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A Lei de Deus - Os Dez Mandamentos

A Lei de Deus - Os Dez Mandamentos

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A LEI DE DEUS

Ex. 20 – 24. Para entender a passagem. Os dez mandamentos foram entregues no contexto de renovação da aliança de Deus com o seu povo. A "aliança" é um tema desenvolvido em toda a Escritura Sagrada, tanto do Velho quanto do Novo Testamentos. O ensino bíblico é o de que Deus estabeleceu uma aliança com o homem no Éden. E em virtude da infidelidade do homem à aliança, em alguns momentos específicos da história, Deus confirmou-a. O que temos nos capítulos 20 a 23 de Êxodo é uma ocasião em que, depois de manifestações de infidelidade e rebeldia por parte do povo (Êx 17), Deus renova a sua aliança. Pode-se dizer que este episódio possui uma dupla importância. 1) Importância civil - Uma legislação própria é um dos elementos essenciais para a existência de uma nação. Portanto, a entrega da lei é parte do estabelecimento da nação de Israel. 2) Importância espiritual - Mais que a entrega daquela que seria a base para a lei civil de Israel, os dez mandamentos dizem respeito também à aliança de Deus com o seu povo indistintamente. INTRODUÇÃO Uma das mais centrais diferenças do cristianismo e as demais religiões, ou filosofias de vida modernas, é o fato de que ele é absoluto e exclusivista. O cristianismo reclama para si o fato de possuir a revelação escrita de Deus que é norma para todo homem. No entanto, há cristãos que não compreendem bem a lei de Deus na Bíblia, e, por isso, ora querem exigir menos do que ela exige do homem, ora querem exigir mais. Por isso é importante compreender esta questão. Por que vivemos numa sociedade tão marcada pela perversidade, violência, imoralidade, e tantos outros males? É certo que a origem última de tudo isto é o pecado, que em virtude da rebeldia contra Deus, contaminou o homem, e seus empreendimentos. Mas não se pode negar o fato de que um dos instrumentos utilizados pelo pecado para que isto aconteça é a negação de valores absolutos. Um dos fatores que colaboraram para que a nossa sociedade vivenciasse tantos absurdos como os vistos atualmente, foi o ensino de que valores morais são meramente individuais ou convencionais, mas não absolutos. E possível falar em valores absolutos? Existem normas que são aplicáveis a todas as épocas e lugares? O que Deus quer de nós? É a lei de Deus revelada na Bíblia, aplicável hoje em todos os seus aspectos? Essas são algumas das perguntas que motivam as duas próximas lições. O objetivo desta primeira é apresentar uma distinção importante entre os diferentes aspectos da lei de Deus e se concentrar nos primeiros aspectos, civil e cerimonial. Na próxima lição analisaremos o aspecto moral da lei de Deus e sua relação conosco. I. A IMPORTÂNCIA DO ENTENDIMENTO CORRETO

Existem dois perigos. O legalismo, quanto a liberalidade em relação à lei de Deus possuem a mesma fonte, a impossibilidade de cumprir a lei divina e a necessidade de satisfazer-se com relação a ela. A única saída, tanto para um extremo, quanto para o outro, é depositarem Cristo nossa confiança de salvação. Ele nos livra do legalismo, por que cumprir ia lei em nosso lugar, e nos livra da liberalidade, porque nos deu o exemplo para seguir.
Entender corretamente a lei de Deus possui implicações práticas profundas em nossa vida. Nossa visão da mesma afeta como nos relacionamos com Deus, e como nos relacionamos conosco mesmos.

Dois extremos precisam ser evitados, quando tratamos deste assunto.
1) O legalismo — É o entendimento de que a lei de Deus se aplica aos dias atuais em todos os seus aspectos, e que a obediência à lei é o meio de alcançar a salvação. O legalismo tende a conduzir o homem a dois extremos: desespero ou superficialidade. Se sincero, um legalista se decepcionará profundamente consigo mesmo e sua incapacidade de obediência perfeita.

Pode-se citar como exemplo todo o sistema de punições contra os crimes cometidos no estado judaico (Dt 21. III. Uma divisão consagrada no meio teológico é: A.10-16) e preservação da terra (Lv 25. II.1). de que sua descendência seria numerosa e se estabeleceria numa terra entregue pelo Senhor (Gn 15). Esse processo de caminhada em direção à terra era parte do cumprimento das profecias feitas a Abraão. E digno de nota que o Senhor Deus entregou a sua lei num ambiente de seriedade e respeito. Faz-se necessário. com o propósito de regulamentar a vida civil no estado teocrático de Israel.28). sem aplicação atual em qualquer um de seus aspectos.16). que comumente caracteriza os encontros de Deus com seu povo na Escritura Sagrada.Por outro lado. a entrega da lei é parte do estabelecimento da nação de Israel. O CONTEXTO Os capítulos 20 a 23 de Êxodo. relâmpagos. não beber. sobretudo no Antigo Testamento. Tal episódio é parte da abrangente história da redenção. eletrodomésticos e etc. A lei civil Os diferentes aspectos da lei de Deus estão irrter-relacionados. A lei civil de Deus. A atenção para o fato de que a lei de Deus é muito mais profunda do que simples atitudes externas. fogo. Portanto. tamanho do cabelo. está sustentada por um aspecto eterno da lei moral de Deus. Tal atitude é comumente justificada com a afirmação paulina de que não estamos mais debaixo da lei. havia sido liberto por Deus e estava sendo guiado por ele para a terra prometida. Todas essas coisas são simples de fazer. sob pena de morte (Êx 19. deve-se ao não entendimento dos diferentes aspectos da lei de Deus. e forte clangor de trombeta (Êx 19.12).21 -22). pode-se dizer que este episódio possui uma dupla importância. 2) Importância espiritual — Mais que a entrega daquela que seria a base para a lei civil de Israel.Se não. Essa segunda tendência é a de reduzir a lei de Deus a atitudes externas fáceis de obedecer para permitir satisfação (não cortar cabelo. tomar conhecimento desses diferentes aspectos da lei de Deus. bem como as leis referentes à propriedade privada (Lv 25. portanto. os dez mandamentos dizem respeito também à aliança de Deus com o seu povo indistintamente. dizem respeito a um momento importante da vida do povo de Deus. diz respeito aos preceitos divinos entregues ao povo de Israel no Antigo Testamento.18-21).. não jogar e etc). não assistir tv. para que não sejamos levados a incorrer nestes erros. por exemplo. tais como o estabelecimento de limites espaciais. a revelação da vontade de Deus para toda a humanidade. ou dos diferentes tipos de lei encontrados nas Escrituras Sagradas. escuridão. A entrega da lei também é parte do cumprimento da promessa. fumaça e tremor do monte (Êx 19. e sim da graça.1-4). trovões. A vontade de Deus para nós é muito mais profunda e difícil de obedecer do que o uso de roupas. 1) Importância civil — Uma legislação própria é um dos elementos essenciais para a existência de uma nação. . portanto. e etc. a pureza de coração (Mt 6. o não entendimento correto da lei de Deus pode levar à idéia de que a lei de Deus somente tinha validade normativa para os crentes do Antigo Testamento.19). Mas a lei de Deus exige o perdão (Mt 18. Foi no contexto de eventos graves. não usar calça. compreender a lei de Deus corretamente. que o Senhor entregou sua lei a Moisés. OS DIFERENTES ASPECTOS DA LEI DE DEUS Muito da má interpretação das leis de Deus. A lei civil. revela a gravidade e seriedade deste momento. Tal ambiente criado pelo Senhor. 2) A liberalidade . ele tenderá a reduzir o padrão de Deus para se sentir satisfeito. pois consistiu na entrega da lei divina ao homem. analisados nesta lição e na posterior. Sendo assim. não fumar. também conhecida como judicial. e a purificação do povo por dois dias (Êx 19. Deus havia prometido que haveria de se relacionar com a descendência de Abraão de forma que ele seria seu Deus e ela lhe seria por povo (Gn 17.7).7). Devemos. a pureza de olhos (Mt 5. A lei é a norma divina que estabelece os princípios para o relacionamento do povo com Deus. O mesmo havia permanecido por cerca de 400 anos como escravo no Egito.

Leis a respeito da sexualidade (Êx 22.18). as perfeições de seu caráter nas quais se baseiam os mandamentos são imutáveis também.1-2) E as festas religiosas (Lv 23).19).16-17. Esse aspecto da lei de Deus envolve a vontade absoluta de Deus para o homem. Através da lei cerimonial Deus ensinou de maneira palpável e profunda a majestosa santidade de Deus. dentre a qual está os dez mandamentos. Ofertas diversas (Lv 2. A lei cerimonial de Deus fora instituída por ele para regulamentar a vida religiosa do povo de Israel no Antigo Testamento e ensinar de forma didática ao seu povo.28-31). Essa é a razão pela qual se pode dizer que os dez mandamentos revelam a vontade atemporal e absoluta de Deus. A lei moral O terceiro aspecto da lei de Deus envolve todos os preceitos divinos que são absolutos e atemporais. ou para deixá-los inescusáveis e sob a maldição do pecado.2-11).1-9).1-24). sobretudo à visão. o mesmo foi plenamente cumprido e perdeu sua razão de ser (Hb 8. revelada nas Escrituras Sagradas. . por sua vez diz respeito a todo o sistema sacrificial e ritualístico que normatizava a vida religiosa do povo no Antigo Testamento.1-15). Leis a respeito da feitiçaria (Êx 22. durante a sua infância. Gl 5.5) ou bens vindouros (Hb 10.12-36). B. se continuarem nesse estado e caminho (pergunta 96). em qualquer lugar ou período histórico. Leis a respeito da vida humana (Êx 21. o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. C. Cristo Jesus e sua obra. a lei de Deus sob a qual estão todos os homens.4-6. Leis a respeito das demandas judiciais (Êx 23. Leis acerca da relação com Deus (Êx 22. Deus ensinou o seu povo no Antigo Testamento apelando para todos os seus sentidos. Leis a respeito das festas religiosas (Êx 21. Assim como costumamos ensinar às crianças apelando a todos os seus sentidos.2).1). Leis a respeito dos pobres (Êx 22. Sob todas essas e as demais leis civis estabelecidas posteriormente estiveram todos aqueles que viveram no estado teocrático de Israel no Antigo Testamento.20. Esse aspecto da lei de Deus inclui dentre outras coisas: todas as normas referentes à preparação dos sacerdotes (Lv 21. Leis a respeito da propriedade (Êx 22. A lei cerimonial A lei cerimonial.14-19). tal sistema cerimonial era como sombras das coisas celestes (Hb 8.10-12). A utilidade da lei moral é dupla. O fundamento da lei moral de Deus é o seu próprio caráter. Sendo Deus imutável em seu ser. Sendo assim. Ou seja. Na linguagem do autor da epístola aos hebreus. e a conseqüente necessidade de redenção por meio do Messias prometido. Segundo o catecismo maior de Westminster a lei moral é de utilidade aos homens não regenerados para despertar as suas consciências a fim de fugirem da ira vindoura e forçálos a recorrer a Cristo. uma vez que a realidade profetizada neste aspecto da lei se fez presente. Leis a respeito do descanso (Êx 22. a verdade redentora do evangelho. Os sacrifícios (Lv 1).21-27).Os capítulos 21 a 23 de Êxodo estão repletos de leis civis proferidas por Deus que podem ser assim divididas: Leis a respeito da escravidão (Êx 21. a completa impureza humana.

a lei civil auxilia o leitor bíblico na compreensão de outros textos bíblicos. de maneira nenhuma! Antes. As leis civis e cerimoniais servem hoje de exemplos para ensinar princípios eternos.. mas para cumpri-la (Mt 5. em lugar e para bem deles. por sua vez.17). a lei dos mandamentos na forma de ordenanças. . diz respeito ao aspecto moral. como regra de sua obediência (pergunta 97). Resta-nos. Como brasileiros vivendo no século XXI estamos sob as leis brasileiras atuais.27). por ter sido dada diretamente pelo próprio Deus é sustentada pela sua lei moral. A VALIDADE DO ASPECTO CIVIL E CERIMONIAL DA LEI Vimos anteriormente que nós hoje não estamos mais sob a obrigação de obedecer aos aspectos civil e cerimonial da lei divina. a lei pela fé? Não. se reportou aos dez mandamentos (Tg 2. O próprio Apóstolo Paulo. em que os mesmos condenam o povo pela quebra da lei. ela possui validade: a) Validade histórica: A lei civil é útil para mostrar-nos a organização da sociedade judaica teocrática. A ABOLIÇÃO DA LEI X A PERMANÊNCIA DA LEI O Novo Testamento fala tanto de uma abolição da lei. na mesma carta aos efésios. Escrevendo aos efésios. e assim provocá-los a uma gratidão maior e a manifestar esta gratidão por maior cuidado da sua parte em conformarem-se a esta lei. Devemos nos lembrar que nem tudo o que foi revelado possui um aspecto normativo direto. A permanência da lei.2-3). por exemplo. IV." (Ef 2. Por isso. Pode-se dizer que também não mais estamos sob a responsabilidade de obedecer às leis civis.31). Tiago. V. Se hoje não estamos mais sob a obrigação de obedecer aos aspectos civil e cerimonial da lei divina.Com respeito aos homens regenerados. Elas dizem respeito a uma época e um local específico. apontando posteriormente para os dez mandamentos (Mt 5. quanto da permanência da lei. Já escrevendo aos romanos.. As narrativas. se reportando aos dez mandamentos: Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa) para que te vá bem. responder uma última pergunta. ordenou aos filhos que cumprissem o mandamento da obediência aos pais. pois. Paulo afirma que Cristo "aboliu. Em segundo lugar. E mesmo o Senhor Jesus. A lei civil de Israel. a abolição da lei se refere ao aspecto cerimonial da mesma. ao olhar para as leis civis é possível extrair princípios espirituais eternos. ele faz no contexto de um debate com os judaizantes. Os escritores do Novo Testamento chamaram a atenção para o fato de que a lei moral de Deus não foi abolida.15). ensinam princípios eternos por meio de exemplos. um grupo de judeus cristãos que desejavam estabelecer como condição aos cristãos gentios a observância ao cerimonialismo judaico. a utilidade da lei moral é lhes mostrar quanto devem a Cristo por cumpri-la e sofrer a maldição dela. e sejas de longa vida sobre a terra (Ef 6. qual é a validade da mesma hoje? Por que as mesmas foram registradas? Qual a utilidade do registro das mesmas na Escritura Sagrada? 1) A validade da lei civil Embora a lei civil de Israel registrada no Antigo Testamento não tenha validade normativa para a igreja hoje. Normalmente. confirmamos a lei (Rm 3. a lei civil revela-nos princípios espirituais divinos que são absolutos. e não sob a lei civil de Israel. portanto. quando o Apóstolo Paulo fala da abolição da lei. tratando do dever da obediência à lei de Deus. o mesmo Apóstolo conclui: Anulamos. na sua carne. b) Validade didática. Desta forma. c) Validade reveladora: Além disso. sobretudo na epístola aos galatas (Gl 3.21.10-13). se levarmos em conta a distinção entre os aspectos da lei de Deus exposta acima. sobretudo textos dos profetas. afirmou que não viera para revogar a lei.8-12). Como compreender esta aparente contradição? Ela somente pode ser compreendida.

apontava para a necessidade de um mediador perfeito para expiar os pecados. Ela foi o meio didático usado por Deus para ensinar o seu povo verdades profundas. e são a expressão da vontade de Deus para toda a humanidade. a) Validade histórica:A lei cerimonial é útil para mostrar-nos a organização da vida religiosa do Israel teocrático. 2)A validade da lei cerimonial Assim como não estamos mais sob a obrigação de obedecer a lei civil de Israel no Antigo Testamento. assim. Os dez mandamentos podem ser vistos como uma síntese da lei moral de Deus. Os DEZ MANDAMENTOS Ex. Para entender a passagem. e o derramamento do sangue do mesmo em favor do ofertante. somos levados a considerar que Deus tem em alta consideração o princípio de autoridade. A transferência da culpa para o animal.20: 1 – 17. CONCLUSÃO Quando não compreendemos corretamente a lei de Deus e seus diferentes aspectos tendemos a nos relacionar de maneira equivocada com a mesma. olhando para a lei cerimonial essas verdades nos são ensinadas de maneira figurada. revelavam a necessidade de redenção e a promessa do envio do cordeiro de Deus. não lhes dá ouvidos. ainda castigado. uma vez que a mesma apontava para o Messias que já se fez presente. todos os homens da sua cidade o apedrejarão até que morra. A proibição de apresentar-se diante de Deus de mãos vazias (sem sacrifício) apontava para distancia existente entre o Deus santo e o homem pecador. Vimos que os dois primeiros aspectos não possuem mais validade normativa. c) Validade reveladora: Além disso. os dez mandamentos dizem respeito também à aliança de Deus com o seu povo indistintamente. seu pai e sua mãe o pegarão. Nesta lição aprendemos que a lei de Deus pode se dividir em três aspectos: civil. Então. também não estamos sob a obrigação de obedecer a lei cerimonial. a lei cerimonial revela-nos verdades profundas sobre a relação de Deus com o homem. a lei cerimonial também possui validade atual. e lhes dirão: Este nosso filho é rebelde e contumaz. não dá ouvidos à nossa voz. todo o Israel ouvirá e temerá (Dt 21. Mais que a entrega daquela que seria a base para a lei civil de Israel.18-21). e a epístola aos Hebreus. A pureza do cordeiro. e é de grande valia para o leitor bíblico na compreensão de outros textos. ora à liberalidade Há muitos cristãos hoje que se encontram nesses extremos. Os dez mandamentos foram entregues no contexto de renovação da aliança de Deus com o seu povo.Tomemos como exemplo a lei que diz: se alguém tiver um filho contumaz e rebelde. dentre eles os livros proféticos. Assim. No entanto. e o levarão aos anciãos da cidade. assim como a lei civil tenha validade atual. cerimonial e moral. histórica e reveladora. que não obedece à voz de seu pai e à de sua mãe e. mas possuem validade didática. à sua porta. b) Validade didática: A lei cerimonial é válida também no sentido de que nos ensina sobre o culto do povo de Deus no Antigo Testamento. é dissoluto e beberrão. ora somos levados ao legalismo. eliminarás o mal do meio de ti. O fundamento . embora não normativa. Quando olhamos para esta lei civil de Israel e verificamos que Deus tratou no passado de maneira tão dura a rebeldia.

hoje as coisas já mudaram".32. condicionada à sua aceitação. ou seja. E em virtude da infidelidade do homem à aliança. em seguida temos o prólogo histórico ("que te tirei da terra do Egito"). Este episódio de renovação da aliança é útil para nos ensinar alguns importantes aspectos da aliança de Deus com o seu povo.da lei moral de Deus é o seu próprio caráter.33). depois de manifestações de infidelidade e rebeldia por parte do povo (Êx 17). 20. v. mas de ordens que devem ser obedecidas (Êx 24.13).13. como podemos ser aceitos por Deus? Procuremos respostas! I.20). Quanto no fato de que os verbos estão todos no imperativo.1 falou Deus todas estas palavras. O que temos nos capítulos 21 a 23 de Êxodo é uma ocasião em que. O caráter bondoso da aliança. B. INTRODUÇÃO Neste estudo faremos uma analise mais específica da lei moral de Deus.10-14. A concepção atual de verdade e moral caminha entre o relativismo e o subjetivismo. A "aliança" é um tema desenvolvido em toda a Escritura Sagrada. mas simplesmente estabelecendo imperativamente os preceitos deste vínculo de amor. O fato de que o estabelecimento e manutenção da aliança depende unicamente de Deus. Os quatro primeiros mandamentos descrevem como o povo deve relacionar-se com Deus. Graças a Deus. sintetizada pelos dez mandamentos. 18-20. O que é aqui chamado de "palavras". a quem o povo deve completa lealdade. 19. O subjetivismo ensina que os valores são construídos pelo sujeito.10. A soberania de Deus no estabelecimento da aliança pode ser vista tanto no fato de que Deus é quem procura o povo para estabelecê-la (Êx 19. 5. e notas. O ensino bíblico é o de que Deus estabeleceu uma aliança com o homem no Éden. 9. não se tratam de propostas de aceitação facultativa. “Daí é comum ouvirmos: ‘Você tem a sua verdade e eu tenho a minha” ou "isso era assim antigamente.4). Ne 9.9. noutros lugares é chamado de "mandamentos" (34. O caráter unilateral da aliança não deve nos distanciar da concepção de um Deus bondoso que procura o bem de seu povo em sua aliança. O caráter unilateral da aliança. a aliança de Deus com o seu povo é estabelecida e mantida soberanamente por ele. por que apesar de nossa infidelidade. Assim como Deus criou a ordem nos céus e na terra por meio de dez palavras (ver Gn 1. É assim que as pessoas pensam em nossa época. mas Deus procurando o homem. Não se vê o homem procurando Deus. as perfeições de seu caráter nas quais se baseiam os mandamentos são imutáveis também. Dt 4. assim também Deus criou a ordem na sociedade humana por meio de dez palavras.19). Deus renova a sua aliança.3-29).22-27.22-23. Dt 4. Em primeiro lugar temos o preâmbulo ("Eu sou o senhor teu Deus". ao passo que os demais mandamentos mostram como o povo de Deus deve relacionar-se entre si (Dt 4. A ausência de penalidades indica que o Decálogo não é um código jurídico. é a garantia da preservação da aliança. Essa é a razão pela qual se pode dizer que os dez mandamentos revelam a vontade atemporal e absoluta de Deus. Esses princípios da aliança são então aplicados no "Código da Aliança". Ao contrário das alianças humanas que são contratos entre duas pessoas. Não se vê Deus propondo ao homem uma aliança. Deus permanece fiel à sua aliança. O que eles requerem dos homens? Temos nós condição de cumpri-los à risca? Se não. 20. uma série de leis acompanhadas de penalidades.28. Essas são expressões da lei eterna de Deus que transcende ao Antigo e ao Novo Testamentos. em alguns momentos específicos da história Deus confirmoua. A bondade divina para com seu povo . O vocábulo hebraico para "palavra" (dabar) era o termo para as estipulações nos tratados políticos da época.13).23-25. mas antes. Sendo Deus imutável em seu ser. Deus é o Rei-Soberano de Israel. 10. A RENOVAÇÃO DA ALIANÇA Os dez mandamentos foram entregues no contexto de renovação da aliança de Deus com o seu povo. tanto do Velho quanto do Novo Testamentos. O relativismo é a teoria que ensina que os valores são construídos pelo consenso social em uma determinada época. O próprio Decálogo (do vocábulo grego que significa "dez palavras") reflete o antigo arcabouço dos tratados. Os mandamentos propriamente ditos são as estipulações do tratado. Deus falou somente esses mandamentos diretamente ao povo (vs. que se segue (20.1-17 Temos aqui os Dez Mandamentos ou "Dez Palavras" da aliança. A. 2). é um documento de base da aliança.

Assim. Esse fato aponta para o interesse de Deus de que as suas leis permanecessem. Todas as coisas que existem. da casa da servidão" (Êx 20. que te tirei da terra do Egito. teu Deus. isso também ceifará" (Gl 6. III.pode ser vista no fato de que a aliança contém promessas para ele (Êx 20. foi dar a ele a vida eterna. Amar é cumprir os mandamentos. Esse desejo também pode ser percebido no fato de que as leis foram entregues a Moisés duas vezes (Êx 20 e 34). e não fossem alteradas. Ou seja. portanto. para a Escritura Sagrada está mais relacionado a fazer coisas do que a sentir coisas. Ele é o Criador e sustentador de todas as coisas. voltando do encontro com Deus no Sinai. Ressaltamos que não se traía de Moisés.3~-39). duas "tábuas de pedra" (Êx 34. Esta relação mostra que amar. AS DUAS TÁBUAS DA LEI A lei foi entregue por Deus a Moisés. e maldição decorrente da desobediência. de maneira mais específica. A palavra tábua pode também ser traduzida por "placa" ou "prancha". mas o próprio Deus. é comum dividi-las de acordo com a distinção feita por Jesus quando resumiu os dez mandamentos no amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mt 22. colhe as conseqüências desastrosas de sua desobediência.7). teu Deus — Essas primeiras palavras apontam para a transcendência divina. Seu objetivo é lembrar o povo de duas razões pelas quais ele tinha autoridade para requerer obediência. e para ele existem. em virtude de que as duas primeiras tábuas foram quebradas por Moisés numa demonstração de ira.18). A INTRODUÇÃO AOS DEZ MANDAMENTOS As palavras introdutórias aos dez mandamentos apresentam o legislador. encontrou o povo festejando e adorando um bezerro de ouro (Êx 32. e é digno de obediência. Nelas encontramos o nome. Foi o próprio Deus quem falou essas palavras. encontra-se duplamente obrigado à obediência às suas leis.. Deus possui direitos autorais sobre elas. Sendo assim. A responsabilidade do homem na aliança. Além de Criador do povo de Israel. em duas tábuas (Êx 31. por ser o autor de todas as coisas. II. da casa da servidão — O segundo qualificador diz respeito à libertação do cativeiro.. Na linguagem do Novo Testamento: "aquilo que o homem semear. quando. A primeira tábua da lei: Mandamentos referentes à relação do homem com Deus .1). o homem é responsável pelo desfrute ou não das bênçãos da aliança. assinatura e selo do autor dos mandamentos. Embora não haja evidencia de que as tábuas da lei fossem divididas tematicamente. quando o homem obedece aos princípios da aliança. O duplo princípio da aliança de Deus com o seu povo é: bênçãos decorrentes da obediência. C. Levando em conta esta distinção. A. por ele. falou Deus todas estas palavras: Eu sou o SENHOR. Embora a aliança seja unilateral do ponto de vista de seu estabelecimento e manutenção.19 ). 1) Eu sou o SENHOR. pelo fato de ter sido por ele criado e redimido. Deus se apresenta como resgatador do mesmo. 2) . ele fala sério. o homem possui responsabilidades na aliança. O propósito de Deus em sua aliança com o homem estabelecida no Éden. por meio dele. Êxodo 20 se inicia com as palavras preparatórias para a entrega dos mandamentos: "Então. e quando Deus fala.1-2). Essas palavras introdutórias do decálogo funcionam como que qualificadores de Deus como legislador sobre Israel. ele colhe as conseqüências benéficas de sua obediência e quando desobedece.12). é possível dividir os mandamentos entre as duas tábuas como segue: Primeira Tábua Segunda Tábua Mandamentos 1a4 Mandamentos 5 a 10 Mandamentos referentes à relação do homem com Deus Mandamentos referentes à relação do homem com o seu próximo É digna de nota a relação que Cristo faz entre os mandamentos e o amor. e que mesmo as leis divinas são conselhos de um pai amoroso que ama os seus filhos e deseja guiar-lhes para o gozo destas promessas. O povo de Deus.que te tirei da terra do Egito.

O quarto mandamento exige a consagração do sétimo dia semanal de descanso para a dedicação exclusiva ao cultivo da comunhão com Deus. traduzida por sábado em Êxodo 20 por sábado significa literalmente "descanso".8). da maneira incorreta. Tanto a idolatria. os ferimentos e tudo o que tende à destruição da vida de alguém. e proíbe o tirar a própria vida ou a de outrem. A casos em que o tirar a vida não constitui em quebra do mandamento : Os pecados proibidos no sexto mandamento são: o tirar a nossa vida ou a de outrem. o vestuário indecente. Este mandamento exige dos filhos de Deus que eles o adorem conforme a sua santa vontade. própria ou do próximo. Embora o mandamento se refira diretamente ao contexto familiar. Isso inclui a menção irreverente. Ele exige dos homens que reconheçam o Senhor como único Deus e lhe rendam honra e louvor.5). os espancamentos. a pronta obediência aos seus mandamentos e conselhos legítimos. O segundo mandamento diz respeito à forma de adoração. a pornografia. B. a oração e ações de graças por eles. e as relações sexuais ilícitas. no segundo a adoração ao Deus verdadeiro. seja por meio de atitudes. também é proibida. 3). A segunda tábua da lei: Mandamentos referentes à relação do homem com o seu próximo 5° Mandamento: "Honra teu pai e tua mãe. É importante saber que a palavra "shabat". ele proíbe todo e qualquer tipo de impureza. O sétimo mandamento diz respeito à pureza sexual. 127) 6° Mandamento: "Não matarás" (Êx 20. Ele exige todo o esforço necessário para a manutenção da vida. ele proíbe a negação da adoração ao Deus verdadeiro ou a conferência de adoração a qualquer outro a adoração que somente a Ele é devida. O oitavo mandamento exige a justiça nos . (Catecismo Maior de Westminster. Resumidamente.12). bebida. o alcance do quinto mandamento é geral. teu Deus. a opressão. Consequentemente. p. para que sejam uma honra para eles e para o seu governo. a manutenção de suas pessoas e autoridade. Consequentemente ele proíbe todo uso irreverente ou impensado do nome do Senhor. a defesa. O sexto mandamento revela o valor que Deus dá à vida humana. te dá" (Êx 20. nem figura alguma de tudo que há em cima no Céu. o falso ensino em seu nome ou qualquer prejuízo de seu nome. Sendo assim. O primeiro mandamento diz respeito à exclusividade exigida por Deus. a fidelidade. para o santificar" (Êx 20. o uso imoderado de comida. Desde o princípio do mundo até à ressurreição de Cristo. ou seja. suportando as suas fraquezas e encobrindo-as com amor. 7° Mandamento: "Não adulterarás" (Êx 20. a contenda. a imitação de suas virtudes e graças. como o politeísmo são proibidos neste mandamento. A honra que os inferiores devem aos superiores é toda a devida reverência sincera.4. nem de coisa alguma que haja nas águas. exceto no caso de justiça pública. Podem-se incluir nas atividades condenadas por este mandamento. trabalho e recreios. ou qualquer atitude que concorra para isto. conforme os seus diversos graus e a natureza de suas posições. o terceiro mandamento exige respeito e consideração para com o nome do Senhor.14). palavras ou pensamentos.7). Não as adorarás.1° Mandamento: "Não terás outros deuses diante de mim" (v. e proíbe-lhes a confecção de imagens de Deus para a adoração. para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR. debaixo da terra. em palavras e em procedimento. ou defesa necessária. Ele legisla sobre a necessidade do reconhecimento e da obediência às autoridades em todos os níveis e esferas de relacionamento. nem lhes darás culto" (Êx 20. as palavras provocadoras. Deus proíbe a adoração a outros deuses. o desejo e as palavras impuras. guerra legitima. 3° Mandamento: "Não tomaras o nome do Senhor teu Deus em vão" (Êx 20. 4° Mandamento: "Lembra-te do dia de sábado. Se no primeiro mandamento. 8° Mandamento: "Não furtarás" (Êx 20. a devida submissão às suas correções. e do que há embaixo na terra. 2° Mandamento: "Não farás para ti imagem de escultura.15). Deus designou o sétimo dia da semana para o descanso semanal. tal como o descumprimento de votos estabelecidos diante dele.13). O quinto mandamento exige obediência ao princípio de autoridade.

que sintetiza a lei moral de Deus para o homem. 10° Mandamento: "Não cobiçarás a casa do teu próximo" (Êx 20. A sua obediência fez com que a sua morte na cruz fosse pelos pecados de sua Igreja e não por qualquer transgressão sua.10). no sermão da montanha. IV. necessitadas do sangue redentor dê Cristo para purificação de seus pecados. O décimo mandamento. portanto. devemos considerar o fato de que.1-2). Ou seja. a função da lei é mostrar ao homem sua própria miséria. mas sob a graça de Deus. Por que Cristo obedeceu a lei em nosso lugar.ato supremo de amor de Deus para conosco. a fim de que fossemos justificados por fé (Gl 3. E ainda: a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo. sobre o espírito da lei. Sendo assim. de acordo com o ensino de Paulo. mas tropeça em um só ponto. O décimo mandamento exige de nós uma atitude de contentamento diante de nossa condição e proíbe todo sentimento de inveja e tristeza em virtude da prosperidade de nosso próximo. em todos os seus aspectos. Algumas atitudes que se constituem em quebra desta norma são: silencio diante da verdade. O décimo mandamento é aquele que manifesta o espírito da Lei concedida por Deus. pois é santo e justo em todas as suas ações e nunca quebrou qualquer um dos Dez Mandamentos. 9° Mandamento: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo" (Êx 20.20).17). o que é impossível a todo homem natural . Jesus Cristo obedeceu completamente a lei. no entanto. conduzi-lo a confiar na obediência de Cristo Jesus. A quebra do décimo mandamento. O nono mandamento legisla sobre a necessidade da promoção da verdade nos relacionamentos e sobre o dever que temos de zelar pela boa reputação uns dos outros. segundo a Escritura Sagrada. Sendo assim. aparentemente. participando de todos os seus requerimentos e cerimônias que apontavam para Ele próprio. Isso se deve ao fato de que o padrão divino é altíssimo e inalcançável. a nós mesmos nos enganamos e a verdade não está em nós (I Jo 1. e assim. convencê-lo de sua incapacidade. Ali ele menciona vários mandamentos. 17). para ser merecedora do juízo de Deus. Sendo assim. não estamos mais sob a obrigação de obedecer a lei de Deus como condição para a salvação. Se Cristo obedeceu à lei em nosso lugar. Se odiamos no nosso coração. calúnia.16). Essa quebra interna já coloca as pessoas como pecadoras. se inicia e termina no coração de cada um. qual é o papel da lei? Paulo afirma que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado (Rm 3. Jesus obedeceu igualmente a Lei Cerimonial. O CUMPRIMENTO DA LEI Uma vez que encerramos a análise dos dez mandamentos. não abolindo esses (v. A palavra "aio" usada neste texto significa literalmente "guia". É verdade que não estamos sob a lei. dentre outras . em Mt 5.20). como judeu que era. homem algum pode ser salvo por meio de sua própria obediência à lei. Essa mesma chamada à atenção. mesmo sem o ato externo (que agrava o pecado). toda atitude que contribui para a permanência da mentira e má fama do próximo é quebra deste mandamento. não é necessário que alguém mate. se torna culpado de todos (Tg 2. temos ainda alguma obrigação para com a lei moral de Deus? Em que sentido estamos debaixo da graça e não da lei? Não estamos mais debaixo da lei.8).21 -37. ser avaliados pelas pessoas por atos externos. O Apóstolo Paulo afirma claramente que ninguém será justificado diante dele (Deus) por obras da lei (Rm 3.Se dissermos que não temos pecado nenhum. Tiago afirma que qualquer que guarda toda a lei. Sendo Deus um ser perfeito. somente uma obediência perfeita poderia satisfazer a sua justiça. Jesus obedeceu a Lei Moral. No entanto. ele já está quebrado perante Deus. pois viveu no período em que ela ainda se encontrava em vigor. difamação. devemos para que nosso entendimento dessa expressão não desconsidere a validade normativa da lei moral de Deus para os . Sua obediência o qualificou para ser o nosso substituto . Ele obedeceu à Lei Civil. no sentido de que não mais estamos sob a condenação da lei (Rm 8. ou visão do próximo como oportunidade de obtenção de lucro. o único que obedeceu perfeitamente a lei de Deus. mas indicando que se o mandamento for quebrado no coração. nos ensina que Deus olha no nosso Intimo.24). pré-julgamento e inveja. é transmitida e ensinada por Jesus. fofoca. já quebramos o sexto mandamento. e todos os que foram por ele resgatados não estão mais sob ela. mas sob a graça.relacionamentos interpessoais e proíbe qualquer aquisição injusta de bens. Todos os nove mandamentos que o precedem podem.

vivemos melhor e em harmonia não apenas com o nosso Deus. daquele que sabe o que é melhor para ele. mas reconhecemos que a lei de Deus funciona! Isto nos levará a exclamar como o salmista: Terei prazer nos teus decretos. Deus exige que o homem ame a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. continuamos sob a obrigação de obedecer a lei por outras razões: 1) manifestar gratidão pela obra de Cristo (Rm 12. o que significa observar os dez mandamentos. são os meus conselheiros (SI 119. 3) Testemunhar o evangelho da graça (I Pé 2.16. A obediência à lei de Deus deve ser vista como mais que obrigação. harmonia. não me esquecerei da tua palavra. são vidas honestas. do criador do homem. os salvos em Cristo. filhos obedientes. Quando seguimos a lei de Deus.nossos dias. . Nós. São prescrições que emanam do Deus Todo-Poderoso. como um benefício próprio (Pv 3. seu papel é conscientizar-nos de nossa incapacidade e nos conduzir ao único que plenamente a cumpriu. que dele procede. A síntese destes padrões contempla a relação do homem com Deus e a relação do homem com o seu próximo. Com efeito.1-8). CONCLUSÃO Existem padrões morais absolutos. 2) evidenciar o novo nascimento (IJo 2. famílias fortes. Cristo Jesus.11-12). Considerando que não podemos cumprir a lei perfeitamente. paz e tranqüilidade. O resultado dos mandamentos de Deus. Os mandamentos não são uma mera proposição ou abstração teórica. sabedoria e amor.27). mas com os nossos semelhantes e com a própria natureza. pais com entendimento.1). ausência de violência. os teus testemunhos são o meu prazer. O pragmatismo não rege as nossas vidas. A lei moral de Deus sintetizada pelos dez mandamentos constitui os padrões absolutos de Deus para a vida humana. ajustadas.5).

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