcial — Acabamentos Fino e Médio (Reproducio parcial da ABNTP-PB-S4), 688 ‘A28- Parafuso Sextavado (ASA BI8.2 — 1952), 690 ‘29° Potca Sextavada — Acabamento Grosso (Reprodugio parcial da ABNT-PB-44), 691 ‘A30 Propriedades das Segdes, 692 ‘A31_ Massa e Momentos de Inéreia de Formas Geométricas p = peso especifico, peso/unidade e volume, 693 Lista de Abreviaturas, 694 Indice de Autores, 695 Indice Remissivo, 697 9 JUNTAS SOLDADAS E COLADAS Hoje em dia, na fabricapto de pepas, usam-se extensivamente processos tas como: soldas autégenas, soldas fortes, solda branca,cimentagio e colagem. Sempre que se vai confeccionar ‘ou montar alguma pera & provivel que se considere um destes process no trabalho preliminat do projeto. ‘Uma das dificuldades encontradas pelo engenheiro projetista quando trabalha com esses pprocessos € que eles no foram beneficiados pelos rigorosos tratamentos que tantos outros processos, materiais elementos mecdnicos tiveram. No & muito claro porque isto ocorreu, po- im, & provivel que a geometsia doe elementos jitos « eaca proceasos nfo teahapesnitide am op a bead ts “ o Fig 913 Pee etargulr em blanco sokdada a um suporte nos borde superior feria. 9-4 — FLEXAO EM JUNTAS SOLDADAS ‘A Fig. 9-132 mostra uma pega em balango soldada a um suporte através de corddes nos bordos superior e inferior. Um diagrama de corpo livre mostrar4 uma forsa cisalhantereativa V ‘¢ um momento reativo M. A forga cislhante produz um cisalhamento primério nas sodas, de intenidade: (sm / @ conde A é area total de penetragio. (0 momento M produz uma tensfo normal de flexfo ona solda. Embora nfo rigoros0,cos- tumase na andlise de tensBes nas sodas considerar que etta tensSo age perpendicularmente & SR ESR RRR RN ER RR RRR RN IN ERIN EN XN PN PN RR NN NN Nt th T | JUNTAS SOLDADAS E COLADAS / 359 cea de penetragéo. Considerando-¢ as duas soldas da Fig. 9-13b como linhas, encontra-se para ‘omomento de inétcia unitéro 0 valor 1 =0,707h oe] © mar) am a aor eeia a ene | 1% on bP we J © momenta de indrcia na Fa. (d) é baseado na distincia d entre as duassoldas. Se o momento de inércia fosse calculado tratando-se as soldas como dois retingulos, a distancia entre 0s centro de gravidade das soldas seria (d + A). Isto conduziria a um momento de inéria ligeiramente maior ¢ resultaria num valor menor para a tensfo, Logo, o mnétnda de tratarem as sols como, “Tinhas produz resultados mais seguros, Talvez a seguranca adicionada seja conveniente, em vista i Fig. 9-7 ‘Os componentes de tensfo oe r, determinados para soldassutmetidas flexfo, devem ser combinados usando-se um diagrama de circulo Mohr para se achar«tensfo principal de cisalhs- ‘mento ou a tenséo méxima de cisalhamento. Aplicando-se uma tecria apropriada de falha, de- terming-se probabilidade de falha ou a seguranca. Devido as grandes incertezas na andlie de ‘tensBes em soldas, geralmente prefererse as teorias que consideram as tensbes de cisalhamento smximas. ‘A Tab, 9-2 relaciona as propriedades mais comumente encontradas na andlise de flexio de barras soldadas. '9§ — RESISTENCIA DE JUNTAS SOLDADAS. ‘A combinagio das propriedades dos eletrodos com as do metal das chapas nfo é to im- portante quanto velocidade, periia do operador e aparéncia da junta pronta. As propriedades dos eletrodos variam consideravelmente; a Tab, 9-3 redne 0 minino de propriedades para al- tgumas classes de eletrodos. Projetando-se pegas sldadas € prferivel selecionarse urh agp que resulte numa solda ré pida e econdmica, embora isto possa sacrificar algumas ovtras qualidades tal como usinabilida- fe, Pode-se soldar qualquer ago sob condigées adequadss, porém cbtém-se os melhores resulta- 360 / ELEMENTOS DE MAQUINAS Tabla 92, Propriodades de Condes de Soils & Fleso: Comider-ae o Momento de India Unita em "Toro de um Fino Thosoatal Aras do Centro de Grave fd rope Suid 0 Tae no da Sold & Dado por sou Aves de Peergéo Locales de Some de née ‘nina ti tu ry T se satan oe ri Heke roy —_ She taiaun seh att year A= 0300404 6 wg te haee ‘A= 0,707Mb + 2 Ea hid artes i a vn 29 ape am Tbe sa set native JUNTAS SOLOADASE COLADAS / 361 ‘Tabela 9.2,Continnagio Sotte Area de enero Localaagéo de G Momento de Inde nitro. A= 070TH +20 rein 27 + (b+ 2a! * yet Ct An 1aee ed rota ora pean An tank =e 38268) St - ~ 34,5 2108 xs Tate 93 opines Minas data 2,582 1O"forme, NimeoAwSdo Retina Tapio Tele de Eanento dongaento "nade ‘wr ‘oe rocmnat © em “an20 asa a8 E oa ‘33 pus cae Sin is Eso jos Soe / foo Stone Sooe Eps fs pars especficnio de eetrados, de acordo com osdig da So- iedade Americana de Sola (AWS) Exe stems wm um prefio E peraum sistema de i ou tes primsetos ips indica tproximadamne ie ‘Bids, tals com © forecimento de corente.O pene aie indica a posgSo da ‘elds, como por exemplo, plana, vertical ou de topa.O conunto completo de expect Fieagies pote er obtido com 0 tdi (AWS) menconsd. 4 I SS “ee ee nnn ne rn 1362 / ELEMENTOS DE MAQUINAS os uando-se ays com especiicasdes UNS ente G10140 e G10230. Todos exes agostém sti trapdo, nas condigdes de ao laminado s quente, entre os valores 413 MPa $482 MP, O projetista pode escother coeficientes de seguranga ou tensbes admissveis com mais con fang, se estiver a par dos valores usados pelos outros. Um dos melhores padres para se usar & do “American Institute of Stell Construction” (AISC) oddigo para construgao civil” As ten. ses admissivels sfo agora baseadas na cargs de escoamento do material em vez da carga de rap. tura€ 0 e6digo permite 0 uso de uma variedade de agos estruturals ASTM que tém a carga de escoamento variando de 227 MPa até 344 MPa, Para um mesin tipo de eartegamento, 0 cddigo Permite a mesma tensio tanto na solda como no metal bas, Para esses agos ASTM. 0, ~ 0.50, A Tab. 94 relaciona as formulas especificadas pelo cédigo para o cdleulo desss ensSes adn siveis para varias condigoes de earregamento. Os coefcientes de seguranca implicitos no codigo ‘io caleulados facilmente, Para tragio n = 1/0,60 = 1,67. Para ocisalhamenton = 0.577/0,40 = = 1.44, aeitando-se a teoria da energia de distorg0 como critétio de falha, “Tabela 94. Tenses Admisiveis plo Cidigo AISC pare as Soldes ————————xctV 0 Tipo de Caregamento Tipo de Soe TensbesAmisieis Traplo Topo, 0.6005 “Togo ‘Topo 0.900— Flonso Tope 0.600¢ - 0,666 CCompresfo Simples Top. O602¢ Gsathamento ‘Tope ou Condfo 0.4006 12 us Extremitade de Cordes Paieloe 27 Soldas de Topo em T com Cantos Agudos 20 ——————— ee 0 ebdigo AISC’ assim como 0 cbdigo AWS, para pontes, indicam tensOes admissiveis park catregamento de fadiga. O projtista nfo teré nenhuma dificuldade no uso dessescOdigos, mas Sua natureza empfrica tende a obscurecer 0 fato de que eles foram estabelecidos pelos mesmos ‘conhecimentos de falha por fadiga jd estudados no Cap. 5. Naturalmente, para as estruturas abrangidas por esses cédigos as tensSes reais no podem exceder a tensto admissivel; de outro |" Para. obter epi acer para AISC, Now Jom JUNTAS SOLDADAS E COLADAS / 363 ‘modo © projetista serd legalmente responsével. Em geral, esses ofdigos tendem a ocultar areal _margem de seguranga envolvids. ; ‘Sugere'se usar 0s fatores de redugfo da fadigalstados na Tab. 9-5, como foi proposto por Jennings.” Esses fatores devem ser usados tanto para o metal base como para o metal de solda propriamente dito, ‘946 ~ SOLDA POR RESISTENCIA © aquecimento e a soldagem que ocorrem quando uma corrnte eltrica passa através de diversas pegas prensadas entre si caracterizam a solda por resistincia, Solda por pontos esolda ‘autégena com costura sS0 as formas mais comuns de soldas por ressténcia. As vantagens da solda por resistencia sobre 0s outros tipos de soldagem sfo: a velocidad, a acura reguagem 4e tempo e calor, a uniformidade da solda e as propriedades mecinicasresultantes da eliminagzo do rovestimento de eletrodo ou fuxos ¢ 0 fato de 0 processo ver fil de se automatizar. (s processos de solda por pontos e solda autdgena com costuraextdo lustrados esquem ticamente na Fig. 9-14, Uma solda aut6gena com costura é na realidade uma série de soldas por ppontos, 6 que se aplica a corrente em pulsos enquanto a obra move-se entre os eletrodos rota tivos {A falha de uma solda por resisténcia pode ser tanto por csahamento da solda como por ‘uptura do metal em torno da solda. Por causa da ruptur, é de praxeevitarse o carregamento 2 ‘tragdo de uma junta de solda por ressténcia. Logo, na maiora das vezes, piojetam-se as soldas [Por pontos ou soldas autogenss com costura, de modo que sejam earregadas por cisalhamento puro, A tensfo de citalhamento & simplesmente a carga dvidida pela drea do ponto. Devido 20 fato de que a folha mais fina do par, a ser soldada, posa romperse, geralmente especifica-se & resisténcia da solda por pontos estabelecendo-se a carga por ponto, baseando-se na espessura da fotha mais fina. Obtém-se melhores resultados para essas resitnciss, experimentalmente Solda por pontos. Sold sutbgena com costars. Feoe * CH, Jennings, Welding Desig, Tans. ASME, vol 58, plgn:497-508, 1936, 64 / ELEMENTOS DE MAQUINAS. De qualquer modo, deve-s usar grandes fatore de seguranga quando se soldam pegas por soldas por ponto, para compensar as alteagées sofidas pelo material devido 8 soldagem. 0 que fo ocoree com rebites ou parafusos. 9-7 — JUNTAS COLADAS Quando se juntam dois materiais ou duas pegas por meio de um terceiro material diferente os outros dois, 0 processo chama-e colagem. Logo, solda forte, solda fraca, cimentagdo Ou Luni por cola so tipos de colagem. ” 0 Py Fig. 9:15 (Seo da asa de um ado obtia soldandosecolmels de shun caps, uano-e cla der sina sob presefo calor (6) tubo colado a uia ftta metiea po solds fort; (e) pags de fous metals ‘nis por sold rca; pega de madeira unidas por colgem, Deve-se projetar as eonexes entre pecas que vio ser coladas de modo que o material de colagem fique submetido somente a cisslhamento puro, Uma vez que a resistencia do material 4a cola deve ser provavelmente bem menor que a das pegas a serem coladas, deve-e obter uma 4rea do colagem suficiente para garantir uma boa margem de seguranca. A Fig. 9-15 mostra alguns exemplos de unites por colagem, o que representa uma boa prética de projeto. Deve-se ‘bier as propriedades dos componentes da cola dietamente do fabricante. PROBLEMAS Segio 9-1 até 9.3, 9.a693 A tensfo de cbalhamento admis para as sodas abieo & de 20 kp mn Unidas Ingles © de 140 MP no Sistema Internacional. Paracas cao, achat 0 categenento F que east tal tent, N a —— JUNTAS SOLDADAS E COLADAS / 265, 9-4 Todas as bara com espessrn de 3/8 de poles. me Prob. 91 t BL Q Hy turp O54 nap n Oz Ley al 33m 92 Dinéebes on miner todas seb co nn de espe. Prob 92 s RRR AR ARARARAARBAAARANAASY “I LPR REN RNS RRR RRR RRA AAN ANA RAN MN 1266 / ELEMENTOS DE MAQUINAS BD dvwentesem iets CR CRALIAG . \ @ pay possuz USAC DE Cisalha - 3M Pam can oma cas fis watno achar 0 trque T que pode sx sptcad 2 tenfo cishante simi da sola for 140 MPa. EB vere um conjunto de ages tansvesisde slant peri, ot quai obtém-aeroldandose vros outro : ‘pecs de ago extrutual,Haseado numa tenaio de calhamento admis par sods, de 140 MP JUNTASSOLDADAS E COLADAS / 387 ‘no Sistema Internacional 0% 20 kpsi em UniadesIngloms,deteminaro caregamento de cistha que cada un ds perfs pode suporta. (Sugeno; Vero exerplo 29.) 7 [re FP ipe 7 I a boat |, C 4 Fitt. 7 hs Probl 9S 99 @ b45ni) Ol2Z,3xV ©L4 pv ] 268 / ELEMENTOS OF MAQUINAS 5-0 6Cnas LOB upss | nel O Chases EM mpst va bee 97086 9s bas da gue abso so sldadas a suporteftos ou a placa, como sé, Em cad so, ‘oom ale ar cut oo } 2 | — y| [P= 2kip »| | + = 15 too! : 9.7 (a) tana € um perf C de ago estat, pesando 4,1 Ip; (6) a bara & composted dans cantor ‘sat de ago estutial unis (ver 4 Fig), com as memnas solic ala extemiate foe arora scone 55 04-4 Ee hevereca, 10 MANCAIS DE ROLAMENTO ‘Usa-se o termo maneal de rolamento ou simplesmente rolamento para deseever um tipo ‘de mancal em que a carga principal € transferida por meio de elementos em contato por rol. ‘mento em vez de desizamento, Num mancal Je rolamento 0 atito esttico é aproximadamente © dobro do atrito dindmico, mas ainda ¢ desprezivel em relagfo ao aritoestético de um mancal de dedlzamento. A carga, 2 velocidade a viscosidade do lubriicante afetam sensivelmente a8 caracteristicas de atrito de um mancal de rolamento. A designagSo “aniiegSo™, que vez por ‘outra aparece para indicar um mancal de rolamento, ¢incorretae no deve ser sada. Do ponto de vista do projeto, os mancais de rolamento dlerem, en diversas pontos, dos projetos mecinicos comuns. especialsta no projeto de mancais de rolanento defronts-e com © problema de projtar elementos que formario o mancal de rolamento; ates elementos dever ser projetados para ocuparem espap0s cujas dimensies sso especificadas; devem ser projetados para receber uma carga com determinadas caracterstcas;e, Finalmente, devem ser projetados para terem uma vida satisfat6ria quando utlizados sob as condigdesespecificadas. Portanto, os cespecialistas devem considerarassuntos ais como:[fesisténcia &fadiga atito, calor, ressten 8 corrosfo, problemas cinematicos, propriedades de materais,lubifcags, tolerincias de usna- ‘em, montagem, uso e custo. Consierand® todos estes fatores, os especialistas em mancais chegam a um compromisso que, segundo eles, é uma boa solugso para o problema apresentado, 1041 — TIPOS DE MANCAIS DE ROLAMENTO Os mancais de rolamentos sfo fabricados para suportarem cargas radiais, cargas axis, ‘ou uma combinagSo das dua, A Fig. 10-1 apresenta a nomenclatura de um mancal de rolamen ‘ode exferas, bem como suas quatro partes principals: o anel externo oan interno, as esferas fou elementos rolantes eo portaesferas ou separador. Para diminuir 0 cusio, 88 vezes, omite-se © portaesferas, que tem a importante fungo de separar os elementos de ferma a nfo haverarito entre asesferas. Alguns dos diversostipos de mancais normalizados enconiram-se na Fig, 10-2. © rolamento de esferas de carrera simples e pista profunda suporia cargas radials como ‘ambém alguma carga axial. As esferas sio inseridas na pista delocandose o ane interno para uma posi excntrca. Separam-se, entfo, a eserase colocae 0 separador. ‘© uso de rasgos de enchimento (Fig. 10-25) nos anéis intemo e externo permite ainser- fo de um maior mimeso de esferas, aumentando-se ent90, a capacidade de carga. No entanto, RRRRARAARARAAARAAAAAA AA AAA AAAI {370'/ ELEMENTOS DE MAQUINAS 1 capacidade de carga axial 'diminui por causa do choque das exferas contra a extremidade do rasgo quando cargas axisis estfo presentes, “ Encorto do rlamento Pita do sna into Separador ou ors esteres, Pisa do ‘na eterno Fig. 10: Nomendatura de um mancal de rolamento de efras. Cortes de Now Departure Hyatt Divison, ‘General Motors Corporation) O rolamento de contato angular (Fig. 10-22) oferece uma maior capacidade de carga axial. Todos podem ser obtides com blindagem em um ou ambos os lados. As blindagens no dfo ve- ddagfo completa, mas realmente oferecem boa protegSo conta sj ‘Muitos rolamentos sf0 produzidos com vedagSo em um ou ambos os lado. Quando a ve- ddagdo exis em ambos os lados, os rolamentos so lubrificados nafabrica. Embors sdmitindo- se um rolamento selado como lubrificado para a sua vida Gti, as vezes prevése um método para nova lubrificagfo. s rolamentos de carera simples suportam pequeno desalinhamento de eixos ou defle- xo, mas ¢ esta for grande, deve-se usar rolamentos autocompensadores. Os rolamentos de careia dupla sf0feitos em tipos¢ tamanhos variados para suportarem ‘randes cargasradins © axins.Algumas vezesusamse dois rolamentos 4éeareira simples juntos pelo meano motivo, embora um rolamento de carera dupla normalmente exja menos pegas € ocupe menos espa. (Os rolamentos axas de exferas, uniircionais (Fig, 10-21, sf fitos em divers tipos ¢ ‘amanhos. ‘A Fig. 103 apresenta alguns tipos da grande variedade de rolamentos de rolos exstentes. p. Os rolamentos de rolos cindrcos suportam uma carga maior que os de esferas de mesmo ‘tamanho devido & maior érea de contato. Entretanto, apresentam a desvantagem de requere- em uma geometria quese perfeita das pstas¢ dos rolos. Um pequeno desainhamento faré os ORR RR RRR RN RN NES NNN NNN NN AT MANCAIS DE ROLAMENTO 1-371 rolos se desviarem e safremide linha. Por isso, 0 separador deve ser pesado. Os rolamentos de roles cifndricos evidentemente nfo suportam cargas ax (0s rolos helicoidalssfo feitos plo enrolamento de material retingular, sendo, em seguids, endurecidos e reificados. Devido A tua inerente flexibilidade, suportam considerdve! desalinha- mento. Se necessirio, pode-se usa oeixo e o suporte do mancal aaAaa ai 6 e i a 7 Pia protunds —_Ragode Contato angular Comblindinen —Hermético 04 enonimento velco | \ | ce <= Auocorenssior Deore De erora Fig, 102 Vitis tps derolamentos de esfeas como pitas em vea de pists interna e externa separadas, Iso seréespecialmente importante se 0 expago radial for limitado. (0 rolamento axial de rolos esféricos (Fig. 10-36) € stil onde ocorrem grandes cargas © desalinhamento, Os elementos esféricos tém a vantagem de aumentar sua érea de contato com © aumento da carge aplicada. ‘Os rolamentos de agulhas (Fig. 10-34) s80 muito diteis quando o espago radial élimitado. Suportam elevadas cargas quando s utilizam os separadores, mas podem ser encontrados sem separadores. So fornecidos com ou sem pista. (Os rolamentos de solos cbnicos (Fig. 10-3¢,/) combinam ss vantagens dos rolamentos de esieras © de rolos diindsjeos, uia vez que podem suportar tanto cargas radiais, como axiais, ‘ou qualquer combinacio.de ambas. Além disso, tm a capacidade de suportar elevadas cargas como os rolamentos de roles cilindrics. O rolamento de rolos cinicos é projetado de modo {que todos os elementos na superficie do rolamento e nas pista interceptam-2(eP) (cP) 5 89(10"° wreyn) (© método padrio ASTM para determinagio de viscosiade usa o Viscosfmetro Saybolt Universal, © consiste em medir 0 tempo, em segundos, para 60 ml de Iubrificante se escoar, 2 uma temperatura especificada,atrawés de um tubo de 17,6 mm de didmetio e 12,25 mm de com- primento. O resultado 6 chamado de viscosiade cinematicae, no passado, wsow-se a unidade de centimetro quadrado por segundo. Um centimetro quadrado por segundo ¢ definide como um stoke. Pelo uso da lei de Hagen-Poiseuille** a viscosidade cinemética baseada em segundos Saybolt, também chamada Viscosidade Saybolt Universal (SUV) em segundos, & ao onde Z estéem centisoke (St) € 0 mimero de segundos Saybolt. No SI a viscosidade cinemética » tem como unidade metro quadrado por segundo (2/3) a comversio€ ata) v(m?/s) = 10-°Z (cSt) "ASME: Orientation and Guide for Use of Metric Units, 28 ed, ple: 13, Sociedade Americana de Engen 1s Mecinios, 1972. "Ver qualquer compénaio de Mecinica de Fidos, por exemple, Chie Shs Yh, “Fn Mechanics, pi 314, Meru Hil Book Company, New York, 1969. LUBRIFICAGAO EMANCAIS RADIAIS / 401 180) , (022-2) o- ) 14 _ Tampa, "6 es y weeks 8 8ee 28 x “Wie " = pe" ee : é : 10" i i i Fol | 107 wo wy 0 ee 10 es Temperstur,"F ig. 112 Comparao ds vacosiades de viios Muidos Para converter para vscosidade dindmica multiplica-se v pela massa sspectfica em uni Sistema Internacional. Designando-se a massa especifica como p, em quilograma por metio cibico, tem-se efor!) com on pa Rem hy sa pei a an am es patie trae cometene ans) 113-Lerpererrorr (i 0 fendmeno do atritoem um mancal fot primeiramente expictdo por Petroff, admitindo ue a érvore ¢ © mancal fossem concéntricos. Ainda que raramente se faga uso do método dé andlise de Petroff no assunto a seguir, ele é importante porque define grupos de parimetros adi- RAR ARR AAR AAA, 402 / ELEMENTOS DE MAQUINAS mensional e porque 0 coeficente de atito consderado por et lel é ums indica muito bos, resi quando a vore nfo € coneEtrica como mancal. Considerese agora uma drvore vertical, grando em um mancal guia, Considee ae que 0 ‘mancalsuporte win ara muito pequena, que ola cet completamente chels de deo ¢ que 1 Tuga ¢despenie (Fig. 11-3) Chameme ori da ror de foe rail dec. e 0 comp mento do mancal por I toda a dimensdes extando em metox Sea drvore gira ap, sa ve Tocdade tangencial€ U'= 2erW mis. Como a tensio de calamento no lubricant € ul 20 tradiente ds vlociade eres a vscosidade, da Eq, (11-2) temse evn? an ‘ en NOK w onde a folga radial subst distinc, Afrga neces par clara plicula de leo € Senso were ea O torque € a forga eves o brago de aavana, Eno, ary) cc) ae = (A amr W, em Newtons, a pressZo P, em Newtons or metro quadrado de trea projetada, 4 P = A forga de arto € JW, onde f & 0 coef- cliente de atritoe, portanto,o torque de =fWr (/\OrIP\r) = 23ffP* © Substituindose o valor da Bq. (¢)em (8) ¢ tando-se @ valor do coriene de ato, achase LE\ DE PrtRgE iar u TRIER] peal | ot a6, A 89 (116) ¢ ama Lede Fete ft pops em 183. As dos euanate -E sto parimetros muito importantes em Iubrificasso. A substituigzo das ‘unidades apropriadas mostrari que tais parfmatrossf0 adimensionais. ADELE RTE TEEN LUBRIFICAGAO E MANCAIS RADIANS / 409 11-4 — LUBRIFICACAO ESTAVEL 4 aren ent bison hod pode ipl i 114, Este diagrama da vaiaglo do coeiciente de auto versus o parimetto 4 fot obtido pe los infos McKee, em um teste real de arto." 0 diagrams é importante, porque defines esta bilidade da lbrifieagto eauxla compreensio da lubiicaro hidodinimica eda limite. Suponhase que se estja operando& dzeita da ordenada BA, o que multss vezesacontee, 6 que se tenha um aumento na temperatura do lubsificante, Isto resulta em uma viscoidade mais baiea€ entfo um menor valor de #0 coeiciente de tito decresce, 0 que acaretame- nor calor no cisthamsntodolubrifianté,conseqdentemente, temperatura do lubricate ea, Concent e sito Caractere do mane, wN/P Fig. 1-4 Varia do enticed tri enm All Entto, a regio & die sfo autocorigidas.« Para a.esquerda da ordenada BA, um decidscino a vicosdate aumentarao atuito. Have ‘ia um aumento a temperatura ea viscosidade seria reduzid ainda mais. O resultado seria um atsito em que 0s mets intrfersam, nfo apenas o lubrficante.** A regito a esquerda da or denada BA representa alubrIcapo instvel também Gul ver que uma pequena viscosdade, ¢ portante um pequeno valor de 4, sigiice que a pelfulalubrifcante¢ muito degada e que haverénaioeposibilidade de conta to de metal com metal, ¢entfo de mais atrito. Portanto,o pont C represent, provaveimente, on conto metal om ntl quudo, 2 ome weno: a ordenada BA define uma lubrilcapio estvel, porgve 2s variagSes 11-5 — LUBRIFICAGAO COM PELICULA ESPESSA Passemos agora ¢ examinar a formaglo do filme lubrificante em um mancal radial. A Fig. 11-5 mostra uma drvore justamente no instante de comecar a grar no sentido horisio. Sob ‘a condigbes de partida, o mancal estar seco ou no minimo parcsimente 2000, © portanto @ ‘evore sobe ou rola para cima, no lado dieito do maneal, como mostra Fig. 11-52. Sob as com 4S. A. Mekes eT, R Maes, Jd Beaig Fiction The Reg f Tie Labreton SAE Jou Vol. 31, pia: (1) 371-377, 1922. **Ndo Tal regio & conecida como “repo de aio combinado”. 404 | ELEMENTOS DE MAQUINAS. Aigdes de mancal eco, o equitbrio serd obtido quando a frga de ito for contabaangada pelo componente tangencal da carga no mancal. ‘Agora, suponhase que um Inbrifiante sj ntroduizido na pare perio do mancl como rmostza a. Fig. 11-56 A roto ds drvoreconduz o lbrifcants em tomo do mancal no sentido horiio. © lbrificanteé bombeado no esparo em forms de cunha ¢ orga advore para 0 outro Jado, Forme, entfo, um fe dehbificant. com ma ees. itis da pelicula no ‘a parte de buixo da frvore, mas detiocads no sentido hordro como indice a Fig. 11-Sb. Expl cxse isto pelo ato de que a presfostuante na metadeconvergente da pelicula tinge um valor ‘méximo em algum lel 8 esquerda do centro do mane. Fig. 1.6 Nomenclatura de um mancal dis A Fig. 11-5 mostra como determinar a posigfo excéntrca da frvore, sob lubrificagZo hi- Arodindmiea, se no lado direito ou no esquerdo do manel. Imagine se a 4vore iniciando a rota- elo. Acha-se 0 lado do mancal sobre 0 qual a rvore tende a roar, entfo, se alubrificayfo for hidrodintmica, colocase a érvore no lado oposto. LUBRIFICAGAO EMANCAIS RADIAIS / 405 A Fig: 116 mostra a nomenclatura de um mancal radial. A dimensio c é a folga radial e 4 a diferenga ente 0 mio do manca eo da srvore, Na Fig. 115, 0 centro da frvore etdem 0 ¢ © centro do mancal em 0’ A ditincia entre estes cenron 6a exceniciade e 6 dexignada por €. A espessura minima da pelicula € designada por ho ¢ ocorre na linha de centros. A espessura da pelea em qualquer outro ponto € desgnada pork, Dsfinese também relado de exent- ia plea em qualauer cut panto ¢ degnad pr z fF) * (© mancal mostrado na figura é conhecido como mancal parcdl. Se o rao do mancal € 0 mesmo raio da drvore, ele & conhecido como um mancal ajustado, Seo mancal envlve a Srvore, ‘com indicado pelas inhas tracejadas, 6 um mancal completo. © Angulo 8 caracteriza © mancal ‘parcial. Por exemplo, um mancal parcial de 120° tem um Angulo igual a 120°. Rem Fro lubiteagso LP Nive oe orice N \ Nw Fig. 1.7 Reprsentasd esquemdtica de um manel patil uso por Tower. 114 ~ TEORIA HIDRODINAMICA ‘A presente teoria da lubrifcagéo hidrodinimica originouse no aborat6rio de Beauchamp Tower, 0s primérdios dos anos de 1880, na Inglaterra, Tower inh estado ocupad no estudo do atrito em mancas de estrada defer © informavase dos melhores métodos de lubrifieagS0 deles, Fol um acdente ou ero, durante o desenrolar desis investiagbes, qu incitou Tower 2 colbar 0 problema com mais detalhe e que result na descoberta que eventualmenteorientou 0 desenvolvimento da teoria, * 'A Fig. 11-7 6 um desenho esquemético do mancal radial imestigado por Tower. E um smancal pacil de 4 polegadas de dimetro por 6 polegadas de comprimento, com um arco de 157° € tendo lubrificagdo tipo banho, conforme indicado. Os coeficentes de atrito obtidos por “Tower em suas investigages neste mancal foram muito baixos, que agora ndo ésurpreenden- te. Depois de testa ests mancal, Tower, mai tard, abriv um furo lubifcador de 1/2 polegads de diameto, através da pate auperor. Mas, quando oaparelho era olocado em movimenta, © ‘eo fia para fort deste furo. Num exforgo para citar ito, usou uma rola de. cori, mas esta era langada fora e foi necesiio colocar um tarugo de madelma no furo. Quando‘ tatv- fg de madeira fol empurrado também para fora, Tower, neste instante, indubitavelnente, ae a @lalatatalalatalatalatatatatotal 406 / ELEMENTOS DE MAQUINAS ‘constatou que extava no liniar da descoberta. Um medidor de presfo conectado 2 fuo ind- ‘ava sa presto supetior ao dobro da carga unitsa do mancal. Finalmente, ele investigo, em detalhe, as presses na pelicula do Tubsfcante, 20 longo da largurs edo coniprimento do man cale apresentou uma dstebuigfo similar aguela da Fig. 118." (Os resultados obtidos por Tower tinham tal egulaidae, que Osborne Reynolds coneluiy «que deverlaexstir uma lel definid relacionando att, presse velocidde, A preente tora matemtica da lubrificagao esté baseada nos trabalhos de Reynolds, que se seguiram aor expe- rimentos de Tower." * A equacfo diferencia origina, desenvolvida por Reynolds, foi sada por cle para explear os resultados de Tower | “ay — (AMMO Das G08 8 mond L ig 18. Curva aproximadas da disbuigo ds press obtias por Tower ‘A solugdo é um problema desafiante que tem interessado muitos pesquisadores desde ento,e ainda € um ponto de partda para estudos de lubrifcapo. Reynolds imaginou o lubrifcante como aderindo a ambas as superficies sendo arrastado pela superficie em movimento dentro de um estreito espapo em cunk, de manera a criar uma pressdo no fluido com intensidade suficente para suportar a carga no mancal. Uma das impor- {antes suposigbes simplificadoras, resultado dos estudos de Reynolds, 6 que as peliculas fuldas cram tHo delgadas em comparag0 com o raio do mancal que a curvatura poderia ser desprezada, Isto autorizoue a substituir © mancal parcial curvo por um mancal plano, je mancal de deslizamento plano. Outras suposigdesfeitas foram: 1. Olubuifcante obedece js Les de Newton par escoamento viscoso, 2. Desprezamse as frgasdevides nérca do brificante. 3. Consdera-eo lubrificante como incompres(e 4. Consdera.se a viscosidade constasite em toda a pellets. 5. A presso nfo vasa na diregfo axial: ‘Beauchamp Tower, Fist Report on Friction Experiments, Proc. lat Mech. Eng, novenbro de 1883, ples: 632-466; Sopunda Nos, 1885, pgs: 58-70; Teceisa Not, 1885, plgs:173-208; Quarta Not, 1891, ple 111-100. ‘Osbome Reynoés, Tera da Lubrifcato, 1* Parte, Pa Trans. Roy. Soe. Londres, 1886, LUBRIFICACAO E MANCAIS RADIAIS / 407 ‘A Fig. 11:94 mostra uma frvore girando no sentido dos pontiros de/um relégio, siporta- 4a por um filme lubrifcante de espessura varivel em um mancal partial fixo, Especificase ‘que a drvore tem uma velocidade tangencial constante U. Empregando a hipétese de Reynolds de que a curvatura pode ser desprezada,fixase para referéncia um sistema de eixos ortogonais para o maneal estacionéio, Fazem-st agora 2s eguintes hipdteses adicionas: 6, Consideramse 0 mancal ¢ a drvore prolongande-ze indefinidamente na direglo 2 sto significa que no pode haver Nuxo lubrifiante nesta dicegzo 7. A pressdo na pelicula ¢ constante na diregao y. Assim a pressio depende somente J3 coordenada x 8. A welocidade de qualquer particula de lubrificante no coordenadas xe y. epenide somente das 408 / ELEMENTOS DE MAQUINAS. Escolhe-se agora um volume elementar de lubrificante no filme (Fig. 11-82) de dimensdes ds, dy e ds ¢ determinamse as forgas que atuam nos ados deste volume. Como te vé na Fig, 11.96, forgas normals. devids a presto, atuam sobze of ladosdireito esquerdo do volume ee. ‘mentar ¢ forgas cisalhantes, devidas a viscosidade e 4 velocidade, atuam sobre os seus lados ‘superior e inferior. Somando-se as forgas,obtém-se ree (es reco bo rtusea fee “ Da Eq. (11-1), tem-se : ay onde se usa a derivada parcial porque a velocdade u depen ao mesmo tempo de x €y. Subst. twindo-se a Eq. (¢) em (6), obtémse: w ’ © ld, Er tC te Observese que 0 ato de manterse x constante significa que C, eC, podem ser fungdes de x Considerase agora que ndo hi desizamento entre o lubrificante ¢ a5 superficies limites, Ito Produz dois conjuntos de condiges limites para avaliarems constants C, e C, ya0 yah u=0 u=-U 0 Observe-se, na segunda condigso, que h é uma funglo de x. Substituindo-e estas condigSes na q.(e) ¢ resolvendose para 25 constantes dadas arn LUBRIFICAGAO E MANCAIS RADIAIS / 409 Esta equapfo df a distribuiglo de velocidade, do Iubrificante no filme como uma fungso da cxeeaa yo git deren. squta morn dit de wld aint apie ~ 027 =) £ sie sppndose un dati penbe Ie tom) on oma doco ue (08 tral Fp 1rlomaee pene dois termos para obter-se a velocidade para valores particulares de x e dp/dx. Geralmente, 0 termo parabélico pode ser aditivo ou subtrativo em relagfo ao termo linear, dependendo do sinal do gradiente da pressio. Quando a pressfo ¢ méxima, dp/d = 0,¢ a velocidade é © uma rlapao linear AA seguir definese Q como volume do lubrficante escoando segundo a direglo x, na Unidade de tempo. Usando-se uma lagura unitéra, na dizesdo 2, 0 volume poder ser obtido daexpressso 0, i © ‘uxo é 0 mesmo para qualquer sec¢do transversal. Assim, @ 0 NN ON RN 410 / ELEMENTOS DE MAQUINAS Deka. (0, x va (ie Tax” dx\ize x ee eR (8) que ¢ a equagdo clissiea de Reynolds para um escoamento unidimensional. Ela despreza 9 fuga lateral, isto é, na digegdo 2, Usa-se um desenvolvimento semelhante quando néo se despreza a fuga lateral. A equapdo resultante € XN 2 yteen \ liad > «ans Nio hé uma solugfo geral para a Eq, (11-9); tém-se obtido solugoes aproximadas usandose 'analogiaelérica, Somatério matemsitico, métodas de retuxagZo e métodos numéicos e grificos. ‘Uma das solugses importantes deve-se a Sommerfeld e pode ser expressa na forma a110) onde 9 indica uma relagdo funcional. Sommerfeld achou as relugbes para meios mancas € man: caiscompletos, admitindo no haver Fuga later e 11-7 — FATORES DE Prose, Pode-se juntar em dois grupos as vaidveis que aparecem no projeto de mancais de desliza- ‘mento. No’primeiro grupo esto aquelascujos valores sfo dados ou estZ0 sob o controle do pro- jetista, Sio: 4. As dimensées do mancal , ¢, Bel Destas quatro varidves, o projetista normaimente nio tem controle sobre a velocidade, porque la € expecificada pela exigéncia do projeto da méquina. As vezes a viscosidade & especificada Inicialmente, como por exemplo, quando 0 éleo ¢ armazenado em reservatro ¢ & wsado para hutrificare arrefeoer uma variedade de mancats. As vaidveis restantes,e algumas ezes a viscos- dade, podem ser controladas pelo projetista © sf0, portanto, as decisdes. Em outras palavra, ‘quando as quatro vatfveisestfo dfinidas, o pojetoesté completo, LUBRIFICACAO EMANCAIS RADIA'S (4 ny) [No segundo grupo estdo as vardveis dependentes. O projtista nfo pode controlias,exce- to indiretamente, variando uma ou mais do primelro grupo. Sto: 1. Ocoeficiente de atrito,f 2 O aumento de temperatura, At 3. 0 fluxo de 6leo, 2. 4, A espessura minima da pelicula de leo, Ho. Yadav Ie Podese considera este grupo como fatores do proto, porque &neeessrio mara com sgt ranga a8 limitaes dos seus valores, Estes linitagdes sto expeiicadas pela carctersins dot raters dos mancaise do lubrifiente. O problema fundamenta no pojeto de mancas, por tanto, ¢ definir mites stsfatrios par o segundo gro de vase eno decidir sobre os valores do primeiro grupo, de modo que as limitagbes nflo sejam excedidas. 118 ~ A RELAGAO DAS VARIAVEIS ‘Antes de se prossepuir no problema do prjeto, ¢necessrio estabelecerem-se relagSes afins ente avarisves. A.A. Ranondie John Boyd, do Laboratio de Pesquisa da Westinghouse, ‘saram uma técnica de tentatvas para resoher a equagfo de Reysolds no computador digital” Essa foi a primeira vez que dados to extensosfcaram dispontvis para uso dos projtsase, consequentements, serfo empregadot neste lizo."* As notas de Ralmondie Boyd foram publicadas em tr partes contém 45 grticos de talhados e 6 tabeas de informagdes numérica. Na trés partes, foram usados grficos para def. ‘ir as vaidveis pare as slabs eomprimento-aimeto (Uf), cm valores de 1/8, 1/26 |e para Angulos 6 de 60° a 360°. Sob certas condig6es, a solugfo para a equagfo de Reynolds dé pressbes negatvas na zona divergente do filme de éleo. Como normalmente olubificante no pode 5 portar tenses de tagfo, prt III das nots de Raimondl-Boyd ssinala que filme £ rompido quando # pressfo na pelfeula tome nul. A pate Ill também contém dados para mancas inf Ritamente Jongos; como ele nfo tem extremidades, nfo haverd fuga lateral Qs gréficosexistentes vio sto da parte TM dessas nota e 0 pars mancais completos (= 360°), somente.A fata de espago no peumite a incluso dos grifeos para mancals parca, Isto significa que deve "Ho ser usadas a8 notes originals quando se desejaem Angulo bela menores que 360°-A notapto Peer pmpeetnyay perme Aer as tae a ar Se ens e toninn ter SAE as weandsiee eee ohn Defines © mimere caacteritico do manctl, ou mimero de Sommerfeld, pela equagso ere Some a a Dealjede. s- (a A fier, y's A.A Raimond John Boyd, A Solution for The Finite Journal Bearing sod it Applicaton to Analysis Desig, Parts I, ell, Trans. ASLE, vol. 1, n° 1, pigs: 159-209,em "Lubrication Scene and Techclog) Pegamon Press, New You, 1958 “+ Outros dados em fontes esto spon; ea Fuller, pigs. 150, 157, 175,177,195 201. Veja também John Boyde Albert A. Raimond, Applying Bearing Theory tothe Ansys and Design of Journal Bearing, PrtesT eI, J. Appl Mechanics, val. 73, pigs:298 2 316, 1951 402 / ELEMENTOS DE MAQUINAS. ‘onde $= nimero caracteristico do mancal ‘aio do mancal, mm. folga radial, mm, viscosidade absolut, Pas velocidade relatva entre a fevore e o mancal ps, carga por unidade de drea projetada, Pa woe 3 wwe, & Pete. ‘Vicoisade Absolut, raya 02 2 100 150 200 20) “Tempereurs,"F Rg 11-11 Griico vicondide temperatura em usidades IPS, (Boyde Raimond) ——— 1 LUBRIFICAGAO E MANCAIS RADIAIS / 413, 360 00 110 120 130 140 Temmparara,C 2 080 Fig. 11-12 Grifcovsostade temperatura em wnat St, (Adaptto da Fig. 1-11) PAA A taint re cans. SRA OL 414-1 ELEMENTOS DE MAQUINAS : LUBRIFICAGAO EMANCAIS RADIAIS / 415, ozto de Exconiciace« (asimensiona/ a a a mero caractrisico do mane! S=(2) Fig. 1-14 Grifco pare deteemnar a posgi da esesmua minima da pfoula de leo hy, Pars locago da sige ver Fig. 1-20. Raimeondle Boyd.) x 1 Stimo para 18ito mmo; limite Bete € o/h timo para carga J lesimensional) ‘x zona sombreada fine © ix (Ral: ig. 1113 Grlco par as vives epessurnsinima da pelicula de Seo eselapo de excentrcidade, O Umite Contllente ato Peta catamaran kde fay eccrine (£24 Fg 1145 Cole pa coven dt, (Ratmee Boye) 416 / ELEMENTOS DE MAQUINAS Grow am om ar oz hod Os omIS 2 Ly aN (E) Fig. 1-16 Griico puso xo, (Raimond e Boyd.) Nimero caractorsio co manca © rnimero de Sommerfeld contém tots vars nmalmeneespeifiends pelo pro jetta, €adimensinae tem sid vada como abs nos fics AA Fig. 1-15 most varie deatrto () fem fungio de; pu vsos aloes da leo comprnentoieto ns ects epi mann 0s seguintes dados sfo para um mancal radial completo: = 00276 Pas, ‘N= 301p8(1800 1pm). W = 2224 (carga no mancal). = 9mm. | = 0,038 mm, ia 1 = 381mm. ‘A carga unitéria é ¥ y 2204 2a” 2x 0919 X0p38) P = 153 MPa ew Game a OD Nomar cacti de mane s(t Fig. 117 Grifico para determinagto da elagfo entre o Buxo later 0 fx total (Raimond e Boyd.) 119 prs # «pres mnie Retedo on cr eae Nimo caratertco do mane, oor ea amram ar Fig. 1118 Gritco pura deteminar a presio méxin na pli. (Raimondie Boyd.) « ¢ ¢ t is 2 ( ¢ 7 C C C C C C iC IC NI III Nf Nf Nf Net nf Ne PSX SE SES ES EE ES ER SR REE i 1 ELEMENTOS DE MAQUINAS ‘ne 49 ‘ayia wu suru egserden onog g 8 8 8 & & ¢ 8 2 = snes" “e004 ep moenanep o¥04 Nico ems do manent S=(E) gh Fig. 1-19 Griic para ache a posiio delimiante de pelea de Sie # pongfo ds pretafo mlm nt palfoula (Raimondie Boyd) LUBRIFICAGAO EMANCAIS RADIAIS / 419 Da Eq, (11-11) 6 mimero earscteristico do mancal é: sa) ise "y=350 (= 3.0(2824)- 0207) yor Poles or detain oot mets fens odesmpeo Pr eel, rq tosis wae T= fWr= 0,007 X 2224 X0919 = 0,296 Nm Apetiecepotrchnommeemwatse: 7 es = (0296) (30) 2x) = 558 W ‘Uma important vive na svaliagfo do desempenho de um mancal € a espessura minima di-pelicula de dleo Ag. Se for menor do que um certo valor de seguranga, haverd perigo de con- tato de metal com metal durante a sobrecargs ov de que a pelicula endo tf delgada nfo pe. rita a pssagem de alguma particula de impureza contids no deo, Além diso,0 fluxo de 6leo depende da espessura minima da pelicula; com pequeno fluxo, 0 aumento de temperatura pode ser exoesivo, ‘Avariével da espssura minima ds plicul 6 hee e €determinada na Fig. 1-13. ‘Um outro parimetro iti é a elagfo de excentricidade =-£- . Como mostra a Fig. 11-6, se € = 0, o mancal estécentradoe hy =; sto corresponde a ums carga uit leve ov nla, 4 regio de excentrcidade ¢ zero. Quando aca aumenta,a.drvte 4 forpade para ito itt 4 posigfo limite quando ha = D2.¢ =; sto 6, a drvore etd tocando o mancal. Pra esta con- Aig a relago de excenticidade 2 unidade, Eno ~ he ania ividindo-se ambos os membros por ¢, temse : Fig tA. ana3y Bea] ts ‘Assim pode-se usar a curva da variével da espessura mfnima para 2 relaglo de excentricidade © este elemento também poderé ser determinado na Fig. 11-13. Projetos 6timor, usados freqUentement, sho de carga méxima ou perda de poténcta mini- sma, As linhas tracejudas da Fig. 11-13, para armbas as condigdes, foram tragadas de modo que 420 J ELEMENTOS DE MAQUINAS. ppudessem ser encontrados facitmente os valores ideals dey ow t; Pode se considera, portanto, 4 zona escurecida entre os limites definidos por estas duss condigées Stimas, como a zona de ‘operagto recomendads, Desia discussio conclui-se que os mancais, com cargasleves, operam com nimero de ‘Sommerfeld grande, enquanto os mancais com cargas pesadas operam com niimero pequeno, ‘A Fig. 11-14 df a localizagso da espessura minima do filme como esta definide na Fig 11-20, 5 Para o exemplo, com Id = 1 ¢ 5 = 0,135 determina, fi Fig. 11-13, hole = 042 0,58. Entio,aespessura minima seré 426 = 042 06% = 0016 mm Use avr! faxo 9 detonate aqui de de lubrifiante Q que ¢ bombeada dentrd do espero convergente, pela rotagio da érvore. cats dai 1116 foam conti onateaio seals ometeicae anes oi ‘Asi, o lino amend spre ean cms Sastocnce Reeeoone & ceo forma mane deve erga Die maned vam desea ee ops. Ds quanta de Seo Q restr ylo mana perderael one scene ee Pas exteiade, qu 4 fe neal Pose Car fag ical sp leg amikin 2797 Uandow 0 explo pecidente ramet, nse mt Fig 116 com = 0435 ¢ Wd =1.t004 8 428 Pavano tol ek 0=428 ret =(428)(19)(0999 (8 081) = 2840 Da Fig. 1117 0/0 = 0,665 eentso 2 1665 X3540= 2354 mm/s Podese calcular a pressio méxima da pelicula pela relgf0 Pp, da Fig. 1-18, Eses aos foram obtidos, ng hiptese de que a pressio ambiente eran asBiterica Se 0 Seo for admitido a uma pressio maior, todos os pontos no diagrama da distribuigo da pressio da Fig. 11.20 serio aumentados do mesmo valec, | __Pode-se achar s posiglo da pressio méxima na pelicula por meio da Fig, 11-19¢ da nota- lo da Fig 11.20, que também contém dados para aloclizgto do ponto de press zero, isto 0 ponto que Kimits s pelicula hidrodinimica. Raimond e Boyd dizem que nenhum deser “Anguos de poo & tio preciso quanto os outros dados, porgue foram retinos de uiices de \istribuigo da presséo ao longo da linha de centros do mancal. Néo | ‘obstante, a informacio seri ‘muito tino posicionamento de ranhuras de lubrificag to, Da Fig. 11-18, rzio de presdo na pelicula PY, = 0,42. Conseqdentemente Fig. 11-20 Disgrma polar da distribuigfo da presfonapeliul, mostrando snotagd empregada (Raimond Boyd) Ent, da Fig. 11-19 acham-se Opmin. = 185" € Oyo = 75 Como a érvore reslza trabalho sobre o lubrificante, hd geragfo de ealor como ji se vu. Este calor deve ser disipado por condugao, conveopio e radiagfoe levado para fora do mancal pelo fluxo de dleo. E muito diffi! calcularse o fluxo de calor com alguma preciso, Posterior- ‘mente, srd examinado este problema com mais detalhes, mas no momento fase a hipétese de que'o fluxo de deo retira todo o calor grado, Assim, em relagho a terperatura do dleo,traba. Tharse a Favor da seguranga, = As publicagdes de Raimondi-Boyd contém grificos do aumento da temperatura baseados em hipOteses semelhantes a estas. Ao inws de apresentaremse tas grificos neste livo,farse-8 ‘uma abordagem analitica baseada em informagdojé obtida, Considere-se a seguinte notagto adicional: (= equiaene cinco do aor, 419 el C = calor especifico do lubrificante, sendo 428 cal/kgi*C um valor médio usado nos cf vl. 1 = peso porunidade de volume do brian, uma densdade mia de 086, 7 = 860 kgffm?. ST, = acréscimo de temperatura, °C. 2% (2) f= vai a ato ¥ = Qireh= varie de uo. R iN 422 | ELEMENTOS DE MAQUINAS | Ferd ds ca ly @ Substituindo-sef por (cr) X, vem, o Admitindo-se agora que 0 fluxo de dleo Q tira todo © calor. actéscimo de teniperatura do {leo set Substituindose Q por (eM) Y a ar, = —4_ Geren Y : w Mattpliandose e dvdindose a Ea (2) pl peso P, obsenandoss Tue P= considerando 0 valor de dado pela Eq (2), vem yemcsvl de beg ane dee" Tyee ett Pen CO Se, eno, consderaremse a8 condigdes més de ubicag soe mbstitvindow o valores de 76. obtemse finden op LO Qfre Mt onde 47 et em grus Cli Esta equsio€ vid quando todo o Mux de bo ret todo 0 calor gerao. Mas uma parte do Glo fli plas laterals do maneal, antes que fine Ndrodnk- ico exsjatemindo, Se fo considerado que eperature do anole € «media a tom [eraturas de admissfoe de sada, o acteximo de temperatura do fuxo tel ard Te, Sto sie ur or eae sient a ements fan, Gy ena unde AT, £0 hao Oy de uma quad 8 Te), Conegietements Goon placa batenad a ans) © guar, e@-0,)a7, + 5 88Te 0 portanto a A ‘ ( ( ¢ : ’ ¢ ( Q ( q ( ( ( ( ( } ore FCT TRIO e LUBRIFICAGKO EMANCAIS RADIAIS / 423, Eq, (11-14), portanto, flea 830° (lof Oe _ ee 1145) TIAGO rem | aris) Nesta equacdo, a presslo P fem MPa e AT em graus Celsius. A equagfo correspondente, usan- 40 o sistema inglés, € 0103 P riot [12 Q/OI Qjrent ate 116) ‘onde P esté em psie Ay em graus Fahrenheit Para o problema do exemplo, a Eq.(11-15) dé um acréscim de temperatura de 830-1538 3.50 1g gn U~(05)(0.655)] 4,28 ar Interpolacio De acordo com Raimond e Boyd, a interpolagdo dos dados do grifico para outtas rla- 6es de /d podem ser feitas usando-se a equags: veal D2) -apeodf-agle-adp- Heap lt Qt-2no] oem conde y ¢ a varidvel deseada entre os intervalos => l/d > 1/4ey = y 1/2ey 1/4 sio vaidvets correspondentes para a elagdes id de =, 1, 12 ¢ 1/4, respectvamente, 4 para. / a Hipéteses Muitas vezes deve-e-urar unr determinado processo analitico para resolver-s um proble- 1ma, sabendo-se de antemio que as hip6teses usadas na andlise nlp se sjustam exatamente 48 lades do problema. Into €, engenharia, de fato, ¢ a arte do emprego do julgamento e da cexperiéncia na avuliagfo e altergdo dos resultados de uma determinads andlise, de maneira que la prediga o desempenho com mais precisio, ou produza um projeto timo ¢ seguro, Esta éa ‘azio por que ¢ necessrioestarse familiarizado com as hipéteses usdas em qualquer andlise: [Na andlise de Raimondi-Boyd, algumas das hipéteses jf foram expostas e esclarecidas, Seo: 424 / ELEMENTOS DE MAQUINAS. 1. Consderase que a pliula xe rompe depois que passa o ponto de espesura minima do filme eet na zona divergent. 2.0 flxo € baseado no ubrifcante fomecido & peso atmosfria e na ausincia de ranhuras ov furs de leo no maneal. 3. O acéscimo de temperatura do ubiicante¢baseadonahipdtese de que tooo ear serio aumenta a temperatira do hbeificant, Vine que a temperatura e a presso do lubrificantevariam quando cle passa através do ‘mancal. A Fig. 1-11 mostra que a viscosidade varia com a temperatura ¢€ também aetada pela presto. Conseqentemente, uma outrahipStese usada na andise é: 4. A viscosidade do lubrificante€ constante em todo o mancal. Esta € uma hip6tese usual; a viscosidade usadaseré, provavelmente, aquela que correspon: de A médlia das temperaturas de admissfoe saa, Em outeas palavras, a equasio Tat = Tm 2 T+ AT ue onde T,€ temperatura de admis, 0 valor da emperatreaser asada prs acar sea veo Stn quand se considera que ofaxo do bicant Tea todo calor gra. Ostrashpoteses, relacionadas com aan, so qu o bien € limp c Mido (0 uma graxa) ¢ que a carga € constante ede diregio fix, 11.9 ~ CONSIDERA GOES SOBRE TEMPERATURA E VISCOSIDADE Em um mancal lubrificado por banho no bé método de circulsg4o ou arrefecimento do Iubrificante; ele passa através do manea, se aquece mais, e € armazenado em um feseratorio. O calor € removido por convecefo, condusdo e radiagSo, e, eventualmente, o sistema atinge uma temperatura de equilfbrio. [Em um sistema de alimentapao forcada, o Wbrifieanteftio€ limpo € fornecido a0 mancal, de uma fonte externa. Para muitos casos ¢ possivel especificarse a temperatura de admissio, mas como aviseo- sade usada na andlise deve corresponder A média das temperaturas de admissio ede sa, isto nfo conduziré a um valor de viscosidade para uso na andlise. Uma solugdo para este problema, {quando o grau de viscosidade do lubrificanteé especificado,é tomar dois valores arbitrados para 4 visoosidade, Um desses valores seria um pouco mais baixo que 0 esperado, eo outro, mais a to, Usando-se cada uma dessasviscosidades, calcule-se 0 acréscimo de temperatura e determina se a temperatura média pela Eq. (11-18). Com esses pares de resultados registrados na Fig. 1-11, pode-se tragar uma linha feta, tal como AB, entre eles, a intereesso desta linha com 0 rau SAE do éleo dé a coreta vitcosidade a ser usada na anise, Deve-e observar que uma série de viscosidades arbitradas constituré uma linha curva, a0 invés de uma linha rta, se seus valo- res difeirem consideravelmente; portanto, as visosidades escolhidas nio deverdo ser muito d- ‘erentes umas das outras. O exemplo seguinte iustrard este procedimento, EXEMPLO 11-1 °* Se um dbo SAE 20, admit na temperaturs de 38°C; fone 6 briicante para 0 exemplo da segfo preoident, que vscosade sia Ueda a andi? ‘ Luanimencto enanensnacins /35/ 54 se verficou que uma vsosdade de 0,0276 Pas deu um acxéacno de tmperatara AT = 154°C A temperatura mégia& soLugko ATC ay « 1S Ty2tit SEC a a0 + BA cassre - Este ponto no grifco de viscosidade — temperatun ext sino da linha SAE 29. Portant,excohose x = 0813 Pas para 0 jequndo valor abitrado, Clcuando © nimero 8, temae 2) ew _ (19 Yoous- 20 ce) ~ \ 0038) 1,33 x10" Ent, wsandose as Figs 115, 146 6 1147 teamse (4) / = 47; 0beM = 4,16 woe ©) ove 186. A Ea 8a wet BIR LON eee (8-15 8) T= 059-0516) — Portanto,a temperatura méla€ Ty aes inndn amb of part de pontt so loondor # ligndt na Fig. 11-12 cles sews nie SAB 20.0 n= 200319 Pas Ty = 472°C. Prtanto, oad 3 vss comet para usn, na omplementagao da snd, G acésimo de temperaturé 0 dobro de 9,204 184°C. 11-10 — TECNICAS DE OTIMIZAGAO. ‘Ao projetar um mancal radial para lubrificagfo com peliula expess, 0 projetista deve seleconar 0 6leo a ser usado juntamente com valores convenientes pare? Nr, Um see. so deficient ou um controle inadequado, durante a fabricapo ov em uso, pode resltar em pelicula muito delgada, de maneira que ofluxo de leo sea insuficiente, causando o superaque- cimento do mancal e, eventualmente, ua ftha. Além diiso, a fola radial c dificil de ser obtida com precisdo na fabriaeSo e pode aumentar pelo desgaste. Qual seréo efeito de uma forte variaga0 da folga radial nafabricagfoe o que acontaceré para o dsempenho do mancal se ‘caumentar por causa do desgaste? Algumas desss quests podem ser respondidas c o projeto pode ser methorado com o levantamento das eurvas de desempenho, como uma fungio das ‘adel sobre as quaso projetista tem controle. ‘A Fig. 11-21 mostra os resultados obtides quando se cilculao desempenho de um de- terminado mancal para uma gama inteira de folgas radia plotads usando a folga como a varifelindependente, O mancal ysado para ese grifico 0 do Ex. 11-1, com 6leo SAE 20 a temperatura de admissfo de 38°C. O grifico mostra que se & folg: for muito apertada, 8 temperatura serd multo alta ¢ aespesura minima da pelicula werd muito pequena. Alas tinpe- ~ ratuas podem causr a filha do mancal por fadiga. Sea pelfeula de le 6 multo fina, as pate aan ou se Fxarer no mancal. En ambos os aos _desasie eatin excesvos,renltando em alas temperatura ¢ posit eperamento.°b EOL LOO RTT NNN NN EN ENN ENN NN AN 426 / ELEMENTOS DE MAQUINAS. + oa ea x so aes ou tae) Folgs aca, um Fig. 11.21 Lovantaento de slgumascarsctristicas de desinpenho do mancal do Ex. 1-1, pra flea: iss de 0,0125 2 0,075 mm. T, & «temperatura de sida do manca. Deve se pojelar novos mancais pars ona sisnalads, um pouco 3 exquerda do valor méximo dehy, pore odegate movers o ponto de operaiso arn dit. Veremos que uma folga grande permitiré a passagem de particulas também permits um grande fluxo de leo. Isto baixaré a temperatura e aumentaré a vida do mancal. Entretanto s¢ 1 folga for muito grande a vibraczo serd excessiva, ocasionando rufdo,e a espessura minima da pelicula comegari a decrescer novamente. ‘Quando se consideram as tolerincias de fabricagoe o futuro desgaste no mancal w- na Fig. 11-21 que 0 melhor compromisso & uma faixa de folg ligeiramente para a esguerda do pico da curva da espessura mfaima da pelicula. Deste modo, 0 desgaste futuro levard o ponto para a direita e aumentari a espessura da pelfcula, fazendo com que a temperatura de operag30 diminva, [Naturalmente, se se especificar a folga aceitavel mais apertada ou 0 aréscimo méximo de temperatura admissvel, os métodos estatisticosintrodurides no Cap. 4 poderdo ser usados para 2 determinar a peroentagem de mancaisinacetéveis ase esperar er um dado lote ou conjunto. 11-11 —MANCAIS ALIMENTADOS SOB PRESSAO Quando & aio hidrodinmica gee muito calor eo oxo normal do Ibrificante 6 insu clonte para reir, deve fomecet, ob presfo, um suprimento adicional. Para forgar um fluxo mimo através do mancal e eno obtecse um malo fit de arefecment, uma pri a comum 6 usar uma ranhura cicunfeencial no centro do mancal, com um fro de admisso Jocalizado no lado opesto 8 zona caregada do mana. Tal mancal é mostrado na Fig. 11-22.0_ efeto ds ranhora¢ era dls melos mancsi, cada um tendo wma rego 1d menot do que a original. A ranhura divide a curva da distribuigfo: dx pressfo em dois | ‘minima da pelicula, mas tem grande aceitactio pelos engenheiros de lubrificaga aE ‘Para estabelecerse um método de solugfo para 0 luxo de 6leo, considerarteséumaranhu- ‘a bastante ampla para que a queda de pressfo na prépriaranhura soja pequena, Inicislmente,des- LUBRIFICAGAO EMANCAIS RADIAIS / 427 prezar-e-d a excentricidade e depois aplicar-se-4 um fator de corresdo para esta condi Oflu xo de eo, entlo, é a quantidade que fui para fora das duss partes (metades) do mancal. Des. prezando-s a rotagio da irvore, obtém-se a situagfo mostrada na Fig. 11-23. Fig. 11.22. Renhura anlar completa, localizadacentrabmente, (Cotesia da Cleveland Graphite Bronze Com: pany, Divito da Cevite Corporation) Fig. 1-23 Fluxo do lubricant de um mancalalimentado so press, tendo uma anna central esignando sea pressdo de alimentacio por p,,& presio emum ponto qualquer por Pe consid ‘andose 0 fluxo laminar, podese analisar 0 equilbrio estitico de umelemento de largura dx, es- pessura 2y e altura unitéria. Note se, particularmente, que a origem do sistema de referéncia foi ‘excolhida no ponto médio do expago da folga” A pressdo p + dp atuana face esquerdae p, nafa- ce direita. Nas superficies superior ¢ inferior atuam as tensSes de cisalhamento r. A equagio de equilibrio€ 2 @ + dp) ~ yp ~ rede = 0 © Desenvolendo cancelando ot tenes, chase que rf OO) "0 autor € to ao Professor Arthur W. Sear, do California State Coles, Los Angeles, peat mages on comentes atx andle. JES. 428 / ELEMENTOS DE WAQUINAS ALe\.de Newton para Saxo viscosos (Eg (11-1)] 6 rey te ‘ow [No entanto, neste cxso tomouse r no sentido negativo, Também, 2 ¢ negativa porque, de- cresce quando y aumenta: Portanto, pode-se escrever a Lei de NewtoPsob a forma -+=9(-$) ° du _Adp Ray wo (| Taal poss | = a } Fig 11.24 Consiterse uma distil Inet pres de eo. Tratando-sdp/dx como uma constant integrandose em rlagfo ay, ve Lae ’y be £8 dy © Nos limites, onde y obtémse + e/a velocidade u 6 zero, Usando-se uma destas condigbes na Eq.(e), 1 d(e\? ain) +6 ede com EE — =~ LUBRIFICAGAO E MANCAIS RADIAIS / 429 ‘< ‘Substituindo.se esta constante na Eq. (€) {¢ 1 deg © war?) 0 ‘ CConsidere-s agora que a pressio do Glo varie lineaments do centro para aextremidade do mancal, como mostrado na Fig. 11-24. A equago da reta é C paAx+B ¢ comp=pyems =0ep = Oemx =F". Consderandoe estas condiges finals chegase a le iC ® portanto, w Fig 1125 Distrbuigdo perabstca da wlocidade do hbeicante, Podese agora subtitur a Eq (A) na Ea. (f) para obterse alain entre a velocidad do leo acoordenada y Pr ied : wile 477) aus) AAS CAA AIS CSRS PN NN NN NEN ENN ON A ON ON ON PE SO I Pe 420 / ELEMENTOS DE MAQUINAS ‘A Fig. 11-25 mostra um grifico desta relagfo, dentro da folga ¢, de modo que se pode ver como ‘ velocidade do lubrificante varia da superficie do munhio para a superficie do mancal. A dis- tribuigdo € parabola, como mostrada, com a velocidade mixima ocorrendo no centro, onde y= 0. A intonsidade dessa velocidade é, da Eq. (11-19), pe i “ ‘A oxdenada més da parébolaé dois tergos da maxima e portanto a velocidade média ser 0 ‘Teme, ainda, um longo caminho nesta andlise; portanto, devese ter pacincia. Tendo-se ago- "unm expresso para a velocidade do lubrificante, pode-ecalcular a quantidade de lubrifican te que fui plas extremidades do mancal. Se o munho e o mancal s8o concéntricos, como mot- ‘ado na Fig. 11-264, entdo a area serd, com boa aproximagio, A= dare ‘Como o lubrifcante fui por ambas as extremidades tee Tat Q,= 2 rh ® em metros eiblcos por segundo, porque ext em Pas. Entretanto, deve- modifica eta rele «0 para levarse em conto fato de que © munhfo no éconoéntico com o mancal Na Fig. 11-266 a espessura minima do filme é hy =e(1—@) oO LUBRIFICAGAO EMANCAIS RADIAIS / 431 sntoe = © sar ceexantate, A vpn ned pi —rrrC——S—s—=S—s——S wd ee ono ony) esa s,s am oct Es, he + ha Bes Nae So 4 30 ‘i O) 2 Entio, 0 termo 1 + 3 ¢ deve ser ofatorde comregao necessrio para modificar a Eq. (R) pela nfo concentricidade, No entanto, Dennison” dio fator de corresdo di excentricidade como 1 + 1,5 ©. Considerando-se a autoridade de Dennison, a equasfo (R) tormse aol ed = | FY (139) a nh Analisandose o desempenho de um mancal pressurizado, deve-e tomar 0 comprimenta de-man- cal como 1", como definido na Eq. 11-23. Ent a carga unitéria eré (ren) poreve cada meio mancal carega metade da carga. Plus opr Il ‘Os gréficos das Figs. 11-16 ¢ 11-17, para vardvel de uxo ¢ rand de fuxos, gralmente ‘BD se aplicam para mancatslbrificados sob pressfo, Também, a preasio méxima no filme dada | vel ig clive ser adonada 3 presto de alimentaggg para obterse no fine a ttl pres, ‘Como 0 fluxo de leo foi aumentado pela alimentasfo forads, a Bg, (11-15) dard um -acséssimo de temperatura que é muito alto, Da Eq. () da Sec. 113, temse , ate ns a ways T Se = 50, a 8 perda em calor é » “ E.S. Dennison, “Film Lubrication Theory an¢ Engine earng Design", Trans. ASME, vol. $8, pig: 25, 1936. 452 / ELEMENTOS DE MAQUINAS. ‘Substituindo-se as Eqs. (11-20) e (p) na Eq. (2) € cancelando-se os termos, vem A . 7 oul fWN frusone & | sen aastinge | St Toe ran tig ent, = 840 sistema inglés esta equago toma-se 28 callkgt*C 419 Seal: No o0s92ur sw ee ised @ ‘Agora, multiplicando-se a Eq. (q) pelo nmero de Sommerfeld S e dividindo-se por r\? wn _fr\? af ww . Ey ey 09123 {ries sW* Tense ptt «© reagrupando os termos, acha-se Te 123) {que € mais fécil de resolver do que a Eq. (a), porque o nimero de Sommerfeld S sempre tem {que ser calculado. A Eq. (11-23) esté em unidades IPS (pe, libra forga, segundo). A equseao cor- respondente em unidades SIé rt re) aciésimo de temperatura, “C. carga no mancakN. presto de alimentagio, KP ‘mm. 11.42 — EQUILIBRIO TERMICO 44 foi discutido 0 caso em que o lubificante retira todo o calor gerado, Agora serfo abor- dados os mancais em que o lubrficante € armazenado na prépria caixa do mancal, Estes man- ‘ais encontram muitas aplicagdes na maquinaria industril; sfo chamados de mancais de pedes- tal ou caixa de cossinetes e sfo usados em ventiladores, compressores de ar, bombas, motores € semethantes. O problema ¢ analisar a capacidade de dissipagSo de calor da eaixa, com o calor ge- ‘ado no préprio mancal 2s an npn oieprman pn LUBRIFICAGAO E MANCAIS RADIAIS / 439 ‘onde H = calor dssipado, Joule por hora. C = coeficiente combinado de radiagf0 ¢ convecd0, Joule por hora, por m?, por °C. A = Area superficial da cal, m* Try = temperatura da superficie da cana, °C. Ty = temperatura do ar ambiente, °C. 0 coeficiente C depende do material, cor, formato e aspereza da caixa,da diferenca de tempera tur entte a calxae o ambiente, da temperatura'e da velocidade do ar ‘A Eq. (11-25) somente deverd ser usada quando forem suficientes respostas aproximadas Podese obter resultados exatos por experimentagdo, condigées operacionaise ambientais resis, ‘fo simuladas. Com estas limitagSes, Cseré uma constante tendo 08 valores 440830 3/(hi{m?X°C) 55120 S(aXm*X°C) 120450 3/0X(m"}°C) para ar tranqiilo ‘ra projetos comuns ‘para ar em movimento a 150 m/min (2,5 mis) Pode-se encontrar uma expressio bastante semelhante & Eq, (11-25) para a diferenga de temperatura Ti, ~ Ty entre a pelicula lubrificante e a calxa. Como o sistema de lubrificagso ea circulagdo do lubrificante afetam esta relag40, a expresso resultante é mais aproximada do que a Eq, (11-25). Um sistema de lubrificapdo por banko de éleo, no qual uma parte da drvoreesté tealmente imersa no lubrifcante, proporciona uma boa eirculaglo. Um mancal com anel de leo, no qual o anel rola no topo da drvore e mergulha dentro do resevatério de leo ¢ por i leva uma moderada quantidade de Iubeficante para dentro da zona cavregada do mancal,pro- porciona uma circulaedo satisfatGria para muitos casos. Por outro lado se o lubrificante for apli ado por mecha, a circulaggo serd Ho inadequada que serd duvidoso que algum calor posta er retirado pelo lubrificante. NZo importando que tipo de sistema autoaimentado sja usado,de- ve-se ter um grande senso de engenharia ao calevlar-¢ 0 equilibrio térmico. Baseado nestas limi: tages, pode-se usar a equapo Ty, = Ty = "Ty — 7) © conde Ty) €a temperatura média da pelicula en € uma constante que depende do sistema de Iv biicaio, para obterse uma temperatura aproximada do mancal, A Tabela1J- forneceagu ‘ma rientagdo para um valor adequado den. Como 7, e T so conecidasusualmente, as Es. (11-25) (a) podem sex combinaas, pare darem a 7 T~Ta) No inicio de um eilculo de equil’brio térmico; nfo se conhece& temperatura da pelicula €, portanto, a viscosidade do lubrificante em um mancal auto-limentado também é desconheci da, Entfo, achar a temperatura de equilforio é um procesto de tentatins, que comeca com uma temperatura estimada para a pelfculaefinaliza com a verficagdo dest estimativa. Como os cfl- culos so longos, deve-e usar um computador. AAA ee Spe errr eae ma ree ere ere rere rr 494 / ELEMENTOS OF MAQUINAS. ‘Tabet LL itera de Labrifcepfo Condes Fetes den ‘Anal de Seo ‘Acem movimento a ‘Artanatilo. ig ean Banh de deo ‘Avem moviento m4 ‘Artaangailo. Ws = 24s 11.13 — PROJETO DE MANCAL A Fig. 11-27 mostra uma situapSotipica de um projeto de manea de desizamento. Aqui ‘uma fevore grando estd sportada pelos mancais A eB. Eevidente que algumas das decistes js foram fixadas por outras consderagbe,tais come as dimensbes da fvore, tratamento témico, velocidad e geometra ge B também evidente que o problema nfo esté completamente solu- lonado. Qual ¢ a finalidade dadrvore? O que é que causa as forgas externas? A érvore ests den- ‘to de una caixa? Os mancais so auto-alimentados ou 0 lubrifcante val de um reseratérioe também 6 usado para outos fins? Depois que se conhecem at resposas a esas perguntas pro- jeto pe comepar. Foie rca, 10" po. Disratro da trore pol. Fig, 1-28 Foga radiata recomendadas para mancals de bronze fundido. LUBRIFICAGAD EMANCAIS RADIAIS / 435 ‘Ascaris so Wentfcads como sou: A = favors de precio feits Se ago tempado, retifcadas;gkando em mancals de bronze fundlo,pol- dor (seabamente de 0,16 +035 #7, Ra), com veloidade superficial menor do que 3 m/s 18 = uss de preciso feitos de ago temperado, gimco em mancas polos de bronze fundido (arabe mento de 0,162 0,35 am, Ra), com rlocidade superical malar que 3 m/s C= motores eitrios,geradors © por similares de méquinar, om munhietreiicado, apoisdos em ‘mancais de bronze fundido preparados por rocheamento de saga (0,38 0,70 ym, Rade aa tment, 1b = magulnaia em ger! que pea continuameate ou com movimento alterativo ¢ usa érvors de ago {omeaies ou laninadst a fio, em mancis de bronze fundido eseabuos com broqueamento ¢ aa. ‘adores (acabamento de 0,701.38 4m, Rs). E = Imoquinatia de servgo de dtbaste possindo vores do ago torneaas ou laminas feo operando tm mancis de brome funda (scbamenta do 1.43 22,78 wm, Ra). necessita de um ponto de partida. ‘ATab, 11-2 indica faa das cargas unitérias de uso corrente, Estes valores serdo alterados para cima ou para baixo, dependendo da severidade das condigdes de operago, mas podem ser ‘usados para a obtencdo de um primeiro valor de ensaio para P, Havendo-se fixado um valor dx carga unitéria, podese selecionar valores convenientes para o didmatto d eo comprimento do smaneal ‘0 problems sepuinte é o da folga radial, que depende do material do mancal, do acaba mento superficial ¢ da elocidade relativa, Para um anteprojeto, pode-se usar os seguntes dados: ‘Motel do mancal olga main, relap le Liga chumbo e estanho 00 - 1000, Cobree chumbo 00 ~ 1000 Aluminio 400 $00 Como um guia adicional, o Cast Bronze Bearing Institute (CBBI)* publicou uma ita de folgas radias recomendadas para mancais completos de bronze com varios graus de acabamento. Estas recomendages, que permitem 20% de tolerincia, esto condensadas no grfico da Fig. 11-28. ‘A relacio comprimento-diimeto fd depende de se esperar ov nfo que-o.mancal trabalhe +m sondiges de pelicula expess, Um mane longo (grande reletoY/) redu.o coeficiente de Arto ¢ 0 luxo de élo pelasextremidades€, portanto, 6 desejéel onde exstir pelicula delge da ou lui Por outto lado, quando ocomerIibrificagso forgada ou positive, & ‘elagto fd ser relavamente pequena. Esse mancals tm um mai fuxo de Geo plas ext tmidades e, po is, trabatham mais fis. Em ger, a prtica coments 6 usar uma rela Ud Proxima da‘unidadee enti aumentar esa relapo se for provéve ogorrer lubrifiagso com pel- ala degada ow decresce4a para lubrificagio com Mlme espeso ov alts temperatura. Sea de- flexdo da drvore for grande, devese usar mancals curls para evitar-se 0 contato metal com metal nas extremidades dos mancas. * Harry C. Rippel, “Cast Bronze Bearing Design Manual", 2% ed. pg. 12 © 13, International Copper Research Asocition, In, 825 Third Ave. New York, NY 10022, 1965. 498 / ELEMENTOS DE MAQUINAS. Devese, sempre, considera 0 uso de ign mancal parca, quando bles dea ta topes, Pogue vandose seu HY cases i dane pode ake ioe cialmenteo calor prado. Com todas estas tentativas feta, pode selecionar um lbrfcante © fazer a anise idrodinimica conforme fo apretentado anteriorments,Os valores dos vitos patimetos de de-_ ‘sempenho, plotados somo. na_Eig. 11:20, por exemplo, indicarto s foi conseguldo um projeto “ates 112 Faia de Caps Units de Uso Coment par Macs Dedeaeste Arico orga ntnie "Me Motors dies: Mancaisprincipais Mocntes in do émbolo Motoresetcos ‘Tusbinas a rapor Reduores de engrenagent Motores de astomovel fl (0) Boehs niga (6) Bucha encamisnda Fig 11.29 Mancair ae toe (buchee) ites passa ‘Um mancal pode ser to simples quanto um furo usinado em uma pega de ferro fundido de uma méquins. Pode, contudo, sr simples e ainda necessitar de procedimentos detalhados de projeto, como, por exemplo, © moente da biela de um motor de automevel, de duas pegss, ranhurado, alimentado sob pressfo. Ou pode ser tfo trabalhado, como os grandes mancais de Aanel de Glo arrefecido gua e com reservatSros de Gleo, usados em maquinara pesada. A Fig. 11-29 mostra dois tipos de mancals que muitas vezes sio chamados de buchad, ‘A bucha inteisiga¢ feta por fundiglo, por laminagdo usinagem, ou usando-e 0 processo da LUBRIFICAGAO EMANCAIS RADIAIS / 437 ‘metalurgia do p6. A bucha encamisada 6 usualmente de um tipo fendido. Em um método de fabricogf0, o material da camisa é fundido e vazado continvamente numa lamina de ago fina. A imina de babbitt ¢ entfo trabalhada através de prensa, alargadores e brochas, esultando em ‘uma bucha encamisada. O ranhuramento pode ser feito dentro dat buchas. As buchas slo ‘montadas sob forgamento ¢ seu acabamento pode ser feito por broqueamento, alargamento ou ‘brunimento. es (Os mancais bipartidos com ou sem flanges sfo motradot na Fig. 11-30. Sfo utlizdvels em vérias dimensées, em ambos 0s tipos, de parades espessa ou fina, com ou sem material de revestimento. Um fixador posiciona © maneal e efetivamente impeds o movimento axial ou rotacional do mancal na caixa, &™ CN (0) Sem tara Pi. 11-30 Mancaisbipartidos. a) Com ange () o @ |] SSS RA ey ® o Fig. 11-31 Vista planificada de modelos tpicos de ranhuras. (Cortes dt Cleveland Graphite Bronze Com- pany, Divisio da Corporation leit) ‘Alguns modelos tipicos de ranhuras sfo mostrados na Fig, 11-31.Geralmente olubrifican- te pode ser trazido da extremidade da bucha, através da irvore ou da bucha. O fuxo pode ser intermitente ou continuo. A pritica prefervel ¢ trazerse 0 dleo até 0 centro da bucha, de tl ‘modo que flua para fora por ambas as extremidades, aumentando asim o fluxo e a ago de anefecimento, 11-15 ~ MANCAIS DE ESCORA Este capttulo é destinado ao estudo do mecanismo de lubificafoe russ aplicaées 208 rojetos ¢ andlises de mancais adais. Entretanto, 0 projeto a andlise dos mancais de escora fo, também, aplicagio importante da teoria da lubrificagto..Nio se iclul aqui estudo detalha- do dos mancals de escora nto somente porque info contribuira com algo significativamente di- ARR AR 420 / ELEMENTOS DE MAQUINAS. ferente, como também pea limitagSo de espapo. Tendo estudado este capitulo, leitor nfo teré de projeto.® ig. 11.32 Manas de esom de coxins fxs. (Cortesia da Westinghowte Corporation, Lahortros de Pes quis) Fig 11-33 Distibuigfo da presto do nbriicante em um mancal de escora. (Cote da International Copper Research Corporation.) ‘A Big. 11-32 mostra um mancal de escora consistindo essencialmente de um elemento ‘otativo desizante sobre um coxim fixo.O lubrficante¢ trazido para as ranhuras radials e both: ‘beado dentro do espaco em cunha pelo movimento do elemento rotativo. Obtémae a lubrifica- ‘fo completa ou hidrodinimica se a velocidade & continua e suficientemente alta, eo lubrifi- ante tem viscosidade corretae se 6 suprido em quantidade suficente. ‘A Fig. 11-33 apresenta a distibuigfo da pressfo sob condighes de lubificaczo com filme completo. Deve-ze notar que os mancais sio feitosfreqUentemente com um flange (Fig. 11-34), que posiciona omasical nxcaixa também recebe uma carga de encosto. Mesmo que ja ranhurado, entretanto, e tenha adequada lubrificarto, tal arranjo ao ¢ um mancal de escors lubrificado hidrodinamicaments. 6 que afolga nfo &em cunhs, mas tem. rwniforme, Pode- ‘© aplicar um racioofnlo semelhante a vsios projetos. de encosto. ‘asry C. Rippe, “Cast Bronce Tastt Baring Design Manual, Internationa! Copper Remarc Anocition, ‘Ine, 825, Tie Ave, New Yost, NY, 10022, 1967. CDBI, 14600, Detroit Ave, Clvland, OH, 44107, 1967. LUBRIFICAGAO EMANCAIS RADIAIS / 439 Fig. 1-34 0 mancl dela com flange rere capa ais axis 11-16 — LUBRIFICACAO LIMITE. Cuando uss sgeriesdesizam una em lo outa om ment om ne pci detutlieume entra, ef ls qe exe efor line kabel es pelicula dda ocone tm mans lobads Mrdamicaent, quand se ute run, quo tcp rameta,qmndo otis nbn dca, ates oot fam ov aed prog corona am gad ned shot om cs aos erate rar era remo aii Si compete Touts minut mato o confident de aio para supericescom abril ii, pelo ot sos em! ou tl tren com Stal psa Os dene Som tei exec, tle pune ov Se ou agus Sess qe eicoem pre ‘So atml «vty so hamadon dagen epost seis face ebunre s {© ou dodo us fons edaden com certs speedo rogue oi a pula de blo igadoce tn mpertler mde por una en quince Soe lees {Eos tenga gene tenets et prise dma om tl een ‘Spt rdion de patesem dealcanenenatofen serhaente ou ana or Saini usaienrananaitoseatinesntsee de de atrto-e desgaste em mancals lubrificados com pelicula delgada. Sm fais casos, lubrficantes de tema eb oul pole mire ete teins pace Boss oa ee tin pale xllen ot sperfantom sro. Mfo obs a breast tra oe tivl oper en empenturs ma ada his poone onde comonomer ere ett epee deems, pac 11-17 —MATERIAIS PARA MANCAIS ‘Quando se menciona uma montagem lubrificada, 6 necessirio fazet-se uma ditingSo entre ‘0s seguintes elementos: 1. A drvore, munhfo ou pega em inovimento. 2. Olubrificante, se existr. 3. 0 mancal ou pega fixa 4, A caixa na qual o mancal est montado, 440 / ELEMEWTOS DE MAQUINAS ‘Tabela 11-3 Compoigo eCaracterstias de Liga para Manis — = Caractere relatives SME OS & B® = Momadeliat mm SE Bh Copecidade. Revtace ™m decane aComosio bit, B/Estsnho 2 325 9 1s 10 Babbit b/Chumbo 15 Tos 1s 12 Babbitt, /Eetanho 2 325 1s 13 Babbin b/Chumbo 5 ro us as Bronze de Chumbo ™m 0 0 10 33 ‘Cobre de Chum 460 65 5 19 Liga de Aluminio AG 30 Exwvente ‘rata e/obrecamada we Exovlente Camo (.5N 18 on Trimet #8 Exectente Timetal 77 Mate bos 0s dois requisitos conflitantes para um bom material para mancal sio: deve ter uma ressténcia satisfatria 8 compressfo e & fadiga para resistr s cargas aplcadas externamente, e ser macio, {er baixo ponto de fuslo e baixo médulo de elastcidade, Este segundo conjunto de requisitos¢ necessirio para peemitir que o material se “"amacis” podendo ateim se conformar ds ligcvas, tse Bularidades e absorver'e desprender as particulas estranhas. A resistencia a0 desgaste e o oct. ciente de arito sfo também importantes, porque todos 0s mancais devem operar, pelo menos parte do tempo, com lubrificagso com pelicula delgads, Outras consideragbes na seleggo de um bom material para mancais sio sua capacidade de te sistir 4 corrosfo e, naturalmente, o custo de produgfo do mancal. Alguns dos matrias uses comumente estio relacionados na Tab. 11-3, juntamente com suas composigdes e caracterist ‘A vida do mancal pode-ser aumentada substancislmente-depasitando'se uma camada de bubbitt, ou outro metal branco, em espessuras de 0,025 a 0,350 mm sobre uma base de apo. De Tato, uma liga de cobre-chumbo em ago proporciona ressténcia, e com uma sobrecamada de bebbitt proporciona caracteristcas superficais e contra a corrosto, tls que fazem excelente smancal. Pequenas buchas ¢ anéis de encosto muitas ezes operam com filme delgado de lubrifca- go. Neste caso, podem ser feitos melhoramentos no,material do maneal para aumentar signi Cativamente sua vida, Uma bucha de metalurgia do pO porosae pgrmite que o leo penetre no ‘material. Algumas vezes tas buchas s80 apoiadas por material impregnado de 6leo para propor cionar espago adicional de armazenamento. Os mancais tm, freqUentemente, pequenas depres ses emi-esfércas para armazenagem do lubrificante enquanto a érvoreesté parada. Isto formece * Este tem uma camads de 0,20 mm do cobvechumbo em porte de ago mas 0,025 mun de babbitt base de estan, . “+ Bate tem uma camada 0,33 mm de cobrechumb em spore de go mai 0,025 mm de bait base ‘chumbe, ° LUBRIFICACAO E MANCAIS RADIAIS / 441 alguma lubrificaggo durante a partida, Um outro método de reduzir 0 atrito é fazer sulcos na ppatede do maneale enché-los com grafite ‘A Tab. 11-4 apresenta alguns materiais usados freqdentemente quando hi pouca ou ‘nenhuma lubrificagso,juntamente com informagdes sobre temperatura, carga e limites PV. 11-18 — PROJETO DE MANCAIS COM LUBRIFICAGAO LIMITE, Podese anata odetompenho de mans om hbo lini sandow a mala ice Kat) a2 f L Fo} onde ¥ = vloid peril da op, mlm, f = coeficiente de atrito temperatura do ar ambiente, °C. temperature no fro do mae, constants de poporsonaase 14 pouco ov nenhum fluxo de Iubrificante em um mancal com lnbifiaeto limite, de manera ‘que 0 calor gerado dev 21 soa pelo pps manca. Asim scontantek depended fk lidade do mancal dissipar o calor. A Tab. 1T-4 ielaciona um PY maximo de 105 Mpa. m/min. uma elevapto de temperatura de 139°C. Usando-se uma temperature ambiente de 24°C e um coeficiente minimo de atsito f= 0,02, podese resolver a Eq (11-27), obtendo-e k = 0,015. Entdo para o mancal de bronze poroso a Eq. (11-27 fica py = 9085 Ty - T) f (128) ‘Tabela 11-4 Alguns Materia ara Mancais com LubrifiagSo Limite e ses Limite de Apicsfo* Presso Temperatura Velocdase PV mismo Materiel Misime Maxima Masia Me *C)mimin. -V= Velockdade m/min) Borracha 024 66 1220 Bronze porozo 295 6 457,105 Carbone grafite a 400 eee ai) Detine 69. #2 308 63 Fendi a 2 os Ferro poroso 35 66 24 Madeie BB 6 oo as ‘alon| 69. 3 305 63 Teflon 3a 260 30 21 Teflon teforado 2 20 os Telnde teflon : a4 * 260 1525 “E.R. Boose, The Bearings Book, Cap. 4, pig: 34, Mach Dein, 13 uo, 1962 ESTAS alalatatatalatala OI IT IR EE RR PON IR LE LR WA 442 / ELEMENTOS OF MAQUINAS Limitagées de temperatura e valores para PV para outros materals esto relacionados na Tab. na, © coeficiente de arto p ser usado nas Eqs. (11-27) ¢(11-28) depende muitasvezes do ‘rau de iubrificacio e pode ser estimado da seguinte tabela: Lubrificapzo Goeficiente de atrito Pelicula mista ~ 008 Pelicula delgada oa Aseco 00 __ Nesta tabela, pelicula mista significa lubsificacdo hidrodinmica parcial ¢ limite, tal como pode ser obtida com dispasitivs de lubriticagzo por mecha ou conta-gotas. A pelicula delgada ¢ tu brificagdo limite usando graxa ou lubrificantes de deidos graxos. E a se00 significa a completa austncia de um lubrificante. Ne res PROBLEMAS. Seto 8 m2 4 ns ns ‘Um mancl radial completo tem 50 mm de comprimento¢ $0 mm de dmetro.A cara no maneal 4 de 3,0 RN ew ivore gia 11200 rpm, Lmpregnd uma folgn de 0,025 mm ¢ uma visconlade réia de 137,8 MPa, caleule a poténca de tite ‘Adguira um tivo de sev Seo favorito, de multivicosdade,e determine a vicosdide em su a ‘oratério de mbiiagfo, de acordo com as normas ASTM, Trace a cure da vtconade she ‘a em fungo da temperatura na cata da Fig. 11-11, pra us posterior. ‘Um munca de 200 mim de difmeto tem 100 mm de comprinento,suporta una cata de 33 KN © tim 2900 cpm. Usndo uma folga radial de 0,100 nim, char apoténcl de trio parson mguntes Inbrifcantes: SAE 10,20, 30 «40: Consider a tompertar de opeagio de 70°C Repits 0 Probl. 11-3, mas use um fubrificante SAE 40 ¢ as seuintes fleas radais 0,050 man: (0.075 mm; 0,100 mi; 0,125 mm; 0,150 mm. Trace una curva mostando a relagio entic 0 cool. lente de ae fle. ‘Um mancal de 75 mm de dfmetro © 75 mm de comprinentosuprta um fvoreque ira 8400 rpm, © ext sbmetio a uma carga radial de 2,7 EN. O mana €Ibrfeado com deo SAE 30, que fl ‘ars dentro do mancal uma temperatura de TO°C. A fle radial é de 0/03Smm. Calcul perda ‘detalor, © xo pels extremidades, © Mux total, «expesirssningaa da pelicula de Sco 0 scdscime dotempersui x ‘Um mancal de delizamenta de 30 me x 30 mm, soporta uma carga de3,DkNcoms vor pcando ' 3600 rpm. Ustndo Slo SAE 10 a uma temperatura de trabalho de 70°C, especie 8 Tolga ‘adil paral igual 00,562 ‘Um mancal de deszamento tom ditmetro de 78 mm e comprimento de 75 mm, A wlocidate ds Arvoe & de 420 rpm. 0 deo forecido € 0 SAE 30's uma temperatura de admit de 70°C. 0 ‘mancal suport uma capa radial de 2,7 KN e tom ums fon radial de 35jon,Caleae peréa de ‘ ne us LUBRIFICAGAO EMANCAIS RADIAIS / 443, ‘aor, © Maso plas extrembtade, 0 fx t ‘imo de temperatura. spessura minima de pelcula de Seo and ‘Um mancl de desizamento tem 32 mm de dldmetro ¢ 32 mm Se comprimento com a dre 92 ‘elocidade de 3600 rpm. O mancalsupora uma ear radial de 3 KN. A Iubrfagdo € com ico SAE 10 a unm temperature média de trabalho de 60°C, Determine fogs radial pars hie ‘mm e usa um lubricate SAE 20 « uma temperatura de trabalho de 60°C. O manca sport tea {ama de 1S KN. Caleule o calor gerado nt welocidas de 100, 2000 ©4000 rpm const ut ‘lio do resto, Sesto 119 na0 na’ mar mas nas nas) 1146 ‘Um mancal de 0 mm de comprimento © 40 mm de didetro tem um reagf0r/e de 1000. Av locidade da drvore de 1200 rpm, carga & de 2,5 KN 0 nbuifente € SAE 40 na temperate de adbsto ae 38°C. (2) Ache aespessra minima da pelicula de les temperstra ce sida do Slo (@) Determine a granden locaiagio da presto mina na pelicula, ‘Um eo SAE 60, sdmitio i temperatura de 27°C, € usado pars ibrifcar um mancal de delice mento de 150 mm de comprimento ¢ 50 mm de diimeto (Ji ==). A carga wo mancl de BEN a velociade dt drvore€ de 160 rpm. Usando a relagdo rc igual «600 ache o axéscimo de temperatura presgo mdxina ea ees minima da pelicula ce Sk. Um mancal de detzamento tem 10 mm de dimetso« 10 min de somprimente © &hbifcade com ‘leo SAE 10, na temperatura de admissfo de 50°C. A fogs radi tem 0008 mm. A wloclade da ‘evore € de 3600 mpm ea erga radial de 65 N. Ache o actésimo de temperatura do lbrifcantee ‘ espessua minima da ptfcula de Seo ‘Um mancal de deslzamento tem 30 mm de diimeto ¢ 30 mm de comprimento, A Srvote gira 3 1750 rpm ¢ a earga radial no mancal€ de 1,0 KN. A folga& de 0,02 mim, Usndo Slo SAE 30 nt temperatura de admissto de SO°C, ache o neréscino de temperatra ea espesurs mma da pelt cata de leo, Repita 0 Probl. 11-13 para deos SAE 10, 20 40 compare os resultados. Que Wbrifcante deve serunde! ‘Um manca de destcamento tem 38 mim de digmetro tem ums eagfo units. Out expect. Sica inci uma relaco de olga de 1000, uma carga radial de 25 KN na velocidad da fvore 4 1200 rpm. O mancal é ubifiado com dio SAE 40a uma tmpeatra de emis de 35°C. (f) Aches temperatura do Ske. (@) Qual a empeseun minima da pelicula do So? (6) Ache a press mixima na pelcala de So, ‘Um manca de desamentsas'60 iam de didmetro« 60 mm de comprimento & Mbifiads com ‘leo SAE 30 na temperatra de admisso de 40°C. O mancal porta oma cag radia de 4 KN. ‘Sevore tem uma elocidade de 1120 rpm. A fol ada de 45pm. Calcul (a) acsscino de temperatura temperatura média do ubifemte; (0 cocficiente de arto; (a grandes ea localiza da expessura minima da pticula deseo; {ho fhuxo pels extremities 0 faxo total {)a presfo mixima da pelicula de Soo «sus localiagSo argu (0 a posito em que trian pelea de eo, 444 | ELEMENTOS D= MAQUINAS. 4 GE) msn $A 206 wd tic meade fe. compmioe SD Blom trdinet, even no man sn tnpenton SE A a 91S rcp oma cp al $7 All un ome (@) 0 valre a localiza da expense minima da pelcus de Ske: focus (@)o coeicente de atte; (@)o Maxo lateral eo fax total de te: (@)a presstomiima da pelicula 6 So ess localiasfo: (6) pongfo em que terina a picula de Seo, (108 temperatura média do Ske Maing latraimente do mancal c 2 temperatura do oko na post ‘0 terminal da pica, 1118 Uma érvore de um mancal tem umn dlimcto de 64 ram ¢ uni comprizento de 32 mm. A érvore 4 para operarna welocidade de 1800 rpm ecarregar ua carga de 3,3 KN, Se for undo isa SAE- 20, ra temperatura de admisdo de 43°C qual ser flgn radial paracapacidade Gti dc car? Sesfo 1141, F149 Um mancal com 45 mm de diimeto © 50 mm de comprimento tem uma rau anulr stra Je ‘leo de $ mm de laura qu alimentada por Slee SAE 103 50°C 200 KPa do pres deal Slo. A folga radial de 38m. A vor 3 3000 rpm acres mdi & de 4 MPa naa projet 4a, Achar © aewiscimo de temperatura,» espera minina do filme de Sko ¢2 sina presS0 no fle. 11-20 Um motor diesel de 8 ciindros tem o mancl principal dantiz de 87-$ mm de diémetro SO mm ‘4 comprimento. © mancal ter uma ranhuraanular central de Seo de S mm d gra € abr ‘ado com 6ieo SAE 30 numa temperatura de admlsio de 80°C © uma presio de sdmsio de 145 KP. Para uma folga radia de 6Sum, um velociade do 2800 epm eama ct radial de 20 EN, ‘ca asda de temperatura espera minima da pelea See ‘Um mane de SO mm de diimetzo tem 55 mm de comprimento ¢ umn ranhuacenel anlar de ‘leo de $ mm de larg que & alimentads por leo SAE 30 a $5°C © 200 KPa de peso de ‘disso, A Tolga ial é de 42am, Avelocidade da ivore€ de 2880 rpm ea cara no Manel de TORN. Achar 0 acrésimo de temperatura do brificante, 0 flxo total de ko ea cspessure min sad pelicula de Slo. ea 12 ENGRENAGENS CILINDRICAS RETAS canis de movineso rotate de um sino pre oto aco ut ds mi quia yu sc poom imag A engage const a Jos melhores dete 0 tages ps ea ani, rete cna qr egengen d um dren de atm, por exp, poss ancora por 150.00) guts ou mat ane enceinem aaa, ando Trcanaonumao rede engenanentsov de oli cmejao roar Ofer 0 frojto e+ ven esa engages ent ie ea nel As es, el sre afo agian como toms surent esnohdoo pot, aes e+ hic de ebgengrs peu ops ate cmun ne ns mtr gs ¢ crm poi eens epee pol red cso engeagns ee seen ect dinar eet dacneanara, Ete coma pr tod tos tbc npennen Tae sles open poser apiada aes Este capitulo consiste essenciaimente de quatro partes: 1. A cinemitica de dentes de engrenagem e trens de engrenagem. Nesta parte aprender-e-4 algo sobre a forma do dente de engrenagem, junto com os problemas causados por esta forma ¢ 0 que fazer em relagéo a eles. Também aprenderse- scbre arazdo de velocida- des de visas espécies de trens de engrenagens. Osestudantes que jé tveram cursos dé ‘mecanismos ou cinemética de méquinas devem usar esta parte do capitulo como uma revisto e uma referéneia para a nomenclatura de engrenagens e depois prosseguir para asoutras partes, 2, Aandlisecinétiea de engrenagens¢ tens de engrenagens. 3. 0 projeto de engrenagen baseado na resisténcia dos materiis usados, isto 6,» determi- ‘nado do tamanho das engsenagens. 4,0 prijeto de engrenagens baeado em consideragbes de degaste, ‘Mesto com as engrenagens representando um alto nivel de ralizgfo em termos de enge- ‘ nara, os métodos de projeto tm mudado rapidamente nos Gltimos ancs, devido, posivelmen- te, 20 uso do computador, Comissses compostas de autoridades no campo de engrenagens = 01386 ieuss 8) he coay tbe wre 2a = RRRR RF RAR AAA 446 / ELEMENTOS DE MAQUINAS revéem ¢ mudam constantemente 0s cbdigos de projeto. A intengZo aqui ndo é a de apresentar tums. abordagem de padronizacio que poss tornar-se obsolets em poucos unos, mat. 40 contri- rio, preparar o leitor em relagdo aos fundamentos, usando sua experiéneia de projeto jé adquir dda nesta altura. O letorestard apto a ler, compreender e utilizar os cBdigos de projeto existe tes. E muito mais importante apresentar aqui 0 assunto, de maneia a capacitar 0 leitor apart cipar do desenvolvimento de eddigos de proto no Futuro 12-1 — NOMENCLATURA same engrenagenscilndrcas retas para a transits de movi cixos paallos os denes sf retose paralelos 20 eixo de rotagto. ‘A terminologia ds dents de engrenagens est iustradana Fig 121 ealgumas definigies so as sepuntes: Cheunferéncia primitive & uma ctcunfertncia teérica sobre a qual baci tot os cdculos. As ctcunferéncasprimitvas de un par de engenagens acopladas s80 tangents. Um pinhdo & 1 menor das duasengrenagens em contato, A malor chama-se,gealmente deengrenager © paso troup. $ 0 comptimen entre dois fancos homélogos conecutivos. Assim, o paso frontal & igual Som da expesuro ‘Srortal€ & va Frontal.” (© mddulo_m é 2 razio_enlse 0 didmetro primitive e 0 nimero de dentes, expresso em rmilinctios.@ médul india otamanho do dent no Sistem lnteenaciona (SI). (© “diameral pitch” P€ «raz entre 0 nimera de denes da eng vb. Concitualmente,é o inverso do médulo, Como o“diametral pic to rotativa entre usado somente Folgado fondo do dente! Zaredendarerad reunfertcle Fig. 121, Nomenciatun de dente da engremagens, ito do arco da ciscunferéncia primitiva, compreendid_ [ENGRENAGENS CILINORICAS RETAS / 447 A altura da cabepa ow saligncia h é a distancia radial ente a circunferéncia de cabegae a circunferéncia primitiva, A altura de pé ou profundidade hy 6a distincia radial entra crcunferéncia de pée a cir- cunferéncia primitiva ‘altura de dente h, € soma da aura de dpf'com a ata de pe 1A folea no fundo do dente ¢ & a distancia, sobre a linha de centros, entre a superficie de é de uma engrenagem ¢ a superficie de cabeca da engrenagem conjugada, 0 jogo primitive j, € 0 comprimento de arco medido sobre a eircunferéneta primitiva que exprime a diferenca entre um vio frontal de dentes de uma engrenagern e a espessura frontal do dente da engrenagem conjugda O leitor deve provar por si mesmo a validade das seguintesrelagesiteis; ? i can ~.J onde jiametral pitth”, dentes por polegadas* 2° nse de tents = iimetoprnitivo, em poegada, Be ee sled J aa) onde médulo, mm L dimeto primitivo, mm. (za) conde Py = pasto front (124) 122 - AGAO CONSUGADA ‘A apresentacto seguinte considera os dentes com formato perfeito, absolutamente righ dos perfeitamentelisos. Tl suposicdo, naturalmente, nfo cormsponde & realidade, devido as limitagbes das. méquinas usadas para gerar os dentes ¢ porque a aplicagfo de forges-causaré eflexses. ‘A agio de dois dentes em contato para produgzo de movimento rotativo é semelhante & ago de cames ¢ seguidores. Quando os perf de dentes, ou de cames, sfo projetados de modo «8 produziren ums azfo‘constante de velocidades angular durante 0 engrenamento Ou scopl: ‘mento, dizse que tém apdo conjugada. Teoricamente, pelo mens, é possfel selecionar arbitra: * Nota Go Tadutor — 0 “dametal pitch” Palo 6 objeto de pedeonzao nat normas braless. 448 | ELEMENTOS DE MAQUINAS riamente qualquer perfil para um dents e ento determinar um perfil para o dente com o qual serf engrenado e possibiitar apfo conjugada, Uma dessa solugtes & 0 perfil eolvental, o qual, com poucas excegGes, 6 de uso universal para dentes de engrenagem e é 0 nico que serd aqui abordado. Quando uma superficie curva empurra outra (Fig. 12-2), 0 ponto de contato situr-se no ponto de tangéncia comum as duas superficies (ponto c) e as forgas, em qualquer instante, situam-se sobre a normal comum ab as duas curva. A reta ab, representando a diregfo das for 25, chama-se linha de apdo, cruz a linha de centros 0-0 em um ponto P. A razio de velocida- es angulares entre as duas pocas & inversamente proporcional sos seus raios medidos até 0 onto P. As circunfeséncias que passam pelo ponto P, com centros nos pontos O, chamam-se Circunferéncias primitives 08 raos de cada uma sf0 08 raios primitivos. O ponto P & chamado e ponto primitive. Para a transmissfo de movimento a uma razfo constante de velocidades angulares, 0 pon- to primitivo deve permanecerfixo, isto ¢, todas as linhas de agSo para cada pontoinstanténeo de contato deve passar pelo ponto P. No caso de um perfil evolvental mostrar-e-4 que todos os pontos de cantato ocorrem sobre a mesma linha reta ab, que todas as normais 208 perfis dos entes nos pontos de contato coincidem com reta ab, assim, que todos esses perfistransmi- tem movimento de rotagto uniforme. 123 ~PROPRIEDADES DA EVOLVENTE Podese gerar uma curva evolvental conforme indica a Fig. 1232. Prende-se uma aba B em ‘um clindro A, em tomo do qual enrola-se uma corda def; mantémse a corda esticada. O ponto sobre a corda representa um ponto tragante e a medida que enrolae desearola a corda em torno do cilindro, © ponto,b descreveré a curva evolvente ac. O raio de curvatura da evolvente varia continuamente, sendo zero no ponto 4 © méximo no ponto e. No ponto b o raio 6 igual 4 disténcia Be, porque o sepmento de gira instantaneamente em toro do ponto e. Assim, linha geratriz de & normal a evolvente em todos os pontos de Intersego e, 20 mesmo tempo, ENGRENAGENS CILINDRICAS RETAS / 449 sempre tangente ao cilindro A. A circunferéncia em tomo da qual a evolvente & gerada chamase circunferéncia de base. ‘Deve-se examinar agora o perfil evolvental para se verificar © cle satisfaz as exigdncias ‘para a transmisséo de movimento uniforme. A Fig. 12:3b mostra duas engrenagens com 0s cen. ros fixon em O, ¢ 0, ¢ circunfertaciasdebasecujosrsio respectivossto Oya e Ob, Imaginase ‘agora que uma corda esteja enrolada em tomo da circunferéacia de base da engrenagem 1, n0 sentido horéro, esticada entre os pontos a eb e enrolada, no sentido anti-hordio, em tomo de ircunfeséncia de base da engrenagem 2. Se, agora, ax cicunferéncias de base girrem em seat. dos contrévios de modo a manterem a corda esticada, um ponto g sabre a conda descreverd as evolventes ed sobre a engrenagem 1 e ef sobre a engrenagem 2. Fig. 1253 (0) Gerngo de uma evens; (2) ago evohental As evolventes sfo assim goradas simulteneamente pelo ponto tragante, O ponto tracante repre- senta, portanto, o ponto de contato, enquanto a parte ab da corda 6a linha geratrz. O ponto de contato desloca-se ao longo da geratriz, a qual no muda de posgfo porque ¢ sempre tangente 4s circunferéncias de base © como a geratriz sempre normal as evalventes no ponto de conta ‘to, cumpree a exigéncia para a transmissio wniforme de movimento, 12-4 FUNDAMENTOS Entre outras coisas, € necesirio que 0 leitor esteja apto realmente a tragar os dentes de um par de engrenagens em contato. Devese compreender, entretanto, que nfo é necessicio esenhar dentes de engrenagens para fins de fabrlcagfo ou de reparagio. Ao contriro, dese. ‘nham-e dentes de engrenagens visando a compreensio dos problemas decorrentes do eagre. ‘namento de dentes de um par de engrenagens. Primeiro ¢ necessirio aprender como construir uma curva evclvente, Conforme indica a Fig. 12-4, dividese a cireunferéncia de base em um niimero de partes igus ¢ trims linhas radiais Odo, OAy, OAz etc. Partindo de Ay, constroeme a8 perpendiculares A,B, A,B, ABs etc. Ent, marcamse a distincia AyAg na diregto A4B,, dvas vezes a distincia AyAy na diregso 2B, ete. produzindo pontos pelos quais constrbise a cura evolvente. APRA rene rn ner ea 450 / ELEMENTOS DEMAQUINAS Para se investigar 0s fundamentos da agfo dos dentes de engrenagens deve-se examinar asso a pzsso 0 processo de construgzo de dentes de um par de engrenagens. Quando duas engrenagens estio acopladas, suas citcunferéncias primitives rolam uma sobre a outta sem desizamento, Designando os raos primitivos por r, er: € as velocidades an clivamnente, a velocidade linear na circunferéncia primitiva sera Assim, a relagZo entre 0s raid eas velocidades angulares é ae ans) or ” Supondo agora que se deseje projetar um Fedutor de velocidade tal que a vlocidade de ‘ja 1800 rpm e a de saida, 1200 rpm, a razdo de velocidades sera 3:2, e 08 diameteos prin vos deverdo ter « mesma razio, por exemplo, um pinhio de 100 mm de diémetro movendo ‘engsenagem de 150 mm de didmetro. As diversas dimensSes encontradas em engrenugens slo bbaseadas sempre nas circunfertneias primitivas. ony ‘Creunfertncls oe pe {Circuntercl primitive CGircunfertcia Ge base Circunertcia de eabece Cireunterbcie pita Hb circantertnca de bose ENGRENAGENS CILINORICAS RETAS / 451 {A seguir especificase um pinhfo de 18 dentes que deve acionar uma engrenagem de 30 dentes, endo o médulo do par ual a 12mm, Pla Bq (122) os didmetros primitives do pinifo eda engronagem sr, repectivanente, Pe dy =m2f =(12)(18) = 216 mm, Ciroutertnci Fig. 127 Gabarto para dsenho de dentesde engrensgem. (© primeiro passo no desenho de dentes de um par de engrenagens acopladas est apresentado na Fig. 125. A distincia entre ebxos € a soma dos rios primtivos, nest caso 288 mm, Marcam-se nto os centros O, e Os afustados de 288 mm. Tragame as citcunferéncias primitivas de raios 7 € Fa, tangentes no ponto P, ponto primitvo, Em seguida, traga-e2 linha ab, tangente comum, pelo ponto primitivo. Designs-e agora a engrenagem 1 de motorae, como est girando no sen- ‘ido antihorério, tragése uma linha ed pelo ponto P fazndo um éngulo a com a tangente comum ab. A lisha ed tem ts#s nomes, todos usados normalmente: linha de press, linha gera tr eine de lo. Represata + drgio em qu + fre rentante aa entre asengreages. © aula chunnse dul de presi frontal, ualmente, tear vores Ge 20° ou 25", enbo- aj teoha uiado 145°" ‘A soir, em cada engrenagem trage-se uma circunferéacia tangents linha de ao, So as ‘heunferenclas de bee. Sendo tangeates Aha de fo, ingulo de press frotal determina ‘os seus tamanhos.Da Fig. 126, rio da cicunfertcia de base € cae (26) ‘onde r € 0 aio primitivo, | “No R. ~ Oantor refered prio americans. 452 | ELEMENTOS DE MAQUINAS ‘Agora, pode-se tracar uma evolvente em relacdo a cada circunferéncia de base, conforme escrito previamente e mostrado na Fig. 125. Esta evolvente deve ser tragada para um lado de lum dente da engrenagem. No € necessiro tragar outra curva paia’o-outro lado do dente por. (que pode-se usar um gabarito que invertido possibilitar 0 tragado do outro perfil. ‘As alturas de cabega hg € de pé hy, para dentes padronizados intermutéveis, sf0, como ‘ser visto adiante, me 1,2, repectivamente, Portanto, para o par de engrenagens em questio, hom Usando estas dimensbes, tragamse as circunferéncias de cabeca e de pé do pinto e da engre nagem, conforme mostra a Fig. 12-5, ‘Em seguida, usandose uma folha de papelio, ou, de preferéncis, uma fotha de plistico claro de 04 a 0,5 mm de espessura, corta-s um gabarito para cada evolvente, tendo-s 0 cuida do de localiza’ os centros das engrenagens corretamente em relaglo a cada evolvente. A Fig. 12-7 6 uma reproduedo do gabarito usado para criaralgumas das iustragbes dese ivr. ‘Observase que hé somente um lado do pesfil de cada dente no gabarito, Para obterse 0 outro Jado inverte-se 0 gabarito, Para alguns problemas pode ser necessiio construir um gabaito para. 0 dente completo. 2mm 12m = 144 mm Pinto Circunterénci ot Circntorncl 0 base Gireunernci primi hrcunfornein te eee | Cremer Fig. 128 Acfo dos dents, Para_se desenhar um dente deve-se conhecer a sua espessura frontal. Da Eq, (124) 0 passo frontal é Pp = xm = (12) = 37,7 ry ENGRENAGENSCILINDRICAS RETAS / 453, Portanto, a espessura frontal € a Fe 8.85 mam : soda TE = 158s, ‘medidos sobre a circunferéncia pimitiva, Usando-sé est valor paras espessura frontal do dente ‘asim como para o vio frontal, pode-se desenhar tantos dentes quantos desejados, usando-se 0 ‘tbarito, depois de marcarem-4e 0s pontos sobre a circunferéncia primitiva. Na Fig. 128 dese- ‘nhou-se apenas um dente em cada engrenagem. Pode-e fe alguma dificuldade no tragado desses = pcre azn ENGRENAGENSCILINORICAS RETAS / 455 canes em # Guta, no ponto primitvo Assim, as circunferéacas primitivas de duss enre- ‘Bagens realmente s6 vém a existir quando elas se engrenam, (fara da distinci entre eixs do tm efeito sobre as clanfeéncas de base porque ‘Stas foram usadas par gerar 0s pefis dos dents. Assim, a ctcunferéneis de base é luatonte Fug ma engrenagen. Aumentando-seaditinci entre eixos aunentess 0 ingulo de presto fiontale dininuise 0 eomprimento da linha de ag40, mas os dents continuam corjugcior es ‘Sxitncia para transmisfo uniforme de movimento fica ainda satel, razo de velocidad sngulaes ovata. Q3 rain den erumjer?noss de bere ote ee = EXEMPLO 124 Uma aansmisio conte de um pinhSo de 16 dentesacionando una engremgem de 40 dente © ‘pidue ds enernagns ¢12 cs atu de cabeea cde pest re 2m. rajetanente ene slo usinadsswsando-se um dgule de peesso ont de 20" {2 Cateuaro paso frontal a distinc cnt ctos os rls das cianfednis de base (©) Na montagem desis engenagens, a distncia entre eto fou ¢ mum mos do ea pvr, {Calcul oF novos valores para oSngulo de pressofrontal diémetoeprmatves, soLugao, « Pr = em = 012) 17,10 am, esp, (0 dtimetospunitvo do pin eas engrenagem sf, respectivamente, asi 2mm dy (40) (12) = 480 mm Portto, a dténca onze cinosé itd, 1924480) 36,00 mm, 7 0 Resp. ‘Sau ot dentes foram unas com um Angulo de presfo onal de 20°, dterminase ot rie dst ce sunfertneias de bse, usando-w 7h ~ cos ", (inbo) = 96 008 20° = 90.21 mm Resp. 7p, (orarenagem) = 240 c08 20° = 225,53 mm Resp. ©) Desgnandows 4 ©; como os mows diimetosprimitnos, ou sl, dimetosprimithos de un ‘ionamento,o scéscino de 6 mi na distinc cate ein exer a ate = 33600 + 600 = 342,00 mm o A ‘Também,a ranfo de welocitadesarguares nfo vai, ago a ® 460 / ELEMENTOS DE MAQUINAS. Resonendowe a equages (1) (2) simultanearpente, obéanae f= 19843mm a = 488,57 om Resp Como ry = F208, 0 novo dngul de pesto frontal er eon sais 8 ‘Aco de aroximaso, vy ‘Atco de sara vy Fg. 12411 Definigfo da ao front de transmis, 125 — RAZAO FRONTAL DE TRANSMISSAO ‘A Fig. 12.11 mostra a regio de contato de duas engrenagens acopladas, Relembra-se que ‘©-contato entre dentescomegae termina nas interseges das duascicunferéncias de cabega com a linha de ago. Na Fig. 12-11 0 contato inicia-se ema e termina em b. Os pefis dos dentes tra. gados por estes pontos eruzam a circunferénciaprimitiva em A e B, respectivamente. Conforme Indicado, a distincia AP chanta-e de arco de aproximapto yy €a distancia PB de arco de fasta. ‘mento vy. A soma deste 0 arco frontal de transmissd0 ‘Agora, consdere- a situagdo em que o arco de transmisio sea exatamente igual 20 pas $0 frontal, isto 6, 4 = p, Isto significa que um dente e um vlo frontal ocupardo por inteito 0 arco AB. Em outras pala, quando um dente estiver no inicio do contato ema o dente prece- dente estard simultaneamente, terminando o contato em b, Portanto, durante a transmissf0 de 46}, haverd exatamente um par de dentes em contato, ‘A seguir, considerese 8 situaglo em que © arco de transmissSo seja malor do que 0 passo frontal, porém, nfo muito maior, por exemplo vg 1,2P. Isto significa que quando um par de